Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00906


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Full Text
ANHO XXXI.
N. 60.

Por 3 me;scs adiantados 4,000.
Por 3 inozes vencidos 4,500.

QUARTA FIERA 14 DE MARCO DE 1855.

Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO DE PERNAMBUCO.
11'.
v">
utim
ENCARREGADos n.\ suhscripcao-
Recite, o proprjslifie M. V. de Fari.i ; Hin neiro, o Srjwn Pereira Marlins: It.ilii.-i. o Sr. 0.
Iluprad : Maeei, o Sr. Joaquim Heanlo do Men-
>i<>ih;a ; I', inhiba*o Sr. Uervazio Virlor da Ifktivt-
lade ; Na.lal, o Sr. Joaquim lunario l'croira Jnior ;
\ i araly, d Sr. Antonio de Lapos Brasa; Cear, o Sr.
Virtiriito Augusto Ilorges; Maranhao. o Sr. Joa-
Tu/m Marques Rodrigues ; Piauhy, o Sr. Domingos
rrculai Ackilcs Pessoa Cearence; Para. oSr. Jus-
tino J. Hamos ; Amazona, o Sr. Jcronymoda Cosa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 28 1/4 c 28 1/4 d. por 1.
< Pars, 310 rs. por 1 f.
Lisboa, 95 a 98 por 100.
Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Accoes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Buberibe ao par.
da companhia do seguros ao par.
Disconlo de letiras de 8 a 10 por 0/0.
UETAES.
Ouro.ncas lieapanholas' .
Modas de G^lOO velhas.
de (5? 00 novas.
do 49000. .
rrala.Paiacoes brasileiros. .
Pesos columnarios, .
mexicanos. .
PARTIDA UOS COltHEIOS.
293000 | Olinda, talos os das.
169000
109000
?000
19940
19940
19860
Cartiar, Bonito e Garanhuns nosdias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ext cOiirrury, al.lc28.
Goianna e Parahiba, segundas e sexlas-eiras.
Victoria e Natal, as quintas-eiras. -
PREAMAR DE IIOJE.
Primeira 1 hora e 18 minuto.-, da larde.
Segunda 1 hora e 42 minutos da enanha.
Al D1ENCIAS.
I Tribunal do Commcrcio, segundas cquinlas-fuiras.
Belacao, tcrcas-lairas e sabbados.
Fazcnda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas c quintas s 10 horas.
1* vara do civcl, segundas e sextas ao meiodia.
2" vara do civel, quarta? e sabbados ao meio dia.
EPHKMKWDES.
Marco .'! Loa cboia as 8 horas, 22 minutos e
40 segundos da tardo.
11 Quario minguanie aos 11 minutos e
37 segundos da tarde.
18 La nova as 2 horas, 25 minutos a
31 segundos da manhaa.
ii 25 Quarto cresccnle aos 5 minutos e
37 segundos da manhaa.
DAS DA SEMANA.
12 Segunda. ( Eslacao a S. Marcos) S. Gregorio.
13 Terca. (Eslacao a S. Prudenriana) S. Sancha.
1 Quarta. (Eslacao a S. Xislo) S. Malliildes.
15 (Quinte. (EslacaoaosSs. Cosme e Damio.)
16 Sexta. ("Estaco a S. Lourcnco in Lucina.)
17 S.11 ilado. ( Eslacao a S. Suzana) S. Patricio.
18 Domingo. 4." da Quaresm (Eslacaoa S. Cruz)
em .Terusalcm,) S. Gabriel Archanjo.
Tendo diversas pessoas pedido ficit de mais de dous midios de dolan. Na cifra
distrilMiiran* deste. MU ario, na es-
Hada que Ifeffne do Mondes: o a
Aptpucns, resolveu o propricta-
lio satisfacer este desejo creando
nina linti a de distribuir" que,
principiando no Mondejo, segui-
ra' pelo .Muimuinlui. l'ontc de U-
< lin, raniamcirini, S>Anna. t'a-
sa-fc'orte, Alouteiro e Apipncos.
Os srs. que. ja' s"o asslgnantes, e
aqnelles que qui/.crem de novo
suhscrever, queiram mandar sens
iones e moradas a livrnrla n. 6 e
s da prnca da Independencia,. i>a-
in que se d comee a entiesadas
l'ollins coui brevidade.
~7RTE OFFICIAL.
COBIMANDO DAS ARMAS.
Quartel-general do commando das armas de
Penunkaca na cidade do Reeife, cm 13 de
muren de 855.
ORDEM 1)0 PA N. 8.
O mar chai do campo commaudantc das armas,
determina |ior conveniencia do serviro, que os Srs.
lente o.quini Jos de Soma, o alferes Manocl
Leocadio de Mira Wandcrley, ambos reformadns.se-
j.im renu vidos aquelle da companhia de artfices pa-
ra a lila le cavallaria dcsta guarnicao, e esle de-la
riimpanli a para aquella, as quacs scro conside-
rados ad' idus. Jote Joaquim Coelho.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudante de
ordens encarrecado do delallie.
EXTERIOR.
ESTADOS-UNIDOS.
Pradal publicas commcrcio
O movimento dos inlercsses materiaes nlem do
Atlntico, decerlo nao afroxou cm 1N53, poslo que
a estatislica nada de novo aprsenle, c principalmen-
te depnis do que dissemos nos .Inmiarios preceden-
les sobre is rendas geracs da Unan, as dividas par-
liculares dos eslados, seus fondos de escota, seus re-
cursos, sens productos agrcolas e. seu ccmmercio.
Os movmentos da vida por mais rpidos qie sejam,
nlo podem coraludo mudar dentro de um ,-nno a si-
luarao de um naiz. Para evitar imitis rcpelires
limitar-nus-hemos em apresenlar as cifras de 1853,
que dflerem ollicialmenle, das dos annos anteri-
ores.
Rendas aerees da l'niao. No fim de junho de
1833, exislia no thcsouro'o saldo de 1 1.632,136 dol-
lars. A receita para o cxcrcicio que' se findava em
junho de K5.i, proveniente do rendimeulo das al-
faudegas. orcava em 58.931,860 dollars, e unida cs-
la somma A de 2,405,708 dollars, proveniente da
venda das Ierras publicas, c do diversos outros re-
curso* de rendas, tinha-seo total de 61,337,573 dol-
espezas para o mesnin | eviodo, nao con.
itlTiniuifrtm-n'Tiiji.
publica. nionl.ivam V.l,.'v.-'i- dollars ; pelo
que ficava no tlieaouro a sobra de 32,415,417 dolais.
O presidente, manifestara a inlcncao de empregar
esta avultada sobra na amortisarilo da divida publi-
ca e reduceao gradual do imposto. A iuipoilancia da
divida public no principio de marco de 1853 era
de 69,190,037 dollars ; llenis desla poca lendo-sc
pago somma < ]e 12,703,329 dollars, Picara reduzi-
da i rifi,Sii,7frS dQi|ars.
No correr do mesmo anno fuancciro mediram-sc
9,819,111 sciras Vje Ierras publicas, c foram postas
a venda 10,863,89fc \ ventas e conccisOes, duran-
te o mesmo periodo^ ^ e|evaram a cifra i I,(K1,495
geiras. ConcederamX 3a em virlude de OH.Miiililar
res 6,142,360 geiras, A sob oa|ros ccrlliractos 9,427
soiras ^ sas. 16,681,253 Reir j_eypara camiulios Je ferro ou
oulias empiezas 1,4 "'K7 geiras.
A cifra total das (-. '^Vendidas ou concedidas no
anno financeiro qoe s ,_^Tnda\a em junbo de IS5:i
-er3,poi,de25,346,9c.h!Seins, c apretenlava sobre
a cifra do anuo precede ,,ie a escedeule de ... .
12.231,818 geiras. A paanlSade de trras vendi-
das no segundo e lercein trm~dres no anuo prece-
dente frt de 331,151 si as, que reuderam 623,(187
jlollars ; e a quantidade
ceiro trimestre do aniip.fi
I ,(iO!),'.)19 goira, c
A venda das Ierras
das immensas conce.
uncial de renda pa
lado do interior aval
Ierras publicas al o
de 53.289,465 dollars
Administrarlo dos
cias do correio nos Es
ndida no seguado c Icr-
inceiro da 1853 fra do
duelo. 2,226,876 dol.ir.
he, coma se vi, apezar
5 aos eslados, um ma-
, o. O secretario de cs-
ndimcnlo da venda das
Hf\\\o de 1853 na somma
-ios. O total das agen-
/Oos-Unidoi era, no fim do
aono financeiro de 1 ,3, de 22,2311; ueste numero
enlram 225 agenei de primeira ordem. c eujos ad-
ininistradorej sao^direclainente noineados pelo pre-
sidente. Em dexombro de I8.V: o numero dasageu-
ciss linda augmentado para cima de 300 : conla-
v.1n.-seiJd',ti88.
No Am de junho de 1853 bavia 6,692 estradas
"lalle-pojc, cujas eilense somadas davam 2I7.73
inilhai. O transporte annual por essas estradas re-
presenlaM urna exlenso de 61,892,512 milha, e o
preeo-anaoal desse transporte mouiaVa 195,968
dollars; o que d cerca de 7 centesimos por milha.
Esse transporte annual se pode dividir pela maneir"
scgoinle: 12,986,705 milhas percorridas sobre os c
minos de forro por preco de 1,601,329 dollars,
da cerca de 12 centesimos por milha ; 6,liH.,(H'
Ibas parcerrld'as em barro a vapor por pr --"de
632,368 dollarijque dquasi 9cenlesimn milha;
21,330?. jtrilhaapiiearrida apos-
ta por preso (le-i^Jli,98 ,mos
por milha ; emlim 2U,81^ x as de
diversas maueiras por |ii. 35,3(3 dollars,
que d 5 centesimos por rnr
O aarvico interior dos co ^^^^ fim do anno fi-
nanceiro aprcseuUva um' ^rescinru^e 3,159 milhas
na evlansao das estrada!i/nalU-po*le\de 2,906,811
millnja-na cifra da. muas Dereorridas;> de ....
555,997 dollars nopn '0 arinu.il do transpoFtc.-.^.
Irausporle aiininl ni i^forBU, o qual osla ronv
lirebeudido cosas fifi geraos, era de 585,HlMi mi-
lhas, co ski precede 143,211 dollars. O Irauspor-
le annaal no Oregnn t, de 108.271 milhas.....pre-
ro annual 45,522 1 ,\U,i%, o que d 1 cerca de 12 cen-
tesimospor milaa. Alli sao percorridas 17,278 mi-
lha or vaporelo reeo animal de 17,090 dollars,
" 90,996 milhas de. llrenles rqaneiras pelo prceo
de2S,522 dollars, rf. 1 rl p.nico mais ou menos 31
centesimos por mUlia, '
Noflm de si-temlirr, Je 185:1 I-avia nos Esl
cima indicada da renda, entra a receita provenien-
te do transporte das carias com a importante som-
ma de 4,173,227 dollars, e a do transporte da saze-
tas c hrnrliuras na importancia de 611,333 dollars 12
centesimos.
Orcamenlo. Eis, segundo ns crditos concedidos
pelo rniigressn, o orramenlos dos Estados-Unidos 110
anno linaniciro lindo em junho de 1853, c no anno
linanrciro lindo em junho de 1864. O orcamenlo de
18.53 elevava-sc a 48,181,022 dollars 27 centesimos,
o de 1851 foi filado em 15,238,281 dollars .59 cente-
simos. Estas ilnas seminas se compoem da maneira
seguinte : *
Dapezas com o poder legislatico.
1853 1834
Subsidio do con-
gresso ....
Empreados das
duas cmara.
Dospezaa diversas
do senado. .
da cmara dos
rcprescnlanlf-s.
llibliotlicra do
congresso .
496,128. d.OOc. 813,372d. 80, c.
i 2,557.
150,000.
303,Olo7
50
00
00
110,500. 00
57,9:10.
202,000.
148,527.
40,500.
00
00
00
00
Ordenado do pre-
sidente c do M-
ce-prcsidenle .
Ministerio dees-
Iraugeiros .
ic I'azenda ....
Interior ....
l'oder exerutieo.
25,000. 00 :10,000. 10
76,625.
386,384.
384,216.
tluerra.....100,165.
11 Mariuba.
85.5.(0.
231,5.50.
00
(10
00
00
00
00
67.115.
317,725.
300,477.
100,990.
8.5,030.
234,330.
105,720.
279,600.
859.000.
1 5,955.
878,392.
630,691.
551,922.
07
63
66
00
00
00
00
00
00
00
Corrcios ....
Inspectores da.
Ierras publicas.. 98,720. *)
Casa de moeda. 212.365. 40
Jusliea.....791,500. 00
(joverno dos ter-
ritorios .... 123,965. 00
Pharocs...... 639,627. 95
RelarOcs diplo-
mticas ..... 187,568. 21
Medirn das Ier-
ras publicas 117.999. .57
Inspcrrao das cos-
ta. ...... 366,000. 00
Alfandegas. 632,000. 00
Edificios pblicos 551,694.
Trras publicas. 186,620.
Ilespezas uito es-
pecificadas. .. 1,216,911. ',', 810,106. 01
DESPEZAS DIVERSAS.
854.
llcficil dos
difamen-
los'Wec- /
dent.. .1,434,882. I. 30. .-. 2. i
W..nJ-- _____,____ ^
00 417,5011.
00 921,2(0.
50 1,163,559.
00 206,520.
68
00
00
83
00
m a r i ti-
mas
15,000.
Invalido* >1,3.56,210.
Academia
militar. 130,0,0.
Evercilo 8,226,083.
Marinha 6,9.58,8:27.
Boias bali-
zas etc. 709,143.
Indios. 2,011,466.
Reparlicao
dos cor-
reio-^. 7,184,500
Sleamers
ocenicos. 1,910,250.
O que se
deve pelo
art. !2do
Ira lado
de Gua-
dalupe
Hidalgo. 3,180,000.
lliosc por-
tes. 2,124,290,
Reparo do
capitolio. 88,700.
Id.....500,000.
Soccorros a
diversos. 79,515.
Soccorros
aos acra-
ciados pe*
la llespa-
nha .
E d i lirios
publie os
c estradas
no Mine-
sota .
Eslradas
mi Iitares
noOrcgon.
Com o Iraus-
porle das
cleirOes
Washing-
ton ....
Estatua c-
' queslrc de
"ishing-
00.
00.
00.
82.
78.
00.
85.
00.
00.
25,000
910,000
149,696
9,067,413
8,209,260
325,660
1,728,822
9,928,500.
2,086,250
00.
00.
00.
41.
77.
00.
73.
00.
00.
(K).
00.
00.
00.
92.
112,183. 41.
6,000. 00.
70,000. 00.

