Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00898


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Full Text
..
Por 3 mezes imitados 4,060.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
SEGUNDA FEIRA 5 DE IY1ARQ0 DE 1855.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
DIARIO DE PERNAMBUCO
ENCARREGADOS DA SL'BSCRIPr.A'O.
Recite, o proprieUrio M. F. de Faria ; Hio de Ja-
neiro, o Sr. Joo Pereira Mirlins; Baha, o Sr. 1).
Viclori roo Augusto ilorges ; Maranhao, o Sr. Joa-
qun) Marques Rodrigues ; Piaiihy, o Sr. Dominios
llerrulano Arkilc Pessoa Cearenre ; Para, oSr. Jus-
tillo J. Ramo* ; Amazona*, o Sr. Jeron\ ino da Costa.
CAMltlOS.
Sobre Londres, a 28 1/1 e 28 1/4 d. por 19.
Paris, 340 rs. por 1 f.
Lisboa, 95 a 98 por 100.
Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebato.
Ac^oes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia dejiebcribe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Discanto de lettras de 8 a 10 por 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanholas* .
Modas de 69400 velhas.
do 69400 novas.
> de 49000. .
Prala.Patacocs brasileiros. ,
Pesos columnarios, .
mexicanos. .
29J000
169000
169000
99000
1*940
19940
19860
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, todos os das.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, ExeOuricury, a 13 e28.
Goianna e Tarabiba, segundas o sextas-feiras.
Victoria c Natal, as quintas-feiras.
PREAMAR DE MOJE.
Primeira as 6 horas e 6 minutos da manha.
Segunda s 6 horas e 30 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commcrcio, segundase quintas-feiras.
Rclacao, tcrras-fciras e sabbados.
Fazenda, torcas e sextas-foiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1* vara do civel, segundas e sextas ao mcio dia.
2* 'vara do civel, quartase sabbados ao meio dia.
EPIIEMERIDES.
Marco 3 La cheia as 8 horas, 22 minutos e
40 segundos da tarde.
11 Quarto minguante aos 11 minutos c
37 segundos da tarde,
i 18 La nova as 2 horas, 25 minutos e
31 segundos da manhaa.
25 Quarto crescente aos 5 minutos e
37 segundos da manhaa.
DAS DA SEMANA.
5 Segunda. { Eslacao de S. Clemente) S. Focas.
6 Terca. (Esteco a S. Balbina( S.Victor.
7 Quarta. (Eslacao a S. Cecilia)S.Thomaz de A.
8 Quinta. (Estacao a S. Miria Trans Tiberina-
9 Sexta. ("Estacao a S. Vital) S Francisca R.
10 Sabbado. (Eslacao aos Ss. Marcellino o Pedro)
11 Domingo. 3.* da Quaresm (Estacao a S. Lou)
renio extra muros 1 Ss. Candido, c Ueraclio.

'
Ai
/ S
PARTE OFFIClaL.
MINISTERIO DO IMPERIO.
Decreto n. 1546 de 3 de fevereiro de 1853.
Faz exleosivo ios procesaos julgados em grao de re-
vista ni relaces do imperio a dispojirAu dos
arts. 304 e seguales do regulimento n. 399 de 21
de dezembro de 184 i.
Convindo que o processos jalgados cm grao de re-
vista as retardes do imperio, os.quaes na forma do
art. 17 da lei de 18 de setembro de 18:28 devem ser
remettidos ex-oflicio aos juizes recorridos, sejam ro-
cebidos nos eorreios sem pagamento adiantado dos
portes, hei por bem que para este fim se faca cxlen-
siva aos referidos procesaos a disposii.no dos arls. Mi
e seguinles do regulamento n. 39'J de 1 de dezcm-
bro de. 1841, relativa aos autos crimes em que silo
parles a jodia ou reos notoriamente pobre.
Luiz Pedreira do Cont Ferraz, do meo conselho,
ministro e secretario ile estado dos negocios do im-
perio, o lenha assim entendido e faca executar.
Palacio do Rio de Janeiro, em 3 de fevereiro de
1855, trigesimo-quarlo da independencia edo impe-
rio.Com a rubrica de Sua Mageslade o Impera-
dor.Luiz Pedreira do Coulo Ferraz.
Decreto a. 15(9 da 7 da fevereiro de 1855.
Da nova org.inisac.3o a guarda naeional do munici-
pio de Barcellos, da provincia do Amazouas.
Altendendo a proposta do presidente da provincia
do Amazonas, hei por bem decretar o seguinte :
Art. 1. Fien creada no municipio de Barcellos
da provincia do Amazonas, urna seceso de hatalhao
de infantina de 3 compauliias do servico activo, c
urna ajerio de companhia de reserva.
Art. 2. Os eorpos lerAo as suas paradas nos luga-
res que Ibes forem mareados pelo presidente da pro-
vincia, na conformidadeda lei.
Jos Thomaz Nabuco de Araajn, do meu conselho,
ministro e secretario d "estada dos negocios da jus-
lra, assim.o lenha entendido e taca executar.
Palacio do Rio de Janeiro, eflrT de fevereiro de
1H">>, 34. da independencia e do imperio. Coma
rubrica de S. M. o Imperador.Jote Tlwmaz Na.
buco de Araujo.
Expediente do dia 22 de Janeiro de 1855.
Ao presidente da provincia do Para. Illm.
e Eun. Sr. Foi prsenle a S. M. o Imperador
odeV. Exc. datado em 12 de outubro-ul-
participando que, em consequencia da im-
perial resolocao communicada a V. Etc. cm avi-
so de 21 de junbo do corrente anno,pela qual fui
approvada a deliberaran lomada por essa pre-
sidencia de annullar as eleicoes feilas para vo-
ceadores e juizes de paz em setembro de 182 na pa-
tenla) da Prainha, do municipio de Monte-Alegre ;
e como se nao lionvesse anda procedido aoras
elcicOes, continuando por isso a funecionar os jui-
zes de paz e vereadores que tinliam sido eleitos para
uquabMnnio lindo,mandouV. Exc. fazer nova clci-
to paira juizesde paz, afim de servirem dufanle o
resto do actual quatriennio ; resolvendo porcm,
quinto aos vereadores, que se apurassem os votos da
parochiade Monte-Alegre, dados na occasiao da re-
ferida eleicao, c cntrasseni logo em ejercicio os que
fosstm 'fcteilus secundo esta apuracao, visto como
ronstilue a mesma parochia a maioria do muni-
cipio.
E o mesmo augusto seohor liouvc por bem apro-
var, no so a primeira como a segunda deliberaran
de V. Exc,que est de conformidr.de com a decisio
do governo imperial exarada em aviso de 21 de feve-
reiro de 1851, citado por Y. Exc, c no qual se acba
firmada a reara que no caso de nao poder cflccluar-
se a eleicao de vereadares em lo um municipio no dia designado, ou nos que im
(lulamente se lbe seguirem, una vez que seja em
acta successivo, sem necessidade do nova convoca-
ra, e anteado conhecer-se o voto das outras paro-
rhiw, deixarao do votar essa ou cssas qne assim na0
liverem concorrido a lempo, se formarem a minora
do municipio, tendo-se por feila a clcic.au com os
votos das que constituirn) a maioria. O que com-
munieoa V. Exc pira sua intelligencia. Dos guar-
de a V. Eic.Luiz Pedreira do Coulo Ferraz.
Sr. pretideutedi provincia do Par,
16 de fevereiro.
Ao presidente de Micas Coraos : Illm. c
Exm. Sr.l.evei i augusta presenta de S. M. o
Imperador o oflicio dessa presidencia, datado cm i
de fevereiro de 1843, pedindoapprovarao da solacao
quederas seguinles duvidas: 1., se no caso que
occorreu de nao terem podido funecionar na 3. do-
minga do mez de Janeiro, em algmnas fregoezias da
provincia, as juntas do quallifiearao convocadas
no lempo prescriplo da lei regulamentar das cleices,
eran) competentes pan fazerz nova rumoraran os
juizes de paz do quatriennio anterior que (inham
feito a primeira, ou os do quatriennio corrente, que
ja liaban) entrado em exercicio ; 2.", se os parocbos
eleilet vereadores podem servir estes cargos, enlen-
dendo-se qoe a disposirao do aviso de 'J de julho de
IK'iO, n. 7", que declarou incompaliveis estes cargos
te:n por fim nicamente eslabelccer a regraque se
uao deve denegar escusa aos parocbos que a solicita-
rem e o mesmo augusto senhor ha por bem man-
dar declarar a V. Exc quanlo a primeira duvida,
que, lendo essa presidencia decidido que a novacon-
vocac.ao devia ser feila pelos juizes de paz mais vola-
dos do quatriennio corrente, proceden de conformi-
dade com as explicarnos ja dadas sobre duvida seme-
Ihanle em avisdn. 50 de 26 devereiro do 184'J. E
pelo que respeita i segunda, qne lambem foi acerta-
damente resolvido que aos parocbos be probibido
servir o cargo de voead"or, a \ista da disposirao do
aviso 9dojolho de 1850, n. 74, dpois do qual se
nao pode jugar substenlo a doutrina do de 15 de e-
vereiro de 1837,que permillio a accumulacao dos re-
feridos cargos. O que communico a V. Exc. para sua
intelligencia.
Heos guarde V. ExcLu; Pedreia do Coulo
Ferraz. v
MINISTERIO DA JUSTfCA.
Seeffio.Ministerio dos negocios da Justina.
Rio de Janeiro, em 15 de fevereiro de. 1855.
Representa Vmc. nu seu oflicio de 8 de dezem.iro
ullimo, com oqual remetleu os mappas organisados
|>elo promotor pnblico deslc municipio, em cunipri-
inenlo do que Ibe tora ordeuado n.ln julgar legitima
a pratica seguida pelo referido promotor, e inlcrpiir
o seu parecer quando Ihe ao com visla os proces-
as, na forma do S, 2." do aviso n. ;M1 de 9 de marco
de 18.10, opinando pela pronuncia ou nao pronuncia
dasrns proeessados ; entendeudo, porcm, Vmc. que
ncslc*casosdcvecllelimilar-se, ou a aluciar quelacs
processos se acham nos devidns termos para seren le
cididos,oua requererasdiligencia* precisas para a rec-
iiliracaodos mesmos procesaos e emendas dasfallasqu0
'uduzirem nullidodc, para que se de ao facto e suas
nrcomsUncias todo o esclarecimenlo necessario.
S. M.a Imperador, a cuja present levei o sobre-
dilo olUcio, liouvo por bem deriilir que ncnliiinia
razio se d para que se altere a pratica, ale boje se-
guida, de iulerpr o promotor publico o seu parecer,
opinando pela pronuncia ou Dito pronuncia dos reos
proeessados, sendo certo que nem a art. 222 do re-
glamento n. 120 de 31 de Janeiro de 1812, ncm as
decises do governo imperial de 9 de marco do 1850,
28 do setembro de 1813 e 1G do marco de 18.52, que
determinaram a audiencia do mesmo promotor, i-
zeram a limilacitq.qae Vmc. quer, a qual poderia
prejudicar cm muitos casos a juslica publica, m-
peJiudo o esclarecimenlo da vexdade. O que com-
munico a Vmc. para sua intelligencia, e em resposta
ao seu citado oflicio. Dos guarde a Vmc.Jote
Thomaz Salmeo de Araujo.r. juiz de direilo da
l.i vara criminal.
MINISTERIO DA FAZENDA.
F-rpediente do dia 1 de fevereiro de 1855.
Ao administrador da recebodoria, eommuni-
cando que o curadora beransadeEmercnciana Ma-
ra da Conceicao foi alliviado do pagamento em do-
bro da meia siza pela compra que aquella fallecida
fez da escrava Caetana, em consequencia de Icr a
compradora morrido dentro dos 30 dias em que o
pagamento do imposto era devido.
Ao inspector da Ihesouraria de Pernambuco,
communicando ter sido elevado a 5005 annuaes o
ordenado do cscrivao da botica do hospital militar.
Ao de Seraipe, devolvendo os requermentos
de 1). Anua Joseplia da Conceicao c sua ifma.i, para
liquidar a divida de exercicios lindos, de que pedem
pagamento, visto achar-se reconhecido b direito#das
supplicantes pelo tribunal do thesouro qaando Ibes
cipedio o titulo de meio sold, e nao ter por couse-
guinlc lugar a exigencia da mesma thesoararia da
a presen tacao dos documentos, emque o dito tribu-
nal firmou o seu julgamento.
3
Ao insipeclor da Ihesouraria de S. Panto, em
resposta a consulta, se devo dar cumprmento car-
ta precatoria expedida pelo juizo de orphaos da ca-
pital a favor do Joaquim Rodrigues tioulart, na
qualdade de segundo lestamenleiro de 1). Umbelina
Candida Leite Ponteado, requisilanto a entreaa de
varios objectos de ouro, e da quautia de 2:095?83l
existente na Ihesouraria, e que forana envolvidos na
arreradaro do espolio do primeiro lestamenleiro da
mesma U. limbelina, so declara que deve cumprir
a referida precatoria, porque o juiz de orphaos lem
jurisdicrao para decidir adminislralivameote no acto
da arrecadacao dis herancas jaceules, quaes os ob-
jeclos e bens que a ellas perteneci, e fazer separar
e entregar a seus dones os que evidentemente reco-
nhecer nao pcrlencerem s mesmas herancas, nao
devendo obrigar as parles a vir com embargos de
terceiro, senao nos rasos duvidosos, ou quando hou-
ver contesta^ao do curador e outros inleressados.
Ao inspector da alfandega, participando que o
tribunal negoo provimenlo ao recurso de F. .Le
Bretn para a reslituicao da dffercnca de direitos
no despacho de 144 pecas do canhamaco, que dizem
ter classificado erradamente *or ania'gcm, por se
nao ler provado que tal erro houvesse.
Ao mesmo, que foi indeferido o recurso de
Samuel Brnwn Cantor A C. da dccis.io que Ibes ne-
cou a reslituicao dc.dircilos qoe allegam ler pago
de mais pelo despacho de rins chales clasificados- ajjuembro a otd^m ao seu general era chefe na Cri-
ao mesmo lempo. Cavam-so huracos na Ierra, eons-
Irucm-se barracas, em tanto qne pouco a pouco para
isso ehega o material na bahia de Kamiesch ou no
porto de Balaelava, abrem-se estradas o eaminhos
para nao deixar deaaproveitado o que os cuidados da
Franja e da Inglaterra enviam aos exercltos da Cri-
mea, como cm verdado acontecen dorante olgum
lempo, que as tropas sedeviam contentar com meias
racoes. cm quanto quo & algumas milhai de distan-
cia se achavam no porto enormes quanlidades de
provisOes, E miis c mais se estendemas trincheiras,
construein c monlam-sc novas bateras, reforcam-se
as forlificaces para oeste e leste, c preparam-se no-
vos acampamentos paraos novos regimentos que che-
gam de semana em semana. Na verdado nao pode
baver queixa de falta de aetividade, e alem disso
lem-se quasi todas as noiles de repellir as pequeas
sortidas que os Russos emprehendem com 20, 30 e
algomas vives 100 homens contra as forlilicacOcs
mais avanradas. Mas, o mais triste trabalbo, e que
nos nltimos mezes eresceu, be o transporte dos doen-
tes, que se augmenta, das Iriucheiras, bateriaseas
campamentos ale aos hosptaes provisorios, e desses
at a bordo dos navios quo os devom levar para o-
hospilaes de Constanlinopla.
lio sem cxemplo o que a csse respeilo sofreu so
bretudo o eiercito inglez. lia regimentos reduzidos
a 100 homens e menos anda, e de um regiment de
infanlaria inglez no principio de Janeiro so sete ho-
mens se achavam cm estado para o servijo I I Des-
de o principio da expedirn ale Janeiro, a Inglater-
ra mandn cerca de 50 mil homeus para a Crimea,
e na primeira semana do dito mez desse bullanle
exercito s 14 mil so achavam em estado activo, e
desse numero s metad gozara saude.
Desse incrivel modo as molestias devastaram as bra-
vas legioos, e n.'io se pode encobrir mais que a culpa
desse estado deve ser attribuida em parle a orga-
nisacao pesada da administraran militar da Inglater-
ra ; e em parte falta de cuidado do commando su-
perior, cujas deciswcs mesmo nos casos da maior ne-
cessidade em geral chegaram larde de mais.
Em lodo o caso o estado mil vezes melhor regula-
do do acampamento francez provou, que urna boa
administrarao e aetividade cuidadosa pode remediar
e abalar milhares de males, que no acampamento
inglez desenvolveram toda a forra dos sens effcilos
devastadores.
Nao lie de admirar perianto, que a voz da opini.lo
publica na Inglaterra levantou amargas e violentas
queixas a respeilo do estado do exercito da Crimea,
e encontrn nm tal echo no parlamento reaberlo em
23 de Janeiro, que fez suecumbir o ministaro Aber-
decn. Nao foi o destino desse ministerio de fazer
caliir Sebastopol, caldudo elle mesmo pelo contrario.
No frcnujiuicuto dcsta surto elle linba mandado em
como encamados, quando eram azues ; visto que
leudo a reclamacao sido apresentada dous dias dc-
pois da sabida da mercadura da alfandega, nao be
pnssiyel verilicar-sc a exaeldao do fado allegado.
Ao mesmo, que foi deferido, por cquidade, o
requerimento de Roslron Huiln & C, para o fim
de serem auuulladas as lettras us. 395 c 401, que
cm junlio de 1854 assigoaram cm caueflo' dos di-
rcitos de consumo de mercadorias que reexportaram
para a provincia da Babia, nao obstante terem apre-
scnlado na alfandega j.i depois de vencidas as referi-
das lettras, o certificado comprobatorio da entrada
das mercaduras na alfandega da Babia, e do paga-
mento dos respeclivos direitos.
6
Circular s Ihesourarias de fazenda, para qut
faramVessar a pralica de assignarem os commandan-
les dos wpores das companhias o reeebimento dos
dinheiros pblicos qoe sao obrigadas a conduzir de
uns para outros portos do imperio, com a clausula
deignoro o conleudo; Picando livro aos ditos
commandantes contarem ou deixarem de contar as
quantias que receberem, comanlo que as9ignem os
respectivos recibos sem aquella clausula.Ofllciou-
ie ao Sr. ministro do imperio, para expedir as suas
ordens nesle sentido aos agentes das companhias.
8
A Ihesouraria de Minas, declarando que para-
se poder autprisar o pagamento que requer D. Ma-
ra Elcntcria de Carralho, orno teslamenteira do
conego Jo,1o Paulo Barbosa, lie de mister que se pro-
ve estar a divida descripta no inventario circnlar s
Ihesourarias, declarando que na disposirao do g 16
do art. II da |ei n. C28 de 17 de setembro de 1851
senao cemprehendem as moedas correnles eslrangei-
ras como pesos, soberanos, etc., que entrarcm para
os cofres de depsitos pblicos, ss quaes nao devom
esperar pelo prazo da prescripcao, mas serem desde
logo vendidas ou convertidas em moeda nacional ; e
quando contera reclaniar-se a entregar do deposito
em moedas da mesma especie, dever-sc-ba cmpra-
las no mercado para salisfazer-se a exigencia.
10
Ao inspector da Ihesouraria do Rio Grande do
Sul, declarando que acertada he a [intelligencia que
deu ao liual do art. 2*J do regulamento de 9 de maio
de 1842, quando entende que as moedas estrangei-
ras encontradas nos espolios dos defuntos ou ausen-
tes devem ser recolhidas aos cofres de depsitos esla-
belecidos nasjhesourariascom os mais objectos de
ouro c prala, e n<1o arrematadas como bens movis
no juizo de ausentes, para cntao recolher-se o seo
producto aos ditos cofres; o que depois de recolhidas
aos cofres de deposito se deve obscruar a respeilo
das ditas moedas o disposto na circular de 7 do cor-
rente mee, que manda vend-las immedialamente,
e nao esperar os 5 annos de que trata o 16 do art.
ti da lei n. 628 de 13 de setembro.
Ao mesmo, declarando que para poder-se de-
cidir sobres babililacaode D. Mara Candida dos
Santos, viuva do capilo Joaquim Cardoso de Brito,
convem provar com .documenta aulhentico que foi
mandado contar a seu marido como lempo deservido
dispensada a menoridade, o decorrido- desdo 5 de
Janeiro de 1831, em qoe asscnlou praea, al 1836,
em que completnu os 18 annos de idade, que he o
lempo,segundo as leismilitares, exigido como ponto
de partida para se contarem os annos de servico.
EXTERIOR.
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE PER
NAMBUCO.
Hamburgo 4 de fevereiro.
Se nao me engao, comecci um das mi-
nhas correspondencias com as mesmas palavras. 5e-
battopol ainda nao foi tomada. Sinlo dever comc-
rar boje do mesmo modo, Sebastopol efleclivamentc
jinda se acba no poder dos Russos, segundo as ul"
limas noticias que recebemos pelo telegrapho, c que
y.'io al o dia 22 de Janeiro, c segundo ludas as appa-
rencias ainda hade correr o sangue de mullos bra-
vos at vermos a tricolor, o leopardo e a meia-
lua trcmularcm sobre as juas muralhas, ou melhor
dito as sobre as suas minas.
Tambem durante lodo o mez pnssado, assim co-
ro desde a balalha de Iukermau nos mezes de no-
vembro e dezembro, nada se passou de nolavel pe-
ra ilo Sebastopol. Os Russos se conservan) tranquil-
los e abandonaran! a nflensiva contra os- alijados ao
invern, nma olTensiva que nao pode ser repcllida
e muito mais perniciosa, eduradoura que umnumero
de baialbas. E os alliados ? Liles tcm bastante a
fazer para se livrarem tanto quanto for possivel dessa
ofensiva de cliuva, nev e gelo, e devem _dar-se por
salisfeilos se o inimige humano nao os iucommodar
mea, de fazer todos os esforcos para tomar Se-
bastopol antes da rcaberlura do parlamento. A cx-
crurSo dessa erdem pereceu por cansa da impassi-
bilidade, e com ella o gabinete de Londres.
Mas tambem contra o commandante em chefe
fraucez, general Canrobcrt, a falla de -esallados
das operacoes conlra Sebastopol vollou a sjjj influ-
encia.
Quanlo mais decididamente, em consequencia da
ruina do exercito inglez, a Franca se acba testa
das operajes na Crimea, tanto mais esta so acba
responsavel pelo resultado. Se dtbaixo dessas cir-
cumstancias fosse possivel de levar a efleilo o rcsul-
ladc com rapidez, nao seria cntao a Franca, nao se-
ria enlo o imperador Napuleoo verdadeiro senhor
da siluarao europea conlra a Russia '. Tanto mais
dolorosamente se torna sensivel em Paris, que esse
resultado uao se verifica, e tanto mais all se julgam
autorisados para qucixar-se da iucapaeidade do gene-
ral Canrobcrt. A consequencia disso he que se Ira-
loo, nio de remove-lo formalmente do commando
superior, mas de enfraqnecer a sua influencia sobre
as operarOcs. Isto se \6 claramente da nova orga-
nisarao do exercito do Oriente, decretada cm Paris.
O general Canrobert conserva o commando superior,
prem os generaes Palissier e Bosque!, lerSo a direc-
cao das operacOes no campo livre ; para dirigir as
obras de assdio foi designado o general Niel, c pro-
piamente s a reserva fiea de faci debaixo do com-
mando de Canrobert.
Desses aponlamentos acerca da nova erganisacao
do exercito francez, se ver, que as fulnras opera-
rnos na Crimea h3o de tomar urna forma iuleiramen-
te nova. J na inhiba ultima linba fallado da mu-
danza dos planos de oporac.6es dos alliados, e desde
cntao citessahiram Inz em oulra forma. O faci
he, que desde enlao appareceu no thealro da guerra
na Crimea um terceiro exercito dos alliados, o exer-
cito victorioso do Danubio debaixo do commando do
celebre Omer Pacha. No dia i de Janeiro desembar-
coo Omer Pecha na balda de Kamiesch, e combinou
com os generaes e almirantes dos alliados, o plano das
suas futuras operacOes. Em 6 de Janeiro elle vollou
para Varna, e all dirigi pessonlmenlc o embarque
accelerado das suas tropas. No dia 15 j se achavam
25,000 huiricns desembarcados em Eupatorio, e em
flns de Janeiro se contava quo Omer Paeh all
(eria concentrado um exercilo de 50 at 60 mil ho-
mens, inclusive asduas divises turcas que at ago-
ra se achavam no acampamento ingle/, perto de Ba-
laklava. E tambem um quarto exercilo ha de aug*
mentar as forcas dos alliados na Crimea. Em prin.
cipios de Janeiro a Franca e a Inglaterra obliveamr
a adhesao da Sardenha ao seu tratado ofiensivo e def-
fensivo de 20 de abril ullimo, e em consequencia
dessa adhesao a Sardenha por meio de urna conven-
cao militar especial se obrigon a mandar para a Cri-
mea um corpo de exercilo de 15,000 homens debai-
xo do commando do general La Mrmara. A In-
glaterra do seu lado se obrigou a Tazar i Sardenha
um emprestimo de 2 milbes do libras esterlinas pa-
ra pagar as despezai da guerra e a cncarregar-se
do transporte gratuito das tropas sardas para a Cri-
mea. Como se diz, essas tropas, justamente com
20,000 Francezesque presentemente se estilo reunin-
do em Constanlinopla, ja devem ler desembarcado
neste mez de fevereiro Da costa oriental da Crimea,
perto de Theodosia. Dcsta maneira, no principio
da primavera, tres dillercnles exordios abrir.lo as
suas operacOes, conlra os Russos em Ires differentes
pootos; um exercilo anglo-francez do lado de sudou-
esle de Inkerman o Balaklara, um exercilo turco
dolado de nordeste deEupatoria, e um franco-sar-
do de Theodosia do lado de esle. Os exercilos de
cinco estados farao assim a guerra, em numero de
meio milbao de combatenles 1
Dos outros thealros da guerra nada de novo lenho
a mencionar. Na Asia, os exercilos turcos eslo ainda
esperando a sua reorganisarao de qnejtanlo carecem,
e su em 12 de Janeiro para all parti Wassif Pacha,
cncarregadu dessa obra colossal, tomando Ismael Pa-
cha que para esse emprego havia sido designado, o
commando no Danubio, vago pela partida de Omer
Pacha para a Crimea. Entretanto o mao lempo fe-
lizmente impodio os Russos deemprebenderem ope-
racOes serias, c ainda muito lempo se passar antes
de alli se abrircm de novo as hostilidades. Durante
alguna momentos, parece que as paragens do Danu-
bio iam de novo ser thealro do accres maiores, no
ruciado de Janeiro, o telegrapho sirprendo Euro-
pa occidental com a noticia, qoe um corpo rusio
linba alravessado o Danubio perto de Taltsrha, cu-
ja guarnicao turca passra pela espada, eslendendo
as suas operarles sobre Babaragh, uo eoracSo da
Dobrudscha. Um 2. despacho telegraphico Irou-
xe dados sobre a forja desse eorpo de invasao, que
apenas deixar.un recejar que os Russos tinliam cm
vista maiores operarnos. Porem nao duruu muito,
e um 3. despacho nos deu a novidade de havorem
os Rui.os j evacuado a Dobrudscha e passado o Da-
nubio. Ainda nao temos esclarecimenlos a respei-
lo das intentos dessa invasao russa, e igualmente
nos faltam dados certos acerca dos motivos da sua
tao prompta retirada, porem o quo he verdade, be
que as noticias desses acontecimenlos boslis na Do-
brudscha causaran) urna sensacao extraordinaria na
Europa, porque singularmente, no mesmo dia em
que os Russos atravessaram o Danubio perto de Tal-
tseba, a diplomacia russa se linba declarado promp-
ta para aceitar as quatro garantas de paz da Ingla-
terra, Franca e Austria, no sentido provisoriamente
combinado.
Pois bem: em 7 de Janeiro o principe de Gorlscha-
kofl", o enviado russo cm Venna, levo urna confe-
rencia com os representantes da Franja e da Ingla-
terra, e o ministro dos negocios estrangeiros la
Austria, e nesa conferencia elle adhero, cm nome
do seu soberano, os quatro pontos de paz que lbe
foram apresenlados E durante dous dias a Europa
aerediton na paz.
No terceiro dia, porcm, tendo desapparecido a
impressao da primeira sorpreza, comecou-se a reflec-
lir, e o resultado dessa rcllcxao foia mais decidida
duvida.
Vamos porm antes de ludo oceupar-nos do que
aconteccu antes da conferencia de 7 do Janeiro.
Como j se abo a Austria, Franca e Inglaterra
concluiram urna allianja em 2 de dezembro do an-
uo passado, pela qual as partes contratantes so obri-
garam reciprocamente, no easoem que at o fim de
185i d3o parecesse assegnrado o rcslabelccimeulo
da paz no sentido das quatro garantios combinadas,
de entraren) immedialamente em conferencia acerra
das medidas a lomar para alcanrar o dito fim. Em
consequencia disso, afim de impedir todas as m-
cliiiiacues da diplomacia ru-sa, convencionaram
de definir a base da paz, cujos contornos geraes se a-
cbavam notados nos quatro artigos, c de fazer depen-
dente da arcilceo dessa definicao as mais negocia-
rnos eom a Russia. No dia 28 de dezembro o princi-
pe de Gorlschakoff pedio urna primeira conferencia
com os representantes dos alliados de dezembro pa-
ra tomar conhecimenlo da definicao, e ainda no
mesmo dia Ihe foi apresenlado o auto ofilcial jun-
tamente convencionado.
Ao resto csse auto foi declarado ao principe de
Gorlschakoff como nao ligatorio, mas simplesmente
provisorio. Declarando que julgava impossivel que
a llussia cnlraria em negociaces sob a base do mesmo;
o principe de GorlscbakolT tomou entretanto urna
copia ad referendum, pedio urna prulongacau de li
dias do termo fixado pela couvencao de dezembro.
Esla prolongarlo lbe foi concedida, o diplmala
russo remellen para S. Pelersburgo acopia da defini-
cao de 28 de dezembro, juntamente* com um coulra
lavrado pediudo urna deciso.
Era 6 do Janeiro o principe de Gorlschakofl rece"
beu resoosta lelegrapbica de S. Pelersburgo, em con-
sequencia da qual pedio ao ministro dos negocios es-
trangeiros d'Austria rende de Buol, urna nova con-
ferencia para o dia s&uinlc (7).
Essa conferencia leve lugar, c nella aprescnlou o
representante da Russia o seu conlra-projcctu, en-
tretanto approvado em S. Pelersburgo. Declarando
os representantes da Inglaterra, franca o Austria
nao serem autorisados para aceitar um lal auto,
mas somentc um im ou nao da Russia em resposta
i definicao dos quatro artigos por clles aprsenla-
dos em 28 de dezembro, o principe de GorlscbakolT
reliron o seu contra-projeclo, e declarou enlao que-
rer aceitar como base de paz o convencionado em
28 de dezembro. Como se diz, o ministro francez,
Mr. deBourquenay lbe leu de novo, ponto por pon-
to, o auto em qu*cst3o, e a cada ponto elle declarou
sen *'y adhre.
