Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00896


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Full Text
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n. ou.
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Por 3 meza adiantados 4,000.
Por 3 meies toados 4,500.
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s
ocaih rcinn uc itiHnvu uu. ..*.
Por anno adiantado 15,000:
Porte franco para o subscripto!.
. iimii
DIARIO DE PERNAMBCO
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCA'O-
tterife, o propriabrio M. F. de Paria ; Rio He Ja-
neiro, o Sr. Jo5o l'ereira Martin*; Bahia, o Sr. I.
Duprari ; Micci, o Sr. Jotquim Bernardo de M'n-
ilonca ; Parahiba, o Sr. tiervazio Vielor da Nalivi-
dade ; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio l'ereira Jnior ;
Arafalv, o Sr. Amonio de l.emos Brasa; Cear, o Sr.
Victoriano Augusto Borge* ; Mnranliilo, o Sr. Joa-
joim Mranos Rodrigue ; Piauhy, o Sr. Domingos
crculano Ackile Pesvia Cearence ; Para, ohr. Jus-
tino J. Ramos ; Amazona, o Sr.Jcrouymoda Usa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 28 1/2 c 28 1/4 d. por 1$.
, Pars, 310 rs. por 1 f.
Lisboa, 95 a 98 por 100.
Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Acccs do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Bcberibo ao par.
da companhia do seguros ao par.
Disconlo de lcllras de 8 a 10 por 0/0.
MKTAKS.
Ouro.Ongas hespanholas- 29J000
Modas de 639400 velhas. 163000
de 6 < 00 novas. 169000
de400O. 95000
Praia.Palaces brasileiros. 1940
Pesos coliimnarios, 19940
mexicanos..... 13J860
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, lodos os dias.
Caruar, Bonito c Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex eOuricury, a 13 e 28,
Goianna e Parahiba, segundas e sexlas-eiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
PltlvVMAlt DE IIO.IK.
Primeiras 3 horas e 42 minutos da tarde.
Segunda s 4 horas e 6 minutos da manha.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundase quintas-feiras.
lielacao, torgas-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1* vara do civel, segundas e sextas ao meiodia.
2* vara do civel, quartas e sabbados ao mcio da.
EPIIKMERIDES.
Margo 3 La choia as 8 horas, 22 minutos e
40 segundos da tarde.
11 Quarto minguanle aos i 1 minutos c
37 segundos da tarde.
18 La nova as 2 horas, 25 minutos e
31 segundos da manha.
25 Quarto crescente aos 5 minutos e
37 segundos da manha.
DIAS DA SEMANA.
26 Segunda. ( Estago de S. Pedro ad Vincula.)
27 Terca. (Esleco a S. Aoastacio) S. Anligono.
28 Quarta. (Tmporas) Estago do S. Maria M.)
1 Quinta. (Estaco a S. Lourengoin pane perna)
2 Sexta. (Estaco os 12 Apostlos) S. Jovino.
3 Sabbado. (EstacoaS. Pedro) S. Hemeterio.
4 Domingo. 2." da Quaresm (Estaco a S. Ma-
ra em Dominica) S. Cassimiro ; S. Lucio p.
PASTE 0FFICI4L.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expa4iaart do 41a 27 de fevarelr.
Oflicio Ao Eira, ctmmandanle superior da
guarda nacional do Retire, aulorisando-o a mamlir
passar goia de passaqem ao capullo do 3." batalliAo
de iufantaria da guarda nacional, I.uii de Morne
Gama Ferreira, visto ncliar-se ella morando no
municipio do Cabo.
Dito Ao commandanle das armas, enviando a
relaco da* alteracoe occorr'nln no mez de Janeiro
i ucerca do capitao do 10 batalho do infn-
Autonio Caetano Travasso, que se ada no
MaranliSo.
Dito Ao mesmo, aolorimJo-o a mandar pau-
sar escusa ao msico de 3." cla^e do i." Iialalhiio de
arljparia a pe, Virginio Gaaolve> de Mcdeiros,
aceitando em sea lagar no toldado do mesmo bala-
lliao, Leapoldiuo Jos de Castro, que, tend ja con-
cluido o lempo por quo era olirigado a servir, lie
por aquelle oflerecido para fiualisar o seu engaja-
mcnlo.
Dito Ao inspector da thesoiirari.i de fazenda,
aulorisaudo-o a dispemler, sol responsaliilidade da
presidencia, no crrenle exercicio, as quantias pre-
cisas coma barca de viga, que scacha em conslruc-
riulia para o servico da alfan-
> que o governo imperial re-
solva o que jalgar conveniente. f
Dilo Ao mesmo, Eslranliando queainila esle-
jam por pagar a Alba dos vencimentos dos ufliciaes
'^.

is na guarda nacional
prcls dos respec-
. iiulorisado a
^^Kludaile, por
ja. remelli se-
Balidc iucou-
referida follia e
de primeira
deste
livoa
fazer esu de p
ofRcio Je I do c
ganda va. recomnri I
tinenle realisar o
pret.
Dito Ao Dr. chef le polica, dizendo que po-
de antorisar ao ( -'ado do curativo
dos presos da cadeia d dade. a compra de -"il
eolchoes, i\ ita para ser salis-
feila pela eslacao competente. t
Dilo Ao engenlieiro encarregado das obras
militares, para mandar fazer os concerlos precisos a
llalfiao de artilliaria a pe.
Bel commandanli! das ar-
mas.
Dito.Ao director das obras publicas, approvan-
do a compra que raaudoii fazer de 500 alqueires de
cal a WO res cada nm.Communicou-se ao inspe-
ctor da tbosouraria de fazenda.
Dito.Ao mesmo, approtando a deliberado que
Smc. lomou de mandar tirar da poni da Magdalena
a '.'raudo quanlidade de pastas .de relva, mallos e
res. que em consequencia do crescimenlo das
i bar i je tinham encostado na refe-
FtMan>outc, c cfbbaragavam a correle das mesmas
aguas.
Dito.Ao inspeeler do arsenal de marinha, pira
mandar fazer os concerlos de que necessitam o bn-
linele e a verga do Iraqucte da escuna I.indoya,
enviando a conta n eile governo, afim de ser indem-
nizada.Commuuici'U-se a respeito ao inspector da
alfaodega.
Dilo.Ao inspecl >r da lliesouraria
commnnicando-llie (|ue, sendo preciso fazer-se com
brevidadc oporlodc ferro para a cidrada princi-
pal da cata de detei i;ao, o qual convem que seja
muilo bern feilo, acaba de aalorisar ao director das
obras publicas a contratar com David W. Bowmaun
tC a factura de seinelhante obra, a ratio de 210 rs.
por cada libra do porto, e de -200 rs. as grades lalc-
rae^i. ()fliciou-se neste sentido ao mencionado di-
recor.
liilo.Ao mesmo, inleirando-o de liaxcr appro-
vado a ilelilieracilo que lomou o director das obras
publicas, do mandar cotnpar para a obra da casa
de iletencao cinco ilotiai do costadinho de amarello
a 9(9)00 rs. cada una, 5 ditas de as rello o 665000 rs., 21 pincis a lljOOO rs., 8 grozas
de jarafuxos de ama polegada reforjada a 800 rs.,
2 Imana por 19900 rs., 1 arroba de pregos de rame
a 480 rs. a libra e 2 limas por 660 rs.Neste senti-
do olliciou-se ao mencionado director.
de fazenda,
IITERIOR.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
FERXAMHl'CO.
Parahiba.
23 de fevereiro.
Baldas cerras nSo se dizem.He este um dos ri-
foes de nossos aros, qae sabiara mais o que diziam,
do que nos o que faiemos. Certamoule de menos
urna canallada em quinS viva de rija pedra, de mo-
no nm iredo imprudente em cliaga dolorosa, de me-
nos um pesado p sobre o mellior calo, que um lio -
mem possoe, de linalincntc menos o canino dente
da negro ciume, que penetra no amago do eoiesao,
do que una balda certa, manifcslada em publico.
Todo este cavaco dirige-sc ao meu collega, pobre
marq ylodo lom, por causa de haver de-
berlo, e que eoganou-se com o Barroso, quando
disio, que n.lo lem remedio no muudo.
Ouanlo ao mais, que diz o collega callar-me fcei.
porque tenho convicejo de que elle foi quera in-
celou comiso a discossao. Aceito seus protestos de es-
lima, e pago-lhe com oulrosde igual quilate ;agra-
dejo-lbe os elogios, e relribuo-lhe pelo dobro, poi
he mais merecedor por sua inlelligencia e espirito,
(nao dirci sabenra, porqne neste ponto sou egoisla,
qcro-a s< para mim) e bom gosto com que es-
creve. ..,
Estamos quites. Entremos em assumplo.
Ti ve a honra de conhecer e apreciar o seu corres-
pondente da Baha, e muio mo penliorou Vine, em
dar-me occasiSo do ve-lo. Infclizmenle nito quiz
aceitar meus pobres, mas sinceros offerecimenlos, e
esla nossa choupana mo pode possui-lo por tanto
lempo, quaiiio eu desejara. Elle causou-me um
sorpreza ; pois julgava,\que hoavesse passado duran-
te alguroa de miabas ausencias desla capital. Os
venios llie sejam favoraves, o mar bonancoso, e n
fortuna propicia.
As choyas teem continuado em demasa, e o anno
prometa ser muilo invernoso. O rio l'arahiba en-
eben com as aguas dos riachos afTIuenles de brejos a
haixo. Se o serian est chuvido, como costumam di-
zer os naluraes lercmos grande cheia ; pois aquellas
aguas veem cnconlrar-se com as j csistenles. As
encheiiies muilo grandes causam males as varzeas
do rio, onde si: fundadas as safras dos cngenlios,
que o orlam. Nada de demasas, diz o rifflo.
A salubridade vai sem alterarlo ; estamos pois,
por cmqiianto, livres do despotismo chocalheiro dos
sacristas, aos quaes desojo, que nunca possam paxar
urna corda.
Ilonlem fui laucada a primeira pedr i no cemile-
rio publico desta capital. S. Etc. assistio ao acto
com os che fes de rep.irlc.So, e mais pessoas das prin-
cipaes. Meircles nao quiz perder, e disse-me que
lamhem lancou-lbe sua p de Ierra.
He desculpavel, porque o bom liomem entendea,
que lodos os enterrados no cemiterio devem levar es-
se snffragio. O local he o mellior possivel.
No antigo caminho do interior, nao he muito Ion-
ge, e nem muilo protimo cidade, e equidistante
dos dous bairros.
Ha gente, lao aferruda ao antigo uso do enterra-
menlo ns igrejas, que diga, querer morrer antes da
rimcliisao do cemiterio, para ser enterrada em ta-
grado.
Felizmente a mania aqni naochegar a ponto de
ser elle derribado pelas mulhercs, armadas de va-
rapos.
Os Ihut/g* conlinoant como judeus errantes, a
voz da polica grila-lhes incessaulcmeutecaminba,
caminha Muilos leem desanimado por (al forma,
que se Jeivain amarrar como palinhos. Alguns, can-
sados da vida nmade, quasi que se deixam prender.
Como invern, os que inudarain sua residencia pa-
ra as mallas leem muto de soffrer, e maldizer o
inslincto de rhoriuar.
S. Esc. vai conseguindo sed fim. Diz-me Meire-
es, que andou oilo le:;uas -cin encontrar um haca-
amarle e una laca de punta ; c que licenciou seus
professores sem reccio de que fostem deportados.
A academia do Meircles vai escrever una memoria
BjIiic esso phenomeno.
Meircles diz qne o uifficilL* da obra esl em en-
contrar a quem fazer i dedicatoria.
Vi aoto-honletn pela septuagsima vez, que tenho
leinbranca, a procisslo de Cinza. Esleve bera sof-
frivel. Foi pouco mais ou menos como Uve a hon-
ra de descreve-la, no anno prximo passado. Fa-
zia-so sensivel a falla de nossos pais Ado e Eva, do
Sr. diabo, que sendo friorento, teve sem duvida
medo da cliuva, a arvore da penitencia, da qual
devia vir ao menos melade, porque a oulra mtlade
est dispensada, e com razan, porque boje percamos
pela melade dosanligos. He um dos melhorameu-
los licru maleraes da civ ilisacao e do progresso.
O mais ludo appareceu em ser, como quer e man-
da o rpauso proprio, l'allou a msica por uina
questo de quantum. A cliuva, que esleve bem
impertinente, resolveu-se, depois de grandes duvi-
das, a deixa-la sabir, e percorrer as ras.
Nao laliaram os meus svnipalhicos 'Jo m.itto, e
eu tive a distincta de aboletar urna rKJrr,ao de anli-
gos camarades.
Nada mais de importante me consta. Aceite re-
commendacs do Meircles, e lembranjas de Bcn-
lindos.
Suuilc, paz eaonconlia inlerna e externamente
'or toda a vida. Amen.
Iho desojo po
TERNAMBUCO.
clarado, nao sci como de
ilo seu acre
ras I 1 Eu
achei orna
ilo ra
traduzii
guinidade, ou oTuiidade com
no numero l.>
i sofro das casei-
1 Eu quo nunca
esse !.. Nao sei como
soubcra, que alguem
ie insulto aos In-
linia consan-
scnliora-, cer-
taiiiente qui ira de la?s incommo-
4o*^^^^^^^Bt<4 que sotTro, mais do que
displiii idisposi^ao,oa incapncidade pa-
ra rtpr ou aturar reprodurei
rrproduzid" o, que o meu iluulor em ci-
rurgia enganoa-so no < nstico de niuha moles"
lia, apesar da prt kl\eo jeim'io-inor, quando
me derf par niTectado de casWiM ("fica assim mais
io mesmo lempo, eW junta com o Barro-
ia nunca se receitou para
s^aric*1 do mundo (c da erraSConceho, que o
npleht nao estoja na aleada cirurgicV c nemenron-
iro rettxjla nas boticas deste mundo, o comeco a
comprelieJidera ra/.o porque us Injieres, delle af-
fectados, bn\acam passagem para o oulro, sem dovi-
ila para rirortirari m remedio all ; mas que as easci-
rite nao tenhsii remcdio-nego- Sim, senhur, cha-
ro collega, acolm, ha um remedio, do qual
nao Ihcacouselhe, q\ue use, apeiar^le cr da phar-
maenpea de urna fneirt\m' espirituosa. A proposila.
quero conlar-lhe urna lKs'o'm.ollie que he mania doiS
vellins fcrcm historiador
(jm snceilinbo do t'om puliera, o creio que candi-
dalo, encontrn em passeio Miia bella joven, \va e
e-piriluosa, que linlia urna empKcni no rosto, o
f.ishionable do lom dirigio-se a ellilj c poucb mais
ou menos, assim I lie disse : \
Minha seiilmra. so Vine, quer nessa lempo n.To
se usava Ccellencia no cdigo do lom) eu
dcsia empigom.
Com que f :'
O mellior remedio que eu conliero he um s-
culo na prle adecUda....
Osenhor engaase, relorquiu lite a rerilada,
sei quo esse remedio he muilo bom para... Nao sa-
be para que collega I Para ai eateira, c a lal me-
nina acrescenloue o senhor pode us3r delle com
seguran ca.
J v pois o colltga, que o remedio esl deseo
ASSEMBLEA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL
Seasao' presidencial da abortara ao 1' de
marco de 1855.
Presidencia do Sr. Barao de Camaragibe.
As ti horas reunidos na sala das sessfies os se-
uhores :
Barao de Camaragibe.
Antonio Jos de Oliveira.
Leonardo Autunes Meia Henriques.
Jos Filippc de Souza l.eao.
Francisco Ilaphael de Mello Reg.
Cosme de S l'ereira.
Caelano Xavier l'ereira de Brilo.
Joo Jos Ferreira de Aguiar.
Mareal Lopes do Siqueira.
Jos Pedro da Silva.
Vicente Ferreira de Siqueira Varejo.
Mar.ocl Clemenlino Carnciro da Cunta.
Manoel Joaqum Carnciro da Cunha.
Francisco do Bego Barros Brrelo.
Silvino Cavalcaoli de Albuquerque.
Sebaslio do Reg Barros de Lacerda.
Joaquim Pinlo de Campos.
Antonio dos Sanios de Siqncira Cavalcauli.
Francisco de Assis de Oliveira Maciel.
Antonio Epaminondas de Mello.
Jos Francisco da Costa Comes.
Augusto de Souza Leflo.
O .Sr. /'residente abre a sesso.
O Sr. 2. Secretorio l a acta da sessao
loria que lie approvada.
O Sr. 1." Secretario menciona o segainle
EXPEDIENTE.
L'm ofliciodo'secrelaro da provincia, participan-
do que S. Ene. o Sr; conselheiro presidente da mes-
mo, liojc pelo meio dia,comparecer peranle esta as-
semhla afim de aprcscular-lhe o seu relatorio
prepara-
Em seguida prucede-se a eleicao da mesa e saliera
iVilos:
Presidente.
O Em. Sr. Bar.o de Camaragibe, com 20 votos,
yice-presidente.
O Sr. Manotl Joaquim Carneiro da Cunha, com 16.
.SccTfarios.
1." O Sr. I.uiz Filippe de Souza Leo, com 1!.
2." OSr. Juilo Jos Ferreira de Aguiar, com 12.
SwfpUnles.
Os Srs. Antonio Jos de Oliveira, c Manoel Clemen-
lino Carneiro da Cunha.
Suspende-sc a sessao o os membros prsenles Hilo
assialir missa votiva do Espirito Sanio.
Pouco depois de meio dia vollam os Srs. depula-
dos sala das sesses.
Sr. Presidente desigua para commissao que
lem de receber ao Esm.,presidenta* da provincia, o
Srs. Augusto de Oliveira, Clemenlino e Silvino Ca-
valcanli.
S. E des do eslvlo, loma assentn e lii o seguale:
RELATORIO.
MU iWKS SNIORES IHIMS DA AS-
SHBUA LEGISLATIVA PROVINCIAL
Se contra a minha expectativa, c apezar das
minhas debis forcas, acontece que anda hoje me
caiba a subida honra de relatnr-vos os negocios
pblicos ; nao he sem a mais viva emocao de
prazer, que mo vejo reunido aos Escollados da Pro-
vincia, Gongratulandn-mo com elles pela prospera
saudo de S. M. Imperiaes, que a Divina Provi-
dencia conserva como o penhor inais seguro da
nossa presente c futura prosperidade.
Para nao molestar a vossa paciencia trataroi
de resumir a noticia do que se passou depois da
ultima sessao ordinaria, "indicando as necessidades
mais urgentes da Provincia.
TiUNQUILLIDADE PUBLICA.
A tranquil Iiilacle. publica nao lem
sofTrido abalo algum em lodo o Importo. Em Per-
namhuco me parece t;io salisfacloiia, quo foramos
felizes, se ella se consolidasse cicrnamcnie pela con-
vierto inlima deque a Poltica he urna reli-
giao, nio antinmica do Dever : nao he urna
hita .intermiriavel de paixoes egosticas ; mas hu-
ma crtica misericordiosa, que protege os leg-
timos interesses do todos ; c por isso nobre e ri-
quissima nos seus resultados. Se permanecermos
n'esia f, Senhoies, o paiz todo intoiro ser ba-
fejado por urna paz diuturna.
SEGURA\g.V INDIVIDUAL E DEPROPRIE
DADE.
quadro desanimador, que na sessao passa-
da tos apresentei a respeito da sesuranija
individual, mosira-sc agora com traaos menos
carregados.
Os assassinatos vao diminuindo sensivelmenle :
e todava aindasecommeltcram 67 crimes do mor
le, do anno passado al hoje ; alem de oulros que
prefazem o numero de 90, inferior ao do auno
de 53 a 54.
Se nao he possivel por termo final perver-
sdade humana, ao menos mo nao acabrunham os
remorsos da negligencia. Raros sao os crimi-
nosos que nao tenham ido presos logo depois
do delicio. Os destacamentos volantes, easau-
thoridades poiiciacs ho feilo relevantes servicos,
sem commellcrem violencia alguma. Do pri-
meira de Mareo para c teem-se capturado 116
reos de morte, e 105 de outros deliclos gra-
ves, afora 158 desertores ; ompregando-se alem
d'isso o maior cuidado em arrancar da mao dos
valentes os instrumentos do crime : 785 armas
defezas, incluindo 353 grana,deiras (60 roladas),
acham-se recolhidas ao Arsenal de Guerra, e em
poder da Polica, documento n. 1. Nao estar
com effeilo desarmado de todo o braco dos malfei-
tores : seja assim : mas nao obstan te as %cassas
forcas deque disponho, lio corlo que elles j nao
osienlam mais em comarca alguma da Provincia
aquella audacia imponente i) nimiamente escanda-
losa cora que aiiieacavara a auihoridade. .
Em rcla^ao a segurauea de, |irdvrle
dadr.deram-se tres factos nao menos notaveisdo
quoofra a grande presteza com que llt'os acudi
a Polica: fallo do.roubo perpetrado na casa do
relojoeiro Gbapron & Bertrand, cujos objeelos
sendo desenterrados, aqu o all, pelo diligente
delegado de Polica Dr. Francisco Bernardo de
Carvalho, foram entregues a seus respectivos
donos.
Oulro roubo se pralicou em casa da viuva D.
Joaquina Maria Pureira Vianna, seguido de um
incendio, o qual leria dissipado os vestigios do
crime, consumido muila fazenda, e feito talvez
innmeras victimas, se pelas acertadas medidas
da Polica, e coadjuvacao do outras authoridados
c do povo, nao fossem instantneamente abafadas
aschammas, quando comecayam a laborar no inte-
rior do edificio. Trata-se de oxaminar escrupu-
losamente todas as circunstancias do facto para
ser punido o delnqueme.
Algumas sedulas rxas, do valor de 505000
res, appareceram no mercado ; o d' ellas se oc-
cupou a Polica, depois de se haver verificado
pela Thesouraria, e a final pelo Thesouro para
onde as remetti, que cram manifestamente falsas.
Interrompeu-se o progresso do mal desdo entao;
porque ellas nao reappareceram na circulacao al
hoje.
E por tanto nao posso recusar merecidos
louvores ao digno Cheto de Polica, e aos seus
agentes, que tanto me ho ajudado a carregarcom
a pesada cruz da administraran.
ESTATISTICA CRIMINAL.
No decurso do anno prximo findo houveram
33 sesses do Jury nos differenles termos da Pro-
vincia, o urna s em alguns d'clles, menos etn
Boa-Vista e Ouricury.
Foram julgados 372 processos comprelion-
ndo 7 reos, sendo i30 do sexo masculino,
7 do fominino, por perpelracao de 450 crimes,
quaes 34 foram pblicos, 32 policiaos, e 385
particulares, inclusive 193 de homicidio.
i N'estcs processos deram-so 265 absolvcoes;
93 appellacocs interpostas p-jlos Juizcs, 29 |w
las partes, e 17 protestos por novo julgamento.
0 quo em geral prova anda indulgencia da
parlo do Jury, documento n. 2.
No numero total dos reos, 2 77cramanal-
phabetos, 144 sabam 1er, e 6 tinham alguma
educacao. O que prova evidentemente, ou quo a
ignorancia d mais trabalho juslica criminal,
ou que os mais avisados sabem melhor esconder o
seu delicio.
Pelos Juizcs de Direilo foram condemnados
por crime de responsabilidade tres empregados
de jusiica, o um obteve absolvicao. Foi absol-
vilo tambem pelo Juiz de Direito um reo ac-
cusado de crime de moeda falsa ; e condemna-
dos dous por crime de tomada da presos no anno
de 53 o 54 ; sendo que no anno de que
trato nao so leem reproducido csses deliclos, o
menojo de resistencia, alias mui frequentos antes
,1a medida dosdesiacameutos volantes, hoje applau-
didos por todas as authoridades lcaos, e solici
tados pelos homens pacficos, que desejam viver
do suor de seu rosto.
Foram julgados definitivamente pelos Delega-
dos, e Juizes Municipaes 21 processos abrangen-
do 25 reos de dilTcrenlcs crimes, e nfmenes de
posturas, dos quaes foram absolvidos quatro. Pa-
rece-me que se nostas Aleadas houvosse mais um
pouco de severidade, os julgamenios s por con-
iravcnces s Posturas deveriaiu subir a um nume-
ro mais avultado, pois quo he patento o deleixo
que infelizmente so nota na execugo das medidas
de polica municipal.
DIVISAO JUD1CIARIA.
A ora Comarca de Tac.irat croada por lci pro-
vincial n. 345 nao foi anda provida de Juiz de
Direito : o que cao me parece um mal, visto que,
em minha humilde opinio, deve-se fazer uina
diviso de Comarcas em toda a Provincia, para
que se corrijam os defeitos de que quasi todas
ellas se resentem, tendo-se muilo em vista tanto
a concentracao e dispersao da populaco, como a
exienso do territorio. Se me for possivel no
curso da presente sessao miuislrar-vos alguns da-
dos que possam servir para se tratar deste objec-
to, fa-lo-hoi com a maior saisfaco ; por que
leuonhecp os graves embaracos que administra-
cao resultara de urna diviso judiciaria dcfeiluosa.
Tratei de dar cumprimeulo s leis provinriacs
n. 326 e 337, e 345 que crcaram os termos da
Escada, Buique, e Cabrob, officiando, em dala de
30 de Maio, s Cmaras Municipaes da Victoria,
Garanhuns, c Boa-vista, o aos respectivos Juizes
do Direilo, remetiendo-Ihes copia authentica das
leis, para proceder-se na forma do Decrete de 13
de Novembro de 1832, e haver lugar a installaco
dos Termos, como j aconteceo no da Villa da
Escada em 9 de Outuhro ; achando-se por lamo
funecionando a respectiva Cmara e Horneados os
substitutos do Juiz Municipal.
Nao tendo apparecido resultado da elcic,o de
vereadores para a Cmara do Buiqne, quo consla-
va j ler tido lugar, ofiiciei de Garanhuns exi-
gindo o curoprimenlo dessa formalidade, e resol-
vendo urna duvida cni que ella se achava, afim de
que so cdcclue a iiistalla^o da Villa.
A mesma soc'uaco fiz repetidamente Cma-
ra de Cabrob em 19 de Scteinbro e 21 de De/.em-
bro, eat esta dala nao recebi resposta. Enlrclanto
o Governo Imperial por Decreto de 19 de Janeiro
N. 1529 creou o lugar do Juiz Municipal c
Orphos d'aquellc termo, nomeando o Bacharel
Miguel Gonrjalves Lima, como j Ufo cmmuni-
quei. Desmembrado assim da Boa-vista o termo
do Cabrob, alguem ha que repute de conveniencia
publica a transferencia da sede d'aquelle termo da
Villa de Santa Mara para a povoaco denominada
Pelrolina, que alm do ser fronteira grande po-
voaco de Joazeiro, do Io da Bahia, he um dos
pontos por onde passa a estrada quo vero, das Pro-
vincias de Piauhy, Coar & para a' cidade da Ba-
hia ; c tambem o lugar onde ter de cliegar a es-
trada do ferro que se projecla d'aqui ao' Rio de
S. Francisco.
A respeito da altevacao que solTrcu o Termo de
Iguarass, ficando parte do seu territorio para o
Recife, toem liavido suas rcclama^cs, que scrao
submellidas ao vosso examc, afim de delibcrardes
como for mais conveniente.
Na nova sede do Termo de Barrciros nao pode
ainda funecionar a Cmara Municipal, fela diffi-
culdade de se rounirem os seus membros : j of-
iiciei ordenando-Ibes, que quanlo antes tralas-
sem de celebrar suas sesses, para cuida rcm dos
diversos objeelos do servido publico a seu cargo.
FORCA PUBLICA.
He ainda a mesma que ennumerei no meu rela-
torio passado, com alguma differenca para menos,
a saber :
Crimelra Llalla, Contamos com o
4. Batalho de Artilliaria a pe ; com o 2. 9. e
10. de Infamara, com a companhia lixa de caval-
laria, e a companhia de Artfices, conlendo lodos
estes cornos apenas 1942 pregas, das quaes 516
osto empregadas na guarnico da capital, e as
mais desiribuidas em deslaca mentes, como consta do
documento n. 3. ^
Alm da forca de trra," temos a Naval, que ac-
tualmente se resume etii 3 vasos do guerra, oceu-
pados no cruzeiro dentro dos limites da Estaco
nao podendo permanecer ordinariamente no porto
mais do que um dus ditos vasos.
Corpo pleto faliam-lhe 18 pracas, por ter liavido bastante
rigor em se nao admiltirem individuos immorigera-
dos. A respectiva escripturacao acha-se em dia, e
a economa do corpo tom sido a mais regular possi-
vel. lie assim que havendo-se despendido a quan-
tia do 5:3H>>088 reis com a paga do tardamente
atrazado, como foi autorisado por esta Assembla
em oficio de 11 de Maio, ve-se pelobalancete aprc-
sentado polo respectivo Commandanle, que ainda
passou, do anuo de 1853 pareo crreme, um
saldo de 6:45035018 res, estando j prompto o
fardamento, que se lem de vencer em Abril prxi-
mo futuro. Este estado, gracas aos esforcos do
actual Commandanle, he sem duvida mui diverso
dnquelle em que so achava o corpo antes da sua
reorganisacao. O que digo da sua economa, af-
firmo tambem a respeito da sua disciplina ; que
sondo a mais satisfactoria, prova quanlo Me tem
aproveitado o Regulamenlo novissimo de 2 de De-
zembro de 1843.
De armamento nao esto as pracas bem provi-
das ; por quanlo o que (segundo vos communiquei
na sessao extraordinaria ) mandei vir da Europa,
posto que de mui boa qualidade, nao tem o adar-
me com que fra encommendado ; e por isso nao
o recebi at agora, continuando o corpo a servir-se
das amigas armas do adarme 17.
