Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00900


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Full Text
ANUO XXXI. N. 54.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.


QUARTA FEIRA 7 DE MARCO DE 1855.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO DE PERNAMBUCO
kxcaireaix>s da subscuipc.vo.
Rocife. o proprietsrio M. F. de Faria ; Rio de Ja-
neiro, ii ir. Joo Pereira Marlins; Baha, o Sr. 1).
Duprad ; Macei, oSr. Jataquim Bernardo de Men-
lahiha, o Sr. Gervazio Viflor ila Naliri-
dade ; Nala|, o Sr. Joaquim Ignacio Pereiri Jmiicir ;
Aracaly, o Sr. Antonio le Lemos Brasa; Cear, o Sr.
Victoriano Augusto Borgea; Maranhao, o Sr. Joa-
qun! Marque Rodrigues ; Piauhy, Sr. Domingos
llerrnlano Ackiles Pessoa Cearonee ; Para, oSr. Ju-
tiiw J. Ramos ; Amazona*, o Sr. Jcrnnr mo da Cosa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 28 1/ e 28 1/4 d. por 1*.
Paris, 3i0 rs. por 1 f.
Lisboa, 95 a 98 por 100.
Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Acc,6es do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Bcberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Dimiti de lettras de 8 a 10 por 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hospanholas- 29000
Modas de 6"540O velhas. 165000
de6"i>400 novas. 16000
de 4J00O. 9?000
Prala.PatacOes brasileiros. 1940
Pesos columnarios, 1J940
mexicanos..... 1J5860
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanlmns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-\ ista, Exu eOuricury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sexlas-ciras.
Victoria c Natal, as quintas-feiras.
PRF.AMAR DE IIOJE.
Primciras 7 horas e 12 minutos da manhaa.
Segunda s 8 horas e 0 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundase quintas-feiras.
Rclacao, tereas-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1* vara do civel, segundas e sextas ao meiodia.
2* vara do civel, quartas e sabbados ao meto dia.
EPIIEMKRIDES.
Marco 3 Lna cheia as 8 horas, 22 minutos e
40 segundos da tarde.
11 Quarto minguante aos 11 minutos c
37 segundos da tarde.
18 Lita nova as 2 horas, 25 minutos e
31 segundos da manhaa.
25 Quarto crescenie aos 5 minutos e
37 segundos da manhaa.
DIAS DA SEMANA.
5 Segunda. ( Estacao de S. Clemente) S. Focas.
t Terca. (Estecao a S. Balbina( S.Viclor.
7 Quai la. (Estacao a S. Cecilia) S.Tbomaz de A.
8 Quinta. (Estacao a S. Mara Trans Tiberina-
9 Sexta. (Estacao a S. Vital) S Francisca R.
10 Sabbado. ( Estacao aos Ss. Marcellino e Podro)
11 Domingo. 3.' da Quaresm (Estacao a S. Lou)
renco extra muros) Ss. Candido, Heraclio.

\
"N
1
pabte ornciiL
MINISTERIO DA GUERRA.
Balara* Badal de l a 15 de fererelro de 1855.
Promovi.'
A capilao da 2" companhia do balalhao do enge-
nheiros, o 1 lenle do corno da mosma arma Jos
Carlos de Carvalho.Decreto de 3 de foverciro.
A eegandos eirurgies al Teres do corpo de saodc
do exercito, os doulores em medicina Manoel Ber-
nardino Bolvar, Ignacio Jos Garca, Cezario Au-
Marqucs e Manoel Eustaquio Barbosa do Oli-
rclra.Dccrelo da 30,de Janeiro.
PerdSo.
Ao cadete do 10 balalhae de infaolaria Narciso
Pinto Basto, que commellra o crime de deserto.
A'omearo.
Conimandanle das armas da provincia de Pernam-
buco, o mareehal de campo Jos Joaquim Cocino, e
da Bahia o brigadeiro graduado Manoel Antonio da
Fonseca Costa.
Instructores de I elasse da escola do applicarAo,
r do corpo do engenliciros Jacinllio Yieira do
Costo Soares, e o capitao de arlilbaria Joao Carlos
de Villagran Cabrita, fcando o primeiro cucar rega-
lu do eommaudo interino do balalhao de enge-
nheiros.
Commandanle da fortaleza de Paranagu, o capi-
llo D.Carlos Ballhazar da Silvcira, cm subslitucao
do capillo reformado Domingos Cyriaco Arordans.
Commandanle das forlifieac,6es de Cabn-Frio, o
eapilio roformsdo Jos Bonifacio da Silva c Abren.
Paisa gens de armase crpoi.
O eapilio do corpo de engenheims Candido Janna-
rio Panos para a Ia companhia do balalhao da mes-
mi arma,
l) 2" cadete do 5 balalhao de infantaria Francisco
dos Res Falro para o 13 da mrsma anua.
O particular 'sargento do II" balalhao de infan-
tina Joao Paulo de Lima, para o 1 da niesma
arma.
O 2* adele do 9 balalhao de iufanlaiia Roberto
Ferreira da Costa Sampato para o 1 da mesma
arma.
O 1 cadete do 1 regiment de cavallaria ligeira
JoJo Xavier do Reg Barros para u 4" da mesma
arma.
Commissiies.
giSo-mrde brigada Manoel do liego Ma-
ngue a esludar o servico de saude uos princi-
pos exercitos da Europa.
' cirnrgiao Cesar Augusto Marques vai servir
no Maranhao.
O alferes do 9" balalhao de infaularia Antonio
Maltoso de Andradc Cmara vai servir no balalhao
de engenheros.
O capsulo do 13 balalhao de*inf,mlara Joo Pires
Gome* passa a servir interinamente no 10 da mes-
ma arma, por uo convir sua saude o clima do Rio
Grande.
O lenle do 5 balalhao de infaularia Joao Eduar-
do da Cunha GuimarRes vai servir no corpo de guar-
nir fiza de S. Paulo.
O capitao do 3 recimento de cavallaria ligeira
Francisco de Siqucira Queirjz no 1" da mesma arma
Approva-se a nomeacao do major graduado -rnaior da 2" elasse Jo3o Dias Ampucro para
ajbdanle d'ordens da presidencia da provincia do Es-
pirito Santo, cm subslitucao do alferes do .">" regi-
meulo de cavallaria ligeira Jos Procopio lavares,
dispensado pela mesma presidencia.
Jcencas.
Para esludarcra o curso de suas armas na escola
militar:
Ao 1 cadete do 1 balalhao de arlilbaria Anlonio
Joaquim Gnedea de Miranda.
Ae 1 sargenlo do 10 balalhao de infantaria JoSo
da Silva Cavalcanli de Albnquerque.
Ao particular do 2 balalhao de infaularia GedeSo
daj Seaza Vean*.
Ao particular furriel do 10 balalhao de infaularia
Francisco GonrjNe Rodrigues.
Ao 2* cadete do 1 balalhao de arlilbaria Duarle
FranciscoGonc,alves Pereira.
Aos toldados do 1 balalhao de infantaria Manoel
Gomes Borges, Joaquim Mana de Souza e Francisco
de Paola Pereira.
Ao cadete do 1* balalhao de arlilbaria Manoel de
'.armio Pac de Andrade.
Ao2 cadete do 1 balalhao de infantaria Leopol-
do Pereira da Costa.
Ao cadelo do 1 balalhao de arlilbaria Ismael
Torres de Albnquerque.
Ao 2 teuente do corpo de engenheiros Horario da
Uaraa More!, para se matricular no ultimo auno.
Ao cadete do corpo de guarnir fiza de S. Paulo
llenriqtfe Lniz de Azevedo Marques, para esludar.
o curso da arma.
I" cadete do 1 balalhao do infantaria Floren-
cio Jos Frailas dos Raa.
cadete -J sargenlo do mesmo balalhao Car-
los Magno da Silva.
Ao 1 cadete do 2 balalhao de infaularia Franklin
do Reg Cavalcanli de Albnquerque.
Ao soldado do 1 balalhao de arlilbaria Paulino
Paes Ribeiro.
Ao alferes alumno de arlilbaria Jo3o Luir, de An-
drade Vasconcello', para esludar o curso geral.
Ao 2 cadete do 1 regiment de cavallaria ligei-
ra Rcnjamim Constanl Bolelho de Magalhaes, para
concluir o curso geral.
Ao 2 cadete do 1" balalhao de arlilbaria Sebas-
tiSo Chrysologo de Mello Tamhorim, para esludar
o 2 anno do curso de sua arma, nao sendo ndmilli-
do a ezamc antes de se mostrar habilitado no dese-
nlio do l."
Ao 1 lenle de artilharia Joaquim da Cosa Re-
g Monleiro, para frequeular os ezercicios pralieos
do 5 anno.
Ao i cadete do 13 balalhao de infantaria Joa-
quim Roberto da Silva Rangcl, para complelar o
curso de sua arma.
A Jos Gabriel Calmon de Almcida, e Joo dos
Sanios Marques, para se matricularen! no 2 anno
da escola militar, nao fazendo porm exame sem se
moslrarem habilitados no desenho do primeiro.
Ao auditor de guerra da corle para residir fora da
cidade.
Ao 1 lenle do 1 balalhao do arlilbaria Anlo-
nio Jos Augusto Conradi, dous mezes eom sold e
etapc.
Ao capitao do l balalhao de arlilbaria Joao An-
tonio Nolasco Pereira da Cunha, tres mezes de fa-
vor.
Ao al furos do 13 balalhao do infantaria Jesuino
Jos do Nascimenlo, dous mezes para ir n provincia
de S. Paulo.
Ao 1 cadele 2 sargento do 1 balalhao de infan-
taria Sebastian Carlos Navarro de Andrade, dous
mezes de prorogarao.
Ao 1 sargento do 1 balalhao de arlilbaria Jos
Anlonio Ribctro de Freitas, at marro proiimo fu-
turo.
Ao amanuense do hospital militar Paulino Alves
Barbosa, niais Ires mezes para se tratar.
Ao guarda da escola militar Lili* Manoel de Oli-
vera Couto, alo 13 de mareo prozimo futuro, para
continear a Iralar-se.
Ao cabo de esquadra do 1 regiment de cavalla-
ria ligeira Joaquim Manoel Ramos, qolro mezes
para ir ao Par.
Ao ansperada do dito regiment Jos Mara de
Oliveira, Ires mezes para Iralar de sua saude.
Ao alferes reformado Jesuino Baplista da Silva,,
para residir em S. Paulo.
Ao capilao da companhia de artfices de Pernam-
buco Traja no Alipio de Carvalho Mendonra, 40
dias rom sold e etape.
Ao alferes do 1 regiment de cavallaria ligeira
Manoel Jos de Faria, Ires mezes para tratar de sua
saude.
Ao alferes do eslado-maior de 1" elasse Malhcus
Egydio da Silvcira,mais qualro mezes para se Iralar.
Ao cabo de esqnadra do 1 balalhao de infantaria
Antonio Joaquim Cavalcanli, qualro mezes para se
Iralar em Sania Calharina.
Oh/o.
O alferes reformado Anlonio Carlos Pessoa de
Saboia, a i de Janeiro, em Pernambuco.
Oitpoti{0es ditersat.
Declara W ao presidente da provincia do Para que
o major encarregado das obras de Obidosdeve perce-
ber as vantagens que Ihe competem, nao obstante
ser empregado pela repartirn geral das trra-, por
sso que desempenha ambas as commssoes.
Circular.Rio de Janeiro.Ministerio dos ne-
gocios da guerra, em 9 de fevereiro de 1855. Illm.
e Ezm. Sr.Sua Magostado o Imperador ha por
bm determinar que, quandoem qualquer dos arie-
nacs de guerra nu depsitos de artigo* bellicos, se
receJ>erem ohjeclos procedentes de outras iguaes e-
(acoesque nao ennfiram com as respectivas guias em
qualidade ou qnantdade, represente o almojarife,
ou empregado rom pe leu le, ao director, on encarre-
gado, para este, cm sua presenta e na de um dos
membros do conselho administrativo, onde os liou-
ver, faca proceder a etame, ou contagem, lavran-
do-sc termo do que se achar e da diflerenra que
bouver, remeltciido-se copia desse documento ao
gove no na corle, e aos presidentes as provincias,
para que se ezijam dos lugares donde liverem sido
remedidos os objeclos as diflerencas ou esclareci-
mentos necessaros, fazendo-se comtudo carga ao al-
moxarife do que receber.
Dos guarde a V. Exc.Pedro de Alcntara llel-
legarde.Sr. presidente da provincia Je..,
Corpo enlrangeirot.
Delerminou-sc ao presidente da provincia de S.
Pedro que dos oflieiaes e pracas do prat dos corpos
eslrangeiros, cojos contra,!os estao a finalisar, e qui-
zerem continuar a servir, sejam rcengajados os de
boa conduela devendo ellcs prevamenle fazer de-
clararlo de so naturalisarcm cidados brasileiros, c
de se sujetarem aos regulameulos militares do im-
perio.
Olrrai militare'.
Approva-se ter o presidente da provincia de S.
Pedro mandado fazer os reparos de que careca o de-
posito de artigo* bellicos tic Carapava.
COMMANDODAS ARMAS.
Quartel-generat do commaudo das armae de
Pernambuco na eldade do R-cIfc, em 6 de
mnr?o de 1855.
ORDEM DO DIA N. 2.
O mareehal de campo commandanle las armas do-
clara, para os fins convenientes, que o governo de
S. M. o Imperador houva por bero, por aviso do
miuistcrio dos negocios da guerra de lide dezem-
liro ultimo, conceder tres mezes de licenra do favor,
ao Sr. alferes do 3- balalhao de infantaria, Leopol-
do Borges CalvAo Ucha, para goza-la nesta pro-
vincia: o que constou de oflicio da presidencia da-
tado de honlem.
O mesmo mareehal de campo declara tambem, que
honlem fez sua nprcsenlacao ueste quarlel general,
viudo das Alagoas, o Sr. alferes do 10- balalhao de
infaularia, Eslevao Jos Paes Brrelo, e determina
que fique addido companhia fiza de cavallaria des-
a guarncAo, o Sr. lente do corpo da guarnirlo
fiza da provincia da Babia, Jos Joaquim Coellio
Jnior, qoe serve de ajudanle de ordens de pessoa.
Ion: Joaquim Coelho.
Conforme.Candido Ixal Ferreira, ajudaute de
ordens encarregado do detalhe.
COMMANDO SUPERIOR.
S. Eic. o Sr. commandanle soperior manda pu-
blicar, que nos dias 12, 13 e 14 do correnle reunir-
se-ha a junta medica, no quarlel do rommando su-
perior, na ra da Aurora, polas 10 horas da ma-
nhaa, afim de inspeccionar aos Srs. oflieiaes da
guarda nacional desle municipio, que requereram
reforma, em virlnde da loi n. 602 de 19 de selem-
bro de 1830.
Quarlel do commando superior da guarda nacio-
nal do municipio do ltceifo em o de marro de
1853 Sebaitio Lopes Guimarae$, (enenle-coro-
nel chefe de estado-maior.
EXTERIOR.
0 CAPITAO PLOEVEN. (*)
Por E. Ganda.
PMMEIRA PARTE.
111
Emanas pesquisas os agentes da policio ficaram
adumbrados de urna circunstancia, que permaneca
sem eiplicaco. Qunndo entraran! de manhaa no
raarto da eondessa, os ferrolhos eslavam corridos
pac dentro, o que deitava snppr existencia de ou-
tra aahida ; e lodavia apezar do cuidado, com que
proeedeu-sc, e emborase llvetse sondado as paredes
em diversoe pontos, essa sabida nao pode ser desco-
serla. Algnns homent da arte sendo chamados nao
ronseguiram melhor resultado: dahi resullon mais
ura myslerio nessa desappirirao mysleriosa. A al-
inelo publica ja excitada augmsnlou-se anda mais ;
porm como o lempo ludo gasla, o aconlecimenlo
do palacio do Ajol soflreu a le coinmam, e no fim
de algunus semanas apenas rcslava a lemlirancadel-
le. A curiosidide publica lomara oulra direcrao, e
a jiKtica permaneca desarmada.
Entretanto o capitao Plouevcn conlinuava a estar
no mar, o a fama de sen nome ebegava de lempos
cm lempos a Brrst. De todos os corsarios que tinham
partido dos portos do Ocano, nenhuin se havia as-
sigaualdo por fncanhasmais brilhanles. Conlavam-sc
dclle rasgos de extrema audacia, cmbales cm que
qualqner oulro leria suecumhido, c dos quaes sbi-
la com fclicidado inaudita ; fallava-sc de suas cap-
turas como das mais bellas c ricas, que jamis li-
riliam sido feilas; cilavam-se navios de commercio,
pie elle lomara dobaixo do fugo dos vasos de guer-
ra encarregados de defendo-lns, outros que sorpren-
der e reduira at nos portos inimigos. Mil anc-
dotas corriam a e>se rcs(icito, e as particularidades
maravillosas nn fallavam.
O capitao Ploucven cruzava havia apenas alguns
mezes, e tinha j/i adquirido sidre as praias do Orea-
no as proporciies de um hroe de legenda ; os niari-
ubeiros fraiirezcs so fallavam dcllc com orgalhu, os
inglezes com lerroi : oceupava o primeiro lugar en-
tr as celebridades do corso.
Devenios duer que era adnriravclmenlo ajudado.
JSinguem tinln equipugoni corno a sua, ninguem aa-
bii dlrigi-l Uo bera. Dispnuha delta suavoula-
Ic, cada bomom cm suas maos era um instrumento
dcil. Diza-lhe: Vai! a e elle ia ; dizia-lbe :
u Para! e parava. Qualquer que l'osse o perigo,
lodos caminhavam ao primeiro igual, corriam as
acrgas, ou subiam palos cabos, agarravam-se aos
flanco* dos navios abalruados, c trepavam como rep-
ti. Pouco imporlava a maneira, o esicneial era o
() VideOiDrron.53.
Exlrahimos do Vniccrs os promenores scguinles
acerca do acolhmenlo qoe o Papa dan em Roma
aos represenlanles da sociedade de S. Vicente de
Paulo:
a S. S. o Papa, respondendo ao voto exprimido
por M. Baudon, presidente geral da sociedade de
S. \icenle de Paulo, dianSra-se promeller presidir
cm pessoa uma>rcunno da sociedade. Esta scsso
levo lugar a 3 de Janeiro no Vaticano, na gran-
de sala do consistorio.
Assim que o santo padre foi conhecer a sua in-
lenrao, o presidente geral so deu pressa em cnminu-
niea-la s conferencias mais aproximadas jo Roma,
c n Franca, a Toscaua, o Piemonle e oulrbs estados
se apressaram em nomear depulares para repre-
senta-las nesta scssio solemne. Os estados ponlifi-
riesenviaram tambem delegados de varias conferen-
cias, e as de Roma assanlaram de comparecer igual-
mente. Por oulro lado, grande numero de mem-
bros do lodos os paizos se achavam reunidos em Ro-
ma na occasiaodas feslas da Immaculada Conceirao,
de sorte que a 3, s nove horas e picia da manhaa,
cerca de 800 membros activos ou honorarios so acha -
vam reunidos na grande sala do consistorio, tendo
soa frenlo o honrado M. Baudon e o conselho de
directo das conferencias de Roma. Alguns ear-
dcacs e alguns bispos eslrangeiros tinham querido,
assislindo i sessao, dar um leilemunho publico da
sua sympathia para com a obra. Citaremos LL.
E Emm. os cirdeaes Matlei, vico-decano do sagra-
do collegio ; Patrizi, vigsrio de S. S. : Vannieell,
arcebispo de Ferrar ; Schuzemberg, arcebispo do
Praga ; de Carvalho, patrarcha de Lisboa ; S. Ex.
Rvm., o Sr. arcebispo de Paris, e grande numero
de bispos eslrangeiros. Estes prelados oceuparam a
direila do Himno pontifical. A' esqusrda se observa
a maor parte dos curas de Roma.
a A's dez honras e u;o quarlo, o santo padre en-
trn .na sala, e tola a asemhlcase levanton para rc-
cebe-lo. O santo padre eslava do roquete, morca c
estola. A cruz pontifical o preceda, e era acompa-
nhado da sua nobre anlc-eamara. Dirigio-se ao thro-
no qoe decora o fundo da sala, abenc.oando os nu-
merosos soldados da earidade que enchiam o vasto
recinto. Ao chegar ao Ihrono pontifical, recilou
urna breve oraras, depois da qual sentou-se, fazen-
do signal aos cardiaca e aos bispo para tambem sen-
larcm-se. O resto da assembla licon de p. Entilo M.
Baudon se eucaminhou, condnzido por M. Borro-
meo, e depois de ter brevemente e em franecz
a.-:.-..decido a S. S. os favores com qoe, em lanas
circunstancias, se tem dignado honrar a sociedade
de S. Vicente de Paul i, favores que subiam ao mais
alto ponto naquelle dia, acerescenton que o relato-
rio que dirigir tinha sido Iraduzido cm italiano, e
seria lido pelo presidente de orna das conferencias
de Roma ; depois cntregon ao sanio padre a lisia
dos memhros eslrangeiros presentes a esta sessao.
a Havia um grande numero, enlre outros M.
Bianchi, presidente geral da sociedade de Jenova ;
o ronde Cays, de Turin ; o padre Mermilliod, de
Genebra o iseonde de Indy, vice-presidente ge-
ral ; M. do Mirepoiv, M. de Caqueray, de Paris, e
mu grande numero de oulros membros de Franja,
de Inglaterra, do Allemanha, d'Amerca, ele.
t O sanio padre pareeeu ouvr com fclicidadc a
ezpressao dos sentimentos de que o presidente gera'
se fuera interprete, e immediatamente depois desta
breve allocurao, M. Borromeo, mestre de ceremo-
nias de S. S. e presidente de urna das conferencias
de Boma, tambem seaproximou do Ihrono pontifi-
cal e proecdou leitura dorclalorio que acabara de
aununciar o presidente geral.
Este rola lorio escriplo em franco/, por M. Bau-
don e Iraduzido em italiano pelo eommendador
Chiari, secretario do conselho de direccAo de Roma,
toca em todas as qnestcs que inleressam socieda-
de de S. Vicente de Paulo. A sua ndole ah se
acba claramente expressa, o seu alvo definido na
edfficarao mutua do membros e no alivio corporal,
e especialmanle espiritual dos pobres c dos membros
sofiredores da grande familia do genero humano.
O nascimsnto da sociedade ah he narrado, e os seus
desenvolvimentos suecessivos sao chronologicamen-
le expostos. Verifica-se que a grande expanso da
obra s leve logar depois da approvacao dada por
Gregorio XVI. As grandes conferencias que al esta
poca se formavam cm fraca proporjao, atlingi-
rim quasi immediatamcnle urna centena por anno.
eem 1831 eslcalgarismoso elevou ao numero prodigio-
so de trezenlos. No 1. de janeirodo 1835, o numero
lolal das conferencias cspalhadasem lodo mundo ex-
cede a 300, o a Franca tem por sua parlo mais de
melade. Esle desenvolvimento maravilhoso he de-
vido principalmente benvola proteccSo da sania
s, e aos numerosos favores que delta parlem inces-
sanlemenle sobre a obra. Verifica-se que nenhuma
conferencia foi estabelecida de accordo eom a voli-
tado da autoridade espiritual, e que uma vez eslahc-
lecida, caminha sempre de accordo e harmona per-
feita com esta auloridade tutelar. Neslcs ltimos
lempos a sociedade al cniao encerrada quas exclu-
sivamente as cidados e nos grndc's centros da po-
puladlo, comern a espalhar-se pelos campos, onde
produzio maravilhas de earidade.
O rclatorio explica porque mcios e porque diver-
sas obras i sociedade tem realisado a sua mistan de
earidade corporal c espiritual. Eslas obras sao nu-
merareis ; variam segundo as necessidades, o to-
mam todas as formas exigidas pelo espirito das po-
pulosles, pelos usos e pelas rircumslancias. He cu-
rioso ver-se as numerosas industrias pelas quaes a
sociedade ptocura os recursos necessarios para a m:i-
nutencAo e dcsenvolvimenlo das suas obras. Encon-
Iram-se neslo relalor'o os promenores mais edifi-
cantes.
a Tondo-se termnalo a Icilura do relalorio, o
santo padre Icrauloo-so c pronunciou uma rcsposla,
cujo sentido somenlc procuramos indicar, ainda na
falta do texto.
a Depois da alegra que todos nos experimcnlamos
a nestes ltimos das, felicito-me por me ver hoje
a cercado de tao grande numero dos fillms mais de-
volados da igreja, de homens que, sob a directo
a da auloridadeecclesiaslica, se oecupam somenle em
ir fazer bem, e praticar os man Jmenlos de nosso
a Seiihor Jess Christo, mandamento oto qoe
ii nos ensina amar reciprocamente : mandirium
novum do vobit ut diligatii inticem. He este
mandamcnlo que nos faz roconhecer e amar os
a nossos irmaos as condicoes mais humildes da
i faz que o grande deva ser o servo dos oulros.
(i Noale socolo tao fri, tao indilTerenle aos inle-
resses mais sagrados do homem, o mundo s apre-
eia as virtudes inspirada pelo cilholicsmo, pro-
a humildade como baixeza, a eastidade como conlra-
ra aos dircilos da naiureza, o zelo apostlico co-
mo fanatismo ;s a earidade be aceita por lodos.
" He pois um poderoso meio de guiar as almas ix t,
he um molivo de mais para redobrar em zelo, les-
temunhar cada vez mais a vossa adhesao a
i igreja, continuando a prestar obediencia filial s
ja) ; assim preparados vollareis ao mundo, pa-
n actos, encontr, como outr'ora Lzaro, aos acor-
daos de uma voz divina, animaco e vida. Com
esla rondicao, Dos multiplicar nao s o vosso
nnmero como ai vossas obras. Porlanto, invoco
cm tosi favor e da vossa sociedade as heneaos do
i copio os cardeaes e os bispos, se pozeram de jo-
elhos. o
offeilo; quer fosse misler passar pelo sanguc, quer
pelo fogo. nenhum Iropecava ; a uma palavra dego-
lavam um homem ou incendiavam um navio sem
euidarem no molivo nem no perigo. O capitao uo
admillia hcsilac.10 nem discussao, e tinha formas de
ordenar que tornavam quas impossivel at o pcosa-
menlo.
Com ludo sobre essas ndoles de ferro essa severi-
dade n3o leria brslado; Ploucven acresceulava-lhe
outros meios de accao: era justo, intrpido e gene-
roso. Nunca perdoava uma falla, tambem nunca
usava de rigor sem motivo; eis quanlo justica.
Quanlo intrepidez, a sua assombrava esses lio
iiiciis pouco dispostos ao assombro. Sempre sua
frente e sempre no meio do combale elle pelejava
como marinheiro, manejava a machadinha e a lau-
ra de abalroainento como o mais hbil, e alarava os
mais valerosos campedes, e nao rclirava-se seu3o
quando linha ganbn a accao: nn se poda dar o
csemplo com mais brilho. Alm disto era generoso
al prodigalidade. Senhor c diere do armamento
poda dar sua equipagem a parle que Ihe convi-
nha, e pareca justa; fazia-a sempre moi grande, e
esquecia-sc vnlunlariamenlt por ellos. Se algum
marinheiro tinha-se distinguido particularmente, o
quinhao que tinha recompen>ava-o de sua bravura.
Se oulro havia esmorecido, ou moslrado alguma fra-
quoza, rerebia smenle a parle convenrionada, aug-
mentada as vezes por um castigo. Certos de seren
assim apreciados e tratados em razao de seus servi-
ros, os inarinbeiros deizavam de ser homens; eram
leos que invesliam a presa, despedacavam-na por-
fa, e s descansavam sobre os restos.
Assim eiplicam-se os successos do capitao Ploue-
ven : com laes elementos nada era impossivel. Sua
bandeira formidavel foi pouco depois assigualada
ao almirante, o qual envin em seu cucaln as cor-
velas mais ligeiras e malhor armadas da frota ingle-
za ; porm o capillo zomhou de suas perseguir,cs.
No momento cm ame o ininiiso jutsava apanha-lo,
elle onganava-o com um fiiicimcnlo atrevido, lanja-
va-se ousadaraenle a barlavcnlo, e abra velas a
quebrar Indos os maslros, ou eniao corria com a ha-
hilidade de um pillo nina costa semeada do escu-
llios, c armava laros a seus adversarios menos expe-
rimentados. Tinha o olliar seguro e a manobra
prompla ; nao connava a ninguem os cuidados do
commando, nao dcixava o convez de da nem de no-
le. e apenas lomava em uma rede armada na popa
al-'urnas horas de repomo. Assim insnfevc-se dez
me/es no Orcano sem solfrer um desasir, nem cor-
rer ara risro serio.
Fcilmente pde-se adevinhar que magnficos des-
pojos seguiram tan longo cruzeiro. Nao havia sema-
na, cm qoe nao se avistasse algum navio, e com
Plouevcn lado o navio encontrado, era sempre to-
mado. Se a captura no parccia-lhe asss bella para
desviar-sedo caminho, elle impunha-lhe um tribu-
to, tomava-Ihe os viveros, as muniedes, as armas, os
objeclos mais preciosos, e abandonava-n depois ao
seu deslino, quando nao vinhi-llie a phantasia de
mell la a pique. Porm se o navio esteva ricamen-
MUTiL&nn
te carregado, e promedia ampia compeDsarao, con-
dozia-o ao porto mais vizinho, e nao perdia-o de
vista sean quando via-o em seguranca. Brdeos o
La Bochelle eram os lagares, para onde prefera di-
rigi-los, nunca Brest ; ancorava sempro atera e
prompto para vollar. Baslava-lhc ter condnzido suas
presas a lugar seguro, ter trocado algumas cartas
com seus correspondentes, ter dado ordens para a
venda c emprego dos fundos que deviam locar-lho,
ler recebido algumas muimos, ter renovado os vi-
veres, ter fcito aguada, e ler substituido os mari-
nheiro", que o corso fizera ncapazes de combate.
Para esses cuidados bastava-lhe um ou dous das;
depois tornava a partir dizendo que uma residencia
em Ierra enervara a equipagem, e torna-la-liia me-
nos flexivcl em suas maos.
Qualquer que losse o molivo dessa conduela, ao
meaos levo como resultado enriquecer o capitao
Plooeven, e os homens que navegavam debaixo do
suas ordens. Snas campanhas, menos brilhanles que
as de Surcuuf as Indias, foram muiln mais fructuo-
sas. A bordo de seu brigue s houve pouco depois
capitalistas.
Os correspondentes do capitao tinham nma conla
aborta a cada marinheiro, e a vida activa que pas-
s ivam impedia-os de disaipar em laucas orgias a par-
le que Ibes toruva. Todo o proveito era para as fa-
milias, e quando uma bala as privara de seu chefe,
ao menos o preco do corso servia para po-las ao a-
brigo da necessidade. Quanlo ao capitao, embora se
mostrasse mui liberal para com seus subalternos, sua
riqueza lornava-se lo cousideravel, que desaliava
lodos os clculos.