40,000.
00.
20,000. 00.
50,000, 00.
-j o v eiVi o
dos terri-
torios i c
VA'ashiug
lu 10,000. 00.
Commerci-.A importaran no anno (indo cm
junho de 1852 foi no valor de 212,915,112 dollars,
a saber : 178,603,921 dollars de mercadorias sujei-
las a um direilo ad valorem, 29,692,934 de merca-
dorias livres de todo direilo. Sao livres de direilo-
O cha, o caf, moeda de ouro e prata, cobre, algo-
do, guano, gesso, platina, estatua, c objeelos de
arlc, livros, o os instrumentos de phvsica. Asmer-
cadurias, que pagam dircitns, sao, romo se v, mui-
lissimo numerosas, pois que sao lodos o arligos ma-
nufacturados sem c\cepe,lo alguma. A exporlacao
no anuo lindo em juuhn de 1852 clevou-se a
192,368,984 dollars. O equilibrio cnlre a imporla-
jSo c a exportarlo nao se ada pois cstabelc-
cido.
lie inlercssanlc saber-se por miudo as cifras da
imprtatelo e exporlaco de cada umdos paizes, que
commcrciam com os Estados-ruidos. A Russia im-
porta cm mercadorias o valor de 1,581,620 dollars,e
luido 202 linhas le o; Inhos de ferro, fazendo lo- cxporla o valor de l;20U,180 il: a Prussia importa o
>
das urna estengilo ds |,';,110 milhas e dous trros, c
a despeza animal d.i ti asporle era 1,615.132 dollars
32 centesimos, viudo ser 120 dollars 26 centesimos
7|10 o preco do Irans otte annual por rada milha ;
a despeza media do 1 ransporlo anuual quanto aos
barcos a vapor solie p3l contrario de 34 dollars 15
centesimos a minia, e a do servido pelas carrua-
gens da pola de 22 dol.lars 88 centesimos por jnilha.
\-despeza com a a dministrarAo dos corrcios no
auno financeiro de h yj montaram cm 7,982,756
dollars 59 centesimos : ncsla cifra a indemnidades
concedidas ao admni slradores lignram rom a som-
uade 1,106,1,, dola rs 5 cente.inin-. A rendado
mesmo periodo elcvot,-,ea 5,910,721 dollars 7o cen-
tesimos ; pelo que a > ,sia da despea da-se um de-
valor de 21,263 d, e exporta o de 93,386 d; .1 l'ran-
ra pelo Allanlirn importa o valor de 21,19.5,91 d. e
exporta o de 22.51.5,319 d.,e pelo Medilcraneo ella
importa o valor 1,694,332 d., e eiporla o de
1,475,326 d.; as saas posseesoes importam o valor de
16,287 d., c cxnorta o de 455,444d. A tiuvanna
trancezi importa o valor de 32.122 d., e exporta
66,025 1].; a Inglaterra importa o valrele 88,119,859
d., e eiporla o de 112,321,812 d.; a Ilespanha im-
porta o valor de cerca 4,000,000, e exporta quasi o
de 7,000,000; Cuba importa o valor de 17,861,738 d.
e exporta o de 6,517,551. D'entre ospaiies que
eommerciam rom os Estados-1'nido, a Inglaterra,
como he sempre, oceupa o priineiro logar, >egoe-lhe
a I ranea, porcm em eilraordinaria distancia, e im-
mediatamente vem Cuba que em proporro entre-
Icm com a L'niao um commcrcio lo grande como o
da 1'ranea.
No rurso de 1853 ronstruiram-se no Estados-U-
nidos 2.55 navio, a saber : 138 em Maine, 31 cm
Massacbusetls, 26 em Nova-York, 13 em Manland.;
79 brigaet, tendo ido 63 em Maine; 581 escunas,
leudo sido 1 i.H em Maine, 97 em Massacbusetls, 56
em Nova-York, e 91 cm Marvland; 267 chalupas,
259 barcos a vapor: total 1,411 vasos sommando lo-
dos 331,193 loueladas.
Ileiv.mus de acresccular aqu as cifras relativas
aoscamhrhvsde ferro eslalielecidos na Unio, ou cid
conslruce.lo, porque essas cifras mui pouco variara
das que apresentamos nos annos precedentes. A Ca-
lifornia he o paiz em que as cifras deveri,mi variar
cada auno.Indaviaellas vari,un menos do que era de
esperar. As suas minas de ouro rendem sempre de
50 3 60 milhfics de dollars cada auuo. Quanto a po-
pulaem.ella cresce com espantosa rapidez : cm 1852
era do 250,000almas, e no moz de dezembrodo 1853
exceda de 350,000.
Eis o quadro dos Estados-Unidos cm 18,53. Co-
tejado com os outros annos, o anno de 18,53 parecer
lalve menos chcio, mas o progresso dasnares, por
muilo rpido que seja, nio se inede por dia c a loc-
za; elle he sempre mais ou menos latente e occullo,
qualquer que seja o rumor c movimenlo exterior.
Cinco annos sao decorridos depois do ultimo censo,
cinco anuos anda fallam para a poca marcada do
prximo censo: nesse lempo poderemos ronheccr
exaclamenle os progressos que agora se estilo reali-
sando. Impossivel he saber quanlas geiras de Ierras
se lavram cada auno e de quanlas casas se augmen-
tain ascidldes. E o que diremos desse oulro pro-
gresso mais importante anda.O desenvolvimento
iulelleclual, a reforma dos costumes '! inda he
maisoccullo. Sem duvida a esla hora se cstabcle-
cem escolas, escrevera-se livros que breve (eremos
de Icr, e de admirar lalve. E deraais ainda que
hoiivesse nos Eslados Unidos um instante derepou>o>
o que nao he provavel, nem por sso as cousas dcixa-
riam de ir bem, tiio rpido lem sido o progresso, a
lano a actividade lem sido exuberante c apressada
nesles vinle c cinco annos. Alguns annos de calma
serian pura desejar ; mas esle desejo se nao cum-
prir.
I.lnnuaire des deux monden.]
INGLATERRA.
Cmara dos commun, se-sao' de 26 de
Janeiro da 1SSS.
l.ord John Russell, leudo sido chamado pelo
presidente levantou-se e dase : Sr. presidente, .1 pe-
dido do mcu nobre amigo chefe do governo, idic
para boje as explicaeoes que tenho a dar relativas
miuliaacmisso do cargo que ltimamente Uve a
honra de oceupar,o de pHsidenlo do ronseljio.
Enlrarei ao mesmo lempo na materia, receando
queaseipjicacoes quo (enhoa dar se prolonguem
m,lis do <|uo teuciono.
ai 'VjtiMB p-- ala qn.-rntomi a*li.n.. :.r^^ie oni colla*, que ha pone.. !-inpn ti#ha a--
'Jiesla cmara, o honrado e Mostrado membro por
Hheflield annuncioii urna morao relativa a um
eomm'.i.ao especial para examinara cundieao do
nosso excrclo (liante de Sebastopol, c o comporla-
mento das repartirles do governo cujo dever lem
sido prover a necessidade deste exereito. Por tanto
juluci provavel que algom membro propnria um
inquerilo dcsta especie. Com ludo nio tinha ple-
namente considerado no processo que deveria se-
guir ; consegiiinlemente este* deve depender da na-
lureza da mocao, e at direl da parle de queposs
vir. llecvidenlequc o honrado e Ilustre cavallei-
ro, membropor Sheflield, est em posirSo de nao
hoslilisar o governo que apoiou, e nao posso conce-
ller que ello tenha oulro objeelo do que aquelle que
lodos mis devenios ter no corarSo,a vigorosa pro-
secueao da guerra ( apoiados. )
9 Ora, quanto ao poder de inquricHo. he este o
mais precioso privilegio dcsta cmara. Esta cma-
ra nao lem poder de nomear, nem de dirigir as
medida do poder executivo; mas cm virtude do po-
der de inquirirlo, ella corrige os abuzos, reforma
a ma administrado, c reforra as nslituiees que
por om momento parecem abalar. (Apoiados).
Com ludo urna proposiro para inqairiln pode ser
impugnada sobre dous fundamentosum, que nao
ha mates existentes de saldenle maguilude que
exijam inquirilo ; oulro, que se lem empregado suf-
licicnlcs mcios para remediar esse males, e que se-
rao melhor curados por outros mcios do que por um
recurso aos poderes inquiriloriaes desta cmara.
Ora, Sr. presidente, quanto .1 primeira destas
allcgaeocs. he evidente que era impossivel aveulu-
ra-la. Ninguem pude negar a melanclica cundi-
eao do nosso exercito]dian|e de Sebastopol ( Nume-
rosos uritos He apoiados'. As noticias que ehegam
daqurllc ponto nile sao smenle alllictivas, mas sao
horriveis e negara as cnlranhas ;c estou rerlo que
ninguem se oppoiia por um momento a qualquer
medida que julga*sc provavelse nao inteiramente
pan curarao menos sement para quebrantar es-
tes males. 1 Apoiados.; E,Sr. paesidenle, devo
dizer que ha algOnu rousa que, sem embargo de
todo o conherimenlo pcssoa'.quc possuo, lio para
mim inexplicavcl no estado deste exereito (Gritos
de apoiados.) Se alzuem tivesse di lo a esla cma-
ra como razao conlra a expedieao .1 Crimea o anno
passado, que as nossas (ropas licariam a sote milhas
do mar,a selo milhas de um porto segoro, o que
naquellc tempo, na occasulo da expedieao, diflicil-
mente esperavamos possuir, e que na distaucia de
sele milhas scriliriam falla de manlimcolos, de rnu-
pa e de abrigo em tal gro que pereceriam na razao
de 90 a 100 por dia, en reputara tal predieo como
extremamente absurda, lal objecr.lo como imagina-
ria c injusta. Mas azora somos obrgados a confes-
sar a noloricdade deste estado de circumstancia.
( Apoiados). Porlanlo, nao era negando a exis-
tencia do mal qiii> en poda esperar induzir esla
cmara a regeilar a proposiro do honrado e Ilus-
trado membro.
Ma, Sr. presidente, cu ainda devia rellertir
que me aehava cm posicao que me nao permillia
Icr 11 medo algum da propnslanem exprimir em
termos vagos c equvocos desejo de que a morao nao
fosse proseguida, ou uzar de qualquer evasiva rela-
tiva o ledra dos termos. Era meu deverdever
que supponho ter curapridoqiiando me acbei em se-
mclhautc situaeaopermanecer frente da batalha
c denuda Lmenle lomar a minlia parle, oppondo-me
nomcario de scmelhanlc commisso. Ora, Sr.
presidente, cu liuha euto de cousiderar se nao po-
da dar esta segunda razan para recusar a commiss3o
a que tcnbo allodidoa saber, que se tinham to-
mado medidas, que -e acliam em progresso, arranjos
pelosqnaes estos males podem ser remediado, e
lelos quaes a adininislrarI,, da guerra seria vigoro-
sa e prsperamente proseguida. Teja si lo mais
disposto a dar esla razao, por que he evidente que a
eoncessao de nina commisso desla especiecom-
misso quedeve Irab dhar durante semanas, c lalvez
durante mezesfora fatal eftlcacia das reparticOes
militares ;i que a commisso principalmente se rc-
ferisse. ( Apoiados.)
a Porlanlo havia muila razao para fazer-.e seme-
Ihante objeriao ao inquirilo que o humado membro
propoz; mas fundei-me na reflevo deque rae era
impossivel insistir com vanlagem. esegundo a m-
uha propria conscenciarom verdade, sobre esla
olijeci.au 1 propo-la. Espero que esta cmara per-
mitlir que me relira a ahumas circamsiaucias que
me san pessoaes, ainda que tenbaoi'mui pouca rcla-
eo com a exposirao que estou dando.
Quando as funcres de secretario de estado da
guerra foram separadas das fnneeoca de secreliro de
eslado das colonias, lord Abordcenjalgou justo pro-
por ao duque de Newcaslle es,-olli4r o cargo que
mais desejasse: c o duque de Newcattlc, com a mais
louvavel ambicio, como pens, responden que se
temi esforzado para apparelhar orna mui laraa ex-
pedieao, dusejava fiear frente desla reparlicao, e
ter a dircccAo desla expedieao c o manejo geral da
guerra. Lord Abcrdeeu aiiuuie a Jale desejo. e
concorri para a Hornearlo. No fim da scss.10 os va-
rios membros do governo, especial mente aquellos que
saomembros desla cmara, se dispersaram romo usam
fazer, e parecc-me que esta dispersan, depois dos
Irahalhos excessivos desla cmara, he lao necessaria
ao devido cumprii.icnto do dever, que ninguem, a
menos que se aelie cncarreuailo de mui argentes de-
veres, he cenearavel por procurar rcslaurar as forras
as paragens distantes do naiz. Eu mo eslava em
poslo algum que me obrigasse a lomar parta na di-
reccao da guerra, mas durante a minha ausencia
honvc apenas un dia cm que nao recebesse nem cs-
crevese una carta a meu nobre amigo o secretario
dos negocios estrangeiros, acerca das occurrcncias
que diariamente tinham lagar.
i Misseram que cu andei dando lces ao pz na-
quellc lempo (risadssjt Ora o que he verdade be que
um meu nobre amigo, o membro por llrislol (Mr.
II. Ilerkeley), disse no dia em quo esta cmara sc-
parou-sc em cousequenria dos das sanios, que seria
muilo agradavel aos seus amigos cm Hrisiol que eu
assislisse ti reunan da Sociedade Lilleraria daqnelle
lugar. O dia foi eslabdecido entre mis : c quaralo
eu vim do norte, estando em casa de mcu i miau, el-
le informou-me que os seus visinlio de Bcdford lica-
riam contentes se eu assislisse a urna reuuiao lille-
raria que devia ter lugar naquclla cidade. Condes-
ras do exereito, iudependeule do secretario de esta-
do da repL'rlieao ,1a guerra. Diz tambera que fora
desejavel que para o futuro algom chefe militar, que
podesse ser membro da cmara dos lords, oceupasse
o cargo, c por isso nem sempre o luar poda ser
oceupado por um membro da cmara dos eommuns.
a Tendo considerado as varias objeCfSea que lord
Aberdecu tinha fcito. escrevi a 28 de nnvemhro :
Tendo esclarecido o fundamento de todas estas ob-
jeco'ies, ehego questao real quaes sao as exigen-
cias da grande guerra em que oslamos empeohados?
Pondo le lado quaes quer referencias histricas lau-
to ,1a parte de V. Exe. assm como da minha, pens
que he mui claro que ou o primeiro ministro deve
ser por si mesmo o espirito sempre activo e em mo-
vimenlo de toda a machina, ou o ministro da guerra
deve delegar a nuloridade do administrar oulras rc-
partieoes. Aponlei alguna excmplos de erros que
julguei que linham -ido commodidos por falta de
adminislracao, c conlinuci : a Verdade he, que 11
gabinete, as suas recentes reuoies, lem fcito mui-
lo para reparar omissOes, mas um gabinete he Ama
machina pesada e complicada para levar a efleito
una guerra. Pode propor lembrancas, ou lomar
una deeisSo acerca de nina medida que Ihc be sub-
mcltida. mas nao pode administrar. Porlanlo, re-
pito que o que falta be um ministro da guerra de
vigor e haliilidadc ; como a prosperidajde do imperio
e o Iriiimpho da prsenle lula estao ligados, nao le-
nlio cscriipulo algum de fallar assim. D'iquem cer-
los o parlamento e o paiz, que a direcro da guerra
esla eolloeada as maos do melhor hotncm que possa
ser encontrado para administra-la.
Em resposta a esla receb una caria de lord
Abcrdeeu. datada de 30 de novembro,em que dzia:
Emsumma, pens que a sua carta red 11 z certa-
mente a questao simples concluso da primeira
alternativa a substituirlo de un homem por ou-
lro. Em resposta a minha lembranra, deque algu-
cendi com estes dous pedidos; nao gastei muilo lem- "'* cnnsideraeao era devida ao duque por parle
po no estudo do que devia dizer, e persuado-mc que,
como presidente do conselho, estas reuni0.es nao sao
mui eslranhasaodever de promover a educarn, e foi
com eslo designio que annui aos pedidos que enlao
se me fizeram (Apoiados).
Mas, passando dcsta materia a oulra mais im-
portante, tenho a dizer que, tendo assislido a todos
os cnnselhos dq gabinete que liveram lugar a res-
peilo da guerra, escrevi ao meu nobre amino lord
Abcrdeeu, dzcndo4he que supjiunha que haveriam
reunios de gabinete no principio de oulubro, e que
eslava promplo para assislir a ellas quando (ivessem
logar. O meu nobre amigo informou-me que s vol-
taria da Escocia a 1 de oulubro, e afl7 de outubro
leve lugar um conselho de gabinete, a que jalguei
de mcu dever assislir. Mas no decurso desle mea, e
ni s principios do mez de novembro, convenc-mc de
que era neceessrio melhor administraran dos ne-iicios
relativos guerra (Applaosos da Opposieao). Itep-.i-
gnou-mc aglar qualquer difierenra sobre um :.
po que al'.eelava de alguma sorle art-epularlo de
cargo, mas cm ludo repulei isto um dever impera-
tivo para mim, o urna correspondencia leve l-rar
entro mim mesmo co mcu nobre amigo chefe do go-
verno, da qual son obrigado a Icr alguns extractos,
afim de por acamara na posst dos fundamentos que
me levarain concluso {, quo cheguei na noile de
sexla-feifa. A correspondencia he extensa, e entra
cm promenores sobre alsuns negocios pessoaes que
he talmente desnecessario citar, mas pero cmara
quesedignedeadender as observaoes que enlao
julguei do mcu dever fazer, e as respostas que Ibes
foram dadas.
Dcsejei por o negocio sob um aspecto lao claro
que antes tivesse o carcter de um diflerente arranjo
ollicial, do que alguma' madanr.i de individuos. p0r-
(anli eslabelec a questao sob dous aspelos ; um re-
lativo ao arranjo que era necessarin fazer cm conse-
quencia da promessa feila cmara o anno passado,
isto lie, que toda a repar(i(ao da guerra seria Inunda
em considerarlo afim de que podesse ser eflicaz, o
oulro aspecto se refera drecrao da guerra. Olan-
lo ao primeiro, disse que julgava ser da maior im-
portancia qnc urna pessoa da cathegora de consc-
Iheiro particular orcupasse o cargo nesta cmara em
que recahsse o niovimenlo-aVis ornamentos da guer-
ra, a qual pela sua auloridade podesse responder s
dfierentcs qucsloes dillices que, segundo se presu-
ma, pudi.mi ser Irazidas peanlo cmara. Nao in-
commudarei a cmara com promenores, mas propuz
que o cargo de secretario de estado e de secretario
da guerra fosse oceupado pela mesma pessoa.
i Ouanlo ao oulro aspecto disse eu, n'nma carta
datada de 17 de novembro, o prospecto he igual-
mente claro. Estamos 110 mcio de urna grande guer-
ra ; e afim de levar a cfleilo esta guerra com cllica-
cia. ou o primeiro ministro deve continuamente ur-
gir, apressar, compclliras prepararocs militares, ou o
ministro da guerra deve ser bastante enrgico para
com oulras rcparlinies. Porcunscqiiencia, exilien)
as obeerfles de outros ministros, as razos de oulros
internases que devem ser altendidos ; mas estas ra-
zos c militares de oulras que padem ser aventura-
das crujustilicacao dos cheles dasreparlieoes, devem
ser forjadas a ceder necessidade suprema de levar
a guerra a eficilo de maneira que assegure a eftlca-
cia de cada um serviro c o complemento dos meos
,0 fim que se lem cm vista. Se porlanlo as primei-
ras eonsideraroes que tenho apresen!..dn, persuadi-
rem que o secretario de eslado c o secretario da re-
parlicao da guerra devem estar na cmara dos eom-
muns, as nltimas eonsideraroes indican a necessida-
de de baver neste poslo um homem que, cm cense-,
quenea da experiencia das obrigaces militares, e
do inherente vigor de iulelligciicia, se possa esperar
que dirija as grandes operares da guerra com aulo-
ridade e bom exilo. Ha sement orna pessoa per-
lenccnteao governo que rene em si estas vanla-
geus, e a minha conrlusao lie qoe, antes que o par-
lamento se rena, lord Palmcrstou seja a pessoa en-
carregada da tarefa. ( Applausos eslrondosos da
opposieao.
a Lord Abcrdeeu pedio alguns dias para reflelir
sobre negocios de tal importnela, e escrevi-lbe a
18 para exprimir-lbe a minha concurrencia. Era
minha inlcncao, cscrevendn esla carta, evitar fazer
qualquer censura ao duque de Newcaslle. Com
cITeito, pens que elle merece mui grande luuvor pe-
los esforens que praticou; mas nao leve a aulorida-
de requerida para 13o grande cargo, e nao pode fa-
zer tudo quanto poda lersido feilo, por falla dos ne-
cessarias poderes de sndicaucia ( Apoiados ). I.ord
Abcrdeeu respoudeu mas culeudendo a minha
proposiro n'oiilro sentido, devo dizer, que nao pode
concordar com ella.
11 A 21 de novembro lord Aberdeen escreve que
a minha proposla, sendo hindada ta snppesta iin-
possbilidade do prsenle plano funccioiiarsatisfaclo-
riamci.tc, c 11.1 censequenle necessidade de um se-
cretario de estado estar na cmara dos eommuns,
lornava a remoeao do duque do Newcaslle inevita-
vcl, e de faci nao passa de una mera mudanca de
pessoas; que posto que en eslivesse mui longe de ter
scmelbanle desejo, a Iransacro nao poda receber
outra nterprelac.lo. N'oulra parle desla carta, diz
lord Aberdeen que nao pensava que homem algum
se podesse encarregar das obrigaces que eu propu-
iiha que fossem enipreheudidas por urna pessoa, a
saber, as obrigarOes de secretario de eslado da re-
parlioia da guerra e igualmente de secretario da
guerra, e julgou necessario que um conselheiro par-
ticular continuasse no posto, que he ligado s imn-
dos seus collegas, diz V.Evc. que entcjidc que a ad-
miustrarao era fundada no principio de fazer oque
era melhor pw o serviro publico, sem altender ao
amor proprio 011 posicao adquerida dos individuos.
Indubilavclmenle era este o caso, c estou certo que
\^. Exc. concordara contigo em pensar que o duque
de Nevteasllc be o homem que faz alguma excep-
cao regra. Mas devo observar que na formarAo do
governo nao se consideren cm cargo algum seme-
Ihantc a reparlicao da guerra, c, quando subsequen-
temenle, a reparlicao da guerra e das colonias foi
dividida. 11,10 se fez objeccAoalguma escolha da re-
partirn da guerra pelo duque de Newcaslle, nem,
segundo 1110 parece, sua administracao de-la repar-
tan. Ora, posto que as objeeees fetas a nina pri-
meira iioueacao possam ser reputadas de grande
peso, he cousa mu diflerente depor um homem que
(em dirigido os negocios da reparlicao com hanili la-
deo cllicaci.-i. Indubilavclmenle, o serviro publica
deve ser o nosso primeiro objeelo ; mas nao posso
adiar razao tufficicutq par scmelhaille uudam
po eivcr(l*lc, ha rnpcllid.-i por lu lanlilalii iW
jusliea c boa f. Assim, jolgando cm siimma ijue
lemelhanle mudanca seria de dovidosa vanlagem pa-
ra o publico, assim como um arlo de injnstica e des-
Icaldade para com um collega, c pensando que
quaesquer inudancas que nao sao absolulamentc nc-
cessarias s Icndcm a enfraquecer o governo, devo
repetir que nao |iosso honestamente consentir na pro-
posta, u
voltade Brislol, e na incerteza em que cu clava
acerca da prosecocao do objeelo, ccrlamcnle depois
de hesitar por algum lempo, rcspondi-lhe que como
elle dala que nao podia houcslamente consentir na
substituirn, e como cu nao desejava mudar o go-
verno ou remove-lo do seu pusto, cu nao insistira
mais no negocio, l-'ui reforcado na minha be-ilaelu
pela opiniao de outros dos meus collegas com quem
por mudos anuos e quanto a alguns dcllcs durante
toda a minha vida poltica tenho vivido na mais per-
fetaintimidade, e os quaes disseram-me que pen-
saran que urna mudanca poltica era improficua,
quepeusavam que isto cufraquereria aquillo que se
pretenda reforjar, o que por lano aconsclha-
vam que cu mo iusistisse mais cm semelhanlc 11111-
danra.
11 E agora, Sr. presidente, quando eslou aqu jus-
tificando a minha demissao, dizem que obrei com
muila prccipilacao. Devo dizer que a nica duvida
que pesa no mcu espirlo he, se nao devia naquellc
lempo ter concluido a questao da mudanra que ha-
va proposto. Mas antee aquellos que nstavat ro-
inigOjpara nao levar a questao a um fim, eslava o
meu nobre amigo, o serrelario de estado dos nego-
cios do interior, o qual 110 lempo cm que esta corres-
pondencia leve lugar eslava ausente, mas a quemen
depois iiKislrei-.i, e o qual instou contigo para que
nao insi.iisse 110 negocio, depois das objecees que o
conde de Aberdeen propoz.
Sr. presidente, sendo este ocaso relalivamrnle
s pessoas. Uve lambeot de considerar qual era o
caso relativamente s medidas. Lembrei cmara
que o anno passado fora proraetliJo que se dara no-
va dfsposicid a estas reparlires militares, afim de
conseguirse melhor adioislracao. Tve a honra
de servir em duas commissoes destinadas a melhorar
e consolidar estas reparlirfles. Varas raides foram
apparcceudu de quando cm quando que odicavam
que tal consolidacao seria levada a cireilo, e agora,
110 cumeeodc urna guerra, o que tinha sido expedi-
ente, lornou-se urgente e necessario ; e esla conso-
ldarao era devida aos inleresses do publico c ao
cumprimenlo dos compromissos qoe linham sido fe-
(os com esla cmara. Todava, a nica mudanca que
en poda annunciar duranle a sessao antes do'Natal
foi, que o commissariado fosse collocado a cargo do
ministro da guerra. Quanto a oulra qual quer mu-
danca, nao ouv ser mencionada antes que urna pro-
posla fosse feila ao gabinete, creio que sabbado pas-
sado.
" Reflccti sobre esta proposla, e enlao dirigi-mc
ao meu nobre amigo chefe do governo, c dsse-lhe
que tinha refiecldo sobre o negocio, que pensava
que a proposla era incompleta c iueflicaz, c dei-lhe
um papel conlendo as mitthas proprias idas acerca
doassumpto. Acamara observar que isto tete lu-
nar ltimamente, mas eu nao tinha razao para crer
que as iniihas ideas fossem adoptadas. Por lano
Uve de considerar, quando cheguei a rcfleclir, na
noile de len.a feira passada, sobre o theor de proce-
der que seguira quinta feira, se poda dizer hones-
ta c justamente, he verdade, os males silo grandes.
he verdade que Devalantes soldados que peleijaram
em Alma, em Inkermaii c em Balaklava, eslao
morrendo muilos delles de enfermidades, e que o
coracao da Inglaterra palpita rom -.\mpalhi.-i por
amor delles; mas posso dizer acamara que laes ar-
lem sido feilos, 111,1,1 m3o de lal vigor e ellica-
1 ia lem lomado a direcrao da repartirn da guerra,
lal consolidacao de cargos tem tido lugar, que me
habilitan! n ter a plena e immediala -uperinlen-
deucia dc-t.i reparlicao, de sorle que qualquer sup-
primenlu possa ser immediatanienle furnecido, c
qualquer abuso instantneamente remediado, n
1 Vi que nao podia honeslamonto fazer esla de-
clararlo. Nio poda dizer, depois do que escrevi,
que o meu nobre amigo o conde de Aberdeene
pens que ninguem llie imputar islo como orna
censuranao lomando parle activa na direcrao da
guerra, bavia urna pessoa de suficienle energa de
espirito, ede sutliciente conbecimenlo dos delillies.
zcr que a consolidacao das repartieres militares 00
tinha sido levada a cfleilo ou que eslava cm eslado
que me habililava a penborar a f do governo pela
efliraria desle arranjo. Com o senlimenlo, romo
ja tenho exposlo, de que cu nao podia fazer oppo-
sieao fingida ou incompleta a proposla, e que se
me oppozesse a i-lo ccrtameulc me adiara na es-
trada daquillo que muilo peusariain que dara re-
medio a estes soflhmcntos e a esta penuriaou pelo
menos, se esla proposla nao consegiiisso este resul-
tado, podia indicar o processo para a respectiva eor-
recrao e remedioscntiiulo que lal seri/o mcu de-
ver, e que muilos membros dcsta cmara esperaran!
o protesto da minha parle ao que tenho referido, c
volarla sobrxt o meu protesto de que lal medida lo-
ria lugarronhecendo que muilos me honraran
com a sua eonfianea, sent que Irahiria a confianea
desl'arlcdepositavam em mim se lizesse urna asse-
M-r.iian. saliendo que nao seria justificada pelo faci.
Apoiados .
u EntO, Sr. presidente, pareceu-me que os mein-
brosdo governo diflicilmente podiam permanecer
no poder com urna commisso tal como o honrado e
Ilustrado membro propo/que nao seria, nao dirci
digno, masque nao seria compatvel coma boa nra-
Ika das nossasinsliluires, queliouvesse um minias
leo que se scnlasse uestes bancos c dirigsse a guer-
ra, e que a sua administraran militar fosse constan-
temente vigiada c examinada por urna commisso
sentada no topo da oseada ; que o ministro d.i guer-
ra tiv esse n3o s a considerar o que devia fazer
fim de proveras ncressidades urgeules da hora, e
lambem prover o necessario relativo a requisiees
que ehegam de dia em dia, mas que lambem (eria
de considerar 1 evidencia que elle dte dar acerca
do seo compoi lamento ha cinco ou seis mezes. Por
tanto, sent que, como nao poda resistir ao inqui-
rilo, dando a nica resposta que julguei suflicienle
para prevenir ou embargar a respectiva rcalisacao,
nao era do meu dever lirar por mais lempo romo
membro do governo. Porlanlo, a 23 de Janeiro es-
crevi a seguiule nota ao cond e de Aberdeen :
1 Mea charo lord Aberdeen, Mr. Rocbuek an-
nunciou urna mocao para nquerir a direcrao da
guerra. Nao sei como esla mocao possa ser repel-
lida, mas como ella involve urna censura reparti-
es da guerra i que alguns dos meus collcgas se
acbam ligados, pens que t> meu nico comporta-
ment he oll'erecer a minha resignaran ele.
N iu recehi reposta alguma a esta nota, ms na
noile seguinte o meu nobre amigo informoli-me
que tinha do ao WinJsor. c que sua magestade se
tinha dignado aretar a minha demissao, c lambem
tevea bondade de acrescentar que ella obrara desla
arle com grande pesar. Eis ah o que diz respaile
ao meu compurlainento. Os ministros que acredi-
tara qoe podem ofjpor-se com Miedade ao iuqair-
toque acreditara que he Oslo o que lem sido feilo
co queseosl fazendolero perfelo dircito de
tppoi--.se .1 morao do honrado e Ilustrado membro,
m 1 uso que me enllocara foi a do lagar que me
OBfivem, aaguiaxlo (al pror lniento.
11 Ao mesmo lempo, devo dizer que tenho oovido
faltar n'um boato, o ualjuigo ser verdadero, que
o arranjo'que. cu oiilr'or.t propuz ha sido posto cm
pratira, e que os sellos da reparlicao da guerra fo-
ram depositados as maos do nobre lord secretario
de eslado dos negocios do inlehor ( applausos Se
esla mudanca liver lugar, muilo me hei de alegrar,
porque creio que sera um gran le beneficio para o
paiz ; e me regosijarei de pensar que a minha reti-
rada do poder lem de alguma sorle contribuido pa-
ra esla mudanca.
Mas, Sr. presidente, leudo cu fallado lao larga-
mente acercada niiha propria sitiisrao edasitaa-
i.ao do govenfo, poslo que nao tenha regularmente*
direilo algum para ir mai adianle, proponlio, pois
que n.io lomare! parle 110 dbale, nem lao pouco vo-
larei sobre a mocao do honrado e Ilustrado mem-
bro, r um pouco mais adianle quanto ao eslado ac-
tual dos negocios pblicos. Direi em primeiro In
gar-<]uc creio que lodos os partidos desla cmara
sem dislinecao eslao auciosos quo esla guerra seja
levada a cITedo, como o meeting de Lceds expressou,
pelas mais vigorosas medidas, al que consigamos
jusla c honrosa paz. Tenho para mira que as me-
didas qoe sao mais vigorosas para a prosecucao da
guerra, slennos de paz que sao mais decedid.t e
-uqueslionavclmcnte justos c honrosos, cnconlrarao
maior favor de todos os partidos desla cmara, e
creio plenamente que se algum triompbo aguarda
as armas de sua magestade, aquellos que tem esta-
do em opposie.lo ao governo de lord Aberdeen se
arao lao cordialmenle com esle Iriiimpho ro-
mo aquelles que lem apoiado esle governo. Esla
circumstancia cortamente proporciona ao governo
grandefacilidade para dirigir a guerra com bom
xito.
ce Nem pens qoe o aspecto dos negocios geral-
menle seja lal que aulorse o abalimenlo que parece
prevalecer emalgumas partes. Indubitavelmente,
as noticias que recebemos do nosso acampamento cm
Sebastopol sao melanclicas c desanimadoras, mas
quanto ao grande objeelo da guerra em que estamos
empenhados, creio que o nosso horizonte 11.I0 be de
maneira alguma Iriste. Como (enho sido aecusado
de ler cm certa occasiao deprecado as maueiras e as
nlencocs da Austria, desejo agora dar lodo o crdi-
to o importancia a Indo quanto esla potencia tom
feilo. lie em conscqucnciados largos armamentos
que ella lem mandilo, elevando o seu evercilo ao
algarismode 500,000homens, cnlrinclieirando c re-
forcindoospuiil09quesao fracos, e montando nu-
merosa forca de cavallaria, que o imperador da Rus-
sia em primeiro lugar (em abatido mudas das suas
prelences, que foi nduzido a adender as proposi-
ccs que regelara em agosto passado, e que agora
desoja considerar se nao Tari concesses laes qoe con-
duzarapaz. Por lano cm grande grao c islo de-
vido admiravel habilidadc, porem ainda mais
adroiravel paciencia, exhibida por lord Clarendon
as negocares com a Austria, temos obdo, temos
oblido a vanlagem desta potencia nao s laucar o
seu peso na balanca das negoeiarcs, mas declarado
que se a paz nao poder ser oblida em termos laes
que ella julgue segura para a Europa, actuara' no
campo com os alliados,c levara' os seus 500,000 ho-
mens cm soccorro dos exerrtosora empregados.
Em segundo lugar, podemos confiar sem a me-
nor duvida na lidelidadc do nosso alijado o impe-
rador dos Irancezes. ( Applausos eslrondosos)__
nem bestarei de forma alguma assegnrar a' camar
ila conliaio.a que tenho de que os dous paizes da
Inglaterra eda Franes coaUnaaro unidos aleo
fim dcsta grande lula.
Pois bem, Sr. presidente, com eslas vanl.igens
do nosso lado, pens que podemos esperar que o
imperador da Russia,ou fara' as concesses que forcm
justase honrosas para a Inglaterra c a Franca, c se-
guras para a Europa, 011, c deixar de faier estas
concesses, llavera' lal 1 rea de evercilos europeos
reunidos contra elle, que a liaal o Iriumpho deve
coroar os nossos evereitos. Applausos.
Estou certo que quem quer que fnr ministro pode
confiar primeiro no zelo patritico e na Icablade des.
ta cmara, depois na firmeallianra do imperador dos
Francezes, e depois ua firme do imperador da Aus-
tria, se se nao poderem conseguir honrosos termos
de paz. ( Applausos.
Como deivci o governo de lord Aberdeen, nao
posso deixar de rilar as palavras de Sir R. Pecl a
respeilo deste nobre lord, e dizer que, em minha
Robert Pecl deixou o poslo, disse: O meu no-
bre amigo se alrcvcu a eoafessar que ha urna obri-
gacao moral para com o ministrecliristao de un paiz
rhristan, de exhaurr lodosos esforro para a roanii-
tenrao da paz. antes de incorrer no"risco, para nao
dizer 110 crme, da guerra. Mas como elle nao re-
ruou da varonil declar.u.o desta opiniao, em jus-
lica a elle arrescoutarci o seguinte : e he perfei-
lamente compatvel com esla opiniao, quaoloa obri-
gaeao de 11.tter a paz emquanto a paz poder ser
iiiaulida com honra que nunca houve om mins-
Iro menos inclinado a sacrificar iuleresse algum es-
seocial, ou abaler cousa alguma da dignidade e hon-
ra desle paiz, anda afim de assegurar este inesti-
mavel dom. Creio qae esla opiniao, qiie era exa-
gerada por Sir Robert Peel, be perfeilamenle jusla.
11 Foi somonte pouco dias depois que lite urna
longa conversa com elle acerca dos termos em que a
paz poda ser satisfactoriamente roncluida, e devo
dizer qoaesncordei inteiramente comludo o que elle
disse, e quo tenho a mais plena confianea de que ello
u.lo consentir era paz alguma que nao for jusla c
honrosa, c uao conseuliri a em paz alguma que nao
fosse aprovada pela opiniao geral c pelos scutimen-
los deste paiz.
Sr. presidente, nao posso deixar de dizer que
olho para mudas das medidas da adiniuislraro que
deivei nuil graude orgulho c satisfajao. Olho com
o maior orgulho c salisfaa3o para esle discurso de
eloquencia c saber, que foi proferido pelo meo hon-
rado e nobre amigo o chanceller do tliesouro, pro-
poodo o svstcma financeiro ha dous annos, e na ma-
', iiutcnrao deste systeroa creio quo estao os verdadei-
ros principios de lioaacas. E anda digo, Sr. pre-
sidente, que be urna salisfacao para ni i ni pensar que
no mcio desle esplendor havia bastante brilho para
derramar alguma parle sobre aquelles que eramseus
collegas naquella occasiao. (Applausos.) Sei, Sr.
presideule, e islo foi dito no lempo era que esta ad-
minislractto foi formada, que aquelles que foram
sempre ligados com o partido Whig nao tinham
aquelle quinhlo que lites perlencia na djslribucao
do poder, em virtud do carcter, da habilidade e
do numero. Parcce-me que anteriormente a eSle
lempo urna crenca mui injusta se tinha apossado da
opiniao publica,deque o partido Whig he um parti-
do exclusivo, que requera lodo o poder e cargos pi-
ra si, e que nao eslava preparado para apoiar admi-
nistracao alguma que lhe nao desse islo.
11 Creio que esta opiniao ha sido injusta, e pens
que o partido Whig,durante os ltimos dous annos,
ha plenamente justificado-a opiniao que cu nutria.
Alrever-me-hei a dizer que nenhum aggregado do
homens nunca porlou-se com maior honra, ou com
maisdesinleressado patriotismo, duque estescom
effeilo, posso dizer todos,os quacsapoiaram o gover-
no do ronde Aberdeen.
ic lie o meu orgulho, c sempre ser o meu orgu-
lho atoo ultimo da da minha vida. Icr, perlencido
a um partido que, como considero, sustenta os ver-
daderos principios de liberdade ; c sempre ser o
mea constante osforro nianler os principio e seguir
.1 ven- la que o partido Whig lem apresenlado pa-
ra a guia do seu comportaiuento. (Applausos.)
Times.)
INTERIOR.
frenle desle ramo do governo. Nem eu podia di- j opiniao, estao plenamente justificadas. Quando Sir.
CORRESPONDENCIAS DO U1.V1UO DE
PEHNAMIIUCO-
Amazonas.
Barra 10 de fevereiro.
Convencido de que a minha correspondencia de
10 de Janeiro precedente sera lumeada as columnas
do seu Diario, rcanimo-mc a pedir-lhe quo sejaesla
igualmente nellas transcripta.
Daqui parti em 29do passado o Marojo com des-
tino a capital do Para c porto intermedios, tendo
adocado com uoticas, quando aqu chegou, a bocea
daquellcs que aspram ver os resudados das indeci-
sas qucsloes europeas. Nelle veo de paasagem o
Exm. c Itvm. Sr. hispo, que vcio visitar a soa di-
ocese, e pretende regressar ao Para al o lim desle
mez.
Foi instalada em 9 de Janeiro a reparlicao especi-
al das torras publicas, creada nesla provincia ; sendo
o director geral o Sr. Wilkans de Mallos, inspector
o Sr. eonde Floreslan Roznado.k. c oulros encar-
gos da mesma reparlicao, que alguns se acliam por
ser accumulado.
Aeha-ss o Sr. aderes Knaul, cncarregadode apre-
senlar a planta lopographica dcsta capital, come-
cando du [garap de Manus al a margem esqner-
da do Ig.uap da Carhoeira Orando, eom o fim de
vcrilirar-sc posices proprias para ronstrucao de edi-
lii ios publie romo soja ni : ['alacie do governo, a-
brangeudn ai-rommodaces proprias para que nelle
sejam adheridas,! secretaria da presidencia, assem-
blca provincial, commando das armas e outras re-
parlicocs que sejam ciuivenicnlcs suas siluares en-
lioo-las; ,1 iinstruccandc una matriz, que a que
existe apenas por nico distico que aprsenla de ser
um terreno sagrado cm que j existi igreja he par-
ledosseiiscsqucletosronslanlcs'.de 8 ou lOpaosdeteri-
oradospcla velhicc, que em alguns dellesestao crava-
dos2 sinos, c he onde jaz immensidade de cadveres
que, segundo os dogmas de nossa religao, toroa-se
aulireligioso um terreno em qoe oulr'ora exislia
um (cmplo, seja transito de animaos E mais outros
edificios destinados para aulas de instruccao, quar-
lel, cadeia, praca de mercado, hospital, armazens c
trapiches para a reparlicao da administracao de fa-
zenda provincial, cemiterio etc., assm como do afor-
moseamcnlo da capital, nos alinhamentos das ras,
praras e conslrurcao de ponles, para que -possa ser
mais fcilmente esta cidade transitada nos lempos,
que com as cheias dos rios nnundam os Igaraps
que a fendem.
!' rmida Dos, que lodos estes planos do governo
tenham realidad,', e que lhe va suggerindo lambem
mcios para que esla infeliz e abandonada provincia
nao continu a ser victima por muilo tempo de tao
extraordinarias calamidades, atlendcndo a vanta-
gem que pode resultar da emigfacao, e desta sorlo
ella nao podercontinuar por falla dos priocipaes
recursos alimenticios, o que confiamos no presiden-
te actual, e com qnanto esteja para relirar-se, dei-
xar.i, quando nada seja, ao menos a sombra de seus
desejos.
Esta provincia lem sido entregue ao dcleixo, a
espera que a mesma nalureza mande para aqai um
homem, que enraizando aqu suas atleiccs, e que
em quanto nao vir raiar sua importancia, para assim
animar a rpida emigracto, nao cesse de vacillar e
nipenbar-sc para levar a cfleilo seus uleis planos.
E lamentare! bstanle a retirada do Exm. Sr. conse-
lheiro Penna, porque no sua ausencia lalvez tenha
il entregar a presideucia a vire presidente, e dasin-
lerinid..!es cm qualquer acto nao se espera senao a
rresolueao c ioteira paralisafo.
Da-sc agora um raso bastante jocoso, segundo mo
c insta por alto, qc o juizado municipal que csl
por insiillrienria, sendo accumulado, c leudo este
mesmo de ausentar-so (ou por qualquer ootro mo-
liviV tenriona enlrega-lo a quem lambem inhbil-
mente o evercer, e esle seguudo consla-me que re-
jeilar.i, c assim seirao os cargos mais imporlantes'da
provincia sondo dirigidos purquemapenasapresenta-
r inepcia.
A juntada qualilicaeao aprsenla o numero de 805
cidadaos qualiOcados para votantes. Sao interessan-
teas cleces nesta capital.
Como na minha ultima havia dito, a viagem do

