Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00904


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Full Text
ANNO XXXI.
ff; $8.
Por 3 mezes adiwitados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
OCunuH ncnM uc nmni^u ut iojj.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o snbscriptoi.
IMI
DIARIO DE
kncaiiregados n.v subscripc.vo.
i o prr i M. F. de Faria ; Rio de J a-
aMartins ; llahia, <> Si. I>.
Duprad ; M atm Bernardo de Mrn-
doncn ; Parabiba, o Sr. Gervasio Viclor ila Nalhi-
1, o Sr. Joaquim Ignacio Percra Jnior ;
Sr. Antonio daLemosBraga; l'.oara. o Sr.
Vid. Marochao, o Sr. Joa-
qun Marques Rodrigos ; Piaiih\, < Sr. Domingos
HereulanoAekih renes ; Para. oSr. Jus-
mazona, o Sr. Jeronymo da ('.osla.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 28 1/4 e 28 1/4 d. por 15.
Taris, 310 rs. por 1T.
. Lisboa, g5 a 98 por 100.
Rio de Mneiro, 2 1/2 por 0/0 do rebate.
Aceces do han i 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de le tiras de 8 a 10 por 0/0.
META ES.
Ouro.Oncas hespanholas- 299000
Modas de 63400 volbas. CCOOO
de 69400 novas. 169000
da 49000. 93000
Prata.Patacoes brasileiros. 19940
Pesos oolumnarios, 19940
mexicanos. 4. 13860
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex eOuricury, a 13 e 28.
Goianna e Parabiba, segundas e sexlas-feiras.
Victoria c Natal, as quintas-feiras.
PBEAMAR DE IIOJE.
Primeira s 11 horas a 42 minutos da manhaa.
Segunda s 12 horas e 6 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundase quintas-feiras.
Ftelacao, tercas-feiras e sabbados.
Fazcnda, tercas e sexus-feiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1* vara do civel, segundas e sextas ao mcio dia.
2* vara do civel, quarlas c sabbados ao meio dia.
EPIIEMERIDES.
Marco 3 La cheia as 8 horas, 22 minutos e
40 segundos da tarde.
11 Quarto minguante aos 11 minutos o
37 segundos da tarde.
> 18 La nova as 2 horas, 25 minutos e
31 segundos da manhaa.
25 Quarto crescenle aos 5 minutos e
37 segundos da manhaa.
DIAS DA SEMAXA.
12 Segunda. ( Estagao a S. Marcos) S. Gregorio.
13 Terca. (Estecao a S. Prudenciana) S. Sancha.
14 Quarta. (EsMcao a S. Xisto) S. Malhildes.
15 Quinta. (Estacao aos Ss. Cosme e Pamio.J
16 Sexta. (Estacao a S Lourenco in Lurina.)
17 Sabbado. ( Estacao a S. Susana) S. Patricio.
18 Domingo. 4." da Quaresm (Estacao a S. Cruz)
em' Jei iisalem,) S. Gabriel Archanjo.

f
Tenrto tiversas pessoas pedido
a dfcstrlbiiicao" dcste MHario, na es-
trada qne sejfne do Atndelo a
Api pucos, resolven o proprieta-
fazer este dse jo creando
urna linha de dlstribuica'o que,
principiando no Mondcgo, segui-
9 Manguinho, Ponte de L-
clia, Pai'iiameirim, S. Amia, Ca-
sa-irorte, Monteiro e Apipucos.
Os Srs. que Ja' sa'o assignantes, c
aqnelles que quizercm de novo
subscrever, quetram mandar sciis
e moradas a livrarla n. << e
8 da praca da Independencia, pa-
ra que 5 d comeco a entregadas
folllias eom brevldadc.
PARTE OFFICIAL.
oro
ni-
fantaria, Antonio Jos Cardozo. Parlicipou-se ao! plenle conta para seren ndemnisadas pela pro-
coronel commandanle das armas. viuria a que perli'ncerem,afim de poder transportar-
GOVERNO SA PROVINCIA.
Expediente do da 2 de marco.
O'Tlcio. Ao Exm. conselhciro presidente da re-
larSo, declarando que o liacliarel Jos Quintino de
i Ceo, jni/. municipal do lermo de Olinda,
ipou haver passado hontem o exercicio da vara
ao 1. aupplente, o I)r. Nuno Ayque de A vellos
Aunes de Brito Inglcz, vislo ter de lomar parlo nos
(rabudo* da assemblea legislativa provincial.Igual
rommunicac.no a fez a lliesouraria de fazcnda.
Dito. Ao mesmo, inteirando-o de 1er o bacha-
i* Filippe de Souza I.eao declarado que no
diafl de fevereiro ultimo, entrara no exercicio do
d juiz de direilo dt comarca do Bonito, para
a qal foi removido por decrelo de 28 de selemb
do anno prximo passado. Tambcm se comniun
co'i a lliesouraria de fazcnda.
- Ao mesmo, communicando bavor o pro-
motor publico da comarca do (ioianua, o bacliarcl-
Manncl Izidro de Miranda partecipido que em 0 de
uno, reassumira o exercicio de sen car-
expirado ;i licenca que Ihe foi concedida.
).rizerani-se as necessarias communicaroes a res-
peilo.
Dito. Ao conselhciro Dr. Pedro Autran da
Mallae Albuquerque, dizendo Picar inleiradode ha-
ver S. Exc.entrado no exercicio da lrocloria da fa-
rulilido de direilo desla cidade, por ler lomado as-
usemblca legislativa provincial oreipecli-
reelor. Coinmunicou-sc a lliesouraria da fa-
zcnla.
Dito. Ao coronel commandanle das armas, com-
mnuieando liaver aotorsado ao insperlor da thesou-
rarit de fazenda, a mandar pasar ao alferes Antonio
inlos Caria a quantiade que traa o ofljcio de
sob n. 301, no caso de eslarcm nos lerrnos le-
gaei os docnmenlos presentados por es-e oflicial.
Dito. Ao mesmo, declarando.que, por portara
desla data, concedeu. mas registrada, aTicera ~dc~3
mezea que pedio o cadete Ignacio do Albuquerque
Maranho Cavalcanli.
Dito. Ao mesmo, communicando que a lliesou-
raria do fazenda j lam ordem para indemnisar o 2."
battlhAo de iufanlaria, da quanlia despendida com
n cnlerramcnlo do cadver do soldado do mesmo ba-
lalhAo, Manoel l.eile da Silva.
da lliesouraria de fazcnda,
pagar, sol) a responsalnlida-
s despezas que forem correndo por
ica. Oorpo de saudo do exerrilo,
ioocredilo aberlo para csse
fim no correnle t\
eirando-o ile liaver o ba-
es Correia l.ins Wanderlcy pres-
amciilo, afim de poder entrar no
de juiz municipal do lermo de
lado ler marcado ao mencionado
o prazo de 3 mezes para a aprescnlarAo de
su.i carta.
no, concedeudoa aulorisacnoque
a despender,sob a rcapon-
s quanlias indispensavei5
orlo das barcas de vigia, e esc-
lala cidade, visto achar-se esgo-
!o para csse fim no correnle
Dilo. Ao inspector do arsenal de marinha. pa-
ra mandar fazer com brevidade os concert de que
necessila o brigue escuna de guerra l.cgalidadc.
Communicou-se ao commandanle da estacan naval.
Dilo. | Ao joiz do civel, commnnicando que,
segunilo cnlon de parlecipaco da secretaria do
ministerio da justica de 23 de Janeiro ultimo, foi
prorogada por mais tres mezes de lirenca que oble-
ve Domingos Jos Marques, solicitador da 1. e 2."
instancia, capellas, residuos e ausentes dcsta capital.
Tambcm a", rommunicnu ao Exm. coosellieiro
presidente da relar.io e n tbeseuraria de fazenda.
Dilo. Ao director do arsenal de guerra, para
fazer desembarcar do bordo da escuna nacional Ta-
megaos 13 caixesde fardamentodo ").0 balalho de
iufanlaria, qne se refere o conhecimenlo que re-
melle, pondo-os a dispnsir.io do inspector do arsenal
de marinha, alimdc serrn remedidos para a provin-
cia do Maranhao na primeira opportunidade. Of.
ficiou-so nesle sentido ao mencionado inspector.
Dito.Ao inspector da lliesouraria provincial,
para que. vista da con la que remelle, mande pasar
a quanlia de 2)73170 rs. que se tcm despendido com
a obra da cacimba que se mffndou construir no lar-
go do Oarmo de Olinda. Communicoo-se ao di-
rector das obras publicas.
Dilo. A Joao francisco Xavier da Fonccca, pri-
meiro sapplenlc do subdelegado do 2." dislriclo do
Bom-Jardim. Devolvcndo os papis que vieram an-
nexos ao sea officio de 12 de fevereiro ultimo, lenbo
a dizer em resposta que, do rapil.lo Jos Lzaro de
Carvalho eleve Vmc. liaver o pagamento da quanlia
de 76-3920 de que traa o cilado oflicio conforme in-
dica a contadoria da Ihcsomria de fazenda no pa-
recer por copia incluso, com o qual concorda o res-
pectivo inspector.
Portara. Ao agente da companhia das barcas
a vapor, para mandar dar ama passagem de estado
ale a Parabiba no primeiro vapor que passar para o
norte, a Francisco Jos de Moracs e Silva.
Dita. Ao mesmo, recommendando que mande
transportar al a enre, por conta do poverno no va-
por que se espera do norte, o 1. cadete do \. ba-
lattiSo de arlilbaria a p, Americo Clemente Duarle
Pereira. Communicou-se ao commandanle das
armas.
Oflicio Ao Exm. commandanle superior da
guarda nacional do municipio do Rccifc, dizendo
que pode mandar fazer as honras fonebres do csly-
loao finado capililo da mesma guarda nacional Theo-
philodc Sau/.a Jardim, e remetiendo a convenien-
te ordem para ser fornecido o carluxamc necessario
para as dcscarsasOfficiou-se ao director do arsenal
de guerra para forneccr o carluxame de que. se
tratar ~~~
Dilo.Ao corone! commandanle dasarmas.recom-
mendandr a c\pedico de suas ordena, uHo s para
queseja postada em frente da rgrejada Misericordia,
de Olinda, as 7 horas da noile le S correnle, urna
guarda de honra para aeompanliar a trasladarlo do
Sr. Bom Jekns dos Passos para a S daquclla cidade,
mas tambcm para que, no dia immediato seja acom-
panhada a procissflo do mesmo Senlior pelo bala-
lliao aquarlcladona referida cidade.
DiloAo mesmo, inlciranilo-o de haver o major
Sebasliilo Antonio do Rogo Barros, apresentado co-
nhecimenlo de ler pagos dircilos, o emolumento"
que eslava a dever por llie ter sido prorogada a li-
cencia com que se acha nesla provincia.
DitoAo mesmo, para mandar premliberdade,
visto ter apresentado isenro legal, o remita Hono-
rato Francisco do Magalbaes,Communicou-se ao
chele de polica.
DitoAo mesmo, declarando haver o particular
Francisco Goncatves Rodrigues F'ranca, apresentado
conhecimenlo de ter pago a importancia dos emo-
lumentos correspondentes a licenca, que oblcve, pa-
ra esludar na escola militar da corle, o curso da
arma a que perlence.
DitoAo ebefe de polica, devolvcndo as contas
das despezas fcitascom o sustento dos presos pobres
da cadeia do Limoeiro, alim de quevoltem rubrica-
das por S. S., conforme exige a lliesouraria pro-
vincial.
CitoAo mesmo, inleirando-ode haver expedido
ordem ao inspector da lliesouraria provincial, para
que eslando nos termos legaes as contas, que S. S.
remelleu das despezas fcilas com o sustento dos pre-
sos pobres da cadeia de Serinbaem, nos mezes de
se ao mencionado lermo.
DiloAo inspector da lliesouraria provincial,
Iransinillindo para os convenientes exames, as
copias das acias do consellio admiuistralivo datadas
de 23 c 2t de fevereiro ultimo.
DiluAo mesmo, communicando, que o capilo
Feliciano de Souza Aguiar, enlrou no exercicio
de director interino da colonia militar de Pimenlei-
ras no l-. de fevereiro ultimo, dala em que pas-
soii UiiiIh.mii a exercer alli a sua faculdade, o pri-
meiro cirurgino do corpo de saude doexercilo Fran-
cisco l ionc;ilves de Moraes.
DitoAo presidente do 'conseibo administrativo,
recommendando que promova a compra das fazen-
das e mais objeclos declarados na relarSo, que re-
melle os quaes silo necessarios no arsenal de guerra
Fizcram-sc as necessarias communicaroes.
DiloAo inspector da lliesouraria provincial, pa-
ra que i visla do orcamcnlo e clausulas que remel-
le por copia, c nesla data approvou, mande Smc.
por em basta publcaos cnnccrlos urgentes deque
precisa a ponto de Beberibe.Communicou-se ao
direcfor das obras publicas.
COMMANDO DAS ARMAS.
Quartei-general do comisando dai armas de
Pernambuco na cidade do Recite, em 10 de
marco de 1855.
ORDEM DO DIA N. G.
O marechal de campo commandanle das armas,
faz publico para os fins comntenles, que, segundo
conslou de oflicio da presidencia de 23 de fevereiro
ultimo. Imuve por bem o governo de S. M. o Impe-
rador, prorogar _por mais 3 mezes, a licenca com
que se acha nesla- provincia o Sr. major do l. re-
giment de cavallaria ligeirn, Sebastian Antonio do
Reg Barros. fc
Jo1. Joaquim Coelho.
Conforme.Candido Leal Ferrcira, ajudaote de
ordens enrarregado do dctallie.
EXTEHIOR.
sahilida
rom o <
Icrin da
Lldl O r:
excrc
Dilo. Ao mesmo, antorisanlo-o a mandar pas-
sarlitulo[a Manoel JoaquirrrBaplisla, da parle do ler-
35 na ra da Palma, a qual
romproo a Jos Misino He Miranda, e lanzar a nc-
cesHaria verba noautigo titulo.
Dito. Ao chaf de polica, dizendo que, para
poder resolver a cerca do seu oflicio de 17 de feve-
i queS. S. envi com bre- IBulubro a dezembro do anno prximo passado, e ja-
viiMde urna reanlo exacla conisua resperliva impor-
uo be misler comprar-se para commodi-
d.idee sustento dos presos doentes da cadeia da cida-
d de Goianna.
Nlo. Ao juiz relator da junta de justica, irans-
miltindo par ser relatado em sessao da mesma junta,
o frocesso verbal do soldado do 9. balalhao do in-
0 CAPITAO PLOEVE
Por E. Gaudln.
PRIMEIRA PART
nciro ultimo, soja paga a importancia das menciona-
das conlas.
DiloAo mesmo. Nilo parecendo justo, que o
cofre provincial carregue com a despeza de alimen-
tos dos presos de diversas provincias, que sao man-
dados para a cadeia desta capital, convem que V. 8.
sempre que lacs despezas se derem, remella a com-
ATHENAS.
O Sr. Maurocordalo, Iraosmitlindo aos prcfeilos o
discurso do rei na abertura das cmaras, dirigio-
Ihecoroo ministro d? reino interino, a circular se-
guinle :
Pelo enrreio de anle-lionlem vos foram remedido'
muitos exemplares do discurso real da abertura das
cmaras, da segunda sessao da qnarla legislatura,
para que llio desseis a maior publicidade possivcl.
A snlicitude palernal, que exprimo cada palavra
da falla do [bruna nao escapou a vossa alten^ao, c cu-
^no_ra de vossd dever, aprnssadamcnte a fizeslcs
sobresahir aos olbos do paiz. Comludo, desejaria
chamar c filar vossa allenr.lo sobre os tpicos do dis-
curso, que, referindo-se mais intimamente admi-
nistrarlo publica, deve ser o objecto de vossa cons-
tante solicilude, como dos vossos mais assid'uos cui-
dados. Os votos expreawdog pelo rei s,1o devores pa-
ra seu governo, e leis para as autoridade adminis-
trativas do estado.
A posi^ao em que o re e seu governo se acbam
collorados para com as potencias bemfeiloras, relati-
vamente a ludo quanlo diz respeito a sua lula gigan-
tesca no Oriente, vos traca claramente a regra da
politica interna, qne vos he prescripla para seguir.
Ncutralidade e sobretodo neulralidade severa, he o
dever o n senba do poder, sendo ao mesmo lempo o
que mais seconcilia com o verdedeiro interesse da
(recia, e para o que devem ilirigir-se lodosos esfor-
ros do poder e a conducta dos cidadaos.
A calamidade publica, quo desenvolveu-se na ca-
pital e scus arrabaldcs, c qao o rei menciona cm pri-
meiro lugar chcio de dor, calamidade, que procurou
especialmente a maior parle de suas victimas na
classe mais necessilada e nos bairros pobres e doen-
tios be nin Tacto deptorabilissimo, masdignoao mes-
mo lempo de abrir os ollios das autoridades adminis-
talivas e municipaes sobre ura dos mais imperiosos
deveres, que ellas desprezam quasi sempre, a saber :
a salubridade publica.
Leis decretos e actos administrativos e regulamen-
lares a este respailo, n.io faltiim certamcnle, e se lu-
do quanlo se refero a este ramo Uo importante do
servico publico, fosse rigorosamente observado, n,lo ba
duvida que fiira bstante para previnir o desenvol-
vimento e deler os progressos da epidemia. Mas a
incuria das autoridades administrativas de um lado,
e de oulro lado a negligencia das municipalidades, e
sobretodo o olvido das regrns hygienicas, por meio
das quaes se pode tornar salobre um logar doentio,
slo as as causas inevilaveis das febres, das epidemias
e oulras molestias ainda, que ccifam cada anno nm
grande numero de habitantes.
Nilo ha um so departamento cm todo o reino, que
nao romprchenda aldeias ou casaes, ou mesmo cida-

9
XI
"iimo.
Emquanto esses fados aconteciam fra da habita-
ra, faclns nilo menos graves, posto que mais cir-
cumscriplo. passavam-sc no interior. Os aconleci-
mentos da Europa nao tinham dcixado de exercer
algunia influencia sobro os escravos; a disciplina p
decr-ra por isso, as regras haviam-se relaxado, e ol-
io obedeciam mais com a mesma docilidade de
ooU'ora. Nao era urna revolla declarada, nem rou-
sa que se lUe.ssemelliase ; porcm vagos impulsos
de emancipapo aggravados pelo deleixo do traba-
llio. Como terian podido as liabilares permanecer
ao obrigo da effervescencia que reioava na colonia"'
Os negros viam os bomens da classe dominante di-
vidirero-se entre si, arvorarem diversas bandeiras e
ilispularem o imperio. Taes espectculos eram pro-
prios para perlurbar-llies o espirito c enfraquecer osJ
antigos habilos de respeilo. Se arrescenlarmos a es-,
ircumslaucias urna negligencia nao roslumada
na polica colonial, poderemos admirar que a emo-
c3o dos eseravos nilo livesse sido mais viva, e que as
maiore* desgrana uno llvessem resultado dahi.
Se havia ama habitadlo que deveso licar ao abri-
go dessas infloencias. era a de Angremoul; pois em
neuliiima a disciplina era DI ira os escra-
vos. Todava o contagio penetrara alii como as ou-
lras partes, o se um dos autigos senliores bouvesse
saludo do (amulo, nao teria reroubecido sua obra
uesso eslabelecimento, onde j reioava o espirito da
lera. Allectadas pelas perlurbaroes ch
relacOes nilo linb un mais cxleuslo e nao offerccian
a seguranza que ha viam li lo em lempos regulares.
A extraejaoefas moreadorias linha-sc reduzido, os
ncgucioacaminbavuio penivclmcnte, e o crdito pa-
reca exlinelo. Dahi ni.i decadencia nos prei;os. c
por eonsegiiiiiio unta diminuieflo as culturas. Era
um primeiro motivo para que se allerasse a discipli-
na dos escravo'. Estando menos occupml
nham-se tornado mais pensadores, c de dia em dia
sua lingnagcm era mais untada e menos respeilosa.
Se de Angremnnl tvesse ciado prsenle, esses dcs-
vios teram sido castigados e reprimidos ; mas elle
andava em campanlia e desprezava seus inlercsses
pelos do estado.
Com ludo o mal nilo teria sido grande, e loria ce-
dido aos pnmeiros remedios, so nao e bouvesse a-
chado entre os escravos um desses bomens que tcm
o engenho da destruidlo, e que si'i.deleilain-se no
Yide o Diario n, 57.
meio das ruinas. Era um negro que fura comprado
moco, e crescera na hahilacn sem perder os precon-
ceilos nem os dios dos ptovos d'Africa. Partencia a
essa classe de feiliceiro, que exercem tamanba in-
flaencia sobre o espirito dos escravos. Com o corpo
de um alhlela elle linba na pbysionomia todos os
caracteres pelos quaes se reconheceo natural da cos-
ta de Gui, a fronte deprimida e fugitiva, o nariz
chalo, os cabellos encarapiuhados eos heic.os gros-
sos. Seus olbos ensangucnladosc sorralclros no en-
caravam ninguem : mas em seus movimentos furti-
vos era impossivel nao distinguir os iiislinclos de
rerocidade, que o approximavam do bruto. Assirp
['ara doma-lo, empregavam-no no trabalhos mais
penivi era encarrega-lo dos cuidados da forja, e
em n o de snas funcc/ies, adquirir o nome de
e punido muila* vezes. Volca no sii
acbavam^^HBuKos mais um alimento para sua re-
ir, e arnontoava ero silencio com orna especie de
licia, senlia-se salsfeilo de odiar cada dia mais, c
arregar sua memoria de novas oflensas. A des-
fcrida teria mais lerrivel, c nao couvinba
pela precipitaran. Assim nensava
Bcasiilo favoravel ; os acontecimeu-
-se de fornccer-lbe essa occasiao.
A's primeiras perlurbijoes que agilaram a colo-
nia,.'Vnlcano ergueu a cabeca, comoquem ouve um
igmjongo lempo espeeajo, langou os olbos cm tor-
no le si, e reparn qoeo-aenlior eslava ausente. Se
elle livesse estado ah. 0 forjador se loria lalvez abs*
lido ainda ; parque a presenta de um de Angrcmonl
a para conler os escravos o preserva-los de
sldcs mas; porcm o campo estova livre, e Vul-
proveitou-o. De choupana ein choupana, elle,
conteguio formar urna conjurado, que havia de re-'
benlar de improviso o sorprender os habitantes lo
caslello. Para aluciar seus coinpanheros atpalhofi o
boato falso de que preparava-se um grande levanla-
inento, e que era chegada a ultima hora dos bran-
cos; que os negros j estavam lenbore de urna por-
ejo da ilha, o que brevemente se apoderariam della
inteira ; que entilo teriam de repartir enlre si os des-
pojos dos senliores, as casas, os cannaveaes, os mo-
vis, os vestidos, as joias e a louca. Acrescenlava em
forma de concluso, que os felicites lite liaviam an-
nunciado esse aconlcunento como muilo prximo,
e invocava em apoio de suas palavra o leslemuuho
de seu gri-grt, especie de amuleto, que trazia sus-
penso ao pesenco, e que infunda aos oulros escravos
um lerror supersHr
Debaiio da influeiicia de semethante oslocia, essa
babilaro, |iouco anles (So pacifica, (ornou-sc o foco
de ama aajtaco sarda ededesconlenlamentos. Du-
rante o da os negros fallavam entre s em voz bai-
xa, e Iroravain'olhares myslrinsos; de nuite forma-
vam concilios accretos, o soteparavam-ie ao romper
d'alva ; s vezes no cimo le um oileiro vizinbo ac-
cendia-se um fogo, anqual parcriam responder ou-
lros focos; cmlim de todas as partes sahiam ossig-
naes de um Iraballm subterrneo e de urna explo-
sAo iniminenle. Os encarregados da vigilancia e da
direcco das ofiicints adverliram disso o proprieta-
rio, e forcoso foi usar de rigor.
Os escrayos foram interrogados; a mor parle per-
des, cuja posirilo topographica niio seja mais ou me-
nos prejudicial a saude publica.
Se a eslas causas, que resullam de urna Incalida-
de m, ajunlar-se os focos mrbidos, que exislem no
interior ou nos arrbaldes das cidados, os quaes cor-
romper o ar com soas exhalac/ics mephiliras, lie e-
vdculo para lodos que as molestias c os morios se
mulliplicam por estas emauaces. Portanlo, he so-
bre a salubridade das ri la.le- o das villas de vosso
departamento, que sobretodo chamo vossa alinelo,
missilo esta que preencliida honrosamente por vo, vos
merecer os elogios do governo, o reconhecimento
dos vossos.1 administrado e particularmente a lien -
cao de classe mais numerosa, fallo da classe opera-
ra, que nao lem oulro recurso, seno o de seus
bracos.
A grande questuo da Grecia he a sua civilisac.lo ;
mas osle grande fim nilo pode ser conseguido senlo
pelos esforros constantes e simultneos do governo
central e das autoriMades locaes, c convem acrescen-
lar pelo concurso patritico dos bons cidadlos, diri-
gindo a aclividade da nacAo para as oceupacoes uteis
e progresso intellcctual, lomando os cidadAos nao s
mais ricos, scnAo anda melbores.
As escolas, qne se eslabelecem por loda a parle, os
dons generosos, que nos cbegain de nossos concid-
dAos espalbados sobro toda a Ierra, a nohre emula-
rlo que anima nnssa estudiosa mocidade, sao provas
e\ i Inites de que a na^Io sent profundamente a ne-
cessidade da regenerado. No curio espaco do tr i-
po que nos separa do da da independencia, o de-
senvolvimento intelleclual da nacAo lem sido scusi-
vcl e grande. Mes so oensno, quer as escolas pu-
blicas, quer as particulares, lem dado fruclos aprc-
ciaveis a cslensAo dos conhecimenlos ; nao podamos
todava, Sr. prefeilo, jaclarmo-nos de quo a oulra
parle da insirncclo, islo he, a educacAo religiosa e
moral, tenhn caminhado dando os mesmos resulta-
dos. Entretanto he esta mesma educarlo que, no
verdadeiro espirito (la falla do Ihrono, he a base da
orgaiisii;,io interna e denossa honra nacional. Sem
olla, o edificio social dcscanca cm um terreno frouxo
o desmoropa-se ao mais pequeo sopro. Esfor^ai-vos
pois, nao s por meio do cxhorlares senAo por con-
selhos, nomendo c vigiando bons profcisores, que
sao realmenlo a alma desses eslabclecimenlos, afim
de que as escolas de vosso departamento, publicas
ou particulares, nao sejam apenas deposito de co-
nhecimeutos, mas sancluarios de religilo c de moral,
nos quaes o corarlo possa fonnar-se asim como a
alma e oscostumes da mocidade, ao passo que a in-
lelligencia se desenvolve.
Todo o segredo do processo la mocidade consiste
em que nossos lilhos s'ejao melbores que os pas ; e
nunca BOtsa palria sentio tanto a uceessidade de
aehar cm a nova geracAo luzes puras, virtudes so-
lidas, um zeloardents pelo bein publica, urna cons-
tante reprovae.lo contra a corrupclo, cmfim urna
vontade iuflexivel contra o mal. Caminbaiido por
esta estrada, lomareis mais faiil o comprmanlo dos
oulro nonoi dovere, e reparis para a Grecia um
futuro feliz e lalvez Ilustre e grande lambeui.
Quanlo ao deseuvolvimeulo dos inleresses male-
riaes, taes como a agrie tillara, a industria, o com-
mercio, o crdito pubis i c particular, de que fal-
la o discurso do rei, seria bem pouco ludo quanlo
eu p ni.'-- > dizer. A materia he Uo incsgolavel, a
quesloe lao mltiplas, que me aguardo para fazer
de ludo quauto llies 'liz respeilo, o objecto le ins-
(ruc9es aspeciaes. Por azora limilar-me-hei a di-
zer-vos que o grande segredo consiste tiestas poucas
palavra tAo simples: Jnimir o trabalho ou neslas
outras : Adminitlrar bem. Animai os agriculto-
res, os operarios, o commercio, n marinha, ludo
quanto lie productivo, para que os trabalhos pdssarn
ser continuados com o mesmo zelo e com a mesma
aclividade.
l'.-liiiiula sua emulado, para que possam pro-
duzir mais e mslhor, sede sohreluilo os protectores
das classes operaras ta'o iulercssanlcs ; e principal-
mente protegei a mais numerosa, a classe emprc-
gada na cultura do solo, que he a mais exposta
todos os abusos e prejuizos, tae como a passagem e
aquarlelamcnlo de tropas, o recrutamenlo c a co-
branca de imposlos, finalmente prolegei-a contra
qoalquer vexacAo dos particulares ou dos agentes
administrativos c municipaes.
eveis saber que as perseguices, com que sao op-
primidos os camponezes, nao smenle sAo iniqaas,
como sAo ao mesmo lempo o flagello o mais destrui-
dor qae piVle abaler as sociedades, porque lem por
cffeilo destruir a cultura do solo, reduzndo um
grandSnumero de bracos Irislo allcrnaliva ou de
recorrer i mendicidade oa de cntregar-sc profn
sao criminosa de ladres e salteadores.
Agora iallar-vos-hei do ultimo dos votos do rei,
os quaes se referem i administrarlo interna, quero
fallar do latrocinio, que ha lempos lem querido cr-
guer sua cabera maldita.
