Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00907


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Full Text
ANNO XXXI.


N. 61.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
QUINTA FIERA 15 DE MARCO DE 1855.

Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptoi.
DIARIO DE
i:\C..\liUEGADOS DA SIItscitIPi A'o. CAMBIOS.
i. rife, o preprMnio M. F. <1p Faria: llio de Ja- Sobre Londres, a 2S 1/2 u -28 1/i d. por 15.
iieiro. o Sr. Jo "i l'ereira Marlins; Babia, <> Sr. U. Paris, 310 rs. por 1 f.
li.iiw.id; Macelo, o Sr. Joaquim Bernardo de Men- ,,.. ,... -
doea ; Parahusa. O Sr. Gcrvazio Vctor da Nalivi- USDOa, 95 .18 po. 100.
dada; Natal, o Sr.Joaqun Ignacio l'ereira Jnior; io de Janeiro, 2 1,2 por 0/0 de rcbale.
\. sr. Antonia de l.emos Brasa; Ceara, o Sr. Arroes do ban>-o 40 (1/0 de pivrnio.
Vmmm* Aiuusio Ilorges; Maranha... o Sr. Jos- da comparada do lioberibe ao nar
ninm Harquo. r.inl igues ; l>iauli\, c Sr. Domingos! j .. _.- ___ '
llccto ano Ackile* Pessoa Ccarenc'e ; IMr.i. oSr. Jos- da companhia do seguros ao par.
tino J. Rano., ; Amazona, o Sr. Jcronymo da Cusa. I Disconlo de ledras de 8 a 10 por 0/0.
(Juro.
META ES.
Oncas hespanholas- 20000
Modas de'6O400 vrthas. 169000
a de 69400 no-vas. 169000
da 48000. 99000
Praia.Palaces brasileiros. 15!M0
Pesos colnmnarios, 19040
mejicanos..... 1PSG0
'.uu ida nos coiiiieios.
Olimla, Iodos os das.
Garuar, Bonito e Garanliuns nos das 1 e 15.
\ illa-Bella, Boa-\ i>to, Ex eOuricury, a 13 e 28.
Goianna e Paiahiba, Beguadas e scxias-feiras.
Victoria a Natal, as quiolas-feiras.
PltEAMAB DE BOJE.
I riracira s '2 horas e 0 minutos da lardo.
Segunda s 2 horas e 30 minutos da tnanhaa.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commcrcio, segn las c quinlas-feira
Relago, icnjas-feiras e sabba
Fazenda, trras e sextas-feiras s 10 li .
Jui/.o (lo orphaos, segundas c quintas s 10 horas
l* vara do eivel, segundas e sextas ao mciodia.
2* vara do nivel, quarlase sabbados ao mcio da
EpilIC.liEltlDl ...
M '. La cheia as K horas, 22 minutos c
0 gundos da larde.
11 Ou.nto minguante aos i 1 minutos c
3 segundos da larde.
o 18 lo., nova as 2 horas, 23 minutos e
31 segundos da maoh
n 2."> Quario rreseenle aos ."> minutos o
.i" segundos da manliaa.
Temi diversa |> mlitrllMiicao'' ex te l'iuii,,. un es-
Iiail.i i]iio scsTim lo Mondejo
Apiiuc, -exlve o piojoicta-
rio -aiisfazcr este de se jo creando
una linlia He dslrlhnlra'o jhc,
principimiilo no Alondcuo, segiii-
ra" pelo Mansriiinlio, Ponte de l -
rha. Pariiann iiiiu. S. Anua, t'a-
.i-K O* Si-s- que ja* a'o as-signantes, e
acuelles que aalcereut do novo
iift-riTTri i jpfifrwm mandar seits
iionu-. e moradas a livrarla ll. < e
S da (iraca da Independencia, pa-
ra qpe se il romero a entregadas
l'llias com brevUladc.
PARTE OFFICIL.
GCVERNO DA PROVINCIA.
!" anatema do da & de marco.
inicioAoEini. eommaodaule superior da guar-
da oacool desle municipio, inlearando-o de liaver
aatanod* ao inspector da tbesouraria de fazenda
paca maadar pagar, no caso de Oslaron nos tenues
esa, a Mlia e prel qae S. Exc. rcinclleu.
Bit* Ao coronel coinmand.inte das armas inle-
riao, traosultindu por copia o aviso de i:i de feve-
reiro oltiiiu, em qne o Exm. Sr.'minislro da guer-
ra raramunira. qae por decreto de 3 do mesmo mez
fora transferido do commando das armas da Baha
para o desl. provincia o mareclial de campo Jos
J'aaqam (.oflho. c declarando que acalla de ofliciar
ao mesnio mareclial para comparecer no palacio da
I residencia hnje, a urna horada larde, afimde pres-
tar o divido juramento.l'ez-se o oflicio de que se
trata.
Dito Ao meimo, enviando por cpia o aviso da
repartiros da cuerra de 14 de dc/.emhro ultimo, do
Tul consta have ->e concedido ires mezes de licen-
ca de favor ao alferes do quinto balalho de infan-
lana, Leopoldo Bordes Calvilo l'clia, para vir go-
u-ia nota provincia.
Dito Ao mesaio. Inlcirado pelo seu oflicio de
numero 218, d.- h.m-r V. S. entregue neslj ila-
la ao mareclial Josr Joaquim Coellio o commando
latarajas, que eslava ntcriuameitle exercendo ties-
ta provincia, nao deixarci de manifestar, por mais
una vex, a leald.ide, lo e boa vontade com que
\ >. IM- prudeiitemcDtc lem salisfeilo as obrigacoea
de na ini|xirtai'le commisso, adqueriudo aasim um
dwcrt inqucsiioi.wel ao meu linc ro auradecimenlo.
I>it* A chore do polica, declarando que aca-
ba de Iran-iiiillTi .i Ihesourari.i provincial para ser
naga, catando nos termos legaes, a coala qucS. S.
rrmelleo. de 90 coleuoM c oulroj tantos Iravessei-
ro, jae for ib i -.inorados para a enlennaria da ca-
deta acata ridade.
Hito Aa uispcclor da Ihesonraria de fazenda,
declaran.i.i qoe deve coosiderar-sc com sold o cla-
pos Irrenra .Ir Ires ni "-. que^c Ico. ao capiMo
l'cdr I rreira, cuja requerimento devolve,
ara tratar de sua aade ncsia provincia, c recom-
mrndaiido ipir. viata desfai dcclaiacflo, niaude a-
boaar a iinpail.inria da elape que se est a dever a
casaamcial.Communicoa-so ao coronel commau-
dante das atoi i-.
Dito Ao iiiesmo. transmillindo por copia* o a vi-
ta da repartirn da marinh.i de Id de fevereiro ulli-
bm, do qual consta que, por decreto de 2 de dezem-
rro do anno prximo pastado, foi nnnovido o capi-
Uode mar c guerra Jo io Mara NVandeukolk ao pos-
to decbefe de dmsao, c o eapilo-tcncnte Elisiario
A"l*aio dos pantos ao de capit.io de fragata.l'ize-
ram-se as neeessarias communicacoes.
Dito Ao mesmo, rcconimcmlamlo que faca re-
colher recebednria de rendas internas a importan-
ci i cln-i dircilos e emolumento,, que. segundo a ola
qoe remelle, lem de pagar o bacharcl Iheodoro Ma-
chadi Freir Pereira da Silva, ltimamente nomea-
i!< juizmunicipal c de orphaos dos lertnos reunidos
do Rio Formulo e Sirinli.iem.
Dito Ao mesioo, nleirando-o de haver lomadn
prnae o mareclial de campo Jos Joaquim Coelbo,
qae foi transiendo do commando das armas da Ba-
bia para o desla provincia.
Hilo Ao mesmo, declarando que, segando colis-
in de aviso da repartirlo do imperio de 11 de feve-
reim uliimo. foi approvada a deliheracao que tomn
a presidencia de mandar entregar sob sua responsa-
bilidade ao coaiml.sinn varcin.idor desla provincia
a qaantia de I2n->il rs. para cumpra de olijeclos
necesearios a innocnl.r.io c propagara da vaccina.
Igual communicarao se fez ao mencionado com-
mi-sario.
Dito Ao jaiz relator da jimia de jusliea, envi-
ando pora ser relaladu eni scsso da mesma junln, os
procesaos verbaes do> 'jlc'ados do oil.no lialalho de
infanlaria Jai Jos itodrigncs c Manuel Antonio da
Silva. PaHhlpiiii ni ao Evm. presidente das A-
|fas.
Dito Ao ca^roto do porto, di/.cnJo que, pela Ici-
tura do aviso rcolar qne remelle por copia, ficar;
Sme. entendido de que por decido de 10 de feverei-
raaltimo foi e'tabelccida urna capitana do porto na
cidade da Parnahiba, da provincia do l'iauhy.
Dito Ao inspector do arsenal do marinba, di-
zeodo ficar inleirado de haver Smc. cunlralado com
mestre do b ale nacional Vapibarihe a conducho
los artigas de fardamenlo c mais objectos destina-
d.i-s aa meio halalliae- do Cear, e ao respeclvo los
pilal rcgimental, e remetiendo o oflicio que o mes-
tre do referido kiale deve entregar ao Exm. presi-
dente daquella provincia.
Hito Ao inspector da thesourara provincial,
recommendamlo, eos vista de sua informarn, que
mande Smc. pagar a Joaquim Marques da Cimba a
qaantia aefjnajtoo rs.cm que foi avahada aporran
de pedra qoe se loman do supplirante para os repa-
'a ponte do Cacbanga. Communicou-sc ao di-
recta* das obras psalieat.
Hito Ao niessto, declarando que approva o pa-
recer, qne Sme. remttlcu per copia, dado pelo pro-
cirador fiscal daaaaila tbesouraria acerca do novo
fiador aposentada pelo respectivo lliesoureiro.
Dito A' cmara municipal de (iaranhiins, para
lomar a seo carao b'servico da conscrvarJo da obra
I" acode deS. BentO, que foi recehida delinliva-
meale. Fizeram-seas neeessariascommuniraroes.
Corlara Nomeandu a Francisco Manoel llezer-
ra de Vasroncello* para professor da cadeira de ius-
iiacrao elementar da villa de Pao d*Albo. Fize-
ram-s* as neessaria< commauicaroe".
Hita O presidente da provincia, conlormando-
o que prnpw o juix dcdircilo chele de poli-
m ofucio de 2 do correnle sob n. 168, resolve
!ir oactualdislriclodcsubdelegaca da freguezia
iba em doa<, icndo o novo districlo a deenmi-
lesegni lo.vs'pV limites todo o terreno em
que ~ comprebciidem os cngcolios L'liuga de Cima,
*\asirllo. Jaidi-.n, Kairsiiliem, Matlo^rosso. Monte
mbra na liniu oriental a lindar nos limites da
irra com a nova villa da Escada e freguezia de
I nclle incluidos lodos osdemais en-
cevihsw evtsici ir. dentro desla zona ; conservando o
ptlmciro lodo o mais terreno nao comprchendidn nn
*eailo. ClamMUbuu uu ao referido chefe.
Dita Nomeandn, na mesma conformidade, para
ires policas* do segundo districlo da fregue-
iu do Cabo am cidasPos seguintes :
Para subdelegado, Joao Cavalcanli de Souza Leao.
Para supploalas:
. 1* Antonio de obmeira Cavalcanli Jonior.
:!* Manoel Francisco de Souza Leao. I
:i" A&ostinhn Bezerra de Mello.
Io Jo.lo Paulo de Scni/.a liaudeira.
."i" Joo Kloy Cavalcanli.
6o Antonio llandeiri Carneiro l.co.
lnlerou-se ao chefe de polica.
(i
Oflirio Ao Exm. eomroandanle superior da
guarda nacional do municipio do Recfe, Iransmtlin-
do, por coma, o decreto n. 1545 de :t de Janeiro ul-
iimo. creando mais um esquadrao de cavallaria da
me-ioa guarda nacional as freguezas de Miirihcra,
Sjjn'^nimjdeJa'bijjll^^ da Malla,
peieiiceirt!!r!PWrendo municipio.
Hilo Ao mesmo, para recommcnd.tr a Anto-
nio dus Sanios de Souza Leao, que Irate qnanln an-
tes de pagar, vista da nota que remelle por copia,
a importancia dos direitos c emolumeutos queesla
a dever, por lar sido nomea.lo major commaiidanle
do esquadrao de cavallaria da guarda nacioual crea-
do ltimamente as fregueziasde Muribcca, Sanio
Amaro de JaboaUo c S.' I.ourenco da Malla.Ofli-
ciou-se neslc sentido a Ihesonraria de fazenda.
Hito Ao Exm. consellieiro presidente da rela-
rao. nlcirando-o de haver o bacharcl Adclino An-
tonio ifc Lana l'rcire, juiz municipal do termo de
Ignaras.o, participado que, no dia :l do correnle,
entrara iiocxcrririo da primeira vara de direilo des-
la capital, na quali lado de qn irlo suhslitulo.I-
gual communicarao se fez a tbesouraria de fazenda.
Dilo Ao me-in i, rommunicfjjldo haver o pro-
motor aublico desla capilal, baeliarel Antonio l.uiz
Cavalcanli de Albuqucrqiie, participada que len-
dn-sc findado a licenra qne ohlivera, nao pode por
doento entrar em exerririo.Tamben) se communi-
cou Ihesonraria de fazenda.
Dilo Ao mesmo, participando que. segundo
constou de aviso da reparlicAo da jusliea, de 19 de
fevereiro uliimo, o termo da nova villa da Escada
deve ficar reunido ande Santo Anio, a queja per-
lencia. Inteirou-se a Ihesouraria de fazenda.
Dilo Ao Exm. mareclial commandanle das
armas, Irausmillindo por copia o aviso da repartirn
da guerra, de (i de fevereiro ultimo, do qual cons-
ta que so rniircdcu licenra para estadal na escola
mililar o curso de sua arma, ao primeiro cadele do
2. balalho de infantaria addido aol. da mesma
arma, Frauklin do llego Cavalcanli de Albuquer-
que Barros.
Dilo Ao mesmo, recommendando a expediniio
de suas ordeos. para que o bnlicario do hospital rc-
gimental c um dos cirurgioes dK rnrpo de ande do
evercilo se enlendam com o presidente do conseibo
administrativo, alim de assislircm ao recebimenlo
Jos medie.imciilos iiltimamenlo contraanos com o
lioi. ..ioSonni, para forneciioenlo da botica do mes-
mo hospital. Cnmmiiiiicou-se ao referido presi-
leole.
Hilo .No mesmo, para mandar por em liberda-
le, visto (en m sido julgados incapaies do servico
mililar, os recrutas Justino Pero ,le Jess cAnto-
oio Hulllio.
. Hilo Ao inesinn, Irausmillindo por copia o a-
iso da repartirlo da > erra, do 10 de Janeiro ulli-
ino, do ipnl consta haver-sc concedido passagem
para meio balalho provisorio da Parabiba ao ca-
bo de esquadra do lo batallia de infantaria, Joo
de Souza Macel, verificando-se o novo engajmen-
lo desle, quapdo se lio lar o lempo de praca.
Hito Ao Exm. presidente do conselho admi-
nistrativo do patrimonio dos orphaos. Inleirado
do qdbnlu expa V. Ex. em sen oflicio de ."> do cor-
renle, e confiando no son decidido zelo, tenho a di-
zer-lhe em resposta, que, deven lo a nova adminis-
Iraego, de que be V. K. presidente, comecar a
funecionar no I." de abril em dianle, cunvem que
dessa dala loaba lugar a escriplurarlo em livros no-
vos, sendo encerrada toda a anterior.
Dilo Ao inspector da Ihesouraria de fazenda,
commuuicamln que, segundo COOSlou de aviso du
ministerio do imperio, de 'J de Janeiro ultimo, er-
denara-se que o secretario do governo desta provin-
cia, Honorio l'ereira de Azcredo Coutinho, fosse
admillido ao servico daquella repartirn romo ad-
dido, vencendo a gralilicacao monsal paga pelo llic-
sonra nacional.
Hilo Ao jaiz relator da junta de jusliea, re-
metiendo, para ser relatado em sessio da mesma
junta, o processo do soldado do lObalalliaode iofan-
laiia, Manuel Jos. Communicou-?c ao mareclial
commandanle das armas.
Dilo Ao inspector do arsenal de marinha, en-
viando por copia a ola dos direitos, sellos c emo-
Inmentos quo tcir. de pagar Miguel dos Santos Cosa
por ter sido confirmado no lugar qoe ocenpa de con-
Ira-meslrc da ollirina de carpinteiros daquellc ar-
senal, o recommendando a expedirito de suas or-
dens para que esse individuo tralc quaulo antes de
recolher recebedoria de rendas internas a impor-
tancia de laes direitos o eraolamealoi.Nesle sen-
lido ofilciou-se .i llassouraria de fazenda.
Dilo Ao director do arsenal de guerra, Iraus-
millindo por copia o aviso circular da repartirlo de
guerra, de l) de fevereiro uliimo, declarando quaes
as providencias que sedevemdarquandocinqu.il-
quer dos arsenacs de guerra ou deposilos de arligos
bellicos se rcrclicrem objectos procedentes de ou-
Iras guacs csljcoes, quo uo confiram com as res-
pectivas guias em qualidade ou quaulidade.
Hilo A' administrarlo do patrimonio dos or-
phaos, aecusando recebidos os cincoenla exemplare
do relalorio da receila e despeza daquella adminis-
trarlo, verificada de Janeiro ao uliimo de dezem-
bro do auno prximo pastado.
Portara Considerando vago o lugar de subde-
legado do'i. districlo da freguezia de Serinbacm, c
Horneando de conformidade com a proposta do cho-
to de polica, ao cidadao Joao Lopes dos Sanios pa-
ra o referido lugar. Communicou-so ao supradilo
chefe.
Dila Nomeando para o lugar vago de inspec-
tor do circulo Iliterario n. 12, aoDr. l.uiz de Cor-
queira Lima. Commuucou-sc ao director geral da
nstrucro publica.
Dila Ao agcnle da companhia das barias de
vapor, para mandar dar passagem pira a corle, por
conla do governo, no vapor que se asnera do Norte,
ao cadete do l). balalho de infantaria, Honorio
Ferrera da Cosa Sampaio c .\o particular furriel
do lo da mesma arma, Francisco (ioncalvcs Rodr-
gaos I raura. Communicou-so ao mareclial coin-
mandaute das armas.
ni \-s H \ si;m ma.
linda. Eslac, a S. Marcos) S. Gregorio.
13 Terca. L-ineo a S. l'iudenriana) S. Sancha.
11 (Juana, i Estaco a S. Xislo S. Haihildes.
15 Ouinta. (Lstarao aos Ss. Cosme e Daioi.io.)
i'1 Sexta. : Ksiaeao a S Lourenco in Lucina.)
17 Sallado. ( Kslarao a S. Su/.aua) S. 1'alricio.
18 Domingo. d. da Quarcsni (Eslaeaoa S. Cruz)
em leriisalem,) S. Gabriel Archanjo.
Lopes Uuimaraes, chefe de estado naior da guarda
nacional do municipio do Itecife.
fo Joaquim Corlho.
Conforme.Candido Leal Ferrera, ajudantc de
ordeus encarregado do detalhc.
EXTERIOR.
c mais legitimo do que aquella, que as tonjeava
para depois inelhor opprim-las.
Sua llareta ser fcil ; as sympalhias das racas
O csterquilinins marcham a par do progresso, e
ha mas c beccos que allcstam altamente, que nada
lia mais importante que os mcllioramenlosmaleriaes
ES as conclusei da obra allcmaa sobre as popu-
lacoes do Caucase, de quo leino-j anlcriormeute pu-
bliclo duersos extractos :
Apezar de ludo quauln lenho podido di/er da s-
to.ir.in do imperio moscovita, scr-me-hia fcil pnta-
lo debaivo das cores mais vivas e mais sombra*, c
eslender-nie mais sobre o pergo, quo nos olTerece
sua amizade milito mala anda que sua inimizade.
Entretanto anda ha entre nos certo numero de
psssoaa, que fundain sobre a Russa todas as suas es-
peraBeas, porque persuudem-se de que he de U que
nosso paiz enfraquecido e envelhccdo, deve reeeber
nina emigrarn, que o fortifique e o renov.
Para refutar este erro poltico, que ollcnde lodas
as ideas uacionaes, b isla-nos o partido revoluciona-
rio, eomposlo em geral de socialistas da poor espe-
cie, quo vecm na conquista da Europa pela Russia,
0 nico meio de fazer triumphar suas doutrinas. As
instituirOes moscovitas, com elTeilo, sustentadas, co-
mo temos dilo, sobre as bases commumslas. toruam
urna revoluco socialista mais eminente para esle
imperio do que para qualquer outro paiz do mundo;
c, cm todo o caso, aquello* que julgaro que a Russia
hade trazer ao inundo as revoluees e a desordem,
enganam-se menos que aquelles que se obstinain em
ver oella o sanrtuario da ordem social e a dispensa-
dora de lodo bm.
Ha um outro partido, que nao be menos perigoso
para o fuluru ; quero tallar daqoelles, cojos mem-
1 i nao admiltcni que, cm seu estado actual, a so-
.ieilado russa possa ameacar o socego universa!.
Ellos pretendem adiar na rivlisarao alienla urna
prolccro mais quo suflicicnle contra este terrivel
nimigo. quo ellos cliamam um collosso de pos de
barro. Elles s vecm na Kussia um abvsmo de cor-
rupro e de barbaria, robera do nm ligeiro verniz
de civilisarao. e ruusidcram o povo como envelhc-
ci loe consumraido antes de lempo, do qual uada lia
queespavar nem rceeiar.
Entretanto o ramponez lem ficado ainda fora de
loda esta corrupcao. Soflre os ensilas delin, que nao
podeevlar, procura instiuctivamente Hvrar-se de
seos golpes. Curva a cabera, mas nao quer anda
a dimitir estas desordens como urna cousa jusla e
boa.
Noobslanle o horroroso estado desla sociedade,
converu pois reconhecer que as classes inferiores
team conservado um i energa, urna aclividade e
nm vigor, que sao provas rrecusaveis da vilalidade
qoe ella ainda ossue.
He una eegucira paranlo, negar que este pon
possa ler um futuro. Oquq so uo pudo aceitar, o
que se deve impedir ludo cusi, he que osle fula.-.
ro seja nm lempo de conquistas, p o uo sera, se sou-
bereni mpor-lbc .lesdc |. barreiras e diques, que
elle uo possa ultrapassar.
Para lcancar este lim, o primeiro dever da Alle-
manha he unir-se por urna estrea allianca s po-
tencias occidenlaes, e firmar esta allianca com arlos,
que n3o deixein mais illusoes llussia, nem duvid.is
aos inimigosdesla potencia. ') que agora llevemos
evitar em primeiro lugar, be dcixarmos que una si-
luaco ja l.lo gravo, so complique ainda mais com
hestanies novas. N,1o o dissimulamos; be com ef-
fcito ao apoioque ella julgava adiar na Allemanha,
que devenios allribuir a arrogancia da llussia, o seu
desmido de occullar mais lempo projeclos cuja rea-
lisarao ella linha at enlao seguido com lana pru-
dencia e dissimolaco. Foi esla confianra ollcnsiva,
que ella linha em nossa compliridade, que determi-
non o czar a oceupar os principados, que lhe fez so-
nbar para seu povo no seu reinado o imperio dos
mares junto o preponderancia continental, c lhe deo
* idea de aproveilar-se do una siluaro, que feliz-
mente ello linha mal compreliendido, para encami-
nhar-se a Constanlinopla, proclamando cm scus ma-
nifestos, que o (Iccidenle eslava era decadoncia, e
que pertencia a Russia regeoera-Io.
He verdidcque os aconleciinenlos n.lo lem mar-
chado deoios VOntadc de -as vistas ambiciosas.
Duas potencias, que nunca linliam podido unir-se
em seus proprios inleresses, oniram-se para defien-
de^ os da Earopa e da civilsarao. Nesle momenio
siiastrolas combinadas bloquciam em lodos os sens
portos o poder martimo da llussia, e, na verdade,
os partidarios deslo imperio nao podem espautar-se
de que ellas Icnham lomado a iniciativa, quando el-
les lem confessado 15o sinceramente que o lim su-
premo da Itu-sia nao seria conseguido seno quando
ella liicsse anniquillado as (rolas rivaes da sua.
M i- as forjas conlincolacs dcste vasto imperio, que
se defende cm sen territorio, podem oppor nina re-
sistencia mais obstinada. Estas forras j,i lem expe-
rimentado rudos derrotas, mas se, pela inaccJo ou
pelas demoras da Allemanha, a Russia conseguir ga-
libar lempo e prolongar a guerra, peder reparar,
durante essas dilaeres, as pardas que suas derrota*
lhe Iccn feilo experimentar, e a Allemanha licar
responsaval peraulc o muudo das eventualidades de
urna lula, que sua cooperario mais activa teria con-
currido para terminar.
A Allemanha lem portanlo do evitar um grande
perigo do lado da Russia, e cumprir urna grande
misso do lado das potencias alliadas. O povo mes-
mo parece ler comprehendido a extenso desle pe-
rigo c desla miss.1o ; para elle, patriotismo c averslo
da llusssi.i sao palavras synonimas o seu ioslioetO
maravilboso indica aos governo* o caminho de seus
verdadeiros inleresses.
Oulru iim, os Ruases, apezar d" verniz de civil-
sarao com que se adornan), represenlam para com a
Europa, o papel que. fizerom outr'ora os Trtaro*
Monges, cajas Irib* csin agora a dsposc,aa do
czar; ca Austria nao seacha ccrlamente desembara-
rada dn espantadlo sempre suspendido sobre sua
cabera por estas tribus selvagens, para permillir que
oma nutra potencia accile c represente buje o mes-
mo papel a seu respeto.
Se o imperador Nicolao se jolga chamado ao do-
minio do mundo, perlence a Europa toda nleira
dissoadi-lo e cortar as azas desla ambicao sempre
prompla a voar para novasaggresses. Sen Russia
quizer ouvir a voz da moderaro o comprehen Jer
seus verdadeiros inleresses, mis llie mabifestaremoj
um lim mais nobre do quo o de ser o terror do mun-
do. Mas se nos violentar a sao, curaremos nina
vez por lodas aquella sociudade da demencia que a
OHDEM DO DIA N. '.'. o c Ibedemonslrarcmos que ella lem muilo que
0 mareclial de campo coinmindanle das armas,! ni fazer com sigo mesma, antea de procurar conver-
sreaas pelo czar, muilo menos verdadeiras e menos. da llustricima muoicipalidadc. E essas roas e hec-
ar lentes, do que se lem dilo, se lem unido alo boje eos fbram ltimamente dispoj i los de suas ehronicas
ao nico ponto de apoin, que Ibes era ollerecido. immundieics por ordem de S. Exr., e a casta dos
Agora, infllcientemenle edificadas a respeito das|cofres : A iUustrtsaimahe essencialmenlepro:
nlcnres de sen protector, ellas sabem qaesna n-
dependenca era o menor dos cuidados da carie de
l'elcrsbourgo, c que ellas cram o pretexto com que 0
czar acobcrlava scus projeclos. Si1 .lusas e tran-
quilla, s procurara agora em reparar o mal que a
si uic servara um doloroso resentimenlo contra aquelle
que para all as impellio. i Monilcur)
INTERIOR.
COMMANDO DAS ARMAS.
Quartcs-ECocral do commando das armas de
Pernambuco na cidade do Recite, em 14 de
mar^o de 1855.
COIUUSPOXDEXCIAS DO DIARIO DE
Pi:it\A.ili;i CO-
Parabiba.
\i de marco de IS.
Depois que o locantint nostropse no da (ios
o uero- de seu Diario, que os covreios de fi do
pas.ado c ile ."> e ll do correle, e crcio qiie mais mu
anterior, por la dcxarara por causa domelhor com-
modo, c pelos quaes nos davamos um solemne cava-
eo, para conhecer se o capita Inglez linha feilo de
rabe, quando nolicin a tomada de Sebastopol,
coiihcci, que o empragado do crrelo, encarregado
de encaminhar os DiarioKc be que ha um, ou en-
lao todo o correio, be alliado; e n3o quiz livrar os
llussos noticia do tal capitn.
Eu audava um pouco investido, nao porque seja
llusso; mas porque tiulia perdido o meu baronato,
e, o que mais he, ficava tido e havido por prophela
de agua doce. Entretanto mclhor fez Dos. De-
pois das clicas, creadas peloeapilo arabe-inulez, c
demoradas pelo correio alliado, eis que o Tocanltns
(creio que he russoj Iraz-nos urna grande collecro
do Diario, e cm um dos ns. vimos: Sebastopol an-
da ha russa por lodos os lados. Eu vi o baronato
ainda pendente sobre minha ndisjdualida.de, e o
que mais eslimo, ainda pudendo conservar os fumos
de ptophelisador. Sallei, pullei, sabi ra com a
cabeca loza, o corpo espigado, a perna rija, chapeo
ao lado, como se fura o proprio lioaVicolo.
Meirelcs feriou a academia por dous das, e a ti-
tulo de gralificaco, naquclles duus das ilobrnu a
raejo aos lentes. Elle au segu u principiu de que
a gralificaco be do exercieio, c suslonla que he fa-
vor. Al andou promovendo nina bolsa do Porto pa-
va comer nm hrr.f na ilha de Tiriri; mas naufragan
nesse ponto, parque aquella ilha an la interdicta
desde as febres.
Benlnho errou a aferico dos pesos de um cam i-
rsla, c quebrou um copo que quiz carimbar.
Finalmcnlc Alliados c Rosaos aadaram como hara-
las quando esperara Chavas. Trocaraol-se porcm as
posiees. Os irisies alcgraram-se, o os alegres lira- Iranqullamentc. A actriz retira-sc, saudosahe ver-
la, e embrra c >m os conservadores. Dos a nJo.con-
-:o o lambero.
remos andado em trelas por causa do gerente
do banco. Cada qual julga-sc, nao direj com babli-
lorps. mas com direilo a se-lo. Creio, nao seise d-
rei mais algdma asneira, que be urna cousa bem
"uave e natural o agenciar. Eu mesmo tenho lido
minhas lenlari- de agenciar para mima tal na
que cada umquer para si. O Jleireles nstenla, que
nenhum pode ser bom agente, pois cada qual agen-
cia para si ; e l.i no banco deve-se agenciar para
lodos. Meireles as vezes lem raiollus i,. c.imaroo.
A direccioj redigio a representaeo ao governo
geial, pedindo acrcaela do banco.
Disse-me Meirelcs ao ouvidoa qoe a mesma drec-
ro epier manda abrir ou esculpir, qoe me parece
ser o termo lerhnico, em fino mar more de Pa phos
o busto de S. Esc. Eu approvo a resoluto, nao
so iiea-que deve o busto ficar bello, pelo ar um pouco
romano de S. Esc.
Cousta, c 'in toda a certeza, que n curpu rommcr-
cial vai dar um baile monslro a S.Exc, para o qual
nao ha assgnaturas anteriores, c sim rateio subse-
queule. Os encarregado* s leem urna limiaco.lo-
do o*asseio e profusao.
Tenho de mandar fazer una casaca nova pelo mes-
mo Iheor da anliga. He este um obsequio nico
que posso fazer a S. Ese., que lhe fac.0 ; c enlao mi-
nha rasara, para mim, ser* o mesma que um monu-
mento ; pois a que actualmente possuo foi feila para
a entrada do primeiro hispo que veio a c>la provin-
cia.
S. Exr. merece bemque CU aposente aquella ante-
diluviana, sem ordenado, pelos serviros qae lem
prcslado i provincia, principalmente pondo em de-
bandada a sociedade thugqul, qoe por lano lempo
zombou ilos debis bicosde minha pennn.
A sociedade Apollo Parahibano morreu, inorle
na'ira. Homingues hrigou com I). Clarimiiuila,
primeira o';;, do llicalro, adeua luzes. A nao ser a
iiilerveueao da polica pelo mesmo chefe, qu
achon ortliodoxa a ladainha, que cm coro resavam,
eren quo acabavam pe.lindo misericordia nos cou-
ros nm do olido.
Homingues sustenta que a sociedade o ar
procuradora mesmo lalvcz os espectadores, lodos
Ine deven). I). Clarimunda diz, que ainda lem di-
reilo a nina passagem ; c eis a discordia nn campo de
Agramante. Bas cinzas da sociedade, feito o res-
pectivo Iciluo, querem qae s.iia urna phenix rcuaa-
ci Ja.
A Mi : iem rou di indigestag, o
queeuprcdi c, mas expirou sem relor. uave
ram tristes. Tal be o svro constante desle mundo !!!
Tornemos ns noticias. Sera corlo que os alliados
nada po leudo contra as forlificaeoes, querem voltar
seu denodo contra as casas c mais edificios da ci-
dade?
Ser um aclo do cavalleirismo e pliilanlropia, que
muilo acreditara a prsenle guerra. Olanlo a mim
lie muilo semelhanle ao de fazer sallar com bombas,
o edificio em que Ircmulava urna bandeira branca,
| em prolerco dos Tcrdos. Essas nao irSo ao parla-
mento, c nem chegaro ao conhecimento de algum
dos lords mais genllnnem do globo terrqueo.
I. ma noticia d.i o sen Diario, que uo posso acre-
ditar perdoc-mc\ o be que os Inglezes estilo no
acampamento sb a prolecco dos Francezes, que
at fazem a guarda desuastriuebeiras. Se lie exac-
lo, que vergonha pira o ministro, que nao forneceu
beefef, btalas u r/itim com arlura !!! L'm Inglez
municado deslcs Ires gneros, crea-mc, alaca Sebas-
topol a punho secco. Qualquer qae seja o resulla-
do dessa guerra dcsaslrosa, .las das principaes na-
ees nao se salvara de varias vtrgonhas porque lem
passado.
Olbc, a arrogancia com que se delcrminava oilo
das para conquistar aquella cidade; o celebre Te-
Deum; o conductor daschaves, que vollou um pou-
u Incmmudado ; os laes deNapcr e suas ara-
Iha de barbear; as pelas do Arabo e do raplao In-
glez; c ullmamcnte os Inglezes (.diados pelos
Francezes; sao laes e de lamanho alcance, que se
qualquer dolas se bouvesse dado comigo, cu an-
do-, a muitssimo encordoadn.
A proposito: Lord Napier parece que lem mais
geilo para fazer discurso- em jantares do que para
chegar o murru a urna peja '.! N.lo ouso assevera-
|o ; mas cnconlro-o sempro mais arrogante entre
nro/os.do que entre as corre/a. He verdade que all
lem quem lhe lome os discursos; e os chefes de pe-
ca inglezes lalvez olio saibam lachigrapha.
Finalmente os alliados con dcsabafo preparara um
excrcilo millonario. Meireles. que he autoridad*
na materia, responde a isso cora o rifao popular
uinlher que foi c cavallo que ha de ser, nfiu lem
valor.
A verdade sempre chega, dizem os velhos. Ja
boje ha quem suslente, que he impossivcl lomar Se-
bastopol Ouanta gente, se astim be, se enganou! '.
ICspercmos pelo futuro; e tome, em obsequio i
nossa curiosidade, suas medidas, afini de que o cor-
reio nao aguarde smente os vapores para nos man-
dar o Diario; porque nada ba que mais afllija do
que esperar com inlercsse e ser logrado.
I nroinniodns desande, e principalmente a nialena
em que ma acbo cmaranbado, me nao permiltem
nesta responder ao collegaOrdeirode Maman-
guape ; mas promello dizer-lbe o quo me disseretn
uus alfarrabios quo eslou leudo, acerca da queslo
que me propoz. Acceilc, por cmquanlo, minha dis-
culpa por nao allcnde-lo inimedialamenlp ; e mcus
agradecimenlos pelo elevado, se bem que Imraere-
cido, conceilo, que de mim formou, enao contente
leve a ajanerosidade de publicar.
Previno o i|ue se enganou quando me julgou pro-
nial, e portanlo que nada posso adianlar as suas
sabias prelccccs de direilo criminal. Confesso
que cum ellas muilo aprend. Eutremos em a
sumpln.
Temos estado baldos donosidades. Meireles diz,
que ba moitn nao se v em tal calillara, o protesta
que se continuar cssa falencia de materia, elle rcli-
ra-separa btamanguape, para assessoriar o lAcolylo
do lora; masaflirraa que cmquanlo aqui esliver s
dar noticias o esle sen o.eslando quo lo-
das as outras *So apocriphas.
O Galdido diz, que afina as diarias prises, nada
mais oceurre pelos dominios da polica, cuja enlra-
evecurao ilo arligo 11) do regiilameulo appimado pe-
lo decreto n. 7(13, de 22 de fevereiro de ls.il, ilc-
clara que a junta de ande fica composla dos grs. fa-
cultalivos do corpo de sade doexcrcito abaivo men-
cionados.
1." Cirorgao-capitaaBr. Manoel Adriano da
Silva Poutes.
1." Cirurgiao-lcncnle Dr. Prxedes Gomes de
Souza Pitanga.
2. Clrurgiao-lcneole-Dr. Rozeudo Aprgio Pe-
reira GuimarScs.
O mesmo mareclial decampo declara lambem,que
aulorisado pela presidencia, nomcou vogal dascom-
rrdssOes de exames dos ofliciaes, cadetes e inferiores
(Tarma de cavallaria desla guarnido ao Sr. Sebastia"
ler scus visinhns. Para marehar-se conquista de
semelhanle re-ullado, he misler sera duvida umasin-
telligencia geral, complela e sjucera de toda Europa;
mas (ornando a Austria inimiga do czar, existir cs-
sa inlclligencia !
A Allemanha, cniao unida o Franja e Inglater-
ra, arvortr com ellas a bandeira da ehilisacao no
Oriente christo. Este papel de proleclor, deshon-
rado pela ambieo iloczar, oslas potencias o rebabi-
liUro pela modeiarau, c ocverceraoseni que a Por-
ta desconfi, porque nao faro delle um pretexto pa-
ra a violencia e usurpacao ; ellas o mereeoro aos
olhosdas populaces gregas, defendendo melhor sc-
us inleresses do que impellindo-as i revolla, ruina,
a desgraca, reconciliaudo-as com um poder melhor
dado ; mas relira-se. A Ierra lhe srj.i leve !
Nada mais ba de importante.
Sade, paz e concordia, livre dos massanles, lhe
desojo por anuos sem conla.
Perseguido do mil massanles, que me cerram
como forraigas dcc, quasi que lhe nao escrevo bo-
je ; epor mais que metofnassc taciturno, roma um
brclflo, elles tambera em silencio se conservavam,
ouvindo, boqui-aberlos, um, que lem forra de vin-
lecavallosinglez.es na lingua. One martirio !! !
Eu se houvesse de rondemnar liomem discretos
una pena alllictiva, obriga-lo-hia a soilicr Ires ho-
ras alias a um loquaz lolo, des-es que lem dispusi-
QOCS de contar sua biograpbin, e genealoga, ao pri-
meiro paciente, que encontram. Sera cssa urna
pena equivalente ao inaior rrime. Pensando cu
assim. comprebenda quanlo nao tenho sollrolo boje
das seis da maubila os nove, que me enconlrci com
um masaanle grrulo, cmais tres nimios, que tam-
beni nao sao muilo sufirveis ; pois masiam pela
>mrcia.
Admira-so, sem duvida, de qoe lainbem rl,i--i-
liquede massanletos que nao fallara; mas se l-
vesss a iofelicidade de aturar nm compaseo mudo
por Ires longas hura., obrigaodo-o a assisti-lo de
corpo presente, para ouvir, de hora cm hon.....ide
quarloem quarlo,umsim senhor lem ebuvido mui-
lo.... Eu comprei agora nm riscadiiiho muilo bo-
nilinho.....Vpanhei hontem a meu compadre eco
V. oulros quejandos disparates, quaiulu negocios im-
purlanlcs exigisserasua altenro, quaudo csi
perdendn o lempo, era que podera gozar de urna
araavelcompanhia, ccrlamente, qneficaria indeciso
entre a classedos massanles mudos, c dos grrulos.
De qualquer dellaspoco o Dos, que me livre;
mas minhas preces sao desattendidas. Compara-
tivamente aos irracionaea represenlam mis os perce-
vejos, e oulros raoi i-socas.
Escolha entre ambas as especies, se be capa/.
lalvcz leuha nesle momento feilo titules a per-
lencar urna terceira especie, da qual nao quero
fallar ; mas tenha paciencia, e disculpe-me, poi-
que quiz tomar um dcsabafo cornos laes meusse-
uliores, qneregulam as occupacljal dos oulro pelas
suas, e cnlendem que-o elles lemdireilo de massai
a humanidade.
Enlremo* em duas Indias ao collega Ordeiro de
Mamanguape. Nao sou jurisconsulto, e lenho lel-
Iras muito gordas ; trias o meu collega Ilustrado di--
cutio com lana clareza a queslo, que me propoz,
apresenlouopinies t.io considotanis, acordes a sua.
clou nomes respeilaveis, romo Benjamn) Constan!,
Scbknr, Itcccaria, Aristteles, Filangieri, Uarnier
Pagos, Achules Morin, Heineccius, c Mondes da
Cunlia, que inlillrou-mo a conviceo de lem
razao, quando assevera, que nem sempre, que o
individuo em crime inaftaur;avel, deve ser preso, an-
tes da formarn da culpa ; ou o que vi rn a sei o
mesmo, queo arl. !75doCod, do l'roc. nao manda,
mas -i, consente, a prisSo dos indiciados em laes
mines.
Anles de ler a bem elaborada missiva do collega,
ca entenda, que para chegarm |uella
lufilcienle era vei o mencin dn arl. i'" Um-i tam-
ben) ser presoe allender a for^ i de so i expresso ;
mas de-na leilura lirei nina conviccao, que uo
linha, c he que mais prudente -ero ojlliz que ueste
riso determinar sempre a [iriso, porqneojuiz pru-
dente dove arredar de-i lodo o arbitrio, e fus
pralieai de forma, quo se possa dizer, que fai
ceu mais i esle, do qucaquelle.
l'm uiz que, em crime inaliancavel, dcvasse de
prender, pelos simpltes indicios, a nos, c preudea-
i ouli loria muilas vezes de justificar seu ar-
da elle guarda. Itenlioho sustenta que a cmara hilnocoindi cu......si I i-as;eiacs actos uoso-
lluslrissiiua v i sem cousa quo duvida lo.i. exetp- nam hem recebides pela maiura, que go=U da
luando a quesiao dos alicatados com o jaiz miiaii i-
pal, ao qual n io cesta de repetir mais respeil i I
Veremos se ella lano o seu fatal requera cm
(erraos na peticao que liie li em una de minhas
ultimas missiva*.
A salubridada publica continua sera novidade ;
mas as febrculas anda cm um ou outro ponto -l.i-
gem.
Cnniinuam, com lodo osen arreganho, as excava-
roes e buracos das-uas ; e algumas ja com tacs pro-
portOes, que pndem tragar um burro. Com o escu-
ro denso das nuiles de invern, e as lamparinas que
alumiam as ras, he um milagro anda existiris ca-
ndas inleiras.
ole.
.\o dcixarci de censurar, poreBJ) ojuiz, que nao
for muilo prudente, c ri indo in-. (Juanlo a mim aqu be que eslao verda-
d...... ponto da queslo, aplica la ancoso, a que quiz
alludr o collega. EuoSogosloda muila creduli-
dade najosiira, c nao sou scciaro dos que dizem
a se nao for criminoso, que se justifique.
O liomem honesto, sob a imputaba de um crime.
be muilo torturado moralmenle. Seu crdito suf-
fre. sua honra resenle-se, s,.,, pundonor choca-
se e elle envergonha-se de Irajar. einbora empres-
tadas, as vestes do crime, de balitar, ainda que por
momentos, o aulro dos malvados, lo certo qba
.i virlude -diii.i ni.o- la -na innocencia
niai- pura, pcrmilla-se-me a ani| llirarao, dessa du-
ra provanc i : io i- quem po le lirar-lhe osenromm i-
dos, as dores moraes, que solfrcu, quem salisfazrr-
Ihe os prejuizos porque passou .'
Eis o porque impugno a facilidale na admissao
dos indicios, que podem arrestar um innocente de
rojo non o |ierverso.
O seu Ilustrado correspondente Ordeiro
par-me-ha, se porventura diverg, embora mullo
pouco. de sua opiniaa ; e muilo eslimarei, que elle
francamente combala a minha: pois da dicussao
nasce i verdade.
Ooanto iOAcolyto to tom, eslou aulorisado a di-
zer-lbe, que a dicusso, que bouve entro osDr<.
Sebaslo, e Correa dos Nevos, nao leve o alcance,
que se dcprohcndo de suas poucus palavras. c nel-
la ino appareccram nomes proprios ; o que bem se
deixa ver da educar io, e poldez de ambos. O Dr.
Corroa das Neves nao conhccc pessoa alguma de
oniiie Elisardo. e nada o ella bouve que com tal
nome se parecesse.
Lu quizera referir-lhe ludo quanlo bouve. que
pouco foi; mas me parece que isso uo he do do-
minio publico ; e uao goslo de azedar queslocs.
O Meireles, que nao gosla de inexaclides, c
mesmo porque lem svmpalhia pelo Dr, Concia das
.Neves, pedio-UM que uzease essa reclilicac.lo. obli-
gan lo-sc-mo a, no caso de ser necessario, dar-me
uma declararlo por ledra daquclle Dr. doque hou-
ve entre ambos.
A salubridade publica continua sem novidade ;
apezar do intenso calor que vamos soffrendo com a
sii-pen..i das rhuvas. A bomeopalhia esla por
aqu muilu vulgaii-ada : c boje nao ha quem nao
aiba aplicar, muito a proposito, c acnito, a brvo-
nia, e a rnica, o sulphur. o mcrcurius v-
vus ele. ele, ele.
Esla complela a pro|diccia dos liomcopalhas, quan-
do diziamilavemos de rcduzir a velha lilha lly-
procralesa nulldadc.Soellesdescobrisscmc'fi n
tiomeopatbicos, enlao liravam o sceplro allopalhia,
roubando-lbe os eelltos, nicos freguezes que boje
lem.
Vamos em nerfeita tranquillidadc ; e os tlmggt
nada aprc-enl un ainda de novo.
Anle-hontem um condemnado a gales, que se
presin a fazer de poder e-,rcculioo no comprimeiito
de pena ultima, dada ao. picaos, que ai-inarain o
infeliz majoi Jo' Thoma/. ndoiazer n.lo sei qoe
-o viro da eadeia na anga, pedio, c oblevu licenra
dos soldados de linha, reanlas bisonb is qu.....tscol-
(avam, para tomar um baulio na mesma alaga.
He nm mcrgulho alravcssou-a, e no outro lado
quebrou a gnlheta, que ja linha bem limada, e dr
zendo cun o in.in um adeosinhtaos soWados, man-
mudat. Ao menos mostrou ser edacado. A-
pezar das diligencias empregailas ira sua raptara,
n.ui foi possivel rccolhc-lo uovamente a galolla ; na
qual ileixou 1 poi -i.
Sustentam rlnu a grilhela no
baho ; ma cu cnlaaulo, que he muilo Iraballio pa-
ra ser feito om l.lo pouco lempo. O Cbagas csquc-
ecu-se sem duvida, de examinai a erna de -m hos-
pede. Se asim foi, o que a polica j.i deve saber,
esta com incommodos o Cbaga-. O Galdino, que foi
cobrar uma divida no mallo, me uo lem apparec-
dn para coutar-mc as providencias da polica e suas
descohcrlaa.
Meireles nilo anda muito conleole, | oiquc forera
appreheudidos p1 lo guarda-mor dous caixcs de do-
tra'i, um e.'punaibir e duas peras de breta-
nha lina, que n meu amigo Rclumba inandou a um
sen camarade a enlregar por um lale. Diz Meire-
les, qae em barcos de cubotagem nao ba apprehen-
.....- ,. q0 doce nao paga direitos, por tanto nao
pode sci contrabando. Quando muito, diz elle, a
brelanha deve pagar direitos de consumo. Veremos
oque decide o Sr. Castro, inspector interino.
A cunara lluslrissima nata de desobstruir fonle
do Grai'ufn, que lem-.-e torna lo o tonel do trta-
ro. Ao mei.o- lem isso para fazer.
lie quasi infallivel o baile ollerecido, pelo corpo
do commercio, a S. Exc. o Sr. l'aes Brrelo.
Meirelcs, que he sollicilador de causas, alera do
mais, esla quasi resolvido a ir a Ilusin, porque leu
no seu Diario, que all as cusas de um processo de
rcivindieacno de um cscraxo andarn) cm 22:fi-sn-
r-. One feliz Ierra, diz elle, para os familiares de
slrea !
A--i vera elle, que temos um andadeiro supeeiorao
lluglus, que quiz andar cem lonas consecutivas.
liecomnicnde-o ao Echo do Pacifico. Con'ou-me,
que a Inglaterra mandara engajar para a Crimea os
lilcacadoies. que malaram as |5,il6 pecas di i l,
de que falla o jornal .Spriny-'icid ; c sustenta, que
elle com 12 mulberes eslragaram odubm de peras.
Assevera, que os Insleies vao proteger a .Va
befe dos insurgentes china, somenle porque aquello
prohibi o uso do vmho ; n que be imporlaule auxi-
lio durante o cerco de Sebastopol.
Sustenta que aqui temos um barbciio, que be ra-
paz de levar de vencida o de l.vo, que aposlou es-
canhoar -VI barbas em uma hora ; porque o ('aqui
anda faz mais. c be nao s cscanhoar as barbas, co-
mo esfollar as caras. Em verdade o de c faz mais.
Diz, que os habitantes de Burdeos silo muilo fa-
cis de enibusiasinar, pois receben) com urrahs o-
bonclcs quo Ibes deita Murajab-Murreuder-Sing-
Mahuder-Belvadoo. lira, que nome !
Allrma, que lem uus poucos de quintaos do
ilum pn'linn para a Crimea, se o (uariian ii'nr-
rimjttid Ih'os quizer receber. Eu, a ser inglez, des-
coofiava do mimo.
Ailirma, que o Commercial Paraltibano enganon-
se, quando disse, no n. de 10 do correnle, que o
governo vai fazer os reparos iudispensaveis a fortale-
za do Cabedello ; porque a quola votada pela assem-
blea geral, aiuda nao foi aulorisada pelo governo ge-
i ,il ; e s. Exc. inandou reparar as prisoes da fortale-
za para passai para l alguna presos, pois ja sobrara
na cadei.i, e nao ha remedio a chegar um navio de
guerra, que coiuluza Fernando os sentenciados.
Entraram diz o Commercial, do I. a 7 do corren-
le l_!"'2 sanas de algodiio, e fui vendido de >ooo a
"i-jHi. o assuear branco foi vendido de ls!N"i a 5 ;
o mascavado de l?100 a l-'iili) euros salgados a
16(1 1 libra.
Nesle momento entra o vapor do norlc, segando
diz o lelegrapho, c 0-1,1 lera de seguir por elle. An-
da nada sei do que lera havido pela provincias do
Norlc.
Por ello segu o lenle coronel, ex-commandan-
te iutcrioo do meio balalb'10 provisorio desla pro-
vincia, leudo entregado o commando ao major Nico-
lao Tolenlino de Vascoui II II 1 viageni lhe de-
sojo, qae seja feliz pelo l'aragu se i pie elle
11 10 aborrece o 1 hcim d
Nesle ni : 1 dizem-....., que rugi do lado do
qiiaricldo meiobalalh 11 que ibi eslava
com destino ao remitan la-me lambem,
que elle obrou muilo mal em fugir, p 1 quanlu o.la-
va para ser ?olt", por ler apresen! ido iz Es
ta ultima parle lhe nao ranl .
Nada mais occorre, que merec
Sade e felicidades, u al na, e ludo
[odos apetecemos lhe dc-ejo, ruin tanto que cu nao
fique prejudicadu era minha qaota parle.
Bananeii as 1 de rr.aico.
Hepois de mil conjeclnras, c do Iriumpbo das mil
e tantas dillicoldadc- com que lutei ao realisai a
prsenle missiva, eis qoe realtsa-a, lodo receioso do
meu giai le desarranjo na repblica das epstolas,
- 1 oioamele o Vmc. a phitantropia e
bondade rom qoe se dgnou acolher us ineus liumil-
des escriplos, levando-os .1 publicidade por meio do
-eu iiilen-ssanlissinio jemal.
Devo poisanlesde ludo dizer a Yui. ca quem mais
quizer, quera sou cu o de que vivo, para que se n3o
s ipponha que sou algum llusso ou Turco de earac-
ler bellico dos quo por aqui andana.
Sou uma enlidade desconlierida no centro dessa
sociedade que circula o todo beoaaeirense, vivendo
I .nido c da carabina, ja ve Vine, quo apenas me
po-so limitar ao que de real se passa por este pobre
mo, lomarei por norte a iraparcialidade, e por
emblema do minhas pobres missiva*, a verdade uoa
e rrua : qne mais devo prometler'.'
Julgo pois, que assim lerei comprehendido a mis-
'10 o que me propona, e se era alguma occasiao os
meus cscriptos se resenlirem do menor vislumbre
le verdade, dcixarci a perspicacia do Ilustre collega
que anles de mim escreve, quo contrare as minhas
tallas, estigraalisc o raen erro demonstre a m-
nln.uj f. coniste as minhas asserees. com islo
lu-me-bei por salisfeilo do meu trabalho, porque
homo tum el mi hi me alientan puto.
Entrando, portanlo, em materia, vejamos o quo
foi Bananeiras, o que he c o que ha de ser.
Bananeiras foi em seu cometo uma habitacito do
ludios quo bravios vivan) internados pelas maltas,
e segundo as melhores Iradires, baveudo sido Fi-
lippe agarrada pelos caboclos que trauslavam por
loda a vizinhanca dessaj raatlas, acnnleceu que a
vii lima ao depoisdo amarrada c posta em cima de
um gimo para ser sacrificada no meio de ardenles
charamis, uma india O lizesso libertar, compallecida
lalvez das supplcas que lhe eram feilas, ou embria-
gada em largas promessas, oh! c quem dir que em
(lo aperladas circunstancias ofla andasse o dedo da
Providencia que, soccorrendo a Flippc, o livrasso
las garras sedelas desses lobos de nova especei"
Flippc Ferrera foi libertado, e o seu recouheci-
inenlo a Omnipotencia-Divina foi tal que f-lo de-
dicar em honra de Mura Snnis-una um templo que
denominadaa groja da Senbora do l.ivramenlo,
lizesse ver .1 posleridado o grande mlagre operado
oa lberdade de ura liomem que se ochava mauiela-
do, c prestes a ser devorado pela ferocidado de
ineis invasores dos direitos humanitarios: daqui
pois dala a origcm da igreja quo boje serve de ma-
triz nesta villa.
Nesa poca, porm, Bananeiras nao era mais do
que um termo inculto, sem nome, sem populacaoso-
ciavel, mas porque Jess Quisto disse que anude cs-
livessu ,1 sua igreja estara elle, bastou a couslruc-
i.io de urna igreja n'uiu lugar inculto para que so
propagasse a faclidade da concurrencia popular, al-
guiis habitantes foram apparecendo, propriedades se
foram cooslrundo, o povoado foi lomando propor-
ees, e a -rinde rerlilidado do lerreno de mos da-
1 a deliciosa amenidade do clima, lornou-so
uma razo poderosa para o progressivo o rpido
- nenio do povoado: o terrena bo lodo regado
r vcrlcnles incxgolaveis, e cercado de montes os
mais bellos e fresco- : o que deu lugar que se fos-
10 i- mslruindo estabolecmenlos agrcolas as cn-
coslas do- montes, no cmo dos proprios ouleros, o
mesmo em suas planicie-, a propriedado da Ierra
para esse genero de industria, lornou-se espantosa c
le bastante admraro para ns que cultivavam os
campos, o viam brilhar em torno de si um futuro cs-
poiaoro-o. ipie enlao Iulava enlre o scivagismo, ea
Icsconhecida vegetado de um terreno lao ferll c
productivo.
lie l,7ss comecou Bananeiras .1 crguer-se do nada
de que fora arrancada, e dah para c lem allrahido
nina populacu tal, que boje seacha elevada 30
mil habilanles, nunca menos: donde se v que se o
mclhorameiito de industria agrcola fosse appare-
cendo na ra/o do augmento la populacho, necessa-
riamenlc leamos locado a melada felicidade, po-
' 'in infelizmente assim se nao tom dado, e pelo cou-
Irario parece que a proporco que o pharol da civ-
lisaco e das descobcrlas illumina o sculo em que
vivemos, marchamos cm retrogradarn c nunca cm
progress >.
O alrazo da agrienllra, a impossibilidade de nie-
llioramonios nccessarlosao seu engrandec,.ionio; o
carrancisme manifestado no velho espirito de rolina,
ludoludo concorre para o nosso aniquilamcnto
pobreza.
A pouca distancia do brejo acham-se implantadas
as catingas, Ierras propras para o planto do algo-
do. o qual con-liliiiudo a principio um dos elemen-
tos de grandeza da agricultura de nossa Ierra, hoja
arba-se rcduzido ao extremo opposlo, porque os ag-
grieultores apenas di-pondo dos recursos naluraes,
nao podem entrar no conliecimeuto cabal dos mcios
professionacs an mclhoramenlo dessa industria;
quanlo, porcm, nao lucrara a agricultura c o esla-
; odessemos mandar vr dos portos da Europa
novas smenles du algodao Mas islo he impossivcl,
islo au chega para Bananeiras!!!
A culturado caf se vai tornando hoje o principal
0 mais llorescenle ramo do nossa industria agrcola,
e, se bem que pelo presente, apenas temos como de-
cano desse genero de cultura, o lenle coronel Leo-
nardo Bezerra Cavalcanli, com ludo j hoje vao ap-
parecendo noyos planladores, os quaes, desgostosos
do planto da canna, pela grande difliculdade da ex-
portarlo, convergen) as suas forras para a cultora
do caf, visto que a faclidade do Iralaraenlo e o pre-
co quasi seguro do caf, compensa mu bem o traba-
lho ila cxporlaco : entretanto, agora que a cultura
se vai desenvolvendo, c que o futuro da a-
gricullnra desle termo vai parecendo de mais felizes
resollados, quanlo conviria que a proteccilo do go-
verno se eslendesse al nossa nasccnle industria ? A
imii.ir.io de Bananeiras, se arham lambem muilos a-
gricullore* da cidade d'Areia, usando do planto do
cafe; inlervenha o governo com sen auxilio c poder,
l>ara que seja reanimada em ajande escala em am-
bos os locaes, a planta do caf, e vero todos que os
dous termos reunido-, daro mais vantagem as ren-
das publicas, do que Indos os termos da provincia
com sua cultura de canna. Os agricultores dos bre-
jos os de caf,) nao dspocm ainda de caplaes sufl-
ccnles para se arrisen em a emprezas por menores
que sejam, epor isso baslariam dous melhoramentos
le que necessta o cafe, paraqui coi breve chegasso
a sua cultura .1 uma atltudc imporlaulissima o ad-
rairavel : o cstabelccinieulo do colonos nos hrejos
e a viuda de machinas c|uc servissem para o despol-
pameulo do cafe ; eis os dous elemento* de prospe-
ridade dn que tanto nccessitamos, eque sera a rae-
nordiflioul la le 1 ,'overno poda promover, se Baa*
neira- mais c-mipleto oslracismo.
1.1 1.; o terreno de Bananeiras be naturalmente a-
. ronipclir com o>mc-
Ihorcs 1 1:1:1.0. do Pai -abem lodos que lem per-
uosso I nilorio 1 q io se arham a par das
. ila |ucllas paiagcns : mas o que
que almda Icr-
rieda le cm que lutam, c de que cima
liam-se de mais a mais na completa igno-
1 incia dos conhecimenti a cultura em
geral ? !! 1
Nao almejamos ainda01 1 que lera chc-
gado a Rtmla com suas 1 I lelos, d'onde re-
soltam os commo lose a facili lade que os agriculto-
res daquellc vaslo paiz encontram nos meioi da
aprendizagem, nao ; tanta perfeicao nao be ainda
para nos, porm, ao menos conviria que se Dzcsse
alguma cousa cm piul da agricultura de nossa Ierra,
mutii ann