MUTILADO



2
DIARIO DE PERNAMBUCO. QUARTA FIRA I\ DE MARCO DE 1855.

i.
vapor WcMarrAa.pcrtenccnIca cumpanhiaNavega-
do e commerriu do Amazonas pira a povoacao de
Santa Isabel, foi encelada cm 15 do me/, passado c
terminada em 5 do corrente as 10 huras da manilla,
coucluindo a viagem redonda eui 21 das e horas. Du-
rante esta viagem, de que alsum sinislro se recciava
apenas algumis vezes cucalhou.porem nenliuma ave-
ria,rosullou. Tocou nos ponto de TfHiapec,ass,Avrao
Moura, Carvoeiro, Barcellos,Morcira,Thomar,o Santa
lsaliel,o ponto ("mal. O seu coinmandantc me prestou
Hguinas informacoes relativas a essas povoaces, do
eu desprczivcl o arruinado estado em que toda ellas
jaiem. He para lamentar que cssas povoaees que
toram outr'ora Uo florcsccnles, ja pelo commerrio,
"eu formoseamento, civilisasAo e iDdustria, que so
tendo do tai sorte j se ramificado, que inda hoje
d'cnlrc um monlao de ruinas fcil he conhcccr, au
se houvoase vedado quo a mSo do lempo auxiliado
pelo despreio houvcsse destruido o que lano impor-
tan ; com ludo, anda sao lao perennes c feriis as
suas resides que sempreque eiperimenlc algun dc-
"cnvolvimcnlo dependente de tenue Irabalho, fcil
efrucliler.miento colher resultado ventajoso a appli-
c.ioo de bracos, pelo que ellas gemem. ttegressara
para aquella raesma povoacao de Santa Isabel o mes-
mo vapor Monarcha no dia 12 do andante mez, con-
forme se acha annunciado.
Em 7 do corrcule pelai qualro e mcia horas da
tarde, vamos o vapor Rio-Negro sulcando esla baha
e as 5 largar as ancoras, sorrindo-e c admirando a
impaciencia com que j aguardavam a sua rbegada
os lillios ambiciosos pelas noticias de scus pas ; os
coromerciaRles pelos do seus inloresses, c outros pelas
da corle e Europa; esles ltimos foram logrados, por-
que a carrora que deve ler sabido do Rio de Janeiio
em iodo patsado, em 31 do inesina inda nao havia
i besando ao Para E a nao ser o pequeo suppri-
metilode mmala nolicia algunia teamos.
Eslendendo-me em um passeio embarcado em una
igaril, por coriosidade fui a olaria provincial, que
par ora poucos beneficios d'ella se condece, pela mo-
rosidade de seus fabricas, e he la I a sequidao de seus
productos, que so reudeu ltimamente lijlos pclu
labuloso proco do (039000 o milheiro !!! au vi nella
edificio alguin de durado, pois apenas (em um Ic-
heiro solfrivelmeiile construido e dous fornos que
por sua m conslruccao amearam ruina. Esla princi-
piada tima casa de arrecadacao, que me dizem nao ir
avaulc pela conlrariedade as opinies dos cngeiihci-
ros que leem administrado esla obra. Veremos no fu-
luro se este cslahelecimenlo 13o ulil poder apresen-
ar ronsequencias favoraveis, o que duvidamos.
Pun depois a colonia Man cstabelccida pela com-
panhia Navegrilo e Commercio do Amazonas, que
dista desta capital corea de seis milhas. A sua colloca-
rao me parece ser ptima,uca cm frente do grande rio
Solimocs e na embocadura de um Igarap que torna-
a anda mais bella, I'reseuciei algumas obras que
me dsseram ser provisorias, sendo ranchos para abri-
gar os colonos que me dizem se esperam por momer
los, alem do numero de" cera que j alli se acha.
Vi que j all se serrava madeirii, a bracos, e que
haviam ferreiros e outros varios artistas trabalbando
por seus olHcios, finalmente o qUc bava feilo nada
se parece com a inorosidade que ha sempre em lodas
as obras ncsla Ierra, o que me nao causou admiradlo,
por conhecera aclividade e telo do agente dacompa-
nhia ncsla capital. E praza Dos, j que os esforcos
do governo lem sido infrncbferos, que o agente da
companhia nesla eidade saiba sempre tan bem rumo-
raros Irabalhos.quc eslou convicio que colher resul-
tados para a companhia e melhormeulos para o pu-
blico. Sou de votsa merco atiento criado.
Pigmeo.
Marambao'
San-Luis G de marc/j.
Nao obstante haver ja, h frluilo, comeeado o in-
vern, para o qual appelliv'amos ver cessar o flagel-
'o da besiga, antes, pelo contrario, com a presenta
-das diuvas, parece que mais se tcm augmentado o
mal, senao cm casos luneslos, ao menos no maior
numero do individuos, que diariamente alaca.
O espirito do nos*o povo sempre propenso a inda-
gar, a seu geilo, a causa dos efleilos, aponlando o
remedio necessario a cvla-la ; depois de haver, de-
balde, invcalo a poca das climas, invoca acora o
lempo das Irovoadas, em maio, e ser provavcl que
depois dcllas. se o mal anda continuar, iuvoquem
agosto, omezdas vcnlanrias... e assim por diaule, alc
percorrermos urna c mais vezes o circulo dos dozc
mezesdeque se compe o anno...
Sem me apartar .iberiamente da opiniao popular,
por isso que sci que as epidemias mais ou menos mo-
dificam-se sob a influencia das eslaces; todava cs-
tu ntimamcplc convencido, que para o caso da
varila de que temos sido victimas, a vacciuarao e
o bom Iralamento da molestia, com lodo o asseio e
recursos necessarios, como se lem pralicado nos hos-
pitaes provisorios, que o governo lem cstabelecido,
sao os nicos moios a fazer, no presente, cessar com-
pletamente o mal, ea cvila-lo para o futuro. Os es-
clavos e as classes indigentes da sociedade, sao os
que mais lem solTrido; c cortamente a mnrlalidadc
enlre elles seria muito maior, se acaso as providen-
cias do governo nao viessem em seu auxilio, como
por mais de urna vez ja Ih'o lenlio narrado.
* A impressao moral, que o flagello havia Irazido
comsieo, romo que vai completamente dcsappare-
cendo, em virltide dossa lei immulavel das cousas
velhas. proprio earnav.il se uao foi animado cm
cabacinhas, gommas, vcrmelhao, ele., a maneira
dos rcenles lempos cm que a seringa desempenha-
. va o mais importante papel; todava foi dignamente
representado na alluviao dos mascaras, que concor-
reraffl aos qoalro grandes bailes pblicos dados no
thealro.
Com divcrlimentos tao profanos, conlraslava-se
exlranhamenle a dcvocSo dos fiis, quer as igrejas,
mide as preces se faiiam, quer as proeisses, que
tinhim lusar cura um acompanliamcnto pouco vis-
to enlre nos. Nao me admirarci, porcin. disso, se,
como jareflcxiououoKelrospcolo do sen Diario, ob-
servar a maneira com que nos preparamos para a as-
sisteuca dos sagrados myslerios da quaresma, com
as distraerles e as loucuras do carnaval !
A Iraiiquillidade e seguranca publica continuara
inallcravcis : a polica ha muito que nao resistra um
fado allenlatorio cssas duas vilaes eondicoes do
nossobem eslar. Esse bello eslado em que nos adia-
mos, forma um verdadeiro contrasto com o que la
vai passmdu as provincias do sul, donde he raro
que cheque um vapor, sem Irazcr a nolicia de al-
gn horroroso assassinalo.
A administrarlo, que s lera por mira poltica a
ordem e cprogresso material e moral da provincia,
caminha sem lropec,o alsum.
A opposirao, como sabe, limila-se enlre nos, aos
gaidos de cambaes da rua-da Estrella. No orgao,
que os reprsenla, cifram-se, usando do velho direi-
lodo fraco contra o forte, .i insultos, mentiras e ca-
lumnias de toda a especie'. Seguem a Ihcoria de 1).
Bazilio:calumnia. que alguna cousa ficara. Essa
geule. que nao condece nos scus adversarios urna s
vinganra, um s despeilo cm Iroco de lanas infa-
mias ; mas sim c tao smeuteum profundo desprezo,
cadavez como que anda mais perdem a tramontana;
c enfilo a sua alma, o seu espirito, o seu carcter por
urna faculdade impressivi, que em duplicidade se
exalto, Iraduz-se, ou autes encarna-se no seu digno
Estandarte... qu por seu|lnrno de lambem urna en-
carnadlo, se bem que descorada, do honiem mais uo-
lavel nos annacs das Iramoralidades humanas, que
se pude conheccr: o celebre Jos dos boizinhos!
Desojar rlr-Ilie aqui noticias circumslanciadas
desse deruo ; mas a occasiao nao o permute : deixe
eslar, que um dia lerei o cuidado de biograpda-lo,
fazeudo-o luiuuonisla de urna historia, que poden
modstamele unir-se ao csludodos crimes tobares.
O que ncsle momento apenas Iheposso dizer, he que
elle vai perdendo na coya de Caco da ra da Bttrel-
la as saudades do mimoso Paqucl.i... Conserva-se
baslante nutrido: com os olhos mais pendrantes, as
venias mais Derivis c as uohas mais oroscidas...
Aindahonlera tive a occasiao devora esse animal
pelas cosas; e enlSo nolei que nessa allilude desco-
bre-sc-lhe as palmas das maos o metacarpo re-
Curvadas as iinhas para o cenlro...
Esse signal assim visivcl na posiro perpendicu-
lar do corpo, he, como salie, cm l.avalcr urna pruva
manifesla do inslinclo prcdominanle de DOSS0 hroe.
Se urna libia da Bohemia, cm suacabalislira (Cien-
cia, observarse aquello metacarpo, aonde se ve im-
presso em lugar de um M um I., alm do mais, ha-
via infalivelmenle de ler uas tortuosidades capricho-
sas da linha du csi i lo, combinadas com as rusas
coradas da monlanha de Mercalio, asprovas evi-
dentes daquelle inslincto ; justificando assim as pre-
visOes quasi infallivcis da sciencia phvsiouomica !
Nao seise me enlendc'.'
No dia 2 do crtenle leve coraeco nesla dioeese o
Jubilen, que por Eneyclica do I" de agosto do anno
prximo passado, foi concedido pelo sanio Papa a
Indo o orbe catholico.
S. Ec. Rvm." annunciuii-o a o sen reliando em
urna bem cdilicanle caria pastoral de 1 de feverc-
ro ullmo. Praza aos cos, quo os votos do povo con-
Iriclo applaquem a ira do Klerno, fazendo cessar lo-
dos esses males, que actualmente eoluctam a Irislc
humanidade.
Contra toda a expectativa, o Sr. commendador
Porto, considerando-sc fallido, acaba de desappa-
recer desta praca. A cscriptura de separaeao da so-
ciedade, que havia entre elle c o pai, rico capitalis-
ta residente na eidade de Lisboa, na qual sobrecar-
regava-se com um grande debilo passivo, foi a cau-
sal desse cslraiido successo. Sabc-se que a sorlc dos
credores nao de para se desesperar; porque o Sr.
Porto, pai, poder, dentro cm pouco, solvendo as di-
vidas que em sua conscicncia lambem s,lo suas, re-
habililar seu lildo dessa pecha, com a qual 13o dcsa-
piedadamenle o querera fazer sobrecarregar.
A sucia da /islrella aproveitandn o cnsejo, quer
fazer o governo reaponaavel pela conlianea que sera-
pcrlenciam os 'loas eseravus. lli/em-me que fura
brincando que a espingarda disparara no maior dal-
les, que foi clima instantneamente. Oassassino
acha-sc recolhido a cadeiadesta eidade.
No dia (i foi recolhido a pristo, por ordem de S.
Eie. o Sr. presdeme da provincia, Eduardo de
Souza Mendes, porlcirn da adiniuislrarao de (azenda
provincial, por crime de desobediencia ; e no dia 7
formou-se-lde o respectivo processo.
Na, imite de 12 para 1:1, falleceu a prof.'ssora da
segunda aula de primeiras lellras do sexo femenino
desta eidade. I). Angela Lucinda da Silva Braga,
moldar de Joto Bernardo de Azevedo Braga. Arda-
va-se cm perfelo eslado de sade, desoll que no
mesmo dia 12 lecciuiiou. A's 7 doras da noite, foi
accommellida de urna dor vilenlanao sci cm que
parle do corpo, que, pouco depois, arrancoii-llic a
villa Seu esposo, aturdido de magua per lo ino-
pinado quaulo inlanlaneo desastre, atbi entregue ao
enorme peso de sua alrcao, e de de crer que nao
a sobreviva por milito lempo !
A navegaraoa vapor pelo Parnahiba, da barra dcs-
(e grande rio al a osla eidade, he urna medida ju-la
pre deposilou no fallido, como se a presciencia fosse cercadura que Irara lisongeiro futuro para o Piau-
uin doto da humanidade. ICui seu satnico furor al hv, e que todos nos anhelamos ve-la, em pura real-
iuvcslem conlra o juiz dos orpdos da capital, por- dade.
que commclleu a grande iiijuslira de emancipar
urna mora de 21 annos, bem pinados, que ao de-
pois se foi casar conlra a vonladc paterna com aquel-
la commendador !! lia gente que do ludo se apro-
veita para mentir e calumniar, como agora o fa/.em ;
sem se Icmbrar que as invectivas, que dirigem ao
fallido, fazem o triste papel do jumento da fbula
couceando ignobiluicnte o leiio prostrado e mori-
bundo.
Pelo Cuanabara ebegaram da corle esla provin-
Hispondo dalla, nos (eremos de ver reinimar-sc o
commercio, boje aqui assns amortecido, (eremos r-
pidas viusde eommunicarao, e, cmlim, mclhoradas
inuilas de nossas necessidades actuacs...
Abeneoada seja a man que a levar a etleilo !...
Cousa alsuma se de Cavias que Ihe transmita ;
a|ienas me consta que a estrada, que o Maranhao
pretendo abrir, desde a margen) esquerda do Parna-
hiba defronlc desta Capital, al acidado de Cavias,
e cm que se pegoa com lano azafama, -esla para-
da O) Srs. L. Ch. Uouquelon, B. A. Cornu, I. 1$. Ivsada, lato be, nao se esta trabalhando nella por em
Roncr e J. l.aloef, de naeo franceza, com urna ma- I quaulo. Esla estrada fui comceada daqii para Ca-
china de invcni.o do priniciro para a extractan do
ouro.
Segundo o Oliferrador, estos Srs. foram contrata-
dos pela companhia de mincrae.ao do Tury-ass,
parliram para as minas de Maraiasauiiie no dia I."
de mareo, a fazer o ensaio da machina. Se o resul-
xias sob a direccao do l)r. Torquato, que se perdeu
lugo cm lal servico, principiando-a quasi una legua
distante abaixo desta eidade, pelo que o redactor do
Phatol, |ierodicodc Cavias; o censurou com acri-
monia e rigor, fazendo-o culpado da despeza perdi-
da que fez. ao cofre do Maranhao, com esse pedazo
lado corresponder a espeelaliva, a companhia com- I de caminho mal dirigido !
prar.i a inven;ao, segundo o coulralo que rom os
meamos eclebrou. Eslas machinas sao de cusi mui-
to mdico, e fcil lio construir quantas se queira ;
corresponden!) segundo nos informara, ao Irabuldo
de qualro homens cada urna, ou ao servico assiduo
de viole pelo menos.
O rendimenlo da alfandega durante o mez prxi-
mo passado, foi de 61:880)877.
Nesla nada mais, como dizem os eserivaes nos pro-
tocolos ao arremataran as acias das audiencias.
PIAUHY.
Tbereiiaa 16 de fevereiro.
Juando cnlro a reflactir sobre quao inspidas sao
as epstolas, sempre s-ceas e pecas que Ihe dirijo;
quaulo mal-arranjadas san, lauto por pressa, como
por falla de habilidadc ique realmente he (alenda
que nao possuo ,se apodera de mira o desanimo,
e, api elle, vem a resolueo de n3o continuara es-
crcver-lhe. Mas, observando depois quemis nin-
Kuem daqui se da ao pequeo Irabalho de noliciar-
'he, mcldor do que eu, o que vai por esta Ierra,
pos que ccrlo sendor fallou iiilcirameulc, e sem dar
a mnima salisfacao, promessa que fez a um pro-
prio amigo, que aqui era corrcspondenle de Vine,
e pedir aquello que conlinuassc, por elle, a escrc-
ver para o sen Diario, o que al Moje nao o fez ob-
servando essa falla, dizia, lulo posso deivar de a ir
supprndo, ainda que incompletamente, al que es-
so Sr. dorteur ou oulroqualquer, se leinbre de cora"
prir a promessa que fez ao amigo.
Al ao lempo, porm, que isso aconleca, islo he,
T'c o Sr ........se record do compromisso cm
que esla,eu irci fazendo da ininlia parle o quo po-
der, esperando que Dos me ajudc.
Felizmente, para meu intento, a perra da macacoa
de que tanto mcqucixei na miiilia anterior de :t do
corrente mez, a qual me puz provados laes reme-
dios...j sedespedio de mini, que nunca mais adesejo
ver,c eis-me com esperanras, ele.....
l'ouca iiieldora tomos lido nesla capital ; mas
inuilo vale essa pouca, por isso que reaniman a po-
pulacho descorocoada. As abundantes chovas, que
aqu team cabido de 10 para c, lib*rUndo-no< da
lanivcl poeira, trouxcram-iios igualmente essa me-
Ihora.
Nao assim em muilos pontos da pcovincia, onde
anda nao cbuvcu,como Ihe direi mais logo.
Como Idc promelli, torno a fallar-lhe a respeilo do
ex-dircclordoseducandosarlilicesdesta eidade, FrasV
ci'co Jos da Silva.
Os motivos que levaram oslo homen orgulhoso a
maltratar vingalivamcnle com palmatoria, a 1 da-
quclles pobrezinhos, foram os que lbc vou expor, c
que me foram lambem cominiincados, e a voz pu-
blica os aflirma. sendo que, do feilo, nao existan
Indicios de falsidadc no que, de ha muito, se propala
ncm raides cm favor do Sr. Silva.
lia muito que se diz, que os gneros comprados
poreonla da fazenda publica, para alimento, ves-
tuario c mais necessidades dos educandos artfices,
cousumia-os cm maior parle o director, applicando-us
seus inleresses. Mais lurnava crivcl esto boato a
continuada fume que soll'riam os meninos, pois que
muilos dctles uao cumiara, em algumas vezes, por
n3o ehegar o comer para todos! E em urna occasiao
dessas, um dellcs dirigo-se ao director c represen-
lou-ldc com respeilo, que a quanlidade de comer
que eslava enfilo meza era iusuflicicnte para que
todos se podesseni servir,ele, ele. Ao que respon-
den o Sr. director com todo o azedume que isso nao
poda ser.
Oiiaudo, era urna de minliascarias, lhc fallei d'es-
colas primarias, disselhe, que haviam ;i particula-
res do sexo masculino nesla eidade, etc., ele. ; ac-
crescenlarei que sao i, sendo a que omilli, por cs-
qucciniento, a do I)r. JoJoNunes de Campos, onge-
nliciro da provincia, que cnsiua lambem parlicular-
mcnle :
Grammatica porlugueza;
l.ingua france/.a;
Gographia e Historia, ele, ele.
A falla de chuvas em Campo-Maiot lem reduzido
a populae.ioa extremos, nao so pela exisuidade c ca-
rcsla dos vveres, como, muito mais, pela quasi ab-
soluta falla d'agua polavel! !.... Barras, Marv.lo,
Principe-Imperial e poVoacao de Malcs, tecm es-
lado era apuros lambem por falla de chuvas.
De Principe-Imperial se me communiea em 20 de
Janeiro prximo o ngoiole :.....Bem sabe Vmc.
<( quaulo escassose curios sao quasi lodos os inver-
nos (ato he, os me:es de chin a uestes serles, c
a o do anno passado (ui um desses inos iuvernos. A
consequencia he a calamdade que poza sobre nos
(( cm quasi todos os lins e principios do anuos :co-
n mocara a morrer os gados de toda a especie, ape-
as se approxima o mez de novcnibro, e come-
caraos nos a experimentar os rigores das precisos
por falla de vveres ou inantimcnlos, que, esras-
seando muito, sbem ,prers cxhorbilaules, com
de bomens deshumanos, que se aproveilam da des-
ir uraca geral para salisfazerem sua faniiula paiaio
de ouro He o mal que nos opprime agora !
a Ha muilos mezes qnc sofTremos fallas de chu-
n vas ; ja os gados Vfio manen lo ern geral das fa-
c zondas ; as aguas, quasi por toda a parto, eslilo es-
te cassissimas ; os campos olTerccem um aspecto des-
igratlavel ; os genero de primeira necessidade
n poucos e por altos procos......e, alinal, ludo be
a tortura !! ......... O temor de que baja secca,
desgracia aqui lo frequenle como no Cear, que
nos lica lirailruplie. aiuda mais fermenla o mal
i c incule o desatonto na popularse........Heos se
lemlire de nsc nos soccorra !.... a
E au lie so nos serles Caralius, onde de plan-
tada a villa de Prncipe-Imperial, os nicos lugares
cm que esla morrendo gados, de modo que se v,1o
desfalcando muilas fazendas, nao ; aqu, ncsle ter-
mo e era alguns mais do inlcrior do Piauliv, soflrem
os possoidores de gados os mesmos prejuizos Com
aseduvas que leem cabido uestes das, he certa a
cessacao desses prejuizos on pedas,ele.
15
Ainda liojc lenho lempo de di/er-lhe raaisalgunia
eousa, a snlisfeito prosigo. Sinlo que nao sejam es-
tuoj interessaotes, mas crea que oto he por
mingue de bena desejes, c sim por e.<.casse:- de novi-
dades, anda mais, de palavras, para exprimir o
pouco que sou, porminlia vonladc, obrigado a com-
raunicar-llic.
No da I." dcsle, um moleque de 10 annos de ida-
de, matn com um tiro de espingarda, a outro de 1 i
annos, no lugar lrassouras, deste termo, feitoria
de Manocl Uomiugucs (joneulves Pedreira, a queni
No dia i sabio desla para a eidade de Oeiras o so-
liciladordos feilosda fazenda geral desla provincia,
Jos Joaquim Avellino, que, por ordem do governo
geral, vai alli em dcsempciilio de obrigac,6es concer-
ncntesqucllc ollicio que overee, lie professor ca-
lliedralico do lyreu ala cadeira de fraucez, em cujo
evercicio licou o lente substituto das cadeiras de se-
gunda classe, o dacliarel l mbelino Moreira de OH
veira Lima.
Anteriormente llie disse, que o hachare! Antonio
de Souza Martina, promotor publico da comarca de
Campo-Maiur, foi removido no mesmo cargo para a
de Jaico/., mide be juiz municipal seu irmao o Dr.
Jesnino de Souza Marlins ; accrescenlarei boje que,
logo que vagou aquclle careo, urna chusma de pre-
(cndeiites emulse ciosos, adiaulou o passo para o
pedir. Al ueste instante ignoro quera seja o no-
meado, porm lauto que o saiba Ihe dou nolicia.
Enteudo que neuhum oulro be mais digno da no-
inea(o do promotor, nenlium mais apio para de-
empenhar as funcccs desle cargo do que o honra-
do advogado Angelo Goocalves Meueu, homem de
maior, pai de numerosa e honesta familia, coneeituo-
so, probo, pacifico, cheio de iropoilautcs ser>ii;os
que lem prcslado, nao s no exerciciO d iquelle car-
go que outr'ora exerceu cora dignidade superior a
lodo o elogio, mas lambem quando fti depulado
provincial ; cmlim urna das boaspessoas do Campo-
Maior.
Tora seus acrrimos adversarios que o guerreara te-
nazmente he pois, de suppor que desviem del-
Ic medanle odiosos aleives a nomeac.lo de promotor
quando a presidencia por ventura se leu bro dellc...
Todava, semproesperamos que S. Exc., juslicciro
Como he, despreze as prfidas dialribes de seus dc-
Iraclores.... e que atienda s boas qualidadcsdo lio-
mein que lem encauecido n i servico publico sempre
com honra e firmeza de carcter.
A poltica, por ora. vai aqu dorinindo profun-
damente c a sonino sollo, romo se tivesse passado o
Lelhes; eje ero que o espirito lambem experimen-
ta aiiiscnsiblidailc. porque nein ao menos sonha,
ou se lem algum sonho, he lio doce o placido, que
Ihe nao causa a mnima convulsao. Esla iluaco
s imnolenta da poltica esl emconlraposieae absoluto
em que laliorava oular'ora.... em que, ao inquieto c
penoso lidar, succedia apenas um rpido repouzo
uolado por sonhos horrficos em que so enlremea-
vam movenlos convulsivos e dolorosos com espau-
tosas conlorses....semelhaules as do moribundo, fo-
rillo por crueis dores phv sicas na hora do passamen-
to O que de para temer he, que nao seja esle
lorpur da poltica una Ircgua que ella da de si para
forlalecer-se, e depois cruuer-se vigorosa como um
gigante de toreas alhleticis e furiosa como o bulcao
do descro Seja o que for...."Merco de Dos, n3o
lenho por indi1 a lemer;e pois pode a poltica dormir
ou velar.
Agora mesmo chesa de Campo-Maiur a nolicia de
ler cadido alli e em lodos os scus arrabaldcs, una
grande chuva, a qual cuchen lauto o rio Surubim,
que banda essa villa pelo lado occidental, de modo
que arruinou,desmoronou quasi completamente
a parede do acude, que mandn a proviucia fazer no
anno passado, e do qual j,i milito Ihe fallou o seu
Correspondente de outr'ora.
l.ibeilaram-se assim os babitontos da penuria cm
que os relinda a quasi absoluta dediciencia d'agua :
mas o desastre no seu acude epdemero os vai collo-
car na racsina siluaeao de sollrer coma ern lodos an-
uos, U para os mezes de secca !...
Posteriormente, quando for bem inleirado sobre
a catastroplic do anide de Canpo-Maior, darei a
Vmc. mcldor milicia ele.
Como velho ignorante lenho meus prejuizos, que
espero sejom por Vmc. dcsculpados. leinbrjpdo-sc
de que o a velhiee he visinha da demencia, a como
disfe o meu contemporneo Laemmert, com quera
svrapalhizo. E, pois, lenha Vmc. paciencia com es-
te impertinente que de Thcrczina lhc escreve:
quero miulias luscas carias na sua integracom sua
orlhograpbia, ponluacao, prosodia ele. ; brando as-
sim desonerados os seus copistas do Irabalho de ile-
scmbrulliarcm as ininlias garalujas e borres. lio
cerlo que oulra hondada igual nao peesa exercilar
com os seus compositores que bao de licar a arder i
mas nao pu I en do ser-Ibes bom, rerommcndo-lhes
paciencia, que he urna virlude qnc leva a gcnleao
co. Nao supponha que islo he presumpc3o, acha-
que de rapares e que ja nao leudo; mas sim que de
birra de velho doente de prcconceilos.
Para ler o noslo de lr sen acreditado Diario,
mande-me sempre scus nmeros. Ja saber meu
noine, pois he aquello mesmo sujeilo assignado na
rarlinha de :t do corrcule. Enlendc? Pois segre-
do com elle...
Por dcscuidosos lapsos de penna, fm escripia er-
rada a palavra ralhedratco n na minha anterior,
que parece foi dcsle modo a eathredalicn. Os seus
leilores que de lal murmuraran!, fiquem agora s-
lisfeitos.
O assnmpto com que von agora ocrupar sua
allencao, e que de proposito deixe para o um de da
maior importancia, i.luiz separa-lo desla caria c
dirigir-lh o como artigo communcado ; porm re-
fleclinducmqiic nenlium inronvcniailc ha cm oin-
cerir aqu, achei accrlado fazc-lo c cft'eclivaineule o
eiecoto.
A capella deNossa Scnhora dos Humildes he
um pequeo arraial, que disla d'aqui is leguas, na
estrada em que desta eidade vai a villa de Marvao.
D'ahi a villa de Campo-Maior van \-2 leguas ;
alarvio I i, a Ueiras is, a Valenca 33.
lie un pequeo arraial de li a 16 fogOI, no mco
dos quacs e sobre una eminencia esla plantada a
capella ou igrejinha de N. S. dos Humildes, quasi a
desaba i ni ruinas ; exhalando um ftido c|iidcmco
imupporlavcl, nao so por i ausa dos numerosos ca-
dveres que, vindos rom minia frequencia de lodos
os lugares visinhos, se sepultara mal si pultados coran
pelo peso prodigioso demorceuos que cnehem lodas
asgretos e lascaduras das paredes etc. etc. ; victima
cm lim, do deleixo ou desprezo impo, estpido e
sacrilego dodoudete mariola Odorico Marques da
l'onseca, o chamado procurador !!!!... Uorrivel pro-
curador '."..,.
Esle lugar lera lodas as proporce, e olferece lo-
das as vanlagcns para ser boje una boa povoacao, c
mais logo urna famosa villa.
Moslrarci quanlo sou consequento neslas asser-
cnes.
Bastante arejado, rodeado de mallos altos c fron-
dosos e de chapadas igualmente verdes,lendo aqui c
alli baixas permanentemente hmidas c tambera bel-
lissimas eminencias em que se pode com gusto edi-
ficar, e mais entras oplimas qaalidades que cons-
lilucn um terreno productivo e ameno, esle produz
com abundancia toda a sorte de planlaces utilissi-
mas como cuma, mandioca, laranja, etc., auanaz,
etc. etc., c quanlo eoncerne a lavoura.
Por consequencia, urna villa nesse lugar nao lera
que leiuer da necessidade de geueros alimeulicios
de primeira precso.
O riacho (amcllcira, ferllissimo manancial da
melhor agua, e que corre com abundancia cm toda
a eslacao secca, ainda na mais rigorosa, porque ma-
na de olhos d'agua perennes, leudo as suas uascen-
les no Morro-sellado, c corrodo de ul-esle a N.
oslc, banba aquello arraial pelos lados do nascen-
te e do norte, sendo a causa desla ultima circums-
lancia um seio ou volla que faz o riacho ncsle logar,
c vai confluir no rio I'uty, depois d'um curso de 1(i
leguas, comeeando a coula-las da nascenle a con-
fluencia.
Pode ser quo aqui baja alguraa pequea inevacti-
dao no numero de leguas, pois nao me de nossivel
tirar ncsla malcra, inforniaeoes lio crrenles e doas
como de de desojar, porm, crea Vine, que cao se-
r cousa grande a dillerenea.
Nos arredores da capella dos Humildes da i en-
senhos, onde se fabrica nicamente a rapadura :
I. que tica ao aascenle e era distancia d'unia le-
gua, no sitio Frei-Pcdro, de Agoslinlio Feruandes
Estoves ; 1, ao norte, no sitio S. Gonzalo, e cm
igual distancia, dos orphaos do fallecido Jos llon-
calves da Silva ; I, ao poente, e em distancia de
qualro leguas, no silio Bom-Successo, de Ignacio
Manuel de Macedo ; 1, ao sul, e em distancia de
ircs leguas, no silio e fazenda Tabocas do capito
Areia l.e.lo ; 1, tumban ao sul, c em igual distan-
ca do precedente, do qual lica mu perlo, no sitio
Norle, de Bcnediclo Josdo Naseimenlo Biir.barra ;
c I finalmente a sul-esle, edistante tres quarlos de
legua, no silio Diligencia, de Luiz Manocl Cara-
pello.
Ha pouco Ihe disse que lodo o terreno desle lugar,
que be cxleusu, cria canoa ptimamente ; ajunla-
rc agora, que Florencio Alves da l'onceca Mendes,
que pqr arles de berlique c berloque he o possui-
dor dessas lenas, onde cria scus gados vaceum e
cavallar, plaulou caimas ah em 1802 e cm 1853, e
leve ptima coldeila, com quanlo n.lo seja extenso o
pedaco de Ierra que oceupou, pois que foi nica-
mente a pequea parle de um seu cercado. Se esle
tal Sr. Florencio A. da 1'. Mondes nao fosse 0 mais
deleixado, incurioso c negligente de todos os hu-
mis ; se elle empreguse utilmente no irabalho o
seu graudo numero de escravos, qnc, viveudo ocio-
sos, commeiicm quolidiauos roubo e malversarles
conlra o proprio saibor c os eslranhos para quera
sao um llagcllo, elle le ij na capella dos Humildes
o sitio mais farinoso e frtil, c ao mesmo lempo a
melhor fa/.enda, quo desejar-se pode : norm, rao-
ve a lastima a compaixao o triste eslado em que se
aeda a sua chamada casa da Fazenda, com scus per-
(encuselc. He um arremedo da arruinada c des-
prezada igrejinha, em cujo desbaratado c poeirenlo
altar esla collocada a iinagem de Nossa Senhora !
Vamos adianto, que o meu proposito hedemons-
Irar a vanlagcra de urna povoacao ou villa nesse ar-
raial, c lameuto que a rudez de minha penna me
nao permita escrever de modo a dispertar a allcu-
cjio de quera pode fazer o bem dos habitantes de
um dos pontos inleressanles desla comarca To-
davia Iranqullisa-se-me a conscicncia por fazer o
que cm mim cabe. Tao sincera ser a minha venc-
racao e reconbecimenlo aquclles que fizerem jusli-
ea aus meus senlimentns a osle respeilo, quanlo so-
berano e profundo meu desprezo para com esses in-
seusalos que me ceusurarem, deprimirem...
Se os quasi monlezinlios moradores desse pon"
vissem erguer-se nos Humildes urna povoacao, na
qual livessem de junto a si a aeco da lei, urna au-
b i id a de policial, ao menos com a precisa Torca
para inauter a ordem publica, frequ'eutemenle per-
turbada por homens sera educacao, cxcessivamcnle
immoracs e snbreraaneira arraigados no aviltanle
vicio da embriaguez ; se livessem, allim, oulras
mais garantas, que fcil he conbecer, elles se con-
sideraran] mais folizes, por quanlo se liberlariam
da siluaeao de auxiedade em que ora vivem, uao
smente pelos inconvenientes que encontrara, quon"
do lem de tratar de scus negocios, ainda dos mais
insignificantes, nos quacs he necessario recorrer
justica, etc., etc., pois que esiau loatto longe daoa-'
pital, mas tambera por seren toreados a supporla-
rera os latrocinios o malversa^es de malvados au-
dazes, que por alli passam levando urna vida m,
turbulenta e ociosa, e coulra os quacs os esforcos
das autoridades presentemente se lornam impoten-
tes tao someule pela grande distancia, ele, ele,
ele.
Assevcro-lbe, a pode crer, que todos os homens
abaslados ( que nao so4ou 5 \ que habitam nos
a.n ahahies daooelle logar, me lera manifestado us
seus vehemeules desejos de verem aquellas Ierras
perlenccrem ao dominio pblico,a porque depois,
acrescentam oles, nos nao animaramos a edificar,
e em seguida a eslabolecer pequeo commercio, que
nao tarde, ira engrossando, etc.. ato a religiao
lem parte ueslas aspiracOes, l<1o dignas quao lou-
vaveis, pois qoe todos tem commiseracao da sorte
mesquinha a que est reduzida a igreja de Nossa
Senhora,
Com cifeito, a ulilidade que provem de um po-
voado cm tal cenlro de serlao de evidente e palpa-
vel. A inslruccao, pode-sc dizer, alli dcsconlieci-
da, ira appareceudo, lomando vulto, o encanii-
ndando-se ao sen benfico lim a civilisacao bem
entendida ; o commercio ira dcsenvolvcudo, mor-
meule estando a capital da provincia era distancia
favoravelna de 18 I. ; a edifioarao tomara ca-
lmudo seguro, c cm abono desta acertada coujcclu-
ra, es as palavras quo dexo cima expressas de lo-
dos os propriclarios ; era consequencia as rclaces
snciaes se eslreilariam; e linalmcoto a carunchosa
igrejinha passar a ser um templo digno de se orar
a Heos Sim, porque os gados, ravallos, movis
de prata o ouro c diodeiros de Nossa Sendora serio
applicados s necessidades urgentsimas dajsua ca-
pella, que est no apuro que tendo descrevido,
ainda de leve.
Que o governo lome era a devida considerado a'
poucas observacoes, que ficam enunciadas, c cm
sua sabedoria reinova as medidas que julgar acer-
ladas para conseguir o fin indicado. Que empre-
guc lodos os meios a seu alcance para levar a eflei-
lo urna empreza, que nao sendo, como nao be, na-
da dllicil, he alias do mais evidente proveilo para
o paz, c priucipalmeulc para esla provincia em
particular.
A maior o quasi nica difliculdade, com que al-
guera se valora para formar urna nbjecdlo, be ser
aquello terreno propriedade particular. Pois bem
mas quero primeiro que rae respondam a eslas per-
L'uutas. cujas resposlas bastam para destruir a ob-
jeccao :t)ual be o que deve merecer a allencao de
lodos, muito mais a do governo, he o bem publico
ou o particular ? O inleresse geral ou de muilos,
ou o de um s'.' De cerlo me bao de responder, que
o inleresse e bem-cslar rommum deve ser preferi-
do ao parcial, islo he, o de um s individuo. Ergo
a difliculdade desapparece igualmente com a objec-
e3o que produz.
Ainda mais. De quera era esle terreno todo cm
que boje esl assonlada esla capital"!
Era do Sr. coronel Francisco da Cuoha Caslcllo-
Branco.
E de quem he buje '.' Nao precisa dizer, pois
que se sabe que be dominio publico, etc.
E o Sr. coronel Cuuha. que he um cidadao de
bous scntimenlo-, c inlcrcssa-se pelo bem marchar
de sua provincia, e particularmente de seu mnnici-
| io, nao hesitoo em desapossar-se dclle, generosa e
expoiilaneamculc, tanto que a capital foi para aqui
Iranslorida.
Pelo rorrco de 3 de marco scuuiute, bei de en-
viar i Vmc. a conclu-ao dcsle assnmplo, bem como
as notieiazinhas, que cu poder pilhar. Eulrclanto
encerr esla, e prenaro-mc para logo.
Vamos tendo maita chuva, he verdade, mas os
gneros eomostiveis van cada vez mais cnearecendo.
Lina quarla de farinha ma, porque boa nao apparc-
ce, cusa agora 29560 rs. ; ama libra de carne-ver-
de, magra como esla, a 100 rs., etc., ele., e assim
por ludo.
Nao se zangue Vmc. por ver lautos borros: des-
culpe-nic, i Ihe que n.lo sei escrever.
Em 3 deste mez abrirara-se as aulas do lyceu, fe-
chadas desde 15 de novembro prximo passado, em
razo das ferias. A aula de lalim, que sempre con-
loa mais alumnos, conla olio agora; a de lingua na-
cional, un grammatica porlugueza, 2 alumnos; a de
france/. 1 ; e as mais oulras nenlium !
Como sempre, Ihe desejo sade e venturas, etc.
PERWMBim
: ora, se essa dsposiraoja esl
oulro artigo, da-se redun-
ASSEMBLE A LEGISLATIVA PRO-
VINCIA!..
Sessao' ordinaria em 12 de marco de 1865
/'residencia do Sr. Uar'io de Camaraoibe.
{Conclutao.)
ORDEM IX) DIA.
Continuaran da 3." discussSn do projeelo n. I des-
le anuo, adiado drMasN anterior por empata navo-
lacao do adlamento propoato pelo Sr. Florencio.
O Sr. Florencio :Sr. presidente, as raines quo
me levaram a pedir o adiaiueuln do projeelo pora
das, cada vez mais me fazem crer, que existe ess '
necessidade. Onvi dizer na casa,; um dos nossos no-
brea collegas, que haviam dsposigoes no regulamen-
|0 do corpo do polica, que erara ncoiisliliicionae- :
^e nocessario que a rasa di o devido valor a essa pro-
posicu ; islo de mullo forte, de ura regulamenloque
rege o corpo de policia, e esto regolamento de con-
tra a cousliluicdo. Digo pois, Sr. presidente, que
para poder-seentrar nesla discussao, pai a bem se po-
der examinar o valor da prnpo-irao do cobre depu-
lado, he inuilo razoavel e conveniente que a casa
ade esle projeelo por cinco dias, em ordem a |que a
discussao appareca, afim de que se verifique o valor
da proposirao do nobre depulado, c se lome nina de-
liberae.lo propria desla rasa, porque dizer um mem-
oro desla casa, que existo umregulamento que con-
tera disposicAes inconstitueonaes, c n.lo haver sobre
isso una discussao, nao achojusto, nem razoavel, e
do mais a raais fui essa proposicSo emiltldl por um
nobre depulado a quem muilo respeilo, j pela sua
capacidade, j pela praliea que lem dcsles negocios.
Se existo de fado inconstitodonalidade no reaula-
mento, o projeelo deve ser submellido a discussao c
se nao existe, vamos ver como he islo. Por lano,
ainda insisto pelo adiamenlo, e me parece que seria
ato una barbaridade se o adiamenlo nao passasse.sc-
riade alguraa maneira sofl'ocar a di-russao ; e para
que nao haver discos*,! I .' Por lano, insisto do novo
pelo adiamenlo,e peco i casa, que compenetrndo-
se deslas razes que me parecen) de ludo o peso, vo-
(e pelo adiamenlo, se porm elle nao passar, entra-
re! na discussao do projeelo.
Encerrada a discussao, he o adiamenlo submellido
volaco c regalado, bem como a emenda proposla
pelo Sr. Mello liego, sendo approvado o pro-
jeelo.
Primeira discuss.io do projeelo numero 33do anno
passado :
a asscmbla legislativa provincial de Pernam
buco rcsulve :
Art. 1. Fica o governo autorisado a mandar
comprar era paizescslrangeiros modelos de machi-
nas c instrumentos agrarios, n.lo conhecidos no nos-
so, e que possam ser nellc usados, dispendendo para
lal fim at a qnautia de 2:IXKrj rs. anuuaes, dos
quaes dar cspicelicada conla esla assembla.
a Os referidos instrumentos, que deverao vir a-
companhados de memorias ou explicardes claras, que
sirvam para ensillar o meio de sercm elles emprega-
dos, serao collocados nesla capital em lugar apropria-
do, em que possam ser vistos c examinados pelo pu-
blico.
Art. 2. Todo o gado que for introduzido na pro.
vincia, para melbnramenlo de rae a. c as suas pro-
iIiicqcs licam iseuloi do dizirao por espaco de dez
anuos.
a Saladas eommisses 29 de abril de !>>Vi.
Francisco llaphael de Mello llego. Manoel Joa-
qaim Carneiro da Cunha.o
He approvado sem discussao.
Segunda discussao das posturas da cmara muni-
cipal de Tacaral.
Sao approvados sem discussao os seguiolcs ar-
tigos :
TITULO I.
Da saude e commodidade publica.
Artigo 1. Nao se abrirla novas ou sepulturas
sem que Iciidam deeorridn 12 oiczes de urna a ou-
lra na mesma sepultura, salvo de ordem das auto-
ridades criminaos: os infractores pagarao 108 de
mulla.
Art. 2. Fallecemlo de repente alguera, o do-
no da casa nao o mandara sepultar sem primeiro
participar a au'uriiladc policial para mandar exami-
nar se a morlc foi natural, por ellcilo de veneno.
ouieri.. vilenla- ni- pona iln '.IOS d malla.
a Art. 3. Qualquer poesoa que falsificar gcneri
cxposlos a venda ou conservar corruptos, alm da
perda de ditos gneros pagara 59 de multa, que se-
ra duplicada na reincidencia.
(i Arl. H. Sendo encontrado enrpos de animan
morios as roas desta villa e povoares do munici-
pio sem constar quera sejam seus douos, de ordem
dos liscacs serao ronduzdos para longc dcllas : des-
cobrindo-se, porm, seas donos serao esles execula-
dos pela mulla de 05 islo no caso de verilicar-sc que
conservavam ditos corpos nesle eslado, sabendo que
Ihes pcrlenciam.
a Arl. 5. Nao se podera matar gados para venda
nesla villa e povoaees do municipio senao 50 pas-
sos dislanle das ras, nos maladouros designados
fMa cmara ou fiscaes respectivos : sob pena do 2-*
de multa e 12 horas de prisM.
a Arl. li. Todo aquclle que malar para consumo
alguma rez ou qualquer especie de animal locado
de al-um mal prejudicial a saude publica, solfrcr a
pena de O de mulla, alm da perda da rez ou ani-
mal locado do mal, quesera pelo fiscal toncado fra.
Para esla disposicao proceder ura exame em dito
animal por Ires louvados Horneados, dous pelo dono
do animal c um pelo fiscal, cuja decisao se cumpli-
r pravalecendo a maioria de votos.
Vai mesa a seguinlc emenda :
Suppiima-sc o ultimo periodo do arl. (i. das pa-
lavraspara esla disposicaoato ao lim.Meira.
O Sr. Meira diz que propoz a supprcssAo do ul-
timo periodo do arl. (i., pimeiro porque nao julga
razoavel a disposir.lo, porque delerminandu-sc ah,
que para juljar do caso mencionado no mesmo rti-
co, fossem noineados 3 arblros, sendo 2 por parle
do dono do animal, c um por parle do fiscal, claro
esl, que a decisao ser sempro em favor do dono do
animal, viudo assim a redundar a disposicao era prc-
juzo da cmara, e em segundo luaar, foi levado a
propor essa suppresso, porque as diepoaic/Bes que re-
gen) esla materia se achara coudas nos principios
dedireito, que vem a ser, cada nina das parles dar o
seu luuv ado, e no caso de empale, uomear-se ura des-
empalador ". aorescendo que na especie verlenle he
praliea seguida considerar-se o fiscal o competente
para julgar cssas infraeces.
Posto a votos o artigo 0. he approvado cora a c-
roenda suppressiva ao ultima periodo.
n Arl. 7. Os fiscaes vislar.io nos das qoe Ibes
parecer as tabernas e vendas, mandarao deilar tora
os gneros viciados que acharen), conderouando em
1 c dous das de prisao, nao s aquellos que Uve-
rom gneros viciados, como os que nao l i ver cm as
medidas c mais vasos de serventa com lirapeza e
asseio.
Vni i mesa a eauinlc emenda :
i Supprma-se o artigo 7.Silcino.o
ti Sr. SiMlto :Sr. presidente, pedi que se sop-
primisse o artigo 7., porque a di-posicao dellc esle
comprebendda no art. 3. O artigo 9. fallados que
falsificaran on ronserrorem objectos corruptos c
diz, que esses soffrerao .'>? rs. de mulla, urna vez
que o lical eonheea que elles vendem vveres nesse
estado : o arl. 7. da de mais ao fiscal o direilo de
correr as vendas ou tabernas para conlicecr desse.
gneros viciados, c repetindo urna hvpolhesc identis
ea.estalieleco urna pena diflerenle, porque cm cima
impele."i* rs. de multa, c no artigo 7. impSe 29rs,,
de maneira que n.lo so as disposicoes sao emelhan-
les, e por laso lu redundancia, como aiuda a penali-
dad? he diflerenle : c per isso enlendo que o artigo
deve ser supprimido.
O Sr. Meira responde ao precdeme orador, fa-
zendo ver, que com quanlo as disposicoes dusarti-
gos 3. e 7. parecem idntica-, todava se nolam alga-
mas dllcreuc,as, porque o artigo :>.'' esladelere a pe-
na para qualquer que fabricar generas, podendo al
ser imposta aquclles que os nao Icnham espoatee a
venda, ao passo <|ue o artigo 7. se refere aus laber-
neiros, e lambem iui|ic a pena pela falla de
asseio nos vasos de que se servirem as suas taber-
nas. Julga que anda mesmo que baja essa soppos-
la redundancia, n.lo deve ella aconsclhar a suppres-
so do artizo, visto como essa disposicao do artiga 7.
concorre para esclarecer a lei, o que he sempre de
vanlagem, e por isso cntende que o artigo esl no
caso de passar.
O Sr. Silvino :Eu enlendo quo a minha idea
deve prevalecer na deliberado da casa, n.lo ubslanle
as poucas rellcxcs do nobre depulado que acabou de
sentar-sc. Uisse o honrado raembro que concordava
comigo, que a disposicao do artigo 7, eslava comprc-
bendida no artigo 3.
eoinpreliendida ent
dancia...
ti Sr. Meira :Em parle.
(' Sr. Siltino :Mas o nobre depulado fui o pri-
meiro que confessou, que a conjune.looueslahc-
lecc nina bypothese dilferento, Dio scrcferinlo |j|-
sificaclo, masaos conservadores de gneros cor-
ruptos...
O Sr. Ueira da um aparto.
(' Sf. Silciuo :Be preciso que o nobre depula-
do concorde n nina cousa. porque o nobre depulado
como memliru da coiinui--, o deve ler esludado a ma-
(eria...
O Sr. Meira:O nobre dcpuladc parece que a
esliulou mais, lanloqueapresenloa emendas.
(i sr. Silctno :Assim, hecom as mesmas pala*
vras do nobre depuladu. que cu sostento a minha e-
mtnda. Disse o nobre depulado, que a conjunfo
dijuncliva pareca estabelecer urna hvpolbese difle-
renle, en digo que definitivamente cstabelcce, viste
que o nobre depulado ala foi 13o franco como cos-
loma. Assim j ve o nobre depulado, queahvpo-
lliese de conservar gneros corruptos, coroprehende
a hypolhese do artigo 7. Quanlo porm a penalida-
de ser diflerenle, ja se vequa be um graudo erro.ou
nina lojnslica. Julgo intil a parle do artigo que de-
termina que os liscacs examinan- se os vasos de ser-
venta as tabernas lem a devida liropeza : se he do
inleresse dos vendelhoes que os seos gneros se nao
corrompan!, porque us nu poderlo por venda, c
poudo-os ler.lo de pasar una mulla, ellos lorie de
cuidado limpa-los, c assim escasado acho esla parle
do artigo.
0 Sr. Metra da un aparto,
if .Sr. Siliino :Ea eslou de accoi lo quanlo ao
artigo 3., mas enlendo que o 7. lio urna redundan
cia, e i or sso ped a sua rappress .
Posta a votos a emenda, de resalada, e approva-
do o arl. 7.
Sao approvados san discussao os rrligos se-
guales :
Arl. S. Ninguem poder laucar nos rio-, ri-
beiros o fontes de ulilidade publica desle munici-
pio animues morios, cnluldos ou qualquer mmundi-
cie que possa corromper ou emporcalbar as aguas,
sob peua de 4,"> de mulla e o duplo na reinciden-
cia.
ii Arl. 9. Ncsla villa c seus suburbios, que servem
para a plaanlo, se|nao poder.i criar porcos, cabras
e ovellus solas, permittindo--e smente l-la> com
canga cuja Iravessa tcnlia tros palmos c raeio de
comprido, sob pena de 1^ de mulla.
1 Arl. |0. Ninguem podera ler caes sollos pelas
Sao suc essivainculc approvados sem discussao lo-
dos os artigoi dos tilnlos 5. li. c 7., a exceprai do
arligo 6. do titulo 7. que foi legcilado, sendo a ma-
teria dos referidos arligos a que sesue :
a TITILO V.
t Armamento, elegancia t regnlaridade exterior
dos edificio!.
" Arl. 1. Irl/s,r. ras que se abrirem nesla vil -
la e povoar,cs ao municipio, lerSo a targoae de so
palmos, ,- a- IravessaS lili palmos, c iicnbuin predio
''''' '.....'ruil-i sera licenca da cmara, para esto
man lar procc lar ao conipelenlc ahiihamonlo-; o m-
frarlor pasara i mulla de I1I9, sendo nbri'.'.idoa dc-
raolirse estiver turado alinliamenlo.
. Arl. 2. Au'lim ,;0 um anno, nao se dando prin-
cipio a obra para que -e olrtevc licenca, (icara esta
sem nenlium ellcilo, podendo qualquer oulro indivi-
duo requerer para edificar ueste tuzar.
11 Arl. i. as ras de-la tilla s se podera edifi-
car pi odios com a frenlc de lijlo ou pntlra e cal :
sob pena de 10} de mulla e ser obrigado aylemolir a
obra.
Art. i. A-fionleadas casas j edificada!-eos o-
picsque eslvcrera para o lado dos beccos, serao
dos ale o lim de Janeiro do auno vinduuro :,sub pena
ile i TITULO VI.
Desemparhamento tas ras, asseio dcllas e dos
caminliose estrada*.
11 Arl. 1. Os propriclarios ou inquilinns coueer-
Varao as lenles e oiles de suas casas limpaa, liran-
do-lhe mensalmente lodos os mallos, pairase b
e semanariamente lodo o lisa: s..b pena de i; de
multo.
Art. 2. Os lerrenos compredendidos nos baga-
res das mas que ncarem na maior distancia do o
palmos alo aunde forcm limpos pelos seus propric-
larios, serao mandados limpar pelos liscacs a cnsla da
cmara. Oulro sim licam os donos das Ierras obri-
gados a limpar suas estradas lodosos annos por lodo
o raez de maio : so* pena de 10* de mulla.
11 Arl. 3. Todas as casas ler.lo calcadas de 5 a li
palmos de largura, lano as chasque se edificaren!
de novo, como as qnc forera preparadas : sob pena
de 10.T de mulla.
a TITULO VII.
Dispostrot* dicerias.
" Arl. |. Ninguem poder fazer casadas com ces,
armase com quaesquer astucias uas fazendas alhna-
sciiieonsciilimcntodescus lesitimos donos : sob pe-
na de 8 das de prisao, e o duplo na reincidencia.
Arl. Niusuem poder tirar couros de gado
que encontrar inorto, salvo se fr de seu dominio, ou
se livor licenca de seus donos : sob pena de 8 dias

