Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00912


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Full Text
ANfO XXXI.
N. 66.
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>.v
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I
Ks
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
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QUARTA FEIRA 21 DE MARCO DE 1855.

Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO
PERNAMBUCO
EXCARBBGADOt DA SUBSCRIPCA'O-
Recfe, o propriet?rio M. F. de Farin ; Rio de Ja-
neiro, o Sr. JoSo Pereira Martina; Babia, o Sr. I).
Duprad ; Mefi, oSr. Joaquim Bernardo de Men-
; Paraliiba, o Sr. Gervazio Vielor da Nalivi-
ilade ; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio l>ereira Jnior ;
Aracaly. oSr. Antonio de Lcinos Braga; Cear, o Sr.
VirUiri ano Augusto Borges; Maranhao, o Sr. Joa-
qiiim Marques Rodrigues ; Piauhy, e Sr. Domingos
Itercnlano Ackiles Pessoa Cearence ; Para. oSr. Jus-
tino J. Ramos ; Amazoua, o Sr. Jeronymo da Costa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 3/4 e 28 d. por li*.
Paris, 310 rs. por 1 f.
Lisboa, 95 a 98 por 100.
Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Acedes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Discerni de leilras de 8 a 10 por 0/0.
Ouro.
Prata.
METAES.
Oncas hespanholas* . . 299000
Modas de 60400 velhas. . 169000
de 63*400 novas. . 16000
de 4)1000. . 9000
Pataces brasileiros. . . 19940
Pesos columnarios, . . 19940
mexicanos. . . 15860
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruart'i, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 13.
\illa-Bella, Boa-Vista,ExeOuricury,a 13e28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
I'RF.AMAR DE MOJE.
Primeira s 6 horas e 54 minutos da manha.
Segunda s 7 horas e 18 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundase quintas-feiras.
Rclacao, tercas-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1* vara do civel, segundas e sextas ao meio dia.
2" vara do civel, quartase sabbados ao meio dia.
ri'iii:\ti:i:iiti:s.
Marco 3 La cheia as 8 horas, 22 minutos e
40 segundos da tarde.
11 Quarto minguante aos 11 minutos e
37 segundos da tarde.
18 La nova as 2 horas, 25 minutos
31 segundos da manha.
95 Quarto crescenle aos 5 minutos e
37 segundos da manha.
DAS DA SEMANA.
19 Segunda. (Estajeo aos Ss. 4 coroados) S. Jos
20 Terca. (Eslacao a S. Lourenco Dmaso.)
21 Quarta. (Esl'acao a S. Paulo) S. Bento ah.
22 Quinta. (Eslacao aos S*. Silvestre e Marliuho)
23 Sexta. (Eslacao a S Euzebio) S. Victoriano.
24 Sabbado. (KstocaoaS. Nicolao in carcere. )
25 Domingo, da Paixao ( Eslacao a S. Pedro)
Annunciacao da SS. Virgem Mi de Dos,
fABTE OmCUL.
MINISTERIO DA JUSTINA.
1569 3 de marro de 1855.
Approva o ment de costas judiciarias, man-
dado orga x pclalein. 60* de 3 dejolhode
1851.
ib, em virtude do arl. 102. ti da
ra execurao do 5 lo do arl. 1 da
julliodc 1851, approvar o reg-
liciirias que com este baixa, as-
signado por Jote Thomaz N.ibuco de Araujo do nieu
i-onscl niitro e secretario de estado dos nego-
|tie assim o tenlia entendido c Tara
lacio do Rio de Janeiro, em 3 de mar-
ro de 1855, trigsimo quarto da independencia e do
imperio.Com a rubrica de Sua Magcstide o Im-
perador.Jos Thomaz Sabuco de Aravjo.
Regiment das castas judiciarias a qne
se refere o decreto n. 1569, da da-
ta cleste.
PARTE !. K
DOS I1TI71
limoitmenlot dv
no
CAPI1
mstancia
ubercm na
Ibes com-
de cada
Doi ju\
Artigo 1. 1
sua al
pete conlu
K leOOO
Art. Em tndo o niais terio os mes-
mos emolumentos que furem marcados
para oii jaiu* municipaes c jui/.cs do
civil.............
CAPITULO II.
lunic'poe< e juise do cicel.
tencas proferidas sobre
o ponto principal da causa, quer sej.i or-
dinaria, summaria ou evecutiva, o so-
bre e* peremptorias, recbenlo
pela maneira seguinte :
io valor nao eiceder da
quantia da jQLt}. ....
Basta qaanna a i :00080IH>.
I.
De 000!
E dahi para cima........
Se pelo julgamenlo da excepcao pe-
remptoria nao Hadar o processo, nao la-
ver repel cao desles emolumeiilos no
julsintento final, e os auln^ se far.ii. r,m-
clusos com o preparo feito para a c\-
ccpi;ao peremptoria.
Art. 1. Das sentenras definitivas pro-
feridas sobre embargos de terceiro, ge-
nitor e possnidor, ou prrjudicadn, e so-
bra artigos de preferencia ou rateio, te-
rao os mesmns emulumcnlus mareados
no artigo antecedente, regulando-so a
respeilo daqoellas pelo valor dado ao ob-
jeeto a respeilo do qual so liverem op-
posto os embargos, e quanto a estas pelo
liquido recolhidn a deposito ou valor do
objeeto adjudicado sobre o qual se liver
dispu' nciaou rateio.
rtm proferidas so-
a sentenca ou
r que 'ja a nalu-
; sobre arligos de liquidarlo.
lo por arbitras, ferio a mela-
lumcntos na mesma ordem e
da para a* sentenras dc-
liniti-
o liouvcr reconvenrao, o
ta ao da ncrao para
Ds emolumentos, po-
3 no processo assislcnles, ou
chaver accrescimo algum
de emetamenlos.
krt. 7. Dio sentenras proferidas sobre
exceproes dilatorias, Juslificaces inci-
eparntorias, artigos de alten-
lado, do habilitado e oatros incidentes,
lauto na e?to com* na execuc.ao, qual-
qner que saja o valor e nalureza da
causa.............
Art. 8. Das sentencas sobre jaslifica-
coe para embargo ou sequeslro, e man-
dado de delcntflo.........
E dasaertenca final sobre a subsislen-
cia ou insufoistencia do embargo, se-
cado oa detenrao tero a mesma quan-
qualquer qne seja o valor da causa.
9. Das sonleocas sobre quaesquer
outrajjostiRcatOes, das que se tiverem
r em processos em que nao liou-
iflio de valor, das quejulga-
a 00 composi(es amigi-
cas, protestos, contra-protestos,
e das qae homologarem qualquer acto. .
1*000
28000
3JJCMI0
iSOOO
5j(O
i.y.ioo
*00
oa
iSOOO
Arl. 10. Das sentenras de condemna-
530 de preceito, qualqoer que seja a
quantia confessada........
Arl. II. Das sentenras da absolviro
da instancia o das que so proferirem na
aeco de juramento d'alma, qualquer
que seja o pedido.........
Art. 12. Das parlilhas judicialmente
feitas, perceberao, al 1:0008000. .
At 3:0003000.........
At 6:0005000.........
At 10:0008000.........
E dabi para cima, qualquer que seja
a importancia do monte-mr.....
E o mesmo lerao de sobrepartillia, a-
sim como da coma 011 calculo, quando
liouvcr um s berdeiro.
Se porcm a partilha on sobrepnrlilha,
for amigavel, levarao a nielado dos ditos
emolumentos.
E da emenda da partilha ou sobrepar-
tillia nada perceberao.
Arl. 13. A estes emolumentos somente
lerSo direito aquelles jimes perante
quera se houver feito a partilha 011 sobre-
parlilha judicial ; aquelles que somente
a juluarein perceberao.......
- Arl. 1i. Dos mandados de preceito,
h oulros quaesquer mandados e simp-
les prccalorios..........
Art. 15. Das cartas precatorias, qual-
quer que seja o fim a que ellas se diri-
gircm............
Arl. 16. Dos edilaei e alvars de edic-
tos. ............
Art. 17. De qualquer juramento que
deferirem por pessoa.......
l'orm ao iiiveutarianle para principio
do inventario..........
Art. 18. Das inqueriroes de lestemu-
nhas on informantes, e dos depnimenlos
das parles, lerao por cada depoimenlo .
Porcm nada perceberao pelo juramento
que Ihes deferirem.
Art. 19. De qualquer examc que pe-
rante ellos se fizer nos seus audito-
rios.............
Art. 20. Das cartas de perfilhacao c le-
giliroacao, ou aSopcao, e de insinuacao
de doacao........
E dasprovises de opere demoliendo e
oulras quaesquer........
Arl. 21. Dos livros cuja abertura, en-
cerranicnto, numeraran e rubrica Ibes
compelir, lerao por cada follia, .
E\ce|uain-sc os livros dos escrivaes
oue perante cites servirera, dos quaes na-
da perceberao.
Art. 22. Do scllo^^,sentcnca6, carias,
alwlrase prov:< >j 1 ^ares onde nao
haTcbancellnria. .( ^^ .
Art. 23. De cada attr -s(e arre-
inalado, quer seja movel,.^ .'^nte ou
de raz :
ftj ....
MWI....
500.3 ... ,
1:0003 .. .
2:0003 ....
<:0003 ....
Dabi para cima ,
No caso de adjadicarao lerao o mes-
mo, calculando-se sobre a avalia^ao
delta.
Arl. 2i. Ue cada vistoria ou diligencia
a que forem dentro da cidade ou villa,
nao sendo ex- officio........
Sendo fura da cidade ou villa, ou no
mar.............
E alcm disto os emolumentos que Ihes
compelirem pelos actos que pralicarem,e
dandu-se conducho fornecida pela parle
que liver inleres causa.
Art. 25. Se a diligencia for em distan-
cia que nao exceda de ditas leguas do lu-
gar da residencia dos juizes nao tero
cousa alguma a Ululo de caminho; se ex-
ceder vencerlo caminho i razao do 13
por cada legua na ida e outro tanto na
volla.
Arl. 2C. Se a diligencia nao se puder
fuialisar em um dia trabalbando-se al
o por do sol, levarao por estada de cada
dia.............
Arl. -27. Se sahirem de suas residencias
para mais de urna diligencia, o caminho
se contar auccessivamenle de um ponto
a oulro pela estrada mais curia.
Art. 28. Se por qualquer cansa que nao
seja por faci ou omis>ao do juiz ou do
escrivao se nao cfTectuar a dilinancia de-
pois de terera estes sahido de suas casas,
18000
500
23000
4-^000
63000
88000
IOjOOO
I3OOO
200
500
300
200
1^)00
100
23000
3000
33OOO
80
vencerlo os emolumentos na forma do
art. 24, como se a diligencia se livesse ef-
fectuado.
Art. 29. Quando o juiz se transportar
ao mesmo luzar para praticar mais de
um acto 011 diligencia relativos a diversas
causas ou pessoas, as cusas do caminho
sero entre ellas rateiadas, c as deesta-
dase dividir jo lambem pelas ditas pes-
soas em proporcSo da demora do acto ou
diligencia respectivas.
, CAPITULO III.
Dos juizes de orphaos, e alsenles.
Da assignatura das cartas de emancipa-
o ou supplemenlo de idade ....
ProvisOes de lulella.......
Alvara de snpprimento de licenra para
casamento ou de aulorisaco para esse
fim.............
Ditos de aulorisaco para qualquer ou-
lro objeeto..........
Do julgamenlo das cotilas de lulella .
Art. 3t. Como juizes de ausentes, as
arremata ;Ocs dos bens de que lem porcen-
lagem, somente recbenlo por a melade
os emolumentos marcados para os juizes
municipaes; e as arrecadaces, que co-
mo laes forem fazer, nao vencern mais
do que um dia de estada alm do ca-
minho.
Arl. 32. Aos juizes de orphaos nunca
se poder contar maior estada que de tres
dias, qualquer que seja o excesso desse
numero de dias que gastem em cada in-
ventario lora de snas residencias. Em
ludo se rcsularao pelo que vai marcado
para os juizes muuicipaes no capitulo
2.
CAPITULO IV.
Dosjuizes.dos feilos da fazenda.
Arl. 33. Em lodos os actos que prati-
carcm em razao de sous empregus, e sen-
tencas que proferirem, tcrSo os mesmos
emolumentos marcados para os juizes mu-
nicipaes e do civel; porcm aquellts juizes
que perceberem porcenlagensou commis-
ses da fazenda publica rceberao por
ameladc os emolumentos das arremata-
cocs.
CAPITULO Y.
D*s proredor a de capelln e residuos.
Arl. 31. Da abertura c cumpra-se dos
testamentos e codicillos......
Art. 35. Da tomada das conlas de ca-
pellft:'*
2.3OOO
3.7OOO
tgOOO
13000
230U0
Al
At
Al
At
Al

300
200
400
13000
23000
:ooo
13000
53000
At
Al
Al
At
20030011
4OU30UO .
1:0003000,
2:000000.
I3OOO
i '.
2 >
3 5
6 *
27000
FOLHETig,
0 GAPITAO PLOOEYEN. (*)
Far E. Gaudln.
SEGUNDA PABTE.
L-

