Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00911


This item is only available as the following downloads:


Full Text
ANNO XXXI.
N. 65.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.

3W
,r
/
TERCA FEIRA 20 DE MARCO DE 1855.

Por anuo adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
f
V

f
r
\
f
f
h
Jj

DIARIO DE PERNAMBUCO
EXCAHREGADOS DA SI lbSCKIW:.\<-
Kecite, o prnprietfto M. F. Rio de Ja-
neiro, oSr. Joan PereiraMarlins; Bahia, o Sr. I).
Duprad : Maeei, oSr. Joaquim Heanlo de Men-
: Parahiba, o Sr. Gervazio Vctor da Nalivi-
dade ; Natal, o Sr. Joaqun) Ignacio I'ereira Jnior :
Aracaty, o &r. Antonio de Lemos liras; Cear, o Sr.
Victoriano Augusto Borgea ; Mar n ha o, o Sr. Joa-
quim Marques Rodrigues ; Piauhy, c Sr. Donriogns
llerculano Arkilcs Pessoa Ceerenee ; Para, o/Jr. Jus-
tino J. Ramos ; Amazonas, o Sr. Jeronymo da ("osla.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 3/4 e 28 d. por 19.
.. Pars, 310 rs. por 1 f.
Lisboa, 95 a 98 por 100.
Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rbale.
Acedes do banco 40 0/0 de premio.
da corapanhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Discomo de le tiras de 8 a 10 por 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanholas* 299000
Modas de 65J400 velhas. 165000
de 639400 novas. 16*000
de 4*000. 95JO0O
Prata.Patacoes brasiloiros. 1*940
Pesos coluranaros, 1*940
mexicanos..... 19860
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, ExeOuricury, a 13e28.
Goianna e Paralaba, segundas e scxlas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
FREAMAR DE IIOJE.
Primeira s 6 horas e 6 minutos da manba.
Segunda s 6 horas e 30 minutos da tarde.
\l llIEXCIAS.
Tribunal do Commorcio, segundase quintas-feiras.
Relacao, terc,as-feiras e sabbados.
Fazenda, lerdas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas.
1* varadocivel, segundas e sextas ao meiodia.
2* vara do civel, quartas e sabbados ao mcio dia.
EPIIEMERIDES.
Marro 3 La cheia as 8 horas, 22 minutos e|
40 segundos da tarde.
ll Quarto minguante aos 11 minutos e
37 segundos da larde.
18 La nova as 2 horas, 25 minutos
31 segundos da manhaa.
25 Quario eresecnte aos 5 rainulos e
. 37 segundos da manha.
DIAS DA SEMANA.
19 Segunda. (Eslavo aos Ss. 4 contados) S. Jos
20 Terca. (Estacao a S. Lourenco Dmaso.)
21 Quarta. (Estacao a S. Paulo) S. Bento ab
22 Quinta. (Estacao aos Ss.'Silvestre e Marlinlio)
23 Sexta. (Eslaco a S Euzebio) S. Victoriano.
2i Sabbado. ( Estacao a S. Nicolao in carcerc. )
25 Domingo- da Paixo ( Estarlo a S. Pedro )
Annunciacao da SS. Virgem Mi de Dos.
PARTE OFFICIAL______
COMMANDO DAS ARMAS.
comisando da armas de
cMado do Hecie, es 19 de
arco e 1M6.
1RDEM DO DIA N. 12.
O marcehal de campo commandanle das armas
declara para os fina convenientes, que nos termos di
cao de 27 de novembro de 1852, se
data para servir por lempo de 3 an-
m* na banda de msica do dcimo balalhao de in-
ranlaria, na qunlidade de msico de terceira elasse,
la respectivo sold e gratificando de i
ris diario estipulada para os individuos que assen-
lam prara voluntariamente nos corpos da racima ar-
o premio de 15O90OO rs., paco na conforroidade
do decreto n. 1101 de 10 da junho no anuo pas-
eado.
los Joaquim Coetho.
me.Candido Leal Fcrrtira, ajudaolc de
ordena enearregado do detalbe.
EXTERIOR.
PORTUGAL.
PROJECTO DE RESPOST.V.
Senhor!
om profundo acala-
menlo od toque Voisa Mageslade, como regen-
tu pronunciar parante a re-
t no solemne acto, em que Vossa
hado de el-rei o Sr. D. Pedro
Iho, abri a sessSo legislativa de
1855.
recia, como lite cumpre, a conli-
is boas relace* com as potencias al-
jrtugueza; e espera que o .covor-
impre os mcios de as conservar c cs-
Ireitar.
jrnpraz de quo prosigam com acti-
negociaroes pendentes com a Santa S, a
respeito do padroado da India. O bem espiritual
i juslos interesses do Estado reclamam
irompla solurio d'estas negocia-
rles.
ri o scu resultado com a devida
nidada, esperanra do qne serao
atisfeitas i Jades da igreja, e mantidos com
escropulo os direitos da coroa porlugueza.
para a cmara que as convenroes
re Portugal esFranra, Blgica e Pai-
qoacs foram approvadas pelas cor-
tes, lenham Ido ratificadas; e ho para desojar
que igualmente o sejam os tratados commeraiau
com a< repblicas argentinas, do Per, e do Para-
guay.
igueza apreciou altamente a illnslra-
5o que Vossa Mageslade (omou de que se
;em de Pa Mageslade el-rei o Sr.
D. Pedro V, c deSua Alteza Real o Sr. Infante du-
que Jo Porto. As demonstrantes de amisade e de
respeito que os doos principes recaiteram dos sobe-
ranos, prenles e alliados, principes, pessoas de dis-
aroes do scu transito, foram cla-
o de quanlo sSo feralmente estimados
les. Todos os Portaguezns re-
illados d'esl viagein pa-
I da narao ; e saudaram
los dous principes,
a maior aalisfando, que a
te leem mantido no
is suas provincias
Piando na boa ndole do povo por-
tator liherdade e ao Himno,
tacla observancia das leis ha
ratel o soce;, c a (ranquillid.ide
s fragas Divina Providencia por
dos as progressos do cholera-mor-
as esforcos opporlunamenle empie-
Nnpraz de que as autoridades publicas,
o militares, e lodos os habitantes des-
i louravel zlo para evilar a propagariio
do lerrivel flagello, que chegou a penetrar era algu-
nilerrasdo Aleralejo e do Algarve.
A cmara, considerando como essencial con-
dicte, para mcllwrar o estado do paiz, a construc-
fJo e aperfeicoamento Has rias de communicor.T
a que lenham sido applicados efficaz-
destinados para esle importante
ntinnando sem interropejo as obras
a ferro de lesle, e construindo-se
estrada em differenles pontos do
reino.
nar. as proposlas, que o governo
bao de apresentar, e approvar
necessarios para a conlinuacao
dos Irabalhos pblicos.
raata Mageslade julgou-se oltri-
ia das circnmslancias, a permil-
dos cercaes de paizes eslrangei-
ro, para compensar a falta que se senlio na co-
i, e r qaa resullou da exportacao pelo com-
aaercio.
jnhece que a subsistencia das elasses
pobres e laboriosas deve ser objeclo da especial vigi-
]ancia da administrado publica ; e examinara, como
Ihe compre, aquella medida extraordinaria de que o
governo lhe ha de dar conhecimenlo, bem como o
contrata que celebran com o banco commercial do
Porto para formar uin deposito de cereaes, e obstar
aos cacitos do monopolio.
atara reconhece, que o desenvolvimento dos
recursos uatnraes das oossas provincias ultramari-
nas, a prolecrao ao scu commerciu, e a sua guard3
usa eiigem a maior allenc-So do governo; ella
examinar as propostas, qoe para salisfazer a este
importantes objectos, lite ho de ser apresentadas-
lauto sobre a construeco de novas embarcacocs de
gitana, como sobre os meios conducentes a prover
as necessidadesdo servico as mtsmas provincias ; e
examinar igualmente as providencias qoe para este
"m o governo se julgou obrigido a tomar como in-
dispensavei*.
A ranura considera como um objeclo da maior
importancia o estado da fazenda publica, e deplora
os funestos effeitos, que tem produzido a molestia
das vinhas, a a cscacez da colheila de cereae, e a
sua consecuente dosgracada inHuoncia sobrealgumas
fontes da receiti.
A cmara examinara escrupulosamente os orna-
mentos da receita e despeas, e prestar a maior al-
'eClo no examc das proposlas, que o governo
apreifust ~* salisfaier as despezas do Estado; e
muilo jue os encargos ordiuarios sejam
sahsfeitos poiiiualmenle com os recursos acluaes,
sem qna o paiz s^ja obrigado a maiures sacri-
ficios.
Senhor. Conforme atarugo 91 da caria consti-
tucional, termina em setembro prximo a menori-
dade de Sua Mageslade el-rei o Sr. D. Pedro V.
Do scu reinado se prometlem todos os Portuguezos
os mais assigualados beneficios; coi representantes da
naco, zelosos observadores dos preceilos conslilu-
cionaes, coucorrerao promptamente, para que, re-
unidas ambas as cmaras, o mesroo augusto se-
nhor preste o juramento, decretado no artigo se-
tenta e seis da carta constitucional, antes da sua
accIamacJo.
A cmara muilo respetosamente agradece a con-
fianza que Vossa Mageslade se digna manifoslar-lhe;
oceupar-se-ha incessantemente ncsla sessjo ordina-
ria dos assumptos que mais interessarem prosperi-
dade publica; procurara com o maior disvello cor.
responder >s esperauras de Vossa Mageslade; e, pro-
movendo o bem geral da narao, dirigir lodos os
seus esforcos para a felicidade dos Portuguezes, cons-
tante objeclo dos desejos de Vossa Mageslade.
Jos da Silca Carvalho.
Manuel Duarle Leitao.
Joaquim Antonio d'guiar.
Porto 30 de Janeiro.
A IIepauha est, seguudotodos os symplomas, em
vesperes de oulra revoluto. O congresso legislativo
cmdesharmonia com o ministerio ; esle dividido ; a
guarda nacional em hoslilidadequasi declarada com o
poder eicculivo ; obreiros pedindo trabalho aos mi-
litares, ou pela fome, ou porque de proposito os des-
pedemos iniciados em futuras desorden ; tumultos
comecados em Madrid e em Saragoca; boatos de pr-
xima fuga do general Espartero para fora da capital,
priscs, urna desconfianza geral ; o governo sem for-
ja e desobedecido, desapparecimento de rnuilos ofli-
ciaes em disponibilidade : a nao ser por um des-
les desfechos que vezes a Providencia prepara pa-
ra confundir os juizes humanos, nao larda que a
Uva revolucionaria infelicile e esterilise ainda urna
vez o solo da llespanha, com tantas proporc,es pa-
ra o ser de urna n.ir.io poderosa. O futuro nao lar-
dar a esclarecer-nos se o desfecho desla crise sera
urna revolucao democrtica, se um golpe de estado
NapolcSo.
Tal he o desgracado effeilo de sahir urna vez da
legalidade. As usurpares do poder, as arbitrarie-
dades eo arvorarem-se os ministros em dicladores,
fazeodo calar a le fundamental do estado deram
causa revolucilo de 1854.
Essa revolur3o trouxe comsigo a consecuencias
que lautas onlras tem Irazido ; um translorno geral,
ambirOes a saciar, um enxame de pertendentes a
qoem he neressario calar e desarmar com empregos
ou com dinheiro ; o desmoronamentn das financas,
com extravos inevitaveis, e com abolicao de tribu-
tos quo dem urna popularidadc passageira aos no-
vo pilotos da embarcarlo do estado.
A barricadas de Madrid trouxeram tudoisso, e se
ainda fosse uecessario mais um exemplo do que tem
sido as revolucOes nesla nossa pennsula, sendo es-
vcssi'mos ainda pagando bem caro essa por que lti-
mamente passamos em 1851 bastava o sudario da
llospanha.
Fizeram all una revolurao porque os ministros
desacatavam a le fundamental e gnvernavam desp-
ticamente :^c desde as barricadas madrU.
pesido sobre a llespanha o governo militar, s en-
lte>ac!..i'.:o rom os desastrosos efleitos da anarchia e
do predominio da fcres : derruba-ss a lci funda-
mental, para fazer mais urna experiencia de nova
constituirlo ; experiencias que tao caras tem custado
a essa e a outras narcs.
Os ministros contra quem so rcvollarnm, governa-
vam sem corles, que podiara legalmente dissolver, se
natas nao tinham maioria. E vdo eleger-.se urnas
corles consliluintes, com depulados sabidos das
juntas revolucionarias, ou levantados da urna sobre
as picarelas dos barriqueiros cortes que sao urna
Babel, que negim a saneco rainlia, que uegapi ao
poder moderador a faculdade de as dissolver.
Para eslorvar que o exercilo desse a lei, levanlam
e annam a milicia nacional ; mas urna milicia nacio-
nal em que so alislaram por forca de circunstancias
todos os elementos revolucionarios, e na sua genera-
lidade de proletarios. 'Jue pode esperar-se de tal
cahos t
Os grandes melhoramenlus que at agora vimos
em resultado dessas barricadas he lerem passado pa-
ra outras firmas os empregos administrativos, milita-
res ejudiciaes ; firmas que, viudo esfomeadas, tem
de encher-se sociedade.
Quizerain a popularidade, abolindo os tribuios de
portas ou de barreiras; mas essa popularidade loma-
ntes impossivcl o govtrnar por muito lempo, porque
trouxeram um dficit, que os inhibe de acudir s
despezas do estado, e tem de es substituir por oovos
tributos, sompre mais difficeis de cobrar, a que o po-
vo quasi sempre resiste, e que pelo menos te pagam
com muilo maior repugnancia.
O Ihrono da llespanha levou um abalo com essa
revolucao de que larde se rehabilitar : e as dissen-
cOesque produziram o pomo da guerra civil no seio
do partido constitucional, fez que rtnascessem espe-
rances quasi ettinctns no partido carlista, e que a
Kussia ou os gabinetes inlcrcssados na mndanca de
dynaslia incilassern os seus chefes a tentarem de no-
vo a lula das armas, estabelecendo-se assimde novo
a lula fratricida.
Que sudario uos dcixam ver os regeneradores da
Iberia I
WPerioio ao 'obres no I'orto.)
1RTERI0R.
Rio de Janeiro.
25 de fevereiro de 1855.
Por decretos de vinle do corrente :
Foi apresenlado o padre Domingos Jaeome de Oli-
ve-ira Barro, na freguezia de Sanio Antonio das
Queimadas, do arcebispado da Babia. '
Foram oomeados :
Juiz municipal da segunda vara do termo da ca-
pital da Babia, o bacharcl Daniel Accioli de Aze-
vedo ;
Juiz de orphaos do termo da villa nova da Hai-
nha, da mesma provincia, o bacharel Luiz Jos de
Cerqueira Mendos;
dem do termo da Laguna da provincia de Sania
Calharins, o bacharel Jos Martins Vieira.
Foram concedidas as honras de rommandanle su-
perior da goarda nacional do municipio de Barba-
cena, da provincia de Minas Geraes, a Jodo Gual-
terio Teixeira de Carvalho;
dem, dem, de coronel chele de legido da guar-
i capital da mesma provincia, Jos
Baptisla de Figueiredn.
Por decretos de 21 do mesmo mea foram no-
meados :
Hispo da diocese do Cear, o padre Jodo Quirino
Gomes; ,, .
Teuenle-corooel commandanle do batalhdo de in-
fantaria da guarda nacional da villa de Tacaral, da
provincia de Pernambuco, Manoel Pires Carvalho
Belfor;
dem, idem, idem da Villa Bella da mesma pro-
vincia, Braz Nunes de Magalhacs;
dem, idem do corpo de cavallaria da mesma vil-
la, Antonio Jos de Campos ;
dem, idem do balalbo de itifahlaria da villa de
Ingazeira, da mesma provincia, Antonio liernardes
de Azevedo;
dem, dem do segundo bitalliito de guarda na-
cional da capital db Cear, o capildo Victoriano Au-
gusto Borges;
dem, idem do batalhdo da reserva da guarda na-
cional da Villa Bella, da provincia de Pernambuco,
Cltrislovdo Jos de Campos Barbosa ;
Commandanle superior da guarda nacional dos
municipios de Pirahy e S. Jodo do Principe, da
provincia do Rio de Janeiro, o tcneote-coronel Jo-
s Gomes de Souza Portugal;
Commandanle superior da guarda nacional do
municipios de Coritiba, S. Jos dos Piohaes e Prin-
cipe, da provincia do Paran, Joaqnitu Jos Piulo
Bandeira ;
Tenente-coronel chefe do cstado-maior do mesmo
commando, o bacharel Jos Malinas Gonjalves Gui-
mJt.ii-;
dem, idem do segundo dilo, dilo, Manoel Leoca-
dio deOliveira;
dem, idem do terceiro dito, dito, Cypriano Cus-
todio de Araujo;
dem, idem do quarlo dito, dilo, Antonio Alvcs
de Araujo:
dem, idem do quinlo dilo, dilo, Francisco Gou-
Calve Cordciro Gomes;
Major commandaule da primeira seccao do bala-
lbo da mesma provincia, Fernando Antonio de Mi-
randa.
Foi conservada a graduaran de major ao comman-
danle da primeira companhia do sexto batalhao da
capital de Pernambuco, Adelo Antonio de Mo-
raes, major da cxlncta goarda nacional.
Por decreto de 23 do mesmo mez foram no-
meados :
Commandanle superior da guarda nacional do
municipio de Paranagu, Guaratuba, Morreles c
Antnina, da mesma provincia, Modeslo Conrahcs
Cordeiro;
Tenente-coronel chefe do eslado-maior do mesmo
commando, Manoel Goncalvcs Marques ;
Commandanle superior da guarda nacional dos
municipios de Caslro e de Guarapuava, Manoel Ig-
nacio do Couto e Silva ;
Tenente-coronel chefe do eslado-maior do mesmo
commando, Fidelis Ntpomuccno Prales;
Tenente-coronel commandanle' do primeira corpo
de cavallaria da mesma provincia, Caelano Jos Mu-
nhes;
dem, idem do dilo, dilo, dito, Francisco da Silva
Caslro ;
dem, idem do dilo, dilo, dilo, Jos Baptista de
Oliveira Ribas;
Major commandanle do primeiro esquadrdo de ca-
vallaria da guarda nacional da mesma provincia,
Francisco Pinto de Azevedo Porluga^;
dem, idem do segundo dito, dito, Manoel da
Cruz Carneiro;
dem, idem do terceiro dilo, dilo, Joaquim Proco-
pi de Souza Caslro;
dem, idem do quarlo dito, dito, Antonio de S
('.amargo;
dem, idem da primeira secado do batalhdo de ar-
(ilharia da dila provincia, Antonio Pereira da
Costa;
Tenente-coronel commandanle do primeiro bata-
lhdo de infantaria da dita provincia, Manoel Anto-
nio Fcrreira. (Diario do /lio de Janeiro.)
de marro.
O paquete iuglez Pampero, entrado do Rio da
Prala, Iraz dalas de Montevideo at 22 c de Bueno-
Ayres at 17 do passado.
Adivisdo naval do imperio sob o commando do Sr.
chefe deesquadra Pedro Ferrcira de Oliveira, que,
como j annuncimos, entrou no Paran em 30 de
Janeiro prximo passado, chegou Bajada, capital de
Entre Ros, no dia 4 do mez passado e seguio rio
cima no dia 7.
Tanto ns povoaccs pertenecidos ao Estado do
Buenns-Ayres como em Eutre-Rios. foi recehida a
divido brasileira com as maiores demooslraces de
amisade e de benevolencia, quer por parte dos habi-
tantes, qiter por parle da autoridades. a
As noticias de Assumpcdo alcancam a 20 do Ja-
neiro.
Faziam-so all preparativos de defensa, mas affir-
ma-se que o governo do Paraguay manifeslava ao
mesmo lempo desejos de chegar -a um accordo com o
imperio.
As relarocs do Paraguay com algumas potencias
estrangeiras complicam-se. O vapor de guerra norte-
americano Ifaler-iyilch, que ha dous annos 6e
achava as aguas do Paraguay para explorar o seus
nos, e que se retirara para Corrientes depois d>
desinlelligencia havida entre o presidente Lpez c o
cnsul dos Estados-Unidos Ilopkins, tentou entrar
de novo no rio Paraguay. Motivoo isso um conflic-
to que as folhas de Buenot-Ayres descrevem do
modo seguinle :
De accordo com as suas n;truce,es, sabio o l-
enle JefTers, commandanle do ll'aler-ll' ilch, no 1.
de fevereiro s 7 horas da manhda, e s 11 passoo
pela bocea do Paraguay, dirigindo-se para a cosa do
Corrientes com a inteneao de passar entre esta e urna
ilha que se ncha a meio do rio.
A's II >i o pralico do navio o fez locar em um
banco de rea que se acha situado era frente i ba-
tera da guarda do Carrancho, no paco do Rey, o.Me
lirn ciicalhado algnm lempo.
Entretanto observou-se de bordo do vapor If'a-
ler-iyilch que os Paraguayos preparavam a nrllha-
ria da sua batera, epor couseguinte a tripulando do
navio, que conslava apenas de 28homens, preparou-
Se lambem para entrar emaccao. Tendosafado o na-
vio e cotnerado de novo a mover-te, urna canoa que
tinha eslado i observar os seus movimenlos emquan-
to eslava encalhado, alracou a bordo e enlregou um
papel impresso, ao que responden o commandanle
que, se eslava escriplo em hespanhol, nao o recebia
por ndo entcnd-lo. Esta resposta foi igual que o
presidente Lpez deu ultima communicaedo do ca-
pildo Page.
A' 1 hora e 20 minutos o vapor Ifaler-Witch
poz-te de novo a caminho, e o pralico o dirigi de
modo que pudetse pastar pelo canal principal que
e acha do lado do rio perlenceote ao Paraguay.
Quando o vapor se prolougou com urna balera de
forma semicircular guarnecida coro 6 pecas, e que te
achava a dislancia de 300 jardas, gritaram-lhe que
parasse, no que elle ndo responden por nao entender
oque lhe dizam. Em seguida deram os Ptraguayos
alguns tiros de plvora secca, c depois um de bala
qne fez algum damno as rodas, e ferio mortalmen-
te o homem do leme. O (eneule Jeffers ordenou en-
tilo qne se fizesse fogo sobre a balera, sem por isso
deixar de continuar a marcha.
" O pra'tico, apenas vio qoe romerava o liroteio,
melleu-se no poni, e com difficuldade so conseguio
faze-lo subir de novo, a assim que vio onde se acha-
va exclamou qoe era impussivel passar adiante por
ndo haver agua tufliciente.
i O vapor achavii-sejfra do alcance da arlilharia,
excepcao de urna peca, e para tornar atrs era
obrigado a passar outra vez em frente da batera.
Sendo o canal demasiadamenle estreito para que o
vapor dsse volla, fui obrigado a andar para Ir, ex-
pondose assim a um fogo vivitsimo, ao qual se vio
obrigado a responder sem interrupeo al que se
achou fura do alcance da balera.
He digno de nolar-sc que ndo havia bandeira al-
guma na batera, e que por conteguinte se ignorava
quem era o inimigo.
o O vapor fundeou a curia distancia abaixo do
forte, e dr:oisde reparado o leme, lortiou para Cor-
rientes.
a O vapor paraguayo Tacuary, que aqueceu as
caldeiras durante a accao, dirigio-se para a guar-
da do Cerril*, mas ndo mostrou muilo desejo de
vir em soccorro da balera, a esquadra e o ex-
ercilo paraguayos achavam-sc vista durante a ac-
edo. B
A Repblica Oriental continuava tranquilla e o
governo razia ot maiores esforcos para diminuir as
despezas do Eslado afim de sahir da embarazosa po-
sirao fiuanceira em que se acha.
No dia 15 do mez passado ins(allou-se a nova as-
sembla legislativa da repblica. Eis o discurso de
abertura :
n Honrados Srs. senadores e representantes.
a O governo felicila-se siucera e vivamente pela
vossa solemne reunido.
a Chamado a dirigir os negocios do paiz nos diffi-
ceis momcnlos em que lhe impuzesles Ido grave de-
ver, o governo ndo tem cessado de anhelar o concurso
de vossas luzes e do vosso patriotismo para levar ao
cabo Ido ardna e delicada trete.
llecehei pois, Sr?. segadores c representantes,
as consratulares que vos dirige o governo c com
que abre a setses do vosso primeiro periodo legis-
lativo.
a Retardes exteriores.
a A repblica arha-seem paz com todas asnacGes,
e na melhor harmona e eslreiteza de relaeoes com
os Estados vizinhos.
Os vnculos especiaes que exislcm culre a re-
publica c o imperio do Brasil forlificam-se todos os
dias mais, pela confianca, ldelidado e uobreza com
le o imperio desempenha os compromissos que con-
trado em bem do paiz e da consolidando da nossa
nacionalidade.
a As tropas imponaos que, com o vosso benepl-
cito c em virlufle dos pactos existentes, oceuparam
o territorio o anno passado, cuuservam-se ainda na
repblica s no inleresse de suas conveniencias. O
modo por qoe esta sao servidas, por um exercilo
que a neohum outro cede a preeminencia como mo-
delo de orden, moralidade c disciplina, nada deixa
que desojar.
a Sem embargo, para que o auxilio desse apoio
teja mais cerlo em seos benficos objectos, o governo
celebrou um ajuste cmodo imperio, que determina
os nicos fin, i dorardo o coudicOes de lal apoio,
oflerecido e aceito a favor da ordem legal, da pa-
cificaedo do paiz o da seguranca de seus habi-
tantes.
publica e o imperio continua com o melhor accordo
e a mais inteira boa f; e ludo faz crer que, levada
ao seu termo final, como principioo, essa operando
pendente ha mais de 200 annos, e origem de lanas
guerra c de lanos odios cnlre o povo de ambos os
paizes, ser dentro em pouco, mais um penhor da
manulenrdo das relaeoes estabelecidas cnlre os dous
Eslados, e em cuja conservardo ambos esldo igual-
mente inlcrcssados.
a As reclamaces do nossa ministro plenipoten-
ciario a favor dos bonicos de cor, que, arrebatados
criminosamente do nosso paiz, eram introduzidos na
provincia limitropha para serom despojados da liher-
dade que negus insliluires Ilies garantiam, tem sido
allendidas pelo governo imperial com a mais louva-
vel soliciludc. Todos tem si.lo reslituidosaogozo de
seus direitos nalurae, e os perpetradores daquelles
attentados severa mente punidos.
o Igual juslira c feliz resultado lem oblido as ne-
gociaces enlaboladas.para eximir do servico das ar-
mas no exercilo impe le os Orientaos que nelle ser-
van!.
He dever mui grato para o governo designar es-
tes actos a vossa apreciaedo patritica e Ilustrada.
Elles sao em pura honra de um alliado a quem a
repblica deve os mais assigualados serviros.
o Aseslipulaces do tratado de commercio entre
a repblica e o imperio celebrado em 12 de outubro
de 1851 lambem lem sido objeclo das solicitudes do
governo ; pediram-se algumas modificares que o
poder executivo considerou acousclhadas pela jusli-
ra e pelas conveniencias bem entendidas dos dous
estados ; e poslo que ainda nada s^ lenha decidido,
as ideas generosas e Ilustradas qoe dirigcm a poli-
tica do governo imperial fazem esperar que aquellos
pedidos ndo serdo menos altendidos c felizes do que
os anteriores.
A paz interna do estado de Buenos-Ayres e da
Confederando Argentina, allerada por um mntenlo,
foi logo reslabelccida, sem que cutrelanlo nenhum
acontecimenlo chegasse a por em conflicto as rela-
eoes fralernaese de amizade que ligam a repblica
com aquellos paizes.
o Dccidicido o governo a que a repblica cumpra
religiosamente com os deveres de eslreita e severa
neutraliiladc que lhe impoem as lulas intestinas dos
eslados vizinhos, desde que Ido desagradavcl succes-
so chegou ao seu conhecimenlo, dicloo as medidas
de que seris informados.
Ligado o nosso estado por (antas conveniencias
de tympalhia, honra e inleresse ao soccego e prospe-
rando dos estados que o circumdam, a repblica ndo
pode considerar sendo como um acontecimenlo des-
granado todo o successo que contrare aquello inle-
resse dos oulros estados.
O (ralado de amizade, commercio e navegando
com os Estados-Unidos da America do Norte acaba
de ser ratificado pelo governo da Unido.
Recommcndo-vos pois que prestis cum prefe-
rencia a vossa attenrao saliendo definitiva desle
Iratado.
OdeS.M. Sarda acha-se ainda pendente das
modificanes exigidas pela H. C. de senadores, po-
rera teuho motivos fundados para esperar que ser.
terminado sobre aquellas bases.
O fallecimenlo do cidaddo a quem o governo ti-
nha acreditado junio de S. M. a ra tilia de llespa-
nha, naqualidade de ministro plenipotenciario, veio
novamente demorar a celebrando dos tratados que
faziam o principal uhjecto dessa missdu, e que lau-
to interessam aos dous paizes.
Opporlunamenle se oceupano governo dos modos
e meios de levar ao cabo um pensamento que est
alias apoiado em sympathias e recordac/Des de origem
Ido poderosa como as qde exislem entre a repblica
e a narao que foi a'gum dia a metrop.de.
it A expirardo da convenido preliminar de amiza-
de, commercio o navegando celebrada com o gover-
no francez em 8 de abril de 1836, deu motivo a que
o seu representante actual na repblica prupuzesse
a sua proroL'arao pelo lempo e do modo que consta
dos documentos que vos serao apresenlado.
a N3o tendo as facilidades necessarias para annuir
a esse pedido, o governo responden nos termos de
que opporlunamenle seris informados.
Comludo, a perfeita igualdade que a repblica
devo eslabelecer em suas reluces com os governos
das oulras nardo', e a recordando das pravas de sym-
paihia que a repblica deve ao governo e povo fran-
cez, fazem com que o poder execulivo solicite da
vossa benevolencia que deis a esse assumpto urna
preferente alienado.,
i V posirlo da nossa igreja tem mclltorado com a
desapparirdo do eslado acephalo em que a deiiou o
fallecimenlo do seu digno vigariooSr. I). Lourenzo
Fernandez ; porem isto ndo btsta. A organisarSo
que boje lem he insuflicienie e ndu pode continuar
sem gravlssimos inconvenientes. He alera dlsso vi-
cila e inconsistente com a existencia poltica da re-
publica, com o seu decoro e com as necessidades do
ceu bom governo. He pois indispensavel que tra-
tis de faze-la cessar.
Roma, de que opporlunameute seris informados.
a O governo de S. M. a raiulia da Gra-Brelanha
encarregou o cavalleiro Tliornlon de represenln-lo
junio do nosso no Girador de enearregado de nego-
cios e cnsul geral.
a Occupada assim esla legacao,ndo prvida ha tan-
to lempo, o governo ndo duvida de que tuas rela-
nces de amizade com o da. Grda-Bre(nha se fortifi-
carao c estreitardo de urna mancira conveniente pa-
ra os interesses reciproco do ambas asnanes.
a Cocerno.
" No interior esta o paiz no gozo da mais comple-
ta Iranquillidadc, e, o que he mais litongeR, firme-
mente decidido a nao abandonar urna conquista Ido
caramente adquirida.
A' sombra de Ido poderoso vivificador, a rique-
za publica se desenvolv', alliviaudn os pungentes
soffrimcnlo da mizeria.
A industria pastoril, a agricultura, a minorar n>
e parle de oulras industrias, dando emprego lucra-
tivo ao trabalho caos capilaes, poem em progresso
a prnsperidade do paiz, e infuudem a consoladora
certeza de que a repblica toca ja em urna poca de
melhoramenlo e de reparando.
Porem, he fogoso dizc-lo, ella ainda nao esi
emancipada da situando que berdou das profundas
desgranas porque passou, c para esse fim he mislcr
consagrar ludo quaulo o paiz liver de forna e de
vida.
Sem pretender despojar-vos do direito de eleger
enlre a variedade e multiddo do meios que podem
dar esse resultado, o governo vos pede urna prefe-
rente aliene,) para as medidas que tenddo ti propa-
gar c melhorar a educando publica ; a facilitar e ac-
oderar a administrando da Justina ; a promover a
povoano do paiz por meio da emigrando laboriosa
e moral ; a mobilisar os capilaes e colloca-los na al-
tura de toda as faculdade productivas ; a garantir
as pessoas e a propriedades conlra a arhilrariedade
e a expoliarn ; a regular o excrcicio da administra-
ndo publica, introduzindo nella a ordem, a regulari-
dade e a responsabilidade de que carece ; a favore-
cer o trabalho com franquezas legitimas.
i A reconstruenao do elementos de vida que a re-
pblica perdeu, e a creando dos que hdo de vigora-
la al po-la em eslado de bastar para si mesma, e
de ser o que pode e deve ser como narao grande e
forte, a experiencia tem mostrado, honrados Srs. se-
nadores e representantes, que he mais obra da ad-
ministrando do que da poltica.
Ncsse intuito, e al onde suas faculdades o per-
mittiam, o governo dictou ja algumas resoliires de
que seris informados.
o A nstruccaopublica especialmente tem sido ob-
jeclo dos cuidado do governo.
e O numero de escolas de primeiras- lcllras lem
sido augmentado consideravelmcntc, e o seu servio
allendido cem a preferencia que demanda a sua im-
portancia. Alera disso lem-se definido e preciado
asobrigaoes das juntas econmico administrativas,
e as dos meslres a quera est confiado aquclle en-
sino.
O Collegio Nacional recebeu melhoramentos de
importancia, e a universidade superior foi dotada de
cadeiras que ndo tinha.
Ndo obstante, he isto apenas o principio do que
lia a fazer r do que o paiz pede urgentemente.
a No inleresse de garantir as propriedades da
campanha c de dar aos seus habitantes a confianca
c seguranca de que careciam, o governo resolveu dar
as polica deparlamcnlaes a organisarfto vigorosa
que boje lem. Pondo suadisposirdo as tornas que
compunham a brigada de polica militar, entendeu
o governo, e a experiencia veio comprova-lo, que
obrava com acert.
Granas a essas disposinocs, o cslabelccimenlos
ruraes tem podido dcscnvolvcr-secangmenlar.se da
tnaneira lisongeira com que boje crescem.
n Esse empenho roostra pois que a organisarao
policial requer que se lhe d urna base mais anloga
com o eslado do paiz, para que preencha os fins de
que esla encarregada ; pelo que pede-vos o governo
qne vos oceupeis desse imprtanle trabalho com a
urgeucia possivel.
Guerra. *
a O licenciamenlo dos corpos de linha, ordenado
pela lci de 2G de julho de 1851, leve lugar antes da
poca designada.
o O governo proceden assim, ndo s porque se
julgou habilitado para isso; mas para desembarazar
a marcha administrativa, fazendo na despezas do
tbesouro as economas possiveis.
o A impossibilidade de cobrir as fronteiras com as
policas deparlamentacs. por causa do seu pequea
numero, obrigou o governo a suspender o licencia-
ment dos esquadres 1" e 2", mandando que e re-
mol tasse al ao numero que Ibes eslava designada
pelo ornamento do anno auterior, deslinando-os ao
arT(a que se redamava na fronlcira de Santa
Thereza, Jaguardo c Quarai.u, para a qual o gover-
no ndo se descuidou de prestar com preferencia a sua
attennao ; c o resultado dessa medida fui tao satis-
factorio que aquellas froulciras estao pcrfcilamcule
guardadas, conseguindo-sc fazer desapparecer, sendo
no todo, na maior parle osespoliadores de gado ncs-
se poulos.
0 2 batalhdo de caradores, que lambem devia
ser licenciado, foi mandado por a disposirdo do mi-
nisterio do governo, para que, como j se vos disse,
servissede base a organisarao da brigada de polica
militar a quem so incumbi a conservando da ordem
no interior dos departamentos da repblica.
As guardas nacionaes deviam organisar-se na
furnia que a lei e-la boleco, mas isso s leve effeilo no
departamento da capital, attendendo-te a que os
que pcrlencem aos departamentos da campanha pre-
cisavam de descanso para que os cidaddos que as for-
niam altendesscm aos interesses de familia e repa-
rando de suas fortunas arruinadas pela guerra; ape-
nas se julgar uecessario, o poder execulivo ordenara
o seu alistamenlo.
Para saber-se que numero de chefes e de offi-
ciaot deve ser comprehenddo na reforma militar,
crcou-se urna commissdo compesta de chefes da
maior graduando, a qual desempenhou devidamentc
o encargo que se lhe coofiou, deixaudo designada a
todos os chefes e ofliciaesa parte quo Ibes compele
quando chegar o momento em que a reforma se pu-
der effectuar.
O eslado-maior general foi diminuido o mais que
era possivel no seu pessoal, dcixando-se-lhe o indis-
pensavel para o servir.
O eslado-maior inactivo foi augmentado com
um pequeo numero de chefe e ofliciaes : tinham
pericncido aos difiranles corpos do exercilo, c ndo
era juslo deixa-los sera lerem de que subsistir: fo-
ram poslos a meio sold na passiva, onde permanc-
cerdo emquanlu nao se verificar a reforma.
Os corpos de linha c da guarda nacional lem
cumprido diguameute seus deveres ou intervallo da
sesso das cmara legislativas,
o Fazenda.
a O eslado de fazenda reseulc-se da oscilante por
que o paiz tem passaJo e da situando econmica que
daixou aps si.
Requer pois a vossa primeira e prcferenle al-
Icundo.
h As rendas da naedo nao correspondern! es-
peranza que o corpo legislativa e o governo tinham
fundado nella.
a Cora o correr do lempo lemos adquirido a dolo-
rosa couviccdodequHo difticeissdo de cicatrizaras
dianas que abri na prosperidade da nossa patria a
prolougada lula em que gemeu.
o Qoasi de lodo aniquilada a sua immensa rique-
za da criarlo de gado, o nossa commercio principal-
mele alimentado pelos seus producios definha, e a
renda lem sido diminuta.
Sendo ella muilo insuflicienie para fazer face ao
orramenlo de despezas que sancciouasles para o au-
no passado, o eficit veio a augmenlar-se com os
gastos indispensaveis a que nos obrigaram os ltimos
disturbios de. 1853.
(i O governo, ndo obstante vossas leis soberana,
leve de dar-Ibes unta atlcnrdo preferente em cura-
primento da constituirn do estado, que torna sa-
grada c inviolavel a propriedade dos habiUintes da
repblica.
o L'ma-politica previdentc, tendente a radicara
ordem e a f no futuro, aconselhava este procedi-
inenlo para dilfundir a confianca c a segurnnra pe-
los proprielarios de gados a quera desanimam as
continuas exaccoes.
Ndo lem sido possivel ao governo salisfazer em
na lotalidadc as rcclaraaroes desta ordem, porm
tem feilo Justina srando maioria dellas.
A lei que volasles relativa divida geral tem
sido at agora cumprida em lodas as suas parles.
a O governo, ndo obstante a sua penuria, anteci.
pou-se nos termos rigorosos da lei a proceder a
amortizando que deliberaste : esta medida lem pro-
duzido um resultado favoravel, dando maior valor
e circulando i divida publica.
Ndo se adiando a divida exigivcl comprehendi-
da na consolidando da divida geral, cumpre que se
lhe marque a forma por que deve ser allendida.
a Esla materia ser tambem um dos objectos de
que com preferencia vos deveis oceupar as vussas
acluaes scsses.
n A lei da cunlribuindo direda ainda nao foi posla
em execuno. O governo deleve-sc, lendo em con-
siderando o eslado de aniquilamcnto em que, ainda
se acham lodas as fortunas particulares, c as graves
diflculdades queofferece o eslabclecimenlo deste im-
posto com a Justina e o cuidado necessarios para que
udo seja origem do continuas rcclaraanoes.
a A nossa lei de alfandegas, primeira fonln dos
rendimentos que entram no Ihesooro nacional, re-
clama algumas diminuirnos na tarifa de direitos pa-
ra dar-se maior impulso e exlenrao ao nosso inovi-
mento commercial.
O governo vos snbmellera opporlunamenle as
modificanes que julgar de melhor resultado para
esse objeclo.
Os dclalhes da situando da repartidlo de fizen-
da sjrdo apresenlados extensamente pelo respectivo
ministro.
a Grande he, Srs. senadores e representantes, a ta-
rla que vos cabe desempenhar, e de cujo acert tan-
to espera a repblica ; mas so he diflicil lio lambem
gloriosa. He para ella que est reservada essa obra
reparadora que sai o patriotismo e o saber podem le-
var ao cabo.
O poder executivo conclue reilerando-vos a sua
considerando e rcspcilo.
a leando Flore'.
Francisco l/ordeniina.
n Enrique Martnez.
Lorenzo fallle.
Urna queslo de liherdade de imprensa, mol vi-
da, segundo se diz, pela publicseao de um impresso
avulso offeusivo ao Brasil, produzio urna crise minis-
terial, c a retirada do Sr. Hordcnna da pasta de es-
trangeiras e interior. OSr. Chucarro, scu sucres-
sor, mandou proceder conlra oalor daquelle libcl-
lo dillainalorin.
Em Buenos-Ayres houve lambem nma modl-a-
rao niieislerial, devtda porm a dcsinlellisenciasso-
bre medidas financeiras. O Sr. Penna deu a tua
demissao e foi substituido pelo Sr. Rieslra.
O governo do lluenos-Axrcs publicou a segninle
correspondencia oflicial com o ministro do Brasil re-
lativamente entrada da divitdo naval do impero
nat agua internas daquelle eslado:
NOTAS TROCADAS ENTRB O MINISTRO DOS NEGO-
CIOS ESTRANGEIROS E O MINISTRO DO BRASIL,
A RESPEITO DA EXPEDigAO NAVAL DO PARA-
GUAY.
Secretarla do governo e dos negocios asirn-
gei ros
Buenos-Ayres, 27 de dezembro de 1854.
* Ao Exm. Sr. ministro plenipotenciario de S. M.
o Imperador do Brasil, Rodrigo de Souza da Silva
Ponte.
o O governo do eslado encarregou o abaixs issig-
nado de dirigir-se a V. Exc, como lem a honra de
o fazer, manifeslando-lhe que baj algum lempo a
voz publica fez chegar ao seu, conhecimenio que urna
expedindo naval do imperio do Brasil deve subir o
Paran at o Paraguay, sobre o que j leve o gover-
no algumas informarnos coufidenciaes de V. Exc.
Entretanto recebeu o governo urna nota, na qual
a capitana do porto eipe que o chefe da esquadra
do Brasil ncslas aguas lhe participa ler frcladn al-
guns barcos nacionaes para transportes no rio e seu
allluciitcs, e por isso solicita para elles as seneoes
da n;ivega;do e de despacho.
o Os deveres quo mpoe ao governo do Eslado a
nciilralidade da sua bandeira as questdes entre na-
nes amigas, e ao mesmo lempo as leis do eslado
quanlo navegando interior dos rios, impellem o
governo a solicitar de V. Exc. se digne communi-
car-lhe as informanes que ju!gar opporlnnas para
que possa o governo resolver nesla oceurrencia com
o devido conhecimenlo.
Por esla occasido o abaixo assignado renova a
V. Exc. a segitranra distiucta de seu maior nprero e
considerando.
rino Prtela, o
Legacao do imperio do Brasil na Confederarao
Argentina.
Buenos-Ayres 13 de Janeiro de 1855.
O abaixo assignado, do conselho de S. M. o Im-
perador do Brasil, enviado extraordinario e minis-
tro plenipotenciario na Confederando Argentina, le-
ve a honra de receber a ola que lhe dirigi S. Exc.
o Sr. ministro dos negocios estrangeiras do eslado de
Buenos-Ayres com dala de 27 de dezembro ultimo,
exigiudo infrmanos acerca da expedindo naval do
imperio do Brasil que se dirige ao Paraguay, e acer-
ca da participando que o chefe de esquadra com-
mandanle em chefe das forras brasileira no Rio da
Prala fez capitana do porlo de Buenos-Ayres de
que havia frelado algumas embarcantes argentinas
para o servio de transporles da esquadra impe-
rial.
a O abaiio assignado nao responden ha mais lem-
po cilada ola, porque pira isso necessilava de al-
gumas informanes que ltimamente lhe foram mi-
ni-Ira las. .
ii Em quanlo, pois, i primeira. parle da referida
nota de 27 de dezembro, parece ao aballo assignado
que as explicantes dada ao governo do estado de
Buenot-Ayres, e a que S. Exc. se referi, nao pode-
r o mesmo goveruo deixar de ver mais un fado ca-
raclerislico da lealdade e Justina da poltica do Bra-
sil, assim como da deferencia, considerarlo o bene-
volencia do governo imperial para com o governo
de qoe faz parle S. Exc. o Sr. ministro dos .negocios
estrangeiras.
Em quanlo porcina segunda parle da ola a
que responde, lem n abaixo assignado de levar ao
conhecimenlo de S. Exc. o Sr. ministro, que o com-,
mandante em chefe da esquadra, na participando di-
rigida aocapitdo do porlo de Buenos-Ayres, nao fez
mais do que conformar-se com os usos e eslylos dos
porlos de Buenos-Ayres e Montevideo, de cujot usos
e eslylos o Sr. chefe da esquadra lem cabal conheci-
menlo por haver commandadoj, durante alguns an-
nos, as forras imperiaes estacionadas no Ro da Pra-
la. Estas participarnos tem nicamente por fim fa-
zer constar as autoridades locaes dos porlos que cer-
tas embarcaroes, at enldo empregadat no commer-
cio, passam a ser entregadas no serrino da esquadra
HEGIVfl
e isto para o fins que sSo conformes com o eslylos
do paiz e com ot princlpioi do 'direilo dai gentes,
eslylos e principios com os qoaes o abaixo assignado
esl persuadido que o governo do eslado de Buenos-
Ayres ndo deixar de conformar-se.
Mas como o eslado de Buenos-Ayres parece le-
mer que o procedimenlo dos agentes brasileiros im-
porte um roinpimenlo da neulralidade qoe o mesmo
governo deseja guardar as quesles pendentes enlre
o imperio do Brasil e a repblica do Paraguay, loma
o abaixo assignado a liberdade de observar que nao
ha declarando de guerra, nem rompimenlo de hosli-
lidades, e que as explicantes dadas ao Eim. Sr. go-
veruador e a S. Exc. o Sr. ministro pelo abaixo as-
signado devem ter feito conheccr qoe sdo pacificas
as intennes do governo de S. M. o imperador do
Brasil para com o governo da repblica du Para-
guay.
ii Assim, pois, o abaixo assignado persuade se, que
tem dado as informanes exigidas pela nota a que
acaba de lera honra de responder.
ii O abaixo assignado aproveila a occasido para
reiterar os volos de elevada considerando e respeito
que tributa i pessoa de S. Exc. o Sr. minitro.
a Rodrigo de Souza da Silva Pontes.
A S. Exc. o Sr. Dr. D. Irinco Prtela, minis-
tro c secretario de estado dos negocio eslrangeiros
do eslado de Buenos-Ayres.
ii Ministerio do goterno de negocios eslrangeiros.
ii Buenos-Ayres 27 de Janeiro de 1855.
" A. S. Exc. o Sr. enviado extraordinario e mi-
nfslro plenipol'enciariode S.M. olroperador do Bra-
sil o Sr. commendador Rodrigo de Souza da Silva
Ponlet.
i O abaixo assignado leve a honra de levar ao co-
nhecimenlo do goveroo a nota de V. Exc. datada em
13 do corrente, em queso digna aecusar receproda
do mesmo abaiio assignado de 27 de dezembro pas-
sado, exigindo algumas informanes acerca da expe-
dieao naval que o imperio dirige ao Paraguay, c ;t-
cerca da participando feila capilaniado porlo pelo
chefe da esquadra do Brasil por haver frelado como
transportes da expedicao lguus barcos mercantes,
liara o quaes pedia certa isences.
ir V. Exc. responde nessa ola, com referencia
primeira parle da do abaixo assignado, que er qne,
a vista das explicires dadas ao governo por V. Exc.
nao poder esla deixar de ver om fado caractersti-
co da lealdade cjuili^i da poltica do Brasil, co
tambem da considerando e benevolencia do goveroo
imperial para com o desle eslado. E emquanto
segunda, que o chefe da esquadra de S. M. ndo fez
utais do que conformar-se com o usos e eslylos di-
plomticos dos porlos de Buenos-Ayres e Montevi-
deo, c que a participado feita nao tem oulro objeclo
sendo fazer constar as autoridades locaes do porto
quaes as embarcacocs freladas paraos fins conformes
com os usse eslylos do paiz e dos principios do di-
reito das gentes.
ii O governo do eslado, lomando conhecimenlo
desla ola de V. Exc., ndo pode deixar de apreciar
altamente as declararnos com que V. Exc. as termi-
na, c que revelam as intennes pacificas do imperio
do Brasil para com a repblica do Paraguay ; e na-
da mais lhe restara para fechar esta corresponden-
cia do que significar a V. Exc. os seus desejos e es-
peranna de qoe quaesquer dillerenras que possara
existir entre ambos es paize lerminarao honrosa e
amigavelmente, se um fado que acaba de occorrer,
e que affecla os direilos e soberana do estado de
Huenos-Ayres, ndo impozesse ao goveruo o impres-
ciudivel dever de r,izer a V. Exc. as devidas repre-
sentnres. ]
ii O governo recebeu parte oflicial na noite de 25
de se haver interjiado no Paran e fondeado prxi-
mo as ilha denominadas Dos Hermanos um com-
boi de nove transporles brasileiros defendido por um
hrigue-escuna de guerra, e que no dia de honleni
se oneaminhavam em igual drecedo mais-lret T-
vios de guerra lambem brasileiros.
r Oulorgada a navegano do Paran s aos barcos
mercantes, segundo V. Eic. lera observado, pela le'
de 18 de outubro de 1852 e regulameuln de 21 do
novembro do mesmo anno, approvado pela honrada
asscmbla geral em 2 de setembro ultimo, o governo
nunca esleve nem est disposlo a abandonar os seus
direitos de soberana ao territorio fluvial do eslado.
Elles por onlra parle lhe lem sido,reconhecidoi, en-
lre oulras por urna das primeiras nares, visto-corno
o primeiro navio de guerra inglez que penetrou no
dilo rio, depoi de declarada livre a ana navegando
aos navios mercante, o fez depois do consenlimenlo
do coverno, outorgado a pedido do Exm. Sr. minis-
tro plenipotenciario sir Charles Holham.
ii Se posteriormente consentio o governo ero qne
enlrassem no Paran os navios de guerra das narres
amigas sem previamente ter concedido e seu bene-
plcito, como proprietario de urna grande parle des-
se rio, foi ndo s por abundar em amizade e consi-
derando para coto as na roes amigas, seno tambem
porque a enlradade um ou de oulro navio de guerra
eslrangeiro, com objectos innocentes e pacficos, ndo
foi considerada como um descoiihecimenlo dos seos
perfeilos direitos ao rio Paran, desde a saa emboca-
dura at ao ponto era que termina o territorio do es-
lado por essa parle.
Porm, no presente ciso, tendo j (ido lugar a
internando no Paran de urna parle da forte armada
do imperio neslas aguas, sem obler previamente o
consenlimenlo para a sua passagem pelo nosso lerri-
lorio lluvial, o governo er por este aclo qoe tcita-
mente ; soberana sobre aquella parle do seu territorio, se-
gundo est sanecionado por leis do pai deque V.Ex.
tem conhecimenlo.
n A inda qnando pelas declarantes de V. Exc. dos
seutimeulos pacficos que aoiinam o governo de S.
M. para com a repblica do Paraguay devesse
persuadir-se o governo do Estado de que a entrada
uo Paran dos enunciados navio* ndo lem fim ne-
nhum hostil, e esla circumstanria induza o governo
a encarar esle dseconbecimento lacilo da sua pro-
priedade lerrilorial debaixo de um poni do vista
menos grave, em guarda dos seus -perfeilos direilos
de soberana sobre aquella parte do seu territorio,
nao pode guardar silencio obre eile acontecimenlo ;
e he para esse fim, e para ndo deixar estabelecidos
precedentes que possara ser invocados para o futuro
pelo mesroo imperio, ou por qualquer outra nana,
que o governo faz a V. Exc. as ohservanes conlidas
nesla nota, cumprlndo assim um dever de que nao
pode prescindir.
a O abaixo assiguado aproveila esla nova occaaiao
para reiterar a V. Exc. as sagurancas de tua perfei-
ta estima e considerando.
ii Irinto Prtela. t>
Legacao imperial do Braiil na Confederara Ar-
gentina,
a llueniis-Axrcs i de fevereiro de 1855.
a O abaixo assiguado, enearregado de negocios in-
terino de S. 1A. o Imperador do Brasil, tem a honra
de aecusar a recenrao da nota de S. Exc. o Sr. br.
I). rino Prtela, ministro das relaeoes exteriores
do estado dri Buenos-A) res datada de 27 de Janeiro
prximo pa ssado, na qual, depois de ier-sc dguado
-unificar que o Exm. governo de que S. Exc. faz
parle nao pode deixar de apreciar altamente as de-
clararcs t onlidas na nota desla legando de 13 do
referido m#.z, que coofirmam as quo anteriormente
haviam sid o feitas tendentes a explicar as intennes
pacifica d o governo imperial para com o Paraguay,
e o fim ig aalmeute pacifico da divisdo naval que se
destina ai iuella repblica, diz S. Exc. o Sr. ministro
:
llliTHinn
*


