Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00905


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Full Text
ANKO XXXI.
N. 59.
-
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.

*~*"~
r
TERCA FIERA 13 DE MARCO DE 1855.

Por anuo adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
-----* iiim

DIARIO DE PERNAMBUCO
ENCAR6ADOS DA SUBSCRIPC.VO.
Recife, o proprietcrio M. F. de Faria ; Kio lo Ja-
neiro. o Sr. Joan Pereira Martns ; Babia, o Sr. I.
Duprad ; >iacei, o Sr. Joaqum Heanlo de Men-
donra ; Pirahiba, o Sr. Gervazio Viclor da Nalivi-
dade ; Natal, u Sr. Joaqun) Ignacio Pereira Jnnior ;
Aracaly, oSr. Antonio.de Lemos Braga; Ccar, o Sr.
Victoriano Augusto Borgei ; llaranho. o Sr. Joa-
qun) Marques Rodrigues ; Piauhy, o Sr. Domingos
H ere ulano Adules Pessoa Cearenre ; Para, oSr. Jus-
tino J. Ramos ; Amazona*, o Sr. Jeronymo da Costa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 28 1/2 e 28 1/4 d. por 1.
Pars, !}<) rs. por 1 f.
Lisboa, 95 a 98 por 100.
Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Actjes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disco tilo de le tiras de 8 a 10 por 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanholas- .
Modas de 63400 velhas.
de 69400 novas.
de 4J00O. .
Prata.Patacoes brasileiros. .
Pesos columnarios, .
mexicanos. .
298000
168000
169000
99000
19940
19940
19860
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito c Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, ExeOnricury, a 13 e 28,
Goianna e Paraliiba, segundas e sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
PREAMAR DE IIOJE.
Primeira 0 e 30 minutos da tarde.
Segunda 0 e 54 minutos da manha.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundase quintas-feiras.
Relacao, letras-fe\ras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1* vara do civel, segundas e sextas ao meio dia.
2* vara do civel, quartase sabbados ao meio dia.
EPI1EMERIDES.
Marro 3 La cheia as 8 horas, 22 minutos e
40 segundos da tarde.
11 Quarto minguante aos i 1 minutos ts
37 segundos da tarde.
> 18 La nova as 2 horas, 25 minutos e
31 segundos da manha.
25 Quarto cresecnte aos 5 minutos o
37 segundos da manha.
DAS DA SEMANA.
12 Segunda. ( Kslatjo a S. Marcos) S. Gregorio.
13 Terca. (Esleco a S. Prudenciana) S. Sancha.
14 Quarta. (Estaeao a S. Xisto) S. Malhildes.
15 Quinta. (Estaeao aos Ss. Cosme e Damio.J
16 Sexta. (Estaco a S Lourenco in Lucina.)
17 Sabbado. ( Estadio a S. Suzana) S. Patricio.
18 Domingo. 4." da Quaresra (Estaeaoa S. Cru/J
cm Jetusalem,) S. Gabriel Archanjo.
Te ni o diversas pessons pedido
* dlstribuicao' deste MHaria, na es-
traila que segu do Mnmlego n
Apipucos, resol ve ii o proprlctn-
rio satisfazer este de se jo creando
nina linliR de li-lrbiii. ao que,
principiando no Mondejo, segui-
r' pelo Manguinho. Ponte de l>
clia, Parnameirini, 5. Auna, Ca-
sa-Forte, Monteiro e Apipncos.
t>s Srs. que Ja' sa'o nssignantcs, e
aqnelles que quizerem de novo
snbserever. queiram mandar seus
iiomes moradas a livraria n. 6 e
8 da praea da independencia, pa-
ra que se. d r o meco a entrega das
folln* com brevidade.
pete official.
COBDUDIDODAS ARMAS.
Q*artel-f eoeral do commando da* arma* da
Ptraimb na ddade do Raclfa, en 12 da
aireo de 1865.
ORDEM DO DIA N. 7.
O mareclial de campo commandanle das armas.
em vista de communicajo que llie foi feila pela
presidencia na dala de 9 do corrente, declara para o
m neeessario, que o governo de S. M. o Imperador
houve por bem, por avise expedido pelo ministerio
dos negocios da guerra a 16 de dezembro ultimo,pro-
rosar por seis mezes a licencia que goza nesta pro-
vincia o reverendo capellao alferes da rcparticSo ec-
elesiaslica^do ejercito, Fr. Antonio de Santa llosa de
Lima.
Declara lambem, que fez a 5 do corrente a sua
apresentarao no qoartel genual o Sr. alferes do cor-
po da goarnirao Gxa de Minas eraes, JoaoBaplista
dosPassos, que veio fruir nesta provincia qoalro me-
zes de licenra de favor, concedida pelo niesmo gover-
no em aviso de 30 de nevembro do anno passado.
los Joaqum Coelho.
Conforme.Candido Leal Ferrcira, ajadaute de
ordens encarregado do delalhe.
'.
*'
^
/

ASSEMBLA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL
Bramarla em 10 de marco de 1855.
residencia do Sr. Bardo de Camaragibe.
(Conclusa/).)
Sao lidos e approvados sem discussao os segrales
pareceres:
A commissao examinando as presentes posturas
da cmara de Tacara!, entendcqu^PRs poden) me-
recer a approvarao desta assembla, menos no final
do arl. 6.de til. I. que deve ser suprimido.
Sala das comns>es 9 de marro de 1855.
Mtira.Oliteira. n
a A eoraroissao examinando as presentes posturas
de Nazarelh, he de parecer que sejam impressas com
as allerajes fcilas em alguns arlinos; afim do po-
derem entrar na ordem dos traballios.
Sala das commissoes 9 de marro de 1853.
Mtira.Oliveira.
ORDEM IK) DIA.
Terceira diseusso do projecto numero 1 deste
auno.
x A assemMa legislativa provincial de Perna%-
buco resol ve :
c Art. i. A forct policial para o anno financeirn
de 1855 a 1856 constar de 400prajai, podendo cm
circumstauciat extraordinarias, ser elevada a 600:
enm a organisacao prescripta pelo reglamento de
i de dezembro de 1853.
h vencimentos das referidas prajas te-
uladoa peta tabella annexa ao mesmo regu la-
mento, Picando em vigor a disposijao da 2 parte do
arUgo 2. da le 332 de 26 de abril de 1851, e a do
artigo 3. da mama le.
i rivogadas quaesquer leis ou dispo-
sijes em contrario,
a Paco da asseinbla provincial 7 de marro de
mtira de Aguiar. Aprigio
C,nimardet.
Kego : Sr. presidente, a falla de
materias qoe devnm enlrar na ordem do dia, den
iilem te tomasse a deliberarlo de
! intersticio para entrar hoje cm dis-
cussao o projecto que fu a forja policial. En acha-
ria antes roais conveniente, que adiassemos esla
discussao por cmqnanto, e pensassemos devidamen-
te sobre esta materia, digo mais importante adiar a
fhajSo da forcea policial, he sempre objecto muilo
importante, e me parece que na presente orrasiao a
sua importancia augmenta. Julgn que, antes de
discutidnos o projecto de fixac,3o de forra, devemos
tratar de discutir o regulamento de 2 de dezembro
de 1853, que da a oraanisarao que actualmente lem
o corpo de polica. Esse regulamenlo, segundo o re-
latorio do Exn. presidente da provincia, lem pro-
duzido muilo bons etTeitos, e lem levado o corpo a
esse estado litongeiro em que actualmente se ada ;
todava me parece, que elle conten algumas disposi-
rOis que nao podem ser approvadas, oa qu pelo
menos deveni ser muilo consideradas por esta caca.
No meo entender esse regulamenlo contm dispu-
sieses, qoe me parecer at inconslilncionaea 5 ha
por exemplo um arligo, qoe slabelece, que as pra-
vas do corpo qoe se ioulilisarem no servico tanham
uma remunerarlo pecuniaria, o qqe nao posso con-
siderar sean como orna pensSo, e he fora de dnvi-
da, qoe s semblas provinciaes n.o tem o direito
de dar pensiles, nem mesmo podem legislar sobre
reformas. Urna le promulgada pela aisemblca pro-
vincial de Sergipe, que garanta a reforma dos ofli-
ciaes de polica, foi mandada suspender pelo gevar-
nu geral, e rom mais forte razo o deve ser aquella
que eslabelce uma pensao para as pracas que fica-
rem inutlisadas no servifo, visto como lie tmenle o
poder execiitvo o competente pela consliluicAo, pa-
ra concede: laes gracas...
O Sr. Florencio :Nao pdenos fazer nada, mas
podemos dar dinheiro I
O Sr. Afelio Reg :He materia muito conlro-
versa a attribuirlo que searrogam s assemblat pro-
vinciaes de poder legislar sobre reformas e aposenta-
donas. Mas nao he isto o que me levoii a pedir a
palavra ; o men lim he mandar nma emenda ao ar-
ligo 2. do projecto. En de forma nenhuma quero
censurar commissao quando formulou o projeclo :
reconhcci qneella limilou-se a copiar o que existe,
nao fez alterado na lei vigente ; mas oque existe
mesmo, nao he bom. No anno. passado fiz parte da
commissao da for^a policial, e o projecto qoe a com-
missao aprosc-nion foi alterado ; rao Uve forcas para
fazer com qne a casa nao approvasse nma emenda
que entilo fui mesa e passou ; islo he, para que o
capellao do corpo, lugar creado pelo regulamenlo,
tenba vencmento quando o eorpo livcrOO pracas, e
leixe de o ler quando o corpo s lver 100. Me pare-
ce, qne se 600 pravas precisan) de um capellao, 100
lambem piecisam, e se 100 o dispensan), 600 lam-
bem o dispensam ; lie minlia opiniao, que 600 pra-
vas, ou 400, dispensan) esse capelln, e que nao exer-
ce fnnrrOes nenhumas no coc-o ; entretanto que es-
Sa disposrao da le s serve para ir firmando a idea
da necessidade de um capellao, c no futuro constitu-
ir-nos na necessidade de fixar-lhc um vencimenlo.
Eu quzera que aquelles que volaran) por essa emen-
da no anno passado, e que lioje estflo convencidos
da necessidade de uma tal medida, me demonslras-
sem qnaes os deveres que exerec esse capellao. Se
olharmos para o regulamenlo, nelle mesmo achare-
mos qne o capellao he desnecessario : se V. Exc.
quizer ler a bondade de ler todo o regulamenlo, ve-
r que somente no arligo 2., he que se falla em ca-
pellao. Esse arligo diz, tratando do estado-maior :
a lera um lente coronel commandanle, um major-
(t fiscal, um tenente-ajudante, um tenenle-secreta-
rio, um tenente-quarlel-meslre, um cirurgao-
mor, um dito ajudanlc, um capellao.
He o nico arligo que tratado capellao ; nos se-
gninles em que se cstabelecem os deveiei e funecoes
de cada uma das pravas do corpo, nao si acliam de-
finidas as funci;des do capellao. Ora. j ie v que o
regulamenlo mesmo desconhece a necessidade desse
capellao, uma vez que llie nao marcou allribui-
Sfles...
lim Sr. Deputado :Dizer missa e eonf.issar.
O Sr. Afelio /lego :Dizer missa e confessardiz
o nobre deputado, mas o corpo de polica p;lo servi-
co que presta, e pela sua organitacao nen* sempre
pode cumplir esses deveres religiosos. Nem se Iraga
para exemplo os corpos de 1..liona, que sao corpos
arrcgimcnlados, onde o soldado n.o lem'oulra casa
ataja o quailel, nao lem um servico espec al como
o corpo de polica. .
Um Si: Diputado :Hojc tem o mesmo.
O Sr. Mello Reg :He uma e.xcepcao|; o corpos
de linha devem ter as suas pracas reunidas, morando
e arranchando no quartel ; e com quanlo os solda-
dos arjam obrieados a confessar-se,podem deiiar de o
fazer com o capellao do corpo ; podem ir a o tro pa-
dre, com tanto queaprcscnlem o sen billielc le des-
obriga. Os corpos do exercilosao destinados ao ser-
tiro de paz ou guerra ; no primeiro caso, esmo a
sua casa he o quartel, e. ah elles curam-se i; mor.
rem, o capellao he necessaro para prestar-I es os
soccorros que na hora extrema devem recelier os
,cliristaos. No caso de guerra sao os capel laes obri-
gados a ncompanliar os seus corpos, e antiganenle
cumpriam elles esse dever com tanta consci>ncia,
que quando aconteca dar-sc ordem para tiran m no
quartel, elles nao queriam, ptrgunlavam : qnem ha
de abencoar esses filhos no cornejo docoinbale, quan-
da elles vao arriscar a vida, defendendo seu Deos.seu
re e -na patria ?
(Trocam-se varios apartes.)
Ora, o nobre deputado esl-me alrapalhando com
apartes sem necessidade. Um corpo de polica nao
be um corpo combalente, deve ter ontra orcanisarao;
he nm corpo destinado somente para policar, e o
nobre deputado sabe bera que polica, na sua accep-
;o geral, he a vigilancia exercida pela autoridade
para a manulencao da ordem e garanta do cidadao ;
e nao he este o lim especial dos corpos de linha.
Nao ha por tanto, necessidade de capellao para o eor-
pe de polica, cujas pracas nao comcm, nem moram
no quartel, e os regulamentos do corpo nao Ihe Im-
poem obrigacao de satisfazer os deveres religiosos.
Repilo : esla idea servir para no futuro obrgar-nos
a pagar ao capellao, qner baja 600, quer 100 pracas.
O soldado de polica sahe de suas rondas caneado,
e no domingo a hora que lem de folga, vai descan-
car em casa, porque, nole-se bem, nao sao pracas a-
quarteladas, vao ao quartel na occasiao do servico e
nada mais.
Sr. presidenle, cu lambem desejava, que esla as-
sembla se compenelrasse da necessidada que lem
de dar oulra org'anisacao ao corpo de polica : um
corpo de polica n3o be um corpo combalente, ar-
mado com armas pesadas...
(Ha mn aparte.)
O governo fez encommendas de novo armamento,
armamento que, segando diz o rotatorio nao servio,
por nao ter viodo de conformidade com a encom-
menda feila: tal) ez tenba anda de vir novo arma-
mento, e sera conveniente que esla casa fizesse saber
ao governo, quo esse armamento nao convm ; a mc-
Ihor maneira de armar o soldado de polica he dar-
Ihe espada e pistola. Querer-seqne um soldado de
polica faca o servico de ronda e diligencias rpidas
com armas de adarme 17, com armas de infantaria
pesada ?...
O Sr. Florencio :Porque effeclivamenle elle faz
esse servico de infantaria pesada.
Vm Sr. Deputado :As rondas nao sao feilas com
armas pesadas. ^
lo Reg :Mas o armamento he de a-
darme 17, he o que se encommendon, e vai fazer-se
esta detpeza em pina perda, porque em bem pouco
lempo nos nos havemos de convencer da necessidade
de acabar com esse armamento. Por tanto, com
quanto o relatorio da presidencia,diga qne o regu-
lamente actual lem dado muilo bons resultados, acho
que njo he elle o melhor. Nao me refiro a parte
disciplinar, poisreeonhecoque o corpo est em mui-
to melhor estado do qne danles : trato somente de
sua organisacao, como corpo ; acho que he pessima.e
por isso quzera, que esla assembla nao volasso
esta le assim tao de carreiras. Quizara que se
adiasse a materia e fosse cada um de nos para nossas
casas pensar sobre ella. Ainda ha outra consa mais:
eu nao sei se esla forja qne flxa a commissao ser
realmente a que deve ficar. A presidencia no sen
relatorio nao diz se o corpo deve ser augmentado on
diminuido, diz aomenle que esl em bom estado,
mas nos vemos que a polica no interior he feita pe-
la Irop de linha, en,lo sei sepoderemos diminuir...
O Sr. Florencio :E de mais a poltica he de con -
ciliacao.
O Sr. A/ello Reg :Isso nao vero para o caso.
He verdade que o governo de um momento pa-
ra outro pode lirarn-nos esses corpos de linha e tor-
nar-se necessaro o augmento da forja policial Mas
o governo da provincia deve ler dados para avaliar
ama tal circumslanca ; e uma vez qae elle nada
nos disse, devemos crer que nao se deve esperar qne
sejam retirados os corpos de linha.
Faro estas breves red exoes, e a casa as lomar na
considerarn que entender.
O Sr. Aguiar :Sr. presidente, levanto-me para
responder a algumas obrervajes feilas pelo honrado
membroque acaba de sentar-so, e antes de tndQj
corre-me a obrigajo de declarar a cata que, embo-
das de boje, por consequencia enlendeu ella qoe se
400 pracas eram necessarias o anno passado.conlinua
''rlualmcule a necessidade do igual numero, sendo que
ncnlium motivo justificavel exilie que aconselhe a
diniinuicao dessa forra.
A presenca de tres ou qualro corpos de linha que
aqui existen), crcio que nao nos deve regalar na fi-
iac.ao da forja, porqnc a caa sabe perfeilamenle
que o governo, de um dia para outro, pode ter ue-
cessidado de arredar d'aqui um ou mais desses cor-
pos, e nao ser nessa occasiao por cerlo que o presi-
dente ou esta assembla ha de procurar remediar um
mal que, por suanatureza, nao pode ser remediado
de promplu.
Assim, me parece de ndeclinavel necessidade dei-
iar esse corpo lal qual esl, com OO pracas, bem
que esse mesmo numero ainda se nao acbe preen-
chido em razan da escrupulosa escolta feila pelo seu
commandanle, dos individuos desuados a velar na
punirn c prevenjao dos crimes; devendo nos agra-
decer Providencia o nao termos a dolorosa neces-
sidade de sobrecarregar a provincia cora as despezas
resultantes de um augmento de forja.
Creio que foram estas as observaroes feitas pelo
nobre deputado. Kesumindo porcm o que disse,
pejo a esla assembla, que atienda a que esle pro-
jeeto apenas contm o que dispe a lei vigente, com
pequeas modificaces, sendo que por isso me pare-
ce estar na razio de ser approvado. Entretanto tor-
no a dizer, se o nobre membro mandar emenda a
mesa acerca do ajudante do cirurgiao e capellao. nao
ra o projeclo que se discute ache-se assignado to- Ihenegarci meu nssenlimenlo.
,'.
f
POLHSTIM,
0 CAPITAO PLOEVEN. (*)
Par E. Gaadin.
PRIMEIRA PARTE.
XIII
A sorpreza.
Das residencia*, sobre que o novo bando poda di-
rigir snas etenraes, nenhuma eslava tao ameajaila
como a dii Aii^rciuont, e todava era a qne menos
Iirociiranigaranlir-se. Isso explica-se : fallava ah a
irajo e ii corar ni ilo um liomein, e s havia uma
mulher e urna menina, esla em lenra idade, aquella
iiiconsolavel pela ausencia do marido. Para oblcr
della algnma menean, era mister fallar-Ule a esse
repeilo, nenbum outro cuidado podia mov-la, ne-
nhuma calaraidade parcca-lhe emivel.
Com ludo uma manha a camarista Icnlou faze-lu
participar dos temores que concebera, e que eram
rommtnis a lodos os criados. Como podia ser de un-
ir sorle Em todo o qoarteirao s fallava-se do 1er-
rivel chele acampado sobre os morros; um dia elle
fra vu-to em Ponte Noire, outro dia no rio de
(o)aves ; passava como o relmpago e por dcsfila-
deiros, que s elle conhecia.de leste a oeste da ilha,
mallograva as perseguijes, arroslava as aulorida-
des, nunca mnstrava-se onde era esperado, e appa-
() Video/JIanon. 58. '
recia inopinadamente onde nao o era, degolando,
pilhando c deslruindo, arrancando os meninos dos
peitos maternos sem que ninguem podesse saber qoe
fazia driles, enlregando-se einliin a todos os exces-
sos msginaveis. Tal era o thema de Rodogunda, c
os desenvolvimenlos nao llie fallavam.
Madama de Ansremonl eslava acostumada a cssas
pinturas sombras ; por isso pareceu commover-se
mu pouco; mas a camarista persisti :
O que acabo de dizer-lhe he verdade. Se a se-
nhora ouvisse fallar Acteon 1
Esse Acleon era um palafrenero empregado na
estribara da habitajao, e Rodogunda linha grande
deferencia para com sua opiniao.
Medrosa dissc-lhe madama de Angremont
sorrindo.
Medrosa.' repeli a camari'la, qualquer ose-
ra em guaes crcumstancias. Oh senhora, he ne-
cesario que en coole-lhe ludo : estamos cm neriso.
Anda!
Estamos em perigo 1 repeli Rodogunda ani-
mando-se. Quer a senhora creia-me quer nao, asse-
vero-lhe que o vi assim como vejo agora a Vmc.
A quem, louca"!
O chefe, o negra dos morros, o quo vira dego-
lar-nos um lestes dias ; sim, senhora, degolar-nos.
Estou bem informada a esse respeilo.
Ento explica-te, disse madama do Ancremnnt
com -ar mais serio. Pretendes ter visto esse diere;
como?
ne uma historia inteira ; vou conla-la a Vmc.
com lano que n3o me reprehenda: sahi hontem
noite. acrescenlou a camarilla com alguma con-
fusao.
Desobediente, disse madama de Angremont
dando-lhe levemente com o leque, contina.
mente por mim e por meu nobre collega, o Sr.
Aprigio Guimaraes, faltando a assignatura doterceiro
membro da commissao, que he o meu honrado ami-
go o Sr. Oliveira Maciel, todava todos nos achamot
de acord a respeilo da materia do projeclo, nao
existindo a menor dissidencia...
O Sr. Oliceira Maciel:lio verdade.
OSr. Aguiar:Tendo provindoessa fallada pres-
sa qne houve em aprcsenlar-se, quanto antes, este
projecto para aproveilarmos o lempo, succedendo
porcm que o Sr. Oliveira Maciel nao comparesse
sessao em que o mesmo projecto foi offerecido.
Agora eu procurarei responder s observajes fei-
las pch> honrado membro o Sr. Mello Reg. Prin"
cipiono nobre membro, a quem me refiro, nao im-
pugnando absolutamente u projecto, porm fazen 1
pe-menos reparos que, de certa maneira, tendem a
deprecia-lo, parecendo-lhe digno de censura pela
referencia que lem ao pensamento cuntido no rega-
lamcnto de 1 de dezembro de 1853.
O Sr. Afelio Reg :Nao censurei.
O Sr. Aguiar :Creio qne o nobre membro disse
isto...
_^Ojir.MelloRcgo :Disse qrnr te referia a lei
actual.
O Sr. Aguiar :O projeclo que se discute he sem
duvida alguma, o mesmo que a lei vigente, com pe-
quenas modificaces ; eontendo por isso igual pensa-
mento, porque fixa o numero de 100 pracas para
composirao do corpo policial, adopta para a sua or-
ganisacao as disposiees do regulamenlo que essa
mesma lei aulorisou o anno passado, e dispe n res-
peilo do ajudante do cirurgiao c capellao o mesmo
que j se achava disposto : por consequencia, nessa
parle creio que o nobre deputado nao devia impug-
nar o projecto, tanto mais quanlo a commissao nada
mais fez do que seguir os passos do honrado membro
que, fazendo parte da commissao de fixacao de forjas
do anno passado, apresentou o projecto que boje ser-
ve de lei e que em nada difiere do prsenle...
O .Sr. Mello Reg :Eu j disse que o projecto
nao foi assim, foi uma emenda que aqui se apre-
sentou.
O Sr. Aguiar :Mesmo ssim, entendo qua a
commissao procedeu muilo em regra, adoptando co-
mo projecto um pensamento qae j foi approvado por
esta assembla.
Assim, ja ve o nobre deputado que, dando-se ao
corpo i mesma organisarao que actualmente tem, e
sobre ludo, nao tendo muito faeil, especialmente a
pessoas inexperientesnestes negocios, como s3o os
memhros da commissao, darem uma nova organisa-
r,lo ao corpo, incluindo em uma lei de fixarao os
delalhes propriot de dispoiijSes reglamentares, pri-
vativas do poder administrativo, he claro qae a mes-
ma commissao fez o que trinamente Ihe cumpria,
islo he, designou o quantum da forja, adoptou as re-
gras que j exstiam para sua organisarao e coniervou
as disposijes vigentes acerca do ajudante do ci-
rurgiao e capellao. Por esse lado pois vejo, qae o
honrado membro nao teve ra/o quando pretenden
que a commissao apresenlasso nma nova organisacao
confrmese deprehende de snas rdenles. Se pa-
rece ao nobre deputado defeitooso o regulamenlo em
virlude do qoalse acha actualmente organisadoo cor-
po policial, nesle cato apresse-sc a pedir qae seja
dado para a discussao, o lim de ser convenientemente
emendado, bem quo eu esleja persuadido de que se
acha elle approvado na parle que se refere a orga-
nisajao, visto como a lei vigente o mandou por em
exeenjao, sendo que por isso me parece fura de du-
vida a sua approvajao por esla assembla, ao menos
nesta parte.
En concordo com o nobre deputado, quanto as suas
observajes feitas acerca do capellao.
O Sr. Florencio :Nao apoiado.
O Sr. Aguiar :E at o anno pastado esle foi o
meu pensamento. Nao assevero ser este o pensa-
mento de mens collegas da commissao, mas se o no-
re deputado apresenlar emenda, pela minha parte,
n3o a impugno.
Pareceo-me lambem deprehender das ultimas ob-
^ervajoes do honrado membro, que elle acha excessiva
a forja volada.
O Sr.Mello Reg :~Nao, nao acho; pergunlei se
era ou nao.
O Sr. Aguiar :Pois en he qne llie hei de dizer :
En segu o pensamento da assembla, consignado na
ledo anno passado, oa por outra, a commissao adop-
tou o que se venceu nesta casa e foi redozido a aclo
legislativo; as circnmslancias de entlo nao diflerem
Pois bem, senhora. foi hontem noite que o
vi; a elle ou a onlro; mas sem duvida foi elle.
Que cmbrulhamenlo de palavras ma ests fa-
zendo, Rodogunda ?
Oesculpc-me, senhora, eslou ainda toda per-
turbada. Onandn vollei hontem das officinas. a noi-
te eslava muila escura, eu linha tanto inedn!... ca-
minhava tao aprestada!... o coraran batia-rae, as
pernas tremiam-mc, en eslava anciosa por entrar
em casa. linha oovido fallar muito do ehefe dos fu-
gitivos, e foi entao que avislei-o; julgue de meu es-
lado l
Foi uma visao qae tveste.
NSo, senhora, era elle mesmo. Eslava apoiado
cm uma estatua do jardim, e nao movii-se mais do
que ella. Eslou bem certa deque era elle. A.laes
horas ocm lal allitude l Acleon disse ha poucos dias
quo elle costuma vir ver uma habitarn antes de ata-
ca-la.
Pois bem, Rodogunda, disse madama de An-
gremont tornaudo-se pensativa ; deixa-me. ,
A camarista nao obedecen logo u essa ordem; he-
silava, c pcsava-llic retlrar-se.
Ah senhora, tornou ella como mudando de
resnlujao, esquecia-me do mais eiscncial; qoe loti-
ce Mas que quer Vmc. ? Minha cabera esl per-
turbada.
O que he ainda'.' perguntoo madama de An-
gremont rom ar distrahido.
Sultn, o cao qae soltamos todas as noiles, e
que vigia sobre a casa...
Com efleito, como dcixou elle ahuera appro-
ximar-se'.'
Ah! senhora, elle fez cousa ainda peior. Es-
tiva aos ps do humera e aflagava-o \ Um animal or-
O Sr. Florencio : Sr. presidente, en parlilhu
algumas das opnioes do nobre deputado que se sen-
ta ao meu lado, islo he, enlcndo que esta discussao
nao deve pastar assim. Nunca vi que a discussao do
projeclo deixarn de forja polieial passasse atsim tao
rpida, sem se dizer alguma cousa. liontem se-
guuda discussao, hoje j a terceira! Nada.... Parti-
Iho portanto essa opiniao do nobre deputado, c acho
prudente, acho razoavel que tenhamos lempo para
poder apresenlar ahumas reflexes, das quacs pode-
remos lirar ulilidade. Nao deixei de admirar pnrm
uma observaran lambem apresentada pelo nobre de-
putado, que disse ser neeessario observar que ha-
viam disposijes no regulamenlo que esl em exe-
curo, que eram inconslituclonaet. Com efTeilo,
eu trem na minha cadeira.
O Sr. Lacerda : Eu vi.
OSr. Florencio : Ainda bem que o nobre de-
putado vio. Tremi quandn ouv o nobre depulado
dizer que baviam dsppsijes inconsllucionaes nesse
regulamenlo, equclinham passado em primeira c se-
gunda discussao, sem que se pedisse a palavra para
rombaler um projeclo, quo ia passar.do conlra a
consliluijao. Eu nao duvido, pois, que o nobre de-
putado o diwe, de queesislemessasdisposires, mas
lio forra confessar guo acho cm ludo islo uma cousa
que nao comprehendo : a assembla provincial da o
dinheiro, mas nao pode legislar acerca do corpo de
polica! Islo acho e,u extraordinario, e nao entro
ncsla questao, porque nm dos honrados membros
desla casa, cujo tlenlo e capacidade seriam capazes
de me esmagar, apenas responden) duendo que islo
eslava cm uso, que as oulras provincias faziam o
niesrao, c assim passou.
Digam l o qne quizerem ; bao do ser os cofres
provinciaes que hao de dar o dinheiro ; mas ao me-
nos consinlam que quem paga lenha o direito de
lambem dar regulamentos, dar recompensas aos of-
ficiaes, porque cu enlendo que temos o direito de
recompensar os servijos prestados.
O Sr. A. de Oliteira : Tambem ai provinciaes
cream comarcas, c o governo geral paga aos empre-
gados.
O Sr. FlorenotOra, o nobre deputado apresen-
la nm argumento que he todo em mea favor : a pro-
vincia quando crea as comarcas, nao faz despeza. en-
tretanto que nos he que pagamos o corpo de polica.
Mas, drei que he preciso convir em que devendo a
despeza feita com o corpo policial pesar sobre os co-
fres provinciaes (o que para mim nao he muilo cla-
ro), nesse caso a assembla provincial tem o direito
de dar regulamentos,, de dar penses, de remune-
rar teas servidores, seja l como fr, pois o nome
nao vem ao caso, nem eu brigo pelo nome, e o que
eu quero he o pensamento: gralficajao, remune
racn, ou como qnizerem, porque diz a consliluijao
qoe as penses o governo geral at pode dar.
Nao posto convir com o nobre deputado, quandn
disse que entenda nao ser necessaro o capellao, ao
passo que disse qua os capellacs nos corpos de pri-
meira linha motlravam ser necessarios, animando os
soldados para o combale, confessando os que preci-
savam etc. Ora, too nobre deputado conhecc a nli-
lidadc de um capellao n'um corpo de primeira li-
nha, como quer nega-lo ao corpo de polica, e esses
homens que sao catholicos, que lem o mesmo direi-
to ao sea capellao que tem nm soldado de linha'.'
Nao sabe o nobre deputado qae mudas vezes o corpo
de polica lem sido destacado c prestado os serviros
que presta a tropa de linha? Nao sabe, que em Pa-
nellaso corpo de polica foi decimado, perdeu qnasi
toda a sua gente? Nao v o nobre depotado que,
pelo arl. Io do regulamenlo, o corpo de polica est
na rigorosa obrigajao de fazer Indo o que pode fazer
um corpo de 1" linfia sem a menor dfferenja? Olhe
qae he logo o art. Io 'le :
Pois pira manter a ordem nao precisa o soldado de
polica de grauadeiras de adarme 17, ou maioresse
houvessc? Mas eu nao vou |adianlc, porque agora
he o lempo da conciliario ; nao haverao desordens,
nao se precisa de armamento, nem de plvora- e
bala.
O Sr. A. de Oliveira:lia assassinates e latro-
cinios.
OSr. Florencio :Pois ainda a conciliario nao
chegou a isso ? Entao nao presta.
OSr. A.de Oliveira:O nobre deputado est
prosliluindo o nome de conciliajao.
O Sr. Florencio :O nobre deputado o qne qOer
he que eu diga alguma consa que elle deseja, mas
eu nao lenlio necessidade disso; son capaz de dizer
Indo quanto pens, mas nao preciso para isso ser
instigado: digo-oquando quero, mas agora sou um
spplenle l muito em baixn, a quem podem bular
para fora quando quizerem ou Ibes fizer conla, e o
nohredeputado he fixo. e de mais a mais depulado
geral, que he o melhor que ha na nossa Ierra, e su-
perior a ludo quanto ha, he principe bispo, etc. ele.
Mas, nao acho razao para que o corpo de polica
nao tenba capellao ; me parece mesmo uma barba-
ridade. O soldado de polica sahe para uma ronda,
enconlra ummalfazejo (o qne acontece minia- ve-
zes); lulam, sabe ferido, vem para o qoartel, onde
se devem 1er camas para esses casos : vem o cirur-
giao, en soldado dizquero confessar-me, n padre
se nao liver obrigajao l nao vai, maso capellao
rai.
O Sr. Silcino : Todos os padres sSo obrigados
a ir.
Q Sr. Florencio: Eslou cerlo que uenhum se
recusa, mas o capellao lem obrigajao.
O Sr. Silcino : Quando a moral nao levar os
padres a prestaren) esse servico aos obrisUlos na hora
extrema, do nada servir a obrigajao um regula-
menlo.
O Sr. Florencio : Mas, diga-me o nobre de-
putado : por exemplo, uma hora da noite, quan-
do a chuva he immensa,vai-se procurar um padre.elles
podem ir; masno lie mais difcil acharase um padre
do que so houver capellao no corpo ? Emfim se-
nhores, sejamos francos : uma hura da noite, Com
chuva ha de ser difiicil de atinar-se com a casa de
qualquer padre, e o soldado mesmo andar as escu
ras ; entretanto que o capellao, lodas as prajas sa-
bem onde elle mora, e lie uma barbaridad!- negar ao
soldado de polica o que he necessaro para qualquer
soldado de linha. O soldado de polica lem maiores
obrgajes do que um soldado de primeira linha : o
oldado de linha esla no quartel, limpaa arma, faz
excrcirios. ahuma gnarnijao, e nsso nao ha atro-
pello, ; roldado de polica dorme pelas ras, perde
noiles,' o se occapa nesse servijo, porque o
Sr. b o chefe de saude com um inferior para
Ihe^ Vi i inarinba, o ver um soldado de
polica ilein/ii de um bole fazendo um servijo geral,
e entretanto nisso he que cu quizera que se tivesse
cuidado ; a provincia paga, e j qne nao pode deixar
de o fazer, paguo s para'o sea servijo, pagae para
garantir a seguranja publica, islo he, seseentende
que he objecto provincial.
Por tanto, eu acho muilo neeessario o adiamcnlo,
afim de que o nobre deputado aprsente os ar'igos
do regulamenlo que sao inconslituconaes ; que baja
discussao, c mesmo discussao a respeilo do capelln
que cu acho necessaro. Quanlo ao cirorgiao, nisso
nao se falla, porque nao ha corpo sem cirurgiao...
Um Sr. Deputado : Eniao he neeessario o ci-
rurgio-ajudanlc.
O Sr. Florencio : Que duvida ? Eu creio que
o nobre deputado nao me pode provar que, sendo-se
cirurgi3o, nao se pode ler impedimento ; e te te po-
de lr esse impedimento, he lgico que hija aju-
dante.
I'm Sr. Deputado:Entilo baja capello-aju-
danle.
O Sr. Florencio : Pois baja. Falla-mc agora
responder ao nobre deputado quanlo ao armamento.
Eu j moslrei pelo arligo 1. do regulamenlo, qne o
corpo de polica pode ser destinado para defender a
ordem publica fora da capital, a o nobre depulado
sabe que o corpe de polica pode ser atacado de ma-
neira tal, que lodos os adarmes sejam pequeos, e
assim est cliro que o corpo de polica deve ler ar-
mamento, porque, no momento em que so soubcr
que o corpo de policias lem pistolas c espadas, meia
duzia de individuos com granadeiras, podem ataca-
lo. Agora, se me disserem que as pistolas devem
ser preferidas para a servijo interno, bem ; mas
como alm dessas obrigajoes elles tem mais a de
sahir para fora para defender a ordem publica quan-
do for atacada (e lembre-se o nobre depulado de
1848,) parece-me que um corpo armado de pistolas
e espadas nao servira de cousa nenhuma ;
e nos sabemos como aqni se pega cm granadeiras e
se faz fogo. Eu acho ulilidade no adarme 17. O
Sr. presidente nao aceitou o armamento porque nao
eslava de accordo com a cncummemla feita, isto he
o que eu ouvi dizer.
(fia um aparte.)
O Sr. Florencio : Isso pergnnte o nobre- depu-
tado ; mal sei do que he meu, quanlo mais do que
he dos oulros. Nao lenha, porm reseio, porque
quando o presidente encommenda, sempre se paga
e cu nunca nuvi aqui acensara ninguem.*
O Sr. Auguftt de Oliveira: Eu Icnho acru-
sado formalmente a alguns presidenfes.
O Sr. Florencio: Declamarles tenho vislo
muias.
O Sr. Augusto de Oliceira : J aecu-ei for-
malmente.
O Si. Florencio : Patrotagcm...
O Sr. Silcino :A assembla nao he tribunal do
aecusajes.
OSr. Florencia S Digo eu que o armamento
nao foi aceito, porque nao eslava de accordo com a
encommenda : o governo encommendou 17, mas
veio de 13, e seguramente se o governo aceitaste o
armamento, leria de ver-se em difficoldadcs, e eu
Ihe digo quaes ellas sao. O corpo de polica eslava
armado com adarme 17, e sempre esteve ; entrava
para o corpo armamento de 13, vejam que anar-
chia Era precito ler duas reservas, duas quali-
dades de cartaxame, a n.o se querer que armfera
como acontecen em 1848 a esse corpo de suarda
nacional do Rccife, que tinha adarme 13 e 17, e na
occasiao de dar-se o carluxame deu-se de differentes
adarmes, e esse corpo que eslava promplo para de-
feuder o governo, esse corpo que era brioso, foi
tido e havido por covarde, e esse corpo teve de
retirar-se, quando vio que o carluxame nao servia
para as suat armas. Disse-se trajao ao gover-
no e islo porque baviam adarmes differentes no
mesmo batalhao. Mas, nao querendo o governo
qae se dsse talvez o mesmo faci, porque eu nao
dinariamente tao mo He mais uma prova de qne
era elle! o chefe dos fugitivos I
Deveras? e como entao?
Consta que elle enfeitija os caes. Ainda hon-
tem Acleon contou-me isso, c soube-o de pessoas
bem informadas.
Apezar do desejo que leve Rodogunda de prolon-
gar a eonversajo, comprclicudeu que a ama nao se
prestara a isso, c que era lempo de cuidar na reti-
rada. Antes de decidir-sc a isso, lanjou maneira
dot Parlhos um ultimo dardo para justificar seu
nome.
Senhora... disse ella era voz baixa e com cer-
lo mvslcrio.
Basta, pequea, basla ; ha qunze dias que
mallralas-me os ouvidos cora isso ; j te disse que
me deixasses.
Uma palavra tmenle, senhora, e isso Ihe in-
teressa mais do que a mim. Se todava enfastio-a
muilo... acrescenlou a camarista com algn) des-
peito.
Ei-a, acaba, j que comejaslcs, disse madama
de Angremonl.
Para que, se Vmc. nao o deseja.
Oh! acaba, acaba, louquinha !
Seria abusar da complacencia com que a se-
nhora (rata-me... Uma tola comoeu.'
Quercs ser rogada agora ?
Pois bem, cis-aqui o fim. Eu linha passado
junto desse homem trmula como uma folba verde,
quando elle chamnu-mc. Nao respond, e entrei a
correr para que nao rae acontecesse alguma desgra-
ja. Elle tornou a chamar-me, e acrescenlou : a Di-
ga ao -enhor qne elle te arrepender t o Cheguei
nesse momento ao poial e nao ouvi mais nada. En
eslava paluda como um lenjol; coulei aos oulros
sei como ha um corpo com difierenles adarmas, en-
tao o governo dexou de acelar o armamento, por
que nao eslava de accordo com a encommenda ;
acho que o governo fez bera cm nao aceitar esse
armamento.
Provei, Sr. presidente, a necessidade do capellao,
e nesse sentido votarei quando for occasiao ; acho
que o corpo deve ser armado; nao seise ha arligos
incoustitucionaes no regulamenlo, ou nao, porque
ainda nao li lodo; agora principiara a ler, mas a
discussao be to rpida que me nao d lempo.
O Si. Presidente : O projeclo eslava na ordem
do dia.
O Sr. Florencio : Mas V. Exc. sabe que hon-
tem foi a segunda discussao, c boje he j a tercei-
ra...; dispensou-sc ludo. Por islo voto pelo adiamen-
lo que o nobre deputado apresentou.
O Sr. Presidente : Nao ha adiamcnlo ne-
nbum.
O Sr. Florencio : En 13o eu fajo um requeri-
mcnlo de adiaraenlo, tendo-o motivado pelas consi-
derares que acabei de apresenlar.
Vai mesa a seguinle emenda :
Arl. 2. Os vencimentos das referidas prajas se-
rSo regulados pela tabella annexa ao mesmo rega-
Iamento, menos na parte relativa ao capellao e ci-
rurgan-ajudante, cujos lugares ficam exmelos.
AIcllo Reg.
Vai i mesa o seguinle requcrimenlo :
Requeiro o adiamcnlo do projeclo em discussao
por cinco dias. Carneiro Afonteiro.
Encerrada a discussao, he o adiamenlo suhmelli-
do votaj3o, e (cando empatado, julga-se, na forma
do regimeulo, adiado o projecto al a prxima dis-
cussao.
Efgotada a ordem do dia,
O Sr. Presidente designa a ordem do dia, c levan-
ta a sessao a uma hora da larde.

