Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00903


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Full Text
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Por 3 mezes adUntadoi 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
SABBADO 10 DE MARCO DE 1855.

Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
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Jv
DIARIO DE PERNAMBCO
F.NCAKIIBUADOS DA SUBSCRIPt: VO-
Reeife, o propriel?rio M. F. de Faria ; Rio do Ja-
neiro, o Sr. Joao l'creira Martin*; Baha, o Sr. I>.
Duprad ; Macei, oSr. Joaquim Bernardo de Sleii-
rionja ; Parahiba, o Sr. Gervazio Vctor da Nalivi-
dade ; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira Jnior;
Aracaty, o Sr. Antonio de Lomos Braga", Cear, o Sr.
Victoriano Augusto Borges; MaranhAo. o Sr. Joa-
quim Marqsses Rodrigues ; Piauhy, o Sr. Domingos
Hercolano Ackites Pfcwoa Cearence ; Para, oSr. Jus-
tino J. Ramos ; Amazona, o Sr. Jcronymo da Costa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 28 1/2 e 28 1/4 d. por 19.
Paris, 310 rs. por i f.
< Lisboa, 95 a 98 por 100.
Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Acc,6es do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberas ao par,
da companhia de seguros ao par.
Disconto de lutiras de 8 a 10 por 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanholas* . . 299000
Modas de 69400 velhas. 169000
de 69400 novas. , 169000
> do-i000. , 95000
Praia.Paiacoes brasileiros. . . 19940
Pesos columnarios, . 19940
19860
I'AMIDA DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, ExeOuricury, a 13e28,
Goianna e Parahiba, segundas e sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
PREAMAR DE IIOJE.
Prime-ira.'i 10 horas e 6 minutos da manhaa.
Segunda s 10 horas e 30 minutos da tarde.
AL'DIEXCI \S.
Tribunal do Commercio, segundase quintas-feiras.
Relacao, tercas-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
I* vara do civel, segundas e sextas ao meiodia.
2* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
1 l'IM.MI l'.IIMS.
Marco 3 La cheia as 8 horas, 22 minutos e
40 segundos da tarde.
11 Quarto minguante aos 11 minutos e
37 segundos da tarde.
> 18 La nova as 2 horas, 25 minutos
31 segundos da manhaa.
25 Quarto crescente aos 5 minutos e
37 segundos da manhaa.
DIAS DA SEMANA.
5 Segunda. ( Eslavo de S. Cirnanle) S. Focas.
6 Terca. (Estecao a S. Balbina( S.Victor.
7 Qiiana. (Estagao a S. Cecilia) S.Thomaz de A.
8 Oiiinta. (Estacaoa S. Mara Trans Tiberina-
9 Sexta. (Estaco a S. Vital) S Francisca R.
10 Sabbado. ( Estjo aos Ss. Marcellino e Pedro)
11 Domingo. 3." da Quaresm (Eslagao a S. Lou)
renco extra muros ) Ss. Candido, e Heraclio.
Tendo diversas pessoas pedido
a dlstribuicao1 deste lHari, na es-
trada que segu do Mondego a
Apipucos, resolveu o proprleta-
rlo satisfacer este desejo creando
urna linha de dlstribuica'o que.
principiando no Mondejo, segui-
o Mangnlnho, Ponte de l-
Parnameirim, S. Anna, Ca-
sa-Forte, Monteiro e Apipctcos.
Os Srs. que Ja' sa'o assignantes, e
aqnelles que qnizerein de novo
subaerever, qneiram mandar seus
nomes e moradas a livrarla n. 6 e
8 da praca da independencia, pa-
ra qne se d eomeco a entrega das
folhas com brevldade.
PARTE OFFICTAL
OOVEBNO SA PROVINCIA.
Expedlemt* do da 28 do feverelro.
OflleioAo Exm. commandanle superiorda guar-
da nacional deste municipio, recommendando a ex-
pedjAo da suas ordeos, para que seja dispensado do
servios da mesma.guarda nacional, durante a sessAo
ordinaria da assemblca legislativa provincial do cor-
ren!* anno, o continuo da casa da mesma assemblca
Pedro Paolo dos Santos.
DitoAo mesmo, transmutando por copia, nao s
0 aviso circular da repartido da joslira de 24 de Ja-
neiro ultimo ; mas tambero os de 5 de jolho de 1852
e 30 de noverobro de 1853, a respeilo do modo por-
que deve ser contada a antiguidade dos ofliciaes da
gparda nacional.Neste sentido ofliciuu-se aos de
maia cemmandantes superiores da guarda nacional
da provincia.
DitoAo inspector da thescuraria de fazenda,
para informar se haver inconveniente em faier-se
trirneasalmenle o adiautamento dos dioheiroi para
as desperas da colonia de Pimenleiras.
DitoAo mesmo, recommendando a expedrAo de
suas ordens,para ser rocolliiJa a recebedoria de ren-
das internas, vista da nota que remelle por copia,
a importancia dos direilos e emolumentos que est
a dever Maooel onralves Ferreira da Silva, pela
mercqoe obteve da serventa vitalicia do oflicio de
depositario geral desta capital.
DitoAo mesmo, para que, vista da conla que
remelle, mande indemnisar a repartirlo da marinba
da qualia da S20 rs. que se despendeu com
os concertos de que necessitava a verga do lelegra-
pho do coHegio.Commnnicon-se ao inspector do
arsenal de marinha.
DitoAo mesmo, recommendando que expela
suas ordeos para que'o inspector da alfandega desta
cidade consinla no despacho, isentu de direilus, de
1 25 barricas de cemento viodas no brigue iuglez
Mar y Ann, por cncommenda do inspector do arse-
nal de marinlia, e bem assim de um relogio para o
tunuis daqnella reparlijo e de un aparelho mode-
lo para gat.Communicon-se ao referido iaapector.
DitoAo cliefe de polica, inteirando-o de h'aVer
transmillido a tliesouraria de fazenda para seren
pagos, estando nos termos legues, s prets e conlas
que S. S. reuielteu dos vencimenlos da escolla de
guardas nacionaes que conduzio seta recrutas e um
rtor to termo de Flores para esla capital, e das
despezs feiUi com os mencionados recrutas e de-
sertor.
DitoAojuiz relator da junta de juslija, Irans-
mttindo, para serem relatados em sessAo da mesma
jnnta, os procesaos dos soldados Jojo do Amaral.
Manoel Gomes eBellarmioo Svares Mangabera, es-
te da companhia fin de cavallara, e aquelles do 2/
de infantaria.Participoa-se ao coronel
commandanle das armas.
DitoAo director das obras publicas, dzendo que
ase. lavrar o termo de recehimonlo definitivo
da obra do caes de Apollo, -c inteirando-o de haver
expedido ordem para qne o inspector da thesonraria
de tasenda, i vista do competente certificado,mande
pagar ao arrematante daqnella obra a importancia
da ultima presta cao de seu contrato.
oAo inspector da thesonraria provincial, para
mandar acreditar o thesoureiro pagador da repart-
as publicas, na quantia de 2019770 rs.
ndeu com estudos graphicos em Olinda.
unicou-se ao director daquella reparlirAo.
-Demilliiido a Jos Marcellino da Fon-
seca, do logar de thesoureiro pagador da rcparticAo
ilicas, e nomcando para o mesmo lu-
Peregrioo da Silva.Fizeram-se as ne-
cessarias communicarScs a respeilo.
DitaO presidente da provincia rcsolve, nos ter-
mos do artigo 3. do regulamenlo provincial de 1:1
de Janeiro deste anno, nomcar para presidente do
ronselbo administrativo do patrimonio dos orphAos
a barftb de Capibaribe : para secretario a Antonio
Jos de Oliveira, para thesoureiro a Joaquim Fran-
cisco Doarle, para 1." vogal do mesmo conselhn ao
Dr. Joaquim Jos da Fonseca, e para 2. a Jos Vic-
torino de Lmos, e ordena que so expejam ncslc
sentido as convenientes communicajOcs. Expedi-
rn)-se estas.
I," de marco
leio Ao inspector da Ihesouraria de fazen-
da, devolvendo os documentos comprobatorios das
despezs feilas pelo alferees Antonio Marques de
, quando em servijo na comarca de Flores
tagne! de cavallos, para conducho de sua
un, afim de que mande pagar a eise uflicial
a quantia de 2079360 rcis, constante dos supradi-
tos docnmmlos Communicna-se ao commandanle
das armas.
Dilo Ao director das obras publicas, dizendo
que pode contratar com Evaristo Mendes da Cunta
e Aievedo o fornecimento, por espajo de um anno,
de toda a cal, qne for precisa para as obras a cargo
daqnella reparlicAo, sendo a preta a 350 rs, o al-
qoeire, e a branca a 19200 rs. Communicou-se
Ihesouraria provincial.
Dito Ao commandanle do eorpo de polica,. Decreto n. 1545 de 31 de Janeiro de 1855. Crea mais
ra mandar anresentir ao l)r. chefe de polica m i,n,ni,in a.ji^, j --.i-i n..n.i
para mandar apresentir ao l)r. chefe de polica
amanbAa, s 10 huras do da, nm inferior o oilo sol-
dados daqualle corpo, afim de escoltarem presos de
juslija al ao lermo de Caroar.Communicou-se
ao referido chefe.
Dilo A Manoel Carneiro deSouza Lacerda.
Fico seienle de haver Vmc, segando me commu-
nicou em o seu olDcio de hontem, completado, co-
mo presidente da administradlo do patrimonio dos
orphAos, o biennio para que foi horneado, e de nao
poder continuar a ejercer as funcccs de semelhan-
te lagar qne desempenhoa com louvavel zelo.
Portara Mandando que os corpos da guarda
nacional do Bonito tenham as suas paradas nos la-
gares indicados na tabella anta.

0 CAPITA PLOEVEH. ()
Por E. Oaadin.
1PR1MEIRA. PARTE. -'
.. ------
IX
A hab'tlarSo de Angremont.
Para aeharroos a rasa que o Maluino assignalon
romo sospeila, hemister que nos attaslcmos da praia,
e penetremos no interior da ilha. As estradas mo
sAo ah calcadas de pedras, nem lera vallados de es-
golo; silo veredas creadas pelos viajantes e alarga-
das pela passagem das carretas que transporlam as
mercaderas e as cannas de assucar.
Segnindo essas veredas desde a enssada de Mari"
gol at ao morro de Cabris, atrave?sa-se um terreno
semead de barrancos profundos, e que conserva os
vestigios de levan lamen los volcnicos numerosos e
recentes A vegelacSo aM desenvolve-se al as (en-
das dos rochedos.
A proximidade das praias he dominio das raan-
gneiras, e dessa fanjilia de vegetaesfccujos ramos lo-
cando na trra cnrnlzam e laneam novas vergonleas ;
no meio cretcem o pao-ferro, o acaj, o sndalo, o
guaiaeo de flores zoes ou brancas, a acacia branda
e dura, e as palmciras ; cmflm nos tuzares elevados
comeca a regia,, \oi [(tos, e dessa especie'de sensi-
tiva sojtita ;i iiularAo, que abre as folliai ao ixscer
do sol, e facha-as log que cliega nolte.
Desta parle da ilha", quando o ero esl puro e o
ar transparente, nde-so abarcar com a vista essa ca-
dei de montes, ,\e ilir^cm-sedonnrle ao sul. Do-
minando a reiiiao inferior, sAo dominados lamhem
por am volcAo que eslava em actividade anda lia
meio scalo. Das enenstas dessa cadeia saliem a leste
e oesle urna mullirtAo de regalos, qne corren) impe-
luosamenle em leitos escarpados, fertilbam as pla-
nicies a desembocam no mar alargando-se e for-
t mando cliarcos, qt)e tornam-se focos de una insalu-
brdade permanente.
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am csquadrAo de ravallaria da guarda nacional,
as freguezias de Mi ribera, Sanio Amaro de Ja-
boal.io, e S. Loureoco da Malla do manielpio do
Reeife.
Altendendo n proposla do presdanlo da provincia
de Pernambnco : Hci por bem decretar o segninta :
Arl. 1. Fica creado mais am enqaadrao de caval-
lara da guarda nacional,as freguezias da Muribeca,
Santo Amaro de JaboalAo e S. Loorenco da Malta
do municipio do Reeife.
Art. 2. O referido esquadrlo lera sua parada no
lagar qoc Ibe for marcado pelo presidente da pro-
vincia na eooformdade da le.
JosThomaz Nabneo de Aranjo, do meu conselho,
mini.slro e secrelario dos negocios da jusliea, assim
o leuda enltndido e faja executar.
Palacio do Itio de Janeiro, em 31 de Janeiro de
1855 31. da independencia e do imperio. Com a
rubrica deS. M. o Imperador. Jote Thomaz Sa-
buco de Araujo. Conforme, Jonno do Isatcimen-
lo Silva.
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(*) Video Marin. 56.
Dila Determinando que os lugares das para-
das para os corpos da guarda nacional do monici-
pio de Pao d'Alio sejam os constanles da tabel-
la junta.
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Dila Determinando que as paradas di corpos
da guarda nacional de llores sejam os indicados na
tabella que a esta acoropanha.
COMMANDO DAS ARMAS.
Quartel-feoeral do consmando das armas de
Peraambaoo na cidade do Reeife, eaa 9 da
marco de 1855.
ORDEM DO DIA N. 5.
Qncrendo o marechal de campo commandanle das
armas, que os eonselhos de administrado dos corpos
do ejercito sob sua jorisdiccjlo nesla provincia, s-
gam urna regra invariavol quanto aos dias de reu-
niao, para dar entrada nos respectivos cofres aos
diuheiros desuados ao rancho, recebidos na Ihesou-
raria de fazenda, jnlga conseqnente eslabeleeer, es-
cudado para isso no aviso do ministerio da guerra de
7 de agosto do arnio lindo, que os eonselhos admi-
nistrativos dos meimos corpos (enham mensalmente
duas reunies ordinarias, a prmeira entre os dias 1
e 5 para dar entrada aos dinheiros recebidos, de II
ao fim do mez antecedente; e a seganda entre 11 e 15
para o recolhimento dos dinheiros recebidos de 1 a
10, e que qaando por motivos imprevistos as reunides
se nao possam fazer Das duas pocas designadas, se
faram extraordinariamente logo que cessem esses mo-
tivos, os qoaes devero ser consignados no respectivo
termo ou acta da sessito.
O mesmo marechal, tendo observado qne o ran-
cho das pracas dos corpos n3o he servido eom aquel-
te asseio que convm e a civilidade aconselha, cha-
ma para esse ponto aliento dos Srs. commandan-
les, e determina que enderecem ao quarlel-general
suas requisiroes para o fornecimento de mesas e ban-
cos que forem precisos, c autorisa que dos fundos do
mesmo rancho se tire o quantilalivo necessari} para
a compra de loajhas, pratos e fallieres, em ordem a
que o servido da mesa seja completo e decente.
Finalmente, o marechal de campo commandanle
das armas, com o fim de desobstruir as prisoes dos
corpos do' grande numero do presos, que com detri-
mento de suas saudes se acbam amonloados, deter-
mina que desde j sejam aquelles presos de crimes
mais graves transferidos para a fortaleza do Brum, e
que isto se observe sompre que o numero dos presos
uta estoja em relajo a capacidade das prsAes.
Jote Joaquim Coelho.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudanle de
ojdens encarregado do detalbc.
COMMANDO SUPERIOR.
S. Etc. o Sr. commandanle superior manda pu-
blicar, qae nos dias 12, 13 e 14 do correle reunir-
se-lia a junta medica, no quarlel do commando su-
perior, na ra da Aurora, pelas 10 horas da ma-
nhaa, afim de inspeccionar aos Srs. oflicuei da
guarda nacional desto municipio, que reqnereram
reforma, em virlude da le n. 602 de 19 de selem-
bro de 1850.
Qoartel do commando iuperiof> da guarda nacio-
nal do municipio do Reeife em 5 de marro de
1855. Sibaitio Lopes Guimariet, leuenle-eoro-
nel chefe de estado-maior.
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Para ncliar um ar mais salular dere-se ir n base
dos oileiros. Era ahi que eslava situada a habitar/io
de Angremont. Nada havia mais magnifico do que
esse sitio, cuja mageslade era temperada por ama
especio de grac,a rustica e um tanta selvagem. O
terreno, em vez de conservar um nivel regalar, es-
lava semeado de pedras grandes coberlas de musgo
c de haca, em cima darquaes repousavam de quan-
do em.quando rolinhas cinzenlas. Dous regatos en-
laeavam a parle superior da habitacao, e confundin-
do-se formavam um riacho com margeos frondosas.
Na peninaala havia urna plaotac^to de cafeeiros, e
na confluencia elevava-se a casa, rodeada de labo-
leiros de ralva desenliados com alguma arte.
Ao primeiro lanjo de vista era fcil a qualqaer
certificar-se de qae essa coustruceao remootava
grande poca colonial, c aos lempos em que o faslo
dos eroulos nAo recuava diante de nenhanta prodi-
galidade. Era am verdadeiro castello precedido de
ama magnifica avenida de tamarineiros. Era cons-
truido de madetra smnle; porque os terremotos,
a qae a ilha be sujeila, nAo permittem outra euusa ;
mas eslava encoberta debaixode 18o ricas esculturas,
que as pedras nAo teriam tidn mais bello aspecto,
nem produzido inaior elTeilo. Um poi.il de duas es-
cadas conduzia a am lerrajo. donde a visla abrca-
las Terra Grande, a Baixa, o istlimo qae as sepa-
ra, os mares interiores que os banham, e as ilholas
de qae sflo semeados. Na fachada ahriam-se dez ja-
uellas e oulras tantas para dous pavilhoes, qae guar-
neciara urna especie de pateo de honra. As depen-
dencias da habitadlo ficavam atrs das conslruceoes
priucipaes, e formavam urna especie de campo cir-
cular comprehendendo os aposentos dos escravos, os
geraes do cailello, os armazeos, o engenho de fazer
assucar e o gallinbeira.
Todava om exame mais atiento fazia decahirmni-
lo a opiniAo formada primeira visla. Castello, ter-
rajo, avenida, e dependencias, ludo^peccava por de-
lelxo. Via-se que a riqueza dos sentares actoaes
nAo eslava em proporro com suas magnificencias do
lempo passado. As escullo#as nodnadas pelo lempo
e roldas pelo sol necessllavam de reslaararao, as fa-
chadas apresenlavain algamas fendas, as arvores
mnl tratadas nao realcavam a belleza da perspecti-
va, os laboleiros de relva eslavam desprezados, o
terrajo coberlo de liervas parsitas, e at o pateo
fra invadido. Por loda a parte reinava essa negli-
gencia eruina, qie rcvclaui a insafliciencit d recar-
EXTERIOR.
QUESTAO' DO ORIENTE.
Paria 8 de feverelro de 1855.
He nm, mez periodo bastante largo para que os
meui leltores esperassem receber pelo actual paque-
te algoma noticia de estrondo sobre a grande qoes-
lo que ha tanto esl preoecupando o publico : nada
porm de definitivo lenho por em quanto a relatar-
Ibes, apezar da abundancia de pequeninos aeonleci-
mentos.
Alcancam 131 de Janeiro as ultimas noticias da
Crimea. Conlinoavam nesla dala os Francezes a
avauear os suas bateras, apezar da immensa nev
que de continuo eslava cahindo, e achavam-se ellas
j a poucos melros da praja, nao obstante ser por
Menscbikofl assoverado o contrario ao seu governo.
O fogo nao havia sido mnito vivo as ultimas sema-
nas, porm as bateras de morleiros incommodavam
forlemenle o inimigo, se bem que asseverasse tam-
bem o general russo que nenlium damno Ihe cansava
absolutamente o fogo dos alliados, o que nao combi-
na com o que de toda a parte so diz, Uto he, qne
12,000 operarios esiao do dia e de noile oceupados
em reparar as brexas feilas pelas balas. Menschi-
koff e l.iprandi continuam a concentrar as suas tro-
pas ao norte da Sebastopol, e tornam os Rassos in-
conqaislavel a parte septenlrional da cidade que do-
mina completamente o porto e a parle do sul mais
energiesmenle atacada o Dcos sabe quanln lempo
ainda resistir a famosa fortaleza, e mesmo se afinal
yira a suecumhir, eom lanos e 13o variados elemen-
tos de resistencia.
Tcem sido na realidade admirareis de coragem e
resignarlo os soldadus do Occidente, e poucas bala-
Iha IAo memoraveis como as d'.VIma e I.ikcrman,
aprsenla a historia d'esle secuto ; urna vez porcm
que logo aps ellas, s sob a cnlhusiaslica impresAo
do momento, nAo foi a praja investida, muilo mais
dlflkilmenlo o ser agora, que numerossimos refor-
jos Ihe hAoehegado equolidionamonlechegam, c qae
o exercilo inglez se aeha sensivelmente atenuado e
reduzido.e o que he peior,impossibililado de receber
novos reforjos da melropole. I.ulam ao mesmo
lempo os alliados contra as intemperies de um clima
por extremo rigoroso o contra forjas superiores de
um inimigo que so defende no proprio territorio, e
cujos recursos de lodo o genero sao inexgolaves. He
pois mioha opiniAo (e oxal me engae) que s na
prxima primavera sedar mais vigoroso impulso a
opcrajOes decisivas conlra a prora, e qae d'aqui al
l nada mais farAo os alijados do que procurar man-
ler-se as posijes onde tao irresislivelmenle sa bao
fortificado. Caso novo e singular na historia militar
de todos lempos e de todos os povos va i um exer-
eito atacar orna praja, e he elle proprio quo se v
obrgado a construir oolra da frente para que della
c defenda !...
NSo falla qoem, pouco soffredor, ou conhecendo
mal as escabrosasdifilculdades da agigantada empre-
za, virulentamente declame contra a impericiache-
gam oulros a dizer cobardados generaos do occi-
dente, e envolvam as mesmas censaras Canrobert
e Ragln. Nao ha mais gratuita e injusta aecusa-
co. O que porm he cerlo,lie que por falta de coad-
juvajAo ingleza se no-fia podido avanrar mais. Por
um de seus ajndanles d'oTdeos mandou Canroberl a
I.aiz Napolclo sima extensa memoria, na qual se jus-
tifica das imputajjies que repata offeusivas sua al-
ta o bem adquerida reputajo militar. Nella expli-
ca o dislinclo general as difliculdades qne se leem
apresenlado o al se felicita do nao haver lomado
uma parle da cidade (como hoavera podido faze-lo)
pois estaran alli as suas (ropas muilo menos segu-
ras do que as forlifieajes qae mandou levantar. A
falta, por ontro lado, de cavallara e de cavallos de
liro (dos quaes sao precisos 3,000 para transportar a
artilbaria tam impedido que se offereja uma batalha
decisiva e formal a MenschikolT. Na sua memoria
ao imperador, notavel pela franqueza de soldado com
que he redigida, v-se em fim Canrobert obrgado a
confcisar que o colloca em terrive! posijAo o exerci-
lo inglez, cujo valor he cima de loda a cxpressAo,
mas que, mal abastecido, nao sa precavendo dos
ataques do inimigo com a precisa vigilancia, vagaro
so era suas monobras, c inhbil om seus Irabalbos
(formses palavras de Canroberl) lem servido mais de
embararo quede provelo para as tropas france/as.
O mesmo asseveram, em linguagem mais ou menos
virulenta e mordaz, todos os peridicos inglezes, in-
clusivamente o Timet. o qual declara que o espec-
tculo at boje dado (los exercitos alliados no Ori-
ente, s ha servido para que se faja allissima ida
das tropas de Franja c de sua brilhanle organisajSo
militar, e para corapromeUer e sacrificar a repulajao
histrica dos Inglezes.
Agradeceu Luiz NapoleAo a franqueza do general
francez, conferndo-lhe logo depois daquella sincera
e leal exposijAu a medalha militar por elle proprio
instituida, em qaando na Inglaterra ficaram todos
aterrados eom o que de lanos lados se confirma, e
feridos no seo orgulho nacional, e declamando enr-
gicamente conlra o governo, e representando conlra
elle no parlamento, e pedindo a substituirlo de mi-
nistros inhabes por oulros que mais tenham a peito
os verdadeiros inleresses e a gloria militar da Ingla-
terra. Fcil de explicar he semelhante exitajAo se
he verdade metade apenas do qae em sentidas vozes,
e tocando a rebate, apregoam as folhas de Londres :
O estado do exercilo inglez diz uma) nao o torna
apto para uma campanha violenta no invern o he
nm fado a relirada de quasi todos os seas chefes. n
i O qae he inaegavel, (acrescenta oulra) he que o
exercilo inglez esl reduzido a um aggregado in-
forme de homeus sem disciplina e sem organisajao
alguma ; loda a guerra pesa sobre os Francezes, os
quaes a Ululo de prestarem auxilio aos Inglezes (e
realmente tifos prestara, fazem a polica do acampa-
mento britnico ; por isso sao unnimes as qucixas
contri os oflictaes superiores inglezes e comejam es-
tes a relirar-se paraa sua patria, por se nao poderero
entender nem com os soldados nem com a guerra de
bivaques. a O exercilo inglez, diz lerceira, lem
solTrido horrorosamente ; os soldados teem vivido, e
mutissimos tecra morrillo na agua, na nev, na la-
ma, de fro, de fome, e de cansajo, sem que a ad-
ministrajao da guerra baja prvido a rousa algoma
com a necessaria aclividade.o que prova a m admi-
nislrajAo do ministerio da guerra inglez, e que he
preciso reformar ja i lodas as administra jes milita-
res, j a O exercilo inglez, diz emfim o Timet, es-
t redazido^a 14,000 homens, dos quaes s 2,000 es-
lao em eslado de fazer serv jo ; ba 60 morios por
dia, e mil doentes por semana, o qae em breve pro-
duzir ama calaslrophe sem precedente : he o qae
Iraz comsigo a organisajao aristocrtica do ciereito
inglez 1 Ele, etc., etc.
Creio que em todas estas asserjSes ha sensivel ex-
agerajo ; ainda mesmo porm, que s metade, como
disse, fosse exacto, motivo mais que saflicicnle erg
sos, e escrevem sobre cada peja de nm dominio a
decadencia dos seus possessores.
Fra durante a vida do ultimo de Angremont, que
tivera lugar essa decadencia, e em eonsequencia de
circumslancias, que elle nao podera previnir, nem
dominar. Quando morreo-lhe o pai, nunca a rique-
za dessa casa fra maior: naos os de Aogramonl
occopavam entAo o pedos oileiros em am espajo eon-
sideravel; mas estendiam-se sobre a planicie e sobre
a praia, e locavam da um lado Santa Rosa, e do ou-
Iro o I.amenlin. Mais prudentes que mnilos planta-
dores, elles nunca haviam deixado sua habitajao, e
nao prcvaleciam-se da riqueza para irem fazer*gran-
de figura em Paris. rteferiam ficar no lugar, em
que linham nascldo, oceupados em Irabalhos quo
cooheciam, uleis aos oulros a a si meamos, procu-
rando tm novos processos novos elementos de pros-
peridade, leutando-os com grandes gastos, aperfei-
joandouaagricalHira, melhorando sua industria,
escolhendd seus mercados, emfim empregandn en
ludo o olbar e os cuidados do dono, sem o que nao
lia garanta de bom successo. Tal ara a ragra dessa
casa, e se nao foram os acooteeimenlos, seu ultimo
chefe nAo leria obrado ditlerentnniente Jaa oulros.
Essa residencia nao interrompid Uvera lambem
a vantsgem de nunca affastar de sua tutella os es-
cravos que pnssuiam. Em lodas asgerajOes essa tu-
tella fra branda, paternal e esclarecida; todava
em nenhuma parle o Irabalho era executado melhor
do que ahi. Essa habitajao pasativa aos olhos de lo-
dos os plantadores por um modelo de administrajao.
Tamben em nenhuma parle a disciplina era mais
severa, e com ludo os casligos corporaes eslavam
quasi excluidos ; porque os de Angremont prefera m
desfazer-se de um escravo indcil a recorrer a essas
extremidades. Tal era a braudurado rgimen a que
os escravos eslavam sujeilos, que essa perspectiva
coulinlia-us melhor do qoc teriam feilo os mais ro-
dea tratamenlos: o ajoolc Ibes leria parecido o me-
nos croel de todos. Com elleilo, onde teriam adiado
melhor alimento, larefa mais branda e mais alten-
jfles para com sua condijAo'.' Em qualqoer oulra
parte seriam governados por fei'.ores ; ahi o eram
palos proprios senhores; os homeus visitavam as ca-
sas, mesmo as dos campos; as mulheres viglavam a
enfermara.
Assim essa familia, ama das mais antigs e honra-
das da colonia, passra um seculo de existencia sem
jamis aflaslar-se da rogra trijada pelos seus avs,
era dessa obrigajao de residencia a que eslavam
sojeitos. Os bons methodos Irazem comsigo seus
fruclos, assim como as boas acjoes sua recompensa.
Grajasa essa conducta fielmente seguida, a casa cres-
ceu em riqueza, honra e esplendor : nAo havia no-
doa era seu nome, era sombra em sua genealoga.
Dcmais se os de Angremont viviam em sua casa,
Iralavam-se como fidalgos : nenhuma hospilalidade,
nenlium loto gnalava o seu mesmo na vida habi-
tual. Seus banquetes e suas festas eram falladas
muilo lempo autes o depois. O governador da colo-
nia vinha cinco ou seis vezes por anno passar ahi
algnns dias. Essa familia era quasi uma potencia ;
eram chamados soberanos do norte da ilha.
Tal foi a heranja, que receben o ultimo chefe des-
sa casa. Tinba ama ndole reda, austera, porm in-
flexivel, e nao transiga com os deveres de sua posi-
jao. Em lempos ordinarios teria regalado sua vida
pela dos pais, seguindo-lhes vigorosamente as pisa-
das, maniendo seu nome na mesma altara, e aug-
mentando ainda seus bens, serviudo-se emfim com
sabedoria e com provelo da forja que dao a riqueza
e a considerajo accumuladas de idade em idade ;
infelizmente as circamslancas nAo Ihe permilliram
isso.
X
Como acaba uma cata.