111
O andar dos aeonleeimenlos.
De todas as pessoa que tinham \ indo a praia as-
sistir ,1 partida do brisue, uenhuma entranhava essa
imrnobidade mais do que lia Branca, a qual viera
loso ao rompor d'alva para v-lo abrir as azas e ga-
libar o alto mar, segundo o aununciara o rapitau
l'louevcn, querendo asislir a esse espectculo como
urna ultima compensaran da aclividade que deseo-
volvra na vaspera, aclividade de que as quarenla
piastras nao a liuham uflicicnleinenic inderanisado.
l'orm o Oregeois recusava prcslar-se a isso: o con-
vez eslava despovoadu e as vergas desertas. Que si^-
nilicava esse capricho'.' Amlala perd ia-se em con-
jecluras.
Nada llie fallava, dizia ella comsigo acompa-
opdo estas palavms de urna recapitularao rpida ;
:lo foi embarcado ante de meia-noiti!, "como que-
ra esse lerrivcl capillo. Cem gallinhai, vinlee dous
porcos, seis carneiros e seis quarlos de liui; ludo de
boa qualidade e por mdicos preros. O mesmo quan-
to ao fructos e nos legumes : fumn nceessarias tri-
la carradas para conduzir ludo. Ese charo capilAo e
sua cenle lem com qne regalar-te Fui como nina
devaslarSo ; nac'a mais resla em (res leguas ao re-
dor. Como nao seria assim ? Quem paga betn lem o
direUa de ser bem servi.io. Elle o fci e osera se
vollar. Ee rapito nao me desagtadaria : ollios
bellos, feiroes dislinetas e um ar nnlire. E demais
se elle jura cuino pagao, be gciierjso como um
tiiristae.
Em leitemunho destas ullimas palavras, .1 muala
fez resoar a moedas de que Italia a algibeira cheia,
e ruiiliiiiiou :
Siro, be generoso como um rhrisfclo lietlas
piastras ainda novas! Nao enrarrego-me de ili/.er
quanlo cuslaram-lhe, nem donde vieram-lhe. Cada
um trata de seus negocios; tanto peior para es que
na porlam-se boneslnmenle.
Eiilrclanlo apezar de tao judiciosa reHexSo, o brl-
gue permanecia immovel e como adormecido, recu-
sando .1 lia Branca as salisfaccoes que ella linha o
direito de esperar.
Que maudrio.' tornou a muala ; ncm di lig-
de^ vida Nao posso perder o lempo aqui es-
Elle partir quando quizer. Yotlemos.
53000
83OOO
$*w
naes 1
pera.
() VideoiWarwB. 63.
Repeli esta ultima palavra vinle vezes anlcs de
dar-lhc uma.ueeucao seria ; emfim relirou-se ao
seu ajoupa para reslabeleccr um pouco a ordem, da
qual elle careca em consequencia das operares da
vespera ; porquanlo a equipagem do Gregeoii o po-
zera em estado de cerco, e nada ficra intacto, nem
um copo, nem urna esleir, nem nma garrafa. Essas
deslruices tinham sido largamente pagas ; mas res-
lava renovar os fundos e varrer toda a casa, a qual
eslava juncada de reliquias, garrafas quebradas e
vestigios de incendio. Era muito para admirar que
essa frgil conslruccao eslivesse anda em pe; assim
a muala vendo tal devaslacflo sollava os suspiros
mais profundos, que seu peilo poda exhalar.
Todo islo foi paso, dizia ella, e bera pago
nao queno-me ; porque anda quando livessem-me
incendiado a cboupaua, eu teria lirado iudemnisada.
Nunca vi lanas piastras '. sem duvida essa gente cu-
nta mueda. Mas terian podido poupar mais minha
pobre casa. Meu Dos, vejam o que lizeram. Qae-
braram-mc o espelba; despedacaram-me os jarros de
flores; urna legi.io de diabos nao leria causado mais
mal. Felizmente vio relirar-sc ; boa viagem, meus
amigos. Desa maneira, depois de terem incendiado
a caa, Icriam assado a dona ; boa viagem ; nao per-
milla Dos que eu torne a ver-vos. Deixasles-nie
vossas piastras; isso he 11 essencial; Salanaz tome o
fttlo, se quzcr ; bom proveilo Ihe fa^a.
Eiercendo essas recriminaees, a mulata trabalha-
va activH.nriiie para reparar os damnos mais sensi-
vcu. Desembaracava a casa dos deslroc.os que a obs-
truan!, sacuda as esleir, lancava fra as garrafas
quebradas, e arrumava em um canto as que linham
escapado a cxecuc.lo geral. Assim depois deum nau-
fragio recolhem-se os desirocos que as ondas lanca-
ram sobre a praia para diminuir os effelos do desas-
ir, e recobrar os restos do carregamenlo. Ta Bran-
ca applicaa-sc a urna operaran desse cenero, c
proporrao que reslabclecia a ordem no ajoupa. sen-
lia ocoracao lliviar-se-lhe, erespirava mais fcil-
mente percorreudo a cata com um olhar mais salis-
fcilo; porein se descubra alguma devastacao inespe-
rada, lurnava :
Que selvau-ens! Felizmente vao relirar-se.
Depois acresrenlava cedendo a urna inspirarao
cheia de prudencia :
Vamos certificar-nos.
Com eflctii. estn lia a cabeca rra do ajoupa, c
laucando os olhos robre o mar, exclamou :
Ainda est all! Quera o retem ?
Este manejo foi repelido mnilas vezes at qq_e um
incidente poz-lbc ferino. Em um desses movmen-
tos a muala achou-se em frente do capitao Ploue-
ven, c/ecuou como se livesse visto um espectro, lao
pouco esperava v-lo.
O senhor aqui! exclamou ella fazendo alguns
esfnr^os para serenaras?.
U capitao nao respondeu-lhe; seu semblanle nSn
linha a eipresso ordinaria, eslava mais triste do
que sombro, mais melancolice do que severo. To-
rnou um Umborele que achou nao, e atsentou-
23OOO
33000
E dabi para cima.......
Arl. 36. Do julgamenlo das conlas, do
testamento..........
Alem do .1 por cenlo do residuo, nos
casos em que o houver.
Em ludo o mais se regularao pelo que
vai marcado para os juizes municipaes ;
porem as arremalacoes dos bens do
evento de que lem porcentagem rcebe-
rao amelade dos emolumentos.
CAPITULO. VI.
Dos juizes de direito.
Art. 37 Das decises sobre aggravos de
pelicao ou instrumento......
Dos juramentos das appellaces de
que trata a lei do 11 de outubro de 1837.
Arl. 38. De tomarem conlas aos tuto-
res e lestamenleros, o mesmo que est
marcado para os juizes de orphaos e pro-
vedores de capel las e residuos na lomada
dessas conlas.
De revereru as contas ja lomadas, nada
levarao;
TITULO II.
Dos emolumentos aparle criminal e policial.
CAPITULO. I.
Do juizes de paz, delegados e subdelegados de
polica e juizes municipaes.
Art. 39. De assislircm .1 forn.ac.lo do
corpo de delicio directo ou qualquer ou-
lro exame...........
A qualquer busca, nao sendo ex-oflicio.
Art. 10. De qualquer juramento que
que deferirem, por cada pessoa. .
Sendo porem ao qucixoso ou denunci-
ante, por cada um........
Art. ti. Dos interrogatorios dos reos e
inquiricoes de tcstemunhas lerao de cada
um.............
Nada porem lerao pelo juramento,
nem pela acareacao quando houver.
Arl. i->. Dosjulgameulosda fianra.. .
Di lo das suspeires. ......
Ditos nos crimes cuja decisao final Ihes
25OOO
13000
MU
500
2*M>0
25000
compete...........
Art. 11. Da pronuncia.ou improceden-
cia da queia, ou denuncia, ou procedi-
mento ex-ollico........
Da sustenlacao ou revogacao dessas
decises; o mesmo.
Arl. 14. Das sentenras que obrigam
ou nao a termo de bem viver ou se-
guranza, de cada um dos obrigados ou
nao obrigados..........
De toda e qualquer decisao que ponha
termo ao processo, ou sobre prescrpcao
oujulgandn a aeco pcrempla. .
Da que sement julgar o lancamento,
leudo de continuar a necusarao por par-
te da justicia..........
Art. 45. Do julgamenlo da graca de
perdao, modilicacao ou commutac,ao de
pena :
Em crimes aiancaveis......
Em crimes inalliancaveis.....
De quaesquer mandados ou guias .
E dos edilaes 011 alvars quaesquer. .
CAPITULO II.
Dos che/cs de polica.
Art. 46. Quando por s exercerem as
allribuicas que compelem aos delega-
dos, subdelegados e juizes municipaes,
lerao os mesmos emolumentos marcados
para estes no capitulo antecedente. .
CAPITULO III.
Dos juizes de direito.
Art. 47. Das sentenras proferidas sobre
recursos que para elle se lenham inler-
posto......,.....
Ditas sobre appellac/ies......
Art. 48. Do juramento deferido aos
jurados, de cada jurado......
Dos quesitos feilos ao jury.....
E dts senlencas proferidas sobre deci-
ses do jury..........
Art. 49. Das senlcnca- e actos que
pralicarem nos processos de responsabili-
dade, nos de que (rala a le de 2 julho de
1850, e em todos os mais casos nao espe-
cificados ueste capitulo, lerao os mesmos
emolumentos marcados para os juizes mu-
nicipaes no capitulo l. dele titnlo.
CAPITULO IV.
Dos auditores de marinha.
Art. 50. Nos processos cujo conboci-
cimento e decisao final Ihes compele,
perceberao os mesmos emolumentos mar-
cados para os juizes municipaes e de di-
reito nos crimes cuja dccis.lo final Ibes
compete.
E quanlo as arremalacoes de que lem
porcentagem rceberao a melade dos erao-
'umeulos do arl. 23.
CAPITULO V.
Dispatiriies geracs.
Arl. 51. Quaudo a jniinii ipalidade for
condemnada as cusas somente pasar
melade ilesles emolnmcnl >s ; a oulra
melade perderao os juizes, escrivaes b
mais empreados que os liverem vencido.
TTULO III.
Das relaccs.
CAPITULO I.
Das cautas deeis.
Art. 52. O preparo das causas civeis
que liverem de subir coocluso do tri-
bunal se regular da maneira seguinte .
as causas al o valor de 5008000. .
Al 1:0003000........
At 2:0008000........
Al 4:0003000........
Al 6:0008000........
Al 8:0008000e dabi para cima .
Arl. 53. Depois de jolgadas as causas,
sendo osaccordaos embargados, a melade
destat quanlias, quer seja um ou mais
embargantes ao mesmo accordo.
Arl. 54. Dos aggravos de instrumentos
e dias de apparecer, qualquer que teja o
valor da causa.........
Art. 55. Dos de policio, carias leste-
munhaves, conflictos de jurisdicrAo, ar-
ligos do babilitacao e de suspeires .
Arl. 56. Da assignatura da ordem ci-
tatoria c de inquii ic.io......
De qualquer juramento que deferirem.
E o mesmo dos mandados.
Arl. 57. Das proroganes de lempo
para inventario.........
E dos recursos de qualificajao. .
CAPITULO II.
Das causas crimes.
Arl. 58. De cada processo deappella-
caocrime qualquer que seja.....
E a mesma quantia dos recursos.
Arl. 59. Nos processos de respousabi-
lidade cobrarse-bao em dobro os emolu-
23000
2*100
13000
2S000
I9OOO
43000
83000
200
300
33000
I3OOO
200
23000
48000
menlos que tem os juizes de direilo nos
processos cujo conhecimenlo e decisao
final Ihes compele.
CAPITULO III.
Disposirao geral.
Arl. 60. Estcsemolumentosscrao cobrados e re-
partidos pela mesma maneira at aqui pralicada.
CAPITULO. IV.
Dos presidentes ilas ralares.
Art. 61. Dasdislribuires dos proces-
sos............. 300
De qualquer juramento, o mesmo.
E bem assim das carias, senlencas, e
lodo e qualquer papel que transitar pe-
la chancellara.
Art. 62. Daslcencas que Ihes compe-
te conceder. ,...... I7OOO
Das ordens de soltara, o mesmo.
E ilas provises para solicitadores. 53000
E dosadvogados nao formados, 83OOO
Parre II.Dos adeogados, solicitadores, curado-
res e promotores.
TITULO NICO.
CAPITULO I.
Dos adeogados.
Arl. 63. Aos advogados conlrar-se-ha
pelas pe'icoes de conciliar,ao. qualquer
que seja a causa ........ 23OOO
Ditas para principio de accao em que
se na d libcllo........ 48000
Dilas para embargo ou arresto, manda-
do de dclcncaii, scqueslro, embargo de
obra nova........... 4,000
Dita oflerecida por embarsos. 43OOO
Dita servndo de libcllo as acres or-
dinarias. I........... 8-7OOO
Dita para corpo de delicie ou qual-
quer oulro exame.....*. 23000
Hila de queixa ou denuncia. 53000
Todas as mais petiees, tanto no civel
como no crime......... 18000
Art. 64. I.ibellos tanto no civel como
no crime, embargos de terceiro, senhor
e possuidor, ou lerceiro prejudicado, ar-
lgos de preferencia ou ralcio, de cada
um desles articulados....... IO.3OOO
Contrariedades a estes arligos, nao
sendo por simples negacao o mesmo.
Replicas e treplicas, nao sendo por
simples negacao, cada urna..... 18000
Art. 65. Embargos oppostns snotfi-
cares, s assignaroes de dez dias e a
qualquer accao summaria ou excculva,
011 a qualquer procedimcnlo qne se con-
teste por esse meio.....1. IO3OOO
As contrariedades a respeilo delles,
o mesmo.
E as replicas c treplicas, de cada
iirninri
se ; depois erguendo os olhos reparn na desordem
que reraava no cslabelecimenlo, e perguntou :
Que significa essa deslruicao?
Ta Branca vio que sua physionomia annunciava
lempcsladc, e que havia um" eslrondo a bordo do
Cregeois, se ella nao inlerviesse. Dentis isso era urna
questao de consciencia ; pois fura largamente iudeni-
nisada ; assim respondeu cora urna indifferenca per-
fcllmente fingida:
Niuguem, senhor, ninguem ; foi minha ausen-
cia que causou isto.
Sua ausencia? tornou o capitao. Essedesinlc-
resse faz-lhe honra, la Branca ; mas nao deixo-me
engaar assim. Esses cachimbos queb/ados, esses co-
pos despedaeados, esses principios de incendio s3o o
resoltado de sua ausencia? Nao; o Gregeois leve
alguma parle nisso.
Oh! nao, senhor, replicn a mulata.
Basta, eontinuou I'loueven, bem sei o que ve-
jo, e nao necessito de suas confissoes. Antes de anoi-
lecer, se fallar a esse respeilo a bordo do brigue ;
pos nao posso tolerar scmelhanle deslruicao. Con-
vm maule r a disciplina em Ierra assim como a bor-
do, uem mais nem menos. Nao sao pocos os exees-
sos a que o officio arrasta para acrcscentar-lhes ou-
lros sem necessidade. Releva punir os m.ios hbitos
bem como punem-se as desobediencias com severi-
dade e rigor : quero com mandar homens e nao bru-
tos. Bao de haver exemplos a bordo esla larde, e vi-
gorosos !
Fallando assim, o rapiao mostrava dirigir-se me-
nos a mulata do que a aecusaees secretas, e a orna
fermenlacao interior. Um veo de tristeza havia-lhc
colierlo a fronte, orna expressao de amargura reina-
va-lhe nos labios, dos quaes pareca prestes a esca-
par o pezar, e lalvez o remorso. Nao profera raas
jura, nem encolerisava-se ; o que linha era soflri-
mento e nao colera. Por isso a mulata nao atreva-
se a insistir, conbecendo pela firmeza do accento que
s^ia inlervenrao seria intil.
Infclizes! contiuuou o cipiao. Quebrarem
P PZpr e 1'eLnir! ''''-aram ao menos odamno?
Oh! sim, senhor, respondeu lia Branca alegre
por adiar urna eircumslanca allenuanle qus fizesse
valer; eslou salisrela a esse respeilo, completamen-
te satisfeila. Nada reclamo.
Delles, coiivenho, lia Branca; mas de mim?
DeV. S.1 ea que titulo ?
Como chefe sou lambem rcsponsavel. Devia
ter impedido essas desordens, e nao lendo-o feito
devo repara-las. Vine, diz que el les pagaram por
si, nao he verdiide?
-- Sim, senhor, e uiui generosamente.
Pois bem, eis aqui pela minha parte, tornou o
capitao metiendo vinle moedas de ouro na mo da
mulata.
Todo esse dinheiro para mim, senhor excla-
mou ella maravilhada e assaslada ao mesmo lempo.
Sim. lia Branca. Quero que partiado desla
cotia, o Gregeois t deiie boas lembranrai.
23400
48800
73200
93600
125000
15-7000
tsoo
2.340O
18000
300
123800
63OOO
53800
Ah I o senhor pode ficar certo disso. Todo
esse ouro!
Nunca a pobre mulher rivera semelhanle somma
sua disposirao; por isso esperimenlava urna espe-
cie de extase. Conservava as moedas na m.io, sem
misar fazer um movimenlo, receiando que fosse um
snnbo. e que Iheescapassera inopinadamente. I'loue-
ven tegnia essa scena com a vista, e quando certifi-
cou-se do effeto que quera produ/.ir. lornoa :
E isso he somente dado por cunta.
A mulata encarou-o como para pedir-lhc a ex-
plicaran dessas palavras, e o capillo repeli:
He dado por conla.
Como '.' perguntou lia Branca.
Assim aperlado, Ploueven expermentou alguma
hesitarao como se recuasse diante de seu proprio
designio; emiiin a ndole prevalecen, e elle disse a
mulata:
Oura-me; o Gregeois n.lo parle hoje, nem
partir amanhaa; Mear anda algunt dias diante da
ilha de Kabouannc.
Ah! disse ingenuameule lia Branca; entao falla-
lhe alguma cousa'.'
Conforme, respondeu o capitn, c demais que
importa? basla-lhe saber que elle (lea, accrescenlou
com certo arrebalamento.
Muilo bem! disse a muala. Ja que V. S. as-
sim o quer, urna pobre mulher como eu nada lem
que dizer a esse respeilo.
Assim o Gregeois fica, e d'agora al ao momen-
to da parlida, tenho nm servido que pedir-lhc, lia
Branca.
Quanto V. S. quizer, exclamou esta calorosa-
mente; tenho grande salisfacjto de ohsequia-lu!
Um homem lao generoso! um homem que lem do-
broes na pona dos dedos! Fra ruisler nao ter cora-
rlo para recusar-lbe alguma cousn 1 Falle, estou s
suas ordens.
O capto deixou lia Branca esgotar-sc em pro-
leslos de dedicarlo, ecunlinuou com urna levianda-
de affcrlada :
O que juero he na verdade urna bagatclla, e
nao sei para que tantos preparativos.
Diga sempre, senhor, seja o que for, eslou
prompta.
Quero manter mitibas relarei com a casa de
Ausremont. Nao valia a pena lomar tanto incom-
modo; Vmc. encarrega-sc disso,naj he assim?
Certamente, Sr., respondeu a mulata sem pre-
sentir as inlencoes de Ploueven ; e que obstculo ha
para que as cousas n8o sigara esse rumo? V. S. n3o
fez orna compra a essas senhoras? nao assentou-se
sua mesa? l'de considerar-se qu .si da casa.
Vmc. arranjar isso e melhor que poder, la
Branca ; confio em seu zelo.
E na hospilalidade americana, senhor; ella he
franca esincera como nossos corac,oes.
Ea, lornou u capitao, basla de rellexes. J
sabe o que quero ?
Certamente, senhor.
Quero voltar habitacao, e hoja mesmo, PfO-
uma............ IgOOQ
Art. 66. Arligus de arenes summarias. 67OOO
Contestacoes aos mesmos, oulro lano.
Arl. (17. Exccpccs dilatorias ou pe-
remptorias........... 8*0 1.inlraned.des s mesma, oulro tanto.
Replicas e treplicas, cada urna. 4-30O0
Arl. 68. Contrariedades, replicas o
treplicas por negaran c qualquer reque-
rimento nos aulos........ 29(100
Resposla aos autos sobre qualqoer exi-
gencia ou requerimenlo. ..... 48000
Quesitos para qualquer exame ou ves-
l"-n............ 4-7000
Art. 69. Arligos de bab.litaran, de al-
lentado e oulros incidentes as causas. 43000
Arl. 70. Embargos oppostus s sen-
lencas 011 na execurao de qualquer na-
lureza que sejam. t 83OOO
lmpugna^ao e sustentarlo de cada um
desles arrasoados, o mesmo.
Minuta de aggravo de pclco, ou
instrumento......... 68000
Art. 71. Razcs finaes sobre o ponto
principal da causa, e sobre todos os arli-
gos que liverem proccJmenlo ordinario *)
de appellarao 011 de revista civel, lendo
baiido dispula.......... 29000
Tendo corrido revelia...... 87OOO
Arl. 72. Dilas as causas summarias,
ou sobre arligos acdenles das ordinarias
ou summarias tendo hav ido disputa. 128000
A' revelia.......... f|000
Arl. 73. Razesde recurso de appela-
cio un de revista crime...... SOfOOO
Arl. 74. Da inquirirao e rcinquirico
de (eslemuiihas no civel, por. cada les-
lemunha. ........ 3OOO
De assislirem a qualquer acto judicial
que nao seja o de inquirirao de teslemu-
nhas, sendo dentro da cidade ou villa. 83OOO
Sendo fra, o Iriplo do que tem os
juizes.
Art. 75. Da aecusarao ou defeza nos
processos polciaes,e que cabem na aija-
da dos respectivos juizes...... 208000
Arl. 76. Da aecusarao ou defeza pe-
rante o jury.......... 407000
O mesmo sendo pera ule a relajao do
supremo tribunal.
Arl. 77. Pelo arbitramento da lianr
ou da mulla.....: 23000
A ai aliaran da causa para appellarlo
ou pagamento de dous por cenlo. 1-7000
Ofl'cios como caradores, in liten, dos
menores, ou pessoasmiseraveis, o mes-
mo que vai marcado para os curadores
geracs.
CAPITULO II.
Dos solicitadores.
Art. 78. De cada causa que agencia-
rcm no juizo da 1 '. instancia, por mez. 4800
Dcsconlar-se-ha porein toda a iriter-
rupc,o que a causa liver cm seu anda-
mento que exceda de oilo das. *
E das appellaroes e revistas al o 1.
accordo........... 108000
E outro lano al cada um dos accor-
daos, inclusive o de revista.
Art. 79. De cada rilacao quo aecusa-
rem, uu requerimenlo e lancamento que
lizercm em audiencia....... 500
Da inquirirao e reinquirico de lesle-
raunhas, por cada urna...... 28000
E de assislirem a qualquer acto judi-
cial fora da_ cidade ou villa, o memo
que vai marcado para os escrivaes.
CAPITULO III.
Dos curadores geracs dos orphaos.
Art. 80. Respostas cm pelicOes das
parles, por urna s vez '...... 18000
Ditas em aulos, o mesmo, repelindo-
se todas as vezes que Ihe compelir olli-
ciar segundo os termos do processo ; po-
rem se sobre os mesmos termos do pro-
cesso tiverem de dizer mais de urna vez,
nada mais venecrao.
< inicios sobre declararles de invenla-
rio depois de encerrado, esobre conlas de
ulores, curadores, por urna s vez na 1.
inslaucia........... 3.5OOO
Arl. 81. Nos mais actos que pralicarem
como advogados legtimos dos menores o
pessoas iniseravcis, se estes forem vence-
dores, o mesnao que se conla aos advoga-
dos, e Ihes ser salisfeilo pelas parles
vencidas.
CAPITULO IV.
Dos promotores fiscaes de capellas e residuos.
Arl. 82. Respuslas em requerimentos
de parles........... 15000
Ollicios ou promoees nos aulos, por
urna s vez.......... 23OOO
Sendo porcm sobreconlas do tcstameu-
leiros e administradores de capellas, por
urna s ve* ........ 3800D
CAPITULO V.
Dos solicitadores dos residuo.'.
Arl. 83. Das citaroes e lancamcntos
que lizerem. ou aecusarem em audiencia
o meante que se marcou para os procura-
dores judiciaes.
Pelas noiilic.ices que proraoverem con-
tra os tostamenleiros quo depns de notifi-
cados moslrarem ter cuinprido em lempo
o testamento......tf i.NHJO
E nao tendo cumprido, 2 ,',' % do'resi-
duo.
CAPITULO V.
Dos promotores pblicos.
Arl. 84. Pelas respostas nos autos so-
bre requerimentos de llancas .... 4.3OOO
Pelo libello de acensaran..... 38000
Razes de recurso, appellacao ou revis-
cure um pretexto plausivcl para que essa volla pare-
ra natural.
He de procurar, senhor.
E se eu for bem servido llavera urna chava de
dobroes ; o que Vmc. receben he apenas o orv al lio.
Comprehende-me ?
Sim, senhor, respondeu a muala confusa, e
percebendo o laro que o capihlo Ihe armava.
llouve talvez nella um combale, quando penetrou
os projectos do capitao ; mas-nao mostrou-se menos
activa cm servi-lo. Havia urna secunda lenrao
nessa complicdnde, ou provinbada iuuencia qu o
ouro exerce lanto sobre os pequeos como sobre os
grandes ? O lelor o ver na conlinuarao desla his-
toria. Ainda que a pobre mulher houvesse cedido
a esse irresislivel meio de sedcelo, quem ousaria
lanrar-lhc a primeira pedra ? Nao faltarain exem-
plos para absolve-la, e lirados das classes tnais ele-
vadas.
IV
Os lacas.
Para com as senhoras de Angremont essa sagac-
dade era lempo e imasinarao gastos inulilmente ;
sua candura haslava para raallogra-la. Para apre-
sentar-se cm casa dellas, Ploueven nao leria necessi-
lado de oulro titulo alcm doaque ja linha, e o pretex-
to mais engenhoso nada poda mudar nem no aco-
Ibimenlo que o esperava, nem ras relances que dahi
haviam de seguirse. Ha no carcter c nos hbitos
americanos certa franqueza e negligencia que d unta
grar.i particular vida das colonias. Em nehuma
parle a hospilalidade he mais alTectuosa : un hospede
ah he realmente como nos primeiros lempos, um li-
Iho da casa e o mais festejado de lodos. Querem que
elle delcile-s emquanto abi csliver, c leulia sauda-
des della depois que a liver deixado.
Assim tralaram as senhoras de Angremont a llei-
lor Ploueven lodas as vezes que elle foi ao cattcllo.
Eram duas almas to puras e tao eslrauhas as ms
paixesque a desconfam.-a do mal nao linha accesso
nellas. A rapariga eslava na idade em que urna mo-
ra ignora a si mesma, e a m3 pastura urna vida I80
relirada, lao cheia de deveres e de boas obras que
pouco mais experiencia linha do que a (Iba. Porcm
tinham esse in-hnclo e senlimenlo do bem que pre-
seavam as existencias mais exposlas s citadas do
mundo. Era seu verdadeiro escudo e sua arma de
combate; e era desse lado que Ihes haviam de vir as
advertencias. Al entao nao julgavain dever lomar
precaur,des, e ncolliiarn a Ploueven assim como aco-
lliiam lodos os que apresenlavam-se em sua casa,
com urna graca ebeia de dignidade e urna bondade
13o natural que manifestava-se primeira visla.
Ploueven pode pois multiplicar suas visitas sem
que a menor desconfianza fosse perturbar as senho-
ras do castello. A's vezes mesmo quando a hora
adianlada ou o estado do lempo nao permittiam-lhe
voltar para o Gregeois. hotpedagem lornava-se mais
completa, e elle passava a noile na habitadlo. Em
um ponto retirado do parque havia um pavilhao que
tervira outr'ora para reuoioet de caladores, e que
levarao............ 18000
Art. 87. Das procuracSet feilas no li-
vro das notas, e inclusive o primeiro Iras-
lado ............ 48000
Sendo a procuradlo feita fora dat no-
las, levarao de cada oolorgaule .-'-. 18000
Exceptuam-se as de marido e mulher,
irmfios e co-herdeiros, para o inventa-
rio ou beranra coramum, univertidade,
cabido, conselho, irmandade, coofraria,
sociedade commercial, scientifica on ar-
lislica, que pagarao como nm t ontor-
gante.
De cada substabelecimenlo ou ou(orga
em procuraao ji feita, perceberao do
mesmo modo de cada outorgante, com tu
cxreproes supra declaradas..... 500
Arl. 88. De cada testamento ou codicil-
lo que lizercm no livro de notas. 52000
E da approvarao de cada testamento
ou codicillo .......... 18000
Dos reconhecimentoa lerao por cada
firma............ 160
Arl. H9. Dos exames que lizerem cm
livros. documentos ou firmas para vcrili-
carao de falsidade ou de qualquer outro
fado, ainda que seja fora do cartorio. 48000
Arl. 90. Dos instrumentos que dereru
de posse que se lenha tomado 48000
V. das ccrlides que derera dos seus
livros de notas ou registros assim como
das publicas-formas que tiraren], perce-
berao o mesmo que vai mareado para os
escrivaes do civel pelas cerlides e trasla-
dos, com o mesmo numero de letras e
linhas.
Arl. 91. Do panto de orna tetra de
cambio ou da Ierra, escriplo ordem, ou
ola promissoria cojo protesto Ihes for
requerido........... 320
Dos instrumentos do protesto de cada
um desles ttulos, inclusive o registro 18000
De cada tnlmac,3o que fizerem para o
aceile ou pagamento dos ditos Ululo,
bem como de cada notificarlo de protes-
to, o mesmo que tem os escrivaes do ci-
vel pelas cilaroes.
E lerao melade pela cerldao de nao
inlimarao e nao nolilicarao nos casos
cima.
E quando e notificarlo oa intimarlo
for feila pela imprensa perceberao mais
as despezas qne fizerem com a impressao
bis edilaes.
Art. 92. De cada instrument fora dis
olas que Ihes for requerido alem dos ci-
ma mencionados........ 18000
Art. 93. Das buscas nos livros de nota
ou registros, o mesmo que lem os escri-
vaes do civel pelas buscas nos livros de
cus carlorios ; assim como lambem le-
rao o mesmo caminho e estada marcada
para estes, quando Torem exercer os actos
de seu officio fora de seus carinos.
E pelos actos que Ihes be permitlido
praticar de noite e forem para elles cha-
mados ou requeridos terao mais. 108000
( Continua.)
la
Resposla nos autos sobre desistencia da
aecusacao, prescrpcao ou perempcSo da
achilo, o mesmo.
Arl. 85. Da sustentarlo da aecusarao
perante o jury.........
Dila em qualquer oulro juizo .
E de assislir formadlo da cnlpa ou
qualquer oulro aclo do processo que exi-
ja a sua presenra o mesmo.
PARTE III.
TITULO I.
Dos labelliaes.
CAPITULO I.
Dos labelliaes de olas.
Arl. 86. Das escripluras que fizerem
nos livros de notas perceberao por cada
urna.
At 1:000.........
De 1:0003 a 2:000a.......
E dahi para cima mais 1-7 sobre cada
l;0003000 de reis, nao excedeudo porem
a 108.
De cada escriplo que lancarem cm su-
as notas ou registros, nao excedendo de
40 linhas de 25 letras urnas por outras,
3090
63000
4.7OOO
aooo
58000
fra depois transformado em pousada da amigos.
Era um retiro bello, discreto e rodeado de sombra
que um poeta leria voluntariamente celebrado. O
rapi.io de corsarios achava ahi um abrigo hospita-
lero, onde proc ra va dar algum repouso aoseu ea.
ra;.10 mais cheio de dramas que de idvllios. Ahi
muias vezes no silencio da noile, sosiuho com suas
irapresses e sua consciencia, Ploueven prnpunha a
si mesmo lerriveis enigmas, e esforrava-se por deci-
frar aquelle em que prosegua. Se "essas paredes ti-
vessem podido fallar, se esse pavilhao onde bramiam
13o tumultuosos pensamenlos, houvesse podido reve-
lar-lhes o segredo, Dos sabe que eslrondo leria re-
sultado e que horriveis revelarles leriam escapado
do meio desses morros. Problemas de sua vida de
outr'ora, problemas de sua vida actual, aventuras do
passado e do prsenle, quautas vises, quanlus phan-
tasmas, deviam succeder-se diante delle, uus araea-
radores, oulros tendo um sorriso anglico no labios !
Sem duvida Ploueven (iuha.de soffrer semelhantes
assallos ; a alma nlo he sempre de brouze, e ha mo-
mentos em que as mais pervertidas receucm profun-
dos abalos; mas quando de manhaa elle toroava a
apparecer no castello, sua physiouomia nada revela-
va dessas irapresses ; eslava serena e fria como se
sua consciencia nao houvesse fallado durante urna
tonga insomnia.
Era impossivel que urna intimidado maior nlo se
estabelecesHe em consequencia de relacOes rnais fre-
quenies. Ploueven passava com as duas mulheres
urna parte das vigilias, c ulerrogando-as com discri-
q3o, scube urna parle da historia das mesmas. Era
madama de Angremont quem Ih'a conlavj, e com
urna voz Ido branda e enternecedora, com cima sen-
sibildade 13o verdadeira, e impulsos 13o naturaes
que urna emnrao real apoderava-se de Ploueven. O
capitao de corsarios senlia-se commovido, e se Uves-
so podido, teria derramado lagrimas. Um dia esse
senlimenlo transbordo. Madama de Angremont
,c,ibava de referir as faranhas do Vulcano, o ataque
do castello, os assallos que sustentara e todas essas
sceuas anda vivas em sua memoria aconuanhadas
do borrivel assassiualo do marido. Durauleessa nar-
raran Heitor teulara debalde cnnler-te ; animava-sc
ouvmdo essas parlicularidades que ignorava, parec 1
que lomara parle nessas balalhas, a suas impretses
revelavam-se por palavras enlrecortadat:
Que patife que malvado que monslro odio-
so I Ah se eu livesse estado aqui !
Assim fallava .1 proposito de lodas as creumslan-
cias, em que o drama era mais vivo e as scenas li-
nham mais cor. Emfim quando madama de Angre-
monl acabou, elle tomou um partido decisivo, e disse
rom urna especie de impeluosidade :
Senhora, concdeme um favor?
Falle, senhor capitn ; meu Dos quanlo V.
S. parece-me commovido!
He porque tenho razao para isso, senhora I Um
negro, um vil negro reduz-la a esse estado 1 E nao
houve quem corlaste esse reptil em pedacot 1
Como, e elle escepava s perteguces 7.
COMMANDODAS JUMAS.
Qaartel-tjeoeral da coattsueale das arates de
Pernacabaco na cidade Beetfe, eaa 20 a
taarea de 1855.
ORDEM DO DIA N. 13.
O roarechal de campo commandanlc das armas,
em virtude das ordens expedidas pela presidencia na '
data de 17 do crvente, determina que o 2. batalho
de infantera na tarde de 22 desle mez, acompanhe a
imagem do Senhor Bom Jetas do* Pastes, que em
prociseao lem de ser trasladada da malrfa do Corpo
Santo para a da freguezit da Boa-Villa, e a esie fim
eslar formado no largo da primeira matriz as 6 ho-
ras da tarde do indicado dit.
As 2 horas da tarde do di seguinte 23, urna divi-
sao coromandada pelo Sr. coronel Mancl Muniz
Tasares, te achara postada na matriz da Boa-Vista
afim de acorapanhar a mesma imagem, desla para a
matriz da Corpo-Stnto.
A divisJose compor de dnas brigadas ; a primei-
ra de lodos os corpos da guarda naciooal desla capi-
lal, sob o coromaodo do Sr. coronel Domiogot Al-
fonso Ncry Ferreira ; a segunda dot balalhr.es ,
9. e 10. de infantaria do eiercito, tendo por
commandante o Sr. lenente-coronel Manoel Rolem-
berg de Almeida.
O csqoadrao de cavallaria da guarda nacional
marchara a p. guarnecendo o andor. Ot inferio-
res dos corpos do eiercito conducidos pelos respecti-
vos Srs. ajudantcs eslaro prsenles as 6 liorat da
larde do dia 22 na matriz do Corpo-Santo, alim de
guarnecerem o andor.
Os Srs. ofllciaes dos corpo que nao roarcharem na
bor he um homem terrivel.
Nao houve quem o assatse a fogn lento como
um quarlo de bfalo quem o pregaste a nm poste
para oue as aves de rapia viettem arrancar-lhe os
olhos!
Esses morros to tao inteceuives!
Embora sejam inarcessiveis, elle n8o (learii ahi
mais lempo exclamou Ploueveu. Coocedc-me o fa-
vor que Ihe ped ?
De boa vonladc, teulior capitao, com lauto que
posta ser concedido.
Pero-o tem condicio.
De veras ? O sea
Poistiem diga o que*
Deixe-me livra-la desee homem ; em iiome do
ceo nao me recuse isso.
Deque homem ?
Do flagello de tua casa, desse que cobrio a se-
nhora de luto.
De Vulcano ?
Sim.
Ah I senhor capitao, agora lie tarde ; elle ja fez-
nos todo o mal que poda facer-nos.
Com ludo enlregue-m'o; tenho no crtelo ama
raiva contra elle. He um insulto viver elle ainda ;
he lempo de purgar a Ierra de melhanle ronntlro,
c encarrego-me da operaco. D-me seu couseot-
mento e partirei amanhaa.
Madama de Angremont hesilava ainda ; pois li-
nha no rorarao o esquecimeiilo dts olfensas que he
um verdadeiro sello do espirito christao. Temi con-
ceder muilo a um senlimenlo de vincanca, e recua-
va sobre ludo diante do pensamenlu de.ianear um
eslranho em orna empreza 13o perieosa. Todos os
homens de sua casa tinham morrido, e s restava s
mulheres chorar e resisnar-sp. Tacs eram os pensa-
menlos que impediam-na de dar a Ploueven urna
resposla precisa. Todava esle esperava com impa-
ciencia mal dissimulada, seus olhos aciotillavam de
furor, seus labios routrahiam-se com urna expres-
sao eslranha, o tua mao agitava-se maneira de
desafio.
Eiiiao.senbora ? perguntou elle emfim com urna
insistencia manifcsla.
Esli bera decidido, senhor capitao ? pergun-
lou-lhc madama de Angremonl, encarando-o coto
bondade.
Tao decidido que te a senhora nao consentir,
obrarcj por mim mesmo e mo grado tea. '
Pois bem, senhor capitao, obre como entender,
e Deot Ihe assista. Se a morte desse homem est em
remo 0r0V*se"e 't*****- E" e minhl fiIha r-
Isso bttta-me, senhora ; estas palavris hio da
tornar-me mu forle. Amanhaa sahirc a campo e
antei de uito dias deporei tos seus ps a cabera de
K'd'e %S F de '"-"* i i-"* P..a
[Continuar-e'fia-i



