Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00909


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Full Text
ANNO XXXI.
N. 63.

Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
------- IWISI -----
SABBADO 17 DE MARCO DE 1855.

Por anno adiantado 15,000.
Por.e franco para o subscripto!.
I
DIARIO DE PERNAMBUCO
1ACAKJIEGADOS DA SUBSCRIPTA'O-
llecife, o prnprieU-rio M. 1". le Farn ; Rio do Ja-
neiro, o Sr. Joan Pereira Marlius : Baha, o Sr. I).
Iluprail ; Maci, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
ilnn<;a ; Parahiba, o Sr. Oervazio Viclor da Nalivi-
dade ; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira Jnior ;
Aracaly, o Sr. Antonio de l.cmos llraga; Cear, o Sr.
Victoriano Augusto llorge ; Maranho. o Sr. Joa-
quim Marques Rodrigues ; Piauliy, o Sr. Dominaos
11 ere ulano Adule Pessoa Ceirence ; Para, oSr. Jus-
tioo J. Ramos ; Amazona., o Sr. Jcronymo da Cusa.
C AJ BIOS.
Sobre Londres, a 28 1/1 e 28 1/4 d. por 15.
Pars, 3iO rs. por 1 f.
Lisboa, 95 a 98 por 100.
< Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Ac^oes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beber i lie ao par.
> da companhia de seguros ao par.
Disconto de letiras de 8 a 10 por 0/0.
M LIA ES.
Ouro.Oncashespanholas- 29000
Modas de 85400 velhas. 169000
de 63400 novas. 169000
de 49000. J5>00
l'rata.Patacoes brasileiros. 1*940
Pesos columnarios, 1940
mexicanos..... 19860
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, lodos os das.
Caruar, Bonito e Garanbuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex eOuricury, a 13e28.
Goianna e Parahiba, segundas e sexlas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
PRKAMAR DF. IIOJK.
Primeiras 3 horas e 42 minutos da larde.
Segunda s i horas e 6 minutos da manhaa.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundase quintas-feiras.
Relaeao, tet^as-feiras e sabbadosr
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo do orphos, segundas e quintas s 10 horas.
1* vara do civel, segundas e sextas ao meio dia.
2* vara do civel, quarlas e sabbados ao meio dia.
KPIIKMERIDES.
Marro 3 La choia as 8 horas, 22 minutos e
40 segundos da larda.
11 Quarto minguante aos i 1 minutos e
37 segundos da tarde.
18 La nova as 2 horas, 25 minutos a
31 segundos da manhaa.
25 Quarto crescente aos 5 minutos e
37 segundos da manhaa.
Tenrlo diversas pessoas pedhlo
* distribulcao' deste IHario, na es-
trada qne segu do Mondego a
Apipucos, resolveu o propricta-
taeer este desejo creando
illa de distribuir*" que,
principiando no Mondego, segul-
Mangninho, Ponte de L'-
trnameirim. S. Anna, Ca-
le, Monte i ro c Apipucos.
qne Ja' sa'o assignantes, c
aqnelles qne quizerein de novo
subscrver, qnetram mandar seus
tomes e moradas a livraria n. G c
da prucada Independencia, pa-
ra qne se d eomeco a entrega das
folln* com brevldadc.
PAUTE OFFICIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do dia '. 1 de mareo,
Odicio Ao Exm. mareclial commandanle das
armas. inleiran lo-o de lia ver o capelia alteres da
repartirn ecclesiaslica, Antonio de S. (insinu, a-
tado documento de ter paso a importancia dos
direilos o emolumentos correspondentes a proroga-
le licenca que oblevo por aviso de Ib' de dezem-
bro do anno prximo pastado.
i) Aoroesmo, rccoinmciidando expedidlo
desuas ordens para qne sejam enviados para a co-
mililarde Pimenteiras com brevidade, osarli-
! fardamcnlo vencidos pelas praeas de primei-
ha que se acliam actualmente destacadas na
mesma colonia.
Ao mesmo, declarando que o cadete Ro-
berto Ferreira da Cosa aprsenlos conliecimcntu de
haaer pago a importancia dos direilos e emolumen-
tos correspondentes licenca que obieve para cslu-
dar na escola militar da corte.
Dilo Ao inspector da lliesoiiraria de fazenda,
dizendo que podo S. S. expedir suas orden, para
que o inspector da alfandega desla cidade consinla
o livre de direilos das 8 resmas de papel
paVUdo, que vieram de Inglaterra para o expedi-
ente da mesma thosouraria.
Ao cliefe de policia, declarando que, para
poder salisfazer a requisito da assemblca legislati-
va provincial, faz-e mister que S. S. informe quan-
los escravos tem sido exportados desla provincia,
quer directamente quer por escala, para as oulras do
imperio, desde a publicado da lei 11. :!');) al o pre-
sente, com declarado desque foram acompanhando
scus senliores, e dos que liveram o desuno de serem
vendidos.Igual Ihesouraria provincial. *""^
Dilo Ao juiz relator da junta de juslica, Irans-
millindo, para ser relatado eni sessSn-da mesma jun-
ta, o processo feito ao soldado do i." halalhao de ar-
tillura a pe, Amancio Joaquim Maciel.Commu-
nicou-se ao cnmmandanle da armas.
Dito Ao capitao do porlo, Iransmiltindn por
copia o aviso da repartleao da marinha, de !!() de
Janeiro ultimo, do qual consta que, por ordem do
Exm. presidente da Babia, de-embarcou naquella
provincia, c foi cnlregue ao respeclivo comman-
dantedas armas, por ser desertor do 2." batalbao de
arlilharia a pe, Manoel Francisco dos Santos, que
eludo como recrula ao quartcl-geoeral da
rlnba coro o supposlo nomo de Manoel Lourenro
iva.,
i) Ao mesmo, remoliendo, com copia do
llar da repartirlo da marinha, de 21 de
liro ultimo, tim exemphr do decreto n. i i"S
! de novembro do anno prximo passado, e
anacas, pelas quaes foram alteradas as
que baixaram com o decreto n. 1113 de 31 de Ja-
neiro de 1853.
- Ao director do arsenal de guerra, inlci-
rapdo-o de llavero Exm. Sr. ministro da guerra de-
clarado em aviso circular de 13 de fevcreiru ulti-
mo, que na mesma dala se expedir ordem ao di-
rector do arsenal de guerra da corle, para enviar a
cd m dos armazens de artigos bellicos c arsenaes
capacidade para lquidos e solidos.
- Ao inspector da Ihesouraria provincial,
dizendo que liveram o conveniente destino o, ha-
landos e ore-amentos que Smc. remellen com oflicios
sob ns. 81 a 83.
Dilo A' junta de qualificacao da fregue/.ia de
S. Fre Pedro Gocalves do llecife, acensando rece-
ida a lisia dos cidadaos qualilicados volantes na-
quella freguezia. Igual juuta qualilicadora da
freguezia dos A Togados.
Portara Ao director do arsenal do guerra, pa-
rr apromplar com brevidade, afim de serem
enviados para a colonia'mililar de Pimenleiras, os
> de fardamenlo mencionados no pedido que
remelle em duplcala.
)iU Demillindo, de conformidade com a pro-
a do chefe de policia, a Lourenro de S Ca vol-
ite, Jeio Lelo de Oliveira e Manoel Flix Bap-
FOLHETIg,
0 CAPITAO PLOEVEH. (*)
Por E. Caadla.
SEGUNDA PARTE.
lisia dos lugares de i.", 5.* l'.0 supplcntcs do sub-
delegado da freguezia de Cimbres, e Horneando pa-
ra os lugares policiaes da mesnn freguezia abaixo
declarados os cidadaos scg'iiiiles :
Para subdelegado.
Joaquim de Can albo Cavalcanli.
Para supplenles.
1. I.niircnro da Silva Cavalcanli.
2." Anlouio Rodrigues de Freitas.
3. Francisco Cavalcanli do Albuquerque.
*. Antonio de Carvalho de Albuquerque.
5. Jos Bczerra Cavalcanli de Albuquerque.
6. Joao Cordeiro do Reg.
Communicou-se ao referido chefe.
Dita Demillindo, na mesma conformidade, a
Anlouio de Barros Reg e Araujo do logar de *.
supplcuto do delegado do lermo de Cimbres, e no-
meando para :t.", 4. e. supplenlos do mesmo de-
legado a Lait Cavalcanli de Albuquerque, Jos Ca-
valcanli de Carvallio, e Joaquim Manoel de Me-
deiros. Commuuicou-sc ao chefe de policia.
, 10
Oflicio.Ao inspeclor da Ihesouraria de fazenda,
Iransmitlindo para oslins convenicnles a relacao dos
gneros recebidos no almoxarifado do arsenal de
marinha, nos mezes de Janeiro c feverciro ltimos.
Dilo.Ao mesmo, Iransmitlindo por copia o aviso
circular de l de feverciro ullimo, ciu que o Eira.
Sr. ministro da juslica declarando que devem per-
leacer aos cofres das provincias as despezas com o
fornecimenlo de luzes, as guardas de sus pnses e
aos destacamentos policiaes, bem como ao ministe-
rio ila guerra as que se dilo com a illuminacao dos
destacamentos de praeas de primeira liaba, recom-
menda ao mesmo lempo, que nao se continu a clas-
sificar laes despezas como perlencenles a repartido
a seu cargo, e a dislrahir para pagamento dellas o
crdito destinado para oulros misteres.
Dilo.Ao (resllenle do cousclbo administrativo,
para promover com urgencia a compra de 40 res-
mas de papel cartuxinho, mencionadas na relacao
que remelle, as quaes sao precisas para os traba-
Ilos do laboratorio do arsenal de guerra.Fizeram-
se as necessarias communicac.es.
Dilo.Ao commandaute superior da guarda na-
cional do municipio de Sanio Anlao, recomendan-
do a expedico de suas ordens. para que o comrnan-
danle do batalbflo de guardas nacionae* da cidade
da Victoria mande apresentar 110 dia primeiro de
abril prximo fluro ao cncarregado da procissflo do
Sr. Bom Jess dos Passos da mesma cidade, urna
guarda de honra lirada do referido batalbao, afim
de aeompanharainesina procisso qne devora ler
logar na.(arde do indicado-da. ~
Dito.Ao commissario vaccinador provincial.
Consla-me que na cadeia desla cidade lein-sc limito
desenvolvido peste da bexiga. He mu indicada
a necessidade de remover os atacados para lugares
qne esvercm inais tora, do centro da populacSo.
Mas comosSo presos de importancia o devem ser
transferidos seno para prsoes seguras. Recorrendo
poisa Vmc. baja desuggerir-me as providendBsque
em laes circumslancias convire sera possivel adop-
ta r-se.
Portara.Ao agente da companhia das barcas
de vapor, rcconimcndando que mande dar passagem
para a corle 110 vapor que se espera do uorle, ao se-
gundo cadete segundo sargento do segundo balalhao
de Infantina Alcxandre Francisco deSeixas Macha-
de, e para a Parahiba no que passar do sul ao al-
feresJHcnrque Jos Borges Soydo.Parlicipou-se
ao mareclial commandanlc das armas.
DAS DA SEMANA.
12 Segunda. ( Estacio a S. Marcos) S. Gregorio.
13 Terca. (Eslecao a S. Prudenciara) S. Sancha.
14 0"=rta. (Estacao a S. Xislo) S. MatMIdes.
15 (Quinta. (EstacaoaosSs. Cosme e Damio.J
16 Sexta. (Estacao a S Lourenro in Lucina.)
17 Sabbado. ( Estacao a S. Suzana) S. Patricio.
18 Domingo. 4.' da Quaresm (Estacao a S. Cruz)
em Jerusalem,) S. Gabriel Archanjo.
EXTERIOR.
COMMANDO DAS ARMAS.
Quartel-seneral do comiaando daa armas de
Pemanbaco na cidade do Recife, em 16 de
m>reo de 1855.
ORDEM DO DIA N. II.
O mareclial de campo commandanle das armas
declara, para os fins convenientes, que nesla dala
contrahio novo engajamenlo por inais seis annos,
nos termos do regulamenlo de IV de drzembrn de
1852, e do decreto n. HOI de 10 de junho do nnno
pas gento da 3." companhia do 10. balalhao de infan-
laria, Scraphim dos Santos Botelho, o qual perce-
bera, alm dos vencimcnlos que por lei Ihe com-
pelirem, o premio de qualro ceios mil rs. pagos
na conformidade do art. 3. do citado decreto, c
lindo o engajamenlo urna dala de Ierras 2-2,.00 de
bracas quadradas. Desertando neorrcr.i na perdadas
vanlagens do premio, e daquellas a que liver drei-
to ; ser lido como recrulado, desconlando-sc 110*
lempo do engajamenlo o de prisao em \irtude*.lc
seulenra, averbando-se este descont, e a perda
das vanlagcus uo respectivo Ululo, como he deter-
minado.
/os Joaquim Coelho.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudanle de
ordens cncarregado do delalhe.
BASES DA CONSTITUICAo FUTUBA DA MO-
NAKCHIA HESPANHOLA.
l. Todos os poderes pblicos emanam da nardo,
em que reside esscocialmenle a soberana, e por te-
so pertence exclusivamente i narao o direito de es-
tabeler as suas leis fundamentar*.
2." A nacao obrga-se a manter e proteger o cul-
to e os ministros da religiao calholica que profes-
samos Hespanhoes. Porm nenhum hespanhnl nem
estrangeiro podera ser perseguido civilmente por
suas opinies. em quanlo nao as manifest por actos
pblicos contrarios a religiAo.
3." Todos os Hespanhoes podem imprimir c pu-
blicar livremcnle as suas ideas sem previa censura
com snjeic.Ao as leis. Nao se podera sequeslrar ne-
nhum mpress'atc depos de ler comecado a cir-
cular. A qualificarao dosdelielos d'imprcnsa perten-
ce aos jurados.
4." Nao pode ser delido nem preso, nem separa-
do do seu domicilio neuhum Hespauliol, nem inva-
dida a sa casa senao nos casos o na forma que as
leis prescrevem.
j. Neuhum llcspanhol pode ser processado, se-
nao pelo juiz ou (ribunnl competente em virlode
das leis anteriores ao delicio c ua forma que esklo
prescriptas.
6.1 Nao se podera impar a pena capital por delic-
tos meramente polticos. Nem se impora a pena
de conliscaro de ben, e neuhum Ilcspanhol ser
privado da sua propriedade senao por causa justifi-
cada de ulilidade commum. previa a corraspondeu-
le indemnisacao.
7.' Se a seguranza do estado exigir em circums-
lancias extraordinarias a suspensao temporaria em
toda a monarchia ou em parte della do disposlo na
base anterior, se determinar por urna lei. Pro-
mulgada esla, o territorio a ella stijcito se reger
durante a suspensao pela lei de ordem publica esta-
blecida de antemAo. Porm, iienhuma lei podera
cm nenhum caso autorisar o governo para mandar
sahir do reino nem deportar, nem desterrar lora da
Pennsula aos Hespanhoes.
8." As corles se com poem de dous cor pos colle-
gisladores, iguaes em faculdades: o sanado e o con-
gresso dos deputados.
9. Os senadores sao vitalicios c Horneados pelo
rei.
Para ser senador reqQer-se ser Hespanhol, ler 35
annos completos, perlencera algumadascalhegorias
seguinlcs:
1." Ministros da coroa. 2. Presidente das cortes,
ou de algom dos corpos collegislailores. 3." Arcebis-
|j)oseJbispos. i.1 Capiaes generaos-do exercilo ou
da armada. 5. Presjilante dos tribunaes superiores.
G. Os que Icnham sido senadores por qualqticr dos
dous melhodosde nomearesque se pralicaram na
llespanna. 7." Os que tem sido tres vezes deputa-
doj. 8. Os ministros plenipotenciarios que hajam
excrcdo este cargo um anuo pelo menos. 9.a O* l-
enles generaes que constam ao menos um anno
uesteemprego. 10.a Os ministros e fiscaes dos tri-
bunaes superiores que lenham ao menos um anno
deexerccio. 11." Os individuos de numero das
rcaes academias hespanhola, da hisloria e de scien-
cias que hajam sido depulados. Os comprendidos
as anteriores calhegorias doverao ler (rinla mil
reales de renda, procedentes de beus proprios, ou
sidos dos empregos que n3o possam perder-sc,
senAo por causa Icgalmcnle provada, ou de jubila-
r,ao, reliroou cessancia. Podero tambem ser no-
meados senadores os que paguem com um anno de
antecipar.'io seis mil reales de conlribuicOcs directas
e hajam sido depulados s corles ou sejam grandes
de llespanha e Ululares c os que sejam ou hajam si-
do deputados provinciaes, alcaides de povos de
30,000 almas, presidentes de juntas ou Iribunaes
de commercio, individuos da real academia das ar-
les uobres. A primeira creacao de senadores nao
poilera exceder a 120. As acaules por morle 00
renuncia poder-se-hao prover em qualqncr lempo.
Podera o rei lambem, aberlas as corles e dorante a
legislatura nomear lodos os annos um numero de
senadores que nao exceda i decima parle da pri-
meira creac'io. l"azor-se-ha cada Hornearlo por um
decreto especial, eem Iodos se nomcar a cathegoria
a que pcrleur.! cada senador. Os filhos do rei e do
herdeiro inmediato da cora sao senadores aos 25
aunos.
10. Cada provincia dar um depulado por cada
50,000 almas da sua popularan.
11 Os depulados scrao eleilos por Ires annos.
12. As cortes se reunem lodos os annos no dia |.
de onlubro. e estarao reunidas qualro mezes conse-
cutivos, contados desde o dia em que se constituir o
congresso, excepto nos casos em que o rei as sus-
penda ou dissolva. Esla suspensao, por urna 011
mais vezes nae podera passar d'ura mez, e as cortes
estarn depois reunidas lanos dias quanlos durou a
suspensao. Fora deste prazo, as corles se rennirao
quaudo sejam convocadas pelo rei, ou nos casos pres-
criplos pela Consliluicao pela depulacao permanente
Urna arribada.
A eiada do Oregeoit em um dos ancoradouros
o> Uoadelupe nao resnllava de nma aventura mar-
tima, nem de 11111 capricho do capitao ; pois nenhu-
ma esta (.lo era entilo mais frcquenlada, nem nllere-
ria aos cruzeiros mais occasics de se assignalarem e
enriqaecerem.
I 111 mappa depositado nos archivos da marinha
prova que. durante as hostilidades, nflo enlraram me-
nosde telrceolas presas nos diversos porlos da co-
lonia com carregamenlos de um valor de cincoen-
ta milbOes pouco mais ou menos. Em lodos os pon-
i da costa, onde podia-sc ancorar com alguma se-
guranza, avistavain-so corsarios que iam munir-se de
vveres, ou aguardar um momento favoravel para
vollarem ao alio mar. O corso rontop poucos Ihea-
tros lao brilhantes, e aos quaes cslejam ligadas nar-
r.ices mais curiosas. Dea Pointe .1 Pitre que refe-
re-se urna ancdota muilas vezes cilada, e que pro-
va ale onde levaram os marinheiros o refinameulo
de sua prodigalidade. Depois de nina captura rica,
vinle deaire elles percorreram a cidade com saceos
a cosas, enlraram nos armazcus, comprramos ob-
jeclos mais lielerogeneos. com os quaes fizeram urna
fogueira. Depois nao sabendo em que empregassem
as moeda* que Ibes restavam, aqueiilnram-nas em
um forno, e lauraram-na* assim aos negros que cn-
l'ilhavam a praca publica. Os desararados queima-
vam os dedos apanhaudn as mo'eilas, depois iarga-
vam-nas, vollavam dez vezes a ellas, e reuunri av.in
lazendo as mais singulares caretas. I)ahr+esulla\a!n
acressos de bilaridade enlre os distribuidores, c urna
especie ile inJemnisacao de sua liberalidade.
Essa intlueueia de valores n.lo foi favoravel, co-
mo st poderla erer, ios interesses da colonia ; pois
dahi resullou para mailos arligos nma decadencia
de preco, que deu um golpe funesto no comnierrio c
na azrirultura. As habilscoes grandes padeccraai
milito, as pequeas menos; porque fnrneciam vive-
ras aes cruzeiros, e liravam dissu uina renda consi-
deravcl. As provisoes pagavam-se a peso de ouro
nos p nlos M ilha, m que elles incoravam ; nada
era ajss beflb e bom para laes homens, e n.1o olha-
vam ao preco.
(} Yide o Diario n. 62.
I01 urna circumstancia igualmente simples, que
levou o capilao Ploueven babitacode Augremonl.
Vimos que depois de um encontr, do qual nao sa-
ldr victorioso, elle fura obrigado a procurar um
porlo de refugio alim de reparar tuas avarias. Foi
a Guadolupe que dirigio-se; mais de um motivo o
induzia a isso, e o menor nao era a misteriosa per-
seguirlo, enjo desenlace fra-lhe 13o fatal. Sua alli-
lude, seu ar e suas manobras assim o provavam. El-
le examinava anda o horisonle com a mesma vigi-
lancia, c como se procurasse um alvo ignorado. Em-
fim depois de algumas semanas de navegaran, anco-
rara dianlo da ilha de Kabouanne, onde tornamos a
acharo Gregeois.
Durante esse longo cruzeiro, nbrigue esgolra seos
vveres frescos, e um dos primeiros cuidados do ca-
pitao, apenas sallara cm Ierra, fra informar-se dos
recursos que offercciam os arredores para um abas-
tecimenlo completo. Um dos agentes ordinarios des-
sa especie de operares era a mulata residente na
praia, a qual j be conbecida dos Icilores desla his-
toria. A's primeras palavras de Ploueven a lia
Branca rcspondeu.com urna serie de exclamarnos :
Oh! so ha um lugar, onde o senhor achara
quantA quizar ; ludo de primeira qualidade e com
conscieucia.
Onde'.' perguiilon o capilao.
Em neiibiima parle o senhor ser tratado como
no lugar que 1 lie digo. He nma casa 13o honesta que
leria escrpulo de engaar alguem em qualquer
cousa.
Mas onde he?
A respeito da*qualidade nada Ihe he superior,
c quanlo ao preco be quasi de graca. Estou bem car-
ia de que o senhor me agradecer.
Mas explica-me cmfim, onde he isso.
Onde '.' ja nao disse a V. S. ?
Foi smnitc oque esqueceste.
Ah I perdoe-mc, vejo que miuha pobre cabe-
ja esla perturbada. Desculpr-me, senhor. Juer sa-
ber o lugar onde achara oquo procura?
Sem duvida.
Tudo de boa qualidade?
Anda !
E pelo preco mais diminuto que be possivel'.'
Nao acabaras cjm isso'.'cxclamou Ploueven
com impaciencia.
Nao se agasle, senhor, nao se asaste ; he na ha-
bitacao de Augremonl. Anda que V. S. va ao lim
do mundo, acrrscenloo ella com volubihdade, nao
achara cousa melhor. Primeira qualidade c mdico
preco, e ludo cm abundancia, ave, earneiros, man-
dioca, legumes. cmfini ludo. Basta que V. S. envi
a lista, amanliAa os vveres eslarao a bordo. lie urna
familia honesta e ex neta ; respondo por ella como
por miro mesma.
A lia Branca leria levado muilo avanle essa in-
lempcranra de lingoagem, se Ploueven nSo a li-
vesse feilo parar com urna formidavel praga. Ella es-
tremeceu, persignon-se e a voz pirou-Ine nos la-
bios ; porquaulo o ofleilo que o capilao produzia so-
bre sua genle com mais forte razao devia ser expe-
rimentado por urna pobre mulata.
Entao, tornou o lerrivel interloculor, vas guiar-
me ji a essa habitaran. He mister que hoje mesmo
cu concilla miiihas compras, e que torne a partir a-
manhaa.
E como a lia Branca anda confusa nao se apres-
sasse a dar-lbe sua acquiescencia, elle acrescenlou :
Ouvcs-me?
Sim, senhor ; sm, senhor, responden a mua-
la com una perturbadlo misturada de temor.
Convencionou-se que ella acompanharia o capitao
i habitarlo, e Ihe servira de medianeira em suas
compras. Procurarame dous cavallos na viznbaii-
ca, e embora o sol j estivesse alio e o calor oppres-
sivo, pozeram-se a caminho, ambos armados de cha-
peo de sol. Durante a viagem a ta Branca recobrou
a confianza, e ruin esla vollou-lhe a lagarellicc. Ti-
nha sempre alguma cousa que dizer sobre as casas
que se avistavam, qur ao longo das sebes, qur na
falda dos morros, quer ao longe junio das fragosida-
des. Sabia a chronica de todas, o nome de seus pro-
pietarios acluaes, seu estado do riqueza, sua ori-
gem, o lurte e o fraco de sua siluarao, e tendo ence-
lado esses captulos, ia voluntariamente ao lim. To-
dava seu Ihema predilecto era o que adoplra no
principio, e vollava dequando em quaodo a elle
sb o menor pretexto. Se atravessavam um canoa-
vial, elladizia:
lato ja pertenecu aos senliores de Augremonl.
Depois vinha urna bella plaularao de cafeeiros vi-
gorosos, c a mulata repeta:
lslo j pertenceu aos senliores de Augremonl.
Depois apparecia urna fazenda com numerosos m-
banbos, e que moslrava ser mu rendosa, e ella re-
pela :
Islo j perlenceu aos senliores de Angremont.
Ao principio Ploueven nao deu altencAo as pala-
vras, narrarOes e ancdotas de que a lia Branca pa-
reci possuir bm fundo incsgolavel ; soflria isso co-
mo um rumor, que se nao pode evitar. Todava
forra de serem repetida estas palavras: a Isto j
pertenceu aos senliores de Angremont, impressio-
naram-no emlim, e arranraram-lbe una observaran:
EnlSo loilo esle paiz ja perlenceu aos senlio-
res de Angremont?
Quasi todo, responden a muala. Desde o oi-
leiro que V. S. all vii al a praia donde vimos, lu-
do era delles: campos, fazeodas, bosques e rebanhos.
Possuiam esle cantan inlciro e oulros aioda.
E agora? pergunlou o capilao.
Agora eslao milito reduzidos; a desgraca o
lem perseguido. Oue pena To bous senliores!
Keduzidos a que? tornou Ploueven determi-
nando a questao para evitar os commentarios.
A bem pouca cousa, senhor, pequea proprie-
dade que vemos all em cima e alanos campos em
lomo da habilacao. Mas nao se afflija por isso, a-
crcaccotou lia Branca preoecupada do lim de sua via-
das cortes. Quaudo o rei dissolva as corles convo-
car mitras no prazo de scssenla dias, e as novas cor-
les estarAo reunidas ate completar os qualro mezes,
contando o lempo das anteriores.
13. O senado nomeia o seu presidente, vce-pre-
s-denle e secretario.
1 i. llavera urna depulacao permanente das corles
composla de qualro senadores e sele deputados, que
quando as corles nao eslejam reunidas, velar pela
observancia da consliluicao e pela garanta da segu-
ranra individual, c convocara as curies nos easos que
a mesma determina que se mande exigir alguma
oonlrihuirlo ou emp -estimo, que nao esteja appro-
vadn pela le do orramcnlo ou nutra especial.
15. O tribunal de cotilas ser da nomeacao das
curtes, c o mesmo Horneara os seus contadores c mais
empregados dependentes.
16. O re sanccioiut e promulga as le?.
17. O re necessila eslar atilorisado por una lei
especial para contrahir matrimonio c para peimil-
tir que o conlraiam as pessoas que sejam subditas
e sejam chamadas pela consliluicao a suceeder no
Ihrono.
18. Quando o re s impossiblile para exercer a
sua auloridadc, e a iinpossibildade for reconhecida
pelas corles, ou qaando vagasse a corda, sendo de
menor idade o immcdialo siircessor, immrai.in as
corles par? governar o reino urna regencia compos-
la de Ires ou cinco pessoas.
19. Em cada provincia haver urna depulacao
provincial composla do numero de n-uividuosqiiede-
lermine a lei, Horneados pelos mesmos elelores que
nomeiem os depulados as corles. Estas corporaces
lomarao parte em lodos os negocios do interesse pe-
culiar das respectivas provincias, e as municipali-
dades que determinem as leis.
20. Para o governo interior dos povos nao lla-
vera mais do que municipalidades comoslas de al-
caides, regedores c sndicos, Humeados todos direc-
ta e indirectamente pelos habitantes que paguem con-
Iribucao directa para os gastos do estado, da pro-
vincia ou do districto municipal.
21. As municipalidades e depulacoes provinciaes
inlervirao necessarameole na forraac,e das listas de
eleitores para deputados as corles. Os individuos
deslas corporaces e os funcionarios, pblicos de to-
das as classes que coramtlam abusos, fallas ou de-
lelos na formacao das lisias ou em qualquer aclo
eleiloral, poderao ser aecusados por accao popular e
julgados sem necessidade de aulorisarao do go-
verno.
22. O anno parlamentario e econmico comer no
1." de oiilulirn.
23. Dentro dos 8 dias seguinlcs constituirlo do
congresso apresentar o governo o orramcnlo geral
dos ingressos e gaslos do estado para o anno imme-
dialo ; c tambem as coalas da arrecadacao o over-
so dos fundos pblicos do penltimo anno para o
seu examc c approvacao.
24. Nao pode o govorno exigir nem cobrar, nem
os povos estilo obrigaclos a pagar i.enhumacontribui-
cao nem arbitrio que 1110 esleja appiovado pela lei
do orcamento do anno respeclivo ou oulra especial.
O ministro ou ministros responsaveis que a islo fal-
larem, e os empregadc que obedecerem ou Iransmit-
lircm as suas ordens ou iulervierem na exaccao de
quanlias, nao Ipprovadas pelas corles, perde'rAo os
seus empregos c lodos os dirciios a elles annexos, fi-
cando sejeilos a penas imposta: como miradores da
consliluicao.
25. As corles Burle todos os annos, pela proposla
do rei, a forja militar permanente de mar c Ierra.
As leis que determinen] esla forra se volarao antes
da do orramcnlo.
26. Haver em cada provincia corpos de milicia
nacional, cuja organisac.lo e serviro se regular por
urna lei, e o re podera, em caso necessario, dspor