Qaando o ultimo dos do Angremont ficou carreja-
do com o peso desse nome e dessa riqueza, nada dei-
xava prever que eslivessem prximos os dias da de-
cadencia. Era em 1783, e salvo o desastre do conde
de Grasse, a Franca linha sahido victoriosa da cam-
panha ; linha sustentado com firmeza sua handeira,
e contribuido para o livrameulo dos estados re\ olla-
dos da America do Norle. A paz eslava atsignada,
os mares livres, o commercio resprava ; nada se op-
panlia prusperidade das colonias. Tudo sorria aos
de Angremont, e s poda augmentar o brilbo de
sua estrella.
A oulros respeitos elles nao eram menos favoreci-
dos. Seu opulento herdeiro arahava de alliar-se a
uma familia consideravel, ese o dote de diuheiro
era bello, o de virtudes nao o era menos. A habla-
jAo linha entao por senhores um par as grajas da
idade e as delicias do primeiro amor : erara* bons
porque eram felizes, nao ponpavam nenhum prazer
nem asmla, gozavam de sua riqueza tornando-a
sensivel pelos seus beneficios, eram generosos e lioe-
pilaleiros, amavam o luxo e osavam dclle com goe-
to, derramando em uma palavra em torno de si a a-
bastanja, a alegra e a felicidade. Sua dislracjaoera
csso para que a imprensa ingleza, nao tanto ainda
por um sentimento de decoro e bro nacional, como
para nao estimular o inimigo em sua resistencia,
callasse IAo amargas verdades. Se puera de mor le as
leis mili lares aos que no campo de halalha, e em
frente do inimigo soltam palavras aterradoras e que
possam comprometter o xito da campanha, quanlo
nao sAo culpados os jornalislas inglezes que por tal
modo aterrara e desalenlam os partidarios da causa
occidental, e animan) e fortalecem os soldados ini-
migos! NAo basta para dar uma triste idea das per-
das do exercilo inglez no Oriente, indarem quasi lo-
dos de luto na Inglaterra inlera, pois lodos ahi teem
a lamentar a perda de um parcute mais ou menos
remolo, c o sentimento de profunda melancola que
alli se acha esculpido em lodas as physiouomias !....
Nao era possivel que a lodas aquellas diatribes e
ataques resistsse por muito lempo o ministerio in-
gles : foi o que aconleceu. Aberlo de novo o parla-
menlo a 21 de Janeiro, logo no dia inmediato annnn-
ciou o deputado l.yndhursl que passava a propr
que declaraste a cmara dos lords ter sido emprehen-
dida a expedirAo da Crimea pelo governo inglez com
nsuflicicntes meios, sem se haverem tomado as ne-
cessarias precaujoes, sem nformajflessobre a nalure-
za c exIcnsAo dos recursos da defeza, e que produ-
zira desastrosos resultados a negligencia e m admi-
nistrajao com que proseguir a guerra. Na sessao dos
communs de 26 declarou lord Russell (que uns pou-
cos de dias viera passar a Paris onde livera numero-
sas conferencias com Luiz NapoleAo) quaes os moti-
vos da sua delibcrajo de sabir do gabinete, e longe
de atenuar quanlo se dizia acerca do pessimo estado
em que no Oriente se acha o exercilo inglez, excla-
mou pelo contrario : a Ninguem pode negar o triste
eslado do nosso exercilo em frente de Sebastopol ; as
narrarnos que recebemos nao sAo s penosas, sAo hor-
rveis erasgam o corajao, e eslou corto que ninguem
se opporia nem por momentos a medidas suscepli-
ves de se miligarem esses males declaro que nes-
la guerra ha cousas de que lomci conhccimcnlo ofll-
clalmcnle, e que nAo posso comprehender ; o estado
do exercilo he ioexplicavel para mim I Se no anno
passado se livesse posto como objerjAo a expedijoda
Crimea que a sele milhas de distancia do mar c de
um bom porto, fallaran! s nnssas tropas manlimen-
tos, vestuario e abrigo, a poni de perderem 90 ou
100 homens por dia, teria reputado muilo improva-
vel essa predicjAo, e todava he o que acontece !...
a Uma commssAo de inquerlo foi proposla na 2.
cmara sobre a situajAo do exercilo em frente de Se-
bastopol e sobre a gerencia das adminislrarcs encar-
regadas pelo governo de proverem s necessdades
do mesmo exercilo, e foi ella approvada por 305 con-
tra 148 votos, sendo por conseguinle de 157 a mao-
ria adversa no gabinete, apezar de haverem fallado
nesse dia 200 membros da cmara. Nunca o gove no
inglez passou por maior derrota no parlamento.
No corpo do jornal sero publicados diversos dis-
cursos notabilissimos que por essa occasiao foram re-
citados no parlamento, limilandu-mc aqu a dar par-
le do destecho da sluajAo poltica em Londres. Fo-
ram adiadas as sessdes da eamara dos communs para
o I. de fevereiro. Encarregado lord Derby da for-
macAo de novo ministerio, nao conseguio forma-lo,e
depois de mil oscillajes e diligencias, assim se re-
constituio : presidente do conselho load Granvillc,
1. ministro lord Paimerston, e seus collegas.lord Cla-
rendou, Sidney Uubert e lord Paraare. Os oulros
ministros conservara as paslas que tinham no minis-
terio Aberdeen. Que farao '.' nada, porque ludo o
que o exercilo inglez esl soffrendo no Oriente, pro-
vm da sua m organisajao militar.
Disse que se achavam as bateras francezas a pou-
cos melros da praca ; as dos Inglezes eslAu a nada
menos de 400; Inglezes e Francezes repeliera nao
obstante com a maior energa as sortdas quasi dia-
rias que da praja fazem os Russos.
Pelos Inglezes foi tomada a forte posijAo de Kama-
ra, tirando assim em poder dos Alliados todas as im-
mediajes de Dalaklava. Foi lao precipitada a fuga
dos Russos, q(io para a nAo estorvarem se virara o-
brigadosa queimar as snas forragens. Na noite de
28 para 29 do dezembro sorprenderam lambem os
Francezes uma batera russa, encravaram a artilba-
ria, o malaram lodosos arlilhciros. No dia immedi-
ato, reforjadosporalgunsesquadroesdecavallaria.fi-
zeram um reconhecimenloal ao desfiladeiro prximo
a Tchernaia, onde enconlraram um corpo de 6,000
Russos que deslrojaram : n'cssa carga foi am regi-
ment de hulans quasi inleiramenle aniquilado pe-
los caradores d'Africa. Depois de incendiada aquella
aldeia vollaram os Francezes com vnte prisoneiros,
e carregados de ganjos, gallinhas, carneiros, e de
todo o material que alli se achava accumulado para
construcrAo de barracas de madeira.
Na noile de 7 para 8 de Janeiro hoove novo ata-
que dos Russos contra os Inglezes, de cujo resultado
se felicilou MenschikolT, dando parle ao seo governo
de Ibes haver causado consideravel mortandade, com
perda lo tmente de tres morios e oilo feridos. A-
cabara o combate quando os Francezes chegarara era
soccorro dos Inglezes.
Houve oulro nanoite de 11 para 12, em que 150
Russos atacaram as liabas francezas. Repellidos de-
pois de um combale corpo a corpo eque durou al-
guns minulos, dcixaram no campo sele morios e dous
feridos prisoneiros. Houve oulro a 15 e oulro, emfim
de 22 para 23 de Janeiro, em que perderam os Fran-
cezes u us 30 homens.
Tudo o mais leem sido cscaramujas sem importan-
cia : aquellas mesmas pouca leem.
L'ma cousa singular he que em algumas de suas
soi tillas se serven) os Russos de lajos para apprehen-
dercm os soldados do Occidente.
O forte da Quarentena que pelos alliados fra eva-
cuado, toruno depois a ser por elles occapado.
Se bem dissesss cima ser minha opiniAo que nAo
haver anles de dous mezes um ataque decisivo e
rormal conlra Sebastopol, nem por isso deixam de
se fazer os mais enrgicos preparativos para elle, e de
partir continuamente para o thealro da guerra im-
portantes reforjos e navios carregados de munijoe8
de guerra e bocea, sendo a Franja que n'sto deseu-
volve maior energa e eflicacia. Muitos de seus na-
vios leem j chegado Crimea, carregados de taima-
do para consIrucjAo de abarracamenlos. Em Tou-
lon embacam lodos os das novas tropas pira aquella
pennsula. Todos os regimentos francezes passaoa
ministrar ao exercilo do Oriente um conligentade 80
homens : os deslacamcnlos mandados de Paris par-
tirara pelo caminho de ferro, com destino para Mar-
sc-lha o Toulon. Quatorzc naos e fragalas se achara
n'ctesdous porlos para condacrAo de tropas. A
suarda imperial franceza de recente creajAo, parte
lambem, c j uns poucos de mil homens se acbam a
caminho. Duas novas divses francezas, de 20,000
homens cada uma sao esperadas em Eapatoria. Tan-
tas forjas accumnladas sao mais que sufficienles na
opiniAo de Canroberl, e por isso alie recommendou
que se suspendesse momentneamente a partida de
novas tropas para a Crimea, tanto mais quanto j nao
lem onde as accomraode. Apezarde lodo communi-
cou o governo francez ao corpo legislativo a sua
tenjAo de fazer em breve uma nova leva de soldados,
e pelo senado foi approvado o projeclo de lei cha-
mando aoservijo em 1855 um contingente de 110,000
homens da clas? de 1851.
Os Inglezes he que parece haverem esgotado lodos
os sous recursos: em Malla se" preparara aljamen-
os para dez mil homens, que dizem formar a sua
reserva, como se o eslado em que se acham as suas
tropas na Crimea Ibes permittisse conservar em re-
serva um nico bomem. Depois do vergonhoso
alislamenlo eslrangeiro a que procederam, e con-
tra que tanto declamaram as folhas de Londres, man
dam vir agora de Calcnll ( alli de Calcilla ) dous
regimenlos de cavallara e dous de infantaria por
va do Egyplo. E he quanto fazem !.... E quanlo
podem fazer !.... Pois s as Indias inglezas conla
a rainha de Inglaterra para cima de 60 milhoes de
subditos !... soldados porcm be rousa qae a Iugla-
terra nAo conla em parte ulguma !... Mal baja tal
guerra, exclamaya ha dias um dos maiores esta-
distas inglezes, que nos faz perder todo o prestigio
aos olhos do mundo.'... Se porm nAo temsoldados,
navios he que Ibe nao fallam, e tanto assim, que
207 mandou ao todo para o thealro da guerra nos
ltimos 10 mezes, uns com tropas suas, oulros coro
tropas francezas, outros com munirOes de guerra e
bocea, e oulros para lomar Sebastopol e Cronsladl,
o que esl ainda por fazer.
Um transporte inglez carregado de raunijuese de
fardamentos incendiou-se no mar a 26 de dezembro.
Conlinua lambem ncessantemcnle o transporte de
tropas turcas. Dezeseis navios ollomanos desuados
a conduzir as da Romelia para a Crimea sahiram de
Cor.slanlnopla a 10 de Janeiro. O ministro da guer-
ra desenvolveu a maior actividade para apressarlam-
bem a partida de 11,000 conraceiros mandados pelo
vice-rei do Egyplo e das tropas tunesinas que anda
eslAo naqoella capital. Dentro em pouco se eleva-
r esla forja a 60,000 homens, c ser de 200 a 250,000
a forja total alliada reunida na Crimea.
No dia 5 de Janeiro achava-se Omer-Pach em
frente de Sebastopol no campo alliado ^ ahi combi-
nou com os generaes em chefe os movimenlos dos
tres exercitos ; regressou a Varna no dia 6, e den-
Iro em pouco lomar definitivamente a direcjo da9
operajes que Ihe foram confiadas. Ha qoem altri-
bua o regresso do general a Varna a um movimenlo
estratgico por parle dos Russos. O sullAo Ihe agra-
deceu o modo porque se houvcra no Danubio, e Ihe
exprimi a confianja deque proceder igualmente
na campanha que vai principiar na Crimoa. Quan-
to ao boato qae ahi esl correndo de haver o famo-
so general dado a sua dcmssAo, em razao de nao fi-
car debaixo de suas ordens Ismail-Pach, comman-
danle do exercilo da Romelia, nenhum crdito me-
rece.
Nao fica inactivo no em tanto o autcrata. Parli-
ram para a Crimea a marchas forjadas as reserva'
da 10 divisAo do exercilo, depois de Ihes haver
o arcebispo feilo uma enrgica falla. Mens-
chikolT pedio com instancia 40,000 soldados de
de reforro, em eonsequencia do que parliram para
aquella pennsula 35,000 homens de Odessa e 5,000
homens de cavallara de l'nzari na Ukrana. Pre-
sume-se que he para repellir os Turcos desembar-
cados em Eupaloria, e que ainda se nAo sabe qual
a direcjo que dalli tomaraose a do islhmo de
Perekop, te Simpheropol, se a parte septenlrional
de Sebastopol. As tropas russas de Bessarabia con-
liiiuam lambem a receber reforjos e espera-
so que sabara a 160,000 homens as forjas alli
concentradas. Sobre Odessa marcha lambem gran-
de parle do exercilo do Danubio, e calcula-se essa
forja em 20,000 homens. Prepara-se o czar para
uma inspcejao geral e pessoal de lodos os seos exer-
citos, e rcgressaramj para a Crimea os grSa-dnques
Miguel e Nco|o. Anlogos preparativos de guer-
ra se fazem no Danubio.
Oslen Sacken sabio de Sebastopol e foi lomar o
commando do corpo que se opera sobre Simphcro-
aformosear a residencia: ora um jardim inglez com
seos accidentes, ora uma estufa guarnecida de plan-
las raras, ora cscalas tomadas dos regalos vizinhos,
depois feslas no campo dos escravos, ou illumina-
joes e fngos de artificio, qae maravilhavam a popu-
lajAo dos arredores, eimpressionavam mesmo os na-
vios que chegavam da Europa ou vollavam para la.
No meio desses prazeres sohresahio am contenln-
menlo muilo maior: a esposa veio a ser mai. e deu
luz ama filbinha, que havia de ser o orgalbo e a
alegra da casa. Pozeram-lhe o nome de Mezclia, c
seu baptismo excilou a admirajao geral, tanta pom-
pa e diuheiro se empregou nessa festa. A aguarden-
te de canua e de arroz corrern) dorante um mez
as choupanas dos escravos; dez d'enlre elles fo-
ram forros, vinlc casados, e os meninas nascidos
nesse dia liveram a liberdade e um dote. Nunca a
habitajao vira ceremonias mais bellas, banquetes
mais sumptuosns. A filha de um soberano nAo leria
sido acolhida sua entrada no muudo com maior
rumor nem honra. Todos empenhavam-se em previ-
nir-lhe as phantasias, o pai deleilava-se de contem-
pla-la, e a m.i nAo poda separar-se della de da
nem de noile: a menina cresceu assim no meio dos
extases e dos cariohos.
Que poda desejar de Angremont dahi em dianle?
Tinha lodas as alegras desle mando, as da familia e
as da riqueza, e seu espirito nao linha oulras ambi-
Jes. Mesmo em suas trras achara novos alimentos
para a sua actividade. Foi elle quem aperfeijoou us
dislillsroes de agurdente de canoa al entao aban-
donadas aos preceilos rudimenlaes dos negros ; foi
lambem quem leve a primeira criajSo de pulron,
que houve na colonia, e applicou-se a melhorar a
raja dos cavallos do paiz, raja excellenle apreciada
na America e dolada de qualidades brilhantes. Os
instrumentos de seus escravos eram os melhores
que se conheciam, e os menos peniveis de manejar-
se ; applicava-se a poopar-lhes as forjas, bem como
a augmenlar-lhes a commedidade : era uma Iradi-
jao, um dever de rara, e de Angremont o preenchia
com escrpulo e fideldade.
Assim decorriam para essa familia dias de uma se-
reuidade constante, qaando o ralo ferio-a inopina-
damente. Era no principio de 1789, a rcvolujo li-
nha rebenlado em Franja, e a noticia della chegan-
do s Anuidas, desperlou resenlimentos e esperanzas
ha muilo lempo adormecidas. Os brancos virara
nisso uma ameaja, os homens de cor urna desforra.
Para um dt Angremont a conducta que conviuhq se-
guir j eslava (rajada ; devia participar dos perigos
de sua raja e suecumhir com ella, se fosse preciso.
Quer ella commettesse faltas, quer cedesse demasia-
damente s suas paixes ou aos seas preconceilos,
elle nao podia separar-se della sem deshonra. Alera
disto a aalvajao dependa dessa unlo: que teriam
podido fazer um punhado de brancos desunidos em
face de uma populajAo de cem mil negros e mulatos
sempre atienta aos acontecimenlos, e por elles an-
ciosa ? Assim explica-se o partido que tomou de
Angremont.
Acrescia que sens principios e seas hbitos repug-
navam as novidades de que fallava-se cnlAo. Era
daquelles que nao admilliam que a Franja podesse
ser oulra cousa que uma muiiarchia ; s recouhecia
um tope, aquella de que linham usado seas antepas-
sados. Era um realista em toda a accepjao da pa-
lavra ; assim nAo foi dos ltimos que eulraram no
movimenlo de resistencia,que as Anlillias oppozeraro
aos acontecimenlos metropolitanos. Bravo, arden-
te e dedicado, elle entrou com sua pessoa e seu ex-
emplo ; lutou em quanlo pode as assemblas locaes,
e quando esse instrumento nAo servio-o mais von-
lade, apresentou-se no campo como chefe de mili-
cia. A raetamorphose era completa ; o agricultor li-
nha desapparecido, e s reslava o capiUo dos parti-
darios sempre armado, sempre na defensiva depen-
dendo smenle de sua espada, j quo nao recebia
mais ordens de seu rei.
Tendo entrado nessa vida de aventaras, de Angre-
mont desenvolveu a obslinajAo hereditaria, que ha-
via distinguido os seus, e nada poupoa para o Irium-
pho de sua causa. Armou seus negros, fez de sua
hahilaeao uma especie de Irinchcira qne leria iufon-
ilido algum respeilo a tropas regulares, declarou-se
ousadamente contra os coinraissarios, que a melro-
pole enviara, unio-se a lodos os revoltosos das Auli-
Ihas, cntreteve correspondencias com as comraissoes
de agricultores desobedientes como elle, cuiregou-
se emfim a aclos de rebellio manifcsla, pela qual sua
cabera responderla em caso do desastre. Pouco se
Ihe dava das officinas, das culturas, nem das Ierras ;
ludo o que algum lempo anles livera lano prejo
para elle, lornava-se interesse secandirio : sea espi-
rlo eslava applicndo smente ao interesse de sua ra-
ja, de sua cor e de sua bindeira.
Tomou parte em todas as agitajes, de qae forera
thealro as libas de Barlavenlo. Durante dous annos
man leve no norte de Guadelupe um rgimen qae pa-
reca ter euccumbtdn em oulras parles, abalon a a-1
pol, composlo de75,000 homens, 9,000 cavallos e 80
pejas de artilharia, o qual se julga desUnado a ir
atacar os Torcos em Eapatoria. De 80,000 bomens,
com os reforjos ltimamente recebidos, se compo
o exercilo russo acampado entre aquella cidade
e Sebastopol.
Morreram 360 Rassos, nAo longe de Odessa, em
eonsequencia de uma geada que veio sbitamente.
Haviam sahido das carruagens de transporte qne os
precediam a grande distancia, egelou-lhes comple-
tamente no corpo o falo moldado. Foram encontra-
dos no dia immedialo, aos granos de 20 a 30, e
abracados quasi todos dous a dous. O qae he a
guerra, santo Dos! ...
O duque de Cambridge, o almirante Dundas, o
principe NapoleAo c o almirante Hamelim, cliegaram
Ja a Franja. A 18 de Janeiro fra incgnito a Alhe-
na-, o principe NapoleAo, onde visitara as anliguida-
dcs gregas e os estabelecimenlos francezes. Acerca
dellc dz-se ao oovido, e riodo, muila cousa-que es-
cusado fra repetir, e cujo grao de veracidade igno-
ro. Sobre o estado de saude do duque de Cambrid-
go sao conlradilorias as verses. Com o almirante
Hamelim vieram 100 marinheiros amputados ou fe-
ridos. Bstanles prisoneiros russos hao lambem
chegado ltimamente a Franja.
Foi descoherla uma conspirajo em Constanlno-
pla afim de assassioar o maior numero possivel de
ofliciaes francezes e marinheiros inglezes; qualro
Francezes e sele Inglezes foram efectivamente apu-
ntalados as ras de Galala. Os conspiradores eram
gregos, armenios e emigrados italianos. Uma or-
dem do dia do general francez recommendou s tro-
pas alladas toda a prudencia, mas autorisou-as a
servircm-se d c suas armas oo caso de ligitima defe-
za. O ministro de polica turco foiVlemiltido, por
nao haver previnido os primeiros resultados daquel-
la conspirarn, e fizeram-se depois visitas domici-
liarias as residencias dos refugiados italianos, mu-
los dos quaes foram presos. Posteriormente se com-
metteram novos assassinios em soldados francezes.
Foram pela mesma oecasiAo mandados sabir da ca-
pital algons fanticos que o principe NapoleAo ha-
viam apresentado um protesto Contra leda e qual-
quer reforma na Turqua, reformas por elles consi-
deradas como contrarias ao alcorao. Por occasiao
de certa solemoidade na capaila da communhao gre-
ga em Pars, proteslou lambem um dos gregos pre-
sentes contra todos os aclos do imperador Nicolao.
Ordenou o governo austraco a todos os jadeos es-
tabelecidos na provincia de Cracovia que evaciussem
o lerriloro, por quanldmuilos dclleseram espines
da Russia.
Havendo a rainha de Inglaterra determinado con-
ferir medalhas e oulras distincjSes honorficas aos
ofliciaes e soldados do exercilo da Crimea, medalhas,
que no caso de morte, devero ser entregues ao mais
prximo prenle, assim se fez saber ao exercilo por
uma ordem geral, exigndo-se de lord Ragln uma
relaco de lodos os que leem munido no campo de
batalha ou em servijo, c em conseqnencia de feri-
das. Em lugar de medalhas melhor fora qne Ihes
mandassem de comer '....
Disse que parta para a Crimea a guarda imperial
franceza. Passou-lhe revista o imperador a 9 de Ja-
neiro, dizendo-lhe por essa occasiao :
Soldados O povo francez, pela soa vontadeso-
berana resuscilou bastantes cousas qae se jalgavam
morlas,eacha-se hoje reconquislado|o imperio. Exis-
lem allianjas ntimas com os notaos angos inimigos.
A handeira da Franja tremola com honra nessas
praias longinquas onde nao chegara ainda o vo de
nossas agujas. A guarda imperial, representante-
heroica da glora a da honra militares, esl aqu em
redor do imperador como oulr'ora, com o mesmo
uniforme, a mesma handeira, e os mesmos ssnlimen-
(os de dedicajao patria no fundo do corajao. Re- '
cebei, pois, estas bandeiras que vos conduzirao
victoria como conduziram vossos pais e como aca-
bara de conduzir os vossos cantaradas. Ido tomar
parte nos peiixos qae ainda restaa a vencer na
gloria que ainda falta a conquistar. Em breve tereis
recebido o baplismo qae ambicionis e tereis con-
corrido para haslear as nossas aguias nos muros de
Sebastopol, s
Logo apoz enlregou o imperador as bandeiras aos
coronis commandantes daquelles corpos.
Os Russos meltenra a piqte mais ama embarca-
cao a enlrada de Sebastopol.
Ja chegou a Balaklava o apparelho desuado a fa-
zer tallar por ares e ventos os navio* encalhados
enlrada daquelle porto : empregar-se-hao para esse
fim 25 tonelladas de plvora a qae se lanjar fogo
por meio de baleras elctricas : he -possivel que
salle pela mesma occasiao o forte Constantino.
Havendo partido das porlos neulraes do Mediter-
rneo para os de Odessa e Hertach fortes consigna-
jes de artigos de guerra, resolveram os almirantes
de esquadras franceza o ingleza bloquear eslreita-
mente os priucipaes porlos rassos do Mar-Negro, e
intimar a stricla observancia detse bloqueio a contar
do Io de fevereiro.
Emqaanto fallamos em esqnadras, digamos qne
pelas divises das esqnadras anglo-francezas foram
apresadas nos mares do JapAo as fragalas russas Au-
rora e Diana.
Se bem qae nada haja de novo na fronlerra turca
e asitica, pedio nao obstante a Porta aos generaes
alliados qae para all maodassem algnns vapores que
defeodessem as cidades do littoral, o qae pasta a ser
executado.
Rebenlou uma insrreicAo de Curdos na Mesopo-
loridade do governo, e qaando emfim o momento
pareceu-lhe npporluno para romper abertamenle,
quando achou um ponto de apoio na assemblca colo-
nial e um instrumento em corpos de federados, quan-
do desanimou os agentes fiis ao seu dever. e sedu-
zio alguns ofliciaes da frota, desceu dos oileiros a.
frente de um pequeo exercilo de espada levantada
c lope branco no chapeo,, e entroo assim na l'oiut a
Pitre, cmquaolo a fragata Calypto arvorava a han-
deira branca, e saudava-o com vinte e nm tiros de
canhAo. Foi um bello dia para elle, a insurreijao
eslava completa ; as duas grandes libas de Barlaven-
lo recobravam independencia por nm aclo brilhan-
le : dous mezes depois Guadelope e Martinica decla-
raram guerra Franja.
Esse trompho foi de breve durajo ; no da se-
grale lornou-se um embarajo para os vencedores, e
mesmo na colonia formou-se um partido conlra elles.
Os soldados do regiment de Forez recnsaram pres-
tar novo jurameuto ; os navios mercantes ancorado*
nos porlos e as enseadas conservaran! a handeira
tricolor ; os cidados e os marinheiros nao dissmu-
laram sua repognanda por essa volta ao antigo rgi-
men, e os homens de cor o sopporlavam com impa-
ciencia. Um movimento em sentido inverso teve lu-
gar favorecido pela chegada de am novo commiisa-
rin do governo, o capilAo Lacrossc, enviado de Brest
na fragata Felicidade. Desde entao as duas opinioes
desenharam-se claramente : os realistas de um lado,
os republicanos de outro, os agricultores contra os
commercianles, o campo contra a cidade. A cida-
de prevalcceu ; alguns fortes calorara erasen poder,
e islo bastou para tornar as condijoes designaos. O
commissario do goveruo foi recebid* em Poial-a Pi-
tre no meio da vivas acclaraajoes ; todos sobmelle-
ram-se e pediram perdAo. Todava de Angremont
resisti c travou novo combate com os restos de seu
pequeo exercilo ; mas balido por um corpo nume-
roso, ahandon ado dos seos c perseguido animosa-
mente, mal por le ganhar com algons amigos nm pon-
i da praia, on de os esperava um barco qae levoa-os
para a Trindude hespanhola. Assim este bomem
pouco anles tao feliz nao era agora miis do qne um
fugitivo, um proscripto. Pela primeira vez um de
Angremont abandouava a habitajao ; o dever linha
fallado, e par a este o sacrificio era muito rale : dei-
xava a raulhe rea filha. -
(CoMinu(W--*a,)
MiiTiunn
n f ni un


a
DIARIO DE PRMMBUCO. SABBDO 10 OE MARCO DE 1855.

lamia. Os insurgentes roubaram navios que trans-
portaran) riquissimas earregajoes da Bagdad par
Batanea. Corre que frira repetlido ura corpo de tro-
pa irregulares mandado para reprimir as desor-
den.
tirande troprestao ciusou a noticia qoe se espi-
llara, de havercm os Rumos atraressado notamente
o Danubio e invadida a Dobrulscha, asscnhoreaudo-
(e de Toutscha e fcpbadagh, depois de batidos e des-
baratados os Tnrcoi que all se achavam de guarni-
rse. Ilouveem ludo L-lo urna grande exagerajo.
Ha verdade que um destacamento "russo pasauu o
Danubio a aranera ale Babadag, aprisionando por
esa* occasiao 83 Torese tomando-lhe urna bandeira,
paren logo depois recothea a Itmail na Bessarahia
caaa peqoena morlandado de um e oalro lado. O
fie daqoeUe mevimenlo foi obstar a partida dos
Terco* para a Crimea e contribuir talvez al para
qae Omer-Paeh dalli regressassa a Varna, como ef-
feclivamaot fez. Picar em lodo o caso as mar-
gan* de Uaaabio grande parle do exercito de Omer-
Pataw e acra pelo* Turcos oceupada a embocadura
do Pralh. Nos principados se esperam duas divisOes
frwcezas. Toda a marelo esquerda se ach forti-
ficada deada e Pralh at Kilia e Torcas consideraveis
concentradas junto a Rra, entre as quaes figurara
aaats de 100boceas de fogo. Da Austria parlera de
centinuo doto reforjo para os principado a toda
Callicia se acha coberta de tropas.
Se se acha por emquanlo pacificado o norte da
urqaia, nao o est o sal. Toda a provincia de
Djerc se acha em plena revolla: desordens graves
xorreo diariamente na provincia de Lalakie: a
Uib* dos Ausorii esta em guerra civil e foi morto
Alt-Bey qae procarava ubmette-la. Para todos es-
vio ser mandadas tropas, o que he urna
rontplicajao nasactuae* circumstancias.
Qttioheolos raontenegrinos que lenlaramuma in-
cawsio no territorio Inrco, foram rechazados.
Va dos fados mais salientes e mais inesperados do
Uimo periodo he a id hesito da Sardenha s na roes
do Occidente e o concurso que no thealro da guerra
li prestar. Adherio electivamente aquello
rtino a* tratado de 2 de deiembro entre a Austria,
Inglaterra e a Franca, celebrando ao mesmo lem-
pa na tratado directo de allianja otTensiva e defen-
siva coa] as potencias occidentaes, em virlude do
unir um corpo de 15 a 20,000 Pieinnnle-
cas as forras alliadas no Oriente, servir.do coojunc-
asente com o exercito inglez sob as ordeusde lord
Ragln. Ser mandada aquella forja, de todas as
aiuaaj com o trem de guerra correspondente de pe-
;** de campanha. As despezas de transporte
rio por canil da Franca e da Inglaterra,
empreslimo de 23 milhoes em cada anuo
que durar a guerra ministrar ao governo sardo
a meios iodispensaveis para a manulenjao do
esercita em p de gueira. A Franja e a Ingla-
lerra obrigam-se a facilitar quanto seja possivel a
icaiisajao do amprestimo. O commando da forra
ilaltana ser provavelmente confiado ao general 1.a
Marasora, actual minitro da guerra,a quem se deve
a reorgiiiisajlo do exercilo sardo. Havia-se pensado
[ara ato no duque de Genova, irmilo do rei, mas
*** Ifc'o permitira a sua melindrosa sade. Ser
insportado o conligente sardo, parle pela marinha
guerra da Sardenha, parle por vapores iogle-
xes.