Os carregamenlos, que dcixava nos portos do gol-
pho de Gasconha ou do Perluis breUto, compunham-
se das mercadorias coloniaes, que a guerra martima
tornara l.io raras, e que compravam-se em franca a
peso de ouro: assuear, caf, cacan, cochonilha, ma-
deiras de tmluraria, ail, algodao e muilos oulros
arligos icualmenlo procurados. Apezar da habilida-
de dos inlermodiarios em enriquecer cusa alhoia,
I'loueven podia igualar o mais opulento banqueiro,
c se livesse querido, tera sido uma das potencias li-
iiancciras de enlan. Essa situarlo s poda melho-
rar ; pois a industria a que cntregava-se he daquel-
las om que s a pessoa esl.i em jogo, c que nao ex-
poe ninguem a perdas de dinheiro. Emquanto a
vida est salva e o navio intacto, espceula-se com
seguranca : s o gaiiho pode variar.
Eis o estado cm que se achava o capitao Ploue-
vcn algumas semanas depois do aronlecimento de
que seu palacio fora fheatro. Ignorava elle ou linha
conheeimcnlo disso'.' Eca iliflicil sah-lo; porquanto
0 capitao nao era naturalmente conversador nem cr-
dulo. Todava era provavel que nao eslivesse infor-
mado do oecorrido, pois romo leria podido s-lo ?
Desde que partir da Brest, ficra sempre no mar, e
nao coinmunicra com outros nav ios seno a tiros.
A noticia nao podra chegar-lhe por nenhuma via,
senao nos raros a breves momelos cm qua punha-
se em contacto com a praia.
O corlo he que nada apparecia-lhe na physiooo-
a De DeosPadreque, n3o obstante a primeira cul-
pa, esgotou para nos curar os Ihesouros da sua
misericordia infinita.
(i De Dos, Filho que dignou-se derramar em nos-
i so favor a ultima goda do sen sanguc.
Do Dos Espirito Sanio, espirito de luz, de
a amor, de forra, de inteligencia ;
a Da Sanlissima Trindade para que vos cubra com
a a sua omnipotente protecoao cm todos os dias da
Spirilus Sancti descendal super ros nunc et
a semper Amen
O Papa relirou-se eniao baslanlc commovdo.
{Journal des Debis.)
aaoi
NEGOCIOS DA ALMMAtlIti.
Correspondencia particular da Presse.
llcrlim !) de Janeiro.
sobre o publico he lamhem parlilhada com grandes
reservas pelos homens competentes e ulorisados.
Quanlo ao que se refere as intenres da Bussia, as
pessoas melhor informadas, nulrem duvidas corrobo-
radas pela situacao pouco rcflectida dos nossos philo-
russos.
a Os amigos do imperador Nicolao applaudcm
ezccssivamenle e sem prudencia as ncgociares que
esiao renovando cm Vienna. Felcilam-. lamenle desle faci como de um triuiupho da diplo-
macia misa.
i A Russia nao quer a paz, dizcm clles; mas lo-
ma a peito conhecer o intimo das disposicies das po-
tencias alijadas; eslas dsposices se manifestaran!
nos debales, e talvcz se suscitem enlre as Iros po-
tencias dissidencias de que a Bussia se possa aprove-
tar. A Austria nao ha de querer, protectorado das
cinco polenrias sobre os principados, e, por oulro
lado, nao tem um inlcresse tao urgente como as po-
tencias occidentaes cm diminuir o poder russo no
Mar Negro. Taes sao as suas esperancas, e creio
poder dizer as suas illusocs.
Olanlo Prussia a dea da ncutraldade arma-
da a modo que se vai desprendendo cada vez mais
das hesilaces falaes ao nosso governo. A Bussia
nao desprc/a esforco algum para confirmar o nosso
gabiuole ncsla idea. Foi para isto que o prncipe
Gortschakoff assevcrou ao coronel Manleufiel que a
Bussia nao atacara a Austria.
o O alvo da Russia he evidcnle ; quer cullocar a
Austria fra do estado de reclamar a coadjuvarao da
Prussia. Todava nao houveram mais que prolcslos
verbaes. Nao houve, como se pretendeu, um aclo
escriplo e assignado pelos represenlanles das duas po-
tencias.
O excitamento poltico he mui grande entre
nos. Circulan! todos os dias os boalos mais nvero-
simeise mais conlradiclorios. Honlem, assoalhavam
que o imperadoc da Russia annunciara, pelo tclc-
graplio, a sua prxima cliegada residencia real de
Cliarlotlenboarg, o que se propunha impedir, pela
sua influencia pessoal, a entrada da Prussia na liga.
A noticia fra dada com lauta certeza que naobesiiei
ir verificar.
Posso aflirmar-lhe que nao so sabe de consa al-
guna acerca da liada do imperador Nicolao entre
as pessoas quo cerlamcuto deveriam em primeiro lu-
gar ser sabedoras.
a Vou aproveilar-mc dos Irabalhos da sessao para
dizer-lhe alguma cousa acerca das nosVis notabilida-
des parlamentares, que apenas s3o conhecidas em
Franja de nome.
So algucm hincar os olbos sobre os bancos da op-
poaijao, observar primeiro, no meio de uma especie
de estado maior que nao cessa de cerca-Io, um de-
pulado que se distingue pela robustez, pelas faces
rosadas e pelo physionomia jovial. Pela maneira
por que oceupa o assento, vc-se que gosta muilo do
commodn. He o barao de Vnckc, o celebre chefe
da extrema esouerda. P'ossuc o dom da palavra co-
mo nunca ninguem possuio, e a sella Ihe falha Uto
poucas vezes como o florete ao mais exercilado jo-
gador.
Os golpes que destecha tem a rapidez do ralo, e
uma vez no combate, nao ponpa a ningoem e nem
recua diante de nada. Um s homem, que j nao
faz parle da cmara, tinha o dom de nunca deixar
sem resposta us vehementes ataques deM. de Vincke.
Quero fallar do M. de Bismark Schamhauscn, actu-
almente ministro da Prussia junto da Dieta cerina
nica. Quando o barto westphalano, por um im-
proviso fulminante, polvcrisra a direila, o velho fi-
dalgotc se levantava, c repellia com palavras breves,
fras, speras e incisivas, com gcslos um pouco va-
cilantes ao principio, mas em brevo mais animados,
os ataques do seu adversario.
M. de Bismark, em 1818 e 1819, foi o verda-
deiro chefe do partido dos fidalgoles, do qual ficou o
lypo mais completo e mais interessanlc. He alio,
forte e musculoso ; os olhos lanoam faiscas e a bar-
ba he espera. Junta os preconceilos do realista c
do aristcrata Icnacidadee astucia dos nossos cam-
ponezes.
que a nossa opposi^ao'.parlamentar nao era de manei-
ra alguma democrtica. Possaiba que M. de Vinc-
ke disso uma vez com arrogancia.que lavrava o cam-
po do direito com a rbica do arado, qne os seus
avris usavam ha cinco scalos nos seus brazes d'ar-
mas.
o Pelo porte e pelas roaneiras, M. de Palow, ou-
lra nolabelidade da esquerda, he um perfeilo con-
Irasle com M. de Vincke, cujo cxlcrior he um pou-
co desprezado. No comeco de 1818, fez parle de
um ministerio liberal.
A sua predilceeao pela Inglaterra se manifesla
as suas maneiras e nos seus (rajos, e se alguem Ihe
quizer causar grande prazer, diga-lhc que elle se pa-
rece com um verdadeiro genllcman. O nariz um
pouco aquilino imprime-lhe na physionomia cerla
dignidad*. I>s gestos sao agradareis, mas a clo-
queada he um pouco secca. Em consequencia da
sua anglo-mania, M. de Palow se aproxima do con-
de Arnim, antigo ministro, actualmente membroda
primeira cmara, que, cm sua opiniao,se parece cum
um lord inglez.
Depois dos liarnos de Vincke e Palow enlloca-
se M. Wenzel, jurisconsulto dislincto, presidente
da tribunal de appellac.es do Batibor. Talvcz se-
ja elle oncm lonha mais sangue democrtico as
vcias,c oertamente ira muito mais longe do que os
seus dous collegas, senao fosse ao mesmo lempo mui
forlementc o homem do dirclo positivo. O lempc-
rameulo muilas vezes o amistara a todas as espe-
cies do proezas democrticas, senao fosse sempre
contido por alguma reina formula do nosso direito
nacional.
a Nos seis annos da sua aclividade parlamentar
M. Wenlzel fez cortamente que se abolisse grande
quanl dade de leis, mas talvez tenha feito volar-se
ainda maior numero. Se considerarmos somenle
cabellcirn do honrado presidente, loma-lo-hcmos pe-
lo mais ardente dos revolucionarios. Todos os ca-
bellos deile se irri^am mis contra os outros, e o ca-
belleircirodevc ler grande trabalho. Mas M. Wenl-
zel he o mais amavcl c o mais benvolo dos homens.
Como sabe o chefe da direila, he M. Luiz de
Geflach, irm,V> do general Leopoldo de Gcrlach,
ajudante de compo de cl-rei. M. de Gcrlach, pre-
sidente do tribuna! de appellaries de Magdebourg,
he um desles homens que a mullido julga sempre
mal, porque sempre estao cm opposeao com a cor-
rale do dia. M. de Gerlach he um opposicionists
nato, eseja nao houvessem nem demcratas, nem
liberaes, nem ultramontanos, nem sceplicos, faria
opposeao a si proprio.
a Quem quizer pode, deve combaler-lhe as ideas,
mas ninguem Ihe pode contestar certas qualidades,
por cxemplo a franqueza cortamente nao poupa aos
adversarios, mas que terriveis reprchenses nao di-
rige s veres ao sen proprio parlido M. de Gcr-
lach leria sem duvida menos inimigos se livesse for-
mas menos acerbas ; mas, precisamente porque sem-
pre se subordina causa que defende, nada faz pa-
ra suavisar os angolos agudos. Desl'arle (em creado
contra si uma mullido de inimigos as filciras da-
quellcs qne deveriam dcfcnde-lo.
n Hoje he o adversario mais habitual de M. de
\ inck, o estas duas personalidades, que parceeni 13o
dissemclhanlcs, so locam por muilos lados. Ambos
lera a coragem de conservar e defender sem reticen-
cia a sua f poltica; ambos sao mestres nessa clo-
quencia mordaz quo nunca aborrcce.e que domina
a altenefa do adversario. Ambos tem chistes c gos-
tam dos chistes ; cmfim ambos sao jurisconsultos
mui dislnrlos. Ezleriormenle, M. de Gcrlach he
mais res peilavel que M. de Vincke. Tem sessen.
la annos e fez varias campanhas na sua mocidade-
Conquislnu variasdecorseeno campo de ba'alha.
M. de Vincke he muilo mais moco.
(dem.)
mia ; nao eslava mais sombro nem mais risonho, e
do tombadilho do Grgeots, seus olhos percorriam
o mar com a mesma calma e impassbilidade. Pen-
sava em suas presas c nao em seus lares: era om ca-
pilla de corsarios na cxlenso da palavra, e nada
Ihe rcslava do homem elesanle.
IV
So cruzeiro.
O brigne Grcgeois cruzava cniao na altura dos
Acores a igual distancia desse grupo de ilhas e do
continente americano. Esse ponto de cruzeiro nao
fra escolhido arbitrariamente nem por capricho ;
resultava de um calculo e deum dado elementar pa-
ra aquellos que conhecem mesmo superficialmente
os hbitos do mar. He ah que passam quas neces-
ariamente os navios, que, viudo das Indias, chc-
gam aos porlos da Europa. A calmara da liaba de
uma parle, e os ventos regalares, que reinam enlre
ns trpicos, os obrigam a eonservarem-e na zona
dos rentos variaveis, e Iracam-lhes um caminho, do
qual nao podem desviar-se. Correndo nessa* para-
gens, e manlendo-se ah quando o permilliam as
aguas e os venios, o Grcgeois imitava os pescadores,
que, ajudados de alguns indicios, sabem distinguir
em que pontos o peixe sor mais abundaule, e a pes-
cara mais fructuosa.
Com ludo cruzava havia oilo dias, ora approxi-
mando-se do continente, ora vollando a proa para o
archipelagu, sem que nenhuma occasiao favoravcl se
apresentassr. Nunca sua equipagem ficra tanlo
lempo cm inacrao ; nunca as espadas e pistolas de
abalroar liveram lo longo repouso; nenhuma vela
no hurisonle, nada que variasse a monotona de suas
linhas. O sol nascia o punha-se sobre ondas mudas,
e apenas enrugadas por uma leve viracao. Reinara
a estacao ihi calmara, e por mais veloz quo fosse o
brigue, ficava muilas vezes parado horas inleiras
com as velas cabidas ao longo dos maslros, c sem a-
eharem um sopro de ar para se suslorem. Para ma-
rojos como os do Grcgeois, era essa a peior situacao ;
assim anciavam pelo combate e pela tempestado*.
De toda a equipagem o mais impacienta era o ca-
pilao, c essa impaciencia chegava atol poni, que
causara admfracao sua gente. Em geral lodo o
marinheiro esl alTeilo a essas contrariedades do of-
ficio; bem sabe que nao governa os elementos, e re-
signa-secom sua philosopha ordinaria. Porm des-
ta vez Plnueveu teria de boa vonlade dado ordeni as
ondas e aos venios, e empurrado o brigue com as
proprias maos, afim de que sahisse de to falal im-
mobilidade. Seus olhos lilavam-se no horiaonle co-
mo sequizessem arrancar-lhe um segredo, e nao
contente de ter collocado no cuino dos maslros dous
rnarinheiros de vigia, suba muilas vezes ello mes-
mo para certilcar-se de que nada Ibes escapava. De
noile nao deilava-se, e conlinuava sem cessar esse
srslean do vigilancia.
Elle senle sem duvida algum peixe grande no
aozol, dizam uns rnarinheiros na pifla ; nunca o vi-
mos assim.
Ha umgaleao de Hespanha, acresccotavam
oalros.
Ou ama barca carrogada de especiaras, dizia-
se em oulro grupo.
Plouevcn de sua parle conlinuava sobre a popa
um monologo, que revelara sua preocciipao.ui.
Ainda nada, dizia o canino, mcu Dos se el-
le me escapasse! Miuha riqueza, toda a miaba ri-
queza, se he misler, para que eu o alcance, para
que eu o apinhe cniliui! Isso devera ja ler sido fei-
to. Salvo se miabas informaces nao sao exactas !
Viole dias de mar, he suflicicntc Elle deveria es-
lar aqui, en deveria t-lo vislo. Quando pens que
pode passar na distancia de algumas leguas sem que
eu o alcance Que digo, na distancia de algumas le-
guas? A muWo menor dislancia, se a noile vier
siiblrahir-m'o. E demais ainda qne eu o livesse j.i
man, nao poderla apoderar-me delle. Calmara!
sempre calmara I Uso he para fazer morrer de
despeito.
Entretanto o vento so levantara, e o capitao man-
dou abrir todas as velas. Nada he mais gracioso do
quo um navio desla maneira, correado sobre a agua
como uma coruja. Nunca Ploucven sentir mtlhur
isso ; pareca que era elle que recobrava a faculdade
de seus movimentos
Miguel, v o capilao como esl alegre, porque
o brigue lornou a lomar rumo !
Sim, sm, Yvon ; mas essa alegra nflo impede
que nada baja de nalorat nisto. Alerta, a presa nao
est longe.
Os dous personagens, que Irocavam eslas palavras,
eslavam assenlados sobre una e-ootilha fechada e en-
tre os dous mastros ; uma chalupa alada sobre o
convez, abrigava-os do sol, c conversavam comeado
um pcdac.0 de loucinho acompanhado de um bolo ; a
seus ps eslava um pichel cheio du vinho. Eram
dous homens da equipagem, ambos Bretes como po-
da-se adevinhar pela sua physiouoinia c vestuario.
Porm exista enlre elles grande differenea de ida-
de ; um era rspaz do cabellos corlados sobre a fron-
te e sollos sobre os hombros, o oulro era um homem
j fcito do cabellos curios, pescoro de (ouro, mem-
bros de athlcta, e linio o que indica um vigor mus-
cular pouco commum. O rapaz linha um ar de can-
dura qne previni.i a Indos cm sen favor, o homem li-
nha um ar feroz que nao nnnunriuva bondade. A
conversaran conlinuou :
Eis ah como es, Miguel, disse o rapaz, vs ma-
lee por toda a parle.
E tu vs ludo bello, Yvon I Tens razao agora
ests cm leu lempo Tens a conlianra do chefe I Ca-
billa cm ataja!
Oh ji tornas a comeear, Miguel I
Eu lambem j eslive em urara, e mais do que
tu E a que ponto 1 E como nunca o eslaras, Yvon !
Nao, nunca aeresccnlou o homem com um geslo
vilenlo.
Isso mesmo he quo pretendo Bem sabes, .Mi-
guel, que se pasjei da proa para o servico da cma-
ra, foi contra vontade Porque te queix'as de mim .'
Meu lugar Tomar-mo o lugar 1 Nao he de li
que me qaeiso, Yvon, he delle. Agora nada mais
INTERIOR.
CORRESPONDEXCIA DO DIARIO DE
PERNAMBUCO-
Alagas.
Villa do Passo 3 de fevereiro.
Acredite Vmc. que eslive por um tris trepidando e
cedendo o campo, o que cortamente nao fiz por ler
vislo impressa no seu jornal de 29 do passado, a mi-
nha primeira missiva. (iracas por tanlo a Vmc. de
quem nao era de esperar menos, alientas as dislinc-
tas qualidades, patriotismo, e amor Ierra da Santa
Cruz, que ornam sua pessoa.
He inconlcslavcl que nao eslava eu na posse ple-
na das miabas facilidades, quando impresionado por
sed adoras visoes, desconlieeendo minha nnllidadc,
aiiimc-mc a pedir-Ihe um lugar no seo Diario, para
as minhas quejandasc asnalicas produccOes. Foram
lanos os bices que a cada paso encontrara, que
convicto da minha inopia, ia ja esgueiraodo-me as-
sim com feiees de um qudam desapontado, quan-
do felizmente rccordgi-mo de um amigo, o immenso
Campos.
A quem os nescios rapazolas
ChamamJos das violas.
Conhecendo o sen amor a esta Ierra qoe o nao vio
nascer, e certo da sua dedicarao, ao mea pobre far-
do, de que lenho recebido nao equivocas proras, nSo
hesilci impetrar o sen auxilio na crtica posioao em
que me achava. Promplamenle annuio, nem era de
esperrmenos de nm rei tao sabio, prometiendo bro-
quclar-me com a sua immcnsidade. Iniciado cm
todos os myslerios desla villa, a par das chronicas
das alias e baixas personagens do termo, possoiodo
um deposito central de velhose raros alfarrabios, e
finalmente dedicado as musas, nao podia deparar
com um alliado mais de accordo com os meos projec-
los gigantescos. Deixando o cavaco, vou penetrar no
amago. Ao entrar na materia, sinlo na* ler a penna
deMolliere, nu o rreao de Hogarl, porque s assim
auxiliado me seria po*svel esbocar aeolleccao mons-
Iro, das raridades estupendas desla' villa. Nao im-
porla, farei por aproximar-mc, esbozando em singe-
leza o que ha de mais inleresse, reservando-me ser
mais minucioso a proporcao que lliefor escrevendo.
Religiao He nestes ceiros aonde o povo ainda
n.lo viciado ou pouco arregado na senda da corrup-
cao, presla-sc por conscqueiicia^om mais fervor ao
culto da religiao calholica. Nao conhecenjjo do mun-
do mais que aquellas coasas de primeira intuicjlo,
ignorando esses vis sophismaspropagados pelos apos-
tlos da corrupto, ainda n3u alfeclados desses mi-
asmas que ludo bao pervertido, devia ser aqui que a
religiao contaste maior numero de proslitos Infe-
lizmente he o contrario, com dr o digo Temos i
capellas, lesidem enlre nos dous sacerdotes, a dis-
lancia para a matriz he apenas de duas leguas ; que
importa porm lodos estes accesorios, so o indife-
rentismo ousado ludo leva de vencida, conculcando
na sua marcha fatal a religiao eseus dogmas ? I Co-
mo nao tornar-se o povo irreligioso se he da sede da
villa qae, sob mil formas,parle o lorrivel contado da
impiedade, se he dos grandes que saho a immorali-
dade, c nenhuma earidade, e desrespeilo aos actos
religiosos ? Para corroborar quantu hei dilo, finaliso
| dizendo : lomos igrejas, o nao temos feslas ; temos
padres e nao temos missa, passando-se tres e qualro
mezes sem haver nma sequer, temos ludo ara sum-
ma, e nao temos nada.
Quando aqui ebeguci que diflerenra !
Ora reina a insipidez
Glacial monotona,
Nem vestigio do alegra
E nm cantinho aprcriavel,
Vai tornando-se exccravel.
O mcu amigo Goulart
Tomara o negocio a peito.
Mova ludo com geilo
Que para a missa do Saignciro
Havia sempre dinheiro.
Era o povo religioso
A igreja frequenlava,
Fervoroso festejava
Com pompa e oslen laco
A Senhora da Coneeieao.
As rircumslancias que expes: rdalivamenle a reli-
giao, sao as mosmas respeilo da moral, eostumes e
ndoles deste povo. Nao posso contestar a ndole pa-
cifica amor a ordem e ao syslema que felizmente nos
rege de laes habitantes ; que embaracem pois taes
adraelivos, se o indiferentismo lado lem destruido,
desnaturando esses bons germens, que ainda ex isliam
de respeilo s leise a moral'.' Quando aqui cheguei
imperara a ignorancia,he verdade mas os eostumes
eram mais puros, o espirito da sociedade linha gran-
de desenvolvimento, a boa fe presida todos osados ;
esle lugar erafim era apuntado como a California dos
prazeres. Sua poesia e amenidade prorerbiaes, al-
Irahiam immensos vizitantes que gustosos vinham
saborear de seus adraelivos. Era tal a endiente de
delicias e folgares, quo muilas vezes u3o sabia para
onde dirgr-me. Aqui um Ihealro, all om janlar a
sombra da copada mangueira, ah grupos de rapazes
de espingarda cm punho desafiando volateis aves, a-
qu finalmente rapazes decfrando charadas ; lempo
poelico lempo delicioso I volvesto ao Lelhes para
nao mais rollares deixando-uos mcrgulhados na
conslernatao. Ah nessej felizes lempos o commercio
prosperava, o crdito era a moeda correnle. a har-
mona e a boa f eram a base essenciat de todos os
aclos. Agora, porm, qne os homens so julgam civi-
lisadosque a poltica propaga sua falal influencia, e
que os homens fallara a poltica como oulros Nessel-
rodes lado surnio-so as Irevas; restando tao so-
menle para o total anniquillamenlo a intriga, o ego-
smo, e seus satlite?. A desenvoltura dos eostumes
lem tomado taes dimensOes, que os menores fados t
lomando formas gigantescas sao diarimente expostos
no pelourinhoda calumnia e da depravarlo I Para
remate dcstequadro verde negro, basta dizer que a
honra, o bro, o pundonor estao abolidos,
A liygiene publica que em lodos os paizos esla sob
as vislasdo governo, ou seus agentes, esla aqui en-
tregue nicamente aos frageis recursos do logar. Vc-
diz-me Nem ao monos encara-mc : s sirvo para
ser hincado aos tullamos, lua !
Oh I Miguel!
Tralar-me com frieza Bem vejo o que isso
quer dizer : algumas oncas de chumbo na cabera an-
tes de oilo das. Ouves-me, Yvon ?
Estou ou rindo-te. Miguel.
Es meu prenle, s meu primo, devo dar-te ura
bom conselho.
Nesse momento o marinheiro inlerrompcu-se pa-
recendo mudar de resoluto, levantou-se para obser-
var se algucm o espiara nem podia ouvi-lo. Via-se
que mesmo em sua colera era dominado por um sen-
1 i:>ient<> de respeilo e de terror.
Um conselho"! disse o rapaz ; o qual ?
Ei-lo, Yvon Era uma palavra como cm cem,
desconfa.
Desconfiar, Miguel! e de qoem ?
Desconfa ; he quanlo 'lenho a di/.er-tc.
Mas he misler saber de que e de quem devo
desconfiar. Nunca fiz mal a ninguem.
Tanto peior I Ests cm graca ; desconfa ; s
digo-te isto.
Que I ou r ura, Miguel!
Lourura Eutao nada vst Nao tens olhos?
Nao moheces o capitao t Eis, faze ura pequeuo es-
forro ; que se lem fcilo estes dias ?
Que se lem fcilo t Bem o sabes ; tem-se pinta-
do o navio.
Como foi elle pintado *
Foi piulado com phantasia, he um vestuario de
verao.
Foi desfigurado, Yvon, o do proposito. E [ior-
que foram liradas as bandeiras ?
Para cnxuga-las, Miguel.
Muito bem, Yvon. Quero abrarar-lc, toa can-
dura eiicanla-me, nunca vi pessoa alguma tao inge-
nua. Ah para cnxuga-las !
Sim !
Morrerci de riso conlinuou o marinheiro.
Ah I para ciixugn-las !... E oi tambem para enju-
gar i bandeira ingleza que arvoraram-ua '.'
Evidenlemcnte.
"Eniao temos conversado. Ja que. nada que-
ros ver. nao rejas ; j que queres permanecer em tua
innocencia, permanece... Todava ha motivos para
ludo isso, o veras brevemente-rom inais clareza do
que quererlas, e eu lambem c a cqu pasean tambem.
O capitao lem alguma idea, elle nao toma as coros do
ingle pomada. Acbaa a pintura de phanlasin ; he
a maneira dos I mdezes, mcu charo.. Quem lem cor-
rido os mares enleudc disso.
. He verdade, Miguel, nao aou sabio como tu.
Brevemente o sers, Yvon. J ests na boa
esrula. Mudado para a cmara, quo felicidade e
eu reenviado para a proa Irra '.
l.ra misler que a dr sentida pelo marinheiro fos-
se mui viva para n.lu reparar que uma lesleinuuha
approximra-se delle emquaalo queixava-se assim, e
assistira ultima parle daconve sac.ao.
Isso he indilTereote ; de confia 1 aeresccnlou
ello; desconfa, Yvon .'
Apenas acabou estas palavras, senlio uma roSo pe-
sada apoiar-sc-lhe sobre o hombro, e vollou-se : era
o capilao Plooeven. Os dous rnarinheiros levanta-
ram-se como movidos por uma mola, liraram o bar-
rete e esperaran! humildemente soa senlenea. Mi-
guel julgou-se perdido, e Yvon nao eslava mais a
gosto. Sabiam que o capitao prohiba, sob pena do
morle, loda a conversarlo a seu respeilo,todo o cora-
menlariu sobre o que passava-se a bordo, e tambem
sabiam que tinham infringido as sendas. Ora o ter-
mo perdo nao fazia grande papel no vocabulario de
Ploueven: ninguem lembrava-se que elle livesse per-
doado. Assim os dous delnquenlcs resigoavara-se,
quando uma voz grilou do alio do maslro :
Vela !
Aonde t exelamou o capitao laneando-se sobre
a pavezada.
A barlavcnlo responden a voz.
Bem 1 disse Ploueven dirigindo a ocolo para
esse lado. Timoneiro, a canoa do teme a cstibordo,
c abaixo os culellos !
Depois vollando-sc para os dons rnarinheiros qoe
pareciam esperar sua sntenea, disse :
Descam cmara ; mais tarde Ihcs fallare).
~ Se elle neceasitar de nos, estamos salvos, disse
Miguel comsigo arrastando o companbeiro.
Entretanto o capitao ordenara uma manobra que
devia approxima-lo do navio assignalado. Na dis-
lancia em que so achavam, era diflicil reconhecer-lhe
a baiideira e a direccaoque lomava. Provavelmen-
Ic apenas avislasseo corsario, se poria a fugir dianle
delle ; a desconfanos reinara nos mares, e loda a
vela era suspeila. Desde eniao Plooeven nao hes-
loii, manobrou de tal sorte que em um ngulo dado
os dous navios deviam achar-se uecessariamente cm
contacto, se o brigue tivesse sobre o deseonhecido a
vaolagem da ligeireza. Ora no fim de poucas horas
e-le ultimo poni seria esclarecido, e ver-se-hia qual
dos dous era melhor veleiro. Todo permilla crer
que seria o Gregeoit, o qual al cniao nao havia adia-
do rival nem entre os navios mercantes nem enlre
es de guerra : era uma verdadeira ave, que corra
meando a superficie do mar.
Cerlo do instrumento que linha as maos, o capi-
lao nao temeu apertar-lhc o passo ; embora o venlo
livesse refrescado, elle eonservou Indas as velas e
curren ousadamenlc presa. Os maslros curvaran!
como cannas, o brigue iiicliuava de ama maneira as-
sustadora ; mas Ploucven nSo pareca inquieto nem
commovido ; sua adoneao dirigia-sc para onlro lado.
Armado do oculo nao perdi de vista o navio a que
dava caca, c procurara cerliliear-se de que era
aquellc mesmo cuja imagem o perseguia.' Ora jul-
gava-se cerlo c tea rosto expandi.-i-sc ora con-
reina duvidas e uma nuvem passara-lhe pelo sem-
blante.
He elle ? dizia comsigo. Nao he '.'
Durante essa lempo o Grcgeois adianlava-se, e no
fim de algumas horas cessarain as incertezas.
(Conffmiar-e-AaO
IFRIUFI


%
lmi rados soiis liahilantos por uina medonlia icne de fla-
imado por uina infinidade de molestia!
terriveis ; cnlrclanto no temos um medico hbil,
lanlropns que, auxiliados das doses
ido envidara pera profligar a iolen-
le de nosso lollrmentos. Aluda o anno passa-
ilo na aparc,aodolerrtvel cataclisma, por ml< que
ii esqui\ar-me, lambem cahi ni roda do quo
sollriaui, e-capando-rne, rac.ii a Dcos, o mais breve
que pude de ui hrrales. Que quer Vtne so
10 da bella vidoea
Herclea forra ostentava.
Nescio de mim, ola pensara
Ouc a pedante macacoa
si ni na pesio.
Mastenli taescalafrioi,
Kicoltados da preguica,
Que tentando Ir a mina,
Na pode os oalcSes enliar
B na cama fui irilar.
Felizmente a allopalhia
Poz-me boro, em bom cahiinhu.
Mauejada pelo Pinlio
*}' sotando mor disvelo
Deslrnlo mea flagello.
So darrovdencla aguardamos algum allivio, por
que i ella pode ministrar-nos o roci de suas bon-
iladt, mandando-nos de quindo em vez alguns me-
dico* dislinclos, como o Dr. l'inho etc., mas passam
cerno os melhroroi, dizendo apenas como Cezar, / '<-
ni, aii, nxi.