Sesaaa' ordinaria em 12 de marco de 1866
Presidencia do Sr. Bardo de Camaragibe.
As 11 ,', horas da manha, feila a chamada, acha-
ram-se prsenles 22 senhores depulados.
O Sr. Presidente abre a setsao.
O Sr. 2. Secretario 16 a acia da sessao antece-
dente que be approvada.
O Sr. 1." Secretario menciona o seguinle
EXPEDIENTE.
l,m officio da cmara municipal, remetiendo 10
exemplares do seu relatorio e oulros lanos do ba-
lanjo de sua recela e despeza, ludo concernenle ao
exerrcio prximo finito. A' commissao de conlas.
He lido e approvado o seguinle parecer :
a A commissao de cslatislov, a quem foi prsenle
uma rcprcseulajao dos povos do dislricto de Grva-
la, pedindo a esla assembla a crcarao de uma paro-
cha na povoajo d'aquelle lusar, nao pode proferir
o seu juizo sobre esla materia, sem que visla dos
precedemos recebdos, seja ouvido o Exm. prelado
diocesano a respeilo da conveniencia ou desconve-
niencia dessa inaugurajao, pelo que he a commissao
de parecer que esta mesma assembla procure pelos
meios ordinarios obteras necessarias informarles do
sobredilo prelado.
Sala das commissoes 12 de marjo de 1855.
Piulo de Campos.Carneiro da Cnnha.
( Coninnor-se-Aa.)
JURY DO RECIFE
Da 10 de marro.
Presidencia do Sr. De. Ale.vandre Bernardina dos
. feis e Silva.
Promotor publico interino, o Sr. Dr. Francisco
Gomes Velloso de Albuqoerquel.ins.
Adcogado, o Sr. Dr. Antonio Jos da Cotia Ri-
bero.
Fscricao, Joaqoim francisco do Paula Esleves
?emente.
Feita a chamada s 11 horas da manha, acharam-
te presentes 40 senhores jurados.
Foram multados mais cm 209 os jurados j mal-
lados nos anteriores dias de sessao.
Foi conduzido ao tribunal, para ser julgado, o
reo Jos Rbeiro Guimaraes, accaiado por crime de
roubos perpetrados na loja de Chapront e Berlrand
c antros.
Findos os debales, foi o conselho de sentenja con-
duzido a sala das conferencias s i dorase ,'j da lar-
de, d'onde voltou s 6, com suas resposlas, que foram
lidas em voz alia pelo presidentedo jury ;em vista de
cajadecitao.oSr. Dr.juizde dircilo condemnou orco
a 8 anuos de gales e mulla de 20 por cenlo do va-
lor ronbado, grao mximo do arl. 269 do cdigo
criminal e as cusas, e levanlou-se a sessao depois
das 6, adiando-a para odia 12 do corrente s 10
horas da manha.
criados o que tinha-me acontecido. Acteon quiz sa-
hir, mas foi retido; essa gente dot morros he lo
feroz !... Eis-ahi, senhora, o que acnnlcccu-mc. He
uma cousa bem terrivel I
Ficando s, madama de Angremont poz-se a re-
florlir sobre o que Ihe dissera a camarista. De ordi-
nario ella preslava bem pouca allenjo a esses boa-
tos ; porm desta vez milas crcumstancias linham-
na impessionada, e entre oulras essa ameaja dirigi-
da ao proprielario da habitajao, a qual era como um
echo de uma ameaja anterior ainda prsenle ao sea
espirito. Desde ento tratou de lomar, a exemplo
dos agricultores vznhos, as precaujes que aconse-
Ihavaa prudencia. As janellas e as|porlas da habili-
jo foram guarnecidas le barras "e ferro suscepli-
veis de suslentarem, se fosse preciso, uma especie de
sitio. Cincuenta negros dos mais fiis enllocados de-
baxo das ordens de feilores escolhidos, receberam
uma orgausajao militar, e foi-lhes confiada a guar-
da ila casa.
Todas as noiles uma duzia dcnlre elles vigavam
cm uma sala situada no pavimento terreo, que nao
linha communicajo interior com o caslello. Sent-
nell.i- conocidas fura e al cerla distancia, deviam
lar um signal no caso de que durante a noite hou-
vesse algum movimento hostil nos eonfins da pro-
priedade. Tomadas estas medidas, restava esperar
os acontec men tos.
O que ajudava singularmente a roultiplcajao dos
bandos de negros fugitivos era a impunidadeque pa-
recan] ter adquirido tuas depredajes. Os anligos
crioulos nao confiavam a defeza de suas casas s tro-
pas da guarnirn ; atsim emquanto elles dominaran),
os poucos negros fugitivos que acoulavam-te nos
morros ahi passavam uma vida miseravel. Planta-
vara e colhiam alguns vveres, mandioca, olame,
CONARQ DE \AZARETII.
4 de marco
Tenho hoje lano que dizer-lhe, que nao sei por
onde principie ; mas, como seja forjoso (principiar)
v la pelo resultado daquelle casamento da menina
le le.: anuos, de que ja Ihe fallei.
Como era muito de prever, o feliz mortal, que
deu a m3o de espozo a essa enanca, talvez para
servir-llie de pai, atienta a descooformidade das
idade, den-se pressa era procurar raeller-se de posse
dos seus bens, esl bem vislo, para se nao extravia-
ren!, e nesse empenho lem andado por aqui em ho-
landas ; masque decepjao I lodas as suas prelenci.es
foram quebrar-te conlra as terminantes disposijes
da ord. do livro 1 til. 88 19, combinada com a
lei de 22 de tetembro de 1828, art. 2. 4, em vir-
ludc das quaes foram os raesmot bens ou alguns ar-
rematados, (deixando oulros de o serem, por nao te-
rem apparecido) cojo produelo consla-me, ira para
core al que essa pessoa complete sua maioridade.
O juiz tem procedido em todo esse negocio como
juiz, louvores Ihe sejam dados, j fazendo ellectiva a
legislajao a respeilo e j rerooveudo a tutora das
mos em que eslava : resta que o Rv. parodio, qae
sem duvida seria Iludido nesse mesmo negocio, faja
tambem o que aconselham as leis cannicas, afim de
ele., em quantidade apenas snflicicnle para susten-
tar em-sc. O espirito de independencia Ihes dava for-
jas nessa luta conlra as neeessidades. Alm disto na-
da os una, senao a igualdade le cundjao ; anda-
vam solados, e nao formavam cssas ligas que assus-
tavam e arruinavam a colonia.
Uma das consequenciasda derrota dos crioulos de
tempera anliga, foi deixar se.n leprcsso immediala
as destruires dos negros evadidos. Para oppr-se a
isso reslavam tmente milicias divididas por upi-
niocs, e mais dispostas a oceuparem-se com a polti-
ca do que com a polica, ou soldados enviados da
Europa e pouco proprios para essa guerra de mili-
tas feila debaixo de um co abrazador. Demais uma
[inrco da forja armada compunlia-sc da,homens de
i r disposlos tb o imperio das paixoes oudo lempo,
a lamentar os negros em vez de censura-Ios, c a fi-
char em seos Icvanlameutos um ponto de apoio con-
tra a ressurreijao do espirito crioulo. Assim houve
uma especie de interregno, durante o qual a auda-
cia los escravos fugitivos nao conheceu limites.
Todavia ale ento nada liaba justificado as medi-
das le precaurao lomadas por madama de Angre-
monl ; pelo contrario pareca que os perigo?, aue
pouco antes eram o objecto de todas at conversajSes,
linham-se alTaslado dessa parle da ilha : as pilha-
gens do sul baviam allrahido todos os elementos pe-
rigosos ou insubordinados, que a colonia continha.
O norle respirava, e nunca tinha gozado de uma se-
guranja roait completa. Nao viam-se mais nos bos-
ques nem nos rochedos escarpado! esses negros sut-
peilos, que espalhavam o terror por toda a parte, nao
fallava-se mais de envenenamenlot de gado, nem
de incendios as culturas ; al as ofiiciuas, tanto lem-
po inquietas c actessiveis as influencias exteriores,
pareciam ler recobrado maoeiras regulares) e a obe*
fechar a porta a prelenjoes immoderadas que muilo
podem aficclar os interesset e socego das familias.
Dizcm, dizem o que? Dizem qae cerlo labelliao pas-
tara nma escriplura de doacao, tem que se Ihe apre-
seutasse a quilaj3n do sello proporcional,o quedera
lugar graves contestarnos entre a rolleclora e cer-
ta pessoa que quera, por serdes vos qnem sois, que
se Ihe passasse a quilajao emhora j houvessem de-
corrido alguns vinte dias depois que era pastada a
escriplura ; mas alinal. metteu-se Nossa Senhora da
Paz, no meio,deu-se a quilajao,fe/.-se nmN. B.
na escriplura por baixo mesmo da assignalura do ou-
lorganle, e viva Dos, fieou ludo sanado.
Deixoaos entendedores apreciaren) este negocio
romo lhes parecer.
Muila sensaco (em causado por aqui nma corres-
pondencia que se l no Liberal Pernambucano de
2( de fevereiro ultimo, sob a assignatura do vigilan-
te, o qual extranhando o silencio do seu correligio-
narioo malulopretende apresenlar-mefaclosaque
me salisfajarau acerca dos desmandos dos emprega-
dos de polica e jutlija civil e criminal.
Muilo receio entrar em polmicas com quem, como
o vigilante, to valenle se slenla i qce Ihe nao im-
porlam at iras dos delegados, subdelegados, juizes de
direito, rannicipacs, commandantes do destacamen-
tos, ele. contando,esmagar a lodos sempre que
queira talvez, com essa arlilharia pesada de qee fal-
la, a qual se fosse posla disposijao dos alliados,
muilo lhes servira para derrocaren) os muros de
Sebastopol ; muilo receio, digo, enlrar em pol-
micas com um campeao to arrojado, o qual de
mais a mais parece-me, nao pora duvida em met-
'er, da mesma forma porque o fez o matulo, uma
grande distancia todos os resptitos enlie mim e
sua illustrssima pessoa, c passar-me uma boa esco-
vadella assim em forma de quem l, v. g. a bueoa-
dcha.
Todavia, tendo lido esse cavalleiro a cortezaua de
ledicar-me oaofferecer-me a sua correspondencia
a para por ella ronhecer se exislem oa nao factos
cm Nazarelb, que o malulo podesse trazer as suas
forroso he corresponder a esse rasgo de civilidade,
esperando que ser dcil em admillir aquillo que
for razoavel.
Difiicil, se nao impossivel seria acompanuar, pari
passu, .io Ilustre correspondente na torrente de im-
properios que derrama por sobre a pessoa do Dr.
juiz municipal, e delegado desla comarca, qQenroasL^
faz o objecto da sua correspondencia ; e por isto
espero permitlir-me-ha fazer nma abslracjao desses
improperios que, seja dito de passagem, astenlam
muito mal em uma pessoa de educara como pare-
ce ser o vigilante, para s tralar dos factos de que
acnsa ao mesmo Dr. juiz municipal e delegado da
comarca.
Principia o vigilante por extranhar qae a o dele-
gado deixo que os subdelegados prendan) o recolhsm
a cadeia publica, sem mais formalidades, a indivi-
duos smenle por despeitus c rxas miseraveis etc.
Se o vigilante quizesse, cu o rcmetteria para alei-
tura do arligo C3 do regulamenlo n. 120 de 31 de
Janeiro do 1842, c delta conheceria que exercendo
os subdelegados autoridade comulaliva com oa dele-
gados, nada podem estes ler com os actos daquelles
senao administra':menle. Do conlrario-segur-se-
hia a maior confusao no foro criminal, como nao po-
de ignorar o correspondente ; parecendo-me por
lano mal cabida a Imputa jao que por esse motivo
fazao Sr. delegado, e sendo qoe te laes prises leem
havido, outrot que nao elle devem ser por ellas res-
ponsaveis.
Cualifica o vigilante de arbitrariedade a prisao de
Benedicto de tal dizendo ter este pasudo na cadeia
mais deoitodiassem culpa formada,nem nota desta.u
Nao saber, por ventura,o correspondente que es-
se Benedicto foi preso na occasiao do incendio a
queallude, por indi cacao do mesmo Sr. Jos Anlo-
nioda Costa Azevedo, como indiciado de ser o au-
tor desse crime ; e bem assim, nao saber que nao
havendq lesteinunlias, mister se faziam algumas di-
ligencias preparatorias como interrogatorios, acarea-
joes, comhinajesetc. etc., para instrorco do pro-
cesso, e que ludo isso podia e devia levar muito mais
de oilo dias ?!!
Nao saliera ainda o mesmo correspondente que
nem sempre he possivel formar-te a colpa a qual-
quer delinqQenle dentro de oilo dias, quando ha af-
luencia de negocios ?!! Lamento que o Ilustre cor-
respondente, antes de fazer semelhante aceattaejo,
nao te desse ao trabalho de ler a parle 2. do arl.
liSdocod. do processo, onde encontrara consagra-
da etsa doulrina : apezar do que quero persudir-me
de que so outro fora u procedimento do Sr. delega-
do acerca le Renedicto, islo he, se o soltaste aales
dos oilo dias, nem por isso deixaria de ser censura-
do, porm em oulros termos: entao, dira o Mostr
correspondente : Oh 1 o delegado soltou um homem
Indiciado de um crime grave, preu por indicando
do mesmo ofendido, e apanhado em flagrante com
uma boa faca de pona !
Ora bem vedes, Sr. correspondente, qoe seme-
lhante modo de raciocinar he um dilemma irieaii
livel, de que nao escapara a melhor boa f ; be
como se dizser preso por ler cao,e ser preso peral
ter eao,mas vamos adiante:
Diz o correspondente, qne o Sr. delegado, com a
prisao de Benedicto enlendeu. posto que tarde,
dar uma satitfajao ao publico qee o observa, aoSr.
chefe de polica, que o censnrou de sna inarjo,
lambem ao Sr. Jos Antonio da Costa Azevedo, pro-
prielario rico e prestmoso, tanto que fot capaz de
conseguir uma advertencia do mesneo Sr. chefe de
polica ao delegado de Nazareth, sobre a destroijio
que sofTra em suas cannas.
Parece-me que o correspondente nao dira lase,
se nao por brincadeira : porque do contrario dara
ma idea dos seos conheciraculos jurdicos.
O negocio he muito simples c redar-te ao se-
gu ote :
Nao sendo o crime de furto daquelles, em qoe ca-
be o procedimento official (art. 71 do cod. do proc.)
segue-se que s a parle olTeodida ten) o direile da
dienca ahi reinava como nos mais bellos dias da co-
louisac.io. Nao havia mais symplomas ea, pele
contrario obtervava-se nma pacificajao as epiri-
tos le sorte que madama de Angremonl senta ter
mostrado uma desconfianza intil, e reoaoeiava pou-
co a pouco ao apparalo de guerra que linha desen-
volvido. A cataslrophe sorprendeu-a nesta dispeai-
jo de espirilo.
Uma noite tempestuosa, em qae nenhuma precau-
jao fra lomada fra da habitajao, houve em torno
della um movimento eslranho. Centenas de homens
entraran) como reptil as plantajoes c no jardn",
e dirigiram-se para o caslello. Chegando diaale do
poial, deram um grito furioso, que pareca respy-
der ao latido dos caes, e ao eslroudo de trovan. Ees
grito era daquelles, sobre rujo carcter he impossivel
liavcr engao; cm nm instante todos se levantaran,
e madama de Angremonl priroeiramcnle : era ba-
gada a hora do perigo, ella tinha deveres a cumprir,
eseu sanguc fri nao abandonou-a.
A brindo uma (anella do primeiro andar, enearoa
o immigo, c claridade los relmpagos reconheceu-
Ihe o numero e as ditpotijoes. Era cm baade cearn
deravet armado de lachos e de espingardas, qae ala-
cava as portas da casa, euardava-ll te todas aa tbi-
das, ou rodeava-a levantando clam ores ferozes.
Eslava sitiada e ia soffrer um con bate.
XIV
O ataque.
Na potijio crtica em que madama da Aneresnont
achava-se, s linha nm partido a lotn ar. IHanle des-
sa horda ebria de pilhasem e de tang ie nle era pes-
sivet capitular, ronvinha resistir, sust entar o sitio, e
prolonea-loale a manha seguinle coi n a esperanja
de receber soccorro dos habilautet da i aldeits riti-
HTll inn