I
DIARIO DE PRHAMBUCO QUARTA FElRA i\ DE MARQODE 1855.
linha sAo convidados para acoropanharein as procis-
ses nos referidos dias.
fosc'Joaquim Coellio.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudanto de
or.leos encarregado do delalhc
EXTERIOR.
NOVA ESTRADA PARA A CRIMEA.
A Crimea, presenilmente o lliealro das hostilida-
des, lie urna pennsula situada na parle extrema
mcri lionl Jo imperio ru-siano, lie'ligada, como lie
sabido por nossos leilores, com o conlhienle polo s-
thme de Rerekop. Atravs desle lallinto, lio geral-
menlc sabido, todas as tropas russianas tinham de
marchar eni soccorro de seus camaradas dianle de
Sebastopol, e deu-K iiatiiralmenlo grande importan-
cia i conveniencia de bloquear ou oceupar esla im-
portante passagem. O isthmoem si lie apenas urna
tira estrella de trra, c lie alravessada por um mu-
ro de pedra de mar a mar. O nnico accesso a pe-'
niusula he por ama porta da abobada pralicada no
mura ; e assim conforme urna nota n'um dos mcllio-
res e mais recentes mappas do paiz em qucsiao, a
posse desta linha fortificarla fecha efiectivamenle a
mea ao inimigo.
No momento actual, o inimigo que avanra
Jo norte nAo he meaos do que a reserva russiana,
que pode ehegar a ser de 200,000 ou 300,000 ho-
mens. Se, portanlo, o istlimo de Perekop pudrr ser
oceupado, a Crimea csuas fortalezas devem ficar i
merc dos adiados, com a nica condeso de se lia-
ver satisfactoriamente com os Russianos actualmen-
te ero Sebastopol e vizinhunras. Nenhuns reforcos
mais podiam ser-llie levados. A Crimea, podia ser
invest Ja multo mal completamente do que mesiio
Sebastopol, e toda a pennsula, meilior do que a sua
principal ridade, eria posta em estado de -itio. Tal
havia si Jo at agora a creda que prevaleca, c nes-
la conformidade tem sido suggeridos varios planos
para obter efiectivamenle um resoltado lano para
deiejar.
Se o leilor consultar qualquer mappa ordinario
da Crimea, ver que ao leste-do istlimo de Pcrekop
se estende urna especie de lago interior, condecido
pelo uome de mar Ptrido, que lio separado do mar
de AzofI por urna curiosa tira de Ierra semellian-
tja de um dique, que sobe desde a pona oriental da
Crimea, e quasi, mas nao inteiramentc, toca o con-
liuentc n'um pouto denominado os Eslreitos de (ic-
iiilsii. He possivel as tropas que roaredam para a
Crimea do Interior do imperio, deixar o istlimo de
Perekop retaguarda, e enUo, galgando loda a ex-
ternan da lira de Ierra cmo dique, cima mencio-
mida, chamada o istlimo de Araba, entrar na Cri-
asmildas aojiorte de Rafia. Este caminlio
f no ultimo seclo, ainda conslituc urna estrada coin-
rwrcinl entre a parte oriental da Crimea e o conti-
nente.
Haver uns noveoudezannos,eomlurio,coroerou-sc
urna estrada sobre pontea e viaductos atravs mesmo
do mar Ptrido, e linha-sc acabado bavia bstanle
lempo antes decomejar u presente guerra. Em que
punoste eslabeleceu a communcaijao entre as doas
praias, nao o podemos dizer com exactidAo; mas estas
se aproximan) tonto urna da outra em diversos pon-
tos, t todo o mar, alem de estreito, he lao cheio
de bancos e baixos, qoe sem duvidase deviam adiar
multas facilidades para a empreza.
Segundo recente informacaoestabeleceram-se fun-
darjies provavelraenle em sitios dos bancos que a is-
so se preslavam, e se lanjaram enlAo pontea de om
oulro pouto, at que ficasse completa a communi-
casAo.
A estrada, agora que seacjia acabada, diz-se ser a
mais apropriada para a passagem de tropas e muni-
rjoes da Russia para Crimea. Para tropas vindas d
Odessa, a estrada de Perekop seria provavelmentc
preferivel; mas para reforcos que chegoem do sudo-
este do imperio e do paiz dos Cossacos, a estrada a-
Iravs os bancose baixos ser mais conveniente. Nes-
te caso, a distancia entre Simpderopol e o interior
Pica muito encurlad as estradas se ienliamempregado*rcceulimcntequando
s desejou sorprender os alliados com urna grande
superioridade de forras trazidas repentinamente.
( /.. I. NJ
{Peridico dos Pobres no Porto.'
PERMBICO.
ASSEOTBLEA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL.
Sena*' ordinaria ai 17 da marco de 1855
/'residencia do Sr. Daro de Camaragilc.
" (Conclutao.)
He lido, julgado objeclo de dcliberacao e mandado
imprimir o scgoinle projecto :
o A assemblea legislativa provincial de Pcrnam-
buco decreta :
n ,\rl. I. 0 sidente da provincia lica aulorisa-
do i promover a creacao de om banco rural hypn-
Jdecario nesta cidade.
~\rt. -'. As bases desle estahelccimeolo icro as
seguiules I." jaro legal, 8.* reembolso por animi-
dades de maneira que se rfl'eclue o pagamento total
do capital, juros c despezas dentro do prazo da l'<
annos.
Asi. 3. A provincia garante o fundo de re-
serva.
a Art. i. Fica igualmente aulorisado o mesmo
presidente-da provincia n auxiliar quaesquer associa-
-ticcilas que se hajam de formar ncsla capital,
ni as comarcas do centro e litoral, para o lim de
desenvclvetem o crdito territorial c proinoverem a
colonisarjao.
n Art. :>. Tamben) Tica aulorisado a mandar 3 li-
Ihos de agricultores da provincia de reconhecido t-
lenlo, esludar as escolas de agricultura da Europa
00 da America, cncarregando-os ao mesmo lempo de
Iransinittirem noticias e informaces exactas a res-
peito de quaesquer meldoramenlos e descobcrlas que
aproveileni a agricultura em todas as suas partes, e
principalmente as que forem tendentes ao preparo
das Ierras e apcrfeicuameulo dos instrumentes e ma-
chinas aralorias.
k Art. G. Os tres pensionistas de que traa o arti-
go antecedente, depois de complelarein os seus eslu-
dos aercolas, serlo mandados viajar pelas Colonias
Inglezas, Estados-Unidos e oolros paizes que o pre-
sidente da provincia determinar, am de examina-
ren! os" grandes eslabelecimenlos agronmicos e pra-
ticamente estudarcm os processos mais aperfeiroados
e utcls a lavoura, reduzindo a esrriplo (odas as Mas
observaedes para sercm publicadas nos jornaes da
provincia, e distribuidas entre os agricultores.
Art. 7. Voltandoda viagem, de que trata o art.
C, os tres pensionistas referidos larAo nesla cidade e
em outros pontos que o presidente da provincia de-
signar, lidies publicas de agricultura, as quaes e\-
plirarAo o modo pralico de se fazer applicacAo de
quaesquer machinasen instrmientos de nova inven-
;Ao que possam ser vantajosos a lavoura da provin-
cia, e trazer em resultado economa de bracos.
Art. 8. Para occorrer as despezas creadas por
esta le, o presidente da provincia Oca aulorisado a
roiiirabir um empreslimo de 00:0009.
Art. 'J. Ero um regulamenlo especial, quesera
submetlido a approvarAo desta assemblea, o presi-
dente da provincia dar ao pensamento da prsenle
lei lodo o seudesenvotvimento.
licam revogadas as dsposres em contrario.
Paco da assemblea legislativa provincial de Pcr-
nambuen 1(> de marro de 1855. Francisco Carlos
/frondio.
He litio c approvado sem dbale o seguidle pa-
recer :
A commissAo de fazenda e oreamenlo, a quem
foi remcllido o reqtierimenlo do professor de grara-
matica latina da cidade de Nazareld Jos Faustino
Marinho FaleAo, precisando do infrmaroes para dar
osen parecer sobre ti direilo qc tem o supplicaulc
ao pagamento do ordenado que llie foi negado pela
thesouraria provucial, requer que seja ouvida esla
reparlirao.
ala das conferencias 17 demarco deUvVi.
Jos Pedro da .Siten. Manoel Joaquim Carneiro
da t'itnha.u
He lida e enviada couimissao de polica a aegofo-
ndicacjto :
- Propoiilio que o regiment da casa teja modifi-
cado da maneira seguinto :
Que i dlscussao dos adiamertos seja separada a
nilo conjunclamente com a malcra que se prope
adiar.S. R.,i. de Oliveira.
Entra em-discussAo o parecer da commissAo de fa-
zenda adiado na sessao de 1 i, c que denega a Jos
nicipios da Victoria, Brejo, Cimbres c Garanhuns.
0 Sr. Brandao :/Daremos em outreiiumero.;
Vai mesa a seguinlc emenda :
n Que seja deferida a prcIcnrKo dos supplicantes.
concedendo-sc-lhcs o abate requerido e restituindo-
ae-lhes a impoitancia dclle, sej liver sido recolhi-
da aos corres da tliesuuraiia.Brandio.
o Sr. Carneiro da Carina suslenlou o parecer
da commissAo.
O Sr. .Si/tino : Sr. presidente, em vista das
observaces feilas pelo nobre membro da commissAo,
cu nAo pnsso deixar de aventurar algumas palavras
para corroborar as razes aprcsenladas pelo nobre
orador que romecou a disetissAo. Examinando as ra-
zOcs apiese'nladas pelo nobre membro da cnmmisso,
eu vejo que a primeira razAo que aprcsenluu foi ne-
gar o leslemunlio dos allestados apresentados pelo
peticionario Sr. Ferraz, para dessa maneira illeci-
limar o dircito que elle tem no abale que pede ; mas
quando vejo, Sr. presidente, que outra nao pode ser
a prova que so podo exiliir em casos lacs ; quando
nolo ainda urna observaran fcila pelo nobre membrn
da commissAo quando disse, que se ha de negar sem-
prca dar qtialqucr alteslado que seja puramente ofli-
cioso, sou levado acrer que os allestados apresenta-
dos pelo peticionario sAo justamente tlaquclles que 0
nobre tlcpulado daria, porque nao devemos descon-
fiar de ningiiem urna vez que nAo hajam provas se-
guras contra a sua honeslidade, seislo de exacto, se
nao devenios injuriar o carcter de quem quer quo
seja urna vez quo o nao condecamos, e o nobre de-
pnlado lie d primcro a eonfessar que elle nAo da-
ra attcslados graciosos, porque ha de suppor que os
allestados dos oolros o sao '.'
OSr. Carneiro da Cunha : Quando disse isso'.'
O Sr. Siiivuo : Uisse-o aqui.
O Sr. Carneiro da Cunha : Se o disse foi par"
Ocularmente.
OSr. Sirno: Eu enlendo que a nobre de-
P'ilado quando falla qaer particular, quer publica-
mente falla sempre segundo as suas convic;oej.
'0 Sr. Carneiro da Cunha : Quando fallo em
particular fallo de urna maneira, c quando fallo em
poblico guardo as conveniencias, guardo certas de-
ferencias.
* O Sr. Silcino : O nobre depulado uo gnardou
essas deferencias, urna vez que negou o lestcmunhn
daqticlles allestados, urna vez que chegou a tirar
mesmo consequencias bem duras do se dizer.
O Sr. Carneiro da Cunha : Nao jolguei prova
bastante.
O Sr. Sliiuo :Disse que os allestados nao eram
verdadriros, logo eram falsos.
O Sr. Carneiro da Cunha i NAo disse lal.
O Sr. Sifn'no : Quem nao diz a verdade, diz a
mentira...
O Sr. Irando : Apniado.
O Sr. Silcino : J se v pois que foi bem grave a
expressao do nobre depulado em relacAo ao leslemu-
nbo desses allestados. c se islo be exacto, se he exac-
ta a conviccAo que o nobre depulado manifcslou a
respeilodos allestados que poderiadar, eu julgo que
razAo neuliuma leve o nobre depulado para negara
Icgitimidadc desses lestcmunlio?, e por isso sou leva-
do acrer, que os allestados sAo valiosos, que elles ex-
primen) justamente a verdade.e exprimen) tanlo mais
a verdade quando todos nos sabemos que cssa secca
realmente assollou os nossos serloes, quando sabe-
mos que a secca nAo foi sti em nm auno, mas em
dousconsecutivos, e essa mesma razAo he queme le-
va afazer a seguinle reflexAoque o abate da quar-
la parle pedido pelo arrematante he justamente a
que conven) que se faro, porque nos sabemos qoe
quando os nossos sertes sao atacados pela secca por
mais de um anno, a morlalidadc dos gados quasi
sempre corresponde a 25 0(0, qtle he justamente a
quarla parle, donde concloo que mnito razoavelmen-
le pedio o Sr. Ferraz o abale ta quarla parte.
Agora anda farci urna pequea observacao a rcs~
Peito do que disse o nobre depulado o Sr. Brandan:
tlirei que a lei que se musir tAo rigorosa a respeito
dos arrematantes, foi todava, senAo me engao, no
artigo 35, urna excepeo que eu vou lr (l)
Vides pos senhores, que o re reservava a altri-
buirAo de modificar o rigor da lei era rolaran a csseg
arrematante, ese liecerto que asallribuires do rei
passnram para esta casa, que he o poder legislativo,
esla visto que nos podemos dispensar urna lei reco-
nhecidamenle cruel.
Assim, se esl provada n juslira que assiste ao pe-
ticionario, acho que devemos volar francamente
pela sua pretenco.
O Sr. Carneiro do Cunha ainda faz algumas
considerarnos tendentes a explicar a razao porque
a commissao naojulgou provada a juslira do pedido
dos arrematantes de que se traa.
Encerrada a discrusfin he a materia submctlida
votacAo c approvada a emenda do Sr. Branda.
Contina a discussAo adiada do projecto n. 15 do
auno pissado, que transiere a sede da villa da Boa-
Visla para a Passagem do Joazero.
O Sr. Aguiar :Sr. presidente, conhero perfei-
lamcnte que toda a dcsvanlagcm na prsenle dis-
cussAo, est da minha parte ; nao em razao da ma-
teria que se discute, nao, porque o projecto que se
aeda submetlido ao nossoexame, nao conlenha urna
idea digna da approvarAo desta casa, roas porque,
primciramcnle, os nobres deputados impugnadores
do mesme projecto, prolcslam c se repulan) muilo
habilitados e summamente bem informados acerca
de sua inconveniencia, e em segundo lugar, porque
o numero desses impugnadores he 15o grande, que
sem duvida algtima seria loucura da minha parle o
pretender as honras do Iriuropho, lulaodo com Mi-
aas Tracas funjas contra lanas forras reunidas. Sou
lAo infeliz ainda ueste empando, que lendo sido este
projecto assignado por um meu nobre amigo que se
nao arha actualmente com assenlo ncsla casa, vej-
me privado do valioso apoio que me poderiam dar a
suarazAo Ilustrada, e soa voz poderosa e enrgica.
Entretanto, embora. lalvez em unidade, eu nao re-
cuarci, ucni abandonarei a defezade um pensamen-
lo, que, quando sabio da minha penna, expriinia
urna profunda convic^Ao do meu espirito. Nao que-
ro que se diga, que eo e o meu Ilustrado amigo o
Exm. Sr. Paes Brrelo, laucamos no meio desta casa
orna futilidade ou urna lexiandade ; nao consenlirci
mesmo que se diga que quizemos, talvez desta ma-
neira queimar um grao de incens a algnem com
qucmprclcndessemos entrar nessas contradansaselci-
toraes, como j aqui ss disse hontem. Procedendo
desta maneira, creio fazer um grande servico aos
honrados inembros que impugnan) o projecto ; el-
les bem sabem que os Iriumphos facis tem pouco
mrito, c que os louros sem fadigas murebam com
rapidez ; por consequencia bom ser que faeam al-
guns esfortjus paiaque dahi colham mais honra, mais
gloria, e talvez mais proveilo...
O Sr. Silrino Salva a insinuaijao.
O Sr. Aguiar :senhores, eu desejo que com-
prehentlam as minlias palavras da maneira porque as
pronuncio, c be obrigac.lo de Iodos nos, nAo empres-
tar sentidos que ellas nAo exprimem. Eu nao pre-
tend fazer, no que disse, iusinuares algumas, e por
consequencia,ninguem tem direitode dctluzi-las des-
sas mesrnas palavras.
O Sr. Silcino :Quando as palavras se prestam a
dous senlidos. he bom saltar.
O Sr. Aguiar :Em lal caso, cumpre dar o sen-
tido natural, que for mais favoravel, e nAo buscar o
odioso...
O Sr. Silcino :Provarei que o odioso lie o ni-
co que tem applicarjao ahi.
OSr. Aguiar :Senhores, eu nilo temo os apar-
Ics, elles uAo me faligam, ncm me desorientan!, por
consequencia pode o nobre depulado dizer o que
quizer, pode mesmo nAo aceitar a oxplicaeAo que a-
cabo de dar.eu segnirci o meu caminho.
Sr. presidente. nAo he de boje, nao foi do anno
passado que leve lugar nesta casa a apresentarSo da
idea da transferencia da sede da villa da Boa-Vi- la
e da respectiva freguezia, para o logar da Passagem
to Joazero : nAo hn nina idea nova a que eu e o
men nobre amigo o Sr. Paes Brrelo consignamos no
projecto que se discute, he una idea ja couheciJa,
he urna idea mesmo approvada por esta casa.
O Sr. Oliceira :Mas que uAo rocreceu a sane-
cao do presidente.
O Sr. Aguiar :E o qoe tem que nao houvesse
sido sanecionada pelo presidente '.' Esla circunstan-
cia nao deslroc a verdade do minha proposirjAo, is-
to he, que a materia do projecto nAo he amo idea
de hoje, quej foi al consignada n'um projecto ap-
provado nesta casa, v
Ha muilo lempo que pessnas moradoras no termo
da Bna-\ isla, fazem senlir a necessidade d rwnorjao
da sede daquella villa para a povoarao do Joazero >
cssa pretenrAu foi tida lano ero considerarlo, foi
julgada lo attendivel por esla assemblea, que, con
presentado em 18 de marr,o le 1851, cajo original
i i
Cavalcanli Ferraz e outros o abate da rraarla parte
do prero porque arremataran! o; impoau dos mu-1 forme j disse, aprecion e approvou um projecto a-
aqui existe, uAo sendo, por I mo, de admirar que,
cu e o meu collega, o Sr. Paes Brrelo, ao ptopo-
zessemos a realisar esse pensamento, urna vez que,
se em 1851 a assemblea provincial reconheceu a ne-
eessida'de de remover a sede daquella villa, essa ne-
cessidade deve ainda aubsislir.
O Sr. Olireira :Pode nAo subsistir.
O Sr. Aguiar : He possivel, mas digo eu qoe
subsiste, e tanto mais subsiste, quanto dessa remo-
cao cstou profundamente convencido qoe resultar
um bem publico.
O Sr. Branda :Eu pens o contrario.
OSr. Aguiar:Sao opinifies. Pelas informaces
que os nobres impugnadores do projecto tlzem ter,
parece-ldesriuencnliuma utilidade resulla dessa me-
dida,por aquellas, porcm,que|nosfumn Iransmiltidas,
nos,os signatarios do projecto, fomos levados a aprc-
senlar a consideratjAo da casa o prsenle projecto.
Sr. presidente, anda ha bem pouco lempo o hon-
rado membro que aqui incetou esla disciisso, la-
inentava que os poderes do estado, e os poderes pro-
vinciaes nao se pozessem em frente de todos os me-
Ihnraucnlns malcraos c moraes ta provincia, e eu
acompanheio-o ncsle sen pensamcnlo : c se por veo-
tata se demonstrar que he um grande melhoramcn-
lo para urna nAo pequea parle da provincia a mu-
danra da sede da villa da Boa-Visla para a Passa-
gem do Joazeiro, o hourado membro nAo dever
prc-l. r o scu arquicscimcnlo '.'
O Sr. Brando :Se demonstrar...
O Sr. Oliceira :Est mihi m.ignus Apollo.
O Sr. Aguiar :Sem tluvda, porque eunAo pos-
so convencer a quem nao quer ser convencido.
Sr. presidente, a comarca da Boa-Vista foi crea-
da ero 1838, e para se aproveitar a povoacAo nica
que cntAo all existia, foi tambero creada cahetja da
mesma comarca a villa da Boa-Visla : dcenlAo pa-
ra ci sAo passados 17 annos, o essa villa, bem longe
de ter dado um s passo no caminho do progresso
da prosperidade...
OSr. Oliceira :Assim como oulras muilas.
O Sr. Aguiar :Bem coucordarci. Eu vou adi-
anle.
fin Sr. Depulado :Enl3o deviam ser todas ex-
inctas.
0 Sr. Aguiar:Bem longe, tli/.ia cu ; de ter da-
do um sti passo no caminho do progresso c da pros-
peridade, ao contrario (em retrogradado sensivcl-
mcnle, entretanto que a Passagem do Joazero tcm-
se desenvolvido c errscido a ponto de ser actualmen-
te o lugar de residencia das autoridades, por mais
coromodo, mais habilavcl e mais siisccplivel de cn-
grandccimcnlo, quer ero razAo de sua localdade,
quer em razao de sua posirAo relativamente ao com-
mcrco...
1 m Sr. Depulado : Com urna igreja de pa-
Iha !
O Sr. Aguiar :Senhores, eu j dise urna vez
que respeilava as suas informarnos, c por isso tam-
bem desejo que respeitem is que me foram Irans-
miltidas e nao exijam que eu as renegu, julgando-as
inflis, para somonte accordar importancia e valor
as que foram receblas, pelos nobres deputados.
O Sr. Morral :*-Tenho perfeloconhecimento do
lugar. Petjo a palavra.
O Sr. Aguiar :O honrado membro que acaba de
pedir a palavra, disse honlein em aparte, que o Jo-
azeiro nao passava d'um lugarejo habitado por urna
duzia de pescadores, mas, com quanlo eo respeile
muilo a autoridade do nobre depulado, com ludo
nao posso deixar de reputar tambem as informarcs
das pessoasquel cstao...
O Sr. Morral:Eu nao os olfeudi ; disse a
dade.
O Sr. Aguiar : Nem cu disse aqoi o con-
trario.
O honrado membro jdeelarouque smenle em H
havia estado no Joav.ero...
O Sr. Morral:Ero 49.
O Sr. Aguiar : He por Innlo natural, que as
suas deas a respeito daquella povoarjo se re (i raro ao
estado d'erilo, e nao no estado prsenle...
Um Sr. Depulado:Era meilior do que hoje,
O Sr. Aguiar :Er lao tem decrescido ".'... Se as-
sim !ie, senhores, se a Passagem du Joazeiro em 1849
linha apenas nma duzia de chocas habitadas por urna
duzia de pescadores, e dessa puca para cu, lem,co-
mo diz um honrado morobro.decrescido, como c on-
de mora o juiz de direilo '!
morava na Babia.
OSr. Aguiar : Elle nao morava na Baha, li-
nda casa e morava no Joazeiro. ( Sao apoiados.)
Um Sr. Depulado : So contina nesse terreno
perde a sua causa.
O Sr. Aguiar : Est ji perdida, eu o coufcssei
a principio, e rolo seria esla circunstancia que vi-
ria determinar a perda.
Entretanto, como ia tlizendo, he lao miseravel
essa povoarjo, e, apelar disso, all habita o juiz de
direilo, reside tambem li o commandante du desla-
camento, c por conseguinle os soldados que compoe
esse destacamento, habitan) oulras muilas pessoas
comojuizesde paz, o promotor, etc., etc..
O Sr. Braga : Nao, senhor : actualmente assiste
com o commandanle do destacamento.
O Sr. Aguiar : Logo esl no Joazeiro...
O "Se. Braga : De passeio.
O Sr. Aguiar : O fac'o he que o promotor
tamheaji est na Passagem, e entanlo os honrados
mcrobros querero fazer persuadir-nos, quo essa po-
voaco apenas tem miscraveis chocas,c em diminu-
to numero.
Sr. presidente, eu acho que nAo he esta a ma-
neira lalvez mais propria de combaler-se um pro-
jecto, porque de ordinario succede qne as grandes
exagerarles facam Irasluzir a verdade. ( Ko apoia-
dos. )
l'm Sr. Depulado:Quem sbese he do lado con-
trario ao nosso.
O Sr. Aguiar : Eu s fallo de exagera res
quanto aos nobres deputados nAo cbncederem nopu-
larjao e habilares a Passagem do Joazeiro, sem al-
lendcrem a que contra islo protesta o faci de ino-
raron as prirociras autoridades da comarca nesse
lugar...
O Sr. Morral : Ou por outra, na grande villa
do Joazero na provincia da Baha.
O Sr. Aguiar : Senhores, cu nAo admillo, nem
posso admitlir que as autoridades da Boa-Vista, in-
cluindo o juiz do direilo, iiiorein na villa do Joa-
zeiro, provincia da Babia; he fado que al envol-
vera um crime: pude acontecer qua pela proximi-
dade dos lugares, algumas dessas autoridades vAo a
villa Jo Joazeiro, mas o que devo razoavelmcnle
suppor e admitlir hoque a residencia de sas auto-
ridades ho na Passagem do Joazeiro.
Portanlo, j se v que lia no procedimento dessas
mesmas autoridades urna prova manifesta da ueces-
sidade dessa transferencia...
O Sr. Oliceira : Pensamento occnllo.
O Sr. Aguiar : NAo, senhores, nAo he pensa-
mento occullo, ncm elles cstao residindo no Joazei-
ro, com inscioncia da. primeira autoridade da pro-
vincia..,. '
fui Sr. Depulado!:-Tambem o vigario foi pa-
ra l, mas o hispo mandou-o vollar.
O Sr. Aguiar : Creio que S. Exc. Rvm. pro-
cedeu emregra e fcf a sua obrigacao ; mas o que se
segu dah'.' segue-pe qne esta orden) justifique a
necessidade dn perrnouenca da freguezia na villa
da Boa-Vista ? ao contrario prova que o desejo ge-
ral be a mutlainja de residencia para outro lugar__
O Sr. Oliceira : A sede da comarca he Ouri-
cury, he onde devem estar as autoridades.
O Sr. Aguiar : Est bem, porm nAo creio
que soja um crime, que o juiz de direilo nAo re.
sida na Boa-Visla, ero no Ouricury, a sim na Pas-
sagem do Joazero, porque o nobre depulado deve
saber que existe om aviso do governo, que permu-
te aosjuzes de direilo o estar em qualquer parle de
sua comarca...
((.s'r. Oliceira : Sem prpjuizo das parles.
O Sr. .fguiar : Este prejaizo sti he condecido
e smenle deve ser atlendido quando se der recla-
niarao, porque emqoanto esla se nao der, o juiz
esla em scu direilo...
O Sr. Oliceira : aviso na he lao ampio.
O Sr. Aguiar : Eu enlendo-o assim,-o nobre
depotado ptle entend-Io de outra maneira.
Sr. presidente, por ventura nao devemos nos
olharpara o futuro'* Nao devemos prever, que a
Passagem do Joazeiro, ponto onde vilo ter estradas
que vem de differentcs provincias, e onde tem de
locar, talvez em pouros annos, i estrada de ferro....
O Sr. Olireira: Daque a 20 annos pelo menos.
O Sr.mlguiar : ... he o lugar mais proprio e
asado para asede da villa daquelle extremo termo ?
Mesmo as 'nobres deputados qne impugnara e
projecto tifio estarSo persuadidos de que naja urna
certa violencia em obligar as autoridades a habitar
um lugar de cuja inconveniencia e desvanlagem
estao convencidas ? Eu creio que os nobres depu-
tados nfio ignoran) istn.
Portanlo me parece que prevendo-seo futuro, al-
lendendo-se ao adian'amenln daquella localdade,
he de conveniencia publica que a seda da villa seja
transferida para a Ptssagem do Joazeiro, tanto
mais quanto a cuminun racAo qoe ha com a Baha,
a necessidade que ten) o gneros dus scrles do
norte de buscaren) o mercado daquella provincia,
fazem com que seja aquallc ponto o mais apropria-
tloc mais susceplivel do prosperidade...
O .Sr. Florencio: Eulo ha de augmentar in-
depcndenle de mudanca.
O Sr. Aguiar : He possivel que augmente,
mas he aqui justamente que eu julgo dever seguir-
se o pensamenlo do honrado membro, que abri a
discussAo, quando instou pela necessidade de que
os poderes pblicos liressem alguma musa para
.huaillar o progresso do paiz...
O Sr. Brandilo : Mas declaro que nSo he desse
progresso que quero.
O .S'r. Aguiar : Eu ja previa islo, qual he
cnl.lo '.' Pois eu enlendo, senhores, que esle he uro
melhoramento como oulro qualquer : tuna vez que
larda o progresso ao lermo da Boa-Visla ; urna vez
que a sede desse lermo retrograda ero vez de progre-
dir, enlendo que he esle o caso ero que devem o es-
timulo e aejao to poder publico ter cabimento.
Senhores, ainda servio de argumenlacAo contra o
projecto, a posiejio da Passagem do Joazeiro, repu-
lando-se impropria c inconveniente por ficar em
uro dos extremos du lermo. Esl bem longe de
mim o proposito de contestar esla verdade, porm
lambem nao a admiti como razao procedente para
que continuo a permanecer, como sJe do termo a
villa da Boa-Visla.
O Sr. Oliceira : lie.
O Sr. Aguiar : NAo, meu senhor: se esse lu-
gar, como demonstrei he o mais apropriado para a
villa, se esse lugar tem as necessarias proporrjes e
se acha em melhorcs condires do que a Boa-vsla,
nao de, por certo, a sua posiejio que deve impedir
cssa transferencia.
O Sr. Olireira: Falla provar.
O Sr. Aguiar : Ao menos a meu modo ja de-
monslrc que aquella era a meilior localdade, e por
consegointe dou por provado...
Um Sr. Depulado: Pelas informaces que
(em '.'
O Sr. Aguiar: Esl claro, por que todos nos
eslamos fallando por informaces. Mas, tli/.ia eu,
posto seja situada cssa povoarjo em um dos extre-
mos do lermo, segu-se que nAo deva ser transfe-
rida para adi a sede da villa '.' Nao, meus sculiores,
ncm sempre he possivel atlcnder-sc, com proveilo
da maior parte, contentrarao edispersfio da popu-
larlo : muilas vezes procuram-se localidades ex-
tremas como posirao mais vanlajosa e conveniente,
c be assim que, por exemplo, a sede do municipio
do Recife, est collocada m um extremo : quanlo
dista d'aqui ao limite com o municipio de Olinda '.'
menos de roeia legua, ao passo que, para o ceulro,
vai al Pao-d'Alliu, logo est elle collocado n'um
dos extremos...
O Sr. Carneiro da Cunha : E a corte 1
O Sr. Aguiar : He visto, por tanlo, que as
conveniencias da posirao sao as que, em taes casos,
determinan) a escolha...
{Cruzam-se varios apartes,)
O Sr. Aguiar : E por isso me parece claro,
que a transferencia se deve effectuar.
Um Sr. Depulado : Resta provar.
O Sr. Aguiar :Como hci de provar islo ao hon-
rado membro, se nao se quer convencer '! he tarefa
para miro impossivel.
O Sr. Brandao : Entao esl fallando para
mim".'
O Sr. Aguiar : Fallo para todos, porm reco-
iihf-oo minha insulllciencia para convencer ao no-
bre depulado. I.emhrarei lambem casa que a ci-
dade de lieiras era capital do Paubx, licava bastan-
te central, mas entretanto o poder legislativo pro-
vincial entendeu quedevia muda-la para Tlierczina,
porque a localdade era melhor, embora nAo fosse
[Ao central. A capital das Alagoas ja foi mais cen-
tral do que hoje he, enlrclan\ porque se mudou '.'
porque so entendeu que n villa de Macei promet-
tia mais desenx'olvimcnto e cotitinha mais recursos,
embora nao fosse eoiao o que he hoje, e pouco dif-
ferisse ta velba capital. Se estas transferencias tem
sido oulros tantos acertos, c se nenhuma esperanra
de augmento nos promelle a villa da Boa-Vista, en-