Na verdade, podia-se bem ganhar esperanzas de
que por essa declaraco d'adhcsao a siluarao daria
um grande passo para a realisarao da paz. Mas o
carcter (.lo geni e vago da definicao a que adherio
o principe de Gorlschakofl, tomou desde o principio
duvidoso o valor densa adhesao. Facilitou-sc dema-
siado a adhesSo da Russia, apresentando-se-lbe um
instrumento, contendo somente obrigajOcs abstrac-
tas sobre principios geraes, de maneira que a Rus-
sia ficon livre na questao principal, e o principo de
Gorlschakofl, como se diz, Da conferencia de 7 de
Janeiro nao hesitou de se aproveitar dessa liberdade
reservndo-se o direilo de inlcrvir no detalhe.
Do oulro lado, era benuclaro que se a Russia nao
poda ter interesse algum n'uma pazha poucos mezes
declarada iucompalivcl com a honra do imperio do
czar n'um despacho de Nesselrode, tanto maior era
o seu interesse de negociar. Ganhar lempo parece
ser para a Russia um grande ganho, porque nao se
poder negar que o lempo he o maior inimigo para
a existencia da convenci de dezembro, e se a Rus-
sia conseguir neulralisa-lo, se adiar livre do mais
perigoso adversario. Nao ser possivel a Austria per-
manecer por muilo lempo na sea presente siluarao,
na qual adespeito da paz lem a sustentar 600,000
homens. Nada eanja e enfraquece tanto do que
urra posirao duvidosa : a Austria por consequencia
em certo lempo deve dcclarar-se ou pela guerra ver-
dadeira, on pela paz verdadeira, e que fazer se a
Russia por meio do continuadas negociaces alean-
car adiar-lhe al n infinito a alternativa da guerra!
Nao deveria a Austria finalmente, somente para sa-
bir da sua prsenle infeliz posijao, aceitar apazj
que a Russia Ihe oflerece, e separar-se das potencias
occidentaes ?
Tambem nao foi difficil de perceber, que o con-
tra-projeclo de GorlscbakolT s foi redigido para
caplivar a Austria, porque se nos quatro artigos se
acba representado o inleresse d'Austria principal-
mente no 1," e 2." qne se referem ao Danubio, o
projeclo do principe de Gorlschakofl lisongeou os
mais possivel csse interesse, em quanlo que fez de-
pendente de condires puramente Ilusorias a reali-
sarao das verdadeiras exigencias das potencias occi-
dentaes. Observou-se pois um dobrado alvo da lc-
tica russa : de nm lado se obriga a Austria paz
por meio do cancano, edo oulro lado de lbe tornar
o mais agradavel possivel essa paz por meio de con-
cesses feilas ao seu inleresse especifico. Em urna
palavra, a adhesao do principe de Gortschakofl aos
quatro artigos de paz, nao tinha somente por fim a
paz, mas tambem a dissolurao da allianra de de-
zembro por mcio de negociaces.
E penetrados dessa convicrao, poucos diasdopois
das declaraces do principe de Gorlschakofl, os re-
presentantes dos alliados de dezembro, convieram
qoe a posirao se linba lomado tanto mais bellicosa,
cm consequencia disso comecaram negociarnos so-
bre a conrlusao d'uma coinencao militar, qual
para o caso a suppor de perecerem as negociaces de
paz com a Russia, devia recular cooperacao mili-
lar da Austria. Como se nao podia de oulra sorle,
linha-se aceitado provisoriamente a adhesao do
principe de (ortschakoff aos quatro pontos, e cm
consequencia disso se preparava a abertura de con-
ferencias de paz, sob a base dos mesmos. Porcm nao
se deixou de vista a eventualidade da guerra, e cm
quanlo que se combinava o plano de campanha da
Austria, foi dirigida Dicta allemSa a proposla de
prestar o seu auxilio mobilisando pelo menos a me-
lado dos contingentes federis,
Mas ainda mais urna vez a Prussia, fiel ua po-
ltica desde o principio da criso oriental, fez valer
a sua afluencia contra os planos dos alliados. J na
inhiba ultima fallei da irrilacao da Prussia por cau-
sa da eonclusiio da convencao de dezembro. Quan-
do em 7 de Janeiro as declararle do principe de
GorlschakofT deram esperanzas de negociaces de
paz, a Prussia, na sua qualdade de erando potencia
da Europa, exigi tomar parte nessas negociaces.
Os alliados de dezembro porm respondern) que o
cumprmento desse desejo dependa da adhesao da
Prussia allianrn de dezembro, e que de oulro mo-
do nao se poderia permittir a corte de Berlim to-
mar parte nessas negociaces. Tcve lugar Om pro-
testo da Prussia, c ao mesmo lempo ella manden os
Srs. de Usedom.e general de Wcdoll cinmissOes espe-
ciacs para Londres e para Paris, afim de alli efl'ec-
tuar un arranjo especial entre Berlim as poten-
cias occidentaes. A Prussia somante quera lomar
parle as negociaces ou na sua qualdade como
grande potencia, ou sob base d'um tratado especial,
d'um tratado iudcpendcnle concluido com as poten-
cias occidentaes, mas de nenbum modo queria se-
guir cegamenle os traaos d'Austria. As negociaces
pendentes cm Londres e Paris sob a base dessas de-
claraces, nao se acbam anda concluidas ; o a Prus-
sja julgando qne nao podia ceder entretanto pro-
posla de mobilisacao feila pela Austria, sem lesat- a
sua independencia combateu a mesma proposla.
A influencia prussiana venceu na Dieta, e foi acei-
ta a sua proposta de deixar'a Austria decahir sua
exigencia, e de decretar-se o estado prompto para
a guerra da Dieta, isto he, um estado que a habili-
te a estar mobil em 14 dias.
Paris 20 de Janeiro.
Escrevo a Vmc. de modo que minba caria estoja
sempre prompta para partir na primeira occasiao
porque as necessidades da guerra Irazem a maior
perturbarao no servico dos vapores. A linba de Li-
verpool j suspenden a partida dos seus vapores, os
quaes foram requisilados pelo governo inglez para
transportar Crimea homens e proviscs. A linba
de Soutampton lem podido continuar at aqu seu
servico, raasdisseram-me honlem na legacao, que o
navio, que devia partir a 9 do fevereiro, lambem
tinha sido requistado.
Nao sei se he verdadeira esla noticia, se o fr, mi-
nba carta ir cni um navio de vela, qne deve partir
do Havre para Pernambuco no 1 de fevereiro. Seja
como for, pode Vmc. ficar ccrlo de que procurare!
meios, para que minba correspondencia Ihe chegue
o mais breve possivel, o nao ha de ser por falla de
esforcos da minba parle, que ella pode licor demo-
rada. .
A quinzena, que acaba de lindar, foi inleiraineuie
oceupada pela diplomacia, tendo lido os feilos mili-
tares bem pequeo 'lugar. Houve negociaces por
toda a parle, em Vicnna, Berlim, Londres, Turin, e
bem que na inhiba opiniao a paz nao se lenha (or-
nado mais provavel, comludo as siluaces se lem fei-
to cada dia mais claras.
Fallemos em primeiro lugar de Vicnna, centro das
conferencias europeas, onde lodos os diplmalos dan
ataques de babilidadc e destreza. Em minha ultima
caria Ihe'conlei como se houve nelles o cmbaixador
russo, principe Gorlschakoff, para iduzir a Austria
a deferir ainda a grande resolurao que ella devia lo-
mar no I de Janeiro. A 28 de dezembro o diplma-
la moscovila tinha pedido que Ihe communicassem
a interprelaco, quo as potencias occidentaes davam
as qualro garantas, e a Austria tinha aceitado.
Este documento tinha sido entregue oflicialmente
ao principe Gorlschakofl", que rcclamouum prazo de
15 dias para dar orna respgsla definitiva, depois de a
ter levado ao conhecimenlo da sua corte. Esse pra-
zo lbe foi concedido, haveudo pouco inconveniente
nesla conccss.io, porque antes de cnirar cm guerra,
a Austria quer negociar com as potencias occiden-
taes urna convencao militar, cujas cstipulaces esla
rao ajustadas em puncas semanas. Oemiado do
czar nao quiz esperar pelo fim do prazo quo se Ihe
tinha concedido para Irazer a respgsla da sua corte.
Esta resposta fui com grande sorpreza de todos a acei-
taron pura e simples das qualro garantas.
He verdade que o cmbaixador russo apresenlou
logo um commentario, que levemente se apartava da
interprelaco dada s garantas ; mas a obsorvacoo
que se Ihe fez de que devia dizer im ou nao. e que
nao se negociara, se houvesse reslricces a fazer, re-
solveu-se a dizer sim, isto be, adherir pura o sim-
plesmente interprelaco, que se Ihe linba commu
nicado.
Esta noticia causou logo a mais viva impressao em
Vienna, Paris, e Londres. Os fundos pblicos subi-
rn) rpidamente as tres piaras cominerciaes,
acreditou-sc um momento que eslava proxiiha con-
clusao da paz ; mas veio loao a reflexao, que acal-
mou este enlhusiasmo. Comprchcndeu-sc que a Rus-
sia quera duas cousas : 1." ganhar lempo para dei-
xar suas tropas ebegarem a Crimea ; 2. dividir a
Allemanha cada vez mais e dar Prussia nm pre-
texto para recusar AusUia o auxilio de suas tro-
pas. Esle duplo fim valia cortamente a aparencia de
urna concessao diplomtica, que se retirara logo que
as negociaces cstivessem abcrlas.
A questao est ueste ponto : a Franca e a Ingla-
terra, confiando pouco na nova allilude que a Russia
finge lomar, ainda nao nomoaram os negociadores,
que deverao entender-se com o principe Gorlscha-
kofl ; masas duas potencias sem desprezar as propos-
tas da Russia, acccleram a conrlusao da conven-
cao militar, a qual deve preceder a olTensiva da
Austria.
Ninguem sabe os segredosdcsta negociaco. mas
affirma-se, ecreio muito verosmil, que a Franca se
comprimidle por esto tratado a fornecer Austria
um corpo auxiliar de 60,000 homens."
Tem havido enlre a Austria e a Prussia negocia-
Cues gravissimas e muilo difllceis. Mais de urna vez
lbe tenho fallado da posirao equivoca tomada pelo
governo prussiano, o qual quer a um lempo condes-
cender com a Russia e com as potencias ocddentaes,
e que, depois de ter tomado parle nos primeiros ne-
tos da conferencia de Vienna, recusou associar-se a
ella, quando estes actos tomaron um carcter mais
significativo. He chegado buje o momento em que
a Prussia deve sabir finalmente desta situarn ambi-
gua e dizer, so est do lado da Europa ou do lado da
Russia.
O gabinete de Berlim quer entretanto prolongar o
equivoco, enviando a Vienna um ajudante de cam-
po do rci, o coronel Manteuflel, com o fim de sor-
prender a Austria e advocar indirectamente a causa
da Russia.
Por occasiao das ultimas tentativas do principe
GorlscbakolT, o Sr. de Manteuflel foi encarregado de
pedir ao governo austraco a entrada da Prussia em
as novas conferencias, que vao-se abrir. Tarece cer-
to que esta pretencao nao foi aceita pelo primeiro
ministro da Austria, o Sr. de Buol, o qual respnn-
deu ao Sr. de Manteuflel, que a Prussia, recusando
adherir ao tratado do allianra do 2 de dezenibro, li.
nba-se separado momentneamente das outras gran-
des potencias europeas, c nS podia concorrer com
ellas para o cslabelecimcnlo da paz, seno quando
livesse assignado aqucllc tratado.
O enviado prussiano insisti, suslenlou que s por
seu titulo do grande potencia, a Prussia tinha o di-
reilo de concorrer para todos os actos, que liverem
de modificar os tratados de 1815 ; mas o Sr. de Buol
foi iullexivel, e o Sr. de Manteuflel deixou Vicnna
a lideste mez depois de ter naufragado complela-
raenle em sua missao.
Vmc. hade comprebender que estas negociaces
sao feilas mu sccrelamenle : ludo mani acabo de
dizer, funda-so em boatos, mas estes boatos s3o mui
acreditados e muilo plausiv os.
Porcm o que he mais certo,oque se manifestapor
numerosos documentos diplomticos, he a profunda
desintelligencia, que existe entre a Austria e a Prus-
sia, a respeilo da mobilisacao dos contigentes fede-
racs da Allemanha. Emcaso de guerra imminente
as duas grandes potencias allomaos tem o direilo eo
deverde chamar em seu soccorro as forcas dos esta-
dos secundarios da confederarn. So a Prussia e a
Austria estivessem de acenrdo, esle appello seria in-
mediatamente ouvido ; mas a desharmonia he fla-
grante. A Austria entende que be chegado o mo-
mento de enllocar a Allemanha em p de guerra. A
Prussia pelo contrario, sustenta que as tentativas fei-
las pela Russia, prometiera esperar urna soluc.io pa-
cifica.
Nestes dous sentidos se lem trocado notas as mais
animadas, e como nao se lem podido chegar a urna
intelligencia, be definitivamente a Dieta de Franc-
fort, que va i decidir a questao. Suppe-se que as
opinics serao divididas em duas fraeces pouco
mais on menos iguaes ; mas seja o que for. A Aus-
tria est decidida a ir adiaute.
Emquanlo a Prussia, com sua loucura e fraque/a,
semeia a divisao na Allemanha, esforca-se por todos
os meios encobrir suas sem-razes para com a Fran-
ca e Inglaterra. L'm diplmala, quo he considera-
do em Berlim como muito liberal, o Sr. d'sedom
acaba de ser enviado a Londres creta. As informarnos que lenho podido obler das
melhores fonles me perraillcm dizer-lhe, qual he o
fim muito provavel dcsta missao. Das qualro garan-
tas pedidas.i Russia, aquella que mais custa ao or-
gulbo do czar, he a terceira, a que se refere ao do-
minio russo no Mar Negro. As potencias occidentaes
querem acabar com a ameaca conslantemente sus-
pendida sobre a Turqua, com o formidavel arma-
mento martimo, que se acba em Sebastopol. Que-
rem anniquillar ao mesmo lempo esta praja de guer-
ra e a esquadra, que Su porto cucerra.
O Sr. d'Usedom propde Inglaterra um meio,
qoe garantira a Turqua, sem que o orgulho mos-
covita livesse de soflrer, e esle meio consiste cm
augmentar com o concurso das grandes potencias
martimas, a forra naval da Turqua no Mar-Negro,
sem exigir da parle da Russia um humillante sacri-
ficio de sua propria forca. O expediento he enge-
nhoso, mas tem o inconveniente de impor a Europa
um oniis permanente,e dar ambicio russa a lenla-
co incessanlc de tornara comprar a lula na primei-
ra occasiao. Por esta razao, o Sr. d'Usedom nau-
fragou na Inglaterra e se, como dizem, he verdade
que um plenipotenciario vai ser enviado a Paris no
mesmo fim, lia ac ter o mesmo successo.
Finalmente para acabar o capitulo dos actos di-
plomticos realisados na quinzena, direi que cm
consequencia de negociaces hbilmente dirigidas,
urna potencia secundaria de urna certa importancia,
o Picmonle, acaba de concluir com a Franca e In-
glaterra um tratado de allianca olTensiva c defensiva
conlra a Russia. Por esto tratado o governo do Pi-
emoute compromete-so a dar as potencias occiden-
laes um corpo de 15,000 homens, que poder ser e-
levado a 30,001), so a guerra prolongar-se. Du outro
lado, a Inglaterra se obriga a garantir um empresti-
mo, que o Picmonle dever canlrabir para occorrer
s despezas da guerra.
No momento cm que se conclua este tratado,
rei Vctor Emmauuel era ferido cm suas mais dia-
ras affeices, pela morle de sua ma, a rainha viuva
Mara Thereza ; e como se nao fosse ainda bastante
este luto de familia, dizem que nesle momento a
rainha reinante est em perigo de vida.
Nada de decisivo se lem feito na Crimea ; os Ira-
balbos de assedo conlintiam sempre com lentidao,
por causa do m io lempo ; e nao lem havido encon-
iro, senao algumas surtidas dos Russos, as quaes
tem sido conslantemente repellidas ; mas os acon-
tecimenlos se preparan).
A maior parte do exercito turco desembareou na
Crimea e tomou posirao em Eupatoria. Omer Pacha,
que deve coramanda-lo cm pessoa, dirigio-se a Ba-
laelava a 4 desle mez, e depois de ler conferenciado
muitas horas com os dous generaes em chefe, lor-
nou a partir para Varna, onde deve apressar o em-
barque do resto das suas forcas, e vollar a Eupato-
ria para comecar as operacOes.
He intil dizerqiie os oanos de campanha sao
secretos, mas he evidente que, em razao mesmo da
posirao geographica, que oceupa o eiercito lurco,
quer-se collocar enlre dous fogos o exercilo russo e
acabar com elle por urna grande e duplicada bala-
lha, ouenlao corlar as communcacOes da Crimea
com o resto do imperio russo, apoderando-se do
islhmo de Pcrckop, obra diflicil, porque este ponto
esl mui bem fortificado he deflcndiJo por 40,000
Russos.
Seja como for, os esforcos das duas potencias oc-
cidentaes continuam, c as remessas de tropas para a
Crimea tomam proporces gigantescas. O exercilo
francez sobreludo est em um estado formidavel,
compondo-se de dez divisos e de urna parte da guar-
da imperial, quo o imperador acaba de Ihe enviar.
Por um decreto resecte o exercito toi dividido
era dous grandes eorpos, um debaixo da ordens do
general Bosquel o o oulro sob o commando do ge-
neral Pclissier, um dos nossus melhores generaes da
frica. O general Canrobcrt conserva o commando
em chefo. O principo Napolclo deixou'decidida-
mente Constanlinopla por ordena que recebcu do im-
perador, e he esperado era Marsclha a cada mo-
mento.
Para suslentar-sc urna guerra semclhanle, he
misler de muito dinheiro ; j Ihe disse que o nosso
governo recorren segunda vez ao empreslirao. Pe-
dia quinltenlos nilhues c as subscripcOes realisadas
em loda a Franca, clevaram a cifra das sommas of-
ferecidas a don* milhares cenlo e ntenla oito mi-
Hies A decima parle desta somma pelo menos li-
nba sido paga cm moeda corrente.
Anuunci.indo estes resultados, o governo declarou,
que s aceitara as pequeas subscripcOes de 500
francos de rendas para bailo, as quaes seriara redu-
cidas proporcionalmenlc, porque sua cifra em capi-
tal he do 850 milbes. Ilar-se-ba pois aos subscrip-
tores cerca de 60 por cenlo de suas assignaluras.
Nao se pode ser mais feliz em urna operaco linan-
ceira.
O ministro da fazenda da Austria, o Sr. Baum-
garlner, acaba de dar sua demisso, e he substituido
por um dos homeus mais esclarecidos do imperio, o
liaran de Bruck, nesle momento cmbaixador da Aus-
tria cui Constanlinopla. O Sr. de Bruck he muilo
pronunciado conlra a Russia, c emum banquete,que
deu ltimamente aos ministros turcos, fez um brin-
de ao sultao, duendo que o oryullio russo seria do-
mado.
7 de fevereiro.
As negociarles diplomticas continuam ; os nego-
gocios militares eslo no sau quo e temos umi
crise ministerial na Inglaterra. Eis-aqul cm pouras
palavras o resumo da situaco e dos acontecimenlos
da quinzena.
Fallemos cm primeiro lugar da diplomacia. Nao
ha um s dia, em qne as gazetas da Allemanha, da
Inglaterra, ou da Franca, nao publiqem ao menos
um despacho ofilcial, mais ou menos; aulhentico e
proveniente do Sr. de Buol, do Sr. dr Manteuflel,
do Sr. de Nesselrode ou de Mr. Drouyn de I.huyi.
Nanease tralou de diplomacia tao publicamente co-
mo boje, nem os governos jogaram Mu i escanea-
ras. Imagine-se, por exeniplo,que desde o primei-
ro ou segundo dia de fevereiro, as gazetas reprodu-
ziam na integra nm despacho de nosso ministro dos
negocios estrangeiros, dirigido a 26 de Janeiro aos a-
gentes da Franca junio dos governos da confedera-
cao. O mesmo aojjptece com as Dotas, qne Os ga-
binetes de Berlim ede Vienna trocam todas as sema-
nas. Comprehende-se de tal sorle a necessidade de
ganhar a opiniao publica, que se renuncia ao meios
misteriosos da velha diplomacia.
Todos estes actos, que a impren-a divulga, lem
urna importancia bastante grande, porque lazotn
conhecer perfeitamenle a allilude dos gabinetes eo-
ropeus, embora nao deera ainda nenhuma solucao ;
e como ellos formam quasi um volume, fora fastidio-
so para os seusleilores a sua extensa leitura.
Limilo-mc pois a dizer-lhe summariamente que
entre a Prussia c a Austria ainda Dio ha um aceor-
do sobre o modo de encarar os deveres e os ulerea-
ses da Allemanha. A Prussia ere nos senlimenlos
pacficos do czar, a Austria er na eminencia da
guerra, a Prussia quer que a confederaran conser-
ve o slatu quo ; a Austria quer que ella se d pres-
sa em mobilisar seus exercilos.
Entre estas duas opinies oppostas, .a Franja e a
Inglaterra se collocam, como he de razio, do lado
da Austria e apoiam seos esforcos com loda a sua
influencia. O despacho de Mr. Drouyn de Luhyslhe
cscriplo nesle sentido.
Os governos da confederarlo esto divididos em
duas fraeces quasi iguaes; urna prompta para se-
guir a Austria, a oulra a Prussia. Como a poltica
federal repugna com as medidas exagoradas, e pro-
cura primeiro qne ludo conservar o laco qne une os
estados allemacs a Dieta do Francfort, a qual se acha
submettida a questao, acaba de deridir-sa por um
meio termo, proposlo pela Baviera. Nao prescre-
veu a mobilisacao das tropas, como pedia a Austria,
mas ordenou que se comecassem os preparativos pa-
ra por-se o exercilo federal em campo. A Allema-
nha, segundo ma fleugma habitual, apressa-se viga-
rosamente.
A Prussia ainda nao disse sua ultima palavra. Se-
r ella pela Russia ou se collocar definitivamente
do lado das potencias occidentaes e da Austria'! Ha
um ponto este muilo controvertido, cuja olucju
parece que os actos do gabinete de Berlim procuram
obscurecer.
Presentemente he para o nosso lado que parece
iucliuar-se a corle da Prussia, porque acaba de en-
viar a Pars um plenipotenciario especial, o general
de Wedel, encarregado sem duvida de fazer esfor-
cos para conciliar os dous governos. O general d
Wedel be particularmente aceito do imperador Na-
poleao, que lbe fez nesses ltimos annos as honras
do campo de Salory e de Bolonha, ondeo general
prussiano assistio muitos dias as nossas grandes ma-
nobras. Augura-se bem desta missao, mas he pru-
dente desconfiar-se sempre de gabinete de Berlm.
Urna noticia diplomtica, que loria sua grand-
sima importancia, corre cm Pars no momento em
que Ihe escrevo. Dizem que a Hollando acaba de
assignar cora a Franca e Inglaterra um tratado de
allianra anlogo, ao que foi concluido com o Pie-
raonlc.
Emquanlo nao for confirmado, duvido multo da
exaelido desle boato telegraphico, por cansa dos la-
cos cstreilos da parentesco, aue uero, a casa real dos '
Paizcs-Baixos corte da Russia. A mai do duque
reinante he irmaa do imperador Nicolao.
A negociacao que deve ler lugar cm Vienna, em
consequencia das ultimas tentativas da Russia,' ain-
da nao foi aberta. A Turqua s designou um ple-
nipotenciario, l'nad-EITendi.para lomar parle nella.
A Franca e a Inglaterra, muito incrdulas a res-
peitodos senMmenlos pacficos do czar, nao se apres-
sam em designar os futuros negociadores da paz.
Emquanlo se rcalisa o milagre da pacificarlo eu-
ropea, fallemos um pouco da guerra. Os despa-
chos da Crimea sao de urna uniformidade desespe-
rados queixas contra o mo lempo, sortidas de
guarnicao russa sempre repellidas, e nada mais. As
cartas particulares do exercilo nos fallara desta inac-
cao. As tropas fraocezas bem nutridas, bem vesti-
das, solTrivelmente aquccidasie abrigadas, soflrem
maravilhosamenle os rigores da estacao e ha muito
lempo que estn promplas pura a balalha e para o
assallo, mas o exercilo inglez infelizmente u3o la
na mesma situara >.
Muito menos numeroso que o nosso exercilo, elle
tem sido derimado pelo fogo do inimigo, as priva-
ces e os soflrimentos, que experimenta, lem feito a
mais cruel deslruirao em suas fileiras. O Inglez
nao soffre como o Francez os males da guerra, e
muilo falla para que os soldados de lord Ragln se-
jam l.io bem tratados como os do general Canroberl.
Nossa intendencia perfeitamenle organisada, tem
ludo previsto, preparado para as nossas (ropas, e as
provisoes abundam no acampamento francez.
No acampamento inglez he o contrario; o com"
missariado da guerra de nada se proveu ; tinha peD-
sado que com dinheiro, acharia quanlo be Decena-
rio s tropas, o ludo Ihe tem fallado a nm lempo.
Por isso os pobres Inglezes, habituados a um bom
alimento e a vestidos quentes, soflrem miserias in-
criveis. Seu exercito definba, e de 53,000 homens,
enviados para a Crimea, lalvez qoe nem lenha 11
mil homens validos. O resto tem morrido on esl
nos bospiles, cujo rgimen esl longe-de valer o
dos hospilacs francezes.
Os correspondentes das gazetas de Londres, sobre-
ludo o do Times, tem feito conhecer o estado es-
pantoso em que se achava o exercito in-lcz, e suas
revelares tem produzido no publico urna sensacao
profunda, e nao contribuirn) pouco para Irazer a
crise ministerial, de que vou fallar-lhe agora.
Termino aqui a respeilo do thealro da guerra; as
ultimas noticias dizem que a 28 de Janeiro o Ampo
tinha melhorado bastantemente, que provisoes de
(odas as sorlcs aflluiam aos dous acampamentos,
que a brigada da guarda imperial acabava da che-
gar, e a terceira divisao do exercito francez tinha to-
mado a defeza dos enlrincheiramentos do exercilo
inglez. Por noticias viadas do Vienna, e segundo
despachos russos, dizem lambem que o czar acabava
de dar ao principe de Menscbikoff ordem de lomar
a offensiva, e atacar ao mesmo lempo Balaelava e
Eupatoria, onde deve achar-se reunido nesla mo-
mento o exercito de Omer-Pach. Como Vmc. v
estamos em vespera de grandes acontecimertos.
Mas nao he somente para o lado da Crimea, que
se dirige a-allenco; temos, como mais cima Ihe
disse, urna crise ministerial na Inglaterra, e no mo-
mento em que Ihe escrevo, p gabinete Aberdeen lo-
do inteiro deu a sua demisaao. Eis-iqui o que se
passou:
O parlamento depois de nm mex de ferias, acaba-
va de continuar suas sestdes, quando, com grande
admiradlo de lodos, lord John Russcll enlregon sua
demisso rainha. Ques eram os motivos da reti-
rada desto estadista tao celebre! E-les, laes como
elle mesmo indicou a cmara dos communs, L'm
dopulado radical, Mr. Roebuck linba apresenlado
urna mocao para que a cmara fizesse nma inquiri-
rn sobre a maneira pela qual a guerra tinha ido
dirigida, e lord John Russcll declarou, que sua cobs-
ciencia nao Ihe permittia combater aquella mocao,
porqno elle mesmo ha muitos mezes reprovava os
actos do ministro da guerra, o duque de Newcaslle.
Esta atlitmie lomada por lord John Russel, era o
golpe mortal, vibrado no gabinela Aberdeen, j UM
gravemente ferido pelosartigos furibundos do Times.
Todava a raiuha exigi que o ministerio procu-
raste verificar se tioha ou nao em *tu favor a nuio-
Mil TI! Afn


2
UIAKIODE PtHMMBUCO, StGUHO* rlH* 5 UE InARQQOE 1855.

ra palamenlar, deixando discutir a moran rocbuck.
e lugar a discossio ; a proposta da informaces
la por tir Sidney Hcrlicrl, por M. Gla-ls-
lono a pelo proprio lord Palmerston. Nao obstante
m eil'i';* >ei i los desles estadistas, proposta
i adaptada pela enorme inaioria da
ra 1 i8. Depois do soraelh,anlc re-
sultad, lord Abcrdceo depoi sua demissao e as de
>llos9 entre ns maos da rainha que iceilou-as,
o que fez inmediatamente cliamar Ion] Landsdoson :
s ilcsto veneravel elicfc do partido whig,
lorde Derby fai convidado pela rainba para formar
bnete. Era muto natural que se diri-
ao chele dos Torys.pois que os Torys per.
tenciam cm grande numero i mainriaque acabava de
ahir lord Ahcrdeeo. Mas,osTorys necessilavam
de auxiliares parapoderem aceitar o governo, porqac
m minora na cmara dos communs. Lord
>-so immcdiatamcnle a lord Palmerston,
iveio em occupar,uma pasta ua futura admi-
ra tanto que M M. (ladstone, Sydney
llerbert e (iraliam annuissem com elle a prestaren!
sau concurso > lord Derby. Mas, estes tres polili-
cos recnsaram adherir a esta combinarlo, e o conde
Derby vio-se obrigado a renunciar tarefa de cons-
um gabinete. A rainha Tollon-se cntao para
lord Jotran Bussell, mas este estadista compromctli-
do para com lodos, ate para com a opiniao publica,
nada pode conseguir. Restara lord Palmerston, de
quem a rainha nao gosla muito, ms que tornava-sc
o nico possivcl.
A rainhadeu plenos poderes a lord Palmerston. a
esta manilla um despanho lelegrapliico, aununca-
nos quo elle conseguir formar um gabinete. Como
!> jornaes inglezes lito danto noticias dous 'das mais
recentes do que as nimbas, poder verificar se o le-
legraplio nos eoganou c conhecer o pessoal da nova
admimslraao.
Farei apenas tima observarlo sobre" o que ae passa
na Inglaterra : osvelhos partidos esto em dissolu-
jse v tlespontar, nesta trra aristocrtica, a
aurora do da em que o povo ha de querer ter parle
ventanea. O Times, que nunca deixassc an-
tecipar pela opiniao, cometa j a saudar a democra-
cia cmo a futura soberana dos tres reinos. lie um
[toma muito grave.
Ein Franca ludo vai bem,'o governo imperial est
em perfeito aecordo com a opiniao publica, e os re-
sultados inauditos quclem oblido o emprestimo pro-
vam'quanlo a guerra he popular. Tinha causada
alguma sorpreza a retirada do principe NapoleSo, que
depois de haver orgulhosamenle pedido para fazer
perla di expedidlo, dcixara o campo de batalha. O
Moniteiir Official acaba de rectificar cm algumas
'Imhas este erro fatal da opiniao. O artigo foi cer-
lameulo dictado pelo proprio imperador. Fez-sc ver
que o principe estivera gravemente enfermo, que
ainda o esU e que foi cmvirlude de requisiroex-
pressa do cirurgio-mr do exercilo que o imperador
o rliamdta. O artigo termina por estas palavras :
accolhimcnto affeetnoso de S. Mageslade e os
testemunhos de sympathia de que o principe foi oli-
jecto, adoearam os pesares que experimenta por ha-
lo obrigado separar-se de um exerciln em que
sua conducta mereceu os elogios de lodos quanlos
dclla foram lestcmunhas. Esta nota foi publicada
no Moniteur 8 das depois da chegada do principen
O tratado com o Pieroonle, de que lhe fallei,esl
nesle momento sujeito a approvacao das cmaras
picinont'ezas. Nao n duvida que seja approvado.
