Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00910


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Full Text
ANNO XXXI.
N. 64.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.


i
SEGUNDA FEIRA 19 DE MARCO DE 1855.

Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!. -
DIARIO DE PERNAMBUCO
ENCARREO. A DOS DA SUBSCRIPC A'O-
Recite, o proprietario M. F. de Karia ; Kio ile Ja-
"oiro, o Sr. Jon Pereira Marlins ; Baha, o Sr. I).
Duprad ; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
donr* ; Paraliiha, o Sr. Gervazio Viclor da Naliv-
Hade ; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira Jnior ;
Aracaty, o Sr. Antonio de Ikmos Brasa; Cear, o Sr.
Victoriano Augusto Borge* ; Maranhao, o Sr. Joa-
quim Marques Rodrigues ; Piauhy, o Sr. Domingos
llerculano Ackiles Pessoa Cearence ; Para, oSr. Jus-
tino J. Ramos ; Amazonai, o Sr. Jeronymoda Cusa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 28 1/2 e 28 1/4 d. por 19.
Pars, 30 rs. por 1 f.
Lisboa, 05 a 98 por 100.
Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Accoes do banco 40 0/0 de premio.
> da coinpanhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Discomo de le liras de 8 a 10 por 0/0.
MKTAES.
Ouro.Oncas hespanholas* 298000
Modas de 65400 velhas. 16J000
de 65400 novas. 16*000
de 49000. 99000
Prala.Patacoes brasileiros. 19940
Pesos columnarios, 18940
mexicanos..... 19860
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruari, Bonito e Garanbuns nos dias 1 e 15.
\ illa-Helia, Boa-Vista, UxeOuricury, a 13c2S
Goianna e Farahiba, segundas e sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
l'REAMAR DE BOJE.
Primeiras 5 horas e 18 minutos da manhaa.
Segunda s 5 horas e 42 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundase quintas-feiras.
Relacao, torcas-feiras e sabbados.
Fazcnda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orpliaos, segundas e quintas s 10 horas.
1" vara do civel, segundas e sextas ao meiodia.
2* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
EPIIEMERIDES.
Marro 3 La cheia as 8 horas, 22 minutos e
40 segundos da tarda.
11 Quarto minguanle aos 11 minutos c
37 segundos da tarde.
18 La nova as 2 horas, 25 minutos a
31 segundos da manhaa.
25 Quarto crescentc aos 5 minutos e
37 segundos da manhaa.
Tendo diversas pessoas pedido
a distribuicao* do-te MHario, na es-
trada que segu do lUondego a
Apipueos, resolveu o proprieta-
rio satisfazer este de se.| o creando
urna linha de distribuirn que,
principiando no Mondcgo. segui-
r pelo Manguinlio, Ponte de U-
cboa, Parnameirim, S. Anna, Ca-
sa-Forte, Monteiro e Apipueos.
Os Srs. qne ja' sa'o assignantes, e
aqnelles qne qnizerem de novo
subserever, queiram mandar scus
nouics e moradas a livraria n. 6 e
da praca da Independencia, pa-
i qne se d comeco a entrega das
folbas com brevidade.
PABTE OmCIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do 41a t'J de marf o
OHicio Ao E\m. marechal commandanle das
armas, para mandar por era liberdade, visto ler
..presentado isenrao legal, o recruta Joaquim Jos
de Sant'Anna. Communicou-se ao cliefe de poli-
cia. '
Uilo Ao mesmo, dizendo que, para se poder
verificar o assentamento de praja do paisano Ma-
inel Jos de Oliveira Vicira, cumpre queS. Ex. o
mande inspeccionar.
lo Ao mesmo, recommendando a expedidlo
ordens, para qne >eja posto em liberdade o
recorta Bernardno de Senna. Coininunicou-se ao
uii de dimito de Nazarelh.
Dito As inspector da theiouraria de fazendj,
rccomineuilando a expedidlo de ordens para que a re-
parliriio du marinha seja indemnisada da qu.intia de
1 iij'JSo i ispendida com os concerlos feilos, ,i re-
qtrsicAo ilo inspector da alfandega", no bolinele e
urrta das vargas da escuna Lindoya.
Dito Ao I)r. cliefe de policia, dizendo que,
star verificado nao ser Pedro Lourenro de
Murcia, criminoso de niorte na provincia das Ala-
nian Je-o S. S. por em liberdade.
Dito Ao niosmo, onviando copia do ollicio du
presidente; da commissjo de hygiene acerca das me-
didas exigidas mesma cummissio, para obstar o
desenvolvimeno da beiiga na esdeia desta cidade,
e recommendando-lhe que, lomando-o em conside-
rac;l bradis, roquisitando ao governo o que for preciso
para que rejao, quanto antojjejadas a elleilo.
Dito Ao director das obras publicas,' appro-
vando a compra de seis rolos e '.12 l'ulh.is de papel
para dse ho- ilaquella repartirlo. Communicou-
se lliesuuraria de fazenda provincial.
Dito Ao mesmo, para mandan entregar ao
inspector ilo arsenal de marinha duas lanleriias de
Frestor qne sao precisas para o relogio do observa-
torio do mesmo arsenal.Communicou-se ao ins-
pector do referido arsenal.
Dito Ao engenheiro encarregado das obras
militares, para mandar fazer no edificio em que es-
t enllocado o hospital regimenlal, os reparos de que
trata o alucio do marechal commaudaute das armas,
couslaute da copia que Ihe remelle. Communi-
cou-se ao mencionado marechal.
Dito Ao inspector da thesoiiraria provincial,
recomn; ndaodo que,' com urgencia, designe un
do, eiupregados desta thesouraria para ir f.i/.eudo os
tientos dos operarios empregados as obras pu-
:as, oj quaes niio couvem que sejam demorados.
Communicon-se ao director das obras publicas.
Dito Ao mesmo, transmitlindo por copia o
orcamei.to nesta dala appruvado, dos reparos que
estao sendo ejecutados por administrando no aterro
dos Afcigailos.dem.
- Ao mesmo, para mandar pagar ao agen-
te da cumpauhia das barcas a vapor, a quanlia de
) emque importara as passagens do duas pra-
ro de policia desla provincia, que vieram
do Ma'.-anhaa no vapor .S. Saltador, bem como de
dous presos de juitica, e de outras tantas pracas do
referido corpo que o mesmo vapor conduzio da Pa-
rahiba.Communicou-se ao agente.
Dito Ao mesmo, approvando a arrematajao
da obra do 2. laiitjo da estrada dos Itemedios com
o abalo de 3 por ceuto no valor do respectivo orna-
mento, feilo por Pedro Antonio Teixeira (luima-
' raes, dando por dador a Manoel Ignacio d'Avilla.
Dilo Ao commandanle do corpo tic polica,
autormndo-o a passar escasa, visto ser docnlc e iu-
de continuar no servir, ao soldado daquelle
cofpo, Joaquin Francisco Bczcrra.
Di .o Ao mismo, recommendando-lhe qac se-
ja receido e conservado no quartel daquelle corpo,
(un do para esse (im lhe for remedido pelo juiz do
civel desla cidade, o preso Victorino Jos Ferrara.
Dilo Ao juiz municipal da 1. vara, para
maular presentar ao Exm. marechal commandan-
le (fe armas 12 clcelas, com excluso dos que es-
tiverem sentenciados por crime de morlc, a fin de
serum empregados na limpcza interna dos qnarteis
do corpo* de 1. liaba.Communicou-se ao mesmo
marechal.
Dilo Ao juiz de paz da freguezia de Santo
Antonio, accnsamlo recebida a acta dos trabalhosda
junta qualificadoi a da mesma freguezia nos cinco
da de recurso.
Igual ii junla qalilicadora de Bom jardim.
l'orUria Ao agente da companhia dos paque-
tes a vapor, para mandar transportar para a corle,
cuno passageiro de estado, no vapor Tocanlins ao
religioso francisc.ino Fr. Lourenro da Divina Pas-
tora Lojolla.
Dita Mandando admltir ao servico do exer-
citi, cjmo voluntario, por lempo de seis anuos, ao
paisano Scveriauo l^eoucio Tei\eira de Mendunca,
alunando-se-llie, alm dos vencimentos que por lei
Ihu compelem, o premio de 3008 rs.Fizeram-se
as communicai;oes do eslylo.
Dita Deiniltindo dos cargos de 1., 2.", 3.", i."
e 3. supplenle* d subdelegado da freguezia de I-
pojuca aos cidadaos que actualmente os exercem, e
nc meando para os referidos cargos, e para o de 6.
supplente aos abaiio declarados :
1. Bacliarel Francisco Alves da Silva.
2." TKeotonio da Silva Vieira.
!- Izidoro Bezcrra de Siqueira Cavalcanli:
(." Joaquim Francisco de Souza l.eao.
'>.' Paulino Pires Falcao.
6. Severino Jos Camello de Siqueira Cavalcanli.
Communicou-sc ao chele de policia.
Dita Dcmdiudo o 2. supplenle do subdele-
gado do I." dislricto du Cabo, Jos Francisco Caes,
nomeando para I., 2." .">. c ti. supplenles do
mesmo snbdelesado aos cidadaos segnintl:
!. Joaquim Marques da Cosa Soares.
2. Joie Xavier Rodrigues Cimpello.
5." Joaquim de Souza Lefio.
6." Jo3o Anioiiiq da Rocha.
Communicoo-so o Dr. chelefe de policia.
13
OllicioAo Eem. presidente da provincia do Ro
de Janeiro. Aniiuindo ao qne me rcqoisilou o juiz de
direilo chefe rfe policia no oflicio constante da in-
clusa copia, solicito de V. Eic. a expedicilo das con-
venientes ordens, para que me sejam enviados com
a brevidade possivel os bilhetes de ns. 2296 e *427,
pertencentes a vigsima primeira lotera concedida
a favor da consIrucQ.lo c reparos das malrizes dessa
provincia, ali ni de lerem lugar ns exames de que Ira-
la esse magistrado em dito oflicio, lindos os quaes se-
ra o taes bilhetes devolvidos a V. Exc.
DitoAo Exm. conselhciro presidente da relacao,
inteirando-odc haver o bacliarel Paulino dos San-
ios Cavalcanli de Albuquerque, participado que no
dia :l de Janeiro ultimo, entrara no exercio do cargo
de promotor publico da comarca de Flores.F'ize-
ram-se as outras eommuniaacoes.
DiloAo Exm. marechal commandanle das ar-
mas, declarando, que a Ihesouraria de fazcnda lem
ordem, para que, eslaudo nos termos legaes os docu-
mentos que S. Exc. remedeu, seja indemnisado o
lente l.uiz de Frasca de Carvalho, da quaulia de
i,-?220 rs., que dispendera quando commandanle do
destacamento da villa do Brejo, com a sua condu-
CSo de ida e volla o fornecimenlo de luzes e nlensis
para o quarlel do referido deslacamcnto.
DiloAo mesmo, lemettendo para ter o conve-
niente deslino, a guia dos inferiores e cadetes do
meio balalhao do Cear, que victam para esla pro-
vincia no vapor Ouanabara, afim de seren exami-
nados na arma que perleucem.
DiloAo mesmo, dizendo que pode empregar as
commisses de exames dos ofiiciaes, cadetes e sar-
gentos dos corpos em guarnirao nesla provin-
cia, o lenle coronel chefe do eslaSo-maior da
guarda nacional desle, municipio Scbasliao Lopes
(juimaraes, visto que este servico nao o priva de
cumplir as obrigacoes inherentes ao seu poslo.
DibJAo chefe de policia, recommeudando a ex-
pedido de suas ordens, para que os lampees do
interior do edificio em que estao collocadas as lhe"
sourarias de fazenda sejam conservados acezos em lo-
do o espaco da noite.
DiloAo mesmo, inlcirando-o de haver transmit-
lindo a Ihesouraria provincial para ser paga estando
nos termos legaes, a conta que S. S. remelleu das
despezas feilas com o sustento dos preses pobres da
cadeia do termo do Brejo, durante o mez de feverei-
ro ultimo.
DiloAo inspector da Ihesouraria de fazenda, re-
commendando, em M-ia do que requereu o alteres
da companhia fixa da Parahibalienrque JosBorges
Loydo, mande S. S. entregar mcnsalmenle aoquar-
lel-mcslre do 9. balalhao de infantina Francisco
Jos Joaquim de Barros, a conlardc abril deste an-
no prximo % i 11 huiro, a quanlia de2fc5 rs. por conla
do sold do referido alteres, fazendo-se as conveni-
enles declaraces na guia que lem de passar-se a es-
te ouicial.Parlicipou se ao marechal commandan-
le das armas.
DiloAo mesmo, intcirando-o de haver fallecido
honlem, segundo ilcclarou o director do arsenal de
guerra, o menor l'hemoleo, filltp da jfricana livre
deviome Rita,-ti qual Msce em 21 de Janeiro de
1853.Igual commuuicaraosc fez ao juiz dos feitos
da fazenda.
DitoAo juiz relator da junta de juslira, trans-
mitlindo para ser relatado era sessao da mesma jun-
la, o proresso verbal feito ao soldado do 9. bala-
Ho de infanlaria Firmino Barbosa.Communi-
cou-sc ao marechal commandanle das armas.
DitoAo inspector do arsenal de marinha, recem-
mendando, que, de ronformidade com o oflicio que
remeUe por copia, mande Smc. fazer os reparos ne-
cessarios-ao brigue de guerra Capibaribe^ e l>em
assim caminal o estado do maslro.de Iraquele do
referido brigue.Communicou-se ao commandanle
da estacan naval.
DitoA' cmara municipal do Cabo, declarando,
que foram Iransmiltidas assemhl.i legislativa pro-
vincial as conlasda receila e despeza daquella cma-
ra no anno de 1853 a 1851, bem como o ornamento
do anno financeiio de 185i a 1855.
PortaraNomeando, de conformidadecom a pro-
posta do chefe de policia. para os lugares vagos de
2. c 6. supplenles do dolegado do termo db Cabo,
aos cidadaos Joaquim Marques da Costa Soares e
Jos Xavier Carnciro Campos. Communicou-se ao
menrionaduarhere.
DitaDemillindo na mesma ronformidade, a F-
lix Correa de Queiroz, do lugar de subdelegado da
freguezia de Taquarelinga no lermo do Limoeiro.
Jnleirou-sc ao chefe de policia.
14
Oflicio.Ao inspector da thesouraria de fazenda,
Iransmiltiudo o aviso de ledra na imporlaueia de
3008 rs., sacada pela thesouraria de fazenda da pro-
vincia do Rio Grande do Norte sobre a desta e a
favor de Jos Ignacio Fernn.les Bolachioha.Par-
licipou-sc ao Exm. presidenta daquella provincia.
Dilo.Ao chefe de policia, declarando que o ins-
pector da thesouraria provincial lem ordem pan
pagar ao subdelegado da freguezia da Vanea a
quanlia de 39f rs., relativa ao aluguel da casa que
serve de quarlel ao destacamento dall, vencido nos
mezes de jalho do anno prximo passado a Janeiro
ultimo.
Dito.Ao juiz relator da junla de juslira Iransmt-
tindo para serem relatados em sessao da mesma junla
os processos verbaes dos soldados Alexandre Jos
da Silva, Cosme Ribciro Lem, Manoel Jordao,
Manoel Francisco da Silva, JoaqQim Jos Goncalves
e Belarmino Pereira de Souza, o primeiro, segundo
e lerceiro perlenccnles ao segundo balalhao de in-
fanlaria, o quarto e quinto so nono da mesma arma
e nsexlo domeio balalhao provisorio da Parahiba.
Fizeram-se as necessarias commumeacoes.
Dilo.Ao director das obras publicas, iuteirando-
o de haver recommendado ao inspector da thesoura-
ria provincial que em presenca do competente cer-
tificado raaode pagar ao arrematante da conservarn
permanente da estrada da Victoria Joaquim Candi-
do Ferrera a importancia da ultima prestado do
wu contrato.
Dilo.A junta revsora da freguezia da Boa-Vista
arencando recebida a lista dos cidadaos qaalificados
volantes aquella freguezia, que reclamaran) dentro
do prazo da lei.
Dilo. A junla qualificadora da freguezia de
Sania Mara da Boa-Visla, aecusando 'recebida a
copia da lisia geral dos votantes daquella fre-
guezia.
Porlaria. Mandando a linillir ao servico do
cxercilo como voluntario,' por lempo de seis anuos
o paisano Hermenegildo Henriques Teixera, que
percehera alem dos vencimenlos que por lei lhe
competirem o premio de 3005 rs.Fizeram-se as
necessarias communicares.
ila.Prorogando mais at o dia 31 do correle
o praso, dentro do qual devia Francisco Alves de
Miranda Varejo concluir as obras do prim iro lanco
da estrada do m, das quaes he rrrematanl ..Fize-
ram-se as necessarias communicaces.
DIAS DA SEMANA.
10 Segunda. (Estacao aos Ss. 4 coreados) S. Jos
20 Ter^a. (Estacao a S. Lourenco Dmaso.]
21 Quana. (Estacao a S. Paulo) S. Benlo ab
92 Quint. (Estacao aos Ss. Silvestre o Maruho)
23 Sexta. (Estacao a S. Euzebio) S. Victoriano.
24 Sabbado. (Estacaoa S. Nicolao in carcere. )
25 Domingo, da Paixo ( Estando a S. Pedro )
Annunciacao da SS. Virgen MaideDeos.
InTERIOR.
;onui;si'<>Mi;\(:i v do diario |de
PERXAMBL'CO-
Sergipe de El-rei
i de marro.
Mudanrada capital.He o que esl em ordem
do dia ; e por islo deve ser agora o primeiro assump-
lo a tratar. Foram convocados os deputados logo
para o povoado do Ararajii, c no dia 2 do correte
houve all a abertura da assemblea, recitando na-
quella occasiao o presidenta a aua falla, da qual
lhe remello copia, nao do todo, mas dos pontos prin-
cipad. Eu enlraria em algum desenvolvimenlo so-
bre lal idea, se pela leilura desle poulo do relatorio
nao livessem de ficar salitfeilos os seos leilores. Nao
sei se ja appareccu o projeelo em discusso respeito
a mudauca, mas quasi que lhe posso asseverar a soa
passagem a lei,visto como son informado do enthusi-
asmo do quasi unnime parecer dos deputados, e
homeus pensadores da provincia. A sorpreza foi
grande principalmente da velha capital, cidade de S.
Chrislovam. O Ararajii fui o primeiro lugar habitado
nesta provincia pelos Porlugtiezes, mas depois sendo
abandonado ficou sendo apenas um povoado peque-
o coma sua igreginha de S. Antonio. Eu preten-
do ver a nova capital, e depois de niinlia visita de
creverei n sen estado, e mais alguma cousa.
Agricultura. Como lhe disse na minha ultima
escripia, a safra foi pequea. Oassucar continua a
18e 19 n branco. Admire-se em termos o assucar por
este preco c pagarmoso meio dcimo como se fosse
a venda por "1, 24 he porque nao quercm se re-
gular os lacs administradores das mesas pelo preco
daqui, por nao haver prar,a de commercio, sim pelo
da Bahia em compararan com o de Fernambuco : da
modo que em vez de darmos o tributo de 5, damo"
talvez de 7 por cem.
As chuvaseslao forles, lano que ja deixam pre-
sumir a entrada do invern, se bem que cedo. Se
continuar a safra do assucar ser boa, porem muilo
sonrremos pela falla de milho. feijao, mandioca,
ele, vista nao ler havido lempo para os rorados.
Algura senhores de engenhos Via deixando de
moer de noilc, como succcdc l para sua provincia,
porque leem ennhecido que mesmo por economa
convem trataros escravos bem e muilo bem:o
que nao pode a humanidade. j vai vencendo o pro-
prio iulercsse. Assim mesmo muilos escravos na
maior parle dos engeuhos Irabalham dia e noile, sao
mal aumentados, e muilo castigados. Eu quizera
intervencao do governo para regularisar este traba-
Ihu, esta alimeutacao e castigo.
Banco. Eu nao enfeudo nada desles eslabeleci-
mentos, porem comprehendo a necessidade que del-
tas leem principalmente a>- pequeas provincias, vis-
ta como nao lem emsi capitalistas que possam fazer
adiantamentosa emprezarios, lavradores etc.
A agricultura em nossa Ierra nao lem melado do
credilo do commercio l'm senhor de engenho
possuindo 100:0005 rs. nao achara 00:0009(100 adian-
tados, no ntrela uto que o commerciante com igual
fundo achara cem nao s, como al duzenlos o
duplo. Seo credilo produz, convem que o governo
anime, mesmo emprehenda o eslabelecimenlo de
bancos hvpolhecarios, para desla maneira dar cre-
dilo a lavoura e torna-la independenle do commer-
cio. Eu nao lento cnlonisarao, niio mando buscar
machinismo melhorado, porque nao lendo, duvido
adiar capilaes ; porem se hoiivessc um banco, sem
incommodor a ningiiem, liraria 100:0009000 s com
a garanta de meus bens e propriedades. Nao sei
desenvolver a ida,.mas sri em da-la, o- ,iara melhor
dizer em reproduzi-la farei ver a grande necessi-
dade.
(anal do J'omonga.Me asseveram que est
terminada esta obra, e que a navegarao j se vai fa-
zendo. O beneficio, que resultara desla obra, j lhe
lenho feito ver ; e por islo nao quero ahorrcce-lo
com repelieses. Agora feitos os cauaesde S. Mana
de Sergipe e de Mara F'arnha da Estancia, tare-
mos a navegacu interior d?s cidades do Maroim,Ja~
paraluba, Larangcirs, Soccorro, S. Chrislovam, Ila-
poranga, Estancia, S. Luzia, Espirito-Santo etc.
Caldas. Temos urnas caldas sulphurosas no lu-
gar chamado Bamburral. Concorre para estas ba-
ldos graude numero de pessoas desla e de outras
provincias : he as muleslias de peilo, principalmen-
te encontram mutas aguas a derrota. Anda agora
deixam-nas o Dr. Marcos de Macedo, juiz de direi-
lo do Ico, o Dr. Sobral Pinto de Macei com toda sua
Exm." familia.
Aqu fico. O Cotinguibeiro.
Extracto do rotatorio que fes o Exm. presi-
dente da provincia de Sergipe. por occasiao'
da abortara da aiientbla provincial no da
2 do corrente.
febocagcm por vapor.
Disse-vos em mcu relatorio do anno passado, que
o reboque por vapor as barras desta provincia era,
no raen entender, a necessidade, cuja satisfazlo
mais pode concorrer para o desenvolvimenlo da sua
lavoura, commercio e navegaran.
Continuo a pensar do mesmo modo, allribuindo
como entilo, ao facto da rebocagem os seguinles be-
neficios :
Augmenta do numero das viagens dos navios,
porque nao lerao mais necessidade de esperar sema-
nas, e at mezes por mares para sahirem.
o Himiiiiiir.io do premio das apolires de seguro
dos navios, porque cessarao os grandes riscos das
barras.
a Carrcgamenlo dos navios de mais dous a tres
palmos, porque demandarlo menos agua para sa-
hirem.
Cessarao dos repetidos naufragios, e cousequen-
les perdas do earregamento, pela mor parle das ve-
zes, por contado proprio productor, que se loria
despeza do subido juro de cinco por canta de se-
guro.
i Augmento do preco do assucar e dos de mais g-
neros de expoilacao do consumo dos mercados es-
(rangeiros, na razao da despeza de transporte para
as provincias do imperio, porque substituir ca-
bolagem a navegacao directa para os mercados con-
sumidores.
a Diminuirn do preco das mercadura* estrangei-
ras importadas na provincia, pela mesma razio.
o Augmento da renda da fazenda publica, corres-
pondente a alia do prejo dos gneros exportados.
A arrecadacfio immediata na provincia dotada,
ou da maior parle de sua renda geral de exportarlo
c importaran.
Augmento da producrao da provincia,c por con-
seguinle da renda publica, porque a renda liquida
do productor crescer.
Considerando tilo altamente vantajoso aos inle-
resses pblicos e particulares o eslabelecimenlo da
rebocagem por vapor como acabo de vos declarar,
promov efllcazmcnte a orgatiisarao de urna compa-
nhia na provincia, qu lomasse por empreza esta ser-
viso; e leuhoa satisfacaode voscommuoicarqueape-
zar da falla de espirito de associasao.de que absoluta-
mente carece a mesma provincia,pdde ella felizmente
encorporar-se,tendo oblido do governo imperial um
privilegio exclusivo por 12 anuos, o urna subveneo
de 12:0009 rs. anuuaes com o contrata, por copia
apenso a presente exposisao. Poslo que imporlanles,
nao eram todava suflicienles estes favores do gover-
no imperial, para que a empreza podesse prosperar,
e por esse motivo usei da autorisaro, que rae des
les pela resolurao de.......do anno passado, conce-
dendo por parle do governo provincial urna igual
-;ilivenr,ln de doze conlos de reis anuuaes, com o
contrato lambem por copia apenso.
E porque nao podessem ser distribuidas todas as
aeces da companhia, toraei a deliberarlo de subs-
erever por parle da provincia com 200acses, appli-
cando para esse lim a verb do orramcuto provin-
cial para rebocagem por rapor, que nao foi dispen-
dida, e nem o ser dentro do corrente exercicio.
Alm da necessidade de auxiliar a companhia era
um serviso lao ulil provincia, acluouno raeu espi-
rito para assim proceder considerarlo de dar maior
garanta de fiscalisacao e eslabilidade mesma com-
panhia, alienta a falla de espirito de associasao, de
que j vos fallei.
Acha-se ja eucommendado o vapor casa com-
mcrcial de Rossels & Foslcr, da praca de Londres
pela cnnimi-san provisoria nomcada pelos accio-
nistas, composla dos Srs. barao de Maroim, coronel
Manoel Cardoio de Araujo Maciel, e Dr. Antonio
F'reire de Mallos Brrelo, tendo este ultimo feilo
para ene lim urna viagem a Pernambuco. O vapor
deve ler a forra de 60 a 80 cavados, o lodas as con-
dicis nceessarias para urna grande durar.io e boa
marcha.
Mudauca da capital da provincia.
Entend, que a sede da capital da provincia niio
deve continuar a ser a cidade de S. Chrislovao. Te-
nho para assim pensar diversas, razes.
Ningucm ignora que o povoado da cidade de S.
Chrislovao conla mais de 200 annos de existencia,
como o adestam alguns descus velhos mouumenlos,
e queja ha mais do 30 que nelle se acha a sede da
capital da provincia. Entretanto \iis lodos concor-
dareis que, longo de ser ella um grande povoado, he
urna das mais pequeas cidades da provincia, ens-
ecado que difl'crcnte dos demais ceiros de popula-
cao da mesma provincia o seu aspecto em veral s
revela decadencia e miseria. E como nao seria as-
sim, se, alm de ficar no rundo do rio Paramopana
com dependencia de mares, c dilficuldades de toda
surta para a navegacao, nao dispe esse povoado de
recursos prnprios, pois que o pequeo reconcavo da
ribeira do Vasa-barris, que lhe lca prximo, c po-
llera entreter-lhe a vida, comniunica-so directa-
mente cora o povoado de Itaporanga, que fica a mar-
gem do mesmo Vasa-barris ?
A provincia carecesobreludo de urna praca regular
de commercio em si mesma, que proveja de capilaes
a lavoura com baixo juro, compre-lhe os scus pro-
ducios sem os grandes prejuizos, que actualmente
ella sollre com as despezas eriscos da cabotagem,c fi-
nalmente lhe renda os gneros,que importa por presos
mais razoaveis do que ora oblem. Sem islo me pa-
rece que a lavoura da provincia jamis podar pros-
perar.
Cont ver brevemente navegar as aguas da barra
da Colinguiba urna embarcarao vapor de forsa de
60 a 80 cavados, destinada a dar reboque a eiar-
casoes que demandarem esla barra, afim de torna-a
mais acccssivel do que he, e sem duvida ser esse
um instrumento de ulilidade, poslo em acsao bem
do commercio da provincia, como j live a honra de
vo-lo dizer em lugar mais competente. Mas he para
mim evidente que as vantasens dessa providencia s
poderao concorrer grandemente para o eslabeleci-
menlo de urna praca regular de commercio na pro-
vincia, como couvem aos inlcresses de sua lavoura,
se a capital for mudada para a mesma barra da Co-
linguiba, onde lem do navegar o vapor de reboque,
vista como vero a ser esse cniao o ponto onde lem de
apparecer as providencias da navegacao, e por lano
os recursos precisos para o dcscuvolv^imento do com-
mercio.
He mesmo para notar que a barra da Colinguiba)
pela sua posirao topograpliica domina a porc,au maior
e mais rica da provincia, pois que se pode e deve
considerar como Irib arios delta os povoados de l.a-
rangeiras, Maroim, Cipella. Sanio Amaro c oulros,
vista que licam no interior de los, que vem
desaguar na mesma barra.
A abertura do canal de Japaraluba, que acaba de
ser realsada, como vos communiquei era lugar com-
petente, he nutra razao, que vem actuar para que a
barra da Cotinguiba seja considerada como o lugar
de maior fuluro da provincia, pois que a ribeira do
Japaraluba, que ora lhe fica mais prxima do que
de nenhum oulro povoado, conta para^mais de 120
engenhos de assucar.
Por todas eslas razes sou levado a pensar que a
capital da provincia deve ser mudada, mas mudada
para a barra da Coliuguiba, porque s assim se al-
canr-ro as vanlagens, que provincia se deve pro-
mcller da icsoluc.'m de raud ir a sua capital. Todos
os demais po>oados da provincia eshlo mais ou me-
nos no cao da cidade de S. Chrislovao, oude actual-
mente se acha com relar.io a navegacao e dfliculda-
des para o commercio, porque todos tiles ou sao con-
traes, ou estao no fundo de rios interiores, domi-
nando urna limitada porrao do recoucavo da pro-
vincia.
Anda ha porem una questao sobre o mesmo lu-
gar da barra Colinguiba, e hese convem preferir o
povoado dos Coqueirosou o do Aracajii, que licam
defronte um do oulro, como o sabeis. Para mim he
inconleslavel que capital deve ser do lado, em que
est situado o povoado do Aracaj, quer porque lem
muilo boas aguas, e he muilo salubre e ventilado,
tendo nos fundos o ferlil municipio de Soccorro, ao
passo que o dos Coqueiros (em um clima ardenlissi-
mo, he fallo de aguas, elcm nos fundos o municipio
de Sanio Amaro, que he estril e decadente, quer
porque tara urna mais curta communicarao por Ier-
ra com a cidade de Larangeiras,e outros ricos povoa-
dos, sem lhe fallanca commuuiracao fluvial.
Finalmente,e he esla para mim urna considera-
cao do maior valor, a alfandega e consulado geral
da provincia, assim como a mesa de rendas provin-
ciaes, que arrecada mais de dous tersos da receila
silci, como ja tive occasiao de vo-lo dizer, quando
especialmente Irale desta alalaia.