2
1
quexar-se. Ora, o Sr. Azcveilo, lendo solTrido fut-
a em suas caimas, dsvia dar a sua queixa nos ler-
min dos arligos 78 o 79 do mesmo cdigo ; mas o
le. Logo : uao tinlia o Sr. cliefe de que ex-
laraoSr. delegado, ero este de quo dar-llie sa-
Hlardes, non lao pouco ao Sr. Azevedo, e menos
inda ao publico a quem nada diz respeilo upi ne-
narlicular ; sendo que se alguma rcpre-
houvo da parle do Sr. Azevedo ao Sr. che-
fe .le polica e alguma in.inuarao desle ao Sr. dele-
gadu acerca dessa negocio, foi ludo ocioso porquo o
Sr. delegado nunca negou-se a proceder eonlra os
ddiuqucnles.
e explicnr-me do que manei-
ra poderia o Sr. delegado proceder contra os ladres
das caimas do Sr. Azevedo, sera previa queixa do
mesmo genitor, muito leria que agradecer-lhe alcm
do que seria isso urna descoberla muilo inlcressanlc
para o publico.
Segue-se l impulacao de dcixaro Sr. delegado
que cruzein as palmillas chamadas de polica de
fica ao coz, c pistolas, fechando al os olhos ao uso
il! armas da nacAo como sao as granadeira* roladas.
He essa imputarlo Uo banal quo uenhuma res-
posta merece. Todos, sabem que os subdelegados,
Uindo de remoller presos para esla cidade, e nao
lendo sua disposcao senlo essa genle chamada de
polica, aulorisam-na para vir armada com as armas
q'ie livor, sendo que se alguma granadeira rolada ap-
p.iroce, o que nSo duvido.sern dessas que os mesmos
legados loraam e que por nao lerem inda lido
no, as dio a alguus que apresenlam-se desar-
mados pan escoltaren) o preso ou presos.
Temo* chegado as accusacei mais graves feilas
pulo vigilante ao Sr. delegado ; vamos a ellas espe-
raudo dcstrui-las coma mesmo lgica dos fados.
isa o vigilante ao S. delegado da neiiliuma
a que d o lugar que occupa,relacionan-
com pessoas que a fama publica indigita de
rapias, como acontece coto utn celebre Machado
etc.
censadlo parece-me ainda um gracejo de
mo gesto.
icredilaisdevoras, Sr., que um moco de edu-
carlo corno he o Sr. delegado, cojos ascendentes por
parte de seu pai seniprc foram eslimados e consid-
ralos pela pureta de seus costumes, como o poder
at.estar toda a provincia da Paraliiba d'oude alo na-
les, dedicndole alm disso i nohre carreira da
lralura, quererla sacrificar o seu futuro, en-
trolendo rolarescom gente dessa especie '.'!!!
Oh Sr. vigilante, nao he assim que se csinaga a
reputarlo alheia Dizoi-me quo retardes entretem
. delegado com esse Machado J os vistes
i ver, jii os vistes passciar ; ja os vistes com al-
gum commercio ? : O Sr. delegado he um moco
3e educario, he alm disso auturidade, devero por
ca mallralar c insultemos que o huscam para
multas vezes de negocios'.' Sabercis por aca-
locio leva esse Machado casa do Sr. de-
legado, se he que l lem ido "! Estou quo mo ;
logodeissi de fazer (ograves impulacOes sem mo-
tivo algara plausivel.
Nao ficam anda aqui as arguiroes do vigilante .
acensa tambera ao Sr.delegado de conservar relar-oes
coto um rlo Antonio Caries, de Pao d'Alho, sobre
quem pesa o labo infamante de ladrao, aflirmando
que dito Carlos aqui lem vndo.
ir. vigilaute, clai o lugar.dia ehora em que vis-
tes esse liomem, de qne nao ha quem de nolicia ;
eerlameute alguem mais o teria visto, nomeai esse
alguem, e entao seris crido.
lie extraordinaria que o Sr. delegado, contando
bom numero de amigo, o estando sempre com urna
roda solrivei de pessoas escolhidas dcsla cidade, e
^^^.roUtras parles, conserve essas rclacoes misleriosas:!
mas, certo esteu de que nenhum desses que com
elle osiao quolidiaBamenle,ha de dar noticia de seme-
ntantes rata
islou muilo candado, porm nao importa, irei
adianle.
Hizo vigilante: O correspondente de Nazaretli,
no Diario de Pemambum, mcobrigou a manifestar
o que corre aqui como verdades puras, e facis jul-
go suas proras: portanto, tenha elle paciencia ce-
migo, que irei adianle, deixando apena* conhecer
que sou humano para cora o Sr. delegado, e serci
*^^^ tambera para com o Sr. Dr. juiz municipal e orpJiHos,
de quem vou-me oceupar por um momento, ele,
Por mais que qoeira, nao posso furtar-moao des-
gostode dir.er ao correspondente, que junta o escar-
neo injuria : sim, senhor, vos injuriis, e escarne-
cis qoaulo, depois de tantos doestos, e improperios
alirados ao Sr. juiz, vindes agora dizer que seris
humano para com elle Se essa vossa huraanidade
he galgua asleismo, de que, quzestes usar, c-
lao podis cobrar sem saslo o vossj dinheiro do
professor, que ensinou-vos a rhelorica, por nao tor-
vos adestrado no uso dessa figura, quo alias lie lao
bella, quando he bem manejada.
He verdade que o correspondente de Nazarelhno
Mario de Pernambaeo, tratando de defender as au-
toridades das accusaeOcs vagas que lhes fez o malulo
correspondenle do Liberal, pedio fados, que cum-
proviisse mas acensares; porem allenda-se bem : pe-
dio tactos verdadeiros, e positivos, c nao essas hslo-
rias de dizem] enrre como verdade he cor-
rente, ele. etc., por onde canlam etcapar s aquel-
; deprimem ; por tanto, faro ao .vigilante o
me pedido, que me |fez, isto he, que tenha elle
toada comigo, {que irei adianle, mostrando que
foi muilo injusto para com o Sr. delegado.
Desappareceu em Nazaretli a conaora na juslira
publica, diz o vigilante.
E porque, mcu Dos do eco Ser por causa dos
quo lem Plalos com Judas Po-
darte) os escriviies influir as decisoes jurdicas ? Pa-
rece-me qne nao. Os cscrivaes escrevem o que llies
mandara em preseura das parles, ou de seus pro. ti-
radores, que bem podem reclamar, protestar, denun-
ciar, suspeilar, etc. etc.
O escrivao Mello esleve ausente por mais de um
I raez.
E que culpa leve disso o juiz '. O cscrvao Mello
foi pelas ferias, e com licenca passar a Testa'com sua
familia no sul, contando vollar ao acabarcm-se as
mesmas ferias; mas assim nao aconleceu por moti-
vos ile molestia, como he correle, chegando aqu'
no dia 15 ou lti de levereiro, 12 ou 13 dias depois
das ferias. E quercria o Vigilante que o juiz pro-
cedesse com" lodo o rigor contra um funeconario,
que apresentava ratn tan justificativas de sua
talla V.!...
Senlencas as mais injustas sao proferidas com o
maior cynismo .' nega-se o seu a seu dono So lem
juslira nesla Ierra quem lem dinheiro, segundo di-
zem, ou patronato quo o tenha, afflrma' o vigilante ;
en para que o nao chamem declamador, menciona
urna sentenca dada contra Lourenco de Barros em
favor dos Cilios de Felicidade de tal, a qual fora re-
formada em contrario por um accordam da relarao
do dcslricto, sentenca dada coutra o direilo, pelo
que dizem por defferencia. ou ..,.
O correspondente assuslou-se tanto com a ina mes-
raa proposicijo, que nao leve animo de conclui-la,
usando de reticencias, nSo obstante te-la j adobado
com o correctivopelo que dizem.
Mas, em nomedo co, dizei-me, Sr. vigilante, es-
taris por ventura habilitado para conhecerdes das de-
es de direilo ? Peruiilli que duvide, nessa par-
te, dos vostos conhecimentos, tanto mais quanlo a
relarao nao reformou a sentenca, como dizeis, e sim
pruferio o seu accordam, dizeulo que o recebia a
applicacao, por uao dever ser tratada no corpo de
um iiivenlari urna quesiio di alta indagacion
qual deveria ser tentada por meio de una accao or-
dlnari
E de mais, se o dinheiro fosse motivo para se ler
direilo nesla Ierre, como dizeis, entilo jamis essa
scnlenra serla dada contra I.ourcneo de Barros, que
he 20 ou 30 veta mais rico do quo Felicidade, o he
correntoqundizia em loda parlo ler 20:0009 rs,
para garlar com essa demanda.
Como pois quallilirar de Miitcnca dada contra di-
reilo expreiso, por deferencia, ou.,. a juma sentenca
que Indo induz a crcr ter sido proferida consciencio-
samcnle \ '.
Acerca dessa inlerlocoloria, desprezando os em-
bargos de nullidadc, nada dirci lamben) por ora, se
nao que esse Diogo Volho Cavalcanli, a respeitn de
quem mostris querer fazer urna insinuaeao Iratan-
do-odetio, c amigo intimo do Sr. juiz, he liomem
incapaz de commetter urna vileza, ainda quando
dahi Iha viesse grande interesse : soavida he publi-
ca nesta comarca, e nos mais lugares, onde lem mo-
rado : nao desejo oflcndr sua modeslia, c por isso
basla.
Acerca desse processo por crime de estelionato, de
que falla o correspondenle, verilica-se o que disse
mais cima : preso por ler cao, o preso por nao ter
cao O correspondente ecusura o juiz por proseguir
na formarle da culpa, e o que faria se nao proseguis-
se 1 Quanlo as inlenroes, com que o faz, deiai para
Dos, Sr. correspondenle.
O correspondente conla-nos a historia de um as-
sassnato, cujos indicios recahem em um soldado s
para ler occa-io de fallar do relachamcntn do desta-
camento, e do seu commandante. Essa historia lie
como as oulras. O commandanlc lem conservado
at hoje u seu destacamento no molhor p de disci-
plina, nao constando que um s soldado tenha coui-
meltido o menor acto de insubordinaran.
Essa oulra historia de surra em mulheres no meio
da cidade, nunca em lal ouvi fallar, e por isso seria
bom que o correspondenle fosse mais explcito.
Quanlo as torturas empregadas pelo subdelegado
de Tracunhaem, digo do segundo destriclo de Tra-
ciiuliaem, tambera nada sci, se nao, seria o priraeiro
a leva-la nasminhas missivns, pudendo desde j asse-
verar ao illuslre correspondenle, que acho esse jo-
ven, de que falla muilo incapaz de semelhanle pro-
ced me uto.
Es, Sr. vigilante, as correrres que entendi fazer
aos differculcs lopicos da correspondencia, que li-
vesles a urbaudade de oQcrecer-me, rogando-vos
lo smenle que para oulra vez, quando tverdes de
cantar alguem em prosa, ou em verso, nao vos lem-
breis de mim, porque sou incapaz de apreciar o su-
blime de vossa peuiia, c d-me logo para querer fa-
zer correccoes bruscas, como esla.
rale.
~
BIMIOIBE PERMMBUCG, TERQA EEIRI I DE MARCO OE 1855.
/
posturas do E\, i.' do orojecto n. .'!.") do anuo pas-
sado, 1." do de n. -25 do met||}o anuo, e 3.* das pos-
turas j apprnvadas em 2."
>fc.
A companhia dramtica que aqu est, prepara-se
para dexar-nos, tendo de dar o seu ultimo espect-
culo no domingo seguinle (U. A peca, que foi
annunciada para esse dia lie intitulada Os ltimos
momentos de um sentenciado, ou Os tres dias de ora-
torio em beneficio da Sr. D. Mara Brasilina : no
fim cantar o Sr. Santa Hosa em obsequio a benefi-
ciada a engranada aria A prela quilandeira da
Bahadepois do que cantar cora a mesma benefi-
ciada um duelo, rematando loSo o espectculo com
a engranada farra O recrolamenlo n'aldca.
Consla-mc que ha grandes desejos de qoe a com-
panhia de mais um espectculo nnnalogo ao lempo
era que estamos, mas ouc.o dizer que ha para isso
grandes dillcuidados,[altenla a'necessidade que tem,
alguus de seus mcmbrns do regressarem para essa
capital, por estarcm a expirar as ferias do llieatro de
Santa-Isabel, de cuja empreza fazem parte.
Um dos membros da mesma companhia. o Sr. Ro-
sendo, relirou-se sera dar cayaco, deixando a com-
panhia de requerer, para que regressase, visto como
ha um contrato assgnado, por dispensar de boa-
mente qualquer papel, que nodesse o mesmo fazer.
Temos lido abundancia de chuvas.
A larmlia conserva-se cutre 20 c 2i patacas por
alqueire, c a carne entre 12 e II por arroba.
Os paesdesta Ierra n.To silo mais p;es, e sim bollos:
se liouvcisem fiseaes aqui, cerlamente j os lorian)
submeltido a urna opetarao chimica, para ver que
engredientes entram em sua composirao, pois
duvida-se muilo que a feriaba de trigo faca dcllcs
parle.
A proposito de fiseaes, ouco dizer que morreu a
um sugeito urna vacca da molestia chamada carbn-
culo, e para nao perde-la (eslava muilo sorda man-
dou fazer a carne de sol, e evporlou-a para essa pra-
i.-a ; e que ricas feijoadas se mo fariam della !
Dizem l'qae alguns carbnculos lecm sabido aos
esfoladores da dita vacca.
Assevcram que a febre amarclla continua com
forja na povoaco de Viccncia.
Ate mais ver. .\.
(Carta particular.)
REPAF.TJ.5AO DA POLICA.
Parle do dia 12 de marco.
Illm. e Eim. Sr.Participo a V. Exc. que, das-
diflereules participarles honlem e hoje recebidas
ne(a repartirao, consta lercni sido presos:
Pelo juizo de direilo da segunda vara, o oflicial
de Justina Marcolino dos Res Lins, para correcrao.
Pela delegacia do primeiro districlo deste termo,
Miguel Archanjo Fcrrera Pinto, Antonio Pedro da
Silva, Jo3o l'homazda Silva, Jeronymo Manoel de
Jess, Possidonio Joaqun) Das, Ignacio Francisco
da Silva. Manoel Joaquim de Sania Auna, Joao Jos
Lopes Guimaracs, Jos Roberto do Espirito Sanio,
Manoel Francisco do Sacramento, Francisco Feli
das Merces, Jos Francisco de Souza, I.uz Francis-
co Mutins Tiberio, Lourenro Justiuiano Pereira
dos Santos, e Joaquim Diuiz Pereira Cavalcanli, lo-
dos por jogos prohibidos.
Pela subdelegacia da freguezia do Recife, Antonio
Pedro de Aodrade, Marcos Jos Joaquim, os prelos
cscravosAbrahao, Jos, Silvano, e Manoel Jos de
Oliveira, os dous primeiros para correcto, e os
quatro ltimos para averiguacoes policiaea.
Pela subdelegacia da freguezia de S. Jos, Ma-
riannn Gonzaga das Neves, para correcrao, e o pre-
lo escravo Joaquim, por andar fgido.
E pela subdelegacia da freguezia da Boa-Vista,
Manoel Ignacio de Barros, Jos Luz de Souza, Jos
Roberto do Souza, Hornera Antonio Francisco, e
Joaquim Alexandre dos Santos Barros, lodos por de-
sorden).
Dos guarde i V. Exc. Secretaria da polica de
Peruambuco 12 de marco de 1855.Illm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Benlo da Cuoha e Figueiredo,
presidente da provincia.O chefe de polica Luiz
Curios de Palca Teixeira.
Qj collcgios dosorph.os de ambos os sexos, crea-
dos pelo decreto de 11 de uovemhro de 1831, sao
iiconlestavelmenlc de sumna ulilidadcacsla provin-
cia, c urna das instituirles humanas a mais recom-
mendavel e digna das ideas do progresso e da cvi-
lisacaodos lempos moderno) ; sendo ansim lodos
intercsa, qualquer que soja a sua condicao c posi-
i;lo social ; a uns prxima e inmediatamente, a
outros indirecta e remotamente : no primeiro ca-
so csISo os pobres c desvalidos, no segundo os ricos.
Isto poslo e casualmente leudo-nos vndo as milos
um exemplar dorelatorin, que a zelosa actual ad-
ministracao aprcsenlou esle anuo ao Exm. presiden-
te da provincia, acampanhado do balanro da receila
e despeza do auno prximo findo ; depois de bem
examinado, nutrimos as scguinles duvidas acercada
sua exactidao, o assim pedmos permissao aos dis-
tinclos membros da admiuislrarao pnra as expor,
cerlos de que de Iodos elle* em gernl c de cada um
em particular, fazemos o conceito de que sao dig-
nos ; portanto se do uosso reparo alguma cousa re-
sultar em desfavor desse Irahalho, era do longe se
Ibes deve allribuir, vislo como he elle confecciona-
do por um profcssional.cm cujos conhecimentos sem
dovid confiaran!. Dadas eslas cxplicacOes entre-
mos ein materia.
Na observaco a II. 9 do mancionado rclatorio, se
dk :que o predio n. 15 he contemplado com a
renda anliga, por sean adiar ainda arrendado, etc.,
etc. ; mas se os balanc.ossac, como entendemos, um
registro liol da cscripturaco de receila c despeza ;
se para os cofres do patrimonio nao entraran) os
2808, mas sim 7103 ( se nos nao engaamos) preso
este porque os herdeiros do finado rendeiro arren-
da(am, e tem sido recolhido ao deposito publico pe-
los actuacs inquillinos.doiule tem sido levantado pe-
la adrainislracao por meio de precatorias ; he obvio
que esta e nao aquella quaota devia figurar no ba-
lando.
He verdade que no balando impresso(a fl. 16 e fl-
17 do predilo relatorio, se nota quanlia maior p'ro-
venienle de aluguel de predios, do quo a constante
da demonstrarlo da receila e despeza, inipressa a II.
5. Se-naqucllc balanro) eslincluida a dillercnra de
2803 para 7105, devera conslar da explcacao indis-
pensavel em laes casos.
Notamos mais, que todos os arligos de receila da
demonstrarlo se acham em desharmouia com os
da receita do balanro. nao obstante terem a mesma
origem. Alera disto nos paraca iiiteramcnle desne-
cessaria e ociosa a tal demonslraeao em face do ba-
lanro, c nao concidindoastas dous trabalhos, como
doverara, c fallando-nos as iudspensaveis explica-
ces ; parece quo s foram feitos para estarcm em
lula.
Se em vez de demonstrarlo se he chamasse or-
camenln, reconheccriamos a sua ulilidade e mesmo
necessidade ; mas devera conter lodos os arligos de
reccita do balanro, e ser detalladamente feita lauto
a receila, como a despeza : assiralsSo feilos estes
Irabalhos. "^
Demais o,balanro he deficiente ; poro liem de
nao explicar, nao s o saldo existen! "ualimn
do auno, como o de que proceden) as .**?*& e
restiluicoes: lambem nilo aprsenla kqlr arreca-
dar e pagar, e classfica comodeposilo, o que em
nossa humilde opiniao devera constituir receila ex-
traordinaria, ou eventual, e nunca deposito I
Da succinta analyse, qoe fizemos, resulta, que n
balanro nao conten a historia exacla do deve c ha
de haverdoseslabelecimenlos a cargo da adminis-
Irarilo ; he del'eituoso. destituido da necessaria luz,
que de a cunliecer ludo o movimenlo financeiro dos
referidosestabelecimenUs, a por isso deve ser cor-
rgido e melhor elaborado, para que possa prcslar-se
ao lira 'que he destinado.
DIARIO DE PMAMBIM
A' assemblca honlem approvou em lerceira discur-
ri o projeclo de fixacao de forra policial ; em 1., o
de n. 35 do anuo passado, que aulorisa o governo
dispender 2:0009 de rs. com a compra de machinas
e instrumentos agrarios ; e em 2.', as posturas da
cmara de Tacaral.
A ordem do da de hoje comprehende a 2.a das
SANTAS MISSOES EM O SERTO DA PARA-
11IBA.
Sr$. Hedaclores. He na realdade incomprc-
heusivcl e asss diOiculloso analysar o modo e ma-
neras pelas quaes o Omnipolenle desenvolve seus
altos designios a cada instante entre os fiis chris-
tns, nao dilatando lempo a'guin em dcixar-nos em
qualquer parle do universo claros e verdadeiros
vestigios de seu amor, c auciosos desejos da conver-
so humana : e fazcndo-ius couhecer ao mesmo
lempo que Mara Saulissiina sua mai c amorosa mai
dos pcccadorcs he incansavcl em velar sobre seus
devotos, como predilecta niediancira e fiel protec-
tora da humana geraciio. Estavam os habitantes
desla poyjacjto de S. Joao do Rio d Pcixe, capella
filial, e distante da matriz de Nossa Senhora dos
Remedios da cidade de Souza cinco leguas, comple-
tamente desencalcados, e imii distantes de peusa-
rcm ouvr por missaoa palavra de Dos, quando no
ullimo do pretrito anno de 1854, dia em que nesla
capella celebrava-se a fcsla da Senhora do Rosario
em sua pobre Ermida, apparcceu inesperadamente
pelas 8 horas da manhaa o muilo insigne e Rvm.o
Sr. Fr. Seraphim da Oitania, missiooario apostli-
co, convocando os fiis para que enconlrassem a I-
magein da Sanlissima Senhora das Dores, que pou-
co depois enlrou neste lugar, sendo encontrada [le-
los liis qne aqui se achSvain, e com grande jubilo
e venerarao conduzida pelos mesmos. O Rvm. mis-
siouario, depois de haver celebrado o sanio sacrifi-
cio da missa, inslruio aos seus ouvintes por urna pe-
quena pritica, que deveria ser seu comporlamenlo
c meditarlo no fim e entrada do anno, para qne
sanlificassem aquelle dia da Senhora, e depois sen-
ilo-lhe ruin iustancia requerido por dous sacerdotes
aqui moradores, os reverendos Jos Goncalves Dan-
las e Joaquim Theofilo da Guerra, capellao, para
que missionasse ao menos poucosdias, nao quiz ce-
der, porque certamente era oulro o seu destino, c
seguindo sua marcha no mesmo dia para a povoa-
5.5o de Cajaseira desta rcesma freguezia na dislancia
de 5 leguas, acompauhando a sanlissima Senhora e
conduzindo-a um grande numero de fiis, c depois
de haver all chegado, onde pernoilou, a Sanlissima
Virgen) Senhora do Rosario que aqui o tioha Irazi-
do no dia de sua festa, o fez conheccr que aqui
mesmo e nao all, era o lugar por ella destinado
para a santa missao, para onde inimediaRiraente
vollou o reverendo missionaro para contentar sau-
doso o grande e idntico desejo do povo em ouvir
a sua satisfaco, administrando aos fiis que para
isso diligentemente se preslavam cora toda obedien-
cia. Deu principio a santa missao no dia \ de Ja-
neiro de 1855 com o mais ardente zelo, e eropenho
possivel, afin de instruir aos fiis, e lira-Ios do er-
ro e das Irevas da ignorancia eperversidade, e dei-
xa-los possuidos de conlricc.ao e temor de Dos no
caminho da verdadeira luz por meio de seus religio-
sos cathccisinos, e dos mais simples e verdadeiras
mximas evanglicas que aqni apresentou em seus
fervorosos sermes. Impz sabiamente aos fiis a
penitencia sandavcl de carregar pedras para a obra
da capella que lano necessitava, penitencia fruc-
tuosa.
Sojcitou-sc lodo povo sem exceprao do pesson,
homens c mulheres unnimes c perseverantes na
penileuc^sobredila durante 11 dias de missao, o
que dejarlo nao acontoceria na penitencia de dis-
cirJj|a)Bdc sangue, deixou o povo um volumoso ser-
e de pedras ao p da capella, que bem julgamos
material sobrado para a mesma. Avallamos haver-
se carregado o numero de 3 a i mil almas, lendo
concorrido militas pessoas de diversas freguezias,
comportando-se com lodo silencio, respeilo, allen-
^ao o obediencia.
Nuuca faltou, grabas a Divina Providencia, o nu-
trimento corporal, porque sua abundancia fez ex-
luguir toda idea de Tome, c desapparecer a ueces-
sidade corposal. Prodigiosa missao Muilos se re-
conciliaran) com seus inimigos, oulros deixaram a
inii vida em que so achavam, e muilos se casaran)
que viviaiii auianccbados. O reverendo missionaro,
uo so sabio o zeloso jio pulpilo, mas he iuleira-
mente virtuoso e piamente operario. Observando
que aqui careca de una Santa Cruz, deu impulso a
essa obra, fazendo violentamente lirar-se o madei-
ro conduzido nos hombros dos liis, apezar de ser
assas pesado c conduzido da distancia de mais de
duas leguas, deu ordem ao mais material preciso, e
convocando lodos os ofliciaes que se achavam, foi
elle o administrador pessoal e o primeiro oflicial da
sacrosanta obra, o qual com lodo cuidado e diligen-
cia no esparo de 11 dias erigi ura formoso cruzei-
ro, o qual foi collocado dcbaixo da maior pompa e
eulhusiasmo dos povos que concorreram para tao
tocante acto, que pareca ,sc elevaren) os coracOes
de lodos ao alto daquclla sagrada |cruz que foi ador-
uada com os scguinles caracteres. Em cima o ali-
cerce de 20 palmos em quadro com quatr degros
de um palmo de altura cada um, e 10 polegadas de
largura, em cuja base lcvan(a-se o redondo de dez
palmos de dimetro, que na altura de lti palmos
finalsa com um capitel de ordem drica, sustentan-
do um formoso e bello redondo hojudo, que enlejia-
do de redondos e fleles acaba com urna engrarada
carapuca na altura de 30 palmos c meio, do meio
da qual sabe o exccllenlc madeiro de cor verde,
largo, de palmo de frente c 7 polegadas dos lados o
25 palmos e meio (faltara, rodeado dos respleu lo-
res de raios d'amarello bonito, que sahem da espessa
nuvem azul celeste com elegancia o sy nidria, que
atlrahe a atlcncSo edevo^ao dos fiis.
He, portanto, tlicontcstavcl e sem duvida que o
prodigio da Senhora do Rosario grassou ueste lugar,
deixando-o enriquecido e adornado com esla adora-
vel flor, cuja belleza c caraler santo o mais tocante
as vistas dos liis faz renascer a cada momento nos
seus coraccs vivos senlimenlos de religiao. Os
passageros silo iiicansavcis em volver suas vistas ao
rcsplendor que offerece o rcspeilavel cruzeiro, v-
silando-o e adorando a cada instante com admira-
rlo ; e mais pessoas de fra que auasi lodos os dias
vem de proposilo adorar c admirar sua formosura,
provocando a nveja dos liis auzentes, pela sua sin-
gularidade no centro. Teve por certo grande ac-
cesso abriiho este lugar com a maravilhosa eleva-
cao da Santa Cruz, estimulando toda influencia aos
povos fiis para o trabalho da capella coja cons"
lrucc,3o fara a completa felicidade, graca e candu-
ra desla povoaco, alm da natural belleza de seu
terreno. Eternisou sua memoria o reverendo
missionaro nesta trra com este piedoso servir a
Mai de Dos deixando os povos saudosos da sua mis-
sao, e na mais perfeila tranquillidadc, unido epaz do
Senhor, se dirigi para Piaoc, Misericordia e Con-
cejero com destino desemear a divina palavra nes-
ses lugares. O mesmo Senhor por inlercessao de
sua Sanlisssma Mili a Senhora do Rosario queira
abencoar as suas obras, e dar-lhe a preciosa e bem
merecida recompensa de sua perpetua companhia
al eleva-lo ao doco nsscnlo do eterno descanco no
verdadeiro paraizo. Asss agradecemos ao Rvm.
Sr. prefeito da Penha os sorvicos e preciosa offcrla
que acabamos de receber de sua sabia c benigna ad-
ministrarao religiosa, por ler cumprido o que pro-
raetleu em a villa Bella no anno passado a rauitas
pessoas do Piaoc, que foram-o convidar para ir
pregar em Pianc, Misericordia eConceico, disse-
Ihes que em setembro do 1851- mandara um seu
companheiro a Parahiba a contenta-Ios, pois'que
devia continuar com sua visita no Paje de Flores ;
j'sl.lo cumpridas essas proincssas. O Senhor Dos
que nos crea lhes seja propicio com sua divina luz,
e as portas celestes sejam sempre francas a sua en-
trada gloriosa mansao. .'
Povoac-jo deS. Joao do Riujdo Peixe provincia da
Parahiba 28 de Janeiro de ISafe,
nhas, on dos plantadores mais prximos do llieatro
da ralnstroplie. Convnhadefendcr-sc, primeramen-
te das portas e janess, depois de sala em sala, de
quarlo em quarto causando o inmigo e gaohaudo
lempo.
Com quanto liouvesse rcduzido seus ineios de rc-
ladamn do Angrcmoiit liuha ainda ero
torno ile si uns quaranta aervos dedicados, armados
de espingardas de dons canos e cartaxciras bem mu-
nidas : era mais do que necessario para rosislir
ao bando mais formidavel,. c mallograr-lhe
forros. Par isso baslava que os sitiados nao esmore-
cessem, e que conservassem a presenta de espirito
no ineo das vociferar/es dessa borda. Os postigos
de setteiras, donde se pode-
rla ai rom pontaria certa, o
lanjai m cmsuas lileiras. As proprias mu-
lheres criam ulcis defez ilerian.ando incite ou
agua quentc sobre a cabecil dos inimigos, transfor-
mando em projeeti* os movis menos pesados, e op-
pondo aos gritos exteriores griios nao menos evpies-
Emlitn resta va a esperanra de quo os escravo
em ve/, de permanecer) neutros no combale, mar-
rliariam era soccorro dos senhores, o ccdlocariam
entre dous foso* esse bando mais tumultuoso quo le-
laivel. Semelhanle diversa!) teria bastado ura mal-
lograr o*.- aluque.
i- Angremonlnao imaginara sozinha es-
sas corr.lmii.. -. militares; porem entre os defenso-
res do castcllo bavia un homcm em que ella mais
podia fmiliar; ora um servo antis, fiel e dedicado,
que nancer* na habitaran e cnnliecia-lhe todos os! nos [alga.
pa formada para a guarda do castello, o tinha esco-
lliido seus soldados denlrc os melhorcs. Madama de
Angrcinoni abaudonou-lhc o cuidado ira defeza :
seu papel era mnslrar-se mais forte que o perigo,
afim de que vendo-a tranquilla c resoluta, todos imi-
ta-- cin-lhe o exeinplo.
Os assaltantcs esperando que o lerror infundido
pela sna presenca baslaria para dar-lhcs eulrada no
cusidlo, execntavam em torno delle urna marcha
sem ordem, e acompanhada de gritos discordantes,
como devem fazer os lillios do abvsmo em seus re-
nos subterrneos. Em corarnos menos resolutos esse
espectculo leria produzido a impressao que espera-
vam. A rlaridade dos relmpagos e dos lachos per-
miltia ve-las passarem us al cintura, horrendos,
sdenlos de sangue c de despojos, c laucando sobre
I olhares ferozes. Alguus nao limi'lavam-se a
lemonslrai.cs eslrondosas e coraecavam a cm-
pregar meios mili effleaies para sabmeller os sitia-
dos l, ns descarregavam as espingardas contra asja-
ncllas. oulros teiilavam entrar pelas portas ou escalar
a casa.
Onando o fcitor vio isto. foi receber as ultimas or-
dans de madama de Angremonl ; pois Iravar o com-
bate era um acto grave, e elle quera ao menos divi-
dir a respnnsabilidade.
Senhora, he chegado o momelo, que quer que
far;a t
Defendamo-nos.
Entile fogn por fogo ?
Sim, e Dos cmbala comnosco ; elle nos v e
5r.s. lledaclores. Sendo a reputadlo publica,
como a particular do c dadlo,objecto sagrado para o
homem que se preza e vivo em boa soeicdade, aquel-
lo que de urna ou oulra faz bigorna para malhar,
sera razao juslificavel, he um perdido, invejoso, ou
dovasso que baldo de senlimenlos nobles nao leudo
honra perder, s ada prazer e satisfagao em me-
nosprezar e nodoar a dos outros. Neste caso se acham
(res reos de pulida que ncsla.villa se ajuslaram,- sob
as inspirages do Cosa Lobo, juiz de direilo do Rio
Grande do Norte, para forj-a de injurias e calum-
nias desconceiluarcm-ine, n quic/i induzirem-me a
algum excesso ; sendo um destes o vigario desla fre-
guezia Manool Joaquim da Silva, a torpeza perso-
nificada, cuja chronica escandalosa, de que ja deve
estar inleirado o Exm. hispo diocesano, sendo fiel-
mente coininentada .ir horror ao homem mais
sceplico cm religiao.
Tendo ja provado pelo Liberal Pernambucdno,
com documentos e attestados insuspeitos de todas as
autoridades desta comarca, alias meas inimigos po-
lticos, a falsidadc das nojenlas dialribes que pelo
Echo Pernambucano rae ha irrogado o referido Cos-
ta Lobo; ou ainda mais especialmente, que cm lem-
po algum cummcltera eu crime, ou faltas diguas da
censura dos meus concidadaos ; tenho-me conser-
vado desdo entao silencioso, deixando o campo lvre
aos]meusdelractores;mas-vendoqueesse meu proced-
raento s lem servido de cada vez mais reanimados
no proposilo em que estao de guerreurem-me, visto
como conlinuam a moleslar-me cm seus clubs, ver-
dadeiras orgias, sendo provavel qne o mesmo con-
tinu a fazer o corrupto Costa Lobo pelo Echo, for-
coso lie que de novo me colloque na estacada, nao
para descer ao terreno dos insultos o improperios,
lodaral asqueroso em que se revolve o Costa Lobo,
por serem essas as nicas armas que a nalureza 1 lie
deu, e sabe manejar, mas para oppor contrariedade
as calumnias de que a cada passo sou victima, e re-
verter intactas as sellas envenenadas com que esses
cobardes prelcndeiu ferir-me a reputarlo que gozo
entre os meus concidadaos.
Emquanto, porem,rae nao chega ao conhecimento
algum novo acervo de calumnias com que sc brin-
dar-me o lal Lobo, futuro dezembargador da re-
larao de Pernamhuco, urna vez que pela distancia
em que meacho s como espaco de mais de ura
raez he que recebo os jornaes dessa capital, devendo
por isso merecer a siispcnsodc qualquer juizo des-
favoravcl que aquelles que me nao conhecem de
pcrlo possam com a Icitura de laes pecas, formar a
meu respcilo ; aprovellarei a folga para entrelcr-me
um pouco com o Rev. Manoel Joaquim da Silva,
ardipoda de ludo quanlo be justo, honesto e religio-
so, deixando para a primeira occasiilo as mclgueiras
dos outros dous membros do infernal Iriuniv iralo, o
negro Franco e o estooleado GuimarSes.
Quesearvore de censor, queso apresnte como
um Clao o homem escoimado de defeitos e crimes,
lrameal; ainda que Jess Chrislo diisenao es-
lando, como nao estas, isenlo do peccado ; nao afi-
res pedra sobre outrem ; mas o devasso, o libi-
dinoso, o reo de polica, cujo nome tem sido mais de
urna vez laucado no rol dos culpados, he o que sor-
prende e rcvolla Nao se lerabra porvenlnra o Sr.
padre Manoel Joaquim da Silva, quo esse a quem
Smc. boje prodigalisa os maiores insultos, lendo de
presidir em 18i6as eleices primarias para elcilores
desta freguezia, quando Smc. se acliava pronuncia-
do por crime de morlc na provincia da Babia, po-
dendo dirgr-se as primeiras autoridades da provin-
cia, do que llie resultaran) nao pequeos ineommn-
dos e dissabores, limitou-sc a requisitar do Rv. Sr.
padre vizitador da comarca, Francisco Antonia da
Cunlri Pereira, um sacerdote com os necessarios po-
deres para o substituir na mesa cleitoral,'.'; cque ef-
fectivamente fra para esse fim nomeado o Sr. pa-
dre Jo.lo Jos de Araujo, como ludo se v no do-
cumento sob n. 1 ?
Nao se lerabra que, alcm de oulra alentado que
Smc. aqui cumraeltera, mas que por ora deivo de es-
pecificar, pelo qual fora igualmonte processado, ten-
tara Smc. assassinar com umpunhal a Manuel Bran-
dan, cujo crime se nao consummarapela circunstan-
cia que se deu de lerem-no agarrado cm lempo An-
tonio Baldiiino c Barlholomeu da Costa Borros, do
que resultou tirar Anlonio Balduino com urna man
nnilila la,e Smc. irregular c criminosa,egundoo c-
digo penal '.' !
Nao foi o Sr. padre Manoel Joaquim da Silva
quem mandn assassinar pelo soldado de polica Ma-
noel Ribciro da Paz ao infortunado pedreiro Anto-
nio Marlins, cujo cadver anda so aclia sepultado
as praias doJoazeiru, como he geralmenle tbido i
sendo que ainda em dezembro do anno prximo fin-
do o Sr. Dr. Augusta Jos Peixolo denunciara, por
este crime, dcSac. peanle o delegado Penteado '.' !
Nao he publico e notorio ler sido n Sr. Padre Ma-
noel Joaquim, um dos mandantes do hOrrvel assas-
snato que so perpelrou na pessoa do infortunado
Monoel Antonio na riheira do Aguiar, provincia da
Parahiba !
O crime, como diz nm escriptor, lem declivios
falaes, dado o primeiro passo, he mister caminhar
indefinidamente...
He justamente o que se observa na vida do Sr.
padre Manoel Joaquim, que a sortc nos deparou para
parodio desla lo importante freguezia !
Nao seria o Sr. padre quera, ao raptar a mulher
de Luz Alvos Bezcrra, acouselhara a esla que le-
vasse comsigo todos os objeelos de ouro e prala de
seu infeliz marido, como, de fado assim aconleceu,
tendo lugar taraanhn escndalo no sitio Cajazeira
junto a villa do Cralo'.'!
Nao se lembra da escrava Isabel vinda das parles
do Carri em companhia de Manoel Lopes, e de urna
mora de nome Mara, que Smc. vender l para as
bandas da Baha, e cuja importancia seus legilmos
senhores anda hoje eslao por haver, a despeto
dos esforcos que para isto hao empregado ? !
N3o conserva ainda em bom recalo o Sr. padre a
escrava Mara Simoa, pcrlencenle ao Sr. Dr. Mi-
guel Goncalves Lima que a houve, por compra, dos
herdeiros da finada Isabel Filippina. uao Dio lendo
sido al boje possivel aprehende-la, porque S. Rvm.,
logo que desconfia de qualquer diligencia a raspei-
to, a transporta para o oulro lado do rio na provin-
cia da Babia ? !
I-elizmenle nao sao declamarles o que venlio de
commenlar cito nomes, e retiro circunstanciada-
mente os fados conteste isso o Sr. I padre Manoel
Joaquim so poder E bem v que, quem assim vi-
ve cha fardado cm tamaitas torpezas mo esl habi-
litado para depor contra alguem !
E que de horrores nao ha commeltdo o Sr. padre
cm o exercico do seu sagrado ministerio Ainda
com indignadlo nos recordamos do escndalo que
elle aqui nos deu, casando incompetentemente os nu-
bcnles Jos Alves Marlins dos Santos e Brgida Ro-
drigues Coelho, residentes em freguezia estranha a
ponto de ser preciso o respectivo vigario revalidar
o sacramento, plantando desl'arle a desconfianza e
a deshonra no seio dectn* fumilja.'hoDsla". e islo pe-
lo srdido interesse de urna besta, urna vacca c
dez patacOes,'como lambem se ver do documeutu
sob n.2,-; !
Meu Dcus porque nao fazeis recibir vossi divi-
na juslira'sobre esse impo, esse mo ministro do
altar, qne tantos males tem feto ao seu prximo, e
at boje ha podido zumbar e escarnecer da juslira
da Ierra ? Mas, nao nao desesperemos se a jus-
lira de Dos he algumas vezes lenta, porque elle
lera a clcrnidadc sua disposiciio, he sempre infal-
livcl o reprobo, por fim, soffrer as penas de seus
grandes peccados.
Rogo-lhes, senhores redactores, a publicarlo dcs-
tas linhas e dos dous documentes junios, assim como
a transcripcao dos allcslados a que cima me refer,
como formal desmenldo a qualquer aecusarao vaga
que me fagam pelos jornaes dessa cidade os meus vis
detractores. Sou seu ltenlo venerador e patricio.
Luiz de Carvalho Brandas.
Boa-Vista 10 de Janeiro de 1855.
raclerisam a bem espiritual e obediencia ao nosso
digno prelado.
Dos guarde a V. Rvm: Ouncury 8 de novembro
de 1815.Francisco Anlonio da Cunha Pereira, vi-
sitador Reconheco ser a lellrae firma do presento oflicio a
propriado IIv. visitador da comarca edou fe. Bos-visla
12 de novembro del8L5.Em teslemunho de verdade
o escrivao de paz Reginaldo do Castro Bitancourl
Fslava o signal publicoe que v3o comprovados
com a carta precatoria c pronuncianella exarado, o a
do processo uovamenle or^anisado pelo subdelegado
desla freguezia, que lulo be da forma c llieor seguin-
le Carta precatoria de deligenein e prisa tara te
executar contra o vigario Manoel Joai/uimtaa
servente Isabel de ll, e seus agregados Paulo de
lal, e JosMatheus na forma infra declarada.__Aos
Illm-. Srs. subdelegados, e jalla* muniripacs c mais
pessoas em geral cnenrregadas na administrarlo da
juslira criminal a quera o ronhecmenjo pertcncer.__
Muilo envo -andar. Eu o capillo Francisco Lu-
cas Maciel subdelegado de polica nesla villa c dis-
triclo do Pambu' e Mucururc.
quim da Silva, parodio collado da freguezia de Saata
Maria. O padro Joaquim Jiissilino Vinal Formina,
vigario eoconimcndtdo de Ja icos, E nada atafaiM
cotitiuha em dito oflicio aqui copiado e que vai ]
verdade sem cousa que duvida fara. Conferid e
concertado por mim labclliao abaixo amanado. Bta
lestemuuho de verdade o tabellijo publico iateriao.
l-ransco Altus da Lux.
N. 3.Illm. Sr. Dr. juiz municipal.La da
Carvalho Biandao, natural a morador nesta eetaar-
ca, precisa a bem de sen direilo que V. S. Iheatlotr
ao pe desle, se algum dia Ihe conato* que o Mppli-
eanle praticasse algum aaaaarinalo ou baavesae para
isto concorrido, ou mctPM que a semelhanle res-
pcilo nulrisse inlenroes que fossem poata eai ea-
cuso, erabora nao prodnzisscm effeilo.
Ncstcs termosP. a V. S. Illm. Sr. Br. Juiz mu-
nicipal e de orphao do termo da Boa-Vista Iba at-
ieste o que verdade forE R. U.~Lan da Carva-
lho Brandao.
Atiesto que nunca me conslou qae o sapplicanle
livessc assassinado alguem, nem tentado ou concur-
rido para qualquer assassinalo, nasa Uo pauco tjae
Fac.o saber em como procedendo um processo pe- '. "ulra inlenroes de o fazer ; isso allesla por rae ser
la surra c tiro dado em trala A/aria na fazenda i pedido.Cabrob 9 de maio de 1854.__Migoel Ova-
da Arvore deste districlo, sahiram pronunciadas as C'lves Lima, juw.municipal,
pessoas seuuinles constantes da pronuncia aqui exa- Jos Piauhiliuo Mendes Masalhjle*. Uacharet for-
recursos. Era o mesmo foitor qne acoulra Vulca-
no, c ao qual o amo encarregr.i sempre das tarefas
mais delicadas e mais dilliceis. Fra elle quem pre-
sidir s prccaur&es; era o capillo da peqnena tro-
Fogo I disse o feilor aos homens quo tinha pos-
lado.
O effeilo dessa descarga foi lano maior quanto era
menos esperada. Ninguem nesse bando de faosos
cria cm urna resistencia seria, todos linbam esperado
tomar a praca sem combale. Assim quando viram
cahir alguns dos seus, foram atacados de um susto
contagise, e salvo um ou dous chefes. debandaram-
se fiigindo era diflerentcs direcces. I_"m lisiante os
habilaiitcs do castcllo julgaram-sc salvos ; a praca
fora abandonada pelos inimigos, e o silencio snec-
dera aos clamores. Mas nm homem ficou no campo
esfurrando-sr. por fazer os companheiros vollar ao
combate. Era um negro de largas espaduas que 1ra-
zia sobre o chapeo de palha una penna como insig-
nia de commando. Elle animava seus soldados com
o gestee com a palavra, reprehenda os medrosos,
eaaugaia os ndoeels, raformava sua tropa etarnava
a leva-la ao ataque. Depois de mcia hora de hesi-
tarlo o assalto comerou oulra vez, cm proporrcs
milito mais formidavcis.
Escarmentados pela primeira derrota, os sitiantes
portaram-sc com mais prudencia, nao se expozeram
mais ao fogo das janellas, e concentraran) suas forras
em um ponto, onde esse fogo nao chegava. Em
vez de caminharem ao acaso sem ordem nem regra,
recorrern) a urna laclica ; em lugar de esgolarcm-se
em gritos vaos, uardaram um silencio profjndo c
apagaran) os Tachos que podiam s?rvir de pontos de
mira. As Irevas reinaran) interamcnle, e apenas
dislinguam-se sombras confusas enlre as arvores e
sobre a relva. A lempc-ladc vrio augmentar a es-
condi ; nuvens haixas c sombras carregavam a
atmnsphcra e envolviam os objeelos, ns relmpagos e
troves linham cessado ; mas om diluvio pareca des-
cer do co, c a agua cahia copiosamente. Os sitia-
dos viam nesse rigor dos elementos um apoo para
s ; mas essa illaso nao foi Tanga.
No momento em que julgavam-se livres dos ini-
migos, oovram om rumor violento, e am abalo es-
tranho foi imprimido a ludo o edificio : pareca que
elle trema sobre os alicerces. Que signicava esse
abalo inesperado ".' Que machina do guerra era asH
imaginada pelos assallanles ? Ei-la. Em um dos
pontos da habitado clles acharara urna prancha enor-
me, e vinte homens carregando-a sobre os hombros
haviam-na collocado dianlc da porta principal do
caslello. Ahi servindo-se della como de um afiele
acabavam de cscrcer essa primeira e profunda pres-
sao sobre a porta. Embera guarnecidas por dentro
de ferro, as taboas redorara e depois de mais alguns
choques, a porta voara era pedacos e daria passagem
a esse bando de furiosos.
O feilor foi o primeiro que comprehendea a ex-
leasfo desse novo perigo ; nao se engaara sobre a
nalureza desse rumore de:>se abalo, e apezar das Ire-
vas avistara o terrivel instrumento qne ia franquear
aos inimigos a entrada do castello. Correu a mada-
ma de Angremonl, e disse-llie :
Senhora, vamos ser forrados.
iorrados I pergunlou ella, e como ?
O feilor expoz-lhe o que vira c as nquictarOes qne
cansavn-lhe esse novo plano de alaque, c" depois
acrescenlou :
Qoe devo fazer, senhora ? Ordene.
Esta scena passava-se em presenta dos criados c
da pequea guarnido de negros encarregada da de-
feza. Todos os rostes estavam vollados para a cas-
tellaa, como se a salvaran dependesse da palavra qne
ella ia pronunciar. A firmeza de madama de An-
gremonl nao desineiilio-se ; a eminencia do perigo
dava-lhe novo vigor ; nao era mais a crioula indo-
lente dos dias felizes, era urna herona que cuidava
em sua honra e na salvac.Se de sua lilha.
Pcrgunlas-me o qoe deves fazer".' disse ella com
DOCUMENTOS.
N. 1. Illm. Sr. secretario. Luiz de Carvalho
BrandHo, morador nesle termo, a bem de seu direi-
lo precisa que Vrac. revendo o livro das acias das
eleices secundarias para deputedos e senadores, Ihe
d por reidlo as pronnncias quo contra o vigario
Manuel Joaquim da Silva no mesmo se achara exa-
radas, lano desla freguezia como mesmo do termo
do Pambu', provincia da Babia, portante. V. ao
Illm. Sr. secretario da cmara Ihe d a cerlidao pe-
dida do queR. M.Luiz de Carvalho Brandao.
Jo3o Tertuliano Rodrigues Cnclho actual secretario
da cmara municipal la villa da Boa-visla por
iomcarao da mesma que Dos guarde ele.
Certifico que revendo o livro das actas dos colle-
gios cleloraes inslallados nesla villa, nelle achei de
fl; 1 verso al fl. 5 as copias da portara do Rvdra.
visitador llameando vigario interino desla freguezia,
da caria precatoria vnda da freguezia do Pambu',
e pronuncia proferida contra o vigario desta fre-
guezia pelo subdelegado da mesma, e ludo he do
Iheor seguinle A vista do oflicio do Illm. Sr.
juiz de paz da freguezia de Sania Maria da Boa-
visla datado a 5 de maio do correle anno, no qual
me participa o lian-tomo que pode acontecer as
prximas eleices pela falla do reverendo parodio,
autorisamos ao reverendo Joao Jos de Araujo para
que possa presidir a mesa eleiloraldas referidas.elei-
Qes, munido da jurisdirrao parochial, para que de
forma alguma soffra mingua o expediente publico;
cuja enneessao Ihe outorgamos na falta somcnle pa-
ra qualquer motivo do reverendo parodio actual.
Ouricurv 12 de maio de ISfi.Francisco Anlonio
d Cunha Pereira, visitador da comarca.
Rvm. Sr. Constando-mc, por participarlo offi-
ciora do delegado supplente dessa freguezia, o coro-
nel Luiz de Carvalho Brandao, achar-se irregular e
criminoso o reverendo parocho dessa freguezia Ma-
noel Joaquim da Silva por tenlatita de morte ; or-
deno a V. Rvm. em nome de S. Ex. queira lomar
posse dessa freguezia administrando lodos os Sacra-
mentos, e com plena jursdiejao parochial, em
quanlo ah chega o parocho interino que o deve
succeder, vislo que o seu oflicio e emprego o inha-
bilite para o exercico parochial. Esporo que assim
o cumpra, c com aquelle zelo ecaridade que oca-
rada. Julgo procedente ev-officio contra os de-
lini/uentet Manoel Joaquim, vigario da fregue-
zia da Boa-visla, comarca de Pernamhuco, e sua
servente Isabel de lal como a autores ocursos
as penas de temtica de morte. Artigo 3A do cod.
crim., e aos mandatarios Paulo de lal, cabra, sollei-
ro, e Jos Matheos desconhecidos as de complici-
dade do mesmo artigo, uns c outros obrigados a
priso e lvramenlo. O escrivao os lance em rol,
espeja as ordens de priso, e observe o mais que
determina a le, pagas as cusas pelos bens dos de-
lnquenles.Subdelegacia dos dslrctos da villa do
Pambu' e Mucurur 10 de oulubro de 18i-5 Fran-
cisco Lucas Maciel.() que assim execulado fara
V. S., merctissimo Sr. subdelegado de polica, rc-
meller-me os dilos presos com loda seguranza, por
que ha um decahido do acr,ao nesla instancia, re-
querido a V. S. para mandar inlima-lo, alim de pa-
garas cusas fetas at aqui da quanlia de 15j, alm
das que na cxecuc.lo possam accrcsccr, e nao que-
rendo, serem penhorados os bens equivalentes pa-
ra o dito fim. Em V. S. assim o fazer. execular
com a juslira do costume, fazendo servco aS. M.
mostrando a imparcialidade do honorfico cargo que
excrec, e a mim finalmente merc que em casos
laes o farei conjuuclamenlc por assim me recom-
meiidar a lei. Dada e passada nesla sobredita
subdelegacia em 10 de oulubro de 1845, vigsimo
quarlo da independencia c do imperio : eu Flix Pe-
reira Passoj Fedegoso escrivao da subdelegacia o
escrevi.Francisco Lucas Maciel.Vaina sera sello
ex-causaMacielPor ser ex-officb lera de pagar
o sello afinal na forma da leera supra Fedego-
so Cumpra-se. Pnlado ii de oulubro de 18i5.
Araujo. Obrigam os dcpoimenlos das leslemu-
nhas a fallase documentos priso e lvramenlo
ao Rvm. Manoel Joaquim da Silva vigario desla
freguezia de Sania Maria da Boa-visla, c o julgo in-
curso no arl. 192 combinado com o art. 2. e 31 du
cdigo penal por se lerem dado as circunstancias
aggravantes do arl. 16, 12, U e 17 do mesmo c-
digo. O escrivao passe mandado de captura, ere-
mella os aulos ao juiz municipal, panas as cusas
pelo reo. Boa-visla 13 de maio de 18W. Manoel
da Silva Franco.
Nada mais consta sobre o que reqner, o referido
he verdade e dou f. Secretaria da cmara munici-
pal da Roa-vista 10 de Janeiro de 1855. O secre-
tario, Joao Tertuliano Rodrigues Coelho.
N- 2.Publica forma de urna carta dirigida ,-io
Rvm. vigario desla freguezin de Sania Mara, Ma-
noel Joaquim da Silva, como abaixo se declara.
Aos dous dias do mez de maio de mil oilo centos
e quarenla e oilo.nesla villa e comarca da Boa-Vista,
em meu eseriptorio, e sendo ahi compareceu Fran-
cisco Malliia- Diuiz Ferro, com urna carta dirigida
ad Reverendsimo vigario desla freguezia de "Santa
Maria, Manoel Joaquim da Silva, a qual he da
forma e mauera seguinle : Illm. c Rvm.
Sr. Manoel Joaquim da Silva,Sania Mara vin-
te e cinco de marco de mil oito centos c quarenla e
oilo,Presadissmo Sr: O portador desla he o Sr. Fran-
cisco Malinas, o qual conduz esla carta que incluzo
ver vossa senhoria do Rvm. vigario desta freguezia,
o qual me deu para remetter a vossa senhoria, a Ihe
seja entregue em mao propra, e como seja pessoa
segura, certacom quera lenho retacos, encarrego
ao dte Sr. para em meu lugar fater minhas vezes
com as prelennes necessarias, como lambem entre-
gara ao mesmo Sr. quanlia que de mim receben,
de cincoenla mil rtit, cujos foram, urna besta por
vinte,nina vacca por dez, e dez palaccs em moeda,
visto que mo foi calillo o Sacramento que me fez,
e me foi preciso revalidar segunda vez, e fazer ou-
lra despeza ao meu vigario a quem perlencia, pois
quando en dei o meu dinheiro a vossa senhoria, foi
peusando qne ficasse cazada, e nao para fazer
segunda despeza ; dir vossa senhoria que eu Ihe
dei este dinheiro de meu moto proprio, mais deve
attender minha ignorancia a lal respeilo; c assim
espero que vosia senhoria me reslitua o meu dinhei-
ro que lem em sen poder sem haver maior duvida,
logo que eslou informada que nao lhc parlence.
Nao era de minhas inlenroes fazer esta exigencia,
pois eslava cm boa f, e mais nada lenho a dizer a
vossa senhoria por ora, senao que esporo a boa res-
posla, entregando a quanlia ao meu encarregado, on
era dinheiro, ou na mesma factura que de minha
mao recebeu, oque assim espero.
Eslimo a boa saude de vossa senhoria, por ser de
vossa senhoria alenla veneradora e criadaBrigid
Rodrigues Coelho.E nada mais se conlinha em dila
carta, aqui copiada, e vai sem borrao, e nem cousa
que duvida faca. Conferida e concertada por mim
labellilo abaixo assgnado. Em lestemunho de ver-
dade o tabellilo publico interino,Francisco Alves da
Luz.
Publica forma de um oflicio dirigido ao Rvm. vi-
gario Manoel Joaquim da Silva, como abaixo se de-
clara.
Aos dous dias do mez de maio de mil oilo ceios
e quarenla e oito,oesta villa c comarca da Boa-Vis-
la, em meu eseriptorio compareceu Francisco Ma-
linas Dnz Ferro, com um oflicio dirigido ao mesmo
vigario Manoel Joaquim da Silva, o qual he da for-
ma e maneira seguinle:Illm. e Rvm. Sr. Acabo de
revalidar um Sacramento feito por voisa Bem. na
fazenda daSerra desa freguezia, sendo contrllenles
Jos Alves Marlins dos Santos, e Brigid* Rodrigues
i.oelbo, e islo em junho do anuo pretrito; ora nao
sendo vossa Rvm. autorisado pelo respectivo paro-
cho desta freguezia, donde sSoelles parochianos pe-
la eonfissSo feita por ditos contrllenles, por dzercm
que falando a vossa Rcm. em um dia.loqo no oulro
se receberam impossictl parece hacer lempo d*
recorrer a liecnca, e tanto mais quanlo o padre F-
lix coadjutor, por-parocbo, nunca ean-edeu liccn-
ra sem proclamar-oes de banbos. E para previnir
abusos too rcpreheniiveis, e dignos da mais tetera
correcrao, recalidei este Sacramento, e exijo de
vossa Rvm. a razao de assim o ler feito.
Dos guarde a vossa Rvm. Tazenda de Santa Maria
cm desobriga aos viule'o nm de novembro de mil oi-
to centos e quarenla c sete. Illm. Sr. Manoel Joa-
mado cm sccncas jurdicas a eociae* pela acade-
mia d'Olinda, promotor publico desta comarca da
Boa-Vista por S. M. I. ele.
Atiesto que residindo nesla comarca ha tres asta**
e quatro mezes. durante esse lempo nao sae eeas-
tou que o supplicanle tenha pralicado o ateaor cri-
me, e nem mandado, assim como sou vida passada
(em sido a mesma, segundo me informara todas as
pessoas gradas da comarca, e por isso gota de mu.
lo boa opiniao e he homem de muilo boa conduela
inrale civil. He islo geralmenle sabido.Villa
do Ouricurv 21 de abril de 185LJos Piauhilino
Mendes Magalhaes.
Alteslo que nao me consta que o supplicanle le-
nha commetlido ou de qualquar maneira coacorr-
do para se rommellcr assassuiatos ; bem pelo coa-
trario, durante o lempo cm que serv cargo de
promotor publico da comarca da Boa-Vista, sempre
ronsderei o sopplicaute avesso a emelliaata criase
atiesto finalmente que nada se era desabona a con-
ducta quer civil, quer moral do supplicanle, que ha
rotpeilado o eslimado : o que aflrmo jurares, se
lano preciso fr, em f de meu grao e cargo-
Villa de Joazeiro Ii de maio de I85#Joao da
Souza Res, juiz municipal e delegado.
Jos Severo Granja, segando supplente do mu
municipal cm exercico por lei etc.
Atiesto c juro, se necessario for, que nanea earvj
dizer que o coronel Luiz de Carvalho Breadlo boe>-
vesse commetlido algum Msaesiaate, que livesse ti-
lo inlenroes de o fazer em pessoa alguma :esaqaan-
lo sua conduela moral e exccllente, vislo qoe goza das impalhlas da todas
as pessoas dcsla comarca, principalmente daqewlla*
chamadas gradas : lem sempre oceupsdo o erapre-
gos mais altos no termo, he o presidente da cantara
municipal da Boa-Vista ajuiz de paz de primeiro
(lislrcto. He qnanlo lenho a informar por ser v < i -
dadeiro ; e faro em f do cargo qoe occapo.Fa-
zenda do Riacho 4 de maio de 1854.Jos Severo
Granja.
Alvaro Ernesto de Carvalho Granja, tenoale coronel
da guarda nacional no termo do Onriesrv e de
legado de polica do mesmo terne, per nnsaas^li
do Exm. Sr. presidente da provincia, am virtade
da lei ele.
Atiesto que o supplicanle, o Sr. corsael l.nix da
Carvalho Brandao, de quem tenho isidro ciaatti
ment, nao s nunca me consten ti vetes pratcado
assassinato algum, como que por indicies es tasas par-
ticulares para isso houvesse concorrido ao mente ;
antes tem procedido por manen as qae alguns (actos
o provam e nao s.lo occullos. qoe he inleiramenle
intenso a semelhanle Densamente ; a isto aSrato em
f do meu cargo, c |urarei sendo preciso.Villa do
Ouricurv 22 d ->rl de 1851.Alvaro Ernesto dt
CarvaHio Granjd.
Alteslo que o supplicanle, vistoeomo mallo bem
ojeonhero desde sua infancia, sempre se
zido mansa c pacificamente ; e nanea aaa consist
quo assassinasse c nem m.-uidatsa astassiaar a pessoa
alguma ; o que aflrmo por ser a vareada, a ate ser
pedido.Cabrob '.I de maio de 1854.Manee! Ri-
cardo da Pax.lo Quinaquina, eubilsaa|lilii de po-
lica.
Alteslo o jurarci, se preciso for, qae
conslou que o Sr.coronel Luiz de |Cai valho I
praticasse arlo algum de ismiiiulu. e i
co que para isso prestaste e seu anxilie oa
IIFRIUFI
voz resoluta. Que farias se meu marido estivesse
aqui?
Rcsisliriemos at ao fim. responden elle.
Pois bem, obra como se elle aqu estivesse, re-
siste alao lira.
A senhora ser obedecida, disse o fetor. De-
pois vollando-se para seus soldados, acrescenlou :
Irmaos, vos mesmos o ouvistes. Se a casa deve ser
tomada, nenhum de nos saia vivo. A senhora asim
o ordena. Ide nos para as janellas, outros para a
porla. Inncai de cima ludo o que acliardes i mo ;
amontoai os obstculos era baixo. Ea, vamos.
Animados pelo cxeraplo da senhora e pelas pala-
nas do chefe, os negros voltaram ao seu poslo, e li-
zerani.para se manterem,esforcos sohreuaturaes. I m
teso vivo rompen de todas as aberturas ; com o toe-
rorro dos movis ecolchcssirsteuloii-se a porta aba-
lada e enlulharam-se os corredores de maneira que
llcasscm inaccessiveis. O terrivel ariete continuas,!
a quebrar n* aboas da purla ; mas depois desse obs-
tculo apresentava-seoulro, depois oulro ; eram vio-
le sitios em um e de dcnlru o combate teria recome-
cado a cada saluda. A resistencia ganhava assim
lempo, c por conscguinle esperanzas, c se os escra-
vos da scnznla livessem imitado a pequea tropa de
negros liei, o bando se teria dispersado deixando no
campo seus mais valerosos combatcntes. Mas os ne-
gros, om vez de toccorrerem os senhores, abandon-
ramos ou passaram para o inimigo. Isso uao era
obra do momento, nem frudo de um arrebalamenlo
sbito, eslava preparado previamente.
Essa rirrumstaiicia augmenten o numero dos ag-
gressores, e com o numero crearen o ardor e impa-
ciencia de acabar. Asvociferaces comecaram nova-
mente e l.un.iran um carcter mais selvagem do que
daules ; o grites nada liuliam de humano, eram ru-
gidos de fera, entregues aos seus appeliles. Se a re-
sistencia era encarnizada, o ataque nao o era menos ;
os tiros Irocavam-se, as imprecacOes confundiam-se
c a vantegem passava de um partido a oulro 6em
que se podesse dizer qual sahiria vencedor, quando
um incidente mudou repentinamente a face das coli-
sas. O feilor receben urna bala no hombro que o poz
fon de estado de comhaler. Banhado em sangue
elle leve a forra de arrastar-se par a ama, e dsse-
llie com dr misturada de constcriiaco :
Senhora, foja. Ei-los! ei-los s
Em apoio deslas palavras ouvio-se um tremor ti-
nislro, e grites de victoria parliram da parle de fora ;
o veslibnlo eslava invadido, e alguns amallantes li-
nbam penetrado atravez dos obitaeulos accumula-
dos. Madama de Angremonl comprehendeu que era
chegado o momento fatal e que ia achar-se com sua
lillia a merc dessa horda. Ergueu os olhos ao co,
onde eslava sua ultima esperanra. lomou a filbinha
pela mao para eslar corla de quo nao seria separada
della, e vollando-se para as mulheres que a rodca-
vam, dissc-lhes :
Sgam-mc.
Dirgio-se a capella para esperar ah seus algozes.
A capella eslava acceso como para urna s.ilcmuida-
de. a castellaa ajoelhou liante do altar a todas as
criadas imilarani-llie o cxeraplo. Entretente a mul-
tidSc penelrava no caslello por tedas as partes, nao
havia mais resistencia nem lula, e apenas ouviam-se
ateuns tiros solados. Dos defensores do castcllo
uns linham perecido, outros segnindo a senhora,
eslavara prosIradoS dentro da capella e pieparados
para ludo. Os vencedores entraran) ah quasi ao
mesmo lempo, leudo as armas ui mao c o grito de
guerra na bocea.