ruasdcsla villa c povoaees do municipio. Os lis-" de prisao c de pagai ao dono o valor de cada
caes sao aulorisados para os malar, applcando para
esse lim a erva de rain, por outro mco que nlo cau-
se eslrnudo.
Os lilulos 2. e 3:s,lo approvados sem discussao era
lodos os seus arligos que sao ss scguinles :
T1TI.TO II.
Tranquillidade, scguraura,moral e commodidade
publica.
a Arligo I. I.ogo que um edificio qualquer le-
nha-se arruinado, amoaeando queda 011 perdido ca-
balmente sua boma exterior, asseio c lirapeza, que
dcvcni ler os que coraprehendem as ras desla vil-
la, o fiscal intimar ao respectivo propriclario para
reforma-Io, reedificado, vcndc-lo mi dcraoli-lo. Nao
o fazendo do dia desta inlimaeao, presento leslc-
munhas, a dous mezes ser mullado cm (i?, e o du-
plo na reincidencia.
oArl. 2. Ficam prohibidos dentro desta villa o po-
voares do municipio os liros de roqueiras, baca-
marlcs, pistolas c granadeiras ; e s se darao as
fcslas uacionaos e do igreja, obtendo-se ncsle ulti-
mo caso licenca das autoridades policiaea : sob pena
de i") de multa.
11 Arl. 3. Ninguem podera queimar rocados sem
que primeiro faca assoiros largos, de modo que pri-
ve o incendio nos campos : sob peua de lo de
multo.
o Arl. i. Todo o laberneiro lera sua venda fe-
chada depoi> de mull>
<< "Crt. 5. Ninguem podera lapar, mudar 011 ira-
p^ruma estrada geral on caminho particular dc-
feilo c transitado, para abrir oulro cm parle
moda, sem licenca da cmara: sob pena
_ ut multa. <
Art. (i. Niusuem poder cm huras de silencio
levantar vozerias, que incominodera o >ocego pu-
blico : sob pena de dous dias de prisao.
a Arl. 7. As pessoas que proferirn palavras ob-
cenas no mcio das roas sollrcrao as penas de Ires
dias de prisao.
TITLI.O III.
i Lugartt designados paca a agricultura c algu-
mas procidencias sobre ella.
Arligo 1. He prohibido crear gado vaceum,
ovclhume cabrun nos lugares proprios de planta-
enes sem pastor : os infractores sollrcrao a pena de
IOS de mulla.
Art. 2. Nenliuma pessot poder ler gado vaceum
pendo de noite nos lagares de plaiitaces.neni aiuda
mesmo os bois mancos destinados para o Irabalho,
e estes smenle se podcrAo ler nos ditos lugares em
curraos, ou amarra los cora cordas, permitlindo-sc
nicamente serem peados no campo do dia e com
pastores: sob pena de pagaren) o danino que cau-
saran, alm da mulla de -2- por cada rez.
a Art. 3. Sao lugares proprios para a plantadlo,
as serras de Tacaratcom lodas as vcrlenlcs e -erras
annexas cm que he de costme planlar-sc ; nesla
coinprchciisao s icraoanimaes com pastores, assim
como as serras do Irapua, linar, Negra e Peri-
quito.
Arl. i. As pessoas que plantaron alraz das ras
desla villa c uas boiras das estradas, que passarem
no terreno compreheudido 110 artigo antecedente,
serio obrigados a ler urna cerca que prive animaes
peados, cabras com canga : os infractores sollrcrao
o damno que ditos animaos Ihe causarera por falla
de ditas cercas.
Art. 5. Nos lugares de criacSo s se poder
plantar com fortes cercas e nao so maltratarlo os
gados que eulrarem as rocas: sob peua de 105 de
malla.
Art. G. O agricultor que adiar gados dentro de
suas lavouras, os far aprsenlo ao fiscal do dislrc-
lo para por este serem condemnado- seus donos era
; por cabera, alm da satisfazlo do daino causado
ao agricultor.
Entrando em discus'Ao o til. i., sao approvados os
sesuiutes arligos :
TITULO IV.
a Commercio c algumas pi aciden ia-1 citicas
a elle.
Arl. 1. Ninguem poder ler lojas\iberlas
vendas ncsla villa e povoaees do mnnicipiWsf
cenca animal da cmara municipal : sol peua de
de multa.
Arl. 2. Todos os negociaiiles e vcmUlhes in-
clusive os que vendern as reiras, ler io ateridas
suas medidas e pesos, os quacs sero era I ido confor-
me o padrlo 1nunioip.1l : sob pena de >s pelo poso
ou medida menor, e 23 pelo que nao liftr sido ateri-
do no anno cniao crrenle.
Art. 3. O peso desle municipio sera o de dous
cruzados cm libra, c os raais coiiliniiai.lo a regular
como ale asora.
Arl. i. Em qualquer lempo os fiscaes reverao
os pesos c medidas, 'encontrando falsidadc condem-
narao o nesociau(os,(aberneiris c vendellies as pe-
nas do arl. 2.
a Art. 5. Todos o-mscales e bocelciras que ven-
dern sera apresenlareiu bilhcto de haverem paso o
imposto pagarao (i; de inuLa.
Arl. (i. Pica creada nesla villa ama fcira, que
tora lugar nu dia sabbado de 1 ada semana, cujo a-
cenlo rompri hender o terreno entre as duas mas
por Iraz da matriz; os contraventores soflrerSo a i>c-
na de -'5 de mulla e 12 horas de prisao.
Arl. 7. Ninguem poder nlacar para vender o*
seeros que eulrarem na villa0 povoar,os para >o
vendern 11.15 letras, e mesmo cm oulro- quaesquei
dias, scoae depois do Oslaran espOSlOS II venda nos
jugares da* ferrpor espaco de -i horas, c nem po-
ilerao BROuba carne em caso de nei essidade senao
depois de estar venda a rclalli) peto mesmo lempo
cima : os infractores sollrcrao .1 pona de a de mul-
la e 2 das de prisao.
Vai mesa a seguale emenda :
a Em lugi.r dearrobar carne era caso de neces-
sidadediga-sovender as rrubas.Meira.)'
Posto a votos o arligo be approvado com a emen-
do, bera como o arl. 8. que diz :
1 Arl. 8. Os cavallos que vieran carrejados para
as lenas, depois de descarregados, serao immediala-
mente lirados para fra de largo da feira : sob peua
de 19 de malta.
jo rouro tirar.
Arl. 3. Ncnhuma pessoa poder derribar ma-
deiras de conslroccjo, salvo as que forera precisas
para se construir obras, c sempre o farao com licen-
ca dos propriclarios, ou da cmara, as (erras devo-
lutas : sob peua de 0.3 de mulla.
Arl. Para a execueao dos arligos 1,2 e .Idos-
las disposicoes diversas, nao s os liscacs c mais cm-
pregados policiaes deverao premier os nfractore,
como lambem o farao os proprielariM e quaesquer
pessoas do povo, mas esles s o farao chamando duas
ou mtis Icslcmunhas que lenham presenciado a in-
frac^ao.
u Arl. 5. As penas eslabclccidas as presentes
posturas serao substituidas por prises quando o in-
fractor n.lo livor com que as pague, insto caso porm
se conlarao lanos dias de prisao quaolas vezes 28
houver na mulla correspoiidenle nfraejo, mas a
primeira vez nao exceder a priso a 8 dias a a 30 as.
reincidencias.
Arl. (i. Os fiscaes vencerlo de caminho quando
'ahirem fra da villa e povoac,es para as correreoes
SOOrs. por legua, quccmraleio serao pagos pelos
multados.
Art. 7. Os fiscaes assistirao ao aliuhamcnto e
cordeaees as edilicaees dos predios, e lerao de di-
la cordeaeao WO rs.
Paco da cmara municipal da villa de Tacaral
11 de Janeiro de 1853.a
O Sr. Meira requer dispensa de inlerslicio para
ser dado para ordem do dia o projeelo 11. 35 do an-
uo passado.
Consultada a casa, accede ao requerimeulo do hon-
rado merabro. ;
Esgofaua a ifTaTcrT .ItSiiiita para al i^cijTmo'
" Sr. 'residente designa a ordem do dia, e le-
vanta a sessao pouco depois de 1 dora i da larde.
i
'"
Sessao' ordinaria em 13 de marcr' de 1855.
tice-presidencia do Sr. Carneiro da (.'unha.
Ao mcio dia, feila a chamada, acf uram-se pr-
senles 22 saibores depuladus.
O Sr. Presidente abre a sessao.
O Sr. 2." Secretario le a acta t la so-sao anterior
a qual he approvada.
V Sr. 1. Secretario menciona j seguinlc
EXPEDIENTA.
Um oflicio do secretario da provincia, remetiendo
qualro posturas addicionaes, q ue lendo sido aprsen-
tela-pola cmara municipal desla cidadaao Eim.
presidente da provincia, n ier- -.rdiU-a^pnfovacio
deste.A' comraissao de po slu is de cmaras.
L'ra requerimento de .1 oaqi m Aulonio de Castro
Nunes, professor publico-.'a fi eguexia de S. Jos,
pediudo se Ihe conceda a sr;jljficajao a que lem di-
reilo por mais de 12 annos -de servico.A' comniia-
sao de inslruccao publica.
nutro do fiscal daVarze/n, pedindo angmeiito da
ordenado.A' coramissAo le ordenados.
Oulro dos religiosos cy .nelilas desla eidade. pe- '
lindo doas lolerias de II :0003 cada urna para faze-*

rem os reparos de que n
commissAo de pelices.
He approvado o sesi
1 A cominissao de I'
nan lo o regulamenlu
cemilcrio publico desi
merece ser approvad*,
do, que esla no cajo de
" seu convento.A'
car :
dev idamente exami-
la presidencia para o
o, emende que elle
sso conclue declaran-
ubmellido a discussao.
s lia das co-jiinises .- le marco do 1855.
F. C. Branddt.castro LeKs.Oliteira Mace/.
,t mtinuar-se-ba.)
JURY DO RECITE
I lia 12 de marro.
Presidencia do Si: Ds. Mexandre bcriOsrir.'jiios
/teis e Silca.
Promotor publico interino, oSr. Dr. Fraucisco
'jomes YeHoso de Albuquerqucl.ius.
Adcogados, o Srs. Drs. Joaquim Elvira da Moracs
Ca va lio a Joao Francisco Teixcira.
isciuao, Joaquim Francisco de Paula Esleves
Clemente.
Feila < hamada s II doras da mauliaa, achararo-
resentes 11 seuliores jurados.
11^ un multados os inesinos Srs. jurados j mul-
unr<^ os aulcriores dias de sessao.
Ade a sessao foram couduzidos os roas Angelo
Franc
julga-
FiWNma
duzido a sala d
de, d'oudc volli
foram lidascra
visto decujadee
uiz de Fraila, v
rime de xg^.
seren
'UWio de seiileurj con-
cias s l doras c ji da tai -
(, cora suas resposlas, quo
elo presidente do jury; em
j.oSi .juiz do direilo absolveu
1 ond- nando a m.micipalidade as cusas,
e levanlourfo a sessao, adr^odoa para o dia se-
.'linio.u 1 <> hora- da mauh I. 1
tiOMAIUlA DE P,AZittETII
i 2 de miu co
Nula do noiavcl lora orcorrlo por aqui, depois
da minha ullima, e por isso poi -o terei que dixer-
Ilie boje.
Kcliron-sc d'aqui para essa c talo. Dr. juiz mu-
nicipal o delesado i\a comarca, instando que tora
'..mar parto nos Irabalbos loaaijtos |rrrrinrlautt e
Iransmilliiidoocxcrcico dos ctoij lugares aos respec-
livos supplentes.
levo bonloin lugar a recita, /qne eslava marcada
para cssedia, como ja Ihe fcjbj, cm beneficio da
Sr. Dr. Mara BraaTimv
Todos os autores que lomar ni parle, ou para me-
lhor dizer, quo (rah.ilijram'c 1 dila recito, desem-
penharam-se o melhor possivci. OSr. Jorge, sobre
varios bouquels que Ihe lancarjan da plateia, toi cha-
mado ascena.para mclhormcn jesignilicar-se-liiequaii-
lo agridou no papel de Salteador; o Sr. Sebasliao, c
sua esposa a Sr. I). Rita foran applaudidos por ve-
zes com palmas geraes: o Sr.! anta Kosa foi da mes-
ma forma applamlido,sozando je mais a mais da van-
lagem de ser o svmpalhico do cspcitavel d'esla eida-
de, que mais do que nunca e! orca-se por mauifes-
lar-lh'o, lalvez pelas saudades, que j sent d'anle
mao por sua prxima retirada,
}
M II T I 1 ARO