Oulra falla que scnliam as barras, c que sem du-
vida nao era inferior a essas outras, rom que acabo
de oceupar a vossa allenrao, era a ausencia de to-
da a regra para o servico da pralicagem c policia
naval, pois que aquella eslava inlciramenle ao ar-
bitrio de um simples particular, e esla absoluta-
mente nao existia, porque a capitania do porto ha-
via sido supprimi.la. Em virludc, porm, de rc-
qusiees, que fiz ao governo, foi restahelecida a
capitana do porto, que ja se acha funrcioiando, e
bem assim esta em execurao o regiilamcnto de pro-
Ucagtm que serve na barra do Ro Grande do Sul.
Tenho lambem como urna das providencias, que
de maior ulilidade pode ser, a existencia de um
pharol enllocado na barra da Colinguiba, por causa
do baixo de Sania Isabel, que ah existe, e pode
ser fatal nao s s embarcarnos que demandarem a
barra, e virem-se obrigadas a pairar fra delta, co-
mo mesmo aquellas que passarem na altura da bar-
ra demandando oulros portes. O governo imperial,
reconhecendo essa necessidade, ordenou-me que
mandasse fazer os ex ames e osamenta neressario.
Ja se achara elles promptos, c breve scro enviados.
ASSEMBLEA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL
Sessao' ordinaria em 16 de ureo de 185S.
I ice-presidencia do Sr. Carneiro da Cunha.
(Conclusao.)
O Sr. Ilrando :Meus senhores, honlem quan-
do se discuti um projeelo da commiss.lo de com-
mercio, industria e artes, que era como cu eolia
disse o estropcamento de um oulro por mim apre-
sentado em favor da agricultura na sessao do anuo
passado, um dos honrados membros insisti comigo
para que eu restaurando aquelle meu projeelo o of-
ferecesse como emenda, afim de ser disculido : nessa
occasiao porem, fiz ver a esla cmara que tendo pro-
curado o referido meu projecto na secretaria o nao
havia achado, e que seudo elle um pouco extenso,
nao mcrecotdava de lodas as ideas cuntidas nosdif-
fcrrnies arligos de que se compuuha, motivo esta pelo
qual o nao exibi para supprir as lacunas do traba-
dlo da commissao, e em seguida prometli a esse hon-
rado memhro, e a esla assemblea, que preparara
oulro projeelo em favor da lavoura, e o apresenlaria
ara ser discutido boje pois, venho cumprir aquella
Promessa, c ollercccr ao Ilustrado criterio da casa o
resultado de niiiihas ine.lilaroes.
Demonstrado,, que a agricultura carece de prolec-
<;ao e auxilio, me parece supervacneo, porque nao
ha um s Brasleiro bem intencionado quo ignore
que a nossa lavoura esl dcsfallcccndu, e que se nao
for sncciii rida deulro em muilo pouco lempo, se tor-
nar morihuuda. Eu, portante, vou ler o projeelo
que lenho em mao, e depois passarei a juslifica-Io
da maneira que poder. {14.)
Tem pois visto a cmara, que o lim principal do
'rabalho que aprsenlo he crear e desenvolver na
nossa Ierra o credilo territorial, estabelecendo um
banco rural hvpothccario para soccorrer a agricultu-
ra que se acha desamparada.
He verdade que j possuimos um banco com um
capital de Ires mil conlos de reis, mas lambem he
cerlo.que segundo a sua|organisaro e fin primordial
do seu eslabelecimenlo, elle nao pode servir a indus-
tria agrcola, porque lodos sabera que sendo os seus
emprcslimos feilos com o limitado praz*de seis mezes
e sob condices pesadas, nao he possivel que baja
agricultor que se possa ulilisar, e valer dos benefi-
cios que elle offerece, viste cerno be conhecdo, que
as colheitas c safras mire nos sao annuaes, e
que assim o lavrador se v irapossibililado de pagar
em tilo curto prazo os debites que por ventura Icnha
conlrahido com o banco. Por conseguinle, he mis-
tar que a agricultura lambem lenha a sua insliluirao
nanearla, que garanlindo-lhc recorsos certas, nao
sacrifique o agricultor a inllcxibidade dos vencimen-
los a pequeos prazos, ou dos agiotas do juro con-
vencional. Sendo assim, o proprictario rural ficar
salvo da ruina que o ameaca, porque encontrar., na
trra que possue a fonte de seu crdito, a garanta
do sen futuro, e essa Ierra lhe prstala um duplo ser-
vico, j dando-lhe producios, j filialmente fazendo
as vezes de capital movcl, c desla forma concorrem
para que elle possa alargar a esphera de sua aclivi-
dade. Nao igonnro, entretanto senlioic, que a isso
devera preceder um novo svslema hypolhecario. por
que o que possuimos he evidentemente defeituoso ;
mas se sem embargo dislac|ousiderarao, a Bahia, e|o
Rio de Janeiro leem scus baucos rnracs, porque mo-
tivo havemos de ficar estacionarios, e sem que cui-
demos em implantar na provincia Uta ulil inslilui-
rao '.' Ainda quando no principio ella nao d lodos
os resultados que se devem esperar, sempre collierc-
mos muitas vanlagens, sendo urna dellaso dispcrlar-
mos por este meio o espirito de associasao agrcola, e
o fazermos inclinar os homens activos, os talentos de
provincial, estao collocados na barra da Colinguiba. primeira ordem ao esludo de urna materia que tan-
Ora nao sera de alia ulilidade que o governo e as re-
parlii.es fiscacs superiores veham lambem nella
eslabeleeer-se, quer para bem da fiscalisacao, quer
para bem do commercio e navegacao, pelas provi-
dencias adequadas e promptas que podeniplar '.'
Melhoramcnlo dai barras.
Tenho a salisfarao de vos communicar que lo-
mando na maior considerasao o estado de abando-
no, em que se achavam as barras da provincia, j
boje contara ellas alguns recursos, que as lornam
mais accessiveis, e menos arriscadas navegar m.
A barra de Colinguiba, que he a mais frequen-
lada, possue boje urna boa calraia, apartidada e
equipada por conta do governo, tendo um primei-
ro pratico, um segundo, um patrao, e sele mari-
nheiros, dos quaes dous s3o empregados alternada-
mente no serviso da alalaia. Em virlude deslas
providencias faz-se actualmente a pralicagem da
barra por um modo mais regular e vaulajoso i na-
vegacao, do que at enlan se fazia, pois que j se
n3o esla mais na dependencia de nma velha calraia
de propriedade particular, que fazia o serviso quan-
do e como quera.
A barra da Estancia possue igualmente urna boa
calraia de propriedade 'do governo, que mandei
construir all mesmo, para fazer o serviso da pra-
licagem, e brevemente estar ella aparelhada e equi-
pada, como a de Colinguiba.
A barra da capital infelizmente ainda continua
a estar privada de um.. calraia para fazer o servico
da pralicagem, mas presumo que muilo breve fi-
car ella lambem dolada desse beneficio, porque o
honrado cidadao, Dr. Francisco Dias Coelho c Mel-
lo declarou-raa qOe, logo que um de seus barcos
vollase da Baha, para onde o linha mandadu, el-
le o poria idisposirao do governo para servir de ca-
lraia.
Alm de i atraas, precisavam lambem as barras
de alalaias, pois que urna nica havia na barra de
Colinguiba, e esla mesma carecendo de reparos.
Ma% felizmente j posso dizer-vos que a barra da ca-
pital por todo este moz vera acabada urna boa ala-
laia construida pelo Dr. engenheirn Pedro Rodrigues,
Dantas, que nada lem ponpado para bem cumprir o
contrato que fez com o governo para a sua edifico-
Sao ; e oulro tanto teria acontecido a respeito da
barra da 'Estancia, cuja alalaia conlralei com o
tenente-coronel Ra>mundo de Araujo Jorge, se es-
te nao tvesse fallado confianza, que nelle depo-
lo deve influir no fuluro da nossa provincia, e, pois,
me parece que nao lloveris trepidar na adoprao da
idea que vos aprsenlo ; porm permidi-me que
anda tara algumas breves considerarles sobre este
objecto, de cuja importancia me acho profundamente
compenetrado.
O Sr. Len F'aucher, cujo saber a Europa 'respei-
la, fallando sobre o crdito territorial e bancos agr-
colas, se exprime nos seguinles termos : Prcparai assemblea...
lem engolillo o fruto de muilas usuras acumuladas :
acresee alm disto que a laxa nao pode ser nutra.
porque do contrario seria arrancar o agricultor das
garras dos pequcuos agiotas, para sacrifica-lo a vou-
lade de um agiota mais poderoso, e assim pens que
a primeira base indicada no arlgo 2." do projeelo
que olfercco nao pode deixar de ser aceita, por ser
ella a condicao essencial das vanlagens de um ban-
co instituido para proteger a nossa decadente agri-
cultura.
Pelo que rcspeila a segunda base considerei que
cnuvinha remover o scepticsmo dos espirites menos
emprehendedores acerca da poca do reembolso, ou
pagamento total do capital, juros, ele, feixando-a
em 2", anuos, e nesta parle segui o excmplo de al"
gnus beos da Allemanha, embora o da Franca rs-
lahelecdo em 1852 adoplasse o duplo daquelle lem-
po, a scmelhausa de oulros paizes. Me parece que
sobre este poulo nao pode haver objeccao sera.
Tratarei agora do fundo da reserva.
\ -se dos escrplos do Sr. Jorseau, que a mor
parle dos goveruos allcmaes no interesse de cslabc-
lecerem o credilo territorial, lem concorrido com o
fundo de reserva para os bancos agrcolas creados
nos seus estados: o mesmo Sr. Lu/. Napoteao ha
subvencionado o de Pars, para elle poder ventajosa-
mente funecionar ; por cousequenca nao he de es-
Iranhar que a provincia garanta o fundo de reserva
do fuluro banco rural, pois que a nao ser assim toda
e qualquer tentativa ser frustrada, j pela pouca
abundancia de capilaes, ja pela nossa indolencia li-
dia da nossa rara, do uosso clima, e dos uossos h-
bitos, que faz com que nao possamos dispensar a in-
terferencia dos poderes pblicos em lodos os melho-
."menlos. Tenho dilo quanlo julgo bastante para
justificar a primeira parle do projeelo, passarei a se-
gunda.
Meus senhores, me parece igualmente de palpi-
tante e indeclinavel ulilidade que mandemos alguns
dos nossos enneidadaos, filhos de agricultores, e de
reconbecido ltanlo aos paizes mais adiantados do
que o no... para cstudarem a sciencia agronmica.
Por infelicdade nossa nao temos escolas de agricul-
tura, nem possuimos ao menos os livros rudimeutaes
dessa sciencia; quando pois nos libertaremos da ig-
norancia e roliua em que vivemos'.' Quando o nos-
so agricultor poder ler na capital ou em alguma das
cidades e villas do interior um homem a quera v
consultar, sobre este ou aquello assumpto agrcola,
a quem pee3 esclarecimeiilos sobre a qualidade e
preparo das Ierras c mil uniros objeetts ulcisa lavou-
ra".' Continuaremos pon entura a vivar em serae-
Ihanle estado'.' Continuaremos a curvar a caliera ao
acaso, e fatajidadc que sobre mis tem pesado? Nao
ser lempo de emprehendermos alguma cousa do que
se faz nos oulros paizes, se esludarmoso que ha de
melhor entre os povos cultos para implntennos ni
nossa provincia'.' Se os goveruos das velhas nares
da Europa assim procedem no intuito de (irarem
vantagemde lodosos esbirros da aclivdade humana,
porque motivo nos conservaremos immoveis no meio
da aglacao universal dos espirites, e dos inleesses
que a industria agrcola cusluma crear ? Na vcrJa-
dc a Franca, a Inglaterra, a Austria e mesmo a
Russia, alm de oulros paizes leem mandado por di-
versas vezes filhos scus s nacocs cstrangeiras cstu-
daicm os raelhoramentos e descoberlas de reconhe-
cida vanlagem : anda ha poucos annos, diz o Sr.
Tegobordski, a Russia mandou um dos seus homens
dislinclos esludar o planlio do tabaco lias repblicas
hespanholas, c oblcve em resultado possuirhoje esse
arligo de produccao nacional, que augmenta as suas
rcudas, e faz a fortuna de muitos particulares. Ora,
se os povos mais adiantados na carreira da civilisa-
sao assim lem procedido, como he que nos nao la-
vemos de lomar o seu exemplo? Seiqoe he um sa-
crificio para a provincia, mas sei lambem que a
agricultura merece esse sacrificio. No Brasil mesmo
ha provincias que lem feilo islo; a Bahia por ejem-
plo, mandou ha pouco lempo um homem muilo h-
bil esludar na ilha de Cuba c as colonias inglezas
os melhoramenlos all iutroduzidos, foi o Sr. Carson
a pessoa escolhida. Tambem o Cear procedeu da
mesma forma, mandaudo o Sr. Dr. Marcos Antonio
de Macedo Su'ssa e a Hollanda, se me nao enga-
o para o mesmo fim ; entretanto que nsdesgraca-
damenle nao temos cuidado disto.
Quando resolv apresentar esta projeelo nao live,
nem poda ler a pretenrao de que elle fosse adoptado
sem modifleacoes, porque cotilleen a minha insufll-
ciencia ; quiz apenas expender minhas ideas para
que fussem raclhoradas pelos honrados membros que
leem mais hahlitares do que cu, quiz quebrar esse
lorpor em que nos adiamos, quiz dizer que em vez
de gstennos o dinheiro da provincia em cousasjnu-
leis, .levemos fazer applicacao dclle a bem da agri-
cultura e dos homens que Irabalham no campo1, e
que lalvez a esta mesma hora l se acbcm si.Hiendo
o rigor do sol srdcnle a espera de que mis lhes taca-
mos beneficios ; porm talvez elle mo escape a qua-
lilicicfio de palriolagem que ja leve o oulro que o
anno passado apresentei ; seja embora assim, qual-
liquera como qoizerem o raeu pensamentu, na cer-
teza de que eu desprezo solemnemente taes insinua-
ces, e s reconheccrei como meus juizes ajprva-
cia, o paiz e a posleridadc ; elles uic>jfsarao, o
pillante que nao cessarei de repetir,
i que
pin
vez de
estradas, dessecai pantanos, abr canaes, mas se nao
creardes o crdito rial, se nao operantes a mobilsa-
c,lo da Ierra, nada tercis'conseguido em prol do rpi-
do augmento da riqueza publica e privada.
O Sr. Barbes, cxplicando-sc'.com euthusiasmo so-
bre o mesmo assumpto, diz : que o crdito agrcola
he na ordem econmica, c social o mais bello e pro-
veiluso invente que os lempos modernos podein le-
gar a posteridade.
E assim he, porque de lal lavanca resulta oapro-
veilameulo de lodas as facultades productivas da
Ierra, sendo de admirar que nos secutes passados se
nao livesse exactamente comprehendido a preferen-
cia qua compele ao credilo, que lem por base a pro-
priedade terrilorial que he permanente, e nao foge,
sobre o que se funda na conlianra pessoal, quo alias
he sujeila a innmeros accidentes.
Exprcssando-me pelo modo porque acabo de o
fazer, eu nao dcsconheso loduvia, senhores, que em
uossa Ierra nao ha abundancia de capilaes que (orne
fcil a realitacSO de emprezas de grande vullo, mas
dirci que se actualmente nao nos he possivel cons-
tituir um banco agrcola em grandes proporcOes, fa-
camo-lo ao menos em miniatura, porque he muilo
de crer que com o lempo elle adquira teda a expan-
sao.
Pequeos e befn pequeos principiaran] os ban-
cos mais nolaveis da Europa em ralacao ao estado
em que boje se acham. Tambem nao ignoro que a
baso da tasa legal do juro talvez nao anime os capi-
talistas, acoslumados aos altos inlcresses das usuras
couvenciouaes, a concorrercm com os seus capilaes
para um lal eslabelecimenlo, porm entendo que
islo nao nos deve fazer recuar, porque ou nos virao
os capilaes das pracas mais ricas, ou como he de es-
esbanjarmos a renda da provincia quej )ie 0 ret,vdado
dos sacrificios dos nossos comprovincif vemos
nesta mesma sessao proteger eflic/'* eolia nossa
agricultura, para oque me parece,. \.;> concor-
rer o projeelo, que submelto a conV- ""Tdesla
O Sr. Silcino :O prodigo olha s para o presen-
te o nao para o futuro. ? "
O Sr. Brandao :Diz muilo beni" Alguem ha
que pense que vamos a mil maravilhas, e que o pro-
grsso enlre nos se acha no maior auge ; cu porm
tenho a desgrasa de entender e contrario e de nutrir
muilo serias dcsronfiaiicas acerca da nossa prosperi-
dade, e o fuluro mostrar de que lado esla a razao.
O Sr. A. de Oliceira :lie um progresso proprio
de ledas as cousas qualficarao dos nossos produc-
ios na Europa 1
O Sr. frandiio: Isso lie progresso 1 J esses
productos eram bem qualificados nos annos anterio-
res ; isso depende de condirots...
O Sr. Sa Pereira :Naloraes.
O Sr. Brandao : Sim naluraes, do zelo dos
nossos agricultores. Se cu nao receiasse ncomrao-
dar a algoem que qual ilica oslas ideas de patriola-
[gem...
Um Sr. Deputado:Que palavra he essa ?
O Sr. Brandao :He urna palavra, que a malig-
nidade tem inventado uestes lempos de miseria...
t m Sr. Deputado : A palavra nasceu com a
idea.
O Sr. A. de Oliceira :Fazer reusuras ao presi-
denta lambem he palriola-em.
(i Sr. Florencio :X vezes he palriolagem.
O Sr. I'inlo de Campos :Esli tornando classi-
ca a palavra.
O Sr. Florencio :O caso he qae nao se pode na
minha Ierra ter independencia: cu os conheco lodos,
son rrioulo...
O Sr. Brandao :Dizia en que se nao receiasse
incommodar jlguem, levara adianto as minhas ob-
servasoes, porm como crcio ler demonstrado a uli-
desengauarao, convencendo-se afina! que he mais
prudente perceber menor lucro, tendo os bens de
raz por garanta, do que exporem-sc as contingen-
cias do credilo pessoal, que por mais de urna vez
perar, em nossa mesma provincia os usurarios se. lidade do projecto, e alm disto ainda hei de ter oc-
casiao de fallar a respeito delta, reservo para
lempo o mais que por ora dexo de dizer.
He lido e julgado objecto de deliberarao o seguin-
le projecto
o A assemblea legislativa provincial de Pernam-
buco decreta :
Art. 1. O presidente da provincia fica aulorisa-
do a promover a creasao de um banco rural hypo-
(liei ario nesla cidade.
Art. 2. As bates desle eslabelecimenlo sero as
segaintes: l. joro legal, 2. reembblso por aonoi-
dades de maneira que se eflectue o pagamento total
do capital, juros e despezas dentro do prazo de 25
annos.
Asi.- 3. A provincia garante o fundo de re-
serva.
ii Art. 4. Fica igualmente autorisado o mesmo
presidente da provincia! auxiliar quaejquerastocia-
ri.es agrcolas que se hajam de formar nesta capital,
ou as comarcas do centro e litoral, para o fim de
desenvolveren! o credilo territorial e promoverem a
colnnisaso.
Arl. 5. Tambem fica autorisado a mandar 3 fi-
lhos de agricullorcs da provincia de reconbecido ta-
lento, esludar as escolas de agricultura da Europa
ou da America, encarregaudo-os ao mesmo lempo de
transmidirem noticias c informasdes exactas a re-
peito de quaesquer melhoramenlos e descoberlas qae
aproveilcm a agricultura em todas as suas parles, o
principalmente as que forem tendentes ao preparo
das Ierras e aperreicoamenlo dos instrumentos e ma-
chinas aralorias.
u Art. 6. Os tres pensionistas de que trata o arli-
go antecedente, depois da completaren! os seus estu-
ltas a-ricolas. serao mandadas viajar pelas Colonias
Inglezas, Estados-1'nidos e outros paizes que o pre-
sidente da provincia determinar, afim de examina-
rem os grandes estabetecimentas agronmicos e pra-
licamente estudarem os processos mais aperfeicoados
e uteis a lavoura, reduzindo a escriplo todas as suas
observases para serem publicadas nos jornaes da
provincia, e distribuidas entre os agricultores.
Arl. 7. Voltando da viagem, de que trata o arl.
t, os ires pensionistas referidos daro nesta cidade e
em oulrus pontos que o presidente da provincia de-
signar, lises publicas de agricullura, as quaes ex-
plicado o modo pralico de se fazer applicasao de
quaesquer machinas ou instrumentos de nova inven-
cao que possa ni ser vantajosos a lavoura da provin-
cia, e trazer em resultado economa de bracos.
ii Arl. 8. Para occorrer as despezas creadas por*
esta lei, o presidente da provincia fica autorisado t
rontrahir um empreslimo de 400:000?.
ii Arl. 9. Em um rcgulamcnlo especial, quesera
siibmellido a approvacao desta assemula, o presi-
dente da provincia dar ao pensamento da presente
lei lodo o seu desenvolvimenlo.
Ficam revogadas as disposisoes em contrario.
ii Paco da assemblea legislativa provincial de Per-
nambuco 16 de marso de 1855. Francisco Carlos
Brandao.
ORDEM DO DIA.
Ci.nlinuacao da segunda discusso do projecto n.
35 do anno passado.
ii Arl. 2. Todo o gado que for inlroduzdo ua pro-
vincia, para melhorameulo de rasa, e as suas pro-
ducrocs ficam isenlos do dizimo por espaso de dez
annos.
O Sr. A. de Oliceira: Quando eu honlem, Sr.
presidente, requer o adiamento desla materia, roe
compromedi a apresentar hoje urna emenda substi-
tutiva ao arligo do projecto, e poslo que a idea de
minha emenda se ache incluida no projeelo que aca-
ba de ser oHerecido pelo nobre deputado, todava
Sr. presidente, nao posso deixar de cumprir esse meu
compromisso ; neslas circumslancias peco casa no-
vamcnle o adiamenlo do projecto al impressSo da-
minha emenda, afim deque ella possa enlrar em
discusso conjlnclamente com o novo projecto.
Vai mesa o seguinle requerimento, que he
apoiado.
Requeiro o adiamenlo do projeelo at i iropres- -
sao da emenda.^, de Oliceira.n
He lambem lida e apoiada a seguinle emenda :
ii Emenda substitutiva ao projeelo n. 35 de 1851.
ii Fica o presidente da provincia autorisado a man-
dar una ou duas pessoas, qu lenham conhecimen-
(os pralicos de agricultura, viajar s colonias iuglezas
e francezas, afim de esludar lodos os novos procesaos
e melhoramentos relativos planlarao e fabrico do
assucar, algodSo ou oulro qualquer ramo da indus-
tria agrcola, designando quaes otl'erecam immediata
e proveilosa applicasao nossa provincia ; e para
esse fim poder ser dispendida a quanlia de qua-
tro a oito conlos de res. S. R. Augusto de Oli-
veira.
;o Sr. Baplisla daremos era oulro numero .
O .Sr. Augusto de Oliceira : Tendo o uobre
deputado, Sr. presidente, declarado no exordio do
seu discurso, que elle pedia a palavra debati da
iinpressao das considerares com que um nutro Sr.
iteputado ha pouco fundaiiicntou um projecto apr-
sentelo considerasao da casa, nao me admiro
que o meu nobre amigo, assim dominado por essa
mpressao, ennsderasse com 13o pouca benignidade
a minha emenda substitutiva. Eu vou expr ao no-
bre deputado o pensamento da minha emenda, e tal-
vez que afinal eu consiga obler do uobre deputado o
seu assendniento esta emenda.
O auno passado foram oflerecidos considerarn
da casa dous projeclos tendentes a beneficiar a agri-
cultura ; esses projeclos nao lveram solurao alguma,
e finalmente entrando esta anno em discusso um
desees projeclos, en enlendi, Sr. presidente, que as
circumslancias em que esta a agricultura da nossa
provincia, a assemblea eslava rigorosamente obriga-
da a chegar a urna conclusao, ou approvando este
projecto, ou no caso de sua rejeicao sunstituindo-o
por outro que encerrasse urna idea quelquer de uli-
lidade para a agricultura.
Nao serei eu ccrlameute, Sr. presidente, que ou-
sarei proclamar a excedencia da idea da emenda em
discusso, nicamente proponho para a discusso
afim de que essa mesma discusso em seu resalta-
do produza algum bem para a provincia ; e pira
que essa mesma discusso fosse pausada e bem me-
ditada, eu principiei por pedir o adiamenlo da mi-
nha emeuda al a sua i mpressao ; portelo, en es-
periva tales que o nobre depntado, a quem me
proponho responder, nao quizesse antecipar esla dis-
cusso.
A assemblea sabe o grao do prosperidade a que
lem i hegado a plantaran e fabrico do assucar an
colonias inglczis e francezas, e tambem nao igno-
ra lodos melhoramenlos que all tem sido intro-
duzidos e applicados, cumprindo nao esquecer a se-
guinle circumstancia, qua as colonias inglezas e
francezas finalmente vencern) a crise contra a qual
us actualmente luamos, islo lie,a falta de bracos.
Por occasiao da emancipado da cscravalura, a in-
dustria agrcola daquellas paragens ficou iutaira-
menle parausada, eso depois de muitos es forros he
que ella foi pouco ,i pouco resurgi.lo e melhoran-
do, de maneira que da-se o seguiule pheuomeno :
as colonias com um menor numero de bracos produ-
zem hoje mais, .e objecto* superiores em qualidade
e em quantidade aquellos qae produziam anterior-
mente.
Pergunlo en, Sr. presiden.te, n3o poderte ser, que
se fossem esludados todo ess-;s meios que foram all
empregados para vencer essa -crise, grande vanlagem
nos resullasse ?
O nobre deputado concluio .apenas indicando um
meio que saoas escolas indusi riaes.mas essas esco-
las pdem servir para a gerarao futura, e ea quero
alguma cousa para a geraeao pre senle, eu quero pa-
ra lodos uquelles que estao boje vuipregados na iu-
MIITII 1.1.1.
^*


-
=:
ia agrenla, que se lhe furnera uro mel de
Dorar sua orle.
i ojudo de lei acoplado o auno passido, con-
rindo ao presidente autorisarAo para conferir pre-
nius, nao me parece suflcienle. S. Eic. usando
desta atl 'ibuirAo, prestou un auiilio 11 urna grande
fabrica de relinar assucar ; eslou que esl.i medida
do prndenle deve er elogiada, aendo provavel que
ewa fabrica ha de fazer grandes beneficio pro-
vinci.i.
Mas cii entendo, Sr. presidente, qee tratando do
fabrico du acucar,devenios principiar pela su base,
e, devenios procurar antes de tudo melliorar o
'erai da cultura das Ierras e plantadlo da canna,
ni existen) grande* mellioramcntos a inltoduzir.
nudo o sy*lema adoptado as colonias ingle-
M, nieios existen] para ferlilisar a Ierra6 impedin-
temas nao sao aqu seguidos, apenas existe um ou
oulro agricultor Mnimamente amautedo prugresao,
que cometa a fazor alguna ensaios : pergunto eu,
uao couvir.i mandar estudar todos esses processos,
lodos esses meios em uso i.as colonias inglexas '.' Se-
guramente se a aulorisacao dada pela emenda ao
piesideute for posta em ciecuco pela maneira que
gurou o nobre deputado, ella nao produzir effeilo
algum ; se. o presidente mandar dous ou tres mocos
iuetperieiiles viajar as colonias e depois de ler
Hdo todos os relatorios, todas as memorias feilas so-
bre essas colonias, apresciitarem um resumo de ludo
quanto e lia escriplo, pouco ou nada se aproveita-
r, porque para islo basta que todos os que conhe-
cm o inglez e franco/, leiam as revistas colouiaes e
alii lerao tudo, mas islo lie o que eu nao quero...
O Sr. BapUsla d um aparte.
U Sr. augusto de OKveira: Eu enlo n3o
cnleiidi bern o nobre deputado, eu compre-
liendi que o nobre depotado disse de que
sene mandar dous-mocosesluJar '.' que posicAo te-
rao elle* na nossa Ierra ? Eu quero que se mandern
bomeos ja feilos, que exercam ja pralicamcnle a
agricultura, que indo ver tridos os novos precessos,
nos indiquen) quaes tem applicaeao entre mis.
II Sr. Siltino : Neg as vantagens de ambas as
ideas.
(i Sr. Baptiila : Creada a necessidade est
creada a posicAo.
O Sr. A. de Oliteira:Ora, Sr. presidente, esta
aulorisacao nao s servir para o liui que cu acabo
de apuntar, pois que, senliores, a assembla n3o
conliar.i larabem um pouco nasluzes daquelle que
recebesse esta aulorisacao Por ventora o presiden-
te nao supprira nicllior talvez do que eu c do que
alguns meinbros desla cas, qne pouco confem em
si como eu, as laconas da emenda'! Eu cnlendo
que o primeiro passo a dar para saturnios desse ma-
rasmo em que estamos, e a qae lodos querem dar
remedio, mas que afinal nada se faz, lie procurar
obter dados precisos, dados qae nos nao temos. As
colonias ioglezas, como ha pouco disse, vencern) a
crisc de falta de bracos, ellas boje produzem mais
do que produziam ulicamente, necessariamente
couvem saber quaes os meios de que ellas se servi-
r m para chegar a um tAo feliz resultado. Por tan-
to, eu nao vejo, Sr. presidente, que a assembla
deva de maneira algama regeitar a niinlia emenda
sern pelo menos dar alguui lempo para medita-la,
nao para que ella seja approvada, mas ao menos
para que seja substituida por oulra mais til, o que
contenha ideas que tragam beneficios immedialos
e promplos agricultura, nao me parecendo eflicaz
para as cireumstancias acluaes'o meio indicado pelo
uobre depuldo, qne quer escolas iuduslriaes, as
quaes eu nao repillo, toas que servirlo, como disse,
para a gerarao futura ; e sempre suppuz que algu-
Jna cousa de mais efticacia propuzesse o nobre de-
putado, o qual comejando por condemnar a nac-
co e indoleucia da parta dos poderes provinciaes
para com a agricultura, o n.esnio nobre deputado,
por assim dizer, cabio no mesmoerro.
O Sr. Ilaplitla d um uparte.
O Sr. Augusto de Oliteira : Porque a idea do
nobre deputado d3o traz remedio algum prsenle...