,ae lendo entrado no Paran essa forzas do Brasil mclidiis dictatoria** apenas enlrou na capital. As
mn\ nrtvLi pniigniUmpnl .! -- A_ ~_|-J_ ~ ____i.,..:. .Ra ..___:_i___
tem previo conseulimento ilu governo do estado, se
ve na ndeclinavel dever da^azer, como com elteilo
faz, algumas observazoet a %e respeto.
. Esc. atsegura que varios navios de guerra de
i estrangciras lein entrado no Paran, seni res-
ii algum por ser innocente e pacifico o leu Bm
e or perlencertm potencias amigas do astado de
Bucnos-Ay res. Ao ahaixo assignado nao parece que
le poss esteueleter com razio urna dislinczao entre
navios de guerra e w que compoera a dixisao
aval do imperio a que S. Eic. alinde, visto tomo
* respeilo da roetma foram dadas por esta legazao.
e dcvidamenle apreciadas pelo Exm. governo, a*
man trancas e leaes explicarnos ; e visto como relia-
mente existen) as melhores e mais rordeaes relarGcs
delineara amizade c benevolencia entre o imperio
e este estado.
Entretanto o abaUo assignado levar ao conlic-
rimento do gavtrno de S. M. o i Imperador seu au-
o soberano o loor da j mencionada nota de S.
Exc o Se. ministro.
O abati assignado aproveila esta occasiao pan
renovar .1 S. Exc. os protestos de sua disliucla cousi-
derazao e particular estima.
Criar Sauvaii I ianna de Lima.
A S. Exc. o Sr. Dr. D. IrrJo Prtela, ministro
a secretario de estado das relaces exteriores do es-
tado de Buenos-Ayr<
Tinltan ebegadoa Buenos-Ayres os cngenliciros
trnceles eacarregados da conslruc^no do caminho de
ferro dn oe*te,quedevo ligar aquella capital a alguns
dos districtos mais productivos das immediaces, e
eram esperados por momentos 1G0 trabajadores af-
feitoacse servido, que embarcaran) em Bayonna
no dia t6 de deieiabro prximo pnssado.
No di 5 de fevareiro foi sepultado cm Buenos-
Ayres o cadver do Sr. consellieiro Silva Pontes. A
Tribuna de 7 diz :
nlelioiit.cn), na 6 horas da larde, foi conduzi-
do o cadver desse liomem vencravel i sua ullima
mansau. Iam no sequilo fnebre us Srs. ministros
overne, da guerra eda marioha de Buenos-A y-
eorpo diplomtico e consular, e
muilas pessoas de dislinczao.
Antes de ser collocado o caixao na cova, o Sr.
Le Mo\ ne,ministro franco/, pronuucioualgumas pa-
lavras anlogas solemnidade e tristexa daquclle
acto.
(es, que lia tantos annos resida
ns paizes do Prata, acreditado no alto carcter de
5 credor do respeilo dos go-
isidia, peta lealdadc do seu
r serapre as exigencias dos
m as considerarocs devala*
ao* governos.o
Wixctn e Trancez Flambeau fi-
cavam a sabir de Buenos-Ayres para o Paran e Pa-
gabinetes de S. James c das
im ler umalestemuuba ocular dos mo-
ra naqucllas aguas.
X* noticias do Cliile por via de Buenos-Ayres adi-
anlam dous das as que tullamos" em direitura.
(aquella repblica nada occorrra de impurlan-
ntinuava a guerra civil. No Mercu-
rio da Valparaizo temos o seguinte :
A aurora de 1855 ra'iou no Per para reflecli1"
tveres. Ha treze mezes que aqucl-
le pait gema esoffre os horrores de ama guerra civil
que lemensanguenlado as ras e as praras dassuas
povoarOes. fazendo sentir os seus estragos as aldeas
mais afasladas. Tem-se cummellido cxtorsOes e der-
ramado sangue at nos pontos mais remotos da re-
publica.
A revolurao actual tem inmolado sua ropla-
civcl sanha as seguintes victimas : no campo 1,790,
ferutus H8, afogados 1,235.Total 3,139.
ornen* em combates, j conlie-
cides por ana Importancia, devem juutar-se os que
>s reconlros parciaes que
no norte da repblica,
somma de cerca de 4,000 ho-
enacidade e ambir.lo dos cau-
dilbu
Bolivia foi suffocada.
r.eiro eserevem de Tacna o se-
grale:
de Bolivia pi 31 de dezembrn.
Arevolur itciraiuentc suflocada. Acham-se
aqui o general Aelia e muilos dos seus ofliciacs.
lis dous regiment que li/eram a rovolurao
dispersaran) n.i fronteira do Per, entretanto modi-
ticou-se muito a opiniao do paiz, e cr-se que o gc-
Ivar a na;9o de urna lerrivel
Klura do transito e urna am-
n istia.
A Ti em Oruro em urna proclama-
, na qual prometi deixar
o poder ap*i r o eongresso extraordinario
cm fevcreii I
i te tem dirailo de reprc-
rdinados na conformidade do
ocesso. Tuda o mais Jie un
ptelo abuso de autordade.
F. li. II.
ircraodo ao uosso collega
do Correio Afirt antil a maoeira obsequiosa com
lhe afianzamos uossa coadjuvarito, ainda que fraca,
no einpenho que toman.
Felizmente na imite em que lodos lomavam a mas-
cara nos desmamramos, e ratificamos a mais com-
pleta amizade, que as boas qualidades eo talento do
noble collega haviam ha muito fundado.
P. H.ll.
orna l do Commercio do Rio.;
t
l*or decalo de 26 de feverciro prximo pas-
sado :
'""' aposentado o desembargador da relaro do
Maranhao, Manuel Bcrnardiuo de Souza c Figueirc-
do, pela impossibilidade em que se arha de conti-
nuar a servir, com o ordenado aonual de 2:000.5000,
dependendo nesta parle da approvazo da assembla
geral.
Tivcram merc da serventa vitalicia de ofli-
cios da :
EscrivSo dos orplios da capital da provincia, I.uiz
da Veiga Pessoa Cavalcanli ;
Segundo labclliao do judicial e notas, escrvao do
civel, crime c orphaos, da villa doBalurit, oo Cea-
r, Raymundo Antonio de Freilas;
Por decreta de 28 do dito mez foi reformado no
posto de major da ex linda segunda legiao da guar-
da nacional da provincia de Pernambuco, Firmiano
Jos Rodrigues Ferreira.
Por decreto do 1. do crrante, foram nomca-
dos:
Coramaudante superior da guarda nacional dos
municipios de Serinhaem, Rio Formoso e Barreiros,
da provincia do Pernambucu, Paulo deAmorim Sal-
gado;
Chefe do estado-maior do dito commando, Wen-
ceslao Aflonso Rigneira Pereira de Bastos.
Tencntes-coroneis commandantes dos doos bala-
llies de infantera do municipio de Serinhaem, Gas-
par Calvaleanli de Albuquerque L'cha e Coriolano
Velloso da Silveira ;
Major comraandantedo esquadrflo de cavallaria do
Rio Formoso, Laurenlino Joso de Miranda ;
Tenente-coroncl do balalhao de artilbaria dilo,
Jos Antonio Lopes ;
Tencnle-coroncl commnndanle do hatalhao de in-
antaria do mesmo rauuicipio, Manoel Henriqacs
Wandsrlev.
Tcuentcs-coroneis commandnntes dos dous ba-
talhoes do municipio de Barreiros, Francisco Santia-
go Ramos c.Thomaz Alves Maciel ;
Major commandanle da seceso de balalhao de re-
serva do mesmo municipio, Ignacio Alvcs da Silva
Saulos.
(Diario do /lio de Janeiro.',
ia*i- notaveis sao as seguintes :
6emi-s"o de lodos os generad e oiliciaes superio-
res e subalternos que servirn no exercilo legal,
ou dcixram de alistarse as ileiras da reatlu-
o;
Desterro de lodos os generis a-olciies superio-
res que serviram ao governo ;
Annullacio de todos os contratos feilo com o go-
verno, eda lcidaersament vigente ;
Demisaa de lodos oa agentes di[ilomalicoi e consu-
lares do Per em parid eatrangeiroa ;
Abolicoda escravidao e do tributo de capitana
que pigavam os Indios;
lteslerro dos ministros, prefeitos e inlindcii-
les. ,
O general Echenique, ex-presidente da repblica,
liuha partido para os Estados-Unidos. A legarlo in-
gleza prolegeu o seu embarque.
Na Nova (ranada vencen o sovernn a revolucSo.
Os insurgentes, que se linham entrincheirado na ca-
pital, enlregaram-sc disrrii.o depois de dous dias
de ataque reohido as roas de Bogla, no qual pere-
cern) 700 homens. O general Herrera, governisla,
fui urna das victimas.
Na America Central continuava a guerra ci-
vil.
Em Bolivia hoiive oulro levanlamcnto contra o
general Belzu. Foi (ambem mal succedido, e os tres
officiaes que o capilancavam foram passados pelas
armas na Paz..
O caminho de ferro do istlimo de Panam devia
ficar promplo.de mar a mar.no dia 31 de Janeiro pr-
ximo passado.
- 10
O paquete Imperalriz, entrado hontenr, traz da-
las de Porto-Alegre at o l.,e do Rio Grande at
3 do crrante.
A provincia conserva-se tranquilla. Das folhas co-
piamos as seguintes noticias, nicas que offerecem
algum interesse :
Porto-Alegre 23 de fevereiro.
ConveriSo.
a Vai ter lugar no prximo domingo, as 10 horas
da manliaa. com toda solemnidade, e n'uma das en-
fermarlas da Santa Casa da Misericordia, o bap-
lismo deum moco protestante. Eis a historia desse
faci :
Manrique Gocbcu, tundo n'um momento de des-
espero tentado suicidar-se degollando-se, entrn pa-
la n Santa Casa com urna ferida profunda na gar-
ganta, que parece lhe lera tirado para sempre o uso
da ralla.
Impressionado pelos excmplos de caridade que
=
DIARIO DE PERMNBUCO. TERQA FEIRA 20 DE MARCO DE 1855
" Tranquera do Lorcto lio que tem sido nestes ul-

rei noliciali minha prxima carta. Por agora lhe
dirci qufhontem disculio-se e approvou-sc um voto
timos dias reforjada, c consta^ue deve tur boje le agradeciracnto ao Sr. Zacaras, enviando-se-llie
na commisso par lhe pedir que continu aad-