Alguns (lestes malfeitores j receberam seu justo
castigo nos ataques de que foram objecto; amito
da jnsli(;a pesa sobre oulros, e os demais finalmen-
te sAo por toda a parte perseguidos com batanle ac
lividade. He sobre osles ltimos, qae chamo vossa
desvelada vigilancia. He de VOS que a realeza, o
governo, o paiz, a sociedade toda inleira espera a
prisAo lestes homens perigosos; a vs perlence
consolidar a sociedade o a tranqullidade publica.
O governo lem os olhos sobre vos; a fuga ea dis-
pcrsAo, ou a habilacAo pacifica e a residencia do
bandidos nos departamentos, sera considerada pelo
governo como a medida da capacidade dos prcfeilos
e dos subprefeitos, por conseguidle o primeiro do
vossos deveres deve ser o de livrar vosso departa-
mento lessa peste, immiga declarada da ordem pu-
blica, e cuja presenca, pensando a vida e a fortnna
dos cidadAos, lorna impossivel c inefficaz a abertura
das vas de coinniunic-iclo, c deslroe a facilidad.' das
permutas, assim como lodo o desenvolvimento das
differenles fonlcS do trabalho, da industria e da ri-
queza tanto do estado como dos particulares.
O in'.ercssc de todas as classes de cidadaos, o pro-
gresso intelleclual c material do paiz, a boa repula-
c.lo, que leve gozar no cslrangeiro o nome helleni-
co, emfim ludo, Sr. prefeilo, exige imperiosamenle
que desapparecam o mais cedo possivcl do solo hel-
lenico to.los esses verdadeiros inimigos do bem na-
cional e da honra da patria, o quaes, no meio do
movimcnlo gcral, que leva a parle pacifica do povo
para a civilisagilo, quercm viver em guerra continua
contra a sociedade, e fazer tributario forrado de sua
pregnicao de seus desmn los o trabalho de seuscon-
ei dadles.
Finalmente o discurso da cofa declara que al-
suns projeelos de lei scrao submettidos ao vol das
cmaras. AconfcccAo de novas leis augmentara os
deveres do ministerio e os vossos lamhem. Por es-
ta razAo apresso-me desde ja em pedir o vosso con-
curso consciencinso e activo no expediento o mais
prompto possivel dos negocios do servico actual, pa-
ra quo os novos deveres niio us acbem atrazados.
Alhenas.lips de dezembro de 1854.
O ministro provisorio
Maurocordalo.
(Monileur.)
maneceu impcnclravel, uns por carcter oulros pelo
terror (pie Ibes infunda o negro de Guie; mas
Itoitve alguns, que, recetando um rasligo, confessa-
ram todo.
As confissoes difieriam em algumas circunstan-
cias ; mas cuncordavam todas sobre a origem e che-
fe da conspirara.i. O nome de Vulcano eslava em
todas as boceas, e j os fetoreso tinham assignalado.
Elle foi inlcrrogado tambem; mas em vez do hunii-
Ihar-se e mostrar arrependiinenlo, moslrou-se in-
sultante, altivo, e responden com antearas e desa-
fos s perguntas que I lie foram feitas. Sb pena de
ver romperem-se os ultimo; lagos de obediencia,
qao retinham os negros da !i biacao, era mister dar
um exemplo severo. Esse Itomem reinava j pela
audacia, um olhar ou urna palavra sua teria arrasla-
do os compaubeiros revolla.
EnlAo para Jimpressionar os cspirilns, de Angre-
moul recorren a um castigo raras vezes infligido em
seus dominios. Decidio-so a isso menos em altenco
ao culpado que dos cmplices declarados ou occul-
tos que podia ler, e aos quaes convinha necessaria-
menle intimidar. Vulcano era a alma de urna asso-
ciacilo mysleriosa ; era misler dissolve-la a lodo o
costo. Assim foi coudemnado aos acoule, e a exe-
cucAo levelugar com certa pompa. Todos os negros
da habilacao assisliam a ella, o proprio de Angrc-
monl, apezar de sua repugnancia, quiz eslar presen-
te afim de dar mais soleinnid.ido a esse acto de jus-
lica- Esperava quo aos primeiro atales Vulcano
pedira perd.lo, eque elle pedera assim conciliar
seus sentiinenlos de humanidade rom as necessida-
des da disciplina.
Quande amanfieccu, elevou-se um poslc no meio
do campo cora umannel em cada exlrcmidade para
nellcs se prcuderem o ps e as mos do padecente
de maneira que nao podesse fazer ncnlium movi-
nienlo nem oppdr resistencia algum.i. Terminados
esles preparativos, Iroiueratn Vulcano leudo aoseu
lado um feilor armado do instrumento de correegio ;
passou enlre duas fileiras de escraves, que abaxa-
vam osolhosdianle delle, e conservavam a immobi-
lidade de estatuas. Nunca o negro Uvera mais alti-
vez no olhar, nem mais audacia na altilude; seu
temblante resprava um desdemdo castigo. Alaram-
. poslo com o rosto vollado paro o pao, e de-
pois roine^ou a cxecocAo. O feitor enrarregado dis-
so, levanlou vinle vezes o relho eo fez cahir com
forra sobre as espadoas do padecente, os golpes suc-
cediani-se c reliniam aos ouvidos dos negros, que
eram testemunhas oo supplicio ; nAo havia nenlium
que oAo eslivesse peiivelmenle affeelado ; seus sem-
blantes estavam triste, e um silencio profundo rei-
nava as fileiras. S Vulcano pareca inscnsivel ;
nao dava um grilo, nao proferia una queixa, eslava
como nm cadver.
De Angremoul vendo falliar o fim detse espect-
culo, nAo O prolongou nuis, ordenou que desalas-
sem o escravo e conduzssem-no pare a enfermara.
Este achava-se rom as espaduas eusanguentadas;
mas nada perder de sua altivez, e conservava a
mesma expressAo de desprezo. O exemplo era mao ;
ot negros fazjpm ja de Volsano um hroe, e os fei-
tores meneavam a cabera, como quem nin agoura-
vi bem. As cousas estavam longo de acomraodarein-
sc, e todava nada eram ainda em compararlo do
que ia sobrevir. Quanrio o padecente vio-sc em al-
cance de ser ouvido do senlior, o olhos brilbaram-
Ihe, o semblante animou-se-lhe de colera, ebrandin-
do o punho para de Angremonl exclamou :
O senlior so arrepender !
I.cvaram for^a esse furioso, e foi necessario cui-
dar em urna correccAo mais efficaz. Scmclhante ac-
to nAo podia (icar impune, e o cdigo negro reserva-
va-lhe as penas mais severas. Era urna rcbelliAo de-
clarada com circunstancias que aggravavarn-lhc o
carcter e os pergos. Cicatrizada as (cridas. Vulca-
no foi niel lulo no carcere.cahi ficouesqaecidoalgiim
lempo ; porque de Angremonl hesitava cm recorrer
ao ultimo rigor, esperava urna volta salutar, am
bom movimento. Teria de boa vonlade perdoado
una offensa, que Ihe era pessoal: essa compaixao
havia de custar-lbe caro.
O que chama-se carecre cm urna habilacAo de cam-
po he urna cazinha le negros, onde silo medidos os
que mcreceram ser castigados. Essa cazinha nAo lem
mais solidez que as moradas ordinarias dos oulros
negros ; smente para impedir urna evaso ha nos
ngulos do carecre urna correnle que tem urna pon-
a cravada em urna pedra, e na oulra urna cadeia,
que abraca o jarreilo do preso. Assim Vulcano em
razo da gravidade de sua falla eslava carregado de
ferros.
.Urna note o campo dos negro loi acordado de
sobresali por um acontecimenln, que licou sem ex-.
plicacao. Expellidos de suas casas por urna densa fu-
maca, os escravos viram com susto que urna parte
das coiisIruccOea eslava ardendo. e que imnellidas
pelo vento as chammas ganhavam o resto. Tocaram
as bombas, c depois de muitos esforz conseguirn]
dominar o incendio; porm um quarteirao inicuo
fra consumido pelo fogo, precisamente aquclle, on-
de estavam as casas de correccAo. A essa visla um
nome sabio de todas as boceas: Que era feto de
\ ulcano'.' NAo podendn fueir, ello devia ler morri-
do no mesmo lugar a foso lento, arabaudn misera-
velmenle no meio de lorluras borriveis e de um sup-
plicio digno do inferno. Ninguem podia pensar nis-
so sem piedad,e nem dor; assim apenas poderam
lenlaram pendrar no carcere, onde elle eslivera :
ludo fora consumido, s rcslavam cinza qnenles, a
correnle eslava ainda vennelha. e a cadeia lambem,
mas sem nenlium resto humano. Julgaram que o
fogo aniquilara al e^ses vestigios, o essa foi a opi-
nulo mais ronimum enlre os negros ; porm alguns
asseveravam que um feiliceiro cmo Vulcano nSo
deixava-sc assar assim, e que seu gri-gri o salvara.
Tres mezes haviam passado depois iies=e aconleci-
menlo, e a Irmbranca ia-se apagando, quando um
dia o propriolario da habilacao foi visitar com um
dos fetores una planlacao do cafceiros situada em
urna garganta da monlanha. Por precaurAo o senlior
e o escravo foram armados. Tinham acabado esse
exame, quando o feilor avislou uo carne de um ro-
chedo a cabeca de om negro.
Vulcano 1 exclamou elle reconhecendo-o im-
niedatimcnle.
De Angrcmonl observou tambem, e rerlificou-se
dea identidade; era cora effeilo o negro de Guio,
ASSEMBLEA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL.
Sessao' ordinaria em ti de marco de 1855
Vice-presidencia do Sr. Carneire da Cunha.
(Conclusao.)
O Sr. .guiar cede da palavra.
O Sr. Mello Reg : Sr. presidente, me parece
que a nobre commissAo de fazenda est na obri-
gac.ia de .lar explicaroes casa, vislo que esle
negocio he do anno passado, sobre que a casa talvez
nAo esleja muilo esclarecida. Eu desejava que o 1-
lustre relator da commisso me orienlasse no vol
que lenbo de dar: quizera oovir as razoes que leve
a commssfin para indefferir esse requerimenlo.
O Sr. Jos Pedro: No parecer eetSo as razes
quo a commissAo teve.
(' Sr. M. Clcmenlino declarou que nao bavendo
o relator da commissAo de fazcnda dado as explica
roes pedidas pelo nobre membro que o preceden
fora forjada a examinar rpidamente os documentos
a que se refere o parecer em discussAo, e encontrn
duvidas na materia, da qual nenhuma informacAo
linli,i, porque fra tratada na casa em lempo, em
qae nilo era membro della.
Leu o parecer da commissAo de fazenda e o oulro,
a que se elle refere, e concluio dizendo, que pare-
ca-llie injnsto o parecer que se discute, porque o
da commissAo de contas em que se elle basca, rem-
oliere a divida, cojo pagamento se pede, e exami-
nando a |.iclnelo, cnlendeu que smenle restava
assignar o crdito para pagamento da divida da pe-
ticionaria, c para esse fim foram lodos os papis re-
mctlidos commissAo de fazenda. .
Observou que desconhecendo a commissAo de fa-
zenda o que era bem fundado no entender da de
conlas, eslava obrigada a esclarecer a casa, e que nAo
sendo sullicienlos os termos do parecer em discussao
para completa informarlo da queslAo, ,mui proveilo-
sas seriam as rcfiexoes que houvcsse de fazer o no-
bre membro, a qoem se referia.
Disse que seu fim nAo era a opposirAo decidida ao
parecer da commissAo de fazenda, e nicamente
manifestar as duvidas que acerca delle Ihe suggerio
a rpida leilura dos papis, com o fim de provocar
esclarecimenlos, o conseguir informac/ics que o ha-
hililasscm a dar um voto com conhecimenlo de
causa.
O Sr. Jote Pedro leu o parecer da commissAo e
mostreo que nelle se continhamj lodos os esclareci-
menlos que pediam os precedentes oradores.
Encerrada a discussAo he o parecer posto a volos
c approvado.
que lodos jolgavammorlo, e que havia escapado do
incendio. Em falla de oulros signaes ocrioulo ole-
ra reconhecido pelo odio que animava-lhe o sem-
blante e pelo sorrito horrendo que contrahia-lhe os
becos. Demais se tivatae conservado algumas duvi-
das, o escravo fugitivo leve o cuidado de dissipa-las.
O senlior se arrepender disse elle com urna
voz qoc rcliinibou nesse desliladeiro, e achou ches.
Era o desafio e a anteara que de Angremonl sof-
fn'-ra urna vez quando podia ainda vingar-se.
Palife! disse o feilor apontando-lhe a espin-
garda.
Mas a esse movimenlo a caber. do negro desappa-
receu e o liro parti em vo. A nica resposta a es-
se aclo de hostilidade foi urna risada longinq'ia.
XII
O odio.
Depois desso encontr pareceu qoe o gonio do
mal baixra sobre a hahilar.lo de Angremonl, e so-
bre tudo o que Ihe perlencia. Essa casa expioa em
poucos anuos o seculo de prosperidade de que go-
zara, e lentamente elevada riqueza pela economa
e pelos esforcos de muilas gcraioes, cabio repentina-
mente em consecuencia do fatalidades irresistives.
Desde o cometo das perlurbaroes ella havia soffri-
do perdas numerosas, linha nos porlos da Europa
earregamenlos, que rcalisaram-se com grandes difli-
culdades e depreciarles. Alguns de seu correspon-
dentes suecumbiram aos embararos, e levaram-lhe
somma* consideraveis; oulros foram atacados pela
tormenta revolucionaria, e viram seus bens seques-
trados. Mesmo em (juadelupe houve agentes in-
flis ou forlemenle compromellidos, negocise espe-
cula;es infelizes. A mAo dos acnnlccimentos pesa-
va sobre tudo isso, e era mais forte que a prudencia
dos bomens. Assim desappareceu puuco a pouco a
porrlo disponivcl le aptes escapara ao calculo.
Todava restava a do Angremonl sua opulencia
territorial, a qual ainda en grande; pois nenhum de
seus bellos dominios fra alienado, e elles consli-
luiam um capital imprtanle e liquido. enhumas
Ierras pruduziam melhor do qae as suas, a canua. o
rafe e os mais gneros de planlaroes das |Antilha.
Dalii Ihe provinbain ainda grandes riquezas ; ape-
zar (las perdas que linha soflrido no exterior, cm-
hora eslives-e muilo reduzido sen capital ircolan-
le, para permanecer o que linba sido bastava-lhe
manlcr intacta sua potiejM territorial. Nada teria
mudado para elle, c algum lempo 'epois a torra le-
ra reparado os dainos causados por especulares
falsas.
A falalidadc nao permittio que fosse asirii ;a rui-
na dessa casa devia ser completa e irremcdavel, e
lodos o flagellos pareciam conjurar-te para perd-la.
O prraeiro foi urna morlandade espantosa no gado
de servido ; o bois morriam s duzias, sera que nin-
guem podesse dizer de qne ; vollavam da lavoura i
larde com saude e amaoheciam morios. Debaldo
tram inlerrogadot os negros encarregados dense ter-
vjco. debalde eram castigados, soffriam ot castigos em
silencio e s respondan) de urna maneira evasiva as
pergunlas qae Ibes eram feilas. Os proprioj feito
Enlra em discussAo e he apoiado o seguinle pa-
recer:
r A commissAo de conlas orcmenlo municipal,
lendo examinado devi lamente o requerimenlo de
Florencio Tertuliano do Reg Costa, em que pede
que seja interpretada a lei provincial n. -223 de 28
de maio de 1813, afim de que sejam comprehendi-
dos na cxceprAo da mesma lei os cstabelecimenlos
de farinha de mandioca, he de parecer que seja o
mencionado requerimenlo rcmcllido a commissAo
de legislarlo para deferido como fr de jusilla.
Sala das sos-.ios 29 de marco de 1854. Theo-
doro Machado.F. A. de Oliceira. Barros La-
cerda.
Me lido o seguinle parecer adiado do anno pas-
sado, por ler pedido a palavra o Sr. Aguiar:
( A commissAo de legislacao examinou com o de-
vido cuidado, o requerimenlo de Anselmo Ferrcira
Cmara, dono de um armazcm de vender a relalho
farinha o mais gneros de primeira necessidade, em
que pede aesla a go nico da lei n. 323, que exelue da prohibirao
nelle conlda, as tabernas, acougues, casas de paslo,
etc., ele, declare achar-se o armazem do sopplican-
Ic comprchendido na referida excInsAo, para o fim
de poder elle conserva-lo aborto nos domingos e dias
santos nao dispensados; c depois da ter refleclido
sobre a materia, c vislo os documentos que o mesmo
supplicaulejunlou, dos quaes se prova que na ver-
dado, no mencionado armazem elle s vende gene-
ros de primeira, e quolidiana necessidade, nAo hesi-
lou em concluir, que a disposic,Ao do sobredilo arti-
go nico da lei n. 323, na parte qoe estabelecc ex-
cepcAo em favor dos eslsbclecimentos j declarado,
ha comprehensiva do oulros senielhanlcs em que se
vendam a relalho gneros alimentarios e do uso la-
rio, pelo principio de queoode se d a mesmaTa-
zaot deve entender-se que existe a mesma disposico;
pelo que he a commissAo de parecer que se delira
favoravelmeole au.su pplicanle, remcllendo-se copia
cmara municipal pelos meios competentes, para
Ihe dar execussAo; e sendo oulro sim na lei do or-
namento municipal incluida urna emenda nesse sen-
tido.
Salla das commisscs 22 do abril de 1854.Bran-
dad.Francisco Joao.
O Sr. Aguiar : Sr. presidente, se bem me lem-
bro, quando o anno passado ped a palavra nAo fui
para impugnar esle parecer, mas para impugnar a
sua forma. Enlcndo que se acommissu de legista;
rao quer dar urna ntcrpre;lacAo a urna lei qoe a-
chasusceplivel de ser interpretada, enlAo a forma de
o fazer nAo he por mcio de um parecer de eommis-
so. A interpretarlo de urna lei he sempre feila
por oulra lei, e assim a nobre commisso que formu-
lo um projecto, conagre nelle as ideas do parecer,
que eu Ihe don o mea voto; ma9 da maneira porque
a commisso cnlendeu dever ofTerecer a sua idea i
considerarlo da casa, eslou persuadido que nAo seria
conveniente, iiimii dos csUlos adoptados. Portanlo
j.i so v que eu nAo quero combater o objecto prin-
cipal, o pensamenlo da commisso, mas quero ni-
camente que ella adpteos formulas regulares.
O Sr. Brandao: Membro da commissAo de le-
gislacAo aceito as observamos feitas pelo mcu nobre
amigo o Sr. Aguiar. As observamos que elle acaba
de fazer, foram as mesmas que eu liz ao oulro culle-
ga da commissAo o Sr. Francisco JoAo ; linha repug-
nado ein dar este parecer, e julgava que sopor meio
de urna resolucAo se podia conseguir o fim desejado,
mas o mcu nobre collcga o Sr. Francisco JoAo en-
(endeu que podia concluir da maneira porque aqu
se acha, e nao obstante cu entender o contrario, ac-
quiesci ao que elle me disse na occasio e assignei o
parecer ; mas como na verdade reconhejo que as
observaces feitas pelo Sr. depulado Aguiar sAo jus-
tas, e qu a commissAo nao lera duvida em redgir
um projecto no sentido do parecer, lomei a palavra
s para dar e;la explicarlo.
Vai mesa a seguinle emenda :
Volte i commissAo para a presentar cm projec-
to a concluso do parecer.Aguiar.
Postoa volos o parecer, lio approvadocom a emen-
da proposla.
Enlra em segunda discussAo o projecto n. 1 desle
anno:
a A assemblea legislativa provincial de Pernam-
buco resolve :
o Art. 1 .o A forra policial para o anno finaneciro
de 1855 a 1850 conslar de 400 pracas, podendo cm
circuroslancias extraordinarias, ser elevada a 600:
com a organisaco prescripla pelo regulamenlo de
2 de dezembro de 1853.
He approvado sem discussao, bem como o 2." e
3. que dizem :
Arl. 2." Os vencimcnlos das referidas pracas
serAo regulados pela tabella annexa ao mesmo regu-
lamenlo, tiran.bi em vigor a dispnsicAo da 2. parle
do arl. 2 da lei 332 de 26 de abril de 1851, e a do
art. 3 da mesma lei.
res ficavam confusos dianle dessa rpida destraillo,
a qual nenhuma precauro podia suster nem preve-
nir. Quando pcrgun(ava-se-lhes a causa, fallavam
de maleficios, e nao eram menos sobrios de explica-
mos que seus subordinados. Urna influencia occulla
c mysleriosa pareca pezar sobre ellcs.bem como so-
bre os escravos, e subslituir-se pouco a pouco nessa
babilaala desgranada ao governo regular dos se-
uhores. ,
Quandorestaram sement alguns bos nos curraes
e alguns cavallos as estribaras, declarou-se oulro
flagello. Repentinamente, e como que por urna con-
vcncAo, appareceram incendios nos qualro ponlot
dessa vasta propriedade : aqni em urna plantaran de
mandioca, alli em um cannaveal, acola em urna*plan-
tario de c,deciros, a mais rica de toda a habilacao.
A causa desses desastres simultneos nAo padeca du-
vida : urna mao inimiga pozera-lbes fogo. Mas que
mAo 7 Es onde comecava a incerteza. Onde se de-
veria procurar os culpados, enlre os escravos ou en-
lre os negros fugitivos qae refugiavam-se nos morros
como abulres, e desciam de lempos em lempos para
infestar a planicie e cobri-lade devaslaces 7 A esse
respeito nada fornecia indicios concludentes ; de An-
grcmonl nao sabia o que cresse, nem contra quem
empregasse o rigor.
He verdade quo negros eslranhos habttacao ti-
nham sido vistos vagando a (oda i hora, e que nao
era raro ver brilhar em urna moila olhos que nao
eram de fera ; mas de outra parle os negros da ha-
bitado eslavam em urna eflervescencia que aulori-
sava a desconfiar-sc delles ; de sorteque nflo poda-
se diAr quaes eram os inimigos mais perigosos, se os
exteriores ou os interiores, nem a quem devia-se at-
Iribuir a maior parte nessa se'rie deeataslrophes. De
ualquer lado que viesso o mal nAo era por isso mo-
rs visivel, e nao pareca prestes a acabar. Convi-
nha por-Ihe obstculos a todo o cusi ; porque os in-
cendios iam-se multiplicando, e feriam a hahitacAo
em suas riquezas ou em seus recursos. Era sempre
s plaamos mais bellas quo elles dirigiam-se, e a
mAo que commeltia estas destruices pareca guiada
em sua escolha por um grande conhecimenlo dosfu-
gares.
De Angremonl tendo csgolado os meios de bran-
diira, tentou os da severidade. Sngeilou os escravos
disciplina mais rigorosa, inulliplicou os castigan
corportcs de que al enUo so mostrara lio avarenlo,
e formou dos mais determinados o corpo de partida-
rio-, com os quaes poz-se cm campo. 'Estes meios
produziram bons resullados, c dahi sermio-se urna
tregua momentnea. Alguns incendios atle'lavam
ainda de lempos em lempos a accao de umodio per-
sistente ; porm eram casos solados, e aio essa toa-
Btgrac4o geral que pareca urna guerra inanifesta
feila i propriedade.
As cousas duraram assim at ao momento em que
do Angremonl, vencido e abandonado palos eus,
vio-se obrgado a procurar em paizesetlnugeirosiim
refugio contra a proscripcAo. Da tropa que o linba
seguido, uns vollaram para suas casis e conlinuaram
teus trabalhos, oulros nao foram mais vistos, e jal-
gava-se qoe lendo armas e muniges, ocnupavam-se
cm atacar ai habilacOes soladas ou o pusageiros
a Arl. 3." SAo revogadas quaesquer leis ou dispo-
si;es em centrarlo.
a Pacjo di assemblea provincial 7 de marco de
1855.Joao Jos Ferreira de Aguiar. Aprigio
Guimaraes.
He approvado sem debate em 2" discussAo, o pro-
jecto n. 28 de 1852, que diz:
a A commissAo de legislarlo, a quem foi sabmet-
ldo o requerimenlo de Joaquim Cordero Ribeiro
Campos, comprador do ramo do imposto de 29500
rs., sobre cabeca de gado dos municipios do Rio-For-
moso, c Agua-Prela no trienno de 1847 a I850,em
que pedo a esta assemblea urna interpretado au-
tlicnlica do artigo 36 da lei provincial n. 283, pela
qual fique indubilavelmele reconhecido achar-se elle
comprehendidu na equitativa disposico d'aquelle
artigo, ter direilo a parte que proporcionalraenle
Ihe perlence no abale de 20 cont de reis, concedi-
do ao arrematante do meocionado IHennio Francisco
Carneiro da Silva, depois de ler procedido a um ac-
rurado, e relie ido exame sobre as razes allegadas
pelo supplicanle, cliegou a seguinle conlusAo: Qoe
elle mercre ser atlendido ; por quanlo lendo tido o
sobredilo abale concedido ao arrematante, nao como
um favor pessoal, mas como am aclo de indeclinavel
equidade, que se havia tornado necessario em face
da rescisAo do contrato reconhecida pelo arligo 36
da le n.261, e das causas extraordinarias, qoc li-
nhao concorrido paraqueo prejuizo do arrematante,
e d'aquellcs qoo com elle haviam contratado sobre
o objecto da arrematado, fosse nevitavel, he claro
que os compradores dos ramos foram necessariamen-
le comprehendidos pela intencao legislativa, vitto
como dando-se i respeilo d'elles as meslas razes,
iniquo seria excluilos da parlicpaco do aclo de
equidade, qae a assemblea pralicara. Assim pois he
a commissAo de parecer que se adopte a seguinle re-
solncao :
A assemcla legislativa provincial de Pernam-
buco resolve :
(i Art. nico. A disposicAo do art. 36 da lei pro-
vincial n. 283 comprehende aqaelles que. compra-
ram ramos do imposto ao arrematante Francisco
Carneiro da Silva, aos quaes aproveilara o abate con-
cedido ao mesmo arrematante as devidas propor-
ces : revogadas as disposces em contrario.
Sala das corumssesS de abril de 1851.Fran-
risco Carlos Braulio.Francisco Joao Carneiro
da Cunha. ^
Entra ern^isoaaeJo o seguinta-pareeer .
Jorge Viclor Ferreira Lopes, proenradoroa'c-
mara municipal dcsta cidade, allegando augmento
no seu trabalho por se lerem creado novos impostos,
por ler a seu cargo o trabalho do cemiterio, pela
grande responsabilidade, pola necessidade de ir dia.-
riamenle cmara e pelo augmento das renda mu-
nicipaes, allegando que a lei manda qoo o procura-
dor tenha 6porcenlo do que arrecadar.e fioalmeale
nAo 1er elle ordenado fixo, pede qae o seu ordenado
soja maior do que o que se Ihe (lava em 1850, qne
era de 1:8009 rs., concedendo-se-lhe 5 por sent do
que arrecadar; em 2o lugar pede consentmenlo pa-
ra poder chamar a um empregado fia mesma cma-
ra para exercer o seu lugar qoando stver impe-
dido.
o A commissAo de orcmenlo municipal, loman-
do em consideradlo esta requerimenlo e altendendo
cpie a lei citada nelle determina urna paga razoa-
vel quando o rendimento da cmara he considera-
vel, por isso os 6 por cenlo neste caso superiores ao
trabalho do procurador; altendendo que no anno
do 850 cilado pelo peticionario e em qae se Ihe da-
va 1:8009 rs.. o rendimento da cmara eslava or-
eado em 71:2185755 rs., rendimento maior do que os
dos annos posteriores, e que na lei n. 301 de 1852
Ihe fui concedida urna gratificado de 3009 rs., pelo
trabalho de arrecadar as rondas do cemiterio; al-
lendendo finalmente qne o ordenado e gratificado
ao peticionario pagam mais que suflicieii'.emenlo,
lodo o seu trabalho, ve-seasiim obrigada a indefe-
rir osen requerimenlo, negando-the os 5 por cenlo
pedidos, e quanto ao empregado pedido para exercer
as mesmas funceesno caso de impedimento, a com-
missAo necestta para emilliro seu juizo de infor-
marn da mesma cmara, e pede que Ihe teja dada
pelos canaes competentes.
o Sala das comrostdes 10 da abril de 18.54..%-
bastiiio Laceria.Machado da Silva.A. de Oli-
t-Vi'ra. b
O Sr. Meira :Sr. presidente, peco a palavra
para provocar algont esclarecimenlos da commisso,
que proferto o parecer qne se discute, pejo a V.
E\c. se digne mandar-m'o trazer.
Pelo que ouv, parece-me, que o peticionario pe-
do augmento de ordenado, allegando augmento da
trabalho: se na verdade esta allegacJio he verdadei-
ra, o pedido he razoavel, pois que a paga deve es-
lar em proporcao directa com o trabalho: entretanto
como nAo li a pelicAo qae loi dirigida i casa, nem
mesmo I: ainda o parecer da commissAo, desejo ter
esclarecido; sendo que nolei, que a commisso pro-
como os soldados da media idade, qoando tiohara
haixa depois de lindas as hostilidades.
l.'m boato que correu no norte da colonia veio pou-
co depois confirmar essa conjeclara. Diziam qoe em
um dos ponlos mais inaccessiveis do morro da Relie
Ilolesse achava-se reunido om bando forraidavel de
negros, fugitivos prvido de armas de fogoe com-
mandado por um Africano da costa de Gui, que
linha inlelligencia as habitames e exercia sobre os
seus um imperio Ilimitado. Acresceolavam qne al-
guns roubos liaviam assignalado a passagem dessa
tropa em certos pontos do litoral ; que ella n*o te-
rnera entrar forrea as povoases e exigir om rea-
gate'dos crioulos mais ricos. Cilavam outras par-
liculirida,des que infundan! certo terror: por exem-
plo que esse homem tinha espas por toda a parte,
mesmo no interior dat catat, e que quasi lodoa ot ne-
gros eram seus cmplices.