DIARIO DE PERHWBUCO, QUINTA FElrjf 15 DE WARQO DE 1855.
a qual sendo urna parto nlegranle do imperio do
Oazero, nio merece lano desprezo, lano abando-
no, lano av llmente No municipio de Bananei-
"s e*>9 o meltioramcnto de nossa industria agrcola nao (i-
ver de arranca-lo da i profunda escurido am que jai
elle escondido. C.unUrc advertir, quo a cultura da
canna, coro quanto tfenlia defnhado um pouco, to-
lana o scu fabrico contina cm nao pequeua esca-
la, o a razio esta cm que nao oxislem dentro do ter-
mo menos do 1(i a 20 engenhos. Nao temos"dados
estalislicos pelos quacs pnssamos bem regular a re-
ceila e despezado termo, os rcndimenlos de seus te-
neros o Industria, e o lodo do sua evportacao e im-
porlae,o$ no entanlo. diremos alguma cousa a res-
peilo, seguiido cm ludo o clculo que nos parecer
rnais n/oxim a verdade. Fabricara-te no lerrao de
Bananeiras de 9 a 10,1X10 arrobas de assucar, oren-
dimenlo desse assucar unido ao da agurdente, que
tambero se faz cm grande quantidade pode montar a
50:01)08000. O producto do caf que hojo se colhe,
pode cliegar a 11:0008000. Odoalgodio pode moti-
lar a 100:0003000. O da Mandioca, o mais gneros
da industria agrirnla pode ir a 50:0005000, (um cal-
rulo muilo baixo), do que ludo resolta aquantiade
-210:0005000 ; ao qilereunido mais o producto dega-
dos i' animacs cavallares que so vcndciu, pode subir
um rabino das rendas do lermo.
A importarlo de fazendas, gneros molbados c ou-
Iros pjra o consumo, montar a 70:000~ que o duplo, temos mais c-tc acrescimo para os in-
leiesses do iniiuicipia ; por conseguinte de ludo o
que tica dito, se v que os lucros de nossos agricul-
lores, negociantes c fazendeiros, nao sao taes que
nao possam demonstrar a importancia material do
lugai, as suas vias de cngrandecimenlo, etc., etc.
Dito assim, o pouco que podemos, em prol da Ier-
ra que nos vio dar a luz, entraremos agora em ou-
Iro assumpto.
A sociedadeBanancircnsenio hcm.i compara-
tivamente a de oulras duas viziulns, e rom quanlo
os nossos aulepassadns se livessem mostrado pouco
ou nada liosos pela educario de seus lilbos, todava
boje da-se inleiramcnlc o contrario, e o zelo pela
Ilustraran de sua familia,lie hoje um forte incentivo
que se aclia arraigado nos corantes de lodos.
Entrando, pois, no dominio das noticias, devo ob-
servar a Vmc, que screipouco mnucioso.porque,
lendo de ante-ma querido estabelccer urna linha
de estafetas, que roe Iransmillisstm as novidades
que se dio no termo, succede que nio Idilio eAnn
Irado quem queira servir cm tal emprego, sendo es-
ta a razao porque nao ir desla vez ludo que por c
tem occorrido oesta quinzena, do vagar se vai a
Koma.
De passagem sempre dirci que os negocios pbli-
cos nao v.1o muito bet no que diz respeilo a pulicia
do termo : com o que nao temos em vista fazer in-
creparan ao Exm. Sr. presidente da provincia, de cu-
jas boas iotenrocs nao liavcra quem ouse negar, pois
nao se lleve responsabiiisar a S. Ene. pelos abusos,
pelos erros e faltas de seus agentes policiaes, mxi-
me quandn a sua boa fe aclia-se salva.
O eosino publico primario entre nos nada signifi-
ca,be a propria lastima, e dessa calamidade com-
partilliam lodos os Paralbanos, porque emquaulo os
professores nao livercm un subsidio que Ibes de lia-
ra viver com dignidade, o. relaehamenlo as aulas
sera geral, co eusino publico subsistir sempre des-
moronado : duas condiooeaessenciaes deveriam ser
exigidas para o professorato, que sao, boa paga c a
concurrencia de homens aptos para excrcer o scu
magisterio; terao sido atlendidas as sobreditas con-
denes'.' Responda a consciencia publica, responda o
proprio governo.
Por nao querer cansara paciencia dos qae me fi-
zcrem a honra de 1er, deixo de continuar no que
mais teria dizer, limitamlo-me apenas ao que le-
vo dito, rematando succiotamente com ligeiras noti-
cias.
Temos lido invern rigoroso durante o extinelo fe-
vcreiro.e segundo as melliores inforraares, elle lem
sido geral, acrescendo que nunca se vio um invern
tao rigoroso no principio como este anuo, oscami-
nlios arham-sc alagados, e os pequeos correos lm
enchido extraordinariamente,o l'araliiba dcsceu com
urna forra grandsima, e consla qnc as estradas a-
rham-se intransitaveis e colicrlas d'agua, liavcndo
limares que cstao de nado ; a continuar oaguaccro,
'eremos declaradamente como resultado a fome,
oh Dos nos acoda.
Rescolpc Vmc.a massada, atienda para o callouris-
mo desleseu criado, e quando liver occasiao de por-
tador seguro fara-me Icmbrado aos illuslrados e ju-
diciosos collegas de limito e lpojuca, a quem muito
respeilo e admiro as suas bellas conceprOes.
O Peiao da Alacia.
I
ASSEMBLA. LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL.
Sosjo' ordinaria em 13 de mar;o de 1855
l'ice-presidelicia do Sr. Carnciro da Cunha.
(Conchudo.)
ORDEM 1)0 DA.
Primcira discussao do projeclo n. 25 do anuo pas-
sado.
A assembla legislativa provincial de Pcrnam-
buco resolve :
o Arl. lu*. Ao tliesoureiro pagador e aos agen-
tes pagadores da reparlrao das obras publicas, ser
abouaiht a quanlia mcnsal de '209 a cada um, alcm
do ordenado que pcrccliem, secundo o arl. IkI da lti
n. 2.S6; Ocando revogadas todas as disposirOcs cm
contrario.
a Taro da assembla legislativa provincial de l'er-
namburo 6 de abril de 1851. Antonio Alie dt
Souza. Carvalho.
O Sr. Augusto de Olivcira : Para poder volar
sobre o projeclo em discussao, precisa que o -cu no.
bre autor Ibe d algumas cxplicares sobre a ulilid.i-
dc do niesmo projecto.
O Sr. Soasa Canalho satisfaz ao pedido do hon-
rado membro, o Sr. Augusto de Olivcira, dando os
motivos que o levaram a apresenlar o projecto que
ora sediscule. %_
O Sr. Mello llego offerece consideracSo da casa
alguroas considerares tendentes a justificar a con-
veniencia do projecle, e termina declarando que vo-
la por elle.
Encerrad i a discussao, he o projecto posto a votos
c regeitado.
Segunda discussao do projeclo n. 35 do anuo pas-
sado.
A asscmbla legislativa provincial de Pcrnam-
buco resolve :
Arl. 1. Fiea o governo aulorisado a mandar
comprar om paire* estrangeirns modelos de machinas
c instrumentos agrarios, nao conhecidos no nosso, e
qne possam ser nelle osados, dispendendo para tal
fim ate a quanlia de 2:0003 annnaes, dos quaes dar
especificada conla esta assembla.
Os referidos instrumentos, que deverao vir acom-
panliadosde memorias ou cxplicares claras, que sir-
vam para ensinar o meio de seren ellos empregados,
serio collocados nesla capital em lugar apropriado^
cm que possam seesVistos o examinados pelo pu-
blico.
Arl. 2. Todo o gado que fr introduzido na pro-
vincia, para melliornmento de raja, c as suas pro-
dcenos flcam isenlos do dizime por espaco de dez
aunes.
o Sala das eommisscs -20 de abril do 1851.
Franeitco llapliacl de Mello llego. Manoel Joa-
quim Carnciro da Cunha.n
O Sr. /rundan :Daremos em oulro numero.
Val a mesa c lie apniado o seguinte requerimento :
Bequeiro o adiamento do projecto por 21 borss.
Urando.
Encerrada a discussao, be o adiamento appro-
\ado.
Entram cm segunda discussao as poslnras do Kx.
O Sr. Mcira faz ver quo leudo sido mandada a
sede da villa do Exii para Ouricurv, c bavendoja
entrado cm discussao as p Mura- desla villa, nao he
conveniente disculircm-sc as presentes postura;, por
isso que nao tero onde ser execuladas.
ii Sr. Presidente consulla a casa esao por esta
roDsidcia las prejudicadas as posturas co Ex.
Escolada a materia
(' Sr. Presidente designa a ordem do da c levan-
la I sessao a 1 ';' hora da larde.
O Sr. 1." Secretario menciona o seguinte
EXPEDIENTA.
l'm olllciodo secretario da provincia, remoliendo
por copia o parecer do director das obras publicas
sobre a prelenrao de Jos Ignacio Pereira l)ulra.
A' cmnniis-ao d'obras publicas.
Outro do niesmo, remoliendo copia do decreto n.
1)11 de :1 de deiembro ultimo, pelo qual se conce-
den a Augusto r'rederico do Oliveira e Frcderico
C.ouloii privilegio exelu-ivo por 15 anuos, ilim de
eslabelecercm no porto desla cidadedous vapores pa-
ra serem empregados no servico do mesnio porto.
A' arcliivar.
Outro do mcsine. remetiendo as contas da receila
c despeza da cmara do Cabo relativas ao anuo de
18.13 a 1854, bem como o orramento para 18.11 a
1855. A' commissio de orcamento municipal.
L'm requerimento da irmandade de Nossa Scnbo-
ra da Paz, pedindn se Ibe conceda una lotera de
.'lOOcontos para os toncerlosde sua igreja.A' com-
misso de pclices.
Oulro da irmandade do Noss.i Senbora do Rosario
do Rio Formoso, pedindo a approvaco do scu com-
promisso.A' commissao de negocios ccclesiasticos.
Outro da camarade Ouricurv, pedindo a consiruc-
c9o de um acude naquella villa. A' rommissao de
obras publicas.
Oulro do professor de lalim da cidade deNaza-
retli, pedindo o pagamente dos ordenados que se Ibe
dcvcni. A' commissao de orcamento.
(Continuar-se-Aa.)
JURY SO RECIFE.
I'i.i 13 de marro.
Presidencia do Sr. Dr. Ah-xandre Uernardino dos
luis e Silva.
Promotor publico interino, oSr. Dr. Francisco
(iomes Velloso de Albiiquerquel.ius.
Adrogado, o Sr. Dr. Joaquim Elviro de Moracs
Carvalbo.
Kscrivo, Joaquim Francisco de Paula Esleves
Clemente.
I cita chamada as 11 horas da manlia, acharam-
se prsenles 3i> seiiborcs jurados.
loiaiH relevados da mulla cm que incorreram
por haver aprcsenlado escusas legitimas, os se-
nbores:
Jlicucl Augusto de Oliveira.
Melquades Anlunes de Almcida,
Joao Baplislade Souza l.croos.
Antonio Jos Rodrigues de Souza Jnior.
Jos Victorino de l.emos.
Jos Caelano Vieira da Silva.
Filippc licnicio Cavalcanli.
Foram multados cm mais 309 s mesmos Srs. ju-
rados ji multados nos anteriores dias de sesso.
Abcrla a sessao foi condolida a r Marianna Au-
gusta, para ser julgada, aecutada por romplicidade
nos roubos perpetrados aos relojoeiros Cbapront e
llertranil, ao alfaiate Flix, c a Joanna Mara da
silva.
Findos os debates, foi o conselho de senlcnc;a con-
duzido sala das conferencias s 3 horas da tar-
de, d'onde voltpu as e :|. com suas resposlas, que
foram lidasem voz alia pelo presidente do jury; em
vista dccujadecisao.oSr. Dr.juiz de direilo absolveu
a r, condemnaudo a mnnicipalidado as cusas, e
cneerrou a sessao visto se acharen! lindos os 15 dias
da lei e nao haver passado a prorogac.'io, que foi
proposla.
SKMiNARIO DE OI.INDA.
Discurso que, no dia 5 de fevereiro de 1855,
por occasiao da instauracUO c abertura do semina-
rio episcopal do OUnila, presentes os Exms. Srs.
dispo diocesano e presidente da provincia, com
erando concurso de pessoas gradas, tanto eclesis-
ticas como seculares, lecilou o pnrc Joai/uim
Francisco de Furia, Dr. pela faculdsdc de direilo
de Pernambuco, conego honorario da imperial ca-
pella, professor vitalicio de tbeologia dogmtica, e
vico-director dos cstudosdo niesmo seminario.
Senhores.Ha nn vida dos povos situares, nas
quacs brilham tao scnsivelincntc a acc.lo da Provi-
dencia e seus benfico) e eternos desigoins acerca
dos destinos humanos, principalmente na ordem re-
ligiosa, que o tiomcm sinceramente amigo da reli-
iao c da patria, nao pode deixar de abrir o scu co-
racSo ao pra/.er c a esperaoca. Taossao ascircums-
lanciascm que actualmente nos adiamos.
A instaurando c a abertura do nosso semiuario,
para novamcnle receber em seu seo os aspirautes
ao sacerdocio, depois de 7 annos de lamentavcl n-
tcrriipr.lo, nos quaes abandonados no meio da dcs-
envultura e dissolucao que reina no sceulo, cerca-
dos de mil sedceles e precipicios, sem experien-
cia, destituidos des conselhos paternos nao podiam
deixar de aspirar o ar corrompido c contagioso das
paixcs que egilam o mundo, e infeccionar, scuao
perder o germen do virtudes quo trouxeram das ca-
sas paternas : o augmeuto de novas disciplinas, para
proporcionar-llics maior soiiimadeconhecimeiilos, e
lial)illa-h>s para descmpenliarcro perfeila e digna-
mente O sublime o santo ministerio a que se dcsli-
uam : a reforma operada na orsanisaro dos cstudos
e no rgimen econmico e moral desta importanlis-
sinia inslituicao : e ciu geral, o rcslabelecimcnto e
dotac.io dos seminarios episcopaes do imperio para
educar-sc e inslruir-so o clero : a feliz harmona
que actualmente existe entre os poderes ecclesiaslico
o civil, os dous grandes movis da socedade : a or -
Ihodoxa do monareba magnnimo, que dirige os
deslinos desla grande narao, e a sua muninecuria
para com a igreja ; o zelo dos prelados qae pres-
dem a vasta c llorcscenlc igreja brasileira ; a geral
c favoravel disposirao dosj|pirilos ; este concurso,
cm una palavra, de tao prosperas circunislancias,
em urna poca de materialismo praticu em que as
especularles polticas, os gozos malcriaes teem atra-
hido toda a alinelo dos homens, cm que a iudilfe-
renca religiosa parece haver apagado nos coraces a
ultima cenlclba da f ; e os cslabelecimenlos c iu-.-
tituiees errlcsiastcas, apenas toleradas, vao tocan-
do o ultimo termo da sua decadencia, lie sem duvida
contrario o foro de loda asciencia e de toda a luz;
be a ver ladeiraleidoapcrfeicoamentodaespecie hu-
mana, foi quem fez conhcccre respeitaros dircilosdo
liomcm, adobando a barbaria dosgoveruos, cjconsoli-
dou os governos, inspirando c prescrevendo a sub-
missio e obediencia aos poderes legilimos : foi
quem ensinon o respeilo que o liomcm deve ao lio-
mcm, reslabeleceu a paz sobre a Ierra, o que ao seu
benfico inlluio se deve o que os povos contempo-
rneos teem anda de bnm nos seus coslumes, de
justo nas suas leis, de verdadoiro nas suas naneas
lio do recenhecer, cm nina palavra, queso por
meio dclle podtrio oblcr a solucao pacifica do pro-
blema social, porque so no sen espirito existe a 10-
lucaodc lodos os problemas humanos.
Entao.a poliliea pagla, como llicchama um esrrip-
lor tontemporaneo,a qual rege boje lodos os povos,
se fara chri-laa : o evanscllio sera invocado como a
nica laboa da salvarao : a-suas mximas servirao
de base a organisa^ao poltica das sociedades ebris-
laas : o ehristianismo votado ;i indiflerenca e ao ol-
vido, o ehristianismo, cuja incompatibilidade com os
'progressos di bumanid.ide tem sido proclamada, c
ruja senilidade c morle prxima, vaticinada pelos
prophclas do philoaophismo em sua colera delirante,
assnmira o seu primitivo esplcndor,lriumpbara de to-
das as Iheorias hnmanas.de lodos os cultos fabricados
pela mao dos homens. A igreja, sempre combatida o
nunca vencida. Iriumphando do desdem, do sarcas-
mo edo insulto, com que lem sido atacada neslcs l-
timos lempos, assim como oulr'ora triumphou das
armas ensanguentada* dos (yrannos, recebera a bo-
menagem dos governos c dos povos, aos quacs salva-
ra da dissolucao e da ruina como ja na idade. media
scivio|de baluarte civilisirao contra as invasoes da
barbaria, c no principio dcslc serillo salvou a Franca
incrdula c revolucionaria, prestes a suecumbir no
volcao mcdonbo. que lhc abrir o albeismo e a im-
piedad?.E lodos reunidos cm torno da rrr, arvo-
rada sobro as ruinas da incredulidade, a sandalia
como o estandarte da citW* amo, segundo a bella
expressao do Sr.dc Chateaubriand; cumpriodo-se as-
sim o vaticinio de lsaia<:/. alargare! a minha
m'io sobre as Xacoes, e Ircantarei o meu estandarte
diante de todos os porosc. 19. v.22.
Basa poca se aproxima, nao o duvideis, senhores,
os primeiros pasaos cali dados, a rcacrSo comer.
Os progressos que no nosso seculo lem feito o calho-
licismo em lodo o mundo, nao s no meio los povos
idolatras, entre as hordas selvagens da Oceania,
como entre as mais cultas nacies, a GrSa-Bretanha,
a l'ni'io-.tmcrirana etc.. o arrefecimento do odio
conlra os ralholicosca tolerancia para com cllcs, dos
governos protestantes oulr'ora tao furiosamente per-
seguidores : as couversoes-continuas de zelosos secta-
rios das communhocs heterodoxa, a tolerancia dos
.^/ah'iinrtanos, cojo estpido horror do nomo chris-
tao vai desaparecerlo a poni de exerecr-so livrc-
mcnle em Conslanlinopla as ceremonias do *ullo
calholico, e a cruz ser condu/.ida cm prorissao pelas
ras de Ate.randria : as aceas niesmo que agorase
representara no Oriente ; saosyniplomas precursores
de que nTo est longo a poca vaticinada por Jere-
mas.As nares tirao ati desde as extremidades
da trra. (2)
Estes symptomas sao geraes, senhores, cxslem
mesmo entre nos, e vos podis enxerga-los mui dts-
tinctamentc se reflectirdes nos fados quo de 13o por-
te so vao sucediendo cm nosso proprio paz,c cmpa-
rardes o passado com o presente.
llouve entre nos nina poca, na qual o Brasil
aprcsenlou urna physionomia bem assustadora para
os amigos da rcligiio e do seu paiz. Todos nos fo-
mos leslcmunbasde urna serie de fados que, pela
sua natureza e gravidade, indicavam claramente,
que a indillcrenra e o .lcsprezo para rom a relgiao
se havia apoderado do governo do paiz ; dirci me-
Ihor, que o Jansenismo de posse 'lo poder supremo
projeclou:urna perigosissima revoluto na igreja
Rrasileita, enxcrlando na sua disciplina as innova-
eoes anlicalholieas decretadas pelo pseudo-synodo de
Pistola na Toscana,)e pela celebre constituirSo den
do clero de Franca, fcila pela assembla constituiule
em 1790 ; e ji eondemuadas pelo breve doulrinul
doSS. Padre Po II de 13 de abril de 1792, dirigi-
do ao rero c poro francs, c pela bulla dogmti-
caauctorem fideido niesmo pontfice de 28 de
agosto de 17'Ji.
Foi nessa poca de provarao para a igreja llrasi-
leira, que o chefe do estado (grande cidadlo, honiem
respeilavel por todos os ttulos, c s censuravcl sob
o poni do vista religioso,1 (rahindo o scu juramento
a o seu carcter, ousou, na occasiao a mais solemne,
insinuar aucorpo legislativo a lorrivel idea de um
scisma (3): que na tribuna nacional pronuuciaram-
sc discursos virulentos c desrcspcitosos contra o che-
fe visivel da igreja, por havtr excrcidu o direito es-
scneial ao seu primado, de recusar oplacel
eleic.lo de um hispo, cuja doulrina Ibe era suspei-
ta de heterodoxia (1) : que na cmara dos deputados
foi otlerccido um projerlo, propendo a separaran
da igreja Brasileira, e a supremaca espiritual no
chefe do estado .1 : n que o proprio governo au
passo quo prohiba qualquer recurso S Apostli-
ca, mandou contratar irmaos moraves, seila de he-
reges e fanticos desprezveis, para calhcquisarem os
nossos iu ligeoas. b' Foi nessa poca desgranada
que su propoz no parlamento iiiudancas substanciaes
em diversos pontos da disciplina geral da igreja;
bes como : abolir o celibato clerical : acabar com os
cabidos das calhedraes : sugeilar os bisos i prasby-
terios ; impor urna leva odios.i sobre o exercicio do
culto calholico dominante no paiz : siippriinirdivei-
sos iinpcdimcnlos cannicos do matrimonio, c crear
oiitross pela auloridade do poder secular, c sem o
consenso da igreja ele. (7,Foi nessa mesla poca,
de triste recordaeao que se desprestigiou o clero, li-
rando-se-lhc o privilegio do loro ,*.que se sos-
pcodeu em lodo o imperio o provimcnlo dos bene-
ficios nao curados !lque se Icnlou tornar os paro-
chos amoviveis a arbitrio dos presidentes de provin-
cia (10 que se coarclon, sem plausivcI fundamen-
ta, urna das mais importantes prerogalivas do epis-
copado (i de ordenar sacerdotessubordinando-a
a um aviso do governo i I que um ministro da co-
formar os homens na virlude, garantir a obediencial
as leis e firmar em bases solidas a paz, a ordem e a fc-
licidade publica,parecern emfim reconheccr a necessi-
dade, c per conseguinte o dever quo lem o estado de
promover ludo quanlo pode fazer respeitar a reli-
gin ea igreja, rujo esplendor o prosperidade redun-
da sempre em proveilo da socedade como dizia o
Papa S. Celestino I ao imperador Tbeodorio.i imperio gerilur, quid quid pro quiete ecclesii, vel
saniosretigionisreverenda lahoralur. \~>)
O augmento das rongauis dos cabidos das rallic-
draes c dos prelados : um foro privilegiado conce-
dido a estes, para garantir-Ibes o prestigio o a con-
sideraeo devida ao seu carcter, e a sua alta posi-
rao social : a crcaro de novos bispados, para mais
prompta e regular dislrihuirao do pasto espiritual ;
o sobre ludo, a dolaro dos seminarios episcopaes:
os subsidios votados para rcconslrurao dos que se
acham arruinados : a elevacaode algnns a calhego-
iia disciplinas para proporcionar 80 clero maior inslruc-
cao ; o factos que atleslam a mudanza Ulular que
ueste quarlo de sceulo, so lem operado no espirito
a rulo do que pratira.similbante a csses doulores do
judaismo, dos quacs dizia S. PauloNon intelli-
geuteteque i/uoe loquunlur eque de quilas af/ir-
mant (28), inulilisa a sua missaoum u.io cusina
como deve, o outro nao ensilla o que deveum cs-
candalisa pela sua condula, o oulro pela sua ignoran-
cia, um nao pode ser o sal da Ierra, o oulro nao po-
de ser a luz do mundo.
He por isso quo as sagradas paginas do ambos o*
testamentes, i par da scicncia, oxigem os coslumes
nos ministros do santuario. O Senhor, que dizia aos
anligos Levitas i Seda sanios, porque cu tambem
o sou n 29), fulminou pela bocea do prophcla
Oseas um lerrivcl analhema contra os que recusa-
ren instruir-so n Ouoniam tu scienliam repullis-
li, repellam le, ne sacerdotio fungaris mibi t
30) Jess Clirislo quiz, cpieos ministros do Evan-
gelbo fbssem a luz do mundo, o o sal da Ierra O
apostlo das naces nao so rcrommeiidav i a I nno-
Iheo, que se applicasse n a lirao, a pregacao, e a
inslruccao n allende lerlioni, exhorlalioni, el
doctrinal; genio tambem que fosse o exemplar
dos liis na o conversarlo, no trato, na earidade, na
publico, c na adminislracao do estado ; c provam | r';. na raslidade o Excmplum esto iideliiim iu
que esta nao so deseja sincera t efiieazmente resta-
labeler a moralidade publica que vai rpidamente
desaparecendo por entre o choque vilenlo e conti-
nuo das facrCes: sealo tambem que comprebende o
verdadeiro meio do o conseguir ; porque, senhores,
cumpre que o confessenios, asen) rchgiao nao ha
mural.sem moral nao ha coslumes,sera coslumes nao
ha forma de governo, por m:'is hem combinada que
seja. que possa fazer a felicidade socialassim como
que. para tornar cllcdivo csse benfico e poderoso
influxo da religiao, cumpre que ella seja respeilada
e ensillada ao povo : para respeita-K eensina-l, be
necessario respeitar,instruirc moralisar o clero, vis-
to como nio pode existir respeilo para com a reli-
giao sem o respeilo aos seus ministros,e a religiao s
pode ser legtimamente ensinada pelo clero (lti) : o
clero para bem desempenhar a sua missao, ensinar
e edificar, carece de instrucco e educar.lo ; o a cx-
periencia de todos os lempos atiesta que a educarao
do cleros" pode ser convenientemente oblida asom-
bra do sanctuario, nos seminarios episcopaes, debai-
xo das vistas c ili recri dos prelados respectivos.
Assim pralicando pois. promovendo a inslruccao,
educarao e reforma do clero, romo preliminar para
mais tarde realizara reforma dos coslumes pblicos,
os altos poderes do estado cumprem um dever reli-
gioso como enlistaos, nm dever social como governo,
c corresponden! ao espirito do ehristianismo c as vis-
tas sabias c providentes da igreja catbolica.
Sim.Srs., depositara fiel e perpetua das iradice.ics
sagradas, c de todas as verdades, que o filbo de Dcos
annuurioii ao mundo: por elle investida da augusta
missao de cnsina-las a todas as naces, quando llie
dissea l.rangelhodo reino dr Dos ser pregado
por toda a trra, pard instruccao de todos o.< poros
Ide instruir todas as uacetl'regai o l>ongelho
a toda arreatura(17); a igreja, cm desempenho
dessa sublime missao doulrual, tao vasta como ater-
ra, tao duravel romo o genero humano: a igreja
fundada, assistda, dirigida pelo espirito de sabedo-
ria, nao s consagra cm geral lodos os conhecimenlos
que podem inleressar a humanidade ; senio tambem
com especalidade sempre reconheceu a necessidade
da inslruccao nos seus ministros : sempre a exigi, e
promoveu com todo o desvelo, como allcstio os mo-
numentos ocelesiaslicos.
era oulro poda ser o espirito, c o procedimento
da igreja ; porque, se naanlga le, apezar da imper-
feiro do sacerdocio I.evitico, da limitada espera da Upeuda-as do modo mais positivo c cllcaz. (:18).
verbo, in conversatione. iu caritate, in fule, incas-
ltate 31] E tratando das qualidades, quede-
vera ler os sicerdotes, exige, quo elles sejam irre-
prchensiveis na sua conducta, e capa/es de ensinar
a saa doulrina, e refutaren) os que contradlsscrera-
na. 32).
E a igreja. fiel interprete dos designios do scu di-
vino fundador, de quem recebera, comocm deposi-
lo, todo o corpo das verdades calholicas, para con-
Qa-las a quem fosse capaz do ensinar tambera os
oulro- ; nolai bem fosse capaz de ensinar
tambem os outros Formam Itabo sanorum verbo-
rom, qua-a meaudisli... Ilonumdepositum cuslodi.j
et b.ec conimenJa fidelibus honiinibus, qui idnne.
erunl et alios doccre (33; ; sempre reconheceu,
como j vos notei, a scicncia e os bons coslumes.
como indispensaveis ao- sacerdotes ebristaos : j de-
clarando inhabeispara o estado ecclerslico os itoo-
ranles Inscii lilleraruin ad sacros ordines aspi-
rare non audcanl ti lllittcratos uullus prue-
sumat ad clcricatus ordinera promover, quia lilte-
ris carens sacris non polcsl esse aplus ofliciis(35):
j empenhando o zelo e vigilancia dos prelados na
escolba de dignos operarios do Kvangellio, clara n-
do-lbcs pelo l.concilio do Lalrio sob Innocenrio
3." que be melbor que o sacerdocio do Senhor tc-
nha poneos c bons ministros, do que mnilos e mao
" Saliii- est, paucos bonos, quam mullos malos ba-
bere ministros (30; ; e ordcnaodo-lbes no Ca-
non 3 do concilio do Chalons no anno de 813,
cuno 1." do Concilio de Arle em 913, queestabe-
Icram escolas-, onde os clrigos so inslruam, par;
serem capazos de doutrinar os povos ; c que lenbain
grande cuidado na inslruccao dos que ordenam pa-
ra as paroebias: j rcsponsabilisaodo-OS pela stricla
observancia dcste imporlanlissimo ponto da sua dis-
ciplina a Nullus episcopus, di/, o Papa (jresorio
lo, infanli (nisi forte religionem inlraret) seu illilte-
rato clericalcm prirsumat conferre lonsurara[37 :
ja occorrendo solcitamente do seculo em seculo,
com saudaveis providencias, aos abusos nelle intro-
dozidos pela acrio dcslruidora do lempo ; como
praticou na sua ultima reunido ecumnica cm
Trento, onde, nios inslaurou.sanrcionou, c man-
dou observar a disciplina anliga, isto be. os decretos
dos summs ponlilices, c as disposices dos sagrados
canonesacerca da boncslidadc do vida c scicncia nc-
cessarias aos ecclesiaslicos; senio tambera recom-
um clfeito da divina clemencia e bondado ; lem nm
atcanrejunjaeiso, presagia um futuro de esplendor, roa impedio a um ccclesiaslico,eleilu hispo,dar certas
e prosperidades para a rcli-i.\u e par^a sociedade, el c\| l.caces exigidas pela S Aposluliea.sub pretexto
por conseguinte deve excitar cm nossos cora (Oes as de ser um ataque dilecto ao governo e iudepeuden-
Sessao' ordinaria em l de mar;o de 1855.
Pn deuda do .Sr. Ilario de Camaragibc.
Ao meio dia, fcila a chamada, acharam-sc pre-
sentes 21 senhores deputados.
O Sr. Presidente abre a sesso.
O Sr. 2." Secretarlo le a acia da sessao anterior
a qual he approvada.
mais doces emoces no prcscule, o inspirar-nos as
mais lisoiigciras esperanzas no porvir.
Sim, senhores, rcflecli um pouco no qae se passa
actualmente no mundo, tegui o movimento do nosso
seculo, vede a directo que vao lomando as ideas, a
tendencia salulardas opinics, odiscrcdilo da iucre-
dulidade, ludo annuncia que se aproxima urna po-
ca de recomposieao moral nas sociedades, urna poca
em que os governos c os povos, dcsiguados pela ex-
periencia de que as Iheorias polticas, imaginadas
I ca philosophia, lendo por base una chimeni
contrato socialnao lem servido senio para tornar
vacllanle a auloridade, precarios os dircilos e a li-
berdade do hornera, sem vigor as leis, dividir os ci-
dadaos em oppressorcs e opprimidos, legitimar asre-
voluccs, despedazar os Ibronos, cscravisar os povos
causados desse estado de oscillares c lulas continuas,
no qual a accao govcrnalva he urna anareliia legal,
o movimento do corpo polticu, urna convulsio, a
vida da sociedade, urna agona inccssanle : compe-
netrados da influencia das renlas sobre os coslumes
e as arroes dos homens, porque csls obrara sempre
de cor formularle cora o que crocm ; o que por isso
a religiao, que inspira e suslenta as creoeas, he o
nico fundamento da moral, e porconscguinlc 0
mais poderoso e cssencial elemento da organisar, > >
social, assim como a incredulidade que as corrompe
o deslroe, he um germen de desorgaiiisario c de rui-
na, porque quem se rcvolla contra o poder de
Dcos nao pode ser lid ao dos homens, quem despre-
za as leis da religiao nao pode respeitar as da socie-
dade; bao de cmfiu reconheccr, que assim como
s I icos pode manler a harmona no mundo pbisico,
s elle pode tambem rcslabelcecraordeiu.no mundo
moral, que a religiio lie para a sociedade, o qnc a
Providencia be para .i conservadlo dos seres: c,
comprehendendo melboroespiritodo chislianisint,e
melbor apreciando o scu influxo eminentemente ci-
vilizador, bao de reconheccr que s elle pela su n clli-
cacia regeneradora, lendo civilisado o universo de-
baixo de lodos os respeilo-, pode reformar as socie-
dad s modernas:bao do reconheccr que o chrislia-
nismo tantas vezes acensado pela impiedade mo-
derna, de querer a ignorancia c as Irevas, de obstar
ao progresso humanitario, fjvonear o despotismo,
autorisar a desobediencia c a resistencia ios pulie-
res da Ierra, c perturbar a paz dos povos (\' he ao
cia nacional 12;que oulro ministro prohibi aos
superiores regulares punirein com a pena de caree-
re os seus subditos refractarios, com o frivolev. pre-
texto de que a ronstiluicao do estado prohiba os
carceres privados (13)... E Dcos sabe al onde se ex-
tendera esse prurido de reformas e iunovaces se a
consciencia publica, a catbolieidadc do povo brasi-
leiro, e a enrgica e orthoJoxa oppnsicio do corpo
legislativo, naodesacoroQoasscm o fizesseiu racuar ao
novo l'ombal, que pretenda reformar a igreja bra-
sileira segundo as mximas do Jansenismo, o repro-
du/.ir no llrasil as niesmas scenas deploraveis o es-
candalosas, que o primeiro rcpresenlou cm Portugal
nos ftns do seculo passado.
Vinte anuos hio decorrido, senhores, o hoje, gre-
cas a Providencia Divina, que vela incessanlemenle
sobre os destinos da groja, c nao consenlc quo con-
tra ella prevalecamas potencias do inferno I i), lu-
do lem mudado ; c o nosso paiz aprsenla urna pers-
pectiva esperanzosa e auimadora para a religiao c
para a igreja.
Os poderes supremos do eslado desengaados, de-
pois de lanas tentativas inutois, depois de lautas
decep'.es, de que as m.udancas polticas sao impr-
balas, quando a sociedade esta corrompida ; de que
a reforma das instituir-Oes e das leis he iliusoria,
quando nao se reformara os coslumes, porque sem
estas de nada valcnt aquellas, como mui bem disse o
l.yriro latino.'.'id cana sitie moribus leges pro-
ficiunl '.'compenetrados da grande verdade, sane
cionada pela experiencia dos seclos, que s a reli-
giao pelo scu myslerioso ascendente, pode operar
essa revolue.'in salular nos espirites e nos coraroesj*
sua missao, sua lemporariedade, seu carcter mera-
mente tgpico e fiauratico, os sacerdotes que na phrase
do apostlo, maneavam apenas pobres e (reos ele-
mentos (18], deviara ser sabios e Santos ; os seus la-
bios, como diz o propheta M.ilaquias, detiam ser de-
positarios da scicncia, c a sua bocea o org'to e o in-
terprete da lei do Senhor (Vi,; qual nio deve ser a
sabedoria o a virlude dos ministros do cvaogelho,
dos sacerdotes da nova lei, revestidos de nm sacerdo-
cio muito mais auguslo e snblimc : um sacerdocio
real, indelcvci, eterno: um sacerdocio, cuja missio
tem por limites a Ierra, e por termo a consuramarao
dos secutes: um sacerdocio tao superior an sacerdo-
cio legal, quanlo Jess Chrislo o he i Mrahaa, a
rcalidade sombra, a verdade a figura : nm sacerdo-
cio emfim superior em dignidade aos prop ios Alijos;
o que fez dizer a S. Francisco de Assis que, i elle
cisse um sacerdote e um Anjo,sauduria primeiro ao
sacerdote, por exener um ministerio mais maraii-
Ihoso e sagrado'".
Destinados a sern u luz do mundo c o sal da Ier-
ra, na phrase do cvangelho (20), pela pureza dasna
doulrina, pela regulardade da sua conduela, e pela
sanlidade do seu exemplo : investidos do sublime e
diflicil encargo de mesircs da f e da moral, paso prc-
garem o evangelho a (odas as nacoei, ensinarem e
nntruirera lodos os povos, ex^licarem e fazerera ob-
servar a lei do SenhorBuntes doeete omnes gen-
tes... docentes eos servare omni guoecmque man-
dad tobis. (21); devendo estar sempre preparados'
como diz o principe dos apotolos,para satislazerem
a quantos Ihes pedirem a razio c 'motivo da sua f,
eda sua esperanza Parali semper ad satisfactio-
ncni omni poscenti vos rationem de ca, quoe in vo-
tos est, s/ie(22): encarroado* de defendercm a
verdade, comhaterem o erro, e snstenlarem os inle-
resses da fcontra as violentes econtinsjasataques de
berezia o da impiedade : leudo por dever dirigir as
eonscicncias formar o espiritoeo corarao dos homens
dirigir as conscienciascora a sabedoria dos sens dicla-
mes, formar o espirite como esplendor,das suas luzes,
cocoraro rom n exemplo das suas virtudes: sendo,por
furza da sua missio, os representantes de Jess Chris-
lo sobre a Ierra, os continuadores do seu auguslo
ministerio al a consuramarao dos seculos (23 os
depositarios do seu poder c auloridade (24 os dis-
pensadoresdos divinos misterios, os reconciliadores
dos homens com Dcos, os cooperadores da regenera-
r,lo c salvario das almas : sendo, em urna palavra,
os mestres,os guias, os mediros, os }uizet,os orculos
dos povos os quacs devem ouvi-los e rcspeita-los
como ao proprio C.lirislo Qui ios audit, me
audit ; qui eos, spernit, me tpernil (25 : os m-
tres, cnsinando-lbes a sciencia da salvarao, o bem
que devem pralicar. c o mal que devem evitar; os
guias, scrvindo-lhes de modelo, e dirigindo os seus
passos pela vereda escabrosa da virludeos mdicos
cuiando-lhes as cufermidades cspiriluaes, purifican-
do, saraudo mesmo, na phrase do Psalmista(-20,as al-
mas polluidas pela culpa, mediante o balsamo medi-
cinal e vivificante dos Sacramentosos juizes, jul-
gando o seu mrito ou demerito em ordem .i salva-
Cao, absolvendo-os ou condemnado-os, abrindo-llies
ou ferhando-lhes o eco, o qual hade ratificar a sua
scnlcnra 27)os oracuos, pntentcando-lhcs as von-
tades do Ser Supromo,c os seus eternos c irrevogaveis
decretos acerca dos destinos humanos;que exlen.
sao de conhecimenlos, que fundo de virlude nid
'bes he necessario para o perfeilo desempenho de tao
diOiceis, tao santas, e tao complicadas fenles, as
quacs o Papa S. Gregorio Magno chamava a mai..-
difPntltuadas arlestl Sciencia, e virtude. nolai
bem, Srs., porque urna sera a oulra he insuflicienlo
para o completo desempenho do ministerio sacerdo.
tal. O ministro do evangelho deve simultneamen-
te ensinar e edificar: ensinar com a palavra, edificar
com o exemplo: ensinar quaes sio os devores do ver-
dadeiro cbrislao, c mostrar com as suas acrocs a pos-
sihilidade dos pralicar, e um exemplo vivo do bom
cbrislao. To mperfeilo e repreheosivel he um sa-
cerdote Rostradoe de naos costumes, como um de
vida regular e ignorante ; ambos podem comprme!-
ler os interesses da f. c a honra do sacerdocioa.
quelle,pralicando o contrario do queciisiua aos outros.
contradiz a sua doulrina cora 39 suas obras, e esteri-
lla o ministerio da palavra : este, mo podendo ensi-
nar aos outros, ncm mesmo podendo, os vezes, dar
O autor cedeu a mpressao desle discurso a rr>-
lanciasdo Exm. e Rvm. Sr. hispo o do alguns a-
misos.
t Vide a obra intitulada Systema da Satu-
rezaProudlion, La rvtlulion sacale Pec-
queur, Thcorie nouvelle d'Bconomie sociale et po-
litiqu, ou /iludes sur l'organisation des socictis
E oiilios mullos.
;2 .Icrcniias c. 10., V. 19.
(3) Vide a falla da abertura da assembla geral 110
anuo de 183&
Vide 1 discussSo da resposla a falla do llirono
na iessao do 18.39.
. Pete deputado E. R. I'..
ifi) Vide o relalono do ministro do imperio ap-
pre ''otado cmara cm I
(7; Vide os famosos projeclos sobre Matrimonios,
raua Bcelesiasttca e Presbiterios, aprcscntados
pela commissao ccclcsiaslica da cmara des depu-
tados, na sessao de 1831.
Cdigo do proe. crim.
.!)) Lei de 11 de jimho do 1831, arl. 18 in fine.
;I0) Urna lei da assembla provincial de Minas,
revocada pela assembla geral de 1837.
(10 Av. 6 de abril de 1837.
(12) Olllcio do ministro dajustie.i de 10 de ju-
nho de 1835.
f"13) Aviso do ministro da iostira du 15 de juuho
f,t 1827.
(T*) Matb. c. 16, v. 18.
(15) Episl. 19. S. Celestin. i. ad Theodos. Im-
per.
(16) Quomodo credent, si non andierunt ? mndo audicnl sine prir-dicnnle ijaomodo paedi-
eabunt, nise miltunlur '.' E|iis. aos Rom. c. 10,
v. 11.
(17) Maili. c. -'i, v. 1.c. 28, v. 19. Marc.
c. 16, v. II.
(18, Epist. aos (alal. c. I, v. 9.
(19) Malaq. c. 2, v. 7.
jo .llalli, c. .1. v. 13 c 1.
.21) Matb. c. 28, v. 10, e scg.
(22) I. Epist de S. Pedro, c. 3, v, 15.
23) Epist. aos Efes. c. i, v. 11 e 12.
24) sir.nl misil me Pater, et ego millo vos. S.
Joao, c. 20 v. 21.
(25 l.uc. c. 10, v. 16.
(26) Salm. .10, v. 5. x
2V Quorum remiseritis pacata, remitlunlur
eis. et quorum retinueritis. retenta sunt. Qum-
cumque ligacerilis super terram erut lgala et in
cirlis ; el quaqumque tolvet itis super terram, c-
runt soluta et in ccelis. Main. cap. 16, v. 19.
c. 18, v. 18.Joao c. 20, v. 23.
Mas nao pensis, Srs., que a igreja liniilasse o seu
zelo, pela inslruccao e educarao do clero,
exigencias, a esteris recorarnendaz&et:
zesse ministros instruidos e edificantes, sejwnunn -
ver e regular a sua inslruccao e edurarJo de um
modo anlogo i sanlidade do seu ministerio : que
lio solicita era diffundir por teda a parto a inslruc-
cao, csl.ibelecendo escolas gratuitas em beneficio da
moeidade, fosse menos cuidosa da inslruccao dos
que devem servir de model aos fiis; nao, seria
isso querer o fim, sem applirar os mcios.
Examinai a sua historia, L.ncji a vista sobre os
19 seclos clu"islaos : c veris que, mesmo nos seus
principios cheios de tiibiilacocs e de angustias, te-
lando com ludo quanlo havia do poderoso sobre a
Ierra, no horror dos supplicios, no isolamento das
catacumbas, na escuridio dos carceres, no meio de
ondas de sangue ; nunca ella se dcscuidou de for"
mar ministros dignos, como os lgnados,o% Poli car-
pos, os Hermas, os Clementes, os trineos ; lendo at
escolas celebres em Alhena* c ilexandria, donde
saturara homens eonsummados na sciencia da reli-
giao veris anda que, mais farde, quando cessa-
rio essas perseguiedes, e ella pode exercer livre-
mente a sua auloridade, empregou-a rom incessan-
(e desvelo na educarao do clero, fazendo delta um
dos pontos mais esseuciaesda sua disciplina.
He verdade que a forma dessa educarn, c os
meiosde rcalisa-Ia, variaran) algumas vezes seguu-
du as circuraslancias dos lempos, as ideas c os coslu-
mes de cada seculo; e que a educarlo mesma leve
suas pocas do decadencia pela rtlachac3o dos cos-
lumes; mas por entre essa variedade de formase
diversidade do metes: por entre essas alternativas
de esplendor e de decadencia, vos veris sempro na
igreja desde Meca al Trento, nao so o mesmo es-
pirito, o mesmo zelo. a mesma solieitudo maternal
pela educarao do clero ; scuao tambem una idea fi-
taaeducacSo a sombra do sancluarlo,idea, que
afina! foi definitivamente abracada c convertida cm
lei geral da igreja catbolica pelo concilio do Trento,
mandando instituir em cada dlcese um seminario,
como o meio mais conveniente de formar os aspi-
rantes ao sacerdocio na virlude, nas scienciai cccle-
siasticis, c nas sagradas regras do santo minis-
terio (39).
Sim, senhores, a necessidade densa educario re-
gular dos clrigos em seminarios episcopaes dcbaixo
da immediata iiispcccao dos prelados, c a sua vanla-
gem sobre todos os outros rucios, que at o presente
se lem ansaiado, f"i sempre rerordiecida pela igreja.
e lem cm seu apoio a experiencia de todos os lem-
pos.
Mi rae atrever! atlribuir aos podren .Vcenos a
iniciativa dessa clucacao em commuin para os cl-
rigos, c a dalar dahi a origen) dos seminarios ; por-
gue o canon, que trata desse objecte, allrilmido por
Turriano ao concilio de Nica, be duvidoso, por nao
se adiar entre os 20 Mnones, que toda a igreja re-
conhece como prodcelo genuiua du mesmo conci-
lio n Mas posso alliancur-vos que ella dala pe-
lo menos, do quinte sceulo, sendo S. Agostinho
quem, penetrando cun a sua vista d'aguia o espirite
c as utences da igreja, primeiro lanzou os funda-
mentos desiu inslituicao tao vautajosa a rchgiao e a
sociedade.ieunindo em una vida commum.e sob sua
inmediata vigilancia os mancebos, que se destina-
vam ao sacerdocio, para serem educados nas scien-
cias e na virludeCcrle ego sum, diz elle, quista-
tucram. sicut noslis, nullum ordinare cXericum,
nisi meeum tellet discederc proposito, recle illi
tollercm rlcricalam, quia desereret snelo- sociela-
lis promissiim, eaplumquc consortium II Sondo
que, tamaita era a importancia que o santo doulor
dava a educarao ccclesiastica nos seminarios, que
protestava nao adroi'.lir no seu clero aquello, que
nellcs nao fosse educadoAdjuvalat me Deus. ul
ubi Episcopus sim, ibi elcricus esse non po"i<.
O exemplo de S. Agostinho foi imitado pelos ou-
tros bispos, o al pelos parochos, os quaes conver-
leram assuas propriaa habitarles em azilos de edu-
cae.io, e escolas onde se iuslruiam nas scienciis cc-
desiaslicas. e se exercilavam na piedade os que se
destinavam ao estado ecclesiaslico: oscu plano de
educarlo lornou-so geral cm lodo a igreja, c subsis-
ti at osenlo \. sem ootra allerazio, senio a de
serem algumas vezes as residencias dos bisims subs-
liluiias, ou polas escolas dos mosleiros, ou por rasas
especiaos, mas sempre sob a sua Inspecciu ; como
attestam as disposizes de niuitos concilios. 2.u de
tusn, por ex., no anuo de .129, manfla instituir um
seminario cm cada parnchia, afirmando -er esla a
I raiic.i de loda a Italia. I l'lacuil, ut omnes pres-
biteii, qui sunt in parochiis consliluli. srcundum
consucludinem, quam per ttem Italiam satis salu-
briler tencri cognovimus, jniores Icrlores serum
in|domo rceipisul; el eosquommodo boni parles spi-
rilualiter nutrientes, {'salmos parare, divinis lectio-
nibus insistere.a in lege Domini erudire conlenlant:
ule sibi dignossuecesssores providcanl.el a Domino
prornia pierna reeipiant. 12". 02." de Toledo,
no anuo de l.'.l.l)e|liis. qUOs voluntas parcnlum
primis inlanh i-annis clerlMtus oflleio manciparil,
slaluimus ob-crvandiim. ut mux eum delonsi, vel
ministerio leetorum coniradirli fuerint, in domo ec-
clesiie. iub episropali prcssflntia, a prosposilo silo
debe.mi erudiri. i; (l de Aqvisgran, no
anno 7R9, decrete, quo os jovens clrigos se edu-
quen), e inslruam nas icttras c disciplinas ceelesi-
aslicas, nos seminarios dos bisos, ou nos mosleiros,
como melbor convier a seus pas, (4#) etc. ele.
Depois do seculo \, segundo /efere Thomassinn
(i.V, persuadindn-se infelizmente os prelados, de
que era bastante, que os clrigos se instruissem nas
escolas dos mosleiros, e das universidades, que ja
entio se haviim estebclccido, como a de Rolooha,
de Pavia. de Paris, foram,! descuidando dos -,,lu-
narios, ale que de lodo o- abandonaran. Abando-
no fatal que produzio a decadencia da disciplina,
e essa pasmosa ignorancia e relaxara, que se ola
no clero de mcia idade?
Esla louga e funesta experiencia fez mohecer que
os mosleiros e as universidades na erito proprios
para formar clrigo, -"lilamente instruidos e edifi-
cantes : aquello-, porque, alem de nunca recebe-
rem lias escolas interiores do claustro os clrigos se-
culares para OS instruir ir,', ja b.iviain otldo iscn-
resdajurisdiceiodos bispos, com as quaes tinliam
cessado a unio|e dependencia,em que sempre eslivc-
ramdelles- c.-ln, porque o cspirno tuuiciii'n.s
sulililc/.as dialcticas e melaphisiras da anliga pbilo-
..opliia, a licenra mesmo e a desordcni, que ncllas
se inlroduzirara, era iucompaliveis com urna educa-
cao regular e provcilosa fez conlieccr que a pro.
videncia do 3.o concilio geral de Lalrio, no auno
1179, creando, para inslruccao dos clrigos pobres
cm cada igreja calhedral um meslre com ura benefi-
cio sufliciente: nio poda supprir o vasto inmenso,
que deixaram os seminarios fez conhecer cralitn o
erro, que se havia commellido, ea necessidade de
repara-lo, oppondo ura dique essa lorrente de rc-
laxazio e de escndalos, que tantos estragos- causou
na heranca do Senhor.
Entio recorreuse i anliga disciplina dos semina-
rios episcopaes. como nico preservativo eflicaz con-
lra a ignorancia e desmoral sarao do clero; o car-
deal Polo, querendo reformar o cloro Anglicano,
cm 1.136, fez dclles a principal basada sua reforma
17 ; o o concillo de Trente rcslabcleceu-os em loda
a igreja, fazendo da sua inslituicao urna regra
invariavel do seu,governo. Disposkio salular I que
foi applaudida em loda a chrislandadc ; e que abri
una nova era noST aiinacs da disciplina da igreja.
eslabelecendo o nico plano de educarao ccdesiasli-
ca corapalivel com a natureza do sacerdocio cbris-
lao, e nico eficaz para instruir c moralisar conve-
nientemente o clero.
N3o basta, senhores, educar o rlcro ; he necessa-
rio, que sua educarao seja especial, anloga i sanli-
dade de scu ministerio, urna educario prop iamciilc
eeclesiastiea. Nao lie cortamente eonferindo o sa-
cerdocio a mancebos educados no meio do buheio do
mundo, comas inlclligcnciasdcsvairadas pela leilu-
ra de romances, e outros raaos livros, e os coraces
cslragados pelas paixes, que se conseguir jamis
formar um clero slidamente instruida c edificante;
lie sim iospiraudo-lbes de-Ir a inl.uicia o amor do
retiro, do estudo, o Da oracao : he inspirando-Ibes
a modeslia, o desinlcrcsse ; o espirite de paz, o zalo
da salvarao das almas, einlim todas as virtudes pro-
prias do estado, que se destinara : he adestrndo-
os no longo tirocinio, que exigem as multipRsMlas
funezoes do sacerdocio : lie, em urna palavra, exer-
citaudo-osnas sciencias c na piedade, aperfeiroan-
llies o espirito, o formando-Ibes o coracao. A ver-
dado e a virlude, senhores, nao sao dous inherentes
c innatos humanidade ; ellas se adquirem ; c se a
educario as nio inocular, por assim dizer, no esprr:-
n c no eoracjlo do liomcm. o erro o o vicio as subs-
tiluirao, porque nosso espirito c o nosso corarao
nio podem estar vazios. Cumpre portante) prerau-
nir em lempo a moeidade com os diclames da reli-
giio o da virlude, antes que contraa o habito dos
vicios ; os quaes, depois de arraigados, be mui ifli-
cil pordc-los. porque os hbitos contralllos na in-
fancia sio sempre os que vera a predominar na vi-
da do liomcm, como diz o sabio.a Adolescens jux-
ta viain suam, eliam cum scnueril, non r'cccdel
abei 18 ; c impossivcl par conseguinte, sem um
grande c singular auxilio da divina omnipotencia,
perseverar em umi vida verdaderamente cccle-ias-
tica, romosc exprimem os padres do Trente 19 .
Ora, essa educaran ccclesiastica s pode ser oblida
nos seminarios episcopaes ; e oulro nao foi o motivo
e o fim da sua inslituicao. Ouvio qnc diziam no
secute7. aun 633) os padres do .'>'i Concilio de
ToledoProna est omnis atas ab ididescenlia in
malura : uibil cnim incerlius, quam vil i adolcs-
cenllum. Ob boe instituere npporluil, ut -i qui in
clero pberes, aut adolescentes existunt, omnes iu
uno courlavi alrii commaneanl. ut lubrico? oelatis
annos. non in luxuria, sed in disciplinis ecclesiasti-
cis agant, ilcputali probalissimo seniori, quem. el
magislrom docirime, el lesiera vi.t babean! 50 .
Ouvi anda o que dizia ,s'. Cdrlos Borromi >, arce-
liisp de Millo, na occasiio em que Instillo o scu
seminario Sunl Igilur ca polissimum de causa se-
minaria erecta, ul in iis boni, slrcnuiqic operarii
ad curalioncm animarum, quas suo sanguine prc-
tiosissimo Cliristus redemil, inslituantur : el ii qui-
dem adolescentes qui ob .Ttatcm, cum teera -il,
et proclivor ad voloptales, et flexibilis eliam ad
boiiarum rcrum impressiones admiltendas, in npc-
ribusvirtulum erudiri debeant ul can vito per-
fectioncm adipise intu, q..... in iis, qui Doctores
pnpulortim fuluri sunl. elucro debet, el severiori-
bus disciplina-legibus cocrcendi (51). E para au
acrumul.ir mais citaces, ldc o que ilizem os pa-
dres Iridcntinos nesse lumiuoso decreto exarado na
o 21 de lieformal. cap. is.
Domis, una triste experiencia atiesta, que mui-
los procurara o criado ecclesiaslico, nao por verda-
deira vocacao, e sim cora vistes inicuamente profa-
nas; sem calcularem as obrigarOcs, a sanclidadc, e
responsabilidade inherentes a um estado l.io pcrlcito
c sublime, steem a mira na consideraran publica,
que elle il, e nos ineios .le subsistencia, que pro-
porciona : nao he Dcos quem os chama, be o mais
srdido iuleressc : sao especuladores que invaden) o
sanctuario, onde nao s.'io dignos de entrar, na phrase
do prophclan Vidil gentes ngressas sjnctuarium
suuin, de quibus prrcceperjs, ne intrarent in eccie-
siam luam 12 : sio. para servir-mc da parbola do
Evangelho, roubadores c ladn'es, que nao entrando
no aprisco pela porta, mas subindo por oulra parle
nao lem oulro lim, senao lurtar, malar, perder
o Amen dico vobis, qui non intrat per oslium in
ovile ovium, sed ascendit aliunde, il!c fui e-I, el
latro. 1 tu non venit, nisi ul furelur, ct maelet, c(
perdat. 53 .
Este abuso dclcstavei to contrario ao espirite o as
iutencues da igreja : que ja no seu lempo lamenlava
o cardeal Relanuino, di/endo Ex faciltate ma-
uus iuiponendi lactum est, ul hoc temporo sil pro-
pe inliuia turba ilericoruu), quorum plurimi non
aspiraui ad sacros ordines, ul sil Domino- pars
eorum ; sed vel... ul subsidium quoiranl vite' lem-
poralis, vel ul ad honores ccclesiasticos aliquando
(28) 1. Episl. a Timolb. c. 1, v. 7.
29) l.evit. c. 11, v. i.
(:) Oseas, c. 1, v. ii.
(31) I. Episl. aTiinotb. el, v. 12, e 13.2 E-
pisl. c. i, v. 2.
(32) I. Episl. a Tiraolli. c. 3, v. 2.Epist. a Til.
el. v. 9.
(33) 2. Episl. a Timolb. c. 1, v. 13 e li c. 2
Y. 2.
i i Can. Pirnitentes,- disl. 5.1.
(35 t:an. lllittcratos, disl. 96.
(3G Concll. Laleran. i sub Innoc. 3, c. 27, de
Usstrucl. ordinaiid.
17 Cap, Sultus, de Tempor. ordination, in
sexto.
(38 Concil, Tridenl. ses. 22, de reformat. cap. 1
23, r. I i.
Y.i dem, ses. 23 de reformat. cap. 18.
(io Vide I amberlini, de Sijnod. Dimees. L. 5,
cap. II. n. I.
1*1) Serm. 355 al. 8 de diverts, n. 6.
ascendanls 11 que lem p'ivoado clero de lolo
os paizes de mercenarios, que pe cm almooda os
dons da grara, mercadeam cora as cousas sanias,
especulan) com os meios de salvarao dos liis, ven-
den) os Sacramentos ; c em geral de raaos ministros,
porque quem tema o c-tado ecclesiaslico sem vn-
cacin, nao pode desempenhar dignamente as funr-
rOcs que Ibe sao iiihcreules, il.i mesma sorle que na
pode ser liabil era qualquer pross.lo aquelle. que
abraca-a sem ler" para ella um latente especial ;
lera, senhores, poderosamente contribuido nio s
para a decadencia do clero e deshonra do sacerdo-
cio, senao lamben) para n discredilo da religiao, por-
que o mundo ajfiiza quasi sempre desla pela con-
ducta dos seos ministros.
Para evitar esse- deploraveis escndalos, he que o
apostlo recomendava a Temollico que, DDgaW
iinpnzcs-o ligeirainenle as moso Manus cite ne-
mini imposucrisi .1.1 : e que a igreja sempre sabia
c previdente ordena aos prelados, que nao ronfiram
as ordens sacras, antes de examinaren) a vida, pro-
varem c merccimente epor signaes inequvocos co-
nbeceicm a voeario dos prelendenles. E esta s
pode -er eonhecida com certeza nos seminarios epis-
opa i: porque t abi reunidos em vida commum
os as| iranes ao eslado ecclesiaslico, debaixo das vis-
tas ds prelados, he que estes podem observar de
perlo a sua ndole, o seu amor ao esludo, a sua in-
clinacao aos exerricios religiosos, a regulardade da
sua conduela, cm urna palavra, todos os signaes in-
dicativos da verdadeira voeario; e discrimina-la
dos dsfarres da bypocrisia. Sem isso por mais ali-
lada que seja a sua perspicacia, o fino oscu diseer-
nimcnlo, a sua escolba ser sempre vacllanle e in-
certa.
-llovidossem duvida, por estes c outras conside-
rares qoe deixo de referir-vos, be que os padres
do concilio provincial de Aquilea, celebrado no an-
no 1569, disseram que, sem a insiiluirao dos semi-
nario- uno era possivcl manler-se a disciplina ercle-
sia-tieaa Scminariorum iuslitulionem, conserva,
lioiicm, el promolioncm in erelesia Dei suinme
iructuosara, qua clericalis mililiu' propagatur ordo,
el progressio, lantoperu ncccssariaiu esse consta!,
ul slare ccclcsiaslica disciplina, siue illorum subsi-
dio, vix possit (56).
E se alem disso, allenderdcs ;is circumslaneias es-
pecules do nosso paiz, lereis mais urna razio cm prol
da necessidade dos seminarios entre nos, e um mo-
tivo de gralulao ao raonarcha que os auxilia e sus-
la. Ainda na infancia, o Brasil nao abunda de
cslabelcciinenlos Iliterarios, em alguns que exis-
ten) deslioados especialmente para a educazao Kdc
cedas elasses, nao se cnsinain as disciplinas eccle-
siaslieas : as corporales regulares, no apogeo da
sua decadencia, ou nao lera escolas ou (m-nas lo
mal organisadas, tao destituidas de inelbodo, e
abrangem lio escassos conhecimenlos que nao po-
dem proporcionar urna inslruccao sulliciente aos
ministros do Evaugelho: o clero miscravel quemis
parece una Ordem Mendicante, para servir-me da
expressao do Senhor de Im Mentais, do qoe minis-
tros da religiao do estado : os prelados destituidos
dos recursos que tinham oulr'ora, c limitados pe-
quen., congruas, etc., o qne seria feito em tees cir-
cumslaneias da educarlo do nosso clero? Onde
aprendera elle as sciencias indispensaveis asna mis-
sao de mestres c guias dos povos, sera o eslabeleci-
racnlodos seminarios episcopaes'.' E como seman-
'eriara estes entre nos, senhores, sem a proleczlo o
liberaildade dos supremos poderes do eslado"? (Juan-
do o Sr. I). Jos Joaquim da Cunha de Azeredo
Coullnho.dc saudosa rceordaea c rujo nomo occiipa
lio honroso c dislinclo lugar nos Dipneos da igreja
l'crnanibucana, quiz fundar este seminarte, o pri-
meiro cstabelecinicnlo litlerario regular que leve o
Brasil, nao pode prescindir; do auxilio do governo;
solicitou-o e obleve nao s adoarao da igreja, colle-
gio e alf.iias da exliucla couipanhia do Jess, senao
tambera o pagamento dos profossores pelos' cofres
pblicos (57,1.
E depois de meio seclo de existencia, cm nossos
lias mesmo quando o edificio estragado pela mao
solapadora do lempo, ameafJMi um prximo des-
morn.menlo e foi terroso fecha-lo; nao vistes vos
que, apezar de lodos os esforros do zc!o e da liher-
dade apostlica do venerare! prelado, que lio dig-
namente oceupa a cadeira episcopal desla diocese,
na foi possivel re*Uic-loe ahri-lo sem una sub-
venr.i do corpo'.legislativo:' E nao vimos lodos
como par do nosso delinliavam por falla de recur- -
sos os outros seminarios do imperio'.' (
Graduamos portante que, sem a prolecr.lodo es-
tado, Os seminarios nao podem subsistir entre n-, a
menos de dolar-so sufficienlemenle o clero, como
muilo convem ; e que sem os seminarios nao pode
liaver educarao para o clero. E, pois, o clero sem
edacario se relaxa ; relaxado o clero a disciplina
decabe, a igreja padece, a religiao sofire, a socieda-
de se desmoralisa e corrompe ; qual nao deve ser o
nosso cropenho em correspondemos is vistes dos
supremos poderes do eslado, para mcrcccnnos a con-
linuacSo do cu poderoso auxilio c prolecrio!.'
Quio profunda a nossa graldao por lo relevante
beneficio feito a igreja brasileira!'.' Quio vivo o
nosso jubilo no prsenlo c lisongciras as nossas cs-
perancas no porvir, vendo este seminario surgir co-
mo por milagro das ruinas cm que pareca sepultado
para sempre, maior, mais vigoroso, mais cheio de
vida, mais lu luante do que d'anlcs, e rcccbcndo em
son seio para serosa educados nas lellras c na vir-
lude os novos Samueis, destinados um dia ao scr-
vi0 do Tabernculo ?
He verdade que milo ainda llie falta para clie-
gar ao eslado que todos anhelamos um eslado com-
plete que possa proporcionar ao clero a alte instruc-
rio da qual boje mais que nunca elle neccssila, a
viste do progresso das luzes ueste secute cm lodos
os ramos dos conhecimenlos humanos, o sua diffusio
por tedas as elasses da sociedade; para nio ficar
airar daquclles a quem por torc do seu ministerio,
leve dirigir c guiar ; mis ncm por isso deisa de
ser satisfactorio c cspcr.woso o eslado era que ac-
lualmente se arha cm relajeo ao abandono e deca-
dencia anterior. ^v
A crearlo, nao digo bem, senhores, a restituirlo
das cadenas de c-ludos preparattfiof, qoe de rigo-
rosa jusliea llie era devida, dapotl a mudanza da
faculdadc de direilo, a quem luvaaol sido encorpo-
radas, comprehendendoa lingua Latina, que he,
por assim dizer, a lingua da igreja, Un indispensavcl
aps ecclesiaslicos para os oficios divinos, para o co-
nlieeimenlo dos sagrados caones, dos santos padres,
e de toda a lilliurgia, que o concilio de Trento pro-
hibe conferir mesmo as ordens menores aos que a
ignqgim. (58)a lingua Iranceza, a mais sabia do
mundo moderno, e onde se adiamos mais profundos
tratados de Thcolog, as mais luminosas
obras de controversia, c^is mais cloqueles e victo-
riosas apologas do clirislianisB)o;a Geograpba,
tio necessaria para a intelligencia da historia tanto
sagrada, como profana;a Hhelorica, que enslna os
preccilos da eloquencia, lio necessaria aos ministros
do Evangelhoc a Philosophia^ que desenvolve a
intelligencia, regula as opcrazes do nosso espirite,
cnsina a raciocinar com methodo, da qual dependem
todas as sciencias, e que he o vestbulo do magcsloso
Icmplo da sabedoria.O eslucio dos sagrados cao-
nes, que ctnisliluera a IcgislacSg da igreja, c cujo co-
nhecimenlo, lio recommendadn aos ecclesiaslicos pe-
los concilios*.0 do Toledo, I}" Je Macn, de Cons- "
tanei, de Basilca, i. provincial de Miln, o oulrns
Ihes lie idisolutamente necessario; porque, alem de
inslrui-b do modo, como os negocios da igreja so
conduziram c terminaran) era/todos os lempos ; e
dar-Ibes nina dea justa da disciplina, dos coslumes,
e usos da sociedade Chrislia nasdilTercnles pocas da
-uadoraro, elles encerrara os rdrdaderos e solides
principios da Ideologa moral, easderisoes da igreja
sobre o dogma) e so ronhecends-ss, e conformndo-
se com o sen espirito, he que oseerlcsisslcos se irjs-
tniiram perfeilamenle dol seus ieveres: aprende-
mm o como devem administrar is cousas santas, e
tmbalhnr olHmente na anliflcaeio das almas : e evi-