lendo qoe o projecto deve passar...
O Sr. Oliceira :Porque nao'!
O Sr. Aguiar: Nao he possivel, porque 17
annos s lem servido para fazer notavel o sc de-
crescimento...
O Sr. Oliceira : E onlras em 30 a 100.
O Sr. Aguiar : O que se segu he que as ou-
lras estilo no mesmo caso, e as suas sedes devem ser
removidas para outros lugares que offererjam con-
dirOes mais vanlajosas. A povar.lo da Passagem,
que ha bem pouco lempo ncm era condecida, lioje
se acha n'm estado de grande prosperidade, sendo
que por isso de preferivel, mesmo em razao de scu
futuro, a da Boa-Visla. E demais, senhores, se eu
quizesse ler discursos que nesla cssa ja foram pro-
feridos com emphase, poderia enconlrar muilas ra-
zesque agora me serviran), e pelas qoaes se mos-
irava a necessidade indeclinavel de remover a sede
da Boa-Vista para a povoarao do Joazeiro.
O Sr. Pinto de Campos : Apresenlei om pro-
jecto removendo a de da matriz, que nao he do
termo.
O Sr. Aguiar : Seja-me licito ler os dous ar-
ligos desse projecto.
Art. l.Fica transferida para a povoarao da
Passagem do Joazeiro a sede da freguezia de Santa
Mara da comarca da Boa-Vista.
Art. -2." A sedo da villa da Boa-Visla, cabera
do termo, c a aula de primeiras h tiras, licam trans-
feridas para a povoarjAo de Cahrobo, a qual he ele-
vada cathegoria de villa, leudo por termo os limi-
tes da freguezia de Nossa Scndora da AssumpcSo.
D'aqui ja se v que foi decretada a transferencia
da villa, e que o projecto revela claramente a iu-
safliciencia da mesma villa para a sede do lermo,
resultando d'aqui que nada mais fiz do que reco-
nhecer- urna verdada que ja foi por outros aventa-
da...
O Sr. Silcino : Logo devo ser o Joazero '.'
O Sr. Aguiar : He consequencia sua.
O Sr. Silcino: He o que o nobre depulado
qoiz dizer.
O Sr. Aguiar : Ora, dea agora para tirar con-
sequencias a seu modo.
O .S'r. Silcino : O nobre depulado nao me
inhibe de tirar as coroequencias que quizer.
O Sr. Presidente : Esses apartes nio sao per-
millidos ,- pode tirar is suas consequencias quando
liver a palavra, roas azora quem falla he o Sr. A-
guiar.
O Sr. Aguiar : Assim, he visto, que nAo de-
fendendo eo mais do que um pensamento j adop-
tado por esla casa, isla be, a remoco da sede ao
municipio, dou preferencia a Passagem do Joazei-
ro pelas razos que ja emitli, persuadido como es-
tou, de que essa povoacAo nasceule, e que tanto fu-
turo promelle, be muilo mais susceplivel de des-
envolviroenlo e prosperidade, he muilo miis susce-
plivel de se tornar urna grande villa pela sua posi-
cAo, commcreio e populacho do que a da Boa-Vis-
la. Perianto, procedo coherentemente votando pe-
lo projecto, embora estoja persuadido de que he in"
fallivel a sua queda.
Um Sr. Depulado : Qoem sabe ?...
O Sr. Aguiar :Ha de caliir, mcus senhores, es-
lou bem persuadido disso. Entretanto, nao quero
por lermo ao meo disenrs?, sem dar urna breve res-
posta ao meu amigo que honlcm falln em segundo
lugar. O honrado membrn honlcm quando comba-
lia esle projecto, trouxc para exomplo da inconsis-
tencia de algumas decises da assemblea a esse res-
peito, a transferencia da villa do Cabo para Noisa
Senhora do O' e desta para aquella, a extincrao da
villa de Itamarac, sua rchabililacao o a nova ex-
linccAo, concluindo desle e de oulros fados qne era
islo a que chamamcontridansis eleitoracs. Sr.
presidente, pode ser que se (enham dado essas con-
Iradansas eleitoraes; porm declaro perante a c-
mara que me ouve, peranle a provincia Inleira que
eo tenho sempre, he verdade. aspirado conflanra
dos meas concidados, mas para obtc-la em falla de
mrito, tem-me valido os bona officios doa meus
amigos ..
O Sr. Oliceira:O mesme lenho faito eu.
O Sr. Aguiar:~-Nio davido, mu *je>me Ikilo
explicar o meu procedimento, gracas a Providencia,
nunca me foi preciso felizmente figurar nessas con-
Iradansas eleitoraes para qua podesse ter eit.i ou
aquella volara.
O Sr. Florencio :Entao nAo he poltico.
O Sr. Aguiar :Nao serei, Sr. presidente, lano
mais inaplicaveis ser-me-liiam as palavras do hon-
rado membrn e tanto menos merece o meu procedi-
mento a qualfiearaodc conlradansa eleiloral, quan-
lo por este projecto tenho por fim remover a sede da
villa da Boa-Visla, em cujo cnllegio cu lenho sido
sempre muilo bem volado. Esla circuinslancia de-
ver convencer o honrado membro.a quem respondo
que nAo lancc mao deste roci para corrigir derro-
tas eleitoraes que por ventora houvesse sod'rido no
'ollcgio da Boa-Visla. Creio tambem que o meo
honrado amigo o Sr. Francisco Xavier Paes Brrelo
nao lem litio necessidade de recorrer taes meios,
porque tem mrito bstanle para oceupar uro assen-
to nesta casa c um lugar n) representarn nacioual.
{ApottdtKj
O Sr. Florencio :Quem conleslou islo?
O Sr. Aguiar :Eu nao me dirijo ao nobre de-
pulado, nem disse que alguem me conteslava : es-
lou rcs| oii.len l.i a uro pensamento, que pode moler
insinuara ilesairosa : consinta que me explique por-
que para isso, tenho direilo. lima vez que comigo
firmou este projecto o Sr. Paes Brrelo, devo decla-
rar que nAo o fez por conveniencias eleitoraes ; sou
mesmo rigorosamente obngado, sol pena de desleai
dade a arredar de seu nome qualquer sombra de sus-
peita, visto que icdiguou partilhar comigo a respon-
sabilidade do aclo.
O Sr. Oliceira : Ningoem o arensou.
OSr. Aguiar:J disse urna vez que corra-
me a obrigatjAo do explicar-me.
O Sr. Oliceira : Tornava-se escusatlo.
O Sr, Aguiar: Esl engaado, para que a
suas palavras tvcssem a dtvida explicar,io: para
que ellas fossem entendidas, sem que podessem ter
applicacAo aos signatarios do projeclo, foi que eu
lomci alguns momentos a ra-a.- Agora, Sr. presi-
dente, nAo desojando que ao enlerro do meu projec-
to falle solemnidade alguma.
(Cruzam-se varios apartes.)
O Sr. Aguiar: Sim, senhores, nAo desejo que a
esses funeracs fallero solemnidades. '
Um Sr. Depulado: Quanlos doentes dasenga-
dos lem escapado!
O Sr. Aguiar: He possivel, mas presentemen-
te" nAo creio. Quantlo apresenlamos esle projecto o
anno passado, eu mesmo requer para que sobre elle
fosse ouvido o Exm. diocesano, e com effeilo, islo se
fez por intermedio da presidencia, e S. Exc. Rvm.
responden a esta casa que nao poda ainda emiltir o
seu parecer, porque esperava informac,oes que havia
mandado pedir a respeilo, sendo que quando chc-
gassem. elle emiltiria a sua opiniao Nslo ficou o
projecto, nAo pudendo entrar mais em discussAo na
scssAo passada, e como seja precisa cssa opiniAo pe-
dida, vou mandar um requerimento a mesa, para
que seja ouvido o Exm. diocesano,visto que natural-
mente lera recebidn as informa enes,que so'icituue se
achara habilitado a emitlir seu valioso parecer. Creio
que hceslvlo constante desla casa, estylo muilo ob-
servado nAo se volar sobre materias qao dizem res-
peito ao espiritual, sem audiencia do prelado, por
consequencia quero persuadir-me de que a casa nAo
regeitar um requerimento que vai muilo de acord
com os precedentes por ella adoptados....
O Sr. Orim : Mas o projeclo nAo transiere a
sede da freguezia.
O Sr. Aguiar (l um dos artigo do projecto)......
NAo sera isto transferencia? Sim, transiera asede
da freguezia e he sobre isso smenle que proponho
se ouca o prelado diocesano.
(Ha um aparte.)
O Sr. Aguiar : O que diz o projeclo he que Ti-
ca transferida logo que seja possivel e a matriz offe-
rerja a precisa sufliciencia. Ora, supponhamos, que
se apptovava esle projecto cm primeira discussao
sem audiencia do prelado.... a
O Sr. Oliceira : Por isso nao: pde-se transfe-
rir a sede da villa, flcando a freguezia no mesmo
lugar.
O Sr. Aguiar : Atienda bem o honrado mem-
bro: por mais que so esforc, nao concluo nada ties-
ta maneira : conberjo perfeitamente o que o honrado
membro quer. Reflicla que se o projeclo fosse ap-
provado ero primeira discussAo, anda era possivel
ouvir-se o prelado antes da segunda, mas se fosse
reprovado logo nessa primeira discussao, infringira-
mos os precedentes, decidndo no espiritual sem au-
diencia do poder respectivo, e he por isso que a ma-
teria do projecto nao pude ser volada agora.
Vai mesa e he apoiado o seguinle requerimento:
tt Requrirn quo o projecto em discussAo seja re-
medido an Exm. diocesano, para dar o seu parecer
na parle relativa ao espiritual, urna vez que o pro-
lestou fazer quando houvesse recebido as necessaria9
informaces.Aguiar.
Tendo dado a hora :
O Si. Presidente, designa a ordem do dia e le-
vanta a sessao.
derarfies, qoe acho de muilo valor, e qiio seriam
muilo suflicienles para cortar loda o qualquer ar-
gumentacao, mais ou menos especiosa, a respeilo da
malera ; passarci por superabundancia de razes a
encarar a queslao da constitocionilidadc, quero di-
zer, da faculdade quo se pretende dar aos presi-
dentes do provincia, cumo ao poder execulivo cen-
tral, de confeccionar regulamenlos sem com ludo
apresanta-los a npreciara0 du poder legislativo. He
verdade que o acto addicioual di ao poder execuli-
vo, e conseguinlemcntc aos presidentes de provin-
cia o direitode confeccionar regulamenlos, mas re-
gulamenlos puramente policiaes e orgnicos, regu-
lamenlos qne nada lem de referencia com o direilo
doscidadaos, fura da repartirn nu do ramo de ser-
vico publico, para que elles sao dados.
O Sr. Aguiar : Isso pcrlcncc ao presidente
jure-proprio, lie de lei.
O Sr. Silcino : Novel como son as lulas par-
lamentares, sendo interrompido pelos nobres depu-
tados, uo poderei continuar... Assim, repito, o ac-
lo ndtliccional d direilo aos presidentes de provin-
cia jure-proprio, como disse o nobre depulado, de
quem ser tao contradictorio que ao ler descripcAo
do bello realejo de Tacaratu', nA ,iiga qoc po0Ca
ou nenhuma dflerenca faz da do Poco da Panella,
no arrabalde dessa cidade, qual ser o carola dahi
quedeixar de vir para a festa vindoura de Taca-
ratu' ?quero ver para crer A polica arrecadou
nesle mez dous devedores de, quanlias nao peque-
as, ocujos juros vencidos aslfio no triplo do capital,
sendo um delles pertencente a repartirlo do dele-
gado de liaranliuns, o capito CamisAo, de nome
Antonio l'assarinho, pira onde foi romeltdo para
ajusfar suas coalas, e o oulro do termo da Malla
'rande em Alagoas, este nao salisfeito eom a divi-
da contraliida no foro criminal, lambem passou ao
ecclesiaslico, polluindo a igreja da Maltinba na oc-
casiao dos assassinalof. Doas individuos sogro egen-
ro no districto de Fazenda Grande, querendo hos-
pedar ao Sr. delegado que ha 4 mez.es se acha no ter-
mo sem lestemunliar um sti fado criminoso, troca-
ra m duas bacamartadas um no oulro, ficando o so-
gro coro urna torna bem accrescenlada, ao passo que
o genro sAo e salvo, he mais moco tem razao. Um
acto de philantropia pralteado por ocidadAo Manoel
confeccionar regulamenlos para a boa oiecuco das I Ijomes da Cruz, moveu-me a curiosidade de men-
Icis provinciaes, mas sao regulamenlos que por isso
mesmo que se referen) a lia execurjAo das leis de-
vem ser puramente formaos, e nada lem com
o fundo das mesmas leis, ncm com os direitos que
ellas possam restringir ou dar aoscidadAos : ora, que
o aclual regiilamenlo se refere ao fundo da instilui-
cao de que se trata, e que por conseguinle restringe
ou amplia, ou mesmo conserva cm jusln lermo as
vanlagens que o publico deve esperar de scmelhanle
insliluitjAo, fcilmente se v c se prova.
O regulamenlo marca as condirjes paraaaequi-
sirjao de urna ou mais sepulturas, classiliea-as, e se-
gundo essa classificae.au e o direilo que sobre ellas
se a.lquire. impc-lhes o preco, sendo o mais alio
que confere o direilo a perpetuidad de I00J : faz
ainda urna clasificarn de carros fnebres, e se-
gundo certa proporcionalidade eleva al ittj a con-
ducho de um cadver ao cemilcrio.
Continuando, senhores, eu podia fazer mais minu-
ciosas especificaces, mas julgo que j hei dito quan-
lo basta para convencer a casa, deque o regulamen-
lo em discussAo he daquclles que s pdem ser con-
feccionados pelas autoridades do poder execulivo
com autorisacAo das assemblas legislativas; lie in-
do a estaso direito salvo de rcconsidcra-lo, afim
de conhecerem seas suas vistas foram plena e ca-
balmente desenvolvidas.'ou se houve alleracao uel-
las : be esta a regra ta conslilucionalidado c ludo
quanlo nao fr islo, he sophisma, he falseamcnto do
nosso systema.
Infelizmente, senhores, esse falccamcnlo so ln,
dado, e praza a Dos que elle se nao repita : toda-
va sendo inimigo nato do arbitrio e da injusticia
principiando agora a iiuiiha vida publica vejo-roe
na rigorosa necessidade de, desde ji, ir protestando
contra essas observaces, ou melhor absorptjoes de
poder para que nunca se me possa laucar em face o
estigma de conveniencia : assim nao conccdcrei tu-
lorisaro alguma ao poder execulivo, sem que me
reste a convicrao de que hei de exercer sobre ella o
poder de suprema inspeerjao.
l'm Sr. Depulado : Isso he prudente.
O Sr. Silcino : Disse-se que era conslilucional
o procedimedto da presidencia : apresenlaram-se
para provas da constilucionalidade os faclcs, que
provam justamente a aberratjao completa da consti-
lucionalidade.
Senhores, se nos podemos recorrer ao Icstemunho
da nossa cabeca mais ou menos esclarecida, do nos-
so enlendimento mais ou menos Ilustrado a respei-
to dos negocios publicos.para que recorrermosa lac-
ios, qoe s serven) de lcnda triste de um passado
vergonhoso ?
Assim, meas senhores, os fados nada prnvaro
quando nAo eslAo em harmona com a legislarao ei-
pressa ; os fados, que aponais, s provam que a
nossa sociedade por mais de urna vez se lem discaf-
reado, s provam que se tem procedido, como se nao
devera proceder...
( Cruzam-se varios apartes.)
O Sr. Silcino : ... que a sociedade se lom ar*
rastrado pela impericia, pclrw nepotismo e pela
immoralidade... mf
conar nesla minha missiva, e ho elle Ezcquiel,
cscravo de uro menor foi librtalo por esse seo se-
nhor mojo em ama banda, chegado porm que fos-
se esse seu senhor a sua maior idade, arrepen.ieu-se
da grarja, e propoz a aceito de restilnicAs i'i inle-
grum, ou denullidade, ou como em direito melhor
nome lcnda, Etequiol sabendo disto procurou a
prolccrAo de Mauoel tiomes para o comprar, mas
esle eslendendo a mais a sua gonerosidade, dea-llie
OO? ruis para o fim de ser elle liberto, honlein pois
passou-se a carta de liberdade para Ezequiel, a qoal
se acha laucada no livro das notas do labelliao pu-
blico desla villa, lauvores pois ao Sr. ftanoel Go-
mes por lao generoso procedimento.
As chuvas tero copiosamente cabido sem eessar
lodo esle mez, de sorte que alguns rios tem tomado
agua cm altura superior- a do anno de 18i2 ; tres
cadveres foram vistos passar no rio do S. Francisco,
que morreram afogados as prximas endientes dos
ros : os fazeodeiros esperan) por urna prelilicitjAo
espantosa no gado vaceum.
Diana, sendo venerada em Epheso como tymbulo
da naloreza fecunda, e na Asia considerada como a
mai creadora do genero humano, nao podia na Ame-
rica meridional lornar-sc mesqiiinlia. O* alumnos
da.inslruccao primaria desta villa, pcdemme por
intermedio do Thomaz, quelembre ao sen professor,
que as ferias marcadas no regulamenlo das eseolas,
ja da muito se fiodaram, pois elles esiao salisfeitos
de suelos.
A farinha anda nao baraleou com loda essa In-
vernada, vende-se na fcira a 040, e o milito a 400,
feijao a 800 e a carne a 5"i(<> prerjo flxo. Vlele.
{Carta particular.)
DIARIO DE PERNAMBIJCO.
Honlein nao funecionou aasaembla provincial.
CORRESPONDENCIA.
O Sr. Carneiro
(Cruzam-u outr
O Sr. Silcino
me compenelre
branceiro aojuizo
vQuem he o jaix ?
nina vez que
1C11 direilo sinlo-me so-
llo qualquer liomein, c nao du-
Sesaao' ordinaria eaa 19 d mareo do 18SS.
Presidencia do Sr. Barao de Camaragibe.
Ao meio dia, fcila a chamada acharam-sc
presentes 34 senhores deputados.
O Sr. Presidente abre a sessao.
O Sr. 2. Secretario l a acia da sessAo anterior,
que he approvada.
OSr. 1. Secretario menciona o seguinle
EXPEDIENTE.
Um requerimento de Jos Antonio da Cosa Aze-
vedo, propietario do terreno em que se acha edifi-
cado o arougun publico de Nazarelh,pcdindo se mar-
que quola para pagamento dos foros que ao sappli-
canle sAo devidos pela respectiva cmara.A
commissao de orcamenle municipal.
Oulro do padre Manoel Thomaz da Silva, profes-
sor publico de primeiras Ultras, pedindo ser jubila-
do cora o ordenado proporcional aos annos que tero
de exercicio.A commissAo de inslrnccilo.
Ou'.ro do Francisco Antonio do Oliveira, tbesou-
reno das loteras, pedindo a cstalclidade de seu lu-
gar.A commissAo de legislarAo.
SAo lidos e mandados imprimir depois de julgados
objeclos de dcliberacao os seguiules projedos:
a A asscmbia legislativa provincial de Pernam-
huco resolve :
Art. nico. Fica o presidente da provincia an-
(orisado a conceder jubilaran a Salvador Hcnrique
de Albuquerque, professor de inlrucciio elementar
do 2. grao do art. .M do regulamenlo de 12 de mar-
ro de 1851 revogada qualquer dispositjo em con-
trario.
e Paco da assemblea legislativa provincial dePer-
nambuco 16 de maiode 1853.Aprigio Cuimariies.
Manoel Clementimo.
a A assemblea legislativa provincial de Pernam-
bueo, resolve :
tt Art. nico. O artigo 26 do Ululo 7." das pos-
turas da cmara municipal desta cidade, nAo lem ap-
plicacAo s propriedades ruraei.
tt Revoguem-se as disposirfles cm contrario,
tt Paco da assemblea legislativa provincial de Pcr-
narobuco 19 de marco de 1855.Barros Brrelo.
{Conlinuar-se-ha.)
Discurso do Sr. Silcino Cavalcanli de Albuquer-
que, pronunciado no dia 15 du corrale.
O Sr. Silcino : Sr. presidente,-lendo dado no
correr da discussao alguns apartes o manifestado,
ainda que imperfetamente, o meu pensamenlo a
respeilo dclla, vejo-me na necessidade de mais lar-
gamente dcsenvolve-la.
Procurare! antes de ludo fazer urna leve conside-
rarlo em relarAo a observacAo feila pelo nobre de-
pulado, o Sr. Oliveira. Eu enlendo que em virlu
de da observarlo do Sr. Oliveira nenhuma duvida
resta, de que muito incompetentemente vcio pe-
ranle esta assemblea o aclual regulamenlo.
Se he verdade que a lei 11. 300 di autorisacao ao
presidente da provincia para fazer um regulamenlo
para o cemilcrio : se he verdade que cm virtude
dessa autorisacao o presidente transado fez um re-
gulamenlo nestesentido, he claro qne a autorisacAo
cessou, e conscgiiintemcnte que este segundo regu-
lamenlo veio a esla rasa por tramltes alheios a
regra do direilo constitucional ; pelo que elle nio
pode de raodoalgum ser considerado como urna le,
ou materia cm discussao, segundo entendem diver-
sos Srs. dcpnlailos e a commissAo que den o pare-
cer, m.n sim e nicamente como nm projeclo -,
ora, se elle lie uro projeclo, julgo que deve ser re-
meltido s commisses de legislacAo e de negocios
ecclesiasticos, como pedio o nobre 2. secretario.
( Ha um aparte.)
O Sr. Silrino ; Deixando, porm, essas consi-
vidarei mesmo em arrostrar o da humanidade. Dos
deu-mc umo/Aenlelha da razao divina para pers-
crular e co' cer as verdades, deu-me um coracito
I para senl- e energa para execula-las ; e se is-
lo he exacl .eu nao hypotheco a minha raz3o em
favor dos f los, nem desla ou daquella opiniao ; e
nem se diga que, porque a assemblea geral tem o-
pinado sempre assim, eu deva e a casa fazer cessAo
do direilo de raciocinar a bem de quem quer que
seja.
Tenho ainda urna razAo, Sr. presidenle, para op-
por opiniAo daquelles, que cnlcndem que o aclual
regulamenlo he ja urna lei, c como lal esla fura da
censura da assemblea. Nos sabemos que ama lei he
um complexo de principios, lodos mais ou menos
cncadeados : he nada menos do que a synthese de
um pensamenlo, que foi desenvolvido em todas as
suas legitimas consequencias, e se he urna synlhese
ja se v que...
fin Sr. Depulado : Tanlo n3o he assim, qne
o regulamenlo trata de ordenados.
O Sr. Silduo : Ahi he que est o absur-
do : se s: deve suppor no regulamenlo urna
cumie vio inlima de deducrjSes em referencia s ne-
cessidade* publicas, e se he elle, como se assevara,
urna lei, ninguem se recusar a asseverar que elle
o hecni todas as suas partes, comprehendendo mes-
mo o augmento de ordenados de alguns empregados
do cemterio, para o que nao leve o presidente ncm
sombras de autorisacAo ; o que, como ja disse, be
absurdo ; logo a proposicAo contraria he que he a
verdadeira : islo -he. o regulamenlo do cemterio
nio he lei ainda. Tres argumentos capilaes, senho-
res. hei produzido, afim de ver se levo a esta au-
gusta assemblea a conviccAo de que o regulamenlo,
que se acha sobre a mesa, nAo pode de modo algum
ser considerado como lei : estes argumentos silo
o da falla de autorisacAo do presidente, para con-
feccionar o regulamenlo, o da falla' de conlilucio-
nalidadc para a sua approvarAo, e finalmente, o da
conncxAo das ideas, a qual deve-se suppor em todos
os traba Idos, que lendcm a um fim eerto e impor-
tante, qual he a salisfacAo do urna necessidade pu-
blica.
O nobre segundo secretario apresenlou um argu-
mento, que eu nAo sei bem qualificer ; e foi quan-
do, querendo provar a legtimidade do regulamen-
lo, disse que era verdade, que a lei n. 300 conce-
deu autorisacAo a presidencia transada para con-
feccionar o regulamenlo do cemilerio, que esta au-
torisacAo foi exercida, mas que suppondo que ha-
via lacona no primeiro, a autorisacao se eslendia a
om segundo regulamenlo.
O Sr. Manoel Clemenlino : NAo me enlenden.
O Sr. Silcino : Senhores, se mis conceder-
mos cssa elasticdade para os presidentes ireni re
formando, e nt creando a scu bel-praxer re-
gulamentoa, que sAo puramente da nossa competen-
cia, euiao necessariamenle calaremos em um cabos.
AO PUBLICO.
OJinmem, cujo proceder he dirigido pelos prin-
cipios da honra e da moralidade, nao deve consen- 1
tir que rhegue. sem cxplicac.10, ao conhecimenlo do
publico, um aclo de ua vida, que nada tendo era si
de ignominioso, possa, por qualquer circunstancia,
ser como tal considerado.
Eis o motivo porque venho hoje dar ao poblico a
cxplicac.ao de um aclo poranim pralicadti; e qne
lem sido adrede adulterado, com o nico fim de me
desacreditar.
Por um oflcio da commissao administrativa dos
hospitaes, foi aulorisado o Illm. Sr. Jos Francia-,,
Piulo IjuimarAcs, cirurgio do hospital de candado,
1 chamar um collega para algnmas conferencias, e
que ao mesmo lempo o ajudasse em as operares,
que este hbil njerador i'iaha ib nralicar em doen-
les do mesmo hospital. S. S. veio minha casa eon-
vidar-me : de bom grado aceilei seu honroso favor,
e comparec no dia e hora aprazados ; considerando
como obsequio 'um colloga o servico qoe eu hou-
vesse de fazer. Depois sube que meu IrabaUo linha
do ser recompensado.
l'a-sados dias, fui de novo visitado pelo Sr. Pinto,
que me deu parle de que fallara com o Exm. Sr.
Jos Pires Ferreira a meu respeito ; e que esle Sr.
llie dissera que eslava prompto pagar a conla, que
eu llie apresen lasse. NSo podendo, por motivos da
docnrja, ir pessoalroenle casa de S. Exc., pedi i
um meu cunhado que livesse a bondade de llie le-
var a conla, que passo a transcrever, c que recebes-
se sua importancia.
Por tres conferencias : nma acerca de urna deten-
to, que, por seu estado anmico, julguei com meus
collegas sem forras para sopportar a operarAo ; e
duas nos doenles infra mencionados.....309000
Por ajudar o Sr. Pinlo em ama operajao
lo antis accidental..............38ftB0
dem, dem emuma ampulacao do penis. 209000
COlAiCl DE PAJEL DE FLORES.
TAGAHATTJ".
I de marco.
Amicc. Si rales bene est, ego cala. A minha
missiva desta vez vai um pouco abreviada, uAo por
que fallera fados curiosos para notcar-'.he.massim
por o pouco lempo que me deixou o Sr. feverciro,
pois quando esperava por dous ou tres dias mais pa-
ra a sua conclusAo, fui dispertado pelo Thomaz
procurando o aluguel do scu cazebre vencido, e no
qual moro, maldito seja o signo do peixe, o Thomaz
a imitaran dos Romanos qce se pttrilicavam ueste
mez. considerando o ultimo do anuo, lambem quiz
purificar-me a bolsa nesle dia, e assim, meu amigo,
queixe se do Thomaz, c trale de reformar o calen-
dario, para nao haver lano laconismo as Doma
epstolas. Ilouve a fesla de N. S. da Saude 110 dia
2, que he o orago desla freguezia, por mais esfor-
ms que fizesse o vigario para abrillantar esse feste-
jo nAo o conseguio, ero razao da falla de tlinheiro
qne havia da parle dos seus parochianos, devido a
eslacao da secca, assim mesmo no dia ta fesla livc-
mos mssa solemne c serraAo, sendo o orador o vi-
gario di Villa Bella, padre Manoel Lopes de Ror-
ros, e as i horas sabio a procisso com grande acom-
Somma.....8090(10
Meu condado foi a:olliido com a urbanidade, que
era do esperar de S. Exc. que leu a minha conla, e
disse que nao linda a menor duvida em asalisfazir,
com lano que o Sr. Pinto fizesse no mesmo parel
a ricclaracao de que me tinlia convidado. Esle ;
passou seu allcslado, citando o ofllcio que o autori-
zara a convidar-ine. Al aqui correu ludo bellamen-
te, t: era de esperar que do mesmo modo lermiaus-
se. Porm nao acontecen assim. Turio se transtor-
11011: a cssa atmosphera clara e brilhanle succetla-
ratn negras nuvens de tormenta.
Quando meo cunhado foi com a conla alicatada
pelo Sr. Pinto, foi que S. Exc. julgou conveniente
dizer a meu respeilo quanto quiz. No maior aage do
colera, disse : u Admira-me queseo rundado leve
ilindeiro por scrvitjo feilo em uro hospital de cari-
dade !!'. Islo deve servir de o desacreditar gara o
publico ; c cu concorrerei moito para isso, dizeodo
,1 lodas as pessoas do mea conhecimenlo a maneira
porque elle se liouve '.'.'. O servico qua elle fea dc-
via ser gratuito, porque elle he um medico novo, o
convem-lde acredilar-se!!! As operares pralicadas
foram muilo simples; o servico foi de algumas ho-
ras, e a recompensa he exorbitante'.! Nao sei pa-
ra que se annunciam como promptos a prestar aoc-
corros gratuilosaos indigentes!! I ele. etc., etc.
F.is com verdade e clareza como as cousas se passa-
ram : temos disso boas leslcmunhas, e S. Exc. mes-
mo, ccdentlo ao infundado crapenho que moslra de
desacredilar-mc, nao deixar de confirmar o qne te-
nho lito. Agora cumpre cxolicar-me e defen-
der-me.
S. Exc. fallando em mim em todos os seas collo-
quios, nao lem oulra cqusa em vista, .segundo suas
proprias expressfies, seuao o apresenlar-rao ao pu-
blico como um homcm sem pllanlropia, qua rece-
bcu urna paga { sea ver exorbitante ) pelo servico
que fez ero nm hospital de caridad*. Nao eatou re-
solvido a aprender com S. Exc. licoes de caridade.
Ella existe em meu corara, emanifesto-a em os ac-
tos de minha vida, quer como homem, qur como
medico. O metal com que o rico gratifica meca ser-
vicos nao hrillia mais em meus olhos qne a gratido
do pobre, quem gratuitamente presto soetorros.
Ao diamntenlo de um a de oulro, dou a preferen-
cia conforme a urgencia com que son procurado.
Como o tlislinrlo Boerdaane, considero o pobre co-
mo o meu meilior doente, porque Dos se eucarre-
ga de pagar por elle. A gratidAo do pobre acaba com
seu ultimo suspiro: o rico julga-se desligado da
qualquer reconhecirnento para com o sacerdote do
fogo da vida, logo que com um puchado de tlinhei-
ro llie remunera seu servico. Fallo tanto cm carida-
de por ser esse o ponto em que soa acensado; e
porque, rccenlemenle chegado a esta lerra( ainda
nAo tenho um nome ; e o publico, ainda nAo conho-
cedor de minlias qualidades, nao pude levantar sua
voz em minha defeza.
Admira-c S. Exc. de cu haver levado tlinheiro
por um servico fcilo em um hospital de caridade 1!
Se S. Exc. 11.10 quera remunerar o ajudante, que se
prestr.sse ao convite do Sr. Pinlo, nao devia de mo-
do algum dizer em sea oflcio auloriso-o a cha-
mar um collega mas sim dzcr-lhe que convidas-
se algnem, que por candado o fosse ajudar; 00
deixar isso i deliberadlo do Sr. Pinlo, pois elle nilo
precisava da aulurisacAo de S. Exc. para pedir um
favor um collega. De minha narrativa couclae-se
que nio foi o interesse quem me levon ao hospital,
mas sim o desejo de servir um collega c soccorrer a
humanidade : portanlo nao ha com juslira que S.
Exc. me apregoa como pouco caritativo. Demais, se
o servico feiln em urna casa de caridade nio deve
i
{