- -
Recebemos fulhas de Valparaso al 10 do mez
pastado.
No dia 9 MBtira-s* naquella cidade um tremor de
lerra.que feli/^neute durou apenas quwtro segundos,
e nenhiim daino causou."
O caminho de ferro para a capital jirogrcdia com
rapidez a despeilo dos immensos obstacalos que of-
ferecia a saa construerjo.
Acolbeita de eereaes era abundante am loda a re-
publ
No Per (crmiaoii a guerra civil to&< o trinmpho
da ruvulurao que rebenlara em Arequipa, em 7 de
Janeiro de 18*. Durou justamente amanno.
O general Castilla, presidente provisorio da rep-
blica e befa da revoluto, promulgou -iuuumeras
davam naquclle pi estabelecimento cidadAos muito
respeilaveis, commovido pelas palavras cheias de
consolaran e fraternidade que o reverendo llilde-
brando, capello do estabelecimento, l!ic diriga pa-
ra fortificar seu espirito e afastar-lhe da mente lo-
da nova idea de suicidio, Henriqne Goebcn princi-
piou a sentir vivas sympathias por um culto que tilo
nohre e docemente fallava sua alma. Patenteou
logo o desojo de pertcncer a elle, mas antes de salis-
fazer deram-lhe os directores do estabelecimento.en-
tre estes o honrado Sr. J. J. Fernandes Pinheiro,
lodo o lempo para meditar essa resolucSo. Foi s
quandn o viram firme nelle, c possuido de um ar-
dente desojo de abracar a religio calholica, que se
resolveram a procurar-lhe o baptismo.
Henriqne Gueben nao pode fallar, mas escreve
cora desemharaco, c temosa vista um bilhotu em que
diz mui positivamente nAo querer sabir daquella
Santa Casa sem receber o baptismo.
No dia e hora cima mencionados ser, pois,
baptisado o neophito porS. Exc. Revm. o Sr. his-
po diocesano, e supporaos que esse acto religioso se-
ra realrailo por nina orarao apropriada que pionun-
ciar o Sr. padre Dias Lopes. Depois de baptisado
ser applicada a chrisma ao mesmo Henriqne Goe-
bcn, e lamben) a algumas expuslas da Santa Casa, e
bem assim s pessoas que se apresenlarera para rece-
ber esse sac amento.
a Vamos terminar dando urna breve filiaran de
Henriqne Goeben.cujn autographo tica depositado no
escriptoriedesta typographia para ser examinado por
quem qui/.ur. As perguntas foram escripias pelo
inordino da Santa Casa, e as respostas escripias pelo
proprio neophito :
a Como se chama ?
Manrique Goeben.
a D'onde he natural ;
a Provincia de Holslein ; perlencc a Dinamarca.
Como se chama o senhor seu pai '.'
a Joaqun) Goeben.
o Como se chama a senhora saa mai ''
u Elisabelh Pumpc.
Hade?
h 25 annos.
a25 de fevereiro^
Captura importante.
a Temos a felicitar o governo da provincia por
um Tacto que era alto lugar pe o seu zelo pela segu-
ranza individual.
Lembrados eslarao os leitoresque urna brave no-
ticia que ha mezes demos de quo tinha sido creada
urna polica para perseguir sem dcscauso o famoso
assassino Feliciano Jos da Costa, alcuohadoFeli-
ciano Balalha.
Este hornero, que, ao que se diz, conta um ex-
traordinario numero de mortes, roubus, estupros,
etc., era audaz como poucos, conhecedor de lodo o
Estado Oriental e de granJc parte do- territorio da
provincia, capillo de guardas naconaes em um e
oulro paiz, m tilo relacionado, o sobretodo tac temi-
do que uinguem ousava dar urna denuncia contra el-
le. Todas essas circunstancias tornavam pouco me-
nos que mpossivel,a sua captura; todava nada pou-
pou o governo da provincia para a realisar, pois
alcm de ser issu indispensavel para restabelecer a se-
guranza publica na fronteira de Jaguaro a Bag,
era como um ponto de honra para as autoridades
brasileiras, visto que ellas tinha sido entregue pelas
do Estado Oriental esse grande facnora.
o Longos mezes exerceu o bravo alteres da guarda
nacional Bernardo Jos de Barros, urna paciente e
corajosa perseguido contra Felicianc Balalha, at
que na manliaa do dia 9 do correnteconseguio pren-
de-lo em sua propria casa, sem que, como so recei-
ava, essa captura custasse a vida de um ou mais
Brasileos, vista a temeraria bravura daquclle lio-
mem. Deve-se islu s acertadas dsposices do Sr.
alfares Barros.
o Ccssa, pois, de ostenlar-se impune diante de 2
estados lalvez o maior criminoso que elles tem visto,
c bem merecidas sao, por isso, nossas felicitares ao
governo da provincia.
a Que elle nao adormera, porem, sobre 13o com-
pleto resultado ; para um reo dessa importancia, e
dos recursos que possue Feliciano, n.1o ha em ne-
nliuma villa da campanha urna cadeia bastantesegu-
ra. Deve elle, pois, ser quanto antes transportado
a esta capital. A Justina humana farn o resto.
(VoTcanfil.)
(( Uroguayana 7 de janeio de 1855.
Homicidio.
a As 5 horas da tarde do dia 29 leve a polica par-
te de que no Serrilo, distante da villa urna legua, se
achava um horoem morto ; e indo tomar conheci-
menlo desse fado, enconlrou o cadver, lendo as
costas um tiro, e na cabera dous grandes (albos de
espada que lhe dividan) o crneo. As autoridades
tem (cito as maiores diligencias para ver so descu-
bren) quem fusse o autor ou autores de semelhante
crime ; porem presumo que todos os seus esforros
hilo de ser baldados, porque al agora n3o ha o me-
nor indicio.
n O morlo era um moco porluguez de 25 annos de
idade, c se cbamava Sampaio.
a (ofanholot. p-,,_
a Desdo o da 25 que estamos lutando com os ga-
rantilos. O estrago tem sido grande, e sopponho
que nao escapar quintal a salvo. Tem havido pes-
soasque para defender as suas hurtas nao tem des-
cansado noite e dia de enxota-Ios, porm sem re-
sultado de vanlagein ; e eu parece-me que nao se-
r tao cedo que nos vejamos livres desta praga,
porquo ainda agora andam elles a depdr os ovos,
que luto de nos mimosear depois 'cora os famosos
aa/ioes.
ii Tur onlra parle lia 2 mezes seguros que nao ca-
lle nesla villa um pingo de agua, o que nos promel-
le urna secca grande.
Corrientes.
socego.
a Da ama carta de pessoa fidedigna copio o seguin-
te trecho, porque d algumas noticias acerca do Pa-
raguay : a Restauracin, 2 de Janeiro de 1855.Em
a resposta i tua de hoje tenho a dizer-le que siofal-
n sasas noticias de haver passado a esta provincia
e Torcas do Paraguay, lendo sido informado per pes-
i
como 2,000 homens. A posir.io fjaa, oceupam he
desle lado do Paran, lie parlo do Agmpehy, qne
o divide esta provincia daquella repblica. Isto he
oque te pos>o informar com certeza.
Hoje posso dar algumas noticias mais circums-
lanciadassobreo Paraguay. Quando a Ilnpua ebegou
a carta da senhora que avisava seu irmao le minar
brevemente os seus negocios, porque urna diviso
brasileira aqui era esperada, afim de ir atacar o Pa
raguay, ludo eslava Ido desprevenido a sem segu-
ranza, que s havia 16 homens de gfcarnicSo em
llapui.
Apezar de ser falsa a noliciadada, lodo o Para-
inay poz-se em alarme. Em tacs circumslancias l
chcgnii o uosso juiz municipal, que procurou sere-
nar os espiritos ; porem levo 13 dias que passar em
angustias, vigiado e guardado dia e noite. O dia cm
que por eslr.itaeema se escapou de seus suardas nao
havia menos de 18 sonlincllas de guarda a sua
pessoa.
o Immcdiatamente um novo rnmmandanta veioa
Itapua, o coronel Francisco Isidoro Reguin, com o
titulo de general interino. Forras tem marchado cora
Igual deslino. Nos ltimos dias dedezemhro havia al-
l 400 homens, c calcula-sc quecm 2 de Janeiro dc-
veria haver 5,200. -
Todos os homens menores de 09 annos eram
chamados ae servie/, sob pena de perder a vida. Os
commandantes estao com poderes extraordinarios,
at para fuzilar.
i Homens c muniroes Indo est promplo cm Ita-
pua para a receprao dos Brasileiras, At tem-se da-
do ordem de, em caso de invasilo, fazer retirar a gen-
te para alm de um rio consideravel que corla pelo
mcio o territorio do Paraguay.
Al o dia 27 de dezembro nada se sabia na ca-
pital do Paraguay da esquadra brasileira, nem dos
seus preparativos, nem do seu destino !...
Suppc-se qSe na occasiao que se escapou o
nosso juiz municipal linham-se recebido noticias del-
la, e que o supremo eniao mandou perseguir o juiz
que tinha pregado a paz. Assim explican) alguns o
apparecimento daquella partida em S. Allonso.
(Corres, par, do Correio do 8*1.)
S. PAULO
27 do fevereiro.
Esperavaque o Joseo/iina-paftisse amanhaa. Nao
preparei minha correspondencia com a devida ante-
cipaeflo. Fiquei, pois, sorprendido com o annuncio
que nos declara o onec ramelo da mala hoje ; e as-
sim, Vrac. me desculpar que apenas lance aqui
duas linhas, para acompanhar a continuarlo do rea-
torio do Sr. Saraiva, que nessa occasiao fajo seguir.
A provincia vai em paz : ncnlium acoutecimenlo
tem vindo perturbar o remanso geral.
A as embica provincial proseguo nos seus traba-
lhos.
Nenhuma discusso de alcance tem chamado o po-
vo s galcrias, o qual tem tanto medo de ouvir fal-
lar era posturas de cmaras municipaes, que corre
espavorido para a ra.
Em parte son accommellido desse pnico, e por
isso nao tenho frequentado a casa. Mas sei que por
agora s o Dr. Barata se pronunciou contra o presi-
dente da provincia. Pensa-se qua ficara cm unida-
de, pois quo o proprio deputado Manoel Eufraziu de
Toledo declarou que, alenla a solicitude do actual
administrador quanto aos progressos da provincia,
lhe dava lodo o seuapoin, suffncandoqualqner des-
peilo. As notabilidades da casa tem guardado si-
lencio.
Rezamos lionlem pela alma do Dr. Aprigio
Jos de Sonza.
O Sr. D. Saraiva convidou a seus amigos para ou-
vir urna missa no collcgio, pelo eterno descanso da-
quetle bom cidadao, que deixou urna sensivel taca-
na em nosso parlamento.
Pelo lambe, cuja mala parte daqui no 1' de mar-
co, screi mais minucioso.
(Carla particular.)
tmtimtm
Paran'.
Coriliba, 21 de fevereiro de 1855.
In justamente pegar na penna para lhe dar novas
minhas, quando meannunciaram a chegada do cor-
reio da corte. Nao pude vencer a minha impacien-
cia : mais que depressa fui ter ao correio, a arreca-
dar minhas cartas ejornacs.
De volla minha casa, folheci um por um todos
os nmeros do Jornal do Commercio, a ver se de-
parava com noticias frescas de..-.. J Vmc. pensa que
lhe vou Tallar da questao do Oriente! Engana-se:
o que eu procurava anciosamenle era noticias des-
ta nossa Coriliba, quaes as que se tem encarregado
de lhe Iransmitlir certos novellislas de mo gosto.
Dcsta vez porm lograram-me, e fiquei reduzido aos
conbeciinentos que a propria observado dos Tactos
me tem ministrado. Apenas deparei no seu nume-
rode 11 do correte com a minha anterior carta de
25 do mez passado. Muito Iho agradero o modo dif-
undo com que me acolheu uo seu interessantc Jor-
nal. Posso-lhe asseverar que a minha carta Tui lida
cun avidez, e que ainda a esta hora (sao 5 da tarde)
anda o seu n. 11 de casa cm casa, e de mo em mo.
Sao amitos os juizos a respeilo do autor dessa car-
la : mas at agora nao tem sido possive' resolver-se
essa quesiao, que excita a geral curiosidade. Pen-
sara ana que he o seu anligo correspondente ; di-
zeni uniros que he Tulano ; este alarma ter reconhe-
cido o cstylo de cicrauo ; e at liouve quem tivesse
a lembranca (que lhe parece? ) de me dizer, face a
face, que essa carta nao pedia partir sen,1o de mira \
Fundamos porm de par!; esta discos-no ociosa : sai-
lia o Jornal dj Cammerc'o quem eu sou ; saibam os
seus Icitorcs que sou veidadeirn as noticias que
rie transmiti, que o mais nenhuma importancia
merece. Fiquemos nislo.
Foi s depois da minha ullima carta que deparei
com a correspondencia da um Sr. *, inserta no seu
numero de 29 de dezembro do anno p. p., na qual
da a relarao dos empregados demittidos pelo Sr. Za-
caras. OSr. Cactano de Souza Pinto, que elle u-
pontava como urna das victimas do vandalismo, logo
no Jornal do Commercio de 31 declarou que consi-
drala a sua remooao para a alfandega de Uru-
guayana, nao como um castigo, mas antes como
urna prova deconfiauca com que o honrava o gover-
no. E desla sorle ficou o seu correspondente com
cara de chapeo velho.
O collcclor da villa do Principe, longe de ter sido
demitlido, foi, a ped lo seu, removido para a barrei-
ra de I tara re; o desta cidade pedio a sua deinissao,
porque lhe nao convinha continuar depois que se di-
mlnuio a porcentagem que percebia. Foi um acto
voluntario da sua parle, e nenhuma inculparao se
pude a esse respeilo fazer ao presidente.
Relativamente aos amanuenses da alfandega, ao
administrador da barreira do rio do Pinto e a uulros,
querer o Sr. ** que se publique o motivo por que
os demillio u guveruo ".' He muito fcil coiilenla-lo,
daudo-se a la certas ra/.es e ccrlos documentos
que existem na reparlicao de fazenda. Mas antes
que respondan! a isto direi quo"0 accrcscimo dus ren-
dimentus (conteslem-o) as repartirnos a cargo des-
ses empregados he urna prova de que o governo
obroucom sabedoria. au insistan) us senhores cor-
respondentes de Paranagu, de Morreles e de Ma-
riiinbi, no seusystcma de adulterar os Tactos. Di-
gam a verdade e apoiem-se em documentos que ns
justifiquen). Emquanto o nao lizcrcm, tenham a
certeza de que o publico os ha de reconhecer como
homens de m fe. O que Ibes posso asseverar he
que d'ora em diante terei o cuidado de repcllir suas
aggresses com a encrgia quo me d o amor da ver-
dade. Isto posto, entro em materia.
Havendo sido marcado odia primeiro do corren-
ie para a abertura da assembla provincial, nao se
cheguu a reunir numero sullicentc de deputados
para se proceder inslallarao. Como Vine, sabe, a
nussa assembla coriipoe-se do 20 membros, e sao
precisos ti para que ella possa funecionar. Aconte-
ceu que esse numero nem se pode reunir inmedia-
tamente, e foi preciso, na (orma do regiment, cha-
mar-sc alguns supplcnles mais prximos, al quo os
proprielarios se apresenlcm. No dia 8 leve porlan-
lo lagar a abertura solemne da assembla, e nessa
occasiao apresentoa o Sr. Zacaras o seu relatorio, o
qual foi onviilo com o maior interesse da parte de
todo o auditorio. Esse relatorio, que se acha no
prelo, he mais urna prova do empenbo com que o
presidente actual atiende s verdadeiras necesidades
da provincia. A inslallacao Toi ronito concorrida e
leve lugar no novo paro, que se preparou para esse
fim.
Estao em.discussio varios projeclos deque lhe da-
mimstrar a provincia como o tem at o presente
feilo com tanta sabtdoria.
O Sr. Dr. Correa oppoz-se a se requcrimenlo, al-
legando razoes que foram valenlementc pulverisadas
pelo Sr. Jcsuino Marcondcs, o qual, ainda na sessao
de hoje, se houve com nolavel talento na aprecifirao
dos factos que teslemunbam a pericia de S. Exc. na
realisaco do pens, ment na o actual ministeiin. Aln) do Dr. Correa vota-
ram contra o raquerimento o Sr, Bittancourt (lhe-
souroiro demitlido) e o Sr. Jos Malinas.
Nao serei mais nnliciuso desla vez, porque me d-
zem que o correio deve fechar-se esta noite. Desde 9
do mez passado chove constantemente nesla cidadei
As nossas ras nao estando ainda calcadas conver-
tem-so em charco, com oque muitosollre o transito.
He de esperar que se cuide brete nessa melhora-
mento, sem o qual nao ha asscio possivel.
At a prxima barca. Agora j nao devenios lcr
oreceio deque as nossas cartas sejam .-iberias. A de-
raistdo ilu ajudanle contador do correio desta cidade
o dos agentes de Paranagu, Antonina c Morreles
produzio o efleito que se desejava obler. A letra da
couslitoicao, relativamente inviolabilidide da cor-
respondencia, esl hoje em plena avenir jo.
(dem.)
^m i
Goyaz.
1. de Janeiro.
Se o Ilustrado viajante, cujos escriplos hoje tanto
nos auxiliara no estudo da lopographia e dos usos e
costumes desla lio pouco conbecida provincia, les-
lemiiuhasse, como nos, o progressivo desenvolv"
ment que felizmente se uta no nosso mundo /as-
Monable capital, pois que lamben) o temos, ain-
da que em miniatura, teria'dc certo arrancado,
cheio de ac.odamento e temor, essa pagina negra do
6eu Itinerario de 182G, em que se encontrara estas
formidaveis palavras que s poderiam ser verdadei-
ras nesse lempo, porem que hoje nao significam a
verdade:
O poro da cidade de Goyaz he amar ello e docn-
lio ; as senhoraf sus mui acanhadas ; occultam-se
cuidadosamente aos olkos estranhos e s sahem de
casa para ir missa.
Decididamente, ou a parcialidade nos cega, ou a
realidade das cousas he hoje muilo diversa ; se as
senhoras goyanas sabem cumprir os sagrados deveres
da rcligiao, lambem satisfazem s conveniencias so-
ciaes ; concorrem as reuuies que pur c temos ; e
em vez dessa amarcltidao assuslador, e dessa timi-
dez de que se nos Talla, s temos visto as mais bel-
las e rosadas cores, c apreciado essa graciosa polidez
e doco meiguicc tao commuus a nossas patricias. O
antiquario lenco que outr'ora servia de elmo com
habeira, para com elle oceultarem-se as delicadas
Turmas de um rosto divinal, do qual s eram visi-
vcs dous negros e Teiticeiros olhos, baqueou peran-
te as luzes do secuto, bem como ja caducaran) as la-
boletas de oarives qne no lempo velho traziam por
ornato ao pesclo, c esses monumentos da carun-
chnsaantignidade Toram substituidos pela apavonada
mucama dus nussos dias. Seja, portante, reforma-
do o Itinerario e rehabilile-sc o crdito do bom po-
vo goyano ; mas, oh Talalidadc de ludo quanto
se diz em uosso desabono nesse cscriplo, aluda res-
la urna triste, severa e cruel realidade : a Tatal
broncho celle foi, he e ser a acrrima c insepara-
vel inimiga dn povo de Goyaz 1...
Escrevemos dehaixo da impresso do ultimo bai-
le do Sr. Santa Cruz, que vcio fechar a tonga serie
de divertraentos desla ordem que livemos no anuo
passado, e traer no* a esperanza de que leremos
cm breve a continuac/io regular deste moderno e po-
deroso clemeulo de civilisazao.
Contamos ver em pouco lempo Irabalbando o
nosso novo e improvisado Iheatrinho, pois que es-
tamos com urna sociedade particular organisada pa-
ra esse fim, e os nomes dos que a dirigem nos pare-
cem sufficieulcs garantas de sua couservazo e
prosperidade.
NSo temos, lomado Dos, tacto algum im-
portante a registrar, desses que perlurbam a ordem
publica c a Iranquillidade geral ; pelas participa-
cues officiaes de junho at limiten), temos conheci-
raeoto apenas de oito crimaaKommettidos em toda
a provincia, numero era verdade diminuto em rela-
ao nos nossos anteriores.
Voltea ja ha algum lempo o Dr. chefe do po-
lica de sua viageni ao Norte, onde, como ja lhe no-
liciei, fui devassar sobre o assassinato do Dr. No-
vaes ; dirigio-se Natividade c Cunceicao, mas n3o
cheguu Palma; apezar de seus esforros nada de
certo e positivo resultou das diligencias c averigua-
rles policiaes, pois que nao Toi possivel encontrar-
se urna s pessoa que soubesse do Tacto, de mod
tal que ficasse ajustiza habilitada para poder pro-
nunciar alguem como indiciado crimiouso ; Toram
inquiridos dous escravos do assassinado e sete solda-
dos que o acompanhavam, bem como mais alguem
que igualmente o segua ; nenhum delles conhece
o assassino, e tica, por tanto, ainda em trevas este
revoltanle e gravissimu attenlado.
Para isto eremos que muito concurren a indispo-
sizao que descaradamente reinava em loda a co-
marca coulra o assaisinado, pois que consta-nos que
quando o chele de polica procurava particularmen-
te informar-se do laclo, conversando com lodos n-
quelles que podiam delle saber alguma cousa, evi-
lavam os responden .es cuidadosamente tal assumpt0
de cuuvcrsarao, e a dirigiam para oulro objecto.
Diz-se que o espolio do assassinado orza por 10.-000$
mais oa menos, em differentes valores, lodos adqui-
ridos depois de sua residencia na comarca, para on-
de vcio em 1851.
Por fallarmos em nurle da provincia, perrait-
lir Vra., como Ir; nsirao do objecto grave de que
tratavainos, para ojtro cmico e ridiculo, que lhe
contemos como se celebra em urna das villas prin-
cipaes desse lado da provincia a sessao de urna re.
peilacel e mysleriosa sociedade que por ah ha, in-
titulada Mazonera, cujos cultos sao solemnisados
com todas as exterioridades de urna verdadeira toja.
O fim nico da conTraria parece que he comer e
divertir-se.
O teneravel chefe de tao burlesca sucia, o irino
cae alio (pois que todos os comparsas sao obrigados
a lomar nomes desta ordem ), depois de recebera
litote de joia urna somma de cada profano, congre-
ga a sociedade para urna sessao que regularmente
se celebra ao redor de urna boa mesa, onde se tas-
quinha um opparo e sumptuoso banquete ,- ah sao
saudadus com calor e enlbusiasrao, e com todas as
formalidades e ceremonias da ordem os amabilsi-
mos irmaos congregidos, e a cada passo se ouve es-
la, ou oulra igual exclaroarao : saude do nosso
irmao jumento Tio Testival sauJaran he corres-
pondida pur urna horrorosa vozeria, causada pelo
fogoso relinchar do chefe, pelo incommodo ornejar
do saudado, pelo zurrar do irmao burro, pelo gras-
nar do consanguneo ganso, ou pete mugido do ap-
parenlado boi.
J se v que nao ha malho capaz de Irazer a si-
lencio tao desenfreiada tropa, que alm do mais,
lem de cingir-se m legras da mais restricta e estre-
pitosa onuraalupeia ; divertem-sc us sucius que tao
mal compreheudein o que he a mazonera, al que
a saciedade vera pr termo a tao Irabalbosa sessao-
Coucluindo, llevemos do cuufessar que a ve-
Iba sociedade dos negros de S. Roque, do qua nos
fallava ha lempos i correspondente de S. Paulo,
levava ao menos em um ponto a palma sobre esta ;
suas ceremonias eieus ttulos nao dclurpavam a
diguidade pessoal. (dem.)
{Jornal do Commercio do Rio.;
Cartas de um provinciano.
I
Rio Itap cur 12 de Janeiro.
Ha 8 dias que part da capital do Piauhy c na ul-
lima, que dallj tive a honra de escrever-lhe, dsse-
lhe que um complete silencio nao era a consequen-
cia de minha despedida, que pelo contrario orna ou
outra vez o visitara ?om minhas misivas, quando
se oflerecesse occasiAu de dizer alguma cousa nlil e
importante. Cumprindo essa promessa, eu fallar-
lhe-bei do que tenho visto e do que tor vendo.
At o momento de minha pnrtida do Piauhy, go-
znvam seus municipios de urna perTcita paz ; pro-
seguia-secom actividude na rcpreseSo do crime :*
davam-se enrgicas providencias, para o lomamenl0
das Tacas de pona o dos liacamartes, como no lem-
po da administrarao do Dr. Pirelti. Essa medida
trar hons resultados ; porque os meus patricios do
Piauhy Tazem um uso bem immoderado da faca de
pona, o por qualqncr cousa lngaro mo do perigo-
so instrumento, e mandam um pobre chrisiao para
melhor vida.
Na Parnabiha j tinha rhezado o Simplicio Ileme-
lerio : nao se como se havera com o Salles, que
'em proniellido faze-lo conlramarchar para o Ma-
ranhao com nova carga. Para a enmarca de Jaicoz
fui nomcado juizdodireilo, Tora de loda a esperanca,
o juiz municipal de Oeiras Carlos I.uiz da Silva Mon-
ra, que pedia sua reconduezo pouco* dias antes do
apparecer o decreto de sua Hornear Jo r
Tinha chegado a villa de Parnagoa, Inpar de sen
nasciinenlo, o Dr. Joao Lusloza da Cunha Parna-
goa ; aflrmaram-me que nao viria a Therczina,
e qne de l mesmo vallara para a Baha.
As finanzas continuavnm em mao estado porm
com esperanzas de nm futuro melhor, pelas razes
que Iho tenho apuntado cm oulra occasiao. A ad-
ministrarao de fazenda provincial, que he um ver-
dadeiro rabos, necessita de urna grande reforma. Em
seguida nao deve o Sr. Pereira de Carvalhn esque-
cer-se de refurmar tambera o estabelecimento dos
educandos. As raides que militara cm favor dessas
duas refurmas que aponte, sao de um grande alcan-
ce : todos reconhecem sua urgente necessidade.
Assim lambem as obras publicas precisam da mais
seria inspeerflo : porque nao convem que pura
perdase gasten os dinheiros publicos,como succtdeu
cora o canal do Iguarnss etc.
Duas sao as estradas por onde commodamenle se
pode viajar de Therczina para Casias, e vice-versa :
urna de Mi leguas, porm muito arenosa, outra de
18 teguas melhur que a primeira apezar de mais ex-