Pergunto ao nobre deputado, qual he o meio que
elle offerece para o estabelecimeoto dessas escolas '.'
r. Bapliita da um aparte.
o Sr. Augusto de Uliceira: Aonde estao esses
mestres I E seguramente essas escolas anda que
bem estabeleeidas, nao aproveilarao aos nossos agri-
cultores, visto que o nobre deputado parece duvi-
dar que entre ellcs nao haja quem seja capaz de ir
estudar praticameute os raellioramentos inlroduzi-
dos as colonias iuglezas. e que possain ler applica-
eao entre nos '.' Declaro a V. Ex. que fac,o um
juizo inuilo diverso da agricultura da nossa pro-
vincia. Eu nao sou da opinio, anda ha pouco
cmiitida na casa, de que a agricultura nao faz pro-
gressos, porque, segundo disse em aparte ao nobre
daputado, em todos os mercados que admitlcm os
nossos producto*, estos tem urna qualiicaojo van-
ajosa e superior i dos productos mesmo de oulras
provincias desle imperio.
O Sr. S< Pereira :Foi a natureza.
O Sr. Augusto de Oliteira : O nobre deputa-
do hu de permitlir que cu Ihe diga que, se elle
tem estudado, como eu sopponho, um pouco a
marcha da agricultura na nosaa provincia, deve ter
notado que alguns mellioramcntos tem sido inlro-
duzidos alm daquellesquc sao puramente naturaes.
Se o nobre deputado visitar as nossas fabricas de
assucar, ha de ver que ahi existem alguns mclhora-
meolos } e mesmo agricul lores de oulras provincias
espantnm-se e admiram-se como he que rouilas ve-
zes um engenho com pequeuo numero de bracos
prodoz Unto.
O Sr. S l'creira : A natureza.
O Sr. Augusto de Oliteira : Acho que esse
resultado nao provem s da fcrlilidade da trra,
permuta que lhe diga, que he isto em parle devido
a aclividade e sagacidade dos agricultores ; cum-
pre fazer esta juslica, porque o nobre deputado ha
de reconhecer contigo, que para a agricultura tem
affluido at mocos de tlenlo, homens que al lem
estudos Iliterarios, outros formados as nossas aca-
demia*, e por essa razAo a agricultura na nossa pro-
vincia aprsenla um aspecto muito lisongeiro : so-
bre este poni divirjo dosnobresdeputados.que tem
fallado na materia.
Eu leuliu fallado com mullos agricultores c vejo
o quanlo alguns sao amantes do progresso, vejo
enlo o* esforoos que ellcs fazem, algn* co-
rdados de feliz exilo ; e, raoilo melhor seria sera
duvida se a assembla fusse a primeira a fornecer a
esses agricultores os meios com que elles podestein
com mais seguranza levar a effeilo os-eeus bous dc-
sejos.
Supponho lamhem que nao sera diflicultoso ao
governo achar enlre os agricultores pcssuis quo
alm da pralica, mesmo rolineira que seja, da agri-
cultura, reunam alguns couhecimentos scienlificos,
de maneira que depuis do exame feito sobre lodos os
processos teguillos naquellas paragens para a cultu-
ra das ierra*, planlarao e fabrico do assucar, cons-
cenciosamenle indiquem quaes de todos os raelhora-
menlns all em pratica, pdem le immediata appli-
cuqIo nossa provincia.
Perianto, Sr. presidente, eu ainda eslou firme no
meo pensar, islo he, que esla assembla mesmo pa-
ra dar prava de quo ella nao he indolente para os
interesis da agricultura, deve lomar urna delibera-
r.lo qualquer que traga algum alivio aos males que
actualmente cxislcm. Se por vantura algum oulro
Sr. deputado enfeude que este remedio indicado na
emenda nao he suflicienlc, subslilua-o por oulro, e
desdo ja lhe hypolheco o meu voto, prometiendo at
retirar a miiilia emenda : porcm eu entendo que
he da dignidade da casa lomar urna deliberaran
qualqaer que sirva para guiar no futuro os nossos
pasaos com mais certeza e seguridade. Concluo por
tanto declarando que voto pelo adiamento, e se por
ventura nao for elle approvado nao terei remedio se
nao volar pela mi ola emenda.
Encerrada a discustao, he o diamenlo poeto a vo-
to* e approvado.
Eulram em segunda di-cu-slo, e sao approvada
sem debate, as segrales postaras:
Postura* da cmara municipal do l'o-tAlho.
ArL I." Ninguem podern edificar qualquer ca-
:,a de paira e cal, ou de madeir ua> ras desla vil-
la e povoires de seo termo, bu plantar cercas as
estradas do municipio, ou outra qualquer obra sem
pedir cmara Uceara e cordelejo, que ser fei-
la [lo conleador com assistencia do fiscal. Os
que o contrario zercni serto multados em 59000
rs.; e se a obra e-liver feita forado alinhamento de-
vido. ser demolida cusa do dono, e perceber o
cordeader a qoantUde 1300 rs. por cada casa.
ii Ari. i." As peiwisque tiverem de fazer depo-
sito de quaesquer maieriaes as ras e pravas desla
villa, epevoacOw do termo, deveriio : 1, deixar li-
vree franco o transito ao publico; 2*, ler luz que
allumio sutllcieDtemento o lugar as noites de escu-
ro ; 3", rccolher dentro da* obra*, a que se desli-
uiiiii, os maieriaes quo iiellascoubarem ; pona de se-
ren multados em 2^000 rs. peta intracrAo de qual-
quer destas disposioes, e de pagaran a despeza da
tlMtfli
a Arl. 3. .Ninguem poder lanzar as roas des-
la villa e povoaces de seu lermo immundicics oai-
xo das casa* ; pena de ser mullido em OOO rs. e
mais um da de prUao na reincidencia.
a Art. 4. Os moradores desla villa e povoaces
do termo farao caiar as frentes de sua casas ao me-
nos urna vez cada anuo, pena de >O0O rs. de mul-
la, e os propietarios farao as calcadas as frentes
deltas, e as conservarao promplas por um alinha-
mento, o altura regular marcada pelo cordeador com
assistencia do fucal e do proprlelario, ou seu pro-
curador, sli pena de seren as ditas calcadas demo-
lidas a sua costa, se nao entiveroin regularmente fei-
las, e na falla dellas incorrerAo na mulla de ris
4O00.
u Art. ">.'' Todo o edificio, muro ou tapamento
de qualquer natureza, que amea<;ar perigo pelo seu
estado de ruina, ser demolido, ou reparado a cus-
la do prnprietario, preceden Jo exame, e avisado pelo
fiscal o proprielario, seu procurador, ou depositario
do edificio para proceder ao reparo ou dcmolicao no
prazo pelo mesmo fiscal marcado, e nao o fazendo
era cusa do mesmo prnprietario demolido o edifi-
cio, quanlo baste para evitar o perigo.
' Arl. 6." Todo o proprielario, rendeiro ou ad-
mini-lr.idorque houver de construir casas nesla vil-
la, ou sejam de tijollo ou de taipa, sera obrigado a
fa/.-las com quatorze palmos de altara pelo menos
na frente, contados da sobeira; os contraventores
soffrero a multa de loOOO rs., alm da demoliro
a sua cusa.'
Arl. 7. Todo o proprielario, rendeiro ou ad-
ministrador de qualquer terreno ser obrigado a To-
car as estradas publicas de suas propriedades urna
vez cada anuo, do 1" de selemhro ao ultimo de ou-
luhrn, e para isso sero coadjuvados pelos seus fo-
ri1 iros, e haveudo Irc isgrcssoes, tanto uns, como ou-
tros serao multados de um a tres mil rs.
Art. 8. Reatan pessoa poder lapar, ou mu-
dar qualquer estrada publica sem licenca desla c-
mara ; os contraventores solfrerao a mulla de 10.-000
rs., alm de abrirem novamente a mesma estrada, e
o nao fazendo a cmara o far a cusa delles.
a Arl. !>. Os proprietarios ou inquilinos, que
nao conservaren! limpas as testadas dos predios, e
no mez de selemhro de cada anuo nao enlulharcm
as cavidades, causadas pelas chuvas uas mas, serao
multados em 2S000 rs. Enteuder-se-ha por testada o
terreno da frente al ao meio da ra. Quando os
proprietarios tiverem o predio fechado e residirem
fra nao ter lugar a multa senao depois de avisado
pelo fiscal.
Art. 10. Ninguem poder fazer evacuarles, ti-
rar atorros, ou arca as ras ou estradas, ou em ou-
lro qualquer lugar do transito publico: o infractor
ser multado em 13000 rs. e obrigado a eululhar ; c
nao o fazendo a cmara o far a cusa delle.
Arl. 11. Os lerrenos comprchendidos nos lar-
gos ou praras serao mandados limpar de ordem do
fiscal e a cusa da cmara.
o Arl. 12. As feiras e os mercados serao feitos nos
lugares destinados pela cmara municipal ; aquelle
que infringir este artigo ser multado era 59000 rs.,
e se for escravo ser obrigado pelo fiscal a oceupar o
tugar determinado, e, desobedecendo, soffrer prisao
por vinte c qualro horas.
das ras desla villa e povoarocs, e as igrejas, assim
como injurias publicas c obcendades, que oflendam
a moral publica, batuques de prelos a qualquer ho-
ra, divertimenlos estrepitosos as horas do silencio ;
os contraventores pagaran de multa 5&0OO rs., e sof-
frero oito das de prisao, e sendo escravos levarQo
tres duzias de palmaloadas, e o duplo na reinci-
dencia.
Art. t. Nao se poder fazer espectculo as
ras, povoacoes.e arraiaes sem licenca da cmara ;
os contraventores sofTrerao a mulla de 89000 rs. ,
ou 18 dias de prisao; e as mesmas penas incorre-
rao, se, no caso da licenca, praticarem actos offensi-
vos a moral publica.
Arl. 15. Fica prohibida toda e qualquer farca
publica, em que apparceam um ou mais individuos
representando o papel de sacerdote secular ou regu-
lar, vestido com insignias ccclesiaslicas, e fazendo
arremedo do sagrado ministerio; os contraventores,
sendo livres, soffrero a pena de 309000 rs. de mul-
la, e na falla oito dias de prisao; e se forem escra-
vos seis duzias de palmaloadas.
Art. 16. Os quo publica e irrisoriamente reprc
senlarem, por arremedo, algama autoridade, ou ain-
da qualquer particular, pagarao a multa de 109000
rs. e na falla soflrerao oito dias de prisao ; e sen-
do escravos Ircs duzias de palmaloadas.
Arl. 17. Toda a pessoa'dcsla villa e povoagoes
de seu termo, qne em horas de silencio consentir em
suas casas adjunclos com vozerias, que perlurbem o
socego publico, soffrer a mulla de 59000 rs., oo
qualro dias de prisao na impossibilidade de pagar a
mulla.
ii Arl. 18. Todo aquelle que fizer escriplos ou
pinturas indecentes, e obcenas as paredes, muros
e lugares pblicos ser multado em 19000 rsj
a Art. 19. Ninguem poder dar liros sem neces-
sidade dentro da villa ou povoaces, ainda mesmo
lendo licenca de autoridade policial; ao contrario
ser multado em 53000 rs. pela primeira vez, e o
duplo na reincidencia.
b Arl. 20. Ficarn probfbidos os liros de roqueiras
dentro das povoaces, sol pena de 59000 rs. de
mulla.
Art. 21. Todo o vendelhao que consentir ad-
juuclos para jogos ou bebedeiras em suas tabernas,
pagar 9000 rs. de multa, e o duplo na reinci-
dencia.
Arl. 22. Qualquer pessoa que occullar, ou con-
sentir em sua casa escravos fgidos, pagara de mul-
la 209000 rs., e soffrer oilo dias de prisao, o o dn-
Plo na reincidencia, alm de pagar os dias de servi-
co a quem perlencer.
Arl. 23. Fica prohibido correr a cavallo dentro
das roas desta villa e povoasoes de dia c de noile, e
os contraventores, alm da responsabilidade do dam-
uo que causarcm, solfrerao a multa de 59000 rs. ,
e uiftiiescravos seis duzias de palmaloadas.
" Art. 2y Ncnhum proprielario admillir rao-
^Sr em sua icjIS individuo algum sem que lhe a-
prcsuile ama sui!1 'lo oa,r(> proprielario, de cojas
lerrasijver sahj ou ''" encarregado de polica do
lugar, ca qu "lc consto ser de boa conducta, e
juulami|(e o de vida, e occupar,ao em qne
se einf ,ieua Ue ser multado na quantia de
23000 r*^af cada morador, que nao esliver as
condenes exigidas.
a Arl. 25. Fica prohibido, sb pena de S9OOO rs.,
o enterramenld dos cadveres de escravos envoltos
em esleirs, sera mortalha, sb pena de .-noo rs. de
mulla, paga por seus senliores, e de 29000 rs. pelos
que fizerem o enlcrramento.
a Arl. 2ti. Todas as pessoas que vendern ou
comprarem fazendas, ou quaesquer gneros que de-
vam ser pesados nu medidos, sao ebrigados a ter to-
das as medidas e pesos ateridos pelo aferidor da c-
mara aunualmcnlc de Janeiro ale feverciro, e revis-
tos pelo mesmo de julho at agosto: os contraven-
tores pagarao a mulla de 29OOO rs. ; e se as medidas
ou pesos depois de ateridos, ou revistos se acharan
falsificados, pagarao o duplo da mulla por cada me-
dida ou peso falsificado, que perderao em beneficio
da municipalfdade, e dous dias de prisao.
Arl. 27. A niuguem be permitilo eicrcer
qualquer arle, ou profissao de que deva ter (iluto,
sem o apresentar acamara municipal, sb pena de
pagar 59300 rs. de malla, e siispcnsao do exercicio
al apresentar o lililo ou caria de exame.
u Arl. 28. Ninguem vender e conservar para
vender genero algum corrompido ou falsificado, sb
pona da peda do genero e 59000 rs. de multa, e na
reincidencia, alm da mesma pena, qualro dias de
prisao.
11 Arl. 39. Todo o mscale, boceleira, ou oulra
qualquer pessoa que vender a relalbo qualquer ge-
nero de fazenda, ser obrigado a apresentar ao fiscal
o bilhele de haver pago o respectivo imposto de rs.
29000, eslabelecidu no $ 3 do artigo 8 da Ici provin-
cial de 8 de junho de 1836: o contraventor pagara
de mulla '29000 rs. alm do imposto, ^inda mesmo
sendo morador em oulro municipio, urna vez que
venda nesle lermo; e qnanto a afercao observar-se-
ha o disposto no artigo 26
Arl. 30. O boticario que vender droga suspe-
nos remedios alterar a qumlidaae, ou qualidade das
drogas applieadas as reccila* los facultativos.
11 Arl. 31. Todo aquelle que wtWtjar agurdente,
aiuda que venda em oulro qualquer iminicipio^li\-
ver aferir lima medida de cnula, e as suas anco-
ras pelo aferidor da cmara, e o que o nao fizer pa-
gara 29OOO rs. de mulla e I9000 rs. pela medida, e
o duplo na reincidencia.
a Arl. 32. Aquelle que a e\i cpcao de cravo, ca-
nda, pimenla do reiuo e erva-loce vender sem li-
cenca drogas medicinaes ou medicamentos compos-
los, aer multado em 5000 r.
b Arl. 33. Ninguem poder vender plvora ou
fazer Togos artiliciaes senao em lugares mareados
pela cmara, sb pena de pagar 109000 rs. de mal-
la e perila do genero, e na reincidencia o duplo c
'i horas de prisao.
Art. 34. Ninguem poder crear sollos dentro da
villa e povo,cocs desle municipio porcos, cabras c
carneiros, siib pena de pagar 23'HK) rs. de multa pe-
los primeinis, c I9OOO rs. pelos segundos e lerceiros,
e na reincidencia o duplo da pena.
b Arl. 35. Quando o estrago da lavoura for feilo
por cabras ou porcos, poder a parte prej 11 lirada
mandar mala-Ios sem responsabilidade alguma, e a-
visar ao dono para os aproveitar, e nao sabeudo quem
seja o dono os depositar na estrada, participando ao
fiscal.
1 Arl. 36. Os dorios dos animaos morios manda-
rlo logo cnlcrra-los em lugar, c de modo que nao
cause damno ao publico, e se nao o fizerem, serao a-
quellcs enterrados a custa desles pelo respectivo fis-
cal ; oulro sim apparecendo algum cadver iuscpul-
lo, por nao haver quem o enterre, o fiscal, de aecrdo
com o reverendo vgario, o mandar sepultar a cus-
ala cmara, depois de feilo o exame judicial.
Art. 37. Todos os proprietarios e mais pessons,
que tiverem criaejio de gados e possuirem auimaes
de qualquer especie que seja, conservarao sempre
feitos os seus cercados, e terao toda a cautela para
que nodcslruam as lavouras dos vznhos, pena de
serem multados em 29000 rs., e o duplo na reinci-
dencia por cada um animal que for adiado em la-
voura alheia, lendo sido advertido urna vez pelo do-
no da lavoura.
Art. 38. Ncnhuma pessaa podcr.i Ira/.er sollo
dentro deste municipio gado vaceum ou cavallar sem
pastor capaz de obstar qualquer prejuizo ; os contra-
ven lores snfTrerao a multa da 59OOO rs. alm da in-
demnsarao do damno causado, e o duplo na reinci-
dencia, sendo verificado o damno por duas leste-
miuibas.
Arl. 39. Ninguem poder mandar malar #rezes
doenles, ou mandar esfolar as que nesle estado ap-
parecerem moras, sb pena de pagar 69OOO rs. de
mulla c a perda do genero, o na reincidencia o du-
plo e qualro das de prisao.
" Art. 10. A mal.iura de gado para o consumo
ser feila 00 lugar destinado pela cmara, sendo a
devisa da dita malrica do curral para a beira dn rio,
e nunca para a ra ; os contraventores pagarao a
multa de 29000 rs. c o duplo na reincidencia, e 24
horas de prisao : ficando ao cuidado do fiscal rever
as matancas.
Art. 41. Os moradores desta villa c povoaces
deste municipio serSo obrigados, ao aviso dn fiscal,
que ser por cdital, a mandar rebocar e caiar as
frentes das casas em que moraron, e as que pelo
estrago do tThpo deverem ser de novo reparadas,
sh pena de 2?000 rs. de multa o o duplo na rein-
cidencia.
Arl. 42. Nenhum carreiro poder entrar nesta
villa e povoaces senao vindo adianle dos bois. Ne-
nhum almocreve ou conductor de animaes com car-
ga poder entrar nos lugares mencionados senao pu-
xainlo os animaes pelo cabreslo, ou montado, gover-
nando-os, e no caso de Ira/.er mais de un. sem que
porm exceda de tres, dirigir o primeiro, trazendo
os mais atados um ao oulro; tanto os carreiros como
os conductores de animaes pagarao de multa 29000
r., e sendo estes escravos o fiscal mandar lavrar
lermo de malla, que ser exigida do respectivo
senhor.
a Arl. 43. Todo aquelle que dr causa incendio,
pondo fogo anulosamente, ou deixando de fazer os
aceiros dos rucados com largura e limpeza nllicicn-
te, e antes de participar ao senhor do terreno, ou
quem suas vezes fizer para poder obstar o damno,
qae pude resultar, pagar a mulla de 89OOO rs. e
soffrer qualro dias de prisAn; ficando o dircilo sal-
vo ao causado.
Art. 44. Ficam prohibidas as linguijadas nos
pocos e rio pelo damno qae causam ; os contraven-
tores pagarao de mulla IO9OOO rs. e solfrerao a pena
de 21 horas de prisao, c na reincidencia o duplo.
a Arl. 45. Qualquer pessoa que toldar as aguas
com lavagem de roupa e cavallos, oo por oulro qual-
quer modo as fonles e rios cortados no verao, don-
de o povo costumii beber, pagar a malta de 205000
rs. e o duplo na reincidencia, e 21 horas de prisao.
tibisposirdet geraet.
a Art. 1. Para a oxeen cao das prsenles postu-
ras, servir o secretario ou procurador, o qual acom-
pauhar o respectivo fiscal em todas as correiraies
que fizer, lavrando-se um lermode intraccao, que se-
r assignado pelo mesmo fiscal, secretario ou procu-
rador, epor duas testemuohs.
o Arl. 2. Os Qscacs da villa e povoaces do mu-
nicipio farao as correices, tendo limito em \ isla as
presentes posturas, e com as formalidades dos arti-
gos precedentes, pudendo malar em innciro os
porcos sollos, que vagarem pelas mas.
b Arl. 3." O procurador fica aulorisado para pres-
tar aos fiscaes as quantia necessarias para cumpri-
menlo do que lhe he ordenado as prsenles po-
(uras.
Art. 1. Todo o prazo marcado as posturas cn-
tender-se-ha comcc,ado do dia em que forem ellas
publicadas.
s Arl. 5." Os senliores poderao commular a pena
de priso dos escravos em pecuniaria a razao de 800
rs. por cada dia, pela mesma forma ser commutada
a pecuniaria em prisao, quando os reos nao leuham
mcoa de satisfaz-la.
b Arl. 6. A revista das boticas em que se ven-
dam drogas medicinaes, ser feila pelo fiscal, acora-
panhado de uro cirurgiao formado ou approvado, o
qual se nao poder negar quaudo for chamado, e
aellas se mandar fazer deposito dos gneros prohi-
bidos, sendo fechados e lacrados, quando a parte te-
nha de interpor recurso.
a Art. 7. Todos os termos de adiada e multa la-
vrados pelo secretario ou procurador, e assignados,
serao remetlidos cmara para o secretario os lau-
car na receita, e serem entregues ao procurador.
a Art. nico. Ficam revogadas quaesquer postu-
ras anteriores a presente.
a Pa;o da cmara municipal do Pao-d'Alho em
sessan ordinaria de 3 de abril de 1851. u
Entra era primeira dscussao projeclo n. 15 do
anuo passado:
a A assembla legislativa provincial de Pernam-
buco decreta :
a Arl. 1. Fica exlincla a villa da Boa-Visla e
elevada a esla calhegora a povoacao da Passagem
do Joazeiro, com a denominaran de Villa da Passa-
gem, servindo-lhe de lermo todo o territorio que
cun-titue a fregue/.ia de Santa .Mara.
ir Art. 2. A sede da fregitezia de Santa Mara,
ser transferida para a igreja da villa nuvamente
creada, logo qae se achcem estado de servir decen-
temente ao culto.
a Arl. 3.a lie igualmente elevada a cathegoria
de villa, com a denominacao de villa de Cabrob a
povoacao do mesmo nomc, servindo-lhe de lermo o
territorio da respectiva freguezia.
a Art. 4. Ficam desmembradas da freguezia e
termo da Passagem e fazendo parle do lermo de Ca-
brob, todas as ilhasque se acham da foz do riacbo
Jacar para baixo, e qucouli'ora perlenciam ao ler-
mo e freguezia da Boa-Visla.
a Arl. 5." Ficam revogadas quaesquer disposices
em contrario.
o Paco da assembla legislativa provincial de Per-
nambuco 30 de marco de 1854.
O Sr. Brandao : ( Daremos em oulro numero. )
O Sr. Olioeira :Sr. presideute, tamhem he com
bastante pezar, que vou entrar nesta dscussao. por
lerdo oppor-me a um projeclo, que se ada firmado
por dous nobres amigos, a quem muilo prezo; mas a
perstiaco que nutro, da iunlilidade, c mesmo da
inopporliiuidade de se adoptar a medida proposta,
me obriga assim proceder : todava, poderei mudar
de opinio, se o nobre deputado que se assenta do
oulro lado (o Sr. Aguiar) apresentar urna prova evi-
dente das conveniencias, e vantagens da crcarao de
villa na povoacao da Passagem do Joazeiro : o que
tosa* on venenosas a livres ou escravos sera multa- duvido, por quanlo nao me consta, qua hajam urdi-
do em 109000 rs., e ua mesma muid incorrer n j raacOes ollkiae a til respeiio ; e me parece, qae em
DIARIO DE PERMUrio, SEGUNDA FIRA 19 DE MARCODE (855.

materia lae impnrlanle, como a de que se trata,
casa nao se deve levar smente por informares
particulares, com quanlo militas vezes sejam estas
ntSls exactas do que aquellas: he verdade que o no-
bre administrador da provincia no seta rclalorio, lo-
ca no objecloem quesiau, porm de maneira que nao
nos pode aproveitar: diz ellealguem ha, que repu-
te de conveniencia publica a transferencia da sede
do termo da villa de Sania Mara para a povoacao
denominadaParolina, que, alcm de ser fronleira
a grande povoacao de Joazeiro,do lado da Babia,
he umdos pontos, por onde passa a estrada que das
provincias de Piauhy, Ceari etc., para a cidade da
Baha, e tambero o lugar onde lera de chegar a es-
trada de ferro, que se projecta daqai ao ro de S.
Francisco.
Ora,nao se podendoconsiderar slo como dadosuf-
ficienle para so decretar a transferencia e declaran-
do o mesmo presidente, que se deve fa/.or urna dvi-
sao de comarcas m tode a provincia, para que se
corrijain os defeilos, do qu quasi lodas ellas se re-
sallen), tendo-se muilo em vista lauto a cuncenlra-
rao c dispcrsAo da popolaco, como a exlcnsao do
territorio ; eque se lhe for possivel no curso da pre-
sente sessao ministrar-nos ilguns dados, que possain
servir para se tratar desle objeclo, fa-lo-ha, porque
reconhece os gravesembaracos, que adminislrar.io
resultam de urna dviso judciariadefeiluosa ; creio
que he prudente, pelo menos, adiar a crcacao pro-
jeclada para occasio opportuna.
Senliores, a pomar i" da Passagem do Joazeiro,
he lio pouco habitada, qu: nem precisa de radeira
de primeiras ledras, lanto assim qae a quealli exis-
tia, creada no anno de IS ,(i, foi transferida ha pou-
co pela presidencia, para a freguezia de Cabrob, se-
gundo ja fez ver a casa o nobre deputado que me
preceden.
Sr. presidente, recordo-me de que esta assembla
no auno de 1851, adoptou um projeclo quasi igual ao
que se discute ; mas esse acto nao increceu a sane-
cao da presidencia, que eulao era oceupada pelo Sr.
Jos Ildefonso de Souza Ramos, por ler o Rv. pre-
lado dioecsauo informado, que jamis convinh a
transferencia da sede da freguezia de St. Mara para
o Joazeiro, nao s porque esla povoacao esla situada
na extrema da freguezia, como porque a respectiva
capella nao conlinha os utensilios, c alfaias propras
para ser constituida matriz ; e a cmara municipal
representando cunta a nnnlanca da sede da villa da
Boa-Visla para Cabrob, allegando que a sede actual
da villa he prefcrivel por ser mais central, salubre e
possmdora de mais recursos que qualqncr outra.
E, como a vista disto ainda se quer insistir em
scmelhantestransferencias? !
Senliores. essas mudancas, quando decretadas sem
razes suflicentos, muilas'vezes acarretam males a
administraran publica o incommodos aos particula-
res. Vede o que tem suc.cedido depois que a sede
da villa d'Agua-Prela foi transferida para Barreirus:
a cmara municipal ainda nao pode funecionar na
nova sede pela diflculdadc de se reonrem os seas
roembros. Ora, se os vereadores, que rezidem na
freguezia d'Agaa-Preta, nao tem podido ira Barrei-
ros, qae fica distante 10 leguas.peor ser para os da
villa da Boa-Vista, que dista do Joazeiro 25 leguas,
E, Senliores, se nao ha nesta povoacao pessoas
qaalificadas para servirn os cargos de vereadores.
juizes de paz, delegados i: subdelegados.
{lia um aparte.)
No din 16 tere lugar a abertura das aulas da Fa-
culdadc de Dircilo do Itecife, coja directora adiase
interinamente a cargo do Exm. Sr. rouscllieiro Dr.
Pedro Autran da Malla e Albuquerque, por estar
impedido na assembla provincial o Exm. Sr. barao
de Camaragibe. Consta-nos que se nSo repetiram
as famosas caruada de Olnda, e que pelo contrario
lem reinado a boa ordem no estabelecimento desde o
dia da installacao. Con'.iouam os exames das disci-
plinas preparatorias no Collego das Arles, tendo ha-
vdo, segundo nos dizem, cerca de intenta repro-
varoes.
No da 16 litemos a primeira procissAo da pre-
seute quaresmi, que foi a do Senhor dos Martyrios,
sendo por'ella percorridas varias ras lano a fre-
guezia de Santo Antonio, como da do Recife.
Em consequeucia da cessas^ao das chuvas rcappa-
reccu o calor, porm um pouco mais mitigado; o
que sem duvida be devido aos aguacoiros, que nao
deixaram de cahir, urna vez por oulra no decurso da
semana.
Como verao os ieitores do quadro da morlalidade
abaixo transcripto, parece que as hexigas vao em
progresso. O numero dos morios longe de diminuir
leude a crescer: o para esse resultado lalvez nao te-
lilla sido perdido o grande foco de ulerean que lo-
mos na cadeia publica, no centro da cidade.
Rendeu a alfandcga 103:199-9876 rs.
Fallecern) 58 pessoas : 15 homens, 10 mulhercs
e22 prvulos, livres; 6 homens, 1 roulher e pr-
vulos, escravos.
(Uf,Oliteira :...porquequem a habita,sao pes-
cadores, e atgumaspessoas sem as habilitarnos preci-
sas para esses cargos segundo sou informado a ser
ella elevada a calhegora la villa, em quem recahi-
rao a nomeaces ? necessariamente nos cidadaos da
Boa-Visla. E sera juste obrigar o cidadAo da Boa
Visla a andar 25 legnas para exercer gratuitamen-
te funeces publicas, cora prejuizo dos seus servi-
ros particulares '! creio que nao.
Senliores. nolarei lamban que funcclonando esla
assembla desde 1835, contado he o anno em que
se nao lenham decretado crearnos, ou divises de
freguezias, termos c comarcas,que muilas vezes des-
Taz-se n'um anuo aquillo que se fez em outro ; o que
da lugar a alguem suppor que os nossos trabalhos
acerca dessas crearnos c divises, n.lo sao os mais
bem pensados, sendo prova dessa assenjao ;0 ter sido
aauligavilla de llamaracn supprmida em 1810,
instaurada em 1815, e por ultimo exlincla em 1816 ;
a sede da villa do Caho transferida em 1816 para a
povoacao de Nossa Senhoru do|[)', em 1849 de novo
mudada para o anligo lugar; comarcado Bonito
supprmida em 18:18 c em 1840 rehabilitada ; a fre-
guezia de Maranguape supprmida em 1816, e ins-
taurada em 1849, etc., etc.; pelo que convem muilo
que nao sejamos iao frequentes em fazer essas alte-
races, a que alguem chama contradansas eleiloraes.
Exijam-se informaces otlicacs, para visla del-
las, e dos mais esclarecimcnlos qne nos poderem ser
subministrados, resolvermosa'qaesiao, comoconvier
aos inleressesda provncia.
