Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00888


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Full Text
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*.

N.# 48.
DIARIO DE PERNAMBUCO.
Qarta Feira 28 de Setembho. 8. Mauricio M.
Preamar a& 8 hora$ e 30 minutos da manha.
^rG
[CORRESPONDENCIA.
. t\m ------------ vem uzar desse direito terrivel, esempre
i\v va* r funeste as suas consequencias dedissol-
""""* Mitor. Leio, anda que com ver as Assembleas Nacionaes ; mas quan*
repugnancia, e semelhante aquelle que do a Le Fundamental concede esse direi-
tem medo de por a mao em ferro em bra- toaos Monarcas, jamis devem fazer u-
za, esse infame papel, trombeta do Infer- zo delle, senaSem ultimo extremo, quan-
'J0' e enlre alS"ns nmeros do motivos de interesse publico geralmen-
desse jornal absolutista deparei com o nu
mero 91. Nao lhe posso expressar a mu
nha admralo, e pasmo por ver o deza-
foro, e insolencia desse communicado do
Compasivo, em que se pinta com as co-
res mais negras a augusta Cmara dos
nossos Deputados, e se apostrofa a S. M.
o Imperador para que adissolva! Mas
bemdepressa a minha admiracao secn*
verteu nesna nobre indignado, que ex-
perimentas as almas nobres, e senniveis,
amantes da sua Patria, e que somente des-
conhece o egosta insensivel, ou o o-
inem sem mrito: e* essa nobre indigna
ca6 que inflama as almas dos bnns Patrio
te reconhecidos, quando finalmente a sal-
vacaoda Patria o reclama pode roza meo-
te. O Monarca que ama a seos sucitos,
que se interessa pela sua prosperidade, e
sua gloria, que tem em vista os seos pro.
prios interesse* nunca deve uzar d' um di*
reito tao violento, se nao as circunstan-
cias apon ta das, d' outra sorte elle abrir'
o caminho da sua mesma ruina, e bem
longe de conciliar o amor de seus suditos,
sera* para elles o objecto do seu odin, e da
sua vinganca. Mas perguntase estar'
o Brazil em circunstancias faes, que ex-
jad a dissolucaS da nossa Cmara electiva,
com quer o Cruzeiro ? Por ventura a-
tas, e que prodiizindo no peito de CataS cha.se tante a salvacao do Estado, co
wm justo ressentimento pelos sucessos da mo terminantemente exige o 5 do Art.
tirana de Cezar, lhe cauzou a morte. 101 da Constituicao ? E podera' S. M.
^orem basta de exordio, eja se ve que I. uzar desse atributo do Poder Modera-
eu na5 me podena subtrair de responder a dor d' um modo arbitrario, como quer o
esse insultante e anrquico communicado; Cruzeiro ? Dizemos redondamente que
por ver que por elle se ataca o nosso siste- na5. Mas em que cazos advoga Benj.
ma jurado, ese pretende arvorar entre Consr. a dissolucaS das Assembleas Nac-
nos o pendaS da Urania. Posto que o onaes ? Pensamos que ninguem o igo-
mabalavel Somnmbulo ja respondesse ra; naquelles que vimos de expor, quan.
ao objecto em questao, com tudo quanto do os Reprezentantes da Nacao tem invt-
e dicer contra o Cruzeiro e Comp. e* pou- dido os direito do Throno, quando a a-
co, ee' a esse respeito que bem quadra o narqula reina no seio da Assemblea
- quod abundat, non nocet. Entremos quando em fim a maioria della tem man.'
em materia. Julga o Cruzeiro 91 que a festado sentimentos democrticos, opos-
Cmara dosSnr*. Deputados esta' no ca- tos inteiramente ao sistema Monrquico
zo de ser dissolvida, e ouza apoar os seos
frivolos raciocinios com a respeitavel au-
toridade de Benjamn Constant. Nin-
guem ignora qne as Monarquas ConstU
tucionaes, raras vezes os Imperantes de-
Reprezentativo. E'entao, e somente en*
tao que o profundo Benj. Constant,
com elle todos os Publicistas modernos
autoriza essa medida sempre assustado-
ra Mas o Cruzeiro que tudo tergiversa,




