Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00902


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Full Text
ANUO XXX!. N. 56.
m
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.

SEXTA FIERA 9 DE MARCO DE 1855.

Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO

PERNAMBUCO
KNtiARREGADOS DA SUBSCRIPCA'O-
Recife, o prprietwio M. F. de Farin ; Rio de Ja-
e Perera Marlins; Babia, o Sr. I>.
l'uprid ; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo ahiba, o Sr. Gervazo Vctor da Nativ-
Nalal, o Sr. Joaquim Ignacio Perera Jnior ;
Araeaty, o Sr. Antonio de liemos Brasa; Cear, o Sr.
Victoriano Augusto Borges; MaranliAo, o Sr. Joa-
qun Marques Rodrigues ; Piauhy, c Sr. Domingos
Herculano Ackles Pessoa Cearence ; Para, oSr. Jus-
tino J. Ramos ; Amazonas, o Sr. Jeronymo da Cosa.
CAMBIOS.
Sobro Londres, a 28 J/le 28 1/4 d. por I*.
Pars, 310 rs. por 1 f.
Lisboa, 95 a 98 por 100.
Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Acedes do banco 40 0/0 de premio.
* da coinpanliia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de Iot.tras de 8 a 10 por 0/0.
MKTAE8.
Ouro.Onras hospanholas- .
Modas de 65400 velhas.
de 69400 novas.
do4000. .
Prata.Patacoes brasiloiros. .
Pesos coluronarios, .
mexicanos. ,
29J000
10900b
16000
99000
W40
1940
19860
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Garuar, Bonito e Garanluins nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex eOuricury, a 13 c 28.
Goianna e Paralaba, secundas o sextas-eiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
PRKAMAR Di: IlOtJE.
Primciras lOboras e 0 minutos da manhaa.
Segunda s 10 horas e 30 minutos da tardo.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundase quintas-feiras.
Piclacao, lerijas-feiras e sabbados.
Fazcnda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo do orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1* vara do civel, segundas e sextas ao moiodia.
2* vara do civel, quartase sabbados ao mcio dia.
EPIHCMF.RIDES.
Margo 3 La cheia as 8 horas, 22 minutos e
40 segundos-da tarde.
ll Quaiio minguante aos 11 minutos e
37 segundos da larde.
18 La nova as 2 horas, 25 minutos a
31 segundos da manhaa.
55 Quarto crescente aos S minutos e
37 segundos da manhaa.
DIAS DA SEMANA. *
5 Segunda. ( Eslacao de S. Clemente) S. Focas.
6 Terca. (Eslecao a S. Balbna( S. Vctor.
7 yiiarta. (Estacao a S. Cecilia)S.Thomaz de A.
8 Quinta. (Estacao a S. Mara Trans Tiberina-
9 Sexta. (Estacao a S. Vital) S Francisca R.
10 Sabbado. (Eslacao aos Ss. Marcellino e Pedro)
11 Domingo. 3." da Quaresm (Eslacao a S. Lou)
rengo extra muros Ss. Candido, e Heraclio.
Tendo diversas pessoas pedido
a distribuicao* deste Diario, na es-
trada que segu do Mondego a
Apipueos, resolveu o proprieta-
rio satisfazer este desojo creando
tuna linha de distribuica'o que,
ilneipiando no Alondcgo, segui-
i* pelo Mangiiiiiiio, Ponte de U-
a, Parnaiuclrlm. S. lAnna, Ca-
ta-Forte, Monteiro e Apipueos.
Os Srs. qne Ja' sa'o assignantcs, c
aqnelles qne quizerem de novo
subscrever, quelram mandar seus
nomes moradas a livraria n. G e
8 ta praea da Independencia, pa-
ra que *e d comeco a entrega das
folhas eom brevidade.
parte ofticial
COKBIANDO DAS ARMAS.
Qunel-fCDeral do commando das arenas de
Feruaabaco tul ctdade do Hecife, eos 8 da
reo de 1855.
ORDEM DO DIA N. 1.
Compelndo pelo artigo 1. do regulamento de 22
de fevereiro de 1851, ao cirurgiao mor do ejercito
coas* chafe do corpo de saude, inspeccionar e lisca-
ar por si, on por seus delegado,, todo o servico da
repariie* nos hospitaes, corpo, depsitos, ou praeas,
propondo ao goveroo por intermedio dos eomman-
inles das armas aquellas medidas que pareceres
iras ao regular andamento do mesmo servico,
erinina o mirechal de campo commandanle das
armas, ero ordem habilitar o Sr. delegado do ci-
irgiao-raor do exercito nesla provincia I>r. Manocl
Adriano da Silva Ponles, a bera camprir as suas o-
brigar,oea, qne nSo s o hospital regiroeulal/como os
quarteis e oulro* qaaesqiierestabelecimcutos milita-
res Ihe lejana franqueados, sempre que elle julgar
conveniente visita-Ios.
O mesmo marechal determina que o Sr. 2. cirur-
gi*) Dr. Trajano de Souza Velho, seja desligado do
tO. balalhu de infantaria, Picando addido ao 4. de
artilharia a pe, uoquil esl presentemente servindo.
Jos Joai/uim Cotila.
Con forme.Candido Leal Ferreira, ajudaute de
ordens encarregado do detalhe.
COMMANDO SUPEHIOR.
S. Eic. o Sr. commandanle superior manda pu-
blicar, que dos dias 12,13 e 14 do correle reuuir-
se-ha janla medica, no quarlel do commando su-
perior, na ra da Aurora, pelas 10 horas da ma-
nhaa, afim de inspeccionar ~os" SrS'. omeiics da
guarda nacional deste municipio, que reqoereram
reforma, era virtnde da le u. 602 de 19 de sclcin-
brodet850.
Qaarlel do conunado superior da oanla i
nal do municipio do Rccife em 5 de nWrVeTcle
j 1855. Sebasliuo Lopes Guimaraes, tcueiile-coro-
nel chele de eslado-maior.
IRTEHIOR.
ALAGOAS
Extracto io relato) io do Exm. presidente da pro-
U Alogfias, na abertura da assemblea da
mesrna provincia, no 1. do comnte me:.
AGRTCUI.lt RA.
i chegado ao assuinpto mais imporlanle de
itorio, aquelle do qual dependem todos os
romo depende o traballio mechanico dos lira-
operario, a seiva da arvore da propagado de
es, a vida do houiem do ar queo bnfeja. De
erveriara os Iraballios mais bem combinados das
os clculos e planos mais acercados das
mi dSo houvessem meios de execu-
? Nunca sahiriam dos campos da llieoria, e e-
riam perdidos. Esse* meios de eiecuc.no quasi uni-
do as rendas publicas, e as rendas publicas,
i de errar, dependem,no nosso paii da cill-
as nossos campos. Digo pois urna verdade, as-
raado que a agricultura he o assumpto mais im
portante de roeu relalorio, he a unidade que faz'va-
ler os zeros de todos os outros.
Na nossa provincia, como em todas as otilras do
imperio, a agricultura sola conservado estacionaria,
(estemunliando impassivel essa alluvi.'io de reformas
qne os diflerenles govarnos de diOcrcnles pocas v3o
intridnzindo por toda parle. Aqiii porm, nos nos-
so* campos, os inesmos instrumentos de cultura, lo-
dos os prejoizos do empirismo dos primitivos lem-
pos, o completo desconliecimento das propriedades c
aptidoes do solo, a duvida a mais curada dus pro-
na n'ama industria IAo s^sccpthel de aperfei-
oamento, lado erolim que denota f eiclusiva, qua-
itisrob, nos ensaioi e usos de nossos primeiros
lorefesL em uso, como urna pro va de estril
venerac.io velhice.
atao agrieola exige seria allencilo hoje, por
ndem-sc ,i ella a questao da aholico alo Irafi-
0 CAPITAO PLOEYEN. (*)
Par S. Qaudin.
PRIMEIRA PARTE.
Vil
A noite.
ndo a fumacn dissipou-se, o capillo do Gr-
to pode julgar do ilcito, gue produzira sua arli-
lliaria : apelar das difllruldades elle nao esperava
Lio grande engao. A barca prosegua trunquilla-
nimte sua viagem sem avaria apparente, a como sc-
nao tiveasa recebido descarga algu.-na. As velas esta-
vam Intactas, a enxarcia t unbem, e nao pareca que
nenhuma bala houvesse oflendido as obras vivas.
Nao havia mudanza em sua carreira nem un cu as-
eclo: o corsario queini.ira a plvora em v3o.
iominado por urna paixqo menos ardenle, l'louc-
ven leria comprehendido perfeitamente esse desas-
tre, a eom sua experiencia do mar nao se leria es-
posto a isso; leria refleclido que erri semclhante lem-
po, e em mar ISo enfurecido nao se devia exigir da
artilharia aquillo, que ella nao pode fazer, e que eu-
Ire esees dous navios agitados pelas ondas, nao havia
combate possivel nem fogo decisivo. As balas eleva-
vam-se ou abaixavam-se muilo, mergolhavam no
mar ou passavam por cima dos mastros.
Mas o capitao do Grgeois eslava em (al disposi-
c'io de espirito, que nada via do que Ihe leria s..lia-
do aos olhos em qualquer oulra occasiao. S linha
urna idea exclusiva e dominante, que era alongar o
navio inimigu, .is-enhorcar-so delle. e saciar sua co-
lera. Pela mancira por que elle toraava as cousas,
era vidente que linha nisso mais iulcresse que o de
una simples captura. Que Ihe iinportava urna cap-
tura* O destino c sua coragem nao haviam-iio ser-
vido lem de (pus desejo^'! Sua reputarlo e sua for-
tuna nao talava:ii feitas? Por urna occa-iao perdida
se leriam apresentado > inte, e elle nDo leria esposto
a vida de sua gente, e a sorle de seu brigue por
probabilidad!'. Uto acacias. Domis *e amava os
despojos, anuya tambeni seu (Vicio e considerava-o
como artieta. Ora queimar plvora assim cm vAo,
nao era pprUr-se como novato, como studanlc, com-
promel terse aos olhos de sua ceule, espor-so aos
seos coroment. rios c talvea s suas zombarias?
Para juslic h esse afinco era misler um motivo
imperioso oascido de resenlimentos secrelos. A all-
to conjectura. Dopois que a barca eslava viziuha do
brigue, e que os dous navios eaminliavam a par, as
() Vidt o Diario a. 55,
co, a questao da colonisacao, a questao da reforma
do Irabalho, e outros graves assumptos de que se oc
eupam as altas inlelligencias, quo dirigem. s desli-
nos dos nossos povos. Passando longe dessas ques-
toes, oceupar-me-hfi somenle daquella que consti-
lue a epigraphe deste artigoagricultura Uiver
sascausas concorren) mais ou menos poderosamente
para o atrazo de nossa agricultura. Assignal-las
seroja um principio de reforma, porque na lingoa-
gemdcum homem grande conhecer o malhojo
reforma-lo. A llieso, Srs. lie verdadeira proferida
eom boa U: e sinceridade.
Cinco sao, a mcu ver, as causas das quacs depende
principalmente o lastimoso eitado de nossa agricul-
tura. Sobre todas ellas, Srs., podis exercer a vossa
benfica influencia, mas infelizmente quasi tao de le-
ve, como de leve balo o puoho anda o mais forte so-
bre a rocha viva.
Ei-las :
Falla de bracos.
Falla de conheciracnlos prodssionaes.
Falla de caplacs.
Falla de vas de communicacOcs.
E em descont abundancia de pesados mposlos.
A abolicao do trafico nao he felizmente boje mais
um problema a resolver, porm este problema j re-
sulvido causou sobresalto e embarace aquelles que
nao csperavain a sua resolucao tao cedo, e quo n3o
eslavam preparados para recebe-la.
A consequencia imincdiata da cessac.3o do trafico
foi a falla de bracos cscravos no campo, o a lavoura
della rcs.-;iite->e. E como supprir esta falta 1 Com
bracos livres, he a resposla.Mascstraugciros, ou uos
sos 1 Estrangeiros e nossos.
A introdcelo dos primeiros, quanlo a mim, nao
poder ler lugar cm certas provincias, se nSodepois
que em nutras as corren tes de emigraran forem tao
copiosas que facam rclluir de seu seio colonos para
as primeiras.
E d'aqui al la, o que farao essas provincias '.' o
que pode fazer por ellas o goveruo '.' ludo quanlo
do beneficio fur pralicado as outros causas de atra-
zo de nossa lavoura ser um remedio mais ou menos
poderoso, de influencia mais ou menos directa so-
bre o mal de que trato. E com eOcilo, senhores,
conlieriincnlos professionaes, e existencia de capi-
taes, vias de cummuiiicacao e diminuirao de impos-
los, por urna miraculosa transformacao, mullipli-
cam os bancos, augmentan o seu numero, sem mu-
dar o algarismo.
A remocao desses males, ou a diminuirao delles,
no pode ser oprala senao lentamente, porque de-
pende de grandes recursos; eooviria, por tanlo,
que a nossa provincia fosse d'aqui ale l procurando
mauter na agricultura os bracos que Ihe ficaram dc-
pois da abolirn do tranco, e que procuraste mesmo
augmenti-los com o einprego de nTiffs",buwianidai.'
no Iralamenlo ilas fabricas, e com outrJos meios que
todos sabem. Assim, porm, nao acontece ; por-
qne o Iralamenlo das fabricas nao se lem adorado,
e a emigracao de cscravos para o Sul eaminha a pas-
sos grandes, ameacando deixar de f^go morto as
nossas fazeudas de assucar e algodao, se por ventu-
ra accelcradamcnlc nao forem lomadas medidas
com o fim de einbaracar a emigrarlo c de fazer re-
entrar no solo, sob nova forma, o imposto do ex-
portadlo que a Ici exige de escravo que vai levar
scus servicos proviuria eslraiiha.
A prohibicao directa da exportarlo parece urna
violaciio constitucional, alein de ser urna especie de
crucldadc, porque, senhores, he verdadeira cruel-
dade obrigar o proprelario de escravos, oberado de
dividas, a vender, por exemplo, dez escravos pelo
mesmo prero por que vendera cinco para pagar suas
dividas ; e islo he justamente o que acontecer.!, se
o mercado da venda for apenas circumscriplo ao
territorio da provincia, porque he lei econmica in-
variavel a diminuirlo do preco a par da diminui-
do da procura. Em geral, i parle exceptes, os
escravos sao tirados aos campos pelas necesida-
des dos plantadores, que, honrados e sem outros
meios de remir suas dividas, aproveitam o alto pre-
go do genero e alienam alguns ou todos os bracos
que roleiam as suas Ierras. Senhores, a lavoura,
em geral, esta gravada de dividas, e se Ihe nao acu-
dir em lempo, ella, como o Prometeo da fbula, ir-
te-ha devorando a si propria, croudo salvar-se. He
pols, a falta de capilacs a causa principal da expor-
tarlo dos escravos, e se queremos destruir esta, re-
mediemos aquella. Todos os meios enrgicos e du-
ros que empregardes, com o fim de vedar a expor-
taran, nao farao mais do que represar as necessida-
dcs (Jos plantadores e as especulares dos exporta-
dores ; mais cedo ou mais larde um e oulras rom-
perlo pelo contrabaudo o dique das reprezas, e as
leis de prohibiro hao de ser violadas.
M*, se a exportarlo dos escravos n.lo pode ser
vedada inicuamente, cumpre ncsle caso regularisa-
la, reduzi-la s suas verdadeiras proporroes, c nao
consentir que o recurso de que se prevalece o infe-
liz plantador nos apuros de sua vida, soja corrom-
pido, tornando-sc transarcao de m,i fe, engodo pa
ra seiluzir mesmo aquelles que nao experimenlam
necessidades, objecto cml'uu de constante lula entre
os especuladores e os agentes da fazenda na percep-
cao dos direilos de exportarlo.
Para consegur-se este resultado eu enlcndo que
deveis promulgar lguma ditposicAo sobre s segu li-
tes bases. A escriptura publica passada por qual-
quer eserivao lio necessaria para rogulaiisar a com-
pra o venda dos escravos ; as testumunhas que assig-
narem o contrato lornar-se-ba i sol, arias pela va-
lidada e boa f da transieran ; a eieriptara nao po-
der ser passada pelo eserivao, seno cm vista do
bilhele do imposto geral opportunaineute pago, e
se o escravo for desses sujeilos ao imposto, etc. Urna
lei cootendo, entre oulras Fcgurancas, estas indica-
das, ser de benfico elleilo. Nem offender o di-
reito de propriedade, nem consentir que urna
transacQAo lcita seja adulterada pela m f dos es-
peculadores, e tornar mais fcil e certa a percep-
rio dos direilos de exportarlo e do imposto geral
animo sobre os escravos.
NaoMic tanto a nao existencia' de bracos'nos nos-
sos campos, como a nao applicara dos existentes
cultura da Ierra, a grande causa que faz definhar a
lavoura. Populaces grandes cxislem na provin-
cia, oriundas cercadas nos campos, que se enver-
gonbam de abrir o seio-da trra o procurar nellaos
meios de subsistencia mais cortos o honestos : que-
rcm anles vaguear errantes sem ler na vespera o
alimento do dia seguinte, do que ver nasccr e cros-
cer a lavoura plantada pelos seus bracos por sua
cunta, ou por conta dos proprietarios do salo, medi-
ante salarios elevados. He pois esle farlo um ob-
jcclo digno de i.ccupar seriamente a nllcricao dos
homens pblicos. Desviar ss nossas populaces a-
gricolas do errado caminlioporque van, fazo-las en-
trar naquellc que Dos dcsignou para ellas, que deve
ser a sua legitima profisso, he urna verdadeira ne-
cesssidade econmica e socirl de urna ordem ele-
vada.
Em algumas provincias as assemblas legislativas
oceupando-se desle grave assumplo, han legislado,
prescreveudo regras mais ou menos rigorosas com
o fin de obrigar ao Irabalho a popularan ociosa.
E o que tem conseguido ? Nada, porque infelizmen-
te a execurdo dessas leis exige (iseas activos por
toda parte, rigores continuos eo dispendio de uu-
trosdfliceis motos auxiliares : nada aiuda, porque
o invaravel proposito dos especuladores e descon-
tentes de todas as polticas, de adulterar as vistas as
maissaas dos legisladores, de revollar contra ellas a
imprudencia e ignorancia dos nossos homens do
campo, esl sempre acordaJo e disposto a bradar
contra todas as reformas que liverrm por fim educar
o povo, eselarecc-lo, lorna-lo menos iiuprsssiona-
vcl aos seus manejos e perniciosas influencias : na-
da anda ; purque urna graoda reforma social nao he
somenu que brote am campo sem nouliurn aman lio
lodo ouricado dejoiosa espinhos.
Em face desles grandes embarazos e com oTim de
cvila-los, eu entendoque os governos devem ir pro-
curando ennobrecer o Irabalho agrcola e acoslumar
o povo dos campos a fazer de sua futura prossao
um juizo elevado. Esles resultados nao podom ser
oblidos, senaodando-sc assenlo agricultura na e-
duearao do povo. Islo nao quer dizer que aliremos
j e ja urna role de escolas pralcas agrcolas sobre
os campos, que derramemos por toda parlo eleva-
das Iheorias agronmicas. Nao, nao temos pessoal
para |tatito: mas quer dizer que Taramos alguns
ensaios, que procuremos ao menos aqu, ou all,
obrigar a mocidade dos campos a proferir palavras,
que representan! o principal objecto de sua vida fu-
tura, o a conhecer praliramenlc o sentido dostas
palavras em pequea culturas que procuremos
malar essa viva repugnancia que scute a adolescencia
dos nossos campos, de volver e revolver a Ierra com
suas mns, que Ihe mostremos que se pode augmen-
tar as forras productivas do solo com a prepararan e
dessiminacilo de estreos, sendo assim inuteis e bar-
baras estas continuas deriubas de mallas virgons,
que a acoslumemos a viver tao commodamente do
meio dos instrumentos de cultura e das machinas de
fabricar os producios como se fossem estes os ver-
daderos e nicos elementos de sua vida. Enlendo
que esla reforma deve ir aliante, ou ao menos ao
lado dequaesquer outras medidas legislativas de eo-
ere,ao, empregdas para obrigar o povo ao Irabalho.
Estas sem aquella pouco sero.
Com esle fim, senhores, he miuha inlenrao, se vos
nao opposcrdes, ir pouco a pouco empregando os
meios convenientes para o eslabelcrimenlo de um
collegio de educandos agrcolas n'um prximo arre-
balde desla cidade, sob as vistas e inspeccao do go-
veroo. Sei perfeitamente que n idra encontrara
na pralica embararos graves e numerosos; mas islo
nao deve ser motivo para fazer abandonar-se a int"
lilui.ao de um estabelecimenlo, cuja utilidade o ne-
cessidade nao poden) ser contestados, os embararos
pratcos nem sempre depoem contra a exequibilda-
dc das ideas ; demindam sem mais audacia maior
tenacilla le da parle daquellcs que se encarregam
da sita execurao. Seos educandos forem lirados
principalmente das dilTerentes rcgies agrcolas da
provincia, acredito que no fim de poucos annos cada
um delles recolhido ao seio de sua familia ou trra
faces ilo capitao (inham tomado a cor do marmorc,
pareca que todo meu sangue tinha-sc retirado pa-
ra o coracao, scus labios continuamente trmulos
exprimiam a anieaca e o desafio, e seu olliar perma-
neca obslinadaincule lito nesse vaso, objecto de sua
perseguido.
Assim animado o capitao nflo parou no primeiro
fogo: apezar d'agua que enlrava pelas portinbolas,
apezarda tempestarte, apezar do Irovao, apezar da
rhuva elle persisti. As descargas succediam-se, e
tal era a fon;a do vento que o eitrondo da artilharia
nao chegava a domina-lo. Ploueven esperava sem-
preque nessas cargas repetidas, um tiro fortuito,
mais feliz que os uniros o atrancara o navio inimigo,
cortara um maslro, fara um rombo, e o poria cm-
fim n sua disposcao; porm essa espectaliva fo mal-
lograda. Pareca qne a barca era inv ulueruvcl. e
que zombava desses ataques desesperados; a cada
descarga ella rcapparecia no cumede urna vaga mais
altiva, mais tranquilla, mais intacta que nunca. O
capitao lirav.i dahi um motivo para redobrar seus es-
forros ; excitava-se pela sua propria impotencia.
Emlim chegou a noite, c poz termo a essa canho-
nada sam objecto; forzoso foi renunciar. Aos obst-
culo que ja exisliam reunia-se o das trevas ; o tem-
poral em vez do acalmar-se redohrava de furor ; a
almosphcra passava de um abra/amento sulilo a
urna profunda escorido; o mar revolto em seus a-
bvsmos enlumccia cada vez mais, e laucara contra o
brigue monlanhas d'agua e de eseuma ; a chova ca-
ba em gotas enormes misturadas com saraiVa ; um
fogo elctrico tinha-sc flxado nocume de cada mas-
tro, e coroava-o como orna alampada, acesa com es-
pirito de vinln. No mcio de tal desordem reslava
cuidar no brigue, e comliido Ploueven permaneca
afferrado a oulroa pensamentos.
He evidente que a fatalidadc toma parle no
negocio, dase comsigo ; todava dominarci a sorte.
E se nao mel(e-lo a pique, ao menos vigiarei so-
bre elle, acresceutou com um furor concentrado. Ka-
pazes fechem as porlinholas!
A ordem foi excrulada com a rapidez do raio.
Melado da gente em baixo, a oulra melade o-
bre o convez!
Era conceder aos marinheiros um repouso, de que
limito neccsilavam, S elle nfm dcscanrou ; nao de-
via deixar seu |oslo nem fechar os olhos : convinha
conservar-se cm vista do navio perseguido, e urna
cacada nocturna exiga ora olhar vigilante como o
seu. Nada era mais delicado, e mais dillir.il, princi-
palmente cm semelbaute lempo. I.'m instante de es-
quecimenlo bastara para separar os dous navios,
miUograr tantos esfor^os, tirar ao capillo a ultima
illusao e a ultima esperanza. A esse pensamento
Ploueven estremeca de susto e de furor, como se
Ihe arraiirasscui a vida.
Nao ahandonou o caslcllo de popa, e governou de
mancira que diminuisse.o mais possivel a distancia
que rciuuva entre os doai navios, Sua carreira era
quasi igual: ora o corsario levava vantagem, ora
prevaleca a barca.
Ploueven reconhecea logo que tintn encontrado
um adversario digno de si. Por mais sabia e ousada
que fosse sua manobra, o inimigo oppunha-lhc ou-
lra que nao era menos sabia nem menos ousada : era
impossivel defender-se melhor. Nunca (ojnava pnsi-
rflo equivoca, nem commeltia dessas faltas quo com-'
promettem sem remedio ; pelo contrario seus movi-
mentos annunciavam urna prudeocia e babilidade
consummada.
" Que manobradores! dizia Ploueven admirado.
Onde apreuderam a tctica? Nao fui prevenido dis-
so ; ler-me-hia engaado?
Tentou oppor evolucao a evolocao, astucia a astu-
cia ; forcou as velas para approximar-se da barra,
e servir-sc novamenta da artilharia ; mas no mo-
mento em que ia empregar essa manobra contra lo
inimigo, este ganboO em ligeireza, dobrou-o por di-
ante, e descarregou-lhe um bordo inteiro.
Maldicao sobre mim! exelamou Ploueven.
Todos cima I Tomem seus lugares, e fogo de bom-
bordn! A canna do leme a barlavento I
J era larde; a barca depois desse (olpe ousado
nao pareca ditposla a levar mais louge suas vania-
gens, e aflaslava-se impcllida pelo mar e pela tem-
pestado dcixando o Grgeois atrs eom um mastro
de gavea quebrado e cinco rombos na altura das
obras moras. A perseguirlo lornava-se impossivel ;
convinha cuidar primeramente nt feridas do bri-
gue. Quaudo Ploueven cerlificou-se disso, sea furor
applacou-se rcpenlinamenle. '
Bem o merec, disse elle, o furor cegou-me ;
menino leria visto mais claramente que eu.
Comtudo nao me escapars. A partida esla perdida ;
mas acautela-te da desforra!
Na manhaa segninle o Grgeois aehava-e sosinho
no campo da batalha, o capitao eslava de mo hu-
mor, e a equipagem uo ria.
VIII
A cnseada de Marigot.'
Algumas semanas depois desle arontccimenlo
dous personagens, que j liguraram nesla narrarao,
tiuham-se refugiada cm urna dessas choupanas que
os negros chamam ajoupas, oque compem-se de
um teclo de palha sobre algumas estacas de bam-
b. O sol em seu zenilh incendia va a atraosphera,
e cobria a areii da praia de reOexos deslumbrado-
res; ornar scinlillava ao longe, e um brigue balan-
cava-se as ancoras ao abrigo da ilhota. Mais perto
e na embocadura de um rio fluctuava urna chalupa
conduzida por cinco ou seis marinheiros, quereno-
vavain sua provisao d'agua doce, e approvcitavam a
ocrasiao para tomar um banho at cinlora.
Todo nessa paizagem pareca denunciar o logar
em que eslavam : o ardor do sol, o aspecto do mar,
o porte e a natureza das arvores, e at a vegetacao
inferior que em nada asscmelhava-sc que veVae
nos climas da Europa. Sobre os oleiros diitinguia-
de seu nascimenlo, ser um verdadeiro apostlo,
que dominado vivamente das ideas e hbitos de
ordem, de economa e de Irabalho intelligenle, ir
pregar e praticar no meio de seus prenles e eslra-
nhos, ideas e hbitos de ordem, de economa e de
Irabalho, ir convence-los de que a cultura dos cam-
pos he urna nobre prolissio, aprendida tamben) nos
livros, ensinada epralicadaporhomensdcposicao so-
cial mais ou menos elevada.
Com que difficuldades nao luetaram os paizes que
primeiro eslaboleceram escolas agrcolas ? A es-
cola pralica de agricultura de Hohenheim prin-
cipio nao (ove discpulos que a frequeulasscm : fo
preciso mandar arbilrariamejite para ella os orphaos
educados pelo estado. Ilinz, depois inspector da es-
cola de Hohenheim, Wolzs director da fazcnda, es-
cola de Ellevangen, Reiuhaudt de Slullgart foram
discpulos dossa escola e foram desses orphaos rc-
crutados.
Senhores, convencei-vosdequeha cxlrcma neces-
sidade de persuadir a adolescencia dus nossos cam-
pos de que o Irabalho nao degrada o homem, que
pelo contrario he ama profisso tao nobre como a do
legislador, do administrador, do advogado, do me-
dico, e qualquer oalra que os prejuizos do povo fa-
zem olliar como privilegiada e nobre. A sahedoria
suprema disse ha mais do 300 annos : O homem
nasceu para o irabalho, assim como a ave para
loar; mas a mocidade dos nossos campos duvida:
nao o ere.
Saborn lodos que os nossos engenhos de assucar
arrastam-sc difliclmenlc no tardo caminho da roli-
na a mais ignorante, e improductiva. Pretender de
um so golpe reformar todos os defeits dos processos
aratorios e fabris, desterrar todas as velhas praticas,
e substitu-las de una s vez por novas, seria um
sonho de Iheoria, urna decidida inexequibilidade na
pralica ; mas convencer aos seuhores de engenho
de que seus instrumentos de Irabalho e machinas s3o
dcfciluosos, persuadi-losde que novos processos de
cultura operados por instrumentos aperfeicoados sao
applicaveis sem o emprego de grandes capitaes, des-
pertar nellas o desejo-de melhorar seus interesses.
melhorandoas bazesda industria principal da sua
vida, he, a meu ver, urna necessidade forte e iudc-
clinavcl, sob peua de continuar a rolina nos cam-
pos de assucar e de aggravar-se o mal proveniente da
falla sensivcl e progretsiva de bracos.
Occorrcu-me para a ublencao desle resudado a
idea de enviar a provincia por sua conta dous se-
nhores de engenho i provincia do Rio de Janeiro
com o fim de ver c cstudar pralirameulc as reformas
que dousdistinclosplanladorcsdo termo de Itagnay,
os Srs. Dogdson e Coals lem operado nos processos
da cultura da caima, e um delles no fabrico do as-
sucar. Os dous senhores de engenho commssiona-
dos pela provincia poderao ser brigados a admittr
nos seus engenhos, quando houverera de praticar as
reformas que estudaTcm, alguns individuos mais ou
menos habilitados que posslo com o exemplo apren-
der as modificacOes e reformas que a pralica e o
emprego de poucos capitaes aulorisarem: irao assim
uns cnsinaudo pralicaihenlc aos outros. He um so-