A Guarda Nacional muito j tem avan-
zado na sua reorganisacao. A excepeo da Comar-
ca da Ba-vista e Rio Formcso, em todas as oulras
da Provincia acha-se mais ou menos organisada,
estando nomeados todos os commandantes superio-
res, e quasi todos os coramandantes de Batalhes.

Na capital podc-se dzer que a organisacao esl
completa e compe-sc do Esquadro de Ca-
vallara, 1. Batalho de Animara, e 3 do Infan-
tera, contando todas 3,680 pracas, das quaes
1,830 se acham luzidamente fardadas; e soffriMJj
mente armadas 1,336.
Temos sido icstemunhas do brilhantismo com
que ella se ha apresentado as eslas nacionaes, e
da promplido com quo se lem prestado a coadju-
var a for^a de linha na guarnico da cidado ; nao
desmentindo de modo algum suas antigs tradices
de amor ordem, o ao Tlirono Imperial, que eslou
mui certo sustentar com o maior aferr, tendo
sua frente .una officalidade to briosa, e to ani-
mada pelo valor o solicitude do seu mui respeitavcl
Commandanto Superior.
CADEAS.
Sem eatlas seguras no interior da Provincia,
nao he possivel aproveitar convenientemente as dili-
gencias da forca publica, nem as decises dos Tri-
bunacs criminaos. Se a diviso judiciaria estivesso
bem calculada de modo que se podessem conser-
var, em cortos pontos da Provincia equidistantes,
algumas prises fortes ; de certo que nao haveria
necessidade do remontar muitas prises insignifi-
cantes, que todos os dias sao arrumbadas, c que
nem seinpro podem ser guardadas por destacamen-
tos. Entretanto chamarei a vossa atlencao sobre
algumas das cadas existentes o projectadas.
Cadc'a ile l'od'Allio. Cornos con-
cerlos quo n'ella se fizaram o dos quaes so encarre-
gara o respectivo Juiz de Direilo, tem sido despen-
dida a quantia do 2:700$000, e acha-sc agora em
bom estado.
Cada de Istnarassu'. Da antiga, que
foi incendiada, restam apenas os alicerces o algumas
paredes: existe, porm organisado um.projeclo
para a nova cadea, cujas despezas esto oreadas
era 20:35035. Espero ser coadjuvado nesla obra
por alguns cidados prestrnosos, entre os quaes
tem o Barao do Ro Formnzn promovido urna sub-
scripQo cujo producto nao posso ainda deter-
minar.
Cada de Cmara. Esio edificio ,
comprado a um particular, ha 5 annos pouco mais
ou menos, foi ltimamente reparado, proporcio-
nando-se as accommodaefes necessarias para a
reunioda Cmara Municipal, sala especial do Ju-
ry, quartel de destacamento e prises. Offerece-se
venda um terreno contiguo; mas que
segundo
pensa o director das obras publicas, nao offerece lo-,
cal vantajoso para a consiruccao do urna nova
Cada,
Cada de Xazarctli. Acha-so muito
arruinado o edificio quo serve de priso c quartcl,
c cuja compra fura aulhorisada por esta Assembla
cm 1852.
Cada de Garanliun*. Esta casa, que
he de um andar e de taina, est sendo reparada, e
reci'bcndo grades de ferro.
r i!i i do r ihn. He de um andar terreo
e de um primeiro andar com escada exterior. Nella
funecionam a Cmara1 Municipal c o Jury. Eslo
se fazendo os neeessarios concerlos.
i adra de Plores. Este edificio nunca
foi concluido ; porm he bem proporcionado, o deve
ser ullisado para qualquer outro fon, visto que a
sede do Termo he a Villa-Bella, onde a priso he
n'uma casa particular. Ainda nao me foi apresen-
lado o projeelo quo mandei o Director das Obras
publicas organizar para urna cada que deve servir
na Villa Bella.
C idea do Brejo. He umboin edificio;
mas precisa de urna calcada em roda, c de alguns
concertos de lariinha c alguns oulros. O Delega-
do, a quem foi incumbida a factura de taes obras,
pedio um orcamenlo, que tendo sido mandado orga-
nizar pelo Director das Obras publicas, ainda nao
me foi apresentado.
Cailea rte Serinhaem. Esta casa ,
vasta e antiga, aclia-so muito arruinada. O orca-
menlo dos concertos precisos monta a 3:5203000.
Cadea da Bonito. Foi feila de taipa, c
consta de dous quartes destinados para a priso e
para a guarda.
Cadea da Victoria. N'esta casa, que
ho de fraca construeco, e olTerece pouca seguran-
za, funeciona o Jury e a Cmara Municipal, e
teem lugar as audiencias dos Juizes de Direito e
Municipal.
Cadea de (inferes. Alem de nao oslar
concluida, acha-se mullo arruinada ; podendo toda-
va ser o pavimento terreo aproveitado para as pri-
ses, col." andar para as sesses da Cmara Mu-
nicipal o Tribunal do Jury, se aquella nao funecio-
nasse em Pesqueira.
Cada foi construido ha poucos annos, e est bem conser-
vado, tem aci-omiiidaees para o porleiro e para a
guarda, o n'elle funecionam o Jury e a Cmara
Municipal.
Caita do Limoeiro. He liem cons-
truidj^st embom estado de conservarn, e pode
serf lerada a melhor do interior da Provincia.
andar tem salas para as sesses da Cmara
Municipal, do Jury, c para as audiencias dos Ma-
gistrados. .
Cada de Onda. Ho muito antiga e
liem construida; precisando apenas do alguns repa-
ro. No 1. andar teem lugar as sesses da C-
mara Municipal edo J.tirv, assim como as audien-
cias dos Juizes do Direito c Municipal.
Cadea de uricnrj. Esic edificio,
comprado a viuva do fallecido Pacifico Lopes do
Siqueira, so bem que seja novo, precisa todava de
algumas obras, que j foram oreadas em 2:750?
rs., e acham-se em praca.
Calleado liio l'otninso. Em 7 de
Marco de 1854 mandei por em praca o ornamento
para a construeco da cada no Rio Formoso, ava-
hada em 33:0008000 : mas ainda nao appa-
receram arrematantes.
CULTO PUBLICO.
Multiplicadas sao as roclainaces, que os Viga-
rios constantemente fazem a respeito dos reparos
de suas Malriies. Pois que infelizmente nao po-
dem elles afervorar o zelo c piedade de suas ove-
Ihas para carrogarem urna pedra ao Templo do
Senhor; nao me negara a abrir-Ibes os cofres, se
fossem estes mais pingues, e tantas oulras neces-
sidades publicas nao balesscm porta da Thesou-
raria.
Comtudo tenho distribuido pelas Matrizs mais
necessitadas a quantia de 9:5009000, da verba
que consignastes na Lci do orcamenlo vigente para
esle ramo do servico publico, a saber:
Com a Imperial Matriz da Varzea 2:0003?,
quo muito aproveitaram na mo do zeloso Vigario,
pois quo a Igrcja esl quasi reedificada,fallando
ainda fazer-se os reparos da sacrista,para o quo
mandei dar mais 5009000.
Com a Matriz do Bom-Jardn* 1:0009000.
Nao tenho noticia do estado da obra.
Com a Matriz do Cabo 80035000. Eslou
certo que o respectivo vigario hade empregar mui
bem esla pequea quantia no reparo de sua Igreja,
por cuja decorado e asseio toma louvavel inte-
resse, como observei pessoalmcnte.
Com a Matriz de Nazarelk 1:0005000, que
sem duvida nao ser bastante para as obras que
teem de ser execuladas, por causa do incendio que
soffrra.
Com a Matriz da Victoria 60035000, para o
fim do fazerem-se alguns concertos reclamados pelo
respectivo Parocho, de cujo zelo ainbam fui tesie-
munha, quando por all passei.
Com a Matriz de S. Jos 2.-00O35OOO: e ape-
zar de ter ella em seu favor a concesso de urna
Lotera, eslou certo que merece ser ainda ajudada
pelo cofro Provincial, ao menos al ao ponto de
ficar toda coberta, para evitar-seo desmoronamen-
to das paredes mestras e arcadas interiores quo cus-
taram bastante dinheiro.
Com a Matriz de Caruaru' 60035000, para se
concluir o frontespicio, e reparar algumas ruinas,
que solTrra com o invern.
Alem das quantias despendidas com as Matrizs,
mandei entregar 60035000 para o concert do
Convento do Carino de Goianna ; 3:0009000
para a reedificaco do Recolhimento do Olinda,
cujos trabalhos se acham bastante adiantados, c
executadoscom a maior perfeico e economa pelo
Conego Marcelino, como tivo oecaso do ver pes-
soalmenie.
Visto que cstou fallando do culln publico, nao
devo deixar de communicar-vos os relevantes ser-
viros prestados pelos Religiosos Capuchinlios da
Penlia de Franca no ministerio da pregacao. Nao
sao ilesronhecidos os beneficio- feitos pelo Reveren-
do Prefeito Fr. Caelano no scrio da Provincia,
especialmente em Paje de Flores e Garanhuns,
onde fundou na PovoaQao de Papacara urna casa
de recolhimento c educacao, sob o patrocinio de
Nossa Senhora do bom-cosseliio. J esto abri-
gadas n'este pi cstabclecimenlo mais de 30 pesso-
as, quo vivero a expensas do pequeo patrimonio
que llie formara o mesmo llevercndo Prefeito,
ajudado pela candado dosbons habitantes d'aquelle
lugar.
A funde protejer e sustentar to santa insttui-
eo, recommcndei ao Juiz do Direilo estendesse
para l as suas vistes ; c pretendo consignar pola
verba das despezas ovenluaos urna gratficaro ra-
zoavcl Regente do Recolhimento para ensinar pri--
meiras letras nao s s Recolhidas como s meni-
nas da Freguezia. Confio em que esta Assem-
bla cubrir com a sua proteceo o nico asylo de
caridade que existe no vasto interior da Provincia.
O Religioso Capuchnho Fr. Sebaslio aeabou
de recolher-so daMisso qu andou fazendo pela
Colonia de Pmenteiras, onde edficou um cemi-
terio cora sua respectiva capella ; e pelo Rio For-
moso, onde alm de conciliar os nimos divididos
por antigs rixas, levantou tambem um vasto ce-
miterio custa da generosidade dos habitantes
d'aquella Comarca.
Compraz-me lamhem commemorar-vos a resur-
reic/io do Seminario episcopal de olinda,alicr-
lo no dia 5 de Fevereiro, mediante o grande auxi-
lio prestado pelo (loveruo Imperial, e esforcos do
nosso virtuoso Prelado. Creio podermos agora
nutrir bem fundadas esperanzas de possuir um
cloro Ilustrado, que evocando o poder e as heneaos
do co em favor dos poderes da ierra, nos possa
tornar completamente venturosos.
CEMITERIO.
Em 2 do Junho do anno passado publique'! o no-
vo Kegulamenlo do Cemiterio, no qual respeitei a
conveniente harmona que deve haver entre as
medidas puramente poiiciacs e as que sao perten-
centes disciplina eccltsiastca ; e por isso mere-
cen elle a approvaco do Exm. Rispo Diocesano
na parte religiosa : acha-sc em execucao, provan-
do j o acert da diminuir-, o modestia as des-
pezas smptuarias.
Durante o anno municipal findo foram edifica-
das, por diversas rmandades, mais de 152 cata-
cumbas, podendo ainda ser construidas 160.
Do mappa junto, documento n. 5, v-seque do
1." de Janeiro a 31 de Dezembro foram sepultados
1,995 cadveres, sendo 1,633 de pessoas livres c
632 de escravos.
Durante o anno financeiro municipal, a Cmara
despendeo com o Cemiterio a somma de.....
30:7619216 rs. ; e sendo a sua receita de...
11:3009795 rs., houve uro supprimenlo de
19:i60S3420 rs., lirados das sobras das differenles
verbas de despezas, nos termos do art. 1D nico,
lci n. 301. No anno financeiro vigente volaram-se
apenas 5:00035040 ; mas at 30 de Setmbro se
havia gasto 19:9010732, o at hoje a quantia de
25:90035786. Eso assim poderia a capella, que o
de construeco primorosa, eslarhoje quasi conclui-
da, fallando smente o fingido c mais dec.orac.oes
necessarias para nella se celebrarem os actos reli-
giosos.
Estn inieiramente dissipados os preconceitos
contra os Cemiterios pblicos ;. e o exemplo da
Capital vai-se irradiando pelo interior da Provin-
cia, gracas nossa perseveranca.
SALUBRIDADE PBLICA.
O estado de salubridade da Capital vai mclhoran-
do, seja por favor da Providencia, seja tambem pe-
las medidas sanitarias que se teem opportunamcnle
temado, e no que bastante zelo ha mostrado a
Commissao de Hygieno publica. No minucioso
relatorio ( n. 6 ) do seu respectivo presidente se
acham indicadas as causas da insalubridad j, bem
como as medidas necessarias, sobro tudo ero rela-
co Capital.
Alguns casos espordicos de febre amarclla teem-
se manifestado, sem comtudo produzirem grandes
receios de que reappareca a epidemia.
Em Goianna, Pao d'Alho, Santo Anlo, Rio
Pormoso, o na Capital a bexiga tem feilo seus ej>
tragos, nao obstante o grande numero de pessoW
que bao sido vaccinadas, e a remessa que so tem
feilo do puz vaccinieo pare as Cmaras Munici-
paes do interior incumbirem do trabalho Ja vaccina
a algum curioso quo a isso so quizesse prestar.
Afinal resolvi-me a enviar dous Cirurgies do
Exercito aos logares mais acometlidos e desampa-
rados, a fim de preslarem esse soccorro humani-
tario.
Manifestendo-sc a noticia do desenvolvimento
Jo Cholera-Morbus na Europa, e ao depois na Ilha
de Madeira, consultei logo a Commissao de Hy-
giene publica ; o quando tralavamos dos meios de
iresorvar-nos, recebi recoramendages do Exm.
Ministro do Imperio em data de 10 de Outubro,
para providenciar a lal respeito.
A Commissao de Hygieno,' sem perda de lempo,
apresenlou a sorie de medidas sanitarias constantes
do documento n. 7, que approvci provisoriamente.
E sendo urna d'cllas o eslabeleciroento do um La-
zareto escolhi a casa da Ilha do Pina, como a
mais commoda c mais bem situada que havia para
nella so receberem de quarentena, como se tem
recebido, os passageiros procedentes do portos in-
fectados oh suspeitos.
Para mais commodidade dos passagVirns, man-
dei accrescentar dous quartes na casa do Pina,
destacando a cosinha, quo Iho ficava annexa ; e
encarreguei o servido medico do Lazareto ao Dr.
Candido Jos Casado Lima, com a gratificado de
20035000 mensaes.
No eslabeleciroento ha enfermarla, serventes,
c tudo quanlo preciso para mantenca dos scusj
hospedes; sendo portento exageradas algumas quei-
xas que contra elle se leem levantado ; mas que so
naturaes a quem habita, contra a sua vonlade,
qualquer lugar, por melhor que seja.
Aproveilando-me da munificencia do Governo
Imperial, o depois de consultar a Commissao de
Hygieno publica, mandei levantar um Lazareto
propriamente de observaco, cuja primeira pedra
foi laucada no dia 2 de Dezembro, feliz aniver-
sario natalicio do nosso magnnimo Imperador,
sendo director dessa obra o Inspector do Arsenal
de Marinha, que a planejou com os commodos c
larguezas sufficientes para accomraodar 50 pes-
soas, como tudo j parlicipei ao Governo Impe-
rial, que espero approvar as despezas que com a
obra eslou mandando fazer pelos cofres geraes.
Oulra medida reclamada pela Commissao de
Hygiene foi a remocao do matadoubo publico,
cravado quasi no cenlro da cidade, e despedindo
miasmas. Mandei construir no lugar da Caban-
ga um lelheiro com as condiges necessarias para o
destino da malanga de gado ; mas de modo que po-
desse ser aproveitado e fazer parle do que tem de
ser continuado pela Cmara Municipal, segundo o
plano que mandei levantar e tinho. approvndo des-
de 12 de Janeiro de 1854 : medida esta que foi
aceita por Aviso do Ministerio do Imperio de 10 de
Janeiro findo.
Indicando a Commissao de Hygiene como ne-
cessaria a remocao das cocheiras e cavallaricas do
centro da cidade, medida que por solicilaces mi-
nhas foi reduzda a urna das posturas municipaes,
que tero de vir vossa approvaco, mandei edificar
om Sanio Amaro, cm excedente localidade, as
cochias necessarias para receber a cavalhada da
Companhia lixa de Cavallaria ; ordenando ao mes-
roo lempo quo se lcvanlasso o plano do ttm quar-
lel que devo substituir a mei-agua em que est
aquartclada a dita Companhia. Estas obras de
que seaclia oncarregado o Engcnhciro militar Ma
jor Lopes, esto bastantemente adiantadas, e vo
sendo execuladas cusa dos cofres geiaes, pela
esperanca que tenho de que sejam approvadas pelo
Governolmperial.
INSTRUCCAO' PUBLICA.
A inslrocco publica apresenta a mesma pitase,
cm que a considere! no relatorio transado.
As aulas do Lyceu foram frequentadas por 168
alumnos, oblendo approvaco 49, e sendo repro-
vado um. A aula de Desenlio froquentada por
26 alumnos, nao deu discpulos a exame, por co-
mecarem mui laide as lices do novo professor, que
substituto o que frajubilado, A aula de Os-
treticia trabalha com aproveitamenlo tendo sido
approvadas 4 alumnas das onze que frwjuentaram
tro anno lectivo,
As 3 aulas de Lalim da Capital conlaram 66
discipulos, e as 5 de fra "nao tiveram mais de 56.
Do mappa n. 8 seconhecer, quo as 103 ca-
deiras publicas de'inslruccao elementar da Provin-
cia, 86 para o sexo masculino, e 17 para o sexo
feminino, receberam 3801 alumnos, sendo 3099
do sexo masculino.
Ouanlo as aulas particulares, s ha exactido a
respeito das que esto habilitadas na Capital em
numero de 63, a saber ; 32 para o sexo mascu-
lino, frecuentadas por 155 discipulos ;e 31 pa-
ra o sexo feminino /requemadas por 581 alum-
nas.
Foram jubilados os Professores de Serinhaem e
Pao d'Alho em virludeda Lei Provincial n. 333.
e 342, e marcou-so urna gralificago de lOOtfOOO
a Professora de Goianna em vista da Lei Provin-
cial n. 344 do 13 de Maio do anno passado.
OfiererenJo vossa considerado o relatorio do
Director da nstrucco publica, nada accrescentarei
seno, quo as esperancas que tenho de ver roelhora-
do este importante ramo do servico publico, esto
todas uo futuro, mais ou menos remoto.
Desejatido corresponder confianca queem mim
depositases, commettendo-mo a pesada -tarefa de"
regular toda a i nstrucco primaria e secundaria da
Provincia, acabo de cumprir com essa honrosa
misso da mancira quejulguei mais conveniente,
depois de consultar os entendidos.
Confeccione! o Regulamen lo de intruajo pri-
maria ,e secundaria, cinginde-me, quanto a 1".
parle, ao systema adoptado pelo Exm. Ministro do
Imperio no Regulamenlo dado para o Municipio
da Corle, de 17 de Fevereiro do 1854,no s
por me parecer sabiamente elaborado esse impor-
tanlissimo trabalho, como por entender conveni-
ente conservar-se a unidade de ensino em lodo
o Imperio : e na 2." parle, que diz respeito a ns-
trucco secundaria, servi-me do pensamento geral
do mesmo Regulamenlo, fazendo somente algumas
alteraces relativas s circunstancias peculiares da
Provincia, sem me apartar do melhodo ou systema
geralmente seguido nos collegios mais acreditados
da Europa. Se bem me record de algumas vozes
que n'este recinto se levantaram, quando se tralou
d'esta materia, parece-me que no trabalho, de que
trato, nao andei mui longe dos sentimenlos d'esta
Assembla : o que muito me anima.
Pafecero talvez mui largas as dimenses que
iracei inslrucgo secundaria no Intrnalo, e mui
posadas as despezas que provoca o meu plano. Mas
tal me parece a importancia da nstrucco publica,
que cu, sem o maior constrangimento, o at vio-
lencia, nao podia amesquinhar-me ante a perspec-
tiva de urna Provincia de primeira ordem como
Pornambuco. Por oulro lado reconheco, que as
despezas com hum Eslabelecimcnto Intrnate sero suflicieiiteuiente compensadas nao
s pela penso, que devem pagar os alumnos inter-
nos o externos, como pela grande utiiidade que
elle ha de prestar Provincia. Assim, se pelo
Regulamenlo se levanta urna despeza maior, tam-
bera se obter urna receita avullada logo que o
Intrnalo come bom numero de pensionistas, e
meios pensionistas, como ha de necessariamente
acontecer, quando os pais do familias souberera
que na Provincia ha um collegio onde regularmente
se estudam as Humanidades.
Dever-se-ha tambem levar em linha de coma,
que, sendo as materias que se ensinarem no Insti-
tuto distribuidas em um curso de 7 annos, de-
pois d'este lempo que estar enchida a altura do
orcamenlo da despeza calculada. Mas se fui pro-
digo, Senhores, se andei perdido, a vos cumpre
emendar os meus erros, e eercoar as cifras do su-
pradito Regulamenlo, que est yeito vossa ap-
provaco.
Desejando pr logo em execucao o Rogula-
mcnio, como me aulhorisasies, eslou trabalhando
por obler um edificio ein que possam comecar as
primeiras funeges do Intrnalo.
Mas cjmo emendo que urna das principaes
condices para a prosperidade de. uro. estabeleci-
menlo to importanle.he inquestionavelmente urna
casa com as accommodaces necessarias, que se nao
podem encontrar em edificios particulares, mandei
levantar a planta e orcamenlo, que virio a vossa
presenga, para consignardes os fundos precisos
construeco de urna obra,, que nao pode deixar
de merecer a proteceo do Corpo Legislativo pro-
vincial.
Nao passar desaporcebido um facto que muilo
nos inieressa. Recebendo Aviso do Ministerio
do Imperio, de 10 de Agosto de 1854, para
transferir a Faculdadede Direito, de Olinda para
esta Capital, operei a mudanca em poucos dias,
acbando-se hoje c mesma Faculdade, com o res-
pectivo Collegio dasArtes, funecionando na ra
do Hospicio em edificios mais vastos, e mais adap-
tados ao objeclo, do que a triste casa de Olin-
da, contra a qual sempre me pronunciei, antes '
mesmo de ser construida; e a experiencia mos-
Irou que eu tinha razo. Louvores mil sejam da-
dos ao paternal inteiesse do Governo de S. M. o
Imperador.
Nao havendo na casa em que so aeha esla-
belecido o Lyceu logar para collocar-so o bom
principio de bibliotheca, que se tem mandado vir,
e que consta de 2,790 voluntes, ordenei que. fos-
sem elles depositados na sala da Bibliotheca da Fa-
culdade de Direito, onde scrao aproveitados, e bera
acondicionados, sem despeza alguma por parle da
Provincia, at que um dia se conclua a casa do In-
trnalo.
ORRAS PUBLICAS PROVTNCIAES.
As obras publicas provinciaes teem continuado
sem interrupgo, e com presteza. Esto promp-
las o em bom estado de conservagao 54,697 e 1/2
bragas de estrada ; e em construeco, 14,143:
alm de 2,373 e 1/2 qne se acharo em praga para
screm arrematadas. Durante o anno civil foram
concluidas 11,4U el/2 bracas de estrada.
A estrada do Norte km prompias 4,331
bragas at Fragozo, o em andamento 3,622 al aos
limites do engcnbo Pauhsta. Trata-se do em-
pedramenio da parte com pretendida entre o Recife
e Olinda.
A estrada de Vao d'Alho este com
14,307 bragas promptos, o 2,853 em construc-
go at a Villa.
A la Victoria est toda concluida al ao
rio Tapacur, naextensao de22,320 bracas.
A ramiGcago da estrada da Escada tem prom-
ptos 1,810 bragas, eem coostruego 2,479 at ao
engenho Macug : esto cm prega mais de dous
leos que alcangam ao engcoho Garana.
A estrada do Snt coma 11,216 bracas
promptas, e cm andamento 1,800 at ao engenho
Algodoaes.
A ramificagao para o Cabo tem promptas
1,850, e em andamento 2,264 bracas.
A ramificado para MrjRIBECA este estudada em
Ires leos.
Aramificaco dos Remedios tem prompto o 1."
lauco, o ero praca o 2., c o ultimo.
A de Apipucos^m em construeco dous
langos com aextetiso IR ,028 bracas al a pon-
te d'Ucha. Podendo cu felizmente vencer a repu-
gnancia que tanta o cidado Jos Baptisia Ribciro
de Faria de recitar, na altura do Manguinho, o
muro do seu sitio, mandei comprar % terreno ne-
cessario para que a estrada v em linha. recta des-
MUTILADO
r------1-------------
s
IEGIVE1


i Menino ate estrada do Manguinlio,
amia de 4:000, ficaudo, por lauto, per-
B Fazenda Publica lodos os terrenos que
sobraren) da estrada pata o lado do norte, c que
podero indernnisar a dospeza accrescida, se forem
vendidos ou aforados a quem quiwr edificar.
arara concluidas, durante oanno, a ponto do
Affogados, a do Pirapama, na, estrada do sul,
e a da Magdalena, na estrada do Pao d'Alho : o
postas em construyo a do rio Capidakibe, jun-
to ao ongenho Camrim na mesma estrada ; a do
Pirapama na raraiicacao do Cabo dofronte do en-
genho Trapiche, de un> s arco a alvenaria eoni
100 palmos de vo; a ponte sobro o riacho Ato
ADirttio, na estrada do sul, junto ao eogenho Al-
godoaos; e a ponte sobro o riacho Paulista na es-
trada do Sul.
Ficaram tambera promplos os acudes de S. Bs*
TOdeCiBUABO', da Lagoa da Extrbma, codo
Limoeibo, quo dopois arrombou por eccasio da
grande cheia, c traia-se do repara-lo. E esto em
construecjjo o do BEZEiaosede Villa-Bella.
Anteriormente ao anno Ando foi feito o calca-
mento da ra do Aterro da Boa-vista, e a parte do
Paleo da Pcnha correspondente frente da Igrcja.
F. durante o auno lindo foi calcado lodo o Paleo da
I'enha o Ribeira, e a travessa da Pcnha para a ra
Direita, o feito o cano de esgoio da respectiva ha-
cia. Presentemente esto* sendo aijadas a ra da
I'enha e a do Livramenlo.
A dilculdada maior que se apresentava para o
calamento da cidade, consislia na falla de pedra,
como me alurraava o Director das Obras publicas :
e eniao projectava-se manda-la vr da Europa;
lea com que nao mopodia conformar, olhamlo
para tanta jicdra em nossa Provincia. Mandei
trazer alguma da llha de Fernando, o depois liz
explorar a llha de S. Aleixo, donde actualmente
noschega excellenie pedia.
A despeza cora o alcamento, durante o an-
ua, mporloa em 25:036,6-i6 reis.
wsde 1850 tcem-se construido nesta cidade
722 bracas deaes: ;54 na ra do Apollo ; 293
e 1 1 na ra d' Aurora ; 30 no caes do Hamos ;
as canoas; 15 na ponto provisoria do
Recife; 80 na asa de delenc.ao; o Hile 1/2 no
caes de Capibaribe, quo se ada quasi concluido
at .i ra Velha, lendo sido comeado cin fins de
1853.
estrada do sul, e da Victoria j construi-
r duas asas cora suas respectivas acenm-
modacoes para o rocebimenlo d laxa das barrei-
ras.
Nao obstante as maiores diligencias por mim
empregadas, nao vos posso ainda annunciar a con-
cluso do primeiro raio desla obra : com ludo es-
pero dentro de mui pouco lempo transferir para
elle os presos que se acham na immunda dea ve-
Iba. Resta somente ladrilhar o corredor e as cel-
ias do pavimento terreo, assentar as varandas de
ferro, e acabar a pintura; estando j concluida a
casa central de inspoeco geral, e s faltando assen-
tar a claraboia da coberia, ladrilhar o pavimento e
pintar o forro. A asa para a morada dos em-
preados j est coberta, e adiantadas as aceom-
modacoes interiores. Esto concluidas as obras
i distribuirlo das aguas pelas pri-
ies, faltando o tanque exterior, que s poder ter
lugar quando ostiver construido o ramal do enca-
namento da agua potavol para os gastos da casa, e
que se ajustou com a Companhia do Bcbcribe me-
te o subsidio mensal de 2003000 com as con-
5 consuntos do contrato n.lO\ Adespeza to-
tal p3ga durante o anno montou a 67:878n>72,
sendo 25:261*606 despendidos no segundo se-
mestre do exercicio findo, e 42:G37077 no pri-
meiro semestre do exercicio corren te. verdad e
que esta obra varcuitando mui aro Provincia;
mas nao se podia esperar menos, alientas as suas
dimensoes, o a perteicao e solidez com quo va i
sendo construida.
A Reparlicao das obras publias tem, lamo
quanto me permitlido avahar, adianlado bastan-
tes trabalhos ; o talvezse possa diier que muio
mais np poderia ella fazer, vista do seu p&jaic-
no pessoal e das radias obrigaces a seu argo,
umbora icnha um bora chefe.
Julgo de summa necessidade que se ors.inise
companhia de trabalbadores com que a Rc-
particao possa contar em muilas obras que devem
ser ejecutadas por administracao: havor n'isso
trplice vantagem; operarios constanles,
mais habituados a certos trabalhos especiaes; e
que prostem um bora auxilio as occasioes de in
candi.