panhamenlo dos devotos da Sau le, c a forca de li-
nha aqui destacada, que ao rec ilder da procissao ser pecuniariamente recompensarlo, qual a razflo por
deu Ires descargas, a noitehouve Te Deum; emfim [que aa papaao medico, cirurgi'o.enfenneirose cria-


-
DIARIO DE PERMIBUCQ. QURTA FEMA IOEMARQO DE (855.
V
N

'
dot destes etlabelecimenlos'! Porque se nao busca
qeeea te preste a fater lodo graluilameule'? E qual
a raajo porque S. Etc. levado por teas senlimen-
Ioh da excessiva caridade, nao vni oceupar um do-
sel lagares; friendo asim reverter algum dinheiro
em beneficio da pobreza enferma?
Ero toda a parte o servio feito era os hospitaos lie
recompensado; porm competo s admiiiislrares
Calcular seus rendimentos, a nao receber um nume-
ro de docnles maior que o cemputivel eom os hav'e-
res. Nao sci porlanlo qual o motivo da admirarlo
joe eainou em'S. Etc. minha conta. Emquanlo lo
descrdito queS. Exc. julga.que da publicado do-
le laclo mi pode provir, confesso com ingonuidade
que ncnbum receio tenho. Son desconhecido nesta
provincia ; einpenho todas as miohas Torcas para ad-
quirir ama repulacao disliacla : calculo meu pas-
aos otra ni errar : tremo do momento cm qoe in-
volontariamenle pona pralicar alguma cousa era
me desabono. Porm csse momento linda n.loche-
gou: M censuras que S. Esc. me Taz nao produzcm
a aisquena nodoa em minha vida : appello para
< publico e para meas eolleaas. PodeS. Exc. conti-
nuar a et el ua promessa, como o tem sido, po-
de a sea bel pnter fallar em meu desabono pelas
casia de sai amizade, pelas lejas e pelas mas, que
suat vocej nao me intimidan). Minha consciencia
jjz tronquillo; e a fnluru me dir necasioes em
que a pona por factos*rjostrar ao publico quaes 09
raeiu senlimento<.
Dii S. Bic. que tu sendo oro medico novo devia
frzer o servieo gratailamenta pira me acredilar.
Ca qae eolio so nos da crdito o servieo fcilo sem
remaaeraota? E qual o crdito que daiii me provi-
aha ? Quera o sabia S. Exc. de certo nao se dava
ao tribal no do vir minha caa agradecer-mc, nein
seria Uto prorapto em publicar meu proeedimcnlo,
comi> mora (em sido em (aliar em urna cousa, em
quejolga desacreditar-me. Eu sei bem o que tenho
de fater para me tornar um medico da conlianca de
aatos coijcidiMos. Oxahi que afortuna me ajude
na reitisacao de meu desejn. Se bem que em mcus
annoneioe alo declaro que os pobres serAd ouvidos
-raluilamentc, S. Etc. fez muilo bem em assim o
entender, porque considerando eu nina obrigarao
inherente .1 lodo o homem, e principalmente ao me-
dien, e sotcotre aquelles a quem a natureza nc-
go aa bens da fortuna, julguei intil tal declara-
rles Seta ella, ainea uenlium pobre baleu minha
perla, que esta iba n.lo fosse aborta ; e se elle me es
tiver a consultar antes de entrar um rico, nao deixo
deoallender para nuvir este,que me poda remunerar.
Porta ha alguna differenca entre os mendigos, que
esatetam de porta em porta o pao da caridade, da-
recebidos era urna casa, qne tem um
rcadinaento para os sustentar. .
Bgajo dinheiro para as despezas, emprc-
paen-ie es netos que o posinm render. F'aram-se
lolarin, beneficios nos Iheatros, exposiroes, bazares,
retes que S. Exc. me procurar pa-
achar-me-ha promplo. Porcm no
um ollicio o medico empregado do
ra convidar um collega para frzer algum
n'l-ose depois do terviro fcilo que pnr
er feito sem recompensa. Niuguem
faz temla quem a nao pede : e niuguem se deve
eurergouhar de pedir para urna nbra de caridade.
He piresia manara que se moilra o zelo em urna
admit islrar,ao. Emquanlo a pouca importaucia das
cotifer;ncias e operares, e a exorbitancia da paga,
nao jolcoS. Exc. habilitado para juiz n'cstc ponto ;
pois se fosse o.lo considerarla insignificante orna
rea de um tumor elepbanliaco dos
grandes .'atrios, de um volme enorme, e que pesava
<: nem reputara simples a operacaol
da enterovomia para a cura de um anus accidentas
pcoduzido per um ferimento de arma de fogo. Jul-
gue-rae qeem fer competente.
E seiba S. Etc. que recebi lao insignificante quan-
tia por servios Uto importancia, por ter sido feito em
um hospital de caridade, alias eu o reputara digno
de maior recompensa. Pelo que respoita a avilia-
cio da paga pelas horas de servico*^so*WrWrTr-*i.
Eic que estabeleccndo-te a recompensa em reanlo
cero a numero de horas, se calima em grandes des-
propsitos. Um operador gasta algn! minutos em
praticar a dillicil operadlo di tulla, e consumir
talvez mais de oro quarto de hora em curar um caus-
tico: e haver quem diga que este insignificante Ira-
balho, per sor leito em maior esparo de lempo, me-
recer ama recompensa mais avallada ? Nao por
rerlo : o V. Exc. racimo nao peinara ussim, se n3o
(ora o ceso deiejo de (aliar mal de mim.
De sobejo me tenho etplicado ; porm quiz qne o
publico livesse coohecimenlo de todas as circums-
lancias que revestiram o Tacto, para poder devida-
mente ja Igar-rae. Vou terminar com a expsito d
lo de S. Etc., que de proposito reservei nara
mal'aliuhavado artigo, para que, sendo
coasa que tenlia de ser lida, fique bem mi-
nora do lelor. Cuando n Exm. Sr.
ira si moslrou i meu cimbado irado com
sedimento, este Ihe disse que se S. Exc.
a a coo'.a avallada, que elle me dara par-
ir algum abalimente. S. Exc. res-
te nao; e apressou-se em pagar. no
rnest a oulra pessoa, para mm muilo fi-
le nao quiz propor-me algum ahalimento.
pagar aconta poriuteiro para me poder des-
een sua publicarlo. Que empenbn tao
(tendido e l.loiufundado! Saiba o publico que
mim eS. Exc. nao bavia a menor desinledi-
e ainda mais que nem ao menos nos conhe-
damos de vista. Pareceu a S. Exc. este um meio
im de me desacreditar : n3o oquir perder. Que
cbracSo tao bondoso .' f Que alma 13o caritativa '. !
S. Etc. me fallassc, eu nao s abaleria alguma
:sa na conla, mas al dcixaria de receber cousa
urna : c esse dinheiro revertera cm beneficio do
hospital. S. Exc. nao quiz assim ; prefern o dese-
jode fater mal.
Deito ao leitor o Irahalho de tirar a concluso, e
ver era qoal denossos corarocs existe maior carida-
de. En son pouco caritativo (segando o dzer de S.
Exc.) porque recebi dinheiro por um servieo fcilo
ibelecimenlo de caridade. Em S. Esc
a a philanlropia; poi, podendo.com
lavraa qae me dirigiese, haver csse dinheiro
para o hospital, nao o quiz frzer, porque em seu
rorario nm sentimento Ihe fallara mais alio que o
da caridade, era o desejo de me desacreditar.
Uto voltarei, baja o quehouver, a oceupar-me
leste objeclo. De sobra me tenho explicado para
com o publico, qoe devejulgar desle, como de to-
dos 01 actos de minha vida.
Sou, senliores redactores, de Vmcs. aliento vene-
radorJoio da Silra/lamo:
pijblicacaoTpeddo.
A Illm.' e Exm.' Sr.' D. P. s. A. L. .
SONETO.
Quem me dera de Petrarca a musa ardente,
Que o Tez dcscrever Laura mimosa,
Para pinlar-le, virgem, qual a rosa.
Que se slenla cm jardim bella o drente.
Qacm as cbammas dciimor logo 11A0 sent
Ao ver-te na walsa pressurosa,
Com passo ligcro, e mui garbosa
Causando sensaeSo a toda a gente '.'
Aoonvir toa voz meiga, divina.
Contemplar de leus odios o fulsor
Quem nao deixa os encantos de Carina ''.
Mas ter-le, de qne serve lano amor,
Se escripto esl em muha dura ama
Caber-mc s desprezo, t rigor".' !
.','. J.
Foi debaixo das vislas de sua Esc. que o joven
Carretl te aperTeicoou no latim, arithmctica, geo-
melria, rbetorica, grego, e poelica. Aos 13 anuos
linha o nosso patricio perfeilo conhecmento dos au-
tores classicos da untigoidade, e dos noVsos melbo-
resautore, atsim cerno dos cislelhanos, italiano,
e franeczes. Muilo depois aprenden o inglez e o
allemAn. Destinado por seu lio jiara o estado cc-
rdeslaslico leve um beneficio na ordem de Chrblo.
Em 481(1 e na idade de l."> annos enlrou na Univer-
lidade de Coimlira.
Em Coimbra renunciou o licneficio e matriculou-
se na faculdade de leis. No i. auno deu-se a co-
nhecer como poeta por um epicdiA i morlc do Dr.
Fortuna. Em 1818 "escreveu a tragedia Xtrxu,
representada no pequeo theatro acadmico : no 3.
oscreven a tragedia Lucrecia c scguio-se-lhc a M,-
roe, tragedia que lhc inereceu grandes crditos.
O joven (iarrelt nao poda deixar de desposar o
movimenlo nacional de 21 de agosto de 1820 : elle
o ahrarMti e o cantn na sala dos capellos em urna
bella oda a lberdade.
Em 18:21 publiroii o foi acensado e absolvido em Lisboa pelo prmeiro
JOTJ de lberdade de imprensa, de que frr.ia parle
o illustrc sabio Correia ila Serra. Tendo o Sr. (iar-
rett acabado de orar a favor do seu poema, o sabio
Correia da Serra lareou a cadeira dos jurados c
a araron c beijou publicamente o joven orador ; o
Sr. arrett foi absolvido. Em 18> formou-se em
leis. Vo\ nnmeado oflicial da secrelaria do reino.
Nesta situaran esereveu a tragedia Clao, que se
represenlou cm Lisboa n'um theatro particular. Foi
nnmeado chefe da reparlicao da inslruccao publica
na secretaria do reino.
Nesle auno compoz e recilon o elogio fnebre
do palriarcha da lberdade Manoel Fernandcs Tho-
maz. Em 1821 emigrou para Inglaterraem War-
wck compoz seu Tratado de educarao, e o poema
Mafrito que se perden as aguas do Douro. Em
1821 enlrou para caixeiro da casa commercial Tran-
ceza de Ladile; c foi no Havre que compoz a D.
Branca, e parle do Camiic*, dous poemas que o im-
mnrtalisam : compoz tambera a tragedia o Infante
Santo que leve n orle deploravcl do Magrijo.
Em 182(i publicou um bello artigo poltico a Ha-
ropa e a America, que em 18:MI se refundi e pu-
blicou com o titulo Portugal na balanra da Euro-
pa. Em Pars orgauisou o 1. volurae do l'arnaso
Lusitano, n sendo de grandeTiicrilo o prologo, 011
memoria da lilteratura porto&ueza. Jurada a carta
constitucional o Sr. (iarrelt foi o principal redactor
do Porluguez jornal de grande crdito nessa
poca ; c foi o redactor do a Chronista > semanario
de literatura. No prmeiro combate elcitoral publi-
cou a guia dos elcitores. Por intrigas de partido
esleve preso 3 mezes.
Em 1828tornou a expatriar-se. Trabalhou cm
Londres no gabinete do duque de PalmeMa. Na
emisrarflu publicou a Aiozinda romance potico, e
depois a l.yra de Joo Mnimo; c cantou cm urna
bella canrao a balalba da villa da Praia tom o li-
tlo a Lealdade em triumpho. Unio-se ao exercilo
libertador como soldado de um balalbao de calado-
res: dissolvido este passou para o balalbao acadmi-
co. Trabalbando no gabinete de Xavier Mousinho
ahi redgio o decreto de 16 de maio. Desembar-
cou na praia do Mindello de arma ao hombro, e
mochila.
No cerco do Porto organisou, e dirigi a secre-
taria do reino. O Libertador Ihe encarregon a
reorganisarAo da ordem de Torre e Espada, traba-
Iho que o imperador Ihe elogiou muilo. Na quali-
dado de secretario acompanbou a Londres a com-
misso do duque de Palmella, e Mousinho e Albu-
querque. Volton a Portugal depois da restaura-
So da capital. O governo o nomeou vogal, e se-
cretario da commissAo da reforma geral dos esludos
e esereveu um plano da reforma geral.
Em 1831 foi nnmeado cucarregado do negocios
cm Bruxellas. para onde parti ; condese aperfei-
50011 no ademan. Passou a ministro residente na
O^uparra Ja-r l.o?uli!o o condecoron com a
cruz de \J.ennoldo. Tornando a Portugal, e a vida
privada redigiu em 18:M o Portuguez Constitucio-
nal, qae pouco durou em razao da revolurao de se-
Icmbro. Recusou urna pasta no ministerio dessa
poca, assim como outros empregos ; menos o de juiz
do tribunal do commercio. Foi depulado pelo Mi-
nlio no congresso conslilnnle, assim como pelos
Acores. No cungres foi ti,lo como orador eloqucn-
te, c sem rival.
Compoz enl.lo o Gil t'icenle, com que reslaurou
theatro nacional. F'oi nomeado inspector dos
Ihealros. Sob a sua direcrao se levanlou o theatro
nacional de I). Mara II. e appareccram dramatur-
os purtii.iRv.e-. qne fizeram representar dramas
originaes. Insttuio o conservatorio, de que Toi no-
meado chefe; obrigaudo o governo a premiar e con-
decorar os autores, e artistas d noraeada.
Em 1838 foi deputado pelos Azores, e Tez urna fi-
gura brilbanle sendo um dos memhros mais inllucn-
tes do partido urdelro ; dcTendeu o ministerio de 20
de novembro, e toroou-se nolavel pelo seu discurso
que lomou o nome de 'orto Pyreo. Foi nomeado
Chronista-mr do reino ; e abri om curso de histo-
ria portngueza, a quem lodos com cnlhusiasmo con-
correram. Enlrou de novo na cmara como depu-
tado pela capital, Afores, e Vanna. Compoz para
os alumnos do conservatorio o pequeo drama D.
Filippa de l'ilhena. Foi encarroado das negocia-
res com os Estados-Unidos.Em 1811 passoa para
a opposirao.
Compoz depois o Alfageme, ou Espada do Con-
de*lavcl, que se rcprcsenloa no theatro da ra dos
Condes. Tornou a ser eleilo deputado em 1812
pelo circulo de Lisboa, e esteve no banco da oppo-
sijao. Publicou o elogio histrico do ministro Vi-
eira de Castro. Aproveilou a sua doenra de marro
para escrever o Fre I.uiz de Souza, e dar princi-
pio sita historia das revoloroes de Portugal desde
1820.
O Sr. (iarrelt receben o titulo de visconde de Al-
mcda (iarrelt, que Ihe Toi conferido na'rcgenerarAo.
Nesta servio de ministro dos negocios cstrangeiros,
sendo elevado a pardo reino, e nesta qualidade
apresentou varios projeclos de lei sobro adminislra-
(o publica, que milito o houram.
O Sr. (iarrelt linha o foro de lidalgo, cavalleiro
da casa real, 1 ordem da Torre c Espada, da leal-
dade, valor e raerilo, a commenda de Chrslo, c a
ordem de Leopoldo. Achava-se separado de sua
mulher ha muilos annos. Deixou urna filhadc12
annos, objeeto dos seus amores ; e que segundo a voz
geral sera adoptada pela naro. A vida poltica, e a
vida Iliteraria a que se cntregou u Sr. (iarrfll o gas-
tarara em pouco lempo. Novo na idade, era velbo
na ipparencia. O Sr. (iarrelt linha alm dislo a
virtude dos grandesgenios ; reparta as suas luzes
com os seus discpulos, e nao fazia monopolio do seu
saber.
Restaurador da lilteratura porlugueza, creador da
nova arle dramtica, o grande genio exlinguio-se
no servio da palria, na gloria luterana do seu pait.
Hojc o seu corpo he nada o seo nome um monumen-
to. Que a palria se lerhre d'elle como se lembra
de Gentes, mas que nao soja para com elle ingrata
como o tem sido para com o cantor dos l.usiadas.
( Braz Titano. )

CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimentododia 1 a 19..... 31:1158120'
dem dodi 20........ 3:OUSH!
31:615520';
MOVIMENTO DO PORTO.
.Vanee entrados no dia 20.
Calho de Lima79 das, barca ingleza Cosmopo-
lita, de 312 toneladas, rapitao Wm. Forsrtl,
equipas-ern 11, carga guano ; ao captao. Vcio
refrescar e segu para Valencia.
Nantes38 dias. brigue Trancez General Itorho.
de13.) toneladas', rapitao llnndeaii, equipagem 8,
carga frzendas e mais geueros; a J. P. Adour 6
Companhia.
liba de Fernando de Noronha5 dias, patacho na-
cional Pirapama, commandante Gamillo de Lel-
il Fonseca. Passageiros, tcnenle Jos Cyraco
lerrcira, Manoel Thomaz dos Santos, Francisco
Jos dos Santos, Franklin Jo? dos Santos Costa
Monlciro, Jos Jnaquimde Sanl'Anna, Jos An-
gelo das Nev?, Hermenegildo Jos de Souza Lo-
bo, Lourenro Antonio Gomes, i senhoras o 1
menor, Jos Manoel do Nascimcnlo, ."> pracas do
exercilo inclusive 1 inferior, 7 sentenciados que
tindaram o seu lempo, e mais 1 inferior.
Rio de Janeiro28 das, patacho porluguez Joven
Wenccllion, de IS5toneladas, capitn Alexandre
Jos Correia, equipagem 9, cm lastro ; a Vinv,
Amorim & Filho.
dem21 dias, brigue brasileiro ltccife, de 220
toneladas, capitao Manoel Jos Riheiro, equipa-
gem 13, carga vasilhames e mais teneros ; a Ma-
noel Francisco da Suva Carriro. Passageiros,
Joao I! un l.apistrann. JoIo Filippe da Cosa.
dem30 dias, brigue porluguez Clara, de 269
toneladas, capitao Manoel Joaqum da Silva,
equipagem 10, em lastro ; a Mano. I do Nascmeu-
lo Pereira.
Mar Pacifico, lendo saludo de New-Bedford a 90
diasGalera americana Soulh America, de 0111
toneladas, capillo Walker, equipagem 2, carga
azeitc de peixe ; ao capitao. Veio refrescar e se-
gu para o mesmo porto.
Sacio saludo no mesmo dia.
Liverpool e piulas intermedios Vapor inglez
Pampero, commandante llaram. Passageiros
desla provincia, o reverendo C. A. Auslin c sua
Tamilia, Francisco Jos Dias, Antonio da Costa
Pinbeiro, Donizio Velloso de Maredn.
ED1TAES.
peclivo proprielario tem de ser pago do quei ae Ihe c rochedos da pona de,a>ixa Presos, Barra Falsa e
deve por scmelhanle desaproprarao logo que termi-
nar o prazo de lj dias contad js da dala desle, que
he dado para as reclamares.
E para constar ss mandn alllxar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario por l. dias successivos.
Secretaria da Ibesouraria provincial do Permm"
buco 17 de marro de IRVi.O secretario,
Antonio Eerreira d'Annunciacao.
O Dr. Rufino Augusto de Almeidu, juiz municipal
snpplenle da segunda vara commercial desla cida-
de do Recife de Pcrnainboro, por S. M. o Impe-
rador, que Dens guardo, etc.
Faro saber aos que o prsenle editl vircm, cm
como por esle meu jaiio se hio de arrematar por
quem mais der cm praca publica no dia 21 docor-
rente mez, pelas :! horas da larde, na porta da casa
de minha residencia os movis seguintes : I2radci-
ras. I sof, e 2 bancas, linio de Jacaranda cm boni
estado ; cujos movis Toram peuliorados a Francisco
Lucas Ferreira, por execurao do capitao Firmino
Jos de Olivcira. Toda a pessoa que em ditos bens
quizar laucar, o pnder frzer no dia da praca cima
tilo. E para que chesue ao conhecimenlo de todos
mande) passar o presente, e nulros que scrAo publi-
cados e allixados nos lugares do coslumc. Recife 9
de marco de 18.J5. Eu Pedro Tertuliano da Cunta,
escr>Ao subscrevi.
Rufino Augusto de Almeida.
1 > lllin. Sr. contador, servindo de'inspector da
icsouraria provincial, cm cumprimenlo da rcsolurAo
da junta da frzenda, manda frzer publico, que a ar-
rematarlo dos reparos ursentrs de que precisa o acu-
de dcCaruaru' vAo novamente a prara no dia 29 do
correnle.
E para constar se mandn allixar o presente e pu-
blicar pelo Diario. Secretaria da thesouraria pro-
vincial de Pcrnamhuco 20 de margo de 185. O
secretario, A. /. da Annunriarao.
DECLAHACOES.
dos mais que pelo lado de leste conlornam aquella
he es oefi noile, sao lano mais de temer,
quanlo os ventos fortes do mar ensacara as aguas na
enseada, alm de que em algum lugares, depois de
10 braras o Tundo diminuc rpidamente. Se, en-
conlrando-sefundo menor ds 11 bracas, parecer que
o navio nao se acha uo N. O. da linha N. E. S. O.
dos phares, deve entenderse que ha deleito as
Igalhai, c nunca hesitar em lomar o bord do sul,
sendo o prurao no bordo do Norte, o mais certo in-
dicador dos perigos. Na distancia de 13 a 11 mi-
lbas da ponta de Santo Antonio, principiare a ver o
pharol da barra da Baha, luz Traca, mostrando ds-
liiclamcntc suas cures diversas apenas na distancia
de 0 milbas. A entrada do parlo do morro he frau-
ra para navios de todas as qualidades, atlcndendo-se
que I millia a Oeste da fortaleza corra um baxo,
que segu pelo rio l'na cima, e cujo fundo vai gra-
dualmente diminuindo para o lado de baixo, c a
que a montanha pelo lado de Leste corre prolon-
gada pelos recifes chamados Coila que se aln-
(MI pelo mar 120 bracas, mais ou menos, com fun-
do de S braras em alguna lugares encestados a clles.
Porlanlo, contra elles muilo importa acaulelar de
noile os que bordejarcm para lomar o ancoradouro.
De dia he milito visvcl a,irrebenlar.'o deslcs recifes.
Duas milhas distante da costa do morro de San
Paulo c Jalii par,1 o sul, com o pharol a vista, ha
caminbo franco para qualquer navio.c os que quise-
rem entrar no porto delle podem acerear-sc da mon-
tanha pelo lado do norte, tanto quanto Ibes permit-
tir o fundo dado pela sonda, e o fundeadourn fran-
co priiicipia da punta da fortaleza al 1 mlba para o
o anterior, devendo receber pratico os que quizerem
subir o rio, onde ha fundeadouro abrigado para urna
esquadra. Secrelaria da capitana do porto de Per-
namhueo cm 19 de marro de 1853. O secretario,
Alexandre Rodrigues dos Anjos
AVISOS MARTIMOS.
O Illm. Sr. contador, servindo de inspector da
thesouraria provincial, em cumprimenlo da ordem
dn Exm. Sr. presidente da provincia, manda convi-
dar aos proprietarios abaixo mencionados, a enlrcga-
rem na inesraa thesouraria, no prazo de trinla dias,
a contar do dia da primeira publicarlo do prsenle,
a importancia das quolas com que devem entrar
para o calcamento das casas da ra do l.ivramentn,
conforme o disposlo na le provincial n. 350. Ad-
vertindo que a falla de entrega voluntaria, ser pu-
uida com o duplo das referidas quolas na conformi-
dade do arligo O.- do rcgulamenlo de 22 de dezem-
bro de 1854.
N. 2 Manoel Jos Mouleiro.....97,"?500
4 Antonio da Silva Ferreira. UOoOOO
6 Joaquina Mara Pereira Vanna. liN-i*1
8 Manoel do Nascimenlo da Costa
Monleiro e Paula lzdra da Cosa
Monlciro.........665OOO
10 Viuva c herdeiro! de Jos Fernn-
des Eiras.......... 67)500
12 Antonio Monlciro Pereira. 739000
I i Lu/ de Franca da Cruz Fcncira. 373500
10 Joaquim Antonio dos Sanios An-
drade..........759150
18 Marcellno Antete Pereira. 9O5OOO
20 Viuva de Joaquim Leocadio de Oli-
veira Guimaracs.......1803000
jj, \ luva do Ur. Jos Francisco de 4
Paiva. :.......124:
21 Jos T?aptts1a Kibeiro de Frias. 1
26 Manoel Buarque do Macedo. IO85OOO
28 L'mbelno Maximino de Carvalho. '183OOO
30 O mesmo.........009000
32 Francisco do Prado......005000
31 Viuva de Francisco SeverinoCaval-
canti..........00.3000
3 Nono Mara de Seixas....."83OOO
38 Manoel Fr.'iirisco de Moura. 1115600
1 llerdeiros de Joariuim Jos de Mi-
id..J..........1279500
3 Tiloma* de Aquino Fonseca. 993600
5 Capella dos Prazeres de Guarara-
pes...........27.3000
7 Ordem Terceira de S. Francisco. 6I>200
9 Francisco Jos Pacheco de Medeiros
e outros.........673-500
II Anloiaio da Silva Gusmo. i-mni
13 Antonio Jos da Castro. 635000
15 llerdeiros de Izabel Soares de Al-
meida. ........ I83OOO
17 Joaquim Ribeiro Pontes. 51-31100
19 Viuva e herdeiros de JoSo Pires
Ferreira.........363000
21 Manoel Komao de Carvalho. 755000
23 Irmandade das almas do Recife. 683IOO
25 Dr. Ignacio Ncry da Fonseca. 819000
27 Padre Joao Antonio Garle. 123-3000
29 Antonio Cordeiro da Cunba. 6O3OOO
31 Jo3o Pinto de Queiroz o llcrdci^os,
de Joaquim Jos Ferreira. 213600
33 Jo3o do Rosario Guimaracs Ha-
chado......... 723600
35 Antonio Luiz Gonralves Ferreira. 753000
37 Jalifa Porlella.......529500
39 Joaquim Francisco de Azcvcdo. 453000
41 Francisca Candida de Miranda. 6O30OO
/
VAREME.
APOM AMEMOS BIoGKAPHICOS DO SR.
t.AURETT.
Jnio Biptisla da Silva I.eitao (ie Almeida Gar-
ren, qee acaba de deseer :i sepultura nasceu na
cidade do Porto no dia 4 de Tevercro de 1802.
I'nram seus pas Antonio Bernardo da Silva Gar-
ren, dalo di casa real, e selladur mor da alfrn-
dega. c I). Mara Angosta de Alircida LcilAo, li-
dia do negociante Jos Benlo l.eila 1, nascido 110
Brasil. O pii do illustrc Sr. Garre tra Aroriano,
e descendente de urna familia irlandeza. O Sr.
Gerrett leve urna educarao esmerada, e mui joven
ainda sabia o latim o bespanhol. Pela entrada do
exercito Trancez em 1809 emigrou com a sua lami-
lla para a ilba Terceira.
Na illia recebeu proveitosas lrftes de sen lio pa-
terno D. Fiei Alejandre da Sagrada Familia, bis-
0 resignatorio de Minea, e depois hispo de Angra.
COMMEKCIO.
ALFANDEGA.
Rendlmcnto do dia 1 a 19. .
dem do dia 20....., .
214:8379021
17:5019613
262:3383634
Descarregam hoje 21 de marco.
Barca inglezaSpen & of the Timabacalbo.
Barca Trancezai7u(aC0 //mcrcdorias,
Barca inglezaacaecieredem.
Polaca urdaS. .WcAemasiai c calcado.
Brinea faamburguezAdolphocarvao.
Barca brasileiraSirtepipas vasias.
Iliale brasileiro(> Iliale brasileiroNoto (lindacharutos.
CONSULADO EKAL.
Reudmento do dia 1 a 19..... 28:5339191
dem do dia 20........ 3:7519286
32:2813777
INVERSAS PROVINCIAS.
Rendimcnto do dii 1 n 19. 3:383;ll
....... 2503869
dem do dii
RECEBEDOH1A DE RENDAS INTERNAS*!^
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 1 a 19.....27:1999037
dem do dia 20........ 1:1019146
_
28:6003183
Ri. 3:006375 5
E para constar se mandou allixar o presente e pu-
blicar pelo Diario. Secretaria da thesouraria pro-
vincial de Peniambuco 11 de marro de 1855.O.se-
crelaro, Antonio Ferreira d'AnnunciacSo.
O Dr. Rufiuo Augusto de Almeida, juiz municipal
supplenle da segunda vara e do commercio nesta
cidade do Recite o seu lermo, por S. M. I. e C.,
que Dos guarde etc.
Faro saber que por eslejuizo da segunda vara
commercial, a requerimento da firma social Andra-
de i\ Leal abr a sua fallcncia pela sentenra do
llieor seguinte :
A' visla da declararlo a TI. 2, feila pelo commcr-
ciante Manoel Carneiro Leal, gerente da casa com-
mercial sob a firma do Andrade & Leal, julgo falli-
dos Manoel Carneiro Leal e Joaquim Antonio dos
Santos Andrade, e declaro aberla a fallencia dos
mcsnios desde o dia 9 do fevereiro, que fixo como
termo legal de sua existencia, pelo que ordeno que
se ponham sellos cm lodos os bem, lvros c papis
dos fallidos, devendo para isso frzer-se participarlo
ao respectivo juiz de paz, e numeio para curador
fiscal o baeliarel Candido Autran da Malta e Albo-
querque, que prestar o juramento do estylo, pagas
as cusas pelos fallidos. .
Recife 28de Tevciro de 1855.Francisco de As-
sis de Oliceira Maciel.
llei por publicada em mAo do cscrivo, que in-
timar s partes. ReciTe era ut supra. Oliceira
Maciel.
E leudo sido a requerimento da mesma firma so-
cial Andrade iS Leal excluido o curador nomeado
dito Autran, nomeei o negociante Antonio VaMen-
tini da Silva Barroca, que nao aceitou, assim como
tambera nao aceitou Antonio Bolelho Pinlode Mes-
quita, e sendo afinal nomeado o credor Sebailiilo
Jos da Silva, preslou este o devido juramento. Km
conscqucncia do que os credores presentes dos di-
tos fallidos comparceam na casa de minha residen-
cia na ra do Collegio n. 17, s IfTIioraj do dia 20
do correle, afim de em reunan se proceder a no-
mearjo de depositario 011 depositarios, que provi-
soriamente administren) a massa fallida; visto nao
terem comparecido no dia 15, como'foi marcado. E
para constar niaudei passar o presente e mais Ires
do mesmo llieor, que sonlo publicados c affixados
na forma do art. 129 do respectivo rcgulamenlo.
Dado nesta cidade do Recife em 16 de marro de
1855. Eu Joaquim Jos Pereira dos Santos, escri-
v,1o o subscrevi,
Rufino Augusto de Almeida,
O Illm. Sr. contador servindo de inspector da
thesouraria provincial, em cumprimenlo do disnos-
tono arl. 34 da lei provincial 11. 129, manda frzer
publico para conhecimenlo dos credores hypolheca-
rios, e quaesqoer inleressadosque foi desapropriado
a Jos Jacinlho da Silveira, um sitio na estrada dos
Remedios ocla nu.uitia de 550?S000 rs.. n no n rea-
Pela subdelegada da freguezia da Boa-Vista,
se faz publico que no dia 16 do corrente lora appre-
hendido um cavado russo, seu dono comparara pe-
raole a mesma subdelegada. Subdelegada da'fre-
guezia da Boa-Vista 17 de marro delegado supplenle em exercicio, .-/. F. Martins Ri-
beiro.
Pola subdelegada dos Afogados se faz publico,
que se acha deposilado um cavante, que foi rcmelli-
do pelo inspector do Barro, por ser encontrado sem
conductor, quem for seu dono apareen na mesma
subdelegacia, que provando Ihe ser entregue. Afo-
gados 13 de marro de 1855.O subdelegado.Pe-
reira Lima.
Fel subdelegacia da freguezia uos Afogados se
Taz publico, que se acha rccolbido i cadeia desla ci-
dade, o prcto Bernardo, que da ser escravo de Ma-
noel da Silva Barros, lavrador do cogenho Sanlo-
Andrc, e achava-se ausente de casa. Afogados 13
do marco de 1855. O subdelegado, Pereira
Lima.
Pela subdelegacia da freguezia da Boa-Vista
Tora recolhido ctdcia desla cidade um rrioulo que
representa ter 18 annos, que diz chamir-se Joflo
Francisco, e ser Torro, existindo porm motivos para
desconfiar, que soja csrravo lugido do poder de sen
senhor : quem Tr seu senhor rompareca peranle a
mesma subdelegacia. Subdelegacia da freguezia da
Hoa-Visla 10 de marro de 1855. O subdelegado
upplente cm exercicio, A. F. Martins Ribeiro.
Quarta-feira, 21 do corrente^ depois da audi-
encia do Sr. Dr. juiz dos fritos da frzenda, se bao de
arrematar em prara presidida pelo memo senhor,
os bens seguintes : urna casa terrea, sita na ra de
Luiz do Reg n. 1, construida de madeira c barro,
rom grande quintal e bastantes arvores de fructos,
no valor de 1:0009000, penhorada a Domingos da
Silva Ferreira, por execurao da mesma frzenda ; 12
cadeiras de amarello, novas, por 25-3000, a Joaquim
Carneiro Leal ; diversos movis de casa, de madeire
conduru'c Jacaranda, todos no valor de II3OOO, a
Viuva de Guilherme Parido Bezcira Cavalcanli ;
12 cadeiras, 1 mesa de meio de sala, de madeira Ja-
caranda, 3 mangas de vidro lisas, e 3 castiraes de
praia, ludo por 733000, a Antonio Jos de Carvalho
Santiago ; 1 csrravo pardo de nome Manoel, por
6009000, a Joaquim finarle Pinto da Silva ; 6 ca-
deiras de ngico c 2 mesas de Jacaranda, ludo por
II3OOO, a Francisco de Barros Correia ; diversos
movis de casa, de madeira de amarello, 4 mangas
de vidroe4 rasliraes de casquinho, ludo por 2lcO0O,
a Joao Evangelista Bello ; 1 escravo crioulo de no-
me Ignacio, por eajOOO, a Joaquim Francisco de
Souza Navarro ; 10 peras de madapoles finos, por
553OOO, a Francisco de Lemns Duarle ; 2 bahus e
i jogo de malas, ludo por 223100, a Antonio Ferrci-
reira da Costa Bragt : quem pretender os objectos
cima declarados,. rompareca no lugar e hora do
coslumc. Recife 17 de marro de 1855. O solici-
lador, Joaquim Theodoro Alces.
GABINETE PORTIGIEZ DE LEI-
TIRA.
Por ordem da directora convoca-se o consclho de-
liberativo, para so reunir domingo 25 do correnle
s 11 horas da raanhaaM. E. de Souza Barbosa,
segundo secretario.
COMPANHIA PERNAMBUCANA.
O conselhodo direcrao convida os Srs. accionistas a
realisarem a quarla preslarao de 10 por g sobre o nu-
mero de accoes que Ihe perlencem, ale ao da 15 de
abril prximo ; o eucarregado dos recebimentos he
o Sr. F. Coulon, ra das Cruzes n. 26.
Pelo juizo de orpliaos desla cidade do Recife e
seu termo, se faz publico, quo lendo dispensado de
Irabalhar peranle elle, o ollical dejustira Braz Lo-
pes, Toi designado para suhslilui-lo o oflidal Jo3o
Honorato Serra Grande, o qual e os seus companhei-
ros Amaro Antonio de l-'aria. Anlouio Correia Onra
e Jos Ignacio Ribeiro Cavalcanli, ato os habilitados
para fazerem as diligencias do mesmo juizo.
O Sr. capilao do porto manda frzer pblico,
para coeliecimenlo de quem possa inlercssar, qoe
arha-sc eslabelccido um pharol no morro de San
Paulo, provincia da Babia, principiando a ser Ilu-
minado na noile do dia 3 de maio prximo, sendo a
sua dc'cripcao e observaees sobre a navegante do
porlo do referido morro c da cosa, comprcliendida
entre elle e o da cidade daquella provincia as se-
guintes descripr>o e observarOcs : o pharol do morro
de San Paulo acha-sc enllocado sobre o cume da
Para o Rio de Janeiro segu cm pouros dias o
brigue Feliz Destino ; para o'reslo da carga, pas-
sasciros e escravos a (rete, (rala-se com os consigna-
tai ios Isaac Curio & Companhia, na ra da Cruz
o. 40.
Para o Ilio de Janeiro.
Scgnc com brevidade, por ter parle da carga
prompta, a veleira barca brasileira Malhilde. quem
quizer carrrgar o resto, cnlenda-se com o capillo
Jeronymo JosTelles, ou 110 escriplorio de Manoel
Alvcs (juerra Jnior.
Para Lisboa, o brigue escuna porluguez Atre-
vido, pretende seguir com a maior brevidade : quem
no mesmo qoizer earregar ou ir de pateaaeni, irale
com os tonaignatariol Thomaz tic Aquino Fonseca
Filho, na ra do Vigario n. 1'.i, prmeiro andar, ou
com 11 capilao na prara.
PARA BENGIELI.A COM ESCALA POR S.
THOME,
segu com brevidade o brigue porlusnez Esperan-
za por ter dous trros da carga prompta: quera qui-
zer earregar o resto, enteuda-se com o capilAo Ma-
ranno Antonio Marques, ou no escriplorio de Ma-
noel Alves Guerra Jnior.
Companliia brasileira de paquetes a
vapor.
O paquete a vapor Tocanlins commandante
Capillo de Trgala (i. Mancebo, espera-se dos porlos
do norte a 23 do correnle, e seguir para os do sul
no dia seguinte ao da sua entrada: agencia na ra
do Trapiche n. 40, segundo andar.
Real Companhia de Paquetes Inglczes a
Vapor.
No dia 23 a
25 dcste mpz,
espera-se da sul
o vapor Soten!,
rom manda lite
Jellicoc, o qual
depois da de-
mora do cosi-
me sesuir pa-
ra Euiopa: pa-
ra passasciros ele, trata-se com us agentes Adamson
Howie Ok C. ra do Trapiche Novo 11. 12.
PARA O KIO DE JANEIRO.
Segu cora muita brevidade a barca
nacional SORTE. por ter parte da carga
prompta : para o resto, passageiros e es-
cravos a frete, para o pie tem excellentes
commodos, trata-se com os consignata-
rios Novaes& C, na ra do Trapichen.
3-, ou com o capitao Jos Matia Ferreira,
na praca.
RIO DE JANEIRO.
Segu 110 dia 27 do correnle o palhabote l'enus,
capilao Joaquim A. (loncalvesSanlos ; so rrcehe
passageiros e escravos a frele : trata-se com Cuela-
no Cyraco da C. M., ao lado do Corpo Santo n. 25,
ou com o capilao.
Para o Porlo segu viagem com mnila brevida-
de a barca porlugueza Flor da Maia, capilao Jos
de Azcvcdo Canario ; ainda podo receber alguma
carga : quem nellc quizer earregar ou ir de passa-
gem, dirjase ao capilao ou a seu consignatario Ma-
noel Joaquim Ramos e Silva.
PARA O PORTO,
(weleiro bnquo porluguez Espcrancan, seguir
coma maior brevidade para a cidade do" Porto, por
1er j prompta dous ierro de sua carga ; recebo a
que apparecer a Irete, e lambem passageiros, para o
que possue ptimos commodos : trata-se no escrip-
lorio de Bailar & Olivcira, na ra da Cadeia Velha
n. 12. .
RIO DE JANEIRO.
O brigue DAMAO segu imprcterivel-
uiente no dia 23 do corrente, s recebe
passageiros e esclavos a fete: trata-se
com -Machado A Pinheiro, no largo da
Assemblea sobrado n. 12.
PARA O RIO DE JANEIRO
segu cora muita brevidade por ter
parte do carregamento prompto, o milito
veleiro brigue escuna nacional MARA :
para carga, passageiros cescravos a frete,
para os quaes oljerece as melhores com-
modidades, trata-se com o capitao a bor-
do, ou com Machado i\ Pinheiro, no largo
da Assemblea n. 12.
LEI LOES.
montanha, ou cabo desle nome, na entrada do porlo
na Lat. S. 13. 21' 40" Long. o Grw 38. 54' 48
Sua torre quesera pintada de branco, e lem 80 ps
inglezesde elevar ni da varauda sobre a montanha, c
2(6 sobre a superficie do mar.podera servista de dia,
com bom lempo, a 30 milhas de distancia. Esle
pharol, o rnelhor da Costa do Brasil,de rafatela pe-
lo svstema de Fresnell, eda primeira grandeza, Um,
no espado de um minuto, luz clara por 15 segundos,
seguida de um cclypsc de 45 segundos. Sua luz,
com lempo claro, dislingue-sc da tolda de um navio
2 milhas de distancia, e das gateas a 28. (Jutlquer
que seja a distancia, he de luz sempre forle e muilo
brilbante ; dislingue-se do pharol da barra da Ba-
bia, polo lempo de scus erUpscs, pelo grande bri-
lhantismo de sua luz, c pela cerque he sempre de
um claro brilhanle, cm quanto o de Santo Antonio,
lem 3 faces diversas seguidas enlao do nm eclypsc.
Em distancia menor de 12 milhas nao sao lotacs os
echpses, o brilhanle dar.lo lio seguido de urna luz
fraca en lugar dos cchpscs que se>vao tornando 110-
taveis a proporrao que esta distancia augmenta, de-
vendo considerar-sc apartados mais de 12 milhas os
que observaren! eclypses perfeilos. Ao rumo de 40.
N. E. verdadeiro.na distancia de 3 milhas.cncontra-
se o pharol da barra da Baha. Do morro para o N.
forma-se urna enseada bordada de rochedos,e a parle
do Oeste da ilha de Itaparica com o continente frr-
maa barra de Jaguaribe, a que as carias hyjrogra-
phicas existentes do indevidamento o nome de Bar-
ra Falsa, sendo esla alias urna pequea enseada da
i/ha a leste daquella barra, formada pela ponta de
Aratuba, c oulra que Ihe fica ao norte, e qoe em dis-
tancia maior de 14 milhas, loma urna configurarao
semelhanle a da pona de Sanio Antonio, c parecen-
do com esta dcslaear-se das Ierras que Ihe demoram
a Oeste. A estes lugares tenao devem, ainda de da,
aproximar os navios a ponto de encontrar fundo me-
nor de 11 braras, se nao tiverempralico a bordo. Aos
que do sol avislarem o pharol do morro de San Pau-
lo, e demandarem a barra da Baha, nao convm
passar do N. O. da linha N. E. S. O. verdadeiro do
pharol em quanlo estiverem ao sul di Iha de Itapa-
rica ; e por maior- cautela devem prumar e virar
no bordo do sal, logo que encontrem 11 bra>.ai de
'ondo.com o ane viradlon annrntm:ir*n dr
O agente Borja frri leiblo quarta-feira 21 do ror-
rete as 10 lloras, em seu armazem na ra do Colle-
gio 11. 15, consisliiido cm um completo sorliincnto
de obras ele marcineiria novas e usadas.de difTerciiles
qualidades, (i caisrs com chapos franeczes, urna
graudequanlidadede ditos do Chile, relogios de ou-
ro e prata para algbeira, um ptimo cabriolel inelez
novo, etc., e urna grande porrao de ohjeclos difle-
renles, que se acharau patentes no mesmo armazcm
no dia leiloo.
John Galis, estando prximo a retrar-se para
Europa, frr.i leil.lo por ntervencao do agente Oli-
vcira, de toda a sua mobilia. quasi nova por
estar no mais perfeito estado, consistyido em sofs.
cadeiras, mesa redonda o cousolos lampas de pedra,
e d'oulras qualidades, mesa de sof, banca de charao
com lindas figuras de marlim, para jogo de xadrez,
urna caixa de mu-ira, coramoda, mesa clnslica para
jantar, guarda looea, lavatorios, camas de ferro,
canderos para eini de mesa, lanternas, relodo de
parede, louca fina para almoro etc., garrafas, copos
e muilos outros vdros, galbetciras, porla-licor, co-
Iheres de metal fino, facas e garfos. um cabriole!
com armo-, c excedente cavado gordo, que se pode
aliaurarsua bondade, (rem completo de rozinha,
iilencilios de sitio, emuilos outros objectos: Ierra
feira 27 do corrente, asIO horas da inanli.Ta. no sio
perlo da casa grande da seuhora Lasscrre, na Ca-
punga.
Vctor Lame Tara leilao por inlervenrao do
senle Olivcira, le um esplendan sorlimento de fr-
zendas recentcmeulc despachadas, as mais proprias
do mercado : quarta-feira, 21 do correnle, as 10 ho-
ras da iinubaa, no seu armazcm, ra da Cruz.
LEILAO' SEM LIMITE.
O agente Vctor frr leilao no seu armazem. ra
da Cruz 11. 23, de lodos os ohjeclos existentes no
mesmo quinta-feira, 22 do corrente, as 10 ,',' ho-
ras da mauhaa. Sera (amhem vendida ao meio dia
em poni urna cscrava moja, boa co/.inheira, mas
paralv lica de um lado.
LEILAO'.'
Francisco Severiano Hahello & Filho frrao lei-
ln. por iulcrvcncao do agente Oliveira, c cm lotes a
ventado dos compradores, de cerca 9 pipas com op-
limo vmho tinto, .JO birria de dilo I,raneo, da ben
conhecid marca Joao de Brilo, e de 15 pipas de vi-
nagre muilo superior: sexla-Tcira, 23 do correnle,
as 10 horas da manhaa, porla do armazem do Sr.
Aunes Jacorue, defronte da arcada da alfandega.
FABRICA DE FIAR E TECER
ALGODA.
Por causa da chuva
de honterr., foi trans-
ferida para o dia 22
do corrente ns 4 ho-
rrts da tarde, a reu-
niio da assemblea ge-
ral dos accionistas da companhia, para a
fabrica de liar e tecer algodao, no salan
do convento de S. Francisco.
Contrata-se comquem quizer, o ater-
ro do caes da na da Aurora : na ra da
Praia n. 45, segundo andar.
Roga-se ao Sr. Joao Francisco de
Araujo l.iin;., o obsequio de indicar por
este DIARIO, o lugar de sua morada, ou
apparecer na loja n. 5 da roa da Cadeia
do Recife, para se Ihe apresentar urna
letra vinda do Rio de Janeiro.
O abaixo assignado, procurador bastante de sua
rin.":.i, a viuva do finado Manoel Das Fcrnandes,
srienlilica au publico que por escriplura publica de
20 de fevereiro prximo passado, no earlorio do la-
belliao P01 locarreiro. hypothecaram especialmenle
Joao Fiaacisco Maia o sua mulher a solircdila viu-
va a parte que por Iterativa Ibes locou as Ierra de
Apipucot, para garanta de ami lellra de i:10300o
rs., de que sao devedores. E para que nogucmse
possa chamar a ignorancia, cviiando-sc por esle
meio equivocse eonlestarM futuras, fciro cm lem-
po a presente declaradlo. Firmino Moreira da
Costa.
No dia 23 do correnle mez lem de serem ar-
rematadas porquera mais der, depois de linda a au-
diencia do Dr. juiz ilc orphaos, 2 casas Icrreas mcia-
aguas, silas no lunar do Campo-Verde, na Soledade,
avadadas cm iOOJOOO, pnr execurao de Justino Pe-
reira de Parias, contra o casal do mentecapto Ma-
noel da ('.india Oliveira.
Una pessea aasi habilitada cm geosraphia e
franrez, oITcrece-so para dar liroes em alguma casa
particular, que leuI1.1 4 ou mais meninos, meninas
ou senhoras ; quem quizer annuncie, que so faz lo-
do negocio. Adverle-se que a pessoa d fiador de
sua conduela.
A pessoa que annunciou dar dinheiro a pre-
mio sobre hvpolheca em bens de raz tiesta prara,
dirija-sc a ra Dircita 11. 5'J, que adiar com quem
tratar.
Roupa engommadri.
Na rna das Aguas-Verdes, primeira casa terrea
denois do berro do Pocinho, indo do lado de S. Pe-
dro, cngomnia-se roupa com perleicao c accio, c
grande promptideo, pelos haralissimos prer.05 se-
guimos a saber : cairas pjaquelasa 10!) rs., camisas
de homem a S'J rs., palitos a USO, collctes a (50 rs., o
loadlas de rosto a 10 rs. ; bem como nutra- peras de
roupa por precos proporciouaes : os pretcndcnles
dinjam-se casa cima a qualquer horado dia.
"Adolpho, 11,10 se responsabiliza por qualquer divi-
da quo cm seu nome seja feila pela Iripolar.lo do
mesmo navio.
Qncm precisar de 2009000 a t11:0009 a juros de
dous por rento, com hvpolheca em predios, annuu-
cie por esle jornal.
Oleo de ricino para candieiros
O fabricante d'olco da ra dos (iuararapes faz set-
enta ao respeilavel publico, que para maior commo-
didade de seus frenttezes estabeloceu um deposito no
paleo da malm do Santo Antonio n. ti, aonde se
vetfde or ranada e por uarrafa. O oleo de ricino
de Eslcv.lu Chantre, preparado para os candieiros,
dura muilo mais lempo que o azeile de coco, d
mudo boa luz e he tao cryslaluo que nao faz fuma-
ca, nao cria inurro as torcidas c nao suja 09 can-
dieiros.
Aluga-se o muilo mohecido sitio do Cajuciro,
com urna das melhores rasas de viven.la que ha nos-
la provincia, arando silio com um extraordinario vi-
veiro, baixa para capim, estribarla, r.ocheira, casa
de prclos, e'grandc numero ile arvoredos de Iruclns;
lambem aluga-se juntamente 011 cm separado, mais 3
casas, silas no mesmo silio, ludo por prcro commo-
do : quem o pretender, dirija-Sa ao mesmo silio, que
achara com quem balar.
O abaixo assignado. curador fiscal da massa
fallida ile Deane Tonta & Companhia, annancia qne,
cm virtude do despacho do Sr. juiz rommis-ario, de
1!) de marro correnle, sao convidados os credores da
referida massa, que se acbarem presentes nesta ci-
dade, por si 011 por seus procuradores, para se reu-
nirem no dia 211 do correnle a* II horas do dia, em
o escriplorio dos fruidos, na ra da Cadeia do Recife
n. 52, afim de tralar-se da vcriticacfto dos crditos, e
concc'sao da concordata, e do contrato de nublo,
tillando esla nao lenba lugar, devendo as procura-
ces serem especiaes para o aclo, e nSo podendo um
procurador representar por mais de um aredor como
dispOc o arligo 812 do cdigo do commercio. Este
aviso sera repelido por Ires vezes ua confrrmidade
da segunda parle do arligo 127 do regnlamenlo n.
738, como me Toi ordenado no dilo despacho. Ile-
cifc20dc marro de 1855.lim. Bidoulac, curador
fiscal.
A mesaregedora da irmandade do Senhor Bom
Jess dos Passos no Recife, lendo a eipiir Sos liis
110 dia 23 do crrente mez cm solemnissima prnriss.lo
a imagem do mesmo Senhor, e querendo- tornar este
acto mais pompsoo e bullanle, lem a honra de con-
vidar a lodos os Rvms. Srs. sacerdotes, para que,
paramentados com os seus competentes roquetes, ha,-
jam de compaiecer na igreja matriz da Boa-Vista,
pelas 2 1|2 horas da larde daquelle dia, afim de
acompanhar a referida [procissao.
A pessoa que arrematar em prara a casa de 4
andares, na ra Nova de-la cidade, pertencenl ao
casal do finado Manoel Cactauo Soares Carneiro
Monleiro, fique na inlcdieencia de que dita casa be
foreira ao tnorgado das Alagois, e he competente
para dar a licenra e receber o laudcmio o foros ven-
cidos.Manoel Joaquim Comes.
Jos Francisco Dias, pela rapidez de sua via-
gem Europa, 110 vapor Pampero, dcixou de se
despedir de muilos amigos, aos quaes pedo descjl-
pa desla ingenua falla.
Ordem terceira doCarmo-
O prior convida a lodos os seus rharissimos ir-
mos cm geral a comparecerein na nos-a igreja com
seus hbitos sexta-feira 23 do correnle,pelas 2 'i ho-
ras da tarde, afim de encorporados com os religio-
sos acompanharmosa procissao du Senhor Bom-Jesus
dos Passos, da matriz da Boa Visla para a do Reci-
te ; o mesmo convite Ihe faz, para 110 domingo s 8
horas da manhaa, e quinta e sexta (eira-maior para
assislirmos aos actos da semana Santa no convento,
e salisfrzermos aos convites do R. P. provincial, c
da irinatidadc dos Passos.
Antonio Jos de BilancourI convida a seus de-
vedores a que lhc venham pagar nesles oilp das,
lindos os quaes promover suas aeros contra os que
forem remissos. Nao levar era conla recibo algum
passado por sua mulher, ou por oulra qualquer pes-
soa, vistu como a uinguem aulorisou para receber
essas dividas,
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Resumo do maiores premios da 21. lo-
tera a beneficio das casa de Caridade,
extrafaida a '2b' de levereirode 1855.
20:000*
10:000s
4:000.s
2:000$
1
1
1
1
6
10
20
ti.
60
0000.
2*74.
1W7.
2978.
2399
4277 ,
231
955 ,
3390 ,
.',088.
7." ,
1170,
2335 ,
."i78 ,
5731 ,
4820 ,
5572 ,
",20 ,
i ,75,
333 ,
2..7I ,
3501 ,
r,:,oo
5375
786
2575 ,
4477 ,
10(i."i ,
1787 ,
2925 ,
3703 ,
4370 ,
.J200 ,
1:000?
400?
200?
i
2
ATTENCAO.
AVISOS DIVERSOS.
O Sr. Antonio Candido de Lira, queira diri-
gir-se a livraria n. 6 e 8 da praca da Independen-
cia, que se lhc precisa fri|ar.
--Quem precisar de urna ama para o servieo de
casa, e querendo escrava, dirija-sc a roa do (iuei-
mado loja n. li.
Precisa-sede oTTjciaesde charoteiro.qne traba-
Hiera sorfnvel : na cidade de Olinda, ladeira do Va-
rflrlnirn n. n.
IIFflUFI
Carvalho r&Meades, ltimamente chesa-
dos a esl" cijade viudos do Bio de Janeiro,
7 lindo e variado sorlimento de joiasd'ouro
fff e com brilbanles, relogios d'ouro patente,
0 faqneiros, salvas e ctsliracs, e outros moi-
*j tos objectos de diflerentcs qualidades pro-
'?) prios para senhoras, de gostos modernos
/. que ludo vendern por mdicos presos al-
yf) teudendo a pouca demora que pretenden!
l\ (er aqu : acham-so morando na ra da
?? Cadeia de Sanio Antonio, sobrado n. 2i,
e/ primeiro andar. 0J
Oesappareceu desde elembro ou ouliihro do
anno passado, urna vacca com una cria ja de anno,
ambas bastante magras, aquella de cor amarella
desmatada, com piulas ou mullas brancas, ainda
nova, bastante grande, chifres muilo bem feilos e
agujados, e a cria de cor branca, com malhas ama-
redas escuras, c de raja tourina : quem tiver noticia
ou soubcr onde exislera estes aoimaes, peder.com-
municar ao abaixo assignado, no seu silio no logar
da Torre, ou na ra do Collegio 11..... sckuiuIo an-
dar, qne aera generosamente' pago de seu Ira balito.
Manoel Pereira Magalhaes.
No dia 2-t do correnle, depois da audiencia ,1o
juizo da primeira vara, na respectiva sala, lem de se
arrematar :) sitios 00 principio da estrada que vai
para o ArraiaL. avadados, om por 6:0008000, oulro
por :i:(XK)uO0, e oulro por 80090UO, os qoaes v,lo a
praja a requerimento do inventarame dos bens do
fallecido Jos Antonio Correia Jnior, para paga-
mento do sedo da heranra.
Precita-ae de urna ama para casa de homem
solteiro, a qual nao lenba lilhcs e nem pessoa algu-
ma em sua companhia. que n.lo tenha preguica nem
certas Hdalguias e malcriarnos, que seja muilo lid e
acetada em lodo o servieo da casi, com especialidade
da comida ; pagase I5OOO por mez vencido ; ua
ra do Rangel, sobrado n. 11, segundo andar.
Perdeu-se desde a roa da Senzala Velha. em
seguida pele, beceo das Miudinbas ale a ra da Cruz,
defronle do beceo de Jos Cactano, ara bracelete de
menina, de radetinha, todo cheio de riqoifiTes, co-
mo sejam meias las, sol, menino Deo, peitiohos,
si-110 talomao etc. : quem o achn, querendo resti-
lui-lo, leve-o' ra da Senzala Velha n.68, que ser
recompensado.
Aluga-se nma sala ou loja decente para 2 es-
tudanles dn faculdade de dtreilo passarem alsumas
horas, sendo as mas do Collegio, Cadeia, S. l'ran-
rjseo, Iravessa i'a ordem terceira, Crozes, paleo do
1 *"*** H-s* lnrlB n,n liv^r innijngi^^
17b, 281,
27G .",24 320 ,
342, 431 471 .
b">5 784 9u'b' ,
1039, 1040 1048 ,
1257, 1258, 1338 ,
1506, 1458, 1550 ,
1058, 1888, 1950,
1958 2002 2005 ,
21159 2218 2319 ,
2441 2795 2952 ,
505 \ 3508 3555 ,
3567 5580 5506 ,
5014 3812 5847 ,
5884 5943 5947 ,
4002 -4296 4399 ,
4413 4457 4628,
4984 5143 5525,
5169 5675, 5696 ,
5792 5807..... 100?
100 premios de........ 40?
1800 ditos de......... 20?
Saliio nesta provincia a sorte de 20
eontos no meio bilhete n. 5355, o possui-
dor pode vir receber o competente pre-
mio, tpie lie pago nicamente com ode
jcouto de oilo por eento da lei, tudo em
conform.id.tde de nossos annuncios.
Temos exposto a venda os novos bilhe-
tes da lotera 51 do Monte Po, que de-
via coirer no Rio de Jadeiro depois do
dia 15 do corrente.
Desta lotera 21 das casas de Caridade
toram vendidos mu tos outros bilhetes nos-
sos, que obtiveram premio de 4u0?000,
200? e 100?, os possuidores podem Tr re-
ceber.
Os premios continuam a ser pagos, e-'
ja qual for a sua importancia, a' chegada
das listas, deduzindo-ac nicamente oito
por cento dos de 1:000$000 para cima
para o estado conforme a le.
Est justa a compra do silio Hospital, na ma-
Iriz da Varzea, perteucente a Antonio Patricio de
Figueiredo ; sealguem so achar com diteito a elle.
baja de declarar por este jornal, no prazo de 3 dias.
Vicente do Paula Oliveira Villasboa declara,
que no dia sahbado, 17 do corrente, desappareceu
um seu escravo mulatinho, por nome Flix, de ida-
de de 8 a 9 annos, Toi com caira azul de algodaode
riscadinho, camisa de madapohlo ; sabio sem chapeo
e rom.os signacs seguintes: tem urna pequea ci-
catriz sobre um olbo, ama oulra em um lado de um
peilo, cabellos meio cacheados, cor acaboclada.e he
bastante esperlo : ser grande Tavor, alm de Fer
ratificada, a pessoa que der qualquer ,.',...m exac-
ta, 011 o pegar ; c lambem coirt especialidade pede as
autoridades policiaes que empreguem os meios ne-
cesarios para corrigir este m;.l, pois nAo he de crer
que esle mulatinho fosse lugido, e tira parece Tur-
tado.
No dia 17 do corrente desappareceu o escravo
Jos, de Angola, estatura regular, bem barbado, ros-
to descarnado, idade i't anuos, pouco mais ou me-..
nos, tem as maos alguma cousa encaranguejadas por
causa do trabadlo de enxada, machado e fouce, ps
seceos e compridos, pernas finas, cor prela, olhos
afumacadot, frise pequeos, e falla soQrvet : ro-
ga-se as autoridades policiaes e capites de campo,
que o apprehendam e levem-n a seu senhor, na ra
da l'raia n. 1, taberna deTronte da ribeira, ou em
Barreiros .1 Carlos Roberto Tale ; era Rio-l-'ormoso a
Jc- limito de Miranda.
No dia 21 do corrente continuara a estar cm
prara uo paro da cmara municipal desta cidade, os
reparos do cano'de alvenaria do Chora-Menino, or-
eados cm 930:>f90rs., c os da casa terrea pertcncen-
tc a mesma ruinara, sita na ra da Florentina, orea-
dos em 69:$$0;I0 is., ambos j annunciados.
l'or se ter denuncia, julga-se que a prela l)el-
lina, desapparecida no dia I.,do corrente, esta acol-
lada em alguma casa desta cidade ; o abaixo assig-
nado protesta contra quem a leoha oreada. Jos
Antonio dot Santos. ^-**-.-
O-se dinheiro a premio de om"pT~enlo ao
mez, com hvpolheca cm bens de raz, uesla praca :
quera precisar annuncie.
Na ra das Trincheiras n. 28, sobrado de um
andar, precisa-se de urna ama secea para o servieo
d casa e ra, que saiba cozinhar, para casa de pou-
ca amia.
Lina pessoa qoe lem de retirar-se para o mato
at sexta-feira, 23 do corrente, por querer beneficiar
ao senhor do cngeiibo da Malla, convida-o, oo a
quera suas vezes lizer, para que apparera al o dia
quinta-feira, na ra do Padre Floriano n. 21, se-
gundo andar.
Deseja-se Tallar at quinta-feira, 22 do corren-
le, aos senliores llerdeiros possuidores da Tazeoda
Cairra, sita nos serios da provincia do Rio Grande
do Norte : na ra do Padre Floriano n. 21, segundo
andar.
No collesio das orpha*, tilo na roa da Auro-
ra, cose-se e borda-se para Tora.
Precisa-se de urna ama ja do idade, aira o ser-
\ii;o de urna casa de homem solteiro : na ra da
Senzala Velha o. 98.
O Sr. lenentc-coronel Maooel Rolembergue
deAImeidn Bolo (em urna carta na praca do Corpo
Santo n. G, escriplorio.'
Quem precisar de urna ama para casa de por-
tas a dentro, de pouca lamida ou de homem solleiro,
dirija-so i ra dos Pescadores casa o. 14, por de-
Ira/, de San Jos, ou rua da Praia taberna n. 1.
Precisa se alagar nma casa terrea on sobrado,
para pouca familia no bairro de Santo Anlooie :
quem tiver annuncie.
Urna pessoa qne se relira dispOedealguos trastes
em meio uso, por commndo prtco : quem os preten-
der, dirija-se a rna do Pires n. ."0.
Roga-se ao Sr. Francisco. Jos Moreira, mora-
dor na Capunga, que venba ou mande concluir o
negocio que nao ignora, na ra do Queimado, loja
n. 21.Jos Pereira Cesar.
A pessoa que annoocioo precisar de 40090011.
dando por hvpolheca urna escrava mora, dirija-se
ra Oireita n. 36, tercajro andar.
Precisa-se de urna ama que saiba cozinhar e
engommar, para urna casa eatranscira : na ra No-
va n. 17.
;.f3P1fe,M*e l,c um "'aro para taberna: na
rna \elha n. 106, dando fiador a sua conducta.
J
_ AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, rna do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fizendas, finas e grossas, por
precos mais bai.xos do que emou-
tra qualquer parte, tanto em por-
coes, como a retalho, afiiancando-
se aos compradores um s prero
para todos : este estabelecmento
alirio-se de combnaqao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, f rancezas, aliemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epor
isto oil'erecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietario desle importante es-
tabelecimento convida a' todos os j
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas i
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rol im.
ii llll'HI llh |||| llilHIIHUMMIlll
Preeisa-se alugar um pretopara ser-
vico de casa de homem solteiro: na na
hiTiinrliTiHi--------.
UIITII Mlfl



DIARIO OE PERMI61IC0 QUARTA FElrtA 21 DE DE MARCO 1855.
MATRIZ DO BA1RR0 DE S.
AMONIO DO RECIPE.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 RA DO GO&MUO 1 A1TOAR 25.
I) Dr. P. A. Lobo Moscozo di consultas hnmeopalhicas lodos os das aos pobres, desde O lloras da
manliaa abo meio da, e em casos extraordinarios a qualquer hora do da ou noile.
Otlerece-se igualmente para pralicar qnalqner operarn de cirurein. e acudir promplamenlc a qual-
qucr mullicr que esteja nal ilo parlo, e cujascircumslaucias nao permiiiam pagar ao medico.
m mmmw m m. p. a. lobo pscozo.
raen

rendem-se uvas moscatel de Itarua-
: na ra do Jueimado n. ~i'.).