tensa. Entcndcu a assembla provincial do Mara-
nhao que ess.is duas estradas nao eiam sufiicenle-,
c ordenou a abertura de terceira, e quem sabe se
nHo leremos urna quarta '.' Essa terceira estrada em
minha humilde Opioiao he um lu\o, e creia que nao
sou eu s quem lhe lem m vonlade. Para essa ce-
lebro obra Toi consignada urna crescila verba. Ha
muito lempo que osla ella cm comezo dcbaixo da
(brearan do Dr. Torqualo Teixcira Mendos, queja
boas zirabaudas lem levado na imprensa de Caxias,
pelos seus errns de officio. En sou um grande apo-
logista das boas estradas porque sou amigo do pro-
gresso, c acompanhn o secuto em suas tendencias
porm nao posso ver com sangue Trio o desper-
dicio dos dinheiros pblicos : a estrada nova
de Caxias he urna superfluidade: outras neces-
sidades tem o Maranhao, quede preferencia de~
viam ser altendidas.Se tratassem de melhorar
qualquer das estradas existentes est feilo, obra-
tan em regra ; porm urna nova estrada he nina
extravagancia : por mais que faeam, por mais
tratos que deem ima.-incrao nao ficar ella de-
pois de concluida (sete concluir) com menos de 12
leguas :a differenza pois he de 4 5 leguas pou-
co mais ou menos. Valer apena por essa difleren-
ra o gasto de tao enorme quantia, que lalvez nao
seja sullicienle no ajuslar dascontas? Estar liga-
da Tulura estrada a soluaao do problema da pros-
peridad* comraercial do Maranhao '! Os gneros de
Caxias n3o sao l.o fcilmente transportados em car-
ros para a Therezina pelas estradas existentes '.' Per-
gunto mais, essa terceira estrada servir por ventura
para qua Caxias saia do definhamenlo em que vai
caldudo, depois que se mudou a capitel do Piauhy ?
Eu tenho feilo muila vez essa pergunla a mim mes-
mo e um decididonaobe a nnica resposta que
tenho podido adiar.
Caxias solfre e definha desde 1839; a capital do
Piauhy veio aggcavar-lhe os padecimentos:seu com-
mercio a retalho tem diminuido, e seu grosso com-
mercio sotlrcr um grande corle, quando se tornar
eflecliva a navegarilo do Parnahiba. O Piauhy ex-
portar seus algudes, solas e couros para a Parna-
hiba, e assim lambem os agricultores du Maranhao,
da margcni do nosso rio. Nao ha mais para onde
appellar :a navegaztoa vapor na grande arteria
que serve de lmite as duas provincias he a defiinili-
va resolnr.'m do problema da prosperidade do Piau-
hy, em grande parte resolvido cum a iuudanca da
capital : 4- isto he irrevogavel.
Conlem a clddi> de Caxias poucas casas Torles :
divide-so em duas Trega*xU, a H Gonceizajaa**
S. Benedicto, cujas malrizes e mais duas igrejas que
pussue, sao pequeas e ainda por concluir. Suas
ras tao tortuosas, mal calcadas, suas casas baixas e
geralraeutc de apparencia desagradavel. Situadana
margen) esquerda do Ilapcur, distante da capital
130 leguas pelo rio, e 8i por trra, recebe todo o
commercio e exporta todo o algodao, quo do t'iauhv
vem em grande parte em ganabas, canoas e gari-
tos que cm grande numero solcam as aguas do
rio. Do lado do nscente fica sohranceiro cidade
o morro das Tabocas ou do Alecrim, que serve jle
quartel para a cuai-nirace 13o celebre Toi as lucias
das independencia.
O nome de Alecrim, porque he hoje condecido,lhe
vem de Im de seus hroes que tao corajosamente son-
be dcbellar as lorzas do major Fidi. Os patriotas-
rapias de 1839, que reduziram Caxias a um monte
de ruinas, lambem estiveram de posse e profanaran)
cora suas orgias esse lugar lo celebre nos annaes de
nossa emancipacao poltica.
Calculo a populacho de Caxias cm mais de 10,000
almas: nao tem oulra importancia que nao seja o
seu commerciobe a trra natal do nosso joven
poeta Gonralves Dias. Em frente a cidade na mar-
gen) direila do Itapur para a freguezia da Trezi-
della, que he um monte de ruinas, porm as-im mes-
mu tao ambicionada para titulo de um baronalo.
A meia legua da Trezidella corre um riacho deno-
minadoA poulque he com justo mulivo as de-
licias dos Caxienses, que all *fo nos domingos di-
vertir-se e banhar-sc era agradavel sociedade. Te-
nho lambem gozado desses deliciosos banhos ; sao
mpagaveis, porm note com pozar que sendo um In-
gartao apropriado para casas decampo, quintas etc.
nao lem nem urna s, apenas algumas toscas ca-
banas de pallia, ondeos pagodislas se refugiara du-
rante o ardor do sol.
A seguranza de vida e propriedade da celebrri-
ma Caxias lem melhorado consideravclmenle, grabas
an Dr. Joao de Carvalho Fernandes Vieira, boje juiz
de direilo de Campo-manir. Se nao houver quem
continu a obra do Joao de Carvalho, Caxias voltar
de novo sua antiga situaran, porque ainda all ger-
mina muita sement mi. O magistrado que veio
substituir o Dr. Joao de Carvalhu, goza de bellos
precedentes ; o Dr. Thom Madeira pode servir ex-
cellentemenlc ; nao lem querido aceitar a delegacia,
porm estou certo que por fim o fari. Os Caxienses
o leem na palma da mao.romo se cosluma dizer,e em
leslemunbo dessa geral sympathia, que tem sabido
conquistar, deram-lhe no dia 6 do correle um
esplendido baile, que fui muito concorrido. Nao
cailero pessoalmcnle o Dr. Madeira ; porem aflir-
main-me. que he um pereilo (avalleiro, e bastante
intelligente, pelo quo eslou cerlo, quese nao deixar
levar por esses engodos de bailes, por cssas cortezias,
zumbaias e bnjularao de certa gente.
Um magistrado em Caxias deve ser enrgico, re-
servado, o Je poucos amigos, e principalmente em
quanto as cousas nao (irorem melhorado.
Maranhao 22.
Nio me aecuse pelo modo severo porque julgo Ca-
las:fallo a linguagem da impircalidade, e escoi-
mado de toda a prevenrao : tenho estado militas
vezes naquella cidade, c por i-so i-onheru-a muito.
No dia 10 pelas 8 huras da manliaa embarquei-me
em urna canoa, ou tabarra, que descia cora algodoes.
Por infelicidade minha nao lera havido chovas, o
Hapicuni eslava sem agua bstente para se navegar
fcilmente. Em* muitas occasioes pegou a gabarra
nos lugares rasos, as coras e cacbociras, de onde
sabia com immenso (rabalho o lempo, e muitas ve-
zes s depois quo a desca regavaai e passavam a car-
ga para urna garito, que de prevenzao nos acompa-
nhava. Pela m viagem que fiz nos dous primeiros
das, calculei que morara por longo lempo sobre as
aguas do Ilapcur; porm a tripularlo da barca
era valcnte, trabalhava noite e dia, e cm 9 dias me
poz na villa do Rosario. Nada encontre na villa do
Codo que marera relatar-se ; as margeus do Itapi-
cur ate all lio pouco agradaves e montonas.
Do Codo para baiio principia i apparecer alguma
variedade, a natureza traja mais risonhas gallas, c
as duas margens do Ilapcur sito bastante povoa-
das. Depois do Codo seguem-se s villas do Iroha,
Cmala, Ilapicur-merim, a freguezia de S. Miguel,
ajvovoaz'io de Pai-Simao, c a villa do Rosario. Esta
ultima villa he a mais consideravel, todas as oulraa
estao em completa decadencia, o que he admiravel
sendo a navegarilo do Itapicur tilo activa e tao gran-
de o comnitrcio. O engenho de assucar do Dr. Maia,
defronte da povoarao ou freguezia de San-Miguel, e
urna ponte de madeira na villa do Rosario, Turamos
objectosque mais chamaram a minha atteni.Ao. Vsi-
Ici algumas Teituras, nada vi nellas, que satislizesse
a minha curiosidade.
l'crlo do Codo sallei em urna feiloria, onde pedin-
do agua para beber ao sen donatario,elle me a deu a
beber cm ama coito ou cuia, em que ao depois lam-
bem beheu. Appreciei esse faci, e cntao recor-
dedme dessa simplicidadede camponio to decanta-
dos pelos bardos da velha idade. Oulro qmdqucr
quo nao eu, qne sou amigo da limplcidadc, chama-
ra da grosseiro ao lavrador, por nao ler dado agua
em um copo de prala, porm a agua que bebi me
soube Uo bem, como se me "Ara dada em copo do
mais Uno cryslal.
Chegado que foseen villa do Rosario, ondo mtda-
morei meio,dialra(eide|fre(ar orna canoa que me pn-
zesse no Tihiry. Par!; com 5 remos pelas 6 horat da
larde, passe inenmmodado toda noite, e em riten de
ver afundar-so comgo o batel na lerrivel baha do
Arraial e S. Jos. Nao pnde pregar olhos, e pelas
5 horas da manhaa, com mai vasanlc cheguei o
porto deeejadn. Alague i cavallns no Tibiry, atra-
vcss-m urna legua e chegando ao lugar denominado
Balatao, de novo embarquei-me em urna canoa para
v'r a esta cidade, oude cheguei pelas 11 horas do
dia.
Dei grazas Providencia por me ler posto sal-
eniSo, meu rico senhor, nao ha quem possa resistir-
Ibes. Eu bem digo a sorle do seu digno currespon-
denle da Paralaba;he um ente reliz, e aceite por
isso meus nterin paraben*.
Pernambuco! Ora, que hei de dizer eu de sua
capitel, que j Vme. nao saiba ?~Muiu vida, muito
luxo, mgila belleza, o Recite em dias de carnaval o
Recite (rajado u romana 1 Tudo isto he muito bel-
lo, muilo inleretaaotei Dio ha llovida, e ludo isso
vi tudo apreciei.Mas quererei dizer com isso,
que a tua capital lem lodo de bom a nada de rotor!
Nao, tenhor; nlo ha belleza sem tea tenao. A sua
capital tem ambem molla cousa ruim; muila lama
em suas ras aperladas dos barros do Recite e de
Santo Antonio, a ponto de prohibir o transite, nao
ha calzameuto nem escoamenlo das aguas, aendu-
que he urna cidade que poda primar pela limpe/a
desuas roas. Essa alluvao deavallog com qa os
malulosaa povoam lodo o sanio diahe horrivel de
se aturar. Para que cesse esse grande mal, basta
que se marque um ponte em cada bairro para a re-
aniao desses meus senhores rcconcavcanos c a sua
rara cavallar. He lambem imperdoavel a falta de
P
Zlh^.!!r"de!C.hr.Slil0S'eD meio lem essa denominacao nao passa de urna roa com
vo hospitaleiro e sociaves.
87
J uo Maranhao se vive.... Eque outra cousa dc-
vo dizer, eu, que ha muitos annos tenho vivido una
vida de insipidez, c no meio de urna pop niara o ad-
versa por habite sociablidade O Piauhy, perdoe
a digrcsao, he urna das provincias mais atrazadasda
imperio,devido isso;,i|liem poderosas cousas. Amesqui-
nhado no longo espazo de 20 annos, por urna admi-
nistrazao corrompida, corruptora, e sinii.lr.-i, qual foi
a adminislraz^to do visconde da Parnahiba, nunca
pude regenerar-sc tenao agora, que as aduiinistra-
Zes cuidam seriamente do progresso de seu povo,
que o mo velho titular eusinon a vver, matando-
Ihe urna por urna todas as tendencias benficas, cor-
tando-lhc os germens de toda a esperanza, manten-
do-o na mais crassa ignorancia, escarnecendo dos
seus mais bellos sentimenlns, e finalmente acoslu-
mando-o a irapassibilidade.... O visconde da Par-
nahiba nao foi um estpido, como muitos creem, elle
tinha na cabera lauta inlclligencia, quanta maldade
no curazao : o Piauhy lhe deve todo o seu mal. Dos
lhe perdoe as culpas, quando for chamado ao supre-
mo juizo.
Tenho gostado do Maranhao ; nao sei o que acho
nelle de agradavel, que me faz bem dize-lo. Sinto
profundamente, qoe na actualidad esleja elle sof-
Trendo os lerriveis etleilos das bexigas, que v3o es-
pantosamente diziroando sua popularan. Abriram-
se preces, e tedas as noiles concurre s igrejas um
povo numeroso, coberto de lucio, afim de pedir ao
Todo Poderoso, que suspenda o raio de sua Divina
Juslira.
He o clima do Maranhao qucnte.pcla larde porm,
e pela manhaa he a atmosphera reTrescada pe bri-
sa do mar. Posso dizer que gozo de um clima deli-
cioso, porque venho de urna provincia onde o calor
he eterno, e atmosphera ardenle at as alias horas
da noite.
Tenho percorrido quasi loda a cidade de%. Loiz,
ornada de lindos palacetes e de casas elegantemen-
te construidas. Tenho ido varias vezes ao llieatro ;
nao he mo o edificio, porm exageram o seu mere-
cimento. Precisa de muitas reformas, de uui can-
delabro e de paiiuos de bocea ; as pinturas precisam
ser restauradas, os camarotes nao sao forrados, e es-
se melboramenlo nao deve ser esquecido, assim
como nao deve ser esquecido, que um (liealro sem
luz, e sem muita luz, he horrivel de aturar-se. A
companhia Germano he a melhor que lera vin-
do ao Maranhao, segundo se rae tem alarmado,
porm creio que estao perde-la, porque a empreza
linda-se em marco, o Germano vai a Europa, c os
outros artistas procurarao destinos differentes.
Dizem-me que o Maranhao j foi mais rico, mais
elegante, mais commercial: o seu porto, neste mo-
mento esta despovoado. O progresso em qoe vai o
Para, importera a decadencia do Maranhao Nao
sel. He a sorl^Jos pases, que proporjao que uns
se engrandecen), oatro vo qra dedioaco. O pro-
gresso caminha, caminha sem nunca parar, dizem os
homensdo progresso da repblica universal ; porm
eu nao me conformo com esse principio.que a historia
nao saneciona. Eu sei bellamente que este mundo
he lodo de contingencias, e quaes as leis imulaveis,
que o dirigen).
Eu affirmo, que n'MaranhAo nao retrogrado, o seu
progresso he lente c iraperceptivel. Ha muitas es-
peranzas, muitas tendencias para o engrandecimen-
lo, que devem ser approveiladas com sollicitudc.
D'Vse ao Maranhao urna navegaran regular i va-
por pelos seus ros, d-se vigor ao seu commercio,
anirae-se a lavoura,inslrua-se]e moralise-se seu povo,
approVeite-se convenientemente soas rendas publi-
cas cm obras de teluro, o3o se desperdice em futili-
dades, em superfluidades os dinheiros pblicos,
abram-se convenientes estradas, que encurten) as
distancias do serlo para a capital, nos pontos em
que a navegazao fluvial for impossvel, e o Maranhao
progredir, porque lem muilos elementos de prospe-
ridade. Do Maranhao s nao cnmprcheiidu a pol-
tica, que he ara misliforio : seas habitantes sao pu-
lidos, joviaes e telgases ; as mulheres de ordinario
bellas,engraradas, espirituosas, maliciosas,eafaveis ;
pdo-se dizer sem medo de errar, qne do Maranhao
ellas t nao clles. Adeos. Creia na amizade do seu
Fidus Ascanius.
I!.
Rio de Janeiro 5 de marro.
Para o norte segu aman lula u Pampero, o apro-
veito a occasiao para dar-lhc conta do resto da mi-
nha viagem.
Confesso-lheque live muitas saudades quando me
desped do Maranhao;digo-lhc com franqueza,
que fiquei querendo muilo a essa Ierra:e se por
castigo me mandaren) all servir alguma vez, en bem
direi a mo que lavrar a minha sentenza.
Embarquei-me no S. Salcador no dia 10 do pas-
sado : apezar de nao ser esse vapor de boa carretea
por ja estardecrepito.comludo eslou contente de ter
nelle embarcado, porque a seu comiua^dJte lie um dus
melhores homens que tenho contucidofeEu apro-
veilo este occasi.lu para agradecer ao SKSanta Bar-
bara o bom tralaincnlu que delle recebi cm lodo o
decurso da viagem.
Vi a capital du Ceara: lie urna cidade e:n edifi-
caran c legular, que promctle moilo para o futuro,
precisa ser abastecida de agua, e cateada conveni-
entemente, porque he tao abundante a arcia as
ras, que prohibe andar a quem nao esl acostu-
niado. A Fortaleza possue excellenles edificios pu-
blicas, e oque mais me atraan a altenro foi a ma-
ja; com o seu magestoso cruzeiro. Dizem que
raridades possue o Cear:a farinha do Tupuy
as teinhas do Cuco-a agua da Jacarccauga, as cunhaas
de Maranguape.Posso aftirmar-lbe que a (al agua
he cxcelleole, porem do mais nao sei dizer.
Se o governo imperial ter sempre feliz na escolha
de presidentes para o Cearaessa provincia, apezar
de ser Magullada pela secca. progredir muito, por
que, se no norte ha nm povo industrioso, ou por na-
tureza, ou por necessidade, he o povo do Cear.
Na cidade do Natal nada vi, que mercra ser apun-
tado. Tao pouco goslci desse lugar, que, se ainda
alguma vez por all passar, n.lo rei aterra. isse-
ram-me que a cousa mais uotavcl do Rio Grande do
Norte he a habilidadequetemos boisdeesquiparem
e lauto, que apostara com os cavallns de sella. Nao
sei al que ponto he issa verdade:o que lhe posto
aflirmar he, que all os bois prestara relevantes aer-
vizos e alheios a sua profisso, e gozamdo privilegio
dus burros equartaos.
S a Paralaba se allenaaraia as impresses des-
agradaveis, que recebi na cidade da Natal.Desde
que avistei a arruinada fortaleza do Cabedellu, sua
povoarao pilloresca al a cidade, o meu corarao pas-
sou pelas mais doces sensares. A vista elegante
da cidade da Paralaba rae fez recordar da capital da
Babia, dessa Ierra Uto chara meu corajao. Ar-
dendo era desejos de percorrer a cidade, que cm mi-
niatura representava-me a Ierra querida de meu
nascimentelogo que o vapor deu fundo, passei-
aie para Ierra com alguns companheirot de viagem.
Das provincias do Norte, a Paralaba he a qae pos-
sue inquestionavelmentc os melhores templos, c em
grande quanlidade. L'ma rousa me encanlou na
Paralaba, e deteulpe, se nao poso resistir aos de-
sejos de declara-la:eu lambem sou peccadur, e
cont com loda a sua indulgencia.
alguns assentos, onde com difliculdadc te eucoulra
lessa gente povoadora dos passeios pblicos. Como
minea vi Veneza, nao sei dar muilo valor a com-
pararan ; porem pelo que notei e vi, a toa capital
pareceu urna bella rapariga, (rajando urna
variedade de goslos, tocada com alguma elegancia,
mas sem sapalos e com os ps enlameados :
porem console-se quanto a esta ultima parle,
porque a capitel do imperio soffre desse mesmo mal,
que se lem tornado indemieo. Que mais direi da
capitel de Pernambuco .'Recorrendo ao meu ra-
nhenho, vejo, qae apontemente nenhum lomei, por-
que pouco Toi o lempo para apreciar os dous lti-
mos dias do carnaval,all tetlejado cora laxo, porem
sem a ordem, melhodo, e magnificencia de Roma, n
que um dia attingirao.
as Alagoas poucas horas me demorei, nem met-
alo tive lempo de percorrer as ras da cidade. De
relance vi o palacete da assembla e a malnz nova,
que sao dignos de particular mcozao. Em (odas ai
provincias do norte te cuida largamente de qoantos
uiellioramenlosmiteriaessepodem imaginar. Abrcm-
se estradas, encorporam-se companhias pira a
navegazao da cosa e dos rios, edificara-te igrejas,
levanlam-se plantas em lodos os sentidos, e os en-
gealieiros percorrem as provincias em lodat as di-
recroes. Nao se Talla senao de melhoramenlos mate-
riaes; a materia domina em loda a parte. Dus
melhoramenlos moraes, dainslrucrio do povo iWlo
se cuida, nao se cuidar tao cedo. Condezo preti-
dentes lio fanticos pelos melhoramenloj maleriaes,
que Tazem consistir loda a sua gloria e talento ad-
ministrativo em levantar paredes de pedra e cal,
em eujo alte Tazem gravar seos nomes em gorda e
distiuclos caracteres. Eu sou amigo dos melhor.i-
mentos maleriaes, porem cuide-se seriamente dos
melhoramenlos moraes, dat escolas ; poiqae nao
couvem de sorle alguma, que o Brasil tiqut redu-
zido a representar simplesmeote o papel de um
joven enfeilado e adamado, porem puhriasimo de
espirite. He lambem de notar, que os laet me-
Ihoramenlos maleriaes cuitam carittimo, porque
nao falla quem queira especular com as obras pu-
blicas, e enriquecer a cusa dallas.....
Nao lhe Tallo da liahia, porque fallir-lhe, lena
Vmc. de ouvir um graude termao, u s lerrivel
massada de que o quero ponpar. A Baha he a Ierra
que me tio hascer ; e por isso calcule se nao ira
unge. Achei-a mudada, e bem mudada !Cuitad
de minha Ierra, da primognito de Cabral, sobre
quemse temcnspido tanta injuria e vituperio, ella
que nao o merece !... Cuitada.
Tenho-lhe dilo j tanta cousa, porm nao sabe
anula Vmc. que aqui cheguei no dia 3 do crreme
com 20 dias de viagem. He verdad, como tambem
he certo. que Vmc, ja deve estar sequioso de saber o
que lhe vou dizer do Rio de Janeiro, dcsta capital
prozaicamente chamada S. Sebs(ao, e portcamenta
(iuanabaia. Ora bem, a empreza he dilHcilima e nto
sei se terei lorzas para lano. Nao quero promelter -
urna descripzau brilhante para nao fallar. Rio de
Janeiro Guauabara 1 Corle S. Sebasliao I So isto
ja he dizer muito Urna cidade com llantos ora !
Deve ser urna cousa prodigiosa E com elfeito !
Nao a comparo com Babylunia porque j nao axis"
te :com Cointanlinopla, porque somos cathnliros
romanos:com Londres, porajne a nossa alhmos-
phera nao he de carvao de pedra ; como S. Pe-
tcrsburg, porque nao goslode Costaeaa,e lomara que
elles levem a breca na Crimea, e em Sebastopol ;
com Paris lssu he oulra cousa : he um Pars mis-
turado com um Portugalznho, e um pouco deroz-
beef, e adobado com todas ai nares I E que lal a
descripzao? Se du vida, d c urna chegada e ver
cucug.uo. Sequeruma descripcao mais lacni-
ca, guarde la estaS. Sebastiao he urna cidade em
prosa a verso. Seria ella um constante poema, se a
carne secca nao estivesse a 320 t. a libra, o louci-
nho a 500 a libra, a banha a 18000 rs. libra, a
farinha de mandioca a 13920 rs. quarta, o vinhe a
13600agrrate, o pao a 40rs. a onza, se lodot os
gneros de primeira neceatidade nao cotlariam um
dinheiro enormc.ie a vida nao tesse Uo cara. Tma-
teos, bailes, toda a casia de diverlimenlos existem
aqui e se pode comprar a pezo de ouro : haveode-o,
ludo anda direilo, porque nada falla. (Juem porm
na i o tem passa urna vida de (orlaras,de agonas, tof-
frendo os tormentes de Tntalo.
Tres cousas oceupam a alienlo publica desla ca-
pital Na alta zona poltica os negocios do Para-
guay ; na plebe a caresta dos gneros, e no
mondo elegaulc as absolutas Charlen e Caxallooi du
(liealro l>rico. Tenho nolado urna cousa qae nlo
receio dizer : na crle he onde a classe dos tolos he
mais numerosa. Mais um assumpto oceupa ai al-
icurco-, c esse de grande importancia. J te per-
gunla u que ha de haver na abertura das cmaras.
Os prophetas politices j vao dizendo em tegredoos
seas vaticinios. Uns lerriveiscorno ara grito d
guerra outros fagueiros, como urna esperanza.
Eu nada sei, nao sou poltico, i sei dizer o qae ve-
jo. Esperemos....
No dia 3 do rorrete embarcou para Santos um
celebre Coqueiro, que vai ser executado, crei que
em Campos, lugar cm queaseaasinou brbaramente
a urna familia de muitas pessoas. Esse monslro di-
zem que prometiera 200:0008000 rs. pela saa absol-
vir.io ; elle o poda Tazer, porque he um dos pro.
prielarioa ricos de S. Paulo segando oovi dizer ;
nada porm valeurecorreu a ultima taboade saf-
varaoo poder moderadoresta ullima labou lhe
falten, porque os fantasmas ensanguentedosdas nu-
merosas victimas do sicario, pediam vinganra a lo-
dos os Iribanaes, a todas as consciencias.
Paro aquAdeoscreia que son sea
Fidus Ascanau.
( Carta particular.)
PERMMBim
REPARTKJAO DA POLICA.
Parle do dia 19 de marzo.
Ilm. e Exm. Sr.Na ausencia do Dr. chefe de
polica participo a V. Exc. que, das diflerenles par-
ticiparues hunlem e hoje receladjs nesla reparlicao,
consta tercra sido presos:
Pela subdelegada da freguezia do Recite, Joao
Francisco Baplisla de Almcida, sem declarazao do
mulivo, o marojo portugnez Antonio dos Saolos, por
insulto*, o prelo Silvetlre, por ferimentos, o prata
I.uiz, escravo de Antonio Alves Barbosa, por lenlar
afogar um soldado do 4. balallin de artilbaria, u
prelo lirmino, escravo de Francisco Joi Galvo,
por fgido.
Vela tuhdelegacia da Trcguezia de Santo Antonio,
o pardo Olimpio Joaquim do Sanl'Aiina, por Ter-
nenlus, apret Mecacl, escravo de Bernardo Jos
da Costa, a requerimenlo desle, o pardo Joao Nepo-
muceno, e Manoel Vieira de Jess, par averigua-
zoes, Maria Jos do Espirito San lo,para carreezao, o
Joao Antonio Rodrigues, por ser desertar de man-
tilla.
Pela subdelegada da Tregueza de S. Jos, os pe-
los Rute Damasceno, Casi, c Joao,escravo de Dio-
go Jos l.eite Jnior, ambos para averiguazes po-
liciaes, o pardo Rufino Jos Bento, para coirecro,
Andr Avclno da Rocha, por ler dado urna pedra-
Semprc ouvi di- da cm um anspezada da compauhia de artfices, a
zer, que as Paralbanos eram as Gregas do norte, J uvencio Bezerra. por desorden),
porem,n3o pensei nunra, que esse dito tivesse gran-
de Tando'de verdade; hoje, porem, nao s as chama-
ral as Gregas do norte, corno as proclamarei at
mais bellas e Tortuosas filhasda Ierra da Santa Cruz.
Se tilas primaren) lauto no espirito como no plsico,