Ferrem os commenlarios toare o pensamenlo inti-
ma a reservado qne pdda tetar a Sardenha, at ago-
ra neutral, a envolver-se na grande queslo e a in-
-se de preferencia para a poltica occidental.
Btaesn un* que a o a mover a promessa do lhe ser
coaUda a Lombardia qoando de novo se compozer a
caria da Europa ; afllrmam outros pelo contrario.
que ser o duque de Genova elevado ao throno da
Bulgaria, Moldavia c Valachia, ficando assim as mar-
gen* do Danubio libertas da tulella russa, da ambi-
re*) austraca e da incapacidad turca; suslentam on-
troi, emfim, que a troco das provincias do Danubio
deludas Austria, abandonar esta o tulella da Da-
lia a o territorio eomprehendido entre o Mincio c o
Tenia. O motivo real ninguem o sabe ; o que to-
dava he provaiel he, que emeonsequencia da al-
lianra da Sardenha com a Franra e a Inglaterra, se
reslibelecam em breve no sea anligo p as relarOes
eniie a Austria e o Pientonle.
Falla-se lambem na prxima adhesao da Hespa-
alu, Toscana e Suecia, poltica occidental c na
Jarra de 40,000 soldados qoe mandar este ultimo
paiz para o Oriente. Quanto Dinamarca, essa li-
mita-se por emquanlo a examinar e por era bom es-
lado todas as suas orajes de guerra.
Continuara com bom xito, se bem que indirecta-
mente, os recratameotos na Suissa para o exercito
fnglti. Apezar de coincidirem com os que o Papa c
o re da iples all promover tambem actualmen-
te, como o premio oflerecido pelos Inglezes he mu i (o
malar, alistam-se de preferencia os Suissos ao ser-
vicodesta*.
Acham-se aplanadas as desintelligcncias entre a
Torqiia e a Grecia, mediante algumas concesses
j^^ por ella fritas aquella, e em conseqaencia disso ilcu
o governo torco as orden* necessarias para a entra-
da de todos os navios gregos no Mar Negro.
A trinla e um de dezembro foram atacados
na roas de Alhenas tres soldados francezes
que hoaveram sido assassinados i nSo ser a escollado
re que n'esse momento pasma. Tanto ao general
francez como ao cnsul foram ;dadas pelo governo
Wlenieo todas as salsfaj6es, sendo logo mandada
abrir ama derassaQuadrilhas de salteailorc teem
saqueado as casas decampo no arredores de Alhenas,
e dado Irados a seus proprielarios.
Pelo re Olhon a pela rainha dos Gregos foram re-
cbidos com loda a solemnidade o almirante Barbier
de Tinan, commandanle em ebefedo corpo de oceu-
parSO na Grecia, e os seos ofliciaes superiores.
I Norte nada ha nempode haver, impedida como
esl pelo gelo a navegacao. No mar Branco fez lo-
data o governo erigir bateras e forlificajes em as-
tado de resislirera ao ataques dos alliados, so all
voltarcm oulra vez as suas esquadras, o que nao he
eerlo. Para f.izercm o mesmo que o anuo passado,
melhor ser que l nSo voltem.'..,.
Foi levado a cabo o empreslimo nacional francez de
oOO milhes de francos, e por modo lal que a todos
roaravitliou. Sabia-so, pois claramente o dissera o
imperador, qae devia ser applicado o seu producto
aae gastos da guerra ; conjeclura-sa que largo lempo
tem esta de durar anda; sao desconhecidas e mjste-
riaaaa a mil o ama peripecias porque a inda tem de
pisaar ; est o espirito publico impresionado como
qoe feralmente te astevera acerca da mo estado
em que no Oriente leachi o exercito inglez ; e nada
fisto ha impedirlo de concorrercm a este empresli-
mo democrtico 179,000 subscriptores, c de prodnzir
elle, nao os 500 milhoes pedidos, ou somma que com
iaaose pareja, mas 2,198 milhoes!!! Nao foram pois
aceitas sanio a subscripcoes mnimas, e essas mesmas
excederam de mais de 300 milhoes a quantia que o
governo pedir. Batia-sn o povo s portas dos re-
cebedore para a entrega do dinheiro e concorreram
para esta operario fnanceira todos o tnembro do
corpo legislativo. Kothschild assicoara cora 60 mi-
Ja*. Samelbanle resultado be um dos mais nota-
reis aconlecimenlos d'este scalo e um dos que mais
definn a actual siluajao.
Pasgejnos a oais aborrecida larefaa qnanlo se
reten a actos diplomticos.
Dei parle em miaba ultima correspondencia da
reuniio em 23 do dezembro dos .ministros de Ingla-
IcVra, Austria e Franca, em Vienna, reuoiao a que
lora rnvidado o principe Gortschakoff. Ahi foram
esposUs as inlerprelajOes dadas por aquellas tres po-
tencia* as qualro garantas que do autcrata se exi-
gem, endo ama d'ella (a 3.") que acabar o domi-
nio russo no marNegro. Concedidoa GorlscliaUotl um
prazo de 15 dias para consoltar o seu governo, reuni-
ram-se antes d'elle terminar os mesmos diplmalas.
c ahi foi apreseutdo um memorndum do czar, ex-
pondo o seo pensamenlo a lal respailo ; declarndo-
se porcm a Goi tsehakou" que, senao admiltia a inter-
prclajao do autcrata, reliroo o plenipotenciario rus-
so aquello memorndum e deelarou em nome do
imperador que accoilava como bate para futuras ne-
ociajOes a inbarprelijao da* Ires grandes poleadas.
Tudo esl em ver como de um bula e oulro tSo ser
entendidas e interpretadas essas garantas, e agora lie
que mais do qno nunca vamos admirar as sublileza-
e argucia* da diplomacia, scudo mais qno provas
vel quenada snhir de sua conferencia. O sobre qoe
particularmente insisten) a Inglaterra, Austria c
Franja, lio em que os traclados ledos enlrea Russia
e a Porta em 1776, e obre que he fondada a amea-
radora posijao da Rutsia, sejam abolidos c substi-
tuidos par outros mcuos perigotos para a Turqua c
para o reslo da Europa. Maito se tem escripto a
lal retpeilo ; como porm nada passe de meras sup-
rim! diremos qual n ponto em que Gregos e Troya-
nos so pozeram de accordo, se he que um da ( do
que duvido ) se devemcombinar, o que as mesmas
partes interessada nao crCera, pois de ura e oulro
lado se preparan), como cima disse, para urna guer-
ra cxlerminadora e duradoura. S farei neste pon-
to urna excepto, dando parte da interpreta jilo do
aolocrala conlida em urna nota do GorUchako ao
gabinete de Vienna : 1-, Abolirao do protectorado
da lluwU na Moldavia e Valacliia, ficaodo colloca-j
dos os privilegios reconhecido a estas provincias
pelosultao debaixo das garantas das cinco potencias.
2\ Liberdade de navegacao do Danubm segundo os
principioseslabelecidos pelosactos do congressode
Vienna no artigo das communicacOes fluviaes ; ins-
peejlo d'uma commissao mixta com os poderes nc-
cessarios para dcslrair os obstculos que exislcm na
embocadura ou qae sobrevenham depois. 3#. Be-
visodo (raclado de 13 de julho de 1811 pan ligar
mais completamente o imperio ottomanto ao equi-
librio europeu. Nao recuso, disse o principe Gorst-
chakofl", enlendcr-me com a conferencia acerca dos
meios que as tres cortes proporiam para por limites
ao que chamara a preponderancia da Russja no Mar-
Negro, com a condijilo porm que na escolha d'cs-
las medidas nao se ha de eslabelecer cousa alguma
contraria ao poder, honra e direilos da soberana do
meu augusto soberano. V. Garanta collecliva das
cinco potencias em vez do protectorado exclusivo
que algumas d'ellasja possuiam)al agora,subslituin-
do-a pela conservajao o observancia dos privilegios
religiosos das diversas commuubSes chrislas sem dis-
(inejode culto, com a condijao de qae a realisaiao
das promessas solemnes feilas a face do mundo pe-
las grandes potencias, ser olhada seria e conscien-
ciosamente, e a proteejao proraetlida sera'eflicaze
nao do palvras.
Varios documentos diplomticos lijo sido publi-
cados as ultimas semanas ; ha causa porm a que
ja ninguem presta ntlenjao, pois ainda al hoje se
nao vio que da diplomacia sahisseum s acto de pro-
veito na actual pendencia.
Que a Austria so acha decididamente com a Fran-
ja e a Inglaterra, he o que nao admille duvida., e
al se assogura que o seu joven imperador etnciona
conferir em breve a l.uiz Napoleao o titulo de coro"
nel c a propriedade de um dos regimentos da guar-
da, favor raramente concedido a principes eslrangei-
ros. Emum janlar dado emJConslanlinoplupelo inter-
nuncio austraco, M. de Hrur k, aos ministros da Porta
Oilomaua.exclamouaquellediplomala : Comoas po-
tencias occidentaes, quer tambem a Austria comba-
ter pela defeza dos direilos da Turqua e pela justi-
ja, e seja qual for o resultado, o3o ser de temer a
Bussia, pois havera suecumbido. Aos ministros
francez e inglez em Vienna foram enviadas asins-
Irucjcs necessarias para as conferencias c conti-
nan) all as negociajcs militares entre a Franja.
Inglatcrca e Austria. Pelo governo austraco foi di-
rigida sobre este objeclo urna circular a lodos os seas
agentes as cortes allemaas, alm de urna nota con-
fidencial a lodos os agentes diplomticos austracos.
A l.uiz NapuleSo vai mandar emfim o joven Francis-
co Jos I um dos seus ajudanles d'ordens, o general
viconde de Creneville, alm dedesempenhar junio a
elle urna importante missao militar, de que se espe-
ramjoplimos resultados. Nao he tambem dos factos
menos singulares deste ultimo periodo a elevajao dos
dous banqueiros francezes Isaac Pereyre e Ernesto
Andr, alia dignidade de condes do sanio imperio,
em cousequenca do mnilo que hao contribuido para
ser levado a feliz xito quanto se refere aos caminhos
de ferro auslro-fraucezes ; ora, Isaac Pereyre heju-
deu, e Ernesto Andr protestante. Tambem os judeus
crucificaran) a Christo, e alguus lia que sao cavallei-
ros desla ordeni!...
Quanto Prussia, enntinuava em reeistencia po-
ltica occidental, fez saber que se recusa va a adhe-
rir ao pedido de roobilsajao pela Austria nos termos
do artigo addiciooal da couveujSo de 20 de abril ;
infelizmente se unem a ella neste ponto diversos es-
tados secundarios da Allcmanha, como a Baviera, a
Saxonia e o Wurlcmberg, emquanlo a Thuringia,
llesse Uarmsladl, Brunswick, llanorer n Bade, se
declarara pela Austria. Sustenta por outro lado o seu
dircilo, que lhe he contestado, de intervir as con-
ferencias de Vienna, alm de se modificaren! os traa-
los das vehcmentesjpai^Ses da poltica, e reuna os'
inlcrcsscs aos destinos rio rgimen imperial, que
com toda a energia os protega. E por isso, no au-
no de lSll, nao obstante a crise oqa cereaes, eiTec-
luaram-se na legislarao econoinira iirtinmtros me-
lhoraraenlos, desde longo lempo esludadoh, que o go-
verno na plenilude das suas allribuijcs administra-
tivas podia fcilmente realisar.
1."imtrurrilo publica.
Ensino superior.As (reformas, cujas bases ha-
viam sido estabelecidas pelo decreto de i de marjo
de 1852, relativo a reor^aniarao do ensino nacio-
nal, seguiram sen curso em 1853. As deliberajOes
doconselho imperial di instruejo publica prepara-
ran) mullas providencias, em cuja frerle devem
ter lugar o decretos ou reaolujoa* ministeriaes so-
lire o ensino superior.
O decreto de 1(1 de abril injertare os estudantes
de dirci>o a seguir dous dos corsos das faculdades
das letlras. O governo, assegurando a estas facili-
dades um auditorio obrigado, quiz que os cursos of-
ferecessem aoscstudanles, nao mais o atlrsctivo fri-
volo de um passatempo, porm os elementos de urna
instrucrao solida.
Nesle intuito pela resnlujio de 7 de marjo de
1853 delerminou com preciso o quadro das difieren-
les partes do ensino, fixou o programma, eas atlri-
buijOcs das diilcrenles carleiras, e assignouao des-
envolvimeuto regular desle programma um periodo
de tres annos, periodo igual ao do curso de direilo
para os aspirantes ao grao de licenciado. Em con-
sequencia desta combinaran, o ensino das faculda-
des das ledras, quo se fez obrigatorio para os eslu-
dantes, caminha parelha com o do direito.
Por um* decreto de 11 de Janeiro, a cade ira das
linguas, e lillcratura da Europa meridional nocol-
legio de Franja foi reunida cadeira das linguas e
lilteratura de origen) germnica, c substituida por
urna cadeira de linaua e lilteratura francez da me-
dia iJade. A cadeira que anteriormente era de lil-
teratura franceza ficou sendo dcanalysc das obras
primorosas dos dous ltimos teculos. Um decreto
de 5 de julho supprimio no musen a cadeira de bo-
tnica rural, que vagara por inorle de Jussieu, c
creon a cadeira de paleontologa, que foi confiada
ao Sr. Alcido d'Orbigny. A cadeira de chimica me-
dical foi supprimida na faculdadc de medicina pelo
decreto de 10 de dezembro, c substituida pela de
pbarmacia.
No ensino do dircilo deu-se igualmente una mo-
dficajo essencial. as faculdades dcparlair.entaes
ensinava-se a legislarao rumana smente no primei-
ro anno do curso.
Em Pars, o esludo era menos incompleto depois
da rreajao da cadeira especial, qae liiiha por objec-
lo a explicarlo das pandectas ; mas era essa cadei-
ra smente frequentada pelos esludanlcs quartinis-
las, que se dcslinavam ao doutorado. O decreto
de 8 de dezembro de 1852 instituir cm Pars urna
segunda cadeira de direito romano; earesolujao
de i de fevereiro do 1853, generalisando essa medi-
da, prescreveu as facilidades departamental'-; urna
organisajao anloga, viudo a ser de dous annos o
curso das instituas, afora as conferencias especiaos,
que deviam ser estabelecidas para os aspirantes ao
doutorado.
Ensino secundario.Asresolures de 21 de feve-
reiro, e de 20 de abril de 1853 determinaran) as
condijoes para a aggregajao nos lycens, c o licen-
ciado emaeciencias. As antigs aggregajes espe-
ciaos de mathematica, physica, philosophia, histo-
ria, lilteratura c grammalica foram reduzidas as duas
aggregajOes das sciencias, e das bellas ledras. Esta
simplificara'! irazia todava um perigo : e era que,
realjando o mrito dos ronhecimentos geraes, podia
diminuir o dosconhecimenlos especiaes necessarios
ao bom ensino de cada um dos ramos da inslrucjao.
Para attenuar o mais pussivcl esle inconveniente,
que tena sido muilo grave, o novo regulameoto
combinou de tal sorte as provas, que urnas, obriga-
toriis para os candidatos da ordem das sciencias, ou
da ordem daa letlras, fuessem sobresabir a superio-
ridade dos mesmos as parles geraes do ensino
scieatifico ou iliterario, c quo as outras facultativas
s diffcrcnles calhegorias de professores, permitlis-
sem apreciar acreajao especial de cada um dellcs
para os ramos subdivididos dos dons ensinos. (Juan-
dos de que foi signataria,c completa ao mesmo lempo lo ao licenciado em sciencias malbemalicas, phvsi-
cas ou uaturaes, o programma dos exames foi refor-
mado com o fira do reforjar com provas escripias e
pralicas -as provas oraos, que cram ja consideradas
suflicienles. Os cursos de desenlio foram reorgani-
sados nos lyceus por ura decreto ulterior de 30 de
dezembro.
A reforma geral do ensino, inaugurada desle
b armamento de todas as suas prajas fortes. No seio
da confederarlo germnica em Francfort vai ser tra-
tada a queslao e diz-se que cm ultima extremidade
operar saladamente sobre a Austria, se preciso
for, ainda que se liguem contra ella todos os outros
estados allemaes.
A proposta da Austria na Dieta sobre a mobilisa-
j3o fmmediata de melade dos conlingenles federaer 1852, e continuada em 1853, nao leria sido com-
foi retirada depois da rejeirao da commissao. Pos
proposta da Prussia resolveo-se apvesentar a mocao
de preparativos de guerra, de modo que no caso de
resolujao ulterior, b exercito possa pr-se em mar-
cha no periodo de 15 das. Pelo gabinete austraco
parece haver sido lambem proposlo confederarlo
germnica o ser posto em p de guerra todo o con-
tingente federal.
Fcrvem por loda a parle em Franca as manifesla-
jes da sympalhia a favor das tropas do Oriente.
Por l.uiz Napoleao foi mandada certa porjao de vi-
nho de Brdeos, de agurdenle e de tabaco, a lodos
os ofilciaes. Propagara se por toda a parle assubs-
cripjoes, que produzem alias quantias e objectos de
todo o genero, e particularmente de vestoario, qae
llovern ser distribuidos pelo exercito e pela esqua-
dra. Continua a ser moda fazer (os para os feri-
dos em todas as grandes e pequeas reunies de Pa-
rs e das provincias. Outro lanto se faz urna e duas
horas por da em todos o*>collegios de meninasDe
Genebra e Allemanha tem chegado tambem muitas
arrobas de los. Qrganisou-se em Zurich urna soci-
edade de senhoras para fazerem meias de l,la para o
exercilo. Do Canad chegarara 20,000 libras ester-
linas para as vuvas dos soldados francezes e ingle-
zes. as 45 igrejas de Pars recommendaram os cu-
ras aos seas parochianos se lembrassem dos seus ir-
mioj da Crimea, e lhes mandassem fios e roupa. Em
rauitos porlos de Franja se tem feilo preces pela boa
sorte das armas alliadas. Forraou-sc emfim urna as-
sociajao para chamar o auxilio divino sobre os sol-
dados do Occidente ; pede-se a cada um de seus
membros que mande dizer urna missa por mez pelo
eterno repouzo dasviclimas de lao desastrosa guerra.
A. M. C.
(Corrtio Mercantil do Bio.)
FRANCA.
Instrucca'o publica, commercio eindustria,
Osgovernos novos sao necessariamente impellido5
s reformas. As instilaicesmoraes, assim como os
interesses malcraos se devem harmonisar com o r-
gimen polilico triumphante. Nao importa smente
apagar os vestigios do passado, e deslniir os sig-
naes visiveis, que enlreleriam imprudenlemenle no
pensamenlo. nacional a lembranra, e algumas vezes
al o ardenle desejo daquillo que mais nao existe.
As revolujdes, obrando smente assim, as mais das
vezes deshonrara sua victoria, e a fazem estril.
1. id governo, qae aspira a se crear urna vida pro-
liria, e a provar sua razao de exisleocia, sabe, no
lodo das instituijes, descobrir aquellas que foram
antes dclle mais vivamente discutidas, e nellas in-
(roduzir as reformas que so coadunam com o seu
principio. O imperio se mpozra a missao de con-
solidar a autoridade, e garantir os interesses malc-
riaes. O ensino publico oderecia-lhe ampia mate-
ria de reformas geraes e parciacs, destinadas a gra-
var no espirito das novas geranios a vinda de urna
era nova, e de urna disciplina mais solida.
A liberdade do ensino, proclamada sob o rgi-
men republicano, devia ser dirigida de maneira
ser til acrao governaliva, e estar sujeila a um
modo mais directo de inspcejao administrativa. O
governo, sera molestar essa liberdade a lano cosi
conquistada, quera modificar os mclhodos do ins-
Iroejao, de maneira que a mocidade, no sabir das
escolas, eslivesse melhor preparada para as carrei-
ras praticas, c menos inclinada scarreiras ditas li-
beraos, em que o habito da discussSo, sedo contra-
hido, degenera muitas vezes cm murmuradora op-
posijAo. Pretenda, emfim, proscrever de lodos os
graos do ensino o que. no lempo do primeiro impe-
rio, era denominado tendencias dos idelogos. Pe-
sada larefa era essa ; mas o governo a ella se dedi-
cou com perseveranra.
Ao mesmo lempo importara desenvolver o mais
possivcl os elementos do irahalho industrial e agr-
cola, assim como a aclividade commercial, afim de
fazer vollar para esses pacficos misleresas mais vi-
vas preoecupajes do paiz. Assignalamos j o mo-
vimeuto dado s obras publicas : igual animaran re-
ceberam a industria, a agricultura c o commercio.
posijes, esousado he que disto nos occopemos, ea,. O impulso dado a estes negocios apar la va os tpi ri-
pela, se nao se estendesse aos vigiadores ou mes-
tres de elasse. Convinha dar importancia condi-
r.lo moral e material desta humilde calhegoria de
funecionarios, cojo pessoal ncm sempre correspon-
da confianja das familias. Tiraram-se, pois, os
obslaculos enlre os meslres de elasse, e o profeso-
rado ; forncceram-se-lhes os meios, e se Ibes impoz
a obrigajao de a seu turno se fazerem professores ;
augmentou-s?-lhes o ordenado ; emfim raudou-se o
nome do emprego, c os antigos meslres de elasse,
esses subalternos do corpo do ensino, podendo a
seu lurno ser professores, liveram o Ululo de mes-
lres leccionistas. Tal foi o objeclo do decreto de 17
de agoslo de 1853.
Ao mesmo lempo que se empenhava em melhorar
o ensino nos lyceus, a admnistrajao nao perda de
vista as reformas malcraos, que reclamava o rgi-
men interno de taes estabelecimcntos. Os edificios
precisavam de reparos, e ser augmentados ; as bl-
liliolliccas, e as collecjes identificas careciam eslar
em relarAo com os novos prograramas. A somma,
pois, de 100,000 francos foi destinada, neste duplo
inlercsse, para as precisos as mais urgentes. Tam-
bem importava cuidar-se com sumraa atteucao ua
hygiene doseducandos. Urna commissao, presidi-
da pelo deao da faculdade de medicina de Paris,
foi ioslituida para regular o rgimen alimentario
nos lyceus, c as couclascs do seu relalorio foram
consagradas por ma resolujao do 1. de setembro.
Estas providencias Iraziam necessariamente um
augmento na cifra das despezas. E deveria esle ac-
crescimo pezar sobre o eslado, ou sobre as familias
para as quaes vraha o proveilo ? A queslao naodei-
xava de ser grave. O eslado, quo dislrlbue por lo-
dos os pontos do territorio o beneficios do ensino,
nao he um emprezario que busca especular sobre o
servijo que presta ; a sua cspeculajao, se assim se
pode chamar, cambie cm instruir, e melhorar. a
bem do interesse publico, a gerarJo prsenle. Em
lodos os eslabelecimentos, ainda mesmo naquellcs
em que a relribuirao lie mais forlc, o alumno cusa
ao estado mais do que tem pago ; e, conviodo en-
tretanto qae o sacrificio nao exceda dos justos limi-
tes, o governo jalgou a proposito poder sem incon-
veniente exigir das familias urna remunerajao me-
lhor proporcionada s despezas do ensino. O decre-
to de 16 de abril de 1853 altern, pois, as amigas
tarifas. O preco do externado foi augmentado em
lodos os eslabelecimentos, o da pensao soflreu tam-
bem em alguus um pequeo augmento, compensado
por urna reduejao em favor de vinle e sete lyceu'
situados as cidades menos ricas. Em summa, se-
gundo os clculos da adminislrarao, as tarifas modi-
ficadas Irazem um accrescimo de receila de cerca
de 800,000 francos, destinados a creaj;1o de novos
lyceus, e ao melhornmenlo da sorle dos professores,
aos quaes se ha prohibido quaesquer classcs, confe-
rencias ou leccionamentos nos eslabelecimentos par-
ticulares de instrucrao secundaria.
He de algum inlercsse apresenlar, em seguida da
exposicao que fica feila, os principa resultados cs-
talisticos da le de 15 de marjo de 1850 relativa-
mente ao progresso da inslrucjao secundaria. Em
o I. deoululiro de 1850, data da execuj<1o da lei
hava cm Franja 57 lyceus, 305 collegios municipaes,
e 914 eslabelecimentos particulares sendo o total
dos alumnos 99,623 : em o 1. de marjo de 1854, 61
lyceus, 253 collegios municipaes, e 1,081 cstabeleci-
menlos linea para 108,333 alumnos : conlavam-se
pois, 4 lyceus de mais (os de Contanees, Tarbea,
Troyes, Sainl-Quenlin, creados pelos decrclos de 30
dejulhoc20do agosto de 1832', c 52 collegios mu-
nicipaes de menos do qua cm 1850, isto he, 18 esla-
belecimentos pblicos de menos. Entretanto as es-
colas do eslado haviam soincnlc perdido 1,988 alum-
nos perda que recahia exclusivamente sobre os col.
legios mnnicipaes, temi pelo contrario augmentado
o etTcilo dos lyceus. O numero dos estabclecimen-
tos lvres finita augmentado de 167, eo numero dos
seus alumnos de 10,683.
Os 1,081 etlabclecimenlos livres se divirliam cm
duas calhegorias, a saber : 825 estabcleciraeotos lei-
got, e 256 eccleiiastlcos. Deales 67 etlavam debaixo
da inmediata direejao dos bispos, 156 mm dirigi-
dos por sacerflles seculares, e imohiro! porlencen-
tes aos culln rcconhccidos, e 33 possuidos poronze
congregajOes religiosas entre as quaes flgoravam o8
nariatas com 13 collegios, e os Jezuilas com 11.
Compre accrescenlar que nos 256 eslabelecimentos
cima enumerados nao se coinprobeodiam os peque-
os seminarios, em numero de 123. os quaea, posto
que livres do eraharajot com que os liavia sobre-
carregado as ordenanjas do 1828, esiao todava ain-
da sujeitos a um rgimen especial.
Em conclusao, a liberdade do ensino proclamada
pela lei de 15 de marjo de 1850 produzioal boje os
resollados qae eram de esperar :,estimulado pela
concurrencia dos eslabelecimentos livres, o estado
vio-so obrigado a reforrrar seriamente o rgimen in-
terno dos lyceus : o ensino livre, pelo seu lado, quer
leigo, querecclesiastico eneelou desembararadamen-
le a carreira quo lhe eslava aberla. O episcopado
nrmente, solicitado pelas localidades que nao po-
diam sustentar collegio municipal, raultiplicou suas
escolas com aulorisajo do governo : alm dislo,
cousagrou a inslrucjao da mocidade diversos edifi-
cios diocesanos que cstavam desoecupados. Esta ac-
lividade, filha de um louvavel senlimenlo de emu-
lajao, deve, cm breve lempo, aproveitar ao ensino
secundario.
Ensino primario. O decreto de 31 de dezembro
ntroduzio no rgimen do ensino primario as mais
serias reformas; estabelcccu umajerarebia dos pre-
ceptores, creando preceptores supplcnles que s po-
den) vir a ser titulares depois de tres annos de exer-
cicio. Todava os preceptores que pertensem a esta
nova calhegoria poden) ser encarregados pelo reilor
de dirigir as escolas publicas nos termos de menos
de 500 almas, ou as escolas adjuntas nos outros
termos.
A lei de 31 de marjo de 1850 havia imposto aos
termos de 800 almas e para maisaobrigajaode man-
ter urna escola de meninas se o pormittissem seus
recursos. Entretanto liavia em Franja no fim de
1853 somenlc 11,199 escolas de meninas. Afim de
remediar esta intuflicieucia, o decreto de 31 de de-
zembro de 1853 aulurisou a formajao de escolas
communs para os meninos dos dous sexos, e deler-
minou que eslivessem sob a inspeejao de prercplo-
ras. A inspeejao das escolas dirigidas por associa-
riies religiosas devia ser exercida por ecclcsiaslicos
nomeados pelo ministro sob proposla do diocesano.
Esta disposijo, que obteve o assenlimcnlo do clero,
estende a alta inspeejao do governo s escolas da9
casas religiosas al enlo nao sojeilas a inspeejao al-
guma, ecomplcta n'um ponto muilo essencial, e ao
mesmo lempo delicado, a applicajao do novo prin-
cipio, que leude a reslabelecer o principio de auto-
ridade era lodos os ramos da adminislrarao publica.
Emfim o decreto de 31 de dezembro de 1853 modi-
licou os regulamentos|applicaveis a retribuirn esco-
lar. Grandes abusos do certo se haviam iutroduzido
nesla parte do servijo. A parte contributiva dos mu-
nicipios, e dos departamentos para as despezas com
a inslrucjao primaria sendo limitada pela lei, e de-
vendo o eslado, em caso de insufficiencia, sapprir
o dficit, rcsultava desta siluajao que os munici-
pios, apenas haviam pago o seu mximo de contri-
buyo, se moslravam liberaos em conceder s fami-
lias a gratuidadedo ensino.
Era 1850 as 34,428 escolas municipaes de meni-
nos, existentes cniao, recebiam 1241,033 alumnos
que pagavam, ou 36alumnos termo medio por cada
escola, e 682,326 alumnos gratuitos, ou 17 termo
medio por cada escola. Em 1852 contavam-ac nas
36,108 escolas municipaes 1,848,383 alumnos con
tribuinles, e 910,169 gratuitos : o medio desla ulti-
ma calhegoria linlta subido em dous annos
alumnos por cada escola, e em quanto que o nume-
ro dos alumnos contribuintes so augmenlava de um
trila e seleavos o dos alumnos gratuitos crescia de
quasi nm terjo.
Urna diflerenja do mesmo genero, poslo que me-
nos consideravel, havia sido verificada relati-
vamente a laxa da retribuirn escolar ; esta relribui-
rao produziraem 18508,745,408 francos, ou 7 fr.
