Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00901


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Full Text
ANNO XXXI. N. 55.

Por 3 meses adianUdos 4,000.
Por 3 menea vencidos 4,500.
*mm
QUINTA FEIRA 8 DE MARQO DE 1855.
Por anuo adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.

l
DIARIO DE PERNAMBUCO
i;\<;\i.ki;gados da suiscrip^.vo-
KccifCi o prpriet;>rio M. F. de Fara ; Kio de Ja-
noiro, o Sr. Joan Pcreira Marns; Haba, o Sr. I).
Iftrprad ; Maeei, o Sr. Joaquim Bernardo de Mrn-
rionca ; Parahiba, o Sr. (iervazio Virlor ila Natiri-
dade ; Nalal, o Sr. Joaquim lunario Pcreira Jnior;
Artealy, oSr. Amonio de Leraos Braga; Cear, o Sr.
Victoriano Augusto Borges ; Maranhao, n Sr.Joa-
quim Marques Rodriga** ; Piauhy, c Sr. Domingos
llerru'ano Aekiles rssoa Cearence ; Para, oSr. .1 tin-
tino J. Ramo* ; Amazona, o Sr. Jcrony mo da Caula.
CAMBIOS.
Sobre I-ondres, a 28 1/1 c 28 1/4 d. por 19.
Paris, 340 rs. por 1 f.
Lisboa, 95 a 98 por 100.
Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Acroes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberihe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras de 8 a 10 por 0/0.
METAGS.
Ouro.Oncas hespanholas- .
Modas de 69400 velhas.
de 6-9400 novas.
de4000. .
Prata.ratacoes brasileiros. .
Pesos columnarios, .
* mexicanos. .
29J000
169000
169000
99000
19940
19940
19860
Tendo diversas pessoas pedido
a distribulcao" deste Mario, na es-
trada que segu do Mondego a
Aplpueos, resolven o proprleta-
rlo sattsfazer este desejo creando
urna linha de dlstribnica'o que,
principiando no Mondego, segui-
r' pelo Manguinho, Ponte de I -
cha, Parnameirim, S. Arma, Cu-
sa-Forte, Monteiro e Aplpueos.
Os Srs. que ja' sa'o asslgnantes, e
aqnelle* que quizereut de novo
subscrever, quelram mandar seus
nones moradas a Uvrarla n. 6 e
8 da praca da Independencia, pa-
ra que se d cometo a entrega das
folhas eom b revi rinde.
PAUTE OFFlCIL.
COMMANDODAS ARMAS.
Q>ai 11 i-arencr! do conmindo da* armaa de
Perauunbaco na cldade do Recite, em 7 de
aa.rco da 1856.
ORDEM DO DA N. 3.
O marechal de campo eoramandanle das armas Taz
ccrlo, para que lenlia o devdo ciTcito, que a presi-
dencia por ollicio da 5 desle mez, commuiiicou es-
te qaartel general haver expedido ordem a lliesou-
raria de fazenda para ser considerada com o venc-
meulo de toldo e etape a licenra de 3 mezes, que por
portara de 19 de dezembro do anno lindo, concede-
r ao Sr. capilao Pedro Alfonso Ferreira, para tra-
tar desua saude nesta provincia.
O mesmo marechal de campo rccommetula aos
Srs. eoromaudanles de corpos, e companliias flxas
desta guarnirno, a observancia do plano approvado
pelo decreto n. 1029 de 7 de agosto de 1852, regu-
lando os uniformes para o exereilo ; e para que essa
observancia se d |*o inteiramenle como convem,
importa que os referidos Srs. commandanles mandem
copiar no quarlcl general a parte do mesmo plano,
cm relajo as armas a que pertencerem. Desde de-
clara que nao lie licito, e nein consinlir que os Srs.
ulticiaes do eiercito sob sua juriadicao, fora do ser-
vico e das formaloras, trajem sobrecasaca desaboloa-
da com calc,a c coleta que nao seja hranco, ou do da
cor da roesma sobrecasaca, e nunca de chapeo re-
dondo, los Joai/uim Cocino.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudanle de
ordena encarregado do delalhe.
COMMANDO SUPERIOR.
S. Esc. o Sr. i-ommandanlc Ihperior manda pu-
blicar, que nos dias 12, 13 e li do corrente reunir-
se-la a junta medica, no quarlcl do roinmando su-
perior, na ra da Aurora, pelas 10 horas da ma-
nhaa. alim de inspeccionar aos Srs. ofliciics da
guarda nacional deste municipio, que requercram
reforma, em virlude da Ici u. 602 de 19 de se tem -
bro de 1850.
Qaartel do eommando superior da guarda nacio-
nal do municipio do ltccifc cm 5 de marro de
18Vi. Sebaitiito Lopes Guimaraes, lencule-coro-
nel chafe de estado-maior.
EXTERIOR.
ITALIA.
Turin, 4 de Janeiro.
l)aas queiloes gravissimas oceupam nesto mo-
mento a alinelo publica no Piomonlc ; trala-se cm
primeiro lugar do projeclo do Ici acerca da aboli-
'is conventos e de urna parlilha ruis razoavcl
lmenlos da igreja, e depois do tratado de
allianra entre as potencias occidcnlacs e o Piemou-
te, qoe se dir estar a ponto de ser asignado.
Para, te faar i.la da necessidade em que se
tem adiado a ministerio por causa desta lei, basta
laucar oaaa isla d'olhos sobre o estado das ordeus
e sobre a eslalislica dos rendimcnlos da
igreja do Piemonle.
Ua nos estados sardos 71 ordens religiosas di-
vididas em (01 casas ou familias, corapostas de
8,563 individuos. A forluna respectiva pode ser ava-
hada pouco mais ou menos em 45 nilhues; com mn
reudimenlo de tres milhoes e meio. O ministerio
sardo, collocando-se fora dos extremos supprimi
todas as communidades religiosas, excepto aquellas
(|ue lem-por fim a predica, a inslrurrSo eacoadju-
vacaosos eufermos. Quanlo s outras ha cslabelc-
ridn ama pensan vitalicia que varia de 250 a 80(1 fr.
aos liens da igreja, que ae pretendem dividir entre
o mesmo clero de maneira mais conformo as neces-
sidade do culto. O chamado dominio da igreja mon-
ta a quasi 100 militan, pois lem um rcndimenlo
provado de mais de 17 roilhcs.
lia no Piemonte :
" 1.7 arcebisno* c 31 hispo-, com um rend
0 C4P1T10 PLOUEVEN. (*)
Par fi. Ganda. ~^
P1UMEIRA PARTE.

V
* cara.
lleven crcr que o navio, ohjcrln dessa persc-
guirao, nao ciigauoii-se sobre as inlence* do cru-
zeiro, cruiduu em livrar-se de suas maos; ao me-
nos manohrou nesso sentido. A cxcmpln do Gr-
cut, elle cobrio-se de velas, e em vez de coulinuar
'tu r.ainiubo, mudoii de amuras, c poz-se tambciu a
hjrlavento. Heais parecia Icr boas quididades de
marcha, e cundiroe* de solidez pouco ordinarias cm
um barco de conunercio.
Al enlao o vcnlo. emliora lionvesse augmentado,
deiinra.aos dons navios inleira lilierdade de evolu-
res ; om manolirava para nroduzi<- 'irn enconlro, o
uulrapara evitado, e ambos desenvoham um ar-
dor e urna hiliiliilade iguacs. Porcm oulros cuida-
dos vieram misturarse rom osle ; fui inisler allcmlcr
ai lempo c ao mar, os quaes a cada instante lorna-
vam-et menos favorafens. lima tempesladc ia relien-
lar, muilos sinaes o aileslavain, e um marinheiro
ronvi o Plouevrn nao podia cneauar-se a esse respei-
lo. O ce" rarres iva-se de niiveus sombras, os rc-
larapagos reftvelidos pelas aguas davam-lhes cores
lugulirrs. as vagas aumncnlavam em altura c exleu-
nio, e roroav i,n-se de urna crista de espuma como
nina franja de prata, o Irovao robombava ao longe,
a clima r misdunva-se a poeira salgada, que eleva-sc das
aguas aeouUda* pela lormeula. Ja o vento inrliava
forieuiente a?, velas, nssobiirva naenxarcia coulinua-
iiieiile trmula, e prcliuliavn o concert qucosele-
meniea conjurados fazeni aos ouvidos da genio do
mar.
t.luaulo mais pielonnava-sc esse estado de cr.ns,i>,
menos fcil crj ao capilao do Gr^gtoh levar sua cui-
nreu avanle. Uuilai veiea as n-vens passavam 10-
i.indn as ma-lros, e envohiam o briguecm urna den-
sa nevoa. Knl.i i s restava-llie para guiar-se a luis-
sola c signas in lirios seo-iveis para elle tmenle.
Mesmo quando u lempo clareava um pouco. a tur-
bulencia das aguas nao pcrinitlin a l'luueven (lar li
sua pereguie.io n precisao neeannria para Msegnrar.
o bom cxilo. Ora no eurne din vagas, ora domi-
nido por ellas, va aou liorisonte reslrii.sr- larsar-se medida que mudava de punto de apoio,
e ero urna falsa volla de leme perda ludas as vanla-
em que tao penivelmenle adquirir. Peioraudo a
lempestade, e lornando-se as Irevas mais intensa*,
podia-se recetar que a presa Ihe escapaase.
() VideoZXon'on.54.
ment del,100,000 fr., oduplo do que recebiam to-
dos os hispas do imperio francez ;
(i 2.041 captulos, com 860 cooegos addidos
aos bispadoa;
3.73 ditos simples, eom 470 conegos ;
4." 1,100 beneficios pira os conegos.
5." 53 seminarios ;
a 6." i,247 parochias, das quaes -2,500 pouco
mais ou menos sAn subvencionadas pelo governo,
com um supprimenlo que se chama congrua.
O governo sanio fez oflicinsamcnle saber a cor-
e de liorna a necessidade de achar-se na remedio
para a disproporc.no que existe cnlrc as dotanu'i dos
biS|Ms e as dos curas e do clero em geral ; digo of-
ficiosamenle, porque o direilo do eslado diapor dos
Uens ecclcsasticos como Ibe aprouver, nilo poilcria
ser-lhe contestado, o governo nao precisava pedir
a Roma um consenso de que mo linlia necessida-
de. Se algum passo ha sido dado, nao passou de al-
gumas communicaces que nao lem carcter ohicial.
Como j \/. observar mais cima, os 11 arcebis*
pos c bispos gozam de um rendimenlo de mais de
milhao e meio. Vemos, por excmplo, o de Turin
com 120,000 fr. ; o de Novare, com 105,000 fr. ; o
de Verccil, com 1)5,000 fr. ; o de Oristan e Sirde-
nht, com mais de 100,000 fr. E ao lado dcslas ri-
quezas, lemos 2,500 curas que nao recebem mais do
que 800 fr. por anno 1
a Eis sobro esta materia urna eslalislica curiosa :
1.2,500 curas que tem um reudimenlo de
475 fr., e 385 de supriineulos.
2.a 46S curas que recebem mais de 1,000 fr.
3. 403 que tem de 1,000 a 2,000 fr.
o 4." 210 que tem um reudimenlo cutre 2 a
3,000 fr.
a 5. 19-2 de 3 a 6,000 fr.
a 6. 19 de 6 i 10.000 fr.
o 7._ 7 smenle ricos, islo he, que possucm
um rendimenlo que excede a 10,000 fr.
a O governodava comosupprimenlo aos curas urna
somniaarnu.il de 921,875 fr. ; islo se pralicou ale
o anno passado ; mas a cmara dos depurados tem
scniprc insistido com vehemencia alhn de que estes
291,875 fr. fossem riscados do budget do ministerio
dos cultos c poslos a cargo do patrimonio ccclesiasli-
co, que lie mu rico.
o Portanto o projeclo do lei de Mr. Rallazi nao
he mais do que a consequencia do vol da cmara.
Como se esperara, esle proje/to cncontrou no alio
clero urna opposieao mui vilenla. Al chegou-se
a dizer que islo era urna espoliadlo urna violaco
do direilo de propriedade, como se o eslado nao fos-
se o verdadeiro proprielario dos bens que pcrlcncem
ao servido do culto. Nao concebo as queivas tus bis-
pos qua devein todava cuoheccr mui bem o eslado
de mizeria em que se achanymuitos curas. Anda
mais ; nao i-oulieccrao cites o clero de Franca c dos
oulros paizes da Europa Nao ser verdade que os
85 prelados, dos quaes,se me nao engao, se compite
odilo clero francez. cusa ao eslado 1:369,000 fr.,
ao passo que os 51 prelados sardos gozam de um
reudimenlo quechega quasi a milhao c meio ? Na
Blgica, lodo o epUcupalo vence 110,000 fr., menos
duque o rendimenlo do nico arcebispo de Turin.
u Poroulro lado nAo sedeve esquecer que o go-
verno uao prope s cmaras conliscar os lien* da
igreja, mas nicamente cslabcleccr urna melhor par-
lilha ; he para conseguir esle lint qua a lei deve
crear urna caira particular, destinada s subvenr,Oes
julgadas necessarias.
Ser esta lei adnplada pelo parlamento ? Olan-
lo a cmara dos depulados, nada ha a dnvidar ; he
peranlc o senado que o ministerio poderia cahir ;
nesle caso, urna crise ministerial seria inevilavcl,
com urna serie de complicares moi graves. A dif-
ficuldade primeramente de aclur um suceessnr pa-
ra o conde de Cavour, o conflicto das altrbuires
entre a cmara dos depulados e o senado por causa
do bwljel dos cultos, que seria repellido pelo acto
da rccic.lo da lei, condaziria o paiz a urna situa-
rlo extremamente desagradavel. O homens dees,
tadocapazes de dirigir os negocios em urna orcatiao
13o Jiflicil sao mui poneos. O marque, Arcglio leve
seu momento de Iriumpho depoia da balallia de No-
vara ; sonbe, com muila onergia e at audacia, lirar
o Piemonle de una terrivcl colliso ; ms agora elle
reliruii-se dos negocios e nao julgo que consinta
tornar a entrar, lauto mais quanto vola sempre com
o ministerio Cavour. O marque/. Alfieri lem, desde
o anuo de 1818, recusado lazer parle de um gabine-
te ; resti o conde Kcvel, cuja pusir.io poltica nao
he iao brilhanlc como se suppoc geralmcnle.
Primeiro cumpre recordarqueMr. de Rcrcl as-
signou, em o anno de 1848, o decreto que expellio
os Jezuitnsc as irmas do Sagrado-Corado, c apos-
sou-se, em nomo do eslado, de lodos seus bens, qu
foram cm seguida empregados em o eslabelecimenlo
dos collcgios nacionaes. Sei que elle volara contra
a lei acltlal; mas como so poderia justificar seu rolo
para com o paiz".' Dizem que sua opposic.lo se limi-
tar a parle financcira da Ici ; mas, nesle caso, po-
de hem er que o conde Cavour aceilc lodo o me-
P-.r ponen que se conhecesse o capilo Ploucrcn,
era lacil ler-lhc no scmhlanlc lodaa cssas mpressoes.
Em pona |iopa dn briguc, junio do limonciro c com
a busina na m.lo, lancava ao eco e ondas ciliares
imperiosos e irritados dignos de um hroe de Home-
ro. As rasas que a--.illuv.im o convez cobriam-no
sem abaU-lo, e os relmpagos, quo passavam-lhe
sobre a fronte, nao Ihe faziam abaixar as palpcbras;
mas via-se que um pensamento o dominara, e que
as furias do inferno eslavam em seu coracao.
Uue lempo maldilo! excl.im.iva elle. Nen-
liiim.i me.lhora! nenhuma claridade! um mar furio-
so um eco prclo como um forno Som duvida islo
durara ao menos tres da... E em que momento,
grande Heos! (Juando elle esl ahi, e basla-me es-
Iciuler a mao para agarra-lo!
O acaso quiz que o navio perseguido app.irccc'se
enlao visivelmcnle no cume de urna vaga.
Dccididameule exclamou Ploueven, he elle !
he elle mesmo !... E pensar que me escapar tal-
vcz!... Oh! nao, quebrarei meu navio, ir i a pi-
que com minli.i gente; mas hei do alcanca-lo!
Po/prudencia o capilao maudara alguns minutos
anlf amainar as velas alias; mas a essa vista preva-
Jceeu a paixao, e elle exclamou :
E-a, soltem os juanete-!
Nomeiodcsses elementos desenfreados, e dessa
lempe-lade rrescente, era urna ordem insensata ; as-
ilan tiiiuvc alguma lie-ilac.io na cquipagem : os ma-
rinlieiros recciaram 1er ouvido mal, e nao se mo-
veram.
Ei-a, amigos I repeli o capilAo dando a voz
um accenlo que servia de commenlario, que espe-
ram ? Subam c soltem os juanetes.
A ordem era seria, cumpria obedecer ; mas entre
esses bomciis s<> liouvc urna npini.io :
Elle vai fazer-uos beber vonladc, dizia um.
Iremos cciar cm casa de Nepluuo, acrescenta-
ra oulro.
Estas palartas eram pronunciadas em raeia voz
afini do nao chegarain aos ouvidos do capilo, o qual
loria feilo ju-lica aos zombcleirus.
O que o decidir a ariscar-so. asaim, fra quo o
lia declinara, c que rcslaram-lhe apenas algumas
huras para nianler suas vanlaceus, 0 talvezaugmen-
Iboramcnlo que poder ser til as finanzas e ao clero
inferior. Accrescenle-se a ludo sso a linr.c decisao
do rei de nao reeuar, c se persuadir o quanlo he
ardua a siloa;ao. n
i Correspondencia particular da l'resse.)
CORRESPOXDEXCIA IM> DIARIO DE PER
NAMBUCO.
Pars6 de feveteiio.
FRANCA.
Tem-so seriamente tratado do prorogar por dona
mezes o corpo legislativo: chamados uuicamenlc pa-
ra o emprcslimo, os depulados, precedendo a poca
habitual da sua volla collocaram o comclho de osla-
do quo n.lo caperava esla sessao improvisada, n'uma
situacao singular; os soos Irahalhos nao csiaopromp-
tos e a Ici do rccrulamento e o projeclo relativo
crearan de urna dolaco do excrcito, ao reengaja-
menlo, substituirlo e spenses militares, se fos-
sem adiados, causariam um vacuo difficil de enchor-
se. Mas, por oulro lado, mandando os depulados
para rasa no meio do invern, para lorna-los a cha-
mar ao cabo de seis semanas, prrjudicar-se-hiam as
conveniencias de um grande numero, cspeeialraenlo
daquollcs dos deparlamentos remolos, e isloconduz
a crcr que a sessao continuar. O budget deve ser
aprescnlado aleo meiado deste'mez.
A sulisrnpc.io para o cmpresltmo de 500 milhes
fui cubera com um acida me ni o enorme ; o governo
vio-se ohrigado a recusar um numero consideravcl
de olleras ; os Inglezcs, cm immensas proporcflss,
confiaram os seus fondos ao governo alliado ;
177,000 pessoas concorreram para esla grande ope-
rario, fonieceram 2,175,000,000 de francos, dividin-
doentre sida maneira seguinte : renda do i",......
83,000,000, renda do 4 % % 18,000,000. Os deparla-
mentosminislraram 120,000subscriptores,Ojlem subs-
criprOes reunidas, que se eltvam a 777,000,000 ; om
Paris coulam-se 51,000 subacriplores, representando
um capilal de 1,398,000,000. NassobscripcSes do
Paris figuram as dos eslraugeiros, elevando-se para
a Inglaterra a 150,000,000, e a urna somma igual
para as diversas regies da Europa, a Allemanha, a
Blgica, a Suissa, ele.
Quaule ao que diz respeilo a guerra, nlguus des-
lacamcntos da guarda imperial parliram a 9 de Ja-
neiro para a Crimea. As sespeclivas despedidas fo-
ram solemnes e palbelicas, pnlavras apatronadas do
imperador, as Urnas srrapathias da imperalriz, as
acrlaniaces da miillidan exrilaram nelles (al emo-
cao que dcixar.i indeleveis recordacOes ; cis-aqui a
alleeaajia que saudou este novo contingente dado pe-
la Franjea causa da civilisacao europea Solda-
dos, o povo francez, em virlude da sua soberana
vonlado ressusrilou muilas cou*isque se julgaram
i> moras para sefeu, o buje a Europa esl recona-
k tilukla : exir^n* intimas allianjas com o*
nnssos anligos inimigos, a baudeira da F.ran-
ii ra Ifluclua com honra sobre os praias longin-
u quas onde o ro audacioso ilas nosas' aguias
aimja nao linha chegado. A guarda imperial, re-
prenlaco heroica da gloria e da honra militar
esl aqu diaule de mim cercando o imperador, as-
u sim cono oulr'ora usando o mesmo uniformo, a
(i .ursina baudeira, e tendo especialmente no peilo
ir^os mesinos senlimcnlos de dedicarao patria. Por
i tnnto, receei e^las bandeiran que vos con iu/.irau
a victoria, assim como conduziram os vossos pais,
assim como acabam de conduzir os vossos eama-
(i radas. Ido lomar a voasa parle do perigo que ain-
n da resla a vencer, o da gloria que a inda resta a
o recolhor. Em brove reeebereis o nobre baptismo
que ambicionis, c cuncorrereis a plautar as nos-
i sas aguias sobre os muros de Sebastopol, n
Tem-se fallado na formaran de Um corpo de ox-
ercilo francez, destinado a operar no meio do conti-
nente, e cis-aqui o que se lem dilo a cle respeilo;
o algarmodestas novas Torcas ser de 80,000 ho-
mens, divididos cm dous corpoa, dos quaes um lera
por ncleo o exereilo de Lyon, o oulro as tropas do
campo de Bolouha. O nome do general Schramum
ja prvido de um eommando nesle ultimo acampa-
mento foi pronunciado entre os generaes qne teriam
probabilidadc para a direccao suprema deslas ppe-
racOe?, no caso do imperador nao eonduzi-las em
pessoa. Aeslrada adoptada para ir procuraras fron-
leira russas ser o Piemonle, MilSo e Veneza, sendo
a Austria eiosa de mostrar ua Italia as bandeiras da
I- ranea, marchando reunidas s suas. Cr-se que a
eventualidade condecida desle plano de eampanha
uflo fui exlrauha s razoes que determinaran! o Pie-
monte a acceder a alli.-iiicada, potencias occidenlaes,
e comprehende-se que iudependenlo de oulras con-
sderaroes, que poderiam influir sobre a deciao, o
governo sardo preterio tiestas condi;0es o papel acti-
vo ou o papel relativo.
lima decisao imperial de 10 de Janeiro organisa
o estado-maior dos dous corpos do exereilo do Orien-
te, cm consequencia da alleracao occisiouada pela
volla a Franca do principe NapoIeSo.
INGLATERRA.
O eslado do exereilo nglez da Crimea heem I.on-
ta-las. Se mo au lilecer a mesilla distancia lioiivesse
separado una mudWa do direccAo leria bastado para p-lo
au abrigo de seus tinques, a no dia seguinte o capi-
lao sii leria encontrado diante dcsium bar son le va-
lia, Adco- presa.' adeos despojos I Adcus einpreza a
quedara lau gn.nde preco. Para ser bem surcedido
niu liavia lenieridadc quo nao Tosse prrmillida, nao
h.ivia perigo que Ploueven julgas-i' miiilo grande;
poMi como dissera, piel'eiia quebrar us inastrns.
Se anda nao queliravam-se, os mastros do Gr-
!/eui' curraram cada vez mais ao esfurco do vento;
ni i li avia uiarinbciro que nao esperas-e a cada mi
nula velo vuar em pedaros ; as velas eslavam exces-
aivamente lesas, e mais .le nina rnmpcn-se. O brigue
assim Turrado sallava sobre as vagas como um caval-
lo esporesdo, e ua rapidei da carreira alravestava
MHTiinn
enormes massas d'agua, que submergiam os homens,
e os teriam arrebatado, se nao se houvessem agarra-
do aos cabos da cnxarcia. Todava uao faziam gran-
de caso disso, c os gracejos recomeravam.
Que bella dansa dizia um.
He a dansa dos golnlios, responda oulro.
Resla saber quem pagar, o palo, acrescentava
um lerceiro senlenciosamcule. Julgo que seremos
nos.
Enlrelanlo a audacia do capilao o servir, segun-
do seus desejns, nada eslava quebrado a bordo do
Grcgeoii, e elle adianlava-se visivelmenle mais do
que seu adversario. De hora cm hora eslo tornava-
se mais distinelo; podia-so reeonhecer-lhe a forma,
o porte, o lalhe e easas miudezas em que os mari-
nheiros nao se euganam. Ninguem preslava mais al-
lenr.io a is-u do que Ploueven ; parecia que cada
urna dessa particularidades linda um sentido que
iiilercssava-lhe penetrar; seu ocnlo no abandonara
a barca; elle procurara provas em apoio da npiniao
que formara a respeilo dclla, e parecia adquirir mais
decisivas proporco que e Ihe approiimava. Nem
a lempestade, cuja violencia augmenlava, nem seu
brisuc, que ella unida cm perigo, oceupavam-no
no mesmo grao; conliava em sua estrella para pre-
servado de urna e Mira eousa. O nico cuidado que
linda era conservar sua vanlagcm, e impedir que
nonliuin movimeuto falso a diminuase; assim vigia-
va o limonciro, c apuderavi-.se do leme, quando
via-o liesilar ou esmorecer em sua tarefa.
Meia hora antes de pr-sc o sol, a distancia que
separava os dous navios eslava to reduzida, que o
capilao ehamou a equipagem ao convez, e ordenou-
ibe que se preparasse para o cmbale. Essa precan-
cao era lalvcz v.ia; porque o navio pcrseeuido nao
pareca de estatura nem de dumor para dofender-
se ; todava Ploueven, querendo eslar promplo para
qualqucr acontecimento, fez armar sua genle, des-
einbararou as baleras, abri as portinholas. lomou
emliin as disposi;oes como para um ataque serio.
>e (-: i apenas vio-so em pu. rn de quciuiar algu-
ma plvora, deu o primeiro tiro.
Isso era pedir barca em urna linguagem peremp-
loria, que decliuasse suas qualidades, c arvorasse a
baudeira. Esla nao pareceu conmover-te, e em vez
de deferir a esse r invite, -onlinuou sua viagem
tranquilla c silcnciusaiiienle. Devenios acrescentar
(pie o liro frt dado fru do alcance, e a bala per-
dr.i-se sem resultado.
VI
O Maluino.
Os dous navios arhavam-se em presenra, e poslo
que anda apartados, podiam ubservar-sc muluameu-
le. A barca era um vaso de porte severo c disidido,
bem construido, bem enxarcudo c apparentemeute
bem equipado. Suas lindas eram elegantes, o seus
inaslrus solidos; eslava pintado deprelocom urna
orla amarella na altura da batera leudo porlinbolns
falsas em loda a extetisn desta. Era uina mistura de
navio mercante o de .guerra, e linda um aspecto lao
marcial, que a certa distancia podia-ie linda duvi-
PARTI DA DOS CORREIOS.
Olinda, lodos os dias.
Caruar, Bonito o Garaniuins nos dias 1 c 15.
Villa-Helia, Boa-Vista, Ex oOuricury, a 1.3'e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e scxlas-fetras.
Victoria e Nalal, as quinlas-feiras.
PREAMAR DE IIOJE.
Primoira s8 horas e 30 minutos da manhaa.
Segunda s S horas e 54 minutos da lardo.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Conimcrcio, segundase quinlas-feiras.
Relar,.ao, lenjas-fciras e sabbados.
Fazenda, lerjas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas e quimas s 10 horas.
1* vara do civel, segundas e sextas ao meio dia.
2* vara do civel, quarlas c sabbados ao meio dia.
i:riii;.\iEiuDES.
Marro 3 La cheia as 8 horas, 22 minutos e
40 segundos da tardo.
11 Quarlo minguanle aos 11 minutos c
37 segundos da tarde.
18 Lita ora as 2 horas, 25 minutos e
31 segundos da manhaa.
h 25 (litarlo rrescenle aos 5 minutos e
37 segundos da manhaa.
DIAS DA SEMANA.
5 Segunda. ( Estarn de S- Gmenle) S. Foca.
6 Terr;a. (Eslscao a S. Balbinaf S.Virtor.
7 Quaria. (Estacjioa S. Cecilia) S.Tliomaz de A.
8 (Tuinia. (Eslacaoa.S. Maria Trans Tiberina-
9 Sexia. (Estano a S. Vital) S Francisca li.
10 Sabbado. ( Eslario aos Ss. Marcellinoe Pedro)
11 Domingo. 3." da Quaresra (Esiarjao a S. Lou)
renjo extra muros ) Ss. Candido, o Ucraclio.
dres o objecloda mais viva |ireoccupac,.n, c a res-
pectiva reporeussao se fez sentir al em Franja. O
Times o algnns orgaos da imprensa publicaram que
o eiercito, elerando-sc no comeco da campanlia a
53,000 homens, se aeha boje reduzido apenas a 11
mil, e vai sendo deeimado todos os diaa di maneira
mais trrrirel. Infelizmenle as palavras dos joma*
lisias san vordadeiras. e os centenares de cartas cho-
gadas da Crimea confirmam ludo quanlo ellos dizem.
lio imu ssivi 1 dissimular que ou pela falla do gover-
no, ou pela doa generaes, ou pela de systcma, o ex-
ereilo inglez (cm sido volado a loda a sorlc de mi-
serixs, c nao ha duvida que ha ni.-lo culpa dos ho-
mens. O qne se disse o imprimi lambem lem feilo
prever em presenra do que accusar,es so ia achar o
governo britnico. Com efleilo, o parlamento con-
linumi as -uas -o-. es a 23 de Janeiro, e da di lornou-
sc immiiioulea dissolueaodo gabinete de combinaran'
de que lord Aberdcenera o chefe, assim como a re-
tirada de M. Cladslone, do duque de New-Castle, de
Sydney Ilcrherledc lord John Russell.
Asdiia< cmaras pediram ao governo a produeco
de um eslado que aprcsenlasse oalgarismo das tropas
de todas as armas enriadas Crimea e assim como o
numero dos morios feridos e doentes, e um inqueri-
lo sobre o comporlamenlo das rcparlicOes adminis-
trativas c mnisleriaes a que incumba o cuidado de
proveras necesidades desle exereilo.
As dolorosas privarcs quo o exereilo lem sofirido,
sendo reveladas, tena o bom resultado do tornar
evidente-, os designios da organisac.lo adininilraliva
dos diversos serviros mililaroa, porque urna reforma
he necesaria e urgente, o d'ora em vanle se agila
urna quesiao, a saber : ao a Inglaterra devo ser una
potencia militar, ou se deve limitar-se a ser urna
grande eommunliJo commercial, urna especie de Ve-
neza clossal.
I.ord John Russall confirmou por suas proprias
palavras o doloroso eslado das Iropas inglezas dian-
le de Sebastopol, confessando que a Inglaterra per-
da 100 homens por dia em consequencia da falla do
lodas as cousas, e sollcilando primeiro que ludo que
medidas promptas e eflicazes fossem tomadas. A
proposicao do inquerilo feita .aos eommuns por M.
Roubrok occasionou na sessao do 30 de Janeiro aos
minislros um complclo revez; fo volada por 305
votos conlra 118. A' visla do taorcspeilavcl mani-
feslaeao, o miiiislerioAberdeen so relimo hnmedia-
lamente, afim de apressar por esla retirada a crise
minislcrial determinada liavia alguns dias pela dc-
missaode lord Jodi Russell.
Quanto ao inquerilo, he ininediatamcnle reconde-
cdo intil, por que eslu inteiramenlc as corres-
pondencias que sao unnimes acerca do eslado de-
plnravcl de urna administracan ou incapaz ou despro-
vda do sullicientes meios de acrao. O remedio pa-
ra esle mal Lio adiantado, he p parlamento, be o
governo que o deve procurar c applicar. Tal vez
Tosse conveniente cenlralisar cm urna nica mo as
Ires ou quatro adminstracoes dislinclas que divdela
eulro si, ouanlcs dispiam desde lempos iinmemo-
raesa direccao do exercjlo.
Lord Palmerslon hf designado por tuda a gente
cuino obomern da situacAo. Cro-so geralmcnlo que
orrupar o posto de primeiro lord d.i Ihesouraria.
