Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00908


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Full Text


NKO XXXI.
N. 62
V
r 3 mezcs adiantadoa 4,000.
3 mezes vencidos 4,500.
!*
SEXTA FEIRA 16 DE MARCO DE 1855.

Por anuo adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
k
ARIO
BNUArUsfcliAliOS V SI T.SCUH'C.Vn.
Ite'-ilc, o proprieterio M. '-. de Feria ; Rio do Ja-
neiro. 8r. Joan Percira' rlins; It.iliia, o jr. I).
l'npra-1; Maroiii, O Sr. oaqilim Bernardo do Mcn-
.limi.i : Parahiba, o Sr. (ervia/io Viclor l.i Nativi-
dud ; Natal, o Sr. loaquim lg (ario l'crcira Juuior ;
Aracaly. o Sr. Amonio de l.cinoXJIrasa; Cear, o Sr.
Victoriano Augusto llorgcs ; Maravillan, o Sr. Joa-
quim Marques Rodrigues ; Piauhx, \Sr. Domingos
lirrriilano \rkilos Pessoa Cearenre ; Pan, oSr. J lis-
uno J. Hamos ; Amazona-, o Sr. Jcrnnxmosda Cusa.
CAMBIOS. .
Sobre Lambes, a 28 1/2 e 28 1/4 d. por 15.
Pars, 3i0 rs. por i f.
Lisboa, 5 a 98 por 100.
Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Actes do banco 40 0/0 de premio.
da eorapanhia de licberibe ao par.
da rnmpanhia de seguros ao par.
Discomo de letiras de 8 a 10 por 0/0.
META ES.
Ouro.Oncee hcspanholas' .
Modas de 69400 velhas.
de 69400 novas.
do 49000. .
Prata.Pataroes biasilciros. .
Pesos coliimnarios, .
mexicanos. ,
FARTIDA BUS HOKItElOS.
208000 Olinda, lodos os dias.
1690001 Garuar, Bonito e Garanhwu feos dias l e 15.
109000
9?()00
N illa-Bella, lna-\ i-ia, Ex eOliricury, al.! c 28.
Goianna eParahiba, segundase sexlas-feiras.
19940 | Victoria c Natal, as quintas-feiras.
1J940
lv>860
_ PIIEAMAP. DE HOJE.
Pnmeiras 2 horas e 54 minutos da tarde.
Segunda s ,1 horas o 18 minutos da manhaa.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundasc quintas-feiras.
Piclarao, tottas-feras e sabbados.
Fazenda, loteas e sextas-forras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 hora?.
1* varadocivcl, segundas e sextas ao meiodia.
2* vara do eivd, qnartase sabbados ao meio dia.
TeiKlo diversas prestas ierli.lo
a illstribuii ao" dote Diario, na es-
Irada cine segne do Mondejo a
Apipacos, resolven o proprieta-
rio satlsfazer este, lesejo creando
una linlia de distribuirlo que,
principinndo no Moiidcso, scgut>
raV4eo_ Jtanguinh", Ponte de U-
rlioa, Pariiaiiiciri ni. S, Auna, Ca-
sa-t'orte, Monte i ro e Apipucos.
Os Sr*. que ja' sa'o asslgnantes, c
aqnelles que qnizcrcirt te novo
Mibtterever, quetram mandar seus
lio mes e moradas a livrarta n. > c
8 da praca da Independencia, pa-
ra que se d romero a entrega das
folhas com hrevidudc.
PARTE ttfTICIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do da 7 de marco.
OflicioAo inspector da tliesouraria da fazenda,
para que mande pagaren) viste le sua informado a
rommissao de pnrcenlo, que pelo coiisclhoadmi-
iiitlralivo roi arbitrada 4 Manuel Antonio Marlins
Percira, pela compra de varios objedos pava o arse-
nal de guerra e presidio de Femando, e previnin-
iln-o de que araba de rccummcndur ao mesrno con-
selho, qne sempre que se derem casos seinclhanlcs,
deve priraeiramcnle proporelle ao governo a porren-
lagem que julgar razoavel, e pedir asna approva-'
Cu*.Ncslo sentido olliciou-sc ao presidente do con-
.elho adniuiislralivo.
DitoAo mesmo, remetiendo os papis i que se
refere o aviso do ministerio da fazenda de 22 de no-
ven) bro do anuo passado, relativos ao recurso inler-
poslo por Manocl Al ves Ferreira e Simplicio lava-
re-de Mello, alim de que depois de vislos, os remel-
la ao adminislr.idor da mesa do consulado, para
rn.nprir (|uaiilo se determina em o cilado aviso.
HiloAo presidente do couscllio administrativo,
para que compre, conforme requisita o coinmandan
le das arma, nos termos do reclmenlo de li de
do/.embro de Wi2, os botos lisos, que forem preci-
so- para as obrecasacas das pravas do 2. balalhiode
infamara, visto nao liaver no mercado liolOes rom
o n. 2.Oflioion-sc ueste sentido ao commaudente
das armas.
HiloAo inspector do arsenal de rr.arinba, au-
'orisandu-o a que empregue a barraca Primatera
na riindii.;.io das madeiras de que i> arsenal lem nc-
caridarie, conforme pede em seu ullirio n. *,l do*l.
do correle.
DiloAo major cugenlidm-mililar, aulorisan-
do-o a mandar concertar (ciliado do quarlcl da
Solidado, conforme requisita o mareclial lomman-
danleda. armas em oflicio de lionlfm.Omniuni-
rou-Aao mareclial commandanlc das armas.
'**'Ao inspoelor da Ibesouraria provincial, i"-
mcltendo as coalas, que acompanliaram ao oflicio lo
2 do currenli-, da dosp;a fela rom n osculo los
presos |i8tir I i cadeia du l^wieiro, alim !e quo
mande pagar a sua importancia, \islo ler o l)r. jui/.
de direilo cllefo le polica, sali^leilo a exigencia
dessa lliesnuinia cntidaein dilo ollicin.
HiloAo mesmo, transmitliulo para o lim con-
viMiicnte .i rjanlo das despcas hilas com o cipedi-
--_ ente o MWio da rci.irlic5u das obras publicas no cor-
rele mez.
PortaraAo director do arsenal de guerra, para
mandar furnecer ao juiz de direilo chefe de polica,
(i calleados fortes para o aerviro da ca Icia do termo
de Ciruani. Communicou-se ao clicfe le po-
'na.
DilaAo agente da companliia de vapores, para
lar pasogem para a corle, no vapor que se espera
do norte, ao cadete Ignacio de Alliuquerque Mara-
mVio.
HilaMandando que lipic s?in cfTcilo a portara
'Sdefevcreiroiillimo.ua parle relativa a im-
iMaen de Anlonio Jos de Olivcira para sccrela-
ii- do consellio administrativo do patrimonio de or-
pbaos. Fizeram-se as neccssnrias communiracrs.
DitaI) presidente da provincia resolve nos ler-
moi do artigo !. do legojamento provincial de tilde
Janeiro Irsle anuo, nomcar para o lugar de secreta-
rio H" ronselbo administr.ilivo do patrimonio dos
orphaos, a Manocl Anlonio Viesa--.tem.
N
OflicioAo IC\m. presidente da relac.lo, commn-
nicaudo liaver o liacbari'l llicodoro Machado l'rcirc
l'eien.i da Silsa Jnior, jui/. municipal dos lermos
reonidosdo Rio Formoso e Scrinliacm. participado
le deivado no dia 2S do pa-sado o txcrcicio da vara
em consequencia de ler de lomar a-s-nlo na a'sem-
ldi-a proMiiiial.Ignafcouimunicarao se fera llie.
sotirfin de fa/.enda.
Igual acerca do baclnr,-l Jo.ij Maria Moscoso da
litiga t'essoa, jui/municipal de Nazaretli.
HiloAo Evo), mareclial rommandaule das ar-
ma-, inlcirauilo-o de liavor deferido o requenmen-
lo do alteres ilul)." Iialalliaode infanlaria Joao An-
loio l.eilao, autorisando a Ihcsouraiia de fazenda a
mandar ndiantar ao mesmo alferes a importancia de
1 mezes ile sen sold para ser descontada pela quinta
parte.
IbioAo iogpeclor da Ibesouraria de fazenda,
riimmmicando-llic liaver lanc.ido mi requerimenlo
em qda Jos Joaqnim da Silva Maia pede ^cenc.i
para transferir II. liili-nn pela quanlia d*:T0>
ici'ii::\i:-:p,!i:i-:s. das da si:ma\a.
M m o .'! Lu cheia as ,S horas, 22 minutos e 12 Scqumla. ( Rsteco a S. Marcos) S. Gwgorio.
(0 segundos da larde. 13 'Ierra. (Estccao a S. I'rudcnriana) S. Sancha.
11 Quarlo minguanie aos 11 minutos 1 i Quarta. 1 Esiaco a S. Xislo) S. Malhildes.
nuil-- da lardo. lo Uuinia. (Esta>ad aos St Cosme e Damio.J
18 La nova as 2 horas, 2.' minutos e l(i Sexta. (Eslacao a S Lourcino in Luana.)
31 segundos da manhaa. 17 Sabbado. ( Estac5oa S. Su/ana) S. Patricio.
85 Quarlo ereseenle aos .' minutos e 18 Domingo. 4. da Quaresm (rLsiacoa S. Cruz)
i" segundos da manhaa. cm Jerusaleni,) S. Gabriel Arehanjo.
rs. o dominio ulil de um terreno de marinlia que
possiii> na ra de SI. Amaro desla cidade, o despa-
cho seduinle.Sim, pagos os direilos nacionaes, c
appresentJiido o npplicanle o titulo do Ierren." de
que se trata para lanrar-sc nellc a competente
verba.
DiloAo mesmo, rcmcltendo para os convenien-
, (es exames, copias das arlas do ronsi-llio adminis-
Iralivo datadas de 22 e 26 de feverein. ullimo.
DiloAo mesmo, commonicamlo-llic que. segan-
do consla de aviso ,li juslira, fura all recebido o or-
rameulo que S. S. ensiou com o seu ollicio-He-tJ de
Janeiro ullimo, da despeca a facer por conla da incs-
n-.a reparlicio nesta provincia no futuro eterricio
de !*.-.(,8S7.
DitoAo juiz municipal da 2. vara, desisuando-o
para, no dia 10 do crreme ."presidir ao andamento
das rodas da 1." parle da .",.' lolcria em beneficio
das obras d,i i-reja de. N. S. do Rosario da Boa-
\ i-la.r.iiinmuiiicou-se ao lliesourciro das loteras.
DiloAo director da eollegio de orphaos,inleir.iu-
do-o do que laucara no requerimento de Maria
francisca Xavier o sesuinle despacho: O menor
de que se Irala (Icnc ser recolhido ao eollegio, alim
de posteriormente ter o deslino conveniente.
DiloAo mesmo, declarando-lbe que deve per-
manecer naqueile eollegio o menor Abilio Pereira
dos Sanios.
DiloAo inspector da Ibesouraria provincial, de-
clarando que a licenca concedida ao guarda da bi-
bliotbeca publica desla cidade Manocl Rodrigues do
Pass), cm 30 de -Ic/cmbro do auno p.issado, deve
>erconsiderada nos termos do regulamento provin-
cial de 12 de maio de |85l.
Dilo,\o mesmo, para que pouha em hasta pu-
blica os concerlos de que precisa o acude da villa
do l.imneirn, servindo de base a essa arreinatacao
Oorcameolo e clausulas junios por copia.Com-
municou-se ao director das obras publicas,
DiloAo director da colonia de Pimcnleiras, de-
clarando-llie em rjspn-la ao seu ollicio de 21 de'fe-
vereiro, que o sargento colono l-el\ l'eliciano llar-
0 CAPITiO PLOEVEN. (*)
Por E. Gaudln,
PIUMEIUA PAUTE.
x'v
(h naris stnhores.
Madama de Angremonl linda escapado dos assas-
sinos; 111,1- eslavas merco de Vnlcano, e scmcllianlc
1'crsncliVa nilo a,|r^B|oil|isava. Pensando ni-so. el-
la senta que o sarrfVio ,|-, ||VSSC ^i,|,, cousiiiiima-
lu. no imsiiio instaii'c; puis so podia esperar rruel-
i-Saw' >'" "" '''rtP-,a ,lu bandido, em cujas maos
"na cnido, sabia que odios elle nutria no cora-
cao, e pra ,-eriificar-je bastara a eupressao do seu
semblante. Elle linia-lhc aOasladn a morle da ca-
occa someule para preparar-llic urna mais doloro-a,
P "ler saborear sua viuganca. Taes eram suas im-
prc-oe-, r lollavia nada as revelava : -ua pli\sono-
mia eslava 1,1o serena, como se se rhasse rodeada .le
'-raso- subatfssosj sua alma ii,, rurvava. l-m vez
le esperar uasentepca como victima, ella dissc c,
um arenlo de allive/. e de despre/o :
Knlao, Vuli-ano, qiif ordenas de mm '.'
Comquanlo o lapo de liuinC nada conhecesse a-
Icm das inslinrlaaepoiMies do brulo, essear infun-
.lio-llic rcspcito. o cUo teve como um inumcnlj ,ic
l.llllll-.io.
, entura vera, diese elle esforrando-o i-or
imunr-ae. '
Ao mesmo lempa arciiou .1 sua gente para que lite
nasse abrir caminlio.
Ssa PperacSo }o era fcil porque a curiosidade
raliira lodo ,1 haudo para a capella. a vila de
'.ii inimio vencido he om espaelseMo delettavel
ra os Iva^ens: estei nozavam delle. e nao noden-
evercer a ylngknea, faclavam os ollios.
I.mfim depois de muilos esforcos formou-se um
00 e \ iiieana iiiclinandn-se para a aotiga ciibo-
r lenoii-lbe que o Wfnlaie.
dama na An-renioiil alrivessou as lileiras dos
com umadi..-iii.la im natural c um porle
nc, que elles Scnram confusos sem proferir
liosa, lem de resressar ao !l." balalhao de infanlaria,
por orden do mareclial coinmandanle das armas,
aflm de ser corrisido .dli pelo proeedimenlo desres-
pcilo-o de que Irala Smc.~Domiuunicoii-scao Em.
commandaiile das arma-.
DiloAo rommandaule do corpo de polica, di-
/ciido que acaba de Irausmillir .1 Ibesouraria pro-
vincial para ser paga,a conla da desposa cila no mez
de feverciro ullimo, com o sustento dos calecas
smpregados na lirapeza c asseio do quarlcl dquelle
corpo.
DiloAo mesmo, reciinimciidando-lbe que faca
conservar na h%oezia do Poco da Pauella, a dis-
posicno do respectivo subdelegado, as 7 oraras da-
quede corpo, naraalli enviadas.-) requisie^p do che-
fe de pulicia.Communiceu-se a rsie.
HileAo jui* de paz do 1. dislricto da Var/.ea.
acusando recefitda a I.-la dos cidadios qnalifleados
volantes naquefla '"rumia
Ignalaajoizde paz da rregoezia de Ipojoca;
Portara\o agente da cempanliia dos vapores,
para transportar para a corl| romo passageiro de
estado, caso baja vaya no vapor que se espera do
norte, .1 Jcsuino Djocleciano Barrozo de Mello.
DitaConcedendo a l.uu Cvriaco da Silva dc-
missoda lugar de professor da cadeira de primetras;
lellras de Cabrob.Fizeram-se as communiraroes
do Olljlo.
COMMftNDO DAS ARMAS.
Quarlcl-general do commando das armas de
Pernamboco na cidade do Recite, em 15 de
moi-fo de 1855.
OKDEM DO DIA N. 10.
0 marcchal de campo comman-lanle das armas,tem
por conveniente dar scicncia a guarnic.io desla pro-
vincia, que rateas parle da jauta dejustica como vo
-mi-militares os Sis. brigaderos Aleiso Jos de 0-
leira, Joaqnim Bernardo do l-'igu.-rcdo, e coronel
Joao I rancisro de Chain, o !.-> e3. reformados, c o
2.- da eilineta 2 linba do excrcilo ; c larohem
declara, quecsles scnliorcs devem comparecer as res-
pedivas -csxies do tribunal com es seus uniformes
militares, c nunca lijados a paisano, como lem a-
onlecido ; eqoe quando se acbarem impedidos p0r
molestia, ou outro qualquer molivo, deverSo ende-
recar suas parles ao qu.ricl general para, de coa-
foiinidadcciima le, nomear quem os subslilua.
lem anda o mareclial de campo por conveniente
rerommendar aos Sr-, olliciaes dos cornos, que pro-
curen) e-labelecer as suas moradas o niais pcrlo
possiveldoi respectivos quarleis, recommendacao
que a respeilo dos Srs. cheles dos mesmos corpos se
torne milito especial.
/ot Joa'/uim Cnrlho.
Conforme.Candido /.mi Fureira, ajodanle de
ordens cncarregado do delalbc.
EXTERIOR.
INtil.ATEKKA.
Cmara dos communs, sessa'o de 26 de Janeiro
de 1855.
l.ord Palmerslen : Sr. presidente, *m primeiro
lugar devo aasegorarao meu nobre amigo c cma-
ra, que nada me podia ser mais doloroso, quer ofllcial
quer pi-soalmenle, do que o passo que o meu nobre
amigo nlgou do sen dever dar, separando-se do go-
verno de que son membrn.
Indubilavrlmenle. em tempes particulares, hou-
veram diflerenCM temporarias enlre mim e men no-
bre amigo, que dorante rerto lempo, nublaram as
nossas mutuas relacoes ; mas posso asseveraf-lhe e
cmara ja se me delirara da memoria, e sei que
tambem j.i se deliram da delle, oque 011 estojamos
de arrordo, 011 sejamos divididos cm polilica, a alia
eslima que consagro ao sen carcter e ao sen lalcnln,
c a profunda amizade que Ihcvoto, nunca podo ser
alterada nem pelo passado, ncm pelo prsenle, ncm
pelo 1 iilin. 1.
< Ora, Si. presidente, ncontestavelmenle devo
admillir que qualquer lioniem publico lem perfeil
direilo de relirpr-se, sem impedimento da parte de
pessoa nlguina, loda vez que enlender quo a sua
Conlinuacafl no poder nao pode ser bannonisada com
as suasopipifies ou com o enlimenlo do dever; pos.
lo que aquclles de quem se separa possam lamentar
asuapeila.com ludo se pralira segundo o motivo
que lenbo indicado est isenlo de qinlquor cens-
la. Orlamenle. Sr. presidente, nao me cabo dixer
se o meu nobre amizo foi justo ou injuslo cm acqui-
escer no principio do anuo passado a nomeacin do
duque de Ncncasllc como secretario de estado da
reparlicio da guerra ; ou propondo em novembro
ultimo que cu substituste ao nobre duque 110 eum-
primcnlodos deseres daquelle cargo.
Achava-me cu ausente em Paril quando leve
lugar enlre si e lord A bordeen a correspondencia de
que elle leu nina porrao camarr, SUS be evado
que quando vollci, elle mostrou-me esla correspon-
dencia, c que quanlo a queslao se, em consuquen-
cia de lord Aberdcen ler recusado adoptar a sua re"
commendarlo, privara 011 nao o governo dos seus
servicos cu entSo, justamente com cada um dos
seus Gallegas, instamos e rogamos-lbe para que nao
dci\a-se o governo cm consequencia da recusa de
lord Aberdcen. Com efTeilo, o meu nobre amigo
consenlio ceder ,1 rccnmmenducilo dos seus collegas,
c desde o lempo em que a correspondencia soencer-
rou pens que foi a :t de dezembroalo o periodo
da resignarn, uno tenho lembranca de que elle vol-
tasse proposta.
Ora, uno lenbo duvida cm admillir que, nutrin-
do o meu nobre amigo a opinio que professa acerca
da mudanra que deviaser feila na reparlicio da guer-
ra, possa ler sentido dilliculdades cm admillir una
morjo como a que est em disensaao boje a noilc,
cuja evidente inlcncao he eflecluar urna mudanra
nesle ramo da adnunislracHo. Ao mesmo lempo, pen-
s que o inei) nobre amigo lem abun laiitcmeiile
mostrado (ne, indcpendenle de consideacoes pes-
Soaes, e de qualquer preferencia de um liomcm por
oulro, bavia no sen espirito objcccocs cimslilucionaes
iiiflKientementc graves a esla mocan, as quaes o lia-
bililam ou ,1 qualquer bomn a oppor-sc-lhe sobre
osle nico fundamenlo. J>i-.-oclc mu propramen-
le que he imp ssivcl que nina commiaaio desla cs-
1 Ipi-cie, examinando c criticando e sosperintendendn
a- icansarcies diarias do governo, podia existir jun-
lamenle com um execulivo capaz de cumpliros deve-
les que Ihcduein respeilo. ( Apoiados].
a Mas ainda quando elle nutrisse una opiniao,
como propria e naluralmcnle podia ler feilo, de que
urna mudanra era neces-aria na p-ssoa que occ 11 pa-
va o cargo de secretario,da guerra, devo humilde-
mcnlc dizer-lbe que esla opiniao nao loria sido re-
pelida ao chefe do governo asiles queo parlamento se
reunissedepois do adiamenlo do Naial, alim de que
elle podesse ler (ido urna opporlunidade, depois de
consultar com os outre/s membros do governo, de
declarar aomcu nobre amigo se esla propasla seria
ou nao aceita no caso de ser renovada. O men no-
bre amigo, aillos que o par' g -ilo se reunisse, dis-
scao men nobre amigo ".ete do governo, que elle,
em coinmum com o resto do uenpro humano, aspa-
rava que quando o parlamento sC reunisse alguma
mo^Ao fosse feila, ou paraaecusaro governo ou exi-
gir cvplicaces. Todas as conversas em qualquer
ra, os primeiros artigos em todas as gazelas, devi-
am lor convencido a qualquer bomem que se projec-
lava semclhanle moclo. Se enlao elle disse que,
(al moc.io me parece, se nflo inevilavel, de rerto
altamente provavcl. e digo de anlemilo que, se appa-
recer, nao posso impugna-la se al c lal mndanca
nao for feila na repartirlo que tem a direcrao da
guerra, a o governo lionvera I ido cnllo orna oppor-
lunidade 011 para considerar nnvamente as objec-
edes qnc foram proposlas. c acqnieser a sua propo-la
se fosse julgado rouvenicnlc fazer islo, ou, e preva-
Icccssem as mesmas objecroesque linham sido apre-
senladas as primeiras occasides, o governo leria
urna opporlunidade para determinar ss continuara
110 po-lo depois de sulfrer a perda do meu nobre a-
migo, ou reputara ser a sua perda de Uo suprema
importancia que deporia a respectiva demissflo as
maos de -na mageslade, e exigira (|ue algum oulro
governo fosse formado.
I 111a demiss.io nai|ucllc lempo, 1: nc cnmslancias, poda ler sido eflecluada sem ilTronta a
qualquer das parles. Ilavia batanle lempo para um
arranjo de qualquer especie011 para recompor o
governo existente ou para formar um novo c se-
mclhanle llieor de proceder leria sido do harmona
com a pralica usual de polilica nesle pai/. Entre-
tanto, o proeedimenlo adoptado pelo meu nobre a-
migo nao esta de harmona rom a pralica usual dos
urna pahua. Km fazer um geste, e dominados pelo
respeilo c pela compart. Chegando ao seu qaarlo,
\ ulcano que a preceda, disse-lbc :
l-.is-aqui sua pnsio, scnbora ; niiiuem entra-
ra nella sena* cu ; vou pilr bomens seguros .1 porta.
Isso quer di/.er que os papis esli Irocados.
disse a castellaa ; es tu que commandas jgora pelo
que VC|0. '
Sim, senhora, disse o negro crguendo a ca-
bera.
E cm minha casa'.'
Emnossa casa, senhora, em nnssa casa! ex-
clamon elle com um relmpago nos olhos, e como
lena feilo um dodo ou um (iepida lomando possede
Ab em la rasa! lornou inidama de Aogro-
nioni, c rom qnc direilo?
O negro levou a mao ao sabr, c responden :
Com este direilo, senhora.
Ab:
E Vmc. vera como delle usam os novos sc-
nbores.
Dilas i:.|i palaua-, Vulcano sabio e den ordens.
I ma -uarda fui collocada os norias do quarlo, e su
dons negros de coufianca livcram ahi cidrada : cram
Rodogune e Aeteon. Qoanlo .1 menina, nunca se
aparlarada111.il. e moslrara-se digna deseo san-
guo : linba issislido a essas tristes -renos c..... mais
admiracao que terror. Su um accidente
commovc-Ia; para razcr-lhe-alravessar a mullidao
dos negro-, Vnlcano quizera loma-la nos bracos;
mas ella recus. 1.1 obstinadamente, c repellira-o com
avrrslo.
i.iuan-io amanhecen, os bandidos eslavam senho-
KS do caslcllo, romo di
bomens publico'. Foi inevilavelmenlc calculado
para rollocar o governo que elle deivou n'uma si-
luac.io de embnraco, emque nodevia ler sido col-
locado por um conega.
alguma que riisaiha, no lempo emque elcve na ga-
hinele, para a mclhor dircrcHo da guerra excep-
tuando eslaem que fallei nao leu .lo feilo propos-
ta dislincla de medidas para a mclhor prosrrussln
da guerra que (ivessesido regeilada, e por cuja re.
geir.io elle lvess jns a dizer d,ne njo podia conli-
noara scsjtresponsavel por medidas que drsappro-
vava, o meu nobre afnigo, digo en, em laes cir-
cumslanriis, terca feira passada, depois de ler- dado
noticia das moces que pretenda fazer em qualida-
de de presidente do ronselbo, ncsla mrsma nolis es-
creve ao nobre conde chefe do governo para olTerc-
cer a sua demiss&O, sobre o simples fundamenlo de
que nSo podia resistir i moeno do honrado c illu-
Iradomembro pnrSbcllield.
n Ora, se esla demissa'o fosse fundada na objeccao
do primeiro lord do Ibesnuro para adoptar a mndan-
ca que elle linba proposlO na reparlicao da suerra,
pens que leria obrada melhor se houvesse repelido
esle fandamenle na caria em qne ollerereu a demis-
sao Apoiados Se n meu nobre amigo livesse 011-
Ira vez apresentado a proposla ao nobre conde chefe
do governo se nnvamente nao tivesse encontrado
a approvacio dtste nobre conde c se o meu nobre
amigo anda nutrisse a opiniao de que esla era urna
essencial c siur qua non mudanra, a demissa'o se
bascara em fundamentes perfeilamcnlc justes, a que
niiiguem podia ler objertado. Mas devo dizer qne
pens que os seus collegas tem jus nSos a lamentar
a perda de (o eminente e influente nirmbro do go-
verno e desla casa, mas a dizer que esla perda aeon-
lei'cu-lhcs de nina maneira blo inesperada que, sa-
gundo a pralica usual, nao devam c'pcrar que li-
vesse lugar y Apoiados.
(( Ora, Sr. presidente, j 1 leudo dilo lano a res-
peilo da mancira porque elle nflercren a sua d-inis.
san o aprestado e precipitado meio por que foi
aniiunciada, eos fundamentes em que foi baseada
lendo declarado que pens que foi urna aberra-
cio da pralira ordinaria, e um proeedimenlo de que
o governo lem algom direilo, diflicilmente direi a
queivar-se, mas pelo menos a dizer que era una
cousa que cao devia esperar ja lendo dilo bastan-
te, absler-me-hci, sobreest ponto, de mais algumas
obscrvaooes. Eslou cerlo que, fazendo esla critica
sobre o c -mporlamcnlo do meu nobre amigo a c respeilo, ha de considerar que procedo desla inanei-
ra por um senlimentode dever, enflo por inimisade
para com elle Apiados de lord John ilnsscll ).
n Sr. presidente, disse o meu nobre amigo, na
couclu-ao do seu discurso, que a sua conviccao be
que lodo aquclle que for encarregado da direcrao da
guerra parao futuro reputara seu llover, tanto quan-
lo poder, dirigir esta guerra com vigor e en. 1 11.
alim de obler um resultad 1 f.-li/.. sr. presidente, bou
inconteslsvormeute da mesma opiniao. o -averno
de sua mageslade lem reputado do sen devex, -111
embargo da grande perda que soflreucom a separa-
ra* 1I0 meu nobie amigo, nao evilav a niobio do
honrado c illuslrado mcmluo por Slieflleld ( Ap-
plausos 1. Esl cobvencido que leria sido una de-
sagradavel Oiga se, nao rcsolvesse a all'ronlar esla
morao, e-lando a-este respeilo na mesma posirao
em que se adiara antes, menos os servicos do meu
nobre amigo, mas sem oulra qualquer mudanra ; A-
poiados e risadas, j Podante, aprrseutamu-nos
cmara como somos para receber a moc.lo do bonra-
rem dirigidas, emconjnnccao com as da naco fran-1 diminuidos, c a cas aliara ja na > cvisle como for-I cedo poni a polilica de resistencia da Pussia. Em
ce/a, por um governo que mohecer o valor dos ins- | ra. porque lodos os cavallos foram lomados para o j apoio desle argumento, lem-sc dito as commiasoes,
' <.....Tiplor lambem diz. 1 que haveria urna dupla vantagem. approximar
a--las potencias, ruja lula ha um motivo perpe-
fora llalli. '
objectos a que aspira lenbo coniianra que neste I tallando do um generalquc lem eslatli
caso o meu nobre ami&a sera um verdadeiro propbe- I mas que acora ja voltou, A sua opiniao, e a opi-
la, c que a guerra sera dirig! ,1 essa honrosa o se- niSo daquellrs que podem s(-r melboi informados,
gura conclusoque assegurara, nao s i dignidade e he, que um grande desastre esta' immiucnlc ao exer-
seguranca da uacao. mas a independencia e a foto- cito 'pie ora se acbadianle de Sebastopol. EnlAo
ra liberdade capaz da Earopa Applausos .a parece que dos 54,000 horneas restara l.iMin. pr,..
A mocao foi apresenlada. I riso saber o qae lera sida feilo dos 10,000 que de-
ADMIMSi'UAi \o noEXERCITO. sappareeeram das lileiras do excrcilo Apoiados de
Mr. Koelnnl enlao levanloii.se para propnr a re- Mr. Brigiil So lames redolido o excrcilo s 1 I Icscjariam inlc
(110 de inqnielacao para a Acmanba, e adiar a
despezas consideraveis, s ipiaes a mobilisaro dos
contingentes sujeilaria o- oslados de segunda or-
dera, e esta ultima considerabas lem sido do un
grande peso, porque todos estes estados, cojos re-
cursos lioanceires sao minio limitada*, -c achato esa-
penhados cm esoprexas -le obras publica-, que nao
solucao que bavia niiunciadn, relativa adminis-
Iraces do excrcilo; a qual resolueao foi apresenlada
nos termos seguinles: ( Seja Horneada urna com-
misslo e-colbida para inquerirda enndicio do nos*n
bomens, ese tomos enviado 5i, meramente de ilgarismos eonhecer que 10,000 de-
vem ler desaparecido ; e sou obrigado a pergen-
iar o que lem sido feilo desla loica ".' O honrad
exercilo diante de Sebastopol, e direcrao dajrcpar- illuslrado cavallero parou ropciillnamente nesle
licao d governoenjo dever lem sido prover asne-
cessidai2H daqaellcs exereilo.
Depois disse : o Sr. presidente, apoiando esla
mocan, devo pedir a benigna indulgencia di cunara,
na esperanra doqucesla indulgencia coadjuv.ir.i de
algnmasorle a minha inhabilidade pbisira. Nao
apoiados. Pens que a queslao por si mesma dis-
pensa qualquer apologa Apoiados .
o Pens que temos enviado desle pai/ um everci-
lo incomparavel cm numero e cquipameuln a qual-
lenha sabido
poni ; era evidente que a larefs que elle linba em
prehendido era demasiada para as suas forras. A
cmara manifeslona sua sxmpalhia cm applausos;
o depois da pausa de alguna momentos 0 honrado e
Ilustradocavallero proseguio. Sinto que as Tor-
cas me vao fallaud -. mas rom ludo espero que a'ca-
mara me ha de ajudar. Applausos .
'( Ora. Sr. presidcnlc; Ionio exposto qual boa
cun.licAu do exereilo, a minha seguidle queslao he.
cuno foi que e-la quc-l.io leve lugar? Ocio que
loi
quer excrcilo que jamis lenha sabido das nossas ln| produ/.ida por incapacidade atpg e iucapa-
praias. E-las iropas em virlinlc dos feilosque hSocidade no exterior. Apoiados numerosos
incapacidade da parle daquelles cujo dever rra
prover aa ncressidades do exerdto. No inomcu-
pralirado nao s tem mentido, mas lem feito sobre-
sabir a gloria de-te pai/. Vpplausos Ora, parece,
segundo a confeccao do nobre lord memhro pela
lo cm
nos adiamos, devrrei en suppor que
propria cidade de Londres, que esto excrcilo ha sido I as praias o o porto de Bslaklva eslo scu-
redu/i lo. pela iii-gligcnria do governo desla capital,! motados de provisocsque um pai/ que possue rnei-
a urna condicao que affligc o coraran do poro desle I (|e transporte como ncnhiim pai/. do mundo ha
paii Apiados paranlo, Sr. presidcnlc, digo sido incapaz de suppdr o seu exereilo romos lerui-
que quando considero os deveres desla cmara o
que sao. e cuino deven) ser emprrgulos pense
que a queslao que snbmelti considerarlo de-la casa
nao exige apologa. .
w Ma--, Sr. presidente, quando me dirijo a esla
queslao, nao poswdmardclcmbrar-medoque foi
dilo pelo nobre lord memhro pela cidade de Lon-
dres. Disse elle que eslava imposiibililado romo
ministro da eoroa a resistir a esla mocan. Dio qae
,1 cmara devia evercer os seus devores nquistoraes
acerca desla queslao, mas ao mesmo lempo disse
qae nao apoiaria a mocao nem com suas palavras
em com os seas vetos, despresando dest'arle o que
devia pralicar como patriota. (Apoiados Devia
por de parle alleiciies particulares e allanroes prs-
soaes quando considera, nao s que o exereilo da In-
glaterra esta em apuros, mas que a propria seguran-
ca.do paiz esl,......perigo. Applausos.
I Mas Sr. presidcnlc. ainda qne abandonado pe-
lo 11 Ibre lord, .linda c-lou apoiado. ruino creio, po-
lo valor Inherente a propria queslao, c denodada-
mente dirigir-mc-hei ao que promelli cmara.
A queslao se divide naturalmente cm duas partes
I qual lie a coudio.m do excrcilo actualmente dian-
te de > 2. o que foi-pie produzio esta
condicAii (1,-ii. sr. presidente, parece-me que o
sproprio nobre lord deve confessar quejaccrca A.\ con-
dicao do exereilo no podem haverduas opinies.
As tropas eslo sem abrigoesiao sm roupaesi.o
spii alimentos e-1,-0 sem municOes. Esla
dic,10 .1 que se acham redundas, como pens, pela'"
incapacidade daquelles cuja dever era ministrar-Ibes
lodos os recursos. Apoiados. Nio lomos colisa
alguma diante de mis que faca que alguein
de nos rreia que a coraposicao do governo,
quanlo ao exereilo, se ade mudada de manei-
SOS que enlhu-ia-iiio do poso lem proporcionado
que ha actualmente provi-oeseir. Bala klava sullici-
enlespara niannteucao de um exereilo duas vezes
igual ao que la' agora existe, masque todava os
soldados estao privados de alimentos, de roupa, e
abrigo, c que leudo Irasnportado vveres tres md
milhas de dislancii alravcz do ocano, os adminis-
tradores do nosso excrcilo lio sido desbaratados pe-
las ultimas7 militas,eas nos-a- Iropas esto priva-
das de ludo o que seexige para asna subsistencia?
Como ii-m aconlecido ludo gla i Tem acontecido
1......"ro pela ioseOieiicia das provisocs com que o
excrcilo foi mandado .i Crimea, c depois pela ine-
ficacia daqnrltes a quem o exereilo foi confiado
quando chegou a Crimea apiados. 11 honrado
c illuslrado cavallero acliou-se incapaz d..- prose-
guir. Concliiio fondo 09 termos da sua mojao, e
lornou assenlar se no meio de ostrn losos applausos
lo tedas as parles da cmara.
Eslrondososgritos dea Divida, disida d, sao im-
mediatameate aleados por Mr. Cajard e uniros mem-
bros que oceupsm logares drfronlc do assentoaJo
lado do- ministros, c por nlgum lempo parecen du-
vidosa se o debate conlinu ira. Alinal algui 1
1 1- de a aceite, a c lislura-n com os de Di-
vida, divida. Timef.
doe Ilustrado memhro por Shellield. Coiiseguinle- j ra alguma. A incapacidade que tem produ/.ido es-
mente, se esla mocan for adoptada, como disse o no- 1 les resollad
Que bello espectculo, di/ia romsigo ; que hel-
io momento Ali I senbor, be pena que semelhanlc
fesla se passe em sua ausencia Mas paciencia, an-
da nao eslamos quites. Eu bem Ibe linba dilo que
Vmc. se arrependeria.
Entretanto os novos senhores mullplicavam os
actos de propriedade. O mais Icrrisel foi exerrido
sobre o calliuheiro; nenboma ave dumeslira esci-
pua, e ja Indas eslavam cm espetes enormes expos-
las a foguciras aecsas an ar livre no meio dos labo-
leiros de relva. Ilavia mais de mil vencedores a
nutrir, c o feslin devia estar na altura da circums-
Iunca. Iodo- os bois e carueiros foram lambem mor-
ios e repartidos; nao devia ficar nada vivo nessa ha-
blacao condemnada. Os cellcirns e adegas linham
sido esbulbados; pois os convidados nadapoupavain,
e qoeriam que a fesla fosse digna delles.
No meio dessa verligem, Vulcano teve ama ins-
pirarlo, que provinba de urna vinganra mais reller-
lida. Viste que coiumandava em casa dos de Angre-
monl, era natural que livesse tedas as appareucias e
lodos os allribulos do papel. Alguns miuulos antes
do jantar subi ao quarlo do proscripto, foreou
armario-, e escolheu no goarda-roupa o queachou
mais elegante, mais rico, c obre ludo mais frouxo,
c yeslio-se licm que com alguma dilliculdade. A ca-
misa de peilo de rendas, a espada, a casaca franceza,
as calcas, as meias de seda, os aunis
bre lord, he cscusado dizer qual sera o rsssullado
Risadas Se no correr da discus-.lo se produiircm
razocs contra a mocao de sulilcicnlc peso que iti-lu-
za a cmara a legeila-la, enlao cabera ao governo
de sua mageslade considerar que proeedimenlo se-
guir acerca da reeomposijSo do seu proprio corpo.
Ilisadas Aprcsenlanio-nos esto noilc como es-
lamos : o futoro depen lera do resultado do de-
bate.
-Mas ainda repite que, seja qual f-r o individuo
que (euha de cxccular as funeces do ministro da
guerra, eslou convencido que ha de reputar do seu
dever obrar segundo a mancira dtsrripta pelo meu
nobre amigo, e ha de considerar que a guerra seja
continuada, de acord com os scnlimenlos pblicos,
com loda a energa c vigor de que um governo po le
-er rapa/ ; e, assim como o meu nobre amigo, espe-
ro que a guerra sera condolida a um,) prospera con-
cluso.
o Si. presidente, romo disse o meu nobre amigo.
nao so temos em noo SOCCOITO unnime c enlbu-
lutico senilmente da naci Ingleza, mas laml)
lomos a coadjuvacao c cooperacao cordial do nsso
grande alliadn, o imperador dos l-'iaucczes c a ua-
cao franceza; e devo dixer que he um dos mais mag-
nficos espectculos que a historia jamis lenha apr-
senla lo ao genero humano, ver estas duas grandes
iiarocs unidas em una justa e nobre causa. Vimos
nos primeiros lempos grandes potencias unidas c coo-
perando para lins injustos para lins de conquisto,
e destruir a independencia das aaces ; mas direi
que he esla a primeira vez na historia do genero
humano cm que (emos visto duas grandes nscoei
cooperando cordial c desinteresadamente em vin-
dicta de urna causa que he honrosa a ambas ; c sin-
lo a maior coufianca que, se as forras desle raz fo-
conlinua .1 governur apoiados e.
portante, ludo quanlo lenbo a fa/er be mostrar
que he necessaro um nquerito sobre as can-as que
tem oecastonado a adual condijao do nosso exerei-
lo ; e quando cu lieuver submellblo esla oaettao
cmara, pens que (erci cumprido o meu dever pa-
ra com ella. Apoiauos.
" Ora, Sr. presidente, lalvez se julguc conveni-
ente que cu diga alguma cousa acerca do 'estado
actual do exereilo cm trente de Sebastopol. Pego
licenca par declarar que nao me refiro .1 parte
militar da queslao. Quanlo a expediedo 1 Crimea
nao rslou habilitad* para julgar. Nao apa soldado.
.Mas quanlo a' condigno cm queo exereilo so *'.'..i
enllocado pens que esla cmara cs.a" habilitada
para julgar, e pens qne en, como.-nombro della,
posso aventurar um juizo acerca do negocio.
Ora. Sr. presidente, a primeira qucsl.lo cm
que tenho de entrar he o numero das pessoas que
presenlcmcole estao dianta de Sebastopol. Pense
que he bem sabido que temos mandado desle paiz
i.il'Cl sol da lo-soldado- equipados como nunca se
virao. e que h.lo pratiradn ludoc que podiam
para -u-lenlar a honra e a gloria desle paiz. A-
poiados. ) C.onielleilo, Sr. presidente* lenbo ne-
cessidade de saber o que lem sido feito desles .IKKI
bomens. Apoiados, Paiece segundo as melbores
c mais antheniras narrares, que temos presente-
mente, que ha cena de I i.'xi 1 baionelas agora em
frente deSebaslopol, e que desles 14,000 soldados
apenas .i,IHH> esl.io cm eslado de saude.
Tenho aqui em minlias mao, urna caria datada
de Constaiitinopla, em 8 de Janeiro, que di/ o sc-
guinle :o Segundo as melbores indicias que posso
eolher. loda a forra ellccliva de baionelas actual?
mente nao excede de H.lHMl humen-, ao passo que
os artilheiros e engenheiros se acham igualmente
Pars 3 de fevereiro-
A- carias que lomos rccebi-lo directamente de
ic a c-a-_ Francfort, c -n-irmam as noticias quo temos publi-
cado, segundo o-ltimos desp.i, lio- lolegraphicos de
Bcrlirfi c Francfort, por urna resolntao .1 :i de de-
zembro, a Diela linba adherido ao artigo assignada
a 96 de novembro pela Austria c pela Pruasia, para
ceniplelarcm o-eu Iral ido de 20 de abril, enearre-
gando ao mesmo lempo arommissao militar ea dos
negocio, do Oriente do -iibineller-Ihe as medidas,
qne a execuc 1 deltas convencaos podessem lomar
uecessarias.
Pedindo a Austria a mobilisaro dos conlingon-
les federaes, c lendo a Prussia contestado a opporlu-
uida-lc de-la ino|iilisa<;ao, a qucsl.lo fii submellida
ao exame previo das commisses. Appareceram Ires
opinies : a da Austria, que persisti em seu pedi-
do; a da Pru-sia, que conlinnou a repellir e. a da
llavicra, que ndicou como meio Icrmc, o |Mr-sc cm
p de guerra os contingentes federas alo que fosse
prescripla sua moliilisaclo. se houvesse lugar, por
urna nova dcliheracioda Diela. ludo fac crf quo
esla nllma propo-la scr.i adoptada, como urna ln>0-
-icandeque os gi!iinelcs de Vienua o de Berlim
desorao ficar prnvisiriamente salisfeilos.
lodo- saben) o que*se deve enlcnJcr por mohili-
-h. 1 do evercilo federal, mas lalvez ignorciu o
que significa pr-se cm pe de guerra, e em que dif-
fero da innblissco. A dislincao be milito real ;
quando so quer formar um evercilo e prepara lo pi-
ra a guerra, he misler chamar bomens e procurar o
material ; o rbamamenlo dos bomens be, propria-
menle fallanJo, a mnbilisacan ; ,1 crearao e a orea-
nisic.io do material he oque so chama na Allema-
nha por-se em p de guerra. Onando a uiohilisacAo
1 he ordenada, o pr-SC cm eslado de guerra he a sua
consequencia, mas ella nao arrastl a moblisacaq,
Sea npniao espressada pela Baviera fosse adoptada,
os estados confederados serian) obrigado-, cada -un
de sua parte, a ler promplo sao material de rampa-
nba, islo he, comprar cavallos, arreia-los, reunir c
montar peca- de arlilharia, prover-so de manices,
de carro- do Iran-porle, 1110 se proceJeria ao recru-
lamento,
De le modo a Dicta nao concedera ludo quanlo
a Austria Ibe leus pedida, mas dara um passo para
-oa polilica. e an mesmo lempo approvaria at um
ra!... loma leu quinb.io... depois darci o de meu
senbor... se poder...
O negro de Guie anmava-se progressivamente,
ron-
m furor im-
vade/.a. Depois que os convidados saciaran) se de
comer e beber, elle disse :
Vamos temar cafe.
E passaudo junto de um de seus agentes mvste-
riosos. atrescentoo :
Tudo esla promplo '
Sim, mestre, respondeu-lhc o bomem.
Pois bem vai esperar-mc na sen/ala.
E lomando o andar mais firme que pode, dirigi-
se ao quarlo de madama de Angremonl.
Encarcerada em sua alrova bavia seis hora-, ella
podra seguir ou adevinhar urna parle do que pas- aperfoicoado, q
savH-se fora : era um sopplicio lento, n mais cruel sobro nina lamina de ac. Na falla de apparelio lio 'I'1 baini.u.io um movimenlo em favor de madama ae
e o mais intoleravel debidos. Pelo furor dos ne- engenboso. forrte era desccr aos processos ordina- A"gremont. Embora se tivesaem reunido ah para
gros, ella bem Via que sorle Ibe eslava reservada, e rio- mas Vulcano pen-ava (|ue rom algn) cuidada '"" diverlinu-nlo lao brbaro, repugnava-lhet o pa-
que depois deterem tratado as-im o caslcllo, nao seria servido -olrivelmcnle. | "I humilbante que Vulcano impunha -ua anga
noupariam os senderes. Mas quando, onde, como1, senhora, na qukl Hnham enconlrado oulr'ora tanta
Esas incerteza Ihe era mais penvel que a propria fcr-i para um espectculo detse genero, qoeclle brandura e compaisao. I'm plano foi logo formado
morle. A entrada de Vulcano deu-lhe um ultimo r""%"1-""a modama de Angremonl, c fizera allusiio com a rapidez do relmpago, c depoirexecutado com
golpe: os vestidos do marido no corno de um es- ;lu;.','"'i '-onvidados, di/endo :.- Vamos tomar cafo. igual promplidao. (nsensivclmenle a foram ro-tean-
Emboia pomo complicada, a vinganca do negro do alim desepe
ral. A essa oflensa anliga. de quo suas espados con-
servavam ainda as re, irizes, reunia-sc oulra igual-
mente niperdoavel: esse bomem presidir a defeza
do caslcllo. e privara o bando de seus melilotos sol- c maoejava o chirote com um rigor cada s
dad,- A-nn a desforra pessoal era asgravaila por O pobre fcitor lorcia-se detaixo do aconte, c seu lor-
iima desforra de lodo o corpo, ep.11,1 seinelbanle c- ; mente leria enternecido os propnos'brulos Emito)
so devia esgojar-se a medida dos rigores. Infeliz- vencido pela dr, perdeo os seolidoi e expirou. ro-
mente a hnlntarao eslava muilo desprovida a ese davia Vulcano nao julgava-se a--..- vingailn e
respeilo; ralla v.m-lbeo instrumentos de tortora in-1 linuava a dilacerar-Pie seoslas com u
ventados e empregados em oulras parles romo a ro- placase!.
da, o cavallele, a gaiolla de ferro e c-se tinslrumenlo ..
ne consista em moular o criminosa J0n esse tempe linba has ido entre os negr>
la habilarj
cravo.' I ujnuora pomo complicada, a yinganca 00 negro do aflm desepera-la da gente de Vulcano c quan-
llc mi-ler ler ocoracao deuma Americana para !'.0 V"","'."'""'.Ia",'' m'?J,.?.?" "*? imaginara,., do emfim a rediga obrigou est a terminar
s 1 comprehender a dr que ella senln.
le diamantes,
nseguira o rollete de brocado, ludo foi passado em revista e
experimentado. Conseguio sempre compor um ves-
tuario soflrivel, fon-ando a- costuras a poni de fa-
l las rebenlar: 11.10 piulo calcar iienhum dossapa-
l-is que adlou ; mas esse inconveniente nao era para
embarazar a um bomem cuno Vulcano ; ro aimples-
1.1 -111 chufe, e como loma- mente calcado de mei- de seda-
da de po-i. i!iiregavani--e .opiihagem. Quando deseen assim vestido, produzio urna ale-
Segniul 1 o u-o em laes caso-, o numero dos ven- gria gcral enlre os negro- .pie commandava ; pas-
Cedores augmculara muito depois da Victoria, lodo-, -ou-os en) revista leudo o chapeo debaixo do braco
o- negro, iiigiluo-que e-lavan acontados no- oilei-1 e a espada ao lado : o grotesco misturava-se como
ros prximos, lodos os csrravos viciosos das habita-1 (errivel. Domis, Vulcano n.lo razia isso por diver-
';,' S.X",'',''''S "obam vin('o_reclamar sua parle dessa lmenlo ; era um novo insulto, que nfliugin ao ne-
me dM de Angremonl. Assenlaram-se mesa,
presa. Alguns doS servo- de Angremonl na 1 eram
os menos ardenles, c linham sobre os oulros a van-
lagein de eonhecer os lugares e ir directamente aos
mclnores despojos.
\ ulcano nan repellia ningueaji. uo era exclusivo,
lano que a larefa fosse preenrliida con-cien-
vide o mam ir, J9.
ani-
cosamrnle, punco Ibe impodava por que maos.
Ei-a. meas lilho-, di/i.-i elle em forma de
maeso, lomai, pilhai ludo ; a casa be rica.
E vendo a obra de devaslarao i-onnuar, os olhos
aniinavam-se-lhe e os labios c-lremoriam-lhe de a-
le-gria.
Iropa no meio do jardn), c os cheles na sala dejan-
lar do caslcllo, e rom a louca da familia.
Osroznlieiios linham sido abrigados, sob pana de
morle, a desenvolscrcm seus talentos, e adevinhe o
leilor, se haviim-se esmerado. A' sobre-mesa I pa-
rodia c o ultraje foram levados ainda 111,11- .olanle.
Ilcheram .1 saude do-de Angremonl, a pio-pcridade
de sua casa, e era \ alcana quem reeebia essas ho-
menagens com um ar modeste ou enternecido, e 110
meio das risadas de seus horriveis amigo-.
Entretanto esse bomem nao eslava farlo de mal-
Que queras de mim".' pergunlou ella com lom
altivo.
E reparando no estado em que o negro achava-se,
exclamou:
Ab meu Dos! elle esla embriagado!
Todava Vulcanu conservas a um porte capaz de
(ranquillisa-la. mirava-se e moslrava respailo.
Venbo pedir-lhe um favor, senhora, dase elle
indioando-se. Vamos 1 imar cafe ; digne-sc de as-
-isr a isso.
f.t.x lalvez un lar 1; mas cuno evila-lo estando .1
nterc desses brulos' )|i lama de Angremonl re-
commendou sua alma a Dos, esegui-o levando a
Rlhinha pela mo.
XVI
./ desforra.
No moi 1 deseas satornaes, Volcano nao se esque-
rra das rrucis rep. esalias, que sua colera sonbava
desde muilo lempo. Apena- assegurara'a victoria,
mandara rerr .r o caslello e a seala, c proecdra a
urna pesquiza de seus iuimigos particulares. Logo
que os apauhava 00 designava, entregava-os aos seus
bandos, os quaes excculavam-ns summariaiuenle:
f.....tosidos margi-ni do rio ah eram fuziledOS, e
-en- cadveres deseando para o mar, levavam .1 no-
liria e o lestemunho dessa carnificina.
Mas enlre essas vtoganfaa havia urna que \ ulca-
no nao quizera confiar a seus agente- ordinarios :
era a do feitnr, que Ihe infligir um castigo corpo-
Ilidia determinado que o felor que o acontara 18o eao, o lodo bando poz-seem movimenlo arVol
rudemenle, seria acoutado lambem, por,-,,, ,|e urna lar, dios conducirn) rpidamente* tem seren ner-
maneira man rude que seria alado ao mesmo p-.- cbidos madama de Angremonl a om prximo eru-
to c castigado com o mesmo chicle; mas com adir- podearvores frondosas, onde Icleon a esncrxvi
ferenra de que sahna dalii em pedacos. com cavallos sellados. '
Vulcaoo, em jiua quaiidade de exeeuter, reserva-
va a si acrcscenlar os relinamenlos que c-u espirite ~ ' rromper e porque so com ililVirulda-
de consegoiriam achar, valendo-se do crdito, os
mcios de prover a conservacao ile seus contin-
gente-.
Debaixo desle poni de vista, os geveroos da Al-
lemanha lem justos motivos de inqoielar-se, porque
suas rendas de 18.i foram inferiores as dos anuos
precedentes, e a repartirlo, por exemplo. que se
acaba de fazer ao- associado* do /ollverein do pro-
duclii do anuo, verilicnu una ilimiiiuicao de mais
de 2 por rente.
Os debates foram muilo animados nu si-o das com-
n 1 s : a Au-lria sustenten sua propo-la pelos mo-
livos que lo-los condecen), e descnvnlven nos
seus despachos de ->\ de dezembro e de I i de Ja-
neiro ; arrescenten que ella espera um bem rcsul-
tsdo (las negoriaee-, que se propocm abrir proxi-
mainenlcem Vienna, c er que ellas rhegaram ao
re.-laln-leeiuieulo d.1 pai ; mas as segurancas que a
corle imperial de Sao PelershurSo lem dado ao go-
verno prus-iano, n.'io sao a pai : a llussa tem mili-
to ainda que fazer, e na verdade, se a Diela ordenas-
se a mobilisnr 10 do- contingentes, esta medida dara
.1 conferacao germnica urna allilude, que nao dei"
xaria de 1er influencia nas reselurdes do imperador
Nicolao.
A Prussia, do sen lado, tem soslenlad* para jus-
tificar -ua resistencia, que depois das reiteradas se-
gurancis da Kussi.i, nao he mais porrattlido admil-
lir a possihilidade le um aloque do Iropas 1
contra as tropas tuslriacas, sen que os exereilo* da
Austria lomcm a iniciativa contra os evercilo- da
llussi.i ; que de boje cm dianle se poda olhar os
inleresscs allcmaes romo suflicien teme ule garant -
dos, e por 1 onseguinle lioba-sc conseguido o fim
que se havia proposte, assignando o Iralado de 20
dj abril c o artigo addicional a esle Iralado; que
11.I0 havi.i nenhum motiva plau-ivcl de ir ah-m des-
tescomprometlimcntns, porque nao se poda aprc-
fiar exarlamenle nem O alcance das comlires defl-
nitivas, qne ae podesse impor Rassia, nem a iu-
Ruencia que estas cn-licoes deverao exerrer sobre
o- inleresses allcmaes. A Prussia ajunl.....que (inha
entrado em negociar/i conOdenciaes com as corles
bclligerantes, aflm de assegarar-se que a Alterna-
dla ,1 o seja levada .1 guerra senio nos casos em
que seus inleresscs sejam ametrades c na medida de
11- i:iii resses.
A Prussiaaprovailou desta oecasiia para ex-
nlica calho. iiiramcnU- sobre sua polilica e para
responder a cedas accn-ai;Oes, quo se li tanlf
contra -cus senlimentos e seui designios. Es-,-k|u,
miico 111 ais 011 menos, segundo no-so. corresponden-
tes, o que se disse sobre esto as-umplo.
N3o se cinca de repetir, que existe urna allianei
intima e secreto enlre as duas cortes do Berlim c de
Sao-Pelersborgo. Islo nao he verdade. A Prussia
he indcpendenle da llu-ia an menos tanto como a
Austria. O gabinete de llcrliin lem-se indinado
unas vezes para a corle de Vienna, oulras vates pa-
ra a de $1 Pclershurgo, alim de prevenir entre as
duas corles uin rompinienlo que Ihe pareca preju-
dicial a Europa c particularmente a Allemanha.
A Pru-sia lem insistido muilas vezes junio do ga-
binete ruase para obler justas conecs-es, como lem
instado algumas vetes junio dos oulros gabinetes para
moderar o carcter das rondices.qnc se quizesse im-
pera It-i-sa. Emludn islo a Prussia nao lem sido
guiada, seuo pelo desejo de conservar e restaba -
lecer a paz, se conlieressein bem as relacoes da
l'ru-.i 1 e da Bajeis uestes ultimes anuos, ver-aa-
bia que ellas furam mais de nina vez rlicias de
rrilae.lo e de animosidade.
I a/se urna falsa da da conslilucin da Pius-ia
e de seus recursos, lie verdade que a Prussia be
um eslado csscncialmeule multar, porque lodo, as
l'ru-i.iiio-, srm eveupcao, sao soldados. Esla orga-
nisacao he de vida a sabed oria do re rredcrirn (iui-
Iberme III, que anroveilon-seeom una grande ba-
hijidade do movimenlo nacional de 1810, do ua
' pularidade e de sen ascendente; mas esla orga-
nisacao, que be cxccllente, quando se epplica con-
venientemente, rc-i-le, quando a desvian) do seu
objecto.
0 poder mililar da Prussia he essencial e exclusi-
vamente deftii-ivn. nao be iicinnde ser offentivo,
c he precisamente uislo, que difiera do poder mili-
lar da Au-lria c du de Unios oulros eslados, quo
conservam sen--.\cicito- por meio de um sytlema
de conlralos pagos ou pelos recrulamenlos peridi-
cos, limilados e temporarios. Os gosernosdesles es-
lados polen) dispor sua vonlade dos seus excr"
cilos, o que he prohibido ao governo do rei da Prus-
sia, onde o evercilo he a naci, c dispor do excr-
cilo be dispor da iiac.lo.
No da cm que a Prussia se decidir fa/er a guer-
ra, chamar para as suas baudeiras 550,000 bo-
mens, os quaes pcrteiiecm todos ao eicrcito activo.
Ate o dia do appello, a maior parle desles bomcns
Ihe sugserisse, e qir; livesse a sua di-po-icio. Eis o
-cu programma.
Chegando ao quarleire dos e < ravos onde iodos os
1 egros eslavam reunido- eomu para urna fesla, m 1-
d.....;1 ''c Angremonl estremecen julgando ver o- gatop^acompaniada delodogiiui
preparativos de seo proprio supphci; mas quando qual Isftava sobro .....
p-ouieram 00 antes arrastarav o padece-ule, quando telia.
eHavioalarem .1......le para seracoulaslo o servo Qaanda Volca.....leu pela fgida
lo I, que lao corajosamente a defender, scnlio aper- entregon-se a um furor sem lmites
o, pi lurbar-se-llie a cabeca, c
miiibo para anima-la ; Vmc. foi sempre boa para
conino-ro ; agora vamos salva-la.
Madama de Angremonl lomando a ,, do enlorpe-
(iinento que Ihe can-.ira o supplicio do foilor, mon-
I011. como escellenle cavallcira que era, e. parti a
e de A( len, o
a peq lena .Me-
en.1.
e envin logo "|'"'
han > rom *r- 'r
011 111 1 1 ; po
lare-lhc o
exclamou tentando vollnr:
Tircm-me daqui; n,io \ isso -nlrcr .1 visto de
lal horror !
Mas os negros formando alio- della como urna
grosta miiialha, impediain-lbe a passacem eimpil-
liam-na levemente para o lugar da ena. .Nessa nf- alguma della.
Iliccao Dos acudio-lhe : os olio cob.iram-sc-lhc de Vulcano exasp irado, ,- na 1 pe lendo saber quaes
urna nevoa, osouv.dos cerraram-se-lhe, e ella as-| linham sido os autores da evaso, ilescarregou seu
\li men senbor. di/ia elle, falla-mc Vine;
q-ic pena!... Mas paciencia, anda nio eslamos qui-
tes ; algiim dia ajustaremos nossas cuntas.
Pouco lempo depois serenaram-se os nimos dos
habtenles, c a 1II11 lornuu a gozar de alguiin Iran-
quilldade. Os bandos de negros fugitivos que a 11-
festavam, dispersaram-se ; milites foram capturados,
alguns muilos. e os oulros refugiaram-se nos mor-
rus, onde cuuiinuaram axiver solados ou reuni-
dos em pequeos grupos fazendo apenas sorlidas
insignificantes -obre os rebanhos ou sobre as plan-
i.ieocs, e iiiccssautcmeulc peiUeguidos pelos agri-
cultores. Olanlo a Vulcano, alguns f,,clos lesle-
munbavain ainda de qnando em quando sua exis-
tencia ; mas ignorava-se ab-olulamenle Cm que lu-
gar e-lava acoutado.
Favorecido pela aflecao, que Ihe linham qua-i
todos os Intuanles da 1II1.1, Mr. de Angremonl con-
segua vollar occollamcnte parao seo de sua fa-
milia, a qual vis ia enlSo cm una modeste abas-
tanea. produelo da venda o do arrendamcnlo da
mor paridle suas Ierra-. 0< desastres que havium
accommellidosua casa, e mais que ludo o ullrago
insolente do negro de lioin linbam-lhc mudado a
alegradjeado-lhe demais ..... ar melanclico e som-
bro, que mo Ihe era natural. Moslrava-se sensivel
comodantes aos alago- d.i inulh-i z di lilha ; mas
seo espirito pareca dominada por una idea fixa e
sob o pretexto de cacar, percorria conlinuamcnle os
morros ron a espingarda na in in. e sem receiO dos
perigo..
I'm da qne elle sahra muito ejdo, madama da
que 11 so-pera um aldeao o in-
formora rom exaclidao do lugar onde Vulcaao es-
lava refugiado, e enviou ,1 loda a pro- 1 algn- ser-
k os cm soa procura; mas estes voltarem de nnto
teremacbado. Eniflm no lereeiio dia depois
pesquizas imitis viram uns corvos pai-
,. lando sobre um desfidaleiro, desrrrnm rom grande
apos ella 1 nesn mais ligciros .:
dem expressa de Ih'a trazefrm viva
rom madama de Angremonl a j.i ...... lidanlc, e diflicublade, e acharam o cadver de Mr. de Aagrc*
11.01 poda -er alciiuada. alc.n disto n ardm dos..... moni. 10 qual linba sido arrancado conejo. A
gros diminoia si proporfao que afl.islavam demooslrava o autor : nao podia ser oulro si-
lo; assimJndos vollaram sem poderem dar noticia nao Vulcano. Madama de Angremonl maadouse-
pultar o COrpodd marido, e encerrando-se em cas,
diorou sua il si querer aceitar consolarlo.
Pouco depois, e quando a noticia deste aronteei-
menlu borionsava ainda lodo o DOVO, o brjgue Crr-
groit fiimteoii di.inle da ilba de kahonanne. One
viuha fazer ahi .' O leilor o saber nos captulos se-
guinles.
.._., ....... m -^m >wwwiw-1 ^biwb tiirtine 11:1- ifiencia- enviaoas conira ein-,
te a poeira 1... nao sabes leu ollicio... aprende-o age- i sen coracao ronservava <> nie-mo rancor que danie-.
FIM DA I'IIIMEIRA PAUTE.
U II T 1 1 a n n