Antcs de terminar, perguntarei, existe na casa al-
gum requerimento dos moradores da Boa-Visla fa-
zendo ver a conveniencia desta mudante 1
Um Sr. Deputado : Existe no sentido inverso.
O Sr. Oliteira: Exilie alguma representacao
dos hbil julos da povoarau da Passagem do Joazeiro,
demonstrando que esse lugar offerece maiscoudires
legaes para ser villa do que a da Boa-Vista ?
Existem algumas informaces da presidencia ?
Logo, se nao existem dados nenluius otliciaes, que
nos orienten), como cumpre, no meu fraco entender,
o projeclo nao deve ser votado. Se apparexessem
essas informaces, se en eslivesse convencido da uti-
lidade dessa Irasferencia, eu lhe prestara a minha
annnencia, assim como o ll o anno passado a o pro-
jeclo, que elevou villa n freguezia da Escada.
Mas, que differenca onsideravel nao ha enlre
aquel.la grande c llorescenle povoacao da Escada
a do Joazeiro '.'! Creio qne nao lem compara cao. A
Escada he talvez a freguezia que conlem maior nu-
mero de engenhos j possje una immensidade de ci-
dadaos habilitados para Lodos os cargo pblicos, e o
Joazeiro nem lem meninos para frequeularem una
escola de inslrucro primaria '..'!
Snbmettendo consiilorar,Aj da casa as reflexes
que venho de fazer, terei ainda de oceupar a sua al-
lenrao, se for preciso vollar a dscussao.
Tendo dado a hora, lie i a dscussao adiada.
O Si. Presidente, designa ordem do dia e le-
vanta a sessao depois das duas horas da tarde.
Sessao' ordinaria em I" de marco de 1855
Presidencia do Sr. iarao de Camaragibe.
As 11 ,', horas da manhaa, feita a chamada,
acharam-se presentes 25 senliores depulados.
O Sr. Presidente abre a sessao.
O Sr. 2. Secretario h a acta da sessao anterior,
que he approvada.
0 Sr. i." Secretario menciona o scgoinle
EXPEDIENTE.
1 ni oflicio do secretan ) da proviocia, remetiendo
as posturas da cmara de Caruar. A' commissao
le posturas de cmaras.
Outro do mesmo, remetiendo as conlas de receita
c despeza da cmara do Hio Formoso relativas aos
annos de 1848 a ISVi. A' commissao de conlas
municpacs.
Oulro do Sr. deputado Mello Reg, participando
que por incommodado nao tero comparecido a estas
sesses. Inteirado.
(Continuar-se-ha.{
RECIFE 17 DE MARCO DE 1855.
A'S 6 HORAS DA TARDE.
RETROSPECTO SEMANAL.
Bem limitada tem de ser boje nossa larefa, alien-
ta a penuria de materia em que nos adiamos: o
lempo prsenle se nao he de bonanra, he por cerlo
de calmara. Sabemos quo slo nao agrada aos fre-
guezes da nossa revista, a alguns dos quaes lalvez
nao satisfar urna columna iuleira de noticias ; mas
que remedio temos senao sugeitar-nos a pobreza da
siluarao:' Nao esl em nosso poder crear oceur-
rencias interessaules, nem em nossos hbitos phan-
tasiar caslellos para os cumbaler; outros o fazem, e
algumas vezes com successo; porm de bum grado
nos resignamos com a estetilidade de nossa imagina-
rlo nesle particular, e at renunciaramos a facul-
dade da imitaran, dado o caso que assim nao fosse.
No dia 13 do correle encerroo-sc a sessao do ju-
ry desla cidade, tendo completado o 15 diai da le.
Nella foram julgados 5 iudividuos implicados no
processo ltimamente instaurado ex-o/ficio, por oc.
casiau do roubo dos relojoeiros da praca da Inde-
pendencia, sendo tres absolvidos e dous condem-
nados.
O vapor Giiannbara, entrado dos porlos do norle
no mesmo dia 13, dexou a lodas as provincias em
socego. O invern tinha comeradn quasi por loda
parle, mas a pesie da hexigas anda llagellava a ca-
pital do Maranhao.
Itelattriodo Sr. capitao do porto dirigido ao lixm.
Sr. presidente desla procinda por occasio da
abertura da assembla.
Um. e Exm. Sr. Sao imperfeitos os meios que
pusso dispor para apresentar a V. Ex. una expos-
rau circumslancada, exigida pelo Exm. minlslro do
imperio sobre os diversos objeclos coudos no offico
que V. Ex. se servio dirgir-me com dala de 20 de
uovembro ltimamente lindo, vslo a reluctancia na
exarurui .lo regul nncnln n. 417 do 19 de maio de
1816. que, no casoconlrario, poderia siibmnislra-los
convenientemente, sendo esta reluctancia eucontrada
por parte dos inleresscs locacs em gcral, e da guarda
nacional em particular, em ronscqiiencia desejul-
garem altacados pelas disposices do dito regula-
roeuto, quelles, em razao de vedar-lhcs a posse
Ilegtima de ros, lagoas, e suas margis, de que
faziam um palrimonio por cobraren trbulos dos
empregados uestes objectos em proveto proprio
quer no transito, como na pesca, e estes ou os se-
gundos pelo fado de dimiuuir-llics considcravel-
mcute o mando de maior numero de pessoas que se-
riara guardas nacionaes a nao existirn ditas dispo-
sices dando-lhes a sonran, e lo ponderoso moti-
vo apenas permute faze-la aproximadamente em lu-
do quanto for relativo a estes dous oppositorcs do
regular andamento das materias a que se refere.
Sacegacao lutial.
He ainda feita sem algum dos mellioramcntos da
poca em barraras, canoas o jangadas empregadas
na conducAo de gneros e passageiros, e as ultimas
(ambein na pescara posto em pequea escala, de
maiores, ou menores dimenses, nilo havendo nislo
regularidade, por dar um lermo fixo, oo ajuizar-se
com exaccao dos seus portes. A vara, o remo, e a
vela, cujo motor he a forra do hornero e do vento,
sao os apparclhos de que al hoje lanca-se mAo por
nao se haver ainda ensaiado outros meios que pois
apresentariam necessariamente aquellos ditos me-
llioramentos, devida esla falla, como allribuo, a nao
ser o humero pela fcrlilidade do terreno, temperatu-
ra esuavdade do clima, obrigado a procurar com
elles a miuoracAo do Irabalho para viver mais com-
modamcnlc sem todava ler differenca para menos
nos lucros que hoje oblem, se porvenlura nao fo-
rem mais vantajosos, segundo estou persuadido.
Os ros em quo seraclhanie navegacao se faz sao,
nesla cidade : o Capiharibe e Beberibe : ao norle os
denominados: Maria Farinha, Igaarassu, Jaguari-
be, Tejucupapo, Ilapissoca, Tracunhaem e lioian-
na ; e ao sol: Jaboalo c Pirapama, ambos na
barra das Jangadas, Suape, Taluoro, Ipojuca, Me-
repe, Mnracahipe, Serinhaem, F'ormoso, Brejo, e
Mamucabinha na mesma foz, c Una.
O pessoal que nella se oceupa chega hoje a 1,115
pessoas das quaes conlam-se 1,013 livres, e 102 es-
cravos, entrando no primeiro Homero os emprega-
dos tambero na pescara, sendo esles em quanlda-
de que nao e pode dcscriminar, cem relacao a das
jangadas quando pela maneira j dita se deslinam a
esle servco.
O material consta de 189 barraras. 415 canoas, in-
clusive neslas 296 denominadas de carreira nao leu-
do vela, e 159 jangadas.
0 cusi das referidas embarcarnos nao he grande'
porquanle, lermo medio, tero-se urna barcara pela
quantia de 1:2009 ris, urna canoa de vela 6009,
urna dita de carreira 1009 ris, e urna jangada 259,
dando commummente os respectivos fretes para as
despezas do cosleio e mais alguma colisa de lacro
razoavel correspondente ao capital com ellas des-
pendido.
He diilicil saber-se a importancia dos freles pelos
innmeros obstculos que a islo se oppde, mxime
acerca dos oblidos em diversos lugares fora desla
cidade por nao haver quem delles informe ao me-
nos aproximadamente visto a Hvariabilidade encon-
trada no juizo de cada um dos respectivos indivi-
duos sobre la', ohjeclo.
' Quanlo ao nelhoramenlo de que necessita a men-
cionada navegacao, relro-me a opinio j emillida
de serem as embarcares applieadas a tal serviro
com novas formas, e 'diversas armarnos, e mesmo
movidas a vapor, para desla arle obter-se o que con
seguinteroente van a ser proficuo pelas razes igual-
menlc j emillida.
Sategarao costeira.
Considero ser dividida em duas parlespequea
egrande caholagem.Como pequea a navegacao
somenlc na costa desta provincia ; e grande quando
he della para oulras do imperio. A primeira he fei-
ta por 189 barcacas, e 119 canoas de vela, as mes-
mas que pola maior parle servem na navegacao flu-
vial, e a segunda pelos navios.
As embarcarles empregadas na pr quena cahola-
gem sao guarnecidas por 1,003 nacionaes, e 12 es-
cravos, e condiizcni diversos gneros ao mercado
desta cidade, como assucar, cal, lenha, madeiras, etc.
levando no retomo os que nao sao do paiz pois des-
tes apenas exporlam carne secta quando nao hees-
Irangeira.
O valor de urna barcara e urna canoa ja esl
colado, e fazendo cada urna deslas embarcarnos 8
viagens presuiuiveis em um anuo, calculo obler
aquella no fin delle 1:2009 ris de freles, a 1509
por viagem, e a canoa 2009 na razio de 259 ris.
O pessoal que as guarnece he o da navegacao flu-
vial fora desta cidade, e o pertenceole ahi a esta,
que igualmente se oceupa na pesca pela maneira
j mencionada.
Feita a navegacao de grande cabotagem por na-
vios como j disse, lem esla provincia 53 nella em-
pregados, sendo : 3 barcas, 17 brigues, 6 patachos,
1 galeota, 8 escunas, I sumaca, 15 hialcs, e 2 lan-
chas, lodos com 6,871 toneladas e 1|4, calculndo-
se importarem 288:00!b ris. Conduzem gneros
nacionaes e esfrangeiros reexportados, e o frele da
carga a 109 ris por tonelada, corno se cslma, pro-
daz sob este titulo o total de 530:0009 em 6 viagens
presumiveis a cada navio em um anno ; que cobre
o cosleio, e deixa ainda um lucro ao proprielario.
Sao tripulados por 206 nacionaes, 210 esfrangeiros,
e 150 escravos.
Os mellioramentos que precisam as embarcac/ies
oceupadas na pequea cabotagem julgo deverem ser
os que dcixo mencionados para as da lluvial, pois
sao as mesmas para os navios empregados na gran-
de, fazc-los navegar com dous tercos de Brasilciros
alim de formar desla maneira a nacooalidade 13o
necessaria pelas disposices do direilo internacional
das quaes ncnhum caso se faz a Ululo de ser consi-
derada como pequea caholagem a navegacao de
urna provincia oulra do imperio, dando islo lugar
ao abuso couslanlemenle observado de comporem-se
as guarnices de estrangeiros o escravos na mor
parte dos navios, leudo apenas o ineslre nacional,
senao he daquelles que os documentos nicamente
isto allirinaru ; e a um outro abuso de nav egai 0111
sem pillo com eminente risco da propredade e dos
nclles oceupados, c vao de passagem, o qual cessa-
ria se procedeudo a intelligencia que don a nave-
gacao d'uma oulra provincia do imperio fossem
obrigados a Icrcui essa prara.
Sa-egarao de longo curso.
He, segundo cnlcudo, a dos pnrtosdo imperio pa-
ra fora dos mesmo, e nesle sentido direi que bem
poucos Divio desta provincia nella se empregam
provando esla assercao terem sabido somenlc 3 bri-
gues para a Europa no anno prximo passado com
666 toneladas, guarnecidos por 14 nacionaes, 16 e-
trangeiros, e 10 escravos.
Coodozram gneros do paizassucar, sal, agur-
denle, ele. : e na volta trooxeram outros, estran-
geiros, proprio para o mercado desta cidade.
Nao :i com exaccao o valor dos referidos navios,
e nem o do frele que perceberam, porm lo estima-
dos quelles em :W:00Os, e ele na quantia de
13:320, a razao de 20> ,tur cada tonelada.
O limitado numero de navios desta provincia em-
pregado em tal navegacao tn claramente conhecer
que alguma cansal poderosa obriga anSote-lano
devido apreco. Moilos procoram descobri-la, e pen-
'o que a maioria esl de accordo comigo, ajuizando
ser unicamenle proveniente de nao existir rocipro-
cidade nos direlos 9 oulras despezas que os nossos
navios pagara nos porlos estrangeiros em relacao as
feilas no Brasil pelos delles, pois o contrario convi-
dara de corlo aos nossos a freqoenlarem ,os ditos
porlos, trazendo dnhi as mercaduras que os seus
exporlam, percehendo os mesmos lucro-.
Pesca.
Ue feila por jangadas e canoas que pelo sen ta-
maito mal servem a oulros usos da vida do mar ; I
porcm he lal o habito que com facilidade nao se po-
dora melliorar os meios empregados pelos indivi-
duos no exercicio de semclhaiile industria. Prova!
isto ler cabido una til quanto pequea empreza.
inslallada ha lempos n'um 1 pequea embarcacan
com 21 viveiros, 11A0 lhe emharacando esles a nave-
gar, a despeito de reconhecer-se que com mais se-
guraiira procurava melliorar a maneira de pescar e
Irazer maior quantidade de peixe ao mercado, lor-
naudo-omais barato ero beneficio geral.
Compe-se o material empregado em tal serviro
de 752 jangadas, e 102 canoas, tripuladas por 641
pessoas livres, c 3 escravos, inclusive no numero
deslas embarcares e individuos oceupados promis-
cuamente na navegado lluvial, como declarei.
Cusa urna jangada 89, o urna canoa 29, tudo
aproximadamente, e o producto de lal industria nao
se pode calcular, j pela falla de dados, por nao for-
nece-lo* quem della se serve de maneira a fazer-se
ao menos um juizo aproximado, occasunando islo
a discordancia de suas informaces, como em con-
sequeucia de ignoraran mesmo o que deviam sa-
ber a respeto, por passar o peixe, na mor parle, as
mos d'outras pessoas chamadas alravessadores. ma-
xiinc nesla cidade : e como seja sem duvida limitado,
proporciona esta circumslancia vivercm uns c nutres
mu miseravelraeule.
Canoas e rios.
Principiarei pelo extremo norle da proviucia.
SAo navegaveis os rios nelle existentes em maior ou
menor cvlcnsao, menos os denominados Doce e Ta-
pado, au tendo povoados que os rerommende.
O rio (joianna, pelo qual j i subiram at o porto
da cidade grande sumacas a receberem carga, est
actualmente em estado queso barcacas podem na-
vega-lo, sem mares cheias. A sua diflercnra para
peior, dala desde 1831, como sou informado, por
terem tapado o braco dorio Capibarbe-merim, ou
de Goiaona, mcia legua cima do porto da cidade,
para evitar-se os estragos que lhe causavam as
cheias. He claro que tapado esle braco e nao ha-
vendo correnteza, por si mesmo ira seccando e es-
treitaudo suas margens. e pelo deposito ahi de
.ireas viudas com as endientes lcaria reduzido ao
eslado da iunavegabilidade em que se ada.
Da foz do rio Goiaona a bocea do Jacar ontam-se
5 leguas, que pdera licar reduzidas a melado, se
porvenlura forem liradas duas grandes vollas nao
destruindo todava as curvaturas.
Com a destruirn da primeira volta, lendo mais
de legua cuslosa de veucer-se, enrurla-sc o cami-
11I10 consideravelmente bastando consistir na aber-
tura de um canal antes da camboa do Macota, a
Volta Molina ; e da segunda, depois de Barreiros
grandes, onde ja existe urna camboa com 2 bracas
de largura e 5 palmos de fundo, poupa-se pouco
menos de 1 legua no seu trajelo.
He mu sensivel o beneficio que resollara' a nave-
gacao do mencionado rio a factura desles Irabalhos,
poslo penosa por ser o terreno lama e completo ato-
cessila de ser melhorado. Tem um curso extraor-
dinario e brea prodigiosa. Su barra mu estrella
nao lhe da a precisa cipacidade a fazer o despejo,
e ficando pouco a sombra do pequeo recife deno-
minado CaixAo de Ina soffre ahi toda a Torca das
vagas do laga-mar de Una que cora a correnteza vin-
da de dentro produi um continuo choque revolven-
ro as areas, mudando constantemente o canal da
entrada, e originando um grande secco que no todo
o toma.
Nao se daria isio se a barr fone, como uulr'ora,
mais ao Sul. na punta do Grvala, pela ohslrurao
da qual, devida ao deleito, ea negligencia, ficaram
as aguas meias reprezas, e procurafam sabir arre-
benlando no logar onde hoje se observa. He de
incontestavel superiorida le ser a barra na pona do
Grvala por ficar sombra do recife que guarnece
loda ;i costa, alm de maior importancia que daria
a povoacao do Abreu de l'na, nao pequena e hoje
em decadencia por ler fioado com a actual barra a
um lado figurando um lago, qual formado pela tapa-
gem do rio na pona do Grvala, esta chco de co-
ras e margens pela falla'de correnteza, o que ludo
desapparecerin sendo a lpagera aberta, ficando en-
(Ao ella com nma entrada muilo mais abrigada a
bom surgidouro dcnlroeem frente da povoacao do
Abreu. Na abcrlnra inclue-sc a preeisflo de furli-
lcar-se por dentro a parte da costa desde a barro
actual pedra do Conde, a qoal reprsenla om is-
thmo de areia, tendo em alguns logares apenas 13
palmos de mar cem do nascente dorio ao litoral da
cosa, sendo assim esparo muilo eslreto a resistir a
impetuosidade de agua do ro em occasio de cheias
e obstar a .irrebentscao uestes lugares cumo acon-
tecen na de 23 de |unho ltimamente find. De-
pois mais de urna legua he o rio lodo pedrejado, e
alianca-sc que se urna ou oolra pedra for possivel
remover-se o mesmu nao saccedera na mor parte del-
las por serem muilo adhereotes ao leito dn rio.
Junio a villa de Barreiros. on o porto (Testa, ex-
istem pedras solfas que extrahidas o tornara maior,
mas lem-se de fazer com islo grande dispendio por
serem de grandes dimenses.
Bio Formoso. Outr'ora subiam por e*lc rio gran-
des sumacas, e hiales, mais de duas leguas. Hoje|po-
rm esl completamente obstruido pela factura de
inultos ara Jes que liram toda a forca dos ros, se-
gundo se diz arhar-se provado, otcasionando os se-
cos que se vilo originando e a apparicao immediala
de mangues tornando as uas margens mais conche-
gadas. Guarnecido na sua foz de um recife alio c
unido.dcscoherlo com pequea vasanle, sao as aguas
'oreadas a dobrarcm-se no pontal norte afim de sa-
hirem pelas narras de Tejucuassu' e Gamella, vindo
muilo encostada a margan austral creando grande1
roras na margem do Sul, lomando o canal muilo
eslreto.
Suppc-se que esle mal seria remediado com a
fac ura ero frente de rio de urna barreta na pedra,
onde ja existe om principio della, para as aguas
uas mares baixas sahirem livreraente sem serem for-
radas a lomar ma direccJo curvelinea, c desappa-
reeem assim os grandes secos na entrada. Pode-sc
obter esta barrlajiao fazendo o governo dispendio
algum sendo abrigados os cnteos a nao lirarem pe-
dras d'oulrps lugares, sob pena de mulla no pe-
quea pela cnnlravenrAo, e responsahelisr-ae as
autoridades Incaes no caso de falla da fiel observan-
cia d'esla disposicao. A abertura da pedra n3o he
smente de muita vanfagem para a navegacao do
rio, mas timbero a da costa pois no lempo invereo-
so as erobarcares da pequea cabotagem bordejam
muilo lempo para vence-la n'esla parle ; quer por
fra do recife nu en (re estes no canal do meio, o que
nao ter lugar com a referida brrela visto offerecer-
Ihes entrada na barra do Gamella onde por muilo
abrigada podem mesmo a vara vencer o espaco pre-
ciso sahirem na barreta projeclada.
O rio Formozo, por ser de pequena. forra, os rn-
des o fazem mais fraco, ou peior, porm querendo-
se dar maior encremento as suai aguas, (ornando-o
mais navcg.ivel.dous meios existem para isto tirando
parle da impeluosidade do rio Serinhaem. O pri-
meiro, fazeniln-n o navegavel at n cidade do Bio
leiro, mas era d.slancia tan pequena que percebe- h-OTmozo, he ohlido omndo-sc o Serinhaem a aquel-
se de um lado o que se diz n outro. i .., ,:_ .,.i_____________ _____ ___j_
uiiTiinnn
Era pouca dislaucia da foz exsle um lauco de
areia e lama, tomando hoje toda a largara do rio
com des palmos de tundo, que he fcil de remo,
ver-se.
Os meios necessarios para levar-se a effeito lal
melhoramento sao profundamente do lcilo do ro ;
lirarem-se algomas peqoenas vollas mais aperladas
e abrir-se a tapagem ja mencionada, trabalhos esle
que se oblero com muila facilidade em consequen-
ca de ler sido o rio outr'ora navegado, como lica
dito e ser de paouena dala a nb-lriicrAo de suas
margen.
O canal da narra deCatuama esla' obstruido poi
grandes coras c alguns secos, convindo extinguir
um nao pequeo numero de curraes cxistenlcs a
boira do mesmo canal coucorrendo para uchar-se em
lal eslado. rnenle urna barca de escavacao po-
deria remover tao consderaveis obstculos, e quan-
do nao acabaste totalmente com elles ao menos pro-
fundara o canal, c mesmo o alargara como muilo
convem.
De semclhaule maneira esla' o canal da barra da
liba de Ilaraaracaccrescendo que sendo as corse
mu alias e a cavalieiro unicameute com extraor-
dinario dispendio e Irabalho se podero acabar com
ellas, e se isto nao for possivel fazer-se convira ao
menos dar-se a lodo o canal urna igual protundi-
dade. He nestas duas barras que podem os navios
receber os producios dos engenhos mais prximos
aos rios que nella lem a sua foz.
Prximos a fortaleza e a pona da mesma illia
existem dous bancos que com facilidade podem ser
removidos. Oulro tanlo nao se dir sobre o mais
seco do canal, separando a ilha do conlinente, por-
que as mares sempre deposilaram ahi arcias em re-
saltado da paralsacao das agoas nesle poni, quer
na nchenle onde se reuncoi, ou na vazantc sepa-
rando-se.
Em caso idntico do rio de Goianua esl o de Te-
jucupapo, que he navegavel mais de 2 leguas com
bstanle fundo e largara, e depois urna antes de che-
gar a povoacao do mciii'i 11011.0. de quasi neiihuma
navegacao por suas mu estrellas e aperladas vollas
obrigando asbarcacos e canoas a nao quererem fa-
ze-la, e sendo esle espaco alargado desiparecera' de
cerlo tao grave iuconvenieule tornando o dito rio na-
vegavel al a povoacao que com quanto conside-
ravel vive todava no esquecimento, e era decaden-
cia.
O rio Iguarasso', outr'ora frcquenlado por navios
carregando no porto da villa acha-scem total aban-
douo que faz considerar a sua navegacao quaai de
toda extincla. Em quanlo fui frcquenlado, o que
faz conhecer as vantagens das communicacOes flu-
viaes, superiores mesmo as ^terrestres, a dita villa
cresceo e florescerile muilo promedia, mas logo que
se deu o contrario pela obsIrucAo do seu ro difll-
cultando a navegacao lem ella depois marchado
puuco a pouco em decadencia linje mui notavel.
Nota-se nao ter o rio a correnteza que se devia es-
perar por reunir so-lbe qualro ribeiros ; e a nao te-
rem sido lomadas as suas aguas por alguns engenhos
nao esaber dar a verdadeira explicaran da falla
actualmente encontrada no volume dellas compa-
rada com a que d'anles tinha.
No meio desle rio cxislcm diversas ilhola de
mangue e ludo eslreitando-o mais e suppoe-se que
com a rcmocSo desles objectos far-se-lhe-ha um as-
signalado beneficio.
Ha a idea de canalsa-lo, no qae liaren morosi-
dade, alm de ser esle obra dedillicll eteeuco e as-
sim arre.lita-sc que mais convida abri-lo, e cavar-
se o lcilo na dislancia de roeia legua villa, por pro-
duzir as mesmas vanlagcus que naquelle oulro ca-
so se pretende tirar como ser facilitada a navegacao
e livrar os Iavradores da prccisAo de remulleran os
seus gneros para esla cidade em cosas de ani-
maes.
O rio Maria-Farinha, de um coraincrcio extraor-
dinario de cal branca e preta abasleccndo talvez por
si s com esles gneros o mercado desla cidade, lera
a sua foz obstruida causando cuibararos a nave-
gacao.
A nao ser isto, que consiste nos secos, lendo co-
meco na barra de S. Jos, os quaes sao removiveis,
qualqaer embarcaran pequena poderia nelle anco-
rar entrando por qualquer das daas barras S. Jos
ou Maria-Farinha, e a nao cuidar-se de alguma
maneira de soa foz tanto qnanto rpidamente cres-
cem as coras em breve loroar-se-ha de lodo nave-
gavel, o que igualmente succeder no rio de Jagua-
ribe, na ilha de llamarac.i, -por se darem iguaes
causas.
Extremo sul da provincia quanlo aos ros que co-
mo os do norte, ja declarados, sao nategavels.
Rio La. De grande navegacao e commercio ne-

v *
le oulro rio, aberlo um pequeo espaco cousa de
meia legua depois da dila cidade, Irabalho este de '
fcil factura por ser o terreno brando, tratando-se
todava de alargar as margens do oltimo do enge-
nho Machado para cima ; e o segundo fazendo-se a -
uniao pela camboa do Passo, que at mui prximo
ao ribeiro Trapiche recebe as aguas do Serinhaem ;
mas aqui o melhoramento ser somenlc no espaco de
roeia legua nao trazendo proveto algum a mencio-
nada cidade nao obstante a barra recebe-lo. Jul-
gando-se que de alguma maneira dos dous meios
apuntados sao os mais proficuos para cousecocao dos
lins expo.stos.coin ludo nutre-se oreceio de que a cor-
rele de agua oblida do Serinhaem pela abertura do
indicado espaco nao venha ollendera ddadedo Rio
Formozo pondo-a baiza e sujeila assim a alguma
iuiindacAo quando houverem cheias. Sendoopor-
lod'ella muito cslreilo, roo, e secco, os senliores de
engenhos com o sx tena de alallios para elles vao re-
tallando o rio lraudo-lhe cada vez mais a forca. e
o fazendo inavcgavel.
No porlo em frente d'cssa cidade arrasaran) urna
grande quantidade de mangues que cavando-se o
nao peqoeuo espaco qoe deixaram lornariaancoura-
douro muilo melhor servindo hoje esle espaco de
deposito de caldeiras, n moendis velhas, e de im-
mundicics que ainda inais impedem ahi o livre cur-
so das aguas.
A urna millia da foz do rio Formozo fie* urna
camboa larga a principio, e depois estreilindo con-
sidcravclmenle vai a Tamandar, a qoal sendo apro-
vcilada pode-ic toma-la ainda mais larga e com
maior profundidade oblendo-se assim orna celeri-
dade ni conducao dos genero do primeiro ao ulti-
mo lugar, nao expoodo-os como hoje a sakirem de
barra fora e aos caprichos dos elementos na Entra e esla camboa, e o porlo de Tamandarc, por
dentro, exsle o denominado Tijollo peto qual se
pode exportar os producios de muilo engenhos pr-
ximos.
O rio Serinhaem lem mais de 30 leguas de corso
produzindo urna eorrenle muilo forte, alm de re-
ceber as aguas do ribeiro Sibir na margem austral,
que mais augmenta a mesma contrate. Nao se sa-
be a qiie se possa attribuir ser tAo estrello e de pou-
ca profundidade, sendo esta maior unicamenle ao
lado da povoacao da Barra, onde niesmo existem di-
versos secos e coras fazendo o -ancoradouro mu
aperlado.
O melboramenlo deque lem mal preeisao he >:'-
lar-se da remocao dus grandes seceos a foz della na
barra das Quimangas, e no Tocto; (1 pelas eora quor
"a entrada como na extensAo del: rio, (raz-lhe e;(-
la circumslancia o dar vollas por demais eslrava-
ganles causando havercm 25 palmo;; de fundes na (M-
ragem onde lica o canal.
Merece seria aliento a sua barra, per se achar
completamente obstruida, e ser smenle demandada
de meia endiente.
Quanto aos uniros mellioramentos consisten) na
remoco de conlas que existem a meio, e alargaran-
so as margens em oulras parles.
Ao lado do rio de qae Iralo est ribeiro Trapi-
che, o qual, depois do eogenbe do domo nome, po-
de ser aberlo com o rio F'urmoso para dar s aguas
desle mais alguma velocidadc, como j fica indica-
do. He mais largo, e mesmo de mais profundidade
dn que o Serinhaem al cerla aliara em que passa
rpidamente a ter pouco fundo.
Para de Serinhaem chegar-sc ao ancoradouro da
barra he necessario alravessa-la em frente, e como
seja a eorrenle mui forlc, a poni de levar muilas
vezes a qualquer embarcarlo de encontr as respec-
tivas pedras, e unidoo Serinhaem no ribeiro Trapi-
che por um atalho cslreilo e tortuoso, julga-se de
misler melliorar o trajelo com abertura do mesmo
atalho, afim das embarcarnos passarcm por ahi do
Serinhaem para o Trapiche guindo a aucorarem no
porto da barra, visto licar o dito ribeiro no mesmo
lado c direcran, esperando ahi para sahirem, uina
vez que nao podem islo fazer na vasanle, e siui na
preamar. .
No rio Maracdii pe sela a sua lo/, rompidamen-
te obstruida tendo nao pequeo numero de cora
as quaes no pontal e prolongara al hs pedras do
recife de maneira que em uiai sccra, fora na costa,
nao se pode passar de Maracahipe para Serrarabi,
de nm para o oulro lado. Al certa altura as eoadaa
e secos s3o continuadas mas depois o rio alarga c
assim vai mais ou menos largo procurando o norte
terminando na distancia para o interior do porto de
G.illiuhai onde com pouca dITcreiia termina tam-
bero o rio Mercpe que desagua na barra do Suape,
estando j ambos unidos por um pequeo atalho na-
vegaodo-o smente jangadas mui peqoenas.
Da foz do Muacajiipc e barra do Suape contam-
1
.1



DIARIO OE PERHAMBUCO, SEGUNDA FURA 19 DE MARCO DE 1855.
r
s.
i
se mais de qualru leguas que dependen de algn
trabalho quanrto sao navegadas pur fora e contra as
monges, pelo risco e avadas de geoeros na condu-
r3o ohlendo-se o contrario sendo feila por dentro do
rio pela maior faclidadc, presteza e seguranga que
este meio oderece.