No numero das miudezas que acompanhavam es-
sas marraces, havia urna capaz de explicar a in-
fluencia "que exercia este homem sobre tua genle.
Sen acampamento era urna especie de sanciuarm
africano poyoado de todos os fetiches adorados desde
a Senegambia al cosa de GabAo, e elle mesmo era
o interprete e o resumo das superstic,es dos negros.
Tinha o segredo de todo* os amuletos e a receita de
todos os talismans; condeca os meios com que obra-
se sobre as imaginarles crdulas. Assim arrastava
aptis ti, ou retinha nos Uqos de sua terrivel affiliacAo
todot os negros de trafico, e os que embora fotsem
crioulos haviam conservado algumas lembranras
mesmo vagat do paiz donde tinham vindo teas pas.
Al a msica ea danta elle imlava exactamente em
seu campo. De dia e do noile ot tamborea reaoavam
sobre essat alturas escarpadas, e os detgra^dot ani-
mavam-se com esses sons como com um echo^ da
palria.
Eit as noticias que corriam as habiletes dos agri-
cultores expostos as visitas desae lerrivel viznho.
Todos eslavam acautelados e tinham acresccnlado al-
guns elementos novos aos teus meios ordioarios de
defeza. Algum levaram avante as causas, e em vez
de mallograrcm as sorprezat, preferiram preveni-las:
reuniram-sa em corpM de volanlarios, e bem arma-
dos marcha rm sobre o covil dos negros com a in-
leAcAo de ufloearem esse comee., de revolla. At
ao pe do murro em qne o negros I nham-se refugia-
do, a coree em soslentou-os ; purcm chesaudo ahi,
reconhecerara unaniniemcnte a uipossibilidade de
scmelhauli empreza. O uuico ponto pelo qual o cu-
me era ac cottivel era una cornija do rochedo qae
tinha ape na algumas pollegadaa de largura, cujo
aspecto la va verligem. e donde por mcio de algumas
podras la nr,adas de cmi, am axercilo inleiro teria
sido preri pilado no abvsmo. Nao hatendoloucora,
convinha renunciar ao projecto de forjar temelhan-
le trinclu ira ; a natureza a linha posto ao abrigo de
todo o at aqoe. S o que poderam fazer foi orgam-
sar am svtlema de vigilancia em torno desae ninho
de ave de rapia e conservaram-se promplos para
soccom x na planicie as habitares que fostem aU-
cadas. ,
(Conlinuar-it-na.)

S
HEGVfl
MUTILADO


ido deproruploo parecer contra a primcira par
loaoangmenlo de ordenado, prcs-
es da camera, nao prescindi
P"a resolver quanlo *egunda parta dopa-
je islo he, quanlo a pesioa de conlianca que o
licionanoquer esoalher para leu cotlaborador;
^H"m que doelinoa per a cmara, quem
Pcrsuado-nie pois quclalveza
-3o obra** com miis prudencio se acaso esi-
informad)*}* da cmara para confirmar as alle-
^Ht u pcliconarin, por quanlo sabemos nos se o
Iraballio do procurador fo ou nao augmentado e se
qnando linha elle menos Irahalho, j parenla o or-
denado que percebe boj*? N8o o sabemos, a nem
mesnio a commtuo quiz saber; indelerlo logo a
pretenjao do peticionario, e quanto i segunda parle
que alias nio parece mais simples, nao pode resolver
sem que a cmara nformassel Eis as razoes que
9 animara a pedir a palavra para provocar escla-
ecimcnlos da commissao afim de poder volar sobro
parecer ; conlra o qual rae nao" pronuncio desdo
r nao le- eiaminado a quetiao, e mesnio por-
que fallando assim, nao opino que se delira lavora-
velmenle a preleujao do peticionario, so ella na
verdade n5o lie jnsla, ese elle est mais que suMi-
menle pago des traballies a seu cargo', como
aflirma o parecer.
O Sr. Theodoro, eomo signatario do parecer que
lie, d alguna esclarecimculns ao precedente
orador, justificando o raesmo parecer, pelos motivos
uelle exarado*.
.Sr. ,Veiro:Sr. presiden le, as observares que
cabou de fazer o nobre depulado, sao mais que
es para me levar a pedir o adiamenlo denla
mxissao, porque a base principal da pretenjao que
se discute he e augmento do trabalho em consoquen-
emiterio: ora se o regolamento do cemiterio
dava confeccionado em 1853 o que eu nao ou so
nem Tambero afirmar, o certo lie, que nin-
guem ignora que este regulametitoj lem sido re-
formado por vezas...
'/dio Reg :Has o que lera islo? O ro-
go lamento ja exista.
Sr. Metra :Pois bem, se o trabalho que elis-
io regulameolo primitivo se tornar ainda maior
im consequencia dessas reformas, em consequencia
mesrno deobrigajes muilo especiaes que a cmara
nlendau dever lmpor ao procurador por forra do
nlo, nao cala claro que esse ordenado que
se lorna insufliciente e desproporciona!
)0 trabalho que selheaugmcnlun ? l'arece-mo
que sini.
(lia um aparte.)
re depulado sabe muito bem que o re-
1 ltimamente reformado pelo pre-
sidente...
Mello Reg :Alliviou-o de trabalho.
Sr. Metra :Segundo o presidente diz no seu
orio,onerou-o de mais trabalho, o demais esta,
n que estamos prova que a queslao me-
lla, e bem esclarecida; e como eu
Itado para disculi-la com conheci-
i, porque, j digo, nao estou certo da
cgnlamento, nem das reformas se foram ou
mies de tero peticionario dirigido a casa a sua
patifgo, eisa razio porque desejando volar cons-
menle, pois que nenhum inleresse lenho
i queslao, senao o de se pagar justamente o tra-
peliciooerio, vou pedir o adiamenlo; por-
sobservajdes que fez o nobre depulado, me
uSo convencern). O nobre depulado ditse que o
ordenado do 1:800)1 rs., que j linha esse procura-
dor, era mais que suftlciente para pagar o seu ser-
vijo...
O Sr. Theodoro :Razoavel.
O Sr. Meira :.... este ordenado devera ler si-
do di o-daveSeTTslrexeessivo.
re.)
isla que esses 3008 rs., nao s8o dispen-
o procurador, mas im de una pessoa
le paga para o coadjuvar em seu trabalho,
que elle por si s o nao pode vencer.
Reg:E quem sa importa com
isao?
. Meira :Imporlo-me cu, porque he um
i da pretendo sobre que desejo volar
lo do causa, e com a juslira que ella
merece, depois que a liver examinado, para o que
requeiro o adiamenlo da dscussao por 3 das.
Vai a mesa o seguinle requerimculo:
k Requeiro que fique adiado o parecer por 3 dia<.
ira. .
>'. Mello Rego-.-St. presidente, com quanlo nao
commissSo do orramenlo munici-
pal que deu o parecer que so discute, levanto-me
votar contra o requerimento de
adiamenlo pro|>osto pelo nobre depulado ; visto que
> sufficienteraaotc esclaiecido
-riendo. O parecer da com-
> "*> bem, que o procurador da
sufficicnlemenle pago
que tem actualmente,
-' na le augmento de trabalho,
Kcr tamhem demonstra que quando a receila
a miior do que lie actualmente, linha ello 1:801)3
., n > ctanlo que boje tem 2:100$ rs. Mas quan-
do auini base, nao se persuada a casa, que o aug-
imposlos o da renda augmeula o trabalho
as rendas da cmara, como sabem
matada*, e lano Irahalho da ao pro-
lor recebar 3, eomo 6, como 10 conlos de res,
porque est na Ma Ihesouraria e ahi recebe o di-
J. quando lli'o vao levar os deveJres avista das
ras. Assim o aogmento da renda nao Ihe anc-
ho, i.iuanlo ao augmento do traba-
ja ouvio, que soh esse pre-
texto mi mandaram dar 300-5000 r.., e vejamos ago-
so trabalho que lem o procurador da
cmara? he dar as guias para as inhumaces...
: E isso he pouco.
lo Reg:Exlrabir, corlar do lalao a
inleressados. tu dUso em aparte
ao nobrn depulado, que o regulameolo aclual linha
diminuido o Irahalho do admioislrador ; e de faci
Ue. A casi se ha de recordar de que no anno
passado a commissao do orramenlo municipal pro-
poz, que a despeza feila no cemiterio fosse paga pelo
procurador no meimo cemiterio em vista das follias,
entretanto que o regolamento lira essa incumbencia
do procurador para da-la ao administrador, medida
que me nao parece muito boa, mas islo seja dito de
passagem ; porque agora nao so trata de approvar
regulamanto do cemiterio. Leia o nobre depula-
do o regulamenlo actual, e veja quaes gao as obri-
i i sdo procarador.
O Su Meira:J li...
0 Sr. i je me alflrina que o proen-
lador lera mais trabalho do que linha, para ler di-
leiloao augmento, eu me callo. Mas he o que nao
icontece. He somenle o artigo 71 que falla dupro-
avadorediz:
Eis aqui o que faz o procurador. A Ici do anno
pitssado linha-lhe imposto a obrigarao de pagar as
ferias no lagar da obra, e essa obrigajSo actual-
pparece. E diga-me o nobre depulado,
lie o trabalho do procurador da cmara do Re-
o seja iulucienlcmenle remunerado com
acha bem pago um logar que he
aior incommodo, passando-se as ho-
io na secretaria ou Ihesouraria, recebendo
un dando dinlieira ?
Acharo o nobre depulado que islo lie pouco? que
se deve augmentar o ordanido des* eropregado 1
.lulga que a renda da cmara ha tamanha, que pos-
sa ella salisfater a lodas as s-ias necesidades a pa-
gar iosseus fanecionarios, 15) generosa, scoo pro-
diga nenie 7
1 lia um aparte. )
ir. Mello Reg: Enlao para evitar isso de-
^ veroie logo maUr essa prelcnc,So aqui : o nobre de-
potado sabe cmo as cousas se ratean entre nos,
para que illudinno-nos a nos mesmos '.'
O .ir. Meira:Eo nao, nfio illudl, nem a mim,
nem a ninguem.
O Sr. Mello llego:Consarve-se esse homem
como esta, porque he hom empregado e si.-i genero-
samente pago : a nossa municinalidadc jiossuc pou-
cos recursos, o nosso paiz raesmo he pobre...
'. Florencio:Oh pois um paiz lo pobre,
c a intprensa toda est calta
O ir. Mello Reg:-.....,* M poj,, pagar ,ado
rom generosidad., c he preciso nltendernse prlnci-
palmenle a qualtdade e naluma do Irahalho que
o empregado f.
O ir. Meira:Crtio que aqui nenhum da nos
sabe q jal he o Irabalho qae elle tem.
Uonego:Qaa\ ho o Irabalho4'om pro-
curador Ihesoreiro I isso lodo o mondo sai e. Por
lanto, Sr. presidenu^ acho escusado ouvtr-s e a en-
mara, lano mais quanlo nos sabemos como entre
0o as cousas: esle mojojie urabom mpregado,
lem relances, esla em contacto com os camaristas, e
estes se bao de vexar, lando de contrariar a prelen-
rao de um amigo, e al nos agradcelo se os lirar-
mos dessa difliculdade. Pens assim, porque lam-
bem isso tem acontecido comigo, vexo-me serapre
que lanhodeconlrariar a preteo{ao de om amigo ;
em mollas occaaiOes lenho lido meus desgostos por
laso, porque esla ou aquello amigo que pede nao
admiti deiculpa e zanga-se ; em outras, como nao
sou Cali, cedo e don um vol conlra a minba von-
lade. Sou muito franco, e estou persuadido que
too que iconleco eomigo, tambera acontece com ou-
tros. Poupemoi pois cmara esses embaraces :
voto pelo parecer contra o id amento.
O Sr. Mello Reg requer a votaco por parles.
Posta a votos a primeira parte do parecer he ap-
provada, c regeilada a segunda, bem como o adia-
menlo.
Escolada a ordem do dia :
OSr. Souza Carcalho requer dispensa de inters-
ticio para o projcclo n. I desle anno.
O Sr. 'residente designa a ordem do dia e levan-
la a setsjo ii 2 horas da tarde.
Scssao' ordinaria em tu de marco de 18S5.
'residencia do Sr. Barao de Camaragibe.
Ao meio dia, feila n chamada, acharam-se pr-
senles 26 senhores dcpulados.
O Sr. Presidente abre a sessao.
O Sr. 2." Secretario -lfi a acta da sessao antece-
dente que he appruvada.
O Sr. 1. Secretario menciona o seguinle
EXPEDIENTE.
Um offlcio ao secretario da provincia, remetiendo
40 exemplarcs do orramenlo da receila e despeza
provincial para o exorcicio de 1855 a 1856.A.dis-
tribuir.
Oulro do mesmn, remetiendo 40 exemplares do
balanro de receila e despeza, no anno fioanceifo de
1853 a 185,Tiveram o mesmo deslino.
Oulro do mesmo, remetiendo 40 exemplares
relalorio apresenlado pelo inspector da Ihesouraria
aoExm. presidente da provincia.A distribuir.
Oulro do mesmo, enviando ama representarlo dos
habitantes de Agua-Prela, pedindo a restauraran
dnquella villa.A' commissao de eslalislica. -
Um requerimento dos religiosos Franciscanos
desla cidade, pedindo se Ihe concedam duas loteras
de cem contos de ris, para acudir aos concertos de
sua igreja. A' commissao de peliroes.
Oulro dos ofliciaes de juslira da fazenda provin-
cial, pedindo seja igualado o seu ordenado aos do,
olliri.ics da fazenda geral.A' commissao de orde-
nados.
Urna representarlo dos habitantes da povoarao de
Grvala, pedindo a elevaran daquella povoara
calhegoria de villa, (endo por limites os do aclual
districlo.A' commissao de cstatislica.
( Conlinuar-se-ha.)
------ !**
REC1FE 10 DE MARCO DE 1855.
A'S 6 HORAS DA TARDE.
RETROSPECTO SEMANAL.
No dia chegou ao nosso porto, procedente do
Rio deJaueiro, o vapor Tocanlint, cuja celeridade
tanto tem agradado ao respeitavet publico. Todas as
provincias do sul do imperio conlinuam a gozar de
socego ; e se nos guiarmos pelas gazetas, poderemos
tambem dizer que a sade publica acha-se por al 'i
em estado mais lisongeiro do que c pelo norte, onde
as bexigas temdecimado soffrivelmcnte a populado.
Nada de novo nos veio acerca da queslao pendente
entre o Brasil e o Paraguav ; e quanlo i noticias da
corle, quasi nenhuma houve que morera aqui espe-
cial meurau.
O Tocantins Irouxe a seu bordo o Sr. marechal
decampo Jos Joaquim Coelho, que, estando no
caminando das|armas da provincia da Baha,fura des-
pachado para o desla provincia, do qual tomou posse
no dia 5, immediato ao de sua ebegada.
Pela subdelegada de polica da freguezia de S.
Antonio, foi pronunciado .-i pris.lo e livramenlo o
Sr. Domingos Caldas Pires Ferreira, como iucurso
na segunda parte do artigo 206 do cdigo criminal,
pelos ferimentos e conluses feilas no Sr. dezerabar-
gador Manoel Rodrigues Villares, quando eslesahia
da relarao, em das do mez prximo passado, na
ra do Collegio. ,
No dia 10 foi jnlgada improcedente na relarao a
appellario inlcrposta pela promotoria publica no
processo do capilao lente Antonio Carlos Figueira
do Figueircdo, por se nao verificar algumas das hy-
polheses do art. 301 do cdigo do processo criminal,
sendo assim confirmada uuanimcmenle asentenra do
jury, que o absolveu da acrusar.io intentada ex-of/i-
cio pelo sumisso dos 20:5003 reis.
Ao amanhecer do mesmo dia, foi adiada rnubada
a caixa das esmolas do Arco de Sanlo-.-Vulouio da
ponte do Recife.
No dia 8 prreceu affogado na praia do Caldereiro
do bairro de Sanio Antonio um pequeo crioulo,
que para all fora tomar bonho na maro.
Grande falla de moeda miuda, para troros, lem-sc
feito sentir ltimamente nesta cidade; edabinao
pequeos embarazos tem resultado ao commercio, e
por ventura maiores afhda para as IransacrOes do-
mesticas. Contemos por tanto mais este flagello no
numero dos que peridicamente nos vexam.
Rendeu a nlfandega 130:3059223.
Fallecern) 51 pessnas, sendo ; 19 homens, 9 mti-
llicrcs e 15 prvulos, livres ; 2 homens, i mulheres
e 2 prvulos, escravos.
JURY DO REGIFE '
Dia 9 de murjo.
Pretidencia do Sr. Dr. Mexandre Bcrnardino dos
Reis e .Suca.
Promotor publico interino, o Sr. Dr. Francisco
Comes Velloso de Albuquerquel.ins.
Miagado, o Sr. Dr. Joaquim Elvira de Moraes
Carvalho.
liscricao, Joaquim Francisco de Paula Esleves
Clemente.
Feila a chamada s 11 horas dajinanliaa, acharam-
se presentes i() senhores jurados.
Foram dispensados os senhores :
O Sr. Dr. Prxedes Gomes de Souza Pilanga,me-
dico cncarregado do hospital regmcntal, a requi-
sito do comuiiindantc das armas.
O or. Dr. Antonio Comes Tavares, subdelegado
da freguezia de S. Frei-Pedro-Gonralves, a requisi-
rao doSr. Dr. chefe de polica.
Foram multados em mais 205 cada um dos jura-
dos j multados nos das anteriores de sessoes, e
mais oSr. Antonio Gonralves dos Sintos, e em 103
rs, o Sr. Joflo Uaptista de Souza Lemos.
Aberla a sessao foi conduzido ao tribunal para
ser julgado, o reo Francisco Gomes da Fonceca,
aecusado por crime de roubo.
Findos os debales, foi conduzido a sala das con-
ferencias lis 6 horns c 3(4 da tarde, d'onde voltou s
da noite com suas resposlas, que foram lidas em
voz alia pelo presidente do jury ; era vista de coja
decisao, o Sr. Dr. julz de direilo condemnou o reo
a 16 raezes de gales e multa de cinco por ceoto do
valor roubado, grao mnimo do art. 269 do cdigo
criminal c as cusas, e levantou-se a sessao as 91[4
da neitc, adiando-a para odia segrate slO horas
da manhSb.
'Apara lorl
njlida innot
ummu ut i tnnamoubu, ocuuiium ruin* nutmtt^u uc ioo5
angue
.lo
"*>
Tal f as !MsinivVi, para tormir-se
Umscelerado candida innocencia,
Quem, icuo lu. Tirecia, a ii
Peleo aifiia do derramadtuii
A Pairado; a Peleo, o ablirt
Meda em coche de drague* volanT
Chega ao crdulo Egeo, o.o nescio julga
De re lio negra a IMtrivijQ possivcl.
O fllbo de Amphiarau, diz Archclao :
a Solvc-me o parricidio o logo be sollo.
Credulidade v8a, soppor que os ros
Do sauguo esparso aos criminosos lavem 1
Porque saibais os computos anligos ;
l'inha Jano, como hoje, o mez primeiro :
Mas o mez que entre nos succede a Jauo,
Era o ultimo entoe as las festas,
O' Termino, do anno as derradeiras.
Jane, porque aos introitos preside,
linha do anno o introito ; dos Manes,
Era o prazo, em que o gyro annual fenece.
Foram (cre-sc) os Decemviros, que unirain,
Supprimindo o intervallo, ns dous extremos.
Na entrada de feveroiro, apona a fama,
Que a Juno Tutelar se dedicara.
Ao pe da l'hrygia Madre, um templo novo..
Pergunlam-me onde est? esfe-lo a idade.
Desfe-lo: porm vos, templos de boje,
Nao temis fado igual I Um sacro Chefe,
Protector de homens, prolector de Numes,
Vos guarda, vos mantem do lempo illesos,
Salve, restaurador das aras priscas,
E de aras novas fundador Os deoses
Te amparem (oxala !) como os amparas !
A durarlo, que Ibes tu das no culto,
Ellos la deem no imperio, c se le postem,
Perpetua guarda, a leus umbraes augustos !
Indi outras festas as calendas Irazem ;
Vai-sc com pompa ao sacrosanto bosque
Do asylo, quo cidade est visinho,
Ua perlo donde o Tibre as mansas aguas
Cansadas de correr ao mar entrega.
Cordeira de annos dous se immola a Vesla
No sanctuario seu, prximo ao sitio
Onde do vellio Nunia era a'vivcnda ;
Oolra, no aliar de Jpiter Tonanto,
Via do capitolio; emfim Icrceira,
Ao mesmo dos da alcarova no cume.
Muila vez nesle prazo austro nebuloso
Desala os ceos em china ; ou se acoberla
De branca neve a Ierra esmorecida.
Quando o seguinle sol houver sollado
Rubros corseis do aurigemante coche,
Quem para os ceos olhar nao vejo a lyra a
Dir que honlem d'alin me scintilava
Cmquanto assim confuso a andar buscando,
Sbito l ver no equorco pego
Metade do Leo ir-so cugolindo,
Mals urna noite... e o que brilhava ha pouco.
Estrella do golphinho eis desparece !
Quera dir, claro peixe, a origem loa '!
Serias o de lanos amores
Denunciante feliz'! Ou sobre o dorso
O que levou nadando, e poz em salvo
Co'a cylhara divina o vale l.esbio ?
A historia d'Arion quem lia que ignure'.'
Toda Ierra conbece e os mares lodos.
Elle, as correles rpidas delinha ;
Indo-se aps da ovelha, o lobo infesto
Parava para ouvi-lo ; c para ouvi-lo
Parava como o lobo, a propria ovelha*;
Viam-se mesma sombra os caes e as lebres
Deitados^scular, e a mesma rocha
Tranquillos reunir leo e cerva ;
Gralha louquaz, e o passaro de Pallas
Cessavam de renhir ; emfim suspensos
Puisavam n um s ramo, o acor e a pomba.
Diana vezes mil, leus sons ouvindo,
Suavissimo Arion, ficou suspensa,
Qual se esculra os cnticos fralernaes.
Tea. nome cnehia as Siculas cidades;
De la lyra aps corra a Ausonia.
D'Ausonia. ia o cantor volver-se patria.
Fiando ao lenho undvago, que o leva.
Ampios Ihesouros, que ajuntnu seu canto.
Talvez do mar, do vcnlo ia .medroso ;
Quando o proprio baixel Ihc urda o damuo,
E gloria de o salvar (ocava s ondas.
De espada em punho o capilao seguido
Da chusma toda armada, eis se aprsenla.
(Conjurar^ medonha !) ao vate imbclle !
Quo tropel que furor que insania, impos !
Largai o ferro dessas nios improprio !
Rcgei o leme, que se voga toa !
O cantor impertrrito, a esculai-me
Exclama nao supplco o dom da vida
Mas s rr.e consintis o ultimo canto :
o E curto ser elle Ao rogo annuem ;
Riem da dlaro. Toma corOa,
Que adornara a fonte ao proprio Phebo ;
Manto relilo em muric phenico
Aos hombros laura ; c dedilbando as cordas
Magoados sons disfere. Acreditareis
De algum candido cisne ao p do Enrolas,
Rota a caliera de volante setla,
Consternada harmona estar ouvindo.
Ei-lo lo meio do geral silencio,
Mesmo vestido, ornado, a lyra em bracos,
D consigo precipile as ondas !
Ao truz relenla o mar em fofa espuma,
ToJa a azulada papa am torno orvalha.
Logo (tncrvel prtenlo!) a carga estranha
Pi delfim submette o curvo dorso ;
Pela campia azul la Irola o vate,
I.a vai da maca-rvlhara esparzindo
Ao bom do seu corscl, jocundo premio ;
E, ao som do canlo, que amacia os ares,
Dss vagas loucas se esvacce a furia.
generoso feito aprouvo aos numes.
Jovc assume o delphim do ocano aos astros,
E estrellas nove em galardao lhe outorga.
COMARCA DO CABO.
Ipojuca 28 de fevereiro.
e Passou Jano. Em seu gyro avanja o lempo.
Reclama novo mez um canto novo. g
A's sacras expiacues chlmavam Febrna
Romanos bisavs; inda hoje duram
Dessc antigo dizer visiveis provas.
f'ellos de laa, que ao re dos sacrificios,
E ao Flamine as Pontfices requeren!,
Februa no antigo idioma os uomeavam ;
Ftbrua igualmente ao bolo recozido
Temperado com sal, que em lares cerlos
Se aprsenla ao Liclor ; e Februa o ramo
Que adorna a casta fronte aos sacerdotes.
Flarainica vi eu, que, ao pedir Februa
Por Februa a piuca vara recebia.
Tudo, alfim, quanlo alimpa a cousccucia,
Dos hirsutos avs foi dito Februa.
De Februa pois fevereiro arroga o nome ;
Ou ja porque de lalegos em punho
Vao l.upercos lustrando os sitios lodos
A bem de os expiar ; ou porque os lempos,
Enlao, que as sepulturas se applararm,
E o* feraei diai ja ia vao, comeram
De novo a devolver-se amenos, puros.
Era crenca robusta em nossos vellios,
Que nao havia crime, horror, desgrana
Que nessas porgares nao se oxliugulsse.
Eis, meu amigo, a origem do mez aclual, segun-
do as inspirares do vale porloguez Caslilho, que
com a sua proverbial Ilustrarlo, e aturada leilura
da historia raythologica, vcio-nos esclarecer a tal
respeilo. Agora consinla que lambem 1 lie mostr a
causal de miuha ausencia do mez passado em seus
prclos. Um passeio que de fra desla localidade,
e depois dello as nimbas murtinhai, ou meus arha-
gues, que me lanraram, mogradomeu, de atra-
p-; fizeram com que houvesse essa lacuna na se-
rie de iniuiias raissiva*. Descrever-lho o meu pas-
seio seria diflicil; porque descuidei-rae em lomar
aponlamentos dos lugarejos por onde andei, ou me
fizeram andar ; mas ainda assim, narrar-ll e-hei o
qne me lembrar. Principiare^:Passando eu pelo
Diamante, pequeo enzenhu a vapor, mas de algu -
ma producrao : esl elle de fogo morlo, (posso di-
zer sem medo de errar), a causa ignoro.
Segui depois por maos caminhos, e passei, dei-
xando edificado em um buraco, a minba esquerda o
engenho Oravat. Continuei, e meia legua depois de
caminhos tortuosos, e ingremes grugueias fui a A-
ralangil, perfeito manancial de fertilidade. E- le en-
genho he grande, se bem, que de appareneia severa;
suas obras eslflo em ruina ; mas suas vaneas n suas
planicies como que convidam o agricultor a elici-
tar-se. Pertcnco ello aos herdeiros de D. Cedlia ;
mas hoje o usofrue o lente coroneljJoo de Si Al-
buquerque, em virlude da compra de urna hyptilhe-
ca exislcnlc em poder do principal credor da casa.
Nao me compele averiguar esses negocios, e menos
fazc-los pblicos : ha porem quem diga, que os her.
deiros esiao agaslados com o Sr. S, porque comprou
essa hjpotheca ; nao sei l ; o que sei he, qu?
beatusde quempossue, bealissimus de quem est de
posse. Ahi me demurei algumas horas em caa do
capilao Jos Maria Bourhon ; ouvi tocar o piiino,
ranlar etc., c depois do almor,o, (que me olTercce-
ram sem cu pedir) fui-mc e'scapulindo, porque lubri-
guei ao longe o quer que seja, que, me pareceu po-
lica ; e se bem, (ero tao boa hora diga,) uo lenho
de que correr, live meus medos, porque lenho mudo
de soldados, e liz vira volla direila Carneirinho do
Sr. Arantes. Carneirinho he filho de Carneiro ; p-
timo engenho de vaneas, perlencenle ao mesmo
proprielerio do sitio, mas que te acha arrendado.
D'alli embiquei a cabera do broto para Ubagulima,
bello, e'bom engenho, e dei fundo.
Janlci a meu talante, porque ia j com o bicho me
corroendo as enlranhas ; corri o que havia de ver-
se, e digo-lhe, que goslei de ludo, principalmente la
maneira pela qual fui tratado pelos senhores desia
immensa propriedade. A larde cavalguei para o Ro-
sario, e l fui dar com os ossospelas 7 e roela : An-
tes porm, qu* diga-lhe algama cousa a respeilo des-
te engenho, deixe-lhe conlar o que vi em raroinho.
Passavaeu pfla caiinhola de um lal Joao Chrisos-
tomo, morador de Ubaquinha, quando, nlfc sei, se
por casacnlo, ou baplisado dansavavj e tocava um
grupo no terreiro da caa. Parei o anlmalejo, que
sem *a fazer rogado, o fez, e principiei a apreciar
ide longe) o tangagu. Tocavam duas violas, e can-
lava urna curiboquinha () as lellrinlias seguntes,
que mal ou bem me foi possivel compreheuder.
Ei-las:
Senhores de engenhos lia,
Quo rumpram tudo fiado,
E, ha quem fique insultado
Da cobrnnra.
Ostenlam grande chibanra
A cusa da humanidade,
Que desconhere a maldade
Disfarrada.
F'azcm muila carnada
Quaudo pregara qualquur mono,
E querera em seu abono
O respeilo.