(42 Vide Coilec. Concil. llardoini, lora. 2, col.
1105.
I I dem, col. 1139.
i i dem, col. fe.
(*5) De velar, ct nov. Eccles. disciplina, par. 2,
BM' Mlbilo^o^llesta^que, cora quanlo os mon- *8ir 1nifts con-
ges livessein escotes abortas para o ensuio '\.i moei-
dade ; todava nunca clrigos secutares foram
admitiles a esludar no interior dos mosleiros ; os
quaes tinham. 2 escolas ; una chamada interior e
clautral para os mongo-, c mancebos entregues aos
mosleiros : e oulra exterior s cannica para os
clrigos seculares, e lodos quanlos quizessem eslu-
dar. Vide Lambertini, de Svnod. Dicaces. I.. 5.
cap, 11, n. 2, onde cite outros Icslemunbos dessse
uso.
17) Vide Colleet. Concil. Uard. lom. 10, col.
408.
(18) Proverb. c. 22, V. 6.
(19; Concil. Tridenl. ses. 23 de reformat. c. 18,
(50) Em Craciano, can. 1, 12. quiwl. 1.
il Citado por Lambertini uas suas Insliluizoes,
Inslit. 59, n. 2.
59 l'hren. c. 1,v. 10.
(53) Joio, c.10, v.10.
trariss simplicdade do EvBOgellio, i tradicio. e
doutrioa dos padres ; sendo esla a razao porque a
igreja lio eficazmente recomeienda a sua observa'.,,
cia em lanos concilios, prncipllmcnle no 7." e u'n_
mo geraes(59)A eloquencia sagrada, udispeosftvcl
ao ministerio da palavra, itherente ao iacedoirC0
chrisUo; tio necessaria em lodos os tero pos, morm^.^
_,--------------___________^_i^,
(54) Vide a sua obra de ocuiifn eoiutnba;, b,,^
cap. 5. /
1. EpUl. a TOMlti, c.5, v. 32.
(56' l.abb. lora. 15, pag. 1*0?.
57 (.arta regia de 22 de msrzo de 1796.
(58) Concil. Tridenl. ses. 23 da rc/ormat. c,,,.
(59) Concil. 2 deNicea, ca. t.-Cooail TnuauV.
ses. ii de reformat. cap. 18.
-
MUTli Ann


