Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00897


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Full Text
NniUP AAAI. II. vJ
mu AAAI
a-*
Por 8 meae diantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
WnWWnWW w Wl_ llinliyw a#*> wvwa

Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
DIARIO DE PERNAMBUCO
fc.VCARRKGADOS DA Sl'I.St.KIPCA'O-
y Rerife, o proprelario H. F. le Farin ; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Joo Perira Martin* ; Rabia, o Sr. I).
^ lio., .ad ; Maeei, o Sr. Joaqoim Remani de Men-
r doea ; Parahiha, o Sr. Gcrva/io Viclor da Nativi-
dad* ; Natal, o Sr.Joaquin. Iii.ko Percira Jnior;
Araraly, o Sr. Antonio de Lemos Braga; Ccar., Sr.
'Victoriano Angosto Borge<: MaranhSo, o Sr. Joa-
qun! Marques Rodrigues ; Pianliy. o Sr. Domneos
11 err ulano Ackiles Pessoa Cearenro ; Para, oSr. Jus-
tino J. Ramos ; Amazonas o Sr. Jcrouymoda Cusa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 28 1/2 c 28 1/1 d. por 15.
Pars, 310 rs. por 1 f.
Lisboa, 95 a 98 por 100.
TUo.de Janeiro, 2 1 i por 0/0 de rebate.
Arcoes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia do Bebcribe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconlo de leliras de 8 a 10 por 0/0.
METAES.
Ouro.Onc.as hespanholas* .
Modas de 63400 vclhas.
do GiJlOO novas.
del00f>. .
Prala.Palacous brasileiros. .
Pesos columnarios, .
mexicanos. .
29000
1G5000
1GJ000
05*000
1940
19040
158G0
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, todos os lias.
Caruar, llonio e Garanliuns nos dias 1 el3.
Villa-liella, lioa-Yisla, Ex cOuricury, a 13 c 2S.
Goianna c Paralaba, segundas o sexlas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
PRKAMAR DF. 1IOJK.
Primeiras 4 horas e 30 minutos da tarde.
Segunda as A horas e 54 minutos da manhaa.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas o quintas-feiras.
Relajo, tcrtjas-feiras o sabbados.
Fazcnda, torras e sextas-feiras s 10 horas.
Jubo do orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1* vara do civel, segundas o sextas ao mciodia.
2' vara do civol, quartas c sabbados ao meio dia.
EPll I :.M CRIDES.
Marco 3 La chcia as 8 horas, 22 minutos e
40 segundos da tardo.
* ll Quarto minguante aos 11 minutos e
37 segundos da tarde.
* 18 La nova as 2 horas, 25 minutos a
31 segundos da manhaa.
25 Quarto cresecnte aos 5 minutos e
37 segundos da manhaa.
DAS da semana.
2G Segunda. ( Estaco de S. Pedro ad Vincula.)
27 Ter$a. (Eslecao a S. Anastacio)S. Antigono.
28 Quarta. (Tmporas) Estacaode S. Mara M.)
1 Quinta. (Estorbo a S. Lourencoin pane nema)
2 Sexta. (Estaco aos 12 Apostlos) S. Jovino.
3 Sabbado. (F.slacoaS. Pedro) S. Herneterio.
i Domingo. 2." da Quaresm (Estaco a S. Ma-
ra cm Dominica) S. Cassimiro ; S. Lucio p.
\

