Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00895


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Full Text
\
aNNBJUUU. N. 49.
Por 3 mus t^iantado 4,000.
Por 3 mezos vencMoa 4,500.


QUINTA FEIRA I OE MARCO DE 1855.

Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.

.
^.
*v
DIARIO DE PERNAMBUCO
BNC AHUECADOS DA SUBSCRIPCA'O-
Recite, o propietario M. F. de Hara ; Rio de Ja-
reira Martins ; Baha, o Sr. I).
Duprad ; Mcete, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
lonc ; Paralaba, o Sr. Gervazo Viclor ca Nalivi-
dade ; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pcreira Jnior ;
Aracaly, o Sr. Antonio de Lemos Braga; Ccar, o Sr.
iclori ano Augusto Borges ; Maranhao, o Sr. Joa-
ilim Marques Rodrigues ; Piaiihy, o Si. Domingos
ItercnlanoAckiles Pessoa Cearenre ; Para, oSr. Jus-
tino J. Ramos ; Amazona*, o Sr. Jeronymoda Costa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 28 1/2 e 28 1/4 d. por 19.
Taris, 30 rs. por t f.
Lisboa, 95 a 98 por 100.
Kio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Accoes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
> da companhia de seguros ao par.
Disconlo de letlras de 8 a 10 por 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanholas- .
Modas de 69400 velbas.
de C9400 novas.
de4000. .
Prata.Patacoes brasileiros. .
Pesos columnarios, .
mexicanos. .
29000
109000
109000
99000
19940
19940
198G0
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, lodos os dias.
Caruar, Bonito c Garanhuns nos dias 1 e!5.
\ illa-Iiclla, Boa-Vista, E\ eOuricury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sexlas-feiras.
Victoria c Natal, as quintas-feiras.
PUEAMAU DE BOJE.
Primeira ;is 2 horas e 54 minutos da tardo.
Segunda as 3 horas o 1S minutos da manhaa.
AIMENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas cquintas-fuiras.
Relami, terjas-feiras e sabbados.
Fazenda, |ercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1* varado civel, segundas e sextas ao meiodia.
2* vara do civel, quarta? e sabbados ao meio dia.
itiik.ui r.ini.s.
Marro 3 La chota as 8 horas, 22 minutos e
40 segundos da tarde.
11 Quarto minguante aos i 1 minutos e
37 segundos da tarde.
18 La nova as 2 horas, 23 minutos e
31 segundos da manhaa.
25 Quarto crescente aos 5 minutos e
37 segundos da manhaa.
*S
\


/
ti
PARTE OFFICIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Esportate do dia 23 do fevereiro
OllieioAo eommandanle das armas, para que
haj do reeommendar ao major do primeiro regi-
ment do cavallaria Sebasliao Antonio do Reg
Barros, que trate de pagar na recebedoria de rendas
internas a importancia dos direilos e emolumentos
pela prorogac,.lo por mais 3 mezes de licenra com
qoe se aclia nest provincia. Communicou-sc i
Ihesouraria de fazenda.
itoAo mesmo, inleirando-o de haver anlor-
sourarU de fazenda a pagar ao boticario
Ilartliolomeu Francisco de Souza, a con la que acom-
panhou o sen odicio ile hontem n. 267.
DitoAo mesmo, recommendando a exppdiraode
suas ordens, para que o particular furriel do 10.
batalhao do intentara Francisco Gonralves Rodri-
gues Franra, pague na recebedoria de rendas a im-
portancia do direilos e emolumentos de sua licenra
para esludar-na escola militar.
Igual sobre o particular do 2." batalhao de infan-
laria Gedeao de Souza Velho.Coramunicou-sea
lliesouraria de fazeuda.
DitoAo meslo, inleirando-o de quo se conce-
der 4 metes de licenra de favor, para vir a esta
provincia, ao altere* do corpo fixo de Minas Geracs
Joao Baptista dosPassos.
tor da Ihesouraria de faacnd.i, re
commendando que mande comprar para a rompa-
tra 21 cavallos, promovendo ao mes-
mo lampo a arrematado dos 20 que vao menciona-
lia, visto acliarem-se cm estado de
nao poderem servir. Communieou-sc ao coraman-
dantodas armas.
' DitoAo director geral doMonlc Pi, Iransmlt-
lindoa lattra na importancia de 79(9813 rs., sacca-
da pela thes tria de fazenda dcsla provincia a fa-
vor du Ihesourciro daquetle eslabelcciincntn, a qual
t dos diversos conlribuinles do
mesmo ettabelecimenlo, al a prsenle dala.Com-
municnu-so a thesonraria de fazenda.
Dilo Ao director das obras publicas, approvan-
do a compra de 2,670 tijollos (59000 rs. o milhei-
Iheiropara a obra da cacimba que se esl cofisiruin-
[odoCirmo da Olinda. Scienlilicou-se
i Ihesouraria provincial.
' Ao mesmo, recommendando que mande
-ar al o ngulo da ra Velha do bairro da
Boa-Vista o cano construido por aquella repartirn
. no largo da Psnlc-Velha. Communicou-sc c-
mara municipal do Recifc e a thesonraria provin-
cial.
Dito Ao mesmo, aulorbando-n a receber defi-
nitivamente a obra do quarto lauco da- eslrada do
norte, e intirando-o de que ordenara Ihesouraria
provincial que pague ao arrematante da mesma obra
a importancia da ultima prestadlo do seu contrato.
Expedio-so a ordem deque se trata.
Dilo Ao director da colonia militar de Pimen-
leiras, autorisando-o dar em consumo, visto se a-
charem arruinados, os medicamentos mencionados
na relarao que acoropanliou ao seu oficio de o do
crranla.
Portara Ao director do arsenal de guerra, pa-
ra mandar apromptar para sercm enviados para a
companhia fiza de Rio Grande do Norte os arligos
de Tardamente e equipamsnto mencionados na rea-
ro junta por copia.
2(
Odicio.Ao coronel eommandanle das armas,
transmitlindo por copia o aviso de 2{ de Janeiro ul-
timo, no qual o Eim. Sr. ministro da guerra com-
municou haver expedido ordera para vir com guia
dado do asilo de invlidos Joo I.eile, acompanhan-
do o de nome I.uiz de Souza Maranhao, que por
oulro avuo de ido mesmo mez passou tambero para
esta provincia. I
Dilo,Ao mesmo, recommendando a espedirlo
. de suas ordens, para que o primeiro sargento do d-
cimo baUlhao de infanlaria, Joao da Silva Caval-
cnle de Albuqucrque, pague quaulo antes, a vista
da nota qae remelle por copia, a importancia do
sello qoe estn a dever pela licenra que, segundo o
aviso qae ambem remelle por copia, Uto foi conce-
dida para ir a corto estudar na escola militar o cur-
so da respectiva arma.Ofuciou-se ueste sentido a
Ihesouraria da fazenda.
Dilo.Ao mesmo, inleirando-o do liaver o cadete
A meneo Clemente Uarle Pereira apresenlado co-
nhecimento de ter pago a importancia dos direilos
e emolumentos correspondentes a licenra que obteve
do governo imperial para estudar o curso da res-
pectiva arma na escola militar da corte.
Dilo.Ao mesmo, transmitlindo por copia o aviso
circular da repartijao da guerra de 25 de Janeiro
ultimo, mandando admiltir a ejamc no mez pres-
rriplo no regulamenlo de 31 de marro dS 1851 os
cadetes que o requererem, ainda que nao Icnham
preenchido todas ou quaesquer das condic.dcs que
os eonstituem candidatos ao primeiro posto de ofli-
cial, segundo o citado regulamenlo.
Dito.--Ao inspector da tbesouraria de fazenda,
rocommegjdaodo e expedira de suas ordens, para
ser despachada isenta do direilos a parte da factura
mandada vir para a botica dos cstabelecimenlos de
caridade, aqnal ebegou do Havre no navio francez
Cont Rngcr.Communicou-se a adminslrac,ao da-
qorlles estabeleeimcnlus.
esmo, transmitlindo por copia o aviso
circular do ministerio da josltaa de 29 de Janeiro
ullimo, mas imbein a tabella demostrativa das
quanlias designadas para as detpezas com o servir
do mesmo ministerio no-la provincia no prximo
futuro anno financeiro.
Dito.Ao mesmo, recommendando a expedirlo
de suas ordens, para que a repartirlo da ninriiiha
seja indemnisada da quanliade 119(33 rs., que, se-
gundo a conla que remelle em duplcala, se dispen-
deu com o curativo do grumete da escuna Linioya,
Manoel Filippe de Oliveira, que esteva recolhido a
enfermara de marinha.Communicou-se ao inspec-
tor daquella repartirlo.
Dito.Ao mesmo, recommendando qna faca re-
colher a recebedoria de rendas internas os direilos
e emolumentos, que, segundo a nota que remelle
por copia, lera de pagar Antonio Teixeira de Mace-
do e Francisco Martins Rapouso, pela reforma que
obliveram por decretos de 22 e 29 de dezembro do
anno prximo passado, o primeiro no posto de coro-
nel, c o segundo no de major da anliga suarda
nacional.
Nota a que se refere o odicio supra.
Coronel Antonio Teixeira de
Macedo......Direilos 503000
Sello 9160
Emolumentos 20J000
DIAS DA SEMANA.
26 Segunda. ( EstacSo de S. Pedro ad Vincula.)
27 Terca. (Estccao a S. Aoaslacio) S. Anligono.
28 Quarta. (Tmporas) Estacao de S. Mara M.)
1 (Quinta. (Estaro a S. Lourencoin pane perna)
2 Sexta. ("Estacao aos 12 Apostlos) S. Joviao.
3 Sabbado. (Estacao a S. Pedro) S. HcmeieruV
4 Domingo. 2. da Quaresm (Estacao a S. Ma-
ra em Dominica) S. Cassmiro ; S. Lucio p.
v\
GERMANO BARBA-AZUL. (*)
Par Haarlaat de ladJSadelelue.
X
A' meia-noite Marieta sabio pela porlinha, e ga-
nliou.o raniinlm da cidade de Carpenlras. NSo cho-
rava mais, c ler-se-hia podido julgar que corria a
nma fesla, pois eslava cuidadosamente penleada, de-
licadamente calcada, e genlilmenle embutadn em
sen manto de velludo. A estrada eslava deserta, c o
silencio profundo: as eslrellss sclnlillavam no eco,
c a mon'.anhii erguia-se como una immonsa massa
negra oceupando lodo o borisonte. F.mqualqucr ou-
tra rirriimslanria, Marieta lerta ti do medo, mesmo
indo acompaahada ; perm nessa noite era hesito,
e ramiiihaiido directamente, subi a ladeira de Saint
Haudrlle. (Jiiem a houvcsse vislo ir assim com essa
viveca febril c es-a resnlnrno, teria reconhecido que
ella lomara um dos partidos extremos, que nao per-
mitlem recuar.
Chegando ao alio da inonlauha, parou para respi-
rar um pouco, c Innrar um ultimo olhar sobre ludo
o que deixavj nlrs de si. Majaurcne, profuiidamen-
le adormecida, desenhava-se racamenta M meio do
valle ; nenhuina luz bnlhnva, e quaulo ao moinbo
d. tia, Marieta antes iilevinliou-o uereconheceu-o.
_ Adeos, mcu pai! suspirou ella dbilmente.....
.Adeos, minha madrinha !.,. Adeos Malaucenc, e lu-
oo o que r
,','ma lacrima acudio-lhe aos ollios, Mariela cn-
chuis'au-a vivamente, c toriiou a pr-se a caininho
anresl:1",do
__ >.'Ao he lempo do chorar! dlsse ella. Ah/ Je-
ss! do que servem as la-rimas'.'... Dos me de s-
menle ci'rogeni at ao fim !
(*; Vb o Diario n. 48.
Major Francisco Martins Ra-
705160
poso
Direilos 355000
Sello ... 9160
Emolamentos 449000
499160
Dito.Ao inspector do arsenal do marinha, para
mandar por com brevidade novo carrilel em urna
das ponas da verga do tclegrapho do Collegio, vislo
estar quebrado o que all existe.Communicou-se
ao administrador do correio.
Dilo.Ao major encarregado das obras militares,
recommendando que mande fazer os concertos de
que necessila a punte, qne d entrada para a forta-
leza do Brum.Fizeram-se as necessarias com-
municares.
Dito.Ao director das obras publicas, dizendo
que pode mandar fazer, por administraran, do pri-
meiro djp marro prximo vindouro em diante, o ser-
viro da conservarSo permanente da estrada da Vic-
toria.Coramunicou-se a Ihesouraria provincial.
Portara.Mandando admiltir ao serviro do cx-
ercilo, como voluutariq por lempo de seis anuos, o
paisano Evaristo Ulivio da Veiga, que perceber,
alem dos veucimentos que por Ici Ihe competircm,
o premio do 3009000 rs.Fizeram-se as necessarias
ciimuiiini-anips.
Dita".Ao agente da companhia das barcas de
vapor, para mandar transporlar alo a corle, por con-
ta do governo, no vapor que se espera do norte, o
cadete do segundo balalliHo de infanlaria Julio i'om-
peo-dffTJTTs't^TrniT-e o particular do primeiro da
mesma arma Filippe Mermes Fernandos Trigo de
Lourciro.Communicou-se ao eommandanle das
armas.
Dita.O presidente da provincia, lendo cm visla
o que propozochcfo de polica em officio de hontem.
sob n. l-s, resolvcdemiltir de subdelegado de po-
lica da freguezia de Pao d'Albo ao cdadao Porfirio
da Silva 'lavares Coutinbo, c dos cargos1 de sup-
plentcs do mesmo a Jos de Araujo Nuoes, Fran-
cisco da Molla Cavalcant, Bernardino Barbosa da
Silva, Antonio Joaquim Camello, Jos Carnrro da
Motta e Jos Ignacio Alves l'errera ; e nomeamYey
para subdelegado e supplentcs da dita freguezia aos
cidados seguinles :
Subdelegado.
Francisco Cavalcanli dos Santos.
Supplentet.
t. Bernardino Barbosa da Silva.
2." Manoel Thomaz de Albuqoerque Maranhao.
3." Chrisjovo de Ilollauda Cavalcanli de Albu-
querque.
4.' Manoel Ignacio Cavalcanli de Albuqucrque.
5.' Francisco Correia de Vasconcellos.
6.* Antonia Gonralves Carneiro de Albuqucrque.
Dita.O presidente da provincia conformando-se
com o que propoz o juz de direito chefe de polica,
em officio n. 147 de hontem, resolve demllir de
supplenlcs do delegado do termo do Pao d'Albo a
Francisco Cavalcanli de Albuqucrque, Porfirio da
Silva lavares, Francisco da Motta Cavalcanli c
Francisco Cavalcanli dos Santos, Horneando para os
cargos de supplcules do dito delegado aos cidados
seguinles :
I.- barharel Christuvao dos Santos Cavalcanli.
2." Porfirio da Silva lavares Coutnho. ,
3.* Manoel Thomaz de Albuqucrque Maranhao.
4.* Joaquim do Reg Barros Pcssoa.
5:* Sebasliao Jos de Barros Brrelo.
6.- Jos Joaquim Correia da Lnz.
Communicou-se ao referido chefe de polica.
26
OfficioAo Exm director geral da inslruccao pu-
blica, inleirando-o de haver designado para exami-
nadores no concurso para provmenlo da cadeira de
Pao d'Albo, os professores Miguel Archanjo Mindel-
lo, Joaquim Antonio de Castro Mues e Silvano Tho-
maz de Souza MagalhAcs.
Dito Ao coronel commandanlo das armas, en-
viando a gua do desertor Alcxandre Jos Tavelra, o
qual se scha a bordo do vapor Imperador, vindo do
Rio Grande do Norte, e;i disposrao daquelle com-
mandoOfficiou-se ao agente para o entregar.
Dilo Ao mesmo, communicando ler o sargento
Alcxandre Francisco de Scixas Machado, aprsenla-
do coulif cimento do haver pago os direilos e emolu-
mentes da sua licenra para estudar na escola mili-
lar.
DiloAo mesmo, para por em liberdade o recru-
la I.uiz Jos Ramos de Franca, visto ler aprsenla-
do isenrao legal.
Dito Ap presidente do conselho administrativo,
remetiendo copia do officio do eommandanle das ar-
mas, declarando o engao que sedeu na nrgani-ar.ni
do pedido de remedios para a botica do hospital rc-
gmenlal, ao qual se refere o officio da presidencia
de 15 do crrente.
DiloAo joiz relator da junta de juslira, (ransmil-
tindo, para serem relatados em sessao da mesma jun-
ta, os proces lico e Francisco das Chagas, pertencentes ao segundo
batalhao de infanlaria. Communicou-sc a^ eom-
mandanle das armas.
Iguaes, remetindoos proeessos do furriel JosEs-
levao da Costa Farias, dos soldados Filippe Nery da
Silva, Joso Joaquim Bispo e Vicente Ferrcira Bar-
liosa.
DitoAo inspector da thesonraria provincial, de-
clarando que approva a arrematadlo feita por Jos
Gonralves da Porciuneula, dos concertos das ponles
da estrada do norte com o abale de 1 por cento, e
dando por fiador a Antonio da Costa Reg Mon-
leiro.
DitdAo mesmo, nulorisando, a aceitar o offere-
cimento de Joao Francisco do Reg Maia, para fazer
os reparos urgentes da quarta parle da estrada de
Po d'Albo. com o abate de cinco por cento no valor
do respectivo ornamento sendo fiador o teentc-coro-
nel Antonio I.ins Caldas.
Dilo Ao mesmo, para quo mande desanojar o
Ihesoureiro daquella repartirlo, e inlime-lhc que re-
forc a sua flanea dentro de 24 horas.
PortaraAo director do arsenal de guerra, para
apromptar, afim de sercm enviados ao corpo de po-
lica da Parahiba, os objectos mencionados na reta-
cao junta, assignada pelo major eommandanle rio
mesmo corpo Joaquim Moretea Lima, devendo en-
viara esta presidencia a conla do que se dispender
com a acquisirao dos mesmos objectos para sersafis-
feila pelo cofre daquella provincia.
DitaAo agente da companhia das barcas do va-
por, para mandar transportar para a corte, por con-
la do governo, ao primeiro sargento do primeiro re-
giment de cavallaria ligeira, Antonio Joaquim de
Sania Anna Barros, fieando sem efieito a ordem l-
timamente expedida para o transporte daquella pra-
fa. Communicou-se ao eommandanle das ar-
mas.
nina
COMMANDODAS ARMA!"'
Quartel do commando das armas de 'ernaxn-
buco na cidade do Recita, en 28 r' feverel-
ro de 1865. f\
ORDEM DO DIA N. 22T
Determina o Illm. Sr. corunel Man/ .fluniz Ta-
vares, eommandanle das armas inteuf^ique ama-
nha Io de marro se passe revista dtfljjBa aos cor-
no Jo> eurckaaoai estacionados e as cjaaamiliias
litas, pela ordem seguinle :
A's 6 horas da manhaa ao batalhao 2o de infanta;
riae recrutas em deposite no quartel do llii_a^;
s 6 '' ao batalhao 'jo ; as 7 3|4 ao batalhao l^ni-
bos da mesma arma ; s 8 a companhia fixa\ \aliara ; s 8 < a companhia de artfices ; \ ! ao 4 batalhao de artilharia a p, na cda tyo
Olinda.
Conforme.Candido /.ca Ferrcira, ajudant'ie
ordens encarregado do delalhe.
EXTERIOR.
Vollando como fugitiva alia noite pelo mesmo ca-
minho, que seguir pouco antes com meslre Cendri,
Marieta senda a caliera cncher-se-lhc de ideas lu-
mulluosas. Que dilTercnca entre asduas viagens
Que f, que confianra em sua alma na partida, e
agora que desengao, que desespero! Entilo ella ia
ao amor, fecbava os olhos, e aehava alegra al cm
sens perigot: scus pexates lhe eram quasi 13o charos
como suas delicias... Vivia, amava, e cada dia leva-
vi-lhe urna nova revelaeao. Agora vollava com a al-
ma quebrada, o corarlo maguado, cansada de viver
e deitando sangue a cada passo que dava. Nflo ha-
va mais niaravilhosas admirar;Oes, mais jovialdade,
mais rcvclares repentinas. Ella o sabia, ah e nes-
se |iuco lempo sua mocidade linha-se -deseccado
como nina planta viva dianlc de um brazero.
O' Germano! murmurava ella; Dos sbese
dei-mo livremente a tt! Dos sabe tambem te fui
sincera em mnha alma... Elle julguo entro nos I
Para Marieta nesse momento a infidelidade de
Germano nao era mais orna duvida dolorosa. As pa-
lavras de meslre Cendri nada haviam feilo em sua
coiivirro ; ora do fuudo mesmo de sua alma que a
iSrmacJto Unha-se enrgicamente levantado, e ella
cria na iiifaljibilidade das aecusaroes de seo co-
raran.
Comprehendcra repentinamente que eslava per-
dida, o, parlindo, obedeca a urna necessidade im-
.aerosa ; mas eamliiliava ao seu desliuo sem exalta-
ran nrm fraqueza.
Pelas seis horas da\manhaa rhegou 4 eapclla de
Nossa Senhora da Saite. A novena eslava prxima,
a igreja eslava ja ornada c dehaixo dos grandes ol-
mos do passcio publico crgoiam-so as barracas dos
mercaderes da feira.
Ah disse ella parando, um momenlu apoiada
ao parapeilo da ponte, Vmc. liuha razao, meu po-
bre pai!... Mo dansarei esle anuo... uem em nc-
nliom oulro !...
A' porla da ridade a rapariga cntrou em urna lo-
ja.'e ptrgtinteu onde, morava Germano, lima ve-
lha lainharcira nflereceu-se para guia-la, dizendo:
He no meu caminho, na pra^a do Anjo... L
cliegaremos em orna Ave-Mara.
Fico-lhc muilo obligada, disse Marieta.)
ADMINISTRACAO RENDAS DO ESTADO-
OBRAS PUBLICAS.
A soliclude activa que havia desde o comeco
presidido s organisarao poltica do novo imperio,
dovia igualmente presidir sua organisarao admi-
nistrativa. O governo consolidando em si o princi-
pio da auloridade, assumira maior respoosabilidade,
tanto a respeito da gerencia dos interesses pblicos,
como da proleccao aos inlaresses privados. Impor-
lava, pois, repartir com toda a equidade possvel,
e segundo as indicarnos de urna lgica s3a, asallri-
buies das diversas repartirles minisleriaes, e re-
formar as subdivisoes interiores de cada ministerio,
afim de assegurar a cada um dos ramos da nova ari-
minislracao a parle e a importancia, que Ihe assig-
na o desenvolvimento dos serviros antigos, ou a
creae.io do novos serviros. Nesle intuito tomaram-
se no curso de 1853 muilas medidas, quo podem ser
consideradas como um primeiro passo para urna re-
forma administrativa, e abraram ao mesmo lempo
urna melhor disposrao das rodas do seu mechanis-
mo, e a reduccan do numero dos funecionarios. To-
dava esla segunda parte, a mais delicada no cum-
primento de urna rjforma, porque affeela a silua-
(a das pessoas, ainda nao fo encelada. O estado
das rendas publicas nao mostrava exigir ama econo-
ma, quebouvesse de olTender tantos interesses re-
commendaveis, porquanto os ornamentos de 1853 e
185i haviam sido equilibrados, e por oulro lado o
imperador, rompendo com as lradi|cs democrti-
cas, linha manifestado o pensamento de antes real-
jar a importancia dos ordenados do que rebaixa-la com reducrOes in-
opporlunas.
Por loda a Franca as obras publicas tomaram um
desenvolvimento nanea vislo, e nos primeiros me-
zes de 1853 a abundancia dos capitaes dispouiveis,
e os poderosos recursos do crdito alimentaram na-
turalmente as grandes emprezas. Quando, para o
mez de maio, a insufliciencia da eolheila lornou-se
quasi certa, o governo proveu sorto das classes
operaras, dando enrgicas providencias : elle con-
vidou os departamentos e os municipios a se Iribu-
larem extraordinariamente, e facilitou-lhes o meio
dos cmpreslimos com vistes do enlrcler nos diversos
pontos do territorio e aclividade do trabadlo, e sus-
tentar os salarios. Com oslas medidas se obteve o
exilo desojado : as obras dos departamentos c dos
muuicipios ocruparam coineueito umgrando nume-
ro de brajos, e attenuaram os lerriveis effeitos da
fomc.
Convom fazer suceessivamenlc a resenta das di-
versas manifestarnos da acrao governaliva, que con-
Iribuiram a activar no auno do 1853 o movimento
dos negocios.
g I Reforma* Adminntratitat.
Sen ros minisleriaes. O ministerio da polica,
que havia sido creado cm seguida do golpe de es-
lado dolS'il, foi supprimido por uro decreto de 21
de junho de 1853. As altrilinircs desle ministerio
vollaram para u do interior, do qual haviam sido
primitivamente dcsannexadas. Separou-se au mes-
mo lempo do ministerio do interior a drecr,ao ge-
ral da agricultura e do coramercio para reun-la ao
dasohras publicas, que rctomava o titulo de minis-
terio da agricultura, commercio o obras publicas.
Esla medida salisfez os desejos manifestados pelos
|-represcnlanles da industria e do commercio, dc-
poisda suppressao do ministerio especial, que al
1851 havia sido encarregado do administrar e defen-
der os seus interesses.
I ndependente desla nova distrihuiro das reparli-
cocs minisleriaes, so elTeeluaram no anno de 1853
varias modificarnos nos serviros administrativos.
Um decreto de 11 de fevereiro Iransferio do minis-
terio do interior para o do estado a diree$to das Bel
las-Arlos e a scelo dos archivos imperiaes. O mi-
nisterio do interior da sua parle obteve a direcrao
da coHstrucr.lo civil, lirada ao ministerio das obras
publicas, e em 28 do outubco um decreto especial,
modificando um rgimen que remontava ordenan-
ca de 2 de agosto de 1833, erigi em direcloria o
servico das linlns lelcgraphicas, que havia de dous
anuos a esta parle recebido urna grande exlcnsaoi
Os serviros dependentes do ministerio da agricullu
ra, commercio c obras publicas foram igualmente
reformados por um decreto do 14 de novembro ; o
serviro dos caminhos de ferro levo do formar'uma
direcloria goral; as secQoes das estradas e da nave-
gado constituirn) urna directora de ponles e cal-
radas; o a secjao das minas tornou-sc urna directo-
ra. Por um decreto de jineteo de 1853 creou-se
no ministerio da marinha um corpo de inspectores,
recrutado no eommssariado, e encarregado do ex-
ercer urna topecgfo mais eflcaz sobre a contabil-
daite o o material dos arsenaes. O ministerio dos
negocios eslrangeiros ficou definitivamente dividido
em qualro directoras:direcloria da polica, di-
recloria dos consulados e negocios commerciaes,
directora dos archivos-crrla chancellara, c directo-
ra dos fundos e contabilidade, s quaes so deve
acrescentar o serviro do gabinete, que comprchende
as secres do protocolo, da cifra, da partida e cho-
.gada, dos traductores c da eslalislica. No minisle-
io da fazenda, a direcloria das coiilrbuic,es direc-
tas fui erigida cm directora geral, e innmeras me-
didas do segunda or lean Uverain por objeclo regu-
lar a fusao dos serviros das alfaudegas e da admi-
nistrarlo das contribuifcos indirectas, reunidos cm
urna s directora gerd'l por um decreto de 1S52.
Emfim a mir parlo doy ministerios parliriparam
(o movimi'i.i) do rcorginisar'o quo tenda a cnuso-
dar todo o mechanismo d admiaUtraelo publica.
Nos departamentos, o governo estudou os primei-
ros eflclos do decreto de 25 de marro do 1852, re-
lativo deecntralisarao administrativa. O decreto
de 2 de fevereiro determinou que tima inspecc,So ge-
ral das prefeiluras lera lugar segundo as inslruc-
SOes reiligidas pelo ministerio do interior. Esta
inspeccdlo foi confiada a allos funecionarios. conse-
Iheiros de estado ou senadores, quo procederam em
todos os pontos da\Franc,a a urna vasta syndicancia.
Provou-se desl'arte a reliz influencia exercda so-
bre a marcha dos negocios pelo rgimen do decen-
iralsacao applicado a gerencia dos interesses se-
cundarios, que exigem promptas decises. Porcm,
logo no primeiro anno da sua execurao, o decreto
de 1852soffreu um grave golpe com a promulgarlo
da lei de 10 de junho do 1853, que lirou aos prefei-
los o direito de aulorsar, dentro de cortos lmites,
as imposees extraordinarias, e os emprestimos
manicipaes ; esla reslricro todava nao affecta por
modo algum o lodo do novo systema, que o gover-
no resolveu fazer prevalecer na gerencia dos nego-
cios deparlamenlaes, e que se propOe eslender tan-
to quaulo possa a todos os ramos do servico. Com-
pre cilarmos emfim o decreto de 3 do junho de
\ 1853, que reslabeleccu as secretarias geraes as pre-
feiluras de primeira classo.
Conselho de estado.O conselho de estado sof-