vencia, antes pelo contrario consta-ana Me
pregado porton-se sempre mansai
te.e
par-
He a
ticular obediente ao governo ; isa diga aas abano
da verdade.Subdelegacia do Ourieery Si de abr1
de 185LLibralo Ribeiro Granja.
Atiesto que o Illm. Sr. coronel l.aiz de fin alba
Brandad he de urna conducta morigerada, e
consta que livesse pralicado oa mandada fa:
sinio algum, antes pelo contraria
inimigo dos que praticam crimes, a desta l
de seus concidadaos estima e loaaidma^lu.
que lenho a dizer da conducta moral e civil do sea-
plcanlc, (; se preciso for provarei.Ourteary 2 da
abril de 1S.54.Dimas Lope* de Siqacira
major da guarda nacional.
. Estavam reconhecdos e sallada*. )
miaataai i
Srs. Redactores.Ao lcr-se o anaancit
em seu Diario n. 55 de 8 do corrate,
primeiro occorre he, que ea com as aa
tenho aracaradn, e rom a minha lingos ve
lenho alassalhado em sua vida particular i
ao morador la ra do Varadouro, cata grasada <
sotao, ou para melhor dizer, Jote Quioliaa da Castro
Leao.
Ora, por mais que teja proverbial a minea Reag-
ina, nao he possivel que o meu silencio aa
natural conseqneucia de urna insinuaeao Uo parti-
da quanto oUeusiva da miaba rrpslacio ; par isso
expliquemos.
O simples fado que dea lagar aqaelke
animado, nao foi oulro senis o ler a l
feito harmona com a vos geral, qae par
acclatnir.io declarou o aniuindanle cama a refor-
mado, quo firma a correspondencia sim como ja leudo dado logar ao aaauaciaat a pre-
curar-mc em ranilla casa para pedir-me crpliocflc
do* fbodataenlos que eu tinha para iadigita-lai
da mencionada correspondencia.
Bem assim a histeria dos
Paetjew* ca m tm.
mina dito annuncio, he ainda amale vola iatraaaclo
para fazer suppor, que eu tivasaa nelle algnaaa par-
te ; e, pois, fique-se tabeada qua e
tendo recebido em consignarlo aa
mundos puquios em forma de carta lacrada,
remellen para na qualidade de lalanaada palias I
averiguar dondo tinha partido a niniltfaa rasura i
Agora viste da succinta e exacta avpssiejtedaa
fados, que adrede foram omillidee, qoe ea iafira
quem lera lingua penronhenla, tntem lata faadar-
forriees, m eu, oa seo arrojado aater.de aaann-
cio a que respondo.
Soo, Srs. redacloret, ele., ele.
Jote Eustaquio Maciel Nontetr*.
Olinda lo de marco de 1855.
Mal I mate disscraan ollea pretieetaada-se
romo furiosos, e ferindo a dirella e a esqaerde. '
Mala .' mata repetirn) novo bandea chegan-
do rom lachos na mao.
O terror eslava em sen auge, e urna confesas bor-
nvcl combara. As mnlhrres e os momees davma
en lo dolorosos ou corriam para o altar como ntra
um lugar de asilo o abracavam-no ; os allintes ae-
gros da guarnicao, os nico qoe linham tvbrevivi-
do, lornavam a levantar-te e amatara afleativa
bem resolutos a morrerem em p ; madama de
greraonl linha a altilude resignada e tranquilla de
una marlyr. Ja o sangue corra e mundava o adro
da capella, a profanarlo era flagrante, quando ota
linmrin abri com a espada urna rm-aagem no meto
desses furiosos : era aquelle que Irania a
do commiiiidn. A' rlaridade dos fachas a genle da
habilacao pode cmfim v-lo ; lodos rateaboettam
logo esse semblante horrendo ainda prsenle tu a
Icmbranr.i, c exclamaram :
Vulca.
Sim. Vulcano, responden o homem j
do a mulldao com olhos ensanguentadir-.
Dirisio-se a anliga senhora derribando os seos a*
esmagandn os que nio tpartevant-aa promptamenle,
tirou-a di' braros que ameacavam-na, c cxdimou
com voz itliimbante :
Eia .' esta mulher perlencc-me.
A tropa obedecen, a carnificina cesson e I ordestl
restabclcieu-sc pouco a pouro.
Enllo, disse Vulcano a sua prisoneira, en nle'
linha raz.'.o de dizer qae e senhor te arrepeaderie ?
(Coi/maar-
HiiTiiiinn