I
">
*
I
paute orricuL.
GOMIUNDO DAS ARMAS.
Qmartal a eaando, ** araaaa a Poraaaa-
k.e. a* cleade de Recite, w 2 ,o
deltM.
ORDEM DO DIA N. 223. L
Para as toromissAes que, de ronforroidade coro os
artigos 28 e 29 do regnlamenlo de 31 de marro de
1851, devem examinar os senderes odiciacs das dif-
ferente armas atcapitaes, eos argentse radetes
nesU provincia ; o coronel coaamandante das armas
interino netneia :
Pata a commisslo de exame dos offieiaes os se-
ntaras i
Tmale coronelJos Hara Ildefonso Jacomo da
Veiga Fcssoa.
llygino Jos Coellio.
Manoel Rolemberg do Alenla.
Tara a coanmUsao de exame dos radetes e sargentos:
irtilharia.
lenle coronel.Hygiao Jos Coellio.
CapitnTristao Pi dos Sanios.
DiloTiburcio Hylario da Silva lavares.
7atal(irifl.
CapitnLeopoldo Augusto Ferrcra.
TenenleFrancisco llenrqiio de Noronha.
DitoJoaqun] Jos de Sooza.
. Infamara.
Tenente coronelManoel Rolemberg de Atmeida.
MajarJoSo Nepeanurcun da Silva Porlella.
HiloJoaqun Rodrigues Coelho Kelly.
O Sr. coronel graduado Trajano Cesar Burlama-
que presidir aos eiames, e regular os Iraballiosdas
rcreridas commissdes por forma, que estrjam ron.
rluidos no corrente me. Ao mesmo Sr. roronel
enviarao coni urgencia os Srs. commandaules dos
carpos e eempaohias fias.relaces nominaes dos in-
dividuos, que pretenderen! ser examinados.
.umman.bnlMia armas interi-
no, que liuntem foi desligado do halalhao 9. de in-
fantaria, ao qual eslava addido, o Sr. alferes do
meio hatalhlo da Parahiba Henrique Jos Borgcs
Soydo, qoe no vapor procedente do sal lem de se-
guir para aquella provincia ; e passoua fazer visitas
sanitarias as companhias fixas de eavallaria, e de ar-
titiees, eSr. 2. cirurgiao lferes do eorpo le saude,
addido ao 10. balalhAo de infantaria l)r. Fortnalo
Augusto da Silva, continuando todava a exerrer
suas foneces nesle bablhao. .
Manoel Muniz Tarares.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudante de
ordens encarregado do detallie.
PERNAMBlC(j^
ASwKWWTJA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL.
Sesaao' ordinaria ena2 4o nr;o de 1833.
Presidencia do Sr. Oarneiro da Cnha.
Ao meio da feila a chamada, acham-se presente'
2t cultores depulados.
O Sr. Presidente abre a sesso.
0 Sr. 2." Secretario 10 a acia da sesso anterior
qaeheapprovadn.
OSr. 1." Secretario menciona o segunde
EXPEDIENTE.
1 in ofiicio do secretario da provincia do Amazo-
nias, remetiendo dous ejemplares das leis promul-
gadas no amio corrente.A archivar.
Outro do Exm. Sr. Francisco Xavier Paes Brre-
lo, remetiendo um oflicio ao Exm. Sr. Visconde de
Albuqocrque.Intcirada.
Outro do mesmo Exm. Sr., participando nao lhc
ser poisivel. comparecer no corrente anno s scsses
desta asemldea.Inteirada.
Fina represenlac.lo da cmara municipal da villa
da Roa-Vista, pediudo a mo desmemhrarAo das
illias que aclnalmenlefazem parle do sen patrimonio,
para a cajnira de Cabreb, segundo esta deseja.A'
commitsilo de negocios de cmaras.
Oatro damesava cmara, pediudo a n3o Iransfe,
" **'' ^" V'"a '**ra a P3"3?01" o Joazeiro.
A* mean commissio.
L'm oflicio do Exm. Sr. Francisco Xavier Pars
Karrelo, remetiendo ai cuntas e saldo qoe em sen
poder tinha, das Uesneas de expediente desta as-
scmbla, na qoalidade de l.o secretario que entilo
era.A' cetamitsAo de polica
L'm requerimento do Arsenio Augusto Celestino
da Cosa Pimenlel, pralicanle de iacliygraplio, pe-
ilmdo para ser admilldo a pralicar no recinto desta
assembla.A' eomtnissao de polica.
ORDEM DO DA. t.,,
. EWfao de commifsoes.
Con idos os diversos escrutinios, firam asconinus-
ses constituidas pela manera seguinte :
ComUluicao e poderes.
AgniarBaptislaClemeutino.
Fazcnda e orramento.
Barros BrreloJos PodroManoel Juaquim.
Cuntas e desptzas protinciaes.
HoscosoBriloSouza Braga.
Commercio, agricultura etc.
Mello RegSilvino Augusto de Olivoira.
0 CAPITAO PLOEVEN.
Far E. Oaadta.
PKIMEIRA PAUTE.
I
A quinta maldita.
Entre Rrest o Landernoau, c na extremidad" de
un l"}-f|ue, que oceupa a margein direla do Elorn.
Iiivia nos primeiros aliaos deslc senil" uniaca/.iidia
acompanliada de um jardim rodeado ile sebes uvas.
Ao primeiro lance de ollios era fcil a 'pialquercer-
lili..ir-se de que desdo muito lempo a habitadlo cs-
rava deserta, eu Jardim abandonado. Entregue is
injurias das eslieres, a face exterior do edificio li-
iilia-sc arruinado inteiramentr, c as fachadas oflcre
ri.im fendas profundas. (Joanlo ao jardim. Hilo res-
l.iva mai> sombra ilclle; plantas parasylas liaviain
invadido as porgues outi'ora cultivada, e o resto
tomara-se para os ratos dos arredores urna especio
.Ir onlrinciiciramenlo, donde desalavam as persc-
guic/icSj e xerciam sobre os campos vmnlios rapi-
nas, que Ocavara impunes ; nao porqae osseimpos-
sivcl penctrar-se nesse lugar ; mas purque um ter-
ror supersticioso protegia-o mctlior do que as sebes
(anlra as vialaces.
Qual era a ctaa desee terror'! Ei-la. No meio do
cercado, o a sombra de algomts nespereiras avjeta-
va-sa de fura um mooticulo oblougu, de forma des-
Igual, e que rulo asscinelliava-so a um accidente na-
lural do tericno. Os joius quo csleudiaio-se por lo-
do o jardim tinUam pirado na liase desse monlirili
romo no limite da vegelajAn, c no rima apena* vi.i-
e musgo o ligninas parietal ias rastairaf edulinha-
d. Parcela mu lugar ferido de inaldicAo c de cslc-
rilnlade. Ah o habitantes do lugar inosIravaq^Bi
algum susto dous podaros do madeira mal d
.los e mal ajn-i.iiim. que li-uravaiii urna rru
forme e jo meio cabida. Depuis acresceotavam cm
voz baixa, econiu se temessem ser Aividos por tcs-
lemanhas invisivin, que esse campo abandujiadu,
Incali aelvwem cli.imava-se a quinta maldita.
Se despertada a ruriosdade, alguem pedia expli-
rares asis extensas, aaaWrses variavain inOoila-
incnle. Todos sabcn que tfeamponrz hretao lie rre-
dulo, e tem a maiiinacao activa como o corafo ;
er de boa vonlade no jobrenalural, e nao defende-
/ledaccil.i de leis.
EpaminondasSilvinoMello Regtf.
I nslrucciio publica.
Varcj.loApriglo Clemcntino.
Fslalistica.
BragaPinto de CamposCarneiro da Cunha.
Jnstica civil e crimin al.
Cosa ComesMciraSouza Carvalho.
Negocios ecclesiasticos.
VarejaoMarralPinto de Campos.
Exame de posturas.
OlivoiraMeiraS Pereira.
tiendas municipaes.
TheodoroLaccrdaA. de Oliveira.
Saude publica.
Si PeroiraBriloSouza Carvalho.
Peticiicf.
Siqueira Ignacio LeiloLuir Filippe.
Ijegitlarao.
Oliveira MacielBrandaoQuinlino.
(Meando*.
Barros BrreloTheodoroAugusto Leao.
forra policial.
AguiarAprigioOlivciraMaciel.
Nao bavendo mais nada a Iratar-se,
O Sr. Presidente designa para orderri do dia :
posturas de cmaras, la discussao dos prujeclos n.
:10 de 1852, 3 de 1851 e levanta a sessao as 2 horas
da larde.
COMMISSAO DE HYCIENE PUBLICA.
Relatorio do estado sanitario da provincia de
Fernambnco durante o anno de 1854, apre-
aentado ao Exm. preaideate da anima da pro-
vincia.
Illm: e b'.cm. Sr. Em cumprimenlo do que V.
Exc. me ordenara em oflicio datado do 20 do mez
lindo, passo a expor a V. Exc. o estado sanitario des-
la provincia, indicando as causas da inslubridade,
que se nolam, e as medidas guc convem adoptar,
para que cessem ; o sinto nao fazer mais do que re-
petir o que tantas vetea diese cm scus reblnos o
extinclo consclho gcral de salubridade publica, o
o que expuz no principio desle anno, c lem dilo dc-
pois a commissao do bygienc publica. Devo lodavia
nao omillir que a falla de delegados da commissao
me obriga a tratar quaii exclusivamente do que lio
relativo a esla ridade, moi ponco dizendo do resto
da provincia; porque dolle nao lenlio communiearOes
vITiciaes.
O eslado sanitario desta provinria be satisfactorio,
principalmente o do municipio da capital. Alguna
casos espordicos de Tehre amarella ainda foram ob-
servados nos primeiros mezes do corrente anno ; mas
felizmente se nao lem repelido, c Dos permita que
esse flagello dcsapparera para semprc.
A suceessSo de cstaces, determinando variTTs-|J*^:,r e Vi,"jaJ'fi'rrn aTm de ser muito onero-
na atmosphera, faz com que, na passagem do urna
a oulra, se dcsciivolvam sempre algumas epidemias,
mas lao poucu impurlanles, quo nao augmeola'm
de ordinario o <|uaaaS* mortuario, c nao sao mais do
que aquillo que se observa em toda a parlo ; loda-
'Via, cumprc nelarqne, se nos ltimos anuos a dysen-
leria vinha alfligir a populado, logo que ia acaban-
do o invern, votando a morte algumas vidas, nem
islo mesmo se lem dado. Neslcs dous ltimos mezes
lee ha manifcslado a varila, de sorleque grande lem
tido a airiucucia na reparlirao da vacciua, o que
sempre se observa quando reina casa aOecfSa ; e,
se algum caso fatal tem havido, ala ho conhecido.
Por pedidos de semenlcs sabe-s que cm alguns mu-
niripiosda provincia lavra com maior ou menor in-
tensidado essa affecro, fazendo vctimas entro acom-
mcltidos ; o be de lastimar que nesses municipio?,
como cm lodos os da provincia, nao existam facul-
tativos, que ruidem da inoculadlo do fluido preser-
vativo e do Iralamento dos atacados pela varila c
oulras adecenes, achando-se em abandono a popula-
cao, que se v forcada a recorrer a charlalaes. No
municipio do Cabo, baixo, hmido e pantanoso, tem-
se desenvolvido entre os prelos de alguna engenhos
de assucar nao s a dyscnleria, senao as febres inter-
mitentes, frequentcs all ; mas nem isto excita a
admira.;.!., nem be dnravel.
Sabendo-se que o cholera-morbos, reapparecen-
do epidmicamente na Europa, se ia approiimando
do Brasil, cuidou logo a commissao de hygienc pu-
blica de indicar as cansas de inslubridade que con-
viria remover, para que, se essa terrivel IMt(f*
viesse a penetrar nesta provincia, nao fossem muitos
e graves os seos golpes; de sorle quo, quando a al-
irnrao publica eirigia para esseobjeclo, em con-
sequencia da noliria de ter-se ella manifestado na
illi.i Mauriria, que se acha quas na mesma laliludc
da capital do imperio, e a academia imperial de me-
dicina se reuna para tratar de medidas preventivas,
esws causas j haviam sido esludadas, e de promplo
foram presentadas a V. Exc. as medidas preventi-
vas, que convinha adoptar. Se o mal, que se teme
nao viera desenvolvcr-se nesta provincia, dever-se-
ha dar gracas ao Todo Poderoso por ter preservado
a popularn desse flagello; mas convir confessar qnc
o medo que ineule nos nimos, concorrer para qoe
se removam corlas causas de inslubridade, qoe pa-
recem permanentes, c irremoviveis. Diverjo tem
sido os trahalhos aprcsenlados a V. Exc. o ;i cmara
so, das historias, em que tomam parte os espiritos.
Uns diziam que em nuiles determinadas o montcu-
lo esrlarcra-sc com urna mullida., de f.^ns, que
de cerla distancia ouvia-sc recitar as nraroes de fi-
nados, (luiros asseveravam, quo paseando junto da
sebe, alia nuile iinham visto um phanlasma enrollo
em urna mortalha pawar no cercado al ao romper
d'alva, Oulrns emlim declaravam que essa habilarao
apparentcinonle deserta povoava-sc de lempos em
lempos, que ah hrilhavam lur.es, e que d'abi aa-
hiain rumores estrauhos. Oiian.lo alguem insislia,
ou pareca duvi.lar, aflirmavam pela salvaran de sua
alma que nada iuvenlavam, e que linham sido les-
tcmuulias disso. Eis-aqui os diversos roiumcnlarios,
entre os quae linlia-sc de eseollier.
Porcm havia outro, muito mais preciso, c que ti-
nha as menores circunstancias um carcter de ver-
da le. Somonte esse rominentario nao se franqueava
a lodos, e e era oblido for^a de Instancias ; por-
quanto acbava-se encerrado no seio de urna familia
dominada pelo temor, o lerrivelmente aincaradu em
ronsequeiiria de algumas iudiscricoes.
Instada vivamente, essa boa gente referia o se-
guinle:
lima nnilc, cm que o filho primognito voltava de
Brest, c remontara o Elorn aju.la.lo da mar, vio a
pnuca distancia nina chalupa, que esforrava-so por
e\red-lo. Despertado seu orgulho de marinbeiro,
0 mancebo lomon a peiln manter sua vantagem ;
mas a chalupa era condolida por dous homena vigo-
rosos, que nao poupavam os punhos. Em urna ma-
nobra hbil approxiinarain-se dellocomo para ahal-
roar, o qncrendo puni-lo de ter Iravado a lula cau-
araM me-paqaenas avariae; depois afTastaram-se
toda a pressa, como se lemessem ser sorprendidos.
Essas cireumslaucias impresaionaram o espirito do
maurebo, o qual nio obstante a rapidez da mano-
bra e a cscuii.lao da noite julg.ira entrever na po-
pa rarler mais suspeilo. ln.luzido. Unta pela curiosi.la-
de, como pela colera, tomn um partido decisivo:
ahrio a vea, tornmi a pegar dos remos, o deu ousa-
dameulc rara aus que acabavain de inallrala-lo.
Oueria a lodo o cusi ter urna eiplicacJto cun cllcs,
i OU ao menos cerlificar-se do dcslino que lrvavam.
I Se a carien., live-sc sidnlonga, scus csfoi.;..-. scriam
nenhiima .luvi la niaHogrados ; porqu n chalu-
' pa nao Minenle ronservava sua vantagem, mas an-
da augmenl.iva-a a rada instante. Apenas o rapaz
.na manterse em alcance do observar-lhe os
mnvimoiiln*. Como ultima conlratempo, um denso
nevociro acabava decahir, o apeaos deixava via-
LUuin iionsiinle de atguus Des. So restava o ouvido
I par., uiar-se nessa perscgui.;."io.
Ii'izinente a chalupa mu.lernu a carreira; era
I evidente que chegava ao seu (im; rapaz sabia nem
municipal.In Recifr, e he provavclque de sua adop-
rao se conseguirn, bous resultados ; por quanlo
nao he pussivel quo, so desapparecercm essas cansas
de inslubridade indicadas, nao melhorc o eslado si-
nitario desla cidada ; polo menos ganhara a civili-
sajoo, pois que cessar.to alguns velhos hbitos, que
revelam a ignorancia dos nossos maiores, e denunci-
ara o atraso em que ainda se acha a popularlo.
Apenas Iratoo a commissao do presentar medidas
preventivas contra o cholera, podio que fosseorgani-
sado um lazareto, para que nelle lizessem qnarento-
naos passagoros procedentes de pnrtos infectados ou
suspeilos; mas nao havendo casa mais commoda cm
siiuar.io mais vanlajosa do qnc essa da ilha do Pina,
que outr'ora servio para enfermara de alguns indi-
viduos accommellidos no ancoradouro pela febre a-
inarclla, indicou-ae nello lem sido recebidos aquel-
los que'.o acham comprehendidos as disposires
do artigo 1. deasai medidas, adoptadas pela commis-
sao em vrtude do artigo 15 do rcgulamedlo n. 828
de 29 de selembro de 1851, c approvadas por V.
Exc. Essa casa, compre confcssa-lo, nao he vasta :
compoe-se de duas salas o quatro quarlos bem dis-
poslos o ventilados por jancllas, e oulros quartos se
eslao conslruindo para torna-la mais commoda.. A
agua dessa ilha n.lo ho agradavcl ao paladar, anda
que possa ser bebida, e poior do que essa se beba por
vezes a bordo durante viagons ; mas, levada a dos
chafarizes desta chinde, que serve para o consumo
dossens habitantes, (ira o lazareto prvido da que
be bastante para as suas necessidades, sondo a da
ilha applicada a banhos, e oulros usos domsticos. O
servico^nedicu do lazareto ncha-se confiado a um
doiilor em medicina, c no eslabelecimenlo ha enfer-
meiros e serventes, e ludo quanlo he preciso para
que no soffram aqueltes quo sao cuhmcltidos ;i qua-
rcnlena. Alguns se queixam contra esse lazareto ;
mas, se considerar-sc quo nao existe melbor casa em
lugar mais apropriado, o qoe quasi de improviso le-
ve o governo provincial de organisar eeee eslabele-
cimenlo, reronheccr-se-ha que ha exageracao da
parle daqnelles que maldizem do lazareto; Unto mais
que um eslabelecimenlo desta nalnreza no he
urna hospedara provida de todos os commodos e pas-
satempos.
He na ilha do Pina, que se construir o lazareto
de observadlo, cuja primeira podra foi sentada no
dia 2 do correnlc ; e essa casa, que esta servindo ac-
tualmente, augmentada c disposta convenientemen-
te, ser o lazareto permanente ou enfermara. A
comm lonas. indcou a ilha do Santo Aleixo, e a careara
municipal do Rccife a de Ilamaraci ; mas esta, to-
da habitada, nao pode servir para o fim desojado, e
aquella, situada a 15 leguas do distancia sul do por-
to, exporia o governo e maiores despezas d cons-
Iruccrlo, provavelmentc o servido se nao faria lao
so o cnlrelcnimenlo decstaboleciiiienlos semelban-
tcs, c por islo ceden a comuajato da seu proposito,
lano mais que na ilha do Piaae nos lugares por ella
indicados ficaramosscseslahelecimenlos bem situados
o dcbaixo do suas vistas, o das do governo.
No lazareto provisorio da ilha do Tinaja (em cn-
Irado bastantes passageiros, procedentes do porlos
infectados ou suspeilos, da Europa, o que os obriga
quarcnlenadc rigor, ou do observarlo ; e felizmen-
te ningucm lem nelle adoecido.
A execurao das medidas preventivas lem dado lu-
gar a desintclgcncias enlrc a commissao de bygiene
publica.* a proredora de saode do porto. tEsla,
sempre disposla a furtar-se ao cumprimenlo de al-
gumas de suas obrigarOes, tem deixado do cumprir
pontualmentc o rcgulamento n. 268 de 29 de selem-
bro de 1851 ; de sorle que repetidas representarles
lem sido dirigidas i V. Exc. que, procurando harmo-
nisar as duas repartires, conslanlemenle lia dado
razao commissao. O arbitrio do impor e suspender
quarentenas era urna arma de que outr'ora serviam-
e as provednrias de saude dos porlos, e permitlia
abusos: o artigo 14 do regulamenlo supracitado pz
limites a esse arbitrio, c nao era possivel que algont
desses, que se viran prejudicados, recebessem de
bom grado as disposicoas desse artigo. A commissao
nao duvida da probidade do provedor da saude do
porto; mas reconhece que.se fosse mais enrgico,
nao haveria receio de que seus subalternos abuzas-
sem. O chele dessa repartirlo nella nao faz gran-
de assistencia, de sorle qno os seus empregados en-
conlram faclidade de illudi-Io, lano mais que o de-
creto n. 2f8 cncarrega os secretarios das provedo-
rias da visita aos navios, que chegain aos porlos ; o
que nao parece muito regular, por quanlo, nao sen-
do mdicos ou cirurgies esses funecinnarios, n,1o po-
dem apreciar devidamcnlc as circumstancias, cm
que se achara os navios, e applicar conveniente e
prnmptamcnle as medidas sanitarias, que os casos
pedem.
Desde muilo se falla dos soflrimenlos dos presos
da radeia desta ridade : por vezes pedio o extinclo
conselho gcral de salubridade publica a sua remocho
para edificio apropriado, e isto moirao fez a com-
missao em sou primeiro relatorio annual. So ainda
nao se pode realisar a remorao, a sorle desses infe-
lizcs, que bem Irislc era outr'ora, morrendo al do
fome, (cm mclliorado, e felizmente nao tardar mui-
lo que elles passem para o raio da casa de detencao,
osen oflicio, c nao poda engaarse nisso. A cole-
ra linha-sc applarado ncllc ; mas a curiosidade per-
sislia. Resolvru levar avante seu intento ; mas para
nao ser percebido. passou o ponto da praa, onde ia
encalnar a myslcriosa chalupa, e ganliou um saissal,
cojos ramos debru^ados sobre as aguas oirereciam-
llie om abrigo ntnral. l'oi dabi que assislio aos pri-
meiros incidentes de um espectculo espantoso.
Apenas a chalupa encalhou, os dous homens que
a conduziam sallaram sobre a praa. Cm era alto e
esvello, o outro bailo e membrudo ; ambos linham
vestuarios de marinheiros inleiramcnle iguaes. A
escundao nao permillia disliogair-lbea as feic.6es.
lendo amarrado a lancha pela proa e pela popa*, a-
fastaram-sc alguna passos, como se temessem ser ou-
vido, e depois approxmaram-se do saissal, cm que
eslava o mancebo.
l'.Ml.io .'... disse o homem eorpnlcnlo.
Espera um instante, responden o esvello. V
se nada move-se nos arredores,
Nao lia perigo. Estamos em paiz do lobos. A-
penas o sol pe-se, lodos rccolheu-se aos covis.
Vai ver sempre I
O hornero niemlirudo!apjtloii-sc alguna segundo.
Duranlc essa ausencia, o conipaubeiru licou pensali-
vo. lendo os olhos filos na lanrha, e ?mao apoiada
sobre um tronco de arvorc: pareca nm objeclo ina-
nimado.
Nada, disolutamente nada, disse o membru-
do vollando da explorara...
Pois bem, entilo carrega !
A a estas paiavras o homem saltn na chalupa as-
sim como um animal cnsiuado obedece voz do
dono.
Aqu cslou devo soltar as cordas?
Nao; carrega I
E amordaza?
' Acaba com Uso. Oiiando digo-(c qoe carre-
gues tal qual. carrega I
Dito c foilo! responden o hrcules.
E snbio a praa levando nos braros urna mullier
veslida de cara branca: era o objerlo que mance-
ho enlrevira no fundo da chalupa. Posto que forte-
mente ligada, ella lulaxa nos mAos de quein a con-
du/.ia. e consegiiin.lo lirar o lenco, que coinpriinia-
Ihc a bocra. exrlamou :
-'"Acudani-me! acodam-me.'
Silencio 1 do contrario sulloco-a, disse o alhlc-
ta que a continha.
Acud.im-mo! conlinnava ella a gritar. Quem
he Vmr.'.' que quer de mim "f para onde me leva ?
Silencio disse lambem o homem esvello, do
contrario est morta, senhora !
E em apoo da ameara moslrava-lhe o cano de
urna pistola.
que se est conslruindo. Com a remoran lor-se-ha
de ver dcsapparecer de ama das mclhoreae cenlraes
ras desla ridade esse foco do infocrao c de immora-
lidade, e ser realisado um dos desejos da commissjo
e do todos aquelles que se esforram pelo melhora-
menlo c progresso desta provincia.
Collocados os presos na casa de detengo em salas
o quartos esparoso, bem ventilados, eert eslado sa-
nitario ser salisfalorio ; e subdivididos segundo o
syslema adoptado, nem se lornar.lo peinres do que
cntram em ronsequencia da agglnmerarao, comosuc-
cede na eadeia, nem Iravarto enlrc elles rixas, do
que resullam sempre fcrimeutoscmorlcs ; alera de
que, n.losendo permittido no mesmo edificio a esta-
da dessas mulliercs, qne se encontram na mesma
eadeia e suacircuinviziiilianra, nao ser fcil a inlro-
ducrn.i do bebidas espirituosas, que deterioran) a
saude dos presos, o concorrem para essas rixas, nem
a|.lc instrumentos que, destinados a curios Irahalho--,
sao depois convenidos cm armas perignsas, com que
cllcs se fercra c 6e matam.
Os orphaos que exislera no anlgo hospicio de San-
la Thereza de Olinda, e as orphas que ainda se
acham noscgun.lo andar do um dos sobrados da ra
da Aurora, continuara a ser bem tratados ; mas lo-
dos ainda ostao sujaitos aos raesmos inconvenientes,
que lem sido apuntados e sao inliercnlce localida-
de daquellc edificio, c a pequenhez desle. Trala-sc
agora do dcssecamenlo do pantano do Olinda, o ca-
nalisarodo Bebcribe: concluido ceso Irahalho, que
deve ser empreheudido por urna companhia j orga-
nisada, dcsappareceri a principal causa da inslu-
bridade do Collcgio de orphaos ; mas cora islo nao
mclhorara a condr,ao das ornhaas, e por osle motivo
eumpre cuidar-te de remove-las para edificio bem
situado, c quo tenha as accomodares precisas ; ex-
cepto sesequer que a provincia (eolia umrecolhimcn-
lo de orphaas, que de collcgio s oQerece a denomi-
ua(lo.
O extinclo conselho de salubridade publica, em
um dos seus ltimos reblnos, propoz a introducrao
dos cxcrccioe gymuaslicoe no collcgio de orpbaof, e
a commissao de bygiene publica, rcconbeccndo as
vanlagcns desses exerccios, repeli cm seu relatorio
annual o mesmo que dissera aqaelle conselho; mas,
nao se lendo cuidado ainda do realisar essa medid
lao recommendada pela hygicne, e que tantas van-
lagens sanitarias procurara aos orphaos, a commis-
sao nao dcixa do insistir no quo dissera, c espera
que ser altendida, por quanto ella so inloraasa pelo
bem de urna porro da sociedade, que deve merecer
a allenrao de todos.
Os expostos ainda se acharo no primeiro andar
loja do sobrado da ruad'Aurora, cm que permane-
cen) desde muito : o os solTrimculos, que resullam da
situarao do cdilieio, conlinuam a manifeslar-se, fa-
zendo entre ellej numerosas victimas, nao obslanle
o que se lem dilo a esle respeilo. A falta do recursos
do eslabelecimenlo, e a a .fluencia de cxposlos fazein
com que a adminstracao dos eslabclecimonUis de
candado ainda confie grande numero de meninos a
amas externas ; de sorle que conlinuam a repetir-se
os abusos, a que esse ano syslema d lugar. A com-
missao de hygienc pdica j expoz lodos os incon-
venientes, .pie procc.>am do acanhamcnlo e mi si
(liarlodo edificio, eos males a que ficavara sujei-
los aquelles meninos qne crain confiados a essa*
amas externas ; e por islo deixa do repetir o quo
disse era sea relatorio animal, limitaudo-se a insis-
tir agora, como outr'ora, pela remorao dos exposlos
desse edificio para oulro, que oflercca as precisas
condices, que a hygicne exige em eslabclecimenlos
semelhanlcs ; devendo s liavcr no centro desta ci-
dade urna roda, que sirva para a recepfSo dos me-
ninos. No corrente anuo a commissao proecdou a
cerlas inveslgacocs, c dolas resullou que os cxpos-
los linham sido confiados a pessoas dcsconhecidas,
nao sabendo-se boje onde exislera, de modo que po-
de-so suppor que algans passaram do estado do libcr-
dade ao de capliveiro. Se nao he lao fcil boje da-
rem-se abusos desta ordem, lodavia o mo syslema
seguidojdesde muito, de confiar meninos a amas ex-
ternas, quasi sempre do m vida, permitlir ainda
grandes "abusos, que devem ser prevenidos ; c por
isto a commissao he de opiniao que se augmente n
rendimento da casa dos exposlos, quer por meio de
mpostos, quer de quolas votadas pela asscmbla
provincial, ou que baja mais difiletildadc na admis-
sao dos meninos. Transferidos os clephanliacos para
o hospital da Misericordia do Olinda, que se acha
em completo abandono, e quasi a desmoronar-se, o
hospicio de N. S. da Conccicao dos Lazaros poder;
servir para urna excellcnle casa de exposlos : c
com islo nao ee gastara muito, entretanto que gran-
des seriam as vanlagens, que rosullariam dessa
transferencia.
O grande hospital do Caridadc, e hospicio de N.
S. da Conccrao dos Lazaros ainda sjo dirisidos pe-
la mesma adniinistracao, que funeconava no prin-
cipio do corrciito anno. O acanhamento do edificio,
om que se acha aquello hospital, c aexiguidade das
rendas dos estabelccimentos de Caridadc nao per-
muten) grandes melhoramenlos, nao obstante os cs-
forene, quo para islo faz essa adminislrarao ; loda-
via alguns 6c nolam, que provam esses esforcos. O
grande hospital de Caridade apenas pode accommo-
dar (0 Icilos, e ningucm deixar de reconhcccr que
Piedadc piedade! acrescenloo ella gelada de
terror, e com voz dolorosa.
Foi esse seu nllimo grilo ; o lenco lornou a ser-
illo posto sobre a bocea, e perlado mais forteracnle
que nunca ; a voz morreii-lhe suffocada.
Jubile o leilor das impresscs da leslemunha des-
sa borrivcl cena. Ora queria descobrir-se e snreor-
rer a victima; mas entre ello eos dous malfcilores
havia grande dcsigualdade, teria sucrumbido, e nao
alcriasalvo: ora quera fugir sem ser percebido,
rorrer aldcr mais viznha, e buscar reforro ; mas
essa aldoia ora situada a urna legua dabi, e ilurantc
o caminbo haveria mais lempo do que era necessa-
rio para exceular o crime. Demais para onde iam
esses bandidos, onde acabaran) sua obra'! quaes
erain seus designios? Talvcz n.lo chegassem al ao
assassinio, lalvez deixassem ao m.-uiceboum momen-
to opportuno para soccorrer essa dcsararada.
Assm pensava elle e inslinclameiilc sem saber o
que fazia, lendo a rabera em fogo e o espirilo cm
desordem, ficou no lugar, e assistio al ao fim a esse
logubrc espectculo sem perder-lbe nenhuma cir-
cumstaucia.
Tendo-sc certificado do silencio de sua victima, os
dous cmplices tomnram alravcz dos campos um
caminbo, que Ibes pareca familiar, c chegaram ex-
tremidade de um bosque, o em face de urna habita-
rlo solada : era a que foi dcscripla no principio des-
la narrarn.
O rapaz segua-os de longo, e roconbcccu perfei-
tamentc os lugares. Essa casa eslava abandonada, e
partenria a um marinbeiro natural da aldeia de Iteu-
r, que a comprara rom o que Ihe locara das pro-
sas, por capricho, por phanlasia, c sem internan de
residir nella. Porcm na havia mais noticias* delle
desde uns quiu/.o mozos; corra os maros, cruza va
as Anlilhas, e mu.lava de domicilio com os venios
e sorte dos combates. Nunra ningucm o vira no lu-
gar, c um da at correr o boato de que abalroan-
do um navio ingle/., recebera um golpe de machado,
que Ihe leu.lera a cabera, e rahira morlo enlrc as
duas eml.arrarocs. Todava romo essa inforinar.lo
nao era ofliriali seus prenles nao linham anda li-
tado cobrir-se de lulo, nem reclamar a posaossao da
casa abandonada. Tal era a siluarjo daquella pro-
prieda.lr.
Pelo andar dos dous malfelores ora visivcl quo
cniiherinm perfeitamentc os lugares. O mal alto ca-
minhava adiaule, o mais baixo cguia-o carrejado
do fardo. Quando chegaram a habitaco, a porta
cedeu logo, e sem que nada indirasse, que a lives-
sem forrado ; lendo entrado fecharam-na com cui-
dado, e oovio-se dislinclamer.te o rumor dos ferro-
Ihos. Alguns minutos depois, o pavimento terreo
wclareceu-se, e alravez das fendas das jautUai foi
esse numero he muilissimo pequeo a vista da pn-
pularao desla cida.le, na qual nao cxislem estabelc-
cimentos semelhanlcs : infelizmente o patrimonio
desse hospital, caquoU volada pela assembla pro-
vincial em cada auno, como auxilio, nao permitiera
qnc se augmente o numero de leilos, mesmo quan-
do o edificio offerecesse commodos para islo. Esle se-
r o cmhararo, que mais so oppor i prosperidade
lesse hospital, quando os leilos se acharen) no edi-
ficio que se esl conslruindo no lugar dos Coelhos,
porquanto osles de nenhuma utilidade servirlo sem
rocos de entrelc-los ; excepto se a assembla pro-
vincial, supprimiu.lo ou rc.lnziudo certas despezas
inuteis, destinaros fundos, quo resultaren) da sup-
pressao Ou reducr.o, para o augmento de leilos c
seu cntrclcnimenlo, porque s por esle modo poder
orrecebido maior numero de enfermos. Fazer mais
do quo tem foito essa administraraocm beneficio desse
hospital nao parece possivel, ou ao menos fcil ; e
n.loherrivcl que nicamente a remorao dos leilos
para edificio eapacoso permita aquillo que s o
augmento das rendas ou as contribui^oes poden)
conseguir.
No hospicio de N. S. da Conceicflo situado cm Santo Amaro, sao rccolhidos os indivi-
duos accommettidos pela olephaiiliass dos Gregoe.
0 edificio se acha aro posi^.li vantajosa, eofi'crecc
accommodarOcs para maior numero de leilos ; mas
infelizmente as rendas dosse estabolecimentn, e a
quota votada pola assembla provincial nao permit-
iera que so augmente esse numero ; todava de lem-
pos a lempos se admilte mais algum iudividuo, o
que ainda em maiores apuros pe a adminislrarao.
Nesse hospicio se tem ensatado todps os'mcios Ihe-
rapeulicos, de que se ha fallado com vantagem ;
masnenhura resultado se tora colhido, nao obstante
todos os cuidados empregados cm sua applicaro.
1 liiinamrntc foi ensaiado o oleo de tartaruga, quer
d'agua doce ou rio, qur d'agna salgada uu mar,
parecendo quo delle sedeviara esperar grandes bene-
ficios ; mas seus resultados nio difJcriam dos que
oulr'ura obteve o extinclo consclho de salubridade
publica cora a applicacao do guano, e anaco' ; de
sorleque ainda permanece o axioma de Houllicr
canfirmata clcpltantiasis non curatur. Esle hos-
picio, estando runfiado aos cuidados da adminislra-
rao dos estabolecimenlos de Caridadc, participa dos
melhoramenlos, que lem tido o grande hospital.
Alm desses dous csUbelccimciilos, existe nao s
o hospicio de N. S. da Soledadc, onde sao recebidos
e tratados os doentes militares, senao a enfermara
da marinha, em que o sao os da armada imperial,
e a dos educandos do arsenal de guerra.
O edificio da Soledade, que n.lo foi construido
para o fim a que esli applicado, nao obstante nio
sor mal situado, n.looffcrecc as coiidircs exgiveis
cm eslabclecimenlos semelhanlcs ; e isto mesmo j
disse a commissao de bygiene publica, c remulleren
o governo imperial, que mandou construir edificio
apropriado ; o que, segundo consta, so est fazendo,
sem que na escoHia do lugar fosse consultada a mes-
ma commissao ; e como melhor do que esta pode
informar acerca dosse hospital o facultativo encarre-
gado doseu serviro clnico, nada mais arcrcsccnla.
A enrermaria de marinha, situada dcnlro do recin-
to do arsenal do mesmo nomc, he convenientemente
disposta, c o sou serviro se faz regularmente, sendo
observados os preceilos recommcnifados pela hygie
no cm laes estabelccimentos. A enfermara dos'c.Iu-
candos do arsenal de guerra, eonlgua ao mesmo
arsenal, nao he muito bcni situada, e nella receben)
s doentes tralamenlo conveniente ; e nada accres-
ccnla a commissao alm do quo j disse era seu re-
latorio anterior, repetindo que a casa desses edu-
candos nao tem as necessarias accommodares, cm
consequcucia de ser acanbado o edificio ; o que com-
pre tomar em consideraran, porquanto, ou se lia de
limitar o numero dos educandos, o quo nao he rasoa-
vel,quandosevc que a populacaoaugmenta, c se nao
limia. o nuircro dos exposlos, ou ser excedido
molida que augmentar o numero dos educandos, e
nesse caso o C9tabelccimcnto ainda menos cornaiodo
se lurna(, viudo isto a influir sobre o seu eslado sa-
nitario.
Cada vez mais so reconhece a ncccssidadc do depo-
silos de mendieidade ; os recursos que ella encoulra
nesta cidade, onde se confunde com a pobreza, fa-
zem com que grande numero de individuos para
aqui afflua ; n3o (emendo afllrmar que muitos po-
deriam deixar de andar s csmolas, no que se cm-
pregam pos espccnlacao. A qualquer hora do dia
ainda se encontram individuos chagados que, senta-
dos as pontcs que reunem os tres bairros, de que
se compoe osla cidade, aturdem os ouvidos dos vian-
dantes com montonas e esludadas lamentantes ;
ainda as portas das igrejas serven) de asylo nocturno
para muilos.
Se a mendieidade s affligisso pelo seu aspecto,
nao paseara islo de um desgosto; mas ella he um
do9 focos da iminoralidade. Recolbidos a depositas
lodosos mendigos, queso encontrassera, e sujeitus a
Irabalhos que comporlasscm as suas forras, muitos
disisliriam da cspcculaco, e no fim de poucos annos
s rcslaria a verdadeira pobreza, que do ordinario
nao he composta desees, que pedem de porta em
porta e cm alias vozes, mas dos quo viven) cm niise-
raveis casas, e que por vezes eslao miados pela fu-
me, e nao pedem, ou se pedem, he tilo occullamen-
le, ou com tanto acanhamento, quo nSo podem dei-
xar de ser distinguidos dos mendigos. J se lem in-
dicado os mcios de conseguir-se o eslabelecimenlo
desses depsitos, e por isto a commiseao deixa de re-
petidos ; lodavia lhc pareco que, cumprindo-se as
posturas rounicipaes, que nao permitiera a estada
de pessoas chagadas as pontcs c lugares pblicos,
c fazendo-se recolbar a abuma albergara esses in-
dividuos que se encontram as portas das igrejas,
procedendo-se nao s a ura exame cm lodos os men-
digos, que era dias delorminados percorrem em ma-
gotes as ras da cidade. senao a investigarles poli-
raes, alim de n Jo ser permittido a muilos este mo-
do de vida, conseguir-se-ha diminuir, mesmo al
cerlo ponto reprimir a mendieidade. Menos recur-
sos naturaes do que o Brasil tem muilos paizes. en-
tretanto ncllcs a mendieidade foi reprimida, e dcs-
appareceu ; ccomo nao seria islo fcil cm um paiz,
onde ainda reslam tantos c ISO facis mcios de vida ?
Em seu relatorio annual Iralou a commissao de
hygicne publica da prostituirlo, e aponlando os
males que dclla resultavam popularlo, pedio quo
se adoptassem medidas que a refrcasssm, sujeilandn
visita medica, o a regubmenlos policiacs aquellas
mulliercs, que a ella se dessem ; mas anda se nao
cuidou desse objeclo, que alias lano influe sobro
sau.lo publica cm couscqucncia das flcccOcs sy-
phililicas, que resullam do coito impuro. A com-
missao reconhece a difficuldade, que soler, de sub-
mellcr as prostitutas a medidas sanitarias e poli-
ciacs, visto que de promplo se n3o deslroem precon-
cetos popularos o hbitos inveterados; mas be pro-
ciso que so d principio ao refreiamento da prosti-
tuirn, nao devendo parecer eslranho o que propie
a commissao, porquanto lodos os paizes cu Usados
lem adoptado regubmenlos severos para esle fim.
Se nao Be possivel conseguirle supprimi-la da so-
ciedade, mesmo porque dar-sc-hia o que se observa
no Eayplo, segundo se l na importante obra do
Clol-Blcy a respeito dessa parto d'A frica, embara-
car-se-ha o seu progresso, o reprimir-se-h.lo os seus
excessos ; e islo he digno da atlencao do governo,
porquanto a prostiluico nao s influe sobre a sao-
de da populacao, senao sobre sua moralidade ; sa-
liendo to'dos qo.lo perigoso he 6 cxemplo, principal-
mente em um paiz, onde o luxo c as despezas nao
estilo cm relamo com as fortunas, e ganhos de
muitos.
Aproveitando-se a commissao dos receios da inva-
sao do cholera -morbos, ainda Iralou e pedio a rons-
trucrao de mercados, cm que se reuniesen) as subs-
lancias alimenticias, afim do que podessem oslar de-
baixo da vigilancia dos agentes municipaes, sendo
fcil seguir os incidentes da scena. Nenhuma jane-
la tinha cortinas, muilasvidracas fallavam, c loda-
via o crime ia executar-se nessa sala sem mais prc-
caucoos nem myslerios. Pareca que esses homens
linham a confianza ccerleza da iinpunidade.
O mancebo espectador do crime nada perdn, c
referindo o que vira expcrimenlava, mesmo muito
lempo depois, eslremerimentos involuntarios. Den-
tro da casa houvc alguma mudanca nos papis; sol-
taran! a victima, liraram-lhc a mordara, c clari-
daile de nina vela, o rosto dclla appareceu cm lodo
o sen esplendor. Tinha urna formosnra nolavcl e
una nnbreza sem igual. Joven, cheia de frescura e
de vida, com um porte de rainlu, e um oll.ar altivo
e ineigo ao mesmo lempo, essa mulhcr teria desar-
mado tigres, e todava seus algozes nao pareciam
enmmovidos: um conten pa va-a com a insensibili-
da.le do bruto, o oulro pareca vista dclla experi-
mentar um augmento de colera. Sua lez morena
animava-se de cores eslranhas, seus olhos lancavam
relmpagos, e cm scus labios vagava um sorrso, que
os demonios leriam invejado. *
De sua parte a mullier examnava os dous homens
com um terror misturado de curiosidade. Procura-
va cm suas lembrancaa cases semblantes sinislros e
n.lo arhava, a julgar-se pela sua physinnomia, se-
nao imprcsOes vagas e confusas. Smenlo bem va
que eslava perdida, lia sua senlenra escripia neisas
duas frontes. JJue devia fazer? Tentn gritar nova-
mciitc ; mas scus algozes riraro, porque sahiam que
ningucm Ihe acudira, e que seus gritos se perde-
ran) no ar. Ento ella resignnu-se, lancou-sc de
joelhos, orou com fervor, elevautou-sc mais serena :
seu sacrificio eslava feilo.
He ni i u ha vida ou meas bens que queris?
disse ella.
O dous ass.issinos (rocaram nm sorriso.
Se he minba vida, arreseentou ella, nao possb
dclcnd-la ; osla em voseas raaos, e Dcos vos perdoc ;
se sao incos bens, cslou prompla para suliscrevcra
ludo o que quizerdee.
Apenas ella acahou citas paiavras, o homem, que
i.irecia ser o rhefe dessa expedirn, tirou um papel
do bolso, fui Inisrar em ura canto una peuna e um
linleiro, dopoz ludo sobre a mes.-, c disse em tora
imperioso :
Asgigne, aenhora.
J i nma vez o lom dessa voz linha felo estreme-
cer u pobre mulhcr; mas essa segunda prova foi
ainda mais rnde ; scnti..-sc desfallecer, c fitou no
interlocutor um olhar atlonilo: pareca procurar a
decifrajan de um enigma terrivel. Esle licou tran-
quillo, c repeli com um accento spero c cheio de
amearas
Assigne, senhora, assigue.
Iso era muilo; ella apenas leve a forc de rece-
lalivos designados peta cmara municipal ; mas he
de suppor que, dcsvancccndo-ec esses receios. n.lo
se cuide mais daquillo, que be 1,1o preciso. Nao ser;i
isto, que desanimar a commissao : ella ir insistiii-
do sempre pela adoprao de tildo quanlo possa con-
correr para o melhorameiito sanitario desta cidade,
e presume que, forra de insislir, conseguir por
fim alguma cousa. Existen), ho verdade, dous mer-
cados denominados ribeiras do pcixe em que
se encontram algumas substancias alimenticias ; mas
ellos niio oflcrccem as necessarias 'accommodacOes,
nem all se renen) lodos que vendem essas subs-
tancias ; de modo que a indicia municipal, que por
si n.lo he mu vigilante, como he publico e notorio,
nao pode exercer sua influencia sobre esses que as
vendem pelas ras desla cidade ; alm deque, Icn-
do-se tolerado a estada de individuos chazados, e de
mulliercs devassas dehaixo das arcadas dessas ribei-
ras, muilas pessoas experimentan) repugnancia de
mandar a esses mercados, em que noite se dao scc-
nas de cecandalosa immoralidade.
Reconbcccndo a commissao qnio defeiliinso era o
syslema de edificarao empregado nesla cidade, mos-
Irou cmara municipal os inconvenientes que del-
le resultan), e indicou como base de reforma as duas
condices de urna boa halii lardo exigidas pela hygie-
nc publicaa fu; solar e a ventilanio. Essa ra-
mara, a.lmitlindo as reflexoes da commissao, pedio-
llie que Ihe aprcsenlasso um plano de edificaco, e
esta o far logo que possa. Se a urna commissao
de hygienc publica nao compele tracar planos, pois
que islo he da atlribuicao de engenheiros archileclos,
pode|todavia indicar o que convem observar na cons-
Irurrlo dos qnarlcir&s, ra, casas, e aposentos ; e
he o qne pretende fazer a desla provincia cm um
Irabalbjp, ciie espera aprcsenlar prximamente. Luz
solar c ventilarlo sao as duas condices essenciaes
para que qualquer habilarao bem siluada s (orno
saudavel: sobre essas condices organisar ella seu
plano, segnindo nislo o que bao di(o aquellos que
melhor (em cscripo acerca da hygienee salubridade
publicas.
porariio e decompoe^ao das materias animaos e ve-
getaes, ncllas cootidas, determinada pela acc.a dos
raios solares. A commissao, reconheeendo quo pre-
judicial he saude publica lado isto, tornou a pedir
que se prohibiese esse mao syslema de alcrramenlo,
e que se rcmediasse o mal, qne delle lem resultado ;
e V. Exc, atten.iendos snas reflexe, mandn que
Ihe fossem indicados os pontos insalubres, para qne
a reparlirao das obras publicas cuidaste de fazer ob-
servar as medidas suggeridas, e isto fez a commissao;
de sorte que, a rcalisarem-se os eos desejos, a ptv
pubrao lera de ver desappSrecer esU causa de in-
slubridade.
O mao habito dedeposiUr em barris osescremeu-
los, c defaze-los conduzir at praia em caberas de
escravw, lom desde muito altrahido a atlencao da-
qnelles qoe r,o inleressam pela prosperidade desla
provincia. Por vezes o extinclo conselho geral de
salubridade publica em seus relatnos, e emeom-
muncarnes ofliciacs dirigidas cmara municipal
do Rerife, lra(ou dessa malcra sem conseguir resal-
lado algum; de sorte que nao ha quem, a qualquer
hora do dia, n.lo tenha sido incommodado pelo mo
chebo, que se exhala desses barris, qOando sao con-
duzi.los das casas para os lagares de despejo. A
commissao, em seu relatorio annual, nao esqueceu-se
de fallar desse mao habito, entretanto nSo lem ido
mais feliz do que esse conselho; lodavia podo er que
os receios da introdcelo do cholcra-morbus facam
conseguir o que razes niiotera podido. A V. Exc.
pedio ella quo se adoplasse o syslema de (atrinas
movis, empregado com grande vantagem cm algu-
mas cidades da Europa, o he provavel qne se con-
siga por esse modo a terminadlo desse mo habito,
que nao s imcommoda, e nos envergonha aos olhos
do estrangeiro, sonar concorro para qoe se augmen-
ten) as kiabatarcs as cxhalaeOes miasmticas. A
pouca elevarao do terreno qoe, cavado a pequea
profondidade. deixa verter agua, nao permitliria a
couslruccao de laurinas permanentes; e quando mes-
mo fosse possivel constrni-las, os inconvenientes e
licrigos que dessas lalrinas resullam em toda a parle,
onde cxislem, muilo maiores seriam aqui; alm de
quo nenhuma vantagem offereceriam, que fizesse
prefer-las as lalrinas movis, boje recunhecidamen-
le melhores, nao s pela bcilidadecomque se trans-
porlam para os depsitos, senao pelo pouco esporo
(|uc oceupam as casas, n2o permittindo nem que se
espalheo mocheiro muito incommodo nai lalrinas
permanentes, e nem que os gases, uocivos vida da-
qnelles que se oceupam de linipa-las. offendam as
pessoas empregadas na remorao doi loneis, que cons-
tituera as lalrinas movis.
A falla de canos de esgoto da lugar a que urna
inspeccionadas pela mesma commissao, ou por facui-' "noPr'lea parto da popular,! desla cidade lance
acha sentada esla cidade, e o mo syslema seguido
por aquelles que alerram as bordas do mar ou rio,
para lerem paca sobre que edifiquen) casas, da lu-
gar a que no centro de cortos quarleires se concen-
tren) as aguas de ebuva, e que, eslagnando, (orncm-
secharcos immundos ; alm deque cm alguns Inga-
res, penetrando as grandes mares, formam estas ala-
gados, qsic com a vasanlc (ransformam-se cm ver-
dadeiros focos de infecr.lo, em consequenria da eva-
,is ras, c quinlaes as aguas do uso domeblieo; do que
resullam lamas, c charcos immundos.
Nao be a prinwira vez, que ae traa de fazer ces-
sar esse mo habito, que muilo concorro para a ins-
lubridade publica: por vezes o extinclo conselho ge-
ral de salubridade publica pedio cmara municipal
do Rccife que ordenaste aos sena fiscaes, que visi-
lasscm es quntacs de lodas as casas, afim de remo-
verem as immundicias, que uelles existiesen), prohi-
bindo que nesses lagares secreassem pofeos, como ee
pralica em muilas casas; mas sempre foram infruc-
tferos oe seus esforcos. Vendo a commissao qoe
nao podia conseguir mclhoramento algum sanitario,
sera que se cuidaste da limpeza dos quintaos, indi-
rou-os como focos de infecrao. e pedio que fossem
visitados duas vezes cm cada mez; roas as cousas
conlinuam do mesmo modo, pelo menos em muilas
ras; de sorlo que a commissao ter de ir insistindo
at que consiga bom resudado, o qnc Ihe pareee dif-
ficil em alguns lugares, vista da negligencia de al-
guns agentes municipaes, entre elles excedendo o da
freguezia de Sanio Antonio, a mais antga e central,
cujas'ruas so acham inmundas, nellas encontrndo-
se frcquenlemente cadveres de animaes, qne :i
vista de todos permanecen) al sua completa decom-
posicao.
Tralando-se de medidas preventivas contra a in-
troducrao do cholcra-morbus, e lendo-sedc indicar
os focos de infeccao, que deviam desapparecer, nao
IKidi.i a commissao de bygiene publica csqaecer-sa'
do maladouro das Ciuco-Ponlas. Ella novamenle
insisti pela remoeao da matanca, desse lagar para
a Cabanga; c V. Exc, reconheeendo, visU de suas
reflexoes, a urgente necessidade dessa remoeao, or-
denou qne se dsse principio a coiulruccao do mala-
douro, cujo plano ja havia sido approvado, c devo
sor edificado no lugar outr'ora indicado pelo extinclo
conselho geral de salubridade, e depois pela mesma
commissao; e dentro cm pouco ser realisado o seu
desojo, e deapparecera' esse foco de infeccao, contra
o qual 'desde muiloi annos se falla. Concluida a
obra projecUda, lera' esla cidade nm edificio vasto,
e disposto de modo que fiquem salisfeitas as suas ne-
A falla do nivebmcnlo do terreno, sobre que se cessidades, porqoanlo a planta e a localidade offere-
"cem todas as vantagens desojareis. Dizer o qoe he
o maladouro das Cinco-PonUs, e IraUr do* incon"
venientes qne delle resullam, seria repetir sem ne-
cessidade o que ja lem sido dilo; epor isto a commis-
sao nada accrescenta ao que acaba de expor.
Urna das causas, que concorrem para a inslubri-
dade publica, he o nao pequeo numero de estriba-
ras de alugucl dispersas pela cidade, e contiguas s
habiUces, nao estando ellas naa eoudicoea exigveis
ber a penna que lhc era eflorecida, crgueu os olhos
ao co, c lomou-o por leslemunha da violencia que
soffria ; nao prncur.ui mais defeuder-se nem resis-
tir, c assignou o papel cm o 1er. Enlo um relm-
pago de alegra sombra brilhou nos olhos do algoz,
c como eo s tiveese ceperado esse momento e esse
arlo para apparecer dehaixo de sua verdadeira /r-
ma, passou um lenro pelo rosto, e fez desapparecer
urna leve mao de sebo, qne servir para desligura-
b. Isso foi para a pobre mullier o nllimo golpe, a
um golpe muilo rude, pois nao eslava para elle pre-
parada.
Ah men Dcos! exclamen ella ; he elle I
Sim, ello! elle! disse o homem.
Tenba piedade de mim, lornou ella rahindo
de joelhos, e estendendo para o hornero roaos sup-
pranles.
Esle, em vez de commover-se, vollou-se para o
seu cmplice, c disse-lhe :
Acaba
Assm seja respondeu cele.
E sallando sobre a vic(ima, enlarou-lhe o peeco-
co com as Daos, c cstrangulou-a em poneos segun-
do e com a rapidez do raio. Ao primeiro aporto, a
infeliz deu um leve grilo, ao segnndo a cabera in-
rlinou-se-lhe obre oe hombros, e seu corpo cabio
sobre o assoalho : eslava mora.
Esh felo, disse o executor.
Pois bem, carrega, disse o companheirn.
O alblcla obedecen e lomou o cadver nos bracos,
omquanto o outro armado de urna lanlerna ia adian-
to allumiando-lbc o caminbo. A noile eslava om-
bra, c passaram junto do rapaz que oseapiava ; se o
livessem visto, eslava perdido ; mas elle escondeu-se
airar de urna mouU e releve a respirarlo para ouvir
melhor a conversarlo, que se Iravara entre os dous
assassinos.
Onde he ? pergunlou o que levava a lanlerna
procurando gniar-sc no meio daslrevas.
-- L'm pouco dircila, respondeu o que conduzia
o cadver, lrra, que escorldAo !
Eis-aqui n sebe ; nao he leste lado.
Altenrau 1 lornou o homem membrudo pa-
rando repentinamente ; parecc-me que ouvi algum
rumor.
lira com efleito o mancebo, o qual no movinicnlo
qnc fizera, tronerara cm urna base de columna e es-
livera prestes a rahir. Jiilguco leilor de scus tran-
ses ; cllejulgou-sc dcscohorlo.
Covarde dsso o homem da lanlerna, leus
ouvidos enuanam-te i Continua a camiubar e dcixa-
le de imagiuacOes. J chegainoa?
Ja ; a cova he alli. l ma bella eova que cu-
lou-me nao ponco Irahalho. Julgue cinco pt de
profuadidade ; que leilo macio Bisla de palavrai;
que fazemos agora ?
Bella perguuta I acaba 1
Carrega, acaba, laes eram a sen has dessa nuile l-
gubre. O executor terminou sua tarefa, eos abo
como. Em vez de descer o cadver com alguma
precaucSo, binou-o na cova sem morUIha nem cai-
xao, em mesmo reparar, se cahia em p ou deilado ;
depois apressoa-sc a robri-lo de Ierra e sepultar ao
mesmo lempo as proras materiaes desse crime. En-
tretanto esee trabalho feilo pressa ficon visivel de
fura por urna desigualdade do terreno, que preoecu-
pava vivamente os habiUnles das aldeas vizinhas.
(Joanlo cruz de madeira, nao foi posta nessa noile ;
pois nenhuiu dos algozes pensou nisso. Appareceu
no cumedo montculo muitos mezes depois, sem que
uinguem soubesso precitamente em que dia fra |>o-
la nem porque maos.
Meia hora antes do romper da aira, os does astas-
sinos abandonaram esse tbealro de lulo e vollaram
para o rio. Transpassado de fro, e apezar das pro-
vas que linham-no assalUdo, a leslemunha do crime
quiz seguir os autores at ao fim. Vio-os tornarem
a entrar na chalupa, abandonarem-se correle c
ganharem a vela a grande cnseada de Bresl; dei-
xou de scgui-los quando perdeu-os inteiramento de
vista.
Eis o qne conlava o mancebo em suas horas de ef-
fusao. De todas as vende* era essa evidentemente
a nica a qoe podia-se dar algum rredilo. Demais
elle s consenta em contar isso a pona segaras o
a ouvidos discretos, e nao goslavade volura essa la-
menlavel assumpto ; pois senta om apertode rora-
co so le pensar nisso. Acrescia qoe na familia ti-
nham-lhe imposto nma lei de myalerio ; oa velhos
assm o queran) ; linham decidido que nao se fizes-
se nenhum rumor para nao despertar a allenrao da
jiislra. A gente do campo profesna de boa voolade
essa especie de prudencia o eegue-lhe as nsprracfcs.
Preferem deixar um erimo impune a tomarem parte
dehaixo de qualquer ululo as pcrseguic,6es que elle
acarrala a pos de i. Imagiuara semprc qne Ibes cns-
lara alguma cousa se trataren) com os empregados
da juslica, c julgam mais prudente abslcrem-se na-
quillo que nao Ibes inleressa dircclamenle.
Assm explica-sc a irapunida.le de um crime lo
horrendo ; eis porque esse crime que oceupava os
entes das rhnupanas, linha podido esrapar at enlao
ao castigo oxeinplar que Ihe reservavam as leis. B"
rumiado apezar da dtsrrirao de que nsra a princi-
pal testeniunUa e do cuidado com quo tinha ufloca-
ilo as musas, de lempos em lempos chegavan a b-
ikilia cartas ameacadorai, que ciitrelinhan em seu
seio um terror indefinivel.
{Continuar-st-ha.)
MUTILADO
ILEGIVEL