J se fazem preparativos para expedir 15 mil auxi-
liares ao campo inglez que delles tem grande neces-
idade. A Franca e Inglaterra, cada urna do sen
lado, recrutam tambem soldados na Suissa. O coronel
Uclileobein, antigo chefe da directorio federal entra
como general de brigada, no serviro da Franca e
coraraandar uuia legiao eslrangeira.
. Na Uespanha continua a agitarlo e este desgrana-
do paiz nao caminha para sua pacificarlo, O m-
nislro da fazenda, o Sr. Sevillano, pedio demsso ;
foi substituido pelo presidento da cmara o Sr. Ma-
doz. que leve por successor o general Infante.
Tambem (vemos em Franca nina mudanza par-
ia.do--ministros, motivada pela enfermidade de
M. Hincan,ministro da fazenda; foi substituido pelo
ministro das obras publicas M. Mague, ruo tem por
soccessor"M. Ronher, vice-presidente do conselho de
estado.
Boba. Os41|2por cenlo sabiram a 9< fr. e 25
cen.; desceram a 91 ir. e 25 cent. ; llcaram a 'J
franr
! por cenlo subiram a 68 francos e 80 cent. ;
desceram a 65 Ir. c 30 cent.; Rearan) a 67 fr. e 55
cent.
i'los inglezes subiram a 92 3|i, desce-
ram a 90 t|2.
Pars 8 de fevereiro.
Como o rigor da eslac.no houvesse inlcrrompido
menle as operaces militares na Crimea, a
diplomacia toruou a mellcr maos a obra, com mais
ir do que nunca para conjurara tenuiestadc que
amea^a involver loda a Europa ; mas parece pouco
velqoe seus estorbos consigam o resultado que
risceja. Nesle momento a^ Allemanha so divide em dous
parlidos.o partido russo compostoda Prussia eda maio-
ria dos Estados da Confederac,3o-gcrmanica ; do par-
tido di is occidenlaes composlo da Austria e
da|mcmoria dos estados da Confaderacao. Estes dous
parljdos acabam'dc dezenhar-sc na Dieta de Francfort,
por occasiao do pedido feilo pela Austria acerca da
ruoiiilisacao dos con'Gngentes federaes. Este pedido
foi regeilado pela influencia da Prussia, mas a Aus-
tria pavee estar decidida a usar da facnldade reserva-
da a minora dos esladosdese cnlcndcrem para defen-
der os seos inleresses com mu ns. A Prussia que com pre-
bende que todo o peso da guerra recahiria sobre si,
ainda exila [lanrar-se alertamente nos bracos da
Itussia. Nao ignora que urna dos ideas fixsa de
NapoleSo III, lio tomar-lhc as fronleiras do Rheno,
e os boatos que chegam de Franca nao s3o propaga-
dos para tranqoillisar a el-rei da Prussia. Com elfai-
lo, s se Irala da forroorao do um excrcilo de 100
mil homens destinado a marchar contra a Prussia,
com NapoleSo a frente : 50 mil homens rao ao
mesmo lempo reunir-so as tropas austracas aflm de
dirigtr-se as fronleiras russas. Al asseveram
que ja sefizeram cncommendas aos remecedores para
urna campanha de nove mezes. Tudo islo d muito
quo releclir a el-rei da Prussia para tentar om cx-
forco supremo, dous enviados extraordinarios parli-
ram de ilerlira, lia 8 das, um para Londres, oulro
para Pars, cncarregados do urna missao secreta jun-
io das datas corts. M. Usendom e o general We-
del at o presente nao tem sido raaisfelizes do que
a conferencia do Vienna sobre a qnal os amigos da
paz fundavam lo grandes esperanzas. Os governos
de Frastja e Inglaterra ordeoaram aos seus embai-
xadores que fossem adiando as cousas afim de dar
lempo aos exercilosjalliadosa por grande victoria na
balanza das negocar,Oes. Assim estas conferencias
se vao passando cm simples convcrcaces. N'uma
das ujlimas M. de Bourquency insisti com o embai-
xador russo sobre a deslroicao do Sebastopol. V.
Ei. esl dianlc de Sebaslopol, respondeu M. Gorts-
chacoir, lome-a se pode; mas quanlo a dcslrni-la
coro as nossas proprias maos, he intil fallar nislo.
N'uma palavra lodo o nteresse que se ligara de-
pois de alguna das sobre Allemanha, volloo-se de
repente para o lado da Inglaterra que lambem pare-
ce achr-se as vesperas de urna criso interna bas-
tante grave. Por varias vezesja lhe lenlio filiado
acerca do estado de desraoralisacSo e desorganijac3o
em que se acha o exercilo inglez na Crimea.
Nao lia expressao que refira precisamente o carc-
ter tiesto estado. Entre 56 mil homens enviados ao
Oriente os dous tercos estilo morios ou pelas maos
dos Kiissos ou da enfermidade ; e no momento em
que nos adiamos, contam-se apenas 7 mil soldados
inglezes em estado de combate. A adminislracao da
guerra os tora dcixado na falla de ludo ; lomos sido
obrigados por mais do urna vez a fornecer-lhes mu-
n;oes, vveres c vestidos ; boje mesmo a guarda das
trincheiras acaba deser confiada aos nossossoldados.
(Juando o parlamento so reuni s houve um grito
unnime do indiguacao contra a incuria inqualifica-
vel do ministro da guerra. Ira memoro da cmara
do- communs, M. Rahuk propoz una mor^o de in-
querilo que so lornava um qucslao de vida ou d
morlo para o ministerio. Esta raocao foi adoptada
maioria de 305 votos conlra 118. O ministerio
desl'arle combalido, vio-se obrigado a dar sua de-
lo : ha um homem que as circumstancias ac-
tnaes, a opiniao chama para a direccao dos negocio:,
he Lord do Palmerston : mas lord Palmerston he
inimigo intimo do principe Alberto c por cojisc-
quencia da rainha, pois que a rainha s ve pelos o-
by, naufragan; depois dclle lord Weslmorclaml e
lord Johnjitussell. J so haviamperdido todas asespe-
raocaa de Iriumplio; recorraram a lord Palmerston,
mas este impoz condieoes Icrrivcis para o corar-Soda
rainha; exige que o principo Alberto nao assisla
mais ao conselho. A rainha resiste c nada se con-
clue. A opiniao murmura e nao se falla cm nada
menos do que em um golpe de estado popular,que d
a dictadura a lord Palmerstom. A imprensa male-
za que atoo presunta havla respeilado a rainha Victo-
ria, comeca a ataca-la aberlameule. O I'unch,em um
dos seus ltimos nmeros,puhlicava urna caricatura
que representara urna estribara ; o principe Alber-
to figura um garanhAoelord Palmerston um palafre-
nero ediz rainha : a se V. M. nao mo desembara-
car desle garanhilo en nao porei mais feno na sua
manjadoura.ii Eslcs.svmplomas sao graves; a honra
do povo inglez se achacomprometlida.c como dizia o
Morniug-chronicle he preciso ministerio capaz de
sahar o estado de grande perigo,e de grande degra-
darJo.
As noticias que nos chegam ha tres semanas da t|0Us mil cenlo c setenta
Crimea ato ebeUa do pormenores, que rasgam as lodos oiclarns
enlranhas rerca do estado do nnsso excrcilo. O fri
exressivo que se fez sentir, acompanhado de abun-
dante nev, sorprendeu os nossos soldados cm urna
praia deserta com pessimas tondas para abrigo, e
sem lenha naraaquecerem-se. Coiduziram-se Cons-
lanlinopla mais de mil homens com os pes e as maos
geladas. Todos os scnlnellas poslados noile guar-
da das Irinchoiras cram euconlra4os no dia seguin-
le morios de fro.O principe Mcnschikoll linlia muila
razao cm dizer que, para destruir o exercilo alliado
aguardava os seus dous melhores generaos: -Janeiro
feereiro. Se devemos dar crdito s corresponden-
cias allemaas, que o nosso governo prohibi que fos-
sem publicadas, este estado de horrireis soffrimen-
los tem eccasionado em o nosso exercilo numerosos
casos de deserrao; mas a mor parle dos infelizes fu-
rtivos bao sido presos e inmediatamente fuzilados.
Segundo as ultimas noticias o fro linha cessado, o
gelo comerava a desenvolver-se.; o general Canro-
bcrl linha grande dilliculdade de conler a impacien-
cia das tropas, que, fatigadas do soffrimentos inutes,
pediam com grandes gritos marchar sobre o inimi-
go. 11c provavel que a dissolucao do gelo demore
ainda por alguns dias o assalto gcral; mas he im-
possivel que o mez de fevereiro so psse sem graves
eventualidades.
O governo francez considerou falsos e malvolos
lodos os boatos que correm desde algum lempo -
cerca da Irisle siluacao do nosso exercilo no Orien-
te ; mas as cartas particulares c as revclaces da tri-
buna ingleza nao nos deixam infelizmente, duvida
alguma a este respeilo. Se a inprcusa c a tribuna
fossem livres cm F'ranea assim como em Inglaterra,
tambem teriain pedido conlas ao governo da sua im-
providencia ; mas abdicamos este direilo legitimo,
e boje s nos he dado suspirar e calarme-nos.
O principe N'apoleao culruu clandestinamente em
Pars na noite do sabbado para domingo, 28 de Ja-
neiro. Como ve, ha grande distancia dcsla entrada
furtiva c solitaria aquella que sonhavam os seus ami-
gos, dcbaixo dos gritos de triumpho, no meio de urna
dupla ala de soldados e de povo, apresentando ao
imperador com urna mao bandeiras russas, e cora a
outra as chaves de Sebaslopol. NapoleSo se acha de
lal serle irritado conlra o prMlo, que aconsclharam
a esle que passasse algum lempo as ilhas de Hye-
res, sb pretexto de sade, adra de deixar que a co-
lera imperial se aplaque. Mas o velho Jeronymo
peusou de outra sorle, c se dirigi incgnito ao en-
contr do filho. O imperador deixou passar dous
dias sem querer ver o principe ; afinal segunda-fei-
ra larde permettio-lhc que se apresentasse. A en-
trevista foi mu pouco cordeal: o principe aecusou
os seos nimigosde le-lo calumniado : o imperador
respondeu raui framente, fazendo edmprehender ao
principe que o nao considerava como o defunto Bay-
ard, le checalier satis peur ct satis reproche. O prin-
cipe sabio das Tuilerias n'um estado violento de ir-
ritadlo, c qoando achou-so sozinho com os seus n-
timos amigos prorrompeu contrao imperador e o scu
sequilo em recriminarnos feilas n'um eslylo de que
os principes do nosso lempo podem usar, segundo
parece, mas que os esc'riplores que se respeltam nun-
ca o empregarao.
Dar-ee-tsa acaso que o comporlamento do princi-
pe Napoleao em Iukerman lenha sido realmente ca-
lumniado?
As correspondencias inglezas da Crimea, e espe-
cialmente o acolhimento dado pelo imperador ao
primo deixam poucas duvidas a esle respeilo. Com-
prehende-se qucum homem que somenle assislio as
hatalhas inofieusivas do Campo de Mario e aos tor-
neios amorosos doscamarins se lenha nm pouco
abalado no meio de urna carneficina horrivel como a
de Inkerman ; mas um principe o especialmente
um herdeiro presumplivo nao tem o direilo de ser
pnllrao ; he esle o defeilo que em Franca menos se
peruoa. O nosso rci Ilenriquc IV, apezar de sua
valenta incontestada. nao poda ouvir o primeiro
tiro de peca de urna balalha, sem ser obrigado a ape-
ar-se do cavallo ; mas xistoso como um Gascao, di-
zia rindo-so : sou bom*para os inimigos : o depois
lornava a montar em scu cavallo, o se bata como
um ver.ladeiro demonio.
A fria rcccpcao do imperador ao principe Napo-
leao deu maior consistencia ao boato|extraordinario
concerneHteao rcconhecimenlo official do conde do
Morny como irmao do imperador. M. Troplong,
presidente dosenado, nm dos nossos mais habis ju-
risconsultos foi cncarregado desle delicado Irabalho.
Toda gente pergunta como he que ello se sahir do
negocio. Com cITeilo, se o conde de Morny he sem
duvida realmente o filho legtimo de el-rei e-da ra-
inha de Hollanda, como acooteccu que se passasem
mais de M annos sem se aperceberem disto ? A
qucslao cmbararari.i a um homem ingenuo e hones-
to, mas um jurisconsulto cortezao sabe accommodar
a lei a lodos os caprichos do poder, Eis aqu o que
asseveram quanlo ao meio principal que ser em-
pregado na memoria M. Troplong. El-rei de Hol-
landa, segundo se dizia, era um homem nalulmenlc
zeloso e extravagante.c que cm cada prenhez da mu-
ltar lornava-se mais zeloso o mais extravagante do
que nunca: assim, achando-se a infeliz rainha gr-
vida do conde do Morny, nao se atreveu a confessa-
I o ao marido eveio parir clandestinamente cm Pa-
rs. Como ve.he o pobre rci de Hollanda que car-
regar com lodo o peso do peccado ; eis ah a jusli-
ca desl mundo.
Ha poucos dias espalhou-se. as regios officiaes
outro boato qne pelo menos seria (ao extraordinario,
se este em que lhe acabo do fallar nao lhe dsse
corlo carcter de autencidade. Asseveram que, se
como ludo faz crer, tivermns, na primavera prxi-
ma, guerra com a Prussia, o imperador, imitacau
do lio,pretende commandar o grande excrcilo : en-
tao deixar.i necessariamente um encarregado do po-
der para governar cm seu lugar. Entretanto, asse-
veram que elle j escolheu o conde de Morny, que
lomar o titulo de lente general do imperio. M.
de Morny he um homem enrgico, resoluto, quo foi
o braro direilo de Napoleao no dous de dczembro.e
que nao recuaro diantc de medida alguma para con-
servar o imperio do que he um dos primeiros fun-
dadores. O principe Napoleao, a quem esle posto
devia pertcncor por direilo, nao parece possuir o
vigor que as circumsiancias podem exigir. Com ef-
feilo, supponhamos por um inslanlc que o uosso
excrcilo eiprimenta nm grave revez na Allemanha,
osrealistase republicanos podem sem duvida apro-
veilar-se da ausencia do imperador para tentar
derribarlhe o governo.
Assim,he raister um homem dostro e audacoso,que
nao lema pagar cora a sua pessoa, c, sem duvida
alguma, o conde de Morny he mais adaptado para
esle p.i|tf do que o principe Napoleao.
O cometo da vida activa do conde de Morny mal
deixa perceber o brilhanto deslino a que parece ser
chamado. M. de Morny comecou jior ser fabrican-
te de assucar de belerraba. Dcpulado conservador,
no lempo de Luz Filppe, quasi que s era conheci-
do cntao pelo seu gosto para com as Boas-Artes, e a
suaalliancacnma condessa de Peln, alliaoea fa-.
hulosa que pareco ler sobrevivido as revoluees e a
bcllc/adeslailluslrarao da corle de Luiz iiippe.
A condessa Peln mandara construir para scu va-
lido ao lado de seu esplendido palacio dos Campos
Elyscos, urna casinha elegante, com nma offlcina de
pintor, c que he conhecida no mundo parisiense
sob o nome de Siclie Fidele.
Nomeado ministro do interior depois de 2 do dc-
zemhro, o conde d? Morny depois de pouco lempo
den a sua demiasSo. Dizem que Tora para nao ser
complico do decreto que fulminava com expoliado
Era islo um erro: o
da marinha npedio immedialameiile a lodos os por-
los de Frauda, a ordem de excrear amis exlricta
vigilancia, porque o governo linha adquerido a cer-
teza de que agente russos prelendiam incendiar os
mennos do Franca e da Inglaterra.
Falla-se era urna concessao de paquetes transa-
tlnticos feila a MM. de Morny e Pcreire: esta cm-
preza entro as suas maos tem muila probabilidade
de bom crilo.
INTERIOR.
ministro he largamente retribuido ; mas Indo se vai
era despezn de representarn ; o M de Morny que-
ra antes tratar de seus negecios do que dos negocios
da Balado. O amigo fabrican de assucar de beler-
raba nunca so esqueceu da sua anilla prolissn. As-
sim, associou-se com grandes capitalistas, os Foulds,
o Pereircs, e em consequencia da sua influencia ao
p de imperador, obteve para si e. para os seus con-
ecsscs de camiuhos de ferro e oulras emprezas in-
daslriaes, e derigio as cousas do tal sorle que presen-
temente M. do Morny so acha a frente de urna for-
tuna de mais de viule milhes. Cedendo s instan-
cias do imperador, aceitn ha pdeos mezes o lugar
de presidente do corpo legislativo: especie de i'necu-
ra qne d lodos os annos, sao cero Trancos o um pa-
lacio de principe ; nem lodos os fabricantes de assu-
car de belerraba lom chegado a tao alia fortuna;
verdade he que nem lados tem a honra de ser bas-
tardos.
O total das snbsrrpcoes para o emprestimo nacio-
nal de 500 militos ss clevou a quanlia fabulosa de
e cinco milhes. Assim,
mperiacs alearam alegres lingera
para celebrar esla grande victoria, do que os pro-
prios hroes nao licaram menos admirados. Tem-se
atlribuido necessariamento eslo brilhanlc resulftdo
confianra do paiz no rgimen imperial, e popu-
laridadc de que goza a guerra do Oriente. O fana-
tismo napoleonino minislrou subscriptores, o fora
injusto sustentar o contrario, mas nem toda a honra
cabe somenle a ellcs. Ha causas mais vulgares que
se baplisam tao pomposamente rom o nome tle patrio-
tismo c de dedicarao ao mperedor. Desde o comc-
co da guerra da Oriente, os capitaes se foram reti-
rando pouco a pouco da industria,que j Ibes nao of-
ferece bstanle seguranza e se vao discretamente cs-
condendo nos fundos das burras. O emprestimo, pos-
to que oficreeesse ooodieSea vanlajosas, nos primei-
ros dias nao leve o privilegio de fazer sabir o rtinhei-
ro dos cofres, e sem os boatos de paz tao hbilmen-
te explorados a subscrpeio (cria grande dilliculdade
em alcanrar a mima pedida. Mas em virtude da
inlerrenclo da Austria c da Prussia, a Franca e a
Inglaterra iam dar'a mao a Russia, e o czar e o
(rao-Turco se iam abracar, como no lim de qual-
quer comedia, aos applausos do mundo satisfeito.
Enlao o dinheiroaboriccidodc se ver escondido sem
nada fazer, se deu prcra em aprcsenlar-su cm pu-
blico. Eis-aqui o que acontecen aos subscriptores
honestos ; mas quanto aos especuladores o caso foi
differenlc. Esles, os mais numcrosos.scduzidos pelos
lucros rcaes c cmmcdialos do imprcslimn, subscre-
veram com lano maior facilidade que como o de-
creto conceda tres mezes de intervalo enlre o pri-
meiro e segundo recolhimenlo do dinlieiro, linham
a facnldade do esperar o momento opportuno. Saib,
que o maior numero de subscriplorcsdevom ser con-
tados nesta calhegona.
N'uma palavra, quaesquer que sejam os motivos
mais ou menos egostas que tenham concurrido para
esle- esprestimo nacional, releva conhecer muito um
fado immenso : o deprecaraenlo dos grandes capi-
lalislas cm proveilo do cicdito publico. At o pr-
senle, quandu o estado linha necessidade de dinhei-
ro, recorra aos Reis das (maneas que lhe cmpresla-
vam com condces honerosas, eo publico s era acl-
milti.lo a participar deslas novas creaees pagando
premios enormes aos banqueiros. Foi apenas na nl-
lima extremidade e impellidos pelas exigencias dos
Kolliscliilds e de oulrus que o governo adoplou a
idea do emprestimo nacional, cujo resultado exce-
deu a espectaliva publica.
A Uespanha ainda se acha cm urna mui Irisle
siluacao ; os imposlos nao se arrecadara em mnitas
provincias ; os banqueiros nSo quercm subscrever
para o emprestimo; o por islo o go*verno se acha
em apuros-
Os carlistas j v3o acreditando que he chegada a
hora para ellcs; assim instam com o conde de Mon-
lemoln a entrar na Uespanha. lguns agentes
carlistas em Pars lera sondado o governo francez
acerca das suas inlenees. Assoweram que o impe-
rador declarou que s> noopporia a urna reslaura-
c,ao legitimista na Uespanha, se o conde de Monlc-
molin se obrigasse a seguir a idea napolionina : a
esle respeilo correm varios boatos. Por oulro lado,
a rainha Christna sempre est cm correspondencia
activa com os seus partidarios, e n,1o renuncia a cs-
perauc.a de lomar a entrar na Hespanha. Assim o
hoiisonlc deste infeliz paiz nao he animadoa, e qua-
si que nao pode evilar a guerra civil.
Em Pars ha poucos diverlimentos, apezar da ap-
prnximaeao do carnaval, quadra ordinaria dos passa-
lempos. A miseria he grande e a guerrake o cho-
lera bao coberto muilas familias do lulo. As ni-
cas fcslas que se dSo, sao feslas officiaes e por or-
dem do governo para dar algum movimenlo ao
commerco de lux que he a principal riqueza de
Paris. O Hotel de Ville abri a estacan por um
baile esplendido que causou admirarlo a todos os
eslrangeirus que foram admittidos; os miuistros
seguiram o exemplo e a corte annuucia dou gran-
des bailes para encerrar dignamente o carnaval. O
ultimo sarau das Tuilerias foi mui triste; nao houve
nem dansa nem jogo.
Obscrvou-se que o imperador eslava incommoda-
do, e linha especialmente muita dilliculdade de se
sustentar sobre as pernas. Algumas pessoas dizem
que Napoleao esl affeclado de urna molestia daes-
pinlia dorsal: fraclus belli. Os cortesSos dizem
que S. M. apenas soilrc de calos nos pes. O impe-
rador, na opiniao delles, lem muito amor aos pes,
que os tem mui pequeos, e que tem a prelencao de
os fazer ainda mais pequeos ; para esle fim encar-
cera-os em bolas mui aperladas, o que naturalmente
produza enfermidade que vulgarmente chamam ca-
los. O grande, imperador tambera linha a fraqueza de
fazer sobresahr a pquenhez dos pes; mas como ao
mesmo lempo elle nao podia soffrer especie alguma
de compressiio, ordenava ao escudeiro Arehambaud,
que durante alguns dias usasse das bolas que elle
devia caljar. Foi do proprio Mr. Arehambaud, fi-
lho, que eu sube osle caso, pouco conhecido.
Quando as feslas mundanas do carnaval se passa-
rcm, a corlo so entregar a exercicios de oulro ge-
nero. Sempre, seguindo as Iradicccs da velha mo-
narchia, se pregar na quaresma perante SS. MM.,
na capella das Tuilerias. lie o reverendo padro de
Ravignau que foi encarregado desla alia missao.
Cerlameule se ha de lembrar, a proposito dos Je-
sutas, que em urna dasminhas ultimas carias lhe
fallei de nma ordem de expulsao preste a ser lan-
cada conlra elles por el-rei de aples. Nunca lhe
seria possivcl adevinhar o motivo que impellia a el-
rei Bomba a um acln lao extraordinario da sua par-
le. Accusava os Jesutas... de liberalismo !!... como
devo suppr, elles nao livcram grande difficuldade
de se defender de urna ceme tan calumniosa, c I uho' omo"porque~lendo-s"erelevado o'pro dos es-
(l'ilr ir mili'-i \i> im Imn- -^-- .- .1 .1U __* ata t
RIO DE JANEIRO.
18 defeverciro.
Por decrelo de 15 do correnlc mez foram declara-
dos vagos os olllcos de labclliao e escrivao do cri-
me e civel da capital do Ccar, e escrivao dos feilos
da fazenda da niesina provincia, ficando obrigado o
servenluario vitalicio que fr nomeado, na confor-
midade do decreto de 90 de agosto do 1851, a pres-
tar a terca parle do rcndimenlo dosdilos nflirios a
Man,,el Lopes de Souza, visto a impossibilidade cm
que so acha de continuar a cxcrrcMos.
Por decrelo de lf> do dilo mez livcram merco da
serventa vitalicia dos oiliciosde
1." labellio e escrivao do juizo municipal, capel-
las e residuos do lermo de Ilapemorim, da provincia
do Espirito Sanio, Jos Corroa Pimentel dosBcis;
2.o labellio e escrivao dasexccures c mais anne-
os da villa de Canavieira, da provincia da Babia.
Manoel da Costa Barana ;
Escrivao privativo do jury e execurfles criminaes
do termo da Laguna, da provincia de Santa Calhari-
na, Francisco Claudio-i do Souza Medeiros.
Por decretos de 17 do dilo mez foram promo-
vidos :
A (cnenle-coroncl commindanle do 1. batalhao
de reserva da provincia do Rio de Janeiro, o capi-
tao do mesmo batalhao Francisco Antonio de Al*
meida.
A tenentc-coronel chefe do oslado maior do enra-
mando superior da guarda nacional dos municipios
de Jundiav, S. Jos, Mogy das Cruzcs, e Sania Iza-
bel, da provincia tic S. Paulo, o capilao Joaquim
Antonio de Paula Machado.
Foram Horneados :
Commandanlc superior da guarda nacional dos
municipios da Franca, Balatcs, e Casa Branca, da
mesma provincia, chele do eslado-maior do mes-
mo commantlo, Joo Francisco Junqueira.
Major commandanlc do l. esquariro de cavalla-
ria da dila provincia, Francisco Antonio da Costa.
Major-commandante do 9. esquadrao dilo dilo,
Gabriel Garca de Figueiredo.
Tenculc-coroncl commandanlc do balalhao de in-
famara n. 31 dilo dilo, Jos Justino Faleiros.
, Tenentc-coronel commandante do batalhao dito
n. 32 dilo dito, Manoel do Carmo e Silva.
Tenenle-coronel commaudantc do batalhao dilo n.
33 dilo dito, Jeronymo Jos de Carvalho.
Major commandante da secrao do balalhao da re-
serva n. 12 dilo dilo, Jos Bernardo da Cosa Jun-
queira.
Major commandante dito dito n. 13 dilo (Jilo, Ro-
m3o Carlos Nogueira.
Foram reformados :
Ocapilaodo balalhao n.29 da provincia do Rio de
Janeiro, Francisco Fagundcs Audradc, no poslo de
major.
O major ajudante d'ordcns do extinelo comraan-
do superior da guarda nacional do municipio de S.
Miguel, provincia das Alagas, Jos da Rocha WaB-
derley.
dem idem idem do municipio da Campanha, da
provincia tle Minas Geraes, Malinas Aetonio Moi-
nhos de Vilbena.
lhador rolhe mais avullado fructo de suas fadlgas,
ou porque o ancarccimenlo das subsistencias difli-
culla a ocoiidade, o ccrlo he, que boje se Irabalha
mais do que antes do apparecimento das causas que
v3o indica-las. Em geral lodos bnscam oceupa^o.
O Irabalho do homem livre j he procurado cora
empenho, o que danles nao aconteca, pos s se
conlava com o du escravo.
A falla de offerccimcnlo prodozida pela exlinc(ilo
do trafico, he lodos os dias aggravada pela exporla-
rao to e-cravos dos munici|iios do interior para a
provincia do Rio. Muilos agricultores do scrlAo,
calculando que nunca Obleriam um juro correspon-
dente quanlia porque lioje se vende um escravo,
vendem-o anegocianles que os vao ceder por procos
loncos aos fazendeiros de caf.
Este facto mais corrobora o que vai dilo a respeilo
da maior procura de Irabalhadores.
O eiicarecimcnlo do salario ninguem o pode es-
Irauhar ; he urna consequencia que lodos previam,
c quanlo a mira aera urna das causas que mais con-
coricrau para a colonisarao. {Carla particular.)
-------iwesw -----
S- PAULO.
15 da-fevereiro.
I'em-sc manifestado uestes ltimos mezes conside-
ravel falla de assucar no mercado de Santos ; cons-
ta-nos mesmo que algumas cmbarcaccs que vuhain
carregar desle genero vollaram em lastro a seus por-
los, c oulras conservam-se no ancoradouro -aquella
cidade diligenciando completar o carregamenlo, que
pela es.asscz notada tem-se tornado muilo diflicil.
Este facto, que pode sem duvida ser de graves con"
sequeni-ias para o futuro, merece seria -consideraco.
Do ha muilo quo se nota nos nossos cultivadores da
caima um como que desanimo para continuar ncsla
especie de lavoura, e a deserto que alguns lem ja
feilo para o caf prova sobejameulc o que avanra-
MINAS GERAES.
Ouro Prcto 6 de fevereiro.
As informaees que lenho oblido de varios pon-
tos da provincia, s3oas mais satisfactorias acerca da
prxima colheila. As esperanras crescem e ludo me
leva a crer que teremos um anuo de fartura.
Knlrctanto, he difficil afianrar at que poni se
tornar ella sensivel, em consequencia de urna cir-
cunstancia quo" se nao pode precisamente ava-
|iar.
Perdido urna vez o equilibrio enlro a produeco e
o consumo, nao se reslabelece de um anuo para ou-
tro.
A colheila de 1854, que foi fundante em alguns
lugares e emoulros cscassa, s*ia t-la era contado
soffrivel ou regular, se nao livfssse succedidoa urna
m collicrta. Fazendeiros, como j lhe noliciei, que
consumiam inilho novo de agosto em diantc, j cm
abril o eslavam consumudo antes de recolhido ao
paiol. O mesmo ha de acontecer este anuo em al-
guns lugares.
O vacuo deixado por urna ma colheila, nao se
preenche fcilmente, nao desapparecc cmquanto a
superabundancia da produccao nao he lal que, de-
pois de prcenchido o vacuo existente,possa elevar-se
ao nivel marcado pelas exigencias do consumo ordi-
nario. A produrr3o deste anno estar nestas cir-
cumitancias? Creioque sim, mas'poder ser que
nao.
Creio que sim, porque alm de correr a estarlo
como era para desojar, mullos fazendeiros escar-
mentados com as privacocs que haviam sodrido, on
procurando lucrar mais com o alio preco- do milho,
augmeularao suas plantarles. D-se, pois, um ex-
cessode producjSo sobre os annos ordinarios que po-
dciii reslabelecer o nivel dos lempos anteriores. Es-
le calculo, porcm, he meramente conjcclural. Ha
quero o conteste, notando que as emprezas de vas de
communicaro lem arredado muilos bracos da la-
voura, e oppocra ao augmento das grandes planla-
Ses a falla de muilas das que cram cultivadas pelos
bracos boje oceupados em fazer estradas.