freu igualmente modificarnos essenciaes em virlude
do decreto de 23 do novembro de 1853. Esle de-
creto reslabeleccu para os relatores das pelicoes e
os auditores o serviro extraordinario, que exista
antes de 18(8 : elevou o numero dos abdilores a oi-
tenta : fixou as condicies de exame e admssao ;
emfim determinou que, indepcndenle da sua parti-
ciparao nos (rahalhos do conselho, os auditores po-
doriam ser addidos aos dillercnles ministerios ou s
prneipaes prefeituras. Estas disposirOes n3o faziam
mais que restabeleccr a resolurao de 19 germinal
do anno XI, a qual havia inslituido no conselho de
estado o corpo dos auditores. O decreto de 23 de
novembro de 1853 nao foi cxeculado immediata-
mente em todas a suas partes, pois que al o fim
de 1853 ainda niio linha sido augmentado o quadro
dos auditores.
S II Rendas do estado.
Siluaraa geral.I) nraramcnlo votado para 1853
aprcscnlava urna iusullicicncia de recursos de 34
milhocs. Apezar dos grandes cuidados nos clcu-
los, a penuria dos cereacs e a perspectiva de urna
guerra lorn,iram necessario o abrimenlo de crditos
snpplomoiil.ilo- c extraordinarios na importancia de
64 milhoes. Enlro as despezas improvistas, urnas
foram para ajinlar os municipios a fornecer traba-
Iho durante a crise alimentaria, nutras foram consa-
gradas ao augmento do cffedivo militar c nival.
O sold dos inferiores do excrcito de Ierra o mar foi
augmentado com 10 ccn'imos por dia pelos decre-
tos de 17 e 19 de fevereiro : o numero dos batalhes
de caradores a p fui elevado a 20, pelo decrete de
22 de novembro. Os aconlccimentos polticos v-
nham frustrar as espranos manifestadas pelo go-
verno, na sessao legislativa, c at em parte rcalisadas
com motivo d'uroa reducto provavcl do eflectivo.
Foi, porm, preciso apressar as levas, e se prepa-
rar para todas as eventualidades. O exercicio de
1853 supporlou, pois, os primeiros gravantes que a
guerra linha de acarrelar snossas rendas.
Todava, pelas abrogarnos do crdito effecluadas
nos oulros serviros, c graras ao augmento das re-
ceilas nos principar- ramos do imposto, o dficit
definitivo foi avahado pelo ministro da fazenda so-
monte cm 4 milhoes.
Qnanlo ao orrameuto de 18>(, no capitulo prece-
dente se mostrou o resultado do voto legislativo.
Os creditoss concedidos para 1854 montam a
1,516,820,(59 fr., e as receitas previstas a .
1,520,288,089 Ir .o que deixa um excesso de tres mi-
lhoes e meio.
Orramcnto de 1854- comparado com o
orcamento de 1853.
DESPEZAS.
Taxa sobre o consumo
do sal, perrebida fura
da jurisdr3o das al-
fandegas........
Direito de fabriro nos
assucares inriieenas. .
Diroitos diverso, e re-
ceitas por difiercnles
lililes.........
Producto da venda dos
fumos.........
Producto da venda de
plvora.......
Producto da laxa sobre
as letlras......
Direilo de 2 por cento
sobre remessas de di-
nheiro.......
Producto dos asseutos
as (males postes). .
Producto das passagens
nos paquetes.....
Direilo de Iranzito das
correspondencias es-
Irangeiras.......
Receitas accidenlaes. .
Tolaos.......
6,307,000
34,730,000
37,266,000
138,833,000
6,595,000
45,861,000
1,197,000
504,000
5(,000
680.000
90,000
8(6,801,000
5,220,000
31,0(6,000
38,080,000
130,861,000
5,795,000
43,465,000
1,122,000
621,000
74,000
496,000
38,000
804,434,000
Ministerios
(os.
Crditos con-
cedidos para
1854.
Crditos ron-
coditos para
1853.
A ofliciosa velha melteu o ceslo debaixo do braro,
C ( aiiunliandu per^tititnu :
He ao pai ou^ao filho que Vmc. procura ?
Eniau cites nao habitara juntos? diste Marie-
ta evitando a resposla.
Cerlamcntc ; mas se Vmc. procura o filho, he
intil ir i rasa do pai. Ha mais de um mez nao
dnrme em sc leito, coilado !... Vela junto de seu
amigo Sebasliao, que esleve prestes a morrer lti-
mamente... E he la bom guarda que Tecla, ruina
de caridade, disse que nunca vio oulro semelhanle...
E... onde mora seu amigo Sebasliao? pergun-
tou Marieta, a qual essa tagarellice moleslava.
Ah responden a lainharcira, he ao filho que
Vmc. desoja ver ?..... Porque nao o disse mais ce-
do?..... Agora he niisler voltar e sabir a porla de
Orauge... Allj em frente... depois desca at ao Cr-
lame... He a segunda casa mao esquerda... 0.uer
queasuie?...
Nao, obrigada, respondeu Marieta, irei so-
sinha.
E sem fazer caso da gente que a encarava, admi-
rada sem duvida de v-la correr sosiuha em seme-
lliaule trage e a taes horas pelas ras, tornou a sa-
bir vivamente da cidade, edesceu para o Corlume
deixandu airas, graras lambareira, ciilrclenimeu-
to para a lingua de lodos os ociosos do quarleirao.
Ilianle da porta indicada urna velha alimpava um
caldeiro com areia.
O seuhor Germano pergunlou Mariela con-
lendo as palpiteros de seu curaran.
Suba ao primeiro andar, disse a velha, ahi a-
i liara com qdem fallar.
Marieta entrou, subi a esrada, c chegou a urna
grande sala visia, que devia servir do antecmara.
Vio duas portas, e, sem hesitar, abri urna. Porme-
nor rumor que a rapariga fez, Germano que dorm-
lava em ama poltrona ao p do leito de Sebasliao,
levantene sobresaltado.
Reconheceiido Marieta, um grito que Ihe s dlou
do peilo, veio expirar-lhc nos labios. Eslendeu a
man para o lad'^de Sebastian, e teniendo que elle
acordasse, di, am voz baxa :
Silencio!... desgrasada!
Servir" ordinario.
Divida publica.....
Dolarcs o despezas
com os poderes legis-
lativos.........
Ministerio de estado o
casa imperial.....
Juslira........,
Negocios eslrangeiros.
Instrurrao publica .
Cultos.........
Interior, agricultura o
commercio ....
Polica geral. .
Obras publicas. .
Guerra.......
Marinha......
Fazenda......
Gastes d'adminislraran
c arrecadarao dos im-
postes.........
Embolsos e re-til uirrs,
valores in nomine,
primas c descontos. .
Tolaes.....
Extraordinarios.
Ministerio de estado c
da casa do imperador.
Dilo das obras publicas.
Dilo da marinha. .
Tolaes extraordinarios.
Fr.
396,503,439
36,60,180
fi,80i.TVl
26,640,780
9,230,600
21,413,036
44,213,100
139,313,726
4.928,620
59,170,442
307,686,016
116,476,001
20,193,153
86,106,212
1,427,260,(59
5,000,000
82,1.55.000
2,(05,000
89,000,000
Fr.
372,314,577
17,268,580
6.145,650
26,628,045
9,109,600
22,333,323
44,137,008
147,978,226
3,992,690
58,962,442
334,233,693
114,776,0111
29,317,868
83,942,983
1,(12,274,991
6,000,000
64^333,334
2,405,000
73,788,334
Tolaes geracs.....1,516.820,459 1,485,013,323
RECEITAS.
Rectitat pre-
vistas para
1853.
Designantes dos rendi-
meirtos.
theeilai pre-
vislas para
1854.
Recursos ordinarios.
Coulribuiroes directas .
Reudimcntos das alfau-
degas .........
Iteiidimcntns das matas
e da pesca......
(mposlos e rendas in
directas .......
Diversos rditos. .
Reudimentos diversos
do urrameulo.....
Producto da reserva eda
amortisarao......
Tolaes dos recursos or-
dinarios ......
Recursos extraordi-
narios.
Embolsos dos empres-
timos feilos aos cami-
nhos de ferro.....
Entradas foilas pelas
companhias dos cami-
nhos de ferro.....
Tolaes dos recursos or-
dinarios e extraor-
dinarios......
fr.
418,809,792
18,387,874
28,359,424
851,256,050
55,271,356
22,848,220
81,050,904
1,474,983,620
43,304,469
1,520,288,089
fr.
413,733,283
17,634,254
33,420,580
803,451,000
43,661,856
19,430,012
78,616,911
1,409,9(7,89."
40,872,625
1,450,820,534
As cifras do opamente de 1854 moslram no seu
todo o estado das nossas rendas publicas : resta-nn<
entrar no seu delalhe, e no exame das diversas fon-
les de rendimeotosque lhe servera de base.
Impostes.Abaixose v o qaadro comparativo dos
rendimentos do imposto indirecto nos anuos de
1852 i 1853.
lie mister que eu te falle disse Marieta im-
periosamente.
Que quer? que lem a dizer-me ?... Nao possn
ouvi-la aqu !...
Eulao siga-me tornou a rapariga.
Seu accenlo linha tal auloridade, que Germano
dominado soguio-a sem dizer urna palavra.
Mariela levou-o fra da casa para baixo de um
(runo de arvores, que assombravam a repreza das
fabricas. Ncsse momento eslava mu paluda, o seu
corpo Ircinia do emorao; mas sua voz permanecen
clara e firme.
Germano, disse ella, nao venlio accusar-le,
ncm queiiar-mc de la cruel ausencia, ero chorar
para enternecer-te ; smente responde-me com toda
a frauqueza... He venlade que vas casar com a filha
de Vejran de Peme?
Que tolice disse Germano com impaciencia...
se he para isso que veio...
Responde-me interrompeu Marieta, he ver-
dade ?
.Nao! Irra Ncm coro a filha de Veyran, nem
com aleuma ontra!
E eu, disse Marieta com voz trmula, que
pretendes fazer de inim ?
Germano eurarou-a um momento sera responder-
Ihe. Mo grado seu, senlio-sc commovido vendo
quanlo ella eslava mudada cm 13o pouco lempo ; lo-
moii-lhe a man, e disse-lhe com una brandura cheia
de tristeza:
Ouve-mo, Mariela. Quando le galanlcci, e
fallei-le de amor, Dos he lesleinunha de que eu era
sincero!... Nada tenlio que censurar-te, e dou-te
esse lestcmiinho com multo goslo... Porm boje em
vez de dizor-le: Ama-mc, digo-te: Esquece-me,
Mariela, nao penses mais cm miro... Nao podemos
unir-uos! Como azer-lo cumprclieiidcr isso ? Pe-
me a mo sobre o corarlo... que entes ?... nada !...
Meu corarlo esla morto... tanto para ti como para
qualqner oulra. lia um mez nlo sei como vivo; na-
da lem mais para roim cr nem gosto!... Nao le ac-
cu-o... mas foi por ti que o mal veio : um mal sem
remedio; sera esperaiKa, e que s a morle curar !
Marieta esculava-oarquejante; elleconliuuou de-
pois de urna pausa;
Direilos de regislros.de
secretaria, hypolheca.
Direilos do seo .
Direilos do alfaudegas
sobre a mpurlarao.
Cereaes .......
Mercaderas diversas.
Assucares das colonias
francezas......
Assucar estrangeiro .
Direilos de alfandegas
sobre exporlarao. .
Direilos de navegacSo.
Direilos e productos di-
versos de alfandcga.
Taxa sobre o consumo
do sal, perrebida den-
tro da jurisdirao das
alfandegas .....
Direilos sobre as bebi-
das .........
1853.
fr.
236,566,000
46,360,000
1,189,000
91,630,000
26,494,000
19,271,000
1,878,000
3,207,000
3,108,000
27,922,000
114,062,000
18",2.
fr.
218,011,000
44.310,000
19,000
96,343,000
25,490,000
17,909,000
2,262,000
3,302,000
2,746,000
26,888,000
110,233,000
O lotal de 1853 levo de cresccr para mais de cin-
co milbes com o reste dos direilos e producios do
dilo anno por cobrar cm 31 de dezembro, com o que
ficou elevado a 852 milhoes a receita de 1853 que ha-
via somcnlesido oreada DO projeclo da lei do orca-
mento cm 803 milhoes.
Quanlo aos impostes directos, elles linham sido
cobrados at 31 de dezembro de 1S53 na importan-
cia do 339,538,003 francos, e reslavam por cobrar
21,508,000 fr. A somma arrecadada reprsenla onze
dozo aros, e 39 centesimos do montante das listas.
Branco de Franca. As operares do banco de
Franca no curso do anno de 1853 estao resumidas no
relatarte que dirigi o conde d'Argoul assembla
geral dos accionistas em 26 de Janeiro de 1854. Fo-
maremosdesse relalorio algumas ndicares essen-
ciaes.
A aclividade do commercio, da industria, das
obras publicas, e das e-peculares de loda especie
nunca foi lano como em 1853, o principalmente no
primeiros 9 mezes : narias eflecluadas pelo hinco. A importancia sem-
pro crescente de barras, o obras do ouro modificon
consideravelmenle a natureza da circularan metli-
ca da Franca. Esta cirrularao consista quasi exclu-
sivamente cm moeda de prata ; boje, porm, o ouro
domina. O valor fixo relativo dos dous meiaes sof-
freu urna certa alteraran.
fra o mais forte. Suas operacSes, eomprehendidas
as dos bancos deparlamenlaes reunidas ao banco -de
Franca em abril de 1848, linham ebegado a
2,714,000,000 de francos; em 18(9 o lotal dcsceu
para 1,328,000,000 do francos ; em 1852, o total
tornou a subir a 2,540,000,000 de francos ; emfim
cm 1853 don a cifra de 3,964,000,000 de francos.
iloni, alm dos desconlos de letras, o os a va uros so-
bre rendas ou acres, as Iransaccocs com o thesou-
ro, os effeitos vista etc. Indicaremos, segundo o Sr.
d'Argoul, os resultados dessas diversas operarnos
que o relalorio classifica debaixo de tilulos espe-
ciaos.
1. Em 1852 os desconlos de le-
tras em Pars, e nos eslabelecimen-
los filiaos haviam importado. 1,824,000,000
Em 1853 deram um total de 2,8(2,000,000
Tens padecido multo desde a ultima noite, cm
que le vi, nao he verdade, Marida .' Pois bem, jur-
ga lu mesma o que sao leus solliimenlos em compa-
rarlo do que vou dizer-le Viste Sebasliao deilado
no leito ; os mdicos dizem que ainda ha esperanc,a;
porm eu nao espero mais, sei que elle est para
morrer... Sabes de que elle morre ? sabes quem ma-
la-o ? Es tu, Marieta sim, es tu! Sebasliao amon-
te extremosamente como a mais pura das molhc-
res... es a nica mulhcr que ello lem amado!.....
porin Sebasliao sabe de ludo, e morro do desespe-
ro !... Comprehcndes agora ? Vs esse cadver quo
crgue-se entre nos? concebes que eu possa pensar
ainda em ti, sem lembrar-mc logo daquelle que
morreu por ti?... Morto Sebasliao, o mundo lica
vasio paramrml nada, me prende nem inlercssa-me
mais... ludo esl acabado !
Marieta Ircmia como urna folba verde, c apezar
dos caronjos que lazia para dominar sua emorao,
senlia-se suffocar.
E nosso filho, Germano ? disse ella com voz
quebrada.
Germano cstremeceu, e depois de hesitar um se-
gundo, gritou:
Nosso filho !... Tenho enlflo filho?... Nao que-
ro filho Nao quero mulhcr! Nao quero nada!.....
nada! nada!...
_ Ah! exclamou Mariela, julgas que te bastar
dizer : Nao quero... e que vollarei Iranquillameute
para o lugar donde veuho .'... Ests louco, ou zoro-
llas de mm'.'... F. para onde posso ir agora senao
para junto do ti ?...Ouve, Germano; juro-te quo nao
deves zombar neste momento !... Vos mens ps? te-
riram-se no caminho!... Vs minhas faces? cava-
ram-se esperando-te I... Vanteos olhos.' derrama-
rain lautas lagrimas que a fonte sccrou !... Sei qne
uao me amas mais... ja linha adevinhado isso desde
muilo lempo !... Mas acaso venho lomar a pedir-te
leu amor?... Acaso venho supplicar-le que me fa-
ras feliz? Nao, Germano, ludo esti acabado tambem
para mim desse lado '.... O que pero-te he que re-
lucas, que ileixei o moinbo esta noilc, e que nao
posso voltar parala!... he que te lembres deque
meu pai he velho, e rourrer de minha vergonha!...
he que este menino que Irago no ventee tenha. um
Augmente em favor de 1853. 1,018,000,000
2. O total dos avanros sobre rendas haviaaioma-
do em 1852 urna exlensao extraordinaria na razao da
conversao de 2 por cento em 4 1|2. Esses avanros se
linham elevado a 330 milhoes ; cm 1853 ficaram re-
dimdos a 216 milhoes.
3. Os avanros sobre as acres dos qoatro-canaes
liveram urna alia do 32,500,000 francos a 35 mi-
Ktoef.
Os avanros sobre .icc,Grs e obrigares de cami-
nhos de ferro aulorisados pelo decrete de 3 de mar-
ro ile 1852 monlaram com o excedente do exercicio
em 193 milhoes ; em 1853 cites deram a cifra de
322 milhoes.
a 5. .0 descont dos bilhcles do Ihesouro somenlc
linha variado de 7,900,000 Trancos, a 5,900,000
francos.
6. Os bilhcles da casa da monda, que em 1853
linham sido descontados na mdica somma de
18,500,000 francos apresentaram um lolaf de.,
2(6,000,900 fr.
a O banco, segundo os movimenlos da caixa, en-
vin aos filiaos, ou derramou na circulara em moe-
da de ouro 329,030.000 fr.
ir Transacr, decreto de 3 de marro de 1852, o Ihesouro se obri-
gara a pagar om 13 annos, na razao de 5 milhoes
por anno, os 75 milhoes quo ainda devia ao banco.
Elle pagou a sua primeira preslarao no 1. dejulho
de 1853.
a EfTeilos vista. Em 1853,717,000 effeitos de
am valor medio de 1,290 fr. e fazendo a somma de
925 milhoes foram levados em conla caixa pelo
banco central para as conla- ro rentes. Comparativa-
mente ao anno precedente, o augmento foi de 157
milhes.
Movimenlo geral das especies, dos bilhetes, e dos
cncnnlros no banco central.
Em 1852. 1853. Augmento.
Pagamentos
em bilhe-
tes.....0,682,000,000 7,(88,000,000 1,806^00,000
Pagamentos
emespecies 793,000,000 1 ,S3G,000,000 714,000,000
Enconlros.. 13,332,000,00017,023,000,000 1,493,000,000
Totacs. .22,009,000,000 20,049*00,000 4,040,000,000
nome!... Depois fa/.e de mim oque quizeres, ex-
pellc-nic, niala-mc !... Juro-te que solTrerci ludo
sem qucixar-me!...
Germano nada respondeu. Mariela lanrou-se-lhe
aos ps gritando:
Responde responde! falla! decide!
Isso he impossivel, Mariela !...
Cuidado, Germano!... Bem vs, eslou a leus
ps rogando-te o supplicaudo-te ; uao me lances no
desespero!... nao me facas desgrarar-me!... Ger-
mano, pensa ueste menino!... pois digo-lc que po-
deros maiar-mo depois se quizeres!... Germano, ca-
sars contigo ?
J te disse quo he impossivel!
Marieta levantou-se repentinamente com urna e-
nergia terrivel, e disse em voz breve:
Urna duas! tres vezes! casars comigo ?
Nao! nao nao! exclamou Germano com im-
paciencia, e sentindo toda a piedade relirar-se-lhe
da alma.
Pois bem I lornou Mariela, niio engaars a
oulra !
E ferio-o no meio do peilo.
Germano sollou um rugido surdo, eslendeu os
tiraros, e cabio no chao vomitando sauguc.
Mariela horrivclmetilc paluda, contcraplon-o um
momento lorceudo-so sobre a relva ensanguentada,
o depois gritou com urna risada estridente:
Ah! ah/ ah Morto o animal, morrab vene-
no !.....
E fazendo o sigual da cruz, precipilou-se na re-
preza.
O relugio da cidade dava novo horas. No mesmo
momento Sebasliao ergueu-se sobre o leito, griten
com voz forte: Germano! Marieta e tornou a ca-
hir morto sobro o travesseiro.
XI
Quando Germano foi apanhado margem da re-
presa com urna faca de cozmha mayada no peilo .ate
ao cabo, nineucm deu-lhp dous dias de vida ; p-^-
rm Germano linha sete folegos como o gato: tres
mezes depois sabio de casa paludo, magro e aindi
fraco; mas perfeitamenlc carado. Apezar das pre-
cauroej tomadas pelos que ovigiavaro, nao lhe po-^ i
i Movimento das contas correntes, das reservas
metlicas, e da circulacSo dos bilhetes. O mximo
da conla correntecom o Ihesouro foi de 144 milhoes
o mnimo de 39 milhoes ; o medio he de 76 milhoes.
O mximo das contas correntes foi de 337 mi-
lhoes, o mnimo de 132 milhoe, o medio de 172
milhoes.
a O mximo da reserva metlica foi de 534 mi-
lhoes em 9 de jnuho ; o mnimo em dala de 39 de
dezembro descera a 307 milhoes. A diminuirflo foi
de 227 milhoes ; no fim do exercicio olla nao para-
ra, porcm enfraquecera consideravelmenle.
Effeitos empatados.Depois da revoluto de fe-
vereiro de 1848, os effeitos empatados, quer no ban-
co central, quer nos filiaos, sobiram enorme som-
ma de 34,500,000 fr. Foi arrecadada depois dcsta
poca a importancia de 33 milhoes : restara por co-
brar 1,500,000 fr.
Bancos filiaos.As operacSes desses estabeleei-
inenlos reuuidos montam i somma de 2,098,000,000
fr., a qual aprsenla, comparativamente 1852 um
augmento de 792 milhes. O producto sujeite s des-
pegas fui de 7,4:15,000 fr., e o producto liquido de
(,582,000 fr. Osquatro eslabelecimentos, cajas ope-
rarnos foram mais consideraveis, sao os de Marselha,
l.eo, Brdeos e Lila. Outros muitos filiaes foram de-
cretados ou organisadoscm 4853. O filial da Rochel-
la, auforisado pelo decreto de2 de fevereiro de 1853,
romorou a funecionar no 1. de setembro. O filial
de Nanci, aulorisado pelo decreto de 18 de abril de
1853 enlrou em aclividade a 7 de novembro. Os fi-
liaes de Amiens, 'Futen e Nevcrs. aulorisados pelos
decretos de 7 dejulho do 1852, 18 de abril e 14 de
dezembro de 1853, ainda nao funecionam.
Dividendos e despezas. Os dous dividendos de
1852 foram do 118 francos ; os de 1853 aprescnlarn
a somma de 154 fr. Mister he remontar al 1846 e
IS(7 para se acharem mais elevados dividendos.
(i O accrcscimo da importancia dos serviros, e
mulliplicarao dos filiaes, as construcroes novas, e os
grandes concertos contribuiram para a exlensao dos
gastes. Em resallado, as despezas em 1853 chegam a
somma de 5,536,800 fr., isto he, a 1,566,900 fr. de
mais do que em 1852.
Caixa do depsitos.O banco, pelos seus estel-
los fundamentaos, foi aulorisado a crear ama caixa
de deposites, a qual foi regulada pelo decreto de 3
de setembro de 1808. Esta itisliloicao foi pura o pu-
blico de mui grande utilidade, sobretudo no que
respeila ao deposito da barras de ouro e prnla, moe-
das nacionacs ou cslrangeiras, diamantes oulros
objectos preciosos. O conselho geral do banco, por
suasrcsoluroesde16demaio,ei5 dejunhode 1853,
nststuio em grande escala urna segunda caiin de de-
posites para lodos os litlos, rendas, mandatos, bi-
lhetes, acres, obrigares de loda especie, francezes
como eslrangeiros. Nesles ltimos annos a laxa do
lucro variou mais frequeulomente do que nos annos
anteriores. Em 5 de marro de 1852, o brano, pela
primeira vez depois da sua croaran,abaixou de 4 pa-
ra 3 por 100, o interesse das suas epernres. Causas*
feralmente sabidas forraran o conselho geral, em 7
de outuhro de 1853, a tornar levantar o nlcr;sse pa-
ra 4 por cento. Em20 de Janeiro de 1854 tornou a
subir a 5 por cento.
Crdito territorial.A insliluico do banco de
credico territorial rfcvia encontrar no principio nu-
merosos obstculos. A quesISo foi maduramente es-
ludada ; porm, estes eslndos linham sido antes
Hieorieos que pralicos, ea experiencia devia revelar,
na primeira applicar3o do systema, graves imper-
feires, o perigosas lacunas as qaacs urgiam ser re-
mediadas. No resumo dos trabalhos do orpo le-
gislativo se viram as modificares inlroduzidasno
rgimen das sociedades de crdito territorial, e qoe
foram consagradas, depois da approvncao do senado,
pela le de 10 de jonho de 1853. Um decrete com
dala de 21 de dezembro, reformou de novo os esta-
tuios, as retardes entre a sociedade de crdito terri-
torial de Franra e os tomadores, assim cono os em-
penbos do estado. Nos termas desle decreto, a so-
ciedade pode elevara 5 franeos95 cntimos a annui-
dade para os tomadores todas as vezes ane a laxe
media de.'lporcenloliver sidoduraute 3 metesabaixo
de 86 francos ; por oulra parle, esla aouuidadc ser
de pleno direilo reduzida a 5 francos 45 cntimos,
quando a taxa media de 3 por cento liver chegado
durante Iros mezes ao prero medio de 86 francos.
Os tomadores podem serapre se libertar, com anle-
riparao as condiedes do artigo 75 dos estatuios, sera
ter que pagar prima. A subvengo de dezmilhes,
concedida pelo decreto de 10 de fevereiro de 1852.
abaixou para 9,700,000 francos, qoe sao pagos suc-
cessivamenle na proporcao da vigsima parle dos em-
preslimos realisados. A sobra de 300,000 francos
he assignada cm partes iguaes s sociedades de cr-
dito territorial de Marselha e Nevers. Quando o
montante dos emprestimos do credilo territorial de
Franra livor chegado a 250 milhoes, o mximo das
despezas da administrarlo {60 cntimos por cera
francos) podera ser reduzido pelo governo al 45
cntimos. So antes do 1. de Janeiro de 1857 os em-
prestimos nao se elevarem a 250 milhoes, o governo
se reserva a faculdade de aulorsar oulras sociedades
de credilo territorial, nos districtos das cortes impe-
riaes alem dos de Paris. j
Segundo a contadadado primeiro exercicio social
abrangendo lodo o lempo decorrido desde a forma,
cao da socjfdade al 31 de dezembro-dc 1853, ocre-
dito territorial de Franra realisou 26,711,508 fr. de-
emprestimos, c recebeu, a titulo de subvengo de es-
lado, o vigsimo desla somma, 1,335,955 fr.
Eis qual era o estado da sociedade em 31 de de-
zembro de 1853 : activo 107,371,186 fr. ; pas-
svo 107,032,991 fr. ; excedente em proveito do ac-
tivo 338,195 fr. A conla dos lucros, e perdas em
dernm ocrullaro fiin trgico de Marieta e a morle
de Sebasliao. A impres*ao foi terrivel. Durante qua-
si um mez elle dclirnu horrivelmenle gritando e ar-
rancando a atadura da ferida. Todos julgarara-uo
perdido, o o medico renouciando a todo o (rala-
mente directo, nada mais esperara senao do esfor-
ro de sua robusta constituiraq.
Quando recobrou o juizo, a reacrao salular opc-
rou-se por si mesma. Mas se o soffrimente nao po-
dera quebrar-lhe o corpo, sua alma pareca inleira-
raente abatida. Tinha perdido toda a energa, e en-
cerrado em am silencio sinislro, insensivel, sem de-
sejos e sem vontede deixava-se cnnduzr como nm
menino. Sens olhos ootr'ora brilhanlrs linham-se
tornado tentse estpidos; seus membros entorpe-
cidos haviam ierdido toda a flexibilidade. Era como
um corpo sem alma, um cadver vivo, ae asritn po-
demos exprimir-nos.
I.ogo que pode sabir -era perigo, fez-se conduzir
ao cemilerio. O turnlo de Sebasliao era prximo ao
de Mariela. ucrmauo sem emorao apparenle ia de
um a oulro com urna persistencia obstinada, que in-
quielava seu guia. Nao era somonte nina inania do-
lorosa, era urna necessidade imperiosa. Quando por
qualquer circumstancia nao tinha podido fazer ana
visita costumada, Germano (ornava-se ainda mais
sombro ; as crises reproduziam-se com maior vio-
lencia ; pareca que a familiaridade desses tmulos
applacava-lhe a excitaran dos sentidos, c que Mola-
se eslabelecido nma liga nijsleriosa cotre elles.
Mais de urna vez o coveiro sorprendeu-o de bra-
cos, e com o ouvido applicado sobro a tensa como
-c cscutasse una voz subterrnea, que s elle poda
ouvir.
Em cerina momentos essa especie do loucura bran-
da converlia-se em um verdadeiro frenes; isso acon-
tecia-lhe serapre e.n couscqucncia de alguma car-
retea involuntaria para os lugares cheiosda lembran-
radaquelles, queja nao exisliam. Se desairada-
mente, vollando dw passeio, passava junto do Cortu-
rae, por exeraplo. Germano atacado de urna verli-
gem sbita fugia gritante, e entrava em casa com
urna febre ardenle para muitos dias.
Urna vez ello tinha aahido multo cedo depois de
ama noite de vigilia cruel e Km direcrao certa, f or
MU tu a nn