cimento. semcUianles; porquanlo nem rtous membros da commissao, (|iic vizitaram sua bo-
tica, senao ileu nina queixa de injuria e calumnia
peranlc o juit municipal membros, fundando-so no que c acha dito no ter-
mo de vizila, que scr\io de bate ao processo, e nao
conlinha scnAo a exposicao das nfrarres.
A commissao nao ienora que Paranhos s procu-
ra murlificar seus mcmlirot, sem duvicli na inteocAo
de colloca-los na posirao de inimigo, ifim .lo innu-
lilisar a necio da mesma commissao ; mas islo seria
absurdo inadmissivel, porquanlo, se nssim nAo fosse,
eolio (oos os infractores procuraran) empregar o
mesmo expediente ; todava lerrivcl e ferlil em es-
cndalos ser o precedente : Jos da Rocha Para-
nlios nao lem diploma, era carta de pharmacia ;
protegido oulr'ora por agentes da cmara munici-
pal, soabe ir illudindo as posturas : o como os ahil-
aos se arraigan fcilmente, cuidouque nnguem mais
Ihe lomara contas. Affeito a falsilicaoi.es o subsl-
luiccs, lornou-se um hornera periguso, e sua botica
mesmo administrada por um ph.-irmacenlco local-
mente habilitado, nAo oflercrcr garanta, porque
elle ha de impor ao administrador descu estabelec-
niento, que se 11A0 quizor ser despe ido, nao deixa-
r do fazer o Ihe for ordenado. A commissao,tratan-
do aqu desta materia,que ja descnvolvcuiemcommu-
nicaces ofliciacs, de que espera decisilo,nao tem por
lim senao mostrar os embaraces com que lulo, por
causa do delTciln do regulamenlo, e dirigir a alien-
es n do gnverno imperial para um ponto mui impor-
tante. Como os boticarios, procedem os chartatAes :
urna denuncia bascada om provas contra um, que
sem titulo Tornera medicamentos, nao leve mclhor
sorle, do que a que dera contra Paranhos; entretan-
to n3o ha quem nao reconheca os males, que proce-
dem desses especuladores da crednlidade publica,
que se inculcara como horaens 'milagrosos, quando
em algumas occasioes nao sao senao assassinos, lan-
o mais perigosos quanlo, captando a confianza, ap-
plicam substancias que, se por vezes fa/.em cessar
soflrimentos, dadas por habis mAos, lambem deter-
minam a inortc administradas por ignorantes.
O cemiterio publico continua a ser conveniente-
racntc administrado. Anda Ihe falta a rapella, que
est conslruindo, e sera de urna bella apparencia.se
pela sua forma archilectural. Em sen recinto ja se
encontrara ricos jazicos ; e lie de recelar que a re-
pugnancia, qoe a principio se linha a esse estabele-
cimento, venha a ser substituida pelo lux dos t-
mulos, turnando-se isto gravoM para algumas fami-
lias ; porquanlo o desejo de imitar be entre nos cau-
sa da ruina de muilas fortunas. As chuvas ahon-
dantes dcsle auno vieram mostrar que tiuha razao
a commissao, quando disse em sen relalorio, que o
terreno do cemiterio era mais baixo do que deveria
ser ; todava antes se faoam as inhumarnos era ter-
reno menos alio, do que convinha querfosse, do que
no recinto das grojas, como oulr'ora se pralicava, e
anda se pratica na cidade de Olinda, e em ludas as
cidades c villas dcsta provincia, tomando-se por es-
te modo a casa de Dos um foco de infeccAo.
Desde milito se reconhecc a necessidade de verifi-
carem-sc as morios : fior vezes so tem mostrado os
perigos a que expe o abandono, em que se deixa
urna questao de medicina legal tao importante, e
que lano influc sobre a sociedade ; mas, nao obstan-
te islo e o que disse a commissao de hygiene publi-
ca em seu relalorio annunl, ainda se nao ettidou de
por termo aos abusos, que podem resultar da faci-
lidaile das inhumarnos ; entretanto esta quesillo
interessa a lodos,porquanlo nnguem ha que nao pos-
sa vir a ser victima dessa facilidade.
Se nos paizes, em que a polica he extremamente
vigilanle,e dispoc de erndose edicazes meios, cri-
mes escapara sua investigacao : se nao obstante a
sna vigilancia, e esses meios, ainda so teme que
se fdi-am inhumares precipitadas, porque vivos po-
dem ser sepultados, por se snpporcm morios, nao he
de admirar que nesta provincia, onde ncm a poli-
ca prima por sua vigilaucia, ncm dispoe de grandes
meios, se deem em crimes, oa imprudencias. Al-
gumas exhumarnos, a que se lia procedido no Cemi-
terio publico, tero mostrado que nao sao infundadas
eIas retosnos. Vendo a commissao, que se nao
Iratava de apptcar remedio efficaz a este mal, o sen-
do informa la que a facilidade e prccipilacao das
nhumares linharn clegado a ponto de screm sepul-
tados, sem allesludos de facultativos, cadveres de
individuos morios, ou que se siippnnha laes, duas e
tres horas depois do seu fallecimcnlo, pedio ao che-
fe de polica que ordenasse s autoridados, que es-
tSo dcbaiio de sua jorisdicejo, que nao permillisscm
sepultar-se cadver algara sera que facultativo at-
istalo a molestia, a que havia succombido ; o pa-
rece que islo se lera observado,ou ao menos ofoi era
principio, vista decommunicacA oflicial que re-
cebeu.
ito para as uurmas, ncm sua lira-
tenientemente eulrelida; abra de que.
das, pastando fechadas a noile, nao silo ven-
A .'omnMtao ja havia indicado essa cans
de insalubridad*, pedindo que se prohihssem esses
Hlecimcntos no cenlro da cidade; mas elles con-
< novos se abriam, sem que nelles se oli-
'aatasn os preceiloshygienicus. Em urna serie
de medidas sanitarias meticn a commissao essa cau-
sa de insaluliridade, e pedio novaioenlc providencias,
alm ilc que fosse embaracddoo mal, que vai fstendo
proeres*, e parece quo dula vez as suas fletos e
instancias serao n;uidas de Uom resultado; por-
quanlo V. Etc. foi o primeiro a dar o etemplo, man-
dando remover de junto do palacio da presidencia
para o lugar da Sanio Amaro a cotia de cavallaria.
Em um .paiz uflcisnlemente vigiado por agentes
municipacs, e era urna cidade percorrda de bous
anos de esgoto, ainda poder-se-hiam lolerar alguns
desse slabclerinienlns no cenlro de hablac,oe*, em
es esparosos e bem ventilados durante odia e
; mas nesta cidade ainda nao eiistem canos de
egolo, e a limpeza he o quo se alio observa nesses
esiahclecimenlos ; nao sendo adrnUsivcis os sunii-
douroi, cunio oulr'ora se pralicava, porqao sao focos
de nleccio nao mean nocivos. Considerando nislo,
'e opiniao a eor,imai3o qne s sa permitlissem
eslribarias de aluguel horda do mar ou rio, lendo
bons canos de esgoto construidos de tal modo que,
mesmo dorante a baixa-mar, fossem lavados pelas
da maro, mas nao podendo admiltir cavallo
Beiio durante o da c algumas horas di noile, sendo
enlao levados para os depsitos situados as extremi-
dades da cidade, afioi de quo nessas estribaras na o
, permanece sem toda a noile; exigindo-se que, mes-
mo assim, os cavallosuao fossem recebidos pela m-
senlo depois do removidos os lixos e escremen-
lessas eslribarias para os lugares de deposito in-
icia mesma commissao; c parece que afinal
> observado, porquanlo V. Exc. tem dado
provas de querer que se observe esta medida, .-lila-
mente reclamada pela hygiene pnblica.
u ultimo relalorio a commissao de hygiene
itou do foroecimenlo das carnes verdes,
Java lugar a queixas fundadas da popularAo, a
i urna companhia, que contratara esse forncer
nto, quasi que siivendia carne magra c de ni;i
dado, epor veres em qoanlidada inferior ao con-
rao, iofringindo por este modo as condi(;oes a que
pessoas houve, que se persuadirn!
ido o monopolio, muito mais soffreria a po-
o, porque o preco da carno se elevara em cun-
do marchantes, sem que melliorassc a
qualidade. Essa porcm n3o era*a opiniao da corn-
al ; e Mmenle os Tactos vieram mostrar que
ella se nao engaa va. Hojo a carne he fuicada
era quanlidade suflicienle, e por preco inferior ao
da companhia, e sua qualidade he excellente ;o que
era raro durante o monopolio, s enconlrando-se um
poneo inelhor do que essa, que era fornerda i po-
pu lardo, por alto preco em arougues particulares,
ou que erara lidos como laes. A' tarde a pobreza
lomprar a mui baixo prego boacarno, o que
nao consegua em qaanlo durou esse coulralo, que
tornou-se urna verdadeira calaniidadc, a qual exci-
lignacaode todos, c da assemblea provin-
ueos fornecedores de carne s euidavm
euriquecer-se, sem se affligircm cora os soflrimeti-
los da popularan.
wia que, augmentando consideravelmente o
patos, em consequencia da prohibicAo
proprielarios de engnhos, e de ontros
Denlos ruraes cuidaran) de tratar melhor
bricas, afim de que nao estivessero sujeit.is
l solTrinieiitos. e a vida desees infelizes fosse
ga, do qoe he ordinariamente ; mas nao he
se observa. AalimeotacAo dos scravos con-
, eo Iratameoto, que se Ibes d, nao lera
orle que se esses propietarios nao
arripiarera earreira, a agricultura muito solrera. e
mcia; proprielarios ha, que, quando osla
w de arque, s escolhem a mais barala.
a por vetes a quo j se acha corrompida;
ra bastante a m alimenlacao, s ijei-
tam seus scravos a Irabalhos, em que esles conso-
men todas as horas do da e de erando parte da noi-
le, mostrando por esle modo que iiAocomprehendoiii
verdadeiros inleresses. Essesinfelizes, mal nu-
-. mal veslidos, e obrigados a Irabalhos quo ex-
torcas, Dio palera viver, por muito lera-
P- '(ide he a morlandade entre os es-
s de engnhos; sem contar que moilos suecum-
beai aos Iwrbaros castigos qoe soffrem.
ta cidade ainda continua o abaso de vender-
se garepa fermentada aos scravos : por mais que se
diga e que se faca, os infractores das postoras mani-
eipaes nao se abstem ; o que faz crer que a vigilan-
cia de alguna fscaes nao he tanta, quanta enmpria
que fosse. Ja a commissao indicou os males que re-
Villara dessa bebida, e omosmo havia feito o extinc-
to consellro geral de salubridade publica : repet los,
seria diiet o que tantas vezes so ha dito, sem conse-
guir-se mais do qae se lom conseguido ; todava s
lo he ohjecto que merece a altcnrSo da cmara mu-
cipal. Quer se considere o escravo como individuo,
qr como propriedade, tanto solTrca hnmanidade,
como aquclle que o postile ; c se se cumprissem
pootuattmole as postnras monicipaes, nao vender-
la garapa fermentada ; mas nesta provincia, co-
mo em lodo o Brasil, innmeros c visiveis sao os
abusos e infraceoes : todos oUrem, e os males que
desses abusoeinfraceos resultara, sao conhecidos
de loilos; entretanto as teis MosaO executadas, por
que as considerares individuaes, empenhos, e pro-
teeges se nppoe a sua exeenao, e nnguem se ani-
ma a diaera verdade por temer crear inimigos ;
undo de admirar que as mesmas autoridaees fa-
vorecam os infractores, dando lugar a quo estes se
ronspreiu contra aquelles, qoe se esforram pela ro-
-o dos abusos. Disto acaba de ser victima a
mesma commissao de hygiene publica, como prova o
que mais adinte dir.
Se o regulamcnto n. 88 de 29 da selembro de
IS.,1 impoe penas capnzes de reprimir os efleilos do
charlatanismo, essos abusos, que por vezes se encon-
trara as boticas, a condescendencia dos juizes om
absolver os infractores inulilisa os esforeds da cora-
ae publica, empregados cm fazer
cumprir as disposicfjes desse regulamenlo ; de sorle
que pode-te aflirmar que, se as commisscs nao fo-
rem encaregadas de punir as infracees, ou proceder,
adminslrativamente, como quando se trata do arl.
66, Dada se conseguir, ou tao insignificantes serao
os resultados, que nao estar em relajAo com esses
esl'orcos. A experiencia te a mostrado, c vai mos-
trando que nao sao as leis oque mais ralla ao Bra-
sil, mas >in quera as etecole ; porquanlo os empe
nhos, e consideracoes pessoacs, como ja disse, con-
trariara, enlorpeccm, at inulilisam a acejio dessas
!ci, que por fim caliera era desus, ou torcidas se
prestara aos abusos.
Em junho do correnle auno tralou a commissao de
dar cxccuro ao art. 8 do regulamenlo n. 82S su-
praritado, e se nao enconlrou lottas as boticas no
estado desejavcl, todava nao julgou dever proceder
conlra ellas ; mas o mesmo nao succodeu com uina
de Jos da Bocha Paranhos, que, alcm das muilas
infracees, nao eslava sufficienlcmente provida,
pelo que mandou-a fechar. Desde muito esse indivi-
duo, que n3o tem diploma nem carta de pharmacia,
de irreaularmente : oulr'ora em lula com o ex-
linclo conselho geral de salubridade publica, e com
aara municipal, c agora com a commissao, nao
querdhar de infringir alicrlamenlc todas as dispo-
si^ocs sanitarias, fazendo consistir lodo o seu tlenlo
em substituir, e falsificar as substancias medicanicn-
l'or vezes multado, mas sempre oppon-
du-se a puiucAo por rneio de quesles judicia-
rias. sua bolira nao lem sido senAo uraa oflcitia
s suhsliluiccs, e falslicacOcs ; entretanto sem-
pre lia encontrado, c continua a encontrar prolec-
tores. Taas o lio niaiiifcslas erao as iiifraccos,
qoe esperava a commissao que nao haveria juz, que
o absotvesse das mullas, em que tinha incorrido ;
mas ella lahorava em erro, porquanlo o delegado de
polica do 1"di>lriclo desta cidade, englobando le-
das as inlraccOes em um s processo, entretanto que
eHVereaserAo as denuncias, que contri Paranhos Ihe
i en aninhadas, c prevalecendo-se de urna fu-
lid.ide, que nHo linha applicacAo ao caso, annullou
o procesio, nao appcllando dessa infundada senlcnra
o promotor publico desta cidade, porque tratou, se-
gundo parece, com punca allenciio esse processo, co-
ran prova sua promocAo, cm que mostrea nBo ler li-
ilo rom rcllexAo o rejolanicnlo. nem desempciiha-
do seu dever, pedindo a nullidade dj processo, por
senao (erem tomado mais tres lestciminhas; de sor-
te que o infractor, animado por ble escan i.dosi
prolecc^o, dS s demiada por perdui e dumuos i
Sea companhia de Beberibe fornece aua sulli-
cienlc s necessidade* dos habitantes dcsla cidade,
nao ozam esles de todas as vaulagens, que podem
resultar desse abaslcciraciUo. Ainda nao existem
aqu cslabelccimentos de banhos ; onlrelanto facis
e vanlajosns seriara, porquanlo a agua he abundan-
te, ea popiilacao nao deixaria le conenrrer a esses
eslahelecinienlos, cora o que muito ganhario asado
publica. Nesla provincia o impulso para melhora-
menlos materaes aponas comer, c deveria ser
maior, se altcnder-so aos resultados satisfactorios,
que se lom conseguido de algumas empresas, como
essa do encanamento das acuas do Prala, a do ban-
co, ele. ; entretanto Icnlo he, porquanlo lodos le-
mem lancar-sc as emprezas, embora depois af-
fluam. quando vem realisados os lucros. O esla-
helccimcnlo de banhos he um desses que reclama a
hygiene publica, e merece ser auxiliado pelo co-
verno, por causa das vantagens, que delle resulta-
rao a populacao, priucipnlmenle nesta provincia, em
que he tao intenso o calor durante o verao ; e he de
esperar que, quando se traa de melhorar o estado
sanitario do paiz, se nao csqiieca islo, que se acaba
de dzcr.
< luirs cnnr.iderariies poderia aprescnlar aqui ;
mas toiiiar-se-hia mais longo este relalorio, e an-
da mais fastidioso, em consequencia da pouca im-
portancia dessas mesmas consideracoes.
Dos guarde V. Exc.
Sala das ses:>es da commissao, 2f> de dezemhro
de IH.Vi.Tiln, e Exm. Sr. conselheiro Jos Bento
da Ciinlia c I'guciredo, presidente da provincia.
r. Joaquim d'Aquino Fonr.cca, presidente da com-
missao.
A commissao remidiere que esses attestados, pas-
sados por qualqucr focullalvo, n3o salisfazem a lu-
do, e queliavendo facilidade em seren obtidos, por
\ezes a Ierra cobrir criracs ; mas ella nao podo fa-
ter cessar o abuso, visto que islo depende de meios,
de que nAo ditpoe, c seus esforjos se limitara a pe-
dir providencias ; o que j tem feilo e pretende ir
fazendo. Ao enverno compele oceupar-se desta
materia, e empregar meios para que baja regular-
dade as inlMimarcs, sendo a vcriiicacAo dos mor-
ios confiada a mdicos especiacs, porquauto s assim
os crimes nao cscapanlo com facilidade punidlo :
e convem rcllectir que essa facilidade, que ha, de
sepullar-se qualquer cadver, sem que sua morle
seja verificada, auima aquellos que se interessam na
cessacao de sua vida ; e isso basta para que se cuide
de dar providencias cfflcazes, afim de que abuso
nao continu. Milito* sao os meios de que se pode
dispor para que alguns se desfaram daquellcs que
contrariara seos desejos, ou se oppoe ou ser\era de
embarazo n rcnlisacjio de seus projeclo; : alguns
boticarios sao pouco escrupulosos em vc.ider subs-
tancias venenosas, e msino quando o nao fossem,
haveria mcio de vencer seu escrpulo. E que sera
de airaa sociedade entregue, por assim dizer, i mer-
c daquelles que quizcrein abusar, se os assassinos
nao lemerem a vigilancia das autoridades, as inves-
tigaees da sciencia, e a aeran da juslica '.'
Bcllectindo a commissao de hyeiene publica nos
incommodos, que aos habitantes desta cidade causa-
vain as paderias situadas em algumas de suas ras,
e em casas pouco dsposlas para ellas, cncarregou a
mu de seus membros deapresentar, de accordo com
um'dos verea lores da cmara municipal do Hccil'e,
um Irahalho relativo remocAo desses eslabelcri-
mentos para as extremidades dos tres bairros; e sendo
appruvadoesselrabalho, eremcllidoamesma cmara,
lem esta de formular posturas accommodadas ao fim
desejado. Nao he a priineira vez, que se Irala aqui
desla materia : j.i em 1811 a sociedade de medicina
dclla oceupou-sc, aprcscnlando um Irahalho que a
cmara municipal rednzio a posturas, que nunca
foram cumpridas exactamente ; desorle que as pa-
derias permanecan) nos mesmos luearcs, sem me-
'.horar seus fornos, como exigiara aquella sociedade
c essas posloras ; cem 18i9, lendo a'assemblca pro-
vincial de approvar a collecfao de posturas aprc-
scnlada pela mesma cmara municipal, discuti esta
materia, Picando adiado at boje um parecer relati-
vo remoco desses estabeleciinentos ; de sorle que
elle se teem tornado muito incommodos para as
pessoas, que habitara as casas, que se achara .cm
sua circumvisinhanca, era consequencia do fumo, do
calor, ele. Se uesses eslabelajimentos fosse possivel
consruir fornos fumvoros, ainda poder-sc-liia to-
lerar alguns era certas ras ; mas elles nem lem
fornos semelhanlcs. ncm o mo sy stenia de construc-
cAo aqui seguido Ibes permute te-Ios, tornando-se
por islo urgente a sua rcraorao. lie provavcl que
os padeiros se esforrar.Ao cm permanecer nos mes-
mos lugares, c que encontraran apoio,e recorrerao
asscmhica provincial, como fizeraui em 18(9 ; mas
presumo a commissao que as posturas muncipaes
scr3o cumpridas agora. Quando nesseauno Iratou-
sc da remocAo das ofiicinas de caldcreiro, ferreiro.
etc.. do centro da cidade para os lugares indicados
pelo extinelo consciiio geral de salubridade pnblica,
appaiereu a mesma resistencia ; c seus propriela-
rios cinpreearam grande* conreos afim de continua-
ran as mesmas ras era que se achavam : mas
B assemblea provincial, iiAoobstanle a decidida pro-
Iccslo de alguns der a prelencAo desses proprielarios, pelo que fo-
ram obrigados a conformar-se com as posturas mu-
nicipacs ; entretanto boje reconhecem quAo vanla-
osa Ihes foi a rei.iorao. Se os padeiros Torero to-
cados a remover seus eslahelecimcntos para os lu-
gares indicados pela commissao, tendo depsitos de
pao no centro da cidade, reconhecerAo tambera quao
'nfoiidada he asna resistencia; porquanlo nesses
lugares poderlo ief casas accommodadas ao fabrico
do pao, o que se na enconlra nas que hojo oe-
cupsm.
Illm. eExm. Sr. Passando agora s maos do V.
Exc. o presente relalorio desla directora geral, dou
cuniprimenlo ao que me otdenou V. Exc. cm sen
respeitavel oflicio de II de agosto ultimo. >'o se-
rei multo extenso, porque pouco ou quasi nada te-
nho a acrescenlar ao que cm seu relalorio de 30 de
Janeiro desle auno expenden o Eyn. director geral,
cujo lugar interinamente cxcrc,o : apenas direi nl-
guma cousa do pouco que pode ler oceurrido nos
poucos mezes, que levo de exerticio, para precn-
rher o que ^determina o regulamenlo e as ordens
de V. Exc.
Deveria comecar pelo lyceu desta cidade ; mas
como este cslabclecimenlo de iuslrucc3o secundaria
ou superior, como Ihe chama o regulamcnto, lem
de ser supprimido, como dcsncccssario depois da
lraiislercucia do collcgio das arles para esta cidade
do Becife, on antes tem de cnlrar no estado de lar-
va para d'ah surgir a nnva borboleta, me parecem
sera obji'cto quesquer obscrvarBcs, sobre o que elle
foi, o qoe he, e o que poderia vir a ser, visto como
a sua converso cm um intrnalo depende de um
regulamenlo lodo novo, que V. Ex. lera de dar.
Pero, porcm, venia para lancar algumas flores so-
bre o tmulo ja aborto dosle eslabelecimento, que
nao deivou de prestar serviros uteis ao paiz, os
quaes, se por ventura nao Toram 13o ostensivos e
vistosos, e devidamenle apreciados, he porque nflo
'em elle gozado das regalas e privilegios, de que
gozam outros mais favorecidos.
O mal do lyceu, Dlm. e Exm.Sr., se algum bou-
ve baslante avullado para allrahir sobre elle exage-
radas arguires, n.ao provinha seguramente nem do
pessoal dos seus lentes, qne lem sido lo bom como
o de oulro qualquer, nem do sen regulamenlo e r-
gimen interno, ainda que nao fosso o melhor possi-
vel. I.erabra-me que eslando cu era acto de um
concurso, entrou a Exm. director geral, e observan-
do o silencio e ordem que rcinava, disse-me que nAo
pensava que eslava assim o lyceu ; pensava lalvez
adiar all urna casa de orales ; tal era a injuslira
do preconceitn originado de accusac,5es exageradas.
Algumas brigas de rapares, mas nao assassinatos,
como em oulros eslahelecimcntos. Se pos, digo eu,
algum mal havia, nascia elle do urna peste, que
lera invadido lodo o paiz; in longum, latum el
profundum, e lera dominado absoluta e desptica-
mente todos os estabelecimenlosscientificos, que no
paiz existem, a qual se nao for enrgicamente es-
pancada, de balde se bao de mourejar aquellos, que
estaheleccrem sua administraran : lodo mundo sen-
je c conhece esla peste, c nao ser preciso nomea-
la. Esla peste tem feito que, como na academia
de Olinda, os examcsjde preparatorios se faziam per
tutuma (-apila, procurassem os alumnos collegios
particulares, onde lambem per summa capila se cn-
snam essas disciplinas, e l'ugissem do um eslabele-
cimento, onde he mais radical o cnsno, e por isso
mais demorado. Dislo Uve eu experiencia; porque,
quando ensiuei Jalim particularmente, nm de raeus
discpulos me veio dizer que lal examinador Ihe a-
conselhra, que se ensaiasso cm urna ode de Hora-
cio, qualquer, c em ura lugar de-Tilo Liria, que
nesses lugares abrira elle esses livros ; e pai houve,
que se quexou de que demorara seu lilho. Vcrda-
de he que eu nao coiihccia ainda a peste, e nao ten-
do aprendido o latim per minina eapita, nAo o sa-
ba ensiuar assim. Nao direi, Exm. Sr., que o ly-
ceu lem sido sem defeilos, mas a esle respeilo pode
elle dizer solatium es m,en's socios habuisse pe-
nales.
A cadeira de nbslrelicia he como urna orclha de
pao ueste estabclecimcnlo : leve ella urnas doze
almonas no correnle auno ; dcslas sahiram algu-
inas*approvadas, oulras nao ; algumas perderam o
auno, c tencionam continuar no auno entrante.
A' cadeira de rhelorica nao lem ido nem ura a-
lumno, e me parece que o esludo desta disciplina
vai cahindo cm dissuctudc, esahiudo do goslo, poi-
quo a mocidade se vai lalvez persuadindo que para
fallar multo c mesmo bem, sao excusadas as roers
de (Juintiliano, e aponlam para as cmaras legisla-
tivas : parece que apenas os oradores sagrados no
pulpito procurara ainda prender-se s regras da
oratoria. E nao crea V. Ev. que'cu estou cstigma-
tisando o esludo da rhelorica ; nao, senhor ; esluu
expondo um faci : as oulras aulas sao frequenla-
das ; mas a de rhelorica, ncm mesmo para o esludo
per summa capila. Se esla disciplina he necessaria,
ou ao menos util, ser conveniente ser severo a res-
peilo da urgencia dcste preparatorio, e de seus exa-
mes pura que os esludaules achera interesse cm
aprcnde-lo.
Talvcz sera bom para K nao dispender intil-
mente tanlo diuheiro, (e esta lie a minha opiniao,}
eslabclccer o curso forjado de um syslcraa seguido
das malcras de inslrucc.lo secundaria, sem o qual
uingucm possa ser admittidu a emprego algum pu-
blico da competencia da provincia ; porque se laes
habilitares forera reputadas de mero goslo, pens
que serlo cm pura perda as despezas que se fizerem
quer cora o lyceu, quer corn qualquer oulro esla-
belecimenlo, que o subslitua na mesma escala. Es-
lude quem quizer aquillo, que for seu goslo c Ihe
convier ; mas quera aspirar a empregos pblicos,
dorar raostrar-se habilitado nas materias do en-
sino secundario : e visto como a emprego-mania he
a epidemia reinante, ou a obrigaro de inslruir-se
ha de curar esta fehrc, ou a necessidade de um era-
prego ha do obrigar ao esludo. Esle peosamenlo
sera um pouco popular na legao, cm que reinar a
epidemia, c onde houver a renla de liaver nascido
com direilo a oceupar empregos, e dir-se-ha que is-
lo he forjar a liberdadc do cidadAo, obrigando-o a
estudos para que nao lem gosto, ou tem negacao.
Mas cu responderci a esse argumento da hypocrisia
e das prclenres privadas, quo nai vendo era nn-
guem direilo i siluacao para que so nao hahilitou,
julgo o pensamculo exposto eminentemente patri-
tico, e proveitoso para o bom servir da provincia
no interior, e para sua repulacao e crdito no ci-
terior.
Julgo a proposito tratar aqui um estabclecimcnlo
de educacAoc nslrucrao prin aria, verdadeiro nlcr-
loira dos alumnos da provincia,e de seu adiamnten-
lo, se nem urna informacSo rao) dilli a esla direc-
loria ''
Ha em (oda a provincia oilo cadeirasde latim fre-
quenladas por cenloe viole dous alumnos, nao con-
tando a do lyceu com quarlozo alumnos: daquelles
pcrleuccm tres esla capital, frcqoenlndas por ses-
scula e seis dos referidos alumnos, ficando rncoenta
e seis para o resto da provincia. A da cidade da Vic-
toria aprsenla apenas cinco alumnos; dos quaes um
nao tem applicacAo oulro mal se applica, oulro nAo
frequenta. A da cidade de Nazaretb aprsenla qua-
Iro alumnos, de maneira que em minha opiniao laes
cadeirasnao prestam utilidade,aleuma e valia a pena
supprmi-las, e acabar com essas sine-curai. '
Tendo recebido do inspector do circulo respectivo
urna eomraunicacAo da insnbordinacAo, que reinava
na maiora dos alumnos da aula da freguezia de S.
rr. Pedro Goocalves, cqueixando-sc dsso mesmo o
proprio professor, fui visita-la, c com eflcilo ache
que eslando o professor na cadeira, a maior parle
'los alumnos achava-so em folganra era baixo na por-
ta da roa : subiram porm comigo, o iiiquirndo
di do professor a natureza da insubordinatao, c qua-
es os culpados, pronunciou-so especialmente contra
um, que se achara presente, por quanlo querendo-o
castigar por haver fgido, quandn o quiz fazer subir
cora os oulros, recusara receber o castigo; mas dizeu-
do-mc, lalvez por indulscnria, ter sido essa a pri-
mera vez, limitci-mc a urna rorreccao verbal, mas
enrgica, e ordenci ao professor, que se conlnuasse
a insnboidiaran, ofizessesabor a esta directora m-
racdialahicnlc, que liara o caso a presenta de V. Ex.
para dar as providencias, que fossem necessarias.
Esla cadeira apresenlaesle annoaleuraa diil'ercnra
a respoito do anno passado : enlao visitando esla au-
la achei que havia apenas cinco alumnos ; este anno
achei odobro.c o seumappaaprsenladoze.e nas ou-
lras aulas publicas dcsla dicplina nesta cidade achei
em gend poucos alumnos.edos mappas v-seque nAo
passam de lincocnla e seis, alcm de quartozc do \\-
ceu. Daqui tiro a opiniao, que lenho formado, e quo
tenho a honra de levar considcrarAo de V. Exc,
de que nao ha necessidade de lautas cadeiras de la-
U.ti nesta cidade: una na freguezia central deS. An-
tonio, cara a da aula do collegio das arles, e a do
intrnalo para onde prnvavclmente passar a do ly-
ceu, me parecem mui sullccntes para um ensino,
que pertcnrciido instrnecao secundaria, he so in-
dispensavel para aquclles, ipiescdesliuam instrne-
cao superior, e ao estado clerical. Nao vejo razao
para que o ensino do lalim soja posto ao alcance de
todos, como a instniccAo primaria. Dirao que islo
he apagar as latea, e fazer retrogradar o progresso,
em que caminha o seculo presente : eu porm con-
lento-me com responder, por nAo entrar em langa
disscrlacao, que quando menos cousas se ensinavam,