OBRAS GERAES. ,
Alm das que j mencionei, temos ainda as se-
guntes: '
A l'onte velha do llccife carcomi-
da pelo tempo, e to combalida pela cheia, que ti-
nha sido condemnada pelos peritos ao desmorona-
mento, foi por nima c instancias minhas remeii-
dada, o est servihdo, posto que em mo esta-
do. A que se projcta para sua substituirlo, nao
sei quando poder ser comeada, visto que pende
anda do Governo Imperial a decisao sobro o sys-
lema a adoptar-so em sua construcrao. 0 enge-
nheiro inglcz Borrwikc oftureceu-rac, de Alexan-
']'"'. lous planos, deque dei noticia ao Exm.
Ministro do Imperio.
A Ponte provisoria, tem progreddo
com vagar em consequencia da demora da ma-
deira que foi neceekario pedir s Alagoas, c
parte da qual j lem vindo. Espero que bre-
vemente podar ella oderecer transito. A despeza
feilacom asta obra at agora somma em 20:733-5531
ris:eoGovernoImperialaccrescenlou 00:0009000
consignacao de 30:000?)000.
Caes lo Apollo A parte mandada con-
struir pelo Ministerio do Imperio est toda proin-
pla, bera como a parte correspondente s fren-
tes do propiedades particulares, cxeculada cusa
dos respectivos proprietarios, por cuja responsabi-
lidade corre a sua conservacao al Man futuro.
Toda a obra acha-se em muilo bom eslad.e vao-se
j edificando bons predios defronte d'ella.
V.'iuazcmda Alfaniega- Est con-
cluido desde Maio, por arrematado, o lio destina-
do a guardar os gneros de estiva.
Porto. As obras do raelhoramento do Porto
bao progredido sem interrupcao, soba diligente ins-
pccao do Capitao. do Fragata Elisiario Antonio
dos Santos, c do Engenheiro em chefe das obras
publicas. Alm dasvanlagens apontadas no meu
rotatorio anterior, accresccram as soguinles, que
resultam dos novos mclhoramenlos.
Acha-se mais profundo o ancoradouro do fran-
qua; o o canal do interior do pono mais recto, e
tambera mais profundo: o ancoradouro da des-
carga augmentado 60 bracas para o sul; os ban-
cos de arca, denominados coroa dos Passarinhos,
muito diminuidos principalmente depois da cheia
do Capibaribe.
O Caes do Arsenal de Alarlnhn,
em conlinuacao (tarto norte, Tbi execulado al ao
lugar onde termina o mesmo Arsenal, aterrando-se
lodo o ospaco intermedio, que foi fechado por
um murode 20 palmos de altura, para dentro d'el-
la se construirn) os telheirosdas oflicinas.
Continuou-so al a altura da mxima prea-
mar o levanlamenlo do recife, do Forte do Pi-
cio para o sul na extensao de 36 bracas, que
unidas s 18 anteriormente feitas, sommara 54
btac
farobem se deu principio ao levanlamenlo do
mesmo recife em frente ao Arsenal de Marinha,
fazendo-se um Dique na extensao del8 brajas al
ao nivel da pramar.
Construir m-se 25 bracas do Dique de pedra da
llha de Nogueirt, com toda a altura, o mais G3
com 5 palmos nbaixo da preamar. Existem por-
unto feita? 286 bracas, alerri de 63, que esto a
lindar, e mais 35 bracas do estacada junto ao re-
cite.
Fez se urna lapagem na fox do rio do Pina
para embargar as arcas quo dcsciam, o a crrante
.lo rio queembaracava os trabalhos da grande mu-
ralha.
A barra daescavacaotem irabalhado regularmen-
te, tirando 4,532 anoas e baielos de ara no an-
coradouro da desarga.
O Torreaodo Arsenal.destinadopa-
ra um observatorio astronmico, e ruarimo, acha-
se quasi a concluir, e .aptos o raarhinista vindo
para assenlar o relogto' cncommendado, e que
est em caminho.
CHEIA DO RIO CAPIBARIBE.
A copiosa chuva que sem cessar cahio desde o
dia 12 al o da 22 de Junho do anno passado, fi-
zcram elevar as aguas do rio Capibarilw a 14 pal-
mo; cima da haixa mar. na ponte da Boa-Vista, e
causou aesta capital e scus suburbios a consterna-
cao que muitos de mis presenciamos. Forain in-
mensos os estragos produzidos, assim como digna
de louvor a soliciludo com quo a Capitana do
Porto, a Direccao das Obras Publias, as Auto-
ridades polieiaos, omuilos cidadaos prestantes da
capital o dos arrabaldes, se aprejsaram om acudir
ao clamor publico, e salvar as margeos do Capiba-
ribo a militas almas que clamorosamente pediam
soccorro.
O Governo Imperial, a cujos patornaes ouvi-
dos levei a noticia desto daploravol successo, que os
nossos depuiado lsmentaram na Cmara, ordenou-
me em continente que cstendesso mao providente
a gente desvalida, quando j so eslava pralicando
esso acto de humanidade por moio do duas cora-
misas, que disiribuiam pao o vestido a pobre-
za. A associaco commercial de Pernambuco
nao foi indiflerenlo aos gemidos dos nufragos;
e por cssa prova do patriotismo rccclieu da magna-
nimidado imperial o editianto o honroso trata-*
manto de Beneficette.
O Governo Imperial fez ainda mais: aaba do
favorecer os cofres provinciacs com um supprimen-
to do 60:000:000 para reparar os estragos causa-
dos por cssa calami.lade as obras publicas da
Provincia. A mor parto d'cllasj se acham re-
paradas.
O* estrados {;!a ponte do ticcife
foram inmediatamente reparados, despendendo-se
a quantia de 3:884980 reis, paga pelos cofres
geraes.
.\o caes dairiia d' Aurora roconstrui-
ram-se os leos que haviam cahido, e brevemente
sero finalizados todos os reparos precisos. Estas
obras foram arrematadaspelaquaniiade6:06021fi
reis, havendo-se j pago a somma de 4:040912o
reis.
Acham-so concluidos lodos os concertos do
aterro dos Afogados, lendo-se despendido a
quautia de 1:98155680 reis. Os reparos do caes do
mesmo aterro j foram comeados ; mas al aopre-
sente nem urna despeza-se tem pago.
, Repararam-se logo as ruinas do muro d'encos-
to da ponte dos afogados, despendendo-se a
quantia do 2:185J730 reis. as estradas do Chora
menino, Magdalena e Remedios lizeram-se in-
mediatamente os reparos mais urgentes, que impor-
ta ra ni om 1:0739300. Alem disto foi organizado
o orcamenio para a conclusao da estrada dos Re-
medios, o qual se acha em praca na importancia de
2:0955256: o segundo me afirma o Director das
obras publias, brevemente me ser enviado o or-
camento para os dous leos de reparos da estrada
da Magdalena.
Na estrada se aos reparos mais urgentes da primeira parte, que
impoi tarara em 752 9900 res, e arrematou-se a
conclusao delles pela quantia de 3:063J>339 res:
na segunda parle estos concliiir-se todos os repa-
ros, com os quacs se despendeo a quantia do
7:0005990 reis : na terceira parlo j se terminaran)
lodos os trabalhos, que cuslaram 2:4899520*reis:
na quarta, lizeram-se reparos do mais urgencia
que importaran) em 6679400 reis ; e o restante
acha-so em praca pela somma de 4:i009000 reis.
Na ponte do Ctxansa h/.cram-so logo
os reparos mais urgentes, e em fins de dezembro
do anno passado foram comecados os concertos que
resiavam: lem-sc despendido quantia de 1:3829000.
Na estrada do Norteconcluiram-scto-
dos os reparos precisos, importando em 9:0019240
reis.
Nao se fez reparo algum no lugar do Arrom-
bado de Oljnda, visto quecst isso depeudonte da
canalisacao do rio Bcbcribe, de que agora so trata.
Ata estrada da Victoria executaram-
se o quantia de 3569040 reis.
Na estrada do Mil lizeram-se os reparos
mais urgentes que importaran) em 3919400 reis.
He nocessario proceder-se aos concertos do 7.
laneo.cujoorcamentona importancia de 4:8959000
me foi enviado, bem como o dos concertos do ater-
ro c ponte do Anjo.
A ponte do (.indaliy* cujo madeira-
mcnlo foi arrancado pela cheia, calando al um
d$> pilares quo a susientavam, coraecou a ser
concertada no moz prximo passado, dospendendo-
se at boje a quantia de 4789140 reis, alem de
2:0009000 reis que se adianlou para pagamento
das despezas.
Ka estrada da l'onte de Uclia e
Apiparos fizeram-sc os roparos mais urgentes,
que j teem importado n.i quantia do 2:3329500
reis: o arrematou-se pela somma de 58:8329832
reis^ a obrado calcamcnlo e aterro desde o Mon-
dejo at a Ponte de Ucha.
Na estrada dos A filie tos despendeo-
se apenas a quantia do 639480 ris com a abertura
do algumas vallas para o esgoto das aguas.
Na estrada de Jono'de Itarros.alm
do se haverem feito os reparos mais urgentes,
monta a 36:701900$ ; mas para recolherem in-
nmeros enfermos, que todos os dias reclamara
a caridade publica.
No principio do anno findo existan) 60 doen-
tes, sendo 43 horneas o 17 mullicras. Entraran)
durante o anno 420, 321 homons o 99 raulbcres.
Sahiram curados 223, sondo 213 homens, 20
mullieres ; melhorados 47, 36 homens o 11 mu-
Iheres ;ono curados 16, 8 homens e 8 mullie-
res. Morroram as 24 horas da ontrada 0, 3 ho-
mens o 3 mullieres ; depois 103, 60 homens e
48 mulhero. Existem 70, 44 homons o 36 mu-
llieres, alm do 9 alienados mendigos quo a ad-
ministracao pede sejam enviados para o Hospicio
do Pedro 2.' na Corte ; mas que eu nao posso
sasfazer, por obslar-me o Aviso Imperial de 4
de Setcmbro do anno passado, que ordena : que
nao se reraellao alienados sem authorisaeaodo Mi-
nisterio do Imperio, o sem que sejam considerados
curaveis.
Nao repelirei o queja vos disse relativamente ,i
insuuicicncia da casa em que se acha o Hospital,
porque agora s devenios olhar para o novo da
volta dos Coeliios de queja traici.
O Hospital dos Lazaros tinha no
principio do anno 39 enfermos, 20 homens e 19
mullieres: entraran) 4, 3 homens c 1 mulhcr:
morrram 6, 5 homens o l nraiuer ; e existem
37, 18 homens c 19 mullieres.
Neiihum resultado se tem conseguido com o en-
saio e applica^o dos meios therapeuticos quo se
leem aununciado, e nomeadainente [o oleo de lar-
taruga, que nada produzio.
Na casa los expostos existan) no prin-
cipio do anno 277, sendo 115 meninos e 159
meninas ; entraran) 119, 59 meninos e 60 me-
ninas ; sahiram 7, 3 meninos que foram para a
companhia de Artfices, e 4 raparigas que se ra-
saran e receberam dotes ; fenecern) 79, 38 me-
ninos e 48 meninas; e existem 307, 103 meni-
nos e 174 meninas. A administracao de ca-
ridade contina a insistir pelas casas do alber-
gara, c requer que soja vendida a que existe
mui arruinada na ra das Laran;eiras.
Para dar execuco lci provincial n. 331 in-
cumb o nosso ministro em Pariz de nos enviar
algumas Irmaas de caridade ; c respondendo-
me elle que a guerra do Oriente obstava a satis-
facao do meu pedido, roguci-lhe segunda vez que
me conlratasse ao menos 4 dessas piedosas mu-
llieres, c um lazarista, e puz a sua disposicao 3,000
francos.
Tcnho feito o maior ompenho. polo adianta-
mento da obra do Hospital militar por irs
do quarleldo Hospicio (queso aehabastante avan-
cada), pois que desojo ver desocupado o Hospicio
da Soledade, paraquetenhamos mais urna casa dis-
ponivcl, para acudir a tantas neressidades publicas.
T1IBATRO PUBLICO.
Quando eu vos dizia o anno passado.que oento
KinprezariodoThcatro de Santa Isabel, ManoelGon-
calves Agr, tinha cumprido cora suas obrigaces,
oque o Theatro havia marchado regularmente,
dizia urna verdade, de quo lano eurcomo a Ad-
mistraco, e o publico, estovamos convencidos; e
lamben) vos, que Ihe concedcsles o accrescimo de
6:0009000 de subvencao para compensar as
grandes despezas, que ello tinha feito, c tinha ainda
dafazer al concluir o seu empenho para com o
Governo Provincial. E de cerlo nada havia eu
sabido, quo desabonasse o ox-Emprczario,
Mas antes do Ihe mandar dar os 6:000c000
appareceo-nicuma commisso de cmicos repre-
sentando, quo eslavam por ser pagos de seus
ordenados, c que nao mais suLiriam 30 palco sob
a fdo ox-Emprezario. Recobi lambcm pelo
mesmo lempo ofiicio da Directora, que pela
primeira vez me communiesvs quo Agr nao se
mosirava em estado de cumplir o seu contrato, do-
cumento n. 12 ; a comearan) iogo a ama on lmmiidialameno rescind o contracto; de; ^i o
Emprezario, a quem muliei na quantia do 1 :t)009,
na forma de urna das condiees do contracto ;
mandei costear o Thealro pelo respectivo Adminis-
trador, c ordenei que com os seis cntos do reis,' c
mais o que rendessem as recitas, so pagasse aos c-
micos, pro rala, a vista daspontas que elles apre-
senlasseni, e que fossem reconhecidas pelo ex-Em-
prezario ; documento n. 13.
Com effeilo vcrifieou-se o debito para com os
cmicos na quantia de 12:3l69630efez-se o di-
videndo de 7:7149280 havendo ainda o dficit de
4:6029350, com o qual se conformramos ere-
dores, documente n. 14.
Nao moralizare! a quebra inopinada do ex-Em-
prezario, que alias goza va nesta capital dos melho-
res crditos, cque na verdade despendeu algumdi-
nheiro com a guarda-roupa do Thealro : mas se
Dio procedesse como proced, deixaria de interpre-
tar bem as inlencoes com que concedestes o suppri-
menio do 6:0009000; c os pobres cmicos nao re-
ceberiam viniera de alimentos, e teriam do arar
com demandas inuteis; resultando de ludo isso o
fecliar-se o Theatro, liando o publico privado da
org3nizou-se, na importancia do 5:1159000ris, o ca distraccao quo oflerocearapial.
orc.amontonecossario construego de urna pequea
ponte na lugar da Camboa da Taaruna.
Cumpre notar que os reparos mais urgentes,
que so flzeram pelos estragos da afasia, liverara
tal adianiamento, que om poneos dias estava fran-
quado, em todas as estradas, o transito publico.
Alm dos eslrasos causados as obras publicas,
milito solTreram os predios particulares de diversos
lu;aros, nao ino sondo possivcl da acerca do tac
estragos urna noticia oxacla, porque ainda me nao
cbeu'arain todas as informacoes que tcnl pedido a
diversas authoridades, sobretudo aos Juizes de Di-
rcilo. No entretanto juntarei a este relatorio o
documento n. 11 que podereis consultar.
ADMlMSTRAgO DO PATRIMONIO DOS
ORl'AOS.
WXftmo veris do relatorio da Administracao do
Patrimonio, c do Director do Collegio dos Orfaos,
contina esso estabeleciment a existir as mesmas
condicoes em que o doscrevi no meu relatorio passa-
do, sem ter havido notavcl alteracao, nem dcleixo
da parte dos seus respectivos funcionarios, que
negassem o bom conceito que delles cnlao formei.
<> CollegU dos orfaos tem hoje 46
educandos, o o das orfas 45, sendo 27 expostas c
11 exlernas, lodos aprescnlando adianlamcnto as
materias a que so applicam.
Fallecern) 3 educandas, urna do phlysica tu-
berculosa, outra de glndulas cnfarladas, o ou-
tra de urna gastro-ccphalile. Segundo o mappa es-
latistico apresentado pelo Facultativo do Collegio
dos Orfaos, as affeccoes mrbidas diminuirn) con-
sidcravclmcntc; por quanto, excedendo ellas ao
numero do 90 nos anuos anteriores, neslo apenas
houvcram 47, sem produzirem a perda de um s
alumno.
As rendas do patrimonio, quo no anno finan-
ceiro montaram a 28:5069600 ris, j poderao
chegar para fazer face as suas despozas, que por ora
importan) em 25:6138270 res ; visto que a ad-
ministracao acabou de amortizar a divida de......
10:1099500 ris que pesava sobre o patrimonio.
Nao cessarei de fazer-vos sentir a necessidade
de dar melhor ajsa as meninas orphaas, porque a
'coi que actualmente habitan) digna de lastima,
e lem sido a causa de se desenvolver as educan-
das urna molestia bem incommoda. Parcce-me
quo o edificio ondo em Olinda esleve a Aradomia
Jurdica poder ser bem aproveitado para Collegio
das Orphaas, se para melhora-lo quizerdes consignar
pelo menos a quantia do 8:000s000, inferiora que
se gastar com a conslruccao 'do urna nova asa.
Parocehdo-me asss deficientes os resulamoutos
dados para um o outro collegio em dalas anterio-
res, organizei osrEstatutos quo vos sero apresen-
lados, o nos rasaos julgo ter prvido suficiente-
mente nao s acera do modo de ser administrado
o Patrimonio, como a respeito da economa, dis-
ciplina o methodo que conven) seguir em taes
cstalielecimentos; dando alm disto conveniente dos-
lino aos educandos logo quo elles lenham con-
cluido a sua eduacao primordial, alim de que
posaAn ser uleis ao paiz e bemdizcr a mao que os
protege.
ADMINISTRACAO DOS ESTABLECIMEN-
TOS DE CARIDADE.
O qne disse da Administracao dos Orphaos,
digo tamben) dos dignos memhros da Administra-
cao dos Estabekcimenlos de Caridade : Assim ti-
vessem elles mais recursos para melhor desenvol-
veren) o seu zelo, sem acharem-se embancados com
a receita de 32:0009000, de arlo mui tenue, j
nao digo para supprir a despeza orada e que
A final culralei nova Empreza pulo modo cons-
tante do documento n. 15, c al agora lem ella
cumprido com as condiees a queso sujeitou.
O edificio do Theatro nocessita de ser lodo re-
parado e pintado: no entretanto mandei fazer
aquellos concertos de mais urgente [necessidade.
COLONIA MILITAR.
A Colonia de Pimeulciras comeepu lo mal que
anexar dos meus cuidados, nao me tem sido possi-
vel leva-la um astado salisfaclorio.
Depois do que mencionei no meu anterior rola-
torio, pouco mais tem ella fiorescido, por cauza de
muitos obstculos de que, osm razao ou sem ella,
se qucixava o Director, a quein a final liz substi-
tuir [ielo Capitao Feliciano de Souza Agolar, que
espero far bons servidos
Havendo mandado o Engenheiro civil Danjoy
demarcar a logua quadrada da Colonia, e levantar
una planta topographica do lugar que se demar-
casse, ede todoo disiricto da Colonia, organisando
um memorial, em que fossem notadas as qttalidades
de cada um das vejotacoes existentes nos terrenos
para se reconhecer a que genero de agricultura se
podiara prestar, falleceo infelizmente aquello hbil
professor de um ataque repentino, havendo apenas
comeado os seus trabalhos. Exped In.o outro
Engenheiro, Mr. Schmitli, para continuar na mes-
ma commisso : acha-se bastante adantada a
demarcaco, o talvoz possa ser acabada anles do
invern.
Mandei all assentar urna machina de fazer fa-
rinha, e tenho ordenado ao actual Director que faca
montar tambera urna senaria movida por agua, o
dar o maior impulso possivcl ronstruccao dos
predios necessarios Colonia, a qual j posse um
Ceinilerio com a respectiva apellinha, erigida
[icio raissionario capuchmlo Fr. Sebaslio de
Mesiina.
O pessoal da Colonia, inclusivo o Escrivo, lie
do 50 pracas, que nao tem sido possivcl elevar-
se a 150 na forma do Decreto de 9 de Novembro
do 1850, pela falla que ha de tropa do linlia nesta
Provincia. }...
CARNES VERDES.
Em 30 de Junho do anno prximo passado c\-
pirou o contracto para o fornecimenlo das rarnes
venias. Um mez anles de lindar o termo ofiicici
a Cmara Municipal para dar as necesarias provi-
dencias em ordem a sercm lilleralmenlo observadas
as disposiri"^ do art. 66 8 e 9. da Le de 1.
de Ouiuhro de 1828, c obstar ao monopolio dos
alravessadores, sem prejuizo lodavia da livre con-
currencia; o para isso autorizei-a a mandar con-
struir mais dze talhos na ribeira de S. Jos.e >
fazer com quo em ada um dos aepugues pblicos
bouvesse oito talhos desponivei?, com suas balan-
cas, para os criadores quo quizessem fornecer carne
ao povo.
Em quanto durava a competencia entre a an-
liga companhia eos novos emprehendedores ou
fornecedores, o preco da carne Joi favoravd, c pa-
reca que dcsaria muito: mas hoje mantem-se
mais subido ; e om lodo o caso est o Governo
Provincial alliviadoda grande peusao que Ihe tra-
zia oconlractoque findou.
ADMINISTRACAO DA THESOLRARIA PRO-
VINCIAL.
Felizmente vos posso dar mentores informacoes
da Thcsouraria Provincial, no toante a sua escrip-
dos novos empregados, qua solicitei na anterior
>, e que foram logo nomoados.
Ainda assim, no foram dispensadas as cmii-
mmsvs destinadas a concluir os trabalhos atra-
sados de longa dala, mas quo nao eslp longede
seren terminados.
A Commisso oncarregada do exorne das
contas da anliga Thcsouraria, coniinuou nos
seus tralialhos concluindo os oxames das comas do
exercicio de 18451846, celebrando depois um
contracto para oxecular om desoilo mezes o traba-
llio que entao restava, que vinha a sur : o exame
das contas dos dois ltimos oxorcicios do 46-47,
do 47-48, e na reapilufacao, e relatorio deslc
irahalho, ludo mediante o estipendio mensal de
505000 pagos a cada niembro, c a gralilicacao de
5009000 por urna s ve/, recebidos adianlados
sob fianca, mas com a cndilo de concluir gratui-
tamente o trabalho que depois dos 18 mezes ainda
reslasso J e de urna multa de 108000 no primeiro
mez depois do prazo, de 159000 no segundo, c de
29000do terceirocm diante. Foi o meio que
me pareceo mais conducente a conclusao de traba-
lho lo arduo.
A Coininiso cncarregada do 'exame das
contas dos exercicios de 4852, comecou a tra-
balbarnol. de Julho do 1S53, ronsoguindo al
ao ultimo de Dezembro prximo lindo o exame de
8o contas. Falla-lhe, para vencer o atraso das
contas da actual Thcsouraria, o exame das do
Consulado Provincial de tres exercicios, que levar
mais um anno, como opina o Inspector da The-
zouraria ; e por tanto julga elle conveniente que
esso trabalho soja contraciado con) as inelhoros
condicoes, que forera possivois.
-A CoinmissAo cncarregada da liquidacao
da divida activa pertcnecnte aos exercicios de
3253, nao pode concluir 03 seus trabalhos
no prazo contractado (que findou a 22 deJaneiro),
nao obstante haver empreado a maior deligoncia,
pela qual conseguio a liquidacao de toda a divida,
menos a dos impostes das colloctorias de Nazarelh
o Victoria; cescriplurou-so por cenias correnles a
_terca parte doste trabalho. Para o que falta a con-
cluir est fulminada dita commisso a pena de
continuar o exame de liquidacao gratuitamente.
Com a creacSo da nova seccao na Coniadoria
affirma o Inspector que se vencen muito trabalho
atrasado, restando somente, para que ludo fique
em dia, examinar as contas do exercicio de 52
53 das duas agencias dos impostosdo saino, taba-
co, c bebidas espirituosas, o as do Consulado; c
concluir a escripturaco da divida activa realiza-
da nesso exercicio: atraso que espera que desap-
pareca no correte exercicio.
O Consulado Provlnrla!, segundo
entende o 11 digno Administrador, o o assevera o
Inspector da Thcsouraria, resente-sa da falta de
mais [dous empregados para o lancamento dos im-
postos, e os guardas necessarios para que constan-
temente haja um em cada ponto de embarque,
alero deoutras providencs que vcem mencionadas
nos respectivos relatnos.
Eslo preenchidos lodos os lugares do Gmsula-
do, na forma do Regulamenlo approvado pelo arl.
33 da lci n. 346.
Deu-se nesta Repartico o lamenlavel facto da
fuga do Thosoureiro Francisco Jos de Oliveira,
contra quem havia eu manifestado, poucos dias
antes do successo, alguma suspeila ao Inspector da
Thesouraria, recommendando-lhe toda a vigilancia.
Levou comsigo o dinheiro quo linha em seu poder
na importancia de 14:5629654; com a qual entrou
logo para o cofre Provincial o seu fiador, que tain-
licm responder por todo o alance, quo resultar dos
examesa queso esl procedendo.
Colleetorias. Marcham regularmente, bem
como as Agencias do sabo, tabaco e bebidas
espirituosas.
Agencia das Alagda*. Informa o Ins-
pector da Thesouraria que o respectivo Agente
prestou suas contas, eexplicou a ausencia, de que
vos dei conta o anno passado; e declara quo os con-
ductores de Algodo nao levan) mais as guias do
Regulamenlo de 13 de Janeiro do 1851; e que por
isso nao pode fisalisar a arrecadacao da laxa do
genero. Trato de regular melhor este nagocio
ontendendo-me com os Exms. Presidentes das Ala-
gas c Parahyba, para cumprir os arl. 4le 53
da Lei do Orcamenlo vigente.V
BALANCO UO EXRCJIO DE 53 -54.
Em presenta do relatorio ya Thesouraria con-
cluo-scqucno exercicio prximo findo arrecadou-se
774:2979364, somma inferior na razio de
24:2469853, do exercicio anterior, sendo a
razo da differenca a diminuicao nos impostes de
exportacao, o da apatazia.
* Divida activa que ficou liquidada no
exercicio prximo findo orcou em 49:6969915, e
a cobrauca n'esso exercicio chegou a 52:5089560,
a saber : em leltras, 12:4709270 ; de impostes
que nao sao arrematados 37:336*347 ; de rcsli-
tuicoes 2:1329157; e de mullas 5699786.
O Inspector da Thesouraria aliancando o zelo
do actual Procurador Fisal no cumprimentodos
seus deveres, recommenda algumas providencias por
ello lembradas, taes como a de mais alguns olciaes
de Justica para as diligencias, e ha de ser enviada
para o Juizo a conta especial de cada devodor, na
forma do art. 34 das Inslruccoes de 31 de Ja-
neiro de 1851 adoptadas pela Lei Provincial n-
294, e nao relacoes, como pralica correnle. Con-
tra esta ultima providencia oppe-se o Inspector ;
mas ambas ellas dependem de decisao vossa.
A cza do exercicio a qno me reliro mon-
tou a 898:0549327, inclusivo 343:2339890,
com as obras publias.
Algumas consignacOes deixaram sobras no valor
total de 85:6789862 ris ; mas oulras foram exce-
didas por conveniencia do servicp publico, como
por exemplo a consignacao para o sustento e cura-
tivo dos presos pobres^ que foi augmentada em
14:5179366 ris, em razio do maior numero de
criminosos, que tem povoado as adas.
Da confrontacio da receita com a despeza do
exercicio findo resulta o saldo do 178:0039752
ris, incluind nello 100:0009000 quo para au-
xiliaras despezas do exercicio correnle passaram
para a respectiva caira, anles de terminar a quelle
exercicio.
EXF.RClGt CORRENTE.
. A arrecadacao* do l.o semestre do exe1'"
cicio corrento anda por 295:6739793 ris, maio'
M: 2979092 ris do que a do 1.' scmoslse do excro
cirio findo. linindo-se a esta arreadaao o saldo
de 178:0039752 ris do dito exercicio proxim-
findo, somma ella 473:6779545.
A Despeza loialdo 1. semestre deste exer-
cicio foi do 399:4779142 ris, inclusive a feit
com as obras publias na importancia de
155:9239240 ris.
Da comparaco da receita e despeza do 1. se-
mestre resulta.he vcrdade.umsaldo de 54:2009404
ris, mas j foi necessario rccoirer-se, para as de-
pezas, ao saldo do exercicio prximo findo.
Com estes dados, calculando a Thcsouraria com
a despeza decretada no valorde9l4:5934l9 ris,
conjeclura o seguinle :
IJuo tendo-so j despendido al o ultimo de De-
zombro prximo passado 399:4749662 ris, resta
anda a despender 15:1189757.
E lendo em vista a receita do exercicio oreada
em 717:2789, ou em 895:2819752 ris, inclu-
indo-so e saldo do exorcicio prximo lindo no valor
de 178:0039752 ris. emendo :
Que abalcndo-so 399:4779142 ris, que se des-
pendern) no 1. semestre,e a quantia de 83:0009
que deve fiar em reserva para auxiliar a despeza do
1." semestre do exercicio vindouro, restarao
412:8049010 ris ; que comparados aos
515:1189757 ris de dbspcza que resta a fazer,
apparece um dficit de 102:3149147 ris.
nem so v que sao melancolas as cores com
que o Inspector alculou o dficit. Digo melan-
clicas porque se no 1. semestre do exercicio li-
vemos uih saldo da 54:2009104 ris, quando so
carregoii com grandes despezas do reparo no valor
do 36:1819812 reis, claro que nao podemos sor
menos felizes no l. semestre, em que noTorc-
mos de fazer despezas extraordinarias.