iiFmun


[lava (la maneira seguinte ; producios
i. ; despez* 588,117 A". ; resta iim
producto liquido 1,948,545 fr., do qual 1.062,(18:2
fr., foram repartidos a Ululo de lucro, c dividendo
aeces ; sendo o excedente tetado para o fun-
d) ilo reserva.
(i producto de cada aecJjo de 500 francos, do$
pues somente foram pagos 250 francos, fol no oxer-
cicio de 1852 a 185U de 17 franco 50 ccnlimo!.
Caixa dos deposito* e roosignarSes. Esla eai-
xa recebeu em 1853 novas attrilmicoes ; ella leve de
salisuuer as obrigar,es que a sessao legislativa fez
obro ella pezar ein consequencia das allerarOes fci-
ico das pensiles civis, nos soccorros dos
iatticoa, nos soccorros da velhico e as caixai
econmicas. Ello leve de concorrer pira a execu-
c.jo da lei de 10 dejando do 18">3, que aulonsou os
departamenlos e os municipios a converlerem suas
antigs dividas em notos emprestimos por mais lon-
go prazo. Ella recebeu alem disto, na eonformida-
da do decreto de 5 de Janeiro de 1853. as mullas im-
postas nos delictos de abuso di imprensa. Emlim
fui enerrregada pelo decreto de 28 de novetnb ro do
administrar o repartir os fundos concedidos as soci-
edades de soccorro mutuo. U ii.ovimenlo geril das
reroitas e despezas em 1853 foi da importancia de
',782,04>i francas, 102 milhOes de menos do que
cu 1852, porcm 53 milhes de mais do que o medio
dos dous annos precedentes. Os beneficios excede-
ram de dous milhes.
Caixa dos soccorros para a velhice. As opera-
roes desla.caixa sao dirigidas pela caixa dos deposi-
los o consignacoes : (iveram influencia no segundo
semestre de 1853, pelos cfleilo da lei de 28 de maio
precedente que abaixou o premio de 5 para 1 11
por cen, impoz um prazo de dous annos enlre a
poca da entrada do capital, a fruirao dos alraza-
dos, c reduzio a 2,000 fr. o mximo da qnantia com
que se podo entrar. Eis o resumo das receitas do
anuo assim como a indicaro do emprego dos fuu-
^h>
l ll I colnjis impensado G.QII.MH fr.
007,901 fr'
6,0.0,11i I fr.
Ajuutando a esta somma as rendas alrazadas rece-
bidas cm 1853, assim como o residuo nao emprea-
do de 1852 se oblcm urna reccila total de 8,162,851
franc
Os embolsos, depois de morle, dos capilaes reser-
vados, e os dos capilaes irregularmenlc entrados ou
excedente do mximo elevaram-sje a 501,250 fr., de
mancira que fcou a somma de 7,661,601 fr. para
empregar em compras de rondas. Essas compras
foram effectuadas ato a concurrente quantia de
312,OK) fr. de renda representando um rapilal de
7,661,591 francos.
As receitas depois di origem da caixa dos soccor-
ros al 31 de dezembro de 1853 clevaram-se a
40,901,437 ir. Eslasumma, rcduzida a 635,098 fr.
embolsados por diversas cansas, foi convertida cm
1,694,996 fr. de renda.
\as econmicas. Eis aqu o resumo das ope-
rajocs, da caixa econmica de Taris em 1853.
A caixa economica'recebeu : 1 de 269,804 entra-
das, sendo 39,167 entradas novas, a somma de
1,289 fr. ; 2 de 1,319 transferencias de rc-
i das caixas departamentaes.....
86,071 fr. 96cntimos; 3o alrazados de rendas
>s deponentes 88,859 fr. 50 cntimos.
alisou a caixa alem disto, por cunta dos seos
les, os lacros na importancia de 1,836,87'
Embolsou por conla : Io em 85,056, retirados,
79 retirados, a somma de 25,132,788 fr.
34 cntimos :2 em 1,178 pagamentos transferidos
is caixas departamentaes 487,630 fr. 18
cntimos ; 3 era compras de 264,800 fr. de ron-
obre o estado por conla de 8,398 deponentes,
a somma dv fr. 70 cntimos. Devia a 31
de dezembro do 1853 211,548 deponentes a somma
do 54,413,164 fr. 58 cntimos.
comparar estes resultados com os de'1852
se adiar que as entradas de (853 foram inferiores
de 2,954,289 fr. as do anno precedente, c que os
embolsos excederam de 4,182,420 fr. aos de I852 ;
masque, por oulro lado, os deponentes fizeram em-
pregar erasen nome em rendas sobre o estado.......
3,821,251 fr. demais em 1853 do que em 1852, e
que cm conclusuo, o liaverdos deponentes cm 31
de dezembro, confrontado com o que exista na epo-
co correspondente de 1852 aprsenla um accrcscmo
de 2,597,126 fr. 98 cenlimos era somma, e um aug-
mento do 1' s no numero dos deponentes.
Alem da caixa ecouomica do Taris que he a mais
importante, contara-se em Franja 367 caixas econ-
micas, repartidas pelos diversos departamento.'. As
estatificas dessas-caixas em 1853 nao foram publi-
cadas; a|icaas podemos apresentar aqu a situacao
das doze principies caixas econmicas deparlanicn-
(aes em 31 de dezembro do)852.
nlio do Rdano
l.uire. .
o da
. 154
2.134 kil.
Segundo as explicaces do Sr. ministro das obns
publicas, a raaior parle das linhas devem ser feilas
por conla e risco das coinpanhias, sem subvengo ncm
garanta) do inlcrcsse. Taes sao as do Montobao
f.nt, de Clcrmonle-Fcrrand Lempdcs, de Coulroz
a Terigueux, de Kheims Clicrvilho o Sedao, do
Cred a Bovs, de Paris Mulhouse, de Taris i Vin-
cciiues e Sao Maur, de Naucy ray, de Besan-
Uelforl, do Laroche ti Auxcrre, do Tours i
Nanles c de Nnntes a S. Nazario. Anda mais, a
companbia do Slrasburgo, tomando-se concessona-
ri i das linhas do Taris Malhouse, e do Nancy
Grav (ibrigou-se a embolsar ao estado a somma de
12,000,000 de francos, devida pela companhia de
Slrasburgo a Bale, a de 3 milhes deviJa pela com-
panliia de Monlercau a Troves, e de desoncrar o es-
lado da garanta de inleresse anteriormente promel-
IMa s linhas do Silo-Desiderio (iray, e de Slras-
burgo Wisscniburgo. Mediante urna simples ga-
ranta de nteresso puramente nominal, a companhia
encarregada da conslrucrao dos caminhos do Rhoda-
no i l.oire deve embolsar ao estado um crdito de i
milhes. As nicas concessoes que, em razao de
circumslancias particulares relativas ou exigudade
dos rendimenlos, ou as dfliculdades de execucao,
impozeram um sacrificio ao Ihcsouro, sao as dos ca-
minhos do Bayoiiua a Terpinhao, de Orsay, de Ge-
nebra e de Grenoble. O lolal das subvencoes con-
cedidas a esles caminhos eleva-sc a 39,300,000 fr.
He este o nico encargo rosullanle para o estado de
todas as novas operacoes perlcnccnles ao exercicio
de 1853 : e anda seria justo desfalcar 19.600,000
fr., importancia dos crditos maisou menos incerlos,
cujo embolso foi garantido pelas novas companhas.
a Todos os caminhos de ferro que foram concedi-
dos al a revoluto de feverciro cuslaram ao estado,
termo medio, dedcelo feita das sommas embolsadas
pelas companhas 102,482 francos por kilmetro. Os
caminhos concedidos depois da revolucao de fevere-
ro al 2 de dezembro cuslaram ao estado, termo me-
dio, 193,910 francos por kilmetro. Os caminho'
concedidos depois de 2 de dezembro de 1851 al 31
de dezembro de 1852 cuslaram ao estado, lermo me-
dio, 102,061 francos por kilmetro. Emlim os 2,131
Lilomelros concedidos do 1 de Janeiro a 31 de de-
zembro de 1853 para execurao dos quacs a industria
privada deve despender 160 milliiles, s mpem ao
estado o encargo medio de 20,909 fr. por kilmetro.
islo lie, 81,252 francos menos do que no anno prece-
dente. Resulta, pois, do lodo das ultimas concessoes
cnlre 1852 e 1853 urna dlfercnra lolal, em prvei(o
do estado, de cerca 180 milhes.
Era para receiar que esle sbito desenvolvimeulo
impresso s concessoes dos caminhos de ferro sobre
exereilasse a especularlo, e fornecesse alimento a
agiolagem. A situarlo da bolsa, j sobrecarregada
de valores industriaos, atlestava que esta apprchen-
slocra bem fuudada. E por isso o governo julgou
prudente inlroduzir nos cadernos dos encargos das
tovas companhas um clausula, que impunha-lhes o
previo pagamento dos 2 quintos de cada acolo. Es-
la obrigarrlo puulia as companhas em estado de co-
nicrar inmediatamente scus traballios, e de fazer
face aos empenhos por ellas coiilrahidos desdo o co-
rnejo do suas operacoes.
Independente das concessaejdtas cm 1853 e que
teriam sido muito mais consideraveis, se o governo
allendesssc lodos os pedidos que Ihe eram dirigidos
de todas as parles, deram um vivo impulso aos es-
tados necessarios para o estabelecimor.lo das linhas
que devem constituir as cadeias do centro da Breta-
nha e dos T> reos. Demais, he fcil avaliar-se o
descnvolvimenlu dos transportes pelos caminhos de
ferro consullando-se o qadro seguinlc que aprsenla
o estado da receila em 1853.
de julhn de 1852, e no fin de 1853 ja se havia julga-
do cm 20 milhes de obras.
As despezas feitis cm 1852, or-
earan) em......
1853.
DIARIO DE PERNAMBUCO. QUINTA FEIRA
OE MARQ0 DE 1855.
Tolal.
1,191.904 fr.
5,67(1,000
6,870,904
O numero dos Irahalhadores, que cm mareada
1852 ora de 600, Ibi elevado a 3,000 em novembro,
o era ainda de 2,000 no principio de dezembro.
Nunca talvoz so vira levantar lito rpidamente um
edificio de laminlia importancia. Apczar das preo-
cuparon inspiradas pela poltica exterior, o governo
(omou em honra nao iuterromper cssa obra de gran-
deza nacional, que so concluir sem duvida antes do
lermo de 5 annot concedido pelo decido de l2dc
marro de 1852.
Dique de Chcrhurgo.Esla gigantesca obra, pro-
jectada por Vauban, somente carnerada em 1783, in-
lerrompida durante a revolucao, continuada no lem-
po do imperio, suspensa outra vez por toda a duraclo
da restauradlo, ronrluio-sc emlim em3l'de dezem-
bro de 1853. O dique tcm 3,700 metros, e apresen-
la um relevo de mais de 20 metros cima do fundo
domar: 2,(*K)])onlas artificiaos de pedra (caberas
de mouro) cada urna de 20 metros cbicos, e de pe-
so de 44,000 kilogr. amparara das vagas os funda-
mentos das extremas ponas de repreza. As despe-
zas fcitas desde 1783 at 31 de dezembro de 1853 com
a conslrucrao do dique orearan) era 67,300,000 fr.
[Annuaire des Deu.r Monden.)
I Compri-
Somes dos caminhos.'ment culti-
vado.
Receita de
185:!.
Saldos em
31 de de-
zembro de
1852.
Borde
Leao. .
Marselh.i .
Amiens. .
Mclz. .
Orteans. .
Lila. .
Ralo. .
Nancy .
Breslo .
Slrasburgo.
Versailles .
8,155,000
7.010,000
5,816,000
4,958,000
4,217,000
3,943,000
3.9IO,0()ii
3,530.000
3,505,000
3,276,000
3,181,000
2,756,000
Nmeros
dos C.'l-
nlicnlios.
II.
.22
> =
as 3
18.560
27,000
13,100
12,290
1.5/(00
8,515
10,890
9,650
8,590
7,170
8,770
7,860
434
259
413
403
271
463
359
365
480
438
362
3.50
Nono c Bulonha. .
Au/in i Soniaiu. .
Leste...........
Montereau a Troves.
Alsacia.
Mulhouse Thanti.. .
Slrasburgo Bale. .
Taris l.eao......
Lelo ao Mediterrneo.
Avinhao a Marsclha. .
M ir. direita do Rho-
.dao.........
Bonicos i Teste. .
S. Eslcvao a Leao. .
S. lslevao a Andra-
sieux......
Andrasieux a Roanna.
Orleans' e prolonga-
mentos ....
, Oeste.
Taris a Loupe. .
Taris a Versalhes (mar-
gem direila. ....
Parisa Versalhes (mar
gem esquerda. ,
Taris a Ru3o.....,
Ruao ao Havre ....
Ruao a Dppe.. ,
Paris a S. Germano. .
Taris a Sccaax ,
Caminho de cintura. .
7IOkilom.
19
627
100
21
141
383
125
174
59
66
18
68
1,016
12t
23
17
111)
92
51
26
11
6
31,807.838 Ir.
282,702
25,019,258
1,376,335
199,306
3,170,987
20,718,330
5,099,928
3,832,169
326,132
5,989,013
516,293
. 1,227,535
37,601,110
3,703,371
1,753,386
987,557
11,101,079
4,780,558
881,.506
1,613,853
329,379
145,765
ASSEMBLEA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL.
" Sessao' preparatoria em 28 de feverciro de
1835.
'Presidencia do Sr. Ilarao de Cnmaragibe.
Ao meio dia acham-sc reunidos na sala das ses-
soes os senhores :
Antonio Jos de Olvera.
Jos Pedro da Silva.
Joaquim Tinto de Campos.
Antonio dos Santos de Siqacra C.avalcanli.
Manoel Clcmenlino Carucirn da Cunha.
Caelano Xavier Tcreiradc Brlo.
Silviuo Gavalcanti de Albuqucrque.
I.uiz Filppe de Soma Leao.
Francisco do Regn Barros Brrelo.
Antonio Epaniiuondas de Mello.
Barao de Gamarau'ibe.
Sebasliiio do Reg Barros de Laccrda.
Joao Jos Ferrelra de Aguiar.
Marcal Lopes de Squera.
Jos Quinlino de Castro Lelo.
Francisco Raphacl de Mello Ucgo.
Vicente Ferrcira de Squera Varejao.
Francisco do Paula Baplista.
.Manoel JoaquimCarnciro da Cunha.
Cosme de Si Tcreira.
Aprigio Joslniano da Silva Guimaraes.
Verificaudo-so haver numero sufficienlc de se-
nhores deputados, a asseinbla resolve expedir o
eguintc ollicio :
Hlm. Sr.Tendo-se verificado, que exislo o nu-
mero preciso de deputados para se proceder aber-
tura da asscmbla legislativa provincial no dia 1
de marro prximo futuro, manda a mesma a.-em-
bica assim o enmmunicar ao Exm. Sr. coiiselheiro
presidente da provincia, para que se digno do desig
nar a hora em que ha de vir cumpriro premio, que
Ihe impoo o arl. 8o da lei de 12 de agosto de 1834,
o que V. S. se servir de levar |ao conhecimenlo do
referido Exm. Sr.
Dos guarde a V. S. Secretaria da nsscmblca le-
gislativa provincial do Pornambuca 28 de feverciro
de 1855.Hlm. Sr. Dr. Joaquim Tires MachadoJ
Porlella, secrelirio interino da provincia..tnto-
nio Jos de Oiceira, primeiro secretario interino.
Nao luyendo mais nada a Iratar-se,
O Sr. Presidente dissolve a reuaiao convidando
os Srs. deputados prsenles a reuuircm-sc amanilla
pelas 10 horas do da.
-------- iaiOB> i
REPARTICAO DA POLICA.
Parle do dia 28 de fevareiro.
Hlm. e Exm. Sr.Participo a VVExc. que, das
diflerentcs parlicipaOos hoje recebidas ne>la re-
parlirao, consta lercm sido presos :
Pela subdelegada da freguezia do Recife, Izi-
dro Ambrnzio da Coiiccr,lo, o o prelo Lourcnro,
escravo de Salusliann de Aquino, ambos para ave-
ri-uaces noliciaes, o o prcto Luiz, escravo, por an-
dar fgido.
Pela subdelegada da freguezia de Sanio Antonio,
Pedro Cyriaco, por brga.
E pela subdelegada da freguezia dos Afogados,
Alcxandrc Manoel Ferrcira, por furto de cavallos e
uso de armas prohibidas.
Dos guarde a V. Exc. Secretara da polica de
Ternambuco 28 de feverciro de 1855.Hlm. e Exm.
Sr. conselliciro Jos lenlo da Cunha e Figueircdo,
presidente da provinria.O chafe de polica mi;
Carlos de Paira Tei.rcira.
DIARIO DE PERNAVBim
III. Oorai Publicas.
Caminhos de ferro. O impulso j.i dado cm
is obras dos caminhos de ferro au foi menos
activo em 1853. O lodo das concessOjs feilas no
decurso do auno i industria privada, aprsenla um
desedvolvimento de2,124 kilmetros, "a laber:
Tolaes. 14.007 kilom.| 165,503,450 f.
59)
155
Ti
Caminho do Bordese Bayona. )
de Narbona Terpinhao )
dcClermont Lcmpdes
de Montobao n Lol. .
deConlr.iz Terigucux.
> de Leao fronteirasuissa
)> de Sao Ramberl Grc-
noblc......
i> de Burgo Rainha Orsay
de Rhems Chcrvilha a
Sedao......101)
413,
220 :
21'|
265 kil.
388
215
98
15
139
39
657
deCrcil \ Bauvaij. 25)
do Sao Diniz Creil. .
de Taris lulhouse. .
de Nancy Gray. .
de Paris a Vincenncs e
S. Maur. .
de BesancAo Belfort. 90
de I.arocha Auxerrc. 20
de Tours Mans. 94
de Nanlcs i Sao Nazario 60
Reconstrucco doscami-
A compararlo do rcndimcnlo de 1853 com o de
1852 faz sobresahir um augmento de 33 milhes de
francos. Este augmento nao proven) somente da ex-
tensao que recebeu nossa rede de vias forreas pelo
abrimento de novas sccres, he devido sobreludo ao
deseuvolvimcnlo do trabalho c dos negocios. O
rendimento kilmetro, de feilo, elevou-sc de 35,712
fr. li 41,314 fr., o que d, cm favor de 1853, urna
diferenca de 5,592 fr. ou kilmetro, ou 1566 %.
Em 1852, o rendimento kilomtrico apresenlava
j relativamente a 1851, um excedente de 12 ;.{ por
cem.
Tclegraphos.Oraras a applcacjlo da eleclricida-
de, o serviro dos telegraphos (omou una extensao
considcravel. O telegrapho aerio punha cm com-
monicae.io com Taris Tinta o cinco cdades somenle.
No mez de junho de 1854 cenlo e cincoenta cidades
communicavnm com a capital pelo .lelegrapho elc-
trico. Alem disto a Franca se acha desde esla po-
ca em directa reanlo elctrica com a Inglaterra, a
Blgica, a Soissa, a Bavcra, o urande ducado de Ba-
de, a Trussia, a Austria c a Sardcuha. O commcr-
cio c os particulares comecam a lucrar largamenle
as vanlagens que Ibes traz esle novo instrumento de
communicarOes rpidas. O numero dos despachos
privados tora de 10,009 em 1851, de 48,000 cm
1858, e havia chegado a 200.000 em 1853. As recei-
las que em 1851 s inonlaram a 75,000 fr. chegaram
em 1853 1,500,000 fr., e avaliava-se que em 1854
produziriam 3 milhes.
Obras do Louvre.O decreto de 12 de marro de
1852, que ordenou a juncc.lo das Tulberias ao Lou-
vre, recebeu inmediatamente execucao. A prime-
ra pedra das construecos novas foi laneada em 25
JURY SO RECIPE.
Dia 27.
Presidencia do Sr. Dr. Alexandre Bcrnardino dos
Rcis e Silva.
Promotor publico interino, o Sr. Dr. Francisco
Gomes Velloso de Alhuquerquo Lins.
Advogado, o Sr. Dr. Joaquim Elviro de Moraes
Camino.
Escrivao, Joaqnim Francisca de Paula Esleves
Clemente.
Fui aberla a scssos II horas da nianhaa, achan-
do-se prcscnlfs 38 senhores jurados.
F'oram dispensados c relevados das multas cm
que incorrcrain, os senhores jurados seguidles :
Ilemclerio Maciel da Silva, por ier aprescnlado
allestado de molestia.
Joao Tolicarpo dos Sanios Campos, a rcquisir.lo
do secretario da provincia.
Dr. Jos Joaquim do Souza, i requisiro docom-
mandanle do corpo de polica.
Jos Ribciro Ponte?, por 1er prvido com docuc
ment sereslrangciro.
Foram multados em mais 20$000 rs. cada um
os jurados j multados nos anteriores dias de ses-
sao.
Foi conduzido ao tribunal o reo major Americo
Janscn Telles da Silva Lobo, para ser julgado pelo
crimede oflcnsasphisicas c aiueacas, com o fim de
injuriar ao conselheiro presidente do tribunal da re-
lcelo, de que he aecusado.
Foram sorteados para compor o jury de scnlen-
ga, que tem de o julgar, os senhores jurados seguin-
tcs:
Severiano Pinto.
Cosme das Trcvas Tcixeira.
Jos Joaquim Lopes de Almeida.
Jos Cavalranli de Albuquerquc.
Antonio Joaquim de Oliveira Baduem.
Manoel Francisco Marques.
Galdino dos Santos Nunes de Oliveira.
Jos Marcelino da Rosa.
Dr. Carolino Francisco de Lima Sanios.
Francisco Joaquim Machado Freir.
Ignacio Francisco Marlins.
Antonio Jos Rodrigues de Souza Jnior.
Findos os debites, foi o consclho conduzido a sala
das conferencias s 5 horas da larde, de onde vollou
s 10 horas e incia da noile enm suas resposlas, que
foram lidas pelo presidente do jury ; em vista de cu-
ja decisao, o Sr. Dr. juiz do drcilo presidente do
tribunal condemnou o roo a 6 inezesde priso e mul-
ta correspondente a duas tercas partes do lempo,
grao mximo do arl. 207 do cod. crm., pagas as
cusas pelo reo ea municipalidado, e levanlou-se a
sessao, adiando-se para as 10 horas da rnanha do
dia seguinle :
lomos obsequiados rom um numero do Nttc York
Herald de 3 de feverciro, gazela dos Estados-Uni-
dos, cujas dalas de Londres chegam a 19, c da Cri-
mea a 10 de Janeiro.
Segundo um despacho lelegraphico do principe
MenschikofT, em 10 de Janeiro, nada importante li-
nha tido lugar dianle de Sebastopol. Caba grande
abundancia de nev, e continUava a geada. A mo-
lestia anda prevaleca no acampamento inglez, eo
numero dos morios nos hospilaes do Scutiri ia em
augmento. Com ludo nao ha indicio de abandonar-
se o.issedio; pelo contrario, segundo os aununcios
publicados as gazclas de Londres c Taris, todos os
dias parlera para o Oriento tropas addicionaes e nia-
teriaes de guerra.
Algumas sorlidas consideraveis bao sido feilas pe-
los Russos sobre as linhas inglezas e francezas. Ha
morios de ambos os lados, e os'Hussns sao repellidos
sempre com perda. Nao he a coragein, ncm mesmo
o numero dos Russos que balo os alliados, sao
desbaratados por cinco militas de pal el una.
Nlo he verdade, diz o correspondenle do Herald,
que o bombardcamcnlo de Sebastopol fosse renova-
do a 8 de Janeiro.
Omer Tach lnha ido ao campo dos alliados con-
certar medidas para um grande inovimcnlo. De-
pois vollou para inspeccionar as suas forras cmu-
patoria, e agora parti para Varna, a fim de embar-
car maisgentc. O almirante l.yons, que actualmen-
te commanda em lugar de Dundas,tambera leve urna
entrevista com lord Ragln o Canrobcrl. Espera-se
grande feilo da sua eu6rgia. N.lo se duvida que elle
emprehendera entrar em Sebastopol pelo lado do
mar. O duque de Cambridge est cm Malta, c o
princepe Napolcilo foi decei!idamonle,fevocado.
O imperador da Russia ordenara ao sen cmbaixa-
dor, o principe GorLschakolT, que accilasse, sem re-
serva, os qualro pontos'ou garantas exigidas pelas
potencias uccidentacscm a nota de 8 de agosto como
bases para negociaces de paz, e ao passo que os go-
vernos inglez c francez enviaran) plenos poderes aos
seus respeclvos embaixadorcs na corte d'AnsIria,
para entrar cm negociarus, o czar escolhcu esle mo-
mento para recomecar as hostilidades no Danubio.
He islo um faci incontcslavel. Enlrou naDo-
brudscln. e ahi desbaratou urna divs.lo turca, s
barbas de Coromini, o general austraco.
A Austria era consequencia do seu tratado com a
Torta, est obrigada a rcpellr pela forra qual-
qoer nova invado nos principados danubianos. O
jornal de Conslanliuopla de S de Janeiro, publica a
narracao de umjanlar poltico dado pelo barao de
Bruck, o internuncio austraco, aos ministros da
Torta Oltomana. Depois do janlar o barao de Bruck
propoz um brinde ao sultao c ao sen valcnle exer-
cilo, cojas proezas no Danubio sao a admiracilo de
toda a Europa :
o L, hradou o internuncio d'Au-lna, elle venceu
os Bussnsem todos os rnconlros, c provou corle de
Sin Pelersbnrgo, que he capaz de, corajosameule,
defender os direilos da Turqua contra a ambicio
moscovita. Assim como as polencUs occidcnlacs,'
accrcsceotou o bar.lo de Bruck, a Austria est an-
ciosa por combalcr era favor da defeza dos direilos
e da jslicada Turqua, c seifi qual for o resultado,
a Rusia cesanr de ser um objecto de terror, por-
que (cr de suecumbr. Esla palavras produziram
profunda impressao em lodosfos hospedes, e o grao
vizir frenticamente agradecen ao internuncio.
O discurso do barao de Bruck he considerado coW
mo um annuncio decidido de que a Austria brevet*
. O embarque dos nossos 15,000 soldados para a
Crimea lera brevemente lugar em Genova. Odu-
quedo Genova ao principio devia lomar o com-
mandoem chefe dcsle pequeo excrcito ; roas, es-
tando anda em convalcsceiira de urna recento mo-
lestia quo leve, resiguou o commando ao minislro
da guerra, ogcueral Helia Marmorc.
A Opinione de Turin, de 15 de Janeiro, diz que
a partida das tropas l'emoutczas para a Crimea fe-
ria lugar a 28 de fevereiro. Segundo esle jornal o
contingente deve consistir de20,000 homens, 15,000
dos quaes embarcaram naquellc din, o os nutro*
5,000 devem formar a reserva.
O Brasileiro Carvalbo em ParisA obra do
Sr. Dr. FirmoA llueratnra morre desa-
nimada em Fernambuco. (')
I.
Em um dos mezesdo anno de I854,desfraldava
asvelas de DOMO porto um vaso que cm poucos lempos
abicaria as plagss francezas : e nesle navio ia un
mancebo nossopatricio,que em breve lempo fez corer
ao circulo NapolcSo inmensos espectadores, para
admirarem-lhe o garbo c as evoluces de fabulosa
destreza.
A I Ilustraran de Taris, da cidade de dez leguas
de arvores, dez leguas de monumentos, dez leguas
de ros.' A cidade das Tulhcrias, do Louvre, de
Notre-Damc, do Tanlheon, dos Invlidos, do Senna,
do milhao de habilanles, emlim Paris! por um dos
scusorgaos acreditados em todos incontinentes, lou-
vou o genio arlislico do joven Brasleiro o Sr. Car-
valbo, e aprcscnlou-o em eslampa, cxeculando urna
das suas pclloticas que mais dispertou a admirarlo
dos expectadores.
Queris ver o joven brasleiro ? ide ao Gabinete
Partuguez, procurai a lllustraco de 23 de dezem-
bro, e nclla aprendei que o genio, quer revele-se no
fabrico de flores, quer no canto de versos harmonio
sos, merece a gralidao, respelo, c estimulo do iodo
os humen-.
Agora, pargunlamos : se com o joven artista
obrastes cora tanta ingratidao vos, sobre Udo ho-
mens do curo ; cao joven sem familia, pobre,sem
prolccro cxpcllislcs de nosso co ; se a elle, por
que era artista n.lo protcgislcs ; lendes eslenddo a
mo aos escriplorcs que louvam, enobrecem, m-
morlaiisam a provincia, a patria, com scus versos,
sua prosa, sua scicncia : ouvi.
Em lins do auno panado, apparcccu urna obra
que tem por titulo Keflexcs sobre a Educarlo
Phvsica c Moral da Infancia. Neslo lvro ncerra-
se um lliesouro do pcnsamenlos cuja applicacan for-
mara urna era importante no nosso desenvolvimeu-
lo pbysico c moral para o futuro de nossa grandeza.
as suas paginas estilo cscrptas as palavras,palrio-
lsmo, imagnacao fecunda, estylo sensibilizado e
poclico, religio. Alravez de todas as contrarieda-
des, anguslias,desesperanc,as, um nosso comprovinci-
anos revclou no seu estylo, no seu livro, os anhelos
benficos, as aspiraees, a gloria c o artigo Dos
he o sello do seu carcter probo c religioso.
Pcrgunfamos agora :
Foi a fronte do poeta dcsnublada das tristes
ideas que porsegaem ao genio t O publico) recompen-
sou as locubrac,es do escriptor ? A imprensa pro.
vincial cstiinulou, animou ao nosso patricio que en-
celara na sua vida urna carreira Ihrilhanlc ? nao.
A imprensa emudeccu, o publico ficou indiffe-
rcnle como a imprensa, e se algama cousa ganhon
o escriplor desta Ierra de barbaros, foi urna ruga,na
fronte, urna dr no corarlo, o a e negrecida triste-
za u'alni?.
Que pr yincia 1 que naci Ah! he assassinando
os talento artsticos, como os Porlugaezes, cegaram
e depois n ram o archlecto que ergueu a espanto-
sa fabrica
gucs qni
Queris q!.
manee, a i
lettras >.
Mosleiro da BatalhaAffonso Domin-
areis, que as artes se desenvolvam '/
igridam os sciencias, a poesa, o ro-
la, a ltteralura, c nao protegis as
indo o poeta desferindo lyra sono-
ni harmoniosos hyninos canta a-grandeza-los
s passados, c senle os lampejos do porvir, he
ando vos, egostas da niinha trra, retiris a mo
mente lomar aolfcnsiva contia a Russia. O exer-W*""0S
rosare
lempos passados, c sent os lampejos do porvir, li
quando vi
do^NiaV porque pensis quo assim como a fecundez
da i.-. JJiacao leera os Mgredoa das paixes humanas
conj -mbem na vossa burra os montes do vosso
uii -Queris que o historiador profundamente
sL -O crguer, o crcsccr, e o desabar das naces
i- e v,lo succedendo, guie com as lices antigs as
i* ^es novas, c quando no ardor de sua inspirarlo
-.' e.iQ'.inlia na senda da gloria, dcsalcnlai-os, ma-
llaveriam rccord.iciies gratas-o os GJos nlo
estampassem as calhredaes o sello do sen steulo o
do seu genio, e nos pincaros dos ruchedos os seas
caslellos que aforraoscundo pasagem, recordam
os lempos da cavallaria e do servilismo ? E donde
provm a simpalbia das nacoes modcruis do Occiden-
te pelo Oriente, a nao ier disparlada pelo rendado
sublime aerio, elegante da Alhanbra, dos dcscobri-
mentos, sciencias e monumentos do povo rabe De
Sevilha e Granada, Carthaso e Palmyri i
Nao se vos agita o sangue, e nao vos borbu-
Iham n'alma milbaresde pcnsamenlos, grandes como
a nos-a Ierra, sublimes como a religio do Cbristo,
quando ao desfolhar os livros histricos deparis que
llcnrique Dias cora as suas lcgies, negras como de-
monios, valcnles como lees; Camarao com scus in-
dios crestados pelo sol, intrpidos como a onra ; Vi-
eira cora as falanges brancas, rijas como o ferro, no-
bres romo a gloria, alirando-sc no meio dos campos
hollaiidczcs am-lhe arrancar os pcndOes, arrasar as
Irincbeiras e (odos.brancos.indios, prclns. praniiuria-
vam no exhalar do ultimo suspiro, patria I patria
Acordai pois que he lempo, o vinde lomar lugar
no banquete da illuslracao, palomeando o vosso va-
lor, o genio de vossos lilhos, a grandeza do vosso fu-
turo.
Veda a Babia que estimula a sua mocidade, en-
va-a as nossas academias, c s eslraogeiras, fin-
la aos cofres pblicos e particulares para auxiliar o
(alent nascenle de mancebos desvalidos : anima-os,
quando a prodcelo de um de seus lilhos honra a sua
provincia ; ed'ahi provm o eslarem um passo mais
avanzados que nos. Nao ser um digno c uobre
exemplo o obrarmos do mesmo modo'?
- F'inalmenle queremos, que os nossos jovens ta-
lentos, artsticos, Iliterario--, scienlificos, nao apre-
senlcm logo monumentos de elevada consideradlo ;
ser razo para retirar-Ibes a prolecrao, e mala-Ios
aspbyxiando-llie o fogo da inspirarlo ? Ainda ns-
so queris seguir aos Torluguezes que uiataram o rci-
poeta, o cantor divino de seus felos no Oriente e no
Occidente, com os tormentos da inuratidao o da mi-
seria ? Nao sabis o quediza urna illuslre escriplo-
ra a respeito dos talentos que no horsonte viam os
bruxuleos da luz Iliteraria ouvi pois:
Todos os homens cumpririam com os deveres da
o vida, diz a Sra. de Slacl, se cm qualquer genero
que fosse, forcejassem por assicnalar a sua passa-
ii gem na Ierra, emprchendendo realizar ahuma
< grande idea. E na verdad,-, he j urna honrosa
u prova de caracler dirigir a um poni os raios es-
n parcos da aclividade do espirito humano, a
N Franca um talento arlislico revela-se, por-
que os Francezes sabem eslimular o genio. Aqui
mata-sc o productor de urna obra moral, porque son-
be dcsccr, al ao amago dos coraces malcrnaes, e
acompanhar o homcm da infancia ao tmulo.
Que gente qne provincia em que as pennas s
(eem animacloquaivlo urna poltica degradante quer
enxovalhar as reputardes As.folhas Iliterarias
morrem na angustia, as paginas conspurcadas de
odiosidades vivom !
Nao |sao de valia as paginas dos escriplorcs
principiantes, os versos dos poetas nao ogradam, os
moralistas lilubeiam duvdosos se revelarlo as aspT-
races das seas almas, as pulsares dos seus coraces
sinceros ; enlo crilicai-os, mas com a critica nobre,
generosa, animadora como de quem sabe o que cus-
Uim liiculiraees.o meditar na callada da noile,as de-
cepces dos lempos de mocidade dolorida Depois
guiai ospassos vacillantcs do escriplor, ensinai-lhe
a tracar os pensamcnlos profundos, c dcsvcndai-lhe
a eilalua da gloria, c dcixai que o lempo faca o
resto.
Bicosda nossa trra, animai a esculplura e a
arcbilectura da nossa patria,e lercs monumentos em
que no porvir outros Chateaubriand e Volneiys virao
assenlar-se e chorar. Animai as ledras e oovircis
ao loque do boro, c aos canlos montonos dos selva-
gens, succeder os poemas da rivUsarlo : ao histo-
riad o r.e liaveis de chorar de commorao as narraijes
dos felos dos vossos maiores, aeces gravadas no
iuiiuio da immorlalidade : a agricultura, o com-
mercio, a industria, e o nome Ternambucano rival
da glora marcial do Sparta,selo-ha tambemde Alhe-
es. M. >. de Moraes Pinheiro.
poder o respeilavejfoblico melhor avaliar a forja o
cflcaca do djlavemcdio ; reaolvi-me agora a faze-
WUaiaJnjJtr Ihe rogo o favor de fazer inserir no
seHfftrnBeslimavcl jornal a lisia que abaixo se se-
gu, a qual he somente do ultimo semestre do aun0
prximo findo, cujas pessoas sao as que mais lenho
em lernbranc,!, nao duvidanda mesmo que algumas
me (eiibam escapado, visto nao Ier feilo asscnln
como cima fira di lo.
Por este favor, senhores redactores, muito obriga-
do Ihes licr,o do Vmc. amigo, vencrador.criado
obrgado, JoSo Sergio Cezar de Andradc.
Sua casa 28 de favereiro de 1855.
Rclarao das pessoas que foram curadas com o reme-
dio contra a hydrophobio, no ulllmo semestre do
anno prximo findo, ca que te refere a correspon-
dencia cima, a saber :
Doenaenbo Tirauira na freguezia da Escada, 2
prelos de ambos os sexos, escravos do Sr. Frandsco
Xavier.
Da povoacao dos Afogados, 2 dilos tambem de
ambos os sexos, escravos du Sr. Jesuino Cecilio da
Silva.
Do aterro dos Afogados, 1 meninofilho da Sr. D.
Josepha, enleada do Sr. BernardoFernandes Gama.
Da freguezia de Santo-Antonio desta cidade, 10
pessoas do ambos os sexos, e de differentes idades.
pardos c prelos, escravos da seobora D. Mara das
Ncvcs do Miranda, e mais a parda forra de nome
Francisca, da casa da mesma senhora.
L'm homem ofUcial de alfaiale, cujo nome ignoro
morador na povoacao de Muribeea.
A Sr. D. Mara, mulhcr do Sr. Joao Bernardo,
moradores na mesma povoacao.
A pardinha menor, (Una de Antonio de Tal, mo-
rador na freguezia de Muribeea.
A parda Antonia, e o pardinho menor filhus da
Mara de Til, lvres, moradores na dita freguezia.
Um prelo escravo do Sr. Olimpio de Si e Albu-
querquc, do engenho Guararapes da mesma fre-
guezia.
L'm pardinho menor, escravo do Sr. Antonio
Francisco Paes Brrelo, do engcuho Caroij, da fre-
guezia de Jaboalao.
O Sr. Dr. Laiz, filho do Sr. dozembargador Vil
lares da freguezia da Boa-Vista.
Ao todo 2i pessoas.