5:0003
1:2308
6239
5000
2509
A mesa actual desta irmandade, tem
deliberado fazer na presente quaresma
lodosos actos da semana stnta, para os
quaes roga aos seus mui dignos irmios a
comparecereni a todos elles, e mormen-
tc a acompanharem as procissoes, sendo
a primeira no dia ~t de abril, em (pie sao
visitados pelo SS. Viatico os enfermos po-
bres : de nina tao respeitavel corporacao
se espera o comparecimento, c pede'-se
desculpa de nao nos dirigirmos em parti-
cular a cada um, pela proximidade do
lempo. Consistorio em mesa 1 "> de mar-
co le 1855.Francisco Simcies da Silva.
ia prarinha do I.ivramcnlo loja n. 1. se dir
quem il.i dinbeilos a juro, sobre penhores de ouro e
prala.
Preeia-se de urna ama, que saiba cosiuliar e
Ta/cr ludo o mais servico de urna cas;! : nas ,">
Pon los n. 4i.
No sobrado da ra do Pilar n. H->, proeisa-se
lugar um cscravo ou escrava que saiha ciuinhar e
azer lodo o mais servico de urna rasa de pouca fa-
milia ; prefere-se cscravo, o paga-se bem.
Piceisa-se arrendar um sitio, cuja
casi de vi venda sirva para pequea fami-
lia, equeseja perto da pra;a, dando-se
ate'6 mezes adiantados : c|uem ti ver an-
uiuciepara tratar-sc.
-- Oflerece-se um rapar portusiicz para caixeiro
tierna ou oulro qaalquer eslabeleciineiilo, para
lomar conla por bataneo ou sem elle, para o que
tem baslaule pralica : queni de sen presumo se qui-
zer milisar. dirija-se i praea da Independencia n.
10, das 10 as :> da larde.
(Juein annuneiou comprar o Digesto Portu-
poex por Korha. as Ordenaries Ih Kemo, e nulros
iivroi de oulros autores, procure na ra do Rangcl
a .21.
O Sr.'Antonio Joaquim de Soulo Lima e n-
lonk Jos Mendes, lem carias no escriptorio de Do-
minios Alvcs Mathcus, as quaesjse Ibes roga venbam
recelier.
A abaixo asignada declara, na qualidade de
lulura de sen lilho menor Jeroimnn Carneiro de Al-
boquerque Maranhilo, berdeiro' da Tinada l>. Anua
Joaqiiua Pereira da Cimba, que nesta data lem en-
tregue ao Illin. Sr. JoAo Xavier Carneiro da Cimba,
como leslamenteiro daquella Tinada, o importe do
lodos o legados dixados em le-tameulo da mesilla,
como fiira maodado por despacho do juiro de or-
la comarca de Coiaiiua ; assim como Ibe sa-
tistizera a viulena devida, tendo sido recolbida -
lecloiia dalli o sello dos legados por ler -ido no juira
daquclla comarca que se proceder a inrenlario e
parlillias dos bens da dila testadora. Kecife i(> de
marco de 1855.
Francisca Emilia de Albuquerque Maranliao.
Manuel I.ui/. daJVeica avisa a quem inleressar,
que deixa de ser procurnrdo da Sra. viuva I). Silva-
^ na Maris Fcrnandes Eiras, desde boje em dianlc.
Hecifis 17 de marro de 1855.
LOTERA U<> COLLEGIO DOS OKPIJAOS.
Aos 5:O(Hb000, 2:0009000, 1:0003001).
Corre indubilacelmenlc sabbado, J do concille.
O eautelista Salusliaoo de Aquino l'crreira avjsa
ao respeitavel publico, que os seus bilhetes o caute-
las nao estilo su jeitos ao descomo de oilo por ccnlo
do imposto geral, do nelodo pagamento sobre os tres
priincirm premios grandes. Acliam-sc venda nas
tojas ra da Cadea do Kecife n. i\ e Kh ; na pra-
ca da Indepeudencia n. .'17 e :'.l ; roa do I.ivramcn-
lo n. ; na Nova n. 10 ; roa do Oucimado n. 30
I ; ra do Calinga n. 11, botica.
j~r Bilhetc i Kecebera por inleiro
S Meios sik)
"fiarlos 19440 a
Oilavos 720
De. i (KM) ,,
Vigsimos 320 n
Pcruambuco 17 le mareo de 1K.">".
Sidiistiano de .Iquino l-'errei'-a.
4 Asmis novas c
modernas i oas.
lis abaixo assiimados.donos da loja dcourives, na
ra do Cabus n. 11. confronte ao pateo da matriz e
ra Nova, fazem publico, que eslo recebendn con-
tinuadamente milito ricas obras de ouro dos melho-
islos, lano para senboras como para liomens c
meninos ; os preeos conlinuaiii mesmo baratos como
lem sido, e passa-se conlas com responsabelidade,
tm^ 'rr"iT "iiilii a qualidade do ouro de 1 i ou 18 quila-
t^ %(jid^a_sshn sujeitos os mesuos por qualqucr
duvida.SerapnTin & Irmao.
Ainda precisa-sede ofticiaesdealfaia-
te, tanto de obra grande como miuda :
na ra da Madre de Deosn. oG, primeiro
andar.
LOTERA DO COLLEGIO DE
ORPHOS.
O eautelista Antonio da Silva Guima-
raes, tem esposto a venda na stia casa no
aterro da Boa-Vista n. 48, os seusbillietes
.c cautelas da primeira parte da primeira
lotera do collegio de orphaos desta cida-
de, a <|ual corre impreterivelmente no dia
ido corrente.
Jllieles inleiros. 5500
Meios. 3j)800
Ouartos. l.Si.O
Oiiinlos. 1.S00
(Jitavos. 7211
Decimos. tiOd
Vigsimos. 320
N. I}.O eautelista cima tem revol-
vido garantir os billieles inteiros nica-
mente, pagando os tres premios maiores
sem o disconto de 8 por cento do gover-
no, cujos bilhetes vao assignados atraves-
sadona frente com o nome do annunci-
ante Antonio da Silva Guimaraes.
Perdeu-se'no camiulio dos Afogados para esla
ridade, um cmbriilbo contundo o seguinle : urna
leltra de 3009001), urna de 1205000, esla vencida em
me de maio de t&Vi, aquella a vencer em m.no
leste anno, sacadas por Flix Pacs da Silva conlra
I rancisro Verissimo do Hego Barros; urna oulra da
quanlia de 2505000, sacada por Flix Paes da Silva
contra Jos Victoriano Correia de Amorim, ja ven-
cida no ullimo de fevereiro do correnlo anno ; al-
gum dinbeiro, sendo urna moeda da ouro do valor
de 20)000 das novas, IJOOOV prata, e mais urnas
-edulaslainliem ilu valor de 10000 cada urna ; mais
alguns papis, entre esles nu vale da quanlia de
!000, paaaadu por Gonrallo Jos de Mello. Pre-
viue-se as pessoas mencionadas, que nio paguem as
letlrag e vaie senilo ao sacador : qualquer pessoa que
arbou. querendo, como deve, restituir, o poder fa-
xer a Kelu I'aes da Silva, no engenbo Curato da fre-
guezia da Varxea, oa na ra Nova desta cidade u.
'I, que ser generosamente recompensado.
Pede-se ao Sr. Jos de .Mello Cesar -pro-
curador da cmara de Olinda, que venlia entender-
se cora os berdeiros de .uiz Roma, pois basta de
rassoadas,' tirando certo cjuc em quanlo nao se en-
tender com os meamos ha de sabir este annuncio.
Na ra dasCru/.es n. 40, taberna do Campos,
ha das mclliores c mais modernas bichas hambur-
'iuezas para veuder-se em grandes porecs e a reta-
lio, e lambem se alu
CHAROPE
DO
BOSQUE
O nico deposito'.conlina a ser na botica de Itar-
llrolomeu Francisco de Sou/a, na ra larga do Rosa-
rio n. lio : garrafas grandes j-joOO c pequeas 3J000.
IMPRTAME PARA 0 PIRLICO.
Para cura de phtisica em lodos os seus dirtereulcs
graos, quer motivada por consliparoes, los&e, aslb-
ma, pieuriz. esemros de sansue, dnr ile costados e
pcilo, palpilarSo no coradlo, coqueluche, bronchite
dr na garganta, e todas aa molestias dos oruos pul-
monares.
25 RA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGINTE:
Manual completo de meddiciua bomcopalhica do Dr. I. II. Jabr, traduzido em por
lugue/. pelo Dr. Moseozo, qualro volumes encadernados em dous c acompanhadode
um diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., etc...... 209000
Esla obra, a mais importante de lodas as que Iratam do esludo e pralica da homeopalhia, por ser a unir
que conten abase fundamental H'esla doutrinaA PATBOUENESIA OU EFFEITOS l)OS MEDICA-
MENTOS NO OKt.AMSMOEM ESTADO DE SALDEconhecimentos que mo podem dispensar as pes-
soas que se querem dedicar i pralica da verdadeira medicina, interessa a todos os mediros que quizercm
experimentar a doulnua de lialinemanu, e por si mesmos se convencerem da verdade d'ella : a lodos os
fazendeiros c senbores de engenho que estilo longe dos recursos dos mediros: a lodosos capilesde navio,
que urna ou outra vez nao podem dcixar de acudir a qualqucr incommodo seu ou de seus tripulantes :
a toilos os pais de familia' que por circumstancias, que ntm sempre podem ser prevenidas, sao Abriga-
dos a prestar in continenli os primeiros soccorros em suas enfermidades.
O vade-mecum do homeopatba ou tradcelo da medicina domestica do Dr. Hering,
obra lambem til i pessoas que se dedicam ao esludo da homeopalhia, um vol-
me grande, acompanhado do diccionario dos termos de medicina...... 109000
0 diccionario dos termos de medicina, cirursia, anatoma, etc., etc., cncardenado. 39000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pralica da
homeopalhia, e o proprielario desle estahelecimenlo se lisonseia de le-lo o mais bem montado possivel e
nineuem duvida boje da crande superioridade dos seus medicamentos.
Rotiras a 12 lobos grandes.........../.......... 89OOO
Boticas de 2i medicamentos em glbulos, a 109, 125 e 153OOO rs.
Ditas 36 ditos a.................. 20*000
Ditas W ditos a.................. VMKM)
Ditas 60 dilos a............... 309000
Ditas 1H ditos a................... 6O9OOO
1 ubus avulsos......................... 19000
Frascos de meia oass de lindura................... -jnhio
Ditos de verdadeira lindura a rnica................. 23OOO
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de tubos de cryslal de diversos tamaitos,
vidros para medicamentos, e aprompla-se qualqucr encommenda de medicamentos com toda a brevida-
de e por presos muilo rommodos.
MASSA ADAMANTINA.
Ra do Rosario 11. 36, secundo andar, Paulo dai-
gnoux, dentista frailee?, rliumba os denles com a
mas.-a adamantina. Essa nova c maravilhosa rnm-
posieao tem a vanlagcm de eiirber sem pressio dolo-
rasa todas as anlraelunsidadcs do denle, adquerindn
em ponen* instantes solide/, isual a da pedra.mais
dura.c prnmelle restaurar os denles mais estragados,
com a forma e a ror primitiva.

g 'IBLICAfUI O INSTITUTO 110 jj
1E0P4THIG0 DO BRASIL. 9
W TIIESOLKO IIOMEOPAT1I1CO
m ou i
tVADE-MECLM DO fo
HOMEOPATBA. ()
8^ Mtlhodo conciso, claro e seguro de cu- ()
lg rar hnmcopathicamcnle lodas as moles/iris ,'a
" que affligcm a especie humana, e parli- W>
6) riilarmente aquellas que reinam no lira- (*?)
2L sil, redigido secundo os nielbores Irata- ,
vp) dos de homeopalhia, lauto europeos romo
ft americanos, c segundo a propria experi-
H enca, pelo Dr. Sabino Olegario l.udgero
^f Pinh. Esta obra lie hoje reconhecida co-
/>*. nio a mellior de lodas que Iratam daappli-
2 caeilo homeopaltuca no curativo das mo- W/
Ka lestias. Os curiosos, principalmente, nao (&
podem dar um passo sesuro sem possui-la c ^
consulta-la. Os pais de familias, os scnbo- vy5
(A res de engenho, sacerdotes, viajantes, ca- (fl
7. pitaes de navios, serlanejoselc. etc., devem S,
^) Ic-la a man pira oerorrer promplamenle tfflp
tfi qualqucr caso de molestia. (k
W Dous volumes em brochura por 109000 ^
() encadernados llgOOO (&)
/i*, Vendc-sc uuicamenle em casa do autor, />
W no palacete da ra de S. Francisco (Mon-.W
B5) do Novo) n. 68 A. (^
i
i
O Sr. Joao Ncpomueeno Ferreira
de Mello, epte mora para o Salgadinbo,
uuetr mandar receber urna cncommen-
(la na l varia n. (i e 8 da praca da Inde-
pendencia.
I J. JAM, DEMISTA, Z
9 contina a residir n * ro aiiri.'ir. $:?
fe@S@SSS@3S
Novos livros de liomeopathia uiefranccz, obras
lodas de sumina importancia :
llahncmann, tratado das molestias chronicas, i vo-
lumes............ 20S000
Teste, rrolcslias dos meninos..... 69000
Hering, htmeopalbia domestica. 7OO0
Jahr. pharmacnpa liomeopatbica. 6MNHI
Jalir, novo manual, i volumes .... Kigotio
Jahr, molcslias nervosas....... 60000
Jahr, molestias da uclle....... 8)800
Rapou, historia da Ikmeopathia, 2 volumes ItijOO
llarlhmann, tratado completo das molestias
dos meninos.......... 109000
A Teste, materia medica liomeopatbica. K9OOO
De Favolle, doutrina medica homeopalbira 79UOO
Qinica de Slaoneli ....... 6,"<000
Casling, verdade da homeopalhia. 1-1111
Diccionario do Nvslen....... e-uim
Altlas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, ronlendo a descriprao
de lodas as parles do corpo humano 309000
vedem-se lodos estes livros no consultorio homeopa-
thico do Dr. Lobo Moscoso, ra do Collego o. 25,
primeiro andar.
Prer?sa-se de urna ama forra ou captiva para
faxer o servico diario de urna casa de pouca familia :
quem pretender, dirija-se a ra do Collego 11. 15,
armazem.
Instrucca o elementar.
O proCessor Miguel Jos da Motta, con-
tinua a exercer as l'uncces de seu magis-
terio, na travessa da Concordia ou cadeia
nova, nico sobradocpie abi lia, prompto
a admittir alumnos externos, pensionis-
tas c semi-pensionistas, sendo por um ra-
zoavel estipendio.
Precisa-se de urna ama de Icite que
seja sadia : 110 pateo do Hospital n. ->(i,
por cima da coebeira.
LOTERA DO COLLEGIO DE [ORPHAOS.
O eautelista Antonio J.os Rodrigues deSouza J-
nior avisa ao rcspcitavel'publico, que os seus bilhe-
tes e cautela* uno sollrcm descont nos tres primeiros
premios grandes, os quacs eslao i venda pelos prc-
<;os abaixo, nas lajas da praca da Independencia n.
, 13, loe 40, e nasoulras do coslume, cuja lotera
corre no dia 2i do presente mez.
e'Sj"!c*2f esas s
i DENTISTA FRANC:/.. f
Paulo Caignoux, cslabelcrdn na ra larca Pt
19 do Rosario n. 36, sesnmlo andar, colloca den- %
i3 les com gengivasarliTiciaes, e dentadura com- (
i pela, ou parle delta, com a pssSo do ar. ($
Tambem lem para vender agua denlifricedo @
Dr. Pierrc, e p para denles. Una larga do 9
J} Rosario n. 36 segundo andar. w.
@ec@ @
Casa de consignarao de esclavos, na ra
dos Quarteis n. 2i
Compram-se e recebem-se escravos de ambos os
sexos, para se venderem de commissilo, taulo para a
provincia como para fra delta, ofl'erecendo-se para
sso toda a seguranza precisa para os dilos escravos.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
que mudou a sua aula para a ra do Han-
ge! n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos eexternos desde ja' por m-
dico preeo como be publico: quem se
quizer ublisar deseupe(|uenopreslimo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
Conelusao do furto da jangada e fuga de
um escravo.
Chegaram a este porlo dous pescadores livres,
que de ronivencia com o mcu escravo. so lizeram
arribados em Tambaba, provincia da Paralaba, des-
de Janeiro ; mas ticando o negro Thcodoro, croulo,
baixn, corpulento, com muilos cabellos brancos pe-
la bai ha e pcitos, dade 33 anuos pouco mais ou
menos, o qual dzem os companheires da arribada
ler licalo em Tambahu : quem delle tiver noticia o
Irar .1 esta cidade a Pedro Antonio Teiveira Coi-
maraes, que dar de gralilicaeilo 50S. Tambem se-
ria conveniente que a polica desla cidade esmiri-
lliasse bem csle fado dos dous arribados.
SALA DE UASSA.
Lu/. Canlarcll participa ao respeitavel publico,
i|ue a sua sala de cnsino, na ra das Trinclieiras 11.
19, se aeha alierla lodas as segundas, quartas e sex-
tas, desde as 7 horas da noito al as 0 : quem do seu
presumo se quizer utilsar, dirija-se a mesma casa,
ilas 7 liaras da manhaa at as '.). O mesmo se ollcre-
ce a dar lie~.es particulares as horas convencionadas:
lambem da liroes nos collegos, pelos preeos que os
mesmos collegios lem marcado.
l'LHLICACAO".
Aelia-se no preloe breve sabir luz urna inleres-
sajile obra intituladaManual do Guarda Nacional
ou collccrao de lodas as lcis, regulamenlos, ordena e
avisos concernenles a mesma Cuanta, (muilos dos
quacs escaparan) de ser mencionados nas collececies
detes): desde a sua nova organisac.aoate.il dede-
zembro de 1854,relativos nao so ao proresso da qua-
lilicaeao, recurso de revist, etc. etc., senao a eco-
noma dos corpos, organisaejio por municipios, bala-
thoes, companhia*. de mappas, modelos, ele. etc. ele.
Subscrcvc-se a 59IX)0 para os assgnanles, c 6|000
para os que nao u forem : no pateo doCarmo n. 9,
primeiro andar.
Hilhetes
Meios
Orftirlos
Oilavos
Decimos
Vigsimos
59500
25800
19140
9720
1600
9320
Kecebera por inleiro iOOOS
2:5009
1:2505
a 625;
5009
850
O abaixo assignado, ollerecc o seu presumo a
quem se quizer ullisar para tirar guias do juzo dos
fcilosda fazeuda, lano da geral como da provincial,
por aquellas pessoas que pessnalinenleas nao podem
tirar, e que com a mesma fazenda se achain debita-
das : quem precisar pode mandar por escripia seu
nome, numero da rasa, e ra em que mora, nos lo-
sares seguinles : Recite, ra da Cadeia loja n. 39,
ruada Cruz n. .56, paleo do Terco n. 11), rua ,|0 | I
Mmenlo n. 22, praja da Independencia 11. 4, rua
Nova n. 4-, praea da Roa-Vista n. 21, onde ser.lo
procurados os bilhetes e as pessoas que quizerem
para o lim expendido, e na rua da Gloria n. 10 casa
do annuncianle.Macariio de Luna Feire.
RUA NOVAN, oi-
Madama Kosa liareis aununcia ao respeitavel pu-
blico, que lem recelado um rico sorlimcnlo de cha-
peo* de seda, que vende a 205, 15, IOS e 89, clia-
peosinhos de seda para baplisado de erianeas de (i
me/es a 2 aune-, ditos de palha de abas laryas para
meninas de 4 a 8 anuos, ricos corles de seda de co-
res lavrados, dilos dequadros escossezes, bareje de
seda e 13a de quadros, chai) para vestido de todas
as cores, corles de sarja prela lavrada, chamalulc
prelo, boa sarja prela o covado a 2-5200, grosdena-
ples prelo. dito amarcllo, lindas romcirasprelas de
lilo, cabeeoes pretos, mantas prela*, carnizas prclos
para senboras e meninas, romeiras brancas de lito
de linbo, camisas decambraa branca bordados para
scnlioras, lencos de umbrala de buho para mito,
ditos arreudados de cambraia de algodao,toncas para
baplisados, sapalinlios de casemira bordados c vest-
dinhos de seda, luvas de seda para senhoras e meni-
nas, meias de seda para senboras e crianras, leques,
capellas para noiva, penles de tartaruga, bouecas
rraneczas para meninas, um grande aorlmcnlo de
chales, de l.la milito linos com franjas de seda bor-
dados de relroz de lodas as cores, dilos da mesilla
qualidade lisos, dilos de relroz e de redo bordados,
dilos de seda, capotinlms e manteletes pretos e de
cores, vendem-se pelo cusi, trancas de seda de lo-
das as cores e franjas, bicos de tintn, Tilo de linbo, e
cambraia de linlio. Na mesma casa lem um gran-
de sorlimento de obras de ouro de le de Franca e
Hamburgo de 14 quilates, correnloes par honiem,
crranles para relouio, tranceln* chatos com passa-
dor, aderaros inleiro*, meios adereeos, alfinetes, cas-
soleta*, pulceiras, anima de lodosos preeos de ouro
de lei. quesevendem por 3-5, argolas lisas, rosetas
para senboras e meninas, medalhas, cordos, etc. ;
lodas eslas obras vendem-so mais baralas que cm
qualquer outra parle.
Quem quizer dar 4009000 com liypotbeca em
una escrava mora, aununcie por este j"
COMPRAS.
C mipra-so ou aluga-sc um prelo de idade,
que enfeuda adunia cousa de planiares; na rua
Bella, no segundo andar do sobrado 11. 37.
Compra-e urna parda ou prela do meia ida-
de, sadia, e que siba fazer os arranjns de urna casa;
paga-sc bem : na roa Nova, loja n. 67.
Na rua larga do llusario n. 38, compram-se
escravos de ambos os sexos, prcrerindo-se os de ida-
de de 12 a 25 anuos, e os que tiverem ollicios, qual-
quer que seja a idade, nao seolhando a prero.
Compram-se patacoes brasleiros e bespanhes:
na rua da Cadeia do Recite n. 54.
Compra-se orna casa lerrea em qualquer das
ras da freguezia de Santo Antonio ou S. Jos, que
o seu valor nao exceda de 1:0003000 : a tratar na
rua das Irincheiraa n.50.
Em Apipucos, casa onde, morou o Exra. Sr.
Hispo, compra-se una escrava mora de habilidades,
e boa conducta, c um prelo de 18 a 24 annos.
VENDAS.
AL5M4k Mi 18oo.
Sahiram a' luz as ibllunlias ele algibei-
ra com o almanak administrativo, mer-
cantil, agrcola e industrial desta provin-
cia, corrigido e accrescentado, contendo
400 paginas: vende-se a 500 i-s., na li-
vraria n. C e 8 da praca da Indepen-
dencia.
Vende-se um bomcavallo, de cor ru-
ca, com todas os andares, som defeito,
muito novo e bastante gordo : na rua do
Rosario larga casa n. 50, primeiro andar.
Vende-se gomma em sacras de qtia-
tro arrobas e meia, a 8i'000 rs. urna: na
rua da Cadeia do Recife, loja n. 10.
SET1M PRETO LIMADO A 2,300
RS. 0 COVADO.
Vende-se setm prelo de Macao a 2^800 o covado.
sarja prela liespanhola a 25200, nohreza prcta por-
tuaueza a 25OOO, velludo prelo o mclhor possivel a
19500, manas prelas de blond a I05, nieias de seda
prelas de peso a 29, luvas prelas de seda de ludas as
qualidade* a 1-5280, panno prelo prova de lim.io de
5.1 65, casemira prela sclim de 2.3 a 25500 : na to-
ja de Henrique & Santos, na rua do (Jueimado 11.
40, dao-se as amostras rom peuliores.
BUHA ESCOCEZA A oOO RS. 0
COVADO.
Cliegou pelo ullimo navio trance/ urna fazendj in-
leiramcnle nova, goslo escocez, com o lindo nome
de diana : vende-se nicamente na leja de Henrique
d Santos, na rua doOueimado u. 40.
VESTIDOS DE SEDA ESCOCEZA A IG5OOOHS.IO
CORTE.
Kicos corles de vestidos de seda de quadros largos
e lindos padroes, pelo commodo preso de IG-5OOO rs.:
na toja de Henrique & Santos, na rua do Oueimado
n. 40 ; dao-se amostras com peuhor.
IIAIUILS VA/IOS.
Na rua da Praia, becco do Carioca, armasen de
Antouio Pinto de Souza, lia para vender-se 11111,1
porrao de Larris c quarlolas de,varios lamanlios,
piopnoj para niel 011 a/.eilc da carrapalo, e muilo
em corita, assim como barricas que foram de familia
do reino.
Vende-se um excellenle cabriolel ainda nao
servido, por preco muito commodo : quem o quizer
comprar, dirija-se i rocheira do Sr. Ouiuleiro, na
rua Nova, que adiara cora quem tratar, e lambem
ver o cabriolel, que ah est exposto.
VIKOS PARA VIORACAS.
Vendem-se em caixas, em casa de Barlliomeu
Francisco de Souza, rua larga do Rosario 11. 30.
ARADOS DE FERRO.
Na fundirao' de C. Starr. & C. em
S.mto Amaro acha-se para vender arar
dos di ferio de -'-ericv qualidade.
Fazendas psrra a Superior sarja prcta lavrada a 25200, 25100 15
o covado, dila liza hespauhola a 2-OtKl, 2j220
c 29100 o covado, corles da selni orcln lavra- S
de para vestidos, a :i3$000 e UyOOO, dito
muilo superior n 29300 c 28600 o covado, di- 9
lo tizo a 2MO0, 28B00 c ::>.m ,, covado,
meias prelas do seda para senbora, a 33000 o
par, luvas prelas de seda 1 1*280 e 1?f00 o @
pai'.lpanno lino preto superior a 29500, 28800 vi
I55IMI. 15000,53000 e 6900') 0 .-ovado, ca- M
semira prela superior a J-Jllfl o 30300 o ro- @
IS vado, dila setun a 33200 o covado, c oulras 3S
9 fazendas proprias |iara a quarciua, dando-se
^ amostras com penhores: na rua Nova luja @
O nova n. i, de Jos l.oiz Pereira Jnior. at
Cortes de sedas.
V endem-sj corles do sedas de quadros, soslo cs-
cosaei i'om 17 covados, pelo-barato preeo de tfi-'illn
rs. : na rua .Nova loja nova 11. i.
Chapeos para scnlioras.
Chegaram pela barca rrancea GUSTAVO II, os
mais modernos c elegantes chapeos de seda, com r-
en- aneUes para senhorn, e vendem-se de 16-5000 a
205OOO rs.: na rua Nova leja aeran. 4, de Jos l.uiz
I'eren a Jnior.
@@@@8sg @-@ea@
Rom e commodo, para as familias.
Cassas (Je cores Das e de gastos muite mo- ft
demos, pelo baralissimo preeo de 240 rs. o
@ covado, um compleln sorlimcnlo de lodas as
9 fazemlas por menos 10 c 20 por ccnlo do seu
55 valor, por se ler comprado nina grande por-
^ Cao dcllas. de nina loja que lindou : lem um
8 grande o completo sortinicnlo do pannos pre- &
los e raseiniras prelas, para lodos os prcros : ;i
na rua do (Jueiniado, loja do sobrado ama- @
relio n. 29, de Jos Moreira Lopes. Q
S:::K;-;---::?;a,;f2r'?a{te
Vendem-se 3 casas terreas c um carro de 4 ro-
das, ludo a moderna : a tratar na rua da Conccicao
da Boa-Visla n. 38.
l:(KI5000.
Vende-se um nesro de bonita figura, sem vicios
ncm achaques, de idade 22 annos, pouco mais 011
menos, para quem quizer possur um hom escravo :
na rua Augusta n. 58.
Na rua Direila 11. 3, vendem-se os objeelos se-
guulcs: 1 par de eonsolos, 1 inc-a redonda, 1 duzia
de cadeiras, e I sof ; sendo ludo de angco e por
prero commodo.
Na eslrada nova da Magdalena, no segando
siliodc porlao de ferro, se vende um ptimo hoi cr-
oulo, muilo manso e baslaule gordo, propno para
carraca : quem o iircleuder, dirija-se ao tugar indi-
cado.
Vende-se urna opa rosa de sorcurao lino, por
melade de seu valor : na rua do Ho'pcio, taberna
da esquina.
r- Vende-se a casa lerrea de 2 portas e I janella,
na rua de Aguas-Verdes, lado da sombra 11. 82, a
qual casa lem 110 fundo urna oulra de porta e janel-
la, c um quarlo com una porta com Irenle para a
rua de Borlas, ludo em chios proprios, sendo a casa
da rua de Aguas-Verdes de paredes dobradas, pro-
pria para levantar-se sobrado : a pessoa que preten-
der, dirija-se ruadaMan-ueira 11. i), na Boa-Visla,
ou no trapiche do algodao, que adiar com quem
tratar.
yende-sc urna escrava moca : na rua laraa do
Itusario n. 14, primeiro andar.
Vendc-sc nma excellenle armaeao, loda envi-
drarada, propria para qualquer negocio ; vende-se
muilo cm conla : na rua Nova, armazem de Iraslcs
do Piulo.
Vende-se um silban nglez cm hom estado, pa-
ra montara de senbora, com 2 mantas e cabeeadas
linas etc., bem como 2 scllins para uso de meninos
no aterro da Boa-Vista n. 38.
ADELINAS A 1000 RS, 0
COVADO.
CIicsgu pelo vapor Solenl, da Europa, urna fazen-
da nova, toda de seda, de quadros laruos asseliuados
e malisados, ultimo oslo cm Paria : vendc-sc ni-
camente na loja de Henrique & Santos, na rua do
Oiieima.l'i n. '|0.
Vende-se ummolcquc de dado de 18 anuos,
de boa conduela ; e una escrava de naeao, qulau-
deira : na rua Direila n. 3.
RELOGIOS INGLEZES DE PATENTE.
Vendem-se por preco muilo commodo: no arma-
zem ile Barroca & Castro, rua da Cadeia do Kecife
n. i.
Vende-se millio muilo novo, em saccas de ti
queire, menos o sacco, por preeo commodo : na rua
da Praia, armazem n. 22. -*
j
Para vestido preto.
Vende-se superior srosdcnaplo prelo, de seda, lar-
go c cncorpado, pelo baralo preeo de 18600 cada co-
vado : na loja de 4 portas da rua do Oueimado
n. 10.
Cortes de chita a 2x200.
Veudem-se corles de vestido de cuita franceza,
laraa, coras fixas, padres decassa, com 9 cavados, a
25200 cada corle ; dilos de riscado (ranees, padroes
escoras, a 2.5tMHl : na loja de 4 portas da rua do
Oueimado n. 10.
Sedas para vestido.
Na loja de 4 portas da rua do Oueimado. lia para
vender sedas do cores e brancas para vestido de se-
nbora, haveudo hom sorlimento para escolhcr, c por
preeo muito commodo.
Vendem-se braceletes de cornalina, encasta-
dos em ouro, obra do ultimo goslo : uo aterra da
Boa-Vista 11. 68, loja de ourives.
Na rua do Oueimado n. II, vendem-se as ver-
daderas lavas de Jouvin para homem a 25000 o par,
e para senbora com enfeiles a 18000. Na mesma en-
contrar um completo sorlimento de miudezas ba-
ratas.
Vende-se milho a granel muilo novo, a bordo
da barcaea Diligencia, encestada na rampa' do Caes
do Ramos.
Calcado de Rui-racha.
Na nova loja decalcado, na praca da Indepen-
dencia n. 37 e 3'J, ha um grande sorlinienlo de sa-
palos de borracha, lano para seuhora como para
homem, muilo novos e modernos.
Vendem-se boas h; lata*, queijos a IWiOO, man-
leiga a 650, 720, 800 o '.160, notes a 100 rs., amenas
a 2'M) rs.. gomhM a 80 rs., cafe a 180, cba a I5OOO,
28000, 25240 c 25560, loucinho a 360, assucar bran-
ca lino a IDO rs., baixo a 90 rs., masc.vado a 70 rs.,
sardinlias de Nanles a 8110 rs. e OO a lata, banlia a
480, ch preto o mellior que ha no mercado a 28060,
esleirs do Aracaly a 200 rs., feijao prelinbo muilo
novo a 480, mulafinho a (Hit) rs., arroz a 480 a cuia:
110 palco do Carmo, quina da rua de Hurlas .1. 2.
, Vende-se a taberna dn Mondeso n. 7, rom
pouco fundo, e commodo para ter familia : a Iralar
na mesma com o dono.
Vende-se um lindo molcquccroulo, de 18an-
nos, cozinlieiro, sem vicios ncm achaques alguns,
muito proprio para pasera por ler figura elcsaute e
airosa : na rua dos Mari) nos n. 14.
Vende-se ou arreada-so um npiwno sitio no
principio da estrada dos Atbelos, com urna famosa
casa de vivenda, coebeira para 3 carros, estribara
para Scavallos, scnzala para 20 escravos, c lodo"
plantado das mclliores arvores de luirla* re todas as
qualidades que lia no paiz, leudo alm disso um lin-
do jardim para recreo, 4 cacimbas (fagas polvel c
urna baina de capim : quem o pretender, dirija-se ao
mesmo sitio, que achara com quem Iralar.
Vende-se
Crines n.
mesma.
a taberna da (ravessa da rua das
6, com poneos fundos: a tratar na
iicniici
FIMO EN FOLIIA.
Na rtia do Amorim 11. 39, armazem de Manuel
dos Santos l'inlo, lia muilo superior fumo em follia
para fazer charutos.
v FEIJAO IIJLATINMO.
Na rua do Amorim 11. 39, arma/em de Manoel dos
Sanios Pinto, ha superior feijao mulalinho cm sac-
cas por precoa razoaveis.
A l|000, 20500 c 5.S000.
Vende-se melpomcne de du.is larguras com qua-
dros aebamalolados para vestidos.de senbora a 1? o
covado ; setim prelo Maco, excellenle para vest-
dos a 25 o covado; cticos de cambraia de linbo li-
nos bordados e hicus pela be ira a 55 cada um ; cam-
braia de linbo.Tina a 5 a vara ; assim como diver-
sas fazendas por commodo preeo : na rua da Cadeia
do Kecife loja da esquina 11. 50.
\<>YA HELPOMEM-
lie chegad.i e vende-.*e ia luja de qualro portas
da rua do Oueimado n. 10, a muilo procurada fa-
zenda denominada nielponenc de cores para
vcslido de senbora, sendo uuvos gostos c por muilo
menor prero, que be 15200 o covado.
CASEMIRA PRETA A 5,500
0 CORTE.
Panno prelo muilo lino a 35200 o covado.
Selim preto Maco a 25700 dem.
Crosdcnaplc prelo a IS7O0 dem.
Sarja prela hospanhola a I56OO idem.
Alpaca prela de lustre, lina, a 60(1 rs. idem.
Meias de seda prela para senbora a 25000.
Lencos de setim prelo Maiao .1 19600.
Luvas de seda prelas para homem e senbora a
19280.
Na rua do Queimado, cm frente do becco da Con-
gregarlo, passaudo a botica a segunda loja de fazeu-
daa-jj 10, e dao-se a* amo;tras com penhores.
Vende-se um terreno de 50 palmos de frente e
150 de fundo, silo na rua do Sebo, bairro da Boa-
Visla, do lado do sul, muito proprio para edificar
nina boa ea*a 011 qualquer cslabelecimenlo, por ser
no logar mais alto da dila rua : a fallar na praca da
Boa-Vista 11. 6. botica.
Vende-se fareno de Hamburgo em
saccas muito grandes, drogadas ltima-
mente e por preco muito commodo : na
rua do Amorim 11. S, armazem de Pau-
la & Santos.
1 A/.r'NDAS FINAS PARA SEMIOKAS,
NA QUARESHA.
Romeiras de Ol de linbo prelas bordadas a traba
a IO9OOO, ditas ditas bordadas a selim, a* mais mo-
dernas do mercado, a 155000. capolinbos de fil de
linbo prelos e decores bordados IO5OOO, dilos de
relroz preto lambem bordados a 10)000, maulas de
Ol de linbo prcta* bordadas a O5OOO, dilas de seda
prelas muilo linas a 8S0O, chmatele prelo, covado.
252OO, e oulras militas fazendas que se vendem por
preeos coiiiiuodos : na loja da Estrella, rua do Quei-
mado n'. 7.
Vende-se ellectivamente alcool de36 a 40
graos
cm pip" barris ou ranadas : na Praia de Sania Ri-
la, liMilnr id de l-'ranca.
ARROZ DO MARANHA'O.
Vende-se no armazem n. 16 do becco
do Azeitedo Peise, por preco commodo.
Vende-se urna batanea romana com lodos os
saus perlenres. em hom uso e le 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se a rua da Cruz, armazem n. 1.
R0L10' FRANCEZ
Ghegos de novo e se acha .1 venda a deliciosa pi;
tada desle roiao francs, e se encontrara na rua
da Cruz n. 26, csi riplorio, na loja de Cardeal, rua
larga dn Rosario n. 38, e na de Manoel Jos Lope,
na mesma rua n. 10,
FARELO MUITO NOVO.
Vendem-so saceos muilo grandes com
lar el lo ebegado ltimamente de Lisboa :
na rua do Amorim n. 8.
MASSA DE TOMATES.
Em latas de libra* cvrellcnte para tempero, e
lambem se vende as libras por preco commodo : na
rua doCollegion. 12, em casa le Francisco Jos
Leile.
Moinhos de vento
'ombombasde repuio para regar hortas e baixa,
decapim, na fundieadc W. Bowman : na rua
do Brumas. 6, 8e 10.
CEMENTO ROMANO.
V ende-se superior cemento em barricas e a rela-
llin, no armazem da ruada Cadeia de Sanio Amo-
nio de materiaes por prero mais em conla.
CAL DE LISBOA A ijOOO RS.
Vendem-se barra com cal de Lisboa, ciiegado no
ullimo navio a -5OOO por cada urna : na rua do Tra-
piche n. 16, segundo andar.
FARLMIA Di; MANDIOCA.
Vende-se saccas grandes com muito su-
perior l'arinlia de mandioca por preco
commodo: no armazem n. l(i do becco
do Azeite de Pei\e; ou a tratar com Anto-
nio de Alineida GomesAC, na rua do
Trapiche Novon. 1(5, segundo andar.
j > ende-se superior sarja preta
^ hespanliola.
g Rengallas inas com lindos cas-
toes .
.Meias de seda brancas e prelas *^
9 para senliora. W
W Setim preto macan pal acoll- ^
() tes e vestidos. (Jjf)
^T) Chales de crep, bordados e es-
fb lampados.
zVj %jiis brancas bordadas para se-
S nimia r x
Vestidos de camhtaia a Pon1- Hg
padour. B
Charutos Lanceiros.
Papel pintado para forro de ($>
sala. S
Chocolate francez muito supe-
, i