DIARIO DE PERMMBUCO, TERQA FEIRaIDE MARQODE 1855.
.*
COMMERCIO.
PRACA DO RECIFE 12 DE MARCO AS 3
HORAS DA TARDE.
Cotac,0es olliciaes.
Hoje nao houveram colarles.
Al.FANDEUA.
Kemliimnlo do dia 1 a JO.....130:305*223
dem do dia 12........ 30:02l}787

4
t
)
160:327010
Deterregam hoje 13 i marro.
Btigua francezPharamonimercadorias.
Brigue inglez Mary Auno reto.
Rrigtie suecoF.mittrelo a garrafoes.
Brigue hamburguez Aolphocarvao.
Importa cao'.
Briguo sueco fc'mil, vindo de Hamburgo, conso-
nado a N. O. Bieber& Companhia, maiiifeslou o se-
lle :
1 caiw boloes ; a Rabo Schnietau & Compa-
nhia.
1 ditas lelius da vidro ; a Rollie Bidou-
lac.
1 dita lecidos da laa ; a Manoel Joaquim Ramos
e Silva.
t fardo leudos de lia. 1 caun'.inst. omentos, 7 di-
las lecidos de algodao, 1 pacota' amostras; a Timm
Momscn i Vinassa.
13caita* lecidos de alqodao, I pacolo amostras ; a
J. B. Gftaslev.
is ditos dito, I pacole amostras ; a J. keiler
& Companhia.
i lecidos de algodSo, 1 pacole amostras ; a
Schaplieillio &. C.
II couro de lustre; a Domingos Alves Ma-
thens.
1 dita obras de me la!, Mita tollias de ouro, 2 di-
tas lecidos de toda, 1 dita quiiqiiilharia. 31 dita
i I barris alcatrSo, 71 cestos garrafas va-
lia, 2,000 iiarrafes vazio, 728 barricas cemenlo,
3S9saceos fatello, 1 pacole amostras ; a N. Bie-
ber&C.
CONSULADO EHAL.
Reudimenlo do dia 1 a 10..... lt:9KI:t72
dem do dia 12........ 2:M9g219
MOVIMENTO DO POUTO.
17:9305091
DIVERSAS PROVINCIAS.
Reudimenlo do dia 1 a 10..... 1:6278092
ldeci do dia 12........ 332*796
1:98.t7KS
Exportacao'.
A', liiale nacional Anglica, de 82 toneladas,
conduzin o eegoinlc : Ti volumes gneros estran-
geiros, 19 dilos ditos nacionaes.
RECBBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS E-
RAliS DE l'RRNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 1 a 10.....17:502t982
dem do dia 12. 1:8875271
19:390*25,3
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimentododia 1 a 10.
dem do dia 12.
16:3178009
2:6t7559
18:965)518
PALTA
r correntei do assucar. algodao, e mais
eneros do paiz, que se despacham na mesa do
comulado ie Pcrnambuco, na semana de 12
a 17 de marro ie 1855.
Assucar emcaias branco 1." qualidade a>
2.a O B
mase......... ,,
d bar. e sac. branco.......
mascavado.....
rcfiisao^. ..........
a
____ ~ "*"" :..
x era caroco. .
Espirito de agurdenle
Agurdenle cachaca . . .
a de canna . a a
resillada . , .
Genebra . ....... . .
. ....... , .
Licor . t .
>
B

D


u

B
O
B
n
B
B D
B
. caada


B
. botija
. caada
. garrafa
Arroz pilado duas arrobas, um alqueirc
j cm casca........... o
Azeile de mamona ........caada
b mendohim e do coco
a de paite.........
Cacau............... @
Aves araras .........orna
papagaios.........um
Bolachas "............ b
Biscoilos..............
Caf bom.............. n
rcslolho...........
com casia.....'...,.. b
moldo .".........* b
Carne secca............ d
Cocos com casca..........cenlo
Charutos bons '.......
ordinarios......
b regala e primor .
Cera de carnauba.......
em velas.........
Cobre noy mao d'abra ,
Couros de boi salgados.....
d eipitados.......
b verdes.........
de oura........
cabra1 corlidos .
Doce de calda........,
b goiba.......
seceo..........
b jalea .....
Estopa nacional........
b cslmngeira, mao d'obra
Espanadores grandes........um
b pequeos.......
Pirraba, da mandioca ....
milito......
b b ararula .....
Feijao............
Fumo bom..........
ordinario .......
em folha bom.....
b ordinario. .
b rcslolho .
Ipecacuanha........
(omina...........
tiengibre...........
Lenha de achas gi-andcs .
> b pequeas .
n b loros .....
Planchas de amarello de 2 costados ama
> n lomo......... i
Costado da amandlo de 35 a 40 p. de
c. e 2 >i a 3 de I..... s
b da dito usuats.......
Cosladinho de dito........
Soallio de dilo...........
Ferro de dito........... b
Costado de loare......... u
Cosladinho de dilo........
Soalho de dilo...........
Forro de dilo...........
a cedro .......
Toro de ta laja ha......
Varas de pnrreira......
b s agudhadas.....
k qai'is.......... b
Em obras rodas de sicupira para c. par
eh.os b
Mclaro..............
Mili..............
Podra de Molar........
b DUrar..........
b rcbolot........
Ponas de boi..........
Piassava ... ..........
Sola ou vaqueta.........
Sebo em rima........
Pelles de carneii o ........
Salsa parrilba..........
Tipioca.............
Lidias de boi..........
Sabao.......'.......
Esleirs de perperl.......
Vinagre pipa ..........
Cabecaj de cachimbo de barro.
25200
1800
19UI0
25-500
HK800
39200
aUM
59000
4600
19350
6i
9140
9520
9450
9480
9220
9180
9220
58000
18600
9600
19760
1*200
59000
109000
39000
59120
79680
4*500
39000
39500
694O0
59500
39840
19200
9600
29200
99000
119000
9160
9180
9190
9100
159000
9200
9200
9160
9400
9320
19280
I9OOO
2SO00
B 19000
alqueirc 29240
@ 29000
b
alqncire
t

B
o
alq.
cenlo
B
O
-Vacio entrado no dia 12.
Parabiba3 das, liiale brasilciro 7Vs" l-maot, de
31 toneladas, meslre Jos Duarle de Souia, equi-
pagem 4, carga loros de mangue ; ao meslre.
Passageiro, Antonio Barbosa da ('.osla.
Hm*o* sahidns no mesmo dia.
Liverpool por HaceiBrlgu Inglez .%/ariha, ca-
pitao John Floode, carga aisucar. Passageiro para
Maeei, Jos Antonio Pinlo Serodio.
LiverpoolBrlguc ingloz limma, capilao Thomaz
Wbil, carga algodSo e ssucar.
HavreGalera franceza Haere, capilo I'ugibcl,
carga assucar, cutiros e algodSo.
EDITAES.
B
quintal
duzia
cauada
alqueirc
urna
B
B
cenia
molho
meio
ama
@