c menos se sabiam, he que havia essa profusAo de
cadeiras de lalim na mesma proporcAo das de primei-
ras tellras. Ycrdade he que a lingua nacional he f-
lha da latina, mas para o conherimento da priineira
basla que os meslres conhecam as raizes, e elhimolo-
ga para dar aos alumnos nma idea disso, quanto
mais que alguns autores nAo julgain necessario para
a orthographiacscravisar-sc muito as regras elhimo-
logcas.
Tratando da instrucrao elementar, pouco ou quasi
nada lenho a acrescenlar ao qne em seu relalorio ex-
penden, como dilo fica no principio, o Exm. direc-
eral, visto como Do live ainda occasAo de visi-
tn
lar as aulas do interior da provincia, nem mesmo as
que exjslem mais prximas esta capital, e nada ten-
do mudado no pouco lempo decorrido d'enlAo para
c : sempre os mesmos atleslados limpos de culpa c
pena, e sem cousa que duvida faja, com poucas c
honrosas excepees. Nem lodosos mappas recebidos
por esla directora [a ncm lodos tcem sido recebidos)
merecem inleira conlianca, porque mesmo nesta ci-
dade professor ha, e esse nao dos de mclhor credilo,
cujos mappas nao apresentam urna s nota m : mo-
ralidade, Trequencia, applicacAn, ludo s mil mara-
vilhas, e o melhor do mundo ; e sem excepriio, feli-
cidade, de que nao ousam gabar-se os professores de
melhor ola. Os inspectores dos crculos Iliterarios,
nem lodos sao, e o que mais he, nen^ podem ser exac-
tos algumas vezes em seus attestados, porque nem
sempre podem ver por si mesmos as escolas, que li-
cam legiiasieleguasdistanle?, e lalvez mesmo por essa
pesie, de que a principio fallci, c haja vista aos pro-
fessores do Cabo, de Nazarelh do Cabo, e do rio For-
mse, dos quaes lenho lido aliuudc ponco lisonjeiras
noticias, e contra os quaes o rjxni. director geral de-
pois das visitas, que fizera aasas aulas, propoz a V.
Exc. severas medidas. J algumas inspecees fo-
ram divididas por causa dessa grande extensao, e a
este respeilo airando nas ideas do mesmo Exm. di-
rector geral expendidas era seu relalorio : essas dis-
lanciassao lambem causa de que nem lodos os ins-
pectores dos circuios (enham remellido os mappas,
e tendo de aprescnlar este relalorio a i de Janeiro,
he claro que devem fallar os mappas do ullimo tri-
mestre.
O professor de Craangi remellcu ura mappa de
mais de 20 matriculados, porem s dous de frequen-
cia: e o inspeelor do circulo respectivo acensando es-
sa mesma falta, a imputa a defeilos do professor, j
por falla de geito, e de maneiras, j por nimia seve-
ridade na applicarao dos castigos, o que d motivo a
que os pas rclirem scu6 lilhos. O professor porm
allega, que alguns pas pretendem que seus lilhos
gozem de privilegio, eiseocao de castigo, o que com
cffeilo nao he admissivcl, emquaulo aos meslres for
dado applicar alguma punir, pois quesera mui-
to mo ememplo, e orieem desordens e indiscipli-
na. Comq j o inspector antecedente cm lempo de
oulro professor acensara essa falla de concurrencia
de alumnos, a poni de propor a remralo dessa ca-
deira para povoacao de Timbauba.como capaz de a-
preseular maior concurrencia, consullei o actual ins-
peelor acerca da conveniencia dessa remorao ; mas
he elle do opiniao contraria. O certo he que essa
falla de alumnos me nao pareco occasionada pelo
actual professor, visto como o caso era o mesmo an-
teriormente ao seu provimenlo. Becomnjendci pois
muito ao iuspector que procurasse cora todo o cui-
dado observar o movimento dessa escola para co-
nheccr donde realmente provem o ma,l para provi-
denciar como conveniente for. Por essa mcsma falla
de frequencia foi removida a cadeira da povoarAo
de Morihera para a Venda Grande, onde he ella
bastante frequenlada ; mas agora reclamam os de
Mu ibera a creacao de oulra naqnella povoacAo, al-
legando que a falta de Trequencia nasccu da impa-
ciencia do professor cm nao querer esperar mais al-
guns dias, e relirar-se logo.
A mesma difTerenca enlre os matriculados e os
frequentes d-se mais ou menos cm todas as escolas,
c he isso natural e irremediavel; mas na do interior
sobo isso de ponto, ja pelas circunstancias das fami-
lias, j por desidia dos alumnos ; e um desses pro-
fessores reclamou medidas contra semelhante delei-
xo. Mas o que fazer I Como forrar a frequencia ?
Kecommendci que se procurasse persuadir aos pas
a conveniencia e vantagem da frequencia de seus li-
lhos, e que fossem esles punidos, quando as faltas
proviessem de seu desamor ao esludo e applicacao.
Mas essas fallas algumas vezes nasccm de nao pode-
rem os pais fornecer a seus filhos papel, pennas,
compendios, etc., etc. Oulras vezes os pequeos ser-
viros s.lo indispensaveis aos pas, e a isso nada ha a
oppor razoavclmcnle. Em allencaoa iso cm alguns
paizes ha escolas nocturnas, o mesmo dominicacs
para esla classe de eenlc ; e a respeilo do compen-
dios ainda me refiro ao relalorio de 30 de Janeiro
dcsle anno. Mesmo nesta capital ha lias escolas lan-
o publicas, como particulares.grande variednde de
materias de leitura, apezar do que est determinado
por esla directora : e on os prnTessores terna de ver
suas escolas pouco frequenladas, ou se bao de resig-
no lem organisado urna tabella de papel e pen-
nas ? Seguramente he porque alraz dos apedrejados
he quo correro as pudras. Nem posso comprehender
a razao porque quem oreani-mi. fosse quem fosse,
essa tabella, nao a organisou inleira c completa.
Pois custava muito dizerpapel para cada alumno
por semana ou mez, tantos cadernos, pennas lan-
as? E pagar aos professores vista da canta com-
petente legalisada, como com tinta, agua e limpeza';
Fatalidade da pobreza No meu interino exerricio
nao lenho lido occasAo de tomar 'disposiees para
quo tac* orcamcnlus se fizessem, sendo esla a pri-
ineira vet que elle chega al esle ponto, e rae (em-
broque mostrando iiilcncao de dar ordens nesle
sentido, pareccu-ine que V. Exc. objeclara, lalvez
porque estando nulorisado a fazer nova reforma,
tencionc determinar aleuma cousa a respeilo.
Altm disto o arl. 81 por urna exagerada desconfi-
anca ainda mais neulralisaa disposicAo do artigo an-
terior, dizendo que de maneira neiihnma as quan-
uas consignadas para essas despezas ficarAo a cargo
dos professores, e nAo dizendo a cargo de quem de-
ven) licar, lem-se entendido que os inspectores dos
circuios luteranos sao os mais asados para o recebi-
meulo de laes quaulias. Ora, he necessario desco-
nbecer as grandes distancias, era qne no interior da
provincia so achara enllocadas as escolas dos respec
livos inspectores para nAo ver a impraliiabilidadc
de semelhante disposicAo. Comprehendc-se que isso
se pralique a respoito de mais grnssas quantias, co-
mo as que se dispende com movis e uteuss ; mas
nAo assim a respeilo de despezas miudas e diarias,
como papel, pennas, linta, etc., ele. Quem nAo va-
que os alumnos pobres ou nao bao de receber esses
artigo*, ou os inspectores os hAo de infallvelmenle
entregar aos professores para os distribuir Taes
dcsconfmicas induzem os horaens a sophismar a le,
e a virar de lioci'ies. Os inspectores, serventuarios
gratuitos, nao bao de sabir de suas casas para ir lon-
ze ajuslar moblias e examina-las; ludo ha de ser
feito por intermedio dos mesmos professores. Mas
emfim embora fique islo assim a respeilo de movis,
quanlo porm a respeilo de despezas miudas, me pa-
rece que se deve ser lao pouco exigente, como se
lem sido a respeilo de linta, agua, etc., ele. Orga-
nise-se a tabella, c pague-so a' vista della as contas,
que derem os professores informados pelos inspec-
tores dos crculos, e ruqricadas pelo dircclor geral.
Determina o regulamcnto, que haja escolas de
inslruccao primaria do segundo grao em todas as
fregaezias do municipio desla capital, em lodas as
cidades c villas populosas; c nAo havendo sido cs-
labclecidas as eondifoes, que devem constituir villas
populosas, cada professor enlendc que he villa popu-
losa aquella cm que est a sua cadeira, e a este titu-
lo pcrlendc gozar das vantagens que a Ici concede
escolas do segundo grao, embora nAo ensinem riles
essas materias, do que temos cxcmpln no ha pouco
jubilado professor do Pao d'Alho, cujo inspeelor cm
oflicio, que live a honra de apresenlar a V. Exc.diz:
que aquella cadeira deve ser de primeiro grflb, en-
tretanto que esse professor obleve jobilacAo como de
segundo grao, cujas malcras, nao sou temerario af-
l'nmanda, que elle nAo cnsinava, porque havendo-
me pouco antes perguotado por intermedio do res-
pectivo inspector, que materias devia ensiuar, res-
pond que aquellas, para as quaes havia feilo con-
curso, visto como me parece que a disposicao do arl.
i do regulamenlo s deve ser effecliva para os pro-
fessores, que foram e houverem do ser prvidos de-
pois da publicado desse regulamenlo de 12 de inaio
dei8.")l, boje lei da provincia. E V. Exc. mismo
pensara' que os que nao fizeram concurso para essas
materias, na censura de direito nao e-lao habilitados
para ensina-las: ao menos he minha humilde opi-
iiina que os que foram prvidos antes do regulamen-
lo, que vigora, se quzcrem gozar das vantagens.que
elle concede aos professores das cadeiras do segundo
grao, devera mostrar-si habilitados nessas materias.
O professor da cadeira de Nazarelh prelendeu ser
considerado como do segundo grao, mas nforraan-
do-rae oiuspector desse circulo Iliterario que elle
nao ensillara essas materias, oppuz-me a* essa prc-
tencAo, e se he ccrlo, Illm. e Exm. Sr., o qqe di-
tera os professores,;e eu pamente creio, que os pais
liram seus filhos apenas saben) mal escrever e fazer
bem ou mal algumas operacoes arithmelicas das pri-
meiras quatro especies, claro esla', que coinquanlo
seja bem entendida e justa, como sempre lenho pen-
sado, a exigencia das materias do scguudo grao, to-
dava ella s lera servido, no interior ao menos, pa-
ra dar mais algumas vantagens a taes e taes profes-
sores. E"es allegan), nao sci se com ou sem razao, o
exerapto dos professores dcsla capital, com os qu es
sejulgain em igualdado do razAo; mas bem se ve
que acate centro da Ilustraran provincial, dcbaixo
das vistas da autoridade teem elles mais facilidade
de instrur-sc, e mais urgencia do inlercsse pessoal
em camprir as condices do regulamenlo^ Ainda
assim lenho observado que professores alias de hahi-
lidade e mrito, nao tem apresenlado depois da pu-
blicarlo do regulamenlo era vigor, o mesmo nume-
ro de alumnos aproveitados e promplos, qued'anlcs,
Oulros inspectores me lem representado as cadeiras
do segundo grao no interior da provincia como inu"
leis c verdadeiras sinecuras pelas rnzoes ja' expen-
didas, e fallam largamente contra o pouco esludo
das materias elementares, e um diz ter tido cm sua
aula de phlosopha alumnos que tcem c cscrevein
muito mal, porque ha demasiada pressa em ircra
para os estudos superiores: csso mal de que ja' fal-
lei he muito geral, c por isso achei razAo no profes-
sor de latim da Boa Vista, que na occasAo em que
visitei a sua aula, declarou-me que nao admit a
alumno nenhum matricula sem allestado de promp-
lo do professsr, cuja aula freqnenlara, c me parece
que esla medida devera' ser generalisada, com tanlo
mais razAo, porque se quexam os professores, de
que os alumnos designados para exame deixam de
comparecer, c vAo sem ceremonia malricular-se nas
aulas de instrnecao secundaria.
nato.quecnlrc nos existe; fallo do collcgio dos orphaos nara deixar pasear esse desvio das dispusieses man-
MUTILADO
e do das orphAas. Acerca delles ncm urna palavia diz
o regulamenlo de 12 de maio, de maneira que esles
collegios leem estado at hojo exccntiicos do aiataaaa
plauelario, em que rola a nslruco publica provin-
ria correado all ludo fora da intqrvcnrao da dircclo:
cial, ecral. Parece que a gcncralidade, com que se
exprime o arl. 10 do regulamenlo, faz comprehender
esses dous cslabelecnieulus, o entretanto teem elles
sido ama anomala, porque se os collegios puramen-
te particulares eslam sujeilos li inspccrAu da directo-
ra geral, se por le o substituto das cadeiras de ins-
trnecao eIemciiUtde"01ioda o lio lambem do colle-
gio dos orphaos, como he possivel que esleja elle,
e o das orphAas, que se podem dizer im'j-i fori. sen-
do do rararlcr particular qoantii i sua adminislracAo,
e ao mesmo lempo publico por se manieren) com um
patrimonio de bens do liso; como he possivel digo,
que eslejam elles fura da inteiveucao da directora
geral, quando o nao est o lyceu, eslabelecimento d
instruccAo secundaria'.' Como dar urna relacSo itt-
'4~4pi
dadas observar, admilliudo as pequeas caderudas,
que ah andam ao alcance de todos, visto quo nem
lodos podem chegar ao preco porque se vendan os
compendios cstabelecidos.
O arl. 80 do regulamenlo, desojando facilitar aos
meninos pobres os meios de inslruccao elementar,
determina que a esles se de por conla da fazenda
provincial, papel, penua, Unta c o mais, quo for in-
dispensavel, mas intorpece a cffeclividade desle be-
neficio, exigindo para isso um orramenlo annual or-
ganisado pelos professores, informado pelo inspector
do circulo, rubricado pelo director geral, e appro-
vado pelo presidente da provincia ; e por falla desle
orramenlo lera sido at boje leltra mora a philanlro-
pica disposicao de legislador, havendo entretanto na
Ihescuraria urna pratica, ao meu ver absurda e con-
(radiloria, dando-se sem dslinccAo de rico nem de
pobre, a lodos linta, agua, etc., etc., independente-
menle de orramenlo, porque ha, dizem, uraa tabella
para iswapprovada. Mss porque para os pobres se
Agora que s lyceu lem de ser convertido cm in-
trnalo, nao sci se V. Exc. quercra' deixar em vigor
o artigo 12 do regulamcnto, para quo possa ser de
ulilidade a disposicao do arl. 4 e nao nma pura illu-
sao, ao menos nas aulas de fra da capital. Algu-
mas pessoas acham absurda essa dsposirao do arl.
12; mas eu por mais qae Icnha procurado, nao le-
nho podido encontrar esse absurdo, pelo contrario
acho a dsposirao conveniente para a illustracao da
mocidade, c justa como dsposirao legislativa. Por-
que a provincia dispendendo tanto com ura estabe"
lecimento montado cm grande escala, lem segara-
mente direilo a exigir da parte dos que delle se qui-
zcrem aproveilar certas habilitares, da mesma sor-
le que para matricularse nas faeuldades de direilo,
ou nas escolas do medecina e academia militar, exige
a lei geral certos preparatorios, os quaes se nao sao
de indeclnavel cabsoluta necessidade para o ensino
de direilo c medicina, estrictamente considerado,
sao comludo do summa vantagem para maior illus-
tracao. desenvolvmento dis ideas, e clareza do en-
lendiraento o rectidao dos juizos.
Francisco de Frcilas Gamboa abri, com assisten-
cia mesmo de V. Exc. urna aula, em que pertende
cnsnar peto syslema de Caslilho, e como leve isso
lugar ha pouco, nAo ha anda lempo de emillir a res-
peilo dessa aula nm juizo discrelo; nAo nulro po-
rm essas Taguciras esperanras, que sorriem a esse
professor, e supponho salva a experiencia, que essa
tentativa naufragar mais desastrosamente do que o
syslema de l.eucasler. l'oi por causa dcsle presen-
timeiilo que cu nao quiz trazer ao couhecimenlo de
V. Exc. o pedido que elle me havia feilo, estando
ainda na Capunga, de ler de V. Exc. seis ou uito
educandos do collegio dos orphaos para nelles corae-
rar os seus cajios : n3o rae parece conveniente cx-
por a perigos de atraso, c de lempo intilmente per-
dido esses pobres meninos, quo so estSo creando sb
o calor bemfazcjo d prolccc.Ao philanlropica do es-
tado. Se a tentativa medrar, louvor, honra c pro-
teceo ao cidadAo zeloso e activo, quo liver facilita-
do ao seu paiz o mcio de instroccAo mais fcil c
prompla.
Alguns professores procurara ser removidos das
cadeiras, sempre as mais distantes, para oulras mais
prximas a esla capital, c nao ha porque Ihe seja is-
so cslraiihado, porque he oque acontece com lodos
os empregados pblicos, uns procurando melhorar,
oulros por motil proprio do governo. Mas a respei-
lo dos professores de instrucrao elementar ha, quan-
lo a niim, urna razao especial, que a isso se oppoe.
ao menos nao havendo razos muilo fortes e altendi,
veis para o governo, e he, que posta a concurso ama
dessas cadeiras mais remontadas, de ordinario pou-
cos opposilorcs apparecrm, e enlao d-se a qualquer,
que se aprsente, com tanlo que nAo seja absoluta-
mente indigno de doos AA. J cu tire occasiao de
levar a presenca de V. Exc. minha opiniao contra o
e era o nico concurrente. Ora, dahi a lempos, um
pro fe sor desses procura ser removido para anais per-
lo desta capital para urna cadeira, que, posta con-
curso, pode ler niuilos concurrentes, e apresenlar
raelhores habilitarnos a escolher. Dahi he que nas
informarles, que tenho lido a honra de dar a V.
Exc. snbrc laes prelenc&es, teuho-me sempre afler-
rado ao regulamenlo de 12 de maio, que manda pro-
ver por concurso as cadeiras vagas, rccouhccendo
allisquecm alguns casos urna remocAo seria, co-
ta i! panolis, convenirnle.
ltimamente veio esta directora urna lerrivel
conimuncacAo contra o director do collcgio de San
Francisco em Caruarii, Fr. I.ourencodalmmaeulada
ConceicAo ; c lal foi ella, que julgnei urgente com
previo conhecmcntdkpprovac]ao de V. Etc., man-
dar encerrar esse collegio. Mas sendo esla medida
insuilciente, porque esse dircclor, prevalecendo-se
da clausula da brenca, que ihe conceda abrir colle-
eio na comarca, o foi abrir na villa do Donito, lem-
brei a \ Exc. a necessidade de cassar inleiramcntr
essa lcenra, ao que se dignou V. Exc. a aunuir, cas-
sando aquella liccnca ; nem era possivel que o n30
fizesse vista dos documentos, que live a honra de
levar ao sen coiihecimenlo.
Por esta uccasiAo, permita V. Exc, que eu me
pronuncie conlra essa mullidlo de collegios particu-
lares estabelecidos, sem que a autoridade lenha co-
uhecimenlo das liabililacf.es de sous professores, ou
ilirectores, que s .curam de Iludir os pais para al-
lrahir alumnos, aprcsenlando progressos e adianta-
mcnlos, que as vezes nao exislem, falcado correr
velozmente os alumnos per summa tapita.das mate-
rias prcparalorias, para a inslruccao superior, c sub-
trahera das aulas publicas os que ncllas poderiam
melhor approveilar, porqueos pais, uns por vaidade
nao querem mandar a ellas seus filhos, ou por na'
fundados preconceilos : oulros porque (principal-
mente do interior da provincia) acham nos collegios
facilidade de ler alii seus filhos recolhidos, e esla ra-
zao he a nica, que em meu conecito, pode fazer lo-
leravel i existencia desses collegios de mera phantas-
magoria. O inlcrnalo, cuja crearao autorisa a lei
provincial, se Tor bem eslabelecido, c regularmente
regido e sustentado, he a nica panocea conlra o mal
de que venho defallar.O mesmo pens acerca dases-
colas particulares ; mas como aos pas rusta* as vezes
mandar filhos, e com multiplicada razio as filhas,
as escolas publicas mu listantes de suas casas, e a'
Provincia* nao pdc ainda collorar escolas em todas
s ras, nao ha remedio senao consentir as escolas
particulares, e mesmo cumpre ser justo, algumas me
parecem regulares, e mais proveilosasdo que os laes
collegios, e tenho visto alumnos e aluronas bem
aproveitados.
O regulamcnto eslabelecc mollas em cerlos casos;
porm ellas se nao lera verificado ainda, nao porque
nAo Icnha havido infraeces, sobr as quaes devam
ellas cahir, mas porque se nAo lem eslabelecido a
maneira de as impor, e a auloridadeque as deve fa-
zer ellectivas ; e me parece urgente regular esla ma
teria de modo que fique segura c livre de tricas, c
chicanas a execucao do relalorio, assim como o des-
tino que devem ler as quantias dahi resollan-
tes.
Do quadro annexo ver V. Exc, que ha em toda
a provincia cenlo c Ires cadeiras de nsIrucrAo pu-
blica elementar do prinieiro c segundo grao, sendo
oitenta e seis do sexo- mascolino c dezesclc do sexo
femenino, contendo lodas Ircs mil oiloccnlos e um
alumnos, %endo Ires mil noventa e cinco do sexo
matcolino, mostrando cento cincoenla e dous mais
do que o anno de 18.3 ; eselecentase seis do sexo
femenino, mostrando dezesclc menos. E tendo de
apresenlar este relalorio em 2vdo entrante Janeiro,
nada posso dizer acerca do progresso o adianlamenlo
dos alumnos ; porque s nos mappas do ultimo tri-
mestre dcsle anno posso ver o resultado dos exa-
raes : lenho feilo requisicao a ver se posso obler ao
menos os desla cidade. Espero poder satisTazcr esla
necessidade no mappa que V. Exc. etige para 13 de
janeiros Difiicilmenle poderci comprehender no re-
lalorio o resultado das aulas mais remolas, tendo os
mappas de vir pelo inlermedio dos inspectores, aue
licam distantes dos professores, c nao teem corrcios
sua disposicAo.
Das aulas particulares s ha noticia das desla cida-
de cm numero de (13, sendo :12 do sexo masculino,
e 31 do sexo femenino, contendo lodas 1,13b alum-
nos ; sendo 8o."i do sexo masculino, c 581 do sexo fe-
minino. Kesulta pois qne recehem insIraceJIo ele-
mentar cm toda a provincia 5,237 alumnos do am-
bos os sexos.
A respeilo de aprovcitamenlo dos alumnos das es-
colas particulares nada podo esla directora dizer
cora seguranza ; nao pode abonar, nem desabonar
por Talla de informarnos odiciaes, vislo como nada
Ihe consta a respeilo de exames, que o regulamenlo'
nao exige, nem ha quem possa otlicialm ;nle aquila-
tar o grao de aproveitamenlo dos alumnos em ordem
a habilitar esla directora para dar presidencia um
parecer consciencioso sobre as prctences desses
professores, quando pretendern ohlcr a gratifica-
cao de 2008 rs., designados no relalorio. Ser suf-
ficiente a declararan pura o'simples dos professores '!
O regulamenlo he deficiente ainda nesla parte; c
eu j live por esle motivo de dar a V. Exc. ama in-
formarAo desfavoravel a urna profesora, qae lalvez
n merecesse boa, mas fallava a esta directora co.
nhecimenlo, que a induzUsc a dar urna informarlo
favoravf I. Ahumas dessas aulas, que tenho podido
visitar, me parecern) sofrivclmentc regulares e al-
gumas alumnas bastante desenvolvidas. IJstranhei
porcm que ama dessas proissoras me apresentasse
urna alumna, cujos pais nio queran), que pegasse
em agulha, porque isso mostrava desprezo pelas
prendas domesticas, proprias das mais de familia, e
destinar sua filha para a vida dessas senhoras illus-
Ires rarissimas, que leem apparecido, com fulgor
no mando Iliterario, e islo era um paiz coraos nos-
so, onde a riqueza se di morle do ebefe da familia, onde urna matrona, des-
tino natural do sexo feminino, lem necessidade de
ser lAo industriosa como as abelhas. Sem duvida he
justo que urna scuhora possua as prendas de agrado
e de recreio, mas sera desprezar os doles de uina
mullier forte como aquella, do que nos falla Sa-
lomAo.
Das escolas publicas, adiase vaga a do Pao
d'Alho; removida para Cabrob a da Passagem do
Joazeiro. Ha pouco creada,c j provida a do Peres,
assim lambem a de (Juipapa c da Lagoa da Baixo.
Ha tres substitutos, um de lalim nesta cidade, e de
inslruccao primaria um nesta cidade, oulro em Olin-
da, e nao havendo ncm nm no interior, lorna-se
muilo prejudicial ao ensino o comparccinict.to dos
professores nas sesscs do jury, e muito conviria, e
mesmo urgente seria dispensados dsso.
Dos exames, de que lem vindo participacAu a esla
directora dat tres aulas publicas elementares das
freguezias de S. Antonio c de S. Jos, consta que fi-
zeram exames 31 alumnos do ssxo masculino, dos
quaes sahiram approvados plenamente 27, e 7 sim-
plesmcnle.
Do sexo feminino da Tresuczia de S. Jos, fizeram
11 plenamente approvadas.
Eis, Illm.-o Eira. Sr., quanlo lenho de levar ao
couhecimenlo de V. Exc. acerca da nslrucrao pu-
blica desla provincia sujeita, c- dependente da le-
gislacao provincial, segundo os documento- existen-
tes no archivo dcsta directora. Vc-se que ha ne-
cessidade de crearaodc mais escolas, principalmente
do sexo femenino no interior.
Dos guarde a V. Exc. Directora geral da ns-
lrucrao publica de Pernambuco, 2 de Janeiro de
18.").).Illm. o Exm. Sr. conselheiro Dr. Jos lenlo
da Ciinha e Figucircdo, presidente da provincia.
O v gario Venancio Ilcnrii/ues de fczeiidc, dircclor
geral interino.
Jos Victorino de Lanos.
Barlholomeu Francisco de Souza.
Aulonio Jasa^odrieues de Souza Jnior.
Manuel Francisco Marques.
i de Souza Lomos.
Foram multados era 205000 rs. os mesmos senho-
res jurados j multados nos anteriores das de ss-
s.1o.
Foi conduzidoao tribunal o reo Antonio Manuel '
para ser juliudo eacensado do crime de fermenlo
leves, perpetrado no soldado de polica JoAo Jos de
Moura.
Fiados ps debates, Toi o conselho conduzidn a sala
ds conferencias a horu o meii da larde, vollando
depois das 2 com suas respeslas, qae /orara Iidas pe-
o presidente do jury ; em vista de cuja decisSo, o Sr.
Dr. juz de direilo, presidente do tribonal, abiolveu
o reo, condemnando a raunicpalidade nas cusas ;
o Dr. promotor promotor publico appellou para o
tribunal da rolaron.
Foi mnndado vir ao tribunal o reo afiancado Joao
Baptista Furlado, para serjuigado e arcusado pelo
crrae de deixar fugiruin preso que couduzia, sendo
advogado do reo o Dr. Joaquim Elviro de Moraes '
Camino,
lindos os dbales, Toi condnzido o conselho a sa-
la das conferencias s 3 horas e l|i, de onde vollou
as i da larde com suas rcspuslas, que Toram Iidas m
voz alta ; em vista de cuja decislo, o Dr. juiz de di-
reilo presidente do tribunal do jury, absolveu oreo e
rondemnou a raunicpalidade nas castas, e levan-
tou-sea sesso as 4 horas e l|t, adiaodo-s* para as
10 horas da m.inhaa do dia scguinlt.
COMARCA DE <.0.A.NA.
36 de feverelro.
A leitura de um dos tpicos da missiva pretrita
inserida no Diario de 23, provocou-me hilaridadel
sendo casalo Irocadilhode um lerroo ou palavra.
Desla vez os seas coraposiores enlenderara brincar
com o capitao Camisao, fezendo-o grande era ma-
teria intcirameiile alheia a sua profissAo, ou em es-
lado de poder, empregando esTorcus e nalrindo de-
sejos, conseguir que reine nesla lo imporlanle co-
marca, a pharmacia.
A 10, na povoacilo de '.".oianuinha, medira as
crislas dous individuos, seado am delles de norae
JoAo Corma, dando-se ao mesmo lempo nma pisto-
lada, e o depois insultado om negociante, residen-
te uesse lagar.
Acha-sc nesta cidade o alferes Azevedo, no propo-
sito de coadjuvar aocapilAo Camisao em algumas
excursocs que tem esto a levar a cfTeilo.
Tendo-sej.i dado nina dellas, as conscqucncias
nAo correspondern) a expectativa dos intrpidos of-
ficiaes.
Ha lidias seguramente, que copiosa chuva visita
esle luear, de sorle a nao dar lugar a transito ai-
gura, e muito menos a que os roceiros possam levar
era aclividade os seus afazeres.
Acham-se privados da casa do seguro o Malio-
t'.rnssoe seus dous companheiros, por entender a se-
nhora polica que elles nada mais merecism do que
urna correcrAo.
Admira e revolla o que pratica o lal Matlo-ros-
so, sem quo pur.irao haja.
O foro disperlou do lelhargo em que jaiia, mas de
nina maneira lal oue parece nao dar esperancas de
ser o correnle 53 Jsoancoso.
Nada mais que merera ser-llie Iransmillido.
Tudo quanlo he bom e digno da apraco, deseja-
lhe rnica.
{Carla particular.)
felardo dos baptizados da freguezia de Santo An-
tonio do Recife, do mez de fevereiro de 185"i.
Dias.
2Raimando, crioalo, escravo, nascido a 9 de dc-
zembrodo auno prximo passado.
4Elisa, branca, nascida a 30 de dezembro do auno
prximo passado.
GBelchior, pardo, escravo, nascido a 30 de maio
do anno pnoiimo passado : Sanios leos.
IdcraGen' a, parda, nascida a 3 de jaueiro do
anno nja passado : Sanios leos.
IITiburcio, branco, nascido a 5 de dezembro
de 1853.
demCaelano, branco, nascido a 22 de jwrhV3o"
anno B/oximo passado.
16Luiz, branco, nascido a 13 de outobro do anno
prximo passadp.
22Francisca, branca, nascida a 14 de selembro do
anno prximo passado.
23Manoel, pardo, oascidoha 11 mezes: Sanios leos.
Ao lodo 0.
Freguezia de Santo Antonio do Recife, 28 de fe-
vereiro de 18.).Padre Joao Jote da Costa fi-
beiro, pro-parocho.
MAPPA dcmonslratico dos doentes tratados no
ho'pilal regimental de Pernambuco no mez de fe-
vereiro de 1835.
;
--------------- ' ______