4 cent, por alumno contribuate, c em 1852
8,866,626 fr., ou 6 fr. 57 c. por alumno, de manei-
ra que, atiento o augmento de um Ierro no nume-
ro dos alumnos, uotava-se urna diminuijao de um s-
timo na laxa da relribuirao escolar. Pelo decreto de
21 de dezembro de 1853 se poz lermo a essa pro-
gresso abusiva da gratuidade, c se estabeleceu urna
reparlijaomais equitativa dosNpncargos da inslrucjao
primaria entre os municipios^ o estado. O prefei-
lo, ou sub-pri'l'eiio d'ora em diante deveri fixar
no fim de cada anuo escolar, sob proposla dos dele-
gados dos canles, c parecer do inspector da ins-
lrucjao primaria, o numero mximo dos meninos
que devero ser admiltidos gratuitamente em ca-
da escola publica no curso do anno seguinlc. A 'vista
deste mximo, o maire, o conselho municipal e o
cura que, nos termos da lei de 15 de marjo de 1850,
ficam encarregados de formar a lista dos alumnos
gratuios, n3o inscreverao mais nesta lisia senao os
lilhos da familias realmente necessiladas, eos sa-
crificios do eslado serao menores.
II Commercio e industria.
Interesses commerciae*.No meio dos debates qae
provocava o exame da legislarao commercial, o go-
verno havia, desde o cornejo manifestado altamen-
te a sua vonlade de manter o rgimen protector, e
de respeitar os principios que, de quarenta aonos a
esta parte, atravs de (antas revolucoe* e icissitudes,
presidirn) a redacrao das tarifas das alfandegat. To-
dava asa determinajao nao era exclusiva : ella ad-
metlia as reformas que, sem prejadicar a base do
systema, deviam imprimir oa legislarao ura ca-
rcter meos restrictivo, e favorecer no interior os
progressos inconlestaveis da industria, e no exterior
o movimenlo das negocia jes. Para se esclarecer so-
bre o cumprimenlo dessas reformas, e para garantir
lodos os interesses, o governo creou por um decre-
to de 2 de fevereiro de 1853 o conselho superior do
commecio, agricultura, e iodustria, a quem con-
sultarla quando julgasse conveniente, ou para estu-
dur os projeclos de aegocacOes commerciaes com
as potencias esirangeirat, ou para preptrar as modi-
ficajoes das tarifas, ou emfim para proceder as in-
formajes iodustriaes. Este conselho, logo no pri-
meiro anno da sua nsliluijao, leve de examinar as
questes imporlanlissimas que se prendtam a tarifa
do carvao de pedra, e dos principaes producios me-
tallicos, bem como ferro, ajo, ele. O prejo deslcs di-
versos productos hava soflrdo no mercado urna al-
ta miii nolavel, e a induslria se lamentava viva-
mente do nao poder se procurar os abasteclmenlos
consideraveis, que reclamava de todas as parles a
aclividade de seus irahalho?. As ollicinas, sobrecar-
regadas de encommendas, nao podiam satsfazer as
precises da companhias de camnho de ferro, que
eram obrigadas a cntreler as suas antigs emprezas,
e a construir as novas linhas que o governo lhes ha-
via concedido. Solicitaran), pois, com instancia a
reduejo da tarifa que pesava sobre o carvao de pe-
dra, assim como sobre o ferro e ajo eslrangeiro :
esperava-se que, por etTeito desla medida, a indus-
lria liraria do eslrangeiro asquaulidades de mate-
rias primas, qae lhe eram iodispensaveis, e que os
prejos, sendo moderados pela concurrencia ingleza,
se aproximaran) pouco a pouco de urna laxa nor-
mal. Chamado a prooouciar-se sobre esla questao,
o conselho superior emiltio nm parecer favoravel a
baixa dos direilos do entrada, e o governo baixou
paraesse fim o decreto de 22 de uovembro de 1853,
Foi esle aclo no ponto de vista dos interesses econ-
micos o mais importante do anao.
A crise doscereaes devia igualmente Irazer a mo-
dilicarao da tarifa applicavel aos geoeros alimenta-
rio?; j expozemos o lodo das provideocias que fo-
ram dadas para facilitar o abaslecimenlo. O governo
levanlou lodos os obslaculos a imporlarao dos c-
rcaos, farinhas, e legumes seceos, cuja sahida foi ao
mesmo lempo prohibida ; redozio u'oma proporjSo
niui sensivel a tarifa do gado, e das viandas frescas
ou salgadas; admittio a concurrencia de todos oj
pavilhoes na navegacao lano de cabolagem como de
longo curso,emfim abaixou o piejo dos transporte?
pelos canaes, como pelos caminhos de ferro, (iraca*
a es(as disposijoes conformes com essaas ideas eco-
nmicas, elle dimiouio o mais possivcl o peso da
crise.
rgimen, designado sob a denoininajo do admissSo
temporaria, tomou alguna annos urna grande etlen-
s3o, e Iraz ao Irahalho industrial um alimento con-
sideravel sem todava diminuir a proteejao das tari-
fas ; pois que as producios atsim fabricados em de-
posito sao reexportados para o consumo eslrangeiro.
Entre as medidas desle genero adoptadas era 1853,
convera mencionar o decreto de 20 de oulubro, que
aulorsa a admissao temporaria dos sebos em bruto
para o fabrico das bugia slearicas.
A prohibljao que desde 1826 pesava sobre os pro-
ductos [transatlnticos armazenados na Inglaterra
foi levantada,'quanto aos creps da Clima,o ao algo-
rlao em rama, pelos decreto* de 7 de marjo de 28 de
dezembro. Esta reforma parcial merece ser signa-
bola ; porquanto annuocia urna reforma mais radi-
cal na parte da legislarao da alfindega, que mantem
contra as proveniencias dos depsitos britnicos urna
prohibidlo prejudicial aos nossos interesses. O de-
creto de 20 de julho supprimio n direilo de sabida
de 2 francos sobre os navios construirlos em Franca
revendidos o ni paiz eslrangeiro. Por dous decrclos
da dala de 27 de abril e 11 de dezembro foram esla-
belecidos deposilos alfaudegados cm Tonnay-Charen-
te e cm Nimcs. A pesca cosleira Toi regulada no-
vamente por qualro decretos de 4 de julho concer-
nentes a cada um dos qualro dislriclos martimos.
Se as modificar oes iulrodiizirlas no rgimen com-
mercial da Franra nao foram 13o profundas, como
teriam desjalo os mesmos partidarios moderados
do commercio livre; atlestam comludo pelo seo nu-
mero, c pela sua variedade que a admioistrajao nao
se mostrava obstinadamente hostil as ideas liberaes,
e que eslava disposla a alargar as vi as nas quaes o
impulso iudustrial corra risco de ser parausado,
porjuma legislajao inleiramenle restrictiva. Ao
mesmo lempo, o governo se empenhava em facilitar
cada vez mais as relarOes intcrnacionaes por meio de
negociaroos diplomticas contratadas com as poten-
cias eslrangciras. O anno de 1853 foi especialmente
fecundo de tratados ou convenjes dc-linadas a favo-
recerem as relajos commerciaes e martimas, e a
proteger os interesses francezes no eslrangeiro. Eis
urna enumerajao succnta : 6 tratados du-convenrao
e navegacao com o Chile, o Paraguay, o Per, Por-
tugal, a Suissa (paiz de Gex), e a Toscana : 8 con-
venres com a Hesspanha, os Estados Unidos.os go-
vernos de Hssc-Cassel, do Nassau, de Oldembourg,
do ltcuss. de Saxe-Weimar, e de Schwarzbourg ; 2
convenjes sanitarias cora a Toscana ea Turqua ;
urna convenjao consular com os Eslalados Cui-
dos ; 9 conveujet para a junejao e o servijo
internacional dos caminhos de ferro,e das linhas te-
Iegraphicas com o grao ducado de Bade, a Baviera,
a Blgica, a Hespanha, os Paizes-Baixos, a Prussia,
a Sardenha e a Suissa : 3 convenjes postaes com o
governo pontificio, a Prussia, eas Duas Sicilas : 2
convenjes de exlradicjao com o Wurlemberg e a
Hessc-llarmsladt: emfim unta declararlo relativa a
captura o remessa dos marinheiros desertores foi
(rocada como reino das Daos Sicilia?.
O lodo destas medidas corresponda necessidade
do expansao que de alguns annos a esta parte, gra-
jas paz, aos progressos da iodustria, ao desenvol vi-
ntenio das vias de communcajan, convida os povos
a se aproximaren!, e a porcm em commum a prospe-
ridade de seus interesses maleriacs. Nesle ultimo
ponto de vista fura inspirada a exposijao do Londres
por um grande e ulil pensaraento. A Franca,
que em 1819 Uvera a iniciativa desta ida,dcvia im-
mitar a sua rival em poder industrial. Por um de-
creto de 8 de marjo de 1853, o governo annun-
, ciou que se fariaem Paris na anno de 1855 ama ex-
posijao universal dos productos agrcolas, e iodus-
triaes : Outro decreto de 22 de julho delerminou
que a exposicao das arles liberaes de 1854 seria
aprazada para 1855, e reunida a exposijao da indus-
tria. Para mostrar o a preco que dava a esta solem-
nidade, o imperador rouliou ao principe Napoleao
a presidencia da commissao encarregada de prepa-
rar a exposijao, e na qual figuravam as notabilidades
em todos os ramos Ha industria, da sciencia, e das
bellas arles. Esla commissao fez a sua primeira ses-
sio no palacio real em 29 de dezembro ; ende os
seus membros nolava-se o cmbaixador da Inglaterra
lordCowley, quo por nm decreto especial fora con-
vidado a tomar parte nos seus trabalhos.
Depois desla revista das principaes medidas que
no curso de 1853 liveram por objeclo o desenvolvi-
menlo da industria, c do commercio, cunvera resu-
mir os documentos eslatislicos qoe apresenlam o
quadro do commercio exterior da Franja da uavega-
jao de longo curso, e de cabolagem ; e ao depois se
mostrar a cifra de produejao, e consumo do assucar
indgena, o prejo medio dos coreaos, assim como o
estado da industria de annimaes de raja cavallar
que lem.de alguns anuos a esla parle, feito nota-
veis progressos.
Commercio exterior. (I commercio da Franja
com as potencias eslrangeiras, e as colonias apre-
soulou em 1853 o resultados seguintes :
Commercio geral. Conmercio especial
ImporUjao. 1,630,600,000 fr. 1,103,500.000 fr.
Eiporlajao. 1,860,800,000 1,362,600,000
INTERIOR.
CORRESPONDENCIA DO DIAIUO DE
I'EKXAMItl.'CO.
Alagas.
Villa do Pa,0 16 do fevereiro.
Eslimadi.sii.io Sr._ife precito ter muilo corajoso
para na minha poijao,cercado de Untos e insepara-
veis obslaculos, animar-me a pegar na penca para
Irarar esla terceira missiva.
Outro que nao fora este teu criado, leria j tre-
pidado, vendo-se illaqueado e combatido de taotos
elementos heterogneos.
O mea charo amigo.o mea alier ego Jos Campos,
o uoico apoio que ea deparava nesla escabrosa ten-
da, deixaudo-so apoderar da influencia de dous
olhinhos travessos e seductor, alrahido por unta
certa belleza, que nao couhejo, esl lao montono e
prosaico, que estou condemnado a lica reduzido ao
triste papel de
Joven Lilia abandonada,
Por seu lindo ingrato amante.
Pobre c melifluo rapaz, nao tem a precisa forja pa-
ra arrostrar urna tal influencia. Tendo mui saliente
a fibra sensitiva, victima do nervoso, apeuas locado,
fica 13o susceplivel que nao ha forjas humanas que
possam libcrla-lo do peso de suas preocupajes.
Ah! se fora como eu, que
Em um da e urna hora,
Em qualquer lugar
Sou capaz de amar
. Cincocnla
Scsscnla,
Setenta
E que se mil fossem bellas
Amara a todas ellas.
Talvez nao lhe sahisse o negocio em (3o prosaico
aspeelo.
Desde agora a minha polica vai sabir a campo, e
no dia que descobrir a velbaquinha, fique cerlo que
taes caranlonbas bei de fazer, que vencida pagara o?
transtornos que me caasou, j se sabe, com o juro de
dous por cento ao mez. Basla de cavaco.
Apezar de quebrantado, nao tendo os mesmos re-
cursos de que disponha, todava carregarei at ao
calvario cora o pesado fardo de minhas funecoe.
Saiba Vmc. que os altos circuios desta villa an-
dam em agilajao no firict opus no seu apogeo ; e
pensar Vmc. que esse movimenlo ser causado pe-
la apparijao de algum planeta, detse cuja assusla-
dora cauda, he o presagio de prxima dissolujao no
globo terrqueo?
Ou que os alliados abandonaran! a Crimea, cacos-
sados pelos balasios russos; ou que finalmente
Nicolao conhecendo a inopia cedeu jperatile a bra-
vura das forjas occidentcct. Nao, senbor, nao be por
nenhuma dessas rousas. lie a prxima viagem que
o Exm. Sr. presidente da provincia lenciona fazer
ale a colonia Leopoldina. Eis o grande molor do
darme, que tanto agila a alia suciedad* desla villa.
He de esperar ptimos resultados desta adminis-
trativa digressao de S. Exc, que sincero enlhusiasla
dos melhuramentos de sua patria, nao hesitar pres-
tar-so a encaminhar esta provincia nas vias da pros-
peridade.
Apenas realisar-se a vinda do Exm. Sr. presidente,
desde j o emprazo para o itinerario de sua impor-
tante cxrursao. Viremos a folha.
cofres nacionae* como qno viva coodamoada a urna
vida ignominiosa!
Nao leudo estradas, apenas acanhado vehculos,
aonde a cada passo vai o caminhante de venias ao
chao; nao tendo pootes nos logares apropriados; vi-
vendo teus habitantes tu jeitos a onerosa imposijao
de 20 n. por cada paisa ge m dorio, e oque mais he,
obrigados a tolerarcm ot beberralicos arrojas do lal
paxageiro; ou urna cata de detenjao, tornaudo-se
proverbial a evasao dos'presos: lado falla e ludo
precita 1
O egosmo lodo tem invadido,nio ha qnem tome a
iniciativa, quem representa, quem elija finalmente
estas necessidade.
Apenat ditponta a eleijao
I .linela negra caballa,
O orbe nos eixoss'abala,
Aspirara lodos ser lembrados,
E nas caballas contemplados.
Assumiudo as posljoes
He tudo indifTereatismo,
E torpe, vil egoiimo;
Tal furia cruel ostenta
Que nossos males aagmeula. "
Temos ma cmara municipal, ei queo tea* li-
mitados reodimentos apenas cliegam para as suas
despezas. (Juidmde, represeote ao poder com pe.
toles, reclame a prol dat necessidade, inicie, esgole
finalmente a serie de suas alIribuijOes.
Nao lem descalpa a illustrissima, e Unlo mala es-
tando a testa da admoislnj3o S. Eic. o Sr. S Al-
buquerque, que dedicado aos melhoramenlosde seu
paiz, ludo envidar para remediar nossit precises.
S. Exc. ja eneelou, nomeando urna coHimitso
Composta dos proprielariot, os genitores Manocl Ca-
valcauli, Flix de Lira e Lioo Jos de Castro Arau-
jo, e os negocianles Joo Marques e Jos Goularl,
que foram por 8. Exc. eocarregado de agenciarem
urna subscripjao para a edificajao de ama foole eco-
nmica nesla villa. Apezar de nao ser panegirista
desta obra, tanto mais desnecesaaria nesta villa,
qnanto a quaolidadc multada d'agua tornadetuc-
cessaria (al obra ; todava dir; qae i vista dos bous
desejos de S. Exc, cumpro aproveita-la, afim de li-
bertar esla villa da proslracao.
Aqui paro, charo genitor, aguardando-me para
oulra que enviar-lite, caso nao appareca algum
trauttorno. Um el dourado de prosperidades, sau-
de e mais gneros da primeira inlaijao, eii-aqui os
sinceros desejos do Cosmopolita.
PERNAMBICO.
ASSEMBLEA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL.
Seso' ordinaria u s di mareo 4a 15*.
residencia do Sr. liarilo de Camaragibe.
Ao meio dia, feila a chamada, acharam-se pre-
sentes 23 senhores deputados.
O Sr. Presidente abre a seiso.
O Sr. 2. Secretario l a acia da sessao anterior
a qual he approvada.
O Sr. I. Secretario menciona o seguinle
EXPEDIENTE.
nA commissao de obras publicas, para poderresol-
ver acerca da pelijao qae lhe foi presente, de Jos
Ignacio Pereira Dulra, precisa que pelo canaes com-
petentes seja ouvida directora das obras publicas:
Pensei sempre que esta villa.excepcional em.tudo. e nesse sentido propoe que se pejam inforraajOes ao
Tolal. 3,481,100,000 2,466,100,000
Em 1852 ocommercio geral (inha no lodo chegado
someule somma de Ires militare* 120 milhoes de
francos, e o commercio especial i de 2 militares 220
milhoes ; o augmeuloem favor de 1853, he porlan-
lo consideravel.
Navegacao de longo cono. O movimenlo da na-
vegajao lano na entrada, como na sahida empregou
em 185336,260 navios, lotando 4,601,000 toneladas
contra 35,098 navios e 4,301,000 toneladas em 1852.
Eis quaes foram em 1853 as operajes respectivas do
pavilhao francez e do pavilhao eslrangeiro.
Navios. Toneladas.
Pavilhao francez. 15,295 1,861,000
Pavilhao eslrangeiro. 19,803 2,743,000
Cabolagem. Os ducumenlos relativos a 1853
n3o tendo sido ainda poblicados no limitaremos
indicar aqui os resultados do anno de 1852.
O movimenlo geral, quer de ummar pira oulro
(grande cabolagem), quer no mesmo mar (pequea
cabolagem) apreseutou 2,544,585 toneladas. A par-
le do Ocano foi de 1,835,580 toneladas, ou 72 por
cento, a do Mediterrneo de 709,195 toneladas, oa
28 por cento.
Os seis principaes porlos quo alimeo (arara o (odo
da navegajao de cabolagem em 1852 se classicam
da maneira seguiotc :
Brdeos 272,135 toneladas; Marselha 188,717;
Celte, 154,577 ; Havre, 138,535 ; Nautes,
111,086; Bouao, 109,573.
As mcrcadorias que figuran) mais em grande par-
le no movimenlo da cabolagem sao, quanto a impor-
tancia, os vinbos as madeiras communs, os graos e
farinhas, o sal rairinho, os materiaes de contlruc-
j3o, as ostras, o carvao de pedra e as agurdenles.
Produejao e consumo do assucar indgena. A
produejao do assucar indgena foi menos considera-
vel em 1853, do que no auno anterior. Este facto
nao he resul(autedea(razo;da indus(ria,aqiialse|mos-
1ra pelo contrario em plena prosperidad ; elle deve
antes ser allribuido a Iransformajo momentauea
de urna parle das fabricas em dislillajoes. O alio
prejo dos oleools convidou os fabricantes a distillar
o caldo do beterraba, c esla operario, que creou em
Franja urna nova industria, foi mnilo lucrativa.
Eis a oslalisiica do assucar indgena nos .nanos de
1851, 1852, 1853.
Produejao. Consum), dir. arrecadados
1851 75,234,000 Itil. 62,082,000 kil. 32,501,000 fr.
1852 86,795,000 61,128,000 31,016,000
1853 61,178,000 73,811.000 34,730,000'
Prejo rio cereaes em^853. A escaasez da co-
theila produzio desde o mez de julho ama alta no
prejo dos cereaes. O anno de 1853, a este respeito
foi um auno excepcional. He de ulerease dar a
coiihccer o preco medio do hectolilre de Irigo em
loda a Franja, lal qual resulla dos prejo colindo)
pelo governo nos principaes mercados. '
Prejo medio do hectolilre.
Independcole das medidas provisoria! justificarlas
por urna necessidade excepcional c imperiosa, a ?ad-
minislracao preparoa nnmeroso decretos lendo por
fim : 1 supprimir ott reduziros direilos de entrada
sobre cortos artigos, como os mineraes, os marm-
rea, o guano,a quina,]o cranlcliouc, a sement de li-
nho, e o bcliime ; 2 facilitar por meio de diminui-
jOes da tarifa as relajOesra Franja com a Corsega,
Algeria e as colonias transatlnticas ; 3 admitlir
por franqua diversos producto! destinarlos a reex-
porlaeHo,depois de haverem recebido nas ollicinas da
da industria nacional a allitua mao d'obra. Elle
15 de Janeiro. 18 fr. 09 cen.
15 de fevereiro. 17 87
15 de marjo. 18 02
15 de abril. 15 SO
15 de majo. 17 30
15 de jincho. 18 99
15 re julho. 21 53
15 de agosld. 22 64
15 de setembro. 26 m
15 de oulubro. 27 '.)>
15 de novembro. 39 29
15 da dezembro. 30 50
(Annuaire des deux mi.
(ambem o fosse a respeilo desses fados que lano de-
pe coaira a uossa civilisajo, quero dizerdessa
serie de crimes que escurecem o brilhante arrebol
brasileiro. Alt quanto me illud! Estacionaria no
ulil, caminha, arrogante na senda do mal, concor-
rendn com o seu contingente para a deshonra na-
cional.
Ainda o anno passado, alem de oatros felos, um
appareccu lao horroroso qae nao posjo dispensar-me
de narra-lo.'
Um monslro, sobre quem pesavam 60 e lanos Ja-
neiro?, sequioso de sangue, esquecendo sua idade
avanjada, tirou-se de seus cuidados e assim como
quom nao quer a consa, pela bagaiella de I libra de
bacalho mandou povuar os confus da clernidade a
urna pobre crealura de 10 anuos : porque li tiln man-
dado comprar oulro objeclo nesta villa J se sabe,
com a nao pequea applicajao de Ires cardadas.
Foi esse monslro preso, e por mais que tenlott des-
viar-se, appareccram lacs provas e lao concludenles,
que convicio do crimebrevemeule entrar era jul
gamento.
No dia 4 doste mez, foram presas duas filhas de
Eva, lao paludas c romanlicas que infiltravam a
compaixio, at nas mesmas feras. Em ultimo re-
sultado veja Vmc. porque foram capturadas.
Umadellas, a mais moja, desgoslosa da mesma
comidn, amante da novi.la-le. c nao podendo dar ex-
pansao aos instinclos da maldade, de accordo com
um preloseu predilecto na corropjo, resolveu des-
carlar-se do esposo a quem havia ligado su existen-
cia. Dito a feilo, applicando-lbe certo quantitalivo
paulalicn, l marchott o charo marido a preeocher o
vacuo que o agoardava. Ainda nao para aqui a fe-
reza desse monslro, querendo desviar a allenjao
com o mesmo prcto, conduzirara o cadver aliran-
do-o ii'uiii lugar, ao abrigo das vistas. Nao pode por
maito lempo ticar nas Irevas, tudo foi descoberto,
ellas ahi jazem na prisao, fallando ainda prendero
monslro, instrumento de carnificina. Que tal o meio
de descarlar-se.
Agora mesmo conta-me um amigo, que suppcnlto
bem informado, que na barra de S. Antonio, des-
cobrio-se um facto coja atrocidade horrorisa. Urna
mulher casada, inleiramenle adulterina, tendo con-
tacto com um preto, e havendo o fruclo saludo com
acor approximada a negro, essa fera e sua m3i av
do rcccinuascido, Iralaram de roobar-lhe a existen-
cia por meio do.... para assim oceultarem as odiosi-
dades de seus inslinctos perversos. Fina mai assas-
sinando ura proprio (illio! Oh! meu lieos.
Basla de lanos borrosos, sinto lal repulsan para
essesfaclos de barbarismo, que ncm mais posso pro-
seguir, e deixando esse agregado horroroso, vou con
tinuar no mea bosquejo desta villa.
COMMEBCIO. Vai defiohando, apresenlando
um aspecto lao a-susdor, que admira como ainda
tem forjas para carrejar Lio pesarla existencia. Li-
mitado a pequeas e acanhadastransaejes,tendo por
movel a m fe e a desconfianja, acorvado do peso de
iinposijr'ics, naosei como aioda se sustenta! Excep-
tuadas algumas casas aonde os negocios caminliam
em melhor esphera, aonde o commercio he manlido
em sua plenilude, a maioria est reduzida a zero,
miseraveis esqueletos ambulantes!
Passam-se llorase horas sem apparecer um mta-
lo, que munido dos cumquibus venha dar exlracjo
aos gneros que ahi exislein amaiiloados; 0*cri-
jao da traja e mais bichinbos devoradores.
E como haver commercio senao lia luga? o mais
dcsprcsivel que nao possua tima casa de negocio,
urna coxixola cora a inscparavcl rolha pendurada,
motivo de alracjao para o matulo que frequenta lacs
espeluncas? Como se os niteiros, as grutas, as pas-
tagens do rio sao oatros taotos omporios commerciaes
e at o menor cercado (cm sua armadilha !
Para coroar a obra do desmoi onamenlo, appare-
ceu ltimamente urna praga, peior qae a do Egyp-
to, os taes senhores mscales, que cruzando-se cm
todas ai dirccjooi, privando o comprador de vir
villa, acabaran) de applicar o ultimo golpe. Se se li-
milassent lao smenle a vender o seos gneros, bem;
mas nao obram assim, v jo mais adianle. Sao clres
os propagante* das ms noticias, j.i afeiando o esla-
do da villa, narrando alguns factos em taes dimen-
ses, que o fregu/, couveucido prefere comprar na
porta, e aio vir sujcilar-sa a alternativa. Ua nim-
ias outras cansas, eu vollarei ao assumpto.
AGKICLT.TUBA. Exceptuando algum proprie-
lario, que envida todos os esforjo? para acompa-
nhar o progresso que a sciencia ha feito nosle ramo,
a maioria prosegue no mesmo carrancismo, na mise-
rata! e pesada rotina usada ha 100 annos.
Ignoraodo ospriucpios comesinhos da acricullura,
nem se dando ao traballio de saber, em nada mais
cuidam qae cm moer canoa e fabricar assucar com o
melhodo imperfeito, embora o assucar soflra a infa-
J_ manle clastificajao de quinta e sexta sorle.
J be lempo, senhores agricultores, de arripiar
a carreira enjoaliva de vossos trabalhos; o prozresso
marcha a grande escala, os mediados aperfeijoara-se,
a irahalho simplifica-so ; e ainda queris proseguir
nesse errado systema, que arruina c desmurena vos-
sos interesses'.' Nao; colJticai-vos frente das ideas
regeneradoras, mostrai a voaaa lorja, liberlando-vos
do marasmo e proslrajao an que jazeis.
MELHOBAMENTOS MATEBIAES. He urna
miseria. He nolavel que urna villa abundantissima,
lendo no seu tolo fecundo um manancial de rique-
zai, concorrendo cm nlo pequen quanlia para o
-Mel-
goveroo.
Sala das commissOes 8 de marjo de 1855.a
lo Reg.Silcmo.B
O Sr. Brandao : Sr. presidente, um objeclo
existe, que muito me preoecupa, e que desejo ver
largamente discalido na presente >ess3o da assembla
provincial: considerando-o da mais alia importan-
cia para a provincia, e mesmo para todo o norte do
imperio, tanto qae dera lugar a urna larga e lumi-
nosa -discusso na cmara dos depulado geraes;
proponho-me a tratar delle, para que esla aisemUa
o lome na considerajao que merece; quera fallar da
exportajao de escravos. Hei pensado reflectidameu-
le sobre esta nialeria, e desconfo mnilo que, se as
cnusas continuaren) da maneira por qne vio, a uos-
sa provincia dentro em pouco annos ficar reduzi-
du a urna siluajao lameolavel. Somos um povo es-
encialmente agricultor, temos necessidade de bra-
cespara os trabalhos agrcolas, e no enlanlo eaaes
brajos, que at ao presente sustenlavam a nona a-
gricullara, vao ero grande escala dcsapparecendo e
re iraudo-se para fra da provincia : pens, pois,
que um lal objeclo deve merecer o* nossos cuidados,
porque he a lavoura quem pode desenvolver a nossa
riqueza, e oITcreccr os recursos de qne carecemos.
Na cmara dos depulados geraes apretenton-se o
aono passado om projecto relativo a esta materia
quo no meu entender he de grande proveilo para as
provincias do norte ; foi o sea autor o Sr. Wander-
lej. depulado pela Baha, o qual luminosamente
sasteuloa o sea pensamenlo, depois de haver de-
monstrado as desgrajas qae nos agaardavam, porern
por infelicidade nossa os deputados do mi levan-
tan loso era massa contra aquelle projecto lhe ftze-
rar urna opposijao vivissima, de maneira que dei-
xou de ser reduzido a lei, nao obstante ter o mesmo
Sr. Wanderley feito ver com argumentos irresitti-
veis a sua manifesta nlilidade; no enlanlo como ha-
bitante do norle, c Pernambucano qae sou, nao
posto deixar de estremecer, quando pens no futuro
da noi-a provincia, se medidas pror.ipas a enlutes
nao vierem em soccorro da nossa agricultura,que sem
duvida se aniquilar, se lhe faltaremos brajos, que
ale hoje a tem sustentado ; he por itso, pois, que
me esforjo em chamar a alten jo desla aseembtea
para este assumpto.
Idilio viajado por alguma* das comarcas pr-
ximas a esla capital, e com dor o digo, qae hei en-
contrado nas estrada* magote* de escravos, bem
semelhantes a boiadas.deslinados a serem aqui ren-
didos para passarem s provincia* do sol, em pro-
veilo dos especuladores, e damno da nosta lavoara.
Isto, meus senhores, nao pode continuar assim. He
sabido que o prejo de oilocentos, noveceolos, a um
cotilo de res por um escravo, faz allacinar, faz
como que perder a razao a quem o possue; a venda
pois lorna-se inevitavel pelas solicitajes do com-
prador e cubija do vendedor, sem que este te lem-
bre do mal que faz a si, e a provincia;po r lano, so
o3o houver urna providencia que modifique islo, em
que estado nos acharemos dentro de 5 oa 6 anno* "!