ctnlo
orna
B
millieiro
7|000
39000
88000
49000
39OO
409000
39000
19500
25100
?900
IO5OOO
169000
79000
251000
6fj00rj
99000
69500
49000
69000
51000
:1520o
251XW
39000
19280
19280
19600
|0W
409000
169000
tm
19600
9640
69OOO
9800
49OOO
9320
29100
gtoo
09900
WH
9210
9120
9160
308000
59OOO
O illuslrissimo senbor contador servindo de
inspector da Ihesournria provincial, cm cumpri-
menlo da ordem do Exin. Sr. presidente da pro-
vincia de 3 de corrcnle, manda fazer publico
que no dia do torrente pirante a una da
fazenda da mesma Ihesouraria, se ha de arrematar
a qur-m por menos lizer, a obra dos reparos a fazer-
se na ponto de Beberibc, avaliada em 6(>O^I00rs.
A arremataban sera feila na forma da lei provin-
cial n. 343 do 16 de maio prximo passado, sb as
clausulas especiaes abaiie copiadas.
As pessoas que so propozerem a esla arrematarlo,
comparceam na sala das atetad da mesma junta,
pelo meio dia, competentemente habilitadas.
E para constar se mandou aflitar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de ?ernam-
buco ."1 de marro de 1855. O secretario, 4. F. da
Annunciarao.
Clausulas especiaes para a arrrmatacao.
! As obras dos reparos da ponle de Reluribe se-
r3o feilas do conformidade com o orramcnlo appro-
vado pela directora cm conselho, c submellido a
approvacao do Etc. Sr. presidenlc da provincia, na
importancia de 6608.
2. As obras coiuerarao no prazo de um mez, e
terminarao no de cinco niezes, contados do cunfor-
midade com o disposto no artigo 31 da lei provincia
u.286. '
3. A importancia da arrematarlo sera paga em
urna so prestarao quando esliverem concluitas lodas
as obras, que sarao recebidas definitivamente por
nao baver prazo de respousabilidade.
4." Em ludo o mais que n.lo esliver cete .'minado
as prsenles clausulas, seguir-se-ba o que dispOe a
lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1r>:>3. Con-
forme.O secretario, A. F. d'.liinunciayiD.
O lllm. Sr. contador, servindo de inspector da
Ihesouraria provincial de Pcrnambuco, a>m empri-
me uto da urdem do Em. Sr. presidente da proviu-
cia de 8 do corrente, manda fazer publico, que no
dia 4 de abril protimo vindouro, se ha de arrema-
lar a quem por menos lizer a obra dos comerlos do
aro do 1I0 Limociro, avahada om 4:2008000.
A arrematarao sera feila na forma da lei provin-
cial n. 343 de 14 de maio protimo passado, e sob as
clausulas especiaes abaixe copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arrcnalarflo,
comparceam na sala das sessoes da junta da fazenda
pelo meio dia, compelenlemenle habilitadas.
E para constar, se mandou aflitar o presente c
publicar palo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernambo-
co 10 de marco de 1855.O secretario,
Autonio Ferrdra da Annunciarao.
Clausulas especiaes para a arremalaeai).
1. Os concerlas do acude do l.imoeiro seio etc-
ruladoj de conformidade com o orramenlo aaprova-
do pela directora em conseibo, e apresenlido ao
Etm. Sr. presidente da provincia na importa acia de
2:2009000.
2.* O contraanle dar principio as obras no pra-
zo de um mez, e as concluir no de Ires mezes, am-
bos contados na forma do art. 31 da lei provincial n.
**>
3. O pagamento da importancia dest* contrato
sera feilo em duas prestares iguaes, a primeira
quando esliver ctecutada a inelr.de das obras, (1 a se-
gunda e ultima depois de concluida luda a obra,
que ser logo reccblda delinilivamenle.
4.i Para o que mo esliver determinado as pr-
senles clausulas e no orramenlo, seguir-sc-ha 0 qu^
dispa a lei provincial o. 286.Conforme.O se-
cretario, A. F. da Annunciraao.
O Dr. Rufino Augusto de Almeida, juiz municipal
supplenlc da 2." vara, e do commercio nesla ci-
dade do Recfe e seu lerruo, por S. M. le C. que
Dos guarde ele.
Fajo saber que poreslejuizo da segunda vara com-
nierci.il, a reqnerimcnlo da firma social Andrade (S
Leal, abr a fallencia desles pela seulenca do lMeor
seguinle :
A' vista da declaracao a l. 2, feila pelo commer-
cianle Manoel Carnciro Leal, julgo fallidos Manoel
Carneiro Leal, e Joaquim Antonio dos Santos An
drade, e declaro abei la a fallencia dos mesmos des-
de o dia 9 de fevereiro, que fito como Icrmo legal
de sua existencia, pelo que ordeno que se ponham
sellos cm todos os bens, livros e papis doi fallidos, e
devendo para islo fazer-ie participarlo ao respectivo
jnizde paz, c nomeio para carador-fiscal o bacharel
Candido Aulran da Malta e Albuquerque, que pres"
lari o juramento do estylo, pagas as cusas pelos fal-
lidos.
Recite 28 de fevereiro de 1855.Francisco de As-
sis de Oliveira Maciel.
Hei por publicada em mao do escrvao que enli-
mar as parles.
Recife era ulsupra.Oliveira Mtciel.
E lendosido requerimeulo da mesma firma so-
cial Andrade & Leal, etelu Jo o curador uomeado
dito Aulran, nomeei o negociante Antonio Vallen-
lira da Silva Barroca, que nao aceitou, assim como
tambem nao aceilou Anluuio Bolelho Pinto de Mes-
quila : sendo anual nonicado Sebaslio Jos da Slva>
prcsiou esle o devido juramento.
Em conseqencia cloque os credores presantes dos
dtoj fallidos comparecam na casa de irinha residen-
ca na ra do Collegio 11. 17, as 11 horas do da 15
do corrente, afim de em reuniao so proceder notne-
ac,ao de depositario ou depositarios, que provisoria-
mente administren, a massa fallida.
E para constar mandei passar o presente, e mais 3
do mesmo llieor, que serao publicados e allitados na
forma do artigo 129 do respectivo regulamcnlo.
Dado nesla cidade do Recife em 12 demarro de
1855. En Joaquim Jos Percira dos Sanios, cscri-
v3o o subscrevi. Rufino Augusto de Almeida.
13a, II; bolins pares, 40 ; sapafos dilos, 37 ; eslei-
rs, 40..
Companhia fita do Ro Grande do Norte.
Bonete-', 130 ; panno azul entrefino, covados 556 ;
hollanda de forro, dilos 569 ; panno prolo para po-
lainas, ditos 77 ; brira branco liso, varas 1,038 ; al-
godaozinbo, ditas 8V> ; sapalos, pares 406.
Provimento dosarmazens.
Sellius completos do cavallaria com garupas, cs-
Iribos de melal amarello.coldies, capelladas de cou-
ro de lustre, caboradas com freio, rabichos c mais
pcrlences, 15 ; brim branco lzo para embornaes,
varas 1,000.
OlUcinas de primeira c segunda classes.
Costados de amarello, 4 ; costadinbos de dilo, 4 ;
arcos de ferro do 2 l|2 polegada fetes, 4 ; pregea
balis pcqucnos.milheiros 10 ; dilosraixacs, ditos 10.
Ollicinasde lerceira classe.
Carvo de pedia, toneladas 10 ; ferro inglez redon-
do de*|8, arrobas 4 ; dilo dilo dilo de 3|8, arrobas
; dita dito dilo de 5|8, dilas 4 ; dito dilo dito de
3|S, dilas 4 ; ferro sueco cm barras de 2 pollegadas,
quintal 1 ; limas chatas muras de 8 pollegadas, du-
zias 6 ; limaloes de 10 dilas, dilas 4 ; ditos de 5
ditas, dilas4 ; dilos cm vergalboes quadrados de
1 1|2 dilas, quintal I ; chapas de ferro de arroba ca-
da urna, 2.
Ollicinasde quarta classe.
rame de lalo para fuziloes de fivcllas, arroba
1 ; limas meias canas muros de 8 polegadas, duzias
2 ; lulas chalas muras de 8 dilas, ditas 2 ; pa-
ra abrir cm dous sinetes as armas imperiaes e legen-
da, sendo 1 para o 2. lialalb.iii de iiifautaria de li-
nha, e oulro para a delegada docorpo de saiide nes-
la provincia, caitas com folha de .landres dobra-
das, 2.
Hospital regimenltl a cargo do 9. balalhilo de in-
fanlaria.
Roquete de bretanba com hallados de cassa. hom-
breiras, colariuhos e abertura de renda e luco, 1;
toalha de bretanba com 2 varas de comprimenlo e
labados de cassa, 1.
10." hatalbaode infanlaria do linba.
Sapatos, pares 281 ; bonetes, 50 ; maulas de laa,
50; esleirs, 50 ; boles prelos de osso, grozas 9 ;
dilos broncos dedilo, dilas 12.
Msicos do 2. balalbao de infanlaria.
Moretes com punhos dourados, bainbas de cuuro
prclo envernizado, com bocaes c ponleras donradas,
27 ; panno mcsclado conforme a amostra que etiste
no arsenal de guerra, covados 133.
8. balaihao.
mantas de 1,1a, 80 ; sapalos, pares 80.
9. balalbao de infanlaria.
Maulas de lia, 376 ; sapatos pares 3i ; bolej
convetos de metal brozcado com o n. 9 de Biela]
amarello, o de 7 linlias de dimetro, 4,830; dilos
de 5 linhas, .!., '> 1.
Companhia de arlificcs.
Manas de laa, 72 ; sapalos, pares .88 ; bules
couvetos de niela! douradn com o n. 3, e de 7 li-
nhas de dimetro, 1,050 ; ditos de 5 liuhas, 675.
8. balaihao de infanlaria.
Mantas de lia; 275 ; chifarnles com bainhas de
couro prelo envernizado, bocal e pouleira de melal
lizo dnurudo, punho de bano guarnecido de metal
dourado, 27.
4." balaihao de artilharia.
Pauno carmezim para vivos e vislas, covados 'JO.
Colonia mililar de Pimcnleiras.
FacOes com bainhas e cinlurOes. 40 ; foihas de
serra com os fuzis cravados, leudo 5 pollegadas de
largura e 8 palmos de comprimenlo, 6 ; Irados com
1 1|2 pollegadas de grossura, 1 ;ditos com 2 ditas,1 ;
imagem do Senbor Crucificado,"l ; tronelo, 1 ; cal-
deirinba para agua benla, 1 ; loribulo o navcla, I ;
campa grande, 1.
Quem quzer vender esles ohjeclos aprsenle as
suas propostas em caria fechada na secretaria do con-
selho, s 10 horas do dia 15 do correle mez.
Secretaria do consellio administrativo 7 de marro
de 1855.Jos de tirito Inglez, coronel presidente.
,f?rh~ri)t*i*trra, Carmo Jnior, vogal e se-
cretario.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
II rnusrlliu administrativo, em virtudc de attlori-
sarao do Etm. Sr. presidente da provincia, lem de
comprar os objeclos seguinles :
Para o 2." balaihao de infanlaria de liaba.
bolOes 'convexos de melal dourado c do 7 linhas
de dimetro, 7,40S ; dilos de dito e de 5 linhas de
dimetro, 5,166.
, Laboratorio do arsenal de guerra.
Papel cart-ivinho, resmas 40.
Quem quizur vender estes objectos aprsenle as
suas propostas emcarla fechada, na secretaria do con-
selho s 10 horas do dia 17 do corrente mez.
Secretariado conselho administrativo para fornc-
cimento do arsenal de guerra 12 de marro de 1855.
Jos de rito Ingle:, coronel presidente. Ber-
nardo Percira do Carmo Jnior, vogal e sccrela-
AVISOS MAKITI3IOS.
DECLARARES.
ADMINISTRACAO- DO CORREIO.
A mala que lem de ser conduzida pelo brigua na-
cional Com-eirao para o Ro de Janeiro, fecha -se
boje (13) as tres horas da larde.
A mala qoe lem de ser conduzida pelo liiale
Correio do Norte para a Babia, fecha-se amanhaa
(14) as 10 horas da manhaa.
Por ordem do lllm. Sr. Dr. Rufino Augusto de
Almeida, juiz municipal supplenle da segunda vara
edo commercio nesla cidade, pelo prsenle sao con-
vidados os credores da massa fallida de Nuno Maria
do Seitas para se rennirem 110 dia 13 do corrcnle ao
meio dia, na casa da residencia do mesmo juiz, na
ra do Collegio n. 17, primeiro andar, afim de se ve-
rificarem os crditos dos credores Daniel Ley o viu-
va de Gaudino & Fimo, e so nomearcm arbitros que
deern seu parecer sobre o credilo do consulado frun-
eez, e de Mesquila .V Dulra,conforme se declaron na
seulenca arbitral. Recife 9 de marco de 1855.O
escrivao, Joaquim Jos Perelra dos 'santos.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo, em virtude de aulorl-
sar,5o do Etm. Sr. presidente da provincia, lem de
comprar os ohjeclos seguinles :
Para o hospital regimeolal.
Assucareiro, 1 ; bacas pequeas de rame, 13 ;
bandeja pequea, 1 ; copos de vidro, 3 ; chaleiras de
ferrosorlidas, 4 ; candieiro pequeo com vidro, 1 ;
chila para cobertas, covados 72 ; ourine? de louca,
16 ; pralos de dita, 12 ; panellas grandes de ferro, 4;
dilas pequeas de dito, 3.
Meio balaihao provisorio da Parabiba.
Manas do laa, 74 ; cordoesde dila para canudos
da folha de inferiores, 10 ; sapalos, pares 403.
2." balaihao de infanlaria de linda.
Cordoes de laa para canudos de folha de inferio-
res, 10.
Companhia fita de cavallaria da provincia.
Luvss de camurca, pares 11 j brim branco lizo,
varas 100 ; ilgodSozinho ditas, 120*; mantas de
Para o Porlo segu imprelcrvelmenle a 15 do
correle a veleira e bom contienda escuna nacional
"Lindar, capilao Aletmdre Jos Alves; para o res-
to de seu carregamento, trata-so rom o consignata-
rio Eduardo Ferreira Bailar, na roa do Vinario n. 5,
ou com o capilao, na praca do commercio. ..
PARA O RIO DE JANEIRO.
Balas com milita brevidade, por ter a
maior parte do seu carrejjamento prompr
to, a bem conhecida veleira escuna nacio-
nal Tamega : para o resto da carga,
passageiros e escravos a rete, trata-se com
Novaes&C, uarua do Trapiche n. o i.
Tara o Rio de Janeiro segu em poucosdiaso
brigue Feliz Deslinu ; para o reslo da carga, pas-
sageiros e escravos a frete, tratase com os consigna-
tarios Isaac Curio & Companhia, na ra da Cruz
o. 40.
Rabia.
O hiate Correio do Sorte"transfera a \iagem pa-
ra csse porlo ; wgue nesles das, c anda pode rece-
ber alguna carga : Irala-se com Caelano Cvraco da
C. M., ao lado do Corpo Santo u. 25.
Para o Rio de Janeiro.
Segu, cora a maiima brevidade, o muilo vcleiro
brigue Damao por 1er o seu carregamcnlo quasi
completo ; para o reslo da carga, passageiros e es-
cravos i frele, para os quaes oficrece eicellenles
couimodos : trata-se com Machado & Piuheiro, no
largo da assembla, sobrado n. 12.
Para o Rio de Janeiro.
Segu com brevidade, por ler parle da carga
prompta, a veleira barca brasileira Malliilde. quem
Juizer carregar o reslo, cnlenda-se com o capilao
eronjmo Jos Tellcs, ou no cscriplorio de Manoel
Alvcs Guerra Jnior.
Para o Rio de Janeiro sabe no dia 16
do corrente, o brigue nacional Sagita-
rio, de primeira classe, o qual s rece-
be passageiros e escravos: para o que tra-
ta-se com Manoel Francisco da Silva Car-
neo, na ra do Collegio n. 17 segundo
anclar, ou com o capitao a bordo.
Para o Ccar segu no lim da semana, o hiate
Capibaribe, meslre Antonio Jos Vianna : para o
resto da carga, trata-se na ra do Vigario n. 5.
Para Lisboa, o brigue escuna porluguez Atre-
vido, pretende seguir com a maior brevidade : quem
110 mesmo quizer carregar ou ir de passagem, trole
com os consignatarios Thomaz de Aquino Fonsaca &
Filtra, na ra do Vigario n. I'J, primeiro andar, ou
com o capilao na prara.
PARA BENGCELI.A COM ESCALA POR S
THO.M.
segu com brevidade o brigue portuzuez Esperan-
za por ler dous lerdos da carga prompta: quera qui-
zer carregar o resto, emendase com o capilao Ma-
nanno Antonio Marques, ou no escriptoric. de Ma-
nuel Alves Guerra Jnior.
PARA O RIO DE JANEIRO
seaue intallivelmente no da 11 do rorrelo o brigue
Conceicao, e s recebe escravos a frote c passagei-
ros, para o que lem etcellenles comalidos: a tratar
uo cscriplorio de Manoel Alvos Guerra Juuior.
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termos de medicina, cirurgia, anatomia, ele, ele.
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fcsla obra, a mais importante de Indas as quclralam do esludo c pratica da hoineopathia, por ser a unir
'.'Y!,ci"K'm. l,ase i'""'a'ei"l <'''-ia douirinaA PATHOGENESIA O EFFEITOS DOS MEDICA-
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soas que sequercm dedicar i pralica da verdadeira medicina, inlcressa a lodos os mdicos que quizerem
experimentar a doulmia de Ilahncmanii, e por si meamos se coiivcncrrer.i da vordade d'ella: a lodos os
tazcndeiros e senhores de engenho que eslao tange dos recursos dos mdicos: a lodosos capitesde navio,
que urna ou oulra vez nao podem deixar de acudir a qualquer incoramodo seu ou de scus tripulantes :
a lodos os pas de familia que por circunstancias, que nem sempre podem ser prevenidas, sao obrga-
dos a prestar u eontinenli os primenos soccorros em suas curermidades.
O vade-mecum do homcopallia ou traducrao da medicina doiucslica do Dr. Herng,
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Scm verdadeiros c bem preparados medicamenlos nao se pode dar um patee seguro na pratica da
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Na mesma casa ha sempre venda grande numero de lobos' de erystai de diversos lmannos,
vidros para medicamenlos, e aprompta-se qualquer encommenda de medic'ameuloscom toda a brevida-
de e por preros minio rommodos.
LEI LOES.
O agente Borja, qunta-feira, 15 do corrente,
em seu armazem, na ra do Collegio n. 1.">, faro lei-
lao de diflerentts obras de marcineir a, novas e usa-
das, encllenles radeiras dcjjnco, hamburgueza-,
de ptimos goslos, urna grande quantidado de cha-
peos prelos Trnceles, do massa, dilos do Chile, re-
logos de ouro e prala para algibeira, ditos de pare-
de, duas eicellenles burras de f-rroalo guardar ili-
nheiro, etc. etc., c oulros varios objeclos, qoe seria
enfadonho mencionados, os quaes se acharao paten-
tas no mesmo armazem, no dia do irilao, as 9 horas
em ponto.
avisos diversos!
Augusto Ferreira Pinto relira-se paraaBuropa.
Desencamioharam-se duas letras saccadas pe-
lo- senhores Henry I'orsler & C, c aceitas pelo Sr.
Joaquim Jos Baplista, ambas com dala de 15 de
Janeiro do corrcnle auno, sendo urna da quantia de
jO8J(5O0 a qnatro mezes, a vencer a 15 de maio do
crrenle, eoutra da quanlia de 5015000 a seis me-
zes, a vencer a 15 dejulho do mesmo anuo: se por
ai aso forem adiada-, faiao favor entregar aos ditas
rubores Hpnry Korsler & C, porque s a clles ser-
ven! dilas letras, por estar o referido Sr. Baplista
prevenido a s pagar as mencionadas letras aos sac-
radores.
Joao Jo c Gomes Pinheiro val a Portugal, e
neia por scus procuradores o Sr. Joaquim Antonio
Percira. o sen eaixsiro Irenco Januario de Oliveira
e o Si. Uenrique de Oliveira Soares.
J^Naroa da Cadeia de Sanio Antonio n. 00 se
dir quem se qur incumbir de cozinhar para Ires
ou quatro pessoas, que scio servidas rom lodo o as-
seio o perfeirao, assim como se abriga a conduzir-
Ibes era suas casas, a loda a hora que les convier.
Oflerccc-sc um moro porluguez para caix'ero
de qualquer arrumacao mesmo de taberna, da qnnl
lem bastante pratica, o qual d conhei inenlo de sua
conducta: quem do mesmo se quizer ulilsar an-
nuncie para ser procurado, ou dirija-as a ra do Co-
dorniz n. 8, que achara com quem Iralar.
Eu abaixo assignada taco publico que tcnbo
encarregado dos meus negocios a meu tiln. Autonio
de Paula Feniandes Eiras.'
Silcania Maria Fernandos Eiras%
LOTERAS 0A PH0V1CIA.
O tbesourci-io das loteras declara, <|ue
se acham a venda os btlbetes da primeira
parte da primeira lotera, a beneficio do
collegio de orpbaos e orpias, iinicamen-
te tu thesouraria das loteras, ra do Col-
lerjion. l, ea extraccao sera' impreteri-
velmenteno dia ~1\ do andante mez.
O mesmo tliesonreiro roga ao lllm. Sr.
Manoel Figueira de Paria, a bondade de
declarar pelo sen DIARIO, a razio por
que nao sabio impresa no mesmo DIA-
RIO a lisia da primeira parU: da quinta
lotera, a beneco da igreja de N. S. do
Rosario da Roa-Vista, como tambem o mo-
tivo porque as listas avulsas nao saliiram
as mesmas horas como as das loteras an-
teriores.O thesureiro, Francisco An-
tonio de Oliveira.
Por nao licar prompta a composrao
M. F. de Faria. '
LOTERA do collegi de
ORPHOS.
O cautelista Antonio da Silva Guima-
raes, temexpostba venda na sua casa no
aterro da Boa-Visla n. 48, os seus bilbetes
c cautelas da primeira parte da primeira
lotera do collegio de orphos desta cida-
de, a qual corre impretcrivelmentenodia
2 i-do corrente.
Bllietes interos. 5,S'500
Meio*. 26-800
Quartos. i*MQ
Quintos. 1 Oilavos. 720
Decimos. (00
Vigsimos. 20
N- B.O cautelista cima tem resol-
vido garantir os bilbetes interos nica-
mente, pagando os tres premios maiores
sem o dsconto de 8 por cento do gover-
no, cujos bilbetes vao astignados atraves-
sado na frente com o nome do annunci-
ante Antonio, da Silva Guimares.
O Sr. Goncalo Francisco Xavier Ca-
valcanti Ucba tenba a bondade de ap-
patecer na ra do Crespo loja n. 1(i, pa-
ra concluir o negocio que nao ignora.
Precisa-se de urna ama de lete que
seja sadia: no pateo do Hospital n. 2(i,
por cima da coclieira.
No sobrado da ra do Pilar n. 82, precisa-se
lngar um eeerava en escrava que saiba cozinhar e
laxar lodo o mais servico. de nina casa de pouca fa-
milia ; prefere-se escravo, e paga-se bem.
Precisa-se de dous rapazes que qneiram apren-
der a laixar lamancos, ganhando o ordenado quo se
convCDciunar; na rua larga do Rosario n. 11.
Precisa-sede duas pessoas. que queiram andar
com um pelo a \ender calcado, dando fiador a sua
conduela : na rua larga do Kosario n. 11.
Precisa-se de urna ama para casa do pouca fa-
milia : na rua larga do Rosario n. I i.
Precisa-se alagar -> moleques de 11 a 16 au"
nos : na rua larga do Rosario n. 14.
Fugiram a (i de fevereiro do corre le anuo,
os escravos Luis c Anglica, perlcnrcntes ,i I). Sla-
ria Carolina de Albuquerque llloem ; o primeiro,
crioulo, de idade 1U anno.<, pouco mais ou menos,
estatura c crossura regulares, desdentado na frente,
olbos grandes,e leudo urna grande impinem que Ibc
loma loda a parle superior do rosta, (rabalha de sa-
pateiro, levou camisi branca de madapohlo e calca
escura de casemira ; a segunda, mulata, do .io'c
lanos anuos de idade, alta, muilo magra e doenle,
cabellos grandes e grisalhot, c falla quasi absoluta
de denles. Ainbo< ellcs fugiram juntas, e presme-
se que foram para Carirs-Novos, onde nasceu o pre-
lo Lab. Prumctle-se a quem os Irouter ri sua se-
nhurj, uo Hospicio, uins geuerosa recompensa.
Precisa-sede um pequeo para taberna, de 1(1
a 14 mu, com pratica ou sem ella : no lim da rua
Augusta, defronte do chafarz.esquiua, n. 94.
Appareceu no dia 11 do corrente mez, no en-
genho Paalista, um prelo do gento de Ati"ola. de
Boma Francisco, que diz ser escravo do 9r. Filipi-
nlu, dociigeuho Perciriuho, na comarca do Kio-i-or-
moso, avisa-sc ao mesmo seuhor que o mande bus-
car, ou a qualquer oulra pessoa qua ao mesmo es-
cravo livor direito, nao su rcspousabilisaudo o pro-
prietario do mesmo engenho cima, pela morle ou
fuga do mencionado escravo.
ATLENCAO'.
Dos conscnle, mas mo para sempre. Andrc Das
do 1 igueiredo, rom seu intitulado liberalismo, rou-
ba, furia, espaoea c mata desde 1817, hoje preso na
cadeia de Goianna. purgando seus crimes, onde de-
via ler morado desde o coinero do suas perversida-
des. A llenero de l>eos o- autoridades daquella
cidade, sobre o cuidado que tomaran) em arrancar
aquella cancro de entre a lociedade.
Acha-se fgido o molcque por nomo Sebaslio,
desde o dia 8 do correle ; levou camisa c caira de
ataodSo de lislra, temos denles de cima limados, os-
pescheius de bichos, cor fula, idade de 1:, a lian-
nos : roga-se aos capiles de campo e guardas peti-
cices, que o apprehendam e levem-o a rua das Cin-
ro i'onlas n. 71, que scrS recompensados.
Precisa-se de um criado ; a Iralar na rua Di-
rela n. SI, primeiro andar. Na mesma casa rmn
precisa-se do urna ama que engommo para 2 ou 3
pessoas.
ilEniuri
Dcsapparccctt no 1. do corrcnle, do engenho
Amazonas, da freguezia de Ipojaca, um escravo de
nome I.uiz, de idade 18 a 0 anuos, caboclo, baivo,
gro prchender, leve-o an referido enseoho, ou ao abai-
xo assigoado, no Recilc, Iravcssa da (Jucimado n. 1,
que ser generosumcnle recompensado.
Aluaa-sc uinsio no lugar do rtarro-Verme-
lho, freguezia dos Afogados. com 'soflrivcl casa de
vivenda, estribara,-capim de planta c diversas truc-,
leiras, leudo nos fundos escolenle hanhu doce :
quem pretender, dirija-sc ao aterro da Boa-Visla,
taberna n. -20.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da rua
da Scuzala Velba n. (58 : a Iralar no segundo andar
do mesmo.
Ha perlo de 15 lias, que fngio da rua da Au-
rora, um escravo mulato, de nome Cornclio, de esta-
tura regular, fornido do corpo, nariz grande, c ca-
bello carapinbo. He provavet que ande pelos arre-
dores desta cidade a titulo de forro : roga-se as au-
toridades palidaes omandem capturar c levar casa
de Joao Pinlo de l.emos Jnior, e a qualquer pessoa
que poder agarra-lo so dar urna gralificacilo contar-
me o Iraballin.
Desapparcceu no da 7 do crrenle, um menino
de idade 10 anuos, de nome Domingos,cor de canel-
la, cabellos cacheados, tem urna cicatriz sobre o olho
c-qurr.ln,contra na pona do nariz formando nnica-
lombinho : julga-se ler sido furlado por um malulo
queenganou-o, dizcndo-lhe que liaba muilo boa fa-
rinliano aterro dos Afogados, pos que elle ia a ribei-
ra comprar cse genero : roga-se a quem delle sou-
ber e der noticias certas, de dirigir sea rua Direila,
segunda casa depois do funileiro.
Anlonio Moreirn Viuha, subdita porlogucz.
vai a Portugal.
Roga-se ao lllm. Sr. rmo prior da ordem ler-
rrira do Carmo, mande que o procurador v receber
foros j vencidos, de 2 lerrenos pcrli-ncenles a me-
ma ordem, mandando que o dilo procurador taca o
descont devido da dita ; he dedrcito descontar do
presente o atrasado, do que nao lem bavido des-
como.
Jos Randc, Iranrador de cabello, muda-sc
para a l.apunga no da l. do corrente, e participa as
pessoas que lem obras encoinmeiidadas, que hajam
do procurar, mesmo uns penbores que possue, se nao
vierem buscar al o lim du me/.,serao vendidos para
pagamento.
Precisa-se de om criado, livre ou escravo : na
rua da Roda, canto do lirgo do Paraizo, primeiro
andar. I
LOTERA DO COI.I.EGIO DE ORPII.VOS.
O cautelista Anlonio Jos Rodrigues deSouza J-
nior avisa no respeitavel publico, que os scus bilhe-
les e rautelas nao soflrcm desconlo nos Ires primeiros
premios grandes, os quaes esto a venda pelos pre-
ros abaixo, as tajas da prara da Independencia n.
4, 13,15e40, e nasoulras do coslume, cuja loleria
corre no dia 2i do presente mez.
Bilhcles
Meios
i.in ui.i-
Oilavos
Decimos
Vigsimos
i presenta mez.
59300 Recebera por inleiro
2)800
19140 b
9720 o
3GOU
^-O a
0:000?
2:500
1:8509
6859
5009
2.500
Clara Maria da Conceicao Silva, assislenlo exa-
minada, declara ao respeitavel publico, que lem
mudado a sua residencia di Gamboa do Carmo para
o largo de S. Pedro n. 12, onde d'ora em dante
pode ser procurada para desempenho de sua pro-
lissao:
Jos Francisco Das vai a Europa.
No hotel da Europa prerisa-se de am caiieiro
que d liador a sua condocla.
SALA DE DASA.
I.ui Canlarelli participa ao respeitavel publico,
quo a sua sala de cnsino, na rua das Trncbeiras n.
19, se ai ha aberla lodas as segunda, quarlas c sel-
las, desde as horas da note al as presumo se qo.zer i.lisar. dirija-se a mesma casa,
das 7 horas da manala al as 9. O mesmo se offere-
ce a dar lie rs particulares as horas convencin,
tambem da liroes nos collegios, pelos preros que os
mesmes collegios lem marcado.
Quem quizer comprar o material do pequeo
sobrado de 2 andares, sito na margen do lUo Capi-
baribe. onde esleve collocada a fabrica de feriaba de
trigo, dirija-ie aos Cocidos casa n. 5, a fallar rom
o propriclario, ou no aterro da Boa-Vista, sobrado
o. 9, primeiro andar.
A nova casa de pasto
da rua das Cruzes n. 39, declara a lodos os fregue-
zes, que lem todas as quididades de comedorias a to-
da liora do dia, e da almocos e janlares para fura, e
lem mao de vacca lodos os domingos e das santas.
Conclusao do furto da jangada e fuga de
um escravo.
Chegaram a esle porlo dous pescadores lvres,
que de coniveucia rom o meu escr.nu, se lizeram
arribados em Tambahii, provincia da Parabiba, dis-
de Janeiro ; mas ficando o negro Tbcodoro, crioulo,
bailo, corpulenta, rom muilos cabellos brancas po-
la barba e pcilos, idade :i > anuos pouco mais ou
menos, o qual dizein os corapanheirus da arribada
ler lirado em Tambahu : quem delta tiver milicia o
Irar ;'< esta cidade a Pedro Antonio Teixeira Gui-
mares, que dar de' giatilicarao 50J. Tambem se-
ria conveniente que a polica desla cidade esmiri-
Ihasse bem esle faca dos dous arribados.
Acha-se justa c contratada a compra da casa
terrea da rua Augusta n. 31, havendo alguem core
direilo a mesma por qualquer Ululo, declare por es-
la folha nesles Ires das.
O abaixo assignado, curador fiscal da massa
fallida de Nuno Maria de Seixas, faz saber a lodos
os credores da referida massa, que pelo Dr. juiz sup-
plenle da segunda vara do commercio, foi designado
o dia 13 do corrente ao meio dia, para reunidos cm
casa da residencia daquclle juiz, na rua du Colletoo
n. 7, primeiro andar, vcrilicarem os crditos de Da-
niel Ley, edo Gaudino Agiistinho de Barros, boje
viura Gaudino g l'ilho, assim como os do gerente
do consulado francez, c de Mesquila & Dulra, que
figurara de credores, e cujos crditos foram impug-
nados, afim de se louvarein cm arbitros, c nomear-
se a admiuislracao, licando sujeilos os quo nao roui-
parecerem as resoluroes da matara dos credores
prsenles, como dispoa o artigo 844 do eodiao com-
merrial.Juv Piulo de linios Jnior. Recife 9 de
marco de 18)3.
Precisa-se comprar um molequa del annos
pouco mais ou menos: na rua da Cruz n. 45.
Instruccao elementar
Oprofessor Miguel Jos da Motta, con-
tinua a excreta- as funcedesde seu magis-
terio, na travessa da Concordia ou cadeia
nova, nico sobrado qoe abi lia, prompto
a admittir alumnos externos, pensionis-
tas e semi-pensionistas, sendo por um ra-
zoavel estipendio.
Precisa-se de SOOsOOO rs. a juros, so-
lnebvpoteca de duas escravas, quem os
quizer dar ann.incie.
No dia 28 de fevereiro, furlaram o cabrinha
de nome Benevides, idade de 11 para 12 annos, cor
de buena, testa acarneirada, cabellos carapinhados
e avcnnelhados, pernas finas, e tem o dedo da mao
esquerda junio o pollegar estirado, por causa de
um lalbo, que cusa a dobrar: cujo cabrinha he de
Anlonio Joaquim Nones de Miranda, morador no
engenho Pirauira da freguezia da Escada, o o lem
tratado vender ao abaixo assignado : quem delta li-
ver noticias, o leve ao engenho Noruega, que sen;
bem pago do seu Irabalho, a cnlregar a
Manoel Thom de Jess.
RET1UT0S.
No aterro da lioa-Visla n. 1, lerceiro audar, con-
lina-*cj tirar retratos, pelo syslcma mstalolypo,
com muila rapidez e pcrlej.lo.
O Sr. Franl-.lin Americo Eustaquio Gomes ve-
nba concluir o negocio na rua do Crespo n. 13.
Casa de consignacuo de escravos, na rua
dos Quarteis n. 24-
Compram-se e recebemse escravos de ambos os
sexos, para se venderem do commissilo, lano para a
provincia como para fora dclla, offerecendo-se para
sso loda a seguranza precisa para os dilos escravos.
'-. -::'.. y' ,:: :. :
DENTISTA FRANCEZ.
? Paulo Gaignoux, cstabelecido na rua larga ej)
y do Rosario n. 3t, seanndo andar, collora den- 9
s com gengivss arlilicacs, e dentadura cora-
%> pela, ou parte della, com a presso do ar.
% Tambem tem para vender agua dentfrico do
fe* Dr. Pcrre, e p para denles. Rna larga do
" Rosario n. 36 segundo andar. fg
sa ou por escripia, dada no seu cscripto-
i io. Kecie 2 de mareo de 1855.
PIANOS.
Joo P. Vogele) avisa ao respeitavel publico, qae
em sua caa ua rua Nova n. 41, primeiro andar, a-
rha-e um sorlimenlo de pianos de Jacaranda, m
inelhores ciue lem al agora apparecido do mercad*,
tanta pelt sua armoniosa e forte voz. como peta '
sua couslr irrao de armario da fabrica da Collard &
Collard cm Londres, os qaacs vendem-se por om
preeo razoavel; o annoneiaule conliaaa afinar a
concertar pianos com perfeirj".
MASSA ADAMANTINA.
Rua do Rosario n. 36, seguodo andar, Paulo Gai-
gnoux, dentista francez, chumba os denles coa a
i la llantina. Btsa aova e maravilhooa rom-
posirao lem a vanlasem de enclier stm pressiodoio-
rasa todas as anlracluusidades do denle, adqaerind*
em poucu instantes solidez igual a da pedra asaia
lura.e promclte restaurar os denles maia estragados,
com a forma e > cor primitiva.
Desappareceu da roa do aterro da Boa-Vista,
casa n 26. m relostt de prala doorada n. 788, aun
tranceln, de ouro lino, urna cassalcU, e uasa chavo
do ledo de um p di ravallo: roga-*a a amasa livar
encontrado os objectos cima mencionados, a bonela-
de de os levar ,. rua Nova, casa do Sr. Geraaaao,
relojociro. que ser,, arat.bcado.
PAGEIt.
Precisa-se de um crdulo forro, muilo bonita, de
li annos de idade, pouco mais ou menos, o qual he
para ir para a Franja, para urna familia estraDgei-
ra, ao quil se alianra o inelhor tralamcnlo possivel ;
paga-se-lhe a passagem e o mais que for preciso : a
iralar com S. Falque, rua do Collegio n. i.
No dia 13, as 10 horas da manhaa, lem de ser a
ultima praca, na casa n. 93 da rna dasCiuro Ponas,
penhorada por execucao de Jos Francisco de Aze-
vedo, contra Manoel do Rezende Reg Barros, ava-
hada por 1:7t)t).T0O, a qual por engao foi aunnciada
para o dia 9 do correle.
ATTENi.;.iO|!
O caulelisla Salusliano de Aquino Ferreira avisa
as pessoas que comprara bilhcles e cautelas das lote-
ras da provincia para nagocio, que lomou a firmo
resolurao de > ender os referidos bilbetes e cautelas
pelos preros abaixo declarados, nina vez que ebegue
a quanlia de UHljOOO para cima, dinheiro avista.
Os seus bilbeles c cautelas silo pagos sem o descont
dcoiio por cenlo da lei sobre os premios de 1:0003
rs. para cima. Pode ser procurado em sua casa, na
rua do Trapiche n. 36, segundo andar, pelas 9 al
as 12 horas da mauliSa.
ili Hieles
Meo%
Quartos
Oilavos
Decimos
Vigsimos
5*300
5"0O
1*380
tes
s:>(i
aMO
Pcrnambuco II de marco do 1855.O caulelisla,
Salusliano de Aquino Ferreira.
HOTEL NUEZ.
Prcclsa-so alugar um escravo para servico de por-
tas a dentro: a Iralar na rua do Trapiche n. 3 e 5.
O bacharel A. K. de Torres Bandei-
ra mudou a sua residencia do segundo
andar do sobrado n. i I da rua estreita do
Rosario, para o segundo andar do da rua
Nova n. 2o, que faz quina para a camboa
do Carmo ; eah continua a ensinar ltbe-
torca Phiiosophia, Geographia, Francez
e Inglez; adverte que as aulas terao lu-
gar de 1 hora da tarde as 2 e meia, e
das i as G e meia : quem do seu prestimo
se quizer utilisar, pode procura-lo para
este lim na indicada residencia
O cautelista Antonio Ferreira de Lima
e Mello avisa ao respeitavel publico, que
suas afortunadas cautelas acabamde sabir
victoiiosas. sendoobillieten.2i.">:>dividido
em quartos, emquesahioa sorte de 5:000.s-
rs., c tot dividido era. vigsimos, com
2:,S', e o blhete inteiro n- il."> em que
sabio a sorte de iOO.SOO rs.. ale'm de ou-
tras de 200^000 e 100^080 rs., sendo el-
las vendidas no sen ponto, rua do Rosario
esfreita n. 17, (intitulada nova Casa Fe-
i/. : portante os possuidores que tiveram
a dita, queiram ter a bondade de vir re-
ceber, logo que se dislribuirem as listas.
Precisa-se alugar um pequeo sitio,
com boa casa ou casa s, perlo da piara :
trata-se na rua da Cadeia do Recife n. 48,
Isabel Mara Rodrigues da Silva, assislenle exa-
minada e approvada plenamente cqui disliucclo, re-
side na esquina da rua do Aragao, vollando para
Santa Cruz : quem precisar do presumo da soa pro-
listo, pode procura-la a loda e qualquer bora.
O passageiro que por engao levou do vapor
TocanttiK um \olume. contando um chapeo prelo e
oulro de manilha, queira ter a bondade de remlle-
lo ao Motel da Europa, na rua da Aurora, ou decla-
rar a sua residencia para-ser procurado.
Precisa-se alugar um nieto para ser-
vico de casa de horaem softiro: na rua
do Trapichen. 16.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
que mudou a sua aula para a rua do Ran-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internse externos desdeja' por m-
dico preeo como be publico: quem se
quizer utilisar deseupequeo prestimo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos das uteis.
Novos livros de liomeopalhia melrancez, obras
lodas de summa importancia :
liabnemann, tratado das moleslias chronicas, 4 vo-
05000
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Jahr, moleslias da pelle.......
Rapon, historia da liomeopalhia, 2 volumes
llarlhmunn. tratado completa das molestias
dos meninos..........
A Teste, materia medica homeopalhica. .
De la\olle, (tontaina medir homeopalhica
Clnica de Slaoneli .......
Casling, verdade da homeopatas. .
Diccionario de Nyslen.......
Alllas completa de analomia com bellas es-
tampas coloridas, contando a descriprao
de todas as partes do corpo humano .
vedem-sc lodos esles livros no ronsullorio homepa-
thico do Dr. I.oho Moscoso, rua do Collegio u. 25,
primeiro audar.
Precisa-se de una ama forra ou captiva para
fazer o servico diario de urna casa de pouca familia :
quem pretender, dirija-se a rua do' Collegio u. 15,
armazem.
Precisa-se de effloiaea para obras miudas : na
loja de alfaate, ua rua Nova, esquinada ponte.
I J. JAM, DENTISTA. I
continua a residir na rua Nova n. Ul, primei- 5*
ro andar. Z
(
O Sr. Joao Nepomuceno Ferreira
de Mello, que mora para o Salgadinho,
queira mandar receber urna encommen-
da na lvrara n. 6 e 8 da praca da Inde-
pendencia.
.'IBLICACAO' DO I.NSTITLTO H0-
MEOPATIIICO DO BRASIL.
1 TIIESOLRO HOMEOPATHICO
OU
I VADE-MECUM DO
I HOMEOPATIIA.
I Mcthodo conciso, claro e seguro de cit-
rar hameopathicamenle lodas as moleslias
que afpigem a especie humana, e parti-
cularmente aquellas que rclnam no Bra-
sil, redigido segundo os melbores (rala-
dos da homeopulhia, tanto europeos como
americanos, e segundo a i ropria ctperi-
enca, pelo Dr. Sabino Olegario Langero
Pinho. Esla obra lio boje recouhecida co-
mo a melhor de loda, que tratara daappli-
cajao homeopalhica no curativa das mo-
leslias. (Is curiosos, principalmente, nao
podem dar um passo seguro sem possui-la c
cousulta-la. Os pas do familias, os senho-
res de eugenho, sacerdotes, viajantes, ca- O
pitaes de navios, serlanejoselc. etc., devem 7
te-la mao para occorrer promplimenlo a
qualquer raso de molestia. X
DouS voluntes cm broebura por 109000 W
" cucadcrnailos II9OOO Cu
Vendc-se nicamente cm rasa do autor, 22,
no palacete da rua de S. francisco (Muu- W
I do Novo) n. 68 A. f.A
Rostron Rooker & C, consignatarios
da barca americana Wtckery, declaram
pelo presente que nao se responsabilsam
por quaesquer contas ou despezas eifeo
tuadas pela dita barca sem ordem e.xpres-
COMPIL\S..
Comprase nma casa terrea em qaalqner das
ruis da freguezia de Santo Anlonio, que o sea valor
r,^Tadr ****?> U^T.
rua das tniicheiras 11. 50.
Compra-se um sellim e mais nerlencas : na
rua do Encautameulo. armazem a. 76 A.
Na rua larga do Rosario n. *, compra-
escravos de ambos osseos, preferindo-sa os da ida-
de de 12 a 25 annos, e os que verem Ttrrjai. aoal-
querque seja a idade, nao seolbando a prego.'
Compram-se palaces brasileiros e hsanantaci.
na rua da Cideia do Recife n. 54.
Compra-se ou aluga-se urna barcaca
de lote ele 1 V a 18 caivas, estando em es-
lado de ira ha I bar: nesta tvpographia.
Omjra-sc'um escravo que nio seja muilo mo-
ro, .retar ndo-se da prara: na rua da Cadeia do
Recita, loja n.6i.
Comiram-se aigomas acres do oncanamcalo
na rua da Santa Cruz n. 70.
Comiira-se um diccionario porlagoex j usado,
c oulro inglez : quem liver, leve-o roa do lifTa-
mcnlo n.
Compra-ruma pulcelra de ouro, que seja do
uso, era segunda mao : na roa da Cadeia de Santa
Antonio n. 20.
Compra-se urna rasa tarrea, qoe oeja boa coas
estoja em Imni estado, e que seja em boa rna na
rua .ta I'raia n. 12, se dir quem compra.