Depois de ler successivamcnlo chamado junto a si as
Grandes personagens polticas, a rainha recebcu a 3
de fevereiro lor Lansdowne que aceilou a missao de
reunir os elementos do urna nova adminislracao, cm
que fisuravain lord Palmer,ion e lor John Russell.
lord (rey accilava o ministerio da guerra com a
cilindran de que lord Ragln fosse substituido ; qne
lord Redclifle n.lo fosse embaixador em Conslaolino-
pla e que lord Harding tomasse eommando em
cliefo do exereilo. M. (iladslouo e M. Syduey ller-
bert pedido do .lord A berdeen consentiam entrar
oulra vez para, ministerio. Todos estes boalos
acerca da eoncl y da erise minislerial aiuda nao
passam do cou; ras.
VI.1.EMANUA.
A ctsb qu. livergencias da Prussia e da Auslria
occasiunarani^^Alleraaolia vai caminhando para o
seu desenlace. A Dieta toi convidada a pronunciar-
se entre a poltica de el-rei Frederico (iuillierjne e a
do imperador Francisco Jos. A Austria pedir
Prussia a inobilisacAodo sen contingente federal, o
gabinelo de Berlim se rectisou a isto, a Auslria reno-
vou o pedido e manifrslou a inleiuao de provocar no
aco da Diela urna resolucau immediala o propor a
"omcajao de um generalissimo federal, pensaudo
que os estados secundarios que formam com ella e a
Prussia a confederarla germnica, poderosa etp vir-
lude do seulimeto nacional, quereriim sublrahir-se
s influencias russas queamear,am a independencia
delles, c oITcuJcrn a rospeotiva dignidade ha muilo
lempo.
Os Irabalhos das commisses reunidas em F'ranc-
fort comecaram a 23 de Janeiro, falln-se primera-
mnile na nomearao do imperador Francisco Jos pa-
ra o grao de generalissimo do exereilo federal. Se-
gundo as primeiras correspondencias pensou-se que
se a Diela houvesse sido coiisullada francamente so-
dar..Nnguem n bordo do Grgeois leria admirado
r-lo descobrir os cande?, e responder ao fogo.
De momento em momento a scena animava-sc, e
luniava novo carcter. Tcr-se-hia dito que essas
dnas emhareares lindan o sontimento de sua situa-
rlo c de sen papel; tuspeilas urna oulra, (rala-
vam-se como laes, c pareciam medir-se com a vista.
Quaudo reina a paz, um enconlro no mar he una
Teala, ou ao menos um divcrtimenlo ; Irocam-sc al-
gumas noticias, e s vezes mesmo alguns vveres ;
saudam-sc como amigos, approximam-sc e separam-
se com leslemunhos de cirilidade ; em caso de peri-
go soccorrem-se : be esse o impulso naloral das crea-
luras humanas perdidas sobro a iinmonsidade das
ondas. Mas quando reina a guerra, as tmpreWBet
mudaiii; lodo o enconlro do um perigo e um nbjer-
to de susto, se avisla-se urna vela on urna praia, af-
fasla-sc ; o botnein lorna-se um lobo para o bomem,
deseja-se evilar al as apparencias, e os lugares mais
aeguros sao aquelles que elle menos frequenla. A
natureza em seus rigores, us elementos em sua des-
ordena sSo menos lemiveis c menos temidos; o maior
perigo be a apprnximacao do bomem, e para escapar
delle invoca-se at a lempestade.
Semelhanles cuidados nao podiam alacar a gente
do (.rgeoit; porque o mar era seu dominio. Eram
da mea dos lobos, c su lemiam aquelles, cujos den-
les Tnsscm mais fortes que os seus. Assim a eqnipa-
Rom disposta sobre o convez eslava com bom humor :
senlia o cacito da carne fresca. Todos ah se acha-
vam, mesmo Yvon e Miguel, porqoaulo priva-los de
um abalroanicnlo fura inflieir-llies um castigo de-
masiadamente rudo, e os odios do rapitau nao che-
garam a linio. Armados dos ps al cabera, espe-
ravam as ordens do chcTc, (rucando suas obser-
vaeoes.
_ Que bello boceado! dizia Miguel ao primo
Yvon moslrando-lhe a barca. Ha muilo lempo o
Grgeois nao lem um semclhanle. Julgo que llave-
ra um cmbalo forle.
Ah I responden Yvon, he um mercante! um
simples mercante!
Morcante.' Alguns ha que lera garras. Veras
brevemente a manobra. O capitaa nao preparou-se
intilmente; lem alguma idea. Mercante!... BOM
caso be de ni rico c pudoroso !
E de que narao ojulgas?
Deque naco, meu lillio? disso Miguel, ao
qual a pergunla parecia can-ar algum einbararo.
He de lirenie, respouded um marinheiro (|ue
eslava ao seu lado; salvo se he de Dautzick, o paiz
da melhor agurdenle.
Aqueltc que acabara de lomar parle na conversa-
ran, era o mais cloquete de bordo, o orculo dos
valos), a alegra dos grumetes. Seus nomos e so-
brenomes perdiam-se na noile dos lempo ; elle me-
mo os linha abandonado ao rio do esqueriinenlo. O
nico nome que Ihe davam era lirado de sua cidade
natal : ebiimavara-no o Maluino. Por esse nome el-
le fura apreciado as Indias e em nuiilns oulros lu-
gares ; fui esse nome que elle fez celebre nos navios
honrados por seus servido-. 0 Maluino 1 Quem nao
bro a queslao, a distribuirlo dos rolos seria a seguin-
te : Em favor da polilica da Auslria, inclusive ella
propria, 4 votos, Hade i votos, Brunswick 2 vola,
Estados da Tliuringc 3 votos, Cobourg Gulba 1 vo-
l, Sehwarzburg, Rudalzladt c Sotulershausen 2 vo-
tos, total 19 volos; eni favor da Prussia, a Prussia 1
volos, Saxonia real t votos, Wurleinberg i volos,
llolslcn c l.oucmhourg 3 rolos, os Mecklemhourgs
i volos, Nassau 2 volos, Saxe Mciningcn e Allem-
bourg 2 volos, os pequeos principes Anll, Walde-
ck, Reuss, &, G volos, tolal 29. A maoria seria pe-
la Prussia. O llauovrc c a Ravicra que lem rada
um 1 volos, se tiuham mostrado mui disposlos a rcu-
nir-se i polilica austraca, mas faziam certas reser-
vas que a Auslria nao queria admiltir. Acresccn-
lou-sc que, se conlra a sua eapcrlalivaa Prussia ndo
(ivesse a maoria na Dicta, parecia prompta a sub-
metter-sc aa voto da mobilisacjo dos coiilingcnles fc-
deraes.
A Diela adoplou um lermo medio enlre a mobi-
lisacjo e a neulralidade, regeilou a proposirao da
Auslria para mobilisar metade dos contingentes fe-
deracs, lomou a resolurao de comcrar os prcparali-
vos para aproniplar para a guerra o exereilo federal.
Esla medida foi proposla originariamente pela Ra-
vicra, e reuni a unanimidade em ronsequenria da
accessaoda Auslria, que vio a mobilisacao eslabcleci-
da como principio (sessao do 30 do jauciro de
1855.)
Por mais obstinada que seja a esperanca que a
Prussia nutra cerca do bom xito das negociarocs
diplomticas, nem por sso sedcixa de ir aproximan-
do pouco e pouco da poljca das potencias occiden-
laes, nem Lio pouco despreza os seus armamentos
Segundo as ultimas disposiees lomadas pelo governo
i visla do chamamcnlo da landwehr, os homens po-
dem ser chamados geralmenlc em um ou Ires diasi
Iresdiasdepoispodem eslar promplos para recebercm
o respectivo equipamenlo, fornerido immedialamen-
le pelos arsenaes e pelos armazens. Quando muilo
poderiam por-se em marcha dcnlro de 8 ou 10 dia>
depois do chamamenlo, e eslar reunidos sohre lodos
os poutos por meio dos caminhos de ferro, e se as
rirrumstanrias exigissem, ct-re Frederico Ouilherme
leria fcilmente um exereilo aclivo de 100,000 ho-
mens. Pela sua porte, a Auslria lem previsto todas
as eventualidades, nem suspender os seus prepara-
tivos, era as suas medidas, se cnlonder com os es-
lados da confedcraeao que parlilham a sua publica
para oblcr os respectivos conliugeules, proseguir
enrgicamente para o seu alvo, aiuda que, devess0
recorrer ao arligo 42 do aclo federal, do aclo cons-
titutivo que coniem o mais eminente perigo para o
systcma da confederarlo.
SEBASTOPOL.
As obras que buje apertam a praca sao conduzida
com uina persereranca, urna energa c urna inipa-
riencia admirareis, mas se a defeza de Sebastopol he
Tormidarcl, o exereilo alliado nao recua dianto de
obstculo algum, de difliculdadu alguma; o ataque
vai tomando lodos os das proporres gigantescas, e
o Iriumpho nao be duvidoso. O desenvolvimcnlo
das Irincbeiras francesas excede a 20 kilmetros de
cxlcusao, sao prodigiosamcnlc guardadas a despelo
de qualquer Irubalho c soflrimcnlo; cora effcilo fura
diflicil fazer urna idea jusla do arduo serviro da di-
versao do assedio ; a guarda da Irinchcira dura 24
horas, som contar o lempo uccessasio para ir c vol-
tar. Passam os soldados una noilo sobre Ires n'um
buraco ou fosso ebeio d'agua onde he impossivel
acender fogo para evitar o fri, com as costas arrima-
das aos u.ihies, eom os ps sobre urna ruma de pe-
dras, com as maos ao alcance da espingarda, sem
quasi ver-se uns aos outros; lano ofliciaes como sol-
dad os,lu laudo nuil ra osoiiinn.cunservam-se promplos
ao primeiro grilo das sentinellas. He o herosmo
militar cm permanencia. O exereilo de assedio carou
20 kilmetros no rochedo, deTcndeos respectivos Ira-
balhos obstinadamente dchaixude urna clin va de pr-
jeclis conlra um inimigo escondido por Irizdas mu-
ra Ibas, de quebradas, continuadamente reforjado com
malcrale pcssoal. Durante algum lempo, a tempe-
ratura tornou-se mui rigorosa, os sofirimentos do'
soldados bao sido o mais possivel diminuidos pelas
precaucocs numerosas lomadas a seu respeilo. To-
dos aguardan^ com impaciencia a poca cm que se
torne a eomecar o fogo. feralmente so pensa que
nao pode lardar, e que lera lugar assim que o exer-
eilo turco estiver reunido em Eupatoria. O governo
ollomano deu ordens para que fosse embarcada em
Conslanliuopla urna nova di vis,lo destinada a reunir-
se ao corpo de exereilo de Omer Pacha. A grande
aclirdade drsle ullimn faz suppor que o corpo de
exereilo de 35,000 homens j.i deve estar desembar-
cado na Crimea sob as ordens de Omer Pacha com
luda a -riilbarianecessaria. Poroulrolado, Risa Pa-
ella, minislrn da guerra,desenvolv1 o maior zelo para
activar a partida prxima dos 11,000 homens, que
anda se acham em Conslanliuopla; com catata diver-
sas forjas e com a divisao de 12,000 homens que esla
na Crynea sob as ordens de Osman Pacha, Omer Pa-
cha se acha a frente de 00,000 homens, e as forras
reunidas das potencias alliadas se elevara a 160,000
homens.
Na noile de 11 de Janeiro os Francczes repelliram
una nova surtida dos Russos, que foram balidos,
com 800 homens pouco mais ou menos fora de com-
bate. Os Francezes apenas perderam 20 a 30 ho-
mens. Nesle conflicto um coronel russo o dous on
Ires offieaes superiores foram morios ; os Francczes
perseguiram os fugitivos ale a cidade.
RTSSIA.
Fallou-sc ha lempos nos poderes confiados pelo
czar ao principo McuscbikolT, alim de concluir com
as potencias alliadas um armisticio de seis semanas.
Mas esta noli:ia que liaba sido acolhida sob lodas
as reservas,n,1o se conlinnou, pelo contrario he mus-
ante que o czar loma muilo a peilo apressar a eam-
panha ; sobre lodos os pontos do seu imperio, a ana
inlenrao se manifesla pelos armamentos proseguidos
com aclividade : as suas forras disponiveis podem
ser consideradas como cinco exercilos independen-
les, 1 o exereilo do Hallco, commandado pelo gene-
ral Sievers; 2" o exereilo do Danubio,roinmandando
pelo principe orUchakoH; 3" o exereilo do occiden-
te (de Polacos), commandado pelo conde Kudiger; 4o
o exereilo da Crimea, commandado pelo principe
Mcnschikufl; c 5" exereilo do Caucaso pelo principe
Mourawicf. O feld marechal, principe Paskicwilsch
cslabelecerprovavelmenle ocu quarlcl general era
Kievv, donde dirigir todas as operarles.
Consideraces acea da Polonia na queiliio
do Oriente.
Ha muilo lempo que pela primeira vez a Europa,
julgando conjurar o perigo, nao fez mais do que
adia-lo, e he em consequencia do abuso das con-
lemporisaroes irracionaes, que a Russia crescendo
sempre, chegou a alVronlar boje o continente ligado.
Urna iutervencao audaciosa em favor da Polonia, ef-
fecluada cm 1831, leria evitado todas as complica-
rnos acluaes. Com menos esforcos do que he inisler
boje para lomar Scbaslopol, qualquer lenlaliva do
czar sobre Conslanliuopla hornera sido paralysada.
Iloje o passado ja nao perlence a ningem, mas quan-
lo ao prsenle e ao futuro he forca rocorrer quanlo
anles verdade e a jnslica. Ja o dissemus, e an-
da repelimos.
Para qualquer observador alenlo e consciencioso,
a queslao do Oriente ja uo he o quo parecia ser :
nascida de um antagonismo cuja orgem be mitiga e
cujos symplnmas diversos lulo muilas vezes ameara-
do abrazar a Europa, tornou-se actualmente urna
lula cnlro dous principios opposlos, cm que se Irala
da independencia edaindividualidadedc lodosos po-
ros : lal he o novo carcter que ella tende a tomar c
que conslilue o principal elemento da sua Torca,
apenas rcsloii-lbc da origem o nome de baptismo ;
os fados prodigiosos que presenciamos ha seis mezes
nao lem oulra significarlo. O lermo co relativo
integridade da Turqua he o ahalimenlo da prepon-
derancia da Itussia, porque a preponderancia da
Itussia o a integridade da Turqua sao duas cousas
pcrfeilamenlc exclusivas urna da oulra.
Ora, como lio que se ahilera a Russia '{ Nao pa-
rece provavcl que um meio poderoso para chegar-te
a esta obra seria a reconstiluiro da Polonia, c que
qualquer lenlaliva conlra a Russia, que nao.for
apoiada por lim devora necesariamente malograr-
se '.' Fazcndo-se-lhc urna guerra ordinaria, infli-
gindo-se-lhe desastres, desperlar-se-ha na Russia
novas forras de que ella mesma anda nao lem cons-
eiencia. Eslas forras suffocadas al o prsenle por
um despotismo embrutecedor e corruptor, tornar-se-
hao muilo mais lemiveis ao mundo do que as nu-
merosas baionelas de que o czar pode dispor boje-
Se a Russia se desembarazar do seu czarismo, da
sua religi.lo de eslado, da sua venaldade administra-
tiva eda sua escravidao ; se depois disto arvorar a
bandeiradeum panslavismo federativo,nao ha duvida
que esla baudeira pouco sympalhka boje, tornar-se-
ha um ponto de reuni.io para os cem milhes de Sla-
vos, curvados sob um jugo eslrangero. E o que fa-
ni entao a Europa com todos os seus exercilos para
embargar o Irasbordamenlo desta raja generosa /
A Polonia com as suas reciu darOes histricas, com
a sua civilisacao mui acccsaircl, com a sua aristo-
cracia anda -poderosa e sempre patritica,be o ele-
mento conservador da rasa Slava. Dominada pela
Russia, lera sobre ella a superioridade da cathegoria
e da idade, e entra pela mais larga parle no princi-
pio que conslilue a sua preponderancia na Europa.
Porlanlo, fora mui natural que se Ihe rslilusse o
seu lugar na aclualidade dos succeasos, e no respec-
tivo dcsenvolv imento ulterior. Depois rlo dos principados, do assedio e da lomada de Se-
bastopol, depois de Scbaslopol, a recoiislituicao da
Polonia, tal ha sido, lal deve ser o enradcamcnlo
dos fados.
Mas quando fallamos em reconstiluiro, enten-
demos um reconstiluiro completa e doradoura : Se
a partida da Polonia foi uina iuiquidade, se foi a
mais grave violaran no equilibrio europeo, as meias
medidas tomadas pelas potencias signatarias dos Ira-
lados de 1815 acerca desla narao. em vez de asse-
ouvio fallar delle, de suas ancdotas e de seus co-
ubccimenlos em mrlhologia ? Cilara os dcoses da
Tabula como so liresse vivido em ua inlimidade, .e
nao fizera a loa poucus minutos antes allusSo a Ncp-
tuno.
Oulra prelencao do Maluino, era conhecer pcrel-
lamenle Paris, e relleclir em sua pessoa os recrcios
dessa cidade grande e populosa. Era verdade que
rollando de Dunkerque a Saint Malo, ahi pasara
apenas urnas vinle c qualro horas; mas o que nao
se adquire em vinle e qualro horas bem emprea-
das? F.ss.. lempo fra bstanle para o Maluino af-
fazer-se s grandes maneiras, e lornar-se om bo-
mem elegante. Ah aprender a inclinar seu cha-
peo encerado sobre a orelha, e dars ancas um mo-
rimenlo de um caracler decisivo ; ahi trocara lam-
bem sua proniiiiciarao auliga por um accenlo dos
mais refinados.
Quando cm urna bella noile reuna os grumetes
entre o maslro da mezena e guriips, e encantara-
os com suas palavras, referia-lhes com algum orgu-
Ilio quanlas bellas amizades Iravra em Paris, e de
quantas aveuturas galantes fra hroe. A esse res-
peilo o Maluino era inesgolarel. Tinha oblido os fa-
vores de mulhcres mui formosas, das quaes a mais
magnifica deivra-lhe, maneira de Icinhranra. um
anncl de diamantes, um relogio de ouro c vinle c
duas piastras sem seu conbecimcnlo nus bolsos do
redingote.
N.lo era a essas pinturas voluptuosas que os gru-
metes davam maior allcnrao; quando o Maluino
queria capliva-los irresislivelmcnle, entrara a des-
crever Paris. Enln os patilludos nao se moviam
mais, e teriam licado diaute delle acocorados al ao
dia seguinlc. Preferam a ludo osar fallar doa mo-
numentos, e nao perd.un urna palavra das narra-
res que o Maluino Ibes fazia a esse respeilo. Este
dourava seus quadros para ajudar o efleilo, o con-
funda de boa vonlade os nomes eos lugares; mas
seus cumules nao davam T disso. Assim elle obli-
uha um grandissimo successo, quando expunlia urna
reprcsenlarao tbealral, a quo assislira cm compa-
tible de muilos soberanos. Eram dozc mil pessoas,
inclusive vinle inarinbciros e qualro grumetes, aos
guac lena servido, um survelc em cada entre-acto, c
a sabida urna laranja emola em papel lino, mais
iimramalbete de violetas, e um papclir'o ebeio de
bolinhos exquisitos.
Tal era o bomem que viuha limar parle na con-
versarlo Iravada entre Yvon c Miguel; elle pisca-
ra a bordo do Grgeois por um poso de coiiheri-
manlus ; por isso os mariuheiros ouriram-no com
defercucia.
Sim, arrescenlou elle, depois de ler lancado
un novo olhar sobre a barca ; be casa que nos che-
ca du Italliro, sem duvida nenhuma.
Do Vallico? diste Yvon com ingenuidade,
onde he isso? ^
Muilo em cima, no norte, rapaz, responden oj
Maluino ; latitude dos polos. Esse navio he de la ; '
a madeira do norte he alfamada pela sua solidez ; I
quanlo aos maslro sao de primeira qoalidadc; o |
mu le he o paiz dos piuheiros por cxcellcucia ; veem-
se alguns de duzenlos ps de altura.
De veras? exclamou Yvon.
Dcixa-o fallar, ditas Miguel adverlii do-lhc rom
o culovelo, nao he misler que ninguem o estimule,
elle continua por si mesmo.
.Com efleilo o Maluino era daquelles a quem hasla
a menor animaran ; era mais fcil lira-lo a lerrciro
do que faz-lo parar.
Aquellas velas, lornnu elle, a.lo deranhamodo
norte Isso he claro como o dia Sao leilas de fio
era, e de cor um lano escura... c a pinlura ? Tain-
bem he do norte Oh I a esse respeilo nunca me en-
gao ; lanos navios vejo quanlos aderinho : dize-
ine como lo pintas, dir-te-hei quem s. Por exem-
po, marinheiros, reparaslcs na cinta ?
De cor de laranja, responden Yvon.
He a cor do norte Kegra geral, meus amigos,
quando quizerdes saber a que narao pcrlenre ama
embarraran, rede-lhe a cinta, ella nunca engaa ;
smente he mister entender da materia.
Ah eis ahi disse Yvod.
He misler entender da maleria I Tudo he as-
sim. Por exemplo a cidade de Paris existe, e muila
gcnlc nao a rio anda. O mesmo acontece com a
pintura dos navios ; lie um enigma para quem nao
sabe dccifra-lo. Cinta cor de laranja indica navio do
norte, leudes idea das oulras cores, marinheiros ?
Nao responden Yvon.
Nunra pensei nisso, acrescenlou Miguel.
Pois hem que annuncia a cinta branca ? Com
que rima? A que corresponde? He o enigma do
Espbinge.
Ignoro-o absolutamente, disse Miguel.
E eu da mesma sorlc, disse Vvon. Nem todos
esludaram.
Quem diz cinta branca, diz navio americano !
Esses homens livres nao se piulan, de oulra manei-
ra. Que risco rorrem? Sao neutros. Nada lia para
brber-se ao seu bordo, senSo agua do mar... Passe-
mos | oulra efe ; queris ?
miii, re-|.....den Yvon, lie um divcrtimenlo.
Um divcrtimenlo instructiva, marinheiros ; to-
dos ganbain om inslruir-se. Era o que eu dizia co-
mn cm Paris: j que aqui estamos, r sitemos os
monumentos; elles la csio para serem xislos. O
mesara aeoatecoa respeilo das efees dos navios: ellas
ahi eslo para serem conbeeidas. Mug em morro
por saber muilo, e pode-se morrer por nao saber bas-
tante. Dizei-mo quo pensis da cinta encarnada ?
Que reprsenla ella a vossos odos ?
Quem sabe respondern! us marinheiro.
Eu Quem vio Paris, e esludou-a a fundo, sa-
be ludo : essa cidade he um arsenal de couhecimen-
los. A cinta encarnada s pode coovir a inia narao
de incrdulos. Eia, adeviuhasles ?
Nao, disseraiu elle.
Barbaresca, a cinta encarnada perlenej nos Bar-
barescos. Nao ha grande proveto em cahir-lhes as
maos; elles farlam a gcnle.de injurias. Bu que vos
urar Europa urna paz solida o honrosa, n,1o lem
sido mais que o germen de lodas as complicaras
acluaes. Porlanlo,fora insensato recomecar um aclo
condemnado pela experiencia,c tomar por ponto de
parlida um crime e urna flerao tanlo menos deteul-
pavel que tem sido a obra commum ; enturo crean-
do somenle um simulacro de Polonia sem forca e
sem consistencia, pode-se dizer sem exagerarao que
se entregara novamenle esle infeliz paiz i sua po-
derosa vizinha, sempre prompla para aproveilar-se
das circumslancias, o mais do que nunca hoje, a
llussia fiel i sua ambicao tradicional, preoecupada
da idea do seu Iriumpho, est decidida a moslrar-se
inexoravel, julga que a Inglaterra e a Franca nao
lem dominio sobre ella, procura fazer arrehenlar
sobre a Auslria a maior lempestade que lenha sof-
frido, e a Europa deve velar sobre os seus propcios
inleresses, ja nao tem a defender paz, deve con-
quista-la, c o nico meio que lenha para chegar a
esle resultado he entrar no amago da queslao, ir
francamente adiante das eventualidades, e nao le
dcixar sorprender por ellas.
SARDENHA.
Um lulo dplice veo cobrir a casa real da Sarda-
nha : a 12 de Janeiro morreo, depois de breve en-
fermidade, a rainha Maria Thereza, a viuva de el-
rei Carlos Alberto, filha de Fcrnando,grao duque da
Toscana, nascida a21 demarro de 1801, casada na
idade de 17 anuos, a 30 de dezembro de 1817 : nao
existe instituirn de beneficencia que ella nao lives-
sc coadjurado, nem pobre que nao soecorresse. De-
pois de oilo dias, a joven rainha Maria Adelaide
lambem dcixara do viver a 20 de Janeiro, pela volla
de7 horas da noile. Na-.cida a 3 de junlio de 1822,
era lilha do archiduque Reinier d'Auslria, morlo em
1853, c de Mara Elisahcth, princeza da Sardenha,
tlnba esposado a 12 de abril de 1847 a seu primo ger-
mano Vctor Emmanuel,hojerei,em consequencia da
cbdicacii do pai. Sele fildos nasceram. deste cas-
mcnlo, 5 meninos e 2 meninas. Foi a 8 de Janeiro
que Maria Adelaide deu luz o ollimo filho, a mor-
lo da sogra que leve lugar alguns dias depois, e qoe
se Ihe nao pode occullar, caosou-lhc urna emosao fu-
nesta quo nao pode resistir, os srmptomas da en-
fermidade por mais graves que fossem ao principio
nao pareciam mortacs, mas o lypho puerperal ma-
nifesloQ-so inmediatamente clornoa inuleis todos
us esforsos dos homens d'arle. A dor he universal e
incxprimivel, a immensidade de gente que scapinho
ou as isrejas para pedir oreslabeleciinenlo da joven
soberana provou a el-rei,Uo cruelmenle feraalo eomo
filhoc como esposo de que sympathias be elle objeclo.
Na sessao de 21 as cmaras volaram um lulo, assim
como a suspensa dos respectivos Irabalhos, encar-
regaram ao presidente da missao de dar os pezaroes
a Yiclor Emmanuel. A saude do duque de tienora,
cuja aUlirc.lo aggrava o eslado de soflrinienlos, vai
um pouco melhor.
Sem acceder ao Iralado concluido a 2 de dezem-
bro passado entre a Auslria, a Inglaterra e a Fran-
ca, mas somenle adheriudo ac Iralado de allianra
Tranco-iuglcz de 10 de abril de 1851, o Piemonle
cnlra com um cfleelivo militar na liga conlra a qual
sedeve quebrar inevilavclmenle oorgulhoso poder
do czar. Em cambio de uro cmpreslimo que Ihe
forneccu a Inglaterra, o governo picmonlez Torne-
ceu um contingente de 15,000 homens aos alliados.
A sua suseeptibildade scassuslaria de urna allianra
directa com a Auslria, e os gabinetes de Londres e
Paris promelleram-lhe prestar-lhe os seus bous ofli-
cios c a sua beuevola mediarao junto do gabinete
de Vienna afim de obler-lhe o desencargo dos seus
scqueslros. Faro valer os servaos que no cessou
do prcslar causa da ordem, uzando com tanta lut-
bilidade.quanla moderacao, da sua inconleslavei in-
fluencia sobre toda a Italia, influencia qua lha tem
adquerido com jusln Ululo a sua geuerosa dedicarao
nacionalidade italiana. O corpo expedicionario
sardo se reunir ao exereilo inglez, c depender di-
rectamente de lord Ragln. O eommando ser mui
prorarclmcntc confiado ao general Alfonso da la
Marmora, o aclual ministro da guerra, a quem lio
devida a orginisaso completa do exereilo, a pri-
meira divisao licar sobas ordens de Joscph Duran-
do, a segunda sob as ordens de AlexarWre de la
Marmora. Os Pieinoulezcs ficar.io a esqnerda dos
Inglczes e direila dos Francezes.
As cmaras se tem oceupado de um projeclo da
Ici acerca da supprcssao das communidades e eslabe-
lecimenlos religiosos, receberima este respailo um
protesto do todos os arcebispos, bispos e capitulares
do reino.
PORTUGAL.
A l de Janeiro teve lugar em Lisboa a abertura da
sessao das cortes porluguezas. Enlre oulras medi-
das anuunciadas por el-rei regente no discurso pro-
nunciado nesla occasi.io, releva mencionar as que
dizem respeilo ao eslabelecimenlo das vas frreas e
as que se referem livre imporlacao dos cereaes.
Eisaqui em geral as passagens mais importantes do
discurso: a Relaret amigaveis sao mentidas com to-
ce dos os alliados da coroa de Portugal, as retacee*
fallo, j os vi, e de bem porto. Aehava-mo em um
barco mercante...
O Maluino ia emprehender easa nova historia e
narra-la com sua volubilidadecoslumada, quando
ourio-se na popa do brigue urna voz, dianle da qual
as oulras calavam-se : era a do capilao Ploueven.
Os ariilbciros aos seus lugares, exclamou elle,
os cageiros a cima, e eslejam promplos.
Esla ordem foi rpidamente executada ; mas como
nao inleressava aos nossos tres interlocutores, nem
obrigava-os a mudar de logar, a lingua do Maluino
urft instante presa nao tardn a soltar-se.
Oh! exclamou elle, eis-nos bem perlo da baT-
ca. Ha pouco eu leria apostado que era do norte ;
agora j nao o aflirmn. vedes o beque ?
Sim, muilo bem, reaponderam os dous mari-
nheiros.
Como he ornado Um buslo com molduras
dooradas Em geral, meus amigos, a genle do mirle
nao empresa ahi tanl luxo. 63o sobrios e nao lan-
ram o dinbciro pelas portinholas fra Que pensis
a ese respeilo I
Vmc. talvez lenha razTio, disse Miguel.
Com effcilo, acrescenlou Yvon em forma de
echo, lalvcz Vmc. lenha razao.
Dccididameule nao he um ntvio do norte ; raat
entao que significa a cinla cor de laranja ? Isso vai
contra lodas as regras recebidas, marinheiros Esm
navio he snspeito !
O sabio do Grgeois leria disserlado largamente
sobre esse assumplo ; mas liouvc em lorno dellet um
movimenlo significativo ; enlao Miguel n.lo necessi-
lou da erudicao de seu ramaradt para dizer :
Allenrio o negocio vai tomar ralor.
Tena razao, meu velho, respoudeo o Maluino
laucando um olhar sobre a pupa do brigue ; o capi-
lao lem as Ires rugas na fronte.
'Silencio por loda a parle, disse uro* voz que
dominava o rumor do mar e de bordo.
inmediatamente cessnram todas as conversas'** :
o proprio Maluino leve forca para conlor-se. De-
pois de una cara em que as vanlagcns linliam varil-
lado, e que a lempestade tornara penivcl, o Grgeois
linha chegado ao alcance do inimigo : ja era possivel
um ataque. Todava restara vencer dous obstculos,
o eslado du mar e a proximidade da noile ; om es-
pirito menos audaz leria recuado ; mas Ploueven li-
nha chegado ao poni em que a prudencia nao lem
mais imperio, e o cerebro cinbriag.i-se com seus pro- '
lirios desejos. l'aiecia-lbe que sua voulade baslava
para domar os elementos, forjar o desuno e assegu-
rar o bom xito. Em pe na popa com os olhos bri-
lhanles e a mo apqiada sobre as armas, assemelha-
ra-se ao Dos das balalhas, ecommunicava seu ardor
a quanlos se Ihe. apprtvimavam. Quando jolgou
chegado o momento, lomou elle mesmo o leine, rol-
veo o navio de maneira que assegurasse o efleilo dos
tiras, e disse :
, Fogo I
A balera de um bordo diJparon-se, c o brigda Ib
enrollo em urna nuvem de fumase.
(CoinMar-*r*''J
iirnniri


relativas igrcja da India prose-
guem com actividade, e etpiro que o resudado
i eemmonlcado ne*la sesslo ; 19 cnnven-
incn, a Blica c a Hul-
ean a Confederarlo Argn-
linn, o Per' e 1 ainda nao Turara trca-
lo do male-
rialquc della depondo lera allrahido latinarle
ra do goveruo.
Para pnr a noeu m.irlnha n'um pe convenienlo
" que Ihe permita salisfazer o dever.es de guanlar
o o defender as nossas colonias e proteger onnsso
enrrimercio ; releva que recurso* ordinarios sejam
-lirados successivamentc n conslrucrAo de no-
s de guerra. Para este fim, o mou go-
\erno sulimeller.i a' vossa conjidcraro os projec-
tos de lci necessarios.
1 O governo lem prvido s necessidades mais
"tiles das nossas provincias de alem mar, e en-
viou reforros a Angola, n Mossambique o a Ma-
" ci.... As cortes lerlo de reunir-sa no me/, deso-
r lembro prximo, para que cl-rei I). Pedro IV ein
icnra da representarlo nacional preste antes
" da proclamado da sua maloridade o joramenln
prescriplo pelo artigo76 da caria constitucional.