desla forra dentro da respectiva provincia, c nao fu-
ra della sem oulorgamenlo das corles.
27. As leis delerminarao a poca c o modo como
se ha de celebrar o juizo por jurados para loda a
classe de deudos, e as garantas m.-.is eflicazes para
impedir os altenlados contra a seguranra individual
dos lle-panlioi's.
Palacio das corles ccnslluconaes 13 de janeirode
1855.Sandios.Herw.Kios Rosas.Lafoenle
Valera.Olosaga e Lajala.
(Do Diario Hespanhol.)
[Peridico dos Pobres no Porlo.)
Diante de Sebastopol, na bar-
raca do corpo de astedio, 2 de
Janeiro.
1 A sloai-ao e a dirocrao de nossas obras, que se
aproximam da prara do lado do sul, e sao conlinua-
das com urna perseveranra, energa e paciencia ad-
miraveis, nos tem pej;rniltido ver e estudar a cidade
dehaixo de seus ditrerenles aspectos, arriscando-nos
a ouvir sibilar frecuentemente aos nossos ouvidos as
bombas chalas decanhao c de mosquele, que os
Kussos nos aliram com urna profusSo, que anda se
nao vio ua hisloria de nenhum cerco.
A cidade de Sebastopol est situada no lado do
sul e na entrada de urna baha magnifica, oflcrecendo
gem; embora a propriedade seja pequea, tem ludo
cm abundancia e por preco diminuto. V. S. lera um
abastecimento, como nunca leve melhor.
A muala ia comerar oulra vez suas enumerares,
quando a praga de Ploueven resoando novam'enle
mostrou-lhe que linhr excedido a medida, e a fez
calarse de repente. Porm nao era esse o desejo de
Ploueven ; pois sua curiosidade eslava excitada e
elle qoaria ter informaces exactas sobre essa fami-
lia de Angremont, cujas propiedades eslendiam-sc
nui'ura sobre 13o vastos terrenos, c que eslava cn-
lo rcduzida a lao pequeo espaco. Estimulou a mu-
lata, e esla conlou-lhe sua maneira e segundo suas
impreuoes, quanlo sabia da dolorosa hisloria que os
nossos Icilores j couhecem : a origem dessa casa,
seu auligo esplendor expiado por urna rpida deca-
dencia, a vingaura do negro que cubrir essa habi-
lacao de sangue e de ludo, e pareca sobreviver a
lautas ruinas; a mora do ullimo senhor de Angre-
mont, e a posicao das duas mulbercs condeinuadas a
privarn, ao solamente e s saudades.
A' medida que a 111 ilalj enlrava nessas particula-
ridades, via-sc a pl\soiinmia de Ploueven rcllectir
os senlimentos que o xssallavam. A urna curiosida-
de cada vez mais viva succedeu uma-emocao since-
ra e como urna vaga illciro. Esse infortunio im-
pressionava-o pela sua grandeza e pelo seu desen-
lace. Ta Branca nada poupou para ajudar o elTeilo,
fallou das senhoras de Augremonl com a efluso que
Ihe era habitual, cilou rasgos que enlerneciam o co-
raro ou faziam resal r a nobreza de scus caracte-
res, e lerminou dizendo:
Anjos, senhor, iinjos.' Nao ha oulra palavra
para exprimir o que ellas sao. Com o pouco que Ihes
resta acliam ainda me os de fazer tanto bem Ah !
suas iguaes s3o raras ; para acba-las be mister ir ao
eco.
Mo grado seu, e mesmo sem o saber, o corsario
senlia-se penetrado per esses elogios ingenuos e por
essas narracoes cheias de um perfume de virtudes.
Ouem explicar os my9lerus c as contradicres da
alma? Entre sua vida e essa que ouvia contar ha-
vil um ab>smo: urna era a condemuacao mais seve-
ra que se poda fazer da oulra.
Todava elle achava prar.cr em ouvi-la, c quando
a muala acabou. involuntariamente um bom pensa-
mento escapou-lhe dos labios :
Sozinhas uo mundo! Coitadas
uni bom ancoradouro para ns maiores navios, que
acham all profundidades de 8 e 10 brajas.
11 Esla vasta baha 011 porlo, cuja entrada lem
pcrlo de urna milha de largura, se divide por si
mesma em oulras muilas pequeas, mas cm conli-
nnarn urna da oulra, c sao : a baha da Quarenlena,
a da Arlilharia, a do Arsenal, 011 porlo militar pro-
priamedle dito, no qual se acliam as docas c lodos os
eslabelecimcnlos militares, e a bahiadeCarena, qaasi
abandonada boje.
Eslas dilTercnles bahas esto collocadas no sul,
do mesmo lado cm que cst.i a cidade, cuja pusicao
ellaslornam extremamente vanlajosa, coulendo as
riquezas e os recursos da defeza e explicando a gran-
deza de nossos ataques, que boje as dominam e as
governam.
Algumas collinasalcanliladas e de um aspecto
selvagcm ccrcamabahia, desrobriudo-sr na exlremi-
dade do sul da mesma a foz do Tcberuaia, ro cele-
bre de boje cm dianle, o qual corre alrave/. do cu-
rioso c piltoresco valle de Inkerman, illuslrado pe-
las nossas armas. Mais longe se estende urna longa
quebrada, Icndo um lado occupalo pelas Iropas nu-
las, e o oulro por nossas posicOes.
Seguindo a cosa fra do porlo de Sebastopol e
at ao cabo Chersoneso, v-se muilas oulras bahas,
urna das quaes, a de Kamiesch, forma um porto Ba-
lara] desconhecido al hoje as nacoes estrangeiras e
preriosissimo para nns. Os Russos estilo fora do es-
lado de dirigir ueste poni algum ataque serio.
A entrada d grande baha, ou a entrada pro-
piamente dita, por mar de Sebastopol, he fechada
ao norte pelo forte Constantino rom duas ordens de
rasamalas, urna beleria barba sobreposla, sitala
aop de um cabo igualmente chamado, cabo Cons-
tantino, e leudo urna altura inedia quasi de 100 me-
tros. O forle estendee em un.a pennsula que se
adianla para ooesle da bahia, seguindo pouco mais
ou menos a linha do sudoeste, he redondo em sua
exlremidade ese alonga aproximando-seda margem,
de modo que forma urna curva semicircular alon-
gada. Esl preso trra por urna especie de obra,
que Ihe serve de gola. Atraz do ortc est urna ba-
ha protegida por elle, e tem um fundo sulricicnle,
para que barcos a vapor possam ah ancorar. Ah
se veem frequcnlcmenle os vapores empregados no
servico da defeza.
cima do forle Conslanlino e na altara, que o
domina, acba-sc um lelegrapho fortificado, moslran-
do-sc armado de olo pecas e de urna grande batera
deferroacavallo de li caohocs, defendendo a en-
trada da baha.
Depois do rompimcnlo das hostilidades, os Bus-
sos tem feilo inmensas obras ao lado e alraz desta
ultima hatera, e bem que ellas cslejam bstanle
adianladas, hedifiicil precisar, quaessoa importan-
cia e o numero das peras empregadas no armamento
destas obras, porque as canhoneiras anda nao foram
abortas.
Por detraz do forte Conslanlino[c no meio da cos-
a, em urna pequea cbaa, obra da mao do hornea
enao da nalureza, se acham dilTerenles quarleis ou
cstabelecmentos militares; logo depos desles estabe-
lecimenlos, eslendem-se para a praia- no fundo da
bahia Conslanlino, graudissmos armazens com um
caes.
tt Sobre o pequeo promontorio, que termina esla
bahia, descohre-se a aldeia e o forte de Sieverna,
armado de oitenta c lanas pecas e construido de po-
dras de canlaria, como o forte Conslanlino. Aquella
furlficarao lem duas ordens de casamatas e urna ba-
lera a barba superior. Do lado do porlo ella lem
o aspeclo de um quadrado longo, arredondado em
seufansulosc flanqueado no centro da face, que olha
para a bahia, por una lorre de casamatas, mais bai-
la que I muralha. Duas lorres polvgonaes aparecem
mis extremidades internas do forle mais alias alguns
metros que as muralbas. DisUnguc-se a importan-
cia destas obras do lado da Ierra, mas he impossivcl
ver-sc mais. Enlre esle forle e as oulras conslruc-
ccs, que foram mencionadas, cerlo numero de bar-
cos de pescadores 011 pequeas embarcaroes de ca-
bolagem foram hincados no fundo da bahia, sobre as
pedras que all se encontrara.
Existe a leste de Sieverna urna nova balera for-
tificada e fechada meia gola, cujo armamento he
desconhecido. Desde esle logar al exlremidade
da pona Soukhava, a cosa aprsenla algumas sinuo-
sidades e he cobcrla de cstabelecirnentos, que pare-
cem todos militares. Enlre .1 ultima das ponas, que
se descobrem e a de Soukbaya, se eslende urna que-
brada, na qual vem terminar urna mulliilao de cami-
nhos c veredas, que se dirigen para a cidadella,
construida na planicie inmediata e superior pona
de Soukhava. Esta cidadella; ou forle do Norte he
nina obra capital no plano de lodo o systema de de-
feza de Sebastopol.
o A planicie, ua qual,esle forle se levanta, e for-
ma urna clevaco cujo declive se estetide desde a
abertura da bahia, posto que verde e parecendo co-
berlo de boa Ierra, nao lem arvores de qualidade al-
guma nem arbustos, provavclmenle para nao impe-
dir o liro das peras.
Este forle segundo os planos dos Bussos, pare-
Esla conversarlo condozira os dous viajantes ao
lmite da pequea propriedade : ja atravessavam os
campos que faziam parte della, e chegavam aveni-
da de lainarineiros, que preceda o caslcllo. Ncssa
allura o ar era mais puro e temperado, c as arvores
acrescenliv'am-lhe a fiescura de suas sombras; pa-
reca outro clima e oulro co. Os passaros mudos e
entorpecidos na planicie recobravam ahi a roz. e
cantavam porfa; bandos de periquitos espantados,
e algumas pegas lislralas de azul e branco fugiam
para as profundezas da bosque, ao passo que via-se
adejar o beija-flor, que mais se assemelba a urna po-
dra preciosa em movimenlo, que a um passrinhu.
A esse espectculo reunia-sc o inarulho das aguas
que se quebravam contra os roebedos, e desciam em
lencocs de espuma do alio das fragosidades.
Os doos viajantes pararam diante do rastello, on-
de u.na nova sorpreza os aguardava. Urna rapariga
eslava asseulada debaixo de um caramanchel de jas-
mius; no meio desse quadro verde c embalsamado,
com a cabera inclinada sobre a colora, cabello, ne-
gros c ondeante-, fronle pura c transparente como o
ncar, ella assemelbava-se a urna apparicao: era
Mezellia de Angremont. Ao primeiro rumor a mora
ergueu a cabera, e por um movimento rpido conio
o peu-ainento entreabri a noria do caslelln e cha-
mou a mi.
Madama de Angremont appareccu logo no lumar,
saudou a lia Branca accuando-lhe com a mo como
nma antigaennhecida, e acolheii rom dignidade af-
favel o hospede descouhecide que Ihe chegava.
II
A hospedagem.
_0 motivo qoe levava o capitao Ploueven a habila-
cao era dos mais naluraes, e nao exiga lonjas expli-
cacoes. Demais a presenra de lia Branca leria basta-
do para annunciar madama de Angremont de que
Iralava-se ; pois a venda de refrescos e licores a mu-
ala 1 nimia a industria do abasteciincnlo dos navios.
Fazia ncssa praia o oflicio que fazm os negros as
costas d'Africa, eua que aportam os Europeos; so-
menle nao Iralava-se ahi de carne humana, e o ofli-
cio nao era dos que repugnan) a consciencia.
Depois dos cumprimenlos de civilidade conversa-
ran! sobre o negocio, e a compra foi concluida em
que lia Branca livesse occasi.lo de desenvolver o bel-
lo tlenlo de que a ualureza a dolara. Tudo foi a-
ccilo sem discussao: Ploueven tomou oque foi-lbo
proposlo, e nao contestou nem a qualidade, nem a
quanlidade, nem o preco: jamis comprador algum
linba-se mostrado tao coniplacenle. Quanlo entre-
ga, dos objectos confiou-a aos agentes de madama de
Angremont, e recusou assislir, deixando a mulata o
cuidado e a respoosabilidade das icudezas. O nico
ponto em que o capitao insisti foi urna prompla exe-
cueao ; porque desejava dar vela 110 dia seguinte.
Kepclio mullas vezes isso com alguma aflectacao.
Todava nao poda despedir-se do castalio sem ler
recebido una hospedagem mais extensa ; porque as
Iradicroes da casa assim o exig.un, e sobre esse pon-
i nada eslava mudado, apezar da decadencia. A-
li'in dislo a habilacao dislava muitoda praia, e mui-
las horas haviam de passar antes que o capitao che-
gasse a bordo. Dahi resullou um convite, ao qnal
elle excuou-se o melhor que pode, c ao qual cedeu
depois para nao parecer incivil. Os preparativos fo-
ram feilo em poucos instantes, e Ploueven assen-
lou-se ao lado das duas mulheres dianle de urna me-
sa carregada de fruclos do paiz e de varias subs-
tancias.
Nilo era mail o luxo do* dias grandes, nent as
ca compor-se anteriormente de um simples quadra-
do com basties c cortinas de ngulos salientes ; al-
guns cavalleiros se elevavam atraz de cada ngulo
saliente e um grande rdenles cobria os caminhos
que descem para a baha. Eis-aqui segundo as ob-
servaroes seguidas, que temos podido fazer, os.Ira"
balhos feitos depois do comerp das hostilidades : o
antigo forte foi inlciramente coberto e abrigado por
urna camisa de hasliOes de grande clevarSo ; urna
meia la bstanle forle com oulras obras avanzadas,
esleudendo-se em urna grande superficie e dirigin-
do-se cm urna linha leste oesle, foi construida, e ao
uorle do lado da Belbeck, se (izeram igualmente
grandes obras e conlinuam al o mar.
Nada mais se pode dizer sobre eslas novas obras
que so nos apparcccm de mullo longe. Esle forle
comprcbcndc alein dislo quarleis c oulros eslabeleci-
mcnlos mililares. Seu armamento exacto nos he
desconhecido. Os prisionciros russos afllrmam que
elle secompoc de qualrocenlas peras de grosso cali-
bre. Esle calculo he evidentemente exagerado, se-
ja oque lr, o forte do Norte lem urna grande im-
portancia c domina o porlo c a cidade de norlc e
sul.
O forle ou balera Soukbaya, embora mais forle
que balera, como os Russos ehamain, se compoe de
(resobras,' que se prendem unas s oulras, a saber :
urna, clevadssima da lado de err 1 com um fosso
profundo, um enorme baslio e finalmente urna
grande hatera a barba em losango,.construida de
peilra de cantara e tudo armado pelo monos com
cncncnla pecas.
Em um dos lados do forle enconlram-se ainda
vastos cslabelecimenlos militares e urna segunda
quebrada, onde terminam caminhos, que sobcm
para a cidadella. Por delraz, no rneio da enseada
formada na quebrada, vemos ancorar os barcos va-
por, que diariamente lasen lambem o servico da
guarnicao da praca. Desde a exlremidade dessa mes-
ma quebrada, as colimas lornam-se ngremes e
cheias de rothedos ; a eosla continua al o fundo da
baha, deixando ver aqu e all cslabelecimenlos mi-
litares, collocados geralmenle na borda do mar, e
nunca mais alio que o Ierro da etevarau das col-
linas.
1 No fundo da baha ha um pharol, que serve de
direcrao para a enlrada do porlo ; esUi enllocado no
eume da crista, que se esleude para o interior e for-
ma o lado do uorle da Tchernaia. Desde a emboc-
cadura deste rio al a baha da Carena, as colima-
tornam a apparecer, mas esta parle da cosa, com-
quanlo se descubra uclla cstibclecimenlos militares e
casas, he desconhccUla e he impossvel fazer-sc urna
descripcao]minuciosa della. Do oulro|ladoda liahia|lia
urna batera ou reduelo, que dcfende-lhc a entrada.
A partir da planicie, que domina o centro desla ba-
ha, romera urna serie de furtilicaroes russas,
que faremos conhecer.
Vc-sc depois a bahia do arsenal, que he consi-
derada como o porlo mililar de Sebastopol, cuja
grande baha central, forma o ancoradouro. Sua
enlrada he defendida por enorme forte de pedra de
cantara, chamado forle S. Nicolao, com dnas or-
dens do casamatas, com urna batera barba sobre-
posla e terminan do 0111 ferro a cavallo do lado da en-
trada da baha e urna lorre redonda na enlrada do
arsenal.
o O declive oriental da baha he oceupado pelas
docas e por urna quanlidade innumcraveldc cslabe-
lecimenlos militares e o Seu cume por immensos e
magnficos quarleis conslruidos sohre roebedos. O
fundo da bahia encerra os armazens da maslrearao
e os depsitos de hallas de arlilharia.
He no declive occidental desla bahia, que esl
propriamenlc fallando a cidade de Sebastopol, esla-
belerida ein amphitheatro sohre urna eminencia
isolada.
( Fora diflicil reproduzr urna vlsla complela
desta ridade de um s poni. S de lugares dilTe-
renles he que se pode ler della urna idea exacla.
Vamos collocar-nos em primeiro lugar no observa-
luro.adianto do campo da Marinha.
o esle ponto v-se o porlo mililar, ou a bahia
do arsenal cm lodo o seo desenvolvimento longilu-
dinal ; sua exlremidade, o forte S. Paulo com sua
trplice batera ; ao lado deste forte, um caes diri-
gindo-sea direila para a Ierra, depois roebedos co-
berlos de pequeas casas construidas todas de pedra
pelo mesmo modelo, e alnbando-se nos diversos
planos dos roebedos. No cume, dislinguem-se im-
mcnsns e magnficos quarleis, ao pedos quaes os
Kussos asseslaram urna balera armada pelo menos
de 30 a 40 peras de arlilharia.
gulo com elles, se acham vastos edificios meio de-
molidos agora, depois o primeiro arrabalde, dianle
do qual os Kussos levanlarara rurlificaroW, enlre
Oulras um inmenso rdenles. Depois destas obras,
distingue so oulra pane do arrebalde, defendida pe-
la lorre Malakoff e pelas forlificacoes, que della de-
pendem e fecham a plauiccal a bahia da Carena.
Fora diflicil eslabelecer o noraero de pecas,|que ar-
mam eslas obras, que os Kussos augmenlam lodos os
dias.
magnificencias a que os anlisos senliores de Angre-
mont tinbam acoslumado seus convidados; mas em
sua mesma simplicidade essejantar nao careca nem
de graca, nem dccerla delicadeza. Os vnhos que
ah hgnravam eram os melborcs de Franca e de
llespanha, as vidndas cxcellentes, 01 fruclos exquisi-
tos e mais estimados, a sapolilha, a manga, o anna-
naz, eiiiiim o que o vergel colonial produz de me-
lhor. -Ilecoiibecia-se em ludo isso a presenta de urna
mao entendida e os hbitos de urna vida opulenta.
A' mesa a conversarn animon-se, e a familiari-
dada lornou-se maior. O nome de corsario nao era
entao dos que Irazem em si mesmos sua reprovarjo,
pelo conlrario as circumslancias davam-lhe honras
era .duadelupe. Cilavara-se na ilha vinle mancebos
Je familias uobres que haviam abracado essa carrei-
ra de aventuras, uus por goslo, oulros por ociosida-
de. Os corsarios enchiam o inimigo de terror, e
eram os aicos que ousavam arvorar a bandera na-
cional sobre os mares, que a marinha do eslado li-
nha abandonado. A ilha loda resoava com a fama
de suas raranhas, de seus abalroamrulos heroicos e
das ricas presas que eram o premio disso. Todos ufa-
navam-se de semelhantes homens, admiravam-lhes
o valor e conlavam com elles para defenderem ua-
delupe, contra asaggressOes estrangeiras.
a Em frente desse lado de Sebastopol he que os
Inglezes estabeleccram seus pontos de alaque mul-
lo bem escolbidos. O centro da bahia do arsenal,
onde ha um vasto deposito de balas de arlilharia,
se acha defendido direila por urna pequea bale-
ra de 4 pera, um pouco mais elevada que o chlo.
Descrevamos agora o lado do oesle, sobre o qttal '*
cidade esl situada.
a V-se lodo o lado da eminencia quasi a pique,
oqoal forma seu permetro. O terreno muilo desi-
gual he soleado por urna mulldao de barrancos. Do
fundo da bahia parte um caminho dirigindo-ie em
zigzag al o cume e vem terminar em urna esplaoa-
da. V-se a mullidode casas cm amphitheatro ;
no lado inferior notam-se vastos edificios alongados,
cobertosde tclhas, de um e andar, e que parecem
ser quarleis ; em cima elevam-sc lindas casas novas
feilas de pedra. corladas por duas roas nao calcadas,
as quaes se dirigen) subinJo para o interior da cida-
de ; a maior destas ras vai ler ao jardim publico na
exlremidade da qual se descobre um palacio perlen-
eenle ao principe Menschikoff e um pouco mais
abaixo oulro edificio quadrangulnr, qoe he o Ihea-
tro. Por cima de todas eslas consXruccocs, casas e
palacios, v-se urna encantadora igreja com peque-
as torrinhas brancas, no eslylo moscovita, cujo le-
lo he de zinco pintado de verde.
" Durante os primeiros dias do assedio, reiuava
urna graudo animacao as roas da cidade ; ranlhe-
res elegaules ahi passeavam, vinham ver de longe
os irabalhos e as obras, e toda as pessoas da socieda-
dade allectavam muita indiflerenca c tranqoillidade.
Hoje ludo tem modado de face ; as representacOes
Iheatraes terminaram ; as mulheres, os meninos, os
vclliose pessoas eslranhas defeza. evacuaran) a
prara e as ras s se v militares a marinheiros, o
as uncas muflieres, qoe ficaram, sao as dos opera-
rios do por|o, empregadas com seus maridos na
construccao das novas obras, que se fazem constan-
temente.
Na parle da ddade fronleira aos Irabalhos. as
casas se acham espalhadas no declive interno da col-
lina, e a vsla demora-se na linha de fogo das for-
lificacoes russas ; o lhando-se um poueo mais para a
esquerda, descohre-se toda a extensao destas fortili-
caces, que consislem em um vasto muro subindo do
fundo da bahia do arsenal at o cume da eminen-
cia ; em um balera collocada na entrada da espla-
nada, de que ja fallamos, e que bate a quebrada que
se eslende a baha do arsenal, onde temos' nma ba-
tera ; depois muilas obras vem prender-se ao gran-
de hasliao do Mastro, que se une ao bastillo da
Torre.
Todas eslas obras lem urna ou muilas ordens de
canhoes. Adianle dellas estende-se oulro barranco,
em cujo cimo se acha urna parte de nossas baleras.
O ullimo ponto, que se descobre deste lugar, he a
exlremidade do hasliao da Quarenlena ou basliOn.
i. lio diflicil enumerar o armamento de lodas eslas
posires dos Ruisos; pode-so rsumi-lo dizendo-se
que nao ha vazo um lugar onde se possa collocar
urna pera.
A segunda vista de Sebaslopol deve ser lomada
das baleras ingle zas. Desse lado se v a cidade em
sentido contraro e he possivel observar-ae urna
grande parle das obras iulcrnas da praca, posto que
nao se descubra mais a baha do arsenal; dislin-
gue-se somenle a elevado do terreno occasionada
pela quebrada; nose vem lambem os grandes quar-
leis, mas por delraz deilesobservam-seedificios arrui-
nados ; o forte de S. Paulo desappareee igualmente.
Na exlremidade direila v se o iulerior da ramosa
batera de 192 pecas e pode-se contar as arcadas de
(odas as casamatas.
Esla balera termua dolado da bahia do arse-
nal, por urna lorre redonda com ledo. Por cima
della e meia altura da elevarllu, ergue-se urna igre-
ja com um zimhorin ; do outro lado, torua-se a ver
as diflerentes babilacBcs, que ja descrevemos, e fi-
nalmente parle superior da pequea igreja de tor-
rinhas. He aqu sobretodo que a cidade moda de
aspoclo com a vista precedenle. Descobre-so em
loda a sua extensao, a elevarao que separa a cidade
do arrebalde. Esta elevarlo, no primeiro plan,
islo he, immediatamente cima da bahia do arse-
nal, he fecliada pelo monumento de Kazarsky, cons-
truido em forma de igreja, por um grupo de ,casas
bastante bellas e finalmente por urna pequea ba-
lera.
A parle direila lermina por urna mullidode
casas forlifiendas por meio de baslioes semelhanles aos
que atacamos. Algumas paredes que Ihe *3o de-
pendentes, sao aterradas por delraz e forroam verda-
deras muralbas. A parto que se v no ceir, he
occopada por um quarlel cheio de baslioes ; urna
enorme balera de 50 pesas ou mais, une.estes bas-
lioes a urna parte do recinto da direila, que nao se
pode ver bem. A parle esquerda be fechada pela
parede cheia de sellciras, desapparecehdo por delraz
do hasliao da lorre no lado qoe atacamos e no decli-
ve da elevacao esquerda da parede de setteiras es-
l o arrebalde e o mesmo desenvolvimento de for.li-
licacoes como na vsla precedente sendo apenas
mais limitada.
Dos nomes que honravam o corso, nenhum eslava
em melhor posicao que o do capilao Ploueven. Elle
lizera as paragens do Equador duas ou tres acedes
que tinham-lbe assegurido a repulaco, laucando
sobre seu nome cerlo brilbo. Nao era pois desco-
nhecido aos habitantes de Angremont ; pois, embora
vivessem retirados das sociedades, lnham ouvdo
fallar desse nobre aventurero e de seus altos felos.
Na falta de outro meio de informaran leria bastado
Acleoo, o qual linha as suas ordeus Rodogune para
Iransmillir ao sabio as noticias que julgava dignas
dessa honra. Ora o nome de Ploueven eslava bem
ronceiliiado 110 espirito de Rodogune, e Actcon con-
sagrava-lne um culto vizinho do fanalismo, e mui
contagioso na casa.
Estas dreurnslanaM esputara como as senhoras
de Angremont c seu hospede (ralaraoi-se logo como
se foram cenhecidus velhos. Ellas nao ignoravam
que fallavam a um (dalgo e nao a um pirata vulgar.
Ploueven de sua parte deixou-se ganhar por um
graca lao verdadeira c lio natural ; recolheu suas
garras do leAn e despio a rudeza que habitualmeiite
o envolva. Quera o rivesso visto sobre o convs do
Gregeois nao tera podido rcconhece-lo oessecaval-
lciro polido que cxprimia-sc.em termos escolbidos,
e linha lao bellas maticiras. Reslavam-lhe ainda na
phvsionumia certos rellexosde um caraefer singular,
appareciam as vezes alguns relmpagos para indicar
a persistencia das tempestades interiores; porm isso
aogmenlava-lhe a graca e a nobreza, e nao prejudi-
cava de maneira alguma o eflelo que podia pro-
duzir.
O jautar passou-se assim no meio do urna conver-
sarn familiar que prolongou-se durante mais de
urna hora. Ploueven que eslava muilo bem infor-
mado sobre essa casa para locar nos pontos delicados
e poupar infortunios Uo nobremente soffridos, evi-
lou as perguntas indiscretas e acolheu como novas
as confidencias que escaparan! as duas mulheres.
Moslrou a esse respeito muilo tino : procurava agra-
dar pela primeira vez. Mas como a ndole prevalece
sempre de quando em quando, Ploueven linha ac-
cessos de revolla. Enlao fallava do mar e dos cru-
zeiros prximos que linha cm vista, espraiava-se so-
bre as crmenes do combate e sobre as deudas dessa
vida avenlurcir.i, e depois Vrescenlava maneira
de conclusgo que era mister apressar as cousas afim
de que podesse dar a vela n dia seguinte. Era
urna especie de protesto contra os seutimentos que
o assallavam, e urna promessa que fazia a si mesmo.
Emlim despedio-se, deixando nocastello lia Bran-
ca para vigiar sobre seus ulereases e apressar a re-
messa do fornecimenlo; porm julgou dever acres-
centar oulra aderlencia antes de partir, e dis-
se-lhe :
Sobretodo nao (e demores : antes de meia noi-
le he inisler que ludo esteja a bordo. Respoodes-ine
por isso, nao he asaim ?
Sim, senhor, disse a muala, e ludo de primeira
qualidade.
Vinle piastras para ti, se as coOsaa andarem se-
gundo desejo. Custe o qne cuitar quero partir
amanhaa.
Esla promessa fez em (ia Branca o enalto de om
aguilhao:
Vinle piastras, senhor !
Quarcnla, se umprires toa palavra.
Quarenta piastras 1 Ah I meu Dos! V. S. sera
servido.
Ploueven nao ouvio as ultimas palavras ; porqu"
esporeara o cavallo e lanc.ira-sc na vereda que de-
via condozi-lo praia. O sol comecava a esconder-
se no horizonle e cubra as oudas de urna poeira lu-
minosa. A volla foi mais rpida que a ida : o capi-
lilu faligava o cavallo com as esporas e com o chi-
cle, e pareca desforrar-se uelle dos pensamenlos
interiores que o assallavam. Emfim chegoa no mo-
mento em que scus balis reuniram-se na enseada
de Marigol para conduzircm as provisoes.
Amigos, disse-lhes o capitao quando esleve era
alcance de ser ouvido, tonde animo, o mostrai-vos
quaes sois. Tudo deve licar promplo esta noile; pois
partiremos amanhaa.
I octavia no dia segiiinle, quando ergueu-se o sol,
o Ureamit acbava-se anda fundeado diante da ilha
le Kahouanne, e nada indica va que estivesse para
deixar o ancoradouro, onde balancava-se 13o gracio-
samente.
(Conftmiar-se-Aa.)
i.
Mil tu nnn