S Irazem denlro do peito
Affcir.ao aos bens alhcios,
De vida s querem meios
No pilhar.
Aos padres mandam chamar
Para fazer baptisados ;
Nao pagam a estes cotados
A offerta.
I lesrjam ter conta aborta
Em qualquer taberna ou venda,
Tomam dinheiro, ou fazenda
Sem pagar.
Se algucm pretende cobrar
Com brandura o seu dinheiro,
Responden)afora bregeiro !
Nada devo.
Se insistir, cu j escrevo
Ao amigo delegado,
Para o entregar algeraado
I^i na prar.i.
Se cuida que islo he grara
a Mando Irumpha-lo de pao,
Embarca-lo em qualquer nao
a A presaa.
Nao pagam nem dez tuslfies
Ao marchante Joao da Rocha,
Que na sua pobre chora
Morre a fomc.
Nesle ponto da bailada fui-mc andando, e ben-
zendo-me, pela sera ceremonia com que, tao publi-
camente se cantava a palidonia, a cerlos lafucs, que
se ah eslivessem, reconheeeriam naquelles versos
bruscos urna sentenca do seu modo de viver !
Passei alguns dias no Rosario, engenho formidavcl
por sua producrao, e grandes varzeas, onde o pro-
pietario planta annualmcnte um numero prodigioso
do carros de raima, mas que, qualquer verao mais
forte p6e cm crise a safra pendente. O engenho he
a vapor ; fallam-lhe porm os melhoiamentos malc-
riar- para dar-lhc mais valor.
N'um desses dias fui a villa de Sernhaem, e mui-
lo goslei do bello ponto de visla dessa villa decaden-
te, que, situada n'uma eminencia, aprsenla s vis-
las um quadro summaraente pittoresco. Visitei osien--
genhus do coronel Menczes; admirc o luzraenlo de
suacscravatura. OSr. coronel tem proporcOcs para
ser o agricultor mais abastado da provincia, e satis-
feilo que seja o resto deseos compromissos, elle sem
duvldao ser.
Passei um dia na Barra, propriedade do mesmo
coronel, em companhia de seu filho o Ilustrado Sr.
Dr. Drummond, que por mandado dos facullalivus
havia levado um seu filho menor, atacado de parly-
sia para usar dos banhos salgados. Tive all do ver,
e conversar com o Sr. Dr. juiz de direito do Rio
Fo'rmoso, que tambera eslava em uso dos bauhos'sal-
gados. Esse magistrado parcrcirmo de urna vasta
intelligencia, e profunda sizudez: fiquei querendo
bem ao homem de graga! Nos meus passeios fui ao
Quileba, do Sr. Jos Venceslao Regueira : oh I lie
um perfeito cavallciro Passei ahi urna noile, e
parle dd oulro dia, e nao lhe sei expressar as mauei-
ras urbanas com que fui tratado pelo Sr. Regueira.
Tambem no meu regresso loqoei a Camaragibe, do
Sr. Jos Eugenio, o so bem, ora poucas horas que l
eslive, com ludo apreciei sojivelmenle sua excel-
lente companhia, e de sen fi*o, o Sr. Dr. Ramos,
hbil medico ha pouco chegado da Europa. Passe,
meu bomamigo, bellos dias por esses lugarejos, e o
que mais gostei foi de Santo Amaro, onde houve
por occasio da festa grande concurrencia, e muita
vida. Nao me foi possivel ir ao Rio Formoso, para
onde fui convidado a passar alguns dias, pelo digno
Sr. Dr. Theodoro, juiz municipal daquella cidade.
Este moco, bem conbecido de Vmc., e ahi nesta pra-
'a, lem estreado a sua vida de magistrado a geral
contento, c menos nao era do esperar de quera re-
ceheu urna to delicada educac.au, a qual lem sido
nutrida pela illuslraro e civilisaro. Dorante a
minba estada em Sernhaem o facto mais estupendo,
que ao meu ver se deu, foi um casamento de rapaz
branco com urna negrinha, a qual havia servido de
ama cm diversas casas ; e dava elle por motivo des-
se consorcioo haver ella lhe guardado uns vinlecs,
e 1er reeeio, qne nao os eslraviasse com outros !
De ludo se ve, e ha genle para tudo.
Era meu regresso choupana algumas noticias me
derara, sendo urna deltas, que tinham-se perpe-
trado diversos roubos cm casa de Antonio Maria
llourhon, quando o Sr. S fora lomar possa do en-
genho.Oh he urna calumnia he urna intriga
desgranada I exclamei eu ; e de ccrlo, meu amigo :
eu l eslava nessa occasiao, c eomigo diversos pro-
pietarios desla freguezia. A posse foi tomada com
algum calor, he verdade, e nem podia deixar de ser
assim, quando alguns herdeiros estavam convicios
de que nao havia legalidade naquelle acto da jusli-
lira, e o Sr. Sa se julga va com lodo direilo ao enge-
nho, nao s por haver dispendidd seudinheiro,como
por estar munido de um mandado do juiz respecti-
vo : mas essa aniaran, ou calor nao passou de ra-
zOes proferidas de parle parte; no cntanlo que, a
forja de polica, que all se achava para coadjuvar a
posse, conservava-se na espeelativa.
Eu mesmo, meu amigo, que etr. fetal*, da ami-
zade, que os Srs. de Aralangil se dignam ler eo-
migo, live ingresso no interior da casa, e nao me
constou que nessa se dessa roubo algum, ou qual-
quer desacato commetlido as pessoas dos que se di-
ziam prejudicados. O que pela larde se deu foi urna
consequencia necessaria da opposir5o ao mandado,
mas ainda assim, o que houve ? O Sr. Antonio
Maria, que sempre se oppoz (com palavras) posse
do Sr. S relirou-se com sua familia, e o Sr. Sa (o-
raou posse da caso de vivenda em presenta dos of-
liciaes de juslira. e algumas pracas do polica. Nao
qoero, e nem devo entrar na appreciac de nege-
dos alheios ; mas quero, e devo proclamar a verda-
de, cusle-me o que cuslar, quando ella se vir oflus-
cada pela mentira e calumnias alrozes. Nesso dia
pela larde, depois de offerecer ao Sr. Antonio Maria
os meus poucos serviros relirei-me, deixando aquel-
le senhor em preparativos para o seu destino. Se
porm em minba ausencia deram-sa violencias, e
perseguirles, juro, meu charo, se possivel for, que
as ignorei e nao acreditara se mais dissessem, por-
que lenho o Sr. S, e seus manos em um concelto
elevadissimo, para nao crer que elles consenlssem
em laes violarOes.
Parece-roe, que o meu amigo be de perlo co-
uhece-me : nao temo ; e nem nunca temi potesta-
des, sou esempre fui muito livre em miiihas ideas,
e nao me posso curvar a despropsitos: se eu pre-
senciasse dessas violencias, desses desacatos que al-
guem quer que houvesse cm Aralangil, quem me
corlara o*dedos ealingiia? A maledicencia, po-
rm, meu charo, quo he ornas vezes menina engra-
nada e bonita, mas scraprc extremamente mendaz, e
outras urna tsquerosa megera do cabellos arripiados,
e de cor cinzenta e sempre menliroza... quiz fazer
crer aos nescios, qae eu hacia deixado de escrecer-
lhe no mez passado, porque temia contar a verdade
a respeilo dot negocios de Aralangil, e assim com-
prometter-me para com os Srs. S(!I!)
E quando assim fosse, (demos o caso) em que ma1
rae iria assim praticando ? As malcras de urna ms-
liva lem urna certa e bem determinada hilla, que
chegada a ella, deve-se fazer alto ; pssa-la he ilu-
di, nao loca-la he pusilaniraidade ; eu que sigo o
meio termo, nao lenho que dar salisfages de meus
actos, senao daqaellcs dos quaes sou o nico respon-
savel para com o publico. Que meimportam os ne-
gados privados de cada um Melhor para o Sr.
IBP
IIFRIUFI
() Raja cruaada de caboclo cora cabra.
" -. s
Sil se se lucrar do bello assucar de Aralangil, pelo
lempo que elle morar, c oplimo para os Srs. de
Aralangil se poderem conseguir rcivendica-lo ; s
parles desejo eu cordialmente paz, fortuna c corcor-
dia, e aos agulheiros a maldigo de Dos Padre.
Amen.
lemos lido actualmente uns presepes, (que vem
bem ao caso em lempo quaresmal) capitaneados por
um meslre Flix, escravo que foi do finado mar-
ques; do Recife. Dizom por ah assim suas cousas a
respeilo do meslre Flix, mas...deixa-lo... Agora
nrha-sc elle no O' com a sua companhia, tal vez re-
presentando com suas filho a tomada de Jeruzalcm
ou a venda do homem livre.
Meu amigo, eu desejaria bem escrever alguma
cousa sobre o modo, pelo qual os nossos amigos cam-
ponezes guardam o lempo quaresmal ;mas para que?
Para zumbaren) cada vez mais do pobre velbo ?
Comludo, se Vmc. permillisse dir-lhe-lia semijro al-
guma cousinha. Principiando pelos lllms. Srs. pro-
pietarios, rum debita reverentia, sao elles que
pela maior parte nao cxeculam, em nada o prcceilo
quaresmal. Nao quero dizer com islo, que seja eu
quem o execule : fardo o que elle dizem, e nao o
que elles fazem. Selisfazem-se simplesmente os que
em seus engenhos lem capellas, ouvirem, quando
ouvem, a missa nos domingos, qual quasi nunca
assislem suas fabricas, porque cslo no quinguiuqu,
debaixn do azurraguc do fcitor-carrasco. Tela maior
parlo roubam ao pobre escravo esse dia consagrado
ao senhor, o qual todo liel rhrislo deve guardar e
nem s nao querem que elle descanse das penozas
fadigas da semana, como tambem nao permillem
que elle (o escravo) cultive um pedacinho de Ierra,
para delle haver, com que indemnise as races,
que, escassas e peridicas, lhe sao dadas. Os cs-
cravos, que (amigamente) foram bucaes, esses nun-
ca viram a agua do baplismo o aquellos, que coma
serem baplisado* ignoram al te ha urna cousa cha-
raada confissao. Islo dase mesmo fora da quares-
ma. Se se fallaquando algucm se atrevena de-
sobrgados escravos, responden) : ora Deosl o lem-
po que eslao se confessando cstao cavando leires e
lirapando a lavoura mas os que principia um in-
vern cm fevereiro, e lemos nos os leires desman-
chados c quando chuver, um sol ardeute ; e temos
nos a lavoura mora em lor! A cansa prxima
desses eventos he| enlao esquecida, e nem imagina-
da ; mas o pobre lempo he que carregacom os dia-
bos le levem. Est dceito.
O jejum he s para a pobreza, que para os ricos
he urna variedade, um regalo. Nao almoc.aro he
verdade as 10 horas, masjanlam as 11. E Vmc.
espera ver nessas mezas ervas, e peixe quanto seja
preciso para se janlar como quera jejua ? Qual
De vespera vai o portador para o compadre na praia!
e temos no dia um banquete de peixe : janla-sc a
farlar (iio como um frade ;) bebe-se o precioso li-
cor de uva, e no competente toast l apparccem
ovos, leile e queijo, e... lem-se jejuado na primeira
sexta-feira de marro '. Ia-me esquecendu o negro
moca, que toma-se logo depois do janlar. mesmo
meza para nao quebrar o jejum. A noile, ceia lau-
ta e assim se passam os bellos dias dos jejum c mais
de pressa se passam as gloras deste mundo...Ora cm
verdade soubem papalvo I Deixe-lhe contar o que
se passou com Demostbencs. Eslava esle orador
Alheniense no meio de um dos seus mais bellos dis-
cursos, e vendo que o auditorio nao lhe prcslava at-
tenrao, cornejou a contar a segonte fahula :
Um joven Alheniense linha alagado um burro
para fazer urna viagem de Alhenas a Megara.
o No pino do meio dia, nao podendo mais suppor-
lar os ardores do sol, quiz metler-se debaixo do
burro, mas o que lli* o linha alagado, nao con-
a sentio nisso, dizando que tinha alagado o burro,
a mas nao a sua sombra. Relorquia o joven pre-
(( tendeado que, alugando o burro, tinha tambem
" alugado a sua sombra.
Acabando pemosthenes de proferir estas palavras
quiz descer da tribuna, mas o povo nao perrollio
que se relirasse, instando com elle para que houves-
se de dizcr-lhe como se havia terminado a conlen-
da. Eiilau o sublime orador elevando a voz que fa-
zia Iremcr o re da Macedonia exclamoii: k Ueoee
a prolectores de Alhenas,vede com que avidez o vos-
so povo escula coutos frivolos e pueris, c a crimi-
a noza iudillerenca cora que recebe os nossos consc-
lbos sobre os mais charos interesses de sua pa-
a Iria Asneiras do velbo birrento...
Temos ja nesla freguezia um parocho interino, o
Sr. padre Firmino Jos de Figueiredo. Agora adia-
se elle na Parahba, donde be natural: ainda nao
o vi, mas consla-me que ho dotado de boas qaali-
dades. Em algum lempo conhec na 'Parahba um
Sr. sacerdote com nome senao igual, ao menos pa-
recido. Nao ha quem mo possa informar de que lo-
calidade seja cite natural na Parahba, e a que fa-
milia pertenra, mas islo pouco importa, quando bas-
ta a stia conducta para se fazer bem conhecido. Se
he o Sr. sacerdote, que eu supponho, dou-roe por
feliz cm ler tao pacifico pastor. A Providencia vigi
sobre seus dias.
Est aproximando-se o mez marianno, e nos con-
vidamos ao Rvdm. Sr. vigario para que instilua na
nossa Ipojuca esta tao importante devocao.e bem as-
sim o Rvdm. adminislrador do O'. Quando quasi toda
provincia he irmaa do mez marianno, seria incuria,
qne entre nos se deixasse passar desapercebido esse
mez Virgen) dedicado.
J se acha concluido o arrolamenlo da popula-
cho desla freguezia, e consta montar a treze mil ha-
bitantes. Um abaixo assignado de perto de qualro
cenias pessoas se acha igualmente prompto para ser
appresentado a assembla, afim de. elevar esla fre-
guezia em villa, servindo o O' de sede da malriz.
A irmandade deste povoado oflerece o grande con-
sistorio da sua igreja para h cmara, e jury funecio-
narem, e bem assim a sua igreja para matriz, visto
haver all o Santssmo, e ser curada.
Nao resta duvda, que o O' deve ser a cabera da
freguezia, porque alm da vclha povoarao de Ipo-
juca nao ter urna matriz, e a igreja que della aerve,
ser pequea, arruinada, e oSantissimo nao estar em
lugar competente, consta que o Rvdm. vigario nao
tem voz activa nella ; porquanto enterra-se mesmo
na igreja quem a irmandade quer, lendo sempre
preferencia os irmaos. c iodo para o campo os escra-
vos. Alem disto, todos sabem como se lorna intran-
sitavel a ra de Ipojuca qnando chova, impedndo
a reuniao dos povos para es omcios divinos. O O' he
plano, alegre e o (ripio de Ipojuca em seu terreno e
populacho ; o nao tao sujeilo as sezes, como dizem
ser Ipojuca, conseguintemente o O' deve ser, como
me asseveram ser, mais salubre e melhor para a
hubilario do Sr. vigario, que deve gozar muila sau-
de para sempre oslar prompto aos misteres de seu
ministerio. Pelo lado civill, he de lal iutuirao a
crearao de urna comarca nasta freguezia, que nada
me resta dizer, senao lembrar a Vmc. o quanlo he
penoso a quem lera causas no foro do Cabo a tra-
tar dellas com promplidao, estando em Ipojuca, e
mais que isto, a morosidade que frequenlemenle
d-se na reuniao do jury, quasi sempre motivada
pela ausencia dos jurados desla freguezia. Para mais
logo reservar-me-hei tratar desle objedo com mais
largueza.
Ainda nao se fizeram as qualificacOes da guarda
nacional, mas consta j haver in mente do Sr. te-
nerile-coronel ofliciaes para tres companhias.
Tambem ainda nao foram uomeados ossupplen-
les do subdelegadosao negocios de gabinete, del-
les nao pesco nem pitada.
Meu amigo, ouvi um dia deslu alguem amarga-
mente se queixar, que a sua cano* nao podia passar
etaSalgado, porque a ponle se achava denlos d'agua :
oh : meu Dcos, desmanchen) essa ponle que eslui
privando o transito do rio, e com mais alguns eo-
brinhos a colloquem cm um punt mais elevado ;
cusa (o pouco... creio que se o Sr, Savedra tiver
ordem para isto, se nao pouparft a coheorrer para
um bera, que he para tbdos. Ipojuca espera ser at-
Iendida ; dahi farao o que quizerem. A polica cou-
tnua a empregar, se bem que sem coadjuvacao os
meios para manler a ordem.
Em um desses dias pateados houve no O' urna as-
suada qae felizmente nio irouxe consequencia* tris-
te* : eu lhe conlo. Um amante, de quem sc-evadi-
ra a ingrata, o fora refugiar-se no O', leve de se-
gu-l, e no vai nao vai polica disseprompla I
mas lal foi o angu', que o novo Tarquinio bateu
nio ao cangasso, e o meu Lima, ou no sei que
inspector, cspremeu-lhe urna pistolla, e esla acum-
panhada de raai* ama arma, despejaran) sobre o
perseguidor da Lucrecia seus ribombos alroadores
(sania Barbara !) O campanha, ajudado de alguma
dsposic,3o para correr, abri a vlvula da locomoti-
va pernal, e... maudou-se mudar : fugit, evadit.
No dia fiosubdclegado,acompanhad*jde todo pres-
tito agarralivo, e amarrativo varejou as casasde Jos
Aplomo Muoiz,sogro do BelarmlnoAWesde Carvalho
Cesar; cade Joaquim Jos da Cosa,a ver se decobria
vestigiosdo roubo feilo nessa praja em casa de 1). Joa.
quina. Pois, meu amigo, quem rouba mais le um
milhan esl cm Ipojuca '.'. Ora o menino se bem
anda esl cliMudo ao Tartaro.onde tem de depositar
aos p. de suTalleza o Sr. Piulan esses cobrinhos da
1). Joaquina, que por nao Irazc-los bem tapados,
ficou sem elles Bem v, que seria lemeridade a po-
lica emprehender urna tal vi.geral porque metade
dessa bagatela perlence de facto, e de direilo a Be-
larmino, e outra a sua alteza o Sr. Plutio, sua chara
porrao a Sr. D. Prorpin(I, ,s senhores juizes
Eaco, Minos e Rtdhamanto ; |rei furai TUipho-
ne, Megera e Alccton, c tambera as tres paren, que
nao sao la nenliuns pcixes podres La:hesi, Clolho, e
tropos. Seria desafiar um pleito para o qual as
ecentuaes nao chegam. Fallemos seriamente.
Eis como a cubija consliluio um humem reconhe-
riiloscn macula, em um ladrau nocturno, incendia-
rio e assassino, porquo para sacia-la, nao envidou
rodear de chammas urna misera escrava, que vigia-
va a casa do sua senhora. Pois nao fie que a expe-
riencia au us lonlia apuntado militares de casos,
era que um momento do imprudencia.um pensamen-
t de allucinacilo. tem arrastado outras (antas vcti-
mas da inveja i um abysmo insondavel de desgra-
ras Oh que o homem desvairado pelo brilho do
ouro, no calcula o crime, a vergonha c o desprezo,
que vai ser exposlo no negro posle do anathema pu-
blico, quando se alira a urna dessas emprezas, que
degradam a humanidade. Que ceguera Dah esses
titulares, e altos personagens, que bao gemido hu-
mlbados pela vergonha, as priscs publicas, amal-
dicoados pelos homens honestos, torturados pelos re-
morsos, e severamente punidos pela juslira publica..
Cousa singular, meu amigo, que nunca esses infeli-
zes marcham s a essesallentados : os que os acon-
selham, os que com elles comparlilham do crime do
os prmeiros aos abandonar, depois se constilucm
seus mais rancorosos iniraigos, seus algozes, e infer-
naes perseguidores...
Temos tido ncsles ltimos dias copiosas chovas,
com as competentes Irovoadas: os gneros esl3o cres-
cendo diariamente cm prero, e as estradas intranzi-
laveis ; elementos todos estes para o pobre enri-
laecer.
As safras eslao a findar-se, e lodos por c dasejam
a lomada de Sebastopol para o assucar dar mais di-
nheiro.
A proposito, Vmc. j sabe qne sou alijado por
dentro, e por fora ? Pois saiba, que se tivesse menos
uns 30 oh que nao se me dara fazer-me mouro (A-
ve Mara 1) francez, ou espiklis, para me adiar em
frenlc dos muros de Sebastopol, guardando aos
alliados os carros da bagagem Por Dcos, que, em-
quanlo houvesse queijo londrino e manteiga (male-
za,) conservas, batatas, tardinhas de Nanles, cerve-
ja...e, sim, senhor, um carluxo, havia de investir
quanlo podesse, t atacara mesmo como um Leopar-
do as muralhas da retaguarda, qne nao me escapara
um scismaliro cossaco Parece-me, meu charo, que
estou entrando pelas podas de Sebastopol, cncarapi-||,.dil mr,ior cscaudalo! e pedimos a polica oua quem
lao em cima de um rebfuento de carro de bagagem, competir que nao deixe esse malvado escarnecer d,
a pintear o olho s cabelludas virgen; da Crimea!
Oh e depois de estar bem aboletado em casa de
alguma bella ol, ir passear de braco com algum va-
'entc souate : (goslo dos zouates, porque tem a m-
nha intrepidez.) Ese for em um domingo ? Ir com
meus calenes fofos, meu palito grego, e turbante o-
rontal a missa grego-russa 1 Nada tilo bello men
amigo, nada tao bom E pode muilo bem ser que
ao depois de mouro, eu passe a Russo, se os negocios
virarem, e enlo quem sabe'.' Podo muilo bem sae-
ceder, qne algum uhaze do grande Samodenjetz
rae nomeie conselhero do seu .sanio synodo, e enlao
logo que agarrasseum cacharudo, islamismita ha-
vi-o de levar a knsull at as margens do Danubio.
Estou qulc com a mania do lempo.
Keservei-me para logo, c nem pense Vmc. que me
havia esquecido dar-lhe os parabens, se bem que
tarde, pela condecoracao, com que houve S. M. pre-
miar seus relevantsimos servidos prestados a Per-
nambuco.
Adcos, agora acho-mo mais que nunca sobrebarre
gado de alazores, e talvez que nao seja muilo assi-
duo em nimbas missivas. Quando fr algum?, esl
idaj ouvio '! Seu devolado, o seu amigo W.
(Carla particular.)
P. S.Affirme sempre que seu mui digno corres-
pondente da Parahba (o snior) que delle nao m
esquejo ; e que talvez eu lenha este anno de o vi-
sitar na C. nao corno sou, mas como nao era.
Ao seu judicioso correspondente de Garanhuns
que me mande nolicias dos que nos sao charos, e qne
se nao esqueja de seu ..
Ao do Bonitose j se ha esquecido do bello fumo
da Virginia, ou quando tcnciona novamente usa-lo
na Parahba. Que muito e muito hc apreciado suas
variadas e chistosas missivas.
Ao do Rio Grande do Norteque ao menos urna
vez cada anno em suas cartas mande unta lembran-
cinha a sen nao esquecido amigo.
Ao de Mamanguapc (o Ordeiro) que apezar de
gyrar em urna esphera tao pequeuta, nao posso olvi-
daros anligos obsequios, pelo hbil collega a mim
prestado.
S. Lourencoda matta 8 de margo.
Tendo mediado minhas pobres cartas o lempo de
pouco mais ou menos um mez a dous, fui forrado
desta vez a prolongar-mc mais, e ainda assim meimo
hilando cora muilas difculdades, pois como j lhe
lenho dito, nao tendo sufilcientes malcraos para o
edificio deslas mal alinbavadas missivas, mpossivel
me he em menos lempo regolarsa-las; alera disso os
meus cceronis cslo amuados, nao leem querido aju-
dar-nos nesla 13o ardua empreza. Quaolas vezes pe-
go da penna e procuro um Ihema, procuro, inda.ru,
consulto o tecto, distraio-me a conlar os caibros, tdj)
Ihas, fugindo assim do meu avanl propos l Quao-
las vezes quiz dar principio a esta, e n'uma lula,
lula terrivel nao pude lindar .' Al que por lim aca-
bo boje por conchavar esle arante! de asneiras; ludo
devdo a minba acanhada inlclfigencia. Mil vezes
me arrependo de me ler sobearregado dessa diflicil
larefa, porem j agora levarei a cruz ao calvario.
Tendo quasi tojos os seus correspondentes felici-
(ado-o pelas boas festas, e entrada do novo anno,
nao me quero furlar a i5sp,dezejando-llie os mesmo*
bens; assim como pela parle que lhe coube do chor.-.
rilho de ttulos e commendas do dia 2 de dezembro.
Ja que loco nesso ponto aproveilo a occasiao para
dar os parabens ao Exm. Sr. Dr. Pedro Cavalranti !
pelo seu Baronalo, e aos lllms. Srs. Jos Francisco,
e Luiz Francisco de Barros llego, pelos seas offi-
cialalos: era de esperar essa recompensa dos seos
bons serviros prestados a patria, c o fazemos despi-
do de toda idea de bajularo, sendo nono flm dar a
Cezar o que he.de Cezar.
Nao livemos ainda occasiao do relatar-lhe a festa
do Orago desla freguezia, feila no ullim > an-
no passado, e n3o leudo correspondido a nossa es-
peelativa, quasi que nos cnvergonhamos.de a men-
cionar, lia uns poucos da anno que se nao festeja
o padrociro .11 freguezia, e leudo o nosso bona vi**ri
recorrido a caridade ejos seus fregnezes, il foi a
na muilo, que lencionavamos dizer alguma rou*
sobro a strad*/publica que no pata, aqui, o que
fazemos hoje. Nao sei se se pode dar o nome de es-
Irada a esse trilho que vai al Pao d'Alho, pois lo
lae* as escavares, e ruinas, qae com mnita dinicul-
dade tem ptsiudo alguns carros. Depois da sempre
lemhrada chela do anno patudo, no vimos mais um
s conservador, a como be que se quer ler aesim ei-
tradas alem do* erras dos engenheiros pdpaveis
a qualquer myope,accre*ce a ma direcjao, e a bene-
volencia para com algn* arrematantesdM affeicoa-
do. lie vergonhoso ver o* Irabalho* do empedra-
mento ltimamente arrematada do riadio da Mate-
ria ao ribeiro do Caira, fora lodo da ornamento c
agora com a invernada esta cm estado de se nlo po-
der transitar. O engenheiro dcixa ludo passar, e o
arremtame faz o que entende, e o que lhe convem,
ao lempo que a oulro persegue-os e faz-lhe* ter
grandes prejuizos. Hoo maldito lyttenVa do laitser
{aire laisser passer. ltimamente a ponleziuba do
Caiar poz-se em til estado, que com a oliscurida-
de da noile uns dous ou tres almocreve* nao preven-
do o risco em que estavam, tiveram de pord*r os seus
cavados, e ho isso muito sabido, pois os cavados ja-
zeram al o ultimo estado de putrefarAo margem
da eslrada.
Deixcmo a estrada, e vamos tomar contas ao nosso
fiscal. Este Sr. faz aqui o que calende, e molla ro-
mo lhe apraz, e quem sabe se a cmara lem malicia
deslas multas, e ao mesmo lempo, os negocio* que
uo rendem o coco, dexa correr rcveli*. Porque
razao, Sr. fiscal consenle na* edificares a b*l pra-
zer de seus donos, nao Ihes impoe a* postara* da
cmara, e lhes d a devida cordetjo 1 He a razao
porque o povoado pode-se bem comparar com urna
aldea de indios ; fecha Vmc. os olhos a isao, e vai
multar a quem faz urna estribara no oitso da sua
casa, fora do alinharaenlo, que senio pode conside-
rar como frente, e talvez rdo e.tcja debaixo da sua
airada, pois o lugar j he estrada, e fora da povoa-
rao, desla maneira teria muilas mulla* a executar,
parece que Vine, foi levado por algum capricho ou
espirito de vinganca.
Por nossa felicdade nunca temosa mencionar ai-
tentados contra a vida ou propriedade, retordo-me
sdeum, ecom pezar refiro-lhe boje um oulro.
Aulonio carau-lhe (por aiilhonomasia ) homem de
ma ndole e Horneada, no mez de Janeiro, n'um brin-
quedo do cavado marinho, altercou um pobre rapaz,
do qual ignoro o nome, e nisso cou, mas lendo o'
mesmo rapaz de ir no oulro dia pedir licenja ao Sr.
do engenho Muribara para Li brincarem.ei que ore-
ferido Antonio lucalha-o, crava-lho urna facti pelas
cosas, e a facadas o persegue at a senzaja do dito
engenho, masque uo conseguo assassina-lo, hoje
se ocha de todo reslabctecid,o. No enlauto sabe a
fora muilo ancho.blasonandode ter mandado n'aquel-
le instante um para o oulro mundo, e qae emquanto
houvessem laes e taes Srs. jamis padecera, e de
fado acha-se hoje impune, o de publico no engenho
d'um doslaesmencionados.e ja decasa levantada. Nao
escarnecer da
juslica publica.
Creio pelo papel que lenho gasto, queja vai esta
nm pouco longa: por isso teuho de parar, e ro mal*
massar-Ihe, vou apena* arrematar.