Ser por ventora com brajos livres que poderemos
sutleoar a nossa mingoada agricultura '.' Nao por
certo.
Os homens praticos sabern perfeitamenl que im-
mensas difiiculdades se apresenlam sempre que se pro-
cura obter brajos livres para serem empregadw nos
diversos servijo do campo, sendo qoe o! fazendeiros
do sol recoohecem is(omesmo,lantoque se sejeitam a
comprar escravos por alto prej ; o que prava, que
nao s aqui como oa outras provincia o brajos es-
cravos ainda nao podem ser dispensados. Portaulo,
he mister que providenciemos para que elle* nos
nao fallera, porque se dcsgrajadamenle assim acon-
tecer, a nossa provincia em vez de ir em progresso,
retrogradara e perderamo o nico elemento de
pros leridade, qne aclaalmenle possuimosa agri-
cultura.
ConTOTe>ii-uileode seuhores, qua o objeclo he
muito delicado, e deve por isso mesmo ser profun-
damente considerado, desejo que a cmara, ante de
lomar urna resolujao qualquer, saiba quanto? es-
cravo* ae lem exportado da provincia desde que f'
;iromulftada a lei numero 300, qoe impoz 1003000
n. sobre cabejados qae fossem veadidos pira fora,
lcmbranja esla muilo jadiciosa do honrado mem-
oro o Sr. Pinto de Campos; e quero que ae conhe-
ja o que lem occorrido a semelbaole respeilo,
porqu; cunvam que a assembla nao ignara o eslado
aasustndor que aprsenla o quadro da exporlaro de
escravos nos ltimos lempo?, afim de que nAo tre-
pida nas medidas que cumpre quanto ante* a-
doptar,
Cu [orlanto, senhores, apreaeoto o seguinlc re-
qncrimcnlo : (IC) *&
E submctlendo-o apraciajao da cmara, espero
que ella o approve, para que esclarecida palas n-
formajOisqae so padem, oppooha um dique an mal
que ameaja compromeller a nossa futura grandeza
e prosperidade.
Vai a mesa o seguinle requermento :
a Reqneiro, qae e peja ao governo da provincia,
qiie infonae qaanlos escravos leem ido eiporlados
desla mesma provincia para as oulra do imperio,
desde a pubticajao da lei provincial n. 300, al ao
prsenle, com declararlo dos que foram em eompa-
nliia de seus senhores, c dos qoe livenm deslino de
erem vendido.Francisco Carlos Braniao.a
Val i mesa a seguinle emenda :
Depaii da palavraprovinciaaccreicile-fe
A
0
illiTHinn



DIARIO DE PERKAHBULO, SABBADO iO DEMARCO DE 1855.
r=

quer JeiU q jcr por escala. O mais como noreque-
riiuenlo.Joti Pedro da Silva. B^^HpS*-"
Poslo a votos o raquerimonto foi approvaoo, bem
como cine oda.
' ORDEM DO DA.
H Primeira disctalo do projeclo n. 1 deste aono,
qae fu a Torca policial.
Ha approvado sera ditcuswo.
Continua a 2. discusso das posturas do Ouri-
Art. 6. Neohum proprielario da sitio destina-
do para agricultura, peder lar gado sollo ou oulros
anirnaasa (iluto de os ler eruseudonimio, visto que
^ d'ease abuso resullam graves prtjuizos aos drcum-
vesiobos ; o contraventor ser ,multado em 100000
rs. e o duplo na roincideucia, e obrigado a pagar o
ilamoo causado, e derelira-los immediatamente, lo-
go que Iba for advertido pulo fiscal.
Vai a mesa a seguintecimenda :
lo 6,', por se adiar prejudica-
J, do pelo arli Iciito.
msndei urna emenda suppri-
mindo o artigo 6., porque enlendo, que a disposi-
co date artigo est incluida no artigo segundo, que
.
Ha apaas a difierenca de que no artigo 2. faz
referencia a todos os conductores de gado, quer do-
nos, quer administradores, >o pasto que o artigo .
restriage essa disposiedo, apreseulaudo urna multa
muito superior aquella que na raesma h\ potes tintn
esUbeiecido no artigo 2.* ; de inaneira que a dispo-
sicSo haamasma, e he essa a raiSo porque propuz
a sqppressao do artigo.
Fasta* volos a emenda, he approvada.
Sao soccessivamente approvados sem disenssao
os seguinles artigus :
7. Os proprieiarios dos sitios Almiscar,
Hovo, Genipapo,01ho d'agua, Tenenle-Mar-
V al e Taboca, cuja aguada continuar a servir para os
Mas, que pastaran) na Serra serao obri-
gados a "aarera as bebidas al ao p da ladera com
creas fortes, auna de que 3s mesmos gados transi-
ten ro oflender as lavotrfitl'; o contraventor sera
multado em 1^9000 rs,, e c duplo na reincidencia,
I indemusar o prejuizo que os donos des-
HB,abolido o coslume de fazer-se taes sol-
las eem cercas.
Lrl. 8. O fiscal em cotreicao lie o compelcule
lecer da segranos das cercas, as quaes po-
dem ser feitas como mais convicr aos proprieiarios
com tanto qae (entum a necessaria seguranza..
< Art. 9. He permittido a todos os liabilaules em
i sitios designados para agricultura, le-
i ou mais animaes para a serventa diaria,
o que estes nao offendam as lavoaras da
a, nesle caso o coalravcnlor ser multado
i rs. por cada urna vez que aparecercm des-
Iruices as musmas lavouras.
Art. 10. Todos os proprieiarios de Ierras ou
mesmorendeiros serao obrigados a rocarsuas cslra-
e traveseas lodos os annos no mez de julliu,
is primeiras lerao de largura vinle palmos e as se-
gundas deieseis, deixando-se dentro das estradas as
arvores sombras para melhor eommodidade dos via-
o contraventor pagara por cada ama infrac-
c I. 11. Os individuas do arl. antecedente fl-
ean obrigados a repararem lodos os estragos, que as
aguas do invern fizerem nas estradas, e que incom-
modarem o transito publico como de ordinario acon-
. tece,, assim como lerao todo o cuidado em lrar os
pao- que cahirem nis estradas, n3o consentindo, que
estes eslejam no caminlio por mais de Ircs das: o
contraventor ser multado em 23000 rs. por cada iu-
fraeclo desle artigo.
O Sr. Meira observa que o artigo nao deve ser
approvado, porque obriga os proprieiarios a refor-
maren) todos os estragos que as aguas causarem, o
qae pode acarretar graves inconvenientes; porque
podem dar-se estragos moi importantes, c assim le-
rem os proprieiarios de fazer grandes despezas, a-
lm da que pode essa disposicao aulorisar abusos por
parte da cmara municipal, o que nao julga con-
veniente adoptar-se ; por-isso vota contra o ar-
tigo.
Posto a tos o artigo he regeilado.
Art. 12. Nenhnm proprielario ou rendeiro de
Ierras podar usurpar a servidao das estradas, mu-
dando-as, tapando-as o\ estreilando-as ; o contra-
ventor ser multado em 309000 rs, e serao mudadas
a sua cusa.
He approvado sem discusso.
i Att. 13. Os proprieiarios de Ierras, cujas eslra-
n lagoas, fcam obrigados um auno
iblicacao deslas posturas, a mudarem
para oulros lugares as raesmas estradas, procurando
todava o mais conveniente, e mais direilo na di-
recebo das fazendas visinhas ; o contraventor ser
mnllado em 309000 rs.
Vai a mesa a segunte emenda :
Supprima-s o artigo 13. Meira.
O Sr. Mello Reg:Sr. presidente, clio a dis-
;o nacesaaria. O que elle importa
r, qne o proprielario he obrigado a offerecer
lesvio, para nioeslragar-sea laga, que he sem-
f pre um logar frasco em que se junta agua.
. As pessoas que teein andado pelo serlao sabem
a agua pelo verao, c avaliam bem a
ba de poupa-la : assim jolgo esla
niente : sabom todos que publico
toma um desvio para deisar de passar
aestrgam. Essa estrada de que
falla o artigo nio d trabalho, nao he nada : no ser-
ia maltas virgens, estas florestas qae
temos aqu uesla tona proiima a costa, que di-ern
s) grande trabalho a derrubarem-se ; a vegetarlo lo lie
facanhada, e fcilmente se abre nma picada para um
o o proprielario tem um anno
ico. Assim enlendo que o arli-
go tat no caso da passar.
U Sr. Meira suslenta a emenda supressiva que
mandn a mesa para o fin de ser iluminado o ar-
tigo 13, visto conter elle urna disposicao assz one-
rosa para os proprieiarios, que assim licam obrga-
a fazer urna nova estrada, qualquer qao ella
aja, sempre que acamara municipal entender conve-
niente, e s pela ratSo da baver no transito dclli
urna lagoa. Accrescenfa em resposla as observa-
as pelo Sr. depulado Mello llego, 'que por
moi fcil que seja a facturado uuia estrada no scr-
sempre he um onus para os proprieiarios; tanto
mais quanto pode ella ser de duas.ties e mais legoas,
o deve ler 16 a 25 palmos de largura, como de-
termina o artigo 10 das mesmas posturas. Final-
mente pondera qae bastara para satisazer o fim da
disposijao do artigo 1:1, fazer-se um desvio a mar-
gem da lagoa, e au ama nova estrada, pelo que con-
clue votando cocOra o arligo, e a avor da e-
i meada.
O Sr. Mello Asgrc8r. presidente, para desfa-
er oreceioque nutro o nobro depulado, eu devo
dizer-lhe, qae os fautores deslas posturas sao pro-
prieiarios no serUo e necessariamcnle deviam lam-
ban) ler aUeudido ao sea inleresse, e nao iriam in-
trodutir aqu disposiees das quaes resultare um
onus para si: lodsvia par^ desvanecer estes escrpu-
los do nobre depulado, vou mandar ama emenda,
para eojvez de dizerfazer estradasdizerolTe-
recer desvio ao publico...
O Sr. Meira:Vol contra.
O Sr. Mello Reg:Srs., como sao as estradas no
serlao 7 No se peose que sao como as que se fazem-
c ; nao ha sierros, nem pon tes, nem escavac,es ;
nada disto; he rocar o mallo, mallo balso, que a-
cilmaalesederruba e alii est a estrada...
i. Meira:A postura diz cid oulro arligo,
qae as estradas devem ler 25 palmos de largura.
^ O Sr. Mello Reg:laso mesmo he nada, roas so
nobre depulado se artigara muil.i cousa, porque at
veiq com a idea de logues de 2 eguas de exlenrao
com monlanhas na frente ele, etc. Nada disso ex-
iste, aeho que a ininlia emenda concilia bem o
qae o nobre depulado quer com o que eu quero.
Vai a mesa a segolnte meada :
Jim vez das palavrasmudarlo as estradasdi-
ga-seofferecerao um desvio pira pissagem do pu-
blicoMeMo Reg. *
Fostoa votos o artigo, he approvado com a emenda
do Sr. Meti Reg#.
Rnlram em discussJo e sao mccesstvamenle ap-
provados aern discusso os arligos seguinles:
Arl. 14. Todos os proprieiarios e rendeiros de
Ierras sio obrigados a tirar das estrada as pedras,
que por sua posicaoe lamanlio embaracarem o tran-
sito publico ; o conlravantor pagnrn de aulla COOO
rs.; exceptuam-se as miudas que lie lastro cm mul-
los terrenos, e as demasiadamente grandes, qu8je-
p nao poderem demollir, c nesle caso detviar-se-a
as estradas por ootros lagares mais convenientes.
< Art. 15. Para a limpeza das estradas o fiscal
mandara advertirpor edital um mez antes, e dever
sabir a correi^ao todps os annos no t de agosto im-
prcterivctmculo : a falla do fiscal no cumprimenlo
deste art. ser sufficienle para ser demittido na pr-
xima sesso, salvo impedimento justo.
* Art. 1G. Ninguem poder cortar madeiras de
utilidade sem que sea para quaesqaer obras, ou te-
jara os proprieiarios, ou outrus individuos, ficando
abolido o costomt de corlarcm-se lacs madeiras; o
contraventor ser multado em 28000 rs., e obrigado
a indemnisacao das referidas madeiras.
Entra em discusso o artigo 17.
Art. 17. Nenhum individuo poder tirar ma-
deiras de servidao nos dominios alheios sem previa
cenca ; o contraventor fica sujeilo as penas do ar-
ligo antecedente.
Vai a mesa a seguinte emenda i
Suprima-se o arligo 17 por conter urna disposi-
eio de lei geral.Silvino.
H approvada a emenda sem discusso.
(t Arl. 18. Ninguem poder lirar madeiras de cer-
cas para qoeinar, ou para oulra serventa, seja quat
for o seu mo estado, sem preceder licenca do seu
dono; o contraventor sendo pessoa livre sodror oi-
to dias de cadeia, e obrigado a reparar o prejuizo
causado, sendo escravo ser seu senhor o responsa-
vet pelos prejaizos resultantes.
Vai a mesa a seguinte emenda :
Depois da palavraresultantes^ e sorer o es-
cravo 15 dias de prisio.Meira.
Posto a votos o artigo he approvado, sendo regei-
tada a emenda.
Sao approvados os arligos 19 e 20, que dizem :
Arl. 19. Nenhum negociantede fazendaou mo-
Ihados, quer seja do municipio quer de Tora, poder
abrir venda tiesta villa, sem obler licenca da cma-
ra, e nao estando ella reunida, do sen presidente, do
procurador, ou do fiscal da cabera do termo r pela
licenca se pagara 29000 rs. ; o contraventor ser
mnllado em 43000 rs.
a Art. 20. Da mesma forma os officiaes de ofti-
cios mecnicos serao obrigados a tirar suas 1 cencas
lodos os annos na sessAo de Janeiro, para poderem
exercilar seus oflicios, pela qual tambem pagarao 29
rs., aproveilando a respeilo deslas mesmas disposi-
c,cs da segunda parle do artigo antecedente ; o con-
traventor fica sujeilo a mulla de 19000 rs., e pri-
vado dooflicio em qaanlo nao tiver a competente
licenc,a.
a Art. 21. As pessoas que nao poderem pagar as
licencas pela mesquiuhezde seus negocios, ficam pro-
hibidos de venderem qualquer cousa ; as autorida-
des policiaes as obrigarao a empregarem-se em nu-
tras oceupacoes d'onde resulte beneficio, rcincidindo
oito dias de prisao.
Vai a mesa a seguinte emenda :
Suprima-se o arligo 21.Silrino.
O Sr. Silvino : Eu ped na emenda que acabo
de mandar mesa, que se supprunisse o artii'" por
que enlendo, que elle conlem urna idea muito injus-
ta. Diz o artigo, que as pessoas que nao poderem
pagar as licencas por causa da mesquinhez do-eu
negocio, nao poderao vender, e as autoridades os
obrigarao a empregar-se em oulro genero de vida
etc. De maneira que, nao s o artigo distrahe o
cidadao d'aquella occnpae' mais conveniente para o seu bem estar, como anda
conslrange-o a abracar aquella occupac,ao, que a au-
loridade llie designar. Assim enteudo, que o arl.
he mo por duas razes, primero porque nega um
direito, que tem todo o cidadao de escolher o modo
de vida que mais lhe convicr, com (auto que seja li-
cito, e segundo porque, .resliuge a liberdade do ci-
dadao, obrigando-o a fazer o que se oppocasua voa-
lade. Aclio, pois, que este arligo al he allenlalo-
rio ao direilo de liberdade, o por isso vol contra
elle.
Posta volos a emendaj'sappressiva, he appro-
vada :
S.Art. 22. Todas as pessoas que Irouxcrem ne-
gocios ao mercado publico desla villa, ficam obriga-
das a pagar a laxa de 120rs. por carga, exceptuam-
se da regra : 1. aos negociantes de fazendas e mo-
tilados que residirem na villa : 2. os negociantes de
foraque vnndcrpm (i\r>n*< n. luclha'lo?, papando ali-
cenca do art. 20 a que sao so-jeitos,que ficam is'em-
tos de pagar a laxa ; o/contraventor ser multado
em 49000rs.; por negociante demolhados se enten-
der aquelle que trouxer bebidas espirituosas de di-
ferentes qualidad es, assim eomo oulros gneros que
sao de coslume render-se nas vendas.
Vai ,1 mesa a seguinte emenda :
Em lugar de 49 rs. iga-se 240 rs. S. R.
Scino.
O Sr. Silvino :Eu consignei na minha emen-
da, que em lugar de 49 rs., os contraventores desle
artigo na parte priroeira apenas pagassem 240 rs. e
nislo preced segnndo nma propor;ao eslalselecida
pela mesma cmara, qaando em oulros arligos
marca como multa o duplo da imposifao. Alm dis-
to, noto anda, que ha umagraade disproporcjlo, por
que dado mesmo o caso que as pessoas que condu-
zem gneros para a feira e que lem de pagar 120 rs.
por carga, vao a lodas as feirai do anno, isto he,
em 52 semanas, d em resultado urna imposicao de
69240, laxa muilo superior que pagam os vende-
llioes, etc. Assim, julgando que ja he elevada a la-
xa de 120 rs., por isso marco juslameolo o duplo
dessa quanlia para as infracrOes do presente ar-
ligo.
Posta a volos a emenda he a approvada, bem como
o arligo com essa modificar.30.
a Art. 2:1. OJndividuo que com estrategia qaizer
subslrair-se ao pagamento da laxa ser compellido a
essa indemnisacao, e sofrera 24 horas de cadeia.
He regeilado sem discusso :
a Art. 24. Todos os proprieiarios de casas desla
villa, deverao al o fim de oatubro prximo faluro,
apresenlar as frentes de sitas casas rebocadas e caia-
das, e com calcadas ladrilladas de (jlos, as quaes
lerao de largara sete palmos craveiros ; o contra-
ventor ser multado por cada urna das fallas em
49OOO rs.
Vai mesa a segualo emenda ;
Em vez de prximo futuro diga-sc de cada
anno:Meira.
Posto votos o arl. he approvado com a emenda.
Sao successivamcnle approvados os seguinles ar-
ligos :
Arl. 25. Todos os proprieiarios de casas nesla
villa serao obrigados a limpar snas frentes todas as
vezes, que lhe for ordenado pelo respectivo fiscal; o
contraventor pagar 190OO rs. de multa.
Arl. 26. Todos os annos no mez de agosto se-
rao reparadas as frentes das casas e as calcadas ; o
contraventor pagar 29000 rs. de mulla.
a Art. 27. Ninguem poder d'ora em dianle edi-
ficar casas nesla villa sem licenca da cmara, ou das
ptjsoas a quem ella lem aulorisado para conceder li-
cenca ; o contraventor pagar a multa de llteOOO rs.
Arl. 28. Nas casas que se edificaren) depois da
publicado deslas posturas no local desla villa, ol>-
servare-ha as regras abaixo prescriplas: 1.no
alnharaento dado polo respectivo fiscal ; 2.a lerao de
altara na frente pelo menos quarlozc palmos, com
largura e altura correspondente ; lt. tres portas de
frente ; '<' cornija pelo modo mais conveniente : o
contraventor pagara a mulla de 159OOO rs., e demo-
lir a casa a sua cusa. A cmara designar um lu-
gar onde as pessoas'de menor pasires possara edi-
fica casas fora das regras cima eslabelecidas.
Arl. 29. Ninguem poder enlrar em pastos
alheios a ltalo de pegar seus gados ou animaes, aern
previa licenca do dono do pasto, seu procurador ou
vaqueiro.a qual nao dever ser negada, dando-se ca-
vallo para o vaqueiro do pasto ; os contraventores
pagarlo 1O9OOO rs., de mulla c obrigados a pagarem
os prejuxds um do onlro.
u Art. 30. Da mesma forma nenhum calador po-
der cacar em Ierras alheias sem preceder licenca
o contraventor ser multado em 49000 rs., ou sotre-
ra 8 das de cadeia.
Art. 31. O proprielario de fazenda de gado,
seu procarador ou vaqueiro, n5o poder entregar os
gados, e animaes alheios que pastarcm em seus do-
minios sem qne lhe seja presente ordem por escripia
de seu legitimo dono reconhecida pelo tabelliao pu-
blico, ou polo escrivao de paz, salvo se o proprio
dono for mesmo quem procure os seus gados, e aui-
maes : o conlraventor ser mullado em 89OOO rt.. e
obrigado a pagar os mesmos que forem evtraviados
pela m enlrega.
n Art. 32. Nfnguem poder vender sem que seja
por pesos e medidas ateridas pelo padrap da cmara;
o contraventor ser mullado em 9000 rs., por cada
ama informacaodeste arligo.
Art. 33. Todas m pessoas, que comprara e
vendem deverao tersaas medidas e pesos aferidos;
o contraventor ser mullido em I9OOO rs.
1 Arl. 34. O encarregado das afericoes en cada
ama das freguwias do municipio deveri sabir a es-
las deligtncias lodos os annos no mea de Janeiro, e
percorrer toda a freguezia : por cada medida, peso,
vara, ecovado que aferir perceber 80 rs., a falla
de cumprimenlo do mesmo aferidor quanto a pri-
meira parle desle artigo, ser punida com mulla de
89OOO rs., epelo excesso de cobrar mais do que lhe
est marcado ser mullado em IO9OOO ri.
Art. 35. Ninguem poder correr, e nem esqu-
par a cavallo dentro desla villa de noile ; o coulra-
ven(or pagar a mulla de 49000 rs., alem de ser
punido pelo crimo que neste excesso commeltcr.
a Arl. 36. Ninguem poder ter caes sollos dentro
desia villa, o conlravenlor ser mullado em 29000
rs., o fiscal poder mandar malar os mesmos, caes
nunca porem com tiros.
Arl. 37. Ninguem poder ler porcos sollos nos
lugares de agricultura; o contraventor ser multado
em 39OOO rs.,*e o fiscal poder mandar matar os
mesmos.
Art. 38. Todo e qualquer morador desle mu-
nicipio ser obrigado a apresentar no mez de dezem-
bro aos fiscacs25 caberas de papagaio, periquito,
maracanan. papa arroz, e cara-car ; exceptuados os
moradores dos povoados, que nao plantaron ou crea-
ren! ; os contraventores pagarao s-.Mii rs., de mulla
e os que por sua pobreza nao poderem pagar sofrev
ro 8 dias de cadeia.
a Paco da cmara municipal da villa de Ouricu-
ry, em sesso ordinaria de 8 de maio de 1851.
Esgolada a ordem do da,
O Sr. Aguiar, reij.'.er a dispeusa de intersticio
para seren dados para ordem do da o projeclo n. 1
desle anno, e as posturas approvadas em segunda
discusso.
A casa accede ao pedido do honrado membro.
O Sr. Presidente designa a ordem do da, e le-
vanta a sessao s 2 horas da tarde.
Seisao' ordinaria em 9 de marco- de 1855.
Hce-presdencia do Sr. Carnciro da Cuiiha.
Ao meio dia, feila a chamada, acharam-se pre-
sentes 19 senliorcs deputados.
O Sr. Presidente abre a sessao.
O Sr. 2." Secretario le a acia da sessao antece-
dente que he approvada.
O Sr. i. Secretario menciona o seguinte
EXPEDIENTE.
Um ofilcii) do Sr. depulado' Francisco Joao Car-
neiro da Cnuha, participando que nao pode per
em quanto comparecer s sesses desla assembla.
la tetrada.
I. m requerimeulo da irmandade do Sr. Uom Je-
ss das Dores, erecta na igreja de S. Gonzalo, pe-
dindo a concessao d'uma lotera de 300 contos pa-
ra poder occorrer aos concertos da sua igreja.A'
couynssao de pelc,ocs.
He lido o seguinte parecer do anno passado, que
'..r,:;; (irado adiado por ler pedido a palavra o Sr.
Aguiar.
A viuva e mais herdeiros do finado Joaqun) Jos
Pin(o l.uinaracs, leudo recebido a quanlia de
5:201?806.rs. importancia das contas de medicamen-
tos e utencilios, qae o mesmo Pinto forneceu en-
fermara da cadeia desla cidade, pedem ainda o pa-
gamento de l:69S9iG8 rs. de outras conlas prove-
nientes do mesmo fornecimento, que depois das
quellas apresentou o dito fornecedor, allegando ter-
se engaado.
A commissa 1 de fazenda c ornamento examinan-
do o direilo dos supplicanles, ebegou ao conheci-
menlo deque as conlas em que se basea a reclama-
cao foram desprezadas pela presidencia, c que viudo
a esla assembla para seren examinadas e deliberar
o que fosse de juslra, resolveu ella, de conformi-
dade com o parecer da rommissao de conlas e des-
pezas provinciaes de 5 de abril do auno prximo
passado, que os supplicanles s tinham direilo
quanlia que receberam, e como nada agora ale-
gara, para contrariaren! esla deliberaran, he a mes-
ma commissao de parecer que sejam i 11 deferidos.
Sala das commissoes 17 de abril de 1854.Jos
Pedre.Carnciro da Cunha. tarros Brrelo.
------- niat /
JURY AO REGIFE /
Dia 8 de marco. /
Presidencia do Sr. Dr. Manoel Felippe'da Fonseca.
Promotor publico interino, o Sr.
Gomes Velloso de Albuquerqucl.iiis.
Advogado, o Sr. Dr. Antonio Vicente do Nasci-
meoto l'eilo-n.
Escrivao, Joaquim Francisco de Paula Esleves
Clemente.
Feila a chamada s II horas da manhaa acharam-
se presentes 41 senhores jurados.
Foram dispensados os senliorcs :
t Manoet Gomes da Silva, por ler apresentado al-
iestado de molestia.
I.uiz Jos Nunes de Castro, pelo mesmo motivo-
Dr. Pedro Autran da Malta Albuquerqne, por se
adiar exercendo a direcloria da faculdade da di-
reilo.
Francisco Antonio Cavalcanli Consseiro, n requT-
sicSo do inspector da Ihesouraria provincial.
Affooso Jos de Oliveira, porj ler servido em
urna das sessoes passadas.
Joaquim de Souza e Mello e Bernardo da Cunha
Teixeira, por nao lerem sido notificados.
Foram multados em mais 20-3 cada um dos jura-
dos j multados nos anteriores dias de sessOes.
Tambem foram multados em 109 cada um dos
jurados :
Joao Baplista de Souza Lemos.
Antonio Goncalvesdos Sanios.
Aberta a sessao foi conduzido ao Iribnnal para
ser julgado, o rea Francisco Alvcs de Moraes
Pires, aecusado por crime de morle perpetrada na
pessoa de Fernando Antonio Pidi.
Findos os debates, foi conduzido a sala das con-
ferencias s 7 horas c 3|4 da noile, d'onde vollou as 8
com suas resposlas, que foram lidas cm voz alia
em vista de cuja decisao, o Sr. Dr. juiz de direilo
presidente do tribunal absolveu o reo e comlemnou
a municipalidade nas cusas, e levanlou-se ti sessao
depois Je 8 horas da noile, adiando-a para o dia se-
guinte s 10 horas da manhaa.
REPARTICO DA VACCI.NA.
O abaixo assignado, commiisario vaccinador desla
provincia, julga conveniente fazer publicar o que
vai transcripto mais adianlc.para esclarecimenlo das
pessoas qae comparecerem na reparlicao da vacc-
na ; devendo prevenir que a inscripcao dos norae
principia nas quarlas feiras e ssbbarios de cada ses
maneas 8 horas da manhaa, e he encerrada s
9 ';, passando-se depois noctilarilo dos isneriptos
o aos oulros trabalbos inherentes propagaran do
fluido preservativo.
HeparlirSo da vaccina 8 de marco de 1855.
Dr. Joaquim d'Aquino Fonseca.
POSTUBAS MUNICIPAES.
Titulo XIII.
Da vaccina.
Arligo 1." Todas as pessoas, que tiverem mandado
meninos para serem vaccinados, c aquellas que o
forem, podendo por si ser responsavets, licam obri-
gados a manda-Ios oulra vez a reparlicao da vacci-
na nos dias, que Ibes indcarem os facultalivos cn-
carregadosda inocularlo : os infractores serao mul-
tados em 69.
Ail. 2. Aquellas pessoas que, tendn vollado nos
dias designados, se ausenlarem da reparlicao antes
que dellas seja extraliido o pus, e aquellas que dei-
xarcm de comparecer segunda e terceira vez con-
tra a ordem dos laruitativos. serao sujeitos s penas
do arligo aulecedenle ; servindo para applicacao
das mullas impostas era um e oulro arligo o map-
pa que apresenlar cmara o facultativo.
Regulamento da reparlicao da vaccina no muni-
cipio do Reclfe.
Arl. 9." Nao se dar dispensa de comparecimeu-
lo por molestia, se nao for provada com certificado
de um facultativo, no qual sera declarada a moles-
tia do vaccinado e mpossiblidade de transportar-
se .1 reparlicao da vaccina.
MAPP.i da vaccinarao praticada no munleipio
do Recife em o segundo semestre do
anno de 185-1.
SEXOS. Condiroes Resultado da vaccinarao 1 0 3 0
O, "5 0 l Z S o. 0 13 0 ^ ES 3
0 o> r3 *" 0 >
e 0 eo
331 371 E id 3 343 ---130 0 S 150 9
292 252 623
Total. 331 292 371| 252 3,:i 130 150 623
Dr. Francisco
.. OBSERVaCO'ES.
Nesle mappa so vem mencionados forem vaccina-
dos pela primeravez : eiilretanlo que |pralica-se a
iiiorularo segunda e terceira vez.
Nao foram observados 150, porque deixaram Ja
comparecer no dia indicado, ou por lerem sido dis-
pensados, ou por na i haverem querido 011 podido
faze-lo ; devendo crer que a mr-partc desses tive-
ram bom resultado, sem o que voltariam reparli-
cao ; porquanto muitos deixam de faze-lo logo que
-o vcem servidos.
Reparlicao da vaccina 8 de marco do 1855.Dr.
Joaquim de Aquino Fonseca, commissario vaccina-
dor provincial.
COMMEKCIO.
PRACA DO RECIFE 9 DE MARCO S 3
DORAS DA TARDE.
Colaces officiaes.
Descont de leltras de 6 mezes12 % ao anno.
Assucar mascavado escollado19850 por arroba.
Dilo someno29O50 idem.
Dito brancoi?150 o 2;<180 dem.