Alm disto as cmbarcagOes que demandan) a bar-
ra do Suape vum-se forradas no interno e ero occa-
siao de venioslargosa deuiorireni-se alii muilos dias
0 que se pode remediar segurado ellas por Merepe a
potem-se fora pela barra deste.
- Posto pareta nSoser o citado rio de muita impor-
tancia comludu lio do maride inleresse melhora-Io
quaudo menos pelo beneficio que disto resulta a na-
vegado cousstndo esta na reraog i das coras na
'sua foi e abriiiiln-se o pequeo atallio unindo o Sua-
pe ao Merepe, loraando-us assim ara s rio usuran-
do un canal que separa do continente a p.irteda pon-
a do Maracuhipe al o poolal da camboa. Este rio
como o Merepe sao aperlados depois de certa distan-
cia e muitas vallas, pelo que sera o melliorainenlo
aponlado algum lano dispendioso, mxime lendo-se
de profundar ambos c alargar as suasmargens.
Sao quarto os rios que desaguam no Suape, de
maior oii menor crrentela, susceptiveis de alguus
melliorauentus. O primeiro be o Merepe j men-
cionado com os melhoramenlos de que precisa. O
segundo o Ipojaca, que tein um curso de 50 leguas
desde a sua nasceiile em Cariris vellios, e muila
forra.
Nao obstante sua grande correnleza existen na
foz diversas coras que ella removera sendo pos-i-
vcl abaixa-las mais.
Principiando alguma cousa largo na exlensao pou-
co mais delegua e meia, leudo quaudo muilo l"
bracas de largura, ei palmos de funda areia, vem
a?sim at a villa coro nome igual ao que elle lem.
Quenado dar-se-lhe maior largura nao se fara islo
sem grande trabalho, por seren assuas margens d c
terreno elevado, e massap, mas as suas vollas serao
desfeitas fcilmente pelo terreno ser lodo, o que ef-
fecluamlo-se abrevia mais o caminlio, e o turna mais
inleressanle.
O lerceiro Taluoc, depois de urna legua de exlcn-
de-se era duus bracos Brasa e laveira. Em
railrum delles, tendo mais de meia legua, observa-
se difTereiiIcs ecos e con'ns, porm como sao de
lio pjuca navegag.lo os seus mellioramenlos po-
dem ser prescindidos em quanto nao se fuerera ou-
lros de superior inleresse.
He o quarto o Suape,sobre o qual ja me lenho re-
ferido, e smente me resta dizer que desagua ua bar-
ra do metalo nome correudo mu prximo ao cabo
Santo Agoslinho. leudo na sua foz urna grande
cora prolougando-se desde o pontal do Taluoc ale
o alia que com mais de um quarlo de
vasa n lo jas.; aclia dMcoberta.de maueira que raesmo
a crrente d ultimo rio naila pode fazer, deixamlo
alii um eslre.to canal bstanle pno/undo.
De lodos .. qualro rios lie osle o mais bello, larso
e inleressanle al a distancia de duas militas. Suas
margens sao .Vase om alguns lugares povoada, ten-
do a Ierra alta em parles desde o cabo a beira do
rio, encontrando-se em loda a distancia quasi 25 c
-'ID palmos de fundo. Depois acerca do urna legua
de exleniao divido-se em tres bracos, o que segu
par,a o interior loma o nome de Massangana, oulro
para o norte Algodoaes, e o ultimo mais pequeo
Suape, Tirando a denoininar.no do mesmo rio a que
perteuce. Todo esles bracos nao leem mais de I! a
1 bracas de largura, e requerem um perfeilo me-
llioramenlo que nao se podo fazer com prouipli-
dao e precisa primeiro ser esliilado convenien-
meule.
Os rios l'irapama, e Jaboalo, vcem ambos ao
ocano com urna foz commum, a que cliamamBar-
ra das Jangadas. Esla he de arqia c m;i a muilos
respeilos, por nao ser abrigada de.'recife algum. o jo-
godasareias constante,faz arrebenlnr o marconside-
idvclmeute, e as saludas terriveis quando ha vento
fresco ou largo, pelo que lorna-se al incommuni-
cavel, e em casos laes urna lemeridade euvesli-la.
Sendo susceptiveis esles duus rios de melhorameu-
lo no interior, de nada semv*o-em quanlo a barra
esliver como se acha, occasionaudo que muilos en-
genhos a margera prefiram mandar os seus gneros
as costas de animaes para a capital, do que arrsca-
los na sabida em pequeas embarcaces, entretanto
tendo largura, nao pouca profuodidude, o espacos
grandes sem voltas aperladas. .
Uelativamente a barra pensa-se nao ser fcil me-
lbora-la, por cuslar obter-sc isto as de areia.
Dentro e logo no principio della ha una camboa
denomiuada Santo Antonio, levando agua a urna le-
gua do lugar das Curcuranas, no interior e na mes-
illa direcgo da Venda-Grande, e dahi coramum-
caudo-se por um pequeo brago vai ler as varzeas
ou alagados da Boa-Viagem onde ramilica-se em
slou, lambem pequeos, um desaguando na ponli
do l'ina, e o oulro enlr.iuhando-se mistura assuas
aguas com o Capibaribe depois de ler passado a pon-
Dlocolomb.O primeiro acha-sejtapado, por
ler assim demaudado o molliorameuto do porto, o
oulro porm muilo conviria Iralar-se dalle para ad-
quirir-se a navegagao por dentro i povoagao da
Boa-Viagem onde as aguas ficando empocadas, e
alagando grande parle do terreno tornara este lugar
pouco tadio.
Este brago lem de um lado o terreno lodo alaga-
dizo, ecortado por numero nao pequeo de camboas
que mais tirara a Torca de sua correnleza.
Rio Capibaribe. Urna commiss.lo Horneada, da
qual departe apreseotou um memorial acerca do es-
lado desla rio, e melhoramenlos deque liuha prc-
cisao, e como estes ju eslejarn em andamento, segun-
do um plano da mesma commiiso approvado, julgo
pois desnecessario tralar destes dous objeelos.
Ko Beberbe. De grande velocidade em suas aguas
precisa ser canalisado alim de sua navegado (ornar-
se mais ventajosa, ou proficua, nao s ao terreno que
elle alaga, e fazer cessar o prr-juizo que disto resul-
la a salubridadc publica, como para facilitar o Iran-
sito dos productos vindos do norte desla cidade, o
que nao paree difficil fazendo-o aproximar a una
das estradas para os animaes pouparem duas leguas
de um areal mortfero quando os conduz sobre as
cosas. I na campanilla j organisada incumbe-sa
de examinar o seu estado e melhora-lo, e em con-
sequencia deixo acerca de aventurar o meu juizo.
Ja fiz meucio dos gneros que em maior escala
conduziam ou imporlavam nesla cidade as embarca-
cues empregadas na pequea cabolagcm, e agora
cumpre-me declarar que foram eilimalivamente as
quanlidades e valores segainics: assacar 57,900 ar-
rdba, por 2-67940003000 rs. ; lenha 5,695 mlheiros
de achas. por 68:3408000 rs. ; cal 266,560 alqueires
por 66:4409000 r.; pao* de diversas qualidades e
prestimos uo valor de 102:7108000 rs.; couros 10,900
no de 65:600*000 rs. ; laa 4,800 arrobas no de
2:0OO9O0O rs. ;legumes760 alqueires, no de.........
29:3*05000 rs.: cocos 76,000 no de 3:0408000 rs., for.
mando todas estas quanlias o total de 2:938:6753000
reis. v
Sob um calculo igual menciono os seguales na-
cionaes, parte dos quaes foram exportados pelos na-
vios desla provincia empregados na grande cabola-
gcm : assucar 305,955 arrobas no valor de............
942:9268000 rs.; agurdenle de diversos graos.......
168,566 caadas ou medidas no de 61:3413000 rs. ;
algodao 4,372 arroba, no de 26:743-5000 rs. ; cou-
ros seceos e salgado 67,186 no de 13:1378000 rs.;
69,159 medidas de azeite no de 53:5959000 n., e di-
versos oulros gneros, no de 343:7499000 rs. ; som-
ruando estas quanlias em 1:141:5113000 rs. ; e na
mesma conformidade formule o calculo dos lambem
nacionaes exportados pelos navios que desta provin-
cia seguiram para viagens de longo curso, inclusive
os eslrangeiros, em cuja exportadlo liveram parte os
desla provincia j referidos: assuenr 3,322,661 ar-
robas no valor de 7:3(">3:875000 rs. ; agurdenle de
diversos graos 102,622 caadas ou medidas no de
331:0388000 rs. ; algodao 128,913 arrobas no de
820:9553000 rs.; conros 69,746 no de 405:663*900
rs., diversas madeiras no de 5:9158000rs.; diver-
sas drogras emiudezas, uo de 3:1979000 rs. ; oque
ludo prefaz o complolo de 8:606:1478000 rs.
'lodos esles gneros portados s3o em grande par-
le trazidot por Ierra ao mercado desla cidade, nao
se podando ler de alguns inteiro coiiliecimeiilo de
suas quanlidades como a do assucar avaliada enlre-
tanlo em 2:800,000 arrobas, das quaes julga-se fica-
reni 12,000 arrobas sem ler aqu lie destino por
licarem para o consumo. *
Dos guarde a V. Exc.Capitana do porlo de
l'eruambuco em8de janeirode1855.Illm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Benlo da Cunha c Pisjpeiredo,
presidente da provincia. Etiiiario Antonio dos
Santos, capilao de fragata o rapilao do porto.
polica participo a V. Exc. que, das diderenles par-
ticipagoes boje recebidas nesla repartijao, consla
lerem sido presos:
l'elo juizo dedireilo da primeira vari, Joao Bap-
tisla Guedcs Alcanforado, para recrula.
Pela subdelegada da fregueiia do Recite, Fausti-
no Jos Ignacio da l.nz, para averigiiarOes policiaes,
e o tscravo Thom, por andar fgido.
E pela subdelegada da freguezia de Sanio Anto-
nio, o prcto Joao, escravo de Luii Maooel Rodri-
gues, a requerimenlo dosle.
O subdelegado da freguezia de Sanio Antonio
oommunicou-me por ofllcio dota dala, que lionlim
pelas 5 hoias da tarde, na ra do l.ivramenlo fora
maltratado rom o carro do majar Alanoel do Nasci-
menlo da Cusa Monleiro, o porlusuez Joao Fran-
cisco Gomes, em occasiao que este eslava Irabalhan-
do no calcaiiienio da referida ra, deixando de ser
preso o bolieiro por se ler evadido a todo o uallopc,
n mesmo subdelegado proceden logo ao corpo de
delicio para instaurar o competente processo.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pemambiico 17 de marco de 1855.Illm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos liento da Cunha e Figueiredo,
presidente da provincia.O chefo de polica Lui;
Carlos de Paita Teixeira.
__
DIARIO DE PERMVBICO.
A assembla, no da 17, regeilou um parecer da
coininissaode fazenda, que deuega\a o abale pedido
por JosCavalcanli Ferraz, e entrn na discussao do
projeclo n. 15 do anno passado, que anda ficou
adiado.
A ordem do dia marcada lie a conlinuacao da rc-
gunda discussao do projeclo n. 35, primeira do de
n. 2 deslc anuo, econtiiiiiarao da antecedente.
Bcm que julgucmos desnecessario declarar, que
smenle se repulan) correspondentes desle Diario,
os que como tal vao indicados nos ti lulos proprios ;
com ludo, a rogos de um amigo, nao oduvidamos
repetir : assim como que o Philo-ltusso de Macei
nunca fui ncm he nosso correspondente all, nem
sua correspondencia levou o Ululo que em lal caso
se cosluma.
BEPARTirfYO DA POLICA. ,
Parle do dia 17 de marco.
Illm. e wi. Sr.Na ausencia-de i)r, chsfe de
Srs. /eductores :Anda novo na cancha da vi-
da publica, sem jamis poopar esforros para que
minha reputaran nao soflra a menor quobra no to-
cante ao zelo, e fiel cumprimcnln do meus devores,
nao sci como em pregado publico, mas anda como
particular, nao devo tirar silencioso em presenta da
torpe e injusta aggressao, que me foi feila por um
annimo sob a,capa do Vigilante da cidade de Naza-
relh, em urna correspondencia insera no Liberal
Pernambucano de 20 do mez passado, quando leve
a maligna lembranra de (rulando dos negoios da-
quella comarca, onde exerco os cargos dejuiz muni-
cipal e delegado de polica, arremedar-so contra a
minha pessoa. Assim por lano venho boje cumprir
um dover, valendo-me da imprensa para repellir
com todas as torcas esse aponloado de aleivos, e fal-
sidades.
Principiarei, declarando ao tribunal da opiniao
publica, que. tendo cliamacjo o aulor, ou responsa-
vel de-sa correspoudencia peranle o Sr. Dr. ebefe
de polica para fazer descarregar sobre elle ajusta
vindicta, eslabelecida pela le, alim de remover de
sobre mim qualquer nlcrpretarodesfavoravel.o co-
barde nao comparecen, seudo substituido pelo edic-
tor d'.iquelia folha, que deu as explca^oes constan-
tes dos documentos ns. le2, cxplicaces estas quero-
velando a cobarda do aulor da*cilada corresponden-
cia, collocou-me na situaran de nao poder prevalecer-
me do legitimo desabafo, que a lei me concede, son-
do que o proprio editor explicando-sc reconhecera
a l'.il-idade das asserses cmillidas, quando declara o
seguinlc : Hada existir na mencionada correspon-
dencia cjuc offendesse a minha reputacao e melin-
dre, por quanto era ludo firmado sobre um leste-
tnunho cago, e tobre a palacraiizem,e disto mes-
mo eslata conceneido o seu autor, por isioytte pre-
valecndo-se do mesmo testemuiio vago, e nem por
isso o aceitara, e induzia aquilatar sob laes fun-
damentos a reputacao de ninguem.
Donde resulta quea calumuia.e malignidade foram
os nicos elementos da correspondencia de que se
trata, e por si mesmos se acham confundidos e des-
mascarados. E na verdade assim o he, porque alm
de j ter sido por sse mesmo seu coneciluado Diario
demonstrado o c> nismo com que o Sr. Vigilante pro-
curara ferir a minha reputacao, accrcsce que os do-
cumentos juntos sob ns. 3, 4 e 5 passados por pessoas
e corporaces caraclerisa Un, sendo ujsa clellas o Sr.
Dr. juiz de direlo da comarca, plenamente pulveri-
sam as prfidas impulai;es desse meu inimigo ocul-
to e lraic;oeiro ; se porm elle leve em vista alm de
marear a minha reputacao chamar-me a urna pol-
mica desigual, enganou-sc, porque nao eslou resol-
vido a lutar com assassinos de emboscadas, apresen-
te-se, exhiba o seu nome, assuma a rcspousabilidade
do qoe disser, e insinuar, c nao use do misecavel
estratagema de soccorrer-se ao dizem, corre por
aqui etc., eniao cont o Sr. Vigilante que nao licara
sem a devida, c legitima punicao ; porque se he
proposito meu, nao olTemler pessoa alguma, e antes
porlar-mecom loda a dignidade e prudencia de um
honiem bera educado, (como bem sabe o Sr. Vigilan-
te), lambem lenho a mais viva convierto de que me
nao falla a coragem para repellir qualquer ullrage
feilo j minha honra, c arrostar em presenta dos tri-
buuaes qualquer despresivel calumniador, que se
lembrar de aggredi-la : assim nao seja elle um can
gozo que costuma a ladrar, e esconder-se.
Por ora, pas, invocarei o juizo daquelles queme
conheccm, e particularmente do go.-nl dos habitantes
da comarca de Pao d'Alho, onde serv por esparo de
mais de anno e meio, os quaes seinpre me virara
puntual, e exacto no cuuiprimcnto de meus deveres,
maniendo com os mainres esforros a dignidade dos
cargos, que entilo exercia, e anda boje exerco em
Nazarclh, para cojos habitantes cu posso igualmen-
te appellar. Invoco mais n criterio das pessoasdis-
lioclas da proviucia, com quem manlenho relaces,
e confio que diante da boa opiniodelles, as Iraires
e torpezas da Sr. Vigilante em nada me poderao pre-
judicar.
Com a publicar.'to, Senhores Redactores, deslis li-
nhascm seu mui conceiluado jornal, summamenle
obrigaro ao seu affecluoso leilor, etc.
Jos Maria Moscozo da Veiga Pessoa.
Recfe 13 de marco de 1855.
DOCUMENTO N. 1.
Illm. Sr. Dr. chele de polica.Diz o bacharel Jo-
s Mara Moscozo da Vjiga Pessoa, que havendol o
Liberal Pernambucano de 26 do mez prximo pas-
sado, que vai junto, impresso na lypographia do
mesmo nome (ra do Collegio o. 14) feilo publicar
una correspondencia firmada pelo Vigilante da ci-
dade de Nazarclh, na qual faz allusoes injuriosas c
atacantes ao supplcante, o que bem podem dar lu-
gar inlcrprolare- malignas, e desairosas a probi-
dade, e honradez do supplcante relativamente ao
emprego de juiz municipal e da oipliios e delegado
de polica, que exerce o supplcante n'aquella co-
marca de Nazarelh, o supplcante usando do drcito
que lheconfere o artigo 2( do cdigo penal, quer
chamar o seu autor, ou responsavel a juizo para
que no dia e hora, que forem assignadus por V. S.,
venlfa dar exj)licacDo do cdnteudo, e sentido das ex-
pressenconlidasuus diversos tpicos da referida cor-
respondencia, que o supplcante indicar em audien-
cia, sobre lodos o que principia pelas palavras :
Sentencias as mais injustas sao proferidas, ele. iQm
de que ou fique escoimada a reputacao do suppl-
cante de qualquer equivoco, ou ficando clara e ca-
jacterisada a iulenrao do autor em sentido, que seja
desf3voravelaosupplicanle, possa elle usar d'acco
criminal que Ihe competir.E requer V. S. que
mande reduzir ludo a termo para que seja entregue
ao supplicante, ficando o supplicado sujeilo as penas
da rcvelia, e ao mais que dispOe a lei no caso de re-
cusa: Porlanl, peJe V. S. Ihe defira na forma re-
querida.E R. M.Jos Maria Moscozo da Veiga
Feuoa.
Iutime-se na forma pretendida, para e dia 9 do
corrente pelas 10 horas da manliAa na secretaria da
polica. Secretaria da polica de Peruambuco, 7 de
marco de 1855.P. Teixeira.
Certifico que sendo nesla cidade, cilei a Joao de
Freitas Barbosa, responsavel da Ivpographia de que
trata a pelicao retro, ficou entendido: o referido he
verdade. Recfe 8 de margo de 1855. O oflicial
do juizo, Pedro Ferreira das Chagat.
N. 2.
Termo de comparecimenle em juizo do edilur do pe-
ridico Liberal Pernambucano, e derlarares fei-
tas peio dito editor.
Ao 13 de marco de 1855, nesla cidade do Recfe
na secretarle da polica aonde se achava o Dr. cliefo
de polica l.uiz Carlos dePaiva Teixeira coinigo cs-
crivao do seu cargo, e sendo ahi preseule Joao de
Freilas Barbosa na qualdado de eJilor do peridico
iteral/'ernamftucanoclwniado a este juizo pelo
Dr. Jos Maria Moscozo da Veiga Pessoa, para o flu
constante de sua petizo retro, o dito Joao de Freilas
Barbosa declarou, que uao via na correspondencia
cousa, quepodeise magoar o melindre do peticiona-
rio; porque os fados, que a correspondencia encer-
".1. podem ser moralisados pelo publico sensato, e
que, quanlo oulras asserces vaga afirmadas sob
o teslemuulio da voz geral ou dizem, nao podem
prejudicar a reputarlo de ninguem, sendo que o pu-
blico sensato nunca podera aquilatar o conceito de
ninguem por semelhantes assercAes, lano mais,
quanto o proprio correspondente em muilos lugares
da sua correspoudeucia declara nao aceitar esse tes-
lemuubo vago. (Jue vsla do exposto, elle editor
do Liberal Pernambucano nao ve injuria, que possa
ler tanto magoado ao peticionario, c julga haver sa-
tisfeito o lira, para quo fura chamado peranle este
Juizo; e nada mais havendo a dzer mandou o doulur
chefe de polica fazer este termo, no qual assigna
com o edlor declarante, e o peticionario. En Fran-
cisco Ignacio de Alhayde escrivlo, o cscreviP.
Teixeira.Joao de Freitas Barbosa, Jos Maria
Moscozo da Veiga Vessoa.
N. 3.
Illm. Sr. Dr. juiz de direlo da comarca. O
bacharel formado Jos .Mara Mo-cozo da Veiga Pes-
soa, juiz municipal e do orphaos, e delegado de po-
lica da cointrea, a bem de seu direilo precisa que
V. S. se digne de alleslar-lhe se o supplcante lem
exercido as fvncces dos empregos que oceupa com
dignidade e honradez, sem que lenha commcllido
arbitrariedades e perseguidlo na adminislracao poli-
cial,e bem assim qual o seu procedimenlo civil, e
moral : Pelo que pede a V. S. se digne deferir-lhe
como for dejasticaE R. M.Jos Maria Moscozo
da I eiga Vessoa.
Cidade de Nazarclh 3 de margo de 1855.
ltelo que o supplicanta he de resillar, c excel-
lenle comportamculo civil e moral; que como dele-
gado de polica tom servido cora bastante zelo e ac-
lividacle. sendo summamcnle moderado, prudente,
e coinmedidn; c que filialmente uo exercicio do em-
prego dejuiz municipal c de orphaos, que serve
nesla comarca, ha-se portado sempre com dignidade,
e honradez. Nazarelh 2 de marro de 1855.I ieira
de Mello.
Eslava rcrouhecido.
N. i.
Illins. Srs. presidente e vereadores da cmara mu-
nicipal.Jos Maria Moscozo da Veiga Pessoa, juiz
municipal, e de orphaos desla comarca, bcm de
seu direilo precisa que VV. SS. se dignem de atlcs-
lar-lhe se lem elle com exaccao, probidade, e hon-
radez cumprido os deveres de seu cargo, c qual lem
sido o seu precedimcnlo civil, c moral : Pelo que
pede a VV. SS. deferimenlo como for de juslira.
E R. M. Jos Maria Moscozo da Veiga Ves-
soa.
A Restamos quo o supplcante na qualidade dejuiz
municipal c de orphaos deste termo lem exercido o
sen emprego cora probidade c honradez, nada tendo
a considerar-se em sua dignidade masgislral, e no
seu procedimenlo civil, e moral. Paro da cmara
municipal da cidade de Nazarelh em sessao ordina-
ria de 16 de dezembro de 1854. P. P. C.ue.
des, OHceira Mello, Maranhiio, padre dOrnellas,
Barros.
Fslava recouhecido.
' N.5.
Illm. Srs. presidente, e vereadores da cmara
municipal.O hachare) Jos Maria Moscozo da Vei-
ga Pessoa, juiz municipal de orphaos desta comarca
n bcm de seu direilo precisa, que VV. SS.
se dignem de allestar-lhe, se o supplicante na qua-
lidade de delgalo de polica, que lambem oceupa
nesla mesma comarca ha exercido com enenia,
honradez, e aclividade i administraran policial, sem
que lenha commellido aclos de arbilrariedade, e op-
pressao na pralca de suas aUribuirl: Pelo q:ie
pede a VV. SS. deterimcnlo comft entender dejusli-
C*. E R. M. Jos Maria Moscozo da Veiga
Pessoa.
Atleslamos que o supplicanle na qualidade de de-
legado de polica lem apresenladn toda a aclividade,
inlelligencia e prudencia na administrarao de polica
da comarca, nao constando que lenha commellido
arbitrariedadese perseguicao. Paco da cmara mu-
nicipal da cidade de Nazarelh em sessao ordinaria de
16 de dezembro de 1854. P. P. Cuees, OH-
ceira Mello, Maranhao, padre d'Ornellas, Bar-
ros.
Eslava reconbecido.
------mt
ciano, qae uunca tinha vindo espiar o Recfe ; tinha
deiculpa, porque tinha razAo.
O meu compadre enlao bolou-m a liante, amelle
eabeca seu penleado era a cttncxa com suas engra-
nadas bellezat.
Calcava luvas do pellica cor de caima : seus bor-
Recife 16 de marco.
Nao pensei. meu bom amigo, c nem nunca pensei,
que antes de morrer viesse eu a esta bella, grande
e araavel cidade.
Quando ltimamente he remesse a minha ultima
de 28-do passado, nao tinha, nem sequer ti mente
empreheoder tAo de promplo urna jornada de tal
jaez, mas um compadre, um seuhor meu compadre,
a quein eu e a minha defunla devo, edevia ella, que
Dos baja, lanos c tAo repetidos favores, foi quem
quasi, que me sacudi era cima do meu pedrez i coi-
lado!) e poz-me uessas tortuosas e lodacentas vias
do sut!
Lama, meu charo, lama que cnconlrei por estra-
das de engenhos tan bonitos, tau soberbos, que o
meu fiel sendeiro as vezes vio-se lao indeciso em
andar, como um cossaco em investir bayoneta um
zouave de argel hije he sallado'. De que serven
essas propriedades 13o mageslosas, quando o viajor
mergulhado em frente dcllas u'nm medonho treme-
dal as amaldra, pragueja, c.desejaria ve-las con-
fundidas no perdo, que elle lula, e o pobre aniraa-
lejo em convulsivas polkas? Nao quero dizer que
facam estradas, nao senhor, mas ao menos por amor
do prximo facam por onde passem sem risco de
graves prejuizos o niatulinho, o cavallo e ludo.
Goslei, com bom goslar da estrada oflicial, dessa
onde esl a ponte principiada pelo Portier, c acaba-
da por mim, e a proposito de ponles, cu pensei que
a inundaran de junho pausado houvesse destruido
essa ponte.... Ora, que esses mogos, que vecm de
oolra banda fazcm puntes lao bonitiubas...
(".licuamos (eu e o meu compadre) aos Afogados,
que nao goslei la muilo do nome, e pareceu-me o
desejado Recfe.Que casas! que lao lindas casas!
lana genio 13o bonitoscupis'. que namorado lu-
gareju!
Seguimos pelo chamadoAterro, e entramos pas
Cinco Poiiias.
Ahi o meu compadre moslrou-me do lado direilo
da casa grande com pecas, o lugar onde ootr'ora es
leve a....sim, meu amigo, a forca.
Nem olhei direilo, de njo que live da lal praci-
nba de areia, quasi despenco-me do meu intimo sen-
deiro ; meus miollos liveram assim a modos urna
dr de cabera...anjo benlo!
Feliz e mil vezes feliz tu' oh paiz dos Cossacos,
que binisle de leu corarao o infame snpplicio da
morte, e levantaste em suas ruinas o rcagestoso tem-
plo do esvello knoul !
Embicou adianlc o meu compadre pela ra Atf
gusta, e eu qual um basbnquo as dircilas, segui-o,
sem saber como, rindo-me quaudo passava junto a
mim um carro ; com o chapeo sempre a mao, cor-
tejando a quem de mim zumba va : e como o que
via me parecesse um sondo, esfregava os odos, es-
quecia-me dos copiis da bride ; oldava para o co,
parava o pedrez, fazia-o caminhar.... c nesse estado
de violenta lezeira, depois de muilasvira-vollas
chegamos a ponle da Boa-Vista.
Oh nao eslive mais pelos aillos, salle em Ierra,
e Irale de puxar o burrico: o meu compadre j
nao esperava por mim, oiiro como urna trovoada,
que se approxma.... o povo alrapalha-ine, mas eu
puxo o besla do pedrez, que espicha o pescogo, e
cnlcza o queixo : um ridico me brada ao ouvido
monta, malulo '.outroeneapella-me ocdapo al o
pescoco : uus soldados de polica riem-se... desa-
dorei !
Arranco o edapo, sallo as borrainas, faro um
borclaozinhn, prego os calcandares, e o meu fiel sen-
deiro fez um esforgo supremogalopou : passa por
mim a trovoadaera um carro ; cliega o compadre,
que ria-se a morrer !
Eu nao podia fallar, mil sensagesde tropel assal-
taram-me : o medo dos carros, que dizem ser pri-
vilegiados machacadores de quem padece de rhen-
matismo as pernas ; o bolicio do povo, o aspecto
nobre da ra da Aurora, como que miraodose gar-
rida no espelho das aguas do Capibaribe, a mon-
tona invocaru dos mendigos da ponte... ludo, meu
amigo, fazia-me enlouqucer : eu era um provin-
ao ouvido a griler-me: volle, troca, quebr a direl* seguius eram de atea parda ; aperlavam dous"pcz-
laolhe o carro, deixc passar esla velda, e assim
com esi, ladaioda infernal al cdegai mos a urna ra
que elle chamou do Sebo.
Do Sebo, compadre?! Bradei.
Sim.do Sebo, responden rindo-ne.
Pois estamos no sebo.... c cu engoli o que tinha
desejos de dizer, mas...era hospede e o hospede
lem olhos para ver, e bocea para calar.
l'assei urna noite maravillosamente ; cei pouco,
e caro peiie ; lavei-me n'agua do encananieulo, c
Jormi em cima de lona com brochas de lalo.
Pela mandria o meu compadre eutrou, c um ami-
go da rasa sabio.
A raiulia comadre he urna comadruda muilo for-
raozinha, euma boa alma, coilada! Nao da noile na
qual ella nao va com o amigo da casa rezar a porta
da Santa Cruz !
E o amigo da casa"! Tcnlio-o visto : ol de um
cxccllcnle rapagSo de Itigodes de azeviche lem um
genio depomba ; he o humen-, mais cordial do mun-
do : olhe, meu amigo, assim he que se lera amiza-
des, o raais... petorium.
Na forma do meu louvavel costume, pela ma-
ntisa... licuemos a minda comadruda, e o amigo
da casa aira/ fui ao canto da casa ver a choupa
e a l'ouce do rogado para sabir, mas qual, se eu es-
lava na Ierra, que dizem nao Irabalhar-se '.'
Esperei pelo sol, e depois do almogo solido, quiz
,sahir.
A minda comadriiiha sci alinorava papas de ara-
rula ou chocolate de musgo.
Com que roupa. compadre, quer Vmc. sadir '.'
Com caiga e jaquela de zuarlc Ora. compadre, o
que diro os vizndos, se virem-o sabir assim '.'
Eu queja liuha visto o amigo du casa sabir no
Irink.... acdei que o domen tinha razao as car-
radas.
Mandei comprar roupas francezas, j se sabe, des"
sas mesmas que fazem f, e sahimos.