Tem rbuvido ltimamente com abundancia que
uo parece primeiras aguas, e senao parar (alvez
vendamos a ler fome, pois quasi iodos os rocados es-
lo por se cueimar; para as lavouras existentes tem
sido um bem incommensuravel, pode-*e dizer que
esto seguras as safras futuras.
Nao se pode ser hoje agricultor cora a exorbitancia
do prero dos generas de primeira necewidade; a
carne secca, o raas sensivel, esl por um prero lon-
co, a fresca de 12 a 14 palacas, e assim por dianle :
a caresta dos gneros alimenticios e dos de coileio,
nao esl hoje em relajao cora o assucar que tem
hoiado coasideravelmenle, o que lem esladode mi-
llior prero, he agurdente que lem sustentado de
300 a 3O reis. Creio que senao fra a esperanja da
melhoramenlo para o futuro, muilos Sr*. de enge-
nhos leriam abandonado esle meio de vida e ido
para a California ou Australia. J be de mais, vou
fechar esta, dezejando-lhe boa disposirao pira entrar
em penitencia, que achara coropanheiro uo *ca ve-
lbo amigo. Tineu.
REPABTIQAO SA POLICA.
Parte do dia 10 de marro.
Idm. e Exm. Sr.Participo a V. xc. que, das-
dflerentes parlicipajcs boje recebidas nota re-
partiro, consta terem sido presos:
Pela delegacia do i. distrcto desle termo, Manoel
Marlins Pereira da Silva, par corre
Pela subdelegada da freguezia dn Recife, o por-
luguez Joo da Silva Bonifacio, a requisijao'do seu
respectivo cnsul, e o preto escravo Kenovato, para
averiguarles policiaes.
E pela subdelegneia da fregoezia do S. Jos, Clau-
dao Antonio Jos de Mello, Manoel Francisco de
Paula, e o escravo Euzebio, todo* lem declarjio do
motivo, e Joo Jos Ferreira, para correcrSo.
O delegado do 1. distrcto deale termo, em offirio-
dc honlem datado, communlcou-me com referencia
a participadlo que lhe fizera o subdelegado da fre-
guezia de S. Jos, que s 3 horas da Urde do dia
anterior fara encontrado na praia do Caldeireiro da-
qoella freguezia o cadver de om menor de nome
Mauricio, crioulo, o qual fallecer afogado, e que a
lal respeilo se proceder a competente vestorla.
Dcos guarde a V. Exc. Secretaria da polica da
Pernambjco 10 de marco de 1855.lllm. e Exm.
Sr. conseiheiro Jos Bento da Cunha eFigueirec
presidenta da provincia.Ochefe.de polica Luiz
Carlos de Paita Texeira.
DIARIO DE PEBNAMBIJCO.
A assembla approvou ante honlem dous pareceres
de commissao, mandando imprimir diversas postaras
de cmaras, e discutio o projecto.de forja jmlicial,
que ficou adiado por empate na votajao de am re-
querimenlo de adiamanto.
A ordem do dia de hoje comprehende a segunda
discusso das posluras dcTacaral, primeira do pro-
jeclo numero 31 do anno passado, e a cootinuajao
da antecedente.
COIUCADO.
O raiogio do torreao' do aroeaal da marluhj.
A apreciajao do objeclo declarado no epigraphe
ariroa, foi feila no Echo Pernambucano do cor-
rate roer, de marco, de urna maneira engranada
nao sem vista da irania, que toda a exposijao cn-
cerra, como pelos numerosos ponto* de admirado.
Ha quem pene que assim quiz-se apretenlar urna
ou a demonslrajao do resenmenlo que nutre
dguem trancante, por ler escapado de suas benlas
un has os lucros fabulosos que julgava oblar, seodo-
Ihe taita a encommenda do mandar vir o relogio,
com a qual de direito contava.
Se esle ultimo motivo procede, dir*mos que na
verdade he muito mo o Sr. Elisiarie, por ferir no
lempo de ua adminislraco inleresse* legtimos de
quem o* linha uo arsenal de marmita, por meios de
maismesquinha, pulique se vio em apurar,, i. obs- contra para o forueciraenlo de genero,, .obre
alisar nao com aqoelle ar- outros oblerlo*.
tanta conseguio sempre rea
rojo devido, mas com decencia. 0 anno atrasado
foi approvado o comprometed) irmandade do Sacra-
mento, e al boje- nao consta qne se lenha feito elei-
eao da mesa: lanto eiopenho pela approvajo final-
mente dcoam nada: Se *e tivesse oraanisado a ir-
mandade,talvez que a fesla se lizessecom mais aceio,
por competir a ella.
Foi realisad,no terceiro domingo de janeiro.a re-
vflo da qualilrajao geral dos votantes, e presidirn!
todas as formalidades da lei. Trata-so agora da
organisajao da guarda nacional, que esperamos ser
feila da mesma maneira.
Tenho apreciado o interesso que leem tomado seu*
correspondentes sobre a guerra do Oriente, assim
como suas reflexfics sobre a mesma, he boje a mania
de todos, apenas lastimo que sejam Russos, sendo cu
Turco de qualro costados.
Sr. correspondente, muito apreciei o seu bera ela-
borado artigo de fundo sobre a epigraphe. Os par-
ados e a concilarao. Compartilhando as mesmas
ideas, he pena que nao vejamos a realisaco d'ellas.
Considerando os nossos partidos lendo quasi os mes-
mos fin, nao seria diflidl a concilarao nos princi-
pios pessoaes, e cm quanlo o dizer-se impossivcl o
governo representativo sem opposiro, julgo como
Vmc. ser um absurdo, principalmente tendo para a
prolecjo das nossas ideas a opiniao de Monleaquieu.
Precisamos de muitos melhoramenlos, quer physicos
qner materaes, para enlrarmos no rol das najfles
civilisadas, e para isso, necessario he o acord da po-
pulado para levar-se ao cabo.
os objedos.
Seria a encommenda do relogio feila a capuza g-
mente por nao ter sidocommettida ao tal traficante?
A presidencia leria della scienda antes de roalisada,
"eporque forma, approvando-a expressa ou tcita-
mente ? Sei o relogio de reconhecda utilldade
esta ddade, estar n fazenda pelo seu verdadeiro
cusi, incluidas as despezas,para ser posta aqu
Reiponda a esle* quisitos quem tiver o inleresse
de examiua-los para eotrar no conhecimento de ter-
se ou nao procedidolregularraontenaacquisij*) detse
(o importante objeclo.
Por nossa parlo naojnos daremos a este Irabalho,
visto conlinuarmo* na mauia de harreo Sr. ins-
pector do arsenal de marinhi, a juslira que merece
a lodos os respeilos pelo seu mui honroso comporla-
mento no exercicio do emprego qae Uo dignamente
exerce, mesmo como simples particular.
CORRESPONDENCIA.
Srs. Redactores.O que responder a esse mise-
ravel mcntecaplo Macabro, que uo Liberal de snb-
bado (I0\ com o pseudonvmo de verdadeiro goian-
nense vomita asquerosas immundices sobre o meu
amigo ealliado, a quem no seu bertunlo eomigo
prclendeu identificar?
Dizer, quo elle nao he russo, e nem adiado, nem
corcunda, nem.liberal, nem republicano, ero mo-
narchlla consliluconal, ou por outra, que be lodas
esla consas reunidas ? Seria isto repetir urna verdade
^^M r. r ^.-.

UllTiinnn


DIARIO DE PERNAMBUCO, SEGUNJA FEIRA 12 DE UnCODE 1855.
que elle proprio profofio quando aflirroou <"ie ne-
nlium inlcress: tomava pela grane!.
e rivilisacao que artualmenle se dbale rnrxuropa; o
que apenas perlen-in ao partido liberal da nossa
provincia (e nao do imperio, he n conclusio) ; o
que prava cabalmente que nao passa de am prllrlo
egosta, sera lei nem grei, que vive embarando meia
duzia de basbaques, que o circumdam.e nada mais:
Kefotar o coas ico macabeo no parallelo entre a
politice, de Nap ile.Tn III c a do czar Nicolao? Se-
ria dar milita huir a um bolonio, que nao sabe fa-
zer distincr.in entre as circunstancias exeepcionaes
da Franca. Hileiio subi no pudei, o as
permanentes da ussia, pai/. dos servo- da gleba,
modelo do absolutismo.
Itesponder ao ftmoso bordao \iuo-pa\aiim, pnlu-
Im, formlgao e ko rancho'.' Era dar um cavaco
cem vczei conleslado, cen
HKo al nesse mesmo pas-
sendo escrevinhado pelo cas-
i Todava, antes quizera mil vczei
is do ni cu amigo luso-pala-
XHgena, do que com a- dessa ficlalgao
i (da cozlnha, esta entendido) ; vislo co-
' talgos da sala foram parar .i radeia do
l.imoeiro, os da cozinha necessariamenlc k3o de ir
torea.
Ohl oquaoto'seagnniou o cossaro marabeo-ar-
goscidadao com o Iroco liberalisado ao seu sympa-
thico philo-russo ? Qaaes os argumentos por este
respondidos que nilo foss'em pulvcrisados satisfaclo-
riamenle pelo meo amigo? Pois o meu amigo, em
urna qoeitao lao seria e transcen lente, havia de oc-
'-s de pulhas e pilherir.s grosseiras com que o
p*lo-r. aehoujastoque fosse desmascaradj o indi-
basando da posicao de encapotado, fe-
ria traicoeiramenle o meu amigo descuberlo ?
Ilou engranado quoo presente feito por go-
es da modapolUo, queijos, ele, bala que errou
i trocado pelo roubo do naufragado bri-
gae godeme, effectuado por una sucia do piratas
commandada por cerloflgufo.apczar do moslrar-se
lio inimigo dos godemes ; bomba esta que deu em
chito!
Ilou to a proposito, que a essa eslurrado
issaco hoje) se apresentassem proras de
igem vermelha no bom lempo do liaeiro,
II que o proprio padrinho nao encapara de
i p nao tora urna casualidad^ inesperada'.'
irtichou bom ludo islo he,o cossaco macabeu
Sril de contentar. Talvezache melhor a se-
raessa, paca a qual ha fazenda preparada
lio d .500 por cento.
no havia deagradar^sle palavrcado ao cos-
neelle be casca do mesmo pao ; islo
ibir zarolho antes e durante a revolla: prai-
3 ou macabeo depois do dia 2; acensado
e falliando-lho cerlo arranjo que propoz
Sr. marquez do Paran, amnou-sc; dessmuou-
> argos consliluinte ,'he bello recordar a
tal Imita daorjos eslendida pelas provincias deol a
! bom lempo, lembia-se.Sr.macabeo? ) da cons-
to passou s reformas do senado, reforma elei-
m.; depois erabaslante urna reforminha nao sei
i; depois caiafconi'.mais cacalcanti,e sempre
antilie assim uuVmolho de pastcleiro i laia de
iladim, luso-patalea etc.); depois a presiden-
ar na presidencia,nella s e s nclla ; ha Ires
nanas consliluinte, desta vez durou seis das:
ra alo sai o que Conlo que brevemente tere-
ido ver o Liberal adrogando o systema absoluto,
Mirando-Dos as vantagens do civilisante
knoul.
Tilbas com essa rersatilidade cm idea?,
* o que pensa, ou que em nada pensa
l illadir a humanidade, e colher os fructos
Oes, .devia harmonisar cxcellentementc
de Macei ; timiles similibus facile
reganlur.
, Sr. macabeo, cumpria recordar-se que a
iaum pouco difcil de desempenhar ; por
qiianto. anda encarada a queslao pelo lado da pa-
o, o assassino, ladr3o, deflorador, pirata etc,
d3o nem patricio de algucm ; "he "uto re-
bandido, que dere ser empellido do cen-
tro da fociedade para o seio da juslica.'
Perdoo-lhede boamente o epitheto de ladra'o e
no, com a exibira'o deyrovas que se dignou
prodigarisar ao meu amigo : o seu estado de insen-
satez, meu cosiaco macabeu, he deploravel ; Vmc.
irioso, est louco... a consciencia morde-o e
brada-lbe surdamenlemaldito sojas tu, que tra-
te um grande e generoso partido,
:alar nos nimos dos homens di boa f o
indiflerenlismo, o scepticismo analhema sis.
icia de um pedacinho de ouroos vi-
te susfentam o partido liberal
Oh! i: rria, que deuodo quando sopram ven-
ios, o mar he bonanroso! mas, se urna pe-
ponla no horisonle ; por cxemplo,
de novembro de l8i...adeos, vigo-
nemnm para o mostrador!
promelleram, cojn o derer de apresentarem a rela-
eflo ^Iblicada em Lisboa no Diario do Gocerno de
12 de Janeiro) dos mai dignos conlribuinles qoe ge-
nerosamente coneorreram nrsta cidade e na da Pa-
rabiba do Norte pan aitenuar o etado afflicliro dos
infelizes habilanlcs de lao bella Ilha. Do resultado
oblido se fizeram duas remessas pelo consulado de
Portugal nesla prorincia cm duas letras de cambio a
pagar i ordem do Eim. Sr. governadordo Funchal,
como consta da nota abaixo transcripta, eilrabida
do mesmo Diario do Gbverno. Satisfazendo assim
os merobros da commisso a um drer, cumprem
tambom o nao menos grato de agradecerem eordeal-
mente em nome do enverno deS. M. I., no dosin-
relizesbabilantesda Madeira, c noseil proprio a to-
dos os dignos conlribuinles que generosamente se
prestaram a lao caridoso acto, assim como de se de-,
clararem recoohecidos ao Sr. propriclaro deste Dia-
rio, cujas columnas foram sempre por elle franquea-
das dcsinleressadamenle a lodt* as publicares da
cummissao.Joaquim Baplista Moreira. Miguel
Jote Alces. Manoel Alces Guerra Jnior. Joao
Tarares Cordciro. Guilherme da Silva Gui-
maraei.
Rccife H de feverciro de 1835.
Consulado de Portugal em Pernambuco.
Em additamenlo ao annunco publicado no Dia-
rio do Gocerno de lt de feverciro de 18f, no qual
se mencionam as quanlias que lem sido remetlidas
commissao respectiva, no Funchal, o de que a esta
secretaria de estado tcm sido dado couhecimenlo,
faz-se publico que em oflicio de -23 de setembro do
1833 participou o cnsul Joaquim Baplisla Moreira
ter enviado ao governador civil da Madeira, prove-
niente dos donaliros ohlidos por urna commissao na
cidade do Kecife, e pelo vice-consul interino na Pa-
rahiba do Norte, Francisco Ferreira de Nnraes, li-
bras 132-1-9. ao cambio de 27 3|i, cquiralentes em
moeda brasileira a rls.
Con<(a igualmente ter elle fcito re-
messa aquella auloridade de mais
libras 100, ao cambio de 28, equiva-
lente a moeda brasileira a res. .
Rs.
1:3215000

857*142
2:17801 2
Rclacao das pessoas que nesle dislricto consular
contribuirn! com donativos para aitenuar a si-
tuarlo consternadora da gente pobre da Ilha da
Madeira por causa d,' molestia que ltimamente
lem atacado e inutilisado as vinlias.
t\a cidade do Recite.
Os memhros da cummissao escolbida para
a acqui-ii;lo dos donativos
Joaquim Raptisla Moreira, cnsul de
Portugal........5S
Miguel Jos Alves, vice-consoldilo. 509 *
Manoel Alves Gnerra Jnior. 508
Joao Tarares Cordeiro. .... -203
tiuilhcrnic da Silra Gaimaraes. ln?
noitc ile 14; eram 11 horas
l eocontrou com o meu amigo
lie chama o macabeo, e per-
noTO?
mundo sabe quo se deu hon-
Icrn.
:no.....
Pbrqui
nho um rligo para o Liberal
o ocoorrido.
nha (Jue faz essa chunrna
U Liberal, ou o seu chefe '.'
nada uibem, oulros que eslao
6 nao se querem comproraeller
como governo, riem com o poro.
Excedentes patriotas !
(aero que me faca um favor.
Qual >.
5 um artigo sobra os fados desta
noile. *
me. sabt que nao estou de accordo com os
lores, posso discrepar do ponsameulo do
compromelto-loi; culenda-se novamenlc
com elle.
lou desengaado, nada m arranja ; se me
or,fa-lo-liaamimeao parlido.que a
folha representa.
omplo ; m que seulido quer o arlir
derado, as cousas estao perigotM ; i
esqaccer o Paula Rodrigue), qu.
parle na historia.
3 disseram islo.
I ama das teslemunhas que jaro* de vbta no
mea processo.
to, seohor, t daas horas l lhe chega na ly-
pographla.
- He larde, s me serve al ama liara, porque o
jornal est proroplo.
9lo 11 e meia, mas lera o arligo.
E foi o luso-paladim para casa, suado.vexado, com
eliaponaeabea, palito rostido ; escrerou o arti-
po.equando o sino da matriz avisara mio diaera
atrege na lypographia, immtdiamente oom-
Poslo e publicado no dia seguinle sein dkKrepancia
de ama vtgula, apenas alguns erros lypographicos.
hornero he hoje insultado nesso pasquim,
ilai rezes lem soccorrido em aperladas horas;
passa-se-lhezeribandas do marafona esfarrapada...
de qoe aoser, porm, capaz o ingrato a traidor
maejpto?
'eniou nao o cossaeo ouuabeo riti de apellidar-
se i si sua palralha di vigorlos athlelas f
mbada da marrecos, incapazes de produzireou-
sa alguma boa onm, durante o perigo ; ao passo
que nabouancaalassalhamo iusultam os proprio
adiados.... os mais piestimosos.
Kslon informado que nao foi a nica que se deu
com o mea amigo, ha anda melhor fazemla que fica
em reserra para a rolla do cossaco macabeo ou al-
guem por elle, pela regra deque tao bom he o la-
drao como o qasconsente roabir.
O mea amigo olha tpm muito desdem para essa ca-
'vadeimbeceis, que i teom impostura e bigodes,
e quo perdido o remudas alaloadas mascaras, nao
o peijam de Inculcar-se, a queni os nao conhece, de
liberaos de alta estofa, nao passanJo de meros ego-
islas, pescadores e refinados IraUnles.
Publiqucm, rs. rcilactorei. estas linhas do seu
clc- O Goiannense no feci/e.
Pernambuco 11 de marco do 1853.
PUBLICARES A PEDIDO.
Os memores da commUslo escolbida para a ac-
quisicao nesla cidade dos donativos em favor da gen-
te pobre da liba da Madeira, vem cumprir, como
O Exm. Rispo de Pernambuco. .
Olreira Irmaos & C.. ....
Thomaz de Aquino Fonscca & F. .
Francisco Alves da Cunha Oy C*. .
Manoel Loiz Goncalres.....
Jos Teixeira Bastos......
m.anunymo.....-. < .
.Manoel Joaquim Pamos a Silra. .
Manoel Gonralvcs da Silva. .
Ballhar& Olreira.......
Jos Moreira Lopes......
Guilherme da Costa Correa Leile. .
Vicente Ferreira da Costa. .
Jo3o da Conceicao Bravo.....
Delfino dos Anjos Teixeira. .
Manoel Ignacio de Olireira. .
Nicolao Olio Bieber & C". .
Schramm Whately 4 C.. .
Aranaga & Bryao.......
J.Crablree& C........
H. A. Cowper, cnsul inglez. .
Norberlo Joaquim Jos Guedes. .
M. Calmonl j C........
JJenrj _Gibsom. ., ".i
Samuel Power Juhnslon.....
Guilhermo Frederico de Souza Car-
valho........> .
Antonio Joaquim de Sonsa Ribeiro.
Jos Pereira da Cunha.....
Fortunato f.ardoso de Gouva. .
Antonio Marques de Amorim. .
Thomaz de Faria.......
Antonio Francisco Pereira. .
Joaquim Ferreira de S.i.....
Manoel de Rezendc Reg Barros. .
Joao Jos de Carralho Moraes. .
Barroca & Castro.......
Pedro Antonio Bernardino. .
Jos AfTonso Moreira......
Barboza & Olireira......
Ferreira & Araujo.......
Machado cV Pioheiro. .....
Jos Antonio Pinhciro.....
Jos Aulonio Carvalho. .' .
Ricardo Royle........
Brander a Brandis Ai C......
Francisco Gomes de Olivcira. .
Wolfhoopp C........
llrunn Praeger &C.......
Jos dos Sanios Noves......
Manoel Pereira Carralho.....
Manoel Gomes Leal.& C". .
Joaquim da Silva Caslro.....
Joaquim Ferreira Ramos.1 ....
Gaspar Antonio Vieira Guimares.
Manoel Jos Leile. '.....
JoaoMbreira Lopes. ......
Custodio JosdeCarvalho Guimares.
Gonva Leile....., .
Jos do Kascimeno Lopes. .
Jos Dias da Silva Guimares. .
Francisco Jos Alves Guimares. .
Guimares t Henrique.....
Jaronjmo Jos Telles......
CandidQ Alberto Sodr da Molla. .
Rosas & Irmao........
Joo da Silva llegadas......
Jos Vicente de Lima......
JoHo Marlins do Barros. ,
Joaquim Filippeda Cosa.....
Joaquim da Silva Lopes ....
Bernardino da Silva Lopes .
Antonio Antuncs Lobo.....
Manoel dos Sanios Pinto. ....
Jos Jacome Tasto Jnior : .
Manoel da Silva Santos.....
Antonio Pedro Nevos.....
Antonio Joaquim das Vidal. .
Francisco Custodio de Sampaio. .
Jos Ribeiro Pon os......
: emandes Thomaz. .
Flores & S..........
NarcisoMaria Cirneiro.....
I liornaz I'ernaniles da Cosa. .
z Go:icalvtf Jnior. .
i......
Vieira.....
ampos.....
do Naacimenlo Silva. .
Manoel "Moreini Campos.....
Manoel Pereira Leal......
JoSo Ignacio de Medeiros Reg. .
Joao Baptisla Fragoso......
Fonle & Irmao .......
Joaquim Lopes da Costa Maia.f. .
Antonio de Albuqnerquc Mello. .
Antonio Jos Leal Reis......
David Ferreira Ballhar. .....
Um anonymo.........
Um dito. .'.........
Pacheco Montciro........
Antonio Lopes Pereira de Mello & C.
Aurelianode Almcida Rodrigues Isaac.
Joao Cardoso A y res......
Antonio Gonjalvesda Costa e Silva, .
Palmeira & Bellrao.......
Manoel Fernandes de Macedo. .
Francisco Moreira Pinto Barbosa. .
Joao Francisco de Carvalho. .
Um anonymo.........
Ilenriqae Mara Pereira de Magalhacs.
Joaquim Francisco de A lem. .
Jos Antonio do Araujo.....
Domingos Rodrigues de Andradc. .
Joao Pedro Adour & C.....
Manoel Ignacio de Olivcira Braga. .
Agostinho Vieira Caelho.....
Gregorio & Silveira. ,.....
l.uiz Antonio Pereira......
Jos Pereira Cnar......,
180o
508
509
5(o
50-3
50
20o
203
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208
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Jc-
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5o
5o
5|
5^
5|
5
O
Joao Baptisla Vieira Ribeiro. .
Francisco Jos Leile.....
S. S. Leile........
Joaquim Francisco dos Santos. .
Antonio Bezcrra de Menezes. .
Albino da Silva Leal. .
Jos Antonio da Cosa e S. .
Joao Fernandes Marques Silva.
Francisco Alves de Pinho. .
Jos Joaquim de Novaes. .
Joao Maria Cordciro Lima. .
Luiz de Oliveira Lima. '
Joao da Cunha M.igalhes Jnior. .
-Manoel Antonio Monleiro dos Santos
Jos Guilherme Guimares .
Francisco Connives Ncllo. .
Joaquim Jos Silveira.....
Domingos Teixeira Bastos. .
Placido Jos do Reg Araujo. .
Miguel Ai a-banjo de Figueiredo. .
Jos Caetano Vieira......
Antonio da Cosa Ferreira Estrella.
Ignacio Pereira do Valle. .
Jos Jorge Pinto.......
Um anonymo........
Jos Maria Thomaz da Silva. .
Joaquim Juvencio da Silva. .
Joao Jos de Lima......
Antonio llcnrique Kodriges. .
Domigos Joaquim Ferreira. .
Joo Jos Rodrigues Mendes. .
Joaquim Luiz Vioira.....
Manoel Alves Cardoso.....
Joaquim Ferreira Mendes Guimares
Manoel Jos de Aguiar.....
Joao Maria de Albuqucrque Olivrcra
Joo Leile de Azcvcdo.....
Jos Fortunato dos Santos Porto.
Manoel Gaspar da Silva ....
Manoel Caetano da Silva. .
Manoel Jos Macedo Guimares. .
Adriano Auguslodc Almeida. .
Antonio Brandao da Rocha. .
Joaquim Azevedo de Andrade. .
JosCoelho da Rocha.....
Antonio Jcs da Silva.....
Manoel Francisco Duarle. .
Jos Joaquim (oucalves Bastos. .
Joaquim Rodrigues Tavares de Mello
lm anonymo........
Cm dilo.........
Rs.
38
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13
18
18
1
18
18
18
18
18
13
Mabocl de Almeida Lima. .
Ventora da Silva Roa-Visla. .
Jos Pereira Guimares. .
Jos Antonio Marques Guimares.
Francisco Ferreira de Novaes. .
A
18
1
18
Res.
0114
1:1058
Consulado de Portugal em Pernambuco, em 20
de marco de 1854.y. II. Moreira, Cnsul.
Subtcripriio da Parahiba do Norte.
Victorino Pereira Maia ....
Joaquim da Silra Coelbo ....
Jos da Silra Coelho......
Mauoel da Costa Lima ....
Manoel Marques Camacho .
Antonio Joao Ramos......
Jos Luiz Peroira Lima. .
Fortnalo Jos Dias de Sampaio.
JacinlhoJos de Medeiros Correa.
Antonio Jos Lopes d'Albuquerquc.
Jos Antonio Pereira Vinagre. .
Joao Jos de Medeiros Correa. .
Francisco SoarcsdiSilva*Relumba.
Jos Duarle de Souza.....
Fernando Antonio de Menezes. .
Antonio Rapbacl Galv3o. .
Custodio Domingues dos Sanios. .
Aulonio Rebello de Oliveira, .
Domingos Rodrigues da Costa. .
Jos Joaquim Peixoto de Miranda Hen-
riques.........
Antonio Jacinlho de A niaral Aragao.
Manoel F'rancisco Angeiras. .
Manoel Pereira de Araujo Vianna.
Joaquim Marques Uamazio. .
Placido Ferreira da Silra. .
, Jos Azercdo Maia......
T To'quim Jos de Medeiros Correa.
Joaquim Pacheco Borges. .
Benlo Jos da Costa......
Josde Azeredo Silva. ....
Jos Gomes da Araujo Quintal.
Manoel da Silra Neves. .
Antonio Alejandrino Lima. .
Manoel Jos Teixeira.....
Jos Ribeiro Guimares. .
Manoel de Olivcira Lima. .
Francisco Teixeira da Silva Piulo.
Manoel Francisco dOliveira Jnior
Francisco Jorge Martina Botelho.
Antonio Jos Teixeira.....
Joao Jos de Medeiros.....
Primo Pacheco Borges.....
Antonio Marlins de Faria. .
Jos Domingues Correa. .
Joao Manoel de Oliveira. .
Joo Pereira ltebello Braga. .
Jo3o Baplista de Souza Carvalho. .
Felicio Jos Vaz de Oliveira. .
Francisco Antonio Fernandes. .
Antonio Jos de Souza Carvalho. .
Luiz Ribeiro da Costa.....
Jos Jacinlho dos Reis. ....
Antouio Fernandas Lima. .
Miguel Antonio Ribeiro. .
Francisco Fernandes Lima. .
Luiz da Silva Baptisla.....
Manoel Rebeno de Oliveira. .
Jos Antonio de Souza.....
Jos Dias de Soza Jorge. .
Joaquim Jos Rodrigues da Cunha.
Victorino Antonio Pereira Guimares
Antonio Joaquim da Fonseca. .
Jos da Cosa Ferraz.....
Jeronymo Nunes da Silva Pereira.
Antonio Ramos de Oliveira. .
Alvaro de Menezes Moreira. .
Francisco Xarler Dias.....
Mauoel Caelano da Molla. .
Jos Antonio de Faria Coulo. .
Manoel Jos da Silra Piulo. .
Aulonio Francisco de Olireira. .
Jos Gonralvcs Ferreira. ...
Francisco Jos da Silva. .
Jo3o da Cruz Cordeiro. .
Jos Maria Peslaua. .....
Joao Luiz Teixeira......
Francisco Domingues da Cruz. .
Caelano lia-par Pesiara. .
Manoel Iguacio Lopes.....
Manoel Domingues Moreira. .
Luiz Antonio de Mello.....
Henrique Jos Pacheco de Aragao.
Francisco Ignacio Peixolo Flores.
Manoel Jos Baplista.....
Braz Jos Vclho de Lima. .
Antonio Moreira Ferreira. .
Manoel da Silva Medeiros. .
Joao Manoel Rodrigues Pereira. .
Jos Velho de Lima......
Mximo Josde Andrade. .
Joaquim da Cosa Lima. .
Jos Maria Ribeiro......
Francisco de S Pereira. .
Antouio Dias Pinto......
Joaquim Tavaifa Bastos.....
Leandro Jos da Souza. .
Francisco Tarares Ferreira. .
Joao Tarares Ferreira.....
Victorino Jos Rapse......
Jos Goncalves dos Iteis. .
Manoel Jos Rodrigues Lima. .
59 -Manoel de Almeida Bastos. .
581 Manoel Ferreira into.....
Jos Francisco de Souza. .