"\
E pela subdelegada da freguezia dn Muraeca, o
pardo Manoel da Paxo Bezerra, para avarigaazes.
Dos guarde a V. Exc. Secretara da polica de
Pernambuco 19 de marzo de J855.Ulna. eExm.
Sr. conselheiro Joj liento da Cunha eFgueiredo,
iiimiici

Iiitii inn



f


presidente iU provincia delegado em exercicio,
Francisco llcrnardod Carvalho.
DIARkTdE PERNAMBl'CO.
A assembla prosegnio lionlem na diacussao do
projeclo ii. 15 do anuo pasudo, que Picara adiado
na sessao de 17, e pelo Sr. Aginar toi requerido que
se muase o Exm. prelado diocesano acerca do
mtamo projeclo, requerment esse que foi appro-
vado.
A ordem do dia de boje be i inesma que eslava
dada.
Em roiisequoneia de lerem i lia lempos
na circulas*) algumas edulas falsas de 108, papel
azul, cntrou a Ihesourarla de faienda a carimbaras
verdadairas que dava um pagamento. Agora po-
rom acata de verificar-se que para all vollou ama
das I a Isas com um carimbo semelbante ao emprega-
dn pela Ihesooraria, conhecendo-sc todava sua fal-
sidade por ser de maior formato c mais alongado.
Pclo vapor inglex Pampero, chegado henlem do
sel, livemos jumaos do Rio de Janeiro at 10 do
corrente e da Babia at 16.
Por decreto de 23 do passado houve S. M. o Impe-
rador por bem fazer maree da pensao annual do is.
2108000 ao guarda nacional Honorio Jos Nogucira,
que perder o braco e o olho direito, em consequen-
ria de haver disparado a pec,a em que trabalhava,
por occasiao da salva que leve lugar em Nilheroy a
8 de deiembro passado.
Por decreto i foram agraciados coro o foro de
lidalgos cavallein tasa imperial os Srs. Tliomaz
Xavier Garca de Almeida, Carlos Tiloma* Garca
deAlmeida Joao Carlos (iarria de Almeida, lillios
iRgihmoa do Sr. conselbeiro Tliomaz Xavier Garfia
de Almeida.
Alves l.ooreiro, secretario da legarlo
brasileira em Inglaterra, passa no mesmo carcter
tura Paria, e he substituido em Londres pelo Sr.
Viaona de l.iroa, que servia na legacao de Buenos-
Ayrea.
O Sr. Francisco Adolpho Varnhagcn, encarreundo
de negocios do Brasil na llespanha, foi condecora-
, ro extraordinario de Carlos III.
O Sr. Tliomaz Fortunato de Brlo, addido de pri-
laeira claaae em Roma, e o Sr. Francisco Xavier da
Costa Aguiar de Aodrade, addido da primeira ca*
so em Washington, foram nomeados secretarios de
I-sarao, aquello para Buenos-Ayres, e este para os
i Istados- Luidos.
O Sr. Francisco Antonio lapo/o, major de en-
gsnlieiros e lente da ecola militar, foi nomeado en-
genheiro civil e mililar da repartirn da marinha.
em substituirlo do (enente-coronel Joaquim Jos
de (Xivcira, ha pouco fallecido.
O Sr. lenenle-coronel Dr. Ricardo Jos Uonfc-s
Jardi commissao ao Rio Graude do Sul
exann o da barra deasa provincia.
conselbeiro Sergio, mi-
nistro plenipotenciario do Brasil em Londres, obli-
vera liceiif-a para relirar-se, eque o Sr. Marques
Lisboa, ministro plenipotenciario em Pars, o iria
substituir, i ,r preenchido pelo Sr.
contelnetro le do Uruguay.
Le-se no Commercio :
0 O Sonnleitheaer, que e\ercia nesla
S encarregado de negocios de S.
al. I. e stolca. foi ultimanieuls promovi-
nte junto a S. M. o Imperador.
a preseutarao do Sr. Sonnleilhner.
suguudo os es io dia i do corrente.
ferio o Sr. Sonnleilhner a se-
guinle alloc.i
'enlio a honra de depositar as
. I. a carta pela qual o imperador
meuaii irano se digna acrcilitar-me junto
a V. M. I. na qaalidad de ministro residente.
feliz, senhor, de poder 6er o orgao
os de urna amuade iualteravel
o imperador raeu amo a V. M. I., como
I mibj^H onstanle sidicilude peto bem-estar
to imperio do Brasil.
)hor, acolher rom benevolencia
ac pelafelicidadede V. M. I.
lia, bem como pela prosperi-
dade de um pai; urna langa residencia me col-
loca uo caso d sr apreciar os immensos recur-
sos que se dcsenvolvem rpidamente sob o impulso
de um reinado esclarecido, n
S. M. o imperador respondeu :
isivel a esta nova prova de amsade
de meu mu querido irrr.ao e primo o imperador da
Austria.
A quauti Inda para a'.eslatuaequeslre do Sr.
1). Pedro I., ja cede a setenta cont de ni.
OSr. I)r. Castro Lopes, official da societaria de
estado dos negocios da fazenda, offereceu a S. M. o
Imperador urna inscripc.io em verso latino para ser
gravada no pedestal da sobredita estatua.
No dia 6 do cjrrente foi execulado em Macah
Manoel da Motla Coqueiro, que assassiuara naqoel-
le municipio urna familia inleira. Na madrugada
desse da lenlou o desgranado escapar torca, suici-
dando-se com am pedaco de vdro, resto de ora fras-
co d'agua de colonia que encontrou juulo ao estrado
cm que eslava deitado; porem malogrou-se o seu in-
tento, a apenas poade fazer urna ferida leve. Nu-
meroso concurso de povo assislio a execut;ao.
Em aen numero de 28 passado publica o Jornal
do Commercio as aeguintes noticias :
Comi geralO conejo geral do Brasil rendeu
^^^Bp60i- c gastou.............
aprehende na despeza a
pro?iuci.< 11 H|
Badea 123:1069707, e
stua 90:8039808.
iceheram asdiferentes ad-
37 ofllcioi',"9,6 seguros, 955,33!)
masaos de joruaes ; e expediram
ios, 10,050 seguros, 914,877 cartis,
11,150 massos ele joruaes.
lo da corte caira nestes algarismos
.270 seguros, 505,141 cartas,
^Bes- na importarao ; e na ex-
portar,* i mcio, 4,901 seguros, 512,913
os de joruaes ; sendo o total da
exportacao geral 3,330,821, e da corle
1,718,470 carias oh masaos de jornaes.
aeismezeado auno passado a adroi-
arle vendeu em sellos azues 9:854-2, o
que mostra havercm sido expedidos 985,400 jornaes,
o que corresponde a 5,355 por dia !
'ata de correccao da corle.Esle estabele-
rimento, gaslavt com a sua illaroinacno de azeile.an-
rvir-se de gaz. por roez, pouco mais ou
menos 2( : boje com oaugmenlo do preco do azei-
te montana, a despeza a uns 3itlj por mez.'ou 1:0200
nos tres metes. Ora, lendo sido a despeza do gaz no
ultimo trimestre do anno lindo de 1:2833120, he a
lillercnea em favor do azeite de duzenlos e oitcnla e
tantos mil rs. por mez; mas cumprc notar que as
luzes do gaz sao em maior numero do que cram as
de azeite. o que, sem fallar do rnelhoramenlo da luz,
lalvezcompensasse a differenca da despeza.
Eulraram nocalaboucoda mesilla casa durante o
mez dejaneiro p. p. 181 escravo, e sahirain 137 ;
eiistiam nol.do dito mez 198, e ficaram no ultimo
J i.l'oram applicados por ordem de diferentes
es puliciaes 33 castigos ; 42 de acoute,3 de
ilhadas e8 de palmaloadas ; menos de :H) por
entrados foram somenlo castigados corporal-
menle, limilando-se o castigo dos mais ao serviro
doslabelccimenlo.'
a penitenciaria no ultimo de Janeiro
DIARIO DE PRNAMBUCO, TRQA FIRA 20 DE HURCODE 1855.
qui idonr erunt la-sequi idonei erunl Pag.
2 col. 5 llub. 142 em lugar de nisi mecum tellet
discedirela-se ni mecum tellet manere, ul.
n vellet diictdere a propotiloelc Pag. 2. col. 6
linh. 9, em lugar deain lege Dominila-se el
m lege Domini. Pag. 2 col. 6 linh. lo em logar
deu e t 43 em lugar deera wcompalitcul-seram
wicompaiieiaPg. 2 col. 6 linh. antepenltima,
em logar deatpirani la-se atpirantPag. 2
col. 7 linh, 3, em lugar de mercadeam la-se
me*cade}amPag. 3 col. 1 linh. 107, em logar de
Eccleai credidi la-se licrlesiat credidit
Pag. 3 col. 1, linh. 108. em lugar acmaligiu ocu-
Ut la-se malignin oculis Pag. 3 col. 1 linh.
139,em lugar de forlifegurla-sefructifique. E,
se Vmc. se dignar imprimir eslas correcroes, far
especial favor ao seu respeitador e criado,
Dr. Joaquim Francitco de t'aria.
Olinda 8 de marco de 1855.
COMIWEKCIO.
PRACA DO RECIFE 19 DE MARCO AS 3
HORAS DA TARDE.
CotacGes olllciaes.
Assucar branca de 2." e 3, qualidade 23570 por
arroba.
ALFANDEGA.
Rendimenlo do dia 1 a 17.....233:30->9l05
dem do dia 19........ 1I:3319I6
244:8375021
Deicarregam hoje 20 de marro.
Barca francezaGustavo //mcrcadorias,
Barca inglezatieiutieredem.
Briguo hamburgiiezAdolphocarvao.
Brigue inglczHarryidem.
Barca brasileiraSortepipas e barricas vasias.
Hiate brasileiroNovo Olindacharutos.
CONSULADO GERAL.
Rendimenlo do dia 1 a 17.....26:9545981
dem do dia 19........ 1:5788530
28:5335331
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do da 1 a 17. '. 3:2745210
dem do dia 19......t 1095201
3:3835411
Exportacao".
Ararat\, hale nacional Duvidoson, de 31 tone-
ladas, conduzio oscguinle : 117 volumes gneros
eatrangeiro*. > saccas rom ti arrobas e 4 libras de ar-
roz, 6 barris com 180 medidas de mel, 2 barricas c
10 mcias ditas com 47 arrobas e 31 libras de assu-
car, 3 barricas com (i arrobas e 4 libras de biseolo,
1 tifia com 2 arrobas e 16 libras de bolacha, 6 ditas
com 273 garrafas de licor, 2 carios de cobre, 1 far-
do com 60 caixas de charutos, 1 caixa com 30 cha-
peos de massa, 30 ditos de follro, 3 saceos com 3 ar-
robas de caf cada um, 20 caixas com 2,000 cha-
rutos.
Porlo, escuna nacional Linda, de 153 tonela-
das, conduzio o seguinle : 1,114 saceos milho, 242
dilos e 12 barriquinhas com 1,272 arrobase 13 li-
bras do assucar, 309 saceos arroz, 58 cascos mel, 25
loros angico, 156 saceos farinha, 200 anobas ossos.
RECEBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 1 a 17.....26:0025084
dem do dia 19........ 1:4965953
27:4995037
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlododia 1 a 17..... 28:9315865
dem do dia 19........ 2:2126l
31:1455126
PALTA
don precos correntes do assucar, algodo, e mais
eneros do paiz, que se despacham na mesa do
consulado de Pcrnambuco, na semana de 19
Assucar em caixas hranro 1 qualidade jj)
2." o
mase.........
bar. esac. branco.......
mascavado.....
b refinado..........
2.
3. """ n
o em caroro.........
Espirito de agurdenle......caada
Agurdente cachaca.......
de caima....... u
restilada....... .
Genebra..............
............... botija
Licor ...............caada
................ garrafa
Arroz pilado duas arrobas um alqueire
cm casca...........
Azeite de mamona........caada
mendobim e de coco
n de peixe.........
Cacau............... i.i)
Aves araras .........una
papagaios.........um
Bolachas ............. g;
Biscoitos.............. ii
Caf bom..............
rcslolho...........
com casia...........
muido.............
Carne secca............
Cocos com casca..........ccnlo
canos. SSo 63 naconaes por 53 eslraugciros ; 64
brancos por 52 homens de cor.
penitenciaria comproa no mez de dezembm a
quanlta de 1:33796)37 de materias, e fahricou diver-
sos objectos na importancia de 4:5815660. n
lm oulra parte encentrarao os leitores algum des-
parios publicado* pelo ministerio da justira, assim
romo as ullimas noticias do R0 da Prala, Rio Gran-
de do Sul, Paran e Goyaz.
A saluda do vapor S. Saltador que devi seguir
para os parios do norte, foi transferida para o dia
13 do correnle por ordem superior.
Oa Babia quasi nada temos a referir.
No dia 19 do correnle devia ser lanraila ao mar a
coi vela D. rabel, qne se acabara de' construir no
arsenal de marinln ra capital.
Padecer ne da 13 afosado, ao passar a barra no
lugar do Itapagipe, na villa dos libios, o Dr. Joa-
quim Jos Velloso, vaccinador naquella villa.
I.-se no Jarnal da Ilahia o seguinle :
No domingo pela manhaa, appartcendo aberla'
urna das portas do armazemdosSr. lerreira Santos e
Irmao, vio-se que linba sido abarlas por ladroes, que
conseguindo arrancar urna laboa da 1." escada, por
all desceram e roobaram cerca de 1:80(1 em dinhei-
ro e algunscomesliveis. No aclo do exame no refe-
rido armaxem vio-se que eslava arrombada a parede
que tica junto a porta da escada da caixa de econo-
mas, aonde, como comparecimenlo deseas direr-
lores, vic-e que, apezar de terem os ladrfles all
entrado, nada poderam roubar por estar todo guar-
dado era um excedente cofre, lendo esle snffri-
do mullo pouco as pec,as que o adornavam. Coin-
p ireceram os Srs. Dr. chefe de polica, delegado e
subdelegado da freguezia.
De casi do Sr. Dr. Fiel Jos de Carvalho, na
ra (leS.Benlo, liraram no dia 11 do corrate urna
poiQao de joias que ettavam em cima de uro louca-
dor; avalia-se o furto em 4005 rs.
Charutos bous.......
ordinarios ....
11 regala e primor
Cera de carnauba.....
em velas.......
Cobre novo mAo d'obra .
4
i)
%
Couros do boi salgados.......
expixados.......
verdes.........
" do ou^a ........
cabra cortidos .
Doce de calla.........
guiaba........
o secco ..........
jalea ...........
Estopa nacional........
estrangeir, miio d'obra
Espanadores grandes......
n pcqueuos.....
Firiulia de mandioca.....
milho.......
aramia......
Feijao.............
Fumo boai..........
ordinario........
em folha bom......
u ordinario. .
i) rcslolho ....
Iperacuanha .........
Gomma............
Gengibre............
I.enha de adas grandes ....
ii


n
fi)

um

alqueire

alqueire
i




alq.

cenlo
a
CttRBESPOXPEMV.
Srt, liedactores.Apezar da exaclidao, que dis-
tingue oseu apreciavel a importantejornal,sahio com
alguna erros o meu discurso impresso em o n.6I de 15
do corrente. Nao mencionarei os que se nolam na
ponluaeflo, porque pdem ser racilmenlc suppridos
pela alteocSo do lei'or ; mas oulros ha que alteram
cnnsideravtlmente o sentido e necessilam de cor-
reccae ; por exemplo, na pag. 2. col. 2. linh. 33, cm
lugar de-designadosIca-se desengaados. Na
mesma pag. e col. linh. 62, em lugar deescrarisar
os poto caneados la-se tscracisar os pocos
caneados, etc.Pt%. 2 col. 5 lioli, 38, em lugar de
pequeas .
un loros.......
Pranchas de amarello de 2 costados urna
louro.........
Costado de amarello de 33 a 40 p. de
c. e 2 }{ a 3 de I.....
i dedilousuaes.......
Costadinho de dilo........ o
Soallio de dilo........... a
Ferro de dito...........
Costado de louro.........
Costadinho de dilo ,......
Soalbo de dito.........
Forro de dito......'.'.".*." .'
cedro..........
Toros do talajulia.....
Varas de pnrreira......
aguilhadas........
b qoiris.......... B
in obras rodas de sicupira para c. par
B 1)
. V|uinlal
, duzia
a o eixos
Melaco.....
Milito.....
cauada
alqueire
Pedra de amolar.........urua
filtrar.......
ii rebolos
Pontas de bol .
Piassava.....
Sola ou vaqueta.
Sebo em rama .
Pelles de carneiro
Salsa parrilla ,
..,
B
cenlo
moldo
mcio
'.
urna

i I
21200
19800
15400
25500
||850
33200
55300
55100
i-TlKI
13375
640
>n
5520
5430
3480
9230
480
9220
55000
15600
5600
15"60
15200
59000
105000
35000
KM
75680
49500
:3500o
35300
69400
55500
35840
I92OO
5600
26200
95000
115000
5160
3180
3190
3100
159000
3200
3200
9160
SMO
3320
15280
I9OOO
25OOO
19000
29240
29000
,45500
79000
75OOO
SfOOO
85000
49000
:3500o
ioMb
simo
l|500
:i-i(Ml
>9(K)
105000
168000
75000
235000
105000
95OOO
69500
49OOO
69OOO
59200
39200
29200
39OOO
19280
I--'vi
19600
9960
405000
165000
5220
15600
36*0
69000
9800
49OOO
isaa
25100
5R200
9200
179000
B 39200
cenlo 5210
& >I20
una 5160
3O3OOO
milhciro 59OOO
Tapioca...........,
Dnhasde boi...........cenlo
Sabao..........1. .
Esleirs de perperi.......
Vinagre pipa ..........
Caberas de cachimbo de barro.
RIO DE JANEIRO 9 do MARCO.
Cotac.lo elcia!.
Cambios. Londres : 27 3|8 a 60 dias.
Apolices de 6 par cenlo: 109 I [2 por centn.
Acroes de companbias Ra do Cano : 205 de
premio.
A Iransacces em cambio foram boje insisnilican-
tes cotac,ao.
Calculamos o total dos saques sobro Londres pelo
paquete Pampero, isto he, desde o dia 24 do passa-
do, em cerca de i 210,000, sendo :
i 17,000 a 27 1|4.
3,000 27 3(8.
108,500 11 27 1|2.
31,000 b 27 5|8.
17,000 b 27 3|4.
3,.3(HI b 27 7|8.
2I0,0))0
Sobre Uaniburgn saccaram-se cerca de 550,000
marcos entre os extremos de 648 e 655, a cojo ulti-
mo preco elTecluaram-se quasi lodas as Iransecc/ics
Passaram-se 750,000 fr. sobre Paris de 348 a 353,
sendo a maior parle das (ransacres eflecluadas
a SO.
Finalmenle, negocaram-sc 300,000 fr. obre Vn-
luerpia a 346, 348 e .'350 ; esla ultima colacao por
urna quantia insiguificante.
CAMBIOS.
Londres27l|2a27 3|4,
Paris 330, a 352.
Lisboa 98 a 60 dias.
Hamburgo 655 a 90 dias.
FRETES.
_
Antuerpia 42|6a62|6.
'ans.....50| a ,V>|.
Estados-Unidos 30 a iOc.
Hamburgo 42|6a47|6.
Liverpool nominal.
Londres
Marselha 70 f. e 10 n.
Mediterrneo 50| a 5716.
Havre. 70 fr. e 10 Z 'Trieste 55|.
METAES E FUNDOS PBLICOS.
METAES. Oncas hespanbolas 295000 a 293500
da patria. 295000 a 295500
Peras de 65OO velhas. 165000
>' Moedas de 43.....95000
i) Soberanos.......838OO a 95OOO
Pesos despatillos .. 13920 al5960u.
da patria .... I390O a 19050
> Palaces.......15900 a 19950
Apolices de 6 ',..........109 %
provincaes........ 103 a 104 %.
(Jornal do Commercio do Rio.)
MOVIMENTO DO POKTO.
Naviot entrado* no dia 19.
Rio de Janeiro e Baha9 dias, do ultimo porto 2 c
13 horas, vapor iuglez Pampero, commaiitlante
Jiaram. Passaaeiros para esta provincia, Jos Ig-
nacio de Arruda, Eduardo Russelle, R. Antonio
Camusa, A. M. Cordeiro.
Rio de Janeiro25 dias, patacho sueco Elleas e
Pehr, de 3:30 toneladas, capitao C. U. Krook,
equipagem 10, cm laslro; a N. O. Bieber & Com-
panbia.
Babia9 dias, brigae porluguez Esperanca, de
229 toneladas, capitao Antonio Jos Braiiquinho.
equipagem 11, em laslro a Hallar & Oliveira.
Rio Graude do Sul21) ilias, bra^e brasileiro nBom
Jesusii, de 227 toneladas, capitao Jos l'erreira
Piolo, equipagem II, carga carne secca ; a Edu-
ardo Ferreira Bailar. Passageiro, Jos Antonio
Teixeira Barbosa.
Rio de Janeiro17 dias. brigue escuna brasileiro
(Mara, de 161 toneladas-, capiao Manoel Jos
Vieira, equipagem 11, carga varios gneros e va-
silhames; a Machado & Pinhciro. Passageiro,
Antonio Pinto de Miranda.
Terra Nova38 dias, barca ingleza Spirit of Ihe
Times, de 239 toneladas, capitao John Martin,
equipagem 13, carga bacalho ; a Me. Calmonl &
Companliia.
Rio de Janeiro17 dias, escuna franceza Sirue,
de 185 toneladas, capitao Aziberl, equipagem 9,
em lastro ; a Dragao.
Naci* saludos no mesmo dia.
Araraislliale brasileiroiDuvidaso, meslre Joao
Ilenrique do Almeida, carga fazendas emais g-
neros. Passageiro*. Raymundo Anluues de Oli-
veira, Francisco Olimpio' Rodrigues, Jos Anto-
nio Rodrigues Can.il".
EDITAES.
O 11 i ni. Sr. conlador, servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, em cumprimcnlo da ordem
do Exm. Sr. presidente da provincia, manda convi-
dar aos proprietarios abaixo mencionados, a entrega-
rem na mesma Ihesouraria, no prazo de Irinta dias,
a contar do dia da primeira publicarlo do presente,
importancia das quolas com que devem entrar
para o calramenlo das casas da ra do Livramento,
conforme o disposto na lei provincial n. 350. Ad-
verlindo que a falta de entrega voluntaria, ser pu-
nida com o duplo das referidas quolas na conformi-
dade do artigo 6.- do regulamento do 22 de dezem-
bro de 1854.
N. 2 Manoel Jos Monleiro.....97>i00
4 Antonio da Silva Ferreira. 905O00
6 Joaquina Mara Pereira Vianiia. HBf5M|
8 Manoel do Nascimento da Cosa
Montciro e Paula lzidra da Cosa
Monleiro.........665OOO
10 Viuva e herdeiros de Jos Fernn-
des Eiras.........67,>300
12 Antonio Monleiro Pereira. 73-5000
14 Luiz de Franca da Cruz Feneira. 379500
16 Joaquim Antonio dos Santos An-
drade..........755150
18 Marcellino Antonio Pereira. 909000
20 Viuva de Joaquim Leocadio de Oli-
veira Guimaraes.......I8O9OOO
22 Viuva do Dr. Jos Francisco de
Paiva. J.......1249500
24 Jos Baplisla Ribeiro de Parias. 1265000
26 Manuel Buarquc de Macedo. IO85OOO
28 Umbelno Maximino de Carvalho. 485600
30 O mosmo.........6O9OOO
32 Francisco do Prado......6O9OOO
34 Viuva de Francisco Severino Caval-
canti..........60*000
36 .N 11:10 Mara de Seixas.....78^000
38 Manuel Francisco de Moura. III56OO
1 Herdeiros de. Joaquim Jos de Mi-
rauda.......... (279500
3 Thomat de Aquino Fonseca. 995600
5 Capella dos Prazeres de Guarara-
P 7 Ordem Terceira de S. Francisco. 619200
9 Francisca Jos Pacheco de Medeiros
e oulros.........679500
11 Antonio da Silva Gusmao. 45IKXKI
13 Antonio Jos da Castro. 639000
15 Herdeiros de Izabel Soares de Al-
meida. ........1K->000
17 Joaquim Ribeiro Poules. 549000
19 Viuva e herdeiros de JoSo Pires
l'erreira.........368000
21 Manuel Homao de Carvalho. 759000
23 Irmandade das almas do Recite. 685400
25 Dr. Ignacio Ncry da Fonseca. 819000
27 Padre Joao Antonio Gai.io. 123;000
29 Antonio Cordeiro da Cimba. 65OOO
31 Joao Piulo de Quciroz c herdeiros
de Joaquim Jos Ferreira. 2I?600
33 J0.I0 do Rosario Guimaraes Ma-
chado.......... 725600
33 Autouio Luiz Connives I erreira. 759000
37 Juliio Porlella.......529600
39 Joaquim Francisco da Azcvedo. 139000
41 Francisca Caudida de Miranda. 6O5OOO
fiscal o barharcl Candido Aiilran da MqlfHa Albu-, com grando quinlal o baslaatl'arvores de Crudos,
querque, que prestar o juramento do citylo, pagas no valor le 1-.0005000, jwilioraila a Domingos da
as cusas pelos fallidos.
Rerife 28de feveiro de 1853.Francisco t As
sis de OHceira Macicl.
'lei por publicada em m.lo da cscrivo, qoo in-
timar asparles. Recito ca ut supra. Oliteira
M'iricl.
E lendo sido a requerimiento da mesma firma so-
cial Andrade OV Leal exclu do o curador nomeado
diloAulran, nomeei o negociante Antonio Vallen-
lim da Silta Barroca, que 11S0 areilou, as-im como
lamben nao aceilou Antonio Botelho Pinto de Mes-
quila, c sendo ifinal nomeado o credor Sebastao
Jos da Silva, presin esle o devido juramento. Em
consoquencia do que os credores presentes dos di-
los fallidos comparcram na casa de mnlia residen-
cia na ra doCollegio 11. 17, s 10 horas do dis 20
do correnle, afim de em reunilo se proceder a Ho-
rnearlo de depositario 011 depositarios, que provi-
soriamente administren) a massa fallida ; visto nao
terem comparecido no dia 15, como foi marcado. E
para constar mandei passar o presente e mais tres
do/nesmo tbeor, que serao publicados e afiliados
na Torma do art. 129 do respectivo regulamento.
Dado nesla cidade do Reiife em 16 de marro de
1855. Eu Joaquim Jos Pereira dos Santos, cscri-
vo o subscrevi.
II a fino AugutO de Almeida,
O IIIni. Sr. conlador servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, em cumprimcnlo do disnos-
lono art. 34 da le provine al n. 129. manda fazer
publico para conliecimcnto dos credores bypolheca-
ros, e quaesquer inlepessaitosque foi desapropriadu
a Jos Jacinthn da Silveira, um sitio na estrada dos
Remedios pela quanlia de 5505000 rs., e que o res-
pectivo proprietario lem de ser pago do que se Ihe
deve por semelhanle desaprnpriacao logo que termi-
nar o prazo de 15 dias contados da dala deslc, que
he dado para as reclamares.
E para conslar se mandou aflixaro prsenle e pu-
blicar pelo Diario por 15 dias successivos.
Secretoria da Ihesouraria provincial de Pcrnam-
buco 17 de marco de 1855.O secretario,,
Antonio Ferreira d'Annunciardo.
O Dr. Rufino Augusto de Almeida, juiz-municipal
supplenle da segunda vari commercial dcsla cida-
de do Recito de Pernambnco, por S. M. o Impe-
rador, que Dos guarde, etc.
Faro saber aos quo o presente edill virem, em
como por esto meu juizo se bao de arrematar por
quem mais der em prai;a publica no dia 21 do cor-
renle mez, pelas 3 horas da larde, na porta da casa
de minha residencia os movis seguintes : 12 cadei-
ras, I sof, o 2 bancas, ludo de Jacaranda cm bom
oslado ; cujos movis foram pruhorados a Francisco
Lucas Ferreira, por exeenrao do capililo Firmino
Jos'de Oliveira. Toda a pessoa que cm dilos bens
quizer lanzar, o poder fazer no dia da praca cima
dito. E para que chegue ao conhecimento de todos
mandei passar o presente, c oulros que serao publi-
cados e afiliados nos lugares do coslume. Recito 9
de marco de 1835. Eu Pedro Tertuliano da Cunha,
cscrivao subscrevi.
Ilufino Augusto de Almeida.
O Dr. Custodio Manoel da Silva Guimaraes, juiz
de direilo do civel c commercio nesla cidade do
Recito, por S. M. I. e C. etc.
Faro saber aos que o presente edilal virem, que a
requerimenlo de Joao Baplisla dos Santos Lobo,
se ada por esto juizo aberla a sua fallcncia pela sen-
tenr.a do tbeor seguinle :
Nao se poden Jo conceder a homnlogarilo requeri-
da a II. 3 da concordata a II. 9, em razao de nilo ser
licito Iralar-se da mesma concrdala antes de aberla
a falleuca e de se acharcm salisfeilas todas as for-
malidades proscriptas no cdigo, onde o titulo I* al
o 2- da lerceira parle como recommeuda o art. 8S,
que nao menos licito be ler-se essa mesma concor-
data a folhas como moratoria, visto esta constituir
um favor que mo aproveila a quem nflo he matri-
culado, sendo que laes moratorias s os tribunacs do
commercin as podem conceder, art. 898 e 899 do
mesmo cdigo c aviso de 8 da julho da 1851, nao se
podendo por conseguinte dcixar de conceder como
cessarao de pagamentos, o re'querimento de II. 2 que
fez o commercianlc nao matriculado, Joao Baplisla
dos Santos Lobo, cstabelerido nesta cidade com ar-
inazem de carne secca' pedindo o julgamenloda
referida concrdala, polo que se concille haver um
verdadeiro estado de insolvencia', declaro aberla a
fallencia do mencionado commercianlc nao matri-
culado, Joo Baplisla dos Santos Lobo a contar des-
de o dia 19 do Janeiro prximo passado, conforme a
disposiro dos arls. 806 e 807 do referida cdigo.
Nomeio para curadores fiscaes os credores Bailar &
Oliveira, que prestara;) o devido juramento, c orde-
no que se pondam os competentes sellos, que se re-
meta sem demora ao respeclivo juiz de paz urna
copia autentica desta senlenca, e que a mesma se
aflfxe e publique.ludo na conformidad: dos arls. 811
e 812 do citado cdigo, procedendo-se neslas e cm
lodas as medidas provisorias roma devida ecleridade.
Recito 27 de feverciro ce 1835. Custodio Ma-
noel da Silva GuimrS.es.
Em cumprimenlo do que todos os credores pr-
senles do referido compireram cm casa de minha
residencia, na ruada Concordia do bairro de San-
io Antonio n. 30, no dia 21 do correnle, pelas 10
horas di luanbiia, afim de procedercm a nomearaa
de depositario ou depositarios, que bao de receber
e administrar provisoriamente a casa fallida. E pa-
ra que chegne a noticia d lodos mandei passar o
prsenle, que sera publicado pela imprensa c afilia-
do nos lugares designados no art. 129 do reg. n.
7:38 de 25 de novembro de 1850. Dado e passado
nesla cidade do Recife aos 19 de marro de 1855.
Eu, ManoelJosc da Molla, escrvao o subscrevi.
Custodio Manoel da Sitia Guimaraes.
DECLARACOES.
Rs.
3:0069753
E para constar se mandou allixar o presente e pu-
blicar pelo Diario. Secretaria da Ihesouraria pro-
vincial de Peruainbuco 11 de mareo de 1853.O se-
cretorio, Antonio Ferreira d'Aimunciaco.
O Dr. Rufino Augusto de Almeida, juiz municipal
supplenle da segunda vara o do commercio nesla
cidade do Recife e seu termo, por S. M. I.e C.,
que Dos guarde ele.
Fajo saber que por esto juizo da segunda vara
commercial, a requerimenlo da firma social Andra-
de & Leal abri a sua fallencia pela senlenca do
theor seguinle':
A' vista da declarasao a fi. 2, feila pelo commer-
ciaote Manoel Carneiro Leal, arenle Ja casa com-
mercial sob a firma do Andrade & Leal, julgo falli-
dos Manoel Carneiro Leal e Joaquim Antonio dos
Sanios Andrade, e declara aberta a fallencia dos
mesmos desde o dia 9 de fevereiro, qae' fixo como
tormo legal de sua exislencia, peto que ordeno que
se ponhamsellos em lodosos hen, livros e papis
dos fallidos, devendo para isso fazer-se parlicipaco
ao respectivo juiz de paz, e uotneio para carador
Carlas seguras vtodas do sul pelo vapor inglez
Pampero, para os Srs. : Cbrislovao Santiago Oli-
veira, Dr. Gaspar Mcnczcs Vasconcellos Drummond,
Joaquim da Silva Reg, Jobnslou Patcr & ('... Se-
hisliilo ArruJa de Miranda, Luiz Gomes Ferreira,
Emii. Yi-con.le-s,i de Goianna.
POR CARIDADE.
Reccbi do Illm. Sr. Victorino Pereira Maia, da
provincia da Paralaba, por mao do Sr. Ilenrique
Bernardo de Oliveira, a quanlia do 1005000 rs., pa-
ra seren applicados obrado hospital Pedro II.
Recife 19 de marro de 1833.O lliesoureiro, Jos
Pires Ferreira.Conforme. Antonio Jos Gomes
do Correio, cscrivao.
TRIBUNAL DO COMMERCIO.
Pela secretaria do tribunal do commercio da pro-
vincia de Pcrnambuco, se faz publico, que se malri.
culn ueste tribunal o Sr. Victorino Antonio Basto,
cidadao porluguez domiciliado na cidade de Belm,
provincia do Grao-Pari, na qualidade do commcr-
ciante de grosso Irato ea relalho.
Secretaria 17 de marro de 1855. Luiz Antonio
Siqueira, secrclalio.
Pela subdelegada da freguezia da Itoa-Visla,
se faz publico que no da 16 do correnle tora appre-
bendido um cavallo russo, seu dono comparera pe-
ranle a mesma subdelegada. Subdelegada da fre-
guezia da Boa-Vista 17 demarro de 1835. O sub-
deleaado siippUntc em xercicio, A. F. Martn Ri-
beiro.
Pela subdelegacia dos Afosados se faz publico,
que se acba deposilado um cavallo, que foi remedi-
do pelo inspector do Barro, por ser eocoolrado sem
conductor, quera for seu dono apareca na mesma
subdelegacia, que prov.indo he sera entregue. Afo-
sados 13 de marco do 1833.O subdelegado.Pe-
reira Lima.
Fel snbdelc-acia da fregnezia dos A togados se
faz publico, que se acbi recolhido cadeia desta ci-
dade, o prcto Bernardo, que diz ser escravo de Ma-
noel da Silva Barros, avrador do engenho Santo-
Andr, e achava-se ausente de casa. Afogados 13
Je marco de 1855. -- O subdelegado, Pereira
Lima.
Pela subdelegacia da freguezia da Boa-Vista
fura recolhido a cadeia desla cidade ura crioulo que
reprsenla ler 18 auno::, que diz chamar-se Joflo
francisco, e ser torro, ciislindo porm motivos para
desconfiar, que seja cscnivo logido do poder de seu
senhor : quero for seu senhor comprela era tile a
mesma subdelegacia. Subdelegada da freguezia da
Boa-Vista 16 de marco de 1853. O subdelegado
supplenle em exercicio, 1. F. Martins llibciro.
Quarla-feira, 21 do crrante, depois da audi-
encia do Sr. Dr. juiz dos todos da fazenda, se ufo de
arrematar em praca presidida pelo mesmo senhor,
os bens scguinles: urna casa torrea, sita na roa de
Luiz do Reg n. 1, comlruida de madeira c barro,
Silva Ferreira, por exeouc.io da mesma fazenda ; 12
" 'airasde amarello, nova'
neiroLeal: diversas movis de casa, de madeire
ronduru'c Jacaranda, lodos no valor de 1149000, a
Viuva de Gnilherme Patricio Bezerra Cavalcanti;
12 cadeiras, 1 mesa de mcio de sala, de madeira ja-
caranda, 3 mangas de vidro lisas, e 3 castiraes de
prala, ludo por 73SO00, a Antonio Jos de Carvalho
Saqliago : 1 eicravo pardo de nome Manoel, por
60080K), a Joaquim Duarle Pinto da Silva ; ti ca-
deiras de angico e 2 mesas de Jacaranda, ludo por
118000, a Francisco de Barros Corris ; diversos
movis de casa, de madeira de amarello, 4 mangas i
de vidro e4 oasliraes de casquinho, ludo por 21j000,
a Joao Evangelista Bello; 1 escravo crioulo llen-
me Ignacio, por 6505000, a Joaquim Francisco de
Sonza Navarro ; 10 pesas de madapoloes finos, por
555000, a Francisco de I.cmns Duarle ; 2 bahus e
1 joao de malas, ludo por 225100, a Antonio Ferrei-
reira da Costa Braga : quem pretender os objectos
cima declarados, comparera 110 lugar e hora do
costume. Recito 17 de marro de 1855. O solici-
tador, Joaquim Theodoro Aires.
GABINETE PORTIGIEZ BE LEI-
TIBA.
Por ordem da directora convoca-se o conselbo de-
liberativo, parase reunir domingo 23 do corrale
as 11 horas da manhaa..)/. F. de Souza Barbosa,
segondo secretario.
COMPANIIIA PERNAMltlCANA.
O conselbo de direccao convida os Srs. accionistas a
realisarcm a quarta prestara de 10 por',, sobre o nu-
mero de acres que Ihe perlcurem, al ao dia 15 de
abril prximo ; o encarregado dos recebimenlos be
o Sr. F. Coulon, ra das Cruzcs 11. 26.
AVISOS MARTIMOS.
ni rem no da 0 lio corrente, 110 talando
convento de S. FransCO, a 4 horas da
tarde, para a revisao dos estatutos e 01-
ganisacao deltniva da companliia.
TEC1DOS.
A direcrao da companliia de fia-
f rao e tetado* de argodao, eleita em
assembla geral dos respectivo!
subscriptores, pata tratar dos tra-
I baldos preparatorios o. confec^ao
I dos estatutos, faz publico que
I os tiabalhos de que foi incum-
M bida ainda nao esto terminados,
jp para ter lufrar urna reuniao dos
g mesmos subscriptores, alun de se-
rem nteirados do occorrido, e re-
|g| solverem a encorporacao e mais ne-
is {rocos da companliia. Recife 19
I demarro de18.")3.F. de P. Ca-
S valcanti de Albuquerque. Joao
^ Ignacio de Medeiros liego.Luiz
S Antonio Sequeira.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Resumo dos maioret premios da 21.1o-
teria a beneficio das casas deCaridade,
extrabida a 2b' de fevereiro de 1855-
1
1
1
1