ndo para os nossos scntiorcs de engenho a prepara-
S3o da Ierra, a plantara da c.inna e a limpa sem at
enxadas, s por meio dos arados, entretanto he esta
urna falsa reforma de grandes resultados para os
engenhos.
A despeza com esta commssao agrcola' nao pode
exceder quanlia de 10003000 rs. de cerlo bem iu-
significantc, alenlos os beneficios que della podom
resultar._
Eu nao vos proponho, senhores, a ida de homens
theoricamente Ilustrados cm difTercnles ramos de
scicncias nalnraes, capazes de comprehender e re-
petir lodos os nomes com que a sciencia agron-
mica o aquellas que a soccorrem, coslumam desig-
nar os processos em uso, a marcha e descnvulvinten-
io delles. Nem a provincia os possue, e nem cu os
acho iioreis iras para o fim que indico, em face do
estado de atrazo da cultura e do fabrico nos nossos
engenhos. Esscs homens eminentes, vivendo sobre
os seus livros, e nito sobre a nossa Ierra, deseouhe-
cem completamente os vicios o>s nossos processos,
os prejuizos dos nossos cultivadores, e os meios de
execurao d<> paz, ellos lomam pelas reformas o in-
leresse dos sabios, e nao o dos plantadores, islo be,
queem appliear no nosso paz as reformas que vi-
ram e estudaram, com todas as suas largas dimen-
soes, com todas as eoodices de perfeic.lo e utilidade:
e nao appliear apenas as inodifieares que a nossa
guoraucia, a eslreiteza dos nossos recursos e outros
embararos podem receber.
Em urna plavra, querem a applicacao do syste-
ma completo com toda a sua inflexibilidade, e nao
a ile urna ou oatra parle cxequivel e ao alcance dos
nos'os cultivadores.
Senhores, eu entend quo os nautas que apren-
dern! as grandes cartas e nos grandes mares nao
sao os mais habilitados para a navecar.lo costeira e
fluvial em nosso llloral e rios. Fazei a applca-
cito.Ja vos disse algumas palavras acerca da falla
de capitaes que sentcm os nossos plantadores: nao he
possivel que a cultura da Ierra <\6 para pagar o bar-
se o ruriiaril, lao eommum debaixo dos trpicos, a
acoma que petrifica-sena trra e nao soflre vizinhos,
o gommeiro branca je veas cinzenlas, a carato e a
calalpa de vagens longas; depois na planicie e mais
porto das habilares as arvores de fructo como a
inanguer.i, o coqueiro, o lamarineiro, a fructa-
pao, a bananeira ; depois as plantas alimenticias co-
mo a mandioca, o inhame, a batata ; emlim as cul-
turas coloniaes mais reudosas, como o fumo, a can-
na de assucar, o caf e o uruc.
Era a urna das Anlilhas francezas que perlencia
essa vegetacao, e o lugar em que oslcnlava suas ri-
quezas era celebre nos annaes da conquista. Com ef-
feilo, ah (inham desembarcado l.olve e Duplessis
cncarregados de fazerem cm Guadelupe tentativas de
cultura, e de fundarem um primeiro estabelecimen-
lo. Construirn) na continencia de mis regatos dous
forlins, de que apenas restan) as ruinas, c que ser-
virn) muilo lempo de abrigo aos colonos contra os
ataques dos caraibas, que oceupavam os morros vi-
zinhos. Entre esses dous fortins tica a enseada de
Marigot, frequeotada pelos pescadores de Santa Ru-
sa e do I.amcntino, e guarnecida de magnficos can-
naviaes. A ilhota vizinha he a de Kahouanc, e o
brigue que cutan ah balancava-se era um navio de
nosso conherinienlo, o Grgeois. Porque acaso, e
porque encadeamenlo de circumstancias achava-s*
ello ah? O leilor o saber brevemente.
Para refugiarem-se debaixo do ojoupa, os dous
personagens de que fallamos, ha pouco, linham oulro
motivo, que nao era o desublrahirem-se a urna tem-
peratura de fogo. Essa clioupana vasta e commoda
era a habitculo de urna mulata ja um tanto madu-
ra, roas anda agradavel e capaz do excitar o enlhu-
siasnio de quem tem passado seis mezes no mar.
Ella linha eslabelerido nessa praia, disposcao dos
pescadores, urna venda de refrescos, se assim pode-
mos chamar os licores espirituosos que ah ha viain.
He verdade quo venda tamben) alguns xaropes j
azedados pela idade e pelo clima, e que nao recu-
sava fazer urna limonada para seus freguezes ; mas
isso era urna cxccpcao, a regra era a agurdenle.
Devenios acresccutur que ella nao serva-so dessas
bebidas; pois nao era como alguns mercaderes que
comem c behem seu proprio estabelecimenlo. De-
ntis achandO'Se solada sobre a praia, e sem agente
de polica que a prolegesse, havia misler de lodo o
seu sqiigiic fri para defmdcr-se e cobrar o que Ihe
era devido. Chamava-se Branca, provavelmenle por
causa de sua lez cor de sebo.
Pde-se estranhar que um tecto tao naturalmente
hospitaleirose tivesse lomado o asylo dos dous ma-
rinheiros do Grgeois ? Elles ah eslavam em seu
elemento fartando-se da limonadas, fumando seas
cachimbos deitados em esleirs, e em companhia da
dona da casa.
Sim, senhora Branca, dizia o mais idoso :i mu-
lata mostrando Ihe o companheiro, apresento-lhe
mcu discpulo, ojovenYvon, natural das cosas da
Rrelanha, poucos metros cima do nivel do mar.
baro jaro nesla provincia de ~2\ %, afora o ndispen-
savel juro composlo. Um remedio he necessariot
sob pena de continuar a lavoura a ser devorada por
esse volcao irrcsislivcl e completamente desappare-
cer. O remedio, tudos sabem, todos indicam: he a
inslluicao de um banco territorial accommodado as
forras da provincia.
Nao me he possivel dsculir aqni a organisacao
desse banco sob todas as suas phases. Direi apenas
que se a instituirlo nao he irrealisavel, tambero nao
he fcil. A pTimeira vista n3o esta nos interesses
dos capitalistas dar dinhairo a juro baixo.se o podem
dar a alto; mascllcs esquecem que a certeza e a re-
gularidadc do juro'augmentan) insensivelmenle o
*eu valor, o compensan! assim a differenra nominal
do algarismo. He preciso vencer essa resistencia, e
convidar os proprios agricultores a preparar soccor-
ros para os seus companliciros necessilados a para si
mesmos, se infelizmente perseguidos por contrarie-
dades e conlralemposem sua villa agrcola, se virem
na necessidade de abrigar-se sob a proleccao dessa
benfica ins'.iluicio.
Eslou persuadido de que se for oblida urna base,
embora pequea, para a;organsacao de uro banco
territorial, os poderes geraes do estado nao se recu-
saro a aogmentar-lhe o capital com a sua firma,
porquanto felizmcnte'todos se vao convencendo de
que os bancos lerriloriaes no nosso paiz nao podem
ser por ora organisados com a regurardade e, segu-
ranza com que vivem taes nslilui-es nos paizes
onde as ha. Falla-nos lio verdade o cadaslro das
Ierras, nao temos anda urna lei de Inpothecas me-
nos defeiloosa do que aquella que rege as nossas
transaeces lerriloriaes hvpolhecaras; mas trala-se
J do estabelecimento desses indispensaveis elemen-
tos dos bancos ruraes, e cumpre que tratemos lam-
bn) de dar aos nossos agricultores o mais cedo pos-
sivel todas as vanlagens dessas reformas. Demais,
cu crcio que mesmo com as leis, que temos, um ban-
co prudente^e cautelosamente dirigido pode ser or-
gansadoe funecionar sem comprometler os capitaes.
A este respeilo devo dzcr-vos que existe j no se-
nado um projeclo de bancos lerriloriaes, ofTerecido
pelo dislincto brasileiro o visconde de Albuquerque.
Esle projeclo pode lalvez ser adoptado com ligeiras
modficaces, c ser quanlo a mim o verdadeiro san
llmo de nossa agricultura. Nao desesperemos.
E oque direi das vias de communicaraoV
Este artigo vai j extenso de mais, e eu sou obri-
gado a rcslringir-me. A grande importancia das
vias (Te communicacao na vida e desenvolviroento
da agricultura he sem duvida um ponto de fe, um
axioma na economa poltica social. A ausencia
desses agenles que aproximan) os productos dos mer-
cados, os consumidores dos productos, por onde
vam aos lugares mais remolos as recentes dcsco-
berlas, as novas reformas dos instrumentos e proces-
sos agronmicos he urna causa poderosa de langor c
cntorpecimento da agricultura.
Infclizincnle sentimos quasi realisado entre nos o
segundo Ihcoreroa social com lodos os rigores e ver-
dades de sua malfica influencia. Algumas pro-
vincias tratam ja de cstabelcccr vias forreas, |uc
alravessem os scus campos e descro?, levando-lhes
vida e civilisacSu. Somos condemuados pela sorle
a nao dirims os primeiros pjssos nesla estrada. Rc-
siguemo-nos, e fazendo votos pelo bom resultado
desses ensaios, aguardemos a poca em que poder-
inos lamben) ter na nossa provincia esses aperfei-
coamenlos econmicos. Entre irmaos a fortuna e
boa sorle de uns sao urna garanta da felicidadodos
oulros. J experimentamos algum beneficio da li-
nha de navegado costeira vaporSanta Cruz.
Brevemente qualro de nossos porlos do norte scrao
visitados pelos vapores daCompanhia Pernambu-
cana.De nossa parle tambero nao poupemos meios
de tornar melhores as nossas estradas centraos, de
lornarmos uavegaveis alguns de nossos ros, e a nos-
sa agricultura ter diQIcnldades de monos com que
talar.
He verdade por ningucm contestada que um dos
tnaiores inceulivos da producto .he o lanramenlo
de leves impostos sobre as mercaduras de consumo
interior e exportarlo ; e por urna lei invaravel
ha um desauimo, e um esmorecimcnlo invencivel
no espirito dos productores a pesada imposicao so-
bre as mesmas incrcadorias. Na nossa provincia lo-
dos o productos de sua lavoura sao gravados de
pesadsimos impostos. Fallemos do assucar e al-
godao, os producios mais ricos e abundantes. O
direilos qu pesam sobre a exportaran desles gene-
ros no mercado desla ciibide sao os seguinles ; 4 *,
de imposicao provincial ; 5 ', de imposicao geral ;
3 i; derommissao ao uegocianle ; islo he 12 % sobre
a exporlacao, augmentados anda pelos indispensa-
veis 2 ao mez de juro sobre os avancos de que o
plantador liver necessidade para ocosteio de sua
fazeuda, o que ludo d 30 ", calculando-se que os
avanzos sao pagos de anno a anno. Agora conven)
lanzar em linha de conta os impostos de importa-
cao, mais ou menos elevados, que pagam todos os
objeelos de que o plantador tem necessidade para
a sua suslentacao c para o cosleio de suas fabricas:
os alimentos dos plantadores c os instrumentos da
lavoura pagam o indspcnsavel imposto ; os animaes
Chamo-o ja meu discpulo ; mas elle nao me faz an-
da nenhuma especie de honra. Eia V'von, nao te
aaasles: he a verdade pura que nao me fazes ne-
iihuma especie de honra ; porm nao devemos deses-
perar de nada : as capitaes nao foram edificadas em
oilo dias. Comeca por pegar melhor do cachimbo ;
v como fajo, sigo o uso de Pars ; toma exemplo,
Wvon.
Por essa linguagem, por esse incomparavel des-
embarazo, pode-se fcilmente adevinhar quem era o
personagem que fallava, tendo-se constituido pro-
fessor e guia do joven marinheiro : era o Maluino.
Ah como em todas as parles, elle campeava fazendo
alarde de suas gracas. De sua partea mulata nao
era insensivela lana superioridade, agilava-se, pro-
dgalisava altcnces c oITcrecia o que linha de me-
lhor. Eslava ao mesmo lempo honrada e intimida-
da : a cor da pello e a eloquencia davam-the urna
grande idea deseos freguezes, c receiava que o.ajou-
pa fosse indigno delles ; assim nao poupava as risa-
das cada chiste do Maluino.
Que denles magnficos I dizia esle gozando de
seu triurapho, e respondendo-lhe por urna fineza.
Que bella lez .' Lirios e rosas dos trpicos Lalitiide
dos maiores ardores do sol !
. A mulata ria cada vez mais. e o rapaznho parli-
cipava tambem da alegra : s o orador conservava
seu sangue fro. Apoiado ao eolovelo sobre a eslei-
r, levava a bocea ora o copo de limonada, ora o ca-
chimbo, e aceilava essas homcuagenscomo quem es-
lava habituado a isso.
Basta de gracejos e de risadas, disse elle em-
lim ; nao ..-.'.amos sobre esle globo para brincar s-
menle. O calor, a occasiao, a vista do mar, ludo
convida-nos a tratar de negocios serios. Oafa-me,
bella Americana, acrescenlou dirigindo-se dona do
estabelecimenlo.
De boa yonlade, senhor, responden ella rom
um accenlo crionlo dos mais caraelcrisados.
Masi primeramente, promelta-me urna coosa :
he ser discreta. Itero sei que da parle de urna pessoa
de seu sexo he exigir muito ; mas Vmc. far.i esseex-
cessn por mim.
Ah senhor I disse a mulata.
Alm deque islo interesan aoseu repouso.
O senhor as-susla-me.
Assim o espero ; e lu, Vvon, s tambem dis-
creto.
Nao lemas, responden o rapaz.
Vou tratar de una pessoa que gracejando da
sempre no chiste e despacha a gente para o oulro
mundo por urna palavra e sem mais explicacao. Fi-
ca pois couvenrionado : ambos scrao modos"como o
tmulo como os pexes! como o que ha de mais
mudo !
Nao lenha receio, dissoram elles.
E por maior precauco, senhora Branca, va
lmar a vista pelos arredores, afim de certificarse de
que nao ha neolinm ouviao indiscreto uccollo alraz
das montas.
do Irafego da fazenda pagam o dizimo, etc. E lo-
dos sabem que era rclacao ao agricultor, todos esses
impostos diminucm o valor real dos gneros de sua
iuduslra.
Levados pela invariabilidade do principio de aug-
mentar a pruducrfio coro a diminuirlo dos impos-
los, os poderes geraes do oslado reduziram os direi-
los geraes de exporlacao a 5 % de" % que eiam.
O imposto de 5 por ceulo s compete aos cofres
ger-es no acto da exportaran para paiz eslrangeiro !
mas aqui, por ama operaran commercal inexplica-
vel, este imposto he sempre cobrado pelos negocian-
tes c exportadores, v ou nao vi o producto para
mercados estrangeiros. Sahe-sc que o nosso assucar
quasi todo vai ter aos mercados do imperio ; entre-
tanto por urna ficc,ao commercal a exporlacao para
os piirtos estrangeiros he sempre figurada, e o res-
pectivo imposto geral he sempre cobrado, nao pelas
reparlicos publicas mas pelos negociantes. Assim o
pobre plantador l sempre o indispensavel 5 por 5
geral entre os algarismos de suas coutas de venda,
sem nunca aproveilar-lhe o favor da lei. He deplo-
ravel esle faci no nosso commercio. E nos merca-
dos da provincia de Pcrnambuco o nosso assucar ser
tratado com mais hospilalidadc? Nao, a mesina du-
reza, lalvez maior persegue este genero infeliz. La
i> assucaralagoano confuudc-sc com o indgena da
provincia, paga um oulro imposto esta no aclo da
exportarao. Assim, dous impostos, um para a pro-
vincia productora, outro para a provincia exportado-
ra, um imposto geral, oulros pequeos impostos da
armazenagem, a avaria do genero quasi certa nos
incomiiiudos depsitos alian legados e immensas ou-
lras alcavalas aggravam a sorle do nosso assucar,e em
ultimo resultado o plantador v impassivel a dimi-
nuirn do valor de seus productos operada por essa
rede incomprehensivel de impostos, depsitos etc. E
se algum plantador menos escrupuloso lem a falla
de patriotismo de querer negar patria de seu ge"
ero, dando-o como produceflo de oulra provincia,
ah esl a activa fiscalidade do nosso agente para
puoi-lo desse crime, que o homem probo nao coin-
melle.
Para por termo a alguns desses malas, convm que
me concedis a aulorisac.ao queem oulro artigo des-
le relalorio pedi-vos para celebrar coro o Exm. pre-
sidente da provincia de Pernambuco urna conven-
cao que tenha por fim iseular o assucar e algodao
alagoano de duplos impostos provinciaes. Ser este
um grande favor nossa agricultura dus municipios
do norte, que levam os scus producios.para os mer-
cados de Pernambuco.
Existe travadaem nossa provincia urna lula enlre
os agricultores e os criadores de gado : De tolas as
parles, quasi todos os dias chegain-rne representa-
rnos de uns coulra os outros. Como he meu dever,
ouro as respectivas cmaras municipaes, o as iofor-
mares nem sempre sao as mais sinceras e impar-
ciaes: limita- vezes os proprios interesaos locaes dis-
f.nvaui no espirito das cmaras a malignla Je da
influencia da criaco de gados nos terrenos proprios
de cultura ou a da cultura nos terrenos proprios de
criarao. Tcnho dadodecises provisorias que deven)
ser sanecionadas ou revogadas por vos. O faci be
grave, e exige de vossa parle urna resolucao decisiva
e corajosa, snb pena de continuaren) as dssenc,es,
as inimisades enlre os agricultores e criadores, ori-
gen) quasi certa de crimes. Entendo que deveis
designar (aes e taes municipios para criaran, c taes e
taes ootros para plantadlo. Tudo que nao for islo
ser a continuarlo da lula mais viva e encarificada.
Nao percais de vista a considerarlo de screm os
plantadores ero maior numero, de ser a lavoura a
foule principal da riqueza da provincia, e oulras
que devera ser atlendidas. O pessimo systema de
conciliar os interesses dos plantadores com os dos
criadores, aatorisando plantaran e criaco nos mes-
mos districtos, anda na rea territorial a mais es-
trella deve acabar, e islo he lano mais possivel
quanlo a provincia possuo as margens do rio S.
Francisco e ero oulras localidades extensos campos
sempre cohertos de patios, os quaes podem' ser
exclusivamente destinados para a criaedo dos
gados.
Todos os annos a vossa provincia v elevar-se a
um algarismo fabuloso o prec,o da farinha, do millio
e de oulros cereaes que fazem o principal alimento
do povo. Esle anuo mesmo a farinha j chegou no.*j
mercados desla cidade a clevadissima cifra de
323000 ris o atqueire. Era meu dever acudir
promptamente aos clamores do povo; mandei vir de
Pernambuco e de oulros lugares alguma farinha,
e pude assira fechar a bocea dos pobres qne a abriam
com Tome, aiuda mesmo mostrando o dinheiro. Es-
te faci lodos os annos repetido mereceu-me alg*um
estado. Colhi dados e informarles, e eslou aulori-
sado a asslgnalar como urna das causas da foma a
dcslruic,ao das lavouras peo gado e o pouzio cons-
tante dos melhores terrenos do planlaraoimposlo pe-
los criadores. Anda nao he a fume o nico effeito
da criaco dos gados nos terrenos de plantario. Ha
um outro que n3o convm desprezar, porque inllue
directamente na moralidade dos povos e na loa cvi-
lisar.o. O Irabalho he essencialmeotc morahsador;
a ociosidade cssencalmenlc barbarisadora; a cria-
ido >
ilo*.
MiiTHAnn
A muala julgou dever obedecer s ordens de uro
homem que fallava lo agradavclmente ; mas o re-
sultado de sua explorarlo nao padeca duvida : um
sol tao abrazador nao tera favorecido muilo os es-
pas. AssimSranea reappareceu puucos minuto de-
pois, c tranquillisou o Maluino.
Eniao ouraro, tornou elle : vou Iratar do ca-
pitao.
Do capitao I exelamou o joven lirelao com sus-
lo ; nao eslou por isso ; retirme.
Levantou-se com cHeito para vollar ; mas o
Maluino reteve-o pelas abas do gbao, e meio
vonlade, meio forja, obrigou-o a tornar a assen-
tar-se.
Oh I cis o que seria curioso! disse elle. Um
discpulo que arrufa-se contra o mestre Eu nao li-
nha razao do renega-lo, senhora Branca ? Yvon,
Vvon, eu linha formado raudes projectos sobre ti,
pretenda eniinar-le os modos de Paris, emprehen-
der la educarlo de principio a fim, mcller-le em
urna varrcla geral, dar-te um verniz de bellas ma-
neiras ; ludo sso gratuitamente. E recusas 1 e foges
a primera palavra e lens medo antes do aconleci-
roento Pois bem, Yvon, vai, nao le relenho mais ;
nao es mais mcu discpulo, procura eulro mestre, re-.
nego-te, abandono-te, retira-le I
Maluino dizia todo isso com tal seriedade, que
'nem a mulata, nem o rapaz ousavam rir. Este com-
prehendendn qne nada ganharia com a inimisade de
um homem, que manejava tao bem a palavra, resig-
nou-se, e disse :
J que assim o quer. '
Em boa hora exelamou o Maluino Irumphan-
le por essa subms mcu discpulo Obrigado pela la conlianca, Yvon,
nao le arrependers. Senhora Branca, v esle ra-
paz? Ha de ser grande ; cncarrego-me do sua fortu-
na. Mas vollemos ao nosso objecto, acrescenlou re-
penliiiamenle ; vou Iratar pois do capitao.
Qual .' pergunlou a mulata.
Bella icrguiita O capitn por excellencia,
anuvel Americana, o do Grgeois, o nosso, o cele-
bro, o flagelln dos mares. Sabe agora .'
Sim, senhor.
Pois bem, responda-me francamente o com a
mao sobre a consciencia. Esta praia he seu domi-
nio, c esta lerapre debaixo de sua visla. Nao he o
rapilo que | assea s vezes aqui sentimentalmente ?
Passear, sim, senhor : senlimenlaimculc, nao
sei.
Na idade em que elle esl, senhora Branca, e
com seu porte passea-se sempre sentimentalmente.
Basta ver nosso capitao para adevinhar que he um
verdadeiro conquistador. Demais todos a bordo do
Grgeois somos assim, galantes, completse irreris-
liveis. Temos lodos n cunho de Paris. Comprehen-
de-me, bella limonadeira das Anlilhas?
Quasi, lenhor.
Quero que romprebenda-me iuleiramenle ; vou
inunda-la de claridade. Quando o capitao desem-
cao de gados por toda a parte prohibe o Irabalho
barbarisa; a plantario animara o Irabalho, morali-
saria.
Senhores, lenho abusado da vossa attmcSo e paci-
encia neste artigo. Perdi. Acredito que esse as-
sumptos de que lenho tratado sao os mais graves e
importantes na quadra actual de nossa sociedade.
Acredito que pensis como eu, e qua, como ea, nao
julgareis inteiramenle perdido o lempo gasto em dis-
cusses deste genero.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
IM.nWMltl co-
ra rali i ha 2 de marco de 1855.
O correio que aqui chegou no dia 26 do finado
mez, fez-nos a peca de deixar l o sen Diario,
com a qual muila gente tem dado algum cavaco ; e,
se nao fra o dos negociantes, que Irona alguns
exemplares para o commercio, que lem andado por
indulgencias, citaramos as escuras e ignoranlea do
que lem oceurrido no largo mundo. He orna brin-
cadeira, que nao desojamos ver reproduzida ; por-
que o Sr. correio recebe os bemdilos cobres para
entregar, na primera opportunidade, os pacotes que
Ihe entregan) ; e nao he negocio muilo liquido re-
ceber paga e fazer o servico quaudo ja nao lie ne-
cessario. Eu e lodos sabemos, que Vmc. por l se
nao descuida, tanto que lemos lido aqni o Diario
viudo pelos vapores, no mesmo dia em que 'nessa
capital o leero ; porlanto, a falla he do correio, que
laz seguir um estafeta sem o Diario, conservando-o
l, para quando bouver maior porj.lo.
Temos estado, como deve suppor, ancioso por
sabermos se he exacla a noticia da lomada de Sebas-
topol, ou se o capitao inglez quiz mangar comnosco.
J hniive aqui quem consullasse uma somnmbula ;
mas aquella asseverou, que os alliaJos nao leem to-
mado aquella cidade, porque nao tem ella tinho e
abunda cm toucinho. Quanlo a mim he multo f-
til a lal razao, se he que razio se pode chamar.
Talvez o seu Diai io que boje esperamos, por mi-
sericordia do correio, nos lira da incerteza em
que nos achamos. O Meireles sustenta, que o lal
capitao dea a noticia s 4 horas da larde, pelo que,
por uma lei patria, nao tem f em juizo.
As chuvas tem continuado e o rio I'arahiba visi-
lou-noscom uma soffrivel endiente. A Ierra esla
saciada por um par do dias; mas o invern mostra
querer continuar sem grandes tregoas.
A salubridade publica vai sem alteranao ; mas as
amarellas ainda vio, uma vez por oulra, dando
com alguem por na eleruidade. Anle-honlem mor
reu no hospital militar um particular com vomib
prelo.
Estilo alvergadas no quarlel, e mrrateramenlc/
vao dando escasa do servico a uma ou oulra praf^
e o mesmo fazem na cadeia, onde vao sentenciando
sem forma de tribunal.
Emquanto eslou no artigo salubridade publica,
permitta-me, que recommende daqui ao mea affef-
roado o Dr. Candido, medico do meio balalhSo pro-
visorio, que me parece um moro de tlenlo e cui-
dadoso. Posso asseverar que ha miiilo prestavel, de-
'icado e digno de toda a consideracao. Muilo est-
marci que nenhum dos meus amigos careca de seas
bons oflicios ; mas se chegar qualquer a esse caso
extremo, mande-o chamar, o pode ficar cerlo de
que ter um disvclado assistenlc.
A tranquillidade publica contina bem ; e a se-
guranza individual nao aprsenla'mo aspecto.
A polica prosegne activa. Ha pouco chegou re-
crutado um individuo, que foi reconhecido ser um
sentenciado, que ero julho do anno passado, fez mu-
da do hospital, e anle-honlem chegou oulro que
lamhem foi reconhecido ser do laes. Que taos eram
elles, que escapes de orna alhaja, moslraram-se eom
direito a serem recrutados.
Nenhuma obra Ihuggal me consta nestes dias.
Chegaram, disse-me o Galdino, da Independen-
cia Ires criminosos, capturados ltimamente, dous
de morle e am de tentativa, que ainda divagavam.
Quasi lodos os das entram taes pecas para o hotel
Chagas ; qae resnga, zanga-se ; mas empre lhes
vai dando commodos.
Durante a noile do dia 20 de mez findo, em flan-
manguape, desabou am telheiro, qae servia de cia-
ra, e pilliuu dormindo qualro individuos ;. um dos
qaaes morreu instantaneameuta e oulros ficaram
gravemente contusos. Eis a razao porque lenho mi-
nhas clicas de morar na mesma cata em que raorou
mea bisavo. Quem me assegura qae ella em oro
mo dia demilte-se do cargo ? He misler muila cn-
tela com casa velha, cavado manhoso, homem lolo,
e nao sei mais o que.
O meu correspondeola da lerceira comarca escre-
veu-me, e da, qne por l vai Indo bem. Ji ha 6a-
bugem e coalhada, gueijo e rapaduras em aban-
il.incia, o espera-se grande pariro. Diz elle, qae o
misionario Fr. Scraphim da Galana ah se ach.i
misionando. Tem elo reparar algumas malrzes, o
com qne se promovam subscripces para esse fim.
Fezem Pianc um ceraiterio, em muilo pouco
lempo, dcixaodo promplas todas as paredes do edifi-
cio, am cruzeiro no interior e um principio de ca-
pella. A'quelle digno religioso deva o Pianc a
gloria de possuir o primeiro cemtferio da provin-
/"
barca all na cnseada de Marigol, para onde tai ?
Responda, deosa desle ajoupa I
Mas, senhor, a resposla he fcil, disse a mula-
ta ; elle vai a habilaco de Angreraont junto do mor-
ro de Cabris.
Muito bem eis ah o n do negocio !
Ah .' senhor, nao falle dos de Angremonl levia-
namenle. He uma familia estimada e respeilada ;
nao he muilo rica ; mas he lio honrada 1 Interrogas)
os moradores do quarleirjo, nenhum me desmen-
tir.
Qae mais?
Nao he bastante, senhor? Quando digo que na-
da ha, lAo excellente como elles I
Concordo ; mas essa habilaco nao eompOe-se
smente de pedras. Ha entes vivos e animados...
Ha madama de Angremonl, e a fillia.
A f i ta I c.irregueraos sobre esla tialavra : a
filha !
Um anio de bondad*, senhor.
Bravo 1
Bella como o dia.
Muilo bem Nada Ihe falta, e quanto mais
completa he, mais probabilidade ha de quo o capitao
se tenha enamorado della.
Ah! senhor, que supposieSo I Uma rapariga
educada em principios de vrlude I
' Approvo-lhe essa mancira de fallar, senhora
Branca. O capitao he um trovador, no i desmen-
tir. Sim, madamesella do Augremont he mu ^r-
tuosa ; mas tero um coracao, como todas as mu-
llieres...
O Maluino leria levado avante essas apreciarOes
pouco caritativas, se um tiro de pec,a nao tivesse viu-
do dar-lhe oulro curso aos pensamentos.
Ah mcu Dos I exelamou elle lomando o cha-
peo, c emparrando o companheiro para fra do ajou-
pa. Eia, nao lardemos mais 1 Eis aqui o escole,
bella estalajadeira, acrescenlou laucando uma pias-
tra sobre a esleir, como leria feito'um raillionario.
Agora, Yvon, corramos.
A culpa he sua, disse o joven Brcfto ; quando
Vmc. parle, nao ha mcio de faze-lo parar. Que lia- '
gun que lingaa 1
Silencio, rapaz, respeila tea mestre. Acontara
o qae acontecer !
Ferros e masmorra, eis a nossa raco para esla
norte.
Pois bem, meu discpulo, soffrereinos por cau-
sa das damas, e Ihe offereceremos nossas drc. Os
eavslloiro* nao obravam de outra maneira. Eia, par-
lamos !
Correndo sem poupar os polmoe, os dous mari-
nheiros chegaram praia no momento em que a cha-
lupa vollava da aguada, lanc,aram-se a* mar para
alcanca-la, c embarcaram-se precipitadamente.
Viva Dos I exelamou Maluino, estamos salvos 1
~ {Continuar-te-lia.)
iicniiri