Alm disto devoraos con lar ainda com o augmen-
to da receita pelos 60:0009000, que aabamos de
receber por subvencao ou supprimntodo Governo
geral. S esta somma reduz o dficit calculado
pela Thesouraria a 42:3149147 ris.menor do que
de
turacao, que ja nio falla muito para fiar em dia, aquello com que esta Assembla alculou a lei do
sem dunda pelo .zelo que o digno Inspector e seus orcamento vigenle.quando decretou 914:5939419
collahoradores leem desenvolvido; e lambem pelo ris de despeza em faa de urna receita oreada em
auxilio que elle de vos, reabeo com a concessao 1714:2789000.
^^^^^
Quero com.isto concluir, que o nosso estado
linanreiro agora nao he peior do que o do anno
passado, tendo-se alias feito urna despeza superior
decretada.
ORCAMENTO PARA 1855 A 1856.
A Thesouraria Provincial orcou a RECEITA do
futuro exercicio do 55 a 56 em 746:8g69000.
Em vista dos artigos do respectivo bataneo podereis
avahar, se foram elles bem calculados." i
E orqou a despeza na mesmissima quantia de
746:8609000, como costumam fazer os financei-
ros que teem horror ao dficit.
Coi'vcnho que he este o caminho mais seguro.
Todava nao posso deixar do observar, que a cifra
do 188:3849648 ris, que a Thesouraria deslinnu
para factura, reparo, c conservacao das obras, ho
diminuta, em vista do orcamenlo do engenheiro
om chefe, que.descrevendo as obras que devem
continuar, c as quo convem romear com promp-
tidio, requer pelo menos 440:0003000, inclu-
ind as despezas da reparlicao na quantia de
33:0009:100.
He tambom de ponderar, que esta Assembla tem
ainda de allender as necessidades do Intrnalo, que
julgo ser urna das pnmeiras, como nao considero a
canalisacao, o mclhoramento dos portoso barras;
porque este trabalho pode ir sendo dilTerido para
quando forem mclhores as nossas finanzas.
Para nao ser lio limitada a decretacao da des-
peza, como orea o Inspector, parcce-me que nao
ser granulo esperar una receita maior do que a
conjeclurada ; porque alguns de seus artigos teem
produzido maior renda do quo produzirainno exer-
cicio prximo findo. A laxa dos cscravos, por
exemplo, rendeu no ultimo semestre a quantia de
6:0009000. A proposito deste imposto devo
declarar-vos que a oxcepcio posta ao 8." do arti-
go 40 da Lei 11. 346, he susceptivel de abusos,
que somente podem ser evitados 011 acabando com
* excepcio, ou rostringindo-a muito.
Como scr-vos-liao aprcseiitados lodos os balan-
is o orcamentos da Thesouraria, assim como os
t Reparlicao das obras publicas, eslou convencida
que pesando-os vos devidamenlc, proporciona
reis as despezas receila, de tal modo que possa
mos esrapar dos pergos de urna bana-rola, sem
fiaren) desatlendidas as necessidades publicas de
maior momento.
CRDITO DE 200:0009000.
Pela Le Provincial n. 354 me autorisaslcs a
contrahir um empreslimo de 200:0009000 para
nao firarcm interrompidos os trabalhos do mclhora-
mento material da provincia.
dem que tivesse cu quasi corteza de um suppri-
raento dos cofres gentes, como observei na sesso
extraordinaria ; lodavia recelando que nao podesse
er elle suflicienle, como succedeu, tratei de apro-
citar alguma parle do crdito somente na conli-
luaco das estradas, por me parecer que ludo quan-
to fizermos no sentido de augmenta-las ser pouco ;
porque Helias que principalmente depende o aug-
mento da nossa industria c riqueza.
Mandei por em praca para scrcm pagos em
Apolices, na forma da citada lei n. 354, 8 l-
eos de estrada na importancia de 120:7799461,
sendo 4 na estrada do Norte, que j foram arrema-
tados novator de 63:7749205, e os quatro que
ainda esto em praca, sio : 2 na da Escada, 1 na
do Sul, o outro na dos Remedios.
ASSOCIAgO'ES E EMPREZAS.
AAssocicao' Coniincrcial continua
a preencher o lira de sua instiiuico.
A Companliia de llaveg;acao, cos-
t ira a vapor alancou a approvacio de
scus Estatutos por Decreto n. 1413 de is'de Ju-
lho ; e por Decreto n. 1478 do 22 de Novembro,
obleve algumas modifiraces as primitivas condi-
coes com que foi concedido o privilegio por De-
creto n. 1113 de 31 de Janeiro do 1853, alan-
zando, aim da subvencao j oblida, mais a quan-
tia auuual de 24.0009000 ; com dependencia de
approvacio da Assembla Geral.
Autorisado pela lei Provincial n. 303 de 9 de
Maio de 1853, celebrei om 16 de Janeiro ultimo
o contracto com a mesma companhia cstabeleando
o modo o condicoes de poder fazer effectiva a sub-
vencao concedida pela citada lei Provincial 5 e
movidf pulas mesmas considerar.es que levaram o
Governo Imperial, augmentei a subvencao pro-
vincial ojom mais 10:0009, dependendo todava
la appro*aco desla Assembla, cujo patriotismo
nao poder ser contestado. Ser-vos-ha presente a
copia di contracto.
Por Decreten. 1511 do 30 de Dezembro do
1854 foi concedido ao Dr. Augusto Frcderico de
Oliveira, o a Frcderico Coulon privilegio exclusivo
por 15 annos para eslabelecer no porto desta api-
tal um ou dous vapores, conforme as exigencias do
Commercio, afim de scrcm empregados no servico
do mesmo porlo, sob as condicoes que acompanha-
ram o mesmo Decreto, c de que vira copia a esta
Assembla para so reconhecerem as vantogem de
semelhante concessao.
Organizou-se lambem urna companhia para o
estabelecimcnto de urna Fabrica de tecldo
de algodo1: coma muitos accionistas, e j
se acha eleila sua Directora. O cidado rancez
Francisco Maria Dupral, um dos promotores da
empreza, requereo ao Governo Imperial privilegio
por 20 annos para a dita fabrica ; e esso requer i-
ment j foi bem informado.
D .Canco contina a funceionar regular-
mente prestando bons servicos ao Commercio.
Tem-se sustentado o bom crdito de sua emissao;
procuradas as suas acedes ; e segundo o relatorio da
respectiva Direccao as ultimas foram vendidas a 32
por cento de premio.
Pelo Decreto n. 1477 de 22 de Novembro foi
concedido ao Dr. Fellippo Lopes Nello um privi-
legio por 10 annos para, por meio de urna com-
panhia, construir um Estaleiro patente (pa-
tente shp',) para querena de navios.
Reronhcccado a grande conveniencia de seme-
lhante conslruccao, e depois do ouvir as Reparti-
rles competentes, defer favoravelmente o requeri-
mento, em que se pedia por aforamenlo o terreno
alagado desde o boceo do Virginio al a direccao E.
O. com exlrcmidade sul dafbeira de Santo An-
tonio, para nclle construir o mencionado dique.
A companhia de Ueberibe. Por
portara do 10 de junho prorogou-se por mais
quatro annos, na forma do art. 2. 6 da Le
provincial n. 46, o privilegio da companhia, vist
ter ella colmado mais seis chafarizes em diversos
logares d'esta capital.
Allcndendo a urna proposta da Directora,
autorizei, por Portarla de 16 de Ouiubro, a mes-
ma companhia a construir n'esta cidade no prazo
de dez annos, o com as vantagensde que trata oj
citado art., mais 15 chafarizes, sendo 3 no bairro
do Recife, 8 no de S. Amaro, e 4 no da Ba-
\ ista.
Gonijiaiiliia para o ricseccaiuento
do pantano le Olinda e canalisa-
cao do rio Beberibc. Ideis da primei-
ra reunio em que foi cleila a direccao de empreza
de tamanha ulilidade, convidei o dislinclo coronel
Conrado Jacob de Ncmeyer para nos vir dar o seu
esclarecido parecer sobre a consecucao de urna obra
acerca da qual j havia elle meditado era outros
lempos, e que lem niuia aflinidade com a do en-
canamento das ai;uas poT.vvEis, que elle plane-
jou com reconbecida habilidade, o quo nos presta
boje inmensas vantagens.
Oim elcito tenho a satisfaccao de annunciar-vos,
que ebegando a Coronel Conrado a esta cidade no
dia 20 de Janeiro, e adiando j preparados os tra-
balhos preliminares, que mandei eiecutar pela Re-
parlicao das obras publicas, c no que muito se
prestou o respectivo Director, pode elle om 10
dias concluir a sua commisso, levantando o plano
orcamenlo que vos sero prsenles cora a me-
moria quo cscreveo. He mais um relevante ser-
vico que esso militar honrado aaba de prestar es-
pontanea e desiiitcrcssadamente a Pernambuco, o
que deve arraucar-nos um agradecimonto mais :
agradcciaienio que essencialmente refiecto na ex-
trema hondade com que S. M. o Imperador Ibe
permittio lireqca para interromper por algum lem-
po os trabalhos da Imperial Fazenda do Santa
Cruz.
Esperando que a associaco, que t.io patritica-
mente so quer encarregar dessa empieza, nao desis-
tir de seu nobre intento, principalmente depois
qu se rcconhecco que as despezas nao serio lio
avultadas como se suppunha, julgo de urgentissima
necessidade que cuidis desde ja de providenciar da
maneira mais conveniente acerca da propriedade de
lodos os terrenos do pantano de Olinda, que leem
deficar desalagados em viriudeda obra projeclada.
ESTRADA DE FERRO.
"V
=
Esta grande empre/a, um dos prjnciprt^ mo-
tivos da convoracio extraordinaria do anno passa-
do, paroce-me qiietiiuinphardos grandes obsiactr-
los que so Ihe leem opposlo.
Antes da reunio da sesso extraordinaria, que
alludo, lendo j noticia da grande difheuldade que
nossa empreza rcsultava da compolcncia com a
Babia, escrevi ao Ministro brasileiro em Londres,
pedindo os seus bons ollicios, oassogurando-lhe que
Pernambuco acompanharia a Babia na garanta
addicional dos dous OpO. To seguro eslava do
vosso patriotismo, que altamente se manifeslou na
Lei Provincial n. 353.
No mesmo diaem que esta lei passou em tercei-
ra diseusso sanecionei-a: e como houvesft eu com
antecedencia solicitado do (ioverno Imperial per-
missao, que me foi logo concedida, para poder en-
tender-me como Ministro em Londres, pudo feliz-
mente, nesso mesmo dia, aproveitar a passagem do
vapor inglez Severn, e por elle dirigir ao Sr. Con-
selhoiro Sergio Tcixeira do Maccdo o oIBcio, por
documento n. 18, em que Ihe transmit-! lodos os
poderes necessarios para concluir com os Empreza-
rios o contracto sobre a estrada de ferro.
ijuando eslava esperando a noticia de achar-so
ludo concluido, recebi do dito Ministro c Ollicio,
por copian. 19, em que mepropunba quatro ques-
loes a resolver, e que tal vez me pozesse pcrple-
xidade, so to grande nao fosse o meu desejo de
nao deixar mallograr-se urna empieza da raaior im-
portancia para esta Provincia.
Entcndendo a Lei Provincial da maneira a mais
benigna, e peiscruiando as vossas patriolias inlen-
coes, resolv as questes do modo constante dos
ollicios por copia 11. '20, alim de cortar todas as
diflicnldades suscitadas, c poder-so chegar a um
ultimtum.
Depois desta Ollicio nao recebi communicacao
alguma do Sr. Consclheiro Macedo; o apenas ti-
ve, por intermedio da Legacio, urna carta do Sr.
E. Momay em data de 8 do Janeiro, e concebida
nos seguintes termos:
Heccbi das roaos do Sr. Macedo a prezada
caria de V. Ex. com data de 9 de Novembro
prximo passado, c tive milita salisfacao em sa-
n
1er, quo o Sr. Macedo tinha recebido ampias
inslruccoes para conlraclar com a Companhia,
queso tem organisado para a conslruccao da
estrada do ferro de Pernambuco, cap'os fins
de conceder-lhe os favores de que trata a mi-
nha escripia a V. Ex. em dala de 23 do Outu-
bro. A garanlia por parlo do Governo, de qu
as Ierras precisas para a < onstruccao da linha nao
exceder aqueta marcada no orcamento do Sr.
Borlhwik, nao mais necessaria, porque meu
mano tem tratado com pessoas mui rcs|icilaveis
em Pernambuco este respeito. Tamben) nao
mais preciso, que o Governo garanta aos 2/0
addicionaes sobre um capital maior d'aquelle
sobre que o Governo Imperial garanle: assim
fleam simplificadas as condicoes do contrato. O
coniraclador da estrada, o Sr. Brassey, um dos
homens mais acrediu-dos nesse genero de servico
em Inglaterra, seobriga a pagar aos accionistas,
durante a construcrao das obras, um juro de
1 (rnenos que aquelle que garantido pelos
Governos Geral e Provincial, mas quo contar
do momento em que os Accionistas realizaren)
as suas preslaces, principiando a contar a ga-
ranta dos Governos do Brasil somente da aber-
tura das seccoos da estrada. Assim fia cortada
toda a difficuldadft, e nao apparear o inconve-
niento de o Governo Provincial ler de garantir
sobre urna quantia diversa d'aquella sobre a qual
garanto o Governo Imperial. Qualquer dia es-
pero um aviso do Sr. Macedo para ir Le-
gaco tratar a respeilo do contracto : o Minis-
Iro nao lem j reduzdo a cscripto as condicoes,
como tencionava, por ter estado muito oceupado
a desde a chegada do meu mano com os olficios
de V. Ex.; tenho lido algumas entrevistas com o
Sr. Macedo, o estamos do accordo a respeilo
das condicoes do contracto. Espero pelo Va-
por seguinte communicar a V. Ex. que ludo
esl assignado, e que a Companhia esl progro-
X dindo. n
ESTAIdELECIMENTOS FABRIS E INDUS-
TRIIS.
^ A Fnndlca le ferro de Slarr &
Coinpanllia, cstabelecida na roa da Aurora
em 1828, e transferida para S. Amaro em 1837,
contina a irabalhar regularmente, prestando uti-
hdado a Provincia, nio obstante a catastroplie
que solTreo o anno passado rom a explosao de*
urna caldeira. O edificio tem capacidade para
contar, 300 trabalbadores; preseniomenie eslo
nelle empregados 102 pessoas, inclusive mestres
o officiaes, sendo 47 Brasileiros, 14 iDglezes, 12
Portuguezes, 25 Africanos, 3 Allemaes, o 1 Fran-
az. Consom annualmenle perw de 800 toneladas
de carvo, 600 de ferro novo, e 150 de ferro
usado.
A fabrica de salmo do cidadio Delfino
Concalves Pcreira Lima trabalha con) urna machina
de Vapor de forca de 6 cavallos: fabricou do Janeiro
a Novembro do 1844-47, 457 caixas d sabio
com o peso de 01,320 arrobas novator de...
217:2899932 reis. Occiipa 62 pessoas, sendo
56 nacionocs, o 6 eslrangeiros. Dos operarlos
10 sao escravos.
Typograpliia lo IJinrio de I'er-
iiaiutiuco, propriedade do cidadio Manoel Fi-
gueiroa do Paria, tem hoje montada urna grande
niechanica que imprime o Diario, e igual que
imprime a llustracao Francesa: possue alem dis-
so outra machina, e seis prclos dafarro, que impri-
mem diversas obras menores ; cora a oflicina 150
pares de aixetas de typos: oecupa diariamente 72
pessoas, das quaes s 3 sao estrtn'gairas : vencem
de 1009000 1:5009000 reis'
A uiaciiinu le reflnacaoa vapor, per-
tencenic a Reg & Brrelo, colloada.no Montei-
ro, est prestes a trabalhar.
Us estragos que este importante ostabclecimen-
io soffreu com a cheia do Capibaribe obrigaram
os seus proprietarios a requerer-me um empresli-
mo de 20:0009000 reis, nos termos do art. 2.
da Lei n. 349. Depois de mandar proceder a
todos os exames e informacoes convenientes, como
veris o documento 11. 21, resolv expedir a
Portera por copia u. 22, que espero merecer a
vossa approvaco.
^AVEGAC\0 E PESCA.
Ordenando em 2.1 de Janeiro do anno passa-
do ao'Capitao do Porto que incumbisse ao 1." Te-
"nteda Armada, Manoel Antonio Vital de Oli-
veira o arrolamaulo e matricula do que trata o art.
89 do Regulamenlo da Capitana de 19 de Maio
do 1846, recommendei que lambem o cncarregasse
do exame dos curraes levantados na costa, c do es-
lado da iiavejiagao fluvial e cosleira. Este tra-
balho aaba de ser bem desempenhado, sendo
acompanhado de una planta de lilloral, cora des-
cripcao dos portes, ros, baixos e recifes que o
guarnecen), e urna exposicao dos trabalhos que se
roputam necessarios para obier-se o melhoramcnlo
da mesma navegac,ao, como ludo veris do docu-
mento n. 23.
A navesacao1 fluvial fela em bar-
cacas, anoas e jangadas, para conduzirem gene-
ros, c passageiros, oceupando-se as ultimas lam-
bem na pesa.
Os rio* em que ella lem logar sio: nesta
cidade o Capibaribe, e Bcberibej ao Aore o Ma-
ra Farinha, o Iguarass, Jaguan', Tijucupapo,
Ilapissuraa, Tracunhaera, c Goianna ; e ao Sul
Jaboalao, Pirapama, Suape, Tateua, Ipojuc,
Merepc, Maraahipc, Serinhaem, Formoso, Brejo,
Mamucabinba c Una.
O pessoal n'ella empregado monta a 1,115
individuos, sendo 1,013 livres, o 102 cscravos,
contando-sc entre os primeiros os queso ocriipam
tambera da pesa.
O seu material consta de 189 barracas, 159
jangadas, c 445 candas, das quaes 296 sao deno-
minadas do arreira, e nio lem vela. O ctwo,
termo medio, de urna barraca be 1:2009000, de
urna canoa de vela 6009000. de una de carreira
1009000, c de urna jangada 259000.
Nao se pode saber ao cerlo o proco dos fretes:
mas elles dio para as despeas do costeio, e mais
algum lucro rasoavel.
Para seu raelhoramento devem as embarcacocs ler
novas formas, diversas armaces, e ser movidas a
vapor.
A navegaco eostelra, ou he de pe-
quena, ou de grande aboiagcm: de pequea,
quando s na coala desla Provincia ; de graade,
quando d'ella para outras Provincia! do Imperio.
A primera feit, cm 189 baracas, 149 a-
nas dd vela, que'pela maior parte serven, na na-
vegacao fluvt^f 0 seu pessoa| ^^ d( 10J3
nanwaesi o 12 cscravos. A segunda feita em
53 nav,os, sendo :$ barcas> ,7 M
rhos, urna palela, 8 escunas, 1 sumaca ififcu
les e 2 lanchas, toda, com 6,871 tonelada, o 1 4"
alculando-sc importare cm 288:0009000 '
sao tnpolados por 200 nacionaes, 2lo Si
mioorr0,8- i0,80" ^U& *' Kn
IU900O is. por tonelada.
A Pei feita em 752 jangada,, i02 ca-
noas, inpoladaspor 641 pessas livres, e 3 es-
cravos entrando n'este numero as embarcacoes'.I
individuos oceupados promiscuamente naVutvo-
gacao fluvial. Cusa urna jangada 89000 res,
*uma canda 2.9000, aproximadamente.
k t ] LOTERAS.
Aa Loleas achavam-se paradas, e nada
produzam era para a Fazenda,' nem para os Le-
nef.ciar.os.Em v.riude do art. da 33
exped nm Regulamenlo em dala de 27 de Abril d
anno passado, no qual adoptei pequeas raodifia-
oes ao Regulamenlo geral de 27 de Abril de
8*4, creando um Thesoureiro geral, para me-
lhor consegu.r-se a regularidade, que tanto ron-
dn observar para que essa especie de jogo so possa
acreditar, E na verdade temos obtido bons resul-
tados, pois que as rodas bao sempre corrido nos
das prefixos.
Correram 10 loterias, produzindo 5:7009000
para a Fazenda, de sello dos buhles ; e 39:3009
para os beneficiarios.
Legislativa Provincial. Dando Iregoas
a benevolencia com que me tendes ouvido, termi-
nare! aqu o meu relatorio. De quanto vos tenho
dito conhecereis fcilmente que a paz de que 1.a-
veraos gozado, escudada pelo melhor dos Mo-
narchas, e sustentada por um Ministerio patri-
tico e conciliador, nio tem sido perdida ara a
nossa prosperidade. Estou corto que so contiouar-
mos assim, bem depressa a horoiea Provincia de
1 ernambuco poder ser um dos memhros mais vi-
gorosos do grande gigante, que se espreguica anda
no berro. TratoUuado n'esta obra ineritoralao
Taremos mais do que cumprir nossos deveres sa-
grados.
Scja-me permitlido por ullimo mansfeslar-vos
o me,, cordial agradecimento pelas mais decisivas
provas doconanca, com que sobradamente me
tendes confundido, honrado, e tanto confortado o
meu desalent em lodo o tempo de minha admi-
nistracao : e recebei os meus repetidos protestos de
leal rooperacio no cumplimento das requisicocs,
que me houverdes de fazer para o bom desempe-
nlio dos vossos augustos trabalhos.
Recife 1 de Marco 1855.
Jos' Barro da Cuim e Figueiredo.
1'inJn aleituraS.Ere. relira-se da tala coma
coslumadas formalidade?.
O Sr. Prndenle designa para a ordem do dia:
cleirao de comroUses, c levanta a Btssao as 2
lloras da tarde.
JURY SO RECIFE
Dia 28.
Presidencia do Sr. Dr. Alexanirt Bernardina dos
Iteis 0 Silva.
l'romolor publico interino, o Sr. Dr. Francisco
Gomes Velioio de Albuquerque Unj.
Advogado, o Sr. Dr. Antonio Jos da Coste Ri-
beiro.
Escrivo, Joaquim Francisa de Paula Esleves
Clemente.
Aberla a sesso s 10e ;{ horas comparecern) 39
senhores jurados.
Foram relevados das mullas e dispensados da pr-
senle sessao os senhores jurados seguiulo:
-Manoel da Silva Fcrreira, por ler apvesenlado
allcslado de moleslia.
Joaquim Francisco Doarte, pelo mesmo mo-
tivo.
Dr. Jo des Anjos Vieira de Amorim,pclo mesmo
molivo.
Foram multados em 20*000 rs. os mesmo j mul-
tados nos dias anteriores de sessilu, e fiis erp 14J000
rs., os Srs. : Joilo liaplisla de Souza Lima, Antonio
Jos Rodrigues de Souza Jiinior, Manoel Francisco
Marques, Ilerlbolumeu Francisco de Souza.
loi conduzido ao tribunal para ser julgado, o reo
Anloaio Evaristo dus Santos para ser julgado do cri-
me que be aecusado, de homicidio perpetrado na
petsoa de Jos Rodrigues de Senna.
. Sorteado u consellio de senlenca que lem de jul-
ga r o reo, compoz-se pie dos senhores jurados se-
guintes :
Joaquim Mauricio Goncalves da Hosa.
Suvcriano Pinto.
Domingos das ^cve5TeiIcra Bastos.
Capitao Antonio Jos de Souza Cosseiro.
Ignacio Francisco Martins.
Jos Joaquim de Lima/
Manoel Antonio Monlciro de Andrade.
Major Filippe Duarte Pereira.
Jos Joaquim Lopes do Alraeida.
Ignacio Jos da Silra.
Teutnle Francisco Joaquim Machado Freir.
Benlo Jos da Cosa.
Foi conduiido o conscllio a sala das conferencias
as 3 horas da larde, de onde vollou *3titcom
suas rcsposlas; cm visla de coja decisSo.o Sr. Dbair.
de direito presidente do jury, condemnou o rila 7
anuos dtffiso, grio minirao do arl. 193 do cod.
crim., combinado com o artigo 19 do mesmo cdigo
e as costas, a levantou-sea lestio, adiando-se para
o dia seguinle s 10 horas da mnula.
!*>
COMARCA DO HOMTft.
24 de feverair*.
Sir compadre. Esl 1 linar-se o peli feverei-
ro, ijuc lambem, como ludo o mais, he sujeilo a du-
ra lci do j existi, pallida mor (vquu pul-
sal pede reguumgue lurre, pauperumque hiber-
nas ; 11,10 sei se vira um pouco a marlello na pre-
sento occasuo esse pedaciuho do meslre Horacio;
concordo mesmo que o tal lalinorium nao he mul-
lo nd rem para a morle do segundo filh do senhor
"); porcm como islo nao vai bulir na jwla effict-
rncia de petsoa alguma, deixe que v.
Esle mez, Sir compadre, tem ido ver;/ well, por-
que ainda nao raanchou as pacinas de sua historia
enm eventos reprochables, aoles pelo contrario lem
manifestado desejos da concorrer com seu frac con-
liiigeoip, para que a senhora la realise o lisongei-
ro programma de abundancia e farlura, com
que so annunciou a sua entrada na presidencia dos
doze. Mas eslou j com meus rrceios, de que u Fe-
braarij se espiche com a muita chuva que lea ca-
bido, porquanlo, nao se lendo queimailo a raaior
parle dos rucados, e nao se podando por cooseguin-
le plantar, he claro que lercmos escacaa de legunn-.
neslcs termos penuria, e musa moon era dilicul-J.i-
des de cumprir seos compromissos.
- 2Sr-
Honlcm, que foi dia de fcira, rhuven muilo o
chuva grossa, de maneira que se eu quii passar alem
dos umbracs of this koute, fui-mo preciso qpvalgar
ilos formidavris lamanouinhos. no seu genero, hlo
lie. com lamancos, n\iis allos que o Cimbnrazo.
Do que Icnbo dilc,j deve 1er lirado a consequen-
cia de que a siga rapioggiit ha sido tsccssiva.y
Os miles do l'.iniizo, aqu nisletiles, nio/'teem
tnt.
Hganilf,
descansado, ha dous ou tres dias rhegaiam/de Be-
zerros com um sujeilo; no mesmo dia uUiram enm
o denlacamcntezinho da cadeia, c amhjlram loda a
noite, e s vollarain depois do lia s/guinlc. Nesle
momelo vejo se Miar rcunindo algjtns guardas ha-
cionaes e a gente de linha, nao severa que ; porcm
ailirmo-lhe que a dona polica l*m estado muilo aler-
ta, ponto de fazer correr .suelvas os que leem ra-
0 fepoutsons Ion 1
Foi preso peta delegada Juvino de la), a|x>nladu
pela fama como ura/los que entrn no complot pa-
ra dar nan.11. IU [rroslilula. rujo espaucamcnlo Ihe
noliciei n'uma (las anteriores. .) polica nao lem c-
quecido esse atonlecimciilo, c sobre elle contina,
segundo eslou informado, proceder as 11cccss.1ri.1s
arcvigunoOcs, c convem que vlla nao deixe passar o
ornado precedente de cnlrar-se por urna casa, e of-
fender a urna pobre mulhcr, que se suppGe ser ele-
fante, por isseqoe, coitadal a sorlc a fadou com
o nome demerelriz! Se a lei nao deveperdoara
quem Ihe quebra o precoilo, com maioria de razan
n.)o pode desprezar a ofTensa, quando ella lia Tcila
aos desvalidos.
A eadeia ja vai onlra vez Picando bem chela, e o
invern a quer arruinar. He"neces?ario multe cui-
dado.
IIEGVEI


i
i.iMiuu uu rcnnumoubu, ocaim rtin t uc i,ini,u uc 1033.
Tinlia anhelos do dar-lhe [arto de ama historio,
porcm o cujo ao qual o nouoe4o\>cava, sabendo des-
i retolnco, veio ter comino fura tt A'1
muito devagarinho : >Iv ""*-
Nao falle que eu lho protejo. E e o fardo, ape-
zar de nu ser dos mais joten* c junguis, e des-
confiar un pooco dessas proteceSe, disso i'W, e
Iraluu de calar-ce, vitlo nao ser o negocio de inle-
reue policial. Euiao lembrei-me que a mulhtr de
Loth fui traniforma.la em estatua de tal, segundo
rezam os livros, porque, sendo avilada coro os csco-
lhidos para deixar as duas cidades, caliio na asneira
de olhar para Ir, do que llie fura vedado.
As Nutrieres siU> muito curiosas! e que vera es-
s historia? me dir alguem. Oh! sim!... no vem
poroous nenhunia*, cstou hoje muito abstracto!!
Ah vai carlinha de um patricio de Bezerrns, que -
Ireou pindaricamente, porque n produzio em versos:
I
Por mea turno, charo amigo,
Quero lambem escrever,
lias desejo lho faicr
Minha carta em versalhada
Por ser eousa roais usada ;
II
Peco assim em avant tropos
Lrn perdao pela ousadia
De meller-me em poeria ; Lk
Todos querem ser poct
Que faz rima com patita : Bk*
III
Nesla Ierra ludo vai
Brandamente caminhando,
J porque vo se acabando
Valenles e valenta, L.^
Que se diz aqui havia ;
IV
J porque os soldadinhoi
Tem andado apoz os mecos,
De maneira que os marrecos
Hlo deixado os patrios lares
Em procura de oulros mares.