VENDAS.
c ALMANAK PARA 855.
Sahiram a' luz as folhinhasde algibei-
ra com o almanak administrativo, mer-
cantil, agrcola e industrial desta provin-
cia, cortigido e accrescentado, contendo
400 pag.nas : vende-se a 500 rs., na li-
viana ii. e 8 da praca da Indepen-
dencia.
Vende-se urna burra muilo mansa e eieelienta
para carga, e mesmo para puiar carraca por ser
muito manleda e por ja ser costomeda ao pasto : a
irataroo aterro da Roa-Vista, taberna n. 90.
Vende-se ellectivamente alcool de 36 a 40
graos
cm pipas, barris ou caadas : naPraia de Santa Ri-
ta, disiilacao de Franca.
FAZNDAS FINAS PARA SENHORAS,
NA QUARESMA.
Romeira de fil de linho pretas bordadas a u
a ItrjOOO, ditas ditas bordadas a selim, as mait Bao-
dems do mercado, a IS3OOO. capolinhos de fil de
linho prelos e de cores bordados a 10800, ditos de
re-troz prelo lambem bordados a lOaOO, manas de
Ido de linho pretas bordadas a 9&000, dilas de seda
prelas muilo finas a S.>,00, chamalole prelo, covado
2ca0, e o liras minias fazendas qoe se Tendea por
preros commodos : na loja da Estrella, rua da Onai-
madoii.7. v
Vende-se um escravo prelo, ptimo coznaeiro,
por se nao precisar delle : quem o pretender, dirja-
se a rua do Brum n, 22, armaem de Luis Jos de Su
Araujo.
NOVO SORTIMENTO DE COBERTORES DE TO-
DAS AS QLALIDADES.
Cobertores escuros a 720 rs., dilos grandes a laJOO
rs., dilos brancos de algodSo de pallo e sem elle, a
imitarlo dos de papa, a 1J00 rs. : na toja da rna
doCrespo n. 6.
a,T Vende se um1 crionlnha com 12 annos de
idade, pouco majs ou menos, e oplima para o aarri-
ro de casa : na rua da Praia u. 43, segundo andar,
junta a casa do Sr. Lovoita. '
SARJA PRETA E SEI1I
, IAGi'0.
Na ruado Crespo, loja n. 6,. vndete superior
?orj-^!imP T,\muil Ut*' P* dhaJanVpwen
;e _->!00 e 29600 o covado, selim maco a 2sSl0
e 5000 "co'vado1"""10 PrC,- ** 380* **0, 3WW
Vende-seo engenho Cpaoba, na margen Jo
no (.anna-fislula.tarmo deBananeiras, provincia
1 arabiba, com safra fundada para 2,000 otes. Ierras
oxcellenles de assucar, boa cata de campo, nevisst-
ma ; vender-se-ha s ou com a escravetara, botada a
ravallos : a balar nesta cidade com Enadioo da An-
drade l.uarauy de Cupaoba, e la com o pronrieurio
Cupaoba pai.
SACCOS COM MILHO.
INa loja n. 26, e se saceos com ntilho por meuos preeo do ane em an-
Ira qualquer (arle.
Vende-se a taberna sita na travessa da na das
Cruzes n. 6 : a tratar oa mo
BALSAMO H0M0GEM0 SYI-
PATHICO.
I avnravelmeule acolhido em lodas as provincias
do imperio, c lao geral como devidamanle apreciai
por suas admiraveis virtudes.
MOLESTIAS CRAVEIS
POR BL'IO DESTE PORTENTOSO BALSUM.
1E1UDAS DE TODO O GENERO, atada aue
sejam com lacerarOes de carue.e quejjiestivesseai no
estado de chagas chronicas, esponjosas a ptridas.
Loan depois da applicacao cesaam as dores.
1 l.t.LIUS E CANCHOS VENREOS, escorbu-
to. sarnas, er\sipelas. moleslias cutneas oa perne-
luas. e scirrbo, conhecdos pelo falso nome de lisa.
do nos pellos, rheumalismo, dielezede todas aacraa-
lidadcs. guita, incharoes c fraqueza oas arUcolacoaa.
OIEIMADIRAS, qualquer que seja a eusaesi
objeclo que as produzio."
O MESMO BALSAMO se lem applicado com a
maior vanlageni as molestias seguinles : paren ad-
verle-se que m se deve recorrer a elle am casos es-
treios, na falta absoluta oo imposaivel de aa Mar
a asistencia de um facultativo. .
HSTL'LAS, em qualquer parta do corpo.
l.OMBRIAS, nao eicepluaudo a teuiaonaoh-
lana.
MORDEDURAS de qualquer especie, inda ana
sejam as man venenosas.
DOKES clicas ou de barriga, debifidads da esto-
mago, obstruc;ao das glndulas, oo cnlraakas, e ir-
regulandade ou falla da monstrurao : e sobretodo
inllammatdaa do flgado e do baco.
AFFECCO'ES do p*i(0, degeneradas em principio
de phiisica etc. Vende-se na rua larga da Rosario
n. J6.
Em casa de Timm Moinaen A Vinas-
saf praca do Corpo Santo n. 15, lia par
vender :
Um sortimeuto completo de livros em
Illanco de Hamburgo.
Lonas da Russia de superior nualidade e
por preco muito commodo.
Vaquetas para carro.
Sola branca.
Licores de dillerentes qualidades.
Absiuthe eclierry cordeal destiperior qua-
lidade.
Vinlio de champagne da marca afamada
Faure pre i&ils.
Chocolate francez.
Pianos muscaes e boi zonta
Na roa das Cruzes n. 40, taberna do Campas,
na das mentores c mais hambur-
cueas para vender-so em grandes porrees e a rcla-
Iho, e tambem se aluga.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de cannas todas de ferro, de um
modello e construccSo muito superiores
VIDROS PARA VIDIUt .
V endem-se em caias. em casa da Ba rlhoraeu
Fraudtco de Souza, rua targn do Rosario n. 36.


=*
DIARIO OE PERNAMBCO, TERQA FIRA 31 DEMARCO DE 1855.
1
I
PARA ACABAR COM RESTOS DE DI-
VERSAS FAZENDAS, VENDE-SE :
Cambraias linas rancezas de cores i-
i MO rs. a vara.
Zulmira, fazenda que tinge suda, a 500
rs. cada covado.
Princezita, fa/.enda ele plianlasia de tea
c seda, a 440 rs. o covado.
Chitas finas Vancezas, a 240 rs. cada
covado.
lii istrocorai palmos de lar-
gui ad.i covado.
Du Hias de linho pata rosto, a
7x000 rs.
Chales de casemira de urna s cor, a
cada chale.
Ditos da casemira combara matizada,
Cortes de hrim trancadb de puro linho
de cores fi\as, a sS00 rs. cada um.
Pera de chita rxa com toque de mo-
fo, a 5500 rs.
Palitos de alpaca preta e de cores,
6X000 cada um.
Chaposde seda de diversas" cores para
senhora, a 10000 e 12S0OO rs.
Na rua da Crespo loja amarella n. ,
de Antonio Francisco Pe eir.'
Vendem-se em casa de S. P. Jobns-
ton & C, na rua de Senzala Nova n. 42.
Sellins ingleses.
Relogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montana.
Candieirose casticaes bronzeados-
Chumbo em lenco!, barra e municao.
Farelio de Lisboa.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiroedevela.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa n. 97.
Na roa do Vigario o. 19, primeiro andar, ven-
de-se farelo novo, chegado de Lisboa pela barca Gra-
ttdao.
CEMENTO *
da melhor qualidade: vende-sc
| em casa de Brunn Praeger iS C., rua
da Cruz n. 10.
tnmmammtm/mm.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora em Sanio
Amaro, e tambera no DEPOSITO na
rua do Bram logo na entrada, e defron
te do Arsenal de Mar. mlia ha' sempi:e
um grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas,, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
Uim quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. O
precos sao' os mais commodos.
3^S3eE9BBa88E^-3eSc%aaBESF9
Vendem-se diapeos de sol de al-
K godao com harras
Baetas decores, de superior qua-
j lidade.
Meias crate de algodao para ho-
mem.
Ditas de dito brancas para se-
nhora.
Camisas de meia de algodao pa-
ra lomem.
Luvas de seda preta c de cores,
liomem esenhora.
Meias ditas para senhora.
Linhas de algodao em novcllos.
Bicos e rendas de algodao.
Fitas de algodao braneo, de seda
de cores sortirJas, e de la ditas.
Trancas de algodao e de seda, pa-
ra enfeites.
Em casa de Eduardo II. Wyalt,
ruado Trapiche Novo n. 18.
LISTA GERAL
Dos premios da 1.' parte da 8.' Lotera concedida pela Le Provincial n. 92, de 8 de Maio de 1840, a beneficio da
Innandade de Nossa Senhora do Rosario dos liomeiis pretos da Boa-vista, extrahida em 10 de 31arco de 1855.
NS- PREMS.
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FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se saccas grandes com muito su-
perior farinha de mandioca por prero
commodo: no armaiem n. 10 do neceo
do Azeite de Pei\e; ou a tratar com Anto-
nio de Almeida Gomes AC, na rua do
Trapiche Novon. 1G, segundo andar.
FRASCOS DE VIDRO DE BOCCA LARCA
COM ROLIJAS.
Novo sortimento do tamaito de 1 a
I-ilion
I "i''(- na botica de r.artholomr* Frtnr,,,,,
'le f pirro que em ouira quati/uer parle.
Vcndcm-seeaitM nlio para rnlcriamenlcrie earpot no cemilrrin pt-
l>hco, pelo prc<;omaicommodo qocvtn otlra ql-
qner parle : n li.ja amarella confronle o porto das Camun da na
Nova, sendo 01 grande a 29500 para anm ai<
13000 rs. ^ "
NAVAI.I1AS A CONTENTO E TESOIRA9.
Na rua da Oideia do Recifa a. 48, ixioicn-* an-
dar, esrriptorio de Aususlo C. de Abiea, tjali-
nuam-se a vender a 89000 o par (prcp fn] as ia
hem rni,endas eafamadasniralhai de larbn fcilas
IJ*lo hbil fabricanle que foi premiado na ei,>*;*
'le l.ondre*. ,t quaes alm de dnrarem ctlraaeririH-
riamenlc. nao e sentem no ros! M ac(no d enriar ;
>cndem-se com a condieao de, aan aaradaad*. on-
lerem os compradores deole-la ale 15 diaanevis
pa compra restiluindo-se o importe. Na *t ca-
si lia ricas lesouriuhas para unlias, fetm pcln Me*
mo fai'icante.
v nmm nms.
> ende-ia panno prelo miiilo lino, de 39 a 69999a
corado, cortes da casimira prtla ).*. a 530O, er-
tes de cohetes de setim Maco a 2*00, alpaca preta
de lustre, fina, de 600 rs. a I9OW n eoajan^lmeea
de selim preto a 18600, e onlraa modas maalii
prelas: na loja da rua do tinaimad* n. 40.
Fumo de Garanlium muito born.
Vende-se na rua da Gamboa da Carme- a. 12.
Vende-se fa relio de Hamburgo em
saccas muito grandes, clicgadu ultima-
menle e por preco muito commodo : na
rua do Amorim n. 48, annazem de Pau-
la & Santos.
M Vinlio genuino do Porto de" 1834","
engarrafado naquclla cidade, em
caixas e as dttziai: vende J. B. da
Fonseca Jnior, no seu escriptor
rtiajloVi gario n. 4.
Cros deNaples a H000 rs. o corado!
Na rua do Crespo n. 5, reoriem-se ricas sedan nr-
la-cores, lisas e de quadros, lindos soslns, ca ata
pequeo toque de mofo que ponen na cnaaeca, acta
barato proco de 19 o corado. Asaim enana na ada
na inesma loja um lindo e variada narUmentn de na-
das que se vendem muito barata.
Vcndem-se queijos a 13600, caUocs com doce
fino de soiaba a^OO rs., nozes a 100 rs. a libra, cli
preto superior a 23080, ameias a 200 rs., gamma a
80 rs., manloiga a 720, 800, 960, cb hysson a 18600,
25000e 29560, liol.icliiulias americanas a 230, de Lis-
boa a 320, Napole.lo a 100 rs. : no paleo do Carmo,
esquina da rua do llorlas n. 2.
FARINHA DE MANDIOCA.
Saccas com superior farinha de mandioca : no
armzem dao Tasso IrmSos