As vos-as luzes e o vosso patriotismo hem ronhe -
u cirios me dio loda confianza de que dorante esla
sesslo, as tosa discussoes bao de aproveilar a'
prosperidade publica.
As cmaras votaram quasi sem discusso a reposta
a esta discurso da eoroa ; a cmara dos depotados
aprovou o principio e argomas das mais importan-
tes modificactjes de urna lei sobre o recnilamenlo em
grande parte modelada pela legislarlo franceza, c
que instilue r.omo baseda organisaro militar urna
conscripto regular e geral.
EC.YPTO.
me comnanbia da sabios propoz ao Pacha ras-
oislhmo de Suoz solire urna linlia quasi directa
na parlo mais estrella, e*labelccendo um grande por-
to interior na buciado lago Tim Sal, o lomando
acccssivuit aos maiores navios as passagens de Pclusc
o de Suez solire o .Mediterrneo e o Mar Vermellio.
Sondo a empreza'reconbccida execulavel, nao lie
em substancia se nito urna q 11 es lo de dinheiro, e es-
ta' demonstrado que a despeza esta' intciramcnle
em proporclo com a utilidades cornos lucros dcsla
grande obra ; com efl'eilo, um impulso immenso se-
ra' dado por oslo meio a uavegarao a vapor e s
viagcns de longo curso. Os paizes que culestam
) Mar Vermelho e com o golfo Prsico, a cosa
oriental d'Africa, a India, o reino do Siam, a Co-
rdincliina, o JapAo.o vasto imperio da China com
os seus IrezrSilos niiidoes de habitantes,as Filipinas,
a Australia, e esse immeuso arclipelago para o
qualse vai dirgindo a emigrarao da vcllia Europa,
serlo ao mesmo lempo aproximadas pcrlo de tres
mil leguas da baca do Mediterrneo e do Norte da
Europa. Mr. de Lesseps o Mr. Enfanlin. eslo a
frente da empreza.
PAIZES BAIXOS.
everara que a Ilollauda concluio com a Ingla-
terra c a Franca um tratado de allianca offensiva e
sin. Se este fado for confirmado, exerccr,
ie influencia sobre as potencias, cuja poltica
anda vacilla.
ITALIA.
urasrosas prisoc-s motivadas por vagos boalos de
conspirarlo liveram lugar ma rccciilcmcnlc na
l.ombardia, ua Romana, na Toscana, em fim em
todas as paragens em que se acliam guarnirles aus-
tracas.
HESPAM1A.
O horisontese achamui nublado, as corresponden-
cias sao mu pouco tranquilizadoras : As intrigas se
cruzara de todos os lados, o socialismo se vai mos-
trando ; o Carlismo medita urna invazo ; a guarda
nacional se ada irritada : a lodos os instantes se es-
palda o boato de que a rcprcsefilac.i'o nacional esl
amparada daamancira mais imminenle; ocommcrcio
de todas as grandes cidades se acha n'um pcs estado ; grande numera de casas teem suspendido as
respectivas opernres c amor parte das popularnos se
acha sem (rabalho e por conscqucucia sem re-
enrso.
Os partidos se vio molliplcando ; o parlido Car-
lista cotila tres nuaiiras mui notaveis, os Montemn-
linislas qae s reconhcccm como chefeo seu principe
os legitirnislas puros que slransigcm com D. Carise
os partidarios del). Juan em quem estes dcscobrem
apesar ila sua mocidade,mais talento e qualidades do
que nu par. Em fim, ltimamente se manifcslou
urna defccglo entro os differentcs cliefes acerca da
prop por grande numero de deputados,
sobre o projeclodo casara princeza das Asturias
com um filho de Montemolin, dando a regencia
do reino ao irmAo 1). Juan. Scmelhaote projeclo
desagradara extremamente a Cabrera e a outrosque
liiihuii recusado defender qualquer bandeira que
nao fosse a do Carlos VI.
No meio de lodas eslas inquictaces, o governo
vai apasiguando as pertrbameos das provincias co-
mo podo, opera reducees na lisia civil, organisa
o empreslimo recentemenle decretado de 40 mi-
IhOes de reales. O ministro das finanras, Mr. Se-
vllann deu a sua demissao, Mr. Pascoal Madoz suc-
cedcu-llie neste posto perigoso, c no seio do coti-
lo se ciplicou immedialamcnle acerca das me-
didas que pretende temar, em termos que indicara
toda agravidade da situarlo : a Senhorcs, disse ello
o mal ho grave, a divida floctaante so eleva a oilo
ceios mjlhc* de reales, para salisrazer as obriga-
ilo Estado lodas as.caixasdo Ihesouro eslo va-
sias ; ha muilu tempoque se diz que os progressis-
las nao sabiam envernar, he um erro grave, venho
dizer-voscom toda a franqueza que me" caracterisa
os meioscom que conlo para salvar a nac.o. Exa-
minarei com cuidado o projeclo de lei proposlo por
Mr. Callado sobre a venda dos bens communacs.
e esta venda ser.i decretada, respeilando-se ao mos-
mo lampos direilos do novo ; quauto aos bens do
clero, serlo vendidos immedialarnenle sem qnc se
pea aninguem autorisarioalguma.......
Como quer que seja, julga-se que o estado se
apossara dos bens eclesisticos em cambio de orna
renda perpetua asegurada ao clero. S. Exc.
Rvm.i. Franchi, nuncio aposlolco, esleve vinte ve-
ces em termo de pedir os seas pasaportes ; enlre-
lanlo o governo espera que S. S. adoptar as razf.es
que fazem propor no orcamento urna redcelo da
dolarlo ecclcsiistica e a venda dos bens do clero.
A 1!) de Janeiro o eongresso oceupou-se com urna
propositlo, declarando que o ministerio nao rcunii
as conJires necessarius para goveruar o paiz,
oque u3o exista accordo verdadeiro entre os mi-
nistros c o eongresso : a proposta de censura foi
regetada por 138 volos contra 69.
As cortes pouco cuidadosas do respectivo manda-
to, quasi que se nao rmporlam com a constituirs
rom que o paiz deve ser dotado : eis-aqui as bases
do projeclo. A constituirlo deve consagrar a so-
berana da necio, a prolcccAo do culto calholico,
a liberdade individual, a nao retroalividadc dasleis,
a suppressao da pena deroorte em materia poltica, a
representado nacional formada de um senado e de
um eongresso de deputados, a nomcarlo dos sena-
dores com certas ctndicOcs de idade, de renda e de
qualidades, a sesslo legislativa fixada em qualro
mezes, a allribuicao se rei da sanelo e da promul-
garan das leis, a nameaco pelas corles de urna re-
gencia de Ircs ou cinco pessoas lodas as vetes que
fr impnssivcl o rei exercer a sua auluridade, o
abandono urna depulaco por cada provincia de
todos os negocios muoicipaes, o exame do budget
pelas cortes lodos os anuos nos oilo das da consli-
luirao do eongresso, sob pena de violarlo da cons-
tituirn, cmfim o contingente militar marcado lo-
dos es anuos pelas corles sobre a proposta do rei.
EXPOSICAO UNIVERSAL DE FRANCA.
A exposirao universal sempre occopa a adminis-
Iras/io que a organisa, qne levanta o termina'o res"
pcrlivo palacio eas dependencias que crea o compiie
os jury* ; oceupa lodos os sabios, lodos 08 artistas,
todos os induslraes, lodos os negociantes da Friura
e do mundo que prepiram os scus contingenles para
esla solemnidadc.
No meio dstaiprcoccuparaodc lotlos edecada, um,
se lein fallado era nm convilc feilo pelo imperador
Napolea'o III aos soberados dos estados que concor-
rem para esla exhibirSo universal, edizcm que es-
ta rounao taubem se oceupar com poltica e com
os successos que a^rtam o continente. Aguarda-
mos urna confirmacAo oflicial.
Entro os resnllados da^ciividade intellectnal qne
se devem mxnifeslar nesle grande concurso, cita-
remos em prmeiro logar a I'holographia : Ha ape-
nas vinte annos que Nicephorc Niepce apresentava
i sociedede scienlilica e artstica os primeiros ele-
mentos de tima das maiores descobertas do scalo
XIX. Vio Dagoerre, lonjou esla invengo, per-
DIARIO DE PERUIBUIO, QUINTA FEIRA 8 DE MARCO DE 1855.
f.'iroou-a, lornnu-a pralira ; mais larde Talbol rii-
bsliluio s laminas metlicas primitivas o simples
papel, produzln n estreo!)pa pliolocraphica, deu o
meio de proluzir o prolotypu ao infinito, abri nm
campo immeuso as opplicares. Emfim lornou pos-
si\cl de lalsorto a vulgari-aoAu das obras produzi-
das que, em lugar de urna prova, se podem ublor mil
do mesmo assumplo, de tal forte que em conse-
quenra de nperfeisoamentos successvos a pholo-
grapha lornou-se um dos mais i^derosos auxilia-
res das sciencias e das arles. Cliegan.lo no con-
cuo que a Franca abre ;i todas as naccs na pri-
mkveca dcslo anno, ah vira revelar tu lo quanlo
lein realisadn al boje, c ludo quauto ainda promeller
virahi proclamara gloriado humilde sabio quccmlK.'i,
deilado noseu leito demorle, descouhecido, ex-haus-
to, arruinado, perguntava com inqiiiniar.io se nao
linlia gasto o sen tlenlo, a sua* fortuna e a sua vi-
da em busca de urna chimen.
Dos labortlorios solitarios esta scicncia nova pas-
sou os mares, transpoz as mnntanhas, alravessou o'
continentes, fui aos muscos, s rathedraes, ao fundo
dos bosques silenciosos, aos Terlices escarpados da8 eleva, cojtie do sua Ierra urna messe
monlanhas, as collecces preciosas da scicncia,. as
manufacturas, aos hospilaes, s radeias ; leva ao
l'omcm que as occupacocs prendem ao limiar da-
habil.-irAo, c que lamenta a grande escola das via-
gens, as maravilhas da Grecia, da Italia, da llcs-
panhi, do Esypto e de todo o Oriente, os melan-
clicos sitios da Allcmanha, da Hollaiida e da Rus-
sia, os campos da Franra e assolides americanas ;
da" ao archileclo lodos os monumentos celebres, o
Paricnon, o Colyseo, Solre Dame de Pars, Cham-
bord e o l.ouvrc novo ; ao estatuario as mais bellas
obras de Phdias e de Miguel Angelo ; ao gravador
as de Alberto Durer, de Marco Antonio Ramondi e
de Rembrandl, ao pintor emfim as das escolas anti-
gs c modernas; poe ao alcance de todos os artistas
humildes, impotentes para fazer a viagcmde Roma
o Alhenas, os verdadeiros, os fortes c sAos estudos ;
daosabioareproducraoprodigiosamenteiiel dos Ircs
reinos da nalureza, conserva ao medico os pheno-
menns maissalientcs, levar posteridade o retrato
de lodas as celebridades. Crescendo gloriosamente
enlre a sciencia e a arte, acaba emfim de dar nasci-
menlo a urna nova descoberta, ;i gravura heliogra-
phca. Em virtudo das indagares mui recentes do
M. Niepce de S. Vctor, as provas pholographicas
deram logar as eslampas gravadas solire o aro por
um simpres raio de luz : a gravura heliographica
acaba de provar que poda fazer ludo quauto a pho-
lographia tem realisado, c lem a immensa vanla-
gem de collorar as condires da imprensa eslc
grande meio de vulgarisacan. Assiin aguardamos
osla grande descoberta no concurso universal desle
anno.
JORNAI.ISMO EM FRANCA,
lie mui sem razao que osjornacs francez leem
evitado a discusso das grandes quesles ese fazem
oseclios mudos dos orgAns eslrangeiros, he consc-
quencia de urna mui incompleta apreciarSo da sua
missao. A imprensa como instituicAo, nunca passou
de um meio de governo e nao ha podido sabir deste
deleito original: orgao successivamrnle de tal par-
tido ou de lal individuo que desejava sabir ou per-
manecer no poder, o seu papel sempre selimlava
s questocs pessoaes ; s intrigas eleiloracs e parla-
mentares, a soa ac^ao consiste em atacar as maio-
rias ou mina-las, em fazer regeilar ou adoptar (al ou (al
projeclo de lei contrario ou conforme aos seus inte-
resses. Seria esta ama situarn normal e regular ?
Verdade^ieque esta siluar-'io inspirou brilhaules pa-
ginas, bosquejos rheios de habildade relativa, de
cnthusiasmo o luura, mas restringi o circulo da
discus'3o, forrou as mais bellas indiligencias, os
tlenlos mais inconleslaveis a encerrar-se em ques-
les acar.hadas de circumstaurias, de inleresse local,
de influencia pessoal e (ransiloria.
Esla siluarao falsa e anormal j nao exisle boje,
mas as modificarles que a imprensa lem soflrido bao
atacado o espirito rotiociro qoe lite preceda as evo-
lurcs com um estupor de lal sorle profundo, que
ale o presente nao ha podido recobrar o equilibrio,
c aiuda anda orucurando o terreno sobre que se pos-
samnvera%eu commodo Desde o di em que a
sua acrAo offensiva se vio parausada, achon-sesem
bus-ola c sem inspiraran, fluctuando ao acaso, pro-
curando o sanio nos jornacs eslrangeiros e despre-
sando por indiferencia o por timidez a larga parle
qne sempre Ihe he reservada na marcha das cousas
humanas fora da acrfio oflicial. Ha nislo um grave
erra e urna tendencia deploravel : o papel da im-
prensa he esclarecer a opiniAo, combalcr os precon-
ceitos, adherir pela discussAo a ludo quanlo loca ao
progresso moral, material e inlclcclu.il do homem
e da sociedade em geral, e evitar ludo quanlo pode
olislar a marcha natural das cousas, ludo quanlo
he da airada administrativa govcrnamenlal nAo lbe
perlence por direilo algum, ludo quanlo esl fora
he seu dominio, c cerlamente existe ainda ah alguma
cousa a fazer, mas em consecuencia dos anligos h-
bitos nao soabe adiar o meio que Ihe he- proprio,
nao ha creado nada, nao lem querido esludar c a pro-
fundar as grandes c largas quesles, sobro pretexto
de que se punham bices sua liberdade, mas que
liberdade lem ella a lamentar? Sera a liberdade
dos ataques pessoaes"! das exagerarles das opinies
de crcumstancias e de fantasa ?
Se ja nito exisle o direilo de fazer do jornal urna
machina de guerra contra qualquer indiviJualidade
que afiique ou que desagrade, de j nao fazer adop-
tar ou regeilar tal queslao administrativa ou fiscal,
conforme ou opposla no programma que cada um
Iraca asi, exisle o direilo deeslcnder o processo de
Iralar os negocios, e alargar o sen horisonte. Se a
imprensa faltasse ao cxcrcicio desle direilo, podc-
ria fazer crer queja nao he hoje a cxpressAo de tuna
opinao sincera c desinlcressada, poderia semduvida
perder o lugar honroso que lem ocenpado, afinal
poderia tornar-so urna roda inulil no dominio do
pensamento. Mas nao, depois de todas as suas he-
silarOes o jnrnalismo comprchcndcr d'ora em van-
leoscu papel, conla as suas filciras publicistas c-
minenles, homens de corarAo c de inlelligencia que
conheeem lodo u alcance dos aeonlecimcntos que se
passam debaixo dos scus olhos. Applicar.i a sua
experiencia, as suas luzes o o sen patriotismo de-
feza de lo.las as sAas eonvicrfics, perder no esludo
das queslcs inleriorcs a negligencia para com os
abusos, a intolerancia para com as ideas, no esludu
das qucsloes exlerioros o desprezo da dgnidade na-
cional. Como j nao (em a sacrificar os seus prin-
cipios a urna influencia, a urna palavra cloquele,
se ir subtrahiudo cada vez mais a influencia dos
partidos que se vai diminuindo rada vez menos dos
homens que os representara, servir de mais e mais
aos interesses permanentes da Franra, c aos da c-
vilisacao.
Prolecrao francesa concedida a emigraran
allemaa.
Entre lodos os estados europeushe a Franra aqucl-
le em que as emigrarles sao menos frequentes e
menos numerosas, porque o solo he do nma acquisi-
riio mais fdcil do que em oulra qualquer paraecm
do continente, perlence a qninze oa vinlc milhoc.s
de horneas que o cultivara ; assim esla Ierra de
Franra (ao acccssivel a lodos, como he amada pelo,
seus filhos! Quer a gente seja aqu grande o peque-
o propriclario, senlc-sc crescer ao possi-la ; quem
se nSo respeila por si proprio, se respetta e se eslima
por ella. O accesso fcil do solo ao mais humilde,
a pequea propriedade nAo he condecida ahi, repu-
(aram-na erradamente um accidente da rcuilurAo
de 1789, he antiga. Desde 1797, um publicista emi-
nente Boirguilberl deptorava a necessidade em que
os pequeos propriclarios so achavam no lempo de
I.uiz XIV para vender grande parte dos bens adqui-
ridos no scalo XVI e XVII. Nos lempos peiores,
nos momentos de pobreza universal cm qne o pro-
prio i ico be pobre o lio obrigado a vender, o rmn-
ponez ainda se adra em estado do comprar, porque
lem um Ihesouro escondido, o (rabalhe persistente,
a sobriedade e o jejum, o parece Icr recelado de
D(*S por patrimonio o doro de Irahalhar, de comba-
lcr em caso de necessidade, sem comer, de viver de
esperanza, de alegra corajosa.
Pondo do parle o direilo de a.Iquc^r, lem alem
disto sobre a Ierra um direilo qae he o primeiro de
lodos, o de o ter feilo : nos rochedos, as ridas col-
linasdo meio da, a propriedade esla loda no pro-
pietario, esla no braro infaligavel qne quebra o
seixo lodos os das, e mistura este pcomum pouro
de humus, esl na forte machina do vinhaleiro, qqc
da cosa vai sempre subindo para o seu campo, qae
sempre se vai eslendendo, esta na docilidade, no ar-
dor paciente daquette que dirige a charra : a na-
lureza se compadece de tantas fadigas, entre o ro-
chedo e o rochedo a vinha se eslende, o castanheiro
em ierra se sostena, apfrtando o seixo com as soas
raizes, sobrio e corajoso vcgolal pireco viver de ar
e como o proprio dono, produ/.ii gemendo, ainda
mis paizes menos pobres, ello api ca-lbe as suas eco-
nomas, os seus esforros, a sua v'rlude, cmlini ama-
o cm qualquer parlo a ponto que para adqueri-la,
conscnle cm ludo, al a nAo vc-Ih. mais, e separa-sc
suslentado por este pensamcnlo e por esla recorda-
ta ; em Paris, no canto do ama ra, o correspon-
dente Auvergne sonha rom o piqueuo campo de
cenlcio, com o pasto que ao vollar comprar na (ua
monlanha ; o Alsaciane para Icr Ierra em sele an-
nos, vcudo a vida e vai morrer debaixo das ban-
deiras do estado ; para ter Iguns pos do vinha a
muIhcrdoBourgogne lira ospetosdabocca do lilho,
amanenla ama creanra eslrand i. desmama o seu
ainda mui verde, faz-se ludo para ler Ierra, ler tr-
ra he nuser urna manobra que se toma.equcsedei-
xa ainanliAa, he nAo ser servo para obter a nlr-
Ciio quolidiana, cm fim, he ler a liberdade ; esla
liberdade que ciisla a digndade humana, be a vir-
ludc possivel, porque urna familia de camponezes
que se loma propriclaria, muda de condicAo e se
de virtudes, a
sohriciladc do pai, a economa da ma, o Irahalho
corajoso do filho, n caslidade da filha, lliesouros ina-
preciaveis,
Assiin na Inglalerra e na Allcmanha, onde a (er-
ra he de urna ,icquisir\p muilo mais dilliril, para
nAo dizer inleiramente impussvel, os homens que
scnlem a necessidade irrcsislivel de possuir um can-
to da Ierra se affellam e emigrara para trras lon-
ginquas onde achem a salisfacAo dcsla ardenle ne-
cessidade, dirgem-sc para onde a Ierra abunda e
onde fallam os bracos para culliva-la, fecundar com
sus snores nma nalureza virgen) que s esperava
para produzir e&scs poderosos geradores. A emi-
grarAo ingjeza e irlandeza se dirige para os ricos
horisonles da Australia. A crrenle de cmigrarAo
allemaa se dcsenvolve alravessando a Fran gando a Slrasbourg e Forhach, embarcando no Ha-
vre e em Dunkerque, dando a vela para o continen-
te americano.
O governo francez devia preoecupar-se de prolc-
ger na soa passaccm os homens de corajosa resigna-
rn que, ja nao cuconlrando mcios de viver n'um
solo demasiado aperlado, cm vez de se quexar da
negligencia do sen paiz submellern-se aosdcslinos da
Providencia : om decreto imperial de 1 de Janeiro
de I8.V) regula as Iros phases dislinrtas do transito dos
emigrantes;a chegada, a residencia, a partida;
eslabeleceu reparlircs de regislros n'um grande
numero de cidades, a justificarlo imposta aos emi-
grantes de certa somma ou do contrato que Ibes as-
segara o transporte alravez da Franra, e a passa-
gem para os paizes de alcin-mar, a obrigarao para
qualquer companhta ou agencia que emprchender o
recrulamenlo ou o Iransporle dos emigrantes de for-
necer una cauQao a franqueza dos direilos da altan-
dega para ludas as bagagens, as madeiras pata cons-
Irucrlo dos navios oceupados ueste festino, as pru-
vises, .1 duraco e commodo da vagem. Sem entrar
na reprodcelo tcxlual desle imporlante documen-
to, por meio de algumas palavras lomadas ao nola-
vel rrlatorio dirigido a este respoilo ao ministro da
agricultura e docommercio pelo conselhcro de esta-
do, presidente da comraisso assignalaremos, termi-
nando, o carcter particular da cmgrae,ao no secu-
loXIX.
Ha na nalureza do homem una tendencia que he
o resultado da sua pcrfcclibilidadc moral, he a ne-
cessidade de elevar as suas faculdades e methorar a
sua condirao, esta tendencia se dcsenvolve cm razao
da inlensidade do progresso iiilcllcclu.il. Asinsli-
luices polticas e as crenras religiosas podem con-
firma-la, mas nao poderant deslrui-la. E ao mes-
mo lempo a sua honra he a parte vulneravel da hu-
manidade, se esla tendencia lera estado adormecida,
acorda em nossos das com um ccrlo carcter debai-
xo da forma da emigrarlo ; os farlns pelos quacs se
manifeslr Ihe liram cnlrelanlo loda a semelhanra
com as cmigrarOcs bblicas motivadas pela sorte da
guerra, c pelo temor das pcrscguie,es reservadas aos
vencidos, hoje que a tema nao abriga o cidadAn, e
que nao resta nada das tribus nmadas, nem lAo
pouco lacos mysteriosos que prendara a existencia de
todos suprema vontade de un s, n emigrarao J
nao he o resultado de una convcnrAo, mas o fructo
espontaneo da liberdade individual, o inslinclo da
conservaran c a necessidade de melboramenlos que
sAo solidarios nAo s nos scus clfeitos como as suas
causas, imprimem na emigrarao moderna o sen ver-
dadeiro carcter, lie espontanea, e be o quo lbe ex-
plica a universalidade, porque nao esl crcums-
cripla no permetro europeu. O espirito novo so-
prou por toda -parle, al na Asa, e nos proprios
Chinczes. Esla pcrfcicAo viva chega a Australia e
a California. Esle fado he digno das mais serias
mcdtac,Ocs ; que influencia nAo exerecrao sobre os
destinos futuros da humanidade a mistura de nacio-
nalidades, o amalgama de raras que dar lugar ao
cruzamenlo mais heterogneo, a promiscuidade de
religiOcs, de costumes que ser o produelo da fer-
mrnlarao de (odns cslcs elementos diversos ra po-
ca do respectivo reflu:.o sobre a sociedade europea ?
Ser a raravaurara do progresso ? Ainda mais al-
guns dias, e (eremos a so lurao desle problema.
Revista thealral c Iliteraria.
.1 Czarina, drama era 5 actos cm prosa do Eu-
genio Scribe, no Ihealro francez. Que feliz cscrip-
lor que he Scrbc Eugenhoso, mas sem elcracao.
lio depois de 40 annoc.o associado agradecido de
lodas as glorias musicaes, de lodos os grandes artis-
tas Ilontcm era Mcycrbeer cuja voz poderosa
pleleava a sua causa (liante da mullidos, hoje ha-
lando do mesmo assumplo, subslilCe Mcycrbeer
Madamesella Bache!, tem fcito por urna condecida
pelo oulru Iluminar com vivas cores o sea plido
esboco, ecoma Czarina qae serve de sequilo a Es-
trella do Norte, a sua prosa incorrecta obteve ainda
um novo Iriumpho. Somcute todas as lcenras per-
mittidas ao libretista de urna opera oo podem se-
riamente ser perdoadas a um poeta dramtico, e a
critica deve boje no hem exilo da peca fazer a parte
do eseriplnr nicamente prcoecupado da moda do
momento, menos cuidadoso da gloria, do que da
cspcciilarao c applicado procura da allusAo da
adualidade, meio de Iriumpho mais vulgar. U a-
gradavel c o inverosmil, a disposicao das particu-
laridades, a arle da sorpreza, a sciencia dos recur-
sos cenicos, sufficienlcs por Iraz da obra de um
grande compositor ficariam em loda sua futilidad;
sem o prestigio do grande artista. Q'iando a peca
comer acbela de Mrcns da Craz, valida da impe-
fatriz Caluarina, j lem volado sobre o ca lafalso.
Todos sabem que foi depois desla execucao que
morreo o grande imperador, no momento em qne o
seu braco ia descarregar-se sobre a imperalriz. M.
Scribe, apezar da historia, nem por isso dcixa de
prolongar a vida de Pedro para fazer urna nova n-
meara avs novos amores de Calliarina c do conde
Sopeha. O imperador lem suspeilas, o conde se in-
troduzio .i nole em um pavilho, onde s se acha-
vam duas mulheres, Calliarina e Olga, a tilda de
Menchikoff, o imperador ordena ao conde que se
case com a menina : Sopicha quer resistir, mas a
imperalriz roga-lhc que ceda para salva-la, ecll:
cede. Esle casamento nao dcstruo as desconfianras
de Pedro, manda chamar Olga: a pobre menina,
salva pouco lempo anles, por Sopicha, passou in-
sensivclmcnlc do rcconliecimenlo ao amor, c o seu
casamenlo parcceo-lhe a maior de lodas as felici-
dades. Duranle a sua entrcvisla com o seu sobera-
no, a verdade se man Testa para ambos, mas posto
que ella solra na ingenuidade da sua ternura, salva
o marido por urna generosa mentira, c vai decla-
rar-ihe que d'ora em vanle s lera de commra
com elle o nome. Isto nAo he suflicicnlc para So-
picha, he inislcr qoe Olga Ihe perdc, c seja ver-
daderamente sna mulher ; pretende separar-se do
ohjeclo da sua falla, mas a sua falta o liga irresis-
livelmcnle aos pericos de Calliarina, sem duvida
elle ja nAo pode air.a-la, mas nAo pode livra-la da
vinganra daquellc a quem ambos enganaram, deo-
Ihe a sua vida e o seu corarlo, pode loraar-lhc o
roraro, mas nAo Ihe pode lomar a vida, se ella lera
necessidade da sua vida.
Entretanto, Pedro continua a ler snspeitas, e pa-
ra encuulrar ama vez o repouso, ordena qoe o vali-
do seja decapitado, Cntharina o r.iz evadir, mas So-
picha cessou de amar a imperalriz c consagrou a
Olga toda a sua aTleirSo, volla a Moskovr para dizer
um ultimo adeos a sua mulher, antes de tornero
caminlu do exilio. Falal volla foi preso de novo-
e se trata dos preparativos para a sua execucao,
qual o imperador quer que Calliarina assista. Esla
estara perdida se manifestasse um signal de einoc,3o,
mas permanece impassivcl, bebeu a coragem de se
rr dianle desle lerrvel espectculo, na resoliicAa
que concebeu de morrer ; com um punhal na mAo
ella segne com os olhos o machado que se levanta,
prompla para Iras'passar o proprif coraran. A sua
iranquillidade fascina a l'edru, que suspende in-
mediatamente o supplicio : dizeiido-lbe sabia que o
ronde era iiiuoccnle, o conde nao le ama, pois que
ama a sua mulher, e arriscou a sua vida para (or-
nar a viVla. A pobre mulher nao linda contado com
osla experiencia, deia escapar um grito, que be
ama ronfissao desesperada. Knlo o Czar sabe lu-
do, entra em transportes que sobem ao furor, lula
contra as convulsoes, lula contra a paralysia que
Ihe succode, scnle-se morrer, quer escrever a"sua
ultima vonlade, raorre, leudo apenas irarado as pa-
lavras seguintes: ordeno que Calliarina seja...
Decapilada ou imperalriz '.' NAo ser sobre o ca-
dafalso, ser sobre o llirono que Calliarina subir e
o seu pjimeiro aclo ser nomear Sopcho cmbuixado
afin de separa-lo della.
Mell. Ra.chcl se fez a herona desla obra de phan-
lasia vulgar, elevou-a altura do seu talento que
com ludo parercu abaler-se de alguma soilc. Como
quer que seja, a uobreza simples do seu andar, a 10-
loridade elegante de seu gcslo, o sea orgilo sonoro e
suave que domina c acaricia, fi/.eram de Calliarina
um bello retrato. Corajosa dianle da brutadadc
de Pedro, fez rom um olhar cahir o baslAo ameara-
dor, leve o remorso nos labios as conlracccs do
rosto noseslremccmenlns convulsivos de lodo o cor-
po, indicou lodas as secretas de urna esposa adultera,
o sen odio contra Pedro s se manifcslou selvagem
e implacavel quando os dias de Sopeha foram amea-
cados. A secna era que ella fui ncomparavcl be a
do cadaf.il-o : dominandu com a impassibilidade de
seu semblante, foi soberba em quanlo o Czar Ihe di-
zia que'o machado a ferir Sopicha. O desenlace do
drama seria cousa quasi impossivcl para oulra actriz,
de un lado o cadver de Pedro-grande, do oulro o
valido preparando-se para parlir com a sua mulher,
enlre esle lyraniio morlo que foi a sua gloria e esle
homem vivo que foi a sua felicidade, e que he feliz
sem ella a Czarina, recebe urna cora lalvezjensan-
guenlada. Tal he o quadro do fim.
Ningucm poderia apresentar a pdysionomia de
Mell. Rarhel sem esla cora de ooro forra-
da com urna cora de espinhos. Ha nesla
physionomia a dor do amor que se acaba c
do remorso que fica. As represen taces da Cza-
rina so v.lo pecciplando, porque Mell. Itachel est
para fazer nma lunga ausencia da scena franceza,
esl para parlir prximamente para os Eslados-llni-
dos, para onde foi contratada por um preco enorme
para dtenlas reprcsentares.
O Dote de Minha Filha de Sansn.
Pouro lempo anles da apparirAu do drama de Scri-
be, o Ihealro francez dora um brilhanle produrrao
escapa peos fina e espirituosa do cmico Sansn,
he um simples aclo sem aeco, puro e ingenuo como
um verdadeiro conlo da Allemanha ; esla producrAo
appareceu sob o titulo de O Dote de Minha Filha,
o sea primeiro Ululo I'ere e Sacaut, exprima muilo
melhor todo o pensamcnlo do autor. Varner, anti-
go professor de L'niversidade o viuvo, entregue aos
aos seas queridos esludos, cslranho a lodos os cuida-
dos desle mundo, era o filho da sua pobre mulher,
e como o irmAo mais velho de sua filha querida, sua
Margarida, c ambos ficaram tamhem orphos.Tarner
ama a Margarida, sem ler cuidado que o dote de
urna moca he a divida imposta ao pai de familia, fal-
lou a esle dever, s ajunlou livros, e eis que um
amor nascenle no coraro de Margarida, Ihe revela
o seu criminoso esquecimenlo, ci lo que toma-
do de arrependimenlo vende os queridos li-
vros, faz delles um doloroso sacrificio para poder
juntar as in.los da filh'a do joven Hermann. Esla
simples narrarAo he tratada da maneira mais nova e
nos versos mais felizes. Sansn defendeu a sua
obra peranlc o publico que lbe deu o mais lisongei-
ro ncolhimento.
Os l'aritienies.