2
DIARIO DE PCRMMBUjEO, SEXTA FIR' 9 DE MARQQ DE 1855.

posi r-
it a que o norte tmiilo de-
irlaoso, lem prelado ro-
e ao eslado. Tem mos-
pclo paiz, <|ue o podc-
o ni minha
provincia, o
i i issembla
a Arela, anda ni
u Irabllio a jaiil
138 enfadaos no pleno
i, nesla freguezia. Hou-
ad lotandum so-
ima qualilirarao. Jane que vamos ein
esso, e que de di ero dia temo mniM qiicm se
notaos negocios da patria. Meirelcs
irqoe, dix lie, ninguem lhe
r a primeiri cleioao ; e entao ficar elle uma
importancia eieiloral, que significa pouco mais ou
menos, haliililado para faier quanto quizer.
i cajo, lenho por miro o cotlegio desla
I, o (alvtl pona rranjarrigum amigo.
Diz o CnmiHtreial de U4 do passado, que, em uma
aquella uoiles, uma mullier soflrera unas junca-
Ja palrulha rondante na ladeira'das Monteiras,
ir das red.imac.oen da paciente, que asseverava
Tenho procurado Tarificar csse (co, e
r de dever lar sido as projimidades do Meirc-
les, nada lenho podido saber.
i Ilustre R.loo foi engaado, entilo houve
i na polica. Suppoz, sem duvida, que
A" noite lodos os galos sao pardos, lie
m, eonfessar, que o lal qui pro quo lie
elhanle ao de boticario. Ningucm cerla-
oU.que lhe calquen) a pelle. Consta-me,
duvida, recemmendacoes leem ido feitas as
palmillas.
) Sr, Dr. chefe de policia anda se nllo dignou
adera minha lembranra da dssolurao das as-
deas dan pr*linhos. S. S. conheccr, que-dcllas
cera maltes pequeos males, que, reunidos, po-
sa fazer um grande. Crcio que os seohores agra-
nu muilo a S. S. uma tal medida.
* Ingleses, aperar dos Irabalhos em que andam
pela Crimea, uSo se esqueceram de mandar-nos ba-
io para u quaresma. Se nao soubessemos, que
o rauto religiosos ero lodos os cultos, muilo
iecidos Ihes deviamos fiear pela atlencflo, pois u
hilo escasso, e a carne, apezar da mcia
na, heredada em certas das, o nem por isso
lo m lilo apetitosa. Nao sei se foi Ganganc-
se,qae, se os Ingleses nao andassem di-
i aei em qae negocios, elle dispensara a
i*to cortamente foi no lempo em que as
nicas eram contiendas tomo ilhas do ba-
calho, ou consa nm pouco semclliantc ; boje ISico-
too, que ha pipa, e papao l pelas Bnssias, pouco a-
t em dispensar os dnas quiresmas de suas
ovelbas.
Que farilimo meio de faier a guerra !
rels ten: nndado scismando,e creio que levnu
ana academia em nm annuncio, no qaal
le na Inilalerra se oflerece um premio a quem
descubrir um substituto aos trapos na factura' do pa-
pel. He inconiprehcnsvel, diz elle, a nao ser, que
os Ingle*** actualmente iudem .4do innocente.
le ha pouco, coulioa.o papel era tanlo,e 13o ba-
rato, querelle se acommodavam largamente muilas
sandice, ilisparates.paradoxos, mentiras, calumnias.
vqjhaeariai, ladroeiras e quanto qneriam os mos,
vetearos ou tolos, sem que nunca vesse a faltar ;
porque raiao hoje, senio lem diminnido a factura
dos trapos, nao sio elles sufilcienlcs 40 consumo ? O
bdm hornera perde a bola, se nao encontrar uma ra-
no plansiv
j creio que eia falla nasce do ilerramamenlo da?
luzes; c urc ratao de mcuconhecimento iz, que das
eleirei. Veremos o que decide a academia do Mei-
reles.
'. que na Baha so esiao fazendo preces
oabamcnlo dj guerra do Oriente ; e he pro-
vavci, que muito breve iislenhamos tambera de fa-
ze-l-
im que o resultado das do Drasl nao sera
muilo em'favor dos sitiados. u, que sou chrslao
vclho, e 1 pela cartith* vclha antiga, tenho, as mi
preces, de fazer a clausula nao nleiramenle
pela forma leiubrada por Vctor Hugo.
No dia 19 i|ra|o para Liverpool a barca ingleza
Melior, com 12,500 arrobas de assucar mascavado,
abas .! 10 libras de algodao. O parlo cs-
'.iialiaenlc lmpo.
raram de 1i 25 do passadol,1G0 suecas de al-
', cujo prero variou de 4G00 .1 j&OOO. O as-
branco do ,'5000 a 2000; o mascavado de
1 a 1W6; e o couroj (de boi ou vacca,) a 100
por libra.
1 (indar fazer uma snpplica a mu-
Tende a bondade, perdoai
ra da Arca, estrada do Car-
roa do Fogo.aop do quartel, a ra das
Violas, h da bica do Grvala,
a do Portinho, c lideira do Sa-
llquer deltas, certameuic veris ahys-
rs a tragar, com o devidorespailo, seis
corporac os como vos. Altendei bera, que cada uma
icavacoea, buracos, barrocas c fendas, he
uma bocea maldizele contra vossa honra, e, o que
ipudo tragar toda a glora, que vos ha
rallar de vosso pacifico qoatrienuio. Altendei,
Ilustre, que najsos calos, ps, e pernas,
mira ve por perdas e daiunos, e muso
corpreo, bem diz os malsins, que vos incom-
modam da mesma forma, que o snslo de uma que-
br de equilibrio o traz em torturas noile. Com
todo o respeilo espejo ser atlcndido.
Nada mais ha que inereca menrao.
Sade e qoanlo cubica lhe desejo, sem prejuizo
meu.
N. B. Nesle mmenle chega o correio, c nada de
Diario, Iraiendo a malateroenlo meia duzia de
cartinhas. Viva o coneio c. os melhorameuloa ma-
leriaes.
arr
ah
mt
ASSEWBLEA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL.
Sesaao' rdlnarU em 7 de ureo de 1855.
enca do Sr. Baro de Camaragibe.
(Concltis&o.)
ORDEM DO DIA.
'lifcusno das postaras da cmara municipal
de Uaraolinns.
u Arl. 1." Todas as pessoas que creareiu cabruin
lium dentro dtsla villa, e povoaces da mesma,
as lerSo de noile encerradas, sob pena de pagarcm
os conlravenlorcs por cada urna cabera JOOO rs., c
soffrerao qualro das de prsao pela primeira vez, c
ua reincidencia o duplo, o
loa votos he approvado :
a Arl. 'i. Todos os criadores do gado vaceum e ca-
vallar deverio ferra-los no lado esquerdo com a
marca designada da l'reguczia ou do orago, aloi do
ferro do seu dono coslumado.
Poslo votes he reueliado :
Arl. 3. Pica designado freguezja de Garanliuns
lellra (>.
I'reguezia de Papacara lellra P.
uezia de Aguas-Bellas lellra A.
I'reguezia do Pulque Ultra B.
Julga-se prejudicado :
rl. i. Toda e qualquer pessoa quo condu/.ir
animaos, gado vaceum e cavsllar, para vender Irai
uma guia da autoridade policial, ou de oulra qual-
quer, anda mesmu de ofTiciai do guarda nacional, c
e na falla desle do dono vendedor do animaes.decla-
.lagar da fazenda, a que termo per-
lence.quanlosa.Vimaes, gado, ou eavallar, machos ou
femeas ; qs compradores qae couduzirenr gado, ani-
miPi cavallaree, quo n.lo Irouierciu as guias referi-
das, pagarao por cada uma cebera 100 rs., ficando
os inimaes em deposito al que aprsenle a guia da
autoridade ou do vendedor.
\ ai m mesa a wcuinle emenda :
Suppafcnam so no 2. periodo as palavras que
roudourem al cavellares.Metra.
P01I0 votos >trligo, he regeitado, (lcando pre-
jiidicada a emenda.
Osaris. 5, 0 o 7 sao 'lambcm jnlgados prajudica-
dos, sendo a sua materia o aeguinle :
Arl. 3. Os inimaes gado vaceum e cavnllar,
que liverem o ferro de seus dnnns, c a marra desig-
nada no art. I." nao poderSo ser arrematados em has-
ta publica valo que seos domine actiam dentro dos
limites da Ma freguezia.
Art. 6. A freguezia que de ora em dianlo
for creada nesle comarca, fica a cmara aulerisada
para designar a marca do art. 1.
Art. 7. Todas as pessoas que rriarcm cahrum e
ovellium dentro desla villa, e povouefies da mesma.
as lerie de noile encerradas, sob pena de pagarcm os
Mlraventares po cada uma cabera 29000 rs., e sof-
frerao qualro das do prisao, riso tndo com que pa-
gue pela primeira vez, c na reincidencia o duplo.
k Pajada rimara maniipal de Garanliuns em
estraordinaril de 19 de fevereiro de 1852.
Entrmeme.) discus-ao ps eginlesartigosde
postores da mesma cmara, temi julgados prejudi-
cados os iris. 1, a, 3 e *, | sendo approvadoi sem
dbale ot 5,6 7.
Arl. 1. Todos os criadoras di gado vaceum c
avallar dnverao ferrar na parle esqnerda com a
marca da freguezia, alm de ferro de seus dnnos.
Arl. 2. A freguezia de Garanhuns com a lel-
'ra (1 ; freguezia de Papacaca com a lellra P ; fre-
guezia do Aguas-Helias com lellra A ; freguezia do
Buique com a lellra B.
Art. 3. Toda e qnalquer pessoa que conduzir
gado vaceum e eavallar para vender, dever levar
uma guia da auloridade policial!' ainda mesmo do
inspector 011 qualquer oflcial da guarda nacional,
em falta dcsles, do dono vendedor, declarando o nu-
mero de rezes, ou animal eavallar, machse femeas,
a cor, o nome da fazenda, do dono, e a lellra da fre-
guezia ; sob pena de pagar por cada cabeca 1.-000 rs.
ua reincidencia 25000 rs., os compradores que nao
Iromerem as guias. ..
a Arl. 4. O animal eavallar ou vaceum quepo achar
ferrado com a marca designada de qualquer fregue-
zia nao poder ser apprehendido como bens do even-
to sem quo prmeiro nao sejaannunciado por edilaes
do qualquer auloridade do termo ou freguezia,qae a
sua noticia chegar no esparo de 00 das da dala em
que for publicado o edilal.
o Arl. 5. Os camnhos, estradas, Iravessss, que
nao forem rocadas nos mezes de agosto al setembro
do cada auno pelos proprclarios, foreiros, rendeiros
e moradores que os visinharem ; pagarao 5JO00 rs.
de mulla, e na reincidencia 10>000 rs., ou soffrerao
6 dias do prisao e ser aberla a cusa dos rftesmos.
a Arl. 6. Todas as pessoas que criarem cabrum
ou ovellium dentro desla villa ou povoaces da mes-
ma as deverao ler do noile encerradas, sob pena de
pagar os contraventores porcada uma cabeca 25000
rs., e soffrerao qualro dias de prsao, e na reinciden-
cia ser ao morios a chucos.
a Arl. 7. Fica prohibida a crcaeiio de porcos sol-
los dentro dcsta villa, c povoao,ao da mesma e em
qualquer lugar que damnifique 011 empeste as aguas
scrao morios a churus pelo fiscal e arrematados em
hasta publica, sendo entregue o produelo a seus do-
nos, depois de (iradas as despegas.
Paco da cmara municipal da villa de Gara-
nhuns, em sessao ordinaria de 12 de Janeiro de
1853.
Enlram em 2." discussao, e san approvados sem
debteos seguintes artigos do posturas da cmara do
Brejo:
Nenlium fazendeiro de gado varcam, ovclhum,
cabrum c suiuo, poder criar scmelhante genero em
terrenos aproximados a cultura de lavouras ;sob pe-
na de pagar para a cmara 83000 res alera do pre-
juizo causado, c na reincidencia o duplo.
Ningucm poder conservar na varzea desla villa
animaes cavallares, quer sultos, quer pendas; sob pe-
na de pagar pela primeira voz 320 res, e na reinci-
dencia 640 reis para acamara: ficando livre o po-
derem tirar a agua precisa para lavagem da roupa, e
dos mesmos animaos na distancia dedez bracas.
Ninguem poder lavar roupa no olho d'agua do
Pind, de que fazem uso os habitantes desla villa e
sob a mesma penaamarcada em o artigo antecedente,
e Oj conductores de gneros para as feiras do dia
de sabbado ou de qualquer oulro dia, logo que depo-
zerem as cargas farao conduzir os .inimaes para onde
hem Ihes parecer, com tanto que nSo fiquem disper-
sos pela varzea, orno he agora ; soffreodo o infrac-
tor as penas do artigo antecedente.
Todo o proprielario que nao fizer rosar as estra-
das do transito publico, assira como as Iravessas, dan-
do a estas a um leito de 20 palmos, e a aquellas 30,
arrasando as barreiras ingremes ; arrancando as pe-
dras que impedirem o dilo transito ; pagar para as
despezas da ranura a mulla de 89000 res, assim co-
mo ao fiscal as despezas que fizer com as mesmas no
caso de contumacia.
Os matadores de gado noarougucdesla villa, nSo
o poderao fazer sem assistencia do fiscal, para exami-
nar se a rez est cansada ou aperreada : o infrelo1"
soflrera a multa de IO3OOO reis para as despezas da
cmara ; porem se depois de mora a rez conhecer o
fiscal quo a rez esl cansada, alem da dita mulla seu
respectivo dono a far enterrar a sua cusa.
Nenhum laberneiro ter a porta de sua venda a-
berla das 9 horas da noile por diante, c nem con-
sentir* em ditas portas adjunto de genle especial-
mente de escravos, sob pena de pagar pela primei-
ra vez para as despezas da cmara 2JO00 reis, e na
reincidencia o duplo.
Puco da cmara municipal da villa do Brejo, em
sesso ordinaria de 19 de fevereiro de 1851.
Enlram em2.' discussao e sao approvados sem de-
bate os artigos 2. 3. 6. 8. e 9., sendo regeita-
do o 4. e prejudicados o 5. e 7. das seguintes pos-
tura^ tambem do Brejo,
Art. 1. Ficam contempladas como Ierras do criar
toda a sorlc do animaes, Aldeia Velha. Arara, Jaca-
rarasinho, Cajazcirae todaaribeira de Cipibaribo, in-
clusive Santa Anna, Sania Cruz, Espirito Santo e a
barra da Taboca, e dalii Santa Mara, Palos, Tirapi,
Couro-Danlas, Salgado, Chamba, Salgadinho, Cara-
pols, Riacho-Doce, Craiheira, Poros, Fazenda-No-
va, Fazenda-Velha e Poc4o-SaIobro ale a fazenda Pi-
lombeira ; os animaes declarados nesla postura s3o
do genero vaceum, eavallar o miudo exepto no Ria-
cho Tabocas, desde Pilombeira at as Fumas.
Art. 2 Ficam contempladas como trras de plan-
taroes desde a dita fazenda Pilombeira*. as do Por-
firio, Piaca, Serra do Vento, Fazenda-Nova at n
barra do riacho Taboca na proximidade de Sania
Mara, Sania Roza, Cabniba, Varzea-drande, Jure-
ma, Olho d'agua do Pascoal.
Art. 3. Se alguma rqz s ou em. magote fugir das
Ierras de crear para as de plantar, o dono dcslas fa-
ri avisar o proprielario afim de as retirar, e islo por
tres vezes ; ficando o mesmo dono sugeilo a malta de
25OOO res por cabeca para as despezas da cmara.
Arl. 4. Se o estrago da lavoara for feilo por gado
suino, poder a parle prejudicada, depois de tomar
duas le.-lemunhas, qne presenelenfr mencionado es-
Irago, mala-lo e rnanda-lo matar sem a menor res-
ponsabilidadc, avisando ao dono para o mandar apro-
veilar.
Arl. 5. Todas as pessoas, qae conduzirem cargas
para a feira serio ohrigadasa retiraros animaes pan
logares, que bem Ihcsconvier, afim do nao infeccio-
naren) com suasimmundiciei, o terreno da varzea,
donde se exlrahe a agua para o uso domestico; o
mirador soflrcr pela primeira vez a mulla de 1
rs. para as despezas da cmara, e na reincidencia o
duplo.
Arl. fi. Toda a pessoa que for adiada dando agua
i auimacs, la.vando-os denlro da varzea referida no
arlgo antecedenle, cujas extremas sao as casas em
que morara Maneel de Mello e Albuquerque, J0S0
Marinho Falcflo, Francisco Jos dos Sanios, Ellas
Francisco Bastos, soflrera pela primeira vez a malla
de 3O0 reis, o na reincidencia o duplo para as des-
pezas da cmara.
Arl. 7. Toda a pessoa, que for echada lavando
roupa ou animaos, ou si mesmo no olho d'agua do
Pingo, donde se exlrahe agua poivel, soflrera a
malta de 040 res pela primeira vez, e na reinciden-
cia o duplo para as despezas da cmara,
Arl. 8. A pessoa que desobedecer ao fiscal na im-
pOMCjIo da multa, quer das posturas j xislentes,
quer deslas, ou maltrala-lo com palavras injuriosas,
alem da desobediencia pela qual responder cmjuizo,
pagar a multa de 29OOO reis, e oa reincidencia o
duplo para a despeza da cmara.
Arl. 9. Nenhum marchante poder llhar a carne
verde senfio t horas depois que a rez for mora ; o
infraclor ser multado pela primeira vez na qnanlia
de 25OOO reis, para as despezas da cmara, c na re-
incidonria o duplo.
Paco da cmara municipal da villa do Brejo, em
Misto ordinaria de 7 do fevereiro de 1852,
Entrara cm segunda discussao a seguinles pos-
turas da cmara de Cimbres:
Acamara municipal da villa do Cimbres, lo-
mando na devida consideraran a represenlarao, que
lhe lem dirigido os agricultores da freguezia de Nos-
si Senhoradas Moulaiihas, c desojando providenciar
sobro o melhoramenlo de seu termo, suhmellc a ap-
provacSo da assembla provincial legislativa as se-
guinles posturas : t""W x
< ArL 1. Nao so poder crear gado cabrum e ove-
llium na freguezia de Nossa Senhori ds Monlanhas
sem pastores; visto o terreno ser mais proprio de
planlaros, c a r\porieticja ter mostrado que de na-
da valem as cercas Dar laes animaes, o que he de
grande prjimo para agricultura.
a Arl. 2. Naquelles lugares por*Dni. em que nao
houvcreni plaales, serao dispensos os'puforcs;
sendo os madores obrigados a mandar paslornr ditos
animaes, logo quo passem a envadir a prepriedado
alheia e I ofbBdaf as lavouras de seus visinhos.
Arl. 3. Os infractores, sendo avisados primeira
e aegund 1 vez, suffrerHo a pena de serom moras as
cabras e ovclhas qae se enronlnrem denlro dos ro-
endos cercados, constando nao lerem dado as provi-
dencias exigidas nos artigos I,* e2."
Art. *. Os rendeirosdo patrimonio desla cma-
ra seras obrigados a conservar as extremas do sua
divisan cora as oulras propriedades com cercas, con-
correndo para a factura de dilas cercas os criadores
dos sitios adjaccnles.
Arl. 5. Os infractores, sendo rendeiros, soflVe-
rto a mulla de 45, c o duplo na reincidencia; e sen-
do das propriedades limilrophes, alm de pagarem
o prejuizo causado pela seu gado, soffrerao a mes-
ma murta de 19, eo doplo na reincidencia.
Arl. fi. Nenhum proprielario poder ter inaior
numero de gado vaceum, do que aquello que corres-
ponder a capacidade de suas Ierra*, devendo cada
cabeca grande 011 pequea oceupar o esparo de tres
brajas de dilas Ierras era largura e meia legua de
fundo; naquelles sitios porem, cm que nao houve-
rem fundos sufficienles para este calculo, dar-se-ha
na largura o numero necessario de brajas, que com
seus competentes fundos prefaram dita extensan.
Arl. 7. Aquelles propriclarios porem que nao
criarem, podem conceder a quem Ihes convier que
criem, conservando as proporces exaradas no arti-
go (>.
Arl. 8. Os infractores pagaro a mulla de 29 e
o duplo na reincidencia por cada eabeca, que exce-
der do numero marcado no arligo 6.
a Paro da cmara municipal da villa de Cimbres
em Pcsqneira, era maio ordinaria do 14 de Janeiro
de 1851.
* A commissao cncarregada de apresentar o pare-
cer sobro a representarao de alguns agricultores des-
le municipio, julga conveniente subnietter a consi-
derarlo da cmara as seguintes posturas :
A cmara municipal da villa de Cimbres cm
Pcsqueira e seu termo, lia por bcra publicar a se-
guinte le municipal.
a Arl. 1. He prohibido da publicaro desli lei
cm dimite, criar gado ovclhum e cabrum nos sitios c
propriedades, cujas Ierras lorem proprias para as
plantarcsde caimas, caf, algodao,mandioca, milhn,
feijao c quaesquer oulras plantas de utilidade e in-
teresse publico e particular ; excepluam-sc :
1, As cahecciras do Ipojuca, pegando do Es-
merio para rima.
a 2. Aribeira do Papngalo, em cujos lugares as
planlarocs ficarem de duas leguas do distancia poa-
co mais ou menos, dos sitios de criar.
a 3. Aquellas propriedades, que ou nao admil-
lircm mais planlajocs de qualidade alguma, c forem
a distancia do que trata o 2 de quaesquer lavouras
ou que seus legtimos donos, consenhores e seus pro-
curadores nellas criarem em cerrado ou com pastor.
I 4. A ribeira do Riacho do Mel, du Olho d'A-
gua para cima e a do Panema. *
a 5. As propiedades que pelas posr,oes em que
se acharem collocadas, c contarem moradores na dis-
tancia de que trata o 2, seus legilimos donos, con-
senhores oa procuradores, einhora planten), quize-
rem, e Ihes aproaver dita criarlo.
Art. 2. Os infractores ficam sujeilos a mulla de
29. que ser applicada em favor das despezas da c-
mara, c o duplo na reincidencia, alm da iodeuini-
saeao do damno causado pola criaran, segundo as
regras do direito.
Arl. 3. Ficam prohibidas as cacadas sobre qual-
quer prelexto dentro das propriedades, qurr publi-
cas, qur particulares, sera previa licenra dos senho-
res, consenhores ou seus procuradores.
a Arl. 4. lie vedado a qualquer criador de gados,
assim vaceum como eavallar, o refrigerar os mesmos
cm Ierras da serra de Cimbres, com grave prejuizo
dos plantadores, qur seja as Ierras do patrimonio'
qur da aldeia; exceptuam-se:
1. Os proprios foreiros que liverem cavallos e
paslai em estes denlro do terreno de sua propria ren-
da,encerrado 00 arqarrado, de maneira que nao prc-
judique as plantarles alheias.
g 2. Os quc_ residirem das Inlous e Cachoeiri-
uha para cima. *
Arl. 5. Os infractores serao sujeilos a mulla de
5, que ser applicada para as despezas da cmara,
o duplo na reincidencia, alm do pagar a deslruiro
causada as lavouras alheias, segundo determinara
as Icis do paiz.
a Arl. 6. Os plantadores serao obrigados a cercar
as suas lavouras, afim de que os criadores e donos
de gado vaceum, nao soffram as deslruicfies que at
hoje lera soffrido, devendo as cercas ler oilo palmos
de altura pelo menos, e com estacas de cinco em
cinco palmos, devendo do varao do chao nao ter a
forquilha mais de calmo, o contraventor soflrera a
pena de 49, e o duplo na reincidencia, assim como
perder o direito de reclamar, por qualquer destrui-
rlo oa damno causado pelos gados em suas lavouras,
fazendo effectivo, segundo as leis em vigor, o pre-
juizo que causar aos criadores, no caso de nao le-
rem suas cercas na forma cima eslabelecida.
a Arl. 7. Ficam derrogadas quaesquer disposiroes
em contrario.
Paco da cmara municipal da villa de Cimbres
em sessao ordinaria do 10 de Janeiro de 1853.
Sera que algura Sr. depulado lomaste a palavra,
forain approvados os arts. 1., 2., 3., 4., 5. re-
geilados o 6." e prejudicadoso 7. c 8. da primeira
parle e approvados lodos os da segunda parle.
Passa-se a segunda discussjo das seguinles:
1 Posturas da cmara municipal da villa deOuri.
cury:
BjArl. i. Ficam designados para a agricultura
lodos os sitios da l.cirada SerraAraripecom uma le-
gua para o lado do seriao,inclusive a tierra do Igna-
cio, que se limitar at ao pe da mesma, e mais os
sitios Passagem Rasa, Carahv has, Catle c os mais
i|u; huuverem para o lado do Araripe : todos os mais
lugares do municipio ficam desliuados para acria-
rao de gados vaceum e eavallar e oulras criares do
coslume.
Art. 2. Ningucm poder ler gados sollos, ou
oulros quaesquer animaes nos sitios destinados para
agricultura debaixodo prelexto algum ; o contraven-
tor ser multado em 2)000rs., e o duplo na reinci-
dencia.
a Arl. "." Os habitantes nos sitios cima deslina-
dos para agricultura, serao obrigados a fazerem cer-
cas ao correr das estradas aonde liverem rojas, fi-
cando eslas livremenle deserabaracadas para o tran-
sito publico, mediando do ama a oulra 25 palmos ; o
contraventor n3o lora direito do cobrar prejuizo al-
gum resalanle por falla das referidas cercas.
a Arl. 4.o Os habitantes dos lugares destinados
par a rriacao, licam obrigados a cercaren) suas la-
vouras com cercas nleiramenle fortes como mais
lhe convier, de maneira quo nenhum cranlo por
mais pequea que seja possa entrar para destruir a
lavoura ; o contraventor alem de nao poder escurra-
car a criaeao com caes ou por oulro qualquer modo
oll'ensivo nio (era direito de exigir a destruirlo, he
obrigado ao prejuizo que resultar de qualquer exces-
so seu contra os gados.
a Arl. 5. A dispnsirao do arligo antecedente se
entender h respeito dos individuos do arl. 3, que
por falla das cercas maltrataren) 011 desencamiuha-
rem os animaes dos viajantes, os gados de ludadas
ou do ciinswvo publico devendo todava os donos
Oestes tjuvdrem lodes os mcos a seu etcince, para
que as lavouras nao sejam prejudicadas: n contra-
ventor que por falla dcsles meos dexar os seus ga-
dos deslruirem as lavouras ser multado ein 49000
N, e pagara o prejuizo causado. D
Os nrts. Ia, a>, S, I, sao approvados setn dbale.
Entra em dUcussjo o arl. 5.
O Sr, Sikino faz sentir a easa a conlradicrao da
ullima hypolhcse ao arligo referido rom a disposi-
rao de arl. o" : en) virlude disto pede a suppressao
da ullima parle do referido arl. 5 c manda a mesa a
scguiite emenda:
a Supprima-sedas palavrasdevendo (odaviaos
donosal ao fim.Silrino.
O Sr. Sleira onlende que e arligo est conve-
nientemente redigido, c insta pela sua approvarao.
Posto a votos he o arligo approvado, o regeida
a emenda.
O Sr. Presidente designa a ordemdo dia e levan-
la a sessao as 2 horas da tarde.
Wl^^m
MUTILADO
JURY DO RECITE
Da 7 de marco.
Presidencia do Sr. Dr. Me.cundre Btrnardino dos
/Icis t Stloa.
Promotor publico interino, oSr. Dr. Francisco
Gomes Velloso de Albuquerque l.ins.
Escrlctlo, Joaqun. Francisco de Paula Esleves
Clemenle.
Fcila s chamada s 11 horas da manilla acliaram-
so prsenles 35 senhores jurados.
Foi dispensado da sessao e relevado da mulla cm
queiqcorrcu, e por haver aprcsenladj atleslado de
molestia, o Sr. jurado Jos Ignacio Ferreira e
Silva.
Foram multados em mais 203 s jurados j mul-
lados nos anteriores dias de scsses, e em 109 cada
um, os seguinles senhores:
Joo Baptista de Souza Lemos.
Antonio Jos Rodrigues de Souza Jnior.
Major Filippe Duarle i'ercira.
Jos Victorino de Lemos.
l'orain sorteados di urna especial, para completar
o numero de 48 jurados, os seguintes senhores :
l.uiz Jos Niinesile Castro.
Affonso Jos de Olveira.
Porfirio da Cunta Moreira Alves.
Dr. Pedro Aulrau da Malla Albuquerque.
Antonio Goncalvesdos Sanios.
Joaquim de Souza e Mello.
Francisco Antonio Cavalcanli Cousseiro.
Dr. Prxedes Gomes de Souza Pilauga.
I>r. Mauoel Uuarte de Faria.
Antonio Gonralves Pereira l.ima.
Bernardo da Cimba Teixeira.
Manoel Gomes da Silva.
Dr. Antonio (iomes'lavares.
OSr. Dr. juz de direilo presidente do Irib1111.il
fez expedir o mandado de nolificajan, e levantou 1
sessao a ,'{ de hora depois ilc meio dia, adiando-a
para as 10 horas da manha do dia seguinle.
COMARCA DO ROMTO.
- 2 de marro.
O lempo voa, e prov desla verdade he que o
anno correle j engolio dous c passa a masticar o
lerceiro, que est no segundo da de sua existencia...
Nos dous ltimos nenhuma cousa toldou-lhe a his-
loria, porque ludo foi propicio. Para o fim de fe-
vereiro houveram algumas prisoes. Fez daqui parlir
0 delegado urnas Irinla praras de linha e guarda na-
cional para a povoarao de Capoeiras, onde se dizia
exislrem alguns criminosos de morle, e com eflcito
dnlli vieram tres, entre elles um inspector de quar-
teirao ; lodos eslao na radeia, n3o sei si rera est
/ama, qae se justifiquen). Semelhanle diligencia me
parece ler sido fela com mnilo segredo, porque o
subdelegado de Capoeiras s della sou be depois de
effecluada, segundo ouvi dizer. Os pobres soldados
andaram 1G leguas ( de ir o vir ), passaram rios
nado, etc. assim mesmo seguirn) parle dellcs no
dia inmediato para o lugar do Caranguejo prender
Manoel Ignacio, criminoso por tentativa de morle,
e aqu pronunciado. Essa priso era um pouco dif-
ficil, porquanto o sujcilo dorma no malo, e s vol-
lava em alto dia, perm, a policia assim mesmo lo.
grou-o ; mandou que a palrulha so esr.ondesse airas
da casa. Eram j 8 horas do dia e l vem o bixo
cavallo armado de bacamarle e facr, approiima-se,