Joaquim Soares Neves.....
Manoel da Costa Ramos. .
Joaquim Jos de Oliveira Scuza. .
Antonio Pereira Vianna.....
5o Antonio de Medeiros Alves. .
5 Caetano Francisco da Silva. .
59 Antonio Francisco Cascaos. .
5.-
&9
58
59
58
59
69
59
99
89
58
59
59
59
fe
39
3|
2?
Benlo da Silra Machado. .
Francisco de Olivcira Lima.
Antonio Jorge Marlins. .
Joao da Silva Braga. .
Joao Pereira da Silva. .
Nicolao Jorge Botelho. .
Antonio de Souza Cruz. .
Joao Baplisla de i.lueiroz. ,
Jos Luiz de Oliveira Lima.
Luiz da Cosa Ferraz. .
Jos de Souza Vieira. .
Joaquim Eiequiel Barbosa,
208
100
10
103
108
108
1(>0
10
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28
29
3
28
28
19
1
15
18
1?
Consulado de Portugal em Pernambuco, cm 2.1
do mar;o de 1854.J; n. Moreira, Cnsul.
Secretaria de Estado dos Negocios Eslrangeiros,
cm 11 de Janeiro de 1855.Emilio Achules Motile-
verde.
O excesso de ris 84*143 que ha cutre a quantia
do ris 2:17SI43 rcmellida, e a cobrada ris
2:0919000, foi por mim recebida do cnsul e vice-
cnsul de Portugal nesla cidade viudo assim a
i-ooliil.uircm ambos com importancia de ris.......
1849142.O IhcsourciroManoel Alces Guerra
Jnior.
A tiln.1 e Exm." Sr.* D. P. S. A. R.
MOTE.
Cinto azul em vestido cor de nev.
SONETO.
Mais linda, que a rosa, era a donzclla,
Que neste Pernambuco brilbar velo ;
Oue cnconlra-sej-iv.d, eu nao o creio,
Aqu onde nao ha joven lo bella.
Amor, graca e candura, foi sel ella
Que soube reunir em doce enleio,
No seu corpo gentil de mimos cheio,
Que excede no lozir nivea estrella.
Urna fada ou um anjo, pareca,
Na voz (,io meiga, no pisar t.lo leve,
E no olhartao pleno de magia.
Em toda a parle louros sempre leve,
E tambem oblacoes, quando Irazia
Cinto azul em veslido cor de nev.
C.
REPARTIC-AO DA VACCINA.
O abaixo assignado, commissarin vaccinador desta
provincia, julga conveniente fazer publicar o que
vai transcripto mais adianlc,para csclarecimcnlo das
pessoas que comparcccrem na repartidlo da vacci-
na ; devendo prevenir que a inscrprao dos nomo
principib as quartas reiras e sabbados de cada ses
manas 8 horas da manilla, e he encerrada as
,'j, passando-se depois inocularlo dos isncriplos
o aos outros trabalhos inherentes propagado do
fluido preservativo.
Repartirla da vaccinaSde marro de 1855.
Dr. Joaguim d'Aquino Fonseca.
POSTURAS MUMCIPAES.
Titulo XIII.
Da v a c c i n a.
Artigo 1. Todas as pessoas, que liverem mandado
meninos para serem vaccinados, c aquellas que o
forcm, pudendo por si ser rcsponsavcis, ficam obri-
gadosa manda-Ios oulra vez a repartirlo da vacci-
na nos dias, que Ibes indicaron os facultativos cn-
carregadosda inocularlo : os infractores serlo mul-
tados em 68.
Aft. 2. Aquellas pessoas qoe, lendn vollado nos
dias designados, se ausentaran da reparlic.lo anlcs
que deltas seja extrabido o pus, e aquellas que dei-
arcm de comparecer seguuda e Icrccira vez con-
tra a ordem dos facultativos, serlo sujeitos as penas
do arligo antecedente ; servndo para applcac,ao
das mullas impostas em um e outro arligo o map-
pa que apreseutar cmara o facultativo.
Regulamento da reparlicao da vaccina no muni-
cipio do fecife.
Arl. 9.o Nao so dar dispensa de comparecimen-
lo por molestia, se uao fr provada com certificado
de um facultativo, no qual ser declarada a moles-
lia do vaccinado e impossibilidade de transportar-
se a repartirlo da vaccina.
COMMEltCIO.
PRACA DO RECIPE 10 DE MARCO AS 3
IIORAS DA TARDE.
ColarCes olliciacs.
Hoje nio houveram cotaces.
ALFANDEC.A.
Rcndimcnto do dia 1 a9. .
dem do dia 10. ..'.....
123:3599104
6:9568119
130:3059233
Descarregamhoje 12 da mairo.
Brigae inglezMary Anncemento.
Briguo hambarguezAdolpliorarvio.
Brigue inglezllamjidem.
Brigue suerolnilfarelo e garrafties.
Brigue brasileiroDamaopipas vasias.
Iinuorlacao .
Brigue brasileiro Damao, rindo do Rio de Janeiro,
consignado a machado & Piuheiro, manifestou o
seguinle:
123 barris e 144 pipas vasias, 25 volumes barricas
vasias, 1 volume calcado, 7 caixas monumentos, 4
dilas chapeos, 94 dilas cha, 100 latas bolachinhas, 2
barricas mercaduras ; a ordem.
3 caixas cha ; A. L. de Oliveira Azevedo.
9 caixas fazendas, 1 fardo dita ; a Timm M. & Vi-
nassa. *
3 caixas rap ; a Seve & C.
2 ditas chapos ; a Cbrisliani & Irmos.
Brigue brasileiro | Malhilde, rindo do Rio de
Janeiro, consignado a Manoel Aires Guerra, &C.
manifestou o seguinle :
174 pipas vasias, 213 volumes barricas vasias, 11
caixoles charope, 2 caixas chapeos ; a ordem.
CONSULADO GERAL.
Reudimenlo do dia 1 a 9.....13:6538317
dem do dia 10........ 1:3288055
11:9818372
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rcndlmenlo do dia 1 a 9..... 1:5168225
dem do di* 10........ 1118767
1:6273992
Exportacao*.
Havre, brigue fraucez aGcorges, de 223 tonela-
das, coaduzio o seguinle :3,150 saceos com 15,750
arrobas de assucar, 4,000 ponas de boi.
dem, barca franceza allavre, de 255 toneladas,
conduzioo seguinle: 1,728 couros salgados com
74,402 libras, 2,700 saceos com 13,500 arrobas de
assucar, 100 qunlacs paos de lalajuba, 20 saceos al-
godao, 1 caixa ipecacuanba.
Liverpool, brigue iuglcz Emi, de 220 tonela-
das, conduzio o seguinle : 1,460saceos com 7,300
arrobas de assucar, 800 saccas com 4,251 arrobas e 23
libras de algodao.
Gibrallar pelo Rio Grande do Norte, brigue iuglez
Piala, de 330 toneladas, conduzio o reguinle :__
100 saceos com 2,000 arrobas do assucar.
Liverpool, por Macei, briguo iuglez Marlba,
do 269 toneladas, conduzio o seguinle : 500 sac-
eos com 2,500 arrobas de assucar, 1,000 arrobas de
ossos.
Parahiba, hiato brasileiro Flor do Brasil, de 28
toneladas, conduzio o seeuiule: 198 volumes g-
neros eslrangeiros, 55 ditos ditos uacionaes.
RECEBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE 1'F.KNAMBL'CO. .
Rendimenlo do dia 1 a 9.....14:7959099
dem do dia 10........ 2:707:883
17:502982
CONSULADO PROVINCIAL".
Rendimeulododia 1 a 9..... 14:7019338
dem do dia 10.......' l:61662l
16:3179959
PRAGA DO RECIPE 10 DE MARCO DE 1855
AS 3 HORAS DA TARDE.
fteista semanal.
Cambios Sacou-se sobre Londres a 28 e 27
3|4 d. por 19 (cando ao ultimo.
Algodflo .... Enlraram 612 saccas, e vendeu-se
a 5 por arroba do regular e a
58100 do superior.
AMUCr.....Tela mesma causa da semana ante-
cedente (a chuya) a entrada anda
foi pequea, o os prejos susten-
laram-sc ; os brancos de 28100
28700 por arroba, e os mascavados-
de 19700 a 18900 por dita.
Couros----------- Sem allerajao.
Arroz--------- Vendeu-se de 29OO a 29500 por
arroba do pilado a vapor.
Azeile doce------dem da 28900 a 38000 por ga-
lio do de Portugal.
Baralhio Tiremafc Ires rarregamenlos dos
quaa* om foi vendido aqui, edous
guiram para o sol. Relalhouse
de 15 a 17.3 iTor barrica e lia em
ser um de 4.200 barricas.
Cauris de linbo dem de 503 a 528 por quintal.
Caf......dem de 48 a 49300 por arroba.
Carne-sccca- Consumo limitado por causa do
prero continuar de 58500 a 59600
por arroba : ha cm ser 5,OC0 ar-
robas de Buenos-Ayres em um
nico nario.
Farinbadc Irigo- O deposito vai dlminando consi-
derarelmente, e hoje (leamos com
1,400 barricas e 700 saceos: oa
precos nao liveram alleraco.
Disconlo Do 10 a 12 por cenlo ao auno. *
Tivemos 25 narios chegados, sendo 13 em lslro,
3 com gneros de nutras provincias, 2 rom fazendas
e gneros europeos, 3 com bacalh.io, 1 com azeile de
pcixc, 1 com carv.lo e 2 vapores.
Saliiram 2.1, sendo 2 com azeile de peixe, 2 com
bacalho, 8 com assucar o oulros gneros do paiz, 7
para as provincias do imperio, 1 com carvo, 1 va-
por c 2 cm lastro.
Ficaram no porto 63, a saber : 2 americanos, 13
brasileiros, 5 dinamarquezes, 8 franeczes, 2 ham-
burguezes, 7 hespanhocs, 19 inglezes, 4 portugue-
zcs, 2 suecos, e 1 sardo.
MOVIMENTO DO PORTO.
Xavios entrados no dia 10.
Rio de Janeiro28 dias, brigue hespanhol Lcpan-
lo, de 315 toneladas, capilao I. Mirambcll y Al-
sina, equipagem 13, era laslro; a Aranaga &
Bryan.
dem28 dias, barca hcspanhola Cristina, de ISO
toneladas, capilao Mariano Roig, equipagem 15,
cm laslro ; a Aranaga & Bryan.
dem20 dias, brigue bespanho'. Soberano, de 412
toneladas, capillo Jos Colomcr, equipagem 17,
cm laslro ; a Aranaga & Bryan.
Navios sabidos no mesmo dia.
BostnBarca americana Mary Queen, com a mes-
ma carga que Irouxc. Suspeudeu do lameir.lo.
Parahiballialc brasileiro Flor do Brasil, meslre
Jo3o Francisco Marlins, carga varios gneros.
Passagciro, Manoel Ferreira do Nascimenlo.
.\ario entrado no dia 11.
Mar Pacifico, leudo sabido de Ncw-Bedford ha 41
mezesGalera americana Olimpia, de 296 lone-
ladas, capilao James Russcll, equipagem 27, car-
ga azeile ; ao capilao. Vcio refrescar e segu
para o mesmo porto.
EDITAES.
O illuslrissimo senhor contador serrindo de
inspector da tbesouraria provincial, cm cunipri-
mcnlo da ordem do Exm. Sr. presidente da pro-
rincia de 3 do corrcnle, manda fazer publiro
que no dia 22 do correnle peranle a junta da
fazenda da mesma tbesouraria, se ha de arrematar
a quem por menos fizer, a obra dos reparos a fazer-
sena poiilc de lleheribe, avallada em6605000rs.
A arrematarlo ser feila na forma da lei provin-
cial n. 343 de 16 de maio prximo passado, sb as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que so propozerem a esla arremalarao,
comparecam na sala das csscs da mesma junla
pelo meio dia, competentemente habilitadas.
E para constarse mandou afiliar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da tbesouraria provincial de Pernam
buco 5 de marro de 1855. O secretario, A. F. da
Annunciarao.
Clausulas especiaes para a arremalarao.
! As obras dos reparos da ponte de Beberibe se-
rao feitas de conformidade com o ornamento appro-
vado pela directora cm conselho, c suhmeltido a
approvacao do Exc. Sr. presidente da provincia, na
importancia de 6600.
2. As obras comecarao no prazo de um mez, e
terminarlo 110 de cinco mezes, contados de confor-
midade com o disposto no arligo 31 da lei provincia
n.286.
3." A importancia da arremalarao ser paga em
urna s prestaran quando estivercm concluidas toda
as obras, que serlo recebidas dormitivamente por
nao haver prazo de responsabilidade.
4." Em ludo o mais que nlo esliver determinado
as presentes clausulas, seguir-sc-ba o que dispc a
lei provincial d. 286 de 17 de maio do 1853. Con-
forme.O secretario, A. F. d'.tnnuneiacJiD.
O Illm. Sr. contador, sen indo de inspector da
tbesouraria provincial de Pernambuco, emeumpri-
mcnlo da ordem do Exm. Sr. presidente da provin-
cia de 8 do correte, manda fazer publico, que no
dia 4 d abril prximo vindouro, se ha de arrema-
lar a quem por ineuos fizer a obra dos coucertns do
ajudedo Limoeiro, araliada cm 2:2008000.
A arrematarlo ser feila Da forma da lei prorin.
cial n. 343 de 14 de maio prximo passado, e sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremalarao,
comparecam na sala das sessCes da junta da fazenda
pelo meio dia, competentemente habilitadas.
E para constar, se mandou afiliar o prsenle c
publicar pelo Diario.
Secretaria da tbesouraria provincial de Pernambu-
co 10 de margo de 1855.O secretario,
Aulonio Ferreira da Annunciacao.
Clausulas especiaos para a arremalarao.
1.* Os roncerlos do agude do Limoeiro sero exe-
culados de conformidade com o ornamento approra-
do pela directora em conselho, o aprescnlado ao
Exm. Sr. presidente da provincia na importancia de
2:2003000.
2.a O contraanle dar principio as obras no pra-
zo de um mez, e as concluir no de tres mezes, am-
bos contados na forma do arl. 31 da lei provincial n.
386. .
3. O pagamento da importancia deste contrato
sera feilo em duas preslaroes iguaes, a primeira
quando esliver executada a metade das obras, c a se-
gunda e ultima depois de concluida toda a obra,
que sera logo recebida definitivamente.
4. Para o que n.lo esliver determinado as pre-
sentes clausulas e no orramento, seguir-sc-ba o que
dispOe a lei provincial u. 286.Conforme.O se-
cretario, A. /'. 0*'.< O Dr. Custodio Manoel da Silva Guimares, juiz
de dircito da primeira vara do commercio nesla
cidade do Recite do Pernambuco, por S. M. I. o
C, o Senhor D. Pedro II, quo Dos guarde ele.
Faco saber aos qoe o prsenle edital virem, quo
lendo o tribunal da relaro denegado provimenlo ao
aggraro de petirao inlerposlo pelo fallido Leopol-
do da Silra Qujiroz, nos autos de fallencia que foi
por senlcnra de-te juizo declarada abcrla, a reque-
rimenlo dos credores Boslron Rooker & C, julgan-
do assim competente este juizo para proseguir nos
mais termos subsequcules da mesma fallencia; pelo
presente conroco os credores presentes do dito fal-
lido Leopoldo da Silva Queiroz, para se reunirn em
casa de ininlia residencia na ra da Concordia, no
dia 12 do corrente mez, s 10 horas, afim de eleger
um depositario, para receber e administrar proriso-
ri.inicnte os bens da casa fallida.
E para que cheguo a noticia de todos, m.indci
passar editaos que serao publicados nos jornaes, e
afiliados na pra^a do commercio e na casa das audi-
encias.
Dado e passado nesla cidade do Recite de Pernam-
buco, aos 9 de marro de 1855.
Eu'Manoel Joaquim Baplista, cscrivao interino o
escrevi.Custodio Manoel da Silva GuimarScs.
DECLAHACO'ES.
Por ordem do Illm. Sr. Dr. Rufino Augusto de
Almeida, juiz municipal upplenle da segunda vara
e do commercio nesla cidade, pelo presente sao con-
vidados os credores da massa fallida de luno Maria
de Scixas para soreunirem no da 13 do corrcnle ao
meio dia, ua casa da residencia do mesmo juiz, na
ruado Collegio n. 17, primeiro andar, afim de s* re-
rilicaram 01 crditos dos credores Daniel Ley"* viu-
va de Gaudino & Filho, e se nomearem arbitros que
deem seu parecer sobre o crdito do consulado fran-
cez, e de Mesquila Dulra.conlorme se declaren na
senlenja arbral. Recite 9 de marco de 1855.O
escrivao, Joaquim Jos Pereira dos Santos.
AVISOS MARTIMOS.
Para o,Porto segu impreterivclmente a 15 do
corrente a veleira e bem conhecida escuna nacional
Linda, pilao Alcxindre Jos Aires; para o res-
to de seu carregainenlo, trata-so com o consignata-
rio Eduardo Ferreira Bailar, ua ra do Vigario U. 5,
ou com o capilSo, Da praja do commercio.
PARA O RIO DE JANEIRO.
Salie com muita Ijrevidudc, por ter a
maior parte do eu carregamento promp-
lo, a bem conliecida veleira escuna nacio-
nal Tamega : para o resto da carga,
passagciro*e esernvos a lete, trata-secom
Novaes &C, na ra do Trapiche n. 3*.
Para o Rio de Janeiro segae em poucos dias o
briflue Feliz Deslino ; para o resto da carga, pas-
aaeiros e eacraros a frete, trata-se com os consigna-
tarios Isaac Curio & Companhia, na ra da Cruz
o. 40.
Babia.
O liiale Crrelo do Norte Iransferio a visgem pa-
ra csse porto ; segu nesles dias, e ainda podo rece-
ber alguma carga : trala-se com Caelano Cvriacoda
C. M., ao lado do Corpo Sanio n. 2">.
Para o Rio de Janeiro.
Segu, com a mxima brevidade, o muilo veleiro
bricne Damao por ter o seu carregamenlo quasi
completo ; para o resto da caria, passageiros e es-
rraros frele, para os quaes olTerece eicellenles
commndos : (rata-so com Machado & Pinhciro, no
largo da assemblca, sobrado n. 12.
Para o Rio de Janeiro.
Segu com breridade, por ler parte da carga
prompla, a veleira barca brasileira Malhilde, quem
quizer carregar o resto, cnlcnda-se com o capilao
Jeronymo Jos Telles, ou no escriptorio de Manoel
Alves Guerra Jnior.
Para o Rio de Janeiro salie no dia 16
do corrente, o brigue nacional Sagita-
rio, de primeira classe, o qual s rece-
be passageiros e escravos : para o que tra-
ta-se com Manoel Francisco da Silva Car-
neo, na ra do Collegio n. 17 segundo
andar, 011 com o capiUio a bordo.
Para o Cear.i sesne no fim da semana, o liiale
Capibaribe, meslre Antonio Jos 'Vianna : para o
resto da carga, trata-se na ra do Vigario n. 5. ,
Para Lisboa, o hrigne escuna pnrluguez Atre-
vido, pretende seguir com a maior brevidade : quem
no mesmo quizer carregar ou ir de passaaem, (rale
rom os consignatarios Thomaz de Aquino Fonseca d
Filho, na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ou
com o capilao na prara.
PARA BENGUELLA COM ESCALA POR S.
TIIOMK.
seguo com breridade o brigue porlucuez Esperan-
ca por ter dous lerros da carga prompla: quem qui-
zer carregar o resto, en tema-se com o capilao Ma-
rianno Antonio Marques, ou no cscriploric, de Ma-
uoel Alves Guerra Jnior.
PARA O RIO DE JANEIRO.
segu rom brevidade o brigue brasileiro 6'oncei'rao;
so pode receber escravos a frele c passageiros': os
prclcndenlcs entendam-sc com o capilao Joaquim
Ferreira dos Santos, ou no escriptorio de Manuel Al-
ves Guerra Jnior.
LEILOES.
-i
leilAo.
Timm, Momsen Vmnassa," farao leilao, por in-
lervenrao do agento Olivcira, de um brilhaule sorl-
menlo de fazendas as mais proprias do mercado, e rc-
renlemeiile despachadas ; e urna porcao de ricos to-
ques e chales de tuquim da Iodia, o assim mais de S
J n. 15, um fardocontendo 4 pecas de pannos aviiria-
dosa bordo do navio Minerva na sua recente via-
gem procedente de llamburgo, em presenra do res-
pectivo Sr. cnsul, e por roiila e risco de quem per-
tencer : seganda-feira 12 do corrente, s 10 horas
da manhaa, 110 seu armazem, defronle do Corpo
Santo.
O agente Borja, quinla-feira, 15 do corrente,
cm seu armazem, na ra do Collegio n. 1,y, far lei-
lao do difieren tes obras de man ineiria, novas e usa-
das, encllenles cadeiras de janeo, hamburguezas,
de oplimos goslos, una grande quanlidade de cha-
peos prelos francezes, de massa, ditos do Chile, re-
logios de ouro e prata para algibeira, ditos de paro-
de, duas excellcnles burras de ferro de guardar di-
nheiro, clc. etc., e outros varios objectos, que seria
enfadonho mencinna-los, os quaes se arliar.lo paten-
tes no mesmo armazem, no dia do leilao, as 9 horas
cm ponto.
AVISOS DIVERSOS.
Na livraria deste Diario, na prara Independen-
cia, lem urna carta para o Illm. Sr. coronel llcnrique
Luiz da Cunha e Mello, senhor do engenho Miran-
da ; e pede-se resposta.
Perganlase ao Sr. Joao Francisco Pardelha,
ajudanlc da pratiagcm-mir, se o regulamento dis-
pensa a Smc. de assislir as desamarracOes e as amar-
rareis dos navios, como estao sugcilos os mais pra-
licos fisto deseja saber um inleressado, porm que
anda nao se deu ao trabalho de ler o (al regula-
mento.
Augusto Ferreira Pinto retira-se paraa Europa.
Clara Maria daConceirao Silva, assislente exa-
minada, declara ao respcilavel publico, que tcm
mudado a sua residencia di Gamboa do Carmo para
o largo de S. Pedro n. 12, onde d'ora cm dianle
pode ser procurada para desempenho de sua pro-
issao: '
Jos Francisco Dias vai a Eoropa.
No hotel da Europa precisa-so de um caixeiro
que d fiador a sua conduela.
Aluga-se um escravo para casa de homemsol-
leiro, a 125>O0O mousaes : oa ra da Roda n. 30.
Desappareceu no dia 6 do marro a noite, pelas
8 horas esleve na refinarao dos quatro cantos da
lina-Vista,onde trabalhou alguns mezes, o preto Ben-
neicto, (era pouco mais ou menos 24 anuos, corpo
delgado, poucabarba, leve bexigas ha 4 anuos, nariz
grosso, levou camisa de riscas azues, mas podera ter
veslido oulro fato, he muilo ladino, e condecido por
andar quasi sempre carregando assucar refinado:
quem o conduzir a rcfinar.io da ra da Scnzala No-
va n. 4, ser recompensado.
PAGEL
HEPiim
Precisa-sede un-, cridlo forro, muito bonito, de
12 annos de idade, pouco mais ou menos, o qual he
para ir para a Franja, para urna familia eslrangei-
ra, ao qul se alianr.i o melhor tratamento possivel ;
paga-se-lhe a passagem e o mais que fr preciso : a
tratar com S. Falquo, ra do Collegio n. 4.
No dia 13, as 10 horas da manhaa, lem de ser a
ullima prar,a, na casa n. 93 da ra das Cinco Ponas,
penhurada por everurao de Jos Fraucisco de Aze-
vedo, contra Manoel de Re/ende Reg Barros, ava-
hada por 1:7005900, a qual por engao foi aunnciada
para, odia 9-do correnle.
ATTENCAO!
O caulclisla Salusliano de Aquino Ferreira avisa
as pessoas que compram bilheles e cautelas das lole-
rias da provincia para nagocio, que lomou a firme
resolucao de vender os referidos bilheles e cautelas
pelos preros abaixo declarados, urna vez que chegue
a quanlia de IOO9OOO para cima, dinheiro vista.
Os sens bilheles e cautelas ao pagos sem o descont
deoilo por cenlo da lei sobre os premios do 1:0003
rs. para cima. Pude ser procurado em sua casa, na
ra do Trapiche n. 36, seguudo andar, pelas 9 al
as 12 horas da manhaa.
Bilheles 59300
Meios 29700
Quarlos I380
Oilavos >>690
Decimos 560
Vigsimos &260
Pernambuco II de marco do 1855.O caulelisla,
Salusliano de Aquino Ferreira.
HOTEL IM.Ll/.
Preclsa-sc aluzar um escravo para serviro de por-
tas a denlro: a IraUr na ra do Trapiche n. 3 c 5.
Obacliarel A. R. de Torres Randei-
ra mudou a sua residencia do segundo
andar do obrado n. 41 da rita cstreita do
Rosario, para o segundo andar do da ra
-Nova n. 25, que faz quina para a camboa
do Carmo ; eahi continua a ensinar Rlie-
torica Pbiosophia, Geogrphia, Francez
e Inglez; adverte que as aulas terao lu-
gar de 1 hora da tarde as 2 e meia, e
das -i as e meia : quem do seu presumo
se quizer utisar, pode procura-Io para
este lim na indicada residencia
O cautelista Antonio Ferreira de Lima
e Mello avisa ao respeilavel publico, que
suasafortunadas cautelas acabamde saliir
victoiiosas. scndoobilbeten.2152dividido
em quartos, einquesaliioa sorte de5:000$
rs., e 165G dividido em vigsimos, com
2:000,s', e o billiete nteiro n. 41." em que
sabio a sorte de 400000 rs.. ale'm de ou-
tias dr 200JOO0 c 100.S080 ra., sendo el-
las vendidas no seu ponto, ra do Rosario
cstreita n. 17, (intitulada nova Casa Fc-
iz): portante'os possuidores que tiveram
a dita, queirarfl ter a bondade de vir re-
ceber, logo que se distribuirem as listas.
Precisa-se slugar um pequeo sitio,
com boa casa ou casa s, perto da pri
trata-se na ma da Cadeia do Kecife n. 48.
Isabel Maria Rodrigues da Silva,;usittenle exa-
minada e approvada plenamente com dislincrao, re-
side na esquina da ra do Aragao, vollando para
Sania Cruz : quem precisar do presumo da sua pro-
fissao, pode procura-la a toda e qualqtier hora, ,
LOTERAS Di PROVINCIA.
O iesoureuo das loteras declara, que
ham a venda os bilbetes da primeira
parte da primeira lotera, a beneficio do
collegio dos orpbos e orplmas, nicamen-
te na tbesouraria das loteras, ra do Col-
legio n. 15, e a extraco sera' impreteri-
velmenle no dia 24 do andante mez. O
tbesoureiro, Francisco Antonio de Oli-
vcira.
Desappareceu da ra do aterro da Boa-Vida,
casa n. 2ii. um rologio de prata dourada n. 7883, um
Irancelim de ouro lino, nma cassolela, e urna c
do feilio de um p de ravallo : roga-se a quem
encontrado os objectos cima mencionados, a bonda-
de de os levar ra Nova, casa do Sr. Germano,
relojoeiro, que ser gratificado. -
Viclor Lasnc. curador fiscal da massa fallida do
Leopoldo da Silva Queiroz, previne aos credores da
mesma massa, de que a reuoio designada para hoje,
em rasa do Illm. Sr. Di. juiz do commercio da se-
gunda vara, ni ra do Collegio, licou transferida
para o dia 13 do correnle, em consequencia de estar
hoje oceupado o mesmo Illm. Sr. juizcm oulros ne-
gocios.
Quem quizer comprar o material do pequeo
sobrado do 2 andares, silo na margem do Rio Capi-
baribe, onde esteva collocada a fabrica de farinha de
Irigo, dirija-e aos Coclhos casa n. 5, a fallar com
o proprictario, ou no aterro da Boa-Vista, sobrado
n. 9, primeiro andar.
A nova casa de pasto
da ra das Cruzes n. 39, declara a lodos os fregue-
zes, que tem todas as qualidadet de eomedorias a tov
da hora do dia, e da almocos e janlares para fra, a
lem niao de vacca lodos os domingos e dias sanios.
Precisa-se de om Sr. sacerdote, que se prono-
nlia a ensinar urna menina, c que sirva de capelln
em um engenho muilo perlo desta prara: na roa do
N'ogueira, sobrado n. 39.
Descncaminbaram-se duas letras saetadas pe-
los senhores lienry Fosler (S C, e aceitas pelo Sr.
Joaquim Jos Uaplistn, ambas com dala de 15 de Ja-
neiro do correnle anuo, sendo urna da quantia de
5OS850O a qualro mezes, a vencer a 15 de maio do
correnlc.ie outra asis mezes a vencer 15 de junbo
do mesmo anuo: se por acaso forem adiadas fazem
Brande favor entregaren) aos dilos senhores lienry
Fosler & C, porque s a elles servem ditos letras,
por estar o referido Sr. Baplista previuldo a s pa-
gar as mencionadas letras ao sacador.
Conclusao do furto da jangada e'fuga de
um escravo.