BIXRIODE PERMMBUCO. QUARTA FURA 14 DE MARQODE 1855.
A rjenoficiada, quando leve ocrasso Je apparecer
em scena (foi isso na oecasiao do ntreme/ provocou
applausns seracs,chuvcndo sobr'ella immeusas grinal-
das de flores primorosamente ftida.
A concurrencia foi, lalvez, mais do que so espe-
rava.
Finalmente a companhia annuindo ao pedido de
muitos, rcsolveu-sc a dar aioda uro especiando no do-
mindo seguiilc IS', depoii do qual deve imprcle-
i ivcliiicntc retirar-sc par.i cssa capital.
A pec,a que est destinada para esse .lia. lie o dra-
ma, que lem por (ilutoos Mongos de Sania Helena.
(Consta por aqu, quo osla a cliegar ura medicot
encarregado de vnecinar n'csla cidade; Denso traga.
A farinha subhado gozuu do precu de Iti, IS, c gil
patacas por alqueiru ; e a cania do de 10, 12, c i
ditas por arroba.
Alo mais ver. \.
V (Carla particular.
..... .
F~:PARTIAO DA POLICA.
Parte do di 13 ,|c marco.
i'lm.e Exm. SrParticipo a V. F.xc. que, das-
dillerenle* particpaosles liontcm c boje recebidas
ne-la repartidlo, consta lorcm sido presos:
Pelaadelegacia do primeiro districlo deslc termo,
Francisco da Sales Alves Corra, por criinc de redu-
zir a escravidAo pessoa livre.
Pela subdelegada da freguezia do Recite, o ma-
rojo inste/. Wliaea' llenry Otiim, a requisirao de
seu respectivo cnsul, c a parda Candida Mara de
Sant'Aui.t. por insulto
Pela subdelegara d freguo/.ia da Boa Viste Fre-
derico Jos do Santos, por hriga.
O delega lo do termo de tiaianiia communicou-me
por ofllcios de '.I c 10 deste me/., que no districlo de
Uoianninha daquelle termo fura assassinado Knzc-
liio do tal por Jjlorcnciu de tal, com un Guipo de
louce que Uie decepara "a cabera. Que ni freque-
/'i de 1'edrai de F igi lo mesmo termo, .''culmino
de tal, como-guindo levar para tusar orm nina mu-
lher c unquem viva, e alii a espanc.ira barharamen-
te, ponto-dn a de xar por mora.
Refere o mesmo delegado, que npc/.urdc tercm 03
autores de seuelh.mles alienta.los cousesuido pr-se
em fug 1, ligara eniprcgando asmis activas diligen-
cias, nAo 1 las prisocs, como para r mlia
ellos pmeeoXaa.forma da le.
Dos cuerde a V. Uve. .Secretara da policio de
Peruainlitw*- laWle marro de 185.").Illm. e Exm.
Sr. consellteiro Jos Benlo da Cuulia c Figucirodo,
presidente da [irovincia.O cliefo de polica Lu:
Carlos dtHfett. Tcixeira.
DE PERYIIBI'CO.
A aswuliwa regeilou liontem em primeira discus-
prejeMo n. 25 do auno passado, que dava gra-
;es ao Ihcsotireiro pagador e nos agenles do
thesoureiro das obras publicas.
Adiou a segunda discussao do projeclo n. 35 lam-
ben, do auno passado, que aulorisa o governoa
mandar vir da Europa modellos de machinas e ins-
trumentos agrarios; c julgou prejudiradas as postu-
ras do Evi, por ter sido mudada a sede daquelle
termo para Ouricury.
A ordem do da dada comprehende a primeira
discussao do rcgularaento do cemilerio publico, pri-
meira do projeclo n. 31 do auno passado, e a conti-
nuarlo da de lioulcm.
Chegou lionlem dos porlos do norle o vapor Cua-
nabara, Irazendo-nos jumaos do Amazonas a t 6 do
paseado, do Para at 3 do corrcnlc, do Alarauhao
at 5, e do Cear al 8.
Pelo mesmo vapor recebemos asearlas dos uossos
correspondentes que em oulro lugar vio transcrip-
tas; enada tendo qucacresccnlar acercadas provin-
cias donde nos foram remedidas, a ellas nos repor-
tamos inteiramente.
No Para ja era conliccido o resultado de varios
collegins eleiloraes na elcicao dos elcitores, que de-
ven, eleger um senador por aquella provincia. O
socego publico c a regularidad do icio nao foram
alterados, e o triumpbo dos amigos do Sr. cousclhei-
ro Souza Franco pareca' nao soffrer a menor du-
vida.
Na capital do Cear cahira no da 27 do piando
Copiosa. cllUVa._SilcredRllili> \jiiostiii, nnln ir-.-j.!,...!-.
des. Segundo diz o Ccareme dessa mesma dala,
rouslava-llie com cerlcza (|ue por todo o interior da
provincia linba cliuvido, assm como que os ros de
Jaguaribe, c Salgado liaviam litio endientes.
VARIEDME.
1.0-se na Cabella geral da Atlcmanhu, que se pu-
blica em Leipsck, o seguale :
Enlrc os quurenla e oilo soberanos, que lioje
reiuam na Europa (compreliendiilo o imperapor do
Brasil, que pcrleuce a urna dynaslia europea e o
principe de Monaco) os qualro mais vcllioi, que j
excedern) a idade de setenta aunos, sao :
grao-duque de Mecklenboorg Strelilz, que lem
75 aunos e 5 mezes ; o re de Wurtemberg, que
lem 73 anuos o 3 mezes ; o landgrave de llesse-
llomliourg, que tem 71 anuos c8 mezes, e o
priucipe de Schambourg-l.ippe., que acaba de com-
pletar seus 70 aunos.
Entre os oulros soberanos, 7 lem a idade de 60
a 70 anuos, 9 de 50 a 60, 7 de 40 a 50, 13 de 30 a
' 40, 6 de 20 a 30 anuos. Os dous soberanos mais mo-
cos sao : o rci de Portugal, que tem 17 annos e3
mezes, e o duque de Patina que apeuas lem ti anuos
0 meo.
Os soberanos que reiuam ha mais lempo sao : o
principe do Scliambourg-I.ippe o o duque de Saxe
Meiniugen. O primeiro renou lia 68 annos, e o se-
gundo ha 51 annos, e se dcJuziruios os anuos de nie-
uoridade, o primeiro ja lem de reinado 17 aunse 8
mezes, o o segundo 33 anuos. Depois destes vem o
principe de Schwarzbourg-Kudolsladl, que reinaba
1 > anuos, i que reiuam de40 para 50 annos ; -i- de
30 para 40, 8 de 20 para 30, 11 de 10 para 20
annos.
u Os 22 oulros soberanos coniec,aram a reinar nes-
ses 10 ltimos anuos, centre clles ha 3, a saber: o
duque de Parnta, que anda he menor; o principe
de Reuss-Schleilz e o rei da Saxona, os quaes rei-
uam depois do anuo passado.
Seis soberanos au sao ou nao foram anda casa-
dos ; e sao.alcm do papa, o re de Portugal, o grAo
duque de Radon, os duques Je llrunswick e de Far-
ia, e a landgrfve de Ilcsse-Uombourg. Enlre os
oulros soberanos. 3 a saber : o re dos Belgas, o du-
que do Anhalt-Dejsaii e ojjprnicipe de Schwrzbourg-
Kudolstadt, sao viuvos. Um { o principo de Schwarz-
bourg-Sondershausnj esta disvorciadn ; dous (o rei
do Dinamarca o eleilordo ilesse; sao casados mor-
ganalicamenle, o sullao vive'em polvgamia.
lros 35 soberanos.a mais vclha he a princeza de Mo-
naco, aqoal lera 60annos 6 mezes. Oilo tem 50 a 60
anuos ; 5 de 10 a 5rj ; 14 de 30 a O ; 6 de 20 a 30
anuos. A mais moca he a impcralriz da A usina,que
fez seus 17 annos a 24 de de/.embro do passado.
Ihaspor lierdcirospresiimplivos. yualorzo soberanos
casados nao tem fillioi, ou so os tem, nao eslao lia-
bilitadospara os succeder. Treze lem irmaos, qualro
lem prenles collaleraes, e eulre csles Ires lem um
lio, um lem ura primo por successores. Aliu disto
coutam-se tres *it>orauos,-tujo governo, depois de
tuasjnortes, pausara para oulra linia. a saber : os
duques de Brunswick e do Anhalt-Beruhourg c o
landgrave de Uessa-Hombourc ; e linalmenlc um
soberauo, cujo suoOMSor s he escolhido depois de
sua roorte.
> Depois do sultAo, o soberano que lem mais fi-
Ibo!, ha o principe da Lichtcnslcin, o qual lem 011-
zc ; eo soberano, qu lem mais nelos, he o impera-
dor da Russia, que l'in qualorze.
1 Enlra os qaarenla e qualro principes herdeiros
c presum|i(vos, os mais velhos sao os de Modcna e
de Frauca, leudo o primeiro setenta e doos annos c
cinco mezes e o segando alguna censa mais de 70
annos. Enlrc os ou iros ha dous, os da Ilcsse-Elci-
toral e de Dinamarca, que lem de 60 a 7(1 annos,
u de 40 a 50,7 de 30 a 40, 11 de 20 a 30, 10 de
10a 20 aunos. Dotes principes hereditarios os mais
mocos sao os de Nassau e d'Oldcmbourg, os quaes
nao tem anda Ircs anuos; 16 sao casados, 1 viuvo
e 12 lem til los.
a As modificacijci sobrevindas s dilTerenles casas
-obcranas da Europa no anno, que acaba de (indar,
/io os seguntcs :
i.' Obilot. Ires. principes reinantes ; o rei
1 rcde.co Augusto II de saxonia, o principe lleo-
rique LXII de Keuss-Schlez e o duque toarlo III
de Paruia ; a raioba Thereza de Baviera ( mai do
re actual ), nascid.i princeza de Sa\c-Allembourg ;
a princeza Augusla de Scliwarrbourg Rudolsladl
( mulher do prncipe reinante ), nascida princeza
de Anhall-Dessan ; as princezas viuvasdeSchwarz-
bourg-Soudershausen e Schwarzhourg Rudolsladl
( mais dos principes reinanlcs ), nascidas princezas
de Srhwar/bourg-Rudolsladl o de Hesse-Hombourg ;
o landgrave de lle>se-I'hlipps||ial-Barchfeld; dous
principes, Fredericos ile l.ippc ( lio c irmAo do prin-
cipe reinante ) ; o infante Fernando de Hespanba
irniao do rci e primo da rainlia 1, a princeza l.uiza
de Wasa, nascida princeza de Badn m.li da prin-
ceza real de Saxonia ; a primo/1 Carolina de
Mease (irmaa do cleilor), nao casada; finalmente
urna princesa da Sueca e um prncipe de Sarde-
nlia anda meninos, e una princeza de Hespanba c
um principe do Mecklenbouig Strelilz, morios pou-
co depois de seus nascimenlos. lolal 17 morios, 10
principes e7 princezas.
a 2. Natcimtttot. Os filbos dos duques de Nas-
sau, de Anale e do Genova, do grau-duque lierc-
dilario de alecklembourg-Strellz | morios pouco
de|iois de'nascer c do principo hereditario de
Schambourg-Lippc; dos principes Albrechl da
Prus*a ( de casamento morganatico), e Frederico
do Ilesse ; as lillias, da rainlia de Hespanba ( mur-
ta depois de alguns das ), des grao duques do Me-
eklemboorg Schwenn e de Saxe Weimar, do du-
que de Saie-Allemboorg, do principe de Waldcck,
do grao duque Coiislanlino da Russia, do duque
Eugenio c do conde tiuillicrine do Wnrtembcrg.
Total 15 nascimenlos ; 7 prncipes e 8 princezas.
3. Caaameulos. O imperador da Austria com
a princeza Elisabelh de Baviera, o archiduque Fer-
nando da Austria com sua prima a archiduque/a
Elisabelh invado duque Fernando d*Bsle ), nas-
cida princeza de Modena ; n principe hereditario
de Aulialt Dessan com a princeza Antuniettade Sa-
xe-AIlcinbonrg, o principe Fredrcico Carlos da
Prussiacom apriucc/.a alaria Anua ile Anhall-Des-
san, o prncipe Aleixo de llcsso Philippslbal-llar-
chfeld com a princeza Luiza da Prussa ; o principo
llenriquo IV de Renss-Rdslrilz com a princeza
l.uiza Carolina de Reuss-Grciz, viuva do prncipe
Eduardo de Savo-Allenboiirg. Total (i casameutos.
Alm disto liouvc a recouciliacao cutre o prin-
cipe Frederico de llolstein Sonderbourg-Glucks-
bourg e a princeza Adclaide, sua mulher, nascida
princeza de Schaurabourg-I.ippo, da qaal eslava
separado.
( Journal dctDcbat>.)
COM .MERGO.
pka(.:a do recife i:i de MARCO AS 3
UOHAS DAT AII DE.
Colaces olliciaes.
Cambio sobre Londres a 60 d|v. 27 3|i d.
Assucar bnuco '!. sorte2>l8ltpor arroba.
AI.FAMIEGA.
Rendmeirte do dia 1 a12.....160:327-3010
dem do dia 13........ 18:4812786
17S:SOs-7'iti
Descarregamhoje 1 i de mano.
Brigue hamhurgue/.Adolphovuvao.
Brigne ingle/.Ilarrydem.
Brigue ingle/.Mary ./mipiche.
Brigue suecol:milmercadorias.
Patacho porluguezAlfredosal.
Importacao".
Brigue francez Pharamond, viudo do Havre, con-
signado a Jonhstou Palcr i\ Companhia, mauifcslou
o seguinte :
4 caxas livros de dillcrenlcs objeclos; a Miguel
Jos Alves.
3 caixas livros e ligara de gesso, 2 ditas objeclos
de imprcusa ; a Ricardo de Frcilas.
15 caixas lecidos dealgod.io, 1 dita pellos de car-
neire, 1 dita chales de lAa, 1 cmbrulho amostras, 4
caixas sedas; a J. keller ck Companhia.
100 barris manteisa, 1 caxa sedas, balas filas de
seda e lecidos de algodAo, 2 caixas tecidos de algo-
dAo, 2 embrulbos amostras ; a Bruun~1*raegcr i C.
1 caixa lilas de seda, I dita sedas. 6 ditas lecidos
dealgod.io ; a N. O. Biehcr x Companhia.
1 caixa chapeos de liomem, 1 dila caixas de rap ;
a M. 1. Carnero.
-?-r-modas; a Buessard Millochau.
50 barris e 25 meo ditos manteiga ; a Tasso iX;
Irma os.
I caixa luvas, 1 dila mercearias, 1 certo colla ; a
I.. Schuler i\ Cjini'anliia.
4 caixas merecaria. 2 balas ralba-; a Fcidcl Piul0
cV Compantiia.
1 caixa filas de algodao, 1 dila tecdos de algodao e seda, 4 ditas
sedas c lecidos t'e seda c algodao, I dita sedas, 1 di-
la canos, 4 cmbrullios amostras ; a Tinn Monsen &
Voasta.
1 caxa filas de seda, 8 fardos lecidos de alsodAo,
25 gigos garrafas c mcias ditas champagne, 30 ca-
xas conservas, 3 dilas lecidos de seda e de algodao c
seda, 2embrulbos amostras; aScbafheilliu & Com-
panhia.
2 caxas objeclos para chapos de sol; a M. &
Villar.
60 barris e 30 mcios dlos manleiga ; a Scharamn
Water?.
2 caixas chocolate, 12 dilas chapeos para liomem,
pclles de carnero, lencos e chitas, 2 dilas pannos'
6 dilas lilas de seda, registros em brauco c ponles, 1
emhrulho amostras; a Viclor l.asne.
1 cana sedas, 10 gigos garrafas e meas dilas
champagne ; a C. J. Asllex.
1 caixa sedas; a E. Burle.
5 caxas caivetes de lesouras ; a J. P. Jpnhslon.
50 gisos garrafas c meas ditas champagne ; a M.
Calmoiil.
10 barris e 20 meios ditos manleiga, 1 caixa relo-
gios e objeclos de ouro ; a ordem.
:l caixas vdrarias para medicamentos ; a B. F. de
Souza.
2 fardos lecidos de algodao; a M. Sauvage.
3 caixas filas le seda, objeclos d'ac,o, pclles prepa-
radas; a Dcmesse l.eclixe.
15 caixas sardinhas, 100 barris e 100 meios ditos
manleiga; a J. it. I.asscrre& Companhia.
1 caixa pannos, 1 dila chales de la, 1 embrulho
amostras ; a F. Sauvage & Companhia.
17 caixas papel de msica, chapos de homcm, ne-
cessarios, lmelas, roupa feila, chapeos de sol, ob-
jeclos de vidro, quiuquilliaria c dill'erentcs objeclos ;
a E. Didicr i\ Companhia.
2 caixas chapos de seda ; a M. G. Leal & Com-
panhia.
2 caixas lecidos de lia. modas, chapeos, porcela-
na fina, lecidos de seda, (abaco, mercearias, etc. 5
dilas lecidos de lila, de algodao, perfumaras c cha-
pos; a l Antonio de Siqucira.
7 caixas calcado, 2 dilas pelles preparadas, I dila
chapeos de sol, 8 ditas e 3 barris louca, 7 dilas vi-
dros, 5 dilas cha|ieos, 2 dilas cbapellaria, I dila o 6
mcios barris azeile, 1 dila vidraria, I dila objeclos
de ouro, I dila amostras ; a l.eromle i'eron.
31 caixas vidraria, livraria, instrumentos de msi-
ca o oulros objeclos; a 1. P. Adour \ Companhia.
Barcassa .Sania Clara, viuda da Parabba, maui-
fcslou o -cumie :
20 pipas e 113 barricas vasias ; a Antonio Pereira
Hendes.
CONSULADO GERAL.
Rendimenlo do dia 1 a 12..... 17:9303591
dem do dia 13........ 2:443jOI2
20:373*603
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1 a 12..... 1:9859788
dem do dia 13........ 6143240
MUY I MENT DO PORTO/
-Vatios entrados no dia 13. /
Par e porlos intermedios9 das, vapoy brasilero
Cuaiiabara commandanle o tenerte. Salom.
Passagekoi para esla provincia, Maaocl Jos Pe-
reira Pacheco, Vicente Ferreira doy Sanios Cami-
nha, sua senhora, Imana e 1 eseaiva, Jos Julio
de Albui|ueri|ue Barros, Miguel Francisco do
M. (iiiilberme Amonio do Monte Brasilina
Candido Hendes e 1 cscravo, Ennea Jos Noguei-
ra, Deoludio M'n.les do Honra, Jos Manuel de
Freilas, D. Calharina Ballnoa Spida, Maria liri-
sda Tenoro e 7 lititos, Juso Manocl de F'reitas; o
pardo JoAo Mcndouca, Virgilio Manuel Leal, Ray-
ruundo Antones de Oliveira, Lu/. .Ncrmero dos
Sanios, cadete Silvestre Josi da Cruz, cadete Se-
gismundo de Castro Atentar, Peregrino Alvos l!i-
beiro da Silva, Francisco de Paula F. Sabola o I
escravo, Amaro Brrelo ile Albuqucrque Mara-
nhan, Antonio lqarques da Silva, Custodio Do-
mingot dos Santos, Jos Francisco de Souza, Dr.
Antonio de Souza Cirvalho e 1 cscravo, Antonio
Alexandrino l.ima, Francisco Fernandos lama, I
tiln c I escrnva, Manuel Jos Rodrigues l.ima,
Primo Pacheco Borges, Jos Jaeintho Rodrigues,
Jos Comes Leal, Joaquim Jos Rodrigiiesda Cus-
a, Joaquim da Silva Coelho Maia, Jos da Silva
(ielho Mail, Francisco Ferreira Novaes, Jos Jc-
ronxrao Aranha, 2 sargentos, 1 particular, 1 sol-
dado. 6 criminoso- e 2 pracas que os escollara.
Soguero paraosnl, teneule-coroncl Joaqun Mon-
des liiiimaracs c 1 cantarada, padre JoSo Aolouio
do Lago, Emilio de Cerqueira l.ima, capilao de
mar c guerra l.uiz Caelauo de A'incida, Silvestre
Marlins Ce, Valenlim Garca, Joaquim Scrapiao
da Sorra e 1 escravo, Daniel Fernanda! da Maga-
MiAesel escravo, Joaquim Antonio da Cunba, sua
senhora, 1 filho, 7 culnulos, 22 cscravos c 2 cria-
dos, Antonio Joaquim Mendos Ra, capilao Hen-
lique Joe de Carvalho, sua -cultora c 2 (i I los
Vital V'az do Espirito Santo, 10 recrutas do exer-
cilo, 2 de maruha, 1 desertor, 1 cabo, 1 sargento,
64 escrotos a entregar.
Par30 dia-, brigne brasilero le cuerra ('ajiiba-
ribe, coniiuandaule o capilo-lcuculc Jos Mara
Galhardo.
Ac'o.s sahidos ii" mamo dia.
HavreBrigue francez Ceorge, eapilSo Esnocl F-
lix, carga assucar.
Assu'llia'e lirasileiro Anglica, meslrc JosJua-
qnim Alves da Silva, carga fazeudas.
ED1TAES.
2:6009028
Exportacao'.
Havre, brigne francez Ave Maria, de i7l tonela-
das, Conduzio o segiiiute:3,150 s-n C", cun 17,250
arrobas tic assucar, 3^00 ponas de boi.
Rio de Janeiro, brigue brasilero Coacciono, de
192 toneladas, couduzio u seguiule : 8,187 volu-
ntes gneros nacionacs.
RBCEBEDORIA DE RENDAS 1MER.NAS GE-
RAES DE PERNAJMBUCO.
Itcndimenlododia 1 a 12..... 19:3009233
dem do dia 13........ 3:1345339
22:524*592
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimentododia 1 a 12. 18:9655i8
dem do dia 13........ 3:I85}I58
22;li0> O Illm. Sr. contador, servindo de inspector da
lltesouraria provincial de Pcrnambuco, eni cumpli-
mento da ordem do Exm. Sr. presidente da provin-
cia de 8 do crrenle, manda la/.er publico, que no
dia de abril prximo vindouro, se ha de arrema-
tara quera por menos fizer a obra tos coucertos do
acude do l.imoeiro, avahada em 2:20(rj000.
A arrcmatacAo sera feila ua turma da lei provin-
cial u. 343 de 1 de maio prximo passado, e sob as
clausulas especiaos abaxo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arrematarlo,
comparecam ua sala das seasOta da junta da fazenda
pelo meio dia, compcteiilemeule habilitadas.
E para constar, se inandoii aflixar o prsenle e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Peruambu-
co 10 de marco de 1855.O secretario,
Aulonio Ferreira da Annunciarao.
Clausulas esperiacs para a arremataran.
1. Os concedes do acude do l.imoeiro serio exc-
cutados tic cnnfurinidade cora o orcamenlo approva-
do pela directora em conseltw, e apresentado ao
Exm. Sr. presidente da provincia na importancia de
2:3009000.
2.s O contraanle dar principio as obras no pre-
so de um mez, e as concluir no de Ires mezes, am-
bos contados ua forma do arl. 31 da lei provincial n.
286.
3.a O pagamento da importancia dcsle contrato
sera fcito em duas prestacjpes ii;uaes, a primeira
quando esliver cxeculada a mclade das obras, c a se-
gunda o ultima depois de concluida toda a obra,
que ser.t logo recebida definitivamente.
4. Para o que nao esliver determinado uas pr-
senles clausulas e no orcamenlo, seguir-se-lia o que
dispo a lei provincial n. 286.Conforme.O se-
cretario, A. F. da Aiinunci<:aao.
O Dr. Rufino Augusto de Almeida, juiz municipal
supplcnlc da 2.> vara, c do commercio uesla ci-
liado do Recite e seu termo, por S. M. lc C. que
Dos guarde etc.
Fajo saber que por este juizo da segunda varacom-
mercial, a requerimento da firma social Audrade ti
Leal, abri a fallenca destes pela scntenr,a do theor
seguiule :
A' vista da declaracao a fl. 2, feila pelo commcr-
cianlc Manoel Carnero Leal, julgo fallidos Maooel
Carnero Leal, e Joqquim Antonio dos Santos An
drade, e declaro aberla a falleucia dos mesmos des-
de o dia 9 de fevereiro, que lixo como termo JaBal
de sua existencia, p;lo que ordeno que sa pormvim
sellos em lodosos bens, livros e papis tos fallidos, c
deveudu para islo fazer-sc participado ao respectivo
juiz de paz, e uomeio para curador-liscul o bacharel
Candido Aulrau da Malla e Albuquerque, que pres-
tar* o juramento do eslx lo, pagas as cosas pelos fal-
lidos.
Recife 28 de fevereiro de 1855.Francisco de As
's de Oliveira Macicl.
Hei por publicada era mo do c-crivao que enli-
maro as parles.
Retire era utsupra.Oliveira Maciei.
E teudosido a requerimeulo da mesma firma so-
cial Audrade LV Leal, excluido o curador nomcado
dito Alran, nomeei o negociante Antonio Vallcn-
lim da Silva Barroca, que nAo aceilou, assim romo
lambem nAo aceitn Aulonio Bolelbo Pinto de Mes-
quita ; sendo afiu.il nomcado Sebasliao Jos da Silva
presin esle o deudo juramento.
Em cousequencia'doque os credores prsenles dos
diloj fallidos comparefam na casa de minha residen-
cia na ra do Collcjio n. 17, i II horas do dia 15
do corrcnlc, afim de em reuniao se proceder nome-
acao de depositario uu tleposilarios, tpie provisora>
mele adminstrela a massa fallida.
E para conslar manda passar o prsenle, e mal 3
do tnesrao theor, quj serAo publicatloso allixados na
forma to artigo 129 do respectivo rcgiilamenlo.
Dado nesla cidade do Recife em 12 de marco de
1855. En Joaquim Jos Pereira dos Santos, cscri
v.lo o subscrevi. Itafino AuguHode Almeida.
Mauoel Ignacio de Oliveira Lobo, li-ral da freguezia
de San Fr. Pedro Goocalves do bairro do Recife,
ele.
I'az publicar para inlciro ronhecimenlo tos mo-
ratlores dcsla freguezia as posturas addicionaes de '.)
de de/.embro, approvadas provisoriaroeole pclit Exm.
presidente da provincia em Iti do mesma mez, a de
3 tle novciubro, approvada em 23 de de/.embro. c
finalmente a de IS de Janeiro approvada na mesma
dala como se segu:
POSTURA ADDICIONAL.
Arl. 1. Ninguem poder eslubeleoer d'oraem (lian-
te padarias, scuAo nos lugares segundes: ras de
Brum, desde a parte aiuda nao edificada ale a for-
lale/a; Imperial, da rasa do cidadlo Antonio da
Silva Ousmao para dianle; Capuagae \olla dos Coe-
Ibos; ruado Caes projeclado ao.osle da freguezia
de San Jos, a parlir da Iravessa du Mouleiro para
o sul, e pelas que licain enlre esla ultima o a Au-
gusla, terreno devoluto a coroecar das edilicaces da
praia ile Sania Rila, lado lio leste em segnimeolo,
praia de San Jos ao sabir no largo das Cinco Pon-
la-, becco das Barreiras, Soledade c Santo Amaro.
A- dilas padarias lerao os seos fornos construidos se-
gundoo plano adoptado pela cmara, o que ser ve-
rificado por mciu de exorne. Os infractores serio
multados em 309, soffrorAo qualro das de priso c
alcserSo fechadas asoflicin is.
Arl. 2. As que actualineute exislcm no centro da
cidade sero removidas para os referidos lugares
denlro do prazo mprorogavel tle seis mezes, sb pe-
na de pagarcm os seus donos 30", c de llie seren fe-
chadas as fabricas.
Paco da cmara municipal do Recife em sessao de
9 de tlezeuibro de 1854. BarSo de Cnpil-aribc,
presidente.Antonio Jos de Oliveira. Francisco
Lu/. Maciel Viannu.Francisco Mamcdc de Almei-
da.Antonio .Marques de Aioorim.
Approvo proMsorianieule. Palacio do governo
de Pcrnambuco aos 1(1 de dezembro de 1854.__F-
gueiredo.Conforme, Antonio l.eile de Pitillo.
Conforme, o secretario Joao Jos Ferreira de A-
goiar.
DOS ESTABELECIMEKTOS E CRIACAO' DE
AMMAES DOMSTICOS NA CAPITAL DE
PERNAMBUCO.
Arl. 1. Fica prohibida a creacao de auinaes do-
me-ticos no interior da cidade.
Arl. 2. Fica permiltida a conservarao do ravallo,
boi, do, carnero e cabra com uscondiccs dos arti-
gosadianic eatabelecidos.
Dascavallariccs, dos cavallos e bais.
Arl. 3. Nenhuin caxallo ou bu sera conservado
denlro da cidade sem que lenta un alojamenlo cla-
ro, espacoso c ventilado para sua babilacao diaria a
noturna.
Arl. i. o alojamenlo para um ou dous eavellos
ile uso particular poder ser contiguo i habitaran,
c para mais de doos, separada da mesma, deixandu
idenlc.Aulonio Martpies de Amoiim.Francisco
Hamede de Almeida.Antonio Jos de Oliveira.
Dr. Cosme de S Pereira.
Approvo provisoriamente. Polaoio do governo
de Pcrnambuco em 23 de dezembro de 1851.1 i-
gueiredo.
Conforme.Antonio l.eile de Pinlio.
POSTURA ADDICIONAL.
Arl. nico. Ficam prohibido jo fabrico de rogos
artificiad, venda de plvora e depsitos destes ob-
jeclos dentro da t idade, sejti qual lor a quanlidade.
Os iufraclores incorrorao as penas de 8 dias de
prisaoe na mulla tic 30^, duplicada no caso de ren-
gidencia.
Paco di cmara municipal enlre clles um espaco ao menos tletpiarenla palmos '"diara de 18 de Janeiro de 1853.liaran de Capi-
baribe, presidente.Francisco Lu/. Maciel Vianna.
Jos Mara Freir Gameiro.Manoel Joaquim do
llego Albut|ucrque. Gustavo Jos do llego.Dr.
Cosme de S Pereira. Rodolphu Joao Barata de
Almeida.
Approvo provsoriamcnlc. Palacio do governo
de Pcrnambuco 18 de Janeiro de 1835.Figueiredo.
Conforme.Antonio Leile daPinho.
Conforme.O secretario, Joao Jos Ferreira de
Agujar.
Recife 5 de fevereiro de 1853.O fiscal, Manoel
Ignacio de Olivara I.nbo.
quadrados, ladrilhado, exposlo ao sol a chava.
Arl. 3. Em caso ueuhum sera perraitlid aloja-
menlo para mais de 10 cax.tilos no centro da cidade :
este numero poder elevar-se a 50 as circumvizi-
nliancas da mesma. c as proximidades do rio.
Arl. 6. O alojamenlo para cada animal, qner
denlro da cidade, qner em sua circumvzinhaiira,
devora ser coberto de lelha a altura de 15 a 20 pal-
mos, rom una proporcional iiirlinacSo para oescoa-
nicnln das aguas pluxiaes csejiarado dos oulros alo-
jamcnlos: ter urna manjadourt de tres palmus tle
largura o oilo de comprimenlo, e um assoalho de la-
boa ou caibros da largura da manjadoura, e com 10
palmos ao menos de comprimenlo.
Arl. 7. A manjadoura deve estar qualro a cinco
palmos cima do assoalho; o assoalho dons palmos
cima do terreno em sua maior altura, c o terreno
dover sur ladrtttado sobre cal o areia amassada, in-
clinado, o com um rego pouco mais ou menos na al-
tura da penltima estiva para dar escoamento aos
liquides que sobre elle so derramaren. Os rogos
de cada alojamenlo coinnuinicarAo uns com oulros,
serlo prvidos de ralos, c rAo desasnar ou em su-
miduuros, que lenham dous palmos d'agua natural-
mente, ou no rio ou no mar.
Arl. 8. Os sumidonros serflo fechados em aboba-
da, cujo o me esteja an nivel do terreno, c nAo de-
verao receher as aguas de chavas.
Arl. 9. Os alojamenlos serSo limpoi a vassonraao
menos tinas ve/es por dia : e duas vezes pttr semana,
scrAo lirada- as varreduras depositadas. Quando
porm liouvereni alojados masde cinco cavatlos, a
retnocio tas varreduras se far loJos os dias.
Art. 10. Todos os cavallos terso lavados ao me-
nos ama ve/, por dia ou pela manliaa ou noite.
Arl. II. Nenhouianimal podereerretido dentro
da ciilade quindo esliver accomincllidn tle molestia
contagiosa, ou de molestia que o impera do servir
por Ircs mezes.
Art. 12. Nenhum animal .ensinado, quo esliver
ferdo no I igar cm que empregar a sua forra, pode-
r servir einquanto nao se reslabelecer : o niesmo
se diz do animal cuja magreza for notaxel'ju esliver
manco ou coxo.
Arl. 13. Fica prohibido deutro da cidade, oservi-
ro cm aumaes manbosos, como os couceiros, mor-
dedores, acuadores, descmbest.ulores, ere.; e bem
assim daquclles que nao estiverem adeilrados para o
emprego que se es destina.
Arl. 14. Verificado que um animal he manlioso.
para o que basta que pela segunda vez elle mostr o
vicio que lem, se fara no Irazeiro direilo o signal M
com um ferro cm braza.
Das cocheiras c seus administradores ; dos carros e
Ros boliciros; c dos conductores de cavallos.
Arl. 15. Nenhuma coeheira poder ser eslabelc-
cids sem que o proprielario ou administrador res-
ponsavcl por ella, pedindo licenra cmara muni-
cipal, aprsente os carros para serem examinados em
sua seguranza e coBstruccAo, c ntimera-los.
Arl. 16. Todos 03 carros de passcio o servico pu-
blico, lerao escripia a sua nuuicraciio na caixa. na
parlo posterior c uos ledos, feila com tinta branca.
As nunerare* lerao duas pollegadas de altura e
a largura proporcional.
Arl. 17. O carro que for julgado incapaz do ser-
vico publico nao lera numeracio, o a que existir se-
r apagada.
Arl. IS. Todo o responsavel de qualquercocbeira
lera um lvro, era que devem estar cscriptos os no-
mes dos bolieiros de sen eslabelecimento, o o nume-
ro do carro que cada um bulis, e ondo fara notar
todas as mudancas quo nos mesmos fizer as quaes
no espado de 24 horas devera commuuicar cma-
ra municipal.
Arl. 19. Nenhum bolieiro poder largar as re-
deas do carro que dirigir; e se o carro for puxado
por mais de tres cavallos, nao poder desccr da bo-
lea para abrir a porlinhola, ou fazer oulro qualquer
servico, sem que dcixe ua bolea quera osubslilua.
Art. 20. Nenhuma pessoa ser admitila ao ser-
vico de bolieiro, sem que apresante um certificado
assiguado por tres boleirns coohecidos, pelo qual
cousle ter ao menos boleado por um mez cm com-
panhia de um dellcs, e que esla habilitado para e
servico, c moslrepor ccrlidAo que he maior de IS
anuos, c atlestadosde pessoas fidedigaas que provem
sua conducta civil e moral.
Arl. 21. Os cavallos que poxnrem carros as ras
i'sireit.is e as ponles, andarao a passo ; e a trote ou
a passo nos demais lugares. Em nenhum caso he
permiltida a carreira. O mesmo se diz dos cavallos
sellados ouencangalhados.
Arl. 22. Os carros de passeio noite Iraro duas
lanlernas acesas, urna de cada lado ; os carros de
condu/.ir gneros lerAo ao pescoro do animal, que
os 'i'.xar,nina campainha, que pelo loque |advirla|an
viandante de sua presenta, e demais o que o dirigir
ira em frente enquaulo andar uo inlerior da ci-
dade.
Art. 23. He prohibido denlro da cidade aodarem
duas pessoas montadas cm um cavallo, assim como
mentarse nos que estiverem com carga.
Arl. 2i. Fica prohibido atar cavallos ou bos
cm argolaij porlas, jauellas, ele. as roas dcsla ci-
dade.
Art. 25. Nenhum carro poder estar exposlo na
'ua aenao apparelhado para o servico, c com o seu
bolieiro decentemente vestido.
Arl. 26. lie prohibido ler-sc caes, porcos, carnci-
ros, cabras vagando pelas ras; assim como a cria-
cao dos mesmos denlro da cidade. Igualmente fica
prohibido o amlar-se ncompanhado do caes, que nAo
eslivcrcm alados i corda, e acamados.
Arl. 27. Fica permitido a conservado dos lti-
mos nimaes lmenle na circumvisinlianca da cida-
de, c com as c.ondires de venllacAo c limpeza dos
arligos 3, 6, 7,',8 c 9 devendo os donos de ditos ani-
maos parliciparem ao fiscal encarregado da execocao
tiestas posturas o local de seu eslabelecimento, o o
numero de animaes que pretenden! receber, calcu-
lando qualro delles para cada espaco, que ocenpa o
boi ou cavallo.
Arl. 28. Enconlrando-se ditos animaes vagando
aeran presos corda, e levados i casa de seus donos,
DECLARACO'S.
As malas que (em de conduzir o vapor Guana-
liara para os porlos do sul seriio fechadas boje l;
ao maio dia, e as correspondencias que vierem de-
pois dessa hora pagarao o |> irte duplo.
Carlas seguras vindas do norlo pelo vapor Girn-
nabarn, os sentares : Antonia Vasconcellos Meno/es
de Diummond. Francisco Gomes de Oliveira, Je-
ronj moJos Ferreira, Joaquim Antonio Faria Abren
o l.ima ;3). Manoel d'Atfumpctlo Santiago, Ullysses
Jos tle A guiar.
Por ordem de S. Exc. o Sr. consclheiro Dr.
Pedro Aulrau da Malla e Albuquerque, director i.i-
leriooda faculdadc de direilo,dcsla cidade, se faz
publico que o exercicio das aulas da aculdade da
direilo lera principio no dia 16 do correnle mez, e
das aulas preparatorias no dia 2ii. Secretaria da a-
cnldade de direilo do Recife I .le muro de 1835.
Eduardo Soaret iiAlbergara, secretario iulc-
rno.
O porleiro desle juizo Jos dos Santos i arres,
ii.i-.i a pregan'par.i ser arrematado por quera mais
de no dia 3 de abril prximo fuluro, .i porta da ca-
sa da residencia to juiz municipal supplentc da se-
gundo vara c do commercio, na ra do Collcgio
pelas i horas da larde, a renda da casa de sobrado
da ruado l.ivramcniu n. 32, avallado em400) rs.
por anno. E por qoanlo lempo quanlo cheguapara
pagamento da execuejo que inove Joaquim Mauricio
Goncalvcs da llosa, por si c como cessiooario tle
Bandido Alberto Sodr da Mottay contra Frai
do Prado 4 Compaohia. Ciimpra. Recife 12.de
marco de 1835. O cscrivAo Cintra.
Pela sabdelegacia dos Afogados so faz. publico,
que se acha deposiiado um cavallo, que foi remelti-
do pelo inspector do Barro, por ser encontrado sem
conductor, qiicm for seu dono aparece na mesma
subdelegada, que provando lite ser entregue. Alo-
gados 13 de marco de 1855.O subdelegado./'c-
reira Lima.
lela subdelegada da freguezia tos Afogados se
faz publico, que se acha recolhido cadeia dcsla ci-
dade, o prelo Bernardo, que diz ser escravo de Ha-
noel da Silva Barros, lavrador do engenta Sanlo-
Audre, c achava-so senle de casa. Afogados 13
de marco de 1855. O subdelegado, l>ercii Lima.
A adminislraro do patrimonio dos orphaos
lem de levar i piara cm os tlias II, 15 e 16 do cor-
renle, a obra do forro do 2 dormitorios do collegio de
Sania Thereza, em a cidadede Olinda, avaliada cm
8365220, conforme o orcamenlo abaxo transcripto:
quem por menos a quizer fazer, dirija-sc ,t casa das
sesses da mesma adminislraro no dia 16, por ser a
ultima praca.
25 Iravctas de 27 palmos. i-(MXI 100/000
20 ditas de 26 tul"-, a 19001) 80;(KX)
ISiluzias de laboas de forro, de louro, a
28|000
6 laboas de solho para cornijas, a 39500
Servico do carapiua
Dilo de pedreiro
Pregos
Srvenles e carrclu das madeiras
5049000
219000
1009300
29560
129000
159360
8363220
Secretaria da adminislracao do palriinouio dos or-
phaos 2 de marco de 1835. /. I. da Fonseca, secre-
tario interino.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O consellio admiiiislralivo, cm virlude de aulori-
sacao do Exm. Sr. presidente da provincia, lem de
comprar os objeclos seguimos :
Para o hospital regimenlal.
Assucareiro, 1 ; bacas pequeas de rame, 13 ;
bandeja pequea, 1 ; copos de vidro, 3; chaleiras de
ferro-or idas. ; candiciro pequeo com vidro, 1 ;
chla para coberlas, covados 72 ; oriies de louca,
16; pratos de dita, 12 ; panellas grandes de ferro, ;
dilas" pequeas de dito, 3.
Meio bdlalhAo provisorio da Parabiba.
Maulas tle l.ia, 7 ; cordesde dila para canudos
de folha do inferiores, 10 ; sapalos, pares 403.
2. balalhAo de infanlaria de linlia.
Conloes de 1,1a para canudos de folha de inferio-
res, 10.
Companhia fixa de cavallaria ta provincia.
Luvas de camun.a, pares 11 ; brim branco lizo,
varas loo ; algodozinta dilas, 120 ; manas tic
Ida, 11; botins pares, 10 ; sapalos dilos, 37 ; eslei-
rs, 10.
Companhia lixa do Rio Grande do Norle.
Reles, 1 10 ; panno a/.ul entrefino, covados 556 :
hollanda do forro, dilos 569 : panno prclo para po-
lainas, dilos 77 ; brim branco liso, varas 1,038 ; al-
godaozinta, dilas 855 ; tpalos, pares 106.
Provimenlo dos arinazeus.
Sellins completos de cavallaria com garupas, es-
tribos de melal amarello.coldres, capelladas tle con-
t tle lustre, caldcadas com freio, rabietas e mais
pericotes, 15 ; brim branco lizo para embornaos,
varas 1,000.
Ofiiciuas de primeira c segunda classes.
Costados de amarello, i ; cosladinhos tle dilo, i ;
arcos de ferro de -1 l|2 polcgadas feixes, I ; pregos
balis pcqueuos.milheiros 10; ditos raixaes, dilos 10,
Ollicinas ilo (erecira elasse.
CarvAn tle pedia, toneladas 10; ferro ingle/ redon-
do de 1|8, arrobas i ; dilo dilo dilo de 3|8, arrobas
4 ; dilo dilo dilo de 5|8, dilas 4 ; dito
dilo dilo de
ou acompanhadns al la, os quaes pagarao porcada 3l*' ,lll'ls '' i ferro sueccem barras de 1 pollegadas,
um 59, e nao so encontrando as pessoas i quem clles
perlcnram, os caes solIrerAo os effeitos funestos ta
nox vmica, e 03 porcos, carneiros e cabras serAo
entregues ao hospital tle Caridadc, para |o uso que
Ihe convier. Comludo se os caes presos trouxercm
colleias, que indiquen) o nomc o morada de seu
dono, oo se torera de tpialidadc, e de raca bella c
rara nesla cidade, se os conservar por 8 dia- a cus-
a da niiiuicipaliiladc ou dos dunos, oque sera ;in-
uunciadu pelo joi nal da casa, depois do que poder
dar-se i quem primeiro os procurar, pagando as des-
pezas e a mulla, c ninguem os querendo sollrerAo a
nos vmica. Esta garanta deftari de existir quan-
do te atacaren os caes que ,t uoile andarn vaogan-
dopelat ras.
Arl. 20. Oualquer animal que se encontrar morlo
denlro ta cidade sera imracdialameau coinliizido
para ser enterrado alein da Cruz do Patrio.
Todas as pesquizasserSo feitas parasedescobrir >
scu dono, o qual pagara todas as despezas hilas,
alm da mulla de 109 rs.: o cAo sera enterrado cinco
palmos abaxo da stt|ierlicie da Ierra, o porro, car-
nero ou cabra seis, o rav llu ou boi oi'.o.
Arl. 30. Para observancia dcstns posloras ficam
Breados dous empregados com o Ululo tic Pscale
guarda equeslre, com |nspec(3o em dilos esiabcleci-
raentos, quer pblicos, quer particulares.
Arl. 31 A infracrAo deslas posturas pralicada
por alinocreves ou proletarios, ser punida com a
pela de I?, ou 10 horas de priso : sendo por pessoa
abastada ou por bolieiro, ou pelo administrador das
cavallarices ou cocheiras ser punida com a pena de
159000 rs.
Na reincidencia todas as mullas serao dobra-
das.
Paro da cmara municipal do Recife, emsessAo de
quintal I limas chalas raucas tle 8 pollegadas, du-
zias 6 ; limaloes de 10 dilas, dilas 4 ; ditos de 5
ditas, ditas 1: ditos cm vergallmes quadrados de
1 1p2 dilas, quintal I ; chapas de ferro de arroba ca-
da urna, 2.
Odiciuasilc quarla elasse.
rame ile lalao para fu/iles do fivcllts, arroba
1 ; limas meias canas raucas de s polegadas, duzias
2 ; dilas chatas nticas de S dilas, dilas 2 ; pa-
ra abrir em dous siiujtes as armas impelaos c legen-
| da, sonda I para o 2,o balalho de infartarla de li-
nba, e oolro para a delegacia do corpo do satide nes-
U provincia, caixas com folha de andres dobra-
das, 2.
Hospital regimenlal a cargo do 9." batalllo de in-
fanlaria.
Roquete de brelanha com babados tle cassa, hom-
breiras, cotarinhos e abertura de renda e bico, 1;
loalha de brelanha com 2 varas do comprimenlo c
(abados de cassa, 1.
lo. balallio tic infanlaria de linba.
S | alos,pares281 ; bonetes. 50 ; maulas de laa,
id; eslcuas, 50 ; tates prelus d$ osso, groias 9 :
dilos blancos dedilo, ditas 12.
Msicos du 2." balalliaode infanlaria.
llreles com puuhos doorados, bainhasde couro
pelo tn\ entizado, com Imcacs e ponleiras douradas,
27 ; panno mesclado conforme a amostra que existe
no arsenal de guerra, covados 135.
8.0 balaih.lo.
manas do 18a, 80 ; sapalos, pares 80.
O." balalhao de infanlaria.
Mantas de Ua, 376 ; sapalos pares 348 ; bolees
convexos de melal brozeado com o n. 9 de metal
amarello, e de 7 linhas de dimetro, 4,830 ; dilos
de Jimbas, 3,450.
Companhia de artfices.
3 de novembro de lbi.-Baro de Capibaribe, pre- Maulas de 13a, 72 ; sapalos, pares 88 ; bolo
couvexos de melal douraJo com o n. 3, e de 7 li-
nhas de dimetro, 1,050 ditos de 5 linhas, 675.
s. balalhao de infamara.
Maulas de laa, gTJ ; chifaroles com bainhasde
couro prclo eiveiiu/a lo, bocal e pouleira de metal
lixo dourado, punta de bano guarnecido da metal
dourado, 27.
.< balalhao da artillarla.
Panno rarine/iin para vivos e vistas, covados 90.
Colonia mililai de Pimenleiras.
Faenes rom bambas e ciiilui. -. 10: feluat de
serra com os fuzit cravados, leudo 3 pollegadas do
largura e 8 palmos de comprimenlo, 1;; irados com
I 1(2pollegadas degrossura, ldiloseom2diUs,1
iinageni do Sentar Crucificado, I ; ironelo, t cal-
deirinba para agua lenla, I turibulo o naveta, 1
campa grande, 1.
Quem quizer vender esles objeclos aprsenle as
-uas propostas em carta fechada na secretaria docon-
selho, lis 10 horas do dia 15 do curenle mez.
Secretaria du consetho administrativo 7 de marco
de 1835.Jos de BrilO Ingle:, coronel iircsidente.
Bernardo Pereira du Carino Jnior, vogal e se-
cretario.
CONSELUO ADMINISTRATIVO.
O conselta administrativo, em virtmlc deaulori-
tacao do Exm. Sr. presidcitleata provincia, lem de
comprar os objeclos seguintes :
Para o 1. balalhao de infanlaria de liaba.
boies convexos de melal dourado e de 7 linhas
de dimetro, 7. IOS ; dilos de dilo e tle 5 linhas de
dimetro, 5,166.
Laboratorio do arsenal de guerra.
Papel carluxiubo, resmas W.
nuera quizer vender esles objeclos aprsenle as
sitas propostas emcarla fechada, na secretaria do con-
selho .is 10 horas do dia 17 do crrenle mez.
Secretariado coiuelho administrativo para forne-
cimento do arsenal de guerra 12 de marco de 1855.
Jos de Brilo ingles,coronel presidente. -- Ber-
nardo Pereira do Carino Jnior, vogal e secreta-
rio.
AVISOS ..IAIIIMUS.
PARA O RIO DE JA.M9R0.
Salic con muita btevidade, por ter a
maior parte do seu carregamento promp-
to, a bem couliecida veleira escuna aacio-
ial Tamega : para o resto da carga,
passageiroseescravos ;i fete, Irata-cecom
Novaes&C, na ra do Trapiclie n. 54.
Para o Rio de Janeiro segue cm pouros dias o
brigue Feliz Desli......: para a resto da carga, pas-
Baseiros e escravos a lele, Iratase com os consigna-
tarios Isaac Curio & Companhia, na rita da Cruz
o. 40.
Pata o Rio ile Janeiro.
Segu, cun ti mxima brcvidatle, o milito veleiro
biigue DamSo por tero seu carregamenlo quasi
cuiit|ilelo ; para o resto da carga, passageiros e es-
cravos frele, para os quaes offerece cxcelleules
eotiimoejos : Irata-sc com Machado i\ Pinheiro, no
largo da assciublea. sobrado n. 12.
Para o Rio de Janeiro.
Segu com brevidade, por ter parle da carga
prompla, a Veloira barca brasiieira Malldldf, quem
quizer carregar o resto, eulenda-se com o capilao
Jeronvmo .luso lidies, ou uu escriptoro de Mauoel
Alves Cuerra Jnior.
Para o llio de Janeiro sahe no da 1 li
docorrente, o brigue nacional uSagita-
rio, de primeira elasse, o qual s rece-
be passageiros e escravos: para o que tra-
table com .Manoel Francisco da Silva Car-
ricp, na ra do Collegio n.'17 segundo
andar, ou com o capitn a bordo.
'ara o Cear segu no fim da semana, o hiate
Capibaribe, roeslre Aulonio ios \ ianua : para o
resto da carga, Irala-se na ra do Yigario n. 5.
Para Lisboa, o brigne escuna porluguez Atre-
vido, pretende seguir com a maior brevidade : quem
110 mesmo quizer carregar oo ir de passagera, dale
rom os consignatarios Tliomaz de Aquioo Fonseca &
Filho, na ruado Vigarion. 19, primeiro andar, ou
rom o capilao na praca.
PARA BENGUELLA COM ESCALA Poli S.
rHOM,
segu cora brc\ itlade n brigue porluguez Esperan-
ca por Icr dous tercos da caiga prompla: quom qui-
zer carregar o resto, entenda-se com o capitlte Ma-
ranno Antonio Marques, 011 no cscriploriode Ma-
uoe^Alves Cuerra Jnior.
PARA O RIO DE JANEIRO
segue infallivelmenlc 110 dia 11 do corrcnlc o brigue
Conceirao, e s recebe cscravos a frele e passagei-
ros, para o que tem exccllcnles commotlos: a tratar
no escriptoro de Mauoel Alves Cuerra Juuior.
LIIII.OES.
O agente llorja, ipiittla-feira, 15 do corrcnlc,
11.1 seuarmazem, na ra do Collegio 11. 15, fara lei-
lao de dillerenies obras de marcineiria, novas e usa-
das, encllenles cadeiras de janeo, hambiirguezas,
le oplimos gostos, nina grande quanlidade de cha-
peos prelos franeczes, de massa, dilos do Chile, re-
logios de ouro c praia para algibeira, tlilos de pare-
de, duas cxcellenlos burras do ferro do guardar di-
nheiro, ele. ele. c oulros varios objeclos, que seria
enfaduuhu menciona-Ios, os quaes se acuario pale-
les no mesmo armazem, no dia do leilao, as!) horas
em pomo.
O agenle llorja, por aulorisacao do Illm. Sr.
Dr. juiz de direilo do cix el e commercio Custodia
Manoel da Silva GuimarSes, ti requerimeulo de Joao
Hermenegildo Borges Diniz, fara leilao da Ioja de
chapos de Francisco Guilherme Welausen, sila na
ra Novan. 16, consislindu na armarao e chapeos
evislenles na mesma Ioja : scxla-feira, 16 do corren-
te, as 10 horas cm ponto.
Viclor l.asne lar leilao, por inlervenc.lo do
agente Oliveira, de um completo sortimento it 1-
zendas, principalmente franeczas, todas propriaa da
c-lai;,io e do mercado : sexta-feira, 16 do correnle,
as 10 horas da inanhaa, no seu armazem, ra da
Cruz.
AVISOS DIVERSOS.
O Sr. Antonio Candido de Lira, queira dni-
gir-sc a livraria o. 6 e 8 da iraca da Independen-
cia: que se Ihe precisa fallar.
MEIO DF. PROPAGAR A INSTR1 CCAO'.
Ofcrecido a nona Ilustre axsemblat provincial.
Lsa-se no imperio d'AusIria de um meio que (em
lidoos mais feli/es resultados para propagar a ios-
Irucrao entre o povo. lia em lodas as aldeas esco-
las, eujos nie-lrc- sao pagos pelo governo. Nenhum
individuo pode casar sem saber ler, escrever e ruti-
lar. Nenhum meslrc de ollicio pode, sem incorrer
em tuna mulla, lomar aprendiz ou ollirial algum,
sem que esles saham ler e escrever. Espalham-sc
pelo povo o campouc/es varios livrinbos tle moral,
redigidos com lodo o cuidado e mili baratos ; eisalii
a razao por que no mesmo imperio sao raros os cri-
mes : vendo-sc apeuas de anno a auno, urna execu-
cao cm Vicua. Exlrahido por Francisco de Freitas
Gamboa.
Roga-se ao Illm. Sr. irm.1o prior ta ordem
(erceira do Carmo, mande que o procurador \a re-
ceber os furos j vencido, de dous terrenos perlen-
cenlcs a mesma ordem, e mande tambera que o dito
faca o descont que o supplicanle (era pago, da dci-
ma que loca pagar a mesma ordem, dos terrenos, e
nao se tem descontado ; na ra do Uangol ri.sil,em
qualquer dia c hora.Joao Pinto de Queiro:.
PERcf NTA-SE:
Se as pracas do corpo de polica sao tratadas no I
hospital de caridade pelos facultativos dessehospi-
tal. Senoquarlel do corpo de polica nao ha enfer-
mara. Se os mesmos facultativos do hospital de ca-
ridade que Iralam cssas prsras, podem examina-las
c verse fatuo no ca-o de seren admillidas a Irala-
mento ou dispensadas tle servico '.' Para que seive o
cirorgio desse corpo '.'
Manoel Jos da FolMCca, subdito porluguez,
rclira-sc para fra do Imperio a tralnr de sua saude,
deixaudo por seu bastaule procurador o Sr. Jos Al-
vos Barbosa, e lambem roga a querr, se julgar seu
rn lor, que aprsenle sen- dbitos para serem reali-
poisjulga nada dever nesla data.
Francisco Correia Vieira, morador cm N. S.
da Gloria, de Colla, avisa a lodos os senhores c an
publico em geral, que nao facam Iransaccjo ou enn-
tralo algum com una lellra sai.ida por Manoel Dias
Fernandos, la quanUa de S:OSO0O, lirraada com o
nomc supposlo do annuiieiante, porque cssa lellra
he falsa, e o aiinunciaule vai tratar de mostrar em
juizo com toda a evidencia a falsidade da lal lellra.
Na roa Nova 11. 1J. luja, dir-se-ba quem di de
505000 a loo.-ooo, com peuhoresdeouro oo praia.
CASA DE COMMISSAO' HE ESCRAVOS.
Na ra Direila, sobrado tle :l andares, delroule do
becco do S. Pedro o. .1, recebem-se cscravos de am-
bos os sexos para se vender de cnuiiui-1 u 1 se le-
vando por esse Irabalho mais do que dous 1 11 eeoto,
tem desposa abroma de comodonas, oOercccndo-sc
para islo toda segurauca precisa 1 si 1 os dilos escra-
vos.
I'ma pessoa habilitada a cobrai dividas, a qaal
ti.1 fiadores de sua conducta, leudo de sahir nesles 15
dias, offerece o scu presumo nos segoinle lugares :
Camptoa grande. I^ada-Nova, Lagila-Graude, llrcjo
d'ArN, Seridti, Pombal, cidade de Souza, leu, ele,
etc. : ua ra da Soledade n. 31, so dir quem lie a
pessoa.
Francisco Alexandrino Rolelho, subdito por-
luguez, relira-se para o Rio de Janeiro.
J
MUTILADO
Oflcrccc-sc urna mulher de boa conduela para
0 servico tle casa de um liomem solleiro, andames*-
mo para um silio pe lo da praca : quem precisar,
dirja-sa ra do rogo 11. 17.
Na ra do Caldeireiro n. 6 ha quem de dnhei-
ro a premio era pequeas porooes, ato lOON^OO, so-
bre peiihorcs de praia c ouro.
O abaixi assigoado, oficrere o seu presumo a
quem se qoizci Olilisar rara litar guia- do juizo dos
fetosda fazenda, tanto da gcral emito da provincial,
por aquellas pessoas que pessoalmaautaas nao podem
tirar, e que com a mesma fa/.enda so achata debita-
das : quem precisar pode mandar por escripia scu
nomo, numero da cas, e ra em que mora, uos la-
gares seguintes : lU'iifo, ra da Cadeia Ioja 11. :!!>,
ra da Cruz 11. 50, paleo do Terco 11. 19, ra do l.i-
vrameuto 11. >>, praca da Independencia 11. 4, rna
Nova 11. i, praca da Boa-Vista n. 21. onde serao
procurados os bheles e as pessoas que quizercm
pata o lira expendido, e na roa da Glora 11. 10 casa
do aniiuncianle.MacariiO dv /.una Feire,
No dia 21} tle fevereiro docorreulcanuo desap-
pareceu a Manoel Bezerra Cavalcaiili de Albuquer-
qoer, o seu escravo Leandro, o qual havia sido
mandado cm viagem a Mamangaapa cm urna egna
I ptdre. Os siguaes pelos quaes poder ser conbeci-
io o referido escravo sao os seguintes: eslalura re-
cular, rosto cumprido e discarn*lo, as macaat do
mesmo bem salientes, pes curios c largos, icm alm
oslo una marca de caustico no estomago para o la-
do direilo. Suppe-se que elle lenta procurado rc-
rugiar-se ao sul da provincia to Pernamboco para
a- lian 1.1- ile Serii haem, onde nasccii o creou-sc :
elle deve ler de idade mais ou menos 35 annos, e
lexou iriutac cinco mil rs, GraUficar-se-ha genero-
samenle a quem o pegar e o levar i ra do Crespo
11. I ao >r. .lose Goncalves Malvciras, ou na po-
voaraoda laqoara, ua Parabiba, ao lilho do unu-
ciante. Recife 31 de marceo de ls.55.Francisco
ae Paula CaialcavH.
A pesson que ,li Icr .50 milheiros de lijlos do
alvenana grossti e de boa qtialidadc, pura vender por
oireiecin.lo garantas pela sua Imaqua-
1 idade o entrega, sendo t|ue ainda nao tenha feilo
venda delles, pode dirijir-se ;i ra larga do Rosario
n. IM, segundo andar, demanh.ia al as 9 horas, e a
larde ate as :l achara com quem Iralar.
X n lendn lido lugar a reuniao dos credores de
Marceh.io Jo-e Kibeiro no dia 9 do correnle, sao nu-
vamento convidados J mesmos para icunirem-seno
da t.) do correnle as 11 horas da manlia, em raa
do ar. Dr. juiz municipal supplenle da segunda vara,
na ra do Collegio n. 17.
Ouem precisar de urna ama para urna casa de
puuca familia : dirija-se ;i roa da Penba n. 15.
Precisa-se do um caixeiro para Ioja do fazendas,
da qual tleve ler pratica c que seja diligente para
baldo: na ra Nova n. 16.
As irais novas e mais modernas joias.
Os abaxotsignados,donos da Ioja dcourves. na
ra do Calinga n. II, confronte ao paleo da matriz e
rna Nova, I izem publico, que eslo recetando con-
tinuadamente mullo ricas obras tle ouro dos melho-
res gostos, lauto para senhoras como para liometis e
meninos ; os procos conlintiam mesmo baratos como
lem -ido, e passa-se coalas cora rcspousabclidadc,
especificando a qualidade do oaro de I ou 18 quila-
tes, tirando assim soieilos os mesmos por qualquer
duvida.ieraphim 1 rmo.
Augusto Ferreira Piulo relira-se para a Europa.
Desencatninliarara-se duas lelras laceadas pe-
0! inhores llenry Forsler f5 C, e aceitas pelo Sr.
Joaquim Jos Daplista, ambas com dala de 15 de
Janeiro do correute anuo, seudo urna ta quaulia tle
5O855OO a qualro mezes, a vencer a 15 de maio do
correnle, e oulra da qtiaotia de 5O990OO a seis me-
zes. ti vencer a 15 dejulho 1I0 mesmo anno: se por
acaso forera adiadas, fario favor entregar aos dilos
senhores lleurx Forsler &C, porque so a elles ser-
xcm ditas lelras, por eslar o referido Sr. Baplisla
prevenido a s pagar as mencionadas lelras aos sac-
cadorea.
Joao Jo 6 Comes Pinheiro vai a Portugal, e
deixa por seus procuradores o Sr. Joaquim Anlonio
Pereira. o seu caixeiro Irenco Januario de Oliveira
e o Sr. llcnriquc de Oliveira Soares.
Na roa da Cadeia de Sanio Antonio n. JO se
dir quem se qoer incumbir de cozinhar para tres
ou qualro pessoas, que sero servidas com lodo o as-
seio e perfeicao, assim como se obrig.i a conduzir-
llics em suas casas, a toda a hora que Ibes couvier.
Eu abaxo assignada foco publico quo Icnho
encarregado dos mens negocios a meu lilho Aulonio
de Paula Fernandos Eiras.
St'tcaiK'u Maria Fernanda* hiras.
LOTERIAS DA PIIOVACI,.
O lliesouiei.io das loteras declara, que
se acham a venda os bdlictes da primeira
parle da primeira lotera, a beneficio do
collegio de orpbosc orpbaas, nicamen-
te na thesouraria das loteras, ra do Gpl-
le;;ion. 13, e a e\traccao sera' impreleri-
velmenteno dia "21 do andante mez.
LOTERA do collegio de
ORPHAOS.
Ocautciisla Antonio da Silva Gitirna-
racs, lem exposlo a venda na sua casa no
aleo da Boa-Vista n. S, os seus bilbetes
eeaiileias ta primeira parle da primeira
lotera do collegio de orphaos dcsla cida-
de, a qual corre impretervelracntcnodia.
ido correle.
Bilbetes interos. 5$50Q
Meios. 2$800
Ouartos. l.s-iO
Quinto. I,s500
Oitaros. 720
Decimos. 00
Vigsimos. .120
N- H.O cautelista cima tem rcsol-
vido garantir os bilbetes interos unica-
menle, pagando os tres premios maiores
sem o djsconto de S por cento do gover-
DO, 1 ojos bilhetcs vao assignados atraves-
sado;j Irenle rom o nome do annunci-
anve Antonio da Silva Guimaraes.
O Si. (iouealo Francisco Xavier Ca-
valeanli l elma leulia a bondade de ap-
paiecer na ra to Crespo Ioja n. 16^ pa-
ra concilio o negocio que nao ignora.V^
Precisa-se tle una ama de leile que
seja sadia : no pateo do Hospital n. 2(j,
por cima da coeheira.
.\n subiado da ruado Pilarn.SU, precisa-so
lugar 11 m cscravo ou estrave que saiba cozinhar e
fazer lodo o mais servico de urna casa de pouca fa-
milia ; prefere-sc cscravo, e paga-se bem.
Precisa-se de dous rapazas que qneiram apren-
der a laixar (amneos, ganbando o ordenado quo se
conve:icionar; na rita larga do Rosario n. I .
Precisa-sede duas pessoas, que queiram andar
com um prelo a vender calcado, dando fiador a sua
conduela : ua rna larga do Kosario u. I .