M. Barrier, o autor das Mulltere de Marmorc,
animado com o Iriumpho que colhcn, pretendeu con-
tinuara sua obra,tornnuoaccupar-sc com a persona-
gem Desgenais,e della fez o heroedo urna peca repre-
sentada no llieatro vaudcville. O cartaz diz : os Pari-
senses.o autor escrevera : os Parisienses da decaden-
cia. Esla palavra supprimida indica toda a tenden-
cia da obra, mas M. Barrier commedea um erro,
lisongcando a inania de despiezo pela qual se reti-
rara, vingando-se de anlemAo dos quechegam. Cum-
pre ser juslo erespeiloso para Com o lempo em que se
vive, o nosso tem realisado nrtdigios que teriam pa-
recido sonhos de um visionario, poz as nnos do ho-
mem forjas myslcriosas e sem limites. Tiroo das
sciencias cffeilos que nos deveriam cncher de espan-
to, e qae contemplamos sem sorpreza, supprimio a
distancia e suspendeu a dor a seu bel prazer ; esten-
deu fios no esparo e al sobre o leito do ocano, e a
palavra invisivel os percorre com a rapidez da luz,
quando o sol se po, acende um raio da propria na-
lureza do raio, c militares de bracos accrcscentam o
Irahalho da noile ao do dia. Assim, onde he que
esl o signal da decadencia *
O chapeo de um relnjnciro no f'iymnasio. Mad.
de Ciirardin den no (omnasio una lirada seduclo-
ra. cm qne Om rclogio quebrado km consequencia
dodesasamento de um criado, na ; senda do amo,
inlrodnz occnllamcnle um rclo' 'Vo na casa. A
precipilacAo com que fizerara des -ceer o relogio
doenle eo respectivo medico, o el Ueste ollimo
deixado por csquecimcolo, derraf suspeilas na
alma do dono da casa sobre a solid _,, sua felicida-
de conjugal, dad'
sobilo os olhos so Ihe animam, as faces se tornam
rubras, e ella dna urna dansa lAo phantastica e lo
terrivel, que afinal cabe mora no meio da mullidAo
lerrifldada.
Tal he o baile de que llosali fez urna verdadeira
obra prima, commove al as lagrimas pela cxpres-
sAo das suas feices, pelo ueste eloqoente e sobrio,
lem ama audacia rara, urna llgeireza aeria, lem
urna erara fascinadora no baile mvlholngico de
Flora eZcpluro. No seu abandono he pathelira, na
scena da prisAo lem a naloralidade mais cncaiiladora
sob os vestidos de homem lem nma farilidadc inde-
finivel ; na declararlo de amor (em a medida c a
decencia mais perfeila, as suas despedidas para
ludo dizer n'um momento, fez correr lagrimas, cousa
prodigiosa n'um baile, cmfim na tua Spparicge de
douda, elevou-se mais alia expressao dramtica.
O sen adiniravcl tlenlo lhc grangcou os mais vivos
signaos de approvaro, de favor c sympalhia, os ap-
plausos, os rainalhelcs de flores cas coreas. Enlre
este brilhanlo Iriumpho, msica de I.abarre bri-
lliou como urna obra haliilmenle Irabalhada, rica
de Ircchos espressivos, de melodas orignaes e en-
cantadoras : he una orchcsIrarAo de extrema ele-
gancia,
O CTm do Jardineiro na Opera cmica, he um
acto de Albcrl Crinar, uina obra musical das mais
novas o mais ingenuas, das mais encantadoras que
queso possam imaginar. Deliciosamente exccula-
da por Mell. I.efchrie, mais maliciosa, mais picante
doque iiunra-Mcll. Ccmercier, mais loureira, mais
espiriluosa do que cm nenhama rrea^Ao, em fim por
Fauvrc c Charles Ponchard. Os Italianos repeliram
a inda di ChamonniAe Dnnizelti c conseguiram
para o maestro novos Iriumphos. O llieatro lyrco
deu com grande fortuna o lubin dos bosques, cm
que o Freysrhutz de Wcbcr, Mad. Dcligne Lanlers
he a mais uotavcl, apenas convem que cslnde todos
os recursos do seu maravilhoso inslruiueuto.
Academia franceza.
A academia lem vasias as Ires pullronas de M. M.
Baour l.armian, Anelos e Slc. Aularie, primeira-
menlc chamou para seu gremio urna das grandes
eloquenrias do paiz, M. Berrxer, o eminente advo-
cado, o Ilustre representante que sempre tem lAo
dignamente rumprdo o seu duplo mndalo, oque
as cunsiderares cercam (Ao dignamente no retiro
que lhc creou aera imperial. Entretanto receia-se
queaeleirAo frita pela academia seja vaa, e que
como nma visita ao soberano he ohrigaloria para
qualquer novo membro da Ilustre corporarAo, esla
imperiosa furmalidadc repugne ao celebre legitirais-
(a : a poltica tem os seuscircu]os de ferro.
NECROLOGA.
As Icllras tem solldo grandes perdas: Cerard de
Nerval, um dos iniciadores da Franca na lilleralura
A llera Al he na I ilteralura orienta!, um traductor
de Fausl de Goelhe mu hbil, mu feliz para ler
oblido do grande poda a lisongcira declaracao de
que ja nao poda ter a soa obra senAo cm francez:
no esludo das obras de maginarAo o infeliz Ccrard
linda adquerido certas propensoes para um illumr
nismo que lornou-se loucura o ficou com a razao
sudniergida de lal sorle nesles ultimus tempos, que
se ignora se a sua morlc foi o clfeilo de um suicidio
ou deum terrivel delirio.
Jacqucs Aragn he morlo. O intrpido viajante,
o chistoso narrador que encontrava sempre na sua
bella memoria que a cegaeira lnha lomado prodi-
giosa, maravillosas narraroes (ornadas populares em
Franja, fura passar os ullimos dias da sua longa
carreira no seio da hospitalidade brasilea, e sob a
proleccAo do joven imperador D. Pedro II quo o
honrara rom esse atolhimenlo benvolo, ou anles
com essa sympalhica amisade lAo bem adqaerida
pelo mrito e pela glor'a. Morreo nesse bello solo
que ia ser para elle urna segunda patria. Seguio
depoisde nm anno ao lomillo, un.iuo grande as-
tronomo qnc lancou sobre o nome do Arago nma
celebridadc universal.
As reunies desle invern se rcsenlera- lodas do
pensamento constante, prsenle para lodos 4a guer-
ra do Ociante, as obras frivolas sao por loda a parle
abandonadas. Em lodos os sales,/as sciihorasde
distincrAo fazem com as propriaT^ios aladurfs para
os feridos dos pobres soldados, que j^fca,lim na
CriiNta a causa da rivilsarao europea, e Ibes en-
viara os conferios que podem para suavisar-lher os
incommodosque a estarAo fra torna lio crueis 'es-
te momento. (/M.
MUTILADO
os i/ui pro quo, os equvocos mais
cmicos. Esla farrea escapa a penna grave do aulor,
pela sua parte espantara exccssvamente, se o riso
nAo cstivesse muitas vezes muilo porto das lagrimas,
se como no Ucorges Dandin de Moliere, um mari-
do engaado por certas apparencias, lAo bufo e tilo
rsivel nao fosse afinal de conlas lo laslimavel.
Todos os adores pralicaram maravilhas. O Irium-
pho he indisivel.
La.Fonli. Bailo Pantomima de Masilier, msi-
ca de l.aharre, dado na academia imperial de msi-
ca. Esle baile bem "se poderia chamar a Rosali,
tanto he animado pelo espirito, pelas grabas, pela
prodigiosa ligcireza, pelos allractivos irresisliveis,
pelo cnlhusiasmo, pela expres raaravilhosa dansarina.
Ha umscrulo La Fonli primeira bailarina da Per-
gola de Florenra linha loda a Italia a seus pes, s
quera dar o corara i com a mAo, ainava loiieamcnlc
o conde do Monlcleonc, mancebo que fluctuava irre-
soluto entre a sua vilenla paixao e o medo do furor
paternal. Ao levantar da cortina, a Terpsichore no
sen camarote recebe do seu robre adorador a mais
risonha promessa, chega o velho marquez, c conduz
o filho ; a herona n'um momento desolada c promp-
la para frustrar a representacao de Flora e Zephiro,
se pfie a pensar que o conde de Mouleleone eslar
enlre os ldnlgos da corte nos assentos collorados no
proscenio, c que ficaria para sempre fascinado se ella
desenvolvesse lodo o presligio dos seus encantos.
Dansa e agita os transportes enthusiaslicos de loda
a sala, e no fim da representacao recebe do amante
um delirante liilhele em que promelle-Ihe alfrontar
a auloridade paternal o casar-se com ella face do
eco e do mundo. Mas 'infelizmente, no momento em
que ella se lauca adiante do seu noivo, he sacrificada
pelos esbirros poslados pelo marquez, econduzda a
cadeia.
Eutrclanlo nAo (levemos ler susto, ella nao ficar.i
presa, finge acolher us galanleiosdo baraodeS. Pie-
tro, commandante da forlaleza, qae ella fascina com
ternura, ao passo qne Carlioo, seu camarade, sea
amigo de infancia se iulroduz por meio de um dis-
pirce c Ihe proporciona lambem a facilidado de eva-
dir-se, cm trajos de homem.
No quadro scguinle, aproveilando-sedos seos ves-
tidos masculinos, se ntroduz cm qualidade do mes-
Irede dansa em caa da princeza Fornazari qae na-
quclla mosma noile se deve casar com b conde de
Monlcleonc, esquecido dos scus protestos e juramen-
tos ; instruida de ludo quanlo se passa, jura vingar-
se, e debaixo dos cus trajos arrisca aos pes da priu-
cc/.i urna dorlaracao, prova a perfidia do noivo,
musir as carias apaixonadas que ello escreva mui
receulemcnle a nina dansarina : a princeza Irans-
torna a ceremonia do casamenlo por tima recusa
formal. Reina grande desuniera. Duelo enlre o
joveu seductor (la Fonli disfarcado) e o ronde de
Monlcleone. Depois a dansarina loma a resulurAo
heroica de reconciliar o conde o o marquez, e de-
pois de ler consumado o sacrificio da soa felicidade
o de todas as suas esperanzas, separa-se para sempre
cheia de saudades e de benrAos.
No sexto quadro, he o carnaval de Roma com lo-
do o phreoesi e todo o hrilbanlismu no meio das tur-
bas alegres, apparecc de repeeKe um phantasma pal-
udo e lvido que se ri com am riso eslranho einsen-
sato, he la Fonli, a grande artista, a clebre dansa-
rina que lem elfeclivamenlc perdido a razAo. No
meio do tumulto do carnaval, julga-se do Ihealro,
V
ASSEMBLEA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL.
Sessao' ordinaria em 6 de marco de 18S5.
Presidencia do Sr. Bariio de Camaragibe.
(Conclusao.) m
He lido e fica adiado por pedir a palavra o Sr.
Epaininoiidas, o seguinlc parecer:
a A commissdo de consliluic.Ao c poderes, tendo
presente a udicarAo do Sr. deputado Mello Reg,
propondoquecm substilnrAo dos depulados que nAo
comparecern! aprsenle sessAo, sejara chamados os
respectivos supplenles, comparou a lista geral da
apuraran a dos ra"inliros que se acham prsenles, c
reconheceu que nao obstante faltaren! 8 senhores
depulados, smente -t lem impedimento legitimo, e
se acham impossbililados de comparecer, sendo que
acerca dos oulros nada consta que indique que ellcs
deixarao de lomar assenlo,
vendo numero delles ainda maior juramentados, aos
qiracs nada exibe que vendara tomar assenlo na au-
sencia dosmembros, que nao lem comparecido;
peirsa a commissAoque o l'un da referida indicarao
j se acha salisleito, c que portauto nao pode ser lo-
mado cm consideradlo.
n Paro da asscmblca provincial 6 de marro de
1855.Aquiar.A. de Oliceira. n
O Sr. lipaminondas requer urgencia para enlrar
desde j em discusso o parecer cima.
Posla em discusso a urgencia, lie approvado sem
dbale.
O .S"r. Kpaminondas :Sr. presidente, levant-
me para fazer uina breve reflexAo nobre coramis-
s,lo de poderes, que deu o parecer qce so discute,
alim de cmenda-loou corrigi-lo em parte. A com-
misso eslabeleceu como principio, que havendo
sjipplenles j juramentados, esles podiam compare-
cer casa iudcpcnduulc de seren chamados ; entre-
tanto parcee-me que cima de alcuns siipplcalcs j
juramentados exislcm alguns oulros quo o nAo estn,
que nunca vieram casa nAo obstante prccedcreni
na ordera da volai;Ao a esses oulros que j lomarain
assenlo, c a pssar o precedente eslabclccido pela
commissAo viri.iin a ficar prejadicados ss?s senhorcs
mais volados. Entcndo que a commissAo deve exa-
minar se oque eu digo he verdadeiro, e nesle sen-
tido corrigir o parecer, o so forem bastantes eslas
coniderarcs, nada mais direi.
O Sr. Aguiar :Sr. presidente, crcio que o pare-
recer pode ser approvado sera emenda, apezar das
observaees do honrado membro que o inipugnou
era parle. A casa deve saber que estSc prsenles
'11 membros, faltando por consequencia apenas i ;
cujas vagas devem ser suppridas pelos supplenles, os
Srs. Francisco JoAo, qje esl juramentado, o Sr.
Jos Quiulino que esla prsenle e o Sr. Eslcllila que
tambera est juramentado.
Um Sr. Deputado :Esse est impedido.
O Sr. Aguiar : E o Sr. Abilio j tomuu
assentu nesla rasa, seguindo-su o Sr. Snuza Reis e
depois os Srs. Augusto Leao e Ignacio Joaquim, sen-
do que assira a qaeslAocifra-se nicamente em un
supplenle; e nAo havendo participarn por onde
consle que estes senhores deixara de comparecer,
acho quo para completar somenle o numero de :i6,
nAo ha necessidade urgente de convocar-se mais um
membro ; lodavia, cu como fazendo parle da com-
missAo nAo me opponho,nein me opporei a esse rha-
mamenlo. A casa tem, conforme ja disse, 32 mem-
bros e 3 supplenles mais, que estilo juramentados e
que, conforme os cslylos seguidos, podem tomar as-
senlo a lodo o lempo em que apparecer vaga; cn-
lrelanlo seo honrado membro quer mandar a emen-
da, declaro que volarei por ella.
Encerrada a discusso he o parecer submetlido
volarn c approvado.
ORDEMDODIA.
Conlinnac.10 da segunda discusso das postaras da
cmara da Victoria.
TITULO VI.
Dos differentes obectos que incommodam e preju-
dicam o publico,
a Arl. 1. Ninguem poder crear porcos, carnci-
rus e cabras solas pelas ras desla cidade; os infrac-
tores paca rao a mulla dcSOOOrs., c nAo podendo
pagar soflrcrAo 3 dias de prisAo.
Arl. 2. O fiscal podera malar os porcos que fo-
rem encontrados pelas ras, o depu de morios se-
rao entregues a scus donos qne pagar.lo a mulla de
aOO rs. E nAo apparecendo dono scro os ditos
animaes arrematados e o seu produelo applicado
para as dc-pezasda uiunicipafidade.
s Arl. 3. Todos os que tiverem gados serao obri-
gados a Iraze-los paslorados com numero suflicicnlc
de pastores, ou a Iraze-los seguros dentro do seus
cercados. Aquelles,cajos animiicsdestriiirein lavou-
ras, ou pelos- dono dcstas forem encontrados
adiados dentro de scus rorados pagarAo a mnlla de
JOOO rs. por caheca.sendo vaceum ou ra vallar; sen-
do cabrum, nvelhum ou de qualquer oulra especie
menor JOUO rs. por cabera.
a Art. t. Quando o estrago da lavoura fur feilo
por porcos e cabras, nAo leudo estes animaes cangas,
poder a parte prrjudirada matar ou mandar malar
dilos animaes dentro de scus rocados e lavouras sera
responsabilidade slgunu.e avisar ao dono para os
approveilar.
e Art. 5. O que por qualquer modo tirar animal,
apanbado em lavoura da mao de qualquer peasoa,
que o traga so liseal, ser multado era j.V-:)i>) rs, o
se usar da forra alem de-la pena ficara sujaito as
do cdigo penal pela violencia.
(i Arl. (i. Os animaes rcmcllidos an fiscal rodrera
ser Conservados cm sen poder por It) dias, e M lindo
esle prazo nAo apparecer o dono dos animaes pode-
ro pelo liseal ser rcinuiellidos romo bens d- evenlo
a auloridade respectiva. Se porem apparecer dono, e
quizer pagar a inulta, a devora ir pagar o piucum-
dor^da cmara, e cora o recibe des'.o llio ilevcr sor
entregue o animal pelo fiscal, que ficara na pisse do
mesmo recibo para appresenla-ln em cmara.
n Arl. 7. As pessoas que derribaren] mallos, nos
lugares por onde passam as aguas rorreles, en Un-
ja rem pelas estradas arvnres, ramos ou espiabas,
que incommodem e privem o transito pnbl ro, ou
possam embaraciir o esgolamenlo das aguas das cho-
vas, ou r in-i'i varein as estradas de seus silios e
propriedade mallos ou arvorrs que lanrarem ramos
para as estradas, e qae possam incommodar ao pu-
blico, scr.io multados em 13000 rs.
Arl. 8. Todos os propietarios, rendeiros oa ad-
ministrador de qualquer terreno sera obrigado a ro-
rar as estradas publicas de suas pronriedades urna vez
cada anno, tendo principio n.* I. de maio ao ultimo
de jiiuho, os infractores pagarlo a mulla de 203 rs.
e o duplo na reincidencia, e scro as estradas lim-
pts pelo fiscal, a cusa dos dilos propriclarios, ren-
deiros ou administra-loro-.
Arl. 9. Fica prohibido rorlar-se qualquer ar-
voredo a margem do rio Ndluha, afim de que suas
aguas nao iiqucm descobertas : os miradores paga-
rAo a multa de i-JtKK) rs.
Arl. 10. Nenliiim proprielario, rendeiroou ad-
ministrador poder deilar rorados cm mallas que le-
udan madeiras ,d- run-liurrn : os infradores paga-
rAo a mulla de^lSObOrs.c o duplo na reincidencia,
o Arl. II. Firain prohibidososdobres cloques dos
sinos desde as7 horas da noile al as 4 da nianliAa,
excepto as raatrizes para adininislraco dos Sacra-
mentos, anles da missa do Natal e nos casos de in-
cendio ou rbale : os sacrisles ou cheles das corpo-
raees religiosas, que infringirern esle artigo paga-
rao lii-SHHUs. de mulla.
n Art. 12. Nenhuma igreja dar mais de Ircs re-
piques de cada vez, na vespera de qualquer solcm-
nidade, c estes s (erao lugar ao meio dia, as Ircs
horas e as ave-marias, nAndcvendn rada nm durar
mais de cinco mnalos: sssseriaUes ou cheles de cor-
porales religiosas, que infringen! esle artigo anlo
no que diz respeitoao numero de repiques,como no
lempo que devem durar, serlo multados cm 109 rs.
Art. 13. Nenhuma igreja dar mais de dous do-
bres de cada vez por qualquer fiel que morrer, ees-
ses dobres scro dados ao receber a noticiada morlc,
c na occcasiSu docnlerro, os quacs dorara somenle
dez mi nulos : os sacrislAes ou cheles de rorporaees
religiosas que infringirem esle artizo scrAo molledos
em 10-5(100 rs.
Arl. 14. Nenhuma igreja dar mais de qualro
dobres por occasiAu de ofidio de corpo presento, e
de dous as visitaces de covas, devendo somenle
durar dez minutos: os sacrisles ou che fes de cor-
poraciies religiosas que infringirem esle artigo serlo
multados cm 103000 rs.
n Art. 15. Os dobres c repiques serAoreduzidos a
melade do lampo prescriplo, podendo mesmo ser
supprimido se na visindanra da igreja houver Algum
doenle de afecrAo grave, devendo os sacrisles, ou
chefes de corporaces religiosas conformar-se com o
altestadn do facultativo assislenlc, quesera rubrica-
do pela auloridade policial dn lugar : os infractores
sero multados cm 20SJO0 rs.
ArL 1G. Todos os propriclarios de casas nesla
cidade e povoarOes do municipio farAu arrancar lo-
dos os formigueiros, que exislirem em seus quintaos
e casas ; sob pena de 103000 rs. de multa, e de se-
ren arrancados a sua cusa pelo fiscal.
Art. 17. Ningucm podera dar tiros dentro desta
cidade, sob pena de 23000 rs. de mulla, sendo de
dia, c de 48000 rs. a noile.
" *r.'- V*- "r"'ea prohibidoandarem ces pelas roas
desla cidade c povoaroes do municipio sem que este-
jara acamados ; os ipio assim audarcm sero morios
pelo liseal, e seus donos pagarao a multa de -203000
reis.
TITILO VII.
Da arehilelura, edificarlo e alinhamento das ruat.
" Art. 1. A cmara municipal ter um ou mais
cordeadores ou arruadores para indicar e marcar o
alinhamento e pcrfilanienlo dos predios que se hou-
verem de edificar, e regalar sua frenle em confor-
midade do plano adoptado pela cmara ; os infracto-
res do plano e postura soflrerlo, sendj r.mirador,
a mulla de 23000 rs., c dous dias de prisAo : o pro-
prielario a de 203000 ra. e a demolilo da obra : e o
meslre pedreiro a de lOJCDO rs. e I dia de prisAo.
Arl. 2. Ninguem poder edificar, reedificar ou
demolir qualquer obra de pedra c cal, de laipa ou
madeira. que seja nao de conformidade com a planta
da ciliado,pasturase tabellas cm vigor,precedendo li-
cencia da cmara que sci gratuita : os miradores
ser3o multados cm 103000 rs.
Art..'!. Os edificios que livcrem sabido do ali-
nhamento, recuarAj quando forera reedificados na
frenle, assim lambem entesado para a frcuie so tive-
rem recua lo ; e lodas as pessoas que n3o cumprirem
esla dispn-ira.i incorrcrAo as penas do arl. 1.
Arl. .Todo aquello que tiver na ra nialcriaes
depositados para qualquer obra ser obrigado : l.a
deixar o Iransilo publico e esparo suffieicnte para pas
sarem cavallos ; 2. a ler lasque alumie suflicieute-
menle u lugar as noiles de invern ; 3." a recolher
dentro da obra os que no seu recinto possa ler cabi-
mento ; os infradores. de qualquer das disposirdes
do presente artigo pagarAo a mulla de 23000 rs.
Arl. 5. Ninguem podera ler em scus predios (er-
reos rutulas de abrir para fra ; sob pena de pagar
23OOO rs.de multa, e na reincidencia o duplo, e de
serem mudadas a sua cusa.
n Art. tj. As ras que seahrirem lerao pelo me-
nos de 50 a 60 palmos de largura ; c as lisnani de
301 10 : toda aquella pessoa que edificar alterando
largura, que se houver desiguado, sollrcr a mul-
ta de 103000 rs,, e a deraolicAo da obra a sua cusa.
A mesma mulla do IO3QOO rs. -odrera o meslre da
obra.
Arl. 7. Os predios dos ngulos das raas e 1ra-
vessas IcrAo duas frentes feilas segundo as regras
adiaule csiabelccidas : os propriclarios que edifica-
rem de oulra surte serlo multados om 103000 rs. e'
na dcmotitilo da obra que liver excedido a altura da
frente principal sua cusa.
Arl. 8. Os predios que se honverem de edifi-
car, guardarAo as seguintes dimenscs:
Tero de vAo pelo manos 22 palmos no andar
lerrco ; 21 no segundo, c 20 no terceiro.
As portas exlernas lerAo pela menos 12 Ip2 pal-
mos de alturajlimpos, e (i de largura ; no 1. e 2. an-
dares 12 palmos de altura e 0 de largura.
a Os edificios que forera de sobrado lerAo no 1.
Andar varandas corridas, ou sacadas ; no 2. sendo o
prediu de3 andares ler.lo vanadas sacadas : no 3.
(erao varandas de pciloril, quer seja de lijlo, quer
de grade de ferro, ou sacada ; leudo as solciras me-
lade da largura dos andares inferiores, as quaes es-
tarn '1 palmoc cima dos assoalhos, e ter pelo me-
nos 8 1|2 palmos de altura e fi da largura.
a Todas as aoleiras do edificio (erao o mesmo ni-
vcl.imenlo. O andar terreo podera ler portas e ja-
nellas, guardndose as dimenscs o condires j
marradas.
Todos os andares lerAo o mesmo numero de
portas: os contraventores de qualquer das disposi-
ces desle artigo pagaro a mulla do IO3OOO rs. c a
demolirao da obra a sua cusa, c os mestres paga-
rao a mulla de 5?000 rs.
s Art. 9. Quando se requerer cmara licenr.a
para a factura de qualquer obra, requercr-se ha
igualmente o nivelamento e cordcac,Ao ; assim como
lodos os mais-preceitos simclrieacs : os contravento-
res no todo ou em parte das dispnsires desle artigo
seda multados era IO3OOO rs., e o meslre da obra
em 53000 rs.
Arl. 10. Nos edificios novos, c nos jj cxislcnlcs
se poderlo construir Irapeiras de pciloril recolhidas
da cornija, que lerAo 15 palmos de altura do assoa-
Ilio ao frexal: as janellas, lerAo vivos 7 ,'' palmos
de allura de liomdrcira c 5 ,'j slc largura, essas Ira-
peiras rerlo guarnecidas de cornija : 01 conlravenlo-
res serlo multados era IO3OOO rs.; e na deraolicAo
da obra a sua cusa ; e os mestres da obra em 53000
reis.
Arl. II. Todas as casas armadas serlo guarne-
cidas de passeios de 8 a 10 palmos de largura na ra
o de 6a4 as travessas. os propietarios s-.'ro obri-
gados a conccrla-los lodas as vezes que liearem ar-
ruinados; os contraventores serlo multados em
;000 rs., sendo o concert frito a sua cusa.
a Arl. 12. Nos passeios ja existentes ser obser-
vado o nivelaraciilo do maior numero das casas que
houvcrem as ras, sendo os propriclarios obriga-
dos a abaixa-los para que cheguem ao nivclanieiito ;
os infractores ficara sujcilos as penas do artigo ante-
cdeme, e a obra ser feila a sua cusa.
Arl. 13. Os que edificaren! muros, qucjfat;am
frente para a ra. ou travessas existentes, orj para
as prnjecladas, os farncom a altura da freifc de
urna casa terrea regular, e com cornija ; os cnrtdra-
ventores paaatio a mulla de IO.3OOO rs.. c o mest/ve
da obra 53UXX) rs.
n Art. 1t. NAo serlo comprchendidos as dimen-
scs marcadas nesle lilulo os predios edificados fora
das povoaces c suas visinlianras nao sujeilas ao ar-
roameolo.
TITULO VIH.
Sobre edificios ruinosos, escacaccs, armaroes, elc.^
Arl. I. Todo o edificio, muro e tapamento de
qualquer nalureza qoe seja, que se ache no estado de
ameacar ruina serlo demolidos a costa do proprie-
lario, procedendoo.fiseI a promplo exame por dous "scal rcspccdvo, por cuja licenra pas
cm qualquer oulro lugar do Iransilo publico :
pena de I3OOO rs. de mulla.
ArL 5. Fica prohibida a venda de plvora, e
lambem o fabrico de fogos arlificiaes dentro da ci-
dade, os infractores serie, mullido* em '2$ r. A c-
mara municipal deaiguani nos arrabaUtesea ioimc-
diaresda mesma cidade os lugares onde|denescr
vendida a plvora e fabricercm-so fegos arlifiriaes.
e Art. 6. Ficam prohibidas empanadas de madeira
fuas sobre as portas das tojas, tirando soinentc per-
miltide o uso das empanadas volantes quando hou-
ver sol oo chuva, as quaes nao serlo bailas, que pos-
sam embaracar o transito publico : os inlraclores se-
rn mulladps em i$000 rs.
TITULO IX.
Do dcscmpiirhamenlo dos lurjarctpnUtcni c pruu-
deniint sobre a conducro dos tmimaes.
Art. 1. Fica prohibido ler nm portas das ras ou
calcadas, bancos, caises e oulras quaesquer arm.i-
rOes elabolelas depositadas ou'dependiirad.is do por-
tal para fora, sob pena de 23000 rs. de mulla.
Arl. 2 Nioguera a cavalln podera gallopar 011
correr pelas ras desta cidade, excepto as ordenan-
ras c ofliciaes em serviro : sob pena de pagar 4jrs.
de mulla. 1
Arl. 3. Os almocrevcs nAo poderlo enlrar ou
sabir da cidade montados nos cavallos que livcrem
carga, e deverAoronduzi-los pelo cabresteaos infrac-
tores serlo multados em 23 rs.
Arl. i. Todos os lotos ou comboys de animaes
de carga, que enlrarem nesla cidade, serlo roodo-
zidos a pissu ; e alados um alraz do ootro, e levados
pelo meio da ra ale a feira, ou lugar do seu destino,
e logo que livor feilo a descarga ser.1i.lirados do
meio da feira, onde nao se podera demorar, e reeonj,
duzidoi1 para fura da mesma maneira ; o infrado-
res ,crao multados em I3 rs. e se for escravo seuse-
nhor pagar a mulla c deixaodo de o fazer, sonrera
24 lloras de prisAo
TITILO X.
Sobre rozerias. nbsenidudes, indecencias, que se
pratiram nos lugares pblicos, e polica acerca
dos escraros.
Arl. I. Quem fizer pelas roas vozerias e alaridos
cdisier ditos brenos e indecentes, pagar a molla
de I3OOO.
Arl. 2. A oenhum individuo livre ou escravu.se-
ra permillidu andar as mas da cidade e povoacOes
do municipio sem calrja, oo com a camisa por fra
da cal?a: os infractores pagarlo a molla de 2ft, sen-
do a dos escravos paga peina seus senhores.
Arl. 3. Toda a pessoa que de dia for adiada
nua na beira do rio, ou lomando bando com o cul-
po descoberlo sem a devida decencia ser multado
cm 23'.NX), sendo paga a dos escravos pelos seos se-
nhores.
a Arl. 4. Fica prohibido oas casas particulares o
casligo ons escravos, desde o (oque de reeolher al
seis lioras da manilla: os infractores serlo multados
em 23 e na reincidencia 110 duplo.
Art. 5. To-.la a pessoa que der auxilio a escra-
vos fgidos, alm da respoosabilidade, sera multa-
do era 303, esoflrer seis dias de prisAo, eo deplu
na reincidencia.
Arl. (i. Fieam prohibidas as farras publicas, cm
queso apreseniem individuos ornados com insignias
ecclesiaslicas, arremedando funecocs do sagrado mi-
nisterio : os infradores serlo multsdos em 20#, e se
nao poderern pagar a mulla, ou se forem escravos,
solfrerlo qualro dias de priso.
TITULO XI.
Da polica dos mercados t asas de negocio.
11 Art. 1. As casa* publicas de bebidas, tabernas
ou barracas que venderera moldados serle fechadas
as nove lloras da noite : o seu done nao consenlir
ajiiul,inientos de prelos e vadios dentro dellas. e lo-
go que esliverem prvidos da mercadura os fara im-
medialarnenle sabir sb pena de pagar o dono da ta-
berna, luja de bebidas e barracas a mulla de 2J.
Arl. 2. Todos os que veoderem generes ou fa-
zendasde qualquer nalureza que seja, que deverem
ser medidos ou pesados sfro obrigado a ler lodas as
medidas e pesos aferidos denlru do anno financeiro,
o que se praticar nos mezes de outubro a dezem-
bro, sendo igualmente obrisados a revisto nos me-
zes de abril a jiiuliu : os pesos primeiro* dos arou-
gues serao revUlos de Ires em Ires mezes: os contra-
ventores pela lalla de aferirao pagarAo 2 de molla
por cada medida ou peso nao aterido, e 13 por cada
urna medida ou peso que nAo tiver sido revisir
liorcni as medidas ou pesos antes ou depois de aferi-
dos ou revistos se acharem falsificados, pasar o in-
fractor o triplo da multa cima declarada, 110 pri-
meiro caso, por cada medida oa peso falsificado, o
sofl'rera seis dias de prislo.
Na mesma pena de 2b iucorrer por cada peso ou
medida o aferidor que aferir pesos ou medidas coio
menos do marcado no padrao da cmara, oo negar a
prover logo a aferiro quo lbe tor pedida oo deixar
de a documentar.
n Arl. 3. Fica prohibido o faicr-sc accrescimo
por argolas e ganchos as aferir,es de pesos, quo
possam fcilmente ser separados, devendo esle ac-
crescimo ser soldado, c cada pera Individualmente
;:.endonada .losbheles de afcrii;Oes, soh pena de
pagar o aferidor I3OOO reis pel infracrlu por cada
peso.