O compadre trajava lal c qual como o amigo da
casa. 0
Por onde eu passava caplava a allenrao, olhavam
para mim com inleresse : eu fumava, eu lanrava
baforadas com cdisle : cu clava pullinhos quando
Iraiispuuha um scixo, eu puxava os punlms da ca-
misa, que cobriam-ni'! as cosas das raaos; tu ajus-
lava as luvas, brincava com dislracgao com ai teteias
do relogio, lirava o chapeo para fiugir, que enedu-
aava o suor, mas era para vcrc'm a estrada do meu
sluarl aborta ale a nuca : eu cmfim eslava ac.com-
mctlido da vaidade, eslava na moda.
A nole Tomos ao bolcquim do Paita ; conversei
sobre Sebastopol, Nicolao, Napolen III, Sulloes,
Omci-Pachs, Canroberls, Raglans, Orientes, Oc-
cidentes, Auslrias. Prsalas, Alliados, Dietas, Excir-
cilos, Rlionos, Danubios, Dardanellos, Tratados.
ele, ele, ele
N'oulro dia alugamos um carro idesses que nao
lem numeragao, para parecer nene] c Tomos ao Po-
co, Monleiro c Apipucos; e de volta, a Passagera,
Capuuga, Manguinho, ele, ele, etc.
Janlaraos depois uo hotel Fr?ncisco, fallei era re-
bates de lellras, Iransacgdes, carregamentos, pregos
do mercado, ele, ele, etc.
Frequenlo as rodas, e ja nao me chamara pobre,
velho e feio.
Mundo mundo 1 *
Se, nascido nao fura na minha vclha Ipojuca ; se
la nao livesse 13o sagradas afieiges, cerlo, que ven-
dera as minlias rocas, a minha casinha de lelha, o
meu aviamento (*) c passar-me-hia para este para-
so, para esta maravilha f'uiila ;.mas oh! que no
meio dos prazeres da cidade, cercado de seus en-
cantos eu tenho pungentes saudades de mubas ma-
las, de meus campos, de meus vales e outeiras....
He verdade que la nao tenho os relogos das tor-
res, as alvoradas militares, o tanger dos tambores, o
ribnmbodo cauhao, e a harmona dos siuos, que me
disperten ao trabalho ao raiar da aurora ; mas te-
nho o meu saudoso sabia ; selle basta, para, com
seu (risle canto, suas consternadas notas, fazer de
um sallo despertar o campouez ao penoso (rabalhar
dos campos. .
He verdade que la lenho ; era meus sentidos.esscs
variados objeelos;que nao ouc$o o rumor das pragas,o
bolicio do povo ; mas nlio a nalureza em um po-
tico panorama, lenho t silencio dos bosques, a paisa-
gem dos campos, e hastam es-es Irabalhos do Crea-
dor para o campouez viver tranquillo em sua humil-
de choupana sombra de sua bella rustica, a de
seus nedios filhinhos....
Tenho visto, meu amigo, muitas grandes cousas,
que rae parecen tildas do milagro.
As deltas Recifeoses saombras.que se parecem ta-
jee, aredaojos, cherubins, e scraphins de carne, osso
e carogo.
C'aropo quer dizer, dinheiro. S3o eminente-
mente civilisadas, amaves, ilustradas e conversa-
das.
Algumas nao tem la esses acanhamentos de matu-
los : conversara a sos com os rapazes sobre osmvsle-
Itasde nossa santa religiao ; argumentam com per-
feilo dwembaracn a taboada, a conla romana nos
bailes; apostara com o seus admiradores, quem
delles ou dellas ha de resar mais rosarios, coras,
tercos e myslerios em um cauto de varanda.
E, os pas ergaem os olhos ao co por tercm filhas
tao devotas, e nretcndenlcs 13o apostlicos, mas, de-
pois de algum lempo, vem o travesso Cupidioho of-
fereccra hymeneo as devoges de suas adeptas.
Ao caso de mogas.
Um moro do reino, que pelas raanha.ls leva ca-
sa o pao nosso, contou-rae : que tendo immensos
anhelos de casar com urna nossa patricia, mas que
sempre esla o nouveradcsdenhado, della vingou-se
no baile masqu do Cajnero, porque sem ella saber
dera-lhe vehementes provas de seu amor, com ella
sempre dansando, rendendo-lhe as mais apaixoua-
das finezas, pensando ella lalvez que elle fosse algum
acadmico, quaudo nao passava de um misero pa-
dclro !
Sinlo, que aqu .nao eslivesse eu, para lambem
com o meu domin, dar algumas vollinhas com al-
guma peciirrucha apaixonada pela valsa.
Meu amigo, preprese para me ouvir como um
Aomem inspirado, e peco-lhe nao zombe de minha
flaqueza.
Eu eslava em minha jelosia, tranquillo, meu ami-
go, tranquillo, como, (graras a Dos), a minha cous-
cencia. A brisa refrescava minha fronle crestada,
a larde eslava fresca e alegre, o co limpoe bem a-
eram 5 horas da larde, nao passava viva alma
nhos de menina, que a furlo se deiiavam ver ao
subir de urna calcada. Essa vU3o passou por (limi-
te de minha casa : quiz fugir, fiquei como que pre-
so ao pescoco por urna mSo de ferro. Ella cnca-
rou-me, e como que surrio-so de minha fealdade,
mas euvi brilhar, por enre os frescos labios della,
duas ordens de denles nevados, regularmente' for-
mados, com perfeicao collocados.
Essa visSo passou.
Eu acabrunhado nao sci porque fui eslirar-me
ao longo de minha lypoia.
A minha comadrinha eslava sem duvida em con-
ferencias com o amigo da casa ; nao a vi ; o compa-
dre havia sabido. Fizeram-m e esle favor.
Essamulher, disse eu, he urna severa repre-
nheosAo ,i belleza degenerada. He um pensamcnlo
animador do homem infeliz. He um raio de luz su-
prema ao mortal agonisaule no doloroso lcilo da
desesperacao c do esquecimcnlo. He um anjo de
bondade, que passa lacrimoso ao vil tugurio da mi-
seria e proslilugAo, e que surri cheia de candna,
junio au 'empln da virlude A Providencia sem
duvida lem destinado aquella menina para regene-
rar alguma alma perdida do caminho do co.
Fazcm mais de 55 annos, que a minha dcfonla
foi, em um tabeleiro, a ser enterrada na vclha Ipo-
juca, e eu disse :
Chorai morreu a mulher mais formnsa do
mundo. Nao nasccra oulra !
Mal pensara eu, que depois de lanos jan 'iros a
alma de minda defuula emigras*? para o corpo de
urna crealura lao perfeila como ella '.'
Agora sim : venceste, Piltagoras !
Vi, meu amigo, em um dos meus passeios, um
mogo, cujo peilo era urna laboleta de ourives ; (ra-
jado com finas roupas, cavalgando um formosissimo
ginele e acompandado por um galdardo ioAei.
Era um rapaz sem ofllcio ncm beneficio, mas que
tinha duas mamullas encantadoras : nada Ihe falla-
va, porque sua casa era dia e noile frequentada pe-
la flor da cidade !
Conversei com um militar, cujo exterior dcnola-
va urna pobreza evanglica. Era um v,denle defen-
sor do tdrono, mas reformado, esquecido e desprc-
zadopor daver arriscado mais de urna vez sua vida
pelas inslituiroes juradas.
Vi de passagem, em um cabriole!, um rapagao de
bella presenga, trajando pelo por moda ). Era
um magistrado, que principiando sua vida pobrissi-
mo, boje tem urna fortuna bem sufTrivel, e o seu
ordenado he 13o pouco, e nao he rico, e nao herd ni,
e nao lirou 20 conlos na lotera !
Vai bem ufano de si '
Vi urna mulher de timao, quasi Irapilha, immr.n-
da, mendigando de porta em porta. Era a viuva de
um figurao, que depois de morlo seus acredores iles-
pirara sua casa, e a viuva por ser desamparada de
belleza pede rsmolas.
> i urna rapariguinha, que passeava cercada de
urna rapasiada dissoluta, que Ihe dirisia insultos
crueis, Era urna fillia-familia, que scdozida e ludi-
brada, havia ha mezes quo vvia na prosliluicao 1
Vi ludo quanlo se pode ver de bom, melhor, p-
timo ; de rno, peior, pessimo.
Amandaa lenciono pela madrugada relirar-me.
J fallei demais. Adeos, al l que n,lo me dei de
esquecer de Vmc. Seu amigo o
W. no Recite.
P. S.Se o portador de Bananeiras anda esl
nesta praga, elle que nao v sem levar-roe urna car-
lnda ao seu correspondente dalli : quero pessoal-
meute agradecer-llie o favor, que rile faz em ler
com atiene;"m mindas pobres raissivas.
Freles-----------Eflecluou-ee um frclamento da
da I'aralirt para Genova a 35 ou
40 para Liverpool: o do algodao
para esle ultimo porlo continua
l|2d. 5 por cent por libra.
Trenos20navio* entrados: sendo 1 de azeite d?
peixe e outrode farinda delrigo, que seguiram pa-
ra oulros porlos, II em lastro, 4 com gneros dos
partos do imperio, 2 rom carregamentos da Europa,
sendo 1 de Liverpool, e oulro do Havre, e 1 com
farinda dos Estados unidos.
Sadiram durante a semana 21 navios: sendo 9
com carrcgameulos para porlos eslrangeiros, 9 em
lastro e 6 para os porlos do imperio.
Ficaram no porlo 63, a saber : 2 americanos, 13
brasileiros, 5 dinamarqnezes, 8 francezes, 2 ham-
burguezes, 71iespanhoes, 19 inglezes, 4 porlugue-
zes, 2 suecos, e I sardo.
MOV MENT DO PORTO.
COMMEKCIO.
ALFANDEGA.
Rendimenlo do da 1 a 16. .
dem do da 17. ..... ,
2!5:2(HI;Xil
18:301-J264
233:505I03
Deiearregam hoje 19 de marro.
Barca inglezaGraoucarvSo.
Barca inglezafeneciereplvora.
Jlrigue suecolimilcemento.
Brigue hamburguezAdolphocarvao.
Barca brasileira.S'orepipas vasias.
Ilalo brasileiroA'oco Ulindafumo c charutos.
CONSULADO GERAL.
Rendimenlo do dia I a 16. .
dem do dia 17...... .
Savios entrados no dia 17.
Babia8 dias, hiale brasileiro .Voro Olinda, de 85
toneladas, meslre Custodio Jos Vianna, equipa-
sen 8, carua tabaco e mais gneros ; a Jos Jaco-
mo Tasso Jnior.
Nevv-York28 das, galera americana Juniper, de
513 toneladas, capiaoE. S. Pinckncy, equipagem
16, carga farinhade trigo o mais gneros ; a Ids-
imo Ronker <\ Companhia. Seguio para o Ro
de Janeiro.
Rio de Janeiro27 dias, barca oldemburgueza (leor-
ge, de 50 toneladas, capilao II. H. Bunge, equi-
pagem 13, em lastro ; a Amorim IrmAos.
dem17 (lias, barca brasileira Sorte, de 332 tone-
ladas, capitao Jos Mara Ferreira, equipagem 13,
carga vasilhainc ; a Nnvaei & Companhia.
dem15 das, barca ingleza k'mperor, de 368 to-
neladas, capilao P. G. Michell, equipagem 15,
em lastre ; a Johnslon l'aler & Compiohia.
Liverpool36 dias, barca ingleza Ceueciete, de 271
toneladas, capitao James Tumer, equipagem 14,
carga 450 barris com plvora, fazendas c mais g-
neros ; a Roslrou Rookcr & Companhia.
Buenos-Ayrcs30 dias,-galera insleza Linda, de 315
toneladas, capilao Robert Bcsant, equipagem 16,
em lastro ; a Ro.-lron Rooker ti Companhia.
dem28 dias, brigue brmense Areon, de 250 to-
neladas, capillo J. Jaburg, equipagem 11, m las-
tro ; a Viuva do Amorim & Filho.
Riode Janeiro.32 dias, barca dinamarqueza Prinds
Cari, de 419 toneladas, capitao H. L. Hansen,
equipagem 15, era lastro ; a James Ryder & Com-
pauhia.
Havre33 das, harn franceza Gustara II, de 231
toneladas, capilao Harrismcndy, equipagem 13,
carga fazendas e mais gneros ; a I.asserre &
Companhia.
Cajenne46 dias, barca franceza Vandkk, de 238
toneladas, capilao Rival, equipagem 9, em lastro ;
a Schramm Whalely & Cumpaudia.
t Kac'os salados no mesmo dia.
ParaliibaUialc brasileiro Tres Irmaor, mestre Jo-
s Duarle de Sou/a. carga bacalhao e mais gene-
ros. Passageiros, Caelano do Rogo Toscano, An-
ua Felicia de Menezes e 2 lilhos.
BarbadaBarca insleza Brislol Bella, em lastro.
Suspendeu do lamcirAo.
Liverpool pelo Rio Grande do NorlcBrigue inglez
t'na. capilao Wm. Murray, em lastro. Passagci-
ro, Eduard Rolhwrll.
Terra NovaBarca ingleza Selina, capilao Daniel le
Page. em lastro.
FalmoulliBrigue dinamarquez Anna Cecilia, ca
pitao F. Frischir, carga assucar.
ColinguibaHiale americano Lamol da Pon, ca-
pitao A.Corsuu, carga parte da que trouxe.
, Hados entrados nodia 18.
Rio de Janeiro21 das, brigue inglez Polka, de 321
toneladas, capilao II. Cnxdead, equipagem 13, em
. laslro ; a C. J. Astley & Compandia.
Paradiba5 das, dale brasileiro Camoes, de 37
(oneladas, meslre Izidoro Brrelo de Mello, equi-
pagem 5, carga lros de mangue ; a Justino da
Silva Boavisla.
Rio de Janeiro24 das, dale brasileiro Venus, de
122 toneladas, meslre Joaquim Antonio Goncalves
dos Sanios, equipagem 8, carga plvora e mais
.'eneros ; a Caelano Cyriaco da Cosa Moreira.
Passageiros, Alcixo Jos de Lima Freir, Jos Ro-
drisues da Silva.
Genova65 dias, tarca sarda .1. Michell, de 281 lo-
neladas, capilao Joao Baplisla Lino, equipagem
11, em laslro ; a Jos Saporite.
Cardiff49 dias, patacho inglez I.uzia, de 118 tone-
ladas, capitao J. Dulaiides, equipagem 10, carga
carvao de pedra ; a Scdramm Wdately < Compa-
ndia.
Satios saludos no mesmo dia.
Rio de JaneiroEscuna brasileira Tamega, meslre
.Manoel dos Santos Pereira e Silva, carga assucar
e mais gneros. Passageiro, Bernardo Altea de
Brilo.
Demexcro Brguc inglez h'elpie, capilao R.- Bal-
ley, em laslro.
New-KopinkgPalacbo sueco Yduna, capilao C. J,
\Vc.-;tnan. carga assucar.
Observagao.
Fnndeou no lameir.lo para acabar de carregar, a
barca franceza Charles e Pauline.
5:7625848
1:194)133
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1 a 16.....
dem do dia 17........
26:9355981
3:21858%
23J314
3:2745210
Exportacao .
Uio de Janeiro, escuna nacional Tamega, de
116 toneladas, conduzio o seguinle : 20 pipas
agurdenle, 2 ditas, 2 quarlolas e 15 barris espirito,
^1,080 saceos e 40 barricas com 7,629 arrobas e 29 li-
brasde asiucar, 150 duzias de cocos de beber agua,
1,000 cocos de comer, 38 caiws velas.
Colinguiba,* biate americano Lamot da Pont,
de 257 toneladas, conduzio o seguinle :50 barricas
farinhi de Irigo, 50 fardos fazenda de algodao.
Paradiba, date nacional Tres Irmos, de 31 to-
neladas, co.iduzio o seguinle: 113 volumes gtne-
ros eslrangeiros, 70 ditos ditos nacionaes.
Ncw-Ropinkg, patacho sueco Yduna, de 27 tone-
ladas, conduzio o seguinle: 1,640 saceos c 25
barricas com 8,389 arrobas e 13 libras de assucar,
4,294 couros salgados.
UECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PER.NAMBUCO.
Rendimenlo do dia 1 a 16.....25:1995153
dem do dia 17........ .,:i2-s:||
zul:
por minda ra. Vai,se nao quando e vejo ao longe e
encamndando-sc para o quarleir,lo onde mnrava
um homem, quccondnzTa de bracos dados duas se-
ndoras.
Aproximam-seecu filo-os. Era um meu seme-
Ihante, que rcpresenlava ser pouco mais novo do
que eu : eslava decentemente Irajado sera esse ca-
pricho cslravaganle.los dandgs : sua presenga era
agradavel, e sua pdysonomia edeia de bmiladc e
es prsate.
Lma das senhoras que represeulava ter 15 annos,
era alia, morena, d'olhos prclos e de muila lingua-
gem : seu porte era nobre, seu vesluario decente.
A oulra era urna mocinha, que nao exceda dos 15.
Ah he aqu que fallecem-me as forras, a vida de
um cscriplor ardeute c eloquenlc ; he aqui que in-
Wjo os vos de V. Hugo, para descrever-lhe o lodo
dessa linda crealura !
A nalureza he indefiuivel.
A belleza, as gragas, a candura.... ah e o ideal,
incxpriraivel eslavam rivalisando naquclle lodo so-
bre-humano !
Nao sei pintar a formosora, a poesa e ademanes
de una mulher que fascina os sentidos, sean eu Ihe
diria que ninguem, senOo eu, saberia descrover
os encantos dessa menina.
Era alva, mas da alvora do jaspe, sem essas rosas,
que os romancistas querem, que uasgam as faces da
moca alva : seus labios eram corados, mas nao ver-
mclhos, nao sei se me pode culender) seus odos
grandes, pardos, morlaes e expresivos nao he
conlradigo. Seus cabellos caslauhos, seu corpo....
obra'imaginavel da Omnipotencia.
Nao se pude definir o que perlencer a Dos: pe-
lo menos eu. Seu vestido era de crep bronco com
sombra azul claro ; sea corpioho ligado por um ca-
mitu' de finissraa cambraia de liuho, todo guarne-
cido de um bordado de seda azul ; rechava-o al a
cima do pescogo urna fileira de boles de ouro pe-
queos e lisos.
m chapeo de seda branca, guarnecido de rendas
e lucos da mesma seda, occullava parle dessa linda
26:031 9Si
CONSULADO PROVINCIAL.
Reudiinentodn.ua 1 a 16.
dem do dia 17. .
27:6905993
l:2i3j72
28:9315865
GABINETE MTLtilEZ DE LE
TIRA.
Por orden da directora convoca-se o conselho de-
liberativo, para se reunir domingo 25 do correte
s II horas da mauhaa.M. F. de .Soulo Barbosa,
segando secretario.
COMPANUIA PERNAMBICANA.
O conselho de drecgao convida os Srs. accionistas a
rcalisarem a quarla preslagao de lOpor % sobre o nu-
mero de aceites quelite pertencem, al ao dia 15 de
abril prximo ; o encarrezado dos recebimeiilos he
o Sr. F. Coulon, ra das Cruzes n. 26.
AVISOS MARTIMOS.
Para o Rio de Janeiro segu em poucos dias o
brigue Feliz Destino ; para o resto d carga, pas-
sageiros c esrravos a frete, Irali-se com os coogca-
larios Isaac Curio & Companhia, na ra da Cruz
n. 40.
Para o Rio de Janeiro.
Segu com brevidade, por ter parle da carga
prompla, a veleira barca brasileira Mathilde, quem
Juizer carregar o resto, cnlenda-se com o capitao
eronymo Jos Tulles, ou no escrlplorio de Maooel
Alves Guerra Jnior.
Para Lisboa, o brgne escuna pnrluguez Atre-
vido, pretende seguir com a maior brevidade : quem
no mesmo quizer carregar ou ir de passagem, Irale
com os consignatarios Tliomaz de Aquino Fonteca &
Filho, ua ruado Vigario n. 19, primeiro andar, ou
com o capilao na praga.
PARA BENGUELLA COM ESCALA POR S.
THOMB,
segu com brevidade o brigue porluguez Fsperan-
ca por ler dous tercos da carga prompla: quera qui-
zer carregar o resto, eulenda-se con o capillo Ma-
rianno Antonio Marques, ou no escrplorio de Ma-
uoel Alves Guerra Jnior.
Para o Ro Grande do Norte segae com muila
brevidade a barcaga, brasileira Diligente ; para o
resto da carga, trala-se no escriptorio de Tasso Ir-
mos, ra do Amorim 11. 35.
Companhia brasileira de paquetes a
vapor.
O paquete a vapor locantins commandanle o
capitao de fragata G. .Mancebo, espera-se dos porlos
dci norte a 23 do corrente, e seguir para os do sul
no dia seguinle ao da sua entrada : agencia na ra
do Trapiche n. 40. segundo andar.
Real Companhia de Paquetes Ing'.czcs a
Vapor.
Nodia 23 a
25 dosle mez,
espera-sedo sut
o vapor Solent,
commandanle
Jellicoe, oqual
depois d de-
mora do cosa-
me seguir pa-
ra Europa: pa-
ra passageiros ele, Irala-se com os agentes Adamsoii
Itowie \ C ra do Trapiche Novo n. 42.
PARA O RIO DE JANEIRO.
Sej'ue com muita brevidade a barca
nacional SORTE, por ter parte da carga
prompta : para o'resto, passageiros e es-
clavos a lete, para o que temexeellentes
commodos, trata-se com os consignata-
rios Novaes St C, na ra do Trapichen. '
~>i, ou com o capitao Jos Maiia Ferreira,
na praca.
RIO DE JANEIRO-
Obligue DAMA'O segu na presente
semana: para carga miuda, passageiros
e esclavos a frete: trata-se com Machado
-V Pinheiro, no largo da Assembla so-
brado n. 12.
LEILO'ES.
EDITAES.
H Casa de fariohi com seus pertences.
PRACA DO RECFE 17 DE MARCO DE 1855
AS 3 HORAS DA TARDE.
Retista semanal.
Cambios -- ... Sacou-se.a 27 3|> o 28 d. per I3.
Algodao---------Entraram 821 saccas, vendendo-
se o regular de 55200 a 5^300, e
o superior a 5JJ500 por arroba.
Assucar- ... Bem que a entrada fosse boa, as
precos so toruaram mais firmes
pela activa procura para Valparai-
zo, Ro de Janeiro e Havre ; e co-
mo lem continuado a chegar navios,
he provavel que os pregos nao
baixera.
Couros ----- V'euderam-se a 185 rs. ejsf libra
dos seceos salgados.
Agurdenle- dem de 85j a 87a por pipa.
Bo'acbinha dem 11 5a por barriquinha.
Bacalhao Relalhou-se a 209 por barrica, e
nao leudo havido entrada: o depo-
sito reduzio-se a (iOO barricas.'
Carne-secca- A subida do prego do bacalhao fez
augmentar a venda e elevar o pre-
go a b> por arroba, licando hoje
cuitar 1,1)00 arrobas.
Cha ------ Vendeu-se de 1?700 a 29 do hys-
son, e I955O por libra do prelo.
Farinha de trigo- Tiveuios dous carregamentos, um
com 2,100 barricas chegado hoje,
que seguio para o sul, e oulro
com 1,200 que se venden quasi
lodo, obleado 400 barricas de Bal-
liniore a 25}, e 800 de Phladel-
phia de 279 a 21: da anliga rela-
lliousp a 329a deSSSF, a 21~ di
de Ballimore, a 2:19 da de Vslpa-
raizo ; ficando hoje em ser 400
barricas e 600 saceos.
Ferro de Suecia- Vendeu-se a 09000 por quinlal
Disconlo-------- Os particulares disconUiram de f?
a 12 por cenlo, c o branco baxou
seus discootos para 0 por cenlo.
l)iz-se que esla baixa he devida a
pouca concurrencia de letras na-
quclle eslabelecmeuto, pela quei-
\a que lem o commercio da escu-
lla das firmas, soOreodo grandes
regeigOes, o que lem occasionado
mu noucas transacroas, e a acu-
roulagao de fundos em caixa.
O Illm. Sr. conlador ser indo de inspector da
llicsouraria provincial, em cumprimenlo do disper-
to no arl. 34 da lei provincial u. 12!), manda fazer
publico para conhecmcnlo dos credores liypolheca-
rios, e quaesquer inleressadosque foi desapropriado
a Jos Jaciolhit da Silveira. um sitio na estrada dos
Remedios pela quaulia de 55090O0 rs., e que o res-
pectivo proprielario lem de ser pago do que se Ihe
deve por scmelhanle desapropriarao logo que termi-
nar o prazo de 15 dias contados da data deste, que
he dado para as reclamaros.
E para conslnr se mandou aflixar o preseule e pu-
blicar pelo Diario por 15 dias successivos.
Secretaria da lliesnurara provincial de Pcrnam-
buco 17 de margo de 1855.O secretario,
Antonio Ferreira d'Annunciacao.
O Dr. Ilulinn .Augusto de Almeida, juiz municipal
supplene da segunda vara commercial desta cida-
de do Recfe de Pcrnambuco, por S. M. o Impe-
rador, que Dos guarde, etc.
Fago saber aos que o prsenle edill virem, em
como por esle meu juizo se bao de arrematar por
quem mais der em praga publica no dia 21 do cor-
rele mez, pelas 3 doras da tarde, na porta da casa
do minha residencia us movis seguinles : 12 cadei-
ras, I sol.1, e 2 bancas, lado de Jacaranda em dom
oslado ; cujos movis foram penhurados a Francisco
Lucas Ferreira, por execurao do capilao Firmino
Jos de Oliveira. Toda a pessoa que em ditos bons
quizer laucar, o p .dora fazer no dia da praca cima
dilo. E para que edegue ao condecimento de lodos
mandei passar o presente, e oulros que serao publi-
cados e afiliados nos lugares do cuslume. Recfe 9
de margo de 1855. Eu Pedro Tertuliano da Cunha,
escrir-ao subscrevi.
Rufino Augusto de Almeida.
O Dr. Custodio Manuel da Silva Gumaraes, juiz de
direilo da primeira vara du civil c commercio nes-
la cidade do Recifc e seu termo, por S. M. le
C. que Dos guarde etc.
Faro saber aos que o prsenle cd al virem, que
no dia 19 do correle se ha de arre, llar por ven-
da, quem mais der, em a praga puV. ca, um mu-
latinho de nome Militan, de dalle 10 :\ -. avaha-
do em 5009, penhorado a Joaqun d juer-
que Fcrnandes, por execugao de ManoeV-'-i Stuiza
Pereira. E para que edegue a noticia de lodos
mandei passar o prsenle e mais dous do mesmo
Idenr, que ser um publicado pela imprensa e os
oulros aflixados nns lugares do coslume. Dado e
passado nesla cidade do Recife de Pernamlmco aos
9 do mez de marro de 1855. En Joaqun Jos Pe-
reira dos Santos, escrivao o subscrevi.'
Custodio Manoel da Silva C.uimaraes.
DECLARACO'ES.
Pela subdelegada da freguezia da Boa-Vista,
so faz publico que no dia 1 ti do corrente fora appre-
hendido um cavallo russo, seu dono coniparec.i pe-
ranle a mesma subdelegacia. Subdelegada da fre-
guezia da Boa-Vista 17 de margo de 1855.O sub-
delegado spplenlc em exercicio, A. F. Martins Ri-
beiro.
Quarta-feira, 21 do corrente, depois da audi-
encia do Sr. Dr. juiz dos feilos du fazenda, se bao de
arrematar era praca presidida pelo mesmo senhor,
os bens seguales : cima casa terrea, sila na* ra de
l.uiz do Reg 11. 1, construida de madeira c barro,
com grande quinlal e haslanles arvores do fruclos,
no valor de 1:0009000, penhorada a Domingos da
Silva Ferreira, por execurao da mesma fazenda ; 12
cadeirasde amarello, novas, por24S000, a Joaquim
Carnero Leal; diversos movis de casa, do madeira
conduru' c Jacaranda, todos lio valor du tI9OOO a
\diva de Guilbermo Patricio Bezerra Cavalranli
12 cadeiras, 1 mesa de meio do sala, de madeira ja-
caranda, 3 mangas de \idro lisas, e 3 caslicaes de
grata, ludo por "38000, a Antonio Jos de Carvalho
Santiago: 1 escravo pirdo de nome Manoel, por
6OO9OOO, a Joaquim Uarle Pinto da Silva ; G ca-
deiras de angico e 2 mesas de Jacaranda, ludo por
118000. a Francisco de Barros Correia ; diversos
movis de casa, de madeira de amarello, 4 mangas
de vidroel casligaes de casqoinho, ludo por 2I900,
a Joao Evangesia Bello; 1 escravo crioalo de no-
me Ignacio, por 6509900, a Joaquim Francisco de
Souza Navarro ; 10 pegas de madapoloes finos, por
558000. a Francisco de Lemos Duarle ; 2 b.ihus c
1 jugo de malas, ludo por 229100, a Antonio Ferrei-
reira da Cosa Braga : quem pretender os objeelos
cima declarado;, rompareca no lugar e hora do
coslume. Recife 17 de margo de 1855. O solici-
tador, Joaquim Jheodoro Altes.
Vctor l.asne Iransfcrio seu leilao era con
quencia de nao lerem sabido da alfundega. despacha-
da- ha lempos, muilas fazendas novas que lem de
ser cxposlas i venda -, teri pois lugar o mesmo lei-
lao, por inlerveng.io do agente Oliveira. naeegunda-
feira, 19 do corrente, as 10 horas da manba, em seu
armazem, ra da Cruz.
Jos Fernandes Ferreira faro leilao, por inler"
veugio do agente Oliveira, e por conta e risco de
quem perlencer, de cerca de 25 pipas de vinagre de
Lisboa, em um ou mais lotes a vonlade dos pretn-
denos : lerga-fera, 20 do correle, as 11 horas da
mauhaa em ponto, porta do armazem do Sr. A-
iles, defroote da arcada da alfandega.
O agente Borja far leilao quarta-feira 21 do cor-
rele as 10 huras, em seu armazem na roa do Colle-
2o n. 15, consisliiido em om completo sortinenlo
de obras de marcineiria novas e usadas.de difieren les
qualidades, 6 eaixdrs com chapeos francezes, urna
grande quanlidadede ditos do Chile, relogios de ou-
ro e prala para lgibeira, um ptimo cubrile! iuglez
novo, ele., c nina crande porgSo de objeelos difte-
reutes, qoe se aedarao pateles no mesmo armazem
no da leilao.
Eugenio Didicr & C. far.to leilSo por conta e
risco de quem perlencer, e em presenga doSr. cn-
sul da Franga.de urna caixa de meiasde algodiocom
loque de avarja, lerga-fera 20 do correte, as 11
horas da mauhaa, no seu armazem roa da Cruz
r
AVISOS DIVERSOS.