2
DIARIO DE PERNAMBUCO. SEXTA FEIRJ. 16 DE MARCO DE 1855.
i
vivirte no meio ile suas familias, entregando-te aos
lral>alhos Ja agricultura ouMa industria. Julguc-
se a perturbaran que a mobilisaeio do cxercilo ha
lo derramar as popularnos das cidades c dos cam-
po*'. Importa, pois, que o governo atienda bem a
'sto, arHej de euvolvcr-sc em urna guerra ; lie mis-
ler que se trate de urn inlefWM nacional, directo e
actual, e quo este inleressc soja bstanle evidente
para retir lodos os olhos e arraslar os espiritos mais
rebeldes.
Tcm-se acresconlado que a l'russia quor o que a
Europa qucr : o reslaliulecimcnlo da paz em condi-
roes laes, que nao possa ser mais perturbada pelas
causa-, que produziran a guerra ; quo o gabinete
de Rcrlim lem concorrido para a obra commum e
quer coucorrer ainda para ella, empregando ludo
i|uanlo pT.dc dispor, mas insiste em que a deixem.
julgar da npportunidaili! de sen. votos.
Respondeu-sc que estas rcflcxoes eram tardas,
da especie aos qucsolTrem, acolhsm um grande nu-
mero de virgens pertenecido- as casas mais dislinc-
las, e que dcixando seus dotes as familias, Ibes dan
um meio de tusicnlar-se par maior honra da tocia
de. o Se o projeclo de lei for adoptado, lodos es-
tes bens oslao perdidos para sempre. O projecto de
lei lie urna obra de ingralidao.scndo ao mesmo lempo
derisorio, vilenlo, inmoral e injurioso a santa s, a
toda a augusta casa de Saboia e a propria nacao.
Taes .loas arguiees que os altos dignatarios do
clero piemoutez dirigcm ao projeclo de lei, que o
governo propoz acamara dos dcpulados. Acabamos
de as reproducir fielmente ; em nossa imparcialidade
houveramosdesejadonprcsenlar aos olhos dos nossos
leitores o lento mesmo deste documento : nao Uve
mos lugar. Temos a certeza ao menos de nao haver-
mos diminuido a Toreados argumentos ncm a ener-
ga da llngoagem. Em nnn qaetUo tilo grate c to
irritante entendemos pie deviamos por acora limi-
que se Iralava da execucao de >ima convenci, cujo i lar-nos ao papel de simples narrador ; resta-nos d-
benclicio era irrevncavelmcnle adquerido pelo Al- zcr quacs sao as conclusocs dos bispos ; vamos re-
lemanha e mesmo pela Europa, e era o nico pon-
i submellido as bcliberaooc* da Hiela.
A discussao tendo tomado este carcter de vivaci-
dade. o arranjo proposto pela Naviera era unta ba
fortuna para todos, porque a Austria c a l'russia se
linham adiantadn milito para recuar, e o* estados j
nao podiam mais deixar de se pronunciar por una
mi par nutra potencia. Escrevem-nos, di/eudo que
parecer da lliviora obteve a nnanimidade dos suf-
Iragios as iluas commissoes, e mis o acreditamos
Ucilmente. A Austria den o exemplo e a l'russia
imiloii. Eis-aqul, pois, ainda urna vez a Dieta livre
dos otabaracos, que llic causa a rivalidade de suas
iluas grandes protectoras.
Su ha um inleresse de curiosidadeem saber como
a Dieta se leria dividido, se a proposta da Anslria
HM-sc sidn poeta i volacAo. Duvida-sc muito que
obtivesso a maioria. A das commissoes era contra-
ria \ mohilisacao dos contingentes, e gcralmcnlc se
cria em Francfort, que o parecer das commisses se-
ria adoptado pela assemblca. A l'russia tinha par-
tido e cunta va com dez votos sobre dezesetc, entre-
tanto que a Austria su tinha cinco votos ccrlos. A
l'russia conlava com a vota rao dos reinos de Saxo-
nia e de Welemberg, do grao ducado de Hesse, do
ilnlslein, do l.itxcmburgo, dos ducados de Saxe c
de Mecklembourg, dos de OIdemburgde Anhall de
Schwertzbourg e dus pequeos estados aggloinerados
para formar o dcimo sexto voto, Ficava para "a
Austria, o reino de Hanovrc, o grao-ducado de
BaJeui, o elcitorado de Hesse e os ducados reu-
nidos de Brunswick e de Nassau. II voto da llaviera
e o das cidades livres mo eslo comprehenidos
nesla repartirn ; ambas cstavam ainda reservadas.
( Journal des Debis. )
ferilas lexlualmenle.
Eslc projeclo de lei, se fnsse approvado, leria
pis para a igreja c para o estado, as cousequcii-
cias mais funestas, collocaria o eslado em urna mant-
O Sr. Metra :Silo conlra.
O Sr. Brandiio :La no scu enlender, mi o que
he cerlo be, que assembla ja lem reennhecido,
que llie compele o dircilo de approvar, ou dcsappro-
var regulamontoscm casos semelhanles.
O Si-. Metra:Nao couslaque dcixasso de ap-
provar.
l'm Sr. Depulado :E quem nega esse direilo '.'
O Sr. Braniao :Com pezar o vejo agora con-
testado...
O Sr. /.cenla :Eu enlendo que o rcgulamcnlo
hoje he urna lei, c para ser reformado ha de ser por
meio de outra lei.
O Sr. Brandiio :l'or lano, sustentando, como
sustento o parcrer.ospern que esla'cnmara se mantera
na posio.lo que pela lei de sua creacao llic compele, e
por isso vol na conformidadedo mesmo parecer.
O Sr. 'residente :Eu cntemlo que os preceden-
tes apuntados pelo Sr. Itapliacl nao sao idnticos.
Apresenloii-se um parecer sobre um rcgulamcnlo da-
tao o nobre depulado que acaba de fallar que essa
autorisarilo e-tahelcceii a condigno expressa de vir
o regulamenlo casa para ser approvado.
Eu peuso com os que entendem que essa disposi-
cao he intil, que em lodo o caso os rcgulameulos
com qaanln suas disposicoes tenham forca de lei,
sao Icis provisorias, e nao dquircm o carcter de
permanentes sem a approvacao do poder legislati-
vo (uo apoiados], Ncm serve no caso verlenlc, o
argumento prodnzido pelo nobre depulado o Sr.
.Meira, porque oji. do arl. 21 do arlo addicional
s confere ao presidcnlc a faculdade de expedir or-
dens, regulamcntos. ele, adequados a boa esecucSo
das leis. A esse rupeilo arho que dos nobres de-
pulados que lem fallado, nenhurn responden anda
convenientemente ao Sr. Brandan. He verdade que
nao su o poder legislativo cosanla a razar essas de-
legarnos de que se lem fallado, romo mesmo o go-
verno se arrosa a altribucito de legislar por meio de
decretos,ecgulamcnlos, etc.; mas essa pralira shu
alterara esse regulamenlo. Me parece, pois, que
sendo o regolamonto feilo por aulorisarao da asscm-
blca. he urna lei que pode ser alterada pela assem-
blca ; mas a commistSo de legislac.lo o que diz he,
fesla revolla conlra a igreja e laucara a discordia no que o regulamenlo entre em discussao, c islo me rolo
paiz. As corporarnes religiosas e os conegos das col- parece regular. A commissao poda propor qualquer
egiadas serian obrlgndos a resistir em seu posto e o altcraco no rcgulamcnlo, porque sendo lei poda ser
governo seria Toreado a expelli-las pela forca. Os derogada por oulra lei ; mas dzer que entre em dis-
bispos deveriam declarar: |.a que nao he pcrmilti. cussao nina le que he le por aulorisarao da assem-
do a nculium membro do clero secular ou re-' bla, he, repilo, o que me nao parece muito regular,
guiar receber cousa alguma pruvenienlc dos bens ; Nao eslava na casa quando se leu o parecer, ncm
injustamente lirados ansoulros ; >. que os pairo- quando se den para nrVn do da o regulamenlo, se-
nos dos beneficios nao podem aceitar a parle dos' nao leria feilo eslas observaces; mas agora j esta
bens, que Ibes heoll'crccida ; -I." que uiuguem po le I em diseass;lo o regulamenlo.
lo pelo Sr. Sonza liamos, masera um parecer que jsiva o de ilguma sortc sanrcionada pelo silencio do
sem iucorrer as censuras da igreja, adquirir a pro-
priedade ecclesiastica, nem cooperar de modo al-
Vai i mesa c hcapoiado oseguinle requerimcnlo :
i Requeiro o adiamculo da discussao para que se-
gum para a sua alheiaeo. O clero e as popularnos jam ouvidas sobre o regulamenlo do cemilerio pu-
Beartam cheias de dur c banhadas em lagrimas, o blico as commissoes de legislaeao c negocios ccclc-i
pail cm umapalavra, seria laucado nadesordem e siastiros, alim de examinarem se convein fazer alsu-
Os arcebspos, bispos e vigarios capitulares do
reino da Sarden!ia, dirigirn! um protesto ao senado
encamara dos dcpulados conlra o projeclo de lei
sobre a suppressio dos convenios eordens monasli-
cas, por Ibes parecer' injusto, Ilegal, anli-calholco
e anli-social.
Esta le he injusta, dizem elle?, porque a jusli-
ca exige quejso dii a cada um o que llie he devido,
que nao se ataque a propriedade de oulrcm e se res-
peile lodos os direilos do prximo, e em virtude do
projeclo em queslan, supprimiiidn o governo as cor-
poraces religiosas, as collegiadas e os beneficios,
aunullaudo bstanles disposiciies Icstainenlarlas c
eslahelleciineutos ecclesaslicos, usurpa um direilo,
que nao llie perlenco ; invade propredades, que
nao sao suas e coiiseguntemenlc coinmeltc amis
manifesla injiislir. Ilehalde se invocara, para'jus-
llicar este projeclo, o exemplo das oulras naeoes e
o alio dominio soberano ; jamis urna usurpadlo po-
dera juslilicar oulra, ea inesma Franca, depois de
ler-se apoderado dos bens ecclesaslicos no furor da
revolucao, pensou depois no que tinha feilo enlao,
c pedio i sania s remedios convenientes para o mal.
A respeilo do alio dominio que o estado pode Icr
sobre os bens dos subditos, elle nao pode ser excrci-
do cm prejuizo desles, seno quaudo o exigir una
nenessidade publica, que nao for possivcl prover de
oulro modo ; mas ueste caso, os encargos devem ser
regulados segundo a juslica distributiva, nao poden-
do ellos pesar sobre nina clas*c. simiente da socic la-
de. e toado sempre lugar urna compensarlo gcral,
que he de rigor, n
Depois de ler expendido esles principios, que pro-
legem as propriedades de lodos e de cada um. os
autores do protesto fazcm a sua applicaeao especial
aos bens o as pessoas, que o projeclo de lei anteaba.
Os religiosos de ambos os sexos lem abracado um es-
tado approvado pela greja ; estipularam debaivo
da prolocfo do governo um contrato, em virtude
dn qual adquiriram o direilo de viver e de morrer
no instilulo, ao qnal se dedicaram, e pelo que res-
l>eita aos cslahelecimenlosecclesiaslicos, que se qucr
onerar com tribuios novos c enormes, laes como os
bispados, os seminarios, os beneficios parochiaes,- o
governo lem esquecido que estes eslabelecmenlos
nao dependem delle, mas sir da igreja, i qual so-
menle devem sua cxislencia.
Para juslilicar eslas usurparoes, os ministros di-
zem, que nao so trata de tublraliir esles bensao seu
destino, mas dislribui-los com mais disccrnimenlo,
alim de que seu emprego seja mais vanlajoso igre-
ja ; poriim islo nao passa de urna desculpa deriso-
ra. A administradlo desles bens pcrlencc de direi-
lo a igreja, qual ja se lem tirado do fado urna ren-
da de mais de 'Hi),0Ol> francos, que desappareceu
do oreamenlo do eslado com grande prejuizo dos
parochos indigentes.
Para demonstrar a illegalidadc do projeclo, os
bfipos firnam-seno estatuto de HS, que he boje a
lei constitucional do reino. A religiAo calholica he a
religiao do eslado, logo o eslado deve proteger suas
insliluiees ; a liberdade individual he garantida,
cada um be livre de dedicar-se ao estado religieso.
O principio da igualdadc peranle a le nao permute
sem diivida, que se faca urna classe decdanlos sof-
Trcr um Ifttamcnlo, que nao se deseja applcar s
qjilras classes; se os cidadaos lera o direito de rcu-
nr-sc, porque se ha de recusar o gozo deste direilo
ns corporacoes do clero secular c regular ?
O carcter sacrilego c aoU-eathclico do projeclo he
manifest : a igreja calholica he urna reunan de
pessoas,\ne formaiu urna verdadeira sociedade obri-
gada a recorrer aosmeios maleriaes de subsistencia,
para conseguir o fim sublime, que llie he assgna-
do, donde resulta que nngnem pode recusar n gre-
ja a faculdade de possuir bcoslemporacs de um mo-
do indcpeudenle do poder, eadinnislra-lo segundo
as regras quo ella lem prescriplo ; he por esta ra-
zio, que ella lem fulminado os mais terrives ana-
denlas conlra os que lem ousado dizer, que lie per-
miiiidii aos poderes seculares despoja-la de seus
bens, apropriar-se delles, e conlra aquclles que lem
usurpado bens erclcsiaslicos, ainda quando revesti-
dos da auloridado imperial c real.
O imperador Jos II esleve a ponto de incorrer
nesla pena rigorosa, porquo S3 tinha apuderado
dos bens dos conventos c dos mosteiros a pretexto
de fazer delles um fundo particular cm beneficio da
igreja, como se quer fazer no reino de Sardcnba.
O papa Pi VI dizia que oslo elle se moslrava pal-
udario do erro condemnndo em mulos herticos pe-
los concilios, c ohrava como um usurpador dos di-
reilos meste de. Dos, ao qual esles bens s.1o con-
sagrados. *
liiialmeule o projeclo de lei lie anli-social, por
quanlo alaca igiialmenle a propriedade, I juslica e
a religiao, que sao os fundamentos da sociedade ;
para conviccao disto, he batanle recordar se do
que se peana cm Franca nos ltimos annos do se-
culo dezoilo e ullimamcnfe na Hcspanha.
Depois de ler caracterisado dcsle modo o projec-
lo de le, os autores do protesto assignalam os resul-
tados nevilavcis, segundo entendom, c prximos de
-ni a!or,_an. ns bens da igreja sao o patrimonio d
pobre. vai -e privar urna mullidas de nfoli/.cs e
familia- indigente dos scennos abundantes, que
j.unis llie teni tallado.
O novo neeestUa que o clero seja numeroso, para
que possa moralisa-lo, nsliui-lo edar-lhe ahiindan-
'emrnleas consolacoss e os soccorros do minislciin
evanglico ; esta mistan parece destinada com mais
parlicularidade aus lilhos do povo, que na podem
aeliar em oulra parle, a nao ser nos seminario*, os
t meios de cullvar seus talentos, nutrir sua piedade
e forlficar sua vocacSo. Eslc eaminho Ihcs ser fe-
chadn. As corporaees religiosas lem prestado m-
incnsos serveos a sociedade e nao dcixamdc llie ser
Igitacao, eludo islo no momento em que lano se
necessta de paz c de concordia, para solfrer-sc com
resignaran as extraordinarias calamidades, que o es-
magam.
He por esla raiRO que os bispos e os abaixo as-
signados, lemhrando-se dos graves deveres, que
Ibes impe scu sagrado ministerio ; c de que se de-
ve dar a Cezar o que he de Ce/.ar, e a Dos o que
he de Dos, mando do direilo concedido pelo esta-
tuto, cuten Icr mi que deviam apresenlar-vos suas
respeilosas reclamacoes, ns quaes junlam um exem-
plar da represenlaeao j submcllida aos poderes do
eslado, no momento cm que vagan o boato do pro-
jeclo de lei sobre a dcsapropriacao dos bens eecle-
tiaslieos, o por estas razoes exposJas uestes dous do-
cumentos, ellcs pedcni eucareiidamenlc que o pro-
jeclo em quesUo seja repcllido.
Eslasconcluses saobemgraves: conten urna amea-
ca, cuja execucao excilaria provavclmcnle lima guer-
ra civil e religiosa no paiz ; ora ninguem lem jamis
o direilo de recorrer a semelhanles meios e senlimos
profundamente que taes palavras leuhain sido pro-
feridas pelos membros mais eminentes do clero pie -
monlez.
A discussao na caimra dos dcpulados abrio-se no
da III de Janeiro ; log saberemos os resultados da
deliberaco. Se o projeclo for adoptado, o minis-
terio se propc Icva-lo immcdialamcnle ao senado :
o voto do senado nao se fani esperar, parque lodos
concordan! em reconhecer a importancia de que esta
quesliln seja promptamenle retolvida ; lodos lem in-
leresse nislo. 'tdein.)
PER\lMBim
ni alleraeao no mesmo regulamenlo, e propor se as-
sim o enlenderem.Manoel ('leineiiUito.it
O Sr. Meira : Ped a palavra para obter urna
cvpliraeao, porque realmente cu ignoro sobre que se
estn disculindo...
l'inSr. Depulado :He a primeir discussao do
reeulamento do cemilerio.
O Sr. Meira :Entretanto o Sr. Lcenla c o Sr.
Ilrandao, pedindo a palavra, Iralaram de una quecv-
t.lo perliminar, islo he, se o regiilainenlo dependia
poder legislativo, nao pode de modo algum derogar
disposicoes expressas de nossa lei luinlaineiit.il, que
somonte a nns confere csa faculdade.
O Sr. Meira :Que faculdade.
I) Sr. Mello llego :A faculdade de legislar.
Tambern nao deve admirar esse silencio da parle do
collececs de leis ver.lo que innmeras sao as auln-
risaees desla ordem, concedidas ao governo geral,
enlrelanlo que, os actos promulgados por esle ero
virtude de aulorisacao com clausula, licam depen-
dentes de ulterior approvacao da a'semblca geral,
ao pasto que os promulgados por aulorisarao pura e
simples, sao immcdialamenle poslos em execucao
como se fura lei...
l'm Sr. Depulado :He um falseamenlo.
(1 Sr. Aijuiar : Eu mo pretendo agora discutir
se he ou mo um falseamenlo, o,que digo he, que
o presidente fazendo aquello regulamenlo exerreu
urna altriboicgo que llie foi conferida por una lei e
esse regulamenlo he a mesma le.
O Sr. Mello Heg : Tein forca de lei.
pouco que anles convinha presentemente principiar
0 ensato pela compra dos modelos, embora eu nutra
opiniau contraria ; mas pergnnlarei, he nivel que
com una lo diminua eonsigoaeio se posta obter o
resultado que a commissao imagina, c que i provui
cia rcclannjo)crcin que n^0t porque modelo havera
lalvez, que poslo nesla cidadccusle dous e mais eoli-
tos de rcis...
l i,i .Sr. Depulado :Qunl he elle !
O Sr. Jlrandiio: pode haver sem que o nobre
rao. Que sfc ",.r
dosporarreroalacao.-vc ,,,, UMJH recep
cao e se transmitiese as plania-i cordMt|or para
por ellas se regular. /
Oulro do subdelegado da fr
informando, que segundo t
Francisco Marinho. he mou
roa da I rompe, ha inai'
e que se nllii ias-e ao
juiz de paz de segn.'
cife, para servir esle
depulado lenha ilelle coiihecimenlo. Sem duvidn o : se, em lagar de u
molellodessa machina nolavel do Sr. tieremoabo
da Babia, nao podera ser Ira/ido dea pai/.cs ettran-
geiros para esta provincia, por menos de dous ou
qualro conlos de rcis. ; outros esUUrie ainda mai'
O Sr. .guiar i l'cm furea de lei, porque a au- Importantes, e assim nadt adiantaremos te prevale-
lorisaeao nao o fez depeiideuleda aprovaraoda asscm- cero pensamenlo da nobre roinuiissio : ot nossos
bla. E. senhores. onde esta aqu nessa delegarao
esse falseannnln '.' onde enconlrara > os honrados
membros nessa aulorisacao urna demis-au feifa pelo
corpo legislativo de allribuieiies que llie rompclcm '.'
nao posto ver hlo longe ; bem ao contrario me pare-
ce quo esse mesmo acto da assemblca, conferindo ao
nvenlo da provincia o direilo de fazer certus regn-
l.iiiioniii-. de adoptar laes e laes providencias, oulra
coma nao be nem pode ser seno o exercicio do po-
der soberano que llie he conferido pelo telo addicio-
rerain.
Oulro do mesmo, i
cas Ferreira dono de
carros fnebres, dcniur.
de urna pobre mullicr. q
l't do corrente, e sendol
corpo lesislaliro, quando se v que aquelles que fa- nal c pela natureza de scu maudalo.sendo que por es-
zem parte del!e sao os primeiros, como fez agora o ia|foriiia o presidente n,lo exerce nesla parle.podcr so-
nobre depulado a alimentar essa desconfianza e sep- i borano algum, resultando daqui I pouca razio com
(issimo que grassam no paiz. acerca do poder legis- que se procura ordinariamente censurar os corpos
lalivo, dizeudo que elle nao he o mais apropriado
para legislar c que o governo no sed gabinete faz
muilo mais do que nos... Emlim eu nao me quero
nivulver muilo nesla qucsblo, tanto mais quanlo mo
sendo o mais habilitado para isso, vejo que o que
disseo Sr. Ilrandao nao foi ainda respondido.
Arho ainda outro exemplo para provar que a com-
missao proeede muilo em re&ra. A coiniaissau po-
da, he verdade, ler proposto alterantes ao regula-
menlo, mas nao adiando para si que essas allera-
c/ies fossem precisas, c uao saliendo qual o pensa-
menlo da casa....
" .s'r. Carneiro da Cimita : Ento iienhuma
commissao dar parecer, porque nao sabe qual he a
opiuiao da casa.
O Sr. Mello llego:Senhorcs, foram escrpulos
de delicadeza que devem ser louvados, e nao censu-
rados, me parece tambern, Sr. presdeme, que esta
discussao he loda intempestiva depois da delibtra-
ou nao da approvarin da assenildia ; e V. Exc. creio I c,i ('a casa houlein approvando o parecer da cora-
ASSEMBLEA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL.
Sessao' ordinaria em 14 de marco de 1855
l'rcfidcitia do Sr. Bunio de Camaragibe.
(Conchuda.
He lula c approvada a redaccSo do projeclo u. 1
dcsle anuo, que lixa a forra policial.
He lido o seguidle parecer :
As informaroes que no espirilo da lei provincial
ii. dllil, acerca do abate da quarla parle do preeo por-
que Jos Cavalcanli l-erraz e outros arremalaram
alguns impostos dos muuicipins da Victoria, Brejo,
Cimbre- c Garanhnnt, sao ialeiramenle em seniidn
desfavoravel aos peticionarios, c de modo a nao fa-
zer a commissao de fazeuda mudar da opiniao j
cmillida ; e por isso olVcrcce ella ainda a considera-
cao desta assemblca seu parecer do I." do concille
mez, o qual sob ns fun lamentos all exagerados de-
nega o abale requerido.
(i Sala das commissoes "> de abril de I8.V1.
Manoel Joaquim Carneiro da Cunha.Barros Br-
relo."
O Sr. Pinlo de Campos : Nao se adiando pr-
senle itoiihum dos membros da commissao, c (endo
cu de nll'erccer alguinas cousideraces acerca do pa-
recer, pee,o a V. Exc. proponha casa o adiamcolo
do parecer por .'1 dias.
Viii a mesa o seguinle requerimcnlo:
11 Hequeiro o adiajncnlo da discussao do parecer
por 3 dias.Pinlo de Campos.
Encerrada a discussao, he o udiamenlo appro-
vado.
Entra cm lerceira discussao e he approvado sem
dbale o projeclo n. !l dn anuo passadn, que diz :
A assemblca legislativa provincial de Pcrnam-
buCo resolve :
" Arl. Lnico. O professor de primeiras ledras do
collegio dos orpbaos. Jos Polxcarpo de Freilas, lem
direilo a ser jubilado pelas disposicoes da lei de 10
de jiinho de IS:17, percebendo por lano a gratilica-
co por mais de \1 anuos de servido, segundo a lei
de l de jiinho de IS'J, revogadas as disposicoes em
contrario.
Sala das commisses l'.l de abril de I85.
Paula Baplista.Ilrandao.FraneUcO Joo Car-
neiro da ('tinha. com reslric/ies.
O Sr. 'residente :Entra em primeira discussao
o rcgulamcnlo do cemilerio publico.
0 Sr. Barros de Lcenla :Peco a palavra.
'l .sr. Presidene :Tem a palavra.
O Sr. I.acerda :Enlendendo que o regulamcnin
do cemilerio eslava npprovado, excepto na parle re-
lativa aos ordenados, resist esla quesiao, de cuja
decisBo dependia a discussao de lodo o regulamenlo
ou smente da parle dos ordenados.
O Sr. Ilrandao: Sr. presidente, como relator
da commissao de legislarn, que den o parecer sobre
o regulamenlo que se discute, ciimprc-me explicar
os motivos que levaratn a mesma commissao a dar
aquello parecer.
Enlcndcu ella que conlendn o referido regula-
menlo disposicoes de muila importancia, c nao leu-
do a lei u. :100 cstahelecido bases para o Irabalho do
presidcnlc da provincia, era de necessidade inde-
clinavel subineller esse Irabalho a apreciaran da as-
semblca provincial, e assim proceden : pens, por-
tan!", que nesla parle a commissao fez o que devia,
porque sou de opiniao que o poder administrativo so
lem o direilo de fazer icgulamenlos para o desen-
volvimenl" e execucao do pensamenlo legislativo, e
nao para estabeleccr devores que se nao achem
enunciados cm una lei, 011 que pelo menos n".> en-
conlrem nella as necessarias bases. Nislo eslou de
accordo com o que diste o anuo pasando nesla casa,
quando dcclaici que nao reconbecia na assembla
geral e menos na provincial o direilo de poderem
delegar no governo a faculdade de legislar, que a
consliluieao o o aclo addicional Ibes confercm ; e,
pois, eslou cm perfeila coherencia.
Sr. presidente, cntemlo que a assemblca prov iucial
deve ser muilo zelosa de suas atlribuices, e que
devendo exerce-las, nao as pode de inancira alguma
delegar.
OSr. Laceria : Para que aulorisou genrica-
menlc '.'
U Sr. BraiulSo : Por isso sustento que o Ira-
balho presidencial para ler forra obligatoria, e po-
der reger o cemilerio deve ser approvado pela as-
semblca, como foi propnstn pela commissao.
lu Sr. Depulado :Islo he malcra de segunda
ordem.
II Sr. Braml'to Nao ha materia de2. nem de
1 .a ordem. quando se trata de rumprir a conslitui-
cilo, e de coiilcr os poderes poiilieos na rbita de
suas .illribiiicrjc*. Asseguro ao nobre depulado qne
nunca coilroircrci com o meu voto para queoexc-
eutivo lenha altribuircs que compclem exclusiva-
mente ao peder legislativo.
OSr. Lacera:Ncm eu estamos concordes.
O Sr. Iliainliio :Parece-mc que no caso presen-
uleis ; seta esUbeleeimenlos de iislrucrao publica
naolemrivaes; d.lo ao eslado projodores eloqucn-i te a i.;oser o regulamenlo -.ubmctiido a discu'ssoda
les, enviam aos paizes mais rcmolOa apostlos, que
levam com um valor inabalavel acivilisacao com o
evangelho.
As commnnhes das mullicres se recommendaui
por oulroa servidos; ellas procurara soccorros de lo-
assemblca, fu a entendido que o presidente da pro-
vincia temo dircilo de legislar, mas isto he o que
eu Iho neg, co meu nobre'.-ollega o Sr. Mello Reg,
acaba de dtzer-me, que os precedenlcs da casa justi-
ficam i ininha opiniao.
que se pronuucioii tambero conlra o parecer da com-
missao, e enlende comiun que o regulamenlo nlo
deve entrar ero discussao pelo principio de que sen-
do elle una lei, he escatado disculi-la nesla casa :
ora os nobres depilados divergirn! a respeilo da
pratica seguida uestes ca-o,...
Um Sr. Depulado :Conforme.
1) Sr. Meira :Os rcgulameulos que o presiden-
te confecciona nccessilaui da appruvaeao da assem-
bla i...
11 sr. Braniao :Se ellos sao feilos em virtude
de una lei quo deu as bases para esse regulamenlo,
nao.
O Sr. Meira :Entilo eu roncluo.Sr. presiden le.
que ainda-nao sabemos se a lei que aulorisou o go-
verno llie deu bases para a confeceo do rcsulainen-
lo, se esla autorsac,o dada pela assemblca foi ou
nao debaivo de comilones ; c sendo assim como he
que vamos discutir esse regulamenlo'.' eis-aqui sobre
o que eu quero ser esclarecido. N'acposso duvidar,
qucr por mini, quer em vista do parecer da commis-
sao da existencia da lei que aulorisou o governo ;
nao : posso porcm allirmar por ora a natureza e Tor-
ea dessa aulorisarao, visto como ainda nao examinej
a legislaeao provincial sobre este assumpto, sendo ale
cerlo que havia ja um oulro regulamenlo, segundo
me parece.
O Sr. Oliccira :Havia.
O Sr. Meira : Foi elle approvado por esla as-
sembla .'
Um Sr. Depulado : Eulrou cm discussao. mas
lulo foi approvado, c alinal deu-so a autoiisacao de
que (rala a lei 11. 31)0.
U.Sr. Meira :Em vista de regulamenlo, eu de-
duzo que o presidenle eslava aulorisado a confeccio-
na-lo, qucr por forra do S i." do arl. 21 do aclo ad-
dicional, quer por forca do art. 31 da lei 11. 300.
O Sr. Mello llego :Por Torca do aclo addicional,
nao.
(' .Sr. Meira :Entilo o presidente nao pode fazer
regulamcntos'.'
Crusam-t varios aparta.)
A assemblca delegou eslt aulorisacao sem condi-
e-'io neiiliuma, sem a dcclaracao de que o rcgulamcn-
lo lic.iva depon denle da ulterior approvacao de-la
casa, logo o regulamenlo nao precisa de approvando.
Apoiados) qucr porque seja islo de suas altribuircs,
quer seja cm consequencia de delegado do poder
competente, visto como nao admiti o principio do
nobre depulado de que a assembla provincial nao
pode delegar os seus poderes ao presidente da pro-
vincia.
O Sr. Brandiio :E n3o me afaslodos mcus prin-
cipios.
O Sr. Meira :E eu sinlo bstanle, porque de-
sojo sempre concordar com o nobre depulado ; po-
rm tambeni mo vejo na ronsliluic.io a prohibirlo
dessa delegado ao overno.
O Sr. Brandiio :So porque nao esla expressa '.'
O Sr. Meira :Esles principios Dio sao verdadei-
ros. lem exceproes como ha pouco disse o nobre de-
pulado, c pulanlo me pareca que a casa devia lo-
mar cm consideraran essa queslo perliminar, mes-
mo para estabeleccr um precedente seguro, porque
com olleilo se a casa entender que o regulamenlo do
cemilerio que se acha cm discussao, nao necessta de
approvacao, o que se segu he que estamos a discu-
tir uro regulamenlo queja est approvado, visto
como essa aulorisar-lo dada ao presidente sem a clau-
sula de approvacao desta casa, importa a mesma ap-
pmv ac lo do regulamenlo que elle confeccionar. Em
consequencia deslas observares j se pode deduzir,
que eu me pronuncio conlra a emenda que esla so-
bre a mesa, .porque, senhorcs, se o rcgulamcnlo do
cemilerio tem de ir as commissoes, eu creio que nao
deve smenle ir aquellas que o nobre depulado in-
dica na emenda, deve ir- a commissao de rniisliluiruo
e poderes, de cmaras, a de negocios ecclesaslicos,
e lalvez que a de fazeuda e orramoulo ; porque lem
mais ou menos retardes com cada nina delias, senao
com algumas mais.
Ha um aparte.
E assim parece-me que ira por tabella a quasi In-
das as cnmnnssc.es da casa : portarlo nao sei mesmo
se islo sera cabivel. Jubo, pois, Sr. presidenle, que
deve ser lomada em cousideracao esla questao preli-
minar.
O Sr. Urania') : Devia ser suscitada honlem
quando foi lido o parecer.
" Sr. Meira :Prmeiramcnle, eu nao eslava na
casa quando se leu o parecer, e em segundo lugar,
concluindo elle que enlrasse em disclissao n regula-
menlo, era nessa occasiilo que deviam ler lugar as
observares que acabo de fazer ; pois, se eu pugno
pela decUAo da queshlo preliminar, que lem toda a
relarao com o parecer, parecc-me que as minhasob-
servarnos nao sao fiira de tempo ; entretanto, come o
regulamenlo esl cm primeira discussao, limito.me
tmenle a estas mttmas observares...
lia um aparte.)
Eu voto conlra a emenda, o meu parecer he que