11 Arl. 4. Os donos das bataneas c pesos, que os
falsilicarem coro accrescimo, quer sejam movis,
quer flxus: serlo multados em lOSjOOO ris.
Arl. 5. Ninguem podera vender mel, Icite ou
azeite falsificado : os infractores pagarle 49000 res
de multa.
Arl. 6. Os padeiros sao obrigados a ler no
maior asseio e limpeza a manufactura e deposito
do po, assim como fadrira-lo rom farinha ala ;
i infradores scro raultadus em 203000 ris, e per-
dnrlo as faruilia* se estiverem arruinadas.
Art. 7. I'i.-ara prohibidas as vendas de garapas
e debidas, que possam arruinar a sadc ; os ion-ac-
tores serlo multados em 23000 reis.
11 Arl. 8. Ficara prohibidos os alravessadores e
corredores de farinha, legumes e oulros gneros
que sojvalos par o mercado da cidade e povoa-
ees do municipio, nos quaes cnIAu poderlo com-
prar a quanlidade que quizerem.
Arl. 9. Ningucm poder por bancos, armar
barracas, ou toldas as feiras desla cidade e povoa-
roe do municipio para vender carne do Cear, ba-
ratillo, peixes seceos o salgados e quaesquer oulros
gneros sera licencia da amara, e pela qual pagar-
se-ha 2.3OOO reis, c os vendedores de fumo 13000,
sob pena de 13000 ris de mulla.
Arl. 10. Neuhuin mscale pora banco na feira,
antes dasli horas da manilla, e o far enllocar no
lugar que fr designado pelo fiscal, o qual formara
para isso uina escala com loda a igualdade, e pela
qual os lugares se irlo allomando, de sorte que, o
que puef o banco cm urna feira no pon loa- prin-
cipiando da linda, na feira seguinle se col locar no
lira da linda, e ir subindo gradualmente oot
ale o poulo-a-; os infradores solfrerlo a mulla de
IO3OOO reis, e ua reincidencia o dobro e mais dias
de prilo.
TITULO 12.
Da raceina,
n Arl. 1. Todos os habitantes desta cidade e
termo serAo obrisados a faacr vaceinsr seas Hitaos e
escravos no Iprelixo termo de 9 dias depeis de nas-
cidos mi comprados, sob pena de serem multados
cm 23000 ris.
ir Art. 2. Todas as pessoas que tiverem mandado
as suas crianras a vaccinar, serio obrigadas a Aisn-
dar a cusa da vaccina ao dia designado pelo profes-
sor da vaccina, alirn de se poder Iraiisniillir a ou-
lros, sod pena de serem multados em -2
u Arl. 3. Aquellas pessoa, que leudo vollado no
dia designado se ausentaren! da reparltcfio antes
que dellas seja extrahido o pus, c aquellas que lici-
taron de comparecer 2.' e 3.a vez contra a onleiu
do facultativo, serlo sujeilos s penas do- artigo
antecedente.
n O facultativo ser ohriuado a dar lodas assemanas
ao liseal ama lisia das pessoas que nao mandaran!
o vaccinado para ser cxlrahida a vaccina ; decla-
rando nome e qualidade da pessoa vaccinada e mo-
rada, c cun esla rolarlo o fiscal far n Ierran de in-
TracrAo entregando ao procurador para proceder
cobranza perante o juiz de paz respectivo.
TULLO XIII.
1 Ai I. 1. Ninguem poder abrir casa para
de billiar, bagilcila, ganilo, -vispora eoulro-
illirilos sem licenra da cmara, c pagara por ella 83;
os coiilravenlorePpag.irAo I113 de mulla.
Arl. 2. Ficam prodibidus os jugw de paradas,
romoodeol, 27, 21, maior piulo, paci, ronda o
oulros;' hem como o de azares e dados: os iuf'
res pagarlo 305 do mulla, e solTrcro oilo di
priso, e na reincidencia 6O3 de molla e 30 dias de
prislo.
TITULO XIV.
a Disposirdes i/crae*.
Arl. I. Os fiscaes ficam obrigados a vigiar cam
grande zello e cuidado na execuelo das presentes
posturas, como Ibes he imposto por lei.
Arl. 2. Aquella pessoa que desobedecer aos fis-
caes desle municipio no exercicie de seo empreg*.
pagar .1 multa de 1 a 3$ de multa esoffrer de I a
3 dK.ila_rirUJ.
n Arl. 3. Se algum fiscal por soborno, palronalo
ou oulro qualquer mol vi juslificavcl deixar deim-
pr as multas, c se impozer rondirfto sobre qnalquer
oulro pretexto, depeis de olvido pela cmara.
immc.(tatamente demitlido alem da responsabilida-
de que lera pelo damno oo preyaize quo cansar a
mesma cmara.
Arl. 4. Ninguem poder reprewnlar espectice-
los pblicos dentro desla cidade e poiroyicdes do mu-
nicipio, sem que oblenha licenra da cmara ou do
presdeme da mesma, e^nd
perilos, afindo ronherer se compro demoli-los, 011
repara-loa, c feilo o termo de exame a rusia do
mesmo proprielario atizar a esle para proceder
logo a demolirlo, oa reparo no prazo determinado
no mesmo termo, c findo osle, ser o dilo dono,
procurador, 0,1 depositario rbuitadn cm 10? XK) rs.,
c o mesmo fiscal avisar ao procurador da cmara
para mandar fazer a demolirlo ou reparo cusa do
proprielario.
Arl. 2. Todo o meslre de odra que trabalhar
em qualquer edificio, que fique amearando ruina
por mal aprontado e roiislruidoou por falla de bous
inaleriaet, profundidad e largura dos ulicerces, cu-
nhecido isto por exame de peritos 111 conformidade
do artigo antecedente, ser multado cm 15?000 rs.,
alem da indciiiiiisacaodo proprielario pelo prejuizo
que Ihe cansar.
Arl. 3. Nihuuem poder abrir vallas as roas
para esgotodas aguas emporadas, sera que os abri-
dores das ditas valas nAo as fechen] logo quo ellas se
tenham eseuado ;os infractores solfrerlo a mulla de
23000rs.
Art. 4. Ninguem poder firzer- escavsces, e ti-
rar sierro ou neia as pravas, ruat, otridas oa
vez, que representar : sb pena de S de ri,
Art. 5. Todas as multas e penas serlo ifuYdtea-
d is na reincidencia, quando nao Torera prevcuidas
nos respectivos arligos,
nParo da cmara municipal da cidade da Victoria
3 do feverciro de ISVl. Bu TiburllM Cuto de Al-
tncida, secretario a subscrevi.
Joaquim Jorge dn* Sanlts,
Presidente
Paulino Tci.reira de Carcalho,
Manocl de tirito Stilgueiro.'
Antonio de Hollanda Cacalamli Aadrade.
Amaro do Reg Barra
Joaquim Pedro do llego Brrelo.
Francisco Paulino Come/ de Afeito.
Depois de algumas refiex Mein e Si
Pereira, s5o appruvados os arligos 1, 2, 3, t, 5, (i, 7,
8 e 9 dolit. 6.
Ao arligo 10 mandou o Sr. Meira a aesuinle
emenda :
Em vez de 305000 rs.diga-se203000 rs.
Meira. n
O Sr. Oliveira lambem
emenda:
mandou a seguinle
IIFI.VFI


DIARIO OE PtRNIMBUCO, QUINTA FEIRA 8 DE MARQODE 1855.
Km vez .lo IWJOOO r>.tiga-aA
teire.
Posto a velos o irligs foi approvado, e reeditadas
as emenda-*.
(. ti, 13, 13 e ti.
linte pinenda ;
>ufjeiiaa-fB o Artigo. Metra, a
I oslo vo(os a mnda, horcveitadae approvado
o artigo, bein como o 16, 17 e 18 do mesmo lil.
Entrando era d lil. 7, lo mesa o se-
guinte requerimenlo:
Kequeiro que as postaras era dtscussilo vnitem
enmmissao respectiva, para sobre ellas emilllr o seu
parecer.Metro.
epois de algumas reflexoes dos Srs. Meira e Oli-
veira, lie o requeriineulo regeitado e approvados lo-
dos os arls. do lil. 7.
Entrando em discoaso o lit. 8,foram approvados
os arts. |, % J. i, 5, lieie lodoso* do lil. '.).
l'or los os arts. 1 e 2 do tit. 10, com a
sesoinle emenda :
m lagar de 2000 rs. dgase 1000 rs. -
Meira.
10. foi approvado, sendo repellada a emen-
da seguinle :
Em lugar de #000 rs. dija-se 1000 rs.-
Meira.
approvados os arli. I.jcli, bem como lodos
do til. 11.
i em tUscussilo o til. 12, foi regeitado o
l." artigo e prejlidenlos os de mais.
Foi regeitado o arl. I de lil. 13, e approvado o 2.",
liem como o til. ti em lodos os arligos, c lamhem
os arligos addicionacs.
V>riflcando-se n;lo haver caa, o Sr. presidente
designaba ordem;do dia e levanta a sessao 2 horas
da Ucee.
10,OU- fPoreira Lima, Fredorico Chaves, da irmandade do
S. Sneramenloda matriz de S. Antonio (3\ de Jos
Joaquim de Olivcira, deJoSo I'ereira da Silva, do
comnicudidor I.uiz (tomes Ferreira, do I.uiz dos
Santos Neiva, de Luiz Candido Ferreira, c lcvanlou-
se a se~
En Manocl Ferreira Accioli, oilicial maior a es-
crevi no impedimento do secretario, Barao de
Capibaribe, presidente. Mamcde. l'ianna.
liego.Gameiro.Mello.
MAMO DE PERNAMBUCO.
A assemhla provincial dicntio liontem posturas
de varias enmaras municipaes.
A ordem do dia do hoje hearonlinuaciio da ante-
cedente, e primeira discussilo da forra policial, que
foi dispensada da impressfio.
CORRESPONDENCIA.
Scsmo' ordinaria em 7 de marco de 1855
1'residenria do .Sr. liaran de i'amaragibe.
As mein da, (cita i chamada, achararo-se pre-
sentes 19 senhores depulados.
ir. Presidente abre a sessio.
:. Secretario l a acia da sessao anterior
1 he approvnda.
O Sr. i. Secretario menciona o seguinlo
EXPEDIENTE.
io do secretario da provincia, rcmellcndo
W ejemplares do regulamento do cemilerio.A
distribuir.
a do mesmo, enviando as coritas da receita
pa da cmara do l.imoeiro do auno de 1K53
bem como o orcamento relativo ao anuo (i-
naneeico de 1855 a 1806. A' commissJo deorra-
inenlo municipal.
Outro do mesmo, enviando 40 templare do re-
da administrarlo do patrimonio dos orphaos.
A distribuir.
Outro do mesmo, acompanhando 10 ejemplares
lis promulgadas por esla assemhla, na sessao
maria do anuo passado.A distribuir.
Oulre do mesmo, enviando .10 exemplares do rc-
o com que o Exm. presidente da provincia
abri aprsenle sessao.A distribuir.
no, participando que ficou S. El.
n Sr. prndenle da provincia inleirado dos nomes
dos senhores depulados, que foram eleitos rneni-
bros da mesa desla assemhla.Inlcirada.
Outro do mesmo, enviando copia do contrato
celebrado com a eumpanhin Pernamburnna de vapo-
steiros. A' ccmmissao de obras publicas,
itro do mesmo, remetiendo as con tas da receita
cantara de Tacaral dos annos do 1852
a 1S~>.I e 1853 a 1851, bem como o ornamento ile
1854-a 1855. A' commissao do orramenlos muni-
cipal.
requerimento de Antonio Joaquim de Mel-
lado a concessao de una lotera para auxiliar
o de algumas biographtas de diversos
trabcanos Musites.A' commissao de peli-
roes.
lalro don moradores do Allinlio, pedindo a eleva-
cao daquelta povoacin i calhegorii de villa.A'
commissao de eslatislica.
minado nhjeclo de deliberarlo e manda-
do imprimir o seguinle projecto :
issembla legislativa provincial do Pcrn.im-
buco resolve:
O'. '" A forra policial para o anno financeiro
de 1855 a 1856 constar de 100 pracas, pudendo em
cireots^iKiiM extraordinarios, ser "elevada a 600;
sacio prescripla pelo regulamento de
2 de dezeinbrn de lS.it.
kft. 2. Os vencimenlus das referidas praras
r*> reguladas pela tabella aunen ao mesmo rcg'u-
lamento, tirando em vigor a disposieao da 2a parle
do arl. 2 da lei 332 de "26 de abril de 1854, e a do
arl. 3 da menina lei.
- Arl. 3. Pao revogadas quaesquer leis ou dis-
posicOes em contrario.
Paco da nsscmblz provincial 7 de marco de
1855Jotio Jos\Fcrrelra d'Aguiar.Aprigio c'u>-
maraet. o
A requerimento do Sr. Agotar, he dado para or-
dem do-dia o projecto n. 1 antes iVi impressao.
(Contimiar-sc-na.)
JURY DO REGIFE.
Dia 6 de marro.
Presidencia do Sr. De. Alexandre Bernardina dot
liria e Silea.
>r publico interino, o Sr. Dr. Francisco
(ornes Velloso do Albuquerque l.ins.
.lleogado, o Sr. Dr. Cypiiano Fenclon (iuedes
Alcoforado.
. Joaquim Francisco de Paula Esleves
Clmenle.
a a chamada lis 10 llorase ,'.' acliaram-e pre.
- 41 senhores jurados,
relevado da mulla em que incorreu, e dispen-
sado da sessao, por haver aprsenla lo allcslado de
i Sr. jurado Jguacio Alves Monteiro, c
rel la mulla do dia antecedente,por apresentar
ilima, Sr. Ignacio Jos da Silva,
n multados em mais 20Q000 cada um dosju-
| a scssho foi conduzido ao tribunal o no
Joaquim Jos Leoncio, para ser julgado, aecusado
por ci le de ferimentos graves perpetrados cm Sa-
lo Augusto Pimcala de Sou/.a Peres.
i debales, foi conduzido a sala das con-
lereucia as 4 Iteras da larde, d'oiide voltou as 6 c .'l|
com suas respestas, que foram lidas em voz alia
pelo presidente do jury ; em vista de coja decis.lo, o
Sr. Dr. juizde direilo condemnou o ro a 6 mezes
e nteio de priiuo e mulla correspondente i metade
do lempo, e nal cusas, grao medio do arl. n. 201
do cod. crim.
I.evantou-ie a sossao s 7 horas da noile, adian-
K para p dia seguinle s 10 horas da manhh.
desso raznavclmente fundamcnlar os
sos amores russos, coutidou com loda a
Srt. Redactores.Parece que nilo sera s em Se-
bastopol, que se lem de jugar, M qucshlo Turco-rus-
sa, balasios de 80 J o negocio por ca lainbeni
cheira a chamusco, c, pelo caracler que ai to-
mando, supponho que com linla e papel so bao de
fulminar em grande dosc bombas de igual calibre.
' Appareceu ha dias no sea Diario urna correspon-
dencia assignada por um Sr.'Philo-ftusso, l de Ma-
rei, di/.en Jo ser apaisonado do cacear e da diplo-
macia russa ; daquellc, nao sei porque, talvcz por
ser ,.ssim untaroiisa a modo do iningo pelinga, a lo-
bado com sebo de Ilollanda, (gabo-lhe o paladar);
c desla, pela son refinada velhacaria, como prova um
trecho do tratado, que chama de l.'ukiau Skelessi
cm que a Inglaterra, como aflirma o Sr. Philo-Rus-
so, licou complelamcnlc lograda, e desse logro pro-
veio a guerra actual.
Se me nao engao, foram eslas as razos serias que
deu o Sr. Phtlo-flusso dos seus amores pela causa
cossaca ; doas ou tres pilherias mais, um pouco mu-
cosas, e o completo cslropcamcnlo dos censuantes de
urna Cantata du Sr. O'Conuell, complclaram o ar-
tigo.
O Sr. O'Conuell, pens, nao adiando a que res-
ponder, porque o campen cossaco, para atenuar I
crenca geral de barharismo o regresso representados
pela Russia, nada havia aprcsenlado sobre os costa-
mes, governo e legislara daquelle paiz, cm que po-
seas cjlrcmo-
urhanidade
o Sr. Philo-Russo para que, api criando a ua f po-
ltica nessa grave quesillo, se dignasse aceitar as ba-
ses, que lhe ull'ercceu, de suas sympalhias neciden-
laes, oantypathias moscovitas ;e\igindo, porcm, co-
mo preliminar a manifcslacao do nomo proprio do
Sr. Philo-Russo ; porquanlo, achando-sc o Sr. Jer-
sey a descoberlo,.seria um combale desigual o que
se desse em terreno que, pelo carcter da phraseolo-
gia do primeiro artigo russo, iim-lrava ser escabroso,
o se conhecia pcrfeitamculc que as pulhas e diatri-
bas deviam prevalecer sobre os principios e fados
da quesillo principal.
O Sr. Jersey, Srs. redactores, nao se enganou, e a
segunda remessa philo-russa, que se l luje no seu
Diarlo, dii-l/ie direilo a regcilar o combale nessas
cundiros ; mas aqui eslou eu, cu Goiannense com
aa mesmas sympalhias pela causa do progresso o ci-
v lisa^ao, cu que desde j apando a luva do
Sr. PAIo-Wujso, e com elle trocarci olho por olho,
d :nte por denle, porque nesta especie levo as lam-
pis ao Sr. Jersey, mojo de honlcm, que niloconhe-
cu, como eu, o macaco velho alapardado no aliar de
curia matriz, como a bussolaem sua caita.
J disse, sou (oiannense, crgo progressisla, sal-
vas as ciceproes, c por tanto eslou no meu direilo
dofendendo o progresso, figurado n'um O'Connell
Jurscy, ou n'um Wanderley, n'um Smilh ou n'um
Cavalcauli, nomes de origem cslrangeira. mas que
nem porisso dciiam seus donos de tero umbigo en-
terrado nesla santa Ierra, como o lem l.i na minha
(ioianna um cerlo padre que, sendo hoje corcunda
um estado demasiadamente grande o forle, perigusls-
KECEISEUOH1A DE UK.MAS I MERMAS lil-
simo pelas enormes massas de que dispoo ; ao passo
que gosla da Inglaterra por ser a rainlia dos mares,
ele. coiicliiiiulo rfalii que o motivo que o ra/.i.i de-
gnstar de urna, era o miitiiit pelo qual goslava da
oulra.
Urna tal conclusao lie um grosseiro sophisma; por-
quanlo esla couhecido que nao he possivel dar-se o
sim/e'enlrc os males que podo fazer a humanidade
o poder marilimo da raoBrelanha, sunicienlemcn-
le coiilrahalanc, ido pelo da Franca e Eslados-Uni-
dos, com os que pode causar e osl cateando a
Rassiacom o seu terrivel exercilo de 1,000,000 de
bayanelaa regularmente disciplinadas.
E (al ho o lerror que nenie na Europa esse exer-
cilo, que a Austria, potencia de primeira ordem, a-
pezar de ludus os s;us inlorcsses o espirito publico
alaren pelos Alijados, c ler a certeza que estes ,i
apoiarao, anda hesita cm se declarar definitiva-
mente, e porque? pelo medo da Rnaaia.
Agora, Sr. l'hilo-lius.io. responda-me; quando
he que a Inglaterra poder por meio de sua esqua-
dra obrigar urna potencia de primeira ordem a fazer
ou deixar de fazer o que lhe convier'.' Nunca. Logo
quai das duashe mais perigota cm rclarao huma-
nidade? Dei\o-lhe a tcsposla.
Se cu pretendiese descohrir verdadeiras conlra-
dieces no Sr. PhUO-Rutso, ellas ah pullulam, c
principalincnlc nina que resalla n primeira intui^ao,
e be, quando para defender a llussa da arguicio de
so engrandecer por meio de territorios roubados aos
visnhos fracos, diz muilo ancho a lodos os estadoj
(orles fazem o mesmo o sem se lembrar que nesse
artigo aecusa a Inglaterra por impor sua vonladc aos
estados pequeos: todava, anda ncsle ponto se lo-
briga a falla .le laaldade na argumenlaao do Sr.
Phito-Itusso, e o seu desojo de obscurecer a verdade
para servir ao seu Papa Nicolao; baja vista a ultima
guerra da Inglaterra com a Clima, cm que aquella,
senhora da siluarilo, e impondo as condirics de paz,
pergunlo, ficou com ilguma provincia chumaM
nao : c a Russia, as guerras com a Saeta, com a
Peala, com a Turqua, ele., coulentou-se simples-
menle com o pagamento das despezas e algum trata-
do favoravcl ao commercio, ou com ambas eslas cou-
sas, e ccrlas por$es mais do territorio dos venci-
dos* Porlanlo, qual das ditas he mais pergusa i hu-
manidade? Responda, Sr. Ilhilo-Rasso.
Cuino a naogoslode ficar por baixo o quero
lamben] rir-me de laa philaucia pcrgarflo : Nega
seriamente o Sr. P/iio-/s.oquea maioria da popn-
lacu russa sao servus-da gleba ? se nega, mando-o
tabea c ponho lint a discusso porque nao he possi-
vel argumentar com um cegu e srdo, que n.lo quer
ver nem ouvir ; se nao nega queira defender salis-
factnramcnlo esse systema cicilisador de sua ci-
vilisada Russia : e cssa defeza se n3o faz com um
simples a lea a historia que he rcsposla de larim-
ba ; asm como, queira aponliir-iiic a legislarlo cm
vigor, ovio permute na Inglaterra a venda das mu-
lhcres.e eril mihi magnus .Ipollus. Essa he que
nem eu, nem um s Icilor do Otario espera vamos
que sahsse de urna bussola lo exacta !
E o Sr. Philo-Russo a teimar com a supprcsso na
Rii'sia da pena do morte !... Figuremos urna hy-
polhese. Supponliamos que no Ilrasil Itavia justica
como, por excmplo na Franca, ou na sua raesma
Uussia; usaremos aquello padre que cima lho fal-
le!, queandou pelo Brejo d'Ara atesta do ligeiro,
espancando o assassnando inermes Porluguezes,
pelo simples faci de o screm ; que os rehaptizava
em Goianna em nome de palriotagem ; que quasi
assassina seu padrinho do joclhos a seus ps coma
imagen do Crucificado as m.los, s porque esse ho-
mem.rcspcilavcl pela sua idade e posirilu, era afer-
rado s ideas do seu Deose do seu rei; quo esse pa-
dre, que roubou e fez conduzir para sua casa um
carro rarregado de fazendas do naufragado brgne
godeme ICaclgdcs ; figuremos, digo, esse padre a
quem no Brasil se dii, para reger, urna importante
freguezia, na sua predilecta Rossia : esle padre de-
pon de ser exautorado das honras de sua classe, se-
ria processadu .suiniiiariamenle e entregueaokuoot.e
RAES DE PERNAMBUCO.
ftendimentododia 1 a 6.....12:l39;22"i
dem do dia 7........ S'i-i',8
13:033*673
CONSULADO PROVINCIAL.
Hendimenlododa 1 a 6.
dem do dia 7. .
7:894$3o9
2:i'.:i:Ill
10-.337S680
MOVIMENTO O POHTO.
Natos entrados no dia 7.
Riode Janeiro23dial, barca ingleza Jame.< Car-
lliy, de 301 lonellda, capilao Johnslon Brown,
cquipagem l, cm lastro ; a Roslton Rooker &
Companhia.
dem20 dias, brgne inglez Oirenrarra, de 231
toneladas, eapiUo James Slanuus, cquipagem 12.
em lastro ; a ordem.
Mar Pacifico, leudo sabido de New-Bcdford ha 40
mezesCalera americana Mury Marlhn, de 316
toneladas, capilao (ieorgo W. Slacitm, equpagem
30, carga azeile ; ao capilao. Vele refrescar o
cgue para o mesmo porto.
Buenos-Ayres31 das, barra americana (Heaitea,
de 28K toneladas, capilao S. tjcllison, cquipagem
II, em lastro ; a ordem.
Babia15 dias, vapor inglez de guerra .Sharpshoo-
ter, cummandanle Parsh.
lacios sabidos no mesmo dia.
ParahibaHiato brasilciru ConeeifSo de Maria,
meslrc lternardino Jos Bandeira, carga fazendas
e mais gneros.
LisboaPatacho porlugnez Destino, capilao Fran-
cisco de Paula Baptsla Oiruu, carga assucar c
mais gneros. Passagciros, Joaquim Jos de
Abreu, Jo io Martius da Cosa Marques e 1 criado
liberto.
Rio de JaneiroBriguo brasleiro lilcira, capilao
Joaquim Pinlo de Olivcira e Silva, carga assucar e
mais gneros. Passagciros, Jojo Antonio da Silva
Piulo, Eduardo Barbosa da Molla, Jlo Ignacio
do Reg c sua familia.
ED1TAES.
3.' A imporlanria da nrrcmalnr.'ri sera paga pin
urna s prcslarflo quando esliverein concluidas (odas
as obras, que sern recehidh* d. linitivamente por
nao haver prazo de retponsahilidade.
4." Em ludo o mais que nao eslivcr determinado
as presentes clausulas, segiiir-sc-ha o que dispoe a
lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1853. Con-
forme.O secretario, A. F. d'.innuneiaro.
Em cumprimcnlo da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia, tent de ser vendidos em hasla
publica no dlfc 10 do crrenle per.inlc a Ihcsouraria
de fa/.enda 20 ravallos perlencenlcs a companhia de
cavallaria de linha, que se acham inutilisados para o
respectivo serviro: as pessoas que prclendercih li-
citar compareraui na rasa da sobredita reparlir.io as
12 horas do menrionado dia.
Secretaria da thesouraria de fazenda de Pernam-
buco 6 de marco de 1855. Ondicial-maior, Emi-
lio Xavier Sobreira de Mello.
Por ordem do Dr. Pedro Aulran da Malla Al-
huqiicri|uo do conselho de S. M. I. ionio do 1." an-
no da faculdade do direilo do Recife, e dircrlorin-
(crino da mesma, se faz publico que cm con-
gregarlo de 2 do crrente mez se resolvou que as
horas das aulas fossem distribuidas da mancira se-
guinle, c adoplados os compendios infra menciona-
dos, com dectararao d^ resperlivos lentes.
1. annu das 10 os II ; o compendio de Direilo
Natural do Dr. Aulran, e o novo compendio de Di-
reilo Publico do mesmo. Foi designado para reper
esla cadeira, no impedimento do Dr. Bandeira, o
subslilulo Dr. Jcronymo Vilella.
2." auno, l.i cadeira das 11 ;is 12; os compendios
rabugenlo, eCossaco i provade bomba, conbeci em
1821 republicano vcruisUw, n* iMwesert.il,. mas se subrevivesse l*oa lora que ah lhe aplicariam.se-
2AMAHA MUNICIPAL DO REGIFE.
SraaAo aura ordinaria do 22 de fevereiro.
Presidencia do Sr. Bario de Capibaribe.
Prsenles os Srs. Dr. S l'ereira, Vianua, Barala
nalru, fallando sem causa participada os moi*>
Srs. abrise a scssau,e foi lida e approvnda a acta da
antecedente.
Foi lrao o seguinle
EXPEDIENTE.
Um ofticio do Exm. presidente da provincia coin-
mutiicando que assentbla legislativa provincial,
se lem de abrir'no l." de marro prximo futuro, alim
de quamandasse a cmara preparar a igreja matriz
de S, Fre, Pedro (ioncalves, para o aclo da celebra-
do da niissa votiva do Espirito Sanio.InleiraJa,
e mauduu-se expedir a conveniente ordem ao pro-
curador.
Oulro du chefe de polica, dizendo que havia ex-
pedido ?s convenientes orden* ao carcerero da ca-
daia desla cidade, no sentido do oflicio dcsla cama-
' ra de 10 do eorrenle.Inlcirada.
Dutro do fiscal de S. Jos, declarando qae fe 12
a 18 do correle, malaram-se no maladouro das Cin-
co Ponas 55.5 rezas para consamo desla cidade.Io-
ttirada.
Outro do vigarfo do foco, remetiendo o mappa
dos baptizados que houve na mesma freguezia, uo
i.omealro fiudo cm dezembro ultimo.Que se archi-
vaanSi
Oulro do fiscal da Vanea, dizendo que no mez de
Janeiro ultimo se mataram 20 rezes para contomo
da fregoezia.Inlcirada, e que se arcltivasse.
Oulro do fiscal de S. Lourenro da Malla, decla-
rando que no do mez de Janeiro se mataram 26 rezes
para consumo da freguezia.Inleirada.
A commiasao a quein foram reraettidos os oflicios
assignadot pelos fiscae de S. Antonio o Boa-Vista,
apresentou diversos apnntamenlos em resposla s
du vidas propoflas pelos mesmosfiscaes, relativas a exe-
cur3o das novas posturas, e a requerimento do Sr.
l5arala,resolveii a amara que dilos ofiicios, aponla-
menlos e peticSu de Scrcrina Francisca da testa,
vollassem a comnnssao para teduzir a parecer as
olas,
Comparecen o riscal de 8. Lonrancp da Malla, e
toi pelo Sr. vereador Barata inlerrogado obre o
Ion denlo das mullas qne impozera a Manocl An-
tonio de Oliveira, resolvendo a cmara que se aguar-
dis e a informado do advogado a quem se mandou
ouvir a respeilo para cniao se deliLerar.
Em virludo da petirflo de Lula (foi Sanios Neiva,
resolveu acamara ee officiasse ao juiz de paz do4.
an::o do iv"dislriclo da freguezia do S. Fre Pedro
Conealvcs, par fuuccionar este auno em lugar de
3. votado que se mudou do mesmo dislricto para a
freguezia da Boa-Vista ; assim como qoe ac oflicias-
te ao subdelegado da mesma fregoezia da Boa-Vis-
ta, para dizer se Jos Francisco Marinho henda
morador e em que ra.
Despacharara-se as pe'.icOe de Delfioo Gom-alves
dunagogo arraza-mundo, quejuepois de roubar e es-
pancar os Porluguezes na qualidade de rhcfe do li-
geiro, conduzia-ns para o baplismo que execulava
com as palavras sacramenlacs: Marinheiro 1 eu te
baptiso com a agua da patria, e licenra dos Proviso-
riose derramava una caa d'agua na cabera dos
infelizes '. (Balasio de 30.)
Ora, eis-ahi um dos grandes sercicos ao paiz, que
muilo aproveilnria em Sebastopol, eque harmonisa-
du com os dos bouzos do l'apa Nicolao, ajudaria ex-
celentemente a persuadiros pobres Russos a cahi-
rem com animo em. frente das minie e arcabuzes de
Vinceuues. Ah Nicolao, Nicolao... que mo sa-
bes o que estas perdendo la para as bandas de Ma-
cei !
E j que estamos no capitulo dos padres c bonzos,
quero contar anda urna historia, a proposito de cer-
ta lembranra do Sr. Pltilo-Russo a Dos disse : uo
malanis precelo sublime que um padre de minha
Ierra, hoje absolutista e Cossaco de grande quilate,
por ler renunciado sesses palavrcs de patriota, li-
beral e progressisla inlerprelava por esla forma:
Houve cm Goianna, no tempo cm que o padre era
animado pelo espirito de palriotagem vcrmelha, um
advogado, respeilavcl sexagenario, chamado Joaquim
Jos Franco, padrinho desse padre, o qual (padre)
inflJminado um dia. pelos arroubos patriticos que
enlJo nao renunciaca, quiz assassinar easo padrinho
s porque era corcunda, synonimo de Cossaco, e o
eria execulado, apez.vr de o honrado va-IIio se lhe
lanzar aos ps com nmaimagcm de Chrislo nas maos,
so inmediatamente lhe nao acudsscm alguns verda-
deros progressistas, quo frustaram esse malvolo in-
tento (Balasio de 60.) Eis a que nanea chegou, nem
chegar.i o progresso e patriotismo do Sr. Jersey, e
nem de oulro algum Alliado.
Vamos a oulra.
' Os ademes podero dar em ar de prsenlo ama
pecioha de madapoln fino para camisas, algum quei-
jinho acompanhado da competente perecceja he
verdade que isso ludo poderia succeder sem ser mi-
lagro ; mas posso assogurar que al hojo se nao deu,
c he muilo de presumir que nunca se dar' com o
Sr. Jersey que, apezar da semelhanra do nome,
nunca lev^ nem lem relaces com um s negociante
inglez ou francez : mas, quo cllcs leen muilo que
dar a roubar io o que no solTro duvida, e eis a
prova :
Em 1832 para 1833 dando n costa em Pona de
Pedras o briguc godeme littclydcs, com um rico car-
regameuto de fazendas, cnlre muilos Cossacos quo
scapresentaran para arrebanhar os madapoles e
mais arligos godemes, fui um cerlu padre, que o Sr.