OUBIOOE PRIU|IIJCO, SAEBflQQ 17 DE HBCODE 1855.
Depois da bahia do arsenal ou porlo militar,
,ue-e abada da Artilharia< que he pequea e
:rcada pelos dillcrenles eilabelecimenlos desla ar-
na; depois n Torio Alcxandrc immediatamente
fronleiro ao forte Constantino ; he feitos como esle
uliiino, de pedra de cantara com duas ordens de
casamatas e terminando por uros groita torre do la-
do da entredi do porto. Tem 74 peras e (tus obras
se prrmlem o forte da Quarentena.
i Este ultimo Torio he todo Teto de Ierra com re-
Torcos de alvciiara;*tem tres ordens de baleras. Im-
meosos (ribaldos se tem feilo nello depois do come-
to doassedio, edo lado de trra elle >e prende ci-
dade por urna serie nao ioterrompida de obra* di-
versas, as quaes do entre outras, duas Torles bale-
ras de Ierro a cavallo. As baleriasda (Juarenlena
dominam a quebrada, que defende o lado que ata-
lamas.
Ueste lado, a cidade he delTendida por urna pa-
rede chela de selteiras e pelo basliao da Quarente-
' Da, que oceupa a uliencia da parede, esta armado
de i I peras. Urna de suas pe jas he defendida por
delraz pelo flanco de um meio basliSo, que tem pe-
ral m rasamalas. EsU parede cheia de selteiras,
lirise-se do baiti.lo para o da Torre, por delraz do
qual deeapparece, seodo defendida por um fosso
por diversas obras Teilas depois do assedo.
* Depois do forte da Quarentena, vem a bahia
do mesmo nome, leudo um lado oceupado pelo Turle
t oulro pelo lazareto, de que acabamos de apoderar-
nos, pelo forle Genovez e pela pequea igreja de 8
Wladimir. V-se no fundo da quebrada o cemite-
roe allomas casas decampo hoje deslruilas; de-
pois, adianto das dnas baleras elevadas entre o for-
te da Quarentena e o bastillo n. 6, orna pequea
aldeia, que nossos soldados lomaran) ha poucos das
baioneta; elle est no centro e.'um pouco atraz da
bahia. O forte Genovez nao he hoje mais que urna
ruina seni Torma. e nelle ja levantamos primitiva-
mente urna balera.
Se agora nos collocarmos no centro da linlia de
ataque e adiante de nossas bateras ns. 1 e 2, eis o
que se v em ama so linlia, cslcndendo-se desde o
forte da Quarentena na extremidade esquerda, al
o basliao do M-istro na extremidade direila :
e Em primeiro lugar v-se em frente urna que.
b-ada inculta e urna parallela cidade, c com al-
guna* est de outro lado, vai abaixaudo ale o mar e em
si a extremidade est o forte da Quarentena ; depois
snbindo da esquerda para a direita, eslo as duas
batera* de ferro cavallo e as obras, que prenden)
a quarentena i praca ; depois o basliao n. (i. c a
parede de selteiras com ngulos salientes e reen-
Iraotes, a qul vai perder-se pordetraz do basliao
da Torre ou basliao central. No meio desle basliao
aeha-se um macisso de conslrucrcs de casamatas
arruinadas pelas nossas balas, que tem feilo ale
desapparecer os ltimos vestigios da Torre. O
battiao central he' flanqueado de algumas obras.
v"-aed*pois urna elevarlo coberla de algumas
ioralicaces, e terminando na pequea bahia da
arlilluria, e cujos declives internos eslo semeados
a esquerda de pequeas casas e i direila das casas
'da cidade. V-se depois o basliao do Maslro, de-
pois, na direita da batera do Maslro, o uuleiro cha-
mado dos loglezcs ; do outro lado do outeiro, as
bateras dos graudes quinis, o grande rdenles c a
torre Malakofl.
Depois do basliao da Torre ou basliao central,
estende-seuu: barranco, que forma o declive esquer-
doda eminencia, na qual esta edificad a cidade
de Sebastopol, propiamente dita. Na sua extre-
midad* vc-se a bahia, onde est o arsenal de arli-
Ihari, cujas minuciosidades he bem difllcil reconhe-
eer. Na entrada irgue-se o forte S. Nicolao, que
compreheode toda a parle baixa da cidade do lado
do porto propriamenle dito de Sebaslopol ; a ba-
hia d artilharia nao he vista deste lado. Algumas
obras muilo formidaveis se eslendem enl3o para a
direita al o hastian do Maslro.
O basliao do Maslro, um dos-mais formidaveis
em armamentos, prolegendo o arrabalde qoe se
acha por delraz, (em ama forma um pouco aguda.
O ngulo morlo do basliao he eoberto por urna ba-
lera de ou 6 pecas, cujos fossos fazcm urna sola-
ra* de continoidade coa. os do bastan. Parece que
ha internamente um cavalleiro guarnecido de arti-
lharia, porque ve-se duas lileiras de candiles sobre-
postosv No lado direilo do basliao do Maslro adia-
se unta pequea eorlina terminando em urna bale-
ra de 8 pecas : depois, a partir desle lugar, as
obras se dirigen) do lado da cidade, seguindo a li-
nda da quebrada do lado do Arsenal. Todas estas
i gabies, palissadas e sao protegidas por
fachinas e emboscadas com saceos cheios de' trra,
por detrs dos quaes os Russos protegidos aliram
constantemente para os nossos guardas de trinchei-
ras. No cenlro da bahia do arsenal, e no augulo
feilo pelo primeiro colovello da quebrada, aeha-se
urna batera de morleiros francezes felizmente col-
locada e na direita desla balera, do oulro lado da
quebrada, a extremidade das lindas inglczas coroada
por Tna batera de muilas pejaj.. Os Russos tem
no declive da direita e da esqwrda da bahia do
Arsenal tres baleras para bater esla ; adiante da
batera ingleza collorada a 1.200 metros; se aedam
es magnficos quarleis do Arsenal, ao pe dos quacs
os Rasaos cslabeleceram a enorme batera de ferro
a cavallo, da qual ja filiamos, depois o grande r-
denles ea torre MalakofT, deserpla mais cima.
o Tal he o aspecto da cidade descrito ao natural.
Nao procuramos introduzr nenhum elemento pil-
loresco em nossa ttarracio, s livtmos em vista a
eiactidao.
Lendo-sc as linhas precedentes, Tar-se-ha ums
idea formidavel das defezas de Sebastopol ; mas o
exercito alliado nao rtcua diante de obstculos nem
de dilticuldado alguma ; seu ataque toma todos os
das proporees gigantescas e o successo nao he du-
vidose. O desenvolvmenlo das trincheiras france-
sas excede a 26 kilmetros de exlensao; eslo
guardadas por um exereilo adiriiravel, que nenhu-
mi fadiga, nenhum soflrimenlo desanima.
A tcniperalura lem-se (ornado rigorosa depois
do algunsdias. O solTrmenlo dos soldados em tr-
ra sao diminuidos pelas numerosas precaujes, que
o governo tem lomado a respeilo delles. Os solda-
dos tem boje barracas excedentes, um capole com
polla c capuz de panno azul, um collete, perneirs
de pelle de carneiro, umeachia ou brrele verme-
Iho para a rabera.
O mar lem estado empolado estes dous das,
mas em consequencia das excellenles dsposijes lo-
madas para o reboque dos navios na baha de Ka-
rotesch, nao ha que lamentar perigo algom, e i.ao
ha recelos a esle respeilo.
Segando o boletim meteorolgico da semana, qoe
aesnspanha esla correspondencia, de 30 de dezem-
bro a 6 de Janeiro inclusive, o lempo linha sido em
geral calmo, mas nublado ; houvc dous dias de cho-
va* cootinuas. U Iherraomelro nao tinlia descido
de 2 graos ilO abaixo de zero.
( Correspondencia do Moniteur.)
ecomquofim' Na esperanja nicamente de que
ella se cmendasse. Mas nem sempre os bons re-
sultados sao consequencia dos bons desejos. A cen-
sura, que he o verdadeiro freo do homem publico,
perdo alRuma vezes o seu presumo, he lida por de-
Iraccao, e quira por calumnia I Daqui resulla que o
mal, sem respeitar ao menos o juzo do publico, vai
grassando em vez dediminnir; porque em summa
nao ha maior ceg, do que o que nao quer ver;
nem maior sordo, do que o que nao quer ouvir.
A polica daqui pois lie hoje o que ab inilio foi; e
ser sempre o que hoje he. Quando as enfermeda-
des familiarisam-sa com os remedios, difllcil, se nao
impossivcl. se torna a cura : crcio que Vmc. esposa-
r estas ideas. Lembrado do clama, ne cttur, eu
referia-lhe os fados lacs quaes aconleciam; mas
hoje que o periodo de sete mezes em continuado,
mas baldado escrever, media que ego voxclamantit
in deserto, o quedeverci fazer"! O avesso do que fa-
zia : deixar a polica em sua rolineira marcha. Pa-
ra que ella se lenha feilo condecida denlro e fura da
provincia, asss llie leudo escripia. Occupar-me-hei
d'ora em dianle de oulros objecins suscepliveis an-
da de emenda.
Dizem que esla preso na cadeia da Parahiha o(ja-
rap, que a 13 de marco de 184. no lugar Pimenla
do dislriclo da Sorra dn Raiz,assassinara a Jos Fran-
cisco do Nascimenlo : ser islo verdade : E o pro-
cesso onde estar ? Esla nolicia foi-me dada, estan-
do presente o amigo P...., que ao ouvi-la deseorou.
Islo nao cabio em sacco roto ; e depois de muilas
indagares pude saber que o meu almanak receava
que o Garap rcvelas Aqu ha misterio: fallou-se tamben) em cem mil
ris...: eu indagarei ludo islo para lhe communicar.
Guarde-masegredo ; porque eu nao quero que fique
mal feilo de corpo o P.
rindo aqu para nao perder a passagem do cor-
reio, que j se acha porta da agencia.
Je suis totre servileur.
A.
vir o proresso cslabele!
metilos. %
Sala das conferencias
Jos Pedrlt. Manuel Joaquim
para semelhanles paga-
nha.
arco de 1855.
por Ierra a fundajes d'aqoella ordem. Entretan-
to, perglnla-se qual a ca jsa do semeldanle mal, e
ninguam sabe responder : exislem n Ierras do pa-
{Continuar-se-ha.)
iro da Cu- Ittlnonin, e parece que deixaram de ser foreiras ;da-
PER1WMBUC0.
IITBIOL
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE
PERNAM11LCO-
Paruhiba.
Goianninha 8 de marjo.
Passou dasapercebidimenle na semana passada o
corrcio ; e por esla razao deixei de escrevcr-lhe : c
aperar de que o P......lem-se mostrado um
pouco reservado em minislrar-me algumas noticias;
araule-lo-me agora, para que nao aconieja o mesmo
na passagem do correio de hoje.
llavera tres mezes, pouco mais ou menos, que no
logar t rub!, do dislriclo da villa de Sau Denlo, foi
baleado um infeliz de nome Jo3o Fefnandes : o sub-
delegado Machado fez o corpo de delicio ; e al a
data desta na lirou o processo : c porque'.' nao se
admire: o subcHegadoolIereceii-sc para tirar o pro-
< eso, rom a tondico porom de que o offendido pa-
gara as ctisljs, visto tomo es aggressores nao podan)
sabsfaze-las. Na pobreza do offendido esl.o por-
que da iniccao dnjubdelegido. Aos olhosde Dos
a pobruza muilo ivulla : beali pauperes disse
o divino Mestre; mas aqui ueste mundo.... oque
he um pobre? he menos que um alomo: com o mi-
croscopio se examinan) as suas menores fallas ; so-
bre suas maiores virtudes sempre se passa urna es-
ponja. Seria lalvez por anlildesc ao pensar do mun-
do quo Dos canonisou 8 pobreza ? Islo perlence
aos Idelogos: a pobreza (diz um rico, queco co-
hejo s tem urna virlude, a de fazer medo, e m-
por silencio s crianzas.
Desle agosto do anuo pnssado qua me correspon-
do com Vmc; e bem lera notado a sssiduidade com
que sempre lhe lenho narrado os feitos da polica:
ASSEMBLEA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL
Sassao' ordinaria em 15 de mar; 4* 18S5.
Presidencia do Sr. Barao de Camaragibe.
(Conclusao.)
ORDEM DO DA.
Continuacao da 8. discussao do projeelo n. 35 do
anuo passado, adiado a requermenlo do Sr. Bran.
do.
a A' assemblca legislativa provincial de Pernam-
boco resol ve :
n Arl. 1. Pica o governo autorisado a mandar
comprar em paizes eslrangciros modelos de machi-
nas e instrumentos agrarios, nao conhecidos no nos-
so, e que possam ser nelle usados, despendende para
al lini alca quanla do 2:01)09 rs. ananaes, dos quaes
dar especificada conla esla assembla.
Os reTeridos inslrumeulos, que deverao vir a-
companhados de memorias ou explicares claras,
que sirvam para ensinar o meio de seren ellos cm-
pregados, scro collocados nesla capital em lugar
apropriado, em que possam ser vistos e examinados
pelo publico.
He regeiido sem discussao.
Arl. 2. Todo o gado que for iulreduzdo na pro-
vincia, parameldorameulo de rara, e as suas pro-
dceles ficam isenlos do dizimo por espaco de dez
annos.
a Sala das commisses 29 de abril de 1854.
Francisco llaphael de Mello llego. Manoel Joa-
quim Carneiro da Cunha.o
O Sr. Lacerda :O nobredeputado aulor do pro-
jeelo que servio de base a esle, requercu antes de
honlem o adiamenlo, passou o lempo, c hoje entra o
projedo em discussao, sem que o nobre depulado
nos diga cousa alguma sobre elle, no enlanto que
0ulro dia o nobre depulado se compromellen a di-
zer muila cousa : pedi pois a palavra para chamar o
nobre depulado discassfo, afim de ver se vista
das razes que elle apresenlar me resolvo a volar pe-
las suas ideas .
O Sr. Brandao respondendo ao precedente ora-
dor diz : que quando pedir o adiamenlo do projee-
lo, nao livera inlencao de o acedar e volar por elle;
porque o considera urna verdadeira burla : que o seu
lim s Tora proporcionar aos membros da casa um
espaco de lempo iiiliciente para ellos poderem bem
reflectir respeilo da uenhuma importancia evan-
tagem do projeelo, que alias s servio pira estropear
e desfigurar o outro que elle orador tevea honra de
apresenlar o anno passado, no qual se conlinha um
complexo de medidas de palpitante inleresse e pro-
veito para a agricultura da provincia : declara que
est disposto i propugnar com lodis as suas forjas
em favor da lavoura e dos agricoltores ; roas que nao
admilte, nem quer projeclos Ilusorios, como he o de
que se Irata : que, se a assembla est disposla 1
cumprr com os seus deveres e a tratar seriamente de
proteger a agricultura, que be o nico refugio que
nos resla, deve-o fazer por oulro meio, e nao con-
signando a mesquinha quota de 2-0009000 rs. para
compra de modelos, como quer o projeelo : que nao
desanimaudo, como nao desanima, elle orador pro-
melle a casa, que apresentara uestes dias um pro-
jeelo de valor e inleresse real para a lavoura, j que
a commissao de commercio, industria e arles, enten-
deu que devia mutilar e desfigurar o outro que elle
mesmo orador presentara o anno passado: acrescen-
lou finalmente, que, almejando um futuro feliz para
a agricultura da sua provincia, julgava de sua rigo-
rosa obrigacao nao prestar o sen vol ao projeelo que
se discute ; porque, scguudo disse, o considerava
como urna burla sem sgnificac,ao e vanlagem pro-
vavel : c por isso volava contra elle.
O Sr. Augusto de Oliicira enlende que, sendo a
materia do projeelo muilo melindrosa, nao devescr
assim regeilado em sua tolalidadc, e desojando olTe-
recer algumas emendas uo sentido de favorecer a
agricultura, anima-se a mandar a mesa um requer-
ment de adiamenlo.
He lido o spprovado o seguinie requermenlo :
Itequeiro o adiamenlo do projeelo por2i horas.
A. de Oliceira.rt
Entra em 3.a discussao c he approvado o projeelo
n. 28 do anno passado:
A assembla legislativa provincial de Pernam-
buco resolve i
Arl. I'niso. A disposirao do artigo 36 da lei pro-
vincial n. 283, comprchende aquellos que compra-
ram ramos do imposlo ao arrematante Fiancisco
Girneiro da Silva, aos quaes aproveilar o abale con-
cedido ao mesmo arrematante as do vidas propor-
cOes : revogadas as disposicoes em conlrario.
n Sala das commisses 5 de abril de 18.)i.
Francisco Carlos BrandHo. Francisco JoSo Car-
neiro da Cunha.r*
Sao approvadas'em 3." discussao sem dbale e cora
as emendas appruvadas em 2.a .discussao, as posturas
das cmaras municipaes de Garanhuns Brejo
CimbresTacarale Ouricury.
Sao lambem approvadas em 1.a discussao as postu-
ras de Pao d'Alho.
O Sr. Clementino requer dispensa de inlcrslici0
para serem dadas para ordem do dia as posturas de
Pao d'Alho, o que he approvado pela casa.
Esgotada a malcra.
O Sr. Presidente designa o or.lem do dia e le-
vanta a sessao 1 dora da larde.
COMARCA DO LIMOEIRO.
88 de ferirclro.
Incommodos apparecidos pela Torca das copiosas
chatas, servido lem de algum embaraco paraba
mais lempo nao escrever-lhe, coiitando-lhe algu-
mas uovisdas continuas nbservaces terrestres; mas
hoje reanimada a nalureza com a luz do progenitor
de triiano, snto no pbvsico vigor necessario pa-
ra outra vez empandar a peuna, e coatinoar a obra
comecada, servindo-me do mesmo vehculo pela
confianza nelle posta.
Isto posto principiare! a referir-liie com o cundo
da verdade as especiaes noticias do lugar, onde live
a fortuna de ver luzir o brilhanle astro no primeiro
dia do meu natalicio, c onde protesto, f de chrs-
lA, viver a murrer.
A salubridade publica continua aderada com a
pesie da bexiga : urna vez por oulra apparece urna
de mao caracler, que d com o enfermo no profun.
do abysmo da elernidade ; por ora ainda o povo, oc-
eupado cora suas planlaroes, nao Taz improssao nes-
se quadro, e parece icnorar, que a pesie vai Tazen-
do suas victimas; todava ella lem feilo sua prin-
cipal residencia as proximidades da villa e na ca-
deia, apezar dos meios de desiufeccao de que usou
o delegado depois do passamenlo da primeira vic-
tima.
No dia 23 do correle pelas 8 horss da noi'.e. en-
Iregou alma a seu Creador, Francisco Jos de Lira,
queeslando preso, fora accommellido das bexigas,
c dessa cruel enfermidade soecumbio, privado dos
recursos d'arte, por nao haver no lugar um cirurgiao
do ronsellto, que lenha obrigacao de curar os presos,
falla esla proveniente dos senhores da municipa-
lidade.
A junta revisora concluio seus Irabalhos. qualifi-
cando nesla fregueza a pequea parodia de 1632
votantes, segundo fui informado pelo Christovao, sa-
cristn da matriz, que foi um dos dislindos mem-
bros da mesma junta.
Ao Sr. fiscal desla villa lemhra-se, que lance suas
vislas para os pesos do assogue e das vendas, onde
exislem pesos mgicos, que dimiuuem a vonlade dos
compradores com proveito dos vendedores.
O grande Capibaribe boas novas nos Irouxe do ser-
lo, donde veo no dia 23 do corrente, todo ufano e
sobordo com a grande massa de suas aguas.
Por via do Durily soubemos, que no da 22 do
corrente foi pronunciado pelo juiz municipal. Jos
dos Santos Silva Medeiros Jnior, pela surra c oulros
ferimentos feilos em sua mulhcr.
Foi lambem pronunciado Manoel Francisco de
Souza, conhecido por Manoel Victor, pelo crime de
furlo de cavado, sendo esse processo organisado por
queixa de Jorge Augusto Pimentel.
Tambem foi pronunciado Jos Chaves de Lyra, pe-
lo crime de morle na pessoa de Gabriel Arrhangelo
de Souza ; aeda-se promplo e preparado para o ajus-
te de contas, por estar preso na cadeia.
Foi recoldido a priso o reo Jos F'rancisco Caval-
canli, que se ada pronunciado na comarca do Ore-
jo da Madre de Dos, pela mortc feita na pessoa de
suasograTdereza Mara de Jess, no lugar de Avcocas,
no dia 28 de outubro de 18il); o na mesma occasiSo
deu um tiro em Jos l.ouroucn da Silva, que morava
com a di la Tdcreza.
No dia 26 do correlo ja pela larde parti deste
lugar para Taquarlinga, urna Torra de malulos, ar-
mados segundo suas posses, a ponto de irem alguns
de ccele, para averiguaces policiaes; e com essa
forja maredou onosso digno comroaodanle Jo desta-
camento e o subdelegado desla freguezia, ficando-
nos soraenle o Dr. Maricas, que na qualidade de
inspector, vai desempenbando seu lugar, porra a
par de seu burrinho.
Desde o dia 26, que estamos sem subdelegado nes-
la freguezia, para por em cxccuc.io cerla ordem po-
licial, requintada por um subdelegado da provincia
da Parahiba.
No dia 27 chegou o capilao Barros cora urna for-
ja de linda, parle bem montada, com dcslino a Ta-
quarlinga, e daqui sabio no dia sezuinle sem liaver
noticia daquellcrecado da comarca; porm dizem
ascignnas, que cssas novidades da Taquarlinga te-
rao resultado igual ao parlo do monte, mas eu como
nao creio em laes bruchas nao dexo todos os dias de
observar com meu oculo astronmico aqu :11c lugar,
para saber com certeza a causa desse movimento.
No dia 28 nao houvc urna cabera de gado na (ei-
r, caso nunca visto, de maneira que a nao ser o as-
sougue supprido com algum gado do pasto, muilo
mal providas licariam nossas dispensas.
Desla vez nada diremos de Bom-Jardim, porque o
Jorge nao Tez a remessa do coslume. por andar ado-
eulado das cazeiras.
As chuvas tem sido continuadas; e os legumes vao
dcscendo do alio prejo em que estavam ; por ora
s a carne verde sustenta bom preco, qualorze pa-
tacas.
Sando e Tortuna, cousa que lodos desejam, e s
poucos lograra, lhe appelece por annos dilatados, o
seu constante c leal amigo, o Astrlogo.
(Carla particular.)
vam-se dinheiros a premio com as maiores seguran-
cas, e ignorase que lim lovaram o capital e juros.
Todava nao Talla quem diga que muitis folh'as de
livros se arrancaran) e vinderam aos devedores, e
que aflnal al os mesmos lis-ros sumiram-se, alem de
outras malversarnos desla nalureza. Nao haver
porm, um meio de remediar de alguma sorle a lao
grande mal ? Parece-nos que sim ; e urna commis-
sao compela do homens zelosos, poda sem duvida,
por meio de urna revisan nos livros existentes e de
nutras pesquizas mais, chezar origem de mudos
traspasaos e i descrimnarao dos complicados nego-
cios que por all sederam, cobrar dividas c reivindi-
car bens.
Aproveitaraos o ensejo para rogar ao Exm. Sr.
presidente, que lome em considerarn o remediar o
mal indicado, com o que Tara grande serviro liu-
maoidade.
couros de boi : por mais inTormajoes que quizesse
obter, o lal qudam n,io me quiz de ludo inleirar;
mas sejacomo for, eu achoque a prisao foi injusta
e illegnl, primeiro porque islo pertenec aos fiscaes.
segundo porque sendo infracres de posturas nao po- o lal sendor: mas lem o Remiano na Radia da Trai-
dia ser preso senao depois do competente processo,. cito ; nSo sei do Remiano, la quem he inspector ho-
lor deve ser um fride credo !! santo Dos !
um frade Teilo inspector!! e esse Trado ser je-
suta?
Quererao revivero lempo da nquisicjlo* Diz mais
CORRESPONDENCIAS.
Senhores Redactores.Rogo-Ibes o obsequio de
darcm um lugar no seu mu acreditado jornala pr-
senle supplira. que a S. M. .:l-re regente de Portu-
gal acaba de enderezar o Sr. Jos Fachinelti, um
dos lucidores artistas de liarmonia. que possuimos
nesla cidade c que em urna coraposirao loda de sua
linearn e do mais apurado gosto, que oflerec c a
S. M. el-rei D. Pedro V. aprecia devidaraente a
parda rreparavel que snflreu aquella briosa na-
c.io onin u uunca esquecida morle de S. M. a rai-
nha D. Mara II. de sempre saudosa memoria.
Itonovo-ldes. Sr-, Redcteles, os meus protestos
de eslima etc.
O apreciador do mrito.
A S. M. dellsslma el-rei de Portugal S. Pe-
dro V.
Senhor.A presente ouverlura he urna inspira-
c,ao de vehemenlissima saudade, c urna Iraduccao
pela harmona das mais palhelicas scenas que se
deram nos ltimos instantes de S. M. lidelissima a
Se D. Mara II, de sempre chorada memoria.
Pela extrema benevolencia de V. M. que para
tanto me concedeu licenra, vai ella oflerecda a S.
M. o Sr. Pedro V, a cojosps a deponho, chcio
de respeilo, depois de por 13o grande honra beijar a
augusta mao de Y. M. fidelsima.
As armas do Porlugal que vao sobre olivro sao um
t rabal lio do dedicarn de D. M ai .rida Candida da
Cunda e Almeida, sendora porlugueza aqui residen-
te, que as bordara por suas ir aos.
Digne-se V. M. lidelissima permit ir que esla mi-
nha humilde composijao seja agora impressa para
piano ; e assim tulgarsada, pis-am os portugueses
de ambos os mundos ler semp-c prsenle a immen-
sa perda que solTrerara n'aquella que o co fez sua
rainha ; mas que um amor exo.essivo chamara desde
logo mi de lodos elle-.
Dos guarde a preciosa vida de V. M. lidelissima
e a de el-rei o Sr. D. Pedro V. por mu dilatados e
felizes annos, como todo o Porlugal ha mister.
Senhor, de V. M. fidelissima ornis reverente ser-
voJos Fachinelti.
Pernambuco 22 de fevereiro de 1855.
lixplicarao do sentimento musical da ouverlura
nos seguintes sete nmeros.
1" Agilacao geral pelo receo da prxima morle
do S. M. fidelissima ;
2". Dor acerba de seu augusto esposo, dos princi-
pes seos queridos fillios, de lodia corle, e populacho
de Lisboa ;
3-. Entrevista assaz locante de el-rei D.Fernan-
do com S. real esposa, ultimas ccnselhos e recom-
mondares de seu animo esclarecido. Despedida
fatal entre lagrimas o caricias a SS. M. M. el-rei,
e imperalriz do Brasil, viuva ;
4". Sorpreza e consternado scral dos habitan"
les de Lisboa com a nolicia da m.)rlc da virluosa
rainha ; beijamao solemne do real cadver, annun-
cio publico da desgrana nacional;
.). Coincidencia infeliz da cheg da da princeza
de Joinville, augusta irm.i e amiga predilecta da
fallecida rainha : doloroso eslado da princeza ao sa-
ber da nolicia fatal ;
6-. Segundo beijamao rcsploso ao real cadver.
Presido fnebre o solemne do- paro para o jazigo de
S. Vicenle de F'ra. Acompanhamenlo voluntario
de cidadaos de todas as elasses e gerarchias. Marcha
real fnebre pelas msicas militares. Appareci-
menlo da ponida sobre o raix.io da augusta finada ;
. Soleronidade imprtanle dos ados religiosos,
pranto saudoso de lodos os circunstantes. Deposito
do regio cadver. Passo real fnebre dobrado pelas
msicas militares. Suspiros e gemidos de dr ge-
ral intima.
lerceiro Analmente porque, se houvesse como dizem
pela ra, injuria ao digno commandanle do i. ba-
(alhao de arlildaria, tambem nao poda ler lugar a
prisao, sendo, como disse meu advogado,que nos cri~
mes cujo mximo nao exceder a seis mezes de pri-
sao, os reos se poderao livrar sollos.
Para honra dos demais empregados policiaes son
levado a dizer que a priso fora feita pela subdele-
gada da S, e que o paciente infirera lote c qua-
tro horas de prisao.
Saiba, meu eslimadissimo senhor, que o Nancn o
meu altor ego, nada mais me quer dizer,c o Pao Du-
ro nem mais me apareceu : grande trabadlo tomei
sobre meus hombros I Vivo n'um continuo ferret
opus. gasto meus pobres e magros vinlensem canoas,
e calcante pede lenho ido ao Recite, onde em
orna das vezes vi um sugeilo daqui procurando o
meu diloadvogado para enderessar urna pelico ao
Sr. choto de polica contra a inercia desle subdele-
gado. O caso Toi o seguinie pouco mais ou menos :
Duas familias da roa do liomlini. indispozeram-se
por um vestido de sedi qoe fora Turtado, e urna del-
'as passou urna furiosa descomponenda a oulra ; o
marido desla foi ao subdelegado que, deixando de
providenciar a respeilo, dora lugar a ida casa de
meu advogado. Nao sei o que mais se passou, por-
que relirando-me liz ablativo de viagem para aqui.
Adeos.
Aqui paro, promellendo continuar se por ventura
algum inconveniente nao aparecer.
Prosperidades c saude, eis aqui os votos do seu
amigo. O Reformado.
je e foi subdelegado he o Roveann. e cu n3o o co-
nheco por frade, mas sim Inspector de qunrleirao,
chefe alli do partido liberal, e naneado inspector
pelo Dr. juiz municipal, que he suabirii, dos laes,
como seus prenles, quenao do tresnas aos pobres
praieiros, e por isso e mais porque nao pedio o sus-
tenta os seus principios, a nnme.iro nao he das de
frade, mas muilo honrosa.
Vollando a vacca fra; o que querer.i dizer isto ?
Nao *>osso adevinhar porque apenas sei urna his-
toria de um esludante doudo, de um sol la.lo e de
um frade, porm essa nao lera apphcacao, porque o
delegado nao he esludante, o cadete nao he soldado,
mas militar, e assim nao adradle frade. Liulim es-
tou confuso: meus senhores da cidade, deixem de
grajas: Meireles loma cuidado com ellcs.
A rem o Meireles, quero lhe contar um fado ;
quando por aqui Meileres anin, Iralou principal-1
um homem que, comoen, nada lem que deponha
contra sua honra.
Queiram, Srs. redactores, inserir em seu coneei-
luado jornal estas linhas, com o qoe mudo obriga-
ro ao seu constante loilor,
Manoel Peregrino da SUta.
Illm. e Eim. Sr. comelheiro. Manoel Pere-
grino da Silva, precisa a bem de seu direilo que V.
Exc. lhe mande dir por cerlidao, peto cscriva
Bandeira. as pecis que o opplicanlc aponUr no
processo de rcsponsabilidadn instaurado em novem-
bro de 1847 contra o mesmo supplican te. na quali-
dade de almoxarife do arsenal de cuerra.
Portante pede a V. Exc. Illm. a Exm. Sr. con-
selheiro presidente da relaeao, assim lhe delira.
E. R. Me.Manoel Peregrino da Silva.
Passe. Olinda 7 de marco de 1855.A:teedo.
Antonio Ignacio de Torres Bandeira, cavalleiro
da ordem de Christo, escrivao da relaco desta
provincia.
Cerlificnque revi os respectivos antos e nelles.por
parle do supplicanle, me foram apontadas as pejas
seguintes :
N. 1.Cerliliro que dos livros de reeeila e des-
V
mente de medir profundidades, e deixou urna moA- peM almolarifado ueslcTOenarn;lo foi' ,,.;
Mamanguape 8 de marco.
IV.
Senhores redactores: lorelas deleclal, assim
dizia ccrlo meslre da laliniJade, quando eslava sob a
influencia do dos Bacco; e eu drei nec semper,
quer a razao".' ei-la : chegou o correio de segunda-
Tcira e s Irouxe o numero do Diario de quinla-Tci-
ra passada; angustias, tristezas, \ovamos, impacien-
cia e ludo que pouco corrobora os intestinos sensi-
veis motivoii semelhantc causo inaudito nos anaes
das remessas semanaes; os philosophos, lilleralos,
commcrcianles, agricullores, boticarios, cscrivaes-
caixeiros, loucciros, ferreiros, sapaleiros, gente de
odo vio mo andou, e lodo bixo vvenle com dous
ps, cadera levantada e lingua de sino, coogregaram-
se para sondar o myslerio daquelle pdenomeno, e
depois da coarlada sui generis de cada personagem,
o mudo silencio apoderou-se dos respeitabilissimos,
a cenfusao em seguida reinou, j nao se enlendiam,
separandn-sc lodos couvencidos in mente, que aquel. I