LITTERATIR4.
urna especie de nitrado, de que nao linhn conscien-
ria, seus passos levaram-no para a planicie de En-
traigucs. Camnhava machiiialmentc com os bracos
cabidos, cabeca baixa e absorto em seus pensamentos
implacaves. Chegando dianle da casa de meslrc
Cendri, tornou a si como quem desperla repentina-
mente. A rasinha pouco antes lao alegre, lnha to-
das as jancllis tristemente fechadas, c ner.hum ru-
mor perlurbava o silencio de morte qne a envolva.
Germano contemplou-a muilo lempo com os olhos
filos na janella de Marieta, depois no coreado, na cau-
cclla enos salcucirosda beira d'agua. tina espe-
cie de encanto doloroso dominava-o : tcr-sii-hia dito
que va disliuctamente dianle de si mil colisas vivas
ness.i nalureza innnovel.
cito ollomano na Crimea ser elevado a 60,000 ho-
mens.
Poucas pcs*oas acreditara na sinceridade dos pro-
teslos do imperador da Russia, masantes pensa-se
que ludo sao meios para gouhar o lempo.
A Trussia nao quiz adherir ao tratado de 2 de de-
zembro, Recusou raobilisar o seu exercilo de con-
formidade com os desojos da Austria, segundo o tra-
tado entre os dous estados, e agora exige tomar par-
te as conferencias de paz cm Vienna, sobro o fun-
damento de que, como a rivis.lo do tratado de 1841,
deve Ier lugar, celia (iuha parle nesle tratado, jul-
ga-se com direito a serouvida.
Esle dreilo ser-lhe-ha negado. O coronel Man-
teuffel vollou para Berliu, nao (endo conseguido re-
sultado algum da sua missilo em Vienna. A missao
do barao Usedom em Londres lambem roalogrou-se
e de lal maueira que nem foi a Taris.
L'ma ola de M. Drouyn de l'lluys referindo o
absurdo da Prussia em esperar concluir um Iralado
separado com as potencias occidenlaes, estabeleceu
o objecto da missao a Tai is.
O governo inglez enviou um fi elctrico para es-
tahelecer-se um lelegrapho submarino enlre Varna
e a Crimea. As linhas tclcgraphicas entre Varna e
Bucharcst vo prngredindo rpidamente; ja eslo
cm aclividade entre Bucharesl e Vienna, e entre
Vienna e Londres, de sorle que brevemente os ha-
bilanles da capital da Inglaterra estarlo cm com-
m unir rao diariamente com a Crimea.
Eis aqoi a copia do Iralado enlre as potencias oc-
cidenlaes c a Sardenha.
Em virtude do 1 artigo os estados sardes a libe-
ren), nao ao Iralado de 2 de dezembro, mas ao tra-
tado assignado a 10 de abril, enlre a Inglaterra,
Franca o Turqua.
(i Art. 2. 15,000 soldados Sardos dcvcrlo ser
mandados para o Ihealro da guerra, sob o comman-
do do general Dclla.Marmoia, os quaes farao parte
do exercilo de lord Ragln.
Arl. 3.o As despezasrelalivasao respectivo em-
barque c conduccao a Crimea serao pagas pelas po-
tencias occidenlaes.
i> Arl. 4." Um cmpreslimo de 50,000,000 f., a 3
por cenlo, he garantido ao l'icmonle pela Ingla Ierra.
Arl. 5. As (ropas, urna vez desembarcadas na
Crimea serao sustentadas e suppridas com munices
eproviscs pelo proprio governo.
Ite repenlc o sino da aldea relilo Iriflemenle,
ramos" lgubres elevaram-se ao longo, approsimau-
do-se cade voz mais ; depois urna cruz prea anpare-
reu no ,ui.;ulo da ra precedendo a confrartldos pe-
nitentes, e os sacerdotes com as vestimenta* fuo-
lires. Em seguimenlo delles vinha um esquife vasin
ca regado por, qualro homens, os versos do De pro-
fundis allrrnavam-se as vozes debis dos meninos
do coro o as gravee dos vethos. (erman, estre-
llo coruo dianle de nina IiallucinarAo, aperlou
a rabsea as maos ecucoslou-se desfallecenle a urna
arvurc.
<) corteje) fnebre (resfilou lentamente dianle delle,
loinou a vereda que roniluzia casa, enlrou no cer-
rado e tornou o sabir pouco depois, trazendo um c.i-
Fra o du infeliz mostr Cendri, dorio ua
i a mais de pezar que de doenca.
mano estava estupefacto. Torque cslrunha fa-
talidade achatase ahi em face dessa ultima vcti-
ma '.' Que forja desconhecMa o fizara vr, m; o grade
r o relinha invencivelniente pregado naquellc
lugar .' A cada verso do liymno lgubre, elle sonlia
os cabellos crrirarcm-se-lhe na cabera ; queria Tu-
pir ; mas como as anguslias de um*peladillo, n.io
linbaa forca de dar um passo, queria gritar ; maso
grito p.irliodn-lhe do pclo, ezpirava-luc ni gaela
irquejanto. Seus olhos perturbados nao podiam a
partar-c do esquife, e no momento era que este pas-
in por dianle delle, fez um esforco supremo, deu
nm grilo lerrivel e fngio assombrado atravez dos
campos com incrivel rapidez.
0 pobre Germano nao tinha o dom das lagrimas.
Ncssas crses hnrriveis seus olhos permanecan) sec-
eos e seu corceo eslava aperlado pela dr como cm
um torno ; todava desta vez, quando enlrou em ca-
sa depois de urna carreira louca, banhado de suor,
roberlo de poeira e maeoado no corpo e na alma, os
ervos afrouxarara-se-lhe, e elle chorou abundante-
mente.
Isso allivion-o muilo, e desse da cm dianle a vio-
lencia de seu desespero diminua sensivelmcnte.
Urna tristeza profunda, o que nada poda vencer, suc-
cedeu-lhe.
Urna manilla o pni de Germano foi adiado mor-
lo em seu Icllo em consequencia de um ataque do
niaopleiia fulminante. Germano nao pareceu forle-
inentc afftctado por essa nova perda, embora (ivesse
amado sempre o pai com ternura. Depois de le-lo
feilo enterrar com deceucia junto de Sebastio, rc-
gnlou rpidamente lodos os seas negocios do sueco.-
sao, c relirou-sc sosinho a urna pequea fazenda que
possuia nos arredore.
Ahi pa-snu quasi seis mozos em urna solidan com-
pleta, deixando smente seu retiro para ir ao cemi-
Inconsequenlcs Ternambucanos nnheldi por
artistas que vos crgam monumentos, quando (losa-
ban) as nicas recordaces do vosso passadoos tem-
plos Quem ser o que encelar a carreira lillera-
raria, se aos quo apparecem esmagais, e aos polti-
cos animis, islo he, matis a civilisacao e vivifi-
cis a currupc.lo 1
II
Dees creando o nosso rico e fecundo solo, predis-
po-lo para urna grande naci : na nossa mocidade
eslampou os (hesoaros do talento, no nosso eco os
sorrisos de sua grandeza.
E poder haver narau. quando as arles, scien-
cias e ltteralura, sao desprezadas ?
Dizei-nos: se no Nilo niio exislissem as minas de
Thebas, a de cem portas ou palacios, as Tyramidcs,
os canaes ; cm Alexandria a sede das sciencias, a sua
famosa bibliolheca, seria o Egyplo moderno alen-
tado as suas recordagoes antigs,c Chateaubriand e
Jounard embalados as aguas do Nilo ? Os seas
nomos, viageus, arroubos, do envolta com a Ierra
que virao c descreveram perpassando os secutas nao
r bogarlo a immorlalidade ?
\- Se na Grecia, Homero, Soln, Tillaco, Pylagoras,
Thidias, Z.cuxis, Perillos o Alcibiades, Epaminon-
das e Lycurgo, o Tarlhenon c o Tireo, Marathn c
Salamina.naocscrevessemna face daquellc povo urna
poca gloriosa para as armas, arles c philosophia o
que seria della '.'
Tor ventura a independencia que a Grecia al-
''.inriu nao fui antes a obra dos seus loaros, dos suas
ruinas, da grandeza passada ?
Se na Italia, Virgilio, Horacio, Tilo-Livio, Pe-
trarca, Miguel Angelo e Raphacl, o Coliseo e o Ca-
pitolio, o Circo eo l'orum, S. Tedro c SI. Geno-
veva, nao despertaren) a independencia Italiana, se-
ra o ouro que tinindo por cima do marmorc, dis-
pertar ao longe assimpalhias dos coraces que pul-
sara ao nome das suas ruinas, dos seus historiadores,
dos scus poetas c oradores I
lerio, e nao vendo a uinmicm exceplo o ahbade Sor-
tal, cs*e amigo de Schasiilo qae conservara de sua
parte fielmente a memoria do charo defuuln. O ab-
bade profundamente compadecido, csgnlou para con-
sola lo qoanto pido achar em sen coracaode homem
e de sacerdote ; mas Germano niio quera ser consu-
lado, c curvava-se sobro sua dr, como um avarento
sobro sed ouro.
A influencia deesa vida retirada manfeslou-se lu-
go ; houve neile um grande trabalho moral, qae seu
isotnmeulo absoluto ajmlava poderosamente. Suas
ideas elevaram-sc, a vida apparcceo-lhe deb.iixo de
um aspecto intciranionlc novo, debaixo do seu ver-
dadeiro aipcclo de (rabalbn e de lula. Sua alma j
eslava fechada a loda a alegra humana, assim tomo
seus sentidos n.lo se reroltavam mais ; porm senlia
urna inmensa necess lade de sacrificio, e o habito das
delicias d.v-a-Ilia um desejo violento de soffrmenlos
maiores.
Na afiliecao de sua alma um pensamenlo domina-
va lodos os outros, e lornava-se do dia em da mais
amargo : dizia comsigo que o verdadeirn causador
da morle de Sebastian era elle c nao Marieta. Se
nlo livesse (ido cssa mocidade (crrivcl, csses desejos
insaciaveis, irritados pela mesma possessao, se lives-
se vigiado sobre o seu eoracSe o hilado contra sua
carne, leria casado cedo com algama rapariga hones-
ta, que o leria feilo pai diloso emqaanto Marieta era
ainda menina. Qne differenca entao '. Sebastio a
encontrara digna de si ; ama-la-hia, seria della ama-
do, e os dous amigos viveriam felizes. Seu espirito
comprar.ia-sccm evocaros bellos quadros dessa vida
tranquilla o dclcitocs, achava um prazer agudo cm
exagera-las de mil maneiras para torturar mais a si
mesmo, c impedir as chagas j antigs de cicalriza-
rem-se inteiramenle.
A' proporrao que seu espirito afazia-se aos pcnsa-
menlos dolorosos, graves ou austeros, a idea da res-
jionsabilidadc desses aclos lornava-se-lhe mais pun-
gente. Houve um momento em que n.lo lnncava os
olhos sobre seo passado sem eslremecer. Sua vida
pnrccia-lhe ao mesmo lempo horrivelinenlc vasta, e
horrivelmenle chcia. Para que fora bom desde que
lnha a idade de homem '.' De que linham servido a
aclividade, a inlelligencia e essa saude de ferro que
Ihe coubera cm parlilha ? Que rcslava de ludo o
que elle havia desojada, cobijado, procurado e con-
seguido. Por toda a parto cintas, por loda parle o
na da, e finalmente o desespero por esperance,.
Dehaivo da oppress,lo de-ses pcnsamenloi ving.i-
dores. Germano senta sua alma desfallecer. Ao
principia isso gmenlea-lhe a tristeza ; mas depois
familiansou-se com ellos, e veio-lhe um desejo fer-
voroso de reagatar quaulo podesse -esse passado fatal
e maldito.
Mas no momento do passar do desejo aos actos,
Germano hesilava assustado, e cortamente seu terror
era fcil de conceber-se. Que era feilo das infelzes
seduzidas c abandonadas por elle : Rosa, Felicidade,
Maria, Virginia, Martha e lanas oulras de ciijos no-
mes recordava-se com dr Onde e como as acba-
i ia '.' Quantas linham morrillo como Marieta ? Quan-
las linham-sc perdido ?... Que eram seus desejos de
arrependimenlo e de expiarlo, quando seriam neces-
sarias dez vidas de homem para reparar o mal desses
(* Esta cpigrapliej por si dara materia para um
grosso volume, se o lempo e a inslruccao me per-
millssem tirar o vo que cobre rouitas infelicidades
do grandes coraces, de almas nobres, de pennas que
desesperadas csmigalbaram-se no estertor da dor e
desanimo. Porcm conlenlamo-nos em rlizer s estas
poucas palavras aos nossos comprovincianos, resu-
mindo o mais possvel o nosso arligo, que se o im-
primissemos como desejavamos uecessitava 4 colum-
nas.
Senliorcs Redactores.Deparamos com urna cor-
respondencia do Ro Grande do Norle, iuccrla no
'numero 46 do seu bem concetuado Diario, na qual
c seu correspondente cm um dos tpicos, faltando
rcspeilo ao Dr. ltiheirojmodico daquellc logar) ex-
prirae-se da maneira seguale :
' A salubridade publica, apezar da inlcnsidade do
calor que nos afflige, he salifacloiia, o que muilo de-
ve ter agradado tambem ao medico do partido pu-
blico o Dr. Joaquim Antonio Alves Ribeiro, porque
pouco (era sido ieommodado ; ja quo veio o bailha
esse Sr., forra he que Ihe diga que assisli um desses
das a urna operarlo melindrosissima que fez o Dr.,
extrahindodo p de um individuo um osso, c resti-
tuitido-lhe desta arle o uso daquelle membro que
se achava inutilisado, dahi ver quanto ganhamos
cora a acqosiro desse medico, mas como a alegra
cm casa do pobre dura pouco, creio que breve Pica-
remos no sicitt eral, por que mcus patricios ainda
nao se querera convencer que os seus proprios ule-
reases devem estar superiores a qualquer prejuizo
local de que se devem despir.
Fazendo juslica aos conhecimenlos professonaes
do Dr. Ribeiro, nao seremos o ultimo em reconliecer
a capacidade e habilitarles deste medico, avista das
provas exuberantes que, elle lem dado as diversas
operajes all feilas durante a sua estada ; porm,
forroso he dizcr.quc discordamos n'ura ponto da refe-
rida correspondencia, onde menciona que he prova.
vel, eal receiosa sabida do Dr. Ribeiro, lalvezoc-
casionada pelo mo acolliimeuto dos Rio Granden-
ses Se assimhe, pcrraitlam-nos dizerao seu corres-
pondente, que tal insinuarlo he inexacta ; porque
somos informados, por canal cerlo, a mneira urba-
na porque he recebido o Dr. Ribeiro naquclla ca-
pital, desde a menor elasse al as pessoas mais cons-
picuas do lagar.
Provavcimcnle o seu correspondenle, suppuc, e
lera razao por islo, que n.lo offerecendo o Rio Gran-
de as vantagens proprias de um medico da qualidade
do Dr. Ribeiro, eile por motivo de conveniencia, e
inlcresscs particulares vira a dexar o lugar.
Nao temos a honra de conheccr o seu correspon-
dente mas o julgamos de boa f, e que conhecendo a
falla que causar no Ro Graude retirada do Dr.
Ribeiro, altribuissn no momento de resicnlimcnlo i
nina causa iii)cramcnte exlranha.
O Rio-Grandense.
quinze annos' E quantas desgranas verdaderamen-
te rreparaveis ?
Germano lulava ; resista cxpiac.lo pela grande-
za e numero de suas faltas. Esse periodo de reso-
Iuocs enrgicas ede desfallecimenlossnblos nao foi
a menos cruel das provas que leve de sofTrer.
Emlim,no dia do annversario da morle de Sebas-
tio e de Marieta, Germano vencido lomou um par-
tido decisivo. Vollando docemilerio, abrarou o ah-
bade Soria!, e parlio para procurar Felicidade, a pri-
meira de suas victimas, a qul havia doze annos se
retirara do lugar.
Essa pesquiza foi longa c penivel. A infeliz s
man ara seu caminho pela sua vergonha, c Germano
farlava-se de amargura a cada drcumslaocia horri-
vel que tornava a po-lo na pisla delta.
No fim de um mez vollou : pareca Ier envclhed-
do dez annos e Irazia eomsigd urna lionivcl crca-
lura seguida de Ires meninos e*farrapados.
O abitada Soriat ficou assustado da mudanr.i de
Germano, c da grandeza do sacrificio; mas Germa-
no nlo hesilou um minuto, estabeleceu a mulhcr
em casa e fez publicar seus banhos de casamenta.
N.lo somente cusou com Felicidade, como lambem
adoplou e reconhereu por seus os tres lilhos que es-
ta Ihe levara de dol.
Toda a cidade clamou julgando Germano louco,
e aquellos inesmos que nunca o tiuhan amado, la-
m enterara-no.
Emboca a paciencia de Germano nao se desmeu-
lisse um instante, Felicidade nao pode ncoslamar->c
i sua vida nina. A infeliz nlo vivera de balde duran-
te dez anuos cora os soldados e marinlicrns. Con i-
Irangeu-se ao principio: mas pouco depois prevale-
cern) seus appetites brutees. Urna manhla no
quarto mez de seu casamento. Germano achou-a co-
mo mora no palco da ca-a. Tnha-se levantado de
noile para beber agurdente, e o fizera com tal ex-
cesso, que vollando casa cahira para n5o tornar a
levantar-te.
Germano correu a chamar um medico e o abbade
Sorlal, os quaes prodigalsarain a-Felicidade os cui-
dados mais sollicitos; porm era (arde: a desgrana-
da expirou ao meio dia sem (er recobrado o jaizo.'
Tendo sepultado a mulher, Germano lornou a
MUTILADO
^^^^WHH
..:- ;**<

V
partir. Desta vez sua ausencia durou quasi dous
mezes ; porque depois do seu abandono, Maria se-
guir uns dansarinos de corda, c nada era mais djf-
licil do que acbar-Ihe os vestigios. Todava Germa-
no nlo recuou, c ao cabo ,le seis semanas adquiric
no fim de 1- landres a certeza da morte de Mara em
consequencia de urna queda de algn.* vinlc pos de
altura.
Toz-se entao em procura do Rosa. Esla habtava
Taris, onde enriquecer ajudada pelo diabo. En-
trando depois de algumas aventuras como camarista
em casa de tuna prostitua celebre, ftirlnra-lhe pri-
meramente algumas joias miinia sem importancia,
e depois como era to ousada quanto formosa, toma-
ra o proprio amante da ama. Nao sabia Ier nem cs-
crever; mas tinha um espirita vivo, e desperdi^ava
o dnheiro de urna maneira lio uiar.ivilhusa.que lor-
nara-se romo ama moda fazer-se arruinar por ella.
Rosa leve difliculdadc era reconliecer Germano,
quando este aprescnlon-se em seu hotel; mas quiz
absolutamente conserva-lo para janlar ; pois pare-
cia-lhe mui singular cnconlra-ln depois de dez an-
nos de separarlo. A' sobremesa Germano enectou
o negocio, c propoz-lhc leva-la comsigo. Rosa jul-
gou ao principio ser um gracejo de provincia ; mas
quando vio pelas instancias de Germano que a pro-
posta era seria, nao pode deixar de escarnecer delle.
e correu a referir sua bella aventura ao duque de
C... seu protector que a esperara na opera.
Germano vollou no dia seguinle sem desanimar-
se ; mas entao llosa achou o gracejo mui prolongado
c mandou polidamentatanca-lona ra pelos criados.
Germano cuidou entilo cm Martha. Achou-a ser-
vindo em urna ma hospedara de carreiros na estra-
da de V.dcnc. Era mai de dous meninos, c posto
que ainda moca, maculada do miseria c de vil dc-
vassidao.
Ella segiiio a Germano assim como leria seguido a
qualquer oulro, c veio a ser sua mulhcr sem com-
prehender como, nem porque.
A vi la interior de Germano tornou-se verdad jira-
mente borrivel depois desse segando casamento. A
casa eslava cheia de meninos qae acaso fazia ir-
maos; mas que dispulavam e batnim-so a porfa.
Martha aborreceu pouco depois os filhos de Fclici-
r^
Senhores Redactores.Nao tendo eu nunca lido a
lembranra de lomar nota das pessoas mordidas por
animaos atacados do mal da hydrophobia, a quem
eu e minha familiaannnalmenle curamos com o nos-
so remedio serreta para no fim de cada semestre pu-
blicar ama lista do numero deslas pessoas, afim de
NOS rSTADOS-UVIDOS.
O movimcnlo lilterario ha indita lempo que cessou
nojmeio-dia da Europa : a Allemanha, a Franca, a
Inglaterra, mais felizes, nao parecen) oslar em ves-
pera de cahir nesle repousu fatal, somno ou morle
do pensamenlo de um povo. Mas porvenlura serio
ellas as nicas que representam no secuto XIX o
trabalho inlellectuil d humamdade ?
O discurso atinual pronunciado em 1823, perarrte
a sociedade pbilesopliica americaca, em a universi-
dade da Pennsylvania, na cidade de Philadelphia,
linlia por assutuplo a influencia da America sobre o
espirita.
Este Ululo de universidade nao designa nada que
se pareca com as nossas antigs universidades pro-
vinciaes ou com a universidade de Franca, nem
mesmo com as universidades de lleidelbcrg, d'Ox-
ford ou de Glasgow. Nao pasa de um graude esta-
bclccimcnlo do inslruccao publica. O que compre
observar, be que ha trinla annos, n'uma cidade des-
conhecida a quasi todos os Europeos, urna socieda-
de philosophica com que se iraporlavtm mai pouco,
necapava-se de urna queslao que anda hoje so repu-
tar.i prematura : a influencia da America sobre o es-
pirito.
N'ingucm cuida mais em negar a importancia com-
mercial dos Estados-Unidos. Segundo a opinio de
algumas pessoas, pode acontecer que dentro em pou-
co representen! um papel poltico sobre o nosso con-
tinente.Mas em verdade, qaem sealreveria a reven-
dicar um merilo lilterario para elles t Sentiramos
ter lidoos romances de Cooper e o proprio Tio Tho-
maz, se por este fado cstivessemes coudemnados a
recouhecer nos escriplores de alem-mar mestres 'na
arle de pensar e escrever.
Os Americanos, hejasto que aproveilemoi ama oc-
casiao tao rara para exprobrar-lhcs urna modestia
exagerada, nunca fizeram grande estrepito cora a
sna ltteralura. At hoje is suas obras lem somen-
le fallado em favor delles ; ellos nao pedcm'nem ve-
nia nem homenagein : he Justina c nao ao favor
que se dirigen). F. com cffeito, nem a syntfpathia,
nem a eslima, nem o respelo lhes faltarlo quando
se aprescnlarcm com o carcter honesta, sincero,
benvolo, firmo e livre que distingue o doalor Chaa-
niog.
Lido tcitamente na Inglaterra, Iraduzido, na Al-
lemanha, s fallava ao minislro unitario de Boston a
attenrao da Franca. M. Laboolaye, em dous arli-
gos mui cedo esquecidos ; depois um escriptor cons-
ciencioso que o bom resultado qae consegaio dcv
empenhar a traduzir lodas as obras 3e Channing, a-
briram a estrada. Dentro cm pouco os crticos so
por.lo a caminho : eslbdar a vida tflo placida e lio
activa de Channing, investigar como he qae os teas
escriplos inteiramenle clicios de convierto, fascinan)
e seduzem ao mesmo lempo, nao he somente achar
fortuna para nm on dous arligos, he fortificrme-
nos a mis raesmos, elevando os*outros. Channing
nunca applica os seus estreos a vaa* especolaroes ;
n.lo consagra as suas horas a quesles futeis, seduc-
toras hoje, esquecidas amanilla : cornos ollujasempre
cravados no deslino humano, marcha para a peleja
e para ahi nos conduz. Tara elle, a. palavra qae nSo
extingue o mal, semeando o bem, nao contem a f
sincera, odevere 3 felicidade da eloquencia. Nao
se importa com a forma, evila o brilho da expresso
que impederia qae lho vissem dislinclamente o pen-
samenlo. Nao tem lempo para calero qae esereve,
nem pode corrigir os discursos que profere. Se eon-
scute publicar algama causa, nunca be para tirar
lucro pessoal : be para recorrer a um amigo, prestar
um servido a um irmao, rccolher ama quantia con-
sideravel qae nunca possuio e que prometiera a ama
obra de beneficencia. Reler, corrigir, he ama demo-
ra para o seu espirito impacienta de chegar a outras
verdades. Que Ihe importa a gloria ? O papel de
candidato a urna reputarlo posthuma he quanto Ihe
basta. Conceberemos, poderemos medir o zelo da
sua inlelligencia, tmate procurando cspalbar bene-
ficios, se nos lembrarmos incessaiilemenle dos dou-
homens qae elle mais venera e de qaem quer, com
infaligivcl perseveranra, aproximaroseu pensamens
lo e a sua dedicado : Fenclon e Chcvero. Se pos-
suisse o vigor do corpo, terta apostlo ; etnlido pe-
ta flaqueza da saude, prophellsari, e proporcionara
lempos melhores para a humanidade. Vi, como os
seus dous modelos, a obra mais elevada da caridade
no alivio e educarlo dos pobres, vai procurar a al-
ma humana oude ella tem mais necessidade de con-
solacao, para fazcr-lhe respirar suavemente o ar pu-
ro da verdade. O espirito Uo honesta, lao indulgen-
te, to recta de Fenelon havia determinado o alvo
da verdadeira eloquencia: Channing, por seu exem-
r
dade, e entao houve lodos os dias scenas que torna-
vam o pobre Germano o mais desgranado dos ho-
mens.
Uradia faltando-lhe acoragem, elle disse ao abba-
de Sorlal:
Isso he mais do qae potso supporlar! vou dei-
xar ludo c partir I
O ahliado ropreseutoii-lhe que nao valia a pena Ier
coraecado lao bem para parar no caminho. Que
seria desses meninos se elle us abandonaste Devia -
lhes a o luraran moral, assim como devia-llics o pao
quotidiano. Ccrlamenlc sua vida era dura enlre
ludas; porm Dos nao poda deixar de ter piedade
delle.
Com elidi. Dos soccorreu-o algum lempo de-
pois e Martha morrea de urna febre maligna o dous
dos meninos entraram como aprendizes em ndlcinas.
Mas era mislcr que o desUuo se ctnnprissc, e Ger-
mano parlio pola terceira vez.
Cerlamente seria ama historia cariosa a das diver-
sas fortunas das amantes do Germano; mas estou
mui longo do tabella para omprclicnder con la-la.
Luiza conseguir casar-s: ; Thereza eslava condem-
uada a gales por visto annos, por (c feilo parle de
um baudode salteadores; Virginia servia de criada
nica a um velbo reuddro, egosta, lascivo e guloso
que a csliiuava petoj seus guizados e scus caldos de
trufas. Quando ro-a prompta para seguir a Ger-
mano, o velbo a lliato-se, e estove prestes a casar
com ella ; mas os meninos a-su-lacam-no, e Germa-
no troaxe Virginia sem obstculo.
Essa Virginia ora urna rapariga dlisenle, cuida-
dosa c afeita ao trabatlio; Germano leve emfim al-
gum repous o muit.t -ordem cm sua c.isa. Tod-via
como nao era abastadove ascegnrava orna cerln som-
ma sobre a cabera de rada filho que adoplava, a ne-
cessidade cnmec.ou logo a opprimi-lo. Germano, co-
rajoso at ao fim, alirou-se resolutamente ao traba-
lho ; era muilo do para aprender um ollicio-, mas
tinha lirado nolavelinente robusto: fez-sc inario-la.
Duas vezes por dia ia asseutar-sc silenciosamente
em um cauto da praca do palacio aguardando a che-
gadaHas diligencias de Avinhao.
Os meninos vadios que saban) de cor a historia
de seus casiracnlos, achando-o (odos os dias no mes-
mo lugar, quando sahiaoi da escola, rodeavam-no-
grilando e chamando-o : Barba Azul! Germano era
inditlVrcnie a scus srilos, e carregava gravemente
as malas e as Irouvas; mai o appelldo dos meninos
licou-lhe mesmo para as pessoas adultas.
Em orna manlia.vWe dezembro, alravcssando urna
ra, tendo ama caixa pesada aos hombros, escorre-
gou sobre o gelo e quebrou a coxa cahindo. Leva-
ram-no para o hospital, donde sabio cinco ou seis
mezes depois incapaz de trabalho, e poz-se huml-
(leu'.ente a pedir esmola porta das igrejas.
Tarecc-me ve-lo anda cora sua longa barba bran-
ca, e seus vellidos rolos e remendados, seu ar Iriste
e severo assenlado nos degraos pulidos da parla do
Hatos, estendeudo sua m.lo ciiriiaada sem proferir
urna palavra. Quando cu era menino, e enlrava a
traquinar, minha aia ameacava-me com o Barba A-
zul, e Icmbro-mc que linia muito medo. Depois
lemhro-me lambem e Dcus me |>erdoe!'5eguio-o
militas vezes pelas roas com a gente da mulla idade
arremedando-llie o andar, cscarneccudo de sen mi-
seravel vestuario, e lancando-lhe mesmo ped
pemas. Quem pode dizer quautas pe:
crueldades iiifautit lem accrcsccnlado a essa vida ja
; regada de desgra
A ultima vez que fui a ridado aehei Barba Azul
a*senlado no mesmo lugar; elle nao parereu-me
mimado, e lodas as lembraucas de minha infancia
vollaram-mc logo memoria. Qucrcndo saber nie-
Ibor a historia desse homem recorr aos velb.
Contemporancosi os quaes disscratn-mc que elle era
ainda mais miscravcl, e que apezar de sua Idade
arabava Je ronlrahir um sexta casamenta : lie pro-
vavel que seja o ultimo.
Aconselho a lodos qae tenham esta historia por
verdadeira ; pois os velhos de men paiz sao Minos
de f, conservara a lembranca das cousas de seu
lempo, ecoulam-aas de boa vonlade.
FIM.
>v
ILEGIVEI