olha para ura e oulro lado, e entra ; a gente qwr. la
tebat, cerca-o
Apenas se vio cercado
O meu Man Iguaeinho,
Quer desarmar um lirinho
Sobre a Iropa, que quera
Mcltrc en garde a bisarria.
Porm os soldados fallaram-lhe afoitos c o elimi-
nada rendeu-sc. Felizmente essas diligencias se ef-
fecluarain sem casos tristes.
Tem-se por c lomado algumas facas e Ons baca-
martes.
3 -
As chovas cstao rhiiveiidn,
O invern eoroecou,
Pelo que j se acabou
O medo que c se linha,
De que madama farnha
Se conserve sempre cara.
Dissc cu em uma das epstolas do anuo, que fin-
dou ; agora digo : \
As chuvns oslJo chuVendo,
Pelo quo mais se augmenlou
O medique c se linha,
Dp que madama fariuha
Se conserve sempre cara.
Sim, seiihor, me exprimo hoje assim, porque no
pensar de alguns calculislas, as chuvas lao cedo, co-
mo vieram, produzcm antea males que beneficios :
est modus in rebus, poucos plantadores lnham quei-
mido seus rorados, o presentemente nao o podem
fazer, por isso ha quem ja prophelise uma fome nes-
(as alturas, e eu concordo nm pouco com isso ; Dos
nos acuda. Ah meu amigo, creio que fariuha e
carne, como j livemos, de pataca o alqoeire e sello
a arroba nanea teremos !
Isso he que foi lempo,o de tna j funeste passava-sc
lambern I
Aquello molAo ferrugem,
A goslosa panellada,
Que de substancia nos dava,
Se comida em madrugada !
Oh bello lempo panado,
Qae bom foi o em que nasci !
1 Nao se osava cha, caf,
Esparlillios nunca eu vi!
Nao haviam pulmonares,
Nem 13o pouco as hepatijles;
Uma ou oulra indigestao,
Nunca sube o que eram iles.
Nao haviam nem quadrilhas,
Nem as laes walsas,puladas,
Nao haviam as Scholises,
Nem, como hoje, oulras raassadas.
Basta qne vou-mc adianlando muilo, o nao queru
ouvir de mira o que, se diz dos oulros velhos, que
lem a mana de reprovarem ludo quo uo he de
seu lempo.
4
Nada ainda para a sacla dos srcenos. As chuvas
coulinuam, a farnha deu honlcm a 20 patacas, o
milho a 10 e o feijao a 640 a cuia.
VARIEDADES.
A coroacSo de Tass.
Na hisiora de Ferrara s se encontra uma lem-
hranra, mas uma dessas lemhrancas que (ocam
alma, como uma inspirajao de Lamarliue e Cha-
teaubiiand.
Se a inquieta curiosidade de viajante' vos levar
a aquella pobre cidade, esquecida c perdida na Da-
lia com todas as glorias passadas, como Pompeia,
como a Grecia antiga com seus tropheos, monumen-
tos e illuslraroes, conlemplai por uma hora esse
caslello real de abobadas arruinadas, onde osderra-
dpiros raios do sol vo baler e eMinguir-se. L se
scnlou uma niullicr joven e bella, cojo orgulhoso
capricho malou a mais sublime vida.
Era urna noile, eslava ella Iriste e pensativa, jul-
gava lalvcz que o balle da vespera lhe liavia de
algum modo dcsfolhado a sua grinalds. Um homem
pallldo, de rosto emagrecido, pouco cabello e de
olhar fatigado, appareccu na porta do quarto. A
uiora eslremeceu : 1 Vos, aqu, I orquato
Eleonora respondeu o eslrangoiro, e a pala-
vra oxpirou-lhe nos labios. Eleonora 1 nao sou
mais que um proscripto ; nao vos posso florecer
riquezas, dignidades o nem poder. Para escapar a
infamia do suplicio, meu pai innocente e ludido
deixoo sua ingrata patria Eleonora, a ras sorle
roe perseguc ; um desliuo cruel me parece reser-
vado. S vs podis cnelingar miabas lacrimas,
mitigar minhas dores, e tornar -me a existencia ale-
gre e dourada I um sorriso de vossa bocea.,, nm
olhar...
Torqaalo !
Oh eu vos causo pedade, nao lio assim ? eu
cxpalriado, eu o rcbulalho da miseria c da verco-
nha, lembrar-me de vs Eleonora d'Esl, duqueza
de Ferrara; eu o pobre Torqualo Tssso, sem fami-
lia, sem asvlo, cu que nada lenho, nada, alo...
Poela, s meu irmo !
r Poela 1 sim, sou poela poder-(e-hao dar ou
ro, sampluosos banquete*, todos os prncipes da
Italia que disputara la m3o, porm glora Eleo-
nora 1 est proscripto detprezado, este refugiado de
quem chasqueara os corlezaos, pode-te dir gloria,
cercar la imagera de celebridade e da futuro. Tu
V
te ris! desgraca a quem menoscaba o genio : c era
uma palavra solemne o poderosa.
Infeliz, replicn Eleonora, precisis de re-
pouso, rclira-vos ; lemei do chamar sobre vossa
cabera a ira de Alphnnso.
E depois dirao : foi ella que vcio consolar o poe-
ta, proteger sua estrella decahida o a posleridade
agradecida lhe ergner aliares !
Pobre Torqualo I pagoa bem caro seus amores
de duqueza ; e o mais he que elle nao desronfiava
sobre tsse poni do nobre duque. Encerrado em
uma prsao, condemnado a toda sorle de privarles,
marlyr Ilustre, expcrimentnu a dor, o desprezo e
o caplivoiro. Fgido das radeia*. vagou s. morlo
de.cansnco e de fome, por essa Italia que havia de
ura dia derramar llores no seu fretro. Em vao pe-
dia nm agazalho, soccorro e pao : al os ouvidos de
sua propria familia foram sordos s Ismonlares do
poela repcllido por uma irmaa, mendigando como o
velho Homero, elle veio enlregar-se a gcnerosi lado
do opprcssor qiie lhe destinan um carrero de doudos.
A pobreza polia muilo em um corpo envelhecido
antes do lempo o moribundo. Tasso tornou-se
louco.
Como devia ser ello inleressanle sob o ferrolho
do carecreiro, ou sob a vigilancia dos guardas aquel-
lo quede suas ideas errantes e desusadas lanrav as
luzenlcs scculelhas do tlenle ; que era mais que ho-
mem cnl.lo, porque sua linguazem pareca inspira-
da Por fim a inveja se cansuu de persegui-lo.
Offertaram ao desgracado dinheiro e empregos, in-
sensvel a ludo, ludo recusou.
Chamado Roma paca gozar das honras do Iri-
umpho, all se aprescnlou. A ceremonia esl pres-
tes e Tasso, pareca ja prometlido soberba festa,
ao brilhaulismo do carro Iriumphal, s ovar/>es po-
pulares que (auto nos embriagan)...
Oh! o cantor daJerusalcm Libertada deixou
de existir na vespera do dia designado para a sua
coroacSo.Morreu do mesmo modo que havia vivi-
do, chorando e cheiode angustias.
Eleonora d'Esl e Alphonso de Ferrara desceran)
como elle ao tmulo, e consa alguma Ihes recom-
mendaria a memoria, a nao. ser a recordarlo do
poela.
Um degredado Ihes deu o que Ihes nao ptider.im
conservar a formosura, as grandezas e os altos car-
gos ; em uma palavra a immortadado por um des-
prezo, por um torfrimento, mas lal immortalidade
nao vale para elles uma corea. (Traduzido.)
Ita correspondencia est. Saude, dinheiro e o mais
que se seiue qae he saber aproveilar-se dellc rara
nao ver osrnais darem-lho melhor destino. Eu c
haslava-me somenle os 90,000 palacios adquiridos
pelos lcitos canacs, porm, creio que nunca che"
garei a possnii lao enorme qnanlia, mxime estan-
do, comu estou, com o p lao porto da rocha Tar-
peia, a respeitabilissima Sr." .S'e'ca (I) Ah Sr. com-
padre, nao sei, nao sei quando poderi dizer: libe-
ralus sum, respiran. Eslou achando lao cusloso...
Qui potes! intelllgere, inlelligat. Adcos.
Au recoir.
________fCarta particular.)
KEPARTigAO DA POLICA.
Par(e do dia 8 de marro.
Illm. e Eim. Sr.Participo a V. Exc. que, das
dflerrnles partcipares hoje receblas uerda re-
partijao, consta lerem sido presos :
Pela subdelegada da freguezia do Recite, o
pardo Francisco Pires das Chagas, por furlo, e o
porluguez Antonio Borges da Cosa Jnior, para
averiguacoes policiaes.
Pela sabdelegacia da freguezia de Sanio Antonio,
Manoel Francisco da Silva, sem declarado do mo-
tivo, e n pardo Sevcrino, escravo de Gouveia Le-
te, requerimento dcsles.
E pela subdelegada da freguezia dos Afogados, o
pardo Conrado Teixeira da Encarnaro, para averi-
guarles policiaes.
Dos guardo a V. Exc. Secretara dn policia de
Pernambuco 8 de marro de 1855.Illm. o Exm.
Sr. consclheiro Jos Bcnlo da Cunha e Fgucircdo,
presidente da prwncia.O chelo de polica /.i;
Carlos de Paita Teixlira.
MAPPA estatislico das pessoas fallecidas durante o
segundo semestre de 1854, us freguezias abaixo
indiradas, organisado d vista dos mappasremet
tidos commissao de llygiene Publica pelos res-
pediros' ligarios.
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-a. |C *.-*-. 'J
OBSEBVACO'ES.
Nosmappas remellidos Commissao de Hyglene
Publica pele vicario da fregueiia da Boa Vista, nao
len rain nao s 2 pelos, 1 parda e 1 prela encontra-
dos em diversos lugares, sem que se soubesse da Ida-
de, senao aquelles que fallecern) nos Ilospilaes de
Caridade, Lazaros e Militar, cpc,aodosque nei-
ses Ilospilaes nao sao tratados s expensas dos seus
rendimcnlos.
Na freguezia dos Afogados fallcceu tima africana
liberta com 140 anuos de idade, segundo diz o res-
pectivo vi gario, (ende reeebido lodos os Sacramentos
por achnr-sc em seu perfeilo juizo. Este he um dos
casos mais nolaveis do longevidade, e merece sor
cilado.
Sala das sesses da Commissao 6 de marro de 185.5.
Dr. Joaquim .quino /'oiiseca, prndente ila
commissao.
A ordem do da de hoje he a ronlinuacao da de] prepara o seu grande esforr.0, he dahi que partir a
honlem.e m.us a segunda discussao do projeclo n. 1 Vo que ha de despertar !i Asia. O papel do blsto-
desle anno ; segunda do de 11. 28 d) anno paMidoTmMor'larna um carador
e terceira das posturas ja approvada.iem segunda.
Publcamos hoje, em oulro lugar dcs(e Diario,
am Irccho do rclaloro npresenlado a HsemMa pro-
vincial das Alagoas pelo Exm. Sr. Dr. Antonio Coc-
ino de Sa e Alboquerque, e qae lodo versa sobro a
Igncnllura, um dos asramptoj por cerlo da maior
importancia cm nosso pai,. A, illns tUi Cr,n.lzua.
das polo dslinclo e zclnso adminslrador si*, em
quasi sua lolalidade, de inconttaUvel jusleza, segun-
do nosso pensar, e merecen) alguns momentos de al-
lencao aos lelores. S. Exc. o Sr. S e Albuquerque
tocou rom effeilo as prinripaes causas, n.is causas
mmedatas a que se acham ligados a roiina ou o a-
Irazo da nossa industria agrcola, e ndicou reme-
dios cuja efficaca he bem conhecida e apreciada nos
paizes cultos.
Folgamosde ver um presidente de provincia, com
o prestigio da autoridade, eslgmatisar o funesto e
brbaro prejazo que assoria a dea de degradaran
a idea de Irabalho manual 011 mechauico, procuran-
do combale-lo e deslrui-lo ; parllhamos finalmente
com toda a forra de uma conviccao fundada a opi-
nao de S. Exc. sobre os Bancos territoriae, pare-
cendo-nos lambern que j he lempo de proporcionar
a agricultura os beneficios do crdito, at aqni pro-
digalisados ao commercio com azafam.i ; afim deque
esle nao venda a sufTocar aquella, e pereccrem am-
bos janlamente.
LITTERATLRA.
DIARIO DE PEIWAHBICO.
Honlcm approvuu a assembla um requarimenio
do Sr. Hrandao, para que te pee,am ao governoin-
formares sobre o nmnero de csrravos que lem sid
expoliados depois da promulgaran da le provincial
n. 300.
Approvon mais: em primeira discussao, o projec-
lo qae fixa a forra policial para o futuro anno finan-
eero; cm segunda, as posturas da cmara munici-
pal de Ouricury.
(1) Morle na giria da rale' de Pars.
LiTTERATURA NACIONAL NOS ESTADOS-
UNIDOS.
(Concluso.)
II.
A originnlidade do pensamento n.lo se separa da
orgnalidade do cslylo. Par :,ue falUr sernpre cm
pureza Chamemos os grammatcos, submetlamos
ao respectivo juizo lodos os autores ; romo julgaram
provar lano melhor a sua habilidad* e competen-
cia quanto mais Tallas aponlarem, nem Radae, nem
Massllon, nem Voltare, c anda com mais jnslo ti-
tulo, nem Corneille, nem Moliere, nem la Fonlai-
ne escaparam a essas maos tenaces sem dexar uma
multidao de fragenlos que, pendurados no ledo,
servirn de lic.1 e lerror aos esltida-iles por vir...
Assim seja despedazado lodo aqnclle que escrever
como elles! Nao nos exprimamos como Pascal nem
como Montesquieu, mas como a arammatica!
Qual '? A academia franceza so esqueceu de fazer
uma.
A America nao esl cxposla a laes excessos de
icio, a scmelhanles abusos de auloridade. A seila
dos grammatcos ainda nao invado-a : verdade he
que nao he perseguida na Europa, e que ao menos
esta liberdade lem sempre prosperado garantida por
lodos os governos. Sem que se preorcupem destas
ceusaces philologcas que, por nao serem intentadas
contra si no seu proprio territorio, nem por isso
Ibes faltarao, em virlude da Inglaterra, invejosa de
excrcer, ainda alm dos mares, urna superintenden-
cia impotente sobre uma lngua emancipada que
j nao he a sua, os lilteralns se bao de lembrar que,
lilhos de uma nacao collocada entre os povos lulo-
res da huraanidade quasi no dia seguale da sua
emancipado vigorosa, podam e devera dirigir-se a
lodos para instruidos, moslraodo-lhes livre de
quaesquer obstculos a liberdade da inteligencia
humana.
A prova he sem conlradiccao a fomi) propria dos
interesses de cada dia, da discussao, da actividade.
Para se desenvolver a seu commodo, n razflo lem
necessidade de ser desembararada de (odas as exi-
gencias do rbylhrao. O espirito so serve da prosa
nessesmomentos em que cainiuha dcvagarnho pa-
ra a verdade, assim como naquelles em que, trans-
portado pelo enthusiasino, se precipita e ariasla os
oulros acc3o apaixonada : quaesquer que sejam
os transportes da expressno, a medida nao limita o
pensamento fjeT suspende o periodo ; o tupro poe-
li-.o pode agilar as palavras, mas o verso falla sem-
pre. Na origem das lilleraluras europsas, especial-
mente lilteratu,ras da antigudade, he a poesia qae
cania : os antjgos fundavam as cidades ao som da
lyra. Nunca o Americanos, ainda no meio dos mais
bellos aspectos da nalureza risonha dos estados do
Meio-dia, cu', tarara .era lomar aosGregos esle meio
demasiado phantaslico, e com ludo as suas cidades
saliera da Ierra e invadem o co mais rpidamente
do que as da Gracia. Pressurosus em viver, cha-
mando sobre os seus suores as hendaos de um Dos
severo, desviados dos delirios e das exelamaces in-
genuas, com o corpo curvado e os bracos applicados
a rudes Irabalhos, deixando aos pirres pie aban .lo-
navam a recordarlo dos cnticos da idade radia-
abrararam o que ha mais real o mais activo na lina
gua, assim como na vida: he a prova que ser ,
forra do fuluro assim como a poesia fra o encan lo
do passado.
A America est longa dos cnticos do Homero l
basla-lhe ler as suas rccordac,es luteranas a gran-
de epopa religiosa e livre do republicano Milln.
Praza aos ecos que o nosso exemplo a desvie de ten-
cas tentativas. Voltare obrigado para adornar o seu
poema, assim como dissera Boilleau, a cercar um
hroe 13o burguez quanto pagao com divindades
mylhologicas oa symbolicas, moslrou at qae ponto
a ntcnr.lo mui eslimavel de compor urna obra na-
cional pode desvairar o espirito mais judicoso.
Washington he bstanle grande, c por isso ninguem
tentar transforma-lo em hroe sobrenatural ; des-
prezou oslenlacaosem a realeza; a sua memoria se re-
cusa i apolheose ; he o homem da historia em que
a propria simplicidade o distingue entre lodos os
oulros como um sabio arrimado 1 uma espada nua.
N3o convera moldura-lo em versos com uma chica-
ra de cha na mao: s o romance ncolhera eslas
particularidades.
Nenhum puiz he mais rico cm romancistas do que
a Inglaterra; Defoe,' Kichardson, Fieldng, Sterne,
Goldsmilh, Wallcr Scoll, sem contar Dickcns e
Thackeray, olTerecem preciosos modelas ; mas com
ludo resta inuila cpuia que fazer. O romance re-
eolhe tudoo que nao pode adiar lugar nem na epo
|>ea nem na historia; participa mais ou menos dcsles
dous gneros, segundo o gos(o e telena* do autor;
nada lhe he eslranho, ludo convm-llie; o o que
o torna incsgolavel.he que, longedese limitar 10 cs-
tudo do passado, gosla s mais das vezes de repro-
duzir a variedade lao movel do presente; s o futuro
lhe he interdicto, us na as regies imaginarias em
que a phanlasia se coin,iraz. Especialmente releva
que os romancistas americanos eviten copiar ou mi-
lar servilmente os escrptores Inglezcs ou Francezcs
ruja maneira mais admiram. Cumpre que se nao
haliituera a tomar as mas personagens em Franca,
na Alleinauha, nem (ao pouco na Inglaterra, salvo
com a cond(ao de enlloca-los sobre o sacando plano
n'um assuraplo americano. O supplemento natural
da historia para todas as particularidades que fazem
profundamente cunhecer a vida dos povos por meio
da vidadoi individuos, lio o romance; portante cada
autor se deve applicar a analysar a sociedade cujos^
segrados lodos melhor conhece, islo he aquella em
que viven : as raras leulalivas que tiveram bons re-
sultados fura desle crculo s3o um exemplo peigoso
cuja altraccao he necessario que se resista. Em
fim, at o presente isto tem sido comprehendido.
Cooper souhe quasi icmpre encerrar-se as scenis da
patria, nao he sabir della o pintar a vida no mar,
e dahi vem especialmente a fama e o mrito das
nas obras. Nislo est de tal sorte a verdndcira fon-
le do Iriumpio, qacMad. Beochcr Stewg nao ee dei-
xou desanimar pelos dous livros de M. M.' de Beau-
mout c HildrelU; senda que uma mullier, ama Ame-
ricana, agitasse mais indignadlo c piedade pelas suas
lacrimas do que um cslrangeiro fjclmcnto suspelo
de parcialidade ou de cecuera, c do que um phlo-
sopho, invocaudo o odio em nome da raio; dirigi-
se aos meninos e s mulhercsna viva pffiuio de uma
dor de que soffrera por lano lempo, i da Franca
uma voz de mullier Ilustre respondeu llie, alienro-
audo-a. Nunca sera possivel di/ei ein aluma na-
dlo: cis o ultimo romance. C uno rece aria alguem
ver escolar-se esta mina Iliteraria nos Estados-rui-
dos onde os horaens aflluem do (odas as paragens do
mundo, onde se accomulam ai aventuras, onde vao
dar todos os esforros, ondo o homem recomer tres
ou qualro vezes a orluna c ,1 vida em cundir..
leiwmente ililferenlcs, onde as cidades (rescein em
menos lempo do que as arvnres, onde a sol:
povoa lodos os dias, onde o observador pode cm um
anno contemplar quasi lodos os aspectos diversos da
nalureza, da huraanidade e de Dos.
Para a historia, lodos os elementos uovos ah se
accuraulam com rapidez : he ahi qae a humanidad*
novo; a soa I no fnluro se
exalta villa desle jugo quebrado !3o depressa, c da
marcha feliz desees milhOes de homens que s laea
por prolecrao a sua liberdade, M. de Torqueville
recita que os historiadores demcratas nao suhmel-
tam os povos a uma providencia inflexivel 011 a uma
especie de falalidade cega. Conservando intactos os
direilos da liberdade, o homem escapa a esles dous
poderes igualmente funestos. Por oulro lado, se al-
guns adopiavam eslas duulriuas, oulros alaciriam-
nas mmciliatamenle, e a verdade esl corla de en-
ronlrar un dia o triiimphn no proprio explendor da
sua luz. O vardadeiro principio histrico, he Ame-
rica que o (levemos: ella o inlroduzio fez conhecer
ao declarar os direilos do homem. At *nl*>, a
nica personagera histrica eia o rei; s se conlavam
de alguma sorle os subditos segundo tinham comba-
tido pro ou contra a sua autoridad* soberana. Heos
e o rei, Dos lal como o represenlava o re, e o re,
tal como era preciso mostra-lo para aasegurar-lhe a
immortalidade, eis o thema entre nos ; o reinado do
monarcha se compunha de uma seri* de aels maii ou
menos bellos, dos quites cada am era urna prova es-
pecial da prolecrao celeste, e a historia s linha por
coslume cnsinar a abenr.oar os soberanos que lodos,
em exceprao lnham ceirtribuido para a gloria da
I ranr,a : s o povo, operario de lodas as horas, des-
apparecia da obra. A era nova em Franca fulminou
eslas prelenroes caducas: Mieheiet, Qoiuel, Louis-
Bltnc, naisuas generosas rcivindiearftei, icedem
liildrelh e Bancrefl.
Desde algum lempo, a philosophia moral e religi-
osa ha feilo notaveis progresios nos Estados Unidos.
Abracando com ardor a pralica, quasi que se ni
oceupa das especulares que seduzem oi-espritos
sdenlos do icienria pura; se esteno1, e va ganlian-
do lerreuo, ein vez de painr cima do mundo ;
busca uma applicacaoquolidiana.em vez de recla-
mar somenle longas e profundas meditarles. Quer
que os serviros se reconhecam por um bera es-
lar material maior, por um melhoramenlo moral,
por scnlimenlos mais benvolos: Para ella nlo lis
bailante que o pensamento fac mais esforc* afim
de chegar verdade ; exige actos, e, sobre esle pon-
to, (cm urna superioridade inconlestavel. Na reali-
dade, he o ado queconslitue a medida exterior mais
secura c mais commum da inlencao. Se um ho-
rnera me faz mal, querendo-me bem, he quasi iuc-
vitavel que eu supponha a sua vonlade conforme ao
resultado. Em Franca, o miior defeito he nao ler a
raloncao lirmec a forra invecivel do dever.
nos subtraliimos acrao.nao vemo-la que nos segu
e os vai sorprender ; a palavra lem 15o grande a(-
tr.iclivo para nos, que ap-zar de lautas licOes, lis-
corremos ainda sera cuidar que infallivelmenle o
fuluro (ornara conla das doulrinas.
A philosophia moral, cm uma confederacio era
que um culto nao he protegido, era que a lei nao
veda a ninguem assumpto algum, prepara ja os c-
dadaospara a eloqtiencia ; a poltica os arrasta para
esla esphera. Como a eleicao n3o s nomeia as dnas
assemblas do con-resso e os delegados que escolhem
o presdcnle, mas ainda intervero para uma parle
consideravel no gnvernode cada estado, ludo depen-
de da palavra, eo inleresse de cida uro loma ne-
ccisaria ceda liabilidade que aproveila a todos. Por
oulro lado, he mui evidente qua 03 paizes verdadei-
ramenle democrticos, onde a nslruocao, presenls
de lodos os lados, nao dexa espidi ilgum sem
cultura primaria, offorccem is mclhore* condires
ao dcscnvolvimenlo da eloquenr.ia. O homem pre-
parado o animado pelo primeira ensino, descobri-
ra era si proprio ou revelar aos oulros os germen*
de um tlenlo quo um esforro perseverante e asec-
casiOes multiplicadas nao tardarlo a fecundar, a nu-
trir ; e por outro lado, ja sa vai aproximando o dia
ein que as grandes questoes quo acilam a Europa
bao de interessar a America a ipaixonar os seus ora-
dores.
Mas, no fuluro Iliterario reservado aos E
luidos, com as suas preoccupacOcs praticas, ser a
poesa dcsuada a perecer ? Nao, cerlirnente ; ha-
vendo resignacao, a esperan;* ainda dos parece
rica.
Uatauilo lempo a ausencia da epopea ha sido
''" dj rn*n na Furopa, onde denlro|era pouco se re-
clamara 1 rersessa na posse difinitiva da sua bcran-
ra : se ella se refu^iou no meio dos Cherokees, ah
vive mui obs.-ura e I3j desconhocida quo noticia al-
guma a seu respeito u3o I1.1 chegado ao nosso conhe-
cimenlo. Se est dormindo, releva qae ninguem a
accorde ; se um longo cnlorpocimenlo devt coodu-
zi-la a morle, respeilernos lhe o lethargo ; e,
gum dos compatriotas do Edgar Poe magnetsou-a,
nlio .1 tiremos desle somno bemfeilor que o imped
ao mesmo lempo de viver e raorrer oflicialmentr.
O maravilhoso se vai cnlranbauJo lodos os di.i
nuvens, e mal a Ierra ainda o perebe, fugindo para
a la alm de escapar aos seas liis demasiado exi-
gentes, assim como o aeronauta lullandez que, dahi,
drenla as persegu^es doi seus ere lores. Para
consolar deoses e demonios perdidos, resta-nos a
poesia da nalureza e do homem. A poesa descrip-
tiva de um lado, e do oulro a poesia lyrica e dram-
tica, eis o que guardamos dos Estados Unidos.
Se os jardins, se oslres reinos inspiraran) 1 Delil-
|c versas que os seus contemporneos reciberatn
com uma admirarao candida, a variedade infinita
das scenas que ao principio aprescnlava a nalureza
selvagem e os aspectos novot que receben to
dias, transformada pela rudo vonlade do i^^^H
sDo'um assumpto mui vasto, que atlrabe a i:
narao mais insaciavel. Leia-s* a narraro que o
historiador apaixonado dos passarinhos, An :
nos faz da sua maravilhosa viagem rcalisa la no <
com a sua familia, c diga-se se as bellezas espen,
das e severas, sempre imprevistas, que sesuccede-
ram debaixo dos seus olhos fascinado* dorante du-
zcnlas militas, e cuja cor c forna se manifesl
vivamente as suas recordarles, nio sao dignas de
am poema.
Sem duvida, no seculoXIX, o homem he 1
disposlo ao enthusiastjo : ja nao para dia.itc da oa-
lurcza como os antigos, pressurosos em adorar o que
nao conheciam, e explicar cada'polenri.i
por uma iliviudadc que se subtrahe aos'ollios
ser necessario, assim como pretende M. de Toe
v lie, que aos olhos delirantes do poda, o un
seja pascado de entes sobrenaluracs, ou que pai
flammar-lhe a usnaran e fa/.er sobresahir-lhe a
melancola, a extrema riqueza embala com a extre-
ma mizera ?
Curioso espectculo Entre os antigos que, fonin
os uovos, lodos os poetes erara inclinados para apai-
sado: cantevam o berro, a idade da ouro; felisa* do
prsenle, paroriam querer aforraosca-la ainda, en-
contrando as lradicr.oes obscuras a existencia me-
lhor dos primeiros das ; queran) vollar margrm
que acabavam de dcixar, em vez de galibar o alio
marepncurar a oulra margen). O futuro os ssus-
tava, como velhos ; allrahi as goratfies vigorosa
Estados-Luidos que, em vez de se curvaren,
esta nalureza alternativamente grandiosae ene
dora, atacam-a eaccomodam a lodas *s neerfetdadr-t.
Mas nao lera a ii 1 poesa Me Irabalho da hnmaiu-
dade '! Nao comer elementos, diHercMes lre ver-
dade, mas superiores, da poesa hrica A mulher,
quasi muda na Greda e em Roa, desterrada as
suas occupaccs domestica*, apartad* da sociedade a
da nalureza, condemnada a admirar ludo em silen-
cio para merecer o respeito pela modestia, nio dea
n lilleralura o que ella lhe deve. lio na America
cspocialmenle que mais livre, com o descanco das
rellcits. coro o senlimeulo da grandeza da ebra
que caminha debaixo dos seus olhas, ella poder
(ar a humanidad*, as suas aeice o esle ardoi
cilico, posto que conquistador, da civili-acio ova.
E o mar, que Horacio consideras a como um btr-
rcira nacccssivel levaniada pelos deoses bera
entre os povos que queriam separar ; o roir. tornado
uma estrada fccqueiiUda, por um dominio aovo,
que (cm os seus edificios como a (erra, e onde o ho-
rnera se agita, dorma e acorta alegre no meio da
morle sempre presento as vagan quo o sustentara ;
o mar cheio de testas apezar do lodos os seus c
tres ; o mar onde se sauda um povo naraemsa sa-
hido di ; o mar a quo os hom
conliavam oatr'ora, seguin lo praas dcscontiecidj>,
e cujos segredo agora se vio penetrar, cuju g*ltu>
ir, e cujos abysmos vencer ; o mar, que aiutla
nao linha encontrado o son historiador antes di
per, nem mesmo anlre os-lnglezes que elle val
rilar do lodo* o* lados ; em Iwcve nao leri o mar o
seu poela ? A scicneia, o habite, o conaecimento
intimo, longe de diminuir a admira;* pelos objec-
los sublime*, redebram-a. Se o grande hornea lor-
na-se pequeo vezes diaute do criado, o mar nao
tem que temer cmelliante desventura : na sua tran-
IIFRIUFI