O Sr. Anlouio Candido de Lira, queira diri-
gir-so a livraria o. f, c 8 da praga di Indep
ca, que se Ihe precisa fallar.
Precisa-se arrendar, um sitio, cuja
casa de vi venda sirva para pequea fami-
lia, e que seja perto da praca, dando-se
ate (i mezes adiantados: quem tiver an-
nunciepara tralar-se.
() meslre da barcag.i Brachareme, faz publico
que na occasiao de tomar carga no caes do Ramos,
encontrara a bordo 5 cascos de barris de mel, vasias
que nao sabe de quem sio; porlanl a quem os
incsmos perlencer queira reclamar no mesmo porlo,
ou no do Rio Formse.Pedro Joaquim da Silva.
Desappareceu do silio da Solcdade, onde mora
o abaixoassignado, na noite de 17 para 18, do cor-
rete, um cavallo ruco sujo, com um inchago as
cosas, c um carneando no nariz da picadera ; quem
o pegar, leve-o coclicira do raesmo aoaixo assigna-
do, em Fra de Portas, que ser generosamente re-
compensado. Pedro Allim.
OfJerecc-se um rapaz porluguez para caiieiro
de taberna ou oulro qualquer estabelecimeoto, para
lomar conla por balanro ou sem elle, para o que
lem bstanle pralca : quem de seu presumo se qui-
zer ulilsar, dii ija-se a praca da Independencia n.
10, das 10 as 2 da tarde.
nuein annuociou comprar o Digeslo Portff-
guez por Rocha, as Ordenaroes da Reino, e oulros
lvros de oulros autores, procure na rna do Rangel
n.2l.
O Sr. Antonio Joaquim da Soulo Lima e u-
lonio Jos Mendes, lera carias no escriptorio de Do-
mingos Alves Matdeus, as quaes|se Ins roga vendan
receber.
A abaixo assigoada declara, aa qualidade de
lulora de seu lilho menor Jeronymo Carneiro de Al-
buquerque Maranhao, herdeiro da finada D. Anna
Joaquiua Pereira da Cunha, que nesla data tem en-
tregue ao Illm. Sr. Joao Xavier Carneiro da Cunha,
como testanienleiro daquella finada, o importe de
Lodos os legados deixados em leslarrteulo da mesma,
como fra mandado por despacho do juizo de or-
phaos da comarca de Goiauna ; assim como Ihe sa-
lislizera a vinlena devida, tendo sido recolhMa co-
lectara dalli o sello dos legados por ter sido no jaizo
daquella comarca que se proceder a inventare e
pardillas dos bens da dita testadora. Recife 16 de
margo de 1855.
Francisca Emtlia de Albuquerque Maranhao.
A mesa recedora da irmaudade do Senhor Bom
Jess da Cruz, erecta ua Igreja de N. S. do Rosario
da Boa-Vista, lem determinado apresenlar em so-
lemne.procissao a iraagem do mesmo Senhor a vista
dos fiis, na quinta dontinga da presente quaresma,
passando pelas ras seguinle-: sahudo da igreja ira
pela da Conccigao, praca da Boa-Vista. Aterro, pon-
le, Nova, Cabog, larga e estreila do Rosario, pateo
do Carmo, Camboa. Flores, ponle, Aurora, Formo-
sa, Hospicio, atraz da malriz, Gloria, Ribeira, pateo
da Snula Cruz, Vclha. travesa do Veras, Arag.1o, a
recolher-s pelado Roario. A mesma mesa roga
aos Srs. moradores das referidas ras queiram man-
dar limpar as testadas de sass casas nesse referido
dia.Escrivao presidente,
Antonio das Chagas Ramo
O abaixo assignado faz ver ao respeitavel pu-
blico, qoe pessoa alguma contrate com Francisca An-
tonia de Paula a venda do sobrado, enein hvpolheca
sobre o mesmo, por motivos ; quem llzer Reara su-
jeilo a qualquer lellra ou divida que apparecer da
mesma, e quaudo o mesmo sobrado se acha rom exe-
coeae da viuva Almeida. Jos de Almeida Lima.
.Manoel Luitda Veiga avisa a quem ipleressar,
que deixa de ser procurar,! da Sra. viova i). Silva-
na Maria Fernandes Eiras, desde boje era diante.
Recife 17 de margo de 18.55.
O Sr. Jos Joaquim Das Fernandes Jnior,
queira ir 1 roa do Queimado, loja n. 21.
A pessoa quo arrematar em praca a casa de 4
andares, na ra Nova desla cidade, perlencenle ao
casal do finado Manoel Caelano Soares Carneiro
Mdiileiro, fique na inlelligencia de qae dita casa he
foreira ao morgado das AIsgoas, e he competente
para dar a lcenga e receber o laudemio e foros ven-
cidos.
-Vlaga-sc o segundo andar e solio, com bom
quintal e estribara : na ra Imperial u. lei.
HEGIVEl

MiiTii finn


DIARIO OE PERIWiBUCO, SEGUNDA FEIRA 19 DE MARCO DE 1855.
I
MATRIZ DO BURRO DE S.
AMONIO DO RECIFE.
A mesa actual clesta irmandade, tem
deliberado fazer na presente ouaresma
todos os actos da semana s:uta, para os
quaes roga aos seus mui dignos ir mitos a
comparecer a todos el les, e moimen-
fe-a acompanharciu as procisses, sendo
a primeira no dia ~> de abril, em que sao
visitados pelo SS. Viatico os enfermos po-
bres : de urna tao respeitavel corporarao
se espera o comparecimento, e pede-se
desculpa de nao nos dirigirmos cm parti-
cular a cada una, pela proxitnidade do
tempo. Consistorio cm mesa 1.1 de mar-
ro de 1855.Francisco Simoes da Silva.
FABRICA DE FIAR E TEGER
ALGODA0.
Francisco M. Duprat,
fundador da compa-
nhia para a fabrica
de liar e tecer algo-
dao, convida os senho-
res accionistas a se reu-
nirem no dia 20 do corrate, no salan do
convenio de S. Francisco, as i lloras da
larde, para a reviso dos estatutos e or-
;;anisaeaodeflnitiva da companbia.
ARADOS DE FERRO,
fa fundicao' de G. Starr. & C. em
Santo Amaro acha-se para vender ara
dos d'> ferro de ---ilr- qualidade.
A mesa regedora da irmandade pirito Sanio, creca nu convenio de S.inlo Anlonio
do-Kecife, roga a seus charissimos irmaos, que ja rc-
cebet carias patentes, c que anda nao
a quota marcada pela metn, liajam de o fazer,
entregando esla importancia a pessoa de quem rece-
as mesnias carias, visto a mesma ja Icr dado
principio s nas catacumbas em o cerniUiio ptihli-
co, e como j se achara proiaptas 2S, e este dinheiro
lie applicado para este lim, visto a irmandade uilo
ler oulrus meios se nao recorrer aos seus charissimos
irmAos, para com.brevidadc linalisar esta grande
obra de (anta monta.
a ra dasO117.es n. 10. tal)orna do Campos,
da melhores e mais modernas iridias hambur-
guezas para vcuder-sc em graudes porees e a reta-
lio, e lamber se aluga.
Da que liver urn silio as proximidades
(testa cidade, que lenha algunos frocleiras e propor-
para criar algumas vacc-ns. que qneira arren-
dar, dirjase a ra Nova, sobrado 11. 47. que achara
cura quem Iralar.
Precisa-se de i aruassadores para padaria : na
ra Imperial n. 173.
Desappareceu no dia 15 do correle, de rima
le urna mesa redonda, un alfincle de pcilo coin con-
s, Jiguraco de arpa, cravado de diamantes ; lia proha-
bilidade do que fosse lurlado, e suppe-sc que o rou-
bador o lenha vendido a alguem : roca-sc a esse
"NComprador o reslilua na casa da Camhoa do Carino
11. 18, que nao so e pagar o mesmo por quanlo foi
elle vendido, como se dar a gratificarlo de jOtKi,
alem de se licar obrigado.
-- Precisa-se a bordo do brigue Capibaribe de
um bom cozinheiro livre : quem esliver neslas cir-
cumslaiicias, dirija-se i ra do Collegio 11. II), para
Iralar.
Por ordem do lllm. Sr. Dr. Rufino Auguslo de
Almeida.juiz municipal supplenle da segunda vara
c do comiuerciu, sao convidados os credores de Nuno
Mara de Seixai para so rcunirem no da O do cor-
rele ao meio dia, na casa da residencia do mesmo,
na ra do Collegio 11. 17. primero andar, limite
se. verificaren! os credilos de Daniel l.ev e viuva
Guadino i Fillio, e se nomearem arbitros para os
credilos do consulado francez, o Mes(|uila & Dulra,
nomeada admimslracao, \isio nao ler havido
a reuniSo annunciadn para u dia 13 ; escrivao Joa-
quim Jos l'ereira dos Sanios.
Quem quizer dar 4009000 com hvpolhcca em
urna escrava moca, aiinuucie por este jornal.
OITercce-se um rapaz coin habilidades, de ida-
de 16 alios, para caixeiro : a Iralar na ra da Pe-
nha n. 1, terceiro andar, ou aununcie por este jor-
nal.
Precisa-se alugar urna casa terrea, nu na falla
sobrado, para pequea familia, eru qualquer dos tres
bairros, anda mesmo por pouco lempo, e paga-se
bem : quem o tiver, dirija-se ao becco l.araafBVl,
terceiro andar, ou annuncie para ser pruajafatlo. islo
com brevidade. ^^ r
fterece-se um mojo porlugllai para caixeiro
de qualquer arrumacilo, uiesmo de Uberna, da qual
Jernji.stanle pratica, o qual daconhecimenlo de sua
ronduclrqueiri do mesmo se quizer ullisar annun-
cie para ser procurado, ou dirija-se :'i ra do Cordo-
111/. 11. 8, que achara coro quem tratar.
L. Schuler leudo de relirar-se para fora desla
provincia, enlrcgou a liquidaoa da extincla casa
de L. Schole & C.-1 aos Srs. Juliio Tcgetmeter e J.
J. I.oppachar, com quem os inlercssados queiram
enlendcr-se.
Manuel Jos Monleiro vai a Europa a .Iralar
de sua saudc, e durante a sua auzencia dcixa por
seus procuradores os Sr. Bernardino Jos Monleiro
iV Iruiaos, Custodio Jos do Carvalho Guimaruos, c
Joao remandes Lopes.
Jos JacomoTasso, convida a to-
dos os seus amigos cpiese queiram
dignar assistir ao ollicio solemne do
stimo dia, que para eterno repouso
de sua sempre chorada e caruihosa
mat D. Hcllena Joaquina Tasso, se
lia de celebrar na igreja da ordem
terceira de S. Francisco, segunda-
leira 19 docorrente.
Principiara' as 9 horas da ma-
nha.
RA NOVAN. 54.
Madama Rosa Hardy annuncia ao respeitavel pu-
blico, que tem recelado um rico sorlimenlo de cha-
peos de seda, que vende a O. 15, 105 e 8j, cha-
peosinhos de seda para baplisado de enancas de li
lue/.es a anuos, ditos de palha de abas larg'as para
meninas de i-a 8 anuos, ricos corles de seda de co-
res lavrados, dilos de quadros escossezes, bareje de
seda e laa de quadros, chaly para vestido de todas
as cores, cortes de sarja prela lavrada, chamalole
preto, boa sarja preta o covado a 2200, grosdena-
ples preto. dita amarcllo, lindas rnmeiras prelas de
Illa, cabeoes prelos, manas prelas, 'cainitas prelos
para senhoras e meninas, romeiras brancas de liln
delinhu, camisas decambraia branca bordados para
senhoras, lencos de cambraia de linho para mao,
ditos arrendados de cambraia de algodao.loucas para
baplisados. sapalinhos de casemira bordados c vesli-
dinlios de seda, luvas de seda para senhoras e meni-
nas, racias de seda para senhoras e crianras, leques,
apellas para noiva, penles de tartaruga, bonecas
franeeziri para meninas, um grande sorlimenlo de
chales, de lia muilo linos com franjas de seda bor-
dados de retroz de lodas as cores, ditos da mesma
qualidade lisos, dilos de relroz e de rede bordados,
'dilos de seda, capolinhos o manteletes prelos e de
ores, veudem-se pelo cusi, trancas de seda de lo-
das as cores e franjas, bicos do linho, filo de linho, e
cambraia de linho. Na mesma casa lem um gran-
de sorlimenlo de obras de ouro de lei de Tranca c
Hamburgo de I* quilates, correnOes par horem,
correales para relogio, Irancelius dalos com passa-
'lor, aderecos inleiros, meios aderecos, alfineles, cas-
adelas, pulceiras, aunis de lodosos presos do ouro
para senderas c meninas medilhos, conloes, ele. ;
tolas esta-, obras vendeui-sj mais baratas quo em
qualquer oulra parle.
CHAROPE
1)0
BOSQUE
O nico deposilolconlinua a ser na htica de Ilar-
llmloineu Francisco de Souza, na 1 na Larga do Rosa-
rlo n. 30 carrafa grandes 58500 c pequeas 38000.
PRTAME PARA 0 MUCO.
Para cara de phlisica em lodos os seus JiflereaHes
graes, quer molivada por conslipacoes, losse, aslh-
ma, pleuri/.. escirros de saugue, dr de costados e
peito, palpitado no coracao, coqueluche, broncliile,
dr na gargaola, e todas ai molestias di orgaos pul-
monares.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 BA DO COSLUMO 1 A3XBJL3BL 25.
O Dr. P. A. Lobo Moscozo da consultas hnmeopalliicas todos os das aos pobres, desde 9 horas da
manhaa aleo meio dia, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noile.
OITcrece-se igualmente para platicar qualquer operaco de cirursia, e acudir promplamenle a qual-
quer mullier que esteja mal de parlo, c cujascircumslancias n3o peruiillam pagar ao medico.
M CHHDLTOUO DO DR. P. A. LOBO I0SC0Z0.
25 RA DO COLLEGIO 25
VENBE-SE O SEGUIRTE:
Manual completo de meddicina liomcopalliica do Dr. G. H. Jahr, traduzido em por
lu^uez pelo Dr. Moscozo, qualro volumes encadernados em dous e acompanhado de
um diccionario dos termos de medicina, cirurcia, anatoma, ele, ele...... OJjOOO
Esla obra, a mais importante de todas asquelralam do esludo e pratica da homeopalhia, por sera nica
qiieonkin abase fundameiUal d'csla doutrinaA PATHOENESlA 01," EI'FEITOS DOSMEDIC.4-
MENTOS NO OKliAMSMl) EM ESTADO DE SALDEcouliecimenlos que nao podem dispensar as pes-
soas que se querem dedicar pratica da venladeira medicina, inleressa a todos os mdicos que qnizerem
eipcrimenlar a doutrina de llahnemann. e por si mesmos se convencerem da verdade d'clla : a lodos os
fazendeiros c senhores de engenho que eslo longe dos recursos des mdicos: a lodosos capilesde navio,
que urna ou oulra vez nao podem otilar de acudir a qualquer incommodo seu ou de seus tripulantes :
a todos 04 pas de familia que por circumslancias, que uiin sempre podem ser prevenidas, sao obriga-
dos a /ireslar in continenti os primeiros sorcorros cm suas enfermidades.
O vade-mecum do homeopalha ou tradcelo da medicina domestica do Dr. llering,
obra tambem ulil s pessoas que se dedicam ao esludo da homeopalhia, um volu-
me grande, acompanhado do diccionario dos termos de medicina...... I0S000
O diccionario dos termos de medicina, cirursia, anatoma, etc., etc., encardenado. 38000
Sera verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro ns pralica da
homeopalhia. e o proprietario dcslc eslahelecimento se lisungeia de le-lo o mais bem montado possivel c
ninsuem din ida boje da grande superioridade dos seus medicamentos.
Uolicas a VI lobos graudes..................... 88000
Boticas de 2i medicamentos cm glbulos, a 108, '-'" e 158000 rs.
Dilas 36 ditos a.................. 208000
Ditas 48 dilos a.................. jOOO
Dilas fil) dilos a.................. 309000
Dilas 144- dilos a................... GOoOOO
Tubos avulsos......................... 18000
Frascos de meia onca de lindura................... 29000
Dilos de verdadeira lindura a rnica................. 28000
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de tubos de cryslal de diversos lmannos,
vidros para medicamentos, e aprompta-se qualquer euccmmenda de medicamentos coin loda a brevida-
de c por procos muilo rommodos.
MASSA ADAMANTINA.
Rua do Rosario n. 3G, segundo andar, Paulo Cai-
gnoux, dentista francez, chumba os denles com a
mas-a adamantina. Essa nova e maravilhnsa cotn-
posicito lem a vanlagem de encher seni pressao dolo-
rasa lodas as anlracluosidades do denle, adqueriudo
em .pnucos inslaules solidez ijual a da pedra mais
dura,c promelle restaurar os deules mais estragados,
coma forma e a cor primilha.
#
8
i

.'LBLICACAO' DO INSTITUTO 110
MEOI'ATIIICO DO BRASIL.
TIIESOUR HOMEOPAT111CO.
OU
VADE-MECUM DO
IIOMEOPATHA.
Mcllioio conciso, claro e seguro de cu-
rar homeopalhicamenle lodas as molestias
que affligem a especie humana, e parti-
cularmente aquellas que reinam no Bra-
sil, mugido segundo os melhores trata-
dos de homeopalhia, lano europeos como
americanos, e segundo a propra experi-
encia, pelo l)r. Sabino Olegario I.udgern
l'inho. Esla obra be boje reconhecida co-
mo a melhor de lodas que Iralam daappli-
carao homeopalhica no curativo das mo-
lestias. Os curiosos, principalmente, nao
podem dar um passo seguro sem possui-la e
cousulla-la*. Os pas de familias, os senho-
res de engculio, sacerdotes, viajantes, ca-
pililes de navios, serlanejosetc. ele, devem
le-la i mo para occorrer promplamenle a
qualquer caso de molestia.
Dous volumes cm brochura por 108000
n encadernados 1 Ij^MX)
Vcndc-se uniramenle em casa do autor,
no palarclc da rua de S. Francisco (Mun-
do Novo) n. fiS A.
oaooo
(8000
"8000
68000
168000
8000
88000
168000
108000
8000
7SO00
8000
48000
108000
2
i
O Sr. Joao Nepomuceno Ferreira
de Mello, que mora para o Satgadinbo,
(iiteira mandar recber nina encommen-
da na livraria n. 6 e 8 da praca da Inde-
pendencia.
s i nm, DLMISTA, i
contina a residir na rua Nova n. 19, primei- @
,'> ro andar. j-v
Novos livfosde homeopalhia uicframc/, obras
todas de summa importancia :
Uabncmann, tratado das molestias dirimirs, 4 vo-
lumes. ,..........
Teste, trole-lias dos meninos.....
Hering. homeopaihi.i domestica.....
Jahr,j)harmacnpa homeopalhica. .
Jahr, novo manual, 4 volumes : .
Jahr,' molestias nervosas.......
Jahr, molestias da pelle.......
Rapou, historia da homeopalhia, 2 volumes
liarlhmann, tratado completo das moleslias
dos meninos..........
A Teslc, materia medica homeopalhica. .
De Fa j olle. doulrina medica homeopalhica
Clnica de Slaoneli ...'....
Casting, verdade da homeopalhis. .
Diccionario de Nvsien.......
Atllas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, coulendo a descripc.iii
de todas as parles do corpo humano 308000
vedem-c lodos estes lvros no consultorio homcopa-
Ihico do Dr. Lobo Moscoso, rua do Collegio u. 25,
primeiro andar.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva para
fazer o servico diario de urna casa de penca familia :
quem prelender, dirija-se a rua do Collegio n. 15,
armazem.
Instrucca'o elementar.
O proiessor Miguel Jos da Motta, con-
tinua a exercer as funcees de seu magis-
terio, na fravessa da Concordia ou cadeia
nova, nico sobrado que ahi ha, prompto
a admittir alumnos externos, pensionis-
tas c semi-pensionistas, sendo por um ra-
zoavel estipendio.
O Sr. Iraiikliu Americo Euslaquio Gomes ve-
tilla concluir o nesocio na rua do Crespo n. 15.
O Sr. (ioncalo Francisco Xavier Ca-
valcanti Ucha Icnlia a bondade de ap-
paieccr na rua do Crespo loja n. lo, pa-
ra concluir o negocio (|ue nao ignora.
Precisa-se de urna ama de Icitc que
seja sadia : no pateo do Hospital n. 2o,
por cunada cocheira.
No sobrado da rua do Pilar n. 82, precisa-se
alugar um escravo ou escrava que saiha cozrobar e
fazer louVo mais trrico de urna casa de pouca fa-
milia ; preferirse escravo, c paga-se bem.
ATTENCAO.
Carvalho &, Alendes, ltimamente chegados a es-
ta cidade vnd. do Mo de Janeiro, leema honra de
oflerecer ao p' Mico um lindo e variado sorlimenlo
dejoiasd'ojjf' e com brilhanles, relogios d'ouro pa-
lenle^*'" objectJa^^lerenles qualidades proprios para se-
nhoras, de goslos moderno, que ludo veudcr'c por
mdicos precos atteudeudo a pouca demora que prc-
lendem ler aqu : achain-se morando na rua da Ca-
deia de Sanio Anlonio, sobrado n. 21. primeiro an-
dar.
LOTERA DO COLLEGIO I)F OIU'llAS.
O raulolista Anlonio Jos Rodrigues de Souza Ju-
nior avisa ao respeitavel publico, que os seus bilhc-
les e cautelas nao sollrem descont nos tres primeiros
premios grande, os quacs eslo venda pelos pre-
cos abaixo, as lojas da praca da Independencia n.
4, 13,15 e 40, e nasoutras do cosluiue, cuja lotera
corre no dia 24 do prsenle mez.
Bilhcles
Meios
Quarlos
Oilavos
Decimos
Vigsimos
58500
28800
lM0
8720
8600
8320
Recebera pur inlciro
5:000
2:5008
1:2508
6259
5008
2508
O abaizo assignado, offerecc o seu presumo a
quem se quizer ullisar para tirar guias do juizo dos
leilos da fazenda, tanto da geral como da provincial,
por aquellas pessoas que pessaaimeritoai nao podeni
tirar, e que com a mesma fazenda se debam debita-
das : quem precisar pude mandar por escripia seu
nome, numero da rasa, e rua em que mora, nos lu-
gares seuuinles : Recito, rua da Cadeia loja n. 39,
rua da Cruz n. 56, paleo do Terco n. 19, rua do l.i-
viamenlo n. 22, praca da lii.lepciideiicH u. 4, rua
>ova n. praca da Boa-Vista n. 24, onde serflo
procurados os Inllieles c as pessoas que quizereiu
para o lim expendido, e na rua da ('.loria n. 10 casa
do annuncianle.Macariio de Luna t'eire.
Precisa-se alugar tuna escrava que sirva para
o servico ordinario de yma casa, e para carregar la-
holeiro de vender fazendaa ua rua, a qual sendo ro-
busta e bel se pagara bom aluguel: no aterro da
Boa-\ isla u. 8, segundo andar.
Precisa-sc alugar um preto para servico de casa
de pouca familia : quem o liver e quizer alugar di-
rija-se a rua do Collegio n. 25, taberna.
Attenciio.
Pr*cisa-e alugar urna casa terrea, ou mesmo so-
brado, de 88000 a 108000 mensacs, sendo na Boa-
\ isla, ou uas ras da Concordia e Mundo-Novo:
quem tiver aununcie, oa dir:ja-sc n rua do Aragao
COMPRAS.
9 DENTISTA FRANCEZ.
9 Paulo Gaignotn, eslahelecido na rua I.iraa
do Rosario n. 36, seanndo andar, colloca den-
la les com gcngivssarlliciaes, e dcnlailura com-
9 pela, ou parte della, com a pressao do ar.
9 tambem lem para vender agua denlifricc do $5
Dr. Picrre, e p para denles. Rna larga do m
ija) osario n. 36 segundo andar. $
HMtMtAMMMMItatH
Casa de consignarao de_eScravos, na rua
_^-Uos-^tnrteis n. 2J.
Compram-se e reccbcm-sc escravos de ambos os
sexos, para se venderem de commissflo, tanto para a
provincia como para fura della, oflereceudo-se para
sso loda a seguranca precisa para os dilos escravos.
-. Precisa-se alugar um preto para ser-
vico de casa de iomem soltciro: na rua
dp Trapichen. 16.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
quemudou a sua aula para a rua do Kan-
g'il n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos cexternos desde ja' por m-
dico prero como he publico: quem se
quizer UtiOsar deseupequeo prestimo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
Conclusito do furto da jangada e' fuga de
um escravo.
Chegaram a este porlo dous pescadores livres,
que de conivencia com o mcu escravo, so lizeram
arribados em Tambaba, provincia da Paralaba, des-
de Janeiro ; mas lcando o negro Thcodoro, crioulo,
baixo, corpulento, com muitos cabellos bramos pe-
la barba e pelos, idade 35 anuos pouco mais ou
menos, o qual dizem os companheiros da arribada
Icr lcado cniTambabu : quem delle liver nolicia o
trarta esta cidade a Pedro Anlonio Teiveira ui-
maraes, que dar de gralilicacao 50;. laiubcm se-
ria couvenienle que a polica desla cidade esmiri-
Ihasse bem esle fado dos dous arribados.
LoU Canlarelli participa ao respeitavel publico,
que a sua sala do cnsino, na rua das Trincheiras n.
19, se acha ahcrla todas as seguudas, quarlas e sex-
tas, desde as 7 horas da noile al as 9 : quem do seu
presumo se quizer ullisar, dirija-se a mesma casa,
das 7 horas da manliaa at as 9. O mesmo se oflere-
ce a dar licCes particulares as horas convencionadas-:
lamber da lices nos collegios, pelos precos que os
mesmos collegios lem marcado.
- PCBL1CACAO'.
Acha-se no preloe breve sahir i luz urna inleres-
saule obra iutiluladaManual do Guarda Nacional
011 collcccao de lodas as leis, regulameulos, ordense
avisos concerneules a mesma Guarda, (muilos dos
quaes escaparam de ser mencionados as collecces
de leis): desde a sua nova orcanisajao al 31 de de-
zembro de 185i,relalivos nao s ao processo da qua-
lificacao, recurso de revista, etc. etc., scnilo a eco-
noma dos corpos, organisacao por municipios, bala-
IhOes, companhias, de mappas, modelos, ele. ele. ele.
subscreve-se a 58000 para os assgnanles, c 60OOO
para os que nao o forem : no paleo do Carmo n. 9,
primeiro andar.
Urna pessoa que lem bastante pralica de cscri-
pluracao coinmercial, offciece-se para fazer qualquer
escripia, anda mesmo para carlorio, com lodo acer-
t, limpeza e pereidio : na rua do Collegio, arma-
zem 11. 25, se dir quera he.
Pcrdeu-se no caminho dos Afogados para esta
cidade, um cmbrullio conlcndo o seguinte : urna
lettra de 3008000, urna de 1208000, etta vencida cm
o1 mez de msio de 1854, aquella a vencer cm maio
desle anno, sacadas por Flix Paes da Silva conlra
Francisco Verissimo do Reg Barros; urna oulra da
quauha de 2508000, sacada por Fclix Paes da Silva
conlra Jos Victoriano Correia de Amorim, ja ven-
cida no ultimo de fevereiru do correnle anno ; al-
gum dinheiro, sendo urna moeda de oro do valor
de208O00 das novas, IcjOOOde prata, e mais urnas
sedulas tambem do valor le 18000 cada urna ; mais
alguns papis, entre estes urn vale da quaulia de
tOOJOOO, passado por Goncallo Jos de Mello. Prc-
vne-se as pessoas mencionadas, que nao pagucm as
letlras e vaie seuao ao sacador : qualquer pessoa que
achou, querendo, como deve, resliluir, o poder fa-
zer a Flix Paes da Silva, no engenho Curato da fre-
luezia da Varzea, 011 na rua Nova desla cidade n.
ol, que sera generosamente recompensado.
Pede-se ao Sr. Jos de Mello Cesar -pro-
curador da cmara de Olinda, que venha entender-
se com os herdeiros de l.uiz Boma, pois ha-la de
cassoadas,. lcando cerlo que em quanlo u3o se en-
tender com os mesmos ha de sabir esle annuncio.
lotera do collegio de
ORPHAOS.
O cautehsta Antonio da Silva Guima-
raes, tem exposto a venda na sua casa 110
aterro da Boa-Vista n. 48, os seus bilhetes
e cautelas da primeira parte da primeira
loteria do collegio de orphaos desta cida-
de, a qual corre impreterivelmenle 110 dia
24do crtente.
Bilhetes inteiros. 5$500
Meios. 2.80<>
Ouartos. Ijiio
Quintos. ljpOO
Oitavos. 720
Decimos. 600
Vigsimos. 320
N. B.O cautehsta cima tem revol-
vido garantir os bilhetes inleiros nica-
mente, pagando os tres premios maiores
sem o disconto de 8 por cento do gover-
no, cujos bilhetes vao assignados atraves-
sadona frente com o nome do annunci-
antc Anlonio da Silva Guimaraes.
As mais novas c
modernas joias.
Os abaixo assi-nados, donos da loja deourives, na
rua do Calmea D. 11, confronte ao paleo da matriz e
rua Nova, fazem publico, que eslo recebendo con-
tinuadamente muilo ricas obras do ouro dos melho-
res goslos, lano para senhoras como para bomens c
meninos ; os precos coiilinuam mesmo baratos como
tem sido, o pasta-s conlas coin responsabelidade,
especihcando a qualidade do ouro de U ou 18 quila-
tes, lcando assini sujeilos os meslos por qualquer
duvida.eraphim Irmao.
Aindaprecisa-sede olliciaesdeall'aia-
te, tanto de obra grande como miuda :
ha rua da Madre de Deosn. 36, primeiro
andar.
Da rua do Crespo, schrdo n. 12, fugio um
passaro de Angola, a que cliamam vuva, quem o
pegou e o queira restituir a seu dono, lenha a bon-
dade manda-lo i loja do d;lo sobrado, pelo que se
licar muilo obrigado, e sendo pessoa que quera rc-
ceber o achado, tambem se da.
Precisa-se de urna ama boa cozinhera e en-
Eommadeira, a qual paga-se bem : no sierro da
Boa-Vista n. 17.
ompr-ec na rua da Cadeia do Recite il. 54
as de 5 traucos.
Compra-se um silio pcrlo da praca : a fallar
com M. Carneiro.
Na rua larga do Rosario n. 38, compram-se
escravos de ambos os-evo-, preferindo-se os de ida-
de de 12 a 2"i anuos, e os que livorom offirios, qual-
quer que seja a idade, nao se olliamlo a preco.