Philo-Russo deve conliecer, e entao morava na ra
do Meio de Goianna, para onde fez conduzir um
carro carreg ido das laes manufacturas godemes, das
quaes n.lo leve nojo, apezar de sua ronha godetnica,
c as maadou vonder na feira de Pedras de Fogo pe-
lo seu socio Mata frade 1 (Balasio de 80.)
Esle padre que hoje he Russa phrenelico, sem du-
vida porque nao pode conduzir em vez de um, cn-
coenta carros do bailo espolio do godeme Eaclydes,
se lem tornado o dio de muilos Co-sacus que de-
vendo, aqui e li, muilos conlos de res aos Inglezes,
e quebrando todos os das fraudulentamenle para
sublrahlr-se ao pagamento de suas dividas, grilam
por essas tojas c tabernas o orgulho dos godemes
ha de ser agura abatido e censuram o Sr. Jersey,
(que nao devo dinbeiro, nem favores aos Inglezes c
Fraucczes), pelas suas sympalhias declaradas para
com eslas duas naces, aymbolos do valore patriotismo
e guardas avanradas da civilisaco do mundo. In-
gratos '. que mordem ,i m5o que os beneficia.
Mas onde vou eu ter com urna historia lo longa!
que vim fazer i impronsa ? Irra, que bem mereca
agora urna reprimenda philo-russa para nao aslar
o lempo eomniatortaa de onca, que nada lem com a
questao russo-larca : felizmenle o Sr. Plulo-fusso
divagou como eu, e lambem em vez de tratar da
quelflo eavalleirosamenlc,como lhe enmpria, andou
empalhando a gente com suas pilherias de milord,
perseteja, genllcman, madapoles, c al mr,
que lo boa applicaco tcm ao command.inle de pi-
ratas, qua roubam as fazendas de um navio godeme
que d costa; e por fim despedio-so frauceza, a-
pezar de ser Cossaco.
Para introito j vai massanle ; entremos na ma-
Icrii.
A cansa rossaca, senliorcsredaclore, he de lal na-
lurcza, que oa seus anhelas, por inai aferrados que
sejam a essas deiai, tem pejo de se aprsenlareni
luz do da, e s nas trevas se arriscam defeza ; 13o
honrosa he a larefa. *
O correspondente Philo-Russo pretenden deseo-1
brir ama conlradir.lo na proponicao do Sr. Jersey
quando esle diz que nao gost* di Rnwia por ser
na rcmeltidu para a Sillera com recommendacilo
especial de Irabalhar cm tima das minas a 100 ps
de profundiiladc, a rujo (rahalho scgurartienle nao
resistira 3 mezes, por mais robusto quo livesse o
canastro ; pois bem, neslo caso, Sr. Philo-R-tsso, a-
cha que esse padre nao preferira a barbaba gui-
Iholiiia frauceza, a essa constante agona qne co-
rneja no cicilitaiio knout c acaba no iillinio, dia do
llio, ll
Ja\e
:arry ro a 100 ps abaixo da superficie da\erra ?
Eu o creio; a esse padre nio ser um grande cobarde.
I'inalisemus : j que he indispensavel levar esla
rcsposla lypographia para sabir em quenle.
So a Russia salvou a Turqua por occasiao da su-
blevado dos Janizaros, he porque as uvas anda
eram verdes, o bolo en(3o nao eslava amassado cun-
vcnienlemenle ; mas agora que Nicolao jnlgou ser
occasiao opporluita,dcsmascarou-se;porm desta vez
erruu o bote, c lem de pagar o principal, juros e
cusas, apezar dos bonsdesejos dos Cossacos de c. E
ai da Allcmanha, ai das ptoprias Franca c Inglater-
ra,ai da civilisaco do mundo se cusa dos maiures
sacrificios consenlissem o czar apoiar um brai;o em
S. Pelersburgo e outro em Cunslanlinopla...O mi<;i-
io seria Nicolao.
Nao tenho lempo para mais. o eslou enfadado :
aguardarei a volla do Cossaco para continuar.
Aceileiu, Srs. Redactores, os meus protestos etc.
ele.
O Goianensc no fecife.
Pernambuco 7 de marco de 1855.
PUBLICADO A PEDIDO.
SONEETO.
Offerecido ao Jllm. e Exm. Sr. desembargador
Bernardo Rebello di Silla Pereira.
Euzcbio (I), csladisla consumado !
Dos grandes de paiz o rramenlo
He leu genio, saber e alio talento
Das mais cullas narcs admirado.
Iiilelligente, probo e delicado
Es do tlirono o apoo e firmamento,
N'um Ihrono deverias ler asscnlu
Por seres de virtudes mil dolado.
Oue te falla alliogir c neslo mundo ?
Que gloria anda ha que uio perleuca
A um genio como o leu, genio profundo?
so lauta do mortal fosse a licenra,"
Ou'alliva concehesse um dos segundo,
O Dos serias tu da nossa crtica.
Por /. Brasilino S.
COMMERCIO.
PRACA DO RECII E 7 DE MARCO AS 3
HORAS DA TARDE.
ColarCcs odciacs.
Cambio sobre Londres a 00 c 00 dias2; 3|i d.
Assucar mascavauo bom c fino1^750 o 19900.
Dito liraiteo sotneno3S050.
ALFANDEGA.
Rendiraenlo do dia.1 a6.....67:8315265
dem do dia 7........22:255)108
90:0868373
Descarregam hoje S de marco.
Barca inglezaSclinabaCalho.
Barca inglezaGraoulaixas e ferro.
Bngue nigiez Mary Anncerveja, vinhucchuinbo.
Brigue hamburgtiezAdolphocarvo.
Brigue inglezliarrydem.
Brigue dinamarquezCommandcurmercadorias-
Escuna brasiloira Tamegadem.
CONSULADO GERAL.
Rendimento do dia 1 a 6..... 7:.580S900
dem do dia 7........ io:l-T,
9:'.l9:l0ii-
DIVERSAS PROVINCIAS.
Kcndimcnlo do dia la 6.....
dem do dia 7, ...... .
8333032
3339U0
1:0.565.378
Exportacao*.
I.i-hoa, palacho porlugnez Deslino, de de 120 to-
neladas, conduzio o seguinle : 188 saceos com 605
arrobas de assucar, 310 cascos mol, 50 saccas algo-
dao, 1 barrica com 3 arrobas de caf o assucar, 1 di-
ta familia.
(I) leo Eim. Sr. rnnselheiro Euzebio de Quei-
roz Coiliiiho Mallozo da Caara, dignsimo sena-
dor e presidente da rclaco da corle.
O Illm. Sr. contador servindodc inspeelor da
ihesouraria provincial, cm cumprimenlo da rcsolu-
r.o da junta da fazenda manda fazer publico, que a
arremalarao da obra dos reparos do acude de Cma-
ro foi transferida para odia 15 do eorrenle. E^ara
constar se mandou allixar o prsenle e publicar pelo
Diario.
Secretara da Ihcsouraria provincial de Pernam-
buco, 2 de marro de 1835.
O secrelario, Antonio Ferreira d'Annunciaco.
O Illm. Sr ronlador servtido de inspeelor da
Ihesnuraria provincial, cm virludo da resulurao da
junta da fazenda, manda fazer publico, que as arre-
malardes das obras do 2." lauro da estrada dos Re-
medios c 7." lanc.0 da estrada da Escada,
foram transferidas para o dia 8 do eorrenle. E
para constar se mandou allixar o prsenlo c publi-
car pelo Diario.
Secretaria da Ihcsouraria provincial de Pernam-
buco, 2 de marco de 1855.
O secretario, Antonio'Ferreira d'Annunciaco.
O Dr. Rufino Augusto de Almeida, juz monicipa
supplenle da 2. vara do civcl c commercio, desla
cidade do Rccile de Pernambuco, ele.
Faco saber aos que a prsenle caria de edtal vi-
rcm, on della noticia tverem em como Manocl Jos
Ferreira de Gusmao, me rae fez a peticito do Ihcor
seguale :
Diz Manocl Jos^l''errcra do Gusmao, commcrci-
aiite estabelecido com padaria na ra Imperial n.
|3, girando ha baslanlesaannos, gozando sempre de
muilo crdito por ser fiel cumpridor de seus Iratos,
devendo actualmente a quanlia do 20:3315 rs., e nin
obstante ler um saldo cm seu favor da quanlia de
IO:3K>:i7(i rs., conforme se ada demonstrado no
balanco e cania eorrenle juntas, uo lhe be possivel
pagar de promplo, porquanlo lendo de salisfazer a
Deanc Youle & C.1 cerca de5:5003 rs. provcuienles
de 150 barricas com familia de trigo, das quaes o
suppricantesaprovcitou 19 ; achando-sc pois a exe-
curao ilumnenle,e nao podeudo solvc-la de prompto
e acudir ao pagamento de suas ledras devidas aos
mais credores, suspendau seus pagamentos, c visto
achar-se nas circunstancias do arl. 898 do cod. do
com., vem requerer V. S. digne-fe de mandar
deslrbuida e auloada tomar por lermo a declararao
que faz c declarada aberla a sua fallcnca, mandar
proseguir uos mais termos. O supplicanle protesta
achar-se presente a lodos os actos da lallcncia para
gozar do favor que o cod. do com. concede. Pede >
V. S. Illm. Sr. Dr. juiz do commercio na 2. vara
lhe delira.E.R.M.
Manoel Jos Ferreira de Gusmao.
Distribuida, autouda o lomada por lermo a de-
clararao venham conclusos. Recifo 1." de marco de
1855.Almeida../ Cunha. Uliceira.
E mais se nao conlinha cm dila pelrao, despa-
cho c deslriburao, depois du que, eslava o lermo de
declararao du llteor seguinle:
Termo de declaradlo.Aos 2 de marco de 1855,
nesla cidade do Recife, cm meu cscriplorio veio o
supplicanle Manoel Jos Ferreirade Gusinio,e disse
cm presenca das teslemuiihas abaixo assignadas, que
elle se achava impossibililado de salisfazer cm dia
seus tratos, como ludo declara cm sua pelicilo retro,
e na cotiformidade do mesmo declarado lem alim de
produzir o devido cITcilo, c de como assim o disse
fiz esle lermo em que assignou com ditas teslcmu-
nhas. Eu Pedro Tertuliano da Cunha, escrivao a es-
crev.Manocl Jos Ferreira de Gusmao.
Nada mais se nao conlinha cm dilo lermo de dc-
clarar,ao, em virlude do qualsendo-me conclusos os
aulos, nelles dei a minha senlenija do Ihcor seguin-
le :
Av isla da declararao a II 2 (e balanco a fli. 3 c -i),
feilas pelo commcrcianle Manoel Jos Ferreira Gns-
mao, julgoo mesmo commercianle fallido, e declaro
aberla sua fallcnca desde o dia 1." do eorrenle, que
fixo para lermo legal do sua existencia, pelo que
mando se ponham sellos cm todos os bens, livros e
papis do fallido, devendo para islo fazer-se parti-
ci|iarfio ao respectivo juiz de paz, e itomcio para cu-
rador fiscal aos credores Tasso & Irm.loi, que presta-
ran o juramenlo do cslylo, e designo o dia 8 do eor-
renle as 10 lloras da mauha i para n reuniao dos cre-
dores, afim de se itomcarcm os depositarios, pagas as
cnslus pelo fallido. Recife 2 demarco de 1855.
Itu/lno Augusto de Almeida.
Nada mais se conlinha cm dila minha senlen-
ra, pela qual luandci passar a prsenle caria de edi-
tal, para que lodos os credores prsenles do referido
fallido comparcram na casa de minha residencia no
dia cima indicado, alim dse proceder a iiomcarlo
de deposilario, ou depositarios que bao de receber e
administrar provisoriamente a casa fallida.
E para que cheguo a noticia de todos mande pas-
sar a prsenle, c dous do mesmo Ihcor, sendo um
publicado pela imprensa, e os mais afiliados nos lu-
gares do cosime.
Dada nesla cidade do Recife de Pernambuco, 5 de
marco de 1855. Eu Pedro Tertuliano da Cunha,
escrivao subscrevi.Rufino Augusto de Almeida.
O illustrssimo senhor contador servindo de
inspeelor da Ihcsouraria provincial, em cumpri-
menlo da ordem do Exm. Sr. presidente da pro-
vincia do 3 do eorrenle, manda fazer publico
que no dia 22 do eorrenle peanle a junta da
fazenda da mesma Ihcsouraria, se ha do arrematar
a qaem por menos fizer, a obra dos reparos a fazer-
se ua ponte de Behcribe, avalada em OOOjOOO rs.
A arremalarao ser feila na forma da lei provin-
cial n. 353 de 16 de m3o prximo passado, adb as
clausulas especaes abaixo copiadas.
As peaiaaa que se propozerem a e;la arremalarao,
comparecam na sala das sesscs da mesma jutfla,
pelo rucio dia, competentemente habilitadas.
E para constarse mandou allixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secrclaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 5 de marro de 1855. O secrelario, A. F. da
. anunciaras.
Clausulas especiaes para a arremalarao.
1. As obras dos reparos da ponle do Behcribe se-
rSo feilas de conformdade com o orramento appro-
vado pela directora cm conselho, o sabmellido a
approvacao do Exc. Sr. presidente da provincia, na
importancia de 6G0-.
2." As obras comerarao no prazo de um mez, c
lerminarao no de cinco mezes, contados de confor-
mdade com o disposto rio artigo 31 da le provincial
I1.2H6.
do mesmo lente calhedralico, Dr. A airan.
2. anno, 2." cadeira das 10 is 11 ; o compendio
do Dr. Jcronymo Vilella; lenle desla cadeira o
subslilulo Dr. Joaquim Vilella, por impedimento
do respectivo calhedralico o Exm. Sr. consclheiro
Dr. Jos Bento.
3. anno, i. cadeira das 0 os 10; 0compendio de
Direilo Civil du Dr. I.oureirn, lente o mesmo Dr.
Loiireiro, em razie da vaga da l. cadeira do H.
anno.
3. auno, 2.'cadeira das Sos 0; o cdigo crimi-
nal ; lenle o respectivo calhedralico llr. jansen.
. 4. anuo, 1. cadeira das 10 sll ; compendio
l'ascoal Jos de Mello, lenle calhedralico o Dr.
Nano,
4. a.ino, 2.' cadeira das 9 is 10 ; o cdigo com-
mcrcial brasileiro; lento o respectivo calhedralico
Dr. Chagas.
5." anno, I.a cadeira das i) lis 10 ; o compendio
do Dr. I.oureiro ; lenle o subslilulo Dr. Joronyino
Vilella, por impedimento du rcspcclivo calhedralico
Dr. Baplista.
5. anno, 2." cadeira das 8 ;'ts 9 ; o compendio
do rcspcclivo calhedralico Dr. Lonrciro
Secretaria da faculdade de direilo do Recife 3 de
marro ,le 1855-----Eduardo Soares d'Albergara,
serrelario interinu.
O Dr. Rufino Augusto do Almeida. juiz municipal
supplenle da segunda vara do civel e commercio
desta cidade ilo Recife de Pernambuco etc.
Faro saber aos que a presente caria de cdilal vi-
rem, ou dclla noticia liverem, em como Leopoldo
da Silva (Jueiroz me fez a pelirao do Iheor se-
guinle :
Leopoldo da Silva Queiroz commercianle eslabc-
lecido nesla praca, com loja de fazendas sita na ra
do Oucimado D. 22, achando-se na impossibilidade
de salisfazer em dia os dbitos de sua casa commer-
cial, em consequencia de grandes prejuizos qac tem
sofTrido em seu estabelccimcnlo; vem como lite per-
mute o cod. do commercio arl. 805, fazer a declara-
rao de sua fallcnria, e expor circumstanciadameulc
os verdadeiros motivos que obrigam ao supplicanle
a fazer sua aprcsenlacao nesle juizo, sendo estes uc-
casionadus por accidentes de casos fortuito', e impre-
vistos como cima se declara, ao pouco commercio
que actualmente se faz, por isso que nao pode pagar
cindia, c obligado so vea cessar seus pagamentos, c
por ronscgainle apresenlar-se na forma da lei co-
mo marca o cod. do commercio que nos rege ; rc-
quer o supplicanle a V. S. que se digne mandar
proceder nos termos ulteriores da lei. Pede a V. S.
Illm. Sr. Dr. juiz do commercio da segunda vam as-
sim delira.E R. Me.Leopoldo da Silva Queiroz.
Distribuida e auloada veulia cm conclusao. Reci-
fe 13 de fevereiro de 1855-Oliveira Macicl. A.
Cunha.Oliveira.
E mais se nao conlinha em dila pelirao despacho
e distribuirlo, depois do que sendo-me os autos
conclusos nelles dei a sentenra do llteor seguite:
A' visla da doclaracao a fl. 2, julgo fallido Leo-
poldo da Silva Queiroz, e declaro aberla a sua fal-
lencia desde o dia 13 do correle,que fixo para ter-
mo legal de sita existencia, c por islo mando que se
ponham sellos cm lodos os eus papis, livros c
bens, e nomeio para curador fiscal da fluencia ao ne-
gocame Ilenrj Gibson, que prestara' o juramento
do eslylo, pagas as cusas pelo fallido.
Recife 23 de fevereiro do 1855. Francisco de
Assis Oliveira Maciel. .
Nada mais se conlinha em dila minha scnlenca
pela qual mande passar a prsenle caria de edtal
que lodos os credores prsenles do fallido, compa-
reram cm casa da minha residencia no dia 10 do
eorrenle mez, afim dse proceder a nomearjo de
deposilario ou depositarios, quo bao do receber a
administrar provisoriamente a casa fallida.
E para que chegue a nolcia de lodos, mandei
passar o prsenle, e dous do mesmo theor, sendo um
publicado pelaimprensa, c os mais aflixados nos lu-
gares do costme.
E por nao ler aceitado o curador cima, fra no-
meadu o credor Vctor Lasnc, que preslou juramen-
to na forma da lei.
Dada nesla cidade do Recite de Pernambnco 7 de
marco de 1855. Eu Pedro Terluliauo da Cunha, es-
crivao o escrevi.Rufino Augusto de Almeida.
passagciros. I rala-fe rom Joaquim Jos Marlins, ou
na ra do Vigariu n. 11.
Tara o Porlo segu imprelcrivelmcnlc a 15 do
eorrenle a veleire e bom ronlicrida esruna nacional
Lindan, api Ha Alexandre Jos Alma para o re-
lo de seu carregamenlo, iraia-sc com o cunsguala-
rio Eduardo Fertcira Rallar, na ra do Vigariu n. 5,
ou cora o capilSo, na prara do rommercio.
ItlO DE JANEIRO.
Para o Rio de Janeiro salie con; milita
brevidade, Oibri{pie nacional Sagitario
de primeira classe, o qual ja' tem a maior
parte do ten carregataonto promplo : pa-
ra o restante e passugeiros, trala-se com
.Manocl Francisco da Silva Carriro, na
riiadoColIcfio n. 17 serjundo andar, ou
com o capitao a bordo.
Para o Rio de Janeiro segu em pouros dias o
brisuc Feliz Detiinoi) ; para o reslo da carga, pas-
sa-iiros e esrravos a frote, tratase cora os consigna-
l.nis Isaac Curio r\ Companhia, na ra da Cruz
n. 40.
PARA O RIO U: JANEIRO.
Salie com milita brevidade, por ter a
maior parte do sen carrefjamento promp-
lo, a bem conbecida veleira escuna nacio-
nal nTamega : para o reslo da carga,
passageiroseescravos a lete, Irata-secom
Novaes &C, na rita do Trapiclie n. \.
Babia.
O biale Crrelo do Norte Iransferio a \ iaaem pa-
ra esse porlo ; sesue uestes das, c aiiidu pode rece-
ber ahuma carga : Irala-sc com Caelano Cvriacoda
C. M., ao lado do Corpo Sanio n. 25.
Companhia Brasileira de Paquete de
Vapor.
LOTERA 1)0 ROSARIO DA BOA-VISTA.
Aos 5:000$, 2:Q00|, 1:000$.
Curre imprelerivelnwMa sahl.odo, 10 demarco.
O caulelista Saliislann de Aquinn Ferreita
ao respcilavel publico, que os seus blhetes ecaule-
i isenlo do descont de 8 % da lei no acto de
pagamento sobre os tres primeiros premios grandes.
Acham se i venda nas lujas: ra da Cadeia du Re-
cife n. 21 e 15 ; na otaca da Independencia n. 37
e 39 ; ra do l.ivramenlo n. 22 ; ra Nova n. 1(i ;
ra do (Jticimndo n. 30 e 41; ra do Cabuga n. 11,
botica.
Ililheles 5500 Receber por ipleiro BiOOOS
Meios 88800 2:3008
Quarlos 1-ii B 1:2509
Oilavos J7 li 63S9
Decimoj 88M }> 500
Vigaeinn
O vapor
Guanalia-
ra, com-
m audaiile
o i"len-
te Salom,
dcMi che-
gardo nor-
te a 11 do
eorrenle, e seguir para o snl no illa seguinle ao da
sua entrada : agencia na rOa do Trapiche n. 40, se-
gundo andar.
I'assaqens. Cmara. Come:.
Macei...... aogeoo 15000
Halda...... Kl^lHIO IO-mmki
Rio do Janeiro. IOO9OOO 22>j000
Companbia dos vapores de Liverpool.
, Espera-se do
sul 110 dia 8 do
eorrenle, o va-
por ingl. I'am-
pero, coiiimaii-
llanto ll.uam.
o qual depois
da demora do
costume sabir. 1
pare Liverpool
pelos porlos in-
lermeuios: pa-
ra paangen, lrala-se na agencia da ra da Cadeia
n. 52.
Pernambuco 7 de mareo de 1S55.
Salusliauo de Aquiw Ferreira.
No dia 0 as 10 horas da inanhaa, finda a au-
diencia do Illm. Sr. Dr. juiz de orphaos, na sala das
mesmas, se ha de arrematar a caea n. 93 da roa da
Cinco l'onlas, chitos proprios, com dous solitos, um
na frenle c uutrn nos fundos, avahada por 1:7008
por exccurfio de Jos Francisco de Azevcdj, contra
Manuel de Resende Regu Barros, como administra-
dor de sua niulher, he a ultima prara.
O administrador da m.usa fallida de Victorino
c^; Moreira, paga 0 nico dividendo aos credores da
mesma massa no armazem de S. P. Jahnston di C,
ra da Senzala Nova n. i2.
LOTEKIA DE N. S. DO ROSARIO.
Corre subhada, 10.
Na casa da Fama, aterro da Roa-Visia n, 48, es-
tilo evpostas venda as cautelas seguintes :
Quarlos 1&140.
Decimos 8CO0.
Vigsimos 3320.
O armazem de malcriaes, na (ravasta do Po-
cinho, junio a laberna de Jos omingues, precisa
de um pequeo de 12 a 14 anuos para caizeiro :
quem pretender, dirija-scao mesmo armazem.
LEILO'ES.
Oiiiula-fcira, S do eorrenle, as 1.1 horas da
manhaa, llavera leilo no raes da alfandega, de 10
canas com marmelada e doce de calda, ltimamen-
te diegada de Lisboa, por cotila o risco de quem per-
leuccr.
O agente Horja faro leilo, quinla-fcira, 8 do
eorrenle, as !) horas, em seu armazem, na ra do
Collcgio n. 15, de varios objeclos, como bem : obras
de marciueiria, novas e usadas, urna grande porcilo
de chapeos finos, francezes, duas ewcllenlet burras
de guardar dinbeiro. um ptimo cabriole! novo com
lodos os arreios, um dilo de 4 rodas para 1 ou dous
cavallos, urna porcilo de relogios de diflercnles qua-
lidade, 1 prelo escravo de meia e oulros inul-
tos objeclos que su acharar', ., :io 1 ij (e-
nesa])pareceu do engenho do
^ abaixo assignado, no dia 1 demar-
(1 co de IS.")."), um escravo mualo
un, de nome Jcronymo, de idade 20
^g. a 22 annos, baixo, grosso, de boa
*jj? cor, esta' principiando a bucar,
*v cabellopreto, puxa da peina di-
(v) rei la, proveniente de tero joelho
'9 inclnelo, foi escravo do capilao
i^) Jos de Coito e Silva, senhor do
^ engenho MERINGABAS, de San-
A to Antfio, e vendido ao abaixo as-
)v signado pelo Sr. RegenerardoCoe-
t' lhoCavaIcantiCayerana,esupp6e-
se ser seduzido por alguem para
wi ugir : o abaixo assignado protes-
') testa contra quem o ti ver occuito
() com lodo o rigor da lei; roga-se
I a todas autoridades policiaca e ca-
/A i>itacs de campo, a cantuta do
do dilo escravo, o <|ual podi
entregar no Recife, ra co Quci-
mado taberna do Sr. Joaquim de
Almeida e Silva, ou no engenho
$J) das Mallas, deAntonio de Paula
-m-i
1
. Precisa-se de um forneiro e que saiba de pa-
daria : na ra das Cruzcs n. 30.
Prccisa-se alugar um primeiro andar
com sulllcicutes commodos, nas seguihte
ras: Cadeia, Cruz, Vigario, Crespo,
Queimado e Cadeia-Velba: a tratar na
ra do Trapiche n. 54, primeiro andar.
j^. Fordeu-sc dosdeoManguinhoal a Capunga
lao no mesmo armazem, us quaes serio vendidos sem utre limite algum.
--------------
AVISOS DIVERSOS.
DECLARACO'ES.
Por esta contadoria se faz publico, que dol.
ao ultimo de marro futuro, se arrecadarao a bocea
do cofro os imposlos sobre eslabelecimenlos de com-
mercio e industria, ficando sujeilus a mulla cslabe-
lecida os que nao pagarem dentro du mesmo tempo.
Cunladoria municipal do Recife 28 de fevereiro de
1855.No impedimento do ronlador, o amanuense,
Francisco Canuto da lloaciagem.
A administrac/io do patrimonio dos orphaos lem
de levar ,i prara em os dias 7. 8 e 9 do eorrenle, a
obra do forro de 2 dormitorios do collegio de San-
ia Thcrcza, cm a cidade de Olinda, avahada cm
s:jr>>220, conforme o orramcnlo abaixo transcripto;
quem por menos a quizer fazer, dirija-se i casa das
sesses da mesma admittistracao, no dia 9, por ser a
ultima prara :
25 Ira vetas de 27 palmos, a 48000 lOOv'tfOO
20 dilas de 96 dilos, a 18000 808000
18 duzits de tahuas de forro, de huiro, a
28000 5OW000
6 laboas de solho para cornijas, a 3.?j00 18500
Serviro de enrapina JOOcvSOO
Dilodepedrciro
l'rcgos 128000
Serventes c carretodas raadeiras KafGO
836809)
Secrelaria da adminislrar.lo do palrimcnio dos or-
phaos 2 de marco de 1855.J. J. da Fonscca, secre-
lario interino.
Os credores do fallido Jos Marlins Alves da
Cruz, e esle mesmo por si ou por seus procurado-
res, comparceam no dia 9 do eorrenle mez is 2 ho-
ras, na casa da residencia do Sr. Dr. Rufino Augus-
to de Almeida, juiz do commercio supplenle da 2.*
vara, na raa do Collcgio n. 17, para se verificaren)
os crditos aiireseulados, se deliberar sobre a concr-
dala se far aprcscnlada, ou se formar o contrato de
uniiio, e se proceder a nomcacJo de administrado-
res da casa fallida ; ficando os credores advertidos,
que Dio serio udmiltidos por procorailor,-e esle n3o
aprcscnl.ir procuracao bastante com poderes espe-
ciaes para o aclo, e que a procurarao nao pode ser
dada a peana que seja devedor ao fallido, nem um
mesmo procurador representar por dous diversus
credores.
Recife 5 de marco de 1855.
O escrivao inlcrinn,
Manoel Joaquim Baplista,
AVISOS MARTIMOS.
Para o Cear segu no fim da prsenle semana
o bemronhecido biale Capibaribe, mcslre Antonio
feee Vianm ; para o reslo da carga, trala-se na ra
do \ gario n. 5.
Para oAraealy segu com brevidade o biale
Dmidoso, por j ler parte da carga; para o reslo e
mu tu a nn
Desappareceu no di.i (i de marco noile, o pre-
lo li-nediclo, lem pomo mais ou menos 2 annos,
rorpo delgado, poura barba, levd hevigas ha quatro
anuos, narizgrosso. pelas8 horas eslovena reliiiarao
dos qualro cantos da Boa-Vista, onde traballiou al-
iins mezes ; levou camisi do riscas azites, mas po-
der ler vestido oulro falo, he muilo ladino, e co-
uhecido por andar quns sempre carregando assucar
retinado: quem o csndu/.ir a relinaeilo da ra da
Senzala Nova o. i, ser recompensado.
Na casa do paleo da matriz de Sanio Antonio
0.2, anda conlinua-se a precisar de um criado na-
cional ou cslranseiro, para servir de pagem a om
enhor de cngenho,e igualmeiib! de um raiieiro lam-
bem para engenhu, e que deem fiador a sua con
duela.
-- Nito tendo lido lugar a reuni.10 dos credores
da massa fallida de Nudo Maria deleitas,conforme
convidoi para o dia 1. do eorrenle, por ojoiz da
2. vara ler passado a vara para o primeiro supplen-
le em consequencia de ter lomado is-cnto na assem-
hla provincial, pelo que passo a convidar novamen-
Ic aos credores para o dia 8 do eorrenle para reu-
nircm-sciis2 horas da larde na ra do Collegio n. 7,
conforme os m^us anteriores annunrios. Recife 6
de mareo de 1855.Joao Pinlt de temos Jnior,
curador fiscal.
SALA DE BAUSA.
Lniz Canlarclli participa ao respcilavel publico,
que a sua sala de ensino, na ra das Trincheiras n.
19, se arha aberla todas as segundas, quarlas e sex-
tas, desde as 7 horas da noile al as9 : quem do seu
presumo se quizer ttlilisar, dirija-se a mesma casa,
das7 horas da inanhaa a( as 9. O mesmo se oflere-
ce a dar lic'es particulares as horas convencionadas:
lambem da lices nos collegios, pelos preeos que os
mesmos collegios lem mateado.
LOTERAS da provincia.
Acham-sc a venda os bilhetes da pri-
meira parte da quinta lotera a beneficio
da igreja de N. S. do Rosario da Boa-Vis-
ta, nicamente na thesouraria das lote-
rias, na ra do Collegio n. 15, e corre
impreterivelmente no dia 10 de marco.
O thesoureiro, Francisco Atoiiio de
Oliveira.
ESTABELECIMENTOS DE CARIDADE.
Salustiano de Aquino Ferreira oiTere-
ce gratuitamente ao hospital Pedro II,
melado dos premios quesahirem nos qua-
tro bilhetes mteiros ns. 1459, 183-i-, 1950
e 20 5 (5, da primeira parte da quinta lo-
tera de N. S. d Rosario da Roa-Vista,
que ha de correr iudubitavelmente no
dia 10 de marco do presente anno, os
quaes cMstemem seu'poder depositados:
a melado do que nelles sabir sera'
(iroiiiptuineiite entregue ao Sr. Jos Pi-
res Ferreira ihesottreiro do referido hos-
pilal. Pernambuco 28 de fevereiro de
1855.Salusliano de Aquino Ferreira.
AOS 5:OO0,s00Q.
O cautelisla Antonio Ferreira de Lima
e Mello avisa ao respcilavel publico, que
sabbado corre a lotera de N. S. do Ro-
sario infallivelmente: o resto de seus bi-
Ihelcs e cautelas acham-sc a venda nas
lojas ja' conhecidas, sendo os bilhetes e
cautelas pagos sem disconto dos 8 por
ceulo do imposto geral.
Bilhetes. 5f500
Meios. 20800
Quarlos. 1. Oitavos. 720
Decimos. 000
Vigsimos. 520
Alosa-so o sobrado de om andar com solio :
na ra da Madre de Lieos, n. 9, a tratar na mesma
n. 7.
D.i-se cm pequeas quantijs dinheiro a juros,
sobre penhores de ouro ou prata : na roa do AracJo
n. 9.
No dia 9 do eorrenle mez, depois da audiencia
do Sr. Dr. juiz de direilo do eivH,se ha de arrema-
lar por renda animal o sobrado de tres andar* n.