se decida ja esta questao preliminar, se coro eficilo o
re.'ilamcnlo depende 011 nao da spprovar.lo da as-
tcmbla, porque senao depende, nao he mistar clis-
is./lo ; puis que ella Meara sem objrclo, e ser mes-
mo irrisoria.
1 ni Sr. Depulado :Na parle dos ordenados.
(' Sr. Meira :Islo he muilo diilercnte ; mas o
que esla em discussao be o regulamenlo no sen lodo
sem l'niii.io*.. alguma.
O Sr. Carneiro ia Cunha : NSo rssverlcu seu
discurso.)
Vai a mesa a seguinle emenda :
Aceicsccnlc-se a emenda do Sr. Ciernen!ino
sendo anles ouvlda a cmara municipal.Mello lle-
go.Barios de Laeeraa.
O .sr. Mello Bego :- l'irei deas palavras smen-
le para justificar a ininha emenda, la que se lem
julgadn conveniente ouvir aquellas commisses cujas
attiibuiH'ia* tem relarao com a materia que se dis-
cute, tambern enlendo que deve ser oavida a cmara
municipal, porque o regulamenlo (do cemilerio pu-
blico conleudc com objeelos de economa e polica
municipaes sobre que nao podemos legislar senao
sob pi aposta das cmaras. Dilo slo, julgo-mc na
rigorosa ohrgacao de sustentar o que disse em apar-
te aoSr, Ilrandao. islo he, que a commissao jiroccdeu
de accordo com os precedente* dn casa, para o que
apresenle um exemplo para se tratar do primeiro
regulamenlo dado pelo Sr. Souza Ramos. Disse cn-
a da Boa-Vista,
seguraran!, Jos
Helia Ftfguezia,
\s- Inleirada,
neniado do
zia do Bc-
ramerilar-
;. que mor-
.. e-tabelecimenlus de
condoecEjro do cadver
avendo Tallecido no .lia
a cuia entregue no dia
' :2li fizera conduzir o ca-
Oulro do eoroifel Francisco Mamede de Almeida.
participando,- entrado no dia do correnlc no
inissao o que importa urna ni inileslarao de que
quer discutir o regulamcuto...
/ M Sr. Depulado :Esla-se disculindo.
O .s'r. Mello llego :Masosuubrcs dcpulados en-
tendem que o regulamenlo uao precisa ser discutido.
Eu nao sei e mesmo duvido muilo que a aulorisarao
conferida ao pretidenre paca dar um regulamenlo
10 cemilerio, possa involver aulorisarao para aug-
mentar ordenados e crear lugares novos: no regu-
lamenlo actual se crean Ingares novos e se augmen-
lam os ordenados; onde eslava aulorisarao para is-
so J se v por lano, que essa lei nao pode ler
o carcter de lei permanente senao depois de appro -
vada por esta assembla...
itn Sr. Depuludo :Na parle relativa aos aug-
mentes de ordenado.
O Sr. Mello llego :Quem nos assegura que a
casa uao queira reformar o regulamenlo, mesmo na
parle administrativa e orgnica do cemilerio!
L'm Sr. Depulado'Kevogue a lei.
O Sr. Mello lego :.Mas qual he o meio de rc-
voga-la senao esludaudo-a, apreciando-a, disculin-
do-a aqu ? Oh seuhores, ou eu perd a cabera
ou...
O Sr. Carneiro ia Cunha :Ou perderam-ua os
oulros.
,Ia dicersos apartes.)
O Sr. Mello llego :Ainda Icnhnoulro exemplo
a raen favor. Ouando esla casa aulorisou o gover-
no a organisar a repartirlo das obras publicas, foi
publicado o regulamenlo de 18J0 que veio a esla
casa, c fui loiiietlidci a commissao de obras publicas.
A commissao deu sobre elle o scu parecer,a casa nao
se coiiformou com esse parecer, regeitou-o e urna
emenda do Sr. Aguiar mandn adoptar um regula-
menlo anligo de tc>l(i; depois a casa modificou ain-
da essa dehberaea, c lomou a resolueao de reTor-
inar o rcgulamcnlo de 1830, tirando em resultado a
le que ora exislc. Enlrelanlo a aulorisarao confe-
rida ao presdanle de enlao, que era o Sr. Tosa, niio
conlinha a clausula de vollar o regulamenlo a es-
la casa, l'.u leio a aulorisarao (l):
Nao obstante esta casa enlender que esse regula-
menlo nao podia Icr o carcter de lei permanente
senao depois de approvado pela assemblca provin-
cial, tanto que o lomou em consideraran, refor-
mou-o etc. Se esses precedentes nao lem Torra, se-
nao devemos ser coherentes em nossi procedimenlo,
enlao he preciso confessar que vivemos aqu em urna
babel horrivol.
Enlendo por lano que a nobre commiss.ln de le-
gislarlo procedeu muilo cm regia, c avista da 111,1-
nilestarao da casa honlem, enlendo tambern que es-
la discussao he intempestiva e que devemos oceu-
par-nos da discussao do regulamenlo; lodax ia como se
qucr ouvir de novo a commissao, julgo que tambero
deve ser ouvidaa cmara municipal porque Irata-se
de materia de polica e economa municipal.
OmSr. Depulado :J foi ouvi.la.
O Sr. Oliccira :Nao apoiado.
O Sr. Melle llego:Coosta-lhe oflicialroenleque
foiouvida." En 11,10 sei. nao (eolio os mesnios da-
dos que lem o nobre depulado para andar inleirado
do que se passa ; devo crer, porcm, que a cmara
nao foi ouvida pelo qne acaba de dizer o Sr. Olivci-
ra, que faz parle d'aquella corporaco.
legislativos, allribuiudo-se cerlo abandono e falla de
zelo na conservarlo c exercicio de suas importaolis-
simas allriliuires.
Assim, Sr. presidente, me parece qne o regula-
menlo que se disrule esla approvado, bem que em
regra houvessa procedido a commissao. Todava,
para que esle negocio marche coro loda a regulari-
dado, enlendo que o resolamenlo deve vollar 1 mes-
ma commissao de legislaeao, alim de que esla de-
signo ou indique aquellas alleraees que por ventu-
sa enlender screm precisas...
O Sr. Brandiio : A commissao ja deu a sua
opiniao.
O Sr. Aguiar : A nobre commissao o que dis-
se foi, que o regulamenlo enlrasse em discussao, mas
nao propoz alteraran, c podia muilo bem ser que se
retarvatse para apresenla-las na occasio cm que
lvesse lugar a disnissio.
Por tanto, acha va cuque sera muilo regulare
proveiloso que vollasse o parecer commissao para
que ella o examinaste cm todas as suas parles, ofle-
recendo urna resoluto alim de ser approvada a
parle dos ordenados que, quanlo a mim, carece do
asscnlimcnto desta assembla : porque a aulorisarao
conferida ao presidente pela lei n. ;11K), nao te cs-
lendou ao augmento dos ordenados ; sendo por is-
so indspcnsavcl ulterior ipprovaco, e al mesmo
para que esse angmculo possa ser consignado na le
de urcameuto. Vou ncsle sentido, mandar um
requerimcnlo mesa.
Vai mesa o seguinle rcquerimenlo :
Hequeiro que o rcgulamcnlo volle a commissao
de legislaeao, alim de propor qualquer emenda que
llie parecer necessaria, e considerar a parle que diz
respeilo aos ordenados..guiar.
O Sr. Oliceira:Sr. presidenle, ped a palavra,
mo para roe oppor ao regulamenlo, pois qne elle
contcm varias disposires salularcs, mas para com-
baler a idea emillida na casa por alguns dos nobres
depilado-, de qoe esse acto ip.o precisa de appro-
vacao, em razao de ler sido a presidencia aulorisa-
da sem restricrao para confeccoiia-lo, precisando
smenle de mnfirmarao na parle relativa ao aug-
mento de despea.
Senhorcs, quando niesmo ,1 presidencia eslivesse
autorisada para expedir o rcgulamcnlo cm discussao
( o que nao he exacto, porquanlo a aulorisarao da
lei n. 300, de que ella se servio, j foi usada pelo
seu antecessor o Sr. Francisco Antonio Kibeiro,
como se ve do regulamenlo de 25 de noverabro de
I8.12J, nem por isso podia ser exceulado como lem
sido, na parle respectiva ao servio dos carros f-
nebres que pela lei n. !)l leon perlenccndo ao es-
labcleciinenln do cemilcriu. lie verdade que o no-
bre administrador da provincia, no scu 1 obitorio do
auno passado nos disse que o regulamenlo dado
agricultores continuaran a permanecer eslranhos ,10 seguinle. pela manlia.
progretso, e melhoramcnlo que lem lido a agricul- daver, quando ja eslava c rompido ; e pedindo pro-
tura lias colonias ngletat, nos Estados-Unidos, na videnciatse 1 cmara pa me senao reincida em
ilha do Cuba, e em diversos oulros paizesco mundo. scmclhanlc abuso.Illerao'S, por Icr declarado
Pen por linlo.que ainda quando a idea da coro- nesla dala o dito l.ocai que havia fechado hoje mes-
mi-s.lo fos-e aprnveilavel, nenhum ell'eto poderia mo o scu estabelecLmcnto de rarros fnebres.
prodar pela insignificancia da quanlia consignada ;
c aqui farei a seguinle rellexo : Tcnhn observa-
do que OS dinheiros pblicos s,lo gastos com inquali- I exercicio (*c juiz de paz do primeiro dislriclo da fre-
licavel prodigalidade em objeelos de segunda ordem, 1 guezia de S. Ir. Pedro (joncalves, haven.lo na mes-
mas que quando se Irala da asricullura ludo be mes- ma dala passado o rommando do I balalbao de
quinbaria : oui;o a mullos dizerein, he misler pro- guarda nacional da reserva desle municipio ao capi-
legcr a agricultura, e animar c*se elemento funda- lao mandante. Jos Narciso Camello.__Inleirada
mental de riqueza do paiz, mas veje que quando | Oulro do procurador, dizendo que por llie haver
chega o momento de fazer alguma cousa, sempre reclamado um einpregado do hospital de cariilade,
se da urna desculpa, a l.ivoura fu i margen!, ou,, mo llie ser possivef encontrar a Francisco Curas
se por acaso he lembrada, se Ihc destinan, consigna- : Ferreira, nem queni,snr,s xczes fizeatl para iho en-
res ridiculas. Lamente esta falalidade, que obra | Iregar a guia para .Conduzir ao cemilerio o cadver
contra os nossos agricultores, e pela miaba parle es-
|iiu resolvido a nao me deivar arraslar por ella ; por
isso pois, so roe pcrmitlirn que eu qualifiquo de II-
lusoriq o projeclo da honrada commissao, mormeiite
porque enlendo que verdadeiro beneficio, c vauta-
gem para a agricultura, s pedera haver se se
da prcla Mara Benedicta da Conceirao, fallecida no
memo Hospital, lomara o arbitrio de pedir a Anto-
nio Bernardo Ouinteiro que lizeisea condcelo, eo-
uiu eilociivainonii. o fez. Que se respondesse que
tinha obrado bem.
Oulro do amanuense, scrviuJo de contador, ili-
manda-ssem vir as machinas, e instrumentos- agrario* ndo quo no da I de marco ,e vence urna letlra,
para serei-veajlidos aos lazcndeiwtT-fllmo ndiquei acceila por Joaquim Lucio Monieiro dt Franca, da
importancia de 509*367 rt-, alim de que fosse lirada
do cofre.Que se lirasse.
Oulro do mesmo, informando que nada conslava
OSr. Urando:- O nobre depulado parecera repartir a seu cargo aerea do que requereu
que he um partidista altado dessa escola, que dan- Fredarico ChavesIuleirada, edelirio-se ao pelicio-
- nario no sentido de tirar nova lcenra para a obra do
muro na estrada do Manguind.
no meu projeclo.....
O .Sr. Mello llego : E lornava-se o governo
negociante.
do lodo o poder ao governo,
mo lempo do dever que lem de marchar freale
do p ogro-so da sociedade, lornando-o assim alheio
a ac<;ao benfica que deve excrcer.
OSr. Mello llego : Alheio mo, mas nao se
involvendo muilo.
O Sr. Brandiio : Mj* eu qui/e,.i que se desse
Oulro do engenheiro cordeador. remellendo dous
oreamentos. um desceparos do calramento da ra
do Aterro da Boa-Vista, na importancia de i-t85t)0,
incluida a despoja com a compra de pedra de reser-
va para reparar de promplo as ruinas qne forero ap-
ao Irabalho de pensar reflectidamcnlc sobre o que | parecendo ; e oulro, tambero dos reparos do cano
diz em sua obra o Sr. 1.a Ferriere, c enlajo por cerlo j dalvcnaria da eslrada do Chora menino, 110 valor de
mudara de opiniao. Com elieito, aquello escrplor
inatenta que o governo lem a obrigacao de Cello-
car-te na dianleira dos mclhoramenlos, porque os
individuos solados c disseminados pelo paiz, lulo o
poderiam fazer sem sacrificios immeusos, e isto
me parece de primeira iiiluiefm.
Quero ignora que os nossos fazendeiros, que os ho-
mens do serlo, n.lo leudo como nao lem relaeSes
nos paizes cslraugeiros, nao se acharo (ao habilita-
dos como o governo para lerem noticia dos inventos
edcscoberlas que all se tem feilo em beneficio da
agricultura"' *
Cm Sr. Depulado :Tem os seus correspondentes
i> Sr. Brandiio : Esses, com honrosas excep-
roes, so servem para comprar o assucar pelo prero
que quercm, e para nada mais...
O Sr. Luis Filippe :Para mais alguma cousa.
U Sr. Brandiio : Para adianlar dinheirn com
altos juros lalvez, mas para transmitlir aos agricullo.
res noticia dos mellioramcntos quo se lem introduzi-
do ueste ou naquellc paiz, isso nao ; pelo monos
nesla provincia nao me consta que ellcs o tenham
feilo...
//.i um aparte.
O Sr. Brandiio: E-sc aparte lie mal relien dn.
e prova a razao de sobra que lem os agricultores,
quando se qucixam da indiflercnea cora que sao Ira-
lados ; o cm quanlo a mim, rcsumindo o que lenbo
dilo, declaro que se so ha de adoptar uro projeclo
Ilusorio, he mclhor que nos dcixemos disso. Sim,
pelo seu antecessor, necessilava de ser bem recon-. 'meus senhorcs, cuidemos seriamente da ag cultura
sderado, e que nomc.ira una commissao composla (la no,sa provincia, tocamos com quo ella entre na
do presideule da commissao de hvgienc publica, dojearreira do progicsso...
O .Sr. Aguiar : Sr. presidenle, eslon persua-
do de que a presente discussao nem be intempestiva,
nem extempornea como pareceu ao honrado mem-
bro que acaba de ler a palavra. He verdade que o
regulamenlo do cemilerio he o principal objeclo des-
la discussao ; mas lambem he verdade que sobre a
a mesa exisle um requcrimeulo de adiamenlo, que
convni ser agora discutido e apreciado, uina vez que
houlcm se approvou o parecer da commissao de legis-
laran, sem que se avenlasse a queslao que actual-
mente nos oceupa.
Enlictanlo, en nao posto deixar de acompanher o
meu honrado amigo o Sr. Carneiro da Cunha, em
algumas ohservacoet que apreseolou. Sr. presiden-
le, eu mo censurarci a nobre commissao de legisla-
rlo, ao contrario pens que ella procedeu em regra,
em vista da delicadeza e importancia da materia e
ero prsenos dos estv los pro e conlra que se lem se-
guido uesla casa. Me parece que a nobre coinoil
sao procedeu muilo regularmente, quando propoz
uo seu parecer, que o regulamenlo tosse discutido,
porque, se por ventura a assembla em sua -abe lo-
ria, ciilendcssequeo niesmo regulamenlo eslava ap-
provado em virtude da aulorisarao que havia con-
cedido ao presideule da provincia, [assim o decidira
depois de competente discussilo.
Enlrelanlo, para mim he lora de loda a duvida,
que o regulamenlo que se acha em discussao esl
approvado, menos porcm na parle que diz respeilo
ao augmento de ordenados. 1 Apoiados e nao apoia-
dos.': Eu nao pretendo que todo o mundo me apoic.
Sr. presidente, creio que ninguem querer.i admit-
lir ero urna lei a existencia de palavras superfluas c
vasias de sentido : o honrado membro o Sr. Carnei-
ro da Cunha, j fez sentir e mostrar com clareza que
a primeira aulorisarao concedida ao presidenle da
provincia para organisar o rcgulamcnlo do cemile-
rio, conlinha a rtausula expressa do que esse resu-
I menlo licaria dependen le da approvacao desta assem"
bla, sendo esla pela qual foi mandado casa o pri-
meiro rcgulamcnlo: mas a lei numero 300 que con-
ceden igual aulorisarao por cello, nem rontm essa
clan-ubi, nem por oulra alguma lumia obriga o
governo c sujeitar o regulamenlo que ouvesse de
confeccionar a ulterior approvaeflo do corpo legisla-
tivo : e, em verdade,a-1111 o devia fazer, porquanlo,
1.10 evercendo o presidenle oulra cousa mais do que
vgario geral e de um dos vercadores da cmara,
para dar-lhe o seu parecer sobre as bases da refor-
ma; porcm taub. ni he verdade, que sem haver esla
assembla confcrido-lhe poder para seniclhanlc re-
forma, c sem que a referida commissao livease aprc-
sentado o resultado do seu Irabalho,el la promulguuo
regulamenlo era queslao. Chamo a atlencao da
casa para esle ponto, porque a passar o precedente
de que o goveino da provincia pode fazer reformas
que nao s,lo meros regulamentos para a boa execu-
riio das leis, som aulorisarao do corpo legislativo,
lal precedente podera produzir clh-itos mu orejo-
diciacs, nao so aos iulcresses pblicos como aos par-
ticulares : pode o successor do actual administrador
enlender que o regulamenlo por este expedido, nao
satisfaz a lodas as necessidades do servico, e al-
lera-lo ; e assim deixar o cemilerio de ler um re-
gulamenlo permanente.
Paro aqui, porque a casa ja se acha um pouco fa-
tigada, e eu nao quero in ciclar a discussao.
O Sr. Manoel Clementino (nao devolveu o seo
discurso.)
O Sr. Silcino ( nao mandn o scu discurso.)
Finda a discussilo, he o requerimento do Sr. A-
guiar approvado, sendo regeilados os domis.
Tcndo dado a hora.
O Sr. Presidente designa a ordem do dia c le-
vanta a sessao SU horas da larde.
Sessao' ordinaria em 15 de marcas de 18S5.
Presidencia do Sr. Bariio de Camaragibe.
Ao meio dia, feita a chamada, acharam-sc pr-
senles --'(i seuhores depulados.
O Sr. Presidenle abre a sessao.
" .s'r. >.> Secretario l a acia da sessao anterior,
que he approvada.
OSr. i." Secretario menciona o seguinle
EXPEDIENTE.
Um officio do secretario da presidencia, remet-
iendo il> exemplares dn rcgulameulo da nslrucro
publica.A distribuir.
tina represenlaeao dos habitantes da villa de
Flores, pedindo a edificarlo d'um acude uuquella
villa.A' commissao de obras publicas.
Um requetimenlo de llapbacl l.ucci, pedindo se
llie conceda a empreza do Ihcatro de Santa Isabel,
por oilo annos, nao percebendo subsidio da provin-
cia.A' commissao de pclr>es.
Oulro da irmandailc de Nossa Senhora do I,ivra-
melo, pedindo se Ihc concedan! duas loteras de
l conlos cada una, para conclosao das obras de
sua igreja. A' commissao de pclires.
He lido c approvado sem discussao, o seguinle
parecer :
A rommis.a.i de posturas de cmaras, exami-
nando as da villa do l.imoeiro, he de parecer, que
sejam as niesmas impressas, para entrar cm discus-
cusso com as alleraees feilas pela commissao era
alguns de seus arligos.
Sala das commissoes cm 1"> de marro de 18>.>.
MeiraOliceira.
\Continuar-e-ha.)
Ditcurto pronunciado pelo Sr. depulado Francisco
Carlos Braniao, ha seieSo de 13 do corrente.
O Sr. Braniao :Mcus senhorcs, o anuo passado
eu live a honra de apretcntai a esla casa 11111 projec-
lo aulorisando o governo a applicar as sobra* da rc-
ccla .1 compra de instrumentos e machinas agron-
micas para seren vendidas .ios agrcullores da pro-
vincia, i) meu pensamenlo o favorecer nossa
agricultura, que lula com embaracos immensos, pon-
do ao alcance dos uossot concilladnos que a ella se
l) Sr. Mello llego :Ja esl.
O Sr. Brandiio: Nao sei"; oque obsrvame
faz crer que nao.
O Sr. Mello llego : Nao estamos mellnr do
que ha dez anuos passados '!
O Sr. Brand&O : Se he progresso, como o no-
bre depulado diz, sera apenas o que resulta da or-
dem natural das cousa*. mas rolo o que he lilho dos
esforcos do governo e dos legisladores.
O Sr. Mello llego : Aquelle he o que he pro-
ficuo.
O Sr. Brandiio : Enlendo que he nosso dever
pmroov ernios. por lodos os meios ao nosso alcance a
prosperidade da nossa Ierra, decretando para esse
fim as medidas convcnicnles, que nao sito por cerlo
as do projeclo que se discute ; persuado-me qu; nao
cumpiremos a nossa inissao, se deixarmos a agri"
cultura da provincia entregue Providencia, e as-
sim, concluindo as minhas observaron, dire que niio
possuindo nos fabricas nem rommercio, porque o que
cxsle nao he nosso, lorna-se de palpitante necessi-
dade protegermos a lavnura, que he a nica fonle
de riqueza que nos resta, c ueste sentido compre
que nao adoptemos o projecto da nobre commissao,
que desliguruu o outro, que llic servio de base, e
que pelo contrario estabeleramos medidas de um
valor real, e que seriamente aproveitein aos nossos
agricultores ; proponho, portanlo, que sejr. o pio-
jeclo adiado, para que melhormcnle possa ser con-
siderado, e nao pastando o adiameulo votare conla
elle.
fr.Mt? rs.Kesolveu-se que o cordeador mandaste
proceder aos reparos da ra do Aterro, e que a ou-
lra obra fosse em nracf,
Oulro do administrador do cemilerio, expondo a
demora que se deu na condueo do cadver de Ala-
lia Brgida da Silva (.avahante de Albuqucrque, fa-
lecida dolobre auiarella no dia -'i do crtente, c con-
duzi da no dia l, scudo o causador dislo o dono do
estabclccimeiilo de carros fnebres Francisco Lucas
Ferreira, ,1 quem locou a conducao.Que se res-
pondesse que o dilo Lucas j tinha fechado o estaba-
lecimentn, c eslava seudo ajuizado por nfracci.es,
qoe commetlera.
Oulro do mesmo, expondo a oecessidade desercm
examinados os eslabelecmenlos de carros fnebres
existentes, alim de se conhecer se esiau ellcs na eon-
formidade do regulamenlo do cemilerio.Fo no
meada uina commissao para dito I1111, composla do
Srs. C-ameiro e Simplicio.
Outro do fiscal de Sanio Antonio, pedndo-lhe de-
clarare a cmara se devia continuar a reparar o ent-
rmenlo desde a ruado Crespo alo ao arco de Sanio
Antonio, visto (cr ressado o incsjnvcnicnlo que fez
parar com dila obra.Mandou-se respouder que
conlinuassc.
Oulro do fiscal da Boa-Vista, informando que,
com elleilo. o csjabelerimonlo de fogos artificiaos de
Joo .Miguel Teixeira Lima, achate enllocado no
renlro do sen sitio, na estrada de Joao Fernandos
Vieira, distante das edilicares all existentes ; mas
que dita estrada nao ejia enmprchendida uo edita1
desta cmara de 19 .Janeiro ultimo.lurtirada. e
dehno-se ,10 peticionario no sentido de poder per-
manecer o seu eslabclecimciilo uo lugar em que se
acha.
Oulro do fiscal de S. Jos, dizendo que na semana
de l'.l a 2"> do correle, se malaram 449 rezes, para
consumo d'esla cidade.Qae se archivasse.
Outro do mesmo, informadlo cm sentido favora-
vel o policao de Antonio Botelho Piulo de Moqui-
ta, pediudo Urtica para concertar nm tclhciro, no
sillo dos 01 i'hin* de quem he tutor, lilhos de Jos
Maria de Jestis Muro/. Concedeu-sc a iicenra con-
dicionaluicnte.
Oulro do fiscal do Poco, pediudo providencias pa-
ra ser coadjuvado pelas palmillas rondantes da fre-
gueaia, na cxccurilo .1.1 postura que prohibe aos car-
ros andarem sem luz noile, o s tabernas conser-
var-so abei las depois das nove heras.Que se olli-
ciasse 10 chele de polica, rogando-lhe expediste
neste sentido suas ordens ao subdelegado naqnclU
freguezia.
Foi appro-. ajo um parecer da commissao de poli-
ca, declarando Icr examinado, e as adiado no caso
de seren approladas, as coalas da roceila e despera
municipal, dos mezes de outubro de 1854' 31 de Ja-
neiro ultimo.
A' rrquoriuion(o do Sr. Oamero, resolven-se se
repelisse o pedido feilo cm !) de dezctnbro ultimo,
ao Exm. presidcnlc da provincia para autorlsar a
u uara a continuar a dispender com a obrada ca-
pilla ilo cemilerio.
Mandou-sc chamar para juramentar-so um sup-
plcntc de juiz de paz do I ."dislriclo da freguezia do
Kecife ero lugar de Francisco Jos Silveira, quo se
mudoii.Francisco Lucas terreira declaran por pe-
lrao ler fechado boje o seu estabelecimento de car-
ros fnebres.Dospacharam-se aspelices de Clau-
dio Dubeux, de Frederico Chaves, de Francisco Lu-
cas Ferreira, de Juo Jos da Costa e Silva, de Igna-
cio Jos da Cosa, de Joiui Jos 'leiuira Lima, de
.1' -e Joaquim d'Oliveira, de Jos Rodrigues do Pas-
so, do couimcndadnr Luiz Gomes Ferreira, do lu-
chare! Luiz Lopes Cislello Bronco, de Paulo Coelho
da Conceirao,de Pedro Antonio Teixeira liuimaraes;
e levanlou-se a sessao.
Eu Manoel Ferreira Acctoli, oflid.il uiairir a es-
crevi no impedimento do secrelario. Bariio de
Capibaribe. presidenle. Mamede. Barata i'Al-
mcidsr Carneiro. Mello.Higo e Alliuguer-
ijue.
CMARA MUNICIPAL DO RECITE.
Sessao extraordinaria de 28 de feverelro.
I'resiiencia do Sr. Bariio ic Capibaribe.
Prsenles os Srs. Viauna, Reg, Mamede, Carnei-
ro e Simplicio Jos de Mello, fallando comcausa par-
ticipada o-Sr. Marques de Aniorim, e chegando ao
cncerrar-sc os trabalhos o Sr. Reg c Albuqucrque,
abrio-se a sessao, c foi lida approvada a acia da an-
tecedente.
Foi lido o seguinle
EXPEDIENTE.
L'm officio Jo Exm. presidente da provincia, rom-
iiHiiiicando que, por portara de -H do corrente, do-
signara ao vereador desta cmara Jos Maria Frei-
r Cameiro para fazer parle da commissao, que, cm
virtude do parecer da assembla legislaliva provin-
cial, lem de examinar as conlas da cmara munici-
pal de Olinda, vislo Icr sido dispensado de scnie-
Ihanle commissao o Dr. Francisco do Reg Barros
Brrelo. Inleirada.
Oulro do mesmo, recommendando, de conforini-
a -. 1 1. ___ aos compradores dos ramos do tmposlo de 28U0, o
dade com o que rcquisilou o presidente da com-1 1 ""' ,
.... ,. ... ,., ,, 1 abale concedido ao arrematante do mesmo im-
roiss.lod Hvgienc publica, em olltcio de vi do cor-I
rcnle, que tralasse esla cmara de dar cumprimen- A, .. .
.,- 1 .-i i-, a,. nnir, Adiou, a rcquerimenlo do Sr. Ulivcira, o projec-
lo ao desposto no artigo 26 do titulo 1" das posturas,
o qual obriga aos propriclarios dos terrenos lateraes
das estradas plaulaicm as testadas dos seus sitios
arvores frondosas e de qualidade. Inleirada, oque
se renovasse a ordem ja ncsle sentido expedida aos
liscaes. ,
Oulro do mesmo, dizendo qne annundo ao que
esla cmara llic representara cm olllciu de l do cor-
renlc, expedir ordem ao director das obras publicas
para mandar prolongar at o ngulo da ra Velha
do bairro da Boa-vista, p cano construido por
aquella reparjjrao, no largo da l'cntc Vclba. In-
leirada.
Oulro do vereador Antonio Joto de oliveira,parti-
cipando que por ser membro da assem oca legislativa
provincial, que. ia lunociunar agora, deisava de
comparecer e-la camar.i. durante es iiabalhos da
mesma asscmbtea. Inleirada.
(.otro da commissao de llvgiene pnbl ici. dizendo,
cm respcsla a consulta que a cmara Iho f-z sobre
a do fiscal da frcgoezifl da Bua-Vsla, relativa a ca-
applicajn es inventos e iiiclhoraineutos de que gozam
nina allribuicao qae Ihc foi conferida por urna lei, he I os paizes mais adianladns dn que o boom, porein esse
Claro que o regulamenlo por elle feilo he lambem projeclo leudo sido submellido commissao de corn-
11111a lei,e com lana forra como se por ventura fosse ] racrcio. agricultura, industria e artes para emllir I sa de drogas de Manoel EUas de Honra, que nc-
feila por esla assembla, e sancdotiada por elle. O sobre elle o scu parecer, aprcsenla-se agora profun- nhiima disposieao se enenatra no regulamenlo n.
contrario dislo he realmente o que cu nao salteria damentc alterado, pois que a dita commissao desprc- SK de de selembro de IK.M, que se nppuiihi au
zando a idea fundamental cm que se elle estxlbiva, cuitiprimenlo do artigo lli do titulo Jas posturas
apenas considerou a do ultimo artigo, formulando lem vigor ; accresccnlando que a commissao tinha
no meu enlender um Irabalho mpcrfeil.) e de ne- | consultado a junla central, do quem aguardava res-
iihunia ulilidade, sendo por isso que loinei o pala-
vra para fazer a respeilo delle algumas observari.es.
No arl.!.0 do projeclo olTerccido pela commissao,
ella entorila o governo a mandar comprar cm paizes
cslrangeiros modelos de machinas e instrumento* nao
roiiheridns mi ootso, para screm exposlos a obser-
vaeao dos agricultores, econsigna para aquello ser-
viro a quanlia de 2:000s Ora admitliret por um
cla-silicar. Erguem-sc os honrados membros conlra
o precedente de se delegar ao presidenle a allribui-
cao de fazer segulamenlos: eu conccdcrei por hv p-
tese quo nao seja bom esse precedente c al mesmo
concordarci em que nislo ha una ccrla delegara de
allribuiroes da assembla ; mas pergunto cu, sera is-
to um facto por nos ainda n.lo praticauo '.' sera um
fado que ainda nao fosse pralicadopor oulrasassem-
blas'.' sera um precedente que nao baja tido milita
voga no corpnlegislaiivo geral ? Os honrados mem-
bros sabem perfeilamenle, e se abrirem as nossas
DIARIO DE PER\AMBIJCO.
A asscmblca approvou honlem em 3.a discussao
o projeclo n. 28 do auno passado, que faz extensivo
lo n.3". lambem do auno passado, que aulortsa o
governo a mandar comprar modelos de machinas,
c approvou cm 3." discussao dittcrcntrs posturas
municipaes.
A ordem do dia dada cornprchende : a primeira
discussao das posturas do l.imoeiro, segunda das de
Pao d'Allto, segunda do projecto n. 3-i, primeira
do de n. 1">, e primeira do de 19, lodos de 1S."i|.
cora'MCiiio
-
O MORRER DO OEM".
Kmhurado no meu maulo Je iguBrancia, esfa-
va resolvido a nao escrever mais uina s palavr.i,
Porcm, a gencrosi.lede de alguns mancebos, e u se
lucar de alguns tlenlos envidio nos loncnes de ex-
trema pobre/.i, li/eiam nio sabir do proposito que
formara, c pela ultima vez enviar a imprenta o ul-
timo pensar de quero j descr da vida.
Praz.t aos ceos que a idea que ora me domi-
na, possa calar no fundo dos coraees generosos,/
dahi sabir os bra lo* animadores dus tlenlos desv
lidos, a prolccao aos genios que despuntaren! p<
grandeza desta ierra.
Ser esle portanlo o ultimo esrriplo, que p
blicarei no verdor dos annos, c na desesperadora i
[insta; mas que sto nao obstava que a cantara norancia, que como negra venda cingo-ine os ol
procedesse conformejulgasse convcnicnlc. Inlei- i do espirito.
rada.e mandou-sc responder ao fiscal que cumprisse ; Queira Dos que esle ultimo fallar do cr
a postura.
Outro do engenheiro director dos obras publicas,
remmeltendo em cumplimento de ordem do Exm.
presidenle da provincia, a planta dos dout laucos
a eslrada dos Apipucos, que estao sendo 'euruttt-
r.lo nao se perca como os gritos de agona sol'
p*lo navegante no inimenso dos mares ; con'
viajor na vaslidlo do deserto, ou no procello,
blliao da exislencia. E que a Jor e sceptirn:
resequem para tempre at eipenuicas de joye
mutii ann