Enlre as cartas que a respeilo lenho recebido, pas-
so a dar-lhc conhecimenlo de una que me cscrc-
vem de um dos municipios as visinhaneas desla ca-
pital. L-sc nella o seguinle :
a As rojas em geral j eslo escapas, excepto urna
ou oulra plantada larde, em fins de oulubro at
mciado tic novembio ; mas creio serem muilo pou-
cas. Esl3o muilo boas, c s sujeilas a algum fura-
cao que alguns annos cnstuma derribar a plaa j
granada ; e o milho deilado assim em Ierra apodre-
cc. Supponho que se pode contar as eolheilas com
o accrescmo de 50 por cenlo mais que o ordinario ;
mas apezar disto, se n3o deve esperar que o preco do
milho desea a 320 c a 400 rs. oalqueire, dos paies,
como era de costme, nao s porque pela falta que
ha, alguns fazendeiros j o eslao comendn das rocas,
lendo o Irabalho de o seccar nos lerrciros ou ao Tor-
no, para ficar cm estado de poder ser levado aomni
liras do seu prohijen esposo. Assim, abstiveram-se los bens da familia Orleans.
de encarregar ao Ilustre lord da eomposc.3o do no- verdadeiro motivo he que a sua forlona nao corres-
vo ministerio. Primeiranente foi chamado lord Der-1 pondia a sua mbicSo. Verdade he que o lugar de
entrar oulra vez as boas grasas de um rei tao digno
de comprchcnd-los. Nos liberaes! He de mais,
disseram e escreveram elles Temos sempre consi-
derado o govcfno absoluto como a obra prima dos
governos, cuiuo sendo tle origem divina, ele., etc.
Immedialamente o decrelo de expulsao foi rolo, e
el-rei de aples e os Jesutas eslao mais amigos do
que nunca. Mas eis-aqui oulro fado bem admira-
vel: esla declaradlo divulgada arrancn gritos do
indignarlo ; cntao para alleuuar-Ilie o mao elleilo o
geral dos Jesutas de Roma puhlicou urna carta pela
qual dcsapprovava allamenlc os principios polticos
dos Jesutas de aples, como sendo contrarios ao
espirito da respectiva ordem.
A semana passada leve lugar um pequeo molm
na escola 'polilcchinca. Um vigilante da primeira
divisao, tendo feito urna visita s estantes dos estu-
danlcs, ahi encontrn alzumas obras, prohibidas,
laes como /.uto dos Castigos e Napolion pequeo,
de Vctor Hugo; qaiz confisca-las, os esleanle- se
oppozeram ; o vigilante foi procurar coadjuvacao ;
trava-se urna lula ; o vis da sala de esludo, e segundo dizem, al lenlam
por fogo sala de buhar : chegou o general da es-
cola, o teve grande difficuldade em reslabelecer a
ordem. Em oulro quolquer lempo semelhanle aclo
de revolta teria sido punido pela expulsao do nma
parte da divisao, mas boje que cometamos um
guerra, cojo fim he diflicil de prever, e que j lem
feilo lanas victimas, lem-so necessidade mais que
nunca de otliciacs de primeira ordem, e os corpns
de engenheiros e arlilharia quasi que se recrulam
inteiramcule as Astas da escola pollechinca. As-
sim o governo fechou os ollios de alguma sorle a es-
le successo : 175 esludantes estilo para ser enviados
escola de applicacSo de Melz, o o resto foi con-
demuado a 150 dias desse Irabalho.
ltimamente houve um cometo de incendio no
arsenal de Walwich ao p de Londres. Napoleao ao
receber o despacho que lhe annunciava cita noticia,
bradou : as m3os dos Russos se achara em toda a
portel Em consequencia desta opiniao, o ministro
cravos c encarecido os jornaes, a alguns lenho ouvi-
do que pVefcrem guarda-lo de um anno para oulro
a vendc-lo por aquello proco ; e na verdade, boje
em dia, n3o faz conla vender o milho nos paies
por menos de 800 rs. o alqueire,lomando-se por base
o lermo medio da produccao, que varia conforme a
qualidade das Ierras, pois seas ha que produzem 200
e al 300 por um, tambem as ha que u3o excedero
tle 80, e mesmo 50. d
Eis ahi, alm das razos indicadas e que conlrihul-
ram para o prceo nao ser proporcional producto,
o preferirem os fazendeiros guardar os manlimentos
de um anno para oulro a vende-Jos por prcc.0 infe-
rior aos gastos da produccao.
N3o vou, porcm, muilo para ahi. Acredito pou-
co que isso acntela. Oque me parece mais razoa-
vcl he, que com a procura de Irabalhadores para as
estradas c emprezas de minerac.lo, os fazendeiros,
mormciilc os que cullivam Ierras do qualidade infe-
rior, abandonaran as suas lavouras, c nesse caso a
continuar o syslema de cultora que chamarci afri-
cano, actualmente cm vigor, as eolheilas futuras di-
minuirao progresivamente.
Um nico meio exsle de arredar esle perigo. He
a applicaro de oulro meio de cultura qoe nao exija
o era prego de tantos bracos, eque realise o desider-
tum de (oda a industria, o produzir mais com menos
Irabalho.
A clevarao do salario he boje cm loda a provincia
um fado de que se n3o pode duvidar. A falla de
bracos africanos pela cxliuccao do trafago concorreu
com o eslabelecimenlo de emprezas de vas de com-
municarao ; islo he, a um lempo augmenlou a pro-
cura e diminuio o offereeimenlo. Como os capilaes
tendera naturalmente a Iransplantar-se do lugares
cm que produzem menos para aquellcs e a ae pro-
duzem mais, foi preciso elevar por loda a parte o pre-
10 do Iraba'ho, para qne os bracos disponiveis nao
procurassem empregar-se as estradas, abandonan-
do a lavoura.
Esle augmento de salario se (cm lomado porlan-
lo, sensivel por toda a parle, e ou porque o Irnba-
O caf he o nosso genero de exportaran por cxcel-
lencia, lie a cullura de mais fcil e vanlajosos resul-
tados, nao o negamos ; todava o abandono cm que
se pretenle deixar a cullura da caima ser.i lambem
de consequencias cujo alcance nao nos he dado por
ora definir exactamente, mas que nem por ssodeixa-
rao de ser muilo graves. Taes consequencias n3o
o serao, he verdade, pare nctar immedialamente
aos fazendeiros; ellas levarn sua acrao mais preju-
dicial sobre as oulras classes consumidoras; mas nem
por isso tleixaiao de allcctar a todos. Pelo que res-
pcila ao commcrcio em geral, o mal be maior do que
pri.ncira vista nos parece .primo : a perda di-
recta que sofire o paiz nasccnle, como o nosso, com
a imporlacao de um genero que ha pouco exporlava;
secundo: a restricrao do commerco, a ausencia
do cslrangeiro que com suas mercaduras demanda-
va cm nosso paiz a pcrmu( desle genero.
Como consequencia desles fados seguem-se mui-
los oulros de ordem secundaria, porera lodos exer-
cendo sua acc,3o malfica sobre o commerco.
Nestas circumsiancias entendemos conveniente
aventurar estas observacoes,' afim do que se acaulelc
emquanlo he lempo um mal inminente. O assu-
car he um genero 13o necessario, tao importante co-
mo a farias, o fcijao, a carne, ele. Sua deficiencia
causar grande abalo em nossa populacho, bem como
em nossas relaces commerciacs. A consclhamos pois
aos nossos lavradores que nao desamparcm o cultivo
da caima ; conecntrem pelo contrario suas forcas to-
das sobre esle genero aquelles que j o cullivam em
parte, e os resultados serao infallivcis c promplos.
Sabemos que conlribuio para a realisarao da es-
cassez a chuva abundante desles dous ltimos annos,
que clevou o prec,o do milho a um algarismo nunca
visto al boje ; mas nem sempre seremos castigados
com cssa especie de calamidade. As eolheilas deste
anno prometiera ser abundantes, e enlao desappare-
cem em parte as causas que tem motivado o abando-
no que aiueac.i esla 13o importante parlo da nossa la-
voura.
- 16 .
Abrio-so honlem a nossa assembla provincial,
centro de lodas as nossas esperanras, pois que sua
consideraco tem de subir diversos projeclos que sa-
lisfazem metade de nossas mrccss'idadcs.
Serao realisadas nossas esperanras? Ficarcmosscm
calcadas, sem theatro, sera estradas,"sem colonias,
sem agua, sem inslrnccao publica"?
Daqu a pouco mais de dous mezes lh'o contarei ;
na certeza) de quo ser para nos grande dlsaponla-
mentofeyem vez de calcada?, Ihcalro, estradas, co-
lonias, agua e inslruccao publica, apenas nos derem
um repertorio de discursos cloqueles, que o Sr. Lo-
pes Anjo se encarrega de empolgar.
Todava ninguem espera semelhanle resallado, e
peusam lodos que a assembla provincial de 1855 tra-
balhar mais quo o anno passado para o beneficio
desla lioa Ierra.
A abertura foi feila com a pompa compalivel. De-
clino de dcscrove-Ia : s encheria papel, e nao teria
de fallar senao de urna guarda de honra e banda de
msica do corpo permanente, e de uns damascos do
lempo do Baila, que se esforram por dizer-nos que
o 15 de fevereiro marca dia de gala.
Porm uao se ria de nos, aliento o proverbio clas-
sico:quem nao lem cao cata com galo (salvo a re-
dacrSo;. Quero mesmo dizcr-lhe que para nos nao
deixa a faslanca deser aprazivcl. He lambem da em
que se mostrara as condecorares c os chapeos arma-
dos, que fazera seu effeto; com especialidade os dos
novatos, que aproveilam o primeiro enscji para cn-
feilar a casaca, e demonstrar assim que j lem servi-
dos no imperio. Ao menos a presumprao he essa, e
sej os nao tem, lempo vira que ainda lcr3o.
Desla vez livcram os representantes de ouvir um
enorme rotatorio.
O Sr. Saraiva eslendeu-se na relacao das necesi-
dades da provincia, e Iralou as quedos com especia-
lidade.
A publicacao desle benj elaborado Irabalho, que
muilo inlcressa a quem quer saber de como vai a pro-
vincia -le S. Paulo, mrmenlo no que diz respeilo
eslatislica, agradar aos seusleilores dcsla provincia,
o mesmo aos do fra que em S. Paulo ainda pen-
sam. Envio-lhe o que j esl publicado para extrac-
tar o que mais conveniente lhe parecer.
Foram chamados dous supplentes, nao obstante ha-
ver boa cas i.
ltimamente tem chegado mais depnlados do in-
terior, e crc-se que a casa ter 30.
Fez-so a elcicjlo da mesa, sendo eleilo o consclhei-
ro Corneta de Campos para presidente, c barao do
Tiel para vico.
Na eleicSo das commisses houve suas desavengas.
Ninguem quer examinar conlas de cmaras muni-
cipaes, que, em verdade, pouca lem de poesa; me-
lhor he ser da fazenda nobre memoro. Quem n.1o
gosla de ver ajoclhada dianlc de si uina chusma de
pretcndcnles a dinheiro'provincial, que visa un pa-
recer favornvcl.
Sobre a allitude que, cm relarjo i presidencia,
loma a assembla, nada lhe posso dizer ao cerlo.
Tenho, no cnlanto, ouvido dizer quo algumas in-
flenciasdo interior querem ser salisfeilas em. algu-
mas especialidades.
Mais larde, depois que a fcieo ta assembla sp
manifestar, ou lhe (omarei as cores para orienlar-
Ihe.
He verdade que ordinariamente he um pouco diffi-
cil definir a posirao de urna cmara. Oue elementos
devem prevalecer para se lixar sua posirao '! Os dos
curredotes ou das volares'.'
Logo fallaremos.
O Sr. Saraiva julgou indispensavel reforear a
guarnidlo desla cidade, em consequencia de falta de
forca para o servio diario do guardas e palrulhas.
Em consequencia dclerminon que os cornos da guar-
da nacional forucram mcnsalmenle um pequeo
contingente.
Esla provincia he um pouco lida cm negocios cons-
litucionae?, e he a primeira a atacar as presidencias
quando ordenara servico para a guarda nacional. Ha
mesmo quem argumente que nao ha direto de cha-
mar eslaelasse as armas senao cm pocas anormaes.
Assimjsuccedeucomn Sr.consellrairo Joslno,que,
sendo essencialmentc observador das leis, e inimigo
dos m.sos violentos, leve, as rr.esraas circumsiancias,
de invocar idntica medida.
Eu enlendo que nao se pocSo atacar de vilenla
nma adminislracao que. balda de recursos, chama a
guarda da lei e ao auxilio da (ranqullida.le publica
os cidad.los que lera urna farOa para veslir em lem-
po anormal.
Ora, nao he s na fronleia, nem em lempo de
crisc qoe existem circumsiancias anormaes. Ouan'-
do nao ha quem vele na guarda da cidade, quando
a Iropa mercenaria foi garantir a segoranca as matas
do interior, quem dever.i guarnecer !'i cidade ?
He melhor que periguc a nossa segoranca, do que
pedir se o auxilio do cidado, gue nao se lardn s
para as paradas'. He por celes e oulros prejui/os
que a elasseperde seu prestigio. En ao menos pens
que a guarda nacional deve auxiliar o governo, an-
da nicsmo as siluaces pacificas. Ho urna guarda
subsidiarla, quemuiUn servicos pode e deve prestar
ao paiz; pensar diversamente he repula-la uuicaiuen-
!e com ascrveulia do um corpo debonecos para ma-
nobrar em dias de parada.
Todavapode-se commelter violencia na applicaro
da medida; o patronato mesmo dos officiaes pode
vezara guarda, e o servico nao recahir igualmente.
Mas esle inconveniente esui prevenido pelo aclusl
presidente, que muilo recommen-lou, em ordem do
dia, que o commandanlc superior expeca as mais
lerminanlesordens para que ocoutmge|C chamado
seja ponlualmenle substituido no eoratca de cada
mez; que o serviro seja delalhudo de modo que ne-
uhuma praca retroceda ao destacamento sem que se
esgole a compelente escala.
DeSta sorle suave se tornar para a guarda nacio-
nal o serviro que sua provincia exige pelo orgaogo-
vernativo.
Na ficguezia de Santo Antonio da Cachoeira foi
i--as,i]ado Joo Joaquim de Macedo por seu geuro
Ignacio Jos de Alracida. Na lula esle Macedo derri-
bou seu genro, que por seu turno deu-lho a inerte
com urna faca. Foi lambem ferido um filho do as-
sassinado.
OSr. bispo j rclirou se da cidade maldita. Ai
de nos... .
Conla-se que cm sua passagem por Pirapora pra-
ticara um fado que assorabrou a povoarao, que de
mais a mais he supersticiosa.
Sabe que em certas c,-pellas cosluma o povo re
gislrar um facto milagroso, que em sua crenca repula
elleilo de um vol.
Islo se faz collocando as paredes do templo as ima-
gens milagrosas, aeoinpauhadas de inscripces que
explicara o facto. Muilas vezesho urna f-rma debra
5o, ou mao, que se deposila aos olhos do povo par
alteslar urna cura milagrosa.
O Sr. bispo cnlendcu, bem ou mal, que semelhan-
le uso nao devia subsislir. Mandou destruir ou
queimar lodos esses ohjcclos, e o povo se assombrou.
Nao sci se o prelado proredeu bem ou mal. Faca
quem quiser a qualificacao.
A polica -la capital vai tomando oulras propor-
ces. Ella depende csscncialmenle da cscolha dos
delegados e subdelegados, que era muilo podem au-
xiliar ao chefe de polica.
Foi ltimamente nomeado delegado o Dr. Jo3o
Theodoro Xavier, moro do baslanlo inlclligencia e
estudos.
J lhe fallei deste senher quando cm 1853 dei con-
la dos mocos que mais se linham avanlajado na aca-
demia. Agora esl collocado em posirao tal, que
muilo servico pode prestar sua provincia. (dem.)
(Jornal do Commerciodc Lisboa.)
2=
-lifereules participarCes boje recebida ncla re-
parti^ao, consta lorcra sitio presos:
Pela subdewgacia da freguezia to Rccife, o
- Hmburguez William Marshell, a requisi-
r3o de seu respectivo cnsul.
E pela subdelegada da freguezl da Boa-Vista,
Joao Francisco, para recruta, e o preto escravo An-
tonio, para averiguaces policiacs.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Peroambuco 3 de marco de 1855.Illra. e Exm.
Sr. consclheiro Jos Bcnto da Cunha eFigueirc-lo,
presdeme i\n provincia.O chefe de polica Luiz
Carlos de l'aica Teixeira.
DIARIO DE PEBIsAIMKO.
No dia 3 -lo correnlc deixou de funecionar as-
sembla provincial, por causa da chuva.
Chegou honlem do sul u vapor Tncantins, Irazen-
do-nos jornaes do Rio de Janeiro al 24 do passa-
do, da Babia al o 1. do correte e de Ma- ei
ale 3.
Reina o socego em lodas as provincias desse lado,
i oucas sao as noticias da corte e destituida de im-
portancia.
No dia 13 do passado foram apprehendidas varias
olas ralsas do banco do Brasil, do valor de 505000
rs., c assignadas por Antonio Gomes Nello e Fran-
r ,L i V'er 'T0'"- Essas nolM W3"1 "'o mal
acaldas, c o fabricante .fallas, o AllemioEduardo
do pre'so morador "a rua aa Misericordia, linha s-
n,.frMno aca')ava de contratar com o conde de
, n?.,.Vcnd.' de *,"a,ro le"""-' ou do 16 le-
d t rt rV 'IC ,erraS d'"l""> proximid ,-
,"'LUfty'pr,IMJ a0 Ki0 "randedo Sul,
l^lo preco de meio real a braja quadrada, obrigan-
PEROAMBUCO.
11EC1FE 5 DE MARCO DE 1855.
A'S 6 HORAS DA TARDE.
RETROSPECTO SEMANAL.
Em nossa revista passada, refleclindo sobre o
augmento da moitalidade nesta capital, fizemos sen-
tir quo lalvez proviesse elle do desenvolvimento
da bexiga, e com effeilo ainda lioje nos parece que
oulra causa nao ha. Desle modo, em quanlo o Ma-
raohao e o Para sao devastados por essi peste lerri-
vel, mullo devemos receiar que igual sorle nos cs"-
leja reservada, principalmente se n.lo lomarmos as
precauces exigidas pelas circumstancias. Consta-
nos que na cadeia existe um crescido numero de in-
dividuos arreciados daquelle mal, e ninguem
ignora que influencia pode ler sobre o deseo-
volvimenlo da epidemia um semelhanle' foco de
nfecc3o, no eulro da cidade, em urna das mas
mais publicas. Esperamos, por lano,'que alguma
providencia se lome a esle respeilo, com a prompti-
dao que o caso reclama.
J l vai a segunda semana da quaresma, e bem
sensivel se ha lomado a falla de'prgacao as diver-
sas igrejas dcsla cidade, comparativamente aos an-
nos transados. Alm do hospicio da Penha, con-
venios do Carmo, de S. Francisco e matriz da Boa-
Vista, parece-nos que bem poucas igrejas mais se
poderao apontar, para onde os fiis possm dirigir-
se cm busca da palavra divua, pregada c desenvol-
vida pelos ministros da rcligiad.
No da 1. do correle teve lugar a abertura d'as-
semblca provincial, que foi feila com as solemnida-
des do coslume, lendo o Exm. Sr. presdeme da
provincia ura minucioso relalorfb, que asssda a co-
nhecer o oslado da mesma. O -2. balalhao de fuzi-
leiros achou-se poslado em frenle da casa da assem-
bla, e prestou ao ado da inslallarao as devidas
honras.
Informam-nos que o seminario de Olinda pro-
segu cm seus Irabalhos regularmente, e quaiendo
sido admittidos a cxanie varios aspirantes ao clerica-
to, saliiram cinco reprovados o alguns approvados
simpliciler, por onde colligimos que tambera nn-
qucllo estabeleciment cstao os profossores dispos-
(os a n3o continuare ni o sijstcma das condescenden-
cias, que lanos males lera acarretado iuslruc-
;3o publica.
Era cumprimenlo da carta cncyclca de S. S. o
Papa Pi IX, do 1. de agosto do anno prximo
passado, dclcrminou o Exm. prelado diocesano que
as roalrizes e conventos desla cidade se fizessem
preces pela cessarAo dos flagellos que actualmente
opprimcm os povos, sobrcludo na Europa, odo a
guerra c a pesie lem acompanhado com rigor as de-
vastarles de doulrinas as mais subversivas. As pre-
ces principiaran) no dia 1. do crrenle c conclui-
ram-se boje 3, devendo durar Ires mezes o jubileo
concedido por S. Sanlidadc pelo mesmo motivo.
Consla-nos quena comarcado Bonito foram lti-
mamente presos, no lugar denominado Capocras,
Ires criminosos, centre elles um inspector do quar-
teirn. Essa diligencia foi effecluada por ma for-
ra de 30 pravas da guarda nacional e Iropa de linha,
que da villa parti no dia 26 do passado.
Ainda esla semana conlinuaram as chuvas a re-
frescar-nos mais ou menos, nao leudo mu-lado o as-
pases invernoso do lempo. O paleo da ribera o da
Penha, assim como a rua desle nome, que em se-
niclhantes occasics lornavam-se inlransilaveis, pe-
lo grande lamaral que ajuulavam, acham-se .hnje
felizmente bem calcados e em estado de limpeza.
lo um melhoramcnto que muito se dve apreciar,
e que Dos queira se estenda a oulras muilas locali-
dades que o reclamara.
No dia 26 do passado enlrou em nnsso porto a
barca franceza arre, procedente da Europa, com
38 dias de viagem. Tivemos enlao noticias de Se-
bastopol, que dcsmenliram omuranhao da Babia.
Mas eis qoe acaba de chegar o vapor inglez, e em
lugar proprio terilo os leilores noticias mais frescas.
Rendeu a airmdcga 115,0179818 rs.
Fallecern) 53 pessoas : 10 homens, 11 raulberes
e 26 pervulos, livres, 6 homens cscravos.
JURY SO RECIFE
Dia 2 de marco.
Presidencia {lo Sr. Dr. Alcxandrc Bernardina dos
leis e SUtm,
Advogado da acensarlo, o Sr. Dr. Joaquim de
Souza Reis.
Advogado da defeza, o Sr. Dr. Antonio Vicente
do Nascimnlo Feilosa.
Escrivao, Joaquim Francisco de Paula Esleves
Clemente.
Feila a llamada s 10 horase ,'i acharam-sc pre-
sentes 38senhorcs jurados.
Foram dispensados da sessito c relevados das mul-
las em que incorreram, os senhores jurados segra-
les:
Dr. Manoel Jos Pcrcira do Mello, por ter aprc-
scrlado atteslado -le molestia.
Joao Hermenegildo Borges Diuiz, requisicao d0
inspector da alfnndega.
Foram multado! em mais 208000 rs. cada om tos
jurados ja mullados nos anteriores dias de| ses-
efta. *
Aberla a sesso as 10 horas e 3|1, foi conduzido ao
tribunal para ser julcado o reo Francisco Jos Coe_
lho, aecusado por crime de estelionato.
Fiados os debales, foi o conselho conduzido a sala
das conferencias asi ,', horas da larde, de uiide
voltoo s 6 rom suas resposlas, que foram lidas em
voz alia pelo presidentedo jury;em vista de coja deci-
s3o, o Sr. Dr. juizde direilo absolveu o reo, condem-
nando a miinicipalidade as cusas, e levanlou-se a
sessao s 6 horas da larde, adiando-sc para s 10 da
manhak do segralo dia.
--------m-------
REFARTIQAO DA POLICA.
Parle do dia 3 de marco.
Illm. e Exm. Sr.Participo aV.Exc, que, das
anuos. Sobre este objtclo diz mais o Correio Mer-
cantil o seguinle :
A compra das Ierras e o eslabelecimenlo dos
colonos se concluirn -lentro de cinco annos, conla-
-los da medicao e demarcaran dos qualro lerrilono<
opcrsces eslas quo seriara feilas por conta do mes-
mo governo.
Consta que o governo para facilitar a empreza,
ja ordenara ao presidonlc do Rio Grande do Sul que
fizesso medir o referido permetro com a maior bre-
vidade o por pessoa habilitada.
O major C.-.clano Dias da Silva, omprer.ario
da colonisarao do ltio Novo, obrigou-se tambem por
contrato a comprar e colonisar 20|leguas quadradas
-le torras devolulas nos municipios de Ilapcmirim
e Benevente, provincia do Espirito Santo, dentro
do praz.o, pelo preco e forma de pagamento cima
mencionado, com a rnndicao de all estahclecer
pelo menos 720 familias, das quaes 36 ao menos ha-
bilarao no lim de 2 anuos da datado conlr.ito a pri-
meira legua comprada.
O Sr. hrigadeiro Manoel Anlonio da Fonceca, no-
mea lo commandante das armas da Babia, ciilrognu
nudia 1/ o lardeo commando interino do 1."
menlo de cavallaria ao Sr. leuenlc-corouel do mes-
mo. Jos Luiz de Mena Brrelo.
Foram nomeados eominandanles do brigoe escu-
na Fidelidade a capiUo-tencnle Jos Mara Pican-
eo da Cosa, e da escuna Bajar o primeiro lenle
Cvpriano Azevedo Thompson.
Foi promovitlo ao poslo de capilao de frogaa gra-
duado, o capilSo-lenenle Jos Antonio Corroa,
I.-se no Jornal do Commerco:
Escndalo. Um fado notavel deu-se no dia
depois de 5 horas da larde, na malriz de Ni-
llierohy;
a O pedestre Campos, acompanhado de nma filha
que parece ler apeas 11 annos de idade c du fani-
leiro Albino, apresenlou-se no coadjutor, servindo
-le vigano, para que os casasse. Ao mesmo lempo
appareceu na igreja um mn';o. uflicial de carpiutei-
ro, cora quem a menina j estivera apregoada: era
esle o preferido pela noiva, e a sua visla deu-lhe
animo para que declarasse que na<> se casara com
Albino.
O parodio, como devia, relirou-sc immedia-
lamente com as (cslemonhas ; e o pedestre enfure-
c l, lem respeitar o lugar cm que eslava, nao se
importandorfnesmo que o Sr. subdelegado cstivesse
prsenle, arrancn menina a coroa de flores e o
veo, e maltratou-a, da mesma maneira foi pra-
licando pela rua al casa, apezar de rodeado por
muilo povo.
Em casa carregou elle duas pislolas, quz enfarcar-
se, e pralicou quanto desatino lhe velo cabecs, con-
lentaiido-sc o Sr. subdelegado em mandar alguns
guardas ou pedestres para con'.c-lo. Parece que cm
Mthcrohy os agerilcs da noticia podem praliear des-
las gentilezas sem ir parar cadeia.
tt O nuivo preferido recorreu ao Sr. juiz munici-
pal. -I-- quera procura conseguir ordem para a me-
nina ser depositada, e livre demo tralaiclllo. a
O Correio Mercantil tambem publica os segra-
les fados:
o Escrevem-nos de Angra dos Reis em data de 23
de Janeiro :
Honlem, s um Uro de pistola, o Sr. Francisco Pereira Lisboa,
pessoa muilo conhecida nesla cidade. Eslava elle,
pouco anles de commelter esse crime, sentado cm
una rede a brincar com scu ti lho menor. Apro-
veilando-se do um momento em que sua raulher
nao eslava presente, fechou-se no seu quarlo e ma-
lou-se. Esle infeliz moro possuia de eu niiis de'
80:0005000. Ignora-sc o que o levou a commelter
esso -co de rematada loucuia.
Falleceu ante-honlem, em Nidhcrov, ama mo-
Iher com 119 annos de idade. Era par-ia e chama-
se Emmerenciana Mara do Bora-Successo.
I.-se no Cruzeiro de Campos:
% Crime horroroso. Um escravo do Illm. Sr.
Jos Francisco Mallos Pimenla, malou ao amanlw-
cerde lionlem, 2 filhos, e depois suicidou-se ; rece-
hida .i nnlic.ia, parlio inmediatamente para a fazen-
da da Cambaiba, o nosso diligente subdelegado o
honrado Sr. Dr. Diogo JosVieira de Mallo.
Desastre. Na freguezia de Sania Hila, o Sr.
(abrid lioncalvcs Pereira Jnior, atacado de ajie-
naro menlal, matou, segundo somos informados,
sua desdilosa raulher, e depois bascou suicidar-se.
Cm assassinato.--No da 5 do crrenle, proce-
-leu a auloridade policial da cidade de San JoSo da
Barra, a corpo Ce delicio, o qual foi feilo pelo Sr.
-los Joaquim Ilcrcdia de S, qoe por casualidade
eslava no lugar, em o corpo de urna cscrava do Sr.
barao de San JoSo da Barra, brbaramente as
nada, c achada as roras da fazenda do Cael.i. O
Exm. Sr. barao faz as maiores diligencias para des-
cobrir o assa No dia 17 do passado foi condemnado morle
pelo jury da corte, depois de 15 horas de sesso, o
pardo Agoslinho, que a 17 de Janeiro assassin-ra
seu senhor, o negocame Jaciniho Jos Munlz Feij.
Em lugar proprio acharSo os leilores alguns des-
pachos expedidos pelo ministerio da juJlica, assim
come milicias das provincias de Minas Geraet o S.
Paulo.
Na Itihia ahrio-se no l.o do correnlc a assembla
legislativa prorinral. Durante ocarnaval enlraram
alli lambem cm voga os bailes mascarados.
O Dr. G. 1) Fairbauk Iratava de encorporar una
nova compnnhia para a introdcelo de colonos'
China, a qoal devia iii|ilular-se--.socaf-5o CMneza.
Em .Maceio iislallon-ss igualmenlc no dia 1. do
correnlc a assembla legislativa provincial.
Bem que o vapor Solenl fundeasse em nosso porlo
anles de honlem s 8 horas da noile, somonte hoii-
lem s 11 horas -la manhaa recebemos as gazclas e
correspondencias da Europa que elle nos trcnisc.
Sebastopol conlinua inabalavel, e em vez de ser
atacada, he sua guarnrao que incommoda os sitian-
tes com continuas surtidas.
O fri era lo intenso na Crimea qoe o lliermome-
tro marcava 10 ,',' abaixo de zero.
O exercilo inglez (em sollrido tanto,ja dosassallos
do inimigo, j das doencas, j. linalmenle d> falta ab-
solula de organisarao no seryieo que, nao obstante
lodos os refarcos qne ltimamente recebera, vira-sc
obrigado a traiismiltir aos Francczes aguarda e coii-
summarao de lodos os seus Irabalhos.
Urna carta de Conslanlinopla datada de 25 de Ja-
neiro diz, quo aclualmeule o cerco de Sebaslopol he
inteiramenle feilo pelos Francczes.
Essa mesma caria refarindo-so ao exercilo rus -liz que elle acaba de receber reforjos comiderave',
e da assegniutes infarmas;es acerca da sua policio
c numero.
Era Sebaslopol eslao 30.000 homens qoe com-
rnunicam, posto que agora difllcilmcule, cora o exer-
cilo de observacflo, o qual occopa poces
les ao norle e Icslc do campo dos alliados, divisos
destacadas nos arredores de Balchi Scrai o do Sim-
pheropol, a< quars elle podo concentrar em poucas
horas para nppnrnssim aos sllianles uina mana do
.00,000, alm disso um corpo de 25a 30,000 hoi
fortificado as posie,6es do Alma, para fechar a
Onier Pacha a estrada de Sebaslopol e corlar-lhe
lodaeoniinunicatao por Ierra com o exercilo alliado;
finalmente perlo de 50,000 homens acampados na
entrada -lo isthmo que cobre Perekop, oliservan-lo
Eupatoria. guardando as communicares do principe
Meiischikoff cora a Russia, c prompto's a marcharen]
para onde farem necessarios, n
O Morntnq Herald de 7 de fevereiro diz qoe cor-
ra o boato de que o general russo Osleosarheu a
fenle de40,000 homens ede!M) pecas de arlilharia
dirgia-sa a marchas forradas de Perekop sobre Eu-
paloria, cuja guarnicacte habitantes nao lera outias
proviscs senao as que Ins sSo enviadas por mar
quanto os Cossacos lem Interceptado o gado que os
camponc/cs costumavam levar asida de.