V
Inhr, sim, de lempo em lempo
Aqui chega o Mesado,
E l manda um ujojado
Para a casa do seguro
A dormir com o p no furo.
VI
Hoje foi para o Bonilo
Na embira um yoyzinho,
Chamado elle Manoclzinho,
Por haver denuncia dada
De tenido um churinada.
VII
Se bem que a innoeentinha
v Nega qoe essa morle fez,'
lima mana do fteguez
u que em heros lempos
Nao depile bons exemplos.
VIII
Quin oovidades
Viro folha por nao ter
Couza alguma a lite dizer,
De conversa pois mudemos
implo tomaremos.
IX
Do Recife honlem chegou
O teu teueulc Chiqui
Qua vem muito pasmadinho j*
Dalli ver, coosa bem rara !
Todo andando de mateara.
X
Senhor meu, arengou elle,
Uto agora est mudado,
Anda o povo malcarado,
Nao se conhece oingucm,
Todos urna cara tem.
xi pU-
Mande dizer, se he verdade
A qual moda das carolas,
I Se nao querem niais jaquelas
E casacas, e clc,cs,
E botins e sapatoes.
XII
Se astira fr, '.tamos perdidos,
E este mondo em pantana,
Como quer a minha Joanna,
Que lie mulher muito carranza
Com as modinhas da Tranca. _
XIII -jjm
As chuvinhas v3o cliuvendo
Mais ou menos noile e dia,
Com o que muita alegra
C vSo tendo os plantadores,
dem, dem, criadores.
XIV
Os capins eslao brotando,
Os mallos reverdecendo,
O sade est elidiendo,
Todo respira prazer,
Se coalina a chuver.
XV
Adeos, basta por agora,
Terminarei a carlinha,
Que aclio muilo longazinha
Para este seo criado,
Que nao he d'cstro dotado.
Aa revoir.
( Carta particular.)
l M 1 i
COMARCA DE SAMO AM\0.
Villa 4a Sacada 12 de feverelr* de 1555.
Das ha que nao tenho o prazer de paisir os lu-
ios pelo sen Diario, lauto qoe nada sei da nter-
cao da minha ultima iniuiva; mas a razao he ob-
via. Foi sempre om seu devoto e constante assig-
nanle; mas de certos lempos para c, su sabia que
o era, quindo se me exiga o conjiogcnle, porni
era por om oculo, que enxergava os noticiadores ;
e se ha gloria, proveito,nlilidade em assignaro Dia-
rio, sem lVIo, eu renuncio esla gloria. Outrosim,
o men estado pecuniario he bailante critico, estou
no defictt, completamente fallido, pelo que em mim
no ha disp relalivamenle Cargent.
As miohas eannas foram pouco reudosas, os assuca-
res de mediocre qualidade, e baixo prcro ; por eles
e oulros motivos que a expor-lhe sera urna historia
de mil e urna noiles, tica Vmc. sabendo que c;i a
pessoa nao be abonada Ah ja l se foi a ventu-
rosa poca, em que com 160 rs. diarios tdstentava-sc
urna familia ujtsoas! O tmpora
O mores!
Mais urna disr. clplei esta fallan-
do de mim mesas e qje continuo por
mais tres mi HF*avras, por mais
urna liaba.
idephisica e moralde
que se Ira la. ama cousa'.'Certamenle que
a lli'a njo disse. Estes meus
coraparochanos lem-sc dailo lano aos tractos por
amor de mim, que eu mejmo j lambem no sei se
son en. Haviam descansado a respeilo da existen-
cia dcsle pobre velho, mas era pira reapparecerem
com mais afn, a pe o de me porcm os n'iolos em
torvelinho! Irra 1 que ja estou enriando com a
brincadeira I J acertaram com o n cordio ; ja sa-
ben) econhecem legidmamonle a palcrnidade de
minhas lellras. Deixaram o primeiro pai, que se-
gundase exprimen!, nao era seno putalivi. Eslo
Bigarrados com unhas e denles com o verdadoiro pro-
genitor da cranra, e em Ul caso obrigado osle a li-
ra-la da rodados eogeitados, educa-la e ftuer cons-
tar por edlal, portara, araulo, quo o pai lie fu.ui;
asura cuque eonsinla nislo... Estilo inleiramcnle
engaados; nao cedo de meu dircilo : pois tenho fir-
me eonviccao de que eu son eu raesino, e cao quem
iuculcam, e aitribucm ser. Alio l Anda esla bola
regula.
Anda sei qwem sou. Iiei de moslra-lo, hci de
produzir ttulos, razes, argumentos, se m slcr for,
jiara protiir a minha real, certa, eslavcl in lividua-
lidade. l'ersuadr-se-liao que eomiso vcuh.i a snc-
ceder o que .iconloceu aqjella Adriana do Judeu
Errante, que considerou-se douda, por cerlos mdi-
cos dizerem que ella eslava lal! ?
Disse e repilo que estao redondamente ensaados.
Ah csi o Faustino que me nao dcixa mentir, i'e-
gam-se que o velho aldrn he oulro que n.V) eu por
causa de un versos. Ora! liraram-me do joa du-
vina! Nao me jacto os varios sao do meu compadre Ventora : M ah
esU vivo e to, podem corlificar-sc.
A dar-lhe, e a borra a fug ir-lhc! Bem oh conhe-
ro, capadocios! Buscam ferir-me no fritomas
nao acertara no vivo, pois quo meu amor-proprio
et bem tranquillo e astete. Querem qoe lome
entre denles a supposla infidelidade de minha casia
penna, e pragueje aa canearas, sem dieta, neta iio!
Dobide] Frappezailleurs!
O! .asta .' j i l se foi de fio a pavio a primeira
pagim de minha caria, e eu anda nada lho disse.
Talvez que Vmc. me tenha por um refinado e abnr-
tldo egosta, pois que fallando de minha personali-
dade, olvidara o quedo interesse me devera oceu-
par. Mas o que fazer'.'! Ja cstou no invern da
vida, lempo em que ludo nos enja, e quanlo mais
de prudencia me revisto, maior he a forra da ten-
U$aodo inimigo... Anj liento I Heos homenscm
lugar de procurarm o velho para animarem-no e dar-
Ihe forca, buscam alias consumir alguma paciencia,
que por ventura anda Ihe resta. Demais, faro por
dar expanio a meu genio, busco lenitivo a meus
males, referiudo e depositando n'um corac.lo, qoe
bem me comprehenda as miuhas justas queixas...
Por sem duvida que Vmc. preferira larguear-me
urna du/.ia de palavrinhas amigaveis e duas oncas
de consolac,aovocaes,do que sujelar-se a esla
expansiva narrativa que he um nao acabar.
Resignemo-nos.
Ha mais de um mez que Ihe nao escrevo, por Lsso
considero-me com dircilo de expor-lhe minuciosa-
mente, o que alias nao merece a pena de ser narrado.
Qaando os amigos se cuconlram do lonse em longc,
de ordinario lem grande carregacao na barca do bu-
lo para desembarcar no porlo da lingua, e entulhar
us annazcusdas orelhns, e em lal abundancia ln-
guarar do vveres baratea-se ludo palavrorio alo va-
sar o convs do ventre ao conlcario arlando no mar
da displicencia, vai sossobrar nos pareis da deses-
pera r,no.
Com receia de lio funesto evento, venho (agarellar
com Vmc.
iTenha paciencia, que cu lambem sou forrado a
lomar repelidas doses de Uto suave balsamo, que,
dizia minha avti loria, ser excedente para a vista.
Basta de vogar nesle cliarco inprolicuo para a na-
rvcsar,aoqueencelei, e fj/.cndo da minha penua o
amovivel leme, maudo seguir nova rola a minha bar-
ca ei-la arquejando em um lago recheaJo de nol-
cias. Prospero galerno llie enfua as vcllas, geme
nlcna, cnlesam-se os catabres : sou ehegado ao
porlo suspirado.
Venho de assislir s scenas sanguinolentas, que
ora se representam no tlicay-o da Europa.
Vou fazer algumas visitas aos meus couhecidos;
que por cerlo mais de um mez de ausencia he muilo
he um sceulo para quem ama, e os meus comparo-
chanos (ao menos grande parle; eslimam ver-me.
Esloo na maro das bonaucas, c nao sei por ondo
comecar.
Eslou.como oslara alguein depois do haver soQn-
do um ataque epilpticoabsorto, confuso, incapaz
de reunir duas ideas.
Hc-me preciso proseguir; mas como?
Vou continuar uina epstola, que principiara a re-
digir no meaido de Janeiro prximo passado.mas que
nao terminara por motivos, que por frivolos nao
merecem desculpa, o menos cxpor-lbe.
Antes que me passe por cima da cabera (noM
dentro (enho o juizo mais forle que um barbante )
parlicipo-lhe que j se parti desla fresucza o
Kvmd. visiladur, havendo-ee deudo por mais de 30
diasdelouga esla que exceden extraordinariamente
as suasesperanzasleudo chrismado para mais de
dez mil pessoas, realisando-se desl'arle o que eu ha-
via previsto. Foi-se o Kvmd. Pedro Marinho Fal-
c.ao, deixando bastantemente saudosos lodos os ha-
bilaulcs desle lugar, em cujos corarocs ficou gravado
com caracteres indeleveis o seu uome, sua indivi-
dualidade epolidez de suas maneiras.urbanas e al-
(enciosas, e verdadeiramenlc palernacs: assim o di-
zem lodos, c inda mesmo eu, apezar de ter a des-
ventura de raras vezes communica-lo. Aceite o
Rm. Sr. visitador os nossos votos de eslima, res-
peilo c vencrajao. l'ropicios numes acompanhem-
no e coadjuvem no desempenho de sua tarefa.
Passo agora a transcrever-lhc a minha priucipiada
de Janeiro.
Ora, finalmente ainda bem quo o pertinaz mal,
que me persegue, deixou-mo ha lempo para aprovei-
lar alguns reslos do maor quanlia de folgares e verlimenlos feslivaes Nao sou desses velhos garri-
dos e casquilhos que goslam de pavouear-sc a mer-
ce de facticio emperligar e bacharelicc para hom-
brear-se c inlroduzir-se nos pelolocs dos rapazes,
nao; mas sou d'aquellcs que fazcm por desfruclar
cinquanlo respiram o hallo da vida, disto a que cha-
mam prazer, panatempo; por isso muilo me Iilm
applaudido do entretem que me solevara da apalhlr
ca siluarau em que enISo jazia ; mor mente cusan!
do-mc s as alviraras ao Faustino, que veio olfegan-
le ganha-las, c a quem s os aflagos de minha Au-
dreza indemnisaram do afn c inconimodo, que lu-
cralivamenlc lomara. Omitamos cousas lao come-
sinlias, e v o Faustino regalar-se minha cusa ;
pouco importa: mais val um goslo que qualro vin-
tens.
Dir talvez Vmc: Magano! andou a diverlir-se
cdcixou lano lempo, sem nada dizer aos (amarada-.
Sim, Sr., recebo de bom grado a censura ou repre-
hensiio que merecidamente mefizer; mas concda-
me lembrar-lhe, que nao cahi do eco por descuido :
sou hornera, e consequenlemenle tenho meus defei-
los. liem sabe que he meu fraco desfrutar desle
mundinho, e se nislo gecco, qucxc-sc de meslrc F-
lix com suas pasloras, que foi causa da interrupcSo
ou ddkaora da prsenle.
Passemos agora a coramenlar um pouco.
Que bello modo de vida' Que caurim bem prega-
do! Vive um pobre humera mais ou menos pensio-
nado, cultivando estes speros e pedregosos campos,
esperando de um a outro anuo o fructo de suas fadi-
gas e Irabalhos para subsistir cora sua familia, no en-
tretanto anda vagando urna sucia de vadios, o mu-
Ihores dissolulas para sugarcm as algiboiras de al-
guna piegas, que ihes nao de, ou pesa darem ao dia-
bo o que devefa* gastar com sua mulher e seus fi-
Ihus!... mesmo nao lem abandonado o lar
domestico paraconsumireni o seu lempo, seu dinhei-
ro, sen iredito ao lado d essas harpas, que chamara
pasloras!!*
Veja se lenho ou nao razao para dizer, que o mes-
lrc Flix com sua magna caterva masculina (que a
feminiua bem fura ir para urna casa de correcr,ao)
merece pr s costas o covado e meio, c servir ana-
rao, que muilo precisa de soldados!
Abusar desla sorle do povo sempre fcil a Iludir-
se, he um rooho que so llie faz, he urna injusliga
nao se remediar csse mal, a quo sucumbe css Cias-
se de proletarios c ignaros. Para islo deve a senho-
ra 1). polica olhar, c olhar alleulmenle; lauto
mais quanlo a consequencia ou o remate de lacs
brincadeiras redunda em tristes dea-aisados e as-
suadas.
Dr-se-ba que son inconsepiente, sera se saber
como conciliar a minha exposirao com o commenta-
rio, quo venho de fazer. Mas altenda-se que algucm
apreciara das taes represen taces, e cu, escriplor,
commento-as. Esta explicado 9 euigma. Porcm
aqui ainda nao lira. Vou tratar dos bens (que ne-
nhuiii foi) e males que c fizeram. Amen.
Foi em Frexcras que c eslrc.iram esses grandes
representantes ou surripieoles, ou chuchantes das
algibeiras dos tolos, que o meu magro peculio lem
cruzes e o diabo nao pega uelle Ahi suscilaram-
so razes para que Mand c Claudiuo, moradores
do engenho Boa Vista, andassem jogando as paula-
das, Picando um dos campeos com urna abertura na
cabera dislillando malcra vermellia. A polica que
em taei casos e circunstancias deve ser aclivissima,
dorma a somno sollo, ou estara exlasiada embe-
vecida, arrebatad* Ah meslrc Flix !
Para nao aeompanha-las todas as parles que
percorreram, vieram as ditas pastorinhas dar com a
ossada nesla villa.
Conslou-me que o Rvm. Sr. vigario se oppozcra a
que represenlassem ahi, alias se reproduzissem os
aclos de inmoralidades e deboches, que soem prali-
car esses anginhos ; ms afinal venceram os pedi-
lorios....
pelicionario, o Ihe preste a sua coadjuvac.au, afim de
levara effeilo lao jusla c louvavcl crapreza. Faro
vol pela sua prompla execurao.
Ha dias que esla ramara receben um offico do il-
luslrissimo juiz de direo da Victoria, exigndo urna
casa com taes e Ues commodos para se proceder
ao jury. Consla-me que lein-se envidado os roeios,
mas iguoro se conseguido os lins a conteni.
I.enibrode involla aossenhores camaristas que fa-
jam abrir mais urna porla as casas de suas reu-
nios, para evilar que alguns especladores e mesmo
empresados da casa faram ingressos o ogressos pelas
janellas, que he muito feio e reusuravel.
Fonm poslosera arrematarao o *r,oogue c casa de
mercado perlcncciitcs a cmara ; e focara arrema-
tantes do acougue o Flix Marlins, no valor de
i'?).")00, e da casa o Alexandrc, professor particular
da Ponte por Ulr-OOO.
Por fallar na ponte lembro-mo referir-lhe nm
fado que ahi se deu, o qual a no ser o encargo de
nolciador dcsle lugar jamis nunca seria por mim
referido. E portanto summa tequar fastigia rcrum,
c nao enlrarei nos seus promenores, e em outras
circunstancias aggravanios, ou allcnuanles.
Nao he somonte nos longnquos mares da frica
fon nao sei onde) que se cnconlram Scyllas c Cari-
bdis, pareis, cscolhos, pongos, e Irabalhos ; nao he
smenle nos papos de aranha que o homem se v em
tallas, nem entre a cruz c a caldciriuha, que se luta
nos paroxismos da dor, da morle ; lio lambem as
unhas de urna mulher, pois urna mulher de mo es-
tomago he peor que quanlas furias ha ; e sera ser
preciso dizerem os Paduanos, podo altestar esla as-
eri;ao o Rvm. Sr.Bandeira.
Tem esle 11 a sitio no lugar denominado l'onle, c,
ignoro porque principios, entrn em conlestares
com um dos seus vizinhos, a ponto de apparecerem
assuadas, e lomando a iniciativa a barragan, a mu-
lher do lal vizinho) foi-se ao padre com lal furor,
que ainda o mallralou. Parccc-me que esla mu-
icr, tendo levantado maos profanas para o unci-to
do Senhor, deve sdr considerada escommungada pe-
las leis divinas e humanas. Esla a doulrina em que
desde o berro fui iniciado. Mas nem urna Ave Ma-
ra tevo de penitencia ; o perianto habilitada para
oulra. A'an> Joilo, que v l Fallou-se em
processos, porera ludo acaben como se nada houves-
se oceurrido.
Acham-se uas varas de subdelegados de um e ou-
lro districto os supplenlcs, Rocha Lins, e Pedro
Erneslo.
Tem Invido rcrrulamcnlV; porcm muilos sao 05
chamados, e poneos os cscolhidos.
Dizem-mo queindo unapalrulha prender um qu-
dam no cnsenho Mussi. o Sr. Anlonio dome- mal-
tratara o cabo a poni fcri-lo !... Como se pode ser
juiz com lacs mordomos !?
O Sr. Rocha Los d um passeio a um lugar ou
sitio denominado liba de seu proprio engenho, que
ahi encontrar o celebre saluno Xico flor, quo ainda
ha pouco lora preso era Bonito por suas costumadas
gentilezas, c que tenia si 1 o solt a pedido de
nao sei quem, de recresso veio conjugando o verbo
lorripio e paz einacru a lerreira pessoa do prele-
rito perfeilo do indicativo, sendo o pacienle um su-
jeito, que ticou sem seu cavallo mellado, a quem es-
la Flor leve a caridade de livrar da pento de traa-
lo ; mas que aqu mesmo lho fora lomado o furto.
Sabe perfeilamcnte o Sr. subdelegado que morado-
res taes e quejandos pouco honrara a quem Ibes d
guarida.
tem. Em Ierras do engenho Bom-goslo (ou Fir-
meza) mora o insigne Jos liento, bem conhecido
porliaver adoptado a honradsima piofisto do Xico
Flor. O Sr. Barros deve saber que esla creatura foi
chefe do urna quadrlha de ladres (e quem foi re
sempre Ihe fica a mageslade) ; e que cnlao residin-
do em Frexeiras fora apenas sabidas suas habilida-
des incontinente expellido pelo Sr. Sena. Ja
aponle o ferro ; a besla he conhecida, c pasla nes-
tas campias. Fora com os ladres !
Diz-se-mc, que o Sr. Dr. JuOo da|Rocba Hollanda
Cavalcanli,3" supplenle do juiz municipal, juramen-
tara-sc, ou viera jurauentar-sc, durante esta sessao
da illustrissiraa ; provavelmenlo entrar em excrci-
cio sem demora.
Temos lido por c abuoiantissimas chuyas, cuja
ausencia ja causava damaot mudas plantas, e em
geral s paslageus, quo eitSo reduzidas resequidas
hervas, e estas em pequea quaulidadc, lao abraza-
dor e extenso era o calor do sol. '
As feiras lio sido um lano escassas, a cxccpro
da prxima passada que fora de loda a expectativa
em razao das chuvas foi mu abundante!
Mataram vinlec qualro bois; ea carne nao exec-
deu de qualro mil reis, dando alguma 35520, a arro-
ba. O milho.apezar de haver grande porr.lo, vendeu-
se a 200 reis a cuia ; o feijao a 640, e 720 ; a fari-
nha porcm subi muito no prero, dando 320, e 360
a cafa ; pois o Sr. Cavalcanli nao salisfeito em con-
sentir, que urna chusma de alalhadores, nos pozes-
sem cm lal penuria, he o proprio que enlulha o
(piarlo, que ha na casa da Caira, com farinhns que
comprara para seus amigos: e o povo que gema !
Ora,Sr. Cavalcanli,como lio que as 10 horas da ma-
nliaa j se nao cncontra um punhado de familia, a
poni de Vmc. mesmo ordenar que os alalhadores
revendeisem ganhando 40 rs. em cada cuia'.' Como
juslificar-se desla falla '.'! Talvez queira responder
que quem precisasso desle genero viesso mais sed.
Responde-rlhe-hei l.que pens que s das duas ho-
ras da lardclcm dianlo he que deve consentir em
chegar os alalhadores. 2. cora a seguinle ancdota.
Solimn, soberano da Turqua, cuarchava para
a conquista de Belgrado, cm 1.V2I ; aproximou-se a
elle urna mulher, e queixou-se-lhe amargamente
de que, cm quanlo dorma, llie haviam os soldados
rouhado urnas poucas de mea, que erara loda a sua
fortuna. Muito adormecida eslavas, pobre mulher,
llie disse o soberano, para nao sentires os ladros.
Dorma, he verdade, llie replicn ella, mas he por-
que me persuada que tos vclaceit pela seguranza
poblica.
O entrujo por c vai no seu auge, nada se pon-
pando para fazer sobresahir o bom goslo e belleza
desse folguedo, que me parece pouco coherente c
compalivel com o bom teoso ; pois nesla poca figu-
ra-se,-roe que os homens perderam as caberas, ou
guardaram o juizo no fundo da caixa : sou lodavia
obrigado a confessar, que goslo de applaudir csse
diverliinct.lo ; mormeute quando nellefigara um Jo-
s Perejra, que era despeilo sua obcsidiric, faz
taes cousas, d taes cabriolas, que provoca desabrida-
mente o rizo, lie m gaialao !
f A minha Andrcza ja lem proniplo qualro boles
d'agua de cheiro, e domingo l vai apezar da ba-
car brincar. He mulher mu folsasoua, esla mi-
nha Andre/.a, Sr. correspondcnla ; he urna santlnha.
comparando mal ; lao simples, lao jovial, tilo ua,
que uo he capaz de fazer mal a ura piulo, no in-
do seu.
Adieu,monami: au reeouir.
Sonde vigorosa, prosperidade e bons patacos tlu
apelece o velho aldeao.
(.dem.)
ZZ
policial do dislinclo militar o capilo Alfonso de Al- o enxame das nbelhns daqOt esl cm alarma, mil
mei la e AlbuquefejUe, he digno do se annunciar juizos se bao feilo, faltos testemunhosseho levanta-
do, c ninguem por ora alinou com o meo nomc,
grabas a Dos ; espero pastar desapercebido, islo he,
dasconhecdo, bffra quem soffrer, o cada quisque
quo viva como puder.
Vale o reformado.
pelo prlo de teu muilo lido e eslimnvel jornal :
portanto dignem-sc Vmct. dar publicidadu a rese-
nha, que lhcs vou expr.
Sempre eslivemos aqai alerrorisados falla de po-
lica e garanta petsoal; os ladres do cavallos erara
sem conta ; os mesmos assassinos cram respelados
pelas proprias autoridades do lugar ; havia aqui um
celebre e aflamado Dantas, que era o prolector uni-
versal de todos quantos commeltiam crimes, c pro-
curavam a sua prolecrSo: porlanlo a polica deste
bisar eslava reduzida ao nunhal e bacamarle daqucl-
le famigerado Danlas c seus sicarios; quem linha
urna intriga, ou receba nlsuma oflensa procurando
a qualquer daquclles agen les, era iuiraedi.ilanienlc
vingado: ludo gema opprcsso pelo terror, e assom-
bro de semclhanles monslros, i cujas iras ninguem
se animava expr, procurando fazer-lhes o menor
damno.
t'm infeliz marchanle, de nomc llarlholomto Ro-
drigues de Souza, s porque fra cidade da I'ara-
hiba, c qucixra-sc ao Dr. chcfo de polica, de urna
offensa recebida, foi inmediatamente assassinado,
em pleno din, dentro dos curraos desla povoac,ao,
onde se aehavtm para' mais de cem pessoas!! Enlrc-
lanlo, por merc da Misericordia Divina, liveraos a
felicidadc do vir de presidente para esla provincia
0 Exm. Sr. l'aes Brrelo, magistrado muilo illuslra-
do e cmineiilemcnlc patritico, o qual, logo que lo-
mou posse da administraran da provincia, mandou
para aqui destacado o muilo digno oflicial, o supra-
dito rapitao Alfonso, que sendo revestido de grande
energa e pericia militar, pde felizmente dar de
garra de lodos aqucllcs assassinos, que se achavam
aguaridados no dislriclo desla povoarao. Os grandes
ladres de cavallos, desordeirose relapsos foram re-
1 rulados para a marinha. Nfio ha mais nesla povoa-
rilo e seus limites alijrenles o menor perturbador
da ordem publica : loda a popularao se arha inora-
lisada ; ha verdadeira animaro ao Irabalho ; exlin-
guiram-se os jugos c sambas diarios : todos os mora-
dores so cidadaos pacficos e honrados: e nem mes-
mo por acaso se cncontra mais um combojciro ar-
mado.
Est, porlanlo, esla povoarao inundo de perfeila
paz e Irpoquillidade publica; eexcmplada por mui-
los anpos para nao ser mais o Ihcalro de barbaros c
horrorosos ademados, graras a cnergira c patritica
adminislraro do Exm. Sr. Paes Brrelo.
t "m amante da polica.
VARIEIUDE.
Como a segninte noticia pido ser til ao paiz e
'nleressar a muila gante, apressamo-nos em publi-
ca-la.
O bicho da seda da amorcira nao he a nica es-
pecie do bombyx que se crea na India. Entre as de-
mais especies, urna existe dolada de qualidades mu
nolaveis, e que alimenta urna industria importante :
he o arrindy arria dos Indios, 011 o bombyx cynthia
dos entomologistas. A lagarta vive sobre a carrapa-
leira cominum, e a seda que produz, se bem que in-
ferior cm belleza a dos bichos que se nulrem da a-
moreira, he ludavit mui ull por causa de sua exlre-
ma fortaleza.
Em algumas paragens da India, serve ella de ves-
timenta-diaria da classe pobre dorante lodo o anuo,
c de todas as elasses na eslarao fria.
O doulor Roxburg refere que os (ecidos fabrica-
dos dessa seda, apezar de sua apparenca frouxa o
grosseira, sao lodavia de una duraran lal, que a vi-
da de urna s pessoa raras vezes baria para gastar a
roopa fcila de somelhanle produelo, de sorle que el-
la se transmute freqoetnieraente da ma niha.
O bicho de seda da carrapateira he mui prolifiro,
seu rrescimento be rpido,e asseraresse suecc-
dem em pocas tilo prximas, que de ordinario se
rcalisam G ou" colhcilas de seda por anuo, c segun-
do Helfer, al 12.
Alm disto, a carrapateira he de cullura mui fcil,
mesmo em Franca, e essa planta, afora as folhas que
servem de alimento ao; bichos de soda, produz urna
sement abundante de oleo precioso para a pharma-
cia. Muitos obstculos desse novo bicho de seda no nosso paiz ; a rapidez
iiscimenlo dos ovos, e a curia duraeo da reclu-
id
Ahi houvcram pnnhaes desembainhados, e vi o
caso bem perisoso. O l.ul de Tres Bracos, querendo
esfollar a mascara do Jos l'rocopio, e esle queren-
do ver se as tripas do Lul eslavam j dpiritiialisa-
das. Felizmente estava presente o Sr. subdelegado,
que revestido de prudencia consegua mitigar aquel-
lesnimos inflammadcs o recalcitrantes, (que a se-
ren oulros os raganles aUUndr me fecit.) lie mui-
lo desmoralizar urna aatoridade I He muito abusar
da hondade de ura amigo, senhores da pendencia!
E quem o motoraW'ljido slo? Meslre Flix!
Vire folha. *
A lluslrissima acha-se fuocconando. lendo sido
chamado cm falta do Sr. vereador Manoel da Rocha
Lint, o supplenle Jos Pereira da Silva o Araujo.
Ditse-me o Faustino que vira ser levado mesa
um reqoeriraenlo, pediudo permisto de erigir-sc
om chafariz no centro da villa.Oxala a illuslrissi-
ma se compenetre dos philaulropicos seolimeulot do
KEPARTICAO DA POLICA.
Parte do dia 1 de marco.
Illm. o Exm. Sr.Participo a V. Exc. que. das
differenles parlicipares hoje recebidas ucla re-
parlirao, consta lercm sido presos :
Pela delegaca do primeiro dislriclo dcsle lermo,
Jos Soarcs da Cosa, para averiguarles pnliciacs.
Pela subdelegacia da fregueza do Becife, o
prcto Barnabc, cscravo de Joo Climaco, por f-
gido.
Pela subdelegacia da fregaezia dCS. Jos, o prclo
Joao, cscravo de Sebastio I'enna, por insultos.
E pela subdelegacia da fregueza da Boa-Vista.
Antonio, cscravo de Alexandrc Jos da Silva, para
averisuaces polcaes, c o porluguoz Francisco Jos
Correa Lima, por furlo de escravos.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da policio de
Pernambuco 1 de marco de 18.j.Illm. e Exm.
Sr. cnnselheiro Jos liento da Cuuha e Figueircdo,
presidente da provincia.O chero de polica Luiz
Cdrlos de Paira Tchcira.
Olinda 1 demarco.
Charo amigo. Summo prazer tive, o maior ale-
grao que se podo desejar, eu conceb, quando li mi-
nha primeira missiva eslampada no seu gigantesco
Diario : nao sei com que palavras Ihe tribute tanta
bonhoma,lam Fique de ora em diante cerlo, que em Olinda
lera um seu defensor, o maior de seus affeirajados.
Nao duvidei, quando projectei tamanho trah'alho,
adiar de sua parle tamanho acolhiracnlo, e por ahi
vou continuando, queixe-se quem quizer que cu di-
rei sempre a verdade.