N.
muatts

mm

QUINTA FEIRA I DE MARCO DE 1855.
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po, quaes silo aiwpcctivar^HifOM mais favora-
veis. I'ara derramar a vcrdadcViaapirjr o amor,
cuinpre que a palavra scj livro cmntiH*iqjaggpu>lo.
A liberdnile na elocuencia, anda no pulpito, Chan-
proc!.una-a o applica-a. Oscoslumes e as ins-
tiluiccs do g paiz I he pcrmillem reftinhecer so-
mciilo urna soberana infallivel, a soberana da
razAo consultada com ncei un desenvol-
Te elle ao memo lempo todas as suas facilidades,
convencido de que nenhnma dellas nao ser embar-
gada no sea desenvolvroenlo enrgico ; d.i a lber-
! dado como salvaguarda inlelligencia, c a amor co-
mo impulso.) libcrdade, amor de Dos e dos ho-
rneas. O amor entendido dcsl'arte resnme a lei mo-
ral e lodo o evanoelho a os ollios do Channing que
ao acha de accordo eom Fenelon, dopois do ter subs-
tituido a renuncia a si mesmo pelo esforco da liber-
dade. isto he, depois de ter rehabilitado a pessoa hu-
man por milito lempo abatida ouauniquillada.
Com ideas tSo justas e Uo firmes, Channing nao
poda resisnar-so .1 deixar o sea paiz scni lagar as-
lado ua historia Iliteraria dos povos. Em nome
de que principio chama elle os Eslados-IJnidos a es-
ta gloria ora ? Em nome do dever. O nico meio
de eiercer ama inOucneia duradora no espirilo hu-
mano, he possuir urna litteralura nacional. Quem
quer ser contado entre os povos e oceupar o primei-
ro lugar, deve merece-lo pelos seas beneficios. Nin-
guem pode servir mclhor os horaens do que escla-
recendo-oi: a laz quo um povo derrama sobre os
outros, he a saa litteratura. Em lodas s paragens
em que a intelligeoeia he livre, he forle, e ha de
prodozir. Keceber sempre, sem nunca dar, indica
inferioridade ou abatimcnlo. A lei das naecs, he
a reciprocidade, a Iroca, al pelas obra inlellecluaes.
Uigam la que quizerem, a America, nova como
he, nao lem necessid.-ide de dirigir todas as suas ter-
cas para a vida pratica : o trabalho de pensar nao a
eufraqaeccri. Nesle ponto nao esli o perigo. Mas
*e, em vez de propagar os principios democrticos,
os Estados-Unidos conliuuarcm ainslruir-se n'uma
escola demonarchia, nao perderlo em breve o scnli-
roento da sua independencia ? NAo devem cr urna
rcpeiirilo do anligo mundo. Para conquistar os es-
pirites e arraslar a humanidade, releva que fallemos
e aojaos calemos,mostrarmo-nosnnAo nos esconder,
prodigalisarmosoque lomos n'alma e nao pouparmos
o ponsamonto. O impulso que rouduz i> genero hu-
mano procede militas vetea de um pequeo numero
de espirito?, al de um so ; mas o philosopho s pu-
de sabir do um povo clieio de sympalhia para com o
saber, a virtude e o (alelo, amando a verdade,
prompto a divalga-la, mui grande para faze-la esti-
mar quando apresenta-a.
L'ma especie de oinniprescnca he d'ora a vanie
garantida ao espirilo : assttn Channing declara que
idera a litteralura como o principal meio de me-
Illorar a humanidade ; deseja quo o governo se lome
cundario, eque a influencia passe para
as raaos, daquclles que pentam c^escrevera.
i, elle lem feito mais que aconselliir.
onrado a litteralura americana, mas as
icctn acora ao patrimonio ntellec-
oes novas reccberAo com reconhe-
cmento. As rlasses laboriosas e pobre* devem sua
digo dos seus diretos, que plei-
tear a causa dellas tcm encontrar adversarios en-
tre os espirites generosos.
ipello desle philosopho religioso foi compre-
> exemplo seguido, llomem e mulheres
* obra, as donzcllas nao quizeram fi-
car fora do movimento ; de sorle que presentemen-
te se osla escrevendo inuilo do oulro lado do Atln-
tico, (alvez um pouco do mais, e cortamente com
ada presea: muilas vozes os romances c os
os poemas, sem ter o vico da rosa, so vivem
iSa. Mas, sera embargo de ludo, o presen-
te sem medo permute a esperanza.
Para determinar o papel e o carcter da litteralu-
ra americana no porvir, he necessario resumir as
circomstancias que h.~o proporcionado indiligen-
cia urna posirAo inteiramente excepcional nos Esla-
A America do Norte he a Ierra d'asylo em que a
rdade esperava lodos os proscriptos empellidos da
Europa pelas perseguirles religiosas un polticas e
dageilo social da roizeria ; e a narao que pre-
parnu este refugio lie a Despatilla 1. nimio de rc~
peule a gloria e a telicidade, maior um instante do
que os outros povos, no mesmo anno em que ella
loiuava a Alhanbra, esperava dotar com a sua reli-
as novas regies quo despojava do seu ouro.
Assim, quando Menondez oncoutrou um dia os pro-
testantes francezes, comecuu por declarar o seu paiz
adiado e amigo da Franca, o urna inscriprao dizia
que nao fui os Francezes que elle enforcou nellcs,
mas os herticos. Pooco lempo depois, outros cad-
veres subslituiram a estes uas mesmas arvores, e
lioorgues s pretenda enforcar assassinos o nao
llespanhoes. A Hespanha nao liuha ncm a mAo,
ncm a cabera bastante forte par* dirigir os destinos
do novo mondo. O Norte se povoou quasi lodo de
herdeos, o j nAo resta Hespanha sena Cuba :
entretanto esta ilha parece de dia em dia arraslada
na esphera d'attraccA> dos Estados-Unidos. Verda-
de he quedaba he o nico lagar em que o calho-
licismo exerce o sou poder exclusivo. Cada om dos
que chegara de novo i Uniao podo Irazer, propor
seu Dos, ou entrar n'uma das innumeraveis con-
gregaedes disposUls a acolhe-lo. A palavra odiosa e
imito de tolerancia desappareccu : as religOes tole-
racSs asearlas oolorgadis senlcm sempre osen
poder divino quo se faz bom principe, al que se
torna dspota. Com ludo as disidencias religiosas,
anda nesle paiz aberto a todos os perseguidos, crea-
ran Iotas crois ; reas esta guerra insensata foi (ao
curt quinto violenta, e a paz duradoura que Ihc
succedeu produzio a lberdade religiosa, elemento
fecundo de urna lilleralura nova, que nutri o forli-
ficou mais do que ningacm, espirito o francez no se-
cuto XVI.
Al os nossos das era um trajelo rudc o que era
necessario atirantar para ir America. Da Ingla-
terra, da llollanda, da Suissa, da Franca partiamcom
suas familias homens cuja coragem nao tema peri-
go algum, coja activdade no tema fadiga alguma,
c cuja fe nao tema provacio alguma. Os Inglezes
lraziam eomsigo a idea da urna representado popu-
lar, os Hollandezes o principio da uniao federal.
As cidade so elevarain, os estados se consliluiram,
recordando pelos seas nomos a antig.patria. A gra-
tulan algomas vezes Umbem deu uomes de principe
aos eslabetecimentos novos; mas a c-le iusigniliran-
te Icslemunho se limitara as recordar/es da realeza :
nunca soberano algum pisou como scnbor o solo li-
vre da America. He eila lamhem urna vanlagcm
preciosa para a litteralura, o assm como cada um
pode discolir a seu bel prazer a moral religiosa,
ningnem eucontra a objeccAo grave do passado na
expsito das suas tlieorias polticas. Era necessa-
rio que om dia oa oulro as colonias inglezas se de-
rlarassera independentes: lodas as liberdades se
saslentam ; urna s completa Iraz as oulras; os obs-
tculos que a lberdade do camincrciu enconlrava
determinaram o rompimenlo aborto e a guerra, don-
de sahio emfiru a victoria e a constilui^o dos Esta"
dos-Unidos.
Assim, nenhum naampto religioso ou poltico he
prohibido ; neiiruma lei lmila sobre poni llgum
as indagarais do pensaM|i)tn ; nada lio declarado
sagrado einviolavel por Hfloridade humana. Todos
os livros, assim como lodos os discursos sao possi-
vei, e ningnem so assusta desla aulomia da r.lelli-
ia, porque cada um se gente bastante forle para
rcpellr ama influencia perigosa, e porque apenas
urna opiniao se manifoslava, enconlrava conlradic-
lore.
Ningnem tcm medo doi livros. A reforma fez cc-
nliecer o li vro sellado que al enlAo o vulgo no lid
nha o dreilo de comprehender ; ella quiz que rad.i
um, para ser respunsavel da sua creara, possuisse a
Biblia; e algumas vezes a Biblia explica e justifica
nhras que uiiiguem esperava ver abrigar-se sob su:
eutoridaJe, por exemplo as Memorias do duque de
.s'ain-6'imon, cujos escrpulos lodos caritalivamenle
chrislAos se evaporaram ante o exemplo dado pelo
Espirita Sanio, que nao Jesprezou ser aulor de his-
torias 1 Logo o livro pruduz o livro e o chama. Exis-
lecntrc elles filiarlo invsHriosa ou fraleroidade re-
conhucida, accordb ccral, espirilo invcncvel da as-
sociaclo, allracro reciproca ; urna vez tomados por
um dalles, scguimo-lo, e elle nos con.luz aos g-
iros. Entre os proprios aatigos', he urna chlmcra te-
mer o homem que l um s livro ; mas desdo os
progressos da imprensa somos cunliuuadainenlo soli-
citados, atrahidos quasi imporlunados. O homem lera
avdezde aprender ; asquesles nJose esgotam, mul-
liplicam-sc na propon;o das necessidades e das reta-
jo* dos homem entre si, e o accordo qne cornaca a
reilitar-te no apitarismoentre a moral e a relgiao
Icnjfa auanientar o susto por estas I :luras. alias
ido por grande numero do oulras nrciimslan-
ffg. Nada de centralisarao que chama a produrrAu
exclusivamente para um lugar : a polilifa nleressa
cada estado, ao mesmo lempo (oda a Un fio ; nada de
direccao sacerdotal depcndenle do goveruo central,
nada de escola theologica ollicial que reserva para
si condemiiar ou alisolver, e que, por coacqucncia,
lemo, esprcita e persegue a imprensa ; neai homens
piedosos que se enearreguem, segundo a oocasio, de
fazer accommodaroescomocco ou vngaraDeos ul-
trajado. A cleic.To nomeia geralmonle os ministros, e
melhor escla-ecida, se tivesse ilc fazer um ctAo-
sacerdote, nao ra, cumo oulr'ora entre os (jre-
gos, cscolhcr um Pyrro. Llvremcnle se exprime o
qae se er, cr-se aquillo quo se escolheu, o he per-
raittido escrever sem que alguem se exponha as pe-
nas da lei nem ao fel dos devoloi. Ningnem recla-
ma para si nem privilegios nem monopolios. Nlo he
no meio desla liberdado absoluta quo foram escrip-
ias tslas pathelicas o humildes palanas : O erro
nAo deve ser persecuido, deve ser castigado ; s se
persegue a virtude. o Estes bons saccrdotc que so
exigcm que se castigue o erro e que se apreScnlam
como marlyres nao desejam habitara America desde
que se Ihes disse claramente : a Pois como, n'uma
poca cm que, i excepto de vos e dos vossos ami-
gos, mui numerosos na vossa upinula, encoulrarieis
apenas um grande cscriplor que quzesse ser salvo
a Ululo de calholico, alrevci-vos, com as cosas an-
da eiisangucntadas das disciplinas da Paschoa, faer
oslenlacao desle zelo saniamente homicida, e recla-
mar a permissAo do malar que se estenderia mu
longo scalcaurassc somonte aquelles que sois redu-
zidos a considerar, quando menos, como jansen-
nislas ?! i) >
Porque nao lomar nunca a dscussAo religiosa o
tom palhelico dos furiosos? Porque nunca se chega-
i a 1.1o tristes extremidades na America ? He por
que l existe urna influencia honrada, que estamos
acosluraados em Franca a motejar ou destruir, que
com ludo sabe reprimir a audacia e desanimar as
paxcs baixas : a intervciiQAo das mulheres. A
cmanciparAo, exigida entre nos por alguns espirites
reputados chimericos, Li se efl'ecluou. A vida da
raulher nos Eslados-Uuidos j so nAo passa em gozar
prazeres simples, em cultivar llores, era tratar de
passarinhos ; ninguem se compraz em diviusar-llie
a fraqueza para adora-la ; eslima-se-lhe a n-
telligcncia, rcspcila-sedhc aforra. NAo sclhe en-
silla exclusivamente a dansar, a pintar, a exercer a
msica ; ninguem llie diz cora urna admirarlo de-
masiadamenle benvola : O seu lugar he a cabe-
ceira dos doenles ; a sua onsisle em n5o fazer fal-
lar de si. NAo est desterrada na dedicico obscu-
ra, nem condemnada i inferioridade absoluta; a res-
pectiva delicadeza nao se compe de falsa timidez e
de ignorancia verdadeira. Ao ouvir os axiomas eu-
ropeus, a solicilude das niAis he devida a que nAo
conhecem ncm as linguas, nem as sciencias ; as mu-
lheres jase nao oceupam das suas ohrigaciies domes-
ticase se csqiieccriam de amaros Cilios se livessem
alguma outra cousa a fazer. A prudencia das na-
cfcs dest'arle formulada nAo embargou o furor de
innovar que possue os Vaukecs. De baldo Ihes bra-
dareraos que todas eitas noces abominaves depri-
mem as mulheres a graea, mais bello do que a bel-
leza, nos respan Icr > que nAo se deve abusar da
graca, que os principios o as verdades, a honra o o
dever da vida n.lo lem nada gracioso; que he o lem-
po do fallar urna lingnagcm menos inspida, e nao
alterar as foroes da virtude para (orna-la agrada-
vel s mulheres. Com lacs mximas, as mulheres
se inslruem e se firmim as ideas que Ibes asse-
guram adgnidade. Felizes da sua rcsponsabildade
respeilada, espreilam n movimento litlerario, lo-
mam parle nelle cheias do confianza, e muilas ve-
zes, s pela presenca dellas, previnem o ultraje na
discussao, evitam os pcusameulos que avillanara o
leilor assim como o escriptor.
Supponhamosqnc ellas se conservam i parle, sem
que asprcm ao renome ou a gloria, ncm por ato
deixarAo de continuar a servir a causa da litteralura.
Bastante fortes para dirigir a intelligcnca e fec;
licar o carcter dos meninos, propaeam as familias
a independencia do espirito que repelle os precon-
ceilos e indagam sem sedo a verdade, essa placidez
enrgica e impassivel das almas que se possuem sem
reserva; dstrbuem em torno de si a riqueza pura
inalacavcl do sentimenlos elevados que pode acumu-
lar e transmiltir o eorac.Ao da mais pobre mai; ins-
piram nos filhos o respeilo delles proprios c dos-oo~
(ro, esla lei simples das sociedades. O amor vigi-
lante que, ao despertar as primeiras afl'ciccs e os
primeiros pensamcnlos, applica-os ao bem sem demo-
ra, lio a melhor, a mais intensa, a, mais duradoura
das influencias que determinam o destino de urna
piten tura. Varamos que as mulheres dezejem a ho-
nestidade com o trahalho, nao a forluna com as
honras, para o futuro encerrado no berco sobre o
qual.de ordinario ellas lAo depressa urna lAo mise-
ra ve 1 esphera de sonhos ambiciosos c de esperanras
insensatas; focamos que enconlrem na sua ternura a
coragem de cnsinar o dever, e os seus filhos com-
prehenderao que alguem se empenha a escrever, e
que nada as suas obras deve respirar a baixeza da
alma.
Dest'arle poder caminhar com um passo cada vez
mais seguro a libcrdade da imprensa, que se prende
s oulras liberdades para suslenla-las. Ella se fez
esperar al o seculo XVIII,e somente se pode cstabe-
lecer uos Estados-Unidos, depois de numerosas e ru-
das provares. Na Inglaterra, os primeiros livros
foram perseguidos com furor, e livcram a audacia de
aventurar a monstruosa prelenrAo de que el-rei so
era impressor, de dircilo; e esle dreilo, delegava-o
a um pequeo oamem de escolhidos. Olanlos li-
vros o seculo XVIII nAo vio queimar-se em franca,
como se o vento nao levas o pensamenlo quo se
juica encorporado as folhas tranzloras e destruidas
para scmca-lo no espado Na propra America,
James Franklin foi preso por 1er enunciado no seu
jornal, o Atoe England Couranl, reflexSes sobre o
governo e a Igrcja ;c como ja nAo podesse imprim-
i, foi durante algum lempo sen joven irmao, Ben-
jamn, que o publican sob o seu nome. Mas, depois
da independencia, a publicidade nao soflreu reslric-
caii alguma.
Dest'arle se desenvolveu ella com nma rapidez e
em proporcoesmaravillrosas que nao so mui favo-
raveis s proprias lellras. Cada cidado que nasce
assignala o primeiro periodo da sua juvcnludc por
nm jornal cm que, para ulilisar o espaco quo dcixa-
ram livre os inleresscs da agricultura, da industria
c do commcrcio, primciramenlo empregaram a ca-
lumuia por uecessidade, algumas vezes por goslo, a-
Dnal por habito. He este o inconveniente dessasfo.
Ibas que, como lem passado, podem morrer como
nasceram ; que vivem com o produelo de cada dia,
c nAosalicm de urna zona mui pouca extensa. nan-
lo mais dirigimos, para longo a cxpressAo do pensa-
menlo, quaiito mais devoraos medir as nossas aflir-
maroes para nAo ofl'ender aquelles que, vivendo cm
oulros paizes, no meio de condices e coslumes ap-
postos, uo parlilham nem os nossos preconcelos,
nem as nossas paixcs, e veem a verdade sob aspec-
tos diffcrenles ; quanln mais disnidade elevemos 1er
para nos fazer respetar daqacllcs que lecm os nos-
sos cscriplos. Sob a rclac,Ao do valor litlerario, a
revista ja esl-muilo cima do jornal; permute a re-
flexao, o IraDalho meditado ; impc a moderado,
a reserva ; evila as insliluices arriscadas e os trans-
portes exagerados da poltica, porque deve ser (ida
com descanco, assim como foi escripia. O numero
das revistas, posto que mui grande nos Estados-Uni-
dos, no he proporcionado ao dos jornacs. U jornal
se acha em toda a parle inslallado como soberano
(1) : o improviso sem responsabilidade domina ues-
tes arligos mais que mediocres sob o aspecto litlera-
rio, e os vestigios que dekam sAo iguacs ao lempo
em que foram escrplos. Com ludo a juvenude ja se
va ajiinhoando a porta das pobiicares mais graves.
No decurso de 185:!, mais de mil arligos foram re-
metlidos a Kevista mensl de Pnlnam, aqual publi-
cou umobre ilez: lie esle um bom svmploraa. En-
trelanlo, se a genio possue urna inlelligencia bas-
tante firme que se nao desvia. nAo he pea revsla
que chega ao livro ; e o livro, alvo verdadeiro, otra
lltrraria porcxcellencia, rcpreienla a medilacAo de
varios anuos, muilas vezes de grande parle da vida,
condensad.! o ordenada ; encerra muilo mais que as
inveslgacOcs de nm rnez ou a phanlasia de um dia
exprim ludo que, sc"m medir ou lamentar o lempo,
o homem ha podido encontrar e queridojcommunicar
Segundo a ultima eslalistica, publicaram-se
nos Estados Unidos em 183:',: 2,800 jornacs ou icvi-
130 jornaes quolidianos: 150 que apparecem
tres vezes; I2S que apparecem duas vezes por sema-
nal ,IXIO|hebdomadarios; depois 17."> revistas bi-men-
saes, mensaes ou trimensaes ; lirarara-SB ao lodo
i2 milhOej de cxemplares. W
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Hiitii Afn
sobre um assumplo de rrredilece.3, verdado oscoliii-
da ou paii.lo admirada, lal cuino a vio ou experimen-
lou por va ealinuas: de-
ve ser o resultado de urna observacAo prfanda, fe-
liz e duradoura. Sem duvida, he possvel publicar
um livro por parles n'uma revista, mas he prvavcl
qua o livro nao gando catn islo, e he incoulcslavel
quo a revista perca. A variedade exclue a longa
duracAo da'preocupai;ao ; o leilor se esquece depres-
sa dos nossos das, porqnc lem muilo que fazer, e
nao gosla do ver-se ohrgado a, esmerilhar as suas
recordarnos de um ou dous .Tiezes, ou mesmo dos
ltimos quinzedias, para cabalmente comprehender
o artigo que tem dcbaixo dos olhos. So o numero
das paginas cresce de urna mancira indefinita, sem
que pen-chamos o lermo dos nossos dcscnvolvimen-
lus, releva respeilar a unidade da obra, segu-la,
mas com a roudico de iho viola-la depois por pra-
zer, publicando-a a fracees : enUo ja nAo he ao di-
rector de urna revista, mas a um livreiro que convem
dirgirmo-nos. N'uma palavra, o espirilo gauha
com este Irabaiho prolongado, forlifica-sc, lorna-sc
mais severo e medea expressao mais cxaclaineute pe-
la idea: oceupa o lempo em concluir a obra que res-
ta. Por maior que seja a rapidez com que a gente
viva na America, o pciisainonto l nAo cnconlra mais
promplamenlo do que entre mis a forma verdadeira
e delinila, e quando umpovo anda nao possue urna
litteralura rcconliecida e acreditada, he bom aconso-
lhar-llie com instancia que cuide dos livros : quasi
que so se conlaraos livros n'uma lilleralura.
Os Americanos gustara dos livros, com a condieao
de nAo faze-los: deivam a velha Europa a cspeciali-
dade da composirAo laboriosa; para elles, meditar lio
quasi dormir; pensam c escrevem sem se importar
com o dia seguinle; persuadidos de que as ideas, cm
sendo laucadas ao mundo, iniidam eonliniia lamente
de exprcssAo ao passar de um a oulro individno ; de
ordiuario nAo ambicionam mais a longa durarlo pa-
ra as obras da inlelligencia do que para lodas as ou-
lras, que se vAo transformando e melhoraodo ince-
sanlcmcnte em torno delles.
Sem duvida os nossos jornaes sao mais nolaveis
pela forma luterana do que os jornacs da Inglater-
ra e da America ; mas com ludo, o que seriam as
lellras cm Franca, se somente fossem representadas
por elles? As nossas revistas, poslo que mais im-
portantes do que as clesles dous estados em gcral,
sao por oulro lado menos numerosas c no impedem
os livros ; c de mais, nAo estamos era a nossa eslrea
em lilleralura.
Sem embargo da tendencia que impeli os Ame-
ricanos para o improviso cm ledas as colisas, os li-
vros leriam cnlre elles mais generosidade e valor, se
fosse fcil, senAo enriquecer, ao menos viver hon-
rosamente, compondo-os ; mas, al boje, com algu-
mas exceptes, a sorle dos lilleratos nao tem nada
brilhanle na America, e com tildo muilas obras
americanas se lem vendido a 00,100, 200, 300 mil,
al a um inilhAo de cxemplares. yue grandes bene-
ficios nao devem realisar os livreros com os livros
inglezes, francezes e alenles Todos os livros pu-
blicados em paizes cslrangciros podem ser reimpres-
sosou Iraduzidos rom (oda a liberdado nos Eslados-
Unidos, e como a muda procura, apezar do sen pro-
co comparativamente elevado, as obras que vem de
alem-mar, e cujo goslo parece dest'arle purificado
como o do \ itihi que viajou, os editores, lemcndo
por assim dizer fazer concurrencia uns aos oulros, se
publcassem os livros dos seus compatriotas, se mos-
'ram, segundo M. tiriswold, pouco disposlos a im-
primir as obras indgenas, anda cusa dos auto-
res, o rcbaixtiiii-lhcs o mrito para exaltar o talento
dos estrangeiros que os enriquecen! gratuitamente.
Pouco importa que especulando desl'are, reve-
Icm falta de palriolismo. NAo ha lucro cm eucer-
rar-se nesle velho prccouccilo. Os livreiros ameri-
canos, com pouca modificarlo dada a phrasc do phi-
losopho de oulr'ora, sao os cidadAos do mundo que
explorara ludo. Nada de syslcma exclusivo, he a
sua divisa. Mas, fallando dcsl'arte, excluem aquel-
los que mais deveriam animar; se oppoem ao desen-
volvimenlo do gosluiacoual, aceitara som exame o
jrjumpho proclamau^pTta cr+lica dos povos, que lin-
gera desprezar lebaixo de oulras rclarcs;sc conten-
a m com um papel passivo que supprme o ejercicio
do juizoc do verdadeiro Irabaiho inlellectual. Sem
duvida,*quaodo atravessamos pela ccntcsii0|||ez em
camin: de ferro lugares demasiadamente ^luheci-
dos, como a conversarfio, pouco aprcej^"* pelos
Americanos, (cm desapparecido ncsles r:
jeclos, he agradavei viajar em imaginaba.:,
regioes e assistir a oulras scenas que nao as
os das; mas 1er iiicessanlcmenle, he nao p
sua propria essencia, he abdicara sua larra
confiar aos oulros; ler somente obras cslra
he desanimar entre os seus a producco e desacoro-
coar os cscriplores. A curiosidade infeliz dos le-
lores que esperam com impaciencia as novas pu-
blicaces da Europa, parece dar o triumpho aquellos
que nutreni o erro gcral, e prclendom que os Esla-
dos-Uuidos nao podem ler lilleralura nacional, por
que nAo possuem urna lingua que Ibes perlenja co-
mo propria. A sua posicao debaxo desla relacao
assm como debaxo de lodas as oulras, he nova e
particular, mas resultara dahi que seja lo desfavo-
ravel como proclamara ? Entre todos estes emigran-
tes qae levavam cada um com o scnlimenlo da l-
berdade individual a liugua do seu paiz, he a rara
mais enrgica e que representa o paiz mais livre
que naturalmente tem conseguido fazer predominar
a sua influencia c a sua lingua. Por tanlo, os lis-
iados-Unidos pertencem pela sua lingua a um pas-
sado litlerario que, enllocado entre os mais gloriosos,
Ihes da por anlcpassados Shakspearc e Milln. Onde
esl o mal Porem, por oulro lado, o francez o o
allemo, n'uma proporco considcravel. o hollandez
e nhespauhol. em grao menor, nao cslarAo infiltra-
dos al o mais profundo da lingua, e estes elementos
diversos, hoslis, seguramente nao lem operado urna
fusao lo intima entre s que a unidade seja presen-
lemcnlc forle e '.indeslruclivcl ?
Antes de responder, fora utl ver em que estado
se achara as linguas da Europa: lomemos a nossa
cm particular.
No seculo XVI, quanlas lenlalivas para inlroila-
zr-se no francez o italiano, o grego, o licspanhol!
He pelo meio dia quo se faz a invasto o Noile
combale pela unidade, Maiherbe c Corneille exc-
culam metade da obra: Boilcan completa-a, mas
no seu leilu de inorlc j se quoixava da decadencia.
A lingua absoluta do seculo XVII anda nAo lnha
reinadoc no mundo Iliterario, mui restricto,an-
da nAo lnha reinado lano quantn a monarchia ab-
soluta. Somcnle l.uiz XIV corromper a autori-
dade suprema, dotando com o dircilo divino a filhos
que teria negado se a jnslica o moralidade humanas
enlao livessem ousado encarar os reis de frente, ao
passo que os esciiplorcs s tinham urna falla,agri-
Ihoara lberdade da admiradlo c querer impor ro-
mo sagrada, por privilegio nico, a auloridade da
anliguidade, alias respcilavcl. Depois de lodas estas
bellas dcclaracors.eis o seculo XVIII cojos quatro
maiores representantes ralo desecudem da anliguida-
de: a liugua (ranceza, al cntao concentrada, se es-
trale sobre o territorio ; da corlo e da cidado se cs-
palha cm Franca, se popularisa ; mas ao mosmo
(erapo eutra era relacao com as linguas do Norte
que Irazcm as ideas novas, o no seculo XIX, so de-
mocralisam, e enlAoos lajas quo a lis.ivam ao secu-
lo XVII sAo rolos em sranle parle.
A liugua exprime a vida de um povo de urna nu-
nera essencialmente movcl; modifica-so como os
senlimentos, as idas, os coslumes que mudam in-
ccssanlcmenlcas uossas rclacOes com os oulros po-
vos. As expresses assim como as cousas, tudo ca-
minha. Coraparem-sc l.amarlinc e Hacine, Vctor
Hugo e Corneille. Quo profanarAo bradam com
dor os admiradores ardenles do grande seculo, e de-
claran) que a nossa lingua va morrendo, que a nos-
si lingua est mora Urna aflirmajAo nao mata a
ninguem, e a lingua franceza ainda no esl decre-
pita ; mas, cerlamcule, j nAo he a mesma que foi
no seculo XVII; nAo se lem alliado cora os elemen-
tos novs; vollou-so para os povos amigos e fortes.
Evaininando-se ludo mu escrupulosamente, a df-
feranca que a sopara boje do seculo XVII nAo he
menor do que a que separa a lingua anglo-america-
na da tingla ingleza, o com cffeiio, cnlre Shaks-
peare e Southcy, uao existe ama semelhauca per-
loila.
c para embargar os erescimos desla lingua, qne
ioua empreslado em (oda a parle na America o que
julga til a rapidez das c iminuiiicaces. e que sem
duvida se esleitilcu lo rapidamcute, por que lem
em si mais do que as oulras, os elementas verda-
deiros da razao e da lberdade, se hnuvcsse orna
academia'. fora islo um meio da salvajAo, como
ponsam os partidarios do seculo XVII.
Urna academia onde jamis se vio nada serae-
Ihanle a eale senado impotente, vido do privaras
--''-..
^-
outros dos prazerajfde que ja nao goza, estes ma-
gistrados ioarajaftveis da lingua, eucarregados de
absolveros arinos primitivamente usurpadoras, de
rar as expresses ale onlAo criminosas de lcsa-
c'adera, segundo a academia, e de abcucoar com
voz desfallecida os vocabulospeccadores do que se
gabava o estylo na sua juvcnludc ? Que povo, ex-
cepto nos, possue urna tal assomhla cuja gloria he
ter feito, em mais de dous sceulos, seis cdicOes de
um diccionario para oqual reclamara ella na nrigem
um privilegio exclusivo, c quo por si proprio expli-
ca a existencia de todos os nutres diccionarios?
Scmelharilc corpo nAo lem nada que fazor n'um
paiz democrtico, onde ninguem permitria que elle
se arrogasse de um dreilo soberano sobre a lingua.
NAo nos esqueramos nunca do lim caracterstico do
discfl.so de Hacine na occasiAo da recepcAo do padre
Colberl : Esle Irabaiho que nos he commum esle
a diccionario, que em si mesmo parece urna oceu-
pacAo la rida e lAo espinliosa, cxcciilamo-locora
prazer ; lodas as palavras da lingua, todas as svl-
(i labas nos pareccm preciosas, pois que as eooside-
ci ramos como oulros tantos ixtrumenlus que de-
n vera servir para a gloria do nossso augusto pro-
el lector. Oh I felizes palavras c sjliabas afortuna-
das que livcram a honra de servir para compor se-
melhanle huraenagem l.uiz XIV, que cnslava has"
lano de encamar ludo em s, devera hradar ao ler