O Journal des Ocbat* tratando da difficuldade da
empreza, cm que os alli -dos se achara -lupenliado,
exprime-so ta maneira seguinle :
O publico e o exercilo reconhecem ha muito lem-
po qne todos se linham engaado no principio acer-
ca da forra de Sebastopol e da impossibidade cm que
sejulgavao governo russo de fazer chegar a Crimea
um excrcilo considcravel. A presenca desle exercilo
complieon a operacao. Nao se trata de nm cerro,
mas sim tle urna grande campanha como nos dilia-
mos ha dous mezes.
a O cerco de Sebaslopol ser mcmoravel, e nao
vemos na historia cerco algum qnese lhe possa com-
parar pelas difiiculdades de toda a especie. Estas dif-
llculdades nao provm nicamente do rigor da esla-
sao,dorante a qual noi vemos obrigados a continua-
r-
MUTiLflnn
-
HCPII/tl



DIARIO DE PERNMBUtO, SGUNQA FCIRA 5 DE KARQO DE 1855.
lo, porque moiloi oulros cereori(#iebros forara exe- M. Keehurk, e a sorlc decidir se (liemos bem
loe durante o averno, entre natro*
Dantiicu. un ura clima nimioniairi|l#iee
Crin
o he o exercilo rimo do loccorro quem im-
ou cslorva os cercadores. E*lo exercilo foi ba-
tanci.i
meravpl di otcs de f
mu ti]
rupc,.".
da Turra de Sebasiepef, i
eidadi
rliraiii de Va
Milla da cidade enormes
So repeli. O
w alliados em
- cuj impor-
' qiianlidade quasi iuu-
*,i que perpiille aos Itussus
-tentar sem inler-
.i loa.
> linliam encanado acerca
U os nnlilares que tinliam a
ase mal iiiforiii;nlo, quan-
0 viajante nao vendo em
forte* de tres andaros de
'II
>
/
baleras oesanutadas, como na entrada da barra,
eram concordes cm diierquca cidade n3o linha se-
uilicantes do lado do lu.
iSo da desembarque do exercilo A113I0-
rraocet, as forlficacOes nilo eram cerlamcnle o que
sao boje, que os Rajaos as lem aperfeicoado e au-
iesde o priucipii do cerco. Cuuiturto a ci-
a protegida pelo muro que forma um
liante do qual existan! j o forte da
i "narentene, o bastillo da Turre, o bastillo do Maslro
rre Malakuf. Um simples fosso rom urna es-
lava estas obras (ambem anda nao
ni o relevo que depuis so I lie den, e que
Jerain ser em um ilutante transformadas
em baleras bem armadas.
Do cimo das alturas quo doininam Sebasto-
pol a meo de canliilu descobie-sc
la. Quando os exerdlos chegaram, a
iGcacde* de Ierra, de um esboco
incomplelo c de fraco relevo, nao a razia suppor de
raudo importancia. Assim o leilor estar lembra-
undo cartas indas do eiercilo, de que ateuns
ofliciaea foram de opinio que se devia aprnveilara
>ria de Alma e a desordem momentnea dos Rus-
r iromedialamenle o assailo. e que as de-
is acluaes do,cerco Mies faiem lastimar que esta
o fosse seguida.
lia bstanles razos para julgar que urna lenta-
imeraria tiulia poucas probabilidades de ser
cedida. Estamos persuadidos de que rc-
imenlo da praca nilo linha sido (eilo com bas-
^^b nem bstanle de perto. Sebastopol
er atacada com arlilharia de campanil,
a lomada por um golpo de man. IVrder-se-liia
sem bom xito, eria um lerrivcl re-
> principio do cerco. Forlanto em nossa opi-
uiao n.lo ha nada a lastimar.
[.embrem-se de Saragoca e Conslanlina. O gc-
ire l)esnouelle-,"e pouco depois o mare-
occy qnizeram tomar a viva forra a cidade
Ca que n.lo linha oulras furlificai'oes mais
a seus enormes conventos transformados cm
e barricadas construidas a presta e arma-
ilguma* peras, l'oram repcllidos e tiveram
* depois de fazer o cerco com todas as re-
s da arte, com grandes meios e com um exercilo
i'ommnujado pelo marechal Lannes, apoiado pelo
marechal Moriier.' O marechal Clauscl Iculou lam-
bem tomar Conslanlina por un golpe de nao, e foi
mal succedido, pur falta de peras da gresso calibre.
cOea de alta lula e os grandes golpes de vi-
'em ser lenladosnacuerra sendo em cun-
is, quando a mcsiua teiucrdade lem
isprobabilidades que n.lo as do acaso, lio
jae se lem visto is vezes os soldados ile
le ataque lanzada contra um objecio
nico, por excmplo contra o caminho cobcrlo de urna
ssar alm doli em um arrojo impetuoso e
depois'a mcia lua, ou at penetrar no in-
terior da praca pela porta falsa perseguindo o iui-
se golpes qne de sangne fri parecem im-
possiveis, o a quefazem sabir bem o calor do com-
riagnez da plvora, o enthusiasmo da
ra a a sua excilacao produiida pelo proprio pe-
lesla ualoreza lem-so^presenlado cm lo-
en qual he o general que pude contar rom
j qui/.esse dictar a ordem de ejecutar com
tidflo o quo acabamos de dcscrever' Ex-
K3 a soffrer um revea e a sacrificar impruden-
temente muitos valenlej.
os couhecem quo no principio de urna cam-
vez grave traz ms consequeurias.
I ama grande perda de bomens, preju-
icio das armas, enfraquece o mural das
a o do inimigo, e finalmente expoem o
!ro seu prestigio, j se v, pois, que
)i prudente, quando dissuadi i o marc-
n( Arnaud de tentar uo primeiro dia o assal-
Sebastopol.
dous exerctos quando chegaram, tiveram de
os seus campos, abrir a trincheira e cons-
.
ii neceusario ao depois acarrelar coi.i grande
o o material do cerco desde a cipla alo is
-lo empostas. Is'lo levou quinze
Durante esle lempo os Hussos nao cessavam
uas forlificnciies de dia e de noite.
ivnwfas muralhas tevenlava-se e rrescia de dia
Ihos vistos. Foi isto o que fez julgar que
nao-liavia antes forlifica<;ao alguma. Os Hussos 1ra-
am sem perico, porque o nosso fogo anda ran
i lo, e ao inesmo lempo mandavam-nos
isde bombas e balas, prova de que
os seus basliOes eslavam j bem armados.
neote abrise o nosso foco com grande
eiercilo concebeu esperanzas de arruinar
>n depwssa as deTezas da prara e de fazer-lhe va-
as, esperancas manifestadas rin todas as
lis da Crimea uista poca. Porcm eutao
enlou-se urna cijfumslancia nova na historia
i que o fago dos cercados era dez \e-
ivo que o dos cercadores. Comludo os al-
liiiham eptao urna equipagem le fog" de calibro de t a 30, equpa-
te seria suflicioule contra a mais forte praca
Porcm lendo os Kjissos desarmado,
s sabe, a sua esq'uadra e posto em balera p-
Mrinha ds calibre 60 c 68, levavam a van-
n tanto pelo calibre como peto numero das
laque cada dia sclhesdcsmonlava urna duzia,
liatamenle substituidas durante a
^^^t ecanhoneiras eram reslabeleci-
rusos Irahalhadores.e os nossos arlilhei-
ani o desgoslo de ver ao romper do dia em
lado as hateras que elles linliam arrasado na
izer-so que Sebastopol possueum abasle-
ciiie. el de buceas da foco e municoes.
ercito n.lo desanima ; contina
xavcl perseveranca os seus difliceis traba-
las crueis intemperies do invern. As
liecam j a 100 metros pelo menos da
lerias do maior calibro so levan-
n novos sitios, donde se couta bater as forti-
linarrtes de um modo formidavel o decissivo.
Por em quanlo as operaroe* esiao suspensas,
lego dos canlies, e limilam-sc ao dos
i dia e noile bombas sobre a
eve qne cubre dclualmenle a
ttrra oppoe-sc a oulra qualquer leulativa, lulo como
'bsta' lia das tropas se fosse necessario po-
las em movimento, mas porque cobre a Ierra c as
ni mana uniformo que nilo deixu
j sua configurarlo nem os accidentes do
naes Inglfzes diziam iionlcm em suas cor-
qno a continuarlo do foco e o assallo
7 de feverero. Nada podemos con-
jec ilu. Sabemos so que so discutem
: um de dar o assallo assim que a
i muralha o permita, o oulro de mar-
primeiro (ontra o exercilo russo, bale-lo. e
Sebastopol para a bloquear enlao
rcando os fortes do uorte ao mes-
i a cidade.
lo for, prepara-se urna grande operar.lo
nna-se um vasto plano des le que se re-
lecer em Eupatoria um exercilo ollo-
> generalissimo Omer-Pach.i. As
i.lo brevemenle na Crimea ItiO.OOO
Os Itussus mullplicam tambem os seus es-
cerco de Sebastopol lorna-se porlanto a oc-
i de urna lula memoravel quo pode abranger a
toda e que fixa a allencao do mundo, n
a Janeiro leve logar a reabertura do
parlamento inglez.
lobn Russell diste na eamara dos enm-
inuns que tendo o principe Oortscliakoff declarado
le do seu governo que aociuva como base de
lacees a interpretarao quo linha sido dada das
o governo da rainlia liana da sua
parle declarado quo eslava promplo a entrar em ne-
goeiares sobre esta base.
* VfR0"tal"'0 Layard se deva inferir-se
destaijeclaracSo que linliam sido aborta aegociares
pelu governo da rainha, Lord John Kusscll respon-
ruo da rainha linha declarado que
negociar sobre os 4 pontos, porm
J mo linliam sido dados plenos poJeres
para negociar, u
o ministerio firme no seu, posto, e go-
;a da maiora parlamentar, ijuindo
nasessaode6dejanciro Mr. Sidnej llerberl, lo-
i palavra na cmara doscommuns, descreven
caroso estado do exercilo inglez na Cii-
lo a colpa de todo sobre o ministro da
ircumstancj.is Mr. Roebuck anmincoi que
ria a nomeacao de iima"comini-saii de inqueri-
to para ave i a guerra tem sido dirigida,
J. Rastell vendo que cssa p-opoUa Hilo poda
o obstante implicar urna censura
Iros que eslavani eucarregado:i da
a, deu-se [iressa cm .lar a sua
o a lord Aberdeen qne levasse ao
conlier i'.bem como
ressio de seu recouhecimenlo pelas bondades
que a mesma soberana tem lido para com ello ha
lanos anii'
rdern fallando a esse respeito na c-
mara dos lonls, exprimio-se da maneira seguinl :
a Disse-voi, Mjlords. que no conheeia lodiwos
mol |-orj j. Bussell. Sei quu lia
ilente con a
"iltrarSo ii das cxplica-
rOea que boaveram c da aclivldade quo juntamiile
'. em rabalbar al a renniao do
parlamento, liqoei sorprendido o juntamente aliclo
com a carta que acabo de 1er.
i do gabinete disse-vo que n.lo lo-
ria nunca aceitado a presidencia delle, sem 1er issc-
gurado o ec-ncorjo do me'u nobre amigo. Em lem-
pos ordinarios relirar-ine-hia, porcm na situaran do
aiz, da guerra e do governo julgo que he da nossa
onrt do nosso dever fazer frente i proposU de
mal. For isso, anda que privados do grande, pode-
rosa e quasi indispensavel auxilio do men nobre
amigo, resolvemos fazer frente a esta proposta.
Das depois lodo o ministerio deu lamUeiii a sue
demissclo, passando o pala oito das sem governo
por nao se poder formar um novo gabinete queiubs-
lilni-se ao demilliilo.
Debalde recorreu a rainha a lord Derby, e mesmo
a lord J. Kussell, foi smenle lord Palinerslon quem
pode orcanisar um novo ministerio.
Eis aaui o que se l no ;(o6 a esle respeito :
A lista seguinle contem'todas as mudanzas minis-
leriacs:
Lord Palmerslon, primeiro lord da Ihesuuraria
para subslluiro conde de Aherdeen.
O conde lirandville. presidente do conselho, para
substituir lord John Russell ;
O Sr. Sidney llerbet foi numeado secrelario de es-
lado ; mas julgamos que mo est ainda bem deter-
minado se o honrado li.laico lera a rcparlco do
interior ou das colonias. Na ultimo cuso sir tieorge
Grey vira a ser secretario de interior.
Lurd Panmure aceilou .secundo eremos, apasta de
secrelario de estado da guerra.
O lugar de secretario da repartirao da guerra se-
r supprimiilo c substituido por urna sob-secrelaria
parlamentar de estado nessa repartir.lo, a qual ser
oceupada pelo Sr. Layard.
O primeiro secretario da Irlanda, sir tieorge Yo-
ung substituir provavclmenlc sir Herny tieorge
Ward como alio comuiissario das ilhas Jonias.
Os oulros membros do enverno conservam seus
lucares, o como nao elTeiluuii-se sua demissao ofli-
cial, nenhuma reeleico torna-sc neressaria.
Pensamos que a'addicao dcJord Panmure c a re-
lirada de lord Aherdeen, de lord John Russell, c
do duque de Newcastlc serao as nicas mudanras
feilas no gabinete.
Eis aqu a lisia do novo gabinete :
Primeiro lord da thesouraria, o visconde Pal-
merslon.
O lord chanceller, lord Eranworlh.
Presidente do conselho, conde Oranville.
Sello privado, duque de Argvll.
Secrelario do estado doi negucios eslranceirs, o
conde Claredon.
Do interior o Sr. Sidney llerbet.
Das colonias sir George' Grey.
Ministro da guerra lord Paniuore.
Cliauceller do fisco, o Sr. \V. E. Gladslonc,
Primeiro lord do almiranlado. sir James Graban.
Obras publicas, sir William Moleswnrlli.
!\o gabinete, mas sem pasta, o marquez de Lans-
downe.
Presidente d eouladoria, sir Charles Wood.
O lugar de chanceller do ducado de Lancasler o
o de primeiro secrelario da Irlauda ficam vagos.
A Pre$$9 tratando do novo ministerio inglez, ex-
prime-so da maneira seguinle :
O novo ministerio inglez est dcfinitivnienle, for-
mado segundo dissemos honlcm. Os ministros fo-
ram limiten) a Windsor, onde a rainha fez um con-
selho privado para revesti-los dos sellos do eslado.
Tadavia a linguagem de alcumasgazclas de Londres
nduz-nos a crer, que a crise niO licuu por isso ter-
minada. O Times annuncia a idoa de urna disso-
lu^ao do parlamento, se as cmaras nao prestaren!
apoiosufficieole ao novo gabinete. O Morn'mg Ad-
vertsr sustenta que o ministerio he puramente pro-
visorio, e organisado exclusivamente, para fazer a
guerra com energa e presteza. Lord Palmers-
lon, diz elle, nao pensou em formar um ministerio
definitivo. Ja fez sua escolha, a qual quando che-
garo momento opporluno, convencer o pax de
que o nobre lord julga dever fortificar o governo
pela infusan de um sangue novo ; mas essas mudan-
cas s lerao lugar no fim da sessao. i
llnutem acamara dos communs votou os crditos
supplemenlares para cobrir despezas occasionadas
pela compra de arligos de armamento e de munrOes
de guerra.
Um discurso pronunciado pelo almirante Napier
no banquete do lord clicfe do conselho municipal
produzo grande sensarao em Londres. O almiran-
te recapilolando os episodios da campanha do Bl-
tico lanrou as aecusaroes mais violentas contra sir
James Graham, ministro da marinlia. Um artigo
do Morning Posl conlem umaanalyse assas exten-
sa e ao mesmn lempo urna critica deste discurso. O
Morning Pos pede, que o almirante Napier tjfa le-
vado perante um conselho de guerra cncarregado
de verificar suas allegares, e fazcr-lhc justira, se-
nio forein fundadas.
Dos mais pazes nada hade extraordinario, toda-
va amanhaa daremos algumas particularidades
acerca dos mesmos.
Em Londres os consolidados licaram de 90 7|8 a
91, os fundos brasileiros, os pequeos, de 100 a 101,
osqualro e meio, novos, de 9:t :i|l a 91 i\i ; os qua-
Iro e meio russos, de8 t|2 a 89 t|2 ; os qualro e
meio belgas a 93 o os dous o meio hollamkv.es a
62 Iri.
COMMEUQiCij^r
ALFANDEGA.
Rendimcnto do dia 1 a 2. .
dem do dia i.......
30:7103137
10:83ttj008
4:1:366914o
Detcarregam hoje S de marro.
Rarca inglezaCraoumercadorias.
Ilrigue ingleztVeilingtoncarvao.
liricuo inglezItarrydem.
Brigu inglezHeraldbacalbao.
Ilrigue inciezMary Jnncemento.
Uricue dinamarquezCummandeurmercadorias.
Briguo hamburgusAdolpnocatyio:
Ilrigue diiiamarquezUncadem.
Patacho suecoY.ltiniferro.
Patacho portuguezAlfredoceblas e pedra.
RECEBEOKIA DE RENDAS INTERNAS' GE
UAJS DE PEUNAMBUCO.
Rendimenlododia 1 a 1..... 3:387#33S
dem do dia 3...... 1^6*9593
sucar que tocaram unicamenlo uo porto ; o 3 com
carregamentode gneros e fazendas, t com carvao,
9 com geueros do oulras provincias, c 1 de ba-
ca Ihao.
Sahiram 23 : sendo 8 com carregamcnlo de assu-
car, 5 era lastro, 1 rom guano, e 6 com gneros pa-
ra oulras provincias.
Ficaram no porto 63, a saber : 2 americanos, 19
brasileios, i dinamarquezes, 8 franeczes, 4 liespa-
nhoes, 2 hamhorguezes, e 16 nglezos, 3 portugue-
zes, 2 suecos, e 1 sardo.
BOLETIM.
LISBOA 14 DE FEVERERO.
Pieros correntes dos gneros de importaran do
Brasil.
Por baldearan.
Algodao de Pernambiico. .
Dito do Hmnbio.......
Dito do Pala..........
Dilo dito de marhina.....
Cacao.......
Caf doBio primeira sorlc. .
Dilo dilo segunda lila.....
Dilo dito Ion-eir dita.....
Dito dito escolha boa......
Dito da Babia.........
Couros seceos em cabello 28 a 32
Ditos seceos espichados.....
Ditos sale. Babia e Para 28 a 32.
Ditos ditos dito 26 a 20.....
Ditos dilosde P. e Cearf 28 a 32
Ditos ditos dito 26 a 20 ....
Ditos ditos doMaranhao 28 a 32.
Gravo girofe..........
Dilo do Maranhan. .
Gomma copal.....
Ipccacuanha......
Otirur ...:,-..
Salsa panilha suprior.
Dita dito mediana .
Dita dla inferior ,
1 139
120
110
110
19800
2700
D 2J400
2JI00
1) lysoa
n 2-IK
> 162
122
92
D 92
1) 107
107
0 107
200
J> 100
n, 29000
it 800
100
9 1 i-MUM)
130
1211
2>S(M)
21300
29200
18100
29IKN)
237
157
122
122
1.-)
15.-.
1 K
140
59000
I90OO
18..
,99600 103501)
6.3300 80000
> l.-IK)
B 19600
11 19300
0 19200
a 1-3100
D 3-Hillt)
2> 39000
39000
mi I92OO
)1 19300
mil 283000
n &9000
59600
D 69611:1
3800
B 48800
23000
i 800
a 18100
Cnplims de dircitos.
Assurar de Pcrnainburo ....
Dito do Rio de Janeiro.....
Dito da Baha..........
Dito do Para, bruto.......
Dilo mascavado.........
Dilo refinado no paiz cm formas
Dilo dilo quebrado pil). .
Dito dito emp (rap)......
Vaquetas de Pern." e Cear 1
Ditas do MaranbSo.......
Chifres do Brasil pequeos. .
Despachados
Arroz do HaranJlSo c Para ord,
Dilo dilo do niellior......
Dilo dilo superior........
Dilo dilo miudo.........
Dito d.i Rio do Janeiro. ,
Pan ampeche.........
t'ariuha de pa'o do Brasil .
Tapioca............
Preros'correntes dos gneros de expurtaro para
o Brasil.
Captivos de dircitos.
Amcndoa em milo dore do Al-
garve...........
Dla em milo amarga dila.
Dita em casca couca, ....
Dla dla molar.......
Dila dla durazia......
Nozes...... .....
Figos do Algarvc comadre .
Ameixas..........
Presuntos..........
Carne enscenla........
Toiirinho............n
Banha de porco........
Pimenla dcGoa........
Sal grosso a bordo......
Dito redondo dem......
Dilo, trigucifb^crnssn idean .
"Cera branca p"dbaldeac.ao. .
2-MK10
19700
18700
133O0
1900
15800
13500
53100
59800
79000
19000
58200
38000
830
19100
2

alq.
a



1)
39100
3.3000
950
800
700
400
I9OOO
400
39800
29900
28800
38800
105
moo I9300
I3OOO
850
600
1-3100
800
39200
;?.

D
4:7525133
CONSULADO
Rendimenlododia 1 a 2.
dem do dia 3. .
PROVINCIAL.
3:0959998
4793309
3:5738307
DE 1853
19200
EfSOO
340
265
330
350
alm. 38350'
p. 2309000-
caix. 83OOO
110
19-330
182.30
19350
345
300
360
360
Os ltimos avisos do Ro licaram sem iiiOuonria oes-
la praca, A minuta das vendas comprcliemle
23,000 saccasBrasiHKRio c Santos) vendida pelos
presos segniiles ; de 6 a 12 de Janeiro 3,300 saccas
de 1 :)/l(i a 5 1/1 scliellings.do 12 a 19 do Janeiro
10,000 saccas de 3 3(4 a 5 1/4de 19 a 20 5,500 sac-
cas de 3 1/ a 5 1/8de 26 de Janeiro a 4 de feve-
reiro 4,000 saccas de 3 5/8 a 5 scheliings.
As vendas em S. Domingos (segundo a minuta das
vendas commuas) a 12,000 saccas.
Ullmos precos : Brasil real ordinario 4 3/16 a 5
3/8ordinario real ordinario S. Domingos 4 3/8 a
4 9/16 sen.
Vimos. Stock 1. de Reflejo cm Stock no 1."
janciro. Janeiro. defevereiro.
1855 15,500.000 qq 500,000 13,000,000
1834 10,000,0110 200,01X1 9,tXX>,000
1853 11,500,000 1,600,000 10,000.000
1852 16,500.000 3.SDO.000 17,13,000
Assucares.As npcrares sobre os assurares fo-
ram moderadas mais que do costume durante a
maior parle do periodo que nos oceupa sem varia-
ran, ledavia, nos precos.
lia doze dias desta parte que as vendas sobre este
arlgo teera rccomccado, e tem sido mesmo milito
animadas, e 3,200 saceos (Pornambiico) foram vend-
dos por precos mu i firmes.
Independento desta quanlidade, caja venda he
mais recente, lizeram-se as vendas sccuinlcs: 2,000
saceos de Pcrnamliucotrigueiro Manilha 1,000
c.llavana trigueiro, cmascavado1,200 caixas de
13 1/2 a 17 1/1800.Bahiatrigueiro de 12 1/2 a
14 m.b.
ltimos precosllavana Iriguciro 13 3/8 a 14
3/8mascavado 15 a 16 1/2, lino alvaccnlo e bran-
co 16 3f* a 18bronco 18 a 2t 8/4Babia triguei-
ro 12 3/1 a 1 3f8-liranco 14 3/4 a i7 m. b.
Couros.Poucas vendas por causa das altas pre-
Icnres, dos possudores e da rcducra"o dos stocks.
Em primeira mo se tem vendido cerca de 3,000
salgados, Rio, por preco solTrivel.3,500 Bucuos-
.Vyres seceos 6,000Bucnos-Ayres couros de ca-
vallo salgados, c do Pral 7,000 seceos, importa-
rlo indirecto.
Existentes cm primcja mo cerca de 10,000 pe-
daros, e 70 dos quacs 9,300 pouco mais ou menos
B., c Montevideo 700 B. a etc. Rio salgados. O
mercado esta muto suslcnlado com tendencia no-
lavcl para a alta do preco.
Amsterdam 6 de feverero.
Caf.O rigoroso invern que reinou no mez de
Janeiro, causou a nlcrruprao da navegacao aslran-
sacees do commercio solTrcram, e o abasteclmenlo
do interior nao se fez regularmente. O mercado
todava lica era boa posicao eo prero se sustenta.
O caf ordinaria nao he vendido por menos de 29
cntimos : citara 2,009 saceos quu foram vendidas
era lclo de 30 a 36 cntimos, segundo omereci.-
menlu. Nada ha Iranspirado sobro vendas de caf
da America. Annunciamso em venda publica pa-
ra 12 de fevereiro 3,400 saccas do Brasil.
Assucar bruto. Mercado asss" moderado em
consequencia da estagnacao completa, qne reina
nos negocios. Espcram-se cada dia as amostras
ilc 22,728 caixas que'dcvcra fIr da Manilha: qsle
carregamcnlo se compoe principalmente dos ns. 7
a 9. As mporiiri's no mez de Janeiro foram: cm
Amsterdam 1152 barricas1280 caixas de llava-
na, 1 V,34l de Java, 26,195 saceos da Manilha : cm
Rotterdam 188 barricas, 3266 caixas de Java: em
nordriclit Middelboxirg e Schiedam 6.50 llavana,
e 1060 Java.
Os depsitos geracs eram de 650 barricas, 3088
caixas Havana, 25,737 Java, 81,398 saceos cm Ams-
terdam, em Rotterdam liratavam-se a 13,017 caixas.
Deposito da sociedade de commercio cm 6 de feve-
rero,.cm Amslerdam 22,137 volumcs, cm Rotter-
dam 9863, em Dordrccht 3126, em Schiedam 1870.
ProvisOes de caf segundo ?s notas da sociedadc
do commercio.
Fim de Janei-
ro de 183 i.
83500
homeni
PRACA DO RECIPE 3 DE MARGO
AS 3 HORAS DA TARDE.
Revista semanal.
Cambios Sacou-se a 28 1|4 d. por 18 sobre
Inglaterra.
Algodflo Por causa das chuvis somente en-
traram 380 saccas, vendendo-se a
599OO por ,* do regular.
Assucar- A entrada foi pequea pelo moti-
vo das chuvas, e leudo havido
procura, principalmente dos mas-
cavados, os precosteem-se susten-
tado, e mesmo oblido alguma me-
llioria ; vendeudo-se os brancos
de 29100 a 28700 rs. por arroba,
e os mascavados de 19700 a 18900
res. O deposito nao be grande, e
somente do branco.
Aguadcule Veudcu-se de 803 a 823000 res a
pipa,
Couros ----- Poucas entradas, e vendas a 180
rs. por libra.
Alcalrao Venden-so a 353OOO o barril, do
do Suecia.
Azeile doce dem de 29600 a 2S800 rs. por
C do do do Mediterrneo, a a 33
do de- Portugal.
P>rcu......dem a 63000 por barril.
Bacalho Tivemus um carregamenlo de
2,500 barricas, que foi vendido a
168000 por barrica, com elle o
deposito regala por 4000 barricas.
O consumo lem sido bom ; e as
vendas a rolalho de 139 a 17*000
- por quintal.
Carne-sccca- Os precos de 58500 a 59600 rs. por
arroba em porrocs grandes, de
59S00 a G8000 era pequeas parti-
das lem diminuido a concurren-
cia, de sorle que do nico carrega-
menlo quo ha no porto, existem
ainda 7,000 arrobas, qnantidade
quo nao dara para consumo de
lima semana, se o prero fosse
pouco mais do do hacalho.
Cerveja.....Venden-se de58300 a 39500 a do-
zia de garrafas.
Farinha de trigo- Tocaram no porto dous carrega-
mentos que seguiram para os dp
Sul. O deposito esl diminuindo
de sorle que hoje temos : 1400
barricas de Philadelpha, 200 de
Ballimore, 300 de R'idmund, 400
SSS F, e 800 saetas de Valpa-
raizo. Veudcu-se a primeira de
238 a 279,a segunda a
lerceira a 309, a quarta a 329000,
c a quinta a 239000 pur seis ar-
robas.
Ferro inglez Vendcu-se a 79800 rcis o quintal.
Louca dita dem a 270 por cenlo de premio.
Maiilciga dem a 750 res por libra da in-
, gleza, c 600 res da franceza.
Oleo------- dem a 19S50 res o galao em
cascos de madeira.
Vinhos ----- dem a 3209 a pipa do de Lisboa.
Discoolo Rebateram-se lelris de-10 a 12
por cenlo ao auno.
Fretes- Nada se tem feilo.
Tivemos 20 navios chegados, sendo 1 vapor, 2 com
azeile do peii, 2 com farinha de trigo, e 1 com os-
Dla amarella idem.
Dita em grume idem......
Dila em velas idem.......
Azeile.............
Aguardenlo.cncascad;! 30 graos.
Vinho muscalcl de Sclubal.
Dilo (inte marca F. S, a bordo, pipa 818000
Dito dito, dito idem......anc. 88800a
Dilo dilo marca B. e F., idem. pipa 853000
Dilo dilo dilo, idem......a,ic. 908000.
Dilo dito T. P. e Filhos, idem. pipa 818000
Dito dito dito, idem......anc. 888000
Dito branco marca B. F., idem. pp. 869OOO
Dito dito dilo, idem......anc. 858000
Dito dito marca P. G., idem. pipa 909000
Dito dilo dito, idem. ,...'. ane. 949000
Dito marca'T. P.eFilhos, idem. pipa86000
Dito dilo, idem.........anc. 908000
Vinagre tinto marca F.eS. idem pipa 388000
Dilo marca B. cF., dem .,. pipa 369000
Dilo marca P. G.. idem .... pipa 348000
Dilo dilo marca T r. e F., idem pipa 369000
Dito branco F. e S., idem. pipa 408000
Dilo dilo marca B. F.,/dem pipa 36#000
Dilo dilo marca P. (1., idem. pipa 348000
Dito dito dilo T. P. e F. idem. pipa 388000
MOVIMENTO MARTIMO.
/imbarcacoet entradas.
Janeiro 16 do Pernambuco briguc porluguez
Tanjo r, capitao M. O. Faneco.
dem do Rio, patacho porluguez Zargo, capi-
tao J. G. de Oliveira.
dem 19 da Bahia, barca portugueza Mara,
capitao P. A. Marlins.
dem 21 do Para, hrige porluguez Mello I,
caplao A. F. do Carme.
dem 27 de Pernambuco, briguo porluguez
Tarujtr-UI, capilao F. A. de Almeida.
dem do Maranhao, patacho porluguez Libtr-
dade, capitao C. C. da Silva.
dem do Para, barca porlog^ucza Oliveira, ca-
pitao J. M. Ribeiro.
dem idem, escuna portugueza Emilia, capi-
lao E. C. da Silva.
dem do Ro, barca porlngneza Scnhora da
Boa Viagcm, capilSo A. J. da Cunda.
dem idem, briguc porluguez fortnalo, ca-
pitao J. da Rocha.
dem 28 do Para, patacho porluguez Tarujo II,
capitao J. O. Faneco.
fevereiro 3 barca pnriugucza Flor do.Vez,
capilSo S. F. das Neves.
dem 3 de Pernambuco, briguc porluguez O-
ceano, capilSo F. J. de Mendonca.
dem do Para, hiato porluguez Imprevisto, ca-
pilao I. r. Ferrinho.