DIARIO DE PCRMIHBCO, QUINTA FEIRA 15 DE MARCO DE 1855.
'
le hje, quando a impiedade caminha desempceada-
Mente, quando lodas asimiles da instruyan se acliam
infeccionadas pelo veneno sublil do poHesophismo,
qaando. por um phenomcnn incomprehensivel, a
fc se extingue propcrro que as eriencias se apcr-
feroanr, e especialmente cnlrc mis, onde a Oratoria
aerada lem perdid a solidez, Im, farra, e mases-
ade, que Ihe inspira a palavra de Heos, e se admira
as lomilias dos sanias padrea ; e aclia-se redu/.ida
.. urna eloqaeaeia profana e eslcril : onde os prega-
duces, saltas honrosas cxrepcoes, lonse d> teretn o
estxlo modesto, grave, luminoso, nutrido coni as pa-
lanas da Escriptura. e moldado pelo dos anligos pa-
dres; o inailam o Csl) lo do- poetas e oradores pro-
lanos, afleelanda urna eloqueneia fausluosa c phos-
phorica, qe enfraqoecc e desvirta a palavra divi-
na, qae deleita c n.io convence: urna eloqueocia
falsa, abundante de palavras e plirascs exquisitas, e
asa de ideas, ede-ia doutrina ; outros, fazendo
ronsislir a piedade em arredilar ludo, quanto se
ctu esrriplo as lrnda, e autores religiosos, e tudo
ato arredila o vulgo, ralicm no oxeesso onposlo,
ando um estvlo nimiamente rasteiro c natisca-
fctado. que ncm deleita, nem canvence ; annun-
cndo da catdeira evaneelira aos fiis, de envolta
caaa as verdades dasalvaeao e as vetes at para
|H*Ta-la> opino,-s duvidosa-, milagros ficticios.
hartn !us, conlos que excilam o rizo, iu-
veelivas locantes e salientes ; c Iransigindo quasi
seaapre com as supcrsliroes populares : pratica esta
irprovada cipressanicnle por inuitos coiuilios, com0
o 6. de Arlet. em 813, can. 10o de Scik, em l.">28
o de Cologne, em 1336. tit. dequalil. prn-dirat.
de Aatbmrja era 1518. reg. i.o de Tretes, em
1519. art. 1-e principalmente o 5. de Latro sol
Lria 10., en 151-2-, Stss. ll.t.U'ondc resolta or-
dinariarnentes?.hirem os liis dos temidos, onde ou-
v.ram um pomposo panegyrieo ouum serinno ascc-
lico.iao pouco impresionados da verdade, como se
a nao Irresoem ouv;do.Sao, scuhorc-, materias de
summa importancia, cuja acquiaieao foi vantajosiss-
ma; porque,juntas as disciplinas Ihcologicas, queja
existen), a Historia Sagrada, a da Igreja, a Thcolo-
>'groarta^a Theologia Moral, a l.illiurgia, c o
Linio, constiluem um curso de esludus que. se nao
pode firmar tbcolugns con-ummados, pode, sendo
bem aproveilado. formarecclesiasllcos solTrivclmcnte
iaslruilosc habilitados para exerecrcni dignamente
-O ministerio, Jefenderem a causa da rcligio, c
rerhjrarem os ataques dos impos.
O que mft nos cumpre lie, aproveilar o liom,
emquando nSo possuimos o melliurlie azer votos
ao eco, n3o so para que os poderes do estado com-
plelem a obra encelada da regenerar, do clero ; sp
nao tambera para que, dando a Dcot o que hr de
Dos, limilcm a sua alta proleccao a auxiliar a igre-
ja nos seus designios, proteger e dolar os seminarios,
em invadir o dislriclo |da mesma igrrja, sem locar
as uas allriboirocs, sem ollcnder o seu soberano,
poder no ensillo da fe, na manuleocto das regrasdos
cosanles, na legislara espiritual e gox-erno das al-
maspara que reconherain que, assim como a igrrja
n.o lem ingerencia no temporal, deye obedecer aos
poderes da trra as materias civis, n.lo deve empu-
nhar a espida, dte dar Cezar o que he de Cezar
. lambcni ellcs nao teem atlrihuiro no espiritual :
acerca da doutrina da salvarlo nao podem julgar,
ilcvem obedecer ao poder sagrado,sao ovelbas que dc-
vem ouvir e seguir a voz dos pastores, nao devem le-
var a m3o ao Ihurilmlo e a tocar Arca-Sania, devem
iaraPeos o que he de Pees.Para que, em una pa-
lavra, faram cessar o escndalo, ds que fumos lesle-
munhas. vendo o governo do paiz investido da al-
Iribuirao de ap|irovar os compendios de Iheulogia
para os seminarios episcopaes, c por consequencia
de julgar da doutrina, que deve ser cnsiuada til) ;
o que se bem nao consideremos a vista da feliz har-
mona pie em era nosao paiz existe entre o sacerdocio
e o imperio' como um acto de ho-lilidade, como de-
signio premeditado de avassalar a igreja, c assumir
urna suprcmaria espiritual anle-catholica, absurda,
e perigosa ; be todava um eveesso de zelo, que en-
volvc a orarpafio de um direilo, qae s a igreja
romper-, porque m a ella foi confiado o thesouro da
doutrina. c ni ella foi envestida por Jess C.hrislo da
uni o de ciisiua-1 a ; semipi as sagradas paginas
se encontr um so texto, que siibinclla esse augusto
ministerio ; ospecrao c nppenvar.'io dos principes da,
erra n-j "
Facamos por tanto votos, senliores, para que seja
restituida .i > pre adoa do imperio, nico- o legtimos
jui/es da (loolriiia rlirist.la, o pleno cxcrcicio desse
direilo, dizendo rcspeilosamcnlo aos supremos pode-
res da nacao, o que dizia o celebre O'io bispo de
Cordova ao imperador Coiislamio :Nao vos inlro-
mettais no< negocios ecclesaslicos ; ncm Icnhais a
prelenro de dar-nosordens nessas materias : do nos
he que deveis aprende-las. Dos vos deu o impe-
rio, c a nos conlou a igreja. E assim como viola
nm mandaineulo divino aquella, que olfcndc o vosso
poder, tamboril vos comuietteis um grande criine in-
gaado-vos no que pertence igreja. Esl escrip-
ia dai a Cezar o '/tic he d Cezar e dai
a Deot o que he de c a Peo'. No le rebus
misceas ecclesiasticis, eque nobis n boc genere
procipe, sed potius a nobis disce. Tib Dcusimpe-
riutn coiniiii-il ; nobis quic sniil ecclcsiir credidi; el
quemadmodum, qui lecuin imperium maligius oculis
rarpil.contradiril ordinationi divino- ; itaet tu cave,
ne quu- sunl ccclesio- ad le Irahens, magno rrimini
obnoxio- lia>. Palo, scriplum est, quoi sunt C.a\saris
l^rsar. quoc suut Uei Des. eque nobis igiltir trra-
imperare licct, nequo tu adolcndi babea po'lesta-
tein )MQ3)
imoa vot -, pata que ellcs, altcnilendoa que
a diocese da Pernambui'o'Jie a maior, e excepto a do
Itio de Janeiro, por causa da cortee municipio neu-
tro, a man rica dn impciio, porque compreliemic
urna popularan eicedeute de '2 niilhoes de almas, e
concorre para os encargos suenes com nina renda
animal de 17 lailhGes, c por conseguinlc em maior
proporfao, do qncasoulras (i : allendcndo a que, a
mocidade, que nella sedeflica ao estado ccclesiaslico,
be a mais luzula quo se pjde desojar, e por sjo a
mais propria para formar um clero brilbanlc c res-
peitavel ; eoncedamao seu seminario, o primeiro do
imperio, c quo lanos lervicos lem prestado a igreja
e ao estado, ao menos n que concedern) aos de nutras
dicesis, qne eertameole n.lo podem allegar iguaes
vanlagens ern seu favor ; no coiisinlam, que elle
permancra na posi jJo secundaria cin que se aclia, in-
ferior mesmo ao que foi no lempo do governo colo-
nial ; facam cessar essa desigualdadc de luzcs, c de
meios de adqneri-las, a qml bu tilo injusta c funes-
ta entre as differcntcs elasses da sociedade, c nr-
menle entre os membrns de urna mesma ciaste.
Facamos votos emGm, para que, mesmo nesle es-
tado incompleto, elle se conserve, desenvolva, pros-
pere e fortetique ; e isto depende em grande parle
da nossa dedieacAo, da nossa mutua cooperario e da
religiosa observancia dos deveres que, em virtudc
dos empregosque oceupamos, contrahimos para com
a relgiJo e para cora a sociedade.
Eira, c Rvm. Sr.Constituido pelo Espirito San-
io bispo, para governardes a igreja de Dos (05), a
i, anais, que a qiialquer oiitio, perlence velar na
conservarJo e progressos deste pi e imporlanlissi-
mo eslabeleeimenlo ; tos incunibeni as Icis eccle-
siaslcas c civis asna inspecrao, adminislraco o go-
verno .i ; na'desviis, poii, dalle, as vossas vis-
l n palernac!. Elle mui'.o vos deve ja, c nmilo an-
da capera de >'.
Ao vosso zelo, a vnsj.a lilicralidade apostlica,
auiiliada pela adrainislracio do estado, devenios o
eu actual restabtlecimenlo material e moral. Do
tosso zelo dc| ende, c nos o esperamos, o seu futuro
explendo-. l'iosegui, senhor, na empreza santa, que
Uo louvavelmentc liaveis encelado ; vossa alma for-
te, unir,ila com as mximas do Evangcllio : vossa
Msneveransa, i.uilasvczes provada no roco das con-
Iradir e dillicaldades que acompanbam o aposto-
lado, a sanlidade do fim, a que vos propondes ;
triumpharao dos cstorvos e obstculos que possam
i'.tur.i apparacer. Cuulni com a nossa adhe-
: lealdadc : conlai com a coadjuvarao do vosso
clero. Prosegu... A vos parece estar reservada a
I Episl. de S. Pedro, c. 2, v. 3.Episl. aos
Rom. c. 1.1, v.l, c5.Malli. c.
'-I Vida decreto de -21 de novembro de IS53
Vidc as notas 21 e lo.
Em S. Albanasio. Epist. aos Solit. (. i, pag.
I diocese de Pernambuco (compreliendcndo
a provincia do t'.ear, que ainda nao esla elTerliva-
i enle desmembrada ) comprebende urna populacho
i i >.imm> habitantes; o rende annoalmenle
i-.."s.;i|S3000 rs. Vida o excellente" compendio de
eographia donosso illustrad patricio e ineu ami-
go, o padre Thomaz Pompeo de Souza Brasil.
iel. dos A peal. r. -20, v. 28.
1 Carla rega de 22 de marco de 1790. Conci-
lio Irideni. se,. de reforma!, cap. iH, etc.
gloria de restituir ao clero pernambucano o credilo,
de que semprc gozou, de ser o mais Ilustrado clero
do rasil. Com o que, fareis o mais relevante ser-
vico a Igreja e aoEslado, penhorarcis a gralido dos
contemporneos, mereceris as heneaos da poster-
dado agradecida, e sobre ludo o premio, que o che-
le dos pastores desuna ao dignos continuadores do
seu ministerio sobre a Ierra.
lllm. cEun. Sr. presidente.O corpo litlerario
deste seminario, de que,,, ueste momento son o or-
gio, ainda que traco.Bao s vos agradece sohrema-
ncira a honra da \o-sa assistencia a este aclo ; senao
tambem vos tribua um voto de gratidlo pelo inlc-
resat que lao generosamente lomasteis em prol do
seu restabelccimcnto ; e vos pede, em nome da igre-
ji, que pcrlenceis. c cuja- prcrogativas leudes por
mais de urna vez defendido na tribuna, em nome da
relgias que professais, em i.....te mesmo deste uli-
lissiino ealabelccimcnto, onde come^asteis a vossa
educacao luterana ; a conlinuacao da vos-a odicio-
sa e clllcaz inlervencao para rom os supremos pode-
res do estado, aliui de cnocedcrem-lhe, o que ainda
lbe falla para o seu estado completa.
E tos, senliores. que formis este Ilustrado o rps-
paitavel auditorio, pois queme ouvistes com larda
benevolencia, sede lamben) Indulgentes dora um ora- eonformidade com o ai I. 26 tif. 7. das postaras em
dor, que n,io subi hoja a esta cadeira, senao para vigor, qoe as arvores que so plaularom aos lados das
satsfa/er os pios desejos de seu prelado, que reco-
nheco o confessa a sua (raqueza, e que rompo/, o
discurso, que acabis de oux ir, nos intcrvallos de
una enferraidade, de poaca gravidade, sim, mas
bstanle incomraoda. 67
15 Ilcrdcirosdo Izabel Soares dcAl-
ineida. -........
17 .loaquiui Kibeiro Ponles. .
19 Viuva e berdeiros de JoSo Pires
l'crreira.........
21 Manoel Human de Carvalho. .
23 Irmandade das almas do llccfc. .
25 Dr. Ignacio Nery da Fonseca. .
27 Padre Joao Antonio Caao. .
29 Antonio Cordeiro da Cunba. .
31 Joao Piulo de Ouciro/. c berdeiros
de Joaqun) Jos l'crreira.
33 Joao do llosario Gnimarfles Ma-
chado..........
35 Antonio l.uiz lioiicalvcs l'crreira.
37 Julisj) Portella ........
V.) -loaquim Francisco de Azcvcdo. .
l Francisca Candida de .Miranda. .
I!--. :l:0Oi-7", .
E para constar se mandmi allixar o prc-enlo e pu-
blicar pelo Piara. Secretaria da Ihesooraria pro-
vincial de Pernambuco I i de marco de 1855.0 se-
cretario, Anttmio Ferreira d'. Innunrun o.
A cmara municipal desta cidade declara, de
188000
:,',- ii ni
363000
73|000
819000
1239000
1.11-000
L'l-hOO
72*600
759000
52*500
159000
lillNIIMI
DIARIO DE PERXAHBICO.
A assembla approvou hontem em lerceira dis-
eussilo o projeclo n. 31 do anuo passado, mandando
jubilar ao professor do collegio dos orphaos, Jos Po-
lycarpo de b'reilas, e disenlio o regolamento do ce-
milerio.
A ordem do dia de boje he a conlinuacao da dis-
cussao do projeclo n. :i"i do anno passado, lerceira
discussao do projeclo n. 28 do mesmo auno, c segun-
da das posturas de Po-d'Alho.
C().M.MI-:i{C10.
PRAVA D> BECII E 1 DE MARCO AS 3
DORAS DA TARDE.
Colarnos ofllciaes,
Cambio sobre Londres a 60 d|v. 27 3| d. c 28 d.
a dinlieiro.
A-marsomeno29050 o JiliH) por arroba.
Assucar inascavadu esrolhido i.-sV) a IjOlKI dem.
l-'rcto de assucar ate o Mediterrneo40| a 5 %
ALFAMlEtiA.
Kendimcnlo do da 1 a 13.....178:S(K-706
dem do dia l........ 7:393(511
186:2029307
Descarregamhnje 15 de morco.
Brigue sueco/:'m/'mercaduras,
llriguo hamhurguezAduljocarxao.
Brigue ingle/.llarrydem.
Patacho porlugiiezAlfredoal.
Iliate americanol.amont Popantemereadorias e
f.irinha.
CONSULADO liERAL.
Bendimento do dia 1 a 13.....20:3739603
dem do dia l........ 1:8130737
22:1 -
DIVERSAS PROVINCIAS.
Bendimento do dia l.i 13..... 2:(.ini-H2H
dem do dia ti........ t(l",-0tl
2:76.5? 105
RECEBEDOB1A DE RENDAS INTERNAS C-E-
RAES DE PERNAHBDCO.
Kendimeulodo dia I a 13. 22:.V(c'.'J2
Mj d lia l........ 1:381 J691
23:9369163
CONSULADO PROVINCTAli
Itendmculodoilia I a 13.
dem do da 14.
22:150:1,71,
1:707914
23:857523i
OVIMENTO DO PORTO.
.Vario entrada no dia 1 .
I'hiladelphia37 da-, Iliate americano ol.amot du
Pon,,, de IU (uncladas, capilo A. Corsou, cqui-
pauem 7, carga farinha de Irigo c mais gneros ;
a llenrx Forsler & Cvmpanhia.
a'acioi talados no mismo dia.
HavreBrigue fraocez Ave .Mara, capiiaolilus,
LowisJeao, carga aamear.
Gibrallar pelo Rio Grande do NorteBrigue ingle/
Plata, capilSo David Rossland, em lastro.
Parahiba Brigue liespanhol UpaOlO, capil.lo
Joao.Mcrambcll, em lastro.
demBrigue hespanhol Soberano!, capiiao Jos
Colomcr, cni lastro.
Rio de JaneiroBrigue brasileiro ,<".mceirao, capi-
lao Joaquim lericira dos Sanios, carga assocar
c mais gneros, l'a'-ageiros, Jos Percira de A-
raojo, Fiaoeisco Vicira da Ponte.
Portes do SolVapor de guerra ingle/. Shrapshoo-
lera, commandanle Parh.
Rio de Janeiro c porlos inlcimediosVapor brasi-
leiro Gaanabaraa, cnmmandanleo lente Salo-
mo. Passageros desta provincia, Dr. l'llippe
Carneiro de Olinda Campcllo, soa senhor.i, I li-
Iha c 3 escra'vos, 1. 1. Mcrki, cadete Americo Cle-
nicnte Duarlc Pereira, cadete Alixandre Francis-
co do Sexa Machado, Joao I has dos Sanios, Joo
Evangelista Bello, particular Francisco Goncalvcs
ltodrigucs Franca, alteres Joao Baplisla dos l'as-
sos, cadelo Boberlo Ferreira da Cosa Sampaio,
l.uiza Caminha de Amorim, Dr. Antonio Bnarque
de l.im.i c 1 estrave, Antonio Mata Ramos, An-
tonio de Azcvcdo Villarouco, Francisco Pires Car-
neiro, Dr, Feiaaeder, Francisco Jos deHagalhaes
Bastos, Thomaz Blakley, Custodio Jos da Cos.i
Kibeiro, Pedro Jos Pinho.
esl radas e as testad ,s dos respectivos sitios, deverao
distar nmas das outras 10 palmos c 8 dos muros ou
coicas existentes nas mesmns estradas, podendo ser
ellas, mangueira, cajazeira, gameleira, oilizeiro, do
chamado da praia, c jaqueira.
Paco >\; cunara municipal do Recifo cm sess.lo do
l demarco de 1855.liara de Capibaribc, presi-
denle. No impedimento do secretario, o ofticial-
maior, Manoel l'crreira Aeeioli.
O Dr. Rufino Augusto de Alinela, juiz municipal
supplente da segunda vara e do commerco de-la
cidade do Recifc, porp- M. I, o C, etc.
laco saber aos quo o presente cdilal viren), que
pi.r mpedimeolo do mcu antecessor, que no dia 3
de abril prximo futuro,sehadearrcmalar por quem
mais der, na porta da casa de minha residencia, Da
ra doCollegio n....., pelas i horas da larde do re-
ferido dia, a renda animal do sobrado da na do Li-
mpenlo n- 32, avahada cm qualroeeolos mil rs.
por auno, por tanto lempo, quanto rhecuc para pa-
gamento da cxecuc.io de Joaquim Mauricio Goncal-
vcs da llosa, por si < como cessionario de .Candi-
do Alberto Sodr da Molla, coulra Francisco do
Prado i\ Companfta.
Epara que chegue a noticia de lodos mandei pas-
sar editaes que sern publicados pelo jornal e afli-
xados na praca do commcrcio c salla das audien-
cias.
Dado c passado uu (a cidade do Recifc aos 12 de
marco de 1855.
Eu Manoel Jos da Molla, cscrivaoo subscrevi.
Rufino Augusto de Almeida.
ti Dr. Custodio Manoel da Silva Goimarfle, ju/
de direilo da I.1 vara do commerco desla cidade
do recito do Pernambuco, por S. M. I. o C. o Se-
nhor D.'P. 11. que Dos guarde ele.
l'aco saber que pnr esto juizo se bada arrematar
por venda em praca publica, que lera lugar na casa
das audiencias im dia IC de marco correnle urna
hora da larde. 3i0dtrzias.de pents a 23 rs..(isn--1-.;
10 macos de linhas a 2> r., 80- rs. ; lili ch; posdo
Chile a-2^ rs., 28l9 rs.; 200 espeUras a 960 rs., a
.lii/ia lli- rs. ; coxius para cavallos a 28 rs. 8-5 rs.;
38chapeos franco/es a .> rs.. 1908 rs ; -V) bonotes a
iki r-., 129 rs. ; :; duzias e 10 pellos do matToquim
a 1 riOOcada pollo, (OsSOtl rs. ; 100 caixiahas de li-
aba a :IM) rs., :mi- i.. penhorados a Ncves & Coe-
Ibo e padre Raphaol Antonio) Coelho, por executao
de .loan Donrique Dcncker.
E para que chegue a noliia de IndosjIjBridci
o presento cdilal, que ser publicado pela ini-
, c allixado na praca do cominereio e na casa
diencias.
e passado nesla cidade do Kccife de l'er-
nalnbuco aos 13 de marco de 1S55. F^u Mo iocI jo-
aquim Biptlsla, e-i nvao uterino o suli-, revi.
Custodio Manoel da Silca Guimaraei,
O Dr. Rufino Augusto de Almeida, juiz municipal
supplente da 2. vara, e do commerrio nesla ci-
dade do Recito e seu termo, por S. M. I e C. que
Des guarde etc.
I'aoo saber que por esle juizo da segunda vara com-
marcial, a requernicnto da firma social Andrade c\;
Leal, abr a fallencia deales pala sonlenja do theor
scguinle :
A' vista da declararlo a II. 2, feila pelo oiomer-
cianle Manoel Cirneiro l.cal, julgo fallidos Manoel
Carneiro Leal, c Joaquim Antonio dos Sanios An
drade, c declaro abei la a falh-iicia dos inesmos des-
de o da 9 de fevereiro, que liso como tenoo legal
de sua existencia, [icio que ordeno que se ponham
sellos em lodos os bens, livros c papis dos fallidos, c
1
Arl. i. I) alojaucu.to para um ou do-as cavallos
de uso particular poder ser contiguo i ItabitacSo,
e para mais de dous, separada da mesma, deixando
entre clles um espaco ao menos de quarcnla palmos
quadrados, ladrilhado, exposto aosol c a chuva.
Arl. 5. Em caso nciih'iiu sera permillido aloja-
nicnlo para mais de lo cavallos no centro da cidade :
esto numero poder clevar-se a .">() nas circumvizi-
nhanras da mesma, e nas proximidades do rio.
Arl. 6. O alojamento para cada animal, qur
dentro da cidade, quer cm sua circumvizinhanen,
devela ser cobcrlo de lelha a altura de I", a SO pal-
mo-, com nina proporcional inclinac.lo para oescoa-
menlo das aguas pluviaes e separado dos oulros alo-
jamenlos: ler urna manjadoura de tres palmos de
ira e oilo de comprimento, e omassoalho de la-
boa ou caibrod da largura da manjadoura, e com 10
palmos ao nicnos de comprimento.
Arl. 7. A manjadoura deve citar quatre a cinco
palmos cima do assoalho; o assoalho dons palmos
cim i ilo terreno cm sua maior altura, e o terreno
dever sor ladrilhado sobre cal c areia amassada, in-
clina lo, o com um reg pouco mais ou menos na l-
lur.i da penltima estiva para dar escoamenl......-
lquidos que sobre elle -o derramaren). Osrcgoa
de cada alojamento comniunirarao uns com outros,
ser.io i'rovidos de ralos, e rilo desaguar oo en: su-
mdouros, que teuliam dous palmos d'agua nalural-
meule, ou no rio ou no mar.
Arl. 8. Os sumidouros serio fechados cm aboba-
da, cujo curac eslea ao nivel do terreno, e nao de-
vern receberas aguas de chuvas.
Arl, 9. Os alojaiiienlos seio limpos a vassoura ao
menos duas vezes por dia : c duas vezes por semana,
serio liradas as varreduras deposiladas. Quando
porem hoinerem alojados mais de cinco cavallos, a
rcniocao das varreduras se tara lodos os das.
_ Arl. 10. iodos os cavallos sero lavados ao me-
nos urna vez por dia ou pela manlia ou a noitc.
Arl. II. Nenhumanimal poder.iserrelidu dentro
da cidade quando estiver accommeltido de molestia
eoulagiosa,ou de molestia que o impera deservir
por (res mezes.
Art. 12. Nenhum animal cnsinado, que estiver
ferido no lugar em que enipregar a sua torca, pode-
r servir emquanto nao se reslahcleccr : o inc-ino
se diz do animal cuja magreza for notavcl ou estiver
manco ou coxo.
Art. 13. Fica prohibido dentro da cidade, oservi-
ro em aniniacs manhosos, como oscouceiros, mor-
edores, ecuadores, desembestndores, ele.; o bem
assim daquelles que nao esliverem adcslradus para o
emprego j que se es destina.
Art. I i. Verificado que nm animal he manhoso.
para o que basta que pela segunda ve/, elle mostr o
xcio que lem, so lar no Irazeiro direilo o signal M
com um ferro em braza.
Das eocheiras c scus administradores; dos carroso
-en- bolieiros; c dos conductores de caxallo*.
Art. 15. Ncnhuma cocheira poder.i ser eslabclc-
cida sem que o propietario ou administrador res-
ponsayel por ella, pediudo licenca ., cmara miini-
i ipal, a|,resenle os carros para seren examinados em
sua segu.inca e conslruccao, c nuniera-los.
Art. 16. Todos os carros de passcio c servico pu-
blico, lero escripia a sua ir.imera;,1o na caixa, na
parta posterior c nos lados, fcita com tinta branca.
As numeracOes lerao duas pollcgadas de altura e
a largura proporcional.
Art. 17. t) carro que for jolgado incapaz do ser-
vio,, publico nao tero numeragao, e a quo existir se-
ra apagada.
Arl. 18. Todo o respons.vel de qualquer cocheira
lera um livro, em que devem eslar cscriplos os no-
mes dos bolieiros de seu eslabeleeimenlo, e o nume-
ro do carro quo cada um boleia, c onda faro notar
lodas asmudareis que nos nusnios lizcr as quacs
no espaco de 2. hora; devora connuuuicar a cma-
ra municipal.
Arl. 19.'Nenhum boliciro poder largarias ro-
deas do carro que dirigir; oseo carro "for puxado
per mais de tres cavallos, nao poder.i dcsccr da bo-
lea para abrir a portinhola, ou fa/.er oulro qualquer
servico, sem que dcixe na bolea quem o snbstitua.
Art. O. Nenhuiua pessoa ser admillida ao ser-
vico de boliciro, stm que aprcs;nte um cerlilicado
assignado por tres bolieiros mohecidos, pelo qual
conste ler no menos ir. toado por um mez cin com-
pauhia de um delles, c que est habilitado para esse
servico, c mostr poi ccrlidio que be maior de 18
aunos, e alte-lados de pessoas fidedignas ,uo provem
sua conducta civil e moral.
Arl. 21. Os cavallos que paxarein carros nas ras
estrellas e nas pontos, andaro a passo ; ea troto ou
a passo nos demas lugares. En) nenhum caso he
l'aco da cmara municipal do Recito, cm
ordinaria de 18 de Janeiro de ISVi.Bario de Capi-
I,aribe, presid ote.Fraucisco l.uiz Maoicl Vianna.
Jos Mara Freir Gameiro.Manoel Joaquim do
liego Alhuquerque. Gustavo Jos do Reg.--'.ir.
Cosme de Sa Pereira. Rodolplio Joo Barata de
Almeida.
Approvo provisoriamente. Palacio do governo
de l'cniambiico ls de Janeiro do 1855.Figueiredo.
Conforme.Antonio Loite de Pinho.
Coutorinc.t) secretorio, Joo Jos Ferreira de
Aginar.
Recito 5 de fevereiro de 1835.O fiscal, Manoel
Ignacio de Olheira Lola.
DECLARAr.O'ES.
O eonselho de administrarlo naval, contrata
para fornecimento dos navios aun utos, barca de cs-
caxac.to, cnfermaiia de marinba, c embarracnes
miadas do arsenal, no trimestre de abril ajunbo
vindouro o seguiulc : arroz branco do Maranhio, as-
sucar hranro, agurdenle branca do 2 i graos, azeite
doce de Lisboa, dito de carrapaln, bolacha, bacalho,
caf em grao, carne verde, dita seeca, farinha de
mandioca, feijao ronlalinho, lenha de mangue cm
axas, | o,, loucinho de Santos, vinagre de l.i-boa,
learina e carnauba em velas ; pelo que convida-sc
aos que inlertaiem cm dito lorueniiiciilo a com-
pareccrem ,,s 12 horas ,1o dio 20 do correnle, na sala
dassessocs i im -11- amostrase propostas, declaran-
do ,,- ltimos piucos e o seo- fiadores.
Sala das sessSes do conscllio de adminislrario na-
val em Pernambuco I; de marco de 1853, n se-
cretario do conselho, Chrisloro Santiago deOli-
teira.
A admiiiislracao do patrimonio dos orphaos
lem de levar a praca em os das ti, l">c 10 do cor-
renle. a obra do fono de 2 dormitorios do collegio de
Sania Thcre/.a, em a cid.ule do I Huida, avallada era
8 lli-JJil, conformo o ornamento abaixo transcripto:
quem por menos a quizer azer, dirija-se casa das
s da mesma administraro no dia 16, por ser a
intima praca.
25 Iraxctas de 27 palmos, a -'m.i Ii.....IX)
20 dilas de 20 dilo-, o ..,-i,,-,
18duzias de laboas de forro, do lomo, a
285000 iOSOOO
6 tabeas de solho para cornijas, 3-;50ll 21-ikki
Servido de carapina lOUsJOO
Dito de pedreiro 2o560
Pregos 12-000
Senentes c carilo das madeiras I -it;o
Par o lio de Janro.
S.gue, coma mxima brevidade, o iniiilo veleiro
brigue Dan i a seu carregamente quasj
Completo; paran resto da carga, pawageiros e es-
cravos frele, para os quacs olfereca excedentes
commodos : Irala-se ci m alachado iv l'iuhero, no
largo da issembla, sobrado n. 12.
Para o Ilio de Janeiro sahe no dia I (i
tliKotii-iilc, o Ittijjue nacional Sagita-
rio, deprimeira classe, o tjual s i
In- passageirot cescravos: para o que tra-
la-sc com Manoel Francisco da Silva Car-
rito, no ra do Coiiegio n. 17 segundo
andar, ou com o capi io a bordo.
Para o Cenr.i segu no fim da semana, o hiato
Capibaribc, raeslre VnIonio Jos. Vianna : para o
rcsio ,1a carga, Irala-se na ra do \ gario n. 5.
l'ara Lisboa, o hiignc escuna pnrluguez Alre-
i ido, pretende seguir rom a maior l^evidade : quem
no mesmo quizer earreear ou ir de passagero, trato
con os ronsigualarios Thomaz de Aquino Fonseca .\
I illio, na ruado Vigario n. 19, primeiro andar, ou
com o capilao na prora.
PARA BFMil i;i.l.\ COM ESCALA POR S.
I'IIUUE,
segu com brevidade brigue pnrluguez Esperan-
1 i por ler di,,is (orco- da carga pronipla: quem qui-
zer carregar o resto, cnlenda-sc com o capilao Ma-
rianno Antonio Marques, ou no escriplorio de Ma-
nuel Alves 'iuerra Jnior.
PARA O RIO DE JANEIRO.
Scguc imprclei ivelim uto sa libado 16
do correnle, a escuna nacional Tamc-
ga, m. poderuceber cscravosa fretc,pa-
ra oque lemcxcellentescommodos: Ira-
la-se com NovaesiV C. na ruado i rapichc
n. -i. primeiro andar.
LE LOES.
ATTF.M AO*.
A irmandade do Senhor Bom Jess dos Marljrios
da igreja nova, pretende no dia scxla-feira, pelas2
horas da larde, eipor ., vista dos liis em solemne
procis-oo o nosso amorosissimo Senhor dos Mari>-
rios ; wguiudo as roas de Ilorlas, pateo, do Carmo,
Cambda, Flores, Nova, Trincheirat, eslreila do Ro-
sario, Queimado, Cruzes, Cruz do Recito ; na voll.i
Collegio, Livramenlo, Direita, Cinco Ponas al o
riz, Augusta e Martyrios : rogamos a lodosos
inn.los queiram ler a hondada de comparecer pelas
. horas da tarde na dita igreja; e tambem rogamos
;,os Uvnis. sacerdotes qae comparcram para acompa-
nbar o dito acto, a quem nos confessaremos agra-
decidos.u eserivio actual.
Jheodoro Joc de Sanl'Anna.
l'l HI.KM.A.P.
Acna-se no preloe breve saldr luz urna inters-
sanie obra inluladaManual do Guarda Nacional
cu collcccao de todas as les, regulamcutos ordens e
avisos cuncerneiiles a mesma Guarda, (muilos dos
i uaei escaparan) de ser mencionados nas codeeces
de Icis): desde a sua nova ori-anisar.no al SI de'de-
zembro de IS51,relalivos nao so ao processo da qua-
lihcacao, recurso de rexisti, ele. etc., sen.no a eco-
noma .los corpos, nrganisaco por municipios, bita-
I loes, conipanhias, de mappas, modelos, ele. ele. ele.
Suhscrcve-se a 58000 para os assignante, c 6OIO
para os qne n3o o forcm : no pateo do Carino n. '3,
primeiro andar.
Precisa-se de um bom forneiro : na padaria da
praca da Sania Cruz, dcbaixo do sobrado.
I na pessoa que (em bstanle pralica de eseri-
pliiracao commercial, olfcrecc-se para fazer qualquer
escripia, anda mesmo para carlorio, com lodo acer-
l, limpeza c perfeicao : na ra do Collegio, arma-
u ni n. 25, se dir.i quem he.
Precisa-sede urna eacrava para fazer todo o servi-
cc de una casa estraogeira : na ra >ova n. 22.
No dia lt>, a 1 hora da tarde, depois da audi-
ci.cia do lllm. Sr. Dr. Custodio Manoel da Silva
liiiimai.o-, juiz dn rivel da primeira vara.se liao de
arrematar os restantes dos bens do finado Joaquim
Jos Ferreira. constantes de obras de ouro e prala,
qi e consta de um apparelha de cha e diflerentes ob-
le-tos, o rcqiioiiinciilo do Icslamentciro Manoel Joa-
qi im llamos o Silva, para pagamento dos credoies
-i- mesmo tinado.
O agente llorja, quinta-feira. 15 do correnle
em seu armazem, na ra d i Collegio n. I",, faro lei-
Uodei esobrasde marcineirin, novas e usa-
das, excedentes cadeiras de janeo, hamburguczas,
deoptimos costos, uma grande quanlidade de cha-! Manoel Jos da Fonseca, subdito porluguez,
peosprelos francezes, logios do ii-iio e pi ata para algibeira, ditos de i are- deixando por seu bstanle procurador o Sr. Jos Al-
do, du;;- cxccllcuu-s burras de torro de guardar di- ves Barbosa, c tambem roga a quem se julgar seu
nli'iio. pie. ele, o outros val ios objerlos, que sena
euf.ulouho menciono-los, u- quacs se acliarao paten-
tes no mesmo armazem, do da do leilao, as ;i h ,.,.
cm ponto.
Oagcnlc Borja, pnr aulorisarao do lllm. Sr.
Dr. juiz de direilo do civel e commercio Custodio
.Manuel da Silva iiuiuioiacs. ., requerimenlo de Joao
Hermenegildo Borges Diniz, fara leilao da loja de
chapeos de Francisco (iuilherme Welauscn, sila na
roa Nova ii. ti. consislndo na armaran o chapos
existentes ua mesma lj.i : sexta-feira, 16do crren-
lo, as !u horas em poni.
Vctor Lashe far leilAo, por inlcrvencio do
agento Uliveira.de um completo sortiaaento de fa-
zendas, principalmente francozas, todas proprias da
oslaran e do mercado : sezla-feira, 16 do corrento,
.,- ln lioras da mauliaa, no seu armazem, ra da
Cruz.
A VI SOS DIVEKSOS.
O Sr. Antonio Candido de Lira, queira diri-
gir-se a livraria n. 6 e 8 da praca da Independen-
cia, que se lbe precisa fallar.
evendo para isto fa/cr-sc participas.no ao respeetvv, pcrmillida a carrcira. O mesmo se diz dos cavado
,,,a. ,- .:..____ -.....i._<-.__ ,__!._ .' _.,, ., .
EDITAES.
118550(1
66-5000
<> lllm. Sr. contador, servqdo de inspector da
lhesour.ini provincial, em cumplimento da ordem
doKxm. Sr. presidente da provincia, manda convi-
dar aos proprietaiios abaizo mencionados, a entrega-
ran na mesma Ihesouraria, no prazo de Irinta das,
a contar do dia da primeira publicacao do presente,
a importancia das quotas com que devem entraF
para o calcamenlo das casas da ra do Livramenlo,
conforme o dispollo na le provincial n. 350. Ad-
vcrlindo que l Jalla de entrega volunlnria, sera pu-
nida com o duplo das referidas quotas na eonformi-
dade do artigo ti.- do regulamenlo de 22 de dezem-
bro de I85i.
N. 2 Manoel Jos Montciro.....
4 Antonio da Silva Ferreira. .
("> Joaquina Mara Pereira Vianna. .
8 Manoel do Nascimenlo &,\ (.osla
Monlciro e Paula lzidra da Cosa
Monteiro.........
10 Viuva c berdeiros de Jos Fernan-
dos Kiras.........
12 Antonio Monlciro l'eroira. .
l l.uiz de Franca da Cruz Feneira.
16 Joaquim Antonio dos Santos An-
drade..........
IS Marcellino Antonio Pereira. .
20 Viuva de Joaquim Leocadio de Oli-
veira Qpimaracs.......
22 Viuva do Dr. Jos Francisco de
Paiva..........
25 Jos Baplisla Ribeiro de Ferias. .
2ii Manoel Bnarque de Maccdo. .
2S l'mbeliuo Maximino de Carvalho.
30 O mesmo.........
32 Francisco do Prado......
i V,uva de Francisco ScveraoCaval-
canli..........
86 Nuno Mara de Seixai.....
38 Manoel Francisco de Moura. .
I lleidcros de Joaquim Jos de Mi-
randa..........
3 Thomaa de Aquino Fonseca. .
5 Capella dos Prazcres de Cuarara-
..........
7 Ordem Terceirl de S. Francisco. .
0 Francisco Jos Pacheco de Mcdeiros
e oulros.........
11 Antonio da Silva Gusmo. .
13 Antonio Jos da Castro. .
juiz de paz, c uomeio para rui ador-fiscal o bcharel
Candido Aulran da Malla e Alhuquerque, que pros"
(ara o juramento do estylo, pagas as cusas pelos fal-
lidos.
Recito ^8 de fevereiro de 1833,Francisco de As
's de Oliveira Maciel.
I le por publicada em uio do cscrivflo que enti-
iiiara as parles.
Kccife era olsupra.Oliveira Maciel.
E toudosido a lequeriuieuto da mesma firma so-
cial Andrade i\ Leal, excluido o curador nomcado
dilo Aulran, nomeei o negociante Antonio Vallcn-
lim da Silva Barroca, que nao aceilou, assim como
tambem nao aceilou Antonio Botelho Pido de Mos-
quito ; sendo aliniil nomcado Scbasliao Jos da Silva
preslou esie o devido juramento.
Em consequencia do que os credores presentes dos
ditos fallidos comparecam na casa de minbi residen-
cia na roa do Collegio u. 17, is II horas do dia 15
do concille, afim de cm rcuniao se proceder nonic-
ac.io de depositario ou depositarios, qne rrovisoria-
meole administren) a massa fallida.
E para constar mandei passar o presento, e mais 1
do mesmo llicor, que sero publicados e afiliados na,
forma do arl igo 129 do respectivo regulamenlo.
Dado nesla cidade dtf- vito cm 12 demarco de
155. Eu Joaquim Jo-o l'eroira dos Sanios, escri-
vio o subscrevi. Itufino Augusto de Almeida.
Manoel Ignacio de Oliveira Lobo, liscal da freguezia
do San Fr. Pedro UoD^lves do bairro do Recito,
ele. \S
Faz publicar para inleiro conliccimenlo dos mo-
la,lores de-ia freguezia as posturas addicionaes de 9
de dezembro, approvadas provisoriamente pelo Exm.
presidente da provincia cm I t do mesmo mez, a de
3 de novembro, approxada en) 2> de de/.embio, c
finalmente a de ls de Janeiro upprovada na mosou
Jala como :e segue :
PSILRA AUDICIN AL.
Arl. 1. Ninguem poder estabeleccrd'oraemdian*
le padarias, senao nos lugares seguimos: ra- do
Huiin, desde a parto ainda nao edificada at a for-
taleza ; Imperial, da casa do cidadao Antonio da
Silva tjusmjo paradianle; Capunga e xolla dos Coe-
Ihos; ra do Caes projecladu ao oeste ,!, fieguezia
de San Jos, a narlir da travo--, do Monteiro para
o sul, c pelas que ficam cnlrc esta ullini) c a Au-
omeear das cdilicaces da
97-5500
',i,-ni,i gusta, terreno dovolulo a
praia de Santa Rila, lado do leste cm sesuimenlo,
praia de San Jos ao sabir no largo das ( meo Pon-
as, hecco das Barraras, Soleda le e Sania Amaro.
Asdilaspadarias lero os-eus tornoscons nudos -c-
gundoo plano adoptado pola cmara, o que sera xe-
(178500 rilicado por meio de ex.imc. Os infractores serfle
759000 mudados em 305, solTrero qualro das de i
375500 ,l' sero fechadas as oficinas.
Arl. 2. As qoe actualmente cxislcni no centro da
- ,.|.-,,. cidade serio removidas para m refer los lugares
dentro do prazo improrogavel do seis mczc=, sob pe-
na de pagaren) os seus douos 3l)>. c de lbe seren fe-
chadas as fabricas.
Paco da cmara municipal do Kccife cm sei silo de
9 de dezembro de Is.'l. Bar.lo de Capibaribc,
presidenta.Antonio Jos- de Oliveira. Francisco
l.uiz Maciel Vianna. Francisco Mamcdc de Almei-
'."i^XKI
1803000
121*500
:
1085000
189601
60|000
1.0- 100
608000
788000
1278500
998600
273000
619200
67*300
M?090
638000
(67; Pebres iolcrinilteiiles.
da.Antonio Marque- de Amorim.
Approvo ptwisoriamenle. Palacio Jo governo
de Pernambuco aos ISrdc dezembro de 1434, Fi-
gueiredo.Conforme, Antonio Leilede Piule
Conforme, o secretarlo Joao Jos Ferreira de A-
guiar.
DOS ESTABELECIMENTOS F. CR.ICAO' DE
ANIMAES DOMSTICOS NA CAPITAL DE
PERNAMBUCO.
Arl. 1. Fica prohibida a cu-.ico de i.imacs do-
mesliciw no interno da cidade.
Art. 2. Fica p iiniliida a conservarao do avallo,
boi, cao, carneiro o cabra com as con di roes dos arli-
gosadianle eatabelccidos.
Dasoavallariccs, dos cavados c hois.
Arl. 3. Nenhum cavado ou boi ser conservado
dentro da cidade sem que lenha um alojamento cla-
ro, espacoso c ventilado pira sua habilaeSo diaria e
uoluriia.
sellados ouencangalhados.
Arl. 22. Os carros de passeio noilc.ltaro duas
lanlernas acesas, uma de cada lado ; os carros de
conduzir gneros lerao ao pescoco do animal, que
os puxnr,umacampainha, que pelo loque advirta ao
viandante de Sua presenca, e domis o que o dirigir
ir em frente enquanlo andar 110 inleror da ci-
dade.
Art. 21. lio prohibido dcnlrn da cidade andaiem
duas pe;:.,as montadas cm um cavado, assim como
monlar-sc nos que esliverem com carga.
Art. 2i. Fica prohibido alar cavados ou hois
cm argolas, portas, jaucllas, etc. nas ras desla ci-
dade. ,
Arl. 25. Nenhum carro poderi cslar exposlo na
ra senao apparclhado para o servico, e cojn o seu
bolieiro dereulemenle vestido.
Arl. 2b. lie prohibido ler-sc raes, purcos, carnci-
ros, cabras vagando pelas ras ; assnn como a cria-
cao dos mesmos denlro da cidade. Igualmente fica
prohibido o andar-se acompatibado de caes, que nao
esliverem alados corda, e acamados.
Art. 27. I'ira permitido a conservaco dos iilli-
mos animaos sement na clrcnmvisinhanca da cida-
de. e comas lomlircs de venlilarao e limpeza dos
artigo! 3, 6, 7,;n e 9'devendo os donos de ditos ani-
. irliciparero ao fiscal encarregado da execueao
deslas posturas o toral de seu eslabeleeimenlo, c o
numero de animacs que prclendem receber, calcu-
lando qualro delles para cada espaco, que oceupa o
boi ou cavado.
Art. 2.N. Enconlrando-se dilo animaes vagan lo
seao presos i corda, e levados .1 casa de seus donos,
ou acoinpanhados al la, os quacs pagarlo por cada
um 59, o nao se encontrando as pessoas i quem ellos
perlencain, os ces soilrerao os efleitos funestos da
nox vmica, c os poicos, carneiros o cabas serao
entregues ao hospital de Caridade, para o uso que
Ihc convier. Comludo se os caes presos trnuxerem
colleiras, que iudqucm o nome e morada de seu
dono, ou se lorcm de quaiidade.- o de raca bella c
rara nesla cidade, se os conservar por s dias 4 cus-
a da niunicipalidade ou dos donos, o que sea 111-
iiunciadu pelo jornal da casa, depois do que poder
d ir--:i .1 quem pi inieiro os procurar, pagando as des-
pez is e a mulla, e ninguem os qoerendo soilrerao a
1101 vmica. Esta gaianlia ueixar de existir quan-
do se alacarem os caos que uoile andarcm vangan-
donolas ras.
Arl. 29. Qualquer animal que se encontrar morlo
dentro da cidade scr.i immedialamcnle condolido
para sor enterrado alera da Cruz do Patito.
Todas as pesqtzas sern ieiia5 para se descobrir o
,cu don,-, o qual pasar todas as despez 1- reilas,
alcm da mulla de 103 )-.: o cao sera enterrado cinco
palmus abaixo \j superficie da Ierra, u poico, rar-
ociro ou cabra si-j.. cavallo ou boi oi'.o.
Arl, 30. l'ara observancia deslas posturas ficam
creados dousemprcgsdos com o titulo de hscalc
guarda equeslre, com iuspecrao cm ditos estobelcci-
incutos, quer pblicos, quer particulares.
Arl. :il A infraccao deslas posturas pralica la
por almocrevcs ou prolelarios, sera punida com a
pola de (9, ou 10 horas de priso : sondo por peso,;
abastada ou por bolieiro, ou pelo administrador dn-
cavallariccs ou eocheiras ser punida com a pena de
0 rs.
Na reincidencia lodas as mullas sero dobra-
das.
^ Paco da cmara municipal do Rccife, emsess3o de
de novembro de I Vi.- r. :1.1o dc.Capibaribe, pre-
dento. Antonio Marques de Amorim. l-ra-.n isco
Mamedc de Almeida.Antonio Jaso do Oliveira.
I'. Cosme de Si Pereira.
Approvo provisoriamente. Palaoio do governo
le l'ern.iinbuco cm 23 de dezembrode 1855.li-
ado.
Conforme.Antonio l.eilc de Pinho.
Jos Jacoine Tasso. Josr Jacome
l':isso Jimiiii-, Jorge Jacome Tasso,
Liniiia Adclaide-Tasso Itnbello, He-
lena Joaquina Tasso i .Mara das .Ne-
vo- Tasso, cordialmi-nle a'.iaili-e.-m
a huas as jnssoa. i|iie se ii;;nar.in>
.icoDipaiiluii o corpo de sua seuapre
eliotada ecarinlisaesposa( maiHe-
lena Joaquina Tasso, ao ei-miterio,
no dia I." do coiTente : c de novo
I lies rogam o obsequio tle assistir a
missa do stimo da. que pelo sen
elrrn i iv|io;im) se lia de celebrar na
igreja da ordem lerceira dcS. Fran-
cisco, segn la-feira 1!) do correnle
lela '.) horas da manluui.
crodor, que aprsenle seus dbitos para screm reali-
isjulga nada devar nesla data.
836*220
Secretara da adminislracao do patrimonio dos or-
phaos 2 de marco de 1855.-7, '. <' i Fonte a, secre-
lariu inlcrino.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
o conselho administrativo, em virtudc de aotori-
saco do Ezm. Sr. presidente da proviucia, lem de
comprar os objeelos segninles :
Para o hospital rcgimnlal.
Assucareiro, I; bacas pequeas de rame, 13;
bandeja pequea, l ; copos de vidro, 3 ; chalonas de
ferrosorldas, ; candieiro pequeo com vidro, 1 ;
dula para coberlas; covados 72 : ourines de louca,
IB ; pratos de dita, 12 ; pauellas grandes de ferro, \;
ditas pequeas de dilo, 3.
Meio hatalhao provisorio da Parahiba.
Mantas de laa, Vi ; cordesde dila para canudos
de folha de inferiores, 10 ; tpalos, pires |0 !.
!.' batalhao de inlanlai ia de linda.
Conloes de laa para canudo- de folha do inferio-
res, 10.
Companhia fiza de cavallaria dn provincia.
Luvas de camurca. pares II ; brim branco tizo,
varas pin alg i.l.io/.inho ditas, 120 ; mantas de
Uto, I i ; bolina pares, 10 ; sapalos dilos, 37 : eslci-
Compaubia lixa do Rio tirando do Norte.
Bonele;, 130 :panno azul entrefino, covados .', ,1,
bollauda de forro, dilos 569 : panno preto para po-
laina-, dilos 77 ; brim branco liso, varas 1,038 ; al-
godflozinlio, ditas 855 ; sapalos, pares 106.
Provimen.lo dosarmazens.
Sellins completos ,to cavallaria com garupas, es-
Irihosde metal amarello.coldics, capelladas de cou-
ro de lusire, cabezadas com froto, rabicliose mais
pertences, 15 ; brim branco lito para embornaos,
varas 1,000.
Ofiicinas de primeira o segunda elasses.
Costados de amarell 1, ; cosladinhos de dilo, \ ;
reos de ferro de 2 l]2 polegadas feixes, i ; pregos
balis pequeos.milheiros 10; ditos caixaes, ditos 10.
Ollcinasde lerceira classe.
CarvSo de pedia, toneladas lo ; ferro ingle/ redon-
do del|S, arrobas 4 ; dito dilo dito de 3|K, arrobas
: dita dilo dito de 5|8, (lilas i ; dilo dito dilo de
3(1, ditas i ; ferrosnecoem barras de 2 pollcgadas,
quintal I ; limas chalas mocas de S pollcgadas, 1I11-
zias ii ; limaloes de 10 ditas, ditos l; ditos de 5
dilas, dias : ditos cm vergalboes quadrados de
1 t]2 ditas, quintal 1 ; chapas de torro (le arroba ca-
da urna, 2.
Ollicinasde quarla ca
rame de lati para fuzilOcs de Dvellas, arroba
1 ; limas meias canas mucasde 8 polegadas, duzias
2 ; dilas chalas mocas de S dilas, ditas 2 ; pa-
ra abrir em dous sinelcs as armas mperiaes c legen-
da, Sendo I pana 1. batalhao de iiifaularia de 1-
ulia, c culto p:ir,i a delegacia do corpo de sade ties-
to provincia, caix.as com folba de (landres dobra-
das, _'.
Hospital rcgimnlal a cargo do 9, palalliau de in-
fantaria.
Roquete ile brelanha combahado-, de cassa, hom-
breiras, colarinhos e abertura de renda e bico, 1;
toalha de brelanha com 2 varas de comprimento c
(abados de casa, 1.
10. balalhaodc inlanlai,a de linia.
Sapalos, pires 281 ; boncles, 50 j maulas de laa,
50; esleirs, 50; boWes prelos de es.o, grozas : ;
ditos braucos dedilo, dilas |g.
Msicos do 2. batalhao de infaolaria.
I lorcles rom punhos dourados, baioliasde rounp
preto envernizado, com bocacs e ponleiras douradas,
27 ; panno niesclado lonformc a amostra que existe
no aiseual de guerra, covados 135.
8, balaihao.
mantas de lila, 80 ; sapalos, paros 80.
9. balaihao de infanlaria.
Maulas de laa, 37li ; sapatos pares 318 : bolfies
convexos de metal brozeado com o n. 9 de racial
amarello, e de 7 linhas de diamelrn, 4,830; ditos
de 5 linhas, :i. 31. Desappareccu no dia 13 de marco o negro ller-
,. ... ... nardo, de idade 3ll e lanos auno<, neauena eslalu-
Lompanhiade artfices. ra.'rcoto comprido, bstanle feio, tolla 'dcsi-ancado,
.Maulas de laa, .2 : sapalos, pares 88; bol-,rs 1 natural de Olinda, lilho da prcia Pirra por nome
convesos de metal dourado cero. 9 n. 3, e de 7 h- Joanna, que mora na praia do Rio Doce ; suppoe-se
As mais novas c
modernas i oas.
Os abaixo a-signados, donos da loja de ulives, na
na do Cabug n. II, confronto ao pateo da matriz o
ra Nova, fazem publico, quo csto receben lo con-
tinuadamente multo ricas obras do miro dos nii-lho-
res gustos, tanto para senhoras como para homens c
meninos ; os procos conliiiuam mes..... baratos como
lem sido, e passa-sc rontas com respoiisabelidadc,
especificando a quaiidade do ouro de I i ou ls quila-
tes, ficando assim sujeilos os mesmos por qualquer
llovida.Scraphim \ Irmio.
Ainda precisa-se de olliciaesdealfaia-
le, tanto de obra grande como miuda :
na ruada Madre de Dos n. 36; primeiro
anda:-.
Olio l'io--maii)ii relira-se para a Europa.
Precisa-se de uma ama de leilc : na ra da
Camboa do Carme n. I .
.Na un da Camboa do ('.armo precisa-se de
dous oliiciaes de palhiuia, que saibatu apparelbar a
palba.
Al um:\o.
Carvalho x\ Mendes, ullmamenle chegadot a es-
ta cidade vio,los lo Ilio de Janeiro, leema honra de
oflerecerao publico um lindo e variado snrtimcnto
dejoiasd'oun e com brilhanlcs, relogiosd'ouro pa-
tente, faquciro-, salvas e caslcaos, e oulros muilos
objeelos de dillcrenlcs qaalidades proprios para se-
nhoras,do goslos mqarn,,, que ludo venderSopor
mdico- prcQOS attendendo a pouca demora que prc-
lendcm ler aqu : acham-sc morando na ra da Ca-
deia de Sanio Antonio, sobrado n. 21, primeiro an-
dar.
firmino lioreirtoa Costa, procurador bastan-
ledo sua irmla, a viuva de Manoel Das remandes,
vend com sorpresa no Diario do honleni l o an-
nuncio do Sr. Irancisco Corrcia Vicira, morador em
.N. S. da 'loriado Coila, 110 qual animou- se o me-
me Sr. a dar romo falsa a latir da quanl.i de-
is., laceada polo fallecido cimbado do annuncianle t
pelo Sr. Vicira aceita, jotga de seo rigoroso dever
declarar tambem peranle o publico quu ancioso a-
guarda a oceasi.to que liie promette aquello devednr
moroso de disculir cm juizo a xeracidadeda referida
letlra, fazcndo-lhe por ora sentir apenas, que muilo
digno de reparo se torna o nao ler a S. S. descocer-
lo a snpr.osie.io de sua firma antes da faUeciment
credor oriijinario, c haver guardado esse in-
vento para depoisda morle desle, lalvez u.i persna-
r.'io de que esto funesto acnntccimcnto diflicultasse
as provas da verdade, no que todava esta engaa-
do, como oppoilunainento mostrar o aiiuuiiciaiite.
Francisca Corrcia V'ieira, morador cm N. S.
da Gloria, de Coila, avisa a lodos os senliores e ao
publico em ger.il, que nao facam Iransaecao ou con-
trido algum com uma letlra sacada por Manoel Dias
Fernandos, da quanlia de :0005MKI, firmada com o
nomo supposlo do annuncianle, porque essa lellra
he falsa, e o annuncianle vai tratar do mostrar em
juizo rom loda a evidencia a (alsidade da lal leltra.
Na ra Nova n. 12. loja, dir-se-ha qoem d do
iil-miu a ItKWKK), com penhoresdeouro ou prata.
t ISA lE COMMlSS.ro- DE ESCRAVOS.
Na ra ireila, sobrado de 3 andares, defronte do
becco do S. Pedro 11. 3, recebem-se escravos de am-
bos os sexos para se vender de commisso, nao se le-
vando por esse trabalho mais do que dous por cento,
sem despeza alguma de romedonas", olferecendo-so
para islo toda seguranca precisa para os ditos escra-
vos.
Irancisco Alexandrino Bolclho, subdito por-
luguez, relira-se para o Rio de Janeiro.
OITerccc-se uma mulbcr de boa conducta para
o servico de casa de um homem snlleiro, ainda mes-
mo para um sitio perto da praca : quem precisar,
dirija-sc a ra do bogo n. 17.
Na ra do Caldcireiro n. (> ha quem de dinhei-
ro a premio em pequeas poicocs, al 100$000, so-
bre penhores de rala c ouro.
(1 abaixo assignado, otTcrece o seu presumo a
quem se quizer ulilisar para lirar guias do juizo dos
tollos da lazenda, tanto da peral como da provincial,
por aquellas pessoas que pessualmeulcas nao i>odcm
tirar, c que com a mesma fazenda se acham debita-
das : quem precisar pode mandar por escripia seu
nome, numero da cas,, e ra em que mora, nos lu-
gares segundes : Recito, ra da Cadeia loja n. 39,
ra da Cruz n. 56, palco do Terco 11. 19, ra do Li-
vramenlo n. 22, praca da Independencia n. 4, ra
Novan. praca da Boa-Vista n. 21, onde serao
procurados os Indicies c as pessoas que qui/.erem
para o fim expendido, e na ra da (doria n. 10 casa
do annuncianle.Murariio de Luna Feire.
No dia 2f> de fevereiro do correnle anno dcsap-
pareceu a Manuel Bezcrra Cavalcanli de Albuquer-
quer, o seu eacravo Leandro, o qual havia sido
mandado em viagem a Hamaogoape era uma egua
i adres. Os signaos pelos quaes poder.i ser contien-
do o referido escravo sao os segninles: estatura rc-
gnlar, roalo cumplido e discantado, as maceas do
ni--uio bem silienfes, pos curtos e largos, lem alcm
disto uma marca de causlico no estomago para o la-
do direilo. SuppGe-se qoe elle lenha procurado re-
fusiar-se ao suida provincia de Pernambuco para
as beodas do Serinhaem, onde nasccu c creou-sc :
elle deve lerdo idade mais ou menos 35 anuos, e
Irinta e cinco mil rs. ratificar-ee-ba genero-
samenlc a quemo pegar e o levar i ra do Crespo
n. II no Sr. Jos Concalves Malveiras, ou na po-
vo.-iciodi l'aipaara, na Parahiba, ao llho do nnu-
rianto. Recito 31 de marco de 1855.Francisco
ite t'i'.ula Cavalcanli.
Oueni precisar de uma ama para uma casa de
pouca familia : dirija-se ra da Penha n. 15.
Precisa-seda um caizeiro para loja do fazendas,
da qual deve ler pralica e que seja diligente para
bah,10: na ra Nova 11. lii.
Joto Jo o Comes Pnheiro vai a Portugal, e
dcixa por seus procuradores o Sr. Joaquim Antonio
Pereira, o seu caixeiro Ireneo Jaunario da Oliveira
e o Si. tleorique de Oliveira Soares.
Na ra da Cadeia de Sanio Antonio 11. 20 se
lira quem se quer incumbir de cozinbar para tres
ou qualro pessoas, que serlo servidas com lodo o as-
seio e perfeicao, assim como se ohrga a condozir-
Ihcs em suas casas, a loda a hora que Ihes convier.
Eu abaixo assignada faco publico que Icnbo
encarregado dos meus negocios a meu lidio Antonio
de 'aula l-crnanues Kiras.
SUvanla Mara Fernande* Liras.
nhas de dimetro, 1,050 ; ditos de 5 dubas, 675.
S. balaihao de infanlaria.
Maulas ,1o laa, 275 ; chfaroles com bamba de
cnuro prclo envernizado, bocal e pouteira de mctol
lizo dourado, puoho de bano guarnecido de mctol
dourado, ~.
i.- batalhao de arlilharia.
Panno carmcziiii para vivos e vislas, covados 90.
Colonia militar de Piroenteiras.
I .o es com bainhas e ciutures, 10; folbas de
ierra com os letzls eravados, I.....lo 5 pollcgadas de
largara o 8palmos de comprimento, b-. irado- com
1 |(2 podegadas degrossura, 1-.dito-con i diia-.i ;
imagem do Senhor Crucificado, I Ironclo, I ; cal-
deirinha para agua benla, I ; loribulo o naveta, I;
cam| a -ra,de, 1.
Quera quizer vcndei 1 es ol
-uas prnp,i-las cm caria lechada na secretaria do con-
sollio, as li, huras ,to dia 15 do cnenle mez.
So retarla do conselho administrativo 7 do
de 1855. '-- rfi Brlo Ingli t 1 m-I presidente.
Her trdo Vtweira do Carmo Jnior, vog.il o se-
crelario.
IR1TIM0S.
que fosse para cssas bandas : quem o pegar leve-o
ra d'Apollo n. V, que ser gratificado.
Precisa-so de um pequeo para caixeiro, quer
nacional quer eatrangeiro s-no armazem de malc-
riara 00 porto do Pociiiho, judo a taberna de Jusc
Domingoe -.
LOTERAS I)APROVINCIA.
O lllm. Sr. Ihesoureiro geral das loteras, manda
i.i/ci publico, quo sabbado 2i do correnle lie o im-
prelerivcl andamento das rodas da 1.a parle da I.
loleria d" collegio das orphaas. Thcsourarja das li-
li de marco da 1855.O escriv.lo das I
tas, Lniz Antonio /:odrignes de Almeida^
Esl justa 1 compra de dnas casas torreas de
laipa sitas na ra dos l'ernanibuccnos na Capunga.
perlen entesa Sr. I). Rita Cecilia do Amparo, -o
alsuein com algum direilo por qualquer li-
tlo, naja do o declar.u por esle Diario no prazo
le 8 dias, a conlar da dala desle, lindos os quacs
nao sera altcnd da qualquer reelamaco.
LOTERA do collegio de
ORPHAOS.
O cairel isla Antonio du Silva Gluma-
. Irnii .oslo a venda na sua casa no
alciio'la oa-Ylsla 11. 48, os seus billictes
eiaulel.is da Jil iiuera parte da primeira
loleria do colle;io de orphaos desta cida-
de, a < 1 ti-il corre imprelcrivelincntenodia
do coi rente.
Billielcs iuteiros. 5|500
Meios. 2.s800
Quartot. I,s4i
Quintos. l.s")0()
ilavos. 10
Decimos. 000
Vigsimos. 520
N. B.O cautelisla' cima tem resol-
vido garantir os liillietcs inteiros nica-
mente, pagando os tres premios muiores
sem o disconlo de 8 por cento do gover-
no, cojos bilheles vio assignados atraves-
sado na frente com o nome do annunci-
anle Antonio da Silva Guimaies.
O Sr. Hnralo Francisco Xavier Ca-
\alcanli I "cima lenha r. bond paiecet na ra do Crespo loja n. 16, pa-
ra concluir o negocio que nao ignora.
Precisa-se de tima a mi de leite que
seja sadia : no pateo do Hospital ni 26,
por cima da cocheira.
No sobrado da ra do Pilar D. R2, precisa-sc
lugar un, escravo ou escrava que saiba cozinbar o
fazer lodo o mais servico de nina casa de pouca fa-
milia ; prefere-se cscraxo, c pagi-se bem.
Precisa-se de dous rapazes que queiram apren-
de) a laix ir limaneos, ganhan,lo o ordenado queso
conveacionar; na ra larga do Ilusorio n. 11.
Preeisa-sede du.i-1 ,--,.i-, quo queiram andar
;loa vender (ab;atlo, dandofi|
euuducta : na rna largado Rosarion. 14.
O Hr. Jo.1) A.i Sils.i Horno, niedirn muil 11
sua residencia para a rn 1 do Cabo. n. prTrair """,-am l"'"a dandofmder SM
. i- coulina a rereber d,i-s as lo horas da ma-
c das ;i as da larde, as pess ,- que o quize-
rein consultar. Bem como annuneia quo esl. prom-
lo ,1 sabir da cidade para onde soja chamado.
POSTIRA ADDiaONAL.
Art. Tilico. Ficam prohibido o fabrico de fogos
artificiaos, renda de plvora e depsitos desles ob-
jeelos denlro da cidade, seja qual lor a quanlidade.
Os infractores incorrcrSo nas penas des das de
pri-on- na mulla de 30*, duplicada no caso derciu-
cideneja,
PABA O BlOfiE JAKEIBO.
Salo- 1 ,in! milita lirevidadc, por ler a
maiorpai ledo en earregamento promp-
lo, a bem conhecida veleira escuna nacio-
nal "Tomcgan : para o resto da carga,
passagei tose escravo .1 lele, traale com
Novacs A C., na ra do Trapiche n. 34.
l'ara o Itio de Janeiro segue 111 | oucos dias o
l-'eliz Ucstinoi : para o rcslo da carga, pas- ;,; > c vJesenSo ao saoador: qual,
saaeiros c escravos a frote, Irala-se com os consigna- achou, qoerendo, como ,U-we, restituir, o po leri Fa-
zer a Flix Paos da Silva, no I ralo da fre-
Precisa-se de uma ama para casa do pouca fa-
milia : o. roa larga do Rosario o. 1 f.
Precisa-se alugar -2 moleqoes de 14 a 16 aav-
Perdeu-se no caininho !,-- Al igadoi para esla uos "-' '"' ''ir-'-' ''" sario n. (i.
cidade, um cnibriilho v^ru 1 ....,:illc ,lm, Ap areccn no di, ,, ,, rorrcn,c
lellra de 300^,, uma ,!e p,',,,,.,,,. um preto do gC!i l- An-ola no
omczdemaio dolS.)i, oque Ii a vencer cm maio nome Francisco, que diz ser escravo do Sr Filini-
IcsWanno sacada, por I iliv Pae, da Silva contra nho.doengei..... Pcrririiiho, na conMrea do Rto-For-
l-randeco \ encimo do Ileso Barros; nina oulra da 1........avisa n|,or que o mande hus-
ciuaalVmadc a da por, eiix Paos ,!., Silva car, 011 a qnalqucr oulra pessoa que ao mesmo es-
contraJosoV: Corroa de Amorim, ja ven- cravo livor direilo. 11 se responubilisando o pro-
cida no iillimo de fevereiro do correnle anno ; al- prietario do mesmo cnacnlio icim, pela morle ou
um dinheir.-. ro do valoi ruga do mencionado esc
do903O00 das novas, ItOIKIiIc prala, c mais ui
adulas tambem do valor do ISOW) cada ama ; AI'l.lAi. \o .
algnns papis, cnlrc estes um vale da quanlia de 'J*05 onsentc, mas nao para sempre. Aore Dias
'. passado por Concallo Jos de Mello. I'rc- ?e '"'-"Ciredo, rom seu intitulado liberalismo, rou-
Vne-s*aS| : i- loria, espanea c mala desde ISIT, boje preso na
: cadeia de (oianna, purgando seus crimes, onde de-
larios Isaac Curio iX; Companhia, na ra da Cruz
n. 10.
Para o Bio de Janeiro.
Segu com brevidade, por ler parte da carga
prompa, a veleira barca bra-ileia Malhilde, quem
quizer carregar o resto, enlonda-se com o capilao
Jeronymo Jos Telles, ou no escriplorio do .Manoel
Alves Cuerra Jnior.
guo/ia da Vanea, 011 na roa Nova desla cidado 11.
I, que ser generosamente recompen
Pede-so ao Sr. JosC* de Mello Cesar ei-pro-
que venha enlender-
curalorda camira de 1'linda
mi ler morado desdo o ioiiii'io de suas perversida-
dee, A l"inj.io de ueo
udado
os s autoridades daquella
cidade', sobre o cuidado que lomar,un era arrancar
aqueHe caero de entre a sociedade.
Aluga-so um sitio no lugar do Rarro-Ycrnie-
Iho, freguezia dos Afogados, com soilrivel casa de
\honda, estribara, capim de planta e diversas fruc-
se com os hcrdciros do l.uiz Roma, pon ha-la de teiras, Kndo nos fundos ezcellenlc banho doce
caeapadas, ficando cerio que em quanto nao se en- quem pretender, dinja-sc ao alerro da Boa-\W.
teuder com os uiesmus ha de sabir esle auuuocio. taberna n. 20,
II T I I A n n