10
20
N.
Companbia brasileira de paquetes a
vapor.
O paquete a vapor locantins rommandante
capitao de fragata (i. Mancebo, espera-se dos parios
dp norte a 2:1 do correnle, e seguir para os do sul
no dia seguinle ao da sua enlrada: agencia na ra
do Trapiche n. 40, segundo andar.
Real Companbia de Paquetes Inglezes a
Vapor.
No dia 23 a
25 dcste mez,
espera-se dosul
o vapor Solent,
rommanda nte
Jellicoe, o qual
depois da de-
mora do cost-
me seguir pa-
ra Europa: pa-
ra passazeiros etc.. Irata-se com os agentes Adamsou
Hovve & C. ra do Trapiche Novo n. 42.
PARA O RIO DE JANEIRO.
Segu com rauda brevidade a batea
nacional SORTE. por ler parle da carga
prompta : para o resto, passageiros c es-
clavos a lete, para o pie lem excellenles
coinmodos, trata-se com os consignata-
rios Novaos & C, na ra do Trapichen.
"ii, ou com ocapitao Jos Maiia Feneira,
oa praca.
RIO DE JANEIRO-
Obligue DAMA'O segu na presente
semana: para carga miuda, passageiros
eescravos arele: trata-se com Machado
& Pinbeiro, 110 largo da Assembla so-
brado n. 12.
Companbia de Liverpool.
O vapor inglcz
Pampero, sald-
r para l.i.ver-
pool cora escala
|w>r S. Vicente,
Madeira e las-
boa, boje 20 de
narco, a 1 hora
da larde : para
passageiros, Ira-
J3EjM-se na ageu-
*.*{*3'FS;v-''* ca, ra da Ca-
deia n. 52.
RIOI1E JANEIRO.
Segu 110 dia 27 do correle o palhaboto l'enus,
capitao Joaquim A. (onralves Sanios ; su recebe
passageiros eescravos a frele : Irala-se com ('.acia-
no Cyriaco da C. M., ao lado do Corpo Santo 11. 25,
ou com o capitao.
LEILO'ES.
Vctor Lasne transfera sen leil.lo em consc-
quencia de nao lerem sabido da alfandega, despacha-
das ha lempos, minias fazendas novas que lem de
ser expostas venda : leri pois lugar o mesmo lei-
l.io, por intorvenc,ao(du agento Oliveira, na segunda-
fcira, 19 do corrente, as 10 horas da rnauhaa, era seu
armazem, ra da Cruz.
Jos F'ernandes F'crreira far toilao, por nter"
venro do agento Oliveira, e por conla c risco de
ucm perlcncer, de cerca de 25 pipas de vinagre de
isboa, em um ou mais lotos a vonladc dos preten-
den les : Icrca-fcira, 20 do correnle, as II horas da
manhaa cm ponto, porta do armazem do Sr. A-
iles, defronle da arcada da alfandega.
O agente 13orja far leiliio quarla-feira 21 do cor-
rente as 10 lloras, cm seu armazem na ra do Colle-
gio 11. 15, consislindu em um completo snrtimenlo
de obras de marrineiria novas e usadas.de ilillerenles
qualidades, 0 caixrs com chapos Graneen), urna
grande quantidade de dilos do Chile, relogios de ou-
ro e prata para algibeira, um ptimo cabriole! inglez
novo, etc., e uiua grande porcAo de objectos dille-
rentes, que se acharan patentes no mesmo armazem
no dia leilo.
Eugenio idicr & C. far.lo lcihto por conla e
risco de quera pertencer, c em presenra doSr. cn-
sul da I 1,un; 1,de urna caixa de meiasde algodaocom
toque de avaria, lenja-feira 20 do correnle, as II
horas da manhaa, no seu armazem ra da Cruz
n. 51.
John Calis, estando prximo a relirar-sc para
Europa, fara leil.lo por inlervcncao do agento Oli-
veira. de toda a sua mohilia, lano nova por
estar no mais pcrfeilo eslado, consistindo em sofas,
cadeiras, mesa redonda e consolos lampas de pedra,
e d'oulras qualidades, mesa de sof, banca de charao
com lindas figuras de marlim, para jogo de xadrez,
urna caixa de mu-ira, commoda, mesa elstica para
janlar, guarda louca, lavatorios, canias de ferro,
cajidierns para cima de mesa, lanlemas, relogio de
parede, loura lina para almoco etc., carrafas, copos
e muilos oulros vidroa, galheleiras, porta-licor, co-
Iheres de niela! fino, facas e artos, um cabriolel
com arrcios, c encllente cavallo gordo, que se pode
afiancar sua bondade, trem completo de cozinba,
ulencilios de silio, c muilos oulros objectos: lerja
feira 27 do corrente, s 10 horas da mandila, no siMo
perlo da casa grande da lenbora l.asscrre, na Ca-
puuga.
Vctor l.asne fara lcilao por inlervenrao do
agento Oliveira, de um esplendido sorlimeiito de fa-
zeudas receiilementc despachadas, as mais proprias
do mercado : quarla-feira, 21 do corrente, s 10 ho-
ras da manhaa, no seu armazem, roa da Cruz.
I.EII.AO' SEM LIMITE.
O^agento Vctor far leilSo 110 seu armazem, ra
da Cruz n. 23, de todos os objectos existentes no
mesmo : quarta-feira, 21 do correte, as 10 i ho-
ras da mauhaa. Ser tambera vendida ao meto da
era ponto urna escrava moca, boa cozmheira, mas
paralv tica de um lado.
AVISOS DIVERSOS.
iirmun
O Sr. Antonio Candido de I.ira, queira diri-
gir-se a livraria n. (i c S da praca da Independen-
cia, que se Ihe precisa fallar.
FABRICA DE FIAR E TECER
ALGODAO.
Francisco M. Duprat,
fundador da compa-
nbia para a fabrica
de liar c tecer algo-
dao, convida os senbo-
res accionistas a se reu-
Ordem tercena doCarmo.
O prior convida a lodos os scus charissmos ir-
mioa cm geral a compareccrera na nossa igreja com
seus hbitos sexla-feira 2:3 do rorrcnto.pelas 2 ', ho-
ras da larde, afun de encorporados com os rebato-
sos arompanharmos* prorissao do Senhor Bom-Jesus
das Passos, da matriz da Roa Vista para a do Reci-
to ; o mesmo convite Ihe faz, para no domingo s 8
horas da manilla, e quinta csexla letra-mato para
assislirmos ana actos da semana Sania no convento,
" irmos aos convites do R. 1'. provincial, e
lade dos Passos.
Para o Rio de Janeiro segne em poucosdiaso
brigue Feliz Desuno ; para o resto da carga, pas-
saaeiros c escravos a frote, tratase com os consigna- c satisfazermos aos convites
Unos Isaac Cu:io & Companbia, na la da Cruz i da imam;
o. 10.
Para o Rio de Janeiro.
Segu com brevidade, por ler parte da carga
prompta, a veleira barca brasileira Mathilde, quem
quizer enrregar o resto, cntenda-se com o capitao
Jeronymo Jos Tclles, ou 110 cscriplorio de Manoel
Alves Cucrra Jnior.
Para Lisboa, o brigue escuna porluguez Atre-
vido, pretende seguir com a maior brevidade : quera
no mesmo quizer carrejar ou ir de passacem, trate
com os consignatarios Tliomaz de Aquino Fonseca &
F1II10, na ra 1I0 Vigario 11. ly, primeira andar, ou
com o capitao na pr.ira.
PARA BENGVELLA COM ESCALA POP. S.
THOME,
segoe com brevidade a brigue porluguez Esperan-
to por ler dous lerros da carga.prompta: quem qui-
zer carregar o resto, emendase cora o capitao Ma-
rianno Antonio Marques, ou 110 cscriplorio de .Ma-
noel Alves luierra Jnior.
Para o Rio Grande do Norte segu rom muila
brevidade a barrara brasileira Diligente ; para o
resto da carga, Irala-sc no escriptorio de Tasso Ir-
maos, ra do Amorim 11. 35.
Jos Jiicoino Tasso, Jote Jacomo
Tasso Jnior. Jorge Jacomo Tasso.
I). Emilia Adelaide Tasso Rabello,
I) Helena Joaquina Tasso e I). Ma-
ra das Neves Tasso, esposo e filiaos
de D. Helena Joaquina Tasso, cor-
dcalmenle agradecen! a todas as pes-
soasque se dignaran! assistir ao olli-
cio solemne do stimo dia, que bon-
lem foi celebrado na igreja da or-
dem lerceira de S. Francisco, em
sullragio da alma de sua catinbosa
esposa e mii.
Anlonio Jos de llilanmurl convida a sensde-
vedores a que Ihe venham pagar uestes oilo dias,
hados os quaes promover suas acQoes contra os que
forero remissos. Mo levar em conla recibo algum
passado por sua mulher, 011 por oulra qualquer pes-
soa, visto como a niosuem autorisou para receber
essas dividas,
PROPAl.Al.lVtV DO METIIOIH) CASTILHO,
MAIS TRES ADEPTOS !
A familia umana, ciano de Caslilho, lem como as arvores una parto
subterrnea, cujas tendencias s.ln lodas para as tro-
vas, para o fro, para a regan dos morios; c urna
parte aeria, qe aspira perenemente luz, ao calor, s
alluras ; qe toda se desala em verdores, nao imor-
lae, mas perpetuamente rejuveneseenles, e em flo-
res, qe so desapparecem para darem lugar a belos
rrulos. A velhice o a raa qe segura ; a virlidade
o tronco robusto qe sustenta ; a adolescencia c a mo-
cidade sao a copa, qe por entre aromas e delicias,
movedira ou marrante, armoniosa, produz lieos eni
abundancia, c dentro em cada um deles o germen de
infinitos. A velhice vive do joelhos vollada para o
ocaso, a incencar fantasmas; a mocidade marcha
sempre para o oriento, cantando inos de amor, de 16
e de esperanra. O Sr. Bernardo Fernandes Vana,
qe tantos anuos cizerrblo dignamente o magisterio
da instrucao primara, 110 bairro do Recife, e cujos
discpulos abonara a capacidade do meslre, reconhe-
cemlo a superoridade do melado Caslilho, sobre o
antgo mtodo, manda vir de Lisboa as H eslampas,
e os livros competentes; com esla aqizicao- esta j
fruindo as vanlagens inherentes ao novo 'mtodo, e
longe de lucenrai fantasmas nos altares de Mloc,
segu o progreco, e a exemplo do Sr. cnll da cida-
de da Baia, padre Macicl, dcMace, o FariaSimOes,
do ltio-1 iiriii'i-o. vem reforcar o campo dos segui-
dores do mtodo CaalUho. Oala uao le mine o ano
de 1855 sera qe a maioria dos senhores profesores de
ioslructlo primaria, atinjan) a copa da grande arvore,
sienlilira, cujos frutos nos ofereco o Escelm. Casli-
lho, de quem seguidor acrrimo.
Francisco de Freitas Gamboa.
I ATTENCAO. J
S <-arv'1,l"1 AMendes, ultimamenle chega- t
W dos a esl cidade vindos do Rio de Janeiro, \.,
^Z lindo e variado sorlimenlo de joiasd'ouro ^J
^9 e com brilbanles, relogios d'ouro patente, (45
;g\ raquearos, salvas e risli^aes, e oulros mu- i
*g los objeclos de diflcrenlcs qualidades pro- '
^ prios para senhoras, de goslo modernos (
>% que ludo vendern por mdicos preros al- ,
w tendendo a pouca demora que preteudem '
^ ler aqui : acbam-se morando na ra da I
fj, Cadeia de Sanio Anlonio, sobrado n. 2l,
Sr/ primeiro andar.
Desappareceu desde selcmbro ou oulubro do
anna passado, uraa vacca com una cria ja de anno,
ambas bastante magras, aquella de cor amarella
desmaiada, com pintas ou malhas brancas, ainda
nova, I,asanle grande, chifres muilo bem (eilus e
agucados, e a cria de cor branca, com malhas ama-
relias escuras, o de rar.a tourina : quem liver noticia
ou souber onde exislem esles animaes, poder com-
inunicar ao abaixo assignado. no seu sitio no lugar
da Torre,ou na ra do Coilegio 11...., segundo an-
dar, que sera generosamente' pago de seo Irabalbo.
Manoel Pereira Magalluies.
No dia 1S do correnle desappareceu um negro
por nome Severino, ainda bastante moco, pois a bar-
ba Ihe apona, com falla de denles do lado superior,
c lem o oflicio dealfaialc, aiiuia que nao perfeilo
oflicial ; esle negro he bem conhecido nesta praca
em razao de ler sido "do ajud.inte Anlonio Luiz lie
Soaza, pardo, idoso, fallecido a poneos anuos: quem
0 pegar pode leva-lo a ra do Coilegio n.....segundo
andar, que ser pago do seu Irabalbo pelo abaixo
assignado, seu legitimo senhor.
Manoel Pereira MagalhScs.
No dia :l do correnle, depois da audiencia do
juizo da primeira vara, na respectiva sal, lem de se
arrematar :| sitios no principio da estrada que vai
para o Arraial, avahados, um por 0:0X109000, oulro
por ;l:0009000, e oulro por 8O5IKK), os quaes vio ,1
praca a requerimenlo do inventarianto. dos bens do
fallecido Jos Antonio Correia Jnior, para paga-
mento do sello da heranr.i.
Oesappareccu no dia 15 do correnle urna prcla
de nome Dellina, com os signaes seguintes: cor pre-
la, ps grossos, cara o nariz chalo, denles limados,
lem urna cicatriz ou marca no pesroro do lado
direilo, c oulra no colovcllo do braco direilo, lem o
oslo picado de bexigas, falla bem : rogase lodas
as autoridades policaes c capilaes de campo, de ap-
prehende-la e leva-la ra do Vigario n. 10, que
serao recompensados.
Prccsa-e de urna ama para casa de homem
solleiro, a qual n3o lenlia lilhos e nem pessoa algn-
ma em sua companbia, que nao lenha preguira nem
certas dalguas e malcriacocs, que seja muilo liel e
acciadacm lodo o serviro da casa, com especialdade
da comida ; paga se IG^KH) por mez vencido : na
ra do Kangel, sobrado n. 11, segundo andar.
Urna pessoa que se reliradispedealguns trastes
em meio uso, por comraodo preco : quem os preten-
der, dirija-se a ra do Pires n. ,50.
Precisa se de urna ama que faca lodo o serviro
do nina casi de pouca familia, e prelere-se a que an-
de de panno: alraz da matriz n. >, primeira andar.
Roga-se ao Sr. Francisco Jos Moreira, mora-
dor na Capanga. que venda ou mande concluir o
negocio que nao iguora, na ra do (jueiinado, loia
n. -l\.Jos Pereira Cesar.
.. O Sr. Jos Joaquim Dias Fernandes Junor di-
rija-se ou mande na ra do (Jueiinado, toja n. 21,
pois (em de se Ihe entregar una caria, c juntamente
um volunte viudo da Ilahia.
A pesoa qae annonriou precisar de 4008000.
dando por liypolhcca 111111 e-rrava mora, dirija
ra ircila 11. 36, Icrceiro andar.
Perdeu-so desde a roa da Senzala Velha, em
seguida pelo becco das Miudinhaa al i ra da Cruz,
defronle do becco de Jos Caetano, um bracelete de
menina, de cradeiinha, lodo rheio de riqulifes, co-
mo sejam meias las, sol, menino Dos, peixinhos,
signo saloman etc. : quem o achou, querendo restil
liii-lo, leve-o i ra da Seuzala Velha 1 .68, que sera
recompensado.
A lugano urna sala 011 toja dccenle para i es-
udanles da faculdade de direilo passarem algumas
lioras, sendo as mas do Coilegio, Cadeia, S. Fran-
cisco, (ravessa da ordem lerceira, Cruzes, paleo do
1 araizo c ra dos Ouarteis : quem (ver annuncie.
Precisa-se de urna ama qae saiba cozinhar e
engommar, para uraa casa eslraimeira : na ra No-
va o. 17.
Precisa-se ile um caixeiro para taberna: na
111a Velha n. lOfi, dando fiador a sua conduela.
Quem prreisar de urna ama para o serviro de
caaa, e querendo enera va, dirija-se a roa do Ouei-
madoloja n. 11.
Precisa-sede ofllciaeide charuleiro.que Iraha-
lhem solfrivel : na cidade de Olinda, ladeira do Va-
radouro n, 38.
O
5355.
m.
1 VT.
2!78.
599 ,
?277 ,
r,i
953-,
3590 ,
3088.
735 .
1170,
2335 ,
7>i78 ,
5755 ,
4820 ,
5572 ,
3589 ,
U7,-),
"),", ,
2571 ,
5501 ,
1017',
1570 ,
2874,
3539 ,
40(il ,
4841 ,
.Y784.
2, 95, 17(>,
27
o 42,
655 ,
1059;
1257,
1596,
1658 ,
1958,
2059 ,
2441 ,
3054 .
5-24
431
784,
1040
125S,
1158
1888
2002
2218
2795
3508
3567, 3580 ,
5812,
39*3 ,
4296 ,
V57 ,
5143 ,
5075 ,
5807 .
5500 ,
5575 .
786 ,
2575 ,
4177 ,
1005 ,
1787 ,
20-25 ,
5705 ,
4370 ,
5200 ,
2G1,
526 ,
471 .
966 ,
10i8 ,
t-358 ,
1550 ,
1050 ,
2005 ,
251 ,
2052 ,
3555 ,
5590 ,
5847 ,
5947 ,
4599 ,
4628,
5525,
5696,
20:000
10:000
4:0004
2:000,v
1:000.<
400*
200$
501 i
5884 ,
4002 ,
H15 ,
V984 ,
5469,
5792, 5807 .... 100$
100 premios de........ U),s
1800 ditos de......... 20.-;
Sabio nesta provincia a sorte de 20
contos nomeio bilhete n. 5555, o possui-
dor pode vir receber o competente pre-
mio, que lie pag nicamente com odes-
conto de oilo por cento da lei, tudo em
conioi iniciarle de nossos annuncios.
Temos exposto a venda os novo* bilhe-
h's da loleria 51 do Monte Pi, que de-
via coi re- no Rio de Jadeiro depois do
dia 15 do correnle.
Desta loleria 21 das casas de Caridade
foram vendidos mu'tosoutrosbilbetesnos-
sos, (pic obliveram premios de 4u0s00O,
200s c lOOs, os possuidores podem vir re-
celier.
Os premios continuara a ser pagos, *e-
ja final or a sua importancia, a' chegada
das listas. deduz por cento dos de 1:000000 para cima
para o estado conlormea lei.
Est justa a compra do silio Hospital, na ma-
l 1/. da Yarzea, pertencenlc a Antonio Patricia de
I i.-neiredo ; sealguem se achar com direilo a elle,
baja de declarar por este jornal, no prazo de -3 dias.
-Vicente de Paula Oliveira Villasboa declara,
que no dia sabbado,"17 do correnle, desappareceu
um seu escravo mulalinho, por nome Flix, de ida-
de ile S a 9 anuos, foi com calca azul de algodoS~'-~
riscadiuho, camisa de madapollo ; saho sem chapeo
e rom os signaes seguinles: lem urna pequea ci-
catriz sobre um olho, urna outra em um lado de u>.i
[leito, cabellos meio cacheados, cor acaboclada.i! he
bstanle esperto : ser grande favor, alm de ser
gratificada, a pessoa que der qualquer noticia exac-
ta, ou o pegar ; e lamben) com especialdade pedB as
autoridades policiaes que empreguem os meio ne-
ressarios para corrigir este mel, pois nao he de crer
que esle mulalinho fosse fgido, e sim parece fur-
lado.
No dia 17 do correnle desappareceu o escravo
.lose, de Augola, estatura regalar, bem barbado, ros-
to descarnado, idade 45 anuos, pouco mais ou me-
nos, lem as roaos alguma cousa encaranguejadas por
causa do Irabalho de eiuada, machado e fouce, ps
seceos e cmpridos, pernas fi a, cor preta, olho
afumacadoe, feiose pequeos,.e falla soffrivel : ro-
ga-se as autoridades policiaes e capilaes de campo,
que o appreheudam e levem-o a seu senhor, na ra
da Praia n. 1, taberna defronle da ribeira, oa em
Itarreiros n Cario Roberto Tale ; em Kio-Formoso a
Jos limito de Miranda.
No dia 21 do corrente conlnnam a estar em
praca uo paro da cmara municipal desta cidade, os
reparos do rano'de alvenaria do Chora-Menino, or-
radoseiii 9305190rs., e 03 da casa terrea pertencen-
lc a mesma cmara, sila na ra da Florentina, orea-
dos em 0935030 is., ambos ja annunciado.
Por so ler denuncia, julga-se que a preta Oel-
lina, desapparccid.1 00 dia Ijdo corrente, esla acol-
lada em alguma casa desta cidade ; o abaixo assig-
nado protesta contra quem a lenha occnlla. ~ Jote
Antonio dot Santos.
D.i-se dirtlieiro a premio de ura por cenlojfo'
mez, com bypolheca em lien de raiz, nesla pra^a :
quem precisar annuncie.
Na ra dasTrincbeiras n. 28, (obrado de um
andar, precisa-se de orna ama secca para o serviro
do casa e ra, que saiba cozinhar, para casa de pou-
ca (amiiia.
Aluga-se um silio com boa rasa para familia,
concertada e pintada, excedente agua, diderenles
frucleiras, no principio da estrada do Arraial : a
tratar na ra da Alegra n. 31, com Marcelino Jos
Lopes.
Quem liver urna eterava com bom lelUse qui-
zer aluga-la mcnsalmcnle para criar, dirjase a ra
da Alegra i). Ii. a tratar com Marcelino Jos Lo-
pes.
Appareceu no dia 18 do correnle em casa do
abaixo assignado, ra da Cadeia Velha 11. !7, urna
preta, que diz chamar-se Felizarda, escrava da An-
lonio Macicl de Lima, lavrador do engenho Pantor-
ra ; a inesma escrava, pede para a comprar; no en-
tanto^ o abaixo assignado pede a aquelle senhor,
que venba buscar sua escrava, pois que se nao res-
ponsabilisa por morle ou faga da mesma. Placido
Jos do llego Araujo.
No dia quarla-feira, -21 do correnle, v.1o em
praca do jai/, de paz do segundo distrelo da fregue-
zia Me Santo Antonio, s > horas da larde, 5 cadei-
ras, I mesa de meio de sala e 1 sof, ludo de jaca-
rando em bom estado, penhoradrs a Francisco Lu-
cas l'erreira, por cxecuc,o de Auonso Cavalcanti de
Oliveira Macicl.
Urna pessoa qoe lem de rctirar-se para o malo
at sexta-feira, 23 do corrente, por querer beneficiar
ao senhor do cuseiilio da Malla, cenvida-o, oa a
quem suas vezes fuer, para que apparec,a al o da
quinla-feira, na ra do Padre Floriano n. 21, se-
gundo andar.
Deseja-se fallar ale quiuta-feira, 22 do corren -
le, aos senhores herdeiros possuidores da fazenda
Caicara, lita nos serlOes da provincia do Kio Graude
do Noria : oa ra do Padre Floriano o. 21, segundo
andar.
No coilegio das nrphais, silo na roa da Aera-
ra, cose-se e borda-se pira tora.
Precisa-se de urna ama j de idade, para o ser-
vro de urna casa de homem solleiro : ua ra da
Senzala Vellia 11. 98.
O Sr. leuente-coronel Manoel Rolembergae ,
de.Umeida Boto lem urna caria na praca do Corpo
Santo n. (i, cscriplorio.
Quem preisar de urna ama para casa de por-
tas a dentro, de pouca familia ou de homem solleiro,
dinja-se a ra dos Pescadores casa 11. H, por de-
Ira/, de San Jos, ou arua da Praia taberna 11. I.
Precisa se alugar orna caja terrea 011 sobrado.
para pouca familia no bairro de Sanio Antonio:
quem (ver annuncie.
C. STARR C.
respetosamente annunciam que no seu extenso -
labcleciinenlo em Santo Amaro.roulinuain a fabricar
com a maior perfeico e promplulao. (oda a quaida-,
de de macbinismo para o uso da agricullara, na-
vegB$ao e manufactura; c que para maior commodo
de seus numerosos freguezes e do publico em geral,
leem aberlo cm um dos grande arrnazeus do Sr.
Mesquila na ra do Brons, atraz do arsenal de ma-
rinha
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dito seu csiabelecmento.
All acharl os compradores um completo sorli-
menlo de moendas de caima, com todos os melhora-
menlos alguns delles novo e origiuaes) de que a
experiencia de nimios anno tem mostrado a neces-
sidade. Machinas de vapor de baixa e alia pressao,
(aixaa de todo (amanho, (anlo batidas como fundi-
das, carros de ma e dilos para conduzir tormas da
assucar, machinas para moer mandioca, prensa pa-
ra dito, tornos de torro balido para faroba, arados .lo
torro da mais approvada conslruccao, fundos para
alambiques, envos e portas para tomainas, e uraa
inlimdade de obras de ferro, que sera enfadooho
enumerar. No mesmo deposito existe urna pessoa
inlelligenle e habilitada para receber toda as en-
comraendas, ele, etc., que os annuncianles contan-
do com a capacidade de suas ollicinase macbinismo,
e pericia de seus ofliciaes, te compromettem a fazer
executar, cora a maior presteza, perfeicao, a exacta
cootormidade com oa modelos ou dcsenho3,e iostruc-
c/ies que Ihw forem fornecidas,