Sahidas.
Jaueiro 14 para Pernambuco, Bahia o Rio do
Janeiro vapor inglez Ureat lleslern, capilao J. A.
Bevis, na qoalidadc de paquete.
dem 16 para a Bahia, patacho brasileiro Anna
Miza, capilao J. Gomes.
dem 22 idem briguo porluguez Luzttano, ca-
pilao A. G. de Araujo.
Fevereiro 9 para o Rio Grande do Sul, patacho
inglez Sarah Mariann, capitao J. Pearlher.
A' carga.
Para o Rio de Janeiropatacho portuguez Foi lu-
na d'frica.
dem barca americana liglanline.
dem galera porlugueza Margarida.
Para o Para patacho porluguez Cautela.
Para o Maranhao patacho porluguez toa-Fv.
Para Pernambuco barca porlugueza Mara
Jos.
Para o Para barca porlugueza Flor do I ez.
Para a Bahia brigue brasileiro Ocano.
Para o Cear patacho porluguez Abalitado.
Para o Rio de Janeiro lirigue sueco Ilclding.
dem escuna sueca Terpsichorc.
dem brigue inglez Marlha.
Para Pernambuco briue portuguez Tarujo I.
Para a Babia brigue porluguez Tarujo III.
Para o Para ~ barca porlugueza Oliveira.
i
REVISTA COMMEUCIAI. DOS PRINCIiPAES
MERCADOS DA EUROPA.
Hamburgo i dt fevereiro de 1855.
As vendas se limilaram durante o mez de Janeiro
as piecisOes do consumo, e a procura, em geral, foi
pouco activa : todava o mercado se suslcnlou bem.
Caf.O mercado se conservou fraco, sendo as
quinlidades offerecdas per primeira m8o, apezar
das eipedires satisfactorias para o interie r, suffi-
cienles para impedir um melhoramenlo de se pro-
duzr, na ausencia de toda procura por especulac.au'
Amslcrnam.
Rotterdam.
Dordricht.
Middelbourg.
Schiedam.
(saccas.)
134,351
5(1,972
11,177
31,833
13,003
Fim de Ja-
neiro35.
66,364
43,112
6,215
,25,853
8,977
Tola!.
217,336 150,551
Entregas cm janein de 1855, 9S19 saceos contra
919 no mesmo mez ^b 1851.
Couros.Vendas ntui limitadas em consequencia
de se fechar a navegacao.
Rotterdam 6 de fevereiro.
Caf.A animaran que houve as vendas de ca-
f no mez de dezemhro conservou durante a pri-
meira semana de janesro. A pouca procura quc
depois houvc cessou complclamonlc depois da cho-
cada da mala do Rio de Janeiro. Os avisos de 14
de dezemhro annunciando por esparo do 14 dias a
venda de 116,000 saccas, das quaes 73,000 para o
norte da Eumpa e 23,000 para o Mediterrneo nao
eram para animar o mercado. Qualro faltas de pro
cura na praca, nesles ltimos lempos, na augraen-
laram entretanto o desejo de realisar da parte dos
possudores de segunda mo, de sorle que o preco se
lem sustentado apezar da falta de negocio.
Pela Elisia recebeu-se por imporlaQiio directo ca-
f do Brasil: 1370 saccas miudo bom, ordinario
705 saccas bom ordinario.um pouco esverdeado, 785
saccas bom ordinario colorido, 454 para melhor or-
dinario, 282 dito colorido boa qualidade. Este car-
regamenlo nao se acha ainda etposto a venda. Ano-
ta-sco Brasil. Ordinario 23 a 24 cen., miudo or-
dinario 25, real ordinario 25 ,', bom ordinario a
melhor ordinario 26 a 26 ', cent.
Antuerpia 7. de fevereiro.
O aspecto geral do mercado esta calmo, salvo o
algodao, o assucar refinado, os licores e a resina de
que se fizeram algumas vendas, lodos os mais arli-
gos ficaram sem movimenlo importante. Esta es-
lagnacSo no commercio resulta em grande parte por
se adiar fechada a navegacao por causa dos gelos e
das grandes difliculdadi-s que solTrcm as expedirnos
por Ierra. O rio da Antuerpia estaudo gelado, ha
15 dias, que nao lem sido possivel a sabida, como a
entrada dos navio-.
Caf.Estado de cal un quanlo a importaran, na-
da se lem feilo e o consumo s opera com a maior
reserva. Os preros da Brasil tem tendencia para a
baixa ; os de S. Domingos e de Java parece melhor
se sustentar. Os avisas do Rio at 13 de dezerabro
nada nlluiraiii no mercado.
Vendas.3,100 a 3,500 sacras do Brasil pelo pre-
co correnle, 2,000 de Java, 2,400 de S. Domingos,
mais 1237 do Brasil avariadas de 44 a 00 1|2 cnti-
mos por 1|2 kilogramma, c 1237 de 51 1|2 a 56
cntimos (dito).
Ullmos precos (cm deposito, paulino estrangei-
ro) Brasil fino verde 27 1|2 cntimos, cor verde 26,
esverdeado25 a 23 1|2, bom ordinario 23 1)2 a,-i,
mais inferior 32 a 23, S. Domingos 27 a 27 1r2por
1|J kilogiamma.
Importaraoqior mar de 1 a 31 de Janeiro, 3478
saccas do Rio de Janeiro, 3281 de Nova-York, 3 de
Inglaterra, total 6771 saccas contra 15,315 no auno
paesado, e 7200 saccas cm 1853. (
ProvisOes em 31
6,000 saceos e 31 barricas do Brasil. Continua
grande procura do assucar refinado na partida do
crrelo.
rCourus.As yendas lolaos do Janeiro comprchen-
dem 17,885 secos, 2799 salgada* de Buenos-Aires
e Montevideo, 1090 do Ch)le, da California e da
Nova-llollanda'secos o salgados, e 3580 pelles de1
cavallo, lolal5.35 cooros contra 17,54-4 em 1834,
c 26,688 era'1833, na mesma poca.
Londres 8 de fevereiro.
Caf.Mercado moderado, mas bem sustentado.
as vendas notamos as Iransacccs secuiutes, un"
cas que podem inlcrcssar ao Brasil: 3000 saccas do
Rio de Janeiro, pas quaes parte fui rocomprada pe"
los dclenlores em leilan, parle rpalisnda a preco de
shilliuc 42 a 4! pelo ordinario a melhor. Um car-
recamcnlu do Rio de 2600 saccas de primeira quali-
dade para Amsterdam a sh. 41 6 : un oulro carre-
gamcnlo de 2,300 saccas da mesma procedencia foi
vendido para o Mediterrneo a sh. 43 9, (deposito
na prara 201,613, qq, dos quaes 131,285 sao das co-
lonias inglezas.)
Assucar.Depois de Icr estado por preco baixo os
de qualidade inferior durante parle do mez de Ja-
neiro, depois irregular, o mercado sustenta-se com
muilo mais animaran, e a espceularao parece querer
lomar impulso. Vcnderam-so fifXX) saceos somenos
da Bahia, a prero de sh. 27 6 a 29 6, e 3600 de Per-
nambuco mascavado a preco de sh. 27 9 a 29, 2000
saceos do branco a prejo de sh. 31 5 .1 32.
Liverpool 8 de femreiro.
Algodao.Sob a inlllucuria dos boatos do paz 1ra-
zidos pelos despachos alleniaes, o mercado aclivou
um pouco na primeira quinzena de Janeiro,
desde ento a procura foi muilo moderada ; o consu-
mo parece Icr limitado suas compras a suas precisocs
as mais immediatas. O mercado de Manches teres-
lagnou, e nos esperamos cerca de 210,000 saccas
que nesle momento vem cm caminho da America.
As procedencias da America do Norle lem por con-
sequencia diminuido de 1|8 din.; excepto o algodao
de boa fibra, que oblein grandes precos pela sua ra-
ridade. O algodao do Brasil posto que pesado, lica
sem variac.lo de preco. A vendas (o'laes em ianciro
forara 330,710 saccas das quaes 39,(90 para especu-
larle 11,100 para exportarlo. O prero colado
para o de Pernambuco inferior ordinario 000 6
8. Bahia mediano i hora 57|8a 6 1(2.Maraal*
inferior ordinario a fino (i a 7 l|1. d.
Deposito na praca. 424,150 saccas, das quaes
4,800 sfio do Brasil, contra 610,000 cm 185 das
quaes .58,000 do Brasil.
Havre "de fevereiro.
Os negocios'sao de urna insignificancia extrema, c
a fura a venda do algodao que se tem reanimado, as
'ransaees nao ofiereccm inleresse algum.
Caf.Vendas pouco impelanles; lem-se vendido
2,000 saccas do Rio nao lavado a preco de 51 a 57 fr.
325 lavado de 65 a 75 fr. 21X1 saccas ditas a entregar
em Pars pelo Irein de Bolonha fr. 65 ; em leilao.
porcausade avaria, venderam-se 2,900'saccas do
Rio o lavado do 107 a 116, c o nao lavado de 101 a
106 fr.
Assucar.O mercado conscrva-se calumno c quasi
nativo. O bruto das Antilbas francezas lem eslado
sem variacao de fr. 59, 30, de i,a sorle, vendas 600
saccnsde Pernambuco a fr. 27, 25, por 50 kil. ( em
deposito), 800 saceos da Babia sera amostras de fr.
26 a 26, 50 por kil. (em deposito.)
Marselha 5 de fevereiro.
Caf.O mez de Janeiro foi pouco inlcressanle
neste arlgo sobro a maior calma n.lo lem ressado de
reinar. Algumas vendas importantes feilas de caf
do Rio,nesles oito ltimos dias, determinaran) einliin
de urna maneira mais precisa a posirSo dcslc genero.
Assim cerca de 4,000 saccas, sendo 2,800 saccas viu-
das 110 Casle limile, e 1,100 na Carlota foram com-
pradas para cspecularaoa fr. 50 por30kil.(em deposi-
to), 700 saccas de qualidade ordinaria viudas de Lis-
boa acharara comprador a fr. 50 igualmente ( cm de-
posito.) O carregamcnlo do Anna de 3500 saccas a
maior parle de primeira sorle foi vendido a 55 com
grande descont. Em cAsequencia de lacs conces-
ses vcuderam-sc ainda mil saccas com as niesmas
condires. Anteriormente so haviam vendido so-
monte 1,800 saccas (de 1 de Janeiro a 29) do Rio, la-
vado a preco de 57 a 60 fr. e 900 saccas (ambem do
Rio ordinario de 52 a .55 fr.
Assucar bruto. As vendas parece quer cr-se
reanimar. Dous carregamenlos do Brasil foram ven.
didosa entregar a pree,o de fr. 28 (em deposito) pela
qualidade n. 10 do tjpo hollandez. Reccbcram-sc
pelo Xaplousiu, vindo da' Babia 780 saceos e ,10
caixas : em oulro navio Antonia da Babia 2330 sac-
eos.
Trieste 1 de fevereiro.
"Caf.O mercado tornoii-se inactivo por falla de
boa qualidade do Rio que he procurado. Nosso de-
posito comparado com o do anno passado aprsenla
um dficit de perto 10,000 qq.
Asucar.Algumas vendas foram feilas para os
estahelecimcnlusde refinarao que leem verdadeira
prcri-ao, mas foram estas, especialmente do de lla-
vana ; preco do Brasil, sendo branco 19 O o quintal.
Couros.Boa procura de toda sorlc, com uta
fraro deposito.
Cacao.Para, bem sustentado o prero de 21 1|2
fl. sendo pouco o negocio e ainda espera-se que suba.
Rio de Janeiro 23 de fevereiro cfc 1845'.
CAMBIOS.
Londres 271(2 a 3i4, nominal.
Paris350, nominal'.
Lisboa 98 a 60 dias.
Hamburgo 6S a 650 nominal.
METAES E FUNDOS PBLICOS.
METAES. Onca hespanholas 298000 a 299500.
)> da patria. '. 289750 a 28*800
e i escravo, Antonio Siincs da Silva e 1 escravo,
Antonio Jos de Amorira e 1 escravo, Manoel
Candido do Araujo Lima e 1 escravo, Franri-i o
Jos CerdosoGuedes Jnior c I escravo, Jos Joa-
qun Diai Freir Jnior, Joao dos Santos Sarahi-
ba, Joio l.uiz Soares Marlins e 1 criado, Joao Can-
dido di Silva e 1 criado, Benjamn Jacintho Tho-
maz, Bernardo Jos Cnrreia de y.i, \u.:u*to da
Silva Vianna Jnior,Manuel J.Marinho da Cunha
e 1 escravo, Antonio Joaquini de Maialhae
Iro e t escravo, Mauoel Jo.- dea Res Juuior. Joo
dos Santos Neves Jnior, Antonio Jos de-Castro
Lima c 1 criado, Jo' Francisco de I.accrda c 1
escravo, Joao do Aqoino (aspare 1 escravo, I Ino-
cencio Jos de Almeida, Salii'tio Perrira da Mol-
la, Braulio Hornillo dos Sanios Colonia, Joaquim
Jos do Araujo, sua scnhora el escrava.Julin Ce-
sar Accioli de Brito e 1 escravo, Seraphim Muniz
Brrelo e 1 escravo, Antonio Finio da Rocha c 1
escravo, Francisco Antonio Pessoa de II irrus, An-
tonio da Silva Lima, 2 filhos e 2 escraYot.Joaqaioi
Pedro de Alcamiu e 1 criado, Francisco da Silva
Parado o 1 escravo, Jos Ribeiro de Almeida San-
ios, Franklin Americo de Moracs Duria o 1 es-
cravo, Pedro Antonio Falcilo Brandao c 1 oscravo,
Miguel l.ni.' Vianna, Pedro da Veiga Orelhas e 1
escravo, alferes llaymiindo Nonato da Silva e 1
tscravo, marechal Jos Joaquim Coelho, sua fami-
lia e 2 enmaradas, lenle Jos Joaquim Coelho e
sua scnhora, Casemiro Percira de Castro o 1 escra-
vo, Francisco Manocl Paraizo Cavalcanli, Luiz
Duarle Pintee 1 escravo, Francisco Fcrreira B.in-
drira e I cscrvo, Antonio Vicente Garccz, Anto-
nio Lourcnco de Araujo c 1 escravo, Pedro Criso-
lo da Cosa Abrcu, Francisco Marta Sodr Pereira
c 1 escravo, I cabo de esquadra, Filippe de Mello
Vasconcellos, Domingos Jos de Azcvedo, Joa-
quim Fernandos Cosa, Eugenio Jo Noves de
A11.Ira.le. Azarias liarlos de Carvalho Gama, T)r.
Manocl Jos da Silva Neiva, Jos Jnior, alferes Eslev.lo Jos Pacs Brrelo, Viconle
Ferreira de Mnura Luz, Joao Joaquim Alvcs. Se-
guem para o norte: P. de R. Filsueiras, visooode
Saiul Amand, I. cadete Manoel Joaquim de
Miranda Magalhaes da Gama, 4 ex-praras, 40
Chine,
Ro de Janeiro23 das, brigoe'brasileiro Sagita
rio, de 2T6 toneladas, capilao Francisco de Ais
Goncalves PenUa, equpagem 13, carga caf e
mais gneros ; a Manoel Francisco da Silva Car-
riro. Passageiro, Antonio Bazilio Ferreira.
Terra Nova33 das, brigue inglez Mercury, de
201 toneladas,.capilao Win II. Brine, equpagem
13, carga 2.086 barricas com hacalho; a Me. Cal-
moni & Conipanhia.
Savios sabidos no mesmo dia.
Ncn-Be.lfordGalara americana Atice Mandell,
coma mesma carga que Irjuxe. Suspandcu do
lameirao.
LondresBrigue inglez Gaztlle, capitao Tbomaz
Cox, carga assucar.
EDITAES.
de Janeiro. 1855. 1851. 1833. 1852.
Java 1-< a2* 111,10. 15,000 13,500 29,500 28,000
S. Domingos. 8,500 15,500 33,501) 8,00
Brasil. 25,000 33,O0Q 30,000 40,000
Diversos. 1,000 1,500 500 93,500 500
Totaes s. . 49,500 63.590 77,000
Assucar.O bruto est em eslagnac.to completa.
Apenas esto venda algumas pequeas porto-
es de llavana sem importancia e 1085 saceos da
Bahia pelo H'cstmorcland vendido por proco de 20
1(2 a 22 fr. por 50 kilogrammas.
(Deposito pavilhao estrangeiro, dircitos 1 fr. 70
cent.).
Vcndcram-se tambem cm lelHo por causa da ava-
ria 125 caisis, c 900 saceos da Bahia viudos pela
Bntreprite o as caixas por preco de 16 a 21.112 fr. ;
os saceos pela de 17 1|ia22 3|2 fr. (aolodo por cinco-
cuta kil. deposito cslraugeiro'.
Urna venda publica de 2000caixas do de llavana
avariado duvia su fazer a 3 de fevereiro, a liruu adi
ada indefinidamente, Importarlo do 1 a 31 deja
nciro 4961 caixas de llavana ; 144 caixas, e 295sac-
cos e 52 barricas do Brasil contra 13,171 caixas de
Havana, 486 caixas, 31 barricas, 4810 saceos do Bra.
jil do anuo passadu em igual dala. O abamcnlo
calcula-je boje (7 de fevereiro) cerca de 23,000 cai-
xas de llavana, 630 canas e 13,000 saceos do Bra-
sil, 12,000 volumcs da Manilha, 100 barricas de di-
versos. No anno passado em igual dala havia na
praca. cerca 18,800 caitas de Uayaua, 486 caitas,
Pecas de 63OO vclhas. 165000
Mocdas de 4g..... 99OOO
Soberanos....... 99000 a 9*409
Pesos hespaohes . 19920 a 9960n.
da patria .... IfMO a 1-'>50
A PatacOes....... IfOOO a 1*959
Apolccs de 6 fcx-dividendo . 109 yi a 110 %
M provinctaes........ 103 % a 104 .
(Jornal do Com wrcio do Rio.)
MOVIMENTO DO POIiTO.
-Vatio entrado no dia 3.
Mar Pacifico, sabida do New-lcdford ha 42 hie-
lesGalera americana Alicc Mandell, de 113 to-
neladas, capitao P. S. Wring, equpagem 27, car-
ga azeile de pcxe ; ao capitao. Veio refrescar e
segu para o mesmo porto.
Naros sa/udns no mesmo dia.
Ncw-BedfordGalera americana Mercury, com a
mesma carga que Irouxc. Suspenden do h uni-
r o.
AracalyHiato brasileiro Inveneiccl, meslro Anlo-
nip Manocl Alfonso, carga fazendas o mais gene-
ros. Passagciros, Joaquim Francisco Paes Bar-
reto e 1 escravo. FraneSscn Gomes de Mallos, 1
filho c 2cscravos, Napoleao Antonio.
-Val 10j entrados no dia 4. ,
Soulhamplon e porlos intermedios21 dias, vapor
inglez Solent, commandanle 1. K. Jellicoc. ha-
sjgeiros, Edward Olmius Morgan e sua scnhora,
F. Voule. Bejamim Emilio Demesse, F. Feisse-
dre, Christoplicr Slarr. Secuto para os porlos do
sul, condiizindo passagciros desta provincia, Ga-
briel Alcides Raposo da Cmara. Jos Joaquim
Brandao, Karl Schmeltau, Manoel Carlos Covca,
Pedro Antonio Cesar, Francisco Falque, madama
Mara J. Blanca, 4 lilhos e 1 criado, M. Cois.
Rio de Janeiro e porlos intermedios7 das e 16 ho-
ras, vapor brasileiro Tocantins, commandanle
Gervasio Manrcrio. Passageiros, Carlos F. Jus-
tamente, Jos Mara da Silva Velho, Manoel R.
P, da Cruz, Joao Coelho Bastos Jnior e 1 escra-
vo, Jos Vicente de Azeredo Couluho, Duarle Jo-
s de Mello Pilada, sua scnhora c 1 escravo, Gus-
tavo Finio Vaca, Francisco Ignacio Verner, Car-
los Jos Pereira de Faro Jnior, Mauoel Antonio
Moreira o 1 criado, P. O. Rabello, Antonio Ahes
de Souza Carvalho. Manoel Peixolo de Lcenla
Vernek, Antonio Azevcdo Pompea e Castro, alfe-
res Jos Kaptisla Pessoa, Joao Capislrano Bandei-
ra de Mello Filho, Eduardo Monloiro Ribeiro o 1
e-cravo. Luiz Gomes Pereira, sua scnhora, 2 es-
rravos e 1 criado, Jos Francisco Vianna, II\ pi li-
to Ewerlen de Almeida, Gamillo Norato, Jos Joa-
qun) de Oliveira e Silva, sua eenhora e 1 escravo,
Carlos Augusto Ferraz de Abren, J. O. Hagzleael,
Francisco Jos Aleudes, .Manoel Pereira de Cana-
lho, Euzehio de Queiroz Coulinho Matoso da C-
mara c 1 escravo, Tilo Aucuslo de Maltos, Ma-
nuel Alvcs de Lima Gurdinlio, Virgilio Alves de
Lima liordinho e 1 escravo, Julio Augusto da Sil-
va, Thoroaz Garcz da R. V. Montee 1 escravo,
Franrilizcb Adolpho Pereira Guimaraes, Patri-
cio da Silva Machado, Carlos Augusto A. da Mal-
ta Albuqucrquc, Antonio Aucuslo Mnniz Sodrc
Arac.no e 1 escravo, Manoel Garca Gil Pimenlcl c
1 pardo, Antonio Garca Gil Pimentel, Joao Ber-
nardo de Maialliaes, JoauPeixoto de Miranda Ve-
ras, sua scnhora e 1 escravo, 1). Joanua AdelaiJc
Teixcira Lopes c 1 escrava, Pedro de Almeida de
Miranda L"pes, Francisco Jos da Silva Lope?,
Sa'.uslano Orlando de Araujo Costa, Joaquim Ro-
drigues Seixas, Salvador Vicente Sapuraia, Erna>
lo Francisco da Silva Santos, J0S0 Ribeiro Borges
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
aincumprimonto da ordem do Exra. Sr. presidente
da provincia, manda convidar ao. propietarios abai-
xo mencionados, a cnlrcgarem na mesma thesoura-
ria, no prazo de 30 dias, a contar do da da primeira
publcacito do presente, a importancia das quotas
com quedevem entrar para o cairamente das casas
da ra da Pcnlri c Iros da ra do Rasgal, conformo
o disposlo na le provincial n. 350. Advcrlindo que
a falta da entrega voluntaria ser punida com o du-
plo das referidas quotas,. na conformidade do artigo
6 do rcgulameulo de 22 de dezemhro de 1831.
Ra da Peni ;:.
N. 2. Herdeiros de Joaquim Jos Ferreira. 365000
4. JulioPortella........39600
6. Nuno Mara de Seixas.....60-^000
o 1. Herdeiros de Jos Mauricio de Oli-
veira Maciel..........IO952OO
9 3. Ditos de Caclano de Carvalho Raposo 90-3000
5. Ditos dilo.........785000
n 7. Domingos Jos da Cosa.....36*000
b 9. Francisca Benedicta dos Prazcres 43*200
11. Jos Moreira da Silva ..... 45*000
13. Jull.o Porlella....... 27*000
15. Paulina Mara........18*000
o 17, Antonio Luciano de Moraes Mosqui-
ta Pimentel e herdeiros de Manuel Paulo
Quinlella. '........37*000
b 19. Herdeiros de Manoel Pauto Ouinlel-
la e Francisca Salustiana da Cruz. 30*400
21. Herdeiros de Manoel Paulo Quinlel-
la e Francisca Samsliana da Cruz. 73*800
21. Joaquim Jos da Costa Fajoscs Msooo
25. Irmandado das Almas do Recife. 57*600
b 26. Joaquina Mara da Purificarlo 36*000
29. Viuva e herdeiros de Antonio Joa-
quim Ferreira de Sampao......52*200
31. Marcolino Goncaivcs da Silva. 308000
33. Francisco Jos da Silva Maier. 63j900
Ra do Rangcl.
77. Francisco Antonio de Oliveira Ju-
"or.............93*000
b 79. dem idem idem. ... 25*500
b 81. Mara Annuuciada Adelaidc Aires
da Silva..........' '40*500
momento do fechar, recebem-se correspondencia,
rom o porte duplo : osjornaes deverSo achar-se no
correio 3 horas antes, e do contrario seguirio avulsos.
Cartas seguras, vindas do sul, para os Srs. :
AmortafrmSos & Companhia, Antonio Jos Rodri-
gues de Souza Jnior, Francisco Jfntonio Vieira da
Silva, F. de Paula Silva Lins, Izidora Senhorinha
Lopes, Joao Soun, Jos Joaquim de Oliveira Gon-
jlves, Pedro l.niziense do Calasaas, Salvador Hen-
riqoes de Alhuqorqoe," Manoel Gonralves da Silva.
A pessoa que botou na admnislraro do cor-
reio urna carta para Jos Rumagucrra & Compauhia,
no Rio de Janeiro, queira vlr salitfazer seu deudo
porte, afim Jeito pooerseguir seu deslino.
Pela subdelegada da freguezia da Boa-Vista
se faz publico, que no da 2 do eorrenU fra appre-
hendido na ra da Trompe um cavallo caslanho es-
curo, sellado e eofreiado: seu dono compareca peran-
te a mesma subdelegacia. Subdelegada da freguezia
da Boa-Visla 3 de fevereiro de 1853aO subdelega-
do supplenle em exercicio, A. F. Marlins Ribeiro.
Por esta conladoria so faz publico, que del.0'
ao-ultimo de marro futura, se arrecadaro n bocea
do cofre os impostes sobre eslabeledmentos de com-
mercio e industria, ficando sujeiios a mulla cslahe-
Iccida os que nao pagarem dentro do mesmo lempo.
Conladoria municipal do Recite 28 de ferereiro da
1835.--.No impedimento do contador, o amanuense,
Francisco Canuto da Boaviagem.
A administradlo geral dos eslabelecimenlo de
caridade manda faler publico, que nao se tcodo ef-
fectuado a arrematadlo defornecimento de agua pa-
ra o hospital dos Lasaros, ficou transferida para o
dia 8 do correte, pelas 5 horas da larde, na sala de
suas sesses, aonde aprsenteme os pretendenies seas
propostas em caria fechada, designando o menor pre-
co porque Ibes convier fazer dilo forneoimenlo. Ad-
ministrarlo geral dos eslabeleciineulos de caridade 1.
de marro de 1855.O escrivao,
Antonio Jos Gome da Correio
Do ordem do Exm. Sr. director geral da ins-
Iruccao publica, a^o aber a quem convier, que est
concurso a cadeira de iuslruccao elementar do pri-
meiro grao da villa de Serinhaem, com 60 dias de
prazo,contados da dala desta.
Directora geral 21 de fevereiro de 1835.Candi-
do Eustaquio Cesar de Mello, secrelario.
O Illm. Sr. contador, serviudo de inspector da
Ihesouraria provincial, manda fazer publico que do
dia 3 pur dianlc se pngam os ordenados e mais des-
pezas do mez de fevereiro prximo findo.Secreta-
ria da Ihesouraria provincial de Pernambuco, 1
le marco de 4833.O secrelario, Antonio Ferreira
d'Annunciar'io.
1:247*100
E para: tonrtar sc-aandou allixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretoria da Ihesouraria provincial de Ternam
buco 10 de fevereiro de 1835. O secretario, Anto-
nio Fcreira d'Annunciarao.
O Illm. Sr. inspector da^lhesonraria provincial,
cm cumprmento da ordem do Exm. Sf. presidente
da provincia de 21 do correntc, manda fazer publico,
que no dia 22 de marco prximo vindouro, perante
a junta da fazenda da mesma Ihesouraria, so ha de
arrematara quem por menos fuer, a obra do oilavo
lanroda estrada daEscada, avahada em 13:400*000
res.
A rremalarao ser feila na forma da le provin-
cial n. 343 de 16 do maio prximo passado, sob as
clausulas especiaos abaixo copiadas.
As pessoas qoe se propozerem a este arremalarao,
comparec^im na sala dassessoes da mesma junto, pe-
lo meio dia, competentemente habilitadas.
E para constar se maudou aflixar o presente e pu-
blicar peto Diario.
. Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 27 de tevereiro de 18-55.O secrelario, Anto-
nio Ferreira da Annunciarao.
Clausulas especiaes para a arremalarao.
1. As obras do-oilavo lanro da estrada da Escada,
far-sc-hao de conformidade com o orramenlo e per-
fis a pprovados pela directora em conselho, c apre-
scnlados ao Exm. Sr. presidente da provincia, na
importancia de 15:1005000 rs.
2.a O arrematante dar principio s obras no pra-
zo do 1 mez, e dever coclui-las no de 12, arabos
cordados na forita do art. 31 da le n. 286.
3." A importancia da arremalarao ser paga de
conformidade com o arl. 39 da mesma lci provin-
cial d. 286, em a plices da divida publica provincial,
creada pela lei provincial n. 354 de 23 de selcmbro
de 1854.
4." O prazo do responsabildade ser de 1 anno,
ficando durante dilo prazo, o arrematante obrigado
a conservar o lanro constantemente em bom es-
tado.
5. Para ludo que nao se arhar mencionado as
preseutes clausulas nem no orcamenlo, seguir-se-ha
o que dispOe a lei 11. 286.
Conforme. O secrelario, Antonio Ferreira da
Annunciarao.
A cmara municipal desla cidade faz publico,
qoe nesla data Ihe declarou Francisco Lucas Fer-
reira, que linha acabado com o seu eslabelecimenlo
de carros fnebre!, sito 110 largo do Hospital, pe-
dindo ser desoncrado das obligarnos do respectiv0
contrato, qne assignou, pelo que nao pode mais o
declarante fornecer carros fnebres para enlerros no
cemiterio publico desla cidade.
Paco da cmara municipal do Rec.fo cm sess3o
do 28 de fevereiro de 1855.-/jarii.> do Capibaribe,
presidente. No impedimento do secrelario, o oft-
cial, Manoel Ferreira Accioli.
O Illm, Sr. contador servindodinspector da
Ihesouraria provincial, em cumprinieulo da resalo-
cao da junla da fazenda manda fazer publico, que a
arremalarao da obra dos reparos do acode de Carua-
r foi transferida para odia 15 do corrale. E para
constar, se maudou affixar o presente e publicar pelo
Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco. 2 de mareo de 1855.
O secretario, Antonio Ferreira d'Ainunciaco.
O Illm. Sr contador serviudo de inspector da
Ihesouraria provincial, era virlndo da resoIiir;ao da
junta da fazenda, manda fazer publico, que as arre-
malacoes das obras do 2." lanro da estrada dos Re-
medios e 7. lauro da estrada da Escada,
foram Irausferidas para o dia 8 do correnle. E
para constar se maudou aflixar o prsenla e publi-
car pelo Diario.
Secretara da Ihesouraria provincial da Pernam-
buco, 2 de raarcu de 1855.
O secretario, Antonio Ferreira d'Annuneianto.