\
DIARIOOEPERNAMBUCO, QUINTA FEIRA 15 DEMARCO DE 1855.
Novos livrosde homeopathia uiefrancez, obras
lodas de summa impoilancia :
llahucmann, datado das molestias chronicas, 1 vo-
lumes............3WW
jOOO
7-0 l
(5000
(-4KM)
89OOO
1 (iCOO
6*100
iOOOO
10JOOO
305000
I1 sle, Koleslias dos meninos
Ib-ring, lioinco|ia(liia domestica.....
J i'ir, phatmtCapa lionieopalhica. .
Jalir, nova manual, i volumes ....
Jahr, molestia!nervosas.......
Jahr, molestia* da pclle. ......
li ll.ilhmann, Iralailo completo das moleslias
.1"- meninos...........105000
A reste, materia medica liomcopalliica. 85OOO
IV t.mdlc. doiilriua medir homcopalhica 7-iiii
Clinica de Staooeli .......
f l.i.iinu, vcnladc da liomeopalhia. .
Diccionario Ve Nysten.......
Alllas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, contendo a descrpejio
de todas as parles do corpo humano ." .
vedem-se lodos estes livros no consultorio homeopa-
ihico do l)r. Lobo Moscoso, ra do Collcgio n. 2o,
primeiro sudar.
Prerisa-se de urna ama forra ou captiva para
fa/er o servico diario da urna casa de pouca familia :
quii pretender, dirija-se a ra do Collcgio 11. 15,
armazcui.
Precisa-se comprar ura nioloque de 12 anuos
pouro mais 011 menos: na ra da Cruz n. j.
Instruccao elementar.
O prolessorMiguel Jos da Moll;i, con-
tuiiaaesercer as luncooesde seu magis-
terio, na Iravessa da Concordia oi> cadeia
nova, nico sobradoque alii lia, pronipto
a admittir alumno* .externos, pensionis-
tas e semi-pensionislas, sendo por un ra-
zoavel estipendio.
Precisa-se de SOO.s'OO rs. a juros, so-
bre livpoteca de duas cscravas, epiem os
qnizer dar ammneic.
No dia 38 de fevereiro, furtaram o cabrinlia
de nome Kcncvides, idade de II para 12 anuos, cor
de lauca, tosa acarncirada, cabellos carapinliados
e avcrmelhadns, ponas linas, e tem o dedo da mio
esquerda junto ao pollccar estirado, por causa de
un tallio. que cusa a dobrar; rujo cabriuha lio de
Antonio Joaquim Nuncs de Miranda, morador lio
eiicenho l'irauira da freguezia da Eseada, c o leni
tratado vender aoahaixo assipnado : quem delle li-
ver noticias, o leve ao engento Noruega, que ser.i
bciu pago do leu Irabalhti, o entregar a
Manoel Thom de JcsW.
RETRATOS.
No aterro ila Hoa-Vista 11. i, lerceiro andar, con-
lina-se a tirar retratos, pelo syslcina crvatalolypu,
cooi minia rapidez e perfeieao.
O Sr. r'ranWlin Americo Eustaquio Gomes ve-
nlia concluir ouegocio na ra do Crespo 11. 10.
Casa de consignaran de escravos, na ra
dos Quarlcis n. 24
Comprain-sc c recebem-se escravos de ambos os
evos, para sevenderem de commissao, lano para a
provincia como para fiira della, offererendo-se para
sso toda a seguranca precisa para os ditos escravos.
8 DENTISTA FRANCEZ.
Paulo Gaignoui, cslabelecido na ra larga 0
9 do Rosario u. 36, segnndo andar, colloca den- J
9 les rom gengivss artiliciaes, e dentadura com- (J
Al pela, ou parle della, com a pressao do ar. fc
(Q Tambem leni para vender atoa dentifriccilo S
Qa) Dr. Fierre, e po para denles, lina larga do
10 Rosario 11. 3li -cernido andar. ^f
eK- Precisa-se alu;ar nin iireto para ser-
vico de casa de liomem solleiro : na ra
do Trapiche n. l.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
|iie 1111 uloii a sita aula para a ra do Itan-
gel n. 11, onde continua a receber aluin-
nos internos ce\ternos desdeja' por me-
dico preeo como lie publico: <[ticm se
ipii/.er tililisar desea pequeo presumo o,
pode proco ramo segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
Coiicliisiio do furto da jangada c fuga de
mu cscravo.
Chegaram a este porto dous pescadores livres,
que de coniveneia rom o mea cscravo, se lizcraiu
111 ili.alos cm Tambaliu, provincia da l'arabiba, des-
le Janeiro ; mas licando o negro Thcodoro, rrioulo,
haivo, corpulento, com mullos cabellos braneos pe-
la barba e peitos, idade 35 nios pouco mais ou
menos, o tjunl di/.em os companheirua da arribada
ter licado cm Tambaliu : quem ifcllc liver noticia o
Irar a c.la ddade a redro Antonio Teivcira Gui-
roariies, que dar do gralilicacao 53. Tambem se-
ria conveniente que a polica dcsla cidade csmiii-
lliasse bemeste lacle dos dous arribados.
SALA DEDADA.
I.uiz Canlarelli participa ao respeitavel publico,
qoe a sua sala de ensillo, na ra das Triucheiras n.
19, se acha aberla todas as segundas, queras e sex-
tas, desde as 7 doras da noitc ale as 9 : quem do seu
presumo se quizer ulilisar, dirija-se 1 mesilla casa,
das 7 lloras da maiihaa at as !>. O mesmo se eflore-
ce a dar Heces particulares as horas convencioaadas:
tambem da licocs nos collecios, pelos preeos quo os
mesinos collcgios lein marcado.
Obacharel A. 11. de Torres Bandei-
ra inudou a sita residencia do segundo
andar do sobrado n. il da ra estrella do
Rosario, para o segundo andar do da rita
Nova n. 23, que faz quina para a camboa
do Carmo ; ealii continua a entinar llie-
torica Philosophia, Geograplna, Francez
e Ingle/.; adverte que as aulas lerao lu-
gar de 1 hora da tarde as 2 e meia, e
das i as e meia : quem do sen presiono
se quizer .utilisar, pode procnra-lo para
este liui na indicada residencia
ATIKM \(l|:
O cautelisla Salusliano de Aquino I erreira avisa
as pesaras que eompram billictes e cautelas das lote-
ras da provincia para nagniio, que lomou a lirm
rcsolucflo de vender os referidos bilhetes ( cautelas
pelos procos abaMn declarados, una vez quo rlipsue
a qoanlia de IOO3OU para cima, dinbeiro 1 vista.
Os seiii bilhetes c cautelas sAo pago- sein o desconlo
de oilo por ceutn da tei sobre os premios de l:()00j
rs. para cima. Pode ser procurado cm sua casa, na
ra do Trapiche n. 36, segundo audar, pelas 'Jale
as -2 doras da mauhaa.
iiai.iKn
CONSULTORIO DOS POBRES
25 WJk DO GO&liBaiO 1 VIB*11 25.
O Dr. P. A. Lobo Moscozo da consultas liomeopathieas Imlos os lias aos pobres, desde 0 horas da
manhaa aleo meio dia, e cm casos extraordinario a qualquer hora do dia ou nolle.
OBertce-se igualmente para prlticar qualquer operacao de cirurgia, e acudir proniplamsJnte a qual-
quer mullicr que esteja mal de parto, e cujascircunwtDcias nao permittam pagar ao medico.
KO (OSSLWO DO DR. P. A. LOBO ISCZ0.
25 RA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUINTE:
Manual completo de meddicina nomcopatliica do Dr. O. II. Jahr. Iraduzido em por
luguex pelo Dr. Moscozo, quairo volumes encadernados em dous e acompaDhade de
mu diccionario dos termos de medicina, cirurcia, anatoma, etc., ele...... 205OOO
Esta obra, a mais importante de lodas asqnelratam do esludo epralira da homeopathia, por ser n nica
que conten abase fundamcnlsl rf'esla doutrina\ I'AITIOGENESIA OU EIIKIIOS DOS JIKDICA-
MEN IOS NO ORGANISMO ESI ES'I VIH) DESAUDEconbecfmcntos que nao podemdispensar as pp--
soas que se quercm dedicar .i nralira da verdadeira medicina, interessa a lodos os mdicos que qoi/erem
etperimentar a loutrina de llahneniann, e por si meamos se convenerreni da verdade d'clla: todos os
fazendeiros e senliorcs de ensenho que eslfloioiise dos recursos dos mdicos: a lodosos capilaesde navio,
que urna 011 nutra vez. nao podem deixar de acudir 1 qualquer incoiDinodo sen ou de seus tripulantes
a todos os pas de familia que por cireiimslaneias, que m seninrc podem ser prevenida
dos 1 prestar tu cotUitunti os primeiros soccornis em suas enformdades,
O vadc-iiicciiin do homoopalba ou Iraduccao da medicina domestica do Dr. lleriiu,
obra tambem til s pessoas que se dedicam ao estudo da homeopathia, uu volu-
me grande, acnmpanliado do diccionario dos lemos do medicina......
O diccionario dos termos do medicina, cirurRia, anatoma, ele., etc., encardenado. .
Sem verdadeiros e bcra preparados medicamentos no%e pude dar um pauso seguro na pratira da
lioineopathia, c o proprielano deslc estabelecimenlo se lisongeia le le-lo o mais bem montado possivel e
ninguem dnvida boje da grande superiordade dos seus medicamentos.
Boticas a \-2 lubos grandes....................
liolicas de "J medicamentos cui ulobulos, a lt)f, 125 c 15;O0O rs.
MALAS PARA VIAGEM,
Grande mmenlo de lodos rs lmannos c qual-
dades, baleias para vestidos v espartilhes de senlin-
r.i-, de lodas aa largurai e lmannos, ludo por proco
muilo razoavel : na roa do CHegiO n. '1.
iy. Vendem-se chapeos de sol de d-
odao com barras
C2 Daetas decores, de superior qua-
' r,dad-
>^ Mcias crasde algodo para ho-
g Hilas de dilo
a nhora.
*7* Camisas ile meia de a
H ra liomem.
Luvasde seda pela c de cores,
pari liomem esenhora.
Alcias dii.is para senhora.
Linhas de algodao em novellos.
I linos e -rendas de alnoclao
brancas para 86-
lao 1 la-
san obri&a-
lO^OOO
39000
lilas de algodao brauco, de seda
SMKMI
Dilas :i dilos a.................. 20^000
Ditas S dilos .................. 2i-(iil
Dilas (iO dilos a................, ItOjjOOO
Hilas til dilos a.................. CO0O00
Tubosavulsos......................... I9OOO
Frascos de meia onca do linclurn................... 28000
Dilos de verdadeira lindura a rnica................. 29000
Na mesma casi lia sempre 1 venda grande Homero le lubos de cryslal de diversos lanianhos,a]
vidros para medicamentos, e aprompla-sc qualquer eiicommenda de medirameuloscom toda a brevida-
dc c por preeos niiiilu commodos.
1' I ANOS.
Joan P. Vogelcv avisa ao respeitavel publico, que
cm sua casa na ra >ov, 11. il, prmeiro andar, a-
cba-*e um sorlimenlo de pianos de Jacaranda, n>
mellinres que lein at acora apparecido no mercado,
lauto pela sua armoniosa e forle voz. como pela
sua iinslrucclo de armario ila fabrica de Collard ev
Collard em Londres, os quacs vendem-sc por un
preco razoavel; o annuncianlc continua atinar o
concertar piauus com perfeicao.
MASSA ADAMANTINA.
Ra do Rosario 11. :i(i, secundo andar, Paulo Gai-
gnnnx, dentista francez, cliumba os denles com a
masa adamantina. Essa nova e inaravilhosa com-
poscao leni a vanlacem de encher sem pressao dolo-
rasa lodas as anfractuosidades do denle, adqncrimln
em poucos instantes solidez igual a da pedra mais
Iura,e prnmclte reslaurar os denles mais cslragados,
com a forma e a cor primitiva.
g niBLICAAt) 1)0 INSTITUTO HO g
g IE0PATHIC0 1)0 BRASIL. jg
g TI1ESOLUU HOMEOPATIHCO f
<$) ou (p)
B VADE-MECUM DO <$)
($) HOMEOPATHA. (^
^ Mclhoiln conciso, claro c seguro de ru- nsk
/A rar homcopalhicamente lodas as moleslias ,a
v^/ que affliflem a especie humana, e parli- v"
fiSj 11 lamiente aquellas que reinan no lira- (&.
L sil, redimido secundo os luelhores traa- Tj^
W dos de liuineiipailiia, lano europeos como \&;
^ -americanos, e secundo a propria evperi- fr^
' enca, pela l)r. Sabino Olecario l.udcero J^
) Pioln. Esla obra be boje recoubecida r- >lp)
> 1110 1 mellior de lodas que Iratam daappli- /,*,
/ cacao boineopalluca no curativo das mo- "vv
n leslias. Os curiosos, principalmente, nao ()
k podem dar umpasso securo sem possui-la c ,p
7 consulta-la. Os pais de familias, ossenlio- v"
J res de engento, sacerdoles, viajantes, ca- /^j
pitaes de nav ios, serf anejos etc. etc., dcveni **
I Ic-la lilao para occorrer promplamcnlc 1 ^-
VENDAS.
AIAWK PAR/i 18:io.
Salurain a luz as folhinhas de aigibci-
ra com o almanak administrativo, mer-
cantil, agrcola e industrial desta provin-
cia, corrigido e accrcscentado, contendo
41)0 paginas: vende-se a 500 rs., na l-
vraria n. (i e S da praea da Indepen-
dencia.
Vende-so urna mobilia de jacarando,
nova, minia bem leila e de uiiiilo hora
Coso, com pedrafl brancas, tambem ven-
de-se camas francezas, commodas. cadei-
ras, consolos, bancasde meio de sala, de
amarello e de oleo, marquesas, cama-,
sof.is, cadeiras, consolos, bancas de meio de sala,
de incico; seiulo ludo de inuitn boni cosi e por
procos muito cummodns : na ra da Camboa do
.Carino 11. ti. Na roesma casa precisa-se de 2 ofli-
| iacs de palhinba, que saibam aparellia-la.
SACCOS COM MILI I O.
Naloja 11.20 esquina do heeeo Largo,
vendem-se saceos com milho, por menos
preco do queem oulra qualquer parte.
. Vende-se una carroca nova, bem conslroida,
para cavallo, com os competentes arreios ; e tam-
bem vende-se o cavallo que nella tem servido : no
Blmazem de malcraos no porto do Pocinlio, junto
11 taberna de Jus Domingoes,
Vende-se banha de porcoderretida : na ruado
Rangel a. 35, a ihi rs. a libra.
Vende-se o engenho Cupanba, na niarcem do
rio Capiharihe, termo de ananeira, provincia da
l'arabiba. com safra fundada pan 2,000 pes, Ierras
cvcclleiiies de assucar, boa casa de campo, novis*-
111a ; vender-sc-ba so 011 com a escravalura, boiada
e cavallo* : a halar nesla cidade com Enedino le
Ainlrade Gunrany de Cupaoba, c la com o proprie-
lano Cupanba pai.
de cores sorlidas. e de hia (lilas.
| Trancas de alftodaocdcseda, pa-
sa ,,.***
S ra enieites.
Km casa de Eduardo II. Wyalt, ^
gj ra do Trapiche Novo n. IS. *%
Allianeza.
Chegon nova porjo dessa econmica Emenda pre-
la, Com I palmos de larcura. a ilotl r-, ocovado, pro-
pria para vestidos, manlilha-. \i;<-f- le rlericos e
rclisiosos, c oulras limitas obras : na ra do Quei-
nudo n. 2t, lojadeJ. P. Cesar.
CASEMIRAS BARATAD.
A 39300, corles de casemiras le cores, e a fjOO
caseoiira preta lina : na ra 1I0 Oueimado 11. 21.
Riscados franciv.es laicos a Isti rs. o cavado, cirles
do vestidos de cassa com baria a t>(ao. coberlores
de alcodan de cores muito cncorpadus e crandes a
I JOBO, e cassas francezas linas e livas a 320 o cova-
do : na ra do Oueimado, loja n.2l, deJ. P. Cesar.
Cera em velas.
Vende-se cera em velas em cai\as sor-
lidas de 50 c 100 lili, cada una, chegadas
ltimamente de Lisboa, por preco barato
para lechar contal : no largo da Asseni-
bla n. 1:2, drmazem de Machado&Pi-
nheiro.
FARELO MLITO NOVO.
Vendem-se saceos muito grandes com
farello chegado ltimamente de Lisboa :
na ra do Amoi im 11. 18.
.MASSA DE TOMATES.
Em latas de 4 libras exeelsenta para tempero,
lambem se vende as libras por preco commodo : na
na do Caleci n. 12, cm casa de francisco Jos
Leilc.
Moinhos do vento
"oniboiiibasdc repuvo para regar borlase baixa,
decapan, na fundi'.a'1 de 1). W. liowinan : na ra
do Brumos. 6,8el0.
PARA ACABAR COM RESTOS DE DI-
VERSAS I A/.LNDAS, VENDE-SE:
Cambraias linas Irancczas de cores li-
sas a i'i" rs. a vai a.
/.ulmua, la/iinla que finge seda, a 500
rs. cada covado.
Princezita, fazenda de phantasia de Ida
C seda, a H0 rs. o covado.
Chitas finas francezas, a 240 rs. cada
covado.
Riscado monslro com V palmos de lar-
gura, a :-" rs. cada invado.
Duziade toalhasde buho para rosto, a
7.S0OO is.
Chales de casemira de tuna si'i cor, a
5.s500 is. cada diales.
Ditos de cascinira com barra matizada,
a (i.s50u caua um.
Cotes ,], lnim trancadb de puro buho
decores (ixas, a 2.S'800 i~s. cada um.
Pora de chita r\a com toipie de mo-
fo, a 5$500 re.
Palitos de alpaca preta c de cores, a
GJOOOcada um.
Chapeos de seda de diversas cores para
senli.ua, a lO.sOOOe I2s000 r$.
Na rna da Crespo loja amarella i>. h,
de Antonio francisco Pe eir.
.Na ra do Vicario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se farelo novo, chegado de Lisboa pela barca Gra-
tido.
CEMENTO ROMANO.
Veudc-sc superior cemento em barricas grandes ;
a111 como lambem vendem-se as linas : alia/do
tbealro.'armazem de Joaquim l.opcs de Almcida.
Riscado de listraH de cores, piopiio
pai a palitos, calcase jaquetas, a 160
o covado.
Vende-se na ra do
volta parata cadeia.
Chai
RELOGIOS INOLEZES DE PATENTE.
\ endem-se por prejo muilo commodo: no arma-
zeni de Barroca & Caslro, ra da Cadeia do Recife
I! I: M EIO 1MCOM PA RAVEL
Crespo, leja da esquina (|ue
AS
de merino' de cores, de muito
bom gosto.
\ endem-se na ra do Crespo, l"ja da esquina que
volla para a cadeia.
DEPOSITO DE CA. DE I ISBOA.
Na ra da Cadeia 'I" Recife n. .'ki ha para vender
barris com cal de Lisboa, recenlemenle chegada.
Agcucla de Zdwln Miw,
Na rna de A pollo n. 6, armazn de Me Calmon-
i\ ( ompanliia, acJia-se constantemente bons sorti-
mento de laivasde ferru rondo e batido, lano ra-
sa como fundas, moenda- ncliras todas de ferro pa-
ra animaes, acoa, ele, dila- para armar em ui.idei-
ra de lodosos lmannos e modelososmais moder-
nos, machina horisontal para vapor com forra de
I cavallo, cocos, passadeiras de ferro estaiiliade
I ara casa de purear, por menos preco que os de
cobre, eseo-vens para navios, ferro da Suecia, fo-
Ibas de (landres ; ludo por barato preco.
-se por
M Fcijaoa 2.S-)00is. a sacra: n
|^ armazeir. de Antonio Aunes, de- \
*$ fronte da escadinlia da alliuiile;:a.