le Diario desgarrado, isolado, triste, viuvo, era a
ullima despedida do moribundo a expirar; c perma-
necendo todos (c da lerrnha) nesle pensamento, pe-
lo que copiosas lagrimas haviam derramado; eis
que chega o negociaole Vieira, que foi o portador
dos demais, que edegavam lo fros, e molivou lan-
os calafrios, que apezar de virem elles dessuadr
lanos pensameulos sinistros, forara recebidos com
especial desagrado: Dos nos livro mais de laes
vieiradas, per omnia scula seculorum. Seja excep-
jao ou regra, nao sei la disto: nec semper varelas
delecta!.
O fado mais importante que tenho a nolic ar-lde,
tanto mais interessanle, porque anda se falla de va-
garinho, poste que (eolia repercutido em meus on-
vidos, he que a nossa Ierra vai ser conhecida pelo
inundo inleiro, e sabe como ? (Aqui para nos.', O Sr.
Ordeiro, dizem que foi convidado evai escrever pa-
ra o Jornal do Commercio l do Rio de Janeiro ; o
Sr. MamangOapense para o Diario da Bahia, e a
Sentinclla, (outro correspondente que aqui lemos)
escreve para o Liberal dessa provincia; e dizem que
todos debaixo de um s pensamento; temos adia-
dos, e quem ser o Rtisso? Serei eu : Nao dnvido.
Mais ao caso, o que quercr dizer esta historia .' cor-
tamente que nao posso explicar tamanho artificio:
seja como for, s llie peco urna cousa, e he, se o Sr.
Ordeiro o deixar, eu quero largar o nfimo lugar dos
avulsos', e subir a nobre e distinta classe dos seus
correspondentes, porque assislindo-me o direilo de
anliguidade, promelto-lhe ser assiduo, permanente,
constante e nunca mais o deixar (bem entendido.)
O nosso sub-delegado o cadete Hermenegildo vai
muilobem ; nao falla ao cmprimenlo dos seus deve-
res,entretanto que darmonisa-sc com lodos, os quaes
na que lem feilo muila gente querer subir aos ares,
e isto porque o seu instrumente eslava avadado :
dizeudo, porm, o bode grande,que servio de objeclo
medidor, que lodo defeito eslava nos pesos da ma-
china, que pela sua grande quanlidade e pela varia-
jo dos venios nao excrcia bem as suas fuicrftes, e
Tazia com que o instrumento ou estrumenlo, (que
nao lhe sei bem o nome,' nao seguisse o devido ru-
mo ; a esse respeilo nada lhe posso dizer, porque
nao sou malliemalico, c s sim se Meireles aindaap-
parecer por aqu, cont de certo que o menos que
Ideacoulece, he licar sem os pesos. Quem lhe avisa
seu amigo he.
A lal historia de agarra-cavallos j cessou ; para-
bous, pois a genle de minha Ierra.
Ainda esl o distinelo Sr. capilao Pulquerio preso
solTrendo urna deslas injuslicas, da qual ainda nao
cxsle vocabulo que possa exprimir; consla que elle
inlerpoz recurso para o Se. Dr. juiz de dircto : fado
esle que nos alegrn bstanle, porque Ido posso af-
umo.ir que sna sollura esl a cada instante ; porque
o Dr. Sr. Bazilio nao de homem que se deixe influ-
enciar pelas cousas do man lo. lem indiligencia, e
sabe cumprir com os seus deveres. O meu amigo
Goncalves promelleu-me paraphrasear, como elle
chama, ao tal recuso, e dar-m'o para eu remoller a
Vnics.. afim de ser publicado no Diario, e ento
Vmcs. verao que o juizo que formo do honrado Sr.
Dr. Bazilio, longe de ser exagerado he o mais rigo-
roso ; e conhecer tambem quanta injuslira lhe tero
fcito o Exm. Sr. ministro da juslica, promovendoao
lucar de dezembargador lanos homens ricos, que
nao precisam'laulo como elle, sem a sua anliguidade
e seus serviros ; entretanto que elle preteridos,quan-
do nao he nada inferior aos promovidos.o conla ser-
viros importantes que deviam ser pagos com oulras
cousas, alm de promessas promeltidas, que chama
c o nosso esoaivao mel nos beicos.
Foi pronunciado o capilao Mello, para ir muir
entercado ; o caso he de chorar, e encher ros e ria-
chos, e haver at um diluvio de lagrimas, de d
pela huraanidade ; mas, como diz o Teixcira, sendo
islo urna quixotada, loda.ia maligna, lodos devem
guardar as suas lagrimas para chorar pelos insensa"
los, e eu de oulra vez lhe direi o que diz o publico
respeilo, e ludo mais que houver do cujo fado.
Tenho eslado bem zangado com um marrco meu
amigo, que sendo do meu peilo, tz-lhe alguns res,ajudei-o a conseguir o posto de cabo da guarda,c
da a conla de que o supplicanle faz menea.,, mas
sim do resultado dos livros mappas beque foi tira-
do parcialmente pelo servente do arsenal Antonio
Francisco de Souza Magalhaes Jnior, coja conla
assignei eoagido pela aulorldade a que son njeilo,
comliitlo resianando-me declarei que nao me res-
ponsahilisava pela veracidade da mesma eonta. E pa-
ra constar passei esla a qual vai por mim assignada.
Arsenal de gnerra 25 de novembro de 1847./o.to
Francisco Bastos.
N- '-Cerlifico que os livros mappas de que Ira-
la o supplicanle, livcram cornejo a ser escrplnra-
dos no primeiro do outubro de 1844, principiando o
seu lanjamcoto pelo existente em armazens naquel-
le dia, segundo a conlagem que se, proceden nos
gneros, sendo ditos livros rubricados, abortos e en-
cerradas as duas folhas pelo seu ex-directer o len-
le coronel Ignacio Correia do Vasconcellos, e se a-
cliam escriturados al 31 de agoste prximo pas-
sado : outro sim, certifico que o ex-director coro-
nel Cvpriano Jos de Almeida mandn orgaoisar
novos livros mappas dos gneros que enlraram e
salnram desde dezembro de 1840, os quaes nao se
ardam com os termos de abertura e enccrramsolo
assignados, c nem suas folhas rubricadas e nem por
director algum, e chamando a si o dito coronel a
dircejao dos livros mappas, mandn aderar o exis-
lenle daquelles priraeiros por diversos srvenles do
arsenal, a quem encarregava desta escripturajBo, de-
compondo varios objeclos que j se achatan, lanja-
dos com os nomes com que haviam sabido, a assinj
aderando quasi lodos os lanjamentos que se acham
raspados e emendados, donde resulten apparecer as
s immas dos ditos livros, ora maior quanlidade de
gneros do que devia existir, ora menos em ou-
lros ; e para constar passei a prsenle cerlidao,
flue vai por mim escrivao assignada.
Arsenal de guerra 26 de novembro de 1817.Joo
Francisco Bastos.
N. 3.Allendendo que as fallas argidas ao reo
Manad Peregrino da Silva na parle que ao presi-
dente da provincia dirigi o ex-inspeclor do arsena
de guerra Trajano Cesar Rurlaraaque nao se acham
devidamente verificadas, lano porque oSo consla
dos nulos, que se procedessea um bal anco formal.
antes nola-se pelo exame a que procedeu esle joizo
por promuro da promotora publica, que estas fal-
las nao podiam ser verilicrdas pela irregular escrip-
REPARTigAO DA POLICA.
Parle do dia 16 de marro.
illm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. que, das-
differentcs participares honlem e hoje recebidns
ne.-la reparlijao, consla lercm sido presos:
Pelo juizo do civel, Vielorino Jos Ferrcira, sem
declararo do motivo.
Pela subdelegada da freguezia do Recife, o mani-
jo inglez William Sench, a requisjao do (respectivo
cnsul, a parda Mara do Livraraenlo, por iofraejao
de posturas.
Pela subdelegada da freguezia de Santo Anlonio,
os pretos Jos Francisco da Silva, Lourenco Anlonio
Cortleiro, por ferimentos.
Pela subdelegada da freguezia da Boa-Visla, ura
marujo inglez cujo nome se ignora, por ebrio.
E pela subdelegada da freguezia dos Afogados,
o pardo Severno Gomes da Silva, por esptica-
mente.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pernambuco 16 de marro de 1855.Illm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Bento da Cunda eFigoeiredo,
presidente da provincia.O chefe de polica Lui:
Carlos de Poica Teixcira.
DIARIO DE PERNAMBUCO.
A assembla discuti honlem o projeelo n. 35
do anno passado, qoe ainda ficou adiado al a im-
prossao de urna emenda aprsenla.la pelo Sr. A. de
Olivcira, e approvou em segunda discussao as postu-
ras da cmara do Po d'Alho.
E entrando em discussao o projedo n. 15 do anno
passado, que muda a sede da villa da Boa-Visla pa-
ra a Passagem do Joaseiro, ficou o mesmo adiado
pela hora, depois de lerem orado os Srs. Brandao
e Oliveira.
A nrdcmdo dia lie a continuaran da antecedente
e a terceira discussao das posturas de Pao d'Alho.
Sessao' ordinaria em 16 de marco de 1856.
Presidencia do Sr. Carncirf da Cunha.
As II .', horas da manha, Teda a chamada
achara m-se presentes 22 sendo res depulados.
O Sr. Presidente abre a sessao.
O Sr. 2. Secretario l a acia da sessao anterior,
que he approvada.
OSr. 1. Secretario menciona oseguinlo
EXPEDIENTE.
Um ofiicio do secretario da provincia, remetiendo
as posturas da cmara municipal de Tacarati.A'
commissao de posturas de cmaras.
He lido c approvado sem discussao u seguinie pa-
recer :
e Sendo a thesouraria provincial a reparlijao com-
petente para liquidar as dividas dejexarcicios lindos,
rscriplura-lai, e pedir em lempo competente o ne-
cessario crdito para o seu pagamente, a ella tleVi*
ler requerido o coadjutor da Treguezia do Limoeiro
Andr Corsino de AraojoPcreira, o pagamento de
parte de sua congrua, que deixou de receber no ex-
eicicio de 1852 a 1853, mas como assim nao proce-
desse, c dirigisse a esla assembla para conseguir es-
se pagamento, he por isso a commissao de fazenda e
orcamenlo de parecer que leja o seu requermenlo
remedido aquella reparlijao, para proceder con-
forme a lei, visto nao convie que jc deixe de obser-
Consla-nos que S. Exc. o Sr. presidente da pro-
vincia visitara no dia 2 do corrente a Santa Casa da
Misericordia de Olinda, e que tirara compungidodo
estado de miseria daquelle" eslabeleciment ; mas es-
tamos persuadidos de que S. Exc. o nao euconlrou
como nos, quando em Janeiro do correnlc anno l-
vemos lambem occasiao do visila-lo. Hara eniao
all urna louca c 3 enterraos, achando-sa estes em
estado de perfea nudez, dedadas sobre a laboa,
sem esleir, lenjol ou coberta, c extenuados por s
receberem alimento urna vez no dia, ciumui peque-
a quanlidade. Ao entrar da intitulada enfermara
senlia-se logo o mo cheiro Resultante de sua im-
miiudioie, c aos infelizes que nella exisliam, apenas
se concedo aquello lal ou qual sustente, sem soccorro
algum medico, pois que, segundo nos informaran)
alli nao vai facultativo algum. Sem duvida nao se
diTnin taes iiiTormajcs a S. Exc. ; e mesmo sendo o
da era quo l esleve o em que se Tez a prooisso do
Senhor dos l'assos, he mui provavel que appareces-
se alguma moldura adrede arranjada.
Quem se lembra da antiga Santa Casa da Miseri-
cordia de Olinda, quem salte qoe esle po estabele-
cmenlo, bem dolado por nossos anlepassados, pos-
suia um patrimonio que moulava a mais de duzenlo,
contos de rs. em rendas de predios, Toros e juros de
dioheiro, nao pode dcixarde admirar como tem elle
edegado ao estado desgranado em que se acha, sem
! ler panado por neuhuma dessas crises quedeiiara
Cidade de Olinda 15 de marco.
Rcalizou-se o que disse sobre a commissao : n Dr.
Barros Barrete, pedio c obteve sua exoneraran, e em
seu logar foi nomeado o Sr. Jos Mara Gameiro.
A commissao ja deu principio aos seus Irabalhos no
dia 3 do correnlc : veremos o resudado. No dia
primeiro (se me nao engaaran)) foi ospancado for-
lementc um homem no lugar da praia, e consla que
o subdelegado mandara vistoriar o offendido. Vao,
meu amigo,por aqui apparecendo pasquins,uo posso
aliar com seo aulor, e quem quer que ella seja
merece a mais seria correejao, sao la:s que nao po-
den) ser lidos, fallam da cazada, da solleira e viuva,
revolvem o sagrado dis familias, e conlm urna
grande serie de nomes obcenos. A polica lem um
em suas mos que,dizem, fora inderessado por mao
do Dr. Castro l.oo, que sem demora alguma fez del-
le presente a autoridade policial, conlandn-lhe a
maneira corao recebera, c peranle qne pessoas. Mui-
lo desejo que essa auloridatle lome serias provi-
daneias, e que obre mais do que Talle.
Fallo com ingenuidade, o subdelegado nao lem a
precisa prespicacia para autoridade policial; falla-
dle energa e forja de vonlade
Por aqui esta funecionando o seminario, houve.
ram suas reprovajoes, e os Srs. lentes nao qoiteram
mais ler bonhomia a poni de as cousas passarem i
relaxamento e descrdito : louvo esle procedimenlo.
N'uma poca como esla.cm quo lodo parece que vai
caminhando para ojmelhoramenlo, mormente no ra-
mo da instrucro publica, nao he para se desprezar
a educajlo do clero, que entre nos nao ha allingido
aquello grao de raelhoramenlo, que Unto he para
desejar. Vou agora fallar sobre ajo.-ira de minha
Ierra, approveilo o ensejo para pedir aoSr. Dr. pro-
motoi publico que lance suas vislas para o carlorio
da provedoria,onde se acham Tunadas mudas firmas
dos senhores juizes. He verdade que este escrivao
j foi suspenso pelos Drs. Nuno e Quinlino; mas nao
he islo bastante, cumpre ao Sr. Dr. promotor publi-
co completar o mais, e faja responsabilisar esle
funeconaro que, abusando de sen ofiicio, pode com-
promeller muila genle de grvala lavada,alm do mal
que fez e resultar as partos.Aqui exislem dous bons
escrvaes, o do civel e o de orphaos, merecen) elles
os meus elogios, e o povo olindsnse os aprecia.
Tivcmos a procssio dos Pasaos no dia 9, o dia es-
leve beHo, e ella foi feila com toda pompa e decen-
cia ; comparecern) S. Exc. o Sr. presidente e va-
rias autoridades daqui. A imagem, depois de estar
um par de annos em casa emprestada, voliou para o
Carmoque, a muilo Irabalho do Exm. conselheiro
Coelho, pode recebe-la. I Ion ve grande concurrencia,
c a irmandadA nao poupou esteros pata o explen-
dor que Toi por nos presenciado, lloro aqui dizer
que o Rv. conego Filippe raereceu parle de meus
sinceros louvores, e bem assim um lal Sobreira, de
quem nao lenho conhecimenlo.
Desta vez nao fui tcstemunha, meuamigo, do que
se dra o anno passado. Na noite do dia 8 o Senhor dos
l'assos sodio directamente da Misericordia para a S,
e desla no dia 9 era procisso pelas ras or.de haviam
passos. No anno passado como j disse, (vemos o
conlrario : no dia em que ia o Senhor a ser deposi-
tado, andou por tedas as ras, e no din da procisso
correu ras e beccos. ConTesso que, com meus bo-
loes, liz acre censura, e se naquelle lempo como bo-
je, livesse aborto minha correspondencia, por cerlo
que a levara ao dominio publico hoje porm em
vez de censura louvo muilo o modo e maneira por-
que os irmaos dos Passos procedern).
Daqui j v pois o meu amigo que nao leudo por
timbre fazer censuras a esmo, sei acorojoar os actos
qoe sao dignos de aprejo e que em lempo competen-
te admoeslo, e admoeslarei quem quer qne sal ir
ou deslizar-se do camoho da honra e dos Iramil-
les legaes.
Eslava esla encerrando qoando involuntariamente
ao depois, por urna deslas cousas que sempre est se turarao dos livros lodos aspados e alterados eomo foi
pelojui/.o reronltccido, allendendo mais aos depoimeu-
vendo, passou a sargento, c lem vexado a uns ca-
maradas soldados que tenho, mostra-sc fro comigo, e
at por escarneo, segundo parece, s d.i allcnro a
aquellos que nos ambosdiziamosqoe lindamos njo ;
Indo isto por que o capilao, dizem, que he prenle
delle : ora deixe estar,Sr. quidam,o seu capilao esl
para ser reformado, com as novas guardas, Vno-
me cahira logo no laca, eu hei de ser admiltido no
meio dos eommandaiiafs, e lhe farei a fachina : na-
da mellinr do que um da atraz do oulro hoihe mihi
eras tibi, esle mundo ha urna hola, vira.c revira : a
ingralidao he peccado, o homem faz e Dos desfaz
al ver nao he larde Sr.marreco, deixe eslar.
Um subrogante, que lhe edamam, ponas de via-
dinho, lem-se mostrado zangado cora oSr. Ordeiro.
porque nao tem dado de v dent no Sr. Dr. Sebas-
li.to ; eu,pois,reparando isto,parque quem tem bocea
nao manda asoldar, e quem se adiar magia lo que
deite ou mande deitar emolientes, denunco-o ao Sr.
Ordeiro, e entrego-o o lal subrogante, para que de-
cslao salisfeilos com lal aoloridade, que nao parece! virla-se com elle ; que comigo quem quizer enlrar
ser das taes que dizera : que imporla-me com islo
aqui, hei de fazer o que quizer, nao sou daqui ; e
no meio diste asneiras e mais asneiras, inlriga-se com
todos e desorienta-se, as lingoas cumprem o seu de-
ver, e depois de ludo v-sc em cairas pardas : Doos
ajudc ao cadete concluir a sua misso como prnri-
piou, para fortuna nossa e interesse e crdito delle.
Dizem e eu lhe assevero, que^por ora no tocante a
inslrucco publica, a freguezia de San Miguel da Ba-
hia da Trairo esl desgrajada ; l esl um sojeilo
queja andou aqui ensinando provisoriamente, lie
um proicssor ambulante que tem quasi exercido in-
terinamente todas as cadeiras da provincia; consla
que elle nao sabe bem ler o a b c, e eu nao dexo
de crer, porque, quem tem tanta tendencia para' o
ensino, he mojo poaco mojo, e tem prolecjao a
m,os cheias, a ponto de eslar constituido prafessor
tolo orbe e ainda nao esla amarrado a urna vilalicie-
dade, he porque na verdade nao acha-se com sufli-
ciencia ao concurso, apezar dos pozares : um dia do9
passados o lal professor deu lao horrivel bordoala
na cabeja de urna pobre enanca, que lrou-lhe nun-
ca menos de urna chicara de sangue ; esle fado q io
denuncio, para que se lome as devidas providencias,
lem a publicidade geral da povoaj3o da Bahia.
Essa genle da minha Ierra nao he de brincadeiras,
para o que lhe vou contar um caso: fez-se urna bol-
sa do Porte para conslruir-se urna ponte sobre um
regato que alravessa a villa, e como o dinheiro da
subscrpjao nao chegasse para toda a obra, a cma-
ra municipal fez dsso participante ao governo, pe-
dindo um auxilio, e o governo de muilo bom grado
promelleu, ordenando que mandasse orear a obra,
nisto vem o presidente a esla villa, e querendo com-
memorar lalvez a sua viagem alli enm actos de van-
lagens, promelleu mandar construir a ponte a cusa
dos cofres, sendo empregado o dinheiro dos particu-
lares para um lelheiro que servisse do maladouro
publico; quando respirou islo, a ignorancia de eo-
volla com alguma insubordinarlo tomaram armas
ao hombro,c gritaran)o governo nao tem nada com
os nossos dinheiros e n,1o os goveroa, nos os quere-
mos para ponte, e a nao ser para ella nos ficar na
algibeira; e oslo estavam quando o governo man-
dou ordem aflamara para receber o dinheiro, para
ser applicado a factura da ponte ; e assim mesmo
houvcram objecroes, dilliculdades, c se nao tess as
grandes diligencias e aclividade da cmara, em di-
suadir de prejudiciacs preconcebios, o caldo eslava
derramado.
A proposito da ponte nao podemos deixar de cen-
surar cerlos Porluguezes, que morando junto da
ponte nao quizeram contribuir para a sua factura,
he um procedimenlo reprovado e digno da altearan
de lodos : estes senhores parecen) n.lo ler muilo
juizo, quando sabem as indisposijoes que teem na
massa da populaj.ln, que de nma hora para oulra
esiao com a passarinha as raaos ; se bao de proce-
der de maneira que chamem a eslima publica, para
que sojnii) respeilado, obram de sorle que se tor-
nan) aborrecidos e dignos de neuhuma prolecjao:
nao sao guardas nacionaes, nao prestao n menor ser-
vijo ao paiz, quercm porm gozar de todas as ga-
rantas como os cidadaos brasileros, querrm anda
otis oblcr favores, vender thiargadas com prejuizo
publico, etc., ele ; mas os culpados somos nos mes-
mos, c a cmara que nao manda multar a esles que
corromnera os gneros para enveuenar a pobre e in-
caute populajao, c mcttc-los em processo. Mrem-
se nos senhores Morera, Campos da Ponte, Joao
Victorino o oulros mudos Porluguezes dignos, que
mereccm de lodos a maior eslima pelos seus proce-
dimenlos, e regulem-se por elles, se qoizerem re-
ceber a boa hospilaldade que esta villa faz prazer
conceder a lodos: do contrario nao Ibes corro risco.
Cerlameote que linha preciso de mais alguma in-
lelligcocia, para entender ao menos o que se escre-
ve em seu Diario, e nao ler as vezes sustos, que me
lcvam ao desmate, as clicas e a quanlas doencas de
ervos esla sujeilo o mundo corpreo, animal ; e
sabe porque digo islo!' La vai: li a corresponden-
cia do seu correspondente da capital, e nella encon-
treio seguinie : foi nomeado o cadete Hermene-
gildo para subdelegado de Mamanguape, e como o
esl de aguas cort adas ; nao engclo parada.
Depois de grandes chuvas, com as quaes o rio Ma-
manguape deu urna pequea cheia, tivemos e va-
mos tendo um sotlrivel veranico, e jl os troves e
grossas nuvens nos ameajam tima tempestado : esle
anno temos lulo calor e humidade em abundancia e
assim devemos ler bas safras, porque, segundo o be-
de grande, sao aquellas cousas que fazem germinar,
al ascrealoras humanas, como aconteceu com elle
e o Meireles.
Deve estar, meu amigo, soflrego por ver a discus-
sao da bolica do Barroso, como lhe promedi, tenho.
me porm viste aperlado de empenhos para nao lhe
mandar, a ponte de metlerem na histeria a minha
coslella, queja ameajou-me com separa cao, e em
que tirapo '.' lempo de chuva, de fri : mas minha
palavra........de vagar vai o galo aos bollos. Serei
opporluno.
De om jacte fiz esta, o quo Tica escripto nao pode
ser mais lido, portante v como for ; e Vmcs. man-
den) adevinhar com cuidado e' lirar as provas sem
preguica : ainda espero em Dos tirar aqu as provas
do que for impresso em sua typographia, lempo
de poder ser publicado no mesmo dia.
Nao esqueja-se do seu amigo reverente,
O Acolito do tom.
VGR1CILTIRV.
me chegoo nolicia de que Tora preso um marchan-
te por hater.deilado ojsol uo paleo do quartel uns I juiz he o delegado, o subdelegado militar, o inspec
.Srs. Redactores.Nomeado thesqureiro das obras
piflilica, por acto da presidencia de 28 de fevereiro
prximo passado, comecei logo infelizmente a colher
os precalsos do erapregn, embora nao livesse ainda
entrado no exercicio delle.
No Echo Pernambucano de 6 do correle, le-se
com elTeilo um pequeo artigo, no qual, ao passo
que se lamenta a demissao do funeconaro que
exercia aquello lugar, procura-so tambem de algu-
ma maneira tigmalisar o acto da presidencia, que
me nomera, asseverando-se ao publico, que ainda
me nao juslifiquei, nem eslou quite cora o almoxa-
rifado do arsenal de guerra desta provincia, do qual
fui demitlido por prevaricador.
Conhecendo a mao, que com lana crueza me ag-
gredio, e seguro de minha conscienca,bcm podia eu
deixar passar sem contestijao esla aggressao ; mas
reconhejo como primeira necessidade do homem
social a conservacao da eslima daquelles que o cer-
can), c, naturalmente levado pelo dever da grati-
dau, nao tenho outro remedio senao mostrar o erro
em que labora meo detractor, sustentando a minha
honra aggredida, e por este meio o acto da presi-
dencia.
Para esse lim nao preciso empregar palavres nem
recorrer a argumentos ; conlento-me de offerecer a
considera jao do publicos documentes de n.3e4,que
abaixo v8o transcriptos e que provam, segundo
creio, plenamente a minha juslilicarao perante as
jusiijas do paiz no processo infernal, que contra
mim armarara em 1817, inimigos rancorosos, pira
me lanjar fra do emprego, que cniao exercia. To-
das as peras probatorias desse processo sao oulros
tantos apoios da minha honra como funeconaro
publico ;maseudebda vonlade tleixo de apresen-
la-las aqui, al para nao cancar a paciencia do lei-
lor. Entretanto, e smenlo para o esclarecimento
do publico apresenlarei mais os documentes de n.
1 e 2, por onde se conhece de que nalureza e cor
foi a pona do fio com que meus inimigos ordiram
a trama em que me envolvern).
Depois disto, poderia tambem allegar aqui, a mi-
nha condijao de pai de familia sobrecarregado de 7
filhos, e a circumslmcia de nunca ler sorido a
minlia rcpulajao alm daquelle, o menor ataque
nem mesmo pelas Toldas do partido adverso, no
lemiH) era que se Torgicou aquello processo. Todas
essai cousas reunidas ao coudecimenlo, que di
minha conduela lem o Exm. Sr. presidenta da pro-
vincia, influirn) sem duvida no animo de S. Exc.
para reparar com minha nomcajao a injuslija, que
outr'ora soffri. Mas nao puxarei por semelliantes
considerajoes, e com a mao em minha conscicnca
pens fazer bastante, limilando-me a provar que a
minha honrase acha, grajasa Deo, illesa, e que a
presidencia guiada smenle pete espirite de jusli-
ja n3o pode incorrer na menor censura, nomeando
para emprego de Ihesoureiro das obras publicas a
N*
*
'
los de folhas a folhas, das lestemunhas qoe depoxe-
ram nesle processo, qrte longe de fazerem carga ao
reo anles o abonam, attribuindo estas faltas argi-
das pelo ex-inspeclor a referida irregularidade. al-
lendendo finalmente aos documentos de folhas a
Toldas dos autos com que o reo inslruio a sna defeza
quo se acha tambem oos antes, jolgo improcedente
o presente ummartoeeondemno a municipalidada
as cusas, cumprindo o escrivao o seu regiment.
Appetlo para a relacao.
Recite 16 de agosto de1848.Anlonio da Silva
Se tes.
N. 4.Accordam em relacao. Os juizes sorteados
depois de relatados competentemente esles luosnos
termos da lei que confirmara a sentenja recorrida
por alguns dos seus fundamentos, alienta a prova
dos autos e disposijes de direilo, e pague as callas
a m micipalidade.-Recite 29 de agosto de 1848.
Azevedo, presidente. Ramos. Viartt.Leuo.
Nada mais se conlinha em dilos documentos, seu-
(enja e accordam que eu escrivao no principio desla
declarado, e abaixo assignado liz passar por cerlidao
do proprio original, ao qual me reporte; vai a pre-
sente sem cousa que duvida faja, conferida e con-
certada, subsciipta c assignada na forma do estilo.
Cidade do Recife de Pernambuco aos 13 de mar jo
de 1855, trigsimo qoarto da independencia e do
imperio do Brasil. Fiz escrever, snbscrevi a assignei
em fe de verdade e concertada.Antonio Ignacio
de Torres' Bandeira.
V
V"v.
A lei sobre o escoamento das aguas ( drainage),
que o corpo legislativo decretou no fin da ullima
sessao, nos proporciona occasiSo opportuna de voltar
a urna quesia. que se considera presentemente de
summa importancia para a prosperidade da agricul-
tura. Temos anda nma razao para oceupar-nos com
ella nesle momento. Depois que anntinciamos a
obra de Mr. Mangn, duas novas publicacOes vieram
avivar o inleresse que parece ligar-se cada vez mais
a este melhodo agrcola. Queremos fallar da obra
qoe Mr. Barral, o hbil director do Journal tAgr-
ulture practique, publicon recenlemenlc debaixo
do simples liluln de Manuel da Drainage, e de on-
1ra obra intitulada Traite du Drainage, em Esti
theorique et practique sur Fassainissement des Ier-
res humides, cujo autor he Mr. Ledere, segando en-
-endeiro de pon tes e calcadas, e director do servio
do escoamenlo das agoas na Blgica. Pode-s* di-
zer qut esles dous escriplorcs escotaran a materia
sob o duplico aspecto theorieo e pralico. As suas
obras fji que nosservirara do guia no rcenle asta-
do que fijemos acerca desla interessanle questae, o
cujos principaes resultados vamos apresenlar aos eos-
sos leilores.
A palavra inglez drainage escoamento das
aguas lem dous seulidos, Um geral e oulro restricto.
Em sentido geral se applica a todos os procesaos
agrcolas, quo tem por lim facilitar o escoamenlj da*
aguas nodvas. Nesle sentido as vallas descoberlis,
os regos e leiras, que se praticam nos campos, Tazem
parte do escoamento. Era sentido restricto qae he
o mais vulgar, o escoamento he a arle de melhorar
as Ierras excessivamente hmidas por meio de catn,
subterrneos, guarnecidos interiormente de pedras ou
de fachina, de lijlo ou telha, ou, segundo o melho-
do qne leude a prevalecer aclualmente, de tubos da
barro cosido. Ha entre nos muila genle, cujo amor
proprio nacional so offende quando ouve preconisar o
escoamento das aguas como um melhodo novo, como
urna invoiirao ingleza. Ha aaegavel, qne o uso da
abrir vallados em terreno que se pretende tornar
sadios, existe desde de lempos imroemoriees, nao s-
menle em Franca, mis ainda em lodos es paizes ci-
vilisados. Era conhecido pelos Romanos, como
prova a descripjao dreumstanciada qoe sos deram
Columelle e Palladio. Em nossos dias, os Inglez
livcram a lembraoja de substituir por tubos de tur-
ro cosido os maleriaes al ento empregados para o
cilabelccimenlo dos canos, cuja vanlagem, lano pe-
lo que respeila durarao e efficacis, como ecooo-
mia. parece lioje oralmente reconhedda. Obser-
vemos todaviaque.se dennos crdito a algunas les-
temunhas mui vagas, e que nao lem sido seriamen-
te averiguadas, o emprego dos tubos de barro cosido
j leve em Franca esla applicajao ha mais de dous
secutes. Nesle caso acoulecaria com esla invenjao
o mesmo que tem acontecido com a navegajao Va.
por. A Franja leve a primeira idea a este respeilo,
ea Inglaterra fez della a primeira applicajao em
grande osala. Ha uislo pelo menos um mrito, que
se nao pode contestar a nossos visinhos, o ler me-
Ihorado a pralica anterior, e levanda a lal ponfo de
porfeijao que de urna rolina imperfeii e grosseira
lizeram verdadeira sciencia, urna arle inleiramenle
nova que lem llieoria, principios, precedo*, regras e
iileucilios quelhe sAo especiaos. He a esle aperfei-
joamenlo que o escoamento das aguas deve lodi a
sua aclual importancia, e o desenvoivimcnioque tem
lido uestes ltimos annos. Pela nossPparle enten-
demos que a prineipil honra de urna descoberla ca-
be aquelles que a fazem valer e fructificar. Por es-
le Ululo he permiUido e al juste, segundo a nossa
\