AVISOS MARTIMOS
PARA O RIO DE JANEIRO
segu em' poucos dias o brigue Concrxri 3. capilao
Joaquim Ferreira dos Santos : para
trala-sc com Isaac Curio A; Companhia, na ra da
Cruz n. 40.
Para o Cear segu no fim da prsenle semana
o bem conhecido hiato Capibaribe, mostr Antonio
Jos \ lanna ; para o resto da carga, trala-se na ra
do Vigario.n. 5.
PARA O RIO DE JANEIRO.
Sabe com multa brevklade, por ter a
maior parte do sen carregamento promp-
lo, a hein conliecida veleira escuna nacio-
nal Tamega : pat-a o resto da carga,
passagciros e escravos a fiaete, trata-secom
Xovaes & C, na ra do Trapiche -n. 34.
Bahia.
O hiato Correio do Sorle Iransferio a viagem pa-
ra esse porto ; segu nesles dias, e ainda pode rece-
ber alguma carga: trala-se com Caelano Cyriaco da
C. M., ao lado do Corpo Santo n. :
Para o Aracaly segu com brevidade o hiale
Duvidoso, por j icr parte da carga; para o reato e
passagciros, trala-se com Joaquim Jos Marlins, ou
ua ra do Vigario n. 11.
Para a illia de S. Miguel pretende seguir via-
gem neste* dias o patacho porluguez Alfredo ; para
carga e alguns passageiros, trala-se com os consigna-
larios Johnsloii Patcr & Companhia, na ra do Visa-
rlo n. 3,
Para o Porte segu impreterivelmenlc a 15 do
correnle a veleira e bem conliecida escuna nacional
Linda, capilao Alexandre Jos Alves; para o res-
to de seu carregamento, trala-se com o consignata-
rio Eduardo Ferreira Rallar, na roa do Vigario n. 5,
011 cora o capitao, na prar;a do commercio.
LEILO'ES.
UECLAKA<;0'ES.
CORREIO GERAL.
As malas que deve conduzir o vapor TocaiUint
para os porlos do norte, principiam-sc a fechar ho-
je (5) a 1 hora da tarde, e depois deesa hora li o
-- agenlvOliveira far leilao, por autorisacjo
do Illm. Sr. Dr. juiz do commercio, e a requerimen-
to lo curador da massa fallida da vuva Marlins de
Carvalho, dos pertences, pesos e mais objectos do ar-
mazem da dita massa, sito na roa to Brum. logo
immediato ao dos Srs. Mesquita 6 Dulra : sabbado,
3.de marco, ao meio dia, no indicado armazem.
J. II. Gacnslcy far leilao por inlervenro do
agente Oliveira, de um completo sorlimenlo de fa-
zendas de todas as qualidades, seguuda feira 5 do
crreme, as 10 horas da manida, no seo armazem
ra da Cruz.
Qunla-feira, 8 do correnle, aa 11 horas da
manhSa, llavera leilao uo caes da alfandega, de 10
caixas com marmelada e doce de calda, ltimamen-
te chegada de Lisboa, por conla e risco de qnem per-
cncer.
JoiTo Keller & Companhia farao leilJo, por in-
lervencao do agente Oliveira, e por conta e nuco de
quem perleneer, do seguinle : marca KK n. 8om
fardo com 100 pe;as de madapoloes avadados, a bor-
do do navio inglez Serapkina, aportado em 23 de Ja-
neiro ultimo, por ordem do Sr. cnsul de S. M. B. ;
de SN n. 599urna caixa com 250 cortes de vesti-
dos de cambraia, avadados, a bordo do navio Cont
Roger, aportado tambem em 16 de Janeiro deste an-
no, por ordem do Sr. cnsul da Prussia ; e igual-
mente seexpor ve oda um brilhanle sorlimenlo de
fazendas, as mais proprias do mercado : terca-feira,
6 do correnle, as 10 horas em ponto, no sen arma-
zem, ra da Cruz.
O agente Borja far leilao, qunla-feira, 8 do
correnle, as 9 horas, em seu armazem, na ra do
Collego n. 15, de varios objectos, como bem -"obras
de marcineiria, novas e usadas, ama grande porrao
de chapeos finos, franeczes, duas cxccllentes barras
de guardar dinieiro, um ptimo cabriole! novo com
lodos os arreios, e outros muitos objectos qae se
acharan paleles no dia do leilao no mesmo arma-
zem, os quaes serao vendidos em limite algum,
Leilao sem limite.
O agente Vctor far leilao no seu armazem, ra
da Cruz 11. 23, de lodos os objectos existentes no
mesmo : qoarta-feira, 7 do corrale, as 10 } horas
da manhaa.
AVISOS DIVERSOS.
loga-sc a pessoa vinda no va-~
por Gnanabara,que troiixc de Ma-
celo tuna carta para Manoel JTi-
gueira de Farla Jnior, que a
queira mandar a' llvraria n. 6 e 8
da praca da Independencia.
ATTENyAO'.
Picvine-se a todas as pessoas que ne-
gociam com relogios, c com especialidade
aos Sis. relojoeiros, que deixem de efec-
ttiar qualquer negocio com um de ouro
patente suisso n. 27870, o qual oi lurta-
po nesta typographia.
Na loja de Jos Alves da Silva liuimaraes, na
ra 1I0 CobuR, precisa-se fallar com es Srs. Antonio
Marinho Kalcao, Carlos Jos Gomes de Oliveira e
Anecio Cnslodio da Luz ; por se ignorar a toa mora-
da, he o motivo do presente.
Jos Gomes da Silva Saraiva faz orna viagcm
ao Para.
Roga-se ao fllm. Sr. Manoel Rodrigues do
Passo e aos Srs. cadetes itodolpho de Bullioese Fran-
cisco Mara de Almeida Seixas, de apparecerem na
ra da Aurora n. 32, loja, para negocio.
AGENCIA DE PASSAPORTES E FOLHA
CORRIDA.
Claudino do llego Lima, despachante pela repar-
licAo da policio, ii saportes para dentro o
f ira do imperio, e folha curida : na ra da Praia
n. 43, primeiro andar.
I. Th. Kreiss vai Europa.
Prccsa-se de 2009 a premio, dandd-sc como
segnranca um escravo : i quera convier lal nc-
annuiicie por este Diario.
Os'credores da firma Albuquerqne & C, fe-
nham a bondade de aprsente! seus tralos de divi-
das ou contas, no escriptorio do Sr. Jos Joaquim de
Miranda : ra da Cadea do Recife n. 46. primeiro
andar.
Precisa-se de ama prela alagada para o ser-
virn de urna casa de pouca familia, compreforencia
a ser escrava, na ra do Queim.ido n. 7, segundo
andar.
Predsa-ae de nm anw pan casa de pone fa-
milia ; ua ra da Guia n. 44.
-y
-!
MHTHAnn
"
.ifciuci


DIARIO OE PERHAlUpUCO, SEGUNDA FEIRA 5 DEMARCO DE 1855.
Jotas as mais modernas.
abailo assignados, douos da luja do nurive*, na
rn.i il II, confinle ao paleo da matriz o
cstau rccebendo con-
linu.i ral di; ouro dos raelho-
. ttnlioras romo para lime is c
raeaii >s i.oino
Ion s i lidade,
especi de II ou 18 qul-
lale, (canil inos pur qualquer
d uvida.Str
O
Jnior
dos, oh
lo dos
Billi.
Meios bilhelcs
.'liarlos
Oilavos
Decin
Vigsimos
s Rodrigues de Sonta
daqui cm dianle. vender m
> abai10 dcclara-
iii o descon-
tnios grandes que cus blhe-
2cS(KI
720
600
320
Recebo
sajooaooo
aoooo
1:250000
fi25S00O
5O0SO0O
250S000
E por isao acaba de expr a venda ms tojas do cos-
luino, os seus buhles e cautela da 1." parle da 5.
loleria do Rosario da Boa-Vida, cujas rodas andam
infallivelineute a 10 do crrenle.
LOTERAS Di PROVINCIA,
Acham-sea venda os bilhelcs da 1. parlo da S.*
Pieria a beneficia da igreja de N. S. do Rosario da
Boa-\ila, nicamente na lliesouraria das loteras,
la ra do Collegiu n. 15, e corre imprelcrivclmenle
no dia 10 de marco.O Ihesoureiro,
Francitco Antonio de Oikeira.
-Rostron Rooker & C, consignatarios
da barca americana. Wickery, declaram
pelo presente que nao se responsabilisam
por quaesquer con tas ou despezas clfec-
luadas pela dita barca sem ordem expres-
13 ou por escripta, dada no seu escripto-
rio. Recife 2 de marro de 1855.
* i. JANE, DENTISTA, I
continua a residir na ra Nova n. l'J, primei- fcj
ndar. f-j
O Sr. Joo Nepomuceno Ferreira
do Mello, que mora para o Salgadinho,
iiieim mandar receber urna cncommen-
da na livraria n. 6 c 8 da piara da Inde-
pendencia.
cisa-se de ora l.om cozinheiro, forro ou
captivo, da-se al 16JWO0 |ior mez, para urna casa
ngeira : a tratar na ra do Trapiche n. 38, ar-
mfera.
oga-sc ao Sr. Victorino Jos lavares Pinho,
que perdeu um passaporle, qqcira appareccr no
Ierro da Boa-Visla n. 5, segundo andar, ou na al-
i fallar cora Jos Euzebio Alvcs da Silva.
quo lh'o entregar.
Prensa-so de urna ama forra ou captiva para
te o servico diario de uma casa de pouea familia :
ra pretender, dirija-se a ra do Collegio n. 15,
armazem.
hotel da Europa precisa-sc de 2 criados
branco
nobl da Enrona precisa-sc de 2 negros por
aluguel.
Offerece-se nma sentiora casada para ensinar
fre da cidade, a qual prometi dar bom
aeulo : quem pretender, dirija-se a ra do L-
vrameulo n. 24, taberna.
Vrecisa-se alugar nma prela para o servico de
urna casa de pouca familia na Boa-Vista, ra do
Rosario, n. 30.
Aloga-se o primelro andar do sobrado da ra
". 13, por barato proco ; assim como par-
t pessoa que o quera, que pode vir bu pelo ajuste que oflereceu : na prara da Boa-
> isln. 7.
28 de fevereiro findo, nuscnlousc do
laxen) de Joaquim Jos do Amorim, um cscravo
I animo, que reprsenla ler de 45 a 50
le idade, o qual cscravo lem a perua direita
mais curta quo a oulra por a ter quebrado, c lem
o do. embriagar-se : quem o apprcliender, o
i levar ao dito Amorim, de quem recebera a
devida gratificaran.
- O Sr. Salyro Bruuo Alves Itolcllio Icnlia a
e dirigir-so ra Nova a fallar com o
abaixo assignado, a negocio que llie diz respeilo.
Antonio Domingos Pinte.
fferece-sc uma pessoa moilo habilitada para
tirar passaporles e correr fallas, assiin como despa-
char cscravos, ludo por menos preco de qoc oulra
lucm precisar, dirija-se i ra Nova, la-
a n. 50, a qualquer hora, que achara a pessoa
qne se encarrega.
i'rccisa-se de um caiieiro que saiba bem ler c
r, para caixeiro de fra cm uma padaria, e
que tenlia dcsle eslabctecimenlo bastante pratica :
aqucllc que se achar neslas circunstancias e adamar
onducla, pode dirigir-se a ra larga do Rsa-
lo n. 18, junio ao quarlcl, segundo andar,
ic acharan com quem tratar ; e lamliem se precisa
m padeiro que enleuda perfeilamenle de fazer
paoe bolacha, e quo saiba tornear com perfeicao.
Perdeu-se no dia 2 de marco orna carteira, ta
Cordoniz al o Corpo Santo, leudo dentro 2
vales, um de 6&500.0 ontro de 4S?00. Icvaudo em
dinheiro de prata G3000, em papel G&000 : roga-se a
pessoa qoe achar, qaerendo-a entregar, pode leva-la
a rua da Codorniz n. *, que ser gratificada.
sa-se alugar um raoleque de H a 18 an-
nos : na ra do Qucimado n. 47.
Precisa-se de officiacs para obras miudas : na
luja de atraate, na roa Nova, esquinada ponte.
abailo assignados, chegados a esla cidade
das do mez de oulubro prximo passado, Irou-
xcram em sua companhia um menino sen prenle,
com idade de 14 anoos, o qual chama-sc Jos Ga-
ninc, subdito napolilauo, assim como os annuncian-
se empregava em locar harpa, o como se nao
>ia mais de om mez o deslino que lumou, ro-
ga-se a todas as autoridades policiaes ou pessoas par-
dignero o fazer conduzir nesla cidade
leccodoAbrou n. 1, que promplamenle.se sa-
M toda e qualquer despeza que se fizer, c lam-
ben! se gralificar a pessoa que delle der noticia,c se
ficanisummamenle grato. Pcrnambuco 1. de mar-
tm.~Uiusepp Antonio Imperatrice,Antonio
la Roja.
. IMPENETRAVEIS.
dlimo vapor acabaodechegar osbcm conhe-
os e apreciados capoles, perneiras e botas para
moularia, de burracha, da qualidade mais superior
que lem vindo ao nosso mercado, por seren da bem
ronliecida fabrica de Charles Maciulo-h & Compa-
nhia de Manchester. do quem sao ageutes nesla pra-
;aosSrs. Adamsuu Jlowie Ov Companhia ; achin-se
i venda ua bem conhecida loja de Antonio Frail-
uco Percira, ra do Crespo, a precos muilu bara-
tos. Porem adverte-se, para que nuo apparcraalgu-
ina duvida, que o nome do fabricanlc desla celebre
abrica traz um carimbo especial encamado com o
nome do mesmo, em toda a sua mauufactura.
Afoi menlos.
Aforam-se terrenos na Solcdadc, pro-
priojpara edicacoes e para plantarles
de capim: a tratar no"Manguinho, sitio
de H. Alves da Silva.
PERIDICO DOS POBRES.
Aclia-ie aborta a assignatura para esta
folha que se publica, escripta por mui
habis peanas, no Rio de Janeiro, e sob
a direceao de A. M. Moraniio ; ja' conta
seis annos ado de toda a estima. tanto na corte como
em todas as provincias. Assigna-se na li-
vraria da prara da Independencia n. G c
8 por 2000 por trimestre, 4$000 por se-
mestre, e 8 por um anno: convida-se aos
amantes da leitura para que venham as-
ar ate a cliefjada do Imperador, que
se espera do norte, aim' de receberem a
collecrao no priinciro vapor.
Si. I fiereza Alejandrina de Souza Bandei-
ra, professora particular, lem acrresceulado
A aos ousinos de primeirns ledras, costura e va- j!
9 rios bordados,mais dous: msica e grammati- -^
A ca : se alguem quer servir-so de seu presli-
9 mo, pode dirigir-so ao pateo do Paraizo, pri-
meiro andar, unido a i?rcja.
A pessoa que ti ver uma imagem da Senhor da
Conceirao do lamanho de um palmo, sem incluir
pajuna, que a queira trocar, aununciepor este Dia-
rio para ser procurada.
O capilao da galera americana finanle de-
I ira que nao se respoiwahilisa por divida alguma
leila por gcnle de sua Iripulaco.
Na loja de moflas de madama Milloclu Bocs-
sard, atorro da Boa-v isla n. 1, alm de um M.rlimen-
to completo de objeclos para cnfeilar vestidos lem
para quaresma, gro de imples, chamalote, crcoe fi-
los do seda, e de algodao, lucos, rendas, manas de
bico para cabecj, luvas de malha finas, trancas, fi-
las, rranjas ele. : que se venderao muilo cm "coiila.
QDr. A. A. Xavier de Brilo, medico, reside
na roa Nova n. C9, onde pode ser procurado para o
cxercicio de sua proGsso.
OSr. Franklin Americo Eustaquio Comes ve-
uha coocluir o negocio ua roa do Crespo n. 15.

CONSULTORIO DOS POBRES
2* &A DO COLLSaiO 1 AEF DAIl 25.
O Ik. P. A. Lobo Moscnzo di consullas homeopathicas todos os das aos pobres, desde 9 horas da
nianhaa atoo meio da, c cm casos exlraordinaiios a qualq'ier hora do dia ou nu.le.
"'n"te 'Sual'nenlo para pralicar qualquer operacr,o de cirurgia, e acudir promplamenlc a qual-
quer muiner que esleja mal de parto, e cujascircuraslancias nao permiltam pagar ao medico.
NO CONSULTORIO DO DB. P. A. LOBO B0SC0Z0.
25 RA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUINTEr
Manual completo de meddicina homeopalhica do l)r. G. 11. Jahr, traduzido em por
tuguez pelo Dr. Moscozo, qualro volumes encadernados cm dous c acompanhadn de
um diccionario dos tormos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., ele...... 2OSO00
Esla obra, a mais importante de todas as que tralam do estpdo e pratica da hoineopatbia, por ser a nica
Sicv^'-^-r Inf- ,fSSS!l?!f 'a,'ori"-A PATHOtiENESIA O EFFETgS DOS MEDICA-
MENTOS NO OIU.AMSMO EM ESTADO DE SAUDE-conhecimenlos que nao poden, dispensar as pes-
soas que se querem dedicar a pratica da verdadeira medicina, interessa a todos os mediros que qui/ci em
experimentar a floulrma de llahncmann, c por si mesmos se ennvencerem da verdade dola: a todos os
fazendeiros e senhores de engenho que eslo longe.dos recursos dos mdicos: a lodosos capilaesde navio,
que urna ou oulra vez nao podem dcixar de acudir a qualquer incommodo seu ou de seus tripulantes :
a todos os pas de familia que por circumslancias, que ntm sempre poileni ser prevenidas, sao obriga-
dos a prestar in eonlmenU os pnmeiros soccorros em suas enfcrinidades.
O vade-mecnm do homcopalha ou lradoccao da medicina domestica do Dr. Herinc,
obra tambem til as pessoas que se dedicam ao esludo da homeopalhia, um volu-
mc grande, acompanhado do diccionario dos tormos de medicina...... O^O
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., ele, cncardenado. .lifOOO
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pratica da
homeopalhia, c o proprielano desle estabclecimcnlo se lisongeia de le-lo o mais bem montado possivel e
rungucm duvida boje da Rrande superioridade dos seus medicamentos. m
Boticas a 12 tubos grandes..............
Boticm de 21 medicamentos cm glbulos, a IOS, 12 e 158000 rs. *
Dilas 30 ditos a oivsnn
8............... 255OOO
P-^XIO
ditos
Ditas 48
Ditas GO ditos
Ditas 144 ditos
Tubos avulsos.........
Frascos de mcia onc,a de lindura. .
ilos de verdadeira lindura a rnica.
Na mesmacasa ha sempre ;i.venda grande
vidros para medicamentos, e aprompta-se qualquer
de e por precos muilo commodos.
numero de tubos de costal de
, .1UXKKI
. 609000
. 1:5000
. 23OO0
2(000
diversos tamaitos,
eucommenda de medicamentos com toda a brevida-
O Sr. Francisco Manoel Coellio, que
morou no Afolado queira annunciar
sua morada ou dirigir-se a esta typogra-
pliia a negocio de seu interesse.
MASSA ADAMANTINA.
Ra do Rosario n. IG, secundo andar, Paulo Gai-
gnoui, dentista francez, chumba os denles com a
mas;a adamantina. Essa nova c maravilliosa com-
posicio lem a vanlagcm do cncher sem presso dolo-
rasa lodas asy.au(racluosidades do denle, adqucriiidn
em poucos instantes solidez igual a da pedra mais
dura.e promelte reslaurar os denles mais estragados,
com a forma e a cor primitiva.
Casa de consignarao de cscravos, na ra
dos Qtiarteis n. 2i
Compram-sc c rerebem-sc cscravos de ambos os
sexos, para wtenderen de commissilo, lano para a
provincia como para fra della, offerecendo-se para
sso toda a seguranca precisa para os.dilos cscravos.
g i'LBLICACiO* DO jiSTlTlTO 110- O
MEOI'ATIIICO 1)9 BRASIL.
g TIIESOURO IIOMEOPAT1IICO
OU
8VADE-MECLM DO
1I0ME0PATHA.
(gy Methodo conciso, claro e seguro de cu- (j
/y*, rar homeopalhicamente lodas as molestia
v que affligem a especie humana, e parli- &
(&\ eularmentt aquellas que reinam no Ora- (j
til, redigido segundo os melhores traa- Tf
dos de homeopalhia, lauto europeos como (^>/
(i americanos, c segundo a propria experi- ('
2 encia, pido Dr. Sabino Olegario l.udgera w
Itfg Pinho. Esla obra he hoje recouherida co- }S)
^v mu a mellior de todas que tralam daappli- S
" ca^lo homeopalhica no curativo das. mo- vi
Os curiosos, principalmente, nao ()
I eslias.
podem dar um passo seguro sem possui-la o
consulla-la. Os pas de familias, ossenbo-
j) res de engenho, sacenlolcs, viajantes, ca- fa
(t*, l'iles de navios, serlanejos etc. ele, devem B
T&) te-la mao para occorrer promplamenlc a ($)
^ qualquer caso do molestia. /{*>
Y Dous volumes em brochura por 10J0O0 T&
Q,l encadernados UjOlK) ()
St Vende-so nicamente cm casa do autor, 44.
W no palacete da roa de S. Francisco (Mun- wJ
($) do Novo) n. 68 A. fl|
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
quemudou a sua aula para a ra do Ran-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos cexternos desde ja' por m-
dico prero^ como lie publico : quem se
quizer utilisar deseupequeoprestimo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer lifva dos das uteis.
SSS SQ}!? $
DENTISTA FRANCEZ. @
Paulo Gaignoux, estabelecido na roa larga 0
do Rosario n. 36, segnndo andar, colloca den- 9
tes com gcngivasarliliciacs, c dentadura com-
pleta, ou parle deUa, com a pressao do ar. 0
Tambem lem para vender agua dentfrico do &
Dr. Fierre, e p para denles. Rna larga do
Rosario n. 36 segundo andar.
Novos livros de homeopalhia uiefranccz, obras
todas de summa importancia :
Uahnemann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
lumes.
Testo, irolestias dos meninos.....
Hcring, homeopalhia domestica.....
Jahr, pharmacopa homeopalhica. .
Jahr, novo manual, 4 volumes ....
Jahr, molestias nervosas.......
Jahr, molestias da pelle.......
Rapou, historia da homeopalhia, ti volumes
Hartlimann, tratado completlas molestias
dos meninos..........
A Teste, materia medica homeopalhica. .
De Fayolle, doulrina medica homeopalhica
Clnica de Slaoneli .......
Casling, verdade da homeopalhia. .
Diccionario de Nyslen.......
Attlas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, coutendo a descriprgo
de todas as partes do corpo humano .
vedem-se todos estes livros uo consultorio liomeopa-
Ihlco do Dr. Lobo Moscoso, ra do Collegio n. 25,
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48000
IO5OOO
3O5OOO
Precisa-se alugar um pretopara ser-
viro de casa de bomem soteiro: na
do Trapichen. IG.
ra
Jos' Pinto deMagalhaes&C, teem mu-
dado seu estabelecimento de carros fne-
bres da ra Augusta, para o pateodo Pa-
raizo casa n. 10, outr'ora de Francisco
Lucas Ferreira, abiosencontrarao promp-
tosa lornecer carros fnebres de primei-
raa qifarta ordem, coni todos os pannos
e adornos recommendadosno regtilamen-
to do cemiterio ; tambem fornece carros
depasseio, cera, armarao, msica, guia
etc., espera bem servir aquellas pessoas
que se dignarem procura-Ios ; aactividade
dosannunciantes he conhecida por murta
gente: no mesmo estabelecimento alu-
gam-se caixdes c vendem-se morllhas
de pinho.
Nao tctuioapp.-.recido ate hojea mu-
Iherque secontraura para servir a una
familia de dtias pessoas na povoaro de
Apipucos, avisa-se a qucn a isso s qui-
zer prestar, que dirija-se a ra estreita
do Rosario n. 28, (pie se dar' o ordena-
do mensalde l'000.
OSr. Jo.lo Pinto Rodrisucs do Pava quora
dirigr-se reparlitao do corrcio, ifim de receber
uma carta vinda da Paralaba.
Precisa-se fallar com o Sr. Dr. Leonardo Au-
gusto Pcreira Lima, a negocio que llie interessa :
na ra do Liyramenlo n. 2.
Amelia Augusta Marlins c Adriano Augusto
ile Almeida, abaixo assignados, declaram quo lem
dissolvido desde o 1. de Janeiro dcsle anno a socie-
dade qjic linham na loja da ra do Crespo n. 16, sob
a firma de Viuva Brandao i\ Irmao ; ficando a car-
go de Adriano Augusto de Almeida c Joao de Cas-
tro Guimarcs, que se lem associadn, todo o activo c
passivo do estabelecimento, que contina dcbaixo da
firma Adriano Castro.Amelia Augusta Mar-
lins, Adriano Augusto de Almeida.
Fngio da casa de ahaixo assgnado o sen cscra-
vo, pardo, de nomo Felizardo, com os signaes ser
guinlcs : 22 anno de idade, estatura ordinaria, as
maces do rosto muilo salientes, falla muilo bom, o
signal mais frsame, pelo qual se pode conhecer. he
um lalhn na extremidade do dedo pnlegar proveni-
cnlc de um panaricio, no sabemos ao certo em qual
das mitos he : quem o apprehcnder, leve-o i casa do
abaixo assisnado, na ra Nova n. 67, que ser gra-
tificado.Dr. Antonio Agripino Xavier de Ilrflo.
Quem lira 1 ou 2 pretas quo queira alugar,
para vender ua ra, dirija-se i ra de Aguas-Verdes
n. 23,sobrado.
O Sr. Arcadjo de Almeida Forluna lem urna
caria vinda do norte : na ra do Trapiche Novo.11.
16, segundo andar.
Aoea-se uma prela para ama de lcile : na rna
de Sanio Amaro, casa da quina 11. 26, na freguezia
de Sanio Antonio.
RS. 1008000.
No dia 24 de fevereiro. fugio do lugar denominado
Cinco Ponas, um cscravo de nome Scbasliao, idade
20 anuos, pouco mais ou menos, cor prela, alto e re-
toreado, leudo as pernas um pouco arqueadas, c prin-
cipio de barba no qucixo, c o signal mais visivcl he
trucar a vista, e ciliado de repente parece ser vesgo,
levando caiga de algodilo iuglez, riscado, j usada,
camisa de algodao grossn ou madapolao, chapeo de
couro cofhaaba levantada a moda de vaqueiro; des-
confia-se que ande por algum engenho procurando
senhor para o comprar : roga-so aos capilaes de
campo mi qualquer pessoa do novo, que o apprehen-
dam c levem-o-ao lagar cima mencionado, em casa
de Jos Carrciro da Silva, que gratificar com a
quanlia cima mencionada.
Mol.ha de aluguel.
Alugam-sc mobilias completas, ou qualquer traste
separado, a vonlade do alugador, por proco commo-
OOS na roa Nova, armazcm de trastes do Pinto, de-
fronte da ra de Sanio Armro.
COMPRAS.
Compra-se um estojo com carleira c um rclo-
gio de ouro patente inglez dos mais modernos : na
ra Direita n. 17.
Compra-se uma csrrava de 20a6annosdo
idade, sem achaques e vicios, mesmo sem habilida-
dc alguma : a tratar na ra Velha, taberna 11. 670.,
Compra-so um cavallo : quem liver e quizer
vender dirija-se a ra dos Marlyrios, sobrado pegado
a igreja, priinciro andar.
Na ra larga do Rosario n. 38, 'compram-se
cscravos de ambos os sexos, preferiudo-se os de ida-
de de 12 a 25 anuos, e os que liverem oflicios, qual-
quer que soja a idade, nao se olhando a prero.
Compram-sc pataefies brasileiroa c Iicspanhes:
na ruada Cadcia do Recife n. o'i.
VENDAS.
ALMAMK PAR\ UU.
Sahiram a' luz as folhinhas de algibei-
ra com o almanak administrativo, mer-
cantil, agrcola c industrial desta provin-
cia, corrigido e accrescentado, contendo
400 paginas: vende-sc a 500 rs., na li-
vrYia n. 6 e 8 da prara da Indepen-
dencia.
COM PEQUEO TOQUE DE
AVARIA.
Pecas de madapolao a 2*500 c .I5OOO : na na do
repo, loja da esquina que volla para a cadcia.
COBERTORES ESCUROS E
BRANCOS.
Na roa do Crespo,loja da esquina que volla para a
cadcia, vendem-se cobertores oscuros, proprios para
cscravos, a 720, ditos grandes, bem encornados, a
ISiSO, diles brancos a 15200, ditos com pello imi-
tando os de la a 18280, ditos de lila a 28500 cada
um.
PARA A QUARESMA.
Sarja prela hespanhola de primera qualidade, sc-
lim prelo rauito superior, casemira preta franeexa,
dita setim, velludo pretosuperior, panno prelo mui-
lo fino, com lustre c prova de limSo, o deoiilras qua-
lidades mais abaixo : vendem-se na rna do Crespo,
loja da esquina que volla para a cadeia.
MELPOMENE DE LAA' DE OUADROS.
GOSTO ESCOCEZ
A 400 i-a. o covado.
Vcnde-sc para ullimacao de conlas : na loja do
lana & Lopes, ra doljueimado n. 17.
BRAZELEZA PARA VESTIDOS
DE SENHORA
A iO RS. O COVADO.
Pelo ultimo vapor vindo da Europa, ohegou uma
lazcnda nova de rurta-cores, lecida de seda e lila, de
quadros e de lislras, propria para veslidos de senho-
ra, a qual fazenda chamam ou iiililulam cm Londres
por Brazclcza, aonde na presento eslarao he a fazen-
da da moda : vende-se nicamente na loja n. 17 da
ra do Qucimado, ao pe da botica, pelo barato nre-
co do 610 cada covado. '
-- Vende-se um viohlo: na ra de Aguas-Verdes
-- Vende-sc na ra do Mondego n. 12, um mula-
Iinho.de idade i anuos, por prero razoavel : quem
0 pretender, dirija-se a mesma ra, que achara com
quem tratar.
Vendem-sc efeclivamenlo pes de Uranias de
ombigo, seleclas c da China, limao doce e lima de
umhigo deenxerto, frucla-pAodcmassa, ludo cm h-
lalos, proprios para transportar : no principio da
eslrada dos Afiliclos, lado esqucr.lo, casa de Manoel
.Marques, que lem a frente piulada de ciuzento.
1 T ? rua <,as Cru/es 2-. vende-se urna criou-
la de 30 annos, de figura mediana, perla engmnma-
dcira, costureira c eo/.iiihcira.
Vende-se superior feijao mulalinlio, em saccas
grandes, a 18000, superior arroz do .Maranlwo e do
ul a 28000, a 18900 a arroba, e a 70 rs. a libra : na
na rua Direita u. 8.
VIDROS PARA VIDRACAS.
Vendem-se em caixas, cm casa do Itarthomeu
Francisco do Souza, rua larga do Rosario 11. 36.
Cheguem a pechincba.
Vendem-se saccas com feijao mulalinho, cm per-
feto estado, pelo barato preco de 88000 a sacca : no
largo da alfaudega, armazeni n. 7.
FRASCOS DE VIDRO DE BOCCA LARG V
COM ROLDAS.
Novo or ti ment do tamanho de 1 a
12 libras.
rendem-se na botica de Bartholomtu Francisco
m bauza, rua larga do fosarion. 36, por menor
preco gue m outra qualquer parle. ]
ORLEXS DE L1STHA' DE SEDA.