I
FRESCAES OVAS DO SERTAQ'.
idem-se muilo frescaes ovas do serlao : na rua
do Oucimado, loja n. 14.
a loja de 4 portas da rua do Queimado n. 10.
vende-sc sclim preto Maco para veslido de senhora
9400, c miiii" superior a 39000, grosdenaples
preto, largo a 28000, sarja de seda prcla a 28000,
m prelo lavrado, fazenda muilo boa. a -2500, e
nutras lazeudas de seda por preco commoJo.
Vende-se muito bom
129, primeiro andar.
Icile : oa rua ireila i).
1
linca.
RELOGIOS 1NGLEZES DE PATENTE.
Vendem-se por prejo muito commodo : no arma-
zem de Barroca & Castro, rua da Cadcia do Recite
n. 4.
Vendem-sc carleiras com agullias finas, com um
pequeo loque de terrugem.pelo barato preco de 120
rs. cada urna : na rua da Cadeia do Recite, ,10 sabir
do arco da ConceifAo, primeira loja de miudeas
n. 49.
Vendem-se 50 milbeiros de lijlos le alvenaria
grossa, poslos em qualqucr porto da obra, nesla ci-
dade, por 8JO.3OOO rs., a quem queira dar nata quan-
lia adianlada, medanle as Baen 011 garantas ne-
Sarja prcla licspapliola de primeira qualidade. se- j cessarias : quem quizer anuiincie. Adverle-sc que
lm preto muilo superior, casemira preta franceza, o lijlo be de superior qualidade.
dita selim, velludo prelo superior, panno prelo mui- .... <.^a lo fino, com lustre e prova de liinao, c deoutras qua-, K@SSaS-@S3@@g
PARA A CUARESMA,
lidades mais abaixo : vendem-se na rua do Crespo,
loja da esquina que \olla para a cadeia.
tesela de Kdwla Han,
Na rua de A|>ollon. 6, armazem de Me. Calmon-:
& Comrjanhia, acha-se constantemente bons sorli-1
menlos de taias de ferro cnado e balido, lano ra-
sa como fundas, moendas ineliras tedas de ferro pa-1
ra auimaes, agoa, ele, ditas para armar em raadei- i
ra de lodosos tamaitos e modclososmais moder-
nos, machina borisonlal para vapor com terca de
4 cavallos, cocos, passadeiras" de ferro eslanhado
CHAPEOS HM SENIORAS. I
9 Cliegaram a loja nova da rua Nova n. 4, os @
gl mais modernos e eleuanles chapeos de seda, @
|p com ricos enfeites. para senhoras de IC5IHHI j;
9 a 253000 rs. $
Vende-se farinha de mandioca mili-
to superior, a ojOO rs. a sacca: nos ar-
mazens de Luiz Antonio Annes Jacome,
para casa de purgar, por menos preco que os de eno de Jos Joaquim Pereira de Mello, 110
cobre, esco-vens para navios, ferro d'a Suecia, lo- caes da alfandega, e em porrao, no es-
llias de andres ; ludo por barato preco. I___,__ 1 t n j
r v ^ enptono de AranagatkBryan, na na do
HELPOMENE DE LA A' DE QUADROS. "
Chr. spor Solenl, da Europa, urna fa-
/enda inleirameule nova, toda de seda, quadrcslar-
denominada -Crimea--; vende-se nicamente
1 da ruado Queimado n. 40, pelo diminuto
1 de I3OOO rs. o covado, c dao-sc amostras com
penhor.
Conlinua-se a reader cebla de Lisboa, sola, a
1^300 o canto, dita de mollio a lp5t)0, para acabar
com o reste : na rua do Queimado ir. 38, primeiro
andar.
Riscado de listras de cores, proprio
para palitos, calcas e jaquetas, a 160
0 covado.
ende-se na rua do Crespo, loja da esquina que
rolla para a cadeia.
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-se oa rua do Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA^
Na rua da Cadeia do Recite n. 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, recenlemerile ebegada.
Taixas par& engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
0 chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
undido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, asquaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem deSpeza ao comprador.
CEMENTO ROIAHO.
Vende-se tjiperior cemente em barricas grandes;
assim como lambeta vendem-se as tinas : alraz do
'.lieatro, armazem de Joaquicn Lopes de Almeida.
Brunn Praeger 4 C, tem para M
vender em sua casa, rua da Cruz m
n. 10. 8
1 .una da Russia. _B
i Champagne. B
Instrumentos para msica. m
\M Oleados para mesa. tt
3 Charutos de Havana verdadeiros. Q
1 Cerraja Hamburgucza.
| Gomma lao
GOSTO ESCOCEZ
A 400 ra- o covado.
Vende-se para ultimado de cotilas: na loja de
Faria is Lopes, rua do Queimado n. 17.
BRAZELEZA PARA VESTIDOS
DE SENHORA
A Gi RS. O COVADQ.
Pelo ultimo vapor rindo da Europa, chegou urna
fazenda nova de furia-cores, tecida de seda e la a. de
quadros e de listras. propria para vestidos de senho-
ra, a qual fazenda rhamam ou inlilolam em Londres
por Brazeleza, aonde na prsenle estarlo he a fazen-
da da moda : vende-sc nicamente na loja n. 17 da
roa do Queimado, .10 pe da botica, pelo barato pre-
co do 640 cada covado.
Moinhos de vento
eombombasderepuxopara regar luirlas c bata,
de capim, na fundicao de D. W. Bowman : na rua
do Brum ns. 6, 8 e 10.
COI PEQUEO TOQUE DE
AVARIA.
Pecas de madapolao a 25500 e 3000 : na rua do
Crespo, loja da esquina que rolla para a cadeia.
MASSA DE TOMATES.
Em lalas de 4 libras cxcellente para tempero, e
lamhem se vende as libras por prego commodo : na
rua do Collegio n. 12, em casa de Francisco Jos
l.eile.
NOVAS ALPACAS DE SEDA
A 500 rs. o covado.
Vendem-se na loja de Faria & Lopes, rua do
Queimado n. 17, as modernas alpacas de seda, do uo-
vos e lindos desenhos, pelo mdico preco de 500 rs.
cada covado.
Trapiche-Novo n. 6, segundo andar.
SARJA PRETA LAVRADA
Vende-se sarja prcla tarrada goslo moderno, gros-
denapoles preto o melhor possivel, setim preto vrr-
dadeiro maco, sarja preta despalillla, velludo pre-
to porluguez, alpalca prela de lustre muito fina ; te-
das estas fazendas s,1o proprias para vestidos de se-
nhora ; dlo-se amostras com penhor, na loja da rua
do Queimado n. 40.
FARELO MUITO.NOVO.
Vendem-se saceos muito grandes com
farello chegado ltimamente de Lisboa :
na rua do Amorim n. 48.
COBERTORES ESGUROS E
BRANGOS.
Na rua do Crespo.loja da esquina que volla para a
cadeia, vendem-se cobertores escuros, proprios para
cscravos, a 720, ditos grandes, hem encornados, a
15280, ditos brancos a 1J200, dilos com pello imi-
laude os de la a 13280, dilos de lia a i-luo cada
um.
Wt Feijao a 2,s'50() rs. a sacca : no
":.-X armazem de Antonio Annes, de-
gjf fronte da escadinha da alfandega.
Vende-se urna" canoa; grande, que leva 15 pes-
soas : no armazem da rua da Cruz n. 19.
Vende-se urna balanca romana com lodos os
stus perlcnces, cm bom uso e de 2,000 libras quem
a pretender, dirija-se rua da Cruz, armazem n.4.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-;
ca, em saccas oue tem um al
Vende-se encllente laboado de pinho, recen-
lemenlo chegado da America : na rui de Apollo
trapiche do Ferreira, a enlendcr-sc com oadmiuis
rador do mesmo.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Rcduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
at
nha, e no armazem defronte da porta da
alfandega, pu a tratar no cscriptorio de
CAL VI
a mais nova que ha no mercado, a proco commodo ; /*
na rua do Trapiche n. 15, armazem de Bastos Ir- y?)
inaos. i'sf)
intagem pa
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de emprc-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
. N. 0. Bieber Companhia, na ruada
SS@^SSSS:@S@f.iCn.z. n.4.
O POTASSA BRASILEIRA.
Novaes &C, na rua do Trapiche n. 31,
pnmeirp andar.
CREHEL1NA DE QUADROS
ASSETINADOS. A 1,100
0 COVADO.
Chegou no ultimo vapor da Europa urna fazenda
a mais moderna do mercado, propria para veslido de
i senhora, de quadros laruos a*sclinados, toda de se-
da, denomiuada Cremelina : vende-se na rua do
Queimado n. 19 ; e do-se as amostras com penhor.
Crimea.
Chegou no ullimo vapor da Europa urna fazenda
inteiramentc nova, loda de seda, de quadros largos ;
a_ qual fazenda chamam ou intilulam cm Franca por
Crimea : rende-se na rua d Queimado n. 19, pelo
barato preco de I9OOO o covado, e dao-se asamos-
ras com penhor.
Na loja de 4 portas, na rua do Queimado n.
10, vende-se panno preto fino a 25SOO e 3.-5500, e
muito superior, prova de limao, a 5 e 65OOO o cova-
do, casemira pela elstica, superior, por prec_o mui-
lo em couta.
B daT8cadTnhrfcPo"Smhn0n;"teS' "Ch0nle
FAZENDAS PRETAS PARA
A IARESMA.
Superior sarja prela lavrada para vestidos
a 28000, 23200 e 29800 rs. o covado, dita liza
superior a 2JO00, 2300 e 2n600 rs. o covado,
selim prelo maco a 2?100 3j000 e 35500 rs. o 9
covado, panno fino prelo a 25500, 25800, f{
39500, 43OOO e 5,3000 rs., dilo muito superior @
prova de limao, a 65000 e 83OOO rs. o cova-
do, casemira prela superior a 29200, 29-500 e OS
:J5O00 rs. o covado : oa rua Nova loja nova
11.
la*
qualidade,
sacca.
muito boa
e bem seoco, pelo preco de 139000 rs. a
MECHAHISMO PARA ERGE-
IBO.
NA FUNDICAO DE FERRO DO ENGE-
MIE1RO DAVID \\. JJOW.MAN. NA
RUA 1)0 BRUM, PASSANDO O CHA-
FARIZ,
ha sempre um grande sorlimcnto dos eguinles oh
jerlosdemerhanisinos proprios para engenhos, a sa-
ber : moendas e meias moendas da mais moderna
consufuccao ; urnas de ferro fundido e balido, de
superior qualidade, c de lodos os lmannos; rodas
denladas para agua ou animaes, de todas as propor-
ces ; envos e boceas de fornaUa e reaistros de boei-
ro, aguilhOes,bronzcs parafusos e cavilhes, moiulio
de mandioca, etc. ele.
NA MESMA FL"NDICAO ,
se execalam tedas as encommemdas com a superiori-
dade i conhecida, e com a dcvrid presteza e commo-
didade em preso.
ARROZ DO MARANHA'O.
Vende-se no armazem n. 1G do becco
do Azeite do Peixe, por preco commodo.
PECHINCHA PARA SENHORA.
Chegou rua do Collegio n. 1, urna porreo de le-
ques pretos inglezes a 400 rs., diles chinezes a 500
rs., ditos linos a 640, ditos mnilo finos a 49000,
59OOOe 69OOO ; a elle*, anlrs que se acabem.
CORTES DE SEDA.
B Na rua Nova loja nova n. 4, vendem-se 9
9 corles de seda de quadros do ullimo voslo ($
a} com 17 corados, pelo barate preco de I69OO 9
trs. o corle.
MALAS PARA VIAGEM,
Grande sorlimenlo de lodos 09 tamaitos e quali-
dades, baleias para vestidos e esparlilhos de senho-
ras, de tedas as larguras o tamaitos, ludo por preco
muilo razoarel : na rua do Collegio n. 4.
Vendem-se relogios de ouro, patente inglez,
os molhores e j bem condecidos ueste mercado, li-
nha do algodao em novcllos, branca e de cores, dita
era carritel, de muilo superior qualidade: era casa
de Kussell Mcllors & Coropanliiu, rua da Cadeia do
Recite n. 36.
RUA DO CRESPO N. 21.
Vendem-se nesta loja muito superiores corles de
cale, de casemira preta entestada a 55500,
Vende-se mullo boa ranella da Ierra a 480 a
libra : na rua do Queimado n. 15.
BELOM A 00 RS. 0 (VADO.
Veio pelo nario Pharamond, de Franca, urna fa-
' zenda nova, goslo escocez, muilo fina, com 4 palmos
de largura, que pelo seu brilho parece seda, a que as
senhoras em Pars dao o nome de Belona : vende-se
tao smente na loja da rua do Queimado n. 40, e
dao-se as amostras com penhor.
COI ATARA NA OliRELA.
Pecas de algodao^inho liso, muito encor-
pado, a 2, Vcndem-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
Para vestido.
l-aazinhas de cores, muito lindos padrees, para
vestido de senhora, pelo diminuto prec,o de 320 cada
covado : vendem-se na loja de 4 portas, na rua do
Queimado n. 10.
CAMISAS PARA SENHORA.
Vendem-sc na loja de 4 norias, na rua do Qnei-
le n. 10, camisas de cambraia de linho bordadas,
para senhora,
.fOOO rs. a saca ele i'aiinlia de |
H mandioca de boa qualidade: nos g
jg armazens n. o, 5 e 7, defronte da g
S escadinlia da alfandega, ou a tra- S
f-tarcomJ.R. da Fonseca Jnior, na |
rua do Vigario n. V. $&
BELONA A aOORS.O COVADO.
Veio no ullimo navio francez urna fazenda nova,
goslo escocez, cora 4 palmos de largura, imito fina,
que pelo seu brilho parece seda, a qual o madainis-
mo em Par d o nome de Belona : vende-se na rua
do Queimado n. 19.
Chcguem a pichincha.
Vendem-se saccas com feijao mulatinho, em per-
teito estado, pelo barato pre^o de 89000 a sacca : no
largo da alfandega, armazem n. 7.
RUA UO CRESPO N. 12.
# V'ende-s nesta loja superior damasco de
seda de cores, sendo braneo, encarnado, rozo,
por preco razoavel.
Vende-sc superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, clic-
ft gada ecentemente, recominen-
g, da-so aos senliores de engenhos os
^2 seu8 bons ellcitos ja' e\perimen-
W tados:,narua da Cruzn: 20, ar-
mazem de L. Leconte Fcron Companhia.
O
CEMEMO R01AN0 MASCO.
Vende-se cemento romano braneo. chegado agora,
de superior qualidade, muilo superior ao do consu-
mo, em barricas e as linas : alraz do lliealro, arma-
zem de taimas de pinho.
9 Vende-se sarja prela licspanhola da melhor SS
i-'j qualidade, por preco rasoavel: naruadoQuei-
J9 mado loja do cobrado amarello n. 29, de Jos
Moreira Lopes.
I
Em casa de J. Keller&C, na rua
da Cruz n. 55 lia para vender cxcel-
lentes pianos viudos ltimamente de llam-
burgo.
DEPOSITO DO CHOCOLATE HyGlE-
NICO DA FARRICA COLONIAL.
Devoto Clitistao.
Sabio a luz a 2.' edicno do livrinho denominado-
Devoto Chrislao.mais correlo e acrescclitado: vnde-
se nicamente na livraria n, lie S di prara di In-
dependencia a 610 rs. cada exemplar.
PUBLICACAO' RELIGIOSA.
Sahio luz o novo Mcz de Maria, adoptado pjlos
rcverendissrmos padres capuchiiihos de N. S. da Pe-
nda dcsta cidade, augmentado com a novena da Se-
nhdra da Conceic.ao, e da noticia histrica da me-
dalha milagrosa, e deN. S. do Bom Conselho : vmi-
1 de-se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da
independencia, a 1&000.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
ticas para piano, violo e flauta, como
sejam, (juadrilliaj, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de J?neiro.
Este chocolate, o nico preparado com
kd.n,.;.. nulas, nutritivas e hvpipni-1 Vcndem-e ricos e modernos pianos, recente-
d*' n nl i mente chegados, de encllenles vozes, e pretos com-
modos em casa de N. O. Bichero Companhia, ro
da Cruz n. 4.
substancias puras, nutritivas
cas: vende-se em casa de L. Lecomte Fe-
ron & C: rua da Cruz n. 20.
Preco:
Extra-lino. '. 800 a lib.
Superior.. 6i0
Fino.....500
Na ruado Trapiche n. 16, escriptorio
deBiandera Brandis&C, vende-se por
precos razoaveis.
Lonas, a imitacao das de Russia, de
muito boa qualidade.
Vendem-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior (jualidade: no
armazem deN. O. Bieber & C,, rua da
Cruzn. \.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Ncste estabelecimento continua a ha-
j ver um completo sortimento de moen-
Papel para imprimir, formato grande e ^a? e meia moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, .de todos os tamauhos, para
dito.
por
runde
e com manguitos, muito lindas,
prec.0 commodo.
Vcndem-so as obtas seguinles, por W. Scolt:
os Puritanos, 4 volumes; Waverley, 4 volumes ; o
talismn, 3 volumes ; a Prisao d'Edemburgo, 4 vo-
lumes ; Mi'sanlropo, 1 volume; Quinlino Durc-
rard, 4 volumes ; Sranho, 4 rolumes; Curso de
Direito Publico, porS. Pinheiro, 2volumes; Diccio-
nario Theolocico, por ab Aquilla. 5 volumes ; Uruit
Ecclesiast Francez, por Uupin W.; Juris Canonit,
por I.equeui, 1 volume : no aterro da Boa-Vista,
loja de qurives o. 68.
Vcndem-se caixas com agurdente da Franca
no armazem de'Joao lavares Cordeiro na travesea
da Madre de Dos por prec,o commodo.
Vendem-se 2 carros muito fortes, pa-
a pretos carregarem fazenda, por preco
commodo: na rua Novr n. 67.
(^ Vende-se superior sarja preta (g)
VA licspanhola. ^
(> Bengallas finas com lindos cas- S
toe.
Meias de seda brancas e pretal J
para senhora. w
Setim preto macau pai a cohe-
tes e vestidos.
Chales de crep, bordados c es-
tampado?.
Saias brancas bordadas para se-
nhora
Vestidos de cambraia a Poin-
padour.
Charutos Lanceiros.
Papel pintado para forro de
sala.
Chocolate francez muito supe-
rior.
Agua de flor de laranja de muito jf
lioa qualidade.
W No armazem de Vctor Lasnc,
W fna da Cruz n. 27. (^
Na rua das Cruzes n. 22, vendem-se duas es-
cravas, sendo urna crioula c outra parda, cugomma-
deiras, ccslureiras e cozinheiras.
. ATTENCA'O.
Na loja da Estrella da rua do Queimado n. 7 ven-
dem-se s seguines fazendas para liquidar, cortes de
casemiras de cores para cairas a 9560, corles de
hrim de linho de cores para caira a I5SOO, chapeos
de manea fraucezes muito modernos a 63000, pali-
tos de alpaca mesclada muito modernos a 6>0<>0,
madapolAo muilo lino a 35800 e 45000, o oalr.il
m ni las fazendas que os freguezes, vando os precos,
nao deixarSo de compiar.
LIQUIDACAO.
Corles de cassas francezas bonilos padroes com 7
e 1|2 varas a 3--000 o cbrle, manteletes pretos e de
cores, muilo modernos a 108 rs., romeirasde filudo
linho bordadas dos melhores goslos qua tem apare-
cido a 38800, meias de fio da Escocia muito linas
para senhoras a 600 rs. o par, teneos de cassa bran-
cos com barra de cor a 1*0 e 180 rs., e outros mui-
ros objectos que se vendem para liquidar cuntas por
pracos commodos: na rua do Queimado n. 7 loja
da estrella.
pequeo.
Papel de cores em caixas sortidas, mui-
J| to proprio para forrar chapeos.
Papel almaco c de peso, braneo c azul,
de boas qualidade.
Graxa para arreios de carro.
Candelabros de 6 luzes de feitio ele-
gante. .
Tapetes finos.
Alvaiade de zinco muito superior ao al-
vaiade coramum. com o competente sec-
cante.
Farinha de mandioca.
Vende-se superioi farinha de mandioca
por preco commodo, para fechar contas :
ST! no largo da Assemble'a n. 12, armazem de
"' Machado & Pinheiro.
HE MUITO BARATO.
Nos qualro cantos da rua do Queimado u. 20, veo-
dem-se pecasde algodao e de madapolao, de boa qua-
lidade, com pequeo loque de avaria, por prec,o
muito commodo ; aproreilcm a occasiAo que estilo
no reto,
Alfeanea.
Chegou ora porcao dessa econmica fazenda pre-
, la, com 6 palmos de largura, a 900 rs. o corado, pro-
' pria para vestidos, manlilhas, trages de densos e
religiosos, e oulras muilas obras : na rua do Quei-
mado n. 21, loja de J. P. Cesar.
CASEMIRAS BARATAS.
A 39-VK), corles de casemiras de core, e a 68500
casemira preta lina : na rua do Queimado o. 21.
Vcnde-sc nm caliriolel com coberla e os com-
petentes arreios para um cavallo, lodo quasi nana :
par ver, no aterro da Boa-Vista, armazem do Sr.
Miguel Segeiro, e para tratar noKeciferua do Trapi-
che 11.14, primeiro andar.
fMMM^MMM
Deposito de vinho de chara- \
pagne Chateau-Ay, primeira qua- \
lidade, de propriedade do condefl
de Marcuil, ruada Cruz do Re-'
cife n. 20 : este vinho, o melhorj
de toda a Champagne, vende-se
a 56$000 rs. cada caixa, acha-se'
nicamente em casa de L. Le-
comte Fcron & Companhia. N.
B.As caixas sao marcadas a fo-
goConde de Marcuile o* r-
tulos das garrafas sao azues.
Potassa.
No anligo deposito da roa da Cadeia Velha, cs-
criptorio n. 12, vende-se muilo superior potassa da
Bnssia, americana e do Rio de Janeiro, a precos ba-
ratos que he para techar-conla;.
Na rua do Vig ario n. 19 primeiro andar, tem a
venda a superior flanella para forro de sellins lle-
gada recenlemente da America.
Veudem-sa no armazem n. 60, da rua da Ca-
deia 1I0 Recite, de llcnry liibson, os mais superio-
res relogios fabricados cm Inglaterra, por precos
mdicos.
A 480 rs. a vara.
Na loja de Guimares & Henriqucs, rua do Cres-
po 11. 5, vendem-se cassas fraocezas muilo finas, -he-
Kiscados francc7.es largos a 180 rs. o covado, corles gada ltimamente, de goslos delicados, pelo barate
de vestidos de cassa com barra a 18600, cobertores
de algodao de cores muilo ancorpados e Brandes a
18000, c cassas francezas linas o liras a 320 o cova-
do : na rua do Queimado, loja o. 21, de i. P. Cesar.
Cera em velas.
Vende-se cera em velas em caixas sor-
tidas de 50 c 100 lib. cada urna, chegadas
ltimamente de Lisboa, por preco barato I
liara fechar contas : no largo da Assem- j
blea n. 12, armazem de Machado & Pi-
nheiro.
Farinha de mandioca.
Vende-se saccas grandes com farinha :
110 armazem de Jos Joac|tiim Pereira de
Mello no caes da alfandega, e para por-
coes a tratar com Manocl Alves Guerra
Jnior, na rua do Trapiche n. 14.
preco de 480 rs. a vara : assim como tem um com-
pleto sortimento de fazendas finas, ludo por preco
muilo commodo.
XKn<3QK:ac3|IX:KBOc1KH
SO CONULTORIO
DO DR. CASANOVA
RUA HAS CRL/.ES N. 28,
vi;ndem-se carleiras de romcopathia de lo-
dos os tamaitos, por precos muito em conla.
Elementos de homeopalhia, 4 vols. 69000
Titilaras aesrolher, rada vidro. IjOOli
Tubos avulsos a escolher a 500 e 300
Consultas gratis para os pobres.
ARADOS DE .FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. A C. em
Santo Amaro acha-se para vender ara
dos d? farro de \,-ncy qualidade.
VESTIDOS DE SEDA A~23|0t.~
?9 Ha na loja de Manoel Ferrara de Si. na
*5 rua da Cadeia-Velha n. 47. resudo de anda 1
os mais modernos a 228(00 cada ana: ha V
lambem grs de aples de flores a 290M ra. n*
2 oJ-0?do mei, casemira de laa pura per
aitl rs. o corle de cal^a, e ontras fazandaa
mono baratas. 2
CEMENTO ROIAIO.
Vende-se sopenor cemento en barricas n a raia-
llio, no armazem da roa da Cadeia de Santo Anto-
nio de materiaes por prec,o mais em conla.
CAL DE LISBOA A 4*000 RS.
Vendem-se barr com cal de Lisboa, rlnenala no
ullimo nario a 49000 por cada nma : na (a no Tra-
piche n. 16, segundo andar.
OLEO DE LINHACA
em barris e botijes : no armazem de Tatw Irm
Champagne da snperior marca. Qjeta: nn rwa-
zeinrto Tasso Irmaor. '
ESCltAVOS FLGIDOSr-
- Desappareceu na segunda-feira. .i da unanla,
0 moleque, crioulo, de nome Hercalann, tntatnra
regula--, o roste um ponco rimacitn inantu falla
gagueja um ponco como se etlirow cana nredo ; le-
you calca de casemira de quadros miodn*. fuenda
ingleza, c camisa de madapolao algnma coona soja :
quem o pegar ser gratificado : na ron dn Toman.
12, quarlo andar.
GRATIFICACAO' DE CEM MIL RES.
Contina a estar (agido desde o da sexla-teirn, la
do mcz de agosto de 1833, o escrarto, crente, de ne-
me Argemiro, natural da villa de l'esqneira, com ea
signaes seguinles : idade 1 a 24 anno, ponco tun
ou menos, estatura regular, cAr prrla retinta, nariz
comprido. denles bonitos e com falta de nm driles
ao lado, com um signal arredondado na rabee do
lado esquerdo do tamaito de ama paileaman n sena
cabello, he muilo regrista e eosiuma andar fumando
ci sarro, com chapeo ou bnnetna cabera ao lado, vr
1 do de calca e camisa de alcodaozinh taja, e hrm*
comsit.o unta casaca de alpaca dtenla, muilo enf-
raila litis abas, e urna calca de kxim azol rinradinlm.
I ui escravo do Sr. coronel PanlalOo de Siqntira
Cavalcanli, daquella villa, para onda sa rappne qno
se Icnha evadido, ou para ns eogenhoa do nal, no
irm A us do mesmo senor, a quem i ni m minoala
se pede se nao deinm illudir pelo referidoaorrare,
que se intitula term, e o anviem para asta capitai a
entregar na rua da l'raia. armazem de carne cara
n. 76, de Adelo Antonio Ferreira, anta nraorpta-
mente pagara a qnanlia udma. O nroanaoM peda a
todas as autoridades polidae e capilaes do campo, e
prolosla-se coulra quem o liver occulle.
No dia 1 de marco desappareceu n cabra Joto,
indo de manhaa para o Recite vender leil, ana
cavallo alasao, bem carnuda, p e roa calcados de
braneo, urna listra branca na lela, unta ferMa no
espinbaco, nma cicatriz na espadua dimita, aovo,
com os denles anda aberlos, pe e mtot pinna O
cabra tem os signaes segninlea: latera refdlar,
urna ferida grande na sola do pe direito, ale ijada do
iraco direito, que nao pode este de-te; foi vnto
rom camisa de algodao da Baha, e onira por cinta,
le hacia azul, de mangas cartas, calcas da algodao
de listra americano ; o dilo cabra foi rielo no da 5
1 a estrada de Iguarais, ello foi do sertao : rega-se
as autoridades policiaes, capilar de campo e parti-
c llares, o obsequio de apnrebenderern e mandarrm
etilregar a sua senhora D. Anna Benedicta Rocha o
Silva, no silio do Forte, na entrada ora, oa na roa
d; Sania Cruz, na Boa-VUla, taberna a. 3, ejoe se
pagar as despezas.
$ Desappareceu do engenho do
10 nhaixoasiifjnado, nodia 1 demar-
\k cp de 1855. um escravo mulato
4* de nome Jerouymo, de idade 20
^ a2 annos, bai\o, groajo, de boa
cor, esta' principiando a bucar,
cabello preto, puxa da perna di-
reita, proveniente de ter o jodho
inchado, foi escravo do capitio
Jos de Coito e Silva, enhor do
engenho MERENGABAS, de San-
to Antao, c vendido ao abano a-
signado peloSr. RegenerardoCoe-
lho Cavalcanti Caycrana.euppoe-
[ se ser seduzido por alguem para
rugir : o abaixo assignado protes-
testa contra quem o tiver oceulto
com todo o rigor da lei; roga-sc
a todas autoridades policiae e ca-
pitaes de campo, a cantina do
do dito escravo, o qual poderao
entregar no Recite, rua do Quei-
mado taberna do Sr. Joaquim de
Almeida e Silva, ou no engenho
das Mattas, de^Antonio de Paula
Souza Leo.
Desappareceu no dia 6 de marca eerrente, pe-
las 7 hora* da manhaa, um nrcro tai inte, de noena
Manoel, de 40 anno, ponco mais ou menos, haito,
corpo seceo, pes largo e seceos ; leou calca de ria-
cailo azul e camisa do mesmo, c tambera lavou anta
Irona, cnnlendo urna carona branca c onlra encar-
nada ; pode-se reconherer por ser quebrado, e lam-
bem aaa maos por ser amassador de podara : ajaem
o pegar, lere-o ao aterro da Roa-Vista n. 50, nada-
ra franceza, que sera recompensado.
CEM MIL RES DE GRATIFICACAn -
Desappareceu no dia 6 de dezembro dn anno pro-
limo passado, Benedicla, de 14 anuos de idade, res
na, cor acaboclada ; lerou um rettido de chita com
listra edr de rosa edorar, e onlro lambem de chi-
te bronco com palmas, um lenco amarello no patea
coja desbolado: quem .1 apprchender condaza-a i
Apipucos, no Oiteiro, em cata ate Joao Leile de Ate-
vedo, ou no Recite, na praca do Corpo Sanie a. 1",
que receber a gratificado cima.
I'ERN TVP. DE l. F, DE FARIA. -1855
DATA INCORRFTA
MiiTimnn


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