Cambio sobre Londres a 60 d|v. 27 3|1 d.
Al.FAMJEGA.
Rendimenlo do dialaS......103:4819689
dem do dia 9........19:874415
123:3599101
Detcarregam hoje 10 de marro.
Barca inglczaD. Ricardoferro e carvao.
Barca inglczaSeVnabacalho.
Brigue hamburguezAdolphocarvSo.
lirgue inglezHa$yidem.
Rrisue ingiezMarAnrtcemento,
lirgue francezPharamonimcrcadorias.
Brigue brasilciroDamaopipas e barricas vasias.
CONSULADO GERAL.
Rendimenlo do dia 1 aS.....12:1599508
dem do dia 9........ 1:1939809
rao feitas de conformdado eni o ornamento appro-
vado ptia directora em conselbo, e submeUMo a
approvacao do Exc. SaV* presidente da previncia, na
importancia de fiO*.
2.a A t)racomecarao no prazo de um mez, e
lorminarao no de cinco mezes, contados de confor-
midade com o disposlo no arligo 31 da lei provincia
a. 986.
3. A importancia da arremalacao sera paga em
urna s prcslacao quando eiliverom concluidas (odas
as obras, que serao receladas definitivamente por
nao haver prazo de rcsponsabilidade.
4." Em ludo o mais que n,1o esliver determinado
nas prsenles clausulas, seguir-se-ha o que dispOe a
lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1853. Con-
forme.O secretario,- A. F. d'Annuneiaco.
O Dr. Rufino Augusto do Almeida, juiz municipal
.supplcnlc da segunda vara do civel e commercio
desla cidade do Recife de Pcrnambuco ele.
taco saber aos que a prsenle caria de edital ti-
ran, ou della noticia liverem, em como Leopoldo
da Silva Queiroz me fez a pelicao do tbeor se-
guinte :
Leopoldo da Silva Queiroz eommercianlc eslabe-
lecido nesla prara. com loja de fazendas sita na ra
do Queimado n. 22, achaudo-so na mpossiblidade
de salisfazer em dia os debilos de sua casa commer-
cial, em consequencia do grandes prejuizos que lem
sumido em seu eslabelccimenlo; vem como lite per-
miti o cod. do commercio art. 805, fazer a declara-
cao de sua fallcucia, e expor circumstanciadamenlc
os verdadeiros motivos qae obrgam ao supplicaute
a fazer sua aprcseiilacao nesle juizo, sendo estes oc-
casionados por accidentes de casos forluitos, e impre"
vistos como cima se declara, ao pouco commercio
que aclualmente se faz, por Isso qde nao pode pagar
cm dia, e obrigado se yo a cessar sus pagamentos, c
por couseguinte a apresenlar-so na forma da le co-
mo marca o cod. do commercio que nos rege ; re-
quer o supplicanlc a V. S. que se digne mandar
proceder nos termos ulteriores da lei. Pede a V. S.
Illm. Sr. Dr. juiz do commercio da segunda vara as-
sim delira.E R. Me.Leopoldo da Silva Queiroz.
Distribuida c autoada venha era conclusao. Reci-
fe 13 de fevereiro de 1855-Oliveira Macicl. A.
Cunha.Oliveira.
E mais se nao continha em dita petir.lo despacho
e distribuirn, depois do que scudo-mc 03 aulos
conclusos nelles dei a seutenra do Iheor seguile:
A' vista da doclaragao a fl. 2, julgo fallido Leo-
poldo da Silva Queiroz, o declaro aberla a sua fal-
lencia desde o da 13 do coi rente,que fixo para ter-
mo legal de sua existencia, c por isto manilo que se
ponham sellos em lodos os seus papis, livros e
bous, e nomeio para curador fiscal da fallencia ao ne-
gociante llenrv Gibson, que prestara' o juramento
do eslvlo, pagas as cusas pelo fallido.
Recife 23 de fevereiro de 1855. Francisco de
Assis Oliveira Maciel.
Nada mais se continha cm dita minha sentenca
pela qual mandei passar a prsenle carta de edital
que fl'Jos os credores prsenles do fallido, compa-
reraui em casa d> niinlia residencia no dia 10 do
correnlomez, alini dse pfffeder a nomearao de
depositario ou depositarios, que bao, de recebera
administrar provisoriamente a casa fallida.
E para que chegue a noticia de todos, mandei
passar o presente, edous do mesmo tlicor, sendo um
publicado pela imprensa, c os mais anisados nos lu-
gares do coslume.
E por nao ter aceitado o curador cima, fora no-
meado o credor Vctor l.asne, que prestou juramen-
0 na forma da lei.
Dada nesla cidade do Recife de Pernambuco 7 de
marco de 1855. Eu Pedro Terluliauo da Cunha, es-
crivao o escrevi.Rufino Augmto de Almeida.
O Dr. Custodio Manoel da Silva Gnimaraes, juiz de
direilo da primeira vara do civil e commercio nes-
la cidade do Recife e seu (ermo, por S. M. I e
C. que Dos guarde e(c.
F'ajo saber aos que o prsenle edilal virem, que
no dia 19 do correte se ba de arrematar por veu-
da, quem mais der, em a prara publica, um mu-
lalinlio de nome Militan, de idailo 10 anuos, avalla-
do em 500-3, pculiurado a Joaquim de Albuquer-
que Fernandos, por excctirao de Manoel de Souza
l'ereira. E para que chegue a nolicia de lodos
mandoi passar o presente e mais dous do mesmo
Iheor, que ser um publicado pela imprensa e os
oulros atusados nos lugares do coslume. Dado e
passado nesla cidade do Recife de Pernambnco aos
9 do mez de marco de 1855. Eu Joaquim Jos Pe-
reir dos Sanios, escrivao o subscrevi.*
Custodio Manoel da Silva CuimarSes.
4. balalhnode arlilharia.
Panno carmezim para vivos e vistas, covados 90.
Colonia militar de Pimenteiras.
Faces com bainhas c cinlurSes, 40 ; folhas de
serra com os fuvis cravados, Icndo 5 pol legadas de
largara e 8palmos de comprimenlo, 6 ; Irados com
1 1|2 pollegadas de grossura, l|;diloi cora 2 ditas,! ;
imagem do Senlior Crucificado, 1 ; troueto, 1 ; cal-
deirinha) para agua benla, 1 ; loribulo o naveta, 1;
campa grande, 1.
Quem quizer vender esles objeclos aprsenle as
suas propostas em carta fechada na secretara do con-
selbo, s II) horas do dia 15 do correle mez.
Secretaria do conselho administrativo 7 de marro
de 1855.Jote de Brito Inglez, coronel presidrite.
Bernardo Pereira do Canto Jnior, vogal e se-
crelario.
. Por ordem do Illm. Sr. Dr. Rufino Augusto de
Almeida, juiz municipal supplenl* da segunda vara
e do commercio nesla cidade, pelo prsenle sao con-
vidados os credores da massa fallida de Nano Mara
de Seixas para se reuairero nodi 13 do crtenle ao
meio dia, na casa da residencia do mesmo juiz, na
ra do Collego n. 17. primeiro andar, afim de se ve-
rificaren) os crditos dos credores Daniel Ley e vn-
va de Caudillo & Flbo, e se nomearcm arbitros que
deem seu parecer sobre o credilodo consulado fran-
cez, e de Mesquila & Dulra.conformo, se declaran na
sentenca arbitral. Recife 9 de marco do 1855.O
escrivao, Joaquim Jos Pereira dos Santos.
AVISOS MARimiOS.
Para o Porlo segu impreierivclmenlc a 15 do
crranle a veleira e bem conhecida escuna nacional
Linda, capitn Alexandre Jos Alves; para o res-
to de seu carregamento. Irata-sc com o consignata-
rio Eduardo Ferreira Bailar, na ra do Vigario n. 5,
011 com o capitn, na prara do commercio.
Para o Rio de Janeiro segu cm poucos dias o
brigue Feliz Destiuo ; para o resto da carga, pas-
sageiros e cscravos n frele, trala-se com os consigna-
tarios Isaac Curio & Companhia, na ra-da Cruz
n. 40.
PARA O RIO DE JANEIRO.
Salie com milita brevidade, por ter a
maior parte do seu carregamento promp-
to, a bem conhecida veleira escuna nacio-
nal Tainega : para o resto da carga,
passageirose escravos a fete, trata-secom
Novaes&C, na ra do Trapiche n. 34.
Radia.
O lialc Correto do Norte Iransferio a viagem pa-
ra esse porlo ; segu nesles dias, e anda pode rese-
beralguma carga : lra(a-se com Caelano Cvriaco da
C. M., ao lado do Corpo Sanio n. 25.
Para o Rio de Janeiro.
Segu, com a mxima brevidade, o muito veleira
brigue Damao por ler o seu carregamento quasi
completo ; para o resto da carga, passageiros e es-
cravos frele, para os quaes offerece excellentes
commndos : lra(a-sc com Machado & Pinhciru, no
largo da assembla, sobrado n. 12.
Para o Rio de Janeiro.
Segu com brevidade, por ler parle da carga
prorapla, a veleira barca brasilcira Malhilde, quem
quizer carregar o resto, enlcnda-se com o cpitao
Jeranymo Jos Tellcs, ou no cscriplorio de Manoel
Alves Guerra Jnior.
LEILO'ES.
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1 a 8.....
dem do dia 9.........
13:6539317
1:1919693
3219532
1:5168225
RECEBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 1 a 8.....l:t:% >,; i i
dem do dia 9.....^. 8299655
14:7959099
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlododia 1 a 8..... 12:5549704
dem do dia 9........ 2:1462634
14:7019338
MOYIMENTO DO PORTO.
DECLARACO'ES.
- LEII.AO.
Tiram, Momsen &" V-tanassa, farao leilao, porjn-
tervenro do agenleOlivelraT-dsum brilhanle sorli-
menlo de fazendas as mais proprias'aV mercado, e rc-
ren teniente despachadas ; e una poreSe- de-Ticos le-
ques e chales de tuquim da ludia, e assim mais (le
J n. 15, um fardoenntendo 4 pecas de pannos avaha-
dos a bordo do navio Minera na sua recente via-
gem procedente de llamburgo, em presenra do res-
pectivo Sr. cnsul, e por cunta e risco de quem per-
tencer : segunda-feira 12 do crreme, s 10 horas
da manhaa, no seu armazem, defronle do Corpo
Santo.
AVISOS DIVERSOS.
REFARTIQAO DA POLICA.
Parte do da 9 de marco.
Illm. e Eiin. Sr.Participo a V. Exc. que, das
difiranles parlicip.u.cs hoje recebidas ne.la re-
parlicao, consta lerem sido presos :
A minha ordem os prelos Zacaras, escravo de Ri-
beiro de lal, e Cosme, de Manoel Joaquim da Silva
Carneo, para correccan.
Pelo juizo dos feilos da fazenda as prelas T.uiza
Mara da Cosa e Viclorina Joaquina de Carvalho,
por nao lerem cumprido com os deveres de fiis de-
positarios.
Pela subdelegada da freguezia do Recife, os
Porlugaezes Joaquim Torres Pilla, Manoel Alves da
Silva, Anlono Augusto Correia Leal, o pardo Joa
Ignacio Joaqoim, lodos para averguacoes policiaes,
a parda Alexandrina Mara da ConeeicSo, por feri-
menloi e o prelo Joaquim, escravo de Antonio Mi-
guel de Barros, sem declaracao do motivo.
Pela subdelegada da freguezia de Santo Antonio,
o prelo escravo Marliniano, sem declaracao do mo-
'ivo.
Dos guarde z V. Exc. Secretaria da polica de
Pernambuco 9 de marro de 1855.Illm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos liento da Cunha e Figueiredo,
I presiden le da provincia.O chefe de polica Lui:
Carlos de Pavea Teixeira.
Navios entrados no dia 9.
Havre52 dias, brigue francez Paul Fines!, de 189
toneladas, capilao J. Codou, cquipagem 10, em
laslro ; a Scbramm Whalely & Companhia.
Rio de Janeiro23 dias, brigue brasilciro Damao,
de234 toneladas, capilao Cielo Marcelino Gomes
da Silva, cquipagem lt, em laslro e pipas vasias;
a Machado & Pinheiro. Passageiros, Augusto Hi-
brard e 1 escravo a entregar.
Rio Grando do Sul34 dias, barca americana Mary
(Jueen, de 325 toneladas, capilao E. M. King,
equipagem 13, carga couros c mais gneros: ao
capitn. Veio refrescar e segu para Boston.
llamburgo e Cuxbavcn 95 dias, do ultimo porlo
52, brigue sueco limilr de 319 toneladas, capitao
J. Ilail, equipagem 11, carga cemento e mais ge-
neros1; a Bieber & Companhia.
Sacio sahido no mesmo dia.
Watt IndiesBarca ingleza j"ane Broten, com a
mesma carga que Irouxe. Suspendeu do lamei-
rao.
ELUTAES.
DIARIO DE PEBiAMBim
A assembla approvou hoolcm em segunda dis-
enssao, os projectosn. 1 deste aono e p. 28 do anno
passado, aquelle tizando a forja policial, c este fa-
zendo extensivo aos compradores dos diversos ramos
"de impostos o abale concedido ao arrematante do
imposto de 29500 por cabeca de gado consumido.
Approvou tambem alguns pareceres adalos, e are-
queriraenlodo Sr. Sonza Carvalho, dispensou do in-
tersticio, para enlrar logo na ordem do lia de hoje
o projeclo n. 1 cima referido.
Honlem, no arsenal de marinha, leve logar urna
experiencia, a que assstio o Exm. Sr. presidente
da provincia, feila em om apparelho mdelo, que
fot-ma ogaz paro exlrahido da mamona ou sement
do carrapateiro, o qual deu urna cxct.-lleute luz,
mui brilhanle e mais clara- que a prodnzida pelo
carvao de pedra. Em meta hora consumio-se um
dcimo de carvao de madeira e 1(40 de inameno,
com o que se pode despender 120 rs., despeza que
parece diminua alleudendo-se a que a luz oblida
he maior que a de 20 bugias, e qoe em um modelo
perde-so Unto quanto se aproveilt.
-- O Illm. Sr. contador servindo de inspector da
ihesouraria provincial, em cumprimenlo da resolu-
CHo da junta da fazenda manda fazer publico, que a
arremalacao da obra dos reparos do acude de Carua-
r foi transferida para odia 15 do corrente. E para
constar se mandou afiliar o prsenle e publicar pelo
Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco, 2 de marro de 1855.
O secretario, Antonio Ferreira d'Annunciarao.
Illm. Sr contador servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, em virtude da resolucao da
junta da fazenda, manda fazer publico, que as arre-
mslaces das obras do 2." lanco da estrada dos Be-
medios e 7." tanjo da estrada da Escada,
foram Iransferidas para o dia 8 do corrente. E
para constar se mandou allisar o prsenle e publi-
car pelo Diario.
Secrelara da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco, 2 de marco de 1855.
O secretario, Antonio Ferreira d'Annunciarao.
O illustrissimo senhor contador servindo de
inspector da Ihesouraria provincial, em cumpri-
menlo da ordem do Exm. Sr. prcsidenlo da pro-
vincia de 3 do corrente, manda fazer publico
que no dia 22 do correule peranle a junta da,
fazenda da mesma Ihesouraria, se ha de arrematar
a quem por menos fizer, a obra dos reparos a fazer-
se na ponte de Beberibe, avaliada em 66O9OOO rs.
A arremalacao ser feila na forma da lei provin-
cial n. 313 de 16 de maio prximo passado, sb as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremalacao,
compararan) na sala das sessfies da mesma junta,
pelo meio dia, competentemente habilitadas.
E para constar se mandou affixir o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesonraria provincial de Pernam-
buco 5 de marco de 185. O secretario, A. F. da
Annunciarao.
Clausulas especiaes para a arremalacao.
1. As obras dos reparos da ponle de Belwibe t-| doarado, 27.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo, em virtude de aulori-
saro do Exm. Sr. presidente da provincia, lem de
comprar os objeclos seguinles:
Para o hospital regimcnlal.
Assucareiro, 1 ; bacas pequeas de rame, 13 ;
bandeja pequea, 1 ; copos de vidro, 3; chaleiras de
ferrosorlidas, 4 ; candieiro pequeo com vidro, 1 ;
dula para coberlas, covados 72 ; oUrines de louca,
16 ; pratos dedila, 12 ; panellas grandes de ferro, 4 ;
dilas pequeas de dilo, 3.
Meio balalhao provisorio da Parabiba.
Maulas de 13a, 74 ; cordesde dita para canudos
de folha de inferiores, 10 ; sapatos, pares 403-
2.o balalhao de infantaria de linha.
Conloes de laa para canudos de folha de inferio-
res, 10.
Companhia fxa de cavallaria da provincia.
Luvas de camurra, pares 11 ; brim branco lzo,
varas 100 ; algodaozinho dilas, 120 ; mantas de
13a, 11; botins pares, 40 ; sapatos ditos, 37 ; eslei-
rs, 40.
Companhia fxa do Rio Grande do Norte.
Bonetes, 130 ; panno azul entrelio, covados 556 ;
hollanda de forro, ditos 5G9 ; panno prelo para po-
lainas, ditos 77 ; brim branco liso, varas 1,038 ; al-
godaozinho, dilas 855 ; sapatos, pares 406.
i'rovimenlo dosarmazens.
Sellins completos do cavallaria com garupas, es-
tribos de metal amarello,coldrcs, capelladas de cou-
ro de lustre, canecidas com frcio, rabichos e mais
pcrlences, 15 ; brim branco lizo para embornaos,
varas 1,000.
Oflicinas dejirmeira e segunda classes.
Costados de amarello, 4 ; cosladinbos de dilo, l ;
arcos de ferro de 2 1|2 polegadas feixes, 4 ; pregos
balis pequenos.milbcros 10; di los caixaes, ditos 10.
Oflicinas de terceira elasse.
CarvSo de pedra, toneladas 10 ; ferro inglez redon-
do del|8, arrobas I ; dilo dilo dito de 3(8, arrobas
4 ; dita dito dilo de 5)8, dilas 4 ; dilo dilo dilo de
3|i, dilas 4 ; ferro sueco cm barras de 2 pollegadas,
quintal t ; limas chalas mucas de 8 pollegadas, du-
zias 6 ;-limales de 10 dilas, ditas 4; ditos de 5
ditas, ditas i ; ditos em vergalboes quadrados de
1 1)2 ditas, quintal 1; chapas de ferro de arroba ca-
da urna, 2.
Oflicinasde quarla elasse.
rame de lalao para fuzilcs de livellas, arroba
1 ; limas meias canas mucas de 8 polegadas, duzias
2 ; dilas chalas mucas de 8 ditas, ditas 2 ; pa-
ra abrir cm dous sinetes as armas imperaes e legen-
da, sendo 1 para o 2. balalhao de infantaria de li-
uha, c oulro para a delegada do corpo de saiide nes-
n provincia, caixas com folha de flandres dobra-
das, 2.
Hospital regimcnlal a carg do 9." balalhao de in-
fantaria.
Roquete de bretanlia com bailados de cassa, hom-
breiras, colarinbos e abertura de renda e bico, 1;
toalha de brelanha com 2 varas de comprimenlo o
(abados de cassa, 1. *
10. balalhao delatan!aria de linha.
Sapalos, pires 281 ; bonetes, 50 ; manas de l,Tf,
50; esleirs, 50 ; bolOcs pratos de osso, grozas 9 ;
ditos brancos de dilo, ditas 12.
.Msicos do 2." balalhao de infantaria.
Florles com puuhos dourados, bainhas de couro
prelo envernizado, com bocaes e ponteiras dourada,
27 ; panno mesclado conforme a amostra que existo
no arseual de guerra, covados 135.
8. balaihao.
mantas de 13a, 80 ; sapalos, pares 80.
9. balalhao de infantaria.
Mantas de laa, 376 ; sapatos pares 318 ; bolcs
couvexos de metal brozcadocom o 11. 9 de metal
amarello, e do 7 Hutas de dimetro, 4,830 ; ditos
de 5 lulias, 3,450.
Companhia de artfices.
Mantas de laa, 72 ; sapalos, pares 88; buloes
convexos de metal dourado com o n. 3, e de 7 li-
nbas de dimetro, 1,050 ; ditos de 5 Hutas, 675.
8. balalhao de infantaria.
Mantas de 13a, 275; chifaroles com bainhas de
couro prelo envernizado, bocal o ponteira de melal
lizo dourado, punho de ebapo guarnecido de melal
Conlinua-se avisar ao respeitavel publico, que
nao faca contrato de aatureza alguma cora a viuva e
fillio do fallecido Francisco Joao do Pilar-, e seu se-
gundo marido Manoel Dias de Albuquerque, mora-
dores na i lli 1 de Ilamarac, sobre os bens deixados
por aquelle fallecido ; por quanto, alm de lerem os
nelos do mesmo fallecido alcaucido sentenca aiuiul-
lando o iuvcutaro dos bens deixados pela "primeira
mulher ddlc, exisle iibello proposlo pela lilha do
mesmo 0. rsula Francisca Madeira, pedindo a sua
legitima de que a querem esbulliar os referidos viu-
va, mando o filho. E para que 1 So continen) extra-
vos de bens, cujas vendas sao evidentemente nullas,
faz-se o prsenle aviso.
Isabel Mara Rodrigues da Silva, assistenle exa-
minada e approvada plenamente com disliuccao, re-
side na_ esquina da ra do Arago, voltando para
Sania Cruz : quem precisar do presumo da sua pro-
lissao, pode procura-la a loda e qualquer hora.
Desappareceu da ra do aterro da Boa-Vista,
casa n. 26, um relogio de prala dourada n. 7883, um
Irancelim da ouro fino, urna rassolcla, e urna chave
do felio de um p de cavallo: roga-se a qnem tiver
encontrado os objeclos cima mencionados, a honda-
da de os levar ra Nova, casa do Sr. Germano,
rebijociro, que ser gratificado.
Vctor Lasnc, curador fiscal da massa fallida de
Leopoldo da Silva Queiroz, previne aos credores da
mesma massa, deque a reun iu desiguada para hoje,
em casa do Illm. Sr. Di. juic do commercio da se-
gunda vara, ni ra do Collego, licou transferida
para o dia 13 do corrente, em consequencia de oslar
boje oceupado o mesmo Illm. Sr. juiz em oulros ne-
gocios.
Antonio Duarie de Oliveira Reg comprou pa-
ra o Sr. Antonia Rufino, da cidade de Goianna,
meio bilbete 11. 2011 da lotera do Rosario da Boa-
Visla.
Foi sumido um cavallo, no Jia 7 de marro, do
barro de Sanio Aulonio, com urna cangalha,"e cora
ossignaes seguinles : rodado ap.ilacado, poldro da
primeira muda, ferrado no qncixo, e tambem no
quarto direilo,ferido nos quadris. Esle cavallo he de
Jos Vallenlimde Brito Jnior, morador na fregue-
zia de N. S. da Gloria, comarca de Po-d'Alho: quem
o pegar, leve-o ra eslreila do Rosario, taberna do
Pocas.
Quem quizer comprar o material do pequeo
sobrado de 2 andares, sito na margem do Rio Capi-
baribe, onde esleve colloeada a fabrica de farinha de
trigo, dirija-se aos Coditos casa n. 5, a fallar com
o proprielario, ou no aterro d Boa-Vista, sobrado
11. 9, primeiro andar.
Da-se a premio sobro penhores qualquer quan-
lia de 509000 al 5009000 : na ra da Cuuccirao da
Boa-Visla u. 20, se dir quem d.
A nova casa de pasto
da ra das Cruzes n. 39, declara a todos os fregue-
zes, que tem todas as qualidades de comedorias a to-
da hora do dia, e d mocos e jantares par fra, e
lem mo de vacca Indos os domingos e dias sanios.
O director da sociedade Nova Eulerpina, con-
\i 11 a mesma no domingo 11 do crranle s 9 horas
da manhaa, visla do capitulo 4, arligos 10. 11, 12,
13 o 14 e paragraphos 1 e 2, arligos 15 e 16 dos es-
tatutos que regem a referida sociedade ; pede-seo
comparecimenlo de todos os socios, aiim de se tratar
relativamente a bem da dita sociedade.
Prccisa-se de um Sr. sacerdote, que se propo-
nlia 1 cnsiuar urna menina, e que sirva de capelln
em um engenho muilo perlo desla prara: na ra do
Nogueira, sobrado n. 39.
Oesencaminharam-sc duas lelras saccadas pe-
los senhores Ilenry Foster & C, e aceitas pelo Sr.
Joaquim Jos Baplista, ambas com data de 15 de Ja-
neiro do corrente anuo, sendo uina da quanlia de
5OS950O a quatro mezes, a vencer a 15 de maio do
crrantele oulra asis mezes a vencer 15dejunho
do mesmo auno: se por acaso forem adiadas, fazem
grando favor entregaren) aos dilos senhores Ilenry
Foster & C, porque s a elles serven) diles lelras",
por estar o referido Sr. Baptista previnidoas pa-
gr-r as mencionadas lelras ao sacador.
Conclusao do furto da jangada e fuga de
um escravo.
Chegaram a esle porlo dous pescadores livres,
que de conivencia com o meu escravo, se fizeram
arribados em Tarabahu, provincia da Parabiba, des-
de Janeiro ; mas ficando o negro Theodoro, crioolo,
baixo, corpulento, com muitos cabellos brancos pe-
la barba e pcitos, idade 35 annos pouco mais ou
menos, o qual dizem 09 companheiros da arribada
ler lirado em Tambabu : quem delle liver nolicia o
trar esla cidade a Pedro Antonio Teixeira liui-
maraes, que dar de gralificacan 505. Tambem se-
ria conveniente que a polica dcsti cidade esmiri-
lhasse bem esls faci dos dous arribados.
Adia-se justa e contratada a compra da casa
Ierres da ra Augusta n. 31, havendo alguem com
direilo a mesma por qualquer Ululo, declare por es-
ta folha nesles Iras dias.
O abaixo assignado, curador fiscal da masas
fallida de Nono Mara de Seixas, faz saber a lodos
os credores da referida massa, que polo Dr. juiz sup-
plento da segunda vara do commercio, foi designado
o dia 13 do correule ao meio dia, para reunidos em
casa da residencia daquelle juiz, na ra du Collesio
n. 7, primeiro andar, verificaren! ou crditos de Da-
niel Ley, ede Gaudino Agoslnho de Barros, hoje
viuva (iaudino & Filho, assim como os do gerente
do consulado francez, e de Mcsqu a & Dutra, que
figuran) de credores, e cujas crditos foram impug-
nados, afim de se louvarem em arbitros, e nomear-
se a administracao, licando sujeitos os qne nao com-
parecerem as resolucoes da maioia dos credores
presentes, como dispe o arligo 844 do cdigo com-
mercial.Joav Piulo de Lemos Jnior. Recife 9 de
marco de 1855.
Prectsa-se comprar um moleque da 12 annos
pouco iu>u>au meaos; m nuda Ctun s, 4.
LOTERA DO ROSARIO DA
BOA VISTA.
Hoje, sabbado 10 demarco, lie o indu-
bitavel andamento da rele ida lotera, as
10 horas da manltaa, no consistorio da
igreja da Gonceicao dos militares : os meus
billiclcs o cautelas s cslfio a venda ate as
10 hoias da manhaa ; a elles resto. Pernambuco 10 demareode 1855.
O cautelista, Salusano de Aquino Fer-
reira.
Instrueca o elementar.
O professor Miguel Jos da Motta, con-
tinua a exercer as fuaccoesde seu magis-
terio, na travessa da Concordia ou cadeia
nova, nico sobradoque ahi ha, prompto
a admittir alumnos externos, pensionis-
tas e semi-pensionistas, sendo por um ra-
zoavel estipendio.
Precisa-se de 800SOOO rs. a juros, so-
bre hy potoca de duas escravas, quem os
quizer dar annancie.
Amauliaa 11 do crrante lem lugar nma ladai-
nlia ua capella de Sanio Amaro du Salinas, em se-
guimenlo um fogo de visla, e no fim ser conduzida
a bandeira para a casa da juila.
Ds porla da piulara do Sr. Miranda, na ra
Direla n. 69, desappareceuJou levaram por brinca-
dona as 5 lloras da Urde de7 do corrente.um caval-
lo russo, caslrado e pequeo com cangalha : quem o
liver apprehendido ou fezologro, querendo reslilui-
lo, leve-o a dita padarii ou no Monteiro ao Brito,
que ser recompeinado.
Acha-se contratada a venda da parte da casa
terrea do paleo do Terco n, 22, pertenceote a Jos
Joaquim Schefler, coohecido por Jos Joaquim de
Souza Rangel, quem direilo a mesma liver par qual-
quer ttulo annuucie por esle Diario no prazo de 3
dias.
Aluga-se a toja da casa n, 46 na roa do Amo-
rim, os pretendentes entendam-se com o proprielario
Amonio Joaquim de Souza Bibero: ua ra da Ca-
deia n. 18.
No dia 28 de fevereiro, furlaram o cabrinha
de nome llenevides, idade de lt para 12 annos, cor
de taica, testa acarnerada, cabellos carapinbados
e avermelhados, pernas finas, e tem o dedo da mAo
esquerda junio o pollegar estirado, por causa de
um lallio, que custa a dobrar; cujo cabrinha be de
Antonio Joaquim Nunes de Miranda, morador no
engenho I'irauira da freguezia da Escada, e o tem
tratado vender ao abaixo assignado : quem delle li-
ver noticias, o leve ao engenho Noruega, que ser
bem pago do seu trabalho, a entregar a
Manoel Tltomc de Jess.
Os credores da massa fallida de Marcelino Jas
Kilieiro, >.lu iielo presente convidados, a comparece-
rem boje 9 do crranle peias 11 horas dodia, na osa
da residencia do Sr. Dr. juiz municipal supplenle da
2. vara, para se tralur de negocios tendelas a
mesma massa.
Precisa-se de urna ama que saiba coziubar
bem : na ra do Queimado n. 40.
Jos Francisco de Teives relira-se para Euro-
pa, a datar da sua da saude.
SALA DE BAUSA.
I.uiz Canlarclli participa ao respeitavel pnblico,
que a sua sala de cnsino, na ra das Trincbeiras n.