Chegaram a esle porto dous pescadores livres,
que de conivencia com o'meu escravo,.so fizeram
arribados em Tambahu, provincia da Parahiba.
de Janeiro ; mas ficando o nczro Tlicodoro, crioolo,
bao, corpulento, rom muilos cabellos brancos pe-
la barba c pcitos, idade 35 annos pouco mais ou
menos, o qual izem os companheirus da arribada
ler lirado ern Tambahu : quem dolle liver noticia o
.trara esta cida.lo a redro Antonio Teixeira Coi-
maraes, que dar de gratificado 50. Tambem se-
na conveniente que a polica desta cidade esmiri-
lhasse bem este facto dos dous arribados.
Acba-se justa c contratada a compra da casa
terrea da ra Augusta n. 31, havendo alguem cora
dirciln a mesma por qualquer titulo, declare por es-
ta folha nestes tres dias.
O abaixo assignado, curador fiscal da massa
fallida de Nono Maria de Seixas, faz saber a lodos
os credores da referida magia, que pelo Dr. juiz sup-
piente da segunda vara do commercio, foi designado
o dia 13 do correnle ao meio dia, para reunidos em
rasa da residencia daquclle juiz, na ra do Collegio
n. ., primeiro andar, verificarein os crditos de Da-
niel Ley, c de Gaudino Agostinho de- Barros, hoje
viuva Gaudino & Filho, assim como os do gerente
do consulado francez, e de Mesqoita & Oulra, que
fizuram de credores, c cujos crditos foram impug-
nados, alim deVe louvarem em arbitros, o uomear-
se a adminifracjlo, ficando sujeilos 09 qoe nao con/
parecerem as resolurOes da.maioria dos credo/
prsenles, como dispOe o arligo Sii do ^coiigaS
mercial.Joao Piulo de Lemos Jnior. Recife 9 o.
marro de 1855.
Prensa-se comprar um molequa de 12 annos
pouco mais ou menos: na ra da Cruz 11.
Instrucca'o elementar. ,
O professor Miguel Jos da Motta, con-
tinua a exercer as funecoesde seu magis-
terio, na travessa da Concordia ou cadeia
nova, nico sobrado que aly' ba, prompto
a admittir alumnos eternos, pensionis-
tas e semi-pensionistas, sendo por um ra
zoavel estipendio. *
Pjccisa-se de 800^000 rs. a juros, so-
bre bypoteca de duas escravas, quem os
quizer darannuncie.
Amanhaa 11 do correnta lera lugar urna ladai-
nlia na capella de Sanio Amaro das Salinas, cm se-'
guimento um fogo de vista. no lim ser conduzida
a bandeira para a casa da jui
No dia 28 de fevereiro, furlaram o cabriada
de nome Benevides, idade do 11 para 12 annos, cor
de laioca, testa acarnelra la, cabellos carapinbados
e avermelhados, pernas finas, e lem o dedo da mao
esquerda junto o pollegar curado, por causa de
um (albo, que cusa a dobrar: cujo cabriiiba lio de
Antonio Joaquim N'uncs de Miranda, morador no
enzenho Tirauira da rrezuezia da Escada, e o lem
tratado vender ao abaixo assignado : quem delle ti-
ver noticias, o leve ao engenho Noruega, que era
bem pago do seu trabalho, a entregar a
Manoel fhomc de Jess.
Os credores da massa fallida de Marcelino Jos
Ribeiro, sao pelo presente convidados, a comparece-
rem boje 9 do correnle pelas 11 horas do dia, na casa
da residencia doSr. Dr. juiz municipal supplenle da
2. vara, para se tratar de negocios tendente
mesma massa.
Precisa-se do urna ama que saiba cozinbar
bem : na roa do Queimado n. 40.
Jos Francisco do Teives retira-se para Euro-
pa, a tratar da sua da saude.
SAL DE DAA.
Luiz Lanlarelli participa ao respeilavel publico,
que a sua sala de ensino, na roa das T inebeiras n.
19, se arba abcrla todas as segundas, quartas e sex-
tas, desde as 7 horas da noite ateas9 : quem do seu
presumo se quizer ulilisar, dirijH-se mesma casa,
das / horas da manbaa.nl as 9. O mesmo M oft'ere-
ee a dar lir-.es particulares as horas convenci:
lamber da liroes nos collegios, pelos precos que os
mesmos collegios lem marcado.
RETRATOS.
No aterro da Boa-Vista n. 4, terceiro aodar, con-'
tina-sc a tirar retratos, pelo svstema cryslalotypo,
com muita rapidez e perteirao.
O Sr. Franklin Americo Eustaquio Gome* ve-
tilla concluir o negocio na ra do Crespo n. 15.
Precisa-se de olciaes de alfaiate, tan-
to de obra grande como miuda : na ra
ila .Madre de Dos n. 5(i, primeiro andar.
Casa de consignado de escravos, na ra
dos Quarteis n. 24
Compram-se e recebem-se escravos de ambos os
^evos, para se vendercm do c* tanto paraa
provincia como para fra delta, ofierecendo-se pan
sso toda a seguraura precisa para os ditos escravos.
C. STARR&C.
respeilosamente annunciam que no sea exleoso es-
labclecimcnto em Santo Amaro.conlinuam a fabricar
com a maior perfeirfio e promplidlo, toda a quaida-,
de de machiuismo para o uso da agricultura, na-
vegado e manufactura; c qoe para maior commodo
de seos numerosos freguezes o do publico cm geral,
leem aberlo em um dos grandes armazens do Sr.
Mesquila na roa do Bru, atraz do arsenal de ma-
rinha
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas do dito seu eslabelecimcuto.
All acharao os compradores om completo sortt-
mento de moendas de canna, com lodos os melhora-
mentos (alguns delle novos c originaes) de que a
experiencia de muilos ancos lem mostrado a neees-
sidade. Machinas de vapor de baixa e alia |mm~in.
taixai de lodo lamanho, lauto batidas como fundi-
das, carros de mo e ditos para eondazir formas de
aasucar, machinas para moer mandioca, prensas pa-
ra dilo, furnos de ferro batido para fariuba, arados de
ferro da mais approvada constrejao, fundos para
alambiques, crivos e porta para tornalhas. urna
infinidade de obras de ferro, qoe seria enfadonho
enumerar. No mesmo deposito existe urna pewoa
uilelligente c habilitada para receber todas as eu-
commeodas, etc., etc., queosannuncianle contan-
do com a capacidade de suas olllciuaa e machiuismo,
e pericia de seus ofliciaes, se comprometiera a fazer
execular, com a maior presteza, perfeirao, exacta
conformidade com os modelos ou deseuho9,e ioslruc-
f,es que Ibes forsjn fornecidas.
Na ra das Cruzes n. 40, laberna do Campos
ha das melliores e mais modernas bichas hambur"
guezas para vender-se cm graudes porrea e a rela-
Iho, e lamber se aluga.


)
DIARIO OE PERMIRBUCO, SEGUNDA FEIRA 12 DEMARCO OE 1855.
CHAROPE
no
BOSQUE
O nico doposilojconlina a ser na botica -le Bar-
tholonieu Francis na ra larga do Rosa-
rio n. 36; carrafa gran Jes 5J500 e pequeas 31)000.
IMPORTANTE PARA 0 PHILICO.
l'ara cura
Rros. qner
leuiiz.
ario* hu< diflerentes
rtlfiacAae, uisse, astil-
la collados e
coqueluche, hronrliite,
oleslias dos orgiios pul-
AO ft
No armazem de fazendas bara-
tas, ra de CoUegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
ilc fazendas, linas e grossas, pol-
vos maibaixos do que emou-
[ualqucr parte, tonto era por-
6, como a rotalho, alVtanrando-
se aos compridores um s preco
para todos : este estabeleciment
alirio-se de combinacao com a
maior parte das casas commerciaes
is. franeezas, allcmas e suis-
as.para vender fazendas mais era
ita do que se tem Tendido, e por
rendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietano deste importante es-
ta belecimento convida a' todos os
seus patricio, e ao publico cm ge-
ral, para que venham (a' bem dos
seus iiiteresses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
CONSULTORIO DOS POBRES
2* BA BO QOJLUUO 1 AITDAH 26. ^
D Pr. P. A. Lobo Moscnzo di consullas homcopalhicas lodos os das aos pobres, desde 9 lluras da
n meio dia, c etrj risos extraordinarios a qualquer ho'ra do da ou noile.
cualmente para pralicar qualquer operaran de rirurgia, e acudir promplamenle a'qual-
quer mulher que crioja inil de parlo, e cujaseircumslancias nao permitan) pagar ao medico.
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queconlm a bise fnndamcnlal o"esla doulrinaA PATHOGENESIA Ol EFFEITOS DOS MEDICA-
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SALDEconhccimenlos que nao podem dispensar as pes-
soas que se querem dedicar pralica da verdadeira medicina, inleressa a lodos os mdicos que quizercm
experimentar a doulrina de Mabnemann, e por si meamos se convencerem da verdade d'ella: a loilos os
fazendeirosesenhores ile cnsenho que estSo lonce dos recursos dos mediros: a lodosos capitcsdc navio,
que urna ou oulra vez nao podem dcixar de acudir a qualquer incoromodo sen ou de seus tripulantes :
a lodos os pais de familia que por circiimslancias, que nem sempre podem ser prevenidas, sao nbriga-
dos a prestar in coiiUfienli os primeiros soccorros cm suas enfermidades.
O vade-mecum dalomcopatha ou IrsducrAo da medicina domestica do Dr. Ilerinc,
obra lambem nlil as pessoas que se dedieam ao esludo da homeopalbia, um volu-
mc grjHide, acompanbado do diccionario dos lermos de medicina...... 109090
O diccionario dos termos de medicina, cirursia, anatoma, ele., etc., encardenado. 39000
Sem verdadeiros c bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pralica da
homeopalhia, e o proprietuio deste eslabelecimeiito se lisonceia de le-lo o mais bem montado possivel e
ninsuem duvida hoje daurande superioridade dos seus medicamentos.
Boticas a 12 tubos grandes.....................
Bolicas de 24 medicamenlos cm glbulos, a 109, 123 e 153000 rs.
Ditas 36 dilos a..................
Dilas 48 dilos a.............
Ditas 60 ditos a,.............."...
Dilas 144 dilos a..................
Tubos avulsus.........................
Frascos de meia onc,a de lindura. ... 1.......'. '.'.'..'. '.
Ditos de verdadeira lindura a rnica.................
Na mesmacasa ha sempre i venda grande numero de lubos de cryslal de diversos lamauhos,
vidros para medicamentos, e aprompta-se qualquer encommenda de medicamenlos com loda a brevida-
oe c por presos muilo eommodos.
' Em cande TimmMomMn&Vihas-
sa, praeajo Corpo Sanio n. 15,.ha para
vender :
Um ortiineiilo eomplelo de livios em
branco de Hambiii ;o.
Lonas da Rusia de superior quulidade c
por preco muito commodo.
Vaquetas para carro.
Sola branca.
Licores de dillerentes quididades.
Absinthe e cherry coideal de superior qua-
lidade.
Vinho de champagne da marca afamada
Faure pc're & lils.
Chocolate francez.
Pianos musicacs e horizontaes.
LtCACO LITTERARIA.
los de Sanios & C. as Inslitnicoes
para o uso do clero em geral e dos se-
> on particular, redigidas em latiin para o
Romano pelo* conegn JoSo Fornice, c
as em vulgar com as olas de Mr. Boissonncl,
nde seminario de Valenea, aulor do
dos Kilos Sagrados, etc. etc. por la-
dos Santos, preab) tero secular. Esta
ie dividida em qualro parles : 1., do Sanio
'ci da mista ; 2. do Officio Dicino ; 3,", la
cntenlo ; i., da Bencos,
fficios funelires : est adop-
to >eminario episcopal de Olinda para compen-
do Liturgia ; vai sendo impressa em boui pa-
ii 12 mnimo, e tvpo acommodado ;
a oili' oganle. Constara" de mais de (MI
primeira parle esta' ja' impressa para os
minarislas, que tivercm de frcquenlar a res-
is nutras parles lem de apparcrcr
M a qualro mezes prximos. Todo o volu-
i'ustar a quem quizersubscrever j;om
ira. As subscnpces se recelierao as livrarios
' Collegio u. 2, e da ra da Cruz do
batato lagares estes em que se aclia-
npta a primeira parte, que consta de 152 pa-
PIAXOS.
JpSo P. Vogeley avisa ao respeilavel pnblico, qne
em ua casa na ra Nova u. II, primeiro andar, a-
e um sortimento e pianos 0*6 jacarauda, os
niel lores que lem at agora appareeido no mercado,
na pela sua armoniosa e forle voz. como pela
conslrucrOo de armario da fabrica de Collard i\
rd em Londres, os quaes vendem-sc por um
; o annuiicianle continua aliar a
erlar piai.o- com perfeicao.
lignadorOga a pessoa que
prestada a obraJU1F El-
RANTdo Sr. E. Sue em 10 vol. in 8
~io de Pars, que se digne delli'a res-
lituir.Dr. Joaquim de Aquiuo Fonseca.
- Deuppareceu da casa de Antonio Jos Gomes
dol lads Nova, em. Santo Amaro, um
Irafeilo : quem o liver adiado, e nao
i modo de o tratar, pode Ieva-Io
a1 lirada, que seri gralilicado, alin do
i-far a seu proprio dono.
Rostron Rooker & C, consigrilarios
i na Wickcry, declaram
e que nao se resjwnsabilisam
intas ou despezas ellec-
iem ordem expres-
dada no seu escripto-
rio. Recite 2 de marco de 1855.
pie por engao levou do vapor
oame, conlendo um chapeo preto c
oulio de maniliia, queira ler a boudade de remlle-
lo ao liolel da Europa, na ra da Aurora, ou decla-
rar a sua residencia para ser procurado.
Precisa-se alugar part um homem
solteiro, um andarouuma sala com dous
quartos, em urna das principaes ras do
bairro do Recife : a tratar na ra do Tra-
piche n. 08, (rimciro andar.
85000
anttooo
aooo
:m.>tMK)
.wwo
laooo
2cO(IO
25000
lorio de *a
j?) Vende-se cobre para
gj 20 ate 28 oncas.
^ Zinco para forro com os pregos
competentes.
Cliumbo em barrinlias.

FARINHA DE MANDIOCA.
\'ende-ce saccas grandes com muito su-
perior-fannlia de mandioca por preco
cOmmodo : no armazem n. 10 do neceo
do A/cite de Pcive; ou a tratar com Anto-
nio de Almeida Gomes di C, na ra do
Trapiche Novon. Ki, segundo andar.
COBERTORES ESCDROS E
RRABCOS.
Na ra do C.rcspo.loja da equina que volla para a
cadeaj vendem-sc roberlores escuro?, proprios par|
escravos, a 720, dilos grandes, bem encorpados, a
1?2H, dilos braucosa.l>2IK), dilos com pello imi-J-
lando os de laa a 1*5-28(1, dilos de lila a too cada
um.
M 1-cijaoa, 4|5t)0 i-s. a lacea* no M.
J^ armazem de Antonio Annes, de- 3*|
fronte da escadinlia da alfandcfia. ?%
W Alvaiade de chumbo.
O Tinta branca, preta e verde, em ($)
() oleo. (g
f Oleo de linbaca cm botijas de 5 Sk
MASSA ADAMANTINA.
Ra do Rosario n. 36, secundo andar, Paulo Gai-
Stioux, denlista francez,, chumba os denles cora a
lassa adamantina. Essa nova e maravilhosa com-
posiQilo lem a vanlagem do encher sem pressao dolo^
rasa todas as anfractuosidades do dente, adqueriudii
em poucos instantes solidez igual a da pedra mais
dura.e promclle reslaurar o denles mais estragados,
com a forma e a nir primilh a.
.'IBLICAJrAO' 1)0 HST1TLT0 110 g
MKOPATIIICO DO BRASIL. g
TIIESOURO IIOiUEOPATIIICO
W OU (^
g> VADE-MECUM DO &
($) UOMEOPATHA. @)
^ Mtlhado concito, claro e tegiirn de ai- fi
a rar hamcopnthicamcnte ludas as muterlias ?>.
\r) que affligcm a-especie humana, e parli- VV
(&k cularmenle aquellas qut reinam no lira- (\
^, til, redigido segundo os mellones Irala- ^
V^ dos de homeopatltia, lauto europeos como (w
(Ai americanos, c sesnndo a propria experi- ^n
tL cncia, pelo Dr. Sabino Olegario Ludgero W
9 Pinlio. Esta obra he hoje reconhecida co- (j)
mo a melbor de todas q je Iralam daappli- fi
cac,ao homeopallnca no curativo das mo- Wf
^f) loslias. Os curiosos, principalmente, nao (A
podem dar um passo seguro sem possui-la e /JJ
consulla-la. Os pais ile familias, os senbo- *)
(Ai res de engenho, sacerdotes, viajantes, ca- Q&\
7 pitaes de navios, serlanejosetc. ele, devem JT
V> te-M raao para occorre* promplamenle a ^)
(\ qualquer caso.de moleslin. /A
W Dous volumes cm brochara por 10JJO0O j
^ encadernados 1IS000 (8)
*> Vende-se nicamente tm casado aulor, S
^^ no palacete da ra de S. Praucisco (Mun- Vr
1$ do Novo) n. 08 A. &
COMPRAS.
-----------^-^^^^---------------------------------_
Compra-so urna casa terrea em qualquer das
ras da freguezia de Sanio Antonio, que o seu valor
nflo exceda de 1:000;000: quem liver, dirija-sc
ra das Trincheiras n. 50.
Compra-se um sellim mais perlences; na
ra do Encantamento, armazn n. 70 A.
Na ra larga do Rosar o n. 38, compram-se
escravos de ambos os sexos, preferindo-sc os de ida-
de de 12 a 27 annos, e os que tiverem ullicios, qual-
quer que seja a idade, nao se el liando apreso.
Compram-se palaces brisilciros e hespanhes:
na ra da Cadeia do Recife n. 54.
VENDAS.
.1. JANE, DENTISTA,
i
i a realdir na ra Nova n. 19, primei- Ti
indar. &
i
quali- B
I
j &as-Xtt
OSr. Joao Nepomuceno Feneira
mora para o Salgadinho,
lar receber urna encommen-
i livraria n. 6 e 8 da praca da lnde-
j)3ndeni
s?.-se de urna amS forra ou captiva para
lervico diario de urna casa depnuca familia :
quem pretender, dirija-se a ra do Collegio n. 1 j,
aimazem.
Precisa-se de officiaes para obras miadas : na
oj a de alfaiale, na ra Nova, esquinada ponle.
Novos livrosde homeopalhia mefrancez, obras
tdlas de summa importancia :
llahnemann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
lumes............ 20-MKIO
ios meninos..... 69000
iieopalhia domestica..... 7?)000
Jahr, pli.irmaropaliomeopalhica. ( . novo manual, 4 volumes .... Itijooo
Jahr, molestias nervosas....... 69000
Jahr, molestias da pelle....... 85000
[>ou, historia da homeopalhia, 2 volumes IO3OOO
Ilarlhmann, tratado eomplelo das molestias
dos meninos.......... 10>0O()
A Teste, materia medica homcopalhica. SJOOO
\olle, doulrina medica liomeopalhica 75000
....... 0-lKHI
Caslinc, verdade da homeopalhia. 45000
Diccionario de Nysien....... 10JOO0
Villas completo de anatoma com bellas es-
lampas coloridas, conlendo a descriptao
de todas as parles do corpo humano 30JO00
vedem-se lodos estes livros no consultorio homcopa-
lliico do Dr. Lobo Moscoso, ra 4c Collegio 11. 25,
primeiro andar.
Precisa-se alugar um preto para ser-
de casa de homem solteiro : na ra
do Trapichen. 16.
AULADELATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
quemudou a sua aula para a ra do Ran-
<;el n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos eexternos desde ja' por m-
dico preco como he publico: quem se
quizer uttlisar deseupcqtienoprestimo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
lida casa a* qualquer hora dos dias uteis.
DENTISTA FRANCEZ. """^^
C) Paulo Gaignoux, estabelcculo na ra larca tt
O do Rosario n. 36, segundo andar, enlloca den- 9
it pela, ou parle della, com a presso do ar.
ti iaiuliein lem para vender agua denlifrice do
0 Dr. l'ierre, e p para denles. Rna larga do
O Rosario n. 36 segundo andar. m
Da porta da padria do Sr. Miranda, na ra
Ihreita 11. 69, desapparcccoroii levaram por brinra-
dtofra as j horas da larde d7 do rorrente.nm caval-
lo russo, castrado e peqneuo com cangalha : quem o
liver appreuendidn ou feolonro. que'reodo reslilui-
lo, leve-o a dita padaria ou no Mooteiro ao Brilo,
que sera recompensado.
Acha-fe contratada a venda da parle da cas
Ierre do pateo do Terco 11. 22, pertenceote a Jos
JiuqgimSthefler. conheciJo por Jote Joaquim de
Souza it.ingi'l, quem direilu a mesma liver por qua!-
i|uer tilulo annuiicie por esto i),ai io no prazo de 3
dias.
Alngt-se a loja da casa n, 46 na roa do-Amo-
rim, os preleodeoles eiileudam-cc com o praprielario
Antonio .loaqaim de ouz.i Ribeiro : na r da Ca-
deia 11. 18.
ALMAMK PAR 1855.
Sahiram a' luz as foliinlias de algibei-
ra com o almanak administrativo, mer-
cantil, agrcola e industrial dcsta provin-
cia, corrigido c acrese entado, contendo
400 paginas: vende-se a 500 rs., na li-
fraria n. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
MELPOMEXE DE LAA' DE QUADROS.
COSTO ESCOCEZ
A 400 rs- o covado.
Vende-se para ultimaran de conlas : na loja de
Faria & Lopes, ra doQueimido n. 17.
BRAZELEZA PARA VESTIDOS
DE SEHHORA
A 640 RS. O CO.VADQ.
Pelo ultimo vapor viudo da Europa, chegou urna
fazenda nova de furia-cores, leclda de teda e laa. de
quadros ede lislras, propria para vestidos deseubo-
ra, a qual fazenda chamam ou inlilulam cm Londres
por Brazeleza, aonde na presante eslarao he a fazen-
da da moda : vende-se nicamente na loja n. 17 da
ra do Queimado, ao p da botica, pelo barato pre-
o de 640 cada covado.
ORLEANS DE LISTRA DE SEDA.
<00 rs o covado
^ Vendcra-se na ra do Queimado, loja n. 17, de
Faria & Lopes, para liquida-ao'dc conlas.
COI PEQUEO TOQUE DE
ATARA.
Pecas do madapolao a 23,"i00 e 3-5000 : na rna do
Crespo, loja da esquina que volla para a edeia.
MASSA DE TOMATES.
Em latas de 4 libras cxcellente para tempero, e
tambera, se vende as libras por preco commodo : na
rna do Collegio n. 12, em :asa de Francisco Jos
Lcile.
NOVAS ALPACAS DE SEDA
A 500 rs. o covado.
Vendem-se na loja de Paria & Lopes, ra do
Queimado n. 17, as modernas alpacas de stda, de uo-
vos c lindos descuhos, pelo mdico preco de 500 rs.
cada covado.
IFAZEBDASPRETAS PARA
A OlARESMA.
vestidos
Superior sarja preta lavrada para
33 a 2JO00. 25200 e 29800 is. o covado, dita liza
superior a 2JOO0. 2?00 o 2*600 rs. o covado, 0
0 tetim preto macao a 2?t00 a%eO0 e 39500 rs. o 9
@> covado, panno lino prelo a 2>">00, 2*300, 9
9 39500, 49000 e 9OOO rs., dito muito superior fifi
tt prova.de liinflo, a 69OOO e 8S000 rs. o cova- @
do, casemira prela superior a 2*200, 29500 e ta
@ 39OOO rs. o co>ado: na ra Nova loja nova
11. 4.. ^
ARROZ DO MARANTIA'O.
Vende-se no armazem n. 16 do becco
do Azeitc do Pei\c, por pre^o commoilo.
PECHINCHA PARA SENHORA.
Chegou tua do Collegio n. 1, orna por^ilo de lo-
ques prelos inglezes a 400 m., ditos chinezes a 500
rs., dilos (nos a 6M), dito mbilo linos a 4-9000,
59000 e 69OOO ; a elles, ant.-s que se acabem.
Vendem-se 50 milheiros de lijolos'de alvenaria
rossa, |>oslos cm qualquer porlo da obra, nesta ci-
dade, por 8O9OOO rs., a quem queira daresa qnan-
tia adiantada, mediante as fianzas ou garanlias nc-
ressarias : quem quizer anmincic. Adverle-sc que
o lijlo he de superior qualidade.'
i CHAPEOS PARA SENIORAS, g
Chcgaram a loja nova ila ra Nova n. 4. os *a
*S mais modernos e elefantes chapos de seda,
com ricos enfeites, para senhoras de l(i~000 t
a 259000 rs. m
> wt #t$
PARA ACABAR COM RESTOS DE DI-
VERSAS FAZENDAS, VENDE-SE:
Cambraias finas franeezas de cores fi-
xas a 400 n. a vara.
Zulmira, fazenda que finge seda, a 500
rs. cada covado.
Princezita, fazcrfda de phnntasia de la
seda, a 410 rs. o covado.
Chitas finas franeezas, a 240 rs. cada
covado.
Riscado monstro com i palmos de lar-
gura, a 220 rs. cada covado.
Duziade toalhasde linho para rosto, a
7.S0OO rs.
Chales de casemira de urna s cor, a
sOO^rs. cada chales.
Ditos de casemira com barra matizada,
a C$500 cada um.
Cortes de brim trancadb de puro linho
decores fkas, a 2$80 rs. cada um.
Peca de chita rxa com toque de mo-
fo, a 5$500 rs.
Palitos de alpaca preta e de cores, a
C$000 cada um.
Chapeos de seda de diversas cores para
senhora, a 10SOOO e 12S000 rs.
Na ra da Crespo loja amarclla n. 4,
de Antonio Francisco Paraca.
Vendem-se carteiras com agulhas linas, com um
pequeo loque de rerruuem.pclo barato preco de!20
rs. cada una : na ra da Cadeia do Kccife, "ao sabir
do arco da Conccirflo, primeira loja de miudezas
n. 9.
Vende-se urna canoa grande, que leva 15 pes-
soas : no armazem da ra da Cruz.11.19.
VIDROS PAKA VIDRACAS.
Vendem-se em caixas, cm casa de llarllicmcu
Francisco de Souza, ra larga do Rosario n. 30.
Vende-se farinha de mandioca mui-
to superior, a 5$5()0 rs. a sacca; nos ar-
mazens de Luiz Antonio Annes Jacome,
eno de Jos Joaquim Pereira de Mello, no
caes da alfandega, e em porcao, no es-
criptorio de Aranaga&Bryan, na rna do
Trapiche-Novo n. G, segundo andar.
SARJA PRETA LAVRADA.
Vende-se sarja prela lavrada gosto moderno, gros-
denapoles prelo o melhor possivel, selim prelo ver-
dadeiro maco, sarja prela bespanhola, velludo pre-
to portuguez, alpalca preta de lustre muito Tina ; to-
das estas fazendas sao proprias para vestidos de se-
nhora ; dao-se amostras com peulior, na loja da run
do Queimado n. 40.
FARELO MUITO NOVO.
Vendem-se saceos muito grandes com
farello chegado ltimamente de Lisboa :
na ra do Amorimn. 48.
CREMELINA DE QUADROS
ASSETIHADOS, A 1,100
0 COVADO.
Chegon no ultimo vapor da Europa orna fazenda
a mais moderna do mercado, propria para vestido de
senhora, de quadros largo) aisclinados, loda de se-
da, denomiuada Cremelina : vende-se na ra do
Queimado n. 19 ; e dao-se as amostras com jienhor.
Crimea.
Chegou no ultimo vapor da Enropa urna fazenda
inicuamente nova, loda de seda, de quadros tarsos ;
a qual fazenda chamam ou inlilulam em Franca por
Crimea : vende-se na ra do Queimado n. 19, pelo
barato prero de I9OOO o covado, e d.io-se as amos-
ras com pcnlior.
Na loja de 4 portas, na ra do Queimado n.
10, vende-se panno prelo fino a 29SOO e 3-9500, e
muito superior, prova de limao. a 5 e 69000 o cova-
do, casemira prela elstica, superior, por prejo mui-
to em conta.
Vende-se no armazem do Sr. Annes, dcfronle
da escadiuha, feijo mulatinlin novo, de muilo boa
qualidade, e bem secco, pelo prero de 139000 rs. a
sacca.
Vende-se moilo boa canella da Ierra a 480 a
libra : na ra do Queimado ti. 15.
BEL03A A 500 RS. 0 COVADO.
V eio pelo navio Pharamond, de Franca, urna fa-
zenda nova, goslo escoce/., muilo fina, com 4 palmos
de largura, que pelo seu brilho parece seda, a que as
senhoras em Pars dAo o nome de Ilclona : vende-se
1,1o smenle na loja da ra do Queimado n. 40, e
dilo-se as amostras com peulior.
gaioes.
g Papel de embrulho.
S. Vidro para vi-Iracas.
9 Cemento amare!lo.
3 dades.
t) (ienebra de Hollanda er
k queiras. (fy
tA Couros de lustre, marca grande. &
*Z Arreios para um e dous ca- S
<0 valios.' 9
^ Chicotes para carro e esporas de @
ac plateado. (^)
(g Formas de ferro para fabrica de (rf)
^' assucar. ^
0 Japel de peso inglez. S.
/a Jbampagne marca A &C. Z(
2 ^m rosto pequeo de vinhosMo ^
P Kheno de ipialidade especial: ^
(D ik> armazem de C. J. As- ({$)
(f) tlev iv C. ^
BALSASO HOfflOGENIO SYM-
PATHICO.