Hospital na E S S S ?3 s
Soledade 1 de a u 2 S f*
marco de 1835. a t H -= 5 4 o

Summa 84 US 182 9. 5 8* 182

Observarles.
Dos fallecidos 2 foram de febre amarilla, 2 de va-
rilas confluentes e 1 de tubrculos pulmonares.
Dr. Prxedes Gomes de Souza Pitonga,
Io cirurgio cncarregado.
JURY DO RECIFE.
Dia 1." de marro.
Presidencia do Sr. Dr. .Ilexandre Bernardino dos
ruis e Silvi.
Promotor publico interino, o Sr. Dr. Francisco
Gomes Velloso de Alhuqiierque l.ins.
Advogado, o Sr. Dr. Beulo Foriiandcs de Bar-
ros.
EscrivAo, Joaquim Francisco de Paula Esleves
Clemente.
Abcrta a sesso s 10horas e ,', comparecern) 41
senhores jurados.
Foram dispensados da sesso e relevados das mul-
tas em que incorreram, os senhores jurados segra-
les:
Thnmaz Jos da Silva Gusmao Jumor, a requiti-
c,1o do inspector da Ihcsooraria provincial.
Francisco Maocdede Almcida, por se adiar exer-
cendo o cargo de juiz de paz.
Foram relevados das mullas em que incorreram os
provimenlo de um que obleve approYacao simples, | seuhores jurado*;
III.
Srs. nedaclorts.Dou-lhes parle qoe estou sa-
li-feitissimo com Ymes., porque tem-me dado tanta
alinelo e considerarlo, ponto das minhns pobres
rorreapolKlencas nAo se demorarem nm s lisiante
era screm publicadas ; e a quem devo ea agradecer
isto sen.lo a este corscAo magnnimo, a esla alma
bem formada de Vmcs., senhores redactores, que
independenles e juslceiros como sooaosabem dis-
tinguir o pobre do rico, o fraco do forte, o aristcrata
do peAo, quando tem de abrir o cofre de suas grabas,
quando fazem favores.attcndendos ao merecimenlo
e segoindo os diclames da sua esclarecida razAo : cm
relrhuieao de lamanho obsequio qae posso ea ofler-
lar-lhes, eu, pobre, destituido de recunos, c com
quem a natureza Toi lAo avarenla, nao ino conceden-
la se quer urna intclligcncia perspicaz qoe podeve
enriquecer as columnas desea interossanle Diari
cora producres que o elevassem ao apoges dt per
rcir.au, producres' proprias do genio, ao que nAo me
he possivel nem sonhar ; nada tenho, nada possuo,
charo amigo, tenho apenas umcoracAo rcconhec.lo,
que merece .le Dcos, se mostrar sempre fiel aos fa-
vores recebidos, tenho urna peona Traca, una inlel-
ligcncia apoucad, tenho urna pequenina familia,
ludo ponho cora toda a franqueza disposicao de
\ mes., em qualqucr posirao oude o acaso me houver
enllocado ; sou agradecido lambem aos teus digno*
compositores, cujas habilidades concorreram para que
a uossa ultima correspondencia sahisse sem erro oc-
tavis; Vmrs. que os conheccm, e ossabcm dislingair
osrclribuirao com franqueza, porque aos bonstmpre-
eados paga-so bem, visto que d'elles dependo o
crdito de toda reparticSo ou olDcina.
A igreja cm ludo deve andar adianla, assim dizia
meu av, a quem Dcos luja em sua santa gloria ; por
isso digo-lhc, que o nosso vgario Te* nma pcqaena
digressao al ahi, c chegando um dia d'estes, ssuas
ovelhas baleram palmas de contentes, nAo porque
elle Ibes fizesse Talla nAo seubor porque o Rvm.
Moura, mui digno coadjuclor, que o Ticoo ubsiitu-
indo no cumprimciilo das suas sagradas obrigacoes,
nada deixa a dcscjar,mas porque lodos goslain de ver
o seu amado pastor presente, o que bem deixa a en-
tender que elle n3o he d',iquellcs qoe, sem o temor
de Dos e do mundo, tnsquciam as suas ovelhas.
Consta que o governo deu dcmissAo ao uosso sub-
delegado, e nomeou para sul>stlui-ln am lal cadete
Hermenegildo ; nao o eonheco, e nada d*elle >c, o
por isso lenho obrigaco em le-Io em bom conecito ;
anlem qui a troca, na expressAo do Prcguica (gente)
Toi lesiva, porque nunca se vio Irocar ora coro-
oef por um cadete sem liaver compensarlo ;
e que diremos de |um coronel, condecorado?
NAo, senhor, isto ralo vai bem : se nao vicr ao me-
nos am subdelegado e um subdelegadinhn, isto he,
mcio subdelegado, temos carro no loco, e aespada
do grande bode brandis* salpicando salpico* e tatpi-
caitllat: Oulro dia j trocaran) o nosso delegado,
que he lambem olucial da Rosa e cavalltiro de Chris-