(S150)
y
e pw eu geito larca mo da autori-
dad* de Benj, Con8t- Drtia oom 6
zer urna apicaeao absoluta ao nosso es-
tado actual. Porem cauza nao os mol-
vos que o Cruzeiro aprezenta para provar
que a Cmara dos Snrs. Deputados esta
no cazo de ser dissolvida, e vem a ser por-
que urna c^mmissao de tres membros toi
mandada para examinar o arquivo, Uyros
&c. da Alfandega do Rio de Janeiro.
procedimento que o Cruzeiro class.fica
de critninozo e anticonstitucional, por
que invade dis elle a armona e dmzao
dos Poderes Polticos. Um tal argumen-
to merece o devdo desprezo, e multo ma-
is por ser urna repeticao do que dice o in-
fame Maia ex Redactor do Semanario C-
vico, a quem a Aurora N. 370 exuberan-
temente rapondeu. O Cruzeiro para lau-
cara odiozo sobre a nossa Cmara electi-
va, refere alguns factos do tempo da Re-
voluca. Francesa, praticados segundo
dit debaixo do pretexto especioao do be.n
Publico, querendo dar a entender, que.se
a Cmara nao for dissolvida, os nosso*
Deputados com omesmo pretexto poderep
invadir os direitos de S. M. I. Nao e
podeadvogar o absolutismo com majal
descaramento Pondo de parte o, fcctos
da Revoluca Franceza, que as maos do
Cruzeiro recebem as modincacoens e im*
presscens que Ihes quer dar, nos podemos
lhe aprezentar urna perfeita antitez* dos
atrczescrimes praticados pelos absolut^
tasdebaixo doespeciozo veo da balvaeau
da Patria ; termo que na boca dos i ira.
ncse'sempre elstico, emuda de t >rma,
deessencia, e de figura, assim como o
Proteo da Fbula ; e sem recorrer a his-
toria antiga, vamos a exemplos recentes,
TL nos tocao emito de perto. tFc m
virtude da salvacao da Patria, que Carlos
X. licenciou as guardas Nacionaes, o que
.ssustou os bons Parizienses, e laucou a
consternado no seio das Familias. Fot
pela salvacaS da Patria que sempre favo,
receu os Jezuitas, inimigos declarados de
todas as ideas liberaes, e que tantos ca-
mores fizerao elevar no seio das Cmaras
Francezas. Foi pela salvacao da Patria
flue leve sempre junto a si perversos^Con-
selheiros, e Ministros Traidores, odiados
pela NacaS, e indigitodos pela opiniao
ublica, como inimigos da Liberdade.
rtj pela salvacaS da Patria que teve o
desmedido arrojo de dissolver urna, ese-
jjuuda ve a Cmara de Deputado. t o\