cliamaiio a oulrris devero*, daspoe a penna, eaguar-
da que a imprejisa. rainjia do
DIARIO DE PERNAMBUCO, StXTA FEIRA 16 DE MARQODE 1855
\
V^r
passos 'la opini
'l.ido e religan.
Tambe
Sr. Jos Xav
prinir gralis
touio Marque-
secuto 19, guie os
publica para a juslica, morali-
pproveitat nos o entejo para dizer ao
Van.lino hamos, que (en, fcilo im-
meus ailijgos, c ao Sr. Manool Fi-
|ue os le n rerebido ; c ao Sr. An-
idrigues, que como pai, carinho-
samenle guioi i ; e animando-nos, que os seus
nomes ficarao niiissa alma, como as mais
bellas impressO. la nossa inocidadc.
I
Corra silencosa c fe i a una deslasullimas imi-
tes .lo niel de reveniiro^r auno em que eslamos.
I m feo ennegrecic cstendia sobre a cidade
do Hecile, como sudar rroroso a cubrir ossada de
lit.ado : nuvcm ralig. s cnglobaram-sc la nos
l.orisonles do sul, e vici romo legies precilas de-
ktncar-te sobre a cidade, c apenas pela calada da
noile oovia-se o som cavo c rouco do ocano, que
esmigalliava-se no-arrecifesquebordamoporlo;a voz
do guarda embucado em maule negro c os uivos dos
ces, que sus inlcrrompiam a mudez da nalureza.
Os centenares de lampeos etilciados, im-
moveis, com a luz baca c duvidosa, pareciam urna
pioasssao de esqueletos s portaa dos vivos ; as ar-
voresdos passcios estcndian as ramas anhelante*
per un sopro de vento ; o ceo negro c a Ierra triste
nava nu rorarilo.
Esta immobilidade foi logo interrumpida. L'm
relmpago fusilando, no firmamento alliimion o
maro a cidade : o IrovAo ribnmbou pelas profnde-
te* .lo ceo.Tazendo na Ierra Irtmer ai/arvores, ran-
ger os bracos dos lampeos e abalar a/jcasaria ate oS
alicerccs. jl
A procella amonloada no calate do eco des-
fez se ru:indo horrorosrmenle seibrda cidade na-
quellas lioras (ardias. As lufadaj no sul collcaram
"i*"'|ljpi'iHi^yniii.iL, .i_ jj_JjuJ i'i'niii es-
^Jrecereiii, confraiigcram-se resvajando as rama-
das pela trra : o mar sacudido pela procella, ag-
loii-se convulso, e espargio uo ar um estampido se-
melhante ao baque de asusta rocha despenhada no
Iudo do valle.
Depois dcsle abalo violento, a naturc/.a cm-
brandeceu um pouco : e as nuvens, defcila i pesada
cor uegra, comecaram a chorar sobre a torra ; mas
tlesle choro hiccssante, estrepiloso, que he como o
lucio perpetuo que ao lonco apraz ver correr. As
ras innondaram-se como corregos improvisados nos
costados da serra, as haforadas da rliuva eslrepita-
xam entri nos lelos, aooulavam s vdracas, e iam
lavando c pavimento das ras.
He meia noile. No convento de S. Francisco
tremen o campanario : e um som desfondo pelos
ares assignalou o voo do lempo, e o principiar do
dia seguidle. No bairro de S. l'rei Pedro Goncal-
ves, na isreja da Madre de Dos, outra voz saudusa
responden o mereucorio interruptor do eslrepilar
da clima.
Depois ludo recibi em morno silencio, mi inter-
rumpido le leve pelo desusar d'agua as calcadas do
Kecifr, c pelo eslrepilar abatido das ultimas nu-
vens, que ii vento sacuda para os resequidos ser-
loes das provincias do norlc.
Em quanto a nalureza desfaz He lodo o negrume,
entremos, amigo leitor, na cite Pernambucanano
velho bairro do Kecifc.
II.
Em urna das ras mais tortuosas d'aqucllc
bairro ergue-sc un edificio de cinco andares. No
ultimo, que s consta do van que laz o tecto, por
onde numerosas fendas deixam a salvo liltrarcm-se
.is grossas gollas de cliuva que o co derrama, est
uina mulhcr, e um moco eslendido em estrado duro
e fro.
O mancebo cnvollo na esburacada cobertura
de baeta azul, insuflcicnle para resguardado das lu-
fadas do >enlo, qiMfsibilam pelas roturas do tecto,
ora parece agitado, ora quieto.
O resfolgar he apressado, romo e agona: o
cor|io unas xczes estremece todo-, outras vezes
deseaba amortecido como em soiiino prufutido ; po-
rm curio,
A Miilher vclha, abatida de enrpo c espirito,
coin a caliera povoada de cabellos broncos como o
algodo, vigia ltenla os lauvitnentns do mnrnr
Aseutadi a beifa do estrado coi|r%mas tola; usa-
das eulre. os dedos, menciou cabera, como quem
iiuer cxpellir os pensamentos entenebrecidos ; de-
pois litou us olhos pasmados no teclo c dcixou rom-
per dos labios descusidos um sussurro de palavras
doridas. Era a mili do mancebo.
Itra ia a noile carrancuda e feia, tal qual ja
dcscrcviWST"
Quando o Irovao estalou incdonlio, o moco aba-
lado pelo louquejai do ceo solton um grito corlante,
esacudiiido a cobertura espraiou os olhos poraquel-
Ics objeclos da miseria, c com voz magoada dsse:
Mi iba mai ininln mai !.
A velliaa esle grito repassado de desespero, que
ecliuava-lhc dentro do peilo t iiiagoava-lhe as on-
tranhas, volloti-sc arrebatada para o joven. Este,
suspenso por forra iiivisivel, crgeu-se. c em p no
meio d;i(|uella rasa nua, molhada, onde as rajadas
lo vento rcfluiam-se como cm torvolinho no meio
da rama, arraslou-sc paludo, cadavrico, febrici-
tante, titubante nos passos, os cabellos em desalinho
e estacou nu meio do solao, como sombra de tinado,
que apparece em cabera supersticiosa as solidos
dos bosques da America.
> Nao, nao be possivel ; disse o joven ab-
sorto.
O que met filho '! pergunlou a triste aproxi-
mando-sc-lhe.
O mancebo callou-se. A sua alma abatida as
torturas da desesperaron, o o seu corpo embebido
as dores de doeiu.a mortfera occasionada pela fo-
inc, era como urna sombra, que se ergua para ac-
ensar a sociedade. O mancebo amparado pelo dbil
corpo da mai, j completamente vergada do peso
dos anuos c Ha dor den alguna passos no .albo
huruideeido, aproximou-sc de una mesa, e lirn do
interior da gaveta um quarto de papel ; vollandrj-se
depois pora sua mai, c com um desatar de labios,
em que exprima o ultimo desengao, disse :
" lie o meu testamento.Os ricos deixam dinheiro,
herdeinis que o chorcm, e amigos que os lamenlcm.
Eu,miDha mai, deixo urna idea, que ser o incenti-
vo dos talentos, eo perd.lo a essa assina i sociedade,
listinio que aquelles, i quem Dos deposilou o scu
bafejo divino, aproveilem. a
Ab nao soi ; mas como que o corarlo me diz,
que a nica recompensa que terei, ser o esvoacar de
um epilhelo sobre o meu tmulo O loucoJ Mas,
que importa '.' quando na vida revoei tantas \e-
o zea ao mo de Dos .' I.ouco se-lo-bei para esta
sjcieladc, que nao comprchende, e por sou cast-
go njiira roinprebcndcr os momentos derouver-
sacan divina, em que a alma se derrama luda ar-
rouhada aos pos de Dos. Oh obrigado Senbor,
peloi nicos momentos em que conbeci ser cu li-
" llio de vosso espirito divino.... e .... b
(Jiietirantado de lonas nao pode o mancebo
concluir.
Sua mai ampnrando-o, livrou-o de dcsc.im-
bar dentro d'agua que tlluinccia o soalbo. Mis com
pouco aquillo passou.
oi a nuvem da elernidadc, que vcio moslrar-
se, cavisa-lo. l'ugio logu e nm delirio, ora vio-
lento, ora abalado, perpussou-lhc n'alma, refundin-
do-a em pensares destacados.
" Oacm ella dizia o delirante mancebo a so-
ciecade onde vivo vivo '. philanlropica, libera',
pal -inca ab oh '. ah '.
N'So, cu nilc morro n fom*... lie mentira '. que
na minlia Ierra eucontrem-se cadveres nos iim-
" brajscioslrmplos, fritos pela miseria c falla deca-
ridude. lie falso que os ricos aqu sejam uns
_ BgsUlaa lorpes, o que despojando as bolsas nos
a proslibnlos, cali ando aos ps o que ha de nubre C
.. virtuoso, nes-tcm o obulo do pobre que despo-
jamm. O tlenlo he protegido. I'ois n3o o veem
-ii perecendo na agona do desespero ? lie una ca-
li lumnia '. daquelle que disser, que os bisnetos
i dos hercios deieneraram da sua virlidade e virlu-
4 de rliristAas... he faltt... he falso! queoouro >
sirva para alasliar a CorrupoUo !.. Vdc '. lii est
nm mancehu bjpolliccaiido sua palavra, sen rre-
dito nasrente, leu manuscripto. E... nao, nn he
poiisivcl: o negociante de J00 conlos vilnicnteres-
e para cumplemcnlo do scu espirito que s sabe
o contar o ouro, iiegH-lhco pedido. M.li, mai, isto
nao pode ser! Estis ou\ indo ? ofTcreccm llic di-
ce nluiro para vender n cenlclha de Dos... Parvos !
abrem a burra para a corrnprao, fecham-na para
" a vilude.
i Formis palavras de um rcasso desla Ierra.
n La esta a praia ouri^ada de rochedos, eo mar cada csludanle, nem mais, nem menos de 1^000 rs.
n cavailo faz jugar a nao : ella sobe n'nm rolo de I por mez.
ce mar lamaubo como a monlanha... slo he visto | No'eneerramenlo da facublade so publirar"..
a a'' *l' os nomes dos que concorreram para a regeneraric
ic Ouro, mulhcr sm, duas santas musas, que em da moral e religi.lo, como um signtl da parle do
m.ios da virlud: salvam as nares: Sil romo he
ce bella, que corpo airoso, que face orme sa, que cu-
it lis delicada. Virgem? da-meo leu corpo. ni..
sabes a troca '.' tisuo-tc para Hmpre a ewslencii :
ce mas dou-le casas, moblias, escravos, ouro, mulo
cr ouro. Oslilhos que importam '.' vao para a ra-
li sa dos oxposlos.
ic Aqu,na minha cuslosaniobilia nao quero quese
i. sentem osles mendigos, i de eslodaoles: quando
" viercni que falicinein p, como a um cao incivil
que son.
Ouvis um surdo rumor as horas solitarias '.' cu
.i 01150 evejo. lie um honiein rom a aureola do
(i genio, he Gutlembergue. A- face esl paluda, o
corpo macerado, o espirito he sii portentoso. I'ois
ee nao ouvis o azorrague ila imprensa, currando a
" eervis orgdlhosa deNla sociedade corrompida atao
a amargo I'ois nao ouvis os gemidos desla socieda-
de ptrida? Desla Babilonia devassa, na qual he
a uecessario que o Knout bata ale expedir o sangue
ee precillo'.'
" Mas ab morrer '. quando a arvora da vida j
desabrocha em llores :'quando o hori-onlc decras-
sa Ignorancia j ninslri ao longe os bruchuleos da
" luz divina ? quando ao nomc de patria horhiillian
denlro do peilo, c sbeui cabeea milhoea de
ideas 1! !
(i O*, (|ue fazesahi, mulher';' quem be o prc-
I gado 110 Iciiho '.' Ab he o pliilosoplio, o repu-
c blicano, o divino, o homem Dos, o enviado para
estabelecer a caridade !! '. .
Os labio-; do mancebo dcsdcraiu u'uin riso Lo
llorido, que de os ver causal a H. Mein erguido do
eslrddo, devorado pela febre, anda disse :
er" Dem vejo, riem-sc de escarneo as pala\ras
severas da verdade. l'rocuram um nomo para
mordci'cm-mca repulaeao, assim como me assas-
cr sinam de fonie, vil c corrupta sociedade Techo
ce fume, sede t fri.
ce I'ois Chrislo nao sabia que ludo he Iransmu-
ic elado ueste mundo, verdadeiro lupanar '.' talen-
ce lo! coque he elle '.' lieligiao, moral, vrlude, c
que quercmdizcr ".' Ouro ouro, sm, he ludo ; c
ce ludo he ouro...
A cabera do mancebo descado com o peso das
ideas confusas, sobre o teioda mal, que o estreiteu
entre os bracos em ainpleso saudoso. Panado pou-
co 1 11 [.>. o moco eslremeceu ; o sangue requeimou-
II111 o corpo deflnbado ; a febre reslitiiio-lhe a vida
galvnica ; os labios finos, paludos, feridos, desa-
taram em riso convulso, c por cllcs brotaram os ullj-
mos l.iinpejos do tlenlo moribundo.
:t (J11 ero viver: quero, n E comesforca enrgico
rcergue-sc lerrvcl. romo unjo evlcrminador.
ce Viver! para atiento observar o rugir do viil*-
'i cao a espargir ao Ijngo as lavas ineeiididas da
desliuirao. Viver para aeompauhar a grande
II ala vanea do mundo moral c poliliro a iuipren-
cc sa. Quero anda no estertor da fonie c da mortc,
ee arrancar a mascara bxpocrita desla sociedade.e di-
ce dizcr-lhe infame, ;l infinc prostituidaaobe-
( zerro de ouro, a corrupeao, a v Mana. Sociedade,
ce que com as burras atestadas, chora a inopia de
ce rapitacs que ao talento nao da una mcallia ; em-
ic quanto com um lu\o arruinador da naeao dissi-
E o mancebo licou com a vista cspanladiea a
protegido, c lulo como ostentaran, que enhlo perd -
ra lodo valor.
\ igoraulo a as-oriar.lo ;., como be de espe-
rar n director delta, em nomo do talento desvalida
enderezar a presidencia, a este 1 asserablea provin-
paz, que depois de levar mais de 20 quedas 110 cam-
po atraz de bois, morreu da ultima quando ja se ia
aeostnroandO a cahir, e promellia ser bom vauueiro.
e mais a mu fazendeiro Chamado Ju.lo Cosme Nunes
de Magalhnes, segundo supplente da delegaria, ra_
marisla eelcilor de parorha ; mas que o scu maor
brazao era lor sido bom lilho, bom esposo, bom pai
e bom amigo l-oi sua morte repentina, attrihuc-sc-
Iheuma apopteiia. Deu-lhe a morte laocerleiro!
golpe que nao disse nemai Jess.Morreu no dia |
eial um requerimento nedindo o auxilio do governo I 2(1 de fevereiro ; ora amigo de lodoso de todos moili
s ledras patrias.
\.
Eram tres horas da larde. Por enlre a numero-
sa allliieneia de vehculos de lainanhos diversos e ri-
rjueza variada, passou um todo de nreto. o boliei-
ro negro : os eavallos negros. Em branco so una
palavra Caridade.
Era o cadver do pobre mancebo morto de fonie,
a quem a sociedade conceda dinheiro para un car-
ro, quando llic negara o pao do corpa e do espiri-
to. Assim elle linlia la/aocm exhalar a vida com
um riso escnrninhe sobra a sociedade. Seic palmos
de Ierra era a que restara das recordarnos da vida
de um homem.
.1/. P. de Morar* Pinhtiro.
CORRESPONDENCIA.
;;;
estimado I Contava S anuos, que da familia dos
Magalliars cutan era elleo primeiro .'! !
Anuo de Chrislo de 1833. f, / .
MBLiaaf, A PEDIDO.
OllEltECIDO AO II.I.M. Slt. I. P. C.
Mote.
lie) ienrode niceacor de praiar
Soneto,
E-bello qual gyrasol, era csse joven.
One ueste Pernambuco esludar vea :
Que baja igual .1 elle nao o rrcio,
Em seus olhos que sempreos peitoa niovein.
Cal.-uladas palavras que promover
Dedonzella novel opino enleio,
l'rnferdas com grara e com rnonoio
Inplianlia coranics ellas coininovem.
Que possii rc-istir ao sen encanto,
Aos seus extremos, qual sera a ingrata !...
Elle que das musas tem o ionio '....
Hritha cm curio peseneo alva grvala.
Onde se musir com gcral espanto
Alvo leen de nivea ror de prala.
/.. II. \.
commi:kcio.
Comarca de Flores 1.* de nmrco de 1 85 ..
Olbo, meu charo Sr.. niinra live lano prazer,
como quando 11111 amigo obscquioii-mc com o nume-
ro de sua estimada lolba, na qual vi estampada a
minha piiineira correspondencia de 13 de Janeiro
prximo passado, que at duvidaudo de ser areilo
por scu correspondente, lentando-o faz cr pnnha-me
00 caso naquelles epie tcnlain a fortuna de em 11111
si numero tirar u maor premio das loteras.
I.i e reli aquella minha producijflo, como se fosse
um chote d'obra Urna mai que liveste salvado da
garras do feroz loubo o lilhinho do seu rorarao, ni
sentira inaior prazer do que me possui, vendo o
leltra redonda mena asnatlcos aponlanwntos, e de
Hipa vez me persuad, que nao he la 1,1o Icio o bicho
como so pinta,quero di/.cr,que quando minhas pobres
mis-ivay sao aceitas, lodo bicho earela podo csrrevcr
para o prto.
J.i nao llovido que Vmc. lenba publicado a se-
gunda e a terceira, e que nem. Uo pouco esta sera
engeilada ; c islo lano me obriga a agradecer-lho,
[lelas honras que faz a este sen pobre ralii-rador.quc OetCOrregam hoje llidr morro.
de milito boa vontade|dispenso 11 grara de serscuassig. 1 late americanoLamonl Da l'onlcmorcadoras
nanto. supposlo que islo inc aproveilaria porlerdeler e fariiiha.
barato preco senfnteressanle Mario, e nao liear na Brigne hambarguezAdnlphorarvao.
dependencia de algiim amigo 111'os fonieecr como ac- t..;..,,,, r-le/__llami__i lem
ha de aconlccer ; mas islo mesmo he o .pie me con- Br^u( Wcrjd-mit-mercado'ria, e cemento.
vem.queru dizer.qiienaoqnoro sor seu assignante por
RAt.:.V DO RECIPE l DE MAKCO AS J
I10KAS DA TARDE.
Colarr.es olliciacs.
iloje 11,10 liouveram eolaroes.
ALEANDEUA.
Kendimcnlii do da I a li.....ISli:2it-lo,
dem do dia Ij........ 17:S):ii'mI
2i: li ti >!.
vagar pelo solo, e comn-'ydo ao ultimo extremo,
anda couliiiuou.
ci Salvai-a, salva-a Oh meu Dos! la vaia
ci nao sossobiando ao peso da iinmoralidado. Corro,
l( coirci lodos, que anda lio lempo. Prestes ao le-
er me piloto, mariiiheiros dcslros.eollici as velas, que
ce os rochedos malisam a llor do mar. Ouvi nao
k quero, que se diga o eslrangeiro, que na minha
11 Ierra morre-se fume, ha falla dercligiao, moral,
ci e amor patrie, 11S0 quero : entendei '.
Ide quanto antes sem perder um minuto,
u solfocai a voz, que misar despedir um grllo angus-
11 liado de dor fcmcliea. Silencio c perdao, Senhor !
ie para isla pobre e infeliz sociedade !
o l'crdoai-lhes meu pai ; porque cllcs 11.10 sabenl
1 o qoe faxem.a
E o mancebo lombou 110 soalbo lulando com
vascas da morte ao exhalar das ultimas palavras.
III
Os primeaos arrebes da maiilia alumiaram
frouxainciitc o solam singlo e pobre, onde o talento
resfolegando na atinosphera da miseria, da fume,
apreslava-se a baler nos uinbracs da eleruidade. A
escassi luz espargida 110 quarto, era triste; c anda
assim derramava alguus laivos de poesa melancli-
ca sobre o quadro.
O mancebo lem a rabera e parle do corpo re-
clinado sobre o eolio da imii. Aquellas faces mace-
radas pelo esludo, us olhos pisados da lcura as ho-
ras tardas, os marlxrios phx.icose moracs, que cur-
varan) a virosa vida para o tmulo : o resto do cor-
po emagrecido em extremo pola penuria do confor-
to ; ludo razia clebrurar aquella flur exsaugue para a
borda da campa.
A mi naquellccxpressao d'alina. cm ruja os
solur.is saosolTocados dentro do peilo anclado, c a
lagrima que rebelde dcsponla 110'cauto do ulho,
engolilla com afn, ora cslromecidamcnle achega
ao peilo o corpo do lilho, ora desanimada murmura-
va palavras de dor, que M Dos as cnlendia.
Era a imageni de Magdalena com os olhos la-
crimosos no co, heijando o corpo do homem Dos na
Ierra de Chantan.
Os raios do sol entrando pelas numerosas fres-
ias, innundou o sotan rom as cores do revivir da
naluicza. Omoeoabrin nsolbos simi-empanadospe-
la morle, c despedo um suspiro, como de ultima es-
peranza mora.
A mai com aquello carnho que Heos Ihe plan-
tou no seis, beijou a face cadavrica do fho, c dis-
sc-llie ; elle pmmetleu, be um santo homem, !ic o
medico dos pobres.
O mancebo cem a vozquas exmela, e nm sor-
rizo de amargo desprezo responden :
J)s hoinens a sociedade! fallai-me do eco,
niai "
Depois vollou de leve a cabeea, c um raio do sol
baleu-Mie uns labios : beijou-o, c coufrangindo-se-
llie o corpo sobre o eolio da mai, cxli.iloo um suspi-
ro anciado de cnvolla rom as pdaxrasmai, patria!
Dos Eslava morto. O raio do solmensagoiro do
Creador, lexnu pelos scus fios acentelha do Dcos.
A Ierra hcrdou-llic o corpo : a sociedade que o
malou seu Icslamcnto. He oseguintc :
IV
Societait protectora do talento dcscalido.
ce Os ricos.deixam dinheiro, berdeiros que os cho-
ce rain, e amigns que os lamciilcm. Eu s dcixoo
ie germen de nina idea que servir de incentivo aos
11 talentos, e de perdao a cs:a sociedade assassi-
.1 na. o
Esta sociedade lem por lini regneerai o tlenlo do
triste abatimenlo, que quasi sempre o acompaiiba.
Ella he coinposlade lodosos esludanles,' que qolze-
rcm conceder 19 rs. mensaes romo^obulu do talen-
to. A receprao do obulo, sera feila pelos lentes da
faeuldade cin lodosos I. de cada mez.
Para isso haxera um livro cm branco, em que
M s.eios assigucm o nomc e entregucra o bolo ao
respectivo hule do auno. Este dinheiro, recolliido
as maos do director, ser distribuido por aqnelles
qticsob proposla deum socio, reuiiircm as condieocs
seguidles:
1." Pobreza que nSo he deshonra.
2.a Talento reconhecido.
3. Compectamento regular.
i. Applicacau 118ledras, e boa excriieao ilosscus
deveres.
5." Idoncidnde para a matricula del. anuo de
direilo.
Os aocios s su* obrigados ISo nobre deverdu-
rantcos Irabalhos da faeuldade. .Na aberlura, ou
poucos das depois, os lentes decada anuo farao leni-
brar em breve pratiea, que principia a recepfta
do obulo do tlenlo. A mesma advertencia farslo no
cncerranienlu da faeuldade. Nao sera recchido de
Importa cao .
Vapor nacional nGuanabara, viudo dos portos do
norte, maiiile-lou o sogiiiulc :
I barrica e 1 votme ; a Barlholomen Francisco
de Souza.
CONSULADO CERAL.
. 22:18793*0
dem do dia 13........ 2:1703802
24:3589142
PIVERSAS PROVINCIAS.
Rondimeuto do dia 1 a 11..... 2:7i;>tn"i
dem do dia 15........ 1239402
pceo iienhiim'; porque logo que Vine, me remettesse
fidbas nao tendo antes tido essa honra, sem precisar
de ser felicciru oa tvlewuln, todos a una voz dir-
an! : he hulo o correspondente da comarca ; e isto
nao roechciraiia bem, poique, por nossos peccados.
anda ha gcule por toda a parle, qii3 nao sei porque
raciocinio nao quer que se diga nem mesmo a xer- Hcndimcnlo do dia I a 1 i.
dado ; e tfpezar do meu incgnito o iiullidade na 1
deixo de leuier, bem entendido aos maos.
Eslao feitos meus cuinprimentos de goslofl c temo-
res, passarci ao que bouver de inlcrcssar ao publico,
se he que o publico se inleressa de lor o que se eserc-
ve ca por esteeaiiliulio do inundo, e islo por um po-
bre borrador de papel sem os lloroes da elnqucucia,
nein mesmo a appliacao de alguma charada, versos
e pedaeos de latim, que alcinde deleitar aos lelores
di logo a ideia da nslrucefio cronberimenlo do cor-
respondeiilc ; mas que nao podeudo ser lodos loo
fclizes entro en no numero daquelles que se consolam
Com o posto cm cpie o cotlocou a Providencia, eoul-
nuan.ln assim se o contrario nao resolver a l'orne-
cer-llie malcra na minha meia lingua.
Passeeaoa au mais.
De minha lavra quasi nada tonbo que Ihe dar. A
comarca continua na paz de Dos, pelo menas 110-
nliuma noticia mo chegou de caso algiiin, nem mes-
mo dos mais simples, l'romelli-lhc contar com mais
exaclidao os Irabalhos do jury de Ingazeira, e anda
linje n3o sei perfeilamenie oque lizcrain os senhores] dem do dia 15. .
jurados, apenas pauandq por aqu de volla o cadete,
-ado qual j^ dio fallci, que condii/.io para all presos. :___________
vollou de maos vasias, dallando ludo em santa liber-
dade. a exceprlo de :i que d'cnlre vinle e tanlos fo-
rao 2coAdciniiadnsa 20 anuos de prisflo ca gales