Compram-se pataeos brasilciros e hespanlics:
na rua da Cadeia do Recite 11. 54.
Compra-se ou altiga-se tima barcaca
de lote de 14 a 18 caixas, estando em es-
tado de trabalhar: Desta l\ pographia.
Compra-se um braco de batanea de Romao
anida que lenha algum uso, deveudo le de compri-
menlo (I palmos : quem o liver, procure na rua da
Praia, armazem n. 22.
Compram-se as leguintes obras de
Dircito Civil; Ordenaces, Coclhoda Ro-
cha, Lobao, Notas a Mello e Digesto Por-
tuguez: quem quizer dirija-cea rua do
Collegio n. lo, segundo andar,
Compra-se urna casa lerrca em qualquer das
ras da fregue/.ia de Sanio Anlonio ou S. Jos, que
o seu valor nao exceda de 1:00113000 : a tratar na
rua das Trincheiras n..">0.
Compra-se urna enrroca com arrcios para ca-
vallo, em bom uso : na rua Imperial n. 167.
Em Apipucos, casa onde morou o Exm. Sr-
Bisno, compra-se una escrava moca de habilidades'
e boa conduela, e uin prelo de 18 a 2 anuos.
Compra-se em bom oso, os segundes lvros em
urraca : graminalica de llurgain, diccionarios |K>r-
lii^ue/.-francc/. c vice-versa, por Fonseca : na rua
do Sebo, sobrado n. ,'i.
VENDAS.
ALM4NAK 1AB\ MU.
Sahiram a luz as olhinhas de algibei-
ra com o almanak administrativo, mer-
cantil, agrcola e industrial desta provin-
cia, corrigido e RCrescentado, conlcndo
400 paginas: vende-se a 500 rs., na li-
vraria n. 6 c 8 da praca da Indepen-
dencia.
Na rua Dircila 11. 3, vendem-se os ohjeclos se-
gundes: 1 par de canslos, 1 mesa redonda, 1 duzia
de cadeiras, c 1 sof ; seudo ludo de augico e por
preco cominodo.
Na estrada nova da Magdalena, no segundo
sitio de porlAo do ferro, se vende um ptimo boj cri-
oulo, muilo manso o bstanle gordo, propno para
cairoca : quem o prelender, dirija-se ao lugar indi-
cado.
Vcnde-sc urna opa rxa dCRoraurao fino, por
metade de seu valor : na rua do Hospicio, taberna
da esquina.
Vende-so a casa terrea de 2 portas c 1 janella,
na rua de Aguas-Verdes, lado da sombra u. 82, a
qual casa lem no fuudo una oulra de porta e janel-
la, c um quarlo com urna porla com frenlc para a
rua do Hurlas, ludo em chaos proprios, sendo a casa
da rua do Aguas-Verdes de paredes dobradas, pro-
pra para levantar-sc sobrado : I pessoa que preten-
der, dirija-se ruada.Mangueira u. 9, na Boa-Vista,
ou no trapiche dio algodao, que achara com quem
Iralar.
Vende-sc urna escrava moca : ua rua larga do
Rosario 11. li, primeiro andar.
* Vcndc-se urna excedente arm.-ic.ao, loda envi-
dracada, propra para qualquer negocio ; vende-se
muilo em coala : na rua Nova, armazem de Iraslcs
do Pinto.
Vende-se um silhao tnglpz em bom estado, pa-
ra montana de senhora, coin 2 mantas e cabecarlas
linas ele, bem coum 2 scllins para uso de meninos :
no aterro da Boa-Vista 11. 38.
Vende-se nina prensa de madeira para impri-
mir registus : ua rua Imperial n. 107.
LEILAO' SEM LIMITE.
n agente Vctor far lelIRo no seu armazem, rua
da Cruz n. 23, de lodos os ohjeclos mulantes no
mesmo : quarta-leira, 21 do torrente, as 10 < ho-
ras da maiiliaa.
CASEMIRA PRETA A 5,500
0 CORTE.
Vende-se um terreno de 50 palmos de frente e
150 de fundo, sito na rua do Sebo, bairro da lloa-
\ i-ia. do lado do sul, muilo proprio para editicar
tima boa casa cu qualquer eslabeiecimento, por ser
no lugar mais alio da dita rua : a tallar ua praca da
Boa-Visla u. li. bnlica.
Vende-se (arelio de Hamburgo em
laceas tnuilo grandes, chegadas ultima-
mente e por preco muito commodo : na
ruado Amorim n. 4S, anna/.em de Pau-
la & Santos.
rA/.rNDAS FINAS PARA SENHORAS,
NAQUAKESHA.
Romeiras de lil.i de hubo prelas bordadas a linha
a 10S000, dilas dilas bordadas a selm, as mais mo-
dernas do mercado, a 1.V?(KlO, capolinhos de lit de
linho prelos e decores bordados a 1O.?00O, dilos de
relroz prelo lamben) bordados a Kl^OOO, maula* de
IUO.de linlio prelas bordadas a il>000, (lilas de seda
prelas muilo linas a N3.1OO. chamalole prelo, covado,
2."<2O0, e oulras mullas (alendas que se vendem por
precos commodos: na loja da Estrella, rua do Quei-
mado n.T.
Vende-sc clleclivaineiile alcool de36 a iO
graos
em pipas, barris nu caadas : na l'raia de Sania Hi-
ta, distilacao de Franca.
AI5ROZ DO MARANHA'O.
Vende-se no armazem n. 16 do becco
do Azeite do Pei\e, por preco commodo.
Vende-se urna ha laura romana com lodosos
ssiis perlcnces. em bom uso e de 2,000 libras : quem
a prelender, dirija-se rua da Cruz, armazem 11. 4.
ROLAO' FRANCEZ
(.lieeou de novo e se acha .1 venda a deliciosa pi-
lada desle rolao francez, e s se encontrara na na
da Cruz n. 2G, estriplorio, na loja de Cardeal, rua
larga do Rosario n. :18, e na de Manuel Jos Lopes,
na mesma rua n. in. ,
FARELO MlllO NOVO.
Veudem-se saceos muito grandes com
l'arello chegado ltimamente de Lisboa :
na rua do Amorim n. 48.
MASSA DE TOMATES.
Em latas de 1 libras cxccllcnle para tempero, e
tambem se vende as libras por preco commodo : na
rua do Collegio n. 12, em casa d'e Francisco Jos
l.eile.
Moinhos de vento
'ombombasderepuio para regar borlase baixa,
de capim. na fundicao de l). W. llowman : na rua
do l'riiin ns. 6,8c 10.
CEMENTO ROMANO.
Vende-se superior c.incnlo em barricas e a rela-
Ibo, no armazem da rna da Cadeia de Santo Anlo-
nio de materiacs por preco mais etn conla.
CAL DE LISBOA A i.sOOO RS.
Vendem-sc barris com cal de Lisboa, chegado no
iillimo navio a toOOOpor rada una : ua rua do Tra-
piche u. 10, segundo andar.
FARIMIA DE MANDIOCA.
Vende-se saccas grandes com multo su-
perior l'arinha de mandioca por preco
commodo: no armazemn, ltj do becco
do Azeite de Peixe; ou a tratar com Anto-
nio de Ahncida Gomes &C, na rua do
Trapiche Novon. 10, segundo andar.
() \ ende-sc superior sarja preta
h\ hespanhoh
Vende-se muito bom lcite : na roa Direila n.
120, primeiro andar. !
SARJA FRETA E SETIM
MACA'O.
S.i ruado Crespo, loja 11. 6, vende-sc superior
sarja bespauliola, muilo "larga, pelo diminuto preco
100 e2.-s(itK) o covado, sclini machio a 2>S00"e
:l.-_1HI o covado, panno prelo de 3S00, 43000, .".^OOO
e oOOOO o covado.
Na rua do Vicario n. 1, primeiro andar, ven-
de-se fardo novo, chegado de Lisboa pela barca Gra-
lidao.
CEMENTO ROMANO.
Vende-se superior cemento ,111 barricas crandes ;
assim como lanibcm vendem-se as linas : alrazilo
iheatro. armazem de.Joaquig Lopes de AI lucid*.
SYSTEMA MEDICO DE HOLLOVVAY.

J200 o covado, selm
grosdcnaple prelo a
Panno prelo mullo linu a
prelo Maco a 25"00 idenu
1-3700 dem, sarja prela lu&paiiliola a'l?(iO() idem,
alpaca prela de luslrc. lina, (loo rs. idem. meias
de seda prela para senhora a 25000, lencos do selim
prelo Maco a I9COO, luvas de seda prelas para se-
nhora e boinem a 13280 ; na rua do Queimado, cm
frente do becco da Congregarao, passando a liolica a
segunda loja de fazeudas u. O, e dAo-se as amostras
com penhores.
ADELINAS -A 100 RS. 0
COVADO.
t.liosi.ti pelo vapor Solenl, da Europa, urna fazen-
da nova, loda de seda, de quadros largos asselinados
e malisados, ullimo cosi em Faris : vende-se uni-
camciile na loja de Ueurique & Santos, na rua do
ijueimado n. 10.
Con; toque de avaria.
Pecas de madapolao a 23OOO, 23.1OO e 3/000, pecas
de algodaozinho a 800 rs., I31JOO, 1J280, 15G00,:?3
e 23-500 : vendem-se na rua do Crespo, loja da es-
quina que volla para a cadeia.
FRASCOS DE VIDKO DEBOCCA LARGA
COM ROL1IAS.
Novo sortimento do tamanho de 1 a
12 libras.
Vendem-se na bnlica de fartholomeu' Francisco
de Suuza, rua largado /osarion. SU,por menor
preco que m oulra qualquer parte.
VIDROS PARA VIDRACAS.
> endem-se em caixas, em casa de Itarlhomcu
Francisco do Souza, rua larga do Rosario n. 30.
Na rua das Cruzes n. 22, vendem-se duases-
eravas, bonitas lisuras; urna dellas eugomma, co-
zinlia e lava, c a oulra coziiiha, lava c vende na
rua.
Vende-se um molcquc de idade de 18 anuos,
do boa conduela ; c una escrava de naeilo, quilau-
deira : na rua Dircila 11. 3.
RELOGIOS IXGLEZES DE PATENTE.
\ endem-sn por preco muilo commodo: no arma-
zem de Barroca & Caslro, rua da Cadeia do Recite
11. .
Vende-se millio muilo novo, em saccas de al-
queire, menos o sacco, por preco commodo : ua rua
da Praia, armazem 11. 22.
Vendem-sc por preto commodo duzias de gar-
rafas com vinho de Itordeau* de superior qualidade:
no armazem da rua da Cruz 11.19.
A1414.
NA BOA-VISTA, DEFRONTE DA BONE-
CAN. 8.
Acha-se com um complejo sorlimenlo de gneros
de molhados, dos melhores que vena ao mercado :
queijos do reino muilo uovos, cha da ludia, perol,1 e
nacional, manleiga inglcza e trancen, peras seccas,
aineivas, velas de espermacele americanas, eslreli-
nha em caiiinhas enfeiladas, vinho puro de lodas as
qualidades, champagne, hlalas de Lisboa, e muilos
outros gneros por preco muilo lazoavel.
Para vestido preto.
Vende-se superior grosdeuaple preto, de seda, lar-
go e enca pado, pelo barato prende I56OO cada co-
vado : ua loja de i portas da rua do Uueimado
11. 10.
Cortes de chita a 2.S200.
Vendem-se corles de vestido de chita franceza,
larga, cores lixas, padroes decassa, com 9 covados, a
23200 cada corle ; dilos de riscado francez, padrw
escuros, a 2-3000 : na loja de portas da rua do
Uueimado 11. 10.
Sedas para vestido.
Na loja de 4 portas da rua do Queimado, ha para
vender sedas de cores e brancas para vestido de se-
nhora, haveudo bom sorlimenlo para escolhcr, e por
preco muito commodo.
Vendem-se braceletes de cornalina, encastoa-
dos em ouro, obra do ullimo goslo : no alerro da
Boa-Vista 11. 08, loja de ourives.
Na rua do Queimado 11. II. vendem-se as ver-
daderas luvas de Jouviu para honiem a 2.5OOO o par,
e para senhora com eul'eile- a IfOOO. Na mesma en-
contrar um completo sorlimenlo do miudezas ba-
ratas.
Vende-se urna tartaruga verdadeira, por preco
commodo : ua rua da Cruz 11. 21, armazem, se Jira
quem vende.
BELONA A 500 RS. 0 COVADO.
Veio no ultimo navio francez urna fazenda nova,
goslo escocez, com 4 palmos de largura, muilo lina,
que pelo seu brilbo parece seda, a qual o inadaini--
mo cm Paris d o nome de liclona : vende-so na rua
do Queimado n. 19.
Feijao a ISoW rs. a sacca : nol
$g armazem de Antonio Annes, de- |$
3$ fronte da escadinha da aliandeira. Sf
i
i
'4)
i
m
1
Bcnjjallus linas com lindos cas-
toes .
Meias de seda brancas e pretas
para senhora.
Setim preto macan paiacolle-
tcs e vestidos.
Chales de crep, bordados e es-
tampados.
Saasbrancas bordadas para se- 1\
nhora
Vestidos de cambraia a Pon>- w
padour. 9
Charutos Lancciros. |
Papel |intado para forro de (j)
francez muito supe- /<*>
i
i
i
Sala.
Chocolate
or.
Agua de flor de laranja de muito
boa qualidade. w
W No armazem de Vctor Lasnc,
ig9 r!i da Cruz n. 27. 'T;
RUA DO CRESPO N. 12. 5
9 Vcnde-s nesla loja superior damasco de ($
M seda de cores, sendo branco, encarnado, rozo,
"" por preco razoavcl.
CEMEMOROMAiXOBBAlJICO.
Vende-se cemento romano branco, chegado agora,
de superior qualidade, muito superior ao do consu-
mo, em barricas e as linas : alraz do Iheatro, arma-
zem de (aboas de pinho.
Vcndc-se farinha de mandioca mui-
to superior, a .sOOrs. a sacca; nos ar-
ma/.ens de Luiz Antonio Annes Jacome,
enode JosJoaquim Pereira de Mell", no
caes da all'andega, e em jK)rcao, no es-
criptorio de Aranafja& Brvan, na rua do
Trapiche-Novo n. 0, segundo andar.
Tabeas par engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o cfaafariz continua haver un
completo sortimento de taisas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de;
bocea, as quacs acham-sc a venda, por
preco commodo c com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vendem-sc em casa de S. P. Johns-
ton & C., na rua de Scnzala Nova n. 42.
Sellins inglezes.
Belogios patente inglez.
Chicotes de carro e de monlaria.
Candieiros e casti^aes bronceados.
Chumbo em lencol, barra e municao.
Fa'rello de Lisboa.
Lonas nglezas.
Fio de sapateiroedevela.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de grava n. ".
COM PEQUERO TOQUE DE
AVAEIA.
l'eyas de madapolao a 29J00 c SJOOO : na na do
Crespo, loja da esquina quo volla para a cadeia.
PARA A CUARESMA.
Sarja prela liespaiihul;! de pruneira qualidade, se-
tim prelo muilo superior, casemira prela frauceza,
'iil.1 selim, velludo preto superior, panno prelo mui-
lu fino, com lustre e prova de limito, e de oulras qua-
lidades~mais abaixo : veodem-se ua rua do Crespo,
loja da esquina que volla para a cadeia.
CAL VIRGEM.
a mais nova que ha no mercado, a preco commodo;
na rua do Trapiche n. 15, armazem de Bastos Ir-
inaos.
COBERTORES ESCOROS E
BRAMOS.
Na rua lo Crespo.loja da coquina quo volla para a
cadeia, vendem-se cobertores escuros, proprios para
escravo*, a 720, dilos crandes. bem encorpados. a
13280, dilos brancosa 19300, dilos com pello mi-
lando os do la a J?-J80, ditos de laa a 2&S00 cada
um.
Farinha de mandioca.
Vende-se saccas grandes com farinha :]
no armazem de Jos Joaquim Pereira de
Mello no caes da allandega, e para por-
coes a tratar com Mauoel AI ves Guerra
Jnior, na rua do Trapiche n. 14.
NOVO SOKTIUENTO DE COBERTORES E TO-
DAS AS QUALIDADES.
Cobertores escaros a 730 rs., dilos grandes a |."v>00
rs., dilos lira neos de alsodau de pello e sem elle, a
imacao dos de papa, a 1;200 rs. : oa loja da rua
Ju Crespo d. (i.
Riscado de listas de cores, proprio
para palitos, calcase aquetas, a 160
o covado.
Vende-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
Chales de merino' de cores, de muito
bom Rosto.
Yendcm-se na rua dn Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na rna da Cadeia dn Recite n. .VI ha para veuder
barris com cal de Lisboa, recntenteme chegada.
Na rua do Trapiche n. 1G, escriptorio
de lhandera Brandis&C-, vende-se por
precos razoaveis.
Lonas, a imilacao das de llussia, de
muito boa qualidade.
Papel para imprimir, formato grande e
pequeo.
Papel de cores em caixas sortidas, mui-
to proprio para forrar chapeos.
Papel almaco e de peso, branco c azul,
de boas qualidades.
Graxa para arreios de carro.
Candelabros de (> luzes de feitio ele-
gante.
Tapetes linos.
Alvaiade de zinco muito superior ao al-
vaiade cmmum. com o competente scc-
cante.
Em casa de J. Kcllcr&C, na rua
da Cruz n. 55 ha para vender excel-
lentes pianos vindos ltimamente de Ham-
burgo.
DEPOSITO DO CHOCOLATE HYGIE-
N1C0 DA FABRICA C0C0NIAL.
Este chocolate, o nico preparado com
substancias puras, nutritivas e hygieni-
cas: vende-se em casa de L. Lecomte Fe-
ron & C: rua da Cruz n. 20.
Precos:
Extra-fino- 800 a lib.
Superior. 040
Fino.....500
FARIMIA DE MANDIOCA.
Vende-sc superior farinha de mandio-
ca, em saccas que tem um alqueire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazens n. 3, 5 e 7 defronte da escadi-
nha, e no armazem defronte da porta da
allandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes &C, na rua do Trapiche n. 54,
primeiro andar.
^ POTASSA BRAS1LEIRA. ($
(Jj) Vende-se superior potassa, fa- ^
(R bricada no Rio de Janeiro, che- |
tf) ijada recentemente, recommen- /a
^j da-se aos senhores de engenhos os X?
T^ seus 1)ons ell'eitos ja' experimen- w
W tados: na rua da Cruzn. 20, ar- fg
B mazem de L. Leconte Feron di O
f) Companbia. ^
Vende-se cxcellenl taimado de pinho, recen-
tcmenlo chezado da America : na rui de Apollo
trapiche do Ferreira, a entender-se com o admuis
rador do mesmo.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Refluzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle m Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, cm latas de 10
libras, junto com o methodo de emprc-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Beber & Companbia, na ruada
Cruz. n. 4.
Devoto Cluistao.
Sahio a luz a 2.a edir.lo do livrinho denominado
Devolo Christao.mais correlo e acrescentado: vende-
se unicameole na livraria n. 6 e 8 da praca da In-
dependencia a 640 rs. cada etemplar.
PUBLICAgAO' RELIGIOSA.
Sabio luz o novo Mez de Alaria, adoptado pelos
rcverrndissimos padres capuebinhos de N. S. da Pc-
nha desla cidade, augmentado com a novena da Se-
uhora da Conceicao, e da nolicia histrica da me-
dalha milagrosa, e deN. S. do Bom Conselho : ven-
de-sc nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da
independencia, a 1c<)00.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinbas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro. !u
Vcndem-se ricos e modernos pinn-is, recente-
mente chegados, ale encllenles vozes, *prei;os com-
modos em casa de N. O. Uiebcr c\ Coicpanbia, rua
da Cruz n. 4.
Yenderr.-se lonas da Russiff por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem de N. O. Bicber&C,, rua da
Cruz n. 4.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das c meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamaubos, para
dito.
Vende-se um cabriole! com coberla e os com-
petentes arreios para um cavalln, todo quasi novo :
par ver, no alerro da Boa-Visla. armazem do Sr.
Miguel Scgeiro, e para Iralar no Recite rua do Trapi-
che n. 11, primeiro andar.
para
IMLILAS HOLLOWAY
Este iiieslimavel cspccilicn, composto iulcirameo
le de herv, incdiciiiae*, nao lonleu mercurio, era
oulra alguina sululancia deleelerea. Benigno mais
lenra infnicia, e a complejo mais delicada, he
igualmente prompto e seguro para desarraigar o nial
na compleic.au nuil robusta; be iileiraniente iuno-
I ccnle em suas operacocs e elleilos ; pois Dnsca e re-
ino ve as doenra de qualquer especie e grao, por
mais antigs e tenazes qne sejam.
IJilre niilliares de pessoas caradas rom esle re-
medio, muilas que ja eslavam as portal da morir,
perseverando em seu uso, conseguirn! recobrar a
sade Jorcas, depois de haver tentado intilmente
lodos os oulros remedios.
As mais allliclai nao devem cnlregar-te desespe-
rado ; facam um competente ensato do* eOicazes
elleilos desla assornbroM medicina, e prestes leru-
perarno o beneticio da sade.
.Nao se perca lempo em lomar esse remedio
qualquer das seguales enferroidads :,
Kebre loda especie.
Ijola
llemorrhoitfM.
Ilydropisii.
lciericia.
Indigesles.
InllammacAdl.
Irregularidades da meia-
Iruai.ao.
I.ombrigas de loda espe-
cie.
Mal-de-pedra.
Manchas na cutis.
i Hislruccao de veutre.
l'lilhisitaou cousumprao
pulmonar.
Ilclencao d'ourina.
Hlieuniatismo.
Sj mpiomas secundarios.
temores,
tico doloroso.
Cceras.
Venreo ,mal .
ou extenua-
ra!!.-! de
qualquer
Aceideules epilptica.
AI percas.
Ampolas.
Arelas (mal d').
Aslhnia.
CoMcas.
Convulscs.
Debilidad
>;5o.
Debilidade ou
forjas para
cousa.
Desinlerii.
Dor de garganta.
de barriga.
u nos ruis.
Dureza no ventre.
Enlcrmidades no ligado.
veuereas
Eoxaqueca.
Ilerjsipela.
l-cbre biliosas.
inlermilleolcs.
Vendem se estas pilulas no estaheieCnieuto geral
de Londres, o. 214, Stran, e na loja d lodos os
boticarios, droguistas e oulras pessoas encarregadas
le sua veuda em loda a America do bol, llavaua e
llespauba.
Vende-se as bocelinhas a800 ris. Cada urna del-
las conlem urna inslrurrao em porlugoez para ex-
plicar o modo de se usar desla pilulas.
O depioilo geral he em casa oo Sr. Souro, phar-
maceullco, ua rua da Cruz n. i, eml'eiuam-
buco.
I CEMENTO
da melhor qualidade: vende-se jg
jg emcasadeBrunnPraeger&C, rua J
^ da Cruz n. 10. m
Vende-se ou arrenda-se um dos enge-
nhos Telha e Brilhante, na freguezia de
Serinliaem, os quaes moem um com agua
Otilio com animaes, situados em trras da
melhor produeco, com muitas varzeas
e mattasvirgens, boas obras, sendo as de
um delles inteiramenle novas, com pro-
potcoes pata grandes safras, e distantes
do embarque legua e meia : a fallar com
o seu proprietario o major Joao Climaco
Fernandes flavalcanti no mesmo engenho,
ounesta praca com o Dr. Joao Vicente da
Silva Costil, na rua de S. Goncalo n. 14.
M .i.SOOO i-s. a saca de farinha de l
jg mandioca de boa qualidade : nos jj
g armazens ii. 3, e 7, defronte da |
g escadinha da allandega, ou a tra- |
g tarcom J. Bt-dtrf'onsec Jnior, na
rua do Vicario n. 4.
Vende-sc o engenho Cupaoha, na margem do
rio Capibaribe, lermo de Banaueiras, provincia da
Parahiha, com safra fundada para 2,000 paes, Ierras
eiccllenles de assucar, ba casa de campo, novissi-
ma ; vender-se-ha s ou com a escravalura, boiada
c cavallos : a Iralar nesla cidade com Enedino de
Andrade (jnarany de Cupaoba, e l com o proprie-
tario Cupaoha pal.
Vende-se um engenho mnilo perlo desta pra-
ca, com todas as obras necessanas, leudo alera disso
urna dislilacflo bem montada, com boas Ierras de
caima e mandioca, algumas de varzea de muila pro-
duccao, e com as de mus proporc,es ; acresce que
liossue o mais apropriado terreno para o plaulio do
cafe, nem s pela abuudancia que produz, como por
sua excellenle qualidade, o que poder.ijser examina-
do pelo prelendeule em alguns cafeeiros que ja exis-
leni ; quem quizer fazer negocio, aununcie para ser
procurado,
Vinho genuino do Porto de 1834,
en garra lado naquella cidade, em |
ca i xas e as duzias: vende J. B. da |
Fonseca Jnior, no seu escriptorio |
rua do Vigario n. 4.
mxmwtmmsm
Gi-os de Naples alsOOOrs. o covado!
Na-rua do Crespo n. veudem-se ricas sedas fur-
ia-cores, lisas c de quadros, lindos goslos, com um
pequeo loque de mofo qne pouco se conhece, pelo
barato preco do la o covado. Assim como se cha
na mesma loja um lindo e variado sorlimenlo de se-
das que se vendem muilo barato.
*#- <*><&- A
* VESTIDOS DE SEDAA22#W @ Ha na loja de Manoel Ferreira de S, M *
^ rua da Cadeia-Velha n. 47, vestidos de seda
ns mais modernos a 22900O cada um : Na
t> tambem grs de aples de flores a 2J000 rs.
n covado, meia casemira de laa pura por
6t i")00rs. o corle de calca, e oulras fazendas
* muito baratas.

ESCRAVOS FGIDOS.
------------------------1----------------
B Deposito de vinho de chim- f^
W pagne Chateau-Ay, primeiraqua- t$$
($) lidade, de propriedade do conde tk
(} de Marcuil, rua da Cruz do Re-' S
C^ cifen. 20: este vinho, o melhor
de toda a Champagne, vende-se 3
a ."GS'000 rs. cada caixa, acha-se 1
nicamente em casa de L. Le- w
comte Feron & Companbia. N.
B.As caixas sao marcadas a fe-
goConde de Marcuile os ro- M
A tulos das garrafas sao azues. 0
*s*** mmmmmm
Potassa.
No antigo deposito da rna da Cadeia V;Iha, es-
criptorio n. 12, vende-se muito superior potassa da
Russia, americana e do Kio de Janeiro, a presos ba-
ratos que be para fechar cotilas.
Na rua do Vig ario n. 10 primeiro andar, lem a
venda a superior flanella para forro de sellins che-
gada recentemente da America.
Veudem-se no armazem n. 110, da rua da Ca-
deia do Recite, de Henry Gihson, os mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por precos
mdicos.
A 480 rs. avara.
Na loja de Guimaraes & Heuriqucs, rua do Cres-
po n. veudem-se cassas francezas muilo finas, che-
gadas iilliinamenle, de costos delicados, pelo barato
preco de 480 is. a vara : assim como tem um com-
pleto sorlimenlo de fazeudas finas, ludo por preco
muilo commodo.
N'o mez de junbodu anuo passado desappare-
ceu do bairro da Doa-Vista, rua da Mangueira, casa
n. 3, o escravo mualo araboclado, de nome Nicolao,
com os signaos tcguinles : estatura regular, o rosto
lodo cravado de marcas de blicas, pes pernas
grossos, falla com mansitUo, he ollicial de pedreiro,
e ha supposico de eslar Irabalhaodo pelo ollicio etn
Serinliaem. Este mulato he boje do abaixo assigna-
do por o Icr comprado na cidade da Parahiha a Sa.
viuva do fallecido (iasio : quem o apprehender, le-
ve-o a cidade da l'arahiba ao lllm. Sr. Sergio Cle-
mentino Drummond l'cssoa, ou na rna da Manguei-
ra, casa n. de Anlonio Gomes Pessoa.
Desappareceu no dia 13 de marco o negro Ber-
nardo, de idade 30 e tantos unos, pequea estatu-
ra,'rosto comprido, bastante feio, falla descancado,
natural de Olinda, lilho da prela forra por nome
Joauna, que inora na praia do Rio Doce ; luppe-se
que fosse para cssaj'bandas : quem o pegar leve-o a
rua d'Apollo n. 4, que ser gratificado.
CEM MIL BEIS DE GRATIFICACAO".
Desappareceu no dia 8 de selembro de 1854 o es-
cravo, crioulo, de nome Anlonio, cor fula, represen-
la ler 30 a 33 anuos, pouco mais ou menos, he mui-
to ladino, cosluma Irocar o nome e inlilular-se forro,
e quaudo se v perseguido diz que he desertor ; foi
escravo de Aulonio Jos de Saul'Anna, morador no
engenho Caite, da comarca de Santo Anlao, do po-
der de quem desappareceu ; e sendo capturado e rc-
colhido cadeia desla cidade com o nome de Pedro
Sereno em 0 de agosto, foi ahi embargado por exe-
cucao de Jos Dias da Silva Guimara.es, a ltima-
mente arrematado em prac,a publica do juizo da se-
gunda vara desta cidade em 30 do mesmo mez, pelo
abaixo assignado. Os signaes s5o os seguinles : ida-
de 30 a 35 anuos, estatura regular, cabello* prelos e
carapiuhados, cor amulatada^ olhos escuros, nariz
grande e grosso, beicos grossos, o semblante fechado,
bem barbado, com lodosos denles na frenlc; roga-
se as autoridades policiaes, capitaes decampo e pes-
soas particulares, o appreheudam e maudoin nesla
praca do Rccife, na roa larga do Rosario n. 24, que
rereber a gralificirilo cima, e protesta conlra quem
o tiver occullo.Manoel de .tlmeida Lopes.
Contina a eslar ausente desde 4 do crrante,
o preto Jos, crioulo, he canoeiro. lall -i-., CS(a.
lura ordinaria, corpo grosso, levou OO hacia
encarnada com gula verde, e tambei.. bran-
cas e calcas de riscado, e urna de casen,..a, tem per-
nas zambas ; quem o pegar, levc-o rua da Auro-
ra u. 44, que ser recompensado.
CEM MIL RES DE GRATIFICACAO'.
Desappareceu lio dia ti de"dezembro do anno pr-
ximo passado, Benedicta, de 14 annos de idade, ves-
ga, cor acaboclada ; le'vuti um vestido de chila com
listras cr ta branco com palmas, um lenco amarcllo no pesco-
coja desbolado: quem a apprehender conduza-a i
Apipucos, noOiteiro, em casa de Joao Lei te do Aze-
vedo, ou no Recife, na praja do Corpo Sane n. 1",
que receber a gratificarlo cima.
PERNI TYP. DE M. F. PE FABJA. -1855
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