pela salvacao publica que se quis atrever
a regular as eleicoens, e mand u supn.rir
a liberdade do prelo. Foi pela salvacao
publica que mandn a Gendarmera car.
regar sobre o povo, e pacficos abitantes.
Foi em fim pela salvacao publica quequiii
ser Absoluto!! Mas em balde. O povo
caneado de sofrer tantas tiranas sacudi
o ugo que o oprima, e se dermos crdito
asJ noticias recentemente chegadas Carlos
X. mendiga azilo em Paia Estrangeiro!
Veja.se o Cruzeiro neste tspclho,
pondere seriamente sobre os ltimos acn-
tecimentos da Franca, pese as suas con-
sequencias, e veja se' anda se atreve a ad-
voiar a cauza do Absolutismo ; Quem
ponera* fazer retrogradar o espirito libe-
al, o espirito dominante do Seculo ? Os
prazeres da poca sao a prospendade do
Inundo civilizado, e quem se atrever a
tirar-lha ? As ideias liberaes estao liga*
qas a essencia das Sociedades e' impossi-
vel termina-las? poderao ser sufocadas
por un momento, porem o seu triunfo e
inevitavel, E isto o que se acba compre-
vado com a historia, e recentemente com
os suceso da Franca. O povo Francs
ama s Intituicoens liberaes, e idolatra
da loria Nacional, e tem vigor suficiente
ara obngar o seu g-verno a collocar-se
;o lugar que lhe pertence entre as Poten-
das da E.iropa, e caminhar na vereda
Constitucional. Desenganem.se os Ab-
sola^UcdoBrazil, dezenganem-se os i-
Dtmijt< na Liberdade, que serao elles os
primeiros que a ao de perder, se nutra
ves letassem arremedar nos ao despotia-
mo antigo. A Liberdade e' o producto
da civilizado, e para tornar o Braail de
novo escravo, era precizo primeramente
reduzi lo a barbaridade. Saibao em hm
csses tronaros perturbadores do repouzo
das Nacces, esses infames servs que as
condices do actual estado de civilizecao
nao se podem alterar porgeos particulares
dezeios, eque nenhum Brazileiro jamis
renunciara' aos bens da poca actual para
gatisfazer seos ambicilos delirios, ou os
sohhos da sua vaidade. Peze o Cruzeiro
maduramente as reflexSes que vimos de
expenderle em fim tome de cor a mxima
que lhe vamos transmitir O poder
sempre efemero, quando luta contra a o-
piniao Nacional. Se elle bnlha em des-
peito da opinia publica, sement um
dia, e as suas calamidades sao como as i-
nundacGes que e durao por um curto pe-
- :
V:
.