400 rs. o covado.
\ i'iidcm-sc na rua do Oueimado, loja n. 17, de
Faria j Lopes, para liquidante de conlas.
FAZENDAS PRETAS BARATAS
PARA IIO.MENS i: SENHORAS.
Na rua do Qucimado, loja n. 17. vendem-sc as se-
pililes fazenilas pretas para bomens c senhoras :
corles de casemiras pretas linas a 5500, panno pre-
lo lino, de cores firmes, a :l, '< c 55OOO, e muilo lino,
le prova de limao, a 6 c "jiOOO o covado, sarja prela
liespanhola verdadeira, gros.lenapolc prelo liso, se-
tim prelo de Macao, setim prelo hivrado,1 velludo
prelo portuguez do mellior. chamalote adamascado,
alpakas de lustre linas, ludo por proco muilo cm
conla.
CORTES DE ALPAKA BE
ALGODAO'ESCOGESA
A TRES MIL E DIZEMOS:
na loja da rua do Qucimado 11. 17, ao p da bo-
tica.
TARLATAXA ESCOCEZA
A C.SoOO rs. o corte
\ endem-se na rua do Qucimado, loja n, 17, ao p
da botica, os modernos corles do vestidos dclarlala-
na de sedaescoceza, com 8 ||3 varas cada um, de
padroes novos c lidas cores, a 6J.1O0.
DEPOSITO DO CHOCOLATE IIVGIE-
NICO DA FABRICA COLOXIAL.
Este chocolate, o nico preparado com
substancias puras, nutritivas e higini-
cas: vende-se em casa de L. Lecomto Fe-
ron & C: rua da Cruz n. 20.
Precos:
Extra-fino. '. S00 a iib.
Superiqr.. 640 >.
Fino.....500
-- Vende-sc sal a rclalho, isto hc.dealqucirc pa-
ra cima, a 19120, medida velha, muilo nroprio para
o consumo desla cidade jior ser de grSa fina e muilo
alvo : quem precisar, appareca no armasen de cou-
ros salgados, na rua Imperial n. 31, que achara sem
pro e a Inda hora com quem Iralar.
Em casa de Tiinin MousenA Vinas-
sa, prara do Corpo Santo n. 13, ha para
vender :
Vendem-se chapeos de sol de a-
i godSo com barras
H Raetas de cores, de superior qua-
S lidade. '
Metas cras de algodao para ho-
*T^ iiiem.
Ditas de dito brancas
53 nhora.
para so-
por
Camisas de mcia de algodao pa-
ra Itomem.
Luvas de seda preta e de cores,
para bomem e senhora.
Mcias ditas para senhor.
Lindas de algodao cm novcllos.
Ricos c rendas de algodao.
Fitas de algodao branco, de seda
de cores sortldas, c de laa ditas.
Tratiras de algodao c de seda, pa-
va enfeites.
Em casa de Eduardo II. Hyatt,
^ rua do Trapiche Novo n. 18. "
COliROS DE LISTIIE.
Vcndem-sc de superior qualidade che-
gados agora, da marca castello:' em casa
de Eduardo II. Hyatt, rua do Trapiche
Novo n. 18.
(, PAR senioras.
Lhesoii a loja de miudezas da rua do Collern.
1. um grande sortimenlo de toques prclos a OOrs.,
ditos do cores a 610 rs., 1f, ?, :$ B (3 reM ,.
nm novo jogo que os Rnsuoi jogara quando oslan cm
dcscanen a l-IRK) e 15300 rs., ludo islo se vende
barato pam acabar.
Cheguem depressa ao n. 39 da
rua ro Rosario larga.
Vende-se uma grandcfporrao de feijao
mulatinho novo, em*(Irpicircs ou
junto, aflianea-sc a boa'rpiahdadc.
FARINHA DE MAN/HOCA.
Vende-se saccas grandes com muito su-
perior farinha de mandioca por prero
commodo : no arma/.mn n. 10 do becco
do Azeite de Peixe; ou a tratar com Anto-
nio de Almeida Gomes&C, na ra do
Trapiche Novon. 10, segundo andar.
Vende-se uma das melhores lojas de
loura da rua Nova: a tratar na rua do
Cabuga', loja de miudezas de i portas.
Xa ruado Trapichen. 10, escriptorio
de'Biandera Rrandis&C, veude-se |)or
prcros razoaveis.
Lonas, a imitarao das du Russia, de
muito boa qualidade.
Papel para imprimir, formato grande c
pecpieno.
Papel de cores em cai sai sortidas, mui-
to proprio para forrar chapeds.
Papel almaro e de peso, branco c azul,
de boas ejualidades.
Grasa para arreios de carro.
Candelabros de 0 luzca de lcilio ele-
gante.
Tapetes finos.
Alvaiadc de zinco minio superior ao al-
vaiade commum. com o compelenlc scc-
cante.
Vcndcm-se 2 capados grandes e muilo gordos,
proprios para rancho de navios: na rua da Cruz do
Recito n. 50.
Vende-se a toja de calcado, na rua Direita n.
18: a tratar na mesma loja.
Vendem-se 2 carros muilo fortes, de prelos
carregarem fazendas, por preco commodo ; na rua
I>0va, toja n. 67.
Vcnde-sc uma morada de casa terrea de bons
commodos, com quintal de aores fructferas, na
rua to Bumfim, na cidade de Olinda ; quem a pre-
tender, procure a sua proprielaria. na mesma cida-
de de Olinda, lado esquerdo de S. l'edro Novo, casa
ii. 4.
No atorro da l!o-Vsla n. 33,
vende-se um carro novo cm
i-jdL> branco, com qualro assentos o
de novo modelo.
- Vcnde-sc una nesrinlia do idsde 8 anuos,
com principio de costura : quem precisar dirija-se
a rua da Cruz n. i2 segundo andar.
_ '' A'ITENCVO.
Na loja da Estrella da rua do Qucimado n. 7 ven-
dem-se >s seguinies fazendas para liquidar, cortos de
casemiras de cores para calcas a 45500, cortos de
hrim de lindo de cores para calca a 15800, chapeos
de massa franeczes muito modernos a 65000, pili-
los de alpaca mesclada minio modernos a 6NMXI.
madapolao muilo fino a :5S00 o 15000, o oulras
nimias fazendas que os frcEuczcs, vendo o* precos,
nao dcuarao de compiar.
UQCIDACAO.
Corles de cassas franeczas bonitos padrcs com 7
e 1j2 varas a. 35600 o corte, manteletes prctos e de
cores, muito modernos a 105 rs.. romeiras de Bl do
linho buriladas dos melhores gestos qoe lem apare-
cido a 3**8O0,.mcas de lio da Escocia muilo linas
para senhoras a 600rs. o par, lencos de eaesa bran-
cos com barra de cor a 1 S c 180 rs., c oulros inul-
tos ohjeclos que se vendem para liquidar conlas por
precos commodos : na rua do Qucimado n. 7 loia
da estrella.
-l DE SEDA DE CORES.
vende-se barese de seda de cores, proprio. para
veslidos de senhora a 700 rs. o covado, indiana de
seda de quadros largos a 750 o covado, luvas de sedo
bordadas, cor de palha, brancas c pretas a 13280 :
na rua do Queimado, loja n. 40.
Luvas de pellica pretas
proprias para senhorase meninas, por sercm de mao
pequea, a 210 a duzia de pares.
. CRIMEA.
Cliesou pelo ultimo vapor da Europa uma fazenda
inte trmeme nova, goslo cscossez, toda de sed.,, de-
nominada Crimea, pelo commodo preco de l.-sOOO rs.
o covado : na loja da rua do Qucimado n. tl.
SEDA ESCOSSEZA A 1,100 0
COVADO,
v ende-se na loja da roa do Qucimado n. 40, sedas
escossezas, padrees novos, a 15100 rs. o covado.
HE WI1TO BARATO.
Nos qualro cantos da rua do Queimado n. 20, ven-
dem-sc pecas de algodao e de madapolao, de boa qua-
lidade, com pequeo loque do avaria, por preco
muilo commodo ; aprdvcilem a occasto que eslo
no rcslo, .
Vendem-sc as excellentes uvas de
llamaraca' : na rua do Queimado n. 59.
Alftauem.
Chegot nova porc.lo desea econmica fazenda pre-
ta, com 0 palmos de largura, a 000 rs. o covado. pro-
pria para veslidos, manlilhas, Iragcs de clrigos e
religiosos, e oulras niuilas obras : na rua do Quei-
mado n. 21, loja de J. I'. Cesar.
CASEMIRAS BARATAS.
A 39300, corles de casemiras de core, e a 65300
casemira prela lina : na rua do Queimado n. 21.
A _AK\.AK

.'>. .i.MMAJAjti,
Itiscados franeczes largos a 180 rs. o covado, corles
de veslidos t)e cassa com barra a 15600, cobertores
de algodao de cores muilo cncorpados e grandes a
l;0O0, c cassas franeczas finas o lias a :!20 o cova-
do : na rua do Qucimado, loja n. 21, de J. 1'. Cesar.
Saba'o.
Vende-se sabao fabricado no Rio de
Janeiro, o mais superior ipie ha no mer-
cado, cm porroes e a vontade dos com-
pradores: 110 largo da Assemblc'a n. 12,
arma/.em de Machado & Pinheii o.
Farinha de mandioca-
Vende-sc BUperioi farinha de mandioca
por prero commodo, para fechar contas :
no largo da Assemble'a n. 12, armazem de
Machado i Pinheiro.
Cera em velas.
Vende-se cera era velas cm caixas sor-
tidas de 50 c 100 lib. cada uma, ebegadas
intimamente de Lisboa, por prero barato
para fechar contas : no largo da Assitn-
biea n. 12, armazem de Machado^ Pi-
nheiro.
Vende-se muito bom lcile : na rua ircila n.
I2I>, primero andar.
CORTES DE ALPACA ES-
COSSEZA A 3,000 0 CORTE,
na toja da ruado Qucimado n. 10.
TARLATAHA ESCOSSEZA.
A ende-se corles de tarlatana escosseza a tijiOO rs.
o corte : na loja da rua do Qucimado n. 10.
FAZENDAS PRETAS.
\cnde-sc panno prelo muilo lino a 4NI00*rs. o
covado, corles de casemira prela setim a 55300 o
corle, setim prelo marao a 25800 o covado. lbeos
de sclim prelo a 15600 : na loja da rua do Qucima-
do n. 40.
SETIM PRETO LAVRiDO.
Vende-se sedm prelo lavrado, goslo moderno, gros
de aples prelo o mellior possivel, setim prelo ma-
cao lizo, sarja prela verdadeira hespanhola, velludo
prelo, alpaca prela muilo fina, lodas estas fazendas
sao proprias para veslidos do senhora. e vendem-se
por barato preco e dAo-sc amostras com penhores:
na loja da rua do Queimado n. 40.
Farinha de mandioca.
Vndente saccas grandes com farinha :
no armazem de Jos Joaquim Pcreira de
Mello no caes daallaudega, e para por-
rees a tratar com Manoel Alvcs Guerra
Jnior, na rua do Trapiche n. 14.
FIMO EM FOLHA. ^
Na rua do Amorim n. 5!) argvem de
Manoel dos SaniosP'nto,. harilo supe-
rior fumo cm folha para -fazer charutos.
Vcndem-sc apparelhos do porcelana dourados,
parajanlar, por preco commodo : eni casa deTasso
limaos.
' Sarja preta a 2,s()00 rs.
Vende-so sarja hespanhola muilo superior a 2,>000
rs. o covado, merino setim a 25000 rs., pannos pre-
los je 3*500, 45000 e 5J0O0 rs., e casemira prela,
lazcnda boa : ua rua do Qucimado u. 38, em frente
do becco da Congregarlo.
Chitas francezas largas a 180 rs. o covado.
Na rua do Crespo n. 3,vendem-se chitas franeczas
largas de varios padroes pelo barato preco de 180 rs.
o covi.do. Tambem se vende lencos de rambruia de
linlio pelo baralissimo preco de 4)000 Sdalia: vcn-
de-sc por este preco para acabar um icslo que an-
da existo.
A-S PESSOAS QUE PADECE* DE FRIALDADE
NOS PE'S.
Na rua do Cabuga, loja de mindezas n. 4, ven-
dem-sc mcias de lila de carnero muilo superiores e
por preco baralissimo para acabar, proprias para
quem padece fraldadc na eslacao do invern.
FRESCAES OVAS DO SERTAQ.
Vendem-se muilo frescaes ovas do scriao : na rua
do Qucimado, loja n. 14.
Pannos e casemiras pretas.
Pannos e casemiras pretas de lodas as qualidades,
por prero commodo : na loja de Bezcrra & Moreira,
rua do Qucimado n. 46.
llcnry GibiOB, rua da Cadeia do Recife 11. 60,
lem para vender os seguinles arltgos, os mais supe-
riores que vein para esto mercado e por muilo bara-
to preco, para lechamcnlo de cotilas": linlia em no-
vcllos de todos os sorlimcnlos, dita em carretel bran-
ca, dila cm dito surtida de cores, dila cm dito pre-
la, dila cm dito cor de chumbo, lilas de lila sorlidas,
ditas de coz para sapalciro, lanipeocs para carro e ca-
briole!.
Vendem-sc echlas de Lisboa despencadas a 15
rs. e I5OO0 enlo ; dilas em molhos, a 15600 rs.,
sendo de 1000 para cima.e dahi para baixo, a 25OOO
rs. ; chocolate de Lisboa muilo superior, a 2-3U00
rs. a lata de i libras e 3\ ; a elle que esla no resto :
na rua do Qucimado n. 11.
15 Vende-sc sarja prela hespanhola da mellior 2
qualidade, por precorasoavel: naruadoQuei- @
?-i nudo loja do sobrado amarcllo n. 20, de Jos ffi}
Moreira Lopes.
>f...-J,...,1t|| 99m f|(|J0t<>j
FAKELO MLTTO NOVO.
Vcndem-sc saceos muito grandes com
farello chegado ltimamente: na rua/Jo
Ametimn. i8.
Vcnde-sc superior chocolate fianccz
do mellior que tem apparecido no mei-
cado, e por prero muito commodo: na
rua da Cruz n. 2G, priinciro andar.
Vendem-sc relogios de ouro, patente
inglez, dilosde prata horizontal, dilos di-
tos domadose soleados, todos do mellior
goslo possivel c por prero baratissimo :
na rua da Cruz n. 26, primero andar.
NOVAS ALPACAS DE SEDA
A 50 O rs. o covado.
V endem-sc na loja do Faria & Lopes, rua do
Qucimado n. 17, as modernas alpacas de seda, de uo-
vos e lindos desenhos, pelo mdico prero de 300 rs.
cada covado.
Vende-sc farinha de mandioca mui-
to superior a 5$5O0 rs. a sacca, no ai-
mazeip ele Luiz Antonio Annes Jacome, e
no de Sou Joaquin Pcreira de Mello no
caes da alfaudega, e em porcao no escrip-
torio de Aranagacjjryan, na rua do Tra-
piche Novon. (i segundo andar.
CAL YIRGEH.
ijs nova que lia no mercado, a preco commodo ;
rua do Trapiche 11. 13, armaifui de bastos Ir-
a mi
na
inaos.
Mil T i! nnn
@E?S@*-.:
9 III A DO CRESPO N. 12. (J
Vendc-st nesla loja superior damasco de i*
seda decores, sendo branco, encarnado, rxo, #
por preio 1.1/oavel. @
a-fwKg@s:
Na livraria da rua do Coilegio n. 8.
vende-se urna escolhida collecrao das mais
brilbantes pe^as de msica para piano,
asquaes sao as melhores que se podem a-
cliar para fazer um rico prsenle.
FARINHA DE MANDIOCA.
Saccas com superior farinha de mandioca : no
aranero dae Tasso Irmos.
) POTASSA BRASILEIRA.
^J Vende-se superior polassa, fa-
^ bricada no Rio de Janeiro, che-
tgada recentemente, recommcii-
da-se aos senhores de engenhos os
seus bons cireitos ja' experimen-
J fados: na rua da Cruzn. 20, ar-
W mazem de L. Lccontc Feron&
{J| Companhia.
Em casa de J. Keller&C., na rua
da Cruz n. 55 ha para vender cxcel-
lentcs pianos vindos ulinamcnlc de llurn-
burgo.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior faiinha de mandio-
ca, cm saccas que tem um alqueirc, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazens n. 3, 5 e 7 defrontc da escadi-
nba, c no armazem defrontc da porta da
alandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes C, na rua do Trapicbc n. 54,
primeiro andar.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na rua da Cadeia do*Recife n. 30 ha para vender
barris rom cal de Lisboa, recentemente chegada.
Vcnde-sc uma batanea romana rom lodos os
stus pertcnces, cm bom uso e de 2,000 libras : quem
a prelender, dirija-se ;i rua da Cruz, armazem n.4.
Taixas pare engenhos.
Ni* fundicao' de ferro de D. W.
Dowmann, na rua do lrum, pasean-
do o chafariz continua baver um
completo sortimenlo de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, asquaes acham-se a venda, por
prero commodo c com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-sc em carro
sem despeza ao comprador.
CEMENTO ROHAIIO.
\ ende-sc superior cemento em barricas grandes ;
assim como tambem vendem-se as linas : alraz do
Iheatro, armazem de Joaquim Lopes de Almeida.
Agencia de Edwla BKaw.
Na rna de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmn-
os Companhia, acha-sc constantemente bons sorti-
mentos de taixas de ferro coado e balido, tanto ra-
sa romo filudas, moendas incliras todas de ferro pa-
ra animaos, agr, etc., ditas para armar em madei-
ra de lodosos lamanhos e modelososmais moder-
nos, machina horisonlal para vapor com forra de
ravallos, cocos, passadeiras de ferro eslaiihada
para casa de purgar, por menos precio que os de
cobre, esco-vens para navios, ferro da Succia, o-
ll:a- de flaudres ; ludo por barato prero.
-i- No armazem de Victor Lasne, rua
da Cruz, n. 27, vende-se o segrate : pa-
pel pintado para fono de salas, com
mui lindos desenhos ; werraouth em cai-
xas de 12 garrafas ; diversos licores de
mui boa qualidade ; vinbo verdadeiro
Hordeaux em caixas de duzia ; kirch
do mellior autor; agua de flor de laran-
ja ; cognac verdadeiro ; absinth, choco-
late muito superior'qualidade; champa-
gne : o que tudo se vende muito em
conta, em relaeao a' boa qualidade.
Wa rua do Visarlo n. 19, primeiro andar, ven-
de-se fardo novo, chegado de Lisboa pela barca Gra-
lidao.
Vcnde-sc encllenle (aboado de pinho, recen-
temente ehecado da America : na rui de Apollo
trapiche do Eerrcia, a enlcnder-sc com o adminis
rador do mesmo.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invenrao' do Dr. Eduar-
do Stolle cm Bcrlin, emprqgado as co-
lonias iiglecat e boUandczas, com gran-
de vanigei para o melhoramento do
asnear, acha-sc a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de emprc-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz. n. 4.
Vende-se uma rics mobilia de jaca
randa', com consolos e mesa de tampo de
marmorc branco, a dinheiro ou a prazo,
confrmese ajustar : a tratar na rua do
Collegio n 25, taberna.
Devoto Clnistao.
Sabio a luz a 2.' edcao do livrinho denominado-
Devoto Chrislio.mais correcto e acresccnlado: vnde-
se unicamcnle na livraria n. 6 e 8 da praja da In-
dependencia a 610 rs. cada cxcmplar.
PUBLICAgAO' RELIGIOSA.
Sabio luz o novo Mcz de alaria, adoptado pelos
reverendissimos padres capuebinhos de N. S. da Pe-
nha desla cidade, augmentado com a novena da Se-
nhora da Conceicao, e da noticia histrica da ine-
dalha milagrosa, e deN. S. do Bom Consclbo : ven-
de-se nicamente na livraria u. 6 e 8 da praca da
independencia, a 15000.
Moinhos de vento
'ombombasdercpuxopara regar horlas e baiva,
decapim, na fundicao de D. W. Bowman : na rua
do lrum us. 6,8e10.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao c flauta, como
scjain, quadrilbas, valsas, redowas, scho-
tickcs, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Vcndem-sc ricos c modernos pianos, rccenlc-
mcule chegados, do excellcnlcs vnzes, e presos com-
modos em casa de N. O. Bieber <\ Companhia, rna
da Cruz n. 4.
Vendem-se lonas da Russia por prero
commodo, c de superior qualidade: no
armazem. de N. O. Bichero; C rua da
Cruzn. 4.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Scnzala nova n. 42.
Nestc estabelecimento continua a ba-
ver um completo sortimento de moen-
das c mcias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferio batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vende-sc om cabriole! com cobcrla o os com-
petentes arreios para um cavallo, lodo quasi novo :
para ver, no atorro da Boa-Vista, armazem do Sr.
Miguel Scgciro, e para Iralar no Recife rua do Trapi-
che 11.11, primeiro andar.
d
por
Vende-se untrelogio de prala, suisso, lioriaon-
lal.com trencelln e chave de ouro, por preco com-
modo : quem prelender, dirija-se a esta typogra-
Champagne.
Vende-se no escriptorio de Machado &
Pinheiro, largo da Assemble'a n. 12, mui-
to superior champagne, e por mais ba-
rato prero do que cm outra qualquer
parle.
. Na rua do Cabug, loja de miudezas 11. de
Castro & Irmao, receben ltimamente do Torio pe-
la barca Flor da Maia, um lindo srlimenio de ba-
hadn de linho bordado e liso, largo c estrello,os
quaes estilo se vendendo por baralissimo preco para
se dar a conta de venda.
Vcndem-sc em casa de S. P. Jolms-
ton & C, na rua de Scnzala Nova n. 42.
Scllins inglezes.
Relogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montara.
Candieiros e casticacs bronzeados.
Chumbo em lencol, barra e municito.
Farello de Lisboa.
Lonas inglezas.
Po de sapateiroedevela,
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa n. 97.
BALSAMO H0M0GENI0 SYM-
PATHICO.
lavoravelmenle acolhido em todas as provincias
o iui|ieno, e Uo Beral como devidameme apreciado
suas a.lmiravei] virtudes.
MOLESTIAS CURA VEIS
POR MEIO DESTE P0RTEM0SO BALSAMO.
FEKIDAS E TODO O GENERO, anda
sejam com accracoes de caruc.e queja esliveaiem'iio
estado de chagas chronicas, espoujosas e pulridu'.
Loso depois da applicaco cessam as dores.
ULCEBAS E CANCHOS.VENREOS, escorbu-
to, sarnas, erysipelas, moleilin culaueas ou perpe-
tuas, e scirrhos, conhecidos pelo falso nome de iti-
do nos pedos, rhcumalismo, diclezc de lodas as qua-
/-.i n,.,,.C*SOM 8 rra1eiJ "" arliculares.
OtfclMADURAb, qualquer que teja a cansa e o
objecto que as produzio.
O MESMO BALSAMO se (em apPlcado com a
maior vanlagcm as molestias seguinles : porm ad-
verle-sc que s se deve recorrer a elle om casos ex-
tremos, na falla absoluta ou impossivel de sfe obter
a assistencia de um facultativo.
IISI L'LAS, em qualquer parte do corpo.
LOMBRIUAS, nao exceptuando a tenia 00 soli-
taria.
MORDEDURAS de qualquer especie, inda que
sejam as mais.venenosas.
DORES clicas ou de barriga, debilidede do esto-
mago, obstruccao das glndulas, 00 enlranhas, e ir-
regMlandade ou falla da menslrocao ; e sobreludo.
inllainniacoe do finado e do baco.
AF1;ECC0'ES du peito, degeneradas em principio
de plitisica ele. Veude-se na rua larga do Rosario
u. de.
Vendem-se escravas, sendo | crioolas mocea
comalgumas habilidades, e de naf de meia
idade, ptima quitandeira: na rua de Horlas, n. 60 ,
Vendem-se saccas com gomma de
muito lx>a qualidade, a 8J00O rs. cada
uma : na rua da Cadcia do Recife, loja
de miudezas n. 5.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora em Santo
Amaro, c tambera no DEPOSITO na
rua do Brum logo na entrada, e defron
te do Arsenal de Marraba ha' sempre
um glande sortimento de taiebas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
existcm quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. O
presos sao' os mais commodos.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao" de C. Starr. & C. em
Santo Amaro acha-se para vender ara:
dos d"! ferro de -err< qualidade.
Vcndcm-se na loja de 4 portas da rua do Quei-
mado n. 10, de Manoel Jos Lcile, as legitimes fa-
zendas : selim preto de Macio para vestido de se-
nhora, o covado 5100, dito muito superior a 33000,
sarja de seda preto larga a 28000, dita muilo iupe-
nora-^JaOO, srosdenapole preto para vestido a 2J
rs., los prelos bordados de seda a IttjOOO, mantas
prelas bordadas a l&OOO, e oulras fazendas, ledo
por preco muilo commodo.
Gros de Naples a 1#000 rs. ocovadoi
Na rua do Crespo n. veudem-se ricas tedas fur-
ta-cores, lisas c de quadros, lindos goslo, com om
pequeo loque de mofo que. pouco se condece, pelo
barato preco do 1 o covado. Assim como se ada
na mesma loja um lindo e variado sortimento de se-
das que se vendem muilo barato.
Vendem-se saccas com farinha de mandioca
muilo boa e nova : ne Forte do Mato, armazem de
Joao Alves Guerre.
Deposito de vinbo de cham- <&
pagne Chateau-Ay, primera qua-
lidade, de propnedade do conde
de Marcuil, ruada Cruz do Re-
cile n. 20: este vinbo, o mellior
de toda a Champagne, vende-se
a 56'000 rs. cada caixa, acha-sc
nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N. O
R.As caixas sao marcadas a lo- (^
8goConde de Marcuile os 10- M
lulos das garrafas sao azucs. A
Potassa.
No enligo deposito da rna da Cadcia Velha. es-
criptorio n. 12, vende-sc muilo superior potassa da
Russia, americana c do Rio de Janeiro, a precos ba-
ratos que he paxa fechar conlas.
Na rua do Vig ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior anella para forro de sellins che-
gada receuicoieulc da America.
"CEMEXTO Romo BRANCO.
Vende-se cemento romano branco, chegado agora,
de superior qualidade, muilo superior ao do consu-
mo, cm barricas e as linas : alraz do Iheatro, arma-
zem de laboas de pinho.
Vendem-sc no armazem n. CO, da rua da Ca-
deia do Recito, de llenry liihson, os mais superio-
res relogios fabricados cm Inglaterra, por precos
mdicos.
A 480 rs. avara.
Na loja de (uimares V lletiriqucs, rua do Cres-
po n. 5, vendem-se cassas franeczas muito finas, che-
gadas ullimamente, de goslos delicados, pelo barato
prero de 180 rs. a vara : assim como tem um com-
pleto sortimento de fazendas linas, ludo por preco
muilo commodo.
FAZENDAS PROPRIAS PARA A OLA
RESMA.
9 Corles de sarja prela lavrada, gros de apo- 9
*C les preto superior, selim prelo Maco, sarja *JP
prela hespanhola de exrcllente qualidade, tu- O
3 do para vestidos de senhora, luvas de pellica %
* prela de Jouvin para senhora, ditas de relrox, 0
0 dilas de sedemelas de seda de peso larabem 9
@ para senbort por precos muilo razoaveis: na 9
loja de Bezcrra & Moreira, roa do Queimado 9
Vcndc-se farelo de Lisboa, em barricas, che-
gado ltimamente : na rua do Amorim n. 48, nna-
zem de Paula & Santos.
a VESTIDOS deseiuTa^Soo. *2
Ha na loja de Mauoel Ferreira de Sm, na (a)
35 rua da Cadea-Velha n. 17, veslidos de seda
os os mais modefnos a 22J000 cada nm : ha V
1 tambem gros de aples de flores a *O09 rs. *0
o covado, meia casemira de laa pura por
9 3S.it)0 rs. o corle de calca, e entras fazendas 9
V muito baratas. ||
CEMENTO ROMANO.
^ ende-sc superior cemento em barricas e a rela-
Iho, no armazem da rua da Cadeia de Santo Anto-
nio de maleriaes por preco mais cm conta.
CAL DE LISBOA A 4*000 RS.
Vendem-se barris com cal de Lisboa, chegado nu
ultimo navio a 15000 por cada uma : na rua do Tra-
piche n. 16, segundo indar.
OLEO DE LIMI AC
em barris e bolijoes: no armazem de fasto liru
Champagne da snporlor marca Cometa: no frua-
zem do Tasso lrmaos.
ESCRAVOS FGIDOS.
No da fi de fevereiro, pelas 7 horas da noite,
ftuio uma muala na companhia de uro prelo, am-
bos pertencentes a Sra. 1). Mara Carolina de Albu-
querque Bloem. com os signaes segoinles : de idade
O annos, poufo mais ou menos, alta, moli magra,
c muilo docnlc, com ralla de denles, cabellos bas-
tante brancos, o com orzlas de ooro as orelhas.
chale azul com fios de teda: qaem a pegar, leve-a 1
rua larga do Rosario n. 22, qoe ser recompajesado
generosamente.
-- Desapparccen honlem (26), pelas 9 horas da
noite, da casa de sua seadiora D. Mara Cartlina de
AIbuqiicrqoe Bloem, o cscravo Luiz, cojos tiannus
silo os seguinles: crioulo, de idade de 40 auno* pou-
co mais ou menos, altura e grossura regulares, des-
dentado na frente e com uma crande empingem,
que Ihc cobre (oda a parle superior do rosto, corno-
cando no beifo superior al a testa, e louuiid-lbo
ambas as faces. Levoii camisa de-madapoblo fino a
caifa de cor. Roga-se as autoridades policiaes e aos
captlAcs de campo de o apprclienderem c levarem-
no a casa de sua senhora no Hospicio: promelleu-
do-se por csse servico urna generosa recompensa.
Desapparecen a 22 do maio de 1851, o prelo
Manoel, de nacao Cassange, de idade 40 a50 annos.
pouco mais ou menos, conhecido por Mazanza por
se fingir limito mole, altura regalar, falla mansa, o
quando (alia da musirs de riso, quando anda incli-
na-se para dianle, lera as cosrellas 1 ou 2 marcas
de feridas, e abaixo de um dos joelhos nmcaroeu:
roga-se a (odas as autoridades policiaes, capiUesdu
campo, ou alstima pessoa qoc o lenha a seu servid,
cm titulo de forro, queira avisar a Mainel da Silva.
Amorim, morador em Olinda, ou annunciar por es-
la folha paracr procurado, quesera generosamente
recompensado.
CEM MIL RES DE GRAHFICACAO'.
Desapparecen no dia 6 dedexembro do anno pr-
jimo passado, Benedicta, de 14 annos de idade, ves-
ga, cor aeaboclada ; levou um vestido de chita com
Ostras cor de rosa c de cato, e oulro tambem de chi-
ta branco com palmas, nm lenco.amarcllo no pesco-
Co ja desbolado: quem a apprehender conduza-a A
Apipucos, no Oiteiro, em rasa de Joo Leile de Aie-
vedo, 011 no Recito, na pra^a do Corpo Santo n. 17,
que recebera a gralificajao cima.
PERN TYP. DE M. F, DE FARIA. 1855.
/
iiEniuri


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