uss-oo-
,en
I vl jortncao .
falinouth, brigne dinamarquez Auna Cecilia,
de 303 toneladas, cndano o segninle : :t.7()0 sac-
eos rom IS.olMI arrollas de assucar.
ItECEBEDOHIA DE RENDAS INTERNAS tiE-
HAES DE PERNAMBUCO.'
Kendimenlododia 1 a li.....23:9369183
dem do da 15........ 8169980
21:75.',; 163
CONSULADO PROVINCIAL.
nendimenfedodia I a II..... 2:8.57.;82'1
..... 1^90)060
-7.-'11111
(579500
1,-,)H)00
639000
|s- I, ,||
M-am
753000
(89100
8I5OOO
6O9OOO
2I76OO
2S600
75- UN)
5J-5IKI
l.iaOOO
I.llMU>
25:Sis-;s;
MONI MENT 1)0 POIITO.
Satios sa/tiito* no dio 13.
perpetuas, que anda pasmo que os senhores jurados BabiaHiato brasileiro Correio do Norte, mostr
llclmiru Baplisla de Souza, carga varios genero?.
Ilha de tiraudc TurkoUarca americana Gletuter,
em laslro. Suspcudeu do lamcirao.
EDITAES.
.^-------------------------------.
O Illm. Sr. inspector da Ihesoiiraria de fazeinla
coiideiiiiiasscm a esses:! ; e nem se diga que Ojuizde
direito deva carregar com a culpa de tanta absolvi-
{30 ; porque, que ha de fazer um juiz quando um
reo pela segunda vez he absolvido pelo jurx '.' Oue
ha de tazer um juiz avista de processo irregular, 110
qual s depe teslemunliasdc ouvida vaga, pelo que
he pronunciado, e no acto do julgameu'.o aprsenla
o reo 5 cmais lestemunlias, que juram de ver como
n.to foi aquellequc coiiimcdeu tal crime, porque na-
quelle dia ou hora esleve com elle cm lal ou tal par-
, 1 1 ; I ara em nina nota lalsa de MtiOOO res. 11," liltiS,
le, accresceiulo mais scrcm essas testemunhas de vis- "~ 7U"" "'" ">,
. ,1 -, j r icorroxa, 1.'sene c :l.'estampa,
la de mellior erilerio >esles casos, faria o niz um 1 '
.., .. Secretaria da llicsourana de la/.enda de l'crnam-
arbilno, c carregana com urna odiosulade que nem ,. ...
. .. ... ,,. buco, em l.> demarro de 18.jj,
scna de pirrilu e ucm aproveitana para o publico. .
.. ,' O oflicial maor, lumlio Xavier-Sobrelra de Mello.
Carregoempoisos senhoresjuizcs de laclo e testo-1 ^cnu.
Termo dcexainede una ola falsa o." (ti, cor ro-
desla provincia, manda fazer publico para coiiheri-
metilo de todas as pessoas o termo de exame aballo
transcripto procedido na Ihesouraria da provincia do
5 Capel la dos l'razercs de Gnarara-
P*...........
7 Or.leni Terceira de S. Francisco. .
9 Francisco Jos Pacheco de Medciros
e ootros.........
II Antonio daSilva (iismao. .
13 Antonio Jos da Castro. .
15 llerdeiros de Izabcl Soarcs de Al-
ineida. .......
17 .loaquim llibeiro Pontos. .
19 \ una e berdeiros de Jota Pires
l'erreira.........
21 Manuel Romta de Caivall......
2.1 Innandaile das almas do llecife. .
25 llr. Ignacio Ner\ da lonseea. .
Si Padre Joo Antonio (aita. .
-"i Antonio Cordeiro da Cimba. .
31 Joo Piulo de Ouoiroz e berdeiros
de .loaquim Jos l'erreira. .
33 JoSu do Knsario Goimaraes Ma-
chadn..........
35 Antonio Luiz (j>ncalrs Ferreira.
:i" Jaliso Porlelh........
311 Joaquim Francisco de Azevedo. .
II Francisca Candida de Miranda. .
Il<. 3:006975^
E para constar se mandn ahilar o presente c pu-
blicar pele Diario. Secretaria da lliesoafaria pro-
vincial de Pernambneo li de mareo de 1855.O se-
cretario, Antonio Ferrara d'Aimunciarao.
O Illm. Sr. contador, servindo de inspector da
Ihesooraria provincial de Pernambuco, emeumpri-
menlnda ordcni do Eira. Sr. presidente da provin-
cia de 8 do correle, panda fazer publico, que no
dia i de abril prximo vindouro, se ha de arrema-
lar a quem por menos llzer a obra dos roneerlos do
a.jii ledo l.iuioeiio, avllala em :J:J0!i- 11(0.
A arrematado sera feria na forma da Ici provin-
cial n. :|:| de 11 de maio prximo passado, e sol. ,.-
clausulas cspiciaes abaixo copiada-.
As pessoas que se propelerem a e-la arrenialai.ao,
comparecam na sala das sesscs da junta da fazenda
pelo meio-dia, com|>cteulenicnlc habilitadas.
E para constar, se mandn allix.ir o presente c
publicar pelo Mario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernambu-
co 10 de mareo de IS55.O secretario,
-lulonio l'rrriira da .tnnunciarao.
Clausulas especiaos pai a a atrcinalaeo.
1.a Os roneerlos do acude do l.imoeiio scro exe-
culadosde conformidade com o orcameolo approva-
do pola dircetoria em eonsclho, c aprescnlado ao
Fxin. Sr. presidente da provincia na importancia de i
2:2009000.
2.' O contratante dar principio as obras no pla-
zo de 11111 me/, e as concluir no de Iros mozos, am-
bos contados na forma do arl. :ll da le provincial n.
286.
3. O pagamento da importancia dcsle contrato
-era ferio em duas preslares iguaes, a primeira
quandu eslivor executada .1 melade das obras, c a se-
gunda c ultima depois de concluida toda a obra,
que sera logo rerebida definitivamente.
.-' Para oque nao eslixer determinado as pre-
sentes clausulas c no orcameolo, seguir-soba a qu
lispoo a le provincial n. 286.Conforme.O se-
cretario, //. /'. da AnnunciraHo.
A cmara municipal desla cidade declara, de
conformidade com o arl. -2(> l. 7. das postoras em
rigor, que as inores que se plaularcm aos lados das
e-Iradas c nas leslad.s do- respectivos sitios, elevcrao
disiar ninas das outras 10 palmos e 8 dos muros ou
cercas existentes uas inesmas estradas, podemlo ser
ollas, inangueira, cajazeira, gamelcira, uilizciro, do
chamado da praia, c jaquoira.
I'n.o da cmara municipal do Iterifc cm leatta de
I i do mareo de 1835.BarSo Ir Capibaribe, presi-
dente. .No impedimento do secretario, o oflicial-
maior, ioHoel Ferreira Accioli.
O Dr. Custodio Manoel da Silva Goimaraes, juiz
de direilo da l. vara do eommercio desla cidade
do recife de Pernambuco, por S. M. I. c C. o Se-
nhor D. I'. II. que Dcos guarde ele.
1-aeo saber que por este jiiizo se hade arrematar
por venda em praca publica, que lera lugar na casa
das audiencias no dia 16 de mareo corrate A urna
bota da tarde, 3'itldazias de pentcs a 3 1-., 6809 '-:
10 macos de linbas a 29 rs 8O9 rs. 140 chapeos do
Chilea2--irs., 2S0> rs. ; 200 espedios a 960 rs., a
.lu/ia 169 rs. i coxins para eavallos a 2- rs. s- rs.;
38chapos francezes a 5- r-., 1:111- is :m bonotej a
StK) rs., I2s rs. ; :| diizias c 10 pedes ,1o inarroquim
a l.-200cada pelt, O98OO rs. ; loo caixinhas de li-
aba a 300 rs., 309 rs. ; penhorados a Noves r$ Coe-
llio e padre Itapbael Antonio Coclbo, por exeein.ao
de Joo lleuriqic Denrker.
E para que chegue utira de lodos, mandei
dassessoes eom suas amosIrasT"proposlas, declaran-
do os iiliimos piceos o o- seus Oidores.
Sala das sessOes do Conselho de adminislracao na-
val em l'ernainburo I i de mareo do 1855. O se-
cretarlo do conseibo, ChriitotSo iaiitiago de Oli-
tebra.
A ailminislrae.io do patrimonio dos orpbaos
lem Je levar ti piara cm os das I 15 e l(> do cor-
rete, a obra do forro de 2 dormitorios do collegiode
Sania Therc/a, em a cidade de Olind 1. avahada em
H 16-^220, conforme o orcamenlo abaixo transcripto*
quem por menos a qaizer fazer, dirija-se casa das
se-soos da mesma Iniinistrjeao no dia l, por ser a
uiiinia praca.
25 Iravelas de 27 palmi a loUOO
20ditas de 26 ditos, a ',- "i
l8dozias de laboas de 1 .11... de louro, a
289OOU
6 laboas de solho para cornijas, 1 ~
Serxieode carapina
Diio de pedreiro
Pregos o
Srvenles c carroto das malciras
lilsimo
8O9OOO
.Mi i -mil
JI-IHHI
IUO95OO
J-M.l
|2p000
15-101
836>220
.-Telara da a Iminislrarao do pali imonie dos or-
pbaos 1 de marro de 1855.-7. /. 1/11 Fomeca, secrc-
lai Id inlc ino.
AVISOS MARTIMOS.
muidla- com o peccado....
Aqu pela minha vida vclha nada ler occorrido
que mercra a pena de ser mencionado, a io ser o
apparccitncnto c disto incsmu nao ha certeza do
celebre Qoidole, mas que loma a desapparecer como
xa, I" serii>, :!. estampa, do valor de 509000
ris.
Aos vinle setc dias do me/, de fevereiro de 1833,
na Ihesouraria de fazen la desla provincia, estando
o relmpago, nao se devendo azer disto carga as au- Prcse"' u* "cis abaixo assiguados, ro-Ibes onjregne
loridades polieiaes, que na distancia de 10 leguas, 00 I,el Sr- "esuurciro interina da mesma Ihesourraria
n5o saben), ou quando Babero j nao Ibes aproveita a i Vei' Heuriques dAlmcida Seabra una ola de
noticia. Temchovido a salisfarito de lodos. J o pOOOOw. da ierceira estampa, primeira serie, n.
nos l'ajcii lem enchido porvc/.cs.a ponto de ompan- 6I6* assignalura de Jos Procopio Pereira
Zinar. O verde he geral nesla parle do mundo. O | l'"",cs> rara cxaunnarein por haver sido julgada
anuo foi de grande parleta. Nao sei se Vmc. cuten-; Mit Pe, ibcsoorciio d'.illandega ; e leudo os ditos
daoquesignilica parieta c ncslc caso nada se ; '*-*'* examinado combinando com orna xerdadeir,
pordo em dzcr-lbc que s os bois nao parirn). 11 Concordara emquo era lalsa a referida ola pelo..
2 Aeonlceiincnlo de poucos dias. lie nola\el
islo I pois he verdade.
(3 He um delirante quem o diz : merece perdao. |
Guiado !
lempo do verde que mis sertanejos mai gozamos dos
betM da nalureza. Oue sonancia quando pelas 5 da
larde berram mil vaccasemil bexerros, eque ao mes-
mo som acordamos pea uiauliado seguintedia, des.
perlando-nos com os scus mugido?, e muncidos ali-
viaren) as lelas, que de Uo boa vonladc Ih'o fa/.emos
pola xantagem que levamos cm saborcartnos-lbes o
leile, queijo e requeijao, coalliada escurrida e rica
embozada, que de bom grado llic oll'erceeriaiuos um
prato, digno lalvez da mesa de Arislipo, em logar dat
dslras e gafanhutosde que lano goslavam os Alheni-
euses.|Chcgou-mc a lempo utnacarlinhado meo rom-
padre Malheus, que apelar de pouco ou nada inte-
rs ar, anda assim aproveilo-a para encher papel.
Di/.-mc elle que aquella villa esla um descro....Que
o juiz de direilo interino anda se nao recomen to
lernio de Ingazeira. Oue o juiz municipal supplen-
te relirou-se para as suas fazendas ; logo cm soguilla
o primeiro advogado Dr. Joaquim, e mulo bcindiz
o primeiro, porque na verdade merece a primaria,
lauto pelos seus eonherimcnlo.s pratieos, como por
ser de muila honradez c probida le c outras pessoas
gradas, como omajor Victorino Pereira da Silva,
snbdelcgadu seu mane Joaquim Pereira da Silva,
etc. etc.
Ouo foi preso no dia 20. a ordeni do capilo dele-
gado, um negociante ambulante rom domicilio na
comarca de l.imnciro, condecido por los Paulo,que
dizemj fura denunciado desertor, c ler sido preso 110
conflicto de 2 de fevereiro como rebelde, entre os
qoaea eapitaneava ; mas que a opiniao publiea lano
se lem decidido a favor do dito por ler mulher e li-
lhos antes nicino de jurar bandeira, com crdito na
praca c tao boas tnarteirai de halar com lodos, qoe
fez com que se (eolia Irataelo com dislinreodcoii-
Iroscm idnticas orciiuislancias de culpa.
Oue no dia 22, pola- 8 horas do dia, entrara n.i-
quella villa, um lente formado em medicina, de
neme Uascaranhas, um rompaoheiro, que por doen-
le do peilo vem lom ir ares, e os senlieras dos 1.....
uns, encliendo-nos por --iin dizer, nina parle do
vacuo que ootros drizaran).
(jraudo ambulancia nta s propria como do osla-
do, que Dcos permita dclla nao precisemos ; Je
nao ten lo mais o meu compadre que dizer rema-
leu com a eerleza de cm (oda a qainzena Icr-se da-
do a sepultura no cemiterio daquella \ilia.i umt 1
1 Nao ser utopia esta assoriaeao ; por quanto
ja -orno, ani.nsailos por um protegido a aprsenla!
urna lisiados que primeiro encelaran) o cultivo da
.1) A idea capital que ah vai, fui concebida no ; arvore moral c religito. Os nomos a quem o pu-
iue-ino da, oni que ao cummiiiiica-la ao Sr. Dr. I biiro deve considerar : ata os Srs. A, Marques Ho-
Marques Rodrigues, elle me expoz a sua. Diverga- driguc- J. de N. C. Cunha Lima J. J. l'erreira
mos na applirarao : e como 'das opinioes diversas I AginarP: Secundno M. I.ins.s. Dias Carnciro
scnipre resulta alguma luz, sempre publicamos a I", l.uiz Correa F. I. Peona JniorBorges
no-sa ultima idea. Corlo de que nao ignoramos I Leal C. Kaxmundo It. Soan s o Inn.lo__ P. C.
o romo sera rerebida por muida gente ; porcm, a Burlamaque irinaa.O. Maieellino da Silva C.
ludo que se nos possa chamar, responderemos como Buslainanle J. das \. |-. I.obalol'errazM011-
linbo Mnreira N. Basto- J. de A. Castro
o Sr. D. \ilclla : a Aos entendidos e doutos pero
desculpa de minhas fallas, e aos zoilos, que njo
Faltarao, dire apena; fazei melhor.
Sapucaia Kahello e oulros de quem nao sabemos
o neme.
signaos seguinles. O pipel iniiilo ordinario que
tiin-li a ser fabricado com algodtto ou oulra malcra
semellianle, a cor de um roxo mais claro, as ledras
.a- palavras509000 tisescripias cm ledras mulo
miadas na grande tarja, horizontal t,1o mal figuradas
que apenas se distingelo uns risqiiinlios; a atsigna-
luraanda que imita 11111 pomo a original com ludo
o as-ignalario das notas desla eslampa, e serie c cm
cujo numero esla se romprcliende foi Jos Francisco
Beruardes, c mo Jos Procopio Pereira l'onles, como
so x d 1 lezcnha da caixa d'aoiortisacta de trinla de
mareo de 1852 remedida a ca Ihesouraria em por-
tara de 25 de maio do mesma anno. Em firmeza
do que lavraram este termo que vai por ambos assl-
gnado.O liel encarregado do (roco, 'theoaoBht
Hernnrdes Hoza.o 1'n.l, Joaqun* Pedro Alejan-
drino.
O Illm. Sr. contador, servindo de inspector da
Ihesooraria provincial, cm rompimiento da orclem
do T.mii. Sr. presidente da provincia, manda convi-
dar aos proprehu ios abaixo mencionados, a enlreg 1-
rem na mesma Ihesouraria, no praze de trinla dias,
a contar do dia da primeira publicacta do prsenle
a importancia das quolaa com que devetn entrar
para o caleaincnlo das rasas da ra do l.ivramento,
conforme o disposlo na le provincial n. 3511. ,v.l-
verlindo que a falla de entrega voluntaria, ser pu-
nida eom o duplo das rele idas quolas na confoimi-
dade do artigo (1. do rcgulamcnlo de 22 de dezem-
bro de 1834.
N. 2 Manuel Jos Monleiro.....!i7-iiio
1 Antonio da Silva l'erreira. 909000
6 Joaquina alaria Pereira Vianna. 1189500
8 Manoel do .Nasciinrnln da Cosa
.Monleiro c Paula Izi.lra da Cosa
M inleiro.........1,1- nm
lo Viuva c herdeiros.de Jos Fernan-
das Eiras.........675500
12 Antonio Monleiro Pereira. 759000
I i I.111/ de Irama da Cruz tencua. :",7r5H 1
II. Joaquim Anlonio dos Santos An-
drade..........759150
IS Maieellino Anlonio Pereira. UOaOOO
20 \ iuxa de Joaquim Leocadio de Oli-
veira Gnimarle....... I8O9OOO
-i Viuva do Di. Jos Francisco de
Paiva.......... 121-500
2 Jos Baplisla Kibeiro de Farias. Iji-ihki
26 Manuel Buarque de Macedo. IOM-000
2S I inbelino Maximino de Caixalbo. ls
30 O mesmo......... (,o.;000
:12 l'raucisco do Prado...... OOOOO
34 Viovada Francisco Scvcrno Caval-
ranli.......... (O9J00
:tr, Nodo Mara de Scixas..... 7K3OOO
38 Manuel l'rancisco de Moura. III^WO
I llerdeiros de Joaquim Jos de Mi-
randa.......... (979500
I litsmaa de Aquno lonseci. yatiOO
PABA RIO DE JANEIRO.
Sabe com muita luevidade, por ler .1
maior parte do seu carregamento promp-
i". 1 Ikih condecidaveleira esc.....1 uac-io-
11 il icTamega : pam o rcsio da carga,
passageiroteescravos .1 licte, Irata-secom
Novaes&C, na ra do Trapiclie n. ~i'i.
Para o dio de Janeiro segu em poneosdiaso
brigoc .feliz Dnlinon ; para o resto da raiga, pas-
sageirose escravos a lele, Irala-se rom 09 consigna-
tarios Isaac Curio Compaullia, na 111a da l.ru/
n. 10.
Pata 11 lii de Janeiro.
Segu eom brevidade. por ler parle da carga
prompla, a velera \:i\.-.\ brasilea MolhiUlr. quem
quizer carregar o resto, cutenda-se com o rapilta
Jeronymo Jos l'clles, ou no escriptorio de Manoel
Alvos duerra Jnior.
I'ara o Rio de Janeiro.
Segu, rom a mxima brevidade, o miiilo vcleiro
tingue Damao por ter o seu carregamento quasi
complclo ; para o roslo da carga, passageiros e as-
craxus.i trole, para os qoaes olTerere excelloolea
cotnmodos: Irala-sc cm Machado k\ Pinlieiro, no
largo da assembla, sobrado 11.12.
Pato 11 Rio de Janeiro salte no da i (i
do crtente, o brigue nacional Sagita-
iiei". de primeira cl.issi-. o qual su rece-
be passageiros e escravos i para o que tra-
ta-se com .Manoel francisco da Sl\a Car-
neo, na ra do Coltegio 11. 17 segando
andar, nu com o r.ipiifio a bordo.
Para o Ccan segu 110 lim da semana, o biale
Capibaribe, meslra Antonio Jos Vianna: para o
resto da carga, trala-se na ra do Vigario 11. 5.
Para Lisboa, o hrigne escuna pnrluguez Atre-
vido, pretende seguir rom a maior brevidade : quem
nu mesmo quizer carresai ou ir de naasaaem, irale
com os riinslgualarins Thpmaz de Aquioo Kon-eea &
l-ilbo, na ruado Vigario n. lo, primeiro andar, ou
com o capilao na praca.
PARA BEMl ELLA COM ESCALA POR S.
ilio.Mi:.
segu com brevidade o brigue portugus Esperam-
10 por ler dous tercos da carga prompla: quem q^i-
ter carregar o restu, eotenda-sc cun o capilao Ua-
rianno Antonio Marques, ou no escriptono de Ma-
nuel Alvos Ciiierra Jnior.
Para o Ho tiran.le do Norte sogue eom muila
brevidade a barrara brasilina Diligente i para o
re-lo da carga, halase no c-enptorio de Tasso li-
maos, tua do Ainorim 11. 35.
LOTERA do collegio de
ORPHAOS.
OcaubSlista Anlonio da Silva Gnima-
r.H's, temexpoatoa feajVi na sua raso 110
aterro da Boa-Vista n. S, os siois billietes
e cautelas da primeira parte da primeira
lotei ia cln collegio de orphaot desla cidji-
de, a qual corre impreterivelmentenodia
2 do corrente.
Blieles inteiros- .s-'iOD
-Muios. 2.S-S00
Quarto*. l,sV';0
Quintos. (KM
Oitavos. 720
Decimos. 600
Vigsimos. 526
N I.O catitelisla aiima tt'tn resol-
vido garantir os bilbetes inteiros unca>
mente, pagando os tres premios maiores
, sn 1 n disconto le S j>or cento do gover-
no cujos Itilln-it's vo assignados atraves-
sadona lenle com o nome do annunci-
ante Antonio da Silxa Guimares.
I'erdcu-sc 110 aninilio dos Alogados para osla
cida.de, mu einbriilho eonleudo o segunde : nina
I, II, ,le I1003O0O, orna de 1203000. est. vencida em
o mcJ! dt' maio de 1851, aquella a vencer em maio
deste aun. sacadas por Flix. Pacs da Silva coulra
Francisco \ n- modo llego Barros; urna oulra da
quanlia de J5t> sacada por l-'elix Paes da Silva
conlia Jo-.' Vii h |'9 Coireia de Amorinf, ja ven-
cida no ultimo de fevereiro do corrente anuo ; al-
giiin dinheiro, sendo tima moeda de ouro do valor
novas,
1.1:11.0 IS.
de JtL-tNN) das n.nas, "'-"OtlOde prala, e mais urnas
-edil a-land.em do valer .J0 l-T*HKI cada Ulna ; mais
alguus papis, enlre eslcN,""1 va'c lla eiuanlia de
1009)00, passado por lionralNi Josc do Mc"- ''rc'
vine-se as pessoas mencionadas^^'1* "** u;iuenl as
ledras c vaie seuSo ao lacador : qi\,lSucr ,>e*soa que
achou, qucienilo, como deve, reslt-)jr. 9/poder* fa-
zer a Felii Paos da Silva, no cngenlioTi^"10 da ,re-
guezia da Vanea, ou na ra Nova desiV cldadc "
51, que ser* generosamente recompensado^
l'ede-se ao Sr. Jos de .Mello Cesar sW*"
catador da cmara de Olinda, que venha cnletis^cr"
SC eo n os berdeiros de l.uz Koma, pois hasta ,le
rassoidas, lieando i eilo que cm quanto nao se en-
tender com osmosmos ha de sabir este aimuniio.
Na ra do Caldcirciro n. li ha quem d dinhei-
u a premio em pequeas porcOes, at lirOjOOO, so-
Bre 1 enhores de prala eouro.
I'l UIICACAO'.
Acha-se no prelo e breve sabir* luz urna nlcres-
aanle obra intitulada Manual do Guarda Nacional
ou colleeeau de ludas as leis, regulainonlos. nrdense
avisos 1 -onecnenies a mesma Guarda, iiDiiilus dos
quaes rscaparam de ser mencionados nas eolteccoea
de le- : desde a sua nina oiganisacao ale :ll dede-
zetnbro de IH5t,relativos nao s.i ao proresso da qua-
lili a., in, recurso de revista, etc. ele, scnilo a eco-
noma decornos, orgatiisaco por mutiicipos, bala-
do, as, c-oinpanliias. de mappas,modelos,ele. etc. ele
Subscrcve-se a ."19000 para os assigoaolen, e figoiKi
para o- que inio 11 torca : no palto do Carino n. D,
primeiro andar.
Precisa-se de um bom forneiro : na padaria da
praca da Sania Cruz, debaiio do sobrado.
I ina pessua que lem bstanle pralica de cscri-
pluraojo commeri i.d. olierecc-se para fazer qualquer
escripia, anda mesmo para rarlono, com lodo acer-
t, linpcza e perreicao : na ra do Collegio, arma-
zem 11. Ij, se dir quem be.
AMA.
Precisa-so de nina eserava para fazer lodo o servi-
eo de nina casa estraugeira : na ra Nova o. .
Manuel Jos da Fonseca, subdito pnrluguez,
relira se para fira do Imperio a tralar de sua saude,
deixando por scu bstanle procurador o Sr. Jos Al-
ves llaibos,,, e lamben) rosa a querr, se julgar seu
credor. que aprsente seus dbitos para ferein reali-
sados, poisjulga nada dever nesla dala.
CASA HE COMMISSAO" DE ESCRAVOS.
Na roa llreila, sobrado de :l andares, dcfronle do
Iwcco de S. l'edro 11. :!, rcrebcin-se escravos de am-
bo- o- sexos para se vender de commissao, n3o se le-
vando poressa Irabalho mais do que dous por cont,
sem despeta alguma de cuuiedorias, oITcreccndo-se
para nlo luda seguranea precisa para os ditos escra-
vos.
passar o presente 0.(1%', que ser., publicado pela im-
prenta, e ailada na praca do eommercio e na casa
das audiencias.
Hado e passado nesta cidade do llecife de Per-
nambuco BOS tilde marco de 1855. Eu Manoel Jo-
aquim llapiisia, escrivlo interino o subscrevi.
Custodio Manoel da Siha GuimarSet,
O lr. Cuslodiu Manoel da Silva Goimaraes, juiz de
direilo da primeira vara do eommercio nesla cida-
de do Recite de l'eiiiamliuco por S. .\l. I. c C. o
Senhor II. Pedro II que Dcos guarde, elr.
Faro sabor que por esle juizu se lia de arrematar
porveuda em prora publica, que Usa lugar na casa
das audiencias no dia 16 de marro prximo sr:-uin-
le, ti meia hora da larde, um terreno de inarinlia n.
OI na ra dos Pescadores ftegiiczia de San Jos, em
ciinliniiaeao da de Sania Rila, rom ;lli bracas de
frente contadas no alinluunento obliquu do caes pro-
jeclado, avahado por duiNUK). peohorado ao eom-
mandador Francisco langero da Paz. por execoeao
de Jos Isidro Bornea Leal.
V para quechegue a noticia do lodos nundei pas-
sar o prsenle cdilal que sera publiea do polo jornal
e dous do inesino Iheor que serao allixados na praca
do Cuniinercio e na rasa das audiencias.
Dadoe passado nesla cidade do Recife de Pemant*
bur aos SKI de fevereiro de 1855, Ku Manoel Joa-
quim Baplisla, eseriao interino o eterevi.
Cutledio Manoel da Silva Guimaraee.
I) agenlc llorji, por auloiisae.io do Illm. Sr.
Dr. ui'. de direilo do civel e comaaercio Custodio
Manuel da Silva liiiiuiaracs. .1 rcqiierinienlo de Joan.
Hermenegildo Borges Dinit, tara leiBo da loja de
cliapoa de Francisco Guitherme vfelausen, -ila na
roa rtova n. 16, consistindu na armacao e ehapi 09
exi-lcnles na nicsina leja : .-exla-lera, 16do crlen-
te, as Hl horas em poni.
Vctor l.asne (ransferio sen leilao cm conse-
queiica de nao lerem sabido da allandega. despacha-
das ha lempos, militas fazendas novas que lem de
ser cxposlas venda : lera pois lugar o mesmo lei-
lao, por inlervencjh> do agente Oliveira. nasegonda-
feira, 1!) do corrcnle, as 10 horas da manida, cm scu
armasen, ra da Cruz.
Jos Fernandos Ferreira liar leilao, por inicr-
vonen do agente Oliveira. e por conta e risco de
quem pcrlenccr, de cerca de 25 pipas de vinagre de
Lisboa, em um oa mais lotos a vontade dos preten-
donles : lerra-feira, 20 do crlenle, as II lunas da
manida em poni, i porta do armasean do Sr. An-
uos, dcfronle da arcada da alfandega.
AVISOS DIVERSOS.
O Sr. AntonioCan lido de Lira, qucira dtri-
gir-se a livraria n. (i e8 da praca da Independen-
cia, que se Ihe precisa fallar.
DECLARACOES.
A mala que lem de coinlu/.n o brigue nacional
Sagitario para o Rio de Jaueiro. lecha-ee boje li. .
as 10 huras da maubaa.
Pela subdelegada dos A togados se faz publico,
que se aeha depositado um eavallo, que foi remclli-
do pelo inspector do Barro, por ser encontrado sem
conductor, quem lor -eu dono apareja na mesma
subdelegada, que punan.lo Ihcsera entregue. A to-
gados 13 de mareo de 1853.-0 subdelegado.Pe-
reira I.ima.
lela Bobdelegacia da freguezia dos A fugados -o
laz publico, que se aeha reeolhido .1 cadeia desla ci-
dade, o prelo Bernardo, que diz ser escravo de Ma-
noel da Silva llarros, lavrador do engenho Santo-
Audie, e acbava-se ausente de casa. Alogados 13
e'c mareo de 1855. O subdelegado, /'
l.ima.
t CONSELHO AliMl.NiSTKATlVO.
o conselho administrativo, em vrlude de autori-
sacao do Kxui. Sr. presidente da provincia, tem de
comprar os objectos segninles :
Para o 2." balalbao de infaillaria de linli.i.
boloes convexos de metal dourado c de 7 linbas
dedian.eho, 7,'iilS ditos de dito c de 5 Ijnhas de
dimetro, 5,166.
Laboratorio !" arsenal de guerra.
Papel carluxinho, re-mas 111.
niuiii quizer vender estes objeclosaprsenle ai
mas proposlas emearla fechada, na secrelaria do eon-
sclho as III huras do da 17 do cnenle mez.
Secretariado conselho administrativo para foroe-
cimeulodo arsenal de guerra l.l de mar.... de 1855.
Jotede Brito Ingle:,coronel presidente. -- iier-
nardo Pereira do Carato Jnior, vogal e secreta-
rio.
I) eonsclho do adminislracao naval, contrata
para forneeinienlo dos navios armados, barca de es-
cavacao, enfermara de mariiiha, e embarcaeoes
nmi las do arsenal, no triinoshe de abril a jiinbo
xindonro o -eguinle : arroz braneo do .Marauh,1o, as-
surar branco, agurdenle branca de -JO graos, azeito
doce de Lisboa, dilode carrapato, bolacha, bacalho,
cafe em gr3o, carne verde, dila secca, farinha de
mandioca, a-ijllo mulalinho. lenba de mangue em
tus, po, loucinlio.de Sanios, vinagre de Lisboa,
slearma e carnauba em velas; pelo que ennvida-sc
aos que inttressarem em dito tbrnecmenlo a rom-
parecerem as 12 horas de dio 20 do correnle, na sala
lose' Jacomo lasso, Jos Jacomo
Tusso Jnior, Jorge Jacomo Tasso,
lanilia Adelaide Tasso Rabello, He-
lena Joaquina Tasso e Mara das Pe-
ves Tasso, coi'ilialini'nl.' aj'iailiTi'in
a lodas as pessoas que se dignaram
acompanhar o corpo de sua sempre
chorade i' carnliosa esposa e mai He-
lena Joaquina Tasso, ao cemiterio,
no da 1.1 do correrte: e de novo
II es rogam o obsequio denassistir a
ni ssa do selirao dia, que pelo scu
eterno repouso se lia de celebrar na
igreja da ordem terceira deS. Fran-
cisco, sepjunda-feira l) lo crnenle
pelas '.) lunas da manhaa.
As mais novas e
modernas oas.
Os abaixo assignados, donot da loja deoorives, na
ra do t.abng n. II. rontronle ao paleo da malri/. C I
roa Nova, faiem paMIco, que eslao recebendn eon-
linuadamenle multo ricas obras de ouro dos melho-
ii- gi -lo-, lano para senhuias romo para Iminetis el
tuoiiinos ; os procos conlinuam mesmo btalos como '
lem 1 do. o nassa-se ConJas com respon especificando a .pialla.te do ouro de 1 \ ou IS quila-
tes, lieando assim tnjeilw os incsuios por qualquer
diiv ida.Serapntm i\ irmSo.
A inda precisa-sede ofliciaes dealfaia-
le, lano de obra grande como iniuda :
ni ra da .Madre de Dcos n. primeiro
andar.
< Uto Pie --inaiiin rclira-sc para a Europa.
|>recisa-se do urna ama do leile ; na rita da
Gamboa do Carme n. I i.
Na roa da Gamboa do Carmo precisa-tta de
dous olliciacs de palhinba, que saibam apparelbara
palbi
A i I KM. VO.
tainalii j\ Mendes, ullfmamenle chegados a es-
ta 1 i lado vindos do Rio do Janeiro, lecma honra de
oMerecer ao publico um lindo e variado sortimenlo
dcjoiasd'ouro e com brilbanles, relogiosd'otiro pa-
lenie. r.iqueiros. salvase c slieaat, c oulros muilos
objeclos de diflcrenles qnalidades proprios paro se-
nhorasde goslos moderno, que tildo vondero por
mdicos procos atlcndenilo a pouea demora que prc-
lendrin ler aqu : aehani-sc morando na ra da Ga-
licia de Santo Antonio, sobrado 11. ->i, primeiro an-
dar.
Precisa-se de um pequeo para caixeiro, qner
nacional qoer eslrangeiro: no armazem de malc-
riara no porto do.Pociiiho.jueto a taberna de I -
llotningucs.
EsTjoslaa compra de duas rasas terreas de
laipa sitas na rita dos Pernanihiirrnos na Capiinga.
pertmeonles a Sr. II. Rila Cecilia do Amparo, se
algorn se julgar eom algum direilo poi qualquer h-
lulo, baja de o declarar por eie Diario 00 prazo
de 8 dias, a contar da dala deste, linio- os quaes
nao sera altendida qualquer reclamarSo.
(1 llr. .Inao da Silva llamo-, inodico, mudou
sua residencia para a roa do Calinga n. lii. primeiro
andar, c contina a receber da-s as II) horas da ma-
nhaa, e das 3 as 1 da tarde, as pessoas que o qui/e-
rem -onsullar. tem como auuuneia que sala prem-
io a sabir da ridade para onde soja chamado.
Olleroce-se nina mulher de boa conduela para
o servios de rasa do 11111 bouioni sollciro, anda no-s-
iin para um silio perlo da prara : quem precisar,
dirija-se t ra do Focod. 17.
Francisco Alexandrino llolelho, subdito por-
Inguez, iclira-se para o Rio de Janeiro.
<> abaixo assignado, olfcrece o seu prestimo a
quem se quizer ulilisar para tirar guias do juizo dos
folios da la/.enda, tanto da geral como da provincial,
por aquellas pessoas que pessoalmeiileas nao podeni
tirar, e que com a mesma fazenda so acham debita-
das : quem precisar pode mandar por escripia scu
nome, numero da rasa, e ra em que mora, nos lu-
gares -ego ules : Recife, ra da Cadeia loja 11. 39,
rita da Cruz. n. Mi, paleo do Terco n. 19, ra doi.i-
vramenlOn. prara da Independencia 11. i, ra
Nova 11. i. prara da llon-Yisla 11. i, onde senlo
procurados os rlbeles e as pessoas que quizereni
para o lim expendido, e na ra da Gloria 11. 10 casa
do animncianle.Maeariio de Luna Feire.
Contina a eslar aosente desde i do correnle,
o prelo Jos, crinlo, he canoero. talla gago, esla-
lura ordinaria, corpo grosso. lexnu camisa de baria
encarnada com gola verde, e lambem camisas bran-
cas c calcas de riscado, e urna de casemira, lem per-
nas zambas ; quem o pegar, leve o i ra da Auro-
ra 11. II, que ser n compensado.
O abaixo assignado, leudo de holar diariamen-
te do Olinda para o llecife, um carro e um mnibus,
convida nos senhores esludantes que Iciirionarem
morar naqitclla cidade, para viren al o dia 17 do
correnle ajuslar-se com elle, na sua cocheira, no
Varadouro. Jtis Alaria da Lapa.
Prccisa.se aluaar una eserava qoe sirva para
oservieo ordinario de una casa, e para carregar ta-
boleiro do vender Faxendat na ra, a qual sendo ro-
busta e liel se pagar bom alugucl: no alerro da
Boa-Vista O. Siti, segundo andar.
Ilcsapparereu da cocheira ilo%oinnibus, na ra
de S. Francisco, um eavallo rodado, grande, mulo
rinehador, lem alguus tianaet nos pcilos por ter an-
dado no carro : quem o apanhou.. leve-o 1 cocheira
cima, que -e pagar o scu Irabalho.
Ilojem a sala das audiencias, a 1 hora da lar-
d, depois da audiencia do Sr. Dr. juiz de direilo da
primeira vara do civel, se ha de arrematar por ven-
da um sobrado de andares, na rua Nova desla ci-
d ule, perteiicenle ao casal do finado Manoel Casta-
o Soares Garneiio Monleiro, por cxeeueao que con-
tra o mesmo casal encamiuha o Dr. Manoel Duaite
de Falla.
Precisa-se singar um nreto paraservro de casa
de poma familia : quem o liver c quizer ,1 lugar, di-
rija se .1 rua do Collegio n. 1, taberna.
Attencao.
1
Precsa-'e alugar una casa terrea, ou mesmo so-
brado, de K-niHia IllNHJO mensaes, sendo na Boa-
S i-ta, un nas mas da Concordia e AIundo-.Nnvo:
quem liver aiinuucie, oa dirija-sc i rua do Aragao
n. 19.
-.- No da ti do corrente desappareceu um mole-
que Clioolo, de idade l anuos, pouco mais ou me-
nos, eom os signacs secuintes : bem prelo, de neme
- I1 -lian, no andar be meio cangueiio, falla sollr-
vel, levou camisa e reroula dcalgodao ila Ierra, cha-
peo de conro, c lem as pernas m lano linas, cm
alguna dedos dospes falta do unhas, e he morador cm
Podra Tapada : quem o apprcheiider ser graliliea-
do com jO^DOO.
I'roeisa-sc de um caixeiro do 1:2 a 11 annos :
na roa Direibl n. 17.
Engomroa-sc elava-sc roupa : na rua Dircila
11. 60.
l'rei 1-,1-sc de nina mulher allonciosa, forra ou
captiva, para tratar de nina mota que lem bexigis :
ilirija-sc a rua do Trapiche Nou> 11. 1-J, primeiro
andar.
Precisa-se de um caixeiro para taberna, d,i
qual lenba pralica : no palco do Terco n. al.
Aluga-M um mnleqiic bom para servieo doeca-
sa por ser fiel c milito esperto : oa rua Dircila n. ii,
segundo andar.
HOlt I.AHECTKIR.
O nico aulorUado por dcimo do conselho real c
decreto imperial.
Os mdicos dos hospilaes recommendam Altane
de l.alfcclour. como sendo o nico anlerisado pelo
aoverno, e pela real sociedade de medicina. Esle
medicamento d'uin cosi agradavel, c faril a lomar
cm serrlo, estaem uso namaiinba real desde mais
de i'.o .unios; cura radicalmente eaa pouro lempo,
oom pouea despera, sem mercurio, a- adecenes da
pelle. iinpigons, as conseqoeaVias das sarnas, ulre-
ras, 1 o accidentes dos parios, da idade crilira, e da
acrimonia bdredilaria dos humores; ronvm aos ca-
tnrrhos, a bexiga, as contracc/ftes, a fraqueza dos
org.ios, procedida do abuso das injerroes 011 de soo-
11-. Como anti-ayphilitieo, o arndierura eaa ponen
lempo o- lluxes receios ou rebeldes, que volveni
neessanlet em ronsequenra do emprc&o da copai-
1 iibeb.i, 00 das iiijeirocs que rcpresenlem o
virus .un nenlralita-lo. O arrobe l.alfecleur he
i'-peeiahnenle rerommeudado cunlra as eloenras, iu-
veteradat ou rebeldes, ao mercurio e ao indurlo de
potassio, l.i-lo nne.X ei de-e na bol lea de Brrale de
Antonio I cln lano A Ivs de Azevedo.piara de I). Pe-
dro n. SS. onde acaba de rbegar urna grande porcao
de garrafal gratulse pequeas viudas directamente,
de Par-, de cata do dito Howeau l.allecleur lj, ru
Itietieo .1 l'aril. lis formularios dao-se gratis em
rasa do agente Silva na prara de D. Pedro, n. 8.
Porto, Joaquim Araujo ; Baha, Lima & Irmfnis
Pernainburo. Souin: llio de Janeiro. Bocha & Pi-
lilos ; el Moreira, loja de drogo- : \ illa Nova. Jo.lo
Pereira de Algales Leile; Bio tirande, l'ran de
Paulo Goulo i\ G.
II II T I I n a