Dona volumes em broebura por
encadernados
Vende-se unieamenle em casa do
no palacete da roa de S. Francisco (Mun-
do Novo) 11. 08 A.
tOgOOO *>
IIHOOU <$!
lutor, ^
O Sr. Joao Nepomuceno Ferreira
de Mello, que inora para o Sal;;adinho,
nucir mandar receber urna cneommen-
(la na livraria 11. t c 8 da praea da Inde-
pendencia.
i J. \\\\\ DENTISTA, 1
t) continua 1 residir na ra Nova 11. l'J, primei- (:;
; ro andar. f
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da ra
da Sen/ala Velba 11. GS : a tratar no sejjum'o andar
do mesmo.
ESTABELECIMENTOS DE CARIDADE.
Salusliano de Aipiino Ferreira oll'ere-
cegratuitamente ao hospital Pedro II,
melade dos premios que saliuein nos qua-
tro bilhetes inteirosn. 1 i5), 1S5, 1050
e20i(i, da primeira paite da piimeira
lotera do collegio deorphos, correr ndubilavclmefcte no da '\- de
marco do presente anuo, osquaes e\stem
cm sen poder depositados: a metade do
que tiellcs sahir sera' promplamcnte en-
tregue ao Sr. Jos Pires Ferreira. theson-
reiro do referido Imspilal. Pcrnambuco
15 de mareo de 1855.Salusliano de
Aquino Ferreira.
Desappareceu no dia G do correnle o prcto
Joan, de nai_ao Ancieo, estatura regalar,corpogros-
so, beicos lambem grossos, pes mal feilos : lein na
111.10 esquerda os dedos e a mesma m3o defeiloosos
por te-la machucado, falla mal, foi do servico de
padnria; tcm-se noticia que anda nesla cidade no
canho : pede-se as autoridades, policiaes c pessoas
do povoo capturem e levem i ra larca do Itosario
n. 8, secundo audar, que scrao recompensadas.
Precisa-se de um molcque ou prelo
para servico de urna casa, e se liver prin-
cipio de cozinlia, mellior : na esquina da
ra da Aurora, segundo andar da loja de
limileiro.
Desappareceu no dia \2 demarco correnle o
prclo de nacao Congo, de nome Caclano, idade :10
annos pouco mais ou menos, estatura recular, mar-
cado de hticas, beiros feios provenientes das mes-
mas, falla apressado; levou calca c camisa azul de
tlgodaoiinno; he forneiro : quem o pegar leve-o a
padaria da ra Direila n. _'i,que ser recompensado.
Desappareceu no dia 7 do correte,um menino
de idade 10 annos, de nome Domneos,cor de cand-
a, cabellos cacheados, lein urna cicatriz sobre o olhn
csquerdo.c oulra na pona do nariz foi mando umea-
lomhinho : julga-se ter sido furlailo por um malulo
que encaiiou-o, dizcndo-lhc que linba muilo boa fa-
1 iuha 110 aterro dos Afogados, pois que elle a a ribei-
ra comprar esse genero : roga-so a quem dcllc sim-
para ir para a Franca, para una familia' eslTge-'bcr e der noticias ccrlas, de dirigir sea ra Direila,
ra, ao quil se alijnca o mellior tralamento possivel :
Vende-se urna balanra romana com lodos os
seus perlcnces, em bom uso e do ,000 libras : quei.i
a pretender, dirija-se 1 ra da Cruz, 11 mazem 11.4.
1AUINHA DE MANDIOCA.
Saccas com superior familia de mandioca : no
rmzcm dae Tasso Iruiaos
i.sOOO rs. a saca de
mandioca de boa qua
armazens n. 5, 5 e 7, defronte .i ;
escadinha da alfandega, ou a tra- r
tarcomj.b. dal'onseca Jnior, na
Q
iarinha de
I idade: nos
ra do Vi;;ario n. 4.