lilITll inn


DIARIO DE PERNXM8UCO, TERCA FERA 20 DE MARCO DE 1855.
MATRIZ DO BURRO DE S.
momo 10 RECIFE.
/
/
i actual dcsta irmandadc, tcu);
berad lazer na presente quarcsma
todoi os actos da seinana senta, para os
quaes roga aos seus mu dignos innaos a
compareccieni a todos elles, e mormcn-
te a acompanharem as procissoes, sendo
a primeira no dia 3 de abril, cm que sao
iados pelo SS. Viatico os enfermos p>-
t: de tima 15o respeitavcl corporaciio
omparecmcnlo, e pede-se
os dirigirinos era parti-
cular a cada ttm, pela proximidade do
(tempo. Consistorio em mesa 1 do mar-
eo de 1855.Francisco Siinoes da Silva.
Sa praeinha do Livramerlo toja n. 1, se dir.
quem d.i dinliciros juro, sobre penliores de ouro c
prata.
Precisa-M de urna ama, que saiba cosinhar c
fazer lodo o maia serviro de urna casa : as 5
itasn. 4.
\0 MM LTORIO |
DO DR. CASANOVA
RlA HAS CRUZES N. 28, jg
vendeni-so carlciras de homeopalhia de lo- jo<
dos os lamanhos, por precos multo ent conla. }
Elementos de homcopatliia. i vols. 6SO00 '0_
Tintura aesrollicr, cada vidro. Ijoun g
Tubot oscolhera 500 c 300 Je
ullas gratis para os pobres.
i livcr um sitio as proximidades
i lenha algumns frncteiras e propor-
gumas \accas, que queira arren-
Sova, sobradn n. 47, que achara
coiu quetn lraf!s.
o dia 15 do correnle, de cima
ida, um alfncle de peilo cum cim-
pa, cravado de diamanles ; lia proha-
se (urlailo, e suppc-sc que o rnu-
o a algiicm : roca-so a csse
i 11,i Cnmboa do Carino
n. 18, que n mesrno por quanlo foi
lar.i a gratificado de 20900O,
alcm de se Picar obrigado.
> brigue Capibarihe de
o livre : quem estiver neslas ru-
ruinslanci.'is, dirija-se rua do Collccio n. 10, para
Iralar.
Por ordem do lllm. Sr. I)r. Rufino Augnslo de
Almeida, juiz municipal supplenle da secunda vara
e do coiicnercio, sflo convidado* os credores de Nuno
Mara de Seixas para se reunirem no dia 20docor-
> dia, na cas da residencia do mesmo,
o n. 17, primeiro andar, alim de
red i los do Daniel Lev e viuva
duadinc & FilfiO, e se noniearcm arbitros para os
oredilos do consulado fraucez, c Mesquila & Dulra,
e ser nomeada administrarlo, visto nflo Icr liavido
a reuni io annunciada para o dia 13 ; cscrivAo Joa-
quim Jos Pereira dos Santos.
l'recisa-se alugar urna casa lerrea. ou na falla
,ibradj, para pequea familia, em qualquer dos tres
bairro:., ainda mesmo por ponco lempo, e paga-se
bem : qnem o liver, dirija-se ao berco Largo u. 1,
lerceiro andar, ou aiiDuncie para ser procurado, islo
com hrevidade.
I.. Scliuler leudo de relirar-se para Tora desla
provincia, entrego a liquidara,) da exlinrla ra-a
de I.. Scbule iS ( .lulio Tcgelineier e J.
J. I.oppacbar, com quem os inlercssados queiram
entenderse.
No sobrado da ruado Pilar n. 82, precisa-se
lugar a ou escrava que saiba cozinliar e
fazer todo o niais crviro de urna casa do pouca fa-
milia; prefere-se escravo, e paga-se beiu. ,
Preci endar um sitio, cuja
casa de vi venda sirva para pequea fami-
lia, eqtieseja perto da praca, dando-sc
at 6 mezes adjuntados: quem tiver an-
nunciepara tratar-se.
Desee i do sitio da Salcdadfc, onde mura
na Doite de 17 para 18 do cr-
tenle, um cavall neo sujo, cun um inchaco as
costas, e um car tira no nariz da picadeira ; quem
pegar :ochcira do mesmo abaixo assigna-
las. que seta generosamente re-
compensado.Pedro Mlim.
Oflerecc-ee .orlusuez para caixeiro
de labetna ^^^B>*r cstabeleciuieiito, par,:
lauco ou sem elle, para o que
tem bastante pralicn : quem de seu presumo se qui-
prara da Independencia n.
.10, das 10 as 2 da Urde.
, -. Quem a'nnuncii comprar o Uigeslo l'orlu-
gllez por R. leuacies dn Reino, e uniros
livrjs de oulrosautores, procure na rua do Kangcl
O Sr. Antonio Joaquim do Soulo Lima e An-
tonia Jos Men ii carias no ecriptono de Do-
mingos Alves ] ,is quaese lhes roga venbain
receber.
A abaixo ; sstgiuda declara, na qualidade de
lulo-a de seu titilo menor Jeronvmo Carneiro de Al-
boquerque MaranbAu. Iierdeiro da finada I). Anua
Joaquina l'crcira daCuuha, que nesta dala l"m en-
tregue ao lllm. Sr. Joao Xavier (".arneiro da Cunta,
daquella finada, o imporlc de
m testamento da mesma,
como Tora mandado por despacho do juizo de or-
pliaos ila comarca de lioianna ; assim como llie -i-
lislizera a vintena devida, tendo sido rerolliida co-
lecloria dalli o sello dos legados por Icr -ido no ui/u
daquella comarca que proceder a inventario e
parlillias dos heus da dila tesladora. Kccife 10 de
marco de 1855.
Francisca umita de Albwiuer/ue Maranhiio.
Manoel l.uiz da|Veiga avisa a quem inleressar,
que ileixa de ser procurardo da Sra. viuvn 1). Silva-
na Maria I ernaudes Eiras, desde buje cm dianle.
Uecil'e 17 de marco de i
A pessoa que arrematar cm praca a casa de i
andar, ua na Nova desla cidade, pcrleucenle au
casal do tinado Manoel Caetano Soares Carneiro
Monleiro, lique na intelligencia de que dita casa be
loreii'a ao morcado da* Aligoas, e lie compleme
para dar a uceara e receber o laudemio e loros ven-
cidos.
LOTERA DO coli.egio DOS ORPHAOS.
Aw 5:0005000, 2:0003000, 1:0008000.
Com intluhitatel'mente tabbado, 24 do correnle.
ao re-peitavel publico, que os seus bilbetcs e caute-
las nao esto aujeitos ao descont de oilo por cento
do imposto geral, no acto do pagamento sobre os tres
primearos premios grandes. Acluun-se i venda as
tojas : rua da Cadea do Recife n. 24 e 45; na pra-
ca da Independencia u. 37 e ,'W ; rua do Livramen-
lo n. 22 ; rua Nova n. Ili ; rua do Qocimado n, 39
e ; rua do Cabug.i n. 11, botica.
JSeceBer* por inteiro
llillieles
Meios 28800
Ouarlos
'ilavos 720.
Decimos tm u
Vigsimos 320
Peiuainbuco 17 de marro de 1855.
Salutliano de Aquino. Ferrara.
5:00< >>
2:5005
l:2o08
6259
5009
25U>
AO PIBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, rua do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, unas e grossas, por
precos mais.bai.tos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
rees, como a retalho, afliancando-
Be aos compradores um so preeo
para todos : este etabelecimento
ahrio-se de combinaeao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, france/.as, allemaas esuis-1
$as, para vender fa/.endas mais em
cotila do que se tem vendido, epor
isto offerecendo elle maions van-
tagens doque outro qualquer ; o
{metano dcste importante es-
abdedmeuto couvida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da rua do
Collegio n. 2, de,
Antonio Luiz dos Santos & Holim.
CONSULTORIO DOS POBRES
2& MJSA HO COb&0 l &STUM& 25.
' nr-,'' A. Lobo Moscozo di consultas liomcopalbicas todos os das aos pobres, desde 9 lloras da,
manlia ale o uieio dia, c cm cssos exlraordmarioa a qualquer hora do dia ou noile.
"! almeule para pralicar qualquer operarao de cirurgia, e acudir pnmiplamcntc a qual-
quer inulberque esleja mal de parto, c cojascircumstancias nao permittam pagar ao medico.
M COlULTOISi B BR. F. L LOBO lOSNIZt.
25 RU DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGIMTE:
Manual cmplelo de meddicina homcopalhica do Dr. ('. 11. Jabr, Iradu/ido em por
. luguez pelo Dr. Moscozo, qualro volumes encadernados, em dous c acompanbadode
uin diccionario dos termos de medicina, cirnrcia, anatoma, etc., ele...... 203000
Esta obra, a mais imporlanle de todas as quclratam do estado e pralica da liomenpatbia, por ser a nica
que conten ilw rundamenlal ii'csla doutrinaA PATHOGENESIA OU El'FEITOS DOSMEItlCV-
MENTOS NO ORt.AMSMOEM ESTADO DE SAUDE-conliecimentos que nao podem dispensar as pes-
eoas que se qucrein dedicar a pralica da verdadeiraajne-dicina, interessa a todos os mediros que quizerem
experimentar a doutrina de Uahncinann, c por si mesmos se convcncercm da verdade d'ella : a toilos os
fazendeiros c senliores de cngcnlio que estaolonae dos recursos dos mdicos: a lodosos capilaesde navio,
que urna ou oulra vez nao podem deiiar de acudir a qualquer inconunodo seu ou de seus tripulantes :
a lodos os pais de familia que por circiunslancias, que nem sempre podem ser prevenidas, Sito obriga-
dos a preslar in continenli os primeirns soccorros em suas enrennidades.
O vade-mecum do homeopallia ou Iraduccao da medicina domestica do Pr. llcring,
obra lambem ulil s pessoasque se dedicam ao esludo da bomeopatbia, um volu-
nte grande, acompanliado do diccionario dos termos de medicina......
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatomia, etc., etc., eucardeuado'. .
Scm verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro
homeopalhia, c o proprielario desle eslabelecimento se lisonceia de telo o mais bem montado possivcl c
ninguem dnvida boje da mande superioridade dos seus medicamentos.
Boticas a 12 tubos grandes..................... 8SO00
Boticas de 2t medicamentos cm glbulos, a 10, 125 e 159000 rs.
Ditas 36 ditos a.................. 20*000
Pilas 4S diios a.............. \ 258000
Ditas O ditos a.................. 309000
Pilas 144 ditos a.................. G0,-XH)0
Tubos avulsos......................... 19000
1-rseos de meia onra de lindura................... 28000
Ditos de verdadeira lindura a rnica................. 21000
Na mesma casa ha sempre a venda grande numero de tubos de rryslal de diversos lamanhos,
vidros para medicamentos, e aprompta-sc qualquer eucommenda de medicamentos com toda a hrevida-
de o por precos muilo cemmodos.
MASSA ADAMANTINA.
Rua do Rosario n. 36, sesundo andar, Paulo (iai-
gnoux, dentista fraucez, chumba os denles com a
mas-a adamantina. Essa nova e niaravilbosa coin-
posicao tem a vanlagem de encher sem pressaddulo-
rasa todas as anfractuosidades do denle, adquerindn
em poucos instantes solidez isual a da pedra mais
dura.e promelle reslaorar os denles mais estragados,
com a forma e a cor primitiva. '
Compra-so ou aluga-se um prelo de idade,
tWfae cutenda alguma coma <>e plantacoes ; na rua
Bella, no segundo andar do soLrado 11. 37.
Compra-e nina parda ou prela ilo meia ida-
1 lia, e que saiba fazer os arranjos de urna casa;
paga-se bem : na rua Nova, loja 11. (7.
10fO00
38000
na pralica da