Ora vamos ao que inlercssa. Por aqu lemos o 4.
balalh "o de artilharia, composto de genio boa, e des-
cplinada ; mas eu vejo em Olinda o que nunca se
deu durante qualro lustros quo aqui vivo : antiga-
mente com 10 ou 20 soldados, linhamos rondas, or-
denanzas, e de lal modo era feita a polica que nun-
ca se disse que houvesse roubo ou furlo em qual-
quer casa ; entretanto que, neste passado mez, tem
huida furtos de cavallos, rouho n'uma casa da ra
do Amparo, c tentativa n'oulra no Varadouro : no
vejo patrulhas, os subdelegados nao Irazem mais sol-
dado alraz de li, e islo o que significa ? Dig o sub-
delegado da S, c o Sr. Dr. delegado.
Por aqu se lem levantado grande ecleuma, c lo-
dos os dias sao esperados os Ires membros da com-
inissao para examnarem as cuntas do cx-procurador
com a municpaldade. Di/.era que um dos mem-
bros pedir ou vai pedir exonerarao ; no sei oque
ha, o que porem be cerlo he, que ha quasi um anno
nada ha que d vida a estes senhores.
Dizem os meus especiaos amigos ( Nanico e PSo-
duro ) que o ex-proenradnr ir a cadeia pagar os
furtos e ladroeiras que fizera municpaldade, e os-
le diz de publico que a municpaldade Ihe he deve-
dora.e que ludo pora no olho da ra ; l riles se eu-
Icndcm ; cu s digo rfUe a commissao hade entrar
as contasdcsles do-.s contendores; porque nao se
saldr bem, salvo se quizer em summa dizer, quando
encelar seus IraballWf, vista dos cabos do archivo
da niesma, como disse Ovidio parlindo para o exilio
labilur ex oculis nunr, quoque gula meis Nao
quero mais nada aventurar a esle respeilo, aqui ha-
vemos ler a senhora commissao, o do resultado ser
o publico inleirado, pois que negocio de lio alia
monta nao ficar no (inteiro.
cima fallei de dous especiaos amigos ; pois saiba
Vmc. qoe sem elles, no caminharci ; um he oflicial
do scnhorjui municipal, que mo expori ludo que
for occorreudo por esle ministerio, o olro he por-
tero da cmara, que aliento escuta e me transmitte
o que se pasta.
Vai abrir-se a provincial, o consta quo a vara mu-
nicipal desto lermo passaraol. supplenle. que
cpm quanlo pessoa digna, conforma a informacSo do
meu Nanico, lodavia cnconlrar espumen por ler de
ir leccionar na Faculdadc de Dircilo que hoje esl
collocada no Becife.
No dia 23 a noile um prclo velho de los Joaqum
Ciuedes ferira a prcta do professor do primeras lel-
lras da fregueza de S. Pedro Marlyr, dizem que f-
ra preso pelo inspector de qnarteirao do Varadouro,
que para desaggravo da le o levara a seu senhor sem
soffrer um ave mara de penitencia. Consla mais,
que em das do auno passado, no Arrombado, um
erapregado da Faculdade de Dircilo ^uo ah mora,
dera pancadas n'uma prcla, e n'um Porluguez da ca-
sa do finado Tcixcra Lopes; ludo islo ficou impu-
ne. O subdelegado he creatura desle criminoso, de
quem he compadre. Ha poneos dias esle mesmo qu-
dam entrara em casa do um morador dos Arrumba-
dos, enlrouxra a roapa, e fizera o pobre homem ser
con buido forra a casa de seo proprio pai, sendo
independenle, e de maior idade, ficando em seu po-
der a chave da casa, que dizem, enlrcgra ao pro-
priclaro. E que lal o empregado da Faculdadc
de Dircilo, que ja quer |ado refirmar na legislarlo
do paiz para croar um dtraile que s elle conhece a
sabe! Muilo ha a dizer l|[afrrespeilo (leste anima"
Irjo, que por sua desgrifa a polica do Recife man-
dou rcrommenda-lo como quadrilliciro de...
Ea proposito disto, veja Vmc. o quo se deu b
lempos.
Havia no Arrombado ura mojo arualucado, q
procurava requestar urna menina; sabendo disto o di-
lo da Faculdadc, manda-o esperar, ou para melbor
dizer. emboscar por dous negros caplvos, que ar-
mados de facas de pona, lomam-lhe loda a roupa,
alguns vinlens, c daa-lhe urna sova de palmadas as
nadegas, c porfim o pobre moro recofhcu-so em pel-
lo, e nunca mais soube de sua roupa, que, dizem,
flcra occulla para nao se saber o autor da (al grad-
aba, e deslo modo ficou eslo faci no cierno silen-
cio dos demais desla malfadaJa Ierra, que, para de-
sencargo de seos grandes peccados, suporta a polica
de analphabelos e cgoislas.
silo da nympha. Gratas, porm, aos esforros reu-
nidos de Sir William Bed, governador de Malla e
de Savi, professor da Lnivcrsidade de Pisa, de De-
caisne e Milite Edwards, esses obstculos acham-se
quasi vencidos, c dentro era pouco lempo a nova es-
pecie poder ser creada cm Franca e na Algeria. As
lenlalivas de aclimalaco lera sido perfctamenle
bem succedidas em pequea escala, e ha loda a ra-
zao para esperar, que iguaes resultados se colham
era larga escala. Vimos algumas amostras de leci-
dos de seda de bombyx cynthia. enviadas da India
a urna rica caa commercid de Marseille, e as acha-
raos mui bellas. [Itechla contempornea.)
COMMEKCIO.
PRACA DO RECIFE 1. DE MARCO AS 3
HORAS DA TARDE.
Colaccs oHiciaes.
Hoje nao Uouvcram colaccs.
^fc ALFANDEGA.
Rendimento do dia 1......20:109-3208
Uescarregam hoje 2 de marro.
Barca inglezaCraoumereadorias.
Brigae ingiezMary .Inncemeulo.
Ilrigue ingiezIfellingtoncarvSo.
Brigue ingiezIlarryidem.
Brigue dinamarquezL'ncalahoado.
Brigue hamburguez^rdof/i/iocarvao.
Patacho suecoYdunalahoado,
Barca francezaHavremercadora.
Patacho porluguezAlfredofalo de passageiros.
Brigue porluguezAlrtdodiversos gneros.
CONSULADO GERAL.
Rendimento do da I...... i:i(X)>"i27'
1-UVERSAS PROVINCIAS.
Rendimento do dia 1...... :17-r/o
Exportacao'.
Parabiba, hiale nacional Tres IrmSos, de .".I to-
neladas, couduzio o seguinle : 220 volumos gene-
ros eslraugeiros, 100 dilos dilot naconacs.
KECEBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS GE-
KAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do dia 1...... 1:735(J23
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do dia 1...... 1:838JI7i
a juula da fazenda da mesraa thcsoi.raria. se ha de
arrematar a quera por menos fizer, a obra do oilavo
lanroda estrada dascada, avahada em 1j:O0SO0O
res.
A Erremalar.lo ser feita na forma da le provin-
cial n. 3iil de 16 de maio prximo passado, sob as
clausulas espociaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremalaro,
comparecam na sala das scsses da mesma jante, pe-
lo meio dia, compelenlcmenle habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihcsourara provincial de Pernam-
bco 27 de fevereiro de 1835.O secretario, Anto-
nio t'erreira da Annunciacao.
Clausulas especiis para a arrematarao.
1. As obras do oilavo lanro da eslrada da Escada,
far-sc-hao de conformdade com o orramenlo e per-
fis approvados pela directora em conselho, e apre-
senlados ao Exm. Sr. presidente da provincia, na
importancia de 15:1009000 rs.
2.a O arrematante dar principio s obras no pra-
zo de 1 mez, edever conclui-las no de 12, ambos
contados na forn a do arl. 31 da lci n. 286.
3.1 A importancia da arrematarao ser paga de
conformdade com o arl. 311 da mesma le provin-
cial n. 28(i, em apolices da divida publica provincial,
creada pela lei provincial 11. 334 de 23 de eetembro
de !---,;.
O prazo de retponsabildado sera de 1 anno,
ficando durante dito praio, o arrematante obrigado
a conservar o lanro constantemente em bom es-
tado.
5." Para ludo que nao se adiar mencionado as
prsenles clausulas nem no orramenlo, segoir-se-ba
o que dispc a le n. 286.
Conforme. O secretario, Anlonio Ferreira da
Annunciarao.
A cmara municipal desla cidade laz publico,
que nesla dala llie declarou Francisco Lucas Fer-
reira, que linha acabado com o seu eslabeleciraenlo
de carros fnebre, silo no largo do Hospital, pe-
diudo ser desoncrado das obrigares do respectivo
contrato, qne assignou, pelo que nao pode mais o
declarante fornecer carros fnebres para enlerros 110
cemilerio publico desla cidade.
Paco da cmara municipal do Recife em sessao
de 28 de fevereiro de 1855.--Dariio de Capibaribe,
presidente. No impedimento do secretario, offi-
cial, Manoel Ferreira Accioli.
O Dr. Custodio Manoel da Silva Gnimnracs, juiz de
direilo da 1. vara do commcrcio nesta cidade do
Rccfodo Pernambuco por S. M. I. eC. o Sr. D.
Pedro II que Dos guarde etc.
l'aro saber que por este juizo se ha da arrematar
cm prara publica, que lera lugar na casa das audi-
encias no dia 2 de marco prximo scguin(e,a urna ho-
ra da tarde,:10 duzias de pcnles a -'p'HXI 6809000,10
massos de lindas a 2*000 808000, 140 chapeos dpj
Chile a 25OOO 2803000, 200 espelhos a 960 rs. M
lia 168000, 4 coxins para cavallos a 25000 8?0O0,
38 chapeos francezes a 55O0O 190-->000, 30 bonetes
400 12)000, 3 duzias e dez pclles de marroquins a
1?200 cada pelle 40-3800, 100 caxinhas de linha a
300 rs. 3030OO, penhorado a Nevcs& Coelho e padre
Kaphacl Anlonio Coelho, porexecucao de Joaollen-
rique Denker.
E para que chegne a nolicia de lodos,mandei pas-
sar u presinlc cdlalquc sera aflixado e publicado
pela imprensa, e affixadu na prara do commcrcio e
na casa das audiencias.
Dado c passado nesla cidade do Recife de Per-
nambuco aos 16 de fevereiro de 1855.En Manoel
Joaquim Baplisla, etcrivSe interino escrevi.C'ut-
todio Manoel da Silva Cuiniai ues.
Peranle cmara municipal dcsta cidade, es-
tara cm prara nos dias 3, 5 e "7 de mar^o, a obra
dos reparos do canno de alvcuaria existente na es-
Irada do Chora-menino, oreada em rs. 9305100.
Os prelendcnles podem comparecer nos indicados
dias, munidos de tiene.', idnea, sendo que das 9 ho-
ras da inanhaa s 3 da larde de qualqncr dia til,
se Ibes franqueara o ornamento da obra para o cn-
sul tarcm.
Pa^o da cmara municipal do Recife cm sesso de
28 de feveroiro de 1855. Baro de Capibaribe,
presidente. No impedimento do secretario, o oflicial
maior, Manoel Ferreira Accioli.
Joaquim Ferreira dos Sanios : para o resto da carga,
Irala-su rom Isaac Curio cv Compaiihia, na ta da
Cruz 11. 40.
PARA O RIO DE JANEIRO
se2U iraprelerivelmenlc no dia 3 de marro a barca
brasilea Flor de Olireira, s pode receber escra-
vos a trote, para o que lem eioatlenles commodos :
dirijam-se ao consignatario Manoel Alvct Guerra
Jnior, na ra do Trapiche 11. I i.
PARA O IUO DE JANEIUO.
O brigue Blvira segu por estes
dias : para cargamiuda, passagehos ees-
cravos a frete, tratarte com Machado & Pi-
nlieiro, no largo da Assemblea, sobrado
n. 12.
Para o Cear segu no lim da presente semana
o bem ronhecido hiale Capibaribe, meslre Anlonio
1 a una ; para o reto da carga, ra!a-se na ra
do Vigario n. 5.
PARA O RIO DE JANEIRO.
Sabe com muita brevidade, por ter a
maior parte do seu corregamento promp-
to, a bem conliecida veleira escuna nacio-
nal "Tamega : para o resto da carga,
passageiros c escravos a frete, trata-sccom
Novaes&C, na ra do Trapiche n. 54.
Rabia.
O hiale Correio do Norte Iransferio a vtgem pa-
ra este porlo; stgue nostes dias, e anda pode rece-
ber alguma carga : Irala-se com Caelano Cvriaco da
C. M., ao lado do Corno Sanio n. 25.
Para oAracaly segu com brevidade o hiale
Duvidoso, por j ler parle da carga ; para o reto e-
passageiros, Irala-se cora Joaquim Jos Martina, ou"
11a ra do Vigario n. lt. -
Para a ilha de S. Miguel prjlende teguir via-
gem nestes dias o patacho porlugi.ez Alfredo ; pira
carga c alguns passageiros, Irala-se com os consigna-
tarios Johuslou Palcr & Compauhia, na ra do Viga-
rio n. 3.
~~LEILO'ES.
DIARIO DE PEffiMBUCO.
Honlem, primeiro do correle, leve lugar a aber-
tura da assemblea legislativa provincial,.como verao
oeJeitores da acia que fica'transcripta no lugar com-
pleme.
Pedras deFogo 26 de fevereiro.
Srt. fedmlores.O eslado feliz e lisongeiro, cm
que se aeha boje esla povoarao, sfib a adminislracato
Aqu, meu amigo, os cargos do polica s3o
dados a quem s quer os gozos do lugar, sem se su-
geilaraos incommodos. Nao pense que faro censu-
ra 10 digno chefe de polica ; respeilo esle magistra-
do, mas elle, por muilos bons desejos que (enlia,
ainda nao podo ronhecer a caduca Olinda : ainda es-
piramos que com u volver do lempo, (cubamos de
v-lo laucar suas vislai para aqu. O lem-
po me falla, e anda nao tenho adquirido habito de
escrever para o publico; lenho desejo, o cerlo daqul-
lo qua o velho lienuensc disse : nada ha lao diffi-
ril e costoso, que a humana nienlc nao venra es-
pero levar a elfeilo o meu compromiso.
No dia 5 do passado, dia da inslallarao do Semi-
nario Episcopal, appareceu um homem que, inva-
dindo a sala onde ustavara S<. Excs., o presidente e
hispo, fui beijar a mo dcsle. Depois dislo, sendo
apupado pelos rapazes, foi a casa, e munido de urna
faca do pona, foi visto no paleo do edificio, sendo
Ul a itidiflcrcnra dos assislentos, que ora o prende-
ra m. O juiz municipal appareceu no lugar; mas
ja nao pode prende-lo por ter-se evadido. Ouro di-
zer qoe ser processado.
No dia 25 livemos nossa procissao de Cinza, o dia
lo. inuilocbuvoso, n.to pude aprecia-la. Admirci,
qne, pessoas quo so eslimam, se animassem a deilar
a procissao na ra, onde reinon a falla de ordem,
houvo imporcalhamento o urna verdadeira con Tusan:
as im.isens ficaram inolhadas, os anjos sujos ; emfim
a ser o dia bello, a procusto eslaria bem arran-
jada.
Anles que esta encerr cumpre-me dizer-lhe, que
MOVIMENTO DO PORTO.
Navios entrados no dia 1.
Rio do Janeiro28 dias, escuna brasilera Tamcga,
de 116 toneladas, capiao Manoel dos Santos Pe-
reira Souza, equipagem 7, carga pipas vasias e
mais gneros ; a Novaos & Companhia. Passa-
geiro, Joao de Suuza Castro.
dem13 dias, brigue de guerra franco/. Chasseur,
corainaudanlc Collier. Fundeou no lameirao.
Hamburgo15 dias, brigue dinamarquez Comman,
deur, de 220 toneladas, capilla H. von Appen-
equipagem 9, carga fazendas e mais gneros ; a
Brunu Praegcr & Companhia. Passageiro, Her-
mano Steckmccl.
Babia17 das, brigue sardo Favorita, de 228 tone-
ladas, capito L. Ghiguana, equipagem 13, em
laslro ; a Bastos & Lemos.
MaefM saludas no mesmo dia.
LiverpoolBarca ingleza Tickler, com a mesma
carga que tronce. Suspendcu do lameirao.
MarselhaBrigue porluguez Uiia, capillo Augusto
Anlonio do Coulo, carga astucar.
Kio da PrataBrigue brasileiro Despique de beiriz,
capilao Eliseu de Araujo Franca, carga assucar.
Liverpool pela ParabibaBarca ingleza (Jueen,
capilao Wm. Nanl, em laslro.
ParabibaHiale brasileiro Tres Irmao.', meslre
Jos Duarle de Souza, carga bacalho c mais g-
neros. Passageiros, Francisco Jos AlvesdeAI-
meda c sua familia, Jos Bernardo Pereira, An-
Ionio Flix da Costa,
E1TAES.
O Illm. Sr. inspeclor da thesouraria provincial,
am cumprimcnlo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, manda convidar aos proprielarios abai-
xo mencionados, a entregaren na mesma thesoura-
ria, no prazo de 30 das, a coular do dia da primeira
Inublicacao do prescute, a importancia das quotas
con que devem entrar para o calramcnlo das casas
da ra da l'enha e Ires da ra do Rangel, conforme
o disposto na lci provincial o. 350. Advcrlindo que
a falla da entrega voluntaria ser punida com o du-
plo das referidas quolas. na conformdade do artigo
6 do rcgularaeulo de 22 de dezembro de 185S.
Ba da l'enha.
N. 2. Herdeiros de Joaquim Jos Ferreira. 365000
\. Julao Porlclla........393600
6. Nuno Maria de Seixas.....6O5OOO
1. Herdeiros de Jos Mauricio de Oli-
veira Maciel..........1095200
3. Dilos de Caelano de Carvalho Raposo 905000
5. Dilos dito.........785OOO
i> 7. Domingos Jos da Cosa.....365000
9. Francisca Benedicta dos Prazercs 43J42O0
11. Jos Moreira da Silva.....4&000
13. Juliao Porlella........279000
15. Paulina Mara........18S0O0
a 17. Antonio Luciano de Moracs Mosqui-
ta Pimentel e herdeiros de Manoel Paulo
'Juinlclla...........579000
19. Iterdeirot de Manoel Paulo Quintel-
la e Francisca Salusliana da Cru. 5O&0O
21. llcrdeirosde Manoel Paulo Quinlcl-
la e francisca Salusliana da Cnu. 7358OO
23. Joaquim Jos da Costa Fajoses 815030
i> 25. Irmandadc das Almas do Itecife. 5/3600
20; Joaquina Mara da Purificajiio 305000
29y Vuva e herdeiros de Anlonio Joa-
qum Ferreira de Sampaio.....525200
31. Marcoliuo Gonraives da Silva. 3OSO00
33. Francisco Jos da Silva Maicr. 6:(j900
Ra do Ilangcl.
77. Francisco Antonio de Olivcira J-
nior ............ 933609
a 79. dem dem idem. ...... 255000
81. Mara Annunciada Adelaide Alvct
da Silva..........
........ 403500
1:247j>100
E para constar se mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 10 de fevereiro de 1855. O secretario, .-fnlo-
nio Ferreira a"Annunciacao.
O Illm. Sr. inspeclor da thesouraria provincial,
em cumprimento da ordem do Exm. Sr. presidente
"da provincia de 21 do correle, manda fazer publico,
que no dia 22 de narco prximo tiodouro, perante
T. do Aqiiinn Fonseca & Filho, farao leilao,
por conta e risco de quem perlencer, e por inler-
\oncao do ajenie Oliveira, de cerca de 63 barris
maiores de qualro era pipa, com vinho linio de Lis-
boa, marca 11 S, os quaes restaram do teu ultimo
leilao por nao lerein desembarcado do navio, que
d'aqiicllc porlo os ennduzo : sexla-feira 2 de marco
as 11 horas da manbaa em ponto, no largo de fronte
da alfandcga desla cidade.
(I agente Oliveira far leiblo, por autorisarao
do Illm. Sr. Dr. juiz do comraercio, e a requerimen-
to do curador da massa fallida da viuva Marlins de
Ca val.....los pertences, pesos e mais objectos do ar-
ma/.om da dita massa, silo na rna do Brum, logo
immedalo ao dos Srs. Mosquita & Dulra : sabbalo,
3 do margo, ao meio dia, no indicado armazem.
J. II. Gaensley far leilao por intervenrao do
ajenie Oliveira, de um cmplelo sorlimenlo de fa-
zendas de todas as qualidides, segunda feira 5 do
corrente, as 10 horas da inanhaa, "no seu armazem
ra da Cruz.
DECLARACO'ES.
Os credores do fallido Jos Marlins Alves da
Cruz, e esle mesmo por si ou por seus procuradores,
compareram no dia 2 de marro prximo seguinle as
11 horas cm rasa da residencia do Sr. Dr. Francisco
de Assis de Oliveira Maciel juiz do commcrcio da se-
gunda vara, na ra eslreita do Rosario n. 31, para
se verificaren! os crditos aprcsenlados, se deliberar
sobre concordata, se for aprescnlada ou so formar
0 contrato de uuiito, e se proceder a nomeacSo de
administradores da casa fallida; ficando os credores
advertidos que nao serao admiltdos por procurador,
se osle nao apresentar procuracao bstanle com po-
deres especiaes para o aclo, c que a procuracao nao
pode ser dada a pessoa quo seja devedora ao fallido,
nem um mesmo procurador represeutar por dous di-
versos credores.
Becife 26 de fevereiro de 1855.O cscrvao iolc-
rino, Manoel Joaquim liaptista.
lie ordem do Exm. Sr. director geral da ina-
Irurcao publica, faro siber a quera convier, que esl
concurso a cadeira de inslrucrao elementar do pri-
meiro grao da villa de Serinhaem, com 60 dias de
prazo, coulados da dala desla.
Directora geral 2i de fevcrewo de 1855.Candi-
do Huslaquio Cesar de Mello, secretario.
OONSELUO ADMINISTRATIVO.
O com ho administrativo, cm cumprmeuto do ar.
ligo 22 du'regulamenlo de I de detembro de 1852,
faz publico que foram aceitas as propostas de J.
Sounii\ C.', Francisco Maciel de Souza, lzaac Cu-
rio & C.'', Tinn Mousen Ov Vinnassa, Anlonio Perei-
ra de Oliveira llamos, Ricardo de Freilas cv C., pa-
ra forneccrem : o 1., os medicamentos para a boll-
en do hospital regimcnlal na importancia de 3513120
rs. ; o 2., 475 pares de sapalosdc sola e vira, feilos
na'lcrra, a I5I8O rs.; o 3.", 792 varasde algodaosnho
a 205 rs.; o 1. 785 varas de brim branco liso, a 390
rs., 132 covados de casomira prcla para polainas a
1450 rs., 232 dilos de hollauda de forro a 90 rs.; o 5.
50 grvalas de ola de lustro a 380 rs., 700 boloes
convexos de metal bronzeado com o n. tO de metal
amarello, c de 7 Unhas de dimetro a 90 rs., 500 di.
tos de 5 Unhas a 70 rs.; o 6., 2 resmas de papel de
peso a 45500 rs., 3 ditas de dito almajo a 45000, 75
pennas de gango a20 o qnarteirao, 6 massos de o-
breias a 60 rs., 2 caivetes finos a 15000, 6 lapis fi-
nus por 220 rs., 2 garrafas de lna prela a 480 rs.,
1 tesoura de aparar papel por I5OOO rs. ; e avisa aos
supraditos vendedores que devera recolhcr os referi-
dos ubjeelosaoarsenal de guerra no dia l. de mar-
co prximo futuro.
Secretaria do conselho administrativo para forne-
cimenlo do arsenal de guerra 28 de fevereiro de
1855. Ilernardn Pereira do Carino Jnior,
vogal e secrclario.
O IUm.Sr. contador, servndo de inspector dt
thesouraria proviucial, manda fazer publico que do
dia 3 por dianle se pagara os ordenados e mais des-
pezas do me/, de fevereiro prximo findo.Secreta-
ria da thesouraria provincial de Pernambuco, 1
de maffodc 1855.-O secretario; Antonio Ferreira
d'Annuifii
AVISOS MARTIMOS.
Para o Porlo com escala pela ilha de S. Mi-
guel, segu cm poucos dias a veleira c bem conheci-
da escuna nacional Lindan, capilao Alcxandre Jos
Alves ; lem grande parte do seu carregamenlo: para
o resto, trala-so cora Eduardo Ferreira Hallar, na
ua do Vigario n. 5, ou com o capilao nj prara.
PAttA O RIO DE JANEIRO.
a barca brasilera Flor d'Oliveira, capilao Jos
d'Oliveira Lcile segu cora muila brevidade por ler
a maior parte do seu carregamenlo promplo : para
o resto da carga e escravos a frere, para o quo tem
exrelleules commodos, Irala-se cora o consignatario
Manoel A!ves Guerra Jnior ua ra do Trapiche n.
l. primeiro andar.
Ilcal companliia
de paquetes nglczes a
vapor.
No dia 2 de
marro, espera-
se da Europa,
um dos vapo-
res da realcuin-
panhia, o qual
depois da de-
mora do eos
luii'.e seguir
paransul : pa-
ra passageiros ele, Irala-se com os senles Adam-
ton Hovhc & C, na ra do Trapiche u. 42.
PARA O RIO DE JANEIRO
segu em poucos dias o brigae t'onceifo. espillo
AVISOS DIVERSOS.
ATTENQAO'.
Previne-se a toda as pessoas que ne-
gociam com relogios, o com espectalidade
aos Srs. relojoeiros, que deixem de eirec-
tuar qualquer negocio com um de ouro
patente siusso n. 27870, o qual foi furta-
po nesta typograpbia.
Roga-se ao Sr. C. R. P. que foi para o malo
em solembro de 1850, e mandou entregar a chave
da casa que morava em S. Jos, que qaando resse
fallara, e como j veio ha lempos, haja do appare-
cer na ra Velha n. 123, a negocio, ou annuncie por
estes 8 dias, alias se dir o negocio por esla folha.
A mesa actual da irmandade de N. S. do Ro-
sario do bairro da Boa-Vista, rae aulorisa que con-
vide a todos os irniaos prelos, para que no dia 4,
pelas 9 horas do dia, compareram no consistorio da
niesma, para a leilura da reforma do roinproraisso.
O escrivfloAntonio Joaquim da Trindade.
Na loja de Jos Alves da Silva Guimaraes, na
ra do Cabug, precisa-se fallar com os Srs. Anlonio
Marinho l-'alcflo, Carlos Jos Gomes de Oliveira e
Angelo Custodio da Luz ; por se ignorar a sua mora-
da, ho o motivo do presente.
Jos Gomes da Silva Saraiva faz ama viagem
ao Para.
O Sr. Franklin Amcrico Eustaquio Gome* ve-
tilla concluir o negocio na ra do Crespo n. 15.
SimiSo Pereira de Castro d dinheiro a juros
em pequeas porriies, com penhores de ouro : quem
quizer, dirija-so sua casa, na ra de Hartas n. 49.
Roga-se ao ntm. Sr. Manoel Rodrigues do
Pasto e os Srs. cadeles Rodolpho de Bulhese Fran-
cisco Maria de Almeida Seixas,'de apparecerem na
ra da Aurora n. 32, loja, para negocie.
Laurentine Jos Victoriano de Borhi, lendo
deixado do ser caixeiro da cata commcrcial do Sr.
Joaquim Baplisla de Araujo, desde o ultimo de fe-
vereiro prximo findo, por ler conseguido arruma-
rao mait vantajota, serve-sc desle meio para palen-
Icar ao mesmo Sr. Araujo, o quanlo Ihe be obrigado
pelo bom acolhiracnlo, e maneiras cavalheiras com
que sempre o Iralou duraute o lempo que se'eooser-
vou em sua casa.
Na loja do modas de madiroe Millorha Buet-
sard, aterro da Boa-Vistan. 1, alm de era sorlimen-
lo completo de objectos para enfeilar vestidos, tem
fiara qunresma, grozde imples, chamalole, crep, fi-
los de seda, e de algodao, bicos, rendas, manas de
bico para cabera, luvas de malha finas, trancas, fi-
las, franjas etc.: qne se vendern muilo ora "conla.
Na noile de qoarln fer para quinta, 1. de
marco, perdeu-se urna escusa do imperaes mari-
nhelros, e o titulo de ama condecorarlo : quem a
adiar pode levar na ponte provisoria do Recife, a
seu dono o cx-soldado da mesraa arma Lino Anto-
nio, que ser gratificado.
O Dr. A. A. Xavier de Brito, medico, reside
na rna Nova o. 69, onde pode ter procurado para o
exercicio de sua profissao.
*-a* **<*
9 u. Thercza Alejandrina de Souza Bande- V
5f ra, professora particular, lem accrescentado 0
9 aos ensuios de primeras lellras, costura o va- 9
9 ros bordados.mais dous: msica e grammali- 9
9 ca : se alguem quer servir-te de seu presU- 9
9 mo, podo dirigir-te ao pal* do Paraizo, pri- -
9 meiro andar, unido a igrea.
@9 9--9 8 999>
A pestoa que liver urna imagem da Senhor da
Couceiao do tamanho de om palmo, tem incluir
pean ha, que a queira trocar, annuncie por esle Da-
no para ser procurada.
AVISO AOS SENHORES ACADMICOS.
Na corheira da ra do Canon. A. por dclraz do
convenio do Carmo ha bont carros envidrataadon
c por pre^o commodo para alagar por mez, para
conduzir os Srs. cstudantes para a academia : quem
quizer dirija-se a mesma cocheira, quo achira com
quem tratar.