v*~


tzt
(3150
4
r.
>do de tempo, paisado o qual, tornao a
perderse na sua primitiva nulidade, en-
ti anda no estreito canal, d'onde tinlia sa*
hido...... Dezejava, Sor. Edictor, con-
tinuar a responder ao Comunicado do Cru*
zeiro9J, mas como esta correspondencia
ja va i sendo loriga, eu me rezervo para*
tanto, que so por hum objecto demos lu
gar a sete correspondencias; e nunca de-
ve essa condescendencia tornar-se em
obrigacao, como parece querer dar a en*
tender o Snr. F., que diz que so publi*
camos 1 das suas sete, quando fu rao duas,
(vista aos Diarios de 17 de Agosto, e4
entra, a que ajuntarei algumas relexoes, do corrente) e que nos recusamos a rece-
que me parecem necessanas,
Eu sou, Snr. Edictor
Seu respeitador.
* *

fOmo he proravel, que a pessoa, que
nos enviou a carta abaixo transcripta,
queira contar a outras, cuja estima pre-
gamos muito, huma historia, em que nos
nejamos muito culpado, passamos a publi*
cala com as correspondencias em questao
(que sao as que se leem no appenso a este
. ) para que os nossos lei lores decida
de que parte esta' a razao. Eis a carta.
Snr. F.
a Exdo Ihe remetido sete correspon-
dencias as quaes as julgei sem a mnima
cnuiinalidade e caso a tivessem por ellas
me responsabelisei, o Snr. athe o presen*
te nao quiz ensirir na sua folha se na5 hu-
ma ; e nao sei a que atribua a sua repug-
nancia sobre as mais. Se por que as jul-
gou futeis, ne6ta clace estao muitas que
no seu Diario ten lio encontrado; se por
que supoem que nao sou seu assignante
esta' engaado pois todos os mezes recebe
o Snr* os meus 640 por mao de outro.
Porem seja o que for eu me devo consolar
pois me consta que taobem tem repugna*
do cnserir a duas correspondencias de ou*
tro sobre o mesmo objecto, donde concluo
que o motivo procede nao das correspon-
dencias .sim do fim a que ellas se dirigem,
pois somos todos crilos e bem nos conde-
ce mos, visto isto e mais dos autos queira
entregar as ditas correspondencias ao Sr.
Silva portador cesta. Estimo passe com
Saude.
De V. S.
Muito seu venerador e criado.
F.
ber outras duas, quando nao recebemos se
nao huma, que queremos publicar agora,
para dar-lhe mais este gosto, e vai no a*
pens com a assignatura Vigario do
Corrego. O mais nao merece resposta.
Correio,
OCorreio Terrestre para o Ceara', fei*.
xa a mala no dia 22 do corrente ao
mio dia.
a.
Quem tiver raiva que se inforque.
hS pessoas encarregadas dos festejos,
da dia 7 de Setembro, nao Ihes constando,
dever-se mais nada do que se encomendou
e cemprou para esses festejos, convidao ao
Cruzeiro, e seus honrados corresponden
tes para declarar os nomes de quem quert
que nao esteja pago, ou mesmo de man*
dar c?s credores a botica de Bartholomeu
Francisco de Souza na ra do Rosario
para serena immediatamente pagos.

Duas palavras sobre este conteudo.
A condescendencia, que queremos ter com
os nossos correspondentes (nico motivo
de aparecerem essag futilidades de que nos
acema o Snr. F.) nao deve estender-se a
Avizos Particulares.
QUalquer Snr. Pharmaceutico que
estiver as circunstancias de se en*
carregar de huma Botica que novamente
se vai estabelecer na Santa Caza da Mi
zericordia de Olinda, queira apparecer
em Sessao da Meza da referida caza que
se hade congregar no dia 22 do corrente,
ou no Domingo immediato, para ah tra-
tar do ajuste e selario que devera' rece-
ber.
Qualquer pessoa que estiver as cir*
constancias de se encarrrgar do concert
das cazas pertencentes ao Patrimonio da
Santa Caza da Mizericordia da Cidade de
Olinda, que se acha arruinada podei *
que rendo comparecer as Sessoes da Me-
za que se vao a fazer nos das aprazados
no anuncio cima, para ah se convenc*,
onar a forma da convenc>5 que a mesma
caza devera' fazer com esse Snr.
Manoel Coelho da Silva, faz publico
que tendo dereceber huma legitima de
9 mil cruzados, tenciuna vender por rao