osle discurso : gua Mui pobres seriam as linguas, se os reis as
lizessem Mas seinelhanlc instituirn s pode exis-
lir n'um paiz.de centralisarao. A fallara verdade,
a ulilidade de una capital Iliteraria nAo parece es-
lar cabalmente demonstrada : a Aileinauh i c a In-
glaterra, para ler certo numero de centros inlellec-
luaes, no pareccm desbordadas do genio Iliterario.
(ioelhc, Schiller, Klopstork, Waller-Scoll, Byron,
l'liomaz Moore, que no mesmo seculo rcprcsenlam
as iros parles do imperio britnico, nao perlencem a
academia alguma reinante. A najAo sodre anlcs
cenlralisaao mtelle-lual, e a lilleralura nada ga-
uliacom islo. leli.-.mrnle a America so acha coln-
cada n'oulras condijes.
Mas cxcmplos nuinerosos nos adverlcra que ella
nao lem escapado a todas as influencias que arro-
sam a s o despotismo. A opinio lem mais forra c
exigencia em cada um desles centros independen-
lea ; forraa-se e transforma-so com igual rapidez,
fulmina de improviso. Al o prsenle os cscriplo-
res n.u lem resistido bstanle a esse poder, cima do
qual elles nao poem cousa alguma, o que uao se
alrevem a combaler, porque resalta da propria l-
berdade de lodos ; mas, em lal estado social, cada
um deve empregar denodadamente a sua lberdade
para combaler os excesso?, embarsar os desvos lberdade dos oulros ; a razAo nAo lriumpha.se aquel-
lo que a defende se dcxa reduzir ao silencio por
meio de viws clamores. Esclarecamos a opiniAo,
conduzamola de vagarinho, ou arraslcmo-la para o
nosso lado. NAo abdiquemos nunca o nosso dircilo
pessoal, e nao nos caneemos nunca de rcpclir o que
considerarmos sinceramente como verdade. Espe-
cialmente nAo porcunos o nosso lempo om discus-
socs sublis : qualquer verdade slidamente estabe-
lecida lem urna forra de resistencia contra a qual se
quebrara alinal lodos os erros que leiilam aba-
la-la.
Na Europa, onde nAo temos a solTrer a mesma ty-
rannia, onde possuimos milita sympalhia para com
as obras elevadas, seja qual for o lugar donde ve-
nliam, mas particularmente se provam grande pro-
gresso, novo desenvolvimenlo cnlre urna nacao an-
da nova, ficamos inlcirainenle espantados quando a
adiuiraro se condenca cm torno de urna obra ame-
ricana, em consequeucia de nao termos sido previ-
nidos nem pelos jornacs nem pelas revistas. Mu-
las vezes a Inglaterra be a primeira que a rcve-la,
quando nao lera nlcrcssc em sulfoca-la : ella ga-
hoii a Cabana do To Thomaz, nada dsse cerca de
Channing. Nos que fallamos muilo bem de livros
as vezes iu"diocres, c que algumas vezes bradamos:
he adrairavcl! ainda anles que o aulor Icnha pre-
parado papel, ou cscolhido o assumplo, nAo com-
prehendemos nada era tamanha indilfercura. Por
lano releva que a America saia desle lorpor ; que
fique sabendo que as prodcenos luteranas lem ne-
cessidade ds urna especie do paixAo publica que as
desojo c chame.
Animados pela benevolencia e eslima que bao de
senlr todas as horrjs promplos a acolhe-los, ccrlos
de ora em vanle qij> os seus (rabalhos serao aprecia-
dos, os autores j n^ cslarAo como expatriados na
sociedede americana ; respeitados, eslimados, a pai-
xAo delles se augmentar i com a paxao publica que
assuas obras (ambem hAo de uulrr. Franklin, Coo-
per, Mad. Beccher Stowe, em virtude do Iriuinpho
que alcanraram na Europa, devem demonslrar aos
Estados-Unidos que he lempo de occupr-se com as
lellras e concluir para ellas um tratado internacio-
nal (-2)
Entre as razos que alguns lem sempre opposlo a
esla ulufna medida, reclamada, segundo a nossa
opiniAo, em favor da propria importancia e honra
da litteralura americana, o inleressc material que os
EsladosUnidos liram da siluacAo actual, como ar-
gumento, s lem um valor mediocre. Sem duvida
boje os editores pasariam mais diretos de autor, do
que receberiam da Franca, da Inglaterra e da Al-
ematiha.
S a Allemanlia lem verdadeiras sympalhias pela
America do Norte ; a Inglaterra esl sempre descon-
fiada contra o espirito dos Yankecs, e a Franja mal
comprehende o grande movimento e a prospcri.lade
dos Estados-Unidos. Por outro lado, a produccAo
dos livros graves que podem inleressar as preocej-
pacies e tendencias puramente americanas he rela-
livamente pouco considcravel, e esta inferioridade
he ilevida a que os livreiros lem mui grande vanla-
gcm era espaldar as obras dos Europcus, especial-
mente as dos autores inglezes.
Mudcmos.as condices, e se Bostn, New-York,
Philadclphia, publcassem n'um anuo ninas 20 obras
serias, as (rjdncres nAo so (ara esperar na Europa,
e em breve fonles novas despejarAo mais que palhe-
tasd'ouro no cofre dosedictores yankees ; c petan-
te laes argumcnlos os preconcelos desappareccrAo
immedialamcnle. O molivo mais capcioso se funda
sobre a considerarlo de um cxlcrior mui democrti-
co, que se nao deve embararar de mancira alguma
a crculaeao das idas, e, por consequeucia, dos li-
vros que as conten; logo, compre, no inlcresse do
publico, nunca parar. Tranquilliscmo-nos: se o
homem lem grande prazer cm ver as suas ideas im-
pressas, muito mais viva he a alegra de ser bem
(raduzido, o a esle respeilo he desejoso de urna hon-
ra (ao giata. que algumas vezes, o aulor so pedera
para si o dreilo de agradecimeolo ; qnanlo aos edic-
lores, em cambio da permissao, sem duvida cxlgi-
riain oulra cousa ; mas contemos com a sua mutua
benevolencia para o futuro, e fiquemos persuadidos
de que ellos se han de entender de um modo lao
cordial de u>ua margera a oulra do Atlntico, como
j secntendem de um lado ao oulro da Mancha.
Traase de acabar a obra lAo bem comecada. Em
vez de nutrir urna rcligio do Estado ouseilas pro-
tegidas, a UiiiAo deba a rada um o cuidado de sub-
vencionar o seu culto particular ; l todos os esbir-
ros se vollain para o lado da inslrucrAo. Em 1851,
conlavam-se 47,200 escolas primarias, 3,2i8 esco-
las de grammatica nacional ; 110 collegios ou uni-
versidades, a fra escolas de (hcologia, de dircilo e
de medicina. S no estado de Ncw-Vork, 800,430
meninos se matricularan! as escolas. Presente-
mente s se achara .disolutamente desprovidos de
instrucc/io os rcceni-cbegados, ponchenles aos di-
versos paizes da Europa.
Cerlamcule, eis um ulil e honroso resollado ; mas
porque nao terminar o edificio ? O porvir somente
far alargar base ; mas o verlice nAo tem pro-
porcao nem grandeza. Todos os cidadAos devera
aer instruidos, he esle o cornejo em urna nacao de-
mocrtica ; mas aquelles quo aspirara a una ins-
lrucrAo superior, timbera nao devem ter falla dos
recursos, porque nao so elevarAo sosinhos, e com
elles a nac,Ao subir, guiado pola taz que derrama-
ren!. Nao se deve temer que o ensiuo fortificado
uos collegios e uas universidades, que o amor e
a cultura das ledras comprometan! ou pervcrlam
o scnlimenlo democrtico. Com e(Tcilo,na Europa,
acoulera o que acontecer, a libcrdade uunca pere-
cer no coracAo dos cscriplores.
No meiodas Iradiros fulmente seguidas, coma
organisarSo generosa e livre da inslrucrAo em cada
um dos estados, na se reccia que alguem se esqueca
porque e para que he foita a lingua. Nenhum
orador do senado, nenhum dos represntenles ima-
ginar, que o desuno das expresses americanas
consista em ser succcssivaiucnlo as humildes servas
dos presidentes ; nenhnma corporarAo pretender
regulamenla-las ou proscreve-las. A lingua de um
paiz nao perlcnce a ninguem como privilegio ; de-
ve servir a lodos, e rada um he responsavcl em
particular pelo uso que dclla fizer. Por oulro lado,
com a Mlrucco por loda a parle cspalhada, os
Yankees fallarAo, guardada a propongo, mais cor-
rectamente do que os Ircsquarlos da popularlo fran-
ceza c do que os novo decimos do povo inglez. Nao
paremos neste resultado, alias nconteslavel. Urna
lingua tem sempro amura duplice : primeirnmenlo
para servir as communicaces de lodos os minlos,
para expiimir as necessidades dorada um na so-
cedade, voa cora as palavras pronunciadas e a mo-
do que se evapora com ellas: nao persiste en tan se
nao na faculdade de fallar associada ao conheei-
mcnloc recordarlo de certo idioma; mas nAo para
ah, quer alera disto fixar-se e durar materialmente;
dirige-so nao ao ouvulo, mas ao olho seguro do
apanba-la as-im que encontrar ao seu alcance o
instrumento que a grava para propaga-la c perpe-
tuada. O raminho nao he longo do olho ao cerebro,
do cerebro ao ouvido e garganta: do livro aberto
podem partir ao nosso bel prazer lodos os seo.,
cebos convencionadosdos ponimientos, comprimi-
dos pela arte c immoveis nos caracteres al o mo-
mento em que a voz os cnlrcga ao ar que perlen-
cem, e se alguem se contena em ler com os olhos,
se escapa ainda sera estrepite das paginas animadas
urna harmona secreta, cuja rcpcrcussAo interior,
cheia de urna suavidade myslcriosa, a inlelligencia
gosla. No livro esl encerrado um trabalho sempre
vivo de um espirito, que escolheu a sua hora para
fallar o ser ouvido de ura grande numero, durante
longos annos, durante sceulos, so he possivcl. Desde
que misa conreber lal espranos, loma um logar,
se eslabeleco, assignala noval coudices, entra
n'uma familia cscolhida, cujo papel he representar
os diversos periodos do movimento intelectual de
um paiz. Por lano, o cslvlo he a parle que o es-
criplor faz para si na lingua nacional ; he o vaso
d'agua lmpida, lirado por elle no melhor lugar do
grande, no das iJcas que passam cora as expresses
rpidas. ( Continuar-sc-ha. )
Drwrut* proiinciaf
Dizinio doalgoilai) c oulros
gneros do Kio tirando do
Norte...........
Dito dito dilo dilo da Paia-
hiba...........
Dito do assucar e outros g-
neros da dita.......
Dilo dilo do Kio Grande do
Norte............
Dilo dilo das Alaaas .
7859135
G6c00
.': 1085251
Depsitos sabidos
Ditos existentes .
1:20I>>I0
:097o041
S'cf.T
Mesa do consulado de Pernambuco 28 de feve-
reiru de 185"i. O oscrivAo
Jaeome Heraldo Marta Lumadu de Mello.
Esportacao'.
Liverpool peloCcar, briguc inglez Ano Portera,
de 336 toneladas, condado o seguinle : 10Q sac-
eos com 480 arrobas e 10 libras de aalgudo.
KECEBEUOKIA DE KENDAS INTERNAS GE-
RAES l)E PKIINAMBUCO.
Hendimenlododia 1 a 27......22::i26s790
dem do da 28.........2:513-3668
:i:S05.Vs
PllBLMHliO A PEDIDO.
c propor-
Manocl Carneiro Leal, leudo V. S. julgado-o fal-
lido a requorimciilo do supplicanlc, como Ihc prc-
initleo arl. 805 do Cod. do Com. vem requerer a V.
S. se digne por seu despacho mandar que o cscri-
vo Sanios cm Continente, passe por certidAoo llieor
da scnlcnca que julgou ao supplicanlc fallido, para
ser declarada a mesma no Diario de Pernambuco.
Pede a V. S. Illm. Sr. Dr. juz docommerro da 2."
vara assim defira. E. R. U. Manocl Carneiro
Leal.Pisse em termos. Recite 28 de feverciro de
1855.OUteira Maciel,
Joaquim Jos Pcreira dos Sanios, cscrivao vitalicio
do civcl c commercio nesla cidade do Recite de
Pernambuco por S. M. I. c C. quo Dos guarde
etc.
Certifico ser o llieor da scnlcne,a, que so pedo por
certidAo na pcticAo relro a seguinle :
A' viste da derlaracAo a follrss duas, feita pelo
rommercianle .Manocl Carneiro Leal, gerente da ca-
sa comraereial sobre a firma de Andiade & Leal,
julgo fallidos Manoel Carneiro Leal e Joaquim An-
tonio dos Sanios Andrade, e declaro iberia a lal-
lenca dos mesmos desde o dia 9 de fevereiro, que
lixo como termo legal de sua existencia, pelo que
ordeno que se ponham sellos em todos os bcns,livros
e papis dos fallidos, devendo'para issn fazer-se
participar;] ao respectivo juz de paz. e nomeio
para curador fiscal o bacharel Candido Aulran da
Malla Albuqucrque, que prestar ajuramcnlo do cs-
lvlo, pagas as cusas pelos fallidos.
Recite 28 de fevereiro de 1855. Francisco de
Astt de Olireira Maciel.
Hei por publicada em m3o do cscrivio que inti-
mar as partes.
Rocite era ut supra.Olireira Maciel.
E mais se nao conlinha cm dila scnlcnca, aqui fi-
elmente Iranscripia do proprio original ; e val na
verdado sem cousa que duvida faca, por mim subs-
cripta c asssignada nesla cidade do Recite de Per-
nambuco aos 28 de feverciro de 1855.Subcscrcvi
e assignei em f de verdadeJoaquim Jos l'ereira
dos Sanios.
RENDIMEYK) DA RECEIIEOORIA DE REN-
DAS INTERNAS GERAES DE PERNAMBUCO
DO MEZ DE FEVEREIRO DE 1855, A SA-
BER :
Foros de terrenos e do marraba .
I.audomios..............
Sza dos bem de raz.........
Decima addicional das corporaces
de mAo mora.........". .
Diretos novos e vclhos c de chan-
cellara ..............
Dizma da dila...........
Mullas por inuracres do regula-
menlo...............
Sello do papel fixo
cional.........
Premio dos depsitos pblicos. .
Emolumentos das repartieres de fa-
zenda...............
Imposte sobre lojas e casas de des-
cont ...............
Dilo sobre casas de movis, roupas
ele, fabricadas cm paizes estran-
geiros................
Dito sobre barcos do interior. .
Dilo de 8 por cenlo dos premios das
loteras..............
Taxa do escravos..........
Recela eventual...........
Divida activa.............
Matriculada faculdadededireito .
1003542
1405025
1:6858941
3293100
2:n(i-ii',S
2045-591
ftuaa
5:7435619
40U
1265500
5:0135750
1 GOfOOO
110:10)
1:^805900
1249000
6J000
6219058
6:0929800
21-.K:
Recehcdoria le Pernambuco iS de fevereiro de
1835.O esrriva.
Manocl Antonio Simocs do Amara!.
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimentododia 1 a 27.....67:082j>S
Idemdodia28........ I:120j5(>3
E para constarse mandou afiliar o prsenle e pu-
blicar pelo Diarlo.
Secretaria da Ihesourara provincial de Pernam-
buco 10 de fcvoreirn de 1855. O secretario, -rno-
nio Ferreir <(AnnunciarOo.
O Illm. Sr. inspector da Ihesourara provincial,
em cumprmenlo daordem do Evm. Sr. presidente
da provincia de21 do correnle, manda fazer publico,
quo no dia 22 de marco prximo vindouro, perante
a junta da fazenda da mesma tbesouraria, se ha de
arrematar a quem por menos fizer, a obra do oitavo
lanroda eslrada daEsetda, avallada em 15:4005000
ris.
A crromalar,ao ser feila na forma da lei provin-
cial ii. 343 do 16 de maio prximo passado, sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propnzerem a esla arrematarao,
eompareram na sala das sesses da mesma junta, pe-
lo meio dia, com pelen lomen te habilitadas.
E para constar se mandou afiliar o presenta e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesourara provincial de Pernam-
buco 27 de fevereiro de 1855.O secretario, Anto-
nio Ferreira da Annunciarao.
Clausulas especiaes para o arrematacio.
1 As obras do olavo lanco da eslrada da Escada,
far-se-hA' de conformidade com o orramento e per-
lis approvadoe pela directora ero conselbo, e apo-
sentados ao Exm. Sr. presidente da provincia, ua
importancia de 15:400*000 rs.
2. O arremtenle dar principio s obras no pra-
zo de 1 rnez, e devora conclu-las no de 12, ambos
contados na forrra do arl. 31 da lei n. 286.
3. A imporlanca da arrematacio ser paga de
conformidade com o arl. 39 da mesma lei provin-
cial u. 28(1, em apolice da divida publica provincial,
creada pela lei provincial n. 354 de 2) de solerabro
de 1851.
4. O drizo de responsabilidade ser de 1 anno,
ficando dorante dilo prazo, o arrematante ohrgado
a ronservar o Unco constantemente em bom es-
tado.
5.' Tara ludo que nAo se adiar mencionado as
prsenlos clausulas nem no orcamenlo, segar-se-ha
o que dispc a lei n. 286.
Conforme. O secretario, ionio Ftrreira da
Aununcioiao.
A cmara municipal desla cidade taz publico,
que nesla dala llie declaroa Francisco Lucas Fer-
rara, que (nha acabado com o seo eslabeiecimenlo
de carros fnebre-, silo no largo do Hospital, pe-
dindo ser desoncrado das obrigardes do respeclv0
contrato, que assignou, pelo que nCo podo mais o
declarante forneccr carros fnebres para enterro no
cemilerio publico desla cidade.
Paro da cmara municipal do Recite cm sesso
de 2S de fevereiro de lK5>.-/?arSu de Capibaribe,
presidente. No impedimento do secretario, o ofll-
cial, .1/u-mocJ Ferrara Accioti.
68:2029821
MESA DO CONSULADO
MEZ DE FEVEREIRO DE
REND MENT DA
PROVINCIAL DO
1855.
Diretos de 3 por cenlo do assucar ex-
portado..........
Hilo de 5 por cenlo dos mais gneros.
Capatazia de 320 por sacca de algodAo.
Dcima dos predios urbanos. .
Sello de lioranros e legados.....
Mcia sza de escravos......
1009 rs. por escravo despachado.
Emolumentos de ujssaporles de polica
10 por cenlo de Wivos e vclhos di-
rcitos...........
Imposte de 4 por cenlo......
Dilo de 3 por cento......
Dilo de 405 rs. sobre casa do modas. .
Matriculas das aulas de inslrucrAo su-
perior........ .
Mullas...........
Juros............
Cusas...........
40:7779221
10386*980
4459180-
332I&146
190439485
1:938-5920
7:1005000
45200
2205808
114145860
1075546
4O90O0
2509000
739000
9507
1405968
DECLARACO'ES.
68:2025821
(i) Um projeclo de tratado foi submelliJo ao se-
nado.
-i
COMMEUCIO.
PRACA DORECUE 28 DE FEVEREIRO AS 3
HORAS DA TARDE.
Colaccs ofliciaes.
lojc nAo houveram colaces.
ALFANDEGA.
Rendimcnlo do dia 1 a 27 .
dem doda28......
294H049019
17:4319075
311:6289994
Descarregamlioje 1. de marro.
Rrigue inglezMarthacarvAo.
Patacho sueco Ydunalahoado,
Barca ingleza(Iraoumercadorias.
Briguc dinamarquezf-'calaboado.
Brigue inglez i^elliiigtoncar\3o.
Brgue inglezllarryidem.
Barca inglezaD. Ricardoferro c carvao.
Brgue hamburgiiczdo//>AocarvAo.
Barca fraucezaHavremercadorias.
Briguc porluguezAtrecidodiversos gneros.
Hiato hrasilciroAnglicaidem.
Hiate brasileiroDutdosoidem.
RENDIMIENTO DO MEZ DE I EVEREIRO.
Rendimento total desle mez......311:6989994
RcslituicOes............... 625760
Rs.
Imporlariio.
Dircilos de consumo......... .
Ditos de I por cenlo do reexporlacAo
para os portes estrangeiros. : .
Dilos dilo para os portas do imperio. .
Expediente de 5 por cento dea gneros
estrangeiros despachados coui caria
de guia................
Dito de l|2 por C.dos gneros do paiz.
Dito de I l|2 por r. dos genero* livree.
Armazenagem das mercadoriai.....
Premio de l|2 poroentodos asBraados
Mullas calculadas nos despachos. .
Dites diversas..............
Interior.
Sello fixo................
Paii-nlrs dosilespachaiiles scrai-s. .
Felio dos lilulos dos mesuras, Uos cai-
xeros despachantes, ele.......
Emolumentes de ccrlidocs.......
Rs. 311:5669231
matttau
300:1909697
1195601
825149
2509477
l.irssii
779220
7539732
3:3459281
M9477
1055000
3499M
759000
25CD
2750
Na tegvAntes especies.
Dinheiro .... 240:95
A-signados 170:6095931
Deposito*.
Em balanro no ulliino de
Janeiro.........10.-9319442
Eulrados no concille mez 6:0205573
Snhidos. .
Existentes
16:9529015
3:1039983
R.s. 13:8185032
A-/ se/ulule* especies.
Dinheir..... 1:1839650
Letras......12:6619382
Contribuirlo de caridade.
Rondimenli) nesle mez......... 815949
Alfandega de Pcruarabuco 28 de fevereiro de 183X
() eacrivo,
Faustino Jos dos S'.mIqs.
CONSULADO GERAL.
Kendimenlo do da 1 a 27.....78:3529805
dem do dia 28........(17
79:0-299508
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimento do dia 1 a 27.....4:8759715
dem do di 28........ 2.
5:1089251
RENDIMENrO i)A MESA DO CONSULADO DE
PERNAMBUCO EM O MEZ DE FEVEREIRO
DE 1855.
Consulado de5 por cenlo. 73:7439151
Aucorageni.........
Diretos de 15 prtenlo das
embarcjccs eslraiigciras
que passam a nacionaes.
Diretos de 5 por cenlo na
compra o venda das em-
barcaces.........
Expediente da capatazia.
Sello fixo o proporcional.
Mullas...........
Emolumentes de corlides.
3:0359250
19-5500
909009
831
1:2935207
85000
99760
73:7125151
5:2879357
79:0299508
Torceira seccao do consulado provincial 28 de
feverciro de 1855. O 2- cscrplurario,
I Miz de Azccedo Souza.
MOVIMENTO DO PORTO.
Natos entrados no dia 28.
Parabiba21 horas, hiate brasileiro Flor do Bra-
sil, de-28 toneladas, meslre J0A0 Francisco Mar-
tina, carga toros do mangue ; a Vicente Ferreira
da Cosa. Passageiro, Manoel Ferreira do Nas-
cimenlo.
S. Miguel26 dias, patacho portuguez Al/redo, de
199 toneladas, capilAo Joo Percira de Avclar,
equipagem2i, carga sal e mais gneros ; a Johns
ton Paler & Compauhia. Passageros, D. Maria
Jos da ConceicAo A-vclIar, Isabel Maria, sua ir-
m a, Juvin 1 l'ereira 'lavares, menor, Emilia Ju-
lia, Eslulana Francisca, Anna Clara, Francisca de
Jess e 4 lllias menores, lienriquela de Almeida
Olivcira, Maria Augclica e 1 iilho menor, Jos1
Antonio Monteiro de Campos, sua senhora e5 fi-
lhos, Jacinlho Ignacio Ferreira, Jacinlho da Pon-
te, Francisco Muniz l'ereira. Antonio de Souza
Botelho, Manuel Percira do Coulo, Jos Muniz.
J0A0 de Viveiros, Victorino Jos Tavarcs Pinho,
Antonio Jos Botelho, Francisco do Reg, Joa-
quim Carneiro de Mello, l.uiz Jos, Jdao de Si-
mas, l.uiz Francisco Rebollo, Manoel de Souza,
J0A0 Leite, J0A0 Ignacio do Reg, Manoel Fer-
reira, Jos Percira de Araujo, Francisco Vieira
da Ponte, Macocl Jacinlho Pacheco Jnior, Julio
Cesar Lima.
Macei4 dias, barca ingleza Tickler, de 140 to-
neladas, capilAo John Bisson, equipagem 14, car-
ga assucar e algodAo ; a Johnston Palor & Com-
panhia. Veio receber ordens o segu para Liver-
pool.
Ballimore38 dias, patacho americano FtUnore,
de 191 toneladas, capitn Kirman, eqaipagem 8,
carga fariuha c mais gneros ; a ordem. Seguio
para o Rio de Janeiro.
Nac os saludos no mesmo dia.
Terra NovaBriguc inglez James Slward, capilAo
John Tajlor, cm lastro.
Liverpool pelo CearBriguc inglez ^11 Porler,
captao Wm. Me. Biidc, em lastro.
r.am ira-ibeHiate brasileiro loto Destino, meslre
EslevAo Ribero, carga bacalho e carne. Passa-
geiros, Manocl Lins Cavalcanti de Olveira, Jos
Luzde Barros, Anlouio Joaquim de Azcvedo.
EDITAES.
O Illm. Sr. inspector da Ihesourara provincial,
am cumprmenlo da ordera do Exm. Sr. presidente
da po vieta, manda convidar aos proprielarios abai-
xo mencionados, a entregaren! na mesma llicsoora-
ra, no prazo de 30 dias,a contar do da da primeira
puhlicarao do presente, a importancia das quolas
eom que devem entrar para o calcameulo das casas
da ra da Pcnha e (res da ra do Raugel, conforme
o disposlo na le provincial n. 350. Adverlindo que
a falla da entrega voluntaria ser punida com o d
po das referidas quolas, na conformidade do artigo
6 do regulamculo de 22 de dezemhro de 1851.
Ra da Pcnha.
N. 2. llcrdeiros de Joaquim Jos Ferreira. 305000
4. Julio Porlella........399600
6. Nuno Maria de Seixas.....609000
o 1. llerdeiros de Jos Mauricio de Oli-
vcira Maciel..........1095200
3. Ditos de Caelano de Carvalho Raposo 909000
a 5. Dites dito*.........789000
7. Domingos Jos da Cosa.....369000
b 9. Francisca Benedicta dos Prazeres 139200
11. Jos Moretea da Silva.....459000
n 13. JuliAo Porlella........279000
B 15. Paulina Maria........189000
11 17. Antonio Luciano de Moracs Mesqui-
la Pimentel e herdeiros de Mauccl Paulo
Qninlella...........575000
19. Herdeiros de Manoel Paulo Quinlel-
lae Francisca Solusliana da Cruz. OJiOO
2I. Herdeiros de Manoel Paulo (Juinlel-
la c Francisca Saluslinna da Cruz. 7358OO
i) 23. Joaquim Jos da Cosa Fajoses 849000
i) 25. Irmandadc das Almas do Recite. 579600
i> 26. Joaquina Mara da PurificacAo 369000
29. Viuva e herdeiros de Antonio Joa-
quim Ferreira de Sampiio.....52s200
11 31. Marcolino Coiicaives da Silva. 3OJO00
33. Francisco Jos da Silva Maier. 639900
Ra do Rangcl.
77. Francisco Antonio de Olveira J-
nior ............ 935600
79. dem idem idem. ...... 25*500
a 81. Maria Annnuciada Adelaide Al ves
da Silva............409500
1:2479100
Os credores do fallido Jos Martins Alves da
Cruz, c este mesmo pur si ou por seas procuradores^
compareram 110 dia 2 do marro prximo seguinle as
11 horas era casa da residencia do Sr. Dr. Francisco
de Assis de Olveira Maciel juiz do commercio da se-
gunda vara, na roa estrella do Rosario n. 31, para
se verificaren! os crditos presentados, se deliberar
sobre a concordata, se for apresontada ou se formas-
0 contrato de uniao, e te proceder a nomeacao de
administradores da casa fallida; ficando os credores
advcrdos que nAo scrAo admitlidos por procurador,
se esle nAoapresentar.procuracAo bastante com po-
deres especiaes para o aclo, e que a procuracAo nlo
pode ser dada a pessoa que seja devedora ao fallido,
nem um mesmo procurador representar por dous di-
versos credores.
Recite 26 de feverciro do 1855.O escrivSo inte-
rino, Manoel Joaquim Baptista.
De ordem do E.m. Sr. dreclor gcral da ins-
(rucsAo publica, faco saber a quem convier, que esl
concurso a catleira de inslruccan elementar do pri-
meiro grao da villa de Serinhaem, com 60 dias de
prazo, contados da dala desla.
Dirocloria geial 24 de fevereiro de 1855.Cazidi-
do Eustaquio Cesar de Mello, secretario.
AVISOS MARTIMOS.
Para o Porlo com escala pela ilha 3e S. Mi-,
guel, segu em poucos diat a vcleira e bem conllv-
ela escuna nacional Linda, capilAo Alcxandre.Jos
Alvos ; lem grande parte do seu carregameulo: para
o rest. Irata-se cora Eduardo Ferreira Bailar, na
ua do Vigario n. 5, ou com o capilAo na praca.
PARA O RIO DE JANEIRO
a barca brasilcira Flor d'Oliveira, capilAo Jos
d'Oliyeira Lcile segu com mula brevidada por ter
a maior parte do seu carregamenlo prompto : para
o resto da carga c escravos a frele, para o que (era
oxcollenles coininodos, Irata-se com o consignatario
Manocl A!ves Guerra Jnior na roa do Trapiche n.
14, primeiro andar.
CEARA' E ACARACL'.
Segu no dia 28 do correule o hiato Correio do
Surte ; recebe carga e passageros : (rala-se com
Caelano Cyriaco da C. M., ao lado do Corpo Saulo
n. 25.
PARA O ACARACU"
segu com.a maior brevidade o hiate Aragao, lo-
cando no Ceara se boiiver carga para l : a tralar na
ra do Qucimado n. 27, loja de Couveia Lcile.
Real companhia de paquetes ingleses a
vapor-
No dia 2 de
marco, espera-
se da Europa,
om dos vapo-
res da real com-
panhia, o qual
depois da de-
mora do cos-
lume seguir
para osul : pa-
ra passageros ele, trala-se cem oa agentes Adam-
son Howe A C, na ra du Trapiche n. 42.
PARA O RIO DE JANEIRO.
t briguc Elvira segu por esles
dias : para carga miada, passageros c es-
cravos a fete, trata-se com. Machado & Pi-
nliciro, no largo da Assembla, sobrado
n. 12.
Para o Cear segu no lim da presente semana
o bem conhecido hiato Capibaribe, meslre Antonio
Jos Vianna ; para o rcslo da carga, Irata-se na ra
do Vigario n. 5.
PARA O RIO DE JANEIRO
segu cm poucos dias o brigue ConceirSo. capitAo
Joaquim Ferreira dos Sanios : para o resto da carga,
trata-se com Isaac Curio & Companhia, na ra da
Cruz n. 40.
PARA O RIO DE JANEIRO
segue impretervelmcnlo no dia 3 de marr;o a barca
brasilcira Flor de Olveira, s pode receber escra-
vos a frote, para o que tem excellentes commodos :
dirijara-sc ao consignatario Manoel Alves Guerra
Jnior, na roa do Trapiche 11. li.
LEILO'ES.
Brunn Praeger & C, farao IcilAo por inler-
venc.Au do ageule Olveira, de um completo toril-
mente de fazendas, de tedas as qualidades as inais
proprias desle mercado : quinla-fcira 1" de marro
es 10 horas da uianhAa, no seu armazem ra da
Craz.
T. de Aqaino Fonseca & Filho, farSo leiUki,
por cnnla c risco de quem perlencer, e por inler-
vencao do agente Olivcira, de cerca de 3 harris '
maiores de quatro em pipa, cora vinho linio de Lis-
boa, marca G S, os qoacs restaram do sen ultimo
Icilo por nao Icrein desembarcado do navio, que
d'aquelle porlo os conduzio : seila-feira 2 de mar;o
as 11 horas da manli5a em pardo, no.largo de froute
da alfandega desla cidade.
O agente Olveira far lelAo, por anlorisacsao
do Illm. Sr. Dr. juiz do commercio, e a requerimen-
lo do curador da massa fallida da viuvn Marlins de
Carvalho, dos perlences, pesos e mais objectos do ar-
mazem da dila massa, silo na ra do Brum, logo
imiuediato ao dos Srs. Mesquila & Huir : sabbado,
3 de marro, ao meio da, 110 indicado armazem.
AVISOS DIVERSOS.
O 1. cadete do 2." balalliao de fuzileros, Ju-
lio l'iimpcu de llarros Lima, lendo de seguir boje
para a corte a csludsr na escola militar, pelo pre-
seule agradece aos lllms. Srs. officap#daseu bata-
II1A0 o (ralamente quesempre Ihc preslaram ; ofle-
rece-lhcs naquella corle seu diminuto presumo, e
ilespede-sc saudosamenle dos mesmos, e de lodos os
seus catnpauheirus de arma*. Recite 26 de feverei-
ro de 1855.
Previne-se a todas as pessoas que ne-
gocinm comrelogios, ccom especialidide
aos Srs. relojoeiros, que deixera de elfec-
tuar qualquer negocio coiu'.Jim de ouro
patente suisso n. 27870, o qual ioi furta-
do nesta typograj)hia.
Pe1""
iirnmri