DIARIO DE PERMIBUCO. SABBAOO I7DEIMRQ0 OE 1855.

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opiniao, allribair a invengo ilo cscoamcnlo das
asnas, a Inglitcrra.
Caneo qaerque seja, a efficacia doeicoamenlo (ta-
se, CNN protesto de melliur.imculo agrcola, j au
pede ser contestada. A dupla experiencia da Ingla-
terra e da Blgica, basta para tinir lodaaai duvidas.
Oaando remos om coverno 1,1o pcalvo o sensato co-
rno da GrAa-Bretinlii, governo fundado nos prin-
cipios da livre concurrencia em todos o negocios
He i o teten* local a particular, favorecer o rscoa-
aaeuto a poni de fazer em det annoi o adiantamea-
! de perlo ile duaealos milht- aos pruprielarins
que querem esgetar suas Ierras ; quando vemos os
homens mais emineules deso paiz dar o ejemplo de
laes empreas, he impussivel nao acredilarmos na
eellencia deste melhodn c deixr'de compartilhar
opiniao manifestada por nosso illustrrdo compa-
iriot.i, Mr. Payen em nm relalorio offlcial em que
recommenda escuamenlo corno um dos maio-
res melhoramentos da poca, e lalvez urna das mais
bellas invences da agricultura. Os esfurcos que
o governo belga (em feito para propagar e aprimar
esroaeaealo ido sao menos dignos de nota. Em
Franca, endeeste proco-so at o presente su ha re-
cete Jo nan flaaenvolvimcnto acanliado, os agriculto-
res mais entendidos coucordam em atteslar-lhe os
mainificos resultados.
ila apenas sele ou oiloaunos quo a palnvra na ge
fei admittida enlre nos, c a maior parte ilos que a
pronuncian) ainda fazem urna idea muito vaga do
processo a que se applica. O que mais embaraca s
peanas estranhai a arte do escoamento drainage ,
tal coraos* elle pratica, lie remprehender como po-
de a agaje.] !,r" nos tubos, sendo ellos enllocados
l>ontacM tanta pira formar os canos. M. Barral
esclarece esle pequeo royaterio, explicando succiu-
tamenlt que a agua se introduz nos tubos alravs
dosnlervallo* que eiistem entre cada um delles, na
distancia de 30 e 33 cenli metros. E;les nlcrvallos
eer mui pequeos, alim de que a agua su
escoar-se ilepois de (er sido compltamete fil-
trada. A porosidade da louca nao invernisada de
que se faz uso para preparar os lobo', pode milito
bera chegar a este resultado, mas islo lie menos im-
portante do que os intervallos deivados entre os tu-
ba*. O que he certo, he, que agua cliega aos lu-
o a pouco, gdla a gola, liltrando-se, rlarifi-
cando-se, purificndose da maior parle das materias
estranlias.como porexemplo, faz a agua do Senna, ao
alrav es dos filtros de carvo, de areia e de
ande a impellem vigorosas machinas.
O modo porque o escoamento opera no interior
do salo para modifica-lo cmelliorii-Inhcum problema
ainda mais importante e complexo, lie impossivel
evplic.ir mai: engenliosamente este problema do que
o fez om aeronomo francez, Mr. Martinelli, presi-
dente da socie.lide agrcola do Nerac em um artigo
do Journal Agriculture pratique, no qual se e\-
priaae asim : Olhe para esle vaso de llores ; pa-
ra qne serve este pequeo buraco que lem no fundo'.'
Pergenio tuto, porque ha urna completa revolurao
ncola ueste pequeo buraco : permute a renova-
jgna, evacuando-a pouco e pqueo. E para
que fim se renovar a agua '' I'nrque di a vida ou
amorta: a vida quando atravessa simplesmente a
cantada de (erra porque primeramente commuuica-
Ibe os principios fecnndadoret que possue e depois
torna sulovel o* alimentos destinados a nutrir a plan-
la ; a raorle, pelo contrario, quando permanece no
vas, porque se corrompe, apodrece as raizes e im-
pede a agua nova de penetra-la. O escoamento nao
he mais quo o pequeo buraco do vaso de llores ap-
plicado Dos campos.
Qnasnqniter formar urna idea mais exacta e pro-
fuoda de*|pprocesso, poder recorrer as obras de Mr.
Karral e de Mr. Leclerc. A influencia que o escoa-
mento exerce na fecundadlo do solo e vegetarlo das
plantas acha-se explicada nessas obras de um modo
inlereesanle. Segando a denicao simples e pratica
de Ifr. Leclerc, esta influencia consiste em que as
agama ploviana, qae cahe o sobro om terreno, em
vez de ah aatamar-se, ou de correr em sus super-
ficie, descera ao interior da torra, cujas parles liu-
nnidntain cora uaiformidade. lev am a raz das plan-
tas as substancias fertilisadoraaque Irazem da almos-
pitera, asi as que dUsolvcm atravesando a carnada
aravel do terreno,e depois de prcenchulas estas func-
roes a parta superabundante escapa-se pelos canacs
subterrneas, preparados para o cscoamcnlo. A
asna qne abandona o solo, he immediatamente subs-
tituida por caria quanlidade du ar almospherico,
que atravessa toda a carnada enchuta, onde se demo-
ra a( que urna nova chuva a venha expellir. Um
(acta cana**, e que sorprender ucees.ariamente as
entendidas, he qne o escoamento, que
antidoto con Ira. a humidade da Ierra, serve
ale para preserva-la da aridez. Mr. Leclerc
a deste fado urna clarsima explicante. Er
nm nata hmido, onde a agua se estagna perlo la
certas pocas do anno, as raizes das
i podem descer grande profundidade, e
lenas urna pequea carnada de Ierra,
eina calor iuteaso, a humidade do sol he
i evaporada e a plantas licain enlao cal-
rinadai. Se ao contrario o solo he profundamente
cchalo, as railes dai plantas podem livrcmcnle pe-
eamadas interiores, e quando sobrevem a
erce menos influencia sobre a parte intima
da (erraqne aa raizes leem attingido, conde podem
a humidade que Ibes he necessaria.
Todos os agricultores recoubecem que o escoamen-
to torna a cultora mais fcil o econmica. Permu-
te lavrar e semear mais cedo ta primavera o mais
larde no ritoiiu. Tem-se apreciado diversamente a
eraaoaaia que o escoamento ollerece eiu rclacjo ao
nuatero de animaos empregados no amanbo das Ier-
ra*. Algoraas pono as ereem nao exagerar calentan-
do esta economa na quarla patte dos animacs de tra-
bjelo ; isl< he, em 25 por cento. Ainda eom os
animaseasaina reduzdos preparase raelhor o solo
nos terreno, escoados do que uaquelles nao cscoados
ilomio modo. O escoamento permute lambem
-r"Bff o afulliamenlos de um modo vanUjoso e
inppriaBir o alqueives. Alen disto pode servir de
certa aaantiade de estrume e anlecipar cerca de 15
diaao ilion amento das colliciias.
Oalra comidera cao mo menos importante dos ef-
feitosdo escuamenlo, he quedispens os reos, fos-
sos descobetlos eleiras. feitas com o fim de melhorar
n torra.' Os fossos descoberlns inutilisam para a cul-
tura urna eitenso consideravel de terreno, e tem
ainda oolro inconveniente, que Ibes he coinmuin
com os regse leiras, he acarrelar com as aguas as
materias fertilisadoras e o estrume. A suppressao
do (sisas, seiruudo. Mr. Leclerc, consliliie s por si
urna vanlageta enorme, para cobrir em pouco lempo
as despiezas do escomiente. Um hbil agricultor das
ciremavtsiahancasde Dunkerque, Mr. Vandcrcol-
ms, qse se lem feito conheccr por inleressantes Ira-
baaVas neste genero, avalia em l|:r> de Ierras rulti-
vavsisera Franca a superficie oceupada pelos fossos
deseouertvs. Ora, s entre Lilla s Dunkerque, a
eslealo de larras cullivaveis he de 180,000 geiras
da qual a 35 parte sobe a jnais de 3,000 geiras. As
ierras lem, entre mis, um valor de 5 a 6,000 franco*
por ueira. Ainda quando o sen valor nao excedes-
se da 4,000 francos, be indispulavel que se deveria
sappriaair os fossos, e secta-Ios por meio do escoa-
mento para obter neste nico ponto da Franca, um
valor d* vinle millies. l'ara a consecucao deste
lim, Mr. Vandercolme julga que bastar por-se tu-
bos nos fossos na profundidade de nm metro e 30 a
10 centmetros, e cohri-los depois. As dilTerenles
experiencias, qse elle lem feito ueste sentido, me-
reriim ser todas conhecidas ; nos, porem, n.lo cita
remos mais do que urna. Ellesopprimio 1430 me-
tro* de fossos, separados pela distancia de 50 a 60
metras uns dosontros, n'uma extensa do terreno de
10 fssiras. A operario nao custou mais de 230 fran-
cos ; ora, contando nm metro de largura para estes
fossas, e meio metro de cada lado, adquire-se, pelo
terreno assim aproveitado. urna superficie de 20
ares. Em nm paix em que a geira de terreno vale
4,000 francos, tem-se nm lucro de 1,160 francos
coma despeta de 230. Arcresrentemoi ainda que.
segando a observafao de Mr. Vandcrcolmiwas ter.
ras qne fieam no intervallo dos fosaos suppriraidos e
Milistituidospor tubos se tornam mais tacllas qne
denles.
se pois quanto esta operando he vanlajoaa, e
ao agricultores que exitam em seguir esteexeraplo
po Pensai nSo tmenle na perda do terreno alagado,
mas ainda na imperfeicSo do esgolo por meio dos
fossos, nos grandes dispendios que exigen), tanto pa-
ra a eonslrnccJo, como para a conservarlo, no in-
cessante (rabalhu a que vossujeitam no concert,
na limpeza e na monda das hervas daninhas que
crescem pelas bordas e infestam lodo o campo pela
dispcrslo de ibbs Kmenle: petmi nos obstculos
tana/ .pins
que os fossos occasionam s operacoct da cultura,
na necessidade de suspender a acc,ao da charra
longe da borda, e de acabar lenlamer.le com a mito
e com apa esta parte da lavoura, conservando-vos
ainda em certa distancia por evitar os desmorona-
menlos : veda as parcellas preciosas de Ierra que a
agua acarrla para os fossos e da qual revindicareii
apenas una pequen parte por meio de Irabalhos
dispendiosos; pensai emfim nessas innumeraveis
causas de insalubridade de nm terreno, tornado pe-
la exislencia dos fossos, ao estado de um pal. no
miasmas pcslilenciaes qne se evaporam, nessas
febres peridicas que dirimam ou cnfraqucecm a
populara de nossos campos.
O cscoamcnlo he um remedio quasi infallivcl con-
tra estes diversos inconvenientes. Com o escoamento
nao haver mais terreno perdido para a agricultura,
nem regos, nem cssas zonas de trra estril, uuas
de vegetarlo ouque dVflicilmcnte reslitucm as se-
mentes que nellas se depostam. Todo o terreno pre-
parado pelo novo systcma lio sementado com igual-
dades, como diz um agrnomo inglez, os campos
aprcscnlam o aspecto de jardins matizados por toda
a parle de urna vegetarlo igualmente virosa. Nao
resta duvidade que o escoamento overea urna influ-
encia benfica, tanto na saluhridadc do clima, co-
mo na saude dos homens e animaes. As experien-
cias feitas na Inglaterra e na Escossia atlestam que
os nevoeiros e todas as enformidades occasionadas
por elles, as febres, os rhenmalismos, as desynle-
rias, c certas epizootias, ou contagio dos animaes
leem desapparecido nas regies em que o Cjcoamcn-
lo se .pratica em grande escala.
O resultado financeiro do escoamento be lalvez
de todas as questocs que se podem suscitar nesla
materia, a mais diflicil de se resolver de urna ma-
neira absoluta. Admitte-secommummentequc a des"
peza com os Irabalhos do escoamento heem geral de
200 a 250 Trancos por geira ; mas ella varia entre
100 e 1,609 francos nas cirenmstancias excepcionaes.
Ainda he mais diflicil de determinar com precisSo a
vantagem que resulta do novo uielliodo, primeira-
mente porque, para calcular com exaclidao fra mis-
ter levar em linha de conta tedas as vantagens ac-
cessorias resultantes da iiiesm i operario, taes cumo
a facilidade que d a enflora,, o valor do terre-
no adquirido pela suppressao dos fssos, c a econo-
ma que se faz do estrume e do numero dos animaes
empregados ; depois porque, mesmo sem considerar
no beneficio directo da operadlo, islo he, o augmen-
to das cnlheitas, ella varia segundo urna mulldao
de cirenmstancias diversas, entre as quaes devemos
considerar como primeira a nalureza do solo c dos
materiacs empregados na construccao dos canacs
subterrneos e a exccor.lo mais ou menos hbil e re-
gular dos Irabalhos. limas vezes basta a colheita de
um auno para cobrir as despezas da operaeao, ou-
Iras porem he necessario a colheita de tros ou qua-
Iro annos. Mr. Barral, a quem sa deve sobre es-
ta materia grande copia dcobservares colligidas,
calcula em mais de 20 % o rendimenlo do capital
empregado no escoamento, mas restringe este al-
garismo as operac,es feitas debaixo de boas con-
diees e sobre tenas naturalmente feriis. Quando
porem os Irabalhos sao em peor terreno, diz elle,
nao dio mais de 8 de lucro. Julgamos a proposilo
citar aqu o tcstemunlio de urna possoa profesio-
nal, Mr. de Cauville, distindo agricultor de la Brie.
o Nos annos hmidos, diz elle, a colheita pode
ser duplicada emeertos terrenos em quanto que nos
annos salubres pode o augmento ser muito insignifi-
cante. A'natureza do solo modifica tambem os re-
sollidos do escoamento. Ila terrenos em que o es.
coamento be promplo, entretanto que em oulros sao
necessario* alguns annos para que elle se eflcclue
doum modo completo. He fac) de comprehender
que no primeiro caso, soza-sa logo de scus resulta-
dos ; no segundo, porm, nao se colhe vantagem
jcruivel. Durante os dous primeiros annos que se
seguiram ao escoamento de miulias Ierras, as colhe-
las n3o (iveram augmento, entretanto que na pe-
quena lierdade quelavro, o escoamcnln tem sido r-
pido. He porque, como estes dous annos foram sec-
eos, as rolbeilas nAo tem soffrido nas Ierras nSo pre-
paradas, e por islo a diflcrenca nao foi apreciada ;
mas calculo em 25 % o augmento que me propor-
conou o escoamento cm 185:1. Meu trigo n.lo cabio
como em oulras partes, o grao he de melhor qua-
lidade e pesa de 2 a :1 kilogramos de mais por hec-
tolitro do que o grHo produzido em Ierras da mesma
nalureza nao preparadas. Aminha colheita em hec-
tolitro corresponde cm peso a de um anno medio.
Em certas partes colhi dobrada porr.in de batatas c
de forragem, mas creio que raramente vir um an-
no cm que o augmento da colheita, devido ao es-
coamento, seja Uo consideravel como em 1853. ,
Assim o escoamento pode nao dar resultado im-
mediato, mas he muito raro que elle seja millo e
a operaeao totalmente malograda. Entretanto para
previnir estes erros he necessario observar escru-
pulosamente todas as regras que couslituem a theo-
ria do escoamento. As prescripeoes sobre a profun-
didade e espaco dos canos subterrneos, sobre a in-
clinado e directo que lhes convm dar, tobro as
dimensOes dos tubos, que servem para guarncce-los,
nao podem ser impunemente desprezadas. MM. Bar-
ral e Leclerc, que sao profesaos na arle, coucordam
em que estas operantes silo delicadas e exigem limi-
to cuidado, exaclidao e ordena. He deslas condices
que depende o resultado.
Bastan as consideraces feilas para mostrar a im-
portancia e ulilidade desla descoberta, porque, se-
gundo nossa opiniao, o escoamento lem todo o me-
remenlo de urna descoberta. He alguma cousa
mais de que um simples processo de pratica agrco-
la ; he, como j o dissemos, urna verdadeira seten-
is ; he de alguma sorle a hygiene applicada i (er-
ra e s plantas que ella nulro cm seu seio. O es-
coamento faz circular a agua, o ar e o calor no so-
lo, e ah couserva-os u'iiin equilibrio favoravel n
vegetado. Ainda quando elle nao servisse ssnao pa-
ra preservar a agricultura de accidentes sementan-
tes aos dos annos de 1846 e 1853, sera j urna van-
tagem inapreciavel. Eslas observaces, a que po-
deriamos ter dado muito desenvolvimeulo, parece-
ram-nos indispensaveis para fazer comprehender
melhor a opporlonidadc da le decretada no fim da
ansvaa, a nica lei especial volada em Franja sobre
o escoamento, e que lera como resultado a sua na-
luralisaeao no paiz. Esforcenio-nss em rivalisar com
os nossos visinhos no maravilhoso partido que elles
tem (irado deste melhodo, sto he melhor do que
disputar-llies puerilmente a honra da invennto.
LonisAlloury.
(Journal det Detall).
fazeudo construir nm coro, o qual anda boje sub-
siste cm seu todo.
Tal foi a origcm da calhedrnl de Strasburgo, po.
rmeslajprimeirascouslruccfiej nao duraram muito.
E cm 1002 e 1007 o fogo as destruo, sendo a primei-
ra vez acendido pela m3o dos homens, e a segunda
pelo.raio. Estos incidenles muilas vezes repelidos
c facis decemprehendor-so em monumentos quas
semprc foitoi de madeira, eram urna causa de embel-
lexameno naquella poca de fe activa c profunda.
Keconslruin-se immediatamente cm pedra o que o
fogo linha destruido cm madeira. 0 hispo Wcrncr,
da casa de Hapsbourgo, fui quem desla vez se en-
eirregnu de fazer levantar a igreja; seu plano foi gi-
gantesco e o archilcclo (eve ordem de nada poupar
para que a execurao respondesse grandeza do pro-
jeclo.
Foram necessarios dous scalos(1015 a 1275) para
se concluir a obra, e os clirunislas da poca referen
que, durante os dezeseis primeiros annos, mais do
cem mil pessoas foram empregadas nos Irabalhos, e
ainda nesse primeiro plano, a famosa torre nao es-
lava comprehendida. As primeiras pedras desla ul-
tima parte do monumoulo s foram collocadas em
1276, no episcopado de Conrado de Licklemberg, e
segundo os descnbosde Herwin de Stenback. Her-
nia da Sleinhacb morreu, assim como (oda a sua
familiaanlesdever acabado seu gigantesco plano.por-
ques foiemH,16,isto he,sessenta annos depois,quea
famosa torre ehegorj a sua altura actual, c foram
terminados os grandes Irabalhos de conslrucrao da
calhedral.
A torre Re sem conlradiccSo, a parlo mais espan-
tosa deste nolavel edificio, um dos mais bellos que
a arte gothica lem produzido, e um dos mais puros
desse cslylo, porque ludo o he, excepto o velho coro
de l'epino e Carlos Magno, que nao lem poesa, se-
nao a da autiguidade e das recordaees. Esta torre,
como lodos sabem, be o ponfo culrainanle de todas
as construccfies humanas espalhadas no universo. O
zmborio de Sao Pedro de Roma conla com elleilo 2
metros de monos, a forre da calhedral do Venna 10,
e a flexi de Strasburgo eleva-sc i metros cima da
mais alta das pyramidcs do Esyplo, islo be, cleva-se
nos ares a urna altura de 145 metros cima do chao,
o entretanto esta parte do edificio be, desdo a base
aleo cimo, tuda chela de aberturas.
A torre s<> [ai corpo com o resto do edificio al 66
metros cima do solo; dessa altura levanta-e s e
sem apoio a partir do primeiro terrado. At o se-
guudo ella conserva sua forma primitiva e as qualro
pequeas columnas, quecoroam seus lados, mas che-
gando a esse ponto, ergue-sc em forma pyraniid.il,
lalhada por sele ou olo andares superposlos uns
sobre os oulros. Estes andana se eslreilam med -
da que sobem, e a torre eutao tornase urna linha de
urna delicadeza imaginavcl, terminando em urna
cruz coroada por urna bola.
Desle ponfo do edificio, onde elle loma a forma da
cruz, a asceocao torna-se para o visitante senao im-
pralcavel ao menos extremamente perigoSa. Com
clTeilo para chegar-se ao bofao, que he o fim para os
mais intrpidos, be preciso agarrar-se ts paredes c s
barras de ferro : e entretanto couta-se que ulgumas
pessoas, que lem subido, nao s lem cliegado a esle
ponto, como se (em collocado em pe sobre a
bola, como urna estatua, e nesla postura esvasiado
urna garrafa saudo dos papalvos.
Entretanto s nesse lugar he que se lem acabado
de subir e se lem explorado a torre desde a base al
oenme. Valla visitar esse magnifico relogio, que
marca ao mesmo lempo a medida do tempo, a mar-
cha do calendario e os movimentos astronmicos.
Esta machina be governada por um motar de urna
precisao admiravcl, e que collocado no centro faz
descrever em um quadranle, disponte pela parte ex-
terna as horas e suas subdivises, assim como us
das da semana. Nao fallare sobre o mais, porque
perlcnce pholographa reproduzir-nos cm sua ar-
rebatadora actividadeas figuras allegoricas, a ampu-
Ihela. o gallo que canta o a procissao dos apostlos
ao meio dia.
Oulrr; quadranle, que faz urna revoluto em 365
das para os annos coni*ans, e 366 para os bissextos,
indcaos mezes, os dias, a leltra dominical, assim,
como os nomes dos santos de cada dia do anno/ A
mesma exaclidao ha na indicacao das testas movis,
assim como das grandes festas, entre as quaes a da
paschoa vem tomar a 31 de dezembro a niela noile,
o lugar que oceupa at o fim do anno no calen-
dario.
Mas he principalmente a (erreira parle desle
prodigioso (rabalboque merece lixar a admracao e
se pode chamar verdaderamente transcendente. Nao
pracurarei analysa-lo ; he um syslema completo do
mundo, comasrovoluroes conhecidas de cada astro,
o movimento da Ierra o de seu satlite, as phases
da la, as equaees do sol, seu nascimenlo e seu oc-
c.iso. sua passagem pelo meridiano, assim como os
eclipses.
He um primor de obra de mecnica cncaixilhado
em urna obra prima de architectura. (.)/uni7;i COMMEKCIO.
YABJEDADE.
l'KACA DO RECIFE 16 DE MARCO AS 3
HORAS DATABDE.
Cuta^Ces officiaes.
loje nao houvcram colacdcs.
ALFANDEGA.
Rendimenlo do da I a 15.....204:IO1s'.)58
dem do dia 16........ 11:0984883
215:2001841
Detcarregam hoje 17 de marco.
Brigue suecomilmercaduras e cemento.
Brigue hamburgue/.Adolphocana.
Brigue inglezllartyidem.
Hiale americanoI/imonl Du Pontemercaduras
e farinlia.
Importa cao .
Hiale americano ljimol du Poul, vndodoPhi-
ladelfia, consignado a Henry F'osler & C, roanifes-
lou o seguinte :
200 barricas breo, 50 fardos (ecdos de algodo,
3caixas dilo azul, 30 ditas velas sparmacele, 400
harriquiibas bolaxinhas,' 59 barr- bolaxa, lili) l.ar-
rilinhos bauh.i de porco, 5 caixas presunto, 30
barril carne de vteca, 35 1|2 caixas cha hyson, 10
1(2 ditas cha preto, 95 dilas cha, 1,212 barricas
familia de trigo ; a Henry Fosler & C.
CONSULADO OEHAL.
Rendimenlo do dia 1 a 15.....24:358>142
dem do dia 16........ I:404706
25:76'2848
Uo Francisco de Assis (ioncalves lennal carga
assucar o maisfeneros. Passageiros, JoaoQuin-
tinu Fernandes Eiras, AI (redo Barbosa da Molla e>
Marcolino Jos Lins.
EDITAES. ~
O Illm. Sr. inspector da thesouraria de fazenda
desla provincia, manda fazer publico para ronheci-
menlo de todas as pessoas o termo de exame abaxo
transcripto procedido na thesouraria da provincia do
l'ara em urna nota falsa de .308000 ris, n." 6164,
cor roxa, l. serie o 3. eslampa.
Secretaria da thesouraria de fazenda de I'ernam-
buco. em 15 de marco de 1855.
O ollicial maior. limilio XavierSolreira de Mello
Termo deexamede urna uta falsa n." 6164, cor ro-
xa, 1" serie, 3.' eslampa, du valor de 503*100
ris.
Aos vinle sele dias do me. do fevereirn de 1855,
na thesouraria de fazenda desta provincia, estando
presentes os fiis abaxo assignados, foi-lbes entregue
pelo Sr. Ihesoureiro interino da mesma lliesourraria
Pedro Henriques d'Almeid Seabra urna nola de
503000 rs. da terceira eslampa, primeira serie, n."
6164, com assignalura de Jos Procopio Pereira
Fonles, para examiuarcm por haver sido julgada
falsa pelo Ihesoureiro d'alfandcga ; e tendo os ditos
liis examinado combinando com una verdadeira
concordaram emque era falsa a referida ola pelo
signaes seguintes. O papel muito ordinario que
moslra ser fabricado com algodao ou mi Ira malcra
scmelhante, a cor de um roxo mais claro, as Ultras
das p-davras303000 risrescriptas em lellras muito
miudas na grande tarja, horizontal lao mal figuradas
que apenas se distinguen uns risquinhos; a assigna-
luraainda que imita um pouco a original com ludo
o assignalario das notas desta eslampa, e serie e cm
cujo numero esla se comprehende fui Jos Francisco
Bernardes, c nao Jos Procopio Pereira Fonles, como
se ve da rezenha da caixa d'amorl*1a<;ao de Iriula de
marro de 1832 rcmellida a esla thesouraria cm por-
tara de 23 de rnaio do mesma anno. Em firmeza
do que lavraram esle termo que vai por ambos assi-
gnado.O fiel encarregado do troco, Theodozio
Bernarda to:a.i) fiel, Joaqumi l'edro Me.ran-
drino.
O lllm. Sr. contador, servindo de inspector da
thesouraria provincial, em cumprimenlo da ordem
do Exm. Sr. presidente da provincia, manda convi-
dar aos proprielarios abaixu mencionados, a entrega-
ren na mesma thesouraria, no prazo de trinla dias,
a contar do dia da primeira publicacau do presente,
a importancia das-quutas com que devem enlrar
para n calcamento das casas da ra do I.ivramento,
conforme o disposlo na le provincial n. 350. Ad-
verando que a falta de entrega voluntaria, ser pu-
nida com o duplo das referidas quolas na conformi-
dade do artigo 6.- do rcgulamcnlo de 22 de dezem-
bro de 1854.
N. 2 Manocl Jos Montero.....
4 Anfono da Silva Ferreira. .
6 Joaquina Maria Pereira Vianna. .
8 Manuel do Nascimenlo da Cosa
Monleiro e Paula Izidra da Costa
Monleiro...... .
10 Viuva e herdeiros de Jos Fernan-
des Eiras.........
12 Antonio Montero Pereira. .
1 i l.uiz de Franca da Cruz l'eneira.
16 Joaqun Antonio dos Santos An-
drade..........
18 Marcellino Antonio Pereira. .
20 Viuva de Joaquim Leocadio de 011-
veira (uimar.'ic-.......
22 Viuva do Dr. Jos Francisco de
Paiva..........
24 Jos Baptisla Ribeiro de I aria-. .
26 Manoel Buarquc de Macedo. .
28 L'mbelino Maximino de Carvalho.
30 O mesmo.........
32 F'rancisco do Prado......
31 Viuva de Francisco SeverinoCavalr
canti..........
36 Nuno Maria de Seixas.....
38 Manoel Francisco de Moura. .
1 Herdeiros de Joaquim Jos de Mi-
randa..........
3 Thnmax de Aquir- > Fonaeci. .
5 Capella dos PrazeYes de Cuarara-
P"..........,
7 Ordem Terceira de S. F'rancisco. .
9 Francisco Jos Pacheco de Medeiros
e uniros.........
11 Antonio da Silva Gusmao. .
13 Antonio Jos da Castro. ,
15 Herdeiros de Izabel Soares de Al-
meda. ........
17 Joaquim Ribeiro Ponte-. .
19 Viuva e herdeiros de Jo3o Pires
Ferreira.........
21 Manoel Romn de Carvalho. .
23 Irmandade das almas do Recite. .
25 D.r. Ignacio Nery da Fonseca. .
27 Padre Joao Antonio Gai3o. .
29 Antonio Cordeiro da Cimba. .
31 Jo3o Pinlo de Qoeiroz e herdeiros
de Joaquim Jos Ferreira. .
33 Joao do Rosario linimarcs Ma-
ehado..........725600
35 Anlono Luiz Goocalves Ferreira. 758(100
37 Julio Porlella.......528500
39 Joaquim Francisco de Azevcdo. 458000
41 Francisca Candida de Miranda. 60800
Extrahimos da Lumiere, revista photographica,
a seguinle noticia sobro a calhedral de Strasburgo.
A Gallia, autes da conquista romana, eslava quasi
toda cubera de mallas. Este aspecto de um paiz,
onde elles dominavam como senbores, convinba per-
feitameulc ao culto dos Druidas. As arvores, os car-
valbos sobre ludo, (inham aos seus olhos, como'sa-
be-se alguma cousa de sagrado, e s a passagem das
legies romanas usaram pela primeira vez violar o seu
carcter religioso.
Foi o que suceedeu no reinado de Cczar. As rc-
gies do oriente, qne so estendem s fronteiras da
Gemiana, foram as primeiras, cujas malas foram
derribadas. Deste modo foi esclarecido o paiz, que
cerca Strasburgo. Os propros Romanos nao respei-
laram nada, o empregando o machado nas florestas,
abaliam ludo, al os bosques sazrados. Foi enlao
que dcsappareceu para tempre aquello que cobria o
lugar, onde eleva-sc boje a calhedral de Slrasburgo.
Levndoseos deosespor toda a parte, onde levavam
suas armas, elles se apressaram em edificar um tem-
plo a seu gosto, no lugar dos monumentos druid-
cos, que ornavam suas profndelas. Esle templo
foi dedicado a Hercules, e Tenales foi banido para
apeaste.
Hercules renou all tranquilamente emquanlo
os Francos ficaram pacficos em seus paizes Irans-
rhenanos; mas um dia, impellido nao sei por que
poder, quo arrastavn (odo o mundo barbara para o
imperio, airavessaram o rio, ou pelo menos o paiz
que o cerca, foi urna de suas primeiras conquis-
tas.
AsdiviudadesdcHoma foram derribadas de seus
aliares, e Hercules leve a mesma sorte em Slrasbur-
go. No lugar de seu templo elevou-se urna igreja
Undada por Clovis no anno de 304, islo he, imme-
diatamente depois da sua conversao. Esta igreja era
teita de madeira, como o eram qnasi todos os tem-
plos primitivos. Dagoberto acresccnlou-lhe algumas
obras feilas de pedra, mas Pepino e Carlos Magno
foram os que deram a esle oascente edificio om ca-
rcter de durajao e de belleza, que elle nao linha,
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1 a 15.....
dem do da 16...... .
3:1.885507
608389
3:2488896
E.vportacao".
Ro de Janeiro, brigue nacional nSaglario, de
236 toneladas, couduzio o seguinte :100 caixas
massas, 18dlasch, 1,650 saceos com 8,230 arrobas
de assucar, 111 cascos cora 27,575 medidas de esp-
raos, 20 saccas com 116 arrobas e 29 libras de algo-
do, 175 meosde vaquetas, 78 molhos 1,950 couri-
nhos de cabra, 13,000 cocos com casca.
RECEBEDOHIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 1 a 15. 24:7538163
Fdem do- dia 16........ 745-3990
25:1998153
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlododia 1 a 15..... 25:8489783
dem do dia 16........ 1:8428210