O capilao da galera americana Finlande de-
clara que nao se respiinsabilisa por divida alguma
feila por gente de sua tripularse.
Perdeu-se na eslrada da idade da Victoria ao
Recife urna lellra de 1009000 rs. acceita por Ignacio^
Paulino da Cimba Sonto, e vencida no ultimo de
dezembro de 1812, favor de JoSo Alexandrc Cr-
rela Lima : quem a achoo queira fazer o -favor do
restituir ao Sr. Alexandrc Bezerra de Albuquerque
Barros, de cujo poder foi perdida', lendo-lhe sido
dada para cobrar pela viuva e filhos do mesmo Pau-
lino; adverlindo-so qae a lettra venca o premio de
dous por ccnlo ao mez.
Jos Pinto de MagalhacsAC. teem mu-
dado sen cstabelecinnento de tarros fne-
bres da ra Augusta, para o pateod Pa-
raizo casa n. 10, outi'ora de Francisco
Lucas Ferreira, alii osencontrarao promp-
tos a oinecer carros funeb'cs de primei-
t a a piarla ordem com todos os pannos
c adornos recommendados no regulamen-
to do cemiteria i taiulwm 'ornece carro
de passeio, cera, arniacao, msica, guia
etc., espera bem servir aquella* pessoas
3ue sedignarem procura-lo ; a actividade
oannunciantc lie conliecida por muita
gente: no mesmo estabclecimonto alu-
gam-se caixOes e vendem-te mortallias
de pinho.


MUTILADO

ILFRIVFI


UIMIIIU UL I fc.llllAHIUUUV, VbAiH
UHIH M l*fc IHPML
eisa-se lugar urna escrava de Iioa couduc-
i \ ico interno e exlerno de nina cusa
aniilia ; paga-se bem i na ra do Hospi-
cio
Prccisa-se ctunprar 10 duzi.n de tabeas de as-
soalho, de amarillo, e 10 ditas de dilas de louro,
Indo de ba qualidade ; quem pretender vender,
pode diriuir-se praca do Corpo Sanio n. 6, escrip-
lorio.
Dcsappareocu ou Curiaran) no da 28 de fe\c-
rciro prximo passado. do pateo ravallu com os signaes segurles : quartau em
rao, rodado-escuro, cauda aparada e gordo ; sendo
(pie apparcra, levem-o a rua Direila n, 16, taberna
de loito liaplista de Barros Machado, ou ao seu do-
no, Esleviio Uodrigues da Silva, cm Dous-Bracos de
Cima.
OITcrcce-sc ora rapaz de 16 a 18 annos, clic-
gado lia pouco do Forln, para eaiseiro de taberna,
da qual tein al^uma pralica. O mismo acha-se ar-
rumado, e romo Ihe nilo convenha a arrumarlo, de-
sejava acliar oulra mellior, dando fiador a sua con-
ducta : quem o pretender, amiuucie.
Jos da Silva Campos e Joaquim Comandes da
Silva Campos dssolveram amigavelmenlo a sncidade
que linliam na loja de fazendas, n. 12, da rua do
Crespa, e que gyrava com a firma do Jos da Silva
Campos & Companhia. sendo que na mesma loja
continua o segundo, Joaquim Fernindes da Silva
Campos, de sociedade com Joao Alaria Cordeiro Ci-
ma, formando a firma Campos & Cima, que Cica res-
ponsavel pelo passivo da evlincla firma, assim como
sobrogada cm to das dividas activas, que Coram incluidas na venda,
quede sua parle fez o primeirn. Recite Io de mar-
co de 1855. Jos da Silva Campos. Joaquim
Fernandes da Silta Campos.
.lo i as as tnais modernas.
Os abaiio assignados, douos da loja de ourives, na
rua do Cabuga n. II, confronte ao paleo da matriz e
rua Nova, fazcm publico, que estilo recehendn con-
tinuadamente muilo ricas obras de ouro dos melho-
res gostoa, lano para senhora* como para homens e
meninos ; os precos conliuuam mcsino baratos como
tem sido, e passa-se conlas com responsabilidade,
especificando a qualidade do ouro de 11 ou 18 qui-
ciales, Creando assim- sujeilos o%jnesmos por qualquer
duvida.Scraphim & IrmOo.
-- O cauleiisla Antonio Jos Rodrigues de Souza
Jnior tem resolvido daqui en dianle. vender a
suas cautelas e buhles aos precos abaixo declara-
dos, obrigando-se a pagar por inleiro sem o descon-
t dos 8 % da le, os premios grandes que ecus billie-
les e cautelis obliverem.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 RUA DO GOLMWIO 1 ASTDAft 26.
O Dr. P. A. Cobo Moscozo di consultas homeopalhicas lodos os dias nos pobres, desde 9 horas da
manhaa aleo meio dia, c em casos extraordinarios a qualqucr hora do da ou noite.
Ollerece-se igualmente para pralicar qualquer operario de cirargia. e acudir promptamente a qual-
quer mulherque cslcja mal de parlo, e cujas circurostaueias nao pernnllain pagar ao medico.
10 COllLTORIl) DO' DR. P. A. LOBO MOSCOZO.
25 RUA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUINTE:
Manual completo de meddicina homcopalhica do Dr. O. H. Jahr, traduzido em por
tugue/, pelo Dr. Mbacozo, qualro voluntes encadernados em dous e acoinpanhadode
um diccionario dos termos de medicina, cirargia, anatoma, ele, ele...... 209000
Esta obra, amis importante de todas asquclralain do eludo e ortica da liomenpathia, por ser a unir
queconlm abase fundamental d'esla doulrinaA PATHOGENESIA OC EFI'El TOS DOS MEDICA-
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SAU DEconhecimentos pie nao podem dispensar as pes-
soas que se querem dedicar pralica da verdadeira medicina, interessa a lodos os mediros que quizercm
experimentar a doulrina de Ilahncmann. e por si mesmos se convenceren) da verdade d'ella: a lodos os
fazendeirosesenhores de engenho que estao longe dos recursos dos mdicos: a lodosos capilaes de navio,
que urna ou oulra vez nao podem dcixar de acudir a qualquer iucommodo scu ou de seus tripulantes
a todos os pais de familia que por circumstancias, que ero sentpre podem ser prevenidas, sao obriga-
dos a prestar in continenli os primeiros soccorros em suas eufermidades.
O vade-mecum do homeopalha ou Irsduccao da medicina domestica do r. Merina,
obra lamben) til as pessoas que se dedican) ao esludo da homeopalhia, um volu-
nte grande, arompanbado do diccionario dos termos de medicina...... 105O00
O diccionario dos termos de medicina, cirurcia, anatoma, etc., ele., enrardenado. 39000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo sesurn na pratica da
homeopalhia, e o propriclario dcsle eslahelecimenlo se lisongeia de Ic-Io o ruis bem montado possivcl c
ninunem duvida boje da grande superioridade dos seus medicamentos.
Boticas a 12 lubos grandes.....................
Boticas de 21 medicamentos em glbulos, a 109, 123 c 153000 rs.
Dilas .1(1 dilos a..................
Ditas 18 dilos a............. ...
Dilas 60 ditos ................
Ditas 1li dilos a..................
Tubos avulsus.........................
Frascos de meia 0115a de lindura. .'.................
Dilos de verdadeira lindura a rnica.................
Na mesma casa ha semprc i venda grande numero de lubos de rryslal de diversos lamanhos,
vidros para medicamentos, e aprompla-se qualquer eucommenda de medicamentos com toda a brevida-
de e por precos muito commodos.
Bilbetes inleires 69500 Recebe jHWOStKIO
Meios bilhelcs 29800 i> - 2:5003000
Quartos 19440 1:231>!JOOO
llilavos 720 6259000
Decimos 600 w 5003000
Vigsimos U20 2503000
B9OOO
909000
259000
3O9OOO
6O9OOO
19000
23000
29000
E por isso acaba de expr venda as lojas do cos-
tume, os seus billieles e cautelas da 1.a parte da 5.
lotera do Rosario da Boa-Vista, cujas rodas andan)
inCallivelmenle a 10 do correle.
LOTERAS d provincia.
Acham-se venda os bilbetes da 1. parle da .V
lotcria a beneficio da igreja de N. S. do Rosario da
Boa-Vista, nicamente na Ihesouraria das loteras,
na roa do Collegu n. 15, e corre imprelerivlmeule
uo dia 10 de marco.O lliesoureiro,
Francisco Antonio de Oliceira.
MECHASISMO PARA EBSE-
HHO.
NA FUNDICAO DE FERRO DO ENGE-
NUEIRO DAVID W.ROWNIAN. NA
RUA DO BRUM, PASSANDO O C1IA-
FARIZ,
ha sempre um grande aorlimenlo dos seguinlcs ob
de merhanismos proprios para engeulios, a sa-
! moendas e meias moendas da mais moderna
construeco ; laixas de ferro fundido batido, de
superior qualidade, c de todos os lamanhos ; rodas
dentadas para agua ou animaes, de todas as propor-
eOes ; crivos e boceas de fornalha e registros de hoei-
ro, aguilli6Cs,bronzes parafusos e cavilhocs, moinho
de mandioca, etc. etc.
NA MESMA FUNDICAO
e exerulam lodas as encommendas com a superiori-
dade ja condecida, e com a devida presteza e cummo-
didade em proco.
CHAROPE
DO
BOSQUE
O nico deposilojconlina a ser na bolica ie Bar-
tholomeu Francisco de Souza, na rua larga do Rosa-
rio n. 36; garraCas grandes #300 e pequeas 35OWI.
IMPORTANTE PARA 0 PUBLICO.
Para cura de phlisica em lodos os seus diflercnles
graos, quer motivada por conslipanles, losse, aslh-
ma, pleuriz. escarros de saugue, dor do costados e
peito, palpitarlo no coraco,"coqueluche, bronchile,
dr una garganta, e todas as molestias dos orgaos pul-
mouares.
Deseja-se saber noticias dos Srs. Manocl Sim-
plicio Correia Leal, Miguel Ferro Copes, ilcnrique
Manocl Malheiros de Mello, Jos Joaquim Eufrasio
da Cruz, Francisco Manocl de Figueiredo, Antonio
Jos Ferreira Viaona,Tlenrique de Araujo Jordao
c Jos Vicente Le3o : quem soubtr desles senhores
tere a bondade aununciar, ou dirigir-se i rua do
Vigario n. 17, que se agradecer muito.
Offcrece-so um rapaz porlugucz para ca.veiro
de taberna ou oulro qoalquer eslabeleeirnento, para
tomar conla por balanro ou sem elle, para o "que tem
bastante pralica : quem do seu presumo se quizer
ulilisar, dirija-se praca da Independencia n. 10,
das 0 em dianle, que acharacum quem tratar.
Andr Altes da Fonseca Jnior, professor par-
ticular de inslrucraj elementar, avisa ao respeilavel
publico, e com especialidade aos pais de familia,
que mudou a sua residencia da rua da Alegra para
a rua do Hospicio, casa n. 17, onde tem a sua aula
em exercicio, e contina a roceber alumnos exter-
nos, meio pensionistas e pensionistas inteiros, por
mdico prec,o.
Precisa-se de ojna ama fora ou escrava, ou
a'gum moleque que entenda de lodo o ser vico de
urna casa,que era bem pago conforme o seu servico:
na rua da Aurora n. 30.
Quem precisar de redes para despescar vivei"
ros, juntamente gente, ditija-se aos Afogadoi, Tua
Direila n. I;|.
SALA DE DAM.
Lniz Canlarelli participa ao respeilavel publico
que a sua sala do emino na rua das Trincheiras u.
19 se cha aborta lodas as segundas, quarlas e sextas
desde as sele horas da noile al as nove : quem do
seu presumo se quizer ulilisar dirija-se a mesma
casa das 7 horas da manhaa ale as 9. O mesmo se
offerece a dar lines particulares as horas couvencio-
nadae.
O Sr. Joao Antonio de Miranda,
nueira ter a bondade de apparecer na rua
do Collegion. 15, agencia de lcilocs, a ne-
gocio de sen intetesse.
MASSA ADAMANTINA.
Rua do Rosario n. 36, segundo andar, Paulo Gai-
gnoux, dentista francez, chumba os denles com a
masa adamantina. Essa nova c maravlbosa com-
posirao lem avantagem de encher sem prcsso dolo-
rasa lodas asyanlracluosidades do denle, adquerndo
cm poucos instantes solidez igual a da pedra mais
llora.o promette restaurar os denles mais estragados,
com a Corma e a cor primitiva.
Casa de consignarlo de cscravos, na rua
dos Quarte n. 24
Compram-sc e recebem-se escravos de ambos os
sexos, para sevenderem de commissilo, lano para a
provincia como para Cora dclla. offerecendo-se para
sso toda a segurauca precisa para os dilos escravos.
O Dr. Dias Fernandes, medico, pode ser pro-
curado a qualquer hora do dia para os diflercnles
ramos de sua prolissao : na rua larga do Bosario
n. 38.
Precsa-se de olliriaesde cbaruleiro que (r-
halhem soffrivel : cm Oliuda ladeira do Varadouro
casa n. 38.
l'recisa-sc alagar um pretopara ser-
viro de casa de liometn sollairo: na rua
do Trapiche n. 16.
COMPRAS.

m .'IBLICACAO' DO INSTITUTO HO #
HEOPATIIIGO DO BRASIL. J
W TIIESOUKO 1IOMEOPATII1CO P
OU ($)
m VADE-MECUM DO |
@) 1IOMEOPATI1A. fj)
j) Melhodo conciso, claro e seguro de cu- H
a*, rar homeopathicamenle lodas as molestias 7a
V' que affligem a especie humana, e part- w)
( cularmrnte aquellas que rrinam no Bra- (
^- til, redigido segundo os melhores Irala- 2
'W dos de homeopalhia, tanto europeos romo (''
^j americanos, e segundo a propra experi- (f>
25; enca, pelo Dr. Sabino Olegario Cudgero W
Pinho. Esla obra he hoje reconhecida co- (&
rao a melhor de todas que tratan) daappli- /j*
caeflo homeopalhica no curativo das ino- yr>
(&l leslias. Os curiosos, principalmente, nao Ifk
podem dar um passo seguro sem possu-Ia e 22
consulta-ln. Os pais de Camilias, os seulio- x^
^j res de engenho, sacerdotes, viajantes, ca- (rf)
?Jk pitaes de navios, sertanejos etc. ele, devem ^T
^) te-la i mao para occorrer promplamentc a ($y
^k qualquer caso de molestia. /
j? Dous volumes em broclmra por 11)3000 "'
() encadernados 11-oun (fj
(/ffk Vende-se nicamente cm casa do autor, />*
*?' no palacete da rua de S. Francisco (Mun- w)
A do Novo) n. 68 A. ft
Traspassa-sea chave da loja da rua da Cadeia
do BeciCe n. 18 : trata-se na mesma rua, loja n. 23.
Nao se lendo ultimado o negocio sobre a ar-
maco ila lujada rua do Collegio n. 16, scienlilica-se
aos mais pretendentes, que Iraspassa-se as chaves com
a mesma armaran, nicamente pelo aluguel que se
paga ao proprielario, ou vende-se, como melhor Ihe
convier : na rua do Ouennado n. -12, loja de fazen-
pas.
Compra-se um eslojo com carlera o um relo-
gio de ouro patente inglez dos mais modernos : na
rua Direila n. 17.
Compram-sc 10 canoa) de ara para a Capun-
ca : a Iratar 110 armazcm n. 13 da rua Azeilc de
Peixe.
Compra-se urna escrava do 20 a 26 anuos de
idade, sem achaques e vicios, mesmo sem hahilida-
de alguraa : a tratar na rua Velha, taberna 11. 670.
Compra-se um cavallo : quero tiver e quizer
vender dirija-se a rua dos Marlyrios, sobrado pegado
a igreja, primeiro andar.
Compra-se urna grammalica Cranceza do Bour-
gain. anda mesmo asada : na rua do Queimado
n. 15. v
Na'|rua larga do Bosario n. 38, compram-sc
escravos de ambos os sexos, preferindo-sc os de ida-
de de 12 a 25 annos, e os que liverem oflkios, qual-
quer que seja a idade, nao se ni bando a preco.
VENDAS.
Com pequeo Ion tria.
Pecas de mad.polio a 2.">5tK|H0OO : na na do
Crespo, luja da esquina que volla pira a cadeia.
Cobertores escuros e brancos.
Na rua do Crespo,loja da esquina que volla para a
cadeia, vendem-ae cobertores escuros, proprios para
escravos. 720, ditos Brandes, bem oucorpados, a
8288,dilos brinco*a 19200, dilos com pello imi-
tando os de fia a 13280, ditos de laa a 2S00 cada
ora.
Para a qttaresmn.
Sarja prela besponliola de primeira qualidade, sc-
lini prelo iniiili) superior, casemira pela Cranceza,
dila setim, velludo prelo superior, panno prelo mui-
lo fino,mn lustre c prova do liuiilo, c deoulras qua-
liilades mais ahaixo : vend. 111-se na rua do Crespo,
loja da esquina que volla para a cadeia.
Vende-se um relogio de prala, suis-o, borison-
tal.com Iranceliin e chave de miro, por preco enm-
modn : quem prcleuder, diiija-se a esla Ivpogra-
pbia.
Vehdem-sc 2 luciros de S palmos de compridn
cada om,"forrado de papel piulado, prnprio para al-
faialc : pessoa que quizer. dirija-fe rua larga do
lio-ario n. 16, primeiro andar.
Vendcm-sr 2capados grandes c muilo gordos,
proprios para rancho de navios: na rua da Cruz do
Rccife n. 50.
Vende-se a loja de calcado, na rua Direila 11.
18: a tratar na mesma loja.
Vendem-se 2 carros pinito fortes, de pretos
carrcuarem Cazendas, por preco comiuodo ; na rua
Nova, loja n. 67.
HE MUITO BARATO.
Nos qualro cantos da rua do Oueimado 11. 20, ven-
dein-sc pecasde algodao e de madapoln, de boa qua-
lidade,, com pequeno loque de avaria. por preco
muilo commodo ; aprovetem a occasnlo que estao
no resto,
Vende-se nina formidavel crnica con) um hoi
crioulo, muito bom, propria para um sitio, cocheara
ou para outro qualquer servico que queiram lazer
com ella, por um proco muilo commodo : na rua do
Pires 11. 28.
Vcndc-se nma morada de casa lerrca de bon
commodos, com quintal do arvorrs fructferas, na
rua do Bumfim, na cidade de (llinria ; quem a pre-
lender, procure a sua proprielaria. na mesma cida-
de de Oliuda, lado esquerdo de S. Pedro Novo, casa
n.-'i.
No aterro da Boa-Vista n. 53,
vende-so um carro novo em
branro, com qualro assenlos e
de novo modelo.
\cnde-se urna negrinha do idade 8 annos,
cum principio de'eostnra : quem precisar dirija-se
a rua da Cruz n. \ segundo andar.
ATTENCA'O.
Na laja da Estrella da rua itoQaeimada n. 7 ven-
demsc s segiiinles Cazendas para liquidar, crlesele
casemras ile cores para calcas a $$500, corles de
brlm de linho decores para calca a 19800, chapeos
de :iiassa Craucezcs muilo modernos a 69000, pali-
tos de alpaca meselada muilo modernos a 65000,
madapolao muilo lino a :!.yslK) c 4^000, e oulr.is
mnilas fazendas que os fregue/.cs, vendo os precos,
nao deixarSo de compiar.
LIQUIDACAO.
Corles de cassas francezas bonilos padres com 7
o 1|2 varas a :i>60Oo corle, manteletes prelos e de
cores, muito modernos a IJfci rs.. romeiras de fil de
linho bordadas dos melhores goslos que tem apare-
cido a 38800, meias de lio da Escocia muilo linas
para senlioras a 600 rs. o par. lencos de rassa bran-
cos com barra de cor a 110 e ISO rs., e outros mui-
los objeclos que se vcndein para liquidar conlas por
precos commodos : na rua do Uueimado 11. 7 loja
da estrella.

J. JA* DENTISTA, %
continua a residir na rua Nova n. 19, primei- @
ro andar. 5.7
Extraviou-sc d'entre o tato do abai-
xo assignado, vindo do norte no vapor
Imperador, um pequeo bah forrado de
inarro(|uim com orelbas de couro, e co-
berto de pregara de'metal; suppoe-se
(|tte no desembarque, elle losse contundi-
do nos objecios de algitm outro passagei-
ro : quem pois o tiver em seu poder, ou
delle souber, queira dirigir-se a rua do
Rosario largan. ,">G, quarto andar, a en-
lender-se com Domingos Antonio Alves
Ribeiro.
Aluga-se urna boa casa na Capunsa com um
pequeno sitio e varios ps do frutos : a fallar na rua
do Cabuga', loja de Joaquim Jos da Cosa Fajozes.
Perdeu-se no diasabhadn 2i do correnle urna
letra da quanlia de 9229300 sacada pelo Sr. Delfino
lioncahes l'ereira Lima enllocada pelo mesmo Sr. e
aceita pelos senhores Joaquim Filippe da Cosa e
J0S0 Marlint de Barros : roga-se a quem a tiver a-
rbado restilua ao abaixo assimindo, na rua da Madre
de Dos n. 22, que ser generosamente recompensa-
da, adverle-se que os aceitantes c sarrador ja le a-
cbain prevenidos, Antonio Jase da Silva.
A nova casa de pasto da rua das Cruzes 11.
39, avisa a lodos os fregne/.es que lem (oda a qua-
lidade de comidas, caf, cha' e loda a hora do dia, e
da' atancos o janlares para fiira. Tamben) ha mao
do vacca lodos os domingos e dias Sanios.
Alusa-se um sitio com cxccllenle casa demo-
rada, tslribaria e cocheira, cora boa.agua de beber,
c muilo perlo da cidnde por ser na Iravessa de Joflo
1 ernande- \ leiraj por delraz do sitio do Sr. Fran-
cisco aVpiol; U. I.ins, Mangninho : a tratar na
rua da Cadeia do Recite o. 51, com M. J. do Pa-
raazo.
Precisa-se de um prcto captivo para o servico
de una casa : na estrada de Joao de Barros, ua So-
ledade, o. 7.
0r. Joiio Nepomuceno Ferreira
de Mello, que mora para o Salgadinho,
queira mandar receber urna encommen-
da na livrari n. t e 8 da praca da Inde-
pendencia.
PERIDICO DOS POBRES-
Acba-se aberta a assignatura para esta
folha que se publica, escripta por mui
babeis pennas, no Rio de Janeiro, c sob
a direccao de A. M. Morando ; ja' conta
seis annos de existencia e sempre ha go-
zado de toda a estima. tanto na corte como
em todas as provincias. Assigna-se na li-
vraria da prac/i da Independencia n. 6 e
8 por 2s000 por trimestre, 4jj000 por se-
mestre, e 8.S porumanno: convida-sc aos
amantes da leitura para que venham as-
signar ate a ch|gada do Imperador, que
se espera do norte, a(im de recebci em a
colleccaQ no primeiro vapor.
O Sr. Marcolino Alves Cavalcanti C egundes,
natural do Crato, (Cear,) (em urna carlu na loja do
aterro da Boa-Vista n. 48.
AULA DE LATIM.
,-0 padre Vicente Ferrer de ALbuquer-
epte nittdou a sita aula para a rua do Ran-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos e externos desde ja' por m-
dico preco como he publico: quem se
quizer utilisar de seu pequeo prestimo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer iiora dos dias uteis.
RggSSKS $*
DENTISTA FRANCEZ.
0 Panlo (iaignoui, estabelecido na rua larga
{J do Bosario n. 36, sesnmlo andar, enlloca den- 0$
tes com gengivas artiliciacs, e dentadura com- Sj)
pela, ou parle dclla, com a prcsso do Ir. A
^ Tambem tem para vender agua dentfrico do
jp) Dr. Fierre, c p para denles. Kna larga do
$) Rosario n. 36 sesundu andar. g^
las es@s
Novoslivros de homeopalhia uiefranccz, obras
lodas de summa importancia :
llalincmann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
lumes............ 205000
Tesle, iroleslias dos meninos.....(000
Her ns, homeopalhia domestica.....7&IKI0
Jahr, pharmacnpa homeopalhica. 6.J000
Jahr, novo manual, 1 volumes .... 16?0(KI
Jahr, molestias nervosas.......6gotH)
Jahr. molestias da pclle.......85000
Rapen, historia da homeopalhia, 2 volumes I65OOO
llarllimanu, tratado completo das molestias
dos meninos..........IO9OOO
A Tesle, materia medica homeopalhica. 8>00i)
De Fayolle, doulrina medica homeopalhica 7^000
Clinic.i de Slaoncli .......6S000
Caslin:, verdade da liomeopalhia. I5OOO
Diccionario de N\slcn.......103000
Attlas -rompido de anatnmia com bellas es-"*!
lampas coloridas, cnnlcndo a descripcao
de lodas as partes do corpo human 30*000
vedem-sc todos estes livros no consultorio homeopa-
Ihico do Dr. Lobo Moscoso, rua do Collegio 11. 25,
primeiro audar.
Na rua da Senzalla Velha n. 81 precisa-se de
um amassador.
v Alu2a-sc o armazem n. 30 da rua cstreila do
Rosario : a tratar na rua do Collegu n. 21, segundo
andar.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Ainda existe um pequeno numero de
bilbetes da lotera 21 das casas decaridade
nos lugares ja'sabidos, as listas esperam-
sc a ." inlalivelmente pelo TOCANTINS :
os premios so pagos logo r[ne se izer a
distribuicao das mesmas listas.
Arrcnda-se o bem mohecido silio da Passasem,
que Coi do Callecido Antonio Teizeira Lopes, com
grande sobrado para raorar-sc, viveiros e terrenos
para sustentar 6c mais vaccas de leile, por 3 e mais
annos; e o primeiro andar da casa da rua da (Juia
n. 5 : a tratar na mesma casa da rua da Guia, se-
gundo andar, das 6 as D horas da manhaa, e das 4 da
(arde em dianle.
CARTA A ENTREGAR.
Na rna do Collesio n. 23. segundo andar, ha urna
caria viuda de f.aruan'i pavaoSr; Jos Casiano Bau-
tista dos Santos.
AL1ANAK PARA I8>3.
Sahiram a' luz as i'olhinhas de algibei-
ra com o almanak administrativo, mer-
cantil, agrcola c industrial desla provin-
cia, corrigido c accrescentado, contundo
100 paginas: vende-se a 500 rs., na li-
vraria 11. e 8 da praca da Indepen-
dencia.
ORLEANS DE L1STRA DE SEDA.
<00 r. o covado.
Vendem-se na rua do Queimado, loja n. 17, de
I-aria & Lopes, para liquidarlo de conlas.
MELPOMENE DE LAA' DE QUADROS.
r.OSO ESCOCEZ
A 400 rs. o covado.
Vende-se para ultimado de contas : na loja de
Faria BRAZELEZA PARA VESTIDOS
DE SENHORA
A OVO RS. O COVADO.
Pelo ultimo vapor vindo da Europa, cliegoii urna
fazenda nova le furia-cores, lecida de seda e laa. de
quadros e de lislras. propria para vestidos de senta-
ra, a qual fazenda chamam ou intitulan) em Londres
por Brazeleza, aonde na presen le csla^ao he a fazen-
da da moda : vende-se nicamente na loja 11. 17 da
rua do Queimado, ao p da bolica, pelo barato pro-
co de 610 cada covado.
FAZENDAS FRETAS BARATAS
PARA HOMEXS E SENI10RAS.
Na rua do Queimado, loja n. 17, vendem-sc as sc-
guiules fazendas prclas para bomens e senlioras:
corles de casemras prelas linas a ,>->>0, panno pre-
lo lino, de cores firmes, a 3, i c .V5OOO, e muilo fino,
de prova de luna", a 6 e 75000 o covado, sarja prela
hespanhola verdadeira, grosdenapolc prelo liso, se-
tim prelo de Macao, seliin prelo lavrado,I velludo
prelo porlugucz do melhor, chamalolc adamascado,
alpakas de lustre finas, ludo por preso muilo cm
conla.
CORTES DE UNA BE
ALGODAQ ESCOGESA
A TRES MIC E DL7.ENT0S:
na loja da rua do Queimado n. 17, ao pe da bo-
lica.
TARLATANA ESCOCEZA
A GjjoOO rs. o corte
Vondem-se na ruado Queimado, loja n, 17, ao p
da botica, os modernos corles de vestidos de tarlala-
na de seda esroceza, com 8 1|2 varas cada um, de
padrees novos c lindas cores, u &5500.
PARA SEMIOBAS.
Chegou i loja de miudezas da rua do Collesion.
I. um grande sorlimenlo de Icques prelos a 300 rs.,
ditos de cores a 610 rs., I~, fc}, .",3 e 63 rs., e
um novo jogo que os Rama joajana quando eslao cm
dcscanco a 1JO00 e l&jOO rs.,~ ludo islo se vcude
barato para acabar.
Cheguem depressa ao n. 39 da
rua do Rosario larga.
Vende-se urna grande porrao de feijao
mulatinho novo, em alijueires ou por
junto, aflianea-se a boa qualidade.
\a ruado Trapichen. 1G, escriptorio
de Rtandera Urandis&C, vende-se por
precos razoaveis.
Lonas, a imitacSo das de Russia, de
muito boa qualidade.
Papel para imprimir, lormato grande e
pequeo.
Papel de cores em cairas sortidas, mui-
to propriopara torrar chapeos.
Papel altnaco e de peso, branco e azul,
de boas qualkades.
Graxa para arreios de carro.
Candelabros de 6 luzes de feitto ele-
gante.
Tapetes finos.