4
DIARIO OE PERIMIBCO, QU11ITA FElfiA I DE MaRQO DE 1855.

. DA POLICA, ALERTA !
-se encarecidamente aos eucarre-
gstdosda policial que lancera suas vista*
sobre una casa na rua Dlivlla, aoncle se
urna a juntar iilios lamidas para jo-
in, comconsenttaento do inesmo do-
ro da casa, uto pedeLm. morador da
ra.
LOTEKIA DO lIO DE JANEIRO.
Ainda c\lste um ptajueno numero do
_ billietes da, lotera ii das casas decaridade
nos. luga i esperam-
se a nralivclmentc pelo TOCANTINS:
OS iiremios sao pa;;os logo que se fker a
distrilmirao das mcsinas lisias.
Na Hala da lotera da provincia, publicada no
Diario n. (i. desoaunda-feira, 26 do fevereiro, fal-
ln o n. ;t77l, premiado rom ^ A mesa rededor da irniandade do Divino Es-
pirito Sanio, erecta no convenio .de Santo Antonio
do Recite, roga a seus charitsimos innflus, que j re-
cartas patente*, e que ainda nao
deram nqnota marcada pela mesn.hajam le o fazer,
enlrer importancia a pessoa de qiiem rec-
betela as mesmas cartas, visto a magma j ter dado
princ calacumbas cm o cemiterio publi-
co, como j so aclian promplas 28, e esle dinheiro
bo applicado para esle fim. vislo a irmandade nSo
ler outros incios se nao recorrer ans seus charissimos
irmaos, para com hrcvidade ualisar esta grande
obra de tanta monla.
Arrenda-sc o bem ronbecido sitio da l'assagem,
qne fui do fallecido Antonio Teixcira Lopes, com
gr-indc sobrado para inorar-sc, viveiros e terrenos-
para sustentar 6 c niais vareas do leite, por 3 e mais
anuos ; e o primeiro andar da casa da rua da (iuia
n. 5 : a tratar oa mesma casa da ra da Guia, se-
gundo andar, das 6 as 9 boras da maiilula, e das da
tanle cm diante.
Deseja-se saber noticias dos Srs. Ma'ioel Sim-
plicio Correia Leal, Miguel Forro Lopes, llenriquo
Manoel Malbeiros de Mello, Jos Joaquim Eufrasio
da Cruz, Francisco Manoel de Figueiredo, Antonio
Jos Ferreira Vianna, Henriquc de Araujo Jordao
e Jos Vicente LeSo : queni souber desles senhores
lera a boudade annunciar, ou dirigir-se a ra do
ii u. 17, que se agradecer mailo.
CARTA A ENTREGAR.
Na ra do Collegio n. 23, segundo andar, lia una
caria viuda de Caruar parauSr. Jos Caelano Bap-
tista dos Santos.
OlTcrecc-se um rapaz porluguez para caixeiro
de taberna oa oulro qualquer cslabeleciniento, para
tomar conla por bataneo ou sem elle, para o que Icm
bastante pralica : quem de sen presumo se quizer
iidlisar, dirija-so praca da Independencia n. 1(1.
das 10 em liante, que achara com qncm Iralar.
Andr Alvos da F'onseca Jnior, professor par-
ticular do instrucjflj elementar, avisa ao respcilavel
publico, e com espocialidade aos pais de familia,
que mudou a sna resiilencia da ra da Alegra para
a na do Hospicio, casa n. 17, onde tem a sua aula
cm exercicio, o conlina a receber alumnos exler-
nos, meio pensionistas e pensionistas inleiros, por
medien preco.
Precisa-se de urna ama forra ou escrava, ou
algn) moleqoe que entenda de lodo o servico de
urna casa,que sera bem pago conforme o seu servico:
na ra da Aurora n. 30-
Quero precisar de redes para despescar vivei-
rus, jnnUmenle gente, diiija-sc aos A Togado*; ra
llireila n. 1:1.
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, linas c grossas, pdV
presos mais baixos do que emou-
qualquer parte, tanto em pot-
es, como a retalho, afliancando-
aos compradores um s preco
para todos : este esta bel eci ment
ahrio-se de combinacao com a
maior parte das casas commerciaes
inglesas, francezas, allemuas e suis-
sas, para vender fawndas mais em
conta loque se tem vendido, epor
isto oflerecendo elle maiores van-
e.n* oque outro qualquer ; o
proprietario deste importante es-
tabelccimento convida a' todos os
is patricios, e ao publico cm fe-
ral, para que venbam (a' bem dos
is interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Sanios &Rom.
Aluza-se o armazem n. 30 'la ra eslreila do
Rosario : a tratar na ra do Collegio n. 21, segundo
andar.
SUA DE DVFSA.
Luiz Canl.irelli participa ao respeilavel publico
que a na sala de ensno na ra das Trncbciras n.
19 se aclia abcrla lodas as segundas, quarlas e sextas
desde assele horas da noite al as nove : quem do
seu presumo se quizer ullisar dirija-se a mesma
rasa ilas 7 boras da manhaa ale as 'J. O inesmo se
offerece a dar lic,6es particulares as boras couvencio-
nadas.
.1. JANE, EMISTA.
tj conlina a residir na ra Nova n. 19, primei-
ro andar.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 BA DO GOLUCrlO 1 AITDAH 25.
O Dr. P. A. Lobo Moscozo di consultas bonieopalbicas lodos os das aos pobres, desde 9 horas da
Bianliia aleo meio di, c em casos extraordinarios a qualquer hora do da ou imite.
Ollerece-su igualmente pura p.aticar qualquer operaran do cirurgia. e acudir proniplamentc a qual-
quer mullier quo esleja mal do parlo, e cujascircumsiancia nilo permillam pagar ao medico.
NO C011IT0RI DO DR. P. A. IODO MOSCOZO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual completo de meddicina bomeopalbica do Dr. G. I. Jabr, Iraduzido em por
tugue/, pelo Dr. Moscozo, qualro volumes encademados em dous e acompanbado de
um diccionario dos termos de medicina, cirurgia. anatoma, etc., ele......
2 Esta obra, a mais importante de todas as que Iralain do esludo c pralica da liomcopalbia, por ser a nica
qneronlm a ba.c fundamental d'esta doulrinaA PA'iTlOGENKSIA 01; EFFEITOS DOS MEDICA-
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DESAUDEronheclmenlos que rolo podem dispensar ai pes-
soas que sequerem dedicar a pralica da verdadeira medicina, inleressa a lodos os mediros que quizerem
experimentar a doulrina de llahncmann, c por si mosmos se coiivencereni da verdade d'clla: a lodos os
razendeiros e senhores de engenlio que eslaolonge dos recursos dos mdicos: a lodosos rapilaesde navio,
que urna ou oulra vez nao po.lrin dcixar de acudir a qualquer incommodo seu ou de seus tripulantes :
a lodos os pas de familia que por circumstancias, que ntm sempre podem ser prevenidas, sao .il>ri-a-
dos a prestar n contiitenli os primeiros soccorros em suas enfermidades.
O va Ic-mccum do bonieopallia ou Iraduccao da medicina domestica do Dr. Hering,
obra lambem til as pessoas que se dedicam ao csludo da bomeopalliia, um volu-
nte grande, aeompanbadn do diccionario dos lerinos de medicina...... 10*000
O diccionario dos lermos de medicina, cirurgia, analomia, ele, ele, encardenado. 3J000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pralii da
homeopatliia, c o proprietario deslc cslabelccimcnlo se lisongcia de tc-lo o mais bem montado possivcl e
nineuem dnvida boje da craude superioridade dos seus medicamentos.
Rotiras a 1-2 liibos grandes.
Boticas de 24 medicamentos cm glbulos, a 10, 125 el 5SO0O rs.
Ditas 36 ditos a...........
Dilas 48 ditos a............ '
Ditas 60 ditos a.............
Dilas 14* ditos a...........] '.
Tubos avn 1 -os....................
Frascos de meia 0115a de lindura. ..........!.'.".*!
Dilos de verdadeira lindura a rnica..............
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de lubos de rryslal de diversos lmannos*,
vidros para mcdicamonlos, e aprompla-sc qualquer encommenda de medicamentos com toda a brevida-
dc e por precos muilo commodos.
SMIMI
30*000
iio-sooo
i;ii> 19000
39000
28000

#
i
i
i
0
fi
LOTEBIA D RIO DE JA^EIRO.
Acham-se a' venda os novosbillietes da
lotera vigesiraa-priineira das casas deca-
ridade nos lugares ja sabidos, as listas es-
peram-se a 5 do futuro marco, s pre-
mios sao pagos logo que se lizer a distri-
buic/io das mesmas listas.
Extraviou-se d'entre o lato do abai-
\o assignado, vindo do norte no vapor
Imperador, um pequeo bah forrado de
marroquim com orellias de couro. e co-
berto de pregaria de metal; suppoe-se
que no desembarque, elle fosse contundi-
do nos objeetos de algum outro passagei-
ro : quem poi o tiver em seu poder, 011
delle souber, queira dirigir-se a rita do
Rosario largan. 30, quarto andar, a en-
tender-se com Domingos Antonio Alves
Rilieiro.
Aluga-sc una boa casa na Caponen com nm
pequeo sitio e varios pes de frutos: a fallar na ra
do Cabuga', loja de Joaquim Jos da Gosla Fojozes.
l'erdeu-sc no diasabbado 2'i do correle urna
lelra Goncalves l'ereira Lima endocada pelo mesmoSr. e
celta i>elos senhores Joaquim Filippe da Cosa e
Joio Marlins de Barros : roja-se a quem a tiver a-
chado reslilua ao abaixo assignado, na ra da Madre
de Deosn. 22, quesera generosamente recompensa-
da, adverle-so quo os aceitantes c laceador ja se a-
chm prevenidos. Antonio Jos da Silva.
Becebem-se meninos ou meninas al a idade
de 9 annns para baixo, obrigando-sc a te-Ios na es-
cola e dar-llie o tratamenlo em casa : reiiro-mc aos
i|uc por algumas circumslaucias nao os pos-
sam 1er em sua compauhia: quem quizer annuncie.
A nova casa de pasto da ra das Crozes 11.
usa a lodos os freguezes que tem toda a qua-
lidadc de comidas, caf, cha'e toda a hora do dia, e
da' almocos c janlarcs jiara fura. Tambem bu mo
de vacca Iodos os domingos o das Sanios.
Maria Carneiro de Souza Lcenla Villaseca,
bem conliccida professora particular, avisa a quem
ronvicr, que conlina i receber meninas pcusionislas
o meio pensionilas, para Ihes ensillar primeiras let-
tras, graminalica porlugueza, francez, c bordados de
lodas as qualidades, e que lambem lia mcslccs de
msico, piano, dansa c desenlio : quem poi de seu
presumo se quizer ullisar, dirjase ra da Aurora
n. 42, segundo andar.
I'recisa-se de una mulber forra para servir de
criada .1 umaienliora no convenio da Gloria : quem
r nestas circamslancins, dirija-se a ra larga do
Kosariu u. 18, loja do Cardeal.
. A pedido de sua familia, prerisa-se saber se
1 provincia 011 fura della, evisle Manoel Jos dos
Sanios Jiinior, natural de S. Miguel do Coilo de Ap-
pulia, reino de lH>rlugal : qoem souber noliciasdel-
le far muilo favor dizer na ra do Oucimado, luja
n.18.
Alnga-M um silio com exccllrule casa ^e mo-
rada, estribarla e cocheira, com boa agua de beber,
o muilo perlo da colado por ser na travs,-, de JoAu
leruandcs \ieira, por delraz do silio do Sr. Fran-
cisco Aciolv G. Lins, no Mangiiinho : a tratar na
ra da Cadeia do Bccife 0. 51, com M. J. do Pa-
raizo.
I'recisa-sc do um prcto caplivn para o servico
de una casa : na estrada de Jo.1o de Barros, na S-
ledade, n. 7.
O Sr. Joo Nepomuceno Ferreira
de Mello, < 1 ue mota para o Salgadinho,
queira mandar receber urna encommen-
da na livraria n. 6 e 8 da praca da Inde-
pendencia.
- O Sr. Joo Antonio de Miranda,
aueira ter a bondade de apparecer na ra
o Collegio n. 15, agencia de leiles, a ne-
gocio de seu nteresse.
MASSA ADAMANTINA.
Ra do Rosario n. 36, segundo andar, Paulo Gai-
gnoux, dentista francez, chumba os denles com a
mas-a adamantina. Essa nova e maravilliosa rnin-
posicio lem a vanlagcm de cncher sem pressao dolo-
rasa lodas asyinliartuosidadcs do denle, adquerindo
cm poucos inslanles solidez igual a da pedra mais
ilura.c prnmcllc reslaurar os denles mais estragados,
com a forma e a ciir primitiva.
Casa de consignacao de escravos, na ra
dos Quarteis ,,. 2i
Compram-sc e recebem-se escravos de ambos os
sexos, para se venderem do commissao, lano para a
provincia como para fra della. offerecendo-sc para
sso toda a seguranra precisa para os dilos escravos.
O Dr. Dias F'ernandes, medico, pode ser pro-
curado a qualquer hora do dia para os diflcrcutcs
ramos de sua prolissao : na ra larga do Rosario
n. :(S.
Urna pessoa com bstanle pralica do foro ofl'e-
rece-se para cobrar dividas lano na praca; como no
mallo, dando fiador sua conduela, podendo ser
procurado no largo du Livramenlo n. 27 segundo
indar, ou annuncie.
.'IBLICAC40' DO INSTITUTO 110
lEOPATIHCO DO BRASIL.
THESOL'RO 1IOMEOPATII1CO
OU (?)
VADE-MECM DO ^>
HOMEOPAT1IA. S
Mtlhodo conciso, claro e seguro de cu- {/
rar homeopathicamente todas as molestias /%
cjiic afltigcm a especie humana, e part- v)
ralannente aquellas que rcinam no lira- (A\
sil, redigido segundo os melhores Irala- B
dos de homeopalhia, taulo europeos romo {$)!
americanos, e secundo a propiia experi-
ncia, pelo Dr. Sabino Olegario langero '*'
Pinho. Esla obra be boje reconhecida co- ()
U a melbor de ludas que Iralam daappli- ia
carao honieopalluca no curativo das mo- v/
leslias. Os curiosos, principaimenle, nao (J)
]>oilem dar um passo seguro sem possui-la e f[
ronsiilla-la. Os pais de familias, os senlin- <*>
res_ de engcnlio, sarerdolcs, viajantes, ca- &>,
pilaos de navios, serlancjnsclc. ele, devem Jff
(J/} le-la m3o para occorrer promplaiucnle a ^)
JS qualquer caso de molestia. /A
? Dous volumes cm brochura por 1050IX) ^^
fp9 encademados llgOOO ()
f, Vende-se nicamente cm rasado aulor, Z
2 no palacete da ra de S. Francisco ;Mun- W>
^) do Novo) n. 68 A. (A-,
Traspassa-sea chave da loja da rua da Cadeia
do Recife n. 18 : Irata-se na. mesma rua, loja n. 23.
Roga-se ao| Sr. Jos Aniones Guimar.les baja
de declarar por esle jornal, se Caslro & Irmaos, Ihes
fl/.uram alguma ollera directa ou indirectamente,
da casa em que existe aloja d cViccnlo Monlciro
Berges.
N0o se leudo ullimado o negocio sobre a ar-
mario da loja da rua do Collegio n. 16, srientiiica-se
aos mais preleudenles, .que traspassa-se as chaves com
a mesma armacao, nicamente pelo aluguel que se
paga ao propriclario. ou vende-se, como melbor Ihe
coaviar : na rua do Oucimado n. 42, loja de fazen-
pa. .
Domingos Anlunes, porluguez, relira-sopara
fra do imperio.
PERIDICO DOS POBRES.
Aclia-se aberta a assignalura para esta
follia que se publica, escripta por mu i
babeis pennas. no Rio de Janeiro, e sob
a direccao de A. M. Morando ; ja' conta
seis annos de existencia e sempre lia po-
zado de toda a estima, tanto na corte como
em todas as provincias. Assigna-se na li-
vraria da praca da Independencia n. C e
8 por 2,s000 por trimestre, i.S'000 por se-
mestre, e S.s por um auno: convida-se aos
amantes da lcitura para que venbam as-
signar ate' a chegada do Imperador, que
se espera do norte, alim de rccebercni a
colleecao no primeiro vapor.
Precisa-se de urna ama para todo servico de
urna casa de pouca familia: a tratar na rua eslreila
do Rosario n. 10, lerceiro andar.
Previne-se ao Sr. Antonio Rodricues Vicira,
correspondente do Sr. (muralla Francisco Xavier
Cnvaleantl Dehoa, que nilo pague una ordem da
quaulia deSOSOOO, passada ao Sr. Pedro de Assis
Campos por se ler perdido.
O bachnrel Jos Rodriguee do Passo aclia-se
residi lo na rua Nova n. 33, primeiro andar, onde
continuar a exercer a sua prolissao de advogado.
podendo ser procurado a qualquer hora do dia.
O Sr. Marcolino AlvesCavalcanli Cunegundes,
natural do Cralo, (Cear.) lem una carta na loja do
aterro da Bou-Yisla u. 48.
AULA DE LAT1M.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
quemudou a sua aula pama rua do Ran-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos e externos desdeja' por m-
dico preco como lie publico: quem se
quizer utilisar descu pequeo prestimo o,
pode procurar no segundo anda da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias ulcis.
as
DENTISTA FRANCEZ. %
9 Paulo Gaignoux, csiabeiccido na rua larsa W
do Rosario n. 36, segundo andar, collora den-
9 tes com gengivasartiOciac*,-e dentadura com- 9
pela*, ou parle della, com a pressao do ar. f$
0 Tambem lem para vender agua denlifricedo ($
Sj^ Dr. Pierre, c p para denles. Rna larga do j
^ Rosario n. 36 segundo andar. ^
Novos livros de homeopalbia uiefraoccz, obras
(odas de summa iroporlaucia :
llahnemann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
N.24.
Cruz & Gomes Icm por vezes chamado a allcncao
Je seus freguezes, para que viudo a rua dos Quarteis
n. 2, vejam o rico snrlimento de miiidezas france-
zas de qne se acha adornada a sua luja ; c du novo
rogam ipie sem perda de lempo venliam comprar os
lio ulcis chapeos de sol com cabo de canna, e da me-
lbor seda, por "'"O00 ; pcnles de larlaruga para se-
gurar cabello, o melbor que se lem vislo. por 39500
e (9000 ; lia de cores para bordar a 99000 a libra ;
froco de lindas cores a OO rs. a peca ; penles de b-
falo muilo finos para suissa por .VIO rs. ; ditos para
alisar por 320 ; cspelbos com molduras de massa a
VIO rs ; mcias de cores para liomem a >S00 a du-
zia ; dilas croas, muilo encorpadas, proprias para
bolins a 35000 a duza ; caixas de hufalo para rap
a .VHJ rs. ; riquissimas bonecas dignas de com ellas
se presenlear a qualquer menina de disliaccao (esle
arligo ha para lodo prcro ; cxcellenlcs ligas de seda
a 15200 n par ; lencos de seda para scnliora e lio-
mem, dos mais modernos goslos, a 19920 ; rharulei-
ras comcarleira, obra prima, a 2J500 ; grvalas de
seda a 15000 c I5.VK); eslampas dos mais milagro-
sos santos (Ifocam-se a 280 urna) ; e com espociali-
dade rccomincnda-se um riquissimo sorlimenlo de
filas escocesas, de sarja c de selim, dos mc'hurcsgos-
los, por precos muilo razoaveis ; aos rapares recom-
menda-sc as bcngalinhas de unicorne a 8900, e as
de canna por 25000, 2*500 c 3.5OOO. Advcilem os
abaixo assignados,quc oslas miudezas sao as mais no-
vas c as de melbor goslo, nunca comparaveis aos al-
caides da exliucla loja n. 22.Cruz & Comes.
N.24.
RUA DOS QUARTEIS, LOJA.
Cruz & Gomes, prvido de urna cxcellenle machi-
na para firmar papel,prop:e-seafonicrer papel mar-
rado para as reparlires publicas, c lodos os acccMO-
rios a ellas necessarios, sendo da melbor qualidade
possivcl, comolapis, peunas, canivelcs linos, cxcel-
lenle papel e obreas cm paes ; promctle servir a
conteni c cora toda possivel brevidade.
LOTERAS di provincia.
Acham-se i venda os bilhcles da 1.a parle da 5."
lotera a beneficio da igreja de N. S. du Rosario da
Boa-Visla, nicamente na Ihesouraria das loteras,
na rua do Collegio n. 15, e corre imprelcrivcimente
no dia 10 de marco.O thesoureiro,
Francitco .Inlonio de Oliccira.
Precisa-se de ofliciacs de charuleiro que Ira-
halbem solTrivel : cm Oliuda ladcira do Varadouro
casa n. 38.
Molas a.v mais tnorler:ias.
Os abaixo assignados, dimos da loja de ourives, na
rua do Calinga n. II, confronle ao paleo da malriz t-
rua Nova, fazem publico, quceslo recebendu con-
tiiiuadamcnle muilo ricas obras de ouro dos meilio-
res goslos, lano para senhoras como para homens e
meninos ; os precos cnulinuam mesnio baratos como
(cm sido, e passa-se coalas com responsabilidade,
especificando a qualidade do ouro de I i ou 18 qui-
lates, lieando assim sujcilos os mesmos por qualquer
duvida.Seraphiin & Irnmo.
O rauleli-la Antonio Jos Rodrigues do Souza
Juuiorlem rcsolvidu daqui em dianlc. vender ai
suas cnidas e bilheles aos preces ali.iixo declara-
dos, obrigando-se a pagar por inlciro sem o descon-
t dos 8 X da lei, os premios grandes que ciis bilhe-
les e cautelas obliverem.
Ildheles inleiros 55500 Recebe 5:Qj00glO0O
Meios bilheles 29600 a 63009000
Quarlos 1-54O 1:2509000
Oilavos 720 6259000
Decimos 600 b009000
Vigsimos 320 a 2.505000
E por isso acaba de expr i venda as lujas do cos-
ame, os seus bilheles e cautelas da 1.a parto da 5.a
loleria do Rosario da Itoa-Vista, cujas rodas andam
tifallivelinonle a 10 do corrcnle.
Fugio do cngenlio Cachanga, no dia sabbado.
25 de fevereiro, um prclo de nonie Antonio, escravo
de Alejandre Jos da Silva, cm coinpanbia de um
porluguez que servia de caixeiro do inesmo cngenlio,
de nome Francisco Jos' Correia Cima, o qual escra-
vo lem os signacs seguinlcs : allura regular, bem
prelo, com um denle quebrado na freule e urna ro--
lur? sobre o nariz, cm um dos bracos signacs de
rhicoladas, barbado, pernas finas e cabelludas : ro-
ga-se a lodas as autoridades policiaes c capilaes de
campo, que o prendam e levem-o no mcsino enge-
nho Cachanga, na freguezia da Escada, 011 nesla ci-
cade, no paleo da malriz de Sanio Anlonio, sobrado
n. 2,quesera generosamente recompensado.
Jos da Silva Campos c Joaquim Fernandos da
Silva Campos dissolveram amigavclnicutc a socidade
que lilil.un na loja de fazendas, 11. 12, da rua do
Crespo, e que gyrava com a firma de Jos da Silva
Campos & Coinpanbia, sendo que na mesma loja
conlina o segundo, Joaquim Feruandes da Silva
Campos, de sociedailc com .loan Maria Cordeiro Ci-
ma, formando a firma Campos & Cima, que fica res-
ponsavel pelo passivo da exliucla firma, asura como
sohrogada cm lodos os dircitos desla para rohrauca
das dividas activas, que foram incluidas na venda,
que de sna parle fez o primeiro. Recife Io de mar-
co de 1855. Jos da Silva Campos. Joaquim
Fernandez da ilia Campos.
Desappareceu ou furlarain no dia 2S de feve-
reiro prximo passado, do pateo de S. Pedro, um
cavallo com os siguacs seguinles: quarlu cm
grflo, rodado-escuro, cauda aparada e gordo; sendo
que appareca, levem-o a rua llireila 11. 16, taberna
de Joao Raplisla de llarros Machado, ou ao seu do-
no, EstevSo Rodrigues da Silva, cm Dous-Rraros de
Cima.
OITerece-se um rapaz de 16 a 18 auno, clic-
gado ha pouco do Porto, para caixeiro de taberna,
da qual lem alguma pralica. O mrsmo acba-so ar-
rumado, c como lhe nilo ronvenba a arruniaco. de-
sejava adiar oulra melbor, dando fiador a sua con-
duela : quem o pretender, annuncie.
Precisa-se comprar 10 duzias de laboas de as-
soalho, de amarello, e 10 dilas de dilas de louro,
ludo de boa qualidade ; quem pretender vender,
piule dirigir-se praca do Carpo Sanio 11. 6, escrip-
lorio.
Precisa-se alugar urna escrava de boa condue-
la, que faja o servico interno e externo de una casa
de pouca familia ; paga-sc bem : na rua do Hospi-
cio n. 17.
lumes. '........... 20-J000
Tesle, nroleslias dos meninos..... li5iilK>
lleriug. homeopalbia domestica..... 79000
Jabr, pharmacnpa bomeopalbica. 69OOO
Jabr, novo manual, 4 volumes .... 169000
Jabr, molestias nervosas....... 69000
Jato, molestias du pelle...... 89000
ltapou, historia da homeopalbia, 2 volumes I69QOO
Ilarilunann, tratado completo ilas molcslias
dos meninos.......... IO5OOO
A Tcslc, materia medica bomeopalbica. 89000
De layolle, doulrina medica houieopalliica
Clnica de Slaoncli ....... 1
Caslilig, verdade da homeopalbia. 4.5OOO
Diccionario dcNvslen....... 10000
Alllas rompido de analomia com bellas es- f
lampas coloridas, conlendo a descripjao
de todas as parles do curpo buiuann 309000
vedem-se todos osles livros no consultorio hnmeopa-
Ihico do Dr. Cobo Moscoso, rua de Collegio 11. 2j,
primeiro sudar. .
Na rua da Scozalla] Velh n. 84 precisa-se de
ara amas-ador.
COMPRAS.
Compra-se gma granunalica frauceza de lour-
gain, ainda inesmo usada : na rua do Uueiuudo
n. I").
Compra-se urna balanca decimal, de peso de
iOO libras para cima, que esleja em bom oslado : no
armazem da Iravcssa da .Madre de Dees 11. 15, ou
rua do Queimado, loja 11. i-'.
Na rua larga do Rosario 11. 38, compram-sc
escravos de ambos os sexos, preferndo-so os de ida-
de de 12 a i anuos, e os quo liverem ofiirius, qual-
quer que soja a idade, nao se olhando a preco.
Compram-sc palarcs brasileiros c hespanhoes:
na rua da Cadeia do Recife n. 54, loja.
VENDAS.
\LMANAh PAl mil.
Saliirain a luz as folliinlias de aljjihei-
ra com o almanak administrativo, mer-
cantil, agrcola e industrial desla provin-
cia, COrrigido c acorescentado, contendo
V00 paginas: vende-se a 500 rs., na li-
vraria n. G e 8 da praca da Indepen-
dencia.
ORLEANS DE LISTRA DE SEDA.
400 rs. o covado.
Vendcm-se na rua do Queimado, loja n. 17, de
Faria & Lopes, para liquidacao de contas.
Aos senhores um mi. <
Grande surliiiienlo de rbarumlULios da Rabia,
dos melhores anlores, a saber : (>snrS|ki iFilbos,
Rrajldao e oulros, min os intuios de LaTceiros, Ite-
eallos. Cigarros de llavana, Regallia, Emilios, Me-
lindros, Uegallia de S. Flix, u muilas oulras qualf-
diides por prero commodo: na rua eslreila do Ho-
zarlo, deposilo 11. ',..
Sara pida a :>;()()() rs.
Vende-se sarja hwpanhola muilo superior a 2-000
rs. o covado, merino selim a :.'; lilis. pannos pro-
Ios de 38500, UOOO e 59000 is.. o cascmrr predi,
lazenda boa : na rua do Queimado n. '38, em frente
do hecco da Congregarilo.
Vender muilo bom Icile : na rua Direila n.
I 29, primeiro andar.
BAJtMNESEBA DE CORES.
Vende-ge barege de seda de cores, proprio para
veslido do seiihuraa 7(Hlis. o covado, indiana do
seda de quadros largos a 750 o covado, luvas de seda
bordadas, cr de palha, brancas c prclas a 19280:
na rua do Queimado, loja 11. 40.
ESTERCO.
Rigaro de mamona : acha-sa na fabrica de oleo
da rua dos (/iiar.uapes, por preco commodo : da
bom resultado no capul e as borlas.
Vende-se una ptima escrava crenla, de ida-
de 19 a 20 anuos : na rua da Roda n. 17, primeiro
andar.
Vende-se urna escrava de meia idade, um alias
Reograptlico rom :17 cartas, por Vaugondy, tima se-
creta : na ilbarga do Rosario, taberna 11. 1.
Vendem-se 200 travos de qualidade superior e
de louro, de -10 a 50 palmos de comprido, c 100 en-
cliamos de louro : os preleudenles dirijam-se a An-
lonio l.cal de Rarros, na rua do Vigario 11. 17.
Vendc-se nma prupriedade de Ierras no lugar
denominado Descro, Icrmo da villa do filar da Pa-
rahiha. com proporciies para levanlar-se 11111 enge-
uho de fazer assucar, lnde ja |irincipio, casa do
morada, bom cercado, foruo de cozer lelha c lijlo,
parle da inadcira prompla para levantar o engcuho,
e paredes cm altura de andaime, lijlo promplo pa-
ra a mesma, e 1,200 lelhas promplas: a Iralar com
o capilao Anlonio da Cosa Villar, no eiigeuhii Dous
Rjs.ou seu proprietario o Sr. Jlo da Costa, ou com
o Sr. Dr. Jos Maria Ferreira da Silva, na villa do
Pilar, por lero abaixo assignado de fazer una via-
gein ao serlao, onde lomdedcniorar-se. Adverlc-se
que se vende a dinheirn 011 a pra/.o cun ledras ga-
rantidas.Jos Florencio Hamos de .Izetcdo.
Albaneza.
Cliegon nova porcSo deesa econmica fazenda pre-
la, com 6 palmos de largura, a 000 rs. ocovado, pro-
pria para vestidos, maiililbas, Irages de clrigos c
religiosos, c oulras muilas ulnas : na rua do Ouci-
mado 11. 21, loja de J. P. Cesar.
Casemiras baratas.
A 39300, corles de casemiras de cores o a 63500
Casemira prcla lina : na rua do Queimado 11. 21.
Para acabar.
Riacadoa franccies largos a 180 rs. O covado, corles
de vestidos de cassa rom barra a I-1.00. cobertores
de algodao de cores muilo oncurpados Brandes a
IjOOO, o cassas Iraiicozas linas a livas a :120 0 cova-
do : na rna do Queimado, loja 11. 21, de J. P. Cesar.
melpomem; de laa' de cuadros,
costo escoc:/,
A 400 re. o covado.
Vcnde-sc para ullimacnn de conlas nn luja de
Caria i\- Copes, rua do BR1ZELEZA PARA VESTIDOS
DE SENHORA
A 6*0 RS. O COVADO.
Pelo ullimo vapor vindo da Europa, rhegou urna
fazenda nova de l'utta-roros, lerida de seda e laa. de
quadros o de lislras. propria para vestidos de scnlio-
ra, o qual fazenda chamara ou inlitulam em Londres
por itrazelcza, aonde 11:1 prsenle cslacao be a fazen-
da da moda : vende-se nicamente na loja n. 17 da
rua do Oucimado, ao pe da botica, >olo barato pre-
co de 610 cada covado.
FAZENDAS PRETAS BARATAS
PARA BOMENS E SENHOJIAS.
Na rua do Queimado. loja n. 17, vendem-se as se-
guinles fazendas prelas para bomeos e senlioras :
rorli s de casemiras prdas linas a 5-500, panno pre-
lo i.10, de rores firmes, a :!, I e 5&000, e muilo lino,
deprava de limiio, a li e 79000o covado, sarja prela
liespanhola verdadeira, grosilenapolc prclo liso, se-
lim prelo de Mario, selim pelo lavradu,-velludo
prclo porluguez do melhor, rliamalole adamascado,
alpakas de lii'lrc linas, ludo por preco muilo cm
cunta.
lili II El
ALGODAO ESHOGESA
A TRES Mil, 15 fH ZENTOS:
na loja da rua do Queimado 11. 17, ao p da bo-
tica.
TAI'.LATANA ESCOCEZA
A (i.s'OO rs. o corte
Vendem-se na ruado Queimado, loja 11, 17, ao p
da botica, os modernos corles de vestidos de larlala-
na de seda cscoceza, com 8 1|> varas cada um, de
padroes novos e lindas cores, a 63500.
Charutos vrelas e de S. Flix.
Pela sumara llortencia, chegada ullimamcnle da
Rabia, vicram superiores cbarulos vrelas c de S.
Flix, os quaes se vendem na loja de fazendas, na
rua do Queimado 11. 9, de Azevedo & Carvalbo.
Luvas de pellica prctas
proprias para senhoras e meninas, por serem de mao
pequea, a 2'.0 a duzia de pares.
Na rua do Crespo, loja aroarella n. \,
vcndcm- res a 2>500 cada iima.dilas brancas de Italia a23O00.
palito* de hoiubazim prelo c de cores, e palha da
China a 7-3 e IQfOOO, dilos de panno de cores e pre-
lo a 15.3:100, duzia de loalbas de linho para limpar c
rosto a S3OOO.
Na rua do Crespo, loja amarclla n. 4,
vendem-se pecas de madapolaolino entestado, de 12
jardas, a 236OO, chilas linas francezas, de cores (isas,
a 210 o covado, cambraia franceza de cor, de or-
gand, a 400 rs. a vara, c oulras muilas fazeudas,
por mdico preco.
Vende-se muilo cm conla nm vcslido do sarja
prcla, do uso, para quem for alia e gorda : na rua
Imperial n. 189.
Vende-se urna taberna na rua da
Senzala-Velha n. 15, com poucos fundos,
livre c desembararada de todo o activox-
passivo pertencenle a ella, e l'a/.-se nego-
cio adinheiro 011 a pajazo conforme o com-
prador : quem a pretender dirija-se a rua
da Cruz do llecite n. 8, segundo andar,
(pie achara' com quem tratar.
Farinha de mandioca.
Vende-se saccas grandes com farinha :
no armazem de Jos Joaquim Pereira de
Meiionocaes da alfandega, e para por-
oics a Iralar com Manoel Alves Guerra
Jnior, na rua do Trapichen. 1 \.
FIMO EM F0L1IA.
Na rua do Amorim n. !) armazem de
Manoel dos Sanios Pinto, ha milito supe-
rior filmo em follia para fazer charutos.
Vendem-se apparclbos de porcelana doaredos,
para janlar, ior preco commodo : cm casa de'l'asso
lrinaos.
FAZENDAS PRETAS.
\ ende-so panno prelo muilo lino a -3000 rs. o
covado, corles de casemira prcla selim a 59500 o
orle, selim prelo mar-u a 23>*00 o covado, lencos
de selim prelo a 1000: na loja da rua du Queima-
do n. 10.
SEM PRETO LAYRADO.
v ende-sc selim prelo lavrado, 'A slo moderno, grs
de aples prcto o melbor po-sivel, selim prclo m,i-
cao lizo, sarja prcla verdadeira hoapanhola, velludo
prcl.', alpaca prela muilo fina, lodas estas fazendas
sao proprias para venidos de sen llora, e vendem-se
por barato preco e dai-se amoslras cun penhores:
na loja da rua do Oucimado n. 40.
CRIMEA.
Chegou pelo ultimo vapor da Europa urna fifsenda
intriramente nova, goslo escossez, luda de seda, de-
nominada Crimea, pelo commodo proco de 1;O00 rs.
o covado : na loja da rua do Queimado n. 10.
SEDA ESCOSSEZA A 1,100 0
COVADO,
\ ende-se na loja da rua do Queimado n. 10. sedas
escossezas, padrrs noves, a l>IO0 rs. o covado.
CORTES DE ALPACA ES-
COSSEZA A 3,000 0 CORTE.
na loja da rua do Queimado 11. 10.
. TARLATANi ESCOSSEZA.
\ ende-se corles de larlatana escosseza a 7J00U rs,
o corle : na loja da rua doQueimado 11. 40.
Vende-se um bom cavallo, muilo forte e man-
so : na rua do Queimado, segunda loja n. 18.
Cilas francezas largas a 180 rs. ocovado.
Na rua dfi Crespo 11. .vendem-se chilas francezas
larga de varios padroes pelo barato preco de ISO rs.
o covtdo. Tambem se vende lencos de cambraia de
linho pelo lia'alisimo preco de 1J200 a deuda : Ven-
de-se por esle preco para acaba um lisio que ain-
da c\islc.
Vende-se superior rap de varias qualidades'
Lisboa, Paulo Cordciro, puse i^osso-, meio Rrosso,
princeaa do Rio : na praca da Independencia, loja
n. 'i.
Vnde-seb)|enueiibo Aguiar.mocnleccnrrenlc,
amargan do rio Araripe distante da piara sele
leguas na fradguezia de 8 l.ourenc 1 da Malla, com
trra snflicienle para safrejar (res mil pe-, o mais
se for pussivcl : quem o pretender dirija-se ao seu
propriclario Anlonio l.oiireneo lavares no mesnio
engenlio, que dando desobriga dos seus credores, ra-
ra negocio.
l.SVO.
Me checnilo ;i loja do (iardeal, na rna larga do
ltosario n. ;t8, o famoso rape Paulo Cordeiro.
Vendem-se 2 bonitos garrotes e 2 vacca, urna
com uina cria de pouco lempo e oulra prestes a pa-
rir : trala-se no aterro da Boa-Visla, taberna n. 2.
Vende-se a collecco das leis do Brasil, desde
1838 a 1853 ; na loja n. 8 da rua do Collegio: c bem
bmii as leis s\slheinalicas de Verissimu.
Vendo-SO um bom niolcque de idade 18 annos:
na rua Dircila 11. i!.
AS PESSOAS QUE PADECBM l)E FMALDADE
NOS res.
Na rua do Cabaga, loja deni-se meias de lila de carneiro muilo superiores e
por proco baratiasimo para acabar, proprias para
quem padece frialdade na cslacilu do invern.
Ainda existe urna pequea porcilo ,lc saccas
com o e\cellcnlc feijao j hem conhecidn, rbcuado
ullimaiiieulc do Aracalv, por prero commodn : a
Iralar na loja de Anlonio Lupes Pereira de Mello ^
C, na rua da Cadeia do itecife n. 7.
FRESCAES OVAS DO SERTAQ'.
Vcudem-se muilo frescacs ovas do serlao : na rua
do Queimado, loja 11. 11.
Pannos c casemiras prctas.
Pannos e casemiras prctas de lodas as qualidades,
por preco commodo : na luja de Bezerra i!c Morcira.
rua do Queimado n. 16.
Vende-se o enscubo Novo da Barra, distante
meia legua da cidade da Victoria, moeole c corrcn-
le, rom proporcao para ser d'agua, com plaas fei-
las e boas Ierras para canna o roca, podendo safrejar
2,000 paes : quemo prcleiulcr, dirija-se a casada
\iuv.i de Agoslinbo lienriqnMda Silva, que dando
desobriga da casa rara iodo negocio cun o proprie-
tario Joao francisco de Araujo.
Altencao.
Os arrematantes da loja da rua dos Quarlcis dos
Srs. Victorino i\ .Morcira, avisam aos Srs. rarapinas
ebahuleiros e mais pessoas a quem inlcretsar, que
lem para vender nina porcio de laboas, um baV.io
e luciros, e mais objeetos perlcuccnles a armariio d;i
dila loja : na rua Nova 11. 8.
Ilenry Gibson, rua da Cadeia do Itecife 11. GO,
lem para vender os scguinlts arligos, os mais u|>e-
riores que vem para esle mercado e por muilo hla-
lo preco. para fechamenlo de conlas : linha em 110-
vellos de lodosos sorliiiieulos, dita em carretel bran-
ca, dila em dito sorlida de cores, dila em dito pre-
la. dila cm dito cor de chumbo, lilas de laa surtidas,
dila* de coz para sapaleiro, lampeos para carro e ca-
briole!.
Manteletes para scnliora.
Vendem-se manteletes de fil de linho prclo bor-
dado a SSOOO rs. cada um : na loja de porlas da
rua do Queimado n. 10.
Panno prcto.
Na bija de 1 porlas da rua do Queimado de Ma-
noel Jos Leile, lia para vender um completo sorli-
menlo ile panno prelo de superior qualidade c por
preco muilo cummodu.
Vendem-se ceblas de Lisboa despnenlas a 1J
rs. c 1?OO o eenlo ; dilas cm mullios, a 19600 rs."
sendo de 1000 para cima.c dahi para baixo, a 21*000
rs. ; chocolate de Lisboa muilo superior, a 23000
rs. a lata de libras e 3|4 ; a elle que esla no reslu :
na rua do (iiieimado 11. i i.
999&Q9* <
g Vende-se sarja prcla hjKT bola da indino 5
qualidadr, por prieorasoavd: naruadoOiiei- S
;0 mado loja do sobrado amarello 11. 20, de Jos 88
Moreira Lopes. g
W ARELO MUITO NOVO.
eos milito grandes com
tiinamcnlc : na rna do