1, na ra do l.ivramenlo, por execucao (j0 Antonio
l.uiz dos Sanios, contra os herdeiros de Jos Mauri-
cio de Olivcira Maciel, e he a ultima praca.
RETMT0S.
No alerro da Hoa-\ isla n. 4, terceiro audar, con-
linia-so a lir.ir rclralos, pelo syslcma crvslalolypo,
com limita rapidez e perfcicSo.
FUONIISI'ICIO l>n CAKMO.
O meio bilhcle n. 3918, a os quarlos ns. 3819
3331, da lotera que lem de correr no dia 10 do an-
dante mez, pertencema sociedade Frontispicio do
C.irmo.
O Sr. Franklin Amerieo Eustaquio Gomes Ye-
tilia concluir o negocio na ra do Crespa n. 15.
ouro, cltcios de requinte': queln^os^rhou e liver
consciencia pode leva-Ios a Capanga, sitio de Joao
Evangelista da Cosa c Silva, ou nit ruando Ouei-
mado loja de Silva i Araujo, onde senf^Hali-
licado. ^I(p-
Pela segunda vara do civel, escrivao Cunha, se
ha de arrematar cm praja os bens movis de llelli-
na Maria da Conceicjo. por eiecuco que contra a
mesma move Juan Moreira Msrqucs, sendo a ulti-
ma praca no da. 10 do correle.
ORTOGRAFA AlTOIUSADA 'PELA SOGIB'
\'.";^V" ISAIM,|iA- NA SBQA.O' DEM UE
M)\i;mhro ULTIMO-
O-li-nutica so escreva, sil em Ih nlt. As conso-
anlesb-c-d-f-n-l-m-u-p-l-nunca se dabrem :
dois-ss-substiiu8-se por C;K-Bca substituido por
C\-por-i.Ou-nunca se escreva, mas.sira-.
Entreq-e, -q-i nunca se escreva-u-; eiscelo nos
raros casos em qe o u se pronunciaEx-escrivn-
eiz--eis-, como soar a palavra. O qc soar enm-/-
nilo se escreva com-S.Eislraido. Por esla se pode
corrigir a minha correspondejicia de honlem. N.B.
o (,'. ene, c-i-deve conciderar-?e sem a redilha.
Francisco de Freitas Gamboa, professor pelo mto-
do Caslilho.
Alerta senhores jogadores !
O cautelisla Salusliano de Aquino Ferreira, eslra-
nhando o profundo silencio que tem conservado o
Sr. cautelisla Antonio Ferreira de Lima e Mello,
em nao ler annunciado pelo Diario de Pernambuco.
se as suas camelas csISo iscntas do descont da lei no neto do pagamcnlo dos Ires primeiros pre-
mios grandes, d a demonstrar pelo seu silencio qne
ellas solfrem o descont de S % da lei. Sahindo pre-
judicados os senhores josndores cm ses proprios in-
teresses, se liverem a dita de tirar as tres primeira
sorle, siijeilando-se, sem que baja necessidade, ao
desconlo de 8 ? da lei. Nao estando sujeila ao des-
cont de 8 da lei nos tres primeiros premios gran-
des as cautelas dos Srs. cautelislas Salusliano de
Aquino Ferreira e Antonio Jos Rodrigues do Souza
Jnior, vendendo-as pelos mesmos preeos. e giran-
lindo aos jogadores os premios por inleiro. Pernam-
buco 8 de marco de 1855.
Salusliano de Aquino Ferreira.
Roga-se ao Sr. Jos Eustaquio Maeiel Mnnlei-
ro, que nao se oceupe de fallar de quem nao (eme
suas roncas, e nem lem, quer como particular, quer
como empregadn publico, faltas oudcfeilos por onde
morera servir de ps!o sua viperina lingua. Ser
raclbor que Smc. procure indaaar qaem he o autor
dos pasquins. F.sle pedido lhe fazo morador da ra
do Varadouro, rasa grande) com solo, ou para me-
llior dizery. Q. C. L.
Alaga-se o armazem da porla larga, na ra da
l'raia n. Si, sobrado amareilo : a fallar com Uui-
Iherme Selle.
O bilhele da 1." parle da 5.a lotoria da irman-
dade de N. S. do Hnsario da Boa-Vista n. 3387, pe*.
lenre a cala do >.> balalbao da guarda nacional des-
ta cidade.
ATTENCAO'.
Urna mulhcr idosa prope-se ao serviro de casa de
homem solteiro : a (ralar na ra do Sebo n. 23.
Dciapparccco a 2 de maio da 1854, o prelo
Manoel, de nar,ao Cassange, idade de 40 a 50 annos.
pouco mais ou menos, couhecido por maxanza |>or
se fingir muilo mole, altura regular, falla mansa,
e quando falla d ineslra de riso, quando anda in-
clina-sc para dianlc, tem nas costellas t su 2 marcas
de feridas, c a baixo de um dos joclhos um carossu :
roga-se a (odas as autoridades policiaes, capiles da
campo, ou algutna pessoa que o lenha a seu servicu
em titulo de forro, queira avisar a Manotl da Silva
Amoritn, morador em Olinda, ou annuuear por esla
follia para aer procurado, que ser generoaaraenlo
recouq>eusado.
No dia l do eorrenle attsenlou-sc o preto
criottlo, baixo, grosso, gagueja quauda falla, pernas
/.ambas, pes larsos; levos camisa de baWa encarna-
da com gota verde, > ou 3 calcas de riscado, e i
sos brancas de lgodozinho :"quem o pegar, leve-o
ra da Aurora n. i 1.
Urna pessoa que lem bstanle pratica de escri-
plurarao ronnnercial, olfrrere-se para fazer qual-
quer escripia, oom bou ledra, cerlo c limpea :
quem de seu presumo precisar, dtrija-sc i roa do
Oucimado, loja n. 37, quo se dir quem he.
Quem liver perdido na passagem de Sanl'An-
iM um porte mounaie ou carletra pequea, com di-
nheiro dentro, queira diriglr-se i ra di Cruz n. 56,
que dando os siguaes cerlos, Uto ser entregue.
Precia-se de urna ama para o servir interno
de urna casa de pouca familia : a tratar na ra da
Madro de Dos n.
Tirim-se rclralos a oleo e a miniatura, com a
maior perfeirfio : na ra do Rosario da Boa-Visla
n. 39.
Tcndosabido Joaquim Antonio dos Santos, da
praia da Venda Grande, pe lo di* 28 do
mez antecdeme, para a pescara do alio mar, em
orna jangada, em cumpanlua nicamente de um sen
escravo, pardo escuro, de nome Jo.'io, lendo esle por
signacs inai- a peraa esqucrdi quebrada,
quo no andar cuiva-se para dentro, e duas cicalri-
zcs no pescoro do lado direilo, provenientes de al-
purcas que leve ; at o prsenle anda nao be appa-
rccido,"por nao ler raais.vollado casa nem o Sr.
Santos e noto o seu dito escravo ; pelo que ro-
as autoridades policiaes e a quaesquer pessoas,
bajan n nos-am encon; tilo escravo, tico
capturar c o fazer reuietler a dila povoaco da Ven-
da Grande, casa de Jos Thom.u do Sanios, que
deseja aiirioso saber noticias de seu pai, e senhor do
dilo escravo.
Aclia-se contratada a venda da parle da casa
terrea do paleo do Trro n. -2, pcrleocenlc a Jos
Joaquim Scheller : quem direilo a mesma liver por
qualqticr titulo, annuncic por este Diario ueste* tres
dias.
icmim


DIARIO OE PERMAMBUCO, QUINTA FEIRA 8 DEMARCO DE 1855.
Precisa-se aiugar lima prcl lioa quiUiudcira :
na tua Jo Queimado n. 38, primeiro audar.
l'or csporial favor pe>lc-se ao Sr. acadmico
l.ui/. Marques Pinto Wanderley, que tenlia a hon-
dado de restituir urna caria que le fui confiada pelo
Sr. Carlos .\ rao da Malla c Alhuqucrqiie
para ser entregue 11a Babia a pessoa que elle mesmo
11,10 ignora.
PIANOS.
Joan I'. Vogoloy avisa o rcsp< il ivel publico, que
em su il. primeiro indar, a-
cha -.o um sorlimenlo de pianos do Jacaranda, os
melhores que lem al agora apparecido no mercado,
lano pela sua armoniosa e forlo voz, como pela
' iislnifiNlu do armario da fabrica de Collard &
Collard em Londres, os quacs vcndcm-se por um
preso o aniuinrianle continua aunar o
concertar pianos com perfeicao.
Atttga-se um sitio muilo perlo da praca, na
ra Imperial defronle da fabrica de ahilo, tem boa
rom muilos coinmodos, diversas arvores de
fruloe plantacao de capim: trala-se na ra Uircila
il. 82.
Custodio Jos da Costa Kibeiro rclira-se para
lora da provincia.
O aliaixoassignadoroga a pessna que
lite pedio emprestada a obraJU1F ER-
RANTdo Sr. E. Site em 10 vol. in 8
io de Pars, que se digne de lita res-
itutr,Dr. Joaquim de Aquino Fonscca.
Precisa-se aiugar tima cscrava para
vender na rua, e pie tenha mais nlgum
prestimo, nao duvidando-se pagar hem: a
tratar no aterro da Boa-Vista n. 7o.
ATTEHAO'.
l'rcvine-sc a todas as pessoas que ne-
gocian, com relogios, e com especialidade
aos Sr. relojoeiros, que de\cm de el'ec-
luar qualquer negocio com um de ouro
patente suisso n. 27870, o qual oi furta-
|io nesta typographia.
RECREIO MILITAR. S
Convidase ios Srs. socios, para compa-
m na casa de suas partida-, no da 7 do
tft corrente, as i horas da larde, com suas pro- Qp
Q$ postas para convite ; c na mesina occasiao se @
$ marcar o da do baile.


\
CONSULTORIO DOS POBRES
25 SUA DO GOX.X.BOIO 1 AH DAR 25.
t) Dr. P. A. Lobo Moscozo di consullas bonieopalliicas todos os dios aos pobres, desde 9 horas da
manbaa aleo meio dia, c em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou toile.
Ollcrece-se igualmente para praliear qualquer operacfio de cirurgia, e acudir promplamcnlc a qual-
quer inullier que esleja mal de parlo, e cujas circunstancias nao peruiitlain pagar ao medico.
N fiOlULTORI DO DR. P. A. LOBO BOSCOZO.
25 RUA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual completo de meddicina homcopalbica do Dr. G. II. Jabr, traduzido em por
luguez pelo Dr. Moscozo, qualro volumcs enradernados em dous e acompanliado do
um diccionario dos lermos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., etr...... 205000
Esla obra, a mais importante de todas asquclralam do esludo e pralicadabomeopatbia, por ser a iinica
ue conlm abase fundamental d'esta doutrinaA I'ATUOGENESIA Ol EFFEI TOS DOSMED1CA-
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SALDEconhecimenlos que nao podem dispensar as pes-
soas que sequerem dedicar prulica da verdadeira medicina, inlcressa a todos os mdicos que quizercm
experimentara >'outrina de Ilahnemaun, e por si mesmos se coiivencerem da verdade d'clla: a lodos os
fazendeiros c senhores de engenho que esUlo longe dos recursos dos mdicos: a lodosos eapilcsde navio,
que urna ou oulra vez nao podem deiiar de acudir a qualquer incommodo seu ou de seus tripulantes :
a-lodos os pais de familia que por circunstancias, que ntm sempre podem ser prevcuidas, sao nimba-
dos a preslar in continenti os primeiros soccorros em suas enfermidades.
O vade-mecum do homeopatlia ou tradurcao da medicina domeslica do Dr. Hering,
obra lamlieiu til as pessoas que se dedicam ao estudo da bomeopalbia. um volu-
me grande, acompauliado do diccionario dos lermos de medicina t 109000
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., ele, encardenado. .19000
Scm verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo legara na pratica da
homeopalhia, c o proprielario deslc eslahelecimenlo se lisongeia de Ic-lo o mais bem montado possivel o
ninguem duvida boje da grande superioridade dos seus medicamentos.
Boticas a 12 tubos grandes................i.... 85OOO
Boticas de 21 medicamentos em glbulos, a 105, 125 e 159000 rs.
Ditas 36 ditos a.................. 203000
Dilas 18 dilos a ...............v. V9HOO
Pilas 60 ditos a ................, 3O9OOO
Ditas 1H dilos a ................. GOJOOO
Tubos avulsos...................,..... |>kki
Frascos de meia onea de lindura................... 29000
Dilos de verdadeira lindura a rnica................. 23000
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de tubos de cryslal de diversos lamanbos,
vidros para medicamentos, e aprompta-se qualquer cucommenda Uc medicamentos com toda a brevida-
dc e por presos muilo commodos.
!^v
bacliarel A. R. de Torres Randei-
ra, pro'essor substituto de Rlictorica e
Geograpliia nolycu desta provincia, con-
tinua a ensinar, a lem dos referidos pre-
paratorios, philosopliia, france/. e ipglcz:
quem do seu prestimo se quizer utilisar,
pode procura-lo para este (im na rua es-
treita do Rosario n. il segundo andar, ou
no segundo andar do sobrado da rua No-
va, que faz quina para a camboa do Car-
ino ; adverte que as aulas tent lugar de
1 hora da tarde as2 e meia, c das i as (
e meia.
i a-sedinlieiro a juros, com penho-
1 es de ouro ou prata : na rua do Cabuga'
lojade miudozas de i portas, n. 1B.
Na rua Direita segundo andar do so-
brado n. 112, precisa-se de urna ama for-
ra para o servico da casa.
Precisa-se deofliciaes dcalfaiatc, tan-
to de obra grande como miuda : na rua
da Madre de Dos h. 3G, primeiro andar.
Precisa-sa de urna mullier que saiha cozinbar
e fazet lo urna casa do pouca lamilla : no
largo do ierro, sobrado n. 44.
Precisase aiugar um sobrao dou casa lerrca :
quem livi' [para aiugar, annuucie por esla follia.
^fajyfn e engomma-se cora loda a perfeicao e
Jttmo, e entrega-so a roupa lodos os 8 das : na" loja
do sobrado n. 40, rua da Aurora.
- D-se gratis para morar, com a coudirao de
/ciar, uin sitio na Capunga : os preteiidonle's diri-
jam-se ao armazem da rua do Azcilc de Peixc, nu-
mero 13.
Deseja-sc sabor nesla praca qnem he o corres-
pundenle do Sr. Francisco Xavier de Araujo, senlior
do engenho inga, na comarca de Nazarclb, para llie
ser entregue urna carta viuda do sul : na rua do
Crespo n. 10.
Aclia-se contratada a venda da casa terreada
1 na da Senzala-Velha n. 46 : liavendo quem se op-
ponlia a este negocio por qualqner lilulo, anuuncic
uestes Ires das por esle Diario.
Precisa-se de urna ama de leile, que seja lim-
pa e sadia : quem prcleudcr criar,' dirija-se rua de
Heras, sobrado de um audar n. 72.
t). Maria Severina da ConrcicAo Araujo, com
suas Gibas menores Maria Emilia da ConceicAo A-
raujo e Brgida do Carino Araujo, Maria I.uiza do
Carmo Araujo. Leopoldina do Carino Araojo, reli-
ra se para a Europa.
Mobil a de aluguel.
Alugsm-sc mobilias completas, ou qualquer Irasle
separado, a vontade do alugador, por prcro commo-
lo: na roa Nova, armazem de trastes do Pinto, de-
fronle da rua de Sanio Amaro.
Desappareceu da casi de Antonio Jos Gomes
do Correio, mi cdade Nova, em Sanio Amaro, um
papagaio contrafeilo : quem o tiver adiado, e nao
querendo ler o incommodo de o tratar, pode leva-lo
casa cima indicada, que ser gratificado, alcm do
favor que com isso far a seu propriu dono.
Rostron Rooker &C, consignatarios
da barca americana Wickery, declarara
pelo prsenle que nao se responsabilisam
por quaesquer contas ou despezas cflec-
tuadas pela dita barca sem ordem expres-
sa ou por escripia, dada no seu cscripto-
io. Kecife 2 de marco de 1855.
A nova cata do pasto da rua das Crnzes n. 39,
declara a todos os Tregeles, que tem todas as qua-
lidades de comedorias, caf cha, a loda hora do dia
aiilarcs para fora, e na incsina casa
se precisa alagar um escravo para srvenle, e que
-d-se bom ordenado.
O Sr. Lniz Ignacio Jeronvmo dos Santos, ma-
jor da guarda nacional do municipio de Oliuda, le-
nlia a bondade de dirigir-se ao paleo do Terco, ta-
berna o. 7, a negocio quelite diz respeilo.
Onciccc-seuniollici.il de tinturara para Ungir
c qualquer fazenda a vonlade de seus donos,
ism como as cores que Dio forem recommendadas,
pon promclle servir bem a todas as pessoas que pre-
tenderen utilisar-se do seu prestimo ; declara o
menino ser chegado da Europa lia pouco lempo. Re-
icbcm-se as fazendas na rua do Cabug, na casa 11.
16, sendo entregues ao Sr. Joao Jacinlho de Souza,
e as mesmas fazendas ua occasiao da entrega Ihe ser
dito os precoz, sendo as cores azul claro, azul ferre-
te, verde, amarello, cor de palba, prelo, cor de rosa,
e lodas as mais que se prelendcrein, c precos com-
uiodos.
CHAROPE
DO
BOSQUE
O nico deposiloconliniia a ser na botica de Bar-
llioloineu Francisco de Souza, na rua larga do Rosa-
rte 11. 36; garrafas grandes 59500 e pequeas 39000.
IMPORTANTE PARA 0 PUBLICO.
Para cura de phtisica em lodos os seus differenles
graos, quer molivada por conslipacoes, lossc, aslh-
ina, pleuriz. escarros de sangue, ilr de costados e
peilo, palpilacao no corarao, coqueluche, bronchile,
dr na garganta, e lodas as moleslias do orgos pul-
nioiiaii
O passagoiro que por engao levou do vapor
Toranlins um volume. contendo um chapeo prelo e
nutro de mauilha, queira ler a bondade de rcmcltc-
I" ao hotel da Europa, na rua da Aurora, ou decla-
rar a sua residencia para ser procurado.
..~.' A abano resignada, mullier de Francisco Jos
\ ierra, previne ao publico, que ninguem faca eco-
co algnm com o referido seu marido, relativamente
a suas rasas terreas : una, sita na rua de Sania Hi-
la n. t:i. e ulr.1 .....i Nogoeira n. 38, ambas per-
lencenk-s ao casal ; porque, alcm do referido seu
!er lazer scm oulorga da annun-
lanle, os mencionado predios arhain se a dever
nzenda publica nao pequea quantia de dcimas
dos anno anteriores.
'/.uUnira Marliniana topes Lima.
- Desappareceu no dia 6 de marco corrente, pe-
las 7 horas da manbaa, um negro casiiuge, de nome
alanoel, de AO anuos, pouco mais ou menos, baixo,
corpo aceco, pes largos e seceos ; levou calca do ris-
cado azul e camisa do mesmo, c lambcni levou ama
(rouxa, contendo urna camisa branca c oulra encar-
nada ; podeo reconliecer por ser quebrado, e lam-
bem as mSd por ser amassador de padaria : quem
o pegar, leve-o ao aterro da Boa-Vista u. 50, pada-
ria fraoceza, que ser recompensado.
#
MASSA ADAMANTINA.
Rua do Rosario n. 3G, segundo ailar, Paulo Gai-
gnoux, denlisla franrez, chumba os denles' com a
masa adamantina. Essa nova o maravilbosa com-
posic.lo tem a vanlagcm de encher sem pressao dolo-
rasa lodas as^anfracluosidades do dente, adqnerindo
em poucos lisiantes solidez igual a da pedra mais
dura,e promclle restaurar os denles mais estragados,
com a forma e a cor primitiva.
Casadc consignacao de cscravos, na rua
dos Quartcis n. 24
Compram-9c e recebem-se escravos de ambos os
sexos, para se venderem de ronimisso, lano para a
provincia como para fra delta, oflerecondo-se para
sso loda a seguranca precisa para os dilos escravos.
1 .'IBUCACAO' DO INSTITUTO 110- @
MEOPATIIIGO DO BRASIL.
TIIESOURO IIOMEOPAT1HCO *?
OU
VADE-MECLM DO
IIOMEOPATIIA.
Melhodo rnnriso, claro e seguro de cu- (
rar homeopalhicamenle lodas as molestias /a
que affligem a especie humana, c tarli- 'K'
(} cularmente aquellas que reinam no Bra- (f
j sil, redigido segundo os melhores traa- %*
dos de homenpaIbia, tanto europeos romo Xj*.1
americanos, e segundo a propria experi- jft
encia, pelo Dr. Sabino Olegario I.udgero ]*
l'inhu. Esla obra he hoje'reconhecida co- t&b
mo a melbor de lodas que Iralam daappli- (/tk
cacao hoincnpathica no curativo das mo- 'K
leslias. Cjs curiosos, principalmente, nao (f
podem dar um passo seguro sem possui-la o ?
. consulta-la. Os pais de familias, os sendo- x^J
(Ai res de ciigcndo, sacerdotes, viajantes, ca- (Vft
YL pitaes de iuj1 'sscrlanejoselc. ele, devem S
Si mJ. _5*corr_4)ronjpUoiento a
quer caso de molestia.
' Dous volumcs cm broedura por 105000 W
| o encadernados UCOtH)
IVcndc-se nicamente em casa do autor, a
no palacete da rua de S. l-'rancisco (Mun- 'K'
| do Novo) ii. ('-.A. r,
AULA DE LAT.AI.
0 padre Vicente Ferrer de Albuquer-
queniudou a sua aula para a rua do Ran-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos e externos desdeja' por m-
dico preco como lie publico: quem se
qtVizer utilisar descupequeo prestimo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
|H|SSS9 -S@S@
1 DENTISTA FRANCEZ.
9 Paulo Gaignoux, cslabelccido na rua larga O
9 9 tes com gengivos artiiiciaes, e dentadura com-
0 pida, ou parte delta, com a pressao do ar.
9 Tambem tem para vender agua denlifrice do @
Dr. Fierre, e p para denles. Una larga do
^ Rosario n. 36 segundo andar. g
*eee@a
Notos livros de bomeopalbia mefranrez, obras
Indas de summa importancia :
Ilahnemaun, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
20JOOO
f>5000
7SOO0
6WQ0
I6|000
65000
85000
16*000
105000
SJOOO
"5000
68000
45OOO
OJOOO
lumes.
Teste, rroleslias dos meninos.....
llcring, homeopalhia domestica.....
Jabr, pharmacnpcahomeopalhica. .
Jabr, novo manual, 4 volumes ....
Jabr, moleslias nervosas.......
Jabr, moleslias da pclle.......
Rapou, historia da bomeopalbia, a volumes
llartbinanii, tratado completo das moleslias
dos meninos..........
A Teste, materia medica homcopalbica. .
De Favollc, doutrina medica liomeopathica
Clnica de Staoneli .......
Casling, verdade da bomeopalbia. .
Diccionario de Nyslen.......
Atllas completo de analomia com bellas es-
tampas coloridas, contendo a descripcao
de lodas as parles do corpo humano 303000
vedem-sc lodos osles livros no consultorio homeopa-
thico do Dr. Lobo Moscoso, rua do Collegio u. 25,
primeiro audar.
precisa-se aiugar um prctopara ser-
vido de casa de lioracui softeiro : na rua
do Trapiche n. 10.
PERIDICO DOS POBRES.
Acba-sc aborta a assignatura para esta
folha que se publica, escripia por mui
babas pennas. no Rio de Janeiro, e sob
a direccao de A. M. Morando ; ja* conla
seis anuos de existencia c sempre lia go-
zado de toda a estima. tanto na corte como
em todas as provincias. Assigna-se na li-
vrariada praca da Independencia n. C e
8 por 2.S0OO por trimestre, ($000 ]K>r se-
mestre, e Si'porumanno: convida-seaos
amantes da teitura para que venbam as-
signar ate a chegada do Imperador, que
se espera do norte, alim de receberem a
colleccao no primeiro vapor.
9
Illlli, IFITII^I l.
contina a residir na rua Nova n. l'J, primei- ;.;
vi3 ro andar.
J. t\M, DENTISTA,
O Sr. Joao Nepomuceno Ferrcira
de Mello, que mora para o Salgadinho,
nucir mandar receber urna encommen-
rta na livraria n. G e 8 da praca da Tndc-
pcnder.cta.
No hotel da Europa precisa-se de "2 criados
broncos.
No hotel da Europa precisa-se de 2 negros por
aluguel.
l'rccisa-so de ofliciaes para obras miudas : ua
loja de alfaiale, na rua Novp, esquinada ponle.
Os abaivoassicnados, edegados a esla cidade
cm dias do mez do oulubro prximo panado, Irou-
xeram em sua nmipanhia un menino seu prente,
com idade de 1 i annos, o qual rbama-sc Jos Ca-
nino, subdito napolitano, assim como os annuncian-
les, e se eropregava cm locar harpa, e como se nao
saiba lia mais de om mez o destino que lomou, ro-
ga-se a lodas as autoridad,-! policiaes ou pessoas par-
ticulares, se dignem o fazer rondiizir nesta cidade
ao beceo do Abreu n. 1, que proinplamenlc se sa-
tisfar loda ci qualquer ilespeza quo se fizer, c tam-
ben' se gralilicara a pessoa que dellc der noticia,e se
licar suinmamcnto grato. I'crnambuco 1. de mar-
co de 1855.Ciusepp Antonio Impcratricc,Antonio
la Raja.
Precisa-se de urna prela forra para o servido
de urna casa de pouca familia, que sirva paro lodo
servico iuleriio ecxlerno ; na roa da Uniao, lado di-
reito, lerceira rasa ; paga-se bem.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva para
fazer o servico diario de urna casa de pouca familia :
quem pretender, dirija-se a rui do Collegio n. 15,
armazem.
Oflerece-so para boliciro de casa particular um
boinein chegado de prximo ; quem precisar, dirija-
se .i rua daCadcia de Santo Antonio n. 21, rasa de
marcineiro ; o qual d fiador a sua conduda.
10?000 rs. de achado.
l'erdcu-sc orna pulccira de ouro, esmaltada, pro-
pria do menina, da ca|1'lla de Santo-Amaro al o
Hospital dos lazaros : quem a adiar c lizer cons-
ciencia lera 10;000,rs.dcgralilicacao, se a entregar
no largo da llibcira esquina da rua de Saula-ltila,
la I ici na n. 1.
Aluga-se urna prela para ama de leile : na rua
de Sanio Amaro, casa da quina n. 26, na freguezia
de SanloaAntonio.
Joias as atis morieran*.
Os aluno assignados. donos da loja de ourives, na
rua do Calinga n. II, confronte ao palco da malriz e
rua Nova, fazcm publico, que estilo recebendo con-
tinuadamente muilo ricas obras de ouro dos melho-
res gostos, lauto para scnlioras como para bonicos e
meninos ; os precos conlinuam mesmo baratos como
tem sido, c passa-se conlas com rcspoiisabilidadc,
especificando a qualidade do ouro de 11 ou IS qui-
lates, tirando assim sujcilos os mesmos por qualquer
duvida.Seraphim tV irnuto.
-- O cautelista Anlonio Jos Rodrigues do Souza
Jnior lem resolvido daqui em dianlc. venders
suas cntelas e bilhclcs aos precos abaixo declara-
dos, obrigando-sc a pagar por iulciro sera o descon-
t dos 8 "o da lei, os premios grandes que cus bilhe-
les e cautelas obliverem.
lidheles inleires 5500 Recebe 5:0005OIK)
Meios bilhclcs 29800 25000000
.'liarlos 1?'.0 1:250*000
Oilavos 720 o 6255000
Decimos 600 B 500S0OO
Vigsimos 320 l) 2508000
E por isso araba de expdr venda as lojas do cos-
lume, os seus bildeles e cautelas da 1.a parle da 5.a
olera do Rosario da Roa-Vista, cujas rodas andam
infallivclmeule a 10 do corrente.
Aforamentos.
Aforam-se terrenos "na Solcdade, pro-
prios para ediicacocs e para plantacoes
de capim : a tratar no Manguinlio, sitio
de II. Abes da Silva.
ra, professora particular, lera accrescenlado
|$ aos ensinus de primeiras lellras, costura c va-
ros bonlados.mais dous: msica c grammal- ',$
ca : se alguem quer servir-sc de seu prest- (g
@ mo, podo dirigirse ao pale do l'araizo, pri- f
Si meiro andar, unido a igreja. (g)
O capilao da galera americana ['nlande de-
clara que nao sercspousabilisa por divida alguma
feita por genio de sua tripulac.io.
Na loja do modas de madama MillochaQ Bues-
sard, aterro da Boa-Vista n. 1, alcm de um sen lmen-
lo completo de objectos para cnfciUr vestidos, lem
para quaresma, grozdc imples, chamalole, crep, ti-
los de seda, e de algodao, nicas, rendas, maulas de
bico para cabera, luvas de malha finas, trancas, fi-
las, franjas ele. : que se venderao muito cm conla.
O.Dr. A. A. Xavier de Brilo, medico, reside
na rua Nova n. 69, onde pode ser procurado para o
excrcicio de sua prolissao.
COMPRAS.
Compra-so urna casa terrea em qualquer das
ras da freguezia de Santo Antonio, que o seu valor
nao exceda de liOOOfOOO: quem liver, dirija-se
rua das Trinchciras n. 50.
Compra-se o compendio de grammatica Seve-
ne, em bom eslado : na rua das Flores n. 37, pri-
meiro andar.
Na rua larga do Rosario n. 38, compram-se
cscravos de ambos os sexos, preferindo-se os de ida-
de de 12 a 25 annos, e os quo liverem oflicios, qual-
quer que seja-a idade, nao se o bando a preco.
Compram-sc patacoes brasileiros e bespanhes:
na rua da Cadeia do Recite n. 51.
YENDAS.
T51ADO CHF.SPON. 21.
Yeridem-se nesta loja superioiescliape'os
fnwTCezcs, sarja preta liesp:uihola e setim
picto macan, tudo por (eros barnti3si-
mos.
Vende-so urna taberna com poucos fundos con-
fronte a igreja de S. Jos do Manguind; a tratar
na rua das Flores n. 21, taberna confronte a porto
das canoas.
Vende-so a casa terrea n. Rila desla cidade : para tratar ua rua do Rangcl n.
15, primeiro andar.
&) Vende-se superior sarja prcta t hespanhola.
bengallas linas com lindos cus-
toes.
Mcias de seda brancas e pelas
IS para srnliora.
'j/> Setim preto macan paiacolle-
{$) tes e vestidos.
^) Ctales de crep, bordados e cs-
A lampados.
i
S
i

i
i
o

ALMANAK PAR.4 i 855.
Sahiram a' luz as folliinlias de algibei-
ra com o almanak administrativo, mer-
cantil, agrcola e industrial desta provin-
cia, corrigido e accresccntudo, contendo
i00 paginas: vende-se a 500 rs., na li-
vraria n. C c 8 da praca da Indepen-
dencia.
MELPOMEXE DE LAA' DE QUADROS.
COSTO ESCOCEZ
A 400 rs. o covado.
Vcudc-sc para ultimaran de conlas: na lojj de
Faria & Lopes, rua do Uuciuia.lo n. 17.
BRAZELEZA PARA VESTIDOS
DE SENHORA
A tO R9. O COVADO.
l'elo ultimo vapor vindo da Europa, edegou urna
fazenda nova de furia-cores, lecida de seda e laa. de
quadros c de lislras, propria para vestidos de scnlio-
ra, a qual fazenda edamam ou iulilulam em Londres
por Ilrazelcza, aonde na presenteeslarao dea fazen-
da da moda : vende-sc nicamente na loja n. 17 ihr
rua do (lucimado, ao pe da botica, pelo barato pre-
cio de 610 cada covado.
CORTES DE ALPAKA DI
ALGODAO' ESCOCESA
A TRES MIL E DUZENTOS:
na loja da rua do Queimado n. 17, ao pe da bo-
tica.
TAHLATANA ESCOCEZA
A (J.sOO rs. o corte
Vendem-sc na rua do (.laciniado, loja n, 17, ao p
da botica, vs modernos corles do vestidos de tarlala-
ua desedaescoceza, com 8 1|2 varas cada um, de
padres novos c lindas cores, a 0>50i).
ORLEANS DE L1STRA DE SEDA.
<00 ri. o covado.
Vcndcm-se na rua 'do Queimado, loja n. 17, de
Faria & Lopes, para liquidado de conlas.
FAZENDAS PRETAS BARATAS
PARA IIOMENS E SENBORAS.