I1ERIVFI


DIARIO DE PERNMBUCO, SABBADO i DE MARQO DE 1855.
r
lo, Ulo he, a autoridajPM
un que Ul, porem doutor.e
um destacamento, e esle conT
mesoio rosnou-sc por dias, mas
^Bmo pisso-i ; porem agora no so pode adiniltir es-
sem lavngem ; cria bom que
mandM^h auyama banda ao cadete, porque, alin
do mais, o subdelegado, leguodo um entendido, tem
honras de ofllciil ; do contrario, sania Virgen] I !
tiremos Auras-Turcos, o Sebastopol corre pe-
isvr duvdas) pr i marcas,: acho bom, e al ulilissimo :
de^'onlripczo iai>hom deputado.
-oDr. he
A ile moi wt sem profos-
sordc eltras, apeiar de mandar-me dizer
da cidade o meu patricio Pedro, que o caso eslava
i ruciado como o caso exiga.
Anda continua o mo coslume de lomar-se vio-
lentamente o* cavallos de particulares para diligrn-
ia lie oslcntajo ; he juntar o alarde ao escar-
ne, hezombar Ja fraqueza o inorancia dos pobres
malulos : o que tem succcdido d'isto, lodos o sabem:
acobtrlado pois com o ,5 22 do arl. 179 da conslilui-
'. Exc. o que fica exposlo, e desde
j don embnras ao Mamanguapenses, pelas acerta-
das sabias providencias de S. Exc. Bemavcntura-
da he a trra que tem o seu advogado, e quer saber
a razao ? Ihe direi : o nosso Gonjalves, que a fa-
lie bem habilidoso, e pesca da juslira do
alto, tanto martelou era convencer que a historia dos
cavallos era conlra a conslitujlo, que boje aqu
he toada do po>o, a eu por isso abalancei-me a diri-
o,ir-me i S. Exc. : bemdilo soja o Gonralves, que
tao bom presumo lem.
Quero Ibe contar uns casos, que ti cera est fama
aeleceram com a historia de agarra-cavallos :
O nosso amigo lenenle-coronol Lisboa, estando a
porta da tua casa, aqui na villa, e de viagom para
sen engenho, ella ebegou-se um polica, e sallando
nas redeas do cavallo daquelle anclo, dssse :
Sou homem, sorle o cavallo.
NSo sollo, respondeu fi respeitavel velho, por
que o cavallo he minba propriedade, precisod'elle, e
iiinguem pode-me tomar por violencia.
Sou lio......mem sorle o cavallo, oc o delegado
Dr. Sebas'.iio, sou homem ; sou homem Vmr. tem
nanita corage. oo que para se Irancafiar mesmo a S.
Aeesliuho basta andar com carra de fenuge ; rc"
trocou o impertinente soldado. '
Nao solt, lornou a dizer o velho ; c puxa vai
poxa vena, e querendo aquelle lenenle-coronel evi-
tar maior desconsideracHo, e espectculo mais triste,
dexod o cavallo ir por ahi alcm, ajoulado sem pie-
dade. e aos pinoles com o quidam referido polica-
dor, ficando anlretanlo lodo iroso.
Ditem irais, que viudo de Imige um pobro cola-
dn, a toda carreira buscar o vigario para confessar a
um familiar, Itoc etl, da sua familia, c encontrando
a polica riiliseule no caminho, esta diligencioii-lhe
o cavallo, de sorle que o supplicautc, viudo alican-
te pede, succedeu que pela grande demora de dous
pos, a moribundo fez viagem para amelhor,semdcs-
pedir-se uo meaos Je seu pastor.
Anda mais, consta que vindo um foitor de ence-
nho buscar a casco de quadrupede, sem ser o bode,
nem boi, nem tilo pouco largatixa, n milagrosa r-
nica pora dar a um prelo que linha soffrdo una
queda, accouleccu que usufruinilo a polica o bem
allieio coaira a vonladc do seu dono, deteve o feitor
por bstanle lempo, cuja doman a pondo a infeliz
crealura de profundis o fazet^com que o senhor
do engenho perdesse o seu cscravo.
Ora, ludo isto junto sao cousas, que bem averigua-
das nao sao bagalnlas. causam mania lupina provo-
can e desafiaos a cholera, segundo nos ensina o au-
tor Yoim.
Nao sei qaal he o peccado desla Ierra : bavia um
ka poucos diasque pareria querer abrazar ludo :
ios eslavam desanimados, os agricnllores Iristes,
rias i rapadas nos coqueiros, os negociantes como
que com gga, as barrigas dos animaos berravam, as
lillias de Jerusalcm blasfemavam, os artistas chora-
mingavam, o Barroso venda a forca.de 50 cavallos
cataplasma de lindara e toda a sorte de emoliente,
oleo de cupaiba aos velbos octogenarios, emfim, era
um sentir um doerque affliain !r\oda rreacio aven-
turada e desaventurada ; logo depois agua c mais
agua, ludo innundado ; c principalmente nos das de
entrada, nos qua'ei pareca que as pluvias queriam
enlrudar-nos de urna vez : estamos amearados de
um diluvio.
Usse-me Meireles quando por aqu indou, que
he caeo decedido e julgado na sua academia, que
sendo esle auno presidido pelo la (nao sei porque) o
genero humano dar a sua fatal gargalhada : estou
vendo isto mesmo. Dos grande.
J que failei ora estrudo, dgo-lhe, que o enlrudo
passou este anno por qni tilo fro como nunca ; d-
zem que a popolaj-ao esta desgoslosa ; nao sei de
que, mas he bem bom o desgoslo que resulla para o
bem, pois o costme do entrado he selvagem, e al"
anli-cbrUto.
Vollando ao Meireles, devo responder ao seu cor.
respondenle da capital, que e nao lho failei a cajp-
primenlo algum de eolteguismo, porque elle com
seus obsequios reproductores, cortn lodos os fios da
etiqueta flne deveriam haver, porcm estive com o
Meireles, pesseamos junios de braco dado, vimos as
/anotas, e ucaraos tao ligados que elle prometleu-
me dar noticias da capital, e.....e......e abandonar a
Vroc. Sr. correspondente, que estova dormindo
quando lude isto occorreu ; e Meireles quasi se dei-
xa enfeiticsr por ama nonagenaria do gambies de
vcaj ; goslei de ver os donaires de Meireles ; sem-
pre he gente da cidade : quando esla villa for cida-
de eslou que neste genero mtlhorari,
Soube ueste momento que linha havido urna ca-
taslrophe no engenho Alroecega, do honrado Sr. ca-
pilao Beolo do Reg, ei-la : Estando aquello senhor
de engentateeodo obras no dito engenho, e leudo
para isto una eniame de frabalhadorcs, aconleceu
que qnalro delles foram dormir debiixo de orna ca-
sa mal segura ; e ventando extraordinariamente, e
sendo esle acoinpanhado de abundancia de rhuvas,
troves e relmpagos, cabio a casa sobre os pobres,
resollando a raorle d'um, Picando os outros em pes-
sirao estado; he para lamentar. Por este relo ap-
parecaoi qoestes, quem dever ser procesado '.'
uns dizem que deve ser o engenho, outros a casa as-
a, outros o vente, a eliuva, os IrovOcs ele. ce,
nao sei o que ser, sendo verdade que a cousa chei-
ra a processo e prisso : pelo mcu v oto seria preso o
trovlo, porque pelo sim sim, nao nao, pagara ello
vclhos crimes de incommodar os ouvdos, ealcmori-
sar as beatas e criancas,
Bslaaosiem o nosso juiz municipal Dr. Sebasliao,
que fol par o Recife, eos o ponlia l a salvamen-
to e o traga logo, porque dvsejo f.izer urna expe-
sla-me que elle quasi perde a sua ba-
g.igem, bahs, pasearos ele. ele, no mar, o quasi
escravos, senli islo, porcm mas val
a sua sende, be elle moco rico e nflo faz caso disto,
Depois da sabida do juiz municipal sahiram todos
a elaridade, e j vai-se fallando, gosto bem do si-
lencio nao do tmulo, e mais por essa razao desojo
que ojni nao se demore. Dizem cousas que s ago-
ra sei por Hervir lagarelar, islo be, que nos Ircs cer-
cos que fez n polica na fazenda do nusso Ilustre
commandanle superior, resullou graves incommo-
dos na familia daquelle cidadao, sansuc e ferimen-
tos na fabrica do engenho e mais cousas : que o nos-
so amigo roajor Jos Gomes, pouco contente com o
que fea a polica oo seu engenho, veio reclamar aqui
na villa pelos seus garntelo* de primeiro juiz de
paz, que nao obstante a tremenda guerra do gover-
uo, os povos quizerum que elle decidsse sem np-
pello, al eineoenla mil rs., e fosse a primeira fi-
gura da eleicflo futura, e assim devia ser respeitado
E popuii, mx Dei : o major tem toda razao,
anda mais porque lem dinheiro grosso. Dizem
inai*, que quando andou aqai o Dr. Undolpho Cor-
rea das Aeras, teve ello um liroteio com o juiz por
ciusa de juilca c iojustica, lagrimas ele. ele, ele, e
que lioavoram bons e mutuos balasto* de gronso ca-
Mhre, que beive urna histeria de um tal Elizardo ;
emfim referir todo seria um nunca acabar, e agora
digo da minba lavra,o quo est parecen lo-me, he
que esta gente nao se adorna com toda juslira; deixe
ciar que fica a meu cuidado esmior.ar e averiguar
a verdade do que corre para noticiar-lhe.
A polieja lem implicado rom a guarda nacional ;
la esta preso o Polqnrrio, que eslava no rommando
do batalnao.o capil.'io Mello, andan alraz do alferes
Jos l'oneann, c de outros,c dizem quo Iodo injus-
tamonle ; Y me quer saber de urna cousa ? tenho
niedo disto, com a Torea nlo se brinca, serei visiona-
rio '! Dees qneira.
Andou por aqu o Dr. Souza Hingel, achei-o um
moco muto bonilo eloqaente, e todos dizem que
elle lem rauilo taleuta^ole bom advogado.disse elle
que soube na cidade, qge o governo quera reunir a
ssembla exlraordinaritmente para divisao de co-
rartkipo-lhe que o eaptao I'ulquerio fol pronun-
ciado como inciirso nas penas do arl. 257 do cdigo
penal; logo que espalhou-se esta noticia,rnceei que
a villa pegasse fogo, u povo em massa levantou-se
para casar esla pronuncia com a palavra Injusli-
ca,as maldicftes, blasfemias mesmo troaram poi
lodos oslados, juntaram-se Gregose Troianos, gran-
des e pequeos, pobres c ricos, amigos e nimigos,
e a palavra iujuslea, uo modo contemplar de urna
perseguican.sahia insensivelmenle da bocea de lodos,
e tem qne nao bouvesse urna banaueirada e...e...
e...chiton cabaleiro.
Nao sei de le,mas cntendo.quc ocapiao I'ulquerio
naocinmctteuerime'; ese o facto que occorreu be
criminoso em algum cdigo, nellc deve ser lambem
a caridade e al o adorar Dos, mas csso cdigo se-
ria da impiedade, flho da perversidade, esse cdigo
seria dictado pelos demonios do inferno, e nao pode
ser o nosso cdigo, um cdigo cbrsiao c scmelbanle
facto assim nao pode ser criminoso segundo os prin-
cipios da nossa jurisprudencia l.lo humanitaria c
tao jusliceira.
Sinto nao sor doutor para apreciar pelo lado do
direlo esta pronuncia, mas para que ? Quando ve-
jo todos dizerem que ella he contra a Ici '.' quando
vejo pessoas lio dislinctas como os Exms. Srs.senador
Antonio da Cunha Ka.conce!fos,coinmcnilador Fre-
dertco de Almeida e Aibuquerque, os honrados co-
ronel / nenfim, comniandaute superior Anir de
Albuquergue e Dr. Antonio Carlos c otilros min-
ios conspicuos cidadaos Inmarem com ardor a de-
fensa do perseguido ? quando vejo a abundancia de
razese argumentos que i mineen tama vctima? quan-
do consta-me que os melhores advogados da capital,
a opiniao publica Ilustrada, emfim diznao bou-
ve crime '.' quando vejo a svmpalhia e interesse que
a todos a victima inspira '.' quando vejo que aqui sem
differenca de partidos e de nimigos, todos procl-
malo a sua innocencia ? quando vejo que o capitao
Pulqucro he cercado, visitado e honrado pelas proe-
minencias e figures da capital, (onde se acba pre-
so,) indo todos offcrecer-lhe os seus serviros quan-
do, emfim,(he mulo) familias Ilustres levadas pelos
instinctos da juslira, acham-se empenhadas em seu
favor? Ornis sceplico, a conviceao mais empe-
dernida, lem obrigacao de dizernao houve crime,
a pronuncia he injusta, ,
Grande forca lem a causa da juslica : o reprobo
nao sabe angariar e uem pode, lana prolccQ.'io : a
perseguirlo crea proselylos.
O seu correspondente da capital prnmellcn dizer
alguma cousa acerca dos negocios d'aqui, por isso eu
Ihe vou dar um esboco deste fado para elle descor-
rer com o direil.ja que l.lo infelizmente nao o en-
tendo.
Sao depositados uns escravos do padre Kicardo c
Jos Joaquim (ionios, por causa de urna questAo, o
capitao Pulqucro era o advogado deslcs ; passados
alguns lempos, os escravos fogem da casa do depo-
sitario e vao ler a rasa do Pulqucro, porque sabiam
que esle defenda a queslao dos seubores, dizendu
que iam-se embora queixarem-se aos seus senbores
do mo tratamento que estavam lendo ; Pulqucro
reprchenden-os e disse-lhes que fossem para o se-
nhor os apadrnhar e vollar, porque os seus senbores
nao podiam dar remedio.e para que elles nao se de-
scnraminhassein, disse a um homem de Guarabira
que veio com carias ao lenle Alvos,que fosse com
elles, no onlro dia foi o depositario a' casa do Pul-
qucro, c este dizendo-lhe o acontecido, acrescenlou
que nao tivesse cuidado porque os seus consliluin-
les l nao demoraran) os escravos e queviram logo,
e assim succedeu, no fim de dous dias foram entre-
gues os escravos, inlerccdendo o sfcnhor que elles,
sem que o depositario soflrcsso o menor incommodo,
como diz edira' o propro depositario o capitao Bru-
no, pelo que naoqueixou-se,nao fez particpame ao
juizo, nada houve, c agora sabe um terceiro por
qneslfies particulares queixando-se do crime de furlo
pralicadu em bens que eslo no poder do deposita-
rio quando o depositario nao encomnicndou o ser-
roso moralise o Ilustre correspondente.
Estou cansado do escrever, por isso i jo Ihe en-
vi um apontamento que deu-me um amigo que
cstrahio da esso cvngregaloria da botica, oude o
bode linha de decidir um caso estupendo ; d'oulra
vez, se nao me aperlar a pregaica, la' lera Vmc
oueTTwe chose, dntfttautosaiba logo que houveram
ll'higse Torijs, rusga graudc, e que o bode acabou
o seu ultimo discurso, desla inauciraSenbores,
como nada mais lenho a dizer pego no meu xifa-
role, e vou apasecntar as bedinhas do mcu rebanho,
consolando-rae o consolo que me obrigaram a fazcr
de bode, mas nunca de macaco,anda quo me amea-
cem cossar e disse.
Se a caso esta poder e chegar a lempo do ser m-
pressa na quinta feira prxima para vir pelo correio,
mas correcta c direilinha, sem atropello nem cousa
que duvida faca, eu muito esmarci ; porm istogno
caso do Sr. ordeiro nao Ihe escrevcr.porque em lodo
caso cu cedo-lhe a primaza.I)csculpe-mo ir esla em
bcirrao, nao, tenho lempo de passar a limpo visto que
o correio est a porta : sao quatro folhas de papel
escripias quo dao que fazer aos dedos.
A' Dos, meu amigo, desojo ihe mulo dinheiro c
virtudes, dinheiro que he o que infelizmente val de
preferencia a ludo ueste mundo, e virtudes no ou-
(ro O acolito do lom.
Mamanguape 23 de fcvereirn de 1855.
P. S.Ullimo momentocorre, que o bode esl
soQreudo do dalo, segundo outros, dores de porto.
Quem nao v no-la queslao
Do tartufo Nicolao
Esse orgulho fero e mo,
Que n.1o so curva n razao i
Pensar lal paspalbao
Do globo ser o arrebol,
Dar a lei de sol a sol ?
Kniana-se !... q' os Alliados
Ou dcxam de ser soldados,
Ou tomam Sebastopol.
A bravura militar
Dos filhos do Occidente
Ningoem ha que seriamente
Possa agora couleslnr :
Manda o 6ro boje vingar
Nesses russos batalbes
Tanto sanguc de varos
Disperso, p'ra a patria honrar ;
llao de a Kussia exterminar,
Ou deixam de ser iVaroej.
O'Cnnnell Jersey.
------ HWW
A VEBDADEIKA RAIIHA UO BAILE GOI-
ANNENSE.
Aos meus amigosl)r. Joao Flnripes Dias Brrelo
e Francisco Jos Fcrnande* (Ulirana
Que val poeta inconstante
Cautar do baile a reinita,
. Voluvel que runde prcilo
A' formosa rosadinha,
E depois ardentc acclama
As graras da moreniuha !
Pocla, nao visto acaso
Quem a c'roa meroceu
Neslc baile onde lio bella
As oulras bellas venecu !
Qucres pois quebrar o sceplro
Da moreniuha do ceu !
Ella que linda primava
Jamis cnconlruu rival ;
A singeleza que a adorna
Excedo humano ideial ;
Quem roubar-lepode, o'\irgein,
Teu diadema real .'
Ten nos olbos scnlilanlcs
Dous astros a fulgurar,
Na cor morena do eco
Tens um tbesouro sem par ;
Quem resume graeas (antas
lia do por forja reinar.
Tu reinas, meign deidade,
Do valo no corarlo;
Imperas, porque es sultana
No mais brilbaule salao ;
Es formosa entre as formles.
Maga luz de inspiraran.
ile negar a luz do dia
Negarem-le a realeza ;
Eulrc as bellas do Brasil
Tu s formosa princesa ;
No baile fuste rainba,
Poste um astro de belleza !
Salve rainba das bellas !
Sustenta o solio que he (eu ;
Tens um ureo diadema
Nas graeas que Dos le deu :
Eu le sado tres vezes,
Salve morena do Ceu
Goianna 8 de feveroiro de 1855.
J.
Suum caique tribuendum.
Scnhores redactores : Foi com a maior satisfa-
cao quo vimos honlem ser o segunda balalho de In-
fartara de linha o escollado para fazor as honras da
abertura da astembla provincial 1 mais urna occa-
siao para se justificar ; mais um Iriumpho para en-'
cher de glora o coracao desses denodados militares ;
mais urna fesla para ondo comparecer ufana o exul-
tante de jubilo essa- ollcialdade briosa c digna de
eslima. O balalho marchou em grande uniforme,
os soldados caminbavam no mais respeitoso passo e
Iraziam impressos no semblante os (rajos da Valen-
tn, da disciplina e da obediencia ; linliam o verda-
dero ar marcial!! A' sua frente, c como comman-
danle que be interinamente, marchava o militar
honrado, o otlcial garboso, orespeilador da ordeni,
o mantenedor da disciplina, o amigo de seus cama-
radas, o major cxomplar, o Sr. commendador Joa-
quim Rodrigues Coelbo Kelly !!!'
Nao temosa honra de cultivar relajos de amisn-
de com o Sr. major Kelly; mas Iribulamos-lhe os
mais bem merecidos louvores, c o aprcscnlainos co-
mo credor dos maiores elogios. Seu pcilo coberlo
de condecorajoes sao incouteslavcis provas de seus
relevantes servijos: e por lano do nossas verdadei-
ras asserjes. Praza aos ecos que o merecimento
desje fiel, zeloso c prompln defensor do estado va
tocar o corajilo dos ministros de S. M. Imperial, c
que o militar digno de allcnjes receba mais um ga-
lardao de seus afanosos trabalhos e lidas da ardua
carreira a qne se dedicou.
lteclamamemboralodos osmais senhoresofliciaes,
quo se aprescnlaram com o aceio e boa ordem que
sempre os caraclerisa.
Recife 2 de marro de 1855.
RESPOSTA
A poesa publicada no Diario de Pernambuco n.
30, com o tituloAnda a terdadoira rainha do
baile goiannense.
Aos Hlms. Srs. Manoel Paulino da Cunha Govcia
e Dr. Joao Florpcs Dias Marrlo.
Poela, li a canrao
Com que ,i minba rcspondesle.
Nao scnle o meu coracaq
Amores como disseste.
Se canl'i_a moreniuha
Cmodo bailo rainba,
Julguei cumplir um dever,
E dar Iriinnplio verdade,
Ccdendo preilo deidade
Que soube-o bem merecer.
De trovador lie braao
Adorar a nalurcza :
Mas cheguemos a razao.
Mancebo, quero franqueza
Eu caiile a moreninha,
Tua bella rosadinha....
Canfesseraosambas eram
Tao formosas como bellas,
Que asGoianuenses donzelas
Sempre nas feslas imperam.
Nao cedamos dislinrr.o :
A arerdade docanlomos
Do fundo do coracao.
Com doces bymuos louvemos
As formosas o mire ellas
Nao mais rainba das bellas
Sim, quo as fillias desla Ierra,
'Amantes da liberdade, ,
Desprezam a mageslade,
Pois somonte orgulho encerra.
Nao mais rainhs... lal nomo
Traduz-nos a mageslade,
Eo mortal jamis o lome,
Que elle he s da Divindadc.
Neslc mundo a realeza
S nos retrata vileza......
Morlaes a mortaes curvados !
Isso he muilo, meu cantor.
Tenham as bellas agrados
E um paraizo de amor.
Pl'BLICACOES A PEDIDO.
MOTE.
As Potencias d'Occidente
Com as Aguias e os Ixoes
Ou tomam Sebastopol,
Ou deixam de ser Sardes.
(Marmota Fluminense.)
GLQZA.
A sorloda humanidade
N'Orienlc est lanjada ;
Ou Moscou fica esmagada,
Ou vamos p'ra media idade.
Eu, que quero a liberdade'
Neste mundo permanente,
Juro queda russa genle
Quer por Ierra, qoer por mar,
llao de sempre Iriunipbar
As Potencias Occidente.
He-la lula ensanguenlada
Conlra o Cossaco malreiro
N3o diviso o paradeiro
Sem ver Constad! arrazada :
S depois de executada
Por bravos Iranco-Dreics
Essa empreza, as legioes
Dos valenles marcharan,
E em Petersburgo enlrarjo
rom as Aguias c os Lees, '
9 de fercrero de 1855.
//. B.
COM.MKHCIO.
PRAC-V DO RECIPE 2 DE MARCO AS 3
HORAS DA TARDE.
Colajes olliciaes.
Descont de lellras de pouco fempo 9 l|2 % ao
ann.
Assucar mascavado bom c finoIJ750 e 19900.
ALFANDEGA.
Rendimenlo do da 1.......tl:i(l>-jn8
dem do dia 2........10:300c'J29
pos do sol, W fando* o 19 caixas lecidos de algodao,
100 rogareiros, 91 barricas forragens; a Fox Bru-
Ibers \ Ci
101 taitase 1 machinas; a D. Bowraan.
78 caixas e 20 fardos de algodao, 2 caixas miudo-
laa ; a II. Gibson.
50 barris manteiga ; a F. G. de Oliveira.
1 caixa lecidos de seda, 61 fardos, 27 caixas leci-
dos de algodao, 30 barris salitre ; a A. C. de A-
breu.
1 inassos ferragens, 4 caixas ditas, 113 ditas linha,
.'! barris cobre ; a Wyall.
1 caixa bicos ; a Feidel Pinlo Aj Compa-
nhia.
1 barrica ferragens, 50 ditas manteiga ; a Barroca
& Caslro. t
100 barricas soda, 3 fardos lecidos de laa o algo-
dao ; a ordem.
2 caixas cobre ; aAndrade.
10 fardos e 13 caixas lecidos do algodao, 2 far-
dos lecidos de linha ; a Paln Nash & Compa-
nbia.
13 caixas e i fardos lecidos do algodao, H caixas
lecidos de laa, 10 fardos fio ; a Adamson v\ Compa-
uhia.
8 e meia toneladas carvao patente ; a A. P.
Youle.
il fardos e 18 ealXM lecidos de algodao, 6 dilas
loalbas, 1 fardo lecidos de laa e algodao, 116 feixes
de ferro ; a J. Crablrcc & <;.
2 caixas lecidos de algodao ; a Rosas Braga &
Companhia.
21 fardos e 21 caixas dito dilo ; a James Ryder &
Companhia.
7 dilos e 3 dilas dilo dilo ; a Russell Mellors &
Companhia.
Diversasamoslras; a diversos.
Barca franceza Ilatre, viuda do Havre, consigna-
da a J. R. Lasserro & Companhia, nianifeslou o se-
gunte :
I caixa queijos, 19 dilas fazendas de algodao, 3
dilas fazcudas de laa, 1 dita filas de seda, 1 dita cha-
les de laa bordados de seda, 1 di la saceos para via-
gens, 5 dita- fazendas de 1.1a e algodao, 8 dilas fa-
zendas de 15a, 1 dila couro de lustre, 5 embrullios
amostras ; a J. Kellcr fll C.
1 caixa filas de seda, I dila fazenda de laa, I om-
brullio amostras ; a Bruun Pracgcr & Compa-
nhia.
1 caixa fazendas de seda, 1 emhrulho amostras; a
J. II. Gaeusley.
1 caiva pcrtcnccs para relojociro ; a Lacase.
2 dilas chales de algodfio, I dita bonetes de eda
e linas de pellica, 11 dilas fazendas de algodao, 1 d-
dila dilas diversas, 1 dila bulos, 1 cmbrullio coma-
moslras; a Timm & Vinassa.
2 caixas fazendas de algodao, a C. J, Aslley &
Compaehia.
ditas lalbercs do forro eslanhado, 40 barrisman-
lega; aE. II. Wyall.
1 caixa modas ; a Bucssard Millochaud.
S caixas agua de Colonia, 1 dila fazendas de lila, 1
dila bonetes e requifes, 2 dilas pelles preparadas, 1
dila charra e accessorio-, 1 dila calcado, 2 dilas cha-
pos, 3 dilas \ idros, 1 dila conservas, 2 dilas arreios,
I dila quinquillera, 1 dila perfumara, 2 dilascha-
pcos de sol e fazendas de algodao, 100 dilas garrafas
com viuho, 1 dila e 4 barris linla para imprimir, 1
cala mercearias, 1 emhrulho amostras ; a L. Le-
conle Feron & C.
1 caixa bonetes, 7 dilas morreara o pcrlenccs
para escripia, 3 dilas perfumaras e Irasles ; a Fei-
del Pinlo & C.
1 dila fazendas do laa, seda e algodao, 2 dilas lcn-
jos, 2 dilas fazendas de algodao, 1 dila dilas de se-
lla, 1 emhrulho amostras; a Schafleililm & Compa-
nhia.
(0 barris c 40 meos dilos manteiga, 2 caixas cal-
jados ; a N. O. Biber & C.
1 dita chocolate, 80c"Jlas lenjos de algodao, cha-
peos para homem c oulros objectos, 2 ditas chapos
de feltro, 1 cmbrulho amostras ; a Vctor I.asne.
50 barris o 25 mcios dilos manlciga ; a Tasso Ir-
ma os.
2 caixas verniz, e 1 dita medicamentos; a B. F.
Souza.
2 fardos pannos, 1 cmbrulho amostras; a M. J.
Ramos e Silva.
II fardos cal jado, chapos e ditos do sol; a E.
Didicr&C.
3 ditas fazendas d; algodao c linho, 11 dilas espe-
Ibos, fazendas de attodao, perfumara, objeclos de
loilleKc c oulras mercaduras, 2 dilas amostras ; a
Sauvagc & C.
20 ditas lato, caljado, vidros, livros o perlenccs
para cscriploro; a J. P. Adour <5 C.
3 barris litborgyria minio, 1 caixa marmores, i
dila drogas ; a J. Soum.
150 barris c 150 meios dilos manteiga, 40 gigos
cerveja, 40 caixas queijos ; a J. R. Lasserro & Com-
panhia.
1 dita chapeos ; a A. L. dos Santos & Ho-
lln.
1 dila objeclos para scllciro e lanlcrnas 1 cm-
brulho espoletas ; aPamateau.
I caixa chapeos para senhra ; a A. Ro-
bert.
1 dila livraria.3 gigos champagne ; a Machado &
Pinheiro.
3 caixas papel e porcellana ; a Miguel Jos Al-
ves.
1 dita livros; a Ricardo Frcilas & Compa-
nhia.
1 dila obras modernas; a Demcsse I.cclcrc &
Companhia.
Ilialc Flor do Brasil, vindo da Paraliiba, con-
signado ao meslre, manifest,! o segunte :
1,000 loros de mangue ; ao i ai regador.
Escuna nacional Tamega, viuda do Ro de Janei-
ro, consignada a -Novaos & C, manfeslou o se-
guinle :
17 caixas espingardas, litemos barricas vazias.
33 pipase 50barris vazios, 34 barricas cervej 3 cai-
xas chapos, 700 ditas sabao, 2 dilas caf, 386 saceos
dilo, 30 rolos fumo, 2 talas vazias, 2 barricas fari-
nli.i, I casal de paves; a ordem.
CONSULADO GERAL.
Rendimenlo do dia 1...... 1:4003527
dem do dia 2........ 1:3:159529
o 13. Juliao
Tj. Paulin
po das referidas quola-, ni conformidade do arligo
6 do regulameulo de 22 de dezembro da 1854.
Ra da Penba.
N. 2. Ilerdeiros de Joaquim Jos Ferreira. 36J000
o 4. Julio Porlella........399600
6. Nuno Mara de Sexus.....UjfOOO
1. Ilerdeiros de Jos Mauricio de Oli-
veira Maciel..........|
3. Dilos de Caelano de Carvalho Raposo 903000
5. Dilos dilo .........
7. Domingos Jos da Cosa.....36&000
9. Francisca Benedicta dos Prazeres .
11. Jos Moreira da Silva.....49000
ao Porlella. ....... 275000
ina Maria........1N.;!K)0
17. Antonio Luciano de Moraes Mosqui-
ta Pimenlel e herdeiros de Manoel Paulo
Quintclla...........575000
a 19. Ilerdeiros de .Manoel Paulo Quintel-
la e Francisca SalusliirVia da Cruz. 50J)iOO
2I. Ilerdeiros de Manoel Paulo Quinlcl-
la e Francisca Salusliana da Cruz. 730800
23. Joaquim Jos da Cosa Fajoses 845000
i) 25. Irmandadc das Almas do Kccife. 57-5600
26. Joaquina Maria da Purificaba 360000
o 29. Viuva a herdeiros de Antonio Joa-
quim Ferreira de Sampaio.....525200
i) 31. Marcolino (ionjaives da Silva. 30->000
33. Francisco Jos da Silva Maier. 63-3900
Ra do llangel.
77. Francisco Anlonio ilc Oliveira J-
nior ............9:i->600
79. dem dem dem.......259300
i) 81. Mara Aun iniciada Adclaidc Alvos
da Silva..........
ra o hospital dos Lasaros, ficou transferida para o
dia 8 do correnle, pelas 5 horas da larde, na sala de
suassessies, nonde apresenlarSo os pretendenles suas
proposlas cm caria fechada, designando o menor pat-
ea porque Ibes convicr fazer dilo forncimenlo. Ad-
miiiislrajiio geral dos cslabelccimcnlos de caridade 1.
de marjo de 1855.O cscrivio,
Antonio Jote (Jomes do Cvrreio
Do ordem do Exm. Sr. director geral da fns-
IrucrRo publica, fajo saber a quem convicr, qu
concurso a cadeira de inslrucro elementar do ir-
ir.eiru grao da villa de Serinhaem, com 60 da! de
prazo, con lados da dala desla.
Directora geral 24 de fevereiro de 1855.Candi-
do liiislaquio Cesar de .V//o,sccrelario.
O lllin. Sr. contador, servndo de inspector ds
theaouraria provincial, manda fazer publico que do
dia 3 por dianlc se pagara os ordenados o mais des-
pezas do mez do fevereiro prximo lindo.Secreta-
ria da Ihcsouraria provincial do Pernambuco, 1
de marr de 1855.O secretario, Antonio Ferreira
d' Immnciarao.
AVISOS MARTIMOS.
30:7I0l37
Descarregam hoje 3 de marro.
Brigne inglcz//erald'bacalhno.
Brigue inglezJfiiint;ojicarvao.
Brigue inglezllamjdem.
Brigue ingezMary Auncemento.
Barca inglezaGYooumercadorlas.
Barca francezalacredem.
Brigne hamburguezAdolphocarvao.
Brigue dinamarqueztincalaboado.
Patacho suecoYiunaidem.
Patacho porluguezAlfredoceblas c pedra.
Importacao'.
Hiale nacional Dncidoso, vindo do Aracaly, con.
signado a Jos Manoel Marlins, manifesloii o se-
gunte :
483 couros salgados, 74 meios de sola, 192 saceos
cera de carnauba, 1,050 cojrinhos de cabra, 1 paco-
te cera de abelha, 1 barrica de sebo, 95 molhos es-
leirs, 59 ditos courinhos de cabra, 6accos gomma,
2 caixas velas de carnauba, 2 caixOese 2 fardos sa-
patos, 138 couros surrados e 1 fardo, 3 bombas de
carnauba, 1 sacco feijao ; a ordem.
Hiato nacional Anglica, vindo de Mac.10 do As-
s, consignado a Antonio Joaquim Seve, manifeslu
o segunte :
6 feixes cobre, 2 cnvclhas, 1 porjao de pregos, 1
pipa, 12 barris e meia dito vazios, 4 quartolas o 2i
barris cera de carnauba, 7 saceos dila dita, 1 embrn-
!ho pennas de ema ; a ordom.
2 barricas com 5 ditas abalidat, 1 dita cera ama-
relia, 380 alqueres sal, 250 molhos pallui de car-
nauba ; a Luiz Borgesde Siqueira.
3 barris sebo ; a Jos Anlonio da Cunha Ir-
raHo.
Barca ingleza Oiaour, viuda de Liverpool, con-
signada a C. J. Aslley & C, maufestou o se-
guinle :
62 fardos, 42 caixas lecidos de algodao, 63 gigos
louja, 1 caixote amostras, 1 dilo chales, 40 tonela-
das carvao, 96 barras ferro, 1 caixa metal, 1 dilao-
bra de sellciro, 15 feixes forro ;aC.J, Aslley &
Companhia.
2 caixas amostras, 11 gigos louca, 4 caixas cha*
2:73650.56
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1. ...... 3479170
dem do dia 2........ 355648
3825818
REClilJEDOP.lA DE RENDAS INTERNAS GE-
ItAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 1.
dem do dia 2. .
- CONSULADO
Rendimiento do dia 1. .
dem do dia 2. .
1:735*923
1:651-3615
3:3875538
PROVINCIAL.
1:8188171
l:25782i
3:0955998
MOY1MENTO DO PORTO.
Navios entrad' no dia 2.
(Terra Nova3dias, brigue inglez Herald, de 202
toneladas, capitao John Warrcn, eqnipagcm 12,
carga b.icalhao; a ordem. .
Mar Pacifico, lendo sabido de Wsrren ha 38 mc-
/.e-Galera americana Sea, de 808 toneladas, ca-
pilao Sowle, cquipagem 38, carga a/.eile de pei-
xc ; ao capitao. Veio refrescar e seguio para o
mesmo porto.
Rio de Janeiro20 dias, brigue porluguez F.spe-
ranra, de 225 (oneladas, capitao Marianno Anto-
nio Marques, cquipagem 14, carga varios gneros;
ao capitao. .
lati alado no mismo dia.
Brigue de guerra francez Caasscnr, commandanle
Colier. Suspendcu do lameirao. Ignora-se o seo
destino.
......... 403500
1:2173100
E para constar se maudou aduar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da ihcsouraria provincial do Pernam-
buco 10 de fevereirodc 1855. O secretario, ./iifo-
nio FeTeira a" AnnunciarSo.
O Illm. Sr. inspector da (hesouraria provincial,
em cumprmento da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia de 21 do correnle, manda fszcr publico,
que no dia 22 de marro prximo viudouro, peranle
a junta da fazenda da mesma Ihcsouraria, se ha de
arrematara quem por menos fuer, a obra do oitavo
lauro da cslrada dalscada, avahada em 15:1005000
res.
A Erremalajao ser fcila na forma da le provin-
cial n. 343 de 16 de iiiaioiiroximo passado, sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas quq se propozcrcii) a esta arremalajao,
coniparejam na sala dassessOes da mesma junta, pe-
lo meio dia, compclenlcmeulc habilitadas.
E para constar se mandou allxar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretarla da Ihesourarin provincial de Pernam-
buco 27 de fevereiro de 18.13.O secretario, Anto-
nio Ferreira da AnnunciarSo.
Clausulas especiaes para a arremataran. '
1." As obras do oilavo lanjo da estrada da Escada,
far-sc-hao de conformidade com o orjamciilo e per-
lis approvados pela directora em conselho, c apre-
sentados ao Exm. Sr. presidente da provincia, na
imporlanca de 15:4009000 rs.
2.a O arrematante dar principio is obras no pra-
zo de 1 mez, o dever couclui-las no de 12, ambos
contados na forn-a do art. 31 da lei n. 286.
3. A imporlanca da arremalajao ser paga de
conformidade com o arl. 39 da mesma lei provin-
cial u. 286, emapoliecs da divida publica provincial,
creada pela lei provincial n. 3.11 de 23 do selembro
de 1854*
4." O prazo de responsabldade ser de 1 anno,
ficando dinamo dito prazo, o arrematante obrigado
a conservar o lsnco constantemente cm bom es-
tado.
5.'' Para ludo que nao se adiar mencionado nas
prsenles clausulas nem no orjamenlo. seguir-se-ha
o que dispc a lei n. 286.
Conformo. O secretario, Anlonio Ferreira da
AnnunciarSo.
-- A cmara municipal desla cidade laz publico,
que nesla dala Ihe declnrou Francisco Lucas Fer-
reira, que linha acabado com o seu estabelecimento
de carros fnebre, silo 110 largo do Hospital, pc-
diado ser desoncrado das obngajes do respectivo
conlralo, qne assignou, pelo que nao podo mais o
declarante forneccr carros fnebres para enterres uo
ccmilero publico desla cidade.
Pajo da cmara municipal do Recife em sessHo
de 28 de fevereiro de 1855./iardu de Capibaribe,
presidente. No impedimento do secretario, o offi-
eal, Manoel Ferreira Accioli.
Peranl- cmara municipal ilesla cidade, es-
tar em praja nos dias 3, 5 e 7 de marjo, a obra
dos reparos do canno do al venara existente na es-
Irada do Chora-menino, orjada em rs. 9305490.
Os pretendenles podem comparecer nos indicados
dias, munidos de lianja doea, sendo que das 9 ho-
ras da manhaa s 3da larde de qualqocr dia til,
se Ibes franqueara o orjamcnlo da obra para o con-
sultaren].
Pajoda cmara municipal do Recife em sessao de
28 de fevereiro de 1855. Barao de Capibaribe,
presidente. No impedimento do secretario, o oflicial
maior, Manoel Ferreira Accioli.
O Dr. Custodio Manoel da Silva Guimaraes, juiz de
direiln da primeira vara do commerrio nesla ci-
dade do Kccife de Pernambuco por S. M. I. c C.
o Sr. D. Pedro II,que Dos guarde ele.
Fajo saber aos que o presente cdlal virom que
Fcdel Piolo & C. e outros commerciantes estable-
cidos nesla cidade, credores do comincrriaulenao
matriculado Vicenlo MonleitoBorges, tambera esla-
belecido com loja do mudczas na ra do Qucimado
me enviaran) a dizer cm sua pelicSo por cscripto,
que lendo esle cessado seus pagamentos, como pro-
vavam com os documentos que junlaram sua pe-
tjao om consequeucia do que ja haviam felo arre-
malajao do eslabelecimcnlo, requeran) que fosse
declarada aberta a fallencia do mesmo devedor, o
que sendo por mim deferido, o subindo os autos a
minba concluso nelles profer a senlenja seguinle :
A vista da exposijao da (1. 2. fizeram Feidel Pin-
to & C. o oulros, acompanhada dos ttulos de divida
fls. 5 a 8, e dos documentos de lis. 12a 15, pela qual
concludenlcmcnle se mostra o verdadeiro estado de
insolvencia do commercianlc nao matriculado Vi-
cente Montero Borgcs, eslabelecido com loja de
miu lozas na rtia do Cabug desla cidade, declaro
iberia a fallencia do mencionado Vccule Montero
Borgcs, a contar desde o- dia 6 do correnle mez,
conforme a disposieao dos arls. 806 e 807 do cdigo
commcrcial. Nomcio para curadores fiscaes os re-
feridos Feidel Pinlo & C. credores e primeiros sup-
plicantes a f. 2 cima mencionadas, que prestado o
devido juramento; e ordeno que se ponham os com-
petentes sellos que se remella sem demora ao res-
pcclivo juiz de paz urna copia aulhcnlica desla sen-
lenja, equea mesma se afilie e publique ludo na
conformidade dos arls. 811 c 812 do ciiado cdigo,
procedendo-se ncslas e em lodas medidas proviso-
rias com a devida celcridade.
Recife 27 de fevereiro de 1855.Custodio Manoel
da Silva Guimaraes.
Em cumprmento desla minha senlenja convoco a
todos os credores prsenles do referido fallido Vi-
centa Montero Borgcs, para que no dia 5 do proxi-
xo mez de marjo as 10 horas comparejam cm casa da
minba residencia na ra da Concordia do bairro de
Sanio Antonio, lim de cm assembla procedercm a
nomeacao de depositario para receber c administrar
provisoriamente os bens da casa fallida.
E para que chegue a noticia de todos mandei pas-
sar editaes, que serao publicados pelos jorn.ics, e af-
fixados na Praja do Commcrcio, na casa das audi-
encias e noestabelecimenlodo fallido.
Dado o passado nesla cidade do Recife de Pernam-
buco aos 28 de fevereiro de 1855.Eu Manoel Joa-
quim Baplista, escrvao interino o escrevi.Cusfo-
dio Manuel da Silva Guimaraes.
PARA O RIO DE JANEIRO
a^barca Lrasileira Flor d'Oliceira, capitao Jos
d'Oliveira Lele segu com milita brevidade por ler
a maior parle do seu carregaraenlo prompto : para
o resto d carga c escravos~a frele, para o que lem
cxccllcnles commodos, trnla-sc com o consignatario
Manoel A!ves Guerra Jnior na ra do Trapiche h.
14, primeiro audar.
PARA O RIO DE JANEIRO
segu cm poucos dias o brigue ConceirSo. capiUIn
Joaquim Ferreira dos Santos : para o resto da carga:
Irala-sc com Isaac Curio i\ Companhia, na ra da
Cruz n. 10.
PARA O RIO DE JANEIRO
segu imprelervelmcnte no dia 3 de marro a barra
brasileira Flor de Oliveira, s |>de receber escra-
vos a frele, para o que tem oxee I leu les commodos :
dirijam-se ao consignatario Manoel Alve Guerra
Jnior, na ra do Trapiche u. 14.
Para o Ccar secue no fim da presente semana
o bem ctinhecidn hi.iio Capibara*, mestro Anlonio
Jos \ launa ; para o rcstn.da carga, trala-so na ra
do Vigario 11. 5.
Sai
PARA O RIO DE JANEIRO.
ic com milita breridade, por ter a
maior parto ilo teu carregamento promp-
to, a bem condecida veleira escuna nacio-
nal Tamega : para o resto da carga,
passaijeirose escravos a i'rcte, trata-secom
Novaes&C, nru do Trapichen. 54-.
Babia.
O hiato Crrelo do Sorte Irahsfcrio a viagem pa-
ra esse porlo ; sisue neslcs dias, c anda pida recen
ber alguma carga : Irala-M rom '.arlano Cvraco da
C. M., ao lado do Corpo Sanio 11. 25.
Para o Aracaly segu com brevidade o hiale
Duridoso, por j ler parto da carga ; para o resto c
passageiros, (rala-so com Joaquim Jos Marlins, ou
na ra do Vigario n. 11.
Para a ilba de S. Miguel pretende seguir via-
gem neslcs dias o patacho porluguez Alfredo ; para
carga c algoas passageiros, (rala-se com os rnnigua
larios Johnslon Palcr & Companhia, na ra do Viga-
rio n. 3.
PARA O RIO DE JANEIRO
O brigue brasiieiro Elvira segu no
dia do correnle: para passageiros ees-
cravos a frete, trata-se com Machado^ Pi-
nheiro.
IM PENETRA VEIS.
Pelo ullimo vapor acabo de chegar osberaeenhe-
cidos c apreciados capules, perneiras e boUffl para
montana, de burracbn, da quaiidade mais superior
que lem vindo ao nosso mercada, por serera da bem
condecida fabrica de Charles Macinloih A; Compa-
nhia de Hanchester, de quem sao a-eutos nesla pra-
ja os Srs. Adam'un Howe& Companhia ; acham-se
n venda na bom conhecida luja de Antonio Fran-
cisco Pcrera, ra do Crespo, a prejot muilo bara-
tos. Poim advcite-se, para que nao*apparejaalgu-
ma duvida, que o nome do fabricante desla celebre
fabrica traz um carimbo especial encamado com o
nome do mesmo, em toda a sua raauufactura.
;C23
KEMEIOIRILITAK.
. Convida-se a todos os sucios para se icon-
rem snbbado 3 de marjo, as < horas da tarde,
na casa de soas partidas, afim de so proceder
a nova eleijv" do directorio, e lralar-sa de
negocios coucerncutcs a mesma sociedade.
Os abaixo assignados, edegados a esla cidade
cm dias do mez de ouluhro prximo passado, Irou-
xcram em sua compauhia um menino seu prenle,
rom idade de 11 a unos, o qual chama-se Jos Ga-
nuc, subdito napolitano, assiro como os annuncian-
tes, e se empregava cm locar harpa, a como so udo
saiba ha mais de um mez o destino que loman, ro-
ca-se a lodas as autoridades policiaes ou pessoas par-
ticulares, se diimcm o fazer condiizir nost cidade
ao berco do Abren n. 1, que promplamente se sa-
tisfar toda o qualquer despeza que se Oaer, e lam-
bem se gratificara a petsoa qne delle der noticia.e se
liiar summameule ralo. Pernambuco t. de mar-
jo de 1855. Giusepp Antonio tmperatrice,Antonio
la Baja.
O abaixo assignado. eirrivio da irmandadc do
Sr. Bom Jess das Dores, cm S. Gonjallo, por de-
lerminajao da mesa regadora, de nov convida .1 lo-
dos os irmilos da mesma irmandade a comparecerera
no consistorio respectivo, para, reunidos em mesa .
geral no domingo, 4 do correnle, pelas 9 horas do
dia, trataren) da construejo das calecsmbas no cc-
milero publico.O escrivo,
Candido de Souza M anda Cont.
Perdeu-se no dia 2 de marjo orna carleira. da
ra do Cordoniz al o Corpo Santo, leudo dentro 2
vales, um de 1^500 c outro de 4JP00. levando era
dinheiro de prata 6,-HKK), cm pape^ftSOOfj: roga-se a
pessoa que adiar, querendo-a mlregar. pode leva-la
u ra da Codorniz 11. 4, que ser gratificada.
Precisa-se alugar um rooleque de 14 a 18 an-
uos : na ra do (Jueimadu n. 47.
Preeisa-sc de officacs para obras miadas: na
loja de alfaiale, na roa Nova, esquinada ponte.
') St. Salyro Bruno Alves Bolclho Icnlia a
hondade de dirigir-se roa Nova a fallar cora o
abaixo assignado, a negocio que Ihe diz respeito.
Antonio Domingos Pinto.
LEILO'ES.
O ageule Oliveira ar ieilao, por aulorisajao
do Illm. Sr. Dr. juiz do cominercio, c a requerimen-
lo do curador da raassa fallida da viuva Marlins de
Carvalho, dos perlcnces, pesos e mais objeclos do ar-
mazcm da dita massa, silo na ra do Brum. logo
immedialo ao dos Srs. Mesqula ^ Dulra : sabbado,
3 do marro, ao meio dia, no indicado armazem.
J. II. Gacnsley far Ieilao por inlcrvenjao do
senle Oliveira, de um completo sortimento ile fa-
zendas de todas as qua'.idades, segunda feira 5 do
correnle, as 10 horas da manida, 110 seu armazem
ra da Cruz.
QunU-feira, 8 do correnle, as 11 doras da
maulia.i. llavera leil.lo no caes da alfandega, de 10
caixas com marmelada c doce de calda, ltimamen-
te chegada de Lisboa, por conla e risco de quem per-
lencer.
AVISOS DIVERSOS.
ATTENCA'.
EDITAES.
O Illm. Sr. inspector da Ihcsouraria provincial,
am cumprmento da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, manda convidar aos proprelarios abai-
xo mencionados, a ciitregarem na mesma Ihcsoura-
ria, no prazo de 30 dias, a contar do dia da primeira
publicacao do presente, a importancia das quolas
com quo devera entrar para o caljamenlo das casas
da ra da Penha e tres da ra do Rangel, conforme
edsposlo na lei provincial n. 350. Advertindo qne
a falla da entrega volantaria ser punida com o d-
DECLARACO'ES.
A mala para o Rio de Janeiro, pelo brigue na-
cional Klvira, sera fechada uo dia 1 do crrenle ao
meio dia.
Por esta conladoria se faz publico, que do 1.
ao ullimo de marjo futuro, se arreradarao bocea
do cofre os mposlos sobre eslabclccimenlos de rom-
mercio o industria, ficando sujeilos a mulla eslabc-
lecida 01 que nao pagaren) denlro do mesmo lempo.
Conladoria municipal do Itecife 2S de fevereiro de
1855.No impedimento do contador, o amanuense,
Francisco Canuto da Uoaviagcm.
A administradlo geral dos eslabelecfmenlos de
caridade manda fazer publico, que nao se lendo ef-
fectnado a arrematasao de fornecimeoto do agua pa-
Prevme-se a todas as pessoas que ne-
gociam com relogios, o com especialidade
aos Srs. relojoeiros, que deixem de eil'ec-
tnar qualquer negocio coin um de ouro
patente suisso 11. 7870, o qual loi fin-ta-
po nesta typographia.
Na loja de Jos Alves da Silva Guimaraes," na
ra do Cabuci, precisa-se fallar com os Srs. Anlonio
Marinho Palcao, Carlos Jos Gomes de Oliveira e
Angelo Custodio da I.uz ; por se ignorar a sua mora-
da, he o motivo do presente.
Jos Gomes da Silva Saraiva faz urna viagem
ao Para.
O Sr. Franklin Americn Eustaquio Gomes ve-
nha concluir o uegocio na ra do Crespo n. 15.
Si mi,io Percira de Caslro d dinheiro a juros
em pequeas porjes. com penhores de ouro : quem
quizer, dirija-se sua casa, na ra de Hurlas n. 49.
Roga-se ao Illm. Sr. Manoel Rodrigues do
Passo e aos Srs. cadetes Hodolpho de Bulhese Fran-
cisco Maria de Almeida Seixas, de apparecercm na
ra da Aurora n. 32, leja, para.negocio.
Na loja de modas de raadarae Mllocha Bucs-
sard, aterro da Boa-Vista n. 1, alm de um sortimen-
lo completo de objeclos para enfeilar vestidos, tem
para quaresma, grozde imples, cbamalole, crep, fi-
los do seda, e de algodao, bicos, rendas, mantas de
bico para cabera, luvas de malha lina-, tranjas, fi-
las, frnjasele.: quescvenderao muilo om 'conla.
ODr. A. A. Xavier de Brilo, medico, reside
na rha Nova n. 69, onde pode ter procurado para o
exercico de sua profissao.
li. rhereza Alexandriiia de Souza Bandei- 0
ra, profesora particular, lem accresceutado
9 aos cnsinos de primeiras ledras, costura e va- lg>
rios bordados,mais dous: mu.-ica e grainmati- @
9 ca : se alguem quer servir-se de seu prcsli-
J5 mo, podo dirigirse ao pateo do l'araizo, pri- S
iS meiro andar, unido a igrej.
A pessoa que liver urna imagem da Senhor da
Conceijao do tamanho de um palmo, sem incluir
peanha, qoea queira Irocar, aonuncepor esleOia-
rio para ser procurada.
AVISO AOS SEXHORES ACADMICOS.
Na cocheira da ra do Cano n. A. par delraz do
convenio,do Carmo ha bons carros envidrassados
e por prejo commodo para alugar por mez, para
conduzir os Srs. estudantcs para a academia : quem
quizer dirija-se a mesma cocheira, quo achara com
quem Iralar.
O capitao da galera americana Flnlande de-
clara que nao se responsabilisa por divida alguma
feila por genle de sua Iripulajo.
PERIDICO DOS POBRES.
Acha-se aberta a assignatura para esta
follia que se publica, escripta por mui
liabeis pennas, no Rio de Janeiro, e sob
a direccao de A. M. Morando ; ja' conta
seis annos de existencia e sempre lia go-
zado de toda a estima. tanto na corte como
em todas as provincias. Assigna-se na li-
vnnia da praca da Independencia n. C e
8 por 2*000 por trimestre, 4.SO00 por s*j
meslre, e 8:>' por um anno: convida-se aos
amantes da leitura para que venliam as-
signar ate a chegada do Imperador, que
se espera do norte, aim de receberem a
collecrao no primeiro vapor.
.:::' ;... :\ : : \ :....
I NO COLUTORIO
DO DR. CASANOVA
RIA DAS CRL'ZBS N. 28,
vendem-se carleiras de honicopalhia de lo-
do- ns lamanhos, por piejos muilo em conla.
Elemeulos de hnmeopalha, i vols. 65OO
Tinturas a cscolher, cada vidro. Q
Tubos avulsos a cscolher a 500 e
Consarfis gratis para os pebres.
Aforamentos.
Aforam-se terrenos na Soledade, pro-
prios para edilicaroes e para plantacet
de eapim : a tratar no Mauguinlio, sitio
de II. Alves da Silva.
Precisa-se de um bom eoziuheiro, forro on
captivo, d-se at lfiOOO por mu, para urna casa
estrangeira: a Iralar na ra doTrapicbo n. 38, ar-
mezem.
U IMcibco pergunta ao Sr. que promette &
mandar por seus escravos, dar pao e mais pao Qi
(SJ nos Irabalhadores o arlilices (forros) se anles 9'
5) de se acabar a obra (que est esperando o &
@ bom lempu\ apparecerflo mais alguns arru- 6fl
, fos do coslume, e perganta mais se aquillo i
T que se deu em outubro de 1839 por lermo T
;5 que assignou. se se pode agora vender tomo SO
i vendeu por bom cobriubo, c se esta moda de 0
SO honra, veio agora da Crimea; isto deseja sa- 0t>
uer, o mesmo pacifico. 3t
Offcrece-se urna pessoa muilo habilitada para
tirar passaporlcs e correr folhas, assim como despa-
char escraus, ludo por menos prejo de que outra
qualquer: quem precisar, dirija-se ra Nova, ta-
berna n. 50, a qualquer hora, que achara a pessoa
que so encarrega.
Precisa-so de um c.iixeiro qne saiba bem ler e
escrever, para caixeiro de fra em urna padtra, e
que Icnlia deste eslabelecimeuto basUn
aquelle que se adiar netas circ unislanciase afianjar
a sua conduca, pode dirigir-se ra larga do Rosa-
rio, sobrado n. 18, junio ao quartel, segando andar,
que acharan com quem Iralar ; e lambem se precisa
de um padeiro que enleoda perfeilamenle de fazer
plo c bolacha, e que saib tornear com perfeijSo.
-- No dia 28 de fevereiro (indo, ausenlou-sc do
armazem de Joaquim Jos de Amorim. um cscravo
de mmio Faustino, que reprsenla ter de 45 a 50
annos de idade, o qual cscravo tem a perua direjta
mais curia que a outra por a ter quebrado, e lem
o vicio de embriagar-se : qnem o appreheoder, o
poder levar ao dilo Amorim, de quem recebera a
devida gratificarao.
Precisa-se alucar urna prela para o servijo de
urna casa de pouca familia na Boa-Vista, ra do
Rosario, n. 30.
Simplicio da Cruz Rbeiro, lendo dirigido ao
Sr. Jos Mara de Amorim e sua familia algumas
palavras oflensivas, entrando agora 110 verdadeiro
conbecimento do faci a qne se referir, retrala-se
de laes expreseoes, visto repulac falsas as informar "es
que o indu/iram assim pralcar, pois est informa^"
do do compoclimenlo do Sr. Amorim e de sua fa-
milia. M.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da ra
da l.apa 11. 13, por barato prejo; assim como par-
licpa-se a t-essoa que o quera, qne pode vir buscar
a chave pelo ajuste que ollereceu : na praja da Boa-
Visla n.".
Precisa-se de urna ama forra oo captiva para
fazer o servijo diario de urna casa de pouca familia :
quera pretender, dirja-se a ra do Collego 11. 15,
armazem.
No hotel da Europa precisa-se de 2 criadas
brancas.
No holel da Europa precisa-se da 2 negros por
alegad.
OQcrcce-se orna senhora casada para cnsinar
meninas lora da cidade, a qual promello dar bom
andamento : quem pretender, dirija-se a ra do Li-
vramcnlo n. 24, taberna.
Para o Porlo segu impretervelmcnlc a 15 do
correnle a veleira eliem conhecida escuua nacional
nl.Hida, capitao Alexandre Jos Alves; para o rea-
to do seu carregamento, irala-se com o cuusignata-
rio Eduardo Ferreira Bailar, na roa do Vigario o. 5,
ou com o capitao, na praja do commcrcio.
Precisa-se fallar a negocio de seos interesse?,
com os Srs. Anlonio Hmrques de Miranda. Tho-
niaz da Cunha Canluara, Francisco Manoel Coelho,
Francisco Soares I.eulhicr, Jos de Amorim Cima,
Filippe Jos do Reg, Anlonio Alves da Fonseca Jn-
uiur : na ra Nova o. lf>.
O abaixo assignado avisa aos sen* devedores,
que no prazo de 8 dias venham pagar as suas contas
na ra da Guia n. 36, para liquidarSo deconlas, do
contrario entregar ao sen procurador para as re-
ceber.Bernardino de Souza Pinto.
Roga-se ao Sr. Victorino Jos lavares Pinho,
que perdeu um passaporle, queira apparecer no
altrro da Boa-Vista 11. 5, segando andar, ou na al-
fandesa, a fallar com Jos Euzebio Alves da Silva,
que Ih'o entregar.
O abaixo assignado de hoje em diante se fir-
mara Bernardo Alves de Brilo.
Bernardo Domingos Carpinteiro
No dia 26 do fevereiro, pelas horas da noile,
fucio urna muala na companhia de um prelo, am-
bos pcrlencenlfsa ara. 1). Mara Carolina de Albn-
querque Blocm. com os signaes seguinles : de idade
50 annos, pouco mais 011 menos, afta, muito magra,
e muito doenle, com falla ile denles, cabellos bs-
tanle brancos, e com nrgolas de oaro nas orelhas,
chale azul com los de seda : quem a pegar, leve-a ;i
ra larga do Rosario 11. 22, que ser recoiupealado
generosamente.
IECHAHISMO PARA ENGE-
NHO.
NA FUNDIQAO DE FERRO DO ENGE-
NHEIRO DAVID W- BOWNIAN. NA
RA DO BRUM, PASSANDO O CHA-
FARIZ,
ha sempre um grande sorlmento dos seguinles oh
Rectos de mechanisraos propris para engenhos, a sa-
icr : moendas e meias moendas da mais moderna
construejo ; taixas de ferro fuuddo a ba6d<
superior qoalidade, e de todos os lamanhos rodas
dentadas para agua ou animaes, de lodas as propor-
jdes ; crivos e boceas de fornalha e registros de boei-
ro, aguilhcs.bronzes parafosos o cavilhes, moinho
de mandioca, ele. ele.
NA MESMA FUNDICAO
se executam lodas as cneommendas cn'm a superiori-
dade j conhecida, e com a devida presteza e commo-
didade cm preco.
CHAROPE
DO
BOSQUE
O nico dcposi!oronliniia a ser na botica de Bar-
tholoineu prancisco de Souza, na ra larga do Rosa-
rio n. 36; garrafas grandes 58500 e pequeas 35000.
IMPORTANTE PARA 0 l'ltjUGO.
Para cura de phlisica em todos ea seus diHerenle
graos, quer motivada por coiisUpajScs, lossc, a^BP
ma. pleurt, escirros de sangue,' e de costados e
peilo, palpitajao no coracta, eoqaaMcbe, broachite,
dr dna garganta, e lodas as molet'4u dos orawt pul*
monires.
uiminnn 1
iirniiin