-m:.-'

Bilhetes
Meios
(liarlos
Uitavos
. Decimos
Vigsimos
Pernampuco II de marco
SllfUHO
" 5-5300
29700
IJS380
S690
?")C0
.-->S0
de IS.".O cautelisla,
de quino Ferreira.
No hotel da Europa precisa-se de um caijeiro
que de fiador a sua conduela.
PAGEL
l'rccisa-sc de um cridulo forro, muilo bonito, de
12 annos da idade, pouco mais 011 menos, oqual be
paga-se-llie a passagem c o mais que fr preciso : a
tratar com S. falque, ra do Collegio 11. .
Precisa-se de um criado, livre ou cscravo : na
ra da Roda, canto do Itrgo do Paraizo, primeiro
andar.
I.OTEKIA DO COI.l.ECIO DE IOHPITAOS.
O cautelisla Antonio Jos Rodrigues de Souza J-
nior avisa ao respeitavel publico, que os seus bilhe-
tes e cautelas iwosollrem descont nos tres primeiros
premios grandes, os quacs esliio venda pelos prc-
cos abaito, as lojas da placada Independencia n.
I, II, l.'ie 10, e as oulras do cosime, cuja loteria
orre no dia "24 do prsenle mez.
Itilhctcs
Meios
fjuartos
(lilavos
Decimos
vigsimos
59300
2*800
I9MO
W20
9600
lleccbcru por iuteiro
5:0008
a^oo
1:2503
6259
5003
3500
subdito portuguez,
segunda casa depois do funileiro.
Precisa-se de un criado ; a Iralar na ra Di-
reila n. III, primeiro andar. Na mesma casa cima
precisa-se de urna ama que eugommc para 2 011 3
pessoas.
Vende-se um engenho muilo perlo dcsla pra-
ea. com todas as obras necessarias, lendo alera disso
nina dislilacao bem montada, rom boas Ierras de
canna e mandioca, algumas de var/.oa de muila pro-
dcelo, c com as de mais proporc/ies; acresce que
possue o mais apropriado terreno" para o ptaulio do
caf, nem so pela abondancia que produz, como por
sua evcellenle qoalidade, o que poder|ser examina-
do pelo pretepdenle em aigoos cafeeiros que j c\i-~
Icm ; quem quizer fazer negocio, anonucie para ser
procurado.
Vende-se a casa'n. :::l da ra do Pires : quem
pretender, dirija-se i rna do Rosario da Boa-V isla,
no sobradinho, para enlender-ee com Manoel Pedro
de Alcntara.
Vendem-sc 1O palacnesa I986O, I relogia de
parele proprio para rcparlieao publica : ua ra das
Cruzcs n. 10.
Vende-se a taberna, sila ua Iravessa da ra das
Cruzes n. (; a Iralar na ine-nia.
Na taberna da na Nova n. 50, que foi de Ma-
linas. Joaquim da Maia, lein superiores viudos en-
garrafados, de diversas qaalidades, c se arda sorlida
de ludo mais que he tendele taberna, c por com-
modos preeos ; issim como tem muilo bous doces, de
goiaha, banana, de arac, de ginja c gelea ingleza.
Na mesma casa precisa-se de una pessoa hbil que
enlenda lieni Je taberna, c que di) fiador, para lo-
mar conla da mesma por balance, o que enlenda
tambem almima cousa de escripia para os compelen-
les lancainenliK, pois lendo lodos estes requisitos da-
se bom salario.
ROLAO' FRANCEZ
(.degou de novo e se acha 1 venda a deliciosa pi-
lada desle roblo francez, e s se encontrara na ra
ila Cruz n. 26, escriplorio, na loja de Cardeal, rna
larga do Rosario n. :1S, c na de Manoel Jos Lopes.
na mesma ra n. 10.
Vende-se um terreno de "ill palmos de frente e
I "iO de fundo, silo na ra do Sebo, bairro da l!oa-
Vista, do lado do sul, muilo proprio para edificar
urna boi casa ou qualquer eslabeleciinenlo, por ser
no tugar mais alio da dita ra : a fallar na Braja da
Boa-Vista n, ti. botica.
Vende-se um bom c muilo evcellenle carro de
i rodas, quasi novo, com arreios ou sem ellcs, por
menos de sen valor : na ra da Praia n. 27, sobra-
do amarello, entrada pela Iravessa.
Vcndc-sc a casa terrea de duas porl.is c urna
janella, na ra de Aguas-Verdes n. 82, cuja casa tem
no fundo nina oulra e um quarto com frente para a
ra de Bodas, sendo a casa da ra de Aunas-Ver-
des de paredes |dobradas proprias para levantar so-
brado : a pessoa que a pretender dirija-se a roa
da Maugueira n. '.I na Boa-Vista, ou no trapiche do
algodao, que achara com quem tratar.
Vende-se um escravo prclo, oplimocozinlieiro,
por -e nao precisar delle : quem o pretender, dirija-
se a ra do Rrum n, 22, armazem de i.uiz Jos de Su
Ara ojo.
Nt (VI1 SORTIME.MO DE COBERTORES DE TO-
DAS AS QUALIDADB8.
Cobertorescscuros a 720 rs., ditos grandes a 1?200
rs., dilos braneos do algodao de pello e sem elle, a
iinitaeo dos de papa, a 1?200 rs. : na loja da ra
doCrcspo 11. 6.
Vende-so urna escrava crioula, sem vicios e
muilo fiel, com as scguinles habelidadcs ; cosiuha o
diario de una casa, lava c engomma sofrivelmente,
faz labvrinhlo e marca,heboa|rendeir.i e faz doces de
diversas qualidades : na ra Augusta sobrado onde
inora o cscrivao Molla.
BELONA A 500 RS. OCOVADO.
Vejo 110 ultimo navio francez urna fazenda nova,
- -lo escoce, com i palmos de largura, muilo lina,
que pelo sen brilho parece seda, a qual O madamis-
1110 em Paris da o nome de Betuna : vende-so na ra
do Ijueimado n. l'J.
\ enJe-sesarja p.ela despalillla da, inelbor 5
$ qualidade, por precorasoavet: naiuadoOu
.") nudo leja do sobrado amarello n. 29, de Ji
v:y More ira Copes. ;.\'
: --.;-: u .--s SI @^;
@aaK-K-:::
n CHAPEOS PVR\ SEiUOLUS.
^.D Chcuaiain a loja nova da rna Nova n. 4, os ij^
Cj mais moilcrnus e elegantes chapeos de seda,
," 1 um ricos enfeiles, para senhoras de lliJ'.lOO
;-3 a 253000 rs. 9
3&&-39-$$@
CEMENTO ROMANO.
Vende-so superior cemento eiu barricas e a rela-
Ido, no armazem da rna da Cadeia de Sanio Anto-
nio de materiaes o preco mais em coala.
CAL DE LISBOA A IfOOOBS.
Vendem-se barris com cal de Lisboa, chegado no
ultimo navio a 9000 por cada urna : na ruado Tra-
piche n. 16, segundo andar.
FAIINL'.Y Di: MANDIOCA.
Vendse sacras jrandes com inulto su-
perior larinlia de mandioca por prero
commodo: no irma/cm n. l do neceo
do A/.eile de l'eixe; ou a tratar com Anto-
nio de Alenla GomesiVC, na ra do
Trapiche Novo n. I (i. segundo andar.
(0 Nende-sc superior sarja preta (j)
nespanliola. uj
Benjjallas finas com lindos cas- Z
toes. *jj
.linas de seda brancas e pietas ^
para senhora. (0)
Sutiin prelo macan pata eolio- $)
tes e vestidos. (5)
Chales de crep, bordados e es- *.
tampados. ,k
Baias brancas bordadas para se-
nora
Vestidos de cambraia a Pom-
padour.
Charutos Lanceiros.
, Papel pintado
sala.