Alvaiade de zinco muito superior ao al -
vaiade commtim. com o competente sec-
cante.
FARINIIA DE MANDIOCA.
Vcnde-sc saccas grandes com r.ttito su-
perior familia de mandioca por preco
commodo: no armazern n. 1G do becco
do Azeite de Peixe; ou a tratar com Anto-
nio de Almeida Gomes &C, na rua do
Trapiche Novo n. 1G, segundo andar.
Vende-se urna das melhores lojas de
lotira da rua Nova: a tratar na rua do
Cabuga', loja de miudezas de 4 portas.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora em Santo
Amaro, c imljcm no DEPOSITO na
rua do Brum logo na entrada, e defron
te do Ai*scnal de Maiinha ha' sempre
um grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, c fundas ; e em ambos os logares
e\istem quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. O*
precos sao' os mais commodos.
Vende-se muito bom lcile : na rua Direila n.
I2I, primeiro andar.
.BAREGE DE SEDA DE CORES.
Vende-se barege de seda de cores, proprio para
vestidos de senbora a 700 rs. o covado. indiana do
seda de quadros larcos a7.j() o covado, luvas de seda
bordadas, cor de palha, brancas c pretas a 1^280 :
na rua do Queimado, loja n. 40.
ESTERCO.
Baaarn do mamona : acha-se na fabrica de oleo
da rua dos Guararapes, por preco commodo : d
bom resollado no capitn c nas borlas.
Vende-seUina escrava de meia idade, um alias
geographico com ,17 cartas, por Vaugondy, urna se-
creta : na ilharga do Rosario, taberna n.'l.
Vendem-se 200 Iravcs de qualidade superior e
de louro. de in a ."in palmos de comprido, e 100 cn-
chanisj de louro : os irelcndenles dirijam-sc a An-
tonio Ccal de Barros, na rua do Vigario u. 17.
Albaneza.'
Chegou nova porco deesa econmica fazenda pre-
la, com 6 palmos de largura, a,000 rs. o covado. pro-
pria para vestidos, maniilhas.vragcs de cleriaos e
religiosos, o nutras muitas obras : na rua do Quei-
mido ii. 21, loja de J. 1'. CesarJ
Casemras baratas.
A 3?>500, corles de casemras de core--, c a 63J00
casemira prela lina : na rua do Queimado n. 21.
Para acabar.
Rascados franeczes largos a 180 rs. o covado, corles
de vestidos do cassa com barra a liJliO, cobertores
de algodao de cores muito encorpados e srandes a
lfOOO, e cassas francezas finas e livas a 320 o cova-
do : na rua do Queimado, loja n. 21, de J. 1*. Cesar.
Charutos varetas c de S. Flix.
l'ela sumaca Ilorlcncia, chegada ullimamcnle da
Haba, vicrain superiores charutos varetas e de S.
l'eliv. os quaes se vendem na loja de fazendas, na
rua do Queimado n.!), de Azevedo & Carvalho.
Luvat de pellica pretas
proprias para senlioras e meninas, por serem de mao
pequea, a 210 a duzia de pares.
Na rua do Crespo, loja amarella n. -i-,
vendem-se camisas finas francezas, brancas c de co-
res a 2500 cada uma.dilas brancas de Italia a 2JOO0,
palitos de bomhazim prelo c de cores, c palha da
China a 7S e 103000, ditos de panno de cores e pre-
lo a 159000, duzia de toalhas de liuho para limpar e
ros lo a 89000.
Na rua do Crespo, loja amarella n. 4,
vendem-se peras de madapolao fino rnfesladn, de 12
jardas, a 28600, cliilas finas francezas, de cores (xas,
a 210 o covado, cambraia franceza de cor, de or-
gand, a OOrs. a vara, c oulras inultas fazendas,
por mdico preco.
Vcndc-se muilo cm conla um vestido de sarja
prela, do uso, para quem for alia c gorda : na rua
Imperial n. 189.
Vende-se urna taberna na rua da
Senzala-Velha n. 15, com poucos fundos,
ivre edesembaracada de todo o activo e
passivo perlencenle a ella, e fa/.-se nego-
cio a dinheiro ou a przo conforme o com-
prador: quem a Rreteidei dirija-se a rua
da Cruz do Ueeite;ta..8, segundo andar,
que achara' eoinquem tratar.
Farinha de mandioca.
Vende-se saccas grandes com farinha :
no armazem de Jos Joaquim l'ereira de
Mello no caes da alandega, e para por-
efles a tratar com Manocl Alves Guerra
Jnior, na rua do Trapiche n. 14.
FIMO EM FOLHA.
Na rua do Amorim n. 39 armazem de
Manocl dos Sanios Pinto, ha muito supe-
rior fumo em folha para fazer charutos.
Vendem-se apparelhos do porcelana delirados,
para janlar, por preco commodo : em casa de Tasto
I raos.
FAZENDAS PRETAS.
\ ende-se panno pretu muito lino a l|000rs. o
covado, corles de casemira prela setim a 5Vl) o
corle, setim prelo macno a 230O o covado, lencos
de setim prelo a 1>600 : na loja da rua do Queima-
do n. 10.
SETIM PRETO LAVRADO.
\ ende-sc setim prelo lavrado, guslo moderno, uros
de aples prelo o melhor po-sivel, setim pelo ma-
ro lizo, sarja prela verdadeira hespanhola, velludo
prela, alpaca prcta muilo fina, lodas estas fazendas
silo proprias para vestidos de senbora, e vendem-se
por barato preco e dao-sc amoslras cura pcnliores:
na loja da rua "do Queimado n. 10.
CRIMEA.
Chegou rielo ultimo vapor da Cumpa urna fazenda
inteiramente nova, goslo escossez, loda de seda, de-
nominada Crimea, pelo commodo preco de 1-^000 rs.
o covado : na loja da rua do Queimado n. 10.
SEDA ESGOSSEZA A 1,100 0
COVADO,
\ ende-se na loja da rua do Queimado n. M). sedas
escossezas, padrors novos, a 13100 rs. o covado.
CORTES DE ALPACA ES-
COSSEZA A 3,000 0 CORTE.
na loja da ruado Queimado n. 10.
TARL4TNA ESCOSSEZA.
Vende-se corles de larlalana escosseza a 6>i00 rs.
o corle : na loja da rua dolQueimado u. 40.
Sara prela a "2,S000 rs. ,
Vende-so sarja hespanhola muilo superior a '.foOOO
ra. o covado, merino selim a 25000 rs., pannos pre-
los de a>o00,10UO c 53000 is. e casemira prela,
fazenda nuil : na rua do Queimado n. 38, em frente
do berro da Congregado.
Aos senhores fumantes.
(iraudc sorlimenlo de charutos finos da Baha,
ios melliores autores, a saber : Caalube & Kilhos,
Brandan e antros, com os olulos de Lancetas, Ke-
callos, Cigarros de llavana, Kegallui, Emilios, Me-
lindres, Kesallia de S. Feliz, c militas oulras quali-
ihides por preo commodo: na rua estreila do Ho-
/.ario, deposito n. 45.
Vende-se um bom cavallo, muito forlc c man-
so : na rua do Queimado, segunda loja n. 18.
Chitas francezas largas a 180 rs. o covado.
Na rua do Crespo n. ">,vendem-se chitas francezas
largas de varios padres pelo barato prc^o de 1SII rs.
o rov.do. Tambem se vende lencos de cambraia de
linho pelo baralissiini) preco de 4?200 a duzia: ven-
de-se por este preco para acabar um eslu que an-
da existe.
Vndese superior rap de varias quali dados
Lisboa, Paulo Cordeiro, gaase grosso, meio grosso,
princeza do Rio : na praca da Independencia, loja
u. :.
Vende-seo|cimenlio Asuiar.mnenlecrorrente,
a margen) do rio Araripe lisiante da praca sele
leguas na freguezia de S l.ourenc i da Malla, com
Ierra sullicienlc para safrejar Ires mil pie*, c mais
se for possivcl : quem o pretender dirija-se ao seu
proprielario Antonio l.ourenro lavares no mesmo
engenho, que dando desubriga dos seus credores, fa-
ra negocio.
l.sUO.
lie chegado loja do (ardeal, na tua larga do
Itusario n. .'18, o famoso rape Paulo Cordeiro.
Vendem-se 2 bonitos garrotea e 2 vaccas, urna
com urna cra de pouco lempo e oulra prestes a pa-
rir : trata-se no aterro da Boa-Vista, taberna n. 2i.
Vende-se a colleccao das leis do ltrasil, desde
183S a 1S.V! ; na loja n. 8 da rua do Collegio: c bem
assim as leis systhcmalicas de \ erissimo.
Vende-se um bom moleque de idade 18 anuos:
na rua Direila n. 3.
A'S PESSOAS QUE PADECEM UE FBIALDADE
MIS I'E'S.
Na rua de Cabogs, loja de miuderts n. 1, ven-
dem-sc meias Je la.i de carneiro muito superiores e
por preco baralissimo para acabar, proprias para
quem padece frialdade na estarn do invern.
Ainda ciistc nina pequea porrao de saccas
com o encllenle feijao j,i bem conhecido, chegado
ltimamente do Araraly, por preco commodo : a
Iratar na loja de Antonio Lopes l'ereira de Mello (J,-
C, na rna da Cadeia do llecife n.7.
FRESGAES OVAS DO SERTAQ'.
Vendem-se muilo freseaea ovas do aerUo : na rua
du Queimado, loja n. 11.
Pannos e casemras prclas.
Pannos e casemras prelas de lodas as qualidades.
por preco commodo : na loja de Bezerra & Morcira,
rua do Queiniado n. iti.
Vcndc-se o ensenho Novo da Barra, distante
meia legua da cidade da Victoria, inocule e corre-
te, com proporcao para ser d'agua, com plaas fei-
las e boas Ierras para caima c roca, pudendo safrejar
2,000 pues : quem o prcleuder, dirija-se a casa da
viuva de Asoslinlio llenriquesda Silva, que dando
desobriga da casa far lodo negocio com o propric-
lario Joan Francisco de Araujo.
llenry Gibson, rua ila Cadeia do Kerife n. 60,
lem para vender os tegninlea arligos, os mais supe-
riores que vem para este mercado e por muilo bara-
to preco, para fcchamcnlo de conlas : lnha em no-
vcllos de lodos os sorlimcnlos, dila em carretel bran-
ca, dila em dilo surtida de cores, dila em dito pre-
la, dila em dito cor de chumbo, filas de laa sortidas,
dilas de coz para sapaleiro, lampeoes para carro e ca-
briole!.
Manteletes para senhora.
Vendem-sc manteletes de fil de linho prelo bor-
dado a SJOOO rs. cada um : na loja de 1 portas da
rua do Queimado n. 10.
Panno prcto.
Na loja de i porlas da rua do Queimado de Ma-
nuel Jos Leile, ha para vender um complclo sorli-
menlo de pnnuo prelo de superior qualidade e por
preco muilo commodo.
POTASSA BRASILEIRA. i$)
(^f) Vende-se superior potassa, fa- MI
tfft Iit cada no Rio de Janeiro, che- {A
gada lecen temen te, reeommen- *\
ila-se aos senliores de eogiaihos os J2
seus bons elleitos ja' experimen- ^
tados: na rua da Cruzn. 20, ai- W
iin/.i m de L. Leconte Feron .V O
Cutnpanliia. tt
=
Vendem-se ceblas de Lisboa despnenlas a 1J
rs. e 1&400 o ecnln ; dilas cm raolhos. a 17600 ra.,
sendo
rs. ; chocolale de Lisboa muilo superior, a 29000
rs. a lala de 1 libras,. ;(|i a elle que esla no reslo :
na rua do Queimado n. 44.
Mi ?S ?S^ t 35 :: S 333
J5 Vendc-sesarja prela hespanhola da melhor <$
qualidade, por precorasoavel: naruadoQuei- @
;?-) mado loja do sobrado amarello n. de Jos g{
:i Mnreioa Lopes. @
i FARi:i.O MUITO NOVO.
Vendem-se saceos muito grandes com
farcllo chegado ltimamente: na rua do
Amorim n. 48.
Vende-se superior chocolate fianccz
do melhor que tem apparecido no met-
cado, e por preco muito commodo : na
rua da Cruz n. 20, primeiro andar.
Vendem-se relogios de ouro, patente
inglez, ditos de prata horizontal, ditos di-
tos domados c 'oleados, todos do melhor
gosto possivcl e por preco haratissimo :
na ruada Cruz n. 2, primeiro andar.
FARINHA UE MANDIOCA.
Vende-se saceos grandes com muito
boa farinha de mandiocc, e preco com-
modo : trata-ce com Antonio d'Almeida
Gomes &C, na rua do Trapiche, n. 10,
segundo andar.
$ Atoalhados, toalhas e guarda- fct)
*) danapos de linho e algodao, ven- (A
de-se muito barato: na rua do '
'** Oueimado loja ilo sobrado ama-
relio n. 29, ele Jos Morcira (&
$) Lopes. (g)
NOVAS ALPACAS DE SEDA
A 50 O rs. o covado.
Vondem-se na loja de Faria & Lopes, rua do
Queimado n. 17, as modernas alpacasde seda, de uo-
vos e lindos desenlies, pelo mdico prero de J00 rs.
cada covado.
Vende-se farinha de mandioca mui-
lo superior a 5#500 rs. a saeca, no ar-
mazem de Luiz Antonio Annes Jacome, e
DO Cae Jos Joaquim l'ereira de Mello no
caes da alandega, e em porcao no escrip-
torio de AranagaA Brvau, na rua do Tra-
piche Novo ii. (i segundo andar.

m
ROM E COMMODO. h
Vendem-se cortes de vestidos 6*.
de setim prelo lavrado le supe- aS
riorqualidadee hom gosto, pelo S
haratissimo preco de 2.").s0() rs. 9
o corte,, sarja preta muilo boa a ^"
2S400 rs. o
covado., sel i ns pretos

para colletes, pannos preto c de
cor de diversas qualidades c por ^t.
precos (pie muilo hao de agradar Z
aos compradores: na rua do r?
Queimado loja do sobrado ama- "w
relio n. 20. de Jos Morcira (#
Lopes, <'
Em casa de J. Keller&C, na rna
ila Cruz n. 55 ha para vender excel-
leiiles pianVvindds ltimamente de llam-
burgo.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, ein saccas que tem um alqueire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
arma/.ens n. 5 e 7 defron te da escadi-
nlia, e no armazem defronle da porta da
alandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes <.v C., na rua do Trapiche n. 7>\,
primeiro andar.
DEPOSITO DE CAL I)E LISBOA.
Na rua da Cadeia u\ Rccife n. .">0 ha para tender
barris com ral de Lisboa, recenlemeiile cheglda.
Vende-se uina b.llanca romana com todos os
seos perlenres, em bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, diripi-se rua da Cruz, arniaicm n. -i.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Rowmann, na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua baver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
pre<;o commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
CEMENTO* ROS ANO.
Vende-se superior cernalo em barricas grandes ;
assim como tambem vendem-sc as linas : alraz do
thealro, armazem de Joaqun) Lopes de Almeida.
Agencia de Edwlu Mu.
Na rna de Apollo n. 6, armazem de Me Calmon-
fi Companhia, acha-se conslanlcmenle lions sorli-
menlos de taijas de ferro coado e balido, tanto ra-
sa como fundas, moendas inetiras todas de ferro pa-
ra animaes, a&oa, ele, ditas para armar em madei-
ra de lodosos lamanhos e niodclososmais moder-
nos, machina horisonlal para vapor com forra de
i ravallos, cocos, pass.-uleiras de ferro eslanhado
para casa de purgar, por menos preco que os de
cobre, esco-vens para navios, ferro da Succia, fa-
llas de lian.Ir.- ; ludo por barato preco.
No armazem de Vctor Lasne, rua
da Cruz, n. 27, vende-se o seguinte : pa-
pel pintado para fono de salas, com
mui lindos desenhos; werraouth em cai-
xas de 12 garrafas ; diversos licores de
mui boa qualidade ; vinho verdadeiro
Rordeatix em caas de duzia ; kirch
do melhor autor; agua de flor de laran-
ja ; cognac verdadeiro ; nbsinth, choco-
late muito superior qualidade ; champa-
gne : o que tudo se vende nimio em
conta, em relacao a' boa qualidade.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se farclo novo, chegado de Lisboa pela barca Gra-
tido.
Vende-se cxcellenle taboado de pinho, recen-
ten! ente cheeado da America : na ni i de Apollo
trapiche do Ferreira. a entuiidcr-.se com o admins
rador do mesmo.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado nas co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, cm latas de 10
libras, junto com o melhodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, cm casa de
j. O. Bicber & Companhia, na ruada
iruz. n. 4.
Vende-se tima riez raobia de jaca
randa', com consolos c mesa de tampo de
marmore branco, a dinheiro ou a prazo,
confrmese ajustar : a tratar na rua do
Collegio n. 25, taberna.
Devoto Chtistao.
Sabio a luz a 2.a edicao do livrinho denominado
Devoto Christao.mais correcto e acrcsccnlado: vnde-
se nicamente na livraria n. ii o S da prac,a da In-
dependencia a 610 rs. cada exemplar.
PUBLICAC-AO' RELIGIOSA.
Sabio luz o novo Mcz de Mara, adoptado pelos
reverendissimos padres capuchiuhos de N. S. da 1,'c-
nha desla cidade, augmentado com a novena da-Se-
nbor da Conccc,ao, e da noticia histrica da me-
dalba milagrosa, e deN. S. do Bom Conselho : vcn-
dc-se uniramenle na livraria u. 6 e 8 da prac,a da
independencia, a 1S000.
Moinhos de vento
"ombombasderepundpara regar borlase baixa,
de capim, na fundicao de 1). W. Bowmau : na rua
do Brum ns. 6,8 e 10.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, fem para vender diversas mu-
sicas para piano, violo e flauta, como
sejam, (|ii.i(li ilha.;, valsas, redowas, sebo-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Vendem-se ricos e modernos pianos, recente-
mente chegados, de escolenles vozes, c precos com-
mod.-s cm cafa de N. O. Bielier& Companhia, rua
da Cruz n. 4.
Vendem-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem deN. O. Bicber&C,, rua da
Cruzn. i.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Ncste estabelecimento contina a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das c meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, c taixas de ferro batido
e coado, de lodos os tamauhos, para
dito.
Vende-se um cabriole! com robera o os com-
petentes arreios para um cavallo, ludo quasi povo :
par ver, no aterro da Boa-Visla, armazem do Sr.
Aligue! Segeiro, e para tratar noBecife rua do Trapi-
che o. 11, primeiro andar.
$aMa$$S::$@$*Q
V Deposito de vinho de cham- v?
9 pagne Chateau-Av, primeiraqua- @
i$) I idade, de propriedade do conde $
^ de Marcuil, ruada Cruz do Re- Bk
A cife n. 20: este vinho, o melhor *
O* de toda a Champagne, vende-se 2*
' a 5G$000 rs. cada caixa, acha-se !
nicamente em casa de L. Le- J
comte Feron ca Companhia. N. W
W R-As caixas sao marcadas a fo- Wk
O TConde de Marcuilc os ro- tt
|6> lulos das i'arr.ifas sao azues. &
MOENDAg SUPERIORES.
Na fundicao db C. Starr & Companhia
em Sauto Amaro, acha-se para vender
moclMits de cannas todas de ferro,, de um
raodello e construeco muito superiores
FRASCOS DE VIDRODEBOCCA LARGA
COM ROLDAS.
Novo sortimento do tamanho de 1 a
12 libras.
Vendem-se na ntica de Bartholomeu Francisco
ie Souza, rna largado notario n. 3b, pur menor
preco que em oulra qualquer parle.
Em casa de Timn MousenA Vinas-
sa, praca do Corpo Santo n. 13, lia pata
vender:
Um sortimento completo de livros em
branco de superior qualidade.
Vinho de champagne.
Absinthe echerry cordial de superior qua-
lidade.
Licores de dTcrentes qualidades.
Vaquetas para carro.
Sola branca.
I res pianos de superior qualidade : tudo
por preco commodo.
Vende-se urna ptima escrava rrioula, de ida-
de I!) a 20 annos : na rua da Boda n. 17, primeiro-
andar.
Farinha de mandioca.
Vende-se superior farinha de mandioca
por preco commodo, para fechar contas :
no largo da Assembla n. 12, armazem de
Machado & Pinheiro.
Cera em velas.
Vende-se cera cm velas em caixas sor-
tidas de 50 e 100 lib. cada urna, chegadas
ltimamente de Lisboa, por preco barato
para fechar contas : no largo da Assem-
bla n. 12, armazem de Machado & Pi-
nheiro.
Champagne.
Vcndc-se no escriptorio de Machado &
Pinheiro, largo da Assemblan. 12, mui-
to superior champagne, e por mais ba-
rato preco do eme em outra qualquer
|>arte.
Saha'o.
Vcndc-se sabao fabricado no Rio de
Janeiro, o mais superior que ha no mer-
ca. Id, (in porcOcs e a vontade dos com-
pradores: no largo da Assembla n. 12,
armazem de MachadocPinheiio.
Vendem-e bicos c rendas oTierra de todas as
qualidades, por prego muilo commodo, tambem
bons bicos para roquetes: na rua larga do Rosario,
sobrado n. 9 que volla para o becco do Peiie Frilo.
Vendem-se na loja de 4 portas dn rua do Quei-
mado n. 10, de Manoel Jos licite, as scguinles fa-
zendas : setim preto de Macao para vestido de se-
nlmra, o covado 29100, dilo muilo superior a 3j000,
sarja de seda preta larga a 29000, dita muito supe-
rior a 2}500, srosdesupule prelo para vestido a 2
r>., I prelos ImKos de seda a 109000, mantas
prclas bordadas a 12SO00, c oulras fazendas, tudo
por preco muilo commodo.
Na rua do Cabuga, loja de miudezas n. i, d
Castro & lrmSo, recebeu ltimamente do Porto pe-
la barca Flor da Maia, um lindo sorlimenlo de ba-
ilados de linho bordado e liso, largo eetreito,os
ipiaes eslao se vendendo por haratissimo precio paia
su dar a conta do venda.
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
ton & C, na rua de Senzala Nova n. 42.
Sellins inglezes.
Relogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montara.
Candieiros e casticaes bronzeados.'
Chumbo em lenco!, barra e municao.
Farctto de Lisboa..
Lonas inglezas.
Fio de sapateiro C de vela.
Vaquetas de lustre para carro.
Bat ris de graxa n. 07.
GrosdeNaples al$000rs. o covado!
Na rua do Crespo n. .">, vendem-se ricas sedas fur-
ia-cores, lisas e de quadros, lindos goslos, com um
pequeo loque de mofo que pouco se cunhece, pelo
liarais proco de 1 o covado. Assim como se acha
na mesma loja um lindo e variado sorlimenlo de se-
das que e vendem muilo barato.
Vendem-se saccas com farinha de mandiora
muilo boa e nova : ne Korle do Mato, armazem de
Joao Alves Guerra.
S 8-S@g #S8*J>*#eft>
9 FAZENDAS PBOPUAS PABA A QUA-
BESMA. 9
9 Corles dt sarja prela lavrada, iros de apo- 9
m les prclu superior, setim prelo Siaeo, sarja
.i prela licspanhola de eiccltente qualidade, lu- 9
du para vestidos de senhora. luvas de peUici $0
39 prela de Jonvin para senhora, dilas de relroz, 9
V ditas de seda e meias de seda de peso tambem Zt
para senhora por precos muito razoaveis: na S)
v$ loja de Bezerra & Moreira, rua do Queimado 40
n. 46. m
Toalhas de superior panno de linho alco-
xoadas para rosto a l.s-120,
vendem-so n rua do Crespo loja n. 1G, asegunda
quem vem da rua das Cruzcs.
CAL VIRGEN.
a mais nova que ha no mercado, a preco commodo ;
na rua do Trapiche o. 13, armazem de Baslos Ir-
la.los.
*5 Rl A DO CKESPO N. 12. #
f) Vcndc-se nesla loja superior damasco de J
S seda de cores, sendo branco, encarnado, rio, 9
pur preco razoavel. tj(
Na livraria da rua do Coilegio n. 6.
vende-se umacscolhida colleccao das mais
brilhantes pecas de msica para piano,
ascpiaes sao as melhores tpie se podem a-
cbar para I'a/.er um rico prsenle.
FARINHA DE MANDIOCA.
Sacras com superior Tariaba de mandioca : no
aruizcm dae Xasso Irmos.
Potassa.
No antiao deposito da rua da Cadeia Velha, es-
criptorio ii. 12, vende-se muilo superior polassa da
l'.ussia, amurirana e ilo Kio de Janeiro, a precos ba-
ratos que he para fechar conlas.
Na rua do Vig ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior flanella para forro de sellins che-
cada recenlcmenle da America.
CEIEMOROMA^ BRANCO.
Vende-se cemento romano branco, chegado agora,
de superior qualidade, muilo su|>crior ao do ecmsu-
nio, cm barricas e as linas : alraz do thealro, arma-
zem de taboas de pinho.
Vendem-sc no armazem n. 68, da rua da Ca-
deia do llecife, le llenry (iibson, os mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por prejos
mdicos.
A SO rs. a vara.
Na loja de C, u i maraes & lleuriques, rua do Cres-
po n. .1, vendem-se cassas francezas muito linas, che-
gada* ltimamente, de goslos acucados, pelo haralo
preco de 480 rs. a vara : assim como lem um com-
pleto sorlimenlo de fazendas linas, ludo por preco
muilo commodo.
Vende-se farelo de Lisboa, em barricas, che-
gado ltimamente : na rua do Amorim n.48, arma-
zem de Paula & Sanios.
gr#@- 3Q#Atj>Aa
i VESTIDOS DE SEIU A5^rj0o7WW
9 Ha na loja de Manoel Ferreira de S, na fjjp
i?, rua da Cadeia-Velha n. 17. vestidos de seda
. os mais modernos a 229000 cada um: ha ~
i (ambem gros de aples de flores a 29000 rs. aje
o covado, meia casemira de laa pura por #
tf 2S00O rs. o corle decalca, e ontras fazendas
9 muito baratas. ;j
CEMENTO ROMANO.
\ ende-se superior rrmenlo cm barricas e a rela-
Iho, no armazem da ruada Cadeia de Santo Anto-
nio de materiaes por prego maia em conla.
CAL DE LISBOA A 4000 RS.
\ endem-se barris com cal de Lisboa, chegado no
ultimo navio a 43000por cada una : ua rua de Tra-
picho u. 16, segundo andar.
OLLO DE LINII AQA
cm barril e bolijes: no armazem de Tasso Ir ni o.
Champagne da snperior marca Cmela: no Maaa-
/cm do Tasso Irmilus.
I'SCRAVOS FGIDOS.
-- l'"ueio do engenho Cachang, no dia sabbado.
_'"i de feverciro, um prelo de nomo Antonio, escravo
de Alejandre Jos da Silva, em companhia de nm
puriiiguez que servia de caixeirn do mesmo engenho,
.k noine francisco Jo Correia l.ima, o qual escra-
vo lem os signaes seguinlcs : allura regular, bem
prcto, com um denle quebrado na freule e unta co-
ture sobre o nariz, em um dos bracos signaes de
chindadas, barbado, (ternas linas c cabelludas: ro-
ga-se a lodas as autoridades policiaes c capilaes de
campo, que o prendam e levem-o ao mesmo enge-
nho Cachang, na fregnezia da Escada, ou nesla ci-
dade, no paleo da matriz de Sanio Antonio, sobrado
ii. 2, que sera generosamente recompensado.
-- Desapparereu honlem f2!, pelas 0 horas da
noiie, da casa de sua senhora D. Alaria Carolina do
Albnquerquc Illoeni, o escravo l.niz, eujos sisnaca
silo os seguiilrs: crioulo, de idade de 1(1 annos pou-
co mais ou menos, allura e erossura regulares, des-
dentado na frente e com una grande ernpingem,
que Ihe cobre toda a parle superior do roslo, coma-
cando nu beico superior al a lala, e tomando-'ihu
ambas as faces. I.cvou camisa de niadjpolflo fino e
caira de c.ir. Koga-se as autoridades policiaes > os
capilaes de campo de o apprchenderem e levurem-
noacasade sua senhora no Hospicio: prorr.etlen-
do-sc por esse servico urna generosa recompensa.
Oes .pparecen a 22 de maio de 1RH, o prelo
Manoel, da na^ilo Cassange, de idade 40 a 'jO annos.
ponen mais ou menos, condecido por Ma-zania por
se fingir muito mole, allura regular, falla mansa, e
quando falla da musirs de riso, quandt anda incli-
na-se para dianle, lem nas coslellas t ou 2 marcas
de feridas, c abano de um dos joelhos um carogo :
rogase a todas as autoridades policiaca, capilaes de
campo, ou alguna pessoa que o lenha a seu servico
em titulo de forro, queira avisar a Manoel da Silva
Amorim, morador em Olinda, ou aununciar por es-
la folha para ser procurado, que sera generosamente
recompensado.
CEU Mil. ItEIS DE GRATglCACAO'.
Desapparereu no dia fi de dezembro do ann pro-
limo passado, Benedicta, de 11 anuos de idade, i-cs-
aa, or ahuciada*; levuii um vestido de chita com
lislras cir do rosa ede caf, c oulro tambem de chi-
ta branco com palmas, um leiiQo amarello no pesco-
ro ja ileslioladn: quem a apprehender conduza-a i
^pucos, no (liteiro, em cas de Joilo l.eile desve-
lo, ou no Iterile, na praca do Corpo Santo n. 17,
que recebar a gratilicacu cima.
PERN TYP. DE M. F. DB FARIA. 1855.
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