Precisa-se de tima ama para casa .de pouca fa-
milia : na ra larga da Kosario n. 11.
Precisa-se alugar > moloques de 11 a 16 au-
nos : na ra larga do Kosario n. 11.
Precisa-sede um pequeo para taberna, de 11)
a l anuos, com pratica ou sein ella : no lini da ra
Augusta, defronta do chafariz,esquina, u. '.> i.
Apparcccu no dia 11 do correle mes, 110 en-
golillo l'atilisla, um piolo do gento de- Angola, de
nome Francisco, que diz ser cscravo do Sr. Filipi-
nbo, do cugenbo Fereirii.bo, na comarca to llio-For-
moso, avisa-so ao mesmo scnbor. que o mande bus-
car, ou a qualquer oulra pesioa que ao mesmo es-
cravo livcr direilo. n.lo se rcsponsabilisando o pro-
prietaro do mesmo engenho acuna, pela mu le ou
fuga do mencionado escravo.
ati.f.n(.:ao\
Dos consente, mas 11.10 para semprc. Andr Dias
de tigueiredo, com seu intitulado liberalismo, rou-
ba, (urla, espanca e mala desde 1817, hoje preso na
cadeia de (ioianna, purgando seus crmes, onde de-
xit ler morado desde n tiiini'co do suas perversida-
des. A bcnc.io de Heos t.s" atiloridadee daquclla
cidade, sobre o cuidado que tumaram cm arrancar
aquelle cancro de enlre a sociedade.
Precisa-se de um criado ; a Iralar na ra Di-
reilan. DI, primeiro ambir. Na mesma casa cima
precisa-sede urna ama que engomme para 2ou3
pessoas.
Desapparecca no dia 7 do corrento.um menino
de id ide 10 annos, de nome Doraingoe.cef de cand-
a, cabellos cachead -, lem una cicatriz sobro o olho
esqu 1 In.eoulr.i na | ma do nariz foimaudo umra-
loiiilnulm : julga-sc ler sido futlado por um malulo
queenganou-o, tlizendo-llic que linba muilo boa fa-
rinha 110 alerrn dos Al igados, pois que elle ia a ribei-
ra comprar es-e genero : 1 ja-se a quem dcllc sou-
bcrc der noticias certas, do dirigir sea ra Direi(a,
seguuda casi depois do fuuileiro.
Aluga-si'um silio na lagar do llarro-Verme-
Iho, freguezia dos Afogados, enm (offrvel rasa de
vivenda, esli 1 baria, capim de planta c diversas fruc-
leiras, (ende nos fundos excediente banho doce:
quem pretender, dirija-sc ao aterro da Boa-Vista,
taberna n. 20.
Dcsappareceu no dia 1:2 tic marco correnle o
prclo de na$lo Congo, de mime Caelano, idade 30
anno pouco mais ou menos, eslalura regular, mar-
cado de bexigas, bcicos feios provenientes das rnes-
mas, falta apressado; levoa calca c camisa azul de
algiidaozinbo; he luriteiro : quem o pegar leve-o a
padaria da ra Dircita u. i, que ser recompensado.