DIARIO DE PERNAMBCO, SftBBAO DL MARCO Ufc i3bb.


Rostroc Rooker &C, consignatarios
americana Wickery, declarom
pelo presente que nao se responsahilisain
por quaesquec contas 011 despejas cll'cc-
l nadas | la dita barca sem ordem espres-
sa ou pe-rescripta, dada no sen cscripto-
rio. Kecife 2 de mareo de 1855.
Oflercce-sc un rapaz de 16 t8 auno*, che-
gado lia pouco do Porto, para caueirn dolabeina.
la ijii.il ie'ni alguma pratten. 0 mesmo acha-se ar-
ruinado, e como lho n a arruniacao, de-
i arliar oulra nu'lhor, dando fiador a sua con-
duela : quem o pretender, anuuncic.
Jos ila Silva Campos c Joaquim Pornandcs ila
Silva icidad*
que tiuliam na luja de n. 12, da ra do
Crosp< un a finna do Jos da Silva
Campos Si Coiiipanliia, sendo <|ue na mesma luja
i'uniiiia o segundo, Joaquim Fernandos da Sil\a
(hampos, desociedade cora Joao Mara Gordeiro Li-
ma, formando a firma Campos & l.ima, que fica res-
puusavel pelo passiyo da exlincta firma, assim como
st.hrogada em todos os direitos destapara cohranca
i vidas activas, qne foram incluidas na venda,
que do sua parlo fez o primeiro. Kecife Io de mar-
co de 18.55. Jos da Silca Campos. Joaquim
Fcrnandc da Silva Campos.
Jotas as mais modernas.
ciados, donos da loja de ouriyes, na
na do Calmea n. II, confconle ao paleo da matriz c
ra Nova, fazcm pahlieo, que eslAo rcccliemlo con-
liuuadanicate nimio ricas obras de ouro dos meilio-
res gustos, tanto para senhoras como para liomens e
meninos ; os presos conlinuam mcsiuo baratos como
tcm sido, e passii-se conlas coin rcspousabilidade,
especificando a qualidade do miro de l ou tS qui-
late*, ficandoassim sujeitos os niesmos por qualqucr
duvida.Seraphim & rmiio.
-- O cautelista Antonio Jos Rodrigues de Souza
Jnior lera resolvido daqui em dianle. -venders
suas cntelas e bilhetes aos precos abnrto declara-
dos, ohrieandosc a pagar por inleiro sem o descon-
t dos 8 ", da lei, o premios grandes que cus bilhe-
tes e cautelas obtiverem.
Ilillieles inleires 5&500 Recebe aTOOjflOO
Mcios billietes sonoo i) -:.".00300(1
(.tunrlos 1!>MO 1:2508000
Oitavos 720 0 6258000
Decimos 600 5005000
\ igcsimos 320 i) 2509000
CONSULTORIO DOS POBRES
25 KUA DO COL 1.1! CU O 1 AJf DAK 25.
0 Dr. P. A. Lobo Mnscnzo di consultas homcopalhieas lodos os dios aos pobres, desde 9 horas da
manlin aleo mcio da, o em casos extraordinarios a qualqucr hora do dia ou imite.
Oflerrre-se igualmente para pralicar qualquer operacTio de cirurgia, c acudir proniplamentc a qual-
qucr mullier que cgleja mal de parlo, c cujas circunstancias nao penuitlam pagar ao medico.
SO C0R8CLT0RI0 DO DR. P. i. LOBO 10SC0Z0.
25 RA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGINTE:
M|uual completo de meddicina bomcopalliira do Dr. (i. II. Jalir, traduzido em por
tuque/, pelo Dr. Moscozo, qualro voluraes encadernados era dous c acompauhado de
un diccionario dos lrmos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., ele...... 20$000
Esta obra, amis importante de todas asquetratam do esludo epralica da liomenpalhia, por sera nica
qneconlm abase fundamental d'esta doulrinaA PATHOGENESIAOUEI'FEITOS DOS MEDICA-
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DESAUDEconhecimentos qne nao podem dispensar as pes-
soas que sequercm dedicar i pratira da verdadeira medicina, interessa a todos os mdicos que quizerem
experimentar a doulrina de Ilahncmauu, e por si mesmos so convcnccrcm da verdade d'clla: a todos os
fazendeiros e seuliorcs de engenho que estao lonae dos recursos dos mediros: a lodosos capiles ile navio,
que urna ou oulra vez nao podera dcixar de acudir a qnalquer ineommodo seu ou de seus tripulantes :
a todos os pas de familia que por eircnmslancias, que era sempre podem ser prevenidas, sao obriga-
dos a prestar in conlincnli os primeiros sorcorros cid suas enfermidades.
O vade-mecum do boineopalba ou Irtidure.'in da medicina domestica do Dr. Herios,
obra tambera til s peaaOM que se dedicara ao cstudo da liomcopalhia, um volu-
me grande, acnmpanbado do diccionarin desterraos de medicina...... 100000
O diccionario dos termos de medicina, cirursia, anatoma, etc., etc., encardenado. 33000
Sem verdadeiros e hem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na ortica da
liomcopalhia, e o propriclario dcste cslahclecmcnlo se lisongeia de Ic-lo o mais bem raonlado possival e
ninsuem duvida boje da srande superioridade dos seus medicamentos.
Boticas a 12 lobos grandes.....................
Boticas de 21 medicamentos cm glbulos, a 10$, 12: e 158000 rs.
Ditas 3(1 ditos a..................
Ditas 48 ditos a..................
Ditas 60 ditos I................, .
Ditas 111 ditos a..................
Tubos avulsos .........................
Frascos de meia onc,a de lindura...................
Dilos de verdadera lindura a rnica.................
Na mesina casa ha sempre i venda grande numero de tubos de cryslal de diversos lamanbot,
vidros para medicamentos, e aprompla-se qualqucr eucommenda de medicamento-rom loda a brevida-
dc c por precos milito rommodos.
Vendem-se as cadlentes uvas de
Itarnaiaca' : na rua do QiTtmado n. '.l.
Allmnea.
Clie;ou nova porgiio deesa econoroea faada prc-
la, mu i; palmos tic largura, a 900 rs, o rnvailo, pro-
pria para vestidos, manlilha-, traaos de clrigos e
religiosos, u outras mnilas obras : na ra do IJoei-
nudo n. 21, loja doJ. 1'. Cc-ar.
CASEMIRAS BARATAS.
A $So00, corles de raseiniras de cores, c a (9500
casemira prata lina : na roa do Queimado n. 21.
PARA ACABAR.
Riscados trnceles largos a 180 rs. o corado, cortes
de. vestidos de cassa cora barra a i?(00, cobertores
de algodao de cores mullo cucorpados e Brandes a
IjlHKl, c castas francesas linas e fitas a 32') o cora-
do : na ra du Queimado, loja n. 21, de J. I'. Cesar.
1&R&a&>JBBiaB3&< 1-WtBOBat
Vendem-se chapeos de sol de al- 3,
godo com barra*
Bacas decores, de superior qua- i
dade.
^

Meias cras de algodao para li
85000
20?000
2.8 309000
601000
1.NKKI
28 28C.I!)
E por isso acaba de expor i venda as lojas do cos-
tme, os seos bilhetes e cautelas da 1.' parle da 5.
lotera do Rosario da.lloa-Vist 1, cujas rodas andam
infalliveloienle a 10 do correle.
LOTERAS da provincia.
Acham-sea venda os bilhetes da 1.a parle da 5.1
lotera a beneficio da igreja de N. S. do llosario da
Roa-Visla, nicamente na Ihcsouraria das lulerias,
na 10a do Collegio n. 15, e corre imprelcrivclnienle
uo dia 10 de marco.O lliesonrero,
Francitco titanio de Oliceirq.
Deseja-se saber noticias dos Srs. Manoel Sim-
plicio Correin l.eal, Miguel Ferro Lopes. Ilenriquo
Manoel Malhciros de Mello, Josc Joaquim Eufrasio
da Cruz, Francisco Manoel de Figueiredo, Antonio
Jo' Ferrera Vianna, Henriquc de Araojo Jordo
e Jos Vrenle Leilo : quem soubcr desles similores
leri a bondade annunciar, ou dirigir-so a ra do
Vigarii n. 17, que se agradecer mulo.
Ofl"crece-e um rapaz portusuez para caixeiro
de taberna ou outro qualquer estabelecimenlo, para
lomar conta por balanco 011 sem elle, para o que tcm
bastante ortica : quem do sen prestmo se qui/cr
ulilisar, dirija-se i praca da Independencia 11. 10,
das 10 em diaulc, que achara cora quem tratar.
Precisa-sc de orna ama forra 011 escrava, 011
algum moleque que enleuda de lodo o servico de
urna casa,que ser bem pago conforme o seu sen ico:
na ra da Aurora n. 30.
Quem precisar de redes para despescar vvei-
untanieute gente, diiija-se aos Afugados, ra
Direita n. 13.
SALA DE DAXSA.
Luiz Canlarolli participa ao respcilavcl jmblco
que a sua sala de cnsino na ra da* Trincheras n.
ieha aberta todas as segundas, quarlas e sexlas
le lloras da noite ate as nove : quera do
seu presumo se quizer ulilisar dirija-se a mesma
la ir.anhSa ale as !). O mesmn se
dar lic,0es particulares a> limas convenci-
nadas.
'de-ac cobre para forro de (&
20 ate 28 onras. (
Zineo para forro com os pregos /j*
competentes. %,
Clinmlio em barrinhas. 9
Alvaiade de chumbo. '&
Tinta branca-, preta e verde, em W
oleo. -
Oleo de liuhaca em botijas de 5 {<<
O Sr. Francisco Manoel Coelho, cpic
morn no Afolado, qeira annunciar
sua morada ou diri{jir-se a esta tvpogra-
phia a negocio de seu interesse-
MASSA ADAMANTINA.
Ra do Rosario n. 36, segundo andar, Paulo Gai-
gnoux, dentista fraurez, chumba os denles com a
raas.a adamantina. Essa nova e maravilbosa com-
posieio tcm a vanlagom do eneber sem pressiio dolo-
rasa todas asyanfrarluosidades do denle, adqiicrindo
era pnucos instantes solidez iuual a da pedia mais
dura.o prnmette reslaurar os denles mais estragados,
com a forma e a cor primitiva.
Casa de consignadlo de esclavos, na ra
dos Quarteis 11. 2i
Compram-sc c recebem-sc escravos de ambos os
sexos, para se venderem de commissao, tanto para a
provincia como p*a fra della. offereceiulo-se para
sso toda a segiiranra precisa para os dilos escravos.
II .'IBLICACAO' DO IKSTITUTO 110- g
.1IE0PATI11G0 DO BRASIL.
TIIESURO IIOMEOPAT1I1GO
O ($)
VAE-MECLM DO
IIOMEOPATIIA. g
Mcthodo concito, claro e seguro de ru- f
rar homcnpathicamenlc Indas as molestias .
que afflijem a especie humana, e par ti- W>
cularmente aquellas que rciiuim no lira- (J)
sil, redigdo segando os melhorcs .trata- jjf
dos de liomenpalhia, lauto europeos romo ^'
americanos, e serrando a propria experi- (>?)
encia, pelo Dr. Sabino Oleaaro l.udaero ^^
Pinho. Esla obra he boje recouhecda co- (55
mo .1 melhor de todas que Iralam daippli- ^a
cacno boincopalhica no curativo das ato- "y
lestias. Os coriosos. principalmente, nao
podem dar um passo seguro sem possui-la e
consulta-la. Os pas do familias, os senho-
res de eogenho,' sacerdotes, viajantes, ca-
piles de navios, scrlanejoselc. etc., devem
te-la mflo para occorrer promplaincnlu a
qualquer caso de molestia.
Duus voluraes cm hrochura por 1G30O0
encadernados 1ISOIJO (;)
Vendc-se unicamenle em casa do autor, /ja
no palacete da ra de S. Francisco (Muu- W)
do Novo) n. 68 A. (fh

#
i
i

i
Compra-sc elTertivaraentc broma, Inlao c co
bre vc'ho : no deposilo da fundicao d'Aurora, na
ra do Rruin, logo na entrada 11. 28, c 11a mesma
fundicao em S. Amaro.
VENDAS.
AL1ANAK PABAI888.
Saliiram a' luz as folliinlias de algibei-
ra com o almanak administrativo, mer-
cantil, agrcola c industrial desla provin-
cia, corrigido c accrescentado, contendo
00 paginas: vende-sc a OS rs., na li-
viana n. 6 e 8 da piara da Indepen-
dencia .
l.lL'lll.
Ditas de dito brancas para se- 1
nliora. j
Camisas de meia de algodo pa- '
ra liomeni.
I.uvas de seda preta c de cores, ;
para bomem e sen hora.
Meias lilas para senliora.
Linlias de algodao em novellos.
Bicos c rendas de algodao.
Fitas de algodao blanco, de seda |
^ de cores trridas, c de iaa ditas.
Trancas de algodao edeseda, pa
53 ra enfeitcs.
gj Em casa de Eduardo II. llyatt, w
g{ ra do Trapiche Novo n. IR.
C011R0S \)l LUSTRE.
Vcndcm-se de superior qualidade che-
gados agora, da marca caslello : cin casa
le Eduardo II. Hyatt, ra do Trapiche

Z
&
i
m

as i|tiali-
cm frs-
gal
Sl Pa|elde embrulho.
Iro para vidracas.
' Cemento ama relio.
' Armamento de todas
SI dades.
(| Genebra de Ilollanda
(t. (lucirs.
I Couros de lustre, marca grande.
? Arreios para um e dous ca-
m vallos.
W Chicotes para carro e esporas de
4$ aro prateado.
(^ Formas de ei-ro para fabrica (le
A assucar. M
|A Papel de peso ingle/.. g>
T Champagne marca A i C. ^
f E um resto pequeo de vinhos do Jg
Kheno de qualidade especial: 9
no armazem de C. J. As-
tlev S C. (
Precisa-se comprar 10 duzias de laboas de as-
soallio, de araarello. e 10 ditas de ditas de huiro,
ludo de boa qualidade ; quem pretender vender,
pule dirigir-se praca do Curpo Sauto n. 6, escrip-
lorio.
Desapparcceu ou forlaram no dia 28 {de feve-
reiro prximo passado, do palco de S. Pedro, um
cavado com os signaes seguintcs: quarlo cm
grilo, rodado-escuro, cauda aparada e sordo ; sendo
que appareca, levem-o .1 ra Direita o. 16, taberna
de Joao Baplisla de Barros Machado, ouao seu do-
no, EslevSo Kodrigues da Silva, cm Uous-liracos de
Cima.


m
Nao se lendo ultimado o negocio sobre a ar-
roacSo da loja da ra do Collegio 11.16, scicnlifica-se
aos mais prelendenlcs, que lraspassa-se as chaves com
a mesma arniacAo, unicamenle pelo aluguel que se
paga ao propriclario, ou vende-sc, como melhor Ibe
convicr : na ra do Queimado n. 42, loja de fazen-
pas.
O Sr. Marcolino AlvesCavalcanli Cunegundes,
natural do Craln, (Cearn.) lem urna caria na loja do
aterro da Boa-Vista u.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrcr de Albuqucr-
queraudou a sua aula para a ra do llan-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos inici nos e externos desdeja' por m-
dico preco como he publico: quem se
quker ulilisar descupequeo prestimo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
U DENTISTA FKANCKZ.
9) Paulo Gaignoux, cstabelccido na ra larca
do Rosario 11. 36, serrando andar, eoltica den-
M tes com gengivas artificial*, e dentadura com-
pleta, ou parte della, com a pressao do ar.
Tamhem lem para vender agua denlifricc do
Dr. fierre, e p para denles. Kna larga do 9
9 Rosario n. 36 segundo andar. tf
Noyos livros de homeopathia otefraDcez, obras
todas de summa importancia :
Hahncmann, tralado das molestias chronicas, 4 vo-
lumes............2HKK1
J. JANE. DENTISTA,
65000
78000
,6;O00
105O00
65OOO
8J0IK)
16S000
contina a residir na ra Nova u. 19, primei-
ro andar. m
% @
Pcrdeu-sc no diasabliado 2i do corrente ama
letra da quautia de 1)2-^300 sacada pelo Sr. Deliinn
Goncalves Pcreira l.ima eudoeada pelo mcsmoSr. c
aceita pelos senhoies Joaquim t'ilippe da Costa e
JoHo Marlins de Barros : roga-se a quema tiver a-
chado resllua aoabaixo assigudo, na na da Madre
de Deor: 11. 22, que ser generns.iincnlc recompensa-
da, aJverte-se que os aceitantes c saccador ja se a-
charn prevenidos. /tnlonio Josc da Silca.
A nova casa de pasto da ra' das Cruzcs n.
39, avisa a lodos os freguezes que lem toda a qua-
lidade de comidas, caf, cha' e loda a hora to dia, o
da'almeos e jamares para fra. Tambera ha inio
de vacca lodos os domingos adas Santos.
O Sr. Joao 'Nupomuceno Ferreira
de Mello, picira mandar receber urna cncotnmen-
da na livraria n. 6 e 8 da piara da Inde-
pendenca.
105000
85000
"8000
60OOO
5000
10J00
305000
ao nwu().
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
vende-sc um completo sorlimento
de fazendas, linas e grossas, por
piceos maisbaisos do que emou-
U-a qualqucr parte, tanto em por-
ches, como a retalho, aflianqando-
se aos compradores um s preco
para todos : este csuibelecimento
ahric-se de combinarao com a
maior pai-te das casas commerciaes
Ingleeas, lrancezas, aliemaas e suis-
sas.para vender fazendas mais ein
conta do que se tem vendido, epor
islo olibrcccndo elle maioix.-s van-
agcus di que outro qualquer ; o
proprietario deste importante es-
la beiecimento convida a'todos os
seus patricios, e ao publico cm gc-
ral, para que venham (a' bem dos
seift interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos ARolim.
Teste, rrolcslias dos meninos
Hering, homeopathia domestica. .
Jalir, phariuacnpi'a homcopatbca. .
Jalir, novo manual, 4 volumes ....
Jalir, molestias nervosas.......
Jalir, molestias da pede.......
Rapon, historia da liomcopalhia, 2 voluraes
llarlhiiianii, tratado completo das molestias
dos meninos..........
A Teste, materia medica bomeopalhica. .
De Fayolle, doutrina medica bomeopalhica
Clnica de Slaoneli .......
Casting, verdade da homeopathia. .
Diccionario de Nj sien.......
.Villas completo le anatoma com bellas es-
tampas coloridas, couteudo a descriprao
de todas as parles do corpo humano .
vedem-se lodos estes livros no consultorio homcopa-
tbico do -Dr. Lobo Moscoso, ra do Collegio u. 23,
primeiro sudar.
Na ra da Senzalla Velha n. 8} precisa-sc de
um amassador.
Aluga-sc o armazem n. 30 da ra Alrcila do
Rosario : a traiar na ra do Collegio n. 21, seguudo
andar.
LOTERA 1)0 RIO DE JANEIRO.
Ainda existe um pequeo numero de
bilhetes da lotera 21 das casas de caridade
nos lugares ja' sabidos, as listas esperam-
se a inlalivelmente pelo TOCANTINS:
os premios sao pagos logo qne se lizer a
distribuicao das mesmas listas.
Arrenda-se o hem conhecidn sitio da Passagcm,
que foi do fallecido Antonio Tcixcira Lopes, com
grande sobrado para morar-sc, viveiros e terrenos
pira sustentar Ge mais vaccas de leite, por 3 e mais
anuos ; e o primeiro andar da rasa da ra da Gua
n. 5 : a traiar na mesma casa ta ra da Guia, se-
cundo andar, das 6 as 9 horas da manlla, e das i da
larde em dianle.
CARTA A ENTREGAR,
Na roa do Collegio n. 23, secundo andar, ha uimi
caria viuda de Ca uani para o Sr. Jos Caelano Bap-
lisla dos Sanios.
Precisad de ofTiciaes de cliarulciro que Ira-
balhem soffrivel : cm Oliuda ladeira do Varadouro
casa n. 38.
Precisa-sc alugar um pretopara scr-
\\co de casa le homcm solteiro: na ra
do Trapichen. 16.
COM PEQUERO TOQUE DE
AVARIA.
Pecas de madapolao a 2->00 e 35000 : na roa to
Crespo, loja da esquina que volla para a radeia.
COBERTORES ESCUROS E
BRANCOS.
Na ra do Crcspo.loja da esquina que volla para a
cadea, vendem-se cobertores oscuros, prnpritis para
escravos, n 720, ditos Grandes, bem encornados, a
I52S0, ditos brancos a 152(10, ditos cora pello imi-
tando os de la a 15280, ditos de Iaa a 25100 cada
um.
PARA A QDARESHA.
Sarja prcla hespanhola de primeira qualMade, sc-
lim prelo muito superior, casemira preta franrejra,
dita setim, velludo prelo superior, panno prelo mu-
lo fino, rom lustre e prova de limito, c (le outras qua-
lidades mais ahaixo : vendem-se na ra do Crespo,
loja da esquina que volla para a cadeia.
ORLEANS DE LASTRA DE SEDA.
400 rs. o covado.
Vendem-se na ra do Queimado, loja n. 17, de
Faria & Lopes, para liquidac.lo de contas.
MELPOMENE DE LAV DE OIJADROS.
GOSTO ESCOCEZ
A 400 re. o covado.
Vcnde-se para ultimaran de contas : na loja de
Faria Lopes, ra do Queimado n. 17.
BRAZELEZA PARA VESTIDOS
DE SENHORA
A GM) RS. O COVADQ.
Pelo ultimo vapor viudo da Europa, chegon urna
f.r/.euda nova de furta-cores, tecida de seda e Iaa. do
quadros c de lislras, propria para veslidos de senlio-
ra, a qual fa/enda chamam ou inlilulara em Londres
por lirazeleza, aonde na prsenle eslarJo be a fa/.en-
da da moda : vende-sc tnicamente na loja n. 17 ila
ra do Queimado, ao p da botica, pelo barato pre-
co de 610 rada covado.
FAZENDAS FRETAS RARATAS
PARA HOMENS E SEMIORAS.
Na ra do Queimado. loja n. 17, vendem-sc as se-
rruntes faz.entlas prclas para bonicos c senhoras :
corles de casemiras prclas finas a fivOO, panno pre-
lo fi.io, de cores firmes, a 3, i e 52000, e milito fino,
de prova de limilo, a 6 e 7j000 o covado, sarja preta
hespanhola verdadeira, grosdenapolc prelo liso, se-
tim preto de Macao, setim prelo lavrado,'velludo
prelo i lii'.rmo/ to raelbor, chainalole adamascado,
alpakasde luslre linas, ludo por preco muito cm
conla.
CORTES DE ALPARA DE
ALGODAO ESCOCESA
A TRES MIL E UIZENTOS:
na loja da roa do Queimado n. 17, ao pe da bo-
tica.
TARLATANA ESCOCEZA
A GjfoO'O rs. o corte
Vendem-se na rundo Queimado, loja n, 17, ao p
da bolira, os modernos corles de veslidos de larlala-
na de seda escoceza, com 8 Ir varas cadu um, de
padres novos c lindas cores, a600.
Xovo n. 18.
Vende-sc una negra rrioula, de d.idc de 15 a
16 anuos : a fallar na rua Velha n. 50.
PAMA SEMIORAS.
Ciicsou loja de miudc/.iis ila rua do Collccin n.
I. um grande sorlimento tic loques pretos a 500rs.,
dilos de cores a 640 Tra., 18, ~, ."ce lij rs., e
um novo jorro tpie tis Uussos jomara quaudo eslao em
dcscanco a 1;tKH) e 1J500 rs., ludo islo se vende
barato para acabar.
Chcguem depressa ao n. 39 da
rua do Rosario' larga.
Vende-ge tuna grande porco le feijao
inulatinho novo, cm alqueires ou por
junto, alliaiica-se a hoa qualidade.
FABINIIA DE MANDIOCA.
Vendse saccas grandes com mnilo su-
Vende-se muito bom Icile : na rua Direila n.
129, primeiro andar.
CORTES DE ALPACA ES-
COSSEZA A 3,000 0 CORTE.
na loja ta rua to Queimado n. id.
TARLATANA ESCOSSEZA.
Vcnde-se corles de tarlalana escosse/a a 6r>IOO rs.
o corle : na loja da rua do Queimado n. SO.
FAZENDAS PRETAS.
Vende-sc panno prelo muito lino a SIOO rs. o
covado, cortes do casemira prela setim a 5^500 o
corle, setim prelo mar.o a 23*400 o covado. lencos
de setim prelo a 1?600 : na loja da rua do Queima-
do n. 40.
SETIM PRETO LAVRAO.
Vcnde-se setim preto lavrado, goslo moderno, grs
tle aples prelo o melhor po-sivel, setim prelo ma-
co lizo, sarja prela verdadeira hespanhola, velludo
prelo, alpaca prcla muito fina, todas estas fazendas
sao propnas para vestidos de scuhora, e vcntlem-se
por barato preco e dao-se amo-Iras com nenhores:
na loja ta rua do Queimado n. 10.
Farinha de mandioca.
Vende-se saccas grandes com farinha :
no armazem de Josc Joaquini Pereira de
Mello no caes daaltandega, e para por*
cocs a tratar com Manoel Aires Guerra
Jnior, na rua do Trapiche n. 1 i.
FIMO EM FOllli
Na rua do Amorim n. .9 armazem de
Manoel tos Santos Pinto, ha muito supe-
rior fumo cm folha para lazcr charutos.
Yciidem-sc apparelhos de porcelana doorados,
narajantar, por preco commodo : em casadcTasso
lrm,los.
Sara preta a 2,sfl00 rs.
Vendc-se sarja hespanhola muito superior a 2;000
rs. o covado, merino setim a 2JO0O rs.. pannos pro-
les de 39500, 1&00U e 58000 rs. e casemira prela,
fazenda boa : na ana do Queimado n. 38, em frente
do boceo da CongregafSo.
Aos senhores (amantes:
Grande sorlimento de cbarulns finos da Baha,
dos melhores autores, a saber : Caslanho ft Filbos,
Brando e outro, com os rtulos tic Lanceiros, Kc-
Callos, Cigarros tic llavana, ltccallia, Emilios, Me-
lindres. Itcrrallia de S. l'clii, e militas oulras quali-
dndci por preco commodo: na rua cslrcila do Ho-
zado, deposito n. 15.
Chitas franceztis largas a 180 rs. o covado.
Na rua do Crespo n. 5,vendem-sc chitas Franeezas
largas de varios padres pelo barata preco tic 180 rs.
o covi.do. 'I auiheni se vende lencos tic camhraia tle
linho pelo haratissimo preco tle 1^200 a doria: ven-
ile-so por ele preco para acabar um resto que an-
da existe.
A'S PESSOAS QUE PADECEM DE 1RIALDADE
MIS PE'S.
Na rua to Cahuja, hija tle miodezis n. i, ven-
dem-sc meias de Iaa derarnero muilo superiores e
por preco haratissimo para acabar, proprias para
quem padree frialdatle na estacan do invern.
Ainda exislc urna pequea porcao de saccas
com o encllente rcijo j hem conhecdo, rhczadn
ultimamenle do Aracaly. por preco commodo : a
tratar na loja de Antonio Lopes Pereira de Mello
C. na rua da Oitleia do Kecife n. 7.