27:6908993
MOVIMENTO DO PORTO.
.Vacos entrados no dia 16.
Rio de Janeiro2 dias, barca sueca Treton, de 620
fondadas, capillo F. R. Orling, cqnipagem 15.
cm laslru ; a Viova Amorim & F'illio.
Havre54 dias, brigne francez liugenio, de 146 to-
neladas, capiUo Renaudin, equipagem 9, em las-
tro ; a P. Adour & Companhia.
Rio de Janeiro17 dias, barca ingleza Hrislol Hel-
ia, de 252 toneladas, capitao S. Sponagle, equi-
pagem 12, em lastro ; ao capitn.
Cutinguiba6 dias, hiate brasilciro Srgipano, de
54 toneladas, meslre Henrique Jse Vieira da
Silva, eqnipagem 6, carga assucar ; a JosTcixei-
ra Bastes. Passageiro, Marcos Scbenker.
.Vario taido no metmo dia.
Rio de JaneiroBrigue brasilciro Sagitario, capi-
97-3500
908000
1188500
66.3OOO
67*500
738000
378508
758150
908000
1808000
1349500
1268000
1088000
488600
60000
608000
608000
788000
1118600
1278500
99J600
278000
618200
nysoo
4.5JHXK)
635000
188000
580OO
36801X1
758000
689400
8I9O0O
1238000
608000
SIJflM
Ri. 3:0069753
E para conslar se mandou aflixar,o presente e pu-
blicar peto Diario. Secretaria da thesouraria pro-
vincial de Peruambuco 14 de marco de 1855.O se-
cretario, Antonio Ferreira d'.innunciarao.
O Illm. Sr. contador, servindo de inspector da
thesouraria provincial de Pcrnambuco, em cumpri-
menlo da ordem do Exm. Sr. presidente da provin-
cia de 8 do corrcnle, manda fazer poblico, que no
dia 4 de abril prximo vindouro, se ha de arrema-
lar a quem por menos lizer a obra dos coucerlns do
ai;ude*lo Limoeiro, avahada cm 2:2008900.
A arrematacao ser teita na forma da lei provin-
cial n. 313 de 14 de rnaio prximo passado, e sob tP
clausulas especiaes abaxo copiadas.
As pessoas qoe se propozerem a esta arrcmalac.30,
comparecam na sala das sessocs da junte da fazenda
pelo meio dia, competentemente habilitadas.
E para conslar, se mandou aflixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pcrnambo-
co 10 de marco de 1855.O secretario,
Autonio Ferreira da Annunciarao.
Clausulas especiaes para a arremataran.
I." Os concertos do ajude do Limoeiro sero exe-
culados de couformidade com o oieamento approva-
do pela directora cm conselbo, o apresentadu ao
Exm. Sr. presidente da proviucia na importancia de
2:2008000.
2." O contraanle dar principio as obras no pra-
zo de um mez, e as concluir no de tres mezes, am-
bos coulados ou forma do art. 31 da lei provincial u.
286.
3.* O pagamente da importancia deste contrato
sera fcilo em duas preslares iguaes, a primeira
quando estiver execulada a inetade das obras, e a se-
gunda e ultima depois de concluida loda a obra,
que sera logo recchida definitivamente.
." Para o que nao estiver determinado na-pre-
sentes clausulas c uo orc,ameulo, seguir-se-lia o que
dispe a lei provincial n. 286.Conforme___O se-
cretario, ./. /'. da Annunciraiio.
A cmara municipal desla cdade declara, de
couformidade? com o arl. 26 lil. 7. das posturas em
vigor, que as arvores que se plantaren aos lados das
estradas e nas testadla dos respectivos sitios, deveao
distar urnas das oulras 40 palmos e 8 dos muros ou
cercas existentes nas mesmas estradas, podendo ser
ellas, raaogueira, cajazeira, gameleira, oitizeiro, do
chamado da praia, jaqueira.
Paco da cmara municipal do Recite em sesso de
14 de marco de 1855.Harto de Capibaribe, presi-
dente. No impedimento do secretario, o oflicial-
maior, Manoel Ferreira Accioli.
O Dr. Rufiuo Augusto de Almeida, juiz muuicipat
snpplenle da segunda van e do commercio nesla
cidade do Recite e seo termo, por S. M. I. e C.,
que Dos guarde ele.
Fac,o saber que por esle jotao da segunda vara
C'.immercinl, a requerimento da firma social Andra-
de V Leal abr a sua fallencia pela sentenea do
theor seguinte :
A' vsla da declaraeao a fl. 2, fela pelo commer-
ciante Manoel Carneiro Leal, gerente da casa com-
mercial sob a firma de AndrftTe & Leal, julgo falli-
dos Manoel Carneiro Leal c Joaquim Antonio do
santos AndraJe, e declaro abeila a fallencia dos
mesme* desde o da 9 do fevereiro, qoe fixo como
termo legal de sua existencia, pel qoe ordeno que
se ponham sellos em lodosos bcut, livros c papis
dos fallidos, devendo para isso fazer-se participacSo
no respectivo juiz de paz, e nomeio para curador
fiscal o hacharel Candido Autran da Malla e Alba.
querque, que prestar o juramente do cslylo, pagas
as rustas pelos fallidos.
Recite 28de feveiro de 1855. Frunc seo de **
'it de Otiveira Maciel.
Ilc por publicada em mita do cscrivo, que in-
timar as parles. Recite era ul supra. Oliveira
Maciel.
E tendo sido a rcquerimcnlo da mesma firma so-
cial Andrade & Leal excluido o curador Horneado
dte Aulran, nomee o negociante Antonio Va'.len-
lim da Silva Barroca, que nao aceitn, assim como
lambem nao aceilou Antonio Bolelho Piulo de Mes-
quila, e sendo .ilin.il nomcado o credor Sebasliao
Jos da Silva, preslou este o devido juramente. Em
consequencia do que os credores presentes dos di-
tos fallidos comparecam na casa de minba residen-
cia na na doCollego n. 17, s 10 horas do da 20
do correle, afim de em reuniao se proceder a no-
DMarJIe de depositario oft depositarios, que provi-
soriamente administren! a massa fallida ; visto nao
l?rem comparecido no da 15, como foi marcado. E
para conslar man I-i passar o prsenle c mais tres
ilo mesmo theor, que serao publicados c affixados
na forma do arl. 129 do respectivo regulamenlo.
Dado nesla cidade do Recite cm 16 de marco de
1855. Eu Joaquim Jos Pereira dos Sanios, cscri-
vo o subscrevi.
Hii/ino Augusto de Almeida.
Joao Ignacio de Medeiros Rogo, commercnute ma-
triculado, deputado commcrcal do tribunal de
commercio da provincia de Peruambuco c juiz
rommissario nomcado pelo mesmo tribunal.
1-ae.o saber que nao tendo comparecido na rcu-
niao, que teve lugar no dia 23 do correle, os cre-
dores da casa fallida de Oliveira Irmaos & Compa-
nhia, Leonino Brothers, Jacomo & P. Irm.
Carhoni, Gamba Semino & Mello, Freres Bosauero,
Antonio Joaquim de Oliveira Mello, Novaes & Pas-
so-, Viuva Seve, Sebasliao Jos de Figneiredo, que
residem Tora desle imperio, ou dentro delle, mas
em domicilios nao conhecidos, por nao ter sido a
convocarlo teita segundo o arl. 135 do regulamen-
lo n. 738 de 25 de novembro de 1850, convoco pe-
lo presente edilal a ditos credores para que compa-
recam no dia 4 de junho do corrcnle anno, pelas 11
horas da manh.i. em casa da miuha residencia na
ra da Cruz n. 9 do bairro do Recite, afim do que
reunidos em miuha presenca, com lodos os mais
credores da mesma casa fallida, verifiquen) os seus
crditos, se forme o contrato de uniao, e se proce-
da a nomeacao de administradores dos bens da di-
la casa fallida, advertindo que neiihum credor se-
r admillido por procurador se esle nao tver pode-
res especiaos para o aclo, e que a procuradlo nao
pode 'ser dada pessoa que seja devedora aos falli-
dos, nem um mesmo procurador representar por
dous diversos credores. Em cumprimenlo do que
lodos os credores da referida casa fallida compare-
cam em dilo dia e lugar designado, sob pena de
se proceder a suas revelias.
E para que chegue ao conhecimento de todos,
mande passar o presente edilal, que ser aflixado na
prac,a do commercio c publicado pelo Diario de
Peruambuco. D^do e passado nesla cidade do Re-
cite de Pcrnambuco aos 27 dias do mez de Janeiro
de 1855. En Dinamerico Auguslo do Re go Ran.s
Escrivao juramentado o cscrev.Joao Ignacio de
Medeirot llego, juiz do commerciu,
Jos Antonio Bastos, rommcrciante matriculado
deputado euiiiincreial do li iloin.il do commercio
da provincia de Pcrnambuco, e juiz commis-
sario.
Faro saber, que no dia 9 de junho do rorrele
anno pelas 11 horas da manhaa na oasa d miuha
residencia na ra da Cadeia do bairro do Recite
n. 34 ha de ter lugar a reuniao dos credores da casa
commercial fallida de Richard Rovle na conformi-
dade do artigo 135 do regulamenlo n. 7:18 de 23 de
novembro de 1830, afim de que reunidos cm miuha
presenca todos os credores, verifiquen os seus cr-
ditos, formen o contrato de unao, e procedam a
nomeacao de administradores dos bens da referida
casa fallida, advertindo que neiihum credor sera ad-
millido por procurador, se este nao tver poderes
especiaes para o aclo, e que a procurado nao pode
ser dada a pessoa que seja devedora ao fallido,
nem um mesmo procurador representar por dous
diversos credores. Em cumprimenlo do que todos
os credores da referida casa fallida comparecam cm
dito da e lugar designado, sob pena de se proceder
as suas revelias.
E para que chegue ao conhecimento de todos,
mandei passar o prsenle edilal, que sera allixado
na praca do commercio e publicado pelo Diario de
Ptrnambuco.
Dado e passado nesla cidade do Recite de Per-
uambuco aos 8 dias do mez de fevereiro de 1855.
Eu Dinamerico Auguslo do Reg Rangel, escrivao
juramentado o escrevi.Jos Antonio Bailo, juiz
commisario.
Joao Pinlo de Lemos, commendador da ordem de
Christo, commerciante matriculado, 'deputado
commercial do tribunal do commercio da provin-
cia de Peruambuco e juiz commissario:
Faco saber que nao tendo comparecido na reuniao
que leve lugar no dia 19 de Janeiro do correle an-
no, os credores da casa commercial fallida de Deane
Voule & C, que residem lora deste imperio ou den-
tro delle, mas em domicilios nao conhecidos, por
nao ter sido a coiivocac,ao fela segundo o artigo 133
do regulamenlo n. 738 de 23 de novembro de 1850,
convoco pelo presente edilal a ditos credores, para
que comparecam no dia 11 de junho do corrcnle
anno pelas 11 horas da manhaa, na casa da residen-
ciados mesmos fallidos, na ra da Cadeia do bairro
do Recite n. 52, alim Je qu.i reunidos em miuha
presenca lodos os credores da referida casa fallida,
verifiquen os seus crditos, deliberen! sobre a con-
cordata ou tormem o contrato de unao e procedam
a Hornearlo de administradores dos bens da dita ca-
sa fallida; advertindo que nenbuin credor ser ad-
in i nido por procurador se este nao liver poderes es-
peciaes para o aclo, e que a procuraran nao pode ser
dada a pessoa que seja devedora aos fallidos, nem um
mesmo procurador representar por dous diversos
credores. Em cumprimenlo do que todos os credo-
res da referida casa fallida, comparecam em dilo
dia e lugar designado, sob pena de se proceder as
suas revelias. E para que chegue ao conhecimento
de lodos mandei passar o presente edilal, que ser
allixado na praca do Commercio e publicado pelo
Diario de Peruambuco, Dado e passado nesla ci-
dade do Recite de Peruambuco aos 9 de fevereiro
de 1855. Eu Dinamerico Augusto do itego Rangel,
escrivao juramentado o escrevi. Joao Pinto de Le-
mos, juiz commissario.
DECLAHACO'ES.
AMINISTRAC-YO DO CORREIO.
O hiato Tres Irmaos recebe a mala para a Pa-
r.ihiba, boje (17) s U horas da manhaa.
Pela subdelegacia dos Afogados se faz publico,
que se acha depositado um cavallo, que foi remelti-
do pelo inspector do Barro, por ser encontrado sem
conductor, quem for seu dono apareja na mesma
subdelegacia, que provando llieser entregue. Afo-
gados 13 de marjo de 1855.-O subdelegado.Pe-
rHr.i Lima.
Fel subdelegacia da frcgueza dos Afogados se
faz publico, que se acha rccolhklo cadeia desla ci-
dade, o,preto Bernardo, que diz ser escravo de Ma-
noel d. Silva Barros, lavrador do engenho Santo-
Audr, e achava-se ausente de casa. Afogados 13
de mareo de 1855. O subdelegado, Pereira
Lima.
CONSELUO ADMINISTRATIVO.
O conselbo administrativo, em vil lude de aulnri-
saen do Exm. Sr. presidente da provincia, lem de
comprar os objectos seguinlesel
Para o l.' balalhao de infantera de linha.
boles convexos de metal dourado c de 7 liuhas
de dimetro, 7,408 ; dilos de dilo e de 5 linhas de
dimetro, 5,166.
Laboratorio do arsenal de guerra.
Papel cartiininlio, resmas 40.
Quem quizer vender esles objeclos aprsente ai
suas propostas emcarla fechada, na secretaria do con-
selbo s 10 horai do dia 17 do torrente mez.
Secretariado contelho administrativo para forue-
cmcnlo do arsenal do guerra 12 de marco de 1855.
Jote de Hritn Inglez, coronel presidente. fer-
nario Pereira do Carmo Jnior, vogal e secreto-
rio.
Pela subdelegacia da freguezia da Boa-Viste
fra recolhido a .cadeia desla cidade um crioulo que
reprsenla ter 18 anuos, que diz chamar-se Joflo
Francisco, e ser forro, exislindo porm motivos para
desconfiar, que seja escravo fgido do poder de seu
senhor : quem fr sea senhor comparec perante a
mesma subdelegacia. Subdelegacia da freguezia da
Boa-Vista 16 de marco de 1855. O subdelegado
supplautc em exercicio, A. F. Martint llibeiro.
AVISOS .MAimiMOS.
PAISA O RIO DE JANEIRO.
Salte com muita htevidade, por ter a
maior parte do seu cairegameuto promp-
lo, a bein conliectda veleu-a escuna nacio-
nal Tamega : para o resto da carjja,
passageiroseesclavos a fete, Irata-secom
Novaes &C, na ra do Trapiche n. -TV.
Para o Rio de Janeiro segu cm pouros dias o
brigue Feliz Urslinu ; para o reslo da carga, pas-
sageiros e escravos a frete, trala-se com os consigna-
tarios Isaac Curio & Companhia, na ra da Cruz
n. 10.
Para o Rio de Janeiro.
Segu com brevidade, por ler parte da carga
prompia. a velcira barca brasileira Mathilde, quem
Suizer carregar o reslo, entenda-se com o capitao
eronymo Jos Talles, ou no cscriptorio de Manoel
Alves duerra Jnior.
Para o Ccar seu'ue no fim da semana, o hiate
Capibaribe, meslre Antonio Jos Vianna : para o
reslo da carga, trata-se na ra do Vigario n. 5.
Para Lisboa, o brigne escuna pnrluguez Atre-
vido, pretende seguir com a maior brevidade : quem
no mesmo quizer carrejar ou ir de passaaem, trale
cora us consignalarios I liorna/, de Aquino Fouseca cV
Filho, ua ruado Vigario n. 19, primeiro andar, ou
com n capitao ua praca.
PARA BENGELLA COM ESCALA POR S.
THOMf.
segu com brevidade o brigue portusuez Esperan-
za por ter dous tercos da carga prompla: quem qui-
zer carregar o resto, entenda-se com o capitao Ma-
rianno Antonio Marques, ou no cscriptorio de Ma-
uocl Alves Guerra Jnior.
Para o Rio Grande do Norte segu com muita
brevidade a barcaca brasileira Diligente ; para o
resto da carga, tratase un escriptorio do Tasso Ir-
maos, ra do Amorim n. 35.
MECHANISMO PARA ENGE-
NHO.
NA I LNDigAO DE FERRO, DO ENGE-
NiIElRO DAVID W. BOWNIAN. NA
RA DO BRUM, PASSANDO O CIIA-
FARIZ,
ha semprc um grande sorlimenlo dos seguintes ob
jeclos de mechanismos propros para engenhos, a sa-
ber : moendas e meias moendas da mais moderna
conslruccao ; laixas de ferro fundido a balido, de
superior qualidade, e do lodos os tamaitos ; rodas/
dentadas para agua ou animaes, de todas as propor- ,
cues ; crivoe>e boceas de fornalha e registros de boei-
ro, aguhoes.hronzes parafusos e cavilhoes, moinlio
de mandioca, etc. ele.
NA MESMA FUNDICAO
" exeeulam todas as encommendas com a superiori-
dade ja mohecida, e com a devida presteza e commo-
didade m preco.
LEI LOES.
Vctor Lasne Iransterio sen leilao em conse-
quencia de nao lerem sabido da allandeg, despacha-
das ha lempos, muilas fazendas novas que tem de
ser expostas :i venda ; lera pois lugar o mesmo lei-
lao, por interveni-ao do agento Oliveira, na segunda-
feira. 19 do corrcnle, as 10 horas da manhaa, em seu
armazeni, ra da Cruz.
Jos Fernandes Ferreira fara leilao, por inler-
veneo do agente Oliveira, e por conta e risco de
quem pertenece de cerca de -i. pipas de vinagre de
Lisboa, em um ou mis lotes ;i vonlade dos preten-
dentes : terca-feira, 20 do crrenle, as 11 horas da
manhaa cm ponto, porte do armazem do Sr. Au-
nes, defronte da arcada da alfandega.
O agente Borja far leilao quarla-feira 21 do cor-
rente as 10 horas, em sen mazcm na ra do Colle-
gio ii. 15, consislndo rm um completo sorlimenlo
de obras de marcineiria novas e usadas.de difTerentes
qualidades, (> caixrs com chapeos francezmi, urna
grande quanlidade de ditos do Chile, retomo- de ou-
ro e prata para algibeira, um ptimo cabriole! iuglez
novo, ele, c urna grande porjao de objectos dilTe-
renles, que se acharan paleles no mesmo armazem
no dia leilao.
Eugenio Didicr & C. farao leilao por conta e
risco de quem perlencer, e em presenca do Sr. cn-
sul da Franca.de urna caixa de meias ce algodao com
loque de avaria, terca-feira -20 do correle, as 11
horas da manhaa, no seu armazem ra da Cruz
n. 51.
AVISOS DIVERSOS.
40 PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do CoIIegio n. 2,
vendte um completo softimento
de fazendas, fina e grossas, por
preros maii baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por^
ces, como a rctalho, amaneando
se aos compradores um 'preco
pata todos : este estabelecimento
aliriose de combinacao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, rancezas, allemaas e sus-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epor
isto oflerecendo elle maiores lan-
tagens do que outro qualquer ; o
ptoptietario deste importante es-
tabelecimento convida a'todos os
seus patricios, e ao jSublico em ge- -
ral, para que venbam (a' bem aos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
CoIIegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos EBSC
O Sr. Antonio Candido de Lira, queira diri-
gir-se l livraria n. B e 8 da praca da Independen-
cia, que se llie precisa fallar.
Jos Jacomo Tasso, convida ato-
dos os seus amigos que se queiram
dignar assistir ao oHcio solemne do
stimo dia, que para eterno repouso
de sua tempre chorada e carinbosa
mai D. Hellena Joaquina Tasso, se
lia de celebrar ua igreja da ordem
terceira deS. Francisco, segnda-
tela 19 docorrente.
Principiara' as 9 horas da ma-
nhaa.
FABRICA DE FIAR E TECER
ALGODAO.
Francisco M. Duprat,
fundador da compa-
nhia para a fabrica
de liar e tecer algo-
dao, convida os senho-
res accionistas a se reu-
nirem no dia 20 do corrente, no saino do
convento de S. Francisco, as 4 horas da
tarde, para a revisao dos estatutos.
Irmandade das almas do Recife.
O abaixo assignado, juiz da irmandade
das Almas, erecta na matriz de S. Fr. Pe-
dro Goncalves do Recife, convida a todos
os seus irmaos para comparecerem boje
17 do corrente pelas 4 horas da tai de, no
consistorio da irmandade, afim de reuni-
dos em mesa geral, elegerem o procurador
geral que tem de servir no presente anno ;
como determina o novo oompromisso.
Padre Jos Leite Pitta Ortigueira.
RA NOVAN, o.
Madama Rosa llardy aunuiicia ao respelavel pu-
blico, que tem recebidn um rico sorlimenlo de cha-
peos de seda, que vende a 20. 15, 10JJ e88, cha-
peosiulios de seda para baptsado de crianzas de 6
mezes a 2 anus. ditos de palba de abas largas para
meninas de i a 8 anuos, ricos cortes de seda de co-
res levrados, ditos de quadros escossezes, bareje de
seda e laa de quadros, chaly para vestido de todas
as cores, cortes de sarja prela lavreda, chmatele
preto, boa sarja prela o covado a 25200, grisdena-
ples preto. dito amarcllo, lindas romeiras prelas de
lil, caheces prelos, manas pretas, camiziis prelos
para senhoras e meninas, romeiras brancas de fil
de lindo, camisiis decambraia branca bordados para
senhoras, lencos de cainbraia de linbo para mo,
ditos arrendados de cambraa de algodao,touc.is para
haplisados, sapatinhosde casemira tendajo- 0 ve-li-
dinhos de M-ita, linas de seda para senhoras c meni-
nas, meias de seda para senhoras e criancas, toques,
capella- para noiva, peules de tartaruga, bonecas
franeczas para meninas, um grande sorlimenlo de,
chales, de 1.1a muito linos com franjas de seda bor-
dados de retroz de todas as cores, dilos da iiesma
qualidade lisos, ditos de retroz e de rede bordados,
dilos de seda, capotnhos e manteletes pretcs e de
cores, vendem-se pelo cusi, trancas de seda de to-
das as cores e franjas, bicos de lnhe, fil de tintn, e
cambraia de linbo. Na mesma casa tem un gran-
de sorlimenlo de obras de ouro de le de Franca e
llamburgo de 11 quilates, corren loes para horem,
crrenles para relogio, Irancelins chatos com passa-
dor, adereens inleiros. meius adere em, allinelc-, cas-
soletas, pulceiras, aunis de lodosos preros du ouro
de lei. que sevendem por Jj, argolas lisas, rosetas
para senhoras c meninas, medalhas, cordes, ele. ;
tedas estas obras vendem-se mais baratas que cm
qualquer oulra parle.
L. Schuler leudo de relirar-se para fora desta
provincia, enlregou a liquidacja da eitincli casa
de L. Schule & C. aos Srs. Juliao Tcgetmeier e J.
i. Loppachar, com quem os interessados quiiram
entenderse.
I'recisa-se atusar om sitio perlo da praca, quem
pretender dirija-se i ra do CoIIegio n. 15, armazem.
Manoel Jos Monleiro vai a Europa a tratar
de sua saude, c durante a sua auzencia deixa por
seus procuradores os Sr. Bernardino Jos Montero
Joao Fernandes Lopes.
Da roa do Crespo, sobrado n. 12, fugio um
passaro de Angola, a que chaman viuva, qmm o
peuou e o queira restituir a seu dono, lenlia a bon-
dade manda-lo aloja do dilo sobrado, pelo que se
licara muito obrigado, e sendo pessoa que qnea rc-
ceber o adiado, tambem se d.
Rogase airmaos da irmandade de N. S. da
Soledade, qoe tenhain a bondade de comparecer no
consistorio da mesma igrejae> pelas 9 horas da ma-
nhaa do dia 18 do correle, para se proceder a elei-
eau do juiz e mais mesarios.
Precisa-se de urna ama boa cozinheira a en-
gommadeira, a qual paga-se bem : no aterro da
Uoa-Vista n, 17.
A mese regedora da irmandade do Senhor Bom
Jess dos Marij ros dos pobres, erecta na igreja de
N. S. do Rosario, do bairro de Santo Antonio, lem
de expi'ir vista dos fiis a solemne procissao do mes-
mo Senhor, as 2 horas da tarde do dia 18 do corren-
te, c pede nos moradores das ras em que tem de
transitar a mesma procissao, para que as conserven!
limpas, as quaes tilo as seguintes : ao sabir da igreja
ale ao pateo do Hospital, traversa do Ouvidor, Ca-
deia, arco de Sanio Antonio, em seguimento a rffa
da Cruz, travessa da Lingoeta, Crpo Sanio, rea do
Vigario, travessa at a ra da Lapa, aladre de Doos,
ale Sanio Antonio, CoIIegio, Pracinha, I.ivramento,
ra ireila, at a travessa do Marisco. Martyrios,
llortas, pateo do Carmo, Flores, ra Nova, iTrin-
rheiras, estreta do Rosario, a reeolher-se : pede-se
a tudos os Kvms. sacerdotes para qoe se digoem hon-
rar-nos com o seu comparecimento.Jos Joaquim
de Lima, escrivao actual.
No mez de junho do anuo passaj^ detappare-
ceu do bairro da Boa-Vista, ra da Manguetra, casa
n. 5, o escravo mualo acaboclado, de nome Nicolao,
cora os signaes seguintes : estatura regalar, o rosto
lodo cravado de marcas de beiieaa, ps e pernas
grossos, falla com mansidao, he oflteial de pedreiro,
c ha -uppuiean de eslar Irabalhaudo pelo ofticio em
Serinhaem. Esle mulato he boje do abaixo assigna-
do por o ler comprado na cidade da Parahiba a Sra.
viuva do fallecido Casio : quem o apprehender, le-
ve-u cidade da Parahiba ao Illm. Sr. Sergio Cle-
menlno Drummond Pessoa, ou na ra da Manguci-
ra, casa n. 5, de Antonio Gomes Pessoa.
A pessoa que liver um silio nas proximidades
desta cidade, que lenha aUuruas fructeiras e, propor-
ees para criar algumas vaccas, que queira arren-
dar, dirija-se ra Nova, sobrado u. 47, que achara
com quem Iratar.
Precisa-se de 2 amassadores para padaria : na
ra Imperial n. 173.
Desappareceu no dia 15 do corrente, de cima
de urna mesa redonda, um allinelc de peilo com con-
Iteucacau de arpa, cravado de diamantes ; ha proba-
bilidade de qne fosse furlado, e suppe-se que o rou-
bador o lenlia vendido a alguem : roga-se a esse
comprador o reslilua na casa da Camboa do Carmo
n. IS, que nao su se pagar o mesmo por quanto foi
elle vendido, como se dar a graliflcacjlo de 20JOOO,
alm do se ficar obrigado.
Precisa-se a bordo do brigue Capibaribe de
um bom cozinheiro lvre : quem estiver jiestascir-
cumslancias, dirija-se a ra do CoIIegio n. 10, para
tratar.
Por ordem do lllm. Sr. Dr. Rufino Auguslo de
Almeida, juiz municipal supplenle da segunda vara
c do commercio, sao convidados os credores de Nono
Mara de Seixas para se reunirem no dia 20docor-
rente ao meio dia, na casa da residencia do mesmo,
na ra do CoIIegio n. 17, primeiro andar, afim de
so vcrilicarem os crditos de Daniel Ley e viuva
(iuadino & Filho, e se nomearem arbitros para os
crditos do consulado francez, e Mesquila & Dutra,
c ser nomeada administrarlo,, visto nao ler havido
a reuniao annunciada para o dia 13 ; escrivao Joa-
j quim Jos Pereira dos Santos.
A pessoa que quizer temar a premio 8009000,
dando por seguranca 2 cscravas, appareca nesla Iv*
pographia, que se llio dir quem faz esle oegocie,-
couvindo-lhe.
Manoel Francisco Nobre, de hoje em diante se
assignar Manoel de Almeida Nobre.
Quem quizer dar 4009000 con hypolheca em
urna escrava moca, annoucie por este jornal.
Offercce-se um rapaz com habilidades, de ida-
de 16 annos, para caixeiro : a tratar na ra da Pe-
rda n. I, terceiro andar, ou aununcie por este jor-
nal.
Precisa-se singar orna casa terrea, ou na falla
sobrado, para pequea familia, em qualquer dos tres
hateros, ainda mesmo por pouco lempo, e paga-se
bem : quem o liver, dirija-se ao becco Largo n. 1,
terceiro andar, ou annuncie para ser procurado, islo
com brevidade.
Ollerece-se um moco portuguet pera caixeiro
de qualquer arrumarlo, mesmo de taberna, da qual
tem Instante pratica, o qual da conhecimento de soa
conducta : quem do mesmo se quizer ntilisar annun-
cie para ser procurado, ou dirija-se ra do Cordo-
niz n. 8, que achara com quem Iratar.
LOTE R LA DO COLI.EGIO DOS ORPHAOS.
Aos 5:000S00; 2:0008000, 1:0009000.
Corre indubilavelmente sabbado, 24 do corrente.
O caulelisla Salusliano de Aquino Ferreira avisa
,10 respeitavel publico, que os seus bilheles e caute-
las nao e.-l.lo sujeilos ao descont de olo por cento
do imposto geral, no aclo do pagamento sobre os tres
primeiro premios grandes. Acliam-se venda nas
tojas : ra da Cadeia do Recite n. 21 e 45; na pra-
ea da Independencia n. 37e 39 ; ra do Livramert-
lo n. 22 ; ra Nova n. 16 ; ra do Oaeimado n. 39
c 44 ; ra do Cabug n. 11, botica.
Receber por tnteiro
a
5:0008
2:5003
1:2.^)3
6258
5008
2505
Bilheles 58500
Metes 28800
Ouarlos 18440
Oitevos 720
Decimos 600 a
Vigsimos 320 a
Peruambuco 17 de marco de 1855.
Salusliano de Aquino Ferreira.
NO COlMJLTORIO
DO DR. GASANOVA
RLA DAS CRUJES N. 28,
vendem-se carleiras de liumeopalhia de to-
do- os lamanhos, por preens muito era conla.
Elementos de homeopalhia, 4 vola. 8000
Tinturas aescolher, cada vidro. 18000
Tubos avulsos a escollier a 500 e .'100
Consultas gral'S para os pobres.
ROB LAFFECTBU*.
O nico auloritado por deeitSo do eonselho real e
decreto imperial.
Os mdicos dos lio-pitaes recommendam o Arrobe
de Laffectcur, como sendo o nico autorado peda
guverno, e pela real sociedade de medicina. Este
medicamento d'um gosto aaradavel, e fcil a tomar
em secreto, estaem uso na inarinba real desde mais
de 60 annos; cura radicalmente cm pouco tempo,
oom pouca despeza, sera mercurio, as aiTecces da
pelle, impigens, as consequencias das sarnas, ulce-
ras, c os accidentes dos partos, da idade critica, e da
acrimonia hereditaria dos humores; conven aos ca-
tarrhos, a bexiga, as conlraccjtes, e fraqueza dos
orgaos, procedida do abuso das injecroea on de son-
das. Como anli-syphililico, u arrobe cura em pouco
lempo os liosos recentes ou rebeldes, que vulvem
incessautes em consequencia do empri-go da copai-
ba, da cubeba, ou das injei-ees que represenlciu o
viru- sera neulralisa-io. O arrobe Laftecteur he
opecialmenlerecommendado centra u docncas, in-
veteradas ou rebeldes, ao mercurio e an iodurclo do
io. I.isbonue. Vecde-se na botica de Brrale de
Antonio reliciauo Alves de Azcvedu,prac,a de D. Pe-
dro 11. 88, onde acaba de chegar urna grande porgas
de carrafas grandes c pequeas viudas direelamenle
de Pare, de casa do dito Bnvveau-LatTecleur 12, ru
ltichco Pars. Os formularios dao-se gratis em
rasa do agente Silva na praca de D. Pedro, n. 68.
Porto, Joaquim Araujo ; Baha, Lima & Irmaos ;
l'ernsrabueo, Sou; Rio de Janeiro, Rocha & Fi-
Ihos ; el Moreira, teja de drogas; Villa Nova, Joao
Pereira de Magaies Leite; RK raude, Fran de
Paulo Coate & C."
UliTii mn