^
r
i
la todos
', P** dssair a indidareaga o i o deprezo ;
quanlo mais u espirito o niede a aprul'und.i, qHnC
mais o busca ese espanta ; a nova propria audacia o
ilo amcacain
nnmo-
jue quando, nas praias da
rendiam centenares de bar-
iciosas, o hnmom
a idea que for-
lelhor Sua Mugestade c i
lie como outr'nra este
i cslreto, que guiava
X
urna nica a em vantc marcha fronte
da lodo?, auimap.lo os fracos, aoccorrendo os pique-
ado a invocado dos despotas em d-
lo no peilo dos opprimidos n
o direilo, ensillando pela consciencia o
aquelles que querem eulsndc lo. Ja nao lie
dos do* axereiloa, mas o Dos do Irabalhu da
ico o leo* dos res, dos principes
i. he o Dos de lodoi os homens de boa
: asnasa e protege antes que a forra, a can-
ludo, a Justina.
.Releva [U as nymplns, os demonios c os anjos
fiijam dapMtia. '> reinado das fiegoesji passou :
cunipre qn o puf i ap irjeifse. a idea assim como a
forma. Porque nJo e>poraf,vf elle, asim corno o phi-
lusopho sabir o fastigio da verdae '' Ja que se tra-
ta de urna litleratura nava, he para ah que se deve
apnljear o esforgo dos cscriptores.
A vivaci lade do desejos n5o he suflleiente para
ir ama esperanza : nao se deve contar muito
sscnviilviiDcnlo rpido da poesa lyrica na
ica. Has os lagos e os mares, o ouro e as flo-
lades se eslendendo sobro a praia ou so-
| dos ros, as primeiras colonias, as ul-
ligoes que nao sao mais que ns preparos
ico, ludo convida o genero descriptivo a um
Iriumphn brilbanle e dnradouro.
genero que parece mclhor eslabelecer o
ler proprio e original de urna lilleraturn, pur
que pode Iraduzir laciamente a propria physiono-
mia da nagAo, o genero dramtico encontra nos Esla-
iidos dilliculdades e ama opposigAo singula-
res, O puritanismo, lao sospeiloso como a opinjo
publica, e sobre certos pontos invejoso e lyrannico,
screven o theatro no Conneclicut, o os outros es-
as nao parecen) muito melhor disposlos. Al lin-
io a questAo nAo lein sido Craucamcnte tratada : pa-
) alomorisar os tmidos, muilas vezes so lein
mseo o lugar m que se dao as represen-
te, e be por via da msica que se tcm tentado
llar os preconcebios e as resistencias. Dar-
m-Im caso qoe urna iascmda trgica franceza, cn-
. a Europa couhece mude esta, hostilidad e
ivolencia? A curiusidade e o renome de que
ella goza scduzirAo sem duvida por um instante o
mais recalcitrantes; mas depois o silencio lomara a
lomar posse da scena em que ella houver manifesta-
do os accentos enrgicos da sua alma inspirada. Por
outro, fra resignar-se ainda a esta admiragAo pas-
raque anima ama especie do apalbia do sobreex-
as torcas vivas pressurosas em produzir: a mo-
dada que excita a ler, a ouvir obras em
ras, demora o progresan de urna litleratura
Mi. Ua um perigo nestamesma facilidadedas
licages que pode lodos os inezes trazer da
Europa artistas mais ambiciosos de dllars, do que de
apptausos. Oquesediria da Inglaterra no dia em
a so feslejasse os actores franeczes'.'
mericanos sao incessanlemcnle acensados de
sccr as arles ; lem fina resposta fcil :
reo llieisro. A arle dramtica be lalvez
a mais bella e mais poderosa de (odas, posto qoe
leja mais espalh a'd.i: conlra por assim dizer
a* outras no seu deseuvolvimento completo, n
he ella que, por sen proprio alvo, mais convm aos
esladoa republicanos. Mas para ler artistas cons-
cienciosos, sao necesiarias algumas obras originaos,
loros n8cionaes ; e se o mo humor, se a indif-
ria hoslilidado persistirem, enmpre
-> nao recuem aute ura esforco mais
mas tamtiem meritorio : relova-que a despei-
to do desprezo publico prucurem assumptos e com-
ponbain pegas inleressanles ; se nao poderern lazc^
los re umpra que os imprimam^^^^^
promeltemos quo scrAo traduzidas e represiSHWSs
fom o seu nurae e dircilos de autor,
lebres fra dos limites do territorio na-
cional, se eslo ccoderanados a procurar a o longo o
patria, soberba entAo de ceder no trium-
ecompenjir em consec|uencia do seu re-
imento, acollicr com as suis acclamagcs
- a arte, vallando victoriosa do seu exi-
lio alcm dos mares.
tres formas principad da arte dramtica,
urna dea ludo o quo era permiltido esperar de si.
dosmastres do theatro francez lem s po-
animar a trago lia, tal an menos como a fizo-
aguado a auloridada de Aristteles, philoso-
destinado a proteger com o sen nome
Entro as raaos dos paludos imi-
1* pretendala sustenta-la, ella desfallc-
itro do pouco lempo ; e ao passo que
aindi tentaVam rehabilita-la, n.lo enconlraram mais
m coipo ininimado, triste objecto quo co-
a detconhecer os mais zelosos admirado-
radigao clstica.
ialde os res e principes ainda prctenderam
com os seus confidentes a lingua harmonios,!
jes. Se a platea fosse sempre composta do
t a tragedia houvesse durado por mais
lampo. Mas a Franga fatigada da ouvir estas per-
sonagew guindadas cantar no mesmo esljlo as stias
nas, renuuciou sera pozar a unidade ali-
a tragedia monarchica; e com o drama sen-
lio a paixAo popular soprar sobro o seu theatro o
i arcades espavoridos. O engenho prodigo de
Shakspcarc abraca tudo ao mesmo lempo ; nao ex-
cluio nem os principes, n quem concede, como o
ubdilos, o direilo de excitar a piedad polos
ente, era o riso que nas suas pegas suc-
como nas emogdes rcaes; nem a
ni da vida activa, nem a audacia
pulares, nem o sangue que as conve-
la derramar no theatro francez.
aro, inspirar-so na sua indepeu-
som imilar-lho os desvos ; sor mais severo
i com a unidade do acgAo, mas nao
-tos a unidade de lempo e de lu-
i idavia -a lei do nao fazer de cada
scena am quadro ; guardar a unidade do lempo
im dos actos, eis os principios e as
liantes que podo sor til seguir.
;lrihruiih indo urna libcrdade que se nao pode com-
primir, e sacrificando a especie mais viva, a mais
Ipaeciad, a mais til, a mais militante do genero
dramtico.
Outro motivo mais rcspoitavel tambem embarga
os Americanos. Tudo o que ofrenden o respeito
com que se ceream as mullieras, aflea de quo apren-
dan! a estimar-so mais c a guardar pura a familia
que Ibes lio confiada; tudo o que, do perto ou de
lonee, as atsca ou ofrende; ludo o que. por roeio
de allusoos pirantes ou do ataques indirectos, ai sub-
melte ao escarneo, nSo poderia ser, segundo a opi-
niAo publica, com demasiado cuidado apartado ou
previnido. Mas para obter este resultado, nao he
bastante nAo abrir o theatro, ser mister prohibir
quo se imprimara comedias, prohibilo impossivcl;
eas comedias urna vez supprimidas ou desanimadas,
fora mistor, para impedir o riso, embargar todos os
livros em que se podesse introduzir algiima critic
contra as mulhcres. Verdade ho que este senlimen-
o exagerado nos pareee justificado at cerlo ponto
-*
nptos,seaprcsenlam em mullidAo .
os primeiros estabelecimenlos, as dispulas religio-
sas, as lulas dos Colonos com os indgena, os recon-
'ros il >e diHerentes, 0j partidos no mo-
meuto da guerra da independencia, os episodios da
Suew*, cU a caneira aberta. Especialmente nada
do imitasao dos lempos anlgoj: releva que a Grecia
o Roma scjain respeiladas e fiqaom fra de todas as
tentativas.
Em qoe parlo us esconderemos, grandes deo-
es I ae a rara do Agamemnon, depqjs de nos
ter perseguido al em a nossa lingua, em conse-
quoiicia des seu crimes ja celebres em grego
- cm latiin, aa apoderava ainda da lingua__
americana para renovar as queixas de Electro !
|o o que convm he produzir, c nao transar-
as p*i(Ces nao sao desconhecidas nos Eatados-
Ijs; cumpie que elles as facam sabir da sua
h storia para dar-Ibes a vida do drama.
S o drama nao lem tentado os Americanos, a co-
i edia asaosla-o ainda mais, e he fcil comprehen-
lo. O que he um antor cmico .' Um eterip-
">r '1 rrega de faier rir ns espectado-
i sua custa;que zemba dos coslomes ou dos
usos do seu paiz. Procura revelar os defeilos, os vi-
doa seus compatriotas, as travessuras, o lado
grotesco, anles o mal que* o bem, ou pelo menos
enlloca sempre ao lado do bem o i idiculo que Ihe
atlenua o etleitu. Os Americanos, al.irefadi
ves, pouco expansivos, golam poucas vazei de rir,
nnnea de fazer rir, especialmente os eslruugeirus:
romludo ha irwi, forra e dignidad* em nao temer a
laceria, em te expor a olla denodadamente como
a gente, em se n.lo julgar impccravel npm in-
rcl, o em applaudir aquollat phojes, Plaulo, Shaskpearc o Moliere, apcesenla-
ram i\ respectivas nacjWnm espelho m que se
jwidem fcilmente reconhecer, e cm que as outras vi-
rio coulempla-las. Na falta de theatro, o roman-
ces, as novellas, as memorias, as obras de philoso-
pliia ou de moral nlregarAo rkifa as ac;0cs e os
enlimenlos do que ningue quizeram dar conta dian'.o
dohorneas reunidos pura xombar disto; por este
meto se conseguir urna condemnac.a'o mais severa,
i
pelas pecas que se representara em (''ranga; mas
nSo ser razoavcl acensar nostas pegas a propria so-
ciedade tanto quanlo os autores, ?|ue leriam tam-
bem consagrado o talento a oulros assuinplos, se alo
tivessem, sobro o caminho que tcm seguido, encon-
trado a verdade, por mais iurommoda qeu fosse 1
Se semelhaiiles assumptos nAo reponsassem sobre al-
Buraa observaran sria, o publieo deixaria em breve
de se interessar por elles.
Rindo um pouco das mulhercs quando merecem,
e as mulheres, autores cmicas, lom o direilo de
immolar o- homcus pcranlc nse-pecladore's,he im-
possivcl nao dizer nada que ataque a vida de fami-
lia e casamento. Por exemplo, Moliere si mos-
trou nina mulher criminosa de boa inlonco, e Ge-
orge Uandiu expia o seu mui vivo desejo de ser li-
dalgo,fazer-se se podesse,chefo de sua ..luihcr.
Certas discusses sobre pontos delicados parecem um
pouco vivas; e como n3o ha de ser assim? sao ho-
rneas que fallara, e na cidade assim com no thea-
tro, diz-se muito mais do que se ponsa. Shakspca-
re, pos esta razo, devora ser muito mais prohibido
do que Moliere. Veja o que ainda resta i fazer-
As donzellas so promptamento destinadas ao casa-
mento; ningucm permita quo se preoecupem muito
do amor que parece perigoso. Pois bem, nao se en-
cunlrarao estas bagalellas lao encantadoras em Mo-
liere, em que certamontc nouliuina exprcsso possa
offender a mulher mais reservada, era essas accom-
modages cm que o riso suspende do repente as la-
grimas prximas. Ainda ser mister cscolhcr quan-
do ha mullidAo de pretendenles, salvo se, por um
maravilhoso acord, cada menina for pedida inopi-
nadamente pelo hoincm que Ihe convem. Como he
quo se docide entre dous competidores? Se comludo
se exige de urna maneira absoluta, as meninas ame-
ricanas enlrarao inmediatamente, sem prelimina-
res, no casamenlo, e ah sera inslalladas desde a
primeira scena. Mas entAo, quan las particularida-
des novas se devem aprender! So alguem est li-
vre das eternas emprezas que fazem entre nos os
amigse inimigos do marido, apparecerao disputas
e censuras; he o divorcio que so prepara. Divor-
cio! eis um elemento precioso e raro para o thea-
tro I Tratemos di questAo: ser um bem, ser um
mal que a incompatibilidade de humor conduza ate
esto ponto '! E al onde deve chegar a incompatibi-
lidade de humor, afim que o magistrado ache-a suf-
ficienle ? Moslrem-se-nos as consoqucucias dos dous
lados, a influencia dcsUi separacao sobre os menipos.
Se acaso se impuzer ainda uma*rcserva excessiva
sobre este ponto, como he quo na sociedade ameri-
cana se entra no casamento, depois do so ter sabido
delle pela morle de um dos conjuges'.' As viuvas
nao ficam para sempre soladas na sua triste habi-
tago. Nao sao ellas procuradas de alguraa sorte
emrazao da belleza, assim como -entre nos, nem
principalmente na razio directa d? riqueza. lio
esta urna das occasifles em que so tomam algumas
vezes rivaes. De que sorte procurara prejudicar-se
reciprocamente ? A calumnia scr-llics-ba desconhe-
cida, al na lula extrema, cujo premio he urna mu-
lher rica'.' Emlim soriajnletcsiitrtc penetrar nftjia;
bnete de (rabalho das vossas donzelas, que se fazem
meslrat de lalim, e no governo de vossas mulheres
ainda mogas; assistir as reunios em favor das socie-
dades de temporaliza; conhecer-lhes a parle que
tomam na educacao dos meninos; aprender como>
apezar da aristocracia natural que se reclama em
Franca para as mulheres, as Americanas cream os fi-
llios nos sentimantosda liberdade democrtica.
Compoude em outA parle, para vos dardes ao tra-
balli i, compoude comedias nas quaes nao figurcm
senAo homens, so for do vosso agrado. NAo lenhais
anciadonoslivrardes dos tartufos. Magistrados, ad-
vogados, negociantes, mdicos, quakers, poetas, edic-
tores puritanos, raormOes, ainda nAo sofl'reram a me-
nor parcela de ridiculo. Dai-nos portaolo modelos
de imilag.lo; introduzi-nos nas-vossas ofiicinns e ma-
nufacturas: abri-nos as salas dos vossos botis, dos
quaes se falla bem, c so fallar alguma personagem
ridicula ou engragada, para adornar o quadro, lo-
mai um alterara ou francez recerachegado, coman-
lo que nao nos oceulleis a verdade, islo he, a vos-
sa existencia com o carcter quo Ihe he proprio.
Sabemos que, alguns mo^os Iliteratos procuran)
desenvolver o gasto pela comedia; mas as Iraducges
e transformagoes das pegas francezas ou inglezas,
ainda bao de contribuir para proloogr.r (ao funesta
aituagSo. Vale mais recorrer ao trabalho verdadei-
ramente pessoal, i obscrvag.lo seria dos coslumes,
corobinagaodos meios que fornecem a realidade e a
tradiegao ; he preciso crear o eslylo suave, mordaz,
serio e jocoso ao mesmo lempo, sobreludo vivificau-
le, que nao he mais do que a verdadeira expressao
da forra cmica, cujosexcellentcs modelos oramof-
ferecidos em grande escala por Shakspearc, Shcridan,
Moliere, e Le Sagc. Se rccommendamosquo se nao
traduzam pegas modernas eslrangeiras, com maioria
de razao diremos que uao se publique Aristophancs,
Plaulo, Terencio, Lopes da Vega, e Caldern.
lie um erro crasso, suppr-se que para escrever
comediis.seja necessario saber o grego, latim ou bes-
pauhbl; as IradugoescnsinarAo ludo quanlo hoindis-
pensavel; c ainda quando, depois de esludadas, che-
gar o momento da composigAo, embora estejam lon-
ge do poder do aulor, mais bao de ler penetrado-Ibes
ao amago dainlelligeucia,desorle que nao forne-
cem lembranga alguma diflercnle, ese realisar me-
Ihormente o esfon.-o nico que podo allingir a ver-
dadeira originalidade.
Ainda algumas observages e consclhos. Pelos
hbitos inlellectuaes, eslo os Americanos livros de
eerlos defeilos que gastara a nossa lingua: a elegan-
cia va que empobreceo cslxlo.aperiphrasedesneces-
suria, tao condcmnavcl quanlo admirada ; mas ca-
liera frcquenleuienlc em outros : a procura da alle-
goriaa phanlesia excessiva, aspalavras abstractas que
lingera profuudeza, o eslylo empolado que c-loura c
deixa apparecer um pensamento mediocre. Em
compeosagAo possuem duas vanlageos apreciaveis:
nAo se veem obrigados transigir com as expresses,
pesa-las, diminui-las, fazer emboscada aos termos as-
tuciosos para com elles dizer muito mais do que cx-
primem; lem liberdade de oscrever francamente,
sem procurar allusoes, nas quaes o espirito ganiaem
sublilezas o que perde em vigor, e comproraelte-lho
a dignidade por um triumpho ephemaro.
Em resumo, nos Estados-Unido a litleratura adia-
se collocada cm posigAo toda excepcional a particu-
lar, suas vantagens eslao para sempre garantidas e
n3o podem ser eontrabalanradas pelas desvantagens
presentes que exageram arbitrariamente ; poslo que
numerosas e graves sem duvida alguma, todava he
fcil, senao destru-las, ao menos combale-las e d-
minui-las coiuidoravclmenle.
A liberdade religiosa e polilica ssegura a liber-
dade de imprensa, e d ao espirito o mais"eiiergico
impulso ; a influencia respailada das mulheres, a ins-
Iruccio derramada por toja a parle, o fetirismo da
anliguidadeedaautoridadc, atjitlcrario, destruido;
a cmancipago da lingua esuas pUiaoea com as dos
rovos modernos, a auzoncia de ccntralisacao, de aca-
demias, de crticos dominadores, eis as condigoes
favoraveis. Por este lado estao quebradas todas as
peas.
Mas por oulro, aclividade commercial qne senho-
re'a a impreoia, o numero infinito de jarnaes e re-
vistas, a iicceuidade de produzir depressa, o espi-
rito inleiramenlo mercantil dos diclores, a moda
voltad i as producciXes eslrangeiras, a imitagAo prote-
gida, a indifTerengado publico para com os livros do
paiz, auzencia de tratados' litlerarios, o defeilo da
inslrucgao superior, o despotismo sempre .rscenle
da opiniao, constiluem os embaraces de que os es-
criptores se deram libertar por meio da grandes e
perseverantes esforgo?.
A lilleratura americana lem tragado o seu papel;
debaixo de todas as formas a diflusfio das ideas len-
dea regenerar as sociedades pelo detenvolvimento
ompleto, a aclividade absoluta do individuo, pela
forga e responsabilidade 'pessoaes cada vei melhor
comprebendidas, mais poderosas, e menos temidas.
Ncnhuma liltcralura, na parle activamente moral
ipie prepara principalmente o futuro prximo da
humanidade, oll'eroco homens superiores Kranklin,
e Channing. Ellas deram o exemplo e o prcreito,
um dos deveres mais pralicos, e outro das aspira-
ges mais generosas que honram os espiritos lino.
Se a liltcralur.1 dos Estados-Unidos livwsc produzi-
do somonte estes dous esrriptorcs, cstaria completa-
mente emancipada de toda a influencia britnica ou
franceza ; elles seriam soOleientes para naclonalhn-
la, c consagra-la aos odios de todos quantos buscam,
caminhando pelo pcnsamenlo e pela vonlade. a so-
lugao dos proble-nas no meio dos quaes o nosso se-
cuto so agita o inquieta.
Os Estados-Unidos ritam ainda outros nomos: Ban-
croft Prescoll, Sparks, Hildrelh, para a historia ;
l'isherAmes, Clay. Calhoun, Webster, Everelt, par
acloqcucia'{lolilica;Edwards.ophilosopho thoologo;
Audubon, biugrapho e pintor dos passaros; Coopcr,
W. Irving, Willis, Poe, Jlelvlle, Mr. Becclier
Slowe, llaulhornc, para o romance e as novellas ;
Dana, Bryant, Poe, Longfellouw, llallcck. Holmes,
Whiltier, na poesa;Emerson, poeta na prosa, es-
pirito vigoroso, e singular que pela independencia e
originalidade das ideas esca pa a qualquer classilicagAo.
Sem fallar dos cscriptores de especialidades menos
luteranas :
JelTerson, Madison, Hamillou, polticos notabilis-
smos; Marshall, Slory, Kent, Wheaton, conheci-
dos^pelos seus trahalhos sobre a legislagao;Slephcus
Bayard l'aj lor, Uromonl, viajantes cujas narrages
dislinguem-sc por um carcter particular de ulil-
ade.
de lempo que a Franga, lAo feliz porooviro pen-
samento dos grandes povos, dirija as suas vistas para
a America do Norte. A nos pertcnce animar aquel-
los de quera fomos os primeiros sitiado, os amigos
ntimos. A pronicssa do amizade, nao se traca por
homens quemse expeli. Nos ainda nos lembra-
mos do verso do Turgot que resuinca dupla gloria de
rranklin; os littcralos americanos tambera se recor-
darlo quo Vollaire.cm nome da Franga, pronunciou
sobre a cabera do neto de 1 ranklin, esta sania invo-
carAo, respcilada pela crenga comraum de ambas as
nages: Dcos e a liberdade .'
Aihcrl le Roy.
(/tecue de Va)rir
PIMO DE PERMiBUCO.SfXTA FEIRA 9 PE MARCO D| 1855.
COMMKUCIO.
PRAC.V DO ItECIFE 8 DE MARCO AS 3
1IOIIAS DATAKDE.
ColarOcs ollciacs.
Cambio sobre l.oudres a 90 d|v. 27 3|! d. a di-
nbeiro.
Descont de Icllras de poucos dias c i mezes0 li:>
X ao artno.
Assucar mascavado1;SG0.
Dilo branco soineno23000.
AUFANDEU.A.
Rendmento do dial a7.....90:08fiJ373
dem do dia 8........i3:398#3i6
103:iM-lS!l
Detearregam hoje 9 de marro.
Barca inglezaf.'raourarvao.
Barca ingleza'ei<;iabacalho.
Brguo hamhurguezAdolpliocarxo.
Brigue inglezllarrydem.
Brigue ingiez.1/ar.v Anncemento.
Brigue diuamarquezCummanderdem.
Brigue francezh'loramnndmercadorias.
Brguo bra-ileiroMaihitdepipas e barricas va-
stas.
CONSULADO GEBAL.
Rendmento do dia 1 a 7. '.
(dera do dia 8.......
&903|i5
2:I66-*3t3
12.I59JV08
. -_j?ivj4isas pisoywrCiAs.
Kcndimonto do dia 1 o T.
dem do dia 8. .
1:03f9378
I3e93i
1:l9t-0>r
UECEBEDOKIA DE RENDAS INTERNAS 6E-
RAES DE PERNAMBUCO.
Kendimenlo do dia 1 a 7.....13:33f673
dem do dia 8........ s)31vT7l
13:9(r.;
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimcnlododia 1 a 7..... 10:38X9680
dem do dia 8........ ^:-2l7J0
12:j.")i>70
MOYI.MLNTO DO POKTO.
A'ai'ioj entrados no dia 8.
Rio de Janeiro28 dias, brigue inglez Sarah, de
178 toneladas, capitn W. Smilh, cquipagem 8,
cm lastro ; a James Ryder & Companhia.
dem27 dias, barca brasileira Malhilde, de 233
toneladas, caplAo Jeronymo Jos I elle-, equipa.
gem 12, carga vasilhame ; a Manocl Alves (uerra
Jnior. Passageiro, Avelino Jos Madeira.
Baha12 dias, barca inglesa Jane Uroien, de 282
toneladas, capitn A. Stevenson, equipagem 1G,
carga carvao ; a ordem.
dem10 dias, brigue inglez Gi:ana, de 196 tone-
ladas, capitn James Axlell, equipagem 12, em
lastro; a James Crabtrec & Companhia.
liacio taida no mesmo dia.
Ncw-Bodford (alora americana Mary Marlha,
com a mesraa carga que trouxe. Suspenden do
laoieirAo.
EDITAES.
O Film. Sr. contador servindo de inspector da
(hesouraria provincial, cm rumprmeolo da fcsolu-
co da junta da fazenda manda fazer publico, que a
arrematagAo da obra dos reparos do arudc do Garua-
ra foi Iransferida para o dia 15 do correnlc. E para
constar se mandou allixar o prsenle e publicar pelo
Diario.
Secretara da Ihosouraria provincial de Pcruam-
buco, 2 de margo de 18.35.
O secretario, Antonio Ferreira d'Annunciaro.
Olllm. Sr contador serviudo de inspector da
Ihesouraria provincial, cm virlude d, resolugao da
junta da fazenda, manda fazer publico, que as arre-
malages das obras do 2." lango da estrada dos Re-
medios e 7. tanas da eslrada da Estada,
orara transferidas para o dia S do corrcnle. E
para constar se mandou aflixar o presente c publi-
car pelo Diario.
Secretaria da thesoilraria provincial de Pernam-
buco, 2 do margo de 1855.
O secrelario, Antonio Ferreira d'Annunciarao.
. O illuslrssimn senhor conlador servindo de
inspector da Ihesouraria provincial, era cumpli-
mento da ordem do Exm. Sr. presidenle da pro-
vincia de 3 do correnlc. manda fazer publico
qne no dia 22 do correnle peranle a junta da
fazenda da, mesma Ihesouraria, so ha de arrematar
quem por menos lizer, a obra dos reparos a far.er-
sc na ponte de Bcberibe, avahada cmo>60s000 rs.
A arrcmalacAo sera feila na form da iu provin-
cial n. 3i3 do 16 de rnaio prximo passado, sb as
clausulas especiaos abaixo copiadas.
As pessoas que se,propozerem a esta arremalagao,
comparegam na sala das sMsde da mesma junta,
pelo meio dia, competentemente habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secietaria da thesonraria provincial de Pern.im-
buco 5 de margo de 1855. O secretario, A. /'. da
AmiunciacaO.
Clausulas especiaei para a arretnatarao.
l. As obras dos reparos da ponle de Beboribe sa-
rao feilas de conformidade cora o orcamento appro-
vado pela directora em cooselbo, o subinellido a
approvagao do Exc. Sr. presidente da provincia, na
importancia de 6611;.
2. As obras coinegarao no prazo de um mez, e
IcrminarAo no de cinco mezes, contados de confor-
midade com o disposto no artiga 3J. da lei provincia1
n.286.
3." A importancia da arromstagao sem paga em
urna s preslagSo quando estiverem concluidas toda;
as obras, que serao rocobidas dolinitivamcnte por
nao haver prazo de responoabilidade.
i. Em ludo o mais que nao esliver determinado
nas presentes clausulas, seguir-se-ha o que dispfle a
lei provincial n. 286 de 17 do maio de 53. Con-
forme.O secrelario, A. F. d'Annuneiatfv.
t) Dr. Rufino Augoslo de Almeida, juiz .municipal
supplente da segunda vara do civel c cotnmercio
de,la cidade do Recife de Pernambuco ele.
Faro sahornos quo a presente carta do cdilal vi-
rom, ou detla noticia liverem, em como Leopoldo
da Silva Qualroz me fez a petig.lo do theor se-
guinic :
Leopoldo da Silva Queiroz commercianlc eslabe-
lecidn ncsla praga, com loja de fazendas sila na ra
do Qucimaslo n. 22, achando-so na Imposaibilidsde
de satisfazer em dia os dbitos de sua rasa commer-
cial, em consequenci.i de grandos prejuizos que tem
sofirido em seu estabelociracnlo; xem como Ihe per-
mide o cod. do cominercio a'rl. 805, fazer a dcclara-
gAo da sua fallencia, e expor circurastanciadamenlc
os verdadoiros mulivos que obrigam ao supplicante
a fazer sua aprcsenlagAo ueste juizo, sendo estes oc.
cisionados por accidentes de casos fortuitos, e impro-
vistos como cima so declara, ao pouco commercio
que actualmente se faz, por isso que nao pode pagar
cm dia, e obricado se ve a cessar seus pagamentos, c
por consegrante a aprcsenlar-sc na forma da lei co-
ran mtTrca o cod. do commercio que nos rege ; rc-
quer o supplicante a V. S. que se digne mandar
proceder nos termos ulteriores da lei. Pede a V. S.
Illm. Sr. Dr. ni/, do commercio da scguuda vara as-
sim delira. E R. Me.Leopoldo da Silva Queiroz.
Distribuida e auloada venha era concluso. Reci-
fe I3de fevereiro de 1853'Olivcira Maciel. A.
Cuuha.Oliveira.
E mais se nao conlinha em dila peligao despacho
e distribuirn, depois do que sendo-ine os autos
conclusos nellcs de a seuteuga do (licor seguitc:
A' vista da doclaragao a fl. 2, julgo fallido Leo-
poldo da Silva (tueiroz, c declaro aberta a sua fal-
lencia desde o da 13 do correnle,que fixo para ler-
iiio legal do sua existencia, e por islo mando que se
ponham sellos em todos os seus papis, livros e
lieos, e nomeio para curador fiscal da faltcncia ao ne-
gociante Henry Gibson, que prestara' o juramento
do eslylo, pagas as cusas pelo fallido.
llecife 23 de fevereiro de 1855. Francisco de
Assis Olivcira Maciel.
Nada mais se continua cm dila minha scnlenga
pela qual mandei passar a prsenle carta do edtal
que lodos os credores presentes do fallido, corapa-
regam cm casa da minha residencia no dia 10 do
coi rento mez, afim dse proceder a nomcarao de
depositario ou depositarios, que ho de receber o
administrar provisoriamente a casa fallida.
E para quo cheguc a nolicia de lodos, mandei
pastar o presente, edous do mesmo theor, sendo um
publicado polaimprensa, c os mais aflixados us lu-
gares do coslume.
E por nao ter aceitado o curador cima, fra no-
meado o credor Vctor I.asne, que pretina juramen-
to na forma da lei.
Dada ncsla cidade do Recife de Pernambuco 7 de
margo de 1855. Eu Pedro Tertuliano da Cania, es-
crivAo u escrevi.Rufino Augusto de Almeida.
Pela adminisliac.no da mesa do consulado, se
faz publico, quo existiudn no trapiche do Pelourinho
os gneros abaixo declarados, alcm do lempo marca-
do no regulamcnlo, pelo prsenlo sAo avisados os
seus respectivos donos, para que pj despachera no
prazo de 30 das, contados desta dala,lindos os quaes
serao arrematados cm hasta publica na forma doarl.
27ido regulamento de 22 dcjuiihodel836, sem que
em lempo algum possa haver reclamagAo contra o
efleilo dessa renda a sabor 10 saccas com arroz,
viudas da provincia das Alagoas, na barcaga flor
do Mar.
Mesa do consulado de Pernambuco, 7 de margo de
1855. O administrador, JoSo Xavier Cameiroda
Cunha.
DECLAKACO'ES.
Por esta conladoria se faz publico, que do 1.
ao ultimo do margo futuro, se arrecadarao bocea
do cofre os impostes sobro estabelecimenlos de com-
mercio c industria, licando sujeitos a malta estabe-
lecida os que nao pagarcm dentro do mesmo lempo.
Conladoria municipal do Recife 28 do fevereiro de
1855.No impedimento do contador, o amanuense,
Francisco Canuto da Boaciagem.
A administragAo do patrimonio dos orpbaos tem
de levar praga em os das 7. 8 e 9 do correnlc, a
obra do forro de 2 dormitorios do collegio de San-
ta Thcrcza, em a cidade de Olinda, avahada em
836IJ220, conforme o or.,".imenlo abaixo transcripto;
quem por menos a quzcrazer, dirija-so casa das
scsses da mesma administragao, no dia 9, por ser a
ultima praga :
2"> Iravctas de 27 palmos, a tJOOO 100JOO0
20 ditas de 2fi ditos, a 48000 805000
18 duzias de taboas 4e forro, de louro, a
28000 505-5000
6 laboas de solho para cornijas, a 3*500 219500
Servigo de carapioa 1008SO0
liilode pedreiro. SpMO
Prego 12&000
Scrveoles e carrelo das madeiras 155360
836220