\
DIARIO DE PERIUMBUCC, QUARTA FEIRA 14 DE MARQO BE 1855.

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De Kayolle, doulrina medicahomeopathica
Clnica de Slaoiicli .......
Casling, verdade da homeopalhia. .
Diccionario de Nvstcn.......
Alibis en...pelo de anatoma com bellas es-
tampas Coloridas, conlendo a dcscriprao
de todas as partes do corno humano .
vedem-se lodos estes livros no consultorio hnmeopa-
Ihieado l)r. I.oho Musgoso, ra de Collego n.5,
primeiro andar.
Precua-ati de urna ama forra 011 captiva para
fazer o ser vico diario de urna casa de pouca familia :
quem pretender, dirija-se a ra do Coliegio o. 13,
armazem.
Precisa-se comprar um moleque de 12 annos
pouco niais ou menos: na ra da Cruz n. 43.
Instrucca o elementar.
O professor Miguel Jos da Motta, con-
tinua a evercer as funcees de sen magis-
terio, na travessa da Concordia ou cadeia
nova, nico sobradocjite ahi ha, prompto
a admittir alumnos t:\ternos, pensionis-
tas e semi-pensionistas, sendo por um ra-
zoavcl estipendio.
Precisa-se de HOO-jOOO rs. a juro, so-
bre hypoteca de duas cscravas, quem os
quizer dar aninincie.
No dia28 de fevereiro, furtaram o cabrinha
de norae Bencvidcs, idade de II para 12 anuos, rr
de taica, testa acarneirad, cabellos carapinha.los
e avcrmelhadns, pernas linas, tem o dedo da mo
esquerda junio to pollegar estirado, por causa de
um t.ilho, que cusa a dobrar: cujo cabrinha lie de
Antonio .l.iaquim Nunes de Miranda, morador no
engeaho l'iiauira da Ireguczia da Escada, e o tem
tratado vender ao aban .; c|uem dclle li-
ver noticias, o leve ao eimcnho Noruega, que sera
beni pago do scu Irabalho, a entregar a
Manoel Thouic de Jess.
retratos!
No aierro da lloa-Vista n. i, lerceiro andar,
(ina-sc a tirar relalos, pelo syslema' crvstulol
com muila rapidez e perfeicSo.
~ O Sr. Franklin Americo Eustaquio Gomes ve-
nba concluir o negocio na rna do Crespo n. 13.
Casa de consignacio de esclavos, na ra
dos Quarteis n. 2-
Coropram-sc e rerebem-se escravos de ambos os
sexos, para sevenderem de cominissao, tanto para a
provincia como para lora della, olierecendo-sc para
sso loda a seguranrj precisa para os ditos escravos.
?? DENTISTA FKANCEX.
9 l'aiilo Gaignout, cstabelerido na roa larca
tt do Hosario n. 36, segando andar, colloca dcii-
9* tes com gengivas artificiaos, e dentadura cora- (f
# pela, ou parle della, com a prcsso do ar.
O Tambera tem para vender agua denlifricedo et
fj) Dr. l'ierre, c p para denles. Una larca do ${
Q Hosario n. 3ti segando andar. gj
Precisa-se alugar umpretopara ser-
virlo de casa de homcm sol tetro: na ra
do Trapichen, l.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
qtiemudou a sua aula para a ra do Rait-
gel n. II, onde continua a reccher alum-
nos intet nos c externos desde ja' por m-
dico proco como lie publico: quem se
quizer utilisar deseupequeo presliino o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualqucr hora dos dias uleis.
Conclusao do furto da jangada e fuga de
um eseravo.
Cliegaram a este porlo dous pescadores livrcs,
que do conivencia com o meu eseravo, so lizeram
BTnMdM em Tambabu, provincia da Paralaba, des-
da jauciro ; mas licaudo o ncuro Theodoro, crioulo,
baixo, corpulento, com minios cabellos brancos pe-
la barba e peilos, idade 33 anuos pouco mais ou
menos, o qual dizem os compaiibeiros da arribada
ter licado cm Tambabu : quem delle liver noticia o
liar esta cidade a Pedro Antonio Teixeira litii-
raaraes, que clara de gratificarlo 50{>. Tambem se-
ria conveniente que a polica desla ridade esmiri-
lliasse beiucsle laclo dos dous arribados.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 SUA DO CO&MHO
1 ftDA 25.
O Or. P. A. Lobo Moscnzo d con=uttas liomeopalhieas loilos os di&s aos pobres, de*de 9 horas da
maobaa aleo meio dia, e em casos extraordinarios a qualquer hora do da 011 noile.
Offcrece-sc igualmente para praticar qualqucr operario de cirurgia, c acudir prornplamenlc a qual-
qucr mulhcr que esteja mal de parlo, e cujas circumslaucias nao permutara pagar ao medico.
NO COMLTRI D DR. P. A. LOBO I0SC0Z0.
25 RUA DO COLLEGIO
VNDESE O SEGUIWTE:
Manual completo de meddicioa homeopathica do Dr. G. II. Jalir, Iraduzido em por
tuguez pelo Dr. Moscozo, quatro volumes eocadernudos cm dous c acompanbado de
um diccionario dos termos de medicina, cirurgia. analomia, ele., ele...... 201000
Esla obra, a mai- importante de todas as quctralam do esludo c pratica da horneo] athia, por ser a anica
que conten a base fundamental de-la dnutiinaA PATHOGENESIA OU EITEIIOS DOS MEDICA-
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SAL DEcoiiliecimenlos que nao podara dispensar as pes-
soas qoe sequcroni dedicar pralica da verdadeira medicina, inferei a lodos os mediros que qui/.ciem
experimentar a doulrina de llalinemann, c por si raesmos se conveneerem da verdade d'ella: a lodos os
fazendeirose senbores de eiipcnho que esliolonge dos recursos dos mediros: a tollosos capilesde navio,
que urna ou oulra vez uo poden, deivar de acudir a qualquer inrommndo seu ou de seus tripulante- :
a todos os pais de familia que por circumslancas, que ncm sempre poilem ser prevenidas, sao obriga-
dos a prestar in eonlinenli os primeiros soccorros eic suas eofermidades.
O vade-mecum do nomeopalha ou Iraducc.lo da medicina dome-tica do Dr. Ilering,
obra lambein til as pessoas que se dedicara ao estudo da homeopalhia, um volu-
nte grande, acompanbado do diccionario dos termos de medicina...... 10J000
O diccionario dos termos de medicina, cirurtia, anatoma, etc., ele, cnrarilenado. 39000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pralica da
homeopalhia, e o proprclario desle cslahelecimcnlo se lisongeia de le-lo o mais bem ilimitado possivel e
ninguem dovida boje da grande superioridade dos seus medicamentos.
Boticas a 12 tubos graudes.........._........... 85OOO
Boticas de 21 medicamentos em glbulos, a 108, 125 e 135000 rs.
Ditas 36 ditos a ................ 205000
Ditas 8 dilos a.................. 259000
Ditas til) ditos a................, 309000
Ditas 1H ditos a -.................. 608000
Tubos avalaos......................... Ijooo
Frascos de meia 0115a de lindura................... 28000
Ditos de verdadeira lindura a rnica................. -j-iusi
Na mesilla casa ha sempre venda grande numero de lobos de rrvslal de diversos lmannos,
vidros para medicamentos, e aprompla-se qualqucr cncommenda de inedn-arae.ilos com loda a brevida-
dc e por precos muilo rommodos.
Allianeza.
ChegOU nova poreao dessa econmica fazenda pre-
la, com G palmosdelargur, a Klp rs. ocovado. pro-
pria para vestidos, manlillias, Iragcs de elencos e
reliciosot, c outraa nanitas obras : na ra do Quei-
uudo n. 21, lojadeJ. P. 1
21.
, co.n-
,lypo,
panos.
Joao P. Vogelej avisa ao rcspeil.tvel publico, que
em sua casa na ra Nova n. ti, primeiro andar, a-
cha-sc um sorliinento de pianos do jacarando, os
mclhores que tem al acora apparecido no mercado,
tanto pela sua armonio-a e forte voz. como pela
sua conslruccao de armario da fabrica de Collard i\
Collanl era Londres, os quaes vendem-sc por um
preco razoavel; o aniiuncianlc couliaua abitar a
coucerlar pianos com perfeie".
MASSA ADAMANTINA.
Rua do Hosario n. 3!i, segundo andar, Paulo Gai-
gnotiv, dentista irancez, chumba os lenles com a
mas-a adamaulina. Essa nova e maravilbosa com-
posioao tem a vantagem de eneher sem presso dolo-
rasa toilas as anfractuosidades do denle, adqueriudo
em poueos instantes solidez igual a da peora mnis
ilura.e promclle restaurar os denles mais estragados,
com a forma c a cor primitiva.
.'IBLIUGAO' Dft INSTITUTO 110 ^
NEOPATIIIGO DO BRASIL. 9
THESOURO HOMEOPATiilGO
ou <$)
VADE-MECIM DO
ROMEOPATIIA.
Melhodo conciso, claro c seguro de cu-
rar homeoputhicamenle todas as molestias
i/tie af/ligem a especie humana, e parti-
cularmente aquellas que rcinam no Jira-
sil, redisido segundo os melliorcs Irala-
dos de homeopalhia, lauto europeos romo ^!!
americanos, c segundo a propria experi- yjft
enca, pelo Dr. Sabino Olegario Ludgero *g
Pinbu. Esla obra he boje recoiibcrida CO- '$f
no a raelbor de (odas que tratara daappli- /A
carao homeopathica no curativo Mas DIO- w
lesas. Os curiosos, principalmeale, n.in fs)
puilcm dar um passo secura sem possui-la e ^
11- pais de familias, os setilio- V
9
I
i
Vende-se um eseravo prcto, ptimo cozinbeiro,
por se nao precisar delie : quem o prclendcr, dirija-
se rua do llrum n, 22, armazem de Luiz Jos de S
Araujo.
NOVO SOHIIMENTO DE I.OISEIUOUES DE TO-
DAS AS OI.AI.1DADES.
Cobertores oscuros a 720 rs., dilos grandes a 15200
rs., ditos brancos de algodao de pello c sem elle, a
imitarau dos de papa, a 15200 rs. : naloja da rua
doGrespo 11. li. 4M|
Vndese urna crituliiiha com 2 anuos de
idade, pouco mnis 011 menos, c ptima para o servi-
eo de casa : na rua da l'iaia 11. :, segundo andar.
jauto a raa do Sr. I.ojoll 1.
\cnde-se una escrava crioula, sera vicios e
muilo fiel, com as seguimos babelidades ; cosinliu o
diario de urna casa, lava e engomma sofrivelmeiilei
faz labv milito e marea,he boa|rcndcira e faz dore- de
diversasqualidades : na iuj Augusta sobrado onde
mora o Mcrivo Motta.
Vende-se a labernalsita na rua daltoda que dei-
la o oilan para a praga doCapim, com poueos l'uudos
CASEMIRAS BARATAS.
A ^ik), corles de casemrn^ de core*, c
casemira prela lina : na rua do (^uelmada n.!
Kiscados franeezes lai o covado, corles
de vestidos de casaaeom barra a l>K0l), cobertores
de algodao de corea'muilo eucorpados e srandes a
I7OO, e cassas l'iancccas finas e I\l- a :'2<> o cova-
do : na rua do Oueimado. loja 11. 21, de J. P. Cesar.
Cera em velas.
Vende-se ceta em velas em caixassor-
lidas de 50 e o) li!>. cada urna, chegadas
ltimamente de Lisboa, por preep barato
I tara lechar conlas : no largo da Assem-
blea n. 12, armazem de Machado&Pi-
nlieiro.
nwmmm mm kmm&w
retjaoa 2s500 rs. a sacca : no .
armazem de Antonio Annes, de- j
1 ron te da escadiiilt* da alfandej;:i. |g
mmum'mmmmam:
v'ende-se urna cannalgrande. que lava 13 pe?-
soas : no armazem da rua da Cruz 11. 19.
Vende-se urna batanea romana rom todos os
stns pertences, era bom uso e de 2.000 libras : quera
a pretender, dirija-se rua da Cruz, armazem u. .
FAU1N11A DE .MANDIOCA.
Saccas com snperior farioba de mandioca : no
rmzera dae Tasso 1 maos
i.sOOO r. a saca de t'arinha de M
mandioca de boa qualidadc: nos
armazensn. 3, 5e 7, dr fronte da
S| escadinha da alfandega, mi a tra-
I tarcomJ.B. daFonseca Jnnior, na
K 1 na do Vifjario n. '1.
.
!-
BELONAAS00RS.OCGVAD0.
\ eio no ultimo navio fraucez urna fazenda nova,
cosi e-eoce/.. com 4 palmo- de largura, muilo lina,
que pelo sen hrilbo parece seda, aqu.d n niadamis-
mo em Pars d.i o nome le Bclona : \eiidc-sc na rua
do Queimado 11. 19.
:?
Vende-se sarja prcla bespatihola da mediar Q
i quilidade, por prejorasoavcl: naruadoQnci- ;;
; i mado leja do sobrado anarcllo n. 29, de Jos |
J More ira Lopes. @
Q-Vcnilcm-sc earleiras cen asulbas fina-, com um
e armaeao leila moderna, bem afreguezada e que pequeo loque de ferrugem.pelo barato preco de120
SAL DE DAiSA.
Luiz Canlarelli participa ao respeilavel publico,
que a sua sala de ensino, na rua das lrinclieiras a.
19, se ai-ha aberla todas as secundas, quarlas c s.c\-
tas, desde as 7 horas da noi te al as !l : quem do seu
presliino se quizer ulihsar, dirija-se a mesma casa,
das7 lenas da maiiliaa at as 9. O raesnio se olTere-
ce a dar lieCes particulares as horas eoiivcncionadas:
tambera da licoes nos collegios, pelos preeos que os
mesnios collegios tem marcado.
hotel mm.
Preclsa-sc alugar um eseravo para servieo de por-
tas a dentro: a tratar na rua do Trapiche" n. :t e .">.
Obacliarel A- U. de Torres Bandei-
ra mudoii a sua residencia do secundo
andar do sobrado n. 41 da na estreita do
Rosario, para o segundo andar do da rua
Nova 11. 23, que faz quina para a camboa
do Carino ; cahi continua ti ensinar Klie-
lorica Pliilosophia, Geo;;rapliia, I'iancez
e Ingle*;, adverte que as aulas terao lu-
gar de 1 bora da tarde as 2 e mera, <
das i as (i e meia :' quem du sen |>reslinio
.se quizer utilisar, pode |>rocura-lo para
este liin na indieuda resiiiciieia
SPrecisa-se.alujar 11111 pequeo sitio,
com boa casa ou casa s, jierlotla [iraca :
(rata-se na rua da Cadeia dollccifc 11. S
AlTENCOi:
O cauli li-ta Salusliano de Aquno 1 eircira avi-a
a- pessoaa que comprara bilhetes c cautelas das lote-
ras da provincia para nagoco, que tnuiou a firme
resol 11 c;3o de vender os referidos bilheles o cautela-
pelos preeos ahaixo declarados, una vez que ebecue
a quaiitia de 100J}000 para cima, dinheiro avista.
Os seus bilhetes e cautelas sao pagoasem o descont
dooilo por cenlo da lci sobre os premios de 1:000?
r-. para cima. Pode ser procurado em sua ca-a, na
rua do Trapiche n. 36, seguudo andar, pelas 9 ate
as 12 horas da matihaa.
9
i
i
w) consulta-la.
f^i res le engenho, sacerdotes, viajantes, ca- (^
Tp. i'ilacs de navios," serlanejos etc. etc., devem J^
t$> te-la a mao para occorrer promplament a 'vv
f qualqucr caso de molestia. (,
J\ Dous volumes cm broebura por lOSflOO '*j
lfj>) 1 enrailcniados 1l>000(^
Vende-seanicamenteem casado autor, />,
no palacete da rua de S. Francisco jMun- Vr)
(g) do >ovo n. liS A. (\
O.Sr. Jo."o Nepomuceno Ferreira
de Mello, que mora para o Salgadinbo,
queira mandar recclier una encomini'n-
ila na livraria n. c 8 da piara da li#lc-
penrl enca.
S J. JASE, pilSTA,
@ contina a residir lla^aa^o^a n. 19, primei- fi
55 ro aadar. {%
Aluga-sc o primeiro andar do -obrado da rua
da Scnzala Velba 11. G : a tratar no segundo andar
do incsnio.
ESTABELECIMENTOS DE CAH1DADE.
Salustiano de Atpiino Ferreira ollere-
cc gratuitamente ao hospital Pedro II,
metade dos premios que saln em nos qua-
tro billietes inicuos 11. 1459, 183i-, 1950
e20t(i, da primeira parte da ptimeira
lotera do collcgio de orplitos, que lia de
correr indubitavelmentc no dia 1 i- de
mareo do presente anuo, os quaes existen
em seu poder depositados: a metade do
que nelles sabir sera' promptarnente en-
tregue ao Sr. Jos Pires Ferreira, tbesou-
reirodo referido hospital, l'ernambuco
13 de marro de 1835.Salustiano de
Atpiino Ferreira.
Desapparcceu no dia fi do correnle o prclo
Jo3o.de nacao Anco >, e-talura regular,corpogros-
so, beicos tambem arossos, ps mal feitos lera na
mo esquerda os dedos e a mesma miio defeiluosos
por te-la machucado, falla mal, foi do serveo de
padaria; leni-se noticia que anda nesla cidade no
ganho : pede-so as autoridades polieiacs c pessoaa
do povon capturan e levem .1 rua larca da Hosario
n. 48, segundo andar, que serio recompensadas.
Precisa-se tle um molcquc 011 prcto
part servic de urna casa, c se tiver prin-
cipio de co/.inlia.mclbor : na esquina da
rua da Aurora, segundo titular da loja de
lunileiro.
olferecc vantagem ao comprador pela sua boa lo.ali-
dade : a tratar na mesma ou na rua de Santo-Ama-
ro n. l.
TAIXAS J)E FERRO.
Na fundicao' d'Aurora cm Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
rua do Bruin logo na entrada, e defron
te do Arsenal de Maiinha ha' sempre
um grande sorlimento de taiehas tanto
de fabrica nacional como cstrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
tazas, e fundas ; e em ambos os logares
existem quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livrcs de despeza. O
precos sao' os mais commodos.
billetes
Meios 29700
Ouarlos 19380
Oilavos 5690
Decimos S560
\ igesimoa lKo
COMPRAS.
Pcruambuco 11 de marco de ls.,5.O caulclisla,
Salustiano de Aquino Ferreira.
Jos Francisco Dias vai a Europa.
No hevel da Europa precisa-se de un caiveiro
que d liador a sua conduela.
n
i
Precisa-se de um cridulo forro, muito bonito, de
12 annos de idade, pouco mais ou menos, oqoal bu
para ir para a I ranea, para urna familia cslraugei-
ra, ao qual se afianea o melhor Iratamento possivel;
paga-se-lhe a passagem e o mais que for preciso : a
'talar com S. falque, rita do Collcgio n. \.
Precisa-so de um criado, livro ou eseravo : na
rua da Itoda, canto do largo do Paraizo, primeiro
andar.
LOTERA DO COI.LEt'.IO DE |OIU'IIAOS.
O cauteli-la Antonio Jos Rodrigues dcSoaia J-
nior avisa ao respeilavel publico, que os seus bilhe-
les e cautelas nao sollrcm descont nos tres primeiros
premios grandes, os quaes eslao venda pelos pre-
coa abano, as lojas da prara da Iiidepcmicncian.
t, 1 :. leiO, e lias ou tras do coslume, cuja lotera
orre 110 dia 2 do presente mez.
Iblhcle 5300 Ucccbcr.i por iuleiro
Meios 2?stKi
Ouarlos 15440
Oilavos -720
Decimos 56OO
Vigwimos -^20 u
Lompra-se urna obra de (ieorges l'billipn, cm
secunda mao : quem .1 liver c quizer vender. 1111-
nuncie ou dirija-se ao paleo' do Terco, sobrado 11. 1,
seguudo andar.
Compra-se um cavallo carregador e
sem achaques : a tratar rom Antonio Jos
Gomes do Correio, em S. Amaro.
Gmipra-se na rua da Cadeia do Kecife n. 5
moedas de j francos.
Na rua larga do Rosario n. 38, compram-.-c
escravos do ambos os sexos, preferndo-sc os de ida-
de de 12 a 25 annos, e os quo liverem oflicios, qual-
quer que seja a idade, nao^eolhando a preeo.
Compram-sc palaces brasileiros c licspanlics:
'ti rua da Cadeia do Kecife n. 54.
Compra-se ou aluga-se urna bureara
de lote de 14 a 18 cai\as, estando em es-
tado de trabalhar: nesta typographia.
^ Compra-so um eseravo que nao seja muilo mo-
fo, preferindo-so da prara: na rua da Cadeia do
Kccire, loja n.61.
Compram-se aigamas accSes do cncanameiito :
na rua da Sania Cruz 11. 70.
Compra-se urna pulceira de miro, que seja do
uso, em secunda mao : na na da Cadeia de Sanio
Antonio n. 20.
Compra-se urna rasa terrea, que seja boa e que
estoja em bora estado, e uuc seja em boa rua : na
roa da Praia u. 12, so dir quem compra.
;"i:0O0S
2:300
l:250
fii_i9
5009
2509
Clara Mara daConceicao Silva, assislentc e\a-
nnnada, Seriara ao respeilavel publico, uno lera
mudado a sua residen. 1,1 d 1 Camboa do Carino na, 1
a largo de S. Pedro n. 12, mide dora em dianle
podo ser procurada para desempenho de sua rro-
lissao: '
Antonio Moreira Vinha, subdito porlucoe/
vai a Portugal.
Jos Rand, Irancador de cabellos, muda-se
para a Capunga no da l do correnle, c participa as
pessoas que tem obras encommendadas, que hajam
de procurar, momo mis penhores que possue, se n,1o
vierem bascar at o lim do me/.,serao vendidos para
pagaiuenlo.
.msmtm. xmm;,
Rrunn Praeger c\ C, tem para
icnder cm sua casa, rua da Cruz
$$. n. 10.
Lonas da Russia.
..:. Champagne.
Instrumentos para msica.
Oleados para mesa.
i Charutos de IIa\ana verdttdeiros.
g Cerveja lambnigueza.
^ (ioin'ma lacea.
.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Slar & Companliia
em Santo Amaro, aeha-se pajea veqfer
moendas de caimas todas de fetio, de um
rnodello e constru.cito muilo superiores
Vendcm-secaixoo de pioho de lodos os tama-
nhos para cuten amentos de carpos 110 cemi lorio pu-
blico, pelo preco maiscomiuodo que cm oulra qual-
quer parte : quera destes tiver uecessidade djrija-sc
aloja araarclla confronte o porto das Canoas da rua
Nova. t?ndo os grandes a 2V)0l) e para anjos at
I5OOO rs. '
VIDROS PARA VIDRACAS.
\cndem-se cm eaixas, cm casa de llarlhomcu
francisco de Souza, rua larga do Rosario n. :l(i.
Vende-se ell'ectivamente alcool de 50 a V0
graos
cm pipas, barra ou einadaa : na Praia de Santa Ri-
ta, dislilacao de Franca.
FAZENDAS FINAS PARA SENHORAS,
NA Ql A RESMA.
Romeiras de fil de linbo pretas bordadas a linha
a lONKX), ditas dilas bordadas a selim, as- mais mo-
dernas do mercado, a 155000, rapolinlms de M
linho pretos e decores bordados a 10JO00, ditos de
rctroz prcto tambem bordados a IIMIini. maula- de
lilo de linho prelas bordadas a 95000, ditas de seda
lucias muilo linas a S.-.VX), chamalole prclo, covado,
2C200, e oulras militas fazendas que se vendem por
lirceos commodos: na loja da Estrella, rua do Ouei-
mado n.7.
9 9-9 9 9 9 9 9 9 Mti
I CORTES DE SEDA.
JS -Na rua Nova loja nova n. 1, vendem-!
0 corles de cda de quadros do ultimo co-to
com 17 covados, pelo barato preco de 165W I .:
@ rs. o corle. S
:. 38-8-88
"malas pap.a via&ehi,
Grande toilimeulo de lodos os laniauho- c quali-
dades, balcias para veslidoa e esparlilhos de seobo-
ras, rio todas as larguras e lamanlios, ludo por preeo
muilo razoavel : na rua do Collecio n. 4.
Vendem-se relogios do ouro. patente lglcz,
os melltores e j benieonhceidos nesle mercado, li-
nha de alcodAo em uovellos, branca e de cores, dila
cm rarrilrl, de muilo superior qOalidade : era casa
de Russcll Mcllors &Companliia, rua da Cadeia do
Kecife n. ot.
Ciima.
Chegou pelo vapor Solcnl, da Europa, urna fa-
zenda inleiraraenle nova, Ipda de seda, qundroslar-
gos, deuoraiiiada Crimea ; vende-se uuicamcnle
na loja da rua do Oueimado n. 10, pelo diminuto
preeo de I5OOO rs. o covado, e dao-se amostras com
penior.
JS \endem-se chapeos de sol de al- j
m rjodao com barras
m Bacas decores, de superior lina- 83
ral i*j J V'.
^ lidade. a
Meias cruas ile algodao paialio- 8
3 mem-
'fk Uitas de d'no brancas para se- jSt
B ahora.
Camisas de meia de algodao pa-
B ra'liomem.
%\ Luvasde seda iircta c de core.
< para nomem esenlipra.
KL'A DO CRESPO >'. 21.
Vendem-se nesla loja muilo superiores cortes do
calca de casemira preta enfeslada a 59300.
MASSA DE TOMATES.
Em lalas de 1 libras excellenle para tempero, e
tambera su vende a- libra- par preeo rummodo : na
rua do Colle.'io n. 12, cm casa de Francisco los
Leile.
Moinhos de vento
'omhombasile repulo para regar borlase baia,
decapim, na fundicaode 1). W. Bowinau : na rua
do Irun ns. (>,c 10.
PARA ACARAR COM RESTOS I)E l-
VERSAS FAZI-NDAS. VA>SE :
Cambraias linas (raneczat de1 cores li-
vis a 400 rs.a vara.
Zulmira, l'a/.enda rpie lingo seda, ti 500
rs. cada covado.
Princezita, fazenda de phaiitasia tic laa
e seda, a VV0 rs. o covado.
Chitas linas francesas, H 20 rs cada
covado.
Riscado monstro com 'i palmos de lar-
gura, ti 110 rs. cada covado.
Dit/.iade toalhas de linho para rosto, a
TsOOO rs.
Chales de casemira de una s cor, a
.S'500 is. cada chales.
Ditos de casemira com barra matizada,
a (i.^Oo cana um.
Corles de brim trancadb de puro linho
decores fivis, a 2'800 rs. cada um.
Peca de chita r.va com tocpje de mo-
fo, a 5o'500 rs.
Palitos de alpaca prcla c de cores, a
65000 cada um.
Chapeos de seda de diversas cores para
senhora, a 10;<000 e 12.sl0 i s.
Na rua da Crespo loja amarella n. i,
de Antonio Francisco Per eir.
CEMENTO ROMANO.
Vende-se superior cemcnlo em batucase a rela-
Ilio, no armazem da rua da Cadeia de Sdnlo Anto-
nio de material- por preco mais em coala.
CAL DE LISBOA A .sOOORS.
Vendem-sc barris rom cal de Lisboa, chocado no
ultimo navio a -(!tiO por cada urna : na rua do Tra-
piche n. I(t, secundo andar.
FARIMJA DE MANDIOCA.
Vende-se saccas grandes com muito sn-
perior familia de mandioca por preco
rommodo: no armazem n. 10 do becco
tio A/riie de l'eixe: ou a tratar com Anto-
nio de Almcida Gomes iiC, na rua do
Trapiche Novon. l(i, segundo andar.
la urna : na rua da Cadeia do Kecife, ao sabir
da Concec,*o,. primeira loja de iniudczas
Vendem-se 50 mireiro* de lijlos de alvenai ia
crossa, poslosem qualquer porto da obra, nesta ci-
dade, por S.")0J)000 rs., a quem queira dar essa quan-
lia adiaiilada, mediante as bancas ou garantas ne-
cessarias : quera quizer aniiiiucic. Adverlc-sc que
o lijlo be de superior qualidade.
$ CBAPOS P.VR.V SEMIOIUS. I
H Chepaiam a loja nova da i na .Nova n. 1. ns ^
mais modernos c elecKiiles chapeos de seda, jj
;.D cora ricos eufeites, ['ara senhoras de KirKH) a
ij a 2.5000 rs.
;'k;t
^os-ee:-;e
SARJA PRETA LAVHADA.
Vcnde-sc sarja preta lavrada costo moderno, cros-
lenapoles prcto o melhor possivel, selim prejLo ver-
dadeiiu mai io, sarja preta hespanhol.i, velludo pe-
lo porluguez, alpalca prela ile lustro muilo tina ; to-
das estas fazendas silo proprias para vestidos de se-
nhora ; d.lo-se amostras com peubor, na loja da rua
do Oueimado n. 10.
TRELO MIJITO NOVO.
Vendem-se saceos muito grandes com
farello chegado ltimamente de Lisboa :
na rua do Amoriuin. 8.
CREMELNA SE QUADROS
ASSETINADOS, A 1,100
0 COVADO.
Chccon no ultimo vapor da Europa urna fazenda
a mais moderna do merca lo, propria para vestido de
senhora, de quadros larcos assetinados, toda de se-
da, denominada Cremelitia : vende-se na rna do
Queimado n. 19 y e dao-se as amostras com penbor.
Crimea.
Chegou no ultimo vapor da Europa urna.fazenda
inleiramenle nova, loda de seda, de quadros lardos ;
ti qual fazenda chamara ou intitulara cm Franca por
Crimea : vende-te na rua do Oueimado n. 1!l". pK\a
barato preeo de 1NMX) ocovado, e dao-se as amos-
as com penbor.
Na loja de i portas, na rua do Oueimado n.
10, vende-sc panuo preto lino a 2~$00 e :ia500, e
muito superior, provade liroao, a 5 e 69000 o cova-
ilo, casemira prcla elstica, superior, por pr'eco mui-
to em coala.
BELOW A !00 US. 0 (.OVADO.
($) Vende-se superior sarja preta
{Ai hespanhola.
-#. Rengallas linas com lindos cas-
& t0CS"
jK .Metas de seda brancas e pretas
part senhora.
Setim prcto macan pai a colle-
boi tlados e cs-
'^5) tes c vestidos.
^3) Chales de crep, i
(^ taipados.
a Saitis brancas bordadas para se-
t' nhora
Vestidos de cambra ia a Re
padour.
Na rua do Vicario n. 19. primeiro andar, ven-
de-sc farelo novo, chegado de Lisboa pela barca G'ra-
tid'lO.
CEIESTO ROMANO.
Vende-se superior cemento em barricas grandes ;
astim ionio lanihein \ciulcm--o H lina- : alia/ do
lliealro. armazem de Joaquiu Copes de Almcida.
Riscado de Hstt as de cores, propiio
para palitos, calcase jaquetas, a 160
O COVado.
Vende--c na rua do Crespo, loja da esquina que
volla para ti cadeia.
Chai, s de f -.crino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-SC na rita da Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
DEPOSITO DE CA. DE LISBOA.
Na rua da Cadeia do Recita n. 50 ha para vender
barris rom cal de Lisboa, reccnlemenle chocada.
Acer.:!* de XZdwIn Ki,
Na raa de A pollo n. 6. armazem de Me. Calmon-
>\, Companhia, aeha-ae constantemente bons sorli-
menlos de laxas de ferro eoado c batido, tanto ra-
sa como fundas, ninendtK ineliras (odas do ferro pa-
ra aiiiiiiaes. acoa, ele., dilas part armar em madei-
ra de lodosos tamanhos e raodelososinai- moder-
nos, machina horisonlal para vapor com forra de
i cavallo-, cuco-, pas-adeiras de ferro eslanhado
para casa de purear, pnr menos prern que os de
robre, e-eo-vens para navios, ferro da Suecia. fo-
Ihas de llandres ; ludo por barato preco.
Xa ruado Trapichen. 16,escriptoo
deliandera Rrandisv C, vcnde-sc por
precos razoaveis.
Lonas, a unitario das du Russia, de
muito boa qualidade.
Papel para imprimir, iormato grande e
pequeo.
Papel de cores em eaixas sordas, mui-
to propriopara loriar chapeos.
Papel almaeo e de jjcso, braneo e a/.ul,
de boas qualidade*.
(ira\a para arreios de carro.
Candelabros de (i luzes de eitio ele-
gante.
Tapetes linos.
Alvaiade de zinco minio stiperiofao al-
vaiade commum. com o competente scc-
caiite.
Km casa de J. Keller&C, na rua
da Cruz. n. 55 ha para vender e\cel-
Icntes pianos vindos itlliuiamentede llam-
burgo.
DhPOsiTO 1)0 CHOCOLATB IIVCIIJ-
MCODA-fidRRICA COLOX1AI..
Usle ehocolaro, o nico preparado e subsl.meias put'a-, nutiitivas e hvg^eni-
etis: vcndfle em castidc I.. Lecdmte re-
ron i\ C.f ruada Cruz n. 20.
Preeos:
JJ\lra-Iino. '. 800 a lib.
Superior. tiiO
Fino.....500
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de rnandlo-
cin saccas que tem um alqueirc, me-
velha, por preco commodo: nos
) e 7 delronte da cscatli-
SVSTEMA MEDICO DE IIOLLOWAY.
IMI. LAS ITloWAY"
lo do'l,,'!1;""''"''V'U''l'c,'lliC0' '""l'oslo iuteiran.cn-
.".V '. ,'* .....',"'',"'"'''' "' ,""ll-'u """-cuno, ,,,,
urii.i.nua, t. C0U11,|eltau nlala oe|icauHi he
ualme. le ,, ,p, e u.,ur, Ueiarrlgar o mal
... complc.aoniais robusta ; he in.ei.amele luno-
,,'"'-'l'l",M" eeireilo; ikis Cusa c re-
.maea-doenoa-itc q,-ll|uer '^^ ." ^r
mais ulicas e tcnazes que lean
Entre ra.lhares de pessoa, cuiadat cora este
medio, mullas que ja csuv
as portas da
re-
morle,
perseverando em seu uso, conaTgua, recob"r >
desespe-
dos ellira/cs
para
As mais allliclas nao devem enlremr...
racao ; focara um competente ensTio
elleitos desla assombrosa medicina, e nr
perarao o beneficio da sade. rre>,C* recu"
Nao se perca lempo em tomar csse remedio
qualquer das seguin.es ,ufe,midadta
Acc,:,,,te5epep,1CoS. Eebre ,oda cspwic.
Ampolas.
Arcias mal d' .
Astbma.
Clicas.
Canvulgoes.
Dcb.lidade ou eileuua-
cao.
Debilidade ou falta de
forras
para qualquer
cousa.
Desinterla.
Dor de aarganla.
de barriga.
nos rins.
Dureza no ventre.
Eufermidades no ligado.
venreas
I.nvaqiieca. '
Hervsipela,
I ebres hiliosis.
inlermillenles.
V end
ca
dula
armazens n.
'.