Jf

O bailo as.iguado, oflcrccc o seu prestimo a
quem se qoiicr utilisar para tirar guia do judo dos
fetouda faaenda, lano da geral como da provincial,
por aquellas pesvoas que peaaoalmenloiK nao pudcni
ar, e que com a mesma hunda se aclmm debita-
das : quem precisar pode mandar por escripia se
nome, numero da casa, o ra eiu que mora, nos lu-
gares segundes : necMe, ra da Cidria I o ja
ma da Crui eo do Trro n. 1!), ra do l.i-
vramenlo n Independencia n. na
Nova n. 4, pta. n. 21, onde serao
procurados os ilheles e s pessoas que quizerem
para o lim eipeiulido, e na ra da Liona n. 10 casa
du aonuucianle.Mticartio de Luna Ptire.
iva que sirva para j
ma casa, o para earregar la-
holeii faien husla e fiel se pasar liom aluguel: no aterro da
Boa-Vista n. 86, segundo andar.
Dcsapparcceu da cocheira dos mnibus, na ra
de S. I raocivo, um cavado rodado, grande, mullo
i luchador, lera alguna sionaes nos peitos por ler a-
ilada no cario : quem o apanhou, leve-o a cocheira
cima, que s pagaia o sea Irnbalho,
I'recisa-se Mugar um prelo paraservico de casa
de pouca familia : quem o tiver e quier alugar, di-
rija se a ra do Collegio u. i), taberna.
AI ten rao.
Precist-se alugar urna casa terrea, ou mesmo so-
brado, de 89000 a 10JOO0 mensacs, sendo na Boa-
Vuta, ou as ras da Concordia e Mundo-Novo :
quem tiver aonuucie, oj dirija-sc .' ra do Aragilo
o. 19.
Precisa-se de um caixeiro do 12 a 14 anuos :
na ra Direita n. 17.
Precisa-sc de urna mulher allonciosa, forra ou
captiva, para tratar de urna moja que lem beiigas :
dirija-se ra do Trapiche Novo n. 12, primeiro
andar.
Precisa-sc de um caixeiro para laberna, da
qual lenha pralica : no pateo do Terco n. 21.
Ajpga-so um molequo bom para servir de ca-
sa por ser et e muito esperto : oa roa Direita u. 24,
segundo andar.
\ DE COMMISSAO" DE ESCBAVOS.
Na ra Direita, sobrado de 3 andares, ilefroutc do
becco de S. Pedro n. 3, recebem-se escravos de am-
bos os sexos para se vender de commissao, nao se le-
vando por ene Irnbalho mais do quedous por rcnlo,
sem despeza alguma de comedorias, oITcrecendo-sc
para Uto toda seguraiira precisa para os dilos escra-
vos.
PIBLICACAO'.
Aclia-sc no preloe breve sabir i luz urna inleres-
sante obra intituladaManual do Guarda Nacional
un collcccao de todas as leis, regulamenlos, ordense
ios concernen les a mesma Guarda, (muilos dos
quaes escaparan! de ser mencionados as collerooe
de leis): desde a sua nova orgamsacao al :',l de "dc-
zembro de 1854,relativos nao m ao proresso da qua-
lificacaoi recurso de revista, etc. etc., senao a eco-
noma dos corpas, orgauisacao por municipio, bala-
Ihoes, coropanhias, de mappas, modelos, ele. ele. ele.
Subseree-se a 55000 para os assigiianles, c 3000
para os que nao o forem : no palco doCarmo n. 9,
primeiro andar.
lom fomeiro : na padaria da
praca da Santa Cruz, dehaixo do sobrado.
- tma pessoa que ter bstanle pralica de escri-
pluraco rommcrn.il, otTerece-se para fazer qualquer
escripia, ainda mesmo para carlorio, com lodo acer-
t, Hmpeza e perfeico : na ra do Collegio, arma-
zem n. 25, se dir quem lie.
- l'crdeu-se no caminho dos Afogados para esla
cidade, uiuteniuriillio cuutondo o seguinle : nina
Icltra de 3001000, urna de 1203000, esli vencida em
o mez de maio de 1854, aquella a vencer em ionio
leste aono, sacadas por Flix Paos da Silva contra !
Francisco Yerissimo do ltego Barros; nnu oulra da '
CONSULTORIO DOS POBRES
25 BA DO COX.M4IO 1 AWDAH 25.
O Dr. p. A. Lobo Moscnzo d consultas hnmeopalliicas lodos os das aos pobres, desde !) horas da
manhSa atoo meio da, c em casos extraordinarias a qualquer bora do dia ou noite.
Oflerece-se igualmente pura pratkar qualquer operacao de cirurgiu, e acudir promptamenlc a qual-
quer niulliei que estoja mal de parlo, c cujas circunstancia* nao permiltam pagar ao medico.
i CONSULTORIO DO DR. P.l LOBO WDZO.
DIARIO OE PERNMBUCO, SiBBAOO 17 E MARCO DE 1855.
25 RUA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUISTE:
Manual completo de meddicina homcopathica do Dr. G. II. Jahr, traduzido em por
tugue/, pelo I)r. Moscoxo, qualro volumes cucadernados em dous e acompanhado do
um diccionario dos termos de medicina, cirnrgia, analomia, etc., ele...... -205000
Esta obra, a mais importante de todas as que Iratam do esludo c pralica da bomeopalliia, por sera nica
que conten ahp.se fundamental dVsta doulrinaA PATHOGEINESIA 01 IEFFE1TOS DOS .MEDICA-
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SAI. DEeonbccimentos que oto podem dispensar as pes-
soas que se querem dedicar pralica da verdaileira medicina, interessa a todos os mdicos que quizerem
experimentar a <>oulrina de llahiieinami, e por si inesmos se convencerem da verdade d'clla : a lodos os
fazehdeiros c senhores deengenho que eslao longe dos recursos dos mdicos: a lodosos capiles de navio,
que urna ou oulra vez nao podem dcixar de acudir a qualquer iucommodo scu ou de seus tripulantes :
a todos os pais de familia que por circumslancias, que nem sempre podem ser prevenidas, sao "licua-
dos a prestar tu continenti os primeiros soccorros em suas enfermidades.
O vade-mecum do homeopalha ou tradcelo da medicina domestica do Dr. Hcring,
obra lambem til s pessoas q%e se dediram ao esludn da liomeopalhia, um volu-
me grande, acompanhado do diccionario dos termos de medicina...... lOfflOO
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatomia, etc., etc., encardenado. 3000
Sem verdadeiros c bom preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pralica da
liomeopalhia, e o proprielario dcslc cslabclecimciilo se lisongeia de te-lo o mais bem montado possivel e
ninsuem duvida boje da grande superioridade dos seus medicamentos.
Boticas a 12 lubos grandes.....................
Blicas de '2t medicamentos em glbulos, a 10, 129 e lJfOOO rs.
Dilas 36 ditos a..................
Dilas 48 dilos a..................
Dilas 60 dilos ............... .
Dilas 144 dilos a ................
Tubos avulsua.........................
Frascos do meia on^a do lindura..................'.
Dilos de verdadeira lindura a rnica.................
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de lubos de cryslal de diversos lmanlo,s.
vidros para medicamentos, e aprompta-se qualquer encommenda de medicamentos com loda a brevida-
de c por presos muilo commodos.
0
m
8S000
208000
239000
30000
60)000
1000
25IHHI
2J0IK)
MASSA ADAMANTINA.
Rua do Rosario n. 36, segundo andar, Paulo tiai-
gnoux, dentisla franrez, chumba os denles com a
in.is-a adainanlina. Essa nova c maravilhosa coin-
posieito tcm a vanlagcm de encher sem pressao dolo-
rasa lodas as aulraeliinsidadcs do denle, adquerindn
em poucos oslantes solidez isual a da pedra mais
dura.epromelte reslaurar os denles mais estragados,
com a forma e a cor primitiva.

i
i
I
PIBLICACAO' DO HST1TIT0 HO
MEOPATHICO DO BRASIL.
THESOURO IIOMEOPATIIICO
OU
VADE-MECUM DO
.HOMEOPATHA.
Mcthndo concho, claro c seguro de cu-
rar horneopathicamenle todas as molestias /
que affligcm a especie humana, e part- >r9
cularmente aquellas que rehtttm no Bra- (A
til, redigido segundo os melhores traa- L
dos de liomeopalhia, tanto europeos romo ,'
americanos, o segundo a prupra experi- c*r
encia, pelo Dr. Sabino Olegario I.udgera J1
Pinlio. Esta obra he boje recouhecida co-
mo a melhor 3e lo carSo homeopalhica no ruralivo das mt>
( leslias. Os curiosos, principalmente. Rio &j
podem dar um passo seguro sem possui-la e /r,
consulla-la. <)s pais de familias, os seiiho- <$7
res de ensenho, sacerdotes, viajantes, ca- &A
9S@@5gK5 C^@ ge
DENTISTA FRANCEZ. @
9 Paulo Gaignoux, cslahelccido na rua laraa %(
td do Rosario n. 36, seznndoandar, collora den- Hf%
tes com gengivasarliliciaes, e dentadura com- Q
A pleta, ou parle della, com a pressao do ar. -jj
Tambem lem para vender agua deulifricedo ^
f$ llr. Picrre, c p para denles. Rna larga do ff
^ Rosario n. 36segundo andar.
I Casa de consignarao de escravos, na rua
femle-seou airenda-se um dos enge-
iiliTi-lha c. Iii'illranle, nr l'regite/.ia de
Serinliaein, o iiuaes rnue'm un com agua
outio.eom animai s, silnados em lenas da
iellior nroduccao, com mutas varzeas
c maltas virgens, lioas oblas, sendo as de
um dilles mtciramhle novas, com pro-
i's para glandes safras, e distantes
iio embarque legua e meia : a Callar com
bseti proprietano o major Joao Climaco
Fetnapdes Cavalcanli no mesmoengenlio,
oti nesta ])raca como Dr. Joao Vicente da
Silva Cosa, na rua de S. (ioncalo n. 1 \.
Vende-so coin para orro (te
20 ale 28 oncas.
Zinco para forro com os ptejjos
competentes.
Chumbo em barrinhas.
Alvaiade de cliumbo.
Tinta branca, preta e verde, em
oleo. (^
Oleo de linhaca em botijas de 5 (^
gales. m
Papel de embrnlho. />*
Vidro para vidracas. ?+
Cemento amarello.
Armamento de todas as cpiali- W
dades. Wf
Genebra de lloilaijda em iras- ^)
queiras. ^
Couros de lustre, marca grande. fA
Arreios para um e dous ca- <>a
valles. V>
Chicotes para carro e esporas de
ac pruteado- ^)
i Formas de [erro para fabrica de (^
i assucar. S
! Papel de peso ingle/.. /-,*,
Cliampagne marca A & C. 7
E um resto pequeo de vinltOS do ^
' lllteno de qualidade especial: S
no armazem de C. J. As- v)
I (lev & C. j>
l
quanlia de 2508000, sacada por Flix Paes da Silva i ? pitaes de navios, serlanejoselc. ele, devem
contra Jos Vicloriano Crrela de Amorim, ja ven- ; jp) le-la
cida no ultimo de feverciro do corrale anuo ; al-
sum dinheiro, sendo urna moeda de ouro do valor
de 202000 das novas, laOOO de prala, e mais urnas
sedulas lambem do valor de 13000 cada urna ; mais
s papis, entre esles uui vale dji quanlia de
lOOJflOO. paasado por done,dio Jos de Mello. Pre-
vioe-se as pessoas mencionadas, que n,1o pagueni as
leltras e vaie senflo ao sacador : qualquer pessoa que
achou, qocrendo, como deve, resliluir, o pollera In-
zer a Flix Paes da Silva, no cugenho Curato Ai fte-
Euczia da Varzea, ou oa rua Nova desla cidade n.
51, que ser gcnerosamenle recompensado.
Pede-se ao Sr. Jos de Mello Cesar ex-prn-
curador da cmara de Olinda, que venlia entender-
se com os herdeiros de I.uiz Roma, pois basta de
caatoadas, Ticando cerlo que em quanto n,lo se en-
tender com osmesmos lia de sabir esle annunrio.
LOTERA do collegio de
ORPHiOS.
Ocatttelista Antonio da Silva Guima-
les, temexpostoa venda na sua casa no
aterro da Boa-Vista n. 48, os seus bilhetes
e cautelas da primeira parte da primeira
lotera do collegio de orphaos tiesta cida-
de, atjual corre impreterivelmentenodia
24 do corrente.
Bilhetes inteiros. 5J500
Meios. 25800
Quartos. 1S440
Quintos. l.soOO
Oitavos. 720
Decimos. 600
Vigsimos. 520
B.O cautelista cima tem resol-
vido garantiros bilhetes inteiros nica-
mente, pagando 08 tres premios maiores
sem o disconto de 8 por cento do gover-
no, cujos bilhetes vao assignados atraves-
sado na frente com o nome do annunci-
ante Antonio da Silva Guimaraes.
Esl justa a compra de duas casas terreas de
laipa silas na rua dos Pernamburcnos na Capuuga,
perleucenles a Sr." I). Rita Cecilia do Amparo, se
alcuem se julgar com algum direito por qualquer ti-
tulo, baja de o declarar por esle Diario no prazo
de 8 das, a conlar da data desle, lindos os quaes
nao ser attendida qualquer reclamac.lo.
O Dr. Joo da Silva Romos, medico, mudou
sua residencia para a rua do Cahuga n. 1(i, primeiro
andar, e contina a rereber das8 as 10 horas da ma-
nha, e das 3 as 4 da tarde, as pessoa que o quize-
rem consultar. Bem como nuuuncia quo est prem-
io a sabir da cidade para onde seja chamado.
i man para occorrer promptamenlc a
llf qualquer rasode molestia.
*L' Dous
voluntes ciu brochara por 105000 *
^jjp encadernados ll-rOOO fS)
tg, Vendc-se nicamente em rasa do autor, ') no palacete da rua de S. Francisco (Mun- ^W
($) do Novo) n. 68 A. ffifj
O Sr. Joao Nepomuceno Ferreira
de Mello, que mora para o Salgadinho,
tiueira mandar receber urna encommen-
da na livraria n. (i e S da praca da Inde-
pendencia.
6-3000
4yKXI
lOyXK)
30*000
s mais novas c
modernas joias.
Os abaixo assignados, donos da loja dcourives, na
rua do Cabuit n. 11. confronte ao pateo da mabriz c
rua No".a, fazem publico, que eslao recebendn con-
tinuadamente muilo ricas obras de ouro dos medrn-
oslos, (anto para senhoras como para homens e
meninos ; os preces conlinuam mesmo baratos como
lem sido, e passa-se conlas com respousabelidade,
especilicando a qualidade do ouro de 14 ou 18 quila-
tes, ficaado astim sujeilos os mesuras por qualquer
duvida.Serapkim ii Irmo.
Ainda precisa-sede ofliciaesdeallaia-
te, tanto de obra grande como iniuda :
na rua da Madre de Deosn. 36, primeiro
andar.
Olio Plessmainn relira-se para a Europa.
Precisa-se de uma ama de loite ; na rua da
Camboa do Carmo n. ti.
Na rua da Camboa do Carmo precisa-sc de
dous offlciaes do palliinha, que aibam apparclliar a
paltas.
S J. JANE, DENTISTA, I
fj, continua a residir na rua Nova n. 1i), primei-
tro andar. g
t>i3 3S@S#
Novos livros do liomeopalhia uicfranccz, obras
(odas de summa importancia :
llahncinann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
lumes. ...........20SO00
Teslc, rroleslias dos meninos ." 6000
Bering, liomeopalhia domestica. .... 7&000
Jahr, pharmacopa homeopalhica. 6-3000
Jahr, novo manual, 4 volumes .... 16-3000
Jahr, moleslias nervosas.......fttOOO
Jahr, moleslias da polle.......89OOO
Rapou, bistoria da liomeopalbia, 2 volumes I63COO
llai llimann, tratado completo das molestias
dos meninos..........10*000
A Tesle, materia medica homeopalhica. 83OOO
De Fayolle, doulrina medica homeopalhica 73OOO
Clnica de Slaoneli .......
Casling, verdade da liomeopalhia. .
Diccionario de Nyslen.......
Adas completo de anatomia com bellas es-
lampas coloridas, coiilendo a descripca
de (odas as parles do corpo humano .
vedem-sc lodos estes livros no consultorio homcopa-
Ihico do Dr. Lobo Moscoso, rua do Collegio n. 25,
primeiro audar.
Precisa-se de uma ama forra 011 captiva para
fazer o servico diario de uma casa de pouca familia :
quem pretender, dirija-se a rua do Collegio 11. 15,
armazem.
Precisa-se comprar um moleque de 12 annos
pouco mais ou menos: na rua da Cruz 11. 45.
Instrucca o elementar.
O professor Miguel Jos da Motta, con-
tinua a exercer as funecoes de sen magis-
terio, na travesa da Concordia ou cadeia
nova, nico sobrado que ah ha, prompto
a admittir alumnos externos, pensionis-
tas e semi-pensionistas, sendo por um ra-
zoavel estipendio.
Precisa-se de 800.S-000 rs. a juros, so-
bre hvpoteca de duas escravas, quem os
ipiizer dar amuincie.
dos Quarteis n. 2
Compram-se c recebem-sc escravos de ambos os
sexos, para se venderem de commissilo, tanlo para a
provincia como para fra della, ollerecendo-se para
sso loda a seguranca precisa para os ditos escravos.
. Precisa-se alugar um preto para ser-
viro de casa de bomem solteiro: na rua
do Trapichen. 10.
AULA DE LAT1M.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
que mudou a sua aula para a rua do Kan-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos e externos desdeja' por m-
dico preco como he publico: quem se
quizer utdisar deseupequeo prestimo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
Coiiclusao do furto da jangada c fuga de
um escravo.
Chegaram a esto jrarlo dous pescadores livros,
que de couivencia rom o mcu escravo, se lizeram
arribados em Tambaba, provincia da Parahiba, des-
de Janeiro ; mas cando o negro Thcodoro, crioulo,
baivo, corpulento, com muilos cabellos braucos pe-
la barba c peilos, idade 35 anuos pouco mais ou
menos, o qual dizem os companheiros da arribada
ler licado em Tambahit : quem dcllc liver noticia o
tarta esta cidade a Pedro Antonio Teixcjra C-ui-
raaraes, que dar de gralilicacao 50;. Tambem so-
ria conveniente que a polica dcsta cidado esmiri-
lhasse bem este fado dos dous arribados.
SALA DE PANSA.
I.uiz Canlarelli participa ao respeilovcl publico,
que a sua sala de ensino, na rua das Trinchetas n.
IV, se acha aberlalodas as segundas, quarlasc sex-
tas, desde as 7 horas da uuile al as : quem do scu
prestimo so quizer utilisar, dirija-se a mesma rasa,
das 7 horas da manhaa al as 9. O mesmo se ullere-
ce a dar lices particulares as horas convencionadas:
lambem da lices nos colleaos, pelos presos que os
mesmos collegios tem marcado. .
COMPRAS.
Compra-se na rua
moedas de 5 francos. '
da Cadeia do Recife 11. 5
Jos Jacomo Tasso, Jos Jacotuo
Tasso Jnior, Jorge Jacomo Tasso,
Emilia Adelaide Tasso Habello, He-
lena Joaquina Tasso e Mari a das Ne-
ves Tasso, cordialmente agradecem
a todas as pessoas que se dignaram
acompanhar o corpo de sua sempre
choaade ecarinhosa esposa e mai He-
lena Joaquina Tasso, ao cemiterio,
no dia l do corrente: e de novo
Ibes rogam o obsequio de assistir a
inissa do stimo dia, que pelo seu
eterno repouso se ha de celebrar na
igreja da ordemterceira deS. Fran-
cisco, 'segunda-feira 10 do corrente
pelas '.) horas da mandila.
-- O Sr. Franklin Americo Euslaquio Gomes vc-
nha concluir o negocio na rua do Crespo n. 15.
O Sr. Goncalo Francisco Xavier Ca-
valcanti Ucha tenha & bondade de ap-
patecer na rua do Crespo loja n. 10, pa-
ra concluir o negocio que nao ignora.

Precisa-se de uma ama de leite que
seja sadia : no pateo do Hospital n. 21},
por cima da cocheira.
No sobrado da rua do Pilar n. 82, precisa-sc
lugar um escravo ou escrava que saiba cozinhar e
fazer lodo o mais servico de urna casa de pouca fa-
milia ; prefere-se escravo, c pasa-se bem.
ATTENCAOl!
O caulelisla Salusliano de Aquin Ferreira avisa
as pessoas que compram bilhetes e cautelas das lolc-
riasd^ provincia para nagocio, que lomou a (irme
resolucSo de vender os referidos bilhetes c cautelas
pelos precos abaixo declarados, uma vez que rhegue
a quanlia de IOO3OOO para cima, dinheiro i vista.
Os seu bilhetes e cautelas silo pagos sem o descont
dooito por cento da lei sobre os premios de 1:000*
rs. para cima. Pode ser procurado em sua casa, na
rua do Trapiche 11. 36, segundo andar, polas 0 al
as 12 horas da manhaa.
Compra-sc um silio porto da praca : a fallar
com M. Carneiro.
Na rua larga do Rosario n. 38, compram-se
escravos de ambos os sexos, preferindo-se os de ida-
de de 12 a 25 annos, e os que liverem cilicios, qual-
quer que seja a idade, nao se olhando a preco.
Compram-se palaces brasilciros e hespanhes:
na ruada Cadeia do Recife n. 54.
Compra-se 011 aluga-se uma bateara
de.lote de 14 a 18 caixas, estando em es-
tado de Iraballtar: nesta typographia.
Compram-se aigumas aeces do cncanamcnlo :
na rua da Sania Cruz 11. 70. av
Compra-se uma parda ou prcla de meia idade,
sadia e que saiba fazer os airanjo de uma casa, pa-
ga-se bem : ua rua Nova loja n. 67.
Compra-sc um braco de batanea de Romao
ainda que lenha algum uso, devendo le de compri-
menlo 6 palmos : quem o liver, procure na rua da
Praia, armazem n. 22.
Compram-se as seguintes obras de
Direito Civil; Ordenar/.es, Colhoda llo-
clla, Lobao, Notas a Mello e Digesto Por-
tuguez: quem quizer dirija-se a rua do
Collegio n. lo, segundo andar,
Compra-se uma casa terrea em qualquer das
ras da freguezia de Sanio Antonio ou S. Jos, que
o seu valor nao exceda de 1:000*000: a tratar na
rua das Trinchetas n.50.
VENDAS.
Bilheles 5*300
Meios 28700
O liarlos 10380
Olla vos 8090
Decimos *5<;o
Vigsimos gaao
AL1ANAK PAR I8SS.
Sahiram a' luz as l'olhinhas de algibei-
ra com o almanak administrativo, mer-
cantil, agrcola e industrial desta provin-
cia, corrigido e accrescentado, contendo
00 paginas: vende-se a 500 rs., na li-
vraria n. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
Na rua das Cruzes n. 22, vendem-se duas es-
cravas, bonitas liguras; urna dellas engomma, co-
zinha e lava, e a outra cozinha, lava e vende na
rua.
Vendc-se um moleque de idade de 18 anuos,
de boa conduela ; e uma escrava de naeao, quilan-
deira : na rua Direita u. :l.
NAVALIIAS A CONTENTO E TESOURAS.
Na rua da Cadeia do Recife 11. 48, primeiro an-
dar, cscriptorio de Auguslo C. de Abrcu, cmli-
uuam-se a vender a 8S00 o par (preco hxo) as ja
bem condecidas e afamadas navalluis de barba feilas
pelo hbil fabricante que foi premiado na ex,>osic,io
de Londres, as quaes alera de durarcm aslraardioa-
1 i amen le. naosesenlem no rosto na arc.ui d collar
veudem-se com a condc,ao de, nao agradando, 00-
derem os compradores devolve-las al 15 diasdepois
pa compra resliluindo-se o importe. a mesmj ca-
sa ha ricas (esouriulias para uohas, feilas pelo mes
mo (al'canto.
Pernambuco 11 de marco do 1855.O caulelisla,
Suiugfi'ano de .quino Ferreira.
No liolel da Europa precisa-se de um caixeiro
que d fiador a sua conduela.
LOTERA DO COLLEt.IO DE |OKi'IIAOS.
O caulelisla Antonio Jos Rodrigues deSooza J-
nior avisa ao respeilavcl publico, que es seus bilho-
lese cautelas nosoflrem desconlo nos (res primeiros
premios grandes, os quaes eslao i venda pelos pre-
cos abaixo, as tojas da praca da Indepcndcncii n.
i, 13, 15e io, e nasoolras do costume, coja lotera
corre no dia 25 do prsenle met.
Obacharel A. !!. de Torres Bandei-
ra mudou a sua residencia do segundo
andar do sobrado n. 41 da ra estreita do
osario, paia o segundo andar do da rua
Nova n. 23, que faz quina para a camboa
do Carmo ; eahl continua a ensinar llhe-
torica Philosophia, Gcographia, Franrez
c Inglra; adverte que as aulas terao lu-
3ar de 1 bora da tarde as 2 e meia, e
as i as (i e meia : quem do seu prestimo
se quizer utilisar, pode procura-lo para
este m na indicada residencia
Bilhetes
Meios
Quartos
Oilavos
Decimos
figesimei
5.-5011
25800
19140
8720
MH)
naao
Reccbcra por iuteiro
D
o
t