Favoravelmenlc acolhido cm 'odas as provincias
do imperio, e tilo geral como devidamenie apreciado
por suas admiraveis virtudes.
MOLESTIAS CURA VEIS
POR MEIO DESTE PORTEMOSO BALSAMO.
FEKIDAS DE TODO O GENERO, anda que
sejam com laceradles de carne,c quej estivessem no
estado de chagas chronicas, esponjosas e ptridas.
Logo depnis da applicarjio eessam ai dores.
b'IXERAS E CANCROS VENREOS, escorbu-
to, sarnas, erysipelas, molestias cutneas ou perpe-
tuas, e scirrho, condecidos pelo falso nome de liga-
do nos peilos, iheumatismo, dicleze de lodas as qua-
liJades, golla, inchai;es e fraqueza as articularles.
QUEIMAl)CUAS, qualquer que seja a causa e o
objeclo que as produzio.
O 1UESMO BALSAMO se tem applicado com a
maior vaulagem as molestias seguintes : porcra ad-
verte-se que s se deve recorrer a elle em casos ex-
tremos, na falla absoluta ou impossivel de se oblcr
a asistencia de um facultativo.
FSTULAS, em qualquer parle do corpo.
LOJIBRIGAS, nao exceptuando a tenia ou soli-
taria.
MORDEDURAS de qualquer especie, ioda que
sejam as mais venenosas.
DORES clicas on de barriea; dehilidade do esto-
mago, obslruccao das glndulas, ou cntranhas, e ir-
regularidade ou falla da meuslrurno ; e sobretudo,
UiflaiBOiac&ef do ligado e do bac,o.
AFl'ECCO'ES do peilo, degeneradas cm principio
de phlisica ele. Ycude-se na ra larga do Rosario
u. 36.
K
Vciulrm-se pumas de ema cm por^Sti e rela-
Iho : na ra da ConceirAi da Boa-Visla n. 20.
PARA A QUARESMA,
Sarja prela bespanhola de primeira qualidade, se-
lim preto limito superior, casemira prela franceza,
dila selim, velludo prelo superior, panno preto mui-
to lino, com lustre c prova de liman, c de nutras qua-
lidades mais abaixo : vendem-se na rna do Crespo,
loja da esquina que volla para a cadeia.
POTASSA BRASILEIRA. (
{) Vende-se superior potass, fa- tt
^ bricada np Rio de Janeiro, che- {%
/A gada i ecen temen te, recommen- t.
^ da-se aos senhores de engenhos os J
seus bons efieitot ja' euMrimeo-
tados: na ra da Cruzn. 20, ar-
mazem de L. Lcconte Feron &
Companliia^ fl|

para sc-
^ \ endem-se chapeos de sol de al-
jg godo com barras
g Bacas decores, de superior qua-
lidade.
rj< Meias cras de algodo para ho-
^ mein. .
f. Ditas de dito brancas
Hj nhora.
"f1 Camisas de mcia de algodao pa-
S ra homem.
>S I.uvas' de seda preta e de cores,
< para homem esenhora.
*3{ Meras ditas para senhora.
S: Linhas de algodao em novellos.
w- Ricos e rendas de algodao.
OH Filas de algodao branco, de seda
Hj de cores sortidas, e de laa dita.
Trancas de algodao e de seda, pa-
v3 ra enfeites.
Em casa de Eduardo II. Wvall,
rna do Trapiche Novo n. 18.
B8
OjfOOO rs. a saca de farinha de
mandioca de boa qualidade : nos
armazens n. 5, 5 e 7i defronte da
escadinha di\ alfandera, ou a tra-
tar com J. R. daFonSeea Jnior, na
ra do Vigario n. 4.
FRESCAES OVAS DO SERTAQ'.
\ endem-se muilo frescaes ovas do serillo : na ra
do Queimado, loja n. 14.
Na loja de portas da ra do Queimado n. 10,
vende-se selim preto Maco para vestido de senhora
I 3)400, c muilo superior a 3-5000, srosdenaples
prelo, largo a 29000, sarja de seda prela a 29000,
selim prelo lavrado, fazenda muilo boa, a 29400, e
oulras fazendas de seda por prero commodo.
Vende-se moilo bom lcile
129, primeiro andar.
ua ra Direila n.
r
riiliea.
BELONA A 500 RS. 0 COVADO.
Veio no ullimo navio francez una fazenda nova,
goslo escocez, com 4 palmos de largura, muilo fina,
que pelo seu brilho parece seda, i qual o madamis-
mo en Paris d o nome de Belona : vende-se na ra
do Queimado n. 1J.
FARINHA DE MANDIOCA.
Saccas com superior farinha de mandioca : no
armzem dac Tasso Irmaos
Chcguem a pechincha.
Vendem-se saccas com fcijflo miilalinho, em per-
fcilo estado, pelo barato prec,o de 8JO0O a sacca : no
largo da alfandega, armazem 11. 7.
CAL YIRGEM.
S CORTES DE SEDA.
9 Na ra Nova loja nova n. 4, vendem-se 9
9 cortes de seda de quai ros do ullimo costo Si
9 com 17 covados, pelo barato preco de I69OOO 9
tt r. o corle. m
#- s -s
MALAS PARA VIAGEM.
I,rande sortimento de todos os tamaitos e quali-
dades, baleias para vestido!, e esparlilbos de senho-
ras, de lodas as larguras c lamanhns, ludo por nrec.0
muilo razoavel : na ra de Collegio n. i.
Vendem-se relocios ele cur, patente inglez,
os melhores e j bem conhe'idos neste mercado, 1-
oha de aisodilo em novellos, branca e de cores, dila
cm earrilel, de muilo supelior qualidade : em casa
le Russell Mellors & Conipanhia, ra da Cadeia do
Recife n. 36.
RA DO CRESPO N. 21.
Vendem-se nesta loja muilo superiores corles de
calca de ca-emira preta enflatada a 59500.
a mais nrfva que ha no mercado, a prero commodo ;
na ra do Trapiche n. 15, armazem de Baslos lr-
nulos.
& RA DO CRESPO N. 12. 9
9 Vende-se nesta loja superior damasco do @
seda de cores, sendo branco, encarnado, rxo, 0
':) por prero razoavel. 0
SS:
Na livraria da ra do Coilcgio 11. 8.
vende-se urna escolhida colleccaodas mais
brilhantes pecas de msica para piano,
as quaes sao as melhores que se podem a-
char para fazer um rico presente.
3S9#@ ;:;-:> se ~:.-: :-tsw xn;*?i
@ Vende-se sarja preta bespanhola da meJhor @
Q qunlidadr, por prerorasoavel: naruadoQuei-
mado loja do sobrado amarcllo 11. 29, de J<
Moreira Lopes. ^
@Se<;S-S33@83
Vendem-se 2 carros muito fortes, pa-
ta pretos carregarem fazenda, por pre*o
commodo : na ra Nova n. G7.
() Vende-se superior sarja preta (^
(& bespanhola. ^
/rfk Bengallas finas com lindos cas- \
9 Meias de seda brancas e pretal J
w para senhora. V/
W) Setim preto macan paiacoll- ^
@ tes e vestidos. ($)
^f) Chales de crep, bordados c es- *J)
(gk tampados.
COI AVARIA NA OORLA,
Pecas de algodaozinho liso, muito encor-
pado, a 2$000 e 25500.
Vendem-se na ra do Crespo, loja da esquina que
Tolla para a cadeia.
Para vestido.
J-Aazinhas de cores, ninilo lindos padres, para
vestido de senhora, pelo diminuto prejo de 320 cada
covado : vendem-se na loja de 4 porlas, na ra do
Queimado n. 10.
CAUSAS PARA SEHHORA.
Vendem-se na loja de i fiortas. na rna do Quei-
mado n. 10, camisas de cambraia de linho bordadas,
e com manguitos, muito lindas, para senhora, por
prcc,o commodo.
Veodem-so as oblas seguintes, por W. Scoll:
os Puritanos, volumes; Waverley, 4 volumes; o
Talismn, 3 volumes ; a Priste d'demburso, i vo-
lumes ; Missanlropo, 1 volumc; Qiiintino Dure-
vard, 4 volumes ; Svanho, 4 volumes ; Curso de
Direila Publico, porS. Pinheiro, 2 volumes; Diccio-
nario Theologico, por ab Aquilla. 5 volumes ; Droit
Ecclcsiasl Francez. por Dupin W. ; Juris Canonis,
por Leqneux, 1 volumc : no aterro da Boa-Vista,
loja deourives a. 68.
Vendcm-se caixas com agurdenle da Franr.
no armatem deJoo Tavares Cordeiro na IrSvessa
da Madre de Dos por preco commodo.
Vendem-se novse excellentes quarlaos pti-
mos para carga; na cocheir da Florentina.
I
Saias brancas bordadas para se- /,*
nhora B
Vestidos de cambraia a Por- w
g patlour.
w) Charutos Lanceiros.
@5 Papel pintado para forro de
() sala.
EL Chocolate francez muito supe- />*
S Agua de flor de laranja de muito 7
jg boa rmalidade. ^
No armazem de Victor Lasne, *w)
W ra da Cruz 11. 27.
Na ra das Cruzes n. 22, vendem-se dnas es-
cravas, sendo urna crioula e outra parda, eogoraraa-
deiras, ccslureiras e cozinheiras.
ATTENCA'O.
Na loja da Estrella da ra do Qneimado n. 7 vo-
dem-se as seguintes fazendas para liquidar, corlesde
rasemiras de cores para raleas a 49500, rorles de
brim de linho de cores para cale. a 19800, chapeos
de massa fraucezes muilo modernos a 69OOO, pali-
tos de alpaca mesclada muilo modernos a 69000,
raadapolao muilo fino a 39*00 c 49000, o nutras
mnilas fazendas que os freguezes, vendo os presos,
mo deixarao de compiar.
l.iniIDAt.VO.
Corles de cassas franeezas bonitos padres com 7
o 1|2 varas a 39600 o corle, manteletes prelos e de
cores, muilo modernos a 10> rs., romeirasde fil de
linho bordadas dos melhores goslos que lem apare-
cido a 33800, meias de fio da Escocia muilo linas
para senhoras a 600 rs. o par, lencos de cassa brau-
ros com barra de cor a 140 c 180 rs., e oulros mui-
los ohjeclos que se venden para liquidar conlas por
presos eommodos : na ru do Queimado n. 7 loja
da estrella.
Chegou pelo vapor Solcnl, da Europa, urna fa-
zenda inleiramenle nova, toda de seda, quadros lar-
gos, denominada --Crimea ; vende-se nicamente
na loja da ra do Queimado 11. 40, pelo diminuto
prer;o de I9OOO rs. o covado, e dao-se amostras com
peulior.
Vende-se um violao: na ra de
Aguas-Verdes n. 25.
Conlinua-se a veuder cebla de Lisboa, sola, a
19300 o ccnlo, dita de molbo a 19500, pura acabar
com o resto : na ra do Queimado 11. 38, primeiro
andar.
Riscado de Iistras de cores, proprio
para palitos, calcase aquetas, a 160
o covado.
Vende-se na rna do Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
Chales de merino' de cores, de muito
/ bom gosto.
Vendom-^e na ra do Crespo, loja da esquina que
volla para cadeia.
Vendem-se queijos a 1G00, caixoes rom doce
fino de goiaba a 40(1 rs., nozes a 100 rs. ,1 libra, cha
prelo superior a 290SO, .imcixas a 200 rs., gomma a
80 rs., manleiga a 720, 800. 960, cha hysson a 19600,
25000e 2>(0, bolachinhas americanas a 280, de Lis-
boa a 320, Napolc.lo a 400 rs. : no palco do Carmo,
esquina da ra de Horlas n. 2.
DEPOSITO DO CHOCOLATE IIVGlE-
NICO DA FARRICA COLONIAL.
Este chocolate, o nico preparado com
substancias puras, nutritivas e hvgieni-
cas: vende-se em casa de L. Lecomte Fe-
ron & C: ra da Cruz n. 20.
Prei'os:
Extra-fino. '. 800 a lib.
Superior.. JW)
Fiuo.....500
' Vende-se urna escrava com urna cria : na ra
da Cadeia do Recife, loja n. 50.
Na ruado Trapichen. IG, escriptorio
de Biandera Brandis&C, vende-se por
precos razoaveis.
Lonas, a imitacao das de Russia, de
muito boa qualidade.
Papel para imprimir, formato grande e
pequeo.
Papel de cores em caixas sortidas, mui-
lo proprio para forrar chapeos.
Papel almajo c de peso, branco e azul,
de boas qualidades.
Graxa para arreios de carro.
Candelabros de 6 luzes de feitio ele-
gante.
Tapetes finos.
Alvaiade de zinco muito superior ao al-
vaiade commum, cora o competente sec-
cantc.
Farinha de mandioca.
\ende-se superioi farinha de mandioca
por preco commodo, para fechar cuntas:
no largo da Assemblea n. 12, armazem de
Machado & Pinheiro.
HE MUITO BARATO.
Nos qualro cantos da ra do Queimado n. 20, ven-
dem-se pecas de algodao e de madapnlo, de boa qua
lidade, ;com pequeo loque de avaria, por preto
muilo commodo ; aproveitcm a occasiao que esiao
no reslo,
Alliiiea.
Chegou nova porso dessa econmica fazenda
la, com 6 palmos de largura, a 900 rs. o covado,
pria para vestidos, mantilhas, trages de cler
religiosos, e oulras militas obras : na ra do
mdo 11. 21, luja de J. P. Cesar.
CASEHIRAS BARATAS,
A 39500, corles de casemiras de cores, ea 69-500
Casemira prela lina : na ra do Queimado o. 21.
GABAR.
Riscados francezes largos a 180 rs. o corado, corles
de vestidos de cassa com barra a 19fi00Jlcoberlores
de algodao de rores muilo encorpados 'erando* a
1J0OO, c cassas franeezas finas o (ivas a 320 o cova-
do : na ra do Queimado, loja n. 21, dej. P.Cesar.
Cera em velas.
Vende-se cera era velas em caixas sor-
tidas de 50 e 100 lib. cada urna, chegadas
ltimamente de Lisboa, por preco barato
liara fechar coritas : no largo da Assem-
blea n. 12, armazem de Machado & Pi-
nheiro.
Farinha de mandioca.
Vende-se saccas grandes com farinha :
no armazem de Jos Joaquim Pereira de
Mello no caes da alfandega, e para por-
coes a tratar cora Mauoel Alves Guerra
Jnior, na na do Trapiche n. 1 i.
RELOGIOS INGLEZES DE PATENTE.
Vendem-se por preto muito commodo : no arma-
zem de Barroca & Castro, ra da Cadeia do Recife
n. 4.
Vende-se a casa terrea n. 68 da roa de Santa
Rila desla cidade ; a tratar na ra do Rangel p. 45,
primeiro andar.
Em casa de J. Keller&C, na rna
da Cruzn. 55 ha para vender excel-
lentes piano< viudos ltimamente de II-tm-
burgo.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinlia de mandio-
ca, em saccas que tem um alqueire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazens n. 5, 5 e 7 defronte da escadi-
nha, c no armazem defronte da porta da
alfandega, 011 a tratar no escriptorio de
Novaes &C, na ra do Trapiche n. 54,
ptimeiro andar.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na roa da Cadeia do Recife n. 50 ha para vender
bai 11 rom cal de Lisboa, recntenteme chegada.
Vende-se urna balanra romana com lodos os
sus perlences. em bom oso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se n ra da Cruz, armazem n.4.
Taixas par engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua harer um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-sc a venda, por
pfeco commodo e com promptidao' :
embarcam-sc ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
CEMENTO ROMANO.
\ende-sc superior cemento em barricas urandes ;
assim como tambem vendem-se as linas : alrazdo
lliealio, armazem de Joaquini Lopes de Almeida.
Asead di Edwla H,
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon-
& Cnmpanhia. aeha-sc constantemente bons sorti-
ir.entns de taixas de ferro coado e balido, lano ra-
sa como fundas, moendas inetiras lodas de ferro pa-
ra animaos, agoa, etc., ditas para armar em madei-
ra de lodosos lamanhos e modclnsosmais moder-
nos, machina horisoulal para vapor com forra de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro cstanhade
para casa, de purgar, por menos preto que os de
cobre, esco-vens para navios, ferro da Suecia, fo-
llias de (landres ; ludo por barato preto.
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
ton & C, na rna de Senzala Nova n. 42.
Sellins inglezes.
Relogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montara.
Candieirose casticaes bronzeados.
Chumbo em lencol, barra c munico.
Farello de Lisboa.
Lonas nglezas.
Fio de sapateiro ede vela.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa n. 7.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se farclo novo, chegado de Lisboa pela barca 6*ra-
fic'ao.
Vende-se escolente taimado de pinho, recen-
lemenlo rbesado da America : na rui de Apollo
trapiche do 1'erreiia. a enleuder-se com o adminis
rador do mesmo.
FUfiKhAS HUTAS.
\ e4e-M panno prelo muito fino, de 39 a 690OO o
covado, corle de casemira prela selim a 58500, cor-
tes de colleles de selim Macao a 29800, alpaca preta
de lustre, fina, de 600 rs. a I9OOO o covado, lencos
de selim prelo a I96OO, e outras muilas fazenda*
prelas: na loja da ra do Queimado n. 40.
Fumo de Garanhuns muito bom.
Vende-se na ra da Cambija do Carmo n. 12.
Vende-se farello de Haraburgo em
saccas muito grandes, chegadas ltima-
mente e por preco muito commodo : na
rna do Amnrim 11. 48, armazem de Pau-
la & Santos.
\ 111I10 genuino do Porto de 1834, \
engarrafado naqucila cidade, em
, caixas e as duzias: vende J. B. da
W Fonseca Jnior, no seu escriptorio
.% rna do Vigario n. 4.
MECHARISMO PARA ENGE-
NHO.
NA rUNDICAO DE FERRO DO ENGE-
NHEIRO DAVID W. BOWNIAN. NA
RA 1)0 BRUM, PASSANDO O CHA-
FARIZ,
ha sempre um erando sortimento dos teguinles oh
jeclos de merhanismos proprios para enrermoS, a sa-
ber : moendas o meias moendas da mais moderna
construccao ; urnas de ferro fundido balido, de
superior qualidade. e de todo, o Umanho* ; rodas
dentadas para aeuaou animaes, de lodo as propor-
coes ; or vos e boceas de ornalha e resiilros deboei-
ro. aaulhoes,bromes parafusos e eavilhoes, moinho
de mandioca, ele. ele.
NA MESMA FUNDICAO
se execulam todas as encommendas com a superiori-
dade ja conhecida, e com a devida presteza coumn-
didade em preto.
GrosdeNaples a JflOOOrs. ocovado!
Na ra do Crespo n. 5, vendcm-sc ricas sedas fnr-
ta-cores. lisas c de quadros, lindos goslos, com om
pequeo loque de mofo que pouco se ronlieee, pelo
barato preco de 19 o covado. Assim como seacba
na mesma loja um lindo e variado sortimento de se-
das que se vendem muilo barato.
MMHt *-e;?tf ****
6 \ ESTIDOS DE SEDA A 22901XK
T Ha na loja de Manoel Ferreira de Si, na *
:i ra da Cadeia-Velha 11. 47. vestidos de'seda
.' os mais modernos a 229000 eflda um: ha "
7 tambern gris de aples de flores a 29000 rs. b
5 covado. mcia casemira de laa pura por 9
8 2>>O0rs. o corle decalca, e oulras fazendas fi
fS muilo baratas.
CEMENTO ROMAHO.
\ oiulc-se superior cemento em barricas e a rela-
Iho, no armazem da rna da Cadeia de Santo Anto-
nio de maleriaes por preto mais em conta.
CAL DE LISBOA A 4^000 RS.
Vcndem-ie barris com cal de Lisboa, chegado iio
ultimo navio a 49000 por cada urna : na Oua dp Tra-
piche n. 16, segundo andar.
OLEO DE LINH AC
cm barris e bolijocs : no armazem de Tasso Ira
Champagne da snperior marca Cometa: no zem de Tasso Irmaos.
\ ende-se por proco commodo, um carro novo
de 4 rodas e i assenlos, e tambem um cavalio rui;c :
a pessoa que precisar, dirija-se Soledade, silio dos
Ues, a qualquer hora do dia, que ahi achar com
quem tratar, ou annuncie a sua morada para sor
procurado.
ESCRAVOS FGIDOS.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglczas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de emprc-
ga-lo no idioma portuguez, cm casa tie
N. O. Bieber & Companhia, na ruada
Cruz. n. 4.
Vende-se urna rica mobilia de jaca
randa', coin consolos e mesa de tampo de
marmore branco, a dinheiro ou a prazo,
confrmese ajustan- : a tratar na ra do
Collegio n. 25, taberna.
Devoto Chtistao.
Sabio a luz a 2." edicao do livrinho denominado
Devoto ChrislAo.mais correlo e acrescentado: vende-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da In-
dependencia a 640 rs. cada excmplar.
PUBLlCAgAO' RELIGIOSA.
Sabio i luz o novo Mez de Maria, adoptado pelos
reverendsimos padres capucliinhos de N. S. da P.-
nha desla cidade, augmentado com a novena da Se-
ntrara da ConccicJIo, e da noticia histrica da me-
dalha milagrosa, e deN. S. do Bom Conselho : ven-
de-se unicamenlc na livraria n. 6 8 da praja da
independencia, a 19000.
Monhos de vento
'om bombas do repuxo para regar borlase baila,
decapim, na'fundir.io de I). V. owman : na ra
do Briiiu ns. 6, 8elO.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, sclic-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Jpneiro.
Vendem-sc ricos e modernos pianos, recente-
mente ebegados, de excellentes vozes, e prefos eom-
modos em casa de N. O. Bieber & Companbia, roa
da Cruz n. 4.
Vendem-sc lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem deN. O. Bieber&C,, ruta da
Cruzn. 4. #
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a lia-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias# moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de rodos os tamauhos, para
dito.
Vende-se om cabriole! com mberla os com-
pelenles arreios para um cavalio, tudo quasi novo :
par ver, no aterro da* Boa-Vista, armazem do Sr.
Miguel Segeiro, c para tratar no Recife ra do Trapi-
cho n. I i, primeiro andar.
CEM MIL RES DE GRATIFICACAO'.
Desappareceu no dia 8 de selembro de 1854 o es-
cravo, crioulo, de nome Antonio, cor fula, reprsen-
la ler 30 a 35 anuos, pouco maiseu monos, he mai-
to ladino, cosluma Irocaro neme c intitular-se forro,
e quaniio se ve perseguido diz que he'desertor ; fui
esersvo de Antonio Jos de Sanl'Anna, morador no
enscnlio Caite, da comarca de Sanio AnIAo, do po-
der de quem desappareceu ; esendo raplurado e re-
colludo. cadeia desla cidade com o nome de Pedro
Sereno em 9 de agosto, foi ahi embargado por exe-
cuco de Jos Dias dt Silva liuimaraes, e ltima-
mente arrematado cm prata publica do juizo da le-
sunda vara desla cidade om 30 do mesmo mez, pelo
abaixo assignadn. Os signaes sao os seaninles : ida-
de :0 a 35 annos, estatura regular, cabellos prelos e
carapinhados, cor amulatada, olbos escoro*, narix
erande e grosso, beicos grossos, o semblante fechado,
bom barbado, com todos os denles na frenle; roga-
se as niitjWades policiaes, capilAes decampo e pes-
soas parlirulares, c apprehendam e mandem nesta
praca do Recife, na na larga do Rosario n. 24, que
receber a gratilicacAo cima, protesta contra quem
o livor occulio.Manoel de Almeida Lope*.
Desappareceu na segunria-feira, 5 do corrento,
o moloque, crioulo, de nome Herculaoo, catalura
retular, o rosto um pouco eomprido, quando falla
eaguoja um pouco como se eslivesse com medo ; la-
you calca de casemira de quadros iniudos, fizenda
iugleza, e camisa de madapolo alguirja rousa sujii:
quem o pesar ser gratificado : na ra do Torres o.
42, quarlo andar.
Da povoacAo do Brcjo de Facundos, provincia
da Paraliibn, fugio ou furtaram um mulatinho com
os seeuiulps sigDaes : idade lannos, pouco mais ou
menos, altura de 5 ou 6 palmos, os pos meio torios
para denlro, bonita figura, se lite ir pergonlado lil-
vez declare (|ue foi morador oa tilla d
quella mesma provincia, o qual sabio d? Fagutvl
na quarla-frira de Cinza : quem o. appreheuder
der noticias ciadas, dirija-se i ra do Crespo, loja
n. 6, ou a Domingos Martins Per
l'agundes, que ser bem recompen
No dia 4 de marco desappareceu o cabra JoSo
indo de manha para o Recife venda
cavalio alaso, bem carnudo, pee!
branco, nina lislra branca na testa, u
espinbaco. urna cicatriz na espadua
rom os denles ainda abortos, ps e.mlli
cabra lem os signaos secuiules : ella
urna ferida grande na sola do pe direito, aleijade do
braco direito, ipie nao pode cslende-lo; foi vislo
rom camisa de algodAo da Balda, e outra por cima,
de bata azul, de mangas curtas, calcas de algodao
de lislra americano ; o dito cabra foi"valo no dia 5
na estrada de Iguarass, elle foi do serlAo : rogn-se
as auloridades policiaes, capilAes de campo e parti-
culares, o obsequio do apprebenderem e mandarem
entregar a sua senhora D. Auna Benedicta Bocha a
Silva, no silio do Forle, na estrada nova, ou na ra
la Sania Cruz, na Boa-Vista, taberna n. 3, que se
pagar as despefas. .
Deposito de vinho de cham- W
iagne Cltatcau-Ay, primeira qua-
idaile, de propnedade do
de Marcuil, ruada Cruz do
iie n. 20 : este vinho, o melhor
de toda a Champagne, vende-se
a otiOOO -s. cada caixa, acha-se*
unicamenlc em casa de L. Le-
cmtc Feron & Companhia. N.
B.As caixaS sao marcadas a fo-
goConde de Marcuile os ro- I
tutos das garrafas sao azues. (
im-m-mmmmm
Potassa.
No anligo deposito da ra da Cadeia Velha, es-
rriplorio n. 12, vende-se muito superior potassa da
Russia, americana e do Rio de Janeiro, a pretos ba-
ratos que he para ferhar conlas.
Na rna do Vig ario n. 19 primeiro andar, len a
venda a superior flanella para forro de sellins che-
gada recentcmeute da America.
(EEM0 ROIAM BRANCO.
Vende-se cemento romano branco, chegado agora,
de superior qualidade, muilo superior ao do conm-
ino, cm barricas e as linas : alraz do thealro, arma-
zem de laboaa de pinho.
Vendem-se no armazem n. 60, da rna da ("a-
dcia rio Recite, de ilenry Cihson, ns mais superio-
res relogios fabricados cm Inglaterra, por precos
mdicos.
A 480 rs. a vara.
Na loja de Guimares & Delinques, ra do Cres-
po n. 5, vendem-se cassas franeezas muito finas, che-
gadas ltimamente, de goslos delicados, pelo barato
preto de 480 rs. a vara : assim como lem um com-
pleto sortimento de fazenda Dnas, ludo por prece
muilo commodo.
$ Desappareceu do engenho do
^ abaixo assignado.no dia 1 demar-
(A co de 1855. um cscravo mulato
& de nome Jeronymo, de idade 20
S a 22 annos, baixo, grosso, de boa
? cor, esta' principiando a bucar,
*7 cabello preto, puxa da perna di-
$) reita, proveniente de ter o joelho
<$) inchdo, foi escravo do capitao
gb Jos de Coito e Silva, senhor do
g) engenho MERENGABAS, de San-
<^ to Antao, e vendido ao abaixo as-
j. signado pelo Sr. BegencrardoCoe-
'2 lboCavalcantCayerana,esupp5e-
9 se ser seduzido por alguem para
'*) fugir : o abaixo assignado protes-
'^ testa contra quem o tiver oceulto
C com todo o rigor da lei ; roga-se
A a todas autoridades policiaes e ca-
,g*k pitaes de campo, a captura do
S do dito escravo. o qual poii
* entregar no Recife, ra rio Que-"
W mado taberna do Sr. Joaquim de
& Almeida e Silva, ou no engenho
($) dasMattas.deAntonio de Paula
(Jh Souza Leo.
r1
Desappareceu no dia 6 de marro rorrenle, pe-
las? horas da manbAa, um negro cassango, de nome
Manoel, de 40 annos, pouco mais ou menos, baixo,
corpo serr, pos tarcos e secos ; levou calca de ris-
cado azul e camisa do mesmo, o tambem levon nma
Icouxa, contendo urna camisa branca c oulra encar-
nada ; pode-se recouliecer por ser quebrado, e tam-
bem as mAos por ser amaasador do padaria : quem
o pecar, leve-o ao aterro da Boa-Vista n. 50, pada-
ria fraucea, que aera recompensado.
CEM MIL RES DE GRATIFICACAO'.
Deapparecen no dia 6 de dezembro do anno pro-
x.mo paseado. Benedicta, de 14 nnnn* de idade, ve-
ca, craeaboclada ; leven um vestido do chita rom
liitras edr de rosa ede caf, e outro tambem de chi-
li branco com palmas, um lenco amarello no pesco-
cu j desbolado: quem a apprcbender conduza-a
Apipuro, no Oitciro, em casa de Joao I.eite da Aae-
vodo, ou no Recite, na prata do Corpo Sanio n. 17,
q e recebera a gralificatAo cima.
l'EKN TVP. DB M. F. DE FARIA. -1855
un ni iin


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