Na ruado Trapiche n. I (i. escriplorio
deliandera Brandis&C, vende-8
preeos razoaveis.
i.unas, a iinilar.io das di: Bussia, de
muito boa qualidade.
Papel para imprimir, formato grande c
pequeo.
Papel de cores cm caixas sortidas, mili-
to proprio para torrar chapeos.
Papel alinaeo e de peso, bramo e azul,
de boas qualidades.
Gra\a para arreios de carro.
Candelabros de (i lu/.es de feitio ele-
gante.
Tapetes finos.
Alvaiade de zinco minio superior ao al-
v.uade commitm, com o competente see-
cante.
Em casa de J. KellerivC, na ra
da Cruz n. 55 lia para vender excel-
lenles pianos viudos ltimamente de Ham-
burgo.
DhPOSTTO DO CHOCOLATE 11VGIE-
MCO DA FABBICA COLONIAL.
Este chocolate, o nico preparado com
substancias puras, nutiitivas e hygicni-
cas: vemle-se em casa de L. Leeomte Fe-
ron \ C: ra da Cruz n. 20.
Preeos:
Ex Ira-lino- '. 800 a lib.
Superior. (i VI)
lino.....500 11
LNl.LLNTo HOKLUWAY.
Milbares de individuos de todas as n.icoes podem
IcsUmiunbar as virtudes desle remedio iufompiravel.
e nevar, em caso necessano. n,e, pelo uso que del-
(e lizeram, Um seu corpo e raembros intei.amenle
saos, depoisdchaver empregado inulilmenie oolro.
l.alamenlns. CM, pessoa poder-se-ha convencer
dessas curasmaravilhosas pela leilora dos peridicos
que Ib as relalam lodos os das ha muilos anuos- e
a maior parle dellas i3o tilo sorprcndenlcs que ad'mi'
ram os mdicos mais celebres, yuaulas pessoas re-
cobraram com esle soberano remedio o uso de seus
bracos e pernal, depois de ter permanecido loan
le i| o nos bospilaes.....de deviam solTrer a ainpu.
lacSo Helias ha muilas que haveudo dciado tUes
asvlosde padenmenlo, para se nito submellorcm a
.....' ""T.ie.ln dolorosa. furam curadas complelaniru-
le. medanle o uso desse precioso remedio. Algu-
mas da laes pessoas. na cfnsio de seu reeonlieci-
uiento, dcclararain estes resullados benficos dianle
do lord rorregedor, e oulros macislrados, aira de
mais aiilenlirareni sua aflirmaliva.
>inguem desesperara do estado de sua saude se
livesse bstanle coufianca para ensatar tsto remedio
conslaiitenienle, seanmln alsuin lempo o Irala-
niriiluque necessilasse analureza do mal, enjo re-
sollado seria provar inconleslavelnienle : Que ludo
cura !
O ungento he til mais particularmente nos
teguintei cotos.
matriz.
Alporcas.
Cambras.
Callo..
Canceres.
Ci rInduras,
llores de rabeca..
das costas.
dos mrnibros.
tufermidades da
em (eral.
Eafermidades dosnus.
Eruococs escorhiilicas.
rslufas
Lepra.
Males das pernas.
dos peilos.
de olho.
Mordeduras de replis.
Picadura de mosquitos.
"Pulmoes.
culis Quemadelas.
Sarna. I
SapuraoVs ptridas.
:>ufas.,abdoraeTi T".e ITT^' '"
l-naldade ou talud, ca- Tremor detervo,.
lor as evlreinidadei. Ulceras na bucea.
trieiras.
UengTas escaldadas.
Inchaves.
liillammacao do ficado.
da bexiga.
do 'gado.
, das *>*Kulaces.
> eias torcidas, ou noda-
das as peina.
Vende-se.wte ungento no e.laheleciraenlo gera
le Londres,n.^ .i/rnn.e na loja de lodos o bo
i
pu
orro
Chocolate
rior.
1 A1MNUA DE MANDIOCA.
Vende-se superior iarinha de mandio-
ca, em saccas que lein um alqueire, me-
dida velha, por preeo commodo: nos
armazensn. 5c7 defronte da escadi-
nha, e no armazem defrontc da porta da
alandega, ou a tratar no escriptorio de
Novals i C, na ra do Trapiche n. 54,
prmeiro andar.
al
m -- iviii uu vuiia \jt* liO
licanos,, droguistas c oulras pessoas enearresadas do
sua venda em loda a America do Sul, Havana e
ilespanha.
Vende-se a RtHI rcis cada bocelinba, contera una
insiruccao em porluoez para explicar o modo de
fazer uso deslc inctenlo. <
O deposito ccral he em casa do Sr. Soum, nhar-
macculieo, na ra da Cruz n. 22, em rernam-
buco.
v UZEADAS PBETAS.
\ onde-se panno pelo muilo lino, de :IJ a 68000 o
covado, cortes de casco]ira prela selim a i$500, cor-
les de colleles de selim Macao a 298Q0, alpaca prela
de lustre, fina, de 600 rs. a lXJOO o covado, lencos
de selim prelo a IjstiOO, e outras muilas fazendas
prctas: na toja da ra do Oueimado n. 40.
Vende-se farello de ilamburgo em
saccas minio grandes, chegadas ltima-
mente e por preco muito commodo: na
rna do Ainorim n. S, armazem de Pau-
la & Santos.


9
COMPRAS.
Comprarse um cavallo carregador e
sem achaques: a Iralar com Antonio Jos
Gomes do Correio, em S. Amaro.
ila Cadeia do Recife n. Vi
Vende-se a laberna'sila na ra daKoda que dei-
[ ta o oilo para a praea doCipim, com poneos fundos
c armacao eita a moderna, tiem afreuuezada c que
olTerecc vantagem ao comprador pela sua boa locali-
dade : a tratar ua mesma ou na rna de Santo-Ama-
ro n. Ili.
Antonio Morcira Viuda,
vai a l'orlugal.
Jos Rinde, trancador de cabellos muda-se
para a Capunga no da I., do correnle, e participa as
pe-oas que lein obras cncommeudadas, que haiam
de procurar, mesmo ns peo.....es que posbae, se n.lo
viercm buscar ato o bm do mcz,ser.1o vendidos para
pagamento. '
A iiics.i renedorad.i irmandade do Divino I",-
T'ii 1I0 Sanio, erecta no convenio de Sanio Antonio
do Recife, nca a seus cliarissimos ii inios, que ja re-
reberam as suas rarlas palenlcs, e quo anda ,,,,,,
ilcram aquola mareada pela mesa, bajara de o fazer
entregando esla importancia a pessoa de quem rece-
bcram as mesmas carias, \islo 1 ine-nia j ler dado
principio as suas catacumbas cm o cemiu-rio publi-
co, e como j.i se adiara promptas 28, e csIb dinbeiro
be applicado para oslo liiu, visto a irmandade nao
1er oulros meios se nao recorrer aos seus cliarissimos
irmilos, para com brevidado fiualisar esla grande
obra de tanta monta.
Na ruadasCriizcs n. 10, lab orna do Campos,
lia das melliores e mais modernas bichas liambur-
guezas para vender-se ero grandes porcOes e a reta-
lio, e tauibcut se alu-a.
Compra-so na ra
niocdas de 5 francos.
Na rna larga do Rosario n. :'.-, rompram-se
escravos de ambos ns sexos, preterindo-se os de ida-
de de 12 a 2 annos, e os que livereiu oilicios, qual-
quer que seja a idade, nao seolhando a preco.
Compram-se patacfles brasileiro3 e liespanhes:
na ra d,i Cadeia do Recife 11. 5.
Compra-se 011 aluga-sc urna barcaca
de lote de I a IS caixas, estandoeni es-
lado de Irabalhar
nesla iv pographia.
Vende-se efi'ectivamente aleool
He.1(1
a 0
Compra-so um cscravo que nao seja muilo mo-
co, preferiudo-sc da praea: na ra da Cadeia do
Kccifc, loja 11.61.
Coinpram-se aigumas acedes do cncanamenlo :
na ra da Sania Cruz n. 70.
Compra-se urna pulecira dcouro, que seja do
uso, em segunda mao : na rna da Cadeia de Sanio
Antonio n. 20.
Compra-so urna casa terrea, que s.-ja boa eque
esteja cm bom estado, e que seja cm boa ra : ua
ra da l'raia 11. 12, se dir quem compra.
Compra--e elle, divamente bruma*, lata eco
oro velho : no deposito da fuodcao d'Aurora, na
ra do liriim, logo ua entrada 11. 2N, e na mesma
fundieao em S. Amaro.
Compra-se urna parda ou preta do meia idade,
sadiae que saiba fazer os arranjos de Ulna casa, pa-
ga-se beui: ua ra. Nova loja u. 67.
em pipas, barris ou esnadas : na l'raia de Sania Ri-
ta, distilaro de I ranea.
fcAZNDAS FINAS PARA SLNJIOUAS.
NA Ql ABESMA.
Romciras lie fil de Indio pretal bardadas a linda
1 I fOOO, dilas dilas bordadas a selim, as mais mo-
dernas do mercado, a lgOOO, capolinbos de fil de
linlio prelos e decores bordados a KtgOOO, dilos de
rciroz pretolambem bordados a Iii-mmio, mantas de
fil de lindo preta bordada- a KJO, dilas de seda
prelas muilo linas a N-riiH!. rliamalolc prelo. covado,
', e oulras muilas fazendas que se veudein por
preeos commodos: na loja da Estrella, ra do Huei-
mado u.7.
CORTES DE SEDA.
:.:
J Na rna Nova loja orna n. i, vendem-se 5S
@ corles de seda de quadros do ultimo uosto C
com 17 covdos, pelo barato preco de 16,^000
;{ rs. o corle. >
FRESCAES OVAS DO SERTAQ'.
Vendem-se muilo frescacs ovss do serijo : na ra
do Qucimado, loja 11. t.
Na loja de i portas da ra do Qucimado n. 10,
vende-se selim prelo Maco para vestido de senhora
J-ioO, c muilo superior a 3J000, grosdenaples
preto, largo a 28000, sarja de seda preta a 2-iiai 1,
selim prelo lavrado, fazenda muilo boa, a 2-00, e
outras tazeudas de seda por preco commodo.
CREMELINA DE QADROS
ASSETINADOS, A 1,100
0 COVADO.
Chegon no ulliino vapor da Buiopa una fazenda
a mais moderna do mercado, propria para vestido de
senhora, de quadros tarsos h-etinado, loda dese-
lla, dennmiuada Creiueliua : vende-se na ra do
(Jueimado n. 19 ; e dao-se as amostras com penbor.
Crimea.
Chegou no ulliino vapor da Europa urna fazenda
inleiramenlc nova, loda de seda, de quadros largos ;
a qual fazenda chamain on intitulan! em franca por
Crimea : vende-se na ra do Oueimado n. l'J, pelo
darato preco de 1;<)00 o covado, e dao-sc as araos-
as com penhor.
Ka loja de portas, na ra do Qucimado n.
10, vende-se panno prelo fino a 20800 c 39500, c
muilo superior, prova de limito, a .", e 6^)000 u cova-
do, casemira preta elstica, superior, por preco mui-
to em conla.
BELONA A S00 RS. 0 (OVADO.
Voio polo navio Pharmnnnrf, de Franca, urna f.i-
zenda nova*, goslo escncczi muilo oa, cun pilrous
ilc largara) que pelo sen hrillm parsceseda ;\ (jue senlioras cm Pars dilo nomo 'lo Belona : vonde-sa
Ufo smenla na loja da ma do (jueimado n. 10, e
dao-se as amoslras com pcalior.
Para vestido.
l-a.izindas de cores, muilo lindos padres, para
vestido de senhora, pelo diminulo preco de :!20 cada
covado: vendem-se na leja do i pollas, na ra do
Qucimado n. 10.
CAMISAS PARA SENHORA.
\ endem-se na loja de i portas, na ra do Quei-
made u. 10, camisas de cambraia de lindo bordadas,
e com manguitos, nimio lindas, para senhora, por
preco commodo.
Vendem-se as oblas segninlcfs, por W. Scoll:
os Pantanos, i volumes; Wavcrley, volumes; o
'talismn. :t volumes ; a Pnsao ifKdomhurso, vo-
lumes ; Missanlropo, 1 volnme; Quiniino Dore-
vard. volumes ; SvanboC, i volumes ; Curso de
Direito Publico, porS. I'inheiro, 2volomes; Diccio-
nario Iheolosico, por ab Aquilla. .", volumes ; llroil
Ecclesiast Francez, por Dupin W.; Juris Canoais,
por l-equcuv, 1 volunte : no aterro da Uoa-\ isla,
toja deourives n.68.
Vendem-se caitas com aEuardenlc da tranca
'no arma'.em de'Joo lavares Cordeiro na travesta
! da -Madre de Dos por preco commodo.
Milita iltciii u.
Vende-se aloja da miudezas. sila no aterro da
Boa-Vista n. .">t, com pouco- fundos ou sem ellcs,
tem i muito boa casa para morada.
Veii'lc-se a terca parle cm o los de
Ires andares n. 15 c 16, sitos ua ru i da Ca leia, es-
quina defrontc do tbealio velho, os qnac- devem
augmentar da valor apenas se transitar pela ponte
nova: na rna da Sania Cruz n. 70, ou a fallar com
Joaquim Teivcira l'civolo.
^ FAZENDAS PRETAS PARA
A QIESli.
.) Superior sarja prela lavrada para vestidos
a 2J000, 2S200 e s m i-......vado, dita liza
8 superior a 23000, toiotl o --i,m rs. ocovado,
9 selim prelo macoa25iOO:t-ooOc .;-v
,' covado, papno Dno prelo a 2.-"ioi, 2800.
i i, ', .-ni,- 500110 rs., diio minio superior
@ prova de liman, (69000 e.--sKi rs. o cova- '
. casemira preta superior a 2---2HO, 25500 e
i rs. ocovado: na ra Nova loja nina g
de i0}
f ^
Irancez muito supe- /
A;;na He flor de laranja de muito j
boa qualidade, 'W>
No iiii'.i/iiii de Vctor Lasne, W
($: ra da Cruz u. 27'. ()
COM AVARIA RA ORLA.
Peras de algodao/.inhi) Inxi, muito eueor-
pado, a isOO e .sOO.
Vendera-se ua rna do t^respo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
Sg,3r--::''-'.".'^r3^:rs@@@
5 III A im CHESt'O .N. 12. tj(
O Vcndc-se nesla bqa superior damasco de @
Vi seda de cores, sendo brauco, encarnado, rovo, ft{.
fe por preco razoavel.
CEMENTO ROMANO BlfifCO.
Vende-se ccmeulo romano brauco, dictado agora,
de superior qualidade, muilo superior ao do consu-
mo, em barricas c as linas : alraz do llicatro, arma-
zem de tahuas de pind.
Vende-se familia de mandioca mui-
to superior, a .".s"i00 rs. a sacca ; nos ar-
mazens de I.ni/. Antonio Aunes Jacome,
cno de Jos Joaijuim Percira de Mello, no
caes da all'aiulejja, e em poiriio, no es-
criptorio de Aranarjai\ lirvan, na ra do
Trapielie-Novo n. (i, segundo andar.
Taixas par, engenhos.
fundieao' de ferro de 1). W.
ra do Brum, passan-
, continua liaver um
taixas de ferio
8 palmos de
bocea, as quacs acham-se a venda, por
|ii('i;o ennunodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregaui-sc cm carro
sem despeza ao comprador.

C
O
1834,
Na
Bowmann, na
do o chafariz ,
completo sottimenlo de
limaido e balido de ."i a
Vendem-se em casa de S. P. Johas-
lon & C, na ra de Sen/.ala Nova n. h'i..
Sellins ingleze. \
Belogios patente inglez. \
Chicles de carro e de montara.
Candieirose eastieaes bronzeados.
Chumbo em lencol, barra c municao.
Farello de Lisboa.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiro e devela.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa n. !)T.
COM PEQUEO TOQUE DE
AVAR.
Pecas do madapolao a 200 c :iHX)0 : na ra do
Crespo, loja da esquina que volla para a cadeia.
PARA A QUARESMA.
Sarja prela hespanliola de piimeira qualidade, se-
lim pelo muilo superior, casemira prela l'ranccza,
dita selim, velludo prelo superior, panno prelo mul-
to fino, com lustre c prova de limao, e de oulras qua-
lidades mais abano : vendem-se na ra do Crespo,
loja da esquina que volla para a cadeia.
Farinha de mandioca.
Vcndc-sc supeiioi farinha de mandioca
por preeo commodo, para fechar conlu.s :
no largo da Asscmblea n. 12, armazem de
Machado & Pinheiro.
POTASSA BBASILEIRA.
Vende-se superior potassa, la- (
tricada no Rio de Janeiro, che- ^
gada recentemente, recommen-'
da-se aos senliorcs de engenhos OS
seus bons eli'eitos ja' experimen-
tados: na na da Cruzn. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
CoiniKinlna. Vft
\'cude-S0 evcellenle taimado de pintio, recen-
tcmcnle checado da America : na ru i de Apollo
Irapicde do Kerreira, a cnlcndcr-se com o adminis
rador do mesmo.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' Jo Dr. Eduar-
do Stolle cm liii lu, emprcgailo as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoraniento do
assuca', acha-se a venda, em latas de 10
libras, junio com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
. O. Bieber & Coinpanhia, na ruada
Cruz. n. 4.
Devolo Clnislao.
Sabio a luz a 2.' ed^ao do livriulio denominado
Devolo Clnislao,mais correloe acrescentado: vnde-
se unieamenle na,linaria n. ti c S da praea di In-
dependencia a 640 rs. cada ejemplar.
PIHL1CACAO' RELIGIOSA.
Sabio a luz o novo Mez de Mara, adoptado pelos
rcverendissimos padres rapiichinhos de fc. S. da l'e-
nba dcsla cidade, amancillado com a novena da Se-
nhora da Conccicao, e da noticia histrica da nic-
dalha milagrosa,edeN. S. do llom Conseldo : ven-
de-se unieamenle na livraria n.Ge 8 da pr,ic.i da
independencia, a IcOOO.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, lein para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quaurilhas, valsas, rcdovvas, scho-
tickes, modinhas ludo moderntssimo ,
clu-gado do Rio de Janeiro.
Vendem-se ricos e modernos pianos, recente-
mente chegados, de escellenles vozes, e presos com-
modos em casa de .X. O. Bieber \ Companhia, ra
da Cruz ii. i.
Vendem-se lonas da Bussia por preco
commodo, c de superior qualidade: no
armazem de N. O. Bieber y C,, rita da
Cruzn. i.
AGENCIA
Da Fundieao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimenlo contina a ha-
ver um completo, sortimento de moen-
das e mcias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de Ierro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
\ onde-se um cabriolcl com coberla n os com-
petentes arreios para um cavallo, ludo quasi novo :
para ver, no alerro da Boa-Vista, armazem do Sr.
Miguel Segeiro, e para Iralar no Recife rna do Trapi-
che n. 11,primeiro andar.
8
Vinho genuino do Porto de
engarrafado naquclla cidade, em
caixas e as duzias : vende J. B. da
Fonseca Jnior, no seu escriptorio
:5, ra do Vigario n. i.
('.ros deNaples a 1 1)00' rs. ocovado!
Na rna do Crespo n. 5, vendem-se ricas sedas fer-
ia-cores, lisas e de quadros, lindos L'oslos, com um
peipicno loipie ile mofo que pouco se cuiihecc, pelo
barato proco de 1? o Cavado. Assim como se cha
na misma loja um lili .o e variado sortimcute'dc se-
das ijue se veiidcm muilo barato.
PRETA E SETIM /
HACA'O.

AKRJK DO MAHANIIA'O.
Vende-se po armaym n. ltido becco
do Azeite do Pcixe, por preco commodo.
Conlinua-se a vcuder cebla de Lisboa, sola, a
15300 o cenlo, dita de moldo a I$500, |,ara acabar
com o rcslo : na ra do (Jucimado u. 38, primeiro
andar.
AttcncaO
Vende-se muilo
niiuulo preco
no aterro da lioa-\ isla n. 7s.
Uito ipe ior cnoro de lustre, neto di-
do aiii c 33000 a pelle, para acabar:
)oa-Visla.u. 78.
fe CAL YRGEM.
a mais nova que lia no mercado, a pceo commodo ;
na ra do Trapiche n. 13, asmazem de Bastos Ir-
inaos.
COBERTORES ESCROS E
Vende-se muito bom lciio
12',', primeiro andar.
ua rna Direila u.
Na ra do Crcspo.loja da esquina que volta para a
cadeia, vendem-se coberlores escuros, proprios para
escravos, a "20, 'liles grandes, hem encorpados, a
15280, dilos braneos a 15200, dilos com pello imi-
tando os de 1 l a i 280, ditos do laa a 25100 cada
um.
Farinha de mandioca.
Vende-se saccas grandes com farinha :
no armazem de Jos Joaquim Percira de
Mello no caes daaltandega, e para por-
cOes a tratar com Manoel AI ves Guerra
Jnior, na rita do Trapiche n. 1 i.
Deposito de vinho de cham- ^
f$ pa'jfte Chateaii-Av, primeira rpia- fe
(J3) dade, de propnedade do conde ^
(<$) de Marcuil, ruada Cruz do Be- (j
/*-, lile n. 20: este vinho, o mellior S
p de toda a Champagne, vende-se *
g a 56$000 rs. cada caixa, acha-sc 3
r nicamente em casa de L. Le-
5 COmtC Feron & Companhia. N. w
^ B.As caixas sao marcadas a fb- {0
%) goConde <\r. Alarcuilc os ro- |Q
^ lulos (as garrafas sao a/.ucs.
tmom
Na ra do Crespo, loja n. 6, vndese superior
sarja heananholn, nimio lanza, pelo diminulo preco
do \)00 e 25600 o covado, selim macao a 2|600a
l-Jilo covado, panno preto de :.>'WO, VjOOO/jcOOO
e licOOO o covado.
Vende-se una burra muilo mansa e excellente
para cama, e mesmo para pinar carrosa por ser
muilo manteada e por ja ser coslumada ao pasto : a
Iralar uo aterro da boa-Vista, taberna n. 20.
f#9 MN 3 @tta A
\EST10t)SI)L SI-liA A225HXI.
3 lia na loja de Manoel ferreira de S, na {ifi
rna da Cadeia-Velha n. tT. vestidos de seda 2.
.', os mais modernos a 225000 rada um : lia V
i tambem gros de aples de flores a 25000 rs. 63
!.'0 o covado, meia casemira de laa pura por jl
9t 2-MO0rs. o corle de calca, e.outras fazendas
9 muilo baratas. ag
OLLO DE LLNII AQA
em barris c bolijoes : no armazem de Tasso Irm
Charapagae da snpcror marca Comet
zem de Tatso Irm.ios.
no tina.
Polassa.
So antigo deposito da ra da Cadeia Velha, es-
criplorio n. 12, veude-se muilo superior potassa da
liussia, americana e do Rio de Janeiro, a preeos ba-
ratos que he para fechar conlas.
Na ra do Vig ario n. 19 prmeiro andar, tem a
venda a superior da nella para forro de sellins che-
gada recentemente da America.
Vendem-se no armazem n. C0, da rna da Ca-
deia do Recife, de llcnry (bson, os mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por presos
mdicos.
A 480 rs. a vara.
Na loja de Guimaraes & llcnriques, rna do Cres-
po n. 5, vciideiu-se cassas francezas gallito linas, obe-
ladas iillimamenle, de costos delicados, pelo barato
preco de 480 rs. a vara : assim como tem um com-
pleto sortimento de fazeudas finas, ludo por preco
muilo commodo.
ESCBAVOS FIT.IDOS.
GHATIITCACAO' DE CEM MIL BEIS.
Conlimia a estar fuaido desde o da sexta-feiro, 12
do mez de asusto de ls.',:t, o cscravo, rrieulo, de no-
mo Argemiro, natural da villa de l'esqueira, com os
lignaes seguinles : idade 23 a 2i annos, pouco mais
ou menos, estatura recular, cor preta retia, nariz
comprdo, denles bonitos g com falla de um delles
no lado, com um signal arredondado na cabeca do
lado esquerdo do tamauho de urna pollegada e sem
cabello, he muilo resrisla e cosioma andar fumando
cigarro, com chapeo ou liuuelna Aboca ao lado, ves-
lido de calca c camisa de algodaozinli suja, e levnu
coinsigo urna casaca de alpaca cinzcnla, muilo snr-
rada as abas, c una calja de bnm azol risradnho.
l-'oi escravo do Sr. coronel Pantalead de Siqueira
Cavaicanli, daquella villa, para onde se suppAeqoe
se tenha evadido, ou para os engenhos do sul, dos
innos do mesmo seiihor, a qoctn encarecidamente
se pede se n.lo deixem Iludir pelo referido escravo,
que se intitula forro, e o eniem para esla capital a
entregar na ra da l'raia, armazem de carne secca
n. 76, de Anacielo Antonio Ferreira, que prompla-
mcnte pagara a qoanlia cima. O mesmo se pede a
lodas pauloridades policaese capiutes decampo e
proicsta-se contra quem o liver occulto.
Desappareceu no i. do correle, do engenho
Amazouas, da l>eguezia de Ipojucs, um escravo de
nome I.uiz, de idade 18 a 20 annos, -caboclo, baxo
grosso, -un signal nenhum de barba ; quem o ap-
prehender, leve-o ao referido engenho, ou ao abai-
io assignado, no Recite, iravessa t Qucimado u. I,
pie sera generosamente recompensado.
Ha perto d 15 dias, qoe fogio da ra da Au-
rora, um cscravo mualo, deiiamaCornclio. de esta-
tura regular, fornido do corpo, Djriz grande, o ca-
bello carapinho. lie provavl que ando pelos arre-
dores desla cidade a ululo de. forro : roga-se as au-
toridades poliriacs o mamlcm capturar e levar i casa
de Joao Pinto de l.emns Jnior, c a qualquer pessoa
que poder agarra-lo se dar urna gratificarlo confor-
me o Irabalho.
Iuciram a 20 de fevereiro do correnle anno,
os escravos I.uiz e Anglica, ptrteheeiiles a I). Ma-
ra Carolina de Alhuqiierque Bloim ; o primeiro,
crioulo. de idade 1(1 anuos, muco mais ou menos,
cslalura e crossura reculares, desdentado na frente,
olhos eran les,e leudo urna grande ibpingem que lbc
loma loda a parte superior do rosf, Iraballu de sa-
palciro, levou camisa branca de iiiadapolao c calca
escura de casemira ; a segunda, reala, de 50"e
lmos annos de idade, alia, muito nag(a e docnle,
cabellos grandes e grisallios, c talla quas absoluta
de denles. Ambos ellcs fugiram juntos, c presme-
se que foram para Cariris-Novos, onde uasceu o prc-*
lo Lniz. l'iliiin lte-se a quem os, Irouver a sua se-
nhora, no Hospicio, uni geneosi recompensa.
Desappareceu na sccunda-fssT, "i do correnle.
o moleque, crioulo, de nome Hereolaiio, estatara
regular, o rosto um pouco romprido, quando falla
gacueja um pouco como se eslivesse ran medo ; le-
vou calca de casemira de quadros uiiiidos, ftzrndaa
incleza, o camisa de madapolAo alcuma cousa so^e :
quem o pecar ser gratificado : o> ra do torrea .
i2, Ruarlo andar.
CEM MIL RES DE GKATII lCAC.\n\
Desappareceu no dia 6 do dezembro do anno pr-
ximo passado, Benedicta, de II anuos de idade, ves-
ga, cor acaboclada ; levou um vestido de chita com
lislra* cor de rosa e de caf, o oulro lambem de cfci
la branro com palmas, um lenco amarello no perec-
eo j.i desbolado: quc.n .Tapprchender conduza-a a
pipocos, noOitciro, em casa de Joao l.eile de Aie-
vedo, ou no Recife, na praea do Corpo Sanio n. 17,
quo recebera a gratilcac,ao cima.
PE UN 1 Vi'. DE M. F. DE 1 AttIA. 1855
!
II T i i a n n


Full Text
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