Na rua do Queimado, lija n. 17, vendem se as sc-
iuiiles fazendas prelas para iiomeus e seuhoras :
cortes do casemiras pretal linas a 5$500, panno pre-
lo liao, de cores firmes, a i, h c 5-^KIO, e muito fino,
le prova de limito, a6 e 7-TOOO o covado, sarja prela
hespanhola verdadeira, erosdeuapole prelo liso, se-
lim prelo de Macuo, setim pelo lavrado, velludo
prelo portaguex do melhor, chamalotc adamascado,
alpaha, de lustre linas, ludo por preco muito em
conla.
COH PEQUERO TOQUE DE
AVARIA.
Tecas de madapolo a 2-vOO o 35000 : na ma do
Crespo, loja da esquina que volla para a cadeia.
> MASSA DE TOMATES.
Em latas de i libras encllente para tempero, e
lamhcm se vende as libras por preco commodo : na
rua do Collegio u. 12, em casa de Francisco Jos
Leile.
i
8
i
i
Saiaslwancas bordadas para se"-
nliora
Vestidos de cambraia a Pon1.- Jx
padour. ^)
Cliarulos Lancviros.
Papel lintado para forro de
sala.
Chocolate francez muito supe-
rior.
Agua de flor de laranja de muito
2J? boa cpialidade.
No armazem de Vctor Lasnc,
rua da Cruz li. 27.
SABJA PRETA LAVRADA.
Vende-se sarja prela lavrada goslo moderno, gros-
denapnles prelo o melbor possivel, selim pelo ver-
dadeiro macao, sarja prela hespanhola, velludo pre-
lo porlucucz, alpalca prela de lustre muito fina ; lo-
das estas fazendas sao proprias para veslidos de sc-
nbora ; dAose amostras com penlior, na luja da rua
do Queimado n. 10.
CRIMEA.
Chetu pelo vapor .Solent, da Europa, urna fa-
zenda inicuamente nova, loda de seda, quadros lar-
gos, denominada -Crimea ; vende-se nicamente
na loja da rua ilo Queimado n. 10, pelo diminuta
preco de 13000 rs. o covado, c dao-sc amostras com
penlior.
Rua do Collegio, loja n. .
Ha para vender-sc o mais superior doce de calda
cm latas, que pela sua boa qualidade se venda em
hilas para se dillerencar do que se vende cm barrls.
porque esle doce o vendedor alianca a sua qualida-
de ; contendo ncslas latas doce de caj, laranja, ci-
dra, lindo, anana/, crozcles, maneaba, e o grande
dore de calda de goiaba, assim como caj' secco o
cidra.
\ ende-sc urna negra rom JO annos, pouco mais
ou menos, boa quitandeira : ua loja da rua da Ca-
deia do lecife n. 40.
Vende-se um escravo j veldo ; na Iravcssa do
Rosario n. 1.
NAVALIIAS A CONTENTO E TESOL'RAS.
Na rua da Cadeia do Recite n. 48, primeiro an-
dar, cscriplorio de Auenslo C. de Abreu, cjnli-
nuam-se a vender a 8B00 o par (preco fuo) os ja
hem conhecidas e afamadas navalhs de barba feilas
pelo hbil fabricante que foi premiado na cXjiosic.lo
de Londres, as quaes alcm de durarem ejlraordia-
riamcnle, nao se senlem no rosto na aerlo d corlar ;
vendem-se com a condicao de, nao agradando, po-
derem os compradores devolvc-las al 15 diasdepois
pa compra reslituiudo-se o importe. Na mesma ca-
sa ha ricas tesourindas para unhas, feilas pelo mes
mo fai ricanle.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Stari- S Companhia
cm Santo Amaro, aclia-se para vender
moendas de cannas todas de ferro, de um
modello e construccao muito superiores
Na rua dasCruzes n. 40, taberna do Campos,
ha das mclliorrs e mais modernas dichas liamdur-
guezas para vender-sc em grandes porcoes e a rela-
Iho, c (ambem se alosa*
COBERTORES'ESCOBOS E
BRANCOS.
Na rua do Crcspo.loja da esquina que volla para a
cadeia, vcndcm-se cobertores esculos, proprios para
cscravos, a 720, ditos grandes, bem encornados, a
15280, ditos brancos a 15200, dilos com pello imi-
tando os de ia a Ic-280, (Rtos de laa a 25,00 cada
um.
m
PARA A QUARESMA.
Sarja prcta hespanhola de priineira ipialidade, sc-
Inu preto muilo superior, rasemira prcta franceza,
dita setim, velludo preto superior, panno prelo mui-
lo fino, com lustro e prova de liin.lo, e de ou Iras qna-
lidadcs mais abaixo : vendem-se na rua do Crespo,
luja da esquina que volla para a cadeia.
Conlinua-se a vender para Techar conlas, ris-
cados escocezes, fazenda larga, a2()rs.o covado,
corles de dita a 1;;i20 : na rua da Cadeia do Recie
n. 30, loja de Joaquim Jos de F. Machado.
Ifrins de goslo.
Vendem-se brins de todas as cores por 25 o corle,
dilo muilo fino a 29500: na rua da Cadeia do Recifo
u. 30, loja de F. Machado.
Cmbralas para acabar.
Vendem-se na rua da Cadeia n. 30, de Faria Ma-
chado, cambraias de lodas as cores a 480 rs. a vara,
dita prela a 400 rs., chamalole preto, fazenda larga,
pelo diminuto preco de 25 o covado, sarja despalillla
de Malaga a 25400 o covado, fazenda superior, c ou-
Iras muilas fazeudas : na rua da Cadeia do Recite n.
30, loja de Joaquim Jos de F. Machado.
Cassas franceza* a 2500 o corte.
Vendem-se corles de cassas francezas tle lindas c
variadas cores, pelo barato preso de 2500 o corle ;
dao-se amostras com pcnhqrcs: na rua Nova loja no-
va n. 4, defronte da Camboa do Carmo.
Pcilos para camisas.
Na rua Nova loja nova n. i, vendem-c pcilos de
liulio para camisas a .o a duzia.
Vende-se um escravo peca: na rua da Cruz do
Rccife ii. 17.
\endem-s#fcbapeos de sol de al-
gi idfio com barras
Baetas de cores, de superior qua-
lidade.
Mcias cnias de algodao para lio-
rncm.
Ditas de dito brancas para sc-
nliora.
Camisas de meia de algodao pa-
||j ra liomem.
I-uvas de seda [neta c de cores,
?g para liomem esenhora.
m Meias ditas para senliora.
fc Linlia.s de algodao cm novellos.
Ricos e rendas de algodao.
Eitas de algodao bianco, de seda g
de cores soi lidas, c de laa ditas.
Trancas de algodao e de seda, pa-
ra enl'cites.
Em casa de Eduardo II. IIyatt,
j{ rua do Trapiche Novo n. 1S. "
38ESOEKitBBS-8K-S8S-"~
IAIilNIIA DE MANDIOCA.
Vende-se saccas grandes com muito su-
perior farinlia de mandioca por preco
commodo: no armazem n. 1C do becco
do Azcite de Pci\e; ou a tratar com Anto-
nio de Alnicida Gomes &C, na rua do
Trapiche Novon. 1G, segundo andar.
VIDROS PARA VIDRACAS,
_ Vcndcm-se em caitas, cm casa de llarllmmcu
Francisco de Souza, rua larga do Rosario n. 30.
Vendem-se 2 carros muilo forles, de prelos
carrcgarein fazendas, por preco commodo ; na rua
Nova, loja n. 07.
No aterro da lina-Vista n. 55,
vende-sc um carro novo cm
a brauco, com qualro asseulos e
de novo modelo.
' ATTENCA'O.
Na foja da Estrella da rua de Queimado n. 7 ven-
dem-sc as seguintes fazendas para liquidar, rorlesde
casemiras de cores para raba, a i-"JIO, cortes de
brim de lindo decores para Jalea a tjSOIl. chapeos
de masa rraocete*mullo modernos a C..-KM1, pali-
tos de alpaca mesclada muito modernos a 6J0O,
madapolo muilo lino a 3JKJ00 c i^lKK), e oulras
muilas fazendas que os freguezes, vendo os precos,
nao deixarao de compiar.
LiQUIDACAO.
Corles de cassas francezas bonitos padres com 7
e 1|2varasa 38600o curte, manteletes prelo c de
cores, milito modernos a 106 'S-. romoirns de filo de
liuho bordadas dos melhores gostos que lem apare-
cido a 3-:S0O, meias de fio da Usencia muito limis
para sc.ilioras a 600 rs. o par, lencos de cassa bran-
cos com barra de cor a 140 isa s., e ojitros mui-
los objectos que se vcudem para liquidar conlas por
precos commodos : na rua do Queimado u. 7 loja
da estrella.
' Na Irnvessa do Vigario n. 3, vende-se supe-
rior vinbo verde em barris de qualro em pipa, as-
sim como em caadas a 25, e a garrafa a 280 rs.
Vende-se um snolequc crioulo da cidade, de
16 annos de idade c um mulaliulio de qualro anuos:
no caes do Ramos u. 4.
Conlinua-sc a vcuder cebla de Lisboa, solta, a
13300 o cento, dila de niolho a 19500, para acabar
com o resto : na rua do (Juciinado n. 38, pryueiro
andar.
Vende-se 2 cscravos, sendo 1 molequo de bos
conduela c 1 cabritilla de idado 1S annos : na rua
Direita n. 3.
Riscado de listras de cores, proprio
para palitos, calcase aquetas, a 160
o covado.
Vende-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
Vendem-se queijos n 15600, caiies com doce
fino de goiaba a 400 rs., noces a 100 rs. a libra, cha
prelo superior a 250S0, amcixas a 200 rs., gomma a
NO rs., manleiga a 720, 800. 960, ch.i hvsson a 15600,
2jO00e25.16O, bolacliinhas americanas a 280, de Lis-
boa a 320, NapoleAo a 400 rs. : no palco do Carmo,
esquina da rua de llorlas n. 2.
Vende-se um escravo, pescador de rede, e he
de servico de campo por ler Irabalhado na duas of-
ficinas:cm Fra de Furias n. 05.
Farinha de mandioca cm saccas de alque-
re cagulado, medida velha.
Vendc-sc superior farinha de mandioca, em saccas
grandes: no armazem de Anlonio l.uiz de Oliveira
Azevcd, lia Iravessa da Madre de Heos n. 5.
Velas de sebo.
Vendem-se superiores velas de sedo cm caitiuhas:
na Iravcssa da Madre de Dos n. 5, armazem de An-
louio l.uiz de Oliveira Azevcdo.
TERCOS DE CONTAS NGRAZADAS PA-
RA REZAR E UEGISTOS DE TODOS
OS SANTOS.
' Cdcgaram novos tercos eograzados e um completo
sorlimenlo de rcgislos da maior parle dos sanios e
sanias e invocacOcs de N. Senliora dos Pasaos lo lte-
dcmplor, lodos os anoslolos e evangelistas : recom-
iiienda-se os lercos por seremos adoptados pelos ruis-
sionarios, cruzes e vernicas para os mesmos tercos
e rosarios, vendem-se c trocam-se muilo barato : na
loja de nuudezas en frente do Livrameulo de F. A.
de I'indo: a clles que o lempo de proprio.
NA LOJA DE MIUDEZAS DE F. A.
DE PIMO, EM RENTE DOL1VRA-
MENTO
lia constantemente um completo sorlimenlo de miu-
dezas das mais recentes do mercado, francezas, in-
glezas, liamdiirgnezas e suissas, por mais commodos
piceos que em loja alguma, c que deixo du mencio-
nar por extenso por ser isso um nunca acabar, alcm
de ser dastanle onerosa a publicaco.
Fazendas para a Quaresma, para ho-
rneras e senhoras.
Superior sarja prela lavrada a 2-5, 25200, 2J800
o covado, dita lisa a 23, 25.1OO, setim prelo lavrado
para vestidos a. 29500, X5OOO o covado, dilo liso a
251(10, 23K00 o covado, velludo prelo superior a |9L
luvas e mcias prelas de seda, panno lino prelo a
25->(>0, 3$, 39500, I/, 59 e 69 o covado, cascmira pre-
la superior a 7?, 89 o 109 o corle, e outras fazendas
proprias da Quaresma, que se vendem baratas : na
rua Nova, lo|a nova 11. 4, defronle da Camboa do
Carmo.
Corles de seda.
Na rua Nova loja nova 11. 4, dcfronlo da Camboa
do Carmo, vendem-se corles de seda de quadros com
Il covadospelo barato preco de 165 c I85 o corle:
dao-sc amostras com penhores.
Chapeos para senhoras.
Chegaram .1 loja nova da rua Nova n. os mais
modernos e elegaules chapeos de seda com ricos cn-
feiles para seuhoras, de preco de I65 a 25g.
Casemiras.
\ endem-se corles de casemjra de cores para fechar
conlas pelo diminuto preco de 15: ua rua da Cadeia
n. 30, loja de Faria Macliado.
UiiTimnn
COIROS DE LISTRE.
Vendem-se de superior qualidade che-
gados ngoi a, da marca castello: em casa
de Eduardo 11. IIyatt, rua do Trapiche
Novo n. 18.
Vende-se a casa 11. 1S do. aterro da
boa-Vista, pertcncente ao fallecido Dr.
Gome?, de 3 andares e slito, da melbor e
moderna conslruccao: os pretendentei
podeyi dirigir-se ao procurador da ber-
deira do mesmo fallecido, autorisado|)aia
mesma venda. Joao Pinto de Lcmos.
Vende-se superior feijao mulalinlin, em saccas
grandes, a II5000. superior arroz do Maranhao e do
Sul a 2(000, a tv.Kio a arroba, e a 70 rs. a libra : na
na rua Direita n. 8.
DEPOSITO DO CHOCOLATE HYGIE-
N1CO DA FABRICA COLONIAL.
Este chocolate, o nico preparado com
substancias puras, intuitivas e bygieni-
cas: vende-se cm casa de L. Lccomte Fe-
ron & C.l rua da Cruz n. 20.
Precos:
Evlra-ino. *. 800 a lib.
Superior.. 610 >
Fino. .... 500 y,
Vende-se urna cscrava com urna cria : na rua
da Cadeia do Recic, loja n. 50.
Na ruado Trapichen, lo',cscriplorio
de Riandera Brandis&C, vende-se por
precos razoaveis.
Lonas, a imitacao das de llussia, de
muito boa qualidade.
Papel para imprimir, frmalo grande c
pequeo.
Papel de cores cm caixas sortidas, mui-
to proprio para forrar chapeos.
Papel almaco e de peso, branco c azul,
de boas qualidades.
Graxa para arreios de carro.
Candelabros de (i luzes de feitio ele-
gante.
Tapetes finos.
Alvaiade de zinco muito superior ao al-
vaiade commum, com o competente scc-
cante.
Farinha de mandioca.
Vende-se superioi farinhti de mandioca
]wr prcro commodo, para fechar contas :
no largo da Assemblea u. 12, armazem de
Machado & Pinheiro.
UE MUITO HAKATIL
Nos qualro cantos da rua do Queimado n. 20, vcn-
dcm-se pecas de algodao e de madapolo, de boa qua-
lidade, .rom pequeo toque de avaria, por preco
muilo commodo ; aproveilem a occasiao que csla'o
no resto,
Allmiiea.
Cbegnii nova porro dessa econmica fazenda pre-
la, com 6 palmus de lar jura, a 900 rs. o covado. pro-
pria para vestido, mantudas, tragos de clrigos e
religiosos, e oulras muilas oliras : na rua do Quei-
mido n. 21, loja de J. I*. Cesar.
CASEMIRAS BARATAS.
A 35500, cortes do casemiras de cores, c a 65500
casrmira prela lina : na rua do Queimado 11. 21.
A AJk.*.i.MJk Uk%aJBkJLMJk.At\*
Itiscados franeczes largos a 180 rs. o covado, corles
de veslidos de cassa com barra a I5MK), cobertores
de algodao decores muilo rucorpados e grandes a
IjOOO, e cassas francezas Tinas o lixis a 320 o cova-
do : na rua do Queimado, loja 11. 21, de J. I*. Cesar.
Cera em vela.
Vendc-sc cen em velas em caixas sor-
tidas de 50 e 100 lib. cada urna, ebegadas
ltimamente de Lisboa, por preco barato
para fechar contas : no largo da Assem-
blea 11. 12, armazem de Macbadodi Pi-
nheiro.
Farinha de mandioca.
Vende-se saccas grandes com farinha :
no armazem de Jos Joaquim Petera de
Mello no caes daaUandega, e para por-
coes a tratar com Manoel Alvcs Guerra
Jnior, na rua do Trapiche n. 14.
FIMO m FOLHA.
Na t nado Ainoriin 11. ,i armazem de
Manoel dos Santos Pinto, ha muito supe-
rior fumo em folha para fazer charutos.
SJj
(59 POTASSA BRAS1LEIRA.
() Vende-se superior potassa, fa-
^ bricada no Rio de Janeiro, che-
fA Rada icccnleinente, recommen-
aj. da-se aos senhores de engenhos os |
g seus bom ell'eitos ja' c.xperimen- 1
*P tados: na rua da Crtizn. 20, ar- O
(59 mazem de L. Lecontc Fcron & A
(j) Companhia. Q
Em casadc J. Keller & C, na rua
da Crttzn. 55 ha para vender c\ccl-
lentes pianos viudos ltimamente de Ilam-
buigo.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saccas que tem umalqueirc, me-
dida velha, por preco commodo: nos
aiinazens 11. 5, 5 c 7 defronte da escadi-
nha, e no armazem dcfrnntc da porta da
allandcga, ou a tratar no escriptorio de
Novacs & C., na rua do Trapiche n. 5-V,
primeiro andar.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na rua da Cadeia do Kerifc n. 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, recentemenle chegada.
Vcndc-se urna balanza romana com lodos o
ssus perlences, cm bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se rua da Cruz, armazem u.4.
Tabeas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua baver um
completo sorlimenlo de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quacs acham-sc a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarrnm-Rc ou carregam-se em carro
scm despeza ao comprador.
CEMENTO ROMANO.
Vende-se superior cmanlo em barricas grandes ;
assim como tamhem vendem-se as linas : alraz do
Ihealro, armazem de Joaquim Lopes de Aducida.
Afeada de Edwl a M,
Na rua de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon-
& Companhia, acha-se conslanlcmcnle bous sorli-
mcutos de taixas de ferro roado e batido, lano ra-
sa como fundas, moendas ineliras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., dilas para armar em madei-
ra de lodosos lamanbos e modelsosmais moder-
nos, machina liorisonlal para vapor com forra de
4 cavallns, cocos, passadeiras de ferro eslanliade
para casa de purgar, por menos preco que os de
cobre, esco-vens para navios, ferro da Suecia, fo-
Ihas de llandres; tudo por barato prejo.
TAINAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora cm Santo
Amaro, c tambera no DEPOSITO na
rua do Brum logo na entrada, e defron
te do Arsenal de Marinha lia' sempre
um grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
e.vistem guindarte, para carregar ci-
noas, ou carros livres de despeza. O
piceos sao' os mais commodos.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se fardo novo, chegado de Lisboa pela barca G'ra-
(M30.
Vende-se cxcellenlc taimado de pind, recen-
lemcnlo chegado da America : na mi de Apollo
trapiche do ferrcira, a entender-sc com o admiuis
rador do mesmo.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle cm Berlin, empregado as'co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhorameto do
assucar, acha-se a venda, cm latas de 10
libras, junto com o methodo de emprc-
ga-lo no idioma portugiicz, em casa de
N. O. Bicber & Companhia, na ruada
Cruz. n. 4.
Vende-se urna rica mobilia de jaca
randa', com consolos e mesa de tampo de
maimore branco, a dinheiro ou a prazo,
confrmese ajtratar : a tratar na rua do
Collegio n. 25, taberna.
Devoto Christao.
Sabio a Inz a 2.a edicilodo livriuhn denominado-
Devoto Chhstao,mais correcto e acrescentado: vnde-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da In-
dependencia a 640 rs. cada eiemplar.
PUBL1CACAO' RELIGIOSA.
Sahio luz o novo Mez de Maria, adoptado pelos
reverendissimos padres eapuchinhos de N. S. da l'e-
nha desla cidade, augmentado com a novena da Se-
nlior da Conccicao, e da noticia histrica da me-
dalha milagrosa, edeN. S. do Bom Conselho : ven-
de-sc nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da
independencia, a I5OOO.
Moinhos de vento
'om bomba ile repaso para regar borlase baia
de capim, na fundicao de D. W. Bowman : na rua
do Brum lis. 6,8 e 10.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro anda> tem para vender diversas m-
sicas para piano, violo c flauta, como
scjam,quadrilha3, valsa.;, redowas, sclic-
tickes, modinhas, tudo modernissimo
chegado do Rio de Janeiro.
Vendem-sc ricos e modernos pianos, recente-
mente chegados, do esccllentes vozes, e precos com-
modos em casa de N. O. Bieber &. Companhia, rua
da Cruz n. 1.
Venden:-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem de N. O. Bieber&C,, rua da
Cruzo. 4.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua i
Senzala nova n. 42.
Ncstc estabelccimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e mcias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, c taixas de ferro balido
e coado, de todos os tamauhos. para
dito. '
Vende-sc um cabriole! com cubera e os com-
petentes arreios para um cavado, ludo quasi novo :
para ver, no aterro da Boa-Vista, armazem do Sr.
Aliguel Segeire, e para tratar uo liedle rua do Trapi-
che 11. 11, primeiro andar.
Vcnde-sa muito bom
120, primeiro andar.
lcite
rua Direita n.
Chitas francezas langas a 180 rs. o covado.
Na rua do Crespo n. 5,vendem-se chitas francezas
largas de varios padres pelo barato preco de 180 rs.
o cov.-.do. Tambem se vende lencos de cambraia de
linlio pelo haralissimo preco de 49200 a duzia: ven-
de -o por esle preco para acabar um testo que an-
da existe.
FRESCAES OVAS DO SERTAQ.
Vendem-se muilo freseaes ovas do serbio : na rua
duMuciiuado, loja n. 14.
Hcnry (iibson, ruada Cadeia do Kecife n. 60,
lem para vender os seguintes artigo*, os mais upe-
nores que vem para esle mercado t por muilo bara-
to proco, para fechamenlo de conlas i linda cm no-
vellos do lodos os sorlimenlo*, dita emrnrrclel bran-
ca, dita em dito sorlida de cores, dita em dilo pre-
la, dita em dito cor de chumbo, lilas de laa sortidas,
dilas de coz para sapaleiro, lampeoes para carro e ca-
briole!.
Vende-se sarja prela hespanliola da melhor 9
O qualidade, por precorasoavel: naruadoljuei- ^
": inado loja do sobrado amarello u. 20, de Jos 0
SMoreira Lopes.
FARELO ML'ITO NOVO.
Vendem-se saceos muilo grandes com
larcllo chegado ltimamente: na rua do
Amorim n. 48.
NOYASALPACASDESEDA
A 50 0 rs. o covado.
r..f"'le.m-K loja de Faria 4 Upes, roa do
(lueimado n. 17, as modernas alpacas deVeda, de o-
cada'covado e0nl'S' ^ mod,co "rc *"
CAL YIRGEM.
a mais nova que ha no mercado, a preco commodo
na rua do Trapiche n. 15, armazem de Bastos Ir-
inSos.
IIIAI)OCRESPOn!7 *
H Vende-se nesta loja superior damasco de sjt
9 seda de cores, sendo brsnco, encarnado, rio, "
"* por preco razoavel.
ciiam-
W Deposito de vinho de
9 pagne Chateau-Ay, primeiraqua-
0 lidade, de propnedade do conde
^ de Marcuil, rua da Cruz do Re-
(A eife n. 20: este vinho, o melhor g*
^x de toda a Champagne, vende-se 2
a 36#000 -s. cada ca i xa, acha-se 1
nicamente em casa de L. Le- w
comte Fcron & Companhia. N. 9
B.As caixas sao marcadas a fo- (0
goConde de Marcuile os i-o- *M
lulos das {rarrafi sao azues. li
Potassa.
No anligo deposito da rua da Cadeia Velha, cs-
criplorio n. 1:2, vende-se muilo superior potassa da
Rossia, americana c do Kio de Janeiro, a precos ba-
ratos que he para fechar conlas.
Na rua do Vlg ario n. 10 primeiro andar, lem a
venda a superior flanclla para forro de sellius che-
gada recentemenle da America.
CEMENTO ROMANO BRANCO.
>ende-se cemento romano branco, chegado agora,
de superior qualidade, muilo superior ao do consu-
mo, cm barricas e as linas : alraz do Ihealro, arma-
zem de tabeas de pitillo.
Vendem-se no armazem n. 00, da rua da Ca-
deia do Kecife, de llenry Cibson, os mais superio-
res rologios fabricados"cm Inglaterra, por presos
mdicos.
A 480 rs. a vara.
Na loja de (inimares & Ueiirqucs, rua do Cres-
\u n. vendem-se cassas francezas muito linas, che-
gada* ltimamente, de Rostas delicados, pelo barato
prejo de 480 is. a vara : assim ce mo lem um com-
pleto sortimento de fazeudas linas, tudo por pceo
muilo commodo.
@ Sff C98: ttet t
Na livraria da rua do Coilegio n. 8.
vende-se tuna escolhida colleccao das mais
hrilhantes pecas de msica para piano,
as quaes sao as melhores que se podem a-
char pata fazer um rico presente.
FARINHA DE MANDIOCA.
Saccas com superior farinha de mandioca : uo
armzem dae Tasso I raos.
Chcguem a pechincha.
Vendem-se saccas com feijao mulalinbo, em per-
reilo eslado. pelo baralo preco de fcjOOO a sacca : no
largo da alfandega, armazem n. 7.
Vendem-se era casa de S. P, Jobns-
ton S C., na rua de Senzala Nova n. 42.
Scilins inglezes.
Relogios patente inglcz.
Chicotes de carro e de montara.
Candieirose castigaos bronzeados.
Chumbo em lencol, barra e munit^ao.
Farelio de Lisboa.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiroe devela.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa n. 97.
Vendem-se 5 eteravas, sendo 3 crioulas mocas
com algumai habilidades, e ti de nacao de meia
idade, ptima quilandeira: na rua de Hortas, n. 60,
Vendem-se saccas com gomma de
muilo boa qualidade, a 8s000 rs. cada
na rua da Cadeia do Recife, loja
mas
de miudezas n.
5.
Gros de Naples afo'000rs. o covado!
Na rua do Crespo n. 5, vendem-so ricas sedas fur-
la-corcs, lisas c de quadros, lindos gostos, eom um
pequeo loque de mofo que pouco se conhece, pelo
baralo preco do 13 o covado. Asim cpmo e aclia
na mesma loja um lindo e variado sorlimenlo de se-
das que se vendem muilo barato.
3> VESTIDOS DE SEDA A -2-25000. #
)ft Ha na loja de Manoel Verreira de S, na &
*9 rua da Cadeia-Velha n. 17. veslidos de seda '
. os mais modernos a 325000 cada um : ha
*j< tambem grsdc aples do flores a 23GO rs. Qi
?9 o covado, meia casemira de lia pura por ff)
*.'00 rs. o corte de calca, e oulras fa/.endas 9C
W muito baratas. s>
as;
CEMENTO ROMANO,
\ ende-sc superior cemento em barricas e a rela-
Ibo, no armazem da rua da Cadeia de Santo Anlo-
nio de maleriaes por preco mais em conla.
CAL DE LISBOA A isOOO RS.
Vendem-se barrin com cal de Lisboa, chegado no
ultimo navio a 4J000 por cada urna : na rua do Tu-
pidle n. 16, segundo andar.
OLEO DE LINII AC
em barris e botijOes: ao armazem de asso Ira
Champagne da superior marea Cometa: no mMa-
zem de Tasso limaos.
Vende-se por preso commodo, um carro novo
de i rodas e i asscnlos, c lambein uro cavallo 50 :
a pessoa .ue precisar, dirija-e Soledade, sitio dos
lees, a qualquer hora do dia, que ah adiar com
quem tratar, ou annuucie a sua moreda para ser
procurido.
Vendem-se boas vareas de leile, novilhas e
garrotes: no sitio do fallecido Guilbetme Patricio,no
largo do Remedio, e a tratar na rua do Collegio n.
13, seguodo audar.
ESCRAVOS Fl GIDOS.
------------------------------------------------------------------------.--w-
RS. lOOOOO.
No dia 21 de fevcreiro.fugio do logar denominami
Cinco l'ontas, um escravo do nome ScbasuAo, idade
20 anuos, pouco mais ou menos, cor prela, alto re-
forcado, leudo as pomas um pouco arqueadas, c prin-
cipio de barba no queiio, r osignal mais visivel he
Irocar a vista, c olhado de repente parece ser vesgn,
levando caira de algodAo ingles, riscado, jo usada,
camisa de algodao grosso 011 madapolo, chapee de
roiirn coma aba loantada a moda de vaqueiro; de>-
ennfia-se que ande por algum engenho procurando
senlior para o comprar : roga-se aos capilar* de
campo ou qualquer pessoa do povo, que oapprehcn-
dam e lev 0111-0 ao lugar cima mencionado, em casa
de Jos Caireiro da Silva, que gratificar' com a
quantia cima mencionada.
No dia 1 de marco desappareceu o cabra Joto,
indo de manbaa para o Recifo vender leile, em um
cavallo alasao, bem carnudo, pe c mao calcados de
branco, urna lislra branca na testa, urna ferida no
espinhaco, una cicatriz na espadua direita, novo,
com os denles ainda abcrlos, pes c maos grossos. O
cabra lem os signaos seguintes : estatura regular,
urna ferida grande na sola do pe dircilo, aieijado do
braco direilo, que nao pode eslende-lo; foi visto
com camisa de algodao da Babia, c outra por cima,
de baila azul, de mangas curias, calcas de algodao
de lislra americano ; o dilo cabra foi visto no dia 5
na cslrada de Iguarass, elle fui do scrUo : roga-se
as autoridades policiaes, eapiiaes de campo e parti-
culares, o obsequio do apprehendcrem e mandarem
entregar a sua senliora I). Anna Benedicta Rocha e
Silva, no sitio do Forte, ii estrada nova, oo na rua
da Santa Cruz, na Boa-Vista, taberna n. 3, que se
pagara as despezas.
No dia 9, a 1 hora da tarde, na sala das audi-
encias, depois de Tinda a do Sr. lr. juiz da primeira
vara ci\cl, se bao de arrematar diversas jolas de ou-
ro e prata, :l cscravos, 2> apolices da companhia de
Beberlbc,avahada cada urna em lJfOOO.e as casas se-
guintes : na freguezia da Roa-Vista, asearas terreas,
aira/, da matriz n. 12. avahada por 7009000, na rua
Velha 11. Hl), por 7.">0?000, outra na mesma rua 11.
102, por (.VIIOOO, cm Santa Cruz n. .56, por 5305000.
Iravcssa do Quiabo 11. 10, por 5005000 ; na fregue-
zia de Santo Antonio, um sobrado de um andar o
solilo na rua da Penlia n. 2, vahado por 2:0009000,
as casas terreas, na rua doFoan n. n6, por 5009000,
narua do l.ivramento n. 31 2|3 por 1:0009000, na
rua 4a Viraro 11. 39 por OOOt^WO, na Iravcssa da
Virarao n. 10 por 1009000; na freguezia deS. Jos,
as rasas Icrreas, na rua das Cinco Tontas n. 75 por
6003000, a rua ac S. Jos n. 15 porCOOfOOO. e ou-
Iros objectos conjl mies do escriplo em mo do por-
leiro, assim como tima imagen! de N. S. da Concei-
cao, estimada em KHljOtlO, H10 lijlos qoadrados, cslrangeiros, por 63100, .1 rcquerimentii
de Manoel Joaquim Ramos o Silva, Jestamenlciio
dos bens do finado Joaquim Jos terreira, para pa-
aniento dos seus rredores.
CEU MIL RES DE GRATIFICACAO1.
Desappareceu no dia (1 de dezembro do anno pr-
jimo passado, Benedicta, '- 1', anuos de Idade, ves-
na, cor acaboclada ; levou um vestido de chita com
lislras rcir de rosa e de caf, e outro tambem de clii-
(1 bronco com palmas, um lenco amarello 110 pesco-
CO j.i desbolado: quem a apprhender tonduza-a .1
Apipucos, no Oiteiro, era casa de Joao Leile de Aze-
vcdo, ou no Recife. na praca do Corpo Saite u. 17,
que tecebeK a gralilicac.lo cima.
I
I'ERN TVP. DE il. F. DE FARIA. 1855.


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