folh.i de flandres dobra-
Secrelaria da administragAo do patrimonio dos or-
pbaos 2 de margo de 1855./. J. da Fonseca, secre-
tario interino.
Os credores do fallido Jos Martins Alves da
Cruz, e este mesmo por s ou por seus procurado-
res, comparegara no dia 9 do correnle mez s 2 ho-
ras, na casa da residencia do Sr. Dr. Rufino Augus-
to do Almeida, juiz do commercio supplente da 3.a
vara, na ra do Collegio n. 17, para se verificaren!
os crditos apeesentados, se deliberar sobro a concor-
data se for apresentada, ou se formar o contrato de
uniao, o se proceder a nomeagAo de administrado-
res da casa fallida ; Picando os credores advertidos,
que nao scr3o idmitlidos por procurador,se este nAo
aprcscnlar procuragao bastante com poderes espe-
ciaes para o acto, e que a procuragao nao pode ser
dada a pessoa que soja devodor ao fallido, nem um
mesmo procurador representar por dous diversos
credore.
Recife 5 de margo de J$55. O csciivao inte-
rino, Afanoel Joaguim aplata.
COKSLKJ ADMINISTRATIVO.
O conscio admiuislralivo, em virlude de adlori-
sagao do Exm. Sr. presidenle da provincia, lera de
comprar os ohjeclos segrales :
Para o hospital regimculal.
Assucarcro, 1 ; bacas pequeas de rame, 13 ;
bandeja pequea, 1 ; copos do vidro, 3 ; chalciras de
feriosorlidas, ; candieiro pequeo com vidro, 1 ;
chita para cobertas, royados 72 ; ouriues de lauca,
16 ; pralos de dita, 12 ; panchas gakndes de ferro, 4;
ditas pequeas de dilo, 3.
Meio balalhao provisorio da Parahiba.
M.mas de 13a, ~i ; cordoesde dita para canudos
de falla de inferiores, 10 ; sapalos, pares 103.
2. balalhao de infantaria de linha.
Conloes de lAa para canudos de folha de inferio-
res, 10.
Companhia fixa de cavallaria da provincia.
I.uvas de camurri, pares 11 ; brira branco lizo,
varas 100 ; algodAozinho ditas, 120 ; mantas de
laa, 11; bolins pares, 40 ; spalo ditos, 37 ; eslei-
rs, 40.
Companhia fixa do Rio Grande do Norte.
Bonete-, 130 ; panno azul entrefino, ovados 556 ;
hollaiida de forro, ditos 569 ; panno proto para po-
lainas, ditos 77 ; brira branco liso, varas 1,038 ; al-
godaozinho, ditas 855 ; sapalos, pares 406.
Provimenlo dos armazons.
Sellins completos do cavallaria com garupas, es-
tribo* de metal amarello.coldrcs, capelladas de cau-
ro de luslrc, cabreadas com freio, rabichus e mais
pertcnce, 15 ; brim branco lizo para embornaos,
varas 1,000.
Oflicinas de primeira e segunda elassej.
Costados do amarcllo, 4 ; cosladinhos de tli'.o, 4 ;
arcos de ferro de ? 1|2 polegadas feixes, 4 ; pregos
balis pequenos.milheiros 10; dilos caixae, dilos 10.
Oflicinas do lerccira classe.
Carvgo de pedia, toneladas 10; ferro inglez redon-
do de1|8, arrobas ; dilo dilo dilo de 3|8, arrobas
; dit dito dilo de 5p3, dita 4 ; dilo dito dilo de
l|, ditas ; ferro sueco em barras de 2 pollegadas,
quintal I ; limas chalas mugas le 8 pollegadas, du-
zias ti ; limals do 10 dilas, ditas 4 ; dito do 5
ditas, dilal : ditos em vcrgalhes quadrados de
1 1(2 dilas, quintal 1 ; chapas do ferro de arroba ca-
da urna, 2.
Ofiicinasde qrtarla classe.
rame de lalo para fuzilOcs ,le fivollis, arroba
1 ; limas meias canas mngts d 8 polegadas, duzias
-' ; (utas chalas mugas do 8 dilas, dilas 2 ; pa-
ra abrir em dou9 jinetes as arma* imperiaes e legen-
da, sendo 1 para o 2. balalhao do infantaria de li-
ta provincia, caxas com
das, 2.
Hospital regimenlol a cargo ,|o 9.c balalhao de in-
fantera.
Roqueta do hrelanha com babados de cassa, bora-
breiras, colarinhos cabertura de renda e bico, I;
toalha de hrelanha com 2 varas do compriincnlo c
babados de cassa, 1.
10." balalhao (ic infantaria de linlia.
Sapatos. pares301 ; bonetes, 50; mantas de 13,
50; esleirs, 50 ; boloes pretos de os-o, grozas 11 ;
ditos brancas dedil, ditas 12.
Msicos do 2." batalliAode infantaria.
riarotes cora punlins douradiw, hainhas de rouro
prclo cnvemizailo, com hocaes e ponteiras douradas,
27 ; panno mesclado conformo a amostra que existe
110 arsenal de guerra, covados 135.
*. bataihao.
mantas de laa, Si) ; sapatos, pares 80.
9. balalhao de infantaria.
Mantas de laa, 376 ; sapalos pares 358 ; botos
convexos de metal brozeado com o n. 9 do metal
amarello, e de 7 liabas de dimetro, 4,830 ; ditos
de 5 liabas, 3,150.
Companhia de artfice.
Mantas de la, 72 ; sapatos, pares 88 ; boloes
convexos de metal dourado com o 11. 3, c de 7 li-
ndas de diamolro, 1,050 ; dilos de 5 buhas, 675.
8.'J balalhao de infantaria.
Manas de laa, 275 ; chifarnlcs rom bainhas de
cobro prelo euveruizado, bocal e ponteira de metal
lizo dourado, punho de chano guarnecido de metal
dourado, 27.
i." balalhao de arlilhara.
Panno carmezim para vivos o vislas, covados 90.
Colonia militar de Pmculeiras.
Facfisa com bainhas e ciulures. 40 ; fallas de
serra cora os fuzis cravados, leudo 5 pollegadas de
largura c 8 palmos de compritnenh), 6 ; Irados com
l 1|2 pollegadas de grossu'ra, 1|;dito com 2 ditas,I ;
imagem do Senhor Crucificado, 1 ; tronlo, 1 ; cal-
deirinha para agua bcnla, 1 ; turbulo o naveta, 1;
campa grande, 1.
Quem quizer vender estes ohjeclos aprsenle as
suas propostas era caria fechada na secretara do con-
sclho, ns 10 horas do da 15 do correnle mez.
Secretara do conscllio administrativo 7 de marro
de 1835.Jos de rilo Inglez, coronel presidente.
Bernardo Pereira do Carino Jnior, segal e se-
crelario.
AVISOS MAHUIMOS.
Para o Porli segu imprelerivelmenlc a 15 do
correnle a veleira e bem ronherida escuna nacional
Lindan, capilao Alcxandrc Jos Alves; para o res-
to da seu carregamento. trata-se rom o consignata-
rio Eduardo Forreira Bailar, na ra do Vigario n. 5,
ou com o capilao, na praga do commercio.
. RIO DE JANEIRO.
Para o Rio de Janeiro salie com milita
brevidade, o brgtie nacional Sagitario:
de primeira classe, o qual ja' tem amaior
parte do sen carregamento promplo : pu-
ra o restante e passageiros, trata-se com
Manoel Francisco da Silva Carneo, na
na do Collegio n. 17 segundo andar, ou
com o capitao a bordo.
Para o Rio do Janeiro segu em poucos dias o
brigue Feliz Destino ; para o resto da carga, pas-
sageiros e esclavos a frele, trata-se com os consigna-
tarios Isaac Curio & Companhia, na ra da Cruz
o. 40.
PARA O RIO DE JANEIRO.
Salie com muita brevidade, por ter a
maior parte do seu carregamento "promp-
to, a bem conhecida veleira escuna nacio-
nal uTamega : para o resto da carga.
passageiros eescravos a rete, trata-sccom
Novaes&C, na ra do Trapiche n. 34.
Babia.
O biate Crrelo do Norte Iransfcrio a viagem pa-
ra esse porto ; segue uestes dias, e ainda pode rece-
ber alguma carga : (rala-se com Caclanu Cariaco da
C. Al., ao lado do Corpo Santo 11. 25.
Companhia Brasileira de Paquete de
Vapor.
O vapor
Uuanava-
ra, co ra-
in andante
o 1 len-
le Salom,
de\e che-
gar do nor-
te a 11 do
correnle, o seguir para o sul no lia soguinle ao da
soa entrada : agencia na rOa do Trapicho n. 40, se-
gundo andar.
Passagens.
Macei. .
llahia. .
ltio de Janeiro.
Cmara.
2O9OOO
403000
IOU5OOO
Convez.
i000
10*100
22c LEILOES.
LEII.Ao.
Timm, Momscn & Vinnassa, Carao IclAo, por i ti
(ervengao do agente Oliveira, de nm brilbanle sorli-
mento de fazendas as mais proprias do mercado, c
rccenlemenle despachadas ; o assim mais de S J 11.
15, um fardo conlendo 4 pegas de pannos avaria-
dos a bordo do navio Minerva na sua recente \ ia-
om procedente de llamburgo, em presenga do res-
pectivo Sr. cnsul, e por conta e risco de quem per-
tencer : segunda-fiara 12 do crreme, s 10 horas
da manhaa, no seu armazem, defroule do Corpo
Sauto.
AVISOS DIVERSOS.
ERKATA.
.Na correspondencia hontcm publicada, e assigna-
da peloCoiannense no llecifeem vez deEl
crit milU muynus Apolluslua-selil eril satas
magnus Apollo.
Acha-se conlralada a venda d.i parle da casa
larrea do pateo do Tcrgo n, 22, perlcnccnte a Jos
Joaquim Scheller, conbeciJo por Jos Joaquim de
Souza Kangel, quera direilo a mesma tiver por qual-
quer titula annuncie por esle Diario no prazo de 3
das.
Precisa-se comprar um moleque de 12 annos
pouco mais ou menos : na ra da Cruz n. 45.
Aluga-se a loja da casa 11, 16 na ra do Amo-
rim, os prcleudentcs entcndam-e com o prnprictario
Antonio Joaquim de Souza Kibciro: na ra da Ca-
das* n. 18.
No da 28 de fevereiro, furlaram o cabrinha
de nomo Bcncvidvs, dada de 11 para 12 annos, cor
de tabica, testa acarucirada, cabellos raiapinhados
e aMTinelhados, peinas linas, e tem o dedo da mAo
esquerda junio ;io pullcgar estirado, por causa de
ura lulhu, que cusa a dobrar; cuj cabrinha he de
Antonia Joaquim Nunes de Miranda, morador lio
engatuso Piraaira da fregaezii da E-cada, e o tem
tratado vender ao abano assiynado : quem delle li-
vor nolcias, o leve ao engenho Noruega, que ser
bem pago do seu trabalho, a enlregar ,1
Manuel Thomc de Jess.
Desappareceu no da 7 de margo do bairro de
Santo Antonio, um cavallo com una raiigalha com
os signaos seguinics : rodado apatacado, polro da
primeira muda, ferrado no queixo e no qnarlo di-
reilo, o ferelo nosquadris : este cavallo be de Jos
Valenlini de llrilo Jnior, morador na freguezia de
N. S. da Gloria, comarca do Pao d'Alho.
Os credores da massa fallida de Marcelino Jos
libciro, sAo pelo presente convidados, a comparece-
rem boje 9 do correnle pelas 11 horas do dia, ua casa
da residencia doSr. Dr. juiz municipal supplente da
2. vara, para se Iralar de negocios tendentes a
mesma massa.
Oscredores das massas fallidas de Marcelino Jo-
s Kibciro, lenlo Joaquim Cordciro Lima e Auto-
nio Jos de Azevedo, queiram receber o mais breve
possivel, os dividendos que lhes tocaram cm rateio :
na ra da Cruz do Kecife n. :i8 secundo andar.
Antonio da Costa Piuheiro relira-se para fra
do impeli.
Precisa-se alagar para um bomcm
soltejro, um andar mi tuna Sala com*-dous
(|iiartos, era limadas principae ras do
bcrra do Recife : a tratar na ra do Tra-
piche n. 08, primeiro andar.
LOTERA do rosario da
BOA-VISTA.
Ainanhau, sabbado 10 de maivo, he o
indubitavel andamento da reerida lote-
ra, as 10 horas da manh; a, DO emisislorio
da igreja da Conceirao dos militares : os
ineus bilhetes e ia'.lelas st'i lsto a' venda
ate as 10 horas da manhaa ; a elles que
estao no resto. Pernambuco 9 de maii;o
de 1853.O cautoliata, Saluatiano de
Acpiino Ferreira.
Precsa-sc le urna ama que saiba enzinhar
bem : na roa do Queimado n. 40.
sala Be nm.
I.uiz CanUrelli participa ao rcspeilnvel pnblico,
qoe a sua sala de omino, na ra das lincbeiras n.
19, se acha aborta ludas as segaiidia, quanaa e sex-
tas, desde as 7 horas da noile al as 9 : quem do seu
presumo se quiler utilisar. das7 horas da manhaa at as9. <) mesmo te oflcre-
ce a dar liglcs particulares as horas ronvencionadas:
lamliem d liges nos co legios, pelos preces quo os
raesmos colleglos lera marcado.
LOTERAS Di PROVINCIA.
Aeham-se a venda os burieles ra pri-
meira parte da |uint;i lotera a benelicio
da igreja de N. S. do Rosario da Boa-V-
ta, nicamente na theouraria das lote-
ras, na ra do Collegio n. 15, e corre
impreterivelmente no dia 10 de marco.
O thesoureiro, Francisco Antonio de
Oliveira,
Desappareceu no di fi de margo a noile, o prc-
lo benedicto, tem pouco mais ou menos 24 annos,
corpo delRa.to, poura barba, levo bexigas ha qoatro
annos, narizgrosso. pelas8 horas eslovena relinarao
dos quatro cantos da Boa-Vista, onde Irabalhoii al-
?uns mezes ; levou camisa de riscas azues, mas po-
dem ter vestido oulro falo, he muito ladino, c co-
nhecido por andar quasi sempre carrejando assucar
retinado: quera o csnduzir a rehuago da ra da
Senzala Nova 11. i, ser recompensado.
Na casa do paleo da matriz do Santo Antonio
n. '2, anda cunlinoa-se a precisar do um criado na-
cional ou cslranueiro, para servir de pagem a um
senhor do cngenho.c igualmente de um caieiro tam-
bem para engenho, c que deem fiador a sua con-
lucla.
ESTABELECIMENTOS DE CARIDADE.
Salustiano de Aquino Ferreira oll'ere-
ce gratuitamente ao liospital Pedro II,
metade dos premios quesahirem nos qua-
tro bilhetes inleiros ns. 1459, 1854, 1950
e 20(i, da primeira parte da uinta lo-
teria de N. S. do Rosario da Boa-Vista,
que ha de correr indubitavel mente no
(lia 10 de marzo do prsenle auno, os
quaes existemem seu poder depositados:
a melado do que nelles sabir sera'
promptamente entregue ao Sr. 'Jos Pi-
res Ferreira thesoureiro do referido hos-
pital. Pernambuco 28 de fevereiro de
1855.Sahisliano de Aquino Ferreira.
AOS 5:000*000.
O cauleliila Antonio Ferreira de I.ima
e Mello avisa ao respettavd publico, que
sabbado correa lotera deN. S. do Ro-
sario infallivclmente: o resto de seus bi-
lhetes e cautelas aeham-se a venda nas
lojas ja' confaecidas, senda os bilhetes c
cautelas pagos sem disconto dos 8 por
cenlo do imposto geral.
Bilhetes. 50500
Meios. 2.V800
Quartos. l|t*0
Oitavos. 720
Decimos. (00
Vigsimos. 520
Alui;a-sc o sobrado de um andar com solo :
ua ra da Madre de Dcos, 11. 9, a Iralar na mesma
n. 7.
D;i-so em pequeas quautias dinheiro a juros,
sobre penhores de ouro oa prala: na roa do Aragao
n.9.
No dia 9 do correte mez, depois da audiencia
do Sr. Dr. juiz do direilo do ciycl,se ha de arrema-
lar por renda animal o sobrado de tres andares n.
I, na ra do l.ivramenlo, por execugo de Antonio
I.uiz dos Santos, contra os herderos de Jos Mauri-
cio de Oliveira Maciel, e he a ultima praga.
RETRATOS.
.Nocaterro da lloa-Vista n. 4, tercero anda!, coa-
t na-se a tirar rolralos, pelo sysloma crjslalolypo,
com muita rapidez e perfeigao.
I'ttONTISl'ICIO 1>0 CARMO.
O meio bilhele 11. .i'JH, c os quartos os. .1819
3331, da lotera que tcm de correr no dia 10 do an-
dante mez, perteneca a sociedade Frontispicio do
Carnsot
O r. Frankli Americo Ku-taquio Gomes ve-
nha concluir o negocio ua ra do Crespo n. l.
LOTERA DO ROSARIO DA ROA-VISTA.
Aos 5:(K)0.V, 2:000.s, 1:000*.
Curre impreterivelmente sabbado, 10 de mano.
caulelista Salustiano de Aquino l'erreia iivisa
ao respeila\el publico, quo os seus bilhetes ccaute-
las estilo iscntos do descont de fl % da lei nn acto do
pasamento sobre os Ircs primeiros premios grandes.
Achara se venda ase lejas: ra da Cailcia do lle-
cife n. t e H j ; oa praga da Independencia 11. 37
e 39 ; na do l.ivramenlo n. 2 ; ra Nova n. 16 ;
ra do tjueimado o. 39 c li; ra do Cabug n. 11,
nptica.
liilheles 5*100 Keccber por inleiro 3:0009
Meios jSOO 2:500
Quartos l.-io 1:2SU
UiUvos 9720 6j
Decimos jjtiOO 5CO
Vigsimos S320 2o0j>
l'ernambuco 7 de margo de 1853.
Salustiano 'de Aquino Ferreira.
O administrador da maasa fallida de Victorino
cv Moreira, paga o muco dividendo aos credores da]
mesma massa no armazem de S. 1*. Jahoslon & C,
ra da Senzala Nova n. 42.
LOTERA DE N. DO ROSARIO.
Corre sabbado, 10.
Na casa da Fama, aterro da Iloa-Visia n. 18, es-
lao expostas venda as cautelas sesuinlcs :
Quartos lj440.
Decimos aGOO.
Vigsimos 3320.
Alerta senhores jogadores !
O caulclisla Saluslianode Aquino Ferreira, cstra-
nhando o profundo silencio que lein conservado o
Sr. caulelista Antonio Ferreira de I.ima c Mello,
cm nao ler annunciado pelo Diario de Pernambuco,
se as'iuas cautelas esfflo isentas do descont de 8 %
da lei no aclo do pagamento dos Ircs primeiros pre-
mios grandes, d a demonstrar pelo seu silencio qne
ellas sofrcm o descont de S da lei. Sahindo pre-
judicados os senhores josadores era seus proprios in-
leresse, se liverem a dila de tirar as ircs primeiras
sorles, sujeilando-se. sem que baja necessidade, ao
descont de S \ da le. Nao estando sujeilas ao des-
cont de t I da lei nos tres primeiros premios gran-
des as cautelas dos Srs. raulelistas Salustiano de
Aquino Ferreira e Antonio Jos Rodrigues do Souza
Jnior, vendendo-as pelos mesinos prego, e garan-
lindo aos jogadores os premios por iuteiro. Pernam-
buco 8 de margo de IS95.
.Salustiano de Aquino Ferreira.
Aluga-se o armazem da porta larga, na ra da
Praia n. 27, sobrado amarello : a fallar com Oui-
Iherme Selle.
ATTENCAO'.
L'ma mulher idosa propoe-se ao scrirn de casa de
homem sollciro : a Iralar na ra do Sebo n. 23.
AO PtBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, linas e grossas, por
procos mais baixos do que etnou-
tra qualquer parte, tanto em por-
coes, como a retalho, afliancando-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
alirio-sc de combina^ao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, Irancezas, allemaas e suis-
sas, para vciuler fazendas mais em
conta do que se tem vendido, por
isto olferecendo elle maores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietano deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico m ge-
ral, para que venbam (a' bem dos
seus nteresses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luir dos Sanios ARolim
i'.ll.VI'll K.ACAO' DE (EM MU, RES.
Coniimia aeslar fgido desde o dia scxla-feiro, 12
do mez de a?osto de 1853, o escravo, creulo, de no-
me Argemiro, natural da villa de Pesques, com o
signaes segninlea : dado 23 a 2 anuos, pouco mais
011 menos, estatura re?nlar, cor prela relila, nariz
cumprido, denles bouilos e com falta do nm delles
ao lado, com um sgnal arredondado na cabera do
lado esquerde do lamanhu de nma pollcgsjria seta
cabello, he muilo 1 isiuma andar fumando
cigarro, rom chapen ou bonel na cabera ao lado, ves-
tido de calca e cam bo saja, e levnu
comsigo una casar cimenta, muilo snr-
rada nj ma caiga de brira assj riicadinho.
:avo do Sr. coronel Panlaleao de Siqueira
Cavalcnnti. daquolla villa, para onde se suppie que
se Icnha evadido, ou para os engoohoa do su|, dos
riiiaos do mesmo scohor, a quera encarecidamente
iludir pelo referido es. 1
intitula forro, e o enviem para osla capital a
enlregar na ra da Praia, armazem de carne sorra
n. 7(, de Anacido Antonio Ferreira, que prompta-
mente pasar a qnaulia cima. O mesmo se pede a
todas as autoridades policiaca o capities de campo, e
protesta.se contra quera o livor occullo.
Jos Francisco de Teives relira-se para Euro-
nha, e oalro para a delogacia da corpo de sade nes- pa, a Iralar da sua da saude.
M caisULTOIIO
DO DR. CASANVA
RI..V DAs CRl'ZESN. 2S,
vendem-se carleirat de homeopalhia do lo-
dos os lamanhos, por prego muito em 1
Elementos de homeopalhia, 4 vols. 68000
Tinturas a cscolhcr, rada vidro. IJ0O0
Tubos avulsos a aseolhcr a 500 e 300
Consullas gratis para os pobre.
Pcrsunta-se ao actual prioste da fregnezia de
S. Jos, qual fui o reverendo sacerdote que eocom-
meudoii o cadver do fallecido I.uiz Fnancisco Soa-
res, no dia 5 do correnle, na igreja do "Livranenlo,
pois para sso recebcu S. Rvma. a qnaulia de 39560.
O encarregado do enterro.
I.ava-se eengomma-se com pcrfeiriio, por pro-
co commodo : na ra do Vigario n. 2", primeiro
andar.
Da povoarilo do Brejo de Fagundcs, provincia
da Parahiba, fugio ou furlaraiu um mulaliidio com
os sesninles sinaes: idado 15annos, pouco mais ou
menos, altura de ., ou palmos, os pe meio turtos
para denlro, bonita lisura, se llie fr perguntado lal-
vez declare que foi morador na villa do Inga, da-
quella mesma provincia, o qual sabio de Fagundes
na quarla-feira de tanza : quem o apprehcnder ou '
di r noticias exactas, dirija-se ;i ru do Crespo, loja
n. (i.'on a J)oraingns Martins Pereira, no Brejo de
Fagundes, que ser bem recompensado.
Sendo inronleslavoi.se de lodo
males resultantes ao commercio desla gro>
falta de cridas secundarias, ondea
de possa adquirir os conhecimentos inli
a esta prolissSu ; agora que se acha aberta a assem-
blca provincial, julgamos a proposito rogar nos
depulados (|ne mais so mleres-am pelo be:
Mncia.o proporem e olcitarem a creacao de nma
escola de comemrro nesta cidade. ousequer nma
aula de escriplurago commercial, de que tanta falta
sentimos, afim de que com oadiamenlo desle 1
licio nao se torne ainda maior a carencia qu
muilo sentimos de pessoas habilitadas p>r a guarda
das livros de qualquer rasa.Kecife" de margo de
185.O commerciante.
Koaa-ie as autoridades policiaes quo lancera
os seus olhos de piedad -obre o paleo do Carmo,
que todas as noles evisle um grupo de vadios
lanas da noile. com grilos|e;bar.ulbos que inrorainn-
da o socego publico : islo pede um dos inoommoda-
dos, morador 110 pateo.
No dia 7 do correnle desappareceu da porta
da padaria da ra Direila n. 69 um quarlau russo,
pertenecido a Jos Bernardino Pereira da Brilo,
morador no Monteiro : roga-se a quem tver pega-
do entregar na ra Direila n. 69 ou 110 MonUiro a
Jos Bernardino Pereira de Brito.
Na ra da Praia n. 27 sobrado amarello exis-
lem cartas, c deseja-sr fallar aos senhores Manoel
Gomes Barboza de Araujo Pereira, Sergio Kegis
l'aes Brrelo, Francisco Jos AlvesUama, Jos Ma-
ra de Souza Rangsl o Antonio Joi de Brito.
Joaquim Gomes de Oliveira Lima deiiou de
sercaiveiro de Francisco liotelho d'Andrade desde
5 de marro de 1855.
-- O rautelisla Antonia Jos Hodrisues de
Jnior lera resolvido daqVi em (liante, venders
siia*cnnlelas e bilhetes aos pregos abaixo declara-
dos, oliriuando-so a pagar por inleiro sem o iwon-
lo dos 8 % da lei, os premias grandes que seas I
tes e cautelas obtiverem.
liilheles inleiros Recebo O9OOO
Meios bilhetes 29800 USOOO
Quartos 19*40 , iisomi
Oitavos 720 >,
Decimos 600 u
Vgesiutos :12o "1O5000
E por i-so araba de expor a venda nas lojas do cos-
lume, osseus bilbeles o cautelas da 1.< parle i)
lotera do Rosario da Boa-Vista, cujas rodas a
infallivelmenle a 10 do correr
Afo r amentos.
Aforam-se terrenos na Soledade, pro-
prios para ediioacoes e para pl
decapan: a tratar no Mai
de 11. Abe da Silva.
Desappareceu na segunda-feira. j do correnlo,
o moleque, crioulo, ric nomo llerrulano, cslalura
oslo um pouco compiido, quando falla
gaguej 1 0111 pouco como se eslivesso com inedo ; le-
van calca de caseinlra de quadros miado, fazenda
ingleza, e camisa de madapolSo algoma couaa suja :
quem o pegar ser gralicado : na ra do Torres n.
12, quarlo audar.
HOTEL ING-LEZ.
Precisa-so lugar nm escravo para o servido de
portas a dentro ; a Iralar ua rur. do Irapiclie n.
Seo.
MUTILADO
C. STARRdrC.
rcspcilosamcnlo annunciam qoe no seo exteu
labelecimenlo em Santo Amaro,continuara 1 fa!
cora a maior perfeigao e promptido. toda a quaidi-,
de de uiachiiiismo para o uso da agricultura, na-
vegarflo e manufactura; c que para maior commodo
de seus numerosos freguezes e do publico em geral,
lecm aherto era um dos grandes armazens 0
Mesquila na ra do Brum, atraz do arsenal de iiin-
riuha
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dilo seu estabelecimento.
All ar.har.1o os compradores om completo orli>
ment de moendas de canna, com todos os melhora-
menlos .alguns delles novo e origina/) de que 11
experiencia de muito anuos tcm mostrado a aeces-
sidade. Machinas de vapor de baia e alia pressao.
laixas de todo lamanho, tanto Iwlidas como fundi-
das, carros de mao e ditos para condusir formas d*
assurar, machinas para moer mandioca, prensas pa-
ra dito, fomos de ferro batido para fariuha, ara :
Ierro da mais approvada coustruegite, fundos para
alambiques, envos c portas para forualhas. e urna
infinidade de obras di ferro, que seria enfadonho
enumerar. No mesmo deposito existe ama pessoa
ntelligenle c habilitada para receber todas as en-
comraeudas, etc., etc., que os annunciantcs conlaa-.
do rom a capacidad): de suas otlicinas e machiuUmo,
c pericia de seus olciaes, se compromrttein a fazer
executar, com a maior presteza, perfeigao, o exacta
conformidade com os modelos eu dcsenhos,c in
r.fies que lhes forera fornecic
IECHMISIO PAM EI6E-
RHO.
XA FL'XDir.AO DE FE'IRO DO KNGE-
NHEIUO DAVID W. BOWNIAN. NA
RLA DO BRUM, PASSANDO O CHA-
- FARIZ,
h.i sempre um grande sorliraenlo dos seguimos ob
jectos de mechanismos proprios para engeulms, a sa-
bir : moendas e meias moendas da mais rai-
ce n-lr ucean ; laixas de ferro fundido e batid
superior qualidade, e de lodos os tamauhos ; rodas
dentadas para agua ou animaos, de todas as propor-
ges ; rrivos e bocea de Tomaina e registros de boei-
ro, aguilhes.bronze parafusos e cavilhde, un
de mandioca, etc. ele.
NA MESMA FUNDICAO
so oxeculan todas as encoinmondas com a superiori-
dacle j conhecida, c com a devida presteza o commo-
didsde cm prego.
CHAROPE
DO
BOSQUE
O nico deposilojeonlina a ser na botica de Bar- .
tholnmeu Francisco de Souza, na ra larga do Rosa-
rio s>. 36; garrafas graudesOO e peqoenas35OOO.'
IMPRTAME PARA 0 PUBLICO.
Pra cura de phlisica em todos os seos diflerentes
graos, quer motilada por eoSMlipu;ues, lesee, aslh-
raa, pleiinz. escarros de siu. ;,ios e
peilo. palpitar! im coraga, coqneloche, bronehlc,
dr ona garganta, e todas as raoleslias des orgao psl-
-noni:
\ mesa regidora da irmandade do Divino Bs-
prito Santo, erecta no convenio de Sonto Antouio
do Recife, r. t rc.
coborn arlas palcnle, e qu anda nao
la marcad pela n de o fazer,
^^Ht*'1* la importancia a pessoa de quem rece-
ja ler dado
princi| : pobli-
ro, o coi ilieiro
lie appl osle fim, .andada nao
ler oulro meios se uio recorrer aos seus charissiraos
irmao:, para com brevidade fmalisar esta grande
obra de tanta monta.
llPPIUtl


I>1 Ill.lCACO LiTTERARIA.
prclos de Santos & C. as lnsliluic,oes
;ic, para o uso do clero ero peral e dos se-
ii particular, redimidas em latim para o
iarin Humano pelo roiicgu Joo fornica, c
em vulgar com as olas de Mr. Boissonnet,
sor do erando leminario de Valen.
DIARIO OE PERNAMBUCO, SEXTA FEIRA 9 DE MARQO DE 1855.