\ el Jem-se saceos
fitrell Tbheffudo tiltil
Ame! an.-VS.
-i'ndc-sesuperior chocolate fiancez
hor <|iie tem apparecido no me
(' por pi-co inuito commodo: na
riMlaCrtiz 11. 2, primeiro andar.
Vendem-se relogios de ouro, patente
inglcz, dilos de pa ta horizontal, ditos di-
tos domados e loteados, todos do melhoi
;osto possivel e por preco baratiasimo
na rua da Cruz n. 2, primeiro andar.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se sacos grandes com muilo
boa farinha de mandioce, e preco com-
modo : trala-sc com Antonio d'Almcida
Gomes & C, na rua do Trapiche,"n. 16,
segundo andar.
Atoalhados, toalhas e guarda- fi
danapos de linhoe algodao, ven- za
de-se- muito barato: na rita do
Queimado loja do sobrado ama- wf
relio n. 29, de Jos Moreira <)
($) Lopes.
NOVAS ALPACAS DE SEDA
A 50 0 rs. o covado.
Vendem-se na loja de Paria & Lopes, rua do
Queimado 11. 17, as modernas alpacas de seda, de uo-
vos e lindos desenhos, pelo mdico preco de jOO rs.
cada covado.
Vende-se farinha de mandioca mui-
to superior a 5x500 rs. a sacca, no ar-
mazem de Luiz Antonio Annes Jacome, c
110 de Jos Joaquim Pereira de Mello no
caes da alfandega, e em porcaonoescrip-
torio de Aranaga & Br\ an, na rua do Tra-
piche Novon. segundo andan
Vende-se bacilha'o de escama de
muito superior qualidade, ao preco de
l.'.SOOO rs. por barrica : no caes da al-
(andega armazem de Paula Ix>pes.
BOU E COMMODO. ^
Vcndeir.-se corles de vestidos S
de setm prelo lavrado de supe- a
riorqualidaidee bom gesto, pelo S
baratissimo preco de 25.^006 rs. 9
o corte., sarja preta muito boa a '^J
2.SV00 rs. ocovado., setins pelos ($
() para colletcs, pannos pelo e de 6S)
S cor de diversas qualidades e por S

i
precos que muilo lisio de agradar ^
aos compradores : na rua do *?
Queimado loja do sobrado ama- W
relio n. 20. de Jos Moreira ($
Lopes. ()
Toalhas de superior panno de linho alco-
xoadaspara rosto a I5I20,
vendem-se n rua do Crespo loja 0. 15, a segunda
quem vem da rua das Cni/.es.
CAL V1RGEM.
a mais nova que ha no increado, a preco commodo ;
na rua do Trapiche 11. 13, armazem de Bastos Ir-
maos.
3S@'@SSai8:aAB9SaAAa9
KiA no crespo n. \>. m
% Vemlc-st nesla loja superior damasco de (g
9 seda de cores, sendo branco, encarnado, i\o, (i
por preeo ra/.oa\el. &a
Na livraria da rua do Coilegio n. 8,
vende-se utnacscolhida colleecao das mais
brilhantes pecas de msica para piano,
asquaes sao as melhores que se podem a-
char para fazer um rico presente.
FARINHA DE MANDIOCA.
Saccas com superior farioba de mandioca : no
arrazem dae Tasso Irmaos.
Vi
0
POTASSA BRASILEIRA.
Vi nde-se superior potassa, fa-
qm lineada no Rio de Janeiro, che-
fk gada recentemente, rceommen-
5 a-sc aos senhores de ungenhos os
W seus bons ell'eitos ja' experirnen-
W lados: na rua da Cruzn. 20, ai--
(v) mazem i) Companhia.
Ein casa de J. Keller&C, na rua
da Cruzn. 56 ha para vender c\cel-
lentes piano* finaos ltimamente d Hain-
burgo.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, cm saccas que tem um :il|ncire, me-
dida velha, por pceo commodo: nos
armazens n. ~>, 5 e 7 defronte da escadi-
nha, e no armazem defronte da porta da
alfandega, ou a Iralar no cscriptorio de
Novaos & C, na rua do Trapiche n. 3i,
primeiro andar.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na rua da Cadeia do Recife n. 50 ha para vender
harris rom cal de Lisboa, recenlemeulc chegada.
Vcnde-sc urna batanea roinsna rom todos os
seus perlcnccs, cm bom uso e de 2,000 libras : quem
a preleuder, dirija-se a rua da Cruz, armazem n.4.
Taxaa par. engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Rowmann, na rua to Brum, passan-
do o chafariz continua ha ver um
completo sortimento de taixas de ferto
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, asquaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-sc em carro
sem despeza ao comprador.
CEHEITO ROMAKO.
\ ende-se superior cemento em barricas grandes ;
assim como lambem vendem-se as linas : airazdo
Ihealro, armazem de Joaquim Lopes de Almcida.
Agenda de Edwln Mi,
Na rua de Apollo 11. 6, armazem de Me. Calmon-
fi Companhia, acha-se conslanlemcnle bons sorli-
mcnlos de laixas de ferro ruado e balido, lano ra-
sa como fundas, moendas iueliras lodas de ferro pa-
ra animaos, agoa, ele, dilas para armar em niadei-
ra de lodosos lanianbns e inodelososmais moder-
nos, machina borisonlal para vapor com forra de
-1 rabillos, cocos, passadeiras de ferro eslaiibado
para casa de purgar, por menos preco que 09 de
cobra, esro-vens pata navios, ferro da Suecia, fo-
Ihas de llandres ; ludo por baralo prero.
No armazem de Vielor Lasne, rua
da Cruz,n. 27, vende-se o seguate : pa-
pel pintado para fono de salas, com
mui lindos desenhos ; wermouth em cai-
xas de 12 garrafas ; diversos licores de
mui boa qualidade ; vinho verdadeira
Bordeara em caixas de duzia ; kircl
do melhor autor ; agua de flor de laran-
ja ; cognac verdadeira ; absinth, choco-
late muito superior qualidade ; champa-
gne : o que tudo se vende muito em
conla, em relacao a' boa qualidade:
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se fardo novo, ebegado de Lisboa pela barca O'ra-
tidao.
Vcnde-sc escolenle lahoado de pinho, recen-
lemenlo ebecado da America : na rui de Apollo
trapiche do Ferreira, a eotcoder-sc com o adminis
rador do mesnio.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' Jo Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inijlezas e hoandezas, com gran-
de vantagem para o mclhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de emprc-
ga-lo no idioma portugtiez, cm casa de
N. O. Bieber Cruz. n. 4.
4,Vende-se urna rice mobiiia de jaca
randa*, com consolos c mesa de tampo'de
marinore branco, a dinheiro ou a prazo,
confrmese ajustar : a tratar na rua do
Collegio n. 25, taberna.
Devoto Christao.
Sabio a luz a 2." edirao do livrinho denominado-
Dcvolo Clin-I io.mais correloe acresrenlado: vende-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da prara da In-
dependencia a (110 rs. cada excroplar.
PUBLICAQAO' RELIGIOSA.
Sahio ;i luz o novo Mez de Maria, adoptado pelos
reverendissimos padres rapucbitilios de N. S. da l'e-
nba desla ridade, augmentado com a novena da S
nhori ila Conccican, e da noticia histrica da me
dalba milagrosa, cdeN. S. do Bom Conselho : ven-
dc-se uuirainenle na livraria u. 6 o 8 da praca da
independencia, a I3OOO.
Moinhos de vento
'ombombasdercpuxopara regar borlase baixa,
decapim, na fundicao de D.W. Bowman : na rua
doBrum us. 6, 8 c lo.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
scjam,quadrilha3, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas todo idbdcrnissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Vendem-se ricos e modernos pianos, recenle-
meulc chegados, de evadientes vozes, e precos com-
moib.s cm casa de N. O. Bieber & Companhia, rua
da Cruz 11. i.
Vendem-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: 110
armazem de N. O. Bieber &C rua da
Cruzn. i.
AGENCIA
Da Fundicao' Lovv-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste eslabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das c meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vcnde-sc um cabriole! com robera o os com-
petentes arrabal para um cavallo, todo quasi povo :
para ver, no aterro da Boa-Visla, armazem do Sr.
Itigoel Segeiro, c para tratar no Itecife rua do Trapi-
che n. II, primeiro andar.
Deposito de vinho de cham- W
pagne Chatcau-Ay, primeiraqua- Qr
t$) I idade, de propriedade do conde ty
?<$) de Harcuil, ruada Cruz do Re- A|
cile n. 20: este vinho, o melhor 2
de toda a Champagne, vende-se
a 560000 rs. cada caixa, acha-se
unii ament em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N.
B.As caixas sao marcadas a fc-
joConde de Marcuile os ro-
S tolos das garrafas sao azues.
I
Vendcm-e reloajos de ouro patente inglez ot
melhores e ja bem condecidos ,le,le mercado, linha
de algodao cmatvellus branca e ele cores, linha da
u "'IM*^0 TVr'"" 1u>li,,i"l : em casa de
Kussen srcllors & C. rua da Cadeia
u. ;t.
do Recife
Farinha de mandioca.
Vcnde-sc superioi farinha de mandioca
por preco commodo, para fechar contas :
no largo da Assembla n. 12, armazem de
Machado e, Pinheiro.
Cera em velas.
Vende-se cera em velas em caixas sor-
' de oOe 100 111,. cada urna, chcga.las
ltimamente de Lisboa, por preco bSrato
para lechar conta, : no |a 0 H.f Aso-
bea n. 12, armazem de Machado & Pi-
nheiro.
Champagne.
Vende-se no cscriptorio de Machado &
linheiro, largo da Assembla n. 12, mui-
to superior champagne, e por mais ba-
tato preco do que em outra qualquer
parle. ^
Saba'o.
Vende-se sabao fabricado no Rio de
Janeiro, o mais superior que ha no mei-
cano, em porcOes e a vonlade dos com-
pradores: no largo da Assembla n. 12,
armazem de Macbadod: Pinhciio.
na Wberna da r1!?'3,m'U,- I"" f**V> commodo!
?o decano. a da' """ -' eo^WKt-
_ Vende-se um par de bancas, uma cama de or-
maslo, e um cspelho. |udo de amarello, em estado
de novo : na rua AugusUi n. M.
nuMidLe Cm"'e bCS re"das ,,a ,erra d **
h.m l f""l",CO,m"" commodo, e tambem
bons bicos para roqueles: na rua larga do Rcarin
sobrado n. 9 qoc rolla para o becco d?Peiie Fliio.
m,T Vend1em-'f,I,a 'oJV'c '< Porta da roa do Ooai-
mado n. 10, de Manoel Jos l.eite, a, segainlesfc-
zendas: selim prclo leMacao par. Tes,rao dr "
"hora, o covado >100, dito muilo superior a 3WI00
riS'a-iS" pre,;, l,irs a 29000dila mui, p:
nor a 'OjOO crosdenapolc prelo para vestido a i
r... l, pretos bordados de seda a 108000, manas
prcla, hordadas a 1000, e oulras fazendas, ludo
por preco muilo commodo.
Na rua das Cruze n. 22, vende-se uma criou-
l.i de .MI anuos, de ligura mediana, prendad, de lo-
das as hahilidadcs, uma parda da menina idade, lam-
bem com habilidades, e um ptimo escravo de uacao
Alisla, muilo possanlc para tod o servico.
Na na do Cabug, loja de miudezas n.4, de
-aslro A-Irmilo, receben iillimamenledo Porto pe-
.ii barca Horda Maia, um lindo sorlimenlo deba-
u,eei- l',*dMli'0' Krsoeeslreito.os
qu.es eslao se vendendo por baratissimo preco pira
se dar a conta do venda. ^ '
Vende-se urna burra de ferro por preco com-
modo : no largo da Assembla, armazem "de Joa-
quim I rancisco Alm.
N ende-se para o Rio de Janeiro nm mulato.'
moro, do 21 anuos de idade, bonita ligura, official
' c sapaleiro c muilo habilidoso: contrata-sena rui
das Cruzes n. 18, al as 10 horas do dio.
Vendem-se em casa de S. P. Jolms-
ton & C., na rua de Senzala Nova n. ki.
Sel I i ns inglczcs.
Kelogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montarla.
Caudieirose aisticaes bronzeados.
Chumbo em lencol, barra e nunicao.
Farelio de Lisboa.
Lonas inglezas.
Fio de sapatciroedevela.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa n. I7.
CrosdeNaples a 1000 rs. ocovado!
Na rua do Crespo n. 5, vendem-se ricas sedas fur-
ti-corcs, lisas c de quadros, lindos aoslus. com um
pequeo loque da mofo que pouco se condece, pelo
barato prero do 1* o covado. Assim como se acha
na mesma loja um lindo e variado sorlimenlo de se-
das que se vendem muito barato.
Vendem-se saccas com farinha ds mandioca
muilo boa e nova : ne borle do Malo, armazem de
Joao Alves Guerra.
g -@ @
FAZENDAS PROPRIAS PARA A QL'A-
RESMA. ss
W Corles de sarja prela lavrada, pos de apo- W
les prelo superior, selim prelo Marao, sarja 9
?B prcla hespanhola de excedente qualidade, tu- 9
W do para vestidos de senbora. luvas de pellica 9
W prcla de Jouvln para senbora, dilas de relroz, O
H dita de seda emcias desella de peso lambem &
g para senbora por precos moilo razoaveis: na A*
loja de Bezerra & Moreira, rua do ueioiado S
n. 16.
Vende-sa fardo de Lisboa, em barricas, che-
gado uliimamenle : na rua do Amorinj n.,8, arma-
zem de Paula & Sanios.
vest dos de^seoa a^ooo;
Ha na loja de Manoel Ferreira de Si. na i
3? rua da, Cadeia-Valba n. 47. veslidos de seda 2
j. os mais moderno* a 228000 cada um : ha *
i lambem gros de aples de llores a 23000 rs.
g ( covadu, meia casemira de laa pura por 0
SoOOrs. o corle de calca, e oulras Tazendss
mallo baratas. r-s
CEMENTO ROMANO.
Vende-se superior cemenlo em barricas e a rela-
llio, no armazem da ru da Cadeia de Sanio Anlo-
nio de maleriaes por prero mais em conla.
CAL DE LISBOA A 4$000 RS.
Vendem-se barris com cal de Lisboa, chegado no
ultimo navio a 48000 por cada uma : na rna do Tra-
piche n. 16, segundo andar.
OLEO DE LINHAQA
em barril e bolijes : no armazem de Tasso lira o.
Chnmpaene da snperior marca Cmela: no MBia-
zem do Tasso Irmaos.
t
Potassa.
No antlgo deposito da rua da Cadeia Velha, es-
rriplorio n. 12, vende-se muilo superior potassa da
Russia, americana c do Rio de Janeiro* a precos ba-
ratea que he para fechar conlas.
Na rua du Vkj ario n. 19 primeiro andar,lem a
venda a snpenor llanclla para forro de sellins ene-
jada receulemenle da America.
CEMENTO ROMANO BRANCO.
Vende-se cemento romano branco, chegado afora,
de superior qualidade. muito superior ao do consu-
mo, cm harneas e as linas : alraz do Ihealro, arma-
zem de laboas de pinho.
Vendem-se no armazem n. CO, da rna da Ca-
deia do Recife, de Ilenry Gibson, os mais superio-
res relogios fabricados cm Indalerra, por precos
mdicos.
A V80 rs. a vara.
Na loja de Guimares & llenriqucs, rua do Cres-
po n. 5, vendem-se cassas francezas muilo finas, che-
gadas uliimamenle, do goslos delicados, pelo baralo
preco de 480 rs. a vara : assim como lem um com-
plelo sortimento de fazeudas linas, tuJu por preco
muilo commodo.
ESCBAVOS FGIDOS.
CEM MIL RES DE GRATIF1CACAO'. ""
Desappareceu no dia 8 dcsclrmbro de 18SI o es-
cravo, crioulo, de nome Antonio, cor fula, reprsen-
la ler 30 a 35 anuos, pouco mais en menos, he mui-
lo ladino, cosluma Irocar o nome e inlitnlar-se forro,
e q liando se v perseguido diz que lie desertor ; foi
cscrivo de Antonio Jos de Sani'Anna, morador no
cnucuhn Cailc, da comarca de Sanio Aniao, d po-
der de quem desappareceu ; esendo capturado e rc-
colhido a cadeia desla cidade com o nome de Pedro
Sereno cm9 de agoslo, foi ah embargado por exe-
i in.io do Jos Diasd Silva Guimaraes, e uliima-
menle arrematado cm prac,a publica do juiro da .e-
i.unila vara desla cidade un 30 do mesmo mez, pelo
abaixo assignado. Os signaos sio os seguinles : ida-
de 30 a :!.) annos, estatura renular, cabellos pretos e
carapinliados, cor amulatada, olbos escaros, nariz
crande e gnwso, beiros grnssos, semblante fechado,
bem barbado, com lodos os denles na frente; roga-
se as auloridadcs policiaes, capilaes decampo e pes-
soas particulares, o apprehendam e mandem nesla
praca do Recife, na rua larga do Rosario n. 24, que
i cediera a gratificara!) cima, e prolcsla contra quem
o tiver occulloManoel de Almcida Lopes.
Desappareceu bontem (R), pelas 9 horas da
noile, da casa de sua senMra 1). Maria Carolina do
Alliuquerquc Uloem, o cravo Luiz, rojos signacs
sAo os scguinlrs: n ionio, de idade de 40 muios pou-
cu mais ou menos, allura e grossura regulares, dcs-
denlado na fredo e com uma crande empingem,
que lhe cobre loda a parle superior do rosto, rome-
caudo uo beiro superior al a lesla, e lomando-lhe
anillas as/fces. I.cvou camisa de madapolao lino o
calca 0 r.ir. Roga-se as autoridades policiaes o aos
eapitfes de campo de o apprchenderem e levarcm-
nojl casa de sua senbora no Hospicio : promellen-
do-se por esse servico ama generosa recompensa.
Dcsnpparecen a 22 do maio de 1851, o preto
Manoel, de naci Cassange, do idade 40 a 50 anuos,
pouco mais ou menos, ronbecido por Matanza por
se fingir muilo mole, allura regnlar. falla mansa, e
quando (alia da niostras de ro, quando amia indi-.
para dianlc, Icm as conidias 1 ou \l marc-,g
do feridas. e abano de um dos jocllios um carne/ >
roga-se a lodas as autoridades policiaes, capilet de
campo, ou ahuma pessoa qoc o lenha a seu ser viro
em rillo de forro, queira avisar a Manoel da Silva
Amorim. morador ein Oliuda, ou annunciar r>or
r,
lina
m
recompensado.
CEM MIL RES DE GR.VTIIICACAO\
De-apparereu no dia (i de deaembro do aun 0 nro.
uno pas-.ido, llcncdida, de li innos de ida \es.
a, cor acaboclaila ; levmi um vestido do r'-u' com
lislras er de rosa c de caf, e outnMaml ^m rtc c|,.
li branco rom palmas, um lenco amaro',),, (sco-
{o ja deshelada: quem n apprchciider ,-onduU-a
A|opuros, no Oileiro, cm casa de .loa j i f Ie de Aze-
vedo, ou no Itecife na praca do Cor po Sanio u. 17,
que recebera a gralihcarao cima.
MUTIlADn
PERN TiT. DE M. E. DB F^jua. 1855.
**.
iimun


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