m
&
i
1
Vende-se muilo bom Icite : na rua Direila d.
129, primeiro andar.
SARJA PRETA E SETIM
. 1AC0'
Ha rua co crespo, loja n. 6, vende-so superior
sarja brspniuinla, muito larca, pelo diminuto prero
ile 7:100 c 56OO o covado. setim maco a 2-*S00"e
:1520o o covado, panno prelo de :I8000, 4*000, ."i5000
el-iHIO o covado.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se farda novo, ebegado de Lisboa pela barca Ura-
lidiio.
CEIEflTO ROMANO.
Vende-e superior cemento em barricas arandes ;
assim como lambem vendem-se as lina* : airar, do
Iheatro, armazem de Joaquim Lopes de Aducida.
Riscado de listi as de cores, proprio
para palitos, calcas e aquetas, a 160
o covado.
Vende-se na rua do Crespo, loja da esquina que
Milla para a cadeia.
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na rua da Cadeia do Recife n. 50 lia para vender
barris rom cal de Lisboa, recentemente ebegado.
Na rua do Trapiche n. 1 (i, escriptorio
deRiandera Brandis&C, vende-se por
preeos razoaveis.
Lonas, a iiniucao das dn Russia, de
muito boaipialidade.
Papel para imprimir, formato grande c
pequeo.
Papel de cores em caixas sortidas, mui-
to proprio para forrar chapeos.
Papel almaco e de peso, blanco c azul,,
de boas qualidades.
Graxa para arreios de carro.
Candelabros de fi luzes de fcitio ele-
gante.
Tapetes (inos.
Alvaiade de zinco muito superior ao al-
vaiade commum, com o competente sec-
cante.
Em casa de J. Keller&C, na rua
da Cruz n. 55 ha para vender excel-
lentes pianos viudos ltimamente de Jlam-
buigo.
DEPOSITO DO CHOCOLATE HVGIE-
NICO DA FABRICA COLONIAL.
Este chocolate, o nico preparado com
substancias puras, nutiitivas e hvgieni-
cas: vende-se em casa de L. Lecomte Fe-
ron i\ C: rua da Cruz n. 20.
Preeos:
Estra-Gno. 800 a lib.
Superior.. 6V0
Fino.....500
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saccas que tem um alqueirc, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazens n. 5, 5 e 7 defronte da escadi-
nha, e no armazem defronte da porta da
alfandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes Si C, na rua do Trapiche n. o,
primeiro andar.
<$) POTASSA BRAS1LEIRA. ($)
^) Vende-se superior potassa, fa- (j&
(ffi bricada no Rio de Janeiro, che- fA
^> gada i ecentemente, recommen-
a da-te aos senlion-s de.enjy.'.-iho^ps^
^ seus bons ell'eitos ja' experimfcn-
^ tados: na rua da Cruzo. 20, ar-
V? mazeos de L. Leconte Feron S
Companhia. Q
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora em Sanio
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
rua do Brum logo na entrada, e defron
te do Arsenal de Marinha ha' sempre
um grande sortimento de taichas Linio
de fabrica nacional como estrangeira,
latidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
existem quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. O
prejos sao' os mais commodos.
Vendem-se caijocs de pinbo de todo os tama-
n ios para enlerramenlo.de corpos uo cemilerio pu-
blico, pelo preco mais commodo que rm oolra qoal-
qiier parle : quem desles tiver necessidade dirija-so
aloja amarella confronte o porlo das Canoas da roa
,^JRn'10 M Brandes a 200 e para aojos ale
FRASCOS DE VIDRO DE BOCCA LARGA
COM ROLDAS.
Novo sortimento do tamaito de 1 a
12 libras.
de Z'.'?'" "", b("ica de Bartholomeu Francisco
preco que tm outra qualquer parle.
Bruna Praeger&C, tem para
vender em sua casa, rua da Crt.z
n. 10.
W Lonas da Russia.
t Champagne.
^ Instrumentos para msica.
M Oleados para mesa.
* Charutos de Havana verdadeiros.
| Cerveja Hamburguez.
Gomma lacea.
/
i
mtul
rioi
Agua de flor de laranja de
boa qualidade.
No armazem i\c Victor Lasnb, 9,
rua da Cruz n. 27. (^
@ KUA DO CRESPO N. 12. &
9 Vcnde-s nesta loja superior damasco de 9
9 seda de cores, sendo branco, encarnado, rxo, 9
" por prero razoavel.
.- S *. -.
CEJIEMO ROMO BRANCO.
Vende-se cemento romano branco, chegado agora,
de superior qualidade, muito superior ao do consu-
mo, cm barricas e as linas : alraz do Iheatro, arma-
zem de tahuas depinho.
Vende-se farinha de mandioca mui-
to superior, ao.SOOrs. a sacca : nos ar-
mazens de Luiz Antonio Annes Jaeoine,
eno de Jos Joaquim Pereira de Mello, no
caes da alfandega, e em por;o, no es-
criptorio de Aranaga&Brvan, na rua do
Trapiche-Novo n. t, segundo andar.
Taixas par& engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, pastan-
do o chafariz continua baver um
completo sortimento de tai\as de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quacs acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-sc ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vendem-se em casa de S. P. Jolins-
ton & C, na rua de Senzala Nova n. 42.
Sellins inglezes.
Relogios patente nglez.
Chicotes decano e de montarla.
Candieiros e cas,ticaes bronceados.
Chumbo em lencol, barra e muoicao.
Farello de Lisboa.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiroe devela.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa n. 7.
COM PEQUERO TOQUE DE
AVARIA.
Peras de madapohlo a 25000. 2t300 c 3^)00. pecas
de ab.udao7.inho a 00 rs., 19000, 19980, 19600,29
e 29.VK) : vendem-sc na rua do Crespo, loja da es-
quiua que volla para a cadeia.
PARA A QUARESMA.
Sarja prela hespauhola de primeira qualidade, sc-
lim prelo muilo superior, casemira prela fran e/a,
dita setim, velludo preto superior, panno prelo mili-
to linn, (un lu-lre e prava de liniao, c deoutras qua-
lidades mais abaivo : vendem-sc na rua do Crespo,
loja da esquina que volla para a cadeia.
CAL ViRGEM.
a mais nova que ha no mercado, a preco commodo ;
na rua do Trapiche n. 15, armazem ce Vastos Ir-
mfios.
COBERTORES ESCUROS E
BRANCOS.
Na rua do Crespo.loja da c-qnina que volla para a
cadeia, vendem-sc cobertores esotros, proprios para
escravos, a 720, ditos grandes, bem cncorpado-, a
|sHO, ditos bramos a IftjOO, dilos com pello imi-
tando os de la'a 1580, dilos de laa a 29400 cada
11111.
Farinha de mandioca.
Vende-se saccas grandes com farinha :
no armazem de Jos Joaipiim, Pereira de
.Mello no caes da alfandega, e para por-
coes a tratar rom Manoel Alves Guerra
Jnior, na rua do Trapiche n. 1 i.
NOVO SOP.TIMF.NTO DE COBERTORES DE TO-
DAS AS (JI'AI.IIIADES.
Cobertores escuras a 720 rs., dilos grandes .1 19200
rs., ditos brancos de algodilo de pello e sem elle, a
imilaeSo dos de papa, a 15200 rs. : na loja dt ras
do Crespo n. 6.
Vende-se excellenle taimado de pinho, recen-
temenlo rheaado da America : na ni 1 de Apollo
trapiche do Kerreira. a eulender-sc com o adminis
rador do mesmo.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stollc em Berln, empregado nas co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o mellioi amento do
assucar, acba-se'a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de einpre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ruada
Cruz. n. 4.
Devoto Ch listan.
Sabio a luz a 2.' edirilo do ti vrinho denominado
Devoto Christao.inais correctoe acresceotado: vnde-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca dt In-
dependencia a MO rs. cada ejemplar.
PUBLICAQAO' RELIGIOSA.
Sahio luz o novo Mez de Maria, adoptado pelos
revereudissimos padres capuchinhos de >. S. da Pe-
nda desta cidade, augmentado com a novena da Se-
nbora da Conccicao, e da noticia histrica da mc-
dalha milagrosa, cdeP. S. do Bom Conselho : ven-
dc-sc nicamente na livraria n. 6 e 8 da praja da
independencia, a I9OOO.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e flauta, como
scjain, quadrilbas, valsas, redowas, scho-
lickes, modinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Vendem-sc ricos e modernos pianos, recente-
mente chegados, de eiccltenles vozes, e presos com-
modos em casa de N. O. Bieber & Companhia, rua
da Cruz n. I.
Vendem-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem de N. O. Bieber Si C,, rua da
Cruzo. 4.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Seozala nova o. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das c meias moendas para engenbo, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coa do, de todos os t a ma u los, para
dito.
Vcnde-sc um cabriole! cor cubera c os com-
petentes arreios para um cavallo, ludo quasi novo :
para ver, no aterro da Boa-Vista, armazem do Sr.
Miguel Segeiro, e para Iralar 110 Recife rua do Trapi-
che n. I i, primeiro andar.
ESCRAVOS FGIDOS.
Deposito de vinlio de cham-
pagne Chateau-Ay, primeira qua-
lidade, de propnedade do corWe
de Marcuil, ruada Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a Champagne, vende-se
a 56$000 rs.'cada caixa, acha-se 1
nicamente cm casa de L. Le- w
comte Feron Si Companhia. N. w
B.As caixas sao marcadas a fo- ($}
goConde de Marcuie os ro- {
lulos das garrafas sao azues. i
issss mas*
Potassa.
Koaalige deposito da roa da Cadeia Velha.es-
criplerie n. 12, vende-se muito superior potassa da
Kussia, aincricana e 1I0 Rio de Janeiro, a presos ba-
ratos que be para techar conlas.
Na roa do Vig ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior flanella para forro de sellins che-
cada recentemente da America.
Vendem-sc no armazem n. GO, da*rua la Ca-
deia do Recife, de Ilenry (ibson, os mais superio-
res relogios fabricados era Inglaterra, por prejos
mdicos.
A HO rs. a vara-
Na loja de Cuimares & lienriqurs, rua do Cres-
po n. vendem-se cassas francesas muito Tinas, ebe-
jtdaa ltimamente, de goslos delicados, pido barato
preeo de -180 rs. a vara : asairu como lem um com-
pleto sorlimcnlo de fazendas {liuas, ludo por preco
muilo commodo.
1 ... 1. ---------------------
CEM Mil. RES DE GRATIFICACAO'.
Dcsappareccu no dia 8 de Miembro de 1854 o es-
cravn, erioulo, de nome Antonio, cor fula, represen-
ta ler :10 a .'!"> anuos, pouco mais ou menos, he mui-
lo ladino, cosluma trocar o nome c intilular-se forro,
e quanuo se v perseguido diz que he desertor ; foi
escravo de Anlouio Jos de SaiiTAnna, moradoi no
engenliu Caite, la comarca de Sanio Antilo, do po-
der de quem dcsappareccu ; escudo capturado e re-
culhido a cadeia desta cidade com o nome de Pedio
Sereno cm !) de agosto, foi abi embargado .por exe-
cueao dejse Das da Silva (iriimarfies, e ullinia-
menle arrematado cm praea publica do juizo da se-
gunda vara desla cidade em 30 do mesmo mez, pelo
abaixo assignado. Os signaes sao os seguinlcs : ida-
de 10 a 3 anuos, estatura regalar, cabellos prelos e
carapinbados, cor amulatada, ollios escaros, nariz
grande c grosso, beijos grossos, osemhlanle fechado,
bem barbado, com lodosos denles na frente; roga-
se as animidades policiaes, rapilaes decampo e pes-
soas particulares, o apprehendam e mandem nesta
praea do Recife, ua na larga do Rosario n. 24, que
receber a gralilicacSo cima, e protesta coutra quem
o tiver oceulto.Manoel de .llmeida Lopei.
No dia IS do corrente desappareceu um nearo
por iiomcScverino, ainda bstanle mojo, pois a bar-
ba Ibe apona, com taita de denles do lado superior,
e lem o ofllcio de alfaialc, ainda que nSo perfeilo
ollicial ; csle negro be liem coohecido nesta praca
em ra/aode ler fido do ajudante Aafonio l.uiz de
Souza. pardo, idoso, fallecido poneos anuos : quem
o pegar pode leva-lo roa do Collego n.....segundo
ailar, que ser pago do Seu Irabalho pelo abano
assignado, seu legitimo senlior.
Manoel Pereira MagalKSei.
Desappareceu no dia 15 do corrente orna prela
de nome Dellina, com os signaes seguinles : cor pre-
ta, pes grossos, cara e nariz chalo, denles limados,
lem urna cicatriz ou marca no pesclo de lado
direilo, c outra uo cotovcllo do braco direila, lem o
rosto picado le bexigss, falla tem : roga-se a todas
as autoridades policiaes e eapilaes de campo, de ap-
prelicnde-la e leva-la roa do Vigario 11. 10, qoe
serAo recompensados.
No mez de junhodo anno pascado desappare-
ceu do bairro da Roa-Vista, rua da Mangueira, casa
n. 5, o cscravo mulato acahoclado, de nome Nicolao,
com os signaes segninles : eitalurh regalar, o rosto
lodo cravado de marcas de liexicas, pes e pernas
grossos, falla com mansidlo, he ollicial de pedreiro,
c ha supposicSo de estar trabalhaudo pelo oflicio em
Serinbaem. E*te mualo he Imjc do abaixo assigna-
do por o ter comprarlo na cidade da Paralaba a Sra.
viuva do fallecido (iaio : quem o apprahendeT, le-
ve-o i cidade da Paraliiba ao lllm. Sr. Sergio Cle-
mentino Drummond Pessoa, oa na roa da Manguei-
ra, casan, 5, de Antonio Gomes Pessoa.
Desappareceu ao dia 13 de mareo o negro Ber-
nardo, de idade 30 e lanos annos, pequea estatu-
ra,'rosto comprido, bstanle feio, falla lescaneado,
natural de Olinda, lilbo da prela forra por nome
Joauna, que inoraba praia du Rio Doce ; suppoe-se
que fosse para essas bandas : quem o pegar leve-o a
rua d'Apollo n.4, que sera gralilicado.
CEM MIL KEIS DE GRATIFICACAO'.
Desappareceu uo dia 6 de dezembro do anno pr-
ximo passado, Benedicta, de 14 annos de idade, ves-
ta, cr acaboclada ; levou um vellido de chita com
iislras cor de rosa c de cafe, e oulro tambem de clii-
la branco com palmas, um lenc/i amarello 110 pesco-
go j'i desbolado: quem .1 apprchender conduza-a
Apipucos, noOileiro, em casa de Joaol.eite de Aze-
vedo, ou no Recife, ua praca do Corpo Sanio n. 17,
que receber a yratiliear.lo cima.
PERN TYP. DE M. F. DB FABJA. 1855

-A.
UM) SORTIMENTO DE CALCADO.
Na rua Nova n. 8 loja de Jos Joaquim
Moreira, ha um bello sortimento de cal-
leado Mira senliora, que pela sua pialid.i-
de e preco muito deve agradar as senho-
ras, amigas do bom e barato: os presos
sao os seguintes, ja' se sabe, a dinbeiro
sem disconto.
Sapatos de couro de lusti e. l.V"00
Bor/.eguins com salto para senliora. 5^500
Ditos lodos gaspeados tambem com salto
para senliora. JJ500
Sapatos de cordavao de muito boa quali-
dade. i Si 00
Em casa de Timm MomseniV Vinas-
sa, pracado Corpo Santo n. lo, ha para
vender :
Um sortimento completo de livros em
branco de Hamburgo.
Lonas da Bussia de superior qualidade e
por preejo muito commodo.
Vaquetas para cairo.
Sola branca.
Licores de dillerentes qualidades.
Ahsinthe echerry cordealdesuperiorqua-
lidade.
Vinho de champagne da marca afamada _
FaurepreSlils.
Chocolate francez.
Pianos musicaes e horizontaes.
\ ende-se ou arrenda-se um dos cn;e-
nhosTelha e liriihante, na freguezia de
Serinhaem, os quaes mocm ura com agua
outio eom anim.ies, situados em trras da
mellior nanasWr.iu, com mui tas tarzeas
emattasvirgens, boas obras, sendo as de
um del les inteiramente novas, com pro-
poi;iies para grandes safras, e distantes
do embarqu legua e meia : a fallar com
0 seu propietario o major Joao Climaco
Fcrnandes Cavalcanli no mesmo engenho,
ou nesta praca eom o Dr. Joao Vicente da
Silva Costa, na rua de S. (oncalo n. 14.
Vende-se um engenho muilo perlo desla pra-
ea, com todas as obras necessarias, lendo alm disso
urna dislilarao bem montada, com boas Ierras de
canna e mandioca, algumasde vanea de muila pro-
dureao, e com as ifc mais proporcocs; acresce que
possue o mais apropriado terreno para o plaulio do
ale, nem s pela abundancia qoe produz, como por
sua excellenle qualidade, o que podem,ser examina-
do pelo pretendenle em alguns eafrairos qoe j exis-
lem ; quem quuer faier negocio, annoucie para
procurado,
Oros de Naples a 1^000 rs. ocovado!
Na rua lo Crespo n. 5, vendem-se ricas sedas fur-
ia-cores, lisas e de quadros, lindos costos, com oru
pequeo loque de mofo qoe pouco se condece, pelo
baralo prero del? ocovado. Assim como se acha
na mesma loja um lindo e variado sortimento de se-
das que se vendem muilo baralo.
***-*-
9 VESTIDOS DE SEDA A2-28O0IX ft
fi Ha na loja de Manoel Kerreira de S, na 9
SJ rua da Cadeia-Velba n. *7. vestidos de seda
os mais modernos a gOOO cada um : ha 2
1 tambem grs de aples de flores a 5000 rs. ?
3 o covado, meia casemira de la pura por J
9 4).'>00 rs. o corte de calta, e outras fazendas f
9 muito baratas.
9t9999990m-999999
\
K*

IIiitii inn


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