CONSULTORIO DOS POBRES
25 KUA SO GOX.I.BOIO 1 AMBA 25.
do .-aillo
Oi Dr.I". A. Ubo Moscozo d
anli.ia ale o nicio dia, i em casos
Oflerere-se igualmente para i
ti.,.11.^ ..... __._ .
i comillas liomeopalliiras todos os dias os pobres, desde 9 horas da
!Xlrordinarios a qualqucr hora do dia ou noli.
. raticar qualquer operaran de cirurgia, e acudir promplamenlc a qual-
tfn jquer mull.cr que estoja mal de patio, e cujascireuroslaucias nao permitlam pagar ao medico.


aunarto epi^'opai ue uluuia para coropeii-
dio de Liturgia ; vai sendo intpressa em bom pa-
, e typo acorn modado ;
.le mais de 401)
ra parte esta' ja' impressa para es
i de frequenlar a res-
la; as uutras parles lem de apparecer
i quatro mezes prximos. Todo o volu-
a quem quizersubsrrevcr ,">Ji em
~e receberao as livrarias
do largo do Coilegio u. 2, c da ra da Cruz, do
do Recife n. 56, lugares estes em que se acha-
rnpla a primeira parte, que consta do 152 pa-
alugar urna preta boa quilnndeira :
na ra do Uueimado o. !18, primeiro andar.
especial favor pede-sc ao Sr. acadmico
(Marques l'inlo Wanderlcs, que tenlia a hon-
;iloir urna carta que'lhc foi conliada pelo
Carlos Augusto Autran da Malla e Albuqucrque
iwra ser entregue na Baha a pessoa que elle luesmo
iiora.
PIANOS.
P. Vogeley avisa ao respeituvel publico, que
em sua casa na ra ISuva n. 41, primeiro andar, a-
cha-so um sortimenlo de pianos de jacarando, os
es que lem at agora apparecido no mercado,
lela saa armoniosa e forte voz. como pela
onslrucrao de armario da fabrica de Collard &
rd em Londres, os quaes vendem-sc por um
oavel; o annunciante continua afinar o
concertar pianos com perfeicao.
Aluaa-se um sitio muilo pcrlo da praca, na
J Imperial defronte da fabrica de sabao, tem boa
com rnoitos commodos, diversas arvores de
i e planlacao de capim: trala-sc na ra Direila
u. 2.
Cuslodio Jos da Costa Kibeiro reira-se para
fora da provincia. ,
ahaixoassignadoroga a pessoa que
lio emprestada a obraJL'LF EH-
doSr. E. Sue em 10 Col. n 8
Pars, que se digne de lita res-
IVDr. Joaquim de Aquino Fonseca.
NO WULTORK) DO DR. P. i. LOBO I0SHHI.
25 RA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGDINTE:
il completo de meddicina homeonathica do Dr. II. Jahr. traducido em por
tugue/, pelo Dr. Moscozo, quatro volumes encadernados em dous e acompanhado de
JII5(KKI
s as que tralam do estudo c pralica da liomnopalliia, por ser a uiiica
a iwealn p,A'mO<-.ENKSIA OU EFFEITOS DOS IIEDICA-
KJ De. .sAl UE-conhei-inicnlos que nilo podem dispensar as pes-
om diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc etc
Esta obra, a mais importante de todas as qoctrala
que conten a base fundamental (Testa do
RENTOS NO ORANISMOEM ESTADO ..^.vuuc.-connec.incnlos q
VSttlEZtSSA "iKSU! d:' verda,ltira medicina, inleressa a todos os mdicos que qui/.erem
hJ-nTi,, h ra 'a "lcma"n- e ?<" ""> *e convencerem da verdade d'ella : a todos os
Il^n., r, de-ennho T? estaolongedos recursos ,lo mdicos: a lodosos capil5e.de navio,
aTodTo,? *ll P0<1Cni dC-"r de,acu.'lir qlqer incommodo seu ou de seus tripulanles :
dos nrcJi rlt? V Pr c,rc,"nsli"lc'-|s- I* nem sempre podem ser prevenidas, sao obriga-
dos a prestar i cantinean os pnmeiros soccorros em suas enfermidades.
vade-mecum do homcopalba ou Iraduccao da medicina domestica do Dr llerin"
b' ':"l'"n ulil s pessoas que se dedicam ao estudo da homeopalhia, um volu-
me grande, acompanhado do diccionario dos termos de medicina lCrMXK)
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, ele, etc., encadenado'. ". '. : fecm verdadeiros c bem preparados medicamentos nao se pode dar um nasso seeuro na oralirVX
ninguem duvida lioje da grande supenondade dos seus medicamentos.
Boticas a 12 tubos grandes....... nono
Boticas de 2% medicamentos em glbulos, a 10, lije 1J000 k........
I)itas 30 ditos a........ n<
Ditas 48 lMKl
ditos
Ditas 60 ditos a .
Ditas 144 ditos a .
Tubos avulsos.........
Frascos de meia onra de lindura. '. '.
Ditos de verdadeira tinctura a rnica.
259000
30*000
oaotKi
19000
25(KM)
2,-XMKI
Namesmacasa lia sempre venda grande numero de'tubos de crv'stai de div'ersns tamanhus
^T.^ram^am.Cn'OS' e P-"PU- qualquer encommenda de ZJSSttZSSZ iTr da!
RECREIO MILITAR.
Con\ ida-se aos Srs. socios, para compa-
9 recerem na casa de suas partidas, no da 7 do
$ crreme, as 4 horas da tarde, com suas pro- >
i postas para convite; e na niesma occ.iMo se *j
@ marcar o dia do baile. S
Obachaiel A. R. de Torres Bandei-
professor substituto de Uhetorica e
raphia notycu desta provincia, con-
tinua a enstnar, alm dos referidos pre-
paratorios, pbilosophia, liante-/, e ingle/.:
quem do seu prestimo se quizer utilsar,
pode procura-Io para este lin na na es-
a do Rosario n. 41 segundo andar, ou
no segundo andar do sobrado ta ra No-
va, que faz quina para a camboa do Cal-
mo ; adverte que as aulas teruo lugar de
1 liora da tarde as 2 e meia, e das 4 as (i
c meia.
Precisa-sedeofliciaes dealfaiate, tan-
to de obra grande como miuda : na ra
da Madre de Dos a. 3(5, primeiro andar.
M-se (ralis para morar, com a condirao de
iitio naCapeoga: os prelendente's diri-
e ao armaiem da raa do Azeite de l'eixe, nu-
mero 13.
ftlofcilia de aluguel.
Jam-se mobilias completas, uu qualqucr traste
ide do alugador, por preco comino-
i Nova, armazem de trastes do l'inlo, de-
Ironte da ra do Santo Amaro.
Desapparoceu da casa de Antonio Jos Gomes
do Crrelo, na cidade Nova, om Santo Amaro, um
papagaio conuaferto : quem o liver adiado, c nao
querendo ler o incommodo de o tratar, pode Icva-lo
la indicada, que ser gratificado, alcm do
r quo com isso far a seu propriu dono.
Rostron Rooker &C, consignatarios
lericana Wiekerv, declarara
que nao se responsabilisam
f contas ou despezas el lee-
la dita barca sem ordem exjires-
i, dada no seu escriplo-
e marco de 1S55.
-ageiro qne por engao levou do vapor
um volunte, contemlo um chapeo prelo e
oulro de manilha, queira ler a bondade de remlle-
lo ao hotel da Europa, na ra da Aurora, ou decla-
rar a saa residencia para ser procurado.
A abao atsignada, mulher de l'raiir seo Jos
Oieira, previne ao publico, que ninguem faca nego-
cio algnm com o referido seu marido, relativamente
caaas terreas : urna, sita na ra de Santa Hi-
la n. Gt, e onlra na do Nogocira n. :i8, ambas per-
" casal; porque, alm do referido sen
wo nao poder fazer sem onlorga da annuii-,
icionados predios acham-se a dever ;f Ja,lr' pnarmacopahomeopalliica.
la publica nao pequea quautia de decimas
dos anuos anteriores.
Zulmira Marliniana /.opa Lima.
No dia 9, a 1 hora da larde, na sala dasaudi-
, dcpoisde finda a do Sr. Dr. juiz da primeira
vara rivcl, se bao de arrematar diversas joias de ou-
ita, 3 cscravos, 25 a|K)liccs da rompanhia de
eberibe,avaliada cada urna em 4J9000,e as casasse-
lotes : na fregueziada Boa-Vista, as casas terreas
la matriz n. U, avaliada por TIXIjOOO, na ru
\ e ha n. 80 por 753000, outra na mesma ra n.
r biOjOOO, em Santa Cruz n. 56, por OjOOO,
l"es do (iuiabo n. 10, por 5O05O0O ; na fregue-
sar.to Antonio, um sobrado de um andar c
na ra da Penda n. i!, avahado por-JiOOOrOtni
as casas terreas, na roa do topo n. :lt, por .VHteOOo'
oto n.31 2|3 por 1:0008000, na
Viracao n. 39 por 000.OO0, na travos da
ion. 10 por 4008000 ; na f-epuezia deS. Jos
terrea*, na ra das Cinco l'ontas n. 75 por
S0080W, na ra de S. Jos n. 43 por COOsOlK', c li-
tros objectos consUntes do escriplo em mao do por-
tfiro, assim como una imagem de N. S. da Coi'cei-
ao, estimada em 100^)00, 840 lijlos de ladrilbo
.adrados, estrangeiros, por 68400, .i requerimenlo
de Manoel Joaqmm Hamos e Silva, tcstamenleiro
dosbeusdoli.idoJoaquim Jos Ten eir, para pa-
gamento dos seus credores.
se de um forneiro e que saiba de na-
dara : na ra das Cruzes o. 30.
ie alugar um primeiro andar
ifllcientes commodos, as seguidles
ras: Cadeia, Cruz, Vigario, Crespo,
yueimado e Cadeia-Velha : a tratar na
na do Trapiche n. o, primeiro andar.
I'erdeu-se desde o Manguind al a Capun-a
unscoraesde braco encarnados, encasloados ei
ouro, chelos derequififes : quem os arboo c livor
i pode leva-Ios a Capunga, sitio de Joao
ehsla da Costa e Silva, ou na ra do Ouei-
mado loja de Silva i\l Araujo, onde sera grali-
iicado. "
Urna pessoa que lenTbaslante pralica do escri-
pluracao cnmmorcial, oOerecc-se para fazer qual-
!'la, com boalellra, acert e limpe :
lem de seu presumo precisar, dirija-se i la do
yueimado, luja n. 37, que se dir quem be.
:ia-*e de urna ama para o servico interno
de urna caja de pouca familia : a tratar na ra da
Madre de Dos n. 32.
Tinm-se retratos a oleo e a minia'tura, com a
maior |>erfeicao : na ra do Hosario da Boa-Vista
n. o_
- Tcndosaliido Jcaquim Antonio dos Sanios da
praia da Venda Grande, pelas 7 horas do dia :.'.S do
mea antecedente, para a pescara do alto mar, em
urna jangada, em companhia nicamente de um seu
cscravo, pardo escuro, de nomc Joao, lendo este por
igniea mais ostensivos, a perna esquerda quebrada,
que no andar curva-se para dentro, eduas cieatri-
es no pescoco do lado direito, provenieutes de al-
- qne teve ; at o presente ainda nao he ppa-
rocido, ppr nao ter mais voltado casa nem <> Sr
Santos c nem o son dito escravo ; pelo que roga-se
s autoridades policiaes c a qiiacsqtier pessoas, que
liajam ou pos,am encontrar o sobredilo esrravo. deo
capim reuietter i dita povoaco d i
,'""v de Jos Tboma dos Santos, ouc
desoja ancoso saber noticias de seu pal, e senhrVdo
dito escravo. '
Para na cochelia da ra da l lorcnlina um
quarlao do eangalba, de cor rodada, o .mil entrou
para .. dita cocheira no ultimo do mez prxin
sado : quem fur seu dono queira ir procura-lo, que
dando os signaes Ihe ser entregue.
--No dia (.) as 10 doras da manhaa. finda a au-
diencia do Illui. Sr. I)r. juiz do orpdao-, na sala das
mesinas, se ha de arrematar a casa n. !3 da ra das
meo los proprios, com dous solios, nm
na frente coiii.ro nos fundos, avalia.ia por 1:7008
por execucao de Jos Francisco de Azevedo, contra
Manoel de Kesende Reg Barros, como admiisira-
dor desua mulaer, be a ullima praja.
de e por precos muilo commodos.
MASS ADAMANTINA.
Ra do Rosario'n. 36, secundo andar, PauloGai-
gooui, dentista francs, chumba os denles com a
masa adamantina. Essa nova e maravilbosa com-
posicao lem a vanlagem de encher sem pressao dolo-
rasa todas as anfractuosidades do denle, adqiicrindn
em poucos instantes solidez igual a da pedra mais
dura,o prometi restaurar os denles mais estragados,
com a forma e a cor primitiva.
Casa de consignacao de cscravos, na rua
dos Quartcis n. 2i
Compram-sc e recebem-sc escravos de ambos os
sexos, para sevenderem de commissao, tanto para a
provincia como para fra della, olTerecendo-se para
sso toda a seguraima precisa para os ditos escravos.
|tft##tM9tlr
g IBLICACiO- DO ESTULTO 110
MHOPATHICO DO BRASIL. g
g THESOURO IIOMEOPATIHCO
m ou O
m vaije-mecum do a
IIOMEOPATIIA. <$)
^ Mclhodo concito, claro e seguro de cu- (,
/A far homeopathicamente lodas as molestias j
v que affligem a especie humana, e parti- >(W
Mh cularmenle ar/uellas que reinam no /Ira- ((f)
^jt. til, redigido secundo os melhores trata- v
XW dos de homeopalhia, tanto europeos romo Q?)
(&\ americanos, e scspndo a propria e*per- /#
W enca, pelo r. Sabino Oieaario Ludgero JP
P Pinho. Esla obra hejtoje recondecida co- (&)
mo a meldor de todas qoe tralam daappli- a
ea(S homeopalhica no curalivo das mo- W
(J5) lestias. Os curiosos, principalmente, nao ()
A* podem dar um passo sesuro sem possui-la e a
^ consulla-la. Os pais de familias, os senho- V)
f) res de cugenluj, sacerdotes, viajantes, ca- A
g pilaes.de navios, scrtanejoselc. etc., devem
te-la mao para occorrer promptamente a
qualquer raso de molestia. /a
Dous volumes em brochara por 10&000 w
encadernados 118000 &k
V ende-se nicamente em casado autor, Z
no palacete da rua de S. Francisco (Mun- 1
O capilao da galera americana Flnlande de-
clara que nao seresponsadilisa por divida alguma
feila por gente de sua tripulaao.
COMPRAS.
Compra-sc urna casa terrea em qualqucr das
mas da freguezia de Santo Antonio, que o seu valor
nao ccedade 1:0002000: quem liver, dirija-se a
rua das 11 incluirs n. ,">0.
Na rua larga do Rosario n. 38, compram-se
escravos de ambos os sexos, preferindo-se os de ida-
de de 12 a 25 anuos, e os que livercm ollicios, qual-
qucr que seja a idade, nao se oldando a preco.
Compram-se palacoes drasilciros c bcspaolics:
na rua da Cadeia do Recife n. 5i.
VENDAS.
i
do Novo) n. 68 A.
ALL DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuqucr-
que mudou a sua aula para a rua do Ran-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internse externos desdeja' ftor m-
dico preco como he publico: quepa se
quizer utilsar deseupequeo prestimo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
_ se traecas sisa
DENTISTA IRANCKZ. S
i
Paulo Gaignoux, eslabelecido na rua larca &
do Rosario n. 36, segundo andar, colloca den- (fi
tes com gengivos"artiliciaes, e dentadura com- M
pela, ou parle della, com a pressao do ar. ta
Tambero lem para vender agua dentifricedo
I)r. rierre, c po para denles. Una larga do ffi
} Rosario n. 36 segundo andar. at
Novos livrosde liomeopatitia uiefranccz, obras
(odas de summa importancia :
Hahncmann, tratado das molestias
lumes.........
Teste, molestias dos meninos .
Hcring, homeopalhia domestica.
chronicas, 4 vo-
. 208000
65000
78000
68000
168000
frStHK)
88000
168000
108000
88000
78000
6-SKK)
48000
108000
Jahr, novo manual, 4 volumes
Jahr, molestias nervosas.......
Jahr, molestias da pelle.......
Rapou.liisloria da homeopalhia, a volumes
Harthmann, tratado complctu das molestias
dos meninos..........
A Teste, materia medica bomeopathica. !
De Favolle, doutrina medica bomeopalliica
Clinica de Slaoneli .......
Casting, verdade da homeopalhia. '. '.
Diccionario de Nyslcn.......
Attlas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, contendo a destrpelo
de todas as parles do corpo humano 308000
vedem-se todos estes livros no cousullorio homcona-
tlucodo Dr. Lobo Moscoso, rua de Coilegio n S
primeiro audar. '
Prccisa-se alugar um pretopara ser-
vico de casa de homem solteiro: na
do Trapichen. 10.
PERIDICO DOS POBRES.
rua
Acha-se aberta a asenatun
foll
a para esta
taque se publica, escripia por mu
habis pennas. no Rio de Janeiro, e sol,
a direccao de A. M. Morando ; ja' canta
seis annos de existencia c sempre ha go-
zado de toJaa.cstima. tanto na corte como
cni todas as provincias. Assigna-se na li-
viana da praca da Independencia n. 6 e
8 por 2.S-000 por trimestre, 't.sOOO por se-
mestre, eSsporumanno: convida-se aos
amantes da leitura para que venhara as-
signar ate a chegada do Imperador, que
se espera do norte, alim de receberem a
colleccao no primeiro vapor.
J. JANE, DEVASTA.
2
conlintia a residir na rua'o'v "i. lV'primei- >
ro andar.
/ ;' "
OSr. Joao Nepomuceno Fcrreira
de Mello, que mora para o Salgadinho,
fiueira mandar receber urna encommen-
da na livraria n. (i e 8 da praca da Inde-
pendencia.
No hotel da Europa prerisa-se de 2 criados
brancos.
No hotel da Europa precisa-sc de necros or
aluguel. '
Precisa-se de ofliciaes para obras miudas : na
loja de alfaiale, na rua Nova, esquinada ponte.
Osabaisoassignado. dictados a esla cidade
em das do mea de outubro prximo passado, Irou-
xcram em sua companhia um menino seu prente,
com idade del faunos, o qual chama-se Jos Ca-
nino, sutidilo napolitano, assim como os annuncian-
te, ese emprecava em locar harpa, e como se nflo
saiba ha mais de om mez o destino que lomnu, ro-
ga-sa a todas a autoridades policiacs ou pessoas par-
ticulares, se digncm o fazer condiizir nostn cidade
aobecco do Adren n. |, (|Ue promplamenlc
lisiara loda o qualquer despeza quo se lizer, e lam-
ben se Rratfftcari a i ano* que delle der noticia,c se
ficara siimmamciite gralo. I'ernambnco 1. do mar-
co de Wjo. Uiufepp .lulonio Imperulrice,Anlonio
la Raja,
Precisa-se de orna prela forra para o servico
de nina casa de pooca familia, que sirva pura lodo
n interno cexterno ; na ruada Unule, lado di-
rsito, terceira casa ; paga-se bcm.
Precisa-so de urna ama forra ou captiva para
fazer o servico diario de urna rasa de pouca familia :
quem preteuder, dirija-se a rua do Coilegio n. 13,
armazem. -
Mil Til a nn
ALMAK TARA I8SS.
Sahtram a' luz as lolhinhas de algibei-
ra com o almanak administrativo, mer-
cantil, agricola e industrial desta provin-
cia, corrigido e accrescentado, contendo
-00paginas: vende-se a 500 rs., na li-
vraria n. 0 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
MELPOMEXE DE LAA' DE QUADROS.
COSTO ESCOCEZ
A 400 rs. o covado.
Vende-sc para ullimacao de conlas : na loja de
Faria & Lopes, rua do Qucimado n. 17.
BRAZELEZA PARA VESTIDOS
DE SENHORA
A CiO RS. O COVADQ.
I'elo ull.imo vapor viudo da Europa, chegou unta
Duenda nova de furia-cores, lecida de soda e lila, de
madrea e de lislras. propria para vestidos dcseiiho-
ra, a qual fazenda rbamam ou inlilulam em Londres
por Itrazcleza, aonde na prsenlecslacao dea fazen-
da da moda : vende-se iinicamcnlc na loja n. 17 da
rua do Queimado, ao pe da bolica, pelo barato pre-
co de 610 cada covado.
ORLEANS DE L1STRA DE SEDA.
<00 rs. o covado.
Vendcm-se na rua do Queimado, loja n. 17, de
Furia (\- Lopes, para liquidarao de contas.
COM PEQUEO TOQUE DE
AYARIA.
Pecas do madpolao a 29500 e 3000 : na na do
Crespo, loja da esquina que volta para a cadeia.
MASSA PE TOMATES.
Em latas do 4 libras cxccllenle para tempero, c
lambcutse vende as libras por prec. commodo na
rua do Coilegio u. U, em casa de Fraucisco Jos
Lene.
Na rua da Cruz n. ~~ c ,">0, vendem-sc qneijos
londrinos, presunto para hambre, latas de biscoulo
soda, conservas c moslarda, ludo muilo novo, o mais
barato do que em oulra qualquer parte.
Na loja de portas, na rua do Queimado n.
10, vende-sc panno prelo lino a >800 e :);>jO(l, c
muilo superior, prova de limao, a 5 e 65000 o cova-
do, casemira preta elaslica, superior, por preco mui-
lo em conla.
Vende-sc urna grammalica inglcza de Constan-
cio : quem quizer auuuncie.
t Vende-se no armazem do Sr. Annes, defronte
da escadiuda, feijao mulatinbo novo, de muilo boa
qnalidade, e bcm seceo, pelo proco de 135000 rs. a
sacca.
Vende-so muito boa ranella da Ierra a 80 a
libra : na rua do Queimado u. 15.
Cremelina dequadros asselinados, a l.slOO
o covado.
Chegou no ultimo uapor da Europa orna fazenda
a mais moderna do mercado, propria para vestido de
sen hora, de quadros larsos asetinados, toda de se-
da, denomiuada Cremelina : vende-se na rua do
Queimado n. 19 ; e dao-se as amostras com penhnr.
Crimea.
Chegou no ultimo vapor da Europa urna fazenda
intciramente nova, loda de seda, dequadros tarsos ;
a qual fazenda chaman, ou inlilulam cni Franca por
Crimea : vende-se na rua do Queimado n. 10, pelo
barato preco de 1;j000 o covado, c dao-se as amos-
tras com pulidor.
BEIMt A .;00 RS. 0 COVADO.
Vcio pelo navio Pharamond. de Franca, urna fa-
zenda nova, goslo esencez, muilo lina, com 4 palmos
de largara, que pelo seu brilho parece seda, a que as
senhoras em I'aris dao o nome de Ilclona: vende-se
tao smente na loja da rua do Queimado n. 40, c
dao-se as amostras com penhor.
F.VIE.DAS PBETAS.
\ ende-se panno prelo muilo lino, de 3g a 60tK) o
covado, cortes de casemira preta selim a ">5oOO, cor-
tes de collctcs de selim Mac.io a OoSUO, alpaca preta
de lustre, tina, de (00 rs. a 15000 o covado, lencos
de selim prcto a 15600, o unirs muilas fazeodas
prelas : na loja da rua do Queimado 11. 10.
COM ATARA NA OURLA.
Pecas de algodaozinho liso, muito encor-
pado, a 2.S000 e 2.s500.
Vendcm-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volia para a cadeia.
Para vestido.
Laazinhns de cores, muilo lindos padroes, para
vestido de senhora, pelo diminuto preco de 320 cada
covado : veudent-sc na loja de '1 portas, na rua do
Queimado 11. 10.
CAMISAS PARA SENHORA.
\ cudem-sc na loja de 4 portas, na rua do Qaei-
made 11. 10, camisas de cambraia de linho bor.la.las,
e com manguilo, muilo linda, para senhora, por
prejo commodo.
Vendem-sc as obias segnintes, por W. Scolt:
os PuUtanos, volumes; Waverley, 4 volumes ; o
lalisman. 3 volumes ; a Prisao d'Edemburgo, 4 vo-
lumes ; Missanlropo, 1 voliime; Quintino Dure-
vard, 4 volumes ; Svanho, 4 volumes ; Curso de
Direito Publico, porS. I'inheiro, 2 volumes; Diccio-
nario lheologico, por ab Aquilla. 5 volumes ; Droil
Ecclosiasl Francez. por Dopin W.; Juris Canonis,
por l.equcuv, 1 volunte : no aterro da Boa-Vista,
loja de oiirives n. 08.
Vendem-sc caias rom agurdenle da Franca
no armaieiu deJoo lavares Cordeiro na travesea
da Madre de Dos por preco commodo.
Vendcm-se noves c encelantes qirartaos pti-
mos para carga; na cocheira da Florentina.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicSo de C. Starr & Companhia
em Santo Aman), acha-se para vender
mpendas de caimas todas de ferro, de um
rnodello c construccao muito superiores
Na rua das Cruzes n. 40, taberna do Campos,
ha das melhores e mais modernas bichas bambor-
guezas para vender-se era graudes porcoes e a rela-
lho, e tambera se aluga.
Crimea.
Chegou pelo vapor Solent, da Europa, urna fa-
zenda inicuamente nova, loda de seda, quadros lar-
sos, denominada -Crimea : *eae-M nudamente
na loja da rua do Qoeimade n. 10, ped diminuto
preco do I5OOO rs. o cova Jo, e dao-se amo,tras com
penhor.
Vendem-sc 2carro muito lortes, pa-
ta pretos carregarem fazenda, por*preco
commodo: na rua Nova n. (17.
Vcnde-sc um violao: na rua de-
Aguas- Verdes n. 25.
Vendcm-se penles do diversas mod.is, de lar-
taruga, abortosc lisos ; lambcm se vendein ditos pa-
ra marrafas, c se faz atacadores para cabello de me-
nina, concertam-se lambem quaesquer ebras .leste
seero : 111 loja de lartarunueiro, no paleo do Car-
ino, lujado sobrado da esquina, que volta para a rua
das Trinrdeiras 11. 2.
Na loja de i portas da rua do Queimado n. 10,
vende-se selim prelo .Maro para vestido de scnliora
a 25400, e muilo superior a 31000, srosdenaplcs
prelo, largo a 39000, sarja de seda preta a 25000,
selim preto lavrado. fa/.enda muito boa, a 2?00. e
mitras fazendas de seda por preco commodo.
Vende-se muilo bom lcite : na raa Direila n.
129, primeiro andar.
FRESCAES OVAS DO SERTAQ'.
\ cudem-se muilo frescaes ovas do scrlo : na rua
do Queimado, loja 11. 14,.
RUADO CRESPN. 21.
Vendcm-se nestaloja superioreschape'os
francezes, sarja preta hcspanliola e setim
pieto macan, tudo por precos baratissi-
mos.
Vende-se unta taberna com poneos fundos con-
fronte a igreia de S. Jos do Manauinlio ; a tratar
na rua das Flores n. 21, taberna confronte a porto
das canoas.
() \ ende-se superior sarja preta **
(& hespanhola. X.
Bengallas linas com lindos cas- ,
tes. W
Meias de seda brancas c pretas Wv
para senhora. ^
Setim preto macan paiacoll- i$)
tes e vestidos. (A\
Chales de crep, bordados e es- ^
lampados.
Saias brancas bordadas para se-
nhora
Vestidos de cambraia a Pon<-
'*M padottr.
W> Charutos Lancciros.
^) Papel pintado para forro de
@ sala.
( Chocolate francez muito supe- /?*
W Agua de flor de brama de muito fe
]g boa quadade.
No armazem de Vctor Lasnc, ($)
W rua da Cruz n. 27. (.(T,
i
1
i
i
s
1
Na travesea do Vigario n. .1, vende-se supe-
rior viudo verde em barris de quatro em pipa, ai-
sim como cm caadas a 29, e a garrafa a 280 rs.
Vende-se um moieque crioulo da cidade, de
10 annos de idade c um mulatinbo dotpialro annos:
uo raes ao Hamos n. 4.
Continua-se a veuder cebla de Lisboa, sola, a
t5300 o cent*, dita de moldo a IJJOO, para acabar
com o reslo : na rua do Queimado 11. 38, primeiro
andar.
\ ende-se sarja preta lavrada gnslo moderno, gros-
denapoles preto o melhor possivcl, selim pelo ver-
dadeiro macao, sarja prela hespanhola, velludo pre-
lo porlugucz, alpalca prela de lustre muilo fina ; to-
das estas fazendas s,1o proprias para vestidos de se-
nhora ; d,lo se amostras com penhor, na loja da rua
do Queimado n. 40.
Rua do Coilegio, loja n. o.
Ha para vender-se o mais superior doce de calda
em latas, que pela sua boa qualidade se venda em
latas para se diflerenrar do que se vende em barris,
porque este doce o vendedor aliam.-a a sua qualida-
de ; contendo ncslas latas doce de caj, laranja, ci-
dra, limao, ananaz, grozelcs, mangaba, e o grande
doce de calda de goiaba, assim como caj' secco c
cidra. -
Vende-sc urna negra com 30 anuos, pouco mais
ou menos, boa quilandcira : na loja da rua da Ca-
deia 1I0 Iti'cil'e n. 40.
Vende-se um escravo j^i veiho ; na Iravessa do
(osario n. 1.
COBERTORES ESGROS E
BRAMOS.
Na rua Ai Crespo.loja da esquina quo volta para I
cadeia, vendem-se cobertores oscuros, proprios para
escravos, a 720, ditos grandes, bem encornados, a
19280, ditos brancos a 19200, ditos com pello imi-
tando os de la a I528O, ditos de laa a 23100 cada
um.
PARA A QDRESHA.
Sarja prela hespanhola de primeira qualidade, se-
lim prelo muilo superior, casemira prela france/.a,
dita selim, velludo prcto superior, panno preto mni-
to lino, com lustre e prova de limao, c dcoutras qua-
lidades mais abaivo : vendem-se na rua do Crespo,
luja da esquina que volta para a cadeia.
Continua-se a vender para fechar conlas, re-
cados escoeczes, fazenda larga, aSWrs.o covado,
corles de dita a 1*990 : na rua da Cadeia do Itecife
u. JO, loja de Joaquim Jos .le F. Machado.
Brins de goslo.
vendem-se brins de todas as cores por 2$ o corte,
dito minio lino a jj()0: na rua da Cadeia do Itecife
u. JO, loja de F. Machado.
Cambraias para acabar.
V endem-se na rua da Cadeia n. 30, de Faria Ma-
chado, camhraias de todas as cores a 180 rs. a vara,
dita preta a iOO rs., chamelote preto, fazenda larga,
pelo diminuto preco de 25 o covado, surja hespanhola
de Malaga a '29100 o covado, fazenda superior, c ou-
tras muilas fazendas : na rua da Cadeia do Itecife n.
30, loja de Joaquim Jos de F. Machado.
Cassas franceza a 2J100 o corle.
Vendem-se corles de cassas Trancezas de lindas e
variadas cores, pelo barato preco de 2500 o corle ;
dao-se amostras com penborcs : na rua Nova loja no-
va 11. 4, defronte da Camboa do Carino.
. l'eitos para camisas.
Na rua Nova loja nova n. 1, vendem-sc pcilosdo
buho para camisas a 01 a duzia.
-- Vcndc-sc um escravo peca: na rua da Cruz do
Recite n. 17.
\ endem-se chapeos'de sol de al- f
3 godao com barras
3 Bacas decores, de superior .uia-
dade.
3$ Meias crasde algodae para ho-
g mem.
jj Ditas de dito brancas para le-
ra ahora.
Camisas de meia de algodao pa-
ra ra homem.
Luvas de seda prela e de cores,
gj para homem e senhora.
9 Meias ditas para senhora.
Linhas de algodao cm novcllos.
Ricos e rendas de algodao.
Fitas de algodao branco, de seda
de cores sorli.las, c de laa ditas.
Trancas de algodao e de seda, pa-
ra enfeites.
Em casa de Eduardo II. Ilyatt,
rua do Trapiche Novo n. 18.
FARIMIA DE MANDIOCA.
Vende-sc saccas grandes com muito su-
perior farinha de mandioca por preco
commodo: no armazem n. lo do becco
do Azeite de Pei\e; ou a tratar com Anto-
nio de Almeida Comes &C, na rua do
Trapiche Novon. 10, segundo andar.
No aterro da Boa-Vista n. S5,
vende-sc um carro novo cm
a branco, com quatro assenlos c
uc uovo modelo.
K ATTENCAti.
ISa toja da Estrella da rua do Queimado n. 7 ven-
dcm-se as setuintes fazendas para liquidar, cortes de
cascmiras de cores para rali as a i~VK), corles de
brim de lindo de cores para calca a IaSOO, edapeos
de masst francezes muito modernos a 69000, pali-
tos do alpaca rmsclada muito modernos a 69OOO,
madapolao muilo lino a J.-s-sOO c 1^000, o oulras
I multas fazendas que os freguezes, vendo os precos,
nao dcixarao de compiar.
LQCIDACAO.
Cortes de cassas franrezas bonitos padroes com 7
e 1|2varasa 3f600o corle, manteletes pelos e de
cores, minio modenns a 108 rs.. romeiras de fil do
linho bordadas dos melhores goslos que lem apare-
cido a 35801), meias de lio da Escocia muilo finas
para senhoras a UN rs. o par, lencos de cassa bran-
cos coro barra de cor a 140 e 180 r.. e outros min-
ios objectos que se vcodem para liquidar Ventas por
precos commodos : na rua do Queimado n. 7 ioia
da estrella. '
Vendc-sc 2 cscravos, sendo 1 moieque do boa
conducta e 1 cabrinha de idade 18 annos : na rua
Direila 11. J.
Riscado de listras de cores, proprio
para palitos, calcas e aquetas, a 160
o covado.
Vende-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volta para a cadeia.
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volta para a cadeia. -
Vendem-se querjos .1 tSuOO, caixoes com doce
fino de soiaba a 100 rs., nozes a 100 rs. a libra, cha
preto superior a 2J080, ameivas a 200 rs., gomma a
80 rs., inantciga a 720. 800, 960, cha li\ssona 1?WK),
23OOO e 2>">(i0, bolachinhas americanas.-! 280, de Lis-
boa a 320, .Napoleao a 100 rs. : no paleo do Carino,
esquina da rua de llortas n. 2.
Vende-sc um escravo, pescador de rede, e be
de servico de campo por ter (rabalhado lias duas of-
ficinas:cm Fura de Portas u. 93.
I'arinha de mandioca em saccas de alquei-
re cagulado, medida velha.
Vende-se superior farinha de mandioca, em saccas
grandes: no armazem de Antonio l.uiz de liveira
Azevedo, na travessa da Madre de Ueos n. 5.
Velas de sebo
Vendem-se superiores velas de sebo era caUinhas:
na travessa da Madre de Ueos 11. armazem de An-
tonio Luiz de Olivcira Axcvedo.
TERCOS DE CONTAS ENGRAZADAS PA-
RA REZAR E REG1STOS DE TODOS
OS SANTOS.
Chegaram novos tercos engrazados c um cmplelo
sortimenlo de regislos da maior parle dos santos e
santas e irrvocacOes de N. Senhora dos Pasaos do Ite-
demptor, todos os apostlos e evangelistas : recom-
menda-sa os tercos por serem os adoptados pelos mis-
sionarios, cruzes c vernicas para os mesmos tercos
e rosarios, vendem-sc e trocam-se muito barato : na
loja de miudezas em frente do Livramenlo de F. A.
de l'ioho: a elles que o lempo he proprio.
NA LOJA DE MIUDEZAS DE F. A
l)r: 1MMIO, EM FRENTE DOLIVKA-
MENTO
ha conslanlemenle um completo sortimenlo de miu-
dezas das mais rcenles do mercado, fiaucezas, iu-
glczas, bainbursuezas e suiasas, por mais commodos
precos que em loja alguma, c que deiio de mencio-
nar por extenso por ser isso um nunca acabar, alcm
de ser bastante onerosa a publicado.
Fazendas para a Quaresma, para ho.-
mens e senhoras.
Superior sarja preta lavrada a 25, 2*200, 29800
o covado. dita lisa a 2.5, 2*J00, selim prelo lavrado
l!annVesti'lns ->'00, :t30 u ovado, dito liso a
-5100, agsot) o covado, velludo prcto superior a O.
'i. c.,n,c':,s *" <'e seda, panno lino prelo a
-Oo, 39300, I/, S8 e 6f o covado, casemira pre-
la superior a 7.5, 8) e 103 o.corlc, e oulras fazendas
proprias da Quaresma, que su vendem baralas : na
rua j>ova, lo|a nova 11. 4, defronte da Camboa do
Carmo.
Curtes de seda.
Na rua Nova loja nova 11. i, defronte da Camboa
do Carmo, vendem-se corles de sedado quadros com
17 covadospelo haratu preco de 19 e 18-J oc.irle :
dao-se amosas com penhores.
Chapos para senhoras.
Chegaram a loja nova da rua Kova 11. os mais
modernos e elegautes chapeos de seda rom ricos en-
feites para scuhoras, de preco de I6.3 a 25-5.
Casimiras.
Vendem-se curses de casemira de cores para fechar
conlas pelo diminuto preco de43: na rua da Cadeia
u. 30, loja de Faria Machado.
v COTLROS DE LUSTRE.
Vendem-se de superiorqualida>lf gados agora, da marca castello: em casa
d,e Eduardo II. Hyatt, rua do Trapiche
Novo n. 18. '
Vende-se a casa n. 18 do aterro da
Koa-Visla, pertencente ao fallecido Dr.
Gomes*, de 3 andares e solao, da melhor e
modeina construccao: os pretendentes
podem dirigr-6e ao procurador da her-
deu do niesino allecido, autorisadopara
imsma venda. Joao Pinto de Lemos.
Vende-se superior feijao mulalinho, em saccas
grandesja 11 JOOOsnperiorBrroi do Maranhao cdo
Sul a 23000, a 13900 a arroba, c a 70 rs. a libra : na
na rua Direila n. 8.
DEPOSITO DO CHOCOLATE I1VGIE-
NICO DA TURICA COLONIAL.
Este chocolate, o nico preparado com
substancias puras, nutiilivas e higini-
cas: vende-se cm casa de L. Lecomte Ee-
ron & C: rua da Cruz n. 20.
Precos:
E\tra-ino. '. 800
Superior.. 6i<)
l"'"o.....500
j "7 Yende-'e oma escrava com urna cria : na rua
da Cadeia do Recite, loja 11.50.
Na iuado Trapichen. 1G, escriptorio
deBiandera Brandis&C., vende-se por
precos razoaveis.
Lonas, a imilacao das de Russia, de
muito boa qualidade.
Papel para imprimir, formato grande e
pequeo.
Papel de cores emcaixas sortidas, mui-
to proprio para forrar chapeos.
Papel almaco e de peso, branco c azul,
de las qualidades.
Grasa para aneios de carro.
Candelabros de 6 luzes de feitio ele-
gante. .
Tapetes linos.
Alvaiade de tinco mtutosuperior ao al-
vaiade commum, com o competente sec-
cante.
Farinha de mandioca.
\ end-se superior farinha de mandioca
por preco commodo, para fechar contas:
no largo da Assemblca n. 12, armazem de
Machado & Pinliciro.
HE MLITO BARATO.
Nos quatro cantos da rua do Queimado 11. 20, ven-
den.-se pecas de algodao e de madapolao, de boa qua-
lidade, com pequeo toque de varia, por preco
muilo commodo ; aproveitcm
no resto,