volta'para a cadeia.
Itl A DO CRESl'O N. 12. &
% \ ende-s nesla loja superior damasco de 9
38 seda de cores, sendo braneo, encarnado, rao, $(
0 por ireeo razoavel. {*
^;:;;^;;;.-;::;:;^a:Seff;:
CEMENTO ROMANO BRAMO.
Vende-se cemento romano braneo, chegado acora.
de superior qualidade, muilo superior ao-do consu-
mo, cm barricas e as linas : alraz do IheVro, arma-
zem de taboas de pinho.
Vende-se farinha de mandioca mui-
tosuperior, a .s.iOOrs. a sacca: nos ar-
mazens de Luiz Antonio Annes Jacome,
eno de Jos Joaquim Pereira de .Mello, no
caes da alfandega, e em poreao, no cs-
criptorio de Aranaga&Bryan, na rua do
Trapiche-Novo n. segundo andar.
Taixas par engenhos.
. Na fundicao' de Ierro de D. W.
zenda nova, susto esencez, muilo lina, com i palmos uowmann na rua do Rrum, passau-
de largura, que pelo seu brilho parece seda, a que as do 0 chafariz continua have- um
senhoras em Parts dao o nome de Rebina : vende-se ,.r.,,,|,., c ,..i;, ., i 1 i c
lao smeate na loja da rua do Oueimado n. 10, e co,nPleto Sortimenlo de taixas de ferro
VENDAS.
ALMANAK TARA .833.
Sahiram a luz as folhinhas de algibci-
i.i com o almanak administrativo, mer-
cantil, agrcola e industrial desla provin-
cia, corrigido e accresccntado, conlendo
'Hltl paginas" vende-se a 500 rs., na li-
vraria n. (i e 8 da piara da Indepen-
dencia.
Vende-sc a casa terrea do duas portas e urna
janella. na rua de Aciiis-\'ordos n. S2. cuja casa lera
no fundo nina oulra e nm qurlocom frente para a
rua .le Hurta-, se:. I,, a casa da rua tle Acuas-Ver-
des de paredes |dobradas proprias para levantar so-
brado : a pessoa que a preleoder dirija-se rua
da Mangueira n. !> na Boa Vista, ou no trapiche do
algodao, que achara com quem tratar.
Meias ditas para senhora.
la nhas de algodao em novillos-
Ricos e rendas de algodao-
1 Filas de algodao braneo, de seda
de cores surtidas, e de laa dilas.

Para vestido.
I.ilazinhas de cores, muilo lindos padrSes, para
vestido de senhora, pelo diminuto preeo de 320 cada
covado: vendem-se na loja de \ portas, na rua do
Oueimado n. 10.
CAMISAS PARA SENHORA.
\ ei tlem-se na loja de 4 portas, na rua da Quei-
mado n. 10, c.aini-a- de cambraia de linho bordadas,
e com manguitos, muilo linda-, para scnliora, por
pceo comiuodo.
Vendem-se as oblas sccuioles, por W. Scotl:
os Puritano-, 1 volumes; Waverlev, volumes ; o
Talismn, :t volumes ; a Pristi d'li'den.liurco, 4 vo-
lumes : Missantropo, 1 volume; Ouiutino Dure-
ard, i Milumcs : Svanlu.. i tolomes Carao tle
Oireiln Publico, porS. Pinheiro, 2 volumes ; Diccio-
nario i'hcologico, por ab Aquilla, ."> volumes ; Droil
Eeclesiail lranccz. por Dqpin W.; Juris Canoui-,
por l.equeuv. 1 volme : no aterro da Boa-Vista,
loja deourives n. t>8.
Vendem-se eaixas com actiardentc da tranca
no armazem deJoao lavares Cordeiro na travesa
da Madre de Ueos por preco commodo.
Mulla attencao.
Vende-se a loja de modezas, >tla no aterro da
Boa-VisU n. 51, com poueos lumios ou sera ellos,
leudo muilo boa casa para morada.
AttencSd.
Vende-se muilo superior coaro de lustre, pelo di-
minuto preeo de 38560 c 39000 a pelle, para acabar.
Vende-se a terca parle em os dous sobrados de
Iros andana u. 1 e 16, silos na rua da Cadeia, es-
quina defronte do tbeatro velbo, os quaes devem
augmentar da valor apenas se transitar pela ponte
nova: na ruada Sania Craz n. 70, ou a fallar com
Joaquim teixeira Pciioto.
':?*stfe-S:'.;
FAZENDAS PRETAS PARA v
A (H'ARESMA.
Miperior sarja prcla lavaada para vestid
28000, 2-dKie2>siHrs. ocovado, dita liza
@ superior a 2~ki, 2>t<"0 t 29600 rs, o cavada, ;.;
Q selim prela in.icao a 2>l)0 38000 e -"ilMI rs. o
jtt covado, panno lino piolo a 2*-", OO, IjOlKle 0?t)llr-., dito muilo superi
| prova d liman, a tHKMI e rIIOO r-. o cova-
,' do, casemira prela superior a 2-200, 2?.VK) e B
[000 rs. u covado: na rua Nova toja nova
;- n. i. (K
fundido e batido de a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
c com promptidao' :
carregam-se em carro
preeo commotlo
embarcam-se ou
sem despeza ao comprador.
Vcndeni-sc cm casa de S. P. .lohns-
fon S C., na rua de Scnzala Nova n. 4 2.
Sellins inglezes.
Kelogios ptente nglez.
Chicotes de carro e de montaa.
Candieirose casticaes bronzeados-
Chumboem lencol, barra c municao.
Farello de Lisboa.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiro c de vela.
Vaquetas de lustre para cairo.
Barris de graxa n. 7.
COM PEQUEO TOQUE DE
AVARIA.
Peca- de madapolo a 2?.j00 e 35000 : na na do
Crespo, loja da esquina que volla para a cadeia.
PARA A QARESMA.
Sarja prela hespanhola de primeira qualidade, se-
lim pelo muito snperior, casemira prela franceza,
dita setim, velludo prclo superior, panno prcto min-
io lino, con. lustre e prova de liinao, c deoutras qua-
lidades mais abaivo : vendem-se na rua do Crespo,
loja da esquina que volla para a cadeia.
Farinha de mandioca
Vende-se superioi farinha de mandioca
por preco commodo, para fechar cotilas :
no largo da Assembla n. 12, armazem de
Machado cV I'inheiro.
HE MIITO BARATO.
-Nos qnalro canto- da rua do Oueimado n. 20, ven-
dem-sc peras tle alcotlao e de madapoln, de boa qua-
lidade, rom pequeo lotpie de avaria, por preco
muilo commodo; aprovcilean a oecasitio que eslao
no reslo,
Charulos Laneeiros.
&) Papel pintado i'.ara forro de
W Sali1.- '., &
^ Chocolate francez muito supe- *>*
0) ''OI" < s
S Agua de flor de larania de imito }2 ($
gr boa (uadade.
Wf Dio armazem de Vctor Lasue, w
{#i rua da Cruz n. 27. $
COM AYARIA NA ORLA. .
Pecas de algodaozinhn liso, muito cncor-
patlo, a 2S000 e2S500.
Vendem-te na rua do Crespo, loja da esquina que
nlia. e no armazem delronte da porta da
alfandega, ou a tratar no escriptorio de
ovaes &G.( na rua do Trapiche n. 54,
primeiro andar.
POTASSA BRAS1LEIRA. (
Vendse superior polassa, fa- ^
tricada no Rio de Janeiro, che-
gada iece(atemenle, reeommen-
(la-se aoTsenhores de engenhos os' SJ
seus bons ell'eilos j:" e\perimer*r *"
Lados: na rua da Cruz n. 0, ar- ^'
h mazem de L. Leconte Fcron A &
$) Companhia. $


Vende-sc excellenle latinado de pinho, recen-
lenit'iiie rlicsado da Amerita : na rui de Apollo
Irapielie do Ferreira. a cuteuder-so com oadmini-
rador do rqesmo.
AS SLNIIORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' Jo Dr. Eduar-
do Stolle cm Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de jrantagem parti meliioramento do
assucar, acha-se a venda, cm latas de 10
libras, junio com o melhodo de empre-
ga-lo no idioma portugus, em casa de
N. O. Bieber i Companhia, na ruada
Cruz. n. 4.
Devoto Clnistao.
Sabio a luz a 2. edictlo do livrinbo denominado
Devolt. Christao.mais correlo e acresecntado: vnde-
se nicamente na livraria n. (i e 8 da prac,a da In-
dependencia a 640 rs. cada excmplar.
1TBL1CAQAO' RELIGIOSA.
Sabio a luz o novo Mez de alaria, adoptado pelos
rcverendis-iiiios padrescapiirhinbos de N. S. da Pe-
nda desla citlade, augmentado com a novena da Se-
nhora ta ConceicHo, e da noticia histrica da rae-
dalha milagrosa, e deN. S. da Jlom Consclho : ven-
de-sc iiniramcnte na livraria n.be 8 da praja da
independencia, a 1^)00.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
ano, violao e flauta, como
Ibas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas ludo modernissimo ,
chegado do Rio de Ja-iciro.
Vendem-se ricos c modernos pianos, recente-
mente chesados, de exccllcntes vozes, c precos cora-
ra oda
da Cruz n. 4.
Vendem-sc lonas da R istia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem de N. O. Bieber&C,, rua da
Cruzn. i.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Ncste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Cota
Hemorrhoidas.
Mytlropisia.
Ictericia.
ndices lo>s.
Inflaininaces.
Irrcgularudes da mens-
Iruaeao.
Lonihn'gas de loda espe-
cie. '
Mal-de-perira.
Manchas na cutis.
S?^*0 dc venlre.
intlnsicaou cousumpro
pulmonar.
KetcncSo tl'ourina.
Klieumatismo.
S>mpiomas secundarios,
temores.
Tico doloroso.
Llcei.
Venreo fmal
.le.',:;;r:v2u,^^^eenl:rcci:,,f,,loccr'',
,.r:,sw';*r?t rt*r.-......-
buco. --' em Peii.am-
v F\ZE\I)\S PRETAS.
les de rlleles de selim Maco a jon" al,^Vre
de lustre, lina, de 600 rs. a 15000 o covado Ir, co.
de se.uu prelo a 15600, e oulras mui.as azcX
prelas: na loja da rua do Queimado u. 40.
Vcnde-sc farello de Hamburgo em
saccas muito grandes, chegadas ultima-
mente e por preco muito commodo : na
rua do Amorim n. 48, armazem de Pau-
la ti Santos.
--JHW1BML,
Vinlio genuino do Porto de jSoi,
| engarrafado naquella cidade, em
I eaixas e asduzias: vende!. B. da i
p Fonseca Jnior, no seu escriptorio ?
gg rua do Vigario n. i.
GrosdeNaples al.'jOOrs. ocovado!
Na rua do Crespo n. 5, veudem-sc ricas sedas fur-
(a-cores. lisas c de quadros, lindos soslos, com um
pequeo loque, de mofo qoe pouco se conhecc, pelo
barato preeo de 1? o tonada, Assim como se echa
oa mesma loja um lindo e variado sorlimento de se-
das que se vendem minio barato.
SARJA PRETA SETIM
MACA'O.
Pa rua do Crespo, toja v.. t, vndese superior
,''rj'1' .nf,1'3", l- ,""i' i' nel diminuto preco
',ii, "(W covado- selim nwc'1 2S800*e
15^u:: cotopa"n7t!,o de 350O'ism:5m)
- Vende-se ama burra muilo mansa e excellenle
para carga, e WKUOO para pasar carrora por I
nuilo manlciida e por ja ser coslomada ao pasto :
Irataruo aterro da lloa-Vsta, taberna n. ai.
f VES 1 11.11> l.I SEPA A 223(KH1.
fj lia na loja de Manoel Ferreira de &i, na sa
3 rua da Cadeia-Velha n. 47. vestidos de seda Z
. os mais modernos a 22j>000 rada um : lia T
, tambem grs tic aples de flores a 2f000 rs. #
i* Lc- "' ""'la casen>'ra de laa pura por
& 28.00 rs. o corte de calca, e oulras fazendas
9 multo baratas. jj
**3i9*t&83!tsm-9999Q999
OLEO DE LINH AlJA
em barris c botijOcs : no armazem de Tasso Irm
Cliampasne da snperior martj Cometa: uo aa-
zem de Tasso Irmaos.
ESCRAVOS Fl (IDOS.
sicas para
>ara pa;
, quadril
r
ser
a
CC.\1 Mil. RES DE GKATIFICACAO'.
Ilesnppareccu no dia 8 de setembro de 1854 o es-
eravo, crioulo, o)e nome Amonio, cor fula, represen-.
ta Icr :l a 3"> annos, pouco mais ou menos, be mui-
to ladino, costtima irocar o nome e iutitolar-se forro,
e quando se v perseguido di/, que he desertor ; foi
escr>o tle Antonio Jaso de Sanl'Anna, morador no
cngonlio Caite, da comarca de Santo Aullo, do po-
der de quem desapparereu ; c sendo capturado e re-
colbido .i cadeia desla citlade com o nmada Pedro
Sereno era II de. acost, foi ahi embarcado por exe-
cucao de Jos Dias da Silva (iuimaries, e ltima-
mente arrematado cm prara publica do joizo da se-
sunda vara tiesta cidade cm :io ,1o mesrno mez, pelo
abaixo .-is-i-n,nl<>. Oh isnaes --.o os seauinles : ida-
de :H> a :i."i auno, estatura recular, cabello pretos o
carapiiili.olo-, cor amulalada, nlhos csciiros. nariz
arande e grosso, beicos ^rossos, o semblante fechado,
bem barbado, rom lodos,., .lentes na frente; ropa-
seas autoridades pnliciacs. captaes decampo e
suas particulares, o apprebenitam e maadem nesla
em casa de N. O. liicbcr \ Ccmpaubia, rua prara do lierife, na mi larga do glosario n. 21, que
cima, e protesta contra quem
o livor occiillo.Manoel de Almud* Lopes.
Desapparcceu no 1. do correla, do eaRenho
Amazouas, da Iregue/ia de Ipojuca, um eseravo de
nome Luiz, de idade IX a 20 annos, caboclo, baixo,
srosso, stm signa! nenhiim de barba ; quem o ap-
prehender, leve-o ao referido encenho/ou ao abai-
xo assigiiado, no lenle, Iravessada IJi^eiraado u. 1,
que ser gcoerosamenle recompensai^i.
Ha perlo tle 1."> dias, que fagio da ruada Au-
rora, um eseravo mulato, je nome Conidio, de esla-
tura regular, fornido dd\orpo, naife grande, e ca-
bello carapinho. He pruvavel que nde pelos arre-
tlores desta citlade a Ululo de forro : roga-se as au-
toridades policiacs oraaudem capturar e levar a casa
tle Joao l'iulo de l.enios Jnior, e a qualquer pessoa
que poder agarra-lo se dar ama gratificado confor-
me o trabalbo.
Vcnde-sc um cabriolcl com cubera e os com-
petentes arreios para um cavallo, ludo quasi dovo :
par ver, no aterro da lioa-Visla, armazem do Sr.
Uignel Segeiru. e para tratar no Kecife rua do T api.
che u. 1 i, primeiro andar.
Deposito de vinho de cliam-
Cw page Chatcau-Ay, primeira qua-
0f idade, de propriedade do conde
pa-
ja Trancas de algodao c de si
g ttt eueites.
^ Em casa de Eduardo II. Wyatt, i
^ rua doTrapiclit Novon. IS. 9
FRESCAES OVAS DO SERTAQ".
\cnilem-se muilo frecaes ovas do serlao : na rua
Jo Queimado. loja n. I i.
Na loja de 1 portas da rua do Qaeiraado n. 10,
vende-se selim prelo Mnco para vestido de senhora
a 2d'(0O, e muilo superior a :h>000, grosdenaples
prelo, largo a fcOOO, sarja de seda prela a 29000,
setim prcto lavrado, fazenda muilo boa, a 2^400, e
| oulras fazendas de seda por preco commodo.


ARROZ DO MARAMIA'O.
Vende-se no armazem u liiilu becflS
do Av.itedo I'cixe, por pceo commodo.
PECIIINCHA PARA bEMIORA.
Chesou ;. la doCoIleuio n. I, urna poreao de lo-
ques pelos inglezes a loo rs., Altea chinezes a lll
rs., dilos finos a bit), dilos mnito linos a 45000,
58000 e 05OOO ; a elles, antes que se acabera.
Conlinua-se a veuder cebla de Lisboa, sola, a
19300 o cenlo, dila le molho a llfBOO, para acabar
com o reslo : na rua do (Jueimado 11. ."JS, primeiro
andar.
Vende-se muito bom
129, primeiro andar.
Icite : na rua Direila n.
CAL VRGEM.
a mais nova que ha no mercada, a preco commodo;
na rua do Trapicho n. l, armazem de bastos li-
maos.
COBERTORES ESCOROS E
BRANCOS.
Na rua do Crespo.loja da esquina que volla para a
cadeia, vendem-ic coberlores escoro*, proprios para
estratos, a 720, ditos grandes, bem eucorpados, a
|>280, ditos brancos a I-2011, ditos com pello imi-
tando os de lia a 1:280, tlitos de lila a 25100 cada
um.
Farinha de mandioca.
Vende-se sacras grandes rom farinha :
no ariiia/.t 111 de Jos Joaquim Pereira de
Mello noeat Jaaliandega, e para por*
roes a tratar cun Manoel Alves-Guerra
Jnior, na rua do Trapiche n. 14.
i
t
de Marctiil, ruada Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a Champagne, vende-se
a CsO rs. cada eaixa, acha-sc 2
nicamente em casa de L. Le- *
w comte Feron & Companhia. N.
J; B.As eaixas sao marcarlas a fo-
9 TConde de Marcui!c os ro- f/f
4^. lulos das garrafas Sao a/.ucs. (m
Potassa.
No antigo deposito da rua da Cadeia Velha, es-
criptorio 11. J-J. vendo-so muilo superior polassa da
Russia, americana e do Itio tle Jauciro, a procos ba-
cilos t|uc be para fechar conlas.
Na rua do Via ario n. 19 primeiro andar, lera a
venda a sueerier fianella para forro de sellins chc-
rjada recenteinculc da America.
Vendem-se no armazem n. 60, la rua da t^a-
dcia to Kecife, de Ilenry Gibsoo, os mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por precos
mdicos.
A tciO rs. a vara.
Na loja de Goimaret A lleariqnes, rua do Cres-
po 11. ."., vendem-se cassas francezas muilo finas, che-
gadas nlliniamenle, de costos delicados, pelo barato
prern de 480 rs. a vara : assim com> tem um com-
pleto sorlimento de fazendas litias, ludo por preeo
muilo commodo.
l-'utram a 2fi de fevereiro do co, nte anno,
os escravos Luiz e AngehVa, ptrleneentes a D. Ma-
ria Carolina de Albuquerque BUem ; o primeiro,
t rioulo, de idade 10 anuos, pouca aiws ou menos,
cslatura e grossura reculares, desdentado na fronte,
nlhos srandes,e tendo ama prande impingem que Ihc
loma loda a prle superior do rosto, Irabalha de sa-
pateiro, Icm.ii camisa branca de madapolo a caira
escura tle casemira ; a sagoada, anuala, do o'e
lanos anuos de idade, alia, muilo magra e doenle,
cabellos grandes c grisalli quasi absoluta
de tientes. Arabo* elles focinmjnlos, e presume-
-e que foram para Cariris-Novns, o%tt nasce pre-
lo l.ui/. I'roratlle-sa a quem otilmer sua se-
nhora, 110 Hospicio, unta generosa recompensa.
- Dcsapparecea na segonda-fein, do correle,
u molcquc, 1 rioulp, de nome Hjyfulano, estatura
regular, o rosto um pouco comprid, quando falla
gagueja um pouco como se eslivesjc'com medo : lo-
vou caira de casemira tle quadros tirados, fttenda
incleza, e camisa de mtdapolio broma eousa soja :
quem o pegar ser gratificado : na la do Torres u.
42, quarlo andar.
-- liesapparcccd no dia fi de marco correnle, pe-*
las" horas da inannaa, uro negro casVinge, de nomo
Manoel, de 40 anuos, pouco mai* 011 menos, baixo,
corpo seceo, pos lafgus e seceos ;'levoii calca de ris-
cado a/.ul c camisa do mesmo, e Itinbem levou urna
Irouva, conlendo urna camisa braou c oulra encar-
nada : pode-se reconheeer por teripieliiatlo, e tam-
bem as nultis por ser amassador de padaria : quem
n pecar, leve-o ao aterro ta BoS^ViMa u. 50, pada-
ria franceza, que sera recompensado.
CEM Mil. HEIS DE CRATIlIlArAtV.
I)esap|iarcrcn na dia G de dsyemt.ro do anno pr-
ximo passado, Bcnedicla, de 1 anno* de idade, ve<-
i:,i, cor acahocladi ; levou ura vestido de dula com
lisuras cor de rosa e de caf, e nutro tambem de rhi-
ii braneo com palmas, um lenco anvarello 00 pesco
cu ji desbolado: quem a apprhender conduza-a
Apiparos, noftilciro, em casa de Joo l.eile iloAre-
^edo, ou nolierile, na prara to Cor|w SalitouTlT,
que recebera a gralilicjr.io cima.
PERN TYP.DB M. F. DE FsVKlA. 1855 \
MUTILADO


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