19, se ada aberla todas as segundas, quarlas e sex-
tas, desde as 7 horas da noile al as 9 : quem do seu
presumo se quizer utilisar, dirija-se mesma cata,
das 7 horas da manhaa al a*4TO mesmo se offere-
ce a dar lic'.es parlicularea>as horas convendonadas :
tambem da ligues nos c/stlegios, pelos preces que os
mesmos cotlegios tem'marcado.
Na casa do paleo da matriz de Santo Antonio
n. 2, sinda coniiuua-se a precisar de um criado na-
cional ou esFnizeiro, para servir de pagem a om
senhor de cirenl>o,~c igualmente de ara caixeiro tam-
bem para eiigeulw, e que-^eem fiador a sua con-
ducta. ->^^
ESTABELECIMENTOS DE CAllJlTlfciJj,^,,,,,,,
Salustiano de Aquino Ferreira offere-
ce gratuitamente ao hospital Pedro II,
metade dos premios que Sanirem nos qua-
tro billietes inteiros ns. 1459, 1834,1950
c 2046, da primeira parte da quinta lo-
leria de N. S. do Rosario da Boa-Vista.
que ha de correr indubitavelmente no
dia 10 de marco do presente anno, os
quaes existem em seu poder depositados :
a metade do que nelles sabir sera'
promptamente entregue ao Sr. Jos Pi-
res Ferreira tliesoureiro do referido hos-
pital. Pernambuco 28 de fevereiro de
18)3.Salustiano de Aquino Ferreira.
AOS 5:OOOSOOO.
O cautelista Antonio Ferreira de Lima
e Mello avisa ao respeitavel publico, que
sabbado corre a lotera de N. S. do Ro-
sario infallivelmente: o resto de seus bi-
Ihetes e cautelas acham-se a venda nas
lojas ja' conhecidas, sendo os bilhetes e
cautelas pagos sem disconto dos 8 por
cento do imposto geral.
Bilhetes.
50500
2^800
10440
720
600
520
Meio*.
Quartos.
Oitavos.
Decimos.
Vigsimos.
RETRATOS.
No aterro da Boa-Vista n. t,. lerceiro andar, con-
tina-se a lirar retratos, pelo syslema erystaloljpo,
com muita rapidez e perfeicao.
O Sr. Franklin Americo Eustaquio Gomes ve-
tilla concluir o negocio na roa do Crespo n. 15.
LOTERA do rosario da boa-vista.
Aos 5:0000, 2:0000, 1:0000.
Corre imprelervelmenle sabbado, 10 de marro.
O cautelista Salustiano de Aquino Ferreira avisa
ao respeitavel publico, que os seas bilhetes e caute-
las estilo isenios do descont de 8 % da lei no acto do
pagamento sobre os tres primeros premios grandes.
Acham-se a venda nas lojas: ra da Cadeia do Re-
cife n. 24 e -15 ; na praca da Independencia n. .17
e 39 ; ra do I.tramonto n. 22 ; roa Nova n. Mi ;
ra do Queimado n. 39 e 44 ; ra do Cabuga n. lt,
botica.
Bilhetes 38500 Reccber por inleiro 5:0001
Meios 29800 o 2:5008
Ouarlos lail 1:2580
Utavos 8720 n 6250
Decimos V'iOO
Vigsimos 5320 2500
l'eriiambuco 7 de marco de 1855.
5aItwliasM Na ra da Praa n. 27 sobrado amarello exis-
ten) carias, c deseja-sr fallar nos senhores Manoel
iomes Barboza do Araujo Pereira, Sergio Regs
l'aes Brrelo, Francisco Jos Alves Gama. Jos Ma-
ra de Souza Rangel e Antonio Jos de Brito.
Jnaquim Gomes de Oliveira lama deiiou de
ser caixeiro de Francisco Bolelho d'Andrade desde
5 de farro de 1855.
-- O cautelista Antonio Jos Rodrigues de Sonza
Jnior tem resoivido daqol em dianle, vendar as
suas cntelas e bilhetes aos preces abaixo declara-
dos, olinsandose a pagar por inleiro sem o descon-
t dos 8 % da lei, os premios grandes que seus liilhe-
les e cautelas obtiverem.
Bilhetes inleires 58509 Recebe
Meios bilhetes 29800
Quartos ) '.0
Oitavos 720
Decimos 600
Vigsimos 320 n
E por isso acaba de expr venda nts lojas do eos-
turne, os seus bilhetes e cautelas da 1.' parte da 5.a
lotera do Rosario da Boa-Vista, cujas rodas andam
infallivelmente a 10 do corrente.
D-se em pequeas quanlias dinheiro a juros,
sobre penhores ije ouro oo prala : aa raa do Aragao
n, 9.
Alerta senhores jogadores !
O cautelista Salustiano de Aquino Ferreira, cslra-
nhando o profundo silencio quo tem conservado o
Sr. cautelista Antonio Ferreira de Lima e Mello,
em nao ter annuuciado pelo Diarlo de Pernambuco,
se as suas cautelas estilo isentas do descont de 8 %
da lei no acto do pagamento dos Ires primeros pre-
mios grandes, da a demonstrar pelo seo silencio qne
ella sofj'rcm o descoolo de 8 % da lei. Sahindo pre-
judicados ns senhores jogadores em seus proprios in-
leresscs, se liverem a dita de tirar as ijes primeira*
sortes, sujeilando-c, 'tem que naja neeessdade, ao
descont de 8 ', da lei. Nao estando sujeita* uo des-
cont de 8 *, da lei nos tres primeros premios gran-
des as cautelas dos Srs. caulelistas Salustiano da
Aquino Ferreira e Antonio Jos Rodrigues do Soasa
Jnior, vendendo-as netos mesmos presos, c gtran-
lindo aos jogadores os premios por inleiro. Pernam-
buco 8 de marco de 1855.
.Saliufiane de Aquino Ferrra.
Aluga-se o armazem da porla larga, na roa da
Praia n. 27, sobrado amarello : a fallar com ui-
lhernie Selle.
ATTENCAO'.
Urna mulher idosa propOe-se aoservieo de casa ds
homem solteiro : a tratar na ra do Sebo n. 23.
O capitao da galera americana Finlande de-
clara que nao se responsabrtisa por divida alguiut
feil por geale de sa iripulajao,
2509000
MU tu nnn


n BL1CAC0 M1TERARIA.
Eslao nos prclos de Sanios Litrgicas, para o uso do clero em geral e -dos e-
ainartus cm particular, redigidas em latim para o
Seminario Romano pelo conego Joao Fornica, e
| ssordo grande seminario de Valenca, autor do
lunario dos Ritos Sagrados, etc. etc. por Ig-
nacio Francisco dos Santos ptesbvlero secular. Esta
obra he dividida .em qualro partes: 1., do tanto
Ario intminisirnr,i dos .Sacramento* ; i.', das BlUfHos,
lado no seminario episcopal de Olindii para compen-
dio de Liturgia ; vai sendo impressa em liom pa-
|iel, frmalo em 12 mntiino, e Ivpo acommodado ;
edir.lo Saliira elegante. Constara' do mais de 400
giagiue*. A primeira parlo esta' ja' impressa para os
ir-, seminaristas, qoe liverem de frequentar a res-
i ecliva aula ; as ootras parles lem de apparercr
(estes tres a qualro metes prximos. Todo o volu-
lie devera' custar a quem quizer subscrever 5 cm
broiuru. As subscripcOes se receberao as livrarias
do largo do Collegio n. 2, e da ra da Cruz do
lairro do Recite n. 56, lugares estes em que se acha-
ra' protnpla a primein parle, que tousla de 152 pa-
ginas.
PIANOS.
Joo P. Vogeley avisa o respeilavel publico, qoe
em sua casa na ra Nova n. 41, primeiro andar, a-
cia-se om sorlinunlo de pianos de Jacaranda, os
melhores que lera al agora apparecido no mercado,
lauto pela sua armoniosa forte voi, como pela
fu conslrucrao de armario da fabrica de Collard &
Collard em LondreH, os quacs vendem-sc por om
prejo razoavel; o annuncian'le continua aliar a
concertar pianos com perfeirae.
O abaixo ausignado roga a pessoa que
lle pedio emprestada a obraJUIF ER-
KANiy-do Sr. E. Site em 10 vol. in 8
edicto de Paris, que se digne de lli'a res-
tituir.Dr. Joaquim de Aquino Fonseca.
O hachare! A. R. de Torres Bandei-
rn, profesor substituto de Rfietorica c
Geographia noSycu desta provincia, con-
tinua a entina]', ale'm dos referidos pre-
paratorios, philosophia, francez e ii'glez:
eptem do seu presumo se quizer utilisar,
pode procura-Jo para este lim na ra es-
trata do Rosario n. 41 segundo andar, ou
no segtjndo andar do sobrado da ra No-
va, que faz quina para a camboa do Car-
ino ; adverte que as aulas terao lugar de-
1 liora da tarde as 2 e meia, e das 4 as (i
e meia.
Precisa-se deofficiaes dealfaiate, tan-
to de obra grande como miuda : na rita
da Madre de Doos n. 06, primeiro andar.
Mobilia de aluguel.
Alugam-se mobilias completas, ou qualquer traste
separado, a volitada do alugador, por prero commo-
do : na roa Nova, armazem de Irasles do 'inlo, de-
fronle da ra da Sinto Amaro.
Desappareceti da casa de Antonio Jos Gomes
do Correio, na cidnde Nova, em Sanio Amaro, um
papagaio conlrafeito : quem o liver adiado, e mi
quereudo ler o incommodo de o tratar, pode leva-I
a casa cima indicada, que ser gratificado, alm do
favor que com isso farjl a scu proprio dono.
Rostror Rooker&C., consignatarios
abarca americana W'tckery, declaram
pelo presente que nao se responsabilisam
por quaesquer castos ou despezas ellc-
tuadas pela dita baroaaem ordemexpres-
sa ou por escripta, dadasno seu escripte-
rio. Recife 2 demarro de 1855.
O passageiro que por engao )e.\zii rio vapor
Tocanttm um velume. contend, Um chapeo prelo e
mitro de manilha, queir*ler a bondade de remlle-
lo ao hotel .(te tv.Topa, na ra da Aurora, ou decla-
rarjA^i residencia para ser procurado.
Precisa-iie alugar para um bomem
solteiro, um andar ou urna sala com dotts
quartos, em urna das principaes ritas do
bairro do Recife: a tratar na ra do Tra-
piche n. 58, primeiro andar.
Urna pessoa que lem bastante pralica de escri-
ptaracao comm-rrcial, ofTerece-se para fazer qual-
quer escripta, rom boa letlra, acert e lmpeza :
seu presumo precisar, dirija-so a ra do
Jueimado, luja B. 37, que se dir quem he.
Precisa-se de urna ama para o servico interno
de urna casa de pouca familia : a tratar na ra da
Madre de lieos n. 32.
Tirtm-se retratos a oleo e a miniatura, com a
maior perfrirao : na na do Rosario da Jtoa-Vista
ii. 3.
DIARIO OE PERNAMBUCO, SABBAQO 10 DE MARQO 0E 1855.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 MOA DO COLLBaiO 1 ANDAR 25.
O Dr. P. A. Lobo Motcozo di consultas linmeopalhicas lodos os dias nos pobres, dpsde 9 horas da
anli;,a aleo meio dio, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noile.
Ollerece-se igualmente para pratiear qualquer operaran do cirurgia, e acudir promplamente a qual-
quer iiiuuicr que esteja mal de parto, e cujascircumslancias nao permillam pagar ao medico.
Ji CONSULTORIO DO DR. P. A. LODO M0SC0Z0.
25 RA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual complelo de meddicina homeopalhica do Dr. G. H. Jahr, traduzido em por
tnguez pelo Dr. Mosrnzo, qualro volumes encadernados em dous c acompanhado de
um diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., ele...... 2118000
Esta ohra.a mais importante de ludas as que I rala m do estado e pralica da homeopalhia, por ser .1 unir
3. Jv^ni-,. f-. 'I'1-wi?! S1? "onlnnaA PATHOGENESIA O KFFK1TOS DOS MEDICA-
MENTOS NO OKl.AMSMOEM ESTADO DESACDE-conhecimenlos que nao podem dispensar as pes-
soa que-seqnerem dedicar .1 pralica da verdadeira medicina, interessa a lodos os mdicos que quizercm
experimentara 'oulrina de Jlahneinann, e por si mesmos se convencerem da verdade d'ella: a lodos os
fazendeiroscsenliorcs de engenho que eslo longe dos recursos dos mediros: a lodosos capitaes de navio,
que urna ou mitra vez nao podem deixar de acudir a qualquer incommodo seu ou de scus tripulantes :
a lodos os pas de familia que por circumslancias, que nem sempr podem ser prevenidas, s3o Abriga-
dos a prestar n nn/ne/iii: os primeiros socenrros em suas enfermidades.
O vade-mecum do homcopalha ou traduceflo da medirina domeslica do Dr. Hering,
obra lambem ulil as pessoas que se dedicam ao esludo da homeopalhia, um volu-
me grande, acompanhado do diccionario dos termos de medicina......
O diccionario'dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., etc., encardenado. .
bem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pralica d;
Homeopalhia, c o proprielano dcsle estabelecimento se lisongeia de Ic-lo o mais bem monlado possivel t
ninguem duvida boje da grande superioridade dos seus medicamentos.
Bolicas a 12 lubos graDdes...............
Boticas de 2i medicamentos cm glbulos, a 10, 15 e 15*000 rs."
Ditas 36 dilos a........
Dilas 48 dilos a........
Ditas 60 dilos a .......
Ditas 144 dilos a ....... i J !
Tubos avulsos.........[
Frascos do meia onea de lindura. '. '..'...'.'. ',
Dilos de verdadeira lindura a rnica............
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de lubos de cryslai de diversos lamalihos,
vidros para medicamentos, e aprompla-se qualquer cucommenda de medicamentos com loda a brevida-
de e por presos muito commodos.
105000
.-19000
I
possivel e
85000

209000
2.19OOO
300000
(ilMKKI
13000
29000
29000
MASSA ADAMANTINA.
Kua do Rosario n. Ilt, segundo andar, Paulo ai-
gnuux, dentista fraucez, chumba os denles com a
mas-a adamantina. Essa nova e maravilhosa rom-
posiejio lem a vanlagem de encher ssm pressao dolo-
rasa lodas as anfractuosidades do denle, adquerindo
em poucos instantes solidez igual a da pedra mais
dura.e prometle reslaurar os denles mais estragados,
com a forma e a cor primitiva.
Casa de consignacao de escravos, na ra
dos Quarteis n. 24
Compram-se e recebem-se escravos de ambos os
sexos, para se venderem de commisfao, lano para a
provincia como para fura della, offerecendo-se para
sso loda a seguranca precisa para os dilos escravos.
.'DBLICACAO' DO INSTITUTO 110-
HbOPATIlICO DO BRASIL.
1 THESOURO HOMEOPATIUCO
> OU
I VADE-MECUM DO I
I HOMEOPATHA.
I Mtlhoio conciso, claro e seguro de cu-
I mr homeopalhicamenle lodas as molestia*
que af/ligcm a especie humana, e par ti-
( cularmente aquellas que rrhiam 10 3ra-
sil, redigido scgundu,j>*-Tlhores Irala-
' dos de homeopaljua'lauto europeos como.
| amercanr}gr-6'scgondo t propria experi-
encia, .pelo Dr. Sabino Olegario I.udgere
Lrihhu. Esla obra he boje reconhecida co-
!mo a raelhor de lodas que Iralam daappli-
cajao homeopalhica no curativo das mo-
) leslias. Os curiosos, principalmente, nao
. podem dar um passo seguro sem possui-la e
' consulla-la. Os pais de familias, ossenho-
) res^ de engenho, saccrdolcs, viajantes, ca-
) pitaes de navios, scrlanejoselc. ele, devem
te-la m3o para occorrer promplamcnle a
) qualquer caso de molestia.
Dous volumes cm brochura por 10SOO0
I encadernados llfOOQ
>Vende-sc nicamente cm casa do autor,
no palacete da ra de S. Francisco (Mun-
) do Novo) n. C8 A.
Vende-se farinha de mandioca mui-
to superior, a3j500r*. a lacea; nos ar-
mazens de Luiz Antonio Anncs Jacome,
enode JosJoaquimPcrcira de Mello, no
caes da alfandega, e em porrao, no cs-
criptorio de Aranaga&Brvan, na ra do
Trapiche-Novo n. 6, segundo andar.
M Bruhn Praeger & C., tem para
vender em sua casa, ra da Cruz
i n-10-
j Lonas da Russia.
3 Champagne.
W Instrumentos para msica.
Oleados para mesa.
|$ Charutos de Ilavana verdadeiros.
g Cerveja Ilamburgueza.
p (omma lacea. D
fMxmmmmx m& wmmmmm
SARJA PRETA LAVRADA.
% ende-sc sarja prela lavrada gnslo moderno, gros-
deiiapoles^ir%l'o o mellior possivcl, selim prelo ver-
dadeiru maco, sarja preta hespanliola, velludo pre-
lo porluguez, alpalca prela de lustre muito fina ; to-
das estas fazendas sao proprias para vestidos de se-
nhora ; dao-se amostras com penhor, na loja da ra
do (Jueimado n. 40.
l'ARELO MUITO NOVO.
Vendem-se saceos muito grandes com
farello chegado ltimamente de Lisboa :
na ra do Amorim n. 48.
FAJI1NI1A DE MANDIOCA.'
Sacras er>m superior farinha de mandioca : do
armzem dae Tasso limaos.
Cheguem a pecbincha.
Vetidem-ta saccas com feijao mulalinho, em per-
feito estado, pelo barato prcro de 80000 a sacca : no
largo da alfandega, armazem n. 7.
Vendam-sc cscravas, sendo :! rrioulas mocas
com algumat habilidades, e 2 de naeo de meia
idade, ptima quilindcira: na ra de Horlas, n. (0,
Vendem-sc saccas com gomma de
muito boa qualidade, a R.S'OOO rs. cada
urna : na ra da Cacleia do llecie, loja
de miudezas n. 5.
da mellior qualidade: vende-se a
em casa deBrunn Praeger & C,, ra
da Crtizji. 10.
sor
CO.MPRAS.
J. JANE, DENTISTA, #
19 contina a residir na ra Nova n. 10, primei- Sb
Q ro andar. m
*(@ffi&g
) Sr. Joao Nepomuceno Ferreira
de Mello, que mora para o Salgadinho,
riueira mandar receber urna cucommen-
da na livraria n. G e 8 da praca da Inde-
pendencia.
Pretisa-im de urna prela forra para o servico
de urna casa da pouca familia, que sirva pera lodo
servico interno e externo ; na rna da Unio, lado di-
reilo, lerceira casa ; paga-e bem.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva para
izer o servico diario de urna casa de pouca familia :
quem pretender, dirija-se a ra do Collegio n. 15,
armazem.
Precisa-se de olliciacs para obras miudas : na
de alfaiale, na roa Nova, esquina da ponle.
PERIDICO DOS POBRES.
Acha-se aberta a assignatura para esta
folha que se publica, escripta por mu i
habis pennas. no Rio de Janeiro, e sob
a direccao de A. M. Morando ; ja' conta
seis anuos de existencia e sempre ha go-
zado de toda a estima, tanto na corte como
em todas as provincias. Assigna-se na li-
vraria da praca da Independencia n. 6 e
8 por 2,s'000 por trimestre, 4.<000 por se-
mestre, e 8,<| rjorumanno: convida-se aos
amantes da leitura para que venham as-
signar ai.e a chegada do Imperador, que
se espera do norte, alim de receberem a
collecrao no primeiro vapor.
Novoi livrosde homeopalhia mefrancez, obras
lodas de summa importancia :
Hahnemano, tratado das molestias ebronicas, 4- vo-
_lnmCs.......'..... 205000
Teste, rrolestias dos meninos..... 65(X)0
Hering, homeopalhia domeslica..... 78000
Jahr, phai-maenpea homeopalhica. tiJOOO
Jahr, novo manual, 4 volumes .... I63OOO
Jahr, molestias nervosas....... C9000
Jahr, molestias da pelle....... 8000
Kapou, historia da homeopalhia, 2 volumes JoJOOO
ilarlhmann, tratado completo das molestias
dos mmiuos.......... 109000
A Teste, materia medica homeopalhica. 89000
De Pavolle, doulrina medica homeopalhica 7j(000
Clnica de Staoneli .......V9OOO
Cailing, verdade da homeopalhia. 49000
Diccionario de Nysteu.......lOaOOO
Alllat completo de anatoma com bellas es- .
lampas coloridas, conlendo a descripcao
lodas as partes do corpo humano .' 309000
vedem-sa todos esles livros no consnllorio homeopa-
linco do Dr. Lobo Moscoso, ra do Collegio n. 25,
primeiro audar.
Precisa-se alugar um pretopara ser-
vido de casa de homcm solteiro: na ra
do Trapichen. 16.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
que mudou a sua aula para a ra do Ran-
j;el n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos eexternos desde ja' por m-
dico prero como he publico: quem se
quizer utilisar de seu pequeo prestimo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
ar*-*
S p r bENTISTA FRANCEZ.
m lano tiaignom, estabelecido na rna larga O
# do Uosario n. 36, seanndo andar, colloca den-
g tes rom ficngivasartificiaes, c dentadura com- 0
Sm pela, ou parte della, com a pressao do ar. M
Tambenj lem para vender agua denlifricedo S
Dr. Picrre.e p.. para denles. Una larga do S
f Kosano n. 3fiiequndo andar.
'>## e*G9m 5
LOTERA DE N. S. DO ROSARIO.
Corro sabbado, 10.
Na cusa da Fama, aterro da Iloa-Visia n. 8 es-
lo exposlas venda as cautela- sesuiules :
Quartos 1W0.
Decimos 6G00.
Vigsimos J3S0.
Antonig da.Coila Pioheiro relira-so para fura
do imperio.
Comprase urna casa terrea em qjalquer das
ras da freguezia de Sanio Antonio, que o scu valor
nao esceda de 1:0005000: quem liver, dirija-seo
ra das Trinchciras u. 50,
Compra-sc um scllim e mais perlcnces ; na
ra do Encantamento, armazem n. "(i A.
Na ra larga do Rosario n. 38, compram-sc
escravos de ambos os sexos, preferindo-se os de ida-
de de 12 a 25 annos, e os que livercm oflicios, qual-
quer que seja a idade, nao se olliando a prec,o.
Compram-sc patacoes brasilciros e hespauhoes:
na ra da Cadeia do Recife n. 54.
VENDAS.
ALIANAK PARA \85o.
Sahiram a' luz as lolhinhas de algibei-
ra com o almanak administrativo, mer-
cantil, agricola e industrial desta provin-
cia, corrigido e accrescentado, contendo
400paginas: vende-se a'500 rs., n li-
viana n. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
MELPOMENE DE LA A* DE QUADROS.
GOSTO ESCOCEZ
A 400 rs. o covado.
Vende-se para ullimaco de conlas : na loja de
Faria & Lopes, ruj doQucimido n. 17.
BRAZELEZA PARA VESTIDOS
DE SENHORA
A 040 RS. O COVADQ.
Pelo ultimo vapor vindo da Europa, chegou urna
fazenda nova de furia-cores, lecida de seda e laa. de
quadros e do listras, propria para vestidos de senho-
ra, qual fazenda chamam ou iulilulam em Londres
por Brazeleza, aonde na presente estaco he a fazen-
da da moda : vende-se unicamenle na loja n. 17 da
ra do Qucimado, ao pe da botica, pelo baralo pre-
o de CiO cada covado.
ORLEAItS DE L1STRA DE SEDA.
<00 rs o covado.
Vendcm-se na ra do Queimado, loja n. 17, de
Faria & Lopes, para liquidado de conlas.
COI PEQUERO TOQUE DE
AVARIA.
Pecas de madipolSo a 2&500 e 3&000 : na roa do
Crespo, loja da esquina que volla para a cadeia.
MASSA DE TOMATES.
Em latas de 4 libras encllenle para tempero, e
lambem se vende as libras por prero commodo : na
ra do Collegio n. 12, cm casa de Francisco Jos
l.cile.
Na ra da Cruz n. 57 e 59, vendem-se queijos
londrinos, presunlo para fiambre, latas de biscouto
soda, conservas e moslarda, lodo muito novo, c mais
baralo do que em oulra qualquer parte.
o$000 rs. a saca de farinha de
| mandioca de boa qualidade: nos
| armazens n. 5, 5 e 7, defronte da
| escadinha da alfandega, ou a tra-
| tarcomJ.R. da Fonseca Jnior, na
ra do Vigario n. 4.
CREMELINA DE QUADROS
ASSETINADOS, A 1,100
0 COVADO.
Chegou no ultimo vapor da Europa urna fazeuda
a mais moderna do mercado, propria .para vestido de
senhora, de quadros largus asselinados, loda de se-
da, denomiuada Cremelina : vende-se na ra do
Queimado n. 19 ; e dao-se as amostras com penhor.
Crimea.
Chegou no ullimo vapor da Europa urna fazenda
inteiramenlc nova, loda de seda, de quadros largos ;
a qual fazenda chamam ou iulilulam em Franca por
Crimea : vende-se na ra do Queimado n. 19* pelo
baralo preco de-19000 o covado, c dao-se asamos-
ras com penhor. .
BELONA A 500 RS.O COVADO.
Veio no ullimo navio ranrez urna fazenda nova,
goslo escoecz. com 4 palmos de largura, raoilo fina,
quo pelo seu brlho parece seda, a quil o madamis-
mo em Pars d\ o nome de Belona : vende-sc na ra
do Queimado n. 19.
Fumo de Garanhuns muito bom.
Vepde-se na ra da Camboa do Carmo n. 12.
\ende-se farello de Hamburgo em
saccas muito grandes, chegadas ltima-
mente e por preco muito commodo : na
ra do Amorim n. 48, armazem de Pau-
la & Sanios.
Vinio genuino do Porto de 1834,
i engarrafado naquella cidade, em *
5 caixas e as duzias: vende J. B. da !
Fonseca Jnior, no seu escriptorio
rna do Vigario n. 4.
FAZEMUS PUTAS.
\ ende-se panno prelo muilo fino, de 39 n G9O00 o
covado, corles de casemira prela selim a 55500, cor-
les de cohetes de selim Maco a 298OO, alpaca preta
de lustre, fina, de (00 rs. a 19000 o covado, lencos
de setim prelo a I96OO, e outras muilas fuzeudas
prelas: na loja da ra do Queimado n, 40.
M C0MLT0RI0
DO DR. CASANOVA.
RA DAS CKU7.ES N. 28,
vendem-se carteiras de homeopalhia de lo-
dos os lamanhos, por precos muilo em ronla.
Elementos de homeopalhia, 4 vols. i'.nkki
Tinturas aescolhcr, cada vidro. 1&000
Tubos avulsos a escolher a 500 e 300 J3
Consullas gratis para os pobres. X&
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' ale C. Starr. & C. em
Santo Amaro aclia-se para vender ara
dos di ferro de ""tic-quabdade.
Na loja de 4 portas, na ra do Queimado n.
10, vende-se panno prelo fino a '29800 e :l$500, e
muilo superior, prova de liroo, a 5 e CJJOOO o cova-
do, casemira prela elstica, superior, por prejo mui-
to em coola.
Vende-se no armazem do Sr. Aunes, defronte
da escadinha, feijao mulalinho novo, de muilo boa
qualidade, e bem secco, pelo pre<;o de 139000 rs. a
sacca.
Vende-sc muito boa canella da Ierra a 480 a
libra : na ra do Queimado o. 15.
BELONA A !00 RS. 0 COVADO.
\ eio pelo navio l'liaramond.'de Franca, urna fa-
zenda nova, goslo escoce?., muilo fina, com 4 palmos
de largura, que pelo seu brilho parece seda, a que as
senhoras em Pars dao o nome de Belona : vende-se
tao smenle na loja da ra do Queimado d. 40, e
dao-se as amostras com penhor.
COI ATARA NA OURLA.
Pecas de algodozinho liso, muito encor-
pado, a '$000 e 2.S500. '
Vendem-se na rna do Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
Para vestido.
Lnazinhas de cores, muito lindos padres, para
vestido de senhora, pelo diminuto preco de 30 cada
covado: vendem-se na loja de 4 porlas, na ra do
Queimado n. 10.
CAUSAS PARA SENHORA.
Vendem-se na loja de 4 porlas, na na do Quei-
mado n. 10, camisas de cambraia de linho bordadas,
o com manguitos, muilo lindas, para senhora, por
prejo commodo.
-- Vendem-so as obras eguintcs, por W. Scolt:
os Puritanos, 4 volumes; Waverley, 4 volumes; o
talismn, 3 volumes ; a Prisao d'Edemburgo, 4 vo-
lumes ; Missanlropo, 1 volnme; Quinlino Durc-
I? *.,voluracs Svanhoc, 4 volumes ; Curso de
ireilo Publico, porS. Pioheiro, volumes ; Diccio-
irio Ideolgico, por abAquilla. 5 volumes ; Droil
ccicsiast Francez. por Dupin W.; Juris Canonis,
por l.equeux, 1 volunte : no aterro da Boa-Vista,
loja de qurives n. 68.
Vendem-se caixas com agurdenle da FrancTa
no armatem doJJoao lavares Cordeiro na Iravesia
da Madre de Dos por preco commodo.
Vendem-sc novse excellerles quartaos pti-
mos para carga; na cocheir da Florenlina.
FRASCOS DE VIDRO DE ItOCCA LARGA
COM ROLHAS.
Novo sortimento do tamanho de 1 a
12 libras.
Vendem-te na botica de Barlholomeu Francisco
de .Souza, ra larga do Rosario n. 36, por menor
prcro que m oulra qualquer parte.
Vendem-se caiioes de pinho de lodos os lama-
nhos para cnlerramentosde carpos no eemilerio pu-
blico, pelo prero mais commodo que em oulra qual-
quer parle : quem desles liver nocessidade dirija-se
a loja amarella confronte o porlo das Canoas da ra
Nova, sendo os grandes a 9500 e para anjos al
19000 rs.
VIDROS PARA VIDRACAS.
Vendem-se em caixas, em casa de Harlhomeu
Francisco de Souza, ra larga do Rosario n. 36.