lib.

por prc^
a occasiao que eslao
Aliinueza.
Cbeaou nova por^ao dessa econmica fazenda pre-
ta, com ti palmos de largura, a !MK) r. o covado. pro-
pria para vestido*, manlilhas, trases de clerisos e
religiosos, e oulras muilas obras : na run do Ooei-
mado n. 21, loja de J. 1'. Cesar.
CASEMIRAS BARATAS.
A 39300, corles de casemiras de cores, e a C3.)0O
casemira preta tina : na rua do Queimado n.^l.
($ POTASSA BRASILEIRA.
(jj) Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada icceii temen te, recommen-
da-sc; aos senhores de engenhos os
seus bons ell'eitos ja' experimen-
tados : na rua da Cruzn. 20, ar-
ntaecm de L. Lcconte Feron &
Companhia.
Em casa de KeficrC., na rua
da Cruz n. 55 ha para vender excel-
Icntcs [lanos viudos ltimamente de Ham-
burgo-
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, cm saccas que tem um alqueire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazens n. o, 5 e 7 defronte da escadi-
nha, e 110 armazem defronte da porta da
alandega, ou a tratas no escriptorio de
Novaos i C, na rua do Trapiche n. 5-V,
primeiro andar.
DEPOSITO PE CAL DE LISBOA.
Na roa da Cadeia do Recife n. 50 ha para vender
barris rom cal de Lisboa, rcceotemenle chegada.
Vendc-se urna balanca romana com lodos os
seus perlcures, cm bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, diriia-se rua da Cruz, armazem n.4.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o chalar 'continua haver um
cohmjgto sorlimento de taixas de ferio
fundido e Tiatido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se cm cairo
sem despeza ao comprador.
CEIERTO ROMANO.
\ ende-sc superior cemento em barricas crandes
assim como tambera vendem-se as tinas : alraz do
Ihealro, armazem de Joaquim Lopes de Almeida.
Agencia de Edwio filaw.
Na rua de Apollo 11. 6. armazem de Me. Calmon-
i^ Companhia, acha-se constantemente bous sorli-
mentos de laias de ferro ciado e balido, lauto ra-
sa como fundas, moendas incliras lodas de ferro na-,
ra anirrraes, agoa, etc., dilas para armar em madei-
ra de lodosos tamauhos e modclososmais moder-
nos, machina liorisonlal para vapor com forra de
cavallos, cocos, passadeiras de ferro eslaiihado
para casa de purgar, por menos preco que os de
cobr?. esco-vens para navios,' ferro da Succia, fo-
Ihas de flandrcs; tudo por barato prejo.
Vendcm-se em casa de S. P. Johns-
ton Sellins inglezes.
Relogios patente inglez.'
Chicotes de carro e de montaria.
Candieiiose casticacs bronzeados.
Chumbo em lencol, barra e municao.
Farello de Lisboa.
Lonas inglezas.
Fio de sapatcirocdevela.
\ aquetas de lustre para carro.
Barris de gra\a n. 97.
Na rua do Viaario n. 19. primeiro andar, ven-
de-sc farclo novo, chegado d Lisboa pela barca O'ra-
ido.
Vende-sc exccllenle taboado de pinho, recen-
Icmcnlo chegado da America : na rui de Apollo
trapiche do FetTcira. a enlender-so com o admiuis
rador do mesmo.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Rcduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stollc cm Berln, empregado as co-
lonias inglezas c hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento co
assucar, acha-se a venda, em latas de-10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, cm casa de
N. O. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz. n. 4.
Vcnde-se urna rica mobilia de jaca
randa', com consolos e mesa de lampo de
marmore branco, a dinheiro ou a prazo,
confrmese a justar : a tratar na rua do
Coilegio 11. 25, taberna.
Devoto Chtistao.
Sabio a luz a 2. edicto do livrinho denominado-
Devoto Christao.mais,correcto e acrescenlado: vcnde-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da prac,a da In-
dependencia a 610 rs. cada ejemplar.
PUBLICAQAO' RELIGIOSA.
Sahio i luz o novo Hez de Mara, adoptado pelos
reverendissimns padres rapuchinbos de N. S. da l*e-
nha desla cidade, augmentado com a novena da Se-
nhora da Conceicao, e da noticia histrica da mc-
dalba milagrosa, c deN. S. do Rom Conselbo : ven-
de-se nicamente na livraria u. 6 e 8 da praca da
independencia, a I5OOO.
Mt)inhos de vento
ombombasdcnepoxopara regar borlase baia,
decapim, nafundicade D. W. Bowman : na roa
do Brum ns. 6.8 e 10.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Vendem-sc ricos e modernos pianos, recenle-
menle chegados, de evccllcntcs vozes, e precos com-
mo.ls cm casa de N. O. Rieber & Companhia, rua
da Cruz n. H.
Vendem-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem deN. O. Bieber & C rua da
Cruzn. i.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sorlimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
c coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vcnde-se um cabriole! com coberla e oa com-
petentes arreios para um cavallo, ludo quasi novo :
par ver, no aterro da Boa-Vista, armazem do Sr.
Miguel Segeiro, e para tratar no Recife rua do Trapi-
che n. 1 primeiro andar.
Riscados francezes largos a 180 rs. o covado, corles
de vestidos de cassa com barra a 1JK500, cobertores
de algodao de cores muilo encorpados e grandes a
ljOOO, e cassas franceza finas o fhas a 320 o cova-
do: na rua do Queimado, loja n."21, doj. P. Cesar.
Cera em velas.
Vcnde-se cera em velas em caixas sor-
tulas de 50 c 100 lib. cada urna, chegadas
ltimamente de Lisboa, por preco barato
para fechar contas : no largo d Asscm-
ble'a 11. 12, armazem do Machado & I'i-
nheiro.
Farinha de mandioca.
\'ende-se saccas grandes com farinha :
no armazem de .lose Joaquim Pereira de
Mello no caes da alandega, e para por-
efus a tratar com Manoel Alves Guerra
Jnior, na rua do Trapichen. 1 i.
Chitas francezas largas a 180 rs. o covado.
Na rna do Crespo 11. j,veudem-se chitas francezas
largas de varios padroes pelo barato preco de 180 rs.
o1 covedo. Tambem se vende lencos de cambraia de
linho pelo baralissimo proc,o de 4-j200 a duzia : ven-
de-se por esle preco para acabar um icslo qoe ain-
da cusle.
Deposito de vinho de cliam- W
pagne Chateau-Ay, primeira qua- &
lidade, de propriedade do conde (A
de Marcuil, rua da Cruz do Re- 9
cife n. 20: este vinho, o melhor 4
de toda a Champagne, vende-se i
a oGs'OOO rs. cada caixa, acha-se
nicamente cm casa de L. Le- J
comtf* Fcron & Companhia. N. &
B.As caixas sao marcadas a fo- $
goConde de Marcuile o ro- M
lulos das garrafas sio azucs. *ft
Potassa.
No anligo deposito da roa da Cadeia Velha, es-
criptorio n. 12, vende-sc muilo superior potassa da
Rusia, americana e do Rio de Janeiro, a precos ba-
ratos que be para fechar contas.
Na rua do Vig ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior flanclla para forro de sellius che-
gada receiilemenlc da America.
.-adoQiei- A
mado loja do sobrado ainaretlo n. 29, do Jos J
99 Moreira Lopes.

PRELO MUITO NOVO.
Vendem-se saceos muito grandes com
farello chegado ltimamente : na rua do
A11101 ni n. 18.
1X0VAS ALPACAS DE SEDA
A 500 rs. o covado.
Vendem-se na loja de Faria & Lopes, rua do
Queimado n. 17, asinodcrnaalpacasdeseda, de uo-
vos c lindos desenhos, pelo mdico preco de 500 rs.
cada covado.
CAL VIRGEM.
a msis nova que ha no mercado, a prejo commodo ;
na rua do Trapiche n. 15, armaiem de Batios Ir-
IIIOS.
O RLA 110 CRESPO N. 127 ^2
9 Vende-se nesla loia superior damasco,de a)
f) seda decores, sendo branco, encarnado, rio, M
Cj) por preco razoavel.
<*99*9m@m9*t9:9%QmG06Go
Na livraria da rua. do Coilegio n..8.
vcnde-se urna escollvida colleccSodas mais
Indhantes pecas de msica para piano,
as quaes sao as melhores que se podem a-
char para fazer um rico presente.
FARINHA DE MANDIOCA.
Saccas com superior farinha de mandioca : ao
armzem dae Tasso Irmaos.
Chcguem a pechindia. m '
X endem-se saccas com feijao mulalinho, em pe*
foilo estado pelo baralo preco de 89OOO a sacca : no
largo da alfaudega, armaiem n. 7.
Vendem-se 5 ereravas, sendo 3 crioalasmoMs
comalgumas habilidades, e 2 de nac.Ho de meia
idade, ptima rjuitandeira: na rua de llortas, 11. 60,
Vendera-se saccas com gomma de
muito l>oa qualidade, a 8s000 rs. cada
urna : na rua da Cadeia do Recife, loja
de miudezas n. 5.
Gros de Naples a 1$000 n. ocovado!
Na rua do Crespo n. 5, vendem-se ricas sedas fur-
ia-cores, lisas c de quadros, lindos goslos, com um
pequeo toque de mofo qoe pouco se condece, pelo
iiaralo preco de 1 o covado. Assim como se aelia
na mesma loja um lindo variado sorlimento de se-
das que se vendem muilo baralo.
9
l "'"1(,ll'ja. SS rua da (.adeia-\ elba n. 47, veslidos de seda 2
g, os mais modernos a 22000 cada um: ha f
tambem gros de aples de flores a 28000 rs. fij
"kSJi ^,e,,1 ,casemi" te I" pura par
JWrs. o corle de calca, e onlras faieudas 9
* mqilo baralas.
CEMENTO ROMAHO.
\ emle-se superior cemento cm barricas e a rela-
Iho, no armazem da rua da Cadeia de Santo Anto-
nio de maleriaes por prejomais em coala.
CALDELISBOAAisOOORS.
X endem-se barris com cal de Lisboa, chegado 00
ultimo navio a 45000 por cada urna : na roa do Tra-
piche 11. 16, segundo andar.
OLEO DE LINII AC
em barris e botijes: no armazem de Tasso Irm
Champagne da superior marea Cometa: no 'aa-
zem de Tasso Irmaos.
i'T vfnde"se Pr PreC commodo, um carro nato
de 4 rodas e k assentos. o tambtm um cavallo ruco :
a pessoa que precisar, dirija-se Soledade, silio dos
1 lenes, a qualquer hora do dia, que ah achara com
quem tratar, ou annuncie a sua morada para ser
procurado.
/
sscfi
A VOS FGIDOS.
JUI
sas hran
^o da 4 do corrente'ausentoa-se o preto Jos,
lo, baixo, grosso. gagueja quando falla, penas
, pos largos ; levou camisa de bata encarna-
_ sola verde. 2 ou 3 calcas de riscado, e cami-
rancas de algodSozinho : quem o pegar, leve-o
.1 rua ila Aurora n. 44.
RS. dOOSOOO.
No da 24 de fevereiro,fti!;io do lugar denominado
Cinco Ponas, um escravo de nomo Sejiastiao, idade
20 annos, pouco mais ou menos, cor preta, alto re-
Toreado, lendo as peruas 11111 pouco arqueadas, cprin-
ipio de barba no queixo, e osigual mais visivel ha
Irurar a vista, c olhado de repente parece ser vesgo,
levando calca de algodAo ingle, riscado, j usada,
camisa de algodao grosso ou madapolao, chapeo de
conro coma aba levantada a moda de vaqaeiro; des-
conlia-se que ande por algum engenho procurando
senhor para o comprar : roga-se aos capit.lcs de
campo ou qualquer pessoa do povo, que o apprtheu-
dam e levem-o ao lugar cima mencionado, em casa
de Jos Carreiro da Silva, que gratificar com a
quanlia cima mencionada.
No dia i de marco desappareceu n cabra Joao,
indo de manhaa para o Recife vender lcite, em om
cavallo alaso, bem carnudo, pe e mao calcados de
branco, una lislra branca ua testa, urna ferida no
espinhaen, urna cicatriz na espadua direila, novo,
com 05 denles ainda abertos, pes e roaos grossos. O
cabra lem os signaes seguales : estatura regalar,
urna frula grande na sola do pe direito, aleijado do '
braco direilo, que nao podo cstende-lo ; foi visto
rom camisa de algodao da Babia, e outra por cima,
ile hacia azul, de mangas curias, calcas de algodao
de lislra americano ; o dito cabra foi vislo no dia 5
na estrada de Iguaras, elle foi do serlao : roga-se
as auloridades puliciaes, eapil.lrs de campo e p
colares, o obsequio do apprehendcrem c maudarem
entregar a sua senhora I). Auna Benedicta Rocha e
Silva, no silio do Forte, na estrada nova, ou na roa
da Santa Cruz, na Roa-Vista, taberna n. 3, qoe se
pagara as despezas.
111.1LW nn.ir
Vendc-sc cemento romano branco, chegado agora,
de superior qualidade, muito superior ao do consu-
mo, cm barricas e as tinas : atrax do titea tro, arma-
zem de taimas de piuho.
Vendem-se no armazem n. 60, da rua da Ca-
deia do Recife, de Ilenry (ihson, os mais superio-
res relogios fabricados em Inslalerra, por prcros
mdicos.
A i80r. n vara.
Ka loja de Guimaraes& Ueurqucs, rua do Cres-
po n. 0, vendem-se cassas fraueczas muito linas, che-
mu! 1- ullimamenlc, de goslos delicados, pelo barato
preco de 1 Su rs. avara: assim como lem um com-
pleto sorlimento de fazendas liuas, ludo por preco
xnuilo commodo.
) Desappareceu do engenho do
J ahai\oas3iguado,nodia 1 demar-
\ co de 1855. um escravo mulato
k He nome Jeronymo, de idade 20
k a -11 annos, hai\o, grosso, de hoa
r cor, esta' principiando a hucar,
cabello prcto,'puxa da perna dt-
I rcita, proveniente de ter o joelho
) incluido, foi escravo do.capito
) Jos ele Coito c Silva, senhor do
) engen Ito JIER1XGABAS, de San-
I to Antao, e vendido ao abarxo as-
, signado pelo Sr. RegenerardoCoe-
' HioCa\alcantiCayerana,esuppoe-
' se ser seduzido por alguem para
1. fugir : o abaixo assignado protes-
I testa contra quem o tiver oceulto
I com todo o rigor da lei; roga-se
I a lodas autoridades policiae eca-
! pitaes de campo, a cantuta do
do dito escravo, o qual poderao
entregar no Recife, rua do QuetV
' niado tahernadoSr. Joaquim de
w Almeida e Silva, ou no engenho
das 4fattas, deAntonio de Paula
() Souza Leao.
Dcsnppareceo no dia 6 de marco correnle, pe-
las 7 horas da manhaa, om negro cassonge, de nome'
Manoel, de 10 annos, pouco mais ou menos, baijo,
corpo secco, pes largos e soceos; levou calca de ris-
cado azul e camisa do mesmo, c lambem levou urna
Irouxa, contendo una camisa branca c onlra encar-
nada ; pdese recoohecer por ser quebrado, e lam-
bem as roaos por ser amasaador de padaria : quem
o pegar, leve-o ao aterro da Boa-Vista n. 50, pada-
ria franceza, que sem recompensado.
Desappareceu a 22 de maio de lavi. o preto
-Manoel, de nacao Cawsange, id.de de 40 a 50 annos,
pouco mais ou menos, condecido por mazanza por
se Intuir muito mole, altura regular, falla omisa,
e quando falla da medra tle riso, quando aada in-
clina-ce para dianle, tem as cusidlas I ou 2 marcas
de feridas, e a baixo de um dos jotlhos um carnean :
roga-se a (odas as auloridades puliciaes, capilesde
campo, ou alguma pessoa que o tenha a sen servico
em titulo de forro, queira avisar a Manoel da Silva
Ainorhn, morador emOlioda, ou annuncar por esla
folha para ter procurado, que ser generosamente
recompe usado.
CEM MIL RES DE CHATI!''CACAO'.
Desappareceu no dia C do dezembro da aniinaarn-
ximo passado, Bcncdicla, de 11 maos de idade, ves-
aa, cor acaboclada ; levou um vestido de chita eom
liirss cor de rosa e da cafe, c oulro tambem de chi-
li branco com palmas, um lenco amarcllo no pesco-
co j.i desbolado: quem a apprehcnder conduza-a
Apipucos, noOiteiro, em cisa de Joflo I.eile de Aie-
vedo, ou uo Recife, na pra.;a do Corpo Santo n. 17,,
que recebera a gralficac.ao cima. -.
PERN TYP.DB M.F,
r
iirninri
DE FABJA. 1853.


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