Paremos votos para que o Dr. Pinito volle a esla
infeliz lerra.o que aguardamos, tanto mais conland o
aqu numerosos e dedicados amigos, alem da eeral
sjmpalhia.
Jastlca.At certa poca fatal quando o bacamar-
le e a faca de pona oram o desidertum de qual-
quer queslo, o que era a juslica aqui 7 l m pobre
calunga de nbbado de eleluia, aonde cada um
nva seu pedajo salisfaco de sua sanha ; lu-
do%am obicos, o direiloiera calcado, as garantas
eliminadas do pacto fundamental, finalmeute vencia
sempre o mais forte. E depois que de diliculdades
para akancir a solucao de um pleito, na cabera do
termo, eolio Porto das Pedros'!
vMS, iiedindo em vao serem julgados ; que imporla-
vafh porem (aes rcclamages se nunca fnnectmava
o jury, e se alguma vez se realisava esse f.cto, sua
a era imperceptivcl ? Ceisaram finalmente
sosga temos jaslra na Ierra, ja as cuusai
1 revelia, o direito nao he calcado, nao
o mais preciso caminhar 7 leguas apos um de-
sengao quasi sempre horroroso. Presidida por
Irados instruidos, como osjuizes de direito e
icipal, tenJo por activo advogado o Dr. Galdi-
no, jo pode eala villa elevar a fronte altiva. Ao pas-
so que tudu netla villa soffre um tnovimenlo
PERNAfiBUCO.
(TSr. l.uiz Filippe: Mas se o prelcndcnte se
dirigi a assembla '.'
OSr. Mello Reg : --Nao se supponha quo-eu
qoern ser mais zeloso das alribaicoee da mesa do
que ellamesma, nao ; ncm islo he urna censura que
eslou fazendo; nao quero dizer que a commissao
de.coi.hoee ai suri flllrlbnfcote, nem o direito que
tem para eiercer a polica inlerito, nlo tenho a pra-
(encao de ser mais zeloso de sua* alribuicfles ilo que
ella propria; faeo tomento estas observacOa, no
nluilo de obler que para o futuro o pretndeme ve-
nha pedir gralificacBe.
OSr. Aginar :Sr. prefjenle, parecc-me qne
o nohre deputado que acaba de sentar-ie nlo tem
mulla raso quando crA, que a commliiflo demitlio
de s! altribur6es quo tinha, para sujella-las as-
sembla ; ao contrario,creio que a commissao procc-
deu em regra. Se por ventura o pretendente hou-
vessc-e dirigido especialmente .i mesa, enlo esta
com razao deveria decidir este negocio por si ; mas
noto-so bem, o requeronte dirigio-so assembla, c
a mesa nao podia por isso, lomar conhecimcnlo de
umobjedoque eslava sojcilo i assembla iuicira;
e assim, erado seu dever dar o parecer no sentido
em que o fez.
OSr. Mello /lego :Nao admlllisse o reqneri-
menU.
O Sr. Aguiar:Nccessariamcnle havia de admit-
idlo. Comosejulgaria a mosa aulorisada a nao
admillir um requerimento que um cidado dirigisse
a asscrobla.e nao a si ? J ve por tanto o honrado
membro, que elle nao lem mulla razao, nao direi
quando censura, mas quando fezcise reparo acerca
da supposia remissao feila pela mesa do dircilo que
Ihc competa.
Agora acerca do mrito do parerer.cnlendo que elle
cslaem ordem, vislo que elle previne aquillo mesmo
que o nohre depnlado quer que seja prevenido. O
que requereu esse cidadao? ser admillido a pralicar
a tachigraphia nesla casa sem estipendio algum. Oque
diz o parecer? que elle seja admillido a essa pralica ,
na forma pedida, logo he evidente que nao era neces-
sario declarar no parecer, que elle nao percebesse
por isso gralificajao alguma, pois que, sendo
deferido nos termos em que se requer, islo he,
tem receber retribuido alguma, claro eslava, que
nada se lho conceda, pois que a pelicao nada
pede, e assim nao lera o requcrenle direito a haver
qualquer graiificajao. Por consequencia parecc-mc,
que al nesla parte o parecer esl em regra. Seo
pretndeme houvesse pedido gralificacao por em
pralica, c mesmo ohouvessc dado a entender, se nlo
livesse expressamente renunciado a qualquer vanla-
gem pecuniaria, a commissao deveria apresentar es-
sa clausula, mas de'erindo como elle pede, islo he,
com i renuncia de gralificacao, he claro, que nao
Ida deixou dircilo algum de exigirem lempo algum
cssa gralificacao. Jnlgo por lauto, que o parecer es-
ta noslermos de ser approvado
OSr. Augusto de Oliceira :Sr. presidente, cu

vina sonre um movimenlo retro- "' "' vaceira : sr. presidente, cu
onlrario a poltica camioba com a rapi- na Ps* <>cordar com a opinian do nohre dcpul.i-
dezdo raio. Os menores actos sao endeosados ou [o' 1"e l,c se3""do secretario. O mou nobre col-
censorados conforme be a politice a que perlence o
individuo. O meu adversario he nm reprobo, he
perverso, encerrando em si urna encvclopeda de lu-
do quanto he odioso. O meu correligionario, s por
que segu as mesmas ideas, be o composlo de honra
o prototypo da dislinco, oeapsuU de todas as virlu-
de*. Maldita polilica, que i emelhanle a destrui-
dora lava di crtera Temos aqni Ires parcialida-
des polticas, urna capitaneada peloa aenhores Meu-
doncas; esta trcelo laborea os pomos de governanca,
a outra, de quo he chefeo commendador Jos Pauli-
no, ap'ezar de adoptar as ideas da actualidade, nao
vive, vegeta; e por ultimo afraccito liberal que, es-
tando ua opposisao, envida lodos os recursos para
raanter-sena sua posicao expectanlecomprclienden-
dn a marcha do systeraa represenUlivo. A polica
vai marchando impvida na sua marcha, bem pre-
enchida nos aeus empregados, tacs como o r. dele-
gado o actual juiz municipal r. Kodrigo e o sub-
delesado.o Sr. [.no Jos deCaslro Araojo, mojos de
recunhecida circnraipecsio, o sincera dedicacao' pelo
servico poblico.
Alguns ibuso lem apparecido, principalmente no
dislriclo do Camaragtbe, mas nao eslando, e nem
querendo pslar de conlacto com esse dislriclo, deixa-
rei para outros essa larefa.
Sube agora mesmo, que eiti no interino exercirio
de subdelegado, o lenle Joaquim Goulart. Esse
moco a que chamara aqui vapor monslro, por eier-
cer cinco ou scisempregos, tem energia, deseja pres-
tar-e, e he incansavel, tem com todo um erro que
he ser de carne o osao, e porlanlo>ujeito a errar co-
mo us desceudenles dovelho Adi.
Anda ha muilos objeclos a respeitodosquaes posso
prescindir, porem querendo aproveilar a-sahida da
barcaa do Adcagado do Poco a quem nao desejo cau.
sarlrausloino empalando sua viagem, aqui fleo re-
servando-mo para oulras que enviar-lhe,
Serei enlSo mal extenso,
Nao co tanta parciraonia,
Narrarei sem eeremonii
Aa cousinhas que souber;
Chore e ria quem quizer.
esejo-lhesaudee prosperidade e tantos asignan-
tes quanlos o combatentes a prol e contra Sebasto-
pol; sao estes os desejos do Cosmopolita.
ASSEMBLA LEGISLATIVA PBO-
VINGIAL
S*Ma.' rfMria am 6 da marco da 1855.
Presidencia do Sr. Barao de Camaragibe.
{Conclutio.)
ItUo Reg, approsenlo a seguidle indi
rtro que em subsliluiclo aos depuUdos au
iam chamados os respectivos suppplcn
letlo Reg.
mellidacoramuaaode consliluicao c po-
deres.
He lido o seguinle parecer :
A cammissao de policia a quem foi prsenle o rc-
(|ucrimoiilodo Arsenio Augusto Clemeulino da Cus-
ta Pimoolel, pedindo para ser admillido a pralicar
a arta de tachigraphia no recnlo desta assembla,
julgaudo que d'ahi nao resulla inconveniente al-
gum, he de parecer que o supplicanle seja deferido
fivoravetmente.
Sala daseommiesdes'a astemhla legistaliva pro-
vincial, 3 de marco de 18V>.BarWy de Camaraai-
be.rjtiz Filippe./. J. Ferreira de Aguiar.
OSr. Mello Reg, pede a patarra, ficando con-
seguintemenle na fonna do regiment adiado o pa.
recer.
O s>. Augusto de Oliceira, requer urgencia para
ser distando o parecer, a sendo esta submellida i
deliberarte da casa, he approvado sem dbale.
Entra em discussSo o parecer,
lello Reg : Sr. presidenle, eu lenho
dea de que quando lea o requerimento do sup-
plicanle sobre que versa o parecer.elle palia licenra
para praticar gratuitameaU aia peccebendo ealipcu-
di* algam dos cofre pnblico:e a ser aesm pareee-me,
que a nubre commissao do policia podia bem des-
pachar a peloso do aupplieante. lornande-ae escu-
sad um parecer para ser aarovado pela casa. O pe-
ticionario podia dirigir-* a man pe,|ir Jieenr,
para ter ingresen na casa, nm ser necessario cale
parecer : a passar porm o parecer pela forma por-
que csU concebido, ote declarando qu o preUn-
deote na tem diioilo a recebar retribuirao pecan ra-
fia algama...
lega cnlendc, que tendo o prelcndcnte sujeilado a
sua suppca i deliberarao da assembla, e nao a
mesa, a Ilustre commiss3o da policia devera sub-
melleresse negocio i assembla : divirjo ncsle caso,
Sr. presidenle, porque parecc-mc que as atlrlbui"
coes da assembla eda mesa sao por tal forma defi-
nidas, que nao he dado reforma-las, nascendo o er-
ro do peticionario, que devera-se ter dirigido a me-
sa senao assembla ; nao devemos commeller
o mesmo erro. S a Ilustre commissao de no-
ticia lem enlro as suas illribuisOes a de dar
ingresso nesla casa a um ou oulro pralicanle,
snpponlio claro, que ella o pode fazer indepen-
der de deliberarao da casa. Se a commissao hou-
vesse denegado esle pedido ao supplicanle, e ello
houvesse recorrido para assembla, bem ; eniao
a esla cumpria apreciar o pedido e dar ou na in-
gresso conforme achasse de juslica ; mas nao tendo a
commissao denegado oque o pelicionario pede, eu
entendo, que a commissao he quem deve deferir a
pelirSo do rcquerenle, e no (caso de que elle senao
conforme com esse dcferimenlo, recorra entao para
i assembla. Assim parecc-me superfino c desueces-
sari) o parecer.
Vai i mesa a seguinle emenda :
b A's ultimas palavras accrcsccnle-sc: sem di-
relo a gratificado alguma. M. J. Carneiro da
Cunha.B
Encerrada a discussao he o parecer approvado
com a emenda.
ORDEM DO DA.
Piimeira discussao do projeclo n. 30 de 185-2.
A assembla legislativa provincial de l'ernambu-
co decreta:
Arl. 1. lca desligada do municipio do Recifc,
e perlcncendo ao de Olnda, a parle do terreno que
pela le provincial n. 117 foi segregada desle, leudo
principio da ponte da Tacaruna, soguindo pela cam-
boa cima al a ponle do Maduro ua travessa
de Santo Amaro, e d'ahi seguindo pela encruzilhada
de Bclni em direccao ao Rosarinho, al chegar ao
Tamarineiro, donde seguir para a Cruz das Almas
dos Padres, e vollando pela estrada d'Agua Fria al
encontrar o riacho deslo nome ; ficando asm todo
o lado direito perlencendo ao mnuicipio da Olinda,
e o esquerdo ao do Recifc.
Pedro Marlyr de Olinda, lodo o lerreno desligado do
municipio do Recifc, e que danles partencia a fre-
guezia da Boa Vista.
i Art. 3. Ficam revogadas todas as leis e disposi-
coes em contrario.
a Paco da assembla legislativa provincial de Per-
nambuco 26 de abril de lR-,2.Pinto de Campos.
O Sr. Augusto de Oliceira: Sr. presidente, eu
nao pretendo fazer nppojirao ao projecto em discus-
sao, porm tratando elle do desligar do municipio
do Recfe, do municipio mais importante da proviu-
cia, terrenos que Ihe lem perleucido al hoje, parc-
ce-me que esse projeclo nao deve passar sem previa
di-cussao, e sem lodos os esclarecimenlos dados pelo
seu aulor e por lodos que Ihe pretender dar o seu
voto. Parece-me lambein, Sr. presidente, que ideas
j bao sido enunciadas na caa tendente a modifi-
car as diversas freguezias deslo termo, e senao eslou
engaado, bouve al nm projeclo subdividiudo a
freguezia da Boa Visla. Ora, Sr. presidenle, este
projeclo actualmente em discussao vem justamente
tirar terrenos que perlcnccm agora i freguezia da
Boa VUla....
O Sr. Pinto de Camp.x: Tende a reslilair ter-
renos que foram lirados ao municipio de Olinda.
O Sr. Augusto de Oliceira: Em (al hvpolhese
pois, Sr. presidente, entendo que esle projeclo nao
devia serallcndido sem lomar-so anlesem considera-
co subdivsao que foi proposla.
O Sr. Pinto de Ca mpos da nm aparte.
"OSr. Augusto de Oliceira:Euconvenhoquo a
ftegueziadaBoa-visla hesummamenleeilema.quelie
mesmo dificilsauloridadcscumprirem os deveres de
seuscargos coma presteza que era para desejar.e lalvez
ama sabdivisao fosse muilo necessaria pela qual to-
dava pu nao oiuo desdo j;i pronunciar-me ; o que
me parece cerlo, porem, ha, que temelhante sabdi-
visao pode ler lugar depois qne se tirarem terrenos
para da-Ios a Olinda. Todos eilcs interesses qui
xera que fossem considerados antes de
votar este projeclo. Desejaria, Sr. prwidenlc, q
a commissao de esltistiea lomasse em co^sideracao
lodos esses interesses, olhasse bem p.ra a poc,ao da
fregueiiada Boa villa, e nao Ihe fosselirar terrenos,
lomando assim amanhaa impossivel a realisaco de
uina subdivisao.
Por lano, se os nobres membros nao me derem
temas etn qne o pretendente requeren.
O Sr. Mello Hego:Mas a conmiss3o devera ler
incluido acoa4ittocoqnecwic^iaalicocaBcdi.
da; porqi sa tem vistoaeslacasa,os prelen-
deales pedem par fazer cerlo servico gralij, mas
no Sin da Historia reefamam qoe trabalharam e ha lo-
go quem diga qne Ihc nimio oslo pasar-se a quem
Irahalha etc. Enlrclante, mis nao precisamos desse
Url.i5r.1pho, lemoa um na rasa, c desweeewario se
torna csie ontro, quando a emprea do Diario he
"la a publicar oj nossos debates.
Arho pois qne dcsaecessaria se torna o paree;
imissio de polica por sea proprio arbitrio po-
dia negar 011 conceder a Hawai pedida ; podia de-
Jiresse negocio To aa ni paeso votar palo pa-
recer, pela Menas, sem maadnr ama emenda *ech>-
rando qoe o Individuo rUn lera direilo a nenhu-
111.1 iclribuicao, visto qne urna deliberaco da aaaem-
pode ser interpretada coma asna acquiesefccia
ao fulnro pagamenlo.
Repito: me parece ocioso o parecer, porque a sol-
IuqIo deste negocio ha quesiao de expedienle e de-
vera ser decidido pela mesa...
se
-Acammsaoo deferio no. eaclareamenla. iaef,"que ma""ievem a^olar'pcW
:li-
jecto, eu peco licenra assembla para pedir o a<
amento desle projeclo, ifira de elle er novamenle
submetlido commissao de cslatslica pira dar o se
parecer ; tanto mais quanto ete meu adiamento es
la conformo com o preceto do regiment, que na
admitte a discussao piojeclas sem serem previamen
te estudados pela respectivas commisse. Ora,,
malcra por si he muilo importaute, porque nada
cordicvo de mais importadla do que cssas divises
leniloiiaes, ata allerares, que lodos o diaa
azem ; a i peeWmentc o nobre aulor do projeclo, qoe eu Ihes
pergunle, so^le projeclo Ihes foi Mggerido em vir-
lude do alguma raquiaujo ofiicial, se as cmaras
mueidpaea, as os paroclios ou algaem por ellca Ihes
pedia essa drvisio, pois, Sr<., eu eslou persuadido;
que o honrado membro leve alguma razao muilo
plausjvel para apresentar c.-le projeclo___
O Sr. Pinto de Campos : He ama rostilui
de territorio.
O Sr. Augutt Be Oliceira : He ama resti'l,..-
cao, tumo diz o nobre deputado, e se houve injusta
nesse projecto, que deu ao muoiciplo do Recite eqe
lirio
(ut-
pcrlcncia a Olinda, islo ludo deve eilar exarado em
algQm documenlooflirlel; as respectivas autorida-
des devem (cr necesariamente enlrctido algnma
correspondencia a este rcspcllo, c essas razii'es de-
viam acompanhar o projeclo ; portento vol contra
o projecle c polo adiamento, se 01 esciarocimentosdo
nobre depulsdo me nao sallifizerem.
O Sr. Carneiro da Cunha suslenlou o projecto,
dando como razSo ai distancias dos lugares Indi.
eedos, os quaes anllgamenle perlenceram Olinda,
e agora nada mais te fazia so nao urna rostitqiQ.lo.
O .sr. Augusto de Oliceira : 9r. presidente, o
nobre depnlado, qne acaba do scnlar-se, parece
que ma nao comprehendeu. Eu disse que vola-
rla conlra o projecto, se as explicaces que me foi-
sem fornccldas pelo seu nohre autor me n.lo salisfi-
zessem : o nobre autor do projeclo at agora ainda
nao quiz lomara palavrn, parocendo ter delegado os
scus poderes an nohre deputado, que acabou de
senlar-se; c aassemblaouvio, que esse nobre depu-
tado nada disse acerca do projecto, a n5o ser o al-
vilre por elle lembrado de que os membros da as-
sembla drsscm um passeio por esses lugares, e fos-
sem reconhecera utilidade do projoclo...
O Si. Carneiro da Cunha : S pedi aos que
impugnara.
O Sr. Augusto de Oliceira : Ora, cu eslou que
mais de melade desla assembla esli em duvida
acerca da ulililadc do projeclo, o se um ou oulro
vola, he lalvez por confiar demasiadamente as lu-
zes do seu nobre aulor.
Ma, Sr. presidenle, eu nao posso de maneira al-
guma volar assim por um projecle, que involve ma-
leria loo importante, como a desmembracao de ler-
rilnrios de um para oulro municipio, e mrmenle
em prejoizo do lerir-j do Rccife, o mais importante
dos municipios da provincia ; nao posso, digo, volar
por esle projeclo sem que a sua materia passe por
nma, discussao ncompanhada de todos os esclareci-
menlos possiveis.
Enlendo, Sr. presidente, que nos podemos votar
muilo bem sobre esle projeclo, avaliar de loda a
sua importancia, sem darmos nm passejo a cavallo,
nem acarro, como pretende o nobre deputado, por-
que felizmente existe um mappa do municipio do
Recite, aonde pdem ser estudadas as conveniencias
das localidades.
Mas ainda eslou, Sr. presdanle, na duvida de
volar pelo projeclo, porque confio muilo as de-
cises desla casa quando achou conveniente a des-
membracao desle territorio do municipio de Olinda
para o do Recifc ; seguramcuto haviam razOes de
sobra para que aquella assembla decrelasse essa le.
Os nobres depntados apenas fallara de juslica e de
rcstiluirao, mas nao dio 03 motivos que possam jus-
lillcarsemellianle resliluirao.
O nobre deputado disse que aljuns ponfos da fre-
guezia da Boa-Vista ficavam mais perto de Olinda
do que da sede da freguezia. Eu nesla parle peco
licenra so nobre deputado para discordar da sua
opiniao, porque esses pontos de Cruz de Almas,
Cruz dos Padres, se eu l morasse, quizera anle
perlenccr Boa-Vista do que a Olinda.
O Sr. Pinto de Campos : O projeclo nao en-
lende senao cora o civil, nada tem com o ccclesias-
tico.
O Sr. Augusto de Oliceira : Ea eslon persua-
dido de que esses lugares, pertencendo a freguezia
da' Boa-Visla, as autoridades camprcm ah melhor
os scus deveres do que se fossem as de Olinda, por-
que he sabido que (odas as autoridades da capital,
estando em contado com as oulras autoridades su-
periores, que as inspeccionan!, lendo em si meios
para chegar com mais facilidade a esses logares, p-
dem cumprir melhor os seus deveres do que as dos
oulros municipios, embora lejam estas bem inten-
cionad!;.
Mas o nobre depnlado qne defenden o projeclo,
em nada juslificon a injustira da Iei, que tirou esses
lerrenos de Olinda para da-los ao Recito. Eu aven-
lei urna idea, que o nobre deputado nao refulou, de
que ja houve um projeclo para subdividir a fregue-
zia da Boa-Visla...
Um Sr. Deputado : Cabio.
O Sr. Augusto de Oliceira : Mas a idea ain-
da exisle. Ora, o projecto que vai tirar terrenos
Boa-Visla para da-los a Olinda, vai tornar impos-
sivel a realisarao dessa idea.
Convenho com o nobre deputado, que a freguezia
da Boa-Visla he demasiadamente exlensa, que lalvez
urna siibdivisao podesse ter lugar para commodidade
dos habitan (es.
O Sr. Carneiro da Cunha : En nao disse
isto.
O Sr. Augusto de Oliceira : Por esla razao
digo, que esla subdivisao poder a poupar os inconve-
nientes do projeclo. Sobre lodos esles interesses he
que eu desejava que fosse ouvida a commissao de
estalistica, para que se nao deliberare em materia
tao importante cora lana precipilarao, mesmo por-
que me persuado que o nobre depotado, aulor do
projeclo.e qoe o aprcsenlou em lS.")_,,lendo de oceu-
par-se com objectos mais importantes, lalvez esleja
pouco lembrado da materia do projeclo.
O Sr. Pin lo de Campos : As palavras do no-
bre depnlado que suslenlou o projecto, avivaram-mc
todas as ideas.
O Sr, Augusto de Oliceira : Applaudo-me qoe
o nobre deputado tenlia uina memoria (au feliz, que
era tan poucos minutos se rcfrescassc,apeznr de estar
enfraquecida. Oque digo he, que o nobre deputa-
do nao se pode furlar a esla discussao.
O Sr. Pinto de Campos: Furlo-rac na car-
reir.
O Sr. Augusto de Oliceira : J que o nobre
depnlado ha pouco declarou em aparte, qne eslava
perfeilamenle convencido de lodo o alcance e impor-
tancia do projecto, eslou que ser o primeiro, a lo-
mar a palavra para esclarecer i assembla.
O Sr. Pinto de Campos : NSo tomo tal.
O Sr. Augusto de Oliceira : Eu acho que o
nobre deputado esla amesquinhr.ndo a discussao, e a
idea do projeclo para Iralar-se o negocio como insig-
nilicaule.quando pelo contrario au o acho muilo im-
prtame, porque trata de nada menos do que lirar
terrenos do muucipo mais imprtenle da provin-
cia, c por tanto, se o nobre depnlado .leve razoes
para appresenlar esle projeclo, deve oDercce-Jas
considerarlo da casa.
0 Sr. Carneiro da Cunha : J foram appre-
senladas.
O Sr. Augusto de Oliceira : Ea digo qne nSo :
o nobre depulado ?penas disse, qne nao podia trans-
portar para aqui essas localidades, o quo nao me
parece procedente, porque so essa razio procedcj.se
como se podia deliberar sobre divisao de territorios
da provincia, quo eslao 110 interior se par isso fos-
se preciso dar um passeio at l ? Felizmente te-
mos um mappa do municipio do Rccife, nao direi
perfeilo, mas mais on menos certo, quo nos pode
guiar nessas questftes.
Oquesuslentoaindae luslcntarci ljc, qoe o pro-
jecto nao pode passar sem todos os esclarecimenlos
tlados pelo seu nobre aulor, e en quizera ouvi-lo
fallar.
Convenho, Sr. presidenle, em que o nobre depu-
lado, qae se pronunciou em favor do projeclo ; lem
razoes sufficieules pra sustentar esta idea, he dele-
gado de Olinda, ahi morador, o deve pugnar por lo-
dos os inleresses daqnelle municipio, mas o nobre
depulado lambem me desculpar porque, pertencen-
do euao Recifc, e morando no bairro da Boa-Visla,
lenho alguns escrpulos em volar por um projeclo
que he conirario ios interesses do lugar em que mo-
ro, sem que pelo menos so me deem ludo esclare-
cimenlos necessario.
// Sr. Depulado : Na segunda discussao.
O Sr. Augusto de Oliceira : Eu nao eslou en-
trando em delalhes do projeclo, guardo-me para a
segunda discussao, fique ouolire depotado descanta-
do ; agora eilou apenas avahando a ulilidade em ge-
ral, e o nobre depulado por ora ainda nao disse n-
da que ma salisfizesse.
(//a km aparte.)
Apenas lenho apprcsenlado duvidas quo desejava
fossem resolvidas pelo nobre depulado.
Por lano, cu peco licenra ,, asamblea pira ap-
presenlar um requerimento de adiamento, aiim de
que o projeclo seja submelldo a considerarao da il-
luslrada commissao de estatifica. t
{lia um aparte.)
Se o projoclo foi apprcsenlado em 1852, moilra
que elle nao he Lio importante como isso, porqnc
V. Evc.que dirigecom lana circtimspccrao os traba-
Ihoi dacisa, o teria dado para icusflo no caso de
coiitcr elle malcra liio importante, como diz o no.
bre depulado, cj elle estara buje transformado cm
le. He forja confes ba de dar forca a minua argumonticSo, e corrobo-
ra ai minhns duvidas, declarando que elle j he lao
velho, nao lendo ainda al lioj-j em consequencia
DIARIO DE PERNJMBUCO, QUARTA FEIRA
7 DE MARQQDE 1855.
Iei.
de sua poaoWtilldadc, ildo Irtwformado em
Vo mesa os siguiles requerianenlos:
o Reqailro que o projeclo seja relMltldo com-
missao de estalistica pan sobre elle inlerpor o seu
parecer.A. de Oliceira.
Requero que sejara ouvldos o Exm* bispo dio-
cesano e presidente da provincia sobre a ulilidade
do projeclo em discussao. Antonio Jas de Oli-
ceira.
O Sr. Pinto de Campos ahonda as Ideas do Sr.
Carneiro da Cunha.
Encerrada a discutan lie rejeilado o adiamento
proposto pelo Sr, A. do ;Oliveira, icndo approvado
o do Sr. Antonio Jos de Olivcira.
Primoira discussao do projeclo n. 36 de 1854.
A commissao de obras publicas, commercio ele,
examinando o rcqucrimenlo de Claudio Dubeux,
a respeilo da linhas de mnibus que pretende cs-
labelccer, e a informarao que sobre elle deu a c-
mara municipal do Hecifo, propc a esla assembla
a resolucao seguinle:
A assembla legislativa provincial do Pcrnam-
buco, resolve:
o: Arl. nico. O cmpreiario, ou omprezario que
cm virludo da Iei n. lili de 31) de marco de 1847,
contrataren! com o governo linhas de omnibas des-
la cidade para os seus arrebaldcs, e para a de Olin-
da, licam dispensados poro annos de pagar polos
diloi mnibus impostos municipios, e o de barreira
que j nao esliverem arrematados, ficando revoga-
das as disposrdes em contrario.
o Paco da assembla legislativa provincial do Per-
mmbuco3de maio de 1834.Antonio Alces de
Souza Carcalko.Manoel Joaquim Carneiro da
CUnha.
lie regeilado sem dbale.
Entrando em segunda discussao as posturas da c-
mara municipal da Viclnria, verilca-se nao haver
casa.
O Sr.l'resiienle designa a ordem do dia e levan-
la a sessao a 1 ;., hora da tarde.
MUTILADO
Sessao' ordinaria em 6 demarco de 1855
' ice-presidencia do Sr. Carneiro da Cunha.
A's 11 horas da manhaa, feita a chamada, acha-
ram-se prsenles 20 senhores depulados.
O Sr. Presidenle abre a sosso.
O Sr. 2." Secretario 1C a acia da anterior sessao
a qual he approvada.
OSr. 1. Secretario menciona o seguinle
EXPEDIENTE.
Um rcqucrimenlo dos religiosos franciscanos de
Olinda, pedindo se Ibes conceda uina lotera de
120 conlos para occorrer aos concerlos de sua igreja.
A' commis'o do pelices. '
Oulro das recolhidas no convenio do SS. Corar.ao
de Jess da villa de Iguarass, pedindo a rcilcracao
do beneficio qno Ihes foi concedido pela Iei n. 316
de 1854. A' commissao de orsamenlo.
Oulro de Jos Ignacio Percira Dulra, pedindo
urna indemnisarao pelo prejuizo que soflreu com o
onus que lho foi imposto pela repartido de obras
pblicas, obrigando-o a conserver duas Tallas ehi per-
filo estado no seu sitio do Barro-Vermelho. A
commissao de obras publicas.
He lido e approvado o seguinle parecer da com-
missao de posloras.
A commissao examinando as prsenles postaras,
e apreciando-os devdaraenle, he de parecer que
sejam impressas com as alterarles, ccorreccOcs fei-
las em alguns de seus arligos, afim de poderem en-
Irar em discussao na ordem dos Irabalhos desla as-
sembla.
Sala das commissOes 5 de marro de 1855.--Met-
ra Uenriqucs Oliceira S Pereira.
{Conlinuar-te-ha.)
CMARA MUNICIPAL SO KECIFE.
Sessao extraordinaria de 16 de faaarelro.
Presidencia do Sr. Barao de Capibaribe.
Prsenles osSrs. Rego,Dr. S Pereira, Mamedc,
BarataeGameiro, fallando com causa participada o
Sr. Vianna, escindaos mais Srs. abrio-se a sesiau e
o lida o approvada a acia da anlecedenle.
Foi lido o seguinle
EXPEDIENTE.
Um oflicio do E\m. presidenle da provincia, com-
municando que, por portara de 3 do correnle,
conceder f, niezes de licenca sem vencimentos,
aocapelao do cemilero publico desla cidade, Frei
Joaquim da Piedade, fimf de ir ao Rio do Ja-
neiro.Inlcirada. f
Oulro do mesmo, mandando que esla cmara pro-
videnciasse para quo o aferidor g5ossc aferir com
brevidade os pezos e medidas do almoiarifado do
arsenal de mariuha.Inleirada, e que se olliciasse
ao aferidor.
Oulro do mesmo, remetiendo approvada a plaa
da povoaco de Santo Amaro de Jaboatao, para por
ella se regular esla cmara na concessao das ucea-
ras para a nova edificarao all, dizendo que julgoo
conveniente manda-la levantar, por Ihe constar que
o seuhor do engenho Velho nao lem a menor duvi-
da em aforar os lerrenos, que fic.m a margem es-
querda do rioUnaconfronte aos perlencenles ao
palrmonio das igrejas, cujoi administradores nao se
esquivam lambein de aforados, podendo por con-
segunle haver urna grande rea, por onde te possa
eslendern edificarao daquella povoat-ao, que se lem
conservado lo mingoada, nicamente por nao haver
facilidade do se oblercm terrenos por moilas Des-
loas solicitados para cdilicar-se.Inleirada, e que
se remellesse a plaa ao cordeador para se regu-
lar nos alinhamenlos.
Oulro do mesmo, remetiendo um.dos exemplares
das inslrucres escripias em 1818 pelos eommissario
vaccinador provincial, com o fim de facilitar a vc-
cina ou varila vaccinal, os quaes Ihe foram oflere-
cidos pelo mesmo aulor.Inleirada, e que se ar-
chvasse.
Oulro do procurador, remellondo o balanco da
receila o despeza municipal no mez de Janeiro ulli-
mo.A' commissao de policia.
Oulro do cirurgiao desla cmara, communicando
a demora que houve do enterro do cadver do preso
Jo3o Jos de Souza, fallecido d'apoplexia na cadeia
no dia 28 de Janeiro ultimo, onde eslve conservado
alo as 8 horas ila noile do dia seguinle, quando j
cumecava a corromper-se, e bem assim expondo os
meios de que nsou para o mesmo cadver nao per-
noitar na cadeia, recejando nao occasionasse alguma
pesie. Inleirada, e resolvcu-se que so olliciasse ao
chefe de policia, pedindo* houvesse de recommendar
ao encarregado da cadeia,' que imracdiatamenle
que fallecesse algum preso, lirasse logo a guia, para
ser distribuida a quem locasse fazer a conducho do
cadver, afim de, no caso do demora, ser responsa-
bilisado quem a occasionar.
Oulros ;2, assighados pelos fiscacs de Sanio An-
tonio e Boa-Vista, propoudo duvidas acerca da exc-
cucao das novas postaras.A' qocm asredigio.
Oulro do fiscal ds Boa-Visla, consultando se na
Iei da crencao das commissOes de hygienc publica
exisle alguma dispoiirao cm contrario a do arl. I (i.
lit. 20 das posturas, que quer, que os vendedores de
drogas tenham caria de pharmacia.Que se ouvisse
a commissao de hjgiene.
Oulro do mesmo, participando achir-te bastante
arruinado o cano de alveuaria da eslrada do Chora
Menino, e ser muilo necessario o seu reparo.
Mandoii-se que o engenheiro orcasse o reparo.
Oulro do mesmo, informando que Francisco dos
Santos Corrcia podia construir nos fundos doqninlal
da casa da rna da fundirao em Sanio Amaro, o for-
no da sua padaria, por ter o lugar marcado para
esle lim.Inleirada, o coneedeu-sea licenra.
Oulro do bacharc Francisco Gomes Velloso de
Albuquerque I.ins, participando ter em o primeiro
do correnle eulrado no exercicio interino do lugar
de promotor publico.Inleirada.
Oulro do engenheiro cordeador, dizendo em res-
posta a portara de 19 do Janeiro ultimo, ser muilo
necessario o prolongamento do cano construido pela
repartirn das obras publicas, no largo da Ponle
Velha, al o ngulo da ra Velha, nOm de esgolar
as aguas pluvaes, que ah se depositara.Que se
olliciasse ao Exm. presidente da provincia, fazendo-
Ihe senlir a necessidade dessa obra.
Oulro do mesmo, dizendo quo o caleamento da
ra do aterro da Boa-Visla carece de ser reparado
na parle quo abalcu junio a ponte, e prejudica o
vehculos.Que ilzessc o orcamenlo da obra.
Oulro do mesmo, communicando que o arrema-
tante da obra do caes das Cinco-Ponas aSa Ihe tem
dado andamento, a daipeilo da deliberado lomada
[ior esta cmara, do Ihe mandir fornecer mais cal e
cemento, e nolando oulras fallas commellidat a res-
peilo pelo meimo arrematante.--Inleirada.
Oulro do administrador do cemilerio, partici-
pando qae foi para all conduzidocmacabeea de um
prelo o cadver di prvula Lulza, que ucompa-
nhou a guia n. 830G, a mandado de Cosme Cypriano
de Souza, morador na ra dos Mari) ros.Mandou-
se remoller ao fiscal para lavrar o termo de in-
fraccao.
Oairos (2) do fiscal de S. Jos, declarando que
as semanas do 29 de Janeiro a 4 do correnle, e de
5 a 11 deate, se mataram para consumo desla cida-
de 1333 rezes.Que sa archivasse.
Oulro do mesmo, communicando acharem-se a-
lagadas algama ras da sua freguezia, parecendo-
Ihe conveniente que a cmara ponderasse ao gover-
no da provincia a necessidade doscu caleamento.
Inleirada.
Oolro do fiscal do Pojo, participando que no mez
do Janeiro ultimo so mataram para consumo da ines-
ma freguezia 170 rezes.Que se archivasse.
Oulro do mesmo, informando adiar justas as ra-
zos expendidas por J. E. Robert em sua pclr.lp,
parcccndo-lhc que se devia conceder a construccjio
do muro, requerida pelo supplicanle, para fechar o
seu sitio na eslrada do Chacn, que ha muilo se
acha aberto. Concedeu-se a licenra com
a condicao de s-ignar o rcquerenle ter-
mo, em que se obriguc, a demolir o muro, que
huuver de fazer no prazo de oilo dias, depois de
mimado por parte da cmara, c sem que possa pe-
dir por essa demolcao era lempo algum, qualquer
indemnisarao.
Oulro do fiscal de S. I.ouronco da Malla, respon-
dendo queixa, que conlra elle endercrou Manoel
Antonio de Oliveirn, por >e julgar indevidamente
multado.Rcsolvcu-se que fossem os papis re-
mellidos ao advogado paraadizer sobre a Icgalidade
das mullas impostas.
Oulro do mesmo, requisilando padres de pezos
e medidas para por clles cotejar os da freguezia.
Que o procurador salisfizesse.
O Sr. vereador Barata fez os segrales requeri-
mentos, qne foram approvados:
Requeiro que se expera ordem ao fiscal de S.
I.ourenco da Malla, para que compare;.! nesla c-
mara no primeiro dia do sessao. para responder so-
bre negocios da mesraa cmara.Recife 16 de fe-
verero de 1855. O vereador, Barata de Al-
meida.
Requeiro, que se ordene aos fiscaes, que, com a
brevidade possivel, procedam a denominadlo das
dilfereulcs ras novamenlo edificadas, que ainda
nao esto denominadas, pondo-se os compelenles lc-
(reros em cada urna dcllas.Recife 10 de fevereiro
de 1855.O vereadorBarata.
Foi approvado o seguinle requerimento, qae fez o
Sr. (ameno :
Requeiro, que se ordene ao engenheiro cordeador
o lcvanlamcnto gem, com am projeclo irarruamento.Sala das
sessoes 16 de fevereiro de 1855.Carneiro.
Mandou-se remeller ao fiscal dos Afogados,
para informar, a petiro de Ul lisses Cockles Caval-
canle de Mello, reclamando o melhoramenlu da ra
dos Pocos daquella freguezia.
Em visla do que requereu Francisco Mondes de
Mello, ro>olvcu-se, quo se chamassem dous sup-
plenlc de juizes de paz do sogundo dislriclo da
freguezia de Muribcca.
Foi remellido i commissao do policia o reqOeri-
mcnlo de Augusto Jcnuino de Figueiredo, feito ao
governo da provincia, pedindo nma gralicarao de
255 rs. raensaes pelo trabalho de escriplurarao, que
faz nesta cmara ; e deedificarao a pelin.es de
Manoel da Pahlo Paz, sobre a obra do caes de que
he arrcmaltante as Cinco-Ponas, e de Nicolao Ga-
daall, reqnerendo indemnisarao dos lerrenos de sua
proprio Jado, que diz ler cedido beneficio pu-
blico.
Foi remedida ao vereador S Pereira a replica de
Severina Francisca da Costa, a respeilo do seu tra-
fico de malar porcoi.
Deipacharam-se as pelijcs do bacharel Abilio
Jos Tavares da Silva, de Antonio Jos Firmo, de
Antonio Jos de Oliveira, de bacharel Francisco de
Assis de Olivcira Maciel, de Francisco Jos Gomes
de S. Rosa, de Gispar Adolpho Borges, de Joao
Jos da Cosa e Silva, de Jlo Antonio Villa Sccca,
de Joao Miguel Teixeira Lima, f2} de'j. E. Roberto,
de Joao Pereira da Silva, de"Jos de Fraila* Cal-
lado, de Joaquim Gonralves Callado, de Joao Pa-
checo de Queirosa, de Jos dos Santos Ncves, de
Jos Antonio de Souza Queiroz, de Jos Marcellino
Alves da Fonseca, de l.uiz Jos Lucas, de Manoel
Jos do Amara!. Manoel Alexandrc Gomes, de Ma-
noel l.uiz Coelho de Almeida, de Rufino Gomes
daFonseca, deTrajanoGucdes de Oliveira, e levan-
lou-se a sessao.
Declaro lampo, que era visla da declararlo
feila por Antonio Jos Firmo, de haver vendido o
eslabelecimcnlo de carros fnebres, silo na ra Au-
gusta, Jos Pinto de Magalhaes, e por esle do o
ler emprado, julswu a camira aquello desonerado
das obrigacocs do respectivo contrato que asignou, e
mandou lavrar oulro para ser assignado por esle.
Eu Joiio Jos Ferreira de Agoiar, secretario a
subscrevi. Barao de Capibaribe, presidente.
f'ianna.Carneiro.Sa Pereira.Barata Al-
meida.
COMARCA DE FLORES.
13 de fevereiro.
Senao me alha a memoria, lembrar-me que por
vezes alguns dos seus correspondentes queixm-se
da Talla de materia para noleiar-lhe, e islo de po-
pulosos lugares, como cidades, villas ele ; nao he
muilo pois que eu lambem me queixe, tanto mais,
morando ddame dos povoados, e esles mesquinhos ;
om termos que qnando mesmo diego a ler noticia
de alguma cousa, ou ja he 13o auliga, que nao val
pena referi-la, oube tao desfigurada, que me forca
a cautela de nada dffiaocar, e usar sempre do bor-
dandizem ; e todava, eu estimara com effeito
nada ler que noliciar-lhe, mormeote de causas m;
e nesle caso lerei de ser lacnico, por s referir-ihe
as boas, capitulo sempre curto, ou por haver menos
somma de bens, ou por ser do centimenlo humano
analisaimos mais o mal do que o bem.
Felizmente a ultima quiuzena nada olTereceu nem
debomcnsmde mal que merecas honras da pu-
blicidade ; e todava para logo em principio nao per-
der o costume de escrever, entend dar es| satisfa-
rn por passar a (ratir de cousas tao frivolas que
nem inleressam ao publico, e ncm justificam miaba
ponloalidade, tanto mais nao tendo-mc compromel-
tido a regularidade. Erara 8 do correnle nada soa-
va, eeu jadizia : Qracasa Dos, que nada lenho
com que mimosear ao meu correspondente ; quando
pelas quatro da tarde formou-se o lempo, e verda-
deros indicios apareceram das charas e tao desojada
chaval ", c que supposlo as nao parlicipassemos, foi
todava um lenitivo, igual aquello do que goza o eu-
fermo que em idntica circunstancia foram oulros
curados; no cnlanlo conlinuaram os farruscamentos
que ncsles casos sao sempre esperanzosos e bonitos ;
eullmamenle lem chuvido suflicientemeule parase
plantar sem temor. Ja por algumas parles havia
morrido algum gado, nao lano pela falla de pasto
como pela excacez das aguas, terrivei flagello do
serto, cujo mal ir sanando a porporcSo que o go-
verno for mainlado levantar novos acudes, na mi-
nha opiniao mais "necesarios e mais uleis que todos
os beneficios sejam de que ordem for, sem exceptuar
os mesmos lemplos. Pcnsava no que mais iria di-
zendo quanto recebi um bilhete do meu compadre
Malheos, timbera queixindo-sc de nada ler do im-
portancia para Iralar, e nao obstante fornc<.eu-ne al-
guma cousa que embora cm valor, julguci aprovei-
lar. Disse-me elle que all chegou no dia 8 do cor-
renle pelas 6 horas da larde, o capilao Wauderlcv
nomcido ltimamente delejido da comarca, e mais
um alfere ; ( isla coincide o ter-me paseado pela
porta na manh.la do mesmo dia un ofliciaes, o uma
moca que allribuo ser a senhora de algum dos ditos )
e que chega'uJo quasi inesperadamente lito capilao
delegado, naodexou de sorprender a muilos e cho-
car algucm que einpallr.ria ovos para tirar pintos;
que no dia seguinle tomn coula da delegada, fi-
cando desouerado o delegado lupplcnte Chrutovao
Jo de Campo Barbosa, quo era abono da vcrdnde
nada se liuha a notar qoe menos regular fosse, na
adminislraeao da sua policia, no seu mez e 26 dias,
fazendo lalvez mai serviros do que se esperava,
eolre clles o mimo que fez a S. Eic. de um pexiuho
do vivelro da Villa Bella, viyiro por demais rico
depescado que nunca v rede e ncm larrafa, que
uaoseil porauenuao Revendo all lano jogado-
res, peloliquoiros, ladrOa de bode e ovelha, nem
o mesmo Sr. Porlclla os cnxcrgou, qaaiujo esse
mesmopcixinl o foi uma especie de criado a seu ser-
viso ; al que agora (diiera | que o proprio padri-
nho ( vou desconfiando muilo da proleccdJo dos pa-
drinhos, que I; vi dous exemplos cm menos de 15
dias) o deuunciou ao delegado supplenle boro sida-1
dado ; fica entendido,que quando o sugeilo.jja' pa-
ra ladrae, he um oplimo soldado, c cu noarho nao
por ser o meiomais fcil d punir pequeos delicias,
jaque as nosiis leis e bonhomia dos noisos jurados
muilo concorrem para o desanimo de nm particular
dar adenuucia que alguemlhe furlou 10,12 c mes-
mo cenlcnares de mil res. Mas, como la dizendo,
o meu comprado que logo no dia seguinle d chega-
da do novo dclegido, Toram remedidos pin essa ca-
pital 8 recrutas, cuja forja oa escolta tomando pela
eslrada da Baixa Verde, nao leve lugar passar por
miulia porla, no enlanlo correu por aqu a nollcla
que no segnpdo da la' por aquella drecrao ouvira-
sepnrcaode liros.e logo se atribulo ,-. tomada dos
presos, lanto mais queja se dicta que no Sacco dos
Bois foram encontrados fl sugcilos armados, gente
daquellesque oulr'ora alacaram a cadeia da Villa
Bella c que com muila razao suspdtava-so iriam es-
perar em caminho a escolla por ser nm dos rerru-
lados um menino, dos qae foram na empreza da ca-
deia, prezumo porem ser falsa a muida do tiros ncm
tomada de presos, porque a ter assim acontecido se-
ria islo mais estrepitoso.
Lastima o meu compadro a falla de policia para
os porcos quecruzam as ras daquella villa, c que
nem espera possam ser extinguidos, quando aunica
a auloridade que dclles devia lomar cooherimenlo
he o mesmo que mais porcos cria. lito ja rae pare-
ce impertinencia do meu compadre porque n3o se
pode (ergozossem algumas privarOes. He 13o goi-
losa a carne de porco, que val a pena soffrer suas
parearlas.
A noticia que tenho do jury da Ingazeira, he que
se reuni cque nlo foi possivelcnlrarem lodosos cri-
minosos em julgamcnto c quo n.lo sei la' porque er-
ro foi um s condemnado, islo mesmo nao sei em que
pena porque he tal a Ganancia de'obsolvirnes, queso
por erro poderia algum ser condemnado, loao porem
queeu saibadarealidade Ihe, a transmillirei.
Parece que a providencia se lem amerciado de
nos, por isso qncem toda a quinzena nao consta ( e
pelo menos nao me chegou a nolicia ) que houvesse
em toda a comarca, um scaso, nem mesmo de dis-
putas enlre as mulhercs de duas s> Habas. Dos per-
milla que islo sempre dure.
Nao obstante o intenso calor porque passamos, nao
apareceram molestias mortferas, ese algama vez ou-
vem-seossinos da matriz, he para annunciar-nos
as horas do dia.
He lisonjero dzer-lhc que nesla comarca qnasi
eslao exlinguido esses espirilos de partido, oulr'ora
tao prejudiciaes e supposlo ainda se faca distinernn
dos nossos e dos vossos romo algucm se expri-
me, no cssencial s ha harmona e boas relarOes.que
sem lemer do errar, pode-se dizer que s5o sinceros ',
exceptuam-se um pai e um libo, alias.... que para
elles nada he bom em quanto se n.lo acabar com tes-
tas coroadas, governos e empregados vitalicios ; e eu
Ibes acho alguma razao,por is'oqne ha mnilonao ex-
crcem emprego algum, e lalvez nunca mais exerce-
rao a nao haver transtorno na nalureza. Corre por
aqu a noticia de mui breve chegar-nos um doulor
em medecina, que vem por causa de molestia na se-
nhora do mesmo doulor ; sentimos que esla seja a
causa .' offrera uns para bcra de oulros 1! ) mas, es-
limamos em todo o caso, ainda pela muila precisao
que lemos de um facultativo de conheciraenlos pra-
licos; ao menos quando morramos, saibamos de qoe
molestia se morre, nao tenhamosde lastimar nao ter
so feiloa diligencia por curar-so de uma molestia
e ser outra; que por nsso fallar, por militas vezes
me tenho compadecido da ignorancia doi povos des-
le seriao qne logo que adoecem. seja de qae molestia
for, tralam-sc de estupor ( que nunca pronunciam
esle nomeestuporsem se benzerem ou acrescen-
lar-lhe Ave Mara ), ar de venlo, olhado e
quebrauto ; as primeiras deslas molestias cunra-se
com suadores.bcbreagens de razes, c quando muilo
aperlados os casos uma ou duas purgas de jalapa ; e
as segundas comorarcs e benzeduras, nao esquece-
ndo arroxarcm as cabecas com urnascordasde crau'a
benzdas pelas ultimas misses! Informam-me
que se retirar para essa capital o lente Rio: Nao
lenho a honra de ennbecer ; e todava sou o primei-
ro a sentir se se realisar, por se fruslarera lanas e
lao liionjeras osperanras de fallaren! os mudos, ve-
rem os cagas, c ouvirem os moucos, sem contar ou-
lras muilas mir.iculo-as curas de muitas e diversas
molestias de :10 e mais annos. Consola-nos a espe-
ranza de vir oulro, cujos conheciraenlos devem ex-
ceder a nossa especliliva.
Nao lem havido allcrar. nos precos dos seero-
cemeslveis, a saber : farinha a 12-5800 o alqueire,
milito, a 7000 rs.; feijao, a 20JJOOO rs. ; rapaduras,
a 9 o 105900 rs. a carga, ama 100 rs ; a carne, quer
magra quer gorda, a 10 pilacas a arroba ; vinho pes-
simo a 15000 rs. garrafa, genebra do Hollanda o
mesmo; da Ierra, 6MI ; caf, cruzado a libra e assim
ludo o mais.
Adeos, al oulra vez. Anno de Chrislo de 1855.
Carta particular.)
REPARTigAO SA POLICA.
Parle do dia 6 de marro.
Tiln, e Eim. Sr.Participo aV. Exc. que, das
dillerenles parliriparOes hoje recebida nesla re-
parti^ao, consta lercm sido presos:
Pelo jolzo municipal da primdra vara, o porlu-
goez Antonio Jos Bilancourt, por se adiar pronun-
ciado.
Pela subdelegada da freguezia de S. Jos, o por-
tugaez Ventura Joaquim da Rosa, por briga.
E pela iubdclegar.ii da freguezia da Boa-Visla,
o porlugttez Jos Gustavo, por furto.
Por oflicio de 28 de fevereiro lindo, commnnicnu-
me o delegado supplenle do termo de Cantar, que
no da 27, lendo sabido da cadeia daquelle termo,
para o servico da fachina, dous presos arorrecladns.
de nomes Francisco Antonio Callado, o Joaquim
Soarcsde Souza, acompaultados de quatro guarda
nacionaes, e o soldado de prmera liaba Joaquim
Antonio Xavier, chegando ao lugar do despejo eva-
dira-se o preso Joaquim Soarcs de Souza,e hitando o
soldado de linha com o oulro preso de nome Fran-
cisco Antonio Calla do, para que estse nao evadisse,
resullou da mesma lula a morlc do mencionado Cal-
lado, pondo-se em fuga asqualro pracas da guarda
nacional, c sendo preso o soldado de linlta, conlra
quem se eslava procedendo ao competente processo,
para se conhecer da verdade do Tacto.
Dos guarde a V.|Exc. Secretara da policia de
Pernambuco 6 de marro de 1855.Ulm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Bento da Cunha e Figueiredo,
presidente da provincia.O chefo de policia ui";
Carlos de Paica Teixeira.
REt.ACAO' DAS PESSOAS FAI.ECIDAS NA FRE-
GUEZIA DE SANTO ANTONIO EM FEVE-
REIRO DE 1855.
l.uiz, crioulo, escravo de Antonio l.uiz de Oliveira
Azevedo ; 12 anuos.
Joaquim africino, escravo de Manoel Jos do Jess
Americo.
Antonio da Silva Barbalbo, pardo, casado, i5 aanos;
pobre.
Antonia Maria da Conceirao, branca, casada ; 24
annos.
Thereza da Gloria Theophla Romana, branca, casa-
da ; .36 annos.
Antonio, branco, filho de Antonio Jos Duarle 1
dia.
Um prvulo, ignora-so ; pobre.
Antonio de Moura Bastos, lnanco, tolleiro ; l au-
nos.
Torqualo Henrqocs da Silva, branco rasado, 38 in-
nns.
Ignacio, prclo, solleir, 26 annos ; pobre.
Silvna, parda, liiha de Fclicidade Barbosa de Sena
9 anuos ; pobre.
Manoel l'irmino de Canalho BrMo, branco, solleir,
20 anno.
Minocl Jos deAraujo, branca, sol U ir o ; 20 an-
nos.
Emilia, brauca, fillta de Joauna Maxia ; 8 an-
uos.
Pedro Ignacio da Rocha, branco, casado ; 32aunos ;
pobre.
Maria da Paz, crioula, casada ; 95 annos.
Tertuliano, pirdo, titilo de Helena Agosliuba AJvcf.
8 anuos ; pobre.
Candida Mara da Conccicao, crionla, sollcira ; 18
anuos.
Marii, pirda, araran de Thereza de Jettas Ferreira ;
9 mezes.
Vicencia, parda, ulna (te Agosllnliai Ferreira da
Conccicao, 5 anuos; pobre.
Joi Alves da Silva, pardo, caiado, 5 anno ; po-
bre.
Feliciana, africana, scrava do Josepli* Mara da
raixaoj 30 anuos.
Maria Bcuedirla, africana liberta'; 70 annos.
Mariana de Jasas, africana liberta, 80 annos ; po-
bre.
FrancTseo creirada Silva, branco, vuvo, 50 annos;
pobre.
Um prvulo, ignora-se ; pobre.
Esmeralda, parda, filba de Policarpa Piula di Cruz,
8 mezes ; pobre.
Jo3o Francisco dos Santos, pardo, casado, W an-
nos ; pobre.
Anna Theodora do Loreto, braoca, viuva ; 72 an-
uas.
Amaro, pardo, filho de Manoel Bezerra da I'axao,
10 mezes.
Caliciana, c-ioula, escrava de Bartholomeu Francis-
co de Souza ; 8 dias.
Benedicto Jo* da Cruz, indio, caiado.W annos ; po-
bre.
Joao, branco, filho de Joao Manoel Martin ; 18 me-
zes.
Jos Piulo Ribeiro, branco solleir; 20 an-
nos.
Thomaz, crioulo, filho de Silvestre Pereira de Car-
vilho ; 18 mezes.
Jos Francisco da Cosa, branco, solleir 14 an-
nos.
I.uiza, crioula, escrava de Maria Joaquina das Mer-
cs Ferreira ; 8 mezes.
Maria, criaula, escrava do Dr. Manoel Caelano Soa-
re ; 1 anno.
Cicia, crioula, filha do Joaqaim Francisco da Cos-
ta ; 15 mezes.
Daraiana Mara do Sacramento, crioula, liberta ; 80
annos ; pobre.
Maria Valeria dos Anjus, crioula, sollcira ; 52 an-
nos.
Thereza de Jess, branca, casada ; 37 annos.
Aulonio, crioulo, escravo de Jos Estoves do Nasci-
mento ; 10 annos.
Joo, pardo, filho de Justino Marques dasChagas ; 3
annos.
Um prvulo, ignora-sc quem seja; pobre.
Felicia, prcta, liberta, 93 annos ; pobre.
Antonio Moreira do Espirito Santo, indio, casado,
33 annos ; pobre.
Raymuuda, parda, escrava de Joaquim Anlono de
Parlas Barbosa ; 6 annos.
Alanazia, parda,escrava de Thomaz de Aquino Pio-
lo ; 9 annos.
Manoel, africano, escravo de Elias Baplsta da Silva;
50 annos.
Joo Francisco, pardo, casado 25 annos; Po-
bre.
Jos, africano, escravo de Antonio Jos Teixeira
Castro ; (p annos.
Francisco Monlciro da Rocha, parda, 38aunos ; po-
bre.
Mara, crioula, escrava do Anna da Conceico Cam-
pello ; 2 annos.
Fernando Jos Pereira da Silva, branco, solleir ;
18annos.
I.uiza, parda, filha de Sabina Pereira da Silva ; 1
mez.
Abilio. branco, filho de Benlo Jos de Medeiros : 1
anno.
Benedicla Maria do Sacramenlo, parda, solleira ; 40
annos.
Isabel Maria da Conceirao, parda, solleira ; 45 an-
nos.
Manoel, branco, filho de Joaquim Francisco Bandei-
ra de Mello ; 5 annos.
Vicente, pardo, escravo, 48 annos ; potare.
Antonia Francisca da CosU, branca, viuva, 45 au-
nos ; pobre.
Marianna Cavalcanli Mdlo, branca, viuva; "San-
nos.
Generosa, parda, filha de Mara Francisca da Con-
ceirao ; I anno.
Joaquina, parda, filia de Feliciano Joaquim Mon-
leiro 4 annos ; pobre.
Jos Bernardino da Silva, pardo, casado, 23 annos;
pobre.
O prioste, padre Leonardo Joao Grego.
s
DIARIO DE PERMBMO.
A assembla discuti honlem as posturas da cma-
ra municipal da cidade da Vicloria.
A ordem do dia de hoje he a continuar*) da an-
lecedenle.
CORRESPONDENCIA.
/
f*
_ /
Srs. Redactores. La me lem Vmcs. pela 2. ver.
ante o seu prdlo, solicitando um canlinho em sfu
Diario, para responder ao lord, milord ou meslrc O'
Connell Jersey, quenio lenho a honra de conhecer,
nem mesmo coriosidade para saber quem seja, igne-
rando por isso al que tratamento Ihe compita, ou
qual seja sua patria, lugar dlloso em que jaz enlerra-
doo seu duvidoso umbigo.Talvez seja mea patricio ;
mas pelo sobrenome enlro em duvida, parece-me
godeme, e pelo palriolstno... oh nao, nao falle-
mos n'islo ; he mesmo um (Ilio da esmeralda dos
mires, que a Gran-Brelanha por philantropca op-
prima, e raalava de fome ; he o proprio O'Connell
ressusctado, sem lirar nem pdr. Qae feliz acquisi-
cao para os alliados Mas quer seja brasileiro disti-
lo, quer seja inglezalravessado, islo nao vem ao ca-
so. Combalo opinies, e nao pessoas.
Faca, porlanto, S. Ex., Sctihora, Rvm.a, Caridado
ou merc o mesmo, imilajao de seo prente Iran-
dez (que Dos baja em gloria, por ler sido m boro
calholico) que marcharemos cm regn. E qqe nos
imporla o nome de quem emille ama opiniao sem
nos offender? Para que exlgi-io com aquella ener-
gia e rigor policial de um inspector da quarteirao
o seu nome ? o leu nome ? Ah trahia-se o Sr.
O Connell Jersey. Se fosse para acatar meu pobre
uome, suas phrases seram oulras, e eu, posto que
nao merecesse tanta honra, annuiria em declarar-
me, porque cm fim ensinou-me alguem, que a
honra he de quem a d, e nao de quem a recebe :
alera., diste, .lisonjas tambera se agradecen), quaes-
quer que fossem, pois serian retribuida! do melhor
modo possivel, porque em pontos do cortezia nao
gosto de ficar por baixo do ninguem, mas sendo pa-
ra rdcularisar c a pessoa dwle seu criado (como
deu logo a conhecer pela sua imponente coragem
do alliado, islo he, de tres conlra nm,) disse logo
com os meus botes : temos regaleirices no caso !
E qunt ser o paradeiro t Socos nao, que estamos
longo ; mas pulhai para c, c libis para la, de cer-
lo. Deixemo-nos, pois, de declarar o uome ; o se-
guro morreu de velho. Se o Sr. O'Connell aujxer
disculir comigo incgnito, bem ; dou-lhe palavra
de honra, que u3o hei de abusar do anonytno, mas
com a condicao por elle imposta, lemos fallado ;
nao cahredsse cavallo. Os Ruisos nao receben
imposices dos seus contrarios, e eu como partidis-
ta dessa potencia heroica, quero imitar lambem nes-
la polmica o seu nobre orgulho, quero permanecer
incgnito, n3o para ferir Irairao o Sr. O'Connell,
mas para me rir a voutade da sua filaucia sem pro-
voca-Jo com o meo riso.
Demais, Srs. redactores, para destruir convic-
res arraigadas, e refutar argumentos, que a* sus-
teiilam ( o que cerlamenle deixou esae genlleman da
fazer na sua correspondencia ), nao he preciso co-
nhecer o individuo, qae cscreve, salvo se este atas
suas manireslaces provoca, insulta, desafia ; oeste
caso uma represalia lem seu lagar, e para havo-Ut
faz-c cora elidi mislcr conhecer o aggresaor ; mas
tal circumslanca nem de leve se deu no man caso
com o Sr. O'Connell. Elle que diga em qae Ibe fu-
rei as Iripas. Seria por ventura era ler invertido
o pensatncnlo dosscui versos, servindo-me dos mes-
mos conloantes para exaltar os Russos, abatidos por
elle, c nao fazendo com islo cousa que lho agradar-
se '' Ah tenha paciencia, que nao lite pedi di-
nheiro pela obra, e cada um poetisa conforme o es-
tro quo tem. "O qne Ibe posso aflirinm he que esses
meus vcrsinbos, assim mesmo eslropeiados, torios
e aleijados, deram no golo malla gente boa, e en
como pai delles acho-os lao bonlinhos como o bei-
ja-llor ca das minhas campias; pelo conlrario os
seus me parecen) lao fcios como o formiget i.i do
seu Pernambuco (se assim o pode chamar.) A esle
respeilo, pois, (icamos de eonlas justas, devendo
sempre Iembrar-lhe, que as razes que precedern!
a esses versinhos liaar.im iucoacussas, inabalaveis,
pois sobre ellas nem ama palavra da sua parle! Oh !
como deixou qae ellas ptssassern inclumes, sem
palveriaa-la I Esle beque era o seu dever, como
forte e denodado amigo des alliadns, para eniao tal-
ler asazas c novamenle cantar, qual victoriosa) gal-
lo-breao. Defendendo, porem, assim a causa dos
seus amigas na vai besn. Oulro oflicio I
Parecc-me que o Sr. O'Connell nao teve razio em
principiar i tua correspondencia, oixendo; He bem
iicniuc
n
4


V
pouco agradavel quando is IgnAkr urna rcsposla.
i qiiem. A qtici
i'lnio-Rusto. Pon lie preci '#M^
encapotamenlos acarea de affcijoes, p
mell Jersey cotnbaler as m
.1 favor dos Russos, por cujo final tri-
iimi '10 almr-jo, e fajo votos como brasllelro que son,
e que nao Uta cedo a loria de sor raai patrila,
mal liberal, nem mais progressisln do que en, que
apozar do pobre, e obscuro posto diier de cabera er-
?nnf, que n,1o lenlio dcixado de concorrer sempre
e por lodos os modos, e mel i mea alcance para a
prosperidade do rom paiz. Sim lodos os dias rnn-
rorro, toda qoe seja coro orna pedrinha |iara a cle-
, o seguranjn do nosso edificio social ; nflo
perdendoa occasiao de desvia-lo do qnalquer insi-
dia e crtniprofnetllmento, bem como azora cm que o
inundo curopeu vii arder lodo.e convem quo o con-
tinente americano permanec livre da confljgrajao
{{oralera-que temoi de verarder lainbcmmcsma|Asia,
o frica. Arda muilo embora o mundo rellio, mas
salve-se o novo mondo, de que o Brasil faz grande
parle. Mas como ? neulralisando-se quanlo puder,
a imilajAo dos Norte-Americanos. E se nilo puder-
nios suslentar esta nculralidade Fajamos com os
nossos conterrneos, e com a Kussia o equilibrio do
niuudu, assim como a Franja rara Iuglalerra pretn-
delo fazer o equilibrio europeu. Eis minha humil-
de oplniao que pode ser combatida separada do meu
nome.
Ejpriraindo-me assim, poderei nao agradar aos
alliados, rasa lambem 11S0 adulo a Nicolao, que n.lo
so eu eiislo no mundo, lavando s cm mira o
fuluro da minha palrla, anda nasccnle, e pouco de-
senvolvida para lomar parle na maior lula que lem
apparecido no mundo. Disse cu, que nao adulo a
lo, c accrescentarei que se csliveisa do la Jo dos
godemes (como o Sr. O'Connell esta poderia rece-
es assim em ar de prsenle urna peclnha de
polflo fino para cainitas, ou algum queijinho
londrino acompanhado da compleme perceieja
para salisfazer a razio ; mas de Nicolao que esla lo
longe o que devo esperar ? Nada : E oknou n.lo he
13o bom ? (me responder o Sr. O'Connell por iro-
, o knou est reservado s para quem faz
daqu,ellas pirrajas, pelas quaes cm Inglaterra se so-
be ao gancho, em Franca guilholina, e na Tur-
qua se entrega o pescoco ao alfange, assim a laia de
Inha, uu capflo gordo na cozinha dos sibaritas ;
victima desles bellos inslrumenloi nao torna
i vida, e as do knou podem continuar a viver,
e virem a ser uleiWa patria. Dos conserve pois Ni-
colao por muitos annos com sen knon, e nos livre de
zea com seus ganchos, de Francezes com suas
ias,e de Torcos com suas cemilarras. *I)eos
disse. Nflo malaras.Eis o que faz Nicolao no sea go-
verno verdadeirameote paternal ; nao mataos seus
subditos, casliga-os. L'air seul de nolre citilisa-
il,dans untempt donn user la peine de
mor. Assim diz uro sabio francez, hoje proscriplo
Kjleio. Logo o ar da nossa civilisajflo pene-
Iron primeiro na Russia onde deixou-se de malar
ha quasi um seculo.E sao barraros I c sao tel-
! Civilisados ot^hamo eu pela repulsa que
zem aos civilizadores amantes da guilhotiun, que
instantneamente decidem da vida dos seus .seme-
ntantes, bem que jamis podem compensar quando
adecenta injusliea feila.Emfim, quemquer raor-
rer depressa, parece nao crer em Dos, dcixemo-
nos de aidesmo. Acivilisajflo moderna ainda fedo
inuilo a sangue podre derramado pelos apostlos da
piedade as prnjasde Paris : he preciso desinfe-
oa.-la, proscrevendo as ideas do Sr. O'Connell.
Uro em concluso que nflo espero da Russia
ecompensa do que avanjn, urna peca de brim
vela, ou um barril de alcalro ao menos para
Iparar urna canda Yelda, que Icnlio para o ineu
i da pesca do surur na Lagoa do Norte, cm
"jas margens habito.
Tudo qnanto levo dilo a favor dessa grande potcn-
B de amor e graja, senlindo muilo com a re-
misa chegada do vapor do snl nflo poder expor o
ie siuto ; mas em quanlo nflo se fecha a mala do
eio,sempre acrescentarei 4 palairas, deixatido o
ais para oulra vez. w
Desde j renuncio toda a forja dos palavriiespa-
aliberal,progressisla qoe empreguei cima
meu favor, e renuncio porque assim ditos lor-
nam-se (icos, e fosfricos sem me darem direito a
ser acreditado, por nao seren acompauliados de pro-
vas de fados que nao me convm exhib-las incog-
nilo, assim como lambem nao as exijo do Sr O'Con-
II a quem s lenho em vista convencer de contra-
clono, e de poueo lgico oa sua entliusiaslica de-
'larajo a favor dos alliados, e de injuslo conlra os
iO. Mas assim como ja liouve quem applcasse
a Lamartine eslas palavras : L'cet perire poetis,
por occasiao do seu manifest depois da revolujao
dicaoa do 48, da mesma sorle as applico ao Sr,
nell, qne nao se dever dar por insultado com
parallelo.
a ao meu proposito.Nao gosto da Russia
: O'Coonell) por que : 1.>, lie um estado
me grande e for le,perigoso pelas enor-
armadaf de que dispoe. Muilo bem 1
causal do seu desgoslo : mas diga-mc : a
e pequea Nao. He fraca ? Nflo.
er prigosissma pela grande esquadra que
NSo. Logo o Sr. O'Conuell he conlradclo-
iborrecer um estado pelos mesmos motivos
seflcltam em oulro do qual lano gosta. Mas,
lal Sr. para cucobrir a evidentsima conlradicjflo
em que se acha, nao falla nislo, e s diz : Gosto da
Inglaterra porgue:i. He urna narSo emlnente-
palriotka, (10.-2. He a mais industriosa do
>.3. He grande, hotpitaleira,phylanlropica,
alliacham otilo o refugiados e proscripto de toda
as nardes, e de lodat a* opinies polticas, (meno5
Nnpolcao I, que laiijando.se como Themisloclcs nos
do seu maior e mais generoso inimigo, enga-
nou-ie redondameoto. ) 4, He literal no sentido,
mais ampio da patarra, ele., (Mas ainda nao abo-
fo a pena de morle, nem cssa lei vergonliosa, que
so ella lem, de poder o marido vender a mullier
em praca publica ,' 5. He a rainha dos_ma-
res pelo seu commcrcio, e pelos seus numerosos e
llente tatos de guerra. (Aqui vai oulra con-
IradicjJo nlo menos flagrante.) Conqttistou esta
o pea intrepidez, e denodo dos seus mari-
"Ot, etc. ( Tambero a Russia tem conquistado
la pela intrepidez, c denodo do seu excr-
ito. 6. Hta mSi de todas at imtituicoes popu-
lares, etc. Neg ; mas anles que cu mostr a fulil-
i desla niela dnzia de razoes allegadas pelo Sr.
O'Connell, faz-se misler vollar aos motivos do seu
Hureeimento ii Russia, dos quaes s mencione! o
f .< Vamos aos de mais. 2. Seu goterno he abso-
(Poda ser eoiislitocional, e boje mesmo ja
he mais liberal qoe o da Franca. 3." Tem oppri-
tniio constantemente todas as nacionalidades fraca
vrcvmiam, supprimindo outras : roubou ca-
no territorios Turqua (entre elles a Crimea)
i, acaban com a Polonia, ele., etc. (Todos os
estados forte tem feito o mesmo, ou peior.) 4.
"oaerta o syslema immoral e anle-christ'io dos
serew ia gleba, ele. (Esto.de melhor a historia da
Rsala.; 5." Nao exilie ap/na de marte na Ruisia .
>nat ha t* minas da Siberia, morte lenta, \e muilo
ma erul que a de forca, guilhotina ou fuzil;
porque a agoniu desla) dura minuto', e a daquella
dura annos atteui. (Qae liumanidade do Sr. O'Con-
nell pelo qoe vejo, parece-me qve se alie refr-
mame a nossa actual legilajao. lambem sobsliluiria
entre nos a prisio perpetua com Iraballio pela gui-
lhotina para abreviar mais a morte; o qoe nos val he
que semelhanle estadista pencos sectarios achara no
seclo prcaenle.1 6. O triumpho da Russia impor-
tara o triumpho do knout, e do feudalismo, retro-
gradara a humauidade seis tecnias ou mais, quod
Deut atertat.
Vejamos agora o contrario dt ludo tsto, ou da
maior parto pela historia, a pelos factos. para enlflo
avaliar-se o grao de injostira do Sr. O'Connell.
Principiando pelo primeiro motivo da sua anlipa-
tliin Me concedo, qoe a Russia seja nm calado de-
masiadamente grande e forte, mas que isto seja Ta-
/liopara justificar a sim indisposijo contra ella, he
o qoe jamis nunca llie eoncederei, anda qoe ello
para ser coosequeale me diga por fim, qne lambem
aborrece a Inglaterra pela mesma razflo. Nesle caso
veramos eslahelecido no mondo nm principio terri-
vel de destrnijao. O dio dos pobres contra os ricos,
dos pequeos conlra os grande, dos fracoa coDlra os
forles, ele. qsaudo cada nm, rico, ou pobre, arand0
on pequeo, forle ou fraco, pode gyrar na ira rbi-
ta sem se offeoder, ou aborrecer. A prevalecer pois
a Tatao do Sr. O'Connell o Brailcercado de republi-
qsetas, e pobres estados, devert *r tambem o alvo
do seu odio, e contar com a coalisao dellas conlra a
ua grandaza relativa ; as a historia de Rosas esla
bem recente.
ijuanto ao pcrigotlssimn estado da Russia, pela,
^^^Pcs ir..is-is de que disp', responderei com um
'tfno bem moderno.a exlincjao dos Jani.aro's na Tur-
qua, (liando o pai do actual sulfilo se vio em apu-
ros em C.onslantinopla, pela iHubordinacjlo dessa
milicia revoltosa, quem fui que o acudi c salvou,
nflo s a ello como a todo seu inpero da mais feroz
anarebia ? Foi a Inglaterra ; Fol a Franca ? San !
isa Russia com as enormes niassas armadas de
que dispoe, a qual, apezar do ler pntao fechados em
sua inflo os deslinos do imperio Mussulmano, nao
abusn da sua forja. E como dzer agpra, que um
lal estado he perigosissimo por essa rneima forja ?
Se Tormos a temer como pergosos os grandes estados
qiu dlspOc de grandes forjas, neiiluim mais pergo-
so, que a Inglaterra pela sua enorme esquadra.'
.Mas quando ella abusar tanto que faja cabir sobre
sua cabeja a espada da cierna juslija, ella surcum-
bir, c suecumbir por urna ve/.. O equilibrio do
mundo parlo do co, c nflo delta, rrcio firmemente
isso. E para o nao crer sera misler duvidar lam-
bem da existencia dessa Thebas de cemp orlas, dessa
Babylonia da Clialdca, desse capitulo de Roma,des-
sos assombros do mundo, que desappareceram dn
fce da trra, como as vistas cmicas de um theatro.
Concillamos : a riussia niio merece ser aborrecida
por ser um oslado demasiadamente grande e forte,
nem olfercce por isso perlgo algum ao mundo, mas
quando se queira sustentar conlra ella este precon-
ceilo, a Inglaterra esl.-i no mesmo caso, o que nflo
admit", com quanlo nflo seja^seu afleijoado. *()
mais ficara para oulra vez.
Adcos, Senhores Redactores. Sou muilo seu ve-
nerador. O Philo-fusso.
Macci I) de marjo de 185j.
I'
LBLICVCVO A PEDIDO.
HUMILDE RESPUSTA AO RELAT0R10 DO
II.M. SR. VICARIO VENANCIO 1IENRIQUES
DE RE7.F.NDE DIGNICIMO DIRETOR IN-
TERINO DA INSTHK...VO PUBLICA.
E' o Eiscelenlicimo Sr. Antonio Feliciano de Cas-
tilho Comijario Geral da Inslrujflo primaria do Rei-
no de Portugal e libas, ora rczidenle na Corle d'esle
Imperio, qeir. responde a pajinas 9 do seu eiscelen-
le livro intituladoAjaste de Conlas com os adver-
sarios do mtodo porluguez. Depois de aver triun-
fado convictamente de Iti objejes qe o pozrflo os
adveijarius dosen mtodo diz, acim Para pCcas
qe nao qercm argumentar, o eiapesliente, qe resta,
apostar. Dczalio-os para urna aposta. Esculla -iicri-
anjas adultos, que nao couhejao urna s letra; di-
vidamo-los sorle cm duas porjes iguais ; f elcs instruir urna d'ejas porjespclo mais bil mes-
Ire da artiga ensinaaea ; en. dcixarci os oulros in-
carregados a QUALQER dos profejores, qe segucm
este curso ; eles, qe vifjicm cuidadozamenlo osmeus
doze nluuus, para secertificarcm, de qe nao euipre-
gamos coiza alguma na sua dlrinajflo, qc xcire s
escolas vellias ; algum meu amigo velar, para qe s
doze vitimas de Mloc uao xegue por contrabando
coiza alguma da noja ululada. Ao cabo de tres me-
zeseizaminar-se-flo publicicimamente unselros:
se os meus nflo obtiverem um triunfo conplelo sobre
os seus r vais, perco tudo quanlo pojuo de maispre-
ciozo : Conlra s 2i moedas, ou 11S|&Q0, qc serao
repartidas como premio pelos meus doze dlrinados,
Nflo sao islo palavras ; urna afirmajflo pozliva,
perante centenares de boas Icstcinunliai. Se aqi
se ver fra d'aqi alguem que aceilo o dezafio, esco-
Iha o labeliflo, e lavrar-se- imcdiatamcnlc a escr-
(ura. Agora respondo cu : laobem aposto, aposto
os meus peqenos bens. nao Ido peqcnos qe nao me
jflo a poslo cobcrlo de merccerolilulodeaventurei-
ro, qe pretenda especular com o mtodo Castilho,
nem qualqer oulro, en ganando os pais de fa-
milia ; pois, grajas gencrozidade dos meus Conci-
dadaos; pojo fruir nma mediocre independencia ;
pormejem naoqizer apostar, pode Ir minha au-
la, confrontar o adiantamento dos meus Discpulos
entrados a 3 de lubro, com os de oulras quaesqer
escolas do mtodo anligo qe tenbao n mesmo lem-
po : Vista, fas f. Agora, juslo qe o lllm. Sr. D-
relr Geral interino da Inslrujao publica Rvm. Sr.
\ igcirio Venancio Ilenriques de Rczcnde.. a qcm
amo por simpata como homem, venero como Sa-
cerdote, e acato respeilozamenle por dever, como
meu superior, me perde, o me permita um peqe-
no dezabafo do meu amor proprio ofendido.
Diz SS. qe nflo quiz levar ao conhocimenlo do
Eiscelcnlijimo Sr. Conselbeiro Prezidenle da Pro-
vincia o meu oferejinenlo de receber na minha ca-
za da Capunga seis oa oilo educandos do Colegio
dos O'rfaos para u'eles comejar os wews ensaius,
por nflo espr a perigug de atfalos, c de lempo in-
tilmente perdido, ejes pobres meninos qe se esto
creando sob o calor bem fazejo da protcj.io filantr-
pica do Estado. Pcrmila-me SS. qe Iranspondoas
rias da modeslia propria, eizile sobre qual hrillia
mais essa filantropa, se na pmleroza protejflo do
Estado, ou na voluntaria oferta do Cidadao qe re-
colija no gremio da sua familia os oilo meninos Or-
fflos para cnsinar, educar, e alimentar sua meza,
pois qc nflo pedia compensajflo alguma, e de cujo es-
pirito filantrpico ja se avilo feito reblnos no seio
da nuca Ilustre Ajembla Provincial, o registros na
Secretaria do Governo? por este lado nada podiflo
temer os pobres Orlaos, e quinto ao lmur de ara-
lo e lempo intilmente perdido, c a maior das in-
juslijas do qe pejo venia ao mea rcspelavel Supe-
rior, para a repelir com todas as minli.is forjas. Nflo
son cu aqele profejor que obleve do Eisceleolcmo
\ ilor de Olivera poder condecorar com medalhas
de Oiro, e prala os seus discpulos qe nos czames
saijem aprovadnsV Nflo tenho eu regerido volun-
tariamente lodos osmios, desde qe oblive licenja
para ensinar, exames as materias do l.e 2. graos?
nflo tem sido lodos os por mimaprezenlados aprova-
dos plenamente pelos Senhores professores pblicos,
e particulares prezididos pelo integerrimo Sr. Dr.
Loureirnqo com suas mflos ornado os peilos dos
meus discpulos com as medalhas correspondentes
aos graos em qe sao aprovados'.' Nao falao em meu
abono os anlejejcrcs de SS. cnjos documentos an-
dflo anexos as actas comprobatorias dos eizames de
tres anos consecutivos, qe tantos esino, e cujos
documentes juntos com o meu diploma entreguei
em mflo propria a SS. depois de os avr aprsenla-
doao Ilm. Sr. Dr. Alcoforado Inspetor deste ciren-
lo literario? Logu nada havia a temer com os me-
ninos rfaos, a respeito do ensillo, pois o qe nflo
conseguice por o mtodo Castilho ; era do meu ere-
dito conseguir por qualqer oulro. E' cerlo qe, o
Ilm. Sr. Diretor ajiimio pouco este encargo e por
ijo nao eslara ceno nos progresos dos meus alu-
dos; mas prezenciou, e militas das principaes capa-
cidades desta capital, como se dispntarflo sobre os
deveres da .Moral o Rcligiflo, na instalaran da minha
aula, e pelos discpulos se poda aquilatar o mtodo
doensino, Quando os meus discpulos vilo ser ei-
zaminados, ja sabem materias alera das recomenda-
das no Regulamenlo do doze de Maio de 1851, nao
por qe eu seja dolado de sciencia ; mas como nflo
precizo espicular com o magisterio oficial, esludo, c
encino por vicio, c por vicio qe.aos 60 anos da mi-
nha idade pago mesires qc me enaipflo o que de pou-
co me pode servir no ultimoquarlel da minha vida.
Confejo qe lenho tenho muitos defeilos como ho-
mem. e profejor ; o maior lalvez lio ser HmIo fa
guairo, c muilo indlgeme com;os meninos ; mas he
por qe eslou cabalmente convencido qe urna piaba,
nma romfla, ou um sapoti lem mais poder sobre ces,
qe todas as decantadas palmatorias do mtodo anli-
go ; mas nunca comigo perderam o lempo, nunca
sofreram alrazo, bem pelo contrario, c nao poucos
discpulos me flo sido entregues esle mez, para os
dezobestruir de um opilajflo de II, rr, ss, cuja mo-
deslia com onrozas eiscejes alaca a mainria das no-
jas escolas do anligo melodo. Para mais confirmar
o qe levo dito, convido novamente a todos os pas
de familia, venham com suas scnhnras. osllms. Srs.
inspectores de circuios literarios, os Senhores Redac-
tores dos peridicos, as capacidades literarias, a que
venham leslemunhar o progresso dos meus alunos, c
flcarao dezenganados pela eisceleneia do mtodo Cas-
tilho. Como a palavra escrita o retrato fiel da pa-
lavra falada, uzei nesla, da Orlografia aulorisada pe-
la Suciedade Civilizadora Conibriceuse. Reitero ao
Ilm. Sr. Director Geral ns meus respeilo?, c Ihe pc-
jo perdi se alguma fraze por minha ignorancia
ofender a SS-, pois nflo de minha intenrflo me-
nosprezar a pecon alguma, muilo menos as meus
superiores, mas cumpria-me o rigoroso dever de pu-
gnar por um mtodo que abracci, e cujo autor ape-
nas chegado corle do Rio de Janeiro, nflo lem ain-
da lempo de poder com sua lgica irrezistivel defen-
der o seu filho uiimozo o mtodo porluguez Caslilho.
Recife 4 de marjo de 18V>. Francisco de Frci-
tas (amina, profejor autorlsado pelo governo des-
ta provincia.
unios papelflo 1 raixa-fruelas sec;as, S ditas couros
envtrnisados, 1 dita pelles de boi, i dita fugo- e
miudezas, I dilolivroj impressos, c 1 estojo instru-
mentos de desenlio, :IG barricas genebra, 1 caija ve-
las de sleariua ; a ordfem.
6 caixas mcias, 1 > Jilas (ccidos de algodflo c IfnliO,
8 pacotese i caixas amostra*,5 dilas chales de algo-
du, 4 ditas fitas de dilo e ditas de seda. 1 dita agu-
Ihas, 1 dita chapeos desold seda. 2dilas tecidosde
seda o algodlo, 1 fardo tecidosde lila, 6 caizas ditos
do dila e algodJo, 10 dilas ditos de algodflo, 1 dita
espelhos 3 ditas lencos de algodflo, i dila piano, i
dilas miudezas ; a Timm Mouscn 4 Viuassa.
> fardos e I caixa (ccidos de laa, 1 dila razendas
para colleles, 2 fardos lecidos de seda e algodflo, 1
caixa ditos de lila e seda, 1 dila dilos de algodflo,
103 dilas velas stearnas. 3 embriilhos, 2 caixas e 1
pacota amostras ; a J. Keler &. C.
3 caixas miudezas, I dila tpalos. 4 ditas chales de
algodflo e seda. 4 dilas metas de algodSo, I dila ou-
ro em folln, 2 dilas cnuro envernir.ado c decores, 1
dita dilo de ovelhas, I dila e 1 embrulho amostras;
a N. O Bieber & C.
4 fardos panno, 1 caixa veos de seda, 1 dila leci-
dos de aada,71 ditas .le Ifla e seda e algodflo, III di-
las cadeiras, T, dilas miudezas, 2 ditas couros, 1 dila
papel, 2 dilas piano, I dila tecdos de laa e seda, 1
livro e diversas amostras, ->\~ barris cemento, 50
barra c 5 gigos ceneja, 12 garrafoes cevada, 18 pre-
sunto?, 2salames, > pedajos carne fumada, 20 cai-
xas queijos, 1,900 garrafes vazios, 22 cadeiras de
sipo, 11 lastroscarvflo de pedra, 100 saceos farello,
10 ditos [omento, 20 barr* alcatro, 50 gigos garra-
fas, 5 caixas ditas brancas, I dita conservas ; a
Brunn Praeger & C.
30 garrafoes e 5 saceos pimenta, 28 dilos sag, 20
garrafas ervilha, 3 caixas cassic lignea, 1 dita com 1
piano, (iditas couros envernisados, (> ditas tecdos de
linho, 2 ditas miudezas, 1 embrulho amostras ; a
Rabe Schametau C.
5 barris folhas de flandres, 35 caixas ditas ; a Ro-
llie Bidoulac.
8 barricas alvaade ; a Domingos Alvcs Ma-
theus.
2 caixas miudezas, 15 dilas espelhos ; a J. Worrer
Jonhslon &. C.
1 dila lecidos do linho o algodflo, 1 pacote amos-
tras ; a Srliapheillin & C.
10 caixas c 1 fardo drogas ; a admiiiistracflo do
correio.
4 dilas chales de algodflo, 1 dilas couros envern-
zados, 60 ditas velas de composijao, 1 dita amos-
tras; a C.J. Astley & C.
Barca ingleza Setina. vimla de Terra Nova, con-
signada a N. O Bieber & Cempanhi, manifcslou o
seguinto :
2,630 barricas bacalho ; aos consignatarios.
CONSULADO GERAL.
Rendimento do dia 1 a 5..... 6t499tft49
dem do dia ....... 1:135~51
OaRIO DE PEhNXIBUCO, QUARTA FflRA 7 DEMARCO DE 855
7:58S900
lIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimento do dia la5..... 5569763
dem do dia 6........ 2765269
833J02!)
RECEBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS CE
RAES DE PEKNAMBL'CO.
Rendimento do da 1 a 5..... 9:77.>r117
dem do dia 6........ 2&6UI06
CONSULADO
Rendimcnlododia I a 5.
dem do dia 6. ,
12:1394225
PROVINCIAL.
.... 6:465I70
.... 1:1295099
7:894*569
MOV1MENTO DO PORTO.
Natos entrados m dia 6.
Buenos-Ayrcsi!) das, brigue dinamarquez Kiel-
seng, de 193 toneladas, rapilflo N. C. Franzen,
equipagem 12, em lastro ; a Roslron Rooker &
Compaohia.
Havre58 das, brigue francez Plutramond, de 135
toneladas, capilflo Lagadeuc, equipagem 10, carga
fazendas o mais gneros ; a Jobuston Paler &
Companhia.
.Varios sahidns no mesmo dia.
Liverpool pelo Cear(alera inglcza Celij of Kan.
dy, capilflo Slephcn (wylher, carga assncar o las-
tro.
Maraiiluo-*iiigre inlcz Aeolus, em lastro. Ss-
pendeu do lameirflo.
EITAES.
O lllm. Sr. inspector da Ibesouraria provincial,
ani cumprinieiilo du ordem do Exra. Sr. presidente
da proviucia, manda convida aos proprctariosaba-
xo mencionados, a entregaren! na mesma Ibesoura-
ria, no prazo do 30 das, a contar do dia da primera
publicajao do presente, a importancia daslquotas
con) quedevein entrar para o caljamenlo das casas
da ra da Penha e (res da ra doRangel, conforme
o disposlo na lei provincial n. 350. Adverlindo que
a falla da entrega voluntaria ser punida com o dn.
po das referidas quotas, na ecufurmdade do artigo
6 do regulameulo de 22 de dezembro de 1854.
Roa da Penha.
N. 2. erdeiros de Joaquim Jos Ferreira. 368000
4. Julin Portella........395600
6. Nuno Mara de Seixas.....C05000
1. Herdciros de Jos Mauricio de Oli-
vera Maciel..........
3. Dilos de Cactano de Carvalho Raposo
t 5. Dilos dito.........
7. Domingos Jos da Cosa.....
9. Francisca Bencdicla dos Prazeres .
11. Jos Moreira da Silva.....
b 13. Juliflo Porlella. .......
n 15. Paulina Maria........
b 17. Antonio Luciano do Moraes Mosqui-
ta Pimenlel e herdeiros de Mauocl Paulo
Quintella...........
19. Herdeiros de Manoel Paulo yuintcl-
la e Francisca Salusliaoa da Cruz. .
a 21. Herdeiros de Mauoel Paulo Quintcl-
la e Francisca Salustiana da Cruz. .
b 23. Joaquim Jos da Cosa Fajoses .
b 25. Irmandadc das Almas do Recife. .
fl 26. Joaquina Maria da Purificajao .
a 29. Viuva e herdeiros de Antonio Joa-
quim Ferreira deSampaio.....
a 31. Marcolno Gonjaives da Silva. .
33. Francisco Jos da Silva Maior. .
Ra do Rangel.
77. Francisco Antonio de Olivera J-
nior ............
a 79. dem idem dem.......
81. Mana Amuinciada Adelaidc Alves
d* Silva............403500
1095200
90J000
785000
36(000
43$2O0
40000
27000
185000
575OOO
505100
735800
8lO0()
57560
30-5000
529200
:10500o
631000
.'fcfiOO
2)5500
COMME11CIO.
PRACA DO RECIFE 6 DE MARCO AS 3
HORAS DA TARDE.
ColajOes olliriacs.
Cambio sobre Londresa OOdiv. 27 3il d.
Dilo sobre ditoa 90 djv. 28 d.
ALFANDEC.A.
Rendimento do dia 1 a5. .
dem do dia 6......,
5:381449
1:ii6i8l6
67;rttl5265
Descarregam hoje 7 de marro.
Barca ingleza(raoumerradoria*.
Brigoe inglezHeraldbacalh.10.
Barca inglcza.S/Unaidem.
Brigaa inglezMary Anncemento.
Brgne hamburguezAdolplujcarvflo.
Bri2iie dinamarquez Commanoeurmcrcadnrias.
Brigoe brasileiroSagitariodiversos gneros^
Escuna braiileira-ramejaidem.
Imporlacso .
Brgno dinamarquez Commandeui, vindo -de
Hamburgo, consignado a Bronn Praeger C, ma^
nife-lou o seguinlo :
3 caixas ajo ; a E. II. Wyatt.
5caixas miudezas,1 dila lla'ndres, 2 dilaslivros, 13
ditas vioho, 2 ditas couservas, 1 dila salames, 4 va-
_ 1:2475100
t. para constar se mandn afiliar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ibesouraria provincial de Pernam
buco lOda fevereirode 1855. O secretario, Anto-
nio Fc-reira d'Annunciacao.
O lllm. Sr. iuspeclorda ibesouraria provincial,
cm cumprimenlo daordem do Exm. Sr. presidente
da provincia de 21 do correnlc, manda fazer publico,
que no dia 22 de marjo prximo vindouro, perante
a junta da fazenda da mesma Ibesouraria, se ha de
arremalar a quem por menos fizer, a obra do oitavo
anco da estrada da Escada, avahada em 15:4005000
res.
A arrematajAo ser feila na forma da lei provin-
cial ". 343 de 16 de maio prximo passado, sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozercm a esta arrematarlo,
comparejam na sala dassessOes da mesma junta, pe-
lo meio dia, compelentemente habilitadas.
E para constar se mandou afli.tar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ibesouraria provincial de Pernam-
buco 27 de revereiro de 1855.O secretario, Anto-
nio Ferreira da Annunciarao.
Clausulas especiaes para a arrematanio.
1. As obras do oitavo lanjo da estrada da Escada,
far-se-bao de confonnidade com o orjamenlo e per-
Cs approvados pela directora em onselbo, e apre-
senlados ao Exm. Sr. prcsidenlc da provincia, na
importancia de 15:4009000 rs. *
2.a O arrematante dar principio s obras no pra-
zo de 1 roez, e dever conclui-la; no de 12, ambos
contados na forrra do arl. 31 da lei n. 286.
3.a A importancia da arremata) ao sera paga de
couforniidado com o arl. 39 da mesma lei provin-
cial n. 286, em apolice da divida publica provincial,
creada pela lei provincial n. 351 de 23 de selembro
de 1854.
4. O prazo de responsabildade ser de 1 anno,
aleando durante dilo prazo, o arrematante obrigado
a conservar o lirtjo constantemento em bom es-
lado.
5. Para lado que nflo se adiar mencionado as
presentes clausulas nem no orjamenlj, segoir-se-ba
o que dspo a lei n. 286.
\ Conforme. O secretario, Anlonio Ferreira ia
MMMnciaeSt,
O lllm. Sr. contador scrvindodeinspcrlnr da
thNouraiia provincial, em cumprimenlo dn resolu-
Jflii da junta da Dlzenda manda fjzer publico, que a
ancmatajflo da obra dos reparos do acude da Caiua-
r foi tr.insf-ri.la para odia l (!o curente. E para
constar so mandn aflixar o presente e publicar pelo
Diario.
Secretaria da Ihcsonrnria provincial de Pernam-
buco, 2 de marjo de 1855.
O secretario, Anlonio Ferreira d'Annunciacao.
O lllm. Sr muladar servindo de inspector da
Ibesouraria provincial, cm virtude da resolurao da
junta da fazenda, manda fazer publico, que as arre-
matarles das obras do 2. lauro da estirada dos Re-
medios c 7. lanjo da estrada da Escada,
foram transferidas para o dia 8 do correute. E
liara constar se mandou aflixar o prsenlo e publi-
car pelo Diario.
Secretaria da tkesoilraria provincial de Pernam-
buco, 2 de marjo de 1855.
O secretario, Antonio Ferreira d'Annunciarao.
O Dr.'Rufino Augusto de Almeida, juiz municipal
siipplente da 2." vara do civel e commcrcio, desla
cidade do Recife de Pernambuco, ele.
Fajo saber aos que a prsenle caria de edlal vi-
rem, on della noticia liverem era como Manoel Jos
Ferreira de, (iusmao, me me fez a pelijao do llicor
seguinle :
Diz Manoel Jos^Ferreira do Gusmflo, commerc-
anle eslabelecido com padaria na ra Imperial n.
43, girando ha bstanles annoi, gozando sempre de
muilo credilo por ser fiel cumpridor de seus tratos,
devendo actualmente a quautia do 20:3318 rs., e nao
obstante ter um saldo cin seu favor da quanlia de
10:3185376 rs., conforme se aclia demonstrado no
bataneo e ennta correle juntas, uao lhc be possivel
pagar do promplo, porquanlo leudo de satisfazer a
Deane Youle & C." cerca de5:500Q rs. provenientes
de 150 barricas cora farinha de trigo, das quaes u
suppricanlcsaproveilou 49 ;acbando-se pois aexe-
cujflo inminente,e nflo podendo solve-la da prompto
e acudir ao pagamento de suas leltras devidas aos
mais credore, suspendeu seus pagamentos, e vislo
achar-sc as circumslancias do arl. 898 do cod. do
com., veni requerer V. S. digne-se de mandar
destruanla e auloada tomar por lerino a declarajflo
que faz e declarada abtrU a sua falloncia, mandar
proseguirnos mais termos. O supplicanle protesta
acbar-se presente a todos os actos da falloncia para
gozar do favor que o cod. do com. concede. Pede
V. S. lllm. Sr. Dr. juiz do commcrcio na 2." vara
ihe defira.E.R.M.
Manoel Jos Ferreira de Gusmavf
Distribuida, auloada c lomada por termo a de-
clarajflo venham conclusos. Recife 1. de marjo de
1855.Almeida.A Cunha. lkcira.
E mais se nflo cuntinha em dita petijao, despa-
cho e deslribuijao, depois do que, eslava o termo de
declarajflo do Iheor seguinle:
Termo de declarajflo.Aos 2 de marjo de 1855,
nesla cidade do Recife, cm meu cscrlplorio vcio o
supplicanle Manoel Jos Ferreirade GusmSo, e disse
cm presenja das leslemunhas abaixo assigaadas, que
ellcseacbava impossibilitado de salisfazer em dia
seus Iralos, como ludo declara cm sua pelijao retro,
e na ronl'orinnlade do mesmo declarado lem afim de
produzir o devido eficilo, o de como assim o disse
fiz este termo cm que assignou com dila* tcslcmu-
nbas. Eu Pedro Tertuliano da Cunha, cscrivo a cs-
crevi.Manoel Jos Ferreira de GusmSo.
Nada mais se nao conliuha cm dilo termo de de-
clarajflo, em virtude do qual seudo-me conclusos os
autos, nellcs dei a minha scnlenja do Iheor seguin-
le :
Avista da declarajflo a fl 2 (e balanco a fls. 3 e 4),
felas pelo commercianle Manoel Jos Ferreira Cus-
mflo, julgoo mesmo comraercianle fallido, e declaro
aberla sua falloncia desde o dia 1. do correte, que
fno para termo legal de sua existencia, pelo que
mando se jionham sellos cm todos os bens, livros e
papis do fallido, devendo para isto fazer-se parti-
cipajflo ao respectivo juiz de paz, e iomcio para cu-
rador fiscal aos credores Tasso & Irmflos, que presta-
ran o juramento do eslvlo. e designo o da 8 do cor.
rente as 10 horas da manilla para a reuniSo dos ere-
dores, afim de se iiomcarem os depositarios, pagas as
cnslas pelo fallido. Recife 2 de marjo de 1855.
Rufino Augusto de Almeida.
Nada mais se mntinha era dila minha senlen-
ja, pela qual mandei passar a presente caria de ed-
lal, para quo lodos os credores presentes do referido
fallido comparejam nayt casa de minha residencia no
dia cima indicado, atiln dse proceder a nomeaeflo
de depositario, ou depositarios que hflo de receber e
administrar provisoriamente a casa fallida.
E para que chegue a noticia de lodos mandei pas-
sar a presente, e dous do mesmo Iheor, sendo um
publicado pela imprensa, e os mais afiliados nos lu-
gares do coslume.
Dada nesla cidade do Recife de Pernambuco, 5 de
marjo de 1855. Eu Pedro Tertuliano da Cunha,
escrvflo subscrevi.Rufino Augusto de Almeida.
O illustrissimo senhor contador servindo de
inspector da Ibesouraria provincial, em cumpri-
menlo da ordem do Exm. Sr. presidente da pro-
vincia do 3 do crrenlo, manda fazer publico
que no dia 22 do correnle perante a una da
fazenda da mesma Ihesouraria, so ha de arrematar
a quem por menos fizer, a obra dos reparos a fazer-
se na ponto de Beberibe, avaliada em 66O5OOO rs.
A arrcmataiao sera feila na forma da lei provin-
cial n. 343 de 16 de maio prximo passado, sb as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arrematajflo,
comparejam na sala das scsscs da mesma junta,
pelo meio dia, competentemente habilitadas.
E para constarse mandou aflixar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ibesouraria provincial de Pernam-
buco 5 de mareo de 1855. O secretario, ./. F. da
Annunciarao.
ClausuXas especiaes para a arrematanto.
1.a As obras dos reparos da poni de Beberibe.se-
rflo felas de conformidade com o orjamenlo appro-
vado pela dirceloria cm consellio, e submelli lo a
approvajflo do Exc. Sr. presidente da proviucia, na
importancia de 660f.
2.a As obras cemejarflo no prazo de um mez, e
lerminarao no de cinco mezes, contados de confor-
midade com o disposlo no artigo 31 da le provincial
n. 286.
3." A importancia da arrematajflo sera paga cm
urna s prestajflo quando eslivcrom concluidas todas
as obras, que serao recebdas definitivamente por
nflo haver prazo de responsabildade.
'1.1 Em tudo o mais que nao esliver determinado
as prsenles clausulas, seguir-se-ha o que dispc a
lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1853. Con-
forme.O secretario, A. F. d'Annuneiacao.
Perante a cmara municipal desla cidade csla-
r em praja nos das 3, 5, e 7 de marjo a obra dos
reporos do cauo de alvernaria existente na estrada
do Chora Menino, orjada em 1)305490.
Os prelendenles podem comparecer nos indicados
dias[ munidos de fianja idnea, sendo que das 9 ho-
ras da niaidifla s3 da tarde de qualqucr dia ulil se
Ibes franqueara o orjamenlo da obra, para o consol-
tarem.
Pajo da cmara municipal do Recife em sessao de
28 de revereiro de 1855.Baro de Capibaribe, pre-
sidente.No impedimento do secretario, o oflicial-
maior, Manoel Ferreira Accioli.
Em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia, tem de ser vendidos em hasta
publica no dia 10 do crrente permita a Ihcsooraria
de fazenda 20 cavallos perlcnccnlcs a companhia de
cavallaria de linha, que se acham inulilisados para o
respectivo servijo: as pessoas quo pretenderen! li-
cuar comparejam na casa da sobrediU reparlijo as
12 horas do mencionado dia.
Secretaria da fliesonraria de fazenda de Pernam-
buco 6 de marjo de 1855. O oflicial-maior, Emi-
lio Xavier Sobreira de Mello.
3.0 anno, 2." cadeira das 8 as 9; o cdigo crimi-
nal ; lente o respectivo ealhedratiro Dr. Jousen.
4." anno, 1. cadeira das 10 as 11 ; compendio
l'ascoal Jos de Mella, lente calhedralico o Dr.
Nuno.
ano, 2.1 cadeira das 9 s 10 ; o cdigo com-
merrial brasileiro ; lente o respectivo calhedralico
Dr. Chagas. .
5." anno, 1." cadeira das 9 as 10 ; o compendio
do Dr. Lourero : Ionio o substituto Dr. Joaquim
Vuelta, por impedimento do respectivo calhedralico
Dr. Baplsla.
5." anno, 2." cadeira das 8 s 9 ; o compendio
do respectivo calhedralico Dr. Lourero
Secretaria da faculdade de direito do Recife 3 de
marjo de 1855. Eduardo Soares Albergara,
secretario interino.
iT^C
DECLAKAQO'ES.
Pela subdejegacia da freguezia da Boa-Vista
se faz publico, que 110 dia 2 do correnle fra apprc-
hendido na ra da Trompo um cavallo caslanbo es-
curo, sellado eenfrciado : teu dono compareja peran-
le a mesma subdelegada. Subdelegada da freguezia
da Boa-Vista 3 de foverciro de 1855'O subdelega-
do supplenle em excrcicio, ,/. /'. Marlins Ribeiro.
Foresta conladoria so faz publico, que dol."
ao ultimo de marco futuro, se arrceadaro borra
do cofre os impostas sobre estabclccimcnlos de com-
merco o industria, Picando siijclos a mulla eslabc-
lecida os que nflo pagarem d.en(ro do mesmo lempo.
Conladoria municipal do Recife 28 de foverciro de
1855.No impedimento do contador, o amanuense,
Francisco Canuto da Doatiagem.
De ordem do Exm. Sr. director geral da ins-
trucjflo publica, fajo saber a quem convier, que esl
i concurso a cadeira de nslrucjao elementar do pri-
meiro grao da villa de Serinhaem, com 60 das de
prazo, contados da data desta.
Directora geral 21 de foverciro de 1855.Candi-
do Eustaquio Cesar de Mello, secretario.
A administrarflo do patrimonio dos orphSoa lem
de levar a praca em os das 7, 8 e 9 do correnle, a
obra do forro de 2 dormitorios do collcgio de San-
la Tlicrcza, cm a cidade de Olinda, avaliada cm
8369220, conforme o orjamenlo abaixo transcripto:
quem por menos a'quizer fazer, dirija-se casa das
scs*ies ila mesma adminislrajflo, no da 9, por ser a
ultima praja :
25 travetas de 27 palmos, a 45OOO 1005000
20 dilas de 26 liloa. a 45000 8O5OOO
18 duzias de laboas de forro, de lomo, a
289000
6 (oboas de solho para cornijas, a 35500
Servijo de carapina
Dilo de pedreiro
Pregos
Serventes e carrelo das madeiras
5049000
219500
1009800
29560
I29OOO
159360
8365220
Secrclaria da administrarflo do patrimonio dos or-
phos2de marjo de 1855.J. J. da Fonseca, Mera.
tario interino.
AVISOS MARTIMOS.
Para o Cear segu no fim da presente semana
o bem condecido huta Capibaribe, mestre Anlonio
Jos Viamia ; para o reslo da carga, Irala-so na ra
do Vigario n. 5.
PARA O RIO DE JANEIRO.
Salie COffl muita bevidade, por ter a
maior parte do seu carrefjamento promp-
to, a bem conhecida.veleira escuna nacio-
nal Tainega : para o resto da carga,
passageiros e escravos a 'rete, trata-secom
Novaes&C, narua do Trapiche n. 3i.
Babia.
O hiale Crrelo do Norte Iransfero a viagem pa-
ra csse porto; segu uestes das, c anda pode rece-
ber alguma carga : Irala-sc com Caelano Cyriaco da
C. M., ao lado do Corpo Santo n. 25.
Para o Aracaly segu com brevidade o hiale
Dudoso, por j ler parle da carga ; para o reslo e
passageiros, Irata-se com Joaquim Jos Marlins, ou
na ra do Vigario n. II.
Para a ilha de S. Miguel pretende seguir via-
gem uestes dias o patacho porluguez Alfredo ; para
carga e alguna passageiros, trala-sc com os Consigna-
tarios Jnlinslon Paler & Companbia, na ra do Viga-
rio 11. 3.
Para o Porto segu impretcrivclmcnlc a 15 do
correnle a veleira e bem condecida escuua nacional
((Lindan, capilflo Alcxandre Jos Alves ; para o res-
lo de seu carregamcnlo, trala-sc com o consignata-
rio Eduardo Ferreira Bailar, na ra do Vigario 11. 5,
ou com o capilflo, ua praja do commercio.
RIO DE JANEIRO.
Para o Rio de Janeiro labe com muita
brevidade, o brgne nacional ((Sagitario
de primera classe, o cmal ja' tem a maior
parte do seu carregamento prompto : pa-
ra o restante e passageiros, trata-secom
Manoel Francisco da Silva arrico, na
ruadoCollegio n. 17 segundo andar, ou
com o capitao a bordo.
Companhia dos vapores de Liverpool.
Espcra-sc do
sul no dia 8 do
correnle, o va-
por ingl. Pam-
pero, com man-
dante Uaram.
o qual depois
da demora do
coslume saldr
pare Liverpool
pelos porlosin-
termedios: pa-
ra passaucm, Irala-se na agencia da ra da Cadcia
n. 52.
Tara o Rio de Janeiro segne em poucos dias o
brigue Feliz Deslino ; para o reslo da carga, pas-
sageiros e escravos a frele, trala-se com os consigna-
tarios Isaac Curio & Companhia, na ra da Cruz
0.40. .
Companhia Brasileira de Paquetes de
Vapor.
O vapor
Guanaba-
ra, rom-
m andante
o ltcneii-
tc Salom,
dc\e che-
gardo n or-
le a 11 do
correnlc, e seguir para o sul no ria soguinle ao da
sua entrada : agencia ua na do Trapiche n. t, se-
gundo andar.
Passagcn*. Cmara. Cont:.
Macei...... 209000 i-3000
Halda:..... 409000 IO9OOO
Kio de Janeiro. IOO5OOO 22^000
Pela segunda vara do civel, escrvflo Cunha, se
ha de arrematar cm praja os bens movis de Delfi-
na Maria da Conceijflo, por eieciijlo qae conlra a
lue-ma inove Joan ilureira Marques, sendo a ulti-
ma praja 110 dia 10 do correnle.
~ O Sr. FranMin Americo Eustaquio Gomes ve-
nda concluir o negocio ua ra do Crespo 11. 15.
No dia 9 as 10 horas da manhaa, linda a au-
diencia do lllm. Sr. Dr. juiz do orpbflo, na sala das
meimas, seda de arremalar a casa n. ;i| ja rua j|8
Cinco Ponas, chitos proprios, rom dous sotaos, um
na frente e oulro DO* fundos, at aliada por 1:700
por exccujo de Jos Francisco de Azevedo, conlra
Manoel de Hcsende llego I!arros, como administra-
dor de sua mullier, ho a ultima praca.
O administrador da mana fallida de Victorino
& Moreira, paga o nico dividendo aos credores da
mesma massa 110 nrmazcm de S. P. Jaliuslon & C,
rua da Senzala Nova n. 2.
v^ Desappareceu do engenho do ($)
(JJ) aba i \o assignado.no dia 1 de mar- j)
j&A co de 1855. um escravo mulato fA
a* de nome Jeronymo, de idade 20 *
q* 11 22 annos, bai\o, grosso, de boa 7
7j cor, esta' principiando a bucar, *^
*7 cabello preto, puxa da perna di- W
w) reita, proveniente de terojoelho (
$) incitado, foi escravo do capitao ^)
!$) Jos de Coito e Silva, senhor do A
<$ engenho MERENGABAS, de San- XZ
A to Anto, c vendido ao abaixo as- t
S signado pelo Sr. Regenera ido Coe- V
2 H'oCavarcantiCaverana,esupD'">e- 9

a
smppu.
se ser sedu/.ido por alguem para V>9
Itigir : o abaixo assignado proles- ($)
testa conlra quem o tiverocculto (^
com todo o rigor da lei ; roga-M ($)
a todas autoridades policiaes e ca- /gk
pitaes de campo, a captura do %[
do dito escravo. o pial podero T?
entregar no Recife, rua do Quei- w
mado taberna do Sr. Joaquim de W
Almeida e Silva, ou no engenho ($
das Mattas, deAntonio de Paula 6)
Souza Leo. S
Prerisa-se do um forneiro c que saida de pa-
daria : na rua das Cruzcs n. 30.
Precisa-te alugar um primeiro andar
com sulllcientes coiumodos, as seguintes
ritas: Cadcia, Cruz, Vigario, Crespo,
Queiinado e Cadeia-Velha : a tratar na
rua do Trapiche n. .14, primeiro andar.
LOTERA DO ROSARIO DA ROA-VISTA.
Aos 5:000|, 2:000,*, l:000,v.
Corre imprelerivelmcnlc sabbado, 10 de marjo.
O caulclisla Salusliano de Aquino Ferreira avisa
ao respeitavel publico, que os seus bildeles e caute-
las estflo isenlos do descuido de 8 '', da lei no aclo do
pagamento sobre os tres primeiros premios grandes.
Acham-se venda as lajas: rua da Cmleia do Re-
cife n. 24 e 4 ; na praja da Independencia 11. 37
e 39 ; rua do l.ivramcnlo n. 22 ; rua Nova n. 1G ;
rua do Queimado n. 3'J c 41; rua do Cabug. n. 11,
botica.
Reccbcr por inleiro
5:000
2:5009
1:2509
635|
5009
2505
LE LO"ES.
Por ordem do Dr. Pedro Aolran da Malla Al-
buquerque du consellio do S. M. I. lente do 1. au-
no da faculdade de direito do Recife, o director in-
terino da mesma, se .faz publico que em con-
gregafla de 2 do crrente mez se resolveu que as
horas das aulas tossem distribuidas da mancira se-
cunde, c adoptados os coinpeudios infra menciona-
dos, com declarajflo dos respectivos lentes.
1. anno das 10 sll ; o compendio de Direito
Natural do Dr. Autran, e o novo compendio de Di-
reilo Publico do mesmo. Foi designado para reger
esta cadeira, no impedimento do Dr. ilandeira, o
substituto Dr. Jeronjino Vlclla.
2. anno, 1. cadeira das 11 s 12; os compendios
do mesmo lente calhedralico. Dr. Autran.
2 anuo, 2. cadeira das 10 as U ; o compendio
do Dr. Jerooymo v.ilella; lente desl cadeira o
substituto Dr. Joaquim Vlella, por impedimento
do respectivo calhedralico o Exm. Sr. conselbeiro
Dr. Jos lenlo.
3. anuo, I. cadeira das 9 s 10; o compendio de
Dircilo Civil do Dr. I.oureiro, leole o mesmo Dr.
Lourero, em razao da vaga da !. cadeira do 4.
anno.
Quinta-reir, 8 do correnlc, as II horas da
manhfla, baver leilflo r.o caes da alf.nidega, de 10
caixas cora marnela la e doce de calda, ltimamen-
te chegada de Lisboa, por conla c risco de quem per-
tenec-.
Leilao sem limite.
O agente Vctor far leilflo no seu armazem, rua
da Cruz n. 23, de todos os ohjeclos existentes no
mesmo : quarla-feira, 7 do coircntcr as 10 ;. horas
da manhaa.
O agenle Borja far Icilao, quinta-feira, 8 do
correnle, as 9 horas, em seu armazem, na rua do
Collegio a. 15, de varios objeelos, romo bem : obras
de marcneria, novas e usadas, urna grande porjflo
de chapeos linos, francezes, duas excellcntes burras
de guardar dinbeiro, um ptimo cabriole! novo com
lodos os arreios, um dilo de 4 rodas para 1 ou doos
cavallos, urna porjflo de relogios de differcnles qua-
lidadcs 1 preto escravo de meia idade, c outras mui-
los objeelos que se achnrflo patentes 110 din do lei
lo no mesmo armazem, os quaes serio vendidos sem
limite algum.
O agenle OHvcira far leilflo, por ordem dos
Srs. Fox Ilrolhers, e por conta e risco de quem per-
(enrer, de varios lotes de bacas de cores, hrins de
lindo nscadindos, madapolOes diversos e algodflozi-
nliis, ludo avariado, a bordo do navio inglez (ene-
ral (renfell, na rcenle viagem que fez a esle porlo
procedente do de Liverpool : quarla-feira, 7 do cor-
renle, as 10 doras da manhfla em poni, no seu es-
criptorio, rua da Cadeia do Recife.
AVISOS DIVERSOS.
mu tu ann
Precisa-se de um homein para distri-
buidor d este DIARIO, do Mondego ate a
povoncio de Apipucos, eprefere-se algum
que more naquellas proximidades.
Pcrdeu-se desde o Manguind ale a Capunga
uns coraes de brajo encarnados, encastoados' em
ouro, clieios derequilifes : quem os ardou e liver
consciciicia pode leva-lc* a Caponga, sitio de Joflo
Evangelista da Cosa e Silva, ou na rua du Quei-
inado loja de Silva & Araujo, oude ser grali-
fleado.
ORDEM TERCEIRA DO CARMO.
A mesa regedora da ordem lerrera do Carino a-
visa aos seus edarissimos irmflos. IrmSas e ao publi-
co cm geral, qoe desde a primeirn semana da qua-
resma lem davido termoes todas as sextas reirs, e
continua a haver al a sexta semana Js quaresnw
pregados por diferentes oradora.

Bildeles 5S500
Moos 2J800
Quarlos 19H0
Olavos 9720
Decimos 56OO 1.
Vigsimos 9320
Pcrnambnco 7 de marjo de 1855.
Salustiana de Aquino Ferreira.
LOTERA DE N. S. DO ROSARIO.
Corre sabbado, 10.
Na casa da Fama, aterro da lloa-Visia n. 48, es-
li expostas venda as cautelas seguiules :
Quarlos 19440.
Decimos 5(100.
Vigsimos 9320.
O armazem de maleraes, ua Iravcssa do Po-
cnbo, junto a laberna de Jug amingues, precisa
de um pequeo do 12 a 14 anuos para raxciro :
quem pretender, dirija-se ao mesmo armazem.
O passageiro que por engao levou do vapor
Tocantins um volunte, contendo um chapeo preto o
oulro de manilda, queira ler a bondade de remlle-
lo ao hotel da Europa, na rua da Aurora, ou decla-
rar a sua residencia para ser procurado.
OSr. Luiz Ignacio Jeronymo dos Sanios, ma-
jor da guarda nacional do municipio do Olinda, le-
nha a bondade de dirigir-se ao pateo do Tcrjo, ta-
berna n. 7, a negocio que Ihe diz respeito.
Offercce-seum ollicial de linluraria para Ungir
toda c qualqucr fazenda a vonlade de seus donos,
assim como as cores que Ihe forcm rccommcudadas,
pois prometi servir bem todas as pessoas que pre-
tenderen! ulilisar-se dn sen presumo : declara o
mesmo ser chegado da Europa ha pooco lempo. Ite-
cchero-se as fazendas na rua do Cabug, na casa 11.
I(i, sendo enregues ao Sr. Joflo Jaciulho de Son/a,
e as me.mas fazendas na occasiao da entrega Ihe seta
dilo os preeos, sendo as cores azul claro, azul ferre-
te, verde, amarello, cor de palda, preto, cor de rosa,
e todas as mais que sa pretenderen], e preeos com-
modos.
No dis 4 de marjo desappareceu o cabra Joflo,
indo de mandfla para o Recife vender lei te, em um
cavallo alaso, dem carnudo, pe e mflo ealjados de
branco, urna lislra branca na lestn, urna ferida no
espindajo, urna cicatriz na espadua direita, novo,
com os denles ainda aberlos, ps e mflos groisos. O
cabra tem os signaos seguintes : estatura regular,
urna ferida grande na sola do pe direito, aleijado do
brajo direito, que nao pode estende-lo; foi visto
cora camisa de algodflo da Rada, o oolra por cima,
de baeta azul, de mangas curias, calcas de algodao
de lislra americano ; o dilo cabra fo'vislo no dia 5
na estrada de Iguarass, elle foi do aerlflo : roga-se
as auloridades policiaes, capilfles de campo e parti-
culares, o obsequio do apprebendcrem c mandarem
entregar a sua lenlwra D. Anua Benedicla Rocha e
Silva, no sitio do Forle, na estrada nova, ou na rua
da Santa Cruz, na Roa-Vista, laberna n. 3, que se
pagar as despezas.
No dia 9, a 1 dora da tarde, na sala das audi-
encias, depois de finda a do Sr. Dri" jniz da primeira
vara civel, se dflo de arremalar diversas joias de ou-
ro o prala. 3 escravos, 25 apolices da compandia do
Bcberibe.avaliada cada urna em 4903O,e ps casas se-
cuiules : na fregue/.iada Boa-Vista, escasas terreas,
alraz da matriz n. 12, avadada por 700901)0, na rua
\ elda n. 80, por 7509000, oulra na mesma rua 11.
102, por (.503(100, em Sania Cruz n. 5C, por 5309000,
Iravcssa do Quiabo n. 10, por .5009000 ; na fregue-
zia de Sanio Anlonio, um sobrado de um andar e
solflo na rua da Penha n. 2, avadado por 2:0009000,
as casas terreas, na rua do Fogo n. 36, por 5009000,
amado l.ivramcnlo 11. :| 2|3 por 1:0003000, na
rua da Virajo n. 39 por OOO9OOO, na travesea da
Virajflo 11. 10 por4005000 ; na freguezia deS. Jos,
as casas (erreas, na rua das Cinco Ponas n. 75 por
UOOpOOO, na rua de S. Jos n. 45 por C009000, o ou-
lros objeelos constantes do escriplo em mo do por-
leiro, assim como una iniagcm de >". S. da Concei-
jflo, eslimada em IOO9OOO, 840 lijlos do ladrilho,
quadrados, estrangeiros, por 69100, requermento
de Manoel Joaquim Ramos c Silva, (eslamenteiro
dos bens do finado Joaquim Jos Ferreira, para pa-
gamento dos seus credores.
Precisa-se alugar urna prcta boa qulandcira :
na rua do Queimado n. 38, primeiro andar.
Ua orna casa na rua da Malrir.da Boa Vista :
quem quzer dirija-se a Rirlholomeo F. de Souza
na rua larga do Rosario.
Por especial favor pede-se ao Sr. acadmico
l.oiz Marques Pinlo Wanderlcy, que tenlia a bon-
dade de restiluir urna caria que Ihe foi confiada pelo
Sr. Carlos Augusto Autran da Malta c Albuqucrqiie
para ser entregue na Babia a pessoa que elle mesmo
oflo ignora.
PIANOS.
Joflo P. Vogelcy avisa ao respeilavcl publico, qne
01a sua casa ua rua \uva n. 41, primeiro andar, a-
cha-se ora sortimeuto de pianos de jacarando, os
meldorcs que lem al agora apparecido no mercado,
lano pela sua armoniosa e forle voz, como pela
sua coiistrucrao de armario da fabrica de Callard &
Collard cm Londres, os quaes vendem -se por um
prejo razoavel; o annunciaute continua atinar a
concertar pianos com pcrfeijfl".
Aluga-se um sitio muilo perlo da praja, na
rua Imperial defroule da fabiica de salido, lem boa
casa, com muitos commodos, diversas arvores do
fruto e planlajflo de capim: trala-sc na rua Direila
n. 82.
Precisa-se de urna ama para o sen ijo de casa
c rua : quem esliver neslas circumslancias dirija-se
a rua do Rangel o. 77.
Cu fura da provincia.
Os credores da firma Albuquerque & C, lo-
nbam .1 bondade do apreentar seus ttulos de divi-
das ou conta, 110 escriploro do Sr. Jos Joaqnmde
Miranda : rua da Cadeia do Recife n. 46. primeiro
andar.
O abaixo assignado roga a pessoa que
lite pedio emprestada a obraJLIL' Eli-
KANTdo Sr. E. Site em 10 vol. in 8
edreio de Paris, que se digne de Ih'a res-
tituir.Dr. Joaquim de Aquino Fonseca.
Precisa-se alugar urna escrava para
vender na rua, e que tenha mais algum
prestlmo, nao duvidando-se pagar bem: a
no aterro da Boa-Vista n. 75.
quem do seu presumo se quzer utifisai,
para este lim na rua es-
ATTEHCAO'.
Previ ue-s a todas as pessoas que ne-
gocian com relogios, c com cspecialidude
aos Srs. reljoeiros, que deixem de elTec-
tuar qualquer negocio com um de ouro
patente suissob. 27870, o qual loi fttrta-
po nesta tvpographia.
AGENCIA DE PASSAPORTES E 1 01.11 V
COK RUJA.
Claudino do Ri'oo l.ima, dcspacdanle pela repar-
(ijflo da polica, despacha passsporlej para derdro e
fra do imperio, e folha coirida : na rua da Praia
n. i!, primeiro ai dar.
) "- .-; :;;;;;- .;
I RECBEIO HITAR. i
9 Convidase aos Srs. socios, para compa- $
tt recercm na casa de auas partidas, no da 7 do A
9 correnle, as 4 horas da larde, com suas pro-
0 postas para convite ; c na mesma occawflo se
5-f marcar o da do baile. a
Obacbarel A. R. de Torres Bandei-
ra, piofessor substituto de llhetorica e
Gcographia nolycu desta provincia, con-
tinua a ensinar, alera dos referidos pre-
paratorios, philosopliia, Crancez e inglez:
ni pr
pode procurado
treita do Rosario n. l segundo andar, ou
no segundo andar do sobrado da rua No-
va, que fa/. (juina para a camboa do Car-
mo ; adverte que as aulas tero lugar de
1 hora da tarde as2 e meia, e das 4 as fi
c meia.
Da-se dinheiro ajaros, com penho-
res de ouro ou prata : na rua do Cabu"a'
loja de miudozas de 4 portas, n. 143.
Xa rua Direita segundo andar do so-
brado n. 112, precisa-se de urna ama for-
ra para o servico da casa.
Precisa-se deodiciaes de a lia ia te, tan-
to de obra grande como miuda : na rua
da Madre de Dos h. 36, primeiro andar.
Precisa-se de urna mullier que saida coziohar
e fazer o servijo de urna casa de pouca familia : uo
largo do Ter jo, sobrado n. 41.
Precisase alugar um solirao dou casa terrea :
quem liver para alugar, annuucie por esla folda.
Lava se c engomma-se com toda a fierfeijo e
aceio, oenlrcga-se a roupa lodos os 8 dias : na'luja
do^sobrado n. 40, rua da Aurora.
D-se gratis para morar.com acondijflo de
zelar, um sitio na Capunga : os pretendemos diri-
jam-se ao armazem da rua do Azcile de Peize. nu-
mero 13.
Deseja-se saber nesta praca qnem he o eorres-
pondente do Sr. Fraacisco Xavier de Araujo, senhor
do engenho inga, na comarca de KazareUi, para Ihe
ser enlregoc urna carta viuda do sul : na rua do
Crespo n. 10.
Acha-se contratada a venda da casa terreada
ma da Senzala-Velha n. 4f> : havendo quem se op-
ponda a esle negocio por qua qner litlo, aoouucie
uestes (res das por este Diario.
Nflo lendo ldo logar a reuniflo dos credores
de massa fallida de Nuno Mafia de Seizas, conforme
convidei paia o da 1. do correnle, por ojaiz da
2. vaia ler passado a vara para o primeiro supplen-
le em consequencia de ler lomado asiento na asam-
blea provincial, pelo que passo a convidar novamen-
le aos credores para o dia 8 d-j crrente para reu-
nrem-scasi horas da tardeconforme os meus ante-
riores aiinnncios. Recife 6 do marjo de 1835.
Joao Pinlo de temos Jnior, curador fiscal.
Desappareceu da casa de Anlonio Jos Gomes
do Correio, na cidade Nova, em Santo Amaro, um
papagaio eonlrafcilo : quem o liver adiado, e nflo
querendo ter o iucoramodo da c tratar, pode leva-lo
a casa cima indicada, que ser gratificado, aloi do
favor que com iso far a seu ptopriu dono.
Rostron Rooker & C-, consignatarios
da barca americana Wiekery, declarara
pelo presente que nao se responsabilisam
por quaesquer con tas ou despezas efec-
tuadas pela dita barca sem ordem expres-
sa ou por escripia, dada no seu escripto-
rio. Recife 2 de marro de 1855.
A nova casa de paslo da rua das Crozes n. 39,
declara a todos os freguezes, que (em (odas as qua-
lidades de comodonas, caf cha, a toda hora do dia
e da almojos c {.miares para fora, e na mesma casa
se precisa alugar um escravo para serveute, o que
d-se bom ordcoade.
I). Maria Scvcrina da ConceijSo Araojo, com
suas filhas menores Maria Emilia da Conreicao A-
raujo e Brgida do Carmo Araujo, Mara lanza do
Carino Araujo. Leopoldina do Carmo Araujo, reli-
ra-se para a Europa.
O Sr. Arcadio de Almeida Fortuna lem urna
caria vinda do norlc : na rua do Trapiche Novo n.
16, segundo andar.
Mobilia de aluguel.
Alogam-se mobilias completas, ou qualquer traste
separado, a vonlade do alugador, por preep comino-
do: na roa Nova, armazem de trastes do Pinlo, de-
fronte da rua de Santo Amaro.
Amelia Augusta Martina e Adriano Angosto
da Almeida, abaiso assignados, declaram que lem
dissolvido desde o 1. de Janeiro deste anno soc'ie-
dade que linham na luja da roa do Crespo h. 16, sob
a firma de Viuva Itrandao Irmio ; ficando a oar-
go de Adriano Augusto de Almeida e Joao do Cas-
tro (iuimarfles, que se tem associado, lodo o activo e
passivo do cstabclecimenlo, que cootiua debaitoda
firma Adriano & Castro.Amelia Augusta Mar-
lint, Adriano Augusto de Almeida.
C. STARR&C.
respeilosainenle annuociam quo no sen extenso es-
labclcciincnlo em Sanio Amaro,conlinuam a fabricar
rom a maior perfeijSo e promptidflo, toda a qoaida-,
de de marliimsino para o uso da ag vcgajflo e manufactura; c que para maior commudu
de seus numerosos freguezes e do publico cm geral,
lecm aberlo cm um dos grandes rmateos do Sr.
.Mosquita na rua do Rrum, alraz du arsenal de ina-
rinlia
DEPOSITO DEMACniNAS
construidas no dilo seu estabelecimeuto.
Alli acharflo os compradores um completo sorli-
mento de moendas de canoa, com lodos os melhora-
nienlos (alguns delles rrovos e originaes) de que a
experiencia de muitos annos lem mostrado a neces-
sidade. Macdinas de vapor de baixa o alia pressao,
laixas de lodo tamaito, lano batidas como fundi-
da*, carros de mflo e dilos para conduzir formas da
assucar, machinas para moer mandioca, prensas pa-
ra dito, Turnos de ferro balido para faiuda, arados de
ferro da mais approvada couslrucjflo, fondos para
alambiques, crivos c portas para fornallus, o urna
infinida le de obras de forro, que seria enfadondo
enumerar. No mesmo deposito existe urna pessoa
iulelligenle e habilitada para rexeber lodas as en-
commendas, etc., ele, que os annunciaules contan-
do com a capacidado de suas oflicinase macliinisnio,
o pericia de seus oflicaes, se compromellem a fazer
executar, com a maior presteza, perfcijflo, e exacla
conformidade com os modelos ou desenlile inslruo
jOes que Ibes forem fornecidas.
sal de um
Luiz Canlarclli parlicipa ao rcspelavel publico,
que a sua sala de ensno, na roa das Trinrheiras n.
1'.). se acha alierla lodas ai secundas, spatrlase sex-
tas, desde as 7 doras da noile al as 9 : quera do sea
presumo so quzer utitisar, dirija-se mesma casa,
das 7 horas da mandfla al as l. O mesmo ss oflere-
ce a dar lij:es particulares as doras convencionadas.
Precisa-se de urna ama de leile, qne seja lim-
pa c sada : quem pretender criar, dirija-se rua de
Heras, sobrado de um andar n. 72.
IECHAMSMO PARA E16E-
HIO.
NA Fl NDir.AO SE FERRO DO ENF.E-
NIIEIRO DAVID \V. BONVMAN. NA
RUA DO RRUM, PASSANDO O 11 A-
FARIE,
ha sempre um grande serlimcnlo iot seguintes ob
jectos de mechanismos proprios para engeuhos, a sa-
ber : moendas e meias moendas da mais moderna
ronstruejao ; laixas de ferro fundido e balido, de
superior qoalidadc, e de lodos os tamaito; rodas
dentadas para agua ou aniniaes, de todas as propor-
Jfles ; crivos e boceas de furnalha e reoistrus de boei-
ro. aguillidcs.bronzc* parafusos e cavilbdes, moinfa*
de mandioca, etc. ele.
NA MESMA Fl NDICAO
se exeeutaaa todas as encommendas com a uperiori-
dade ji'i condecida, e com a devida presteza e conuao-
didade m prejo.
l cniuri


Pela primeira vra do civel, escnvso Molla, se
l\ de arrematar os alusucis la caa de sobrado, sita
n rna da Mocda n. 21, por cxesucjlo do Joaquim
Francisco de Alcm, contra Manoel Xameiro de Al-
buqucrqne Lcenla, sendo a ultima praca no da '.*
do correte.
109000 rs. de achado.
Pordcu-se orna pulceira de ouro, omallada, pro-
piia domen do Santo-Amar'
Hospital dos qnom a acbar eflzerrons-
rien.-ia tora 10JOOt),r. de gratificarlo, so a entregar
no largo da [iiitia da rna de Santa-Hila,
(atarea n. 1.
A mesa regidora da irmandade pirito Sanio, erecta 110 convento de Santo Antonio
cetaram as suas cartas patentes, c que ainda nao
deram aquota marcada pela mesa, liajam de o fazer,
catres importancia a pessoa de quein rere-
herain as mesmas cartas, visto a mesma ja ter dado
principio as suas catacumbas em o cemilrrio publi-
co, e como j se acliam proinplas 28, e este dinlieiro
lie applicado para este fin, visto a irmandade mo
ler outros meios se nao recorrer aos scus cliarissimos
rmaos, para com brevnladc liualisar esla grande
obra de tanta monta.}

CONSULTORIO DOS POBRES
25 KUA DO GOfcUMIO 1
DIARIO OE PERNftMBMCO, QUARTA
FEIRA 7 DE MARQO DE 1855.
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, finas c grossas, por
preros mais baixos do que emoti-
tra qualquer parte, tanto em por-
ta como a retalho, afiianrnndo-
se ao compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
alirio-se de combinarao com a
maior parte das casas commerciacs
inglezas, francezas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, e pol-
lito offerecendo elle maiores van-
tagens doque outro qualquer ; o
proprictario deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
setis patricios, e ao publico em ge- j
ral, para que venliam (a" bem dos
sus interesses) comprar fazendas J
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dosSantos&Bolim.
- Aluga-sc orna prela para ama de leile : na ra
ile Santo Amaro, casa da quina n. 20, na fregucza
de Santo Antonio.
'/otas as mais morfemas.
Os abaiio assignados, donos da loja de onrives, na
na doCabug n. 11, ronfronle ao pateo da matriz e
ra Nova, fazem publico, que estilo recetando con-
tinuadamente muilo ricas obras de ooro dos melhn-
res gostos, tanto para scnboras como para homens e
meninos ; os precos cnnlinuam mesiiio baratos como
lem sido, c passa-se contas com responsabilidade,
specificando a qualidade do ouro de '.i ou 18 qui-
late, cando assim siijcitos os mesmos por qualquer
dnvida.Seraphim & Irmao.
-- O caulclisla Antonio Jos Rodrigues de Souza
Jnior tem resolvido daqoi em diante, venders
suas caiflas e buhles aos precos abaito declara-
dos, obrigando-sc a pagar por in'teiro sem o descon-
t dos 8 \ da lei, os premios grandes que seus bilhe-
les e cautelas obliverem.
Ilillietcs inleiros
Meios bilheles
Quartos
Oilavos
Decimos
Vigsimos
h por isso acaba de eipr venda as lojas do cos-
lumc, os seus bilheles e cautelas da i." parle da 5.a
loleria do osario da Boa-Vista, cujas rodas andam
infallivelmente a 10 do correule.
LOTERAS da provincia.
Acham-sc:i venda os bilheles da 1. parle da .
laterita beneficio da groja de N. S. do Rosario da
Boa-Vista, nicamente na Ihesouraria das loteras,
na roa do Collegio n. 15, e corre impreicrivclmente
no dia 10 de marro.O Ihesoureiro,
Francisco Antonio de Olieeira.
59500 Recebe 5:00ft000
2j0 a 2:500a 1?110 0 1:2509000
720 )> r>25000
600 5008000
320 250&000

4. JANE, DENTISTA,
continua a residir na ra Nova n. 19, primei-
ro andar. e
man I
i
quer
Sft CONSULTORIO DO DR. ?. L LOBO. B0SC0Z0.
25 RA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual completo do meddieina homeopalhica do Dr. G. H. Jalir, (raduzido em por
luguez polo Dr. Moscozo, qualro voluntes enradoinados em dous e acoinpanbadodo
um diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., ele.
208000
ia, por ser a nica
DOSMEDICA-
Esla obra, a mais importante de todas as quetralam docstndo epralira da homeopata
que contm a base fundamental d'esla doulrinaA PATIKHiENESIA OU EFFEITOS
MEMOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SAL" DEcouhecimenlos que nao podem dispensar as pes-
soa* que sequerem dedicar prutica da verdadeira medicina, interessa a todos os mediros que quizerem
experimentara doulrina de Ilahnemann, c por si mesmos se convencerem da verdade d'ella: a todos os
fazendeiros c senborcs de cncciilin que eslao longe dos recursos dos mdicos: a lodosos rapilesde navio,
que urna ou mitra vez nao podem dcixar de acudir a qualquer inrommodo scu ou de seus tripulantes :
a lodos os pais de familia que por circumslancias, que nam sempre podem ser prevenidas, sao ouriga-
dos a prestar O vade-mecum do bomcopatba ou tradcelo da medicina domestica do Pr. llorn::,
obra latntam ulil as pessoas que se dedicam ao esludo da homeopalhia, um volu-
nte grande, acompanbado do diccionario dos termos de medicina...... 10,*000
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., etc., encardenado. 39000
Sem verdadeiros c bem preparados medicamentos nao se pode dar um'passo seguro na pralira da
homeopalhia, c o projiriclario deslc estabelecimento se lisongeia de tc-lo o mais bem montado* possivel e
ningiicm dnvida boje da grande superioridade dos seus medicamentos.
Boticas a 12 tubos grandes...............
Boticas de 2i medicamentos em glbulos, a 10, 123 e 159000 rs.
Pilas 36 ditos a* .7........
Pilas 48
Pitas 60
Pitas 144
Tubos avulsos.........
Frascos de meia onya do lindura. .
Pilos de verdadeira linrtura a rnica.
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de tubos de rrystal de diversos lamanhos,
vidros para medicamentos, e aprompla-sc qualquer encomraenda de inedirameuloscom toda a brevida-
de e por precos muilo commodos.
ditos a
ditos a
ditos a
8J000
20:5100
259000
309000
(OjOdO
18000
2*000
25000
Vcnde-se cobre para forro de
4 20 at 28 onras. g
,*> Zinco para forro com os pregos 2
competentes. jj
f Chumbo em barrinlias. g
Alvaiade de chumbo. Vf
r Tinta branca, preta e verde, cm ($)
($ oleo. &
*gj) Oleo de linhaca em botijas de 5 ft
0 gales. Z
A Papel de embrulho. 2*
2 Vidro para vidraeas. w
r Cemento amarello.
Armamento de todas as quali-
(& Genebra de Hollanda em fias- $
queiras. (i
Couros de lustre, marca grande, gb
. Arreips para um e dous ca- 3
w9 vallos. 77
\ Chicotes para carro e esporas de (
0 ar^o prateado. g)
(g^ Formas de ierro para fabrica de (A\
^ assucar. *
S Papel de peso inglez
Champagne marca A & C.
. E um resto pequeo de vinhos do
Rheno de (jualidade especial: W
no armazem de C. J. As- (j^
0 tlev iV C. t
OSr. Joo Nepomuceno Ferrein
de Mello, que mora para o Salgadinho
nucir mandar receber urna encommen-
da na livraria n. 6 e 8 da piara da Inde-
pendencia.
Precisa-se de urna ama forra 011 captiva para
fazer o servico diario de urna casa de pouca familia :
quero pretender, dirija-so a ra do Collegio 11. 1,
armazem.
No hotel da Europa prcrisa-se de 2 criados
braoeos.
No hotel da Europa precisa-sc de 2 negros por
tluguel.
i'recisa-so de odiciaes para obras miudas : na
luja de alfaiate, na ra Nova, esquinada ponte.
Os abaixo assignados, chegados a esla cidade
em diasdo mez de outubro prximo passado, trou-
xeram em sua companbia um menino seu prenlo,
com idadede l annos, o qual chama-so Jos Ga-
ninc, subdito napolitano, assim como os annuncian-
les, e se empregava em tocar harpa, e como se nao
saba ha mais de um mez o destino que lomuu, ro-
ga-se a todas as autoridades policiacs ou pessoas par-
ticulares, so dignem o fazer conduzir nesla cidade
ao becco do Abreu n. 1, que promplamcnte se sa-
tisfar toda e qualquer despeza que se lizcr, c tam-
ben se gratificar a pessoa que delle der noticia.c se
licara summamcnlo gralo. Pernambuco 1. de mar-
co de 1855. Giusepp .tntonio Impcratrice.Anlonio
la /aja.
Aforamentos.
Aforam-se terrenos na Soledade, pro-
prios para edilicacoes e para plantacoes
de capim : a tintar no Manguind, sitio
de II. Alves da Silva.
Precisa-se de urna ama para casa de ponca fa-
milia : na ra da Guia u. .
I. Tli. Frciss vai Europa.
MASSA ADAMANTINA.
Rna do Rosario n. 36, segundo andar, Paulo Gai-
gnoux, dentista franco, chumba os denles com a
masa adamantina. Essa nova e maravilhosa com-
posio-lo lem a vantagem de encher sem prcsso dolo-
rasa todas as^.anlriirluosidadcs do denle, adqueriudn
em poucos instantes solidez igual a da pedra mais
dura,o promelle restaurar os denles mais estragados,
com a forma e a cor primitiva.
Casa de consignarao de cscravos, na ra
dos Quartcis n. 24
Compram-se c rerebem-sc cscravos de ambos os
sexos, para se venderem de commissilo, lano para a
provincia como para fra dola, offereoendo-se para
sso toda a segranos precisa para os ditos escra\os.
9 .'IBLICAJAO' DO l^iSTlTLTO 110
1E0PATIIIG0 DO BRASIL. g
THESOUUO IIOMEOPATIIICO
OU
VADE-MECUM DO B
IIOMEOPATIIA. fi
(S) Mtlhoo conciso, claro e seguro de ni- (,
i> rar homcopathicamente todas as molestias ?,
\M que af/linem a especie humana, e parli- w)
6) eularmentc aquellas que reinam no Bra- (\
2k til, redigido segundo os melhores trata- ^
dos de homeopalhia, tanlo europeos romo
americanos, e segundo a propria experi-
encia, pelo Dr. Sabino Olegario l.udgero
l'iiib". Esta obra he hoja reconhecida co-
mo a mellior de todas que tralam daappli-
cajflo homeopalhica no" curativo das mo-
lestias. Os curiosos, principalmente, nao
podem dar um passo seguro sem possui-la c
consulla-la. Os pais de familias, os senho-
ft res de engenta, sacerdotes, viajantes, ca-
7 pitaes de navios, serlanejoselc. etc., devem
tc-la m.lo para oecorrer promplamcnle a
(, qualquer raso de molestia.
?2 Pous voluntes cm brochura por 108000 ,
(j5) encadernados II9OOO IB
Vcnde-se nicamente em casa do autor, a*
, no palacete da ra de S. Francisco (Mun- w
($ do Novo) n. 68 A. ((S\
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
quemudou a sua aula para a ra do Ran-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos eexternos desde ja-' por m-
dico prero como lie publico: quem se
qui/.er utisar deseupequenoprestimo o,
pode proc irar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.

i
i
i
i
i
I
ALIANAK PARA \800.
Sahiram a' luz as folhinhas de algibei-
'a com o almanak administrativo, mor-
cantil, agricola c industrial desta provin-
cia, corrigido e accrescentado, contendo
400 paginas: vende-se a 500 rs., na li-
vraria n. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
MELPOMENE DE LAA" DE QUADUOS.
COSTO ESCOCEZ
A 400 rs- o covado.
_ Vende-se para ullimacilo de contas : na loja de
Faria & Lopes, ra do Oucimado n. 17.
BRAZELEZA PARA VESTIDOS
DE SENHORA
A OiO RS. O COVADO-
Pelo ultimo vapor viudo da Europa, clicgou urna
fazenda nova de furia-coros, tecida de soda e lila, de
quadros e de lislras. propria para vestidos de senho-
ra, a qual fazenda chamam ou intitulam orn Londres
por Brazeleza, aonde na presente cstacilo he a blen-
da da moda : vende-sc nicamente ra loja n. 17 da
ra do Qucimado, ao pe da botica, pelo barato pre-
ro de 610 cada covado.
DENTISTA FBANCEZ.
Paulo Gaignoux, cstabelecido na ra larga 9
do Bosario n. 36, segnndo andar, collora den-
les com gengivas artificiaos, e dentadura com- 0
pela, ou parte della, com a presso do ir. (-J
Tambem tem para vender agua dentfrico do (g
Dr. Picrre, e po para denles. Bna larga do $$
Bosario n. 36 segundo andar. cf
Novos livros de homeopalhia mefrancez, obras
(odas de summa importancia :
Ilahnemann, tratado das molestias chrouicas, 4 vo-
luntes............ 208000
Teste, mtlestias dos meninos.....68000
Hering, homeopalhia domestica.....78000
Jahr, pharmacopca homeopalhica. 68000
Jahr, novo manual, 4 volumes .... 168000
Jahr, molestias nervosas.......68000
Jahr, molestias da pollo.......8000
Bapou, historia da homeopalhia, 2 volumes 105000
llarlhmann, tratado completo das molestias
dos meninos..........108000
A Teste, materia medica homeopalhica. 88000
Pe Fayolle, doulrina medica homeopalhica 78000
Clnica de Staoneli ....... i,-ir.i
Casling, verdade da homeopalhia. 48000
Diccionario de Nvsten.......10000
Alllas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, contendo a descripcao
de todas as partes do corpo humano 308000
vedem-se todos estes livros no consultorio homeopa-
Ihico do Dr. Lobo Moscoso, ra do Collegio u. 25,
primeiro audar.
Precisa-se alugar um pretopara ser-
vico de casa de homem solleiro: na ra
do Trapiche n. 1G.
D. Thercxa Alexandrina de Souza Bandei-
ra, professnra particular, lem accrescentado jif
m aos ensillos de primeiras lellras, costura c va- @I
CS) nos bordados.mais dous: msica c grammati- fg
0 ca : se alguem quer servir-sc de seu prest-
v# rao, pode dirigirse ao paleo do Paraizo, pri- f$
di meiro andar, unido a groja.
O capilao da galera americana Finlande de-
riara que nao se rcspnnsabilisa por divida alguma
leila por gente de sua tripulaoao.
Na loja de modas de madame Millochan Bues-
sard, alerro da Boa-Vista n. 1, alm de um sorlimen-
lo completo de ohjectos para eufeitar vestidos, lem
para quaresma, grozde uaplos, rhamalotc, crep, fi-
los de seda, e de algodSo, bicos, rendas, manas de
bico para cabeca, luvas de mallia linas, trancas, li-
tas, franjas etc. : quese venderao muilo em conta.
O Pr. A. A. Xavier de Brilo, medico, reside
na roa Nova n. 69, onde pode ser procurado para o
exercicio de sua profiasao.
Jos Pinto deMagaiaes&C, teem mu-
dado seu estabelecimento de carros fne-
bres da ra Augusta, para o pateo do Pa-
raizo casa n. 10, outr'ora de Francisco
Lucas Ferreirn, ah osencontraraopromp-
tos a forneccr carros fnebres de primti-
raa quarta otdem, com todos os pannos
e adornos recommendadosnoregulamen-
to do cemiterio ; taiubcm brnece carros
Ue passeio, cera, arniaeao, msica, guia
etc., espera bem servir aquellas pessoas
quesedignarem procura-Ios; aacttvidade
dosannunciantes he conliecida por muita
gente: no mesmo estabelecimento alu-
gam-se caixOes e vendem-se mortalhas
de pinito.
PERIDICO DOS POBRES-
Acha-se aberta a assignalura para esta
ilha que se publica, escripta por mui
habis pennas. no Rio de Janeiro, c tofo
a direccSo de A. M. Morando ; ja' conta
seis annos de existencia e sempre ha go-
zado de toda a estima, tanto na corte com)
em todas as provincias. Assigna-se na li-
vraria da praca da Independencia n. C e
8 por 2.S000 por trimestre, i.sOOO por se-
mestre, e 8$ porumanno: convida-seaos
amantes da leiturapara que venhain as-
signar ate a chegada do Imperador, que
se espera do norte, aim de receberem a
colleccao no primeiro vapor.
Quem tiver i ou 2 prelas que queira alugar,
para vender na ra, dirija-se i ra de Aguas-Verdes
n. 23,sobrado.
Oflerecc-se para bolicro de rasa particular um
homem rhegado de prximo ; quem precisar, dirija-
se i rna da Cadcia do Sanio Antonio n. 21, casa de
marcinciro ; o ajual da fiador a sua conduela.
CO.MPKAS.
Compra-se urna casa terrea cm qualquer das
ras da freguezia de Santo Antonio, que o scu valor
mo exceda de 1:0008000: quem tiver, dirija-se i
rita das Triuchciras n. .
Compra-se eflerlivamentc brome, lalao e co
bre velbo : no deposito da fundirao d'Aurora, na
ra do Brum, logo na entrada n. 28, c na mesma
fundirn em S. Amaro.
Compra-se o compendio de grammalica Seve-
ne, em bom estado : na ra das Flores n. 37, pii-
meiro andar.-
Na ra larga do Bosario n. 38, compram-se
escravos de ambos os sexos, preferindo-se os de ida-
de de 12 a 25 annos, e os que liverem oficos, qual-
quer que seja a idade, n.lo se olhando a prero.
Compram-se pataees brasileiros e hespanhes:
na ruada Cadeia do Bccifc n. 54.
VENDAS.
COMES DE
ALGODAO
ALPAKA DE
ESCOGESA
A TBES MIL E DOZENTOS:
na loja da ra do Qucimado n. 17, ao poda,bo-
tica.
TARLATANA ESCOCEZA
A 6,S*500 rs. o corte
Vendem-se na ruado Queimado, loja n, 17, ao p
da botica, os modernos cortes do vestidos de larlala-
na do seda escoceza, com 8 1|2 varas cada um, de
padroes novos e lindas cores, a 68500.
ORLEANS DE LISTRA DE SEDA.
400 ra>. o covado.
Vendero-se na ra do Qucimado, loja n. 17, de
Faria & Lopes, par.a liquidadlo de contas.
FAZENDAS PRETAS BARATAS
PARA HOMENS E SENHORAS.
Na ra do Queimado, loja n. 17. vendem-sc as se-
guidles fazendas prelas para bomens e senlioras:
corles de casemiras prelas finas a 59500, panno pre-
lo lino, de cores firmes, a 3, i e 55)000, e muilo fino,
de prova de limilo, a6 e 7-5000 o covado, sarja prela
liespanhola verdadeira, grosdenapole prelo liso, se-
tim preto de Maco, selini prcto lavrado, velludo
prelo porluguez do mellior, chamalole adamascado,
alpakas de lustro finas, ludo por prcc,o muilo cm
cenia,
COM PEQUEO TOQUE DE
AVARIA.
l'ecas de madapolao a 2500 c 35000 : na na do
Crespo, loja da esquina que volla para a cadeia.
COBERTORES ESOTROS E
BRANCOS.
Na ra do Crcspo,loja da esquina que volla par.", a
cadeia, vendem-se cobertores oscuros, proprios para
escravos, a 720, ditos grandes, bem cncorpados, a
IgaSO, ditos brancos a 15200, ditos com pello imi-
tando os de laa a 1JJ280, ditos de la a 23100 cada
um.
PARA A QDARESMA.
Sarja prela hcspanhola de priineira qualidade, sc-
tim prelo muilo superior, casemira preta frauceza,
dita selim, velludo prcto superior, panno prelo mui-
lo lino, com lustre e prova de limlo, c deontras qua-
lidades mais abaixo : vendem-se na na do Crcpo,
loja da esquina que volta para a cadeia.
Conlintia-se a vender para fechar contas, re-
cados escoeczes, fazenda larga, a2S0rs.o covado,
cortes de dita a 1?tl20 : na ra da Cadeia do Bccife
n. 30, loja de Joaquim Jos de I". Machado.
Brins de gosto.
\ endem-se brins de todas as cores por 25 o corle,
dito muilo fino a 295Q0: na ra da Cadeia do Bccifc
n. 30, loja de V. Machado.
Camhraias para acabar.
Vendem-se na rita da Cadeia n. 30, do Para Ma-
chado, camhraias de todas as cores a 180 rs. a vara,
dila prela a 100 rs., chamalole prcto, fazenda larga,
pelo diminuto preco de 23 o covado, sarja hcspaiihola
de .Malaga a 25100 o covado, fazenda superior, c ou-
Iras muilas fazcudas : na rna da Cadeia do Bccifc n.
30, loja de Joaquim Jos de i". Machado.
Cassas francezas a 2->()0 o corle.
\ endem-se corles de casias francezas ele lindas e
variadas cores, pelo barato preco de 3)400 o corle ;
dSo-so amostras com penhores : na ra Nova loja no-
va n. -i, dcfronle da Camboa do taimo.
Pe los para camisas.
Na ra Nova Inja nova n. t, vcudem-sc poilosde
linho para camisas a 53 a duzia.
Vende-se um escrav j peca: na ra da Cruz do
Bccifc n. 17.
KO COMIJOIIIO
DO DR. CASANOVA
RIA DAS CRUZBS N. 28,
vendem-se carlciras de homeopalhia de lo- )3
dos os lamanhos, por precos muilo em conta. v
Elementos de homeopalhia, i vols. 65000 S
Tinluras a cscolbcr, cada vidro. t$000 gj
Tubos avulsos a escolher a 500 c 300
Consullas gratis para os pobres. H
ARADOS DE FERRO.
Na fundirao' de C. Starr. & C. em
Santo Amaro acha-se para vender aras
Jr)S ds ferro de '-ricv qualidade.
Era'Tasa de Timm Moinscn c\ Vmas-
sa, prajndo Corpo Sanio n. 15, lia para
vender :
1 m sortimento completo de Tvros em
brancode llambni ;;n.
Lonas da Riusia de superior jualidode c
porprcro muilo cominodo.
Vaquetaspaia carro.
Sola branca.
Licores de dilferentcs qualidade.
Alisiiitltecclicriy cordeal de superior qua-
lidade.
Vinlio de champagne da marca afamada
Fatire pe're & lils.
Chocolate francs.
Pianos musicaes c horizontacs-
Vendem-seraives de pinho le Indos os lama-
nhos para eiileiramentnsdc carpos no remlcrio pu-
blico, pelo proco maiscommodo que em oelra qual-
quer parte : quem dcstes tiver necessidade drija-se
a loja amarella confronte o porto das Canoas da ra
Nova, sendo os grandes a 2>00 e para anjos al
1-5000 rs.
Na Iravcssa do Vigarie n. 3, vende-sc supe-
rior vinho verde cm liareis <1o qualro cm pipa, as-
sim como cm caadas a 3, e a garrafa a 280 r.
Vende-se um rnolcque crioulo da cidade, de
16 annos de idade e um mulatiiiho de qualro sanos:
no raes do llamos n. i.
Conlinua-se a vender cebla de Lisboa, sola, a
15300 o cenlo, dila de molho a 15500, para acabar
com o resto : na ra do Queimado n. 38, primeiro
andar.
Vendc-se 2 escravns, sendo 1 mnlequo de boa
conducta c 1 cabrinha de id.ole 18 anuos : na ra
llircita n. 3.
Vende-seo preto Leandro, idade 30 annos, do
Angola, tem multa boa conduela, lio ganliador, c por
isto muilo condecido ; vende-sc por preciso : u.
ra Imperial n. 167, se dir.
Riscado de listras de cores, proprio
para palitos, calcas e jaquetas, a 160
o covado.
Vendc-se na rna do Crespo, Inja da esquina que
volta para a cadeia.
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-sc na ra do Oespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
Vendem-se queijos a I36OO, caixoes com doce
fino de goiaba a 400 rs., note* a IIK) rs. a libra, cha
prelo superior a 2S0SO, amellas a 200 r-., gomma a
80 rs., manleiga a 720, K00, 960, cha hyssona I^KKt,
25000e2ci560, bol.icliinhas americanas a 280, de Lis-
boa a 320, ISapolcao a 400 rs. : no palco do Carino,
esquina da ra de Hurtas n. 2.
Vcnde-se um escravo, pescador de rede, e he
de servico de campo por ler Iraballiado nas duas of-
licinas:cin Tora de l'orlas 11. 95.
Farinha de mandioca em saccas de alquei-
rc calillado, medida vclha.
Vende-se superior farinha de mandioca, cm saccas
grandes: no armazem de Antonio Luiz do Oliveira
Azevcdo, na travesa da Madro de Dos 11. 5.
Velas de sebo
Vendem-se superiores velas de sebo em caixinbas:
na Iravessa da Madre do Dos n. 5, armazem do An-
tonio Luiz de Oliveira Azevcdo.
TERCOS DE CONTAS ENGRAZADAS PA-
RA REZAR E REGISTOS DE TODOS
OS SANTOS.
Chegaram novos tercos engrazados c um completo
sortimento de registos da maior parle dos santos e
santas e invocares de N. Scnliora dos Passos do Ke-
demptor, todos os apostlos e evangelistas: recom-
menda-se os tercos por sercm os adoptados pelos mis-
sionarios, cruzes c vernicas para os mesmos tercos
e rosarios, vendem-sc c Irocam-se muilo barato : na
loja de miudezas em freule do Livramenlo de F. A.
de finito: a ellee que o lempo he proprio^
NA LOJA DE" MIUDEZAS DE F. A.
DE PINHO, EM FRENTE DOLIVRA-
MENTO
ha constantemente um completo sortimento de miu-
dezas das mais recentes do mercado, francezas, in-
glezas, hamburguezas e mistas, por mais commodos
pregos que em loja alguma, c que deixo de mencio-
nar par extenso por ser isso um nunca acabar, alcm
de ser bastante onerosa a publicaofio.
Fazendas para a Quaresma, para ho-
mens e senhoras.
Superior sarja prela lavra
o covado, dila iisa a 3, 2951
para vestidos a 2^500, 3900
2*400, 2*600 o covado, velln
luvas e meias prelas de sed
25500, :'-. 35500, if. 53 o ( "o'co'vado, casemira pre-
la superior a 73, 83 e 103 o corle, e nutras fazendas
proprias da Quaresma, que se vendem baratas : na
ra Nova, loja nova 11. 4, defronte da Camboa do
Carao.
Cortes de seda.
Na rna Nova loja nova n. 4, dcfronle da Camboa
do Carmo, vendem-sc corles de seda do quadros com
17 covados pelo barato preco de 163 e I85 o corte :
dao-sc amostras com penhores.
Chapos para scnliora--.
Chcgaram i loja nova da ra Nova n. '1, os mais
modernos e elegantes chapos do seda com ricos en-
leiles para senhoras, de preco de I63 a 258.
Casemiras.
Vendem-se corles de casemira de tfres para fechar
contas pelo diminuto prego de 45: ua ra da Cadeia
n. 30, loja de Faria Machado.
Vendem-se chapeos de sol de al-
I godao com barras
Raetas decores, de superior qua-
3 lidade.
*& Metas cias de algodao para ho-
*$ metn.
ll Ditas de dito brancas para se-
3 nimia.
2 Camisas de meia de al/jodao pa-
g ra homem.
Luvas de seda prela c de cores,
gj para homem esenhora.
B Meias ditas para senhora.
Linlias de algodSo em novcllos.
Ricos e rendas de algodo.
Filas de alrjodao blanco, de seda
de cores sorlidas, e de laa ditas.
Trancas de algodao e de seda, pa-
ra enfcir.es.
Em casa de Eduardo II. IIyatt,
ra do Trapiche Novo n. 18.
COIROS DE LISTRE.
Vendem-se de superior quabdade che
gados agora, da marca caslello: em cas,
de Eduardo II. Hyalt, rita do Trapiche
Novo n. 18.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se saccas grandes cora muito su-
perior farinha de mandioca por preco
commodo: no armazem n. 10 do becco
do A/.eite de Pcive; ou a tratar com Anto-
nio de Ahneida Gomes* C, na ra do
Trapiche Novo n. 10, segundo andar.
VIDROS PARA VIDRACAS.
\ciidcm-se cm caitas, cm casa de liar Humen
Francisco do Souza, rna larga do Hosario n. 36.
Vendem-se 2 carros muilo fortes, de prelos
carrciiarem fazendas, por preco commodo ; ua roa
Nova, loja n. 67.
No alerro da Boa-Vista 11.55,
vcnde-se um cirro novo em
branco, com qualro asscnlos c
a a 23, 2.32OO, 2jjtJ00
selim prcto lavrado
covado, dito liso a
o prcto superior a 4-3,
panno futo prelo a
de novo modelo.
' ATTENCA'O.
Na loja da Estrella da ra do Qucimado n. 7 ven-
dem-sc s seguintes Calendas para liquidar, cortes de
casemiras do cores para caigas 1 1.-500, corles de
nrnn de linho de cores para calca a 15800, chapeos
de mota fraiiro/.es muito modernos a 6-3000, pali-
tos de alpaca mesclada muito modernos a 65OOO,
madapalao muilo lino a :t-3800 e 45000, e nutras
mnilas fiizendas que os freguezes, vendo os precos.
mo dcixarito de compiar.
LIQUfQACAO.
Corles de cassas francezas bonitos padrdCs com 7
e 1|2 varas a StOOOo corle, manteletes pelos e de
cores, muilo modernos 1 lo- rs.. relucirs de fil de
linho bordadas dos melhores kosIos que lem apare-
cido a 380O, meias de lio da Escocia muilo linas
para senhoras 1 60v"rt. o par. lomos de etasa bran-
cos com barra de cor a 140 e 180 rs., e oulros mili-
to* ohjectos que se vendem para liquidar conlas por
precos commodos: na ra do Qucimado 11. 7 loja
da estrella.
BAREGE DE SEDA DE CORES.
vende-se barese de seda de cores, proprio para
vestidos de senhora a 700 rs. o covado, indiana de
seda de quadros larsos a 750 o covado, luvas de seda
bordadas, cor de palha, brancas e prelas a 15280:
na raa do Queimado, loja u. 40.
NA VALAS A CONTENTO E TESOURAS.
Na ra da Cadeia do Kecife 11. 48, primeiro an-
dar, psrriplnrin de Auanslo C. de Abren, t jnli-
iiiiam-se a vender a 85O00 o par (pre{0 fi\o) as ja
bem condecidas e afamadas navalhas de barba feilas
pelo hbil fabriranlc que foi premiado na ci.tosiciio
do Londres as qujes alm de duraren! extraordina-
riamente, nao se seelrm r.o rusto na aceito d cortar ;
venden-e* com a condicAo do, mo agradando, po-
.lerem os romoradorc* devolvo-las al 15 das depois
pa compra restiluindo-se o importe. Na mesma ca-
sa ha ricas lesouiinhas para unlias, feilas pelo les
mo fak'icante.
Vende-se a casa n. 18 do aterro da
Boa-Vista, pertencentc ao fallecido Dr.
(iomes, de o andares C sotiio, da mellior e
noderna constiiicrao: os prctendentes
podem dirigir-sc no procurador da her-
deira do mesmo fallecido, autorisadopara
mesma venda. Joao Pinto de Letnos.
Vcnde-se superior feijio miilalinlio, em saccas
.Tandee, a llsOOO.soperiorarrox do Haranhn o do
Sul a 25OOO, a 19900 a arroba, e a 70 rs. a libra : na
na ra llircita 11. S.
DEPOSITO DO CHOCOLATE IIVGIE-
NICO DA FABRICA COLONIAL.
Este chocolate, o nico preparado com
substancias pulas, nutritivas e higini-
cas: vende-se em casa de L. Lecomte Fe-
ron & C: ra da Cruz. 11. 20.
Preros:
Extra-fino. '. 800 a lib.
Superior.... 6i0 n
Fino.....500 >,
Vende-se urna escrava com unta cria : na rna
da Cadeia do Kecife, loja n. 50.
Na ruado Trapichen. l(i, cscriptorio
de Rtandera Brandis&C, vende-se por
preros ra/.oaveis.
Lonas, a imitarao das dn Russia, de
muilo boa qualidade.
Papel para imprimir, formato grande e
pe(|iieno.
Papel de cores em cai\as sortidas, mui-
to proprio para forrar chapeos.
Papel almaco e de peso, branco e azul,
de boas qualidades.
Graxa para arreios de carro.
Candelabros de G lu/.es de feilto ele-
gante.
Tapetes linos.
Alvaiade de zinco muito superior ao al-
vaiade commum, com o competente sec-
cante.
Farinha de mandioca.
Vende-sc superioi farinha de mandioca
por prero commodo, para fechar contas :
no largo da Assembla n. 12, armazem de
Machado & Pinhciro.
HE MUITO BARATO.
NOS qualro cantos da ra do Queimado n. 20, ven-
dem-sc peces de algodao e de madaipeUo, do boa qua-
lidade, com pequeo loque de avaria, por prero
muito commodo ; aprovetem a occasi.1i> que esl.o
no resto,
Vendem-se elTcrlvamenle pes de laranjas de
ombi;o, selectas e da China, limilo doce e lima de
umbigo de enserio, frurla-pilo de massa, ludo em ba-
laios, proprios para transportar : no principio da
estrada dos Alllirlos, lado esquerdo, casa de .Manuel
Marques, que lem a frcnle pintada de ciuzento.
ama das Cruzes n. 22. vende-sc urna criou-
la de 30 annos, do figura mediana, perita engnntma-
deira, coslurcira e cozinheira.
Albanea.
Chesou nova porco dessa econmica fazenda pre-
la, rom 0 palmos de largura, a 900 rs. o covado. pro-
pria para vestido*, mnntilhas Irascs de elencos c
religiosos, e nutras mnitas obras : na ra do Quei-
mado n. 21, loja de J. l'._Cesar.
CASEMIRAS BARATAS.
A 'VM*, cortes de casemiras Ue core, e a (3500
casemira preta lina : na ra do Queimado n. 21.
PARA ACUkBAB.
Hincados o-aneczes largos a 180 rs. o covado, corles
de vestidos de cassa com barra a l.-wio, cobertores
de algodao de cores muilo cncorpados e crandes a
I5000,.e cassas francezas finas c lixas a .120 o cova-
do : i>4 ra do Queimado, loja n. 21, dcJ. 1". Cesar.
^.^ Cera em velas.
Vendc^Strcera cm velas em cabs sor-
tidas de 50 e 100 lib. cada urna, chegadas
ltimamente de Lisboa, por preco barato
para fechar contas : no largo da Assem-
bla n. 12, armazem de Machado&Pi-
nheiro.
Vende-se muilo bom leile : na rna Direila n.
120, primeiro andar.
Farinha de mandioca.
Vende-se saccas grandes com farinha :
no armazem de Jos Joarpiim Pereira de
Mello no caes daalfandega, e para por-
coes a tratar cora Mauoel Alves Guerra
Jnior, na na do Trapichen, li.
FIMO EM FOLHA.
Na ra do Amorim n. 50 armazem de
Manoel dos Santos Pinto, ha muito supe-
rior fumo em folha para fazer charutos.
Chitas francezas largas a I SO rs. o covado.
Na ra do Crespo n. 5,vcndem-se chitas francezas
largas de varios padroes pelo barato preco de 180 rs.
o eovtdo. Tambem se vende lencos de rambraia de
linho peto baralissimo pree,o de 3-2OO a duzia: ven-
de-sc por esle preco para acabar um resto que ain-
da exsle.
FRESCAES OVAS DO SERTAQ'.
Vendem-se muito frescacs ovas do serbio : na ra
do Queimado, loja n. 11.
Ilcnry Gibson, ra da Cadeia do Recite n. 60,
lem para vender os seguidles arligos, os mais supe-
riores que vem para esle mercado e por muito bara-
to prcc,o, para fcelinmento de conlas : liaba em no-
vellos de lodosos soi Mnenlos dila emcarrelcl bran-
ca, dila cm dilo sorlida de ores, dila cm dilo pre-
la, dila cm dilo cor de chumbo, fitas de lila sortidas,
ditas de coz para sapateii e. lampeos para carro e ca-
briole!.
Vende-se sarja prela hcspanhola da mellior
@ qualidade, por prcc,o rasoavel: naruadoQiiei- @
5J mado loja do sobrado amarello n. 29, do Jos 5
@ Aloreira Lopes. a
><>< tmiumi
FARELO MUITO NOVO.
\cndem-se saceos muito grandes com
farello chegado ltimamente: na ra do
Amorim n. 44.
Vende-se superior chocolate fiancez
do melhor que tem apparecido no met-
cado, e por prero muito commodo : na
ra da Cruz n. 26, primeiro andar.
Vendem-se relogios de ouro, patente
ingles, ditos de prata horizontal, ditos di-
tos domados e loteados, todos do melhor
gosto possivel e por prero baratissimo :
na ruada Cruz n. 26, primeiro andar.
NOVAS ALOCAS DE SEDA
A 500 rs. o covado.
Vendem-se na loja de l'aria & Lopes, na do
Qucimado n. 17, as modernas alpacas de seda, do uo-
vos c lindos desodlos, pelo mdico preco de 500 rs.
cada covado.
LMCOMPARAVEL
CAL'VIRGEM.
a mais nova que ha no mercado, a preco commodo ;
na ra do Trapiche n. 15, armazem de Bastos Ir-
in.los.
KLA DO CHESI'O N. 12. w,s # Vcrlde-ss nesla loja superior damasco de t
soda de cores, sendo branco, encarnado, n'no, (a)
3* por preco razoavel. *
feSS@?ig?S@SS:SlSJ J>S>9
Na livraria da ra do Coilcgio n. 8
vende-se umaescolhida coliec<;aodas mais
brilhantes peras de msica para piano,
asquaes so as melhores que se podem a-
char para fazer um rico presente.
FARINHA DE MANDIOCA.
Saccas com superior farinha de mandioca : no
aranero dne Tnsso IrmSos.
tfi) POTASSA BRAS1LEIRA. (&
(0) Vende-se superior jiotassa, fa- f
(jp, bricada no Rio de Janeiro, che- A
A gula iecentcmente, recomincn- /.
g da-se aos senborcs de cngenlios os j?
Vj seus hons e'eilos ja' cvperimen- H
W tados: na ra da Cruzn. 20, ar- W
<). ma/.cni de L. Lcconte Feron & O
(0) Companhia. A
Em casa de J. KellerStT, na roa
da Cruz n. 55 lia para vender cvccl-
lentes piano* viudos ltimamente de Ham-
buigo.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saccas que tem umakpieire, me-
dida v'ellia, por preco commodo: nos
armazens n. 3, 5 e "i defronte da escadi-
nlia, e no armazem defronte da porta da
alandega, ou a tratar no cscriptorio de
Novaos Oi; C., na ra do Trapiche n. 34,
primeiro andar.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na ra da Cadeia do Kecife n. 50 ha para vender
barris rom cal da Lisboa, rcccnlcmenle chegada.
Vende-se urna balanza romna com lodos os
sus perlcnres, em bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se ra da Cruz, armazem n. I.
Taixas pare engenhos.
Na fundirao' de ferro de D. W.
Rowmann, na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua ha ver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, asquaes acham-se a venda, por
prero commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
CEMENTO ROMANO.
\ ende-se superior cemenlo em barricas srandes ;
assim como lambem vendem-se as linas : alraz do
Iheatro, armazem de Joaquim Lopes de Alenla.
Agencia de Edwln Maw,
Na rna de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon-
clCompanbia. acha-se constantemente bons sorti-
menlos de taixas de ferro coado e balido, tanto ra-
sa como fundas, moendas inetiras todas de ferro pa-
ra animaes, acoa. ele, ditas para armar em raadei-
ra de lodosos lamanhos e modclososmais moder-
nos, machina horisonlal para vapor com forra de
h cavados, cocos, passadeiras de ferro estanhado
para casa de purgar, por menos preco que os de
cobre, esco-vens para navios, ferro da Suecia, fo-
ihas de llandres ; ludo por barato preco.
No armazem de Vctor Lasne, rita
da Cruz, n. 27, vende-se o seguinte : pa-
pel pintado para fono de salas, com
mui lindos desenhos ; wermouth em cai-
xas de 12 garrafas ; diversos licores d
mui boa qualidade ; vinho verdadeiro
Bordean\ em caixas de duzia ; kirch
do mellior autor ; agua de flor de laran-
ja ; cognac verdadeiro ; absinth, choco-
late muito superior qualidade ; champa-
gne : o que tudo se vende muito em
conta, em Alaco a' Ioa ciualidadc:-
Na ra do Visario n. 19, primeiro andar, vcn-
de-se farclo novo, chegado de Lisboa pela barca (Jra-
lidSo.
Vende-sc escolenle taimado do pinho, recen-
lemento checado da America : na rui de Apollo
trapiche do Kerreira. a entenderse com o adminis
rador do mesmo.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs- a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado nas co-
lonias inglezas c hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, cm latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, cm casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz. n. 4.
Vende-se urna rica mobilia de jaca
randa', com consolos e mesa de tampo de
marmore branco, a dinheiro ou a prazo,
confrmese ajusfar : a* tratar na rila do
Collegio n. 25, taberna.
Devoto Chtistao.
Sahio a luz a 2." edicAo do livrnho denominado
Devoto Christao,mais correlo e acresrenlado: vende-
se nicamente na livraria n. fi o S da praca da In-
dependencia a 610 rs. cada exemplar.
PUBLICACAO' RELIGIOSA.
Sahio n luz o novo Mez de Mara, adoptado pelos
reverendissimos padres capuchinhos de N. S. da Ve-
nha desla cidade, augmentado com a novena da Se-
nhora da t'.oncoiciio, e da noticia histrica da mc-
dallia milagrosa, c deN. S. do Bom Conselho : ven-
de-se nicamente na livraria n. 6 e 8 da prac,a da
independencia, a 1j>000.
Moinhos de vento
rom bmbaselo repuxo para regar borlase baia,
derapim, nafundicade D. W. Bowman : na roa
do Brum ns. 6. 8 c 10.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao c flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
ttckes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Jpnciro.
. Vendem-se ricos e modernos pianos, recente-
mente chegados, de encllenles vozes, e presos com-*
modos em casa do N. O. Bieber .Companhia, ra
da Cruz n. 4.
Vendem-sc lonas da Russia por prero
commodo, e de superior qualidade: no
armazem deN. O. Bieber&C,, ra da
Cruz i> 4.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Roa da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vcnde-se om cabriole! com robera c os com-
pclenles arreios para um cavallo, lodo quasi novo :
par ver, no aterro da Boa-Vista, armazem do Sr.
Miguel Segeiro, e para tratar no Kecife ra do Trapi-
che n. 11, primeiro andar.
8 Deposito de vinho de cham-
pagne Chateau:Ay, prmeiraqua- ft
^ lidade, de propriedade do conde 1A
| de Marcuil, ra da Cruz do Re- A
cife n. 20 : este vinho, o melhor
de toda a Champagne, vcnde-se
a 36.<000 rs. cada caixa, acha-se
nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N.
B.As caixas sao marcadas a fo-
goConde de Marcuile os ro
ftk lulos das garrafas sao azues. 4*
dsesss s *!
Potassa.
No antigo deposito da ra da Cadeia Vclha, cs-
rriploro n. 12, vendc-se muilo superior polassa da
ltussia, americana c do Ko de Janeiro, a precos ba-
ratos que be para fechar conlas. .
Na rna do VIg ario n. 19 primeiro andar, (em a
venda a superior flanclla para forro de sellins che-
cada recenlementc da America.
CEMENTO ROMANO BRANCO.
Vende-sc cemento romano branco, chegado agora,
de superior qualidade, muito superior ao do consu-
mo, cm barricas c as linas : alraz do Ihcalro, arma-
zem 'Je laboas de pinho.
Vendem-ee no armazem n. 60, da ra da Ca-
deia do Kecife, de Henry tbson, os mais superio-
res relogios fabricados em Inulaterra, por precos
mdicos.
A 480 rs. a vara.
Na loja de Guimaraes & llenriqucs, ra do Cres-
po n. .">, veiidrm-se cassas francezas muito linas, che-
cadas ltimamente, de gostos delicauos, pelo barato
preco de 480 rs. a vara : assim como lem um com-
pleto sortimento de fazendas finas, tudo por preco
muilo commodo.
UNGENTO HOKLOWAV.
Milharcsde individuos de todas as nares podem
Icsteiniiiihar as virtudes deste remedio incomparavel.
e provar, em caso necessarin, que, pela uso que del-
le fizeram. lom seu corpo c mcmbrns iutriameiile
saos, depois ilc hivcr empregado inuliimenle outros
Iralameiilos. Cada pessoa poder se-he convencer
dessas curas manivill.osas pela leluradus peridicos
que Ib as relatara todos o dias lia muitos annos; c,
a maior parte deltas silo lAo sorprendentes que adm-
ram os mdicos mais celebres. Olanlas pessoas re-
robraram com ote soberano remedio o nao de seus
bracos e pern.i. depois de ler permanecido longo
lempo nos hospitaes, onde druam roffrer a ampu-
lacHo Helias ha muilas que havendo deiado rsoes
asvlosde padecimento, para se nao submetl^rem a
essa operacAo dolorosa, foram curadas completamen-
te, mediante o uso desse precioso remedio. A leu-
mas .las laes pessoas, na efusiro de seo reeonheci-
menlo, declararan! estes resultado lieneficoa dianle
do lord correiiedor, e outros magis-dos, afim de
mais aulenlicareni sua adirmaliva.
Ninituem desesperara do estado de sua sande se
i vesse bstanle conlianra para ensaiar ste remedio
'T "nlemel"e> guindo aluum lempo o Irala-
iiieitoqueneeessilasse anaturcta do mal. rujo re-
sultado .cria provar inconlcslavclmente: Quludo
O unnento he til mai. particularmente nos
seguales casos.
Alporras.
Cambras.
Callos.
Canceres.
Cortaduras.
Dores de rabera.
das rostas.
dos membros.
Enfennidades da
cm (eral.
Enfennidades doanus.
Empees escorbticas.
Filulas no abdomen.
cutis
matriz.
Lepra.
-Males das pernas.
dos peitos.
de olhoa.
Mordeduras de reptis.
I'icadara de mosquitos.
PalmAOb
Queimadelas.
Sarna.
Suporaces ptridas.
1 'liba, em qualquer par
le que soja.
I naldade ou falla de ca- Tremor de ervos
lor nas extremidades. Ulceras na Im,-. "
I rieiras.
Gengivas escaldadas.
InchaQoes.
Iiifl.-iriiin.-ir.lu do ligado,
da liexiga.
Ulceras na Ikxcs.
do figado.
das articulaces.
v eias torcidas, ou mula-
das nas peritas.
\ ende-se este ungento no eslabelccimenlo peral
de Londres, n. 214, Slraud.t na loja de lodos o. bo-
ticarios, droguistas c oulras pessoas encarregadss de
sna yenda em toda a America do Sul, Habana e
llespauha.
Vendc-se a 800 riscada bocetinha, conlcm urna
instrurcao em porluguez para explicar o modo de
razer uso deste ungento.
O deposito geral he em casa do Sr. Sonm, phar-
maceulico, na ra da Cruz n. 22, em l'ernam-
buro.
Chcguem a pechincha.
Vendem-se-saceas com feijSo mulafinho, em per-
reilo estado, pelo barato preco de 9000 a saeca : no
largo da auandega, armazem n. 7.
Vendem-se em casa de S. P, Joitns-
ton & C., na ra de Senzala Nova n. 42.
Selhns ingieres.
Belogios patente inglez.
Chicotes de cano e de montara.
Candieiios e casticaes bronzeados.
Chumlioem lenco!, barra e muir
Farello de Lisboa.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiroe devela.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa n. 97.
Vendem-se 5 escrava*, sendo 3 crioulas mocas
com alguma. habilidades, e 2 de nac,ao de meia
idade, ptima quilaudeira: na ra de Hortas, n. 60,
Vendem-se saccas com gomma de
muito lxta qualidade, a 8,s000 rs. cada
iiov.: na ru da Cadeia do Becifc, loja
de miudezas n.^.
Oros de Naples a 1^000 rs. o covado!
Na rna do Crespo n. vendem-se ricas sedas fur-
ia-cores, lisas c de quadros, lindos goslos, com om
pequeo toque de mofo que pouco se conhece, pelo
barato preco de 1 o covado. Assim como seacha
na mesma loja um lindo e variado sortimento de se-
das que se vendem muilo barato.
Vcndem-se saccas com farinha de mandior i
muilo boa e nova : ne Forle do Malo, armaaem de
Joao Alves Guerra.
-- Vcnde-se fardo de Lisboa, cm barricas, che-
sado ltimamente : na ra do Amorim n. 48, arma-
zem de Paula & Santos.
VESTIDOS DE SEDA A^JOOO. *2
m a na toja de Manoel Kerreira de S, na SA
3$ ra da Cadea-Velha o. 47. vestidos de seda
^ os mais modernos a 229000 cada um : ha T
i tambem gros de aples de llores a 2J00O rs.
V-1"'1'' meia ****""' le Ka pura por
9 25j00 rs. o corle de caira, ontras fazendas
muilo baratas.
CEMENTO ROMAHO.
\ ende-se superior cemento em barricas e a rela-
Iho, no armazem da rna da Cadeia de Santo Anto-
nio de maleriaes por prejo mais em conta.
CAL DE LISBOA A ^000 BS.
A endem-se barris com cal de Lisboa, chegado i
ultimo navio a 49000 por cada urna : na ra doTn
piche n. 16, segundo andar.
OLEO DE LINH AC
em barril e bolijes: no armazem de Tasso Ir
Champagne da superior marca Cmela: no Mita-
zem do Tasao 1 rmaos.
T Ven,,e_se Pr PreC0 commodo, um carro i__
de i rodas c i assenlos, e tamhtin jm cavallo ruco :
a pessoa que precisar, dirija-se i Soledade, sitio I
i lees, a qualquer hora do dia, que ah achara ce
quem tratar, ou annuncis a sua morada para ser
procurado. .
Vendem-se boas vaccas de leile, uovilhas
garrotes: no sitio do fallecido (iiilherme Patricio, t.
largo do Remedio, e a tratar na ra do Collegio n.
13, segundo andar.
ESCBAVOS FGIDOS.
RS. 1008000.
No dia 24 de fevcreiro.fugio do lugar denominado
Cinco Ponas, um escravo de nome Sebastiao, idailo
20 annos, pouco mais ou menos, cor preta, alto s re-
forcado, tendoas peritas um pouco arqueadas, c prin-
cipio de barba no qucixo, e o signa) mais visivel ht
trucar a vista, e odiado'de repente parece ser vesgo,
levando caira de algodo inglez, riacado, ja. usada,
camisa de algodiln grosso ou madapolao, chapee de
couro comeaba levantada a moda de vaqoeiro; des-
confia-sc que ande por algum engenho procurando
scnlior para o comprar : roga-se aos rapitaes de
campo ou qualquer pessoa do povo, que o apprehen-
dam e levem-o ao lugar cima mencionado, em casa
de Jos Carreiro da Silva, que gratificar com a
quanlia cima mencionada.
No da 28 de fevereiro lindo, nuscnlousc do
armazem de Joaquim Jos de Amorim, um escravo
de nomo Faustino, que representa ter de 45 a 50
annos de idade, o qual escravo tem a perna direila
mais curta que a outra por a ler quebrado, e lem
o vicio de embriagar-se : quem o appreliender, r
podera levar ao dilo Amorim, de quem recebera l
devida gratificarlo.
CEM MIL HEIS Dg ORATIFICACAO\
Dcsappareccu no dia 8 de setembro de 1854 o es-
cravo, choclo, de nome Antonio, cor fola, represen-
ta ler .10 a Xt annos, pouco mais ou menos, he mui-
lo ladino, cosluma trocar o nome e inlilnlar-se forro,
o quamio se v perseguido diz que he desertor ; foi
escravo de Antonio Jos de Sanl'Anna, morador no
engenho Caite, da comarca de Santo Anillo, do po-
der ilc quem dosappareceu ; csendo capturado e re-
collndo a cadeia desla cidade com o nome de Pedro
Sereno cm !) de agosto, foi ahi embanado por exe
cucao de Jos Dias da Silva (uimarSes, e ltima-
mente arrematado cm praca publica do juizo da se-
gunda vara desla cidade em .'XI do mesmo mez, pelo
abaixo assignado. Os aignaes sao os secuinles : ida-
de .10 a IV, anuos, estatura recular, cabellos prelos e
carapiiihailus, cor amulatada, odios oscuros, nariz
cando c gro.so, beieos gromos, o semblante fechado,
l*em barbado, com lodosos denlos na frente; roga-
se as autoridades policiacs, capilflcs decampo e pes-
soas particulares, o appreheodain e mamlem nesla
praca do Kecife, ua ra larga do ((osario n. 21, que
rerolior a gratliracao cima, e protesta contra quem
o tiver oceulto.Manoel de Almcida topes.
CEM MIL RES DE GRATIHCACAO".
Dcsappareceu no dia 6 de dezembro do anno pr-
ximo passado, Benedicta, do 11 annos de idade, ves-
ga, cor acalioclada ; levou um vestido de chita com
lislras cor de rosa c de cafe, e oulro lambem de du-
la bronco com palmas, um lenco amarello no pesco-
coj deshelado: quem a apprchender condes*-*
Apipucos, no Oiteiro, em cesa de Joao Ia>ite de Ase-
vedo, ou no Recite, na prar,a do Corpo Santo n. 17,
que recebera a grallcae,ao cima.
PERN TYP. DE M. F. DB FAMA. 1855,
Miiiiiflnn

iicmuc


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