/
DIARIO OEgPERN&MBUCO, SEXTA FEIRA 16 DE MARQO DE 1855.
No dia (i, a I llora da larde, de|Hiis da audi-
eiieil do IIIiii. Sr. Di. Custodio Manuel dt Silva
* i limarAes, juiz do rivcl da prime ira \ ara, so hilo de
arrematar os ratania dos bens do finado Joaquim
.lose l-erroira, eoiislanlc- de olira ile mir c prala,
ipie canta de un apparellio de rh.i e dillorentosob-
jei-los, iipqiicfiiienlo ilo lestamenlrro Manuel Ja
qsim Ramoso Silva, para pagamento dos credores
di momo linailo.
O Sntionralo'Francisco Xavier Ca-
vlcanli Ucln'u lilil; r. bondade le ap-
p icccr "ii ra (lo Crespo loja n. 10, pa-
ra concluir o negocio cjue nao ignora.
Precisa-te de iwna ama de leitc que
st-ja sadia-: no palco do Hospital n. (i,
por cima da coclieica.
No'ohrndo da ra do Pilar n. 82, precisase
tugar um escravo oh esrrava que nilia ro/inhar e
: lodo o ni.tis servieo de nina rasa de ponca fa-
milia; prefore-sc csrraMi, e p.u.t-se bcm.
NO IOMLTORIO
DO DR. CASANOVA
III A HAS CR17.ES N. 28, jg
vrndem-sc rarleira de homeopalhia de lo- yy.
dos os l.iinanlios, por precos muilo em ronla. y^
Klemontos de homeopalliia, i vola. KjOOt) J
Tinturas a esrolhcr, rada vidro. I;0<)0 g?
Tubos avulsos a csrolhera 500 e 300, &
Comalias gratis para ospobre*, >y
CHAR9PEI
DO
BOSQUE
O nico aepoiljjconlina a ser na botica -le Bar-
llioloineii KanciwodeSouta, na ra larga do Rosa-
no n, .id ; Batutas grandes59500 c pequea38000.
MNiHilTE PARA (I Pl'BLICO.
1'ara.rura de phtisira eni Indos os seus dOercnlcs
Pr"J. 1"cr motivada por eonstipares, losse, asth-
"yplaarix, esearros de sansue, dor de coslados r
lo, palpilacau no coraran, roqnelnrlii', hmndiilc,
mouarrs.
'sBBBESSBSsmaki -mm m&mz;Bi
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Gollegio n. 2,
vende-sc um completo sortimento
de fazendas, linas e grossas, por
piceos ntais baixos do que emou-
tra qualquer parte, tanto em por-
nns, como a retallio, afliancando-
se aos'compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
ahiin-se de combinarlo cotn a
tnaior part- das casas commerciaes
Inglezas, francezas, allcmaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conla doque se tcm vendido, epor
isto offerecendo elle maiores van-
lagcns do que outro qualquer ; o
proprietano deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
scns patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venbam (a' bcm ios
setis interesses) comprar fa/.cndal
baratas, no arma/.cm da ra do
Collcgio n. 2, de
Antonio I.ni/, dos Sanios & llolim. gj
Casa de COnsignara de esclavos, na ra
dos Quartcis n. 24
Compram-se e receben) se escravos de ambos os
s?\os, para se venderem de commissao, lano para a
provincia romo para fra della, olfirecendo-se para
aso luda a seguranza precisa para os itos escravos.
CONSULTORIO D0S POBRES
25 BA DO CO&BWO 1 JUWDAH 25.
O Pr. I'. A. I.olio Moscnzo di conaallas homccpalhicas lodos os dir.s aos pobres, desde 9 horas da
manhaaaloomeodia, e cm rasos extraordinariosj qoalqocr hora dodia 011 noile.
Oflemc-se igualmente para pralicar qualffter operarn do cirursia, e acudir prnmplamcnto a qual-
quer inulhcr ipio esleja mal de parlo, c cuja,cirrumstar.cias nao pcnnillain pagar ao medico.
SO NlSllLimiO DO M. f. A. LOBO 16SC0Z8.
25 r.)h DO COLLEGIO 25
/ VENDE-SE O SEGUSNTE:
Manual Completo de n',|,lirina bomeopalbica do Itr. <'.. II. Jalir, traduzdo em por
tugue* pelo l>r. .Mi., qaatro volumes eocadernados em dous e acompanhado da
om diccionario dg, icrmos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., ele...... 208000
E-la obra, a D)simportante de lodas asqoelralam rio oaludo e ortica da bnmcopaibia, por ser a nica
qne conten i Im rnndamental r>'esla doutrinaA PATHOtiBNESIA OV. EFFBITOS DOS MEDICA-
MENTOS NO fritoANISMOEM ESTADO ESAl DEcoohecimenlM qne nao podem dbpcusai as pes-
soas que Mqjftrem dedicar ortica da verdarieira medicina, interessa a lodos os mdicos que qlzcrem
eiperimeHsr a >'ouiriua de llahnemanu, e por si momea se convenceren] da verdade d'ella: a lodos os
raaendeljae senhorca de cngeubo que nin longe ilos recursos dos mdicos: a lodosos capilSesde navio,
que una uu onlra vez nao pudcni deiur de acudir a qualquer incommodo sen OU de leus tripulantes :
* ,0Jis os pais de familia que por circumsUncias, qne nm sempre podem ser prevenidas, sao obriga-
dqf a prealar in rnnlhifnti os primeiros soecorros en> suas eufermidades.
h vadc-meeiim ilo hoinoopalha ou Iraduccao da medicina domestica do I)r. Ilcrins,
obra lamliem ulil as pensla que aa dedicarji ao esludo da lioineupathia, "Um volu-
mc arande, acompanhado do diccionario dos lerntes de medicina......
O diccionario dos termos de medicina, cirurcia, anatoma, etc., etc., eiieardenado. .
Sem verdadeiros e hem preparados medicimentoi n.io sc> pode dar um passo sc^uri
liomcopatliia. e o proprielario deste estahelecinienlo se ligODRCa de le-lo o mais hem moldado possivel e
Dogaem duvida hoje da urande superoridaile dos scns medicamentos.
Itoticas a \~2 luhos grandes.............
Bolicas de i medicamentos cin clobulos, a 10?, 5 e I.WKM) rs.
hitas 3(i ditos a.................. 203000
Ditas !s ditos a.................. 2V-!iini
Ditas ("i ditos a................, IUVtOOO
Ditas 114 ditos a............... tiO^KM)
Tubos avulsos......................... 1)000
frascos de meia mica de lindura................... jOIKI
Hilos de verdadeira lindura S rnica................. -j-miiii)
Na mcsina casa ha sempre venda grande numero de tubos de rryslal de diversos lamai hos,
vidros para medicamentos, e aprompta-sc qualquer cncomnienda de medicamentoscom toda a brevidar
de e por procos muilo rominndos.
MASSA ADAMANTINA.
Ra do Rosario n. 36, segundo andar, Paulo (ai-
gooux, dentista francey, chumba os denles rom a
masa adamantina. Essa nova e maravilbosa com- -
posicjlo leo] a vaulapem do eneber srm prcsiiodolo- '
rasa lodas as aulracliiosidades do denle, ariqueriurin
em poneos instantes solidez igual a da pedia mais
dura.c prometa restaurar os denles mais estragados,
com a [orina e a cor primitiva.
Vende-se hanha de porro derretida : na ruado
Rangcl n. 55, a 100 is. a libra.
Vende-Sfl a casa n. 33 da roa do Pires : qoera
pretender, dirija-se i ra ra Rosario da Roa-Vista,
no sobrad i nho, para enlendcr-se un Manoel Pedro
de Alcntara.
Vcndem-sc I "d pataroesa lyWiO, I relogio de
p.ireile proprio para reparlii.So publica : na ra das
Cruies n. io.
Ml'ITp NOVO.
muilo grandi s com
chcga'lo ltimamente de Lisboa :
do Amoi im n. S.
SBELO
Venderu-se saece
rarello
na ra
Vem
Crqxea n.
p-se a laberna, sila na Invenida ra das
; a tratar na mesnia.
109000
33000
pralu i ila