5:000*
2:S0ftJ
1:250?
6359
seo
2503
ATTENCAO.
Carvalbo & Mendes. ultimamenlc chegados a es-
la cidade viudos do Rio de Janeiro, teema honra de
offerecer ao publico um lindo e variado snrlimcnto
dejoiasd'ouro e com hrilhanles, rvngiosd'ouro pa-
tente, raquetas, salvas e cislieaei, e outros muilos
nbjectos de diflerenic#qualidades proprios para se-
nhoras, de goslos moderno, quo ludo veuderao por
mdicos precos atlendendo a pouca demora que pre-
lendein (er aqui : achain-se morando na rua da Ca-
deia de Sanio A nlvnio, sobrado n. 21, primeiro au-
dar.
LI^DO S0RT1 )IE\TO DE CALCADO.
Na rua Nova n. 8 loja de Jos Joaquitn
Moreira, lia um bello sortimento de cal-
cado para seiihora, que pela sua qualida-
de e preco muito deve agradar as senho-
ras, amigas do bom e barato : os precos
sao os seguintes, ja' se sabe, a dinheiro
sem disconto.
Sapatos de couro de lustre. I.s700
Borzeguins com salto para senhora. 5500
Ditos todos gaspeados tambem com salto
para senhora. 'i.S'O
Sapatos de corda vao de muito boa quali-
dade. 1#100
FRASCOS DE VDKO DE BOCCA LARGA
COM ROL11AS.
Novo sortimento do tamanho de 1 a
^ 12 libras.
I endem-te na botica de artholomeu Francisco
de Suuza, rua larga do Rosario. 36, por menor
preco que m oulra qualquer parte.
VIDROS PARA VIDRACAS.
Vendem-se em caixas, em casa de liarlhomcu
Francisco de Souza, rua larga do Rosario n. 36.
Vcndc-so uma mohia de jacarando,
nova, muilo bem feila e do muilo bom
goslo, rom pedral brancas, lambem ven-
dc-se camas franco/as, cVmmndas, radei-
ras, consolos, bancas de meio do sala, de
amarello e de oleo, marquezas, camas,
sofas, cadenas, consolos, bancal de meio de sala
do angico; sendo ludo de muilo bom costo e |ior
procos muilo commodos: na rna da Camboa do
Carmo 11. 1. Na mesma casa prcrisa-se de 2 olli-
iacs de palliinha. que saibam aparelha-la.
\cnde-se uma earrora nova, bem construida,
para cavallo, com os complenles arreios ; c lam-
bem vende-se o cavallo que Bella lem servido : no
armazem de maleriaes 110 porto do Pocinlio, junto
u laberna de Jos Domip^ues.
Vcnde-se o engenho Cupaoba, na margem do
rio Capibaribc, termo de llanaiieiras, provincia da
Parahiba, com safra fundada para 2,000 paes. Ierras
excclleulcs de assucar, boa casa de campo, no\ i--i-
ma ; vender-sc-ha su 011 com a rsrravalura, bolada
e cavallo. : a tratar nesta cidade com Euedino de
Andrade Guanay do Cupaoba, e l com o proprie-
Tario Cupaoba pai.
Vende-se um engenho muilo perlo desla pra-
ca, com lodas as obras necessarias, leudo alm disso
lima dislilarao bem montada, com boas Ierras de
caima e mandioca, aigumas de varzea de muila pro-
ducido, e com as de mais propsoos ; acresce que
possue o mais apropriado terreno para o plaulio do
caf, nem s pela abundancia que produz, como por
sua excelle:le qualidade, o que podera|sor examina-
do pelo pretndeme em alguns cafeciros que ja elig-
iera ; quera quizer fazer negocio, auuuucic para ser
procurado,
Veude-se millio muilo novo, cm saccas de al-
queire, menos o sarco, por preco commodo : ua rua
da Praia, armazem 11. 22.
Vendem-se por preco commodo dnzias de gar-
rafal rom vinho de llordeaux de superior qualidade:
no armazem da rua da Cruz 11.19.
A M:
NA BOA-VISTA, ETKONTE DA BONE-
CA .f. 8.
Ai ha-e com um completo sortimento de genero
de molhados, dos melhores que vem ao mercado :
queijos do reino muilo novos, rh da India, perola e
nacional, manleiga inglesa c franceza, peras seccas,
ametxas, velas de espermacele americauas, estrell-
aba em emolas enlejiadas, vinhu puro do lodas as
qualidades, champagne, hlalas de Lisboa, e muilos
outros geueros por pre^o muito razoavel.
Para vestido preto.
Vende-se superior grosdcnaple-prelo, de seda, lar-
go e encorpado, pelo Paralo preco de 160O cada co-
vado : na loja de i portas da" rua do Queimado
n. 10.
Cortes de chita a 2,s00.
Vendem-se cortes de vestido de chila franceza,
lama, cores lixas, padroes decasna, com 9 covados, a
220 cada corle ; dilos de riscado franco/., padroes
escaros, a 2c000 : na loja de portas da rua do
Oueimado n. 10.
Sedas para vestido.
Na loja de porlas da rua do Queimado, lia para
vender sedas de cores e brancas para vestido de se-
nhora, iiavcudo bom sortimento para escolher, o por
preco muilo commodo.
Vendem-se braceletes de cornalina, encasloa-
dos em ouro, obra do ullimo goslo : 110 aterro da
Boa-Vista a. OS, loja de ourives.
Na rua do Oueimado n. 11, vendem-se as ver-
daderas luvas de Jouvin para homein a 23000 o par,
o para seuhora com cufeites a 1J000. Na mesma en-
contrar um completo sorlimenlo du miudezas ba-
ralas.
Vendem-se 2 globos de geusrapbia em bom es-
tado : na rua do Queimado, loja de miude/.as n. 21.
Vende-se urna larlaruca verdadeira, por proco
commodo : ua rua da Cruz 11. 21, armazem, se Jira
quem vende.
Na laberna da rua Nova n. 50, que foi de -Ma
tilias Joaquim da Mala, lem superiores vinhos en-
garrafados, de diversas qualidades, c se acha sorlida
Je ludo mais que he tendente a laberna, e por com-
modos precos ; atrios como lem muilo bous deccs.de
guiaba, banana, de arac, de cinja e colea ineleza.
Na mesma casa precisa-sc de uma pessoa lalo! que
encola bem de laberna, e quo d fiador, para lo-
mar cunta da mesma por balauco, e que enlenda
lambem alguma cousa de escripia para os competen-
tes !anc,ame!itos, pois leudo lodos esles requisitos da-
se bom salario.
Veude-se um lerreno de 50 palmos de frente c
1.50 de fundo, silo na rua do Sebo, bairro da Boa-
Vista, do lado do sul, muilo proprio para edificar
uma boa casa ou qualquer cslabclecimcnlo, por ser
no lugar mais alto da dila rua : a fallar na praca da
Boa-Vislu 11. ti, botica.
Vendc-se um bom e muilo cxcellcnlc carro de
i rodas, quasi novo, com arreios 011 sem clles, |ior
menos de seu valor : na roa da Praia n. 27, sobra-
do amarello, enlrada pela Iravcssa.
Vendc-se banba de porcoderrelida : na rua do
Rangel 11. 35, a 00 rs. a libra.
BEIONAAaOORS.OCOVABO.
veio 110 ultimo navio fraucez uma fazenda nova,
geste cscocez, com palmos de largura, muito fina,
que pelo seu brilho parece seda, a quil o raadamis-
mo em l'aris da o nome de Belona : vende-sc na rua
do Queimado n. 19.
CREMELINA DE QDADROS
SSETINADOS, A 1,100
0 COVADO.
Cliegou no ullimo vapor da Europa uma Oxeada
a mais moderna do mercado, propria para vestido de
senhora, de quadros largos a.-setinados, toda de se-
da, denominada Creinelina : vende-se na rua do
Queimado n. 19 ; o dao-so as amostras com penhor.
Vendc-se farelio de Hamburgo em
saccas muilo grandes, ebegadas ultm-
menle e por preco muito commodo: na
roa do Amorim n. 48, armazem de Pau-
la & Santo"..
EAZJ5NDAS finas para seniiohas,
NA QIARESMA.
Komeira de fil de hubo pretas borladas a tintn
a I03O00. dilns dilas buriladas a selim, ;>- mais mo-
dernas do mercado, a 15'SKIO. capolinhos de filo do
linho prclos o decores bordados a KlNllH), ditos de
relroz preto lamben! bordados o IO-Ihii. manas de
fil de linho piola* bordadas a 92)000, dilas de seda
prelas muilo linas a N-500. rhamalole preto, covado,
2.^200, e oulras umitas fazendas que se vendem por
precos commodos: na loja da Estrella, rua do Quei-
mado ii.7.
Vende-se ellectivament alcool de a VO
graos
cm pipas, barril 00 caadas : na Praia de Sania Hi-
la, distilacao de franca.
ARROZ DO MARAMIAO.
Vende-se no armazem n lGdo becco
do A/.eitedo Pei\e, por preco commodo.
Vende-sc uma balanca romana com lodos os
sttis perlences. cm bom uso e do 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se a rua da Cruz, armazem n. i.
ROLAO FRANCEZ
Cliegou de novo e se acha 6 venda a deliciosa pi-
lada deste rolo trance/, e s se enconlrara na rua
da Cruz n. 2(, escriplorio, na loja de Cardeal, rua
larga do Rosario u. 38, e na de Mauoel Jos Lopes,
na mesma rua n. 40.
FAREL0 MLITO NOVO.
Vendem-se saceos muito grandes com
farello chegado ltimamente de Lisboa :
na rua do Amorim n. 48.
MASSA DE TOMATES.
Em latas de i libras excellcnte para (empero, e
lambem se vende as libra por preco commodo : na
rua do Collegio n. 12, em casa de Francisco Jos
Leite.
Moinhos de vento
ombombasde repuxo para regar horlas e haixa,
decapim. nafuiidicade D. W. Bowman : na rua
do Brumos. 6, 8 c 10.
CEMENTO ROMANO.
Vende-se muilo bom leite
129, primeiro andar.
na rua Direita n.
Vende-sc superior cemenlo em barricas e a rela-
Ihn, no armazem da rua da Cadeia de Sanio Anto-
nio de maleriaes por proco mais cm conla.
CAL DE LISBOA A 40000 RS.
Vcndem-sc barril com cal de Lisboa, chegado no
ultimo navio a 45000 por cada uma : na rua do Tra-
piche n. 10, segundo andar.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se saccas grandes com muito su-
perior farnha de mandioca por preco
commodo: no armazem n. 10 do neceo
do Azeite de Pei\e; ou a tratar com Anto-
nio de Almeida Gomesi\C, na rua do
Trapiche Novo n. 10, segundo andar.
@S--@S^fi
(0) Vende-sc superior sarja preta (j
() hespanhola. S
^ Bengallas linas com lindos cas- va
SARJA PRETA E SETIH
HACA'O.
Na rua do Crespo, loja n. 6, vende-se supetioif
tarja hespanhola, muito taina, pelo diminuto preco
ite'JfBtO --''il o covado, selim maco, a 58OO e
I n covado. panno preto de S8O00, ioOOa. 5JJ000
e B.TO00 o covado.
Ka na do Vicario n. 19, primeiro anclar, vcn-
de-se fardo novo, chegado de Lisboa pela barca Ora-
tiiaO,
CEMENTO ROMANO.
Vende-se superior cemento em barricas crandes ;
astim romo lambem vendem-se as tinas : alia/, do
Ihealro. armazem de Joaquia Lopes de Almeida. .
Riscsdo de listi as de cores, proprio
para palitos, calcase jaquetas, a 160
o covado.
.Vendc-se na rua do Crespo, loja da esquina que
Mdt.i para a cadeia.
Chales de merino' de cores, de mnito
bom gosto.
Veudem-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
DEI'OSITO DE CAL DE LISBOA.
Na rua da Cadeia do Becife n. 50 ha para vender
barris rom cal de Lisboa, recenlcmenlc chegada.
Na ruado Trapichen. 10, cscriptorio
de Hiandera Brandis&C-, vende-se por
precos razoaveis.
Lonas, a mitaco das de RtiSMa, de
muito boaqualidade.
Papel para imprimir, formato grande c
pequeo.
Papel de cores em caixas sortidas, mui-
to proprio para forrar chapeos.
Papel alinaco e de peso, branco c azul,
de boas tuialidades.
Graxa para arreios de carro.
Candelabros de 6 luzes de feitio ele-
gante.
Tapetes finos.
Alvaiade de zinco muito superior ao al-
vaiade eoinmum. com o competente leo-
cante.
Em casado J. Keller&C., na rua
da Crtizn. lia para vender cvccl-
lentes piano? viudos ltimamente de llam-
butgo,.
DEPOSITO DO CHOCOLATE HYGIE-
NICO DA FABRICA COLONIAL.
Este'chocolate, o tnico preparado com
substancias puras, nutiitivas e hygieni-
cas: vende-se em casa de L. Lecomte Fe-
ron & C: rua da Cruz n. 0.
Precos:
Extra-lino. '. 800 a b.
Superior. OiO
Tino. ,. 500
Vendem-se chapeos
godao com barras
Baetas decores, de superior ijua-
lidade.
Meias cras de algodao para lio-
i.ictn.
Ditas de dito brancas para se-
nhora.
V Camisas de meia de algodio pa-
W ia liomem.
I.'ivas de seda preta e de cotes.
^ para homcm e.senhora.
^ Meias ditas para senhora.
"01 Linios de algodao em novellns
M Ricos e rendas de algodao.
;.>i Fitas de algodao branco, de seda
^ de cores sortidas, e de laa ditas.
Trancas de algodao e de Seda, pa-
JH ia enfeites.
^ Em casa de Eduardo IL Wyatt,
^ rua do Trapiche Novo n. 18.
Alliaiiea.
Chesou nova porrao dessa econmica faienda pre-
la, com (i palmos delargura, a 900 rs. o covado, pro-
pria para vestidos, manlilhas, trages de clerisos e
reliciosos. c oulras militas obras : na rua do Quei-
mido n. 21, loja de J. I>. Cesar.
CASEMIRAS BARATAS.
A .ImOO, corles de casemiras de core, e a (iJOO
casemira preta tina : na rua do Queimado o. 21.
i

f
i
Crimea.
Chegou no ullimo vapor da Enropa uma fazenda
inleirameulc nova, loda de seda, de quadros largos ;
a qual fazenda chamam ou inlitulam em Franca por
Crimea : vende-se na rua do Queimado 11. 19, pelo
barato preco do IJjOOO o covado, c do-sc as amos-
trsas coin penhor.
Vende-se a terca parle em os dous sobrados de
Iros andares 11. 1 i e 10, silos na rua da Cadeia, es-
quina defronle do Ihealro vclbo, os qnaes devem
augmentar 'le valor apenas se transitar pele ponte
nova: ua rua da Sania Cruz 11. 70, ou a fallar com
Jpaquim Teixeira Pcixolo.
eijao a .s'O rs. a sacca : no
SI armazem de Antonio Annes, de- M
gj fronte da escadinha da alfandega. Jf
I^HfXaUfatmfl atfVtfCkWltf'altf1 ^akr- ImMElfef
toes.
Meias de seda brancas c pretas
para senhora.
Setim preto macau paiacolle-
tes e vestidos.
Chales de crep, bordados e es-
tampados.
Saias brancas bordadas para se-
nhora
Vestidos de cambra a a Pom-
padour.
Charutos Lance!ros.
Papel piulado para orro de
sala. S
Chocolate f'rancez muito supe-
rior.
Agua de flor de laranja de muito
boa pialidade.
No armazem de Vctor
rua da Cruz 11. 27.
COM AVAR1A NA OURLA.
Pecas de algodaozinho liso, muito enegr-
pado, a 2.SOO0 e i.soOO.
Vcndem-se na rua do Crespo, loja da esquiua que
volla para a cadeia.
i
i
i
i
i
I
i
1
I
1
1

i
I
Lasne, w
"BL'A DO CBESPO Ni U.
9 Vcnde-se nesta loja superior damasco de @
seda de cores, sendo branco, encarnado, nxo, $
& por proco razoavel. A
@?J8C:@@9e
CEMEMO ROSADO BRANCO.
Vende-se cemenlo romano branco, chegado agora,
de superior qualidade, muilo superior ao do consu-
mo, em barricas e as linas : alraz do tbeatro, arma-
zem de laboas de pinho.
Vende-se farnha de mandioca mui-
to superior, a 3jj[500rs. a sacca; nos ar-
mazens de Luiz Antonio Annes Jacome,
eno de Jos Joaquim Pereira de Mello, no
caes da alfandega, e em porcao, 110 es-
criptorio de Aranaga&Bryan, na rua do
Trapiche-Novo n. 0, segundo andar.
Tacas pare engenhos.
Na futidicao' de ferro de D. W.
Bowinann, na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 3 a 8 palmos de
bocea, as quaes acbam-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vendem-se em casa de S. P. Jol/ns-
ton & C, na rua de Senzala Nova n. 42.
Sellins inglezes.
Relogios patente inglez-
Chicotes de carro e de montarla.
Candieirose casticaes bronzeados.
Chumbo cm lenco!, barra e municao.
Farello de Lisboa.*
Lonas inglezas.
Fio de sapateiroedevela.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa n. 97.
COM PEQUERO TOQUE DE
AYARIA.
Pecas de madipolao a 2a"i00 e .'1SOO0 : na na Crespo, loja da esquina que volla para a cadeia.
PARA A QUARESMA.
Sarja prela hespanhola de primeira qualidade. se-
lim prclo muilo superior, casemira prcla franceza.
dila selim, velludo prelo superior, panno preto mili-
to fino, com lustre c prova de luna 1, e de oulras qua-
lidades mais abaixo : vendem-se na rua do Crespo,
loja da esquina que volla para a cadeia.
CAL VIRGEM.
a mais nova que ha no mercado, a preco commodo ;
na rua do Trapiche n. 13, armazem de Bastos Ir-
maos.
CORERTORES ESCUROS E
BRANCOS.
Na rua do Crcspo.loja da esquina que volla para a
cadeia, vcndem-se cobertores escuros, proprios para
escravos, a 720, dilos erandes, bem encorpados, a
18280, dilos blancos a 19200, dilos com pello imi-
tando os de laa a 1J280, dilos de laa a 25S00 cada
um.
Fariuha de mandioca.
Vciule-se saccas grandes com f'arinha :
no armazem de Jos Joaquim Pereira de
Mello no caes da alfandega, e para por-
coes a tratar com Manuel Alves Guerra
Jnior, na rua to Trapiche n. 1't.
NOVO SOBTIMENTO BE COBEBTOBES I)E TO-
DASAS QUALIDADES.
Coberlores escuros a 720 rs., dilos grandes a 1-3200
rs., ditos hrancos de algodilodc pello e sem elle, a
imilaeao dos de papa, a 1900 rs. : na loja da roa
do Crespo u. 6.
FARNHA DE MANDIQCA.
Vende-se superior familia de mandio-
ca, em saccas que tem um alqueirc, me-
dida ve!ha, por preco commodo: nos
armazeus u. 3, 5 e 1 defronte d:r>escadi-
nlia, e no armazem defronte da porta da
alfandega, ou a tratar no cscriptorio de
Novaes &C, na rua do Trapiche n. 3i,
primeiro andar.
8

POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, clie-
gada tecentemente, recommen-
Oftete aos senhores de engenhos os
seus bons ell'eitos ja' experimen-
tados: na rua da Cruzn. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Comnanla.
(
O
Vende-sc excellculc taboado de pinho, recen-
temento chezado da America : na rui de Apollo
trapiche do Ferreira. a enlendcr-se com o adminis
rador do mesmo.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs- a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas c hollandezas, com gran-
de vanlagcm para o melhoratnento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o metliodo de emprc-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
. O. Bieber & Companhia, na ruada
Cruz. n. 4.
Devoto Chiistao.
Sabio a luz a 2." edicAo do livrinho denominado
evolo Christ3o,mais correlo e acrescenlado: vnde-
se unicameiile na livraria 11. Ce 8 da preca da In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
PUBLICAQAO' RELIGIOSA.
Sabio luz o novo Mez de Alaria, adoptado pelos
reverendissimos padres capuchinhos de N. S. da Pe-
nda desla cidade, augmentado com a novena da Se-
nhora da Conceicfto, e da noticia histrica da me-
dalha milagrosa, edeN. S. do Bom Conselho : ven-
de-sc unicamenle na livraria u. 6 e 8 da praca da
independencia, a I9OOO.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao c flauta, como
cjam,<|uadrilha3, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas, tudo modernissmo
chegado do Rio de J.-ieirp.
Vcndem-sc ricos e modernos pianos, rccenle-
meiilc chegados, do excellcnles vozes, e procos com-
modos em casa de N. O. Bieber & Companhia, rua
da Cruz u. 4.
Vendem-se lonas da Rtissia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem de N. O. Bieber&C,, rua da
Cruzn. 4.
AGENCIA
Da Fnndicao' Low-Moor. Rna da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecmento continua a ha-
ver um completo sortimento de raoen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vcnde-se um cabriole! com cubera c os com-
peleules arreios para um cavallo, lodo quasi novo :
par ver, no aterro da Boa-Vista, armazem rio Sr.
Miguel Sogeiro, .para Iratar no Becife rua do Trapi-
che n. II, primeiro andar.
Deposito de vinho de ciiam-
iagne Chateau-Av, primeiraqua-
idade, de propriedade do conde t|
de Marctiil, rua da Cruz do Re- satt
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a Champagne, vende-se
a ob.S'000 rs. cada caxa, acha-se
nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N.
B.As caixas sao marcadas a fo-
goConde de Marcuile os ro-
lulos das garrafas sao azues.
#$$:$:&&;
Potassa.
No antigo deposito da rua da Cadeia Velba, es-
criplorio 11. 12, vende-sc muito superior potassa la
Kussia, americana o do Uio do Janeiro, a precos ba-
ratos que he para fechar conlas.
Na rua do Vig ario n. 19 primeiro andar, tem a
venda a superior flaiiella para forro de sellins che-
gada recenlemenlc da America.
Veudem-se no armazem n. 60, da rna da Ca-
deia do Becife, de llenry tiibson, os mais superio-
res relogios fabricados cm Inglaterra, por precos
mdicos.
A 480 rs. a vara.
Na loja de liuimares & llcuriques, rua do Cres-
po n. j, vcndem-se cassas franco/as muilo linas, rhe-
gailas ltimamente, de eoitos delicados, pelo barato
pceo de 180 rs. a vara : assim como lem um com-
pleto sortimenio de fazendas linas, tudo por prec,o
oiuilo commodo.
Kisoados francc7.es largos a 180rs. o covado, curies
ile vestidos de cassa com barra" a 18600, coberlores
de algodo Je cores muilo encorpados e erandes a
I000, c cassas francezas linas e lixas a 320 o cova-
do : na rua do Queimado, loja 11. 21, de J. P. Cesar.
' : ._.. .;..-:/... -.....
M .o.S'OOOrs. a saca de farinia de
S mandioca de boa qualidade : nos
5 armazensn. 5, 3e 7, defronte da ^
S escadinha da alfandega, ou a ta- |
'; larcomJ.B. da Fonseca Jnior, na
38 rua do Vicario n. i.
Vendc-se um escravo de meia idade, oplimo
para ervic.o de cusa, e por proco barato : na rna da
Roda 11. 30, segundo andar.
BALSAMO H0M0GENI0 SYM-
fATHICO.
I avoravelmcnle arolhido cm todas as provincias
do imperio, e t.lo eral romo dcvidimenle apreciado
por suas a Imiraveis virtudes.
MOLESTIAS1 CURAVEIS
POR MEIO DESTE PORTENTOSO BALSAMO.
I EHIKAS DE TODO O GENERO, anda que
sejam rom lacerarles de carnee quej eslivessem no
estado de chagas chronicas, esponjosas e ptridas.
Loizo depois fia applicacao ces'om as (lores.
ULCERAS E CANCROS VENREOS, escorbn-
lo. sarnas, erisipelas, molestias cutneas on perpe-
tuas, c scirrhos, conhecidos pelo falso nome de (ga-
do nos peilos. rheomalismo, diclezede todas as qua-
lidades, golla, nchaces e fraqueza as arlicolaces.
1 .H'KIJ1A ti I HAS. qualquer que seja a causa e o
ohjeeln que as produzio.
O MESMO BALSAMO se lem applicado com a
maior vaiilagem as moleslias seguintes : porcm ad-
vcrle-sc que sri se deve recorrer a elle cm casos ex-
tremos, na falla absoluta ou impossivel de se obler
a assislencia de um facultativo.
FSTULAS, em qualquer parle do corpo.
LOMItRIUAS, nao exceptuando a tenia on soli-
laria.
MORDEDURAS de qualquer especie, inda qne
sejam as mais venenosas.
DORES clicas oil de barrica, debilidade do etlo-
maan, ohstruccao das glndulas, ou enlranhas, e ir-
rsi>lnridaile ou falla da menslru^o ; e sobretodo,
iiill.ininiacops do ligado e do baco.
AKFECCO'ES do peito, degeneradas em principio
de phlisica ele. Veude-se na rua larga do Rosario
n. 36.
Em casa de Timm MomsentV Vinas-
sa, praca do Corpo Santo n. 13, ha para
vender :
Um sortimento completo de livros em
branco de Hamburgo.
Lonas da Bussia de superior qualidade e
por precio muito commodo.
Vaquetas para carro.
Sola branca.
Licores de dilferentes qualidades.
Absinthe e cherry cordeal de superior qua-
lidade.
Vinho de champagne da marca afamada
Faure pre &fils.
Chocolate francez.
Pianos musicaes e liorizontaes.
Vinho genuino do Porto de 834T
engarrafado naquella cidade, em
caixas e as duzias: vende J. B. da
Fonseca Jnior, no seu cscriptorio
rua do Vigario n. 4.
ESCRAVOS FLGIOS.

Cros de Naples al#000rs. ocovado!
Na rua do Crespo n. vendem-se ricas sedas fur-
ia-cores, lisas e de quadros, lindos eoslos. com um
pequen toque de mofo qoe pouco se condece, pelo
barato preco de 1? o covado. Assim como se echa
na mesma loja um lindo e variado sorlimenlo'de se-
das que se vendem muilo barato.
9 VESTIDOS DE SEDA A 22WI00. 2
93 Ha na loja de Mauoel Ferreira de Sa.ua
3 rua da Cadeia-Velba n. 47. vestidos de seda
'os mais modernos a 229000 cada un: ha 2
V lambem grs de aples de flores a 2J000 rs. |
::; 11 covado, meia casemira de laa pora por J
f 23.1OO rs. o corle de calca, e oulras fazendas 3
0 muilo baratas.
>r
Desappareccu no dia 6 do corrente prelo
J0A0, do naeao Angico, estatura regular, carpo grot-
so. beicos lambem grossos, pos mal feitos ; tem na
nulo esquerda os dedos e a mesma mlo defeiluosos
por le-la machucado, falla mal, foi do servico de
padaria; lem-so noticia que anda nesta cidade no
jaulio : pede-se as autoridades policiaca e pessoas
do povo o caplurcm e levera rua larga da Rosario
n. 8, segundo andar, que aerSo recompensadas.
Desappareccu no dia 13 de marro o netro Ber-
nardo, de idade :10 e lantos anuos, pequea estatu-
ra,'roslo comprido, bastante feio, falla descaneado,
natural do Olinda, lilho da prela forra por orne
Joanna. que mora na praia du Rio Doce ; suppe-se
que fosse para essas bandas : quem o pegar leve-u a
rua d'Apollo n.4,^ue ser gralifica^o.
GRATIFICACAO* 1 CEM MIL HEIS-
Conlina a e.Lir (ugidfl desde o dia sesta-feiro, 12
do mez de agosto de 1863, o escravo. crioulo, de no-
me Argemiro, natural da villa de Pesqueira, com os
signaos seguiulcs : idade 23 a 2-4 anuos, pouco mais
ou menos, estatura regular, cor preta retinta, nariz
comprido, denles bonitos e com falla de um delles
ao lado, com um sigual arredondado na caneca do
lado esquerdo do tamanho de urna pollcgada e sem
cabello, he muilo regrisla e cotluma andar fumando
cigarro, com chapeo ou bonet oa cabera ao lado, ves-
tido de calca c camisa de algodaozinho snja, e levou
comsigo urna casaca de alpaca cimenta, muilo snr-
rada as abas, e urna calca de bnm azol riscadinho.
Foi escravo do Sr. coronel 1'milaleAo de Siqueira
Cavalranli, daquella villa, para onde fe suppoc que
se lenha evadido, ou para os engenhos do sol, dos
innatos do mesmo senhor, a quem encarecidamenle
se pede so nao deixem Iludir pelo referido escravo,
que se intitula forro, e o enviem para esla capital .1
entregar na rua da Praia, armazem de carne secca
n. 7G, de A ndelo Antonio Ferreira, qne prompta-
mcnle pagar a qunulia cima. O mesmo se pede a
lodas as autoridades policiaca e capiUea de campo, e
prolcsta-se'coiilra quem e liver occullo.
Contina a eslar ausente desde t do corrente,
o preto Jos, crioulo, he canoeiro, falla gago, esta-
tura ordinaria, corpo grosio, levou camisa de baca
encrnate com gola verde, e lambem camisas bran-
cas c calcas de riscado, e urna de casemira, tem per-
itas zambas ; quem o pegar, leve-o rua da Auro-
ra n. 4i, que ser recompensado.
CEM MIL RES DE CRATIFICACAO'.
Desappareccu no dia b de dezembro do anno pro-
timo paasado, Benedicta, de 14 auno de idade, ves-
ga, cor acaboclada ; levou um vestido de chila com
li-ims cor de rosa e de caf, e oolro lambem de chi-
la bronco com palmas, um lenco amarello no pesco-
coj desbotado: vjuem a apprclicnder conduza-a a
Apipocos, no ileiro, em casa de Joao I.eite de Aze-
vedo, 011 no Recite, na praca do Corpo Sanio n. 17,
que recebar a gratificado cima.
PERN TYP. DR M. F. DE FAMA. 1855
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