CAL VIRGEM.
i
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1
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i
1
i
i
a mais nova que ha no mercado, a preco commodo;
na ra do Trapiche n. 15, armazem de Dastos Ir-
inAos.
ti Kl A DO CRESPO N. \>. 0
Vende-se nesla loja superior damasco de fc{
seda de cores, sendo [tranco, encarnado, roxo, (j(
por preco razoavel. 6f
Na livraria da i na do Collegio n. 8.
vende-se tima escolliida colleccaodas mais
briihantei pecas de msica para piano,
asquaes sao as mellioresque se]>odem a-
char para fazer um rico presente.
@@?i3 (a3@*
00 Vende-se sarja prela hcspanhola qualidade, por precorasoavcl: naruadoQiiei- Ji{
mado loja do sobrado amarello n. -I.), de Jos
ti Mnreira Lopes. (
@ @ @@@
NOVAS ALPACAS BE SEDA
A 500 rs. o covado.
Vendem-se na loja de Faria & Lopes, ra do
Queimado n. 17, as modernas alpacas de seda, de uo-
vos c lindos desenhos, pelo mdico preco de 500 rs.
cada covado.
Vendem-se 2 carros muilo fortes, pa-
la pretos carregarem fazenda, por preco
commodo: na rna Nova n. 07.
Vende-se superior tarja preta fc$)
hespnnliola. S
Bengallas linas com lindos cas- m
toes. W
Mcias de seda brancas c prelas 9
para senhora. ($)
Selim preto macan paiacoll- ($)
tes e vestidos. (5)
Chales de crep, bordados c es- ^*
lampados.
Saias brancas bordadas para se- 8
nhora g
Vestidos de cambraia a Pom-
.padour. (gi>
Charutos Lanceiros. ^)
Papel pintado para forro de @)
sala S
Chocolate francez muito supe- *
rior. g
Agua de flor de laranja de muito JS
' boa qualidade. W
No armazem de Vctor Lasne,
ra da Cruz n. 27. B
Rna do Colleffio, loja n. ,".
Ha para vender-se o mais superior dore de calda
cm latas, que pela sua boa qualidade se venda cm
latas para se difierencar do que se vende em barra,
porque este doce o vendedor afianca a sua qualida-
de ; conlendo nestas lalas doce de caj, laranja, ci-
dra, limilo, anana/, grozeles, mangaba, o o grande
doce de calda de guiaba, assim como caj' secco e
cidra.
Vcndc-se urna negra com 30 annos, pouco mais
ou menos, boa quilandeira : na loja da ra da Ca-
deia do Recife n. 40.
COBERTORES ESGUROS E
BRANCOS.
Na ra do Crespo,loja da esquina que volla para a
cadeia, vendem-se cobertores escuras, proprios para
escravos, a 7:20, dilos grande^ bem cncorpados, a
1$280, dilos braucos a ISAHI, filos com pello imi-
laudo os de la a 1^280, dilaA de laa a -ion cada
um.
Petjaoa 2,<>'o00 rs. a sacca: no
armazem de Antonio Annes, de-
jg fronte da escadinha da alfandega.
Mmmmmm %m mmmmm
Vcude-sc por,mdico preco um cavalln para
carga ou caroca : para ver na cocheir da ra da
Floienlina, o para tratar na mesma ra u. 22.
Na roa das Cruzes n. 22, vendcm-se duas cs-
cravas, sendo urna crioula c outra parda, engomma-
deiras, ccslureiras e cozinheiras.
Vendem-se pennas de ema cm porfi c rcla-
Iho : Da ra da Conceican da Boa-Vista n. 20.
PARA A CUARESMA,
Sarja preta hcspanhola de primeira qualidade, se-
lim prelo muilo superior, casemira preta franceza,
dita selim, velludo prelo superior, panno prelo mui-
lo fino, com lustre e prova de limSo, c de outras qua-
lidade* mais abaivo : vendem-se na rna do Crespo,
loja da esquina que volla para a cadeia.
Conlinua-se a vender para fechar conlas, ris-
cados escocezes, fazenda larga, a240rs.o covado,
corles de dita a 15I20 : na rna da Cadeia do Recife
n. 30, loja de Joaquim Jos de F. Machado.
Bros de goslo.
Vendem-se brins de todas as cores por 28 o corle,
dilo muito fino a 25500: na ra da Cadeia do Recife
11. 30, loja de F. Machado.
, Cambraias para acabar.
Vendem-se na ra da Cadeia n. 30, de Faria Ma-
chado, cambraias de lodas as cores a 480 rs. a vara,
dila prela a 400 rs., chamalole prelo, fazenda larga,
pelo diminuto preco de 29o covado, sarja hcspanhola
de Malaga a 251O0 o covado, fazenda superior, c ou-
tras muilas fazeqdas : na ra da Cadeia do Recife n.
30, loja de Joaquim Jos de F. Machado.
Je* \ endem-se chapeos de sol de al-
* godo com barras
fS Bacas de cores, de superior qua-
>oi lidade. .
Meias crat de algodao para ho-
h tnem.
t Ditas de dito brancas para se-
? nhora.
Camisas de meia de algodao pa-
Q >a bomem.
Luvas de seda preta e de cores,
fpara bomem esenhora.
Meias ditas para senhora.
I.inhas de aljjodao em novellos.
Ricos e rendas de algodao.
i Fitas de algodao branco, de seda
*g de cores sorlidas, e de laa ditas.
Trancas de algodao c de seda, pa-
v* ra enfeites.
jg Em casa de Eduardo II. YVyatt,
g ra do Trapiche Novo n. 18.
Ksssaesaar*'
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se saccas grandes com muito su-
perior farinha de mandioca por preco
commodo: no armazem n. 1G do becco
do Azeite de Peixe; ou a tratar com Anto-
nio de Almcida Gomes &C, na ra do
Trapiche Novo n. 16, segundo andar.
No aterro da lloa-Vista 11.55,
vende-se um carro novo em
_ branco, com qualro asseulos e
de novo modelo.
v ATTENCA'O.
Na loja da Estrella da rna do Queimado n. 7 ven-
dem-se s seguintes fazendas para liquidar, corlcsde
casemiras de cores para calcas a 4500, corles de
brim de linho de cores para calca a 1J5800, chapeos
de massa fraucezes muito modernos a (15000, pali-
losdo alpaca mesclada mnito modernos a 6)000,
roadapolao muito fino a :i-5800 o 4000, e outras
mnitas fazendas que qs freguezes, vendo os prero*,
nao deixarao de compiar.
LIQUIDACAO.
Corles de cassas francezas bonilo padre* com 7
* 1|2 varas a 35C00 o corle, mauleleles pretos e de
cores, muilo modernos a I3 rs., romeirasde fil de
linho bordadas dos melborcs goslos que lem apare-
cido a 38800, meias de fio da Escoca muilo finas
para enhoras a f>00 rs. o par, lencos de cassa bran-
cos com barra de cor a 140 c 180 r., o oulros mui-
los objecto* que se vendem para liquidar conlas por
precos commodos: na ra do Queimado n. 7 loja
da estrella.
FRESCAES OVAS DO SERTAQ'.
Vendem-se muilo frescaes ovis do serlio : na ra
do Queimado, loja n. 14.
RA DO CRESPO N. 21.
Vendem-se nestaloja superioreschapeos
francezes, sarja pn-.U hcspanhola e setim
pictoinacau, tudo por precos baratissi-
mos.
Nn loja de 4 porlas da rna do Qneimado n. 10,
vende-so selim preto Maco para vestido de senhora
a 29400, e muilo superior a 3jO00, prosdenaples
preto, Inruo a 25000, sarja de seda preta a 25OOO,
setim preto lavrado, fazenda muito Iwa, a 2.J400 e
oulras fazendas de seda por preco commodo.
Vende-se muilo bom lcite : na ra Direila n.
120, primeiro andar.
Crimea.
Chegou pelo vapor Solenl, da Europa, urna fa-
zenda inlciramcnle nova, loda de seda, quadros lar-
sos, denominada Crimea ; vende-so nicamente
na loja da ra do Queimado n. 10, peh diminuto
preco de 13000 rs. u covado, e dao-se amostras com
penhor.
Vende-se um violao: na ra de
Aguas-Verdes n. 23.
Conlinun-se a vender cebla de Lisboa, sola, a
1J300 o ccnlo, dila de mollio a 15500, para acabar
com o reslo : na ra do Queimado 11. 38, primeiro
andar.
Vende-so 2 escravos, sendo 1 moleque de bu
conducta c 1 cabritilla de idade 18 anuos : na ra
Direila 11. 3.
Riscado de listras de cores, proprio
para palitos, calcase jaquetas, a 160
o covado.
Vende-se na ra do Crespo, loja da esquina qoe
volla para a cadeia.
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-se na na do Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
Vendem-sc queijos n 15000, caixoes com doce
lino de goiaba a 400 rs-, nozes a 100 rs. a libra, cha
preto superior a 250SO, ameixas a 200 rs., gomma a
80 ja., nunleigaa720, 800. 960, cha hvssona 15H00,
2sO00c 25o0, bolncliiuhas americanas a 280, de Lis-
boa a 320, Napolcao a 400 rs. : 110 palco do Carmo,
esquina da ra de Hurlas n. 2.
Velas de sebo
Vendem-se superiores velas de sebo cm caixinhas:
na travessa da .Madre de Dos n. 5, armazem de An-
tonio Luiz de Olivcira Azevcdo.
TEU^tJS15rSa^TAS NGRAZADAS PA-
RA REZAR E RECISTOS DE TODOS
OS SANTOS.
Chegaram uovos tercos engrazados c um completo
sorlimeulo de rcgislos ta maior parle dos sanios e
santas e invocaroes do N. Senhora dos I'assos do Rc-
demptor, lodos os apostlos e evangelistas : recom-
menda-se os tercos por seren os adoptados pelos mis-
sionarios, cruzes c vernicas para os mesmos lercus
e rosarios, vendem-sc c Irocam-se muilo barato : na
loja de miudezas cm freule do Livramenlo de F. A.
de Pinho: a elles que o lempo he proprio.
NA LOJA DE MIUDEZAS DE F. A.
DE PIMO, EM FRENTE DOL1VRA-
MENTO
ha conslantemente um completo sorlimento de miu-
dezas das mais rcenles do mercado, francezas, in-
gieras, hamburguesas e suissas, por mais commodos
precos que em loja alguma, e que deixo de mencio-
nar por extenso por ser isso um nunca acabar, alcm
de ser bstanle onerosa a puLlii-.icao.
Corles de seda.
Na rna Nova loja nova p. 4, dcfrnle da Camboa
do Carmo, vendem-se rtirles de seda de quadros com
1 i covados pelo barato preco de IG5 e I83 o corle :
dao-se amostras com peuliores.
Chapeos para senhora-.
Chegaram i loja nova da ra Nova n. 4, os mais
mojemos e clegaules chapos de seda com ricos en-
reiles nara sciihoras, de preco de 165 a 259.
.... 1 .Casemiras. .
\cndeni-se corles de c^^,^,ires para fechar
conlas peloS diminuto preco de 4: na ra da Cadeia
11. 30, loja \ Vende-se a casa n. 18 do aterro da
Boa-Vista, pertencente ao fallecido Dr.
Gomes, de o andares e sotao, da mellior e
moderna CODatruocSo: os prctendcnt.es
podem diriftir-se ao procurador da her-
deira db mesmo fallecido, autorisadopara
mesma venda. Joao Pinto de Lemos.
Vende-se superior feijao mulalinho, em saccas
grandes, a 11-^X10.superior arroz do MaranhAo edo
Sul a 29000, a 15900 a arroba, e a 70 rs. a libra : na
na ra Direila n. 8. '
DEPOSITO DO CHOCOLATE IIYGIE-
NICO DA FABRICA COLONIAL.
Este chocolate, o nico preparado com
substancias puras, nutritivas e higini-
cas: vende-se em casa de L. Lecomte Fe-
ron & C,: ra da Cruz 11. 20.
Precos:
Extra-fino. 800 a lib.
Superior.. 640
fino.....500
Vende-se urna escrava com urna cria : na ra
da Cadeia do Recife, loja n. 50.
Na ruado Trapichen. 1C, escriptorio
de Btandera Brandis&C., vende-se por
precos razoaveis.
Lonas, a imitacao das dn Russia, di
muito boa qualidade.
Papel para imprimir, formato grande 1
pequeo.
Papel de cores cm caixas sorlidas, mui
to proprio para forrar chapeos.
Papel almaco c de peso, branco e azul
de boas qualidades.
Graxa para arreios de carro.
Candelabros de (i luzes de feilio ce-
gante.
Tapetes finos.
Alvaiade de zinco muito superior ao al-
vaiade commum. com o competente sec-
cante.
Farinha de mandioca-
Vende-se supcrioi farinha de mandioca
por preco commodo, para fechar contas:
no largo da Assembla n. 12, armazem de
Machado & Pinheiro.
HE MUITO BARATO.
I>os qualro cantos da ra do Queimado n. 20, ven-
dem-se pecas de algodao e de madapoto, de boa qua-
lidade, |com pequeuo loque de avaria, por preco
muito commodo ; aproveilem a occasi.lo que eslao
no reslo,
Allianeza.
Chegou nova porcae dessa econmica fazenda pre-
ta, com fi palmos de largura, a 900 rs. o covado. pro-
pria para vestidos, mantilha-, Iragcs de clrigos e
religiosos, c oulras muilas obras : da ra do Quei-
mado n. 21, loja de J. P. Cesar.
CASEMIRAS BARATAS.
A 395OO, corles de casemiras de cores, c a 09500
casemira prela lina : na ra do Queiaudo 11. 21.
Riscados francezes largos a 180 rs. o covado, corles
de vestidos de cassa com barra a 15600, cobertores
de algodao de cores muilo cncorpados e Brandes a
IJOOO, c cassa francezas linas e Ovas a .120 o cova-
do : na ra do Queimado, loja n. 21, de J. P. Cesar.
Cera em velas.
Vende-se cera em velas em caixas sor-
tidas de 50 e 100 lib. cada urna, chegadas
ltimamente de Lisboa, por preco barato
para fechar contas : no largo da Assem-
bla n. 12, armazem de Machado & Pi-
nheiro.
Farinha de mandioca.
Vende-se saccas grandes com farinha :
no armazem de Jos Joaquim Pereira de
Mello no caes daalandega, e para por-
coes a tratar com Manoel Alve Guerra
Jnior, na ra do Trapiche n. 14.
RELOGIOS INGLEZES DE PATENTE.
Vendem-se por preco muito commodo : no arma-
zem de Barroca & Caslro, ra da Cadeia do Recite
o. 4.
. Vende-se n casa terrea n. C8 da ra de Sania
Rita desta cidade ; a tralar na ra do Rangel u. 45,
primeiro andar.
POTASSA RRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemenlc, reeommen-
ila-se aos senhores de en gen los os
seus bons ell'eitos ja' experimen-
tados: na ra da Cruzo. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companliia.
Em rasa de J. Keller&T, na ra
da Cruzn. 55 ha para vender excel-
lentes piano viudos ltimamente de Ham-
burgo.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, cm saccas que tem um alqueire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazens n. 5, 5 e 7 defronte da escadi-
nha, e no armazem defronte da porta da
alfandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes & C, na ra do Trapiche n. o\,
primeiro 'andar.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na ra da Cadeia do Recife n. 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, recenlemente chegada.
Vcndc-se urna balanza romana rom lodos o
seus perlences, em bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se ra da Cruz, armazem u.4.
Tai xas par& engenhos.
Na fundicao' de ferro de W.
Bowmann, na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de o a 8 palmos de
bocea, asquaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
CEMENTO ROMANO.
\ ende-se superior cemento ero barricas grandes
assim como lambem vendem-se as linas : alrazd
Iheatro, armazem de Joaquim Lopes de Almeida.
Acanala a. Edwla H,
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon-
Cnmpanhia, acha-se constantemente bous sort-
mentos de taixas de ferro coado e balido, tanto ra-
sa como fundas, moendas inetiras lodas de ferro pa-
raanimaes, agoa, etc., ditas para armar em madei-
ra de lodosos lamanhos e modelososmais moder-
nos, machina horisonlal para vapor com forea de
' ravallos, cocos, pnssadeira* de ferro eslanhado
para casa de purgar, por menos preco qoe os de
cobre, esco-vens para navios, ferro da Sucia, fa-
llas de QaccH-es ; iudc por barato preco.
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
ton Sellins inglezes.
Relogios patente inflez.
Chicotes de carro c de montara.
Candieiros e casticaes bronzeados.
Chumbo em lenco!, barra e inunico.
Farello de Lisboa.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiroe devela.
Vaqueta* de lustre para carro.
Barris de graxa n. 97.
Na roa do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se farelo novo, chegado dt Lisboa pela barca Cra-
lidao.
Vende-sc excelleule laboado de pinho, recen-
temenlc chesado da America : narui de Apollo
trapiche do l-'erreira. a entender-so com o adminis
rador do mesmo.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o mellioramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz. n. 4.
Vende-se urna rica mobilia de jaca
randa', com consolos e mesa de tampo de
marmore branco, a dinheiro ou a prazo,
confrmese ajustar : a tratar na ra do
Collegio n. 25, taberna.
Devoto Christao.
Sabio a luz a 2.' edirao do livrinho denominad-
Devoto Chrisluo,niais correcto e acrecentado: vende-
se nicamente na livraria n. 6e 8 da praja da In-
dependencia a 610 rs. cada eieraplar.
PUBLICAgAO' RELIGIOSA.
Sahio luz o novo Mcz de Mara, adoptado pelos
reverendissimos padres capuchinhos de N. S. da Pe-
nda desta cidade, augmentado com a novena da Se-
nhora da Couceieao, e da noticia histrica da me-
dalha milagrosa, edeN. S. dn Bom Conselho : ven-
de-se unicamenle na livraria n. 6 e 8 da prac,a da
independencia, a 10000.
Moinhos de vento
'om bombasdc repuso para regar horlas e baila,
de capim. na fundicao de D. W. Bowman : na ra
do Brum ni. 6,8 e 10.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
ticas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, schc-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Vendem-se ricos e modernos pianos, recenle-
menle chegados, de encllenles vozes, e precos com-
modos em casa de N. O. Bieber & Companhia, ra
da Cruz n. 4.
Vendem-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem de N. O. Bieber&C,, ra da
Cruzn. 4.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rna da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das c meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vende-se om cabriole! com coberla e o* com-
petentes arreios para um cavalln, ludo quasi novo :
par ver, no aterro da lloa-Vista, armazem do Sr.
Miguel Segeiro, o para tralar oolteciferua do Trapi-
che n. 1 i, primeiro andar.
NAVALHAS A CONTENTO E ISSOURAS.
Na ra da Cadeia do Recire n. 48, primeiro an-
dar, eaeriptorio de Augualo C. da Abren, cjnli-
uuaro-e a vender a 8J000 o par (preco fixo) as ja
bem condecidas e afamadas navalhs de barba feilas
pelo hbil fabricante que foi premiado na eiposirAo
de Londres, a quaes alm de duraren) ctlraardia-
riarneulc, nao se senlem ao rosto na accao d cortar ;
vendem-se com a condicio de, nao agradando, po-
derem os compradores devolve-las al 15 diaadepois
pa compra reslluindo-*e o importe. Na mesma ca-
si lia ricas Icsourinhas pata unhas, feilas pelo mes
mo fak'icanla.
GrosdeNaples a 1$000 rs. o covado!
Na ra do Crespo n. 5, vendem-se.ricat sedas fur-
la-cor.s, lisas e de quadros, lindos goslos, com um
pequeuo loque de mofo qoe pouto se condece, pelo
barato prero de 18 o covado. Asiim como se acha
na mesma loja um lindo e variado sorlimeuto de se-
das que se vendem muito barato.
9 VEST DflSDE^DA^sSooa ~
* Ha na loja de Manoel Ferreira de S, na
ra da Cadea-Velha n. 47, vestidos de seda -.
<3 os mais moderno a 225000 cada um : da V
i lambem grs de aples de flores a 29000 r. 40
o covado, meia casemira de lia pura por #
9 25-500 rs. o corle de calca, a oulra* fazendas
9 mano baratas. th
CEIENTD ROMANO.
\ *nde-se snperior cemento em barrica* e a rela-
Iho, no armazem da ru da Cadeia de Santo Anto-
nio de maltriaes por prcvo mais em conta.
CAL DE LISBOA A 4,s000 RS.
Aendcm-sc barris com cal de Lisboa, chesado no
ulhmo navio a 48000 por cada urna : na Na do Tra-
piche o. 16, segundo andar.
OLEO DE LINH AQA
em barril e bolijOes: no armazem de Tasso Irm
Champagno da snperior marca Cometa: no fiaa-
zem de Tasso Irmaos.
, "~ Vende-se por preco commodo, um carro, aovo
de 4 rodas e 4 asseulos, e lambem um cavallo ruco :
a pessoa que precisar, dirija-e Soladade, silio dos
1 leoes, a qualquer hora do dia, que ah achara com
quem tratar, ou annuncie'a sua morada para ser
procurado.
^
ESCRAVOS FGIDOS.
f'.RATIFICACAO' DE CEM MIL RES.
Contina a estar lugido desde o da seila-feiro, 12
do m,ezde agosto de 1853, o escravo, crenlo, de no-
me Argemiro, natural da villa de Pesqueira, com o*
siimaes seguintes : idade 23 a 24 auno*, pouco mais
ou menos, estatura regular, cor prela retinta, nariz
comprido, denles bonito* e com falta de ora delles
ao lado, com um signal arredondado na cabeca do
lado esquerdo do tamanho de ama pollegada e sem
cabello, he muilo regrisla e costuma andar fumando
cisarro, com chapeo ou bonelna cabeca ao lado, ves-
tido de calca e camisa de algodaoziuho soja, e levon
coinsigo urna casaca de alpaca cinzenta, muito ser-
rada as abas, e urna calca de brim azol rucad i n lio.
l;oi escravo do Sr. coronel Pantaleao Mt -Siqueira
Cavalcanli, daquella villa, para onde #6 suppoe que
^e tenha evadido, ou para os engenhos do sal, do*
irmSos do mesmo seohor, a quem encarecidamente
se pede se nao deixem Iludir pelo referida escravo,
que se intitula forro, e e enviem para esla capital ;i
entregar na ra da Praa, armazem de carne tecca
u. 76, de Adelo Antonio Ferreira, qne prompla-
mente pagar a quanlia cima. O mesmo se pede a
todas as autoridades policiaes e eaplUes de campo, e
proleila-se contra quem o tiver oceulto.
Desapparcceu na segunda-feira, 5 do crrenle,
o moleque, crioulo, de nomo Herculano, estatura
regular, o rosto m ponco comprido, quando falla
gagueja um pouco como se esliveste com medo ; le-
you caira de casemira de quadros miudos, ftxenda
iugleza, e camisa de madapolao alguma censa luja :
quem o pegar ser gratificado : na ra do Torres n.
42, quarlo andar.
Da povoacao do Brejo de Fagnnde*, provincia
da Parahiba, fugio ou furlaram um mulalinho com
os seguintes signaes : idade ltannos, ponco mais ou
menos, allnra de 5 ou 6 palmos, os pe* meio torios
para dentro, bonita figura, se' llie or perguntado tai-
ve/, dcrlare que foi morador na villa do Inga, da-
quella mesma provincia, o qual sahio de Fagundes
na quarla-feira de Cinza : quem o apprcfiender ou
der noticias eiaclas, dirija-se roa do Crespo, loja
ii. 6, ou a Domingos Martius Pereira, no firejo de
Kpaund^-qt>e ser bcra'recompensado.
No dia i do corren(e*ausentou-se prelo Jos,
crioulo, bailo, grosso, gaguej quando falla, perita*
/.ambas, ps largos ; levou camisa de bala encarna-
da com gola verde. 2 ou 3 calcas de riscado, e cami-
sas brancas de algodozinho : quem o pegar, leve-o
ra da Aurora n. 44.
RS. 100*000.
No dia 2i de fevereiro,fugio do luear denominarlo
Cinco Ponas, um escravo de nome Scbaihao, idade
20 annos, pouco mais ou menos, cor prela, alio e re-
forjado, lendoas pernas um pouco arqueadas, e prin-
cipio de barba no queixo, e u signal mais visivel he
trucar a vista, c odiado de repente paraca ser vesgo,
levando calca de algodao inglez, riscado, j usada,
camisa de algodao grosso ou madapolao, chapeo de
courn coma aba levantada a modado vaqoeiro; dcs-
ronfia-se que ande por algum engenho procurando
senhor para o comprar : roga-se aos rpita** de
campo ou qualquer pessoa do povo, que oappreden-
dam e levem-o ao lugar cima mencionado, em casa
de Jos Carreiro da Silva, que gratificar com a
quanlia cima mencionad*.
No dia i de marco deSappareceu o cabra JoSo,
indo de manhaa para o Recifo vender lcite, em om
i-avallo alasao, bem carnudo, p e m3o calcados de
branco, urna lislra branca na testa, urna ferida no
espinhaco, urna cicatriz na espadua direila, novo,
com os denles anda aberloi, pese mfio* grosso*. O
cabra tem os signaes segointes : estalara regular,
urna ferida grande na sola do po dircito, aleijado do
brac,o direilo, que nao pode cslende-lo; foi visto
com camisa de algodao da Baha, e ootra por cima,
de bata azul, de mangas corlas, calcas de algodao
de lislra americano ; o dilo cabra foi visto no dia 5
na estrada de Iguarass, elle foi do serUe : roga-se
as autoridades policiaes, capitaes decampo e parti-
culares, o obsequio do apprehendcrem e mandarcm
entregar a sua senhora D. Anna Benedicla Rocha e
Silva, no silio do Forte, na estrada nova, oa na roa
da Santa Cruz, na Boa-Vista, taberna n. 3, que se
pagar as despezas.
#
E
Deposito de vinho de cham-
lagne Chateau-Ay, primeira qua-
idade, de propriedade do concite
de Marcuil, ra da Cruz do Re-
cife n. 20 : e$te 'inlio, o melhor
de toda a Champagne, Vende-se
a 6$000 rs. cada caixa, acha-se
tnicamente em caa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N.
B.As caixas sao marcadas a fo-
goConde de Marcuile os r-
tulos das carrafas sao azues.
IFRUrl
Potassa.
No antigo deposito da ra da Cadeia Velha, es-
criptorio n. 12, vende-sc muilo superior potassa da
llussia, americana e do Rio de Janeiro, a precos ba-
ratos qoe he para fechar contas.
Na ra do Vg ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior Danella para forro de sellins che-
gada recenlemente da America.
CEMENTO ROMANO BRANCO.
Vende-se cemento romano branco, chegado agora,
ile superior qualidade, muito superior ao do consu-
mo, em barricas e as linas : alraz do Iheatro, arma-
zem de laboas de pinho.
Vendem-sc no armazem n. GB, da rna da Ca-
deia do Recife, de Hcnr> (ibson, os mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por precos
mdicos.
A iSO rs. avara.
Na loja de Guimaracs & llenriqucs, rna do Cres-
po n. 5, vendem-se cassas francezas muilo fina, che-
gadas ullimamenle, de goslos delicados, pelo baralo
preeo de 180 rs. a vara : assim como lera um com-
pleto sortimento de fazendas finas, ludo por prec,o
muilo commodo.
Desappareceu do engenho do
ahai\o assignado, no dia 1 demar-
ro de 1835. um escravo mulato
de nome Jeronymo, de idade 20
a 22 annos, baixo, grosso, de boa
cor, esta' principiando a burar,
cabello preto, puxa da peina di-
reta, proveniente de terojoelho
i ncliado, foi escravo do capitao
Jos de Coito c Silva, sehhor do
engenho MERENGABAS, de San-
to Antao, e vendido ao abaixo as-
signado pelo Sr. RegenerardoCoe-
lho Cavalcanli Cayerana.esuppoe-
se ser seduxido por alguem para
fingir: o abaixo assignado protes-
testa contra quem o tiver oceulto
com todo o rigor da lei; roga-se
a todas autoridades policiaes e ca-
pitaes de campo, a captura do
do dito escravo, o qual podero
entregar no Recife, ra do Quei-
mado taberna do Sr. Joaquim de
Almeida e Silva, ou no engenho
das Mattas, deAntonio de Paula
Souza Leao.
Desapparecea no dia 6 de marco corrale, pe-
las? horas da minli.li, um negro cassnnge, de nome
Manoel, de 40 annos, pouco mais ou menos, haiio,
corpo secco, pos largos e seceos ; levou calca de ris-.
cado azul e camisa do mesmo, e lambem levou urna
Irouxa, conlendo urna camisa branca e ootra encar-
nada ; pode-sc roconhecer por ser quebrado, e lam-
bem as maos por ser amassador ds padaria : quem
o pegar, leve-o ao aterro da Boa-Vista n. 50, pada-
ria franceza, que ser recompensado.
Desapparecou a 22 de malo de 1854, o prelo
Manoel, de nac,So Cassange, idsdcde 40 a 50 annos,
pouco mais ou menos, condecido por mazanza por
se fingir muito mole, altura regular, falla mansa,
e quando falla d raeslra de riso, quando anda in-
clina-se para diante, lem as costellas 1 ou 2 marcas
de feridas, e a baiio de um dos joelhos om carosso :
roga-se a lodas aa autoridades policiaes, capitaes de
campo, ou alguma pessoa que o tenha a en servico
em titulo de forro, qneira avisar a Manoel da Silva
Amorim, morador em Olinda, ou anniincar per esta
folha para ser procurado, que seta generosamente
recompensado.
CEM MIL RES DE GRATIFICADO'.
Desappareceil no dia 6 dedezembro do anoo pro-
simo passado, Benedicla, de 14 annos de idade, ves-
ga, cor acaboclada ; levou um vestido de chita com
listras cor de rosa a de cafe, e oulro lambem de chi-
ta bronco com palmas, um lenco amarello no pesco-
ro ja desbolado: quem a appreliender condaza-a a
Apipucos, no Oileiro, em rasa de Joao I.ele de Aze-
vedo, ou no Recife, na praca do Corpo Sanio n. 17,
que recebera a gratificaclo cima.
I'ERN TYP. DR M. F, DB FAMA. -1855
uimiAnn


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