UBLICACaO DO NSTITITO 110- ^
EOPATHICO DO IIRASIL.
THESORO MOMEOI'ATIIICO W
OU (?)
VADE-MECL'W 1)0 ^
IIOMEOPATHA. ^
Methodo concito, clnrn e leguTO 'Ir ni- (&)
rar homeopalhicamcnle lodas o> moUtiai .
i/nr affligem cularmete aquella' que rriiwm no /Ira- {<&
sil,
do:
redigido segundo os inelhores traa-
de homeopalbia, lano europeos como
Compram-se as seguintes obras de
Direilo Civil; Ordeuacoes, Coelhoda llo-
rlia, Lobao, Notas a Mello e DigestoPor-
tuguez: quem quizer flirija-se a ra do
Collegio ti. i.", segundo andan
Compra-se urna casa terrea em qualquer das
mas da Ireguezia de Santo Antonio ou S. Jo-o. que
o seu valor nao cicada de 1:0009000: a.lralar na
ra das Trincheiras n. 50.
VENDAS.
Na laberna da roa Nova n. 50, que foi de Ma-
linas Joaquiui da Mala, lem superiores viudos en-
::arrafados, de diveisas qoalidadcs, e se ada orlida
de ludo mais que he ledenle a taberna, e por coui-
morin* preces asim como lem muilo bous doces.de
solaba, baan,i, de arar, de uinja e Relea inglexa.
Na mesnia casa prerisa-se de urna pessoa hbil q'ie
enlenda hem de taberna, e que di liador, para Mi-
mar COIlla da moma por halanco, o que enlenda
lambemalguma eousa de escripia para oseompe/en-
Irs laucameidiis, p09 leudo lodos e-Ios i equisilot do-
ne bom savario.
ROLAO' FRANCEZ
(.hosou de nova e *-e acba a venda a deliciosa pi-
lada ilesle rolao Trance/, e se erconlrara na rua
da Cruz n. -Jt", esniplniip. na loja de (".rdea1, rua
larca do Rosario n. :|S, e na de Manoel Jos Lopes,
na mema rua n, 50.
Vende-se nm lerreno de SO palmos de frente e
|."Ode fundo, sito na rua do Sebo, bairro da Boa-
\ isla, do lado do sul. muilo proprio para edilicar
nina bol casa ou qualquer c-lahelociineulo, por ser
no lugar mais alto da dita rua : a fallar na praca da
Boa-Vista n. (i- botica.
Vende-se um bmn e muilo exrcllenlo carro de
i rodas, qua-i novo, cen aneie- ou sem ellas, |ior
menos de sen valor : na rua da l'raia n. 27, -obla-
do ainaiello, entrada pida Iravessa.
Vende-se a casa terrea de duas pollas e um
janella, na rua de Amias-Verdes n. 82, cuja casa lem
no fundo una outra c um qu.rloconi frente para a
rua de Hurlas, sen lo a casa da rua de Aguas-Ver-
des de paredes | lebradas proprias pira levantar so-
brado : a pessoa que a pretender dirija-se a rua
da Mangaeira n. 9 na Boa-Vista, no na trapiche ilo
algodflo, que achara com quem tratar.
l'A/.r:.M).\S TINAS PARA SENHORAS,
NA QUAKESMA.
Romeiras de lil" de linho prelas bordadas a linba
a liHliMt, ditas ditas bordadas a selim, as mais mo-
dernas do mercado, a IQ000, rapotilibos de lilo de
indio prelos e decores bordados a 109000, ililos de
relroz prelo lambem bordados a liv-'inu. mantas de
lili de linho prelas bordadas a '.ftMXX), ditas de seda
prelas nHito linas a s.-.viii. rhamalote prelo, covado,
yMO, c oulras minia- fazeftilas que se ven lem por
precos eommodos : na loja da Estrella, rua
mado ii.T.
.Masm D&TOMATES.
Km latas de Muras eirelleole para tempero, e
lambem se vende as libras por prec. commoda : na
rua do Collegio o. 12, em casa de francisco Jos
Leite.
Moiahoa do vento
'omhoinbasde rep'jxo para regar borlase baila,
decapin. na fundicaii de 1'. W. Bowinao : na rua
do Bruiii o?, ti, 8 c
PARA ACABA COM RESTOS DE 1)1-
VEliSAS l'AZENDAS, VENDE-SE:
Cambraias .linas irancezas de cures li-
\as a 'lOtl rs, a \ ara.
/iiliiiira, fazenda t|ue finge seda, a 500
rs. rada COVado.
Princezita, fazenda de pbantasia de la
e seda, a ts. o covado.
Chitas linas Iraiice/.as, a 2W ts cada
covado.
liscailo monslro cotn 'i palmos de lar-
gura, a 220 rs. cada covado.
Du/.iadc loallias ile linho para rosto, a
7.S000 rs.
Chales de ca em ira de tima s cor, a
.YSOO i s. cada (lales.
Ditos de casem ira com liana matizada,
a (S">0U cana um.
Cortes de brim trancadb de puro linho
decores li\as, a 2.S800 rs. cada um.
Peca de cbitst r\a com to<|ue de mo-
fo, a 5f500 rs.
Palitos de alpaca pela C de cftrcs, a
li.slKKI cada un.
Chapeos de seda de diversas cotes para
senhoia, a I0s00e lisOOO rs.
Na rua da Crespo loja amarella n. 'i,
de Antonio Francisco Pereira.
Vende-se muilo bom
I9, primeiro andar.
Icile : na rua Direila n.
SARJA PRETA E SETIM
r: or TJ.
OLEO DE 1.1 NI I,
em barris e bolijoes : no arma/em m lira
') \ende-se cobre para l'dc
Na rua do Crespo, loja n. (i, ven le -o np
-. i a liesp.ililoda minio lar-a, pelo diminulu pn ca
,i i j- KM e >80tl o coiado. sclm mae.iu a i!0tl t
:i>JO0o corado, panno prelo de 33000, loOOO, - C li.HKHIii covado.
Na rua do Vinario n. 19, primeiro andar, ven-
de -e larele nove, rbegado de IJrboa pela barca Gra-
lidao. '
CEKHTO ROMAfO.
Vende- assim remo lambem verulcm-se as tinas : alraz do
Ihealro, armar.eui de Joaquiw Lopes de Almeida.

20 ate -2H ondas.
/.meo par lorio coin
ronipelenles. '
Chumbo em bariinlias.
AKaiade le chumbo. ,
/
egos
***
*>j Tinta branca, pela e de, em
0
i
i
Riscndo de listi as de cores, proprio,
pai a palitos, calcase jaquetas, a 160 '3
o covado. i)
Vende-se na rua do Crespo, loja da csquiua que
vi Ha para a cadea.
ok II.
Oleo de liuhaca em
guilles.
'apel de emliru "">
\ iilin paru \ idi
Cemento amare
Armamento
dades.
(jenebra de
I.
le
.ijas de
as iptali-
i'lil lias-
CEIEHTO ROMANO.
engolillo, sacerdotes, viajantes, ca- (^\
de navios, serlauejosetc. ele, devem f"!
ii DENTISTA FRANCEZ. &
it Paulo Gaignoux, estabelecido na rua larca {
{;t do Besarle n. :i(i, segundo andar, enlloca den-
(9 les com gengivis artiliciaes, e dentadura com- 0
(H pela, ou parle della, com a presso do ar. (
(,:', l.ioilieiii le i para vender agua dcnlifriecdo J
(| lr. Fierre, e pd para denles. ina larga do 9
(0 Rosario n. 36 segondo andar. (a
Precisa-se alujar um pretopara scr-
vieo de casa de homein solteiro : na rua
do Trapiche n. l.
AULA DE LATIM.
0 padre Vicente l'errer de Albuquer-
quemudou a sua aula para a rua do Ran-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos intei nos evternos desde ja' por mo- i
dico prero como he publico: rpiem se
quizer utilisar deseupequeo prestiino o,
pode procuuar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
Cpnclusao do furto da jangada c fuga de
i un cscrawj.
QMgvam a esto porlo dous pescadores livres,
que de conivencia com o mcu escravo, se lizeram
arribados em Tambaba, provincia da Paralaba, des-
do Janeiro ; mas Reando o negro Theodoro, crioulo,
baiie, corpulento, rom muitos cabellos braucos pe-
la barba e pellos, idade 35 anuos pouco mais ou
menos, o qual riizem os eompanheiros da anibada
leracado eraTambahu : quem dclle liver noticia o
Irari esta cidade a Fedro Antonio Tetxeira Goi-
maraes, que dar de gralilicacao 509. lambem se-
ria conveniente que a polica desla cidade csiniri-
Ihasse hem este fado dos dous arribados.
7) americanos, e secundo a propria experj- "*
* enca, pelo Di. Sabino Olegario l.udgero Jv
^) Piuliu, lisia u'ra he boje recouhecida co- ()
(t$> '"" n,e"">r ^e iodas que tratam daappli- a*
v) cagau bomcopalliica no curativo das mo- Wr
frff) leslias. Os curiosos, priucipalmeiile, nao f)
ig, podem dar um passo seguro sem possui-la o ^
VT cousul(a-la. Os pais de familias, os sciibo- \^'
jfo res de
S pilaos d
f lela a man para occorrer promplamenlc a
fc^, qualquer caso de molesUa, /"A
y boas volnmes em brochn por fOgOOO ^
fy) a i eocadernados HHl(^)
/g Vende-se tinicamcnlfl em casa do autor, a*n
'' no palacete da roa de & Francisco aluo- w
( do .Novo n. USA. ($\
O Sr. Joao Nepomuceno Fot reir
de Mello, ipie mora para o Salgadinho,
(tui'ir.i mandar receber tima cncommen-
da na livraria n. (i e S da praca da Inde-
pendencia.
s 91 e S : 9 3
I l JP, DEGISTA.
2 contina a residir na roa Nova n. 19, prlmei- qc
ro andar. -,-
*k ; m ;'-:; @8@;a*
ESTABELECIMENTOS DE CAKIDADE.
Salusliano de Aquino l'erreir.i offere-
cegratuitamente ao hospital Pedro II,
metade dos premios que sahirem nos trobilheles hilaros n. l.")',), ISl, lll
eDli,
lotei
correr indubitavelmente no da 21 de
marco do presente anuo, osquaes existem
em sen poder depositados: a metade do
que nelles Sabir sera' promptamente en-
tregue ao Sr. Jos Pires Ferreira. thesou-
"I reiro do referido hospital. Pernambuco
! 13 de marco de 1835.Salusliano de
Aquino Ferreira.
Precisa-sede um mofeque ou preto
para servieo de nina casa, ese tiver prin-
cipio de cozinha, mclhor : na csipiina da
rua da Aurora, segundo andar da loja de
funileiro.
rcl.i-
Anto-
ALNAp tara is:;:;.
Saluram a luz as loihinlias de algibci-
ra com o almanak administrativo, mer-
cantil, agrcola eindustrial desla provin-
cia, corrigido e accrescentado, contundo
W0paginas: vende-se a 500 rs., na li-
viana n. t c 8 da praca da Indepen-
dencia.
Vende-se urna rrfobilia de jacarando,
nova, muilo hem leila e de muito Itom
goslo, com pedras brancas, lambem ven-
de-sc camas franreza-, coininiidas. cadci-
i as, eonsolos, bancas de ineio de sala, de
amarello e de oleo, marque/.i-, camas,
sofas. radeiras. Consol*, bancas de ineio de sala
de angico; sendo ludo de muilo bom gusto e por
piceos muilo c.iiiiinoiios: na rua da Camboa do
Carino ii. I Na inesma casa precisa-se de J ulli-
iaes de palliinha. que saibaiu aparelhala.
SACCOS COM MILHO.
Na loja n.ili esrptina do becco Largo,
vendem-se saceos com milho, por menos
preco do queem outra qualquer parle.
Vende-se urna carraca nova, bem conslruida.
para ravallo, com os conipctenles arreios : e lam-
bein ven le-se o cavallo que nella lem servido : no
armazem de malcriaes no porlo do Fornido, junto
ii taberna de Jos Domingues.
Vende-se o engenbo Cupaoba, na maruem do
rio Capibaribc, lermo de llanaueiras. provincia da
l'araliiba. com safra fundada para J.IHH) paes. Ierras
etcellenlesdeassncar, boa rasa de ampo, novis-i-
ina ; vender-sc-ba so ou rom a esrravaliira. boiada
e ravallo* : a tratar nesta cidade rom Enedino de
Andrade tioarany de Cupaoba, e la com
lario Cupaoba pa.
i 0 proprie-
Vende-seNim engenbo muilo perlo desla pra-
ca, com-todas as obrar- neressarias, leudo alcm diss i
nina distilacSO bem montada, com boas Ierras de
canna e mandioca, argomas de varxea de muila pro-
duceao, e rom as de mais propoieoe; arresce que
pussiie oirais apropriado lerreno para o planto do
cafe, nem s pela abimdaiicia que produz, como por
-o i encllenle qualidade, o quepodcr|scr examina-
10, (ia pumeira paite da primeira oopelopreiendenteemalgomicafeeirosqoejriexi-
ria do collegio de orpbaos, que ha de I mroraraSSo*" ^'^'"" "egocio' a""u"cic Va1 scr
Vende-se milho muilo novo, em Bascas de al-
queire, menos o sarco, por prero commodo : na rua
da l'raia, armazem n. >.
Vendem-se por prero commodo dalias de car-
rafas rom vinlio de llordeauv de superior qualidade:
no ariuayerii da rua da Cruz n. 19.
I.uiz Canlarelli participa ao respeilavel publico,
que a sua rala de cusino, na rua ras Trincheiras n.
19, se acba aberla lodas as segundas, quarlase sex-
tas, itesde as 7 horas da noile ale as'.I : quem do seu
presumo se quizer utilisar, dirjase a misma casa,
.la-7 hars da inanbaa at as 9. O mesmo se ollere-
ce .i dar lo; es particulares as horas cunvenejonadas :
lambem da lices nos colUcios, icios precos que os
nicaiio> collegios tem marcado.
Obacharcl A. R. de Torres Bandei-
ra mudot a sua residencia do segundo
andar do sobrado n. il da rua estreita do
Rosario, para o segundo andar do da rua
Nova n. 25, que faz quina para a camboa
do Earmo ; eahi continua a ensinar Rhe-
lorica Philosoplya, Geographia, Francez
e Ingle/.; adverte que as aulas lerao lu-
gar de 1 hora da tarde as 2 e meia, e
das 'i as (i e meia : quem do sen preslimo
se quizer utilisar, pode procura-lo para
este (im na indicada residencia
ATTENCAOl!
O cautelista Salusliano de Aquino l'erreira avisa
as pessoas que compran) billicles e cautelas das lote-
ras da provincia para nasocio, qne lumou a firme
rcsolu^ao de vender os referidos billiclcs o cautelas
Jiolos procos alriivo declarados, nina vez que checue
a quanlia do lOO^OOO para cima, dinbeiro vista.
Os sem Inlhetes e cautelas -ao pagos srui o descont
dcoilo por ccnlo da lei sobre os premios de 1:1)009
rs. pira cima. Friescr procurado cm sua rasa, na
rua do Trapiche n. :l(i, segundo andar, pelas !) al
as \ horas da inanbaa.
Ililbclcs 59300
Meios 2S700
(Barios 1SIS0
Oilavos 9690
llecimos 9560
1 i- irnos 9280
Pernambuco II de marco de 1835.O caulelisla,
Salusliano de Aquino ferreira.
No hotel da Europa prerisi-se de um caiieiro
que de liador a sua conducta.
Precisa-sede um cridlo Torro, muilo bonito, de
I anuos de idade, pouco mais ou menos, o qual lie
para ir para a I rauca, para urna familia eslr.llgei-
i.i, ao qual se aiianca o melhor Iratameiilo possivel ;
paga-se-Ihe a paswgem e o mais que tur preciso ; a
li dar com s.. I alque, rua do Collegio n. 1.
LOTEJUA DO Coi.i.Kt.lo m |ORPHOS.
o caulelisla Aiilenio Jos Rodrigues deSouca J-
nior avisa ao respeilavel publico, que es scus bilbc-
lese ca nielas io sollrem descont iinsUesprimeiros
premios grandes, osquaeseslo a venda pelos pre-
cus abaixo, as lejas da praca da luilepnccncin n.
1, 13,1", e il). e ins nutras do costuiue, coja lotera
corre no da 21 do prsenle mez.
39500 Itccebera por inlciro