COMPRAS.
Compra-se um estojo com car|eira e um relo-
ro de ouro patente inglcz dos mais modernos : na
rua Direita n. 17.
Compram-se O canoas de rea para a Capuu-
za : a tratar no arina/ciu n. 13 da rua Axeilu de
Pcixe.
Compra-se urna escrava tic 20 a 21 airaos to
idade, sem achaques c vicios, intsmo sean lialnlida-
dc alsama : a tratar na rua Velha, taberna n. 070.
Compra-se um cavallo : quem tiver e quizer
vender dirijn-sea rua dos Marlvrios, sobrado pegado
a igreja, primeiro andar.
Na rua larga do llosario n. 38, 'compram-sc
escravos do ambos os sexos, preferindo-se os de ida-
de de 12 a 25 annos, e os que tiverera oflicios, qual-
quer que seja a idade, nao se olhando a preco.]
DkPOSITO DO CHOCOLATE IIVGIL.-
MCO DA FABRICA COLONIAL.
Este chocolate, o nico preparado com
substancias puras, nutiitivas c hygieni-
cas: vende-sc cm casa de L. Lccomlc l'c-
ron & C: ruada Cruz n. 20.
Precos:
Extra-fino. 800 a lili.
Superior.. GiO
Fino.....500
Vcnde-se sal a rtalos, islo hc,de alqucirc pa-
ra cima, a 19120, medida velha, muilo proprio para
consumo desta cidado por ser de gr3a lina e muito
alvo : quem precisar, appareea no arm i/em tle cou-
roa.aalgadoa, na rua Imperial 11. 31, que achara sem-
pre e a loda hora cora quem traiar.
Vende-sc a casa n. 18 do aterro da Boa-Vista,
perlcnccnle ao fallecido Dr. Comes, de 3 andares c
solao, da melhor e moderna conslrucrao : os prclen-
dcnles podem dirigir-sc ao procurador da herdeira
do mesmo fallecido, auloi sido para a mesma venda,
Joao Piulo de Leaos.
Em casa de Timm Mouscn i\ Vtnas-
sa, pracado Corno Santo n. 15, ha para
vender:
L'm sorlimento completo de livros cm
hranco le superior qualidade.
Vinho de champagne.
Ahsinthc echen y cordial de superior (|ita-
lidade.
Licores de (herentes [nulidades.
Vaquetas para carro.
Sola branca.
Tres pianos de superior qualidade : tudo
por preco commodo.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora cm Sanio
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
rua lo Rruui lo;;o na cufiada, c defron
te do Arsenal de Maiinha ha' sempre
um grande sorlimento le taichas tanto
de lubrica nacional como estrangeira
batidas, Tundidas, grandes, pequeas,
razas, c fundas ; c cm ambos os logares
c\istcm quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres tle despeza. O
precos sao' os mais commodos.
FRASCOS DE VIDKODEBOCCA LARGA
COM ROLHAS.
Novo sortimento do tamaito de 1 a
12 libras.
P'endcm-se na botica de llariholomeu Francisco
de Souza, rua larga do llosario n. 3C, por menor
preco que m mitra qualquer parle.
perior farinha de mandioca por preco
ommoilo: no armazem n. 1G do becco
do Azcitc de Pc\c; ou a tratar com Anto-
nio de Almeida Gomes .V C, na rua do
Trapiche Novon. 1(, segundo andar.
Vende-se nina das melhorcs lojas de
loura da rua Nova: a tratar na rua do
Calinga', loja de miudezas de -i portas.
Xa rua do Trapiche n. 10, escriploiio
le lii andera BrandisX C-, veude-se por
prcros razoaveis.
Lonas, a imitacSb das di: Russia, de
muito boa qualidade.
Papel para imprimir, (ormato grande c
pequeo-
Papel de cores em cacas sorlidas, mili-
to proprio para loriar chapeos.
Papel ahnaco c de boas qualidades. -
Gra\a para arreios dj/carro.
Candelabros de (i ltizls de feitio ele-
gante.
Tapetes linos.
Alvaiade de zinco muito superior ao al-
vaiade coinmum. com o competente sec-
cantc.
Vendc-se um relnnio tle prata, snsso, horson-
lal, cora Irancelim c chave tle ouro, por preco com-
modo : quem pretender, dirija-se a esla Ivpogra-
phia.
Vcndcm-se 2 filcirns de 8 palmos de comprido
rada ura, forrado de papel piolado, proprio para al-
faale : a pessoa que tpiizer, tlirija-se rua larga do
llosario 11. l(i, primeiro andar.
Vendem-se 2 rapados grandes e muilo sordos,
proprios para rancho de navios : na rua da Cruz do
llccifc 11. 50.
Vende-se a loja do calcado, na roa Direita 11.
18 : a traiar na mesma loja.
Vendem-se 2 carros muito fortes, de prelos
carresarem fazendas, por preco commodo ; na rua
Nova, loja n. 67.
HE MUITO BARATO.
Nos qualro cantos da rua do Queimado n. 20, ven-
dem-se pecas le algodao e tic matlopolilo, de boa qua-
lidade, com pequeo loque de avaria, por preco
muito commodo ; aproveilcm a occasiilo que eslao
no resto,
Vende-se urna formidavcl rarroca com um boi
crioulo, muito bom, propria para um sitio, rocheira
ou para outro qualquer servico que queiram fazer
com ella, por um preco muilo commodo : na rua do
Pires n. 28.
Vende a urna morada de casa terrea de bons
commodos, com quintal de arvores fructferas, na
rua do Bomfim, na cidade de Oliuda ; quem a prc-
tender. procure a sua propriclara, na mesma cida-
de de Oliiida, lado esquerdo de S. Pedro Novo, casa
n. 1.
FRESCAES OVAS DO SERTAQ'.
Vcndcm-se mulo frescaes ovas do scrlflo : na rua
do Queimado, loja n. l.
Pannos e casemiras prclas.
Pannos e casemiras prclas de todas as qualidades,
por preco commodo : na loja de Bezcrra & Moreira,
rua do Queimado u. 46.
Ilenry (iihson, rua ila Cadea do Recife n. 60,
tcm para vender os eeoninlcj arligos, os mais supe-
riores que vera para esle mercado c por muilo bara-
to proco, para ferh.imcnto tic conlas : linda cm no-
velloti de lodos os sorlimeulos, dita em carretel bran-
ca, dila cm tllo sor I uta tic cores, dita em dilo pre-
la. dila cm tllo cor tle chumbo, filas tle Iaa sorlidas,
tlilas de coz para sapaleiro, lampeos para cano c ca-
briole!.
Manteletes para senhora.
Vendcm-se manteletes de fil de linho prelo bor-
dado a 8|000 rs. cada um : na loja de perlas da
rua do Queimado D. 10.
Panno .preto.
Na lojikdc 'l portas da rua do Queimado tic Ma-
noel Josfl.eile, ha para vender um rompido sorti-
mento de panno prelo de superior qualidade c por
preco mulo commodo.
. Vqndem-se ceblas tic Lisboa despencadas a M
rs. e 19400 o cont ; tlilas em mullios, a 19600 ras,
sendo de 1000 para cima.e tlahi para bateo, a 23000
rs. ; chocolate tic Lisboa muilo superior, a 2)000
rs. a lata tic 5 libras c 3|4 ; a elle que esl no reslo :
na rua do Queimado n. l.
J3> \ en lo-seyrja prcla hespanhola da melhor 55
@ qualidade, por preco rasoavcl: naruadoQuei- (g
,':; raado loja do sobrado araarello u. 20, de Josc
@ Moreira Lopes. S
: .SJS 8@99@9'
FARELO ML'ITO NOVO.
Vendcm-sc saceos muilo grandes com
farcllo chegado ltimamente: na rua do
Amorim n. 48.
Vendc-se su perior chocolate fianccz
do melhor que teh apparecido no mci-
cado, e por pre^o muito commodo: na
rua da Cruz n. 2(i, primeiro andar.
Vcndcm-se relogios de ouro, patente
inglez, ditos de prata horizontal, ditos di-
tos .domados e Coleados, todos do melhor
;;oslo possivel e por preco haratissimo:
na rua da Cruz n. 36, primeiro andar.
(^ Aloalhados, toalhas c guarda- ^
asa dannpos de linhoe algodao, ven- /rfK
lose muilo barato: na rua do
Queimado loja do sobrado ama- W)
relio n. 29, de Jos Moreira 1
Lopes.
POTASSA BRAS1LEIRA. >tt
Vende-sc superior potassa, fa- ^
bricada no Rio de Janeiro, che- *
gada icceiilemcnte, recommen- ^
^ da-sc ao* senhores de engenhos os ?
W seus bous ell'eilos ja' c\peiiiiun- JP
W lados: na rua da Cruzn. 20, ar- O
($) mazem de L. Leconte Pern S $}
0) Compnnhia. Q
Etn casa de J. KellerAC, na rua
da Cruz n. 55 ha para venfer c\cel-
lcnles pi;moyindosulliin;iinciitede llum-
burgo.
FARINHA 1)1". MANDIOCA.
Vcndc-sc superior farinha le mandio-
ca, em saccas que tem um aknieire, me-
dida velha, ]>or preco commodo: nos
rmazens n. 5, 5 e 7 defronte da escadi-
nha, c no armazem defronte da porta da
allandega, ou a tratar no cscriptorio de
Novaes V C, na rua do Trapiche n. 34,
primeiro andar.
DEPOSITO PE CAL DE LISBOA.
Na rna da Cadeia do Recife n. .">0 lia para vender
barris rom cal de Lisboa, reccntcmenlc chegada.
' Vendc-se urna balanca romana rom lodos os
saus perlenccs, em bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se rua da Crax, arma/tni n. 4.
Taixas part engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o chafara continua liaver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e balido- de o a 8 palmos de
bocea, osquaes acham-se a venda, por
pceo commodo e com promptidao' :
cm barca m-sc ou carregam-sc em cario
sem despeza ao comprador.
CEIEHTO ROM ABO.
Vende-se superior cemento em barricas erandes ;
assim como lainhrm vendem-so as linas : alraz do
Ibealro, armazem de Joaquim Lopes de Almeida.
Agenciado EtSwin Maw.
Na rua de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon-
cy. Companhia, acba-sc conslanlemcnle bons sorli-
meulos tic laiflavdt ferro coado e balido, lano ra-
sa como fundas, moendas ineliras todas de ferro pa*
raanimacs. agoa, etc., ditas para armar em madei-
ra de lodosos lamanbos e modclnsosmais moder-
nos, machina horisontal para vapor com forra de
i ravallos, cocos, passadeiras de ferro eslandade
para casa de purear, por menos preco que os de
cobre, csco-vens para navios, ferro da Suocia, fo-
lhas de llandres ; ludo por barato preco.
No armazem de Vctor Lasnc, rua
da Cruz, n. 27, vende-se o seguinte : pa-
pel pintado para fono de salas, com
mu lindos desenhos ; wermouth cm ca-
xas le 12 garrafas ; diversos licores de
mu boa qualidade ; vinho verdadero
Bordeaux em caixas le duzia ; -kirch
do melhor autor ; agua de Ilor de laran-
ja ; cognac verdadeiro ; absinth, choco-
late muilo superior qualidade ; champa-
gne : o que tudo se vende muito cm
conta, em relacao a' boa qualidade.
Na rua do Visario n.J9, primeiro ailar, ven-
de-sc fardo novo, rbegado de Lisboa pela barca .ra-
lidao.
NAVALUAS A CONTENTO E TESOBAS.
Na rua la Cadeia do Recife n. 48, primeiro an-
dar, esi i iplorio, de Augusto C. de Abreu, onli-
nuam-sc a vender a 89OOO o par (preco fuo) as ja
urnfemhecfdas e afamadas navaths tic barba feilas
pelo hbil fabricaule que foi premiado na ej.msico
tic Londres, as quars alm le durarem cilra/utlia-
riamenle, naosesenlem o rosto na acc.10 d coilir ;
veinlem-.e cmn a condicSo de, nSo agradando, ii-
drreni os coir.pradore devolve-las al 15 diasdrpois
pa compra reslilnindo-se o imporlf. Na mesma ca-
sa ha ricas lesouriulias para unhas, frilas pelo mes
rao fak'icanle.
Vemle-sc orna nplima escrava crioula, de ida-
de 19 a :* annos : na rua da Boda n. 17, primeiro
andar.
Farinha de mandioca.
Vende-sc supcrioi farinha de mandioca
por preco commodo, para lechar rantas :
no largo da Asscmble'a n. 12, armazem de
Machado t Pinhciro.
Cera em velas.
Vende-sc cera em velas em ca xas sor--
tidus tle 50 e 100 Iib. cada urna, chegadas
ltimamente de Lisboa, por preco barato
para fechar contas : no largo d Assem-
blea n. 12, armazem de Machado & Pi-
nhciro.
No aterro da loa-Visla n. 55,
vcnde-se um carro novo em
branco, com qualro assentos c
de novo modelo.
Vende-so urna negrinha do idstle 8 anuo?,
com principio do costura : quem precisar dirija-se
a rua da Cruz n. 42 segundo andar.
ATTENCA'O.
Na loja da Estrella da rua no Queimado n. 7 vcn-
dcm-se as segnioles fazendas para liquidar, corles de
tasemiras de cores para caifas a is'iOO. corles tic
brim 'le linho de cores para caifa a 1?tt()0, chapeos
de nias.a fraueczes muilo modernos a (>?000, pali-
tos tic alpaca meaelada muito modernos a 69000,
madapolao muito fino a 3*800 c 1*000, c oulras
mnilas fazendas que os fresuezes, vendo os precos,
ralo dallarlo de compiar.
LIQUIDA (..AO.
Corles tle cassas franeezas bonitos padres com 7
c 1|2 varas a 3*6000 curie, manteletes prelos e tic
cores, muilo modernos a 10* rs., roraeiras de lil tle
linho buriladas dos melhorcs roslos que lem apare-
cida a 3*800, meias de fio da Eacoeia muilo finas
para senhoras a (100 rs. o par, lencos tle cassa bran-
cos com barra de cor a 110 c 1SO rs., o oolros inui-
los objeclos qne se vendem para liquidar conlas por
pitres commodos : na rua to Queimado n. 7 loja
da estrella.
.BAREGE DE SEDA DE CORES.
Vende-se barene de seda de cores, proprio para
vestidos do senhora a 700 rs. o covado, indiana de
seda de quadros larsos a750 o covado, luvas tle seda
hortladas.icr tic palha, brancas e prclas a 19280:
na rua do Queimado, loja n. 40.
VS8TO-S-$SSs$
NOVAS ALPACAS DE SEDA
A 50 0 rs. o covado.
Vendem-sc na loja tic I-'aria & Lopes, rua do
Queimatlo n. 17, as modernas alpacas tic.seda, tic uo-
vos c lindos desenhos, pelo mdico preco de 500 rs.
cada covado.
Vendc-se farinha de mandioca mui-
to superior a ."i.sOO rs. a sacca, no ar-
masen? de Luiz Antonio Annes Jacome, e
no de .lose' Joa<|ttim Pereira de Mello no
caes da allandega, ecm porcao no cscrip-
torio de Aranaga ^ Brvan, na rua do Tra-
piche Novon. (i secundo andar.
BOM C COMMODO.
Vt'nderr.-se cortes de vestidos
de setim preto lavrado de supe-
rior (jtialidadcc bom goslo, pelo
baratissimo preco de 25$000 rs.
o corte,, sarja preta muilo boa a
2$ 100 rs. o covado., setins prelos
^A para epttetes, pannos preto c le
(/*. cor de diversas qualidade* c por
iv precos que muito bao de agradar
ESTERCO.
8
8
a
id
Vcnle-sc cxcellcnlc taimado de pinho, recen-
teraente chegado da America : na rui de Apollo
l rap ir invito l-'errcira, a entemlcr se com o admiiiis
rador du mesmo.
AOS SENHORES DE KNGKNHO.
Rcduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle cm Berln, empregado as co-
lunias inglczas c hollandezas, com gran-
de vantagem para o mclhoramcnlo lo
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o mcthodo de emprc-
ga-lo no idioma portugus, cm casa de
. O. Bicbcr & Companhia, na ruada
Cruz. n. 4.
Vcndc-sc urna rice mobila de jaca
randa', com consolos e mesa de tampo de
marmorebranco, a dinheiro ou a prazo,
confrmese ajustar : a tratar na rua do
Collegio n. 25, taberna.
Devoto Chtistao.
Sabio a luz a 2. edieao do livrinho denominado
Devolo C!irishio,mais correcto eacrcsccntado: vende-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da In-
dependencia a 610 rs. cada excmplar.
PUBLICACAO' RELIGIOSA.
. Sabio i luz o uoio .Mez de Mara, atloplatlo pelos
rcvereutlissimos patlres rapiiebiiibos de N. S. d l'c-
uha desla cidade, aumnenlado com a novena ilaSe-
nliorn ila Cnnceicao, e ila milicia histrica da me-
tlallia milagrosa, c deN. S. do Bom Consclho : ven-
de-se unicamenle na livraria n. 6 e 8 da praca da
independencia, a lO00.
Moinhos de vento
ombombasderepuiopara re?ar borlase baixa,
tle capiui, na fundirn de D. W Ilownian : na rua
do Urum lis. G, 8el0.
Na rua do Vigaro n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e llanta, como
&cjam,quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas tudo modernssmo ,
chegado do Ro de Janeiro.
Vcntlem-sc ricos e modernos pianos, reeenle-
inenlc cherzados, de evccllcnlcs vozes, e precos com-
modos cm casa de N. O. Bieber & Companhia, rua
da Cruz n. 4.
Vendem-sc lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem deN. O. Bieber&C,, rua da
Cruz n. i.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecmento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, c taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vcndc-sc nm cabriole! com coberla c os com-
petentes arreios para mn cavallo, tudo quasi imvo :
para ver,, no aterro da Boa-Vista, armazem do Sr.
Mr-'iel sagairo, c para tratar no Kecife rua do Trapi-
che n. II, primeiro andar.
W Deposito de vinho de cham- W
Qi pague Chatcau-Av, primeira qua- $
fy lidade, le pi-opricdadc do conde ^
Jj tic Marcuil, rua da Cruz do Re- as
Champagne.
Vcnde-se no cscriptorio de Machado V
Pmheiro, largo da Asscmble'a n. 12, mui-
to superior champagne, e por mais ba-
rato pre;o do que em outra qualquer
parte.
Saba'o.
Vcnde-se sabao fabricado no Rio de--w_
Janeiro, o Ibais superior que ha no mer-
cado, cm porcoes e a vontade dos com-
pradores: no largo da Assembla n. 12,
armazem de MachadoA Pinhciio.
Vendem-se na loja de 4 porUs da rua do Quei-
matlo u. 10, tle Manoel Jos LcKc, as seguintes fa-
zendas : selim prelo de Macao para vestido de se-
nhora, o covado 2jil)0, dilo muilo superior a 3X000,
sarja de seda preta lar;a a 29000, dita muilo aune-
rior a 25.VM), c ros, le aple prelo para vealifki a 2f
rs., los prrtos bordados de setla'a 10)0f)0, mantas
prelas bordadas a 125000, e oulras fazendas, todo
por preco muilo commodo.
_ Na rua do Cabuc, loja de miudezas n. 4, d
Caslro 'x InnAo, recebeu ullimamenledo Porto pe-
la barca Flor da Maia, um lindo sorlimento de Da-
llados de linho bordado c liso, largo e estrello,os
quaes eslao se vendendo por baralissimo preco para
se dar a conla de venda.
Vcndcm-se em casa de S. P. Johns-
ton & C., na rua de Senzala Nova n. 42.
Scllns inglezes.
Relogios patente inglez.
Chicotes de carro e de.montara.
Candicirose casticaes bronzeades.
Chumbo em lencol, barra e muni;ao
Farcllo de Lisboa.
Lunas inglczas.
Fo de sapateiroc devela.
Vaqueas tle luslre para carro.
Barris de grax$n. 97.
Gros de N'aples al.s'OOOrs. o covado!
Na rua do Crespo n. 5, vendem-sc ricas sedas fur-
ta-cores, lisas c de quadros, lindos aoslos, com um
pequeo loque de mofo qoe pouco se condece, pelo
barato preco do 13 o covado. Assim romoseacha
na mesma loja um lindo e variado sortimento de se-
das que s vendem muilo barato.
Vcntlem-sc saccas com farinha tle mandioca
muilo boa e nova : na Forte do Mato, armazem de
Joilo Alvcs Guerra.
IA/.ENDAS rilOPRIAS PARA A QUA-
89 RESMA.
Corles de sarja prela lavrada, pros de apo- 0
_'. les prelo superior, sclim prelo Macao, sarja &
'i prela despaiibr(a-de escellcnlo qualidade, to- *C
t$ do para vestidas de senhora, lavas de pellica
33 preta de Jouvin para senhora, ditas de relrorc, V
S? tlilas de seda c meias de seda de peso lanibem
i para senhora por precos muilo razoaveis: na OH
S loja de Bezerra & Moreira, rua do Queimado *(
SS n. 10. 0
Vcnde-se farelo de Lisboa, em barricas, che-
u'ido ullimamente : na rua da Amorim n.48, arma-
zem de Paula & Sanios.
SJl Ha na loja de Manoel Ferreira de Sa, na f$
S rua da Cadeia-Velha n. 47. vestidos' de seda '
^ os mais modernos a 229000 cada um : ha f
. tambem grs de aples do fiares a 29000 rs. W
Jv covado, meia casemira de la pura por 96
S 29500 rs. o corle de calca, c oulras fazendas fl>
9 muito baratas. A
CEMENTO ROMANO.
Vemle-se superior cemento em barricas e a rela-
llio, no armazem da na da Cadeia de Sanio Anto-
nio de mattriaes por preco mais em conla.
CAL DE LISBOA A U000 RS.
Vendem-se barris rom cal de Lisboa, chegado no
ullimo navio a lOOO por cada urna : aa raa da Tra-
piche n. 16, segundo andar.
OLEO DE LINH AC
cm barris e bolijes : no armazem de Tasso Irm o .
Champagne da snperior marca Cmela: no r zera do Tssso Ir mitos.
Bag8{ de mamona : acha-sc na fabrica tle oleo
da rua dos linararapes, por proco commoilo : d
bom resultado no capim e as dorias,
Vcndc-sc una escrava tle meia idade, um alias
Seosrnphico cora 37 carias, por Vausondy, urna se-
creta : na illiarga do Rosario, taberna n. 1.
Vendem-sc 900 Ir.ive- de tpiad.nlo superior c
de louro, da 1(1 a 50 pabilos de comprido, c !(KI en-
ehames tle lourt : os prclondctilcs tlrijani-sc a An-
tonio Leal tic Barros, na rua to Vicario n. 17.
Luvas le pellica prelas
proprias para senhoras c meninas, porscrcm tic mi
pequctia, a 210 a duzia de pares.
CRIMEA.
I,herrn pelo ultimo vapor da Europa una fazenda
inicuamente nova, goslo escoss''/. toda de seda, de-
nominada Crimea, pelo coninimtn preco de 19000 rs.
o covado: na loja da ruado Queimatlo n. 10.
SEDA ESCOSSEZA A 1,100 0
COVADO,
Vende-se na loja da rua do Queimado n. 10, sedas
escosseza, padrOcs novos, a 1J100 rs. o covado.
age
aos compradores: na rua do
W> Queimado loja do sobrado ama-
) relio n. 29. lo Jos Moreira
(j?) Lopes.
ctfc n. 20 : este vinho, o melhor
le toda a Champagne, ventle-sc
CAL VIRGEM.
a mus nova que ha no increado, a preco commodo ;
na rua do Trapiche n. 15, armazem de ai-los Ir-
raaos.
3ssss:ssiiei:s:ffl@
RCA DO CRESPO N. 12. *J
Vende-n nesta loja superior damasco de fj
setla de cores, senda branco, encarnado, rxo, SV
por preco ra/oa\el. (j-^
Na livraria da rita do Coilegio n. 8.
vcntle-se urna escoliada coTleccaodas mais
brilluvntes peras de msica para piano,
as quaes sao as melhoresijue se podem a-
char para azer um rico prsenle.
FARINHA DE MANDIOCA.
Saccas com superior farinha de mandioca : no
' arruzem dae Tasso Irmios
B Tili.sOOO rs. cada caixa, acha-se 1
nicamente em casa de L. Le- a
comtc Feron & Companhia. N. O
D.^As caixas sao marcadas a lo- $
goConde de Marcuile os ro- ^
^ lulos das gari-afas Sao azucs. Mk
Potassa.
No ant^o deposito da rua da Cadeia Velha, es-
criptorio n. f2, vahds-se muilo superior potassa da
Rossfa, americana c to llio de Janeiro, a precos ba-
ratos que he |iaie fcchai conlas.
Na rua do Vta ario n. 19 primeiro andar, tem a
venda a superior flauella para forro de sellins ebe-
gada rerciiicnienie da America.
CEMEMO M KASa
Vcnde-se rcmenlo romano hranco, cherrado acora,
de superior qualidade, muito superior ao do consu-
mo, cm barrica c as linas : alraz do Ibealro, arma-
zem de laboas de pinho.
Vcntlem-se no armazom n. CO, da rua da Ca-
deia do Ilecife, de llenrv liibson, os mais superio-
res relosios fabricados cm Inrrlalcrra, por precos
mdicos.
A tSO rt. a vara.
Na Inja tle liuimares & lienriques, rna do Cres-
po o. 5, vendem-se cassas fia anexas muilo linas, che-
gatlas tdtimamenle, de gnslos tlelicailos, pelo barato
preco de ISO rs. a vara : assim como lem um com-
pleto sortenlo de fazendas finas, ludo por preco
muito commodo.
ESCUA-VOS FKilDOS.
**
CEM MIL ItEIS HE CRATIFICACAO'.
Desapparcceu no dia 8 de settmhro de 1854 o es-
trave, crioulo, de nome Amonio, cor fula, represen-
ta 1er 30 a X> anuos, pouco mais cu menos, lie mui-
to ladino, costuma trocar o nome o iolilular-se forro,
o quaiiuo se v persesoido diz qoe he desertor ; foi
escrivo de Antonio Josc de Sanl'Anna, morador no
enrrenho Caito, da comarca de Santo Aniso, da po- "
der do quem desapparcceu ; e sendo capturado e re-v
col 11 i rt o radeia desla cidade com o nome de Pedro "
Sereno em'J de asusto, foi ah embargado por eve-
cuco de Josc Das tli Silva GoimarSet, e ltima-
mente arrematado cm praca publica do juizo da se-
cunda Tara desla cidade em 30 do masase aaez, pelo
abairtu assirrraado. Os biguaes sao os seguintes : ida-
de 30 a 3."> airaos, estatura regular, cabellos prelos o
carapinbadns, cor amulatada, olhos escuros, nariz
srande e crosso, beijos crossos, o semblante fccliado,
hem barbado, com lodosos denles na frente; rosa-
se as autoridades policiaes, capilSes de campo e pes-
soas particulares, o appreheudam e maudem nesla
praca do Kecife, na rua larga do Rosario n. 34, que
rerclier a gralificaco cima, e protesta contra quem
o li\er occullo.Manoel de Almeida Lopet.
lugio do engenho Cachang, no dia sabbado.
2> tle feverciro, um preto de nome Antonio, escravo
de Alejandre Jos da Silva, em companhia tle um
porlnrrucz que serva de caixeiro do mesmo engenho,
de nome francisco Jos Correa Lima, o qoal escra-
vo lem os signaes seguintes : altura regalar, bem
prelo, cora um donte quebrado na frente a urna co-
ln? sobre o nariz, em um dos bracos signaes de
chindadas, barbado, pernas finas o cabelludas : ro-
sa-sc a lodas as autoridades policiaes e capiles da
campo, que o prendam e levem-o ao mesmo enge-
nho Cachanga, na freguezia da Escada, on nesla ci-
dade, no paleo da malriz de Sanio Antonio, sobrado
n. 2,quesera generosamente recompensado.
:- Dejappareceii honlem fM), pelas 9 horas da
noile, da casa de sua senliora U, Mara Carolina do
Allmqncrqnc Blocm, o escravo Luiz, rujos signaes
sao os seguales: crioulo, de idade de 10 aunes pou-
co mais ou menos, altura e grossura rrgulares, des-
dentado na frente e com una grande empingem.
que Ihe cobre loda a parle superior do roslo, comc-
eando oo beico superior at a testa, e lomando-lira
ambas as faces. Levou camisa tle madapolao lino a
calca de cor. Uosa-se as autoridades policiaes e aos
capiles tic campo de o apprchenderem e levarrm-
no a casa de sua senhora no Hospicio : promellen-
do-se |>or esse servico urna generosa recompensa.
Desappareceu a 22 tic maio de 181, o preta
Manoel, da najilo Cassange, de idade 40 a 50 annos.
penco mais ou menos, conhecdo por Mazanra por
se Ungir muilo mole, altura regular, falla mansa, a
t|u,indo talla da moslras tle riso, quaudo anda incli-
ua-sc para dianle, lem as rosiflUs t ou 2 marras
de ferdas, e abnio tle um dos juellios um raroco :
roga-se a todas as autoridades policiaes, rpita
campo, ou aleuma pessoa qoe o lenha a seu servico
era Ululo de forro, queira avisar a Manuel da Silva
Amorim. morador era Olinda, ou annunciar por es-
ta folha para ser procurado, que sera generosaineule
recompensado.
CEU MIL RES DE C.RATinCACAO'.
Desapparcceu no dia t dedezembro do anuo pit-
simo passado, Kcnedicla, de II annos de idade, m -
ua, cor acaboclada ; levou ura vestido da (Mi com
listos ctir d rosa c de caf, c nutro lambem de chi-
ta hranco com palmas, um lenco amarello no pesro-
co j.i desbolado: quera a apprcheiider romluza-a
A piparos, no Oileiro, em casa de Joilo I.eilc de Aze-
veilo, ou no Recite, na prafa du Corpo Sanio u. 17,
que recebar a gralificacilo ctaTa.
I'EBJ nT. DE M. F. DE FARIA. 1855,.
MHTlunn
HEPI1ICI


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