i
(0)
i
&
.'l'BLICAfAO' DO INSTITUTO 110
MEOPATIIICO DO BRASIL.
THESOL'RO HOMEOPATHICO
OU
VAE-MECLM DO
HOMEOPATHA.
Melliodo concito, claro e seguro de cu-
rar homeopalliicamenle lorias as molestias
que affligem a especie humana, e parti-
cularmente aquellas que reinam no Bra-
sil, redigido segundo ns melliores trata-
dos de homeopalhia, lano europeos como
americai.os, e segundo a prupria experi-
encia, pelo Dr. Sabino Olegario Ludgero
1'inli... Esla obra he boje recouhecida co-
mo a melhor de todas que tialam daappli-
caeAo homoopathica no curativo das mo-
leslias. Os curiosos, principalmente, nao
podem dar um passo seguro sem possui-la e
consulta-la. Os pais de familias, os senlio-
res de engenho, sacerdotes, viajantes, ca- 6#
pilles de navios, scrlanejos etc. etc., devem z?
te-la a roao para occorrer promptameute a ($
qualquer rasodc'moleslia. A
llous volumes em brochara por 10500(1 W
>' encadernados 1I30IK} (S)
Vende-se unicamenle cm casa do autor, *
no palacete da rua de S. francisco (Mun- w
do Novo) u. ti A. rl^
O Sr. Joao Nepomuceno Ferreira
de Mello, que mora para o Saljjadinlto,
queira mandar receber urna eucommen-
da na livraria n. e 8 da praca da Inde-
pendencia.
339:@sese
S J. JANE, DENTISTA, I
y continua a residir na rua Nova n. 19, primei- @
ro andar. S
e@
J'ovos livrosde homeopalhia uiefrauccz, obras
Indas de summa importancia :
Hahncmann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
lumes............ 208000
Tesle, rroleslias dos meninos...... (>gG00
Hering, homeopalhia domestica..... 7-mhmi
Jalir, pliarinacopci homenpalhica. 1 63OOO
Jalir, novo manual, 4 volumes .... lRO0O
Jabr, molestias nervosas....... t000
Jalir, molestias da pello....... KjOOO
Hapou, historia da homeopalhia, 2 volumes ItisOOO
llai llimann, tratado completo das molestias
dos meninos.......... 109000
A Tesle, materia medica homcopalhica. HyOOH
Do Fayolle. doulrina medica homeopalbica 75OOO
Cliuica de Slaoueli ....... 65OOII
Casling, verdade da homeopalhia. 4.-j000
Diccionario de Nyslcn....... IO5OOO
Atllas completo de anatomia com bellas es-
lampas coloridas, i uniendo a descripcau
de todas as partes do corpo humano 303000
vedem-se todos estes litro 110 consultorio homcopa-
Ihico do Dr. Lobo Moscoso, rua do Collegio 11. 25,
primeiro audar.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva para
fazer o servico diario de urna casa de pouca familia :
quem pretender, dirjja-se a rua do Collegio 11. 1 j,
armazem.
Instrucca o elementar.
O professor Miguel Jos da Motta, con-
tinua a exercer as funeco-'s de seu magis-
terio, na travesa da Concordia ou cadea
nova, nico sobrado que abi lia, prompto
a admittir alumnos externos, pensionis-
tas e semi-pensionistas, sendo por um ra-
zoavel estipendio.
Precisa-se de urna ama de leite que
seja sadia: no pateo do Hospital n. 26,
por cima da coebeira.
LOTERA DO COLLEGIO DE JORPHOS.
O cautelisla Anlonio Jos Rodrigues deSoasl J-
nior avisa ao rcspcilavel publico, que es seus Mne-
les e cautelas nao sollrem descont nos tres primaros
premios grandes, os quacs eslo i venda pelos pre-
cos abaixo, as lajas da praca da Independencia 11.
i, 13,15e40, e uasoutras do coslume, cuja lotera
"~rre no da 24 do prsenle mez.
Bilhetes
Meios
Quarlos
Oilavos
Decimos
Vigsimos
sOO
2S800
18440
8380
0600
5320
Receber por inteiro
5:0003
2:5005
1:2508
6258
500
32508
O abano assignado, olTerccc o seu presumo a
quem se quizer ulitisar para lirar guias do juizo dos
eitos da Tazcnda, tanto da geral como da provincial,
por aquellas pessoas que pessoalmentca nao podem
tirar, e que com a mesma fazenda se acham delga-
das : quem precisar pode mandar por escripia seu
nome, numero .da casa, e rua em que mora, nos lu-
gares seguinles: P.ccife, rua da Cadeia loja 11. 39
rua da Cruz n, 56, pateo do Terco 11. 19, rua do Li-
vrameoto n. 22, praca da Independencia u. 4, rua
Nova n. 4, praca da Boa-Vista n. 24, onde serao
procurados os bilhetes e as pessoas que quizerem
para o tim expendido, e na rua da Gloria 11. 10 casa
do aonunciante.Macariio de Luna Feirc.
m;a nova n. o.
Madama Rosa llardy annuucia ao respeilavel pu-
blico, que tem recebido um rico sortimento de cha-
peos de seda, que vende 1 20. 15, 108 c8>, clia-
peosinhos de seda para baptizado de enancas de (i
mezesa2annos. dilos de palha de abas largas paia
meninas de 5 a S anuos, ricos corles de seda de co-
res lavrados, dilos dequadros escossezes, barrje de
seda e laa de quadros, chaly para vestido de lodas
as cores, corles de surja prela lavrada, chmalo le
prelo, boa sarja prcta o covado a 25200, grosdena-
ples prelo. dito amarcllo, liodjs roineiras prelas de
tilo, cabecees pretos, mantas prelas, carnizas prelos
para senhoras e meninas, tornciras brancas de lilo
delinho, camisas docambraia branca bordados para
senhoras, lencos de cambraia de liuho para mao,
dilos arrendados de cambraia de algodo.loucas para
l)a|)tisados, sapatiuhos de casemira bordados c vesli-
dinbos de seda, luvas de seda para senhoras e meni-
nas, mcias de seda para senhoras e enancas, lequcs,
capellas para noiva, nenies do tartaruga, nonecas
fraricczas para meninas, um grande sorliincolo de
chales, de laa muilo linos com franjas de seda bor-
dados de relroz da todas as cores, dilo da mesma
qualidade lisos, ditos de relroz e de rede bordados,
ditos de seda, capolinlius e'manteletes pretoc
veodem-se pelo custo, trancas de seda de lo-
das as cores e franjas, hicos de linho, filo de liuho, c
cambraia de linho. Na mesma asa lem um gran-
de sorlinicnlo de obras de ouro de lei de Franca e
llambnrgo de 11 quilates, corrcntOes para homem,
correiiles para rclogio, Irancelins chatos com passa-
dor, adereces inlciros, meios adereros, alfiueles, cas-
Soletas, pulceiras, anneis de lodosos presos do'ouro
de lei. que se vendem por 3?, nrgolas lisas, rosetas
para senhoras e meninas, mcdalhas, cordoes, etc.
todas eslas obras vendeui-se mais baratas que cm
qualquer oulra parle.
Qoem quizer dar 4008000 com hypolheca em
orna escrava moja, aunuqcie por este jornal.
do
>** #9
DENTISTA FUANCEZ.
Paulo Oaignoui, eslabelccido na rua larca
do Kosario n. 36, segundo andar, collora den-
les com gengivasarlilicincs, c dentadura com-
pleta, ou parte della, com a pressao do ar.
Tambem lem para vender agua dentifriredo
Dr. Pierre, e p para denles. Rna larga do
Rosario n. 36 segundo andar.
*@e@
Casa de consignaco de escravos, na rua
dos Quarteis n. 24
Compram-sc e recehem-se escravos de ambos os
sexos, para sevenderem de commissao, tanto para a
provincia como para fra della, olTerecendo-se |iara
sso toda a seguranca precisa para os dilos escravos.
Precisa-se alugar um preto para ser-
viro de casa de ltomem solteiro : na rua
do Trapichen. 16.
AULA DE LATLM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
quemudou a sua aula para a rua do Kan-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos eexternos desde ja* por m-
dico preco como be publico: quem se
quizer uttlisar de seu pequeo prestimo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
Conclusao do furto da jangada e fuga de
um escravo.
Chegaram a este porlo dous pescadores livres,
que de ronivencia com o mcu escravo, se lizeram
arribados em Tambahu, provincia da Paradina, des-
de Janeiro ; mas Meando o negro Thcodoro, crioulo,
baixo, corpulento, com muilos cabellos braucos pe-
la barba e peilos, idade 35 anuos pouco mais ou
menos, o qual dizein os conipanbeims da arribada
lerdeado cm Tambahu : quem dclle liver noticia o
traan esla cidade a Pedro Anlonio Teixeira Goi-
maracs, que dar de gralilicacio 503. Tambem se-
na conveniente que a polica desla cidade esmir-
Ihasse bem este fado dos dous arribados.
SALA DE BAUSA.
l.uiz Canlarelli participa ao respeilavel publico,
que a sua sala de ensillo, na rua das Trincheiras 11.
19, se arda aborta todas as secundas, quarlas c sex-
tas, desde as 7 horas da noile al as 9 : quem do seu
preslimo se quizer ulilisar, dirija-se a mesma casa,
das 7 horas da mauhaa at as 9. O mesmo se ollcre-
ce a dar licCcs particulares as horas convencionadas :
lambem da licoes nos collegios, pelos precos quo os
mesmos collegios tem marcado.
Pl'BLICACAO'.
Arha-se no prelo e breve sahir luz urna inlcres-
sanle obra inliluladaManual do Guarda Nacional
011 collcccao de todas as Icis, regulameutos, ordens e
avisos concerneutea a mesma Guarda, (muilos los
quaes escaparam de ser mencionados as collecrocs
de Icis;: desde a sua nova organisacao al 31 de'de-
zembro de 1851,relativos nao so ao processo da qua-
lilicai;ao, recurso de revista, ele. ele, senao a eco-
noma dos cornos, organisacao por municipos.'bala-
Ihoes, companhias, de mappas, modelos, etc. etc. etc.
Subscreve-se a 55000 para os mi.iiaiilin. e 65000
para os que nao o forcn : no paleo doCacmo 11. 9,
primeiro andar.
Pcrdeu-se no caminho dos Afogados para esta
cidade, um cmbrulho conlcndo o seguintc : urna
Ictlra de 3008000, urna de 1205000, esla vencida em
o mez de niaio de 1854, aquella a vencer em mao
desle anno, sacadas por Flix Pacs da Silva conlra
Francisco \crissimo do Reg Barros; urna outra da
quanlia de 2508000, sacada por Flix Paes da Silva
contra Jos Victoriano Corrcia de Amorim, ja ven-
cida no ultimo de fevereiro do correnle anuo ; al-
gum dinheiro, sendo urna moeda de ouro do valor
de 2O3OOO das novas, 15000 de prala, c mais urnas
sedosa lambem do valor de 15000 cada urna ; mais
alguns papis, entre estes um vale da quanlia de
IO5OOO, passado por Goiicallo Jos do Mello. Prc-
vine-se as pessoas mencionadas, que nao paguem as
ledras e vaie senao ao sacador : qualquer pessoa que
achou, querendo, como deve, reslluir, o poder fa-
zer a Flix Paes da Silva, no engenho Curato da fre-
cuezia da Vanea, 011 na rua I#bva dcsta cidade n.
ol, que ser generosamente recompensado.
Pede-se ao Sr. Jos de Mello Cesar -pro-
curador da cmara de Olinda, que venha entender-
se com os hordeiros de Luiz Roma, pois basta de
cassoadas, licaiido certo que cm quanlo nao se en-
tender com os mesmos ha de sabir este annunco.
LOTERA do collegio de
,. 0RPKA0S.
Ocauteltsta Antonio da Silva Gu'una-
raes, tem exposto a venda na sua casa no
aterro da Boa-Vista 11. 48, os seus bilhetes
e cautelas da primeira parte da primeira
lotera do collegio de orphaos desta cida-
de,.a qual corre impreterivelmentc no dia
2i do corrente.
Bilhetes inlciros. 5#500
Meios. -2'800
Quartos. 1JJT440
Om'ntos. IgSM
Oitavos. 720
Decimos. 600
Vigsimos. H20
B.O cautelista cima tem
N.
resol-
vido garantir os bilhetes inteiros nica-
mente, pagando os tres premios maiores
sem o disconto de 8 por cento do gover-
no, cojos bilhetes vao assignados atraves-
sado na frente com o nome do a n 11 unej-
ante Antonio da Silva Guimaraes.
As mais novas e
modernas joias.
Os abaivo assi-'nados,donos da lol 1 dcourives, na
rua do Caduca n. 11, confronta ao paleo da malriz c
rua Nova, fazem publico, que csto recebendo con-
luiundaincntc muito ricas obras de ouro dos mellio-
res gestos, tanto para senhoras como para homens e
meninos ; os precos continan! mesmo baratos como
lem sido, o passa-se conlas rom rcsponsabclidade,
cspecidcando a qualidade do ouro de 14 ou 18 quila-
tes, licando assim sujeilos os mesmos por qualquer
duvida.Seraphim & Irnuio.
Ainda precisa-se de oliciaes de alaia-
te, tanto de obra grande comb miada:
na ruada Madre de Dos ni 3(, primeiro
andar.
Da rua do Crespo, sebeado n. 12, fugio um
passini de Angola, a que chiimam viuva, quem o
pe:ou c o queira restituir a seu dono, lenha a bon-
daJc manda-lo aloja do dito sobrado, pelo que-e
licara mnilo obrigado, e sendo pessoa que quera re-
ceber o adiado, lambem se da.
Precisa-se de urna ama boa cozinheira e en-
commadera, a qual paga-so bem : no aterro da
Boa-Vista n. 17.
Manuel Jos Monleiro vil a Europa a tratar
do sua saude, e durante a sua amencia deixa por
seus procaradores os Srs. Bemardino Jos Monleiro
A Irmnos, Custodio Jos,do Carvalho Gnmares, e
Joao lernandes Lopes.
COM PISAS.
C.onipra-Ec na rua
inoedus de 5 fiamos.
la Caricia do Rcrfe n. 54
Compra-sc um
rom Al. Carneiro.
litio perto da praca : a fallar
Na rua larga do Kosario n. 38, eompram-se
c-ciavos de aniln.s os sexos, |irelenndo-se os de da-
do de 12 a 2 anuos, c os que liver -tu officius, qual-
quer que soja a idade, nao se nldaudo a preco.
Cnnipram-sc patacoes lua-ileiros e hespauhes:
na ruada Cadeia do Recife n. 54.
Contpra-se nina casa terrea em qualquer das
mas da freguezia le Sanio Antonio 101 S. Jos, que
o seu valor nao exceda de 1;()0U*XK): a Iralar na
rua das Triucdeiras 11.50.
Em Apipucos, casa onde morn o Exm. Sr-
Bispo, compra-sc una escrava mora de habilidades,
e boa conduela, c um prelo de 18 a 24 annos.
VENDAS.
ALMANAI PARA 18^0.
Sahiram a luz as foirahas de algihei-
ra com o almanak administrativo, mer-
cantil, agrcola e industrial desla provin-
cia, corrigido e accrescentado, contendo
00 paginas: vnde-se a 500 rs., na li-
vraria n. 0 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
Na rua Direita n. 3, vendem-se os objeclos se-
guiules: 1 par de ronsolos. | mesa redonda, 1 duzia
de cadeiras, c 1 sof ; sendo ludo de ulico c por
preco coiiiiiiodu.
Na estrada nova da Magdalena, no sesundo
sitio de porlo de ferro, se vende um ptimo boi cri-
oulo, muilo manso c bstanle sordo, propno para
catroja : quem o pretender, dirija-se ao lugar indi-
cado.
Veude-se urna opa nixa de corcurao lino, por
mtlaclc dc.scu valor : na rua do Hospicio, laberua
da esquina.
Vende-se a casa terreado 2 portas c 1 j,mella,
na rua de Aguas-Verdes, lado da sombra n. 82, a
qual casa lem no fundo una outr.l de porta e anel-
la, c um quarto rom una porla com Irent para a
rua de Borlas, ludo em chaos proprios, sendo a casa
da rua de Asuas-Verdes de paredes dobradas, pro-
pria para levaular-sc sobrado : a pessoa que preten-
der, dirija-se a ruadaMangueira n. 9, na Boa-Vista,
ou no trapiche do algodio, que achara com quem
Iralar.
Vende-se urna escrava moca : na rua larga do
Kosario n. 14, primeiro andar.
Vende-se urna excedente armagan, toda envi-
dracada, propria para qualquer negocio ; vende-se
muilo cm conla : na rua Nova, armazem de trastes
do Pinto.
Vende-se um silbao inglez cm bom estado, pa-
ra montara de senhora, com ,2 inanias e cabecadas
linas ele, bem como 2 sellins para uso de meninos :
no aterro da Boa-Vista n. 38.
Vende-se urna prensa de ni.ideira para impri-
mir resistes : na rua Imperial n. 1<>7.
ADELINAS A 100 RS. 0
COVADO.
Chcgou pelo vapor Soten!, da Europa, urna fazen-
da nova, loda de seda, de quadros larsos asselnados
e malisado', ultimo sosto em Pars : vende-se uni-
camenle ua loja de llenrique & Santos, na rua do
(Jueuuado n. 40.
Na rua das Cruzes n. 22,;vendcm-se duas es-
cravas, bonitas figuras; una dolas engnmma, co-
llona c lava, e a oulra lozinha, lava e vende ua
rua.
Vende-se um molequc de idade de 18 anuos,
de boa conduela ; e urna escrava de narAo, quilan-
deira : na rua Direila n. 3.
ELOGIOS INGLEZES DE PATENTE.
Vendem-se por preco muilo commodo : no arma-
zem de Barroca & Castro, rua da Cadeia do Recife
n. 4.
Veudc-sc milbo muto novo, cm saccas de al-
queire, menos o sacco.-pur preco commodo : na rua
da Traa, armazem u. 22.
Para vestido preto.
Vende-se superior srosdedaplc prelo, de seda, lar-
go e encorpado, pelo baraloVrcco de I600cada co-
vado : na loja de 4 portas da rua do Oueimado
n. 10. I
Curtes de chita a 2s200.
Vendem-se corles de vestido de chita franceza,
larsa, cores fixas, padrees decasa, com 9 covados, a
2^-^00 cada corle ; ditos de riscado francez, padtes
escurus, a 25090 : na loja de 4 portas da rua do
Oueimado n. 10.
Sedas para vestido.
Na loja de 4 portas da rua do Oueimado. ha para
vender sedas de cores e brancas para vestido de se-
nhora, havendo bom sortimento para escolher, e por
preco muilo commodu.
Vcndcm-se braceletes de cornalina, encasta-
dos em ouro, obra do ultimo goslo : no aterro da
Boa-Vista n. 68, loja de ounves.
. No rua do Oueimado n. 11, vendem-se as ver-
daderas luvas de Jouvin para homem a 25000 o par,
e para senhora com enfeites a 1000. Na mesma en-
contrar um completo sortimento de miudezas ba-
ratas.
Vende-se milbo a jranel muilo novo, a bordo
da harcaca Diligencia, encostada na rampa do Caes
do Ramos.
Calcado de Burracha.
Na nova toja decalcado, na praca da Indepen-
dencia u. .i, e 39, ha um grande sortimento de sa-
padas de borracha, lano para senhora como para
Domen, muito novus e modernos.
Vendem-se boas btalas, queijos a 1>600, mail-
lera a 640, 720, 800 e9C9, nozes a 100 rs., amellas
S^'^S^?rs- c,,fc m' ** a *=o>.
-NKIO, 29240 c 25.00, loucuho a 360, assucar bron-
co fino a 100 rs., bailo a 90 rs., mascavado a 70 rs
sardmhas de Nantcs a 800 rs. e 6 a lata, banha'
180, clia prelo o melhor que ha no mercado a 2--O80
esleirs do Aracalv a 200 rs., feijflo prclinho iuil,*,
novo a 480, mulalinho a 600 rs., arroz a 480 a cuia-
no pateo do Carnio, quina da rua de llorlas j. 2.
Vende-se a taberna do Mondego n. 74, com
pouco rundo, c commodo para Icr familia : a Iralar
na mesma cum o dono.
Vende-se um lido molequc crioulo, de 18an-
nos, eozmheiro, scm vicios nem achaques alguns
muito propno para pasem por ler figura elcsanle e
airosa : ua rua dos Marlynos u. 14.
Vendc-se ou arrenda-so um ptimo sitio no
principio da estrada dos Afiliclos. com urna famosa
casa de vivenda, coebeira para 3 carros, estribarla
para 8 cavallos, seuzala para 20 escravos, c lodo
plantado das melliores arvores de fruclas .le lodas as
qualidades que ha no paz, tendo alm dsso um lin-
do jardim para recrco, 4 cacimbas d'agua pohivel e
urna baixa de capim: quem o prelcnder, dirija-se ao
mesmo sitio, qoe achara com qoem Iralar.
Vende-se
Cruzes n. 6,
Vendc-se um Icrrcno de 50 palmos de frente e
130 de fundo, silo na rua do Sel, bairro da Boa-
Vista, do lailo do sul, muilo proprio para edificar
nina boa casa ou qualquer eslabelecimento, por ser
no lugar mais alto da dita rua : a fallar na praca da
Boa-Vista n. (i. botica.
Vende-se farelio de llambnrgo em
saccas muito grandes, chegadas uilima-|
mente c por preco muito commodo : na
rua do Amorim n. -58, armazem de Pau-
la & Santos.
1 AZr-NDAS FINAS PARA SENHORAS,
NA QUAllESMA.
Rumeiras de di., ile lindo pelas bulladas a linha
a IOoOOO, diUs ditas bordadas a scliin, as m.m mo-
dernas do mercado, a I.V^KKl, capolinlius de (il de
linho pretos e de cures bordados a 1(MNl, dilos de
relroz pelo lambem bordados a 105000. inanias de
fil de linho prelas bordadas a 80000, ditas de seda
pelas muilo linas a KjfiOO, rliamalote prelo, covado.
25200, c oulras mullas fazendas que se venden) por
precos ronimodos : na loja da Estrella, rua do Qnei-
uiado 11.7.
Vende-se elicclivainente alcool de 30 a40
graos
em pipas, barril 00 ctuadas : na Praa de Sania Hi-
la, distilaco de tranca.
ARROZ 1)0 MARANHA'O.
Vende-se no armazem n. I (i do becco
ao Azeitedo Peixe, por preco commodo.
Vendc-se urna balanca romana com todos os
seus perlcnces. cm bom uso e de 2.000 libras : quem
a pretender, dirija-se a rua da Cruz, armazem 11.4.
ROLiO' FRANCEZ
t.hegou de novo e se acha a venda a deliciosa pi-
tada dele roblo francez, e s so encontrara na roa
da Cruz n. 26, cscriplorio, na loja de Cardeal, rua
larga do Rosario n. 38, e na de Manoel Jos Lopes,
na mesma rua n. 40.
FARELO ML1TO NOVO.
Vendem-se saceos muito grandes com
farcllo chocado ltimamente de Lisboa :
na rua do Amorim n. i8.
MASSA DE TOMATES.
Em latas de 4 libras cxrcllcnlo para tempero, e
tambem se vende as libras por preco commodo : na
rua do Collegio n. 12, cm casa u> Francisco Jos
Leite.
Moinhos de vento
eombombasderepuiopara regar borlase baixa,
de capim. na fundirn de I). W. Bowman : na rua
do Bru ns. ti, 8c 10.
CEMENTO ROMANO.
Vende-se superior cemento cm barricas e a rela-
lho, no armazem da rua da Cadeia de Sanio Anlo-
nio de inaleriaes por preco mais em conla.
CAL DE LISBOA A 4*000 RS.
Vcndcm-se barris com ral de Lisboa, chegado no
ultimo navio a 43000 por cada una : na rua do Tra-
piche n. 16, segundo andar.
FARINHA DE MANDIOCA. >
Vcnde-se saccas {jraudes com muito su-
perior iarinha de mandioca por preeo
commodo: no armazem n. 1( do becco
do Azeite de Peixe; ou a tratar com Anto-
nio de Almeida (iomesiVC, na rua do
Trapiche Novo 11. 16, segundo andar.
Vende-se superior sarja preta
(k hespanhola.
(> lienjjallas linas com lindos cas-
,^ loes.
Metas de seda brancas e pretal
w para senhora.
W Setim preto macau paiacolle-
5) tes c vestidos.
(g) Chales de crep, boi dados c es-
fy tampados.
/ Saias brancas bordadas para se-
S 1,ho,,'.
Vestidos de cambraia
i
1
m
tt
I
i
i
Poip
padour.
Charutos Lanceiros.
Papel pintado para forro
sala.
Chocolate francez muilo supe-
rior.
Agua de flor de laranja de muito
boa nuadadc.
No armazem de Vctor Lasne,
rua da Cruz 11. 27.
Vende-se muilo bom leite : na rua Direila n.
120, ptimeiro andar.
SARJA PRETA E SETIM
HACA'O.
r>> rua do Crespo, loja n. 6, vndese superior
^J&*inp,,,!5il' l"ui'li,rw' |,el (|'mi""10 i|r<,<:0
de 293OO c 25600 o covado, setim mac.io a 2oHOO"e
:15200ocovado panno preto de 33000, 40000, .-.5000
e i.-lKKIo covado.
K rpa do Viga, n. 19i prmciro an,lari >cn.
.Ic-e Trelo novo, chegado de Lisboa pela barca Cra-
lidao.
CEMENTO ROMANO. :
Vcndc-so superior cemento rm barricas Branden ;
assim como tambem vendem-se as linas : alraila
Ibealro, armazem de Joaquim Lupes de Almeida.
Riscado de listras de cores, proprio
para palitos, calcase jaquel., s. a 160
o covado.
Vende-se na rua do Crespo, loja da esquina que
vnlia para a cadeia.
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na rna da Cadeia do Recife n. ."i0 ha para vender
barris com cal de Lisboa, recentemente chegada.
Na ruado Trapichen. 16, escriptorio
de Brandara Iirandis&C, vende-se por
precos razoaveis.
Lonas, a imilaeao das du llussia, de
inuilo boa qualidade.
Papel para imprimir, formato grande c
pequeo.
Papel de cores em cabial sortidas, mui-
lo proprio para forrar chapeos.
Papel almaco e de peso, branco e azul,
de boas quididades.
Graxa para arreos de carro.
Candelabros de 6 luzes de feitio ele-
gante.
Tapetes finos.
Alvaiade de zinco muito superior ao al-
vaiade commum. com o competente sec-
cante.
Em casa de J. Keller&C, na rua
da Cruz n. 55 ha para vender excel-
Icntes pianos vindos ltimamente de Ham-
buigo.
DEPOSITO DO CHOCOLATE 11VGIE-
NICO DA FABRICA COLONIALJH
Este chocolate, o nico preparado com
substancias puras, nutiitivas e hygieni-
cas: vcnde-se em casa de L. Lecomte Fc-
ron & C: ruada Cruz n. 20.
Precos:
Extra-fino. '. 800 a lib.
Superior.. 040
Fino.....500
FABINIIA DE MANDIOCA.
Vende-se superior Iarinha de mandio-
ca, em saccas que tem um alqueire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazens n. o, 5 e 7- defronte da escadi-
11 ha, e no armazem defronte da porta da
alandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaos & C, na rua do Trapiche n. 54,
irimeiro andar.
REMEDIO IMCOMPAKAVEL
UNGENTO BOKLOWAV.
Militares de individuos, de lodas as narocs pndrm
lesleiiHinhar as viiludesdesle remedio inc'omparavel
" provar, era caso necessario, que, pelj uso que del-
Ic liieram, lem seu corpo e mentiros inicuamente
saos, depni* deluver empregado intilmente oulro
Iralanieiilos. Cada pessoa poder so-ha couvcnccr
desee curas maravilhnsas pela leitura dos peridicos
que Ih'as relalam lodo os das ha muilos auno- c
a mior parle deltas sao ISo sorprendentes que ad'mi!
rain os medico mais clebres. Quaolas pessoas re-
cubraram com esle soberano remedio o uto de seus
bracos e pernal, depuis de ler permanecido longo
lempo nos buspilaes, onde deviam soOrer a auipu-
lacao Helias Ka muilas que havendo deiado estes
asvlos de padecimeulo, para se nao submetlerem a
essa operario dolorosa, foram curadas completamen-
te, medanle o oso desso precioso remedio. Alge-
ma da. lacs pessoas, na efusao de seo reeoubeci-
meiilo, declararam este resultados benfico diaute
10 lord rorregedor, e oulros magistrado, fim de
mais aulenlirarem sua adirmaliva.
>inguem desesperara do estado de sua saude se
r n.'ef ,n,,an,e conlianca para ensai.r este remedio
c 1 .intrnenle, scguindo algum lempo o Irata-
nio oqe necessitasso a natureza do mal. cojo re-
sultado seria provar incooleslavelmente: (Jue ludo
O ungento he til mai, particularmente nos
seguinles casos.
malrir.
9
fe@@@^a:4)M#*
KLA DO CRESPO i\. 12. R
# Vcnde-st nesta loja superior damasco de {
seda de cores, sendo branco, encarnado, roio, 9
@ por preco razoavel. s
(*?:
CEMEMO RONANe BRANCO.
Vendc-se cemento romano branco, chegado agora,
Ve superior qualidade, muilo superior ao do consu-
mo, cm barricas e as linas : airar do (hcatro, arma-
zem de taboas de pinito.
Vende-se feriaba de mandioca mu-
to superior, a SOOrs. a sacca; nos ar-
mazens de Luiz Antonio Annes Jaconie,
eno de Jos Joaquim Pereira de Mello, no
caes da alandega, c em porcSo, no es-
criptorio de Aranaga&Bryan, na rua do
Trapiche-Novo n. ti, segundo andar.
Taixas par& engenhos.
fundicao' de ferro de D.
do Brum
POTASSA BBAS1LEIRA.
Vende-se superior potassa, Fa-
bricada .no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senliores de engcuhos os
seus bous cli'eitos ja' experimen-
tados: na rua da Cruzn. 20, ar-
mazem de L. Leconte Ferou &
Companha.
Na
Bovvmann, na
do o chafariz
mesma.
Na ra
a
com
ahorna da travessa da rua das
poucos fundos: a Iralar na
FIMO EM FOLHA.
lo Auioriin n. 39, armazem de Manoel
uo sanios l'inlo, lia muilo superior fumo em lolha
para lazer charutos.
B FEIJAO MtLATIiMIO.
sJmfS, ." A,mu'im ''-S'.l. armazem de Manoel dos
sanios 1 mo, ha superior feijao mulalinho em sac-
cas por precos razoaveis.
A 1.S0O0, 2S500 e.").?000.
\endc-semelpomcncdeiluas larguras eom qua-
dros achamalotados para vestidos de senhora alTo
'"vade; selun prelo Ma.ao, excelleule para veili-
T?.LT,V0,"f9'< 'cuco de cambraia de liuho l-
os bordados e lucos pela heiraa35cada um; cam-
[""? ,lc '..... '"a a S a vara ; assim como diver-
h i\0VA'. MEtPOMEXE-
lie chegada e vende-.se na luja de qualro portas
ua rua do Queimado n. 10, a muid, procurada fa-
znda: denominad melpomene de cores para
vcslido de senhora. sendo novos goslos e por muilo
menor prec,,, qche I200 o covado.
CASEMIRA PRETA A 5,500
0 CORTE.
l anno prelo muilo (ii o a 3J)d0 o covado.
elim prelo Maco a J>-IX) dem.
rosdcnaple preto a l;7l)0 idem.
Sarja preta hespaubola a I96M) idem.
Alpaca prela de luslro, lina, a 600 rs. idem.
Meias de seda prela para senhora a 25000.
-neos de setim preto Maco a 13600.
^ Luvas de seda pretas para, homem c senhora a
Na roa do (Jucimado, em frenle do becco da Con-
Sregacao, passando a bolioa a sesunda loja de faldi-
llas o. 40, e dao-se as am Miras com penliores.
VIDROS PAGA VIDRACAS.
\ endem-se em caitas, em casa de liarlbomeu
Francisco de Souza, rua I irga. lo Kosario o. 36.
W.
rua do Brum, passan-
continua baver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de o a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
em barca m-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vendem-se em casa de S- P. Johns-
ton & C., na rua de Senzala Nova n. 42.
Sellins infjlezes.
Relogos patente inglez.
Chicotes de carro e de montara.
Candieirose castiraes bronzeados.
Chumbo em lenco), barra e municao.
Farcllo de Lisboa.
Lonas nglezas.
Fio de sapateiroe devela.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris! de graxa n. 97.
COH PEQUEO TOQDE DE
AYARIA.
Per,as de madapolao a 2j000, 2.VH) e .1*000, pecas
de alsodaozmlio a 800 rs., IrjOOO. lfr>80, 15600,'25
e 2300 : vendem-se na rua do Crespo, loja da es-
quina que volla para a cadeia.
PARA A CUARESMA.
Sarja prela hespanhola de primeira qualidade, sc-
lim prelo muilo superior, casemira prela franceza,
lila setim, velludo prelo superior, panno preto min-
io fino, ruin lustre e prova de liman, e deoutras qua-
Ihlades mais abaixo : vendem-se na rua do Crespo,
luja da esquina que volla para a cadeia.
CAL VIRGEH.
a mais nova que ha no metcado, a preco commodo;
na rua do Trapiche n. Ij, armazem de ltastos Ir-
infios.
COBERTORES ESCUROS E
BRANCOS.
Na rua do Crespo.loja da esquina que volla para a
cadeia, vendem-se cobertores e-rurus, proprios para
escravos, a 720, dilos Brandes, bem cucorpados, a
I3280diles braucos a IJfcJOO, dito com pello imi-
landoosdela a l>2>0, ditos do la a 28100 cada
um. -
Farinha de mandioca.
Vcnde-se saccas grandes com farinha :
no armazem de Jos Joaquim Pereira de
Mello no caes da alandega, e para j>or-
coes a tratar com .Manoel Alves Guerra
Jiuiior, na rua do Trapiche 11. li.
NOVO SORTIMENTO DE COBERTORES DE TO-
DAS AS QUALIDAUEN
Cobertores oscuros a 720 rs., dilos grandes n 19200
is., ditos brancos dealgodaode pello o sem elle, i
imilaeao dos de papa, a 18200 rs. : na loja da rua
do Crespo 0.6.
Vende-se excellente taimado de pinho, recn-
tenteme checadn da America : na ruj de Apollo
trapiche do Kerreira. a enteuder-se com oadmiuis
rador do mesmo.
AOS SENHOKES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
lk> arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-sc a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de emprc-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber Si Companha, na ruada
Cruz. n. 4.
Devoto Christao.
Sabio a luz a 2." cdic.lo do livrinho denominado
Devoto Cbrislao.mais correlo e acrescenlado: vende-
se unicamenle na livraria 11. 6e 8 da praca da In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
PUBLICAQAO' RELIGIOSA.
Sabio a luz o novo Mez de Maria, adopla reverendissimos padrescapuchiulios de N. S. da Pe-
nda desla cidade, augmentado com a novena da Se-
nhora da Conceicfto, e da noticia histrica da me-
dalha milagrosa, cdeN. S. dn Bom Conselho : ven-
de-se unicamenle na livraria n. 6 e 8 da prac. da
independencia, a 18000.
Na rua do Vgario n. 19, primei-
ro andar, lem para vender diversas mu-
cicas para piano, violo e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas tudo modernsimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Vendem-se ricos e modernos pianos, recentc-
menlc chegado,'de eicellcnlcs vozes, e precos coni-
modus em casa de N. O. lliebcr^Companbia, rua
da Cruz u. 4.
Vendem-se lonas da llussia por preco
commodo, e le superior Qualidade: 110
armazem de N. O. Bicber&C,, rua da
Cruzn. i.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova a. '42.
Neste estabelecimento continua a lia-
ver um completo sortimento de moen-
das c meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vende-se nm cabriole! com coberla e os com-
petentes arreios para um cavallu, todo quasi novo :
par ver, no aterro da Iloa-Visla, armazem do Sr.
Miguel Segeiro, e para Iralar no Recite rua do Trapi-
che 11. 14, primeiro audar. jm .
Deposito Je vinho de cham-
l9 pagne Chateau-Ay, primeira qua- Q
^ lidade, de proprtedade do conde tj^
1^ de Marcuil, rua da Cruz do Re-
(Oi cife n. 20:-este vinho, o melhor
a de toda a Champagne, vende-se
Je a 06^000 r*. cada caixa, acha-se
} nicamente cm casa de L. Le-
W coiute Ferou- i Companha. N. w
goConde de Marcuile os ro- tS
lulos das garrafas sao azues. M
Potassa.
No anligo deposito da roa da Cadeia Velha, e<-
rriplorio n. 12, vende-se moito superior potassa da
Kussia, americana e do Kio de Janeiro, a precos ba-
ratos que be para techar conlas.
Na rua do Vig ario n. 19 primeiro andar, tem a
venda a superior llanclla para forro de sellins che-
gada recentemente da America.
Vendem-se no armazem n. 00, da rua da Ca-
deia do Recite, de lleary Ginson, os mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por precos
mdicos.
A iSO rs. a vara.
Na toja de Guimaraes & Delinques, mi do Cres-
po n. 5, yendem-se cassas francezas muito fina, che-
gada ltimamente, de gostos delicados, pelo barato
preco de 480 rs. a vara : assim como tem um com-
pleto aorliiueuto de fazeudas Unas, tudo por prego
muito eommed.
AI porras.
Cambras.
Callos.
Canceres.
Corladuras.
Dores de rabera.
das costas.
do membros.
En tenuidades da culis
^ em geral.
Knfermidades doanus.
ErnprOes escorbticas.
I i-lulas no abdomen.
Inaldade ou falla de ca-
lor na extremidades,
fricaras,
Gengiva escaldadas.
Inchacocs.
lullammacao do Usado.
Lepra.
Males da pernt.
do peilos.
de olboi.
Mordedura de replis.
Picadura de mosquitos.
1'ulmOe.
Oueimadela.
Sarna.
Supurado ptridas.
Tinha, em qualquer par
le qne seja.
Tremor de ervos.
Ulcera na bocea.
do ligado.
da articularles.
Vcia torcidas, ou noda-
da as pernas.
da beiiga.
Vende-se esle ungento no estabelecimento peral
de Londres,n. 2U,Strand,e na loja de todos w. bo-
ticarios, droguistas e oulras pessoas encarregadasde
sua venda em toda a America do Sul, Havana e
llespaulia.
\endc-se a 800 rciscada bocelinha, eoelm urna
insiruccio em porluguez pera explicar o modo de
l.i'.cruso desle ujuenlo.
0 deposito geral be em easa do Sr. Soum, phar-
uaceutico, na rua da Cm n. 22, em Peniam-
buco.
BALSAMO HOMOGEHIO STI-
PATHICO.
1 avuravelmenle acolhido em lodas ai provincias
,|n imperio, e lito geral como 1 :vidmen(e apreciado
|iur suas admiraveis virludei.
MOLESTIAS CDRAVEIS
POI MEIO DESTE PORTENTOSO BALSAIO.
I'EIUDAS DE TODO O GENERO, ainda que
sejam com laceracoes de carne.e quejaeslivessem no
eslado ilo chagas chronicas, esponjosas e ptridas.
Limo de pois da applicacao cesam as dor
LLC.EKAS E CANCHOS VENREOS, escorbu-
to, sarnas, erysipelas. molestias as ou perpe-,
las, e scirrhos, cojibecidos pel falso nome de figa-
lo nos peilos. rbeumatisnio, dielezede lodas as qai-
Inlaiies. olla, mclu^oes e fraque as arliculacOe.
i.H LIMAD I HAS, qualquer que seja a causa e o
objerto que as produzio.
0 MESMO UAI.SAMO se Um applicado com a
manir vanlagem lias molestias segiiinle : porm ad-
MMl.-.e que su se deve recorrer a elle em casos e-
Iremos, na falla absoluta ou impossivel de se obler
a assisienria de um facultativo.
1 Is I I LAS," em qualquer parle do corpo.
LDMBItIGAS, nao exceplutiido a leuiaousoli-
laria.
Mi IIIDEIILRAS de qualquer lespecie, inda que
sejam as mais venenosas.
DORES clicas ou de barrisa. debilidade do esto-
mago, obstrucrao das glndulas, oo cntranhas, e ir-
reaularidade ou falta da menslrurao ; e lobretndo,
inllamniaces do Puado e do ba;o.
AKFECLO'ES do peilo, degeneradas em principio
de phtisica etc. Vcnde-se na rua larg do Kosario
u. 00.
5 NA VALAS A CONTENTO E TESOL'RAS.
Na rua da Cadeia do Recite 11. 48, primeiro an-
dar, eeeriplorio de Augusto C. de Ahreu, ctol-
nuam-se a vender a 8JO00 o par (prejo fi\o) as ja
bem condecidas e afamadas navallus de barba feilas
pelo hbil fabricante que foi premiado na ex^osic.io
de Londres, as quaes alm de duraren) eitraardia-
riamentc, n.losesentem no rosto na accSo d collar ;
vcndcm-se com a condicao de, nao aeradendo, po-
dercm os con pradores devolv 1 depois
pa compra resliluindo-se o imporlc. Na mesma ca-
s.i ha ricas tesourinhas para unhas, feila pelo mes
mo fak'icaole.v '
Vende-se ou arrenda-sc um dos engtr
nhosTelha e Brilhante, na freguez.ia de
Sernhaem, os quaes moem um com agua
otilio com animaes, situados em trras da
melhor produeco, com militas varzeas
e maltas virgens, boas obras, sendo as de
11 in dilles inteiramente novas, com pro-
poices para grandes safi-as, e listantes
lo embarque legua e meia : a fallar com
o sen proprielario o major Joa
I-'ernandes Cavalcanti no mesmo engenho,
Hiniesta prai;a com o Dr. Joao Vicente da
Silva Costa, na rua de S. Goncalo'n. 14.
Vende-se o engenho Copaoba, na margen) do
rio Capibarihe, lemio de Banaueiras, provincia da
l'arahiba, com safra fuudadivara ,000 pes, Ierras
eiccllenles de assucar, boa casa de campo, novissi-
ma ; vender-sc-ha s 011 com a escravalura, boiad.i
e cavallos : a Iralar ncsla cidade com Eoedioo de
Andrade Guaran) de Cupaoba, e l com o proprie-
lario Cupaoha pal.
Vende-se uin engenho muilo perto desla pra-
i;a, cum indas as obras oecessarias, leude alcm disso
urna dislilacAo bem montada, com boas Ierras de
raima e mandioca, algumas de varzea de ntiiila pro-.
duccao, e com as de mais proporede*; acresre que
piissue o mais apropriado terreno para o planto do
caf, nem su pela abundancia que produz, como por
sua excelleule qualidade, o que poder a,ser examina-
do pelo prelendenle em alguns cafteiros queja exis-
ten) ; quem quizer fazer negocio, anuoncie para
procurado,
Cuos de Naplcs alsOOOrs. ocovado!
Na rua do Crespo n. 5, vendem-se rica sedas fur-
ia-cores, lisas e de quadros, lindos goslos, com om
pequeo loque de mofo que pouco se conbece, pelo
barato preco de I o covado. Assim como se acha
na mesma loja um lindo e variado sorlimento de e-
das que se vendem muilo barate.
99flft->*sjj>tjJHM4MB-
- VESTIDOS DE SEl>A^Sot. W
9 lia na luja de Manoel Ferreira de S, na O
3$ rua da Cadeia-Valha 11. 47, vestido* de seda A
os mais modernos a 229000 cada um: ha 2
7 lambem grs de aples de llores a &000 rs.
ocovado, meia casemii* de lia pora por *
0 jTiOO rs. o corle de calca, e onlre fazendas i
moilo baratas. *
ESCRAVOS FlTilDOS.
" No mez de jando do anno passado deappare-
ccii do bairro da Iloa-Visla, rua da Mangoeira, casa
n. 5, o escravo mulato acaboclado, de nome Nicolao,
com o signaes seguinles : estatura regalar, o rosto
lodo cravado de marca de bexizas, p e pernas
grossos, falla coro m.insidao. he olllcial de pedreiro,
e ha supposico de estar trabalhaudo pelo cilicio cm
Sernhaem., Esle mulato he hoje do abaixo ass
do por* o ler comprado na cidade da Paralaba a Sra.
viuva do fallecido Gasto : quem o apprehender, le-
ve-o cidade da Parahiba ao lllm. Sr. Sergio Cle-
munlino Driimmond Pessoa, ou na rna da Mangoei-
ra, casa n. 5, de Antonio Gomes Pessoa.
Desappareccu no dia 1:1 de marco o negro Ber-
nardo, de idade .'10 e tantos annos, pequea estalo-
ra.'rnslo comprido, bastante feio, faMa descansado,
natural de Olinda, lilho da prela forra per nome
Juannn, que mora na praia do Rio Dyce ; suppoe-se
que fosse para cssas bandas : qoem o pegar leve-o
rua d'Apollo n. 1, que sera -ralilicado.
Onlina a estar aascnle desde i do correnle,
o preto Jos, crioulo, he canoeiro. falla gago, esta-
tura ordinaria, corpo grosso, lev ou camisa de baela
encarnada com sola verde, e lambem camisas bran-
cas e calcas de riscado, e urna de casemira, tem per-
nas zambas ; quem o pegar, leve-o roa da Auro-
ra n. 11. que ser recompensado.
CEM MIL RES DE GRATIFICACAO'.
Doappareced. no dia 6 de dezembro do anno pr-
ximo passado, Benedicta, de 11 anno de idade, ves-
la, cor acaboclada ; levou um vestido de chita com
listras cr de rosa e de caf, e outro lambe* de chi-
I bronco com palmas, um lenco amarelleW pesco-
coja desbotsdo: quem a apprehender couduza-a Vi
Apipucos, no Oilciro, em casa de Joao Leite de Aze-
vedo, ou no Recife, na praca do Corpo Santo u. 17,
que receber a gratificarlo cima.
PERN TVP. DE M. F. DE FAUA. -1855
iirniifi-i


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID E1PCQT88S_1NM758 INGEST_TIME 2013-03-25T16:00:14Z PACKAGE AA00011611_00911
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES