Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00899


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Full Text
NAO XXXI. N. 53.
Por 3
adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencido 4,500.
*
IttfVA ftlHA b Ut IHAgU Ut 1500.

/

Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptoi.
DIARIO DE PERNAMBUCO
EXCARREGADOS DA SUBSCRIPCA'O-
Recite, o proprieterio M. F. de Farin ; Rio de Ja-
neiro, Sr. Joao Pereira Martin ; Baha, o Sr. I).
Duprad : Macei, oSr. Joaquim Bernardo de Men-
dmic* ; Parahiba, o Sr. Gervazio Viclor la Nativi-
dad* ; Natal, o Sr. Joaqiiim Ignacio Pcreira Jnior ;
Aracaly, 6 Sr. Antonio de Lemos Braga; Cear, o Sr.
Virtorjano Aogusto Borge; Maranhao, o Sr. Joa-
quina Marques Rodrigues ; Piauliy, c Sr. Domingos
He reulano Aekiles Pessoa Cearence ; Para, oSr.Jus-
tino J. Ramos ; Amazona., o Sr. Jeronymo da Cusa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 28 1/i e 28 1/4 d. por ll>.
Pars, 310 rs. por 1 f.
Lisboa, 95 a 98 por 100.
Bio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Acedes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de letiras de 8 a 10 por 0/0.
Ouro.i
Prata.
METAES.
Onrss hespanholas* . . 299000
Hodas de G-3400 velhas. 169000
de 65400 oras. 169000
> de 49000. . 9JJO00
Patacoes brasileiros. . . 19940
Pesos coltimnarios, 19940
. t9S60
PiVRTIUA DOS CORREIOS.
Olinda, lodos os dias.
Caruar, Bonito e Garanliuns nos dias 1 e 15.
\ illa-Bella, Boa-Vista, Ex eOuricury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sexlas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
PREAMAR DE BOJE.
Primeira 6 horas e 54 minutos da manhaa.
Segunda 1 horas e 18 minutos da larde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundase quintas-feiras.
Relacao, icnjas-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1* vara do civel, segundas e sextas ao meiodia.
2* vara do civel, quarlas e sabbados ao meio dia.
EPI1EMERIDES.
Marco 3 La choia as 8 horas, 22 minutos e
40 segundos da tarde.
ll Quarto mingunnle aos 11 minutos c
37 segundos da larde.
> 18 Lita nova as 2 horas, 25 minutos
31 segundos da manhaa.
95 Quarto crescente aos 5 minutos e
37 segundos da manhaa.
DIAS DA SEMANA.
5 Segunda. ( Eslacao de S. Gmenle) S. Focas.
6 Terra. (Eslecao a S. Balbina( S.Victor.
7 Quarta. (Eslacao a S. Cecilia) S.Thomaz de A.
8 Quinta. (Estaco a S. Mara Trans Tiberina-
9 Sexta. (Eslacao a S. Vital) S Francisca R.
10 Sabbado. (Eslacao aos Ss. Marcellinoe Pedro)
11 Domingo. 3.a da Quaresm (Estaco a S. Louj
renco extra muros) Ss. Candido, o Heraclio.
PARTE 0FF1CIAL.
MINISTERIO DA JUSTICA.
3.Sec{. Ministerio dos negocios da jostiea.
Rio da Janeiro, era 15 de fevereiro de 1835.
Illrn. e Exm. Sr. O 2.eserivSo do juizo dos or-
phaos da cidade de Cabo Fri dessa provincia, Joa-
qun) de Souia Borges Accioli, dirigi ao governo
imperial ara requerimeuto, no qoal eipoz que sendo
,lli creado, pela lei provincial de 27 de marro de
1844 o referido oflicio de escrivao dos orphaos, e
licandn perlencaudo ao carlorio do 1 .> officio lodos
0* feilos al enlao alstenles, quer lindos, quer pen-
dente, a sajeilos i distribuidlo os que de novo fot-
sera intentados e proposlos em juizo,acontece que cm
eoitsequeocia de dispor a provisto de 13 de maio
de 1534 e assento de 17 de julho de lfi.jl que o juiz
que couheceu da partilha feila por morle de um dos
coojuges seja o qne deva conliccer da que se fizer por
morle do oulro, lem-sc entendido que devero esses
novos inveularios ser processados pelo carlorio do
1." escrivao, sera dislribucao : sobre o que peda
providencias.
S. M. o Imperador, tomando cm considerado a
represenlacao dosupplicanle, houre por bem decidir
que, posto deva ser manlda a pralica de seren pro-
cessados no reesmo carlorio os inventarios dos con-
jnges fallecido*, he todava cerlo que o segundo in-
ventario tambera carece de distribuirao, para o ef-
feilo de ser indemnizado o outro escrivao, a quem
competira o dito inventario. O que communico a
V. Exe, afim de o fazer constar ao juiz dos orphAos
da eidade de Cabo Fri, para sua inlelligcncia e ex-
eeurSo.
Dos guarde a V. Eic. Jos Thomaz Sabuco
de raijo. Sr. presidente da provincia do Rio de
Janeiro.
BISPAOO DE PERNAMBUCO-
D. Joao ia Purificaran Marque PerdigJlo, conego
regrante 4 Santo Agostinho, pela gracfl de Dos
e da SaiUa S Apostlica, hispo de Pernambuco,
do tomtlko de S. M. o SenAor D. Pedro II.,
ele.
A lodos os nossos diocesanos saude, paz e heticao
em tome de Jesu Chrislo.
As calamidades, que actualmente ainigcm o mun-
do, s3o muilu menos para causar espanto, do que pa-
ra infundir terror. Na verdade, a vista do excesso .le
eorruprao a que os homens lem sido levados por
esse, nunca asssdetestado, insidioso systema de iu-
jinereulismo, que tendo nao menos do que a sub-
Yerler toda a ordem religiosa c social, que oatra
cousa devia esperar-se, senao que o braco da Divina
Juslira descarregasse sobre os homens os pesados
golpes da sua juslissima ira ? A guerra, qnir oy-
dc achar graca para serums soceorridos em lempo
opporluno : Adeamus ergo eum fidueia ad thro-
num gratn; ul mis'cricordiam consequamur, el
gratiam inceniamus in auxilio opporluno (3). E
que lempo mais opporluno, do que aqoelle em que
o Pai eommum dos fiis nos convida a dirigirmos
nossas Terrorosas preces ao Pai das misericordias e
Dos de toda a consolarlo, liberalizando comnosco
as venbdciras riquezas do Ihesouro da igraja ? Eia,
por lano, amados fillios cm Jess*Chrislo, nao vos
mostris indilterenles a um lito generoso convite ;
vinde, vinde pressurosos purilicar as vossas consci-
eneias no tribunal da penitencia, para parlicipardcs
dignaracnle do divino pao dos anjos, afim de que,
fortificados com a virtude dos Sacramentos, as vos-
sas supplicas, cm uniao das de lodos os fiis do or-
be calholico, ohtenhain da divina munificencia os
dons c as graras, de que depende o bem de lodo o
povo eltristao.
Nada mais acrecentaremos, dilectsimos filhos,
para vos persuadir a vos ulilisardes da erara do pre-
sente jubileo, pois para este fim nada pode ser lAo
olliraz^^'O as palomar- e persuasivas expreasfi?.
mo Padre coucedeu aos confossores, e das quaes, i cuidado e deligencia excitis os fiis comraetlidos i
conrqi.. ..'jtigario de Jess Chrislo exhorta lodos os
terna, quer intestina anda mais lamentavT !) ; as
eufermidades e a peste; a eslerilidade e a fornc :
ludo islo sao iticnnlestavclmenle outros tanto fla-
gelloa com que a Divina Justina-castiga os nossos cri-
nes ; embora o nao queiram entender assim, j o
insensato, attribuindo essas calamidades ao preten-
dido acaso ; i i o orgullioso philosoplio, que nao des-
cobre aellas senao o simples elleilo das leis da na-
tureza : como se o Supremo Autor dessas leis nao as
podesse ter estabelccido de modo que servssem aos
seus eterno designios, como se nao eslivesse escrin-
to que todo o universo pugnar a favor do Omni-
potente contra os insensatos 1 I'.l pugnabit pro eo
orbis terrariim contra intnsalos (11.
Todava, lie .tambera por meio dos flagellos, com
que nos pune, que o Dos de infinita bondad?, cu-
ja omnipotencia obre ludo se compra/, em manifes-
tar, perdonado e eompadecendo-se (2}. nos persua-
de a retrctennos os nossos crimes, e a inrocarmo-
a sua misericordia, afim de que se digne de suspen-
der o merecido castigo.
Ets-aqui, amados filhos, o fim a que o Sanlissi-
mo Padre Po IX se dirige, cora a sua pastoral e
indefeclivcl solicilude, as ledras eneyelicas, que
aliante transcrevemos, as qttaes, depois de exprs-
sar a ratima dor que penetra o seu paternal coraran,
villa das calamidades provenientes do terrivel fla-
gelto 4a guerra, acompanhada do nao menos terrirej
flagello da peale, que tem grassado em difTercntes
paizes da Europa ; depois de significar quanlo a
sua dor sobe de ponto, vista da pertinacia com
que liomcns impos Din cessam de propagar com o
maior aflinco suas perniciosas doulrinas anti-reli-
giosas e anli-sociaes ; depois de exhortar todos os
fiis calliolicos peoilencia e orar;5o, para dcslc
modo (ornarem propicia a divina Clemencia, abre
em fim os thesouros da oreja, e concede indulgen-
cia plenaria, em forma de jubileo, a lodos os fiis
de ambos os sexos que, para o poderem lucrar,
citmprirem exactamente as coodices com que be
concedido.
Cliegiiemo-nos, pois, com humilde confianca ao
tlirono da L"iara, afim de alcanrar misericordia, e
----------------------,
Recles, c. 5. v. 21.
(2) Ex Oral. Domin. X post Peni.
fiis as suas venerandas lellras eneyelicas, cuja lei-
lura e medilacao vos recommendamos com a maior
instancia. Nao omitlircmos todava urna opporluna
e imporlantissima raflcxn, que sem duvida nao de-
ve passar em silencio.
Sendo certo que, para nos conformarmos com os
pios senlimentos do Santissimo Padre, de nenhuma
sorte, e ern nenhnm lempo deveriamos dexar de
recorrer i Saulissima Virgem, invorando-a cm meio
das nossas preces, dirigidas ao Altissimo, afim de
serem favoravelmente attenddas ; sendo igualmen-
te certo, que esta doce m!i de misericordia seropre
aeolheu benigna as rogativas de seus filhos, com to-
do, que motivo cima de tantos, e como para os
coroar, que poderoso motivo, para nos inspirar a
mais firme confianca no patrocinio da Mai de Dos,
nos est otTerccendo oassignalado Iriumpho, qne
esta Soberana vencedora de todas as haresias acaba
de conseguir com a definirn doineflavel Mysterio
da sua Immaculada Conceicao 1 Sim, amados filhos,
esta infallivel dclinicao ardentemenle desejada ha
tantos secutes, eslava reservada para o secute 19 I
Os eternos decretos a tiiiham assignado para ser so-
lemnemente pronunciada pete grande Pontfice Pi
IX. O' profundidade das riquezas da sahedorh, e
da sriencia de Dos : quilo incomprehensiveis sito os
stus juius! O' altiludo diriltarum sapientia, et
scitnlUn Dei! quam incomprehensibilia suntjudi-
lia eju (i) I
Tendo apenas aponlado esle para sempre memo-
ravel faci, em quanlo nao nos lie oflicialmcnle
communicado, passamos a marcar, cm confonnida-
dfl-do que nos be determinado, o lempo em que o
jubileo deve ler logar ncsia dioeete. STesla capila'.
c na ciclado de Olinda ter principio no primeir,'
em seguimento M letlras eneyelicas adianlc trans-
criptas, Taremos eipressa menrao, para que os con-
fossores postara usar dellas somonte dentro dos tres
mezes cima assignado* para a jubileo.
Igualmente concedemos a lodos os liei*, expressa
e especialmente mencionados pelo Santissimo Padre,
faculdade de elegerem qnalquer confessor, secular
ou regular, dos actualmente approvados.
Concluiremos, recemmendando cora a maior cf-
ficacia a lodos os reverendos sacerdotes em geral, c
espccialmenin ao reverendos parochos, que tanto
com o excihidn, como com a doutrina, concorram,
quanlo eaHver no sen alcance, para que todos o*
peis devtdamenlo se disponhara para lucrar o presen-
te juhtfeo ; fa<;am-lhei ver quanlo llies importa a-
j>Hveitarem-se do lempo acettarel, dos diat de sal-
tao (5). Mas lembrem-se os reverendos sacerdo-
tes que, para as suas palavras produzrem tlicito,
longe de daram a unguem oeeaiio de escndale
devem, como Ibes adverte o apostlo, portarse
em tudo como ministros de Dos (6). Attendam
bem os r. lerendos parochos s memoraveis pala-
vras que hies rtitetn reepelto, e com que o veneran-
do pastor dos paslbres concluio a sua eneyelica, e
jamis as percam da lembran^a, no fiel desempe-
nlio dos deveres do seu ministerio.
Esla, com a seguiute eicyclica, c inircco a
ella annexa, seri pnblicada em lodas as patocbas
Estarlo da missa paroehial, no primeiro dia fes-
tivo.
Palacio da Soledade aos 15 de fevereiro de 1855.
Joao, bispo de Pernambneo.
do prximo mez de marco, recilando-se preces nat-
a dia e nos dous seguintes na ralliedral, as igre-
jas parochiaes, e nos convenios de ambas as, cida-
des, e finalisan no ultimo de maio. as demais
frezuezas da diocese ser este jubileo publicado
peloi reverendos parodio*, logo que receberem a
presente pastoral, devenido nessa mesma occasiao
marrar os dias em que han de comerare finalisar os
tres mezes do jubileo, regulando-se tiesta parle pe-
las circunstancias peculiares de cada urna das fre-
guezias, e allendendo i commodidade dos respecti-
vos paroehianos; nao excedendo, porm, do pr-
senle anno o prazo marcado.
Olanlo os igrejas que devem ser visitadas, desig-
namos a matriz, a do Recolliimenlo de Nossa Se-
nliora da Gloria, e a da Santa Cruz, na freguezia
da Boa-Vista : a Matriz, a do convento do Carino,
e a de S. Pedro, na froguezia de Santo Antonio : a
matriz, a de Nossa Senliora da Penlia, e a de Santa
Rita, na freguezia de S. Jos: a matriz, e a da
Madre de Dos, na freguezia do Corpo Santo, visi
lando em terceiro lagar os paroehianos desla fre-
guezia a de S. Francisco, na freguezia de Santo
Antonio : a cathedral, a do Recolliimenlo de Nosta
Senliora da Conceicao, c a de S- Francisco, na ci-
dade de Olinda. As recolhidas devem visitar a sua
propria igreja tres veres em diversos dias.
Pelo que perlencc s demais freguezias do hispa-
do, os reverendos parochos designaro a matriz, e
duas igrejas ou capellas, havendo-as ; no caso de
shaveruma, ser visilada a malriz duas vezes, e
a capclla urna vez ; e nao liavendo uem urna ca-
pella, ser visitada a malriz Iresvczes em diversos
dias.
E para que lodos os Ich possam mais fcilmente
lucrar o prsenle jubileo, em virlude do disposlo
as sobrcdilas lellras eneyelicas por autoridade a-
postolica concedemos a lodos os confossores dota
diocese, actualmente approvados, todas as fuculda-
des que, por occasiao de octro jubileo, pela* lellras
eneyelicas de 21 de noyembro de 1851, o Sanlissi-
(3) Ep. ad llebr. c. 4. v. 16.
(4) Ep. ad fom. r. 11. v. 3, 4.
0 CAPITA PLOEVEB. (*)
Por E. Oaudln
PR1MEIRA PARTE.
Aos qpssos venerareis irmaos patriarchas, prima
zei, arcebispos, bispos e oulros ordinarios, em
graca e eommunhao com a S Apostlica.
Yeneraveis irmaos. Saude e bencao apostlica.
Na solicilude e afleelo do nosso amor apostlico,
laucando as vistas pela extensao do orbe calholico,
com difliculdade podemos, venerareis irmaos, expri-
mir a intima tristeza que de nos se apodera, ao con-
templar as lucluosissimas calamidades de todo o ge-
nero, que de modo lamentavel por loda a parle per-
turban], opprimera e vezara a sociedade chrisISa e
civil. Na verdade, perfeilaraenle sabis de que mo-
do os povos christaos sao afilelos e atormentados,i
por cruelsimas guerras, j por discordias intestinas,
j por doencu pestferas, j por violentos terremo-
tos, j por oulros males gravissimos. E o que sobre
ludo he mais doloroso, he que entre tantos damoos e
males, que nunca sern bastantemente deplorados,
os filhos das trevas, que no seu genero sao mais sa-
bios do que os filhos da luz, com diablicos engaos,
artificios e astucias, cada vez mais se esforcam por
sustciiJar a mais desabrida guerra contra a igreja e
suaf^nW doutrina; abalar e destruir a autori-
lladtltodo o'sfodjiJKilJmo ; depravar e corrom-
per (sffas as ilnias^rtnlelligoitcias ; propagar por
'.ida a parte o rn"*liforo veneno do indifferentismo
c da iir.reduiiidade ; confundir todos os direitos di-
vuios e huinaflus, excitar e fomentar dissenees, dis-
cordias, e mov nclitos de impas rebellines.; abracar
lodas as maldades e crimes, por mais crois que sc-
jam ; e nada dcixar em fim de rmprelicnder para,
se jamis fosse possvel, destruir a nossa sanlissinta
religiao, e derrubar pela base a mesma sociedade
humana.
Em tao arriscadas circunstancias, pois, bem cer-
los de qne, por singular beneficio do Dos de mise-
ricordia, na oraeao nos fui concedida a faculdade
assim de obtermos os bens que liaremos misler.
cerno de afugenlarmos os males que recelamos, nao
deixamos de levantar nossos olhos ao excelso e santo
monte d'onde confiamos que nos ha de vir lodo o
auxilio. E, na hnmildadc do nosso corarao, nao
cessamos de, com insUotes e fervorosas preces, rogar
e snppliear a Dos, rico em misericordia, que, reti-
rando a guerra al os confina da (erra, e remordido
lodas as discordias, conceda aos principes aos povos
a paz, a concordia, e a Iranquillidade ; inspire espe-
cialmente aos mesmos principes o piiisimo empenlto
de cada vez mais deflenderera e propagaren! a f,
e a doutrina eatholica, em que sobre ludo consiste
a felicidade dos povos, que livre os principe* e os
povos dos males que os affligem, e os alegre com
verJadeiras prosperidades; que liberalice aos des-
viado* os dons da sua grac,a celeste, afim de que
vollem do caminlio da perdiente para as veredas da
verdade c da juslira, c cora sincero coraco se con-
verlam a Dos. Posto que oesta nossa preclara cida-
de j ordenamos que se fizessem preces para implo-
rar a divina misericordia, eomludo, seguindo os I-
luslres vestigios dos nossos antecessores, determi-
namos recorrer lambem s vossas preces c as de lo-
da a igreja.
Pete que, venerareis irmaos, vos escrevemos es-
las lellras, esperando da vossa eximia e rcconlie-
cida piedade, como encarecidamente vos pedimos,
que, ltenlas as causas mencionada*, com lodo o
II
O Aoll do Ajot.
Pelo meio do dia, que seguio essa noite fatal, um
boato eslianlio espalhou-*e na cidade de Bresl, c in-
do de bocea em bocea, de porta em porta adquiri
pouco depois as proporcoesde um acoiilccimcnlo ex-
traordinario. Diziam, que a condessa de Pioutven
desapparerra de seu palacio situado roarsem do
Ajot, e que ignorara-se o que era feito della. A-
creseentavam as ctrcnmslancias seguintes: A's dez
horas da manhaa nao ouvindo ncnlium rumor na al-
cor da ama, a camarista concebir algumas in-
3uiclr6es. Tentn abrir porta; mas eslava fcha-
la lerrnlho; balen ao principio brandamcnle, de-
pois eom energa ; mas ningaem respondeu-lhc ; fui
misler mandar forrar a porta. O quarlo eslava va-
ste, e sem nenhuma desordem ; o estado do leilo
provava que a rondes*,-) nn se linlia deilado ; os
movis nao estavam deslocados era aberlos; alsuns
ohjectos de preco facis de serem subtrahidos linham
tica.lo em seu logar coslumado ; era nma palavra,
nada indicara o emprego da violencia. Quanlo ao
vestuario, a condessa devia ler sabio sem lenjo de
pesenev) nem chapeo, e em trage caseiro.
-V proporcau que essas particularidades esoalha-
rain-se no publico, a curiosidade lornava-se mais
viva, e pooco depois formou-se em torno do palacio
urna grande reonio. Dos sabe o que se diss"uesses
gr|>o*. e qoanlas conjecturas se formaram.
lima mutlicr lorna-se sempre a achar, dizia
um galhofciro. He alRiim namorico !
Nao, responda outro mais caritativo, c menos
inclinado desconuanca, Vine. n3o accrlou. Foram
os c/ioniiM it}. Soellespreg.ini taes pera*.
t'.onvcn dizer que esla conjeclura era a mais a-
eredilada na mullidao. Os chouans infestvam an-
da u Anjou e o Maine, e levarain inuilis vezes at a
Bretinha martima suas expedirnos my*terio-
laram-ie viajante* assassinados, caixas publicas pi-
Ihadas, priMIes foila* em dia claro c '.'ora nma auda-
cia sem igual; asseverara-se mcsnio que n.lo eram
raros os casos de furtos de pessoas no meio de cida-
de* populosas, e quocm Retines em Niort linham
hipido mullo.. ])f m^is par atacarcn os Ploueren,
os chouans linham motivos anlign* e fundados. Pos-
to que descendesse de um rellio tronco breto, essa
() Video/Marin. 51.
(Ii Nono Injurioso dado
Vendes.
aos insurgentes da
familia passara por aflcicoada s ideas novas, e in-
clinada a ilcsprczar o* deveres que Ihe imnunha seu
nome. O dicte actual da casa, o ronde Heilor nao
quizera temar parle nos preparativos de ataque que
(inham-se feito un paiz, e tornando-se suspeilo aos
camponezes, rclinira-se para Bresl, onde corora
suas fallas alliando-sc com urna familia eslranha
provincia. Dahi rcsullra essa ringan^a exercida
contra elle, c esse roubu myslcrioso.
Toes eram a* conjecturas que trocavam-se no meio
dos grupos reunidos em torno do palacio; porcm
nos sales da cidade, onde a condessa era raelhor co-
ndecida, nao se referiam semelliantes conlos ; uta.
Sucm cria nos chouans nem em seos ataques ines-
perados; ah sii reinara uina admiradlo pr .funda
misturada de certo terror. Ninguem imaginara para
esse aconlccimenlo urna explicaran plausivel ; lodos
pergunlavam cuino uina molher dessa enndicao, a-
lojada no meio da cidade em una casa que Ihe per-
lencia, podora desapparecer assim sera que os ser-
vo* nem os vizinhos livessem viste nem ouvido na-
da. Quanlo mais rcflecliam sobre o enigma, menos
acharara a decifracau. S urna cousa permaneca e-
videnle, a ausencia da condessa voluntaria ou forra-
da, premeditada ou fortuita.
Sem duvida havia alguns espirites malaxlos, que
aprescnlavam o aconlecimento debaiio de um as-
pecto dnsfavoravel, ajudados'dc certas ancdotas ;
porcm essas explicarles mas ou invejosas expiravam
sem clin. A maioria da sociedade, as pessoas inllu-
enles s admiltiam supposicocs vantajosas, c cmlim
li/.erain de eommum acrr.lo prevalecer urna que
linha loda a probabilidade. Disseram que a condes-
sa n.1o podra deixar Bresl seno para procurar a
cpmpanliia do marido, que cniao cruzara no gol-
pbo do Mxico, e que se cxeculra esse projeclo sem
prevenir os amigos nem os criados, fura recejando
de ser di.sua.li.la di-so como de urna empreza teme-
raria. Justamente um navio linha partido para as
Anlilhas na mesma noite, cm que a condessa desap-
pnrocra, e nao foi necessario mais para dar verosi-
inilhanra a essa explicajao, e faz-la aceitar gcral-
mcnle.
Com elToilo o conde Heilor de Plouevcn, ou o ea-
pil.lo Plouevcn, como o chamavaiii commumenlc,
-.iiili.ira o mar havia quatro mezes. c tinha-sc j as-
ligoaiado por aventuras misadas. Ninguem era mais
diversamente julgadoquc ejse capllao: uns faziam-no
linineni de boa rompanliia, de trato seguro e de ca-
rcter brando ; outrus s riam nelle um espirito som-
lirio, pliant.i-.tKo e malreiro. Mesmo em sua phy-
siouomia achavam-so essns variarocs: ora era fran-
ca, ri-onha e chela de seronidade ; ora cohria-sc co-
mo de um veo c tomara urna expressao terrivel de
rrueldade e de astjcia. Tinha fei^oes bellas, porlc
nohrc o estatura elevada ; a rara dos Ploueven nAo
desr.ionlia-se, conservara suas vanlagens ate no olti-
mo lepresciilanle.
Nessa poca de sua vida o capitn linha uns Irinta
anuos, dos quaos quinze haviam sido passados a
bordo e no meio de companbeiros unsados. Desde a
infancia Heilor moslrira goales imperiosos e um tau-
vossa vigilancia, para que depondo o pe*o dos pec-
cado*, por meio de urna verdadeira penitencia, com
oracoe*, jejuns, emolas, c outras obras do pieda-
de, .procurara applacar a ira do Seuher, provocada
pelos delicio dos homens. E com a egregia pieda-
de e sabedoria, que vos caracteria, exponde aos
mesmos fiis de quanla misericordia usa Dos com
aquellas que o invocnm, c de quanla efficacia he a
oraran, se nos dirigirmos n Dos, nao dando entra-
da algnma ao inimgo da nossa salvado. Na ver-
dade : a A oraeao (para usarmos das expresses de
Ctirrsoslomo),he a fontc, raiz, e mai de innumera-
veis bens ; a eflicacia da oraeao tem extinguido a
voracidade do fogo, refreado o furor dos lees, ap-
placado as guerras, desfeilo as lempesladcs, aflu-
gonlado os demonios, aberto as portas do co, rom-
pido os tejos da morle, expellido as enfermidade*.
repellido o* damnos, firmado as cdades abaladas,
feilo desapparecer os flagellos mandados pelo eco,
a* (raices dos homens, lodos os males emlim (7).
Ardentemenle desejamos, porcm, venerareis irmaos,
que ao dirigirem-se fervorosas preces ao clemen-
ti-simo Pai das Misericordia*, pelas causas enun-
ciadas, em conformidade das nossas letlras eney-
elicas do dia 2 de fevereiro 1849, de Caieta a vos
dirteidas, nao deixeis de, juntamente com os vosso*
fiis subditos, humildemente rogar ao mesmo Se-
nhor com a mais viva instancia,que propicise digna
de jllulrar 0 nosso enlcndimento com a luz do seu
Sanio Espirite, afim de que, cun a maior brevida-
rlc, acerca da. Conceicao da Immaculada Virgem
Mara, Mai Sanlissima de Dos, passamos decretar
o que for para maior gloria do mesmo Dos, c lou-
vor da mesma Virgem Mi-a.mantissima de todos
nos.
Para qne, porm, os fiis a vos confiados, reei-
lem a* suas orace* com a mais fervorosa caridade,
e abundante fruclo, julgamos dever abrir e prodiga-
lisar u> ihesouro* dos dons celestes, cuja distribuirn
us confiou o Altissimo. Pelo que confiados na mi-
sericordia de Dos Omnipotente, e na autoridade
dos bemaventurados apostlos Pedro e Paute, pela
faculdade de ligar e desligar, que o Senhor, poste
que nao merecidamente. Nos eoraraelleu, a lodosos
fiis de um e oulro sexo das vossas dioceses, que
dentro do esparo de tres mezes, que devem ser mar-
cados por cada um de vos, principiando no dia que
determinar,les, humildemente coufessarem os seus
peccados, com sincera detestacao delles, e expiados
por meio da absolvir-lo Sicramental.reverenfemente
receberem u Sanlissimo Sacramento da Eucharislia,
e devotamente visitarem ou tres igrejas, que devem
er por vos designada*, ou urna dellas por Iros ve-
zes, e ahi por algum espaco de tempo dirigircra a
Dos piedosas preces, segundo a nossa inlenro,
pela exaltaran e prosperidade da Santa Madre Igre-
ja, e da S Apostulica, pela extirparan das heresia*.
pela paz e concordia entro os principes christaos,
pela paz c unidade.de todo o povo chrisOo, c alera
diste dentro do mesmo ioterrallode lempo jejuarera
ama vez, e derem alguma esmolla aos pobres, ron-
forme a sua piedade lelas prsenles letlras conce-
demos e liberalisamo indulgencia plenaria de lodos
o* peccados, era forro,., de jubileo, a qual tambera
pode ser applicada jior modo de sulTragio s almas
do purgatorio. E para que tambera poss.1o lucrar
esla indulgencia as religiosas, o nutras pessoas que
residem perpetuamente em clausuras, e igualmente
o* que eslao detidos em carceres, ou os que por en-
termidades, ou por oulro qualquer impedimenlo es-
livcrcm impossibilitados de eumprir alguma das
mencionadas obras, damos faculdade aos confosso-
res para eommularem estas em outras obras do pie-
dade, ou proroga-la* para oulro lempo prximo ;
dando-Ibes igualmente faculdade para dispensarem
a respeito da eommunhao eom os meninos que an-
da nao tiverem sido admiltidos a primeira eommu-
nhao. Pelo qne vos damos poder para nesla occa-
siao, e smenle durante o sobredito espaco de tres
mezes, concederdes por nossa autoridade apost-
lica, aos confossores das vossas diuceses as mesmis-
simas faculdade, que por nos foram oulorgadas no
jubileu que concedemos pelas nossas lellras eney-
elicas de ai de novembro de 1851, impressas, e a
vos enviadas, e que comeram E alus noslris,
exceptuado, todava, tudo o que as mesmas lellras
foi por nos excepluado. Alin diste lambem vos
damos venia para coneederdes faculdade aos fiis
das vossas dioceses, assim leigos como ccclesiasli-
cos, seculares e regulares, e de qualquer inslituto,
anda qne devesse ser especialmente mencionado,
para que, por esta causa, possao eleger qualquer
confcssor secular ou regular, dos que esliverem
actualmente approrados, e a mesma faculdade po-
dereis conceder s religiosas, anda que isentas da
jurisdiccao do ordinario, e a outras quaesquermulhe-
res residentes nos claustros.
Eia portante, veneraveis irmaos, por isso que sois
chamados para parlicipardes da nossa sollicilude,
() Ep. II. ad Corinth. e. 6. v, 2.
(6) Ibid. v. 3, 4.
to selvagens. De lodos os fidalgos breles sen pai era
talrez o mais alTeiroado s novidades do sculo
XVIII; lia Voltairc e Diderat, ejubscrevra para a
Enciclopedia, o que causara grande escndalo as
parochias vizinhas. Desejou educar o filho ncs*as
principio*, e iticcia-fo as delicias qae achara no
commercio dos espirites lories ; mas o carcter de
Heilor enganon a especial ira paterna, e elle recu-
sou o genero de educado a que o queriam sujeitar.
O* livros abnrreciam-no, o estudo potteo Ihe agra-
dara, e elle prefera correr pelas praias, ou entra-
nlinr-se na lloresta'sein guia. S nma mai teria po-
dido dominar esse menino rebelde, prend-te pela
ternura, desarma-te pela brandura ; mas faltara a
Ploueven es*e anjo do lar domestico ; sua mi nror-
rra puncas semanas depois de *eu nascimenlo, -
bandonando-n aos cuidados de um pai philosophoe
de servos iiidifiereule*.
Desde essa lempo elle raoslrou-se o que havia de
ser algum dia, fiel em suas aeirOes, e implacavcl
em suas iniraizades: nunca esquecia um servicu,
lambem nunca perdoava urna ofiensa. Para eneole-
risa-lo, baslava nina palavra, um geste, um olhar,
e at mesmo a inlencao; pois nao sabia soflrer nem
perdoar nada. Sua ira nao recuava dianle da dade,
nem da forja, nem da rondirao. firigava lano com
os almocrevcs e ohreirns como com us lilhos familias
dos arredores, e diversas vezes foi Ira ido para o
caslello ensanguenlado, e coberlo de ceosnos e de
feridas. Interrogado sobre as causas do accidente,
s responda pelo silencio ; mas apenas restableca-
se, loriiava a procurar o aggressor e recomeeara o
combale. Tal era o menino, tal havia de ser o ho-
mem.
Para scmelhanle temperamento s havia urna car-
ri'ira pnssivel, a das armas ; por isso o pai nao len-
tnu desvia-lo della. Desde a idade de quinze anuos
Heilor alistou-se na marrana do estado : o mar era
seu rerdadeiro elemento, wescra ao espectculo
de sua* magnificencias e de seus furores, sendo ani-
ado por elle ; assim passuu pouco depois por um
ofcial brioso, ousado na manobra, e incomparavel
no perigo.
Seu nico defoito,(e isla bastou para cortar-lhc a
carreira) era u.lo curvar-sc disciplina quanlo con-
vinlia ; porque mesmo a bordo prevaleca seu espi-
rito indoraavel. Era excellentc, humano e dedicado
para com os inferiores, e linlia-se exposte vinle ve-
zes para salvar inarinheiros em perigo. Aquellos que
servan) dcbaiio de suas ordena conserraram-lhe
urna afleicao, que ia ate idolatra: elle os teria
feilo andar sobre o fogo. Mas para cora os superio-
res seu humor era bem dilleriite. Desses nada sup-
porlava, mustrava-se a seu respeito firme, altivo e
arrogante, e responda ssuas observarles por desa-
fios. Castigado mais de urna vez, sahia da prisao
em peior ditposicao, e amooloava no coracao raneo-
res, qne eslouravam quando achavara occasiao.
Dedo cu larde havia de acontecer una circuns-
tancia que encheria a medida, e se nao foram os
serviros de Heilor, o golpe leria sido mais promplo.
Porm no momento de feri-Io, mai* de uina vez a
(7) S. Joan. Chrysost. Hom. 15 de incomprehen-
sibili Dei natura, contra Anomaeos.
e eslais constituidos sentinellas sobre os muros de
Jerusalem. Nao cesseis de, juntamente comnosco,
dia e nole por meio de oraees e dcprecacc uni-
das com acces de gracas, clamar humilde e fervo-
rosamente a Dos Noso Senhor, e de implorar a
sua divina misericordia, para que propicio aparte
de nns os flagellos da sua ira, que por nossos pec-
cados merecemos, e clemente derrame sobre todas
as riquezas da sua bondad. Do modo algum dn-
vidamos que liareis de salisfazer exuberantemente
os nossos desejos e rogativas, e temos por certo, que
especialmente lodos os ecclesiaslicos e vares religi-
oso, as religiosase os demais leigos fiis, que riven-
do pamente era Chrislo, dignamente se con.luzem
segundo a vocacao cora que sao chamado, sem in-
terrupcao e com a mais ardenlc piedade, dirigirao a
Dos soas humildes preces. E para que Dos, ap-
placado, mais fcilmente incline seu ouvido aos
nossos rogo, nao deisemn, veneraveis irmaos, de
pedir os suflragios daquelles que j coroados oblem
a palma da gloria ; invoquemos sobre ludo o con-
tinuamente a maculada VirgemMaria, Mai de Dos,
como a mais apta c mais poderosa adrogada dianle
de Dos, o como mai de graca e de misericordia ;
invoquemos depois o patrocinio dos santos apostte*
Pedro e Paulo, c lodosos santos, que com Chrsto
reinara nos cos. Nada purem deve er para vos
mais importante, nada deveis lomar lano a peito,
como exhortar, admoestar e excitar assiditanranle os
fiis commetldos i vossa sollicilude, afim d e que
persistam cada vez mais firmes e inconlraslaveis na
profissao da religiao calhulica ; fujam com lodo o
cuidado das insidias, astucias e fraudes dos homens
inimigos ; o cora diligente alegra caminhem pelas
sendas dos raandsmenlos de Dos, empreando a
maior diligencia em se abslerem dos peccados, dos
quaes dimanara lodosos mates que affligem o genero
humano. Pelo que jamis deixeis de constantemen-
te inflammar com especialidade o zelo dos parochos,
para que, exercendo diligente e religiosamente o
seu ministerio, nunca fallera ao dever de imbuir e
instruir o povo christao que Ibes esl confiado nos
santsimos rudimentos o preceilos da nossa sania fe,
de cuidadosamente o apascentar com a administra-
cao dos Sacramentos; de exhortar era fim a todos
ua sa.i doutrina.
Finalmente, como penhor de lodos os dons celes
les, e leslemunho do ardenlissiino amor que consa-
gramos, recebei a bencao apostlica, que do intimo
do corarao mu amorosamente hincamos vos, ve-
neraveis irmaos, e a lodos os cierros e leigos fiis
confiados a vossa vigilancia.
Dada em Roma cmS. Pedro no 1" le agosto de
1854, anno nono do nosso pontificado.
Pfo IK. P.
Inslruccao para os confessores.
As faculdades concedidas aos confossores por Sua
Sanlidade ua ecyclicade 21 de novembro de I8.il,
e s quaess refere na presente eneyelica sao as se-
guintes :
Podem absolver ( no foro da consciencia, e por
esla vez somenlc) da exc.iinuulian. suspensao e in-
terdicte, e de outras sent ncas ecclesiaslicas e ren-
suras, a jar,: rrl ali homiiic, excepte das abaixo
especificadas ) lambem de lodos os peccados reser-
vados por especial forma aos Ordinarios dos lugares
ou S Apostlica.
Podem absolver os penitentes qne desgraciada-
mente se tiverem alistado era alguma seila, urna vez
que recorram ao Sacramento da Penitencia com
verdadeira dor e sincero arrependimenlo de lerem
cabido cm 1.1o grave falla, podendo tambero dispen-
sa-Ios da obrigacio de denunciar os cmplices, para
o cfteilo de lucraren! o jubileo, impostas as neces-
sarias condices, e exceptuados os casos em que a
denuncia parera inteiraraente uecessaria para evi-
tar maiorese mais graves damno.
Podem eommularem outras obras piasquaesquer
votos, anda jurados, e reservados S Apostlica
(excepto os de caslidade, religiao e obrigar.io accei-
ta por terceiro, ou era que se trate de prejuizo de
lerceiro, e os penaes, ou preservativos dos peccados,
se a commutacao nao fr tal que refre a vonlade
de peccar, nao menos do que a primeira materia do
vote ), imposta* aos penitentes em lodos os casos
saudaveis penitencias, eas quede direilo se devera
impor.
Podem dispensar somonte na irregnlaridade con-
Irahida pela violaran das censuras, nao lendo sido
deduzida, nem fcilmente o podendo ser, ao foro
externo.
Declara porcm Sua Sanlidade que nao he da sua
menlc derogara consliluicaoSacramentara Pai-
en/u;quanlo inhbil idade de absolver o cm-
plice, e a obrigacao da denuncia ; assim como que
nao da poder para serem absolrido* os que por elle,
pela S Apostlica, ou por qualquer prelado, ou
juiz ecclcsiaslico esliverem delarados excommunga-
dos, suspensos e interdictos, ou leuham incorrido
em oulras sentenras e censuras, salvo se dentro do
prazo do jubileo satittizerem o seu dever, Se po-
rm esle dever, conforme o prudente juizo do con-
fcssor, nao poder ser satisfcilo durante o menciona-
do prazo, concede o Santo Padre, que os penitentes
possam ser absolvidos somenle para lucrarem o ju-
bileo, obrigando-se a eumprir o dever, logo que
Ihe* seja posvel.
m3o dos chefes parnu ; porquanlo repngnava-lhes
privar a marraba de um lioinem desuado a hon-
ra-la, e cuja intrepidez era proverbial na esquadra.
Todos linham visto como cite porlava-se nos ata-
ques ; tranquillo c fro quando assim era misler ;
ardenlc quando convinha obrar, linha lodas as qua-
lidadcs queconstiluem um bom ofcial. Se liresse
sido mais dcil, ter-se-hia elevado com rapidez. In-
felizmente, a proposito de urna ordem grossera-
menle dada, de urna inflcx.lo de voz, de um termo
mal soanle, Iravou rixa com um de seus superiores
immediitos, empregou pitarras speras, e deslas
passou s acres. SemeHianle infraejao da discipli-
na naval nao podia ser tolerada impunemente. Suf-
focou-se o negocio; mas sb a rondirao expressa de
que Ploueven pedira sua demistau. Deixando o
servieo, o capitn desafina aquella que fra causa de
sua desgraea, e vingou-se malando-o.
Foi eniao que estabeleceu-se em Bresl, e na esco-
llia dessa residencia seu carcter obstinado nao dei-
xra de influir : reslavam-lhe anda algumas desfor-
ras que lomar, us quaes por nada no mundo leria
renunciado. Alm diste havia servido na marinha, e
a vista das frotas alegrava-lhe o coraran ; quera ver
cse* navios, em que n1o militava mais, assislir s
suas erolurOos, e segui-los no horUonte quando pu-
nham-seem campan lia. Quera sabe? Talvez se mis-
turaste nisso urna esperanza vaga de recobrar as
dragonas, os inarinlieiros que amara, e a* emores
do combate, as nicas que linha condecido al cniao.
Demais que teria feito em suas Ierras ? Seu pai aca-
bara de morrer ahi nos braco de alguns serr*, e
sera dar-lhe o lempo de ir fechar-lhe os olhos. Essa
hahilacao s inspirara-lhe pen*amen(os de lulo c de
solidan; iiau havia nos arredores amigos, corarOes
dedicados, nada que podesse allrahir o rapilao nem
oflerecer sua aclridade um fim digno delle. Esla-
bcleceu-se, pois, era Bresl, arrendou seus dominios
pelu preco que Ihe foi ofterecido, e ronfiou-os ad-
ministraran de ura desses intendentes, que, conhe-
ceudo bera o valor das cousas, guardara o raelhor
para si.
Provavelmenle a honra inquieta de Ploueven nao
se leria acoramodado com a ocio.idade. se um acon-
lecimento nao liresse feito urna di versan cm sua ri-
da. Frequenlara pouco as sociedade, e nao linha
outras distrarroes senao passear pela graudc cosca-
da, ou correr a carallo pelos campos vizinhos. Til-
dara, embura fose eslranho ao rumor do sales,
nao podra escapar fama de urna rapariga nascida
as colonias, donde chegra depois da morle do pai,
que fra muilo lempo fuucciuuario publico de or-
dem elevada. Tendo desembarcado com a mi, es-
perara que o gorerno fixasse sua' pos^o, e gozava
com a negligencia de sua idade dos prazeres que po-
da otlerecer-lhe a elegante sociedade de Bresl. Cha-
mava-se Clara Merreuil, linha dezeseisannos, a gra-
c.i natural e nm lano lnguida das crioulas, cabel-
los adrairaveis, una elegancia de densa, e nra al-
Iraclivo irresislivel. A cidade loda eslava tenca por
ella ; lodos porfa queriam t-la, receb-la com
empenlto, e rodea-la de alteocOes delicadas. Quan-
COMMANDO DAS ARMAS.
Qaartel do commando das arma* de Pernam-
buco se cidade do Recite, em 6 de marco
de 1855.
ORDEM DO DIA N. -l\.
Aprouvc a S. M. o Imperador por decreto de 3 de
fevereiro ultimo, remover o Illm. e Exm. Sr. mare-
chal de campo Jos Joaquina Coelho do craprego de
coramandaule das armas da Babia para o desla pro-
vincia, o qual acaba de entrar no exercicio das res-
pectivas funcces.
Tenho consciencia de que craquanto servi interi-
namente o mesmo emprego, fiz o que coube em mi-
nhas faculdades para bem preencher a missao que a
lei me havia confiado ; c a satisfarn de declarar,
que nesse empenho recebi inequvocas provas de
coadjuvacao dos Srs. commandanles de corpos e for-
taleza, dos Srs. chefes das cstacoes militares, e nao
menos da briosa oflicialidadc desla guarnir .o : cu
portanlo Ihes agradeco cnrdialmenlc essa demonstra-
(audo elo e interesse que lomara pete servido na-
cional e pelo cumprimcnlo dos seus deveres.
Manoel Muniz Tacares.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudanle de
ordeus encarregado do delalbe.
5 de marco.
ORDEM DO DIA N. 1.
Foi do agrado de S. M. o Imperador, que en fosse
removido do commando das armas da provincia da
Baha, para o desla de Pernambuco, e o decreto de
i de fevereiro prximo lindo, me habiliten a entrar
boje no exercicio das funcces inherentes este em-
prego.
Ocioso seria o Irahallio de Irarar aqu a linha de
conducta qne deverei seguir, c aquella que he con-
veniente lenham os militares da guarnirn pernnm-
bucana, que pela tercena vez me coube a honra de
commandar. Sei que sao intrpidos defensores da
consliluicao e da monarchia; sei.qne sao subordina-
dos, e zelozos no cumprimenlo dos seus deveres. Com
esles predicados, que sei respeitar, e contando com
a coadjuvacao dos Srs. commandanles de corpos, e
chefes de estarnos, tenho convicrao, qne sem Irope-
ros levarei ao cabo a ardua larefa que me foi com-
mcllida.
Cnnlinuam a servir na qualidade de meus acidan-
tes de orden os Srs. lenle Jos Joaquim Coelho
Jnior, do esquadrao de (-avallara ligeira da referi-
da prorincia da Babia, que rae arompanhou, e Can-
dido Leal Ferreira do 8." de intentara, esle do com-
mando encarregado do delalhe, e aquelle da pessua.
l'ecommeudo a execuro das ordens existente*, e
que o crriro se laca como al aaora, cmqYUnrlu-e
lempo e as circumstancias nao aconselliarem a revo-
garau daquellas que o devem ser.
los Joaquim Coelho.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudanle de
ordeus encarregado do detalhe. ,
COMMANDO SUPERIOR.
S. Exe. o Sr. .ominan lano superior manda pu-
blicar, que nos dias 12, 13 e 14 do corrente reunir-
se-ha a junta medica, no quarlel'do coinraamlo sn-
perior, na ra da Aurora, pelas 10 horas da ma-
nhaa, afim de inspeccionar aos Srs. ollcises da
guarda nacional desle municipio, qne reqnereram
reforma, em virlude da lei n. 602 de 19 de selem-
bro de 1850.
Qoartel do commando superior da guarda nacio-
nal do municipio do Recite cm 5 de marco de
1855. SebastiSo Lopes Guimaraes, lenle-coro-
nel chefe de eslado-maior.
EXTERIOR.
do ella entrava era nm baile, um enxame de dausa-
dores a siliava logo, cada dia -cu tra marcado por
um diverlimenlo, cada serao por urna fesla. Isso ex-
plica-se : ella nao era da cidade, ia de pa>sagem.
Em sua qualidade de habitante de Bresl, Ploue-
ven nao poda permanecer eslranho a um suceesso e
a urna emor.io 15o caraclerisadas. Sabia, pois, como
qualquer outro, e mais do que quera, quera era
Clara de Meyreuil, o que fizera na vespera, o que
pretenda fazer no dia segrate, quanlas vezes d,ra-
sara, onde jan lava esse dia, e que sorprezas Ihe pre-
pararan!.
as provincias nada ignnra-se do que acontece em
casa do vizinho : he ahi que as casis s,1o de vidro.
Ploueven supporlou ao principio essas narraces
com paciencia, depois cufadou-se, emlim enviou os
ofliciosos a lodos os diabos, e deelarou que atacara
com a espada o primeiro tagarella que Ihe fallasse
anda de niadamesella de Meyreuil. Todos ronlie-
ciam o capitao e seu temperamento pouco toleran-
te : iso bastn para que o silencio se lzcsse em tor-
no delle. Mas o boato dessa secna espaihou-se nos
sales, e chegou aos ouridos da joven crioula, a
qual rio alegremente, perguntou cora alguma cu-
riosidade quem era esse selragcra, e resolveu rom-
sigo doma-lo c faz-lo cahir na razan se algoem o
apanha.se. Porm Ploueven retirar a-se das socie-
dade, e declarar a que deixaria Bresl, se csses ani-
malejos ahi se demorassem longo lempo.
O acaso encarregou-se de arranjar as consas de
maneira que os dous inimigos se encontrassem. Um
dia que o capilao passear a a cavallo sobre a mar-
gem do Penfeld, entregando-se s impresses que
produzem csses sitios um lauto severos, vio desem-
bocar da estrada, que conduz Larnbezellec, urna
calera enrolla em urna nuvem de poeira: era a di-
vindade do dia escollada pelos seus admiradores.
Ploueven reconheceu isso muilo tarde, pelo que nao
Ihe foi permillida urna retirada honrosa; mo gra-
do seu, vio-se obrigado a deixa-la passar, e sofTrer n
fogo de seu olhar; elle o fez com ar enfadadu. O
que lie o destino se nao fura esse incidente, essas
duas existencias nuda loriara lido de eommum, e
apenas leria ficado como ponfo do contacto a lem-
branra de urna raga antipalhia. Mas devia aconte-
cer de outra mano-ira : he sempre a historia do grao
de arcia c a das causas pequeas seguidas de grau-
des cueilos.
i.iuando vollou do passcio, Ploueven nao era mais
o mesmo hornera ; seulia-se enfeilicado e como do-
minado por um sentimenlo novo. O ar de candura
da rapariga linha-o deslumhrad ; elle a via ain.la
rodeada de luz e em urna alraospbcra de perfumes ;
nunca vira nenhuma mulher que livesse lano al-
Iraclivo e Unta graca : era um mundo novo que aca-
bara de descubrir, llevemos dizer que seu coracao
linha anda a pureza da adolescencia, pois era mu
selragcra para ullerece-lo e mui altivo para prodiga-
lisa-lo ; a vida rude do mar e teus gostos de sola-
mente linham concurrido para po-lo ao abrigo de
ataques indignos : nunca arnera nem condecora na-
da que fosse digno de o Mr. Assim explici-se essa
No Times de 15 de Janeiro l-se o segrate :
a Anda nao vemos nada que merera que arredi-
lemos na nolicia que exlrahiram da Presse de Vien-
na alguns dos nossos jornaes, e qne atinuncteque a
Prussia declarasse que adhera ao tratado de 2 de
dezembro, e que sem mais difliculdade lenha reno-
vado as suas antigs rolaroes com as outras grande
Dolencias. A este respeito anda nao chegou a l.on.
dres aviso algum authentico, e a nolicia que men-
cionamos emana provavelmenle de urna fonle rus-
sa. Se a Prussia eulrasse agora na allianra das tres
potencias, seria para frustrar o nbjeelo desle accor-
do, e se anda Ihe fosse permillido ter vote delibe-
rativo na conferencia europea, apenas ahi figurara
como cmplice da Russia. Os successos dos dias pre-
cedentes bao tornado mais embararada e mais a-
normal do que nunca a posiraoda Prussia, e acorte
de Berlim deve eslar convencida dos resultados da
poltica que lem seguid al boje. Depois de haver
sacrificado ludo esperanra de encelar novas nego-
ciaees pacificas, cl-rei da Prussia v nao s que ja
romeeou urna negociar.io em que nao participa, roas
anda que a propria Rossia deelarou que subsCTevia
s pruposiroes qae a Prussia ainda nao adoptou. Co-
mo a Prussia recusara nnir-sa ao tratado de 2 de
dezembro, he comple'amente eslranha is respecti-
vas rondires, ou nota verbal das tres oulras
grandes potencias, pela qual he regulada a applica-
cSo do 5. artigo. Como a Prussia nao lenha que-
rido collocar-se n'uma posiro de observarlo mili-
tar, ou ao menos salisfazer exigencia feila pela
Austria para enviar 100,000 homens fronteira o-
riental, de conformidade com a conveneao militar
de 20 de abril, nao lem direilo a ser coniiderada co-
mo parte inleressada neslas Iransacces, abdcou
desl'arle o seu papel em tudo quanlo diz respeito
diplomacia ou guerra ; e, se no caso em que estas
negociaces lomem nm carcter mais grave, tentar
lomar parte ncllas, as potencias alliadas acolhe-
riam cora extrema frieza semelhanle oferta, porque,
na conferencia, a voz da Prussia sera evidente-
mente em favor do inimigo e somenle servira para
contrariar e neulraiisar as medidas das outras corles.
Talvez seja urna felicidade para nos o ser a Prussia
desl'arle excluida deslas deliberaroes, pois que sa-
bemos que ella faria rollar contra nos loda a influ-
encia que podesse ter.
a No congresso de Vienna, cm 1815, foi princi-
palmente pela defeccao da Prussia que o imperador
da Russia conseguio us seus intentos, apelar dos de-
sejos da Franca, da Austria e da Grao-Brelanha, e
nao nos admiramos de saber que a Russia lenha li-
gado a esta associaro tal importancia que propoz a
el-rei fazer da sua admissao conferencia urna cuu-
dic.io preliminar. Entretanto, el-rei ainda possuii
bastante independencia de carcter, e nao podia
recusar, a titulo de candidato da Russia, a posi-
ro que oulr'ora oceupra como graudc potencia
europea. Resulta disto que a Russia se v s abriga-
da a tratar com as potencias alliadas, e que a Prus-
sia fica completamente fra da queslao. Com effei-
to, ella tem perdido inteiramente a confianca das
potencias, e se, as grandes quesles que agora a-
gitam a Europa, o seu interesse he tao eslranho que
se pode refugiar n'uma neutralidade egosta, nao
tem naturalmente de ser alleodida n'uma cansa em
favor da qual nao lem feitu o menor sacrificio.
ct Tal poderia ser o resultado e a futura eondi-
cao do imperio turco e a definicau dos direitos ma-
rtimos no Mar Negro so fossem as nicas quesles
que se tralassem. Mas o estado actual da cousas
sobre o continente da Europa, jalera produzido re-
sultados que aflectam cssencialmente a Allemanha,
e podem gerar as mais graves consequencas para a
propria Prussia. Tal he mais especialmente a in'i-
ma allianra da Austria e da Franca, evenlnalidade
inteiramente nova as combinaces polticas da ge-
rarao presente, mas que renora urna das mais im-
portantes combinaces polticas de Napoieao I, e
realisa soJ),f?vorareis auspicios nm plano deque
muilas vezes se tem oceupado os mairefi^uioens da
estado dcsles doos paizes. Durante os ltimos 40
airaos, a Austria e Prussia pertenecan) a um s
mesmo srsteroa poltico ; fincciouaram juntas na
confederaran germnica ; foram constantemente
fiis ao paci que sellara a balalha de l.eipsick ; e
poste que algumas vezes se houvessem suscitado
differenras enlre si, estas dilYerencas foram resol vi-
das pelo arbitramento salutar do seu grande alliado
do Norte.
Os successos de 1842 e de 1849 destecharan! nm
golpe terrivel nesla eslreila uniao; porqne a poli-
tica da Prussia na Allemanha foi hostil aos direitos
da Austria, e a saa inlervcnro na contenda dine-
marqueza sublevou a reprovacSo de loda a Europa.
Mas omovimento revolucionario da poca explicou
al certo ponto esle desvio da Prussia, e o
freio que Ihe impozeram a Austria e a Russia a fize-
ram cruelmente expiar. A queslao do Oriente de
1854 ainda tem sido mais funesta allianra do
Norte.
i. A Russia que at enlao havia sido a potencia
moderadora, toroou-se a potencia aggressiva ; os in-
(eresses d'Allemanha nao s eslao separados dos in-
teresses do seu vizinho do Norte, mas anda Ihe sao
oppostos ; os principios que fazem que as potencias
occidenlacs erapunhem as armas contra a Russia,
dominam e ateancam a adhcs3o plena da Austria,
e antes do fim do anno o gabinete de Vienna forma
com a Franca nma allianra na qual nao se achara
presentemente compromcllidas nem a Prussia nem
parle alguma da Allemanha.
Resolta desla imprtenle randanca as relajees
gurae^ da Europa que os dons grandes estados da
Allemanha dirigem a sua poltica u'um sentido op-
poslo ; que os esforcos que foram feilos mais ou
menos sinceramente no decurso do anno passado
para cojseguir-se a uniao da Allemanha, se malo-
graran-, completamente, e que, ao passo que a alli-
anra com a Franca vai estendendo rpidamente
a sua influencia sobre o Sul, inclusive a Austria,
a Bavicra e Badc, o norte da Allemanha ficara re-
duzido a alternativa de um solamente total oQ a u-
raa allianra rusia. He pela pressao desta alterna-
tiva, he acendendo de novo as velhas paiies de
capitularan inesperada : exista era sua alma urna
corda em nacco que davaseu primeiro soto, loca-
da por madamesell.i de Meyreuil. Quando Ploueven
cerlilicou-se bem disso, nao hesitou, e porlou-se
com sua resolucao habitual ; pedio a m.lo daquelia
que oito dias antes tratara com lanto cavalleirismo
e tao magnifico desdem. A allianra era bem pro-
porcionada, devia por milites motivos lisongear o or-
gulho da rapariga ; o capilao era bello, rico e vale-
roso, linha um nome nobre e honrado, serviros um
lano hrilhaules c amizades considerareis; acrescia a
islo que era um inimigo que ella subjugra e trou-
xera a seus ps, um rebelde que linha em seas 11-
Cos, e que do desafio passava sobmissan.
0 casamento effecluou-se, e durante muilo teni-
do nao fallou-se de oulr.i cousa na cidade. A con-
dessa de Ploueven tornou-se o adorno e o orgulho
dos saines, e rrgulou dahi em dianle ludo,di vert raen-
tos, mollas, dansas do invern e passeios do verao.
O marido pareca ufano de seus successos, nao podia
viver sem ella, nao a deixava um instante, cavallo
aoseu lado, dansando na mesma quadrilha, e filan-
do-Ihe sempre um olhar penetrante como o ac. Esse
periodo de testas durou at morle de madama de
Meyreuil; inasi..... circunstancia nao diminuio
all'eirao de Ploueven ; nunca elle rodeara a condes-
sa de mais cuidados nem de mais (eslemunhos de ter-
nura ; esse casal era citado em Bresl como modelo
de uniao, de lidelidade e de alinenos mutuas ; era
um noivado prolongad que nao pareca ter de a-
cabar.
Comtudo um dia, sem que ninguem podesse ude-
rinhar o tnolivo, houve urna mudaiira as maneira;.
do capitn. Em publico elle permaneccu lal qual
era, allencioso para cora a mulher c solicito por agr-
dar-lhe ; mas em vez de moslrar-sc assiduo come
dantes c de aforrar-se aos seus passos, sahia muilas
vezes do palacio, caminhando ao acaso e com nra..
prcoccupacao evidente, sombro, dislrahido perda-
se no campo e s rollara de nole j muilo larde.
Oulros signaes reuniram-se pouco depois a estes,
e assombraram as pessoas que o rodcavam. Elle de-
elarou em alio c bom som que a ocinsidade pesara-
Ihe, que em sua idade e cora sua experiencia de ma-
rinha, nao Ihe convinha estar em rasa liando, qne
em lempo de guerra quem linha seu nome c havia
prestado servicos devia-se ao seu p.iiz, que nao Ihe
sendo permillido militar na mamila do estado, de-
via procurar etnpregar era outra parle seu lempo e
sua coragem, que emfim a rula de corsario turba al-
gons deleites e perigos, grandeza c ulilida.te, e que
eslava promplo para aceitar o commando de ura na-
vio armado em corso, com tanto qne o deixassem ab-
solutamente livre em ordenar seus movimentos o
compdr sua equipagem como quizesse. Eis a lin-
guagem ora de Ploucren, e quando fallava-se Dista
a condesssH ella responda que era um capricho pas-
sageiro, e que esse bello fogo se apagara por fall
de alimente.
Mas no Gdalgo brel.io a acoan segua necessaria-
mente a palavra. Quinze dias depois o capilao rea-
lzara o que aununcira ; um brigue muilo velen j
de doze pecas acabara de ser armado, c elle enga-
java nos portes da costa homens determinados afira
de ir cruzar no Ocano espera dos navios de com-
mercio. Se fosse preciso Ploueven atacara os navios
de guerra ; pois nao era daquelles que atienden) a
terca do inimigo. Assim a condessa perda seu im-
perio ; o marido parta, mo grado seu. Todava, se-
gundo diziam os criados, essa partida nao Uvera lu-
gar sem tempestades. Na vespera houve no quarto
da condessa urna scena (o vilenla qne relnmbou
em lodo o palacio : eram grilos, choros e mesmo vio-
lencias. Dahi resultaran! movis quebrados e urna
desordem que s reparou-se no lira de algum lem-
po ; porom o capitao nao deixoo por isso de partir no
momento marcado. Na manhaa segninle passou a
embocadura do porte de Bresl, e a condessa assis-
lia a essa partida com urna Iranquillidade appa-
renle.
Eis qual fra a historia do palacio da margena do
Ajotanles da poca em que principia esta narracito.
O drama ahi comecava por urna desapparicao, que a
despeito dos commenlarios era difticil de ser expli-
cada.
Entretanto a emorao publica chegra a lal ponte,
que a polica julgra prudente dar um varejo no lu-
gar para determinar a situacao das consas. Era nmu
simples medida de precaucao ordenada pelos magis-
trados e sem fim preciso. Os agentes tiuhaoi sido
inlroduzdos no palacio e ahi faziam sua obrigacao,
quando entrn um mancebo tendo os vestidos em
desordem e o olhar quasi espantado, e dirgio-se sem
hesitar a um gabinete pequeo, onde habilualmenle
eslava a camarista.
Vmc. aqui, senhor Paulo I exclamou ella avis-
lando-o. Ab I mcu Oeos I qne imprudencia !
Ella nao esla mais em caa. desappereceo die-
se o mancebo. Como foi isso ? Eia, falla.
O momento nao he proprio, senhor Paulo ; a
policja esl no palacio.
Oue me importa a polica '? lornou elle cm tom
imperioso. Responde ao que te pergunlo: Como des-
appareceu ella?
Como ? nao sei. Foi o demonio qae lomou
parle nisso.
Nao viste ningaem '.'
Ninguem absolutamente.
Nada ouvisle
Ab-olulamcnto nada.
N.lo houve porta nem muro forrado .'
Nada, ludo esl intacto.
E no quarlo '.'
Nao locaran) em um alfinele, senhor Paute.
O mancebo ficou um momento como absorte em
urna rrllesao dolorosa ; depois balen na fronte c ex-
clamou com accento de desespero :
Foi elle 1 coilada I
E sahio do palacio, onde os offlciaes de juslira con-
tinaavetn suas invesligasoes.
(Co/ifinuar-H-HaJ
j
Mil tu a nn
iirmuFi


ummw ul i Limmuuww, ^i k||^n i kuin u uu niMiiyu w. iwju.

ciomes \
ido dominante em Berlim espera
rcdunt drtin.iivamcnte o pai a sul>raetter-so a pre-
ponderancia da Rosis.
do o aspecto que os negocios tcm tomado
nao ficaremos admirado de ver
homeos que cercara a el-rel se aproveilim
ijunclur aclual par liga-Io mais estrca-
mente aos ialereeses rasmi, posto qae ncsle mesmo
momenlo um cmlaente diplmala prnssiano tenha
sido enviado Londres Pnris para eaplicar de
urna roaoeira rcui dilTerenle as intenccs de el-rei.
I.nnos anda ha pouco com extrema orprcza
umi allocuro do principe da Prussia aos ofilciaes da
gearnieao de Cnblenlz. Esta illuslre persomgem,
cujas sympalhias e opiniSes ninguem sabe se sao
favoraveis s patencias occldenlaes, dizia que nao
pensava que o auno correnle te passasse sem forrar
o exercilo prusiano a entrar no aervigo activo, mas
que depende nicamente da vonlado de el-rei que
estas ropas te ar.ponham ao Oriente ou ao Occiden-
te ; ou qtie sejam empregadas para combatir por
conla da Russia, mergutliando toda a Europa na
guerra, ou que se unam i liga das outras potencias
para obter (elidas garantas de par.
Nio contestamos que o exercto seja um nstru-
o eego, que deva obedecer as ordens do gover-
a quein serve ; mas he impossivel que nao reflic-
tamos com dor acerca de om discurso como este,
porquo parece indicar que o proprio lierdciro prc-
sumptivo da cora ignora a estrada poltica em que
o stu paz lem entrado, e que posto quo creia que
disto resultar a guerra, nao sabe contra que inimi-
gos ou com que alijados esta poltica ser seguida.
e Tal lie desgrar-adamento o estado a que se teni
reJuzdo Prussia pelo caracle rirresoluto de el-rei,
o polas intrigas systemalicas que s3o lecidas em tor-
no dellc. I.isongeando-se que era destinado a re-
presentar o papel de graude paciDcador da Europa,
e ainterpor o seu poder militar ou a sua influencia
diplomtica para embargar a eflusao de sanguc e as
emiendas entro as nores, Frcderico Guithermc
iiilo so lem perdido lodo o direilo ao respeto que
slhe podera dar o carcter de mediador, mas ain-
e arhaquasi tao solado como o proprio czar da
Russia, o dentro em pouco se pode adiar exposto a
perigos mais reaes. Em summa, a Kussia so pode
relirar para as solides e desertos do seu imperio ;
le permitlido esperar exhaurir por immcnsos
sacrificios a energa dos seus inimigos. Mas, sol> a
rategica, a Prussia lie na Europa o estado
mais impotente para se defender, c he aos trala-
bsim como s alliaurasde 1815 que deve a sua
existencia aclual. Illudir estes tratados ou aban-
donar estas allianc.is, porm mais cspecialmen e a
cordial inlelligencia com a Austria e a Ingla-
terra, he da sua parle excesso de loucura que pode
occasionar mais desastrosos resultados. Cada diaa
aproxima mais da alternativa de urna allianra com
urna parte oucora oulra nesla guerra. O principio
da ncutralidade deixa-a completamente isolad i e
forca. Comtudo a allianca rusaa, com todos
u perigos, quasi que faz pender a balanra
de influencia contra ns potencias occidentaes, o se
esforrando para nao arriscar nada, a Prussia pude
perder ludo.
(Journal des Debatt.)
lira a Austria c a hoslilidade contra a se deixaram matar trila mil, ellos que, em todas
as occasies, leem-sc mostrado muito alTerrados
vida.
Como nilo ha noticia da morlalidade dos Russos,
egotadoa tal cerebrina proporcao de cinco ltasaos
para um altiado, teremos, approximadarocnle, que
morreram cento c cincoonla mil Russos, que som-
mados com os prisioniios d, em perda real ao pai
Nicolao, a enorme cifra de cento e oiienla e cinco
mil homens. Que grosso de exercilo flearia para re-
lirar-se a Odessa?
Muito breve Nicolao, (asslm se falla na aasenca)
como papa do todas as Russas, (em do consentir,
quando nio ordenar, no casamenlo de um Rosso
com cinco Russas, para sapprr o prejaizos de po-
pulacho, como faz o pai lurco em honra do koran.
Deu-mc certamenlo no goto, que os Russos alacas-
sem os Turcos desembarcados, o fossem perder Se-
bastopol..
A isso diz-se Foi buscar lAa e sabio tesqueado.
Realisou-se, quem tal dissora! a prediccSo do
lombeteiro Tisana, de que me deu noticia o seu I-
luslrado correspondente de Macei. He cngenboso
o lalcharope Tirar de um nornequalrn Icllras, que
sao as iniciaos de dous casaes de nionarcbas, um de
tempera vcllia, o oulro moderna ; e com essas qua-
tro ledras provar que Sebastopol seria lomada?!
Sic roiHere [ala! Se Napoleao sabe disso nao leria
recorrido somnmbula... Sempre sao astucias de
bugio 1 Creo que o Sr. Tisana nao se zangara com
o nome, visto que nos nao damos o cavaco com o de
macacos, que nao he de sua fabrica. Se eu al boje
sympalliisava com o collega de Macei, de boje em
diante sou phanatico por elle, visto a cathegonca e
magistral resposta que deu ao mostr Braz, de quem
lambem sou alTeicoado, pelo bem que escreve, ain.
da quando nos chama macacos.
Esl boje, se he verdade, Sebastopol civilisada,
no scio do progresso, livre dos servos de gleba, fi-
nalmente como villSo em casa de seu sogro. Os In-
gleses deram muitos tirrahs, e Fraucezcs muilos vi-
vas a L'Empereur, os Turcos Alian, Mafoma,
Esdras c sen cavallo.
A proposito, disse-mc Meireles, que os Turcos
correram em Alma, porque os Russos liuliam espe-
tados as baionelas grandes nacos de toucinho; mas
que este?, que lio bom effeito produziram para com
aquellcs, erabaracaram a pcnctrabilidade dos corpos
inglezes c francezes. Eu din ido, porque Meireles
lie phanatico do toucinho c sempre me conla histo-
rias do tal pelisco.
Tomado Sebastopol (eremos novo assumplo, o que
vem a proposito; pois j estavamos canea.los da-
quclle nome.
Diz Benlinho qac Om Inglez machinisla inventou
um processo fcil de reproducir a humauidade, de
sorte que d'ora em diante nio fallar tropa aos al-
lados. Estimo que assim seja, para nao termos mais
falla de vapores, que nos Iragam noticias da Euro-
pa ; se bem que j ouvi dizer que o machinisla esl
em embaraces, porque o goveruo inglez quer que
sejaro produzidos Inglezes, que nao gostem do al-
cool, o que he impossivel, segundo assevera o inven-
tor ; c o governo francez quer homens, que nao pen-
sem, ou pensem sempre da mesma forma, c sejam
devotados actualidade, ao quo lambem nao se o-
briga o machinisla, porque enio nao sahiriam Fran-
cezes, e sim Cossacos.
As melhorcs ideas leem sempre um obstculo.
Sai'idc e patacos ; c noticie-nos com brevidado o
que lia. para nosso descanso.
SERGIPE
1 j de fevereiro
Boas feslas, e melhorcs enlradas de anuo. Nin-
gnem admire-se de assim comprimenla-lo ; pois be
a primeira occasiao depois do anno novo.
Ser/So.Gslivecuidando de um acude em urna
fazenda minha, de cujo gado j nao me falla a se-
ment por ser o terreno d'espinhos, mandacarii, xi-
quexique, macambira etc. etc. ; pois admira a vir-
lude de taes espinhos, que aonde os ha, passa o ga-
do ate 6 mezes sem beber, quando ha falla de agua.
Mas de nada serve a bondade de nosso sertao lor-
INTERIOR.
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE
l'ERN'AMBL'CO
Parahiba.
! de fevereiro de 1855.
Temos lido chova a valer. Ha uns quinze diss,
que chove quasi lodas as noites, e muilos dos das.
Houlem, s qualro horas da tarde, abriram-se as
cataraclasdo co, e despejaram sobre esse nosso mun-
dinho agua em demasa, quasi at s tres horas da
maflrugada. F.o, que nSo son dos mais medrosos,
Uve serios recelos pelj indvidualidade da minha
choupaua, que, tendo escapado no anuo passado,
nio sei se encontrar no correnle anda a sorle pro-
picia. Utelaro-lhe que se ella se deiiar, cu lom-
me, como Diogeuc;.. simi-erjislacio. Miado virmn*.
o-me dentro, salvo se, no cahir do Ul- iflma' Poro.ue nil lla l,cblaas < <1 rio de
S. Francisco. Seria conveniente que o governo da
gario, hnuver avaria grossa no meu lodo corpreo,
que me laca mudar a essencia.
Tornando nos s chuyas, teremos urna imitacao do
auno prximo passado ? Dos nos livre.
A salubridado contina sem novidade, c, afora
algumas intermitentes, ludo vai nSo muito favoravel
classe medica, qoe, entretanto, tem a philanlro-
pia de estar salisfeila.
A (raoquillidade contina inalteravel; e emquan-
lo esliver por aqu o Eim. Paes Brrelo, podemos
dormir o somno da seguranza. Nao quero dizer que
tenhamos a lemer durante sua ausencia na corte;
mas smente que a su* administrarlo augmenta os
grao de probabilidade cm que descansamos.
Tevc hontem lugar a reuniao da assembla geral
ds Banco Parahihano na sala de palacio do governo,
e procedendo-se s elcirucs, na forma dos estatutos,
foram eletos :presidente do mesmo o Sr. com-
mcudador Joaquim Manocl Carneiro da Cunha, com
72 voto ; 1 secretario o Sr. Dr. Lindolpho Jos Cor-
rea dos Neves, com 108; 2 secretario o Sr. Dr. An-
tonio de Souza Carvalho, com 108; directores os
loao Jos Innocencio Pogge, com 106 ; r. An-
tonio Manocl d'Arago e Mello, com 100; Antonio
dos Sanios Coellio, com 100; Joaquim da Silva Coe-
Iho, cora 190; Antonio Vicente Magalhacs, com 88 ;
Francisco Alves de Souza Carvalho Snior, com 82;
Francisco Ferrcira Novaos com 32; commissSo de
exame do conlas os Srs. Joao Bodolpho Gomes, com
88, Joao Pereira Rabello Braga, com 88; e Jo i.oncalves de McdCiros Furlado, com 02. Est as-
sim constituido o Banco, queso espera a aporova-
i;So do gowno geral para comerar a funecionar, ua
forma dos citalalos.
Meireles, que sabe o quo diz, assevera que a elei-
rio foi ptima eum laude.
Anle-honlem findou e foi entregue a casa do mer-
cado desta provincia. Parecc-me sufliciente ao lim.
Diz Meireles que S. Exc. vai mandar empcdra-la ;
i no plano nao entrn calamento, e nem la-
drilho.
Dcixou o Sr. Dr. Bandeira memoria de si na casa
do mercado; consta-me que o mesmo fez em A-
laga.
Devemns-lhe este beneficio, que nao he muito pa-
ra desprezar. Quando eu for comprar minha lsca
para a malerialidade da vida, o entrar no mercado,
e me achar aeoberto dos riios do sol, das injurias da
chuva, ou da surraleira aejao do sereno, lembrar-
me-bei du Sr. Bandeira, que Jo se esqueceu do
commodo da mais importante porran da sociedade,
a que come.
De obras thuggaet apenas cliegou ao conheeimen-
lo do Meireles, qoe era Alaga-Nova, na noile do
dia 17, foi espancado Domingos, escravo de Antonio
Anselmo de Araujo, o qual morreo no dia segunte.
E dizem que castigar he obra de misericordia!!
Essa nunca me quadrou.
i posso comprelicndor que seja obra de mise-
ricordia urna tal, que ninguem aceita sb essa epi-
graphe.
Estao presos os espancanles Firmioo de (al e Ma-
noel Dantas, como autores- dessa misericordia.
O lialdiuo diz qoe continaam, e com vigor, as
ptisics dos thagas ; e o Chagas nao est salisfcilo
com a demora de um navio, que dalii deve vir, pa-
ra cooduzir colonia do Fernando alguns de seus
hosfiedes; porque, diz elle, nao tem mais acommo-
dariic. O Exm. Sr. Paes Brrelo devia ter viudo
depois que eslivesse prompta a nova cadeia.
O Exm. Sr. S e Albuquerque eslava com o dom
ila prophecia, quando comerou aquella imporlanle
obra com 13o largas proporcOes. O Sr. Paes Brre-
lo role remediar a anleciparan de sua vimla, adi-
autaodo, o mais possivcl, aquella obra. O Meireles
suslenta quo ha muito quem tenha direilo a nm tor-
no naquelle bote!, e que comtudo (fatalidadc I ande
com cuidado em procurar casas.
O llcntinho est salisfeilissimo com os ollimas no-
do seu Diario da lomada de Sebastopol, viu-
dal, pela carta, quo pao appareceM,, do armador in-
di/, que nao escreveu, dado pelo capilo do navio,
que por falla de nome n5o perca, que no momento
do suspender recebeu pelo lelegrapho a noticia para
pnr-nos em duvida.
Sera o tal capilo rabe? Nsesei; mas assevero
que os alliaikw daqui eslio incrdulos, nos Russos
n3o fallemos. Qaando a esmola he grande o pobre
desconfa. Eu, que fejo perdido otneu baronalo,
creio a nolicia, nao com todas as circomalancias,
porque m parece impossivel contar, quanto mais
prender trinla c cinco mil homens, lanos d o capi-
lo arabe-ioglez como aprisionados. Tambem pens
que os alijados estiveram muito moles, ama vez qne
provincia subvencionasse para a factura dos acudes ;
ver te assim augmentara a produccao do gado : o
que ja se deu em sua Ierra, ou no Cear.
" Cachoeira de Paulo Affonso.Tempo ha que le-
nho esta fazenda, tempo ha tambem que sei que nao
longe fica d'ella essa cachoeira ou cscala. S este
anno passado foi que realisei o desejo de ver esla
notabilidade de nossa trra. Em distancia de 7 le-
guas, lomei um homem qoe por se empregar em pes-
caras, conhece bem todas aquellas margens do rio :
foi o meu Cicerone. Fiz a viagem do modo que ao
amanhecer principici a subir alfs e descer grutas
pes descalco?. Vi em primeiro lugar o rio' dividir-
se em 3 canaes de pedras, cojas aguas vflo-sc despe-
jando como que em nma baca fervente com prala
derretida ; as mesmas aguas de novo, e do mesm
modo arrojam-sc entre 4 canaes ; eafinal todas reu-
nidas passemos em um canal estrello, cuja queda
contilitue a verdadeiranotabilidade, por liaver um
allura de 3 ou 1 torres de igrega. As diversas que-
das produzem urna neblina, a qual com os raios do
sol formao bellos arco-ires. O eslrondo quer pare-
cer com o fcilo por machina de vapor, porem em
maor poni. Foi tambem ver o morcegueiro, nma
fuma no mesmo lugar, tendo uns 200 palmos de
comprimento, e de 30 a 10 de largura ; he ella de-
baixo do um serrote ; e por isto quiz me parecer
que ludo ia desaliar sobre mim.
Serve de habitculo a lanos morcegos,que os fazen-
deiros da vezinhanca rcunem quasi todos os annos
10 o 12 carros de lenha para qucima-los, afim de di-
minuir o daino feilo no gado. Para se visitar (acs
lugares be necessario animo, andar em ponas de pe-
dra como cabras, saltar como macaco etc. : eu a to-
do me .dispu/. ; mas assim mesmo quando fui ver a
grande queda, que foi necessario collocar-me em
um alto cimo de monte, deitei-me a fio comprido,
para, botando a cabera para o abismo dos abismos
sustentar o equilihrio,quando me apparecesse alguma
vcrligcra.
Essas margens sao quasi cscalvadas; e a rocha
predominante pareco granilosa. Das onze para o
meiodia fui obrigado a vqllar; porquo de tal hora
era dianle, impossivel he aguantar o sol, eo fogo das
pedras nos ps descalcle jalguma cousa esfolados.
Devolta omeu Ciceroni contou-me varias cousas, para
mais o habilitar a rcceberboni salario:
Conlou-me quo in illo lempore tinba passado
naquella cachoeira um frade m orna canoa ,
que nem elle e nem os remadores haviam morrillo!-
Contou-me que naquclles malos liana um cipo cha-
mado lingui, coju lele era phosphorico. Conlou-
me afinal alcm do superfino que havia no malla
de Agua Branca, um indio que mostrava nos lempos
seceos, o lugar,ondc ca\ ando- c achava-sc agua com
lanos e lanos palmos de fundara, que recebia por
cada cacimba 403 e 505000; tundo herdado essa ex-
periencia de seu pal.
Agora he qae me lembro quo nada deveria dizer
a respeto dessa rscala, ja laobcm descripta por ho-
mem professionaes : lenha paciencia com a 6o-
buteira.
Agricultura.Os engenhos pouco produziram ;
e quasi todos ja se acham pejados. O assucar est
na Ierra al a 20, e na Bahia de 22 a 23; donde pode
concluir que nao faz conla mais embarca-lo. Kslou
qoe com os vapores de reboque vira a completa in-
dependencia dos lavradores.
C. de rebocagem.Foi ja concedido o privilegio,
e formado o contrato. O Dr. Mallos Freir um dos
gerentes ou direrclores acha-se n'essa praca para me-
Ihor cncommendar o primeiro vapor. Trnliollie fal-
lado dos beneficios que desla associarao Tirio ; pois
assim mesmo a l'niao liberal procura desacreditar ;
e algocm diz que vem isto de inspirarlo da casa
hamburgueza, como mellior vcrSo os seus Icitores do
artigo abaixo publicado no Correio-Sergipensc:
Companhia de rebocagem 'a vapor.
h Com esla inscriprao puhlicou a Untao libera! om
famoso libello contra a companhia do reboque e
saus priucipaes autores.
Pela primeira vez vimos ama guerra lo desa-
brida contra urna companhia que apenas nasce.
as pracas onde se aprecia o crdito mercantil de
outro modo se procede, a maior reserva e discrirao
preside sempre a toda discussao scmelhante.
o Esla observajao rccrcscc de valor na provincia
de Sergipe, onde he nenhum o espirito de associa-
rao, c a maor parle por lano dos accionistas nio co-
nbccem inda as vanlagens desso grande (elemenlo
civilisador.
Esse desacert prorim sem duvida da falta de
um clieit, on drcc,o ao partido liberal nesta pro-
vincia. Se oulros Helos nao existissem bastara o
seguidle :
A porr.lo mais iulerecsanlc desse partida inbs-
crevou para a companhia, o tem sustentado as suas
assignaturas fazendo a entrada da primeira e segun-
da preslarao sem escular os gritos da Untao. E nao
rccunhcceii por lal gaita quu aos clcalos egoislicos
de quem dirigi ouinspirou esse Huello, eraui supe-
riores os interesses reaes de sua provincia ?
Neste acert mais nos convence o que temo'
ouvido a diversas possoas. Diz-se-nos : a casa de
Schramm& C. he quem aclualmante sustenta a
''nio o foi ella quem inspirou esse libello. Ora, di-
remos o qae lem havidb a respeilo dessa casa com
relacno companhia.
Quando o governo da provincia Iratava de or-
ganisar a companhia, receben urna carta dessa casa
afianrando-lhe subscrever cento c cincoenla acrocs
do valor de cem mil res cada urna, se no contrato
feilo pelo mesmo governo com a companhia, se cs-
(ipulassem certas c determinadas condires. Estas
condiQesforam contempladas no contrato, mas nao
obstante, essa casa reduzio o numero de suas assigna-
turas a 80. Isto leve lugar no dia preciso da reu-
niao da companhia, para sua inslallacao sem aviso
previo. Felizmente a assnciacao foi por diante, por
que na mesma reuniao se achavam homens mais
amigos da provincia,|quc distribuiram entre si as 80
acrocs adradas ao chao.
a Procedeu-so posleriormcnlo entrada da pri-
meira prcslaco na forma do contrato subscripto por
essa casa, c ella assegurando que mandava fa/er en-
trega do dinheiro no Bio de Janeiro ao Sr. liaran do
Maroim, por meio de seu correspondente naquella
prara, por Ihcconvir isso mais do que o recolhe-lo a
llicsouraria di fazenda desta provincia, infelizmente
anda desta vez claudicou.
Correram os lempos, e foi alinal approvadoo
contrato pelo governo imperial com |ligeiras modili-
cares. Tevc enlao lugar a segunda chamada, e lo-
dosa ella acudirain, mas a casa Schramm nao, e o
que he mais, recusou formalmenlc sustentar sua as-
signatura de 80 acrocs. Felizmente a companhia
nao morreo com esle segundo golpe dado por
Schramm & C. O publico avalie esle procedimento
e nos pela nossa parle sentimos o mais subido prazer
em reconhecer que Schramm & C.a c o dinheiro de
Schramm & C. nao sao precisos provincia de Ser-
gipc, que mais folgada ja caminha desembaracada
do monopolio dessa casa.
a Tudo ira bem so o contrato fosse feilo com a
casa de Schramm & O nica e exclusivamente,
porque s assim salvara o seu sanio monopolio da
conlrariedade, que j vai lendo, e que sem duvida
se tornara immensa com a rebocagem vapor diri-
gida emanlidapor urna companhia no interesse
commum. Afora semelbanto arranjo, lie visto que
oada podia convr a essa casa, e pois he preciso
acreditar qae a promessa de subscrever 150 aeros
principio, e mais larde a subscripcao effecliva de 80
aejes, simulando ama cooperario companhia, n3o
leve entretanto outro lim senao lornarem-se a ella
insaspeilos para ro'elhor a Irahirem. E a prova dis-
to esta nesse mesmo jogo de assignaluras, c nos de-
sojos que lem sempre manifestado da preferencia
cordial, qae d a um contrato ou arranjo solado.
a Mas dexemos a casa inglcza, dizemos mal, a
casa de Ilamburgo, o procuremos demonstrar que
nao sao exactos os clculos da receita e despeza que
appresenla a UniSo liberal. Isla- serve por cerio
mais ao nosso proposito, aorjn far o objeclo de
outro artigo, visto como j^. vai esle longo.
UiA amiga da procincia.n
Ii.recucrot*'F'oranr exceptados na villa de Ila-
baianinliu (comarca nova do Lagarto) dous prctos
Raimundo e Raphael, como assassinosde seu senhor
Jos de Souza Vieira. O concurri foi extraor-
dinario ; lornanda-se ainda maior pelos muilos es-
cravns, levados pelos senhores, para excmplo. Eis
a parle oflicia. que d conla desse aclo.
a Illm. c Exm. Sr.No dia 22 do correle foram
executados os esrravos Kaymundo e Raphael, haven-
do precedido o seguidle : Foram intimados no dia 21
pelas 9 horas da manhila que linham de soflrer a pe-
na de morle, em virtude da sentenra qao os con-
demnou, c na hora cm que deviam ser levados para
a forca, foram poslos entre fileiras de soldados do
corpo policial e da guarda nacional, commandada
pelo capitao Manoel da Cruz e Mello, que dabi veio,
estando junio dellcsu Rvd. P. Joao de Araujo Pei-
xolo de Bessa, e na frente o forrado Firiniano Fran-
cisco Noya. Chegando eu depois com o meu escri-
\So para a porla da cadeia.reconhcccmos que os reos
ersm os proprios, e fiz passar para a frente o por-
teiro do auditorio. Com a voz dada pelo dito capi-
tao comecou-se por percorrer as mas mais publicas
desla villa com o toque de corneta, ouvindo-se igual-
mente dobrar o sino da matriz ; c qaando a cmela
parara, o porleiro apregoava em vozes alias que os
reos iam ser execulados na forca por haverem assas-
sinado sea 5enhor, e lerem sido condemnados pelo
tribunal do jury, coja deciso S. M. mandn cum-
prir por nao julga-los dignos de sua imperial cle-
mencia. Ao chegar ao p da forca cada um dos
reos, c o forjado, bebeu um pequeo calix do vinbo
branco, que llies foi offerecido, c ellcs aceilaram de
boa vonlade, c ah posta urna mesa o sacerdote que
acompanhava os ditos reos fallou ao povo que olhas-
se para aquello excmplo. Depois dislo o forrado
pegando no barago poz no pesclo deBaphael, e sn-
bindo com elle as escadas da forca al ao ultimo de-
gro, assenlaram-sc ambos em urna travessa. Neste
acto o dito sacerdote gritou ao penitente que o a-
companhasse no Credo, c proferindo aquello as ulti-
mas palavras qne Ibe foram diladas, foi pelo forrado
hincado da travessa, e cahiram no chao, por se que-
brar o hararo. Aqu mandei por um ollicial de jos-
lira ve novos bararos, o mandando enlregar ao for-
Cado, este subi com o penitente, c sendo repelida a
mesma orarau, foi oulra vez o dito pcnilente em-
purrado pelo Toreado, sendo conservado pendurado
por espaco de urna hora. Depois dislo lendo feilo ar-
rear o cadver, mandei examinar por dous curiosos
na falta de mcJicos se com effeito eslava morto, e
ellos assim o declararam.
l'inJo esle aclo pralicoa-se o mesmo {com o reo
Raymundo, lendo precedido as mesmas solemnida-
des. Esle penitente durante a oxecucao do primei-
ro foi mandado conservar de costas para a forca. O
que tudo concluido, mandei vir duas padiolas, e
depostos nellas os cadveres, foram couduzidos para
a matriz immediatamente, e enterrados, sendo les-
lemunhas o cscrivao e um oflicial de Justina.
a Dos guardo etc., etc.
Acho qac houve pouca cquidade da parle do po-
der-moderador em confirmar tal sentenra. Do pro-
cesso nao consta urna s prova de mais contra os
ufelizes. que nao seja a conssao de ambos quer na
formaro da culpa, quer no julgamento, porque as
leslemunhas lodas se refercm as mesmas conlissoes.
E neste caso nao se deveria olhar para o arl. 94 do
cdigo do processo, e desprezar a mailas vezes abu-
siva do jury, quandodisse que reconhecia outras pro-
vas alem da confissao ?!! Repare bem que no ta-
cho a confirmaran de injusta ; mas parecc-mc (repi-
to) de pouca equidade. Quer punir a sociedade um
crimo cometiendo o mesmo !!.. Donde veio lal di-
reilo "!! E o Tacto criminoso do assassino justificar
o da sociedade ?! Os sceulos futuros lo marilo con-
la do passado e do presente; e Dos na eternidade lo-
mar a de milita gente...,c para com os escravos!..
nao lonlinm recurso; porque onde a humapidade pOe
aicnuacao, a lei poe aggravarao !! A alma se me
parle, quando as taes tucessidades pens.
Poltica. Tudo vai como cm loda parleconci-
liarao e mais conciliar.^. Estamos com partidos
acabados 1 I S o Grande Marques poderia alcanrar
tanto ; mas, meu amigo, assim mesmo cu., como ve-
Iho, vivo desconfiado, e s me servir de pedra de
toque urna cleirao; enlao he que fic.irei em pleno
desengao, porque por ora ainda cuso dizerno
frigir dos ovos he que se vta manteigano lim he
que se canlam as glorias.
Abrc-se a assemblca no 1. do futuro marro ; o
alguem quer snppor algnm chnquczinho dos bolires
rom o Exm., mas cu quo sei que o Barboza sabe
conciliar, lhe digo que nao entra lal cousa em meo
caco. Veremos.
Nomearoes. Esl promotor da capital o Dr. Ma-
dureira, procurador fiscal da provincial Dr. Freir,
promotor do Lagarto Dr. Lcao Velloso (frre), da
E-lancia Ilr. Regde sua provincia, do Maroim
Dr. Vieira T. M., e secretario interino Dr. Oli-
veira Ribeiroem lugar do Dr. Augusto, qae lase
foi dejuiz municipal para Nazarelb na Babia.
noticias diversas. O presidente adornado mu-
doa a alfandega para o Aracajuaclo que lem pro-
duzido alguns desgostos, principalmente naquclles
quo euxergam nislo caminlio para a mudanca da ca-
pital. Esla reparlicao sempre anda em mudanraj
ora no PorU-das-redcs, ora na Barra-dos-coquei-
ros, etc.
J tomn conta da polica o Dr. Fredcrico Augus-
to Xavier de Brto ; e o que o leem visitado louvam
as boas ntences. Dos o disponha a terminar o
negocio do processo do Dr. Ladislao, e do Pescoco
Torio na Estancia, cajo myiterio nao he dado i pro-
fano penetrar.
Qaando passarnm pela Estancia os prelos cn-
forcados, um escravo de urna senhora ficoa tao hor-
rorisado que morreu de repente.
No fim do anno passado deu-se um bello faci l
para as bandas do rio do S. Francisco. Um lier-
maphrodito desde pequeo, andava vestido de mu-
Iber ; porm j tendo seas vinle anuos, e julgando-
e com direilo de andar vestido de homem apresen-
tou-se neste sentido, c nao houve mais ninguem
que o fizesse mudar de parecer :com o que cavaco
grande leem dado as raparigas, que com o tal am-
pbibio (inham-sc muilas vezes banhado e brinca-
do, ele.
Um desses dias passados me disse um liberal de
chapa : O governo lie corruptor ; e cu pcrgnnlei-
Ihe :quaes sao os corrompidos '.' Calou-se, pois
que vio que, se fosse verdade o quo dizia, o tal'scu
partido sabina de peior. Miseravcl, que nao sabe
comprchender a conciliac.ao I
pai esfaleceo eu eslou com nojo dellc razao pella
que paiso-lc a vara.n
Tocaram por c algumas gracas, enlre as quaes
se conla a grandeza du bar.lo do Maroim, com o que
muito se alegraram os seus amigos, c patricios que
recoohecem os verdadeiros servaos felos a provin-
cia : eu esperava para elle um viscondado. Graca
foi ler sido despachado um ou dous ofliciacs da Ro-
za, que j eram. Elle ou ellcs represenlaram.
Quaudo Icio tantas gracas procuro sempre o nome
do lenente-coroncl Manoel Cardoto de Araujo, mas
anda nao foi lembrado :' pois he homem de muilos
serviros. He que boje s altendc-sc aquello qfle es-
ta alio collocado, ou ao que pede. O Euzcbio
Porque nao sabio visconde ? Nao quiz mudar o no-
me neste chrisma poltico. Segu o principio de A.
Herculanoque mudando o nome fica menos co-
nhecido. Cada vez mais goslo do Euzebio
ser amigo das vaidades.
Sou informado que no dia 5 do correnle abri-
se na Estancia o collegio de inslrucc.ao secundaria,
dirigido pelo Dr. Antonio Ribeiro Lima. Por fallar
nislo me veio a lcmbranra que cm seu Diario sa-
bio urna correspondencia contra o acto do gover-
nocm ter Horneado o dito Dr. Lima para lento de
philosophia e francez. Saiba o Sr. correspondente
que (al aclo da presidencia nao fui arbitrariofoi
urna faculdade concedida era lei, c despreze o bair-
rismo para reconhecer o mrito do numeado. So-
mos todos brasileiros, e para que plantar ideas de
desordem enlre as provincias? Somosirmaos.
Aqu lira o
Colinguibeir.
por nao
PERMMBICO.
ASSEMBLEA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL.
Sessao' ordinaria em 5 de marca de 1855.
Presidencia do Sr. BarCto de Camaragibe.
Ao meiodia feita a chamada, acbam-se presentes
19 senhores deputados.
O Sr. Presidenta abre a sesso.
O Sr. 2. Secretario 16 as acias das sessocs ante-
riores que sao approvada.
OSr. 1. Secretario menciona o segainte
EXPEDIENTE.
Um officio do secretario da provincia, remeltcndo
as conlas documentadas da receila o ejespeza das c-
maras raunicpaes desla cidade, Olnda, Nazarelh,
Victoria, Gofanna, Bonito, Ingazcira c Caruam,
relativas ao anuo financeiro municipal de 1853
185, bem como os orramentos para o anno de
1855 a 185G.A' commisscs de conlas e orignen-
lo municipal.
Oulro do mesmo senhor, remetiendo as conlas
das comarcas de Garanhans e Brejo no anno de
1853 .i 1851, acompanhadas dos respectivos orra-
mentos relativos ao anno financefro de 1804 1855,
e bem assim as posturas a que se referem os ofli-
cios das mencionadas cmaras. A's mesmas com-
misscs. i
Oulro do mesmo, remctteXdo as contas docu-
mentadas da receila o despezadas cmaras mnnici-
paes de Pao d'AIho, Roa-Vista* Cimbres do anno
de 1853 a 1851, bem como os respectivos orra-
mentos relativos ao anno financeiro do 1851 a 1855.
A's mesmas commisses.
Outro do Sr. dcpulado Aprigio, participando que
por incommodado n|o pode comparecer a sesslo
de boje.Inlcirada.
Oulro do Sr. deputadoEstcIlila, no mesmo senti-
do.Inlcirada.
Outro do secretario da provincia, remetiendo as
contas da receita c despeza da cmara municipal
de Scrinhaero, relativas ao anno financeiro de 1853
a 1851.A* corrrmissao de oicanienlo municipal.
Urna representaran dos habitantes das povoaroes
do Barro, Peres e Tig pi, pedindo a crearan de
urna cadeira de instruccao primaria para o sexo
femenino naquelle lugar.A' commissao de ins-
irucrSo publica. (.Continuar-se-ha.)
JURY SO RECIFE.
Dia 5 de marco.
Presidencia do Sr. Dr. Mcxandre Bcrnardino dos
Res e Silva.
Promotor publico, o Sr. Dr. Francisco Gomes Vel-
loso de Albuquerque Lins.
Advogado, o Sr. Dr. padro Leonardo A alunes de
Mcira Hcnriques.
Escriviio, Joaquim Francisco de Paula Esleves
Clemente.
Fcila a chamada s 10 horas c ,'i acharam-so pre-
sentes 40 senhores jurados.
Foi dispensado da prsenlo sessao, por aprcsenlar
alteslado de molestia, o Sr. jurado Jos Ignacio
Xavier.
Foram multados cm mais 205000 rs. os jurados ja
multados nos anteriores dias de sesses, e mais em
IOS os seguintes :
Joao Baplisla de Souza Lemos.
Ignacio Jos da Silva.
Aborta a sessao arhou-sv prsenle o reo allianrado,
Francisco Antonio Alves Matcarcnhas, para ser jul-
gado, acensado por crime de usu de armas defezas.
Findos os debates, foi conduzido o consclho de
senlenca sala das conferencias as 2 horas e 3|1
de onde voltou s 3 e _"f da larde com suas
resposlas, quo foram lidas cm voz alta pelo pre-
sidente do jury ; em vista de cuja decisao, o Sr. Dr.
juiz do direilo absolveo o reo, e condemnou a mu-
nicipalidade as cusas : o Dr. promotor appellou
para o superior tribunal da rclacao.
Levanlou-sc a sessao, adiando-se para o dia se-
gunte s 10 horas da manbaa.
m
ERRATA.
Na sesso publicada hontem em lugar decon-
demnando a municipalidade as cusasla-se
condemnado o autor as cusas.
Demonstracno do saldo existente na raixa especial
da conslruccao da ponle do Recife em 28 de fe-
vereiro de Hu5.
Saldo cm 31 de Janeiro
prximo passado. 53:481949?
Receila no correnle mcz. 320IO
=
Despeza idem. .
Saldo.
Em colire. .
a uotas. .
53:5033503
OtiSiO
52:090^783
103783
52:59l0OO
52:69f>.5783
No impedimento do Ibescureiro, liel
Prxedes1 da Silva Guimio. '
O csrrivo da rercila e despea,
AiitDiiin Carduzo de (Juciroz FimiOfa.
Demonslracao do saldo existente na caixa especial
do calcamenlo das ras desla cidade cm 28 de
fevereiro de 1855.
Saldo cm 31 de Janeiro
prximo passado. 7:lH7cJ5:t
Receila no crrente mcz. 7128280
THESOURARIA DA FAZENDA PROVINCIAL.
Demonstrarlo do saldo existente na caixa do exerci-
cio de 1854 a 1855 em 28 fevereiro do 1855.
Saldo co 31 de Janeiro
prximo passado 58:7019729
Receila no oriente mcz 140:359.>514
--------------199:06lo2i3
Despeza idem.........4C:2ttl90U9
Despeza dem
Saldo.
Em robre.
d notas .
7:929*533
3:1809760
4:742#773
1170773
keaaiooo
4:7429773
Saldo.
5fc78O0t34
Em robre.
notas.
809234
152:70(WJ00
152:78tt-!231
Noimpedimenlo do thesoureiro, o fiel,
Prxedes da Silva Gusmao.
O csrrivao da receila c despeza,
Antonio Cardozo de Queiroz Fonscca.
DcmonstracAo do saldo existente na caixa especial
das lolcrias desla provincia em 28 de fevereiro de
1855.
Saldo cm 31 de Janeiro
prximo passado 5509000
Receila no correnle rnez. 3
Dc. Saldo.
Em notas .
5503000
O
5509000
5501000
No impedimento do thesoureiro, o fiel,
Prxedes da Sit^a Gushiao.
(I tserivSo la receila e despega,
nio Carelo de Qutiros Fonscca
Antonio
O publico soube quarla-fera passada, que logo I a Um navio mercante, fraudo pelo duque de
depois da retirada do gabinete do lord Abcretn, S.' Ncwcastlc, ministro da atierra, chegava ha pouco
tempo a Balacl.iva, traxendo um graodiarfmo uume-
REFARTigAO DA POLICA.
Parte do dia 5 de marro.
!llm. e Exm. Sr.Participo aV.Ejc. que, das
difiranles participares hontem hoje recebidas
neita reparlicao, consta lerem sido presos:
Pela delegacia do 1. districlo doste termo, os por-
luguezes Antonio Jos de Carias Mae!'.adc-,porsc adiar
indiciado cm crime de slcllionato, Antonio Jos da
Silva, e Antonio Pedro, ambos por briga.
Pela subdelegada da freguezia do Recife, os
prelos escravos Januario, de Jos Cardozo Ayres, c
Dairiiao, de Anna de tal, ambos por fcrimenlos, o
prelo Alcxandrc, escravo de Mauricio Francisco,por
furto, Alexandre Rodrigues de Aducida, por com-
prar ohjcclos furtados, o prelo Cirmino, escravo, por
andar fgido, William Benclt, por ebrio.
E pela subdelegada da freguezia da Boa-Visla,
os porluguezes Gabriel da Cunha, o Romao Jote da
Silva, para averiguares policiaes, a parda Mara
Joaquina, para correecao, e o meuor Joao Baptsta,
sem 'leclarar.", i do motivo.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pernamhuco 5 de marco de 1855.Illm. e Exm.
Sr. cnnsclhciro Jos Bento da Cunha e Figaeiredo,
presidente da provincia.O chelo de polica Luiz
Carlos de Paiva Teixeira.
No impedimcnlo do thesoureiro, o fiel,
Prxedes da Silva Cnsmao.
O eaerivo da receila o despeza,
Antonio Cardozo de 'Juciroz Fonscca.
Demonstrarn do saldo existente na caixa de dep-
sitos cm 28 de fevereiro de 1855.
Saldo cm 31 de Janeiro
prximo passado. 315:768?>722
Receita no correnle mcz. 9
315:7683722
Despeza idem .... 9
DIARIO DE PERNAMBIM
O Sr. marcchal de campo Jos Joaquim Coelho,
chegado (la Baha no dia 4 do crrante, a bordo do
Tocantins, lomou hontem posse do commando das
armas desta provincia, para que fora ltimamente
nomeado.
O Sr. coronel Manocl Moniz Tavares, qoe por
mudos mezes excrecu uterinamente aquello lugar,
portou-se de urna mancira honrosa, maniendo com
energa a disciplina militar, poderoso sustentculo
da or lem publica.
<^
Saldo.
5:7683722
Em olas.
letras.
1.59000
315T539723
315:7683722
No impedimento do thesoureiro, o fiel,
Prxedis da Silva Gusmiio.
O esrrivo da receita e despeza,
Antonio Cardozo de Queiroz Fomtca,
No dia 5 de fevereiro foi app*r^a j"a urna pWposla
remol i da pelo cnmmandanlc superior ,|0 Brejo pi-
ra os officiaes do 1 batalhau da guarirte nacuual da-
qucllc municipio, na qual vinha inofeiido o noaje
de Bellarmino Alvos de Carvalho Cesar. Com
quanto o Sr. chcfo de polica cm sua parte do 1- de
Tevereironao declarasse o nomo do individuo dono
dos halius adiados com alguns dos objeclos roubados
a Joaquina Mario Pereira Vianna, e s viesse a
mencionar o nome de Bellarmino Alves do Carva-
lho Cesar, quando em 21 do dito raez communicou
haver-se ultimado o summaro ex-oftirio insta orado
por causa daquelle roubo, lodavia o Exm. Sr. pre-
sidente da provincia, sabendo adonde, que esse in-
dividuo linha o msmo nome do da proposla, bai-
xou no dia 9 ama portara mandando sobr'estar na
expedirao da respectiva palele : ohroa porlanto
com muita prudencia, al que se verificasse o caso.
Mencionando hontem a retirada do ministerio in-
glez, esquecemo-nos de dar conta do resultado da
volac.'io da cmara dos communs que a motivara,
ecahimos at em um engao a este respeto, por
isso vamos referir de novo como esse factn se pas-
!ara.
Tendo Mr. Roebuck proposto ama commissSo de
inquerilo sobre a mancira pela qual lem sido diri-
gidos os negocios da guerra, o ministerio lodo op-
poz-se a esla proposta, menos lord J. Russcll, o qual
n,lo adiando ra/.ao para que ella Tosse rejeilada,
discordara d opiuiSo de seus collegas, o dera a sua
demisso.
Esle passo do ministro dos negocios eslrangeiros
abalen considcravelmenlc o ministerio, mas nao obs-
tante isso, continuou elle a Tunccionar, ccmbalcndo
com lodas as suas Torcas a proposla de Mr. Roebuck,
a qual era sustentada por todo o partido tory e lam-
bem pelos adhercnlcs de lord J. Russell.
Vendo o ministerio a tempeslade que o amearava,
julgou poder conjura-la, persnadindo ao duque de
Ncw-Casllc, ministro da guerra a rrlirar-se, visto
que contra elle se dirigiam as mais graves acensa-
Cues, taes como de ignorancia, dcleixo, impotencia,
etc.
A roldad 1 do ministro aecusado nio mclhorou em
nada a posicao do gabinete, a maioria da cmara
continuou a moslrar-se-lhc adversa, sendo grande a
agitacao, quando Jlr. Roebuck levanlando-so para
resumir a discussao, disse:
o Alega-se que o inquerilo paralysar o ministe-
rio, como se j nao eslivesse em um eslado completo
de parah sin! Pode elle Tazer peior do que lem fcito?
Ser-lbe ha possivel ir mais longe nn caminho da ig-
norancia, da incapacidado e da impotencia?... Nao
he o paiz que lera faltado ao govorno, he o governo
qoe lem faltado ao paiz.... Pense bem nisso a cma-
ra, pois ella ser a respoosavel pelas calamidades
futuras. O paiz dir : Vos abdicaslcs vossas fanc-
Ces e trahislcs vosso dever. Dizem-nos que espere-
mos que a expedirlo seja acabada! He o mesmo qne
dizer nos: Espcreraoj quo nos'o exercilo seja intei-
ramenle perdido. Repilo, senhores, votai pelo in-
querilo! satvai o nosso exercilo! A naci nao lem
mais esperanra senao em vs; nao Irahiais sua espe-
ranca.o
Dir-sc-bia que era urna evocarao do exercilo in-
glez da Crimea, exercilo que se considera como in-
teiramenle sacrificado, pois de 51,000 homens ape-
nas restan) 13,000 em estado de servir.
Passando-se volarao, 305 membros volaran) pe-
la pruposla, e 118 contra, seudo a maioria contra o
governo de 157 votos.
A' vista desle pronunciamento da cmara, todo o
ministerio deu a sua demisso.
A opposicao nao applaudio esse resultado, a pro-
clamarlo do voto foi acajliida com um sileucio chelo
de sorpreza c quasi que de (error.
Talvez, diz o J. des Debis, que se coraprehen-
desse que nao era smenle um ministerio que rabia,
porm lambem o edificio pacifico tao laboriosamen-
te construido e mantillo pela Inglaterra ha quaicu-
ta annos.
o Se fosse um partido que triomphasse, ao menos
o poder paisaria naturalmente para as suas maos,
mas ninguem triumphou, e lodos foram ferdos.
O Times de 5 de fevereiro exprime-se nos segua-
les termos a respeto dos passos dados para a forma-
Cao do novo ministerio :
Tosi que tenham passado smente 18 horas de-
pois de nossa ultima publicarlo, bao sido durante
esse tempo discutidas, tentadas e abandonadas duas
ou tres combinares miniad riaes, e s hontem ao
meio dia foi qoe pode-se esperar a solacao definiti-
va desla crise, sendo Lord Palmenton enearregjdo
de formar urna administracSo.
M. ordenara a lord Ilerby, que Tormasse o liovl^B
verno. Bem como previmos, essa corabiuacao mar-
lgrou-se no espaco de poocas horas, e diremos de
passjgem, quo nao lemos razao alguma para crer
como affirmaram os orgaos lorys, que lord Palraers-
(on lenha jimais dadosequer urna adheso condi-
cional as pronoslas de lord Derby, enja negoriacao
era principalmente importante, porque provava qae
nao lhe repngnava de maneira alguma acedar a coo-
perarlo, nSo s de lord l'almerslon, como de lord
Gladslone, e dos oulros amigos de Sir Roberto I'eel,
porq.ianto foi a ellcs quedirigio-se immediatamen-
le, e recebendo urna recusa, renunciar completa-,
mente a tentativa. Tres dias foram pela mr parle
consumidos nessas negociacOes.
11 O 7"me recorda depois as tentativas Teitassuc-
cessivamente, por eonvitc da rainba, pelo marquez
de Lansdov.no e lord John Russell. A apparicao
desle ultimo emprehendeudo constituir o governo,
excilou o pasmo geral a pois, diz o Times, nJo le-
mos lembranra de que nenhum aconlecimento pu-
blico lenha offendido mais vivamente o senso moral
do paiz, nem motivado mais justamente a indigoa-
r.io do que a conducta de lord John Russel, abando-
nando os collegas na hora do perigo, e trabalhaudo
abcrlamenle pelas suas intrigas para supplanlar a
almin-lrarao de que fazia parle.
a Collocar lord John Russcll nesle momenlo
frente dos negocios, c coroar assim suas manobras
com o bom xito fura aos olhos do paiz de e loda a
Europa ultrajar a moralida.de publica.
a Assim elle vio logo que, dirigindo-se aos seus
antigos collegas, c mesmo aos seus amigos pessoacs,
os mais honrados e maiseminenles,nao eslavamdis-
postos a compromeller seas nomes em urna Iransac-
Co Ua desprczivel. He quasi intil dizer que os
senhores Gladslone eSidney Herbcrl recusram de-
cisivamente associarem-se de maneira alguma ao go-
verno que lord John Russclpropunha formar, e os-
lamos igualmente informados, embora nao citemos
esle fado com certeza completa, de que lord Claren-
don, lord Grandville, lord Granworlh c Sir George
Grey 4 membros whigsdo ultimo ministerio,que pe-
lo senlimenlo elevado do dever e da honra polticos,
sao dignos da mais alta consideracao, recusaran) com
igual firmeza sea concurso a lord John Russcll de-
pois do que passou-se ullimamentc.
a He sabido que ellos nao di'imiili~m mir re-
provavam absolulamcnteacondnrtadeloi, .Ras-
sel, c consentiiidn em servir debaixo de um mir.is^rr8e lerio que elevara-se'.ao poder por semclbanles meios,
loriara rebaixado a dignidado dos homens pblicos
neste paiz. Estes estadistas sao amigos de lord Rus-
sell, c sao todos naturalmente inclinados a descul-
par-lhc oserros anles do que a condemna-los. Como
ministros da coroa sabem perfeitamenie ludo o que
passou-se. A opiniao que formaran), e segundo a
qual obraran), be a censura mais severa, com que'
poden) ferir um homem que consideraram limito
lempo como sen chefe poltico, c o juizo da ua;ao
rectificar esla sentenca.
Depois das duas tcnlalivas feilas em'viio por lord
Derby e lord John Russel para formaren) ama adrai-
nistrac.ao com um pessoal tory ou whig, S. M. cou-
fiou essa tarefa a lord l'almerslon, e no mesmo mo-
mento em que recebemos os ltimos avisos, cria -se
que elle desempenharia felizmente a missfio que'j
Ibe havia destinado a opiniao publica.
A rainba csgolou assim as Ircs combinarnos que
offerociam-se por si mesmas nessa crise difficil, e an-
tes de empregar o ultimo recurso quo foi bem suc-
cedido, lenlou os dous expodicnlcs que desde o
principio representamos como inuteis c impossiveis.
Tomando este partido prudente, a rainba parece ler
seguidnos principios conslitucionacs que ha obser-
vado fielmente em lodas as occasioes precedenless
Urna maioria cunsideravel da cmara dos Commun-
derribou o ministerio do lord Aberdecn, e os resul-
tados desso voto foram os fados manifestos que re-
gularan) a escolha da coroa. Tomaudo a lisia da
maioria, S. M. observou primeiramenle que os par-
tidarios da lord Derby forman) ao menos os dous
'erpos do numero lolal dos votantes; por isso lord
Derby recebeu logo a ordem de aprescnlar-.-c no
gabinete da rainba. Nao leve bom successo ; e co-
mo o resto da maioria hostil ao ministerio cmpre-
se do 88 partidarios, ou considerados taes de lord
John Russell, S. M. mandn chama-lo, e elle fez
tambem urna vaa tentativa.*
a Porm, foi smenle depois qac for im tentadas e
qae shiram mallogradas e-sas duas secroes, que
compoem a maioria, que S. M. convidou os chefes
da minora que haviam suecumbido maniTeslamen-
te no vol de 22 de Janeiro para reconstruir o go-
verno. He um facto curioso c talvez nico cm nos-
sa historia parlamentar; pois bem que sobre a ino-
ran de Mr. Roebucb, o gabinete linha sido balido
por urna maioria de dous volos contra um, lodos sa-
bem que nessa minora reside ainda o nico poder
governamcotal. A verdade be em resumo que o
parlamento e o paiz estao mudo mais dispostos a a-
poiar lord l'almerslon que figurou nessa minora, do
que a lord John Russell, quo nao se rclirou della se-
nao para receber muilo maior dose de censura.
Confiamos que o novo governo ser fortificado pelo
esgolameuto e incapacidade de seus rivaes. Nada
sabemos at agora da composii;o pessoal dssa ad-
ministroslo que. lord l'almerslon dirige. Temosa
viva esperanca de que ella elevar ao poder homens
mais mocos e mais verdadeiramenlc capazes, e que
quebrara o encanto prestigioso que lera sido tao fu-
nesto honra de nossas armas c rcpulacSo de nos-
so governo.
A segunte correspondencia", publicada no Cour-
rier de /.yon de 3 de fevereiro moslra qual a forca
c eslado do exercilo alliado na Crimea.
11 Constanlinopla 22 de Janeiro.
Posso dar-lho informacoes particulares sobre o es-
lado dos exercilos adiados na Crimea. Seu numero
total, comprchendidos os marinheiros desembarra-
dos, cleva-se actualmente a 150,001) homens, dos
quaes 135,000 se acliaui dianle de Sebastopol, o 12 a
a 15,000 em Eupaloria. Depois de numerosos re-
forcos viudos de Franca, Inglaterra, Gibrallar, Tu-
nis, Malla, Egypto e Turqua, parecera isto nex-
plicavel, se nao se allcndcsse ao numero infelizmen-
te considcravcl dos morios e docnles remeltidos, nao
s para os hospilaes de Constanlinopla o de Sculari,
como para a Franca c Inglaterra.
a Os 135,000 homens, que so acham diante de
Sebastopol se dividen.) do modo seguinle: ,
Inglezes............27,000
Francezes...........80,000
Marinheiros desembarcados perleucenles s
esquadras...........6,000
Turcos, egypciacos, tuoesienses .... 22,000
ro .I barracas do madeira. O capitao dirigindo-se
ao eslado maior para saber a quem as devia entre-
gar, respondersm-lhc que aquillo nao diiia respeilo
ao eslado maior. O capilo vai procurar en lio o
commissario geral, que o manda embora, dizendo-
llie que linha mais era qoe cuidar do que em barra-
cas, que antes de abrigar es soldados em urna casa
de taboas, devia nao deixa-los morrer de fomc; fi-
nalmente terminoa dizendo ao capilo do navio que
esperasse que elle tivesse tempo de mandar receber
a carga, l'ass.iram-se muilos dias a o navio anda
eslava no desembarcadouro de Balada va, quando
una mauhaa o capitao do porto lhe velo dizer que
deixasse o caes immcJilamenlo para dar lugar a
oulros navios.
o O capilo foi por consegninle obrigado a levan-
lar o ferro, e ir para o ancoradouro, porm como
esle he dos mais perigosos, sobreludo no invern,
voltou a Constanlinopla com sea carregamento. Dil-
li foi mandado segunda vez a Sebastopol pelo em-
baixador inglez, e desla vez, depois do ter antecipa-
damenle advertido lord Ragln e o commissario ge-
ral, o capitao fezdcsembarcarsuas barracas na praia,
onde ficaram muilos dias respeitadas pelos od idos;
mas como o combustvel falla absolutamente a o
fri he extremo, a leniacao era forlissima, de modo
que esle leva ama travessa, aquelle urna porla, c as
barracas (razidas da Inglaterra com grandes despe-
zas 11 n!iam servido para coziohar.
o O eslado do exercilo francez he mullo difiere u-
le, gracas a excellenlo organsacao de lodos os ser-
vicos, aclividade infaligavel do estado maior e da
inlendencia ; os viveras sio regularmente dislriboi-
dos, os soldados sao aquerides por bons eapotes da
pelle decarneiro; em urna palavra, faz-te tudo
quanto he humanamente possivel para garantir o
soldado dos rigores da eslaco. Por isso, nao obs-
tante o numero triplo de nossas tropas e o servir da
Irincheira, a cifrados doentes he incomparavelmeii-
te menor.
A respeilo dos Turcos, a desordem na adminislra-
rao e ornan sarjo do seu exercilo he tal, qae de cer-
ca de 25,000 horneas, qae leem sido enviados a Se-
bastopol desde o mez de setembro al principios de
Janeiro, ninguem sabe, mesmo no seraskierado,
quantos delles exislem actualmente no campo. Ape-
nas sabe-sc aproximadamente o numero dos morios
o dos doentes, e Dos sabe ojue.seria de seas pobres
ieoquo_
"Tosse a
Somma. 135,000
a Mas o effeclivo dos homens validos esl bem
longe de chegar a esla cifra. Os rigores excepcio-
nacs da estacan, as ladinas inauditas do enlrinchei-
ramenlo e grandes privacOes, tem occasionado crueis
entermidades, que decmam rpidamente as fileiras.
a Os Inglezes especialmente soffrom enormemen-
te. O que todas as correspondencias das gazelas
de Londres dizem do eslado deploravel, a que esto
reduzidos nossos pobres adiados, nada lem de exa-
gerado: o quadro affliclivo qoe o Times Irarava l-
timamente de suas miserias, be mais que verda-
deiro.
Callei-Ihe, sem dar crdito, de um rumor qae ele-
vava a noce mil, o numero dos doentes no acampa-
mento inglez. Pois bem! he agora verdico qne a
18 de Janeiro, dos 27,000 homens de tropas brilan-
nicas dianle de Sebastopol, havia 13,000 cm eslado
de fazer o servico das Irincheiras. He esla a razao
porque os Francezes foram obrigados a lomar a guar-
da e a continuar a conslruccao da maior parte das
obras de assedio, oceupadas e comecadas pelos In-
glezes.
A respeilo da cavallaria, esla j nao existe, e
seus cavados de Uro e de carga lera morrido quasj
lodos. S Ibes restam cincoenta para a conduccao
de loda a artilharia e transporte dos viveros de Bala-
clava s diversas parles de sea acampamento, sendo
obrigados a gruparcm-se ao redor do lugar de desem-
barque, sb pena de morrerem de fomc.; entretanto
nossas tropas lhes lem feilo um caminho dr perto de
meia legua atravczde seu acampamento, e Ibes pres-
tamos lodos os dias todos os cavados do trem das
cquipagens c lodos os mulos, de que podemos dis-
por, mais de urna vez lemos repartido nossos vive-
res cora clles. Sua organisarao militar he absoluta-
mente defeiluosa ; suas caixas de medicamentos e
de provises estao vazias na ambulancia, o ajante-se
a isto urna desordera completa no commissariado, e
mais parlicularmcule om supremo desprezo no es-
tado maior do exercilo por ludo quanlo nao he es-
trictamente o Teito de um soldado, isle lie, bater-se.
senao fosse a caridad a dos Fran-
cezes. O servico sanitario do exercilo uliomauo he
feito por alguns mdicos, quasi lodos italiano, os
quaes nem mesmo tem o poder de exercer sua arle.
Se se faz necessario urna amputado, por mais im-
mediala qac o medico a jalgue, deve anlecpada-
incnle consultar o general ou o coronel conman-
dante. Onlras vezes devia dirigir-se ao divn de
Stamboul para ler licenca e cortar um membro
gangrenado. Por mais absurda e deshumana qoe
paraca esta prcscripcAo, ainda ninguem ousoa faze-
la desappareccr do cdigo torco, perqu seria infrin-
gir o alcorao.n
Segundo relaces vindas de Odessa e que se dizem
liradas de fonle oflicial, o total dos soldados russos
poslos fura de combate, desde 28 de elembro al 27
de dezembro eleva-se a 26,763 homens, sendo mor-
ios de bala 7.301; feridos 13,826; prisiooeiros 1,617;
e morios de doenras e accidentes 4,019.
Neste numero nao sao incluidos os qne foram
morios e feridos na balalba do Alma, que segando o
relatorio do principe Meoschikoff andam por 4,482.
O Morning Chronkle porm diz.que'nao se pude
avadar em menos de 40,000 homens a perda soffrida
pelos Russos, desde o principio da guerra at agora.
Os gran-duque Miguel e Nicolao linham j par-
tido de S. Pelersburgo para Sebastopol, e diz-se qae
o czar ordenara ao principe Meoschikoff que aca-
basse quanlo aules cora o ajuntaraenlo de Balaclava,
oexcrcito inglez, asseguraudo-Ilie que talvez breve-
mente tivesse de irvisila-lo pcs3oalmenle a elle prin-
cipo c ao seu exercilo.
Da Blgica apenas lemos que fallar de um formi"
lavel incendio que consumi o grande Ibeatro da
Moeda cm Bruxellas.
Eis aqu o quo a esse respeilo te le na Pressc de
23 de Janeiro.
A Independencia belga refere-nos circnraslanria-
damente um desastre espantoso, quo houve na cida-
de de Braxellas: o Iheatro da Moeda fgi houlem
[irosa das chammas. Era menos de daas horas as
dcslruices do fogo foram lo rpidas, qae apaas
restara desse esplendido monumento immensas pare-
des negras, radiadas e sulcadas de largos traeos de
cinza branca.
a Dizem que deve-se attribuir a causa do desas-
ir a urna fgida degaz, qae leve logar as 8 horas e
meia junto de um fogao; porm ha ainda outras
'upposicoes. Nem a ronda dos bombeiros qae Taz-
se de hora em hora, nem o bombeiro, que esl sem-
pre sobre o scenario, podem alrmar nada acerca d:i
origem do incendio, o qual manifestme repentina-
mente com lerrivel inlensidade.
Os machinistas que trahalhavam nos preparati-
vos da represenlacao do Propheta, que havia do
dar-se essa noile, sorprendidos pelas chammas mal
tiveram o lempo de desceren) e fugirem.
" O Sr. Simiio, o mais idoso delles ainda Mo fo
adiado. Um machinisla linha-se precipitado ao
quarto do porleiro, o Sr. Haech, que he ao mesmo
lempo chefe machinisla, c quando chegou a sala,
Jtchvu-se dianle de urna Tornalha lio ardenle, qoe
nao poude ficar na orcheslra para onde linha de-cido.
11 Se devemos julgar pelo lugar em qae as cbam-
mis foram primeiramenle vistas, foi no quarlo dos
romparsas, onde um fogao eslava aceso que o fogo
declarou-se primeiro. O quarlo dos comparsas, cu-
ja porla d.i para o scenario, tcm suas janellas sobro
a roa Leopoldo.
a Alguns machinistas e outras pessoas correram a
dar aviso a casa da cmara, aos quarleis, e aos di-
versos poslos de bombeiros.
11 A's 9 lloras quando estes chegarar ao lagar do
desislrc, reconheccram fcilmente que seriara' in-
fructferos lodos os seus esforcos para salvarem o
thealro. Com effeito nesse momenlo chammas ver-
melhas, verdes e amarcllas excedan) j o lelo do
edificio, c Ianravam-se a urna altara de mais de 100
ps, cspalhando para todos os lados lurbilhoes de Tu-
maca densa e negra misturada de restos nlain-
mados.
a O foso conccnlrado ao principio sobre o scena-
rio avistava-se deslumbrador e lerrivel pela porla
grande que d para a ra Leopoldo. Essa porla
fora arrancada dos gonzos; era como ama crtera.
Por todas as aberturas superiores do iheatro sahiam
linguas de fono, que apressavam a queda do tacto
formado, como se sabe, de folhas de lineo.
Em pouco tempo os canos das bombas foram
poslos em communicaraocom os pocos das casas vW-
nhas, ea lula comerou embora fosse nulil; os bra-
vos bombeiros proseguein nella com urna coragem
sem igual. A' forca de destreza e promplidao con-
seguirn), ponetraudo pelos quarlos dos artistas, ar-
rancar ao incendio alguns reslos da mobilia e enlre
elles a caixa e os livros da admiftstracSo.
Os adoros que achavam-se 00 iheatro, os ar-
mazens do vestuarios foram devorados pelas cham-
an-. Felizmente conseguio-se proservar as casas
vizinhasde lodo o perigo. Um momento julgou-so
que lodas iam coroar-se de chammas, foi qaando a
nev, quo robria os ledos, cobrio-os, evaporndo-
se, de urna immensa nuvero de denso vapor.
As fachadas sao banhadas continuamente por
bombas bera alimentadas pelos pocos viziuhosc pela
agoa que chega cm carros e toneis. He sobreludo
para o armazem de adornos situado na quina da roa
Leopoldo e da ra dos Principes quo dirigem-se os
effurcos communs. Todos estremecen) s ao pen-
samenlodo desastre que poderia resultar do abraza-
mento desse armazem. Todas es casas vizinhas re-
tiraran) os movis dos qDarloj, qucGcam em frente
do thealro.
a Urna mnltidao nnOmcravel ocrupa (odas as
entradas da praca da Moeda e as rnas vizinhas.
Depois das 9 horas e meia destacamentos de grana
deiros, de earabineiros e de artilharia vicraei aju-
dar os bombeiros cm seu Iraballio penive!, e a poli-
ca na manulcncao da ordem. Todas as autorida-
des civis e militares esiao nos lugares dessa scena de
dcstruicu, quenada pode conjurar.
o 11 horas.O logo nadaperdeu de sua inlensi-
dade, adianla-se do scenario para o perislylo, cujo
celo j arde, e ameaja alcanzara bello baxo relevo
do Simons que adorna ha poueos mezes o frontal.
As chammas conlinnama surgir do centro do edifi-
cio, posto que sejam vistas de menos longe desda
que de-a boa a abobada do scenario; mas tambem
as fachadas laleraw do edificio.
r~^*
MUTILADO
llEGIVFi


=:
DIARIO DE PRIHWSCO, TEBCA FElRA J3 DE MARCO DE 1855.
fm
mesantes detse theilro que c4iriqiic7.ii de sua dc-
rocacJv pelo meroeimento dt wfcl artistas, e pelos
mtml inlelligcntes do soa dircreao, era anda
leaa. o orgnllio de ltriixcllat. ^ '9^'-
a O que (orna o incendio man inexpravel ha
qae dSo hoavo liontem no llicalro represenlc.ao
nem baile; tudo foi (eilo por urna deploravcl fata-
lidade.
ajNa primeira moia hora do desastre m dos pri-
meiros bombeirot, que todo moldado continuara ac-
tivamente seu serviro, flcou repentinamente celado
do fri. Sendo In.nsporlado ao bolequim das Mil
Columnas recobrou os sentidos o o movimento pelos
cuidados do Dr. Vau Hoeter.
existe atrai do frontal, a obra prima de Simonis eri
preservada* da destruirlo.
a O lettor ha de estar lembrado de que o tlieatro
da Mooda fui construido de 1817 a Isl'J secundo os
plano* do archilecto Dumesme approvados cm 1812
polo Sr. conde de Montalvet, ministro do inle-
Rolativamenic Allemanha, nada temos qne ac-
cresceolar ao qne se lo as cartas de nouos correspon-
dente* bonleni publicadas.
As nogociaces para a pai sobro a base dasqoatro
garantas continuam era Vienna.
No da 28 de dezembro o principe de Gorlschakoff
pedio urna primeira conferencia com os represen-
tantes dos alliados para tomar cooliccimentn da de-
iiuicao, nesae mesmo da lhe foi apresentado o
seguinle auto no quat lodos coneordaram :
Com o fim de precisar o sentido que os seus go-
vorno allriliuem a cada um dos principioscouteilos
dos 4 artigo*, e por outro lado reservando para si,
como elles sempre praticaram, a faculdade de esla-
belecer ^ garantas pelo interesse gcral da Europa
para preVinir a rcapparicSo das ultimas complica-
fes, o* representantes da Austria, da Franca e da
Grlo-Brelanha declaram que :
I. Os sen* gorernos, julgandode commum accor-
lo que era necesario abolir o protectorado ciclusvo
redo pela Russia sobre a Moldavia, a Valachia e
Sema, e collocar d'ora era vante debaiio da ga-
rantia collectiva das cinco potencias os privilegios
reconhecidos pelos suttOes a estes principados depen-
ntes do sea imperio, entendern) e entendem que
nhuma das estipularles dos antigos tratados da
Russia com a Porta, concernentes s ditas provin-
cias, poderia ser posta em vigor na paz, e que os
ajnsles que se deveni concluir a este respeitn, seriara
ulteriormente combinadas de maneira que dessem
plena e inteira satisfazlo aos dircitos da potencia
snzerana, aos dos tres principados e aos interesses
geraes da Buropa.
. Para dar liberdade da navegacSo do Danubio
lodo o desenvolv ment de que he susccplivel, fura
coaveniente que o curso do Danubio, desde o ponto
en que se torna commum aos dou estados ribeiri-
nho, fesse sublrahido jarisdicao territorial exis-
tente m virlude do art. 3 de Andrinople. Em todo
o caso, a livre navegaro do Danubio nao poderia
se i\ao fosso callocada sobre a superin-
tendencia de urna autoridade syndical, revestida dos
poderes necessariot^ara destruir os obstculos exis-
tentes as embocadura* deste rio o que mais tarde
apparecessem.
3. A rtvisao do tratado do 13 de jullio de 18.1,
deva ter por objeelo, ligar mais completamente a
existencia do imperio ottomano no equilibrio euro-
pea, e por fim .i preponderancia da Russia no Mar-
rro. Quanto aos arranjos que se devem fazer a
te retpeito, dependem mui directamente das even-
iades da guerra, e por so desdej nao se po-
ir as bases, lie sufflciente indicar o prin-
cipio.
nssis, renanciando a prelonrilo de cobrir
com ota protectorado ofllcial os subditos christaos do
sulUo do rito oriental, renuncia igualmente por via
de consequencia natural fazer reviver algunsdos ar-
los seus tratados anteriores, e especialmente
do tratado de Koutschouk-Kaioardji, cuja interprc-
tajao errnea foi a cansa principal da guerra actual,
lando o seu mutuo concurso para ojiler da oj-
ie governo ottomano a consagrarlo e ob-
servancia dos privilegios religiosos das diversas com-
inunlies ehristaas sem distinerdes de cultos, e
aproveitando-sc ao mesmo lempo, no interesse das
ditas communhoes, das generosas intencOes manifes-
tadas a sea respeitn por S. M. osullo, empregarSo
o maior cuidado em preservar de qualquer offensa a
dignidade de soa alteza e a independencia da sua
eoroa.
lmenteesse auto foi declarado aoprincipede
Gorlschakoff como nao ligatorio, mas simplesmente
provisorio. Declarando que julgava impossivel que
a Russia entraa em negociarles sob base do mesmo;
o principe de Gortschakofl tomou entretanto urna
id referendum, pedio urna prolongacao do ti
termo litado pela convenc.to de dczeinbro.
i prolongarlo lhe foi concedida, o diplmala
remellen para S. Petersburgo a copia da defini-
era de i28 de dezembro, juntamente com um contra
to lavrado pedindo urna decisao. Esse contra-
do formulava o quatro arligos da maneira se-
gojote:
i1. AbohVao do protectorado exclusivo da Russia
oldavia o no Valachia sendo os privilegios re-
eonhecidos a esta* provincias pelo sullo coliocado5
sob as garantas das cinco potencias.
2. I.iberdadc da navegaran do Danubio,segundo
os principios estabelecidos pelos actos do congresso.
de i euna no arlgo das coinmiinicarOes fluviaes.
Sindirancia de urna commssao mixta que seria re-
vestida dos poderes necessarios para destruir os obs-
tculos existentes na embocadura, ou que se forraas-
sem mais tarde.
a 3. Revisodolralado de 13 de julho de 1811 para
ligar mar* completamente a existencia do imperio
ottomano ao equilibrio europeu. Nao recuso entcn-
der-me em conferencias formaes de paz acerca dos
meios qne a* tres cortes proporiam para por fim ao
que chamara preponderancia da Russia no Mar Ne-
gro, com a rondiriio de que na esculla dcsles meios
nao se encontr alsuinqoe possa offender os dircitos
de soberana do mcu augusto amo dentro dos seus
limites,
a 4. Garanda collectiva das cinco potencias subsli-
i prolecjao eaclusiva que algumas de entre
issuiam at hoje) para a cousecracilo c obser-
vancia dos privilegios religioso* das diversas com-
munhoes ehriitaas sem distinecao de culto, com a
rondirSo de que a realisacao das promessas solemnes
feitas face do mundo pelas grandes potencias chris-
tas, seja ama obra seria e conscenciosa, e que a
proteccao promettlda seja efflcaz e nao urna pala-
vra vaa.
As noticias do Portugal alcancam a 14 do passado.
Nada de notare! lioha tido lugar naquelle reino.
A resposla falla do throno tinliu sido volada em
ambas as cmaras, approvaudo-a a cmara dos pares
ein um j da e sem discusao, nada mais lendo feilo
depoi* disso.
A cmara do* depulados oceapa se da lci do re-
crutamento.
Tmha chegado a Lisboa um irrogo de cl-rei regen-
te, e corra que o Sr. D. Pedro V o seu irmao o in-
fante D. I.uiz iriam fazer ama viagem a Par, para
assistiram em principios de maio a exposirao univer-
sal que naquella cidade ha de ter lugar.
Em quaalo Portugal goza soeego, o reino visinho,
a Uespanha, acha-se em um estado cada vez mais
assustador. Em diversas partes do paizderam-se l-
timamente serios disturbios, e tal he o deploravcl es-
tado de uas Onancas, que o goveino acha-se sem
nos, uao lendo mesmo com que pagar as despe-
iria*.
Os partidos, apravetando a occasiao, raoslram-sc
disposlos a desenrolar sua* bandeiras, ameacaudo a
anaichia un conflicto geral.
Em Madrid linliam sido presos ltimamente varios
in,lividuo,por sobre elle*pesara accusacio deserem
o* principacs instigadores para urna revotta.
O duque da Victoria na setsjo de 19 de Janeiro
prununciou o ocgnute discurso :
nhor**, quatro palavras snmente ao congres-
**. l)is*eram-me que as cortes pareclam estar
araeacadas. Ouyi diier isto hiniem,assim como ou-
ro repelfr boje.
Voa com minha franqueza habitual declarar aqu
o que disse eo qua dizia a iodos ; mas primeira-
menle faret ana breve olwer vacflo sobre minha ma-
neira de considerar as cortes, a* cortes constitucio-
naes, as corle* coja reuni fui o pmneiro em
pedir.
a (aa/ido pelo ergio do* dignos depulados qne
anais se dislinguem fi/f rarn-me suspeitar, que cnida-
tnm em te-rae um vol da confianza, levaotei-
me com indigaarao, e repellipdo esses adiantamen-
loidiste: Qu! cofim etminles q*rem dar
um votare confianza a um liomcm He verdade
(UMingem-se agora a um humera honrado ; mas
pwlcriam dirigir-se a um traidor, e nao quero, nem
querer que as cortes confiem seu* poderes a
ninguem. Penetrado deste pensasenlo profer lal-
vez ama hereiia accrescenlando : A ninguem, anda
mesmo sondo ao Espirito Santo.
Pelo que respeita as noticias, qU0 cirrularam
honlcm e esta manhaa eu disse : Se houvcssem ho-
mens assas temerario* para invadirem o antnario
dasleis, eviolenlarem seus digno* representantes,
anda quo fossem mil, cem mil eu 6ozinho'contra
todos lancar-me-hia com a espada na m3o, e morre-
ria em defezada constituirn.
bel de fazer. Assim rogo aos senhore depulados
animados, como devo suppo-los.pelo espirito patri-
tico, qoe me inilainma, rogo-lties que retinara seus
pensamentos.e os'.dirijara lodos para o bem da patria.
o Pagamos lodos nosso dever : um dos principacs
para as cortes coiistituintcs lie constituir o paiz. Fa-
zei pois a constitui^ao, faze-a proroplamenle, he
tudo o que dse jo ; fazei-a assas patritica para as-
segurar a liberdade c a ventura de nossa patria, de
maneira que ninguem possa deslrui-las. (Aprova-
Sio.)
Mr. Soul (inlia sahido dcfinilivamenle de Madrid,
deixando de representar o governo dos Estados-
Unidos naquella corte, em consequencia de desin-
lelgeucias com o ministerio do duque da Vic-
toria.
Relativamente ao Per c Bolivia, eis o que se l
na l'resse de 6 de fevereiro:
Escrevem-nos do Peni, que D. Domingo Elia
desforrou-se de Moquegua.
Atacado no Arequipa no 1. de dezembro de 1854
pelos generis Moran e Vivanco elle baleu-os, e fez
prisioneiro lodo o seu exercito, excepto o general
Vivauco e dous officiaes, que fugiram antes do fim
da acc.io.
A lula durou qualorze horas, e a victoria se leria
aiuda declarado pelo general Moran, quo linba 1600
homens conlra 4O0 mal armados, se o povo de Are-
quipa nao se houvesse levantado, e lomado parte
no cmbale. Este acuntecimenlo devo sorprender
tanto mais, porque a populado de Arequipa liba-
te mostrado atcenlao dedicada fortuna dogcacral
Vivanco. Foimislcr a aclividade infaligavel e a in-
domavel perseveranra de D. Domingo para produzir
urna mudanra tao repentina.
O infeliz general Moran foi fuzilndo depois de nm
odioso simulacro do julgamcnto. Consta-nos que os
esforros mais enrgicos de D. Domingo para impe-
dir esse homicidio abominavel, foram impotentes
dianle da colera cega do povo. Um dos filbos de
D. Domingo, mais feliz do que o pai, dizem que
salvara avdaao general Vivanco na estrada de Islay.
O resultado da victoria de Arequipa ser subraet-
ter novamentc as provincias do sul a autoridade
do geueral Castilla, o qual brevemente se apoderar
da capital.
O presidente Echenique recorreu a expedientes
extremos : decrctou o al furria dos escravos para ser
ajudado por elles na sua lula desesperada ; mas
cssa medida voltou-se contra o aulor. De ama par-
te os escravos j muilas vezes engaados por seme-
lhante* promessas, que ho ficado sem effeito, nao
accilara.il, segundo parece, o beneficio da liberdade
assim concedida, e de uutra parle os proprielarios
de fazendas levantaram-se.
Afllrmam-nos igualmente que o norte, onde aca-
bam de desembarcar officiaes revoltosos cora armas
c niunices, est inteiramenle pronunciado, de sor-
te que o circulo j lo estreito em que lula o gover-
no de Lima restringe-so cada vez mais. O presi-
dente Echenique se ver brevemente obrigado a rc-
fugar-se no mar, ultimo recurso de seus antecesso-
res dcsllironados, easeu sem duvlda no momento
era que e&crevemos.
Recebemos a noticia de que urna parte do exer-
cito boliviano torura a sublcvar-se conlra o gene-
ral Belz. O general Aclia prouiinciou-sc em Po-
losi afrente de um regiment decavallaria. Co-
chabamba ;cguio o exeinplo, e p"rcsume-se qui; a
poderosa cidade deXa Paz acha-se as mesmas dis-
posi^ftes. ,
O presidente Belz tomava saas medidas para sur-
focar a revolucao. Elle j lem domado muilas ;
masduvidumos que possa resistir definitivamente a
hoslilidade, que pela sua adminislraco insensata
provocou contra si, demais seu periodo presiden-
cial expira no mez de julho, e se he verdade que
elle pretende ficar no poder inconslitucionalmentc,
esta ultima violacio dos principios do governo boli-
viano loroar-sc-ha a occasiao de sua queda defi-
nitiva.
COMMEKCIO.
PRACA DO RECIFE 5 DE MARCO AS 3
HORAS DA TARDE.
CotacOes officiaes.
Hoje nao houveratn colarflcs.
ALFANUEGA.
Rendimento do dial a3.....41:566914o
dem do da 5........12:8l8j30i
54:38159
4 barr* carne do porco ; a Antonio Mu/. Pe-
reira.
1 barrica favas ; a Manocl Rabello Daurado.
1 sacco fava* ; a Luiz Cactano Borgcs.
1 barrica favas ; a Francisco Jos de Olivera.
1 barrica peunas e familia ; a Manuel Jos de
Oliveira.
1 acco pennas ; a Joilo Jos Monte.
2 caitotcs chouriSas, 2 saceos panno ; a'Fonles o;
Irmao.
1 barrica trigo ; a Antonio Jos Brum da Sl-
veira.
1 caitote darne de porco ; a Jacntbo Souza.
3 pipas vinagre ; a Jos Honorato G. da Cruz.
Brigue Sardo Favorita, vndo da Babia, consig-
nado a Bastos & Lemos, raanifeslou o secuintc :
1200 nlqueire* de sal; aos consignatarios.
Brigue inglcz Herald, vindo da Terra-Nova, con-
lignado a M. Calmont & C, mauifostou o seguinle :
2500 barricas de bacalho ; aos consignatarios.
Brigue inglez Mary Ann, vindo de Londres, con-
signado a Fox Brothers, manifestou o seguinle:
174 barricas cerveja, 1 barril vinho, 1 caixa livros,
1 embrulho miudezas ; aos consignatarios.
300 harris plvora ; a Patn Nascb & C.
150 barrs pcixe, 3 sinos, 6 caxas relogos, 1 caixa
apparelho de gaz ; a ordem.
120 harris chumbo, 5 barril Unta ; a Timm Mon-
ten & Vinassa.
1,'i2.) barricas cemento ; a Rothe & Bidoulac.
Galera americana Atice, viuda de Terra Nova, con:
signada a Me. Calmont & Compauhia, manirestou o
seguinle :
2,686 barricas com bacalho; aos consignatarios.
Vapor inglcz Solent, vndo da Europa, consigna-
do a agencia, manifestou o seguinle :
1 caixa joas ; a J. P. Adour & C.
1 embrulho livros; a Associarilo Commercial.
3 caixas papis ; a N. O. Bieber cV C.
1 embrulho dito ; a Commercial Roous.
1 caixa drogas ; a Manoel Ignacio de Oliveira.
3 embrulhos peridicos; a Russell Mcllors iS
Corapanhia.
1 dito amostras, 1 dito peridicos ; a Paln Nasch
&C.
2 dilos dita ; a A. C. J. Asllcy & C.
2 ditos dita ; a Fox Brostbers.
1 dito papis ; a Admson Uouuic & C.
1 caixa com amostras ; a L. A. de Siqucira.
1 dita dita ; i L. Scbuler & C.
3 dilos e 1 embrulho dita ; a L. Lecomlc Feron
&C.
2 dilos amoslras; a V. Lasne.
1 embrulho dita, 1 caixa fazendas; a Schaplicitlin
&C.
2dilos amoslras ; a Roslron Rooker & C.
1 dito peridicos ; a Manoel Pracger.
1 dito amoslras; a II. Gibson.
1 caixa fazendas ; a J. Kollcr ,\ C. *
1 dita amoslras ; a E. II. Ilyalt.
1 dita dila ; a W. F. Damion.
1 embrulho ignora-se ; a Brunn Pracger.
1 caixa amoslras ; a Fcidcl Pinto.
1 dita joias, 4 ditas amostras; a Timm Mouscn &
Vinassa.
Vapor nacional Toca/Ubis, vindo .do sul, consig-
nedo a agencia, manifestou o seguinle :
2 caixas; a ordem.
2 y barricas ; a M. P. Lacerda.
2 snrres; a Amorim Irmaos & C.
1 calta"*,; a F. Maeslraly.
2 caxoe ; a Manoel Antonio Moreira.
1 caixa ; a I. II. Donker.
1 dita ; a J. Kcller & C.
1 caxotc ; a Tasso Irmo.
1 volme ; ao Baro de llcberibe.
1 caixao e 1 lata ; a llenry Chapman.
1 caixotc ; a Jos Cactano de Araujo.
2 caixotes ; ao Dr. Filippe Lopes Nelto.
2 embrulhos ; a Antonio Jos Rodrigues de Souza
Jnior.
1 dito; a L. Lecomlc Feron C.
Brigue -brasilciro Sagitario, vindo do Ro de Ja-
Dcino, consignado a Manoel Francisco da Silva Car-
rico, manifeslollo seguinle :
12 pranchOes, --taiiote impressos, 26 rolos fumo,
15 caixas chapos, 1 caixao com 1 candicro, 20 sac-
eos caf, 2 caixcs mercadorias, 1 amarrado arma-
oes, sellero, 176 pipas vasias, 60 volumes barricas
vasias; a ordem.
50 caixas velas; a Lasserre & C.
2 barris azeile ; a Vicente Jos Brilo.
1 caixa chapos ; a Jos Saporiti.
70 volumes barricas vasias ; aos consignatarios.
CONSULADO GERAL.
Rendimenlo do da 1 a 3..... 3:2708557
dem do da 5........ 3:1889592
Deicarregam hoje 6 de marro.
Barca inglezaOraoumercadorias.
Brigue inglczHeraldbacalho.
Brigue inglezSilinaidem.
Brigue inglez l^ellingtoncarySo.
Brigue inglczllarryidem.
Brigue inglczMary Anncemento.
Brigue dinamarquezCommandeurmercadorias.
Brigue dinamarquezUnralijlo*.
Brigue hamhorguezAdolphocarvao.
Patacho suecoY dunaferro o taboado.
Patacho porluguezAlfredodiversos gneros.
Brigue brasilciroSagitariopipa* e barricas va-
sias.
Impovtacao'.
Patacho porluguez Alfredo, vindo da ilha de S.
Miguel: consignado a Jobnslon Pater ,\ ('..
200 pedras para moinho; a Tlioraaz de Aquino
Fonscca & Flho.
1 caixotc com panno de linho ; a D. Joaquina A.
Florencia Bessone.
1 pacote raeias de linho, e lavas ; a Candido Al-
berto Sodr da Molla.
3 barris com carne de porco; a Jos liara da
Costa.
2 barris carne de porco salgada, 1 embrulho co-
bcrlas, guardaoapos, e liuhas; 2 pedras para moinho,
caixoto queijo, 4 caixotes e 100 pelles lixas,51 rnoi-
Algodao em pluma de 1." qualidade
u o a b 2." u
b ,' 11 3.a u
em caroco.........
Cspirito de agurdenle......ranada
Agurdente cachara........
de cann i....... ,
resillada....... i>
Gcnebra......"........
............... botija
Licor...............caada
"................garrafa
Arroz pilado duas arrobas um alqueire
o em casca ...........
6:4593149
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1 a 3..... 534J293
dem do dia 5........ 22470
nhos ; a Joo Tavares Cordeiro.
1 barril favas e carne de porco ; a Manoel da Cos-
ta Lima.
1 sacca favas,1 dila de tremlos; a Francisco Jos
da Costa Ribeiro.
1 barril chouricas, 1 pacole (oalhas, linhas, meias,
e sementes ; a Lima Jnior & C.
1 caixolc carne salgada; a Daarle Borges da
Silva.
1 sacco favas, meias, e panno de linho, 1 caixole
pelles de lixa, 240 pedras moinho, 5 barris vinho, 4
dilos carne de porco, 2 caixas ignora-se; a Manoel
do Reg Lima.
90 raoios de sal ,800 molhos cebollas; aos consigna-
tarios.
1 barril carne, 1 condeca doce.l banqunha de cos-
tura ; a Joao Percira de Avellar.
1 caixole carne de porco ; a Manoel da Poni de
Araujo.
1 barril vinho, 2 barris favas, 2 barris chouricas,
1 caixole caslauhas.l barrica Iremocps, 1 dila plantas,
1 caixole dilas, 4 cachorros ; a Jos Carrciro da
Silva.
1 caixole carne de porco, 1 dito panuo de linho; a
Antonio de Souza Reg Jnior.
2 sacco* fava*; a Manoel Caelano Borges da
Silva.
1 || barrica com farinha, ,', dita com favas; a Ma-
noel Jos Pacheco de Mello.
1 caixole temcnle de flores; a Candido Aflouso
Moreira.
2 saceos;favas; a Manoel Rabello de Oliveira.
1 pacote meias, lencos, panno de linho ; a Jacinto
Tavares.
2 harris plantas ; a Antonio Perelra de Parias.
1 pacota toalbus de linho; a Jos de Fras
Costa.
3 aecoa favas ; a Francisco Tavares Corroa.
3 barricas batatas, 2 ditas raas, 1 caitote carne de
porco,1 pacole panno de linho,e linhas; a Manoel Pe-
reira Lemos.
4 barricas carne de porco ; a JoSo Smoes de A1-
meida.
1 sacco layas; a Antonio Ignacio -de Medeiroi.
556)763
Exportacao'.
Marselha, barca franceza Paquete i Santiago,
de 253 toneladas, cooduzio o seguinle : 1,100
taceos com 20,000 arrobas de assucar, 12 quarlolas e
1 barril agurdenle.
Londres, brigue inglez Gaselle, de 249 toneladas,
conduzio o seguinle : 1 caixa com 5 arrobas e 20
libras de doce de calda, 2,C50 saccot rom 13,250 ar-
robas de assucar.
Stockholm, barca sueca Elizauelh, de 414 tonela-
das, condazio o seguate : 3,150 saceos e 92 barri-
cas com 16,226 arrobas e 45 libras de assucar, 9,200
couros salgados seceos, 15,000 ponas de boi.
Liverpool pelo Ccar, galera ingleza City of
Kandy, de 538 toneladas, conduzio o seguinle
700 saceos com 3,500 arrobas de assucar, 3,000 arro-
bas de ossos.
Rio de Janeiro, brigue nacional Elvira, conduzio
0 seguinle: 5 volumes gneros estrangeiros, 2,674
ditos dilos nacionacs.
Parahiba, hiato nacional Camoes, de 31 tonela-
das, condazio o segainle : 311 volumes gneros
estrangeiros, 185 ditos ditos nacionaes.
Havre, barca franceza Alexandre, de 430 tonela-
das, conduzio.o seguinle:6,300 taceos com 31,500
arrobas de assucar, 8 barris cun 166 caadas de ca-
chaca.
Acarac, hiate nacional Araga, de 31 toneladas,
conduzio o seguinle : 192 volumes gneros es-
trangeiros, 83 dilot ditos nacionaes.
Sergipe, sumaca nacional Flor do Angelim, de 98
toneladas, conduzio o seguinle : 200 barricas ba-
calho, 2 caixas espermaecte, 1 dila cera de Lisboa,
3 barricas massas, 2 ditas farinha de trigo, 3 barris
vinho, 1 dito mauleiga, 1 barrica louca de barro, 8
barras de ferro, 1 caixole vidios, 1 barrica ferragens
para cozinha, '1 barril vinagre, 2 arados modernos,
50 barris plvora, 12 quintaos chumbo de iiiiini-
r3o, 5 barris salitre, 4 volumes diversas mercadorias,
1 caita flores para igreja, 1 dila sabflo, 1 dila cera
de carnauba, 6 latas doces.
Philadelpha, barca americana Mintila, de 380
toneladas, conduzio o seguinle : 4,400 saceos com
2,000 arrobas de assucar.
Rio de Janeiro, barca brasilcra Flor de Oliveira,
de 267 toneladas, condazio o seguinle : 1,881 vo-
lumes gneros estrangeiros, 1,021 ditos ditos nacio-
naes. v
Aracaty, hiate nacional Incemicel, de 37 tonela-
das, condazio o seguinle : 293 volumes gneros
estrangeiros, 89 ditos ditos nacionacs.
Marselha, barca franceza Coromandel, de 286 to-
neladas, conduzio o seguinle : 5,2-30 saceos com
26,250 arrobas de assucar.
RECEBEDOttlA DE RENDAS INTERNAS GE
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do dia 1 a 3. : 4:7524133
dem do da 5........ 5:0223984
caada
a,
urna
um
I




i)
9
Azeile de mamona......
mcndohim c de coco
a i 'Ir peixc.......
Cacau.............
A\ei araras.......
papagaios.......
Bolachas............
Biscoitos............
Caf liiun............
reslolho...........
com casta...........
muido............. m
(lamo secca............
Cocos com casca..........cenlo
Charutos bons ........
ordinarios.....
regala c primor .
Cera de carnauba......
em velas...........
Cobre novo ru3o d'obra......
Couros do boi salgados.......
expixados.........
verdes...........
de onca.......... ii
cabra corldos ...... i>
Doce de calda...........
goiaba..........
o secco ............ u
ii jalea ,........ u
Eslpa nacional........... (
cslrangeira, nulo d'obra
Espanadores grandes........um
ii pequeos....
Farinha de mandioca ,
milho.....,
aramia.....
Feijao............
Fumo bom.........
ordinario.......
em folha bom.....
ordinario. ,
reslolho ,
Ipcracuanha........
Gomma ...........
Gcngibre...........
Lcnlia de achas grandes......cenlo
pequeas.....
loros.......
Pranchas de amarcllo de 2 costados urna
louro......... n
Costado de amarello de 35 a 40 p. do
c. e 2 } a 3 de I.....
de dito usuaes.......
Costadinho de dilo ........
Soalho de dilo........... D
Ferro de dilo........... n
Costado de louro......
Costadinho de dito........
Soalho de dilo........... n
Forro de dilo........
cedro .......
Toros de tatajuha.....,
Varas de pnrreira......
d aguilbadas........
quiris..........
Em obras rodas de scupira para c. par
s eixos b
Mclajo...............caada
Mill">...............alqueire
Pedra de amolar.........urna
filtrar..........
n roblos.........
Ponas de boi...........cenlo
Piassava..............molho
Sola ou vaqueta..........meio
Sebo era rama J.......ffi
Pelles de carneiro .'.......urna
Salsa parrilba ....... (ffi
Tapioca......I.......
Unhas de boi...........cenlo
Sabao...............$
Esleirs de perperi........urna
Vinagre pipa...........
Caberas de cachimbo de barro. milheiro
9:7755117
CONSULADO
Rendimenlododia 1 a 3.
dem do dia 5. .
PROVINCIAL.
3:5753307
2:8909163
6:4653470
PAUTA
do prtvos Brrenles do a$$uear, algodao, e mait
teneros do paiz, que se despachara na mesa do
consulado de Pcrnambuco, na semana de 5
a 10 de marro de 1855.
Assucar em caixas lirancol. qualidade ai 28200
b 2. 19800
mase......... 19400
bar. e sac. branco....... 29.500
i) e mascavado..... a I98OO
reGnado ,.........". 39200

alqueire
alqueire
n
alq.

11
quintal
duzia
SHOO
5noo
I46QO
(535
0
USO
um
laag
9180
aao
."1-1NXI
19600
9600
1*760
19200
59000
lOIOOO
39000
591211
79680
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aVitH)
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5|500
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I9200
S600
29200
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119000
9160
9180
9190
9100
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8200
9160
9100
320
19280
I9OOO
29OOO
19000
292M
29OOO
59500
75OOO
63OOO
39OOO
99OOO
49OOO
39OOO
409OOO
35OOO
19500
29OO
5900
IO5OOO
I69OOO
79000
259000
109000
9.9OOO
69500
49OOO
69OOO
59200
35200
29900
39000
19380
19280
18600
5960
409000
168000
5-,(H)
I9GOO
9640
65OOO
9800
49OOO
9320
29100
5*200
9200
175000
39200
9210
5120
9160
3O9OOO
.59000
Ra do Rangcl.
77. Francisco Antonio de Oliveira J-
nior ...... ...... 93&6O0
11 79. dem dem idem.......259500
s 81. Mara Annunciada Adelaide Alvcs
da Silva............409500
MOVIMENTO DO PORTO.
Aaetoi entrados no dia 5.
Terra Nova29 das, barca ingleza Sclind. de 289
toneladas, capitn Lepage, equipagem 15, carga
2,630 barricas cora bacalho ; a Bieber & Compa-
uhia.
Jersey39 dias, brigae inglez Sulton, de 198 tone-
ladas, capitn P. Delay equipagem 11, carga
2,742 barricas com bacalho; a Schramm Whate-
ly & Companhia. Seguio para o Rio de Janeiro.
Ilha deS. Mijael2 dias, lugre inglez Aeolus, de
129 toneladas, capitao John Grace, equipagem 8,
em lastro ; ao cnsul.
.Varios sahidos no mesmo dia.
MarselhaBarca franceza Coromandel, capitao Ro-
que Jean Desire, carga assucar.
UavreBarca franceza Alexandre, capilao Garnier
Frcderico, carga assucar. Passageiro, Edward
Diniz.
MarselhaBarca franceza Vaqueta de Santiago,
capillo Terrusse Alexandre, carga assucar. Pasta-
ceiro, Curios Gasemiro tullan e sua familia.
Philadelpha Barca americana .V'i, James Viacock, carga assucar.
BahaBrigue inglez Mercury, com a mesma carga
que trouxe. Suspendeu do Ijineirao.
AcaracHiale brasileiro Arag'io. mostr Jos An-
tonio Fcrnandes, carga fazendas e mais gneros.
Passageiros, Jos Alves da Costa e Silva, Jos Ber-
nardo Teixeira.
ColinguibaSumaca brasilea Flor de Angelim,
mcslre Joao Rodrigues dos Santos, carga varios
gneros.
ParahibaHiate brasileiro Camiies, mcslre Izidoro
Brrelo de Mello, carga sabao e mais gneros.
Rio de JaneiroBarca brasilcra Flor tic Oiiceira,
capitao Jos de Oliveira Lrite, carga assucar e
mais gneros. Passageiras, Manoel Francisco Laiz
da Silva e 2escravas, Joao Ferrcira Fonlcs, Fran-
cisco Muniz Pereira, Manoel Percira do Couto.
StuckoluBarca sueca Elizabeth, capitao Knoll,
carga assucar c couros.
Par.i o portos intermediosVapor brasileiro Tocaii-
tins, commandantc Gervasio Mancebo. Passagei-
ros, Dr. Pedro Camello Pessoa, Jos Smiih de
Vasconcellos, F'rancisco da Luz, Rufino Olavo da
Cosa Machado, Jos Gomes da Silva Saraiva, An-
tonio Polares, Francisco Jos de Moraes e Silva.
EDITAES.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
amcnmpriraenlo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, manda convidar aos proprielarios abai-
xo mencionados, a entregarem na mesma thesoora-
ria, no prazo de 30 dias, a contar do dia da primeira
publicarlo do presente, a importancia das quolas
com que devem entrar para o calcamento das casas
da ra da Penha e Ires da ra do Rangel, conforme
o disposlo na lci provincial n. 350. Adverlindo que
a falta da entrega voluntaria ser punida com o du-
plo das referidas quotas, na conformidade do arligo
6 do regulameuto de 22 de dezembro de 1854.
Ra da Penha.
N. 2. Herdeiros de Joaquim Jos Ferrcira.
4. Julio Porlella........
6. Nuno Mara de Seixas.....
1. Herdeiros de Jos Mauricio de Oli-
veira Macicl..........
3. Dilos de Caelano de Carvalho Raposo
v 5. Dilos dito.........
7. Domingos Jos da Costa.....
9. Francisca Bcuedicla dos Prazercs .
11. Jos Moreira da Silva .....
n 13. Julio Porlella........
15. Paulina Mara........
17. Antonio Luciano de Moraes Mosqui-
ta Pimcntel e herdeiros de Manoel Paulo
Quinlella...........579000
n 19. Herdeiros de Manoel Paulo Quinlel-
la c Francisca Salusliana da Cruz. .
o 21. Herdeiros de Manoel Paulo Quinlel-
la e Francisca Salusliana da Craz. .
11 23. Joaquim Jo da Costa Fajoses .
i> 25, Irmandade da* Almas do Recife. .
o 26. Joaquina Mara da Purificar.no .
b 29. Vinva e herdeiros de Antonio Joa-
quim Fcrreira de Sampaio.....5?200
31. Marcolino Goncaives da Silva. 309000
33. Francisco Jos da Silva Maier. 639900
369000
393600
609000
IO992OO
903000
789000
369000
439200
459000
2790W>
189000
509400
739800
819000
579600
369000
1:2479100
E para constar se mandn afiliar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial do Ternam
buco 10 d fevereiro de 1855. O secretario, Anto-
nio Fcreira d'Annunciaro.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
em ruin pimiento da ordem do Exm. Sr. prcsidenle
da provincia de 21 do crrente manda fazer publico,
que 110 dia 22 de marro prximo vindouro, peranle
a junta da fazenda da mesma Ihesouraria, se ha de
arrematar a quem por menos fi/.er, a obra do oitavo
lancoda estrada da Estada, avahada em 15:4009000
ris.
A rrremalac.'io ser feila na forma da lci provin-
cial n. 343 do 16 de maio prximo passado, sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremal.n.ao,
comparecam na sala dassesses da mesma jaula, pe-
lo meio dia, competentemente habilitadas.
E para constar se mandn allixar o prsenle o pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 27 de fevereiro de 1855.O secretario, Anto-
nio Fcrreira da Annunciarao.
Clausulas especiaes para a arremalariio.
As obras do oitavo lanco da estrada daEscada,
-sc-hao de conformidade com o orcamcnlo c per-
approvados pela directora em consclho, e apre-
senlados ao Exm. Sr. presideule da provincia, na
" iportancia de 15:4003000 rs.
2.n O arrematante dar principio s obras no pra-
1 de 1 mez, e dever conclu-las no de 12, ambos
contados na forre.a do art. 31 da le n. 286.
3. A importancia da arremataran ser paga de
conformidade com o art. 39 da mesma lci provin-
cial n. 286, em apolccs da divida publica provincial,
creada pela le provincial n. 35 de 23 de selcmbro
de 1851.
4. O prazo de responsabilidade sera de 1 anno,
caudo durante dilo prazo, o arrematante obrigado
a conservar o lanco constantemente em bom es-
tado.
5.a Para tudo que nao se adiar nicncionaJo na*
presentes clausulas nem no orcamcnlo, seguir-se-ha
o que dispoc a lei n. 286.
Conforme. O secretario, Antonio Ferrcira da
Annunciarao.
po.le'ser dada .1 pessoa que teja devedora aos falli-
dos, nem um mesmo procurador representar por
dous diversos credorct. Em cumprimcnlo do que
lodos os credores da referida casa fallida compare-
cam cm dito dia c lugar designado, sob pena de
c proceder a suas revelias.
E para que ebegue ao conhecimcnlo de tolos,
mandei patsar o prsenlo edital, q0e ser affixido na
prac,a do commercio c publicado pelo Diario de
Pernambuco. Dado e paitado nesla cidade do Re.
cfe de Pcrnambuco aos 27 dias do mez de Janeiro
de 1855. Eu Dinamerico Augusto do Ha tuRan.
Escrivao juramentado o escrevi.Joao Ignacio de
Medeiros llego, juiz do commercio,
Jos Antonio Bastos, eommcrcianle matriculado
deputado commercial do tribunal do commercio
da provincia de Pernambuco, e juiz cominis-
sario.
Faro saber, que no da 9 de jonlio do corren te
anno pelas 11 horas da manhaa na casa d minha
residencia na ra da Cadeia do bairru do Recife
n. 34 ha de 1er lugar a rriiuao Jos credores da casa
commercial fallida de Richard Roylc na conformi-
1.
Gar-
ifa ;
dado do arlgo 135 do regulamenlo n. 738 de 25 de
novembro de 1850, afun de que reunidos em minha
manhaa, haveri leilao no caes da alfandega, de 10
caixas rom maimelada e doce de calda, ullimamen-
tc chegada de Lisboa, porcoula e risco de quem per-
leiiccr. '
Joo Kellcr <\ Companhia TarJo leilio, por iu-
K'rvenfSo do agente Oliveira, o por conla e risco de
quem pertenrer, do seguinle : marca KK n. 8 um
Tardo com 100 pecas de mdapolOet avahados, a bor-
do do navio mslez Seraphina. aportado em 23 de Ja-
neiro ullimo, por ordem do Sr. cnsul de S. M. B.
de SN 11. 599urna caixa com 250 corles de vest-
dos de cambraia, avariados, a bordo do navio Cont
/loger, aportado lambem em 16 de Janeiro deste in-
no, por ordem do Sr. cnsul da Pruisia ; e igual-
mente te expoti venda um bullanle sorlimenlo de
fazendas, as mais prnprias do mercado : lerca-feira
6 do corrente, as 10 horas em ponto, no seu arma'-
zem, ra da Cruz.
Leilao sem limite.
O agente Vctor far leilao 110 seu armazem, roa
da Cruz n. 23, de lodos os objeclos existentes no
mesmo ; quarla-fcira, 7 do corrente, at 10 i hora*
da manhaa.
O agente Borja (far leilao, qunla-feira, 8 do
corrente, as 9 horas, em seu armazem, na ra do
Collegio n. 15, de varios objeclos, romo bem : obras
de marcineria, nova* e usadas, ama grande porcia
de chapeos finos, francezes, duas etcelleolet borras
de guardar dinheiro, um ptimo cabriole! novo com
lodos os arreios, um dito de 4 rodas rtara 1 ou dous
Hrlll-kf Li *a&a______ 11 f___
---------'.......-- t-- ="" -......> mu os arreios, um dito de 4 rodas para 1 ou dous
presenra todos os credores, verifiquen! os seus ere- ravallos, urna porreo de relogiot de diflerentes qua-
ditos, forraem o contralo de unao, c procedam a it,,dc*> Pre, escravo de meia idade, e ootros moi-
nomcacao de administradores dos bous da referida ?0 ntC!^ ^toota. no dia do tei-
rau miu. j 1 1 mesmo armazem, os quacs *er3o vendido* sem
casa fallida, adverlindo quo nenhum credor sera ad- limite algum.
mitlido por procurador, se este nao liver poderes O acenle Oliveira far leilSo, por ordem dos
especiaes para o acto, e que a procuraran nao pode Srs- Fox Brothers, e por conla e risco deqaem per-
ser dada a pessoa que seja devedoia ao fallido ,?n1ccr' oe varios '"'es de baetas de cores, brins de
nem um mesmo procurador represenUr por dous ^^^fflS^*^
diversos credores. tm cumplimento do que todos ral Grenfell, na rcenle viagem que fez a K>orlo
os credores da referida ca-a fallida comparecam cm procedente do de Liverpool : quarla-feira, 7 do cor-
dilo dia e lugar designado, sob pena de se proceder
as suas revelias.
E para que chegue ao conhecimcnlo de lodos,
mandei passar o prsenle edital, quo ser afiixado
na praca do commercio e publicado pelo Diario de
Pernambuco.
Dado c passado nesla cidade do Recife de Per-
nambuco aos 8 dias do mez de fevereiro de 1855.
Eu Dinamerico Augusto do Reg Rangel, escrivao
juramentado o cscrevi.Jos Antonio Basto, juiz
comnisario.
Joao Pinto de Lemot, commendador da ordem de
Chrslo, commercanle matriculado, deputado tJla^ um *ah de couro preto OOm
commercial do trihui.-ii .tn cnmmorrin ,1- rvi.,_ fecnarlura, sem marca; e Suppoc-se
sido levado por algum passageiro, e mes-
coramercial do tribunal do commercio da provin-
cia de Pernambaco c juiz commssaro:
Faro saber que nao tendo comparecido na rennio m0 'ia susPCtas que foi levado por certa
que leve lugar no da 19 de Janeiro do corrente an- pessoa conhecida de outro que assim o indi-
no, os credores da casa commercial fallida de Deanc COU ; roga-se a quem o'levou, qu
Youle & C, que resdera fura deste imperio ou den- manda-lo restituir no hotel da Europa
O Illm. Sr. contador servindo de inspector da tro tlelic, mas cm domicilios nao conhecidos, por
inesourana provincial, em cumpriinenlo da resolu- nao ler sido a convocarao feila scaundo 0 arlisn 115
cao da junta da fazenda manda fazer publico, que a ., ,,mrtl,n -, lo a-A n *'
arrematarao da obra dos reparos do acude de Carua- U re=ulamenl '38 de 2j de novembro de 1&.0, Prcvme-Se a todas as oessoasmir n?.
ni foi transferida para odia 15 do corrente. E para "'< pelo presento edital a dilos credores, para m,iam mm ro|M rj j
constar se mandou allixar o prsenle e publicar pelo que comparecam no dialldejunho do corrente ^ 6 Cojn_ relOgiO, C .om especialidade
constar se mandou aflixar o presente e publicar pelo
Diario. '
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco, 2 de marro de 1855.
O secretario, Antonio Fcrreira d'Annunciaro.
O Illm. Sr contador serviudo de inspector da
Ihesouraria provincial, em virlude da resoluto da
junta da fazenda, manda fazer publico, que as arre- cordata ou formem o contrato de uuiao e procedam
Z&ttg'JrtSn &K *****'-- """ensdaditaca-
foram transferidas para o dia 8 do corrente. E
para constar se mandou aflixar o presente e publi- """'do por procurador se esle nao liver poderes es-
carpelo DariOr nneiao n.-r-, uu ------------------->----*----- J------
peciae* para o aclo, e que a procurarlo nao pode ser
buco!"dTraarco1 dTllr^ ******* de' rcrnam- dada a Pwsoa 1 Ja iwedora aos fallidos, nem um
X____!T^*' .,.',. -. mesmo procurador representar por dous diversos
O secretario, Antonio terreira d Annunciarao. rr.jnr pm .,.\ ,
credores. Em cumpriinenlo do que lodos os credo-
U Dr. Rufino Augusto de Almeida, juiz municipal res da referida casa fallida, comparecam em dilo
suppler,leda2.vara do cvel e commercio, desla dia e lugar designado, sb pena do se proceders
cidade do Recife de Pernambuco, e(c.
--------,----- .VW.WVWHB. ^ imta i|uc Mc^iiu ao coniiecimouio
Faco saber aos que a prsenle carta de edital vi- de lodos mandei passar o prsenle edital, que ser
rem, on della noticia tverem cm como Manocl Jos
Ferreira de (iasmao, me me fez a pettfjw do llicor
seguinle :
Diz Manoel Josc^Ferreira de Gusmao, commerc-
anle cstabelecido com padaria na ra Imperial n.
13, girando ha bastantes annut, gozando sempre de
muilo crdito por ser fiel cumprfdor de seus (ralos,
devendo actualmente a quanlia do 20:3319 rs., e nao
obstante ter um saldo em seu favor da quantia do
10:3585376 rs., conforme se acha demonstrado no
balance c conla correnle juntas, uo lhe he possivel
pagar de promptb, porquanto lendo de salisfazer a
Deane Voule C. cerca de5:5005 rs. provenientes
de 150 barricas com farinha de trigo, das quacs o
suppricaiitcsaprovcilou 49 ;achando-se pois a exe-
cucao inminente,e nao podeudo solve-la de prompto
e acudir ao pagamento de suas ledras devidas aos
mais credores, suspendeu seus pagamentos, e visto
achar-so as circumslancias do art. 898 do cod. do
com., vera- requerer V. S. digne-so de mandar
destribnida e auloada tomar por termo a dcclarac.ac-
que faz e declarada aberta a sua fallencia, mandar
proseguirnos mais termos. Osupplicanle prolesla
achar-se presente a lodos os actos da fallencia para
gozar do favor quo o cod. do coro, concede. Pede
V. S. Illm. Sr. Dr. jaiz do commercio na 2. vara
lhe delira.E.K.M.
\ManoelJosc Ferreira de Cusma.
Distribuida, auloada e tomada por lermo -a de-
claracao venham conclusos. Recife i. de marco de
1855.Almeida.A Cunha. Oliveira.
E mais so nao continha em dita pelicSo, despa-
cho e deslribuijao, depois do quo, eslava o termo de
declaracao do tlieor seguinle :
Termo do declaracao.Aos 2 de marco de 1855,
nesla cidade do Recife, cm mea cicriptorio veio o
supplicanle Manoel Jos Fcrreirade Gusmo, e disse
cm presenra das lestemunhas abaixo assigaadas, que
elle se achava impossbllado de salisfazer cm dia
seus tratos, como ludo declara em sua pelic.3o retro,
e na conformidade do mesmo declarado lem afim de
fiz esle termo em que assignou com dilas teslemu
nhas. Eu Pedro Tertuliano da Cunha, escrivao a es-
crevi.Manocl Jote Fcrreira de Gusmao.
Nada mais se n3o conlinha em dilo lermo de de-
le :
Avisla da declaracao a fl 2 (c balando a fl. 3 e 4)
feitas pelo commercanle Manoel Jos Ferreira Cus
lito para termo legal de sua existencia, pelo que
mando se ponhara sellos em lodos os bens, livros e
papis do fallido, devendo para islo fazer-se pasti-
ciparao ao respectivo juiz de paz.'e nomeio para cu-
rador fiscal aos credores Tasso & Irmaos, que presta-
ran o juramento do esrylo, e designo o dia 8 do cor.
rente as 10 horas da manhaa para a rcunia dos cre-
dores, afim de so uomcarem os depositarios, pagas as
cristas pelo fallido. Recife 2 de marco de 1855.
Rufino Augusto de Almeida.
Nada mais se conlinha em dita minha senlen-
ca, pela qual mandei passar a presente carta de edi-
tal, para que lodos os credores presentes do referido
fallido comparecam na casa de minha residencia no
dia cima indicado, atim dse proceder a nomoac.3o
de depositario, ou depositarios que bao de receber e
administrar provisoriamente a casa fallida.
E para que chegue a noticia de lodos mandei pas-
sar a prsenle, o dous do mesmo Ihcor, sendo um
publicado pela imprensa, e os mais afinados nos la-
gares do costume.
Dada nesla cidade do Recife de Pernambuco, 5 de
marco de 1855. Eu Pedro Tertuliano da foiilia,
escrivao subscrevi.ufino Augusto de Almeida.
Joao Ignacio de Medeiros Reg, commercianle ma-
triculado, deputado commercial do tribunal de
commercio da provincia de Pernambuco cjuiz
commssaro nomcado pelo mesmo tribunal.
Fajo saber que nao lendo comparecido na reu-
nio, que leve logar no dia 23 do correnle, os cre-
dores da casa fallida de Oliveira Irmaos & Compa-
nhia, Leonino Brothers, Jacomo P. Irm.
Carboni, Gamba Scomio & Mello, Freres Bosanero,
Antonio Joaquim de Oliveira Mello, Novacs & Pas-
tos, Viuva Seve, Scbasliao Jos.': de Figueiredo, que
residem fora dcsle imperio, ou Antro delle, mas
em domicilios nao conhecidos, por nao ler sido a
convocarao feila segando o art. 135 do rcgulamcn-
Ul*. 738 de 25 de novembro de 1850, convoco pe-
lo presente edilal a ditos credores para que compa-
recam no da 4 dejunho do correnle anno, pelas 11
horas da manhaa, cm casa da minha residencia na
rna da Crnz n. 9 do bairro do Recife, afim de qoe
reunidos em minha presenca, com lodos os mais
credores da mesma casa fallida, verifiquen! os seus
crditos, se forme o contrato de nniao, e se proce-
da a nomearuo de administradores dos bens da di-
la caa fallida, adverlindo que nenhum credor se-
r admillido por procurador se etle nao tiver pode-
res e*peciaet para o acto, e qoe a procuraco nao
anno pelas 11 horas da manha/na casa da residen- aos^-re[Opchos, (pie deixem de etec-
ciados mesmos fallidos, na ra da Cadeia do bairro fIl,altJuer negocio COm um de OUrO
do Ilecife n. 52, afim Je qua reunidos em minha Patcnte SU'SSO n. 27870, o. qual ioi furta-
presenja lodos os credores da referida casa fallida, P nesia typograpliia.
verifiquen, os seus credilos, deliberen, sobre a con- AENCU bE pASSAPORTES E F0UU
CORRIDA.
Claudino do Reg Lima, despachante pela repar-
tirn da polica, despacha passaportes para denlr e
fura do imperio, e folha coirida : na ra da Praia
n. 43, primeiro andar.
I. Th. Freas vai Kuropa.
Os credores da firma Alboquerqae & C. le-
riham a bondade do apresentar seas ttulos de divi-
das oa conla, no escrplorio do Sr% Jos Joaqnimde
-Miranda : ra da Cadeia do Recife n. 46. primeiro
andar.
Precisa-sc de urna ama para casa de ponca fa-
milia : na ra da Guia u. 44.
Manoel Joaquim Lobato, ora ausente, por ten
baslante procurador, faz publico que a taberna u.
tSdoscxposlos lhe perlence por compra que della
fez a Jo3o Jos Lopes da Silva em 9 de agosto de
IS53. como consta do juizo da segunda vara do com-
mercio, escrivao laptsta, da camara.da arerirao, de
sello, pelo imposto geral, e do consulado pel pro-
vincial, e que na dita taberna tem como seu caixei-
ro gerente a Francisco Seleslrino Ramos.
suas revelias. E para que chegue ao conhecimcnlo
afiixado na praca do Commercio e publicado pelo
Diario de Pernambuco, Dado e passado nesla ci-
dade do Recife de Pernambuco aos 9 de fevereiro
de 1855. Eu Diuamerico Augusto do Reg Rangel,
escrivao juramentado o escrevi. yoilo Pinto de Le-
mos, juiz comraissario.
DECLARACO'ES.
Pela subdejegaca da freguezia da Boa-Vista
se Taz publico, qne no dia 2 do correnle fra apure-
hendido na roa da Trempe um cavallo caslanho es-
curo, sellado e enfreiado: seu dono compareca peran-
le a mesma subdelegacia. Subdelcgacia da freguezia
da Boa-Vista 3 de fevereiro de 1855-O subdelega-
do supplcnlc em exercicio, A. F. Martin Ribeiro.
Por esla contadura se faz publico, que do 1.
ao ullimo do marro futuro, se arrecadarao bocea
do cofre os impostos sobre eslabclccimentos de com-
mercio e industria, ficaudo sojeilos a multa eslabe-
lecda os que nao pagarem dentro do mesmo lempo.
Conladoria municipal do Recife 28 de fevereiro de
1855.No impedimento do contador, o amanuense,
Francisco Canuto da Doaviagem.
A administrarlo gcral dos eslabelecimenlos de
raridade manda fazer publico, qne nao se tendo ef-
fectuado a arrematarlo de fornecimenlo de agua pa-
ra o hospital dos Lasaros, ficou transferida para o
dia 8 do correnle, pelat 5 horas da larde, ua sala de
suatsessOes, aondo aprescnlaro os prelendenles suas
propostas em caria fechada, designando o menor pre-
co porque Ibes convicr fazer dito fornecimenlo. Ad-
minislraco geral dos eslabelecimenlos decaridade 1.
de marc.0 de 1855.O escrivao,
Antonio Jos Gomes do Correio
De ordem do Exm. Sr. director geral da ins-
Irucc.lo publica, fajo saber a quem convicr, que est
a concurso, a cadeira de instracrao elementar do pri-
meiro grao da villa de Sernhaem, com 60 dias de
prazo, conlaJos da data desta.
produzir o devido efieilo7e i^^^n'o^ i.'E^^Sl^r^"* '** *+ P
-------------------------------------_------------------- Na ra. Diretta segundo andar do so-
AV1SQS MARTIMOS. lirado n. 112, precisa-e de urna ama for-
.. r ~r 7~~ ra Para ei'vico da casa.
Para o Ceara segu no fim da prsenle semana ,
clararan em virlude do nuil n claracaoc-m virlude do qual sendo-me conclusos os Josc V.anna ; para o resto da carga, Irata-sc na ra vender na ra, e Cue tetilla miil >lmim
aulot, nelles det a minha scutenca do theor seguin- do Vigario n. 5. ', ^, ta"d mal* a'gum-
PABA O BIO I)F JA WIRi P"*"". na duT.dandosepagar bem: a
1-AltA U I1IU_ Ut J A.NLIRO. tratar no aterro da Boa-Vista n. 75.
balic com muita brevidade, por ter a p,,;, j n- ./
maior parte do seu carregamento promp- ~P =" J ofl.ciacs dealfa.alc, tan-
mao julgo o mesmo commerciante fallido, e declaro ro, a bem conhecida veleira escuna naci ? x, 1 F^. ^^ miuda : "a ^a
aberta sua fallencia desde odia 1. do correnle, que nai Tamega : para o resto da cargad De0S H' G' Pm
passageiros e escravos a frete, trata-se com
Novacs & C., na ra do Trapiche n. 34.
Babia. La,T r-3'itarclli participa ao rcspeilavel publico,
O hiate Crrelo do Norte transferio a viagem pa- ^ ,-ta^.^' L2^d"
ra esse porto ; segu uestes dias, c aiuda pode rece- .,' ''S.\, 0rl ber alguma carga : trala-se cora Caelano Cvriaco da ,,- f "ora,,(.,1a noile ?'.? OB do sea
C.M.tao lado do Corno Santn. 25. 'r,acoa'1 preshmo se q.nzer ut.bsar, dirija-* mesma casa.
C. M., ao lacjo do Corpo Santo n. 25
Para o Aracaty egue com hrevidade o hiale
Duvidoso, por j ler parle da carga ; para o resto e
passageiros, Irala-se cora Joaquim Jos Marlins, oa
ua ra do Vigario 11.11.
Linda, capilao Alexandre Jos Alves ; para o res-
to de seu carregamento, trala-se com o consignata-
rio Eduardo Fcrreira Bailar, na ra do Vigario n. 5
ou com o capitao. na praca do commercio.
BIO DE JANEIRO.
Para o Rio de Janeiro sabe com nmita
brevidade, o brigue nacional Sagitario,
pelos porlos n-
ter medios: pa-
ra passagem, trala-se na agencia da ra da Cadeia
- Para o Rio de Janeiro sbguo cm poneos dias o
brieuc Feliz Destino ; para o resto da carga, pat-
sacelrot e escravos a frete, trala-se un os cousi^ea-
larios Isaac Curio & Companhia, na ra da Cruz
,------------ _------...,.vv.. Muaiui-icu renle, as 10 horas da manhaa era ponto, no seu es-
criploro, ra da Cadeia do Recife.
AVISOS DIVERSOS.
logra-se a pessoa vi ma no va-
por Guanabara, qne trouxe de Ma-
celo uma carta para Manoel El-
gueiia le *'aria Jnior, que a
queira mandar a' livraria n. O e 8
da praca da Independencia.
De bordo do vapor TOCANTINS, foi
ATTEHQAO'.
RBEO ILlf *
@ Cenvidam-te aos Srs. socios, para compa-
SC recerem na casa de suas partidas, no dia !) do
corrente, as 1 horat da larde, com saas pro-
X) postas para convile; e na mesma occatiao se
marcar o dia do baile.
Obacbarel A. R. de Torres Bandei-
ra, professor substituto de Rhetorica c
Geographia nolycu desta provincia, con-
tinua a entinar, ale'm dos referidos pre-
paratorios, philosophia, francez e inglez:
quem do seu prestimo se uuizer utiisar,
pode procura-lo para este im na na es-
treita do Rosario n. 41 segundo andar, ou
no segundo andar do sobrado da ra No-
va, que faz (juina para a camboa rjo ar-
mo ; adverte que as aulas terao lugar de
1 hora da tarde at2 e meia, e das 4 at 6
e meia.
Quem annanciou precisar de 2Ofjj}000 rs. com
socuranca cm ama escrava, dirija-te a ra das Cro-
zcs n. 20 primeiro andar, Mcriplorio do Allahj de.
O abaixo assignadoroga a pessoa que
ilie pedio emprestada a obraJUIF ER-
KANTdo Sr. E. Sue em 10 vol. in 8
edicto de Paris, que se digne de Ih'a res-
tituir.I)r. Joaquim de Aquino Fonseca.
Da-se dinheiro ajaros, com peuho-
res de our,o ou prata: na ra do Cabuga'
SAL DE DEt.
das 7 horas da manhaa at as 9. O mesmo te oflere-
co a dar lir;es particulares as hora convencionadas.
Precisa-se de uma ama de leite, qne seja lim-
pa e tadia: quem pretender criar, dirija-se i rna do
Derlas, sobrado de um andar n. 72.
Pela primeira vira do civel, escrivao Molla, se
ha de arrematar os alugueisda cata de sobrado, tita
Para a ilha de S. Miguel pretende seeuir via-
gem ncslcs dias o patacho porluguez Alfredo ; para
carga e alguns passageiros, trala-se com os consigna- "" "* """/"-' alu8ue't da casa de sobrado, sita
larios Johnston Pater & Companhia, na ra do Viga- i-3 ru^ da Mo?1a n" -' Pr eseeuciio.de Joaquim
ro n. 3. Francisco de Alem, conlra Mauoel Carneiro de At-
- Para o Porto .egue imprelerivolmenle a 15 do do^efe U,*rda' ""^ *
correnle a veleira e bem condecida escuna nacional
Precisa-sede srvenles para obra de nedreiro,
que sejam bons : na obra da rna do Crespo, ionio
ao arco de Santo Antonio; paga-te bem.
O abaixo assignado, lendo ido preto por 6
diat, como alfcres da guarda nacional, ui reeolhido
ao quartel do dcimo balalhao, e boje pelas 'J horas
foi sollo. Mu grato sou ao* meus amigos, qoe ro-
bustas preva me deram de quanto me eelimam.
------. .' ----"- v..^...,. ^(iiaiioii nusi.13 picvas rae ueram de quanto me eilimam, a
de primeira classe, o qual ja' lem a maior Par|ic"larmenle ao meu amigo Josc Ignacio de Loy-
partedoseu carregamento promp.o : pa- t^vVa^onT^T^StS^X-
ra o estante e passageiros, trala-sc com "ente Rocha, que durante 6 dias me trataran com
Manoel Francisco da Silva Carrico, na 'anla dclerencia, que eterno ser meu agradecimen-
rnadnrjvll.o-;v r. 17 v,r,,,,.i ,1' ,0 1uc'ram tao distinclo* cavalleirorreceber meus
uadoLollegion. li segundo andar, ou emboras, contando sempre com os meus limitado^
com o capitao a bordo.
Companhia dos vapores de Liverpool.
Espera-se do
sul no da H do
. correnle, o va-
/ B 1) por ngl. Pam-
p res limos.
Recife 5 demarco de \
Gamillo Augusto Ferreira da Silva.
Como qBer que no Retrospeclo Semanal, na par-
le em que annuncia as igrejas ontic esle anno se
lem celebradoot termocs quaresmal.nan selemKrasso
de meuciouar a igreja da gloriosa Santa Rita da
a, onde tambem te tem feilo celebrar com todo
pero, cormnan- esplendor, por isso oue o sen pregador l.o o Illm a
danto1 liaran;, Rvm padre meslre Ir. Joao CapUlrano de Me"L
o qual depo.s Ca, dianissimo pregador da capella imperial, o qua!
da demora do ,1S|C ministerio nao reala nada a desejar, e para ana
coslumo sahira r.eis dovolos nao liquen, privado, de o, paree"!
pare K.verpool rem esle. actos por igorarem, por so julguei de
meu dever fazer inlellicenciar por este meio ao
rcspeiavel pablico.O decoto de Santa Rita.
Olfcrece-se para bolieiro de cata particolar usa
liomcm chegado de prximo ; quem precisar, dirija-
se a roa da Cadeia de Santo Antonio n. 21, catada
marcineiro ; o qual d fiador a soa condaeta.
LEI LOES.
Quinla-feira, 8 do correnle, as lt hora* da
105000 rs. deacliado.
Pcrdeu-te ama pulceir. de nure, enmallada, pro-
pna de menina, da capella de Santo-Amaro al o
Hospital do* tazaros: quem a achar eflzereon*-
ciencia lera 10000,r*.de graiifica^ao, sea entregar
no largo da Ribeira esquina da roa de Seala-ftita,
taberna n. 1.
Mil Til Aflll
t


DIARIO OE PEBHAMBilCO. TERpA FEIRA 6 PE MARCO D 1855.
Aluga-se nina prela para ama de Santo Amaro, casa da quina n. 26, na frcguczia
de Sanio Antonio.
CH AROBE
O
BOSQUE
0 nnico ilepositoronlina a ser na ho|ca de Bar-
llioloincu Francisco de Snuza, na ra larga do ltosa-
rio ii. :(6; garrafas grandes 5Q50O e pequeas 3^000.
IMPRTAME PARA 0 PIBLICO.
Pira cura graos, quer motivada por conslipaces, lossc, aslh-
nia, plearii, escarros de sangue, dor de costados e
|>eilo, palpitara no coracao, coqueluche, bronrhilc,
dr na garganta, c todas as moleslias dos orgaos pul-
monares.
NO C0NULT0RI0 8
DO DR CASANOVA
RUA DAS CRUZES N. 28,
\endem-se carteiras de homeopalhia de lo-
1 dos os lamanhos, por precos mnilo em conla.
Elementos de homeopalliia, 4 vols. 68000
Tinturas aescolher, cada vidro. 18000
Tubos avulsos a escollier a 500 e 300
Consultas gratis para os pobres.
5500 Recebe 5:000s000
25600 D 2:.i00S000
19440 l:2.VteO00
720 62.18000
600 i> 5008000
320 i> 2505000
Na ra das Cruzes n. 40, taberna do Campos,
ka das melhores e mais modernas bichas hambur-
gueas para vender-se em grandes porpes c a rela-
lho, e lambem se aluga.
Joias as mais morfemas.
Os abaiio assignados, donos da loja de ourives, na
rna doCabug n. II, confronte ao pateo da matriz e
ra Nava, fazem publico, queslao recebendo con-
tinuadamente niuilo ricas obras de ouro dos roeiho-
res gostos, lanto para senhorxs como para homens e
meninos ; os precos enntinuam mesino baratos como
lew sido, c passa-se conlas coiu responsabilidade,
especificando a qualidade do ouco de 11 ou 18 qui-
lates, tirando assim sujeilos os mesmos por qualquer
duvida.Seraphim & Irmao.
-- O caulelisla Antonio Jos Rodrigues de Souza
Jnior tein resolvido daqui em diaiite. venders
suas cautelas e bilheles aos preros abaixo declara-
dos, obrigando-se a pagar por inlciro sem o dcscon-
% da lei, os premios grandes que scus liillie-
les e cautelas obliverem.
Hillielcs inteirc-s
Meios billieles
QaartM
(ilavos
Decimos
Vigsimos
E por isso acaba de expr venda as Iojas do cos-
tme, osseus bilheles e cautelas da 1." parle da 5.
lotera do Kosario da Boa-Vista, cujas rodas andam
infallivelmenle a 10 do corrente.
LOTERAS da provincia.
Aclum-se i venda os bilheles da 1. parte da j."
a benecio da igreja de N. S. do Rosario da
Boa-Vista, iinicanjcntc na thesouraria das loteras,
la rna du Collegio n. 15, e corre imprelerivelmenle
no dia 10 de marco.O thesoiireiro,
Francitco Antonio de Oliteira.
J. mi DENTISTA, I
9 contina a residir na ra Nova n. 19, primei-
d ro andar. *
O Sr. Joao Nepomuceno Ferreira
ele Mello, que mora para o Salgadinho,
queira mandar receber urna encommen-
fla na livraria 11. e 8 da praca da Inde-
pendencia.
- Precisa-se de um bom coznlieiro, forro ou
captivo, d-se at 168000 por mez, para urna casa
estrangeira : a tralar na ra do Trapiche n. 38, ar-
niezem.
Precisa-se de urna ama forra mi captiva para
fazer o snico diario de urna casa de pouca familia :
quem pretender, dirija-se a ra do Collegio 11. 15,
aimazcui.
No Tiolcl da
blancas.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 RUA DO CO&H.UO 1 AHHAS 26.
i) Dr. P. A. I.obo Moscozo da consultas homGopathicas lodos os das aos pobres, desde 9 horas da
mandil al o meio dia, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noite.
Oflerece-se igualmente para pratienr qualquer operarn de cirargia, e acudir promplameulc a qual-
quer mulherque esleja mal de parlo, c cujas circumstancias no permiltam pagar ao medico.
NO CONSULTORIO DO DR. P. A. LODO MOZO.
25 RUA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUINTE:
Manual completo de meddicina homeopathica do Dr. G. II. Jahr, traduzido em por
luguez pelo Dr. Moscozo, quatro volumes encadernados em dous e acompanhado de .
um diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., ele...... 208000
Esla obra, a mais importante de todas as que Iralam do estudo c pratica da homeopathia, por ser a unir
que conten abaso fundamental d'csla doulriiuiA PATI10GENESIA OU EFFEITOS DOS MEDICA-
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DESAGEconhecimenlos que mo podemi dispensar as pes-
soas que se qucreni dedicar pratica da verdadeira medicina, iulcressa a todos os mdicos que quizercm
experimentar a oulrina de lahnemann, e por si meamos se convencerem da verdade d'clla : a lodos os
fazendeirose senhores de engenho que esiao longe dos recursos dos mdicos: a lodosos capilesde navio,
que urna ou outra vez nao podem deisar de acudir a qualquer incommodo seu ou de seus tripulantes :
a todos os pais de familia que por circnmslancias, que ntm sempre podem ser prevenidas, sao obriga-
dos a prestar in continenti os primeiros socenrros em suas enfermidades.
O vade-mecum do homeopalha ou Iraduccao da medicina domestica do Dr. llering,
obra lambem til s pessoas que se dedicam ao esludo da homeopathia, um volu-
nte grande, acompanhado do diccionario dos termos de medicina......
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, ele, etc., encardenado. .
Sem verdadeiros c bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pratica da
homeopathia, c o proprielario desle eslabelecimento se lisongeia de le-lo o mais bem montado possivel e
uinguem duvida hoje da grande superioridade dos seos medicamentos.
Boticas a 12 tubos grandes.....................
Bolicas de 2i medicamentos em glbulos, a 109, 128 e 159000 rs.
Dilas 36 ditos a..................
Dilas 48 ditos a..................
Dilas 60 dilos a................, .
Dilas 144 ditos a..................
Tubos avulsos.........................
Frascos de meia oura de lindura...............*....
Dilos de verdadeira lindura a rnica.................
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de tubos de cryslal de diversos lamanhos,
vidros para mcdicamenlos, e aprompta-se qualquer encommenda de medicamentoscom toda a brevida-
por procos muilo commodos.
Europa precisa-se de 2 criados
ORLEAJS
108000
:iaooo
88000
209000
259000
308000
60)000
19000
28000
29000
de e

No holel da Europa precisa-se de 2 negros por
aluguel.
Oflerece-se urna senliora casada para ensillar
meninas fura da cidade, a qual prometi dar bom
andamento : quem prcteuder, dirijn-se a ra do Li-
vrameulo n. 24, taberna.
- Aluga-M o primeiro andar do sobrado da ra
da Lapa n. 13, por barato prego; assim como par-
ticipare a pe-soa que o quera, que pode vir buscar
a clwvc pelo sjuslc que oQereceu : na praca da Boa-
Vista n.7.
. Oflerece-se nma pessoa muito habilitada para
tirar passaporles e correr folhas, assim como despa-
char escravos, ludo por menos prero de que outra
qualquer: quem precisar, dirija-se a ra Nova, la-
berna n. 50, a qualquer hora, que achara a pessoa
que se cncarrega.
Precisa-se de nm caixeiro que saiba bem ler e
escrever, para caiieiro de fra em urna padaria, e
qae tenha desle estabclecimenlo bstanle pratica :
aquello que se aaliar nestas circunstancias c alianrar
a sua conducta, pode dirigir-se ra larga do Ros'a-
rio, sobrado n. 18, junto ao quarlel, segundo audar,
que adiarlo com quem Iralar ; lambem se precisa
le um padeiro que enloda perfeilamente de fazer
pao e bolacha, e que saiba fornear com perfeirao.
Perdeu-sc no-da 2 de marro urna earleira, da
ra do Cordoniz al o Corpn Santo, leudo dentro 2
vales, um de 69500 e oulro de 8700, levando em
dmheiro de prala 6000, em papel (JOOO : roga-se a
pessoa que achar, querendo-a entregar, pode leva-la
a ra da Codorniz n. 4, que ser gratificada.
Prensa-so de ofliciaes para obras miudas : na
luja de alfaiale. na roa Nova, esquinada ponle.
Os abaiio assignados, ehegados a esla cidade
em dias do mez de oulubro protimo passado, trou-
xeram em sua companhia um menino seu prenle,
com idade de 14 annos, o qual chama-se Jos Ga-
uinc, subdito napolitano, assim como os annuncian-
Us, e se empregava em tocar harpa, o como se nao
saiba ha mais de um mez o desliuo que lomou, ro-
ga-se a lodas as autoridades policiaes ou pessoas par-
ticulares, se dignem o fazer couduzr ncsla cidade
aobecco do Abren n. 1, que promplamcnte se sa-
i toda e qualquer despeza que se fizer, c lam-
bem se gratificara a pessoa que dclle der noticia,c se
Inara summamcnlo grato. Pernambiico 1.de mar-
co de 1855. iusepp Antonio Imperatricc, Antonio
la Raja.
IMPENETRAVEIS.
Pelo ultimo vapor acabao de chegar os bem conhe-
cidos e apreciados capules, perneiras e bolas para
montara, de barradla, da qualidade mais superior
que lem viudo ao nosso mercado, por serem da bem
conbecida fabrica de Charles Macintosh & Compa-
nhia de Manchcsler, .de quem sao ageutcsiiesla prs-
ca os Srs. Adamsou Ilowie & Companhia ; acham-se
a venda na bem conhecida loja de Antonio Fran-
cisco l'ereira, ra do Crespo, a precos muito bara-
tos. I'orm adverte-se, para que nao apparegaalgu-
ma duvida, qne o nome do fabricante desla celebre
fabrici Iraz um carimbo especial encamado com o
nomec'o mesmo, em toda a sua manufactura.
Aforamentos.
Aforam~se terrenos na Soledade, pro-
prios para edilicacOes e para plantarues
de capim: a tratar no Manguinho, sitio
de II. Alves da Silva.
PERIDICO DOS POBRES-
Acha-se aberta a assignatura para esta
folha que se publica, escripia por mu i
habis pennas. no Rio de Janeiro, e sob
a direccao de A. M. Morando ; ja' conta
seis annos de existencia e sempre lia go-
zado de toda a estima, tanto na corte como
em lodas as provincias. Assigna-se na li-
viana da praca da Independencia n. 6 e
8 por 2$000 por trimestre, i.sOOO por se-
mestre, e 8,s'por urna nno: convida-se acs
amantes da leitura para que venbam as-
M/jnar ate a chegada do Imperador, que
s espera do norte, alim de receberem a
colleccao no primeiro vapor.
8*0. Thereza Alejandrina de S"za Bandei- 4(
ra, profossora particular, lem accrescenlado #
4) aos ensinus de primeiras f liras, costura e va-
<$ nos bordados.mais dous: msica e urammali- &
ca : se alguem quer servr-sc de seu presli-
mo, pode dirigir-se ao paleo do Paraizo, prl- &
meiro andar, unido a igreja. gi
O Sr. Francisco Manoel Coellio, que
morou no Afogado queira annunciar
sua morada ou dirigir-se a esta typogra-
phia a negocio de seu interesse.
MASSA ADAMANTINA.
Ra do Rosario n. 36, segundo andar, Paulo Gai-
gnoui, dentista francez, chumba os denles com a
masa adamantina. Essa nova e maravilhosa com-
posicao lem a vanlagem de encher sem presso dolo-
rasa lodas as.anlr.iduosidades do denle, adqucrimln
em poucos instanles solidez igual a da podra mais
dura.o prometle restaurar os denles mais estragados,
com a forma e a cor primitiva.
Casa de consignarlo de escravos, na ra
dos Quarteis n. 2i
Coropram-se c recebem-se escravos de ambos os
sexos, para sevenderem de commissflo, lano para a
provincia como para fura dclla, ofl'erecendo-se para
sso toda a seguranza precisa para os dilos escravos.
g .'LBLICACAO' DO INSTITUTO 110
MEOPATIIICO DO BRASIL. f>
% IflESOURO HOMEOPATICO W
OU B
$ VADE-MECLM DO $)
<$) HOMEOPATHA.
ra) Melhodo conciso, claro e seguro de cu- SJ
rar homeopai/ticamente todas as molestias 7Z
que affligem a especie humana, e part- ffik cularmenle aquellas que reinam no lira- (,
? f/, redigido segundo os melhores Irata- "2Jk
^9 dos de homeopathia, tanto europeos como y?9
m americanos, e segundo a propria ciper- (A
Y2 enca, pelo l)r. Sabino Olegario Ludgera ^P
^9 Pinho. Esta obra he hoje reconhecda co- 'ffi
roo a melhor de lodas que Iralam daappli- a*
cacao homeopathica no curativo das mo- 'IW
ffl lestias. Os curiosos, principalmente, nao (Af
^j. podem dar um passo seguro sem possui-la e /*
%9 consulta-la. Os pais de familias, os senho- &>/
(i res de ensenho, sacerdotes, viajantes, ca- Ji
?2 P'lcs de navios, scrlanejos ele. ele, devem 7l
tp/ (c-la a maii para occorrer promplameulc a \ff)
iril qualquer caso de molestia. s\
*r Dous volumes em brochura por 109000 w
ify i- encadernados 118000 @)
z<#> Vende-se nicamente em casado autor
J7 no palacete da ra de S. F'ruucisco (Mun
m do Novo) n. (18 A.
'* i|

AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
([tie mudou a sua aula para a rita do Ran-
gcl n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos eexternos desde ja' por m-
dico preoo como lie publico: quem se
quizer utilisar de seu pequeo prestimo o,
pode procurar 110 segundo andar da refe-
rida casa a' qualcpier hora dos dias uteis.
S>S e@@3
9 DENTISTA FRANCEZ.
^ Paulo Gaignoui, eslabelecido na ra larga 0
9 do Kosario n. 36, secnndo andar, colloca den- (9
9 tesenm gengivss artiliciaes, c dentadu/a com- tt
9 pela, ou parle dola, com a presso do ar.
9 Tambem lem para vender agua dentfrico do
9 Dr. Pierre, e p para denles. Rna larga do
Rosario n. 36 segundo andar.
0
O cipiiao da galera americana lnlande de-
clara que nao se responsabilisa por divida alguma
fela por genio de sua Irlpulacjo.
Na loja do modas de madame Millochaii Bucs-
sard, aterro da Boa-Vislan. 1, alm denm sorlimen-
10 completo de objectoi para cufettir vestidos, lem
para quaresma, grozde imples, chamalole, crep fi-
jos de seda, a de algodao, bicos, rendas, mantas de
bico para cabera, lavas de malha finas, trancas, li-
tas, franja etc.: qnese venderao mnilo em coula.
ODr. A. A. Xavier de Brilo, medico, reside
na roa Nora n. 69, onde pode ser procurado para o
ejercicio de sua profissao.
Novos livros de homeopathia aiefrancez, obras
lodas de summa importancia :
Hahncniann, tratado das moleslias chronicas, 4 vo-
lumes............ 209000
Tesle, rrolcslias dos meninos.....6o(KK)
Heriiig, homeopathia domestica.....79000
Jahr, pharmacnpa homeopathica. 69OOO
Jahr, novo manual, 4 volumes .... I69OOO
Jahr, moleslias nervosas.......68000
Jahr, moleslias da pollo.......88000
Rapou, hisloria da homeopalhia, 2 volumes I69WX)
Uarlhmann, tratado completo das moleslias
dos meninos..........108000
A Tesle, malcra medica homeopathica. 88000
De Fayolle, doutrina medica homeopathica 79000
Clnica de Slaoneli .......69000
Casling, verdade da homeopalhia. 49000
Diccionario deNyslen.......10000
Aulas completo tampas coloridas, conlcndo a descripcao
de lodas as parles do corpo humano 308000
vedem-se lodos estes livros no consultorio homeopa-
Ihico do Dr. Lobo Moscoso, ra do Collegio 11. 25,
primeiro audar.
Precisa-se alugar um preto para ser-
vico de casa de homem solteiro : na roa
do Trapichen. 1(5.
Amelia Augnsla Marlins c Adriano Augusto
de Almeida, abaito assignados, declaram que tem
dissolvido desde o 1. de Janeiro desle auno a socie-
dade que linham na luja da ra do Crespo n. 16, sob
a firma de Viuva Brandan & Irmao ; Picando a car-
go de Adriano Augusto de .Mnenla e Joao de Cas-
tro Guimaraes, que se lera as-ociado, todo o aclivo e
passivo do eslabelecimenlo, que contina dcbaixo da
firma Adriano & Castro.Amelia Augusta Mar-
lins, Adriano Augusto de Almeida.
Quem livor 1 ou 2 prelas que queira alugar,
para vender na ra, dirija-se a ra de Aguas-Verdes
n. 23,sobrado.
O Sr. Arcadio de Almeida Fortuna lem nma
caria % inda do norte : na ru.i do Trapiche Novo u.
16, segundo andar..
Mobilia de aluguel.
Alugam-se mobilias completas, ou qualquer traste
separado, a voulade do alugador, por preco comino-
do : na ra Nova, armazem de trastes do Pinto, do-
fronte da ra de Sanio Amaro.
Rostron Rooker & C, consignatarios
da barca americana Wickery, declaram
pelo presente que nao se responsabilisam
por quaesquer contas ou despezas cll'ec-
tuadas pela dita barca sem ordem expres-
sa ou por escripia, dada no seu escripto-
rio. Recife 2 de mareo de 1855.
A nova casa de pasto da ra das Cruzes n. 39,
declara a lodos os freguezes, que lem lodas as qua-
lidades de comedorias, caf cha, a loda hora do dia
e d almocos c jantares para fora, e na mesma casa
se precisa alugar um escravo para srvenle, e que
d-se bom ordenade.
A pessoa que annunciou, com idade de 16 a
18 anuos, chegado ha pouco da cidade do Porto, com
alguma pratica de taberna, procure na ra do Mon-
dego, taberna.
D. Mara Severna da Conceicao Aranjo, com
suas filhas menores Maria Emilia da Conceicao A-
raujo e Brigida do Carino Araujo, Maria l.uiza do
Carmo Araujo. Leopoldina doCarmo Araujo, reli-
ra-se para a Europa.
Descja-se saber ncsla praca quem he o corres-
pondente do Sr. Francisco Xavier de Araujo, senhor
do eugenho inga, na comarca de Nazarelh, para Ihe
ser entregue urna carta viuda do sul : na ra do
Crespo n. 10.
Acha-se contratada a venda da casa terrea da
ra da Senzala-Velha n. 'i(>: havendo quem se op-
ponha a esle negocio por qualquer titulo, anniincic
neslos Iros das por este Diario.
N.1o leudo lido lugar a rcuniao dos credores
de massa fallida de NunMara de Scxas,conforme
convidei para o dia 1. do corrente, por ojoiz ila
2. vaia ler passado a vara para o primeiro supplcn-
le era consecuencia de ler lomado as;ento na assem-
bla provincial, pelo que passo a convidar novamen-
le aos credores para o dia 8 do corrente para reu-
nirem ies{2 horas da larde conforme os m us ante-
riores annnncios. Recife l de marro de 1855.
Joao Pinlo de Lemos Jnior, curador fiscal.
Desappareceu da casa de Antonio Jos Gomes
do Correio, DR cidade Nova, em Sanio Amaro, um
papagaio contrafeilo : quem o liver adiado, e nao
querendo ler o incommodo de o Iralar, pode leva-lo
casa cima indicada, que ser gratificado, alm do
favor que com isso fura a seu proprio dono.
Precisa-se de urna mulhcr que saiba cozinhar
e fazer o servir de urna casa de pouca familia : no
largo do Terco, sobrado n. 14.
Precisa-se alugar 11 m sobran dou casa terrea :
quem litar para alugar, annuucie por esta folha.
I.ava-se e engomma-sc com loda a perfeirao e
aceio, e enlrega-se a roopa lodos os 8 dias : na" loja
do sobrado n. 40, ra da Aurora.
-se gratis para morar, com a condicao de
zelar, um silio na Capunga : os prelendcntes diri-
jam-se ao armazem da ra do Azeile de Peixc, nu-
mero 13.
COMPRAS.
[S DE LISTR4.DE SEDA.
<00 r. o coiat*.
Vendcro-se na ra do Queimado, Taje n. 17, de
Paria t\- Lopes, para liquidarlo de conlas.
FAZENDAS PRETAS BARATAS
PARA HOMENS E SEMIORAS.
Na ra do Oueimado. luja n. 17, vendem-se as se-
gnrotea fazendas.prelas para Dpngens e senhoras:
corles de raseiniras prelas linas a 5V50O, panno pre-
to lino, de cores firmes, a 11, i o ."'OOO, e muilo fino,
de prova de lima, a 6 e 79000 o covado, sarja prela
licspanhola verdadeira, crosdenapole prelo liso, se-
lim prelo de Mario, setim prelo Uvrado, velludo
prelo porlugue/. do melhor. chamalole adamascado,
alpakas de lustre filias, ludo por preco muilo em
conla.
(ORES DE ALPAKA M
ALGODAO ESCOCESA
A TRES MU. E D17.ENT0S:
na loja da ra do Queimado 11. 17, ao pe da bo-
tica.
TARLATANA ESCOCEZA
A S500 rs. o corte
Vendem-se na ra do 0"cmado. loja n, 17, ao p
da botica, os modernos cortes do vestidos delarlala-
na desedaescoceza, com 8 t|2 varas cada um, de
padrocs novos c lindas cores, a 1-8J00.
DEPOSITO DO CHOCOLATE HYf.IE-
NICO DA FABRICA COLONIAL.
Este chocolate, o unico preparado com
substancias puras, nutritivas e higini-
cas: vende-se em casa de L. Lecomte Fe-
ron & C: ra da Cruz 11. 20.
Precos:
Extra-fino. '. 800 a lib.
Superior.. G'tO >.
Fino.....500
- Vende-se sal a relalho, islo lie, dealqucire pa-
ra cima, a 1^120, medida velha, muilo proprio para
o consumo desta cidade por ser de graa lina e inuilo
alvo : quem precisar, apparera 110 armazem de cou-
ros salgados, na ra Imperial 11. 31, que adiar sem-
pre e a loda hora com quem Iralar.
Vende-se urna osera va com urna cria : na ra
da Cadeia do Recife, loja n. 50.
Vende-se um bom cavallo: na ra
do Cabuga' loja de miude/.as de 4 portas,
n. 1B.
Vende-se a casa n. 18 do aterro da
Boa-Vista, pertenecnte ao fallecido Dr.
Comes, de 5 andares e sotao, da melhor e
moderna coiistruccQo: os pretendentes
podem dirigir-se ao procurador da her-
deira do mesmo Tallecido, autorisadopara
mesma venda. Joao Pinto de Lemos.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
ra do Brum logo na entrada, e defron
te do Arsenal de Maiinha ha' sempre
um grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
existem quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. O
precos sao' os mais commodos.
FRASCOS DE VIDRO DE BOCCA LARGA
COM ROLDAS.
Novo sortimento do tamanho de 1 a
12 libras.
Vendem-se na botica de Hartholomeu Francisco
de Souza, ra larga do /{osario n. 36, por menor
preco que cm outra qualquer parte.
Vende-se superior feijao mulalinho, em sacras
grandes, a 1 l>(KH>.superior arroz do Maranhoedo
Sul a 25OOO. a 19900 a arroba, c a 70 rs. a libra : na
111 ra Direila 11. 8.
VIDROS PARA VIDRACAS.
\ iMidcm-se em caitas, em casa de Rarlhomcu
Francisco de Souza, ra larga do Rosario u. 36.
Chcgucm a pechincha.
Vendem-se saccas com feijao mulalinho, em per-
feilo estado, pelo baralo prcro de 8J000 a sueca : 110
largo da alfandega, armazem u. 7.
SYSTEMA MEDICO DE HOLLOWAY.
^1
PlLULAS HOLLOWAY.
Este incsiimavcl especifico, composto iuteiramea-
le de berras medicinaes, nao rnnlcm mercurio, nem
mitra alguma substancia deleclerca. Benigno a mais
tenra infancia, c a compleicao mais delicada, he
igualmente promplo e seguro para desarraigar o mal
na compleicao mais robusta; he inlcramenlc inno-
cente cm suas operaee* e ctfeitos ; pois busca c re-
move as doenras ile qualquer especio o grao, por
mais antigs e lenazes quesejam.
Eulre milhares de pessoas curadas com esle re-
medio, muilas queja eslavam as portas da unirlo,
perseverando cm seu uso, conseguiram recobrar a
sade c forras, depoisde haver leutado intilmente
lodos os outros remedios.
As mais afilelas nao d,evem enlregar-se desespe-
rarlo ; faram um competente ensato dos eica/cs
elleilos desla assombrosa medicina, e prestes recu-
pera rao o beneficio da sade.
Nao se perca lempo em lomar csse remedio para
qualquer das seguidles enfermidades :
Febre loda especie.
Gola
Ilemorrhoidas.
Hydropisia.
Ictericia.
Indigcsloes.
Inll.nninacocs.
Irregularidades da mcus-
Iruacao.
Lombrgas de loda espe-
cie.
Mal-de-pedra.
Manchas na culis.
Ohslruccao de venlre.
Phlhisicaou ronsiiiiipca
pulmonar.
Releurao d'ourina.
Rhcuiiialismo.
S> mplomas secundarios.
Temores.
Tico doloroso.
L'leers.
Venreo (mal).
$
!
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
Rada 1 ecentemente, recommen-
da-se aos senhorta de engenhos os
seus lions elreilos ja' esperimen-
tados: na ra da Crzn. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
Jos Pinto deMagalhaes&C, teem mu-
dado seu estabelecimento de carros fne-
bres da ra Augusta, para o pateo do Pa-
raizo casa n. 10, outr'ora de Francisco
Lucas Ferrara, ah os encontrarlo promp-
los a ornecer carros funebres de primen-
la a (piarla oixlem, com todos os pannos
e adornos rccommendadosnoregulamen-
to do cemiterio ; tambem fornece carros
(Je passeio, cera, armado, msica, guia
etc., espera bem servir aquellas pessoas
quesedignarem procura-Ios; aaclividade
aosannunciantes he conliecida por muita
gente: 110 mesmo estabelecimento alu-
gam-se catxes e vendem-se mortalhas
3e pinho.
- *
N3o tendoapparecido ate hojea mu-
lhcr que se contratara para servir a urna
familia de duas pessoas na povoacao de
Compra-sc efierlivamenle brunze, latao e co
bre vclho : no deposito da fundirao d'Aurora, na
ra do Brum, logo na entrada n. 28, e na mesma
fundirao em S. Amaro.
Compra-se o compendio do grammatica 6eve-
110, em bom eslado : na ra das Flores n. 37, pri-
meiro andar.
Na ra larga do Rosario n. 38, compram-sc
escravos de ambos osseos, preferindo-se os de ida-
de de 12 a 25 annos, e os que liverera oflicios, qual-
quer que seja a idade, nao se olhando a preco.
Compram-sc palacies brasileiros e hespanhes:
na ruada Cadeia do Recife n. 5i.
VENDAS.
ALIANAI PAR .855.
Sahiram a' luz as folhinhas de algibei-
ra com o almanak administrativo, mer-
cantil, agrcola e industrial desta provin-
cia, corrigido e accrescenlado, contendo
400 paginas : vende-se a 500 rs., na li-
vraria n. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
COI PEQUERO TOQUE DE
ATARA.
Petas de madapolo a 23500 e 38000 : na ra do
Crespo, loja da esquina que volla para a cadeia.
COBERTORES ESCROS E
BRANCOS.
Na ra do Crespo,loja da esquina que volla para a
cadeia, vendem-se cobertores escuros, proprios para
escravos, a 720, dilos grandes, bem cncorpados, a
15280, ditos brancas a 1200, dilos com pello imi-
tando os de lia a 15280, dilos de lila a 25100 cada
um.
PARA A QUARESMA.
Sarja prcla hespanhola de priincira qualidade. sc-
lim prelo muilo superior, easemira prcla franccia,
dila setim, velludo prelo superior, panno prelo mui-
lo fino, com lustre e prova de lintao, c deoulras qua-
lidades mais.abaixo : vendem-se na ra do Crespo,
loja da esquina que volla para a cadeia.
MELPOMENE DE LA A' DE QUADROS.
GOSTO ESCCEZ
A 400 rs. o covado.
Vende-se para ullininr.!lo de conlas : na loja de
Faria & Lopes, ra do Queimado n. 17.
BRAZELEZA PARA VESTIDOS
DE SENIORA
A GiO RS. O COVADO.
Pelo ultimo vapor viudo da Europa, rhegnu upia
ApipilCOS, avisa-se a qUCm a"i$S0 s OU- finda noya de furia-cores. Incida de seda e lila, de
, i- quadros e do lislras, propria para vestidos de senho-
zer prestar, que tlua^a-se a ra estrella ra, a qual fazenda chainam ou inlitulam ern Londres
do Rosario n. 28, (|ue se dura' o ordena- Por Brazeleza, aonde na presen le cstajilo he a fazen-
do mensal de 1 iiOOO.
Preeisa-se fallar com o Sr. l)r. Leonardo Au-
gusto l'ereira Lilil, a negocio que lhe inleressa :
na ra do Livramenlo n. 2.
Prccisa.se alagar urna prela para o servijo de
orna casa de pouca familia 1 na Boa-Vista, roa do
Rosario, n. 30.
da da moda : vende-se nicamente na loja n. 17 da
roa do Queimado, ao p da botica, pelo baralo pre-
co de CO cada covado.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. & C. em
Santo Amaro acha-se para vender aras
dos d ferro de 7-91 c y qualidade.
Vendem-se clmped
godao com barras 4.
Baetas decores, de superior qua-
lidade.
Meias cras de algodao para ho-
mem.
Ditas de dito brancas
nhora.
para so-
Camisas de meia de algodao pa-
ra homem.
Lutos de seda preta e de cores,
para homem c senliora.
Meias ditas para senliora.
Linhas de algodao em novellos.
Bicos e rendas de algodao.
Fitas de algodao branco, de seda
de cores sortidas, e de laa ditas.
Trancas de algodao e de seda, pa-
ra enfeites.
Em casa de Eduardo II. Hvalt,
yua do Trapiche Novo n. 18. *
COIROS DE LSTRE.
Vendem-se de superior qualidade che-
gados agora, da marca castello: em casa
de Eduardo H. Hyatt, ra do Trapiche
Novo n. 18.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se saccas grandes com muito su-
perior farinha de mandioca por preco
coinmodo : no armazem n. l do becco
do Azeite de Pcixe; ou a tratar com Anto-
nio de Almeida GomesC., na ra do
Trapiche Novo 11. 16, segundo andar.
Na ruado Trapichen. 1(5, cscriptorio
deRrandera Braiidis&C-, vende-se por
precos razoaveis.
Lonas, a imitaciip das de Russia, de
muito boa qualidade.
Papel para imprimir, frmalo grande e
pequeo.
Papel de cores em cai\as sortidas, mui-
to proprio para forrar chapeos.
Papel alinaco e de peso, branco c azul,
de boas qualidades.
Graxa para arreios de carro.
Candelabros de 6 luzes de feitio ele-
gante.
Tapetes finos.
Alvaiade de zinco muilo superior ao al-
vaiade eoramum. com o competente sec-
cante.
Vendem-se 2 carros muilo fortes, de prelos
carregarem fazendas, por prero coinmodo ; na ra
Nova, loja n. 67.
No alerro da Boa-Vista n. 55,
vende-se um carro novo em
branco, com quatro assentos c
de novo modelo.
ATTENCA'O.
Na loja da Estrella da ra do Queimado n. 7 ven-
dem-se as scguintfs fazendas para liquidar, corles de
casemiras de cores para raleas a IgOO, rorles de
brim de linho de cores para calca a 1^*00, chapeos
de massa francezesmuito modernos a (5OOO, pali-
tos de alpaca mesclada muilo modernos a 69000,
roadapoiao muilo lino a 39800 e 5OOO, o outras
minias fazendas que os freguezes, vendo os precos,
nSo deixarilo de compiar.
LIQUIDACO.
Corles de cassas rrancezas bonitos padroes com 7
o 1|2 varas a 3BG00* corle, inanlelclcs prelos a le
corea, muilo modernos a 05 rs., romeirasde lilde
linho bordadas dos melhores goslus que lem apare-
cido a 38800, meias ile fio da Escocia muilo linas
para senhoras a (00 rs. o par, lencos de CMM brao-
cos com barra de cor a 140 c ISO rs., c outros mui-
los objectos que se venden para liquidar conlas por
piceos commodos : na ra do Queimado 11. 7 loja
da estrella.
BAREfiE DE SEDA DE CORES.
Vende-se barege de seda de cores, proprio para
vestidos do senliora a 700 rs. o covado, indiana de
seda de quadros larcos a 7.0 o covado, luvas de scila
bordadas, cor de palh.-i, bramas e pretas a lj280 :
na ra do Queimado, loja n. 40.
Luvas de pellica pretas
propriai para senhoras e meninas, por serem de mi
pequea, a 2{0 a duzia de pares.
Accidentes epilpticos.
AI pureas.
Ampo las.
Areas (mal d').
Asllima.
Clicas.
Convulscs.
Debilidudc ou cxlcnua-
rao.
llebilidade ou falla de
forras para qualquer
cousa.
Uesinlcria.
Dor de garganta.
a de barriga.
a uos rio.
Dureza no venlre.
Enfermidades no ligado.
b venreas
Enxaqueca.
llervsipela.
Fcbres biliosas.
" intermitientes.
Vcudeni se.eslas pilulas no eslaheecimenlo geral
de Londres, n. 2ii, trand, e na loja de lodos os
boticarios, droguistas e oulras pessoas eucarregadas
de sua venda cm loda a America do bul, llavana e
llespanlia.
- Vende-se as boeelinhas a800 rcis. Cada urna del-
las conten urna inslruceao em portuguez para ex-
plicar o modo de se usar d'eslas pilulas.
deposito geral he em casa do Sr. Soum, phar-
maceutlco, na ra da Cruz u. 22, em Pciuam-
buco.
Vendem-se efierlivamenle pes de laranjas de
umbigo, selectas e da China, limito doce e lima de
umbigo deenxerlo, frucla-po de massa, ludoem h-
lalos, proprios para transportar : no principio da
estrada dos A Hlelos, lado esquerdo, casa de Manoel
Marques, que lem a frente piulada de ciuzenlo.
Na ra das Cruzes n. 22,. vende-se urna criou-
la de 30 annos, de figura mediana, perita engomma-
deira, costureira e cozinheira.
Allianeza.
Chegou nova porro dessa econmica fazenda prc-
la, com 0 palmos de largura, a 900 rs. o covado. pro-
pria para vestidos, mantilhas, Irages de clrigos e
religiosos, e oulras limitas obras : na ra do Quei-
mado 11. 21, loja de J. I*. Cesar.
CASEMIRAS BARATAS. .
A 39300, corles de casemiras de cores, e a 68500
easemira preta filia : na ra do Queimado n. 21.
PARA ACABAS.
Biscados francezes largos a 180 rs. o covado, corles
de vestidos de cassa com barra a 18fi00. cobertores
de algodilo .le cores mnilo epcorpados e erandes a
1:000, e cassas franeczas finas e fixas a 320 o cova-
do : na ra do Queimado, loja n. 21, de J. P. Cesar.
Cera em velas.
Vende-se cera em velas em caixas sor-
tidas de 50 e J00 ljh. cada nina, cliegadas
ltimamente de Lisboa, po* reco barato
para fechar contas : no larjfb da Assem-
blea 11. 12, armazem de Machado li I eiro.
Vende-se muito bom lele : na ra Direila n.
129, priiaejro andar.
Farinha de mandioca.
Vende-se saccas grandes com farinha :
110 armazem de Jos Joaquim Pereira de
Mello no caes da alfandega, e para por-
coes a tratar com Manoel Alves Guerra
Jnior, na ra do Trapichen. 14.
FIMO EM FOLHA.
Na rita do Amorim n. 39 armazem de
Manoel dos Santos Pinto, ha muito supe-
rior fumo cm folha para fazer charutos.
Chitas francezas largas a 180 rs. o covado.
Na ra do Crespo n. 5,vendem-se chitas francezas
largas de varios padroes pelo barato pre^o de 180 rs.
o rnvi.dn. Tambem se vende lencos de rambraia de
liona pelo baralissimo preco de 4-J200 a duzia: veu-
dc-se por esle prero para acabar um testo que an-
da cxisle.
FRESCES OVAS DO SERTAQ.
Vendem-se muilo frescaes ovas do scrlo : na ra
do Queimado, loja n. 1i.
llcnry Ciibson, roa da Cadeia do Recife n. CO,
lem para vender os scguinles arligos, os mais supe-
riores que vem para esle mercado e por muilo bara-
lo prejo, para fechamenlo de conlas : linha em no-
vellos de lodos os soi I imenlos, dila em carretel brau-
ca, dila em dito sorlida de cores, dita cm dito pre-
la, dila cm dito cor de chumbo, filas de laa sortidas,
dilas de coz para sapaleiro, lampeoes para carro e ca-
briole!.
Vendem-se ceblas do Lisboa despencadas a 18
rs. e I9OO o ecnlo ; dilas em molhos, a IfffJOO rs.,
sendo de 1000 para cma.e dahi para baxo, a 29000
rs. ; chocolate de Lisboa muito superior, a 29000
rs. a lata de i libras e 3|i ; a elle que esla 110 reslo :
na ra do Queimado n. i.
39 \enilc-sesarja prela hespanhola 9 qualidade, por prcrorasoavel: naruadoQuei- $
Diada loja do sobrado amarello n. 29, de Jos
Moreira Lopes. gt
@@@@3@8a}
FARELO MLITO NOVO.
Vendem-se saceos muito grandes com
farello chegado ltimamente: na ra do
Amorim n. 48.
Vendc-se superior chocolate ancez
do melhor (pie tem, apparecido no mei-
cado, e por prego muito commodo : na
ra da Cruz n. 2, primeiro andar.
Vendem-se relogios de ouro, patente
inglez, ditos de prata horizontal, ditos di-
tos dourados e ibleados, todos do melhor
goslo possivel e por pre.;o baratissimo:
na ra da Cruz n. 2G, primeiro andar.
NOVAS ALPACAS DE SEDA
A 50 0 rs. o covado.
Vendem-se na loja de Faria & Lopes, rna do
Queimado 11. 17, as modernas alpacas de seda, de uo-
vos c lindos dcscuhos, pelo mdico preco de ,>00 rs.
cada covado.
Vendc-se farinha de mandioca mili-
to superior a 3$500 rs. a sacca, no ar-
mazerr de Litiz Antonio Annes Jacome, e
110 de Jos Joaquim l'ereira de Mello no
caes da alfandega, e em potvao no cscrip-
torio de Aranaga & Iir\ an, na ra do Tra-
piche Novo 11. 0 segundo andar.
CAL VIRGEM.
a mais nova que ha no mercado, a prero commodo;
na ra do Trapiche n. 13, armazem le Baslos Ir-
maos.
8@a:*S@
0 lil A DO CRESPO N. 12. 0
Vende-se nesla loja superior damasco de m
9 seda de cores, sendo branco, encarnado, roxo,
por preco razoavel. e.%
^--~
Na livraria da ra do Coilegio n. 8.
vende-te uraaescolhida collecc;5o das mais
brilhantes pecas de msica para piano,
asquaes sao as melhores que se podem a-
cbar para fazer um rico presente.
FARINHA DE MANDIOCA.
Saccas com superior farinha de mandioca : no
arouera ilae Tasso Inuaos.
Em casa de J. Keller&C, na ra
da Cruz 11. 55 ha para vender excel-
lentes pianos vindos ltimamente de Ilam-
burgo.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, cm saccas (pie tem um alqueire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazensn. 3, 5e7 defronte da escadi-
nha, e no armazem defronte da porta da
alfandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes & C, na ra do Trapiche n. 34,
primeiro andar.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na ra da Cadeia do Recife n. 50 ha para vender
han 1- rom ral de Lisboa, rccenlemenle chegsda.
Vende-se urna halanra romana com lodos os
stus perlcnces. cm bcrm uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se ra da Cruz, armazam 11.4.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Rrum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, asquaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
em barcam-se -ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
CEMENTO ROMANO.
X. ende-sc superior computo em barricas grandes ;
assim como tambem vendem-se as linas : alraz do
Iheatro, armazem de Joaqun Lopes de Almeida.
Acanala da Edwln Uaw.
Na rna de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon-
& Companhia, acha-se conslanlemcnle bons sorli-
menlos de taixas de ferro coado e balido, tanto ra-
sa como fundas, moendas incliras todas de ferro pa-
ra animaos, agoa, etc., dilas para armar em madei-
ra de lodosos lamanhos e modelososmais moder-
nos, machina horisonlal para vapor com forja de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro estanhads
para casa de purgar, por menos pre^o que os de
cobre, esco-vens para navios, ferro da Suecia, fo-
lhas de llaudres ; ludo por baralo prec,o.
No armazem de Vctor Lasne, ra
da Cruz, n. 27, vende-se o seguinte : pa-
pel pintado para fono de salas, com
mui lindos desenlio* ; wermouth era ca-
xas de 12 garrafas ; diversos licores de
mui boa qualidade ; vinho verdadeiro
Bordeaux em caixas de duzia ; kirch
do melhor autor ; agua de flor de laran-
ja ; cognac verdadeiro ; ahsintli, choco-
late muito superior qualidade ; champa-
gne : o que tudo se vende muito em
conta, em relacao a' boa qualidade.
Na ra do Visario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se farclo novo, chegado de Lisboa pela barca G'ra-
tidao.
Vende-se excellenlc taimado de pinho, recen-
tementc chegado da America : na mi de Apollo
trapicha do Ferreira, a enlender-se com o adminis
rador do mesmo. .
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs- a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o memora ment do
assucar, acha-se a venda, cm latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bicber & Companhia, na ra da
Cruz. n. 4.
Vende-se urna rica mobilia de jaca
randa', com consolos e mesa de tampo de
marmore branco, a dinheiro ou a prazo,
confrmese ajustr : a tratar na ra do
Collegio n. 25, taberna.
Devoto C.I11 sino.
Sabio a luz a 2.a edirao do livrinho denominado
Devoto Christao.mais correctoe acrescenlado: vende-
se nicamente na livraria o. 6 e 8 da praca. da Io-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
PUBLICACAO' RELIGIOSA.
Sahio a luz o novo Mez de alaria, adoptado palos
reverendsimos padres capuchinhos de N. S. da l'e-
nha desla cidade, augmentado com a novena da Se-
nliora da Conceicao, e da noticia histrica, da me-
dalha milagrosa, edeN. S. do Rom Conselho : ven-
de-se nicamente na livraria n. 6 e 8 da prara da
independencia, a 1$000.
Moinhos de vento
'ombombasde reposo para regar borlase baixa,
decapim, na fundicao de D. W. Bovenan : na roa
do Brum ns. 6,8 e 10.
Na ra do Vigaro n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, rcdowas, scho-
tickes, modinhas tudo modrnissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Vendem-se ricos e modernos panos, recenle-
menle ehegados, de excellenles vozes, e presos com-
modos em casa de N. O. Bieber & Companhia, ra
da Cruz n. 4.
Vendem-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem de N. O. Bieber &C,, ra da
Cruzn. 4.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rna da
Senzala nova n. 42.
Nestc estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das c meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vende-se om cabriole! com eoberla e os com-
petentes arreios para um cavallo, todo quasi novo :
r ver, no aterro da Boa-Vista, armazem do Sr.
liguel Segeiro, e para Iralar no Recife ra do Trapi-
che n. 14, primeiro andar.
Deposito de vinho de cham- W
lagne Chateau-Ay, primeiraqua-
idade, de propriedade do conde &
de Marcuil, rita da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a Champagne, vende-se
a 36$000 rs. cada canea, acha-se
nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N.
R.As caixas sao marcadas a fo-
goConde de Marcuilc os r-
tulos das garrafas sao azues.
Potassa.
Farinha de mandioca
Vende-se Mifierioi farinha de mandioca
por preco commodo, para fechar contas :
no largo da Asaeanblea n. 12, armazem de
Machado & Pnheiro<
HE MUITO BARATO.
Nos qualro cantos da roa do Queimado n. 90, **u-
dem-se pecas de algodao e de madapolo, de boaf ua-
lidade, com pequeo loque de avaria, por preco
muilo commodo ; aproveilcm a occasi.lo qoe eslao
no reslo,
Vendem-se as excellentes uvas de
Itamaraea' : na ra do Oueimado n. 59.
Vcudcm-se caix&es de pinho de todo ov 'ama-
rillos para osenlerramenlos de eorpos do.Cemiterio
I uolieo, pelo preco mais comino lo de qo* em oulra
qualquer parle : quem delles liver necessidade di-
rija sea loja amarclla confronte ao porlo das Canoa
da ra Nova.
MECHNISMO PARA ENSE-
NHO.
NA FUNDICAO DE FERRO DO ENGE-
N1IEIRO DAVID W. ROWNIAN. NA
RUA DO BRUM, PASSANDO O CHA-
FARIZ,
ha sempre um grande sorlimenlo dos seguintes ob
jerios oc mechamsmos proprio* para engenhos, ia-
rnns'lr^" '.* "***} moend "> moderna
su er^ :, 'j"a' de erT0 fuBdido bli0.
dan r,n,aUra,,,nade' *' '"^ t"na,,os > r^
rA^ rrivL <*"* VJ"""5'- de lo,,M P<[-
rTaiunh hb0eeM d* frnl,l,,a ""rosdeboei-
demlXocT:,r,ec.Par,f,,50SeeaV,h0e' B,0,nh0 .
NA MESMA FUNDICAO
se execotam lodas as encommenda ro a uparior-
dadeja condecida, e com a devida presteza a eommo-
didade cm preco.
Em casa de Tmm Motisen & Vmas-
sa, pracado Corpo Santo n. 1.3, ha para
vender :
Um sortimento completo de livrof em
branco de superior qualidade.
Vinho de champagne.
Absinthe echerry cordial de superior qua-
lidade. '
Licores de dille rentes qualidades.
Vaquetas para carro.
Sola branca.
Tres pianos de superior qualidade : tudo
l>or preco commodo.
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
lon & C., na ra de Senzala Nova n. 42.
Sellins inglezes.
Relogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montarla.
Caudieirose casticaes bronzeados.
Chumbo em lencpl, barra e muncao.
Farello de Lisboa.
Lonas inglezas.
Fio de sapateroedevela.
Vaquetas de lustre para carro.
Rarris de graxa n. 97.
Vendem-se 5 escravas, sendo 3 crioulan moras
com alguroas habilidades, e 2 de nacSo de meia
idade, ptima quitaudeira: naruade Horlas, n. 60,
Vendem-se saccas com gomma de
muito boa qualidade, a 8000 rs. cada
urna : na ra da Cadeia do Recife, loja
de miudezas n. 5.
Gros deNaples a 1$000 rs. o covado!
Na ra do Crespo n. 5, vendem-se rica seda fur-
ia-core, lisas e de quadros, lindo gostos, com um
pequeo loque de mofo que ponco seonhece, pelo
baralo prero do 16 o covado. Assim como se ada
na inculta loja um lindo e variado sortimento de te-
das que se vendem muilo barata.
Vendem-se saec,a* com farinha de mandioca
muilo boa e nova : ne Forle do Halo, armazem de
Joao Alves Guerra.
Vende-se farek de Lisboa, em barrica, che-
gado uliunamente : na ra do Amorim n.48, arma-
zem de Paula & Santos.
VESTIDOS DE SEDAA^OOO. m
Ha na loja de Manoel Ferreira de S, na fl*
ti) ra da Cadea-Velba n. 47. vestido de seda
os mais modernos a 22JU0O cada uro: ha ~
lambem gros de oapoles de flores a '29000 re. 9
T Jlova(l. n>ea easemira de laa pura por 9
9 >>00 rs. o corle de calca, e oulras fazendas
9 mono baratas.

CEMENTO ROMANO.
Vende-se superior cernelo em barricas e a rela-
lho, no armazem da ra da Cadeia de Saoto Anlo-
oio de maleriaes por preco maij em coala.
CAL DE LISBOA A *j}000 RS.
Vendem-se barr com cal de Lisboa, chegado no
ultimo navio a 49000 por cada urna : na roa do Tra-
piche n. 16, segundo andar.
OLEO DE LINH AC
em barril e bolijoes: do armazem de Tasso Irm
Champagne da snperior marea Cometa: no in.
zem do Tasso Irmaos.
Vende-se por preco commodo, om carro novo
de 4 rodas e 4 assenlos, e tambero om cavallo raro:
a pessoa que precisar, dirija-se i Soledade, sitio los
i lees, a qualquer hora do dia, que ahi achar eom
quem Iratar, on annuocie a sua morada para ser
procurado.
--- Vendem-se boas vaccas de leil, novilhas e
garrotes: no silio do fallecido Gulherme Patricio, no
largo do Remedio, e a Iratar na roa do Collegio o.
13, segundo andar.
E
9...1
No anligo deposito da roa da Cadeia Velha, es-
rriplorio u. 12, vende-sc muilo superior potassa da
Roana, americana c do Kio de Janeiro, a precos ba-
ratos que be para fechar conlas.
ESCRAVOS FGIDOS.
RS. 1008000.
No dia 21 de fevereiro.fugio do logar denominado
Cinco Ponas, um escravo de nome ScbasliAo, idade
20 anuos, pouco mais on mano, cor preta, alto a re-
forjado, lendoas pernasum pouco arqueadas, e prin-
cipio de barba no queiio, e o signa I mais vivel he
trucar a visla, e olhado de repente parece er vesgo,
levando calr.a ele algodao inglez, riscado, ja usada,
camisa de algodilo grossn ou madapolo, chapea de
couro com a aba levantada a moda de vaqneiro; des-
confia-se que ande por algum engenho procurando
senhor para o comprar : roga-te aos capita>s de
campo ou qualquer pessoa do povo, que o apprehen-
dam e levem-o ao lugar cima mencionado, cm casa
de Jos Catreiro da Silva, qne gratificara eom a
quanlia cima mencionada.
-- No dia 28 de fevereiro lindo, ausen(ou-se do
armazem de Jonqom Jos de Amorim, ua escravo
de nome Faustino, que representa ter de 45 a 50
annos de idade, o qual escravo tem a peros direita
mais curta que a outra por a ler quebrado, e lem
o vicio de embriagar-se : quem o apprehender, o
poilor levar ao dito Amorim, de quem recebera a
devida gralificacio.
No dia 26 do fevereiro, pelas 7 eras da noile,
fugio orna muala na companhia de um prelo, im-
bu perlenrcnlcs a Sra. 1). Mara Carolina de Albu-
querque Bloem, com o signaes seguinte : de Hada
50 annos, pouco mais 00 menos, illa, muilo magra,
e muilu ilnenlc, com falta de denle, cabello bs-
tanle hrancos, e com arzolas de ouro nal orclhas.
chale azul com fio de teda: quem a pegar, leve-a a
ra larga do Kosario n. 32, que ser recompensado
generosamente.
Desappareceu hontcm (-X), pelas 9 horas da
noitc, da casa de sua senliora 1). Mara Carolina de
Albiiquerque Bloem, o escravo l.oi, cujos signaea
silo os seguintes: crioulo, de idade de 40 anuos poo-
co mais ou menos, altura e grossura regulares, des-
dentado na frente e com urna grande empingem.
que lhe cobre loda a parte-superior ilo roslo, come-
caudo no beijo superior al a lesla, e tomando-lbe
ambas as faces. I.cvou camisa de madapolo Uno e
cal?a de cor. Roga-se as autoridades policiaes e aas
capilcj de campo do o apprehenderem e levarem-
no a casa de sua senliora no Hospicio : promelttn-
do-se por esse servico urna generosa recompensa.
Desappareceu 122 de maio de 1854, o prelo
Manoel, de nacao Cassaoge, de idade 40 a 50 annos.
pouco mais ou menos, condecido por Mazanza por
se fingir muilo mole, altura regular, ralla mansa, e
Na ra do Vig ario n. 19 primeiro andar, lem a liando lalla d moslras de riso, quando anda incli-
venda .1 superior flanella para forro de sllins clic-
gada rccenlemenle da America.
CEMENTO ROMANO BRANCO.
Vendc-se cemento romano branco, chegado agora,
de superior qualidade, muilo superior ao do consu-
mo, cm barricas c as lina : atraz do Iheatio, arma-
zem de laboas de pinho.
Vendem-se no armazem n. 60, da roa da Ca-
Jeia do Recife, de llcnry Gibson, os mata superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por precos
mdicos.
A i80 rs. a vara.
Na loja de (uimares & llcurqiics, ra o Cres-
po 11. 5, vendem-se r*SMs fnni e/as muilo fina, rhe-
pailas ultimanienle, de gostos delicados, pelo baralo
prero de 480 rs. a vara : assiiu romo tem um cooi-
plelo sortimento de fazendas finas, lude por preco
muito commodo.
na-se para diantc, lem na costellas 1 ou 2 marcas
de feridas. e aenixo de um dos joellios um carneo :
roga-sc a lodas as autoridades policiaes, capilae de
campo, ou alguma pessoa qoe o tenha a seu servir
em titulo de forro, queira avisar a Manoel da Silva
Amorim, morador em linda, ou annunciar por es-
ta folha para ser procurado, que sera generosamente
recompensado.
CEM MIL RES DE GRATIFICACAU'.
Desapparercd no dia 6 de dezembro de anno pro-
limo passado, Benedicta, de 14 nnnos de idade, ves-
1 aa, cor acalioclada ; levou um vestido de chita com
lislras cor de rosa c de caf, e oulro lambem de chi-
ta branco rom palmas, um lenro amarello no peseo-
co j deshelado: quem a apprehender conduza-a
Apipucos, uo Qitciro, em casa de Joflo l.eile de Aze-
vedo, ou no Recife, na prara do Corpo Santo n. 17,
que receber a gritficacao cima.
PERN TYP. DE M. F. DB FABIA. 1855.
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MlITlMnn


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