Novos livrosde homeopalhia uiefrancez, obras
lodas de summa importancia :
llahnemann, tratado das mnlcslias clironiras, i vo-
lnmes............ 209000
Tesle, ii oleslias dos meninos ..... u^OOO
llerng, homeopalhia domestica.....79000
Jalir, pharmacnpa bomeopalbica. 69000
Jalir, novo manual, i volumes .... lh>000
Jalir, molestias nervosas....... 69OOO
Jalir, molestias da pelle....... s-ikki
Kapou, historia da homeopalhia, -1 volumes 1(j<*ki
llarlbmann. Imitado completo das molestias
dos meninos.......... i
A Tesle, materia medica bomeopalbica. R9OOO
De Payolle, doutrina medica hoineopalhica 79000
Clinica de Slaoneli ....... li^KM)
Casling, verdade da homeopalhia. -ihm
Diccionario de Nysten.......10>ikhi
Alllas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, cnnlendo a descrip{io
de todas aa parles do corpo humano .' :ifjji00i)
vedem-ae todos estes imos no consultorio homcopa-
thico do l)r. Lobo Hoscoso, rua de Collegio 11. !'>,
primeiro a 11 lar.
Frerisa-sc de una ama forra ou captiva para
fazer o servieo diario de urna casa de pouca familia :
quem preleudcr, dirija-se a rua do Collcgio n. I".,
armazcui.
l'recisa-se comprar un moleque de \2 annos
pouco mais 011 menos: na rua da Cruz 11. 15.
Instruc-a o elementar.
O professorHiguel Jos da Molla, con-
tinua a exercer as funceesde sen magis-
terio, lia Iravessa da Concordia OU caricia
nova, nico sobrado que ah ha, prompto
a admittir alumnos externos, pensionis-
tas e semi-pensionistas, sendo por um ra-
zoavel estipendio.
Prccisa-se de SOO.sOOO rs. a juros, so-
hreliv poteca de duas esclavas, quem os
quizer darannancie.
tsiit S6RTIMEM0 DE CVMJiSMK
Na rita Nova 11. S loja de Jos Joaquim
Moreira, ha tun bello sortimento de ral-
eado para senhora, que pela sua qualida-
de e preco muito de\e agradar as senho-
ras, amigas do bom e barato : os piceos
sito os seguintes, ja' se sabe, a dinheiro
sem discontp-
Sapatos de crJtiro de lustre. I.sTOO
Borzeguins com salto para senhora. .".soo
Ditos lodos aspeados lamhem com sallo
para senhora. i.sollll
Sapatos de cordavao de muito boa quali-
dade. l.slOO
FRESCAES OVAS DO SERTQ.
\ endem-se muilo fresraes ovas do serlflu : na 1 ua
do IJueimado. loja n. I i.
- Vende-se una escrava crioula, sem vicise
muilo fiel, rom as seguintes habelidadea : cosinlia o
diario de uma casa, lava e uigomma sofrivelmonle,
faz labyrinhlo e marca,hebdarendqira e faz doi es de
diversasqualidades : ua rua Augusta sobrado onde
inora o escrivao .Molla.
Vende-se a labernal sila na rua dallada que dei-
ta o oilao para a praca doCapim, com puncos fundes
e armacao leita moderna, bem areguezada e que
olferecc vanlageni ao comprador pela sua boa locali-
dade : a halar na mesma ou lia rua de .Sanlo-Aina-
ro n. 16.
Vendse efectivamente alcool deC a 'i0
graos
em pipas, barris ou caadas : na l'raia .le Sania Hi-
la, islilacao de Franca".
r.hanipasne da superior marca Cometa: no iiia-
zem de lasso limaos.
MALAS PARA VIAGEM.
Grande sortimenlo de lodos os lamanhos e quali-
dades, baleias para vestidos e eaparlilhns de senho-
ras, de todas as larguras e taanle s, ludo por prero
muilo razuavel : na rua do Collcgio 11, .
Vende-se superior cemenlo em barricas e a
Un, no armazem da ru da tadcjajle Sanio
iiin de materiaes por preco mu em cunta.
CAL DE LISBOA A .slKll) l!S.
Vendem-se barris com ral de Lisboa, chegado no
lo Ouci- j ultimo navio a .-01H) por rada una : na rua do Tr-
! piche 11. 16, segunda andar.
TAI;.MA Di; MANDIOCA.
Chales de merino' de cores, de mu'rto
bom goato.
Vendem*se na rua do Crespo, loja da esquina que
volla para a cadea.
DEPOSITO DE CA. DE LISBOA.
Na rua da Cadea do Kecife n. 30 ha para vender
barris rom ral de Lisboa, recntenteme ehegada.
Na ruado Trapichen. Itt, cscriptorio
de Hi andera Brandis&C-, vende-se por I
precos razoaveis.
Lonas, a imilarao das de Uussia, de
muilo boa qualidade.
Papel para imprimir, loruiato pande e
pequeo.
Papel de cores em caixas sortuta^mui-
lo proprio para loriar chapeos.
Papel alfiiai o e de peso, hraneo e azul,
de bujirqualidades.
^rira\a para arreios de cario.
Candelabros re (i hi/.es de leilio ele-
fante.
Tpeles linos.
Alvaiade de zinCO iiimlosiiperior ao al-

lie, marca grande.
para um c dous car
'le
Vende-se saccas grandes com muito su-
perior lamilla de mandioca por preco
commodo: no armazem n. l do neceo
do Azeitedc Pcixe;ou a tratar com Anto-
nio de Almeida Gomes Trapiche Novo n. 16, secundo andar.
v^$$$@$-s ii-m^'*^

Veuac-se superior
liespanhola.
sarja pela
alias linas com lindos cas-
ancas c 1 netas
0
algodo para lio-
brancas para se-
godo pa-
Vendem-se chapeos de sol dt
godo com barras
liadas decores, de superior qua-
lidade.
Meias ernas de
iviein.
Ditas de' dito
nhora.
Camisas de meia de al
ra homem.
Luvas de seda preta e de cores,
para homem esenhora.
Meias (lilas para senhora.
Linlias de algodo-em novellos.
BCOS e rendas de algodo.
Filas de algodao branco, de seda
^ de cores soriidas, e de Isa ditas.
Trancas de algodao e de seda, pa-
S ra ciilcites.
gj Em casa de Eduardo II. Wyatt,
^ rua do Trapiche Novo n. IS.
\n

>:
M

lien
tes.
.Meias de seda In
para senhora.
Setim preto macan pata colle-
li s e veslidos.
Chales de crep, lnordados e es- f
lampados. ((
Saiasbrancas bordadas para se-
Pote-



Ilollanda
rpieiras.
(Lomos de lustl
Arreios
vatios.
Chicles para cano e esporas
aro plateado. -.. |
Forniasdfrfeno para fabrica de (A
assucar. S
Papel de pesoinglez. S
Cliampagne marca A &C
E 11111 i>sto peipieno de vinhosdo w
Hlieno de qualidade especial : (ij
no na-mazem de C. J. As- W
tley&'C. m
JffiCHANIMOJABA IUI-
NHO. >^
NA II NDICAO DE HSUKij 1)0 ENGE-
MIE1RO DAVIJD W. BOWMIAN NA
RUA DOBRUM, PASSANDOO CIIA-
PARIZ,
ha sempre um erande sorlimcnlo
jerlos de merhai
los seguate! oh
vaiadecomnium. como competente scc- ^ZZ^T^rZZ^^^^
Cante. ronstrucrao ; taivas de ferro fundido batido de
-Km casa de ... KelIcr&C., na rua ^^'t^SZZ
le cam
braia
i?
nhora
N cstidos
padour.
Charutos Lanceiros.
Papel pintado para
sala.
- A mi., jy ||ni-cli> laiania rlp muilo "*?'
da Cruzn. 55 ha para vender c\cel-
linii's pianos viudos ltimamente de Ilam-
burgo,
DEPOSITO DO CHOCOLATE I1VC.II.-
NICO DA FABRICA COLONIAL.
Este chocolate, o nico preparado com
substancias puras, nut lili vas e hygieni-
cas: vende-se em casa del.. Leeomte Fc-
ron v\ C: ruada Cruz 11. t).
Piecos:
Extra-lino. '. 800 a lib.
Superior.. (i'iO
Fino.....500
FARINHA Di: MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em sacras ipie lem um alipieire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazens n. 5 e 7 defronte dacscadi-
nlia, e no armazem defronte da porta da
aliandega, ou a tratar no escrptorjo de
Novis fi C.i na rita do Trapiche n. oi,
inimeiro andar.
01
ro tic

?
m
01'
A;:ua i!
T
boa
N
lida
e laranja de nimio
mi armazem oc,
rua da Cru/. 11. 2.7.
le Vctor Lasne,

0
m

POTASSA BRASILEIRA. (gj)
Vedde-sc superior potassa, ra- frjj
bricada no Rio de Janeii, che- Jj
gada tecentemente, r^bmmen- /a
l(t, da-se aos senliores de engenbos os Z^
fj sens bous elleitos ja' experimen- j*
W lados: na rua da Cruzn. 20, ar- W
10 ma/.em de L. Lcconie I'eron A O
rtf*!?^ KSSmmmmI
Cbegon nova porro dessa econmica fazenda prc-
la, com 6 palmos de largara, a 300 rs. o covado, pro-
pria para veslidos, mamullas, lrar.es de clcrios e
reliaioos. c' oulras militas obras : na rua do Ouci-
mdo n. 21, loja de J. F. Cesar.
CASEMRAS BARATAS,
A 39300, corles de rasemiras de cores, e a I-Mili
casemira pela lina : ua rua do Oiicimado n. 31.
PAHA ACABAS,
NA BOA-VISTA, DEFKNTE DA IiO.M>
CA N. S.
Acha-se com um completo sortimento de gneros
de molhados, dos nielhorcs que vem ao mercado :
H|iieijos do reino muilo novos. rh.i da India, penda c
nacional, manteca ingleaa e fiancc/a. peras seccas,
amexas, velas de espermaecte americanas, eslreli-
ulia em ramudas enlejiadas, vinho puro de todas as
qualidades, champagne, ballas de Lisboa, e mudos
oulros gemios por preco muilo razoavel.
Para vestido prelo.
Vende-se superior grosdenaple prelo. de seda, [ar-
co c encornado, pelo baralo proco de l$600 cada co-
vado : na loja de i portas da" rua do Queimado
n. 10.
Cortes de chita a 2$00.
\ endem-se corles de vestido de edita franie/a,
rea, cores Him, padres decaam, com !i eovados, a '
SiOOcada corle ; ditos de risrado francez, padroes' -
escaros, .1 2fO00 : na loja de portas da rua do
OiK'imado II. 10.
Unn
Itiscailos france/es largos a ISO rs. o covado. corles
de veslidos de eassa com barra a 18600, cobertores
de algodao .le rores muilo encorpados e Brandes I
IjlKMl, e cas-a- l'rance/.as linas c ti vas a 30 o cova-
do : na rua da Queimado, loja n. 21, deJ. F. Cesar.
l'cijao a 2.S00 rs. a sacra: no i
rma/.etr. de Antonio Aunes, de- *|
onle da cscadinlia da allainlc-a. J'
Vende-se una babuica roinsna rom lodos os
scus perlences, em bom uso e de 2,()U libras : quem
a pretender, dirija-se a rua da Cruz, armazem 11. i.
FARINHA DE MANDIOCA.
Sacras com superior farinha de mandioca
rm/.cm dae lasso limaos
MI
RETRATOS.
No aterro da Boa-Vista n. i. lerceiro aadar, con-
lina-sc a tirar retratos, pelo syslcma crvstalolypo,
com muila rapidez e perfeirao.
OSr. I'ranklin Ameriro Eustaquio Gomes ve-
nda concluir o negoci na rua do Crespo 11. I">.
COMPRAS.
Billicles
Meios
'.'liarlos
t'itavos
Decimos
Vigsimos
SStS)
Ii4fl
0720
scoo
?30
:(KKI3
2:5009
1:2309
6239
5009
2.J09
Compra-se um cavallo carregador e
sem achaques: a tratar com Antonio Jos
Gomes ci Correio, em S. Amaro.
Compra-se na rua da Cadea do Recife n. i
moedas de 5 francos.
.Na rua larga do Rosario n. :i8, eomprrm-sc
r-i ravos de ambos ossoxos, prefurindo-se os de ida-
de de 12 a 23 anuos, c os que livere n nOcips, qual-
quer que teja a idade, nao seolhando a preco.
Cninpiaui se paUcSei hrasilciros c hcspaulics:
na ruada Cadtia do Reeife 11. ai.
Compra-se ou aluga-se uma barcaca
de lote de I i a IS caixas, estando em es-
tado de trabalhar: nesta 1\ pograjiliia.
Compram-se aicumas acres do cncanamenlo :
na rua da Santa Cruz n. 70.
Compra-se urna parda ou preta de meia idade,
sadia e qne saibl fa/.er os airanjos de urna casa, pa-
ga-se bem na rua .Nova loja n. 67.
Compra-se 11111 braco de halaoca de Honiao
ainda que Icnha alaum uso, devendo mcnio (i palmos : quem o liver, prcture na rua da
Fraia, armazem n. -2>.
Sedas para vestido.
Na loja de i portas da rua do Oueimado, ha para
vender sedas de cores c brancas para vestido de se-
nhora, havendo bom sortimento para eseolher, c por
pceo muilo coiuiiiodo.
Vendem-se braceletes de cornalina, encastoa-
dos em ouro, obra du ultimo ^oslo : no alen o da
Boa-\ isla n. liis, loja de oorives,
.Na rua do Queimado n. II, vendem-se as ver-
dadeiras luvas de Jouvin para homem a Jnhhi o par,
c para senhora com enhiles a I9OOO. Na mesma cu-
coulrar um completo sorlimento do miudezas ba-
ratas.
Vendem-se -2 globos de geographia nn boto 1 --
lado: na rua do Quciina lo, luja de miodezas 11, 2'i.
Vende-te urna tartaruga verdadeira, por preco
commodo : na ruada Cruz o. 21, armazem, se li.i
quem vende.
\endc-sc um escravo de meia idade, ptimo
para rervico de r.asa.c por preco baralo : na rua da
Boda n. .1(1, segando andar.
.

lirunn I'raegeri C, leu para
inder em sua casa, rua da Cruz
I n. 10.
Lonas da Uussia.
S Cliampagne.
, Instrumentos para msica.
leadps para mesa.
I Charutos de Havana verdadeiros.
Ceneja Hamburguesa.
3(| liomma lacea
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundirao de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de caimas todas de ferro, de um
modello econstruccao ftiuito superiores
VIDROS PARA VTRACAS.
Vendem-se em caixas, cm casa de Barlliomcu
Francisco de Souza, rua larga do Rosario n. 3(i.
v
M o.s'DOi) rs. a saca de farinha de
mandioca de boa ((uatidade: nos M
armazensn. 5, 5e 7, defronte da w
escadinha da allindefa, 011 a ira- f,f:
tarcomJ.B. daFonseca Jnior, na
rua ilo Vigario n. V.
BELONA A 500 RS.O COVADO.
\ci no ullinio navio francez urna fazenda nova,
gosto cscocez. com 1 [almos de largura, niuitu lina,
i|iic pelo scu drillio parece seda, a qual o inadaiui--
100 em I'.iris da o nomo de Belona : vende-sc na rua
do Queimado n. 19.
COM AVARIA NA ORELA.
j| Pecas de algodaozinho liso, muito encor-
pado, a 2^000 e S.i(10.
\ endem-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
C Kl A DO CRESPO .N. 12.
9 Vendc-st ncsla laja superior damasco de
?3 seda decores, sendo draneo, encarnado, rovo, ^
A por preco razoavel. @
-;*;s:S!Bse;ss
CESffilTO ROMO MftlCO.
Vende-se remenlo romano branco, edegado agora,
de superior qualidade. ntuilo superior ao do consu-
mo, em barricas c as linas : atraz do Ihealro, arma-
zem de taimas de pind.
Vende-se farinha de mandioca mili-
to superior, a soOOis. a sacca : nos ar-
mazens de I.uiz Antonio Aunes .lacoinc,
eno de Jos Joaquim Pereira de Mello, no
raes da alindola, cen porcao, 110 cs-
criptorio de Aranaga&Bryan, na rua do
Trapiche-Novo n. 'i, segundo andar.
parr. engenhos.
de Ierro de 1).
rua do Brum
, continua haver um
tabeas de ten o
a 8 palmos de
bocea, asquaes acli.m-se a venda, por
prec;o commodo e cotn promplidao' :
embarcam-se ou carregam-sc cm cario
sem despeza ao comprador.
Vendem-se em casa de S. P. Jotins-
lon & V... na rua de Senzala Nova n. i.
Sellins inglezes. <
Relogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montara.
Candicirose rasiieacs bronzeados.
Chumbo em lencol, baiTae munirao-
FareHo de Lisboa.
Lonas inglezas.
lio de sapaleiroedevela.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris tic irraxa n. '.17.
LINA
ASSETINADOS,
0 COVADO.
1,100
Chegou no ulluno vapor da Curopa moa fa/cntla
a mail .....dei na do mercado, propria para vestido de
senhora, de quadros larsus a-.-eimado-. loda de se-
da, denominada Crcinelina : vende-se na rua do
Queimado n. l'.i ; e dflo-se as amostras com penhor.
Taixas
Na fundirao'
Rowmann na
do o chalan/.
completo sortimento de
fundido e batido de
squacs 1
uiunodo
W.
passan-
COM PEQUEO TOQUE DE
AVARIA.
Pepas (.re.-po, loja dacsqmna '|e volla para n cadcia>
PARA A QUARESMA,
Sarja pela hespanhol.i de piimeira qualidade, sc-
lim prelo muilo superior, casemira preta francesa.
dita selim, velludo preto superior, panno prelo mui-
lo liiui, rom lii-lre e prova ile liman, e de oulras qua-
lidades mais abaixo : vendem-se na rua do Crespo,
loja da esquina que volla para a cadeia.
Allenr.io.
\ endo-se muilo superior cauro i\r lu-tr^. pelo di-
minuto preco de _!-",(,n e 3gQ0 a pelle, para acabar:
no atorro da Boa-Vista n.78.
CAL VRGEM.
5iiBea0
CIici ii no ultimo vapor da Europa urna lazenda
iuleirameiile nova, lo.la de seda, dequadros larcas :
a ipial la/ei.ila rh.unam mi inlilnlam em I-ranea per
Crimea : vende se na roa rio IJuciinado n. I!, pelo
barato preco de I^OOO o covado, edao-se as amos-
Irsas eetn penhor.
Muila atteni o.
Vende-se a loja do miudetas, rila noalenoda
Uoa-Vsla n. .M, com poucos Fiindoa ou sem elle-,
leudo muilo boa ca-a para morada.
Vende-se sierra parle cm ds don- sobrados de
lies andares n. 11 e lli. silos ua rua da Cadea, es-
quina defronlc do Ihealro vellio, os quaes devem
augmentar de valor apenas se transitar pela ponte
nova : na na da Sania Cruz n. 70, ou a fallar com
Joaquim Tetxeira l'eixolo.
ARR(K DO MA1AMIA"O.
Vende-se no armazem n- ludo becco
l mai- nova que ha no mercado, a preco commodo ;
na rua du Trapiche n. l, armazem de Bastos lr-
maos.
CORERTORES ESCUROS E
BRAHCOS.
Na rua do Oes] i.loja da equina que volla para a
cadeia. vendeni-sc coberlorcs escures, proprios para
escravos. a 7O, ditos urandcs, hem cnenrpados, a
I ~..mi, diies brancos a I^Ji'. dilon com pello inu-
i.indo os de l;a a IjiiO, ditos de la a -'ion cada
um.
Farinha de mandioca.
Vende-se sacias grandes com farinha :
fio arma/.cm de .loso .loaiptim l'ereira de
Mello no caes da aliandega, e para por-
coes a tratar com Manoel Alves Guerra
Jnior, na rita do Trapiche n. IV.
NOVO SORTIMENTO DE COBERTORES DE TO-
DAS AS QUALIDADES,
Coberlorcs csruros a 7"20 rs ditos grandes a l$20Q
is., ditos brancos de algodao de pello e sem elle, a
Ven le-se excellenle taimado de pinho, recen
leiuenle ehesado da America : na ru I de Apollo
trapiche do Ferreira. a entenderse com o admitas
rador do mesmo.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzdo de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' .'lo Di. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas c liollandezas, com gran-
de vantagem para o mellioramento do
assncar, aelia-se a venda, cm latas de 10
libras, junto com o mellior'o de emprc-
ga-lo no idioma portugue/., cm casa de
H. O. Bieber ii Companhia, na ruada
Cruz. n. 4.
Devoto Co istao.
Sabio a \ur. a .-1 edicao do livrinbo denominido
Devoto Chrislo.mais correrlo c acrescenlado: vnde-
se un. menle na livraria n. fi c K da praca da In-
dependencia a lii() rs. cada exemplar.
POBLICAQAO' RELIGIOSA.
Sabio i In/. o novo Mez de Mari:1, adoptado pelos
rcvercudissinins padres rapiirliinlios de N. S. da l'e-
nha desla cidade, augmentado rom a noycua da Se-
nhora da Conccirao, e da noticia histrica da mc-
dalha milagrosa, edeN, S. do Bom Cnnselbo : ven-
de-sc nicamente na livraria n. ti e 8 da praca da
independencia, a 15000.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violiio e (lauta, como
tejam,quadrilhas, valsas, redowas, sclio-
tickes, modinlias tudo modernissimo ,
chegado do Rio deJpteiro.
Vendem-se ricos e modernos pianos, reeenlc-
meiilc cbegadds, de exccllentoi voies, c preeo cotn-
moibis cm casa de N. O. Bieber & Companhia, rua
da Cru/. n.
Vendem-se lonas da Russia po prero
commodo, e de superior pialidade: no
arma/.em de N. O. Bieber Ov C,, rua da
Cruz ii. .
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Ncsle estabelecimento continua a lia-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenbo, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batirlo
e coado, de todos os tamaiilios, para
dito.
\ en le-se un Cabriole! com cubera c os com-
petentes arreios para um ravallo, ludo quasi novo :
par ver, no atorro da Boa-Vista, armazem do Sr.
Miguel Sege'iro, c para tratar noRecifa-rua do Trapi-
che n. 1 i, primeiro andar.
Deposito de vinho de cham- h>)
^? pagne Chateau-Ay, primeira qua- %g
(0/ idade, de propriedade do conrle ^)
f\ de Marcilil, ruada Cru/. do le- M
a*-, cife n. 20 : este vinho, o mclhor ^
* de loda a Champagne, vende-se j
a 56$O00 rs. cada caixa, acha-se
nicamente em casa de L. Le-
eomte l'erou i Companhia. N.
B.As caixas sao marcadas a fo-
;oConde de Marcuile os ro-
llos das carrafas sao azues.
raes : crivoj e boceas de h-rnidi.a'e reros deZeil
ro, afiu.llKjes.bronzei, paralusos c cavilbOes, momho
de mandioca?, ele. ele.
NA MESMA FUNDICAO
se evecnlan, lodas as encommendas c..m a superiori-
dadea conhec, la, e com a devida presleza e conimo-
didade cm |ireco.
1 IASCOS DK VIDIIODEBOCCA LARGA
COM ROLDAS.
Novo sorlimenlo dotarnanho de 1 a
12 libras.
/ endem-se na bollen de llarlhohmeu Franciseo
'le .M<;, ,- largado flosnrion. 36, por menor
prero oue im onlra qualquer porte.
N A VA LHAS A CONTEMO E TESOI. RAS.
Na rua da Cadeia du Itcrife n. 18, primeiro an-
dar, cscriptorio de Ansiislo C. de Ahrcu, r inli-
nuain-se a vender a S*MKI o par (preco fijo) as ja
bem contiendas c afamadas navalbas de barba tedas
pelo hbil laborante que foi premiado na ev.iosiejo
de Londres, as quaes alcm de doraron eitrasrdina-
i lamente, nao se senlem no rosto na accao d corlar
vendem-se rom a cundicao de, nao agradando. ,>o-
derem os ron.pradores devolvc-las ale 1., liasdepois
pa compra rcslitundo-se o irnporlc. a mesma ca-
si ha ricas lesouriuhas para unlias, fcilas pelo mes
mo ral 'icanlr.
Vende-se Cuello de Hamburgp em
saccas muito pandes, chegadas ullima-
mcnle e por preco muito commodo : na
na do Ainorim n. \8, ama/.em de Pau-
la Santos.
ESKtf
orlo de 1854, J
| engarrafado naquella cidade, em
2 caixas c asdii/.ias: vende J. B. da
J*: i- i -
m ronseca JumoCf no seu cscriptorio
i na do Vigario-n. i.
Gros de Naples al.sOOOrs. o covado!
Na rua do Crespo n. 5, vendem-se ricas urdas fur-
la-cores, li-, -- e de quadros, lindos goslos. com um
pequfuu toipie de mofo que punco se couliecc, pelo
baralo preco do I o cavado. Assim como se acba
na mesnia leja um lindo e variado sorlimenlo da -
das que se veinlein muilo baralo.
;;
os mais modernos a i^(HM) cada um : ha ,
', lambem griis de aples de uT>res a 3OO rs. t9
n covado, niei casemira de la pura por $$
iJ, J.>VHIrs. o corle de calca, e oulras fazendas fj
;i muilo baratas. 4)
#
i
2
i
imilaeo dus de papa, a 1^200 rs. : na loja Ja rua
do A/.eitedo I'eixe, por preco commodo. do Crespos. 6.
Potassa.
No antiSo deposito da roa da Cadeia Volba.es-
rriplorio 11. I-', vende-M muilo superior potassa da
Russia, amen...na e do Rio de Janeiro, a presos bu-
rales .pie he pal a lechar conla-.
Na rua do Vig ario 11. IS primeiro andar, lem a
venda a superior flanella para forro de sellins dic-
tada recenleineiile da America.
Vendem-ee i"1 arnia/em n. (), da rua da Ca-
deia do Kecife, de llenrv GibfM, os mais superio-
res relogios fabricados en Inglaterra, por precos
modi' -.
_i_ A S0 rs. a vara
Ni leja de lnimares >\ HenriqnM, ru.i do Cres-
po n. veuilein-se cassa fraine/ i loiulo linas, ebe-
uad.is iillimaueiile, de costos delicados, pelo baralo
preco de 1H0 rs. a vara : assim romo lem um ruin-
plelo sorlimenlo de fazendas linas, ludo por preco
uiuilo commodo.
ESCRAVOS FGIDOS.
.------
Ha pi-qp Je 15 dias, que fusio da rua da Au-
rora, um escravo mulato, de nonic Conidio, de esta-
tura rcvular, fornido do curpo, nariz rande, e ca-
bello carapinho. He pruvavel que ande pelos arre-
dores desla cidade a Ululo de forro : roga-e as au-
toridades pulieiacs omandcni capturar elevar casa
iie Joilu l'inlo de l.emos Jnior, c a qualquer pessoa
que poder *garra-lo se dar uma gralilieafaO confor-
iiib o Irabalbo.
Ilesappareceu no dia (> do correnle o prelo
Jo.lo, de nacao Aujiieo, estatura regular,corpo gro-
so, beicos lambem grossos, pus mal filos ; lem na
nulo c.squerda os dedos e a mesnia inao dcleiluosos
por Ic-la machucado, fall.i mal, foi do servieo de
padiria; lem-se noticia que anda nesta cidade no
ganliu : pede-se as autoridades policiars e pc.-oas
do povo o Ciiplurem e levcm rua larga do Rosario
11. i*, segundo andar, que serio recompensadas.
Ilesappareceu no dia \2 demarco correnle o
prelo de nacao Cungo, .le nomo Caela'no, idade :W
anuos pouco mais 011 menos, estatura regular, mar-
cado de beiigas, beicos feios provniienles das mes-
illas, (alia apiessado; levou calca e camisa azul de
ilgodaoziulio; he forneirn : quemo pegar leve-o a
p.idan.i ila rua Oircilan. _'i,que ser recompensado.
No dia ~2(* de feverciro do correnteanno dcsap-
pareceu a Manuel lie/erra Cavalcanli de Alhuquer-
quer, seu escravo Leandro, o qual havia sido
mandado em viagcni a Mamanguapc em urna egua
prdrez. Os siguacs pelos quaes poden ser conheci-
do o referido escravo sao os seguintes: estatura re-
gular, roslo cuinprido e discaruado, as mac.ias rio
mesma bem salientes, pes curtos e largos, lem alcm
(lisio una marca de caustico 110 estomago para o la-
do direilo. Suppiic-sc que elle Icnha procurado re.
1 o -.a 1 -se ao sul da provincia de l'criiambieb para
as lianrtas de Serinhem, onde nasceu e creou-se:
elle deve Icr de idade mais ou menos :i."> annos, e
levou Irinla e cinco mil rs. liralillrsT-se-ha genero-
samenle a quemo pegar c o levar rna do Crespo
11. 14 ao Sr. Jos (ioncalvrs Malreiras, ou na po-
voacao da Taquara, na l'arahihl, ao lilho do iinu-
cianle. Kecife .11 de marco de i8jj.Francisco
de Paula Caialcanli.
Ilesappareceu no dia I.'I le marro negro Ber-
nardo, de idade lll e bultos annos, peqana estatu-
ra, 'ro-lo coinpiido, bstanle fcie, falla descaneado,
natural de Oliuda, lilho da preta forra por nome
Joauna, que mora na praia do Hu Doce ; suppfie-se
que fosse para e.sas bandas : quem o pegar leve-a ,1 *
rua d'Apollo 11. i, que ser gratilicado.
CE.M MIL KE1S l)E GRATIF1CACAO'.
Uesapparcccu no dia Sdesclcmhro de 1851 o es-
cravn, 11 mulo, de nome Animan, edr fula, represen-
1 la ler :lll a .'15 annos, penco mais eu menos, be mui-
, lo ladino, costuma Irocaro nome e inlilular-se forre.
e qiiaiuio se ve perseguido diz que he dcserlor ; foi
I escravo de Antonio Jos de Saut'Jana, morador no
lengciibo Call, da comarca de Santo AnIAn, do pn-
' ,h-r de quem de-appareceu ; e sendo capturado e rc-
: colindo a radeia desla cidade com o nome de Pedio
I Sereno cm '.) de agosto, foi ah embargado por e*e-
rucSo de Jos Dias ds Silva duimaraes^ c ullima-
meiilc arrematado cm praca publica do juizo da se-
gunda vara desla cidade em :iil ds nenio mez, pelo
abaixo assisnado. Os signaes s^o es seguintes : ida*
de 30 a 35 anuos, estatura recular, cabellos prelm o
carapiiiliados, cor amulatada, ollios escaros, nariz
crande e arosso, beicos srossos, osenrfilanle fechado,
bcm barbado, tooi lodos os il.ntes'*va frente; rafia-
se a. autoridades pnliriae-. capilSes derain|io e pe--
soas particulares, o apprehendam e mamlem nesln
praca do llccile, na rua larga do Kosario n. -Ji, quo
recbela a raliliracao cima, c protesta contra quem
o liver occullo. Manoel d Almeida /.opes.
i.ll.VMI CACAO' DE CEM Mil. IIE1S.'.
CEM Mil. RES DE GKATIIfCACAO'.
Ilesappareceu no dia (i de dezembro do auno pru-
limo passado. Benedicta, de li annos de idade, ves-
ga, cor acabildada ; levou um vestido de chita rom
hidras rr de rosa ede caf, c outro lambem de chi-
1' branco com palmas, um lenco ajarello no pesco-
co j desbola.lo: quem a apprctieuder couduza-a a
Apiparos, iioOilciro, em casa de Joaol.eite de Aze-
%e 10. ou no liedle, na praca do Curpo Sanio n. 17
que recebar a -1ai1liea1.au cima.
PEKN TVP. DE M. F. DE FAMA. 1855
I
MUTILADO


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