e


(3152)
tivos de que achando-se imposibilitado uzo afeum, t hum Dicckmnrio das I
para Concorrer com o Inventario que se goas Franceza, e Portugueza, enriquec*
hade proceder ern consequencia de lhe do de todas as frazes de folio, era bom u-
faltar prezentemente dinheiro por o nao zo; na la doQueimado D. 16, 2.
ter em sua mao, convida por tanto a qual andar.
quer pessoa que se queira utilizar por Huma venda com poucos fundos, e
compra de seus bens, na certeza de que todos o pertences de huma parlara, com
se na5 hade desagradar do interesse que cmodos para huma pequea falja, no
promete este negocio, adverte taobem que Forte do Mato ; defronte da Madre de
nao ha divida aljuma, assim como sendo Dos, na loja de ferrage, N. 201.
ja sitado o seo tutor para chegar os bens a Patativas, Bicudos, Cornos, Cana*
inventario tem feito grande demora, co rios, e huma Rolla de Angolla ; no bote*
Rietendo a dito Manuel Coelho, huma a-
comodato para receber a metade, inde*
pendente de mais partilhas, o qual nao
cedendo por pretexto algum, quer dispor
da parte que lhe pertence; quem perten-
dei dirija-se ao beco de Joze Lourenco,
D. 3.
na
quim, de 2 portas, do Albuqueique,
ra do Rozario.
*
Viagens.
PAra Bahia com escalla por Ma
cai, o muito velleiro e bem constru-
ido Bergantim Paquete da Bahia, ate* ao
Augusto, restaurador francez, aviza prefixo da 26 do corrente, quem nelle
ao respeitavel Publico, que tem agora quizer carregar ou hir de passagem f pois
grande hospedara de Franca, que tem para isso tem excellentes cmodos) dirija,
quantidade de camarinhas, e quartos, os se ao seu consignatario ManoeJ Joaquim
quaes se achao ornados e mobilhados ao Ramos e Silva,
gosto de Pariz, tem meios de agazalhar _
as pessoas de maior distinsaB, que quize- urtOU-Se.
rom hnralo em confiar se a sua eleicao, ^^Oarmazem de Luiz Gome!\t erre-
mesmo nao se poupara' em procurar a JL/ra & Mansfield, na praca do Com-
niilhor comida e arranjo, o servico da ca- mercio as cazas de J, B. Branco, onze
za sera' feito por criados brancos, tera' sextos com vinho de Champanha, e huma
ditas grandes salas para as pessoas qtie porcao de couros, oditoarmazem ama-
quizerem comer separadas, achar-se-hao nheceo abei to nodia 20 do corrente, e fol
ali como no antigo estabelecimento almo* aberto com chave falsa, pois nao se co-
cos, e jantares,a todas as horas, tem hum nhece arrombamento, quem descobrir al*
grande sortmehto de vinhos finos, Fran- gum dos attigos roubados,js os ladrGes, e
cezes e outros, este novo estabelecimento derdos mesmos informaos sera' bem re-
tem a vista mais agradavel, e o fresco compensado, pois tem-se mais era vista o
mais desejoso, tem taobem quarto com castigo dos delmquentes do que mesmo o
banheiro para as pessoas que quizerem valor do roubo; adverte-se que oi sextos
tomar banho, e faz-se banquetes para fes- sao marcados com as letras FCF, JB.
tas, cazamentos, &c.



Compra-se.
HUma Gramtica Franceza, quem a
ver anuncie por este Diario para
ser procurado.
Noticias Martimas.

Sabidas.
JL/Ia 16 do corrente. Londres; E.
Vende-Se. Ing. Champion, M, J. B. Blackaller,
fflAaoAS de amarelo de custado, para equip. 7, carga assucar e couros. _
J concertos ou ourra qiaalquer obra, a- Dia 17. Lisboa; B. Port. Dois
inda em bom uzo ; em Fora de Portas no Irmaos, M. Joao Lopes de Souza, equip.
adrodo Pilar N. 153. 16, carga couros e assuear. Rio de Ja-
As Lusiadas de Camoes, com estam- neiro, com escalla por Bahia ; Paq. Ing.
pas finas, e encadernacao Franceza, rem Eclipse, Com. Charles W. Griffin.

Pernambuco na Typoqrafia do Diario.
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MMM4MM.

X
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iv
APENSO AO DIARIO

Snr. Edictor. ^
482.

T venda em outr jwrte, comprei ag minhas
-. j encomendas,' e fui para caza prnssndo no
mP M^ 0gm,eJded.Vt.T,da *' lal busteiro. Nooutrodade manl.Sa
meufalec.do pa, h.r todos os Sbados le. fui amia nacaaa domeuSur. de En.
S? TF ," ?^85 "* deSe' *'nh"' ecorao ,eni'** *S* no.
IZ 'J a Lr0C0 d!uhV<> e e,n% mem Pr ter 8e&uido t38 os partidos,' e
Z2L "!12oS? PeZmhtt d CM.e de de todo-8 se,nPre 8e 8ai tem, depois da mis
a?gue, bacalhao, e carne do siara': sacontei-lhe o que ~- s-k-'-....:...
chegando a dita Villa fui chamado para
huma caza aonde estava dentro humas

me tinha acouteci do
no nutro dia na Villa de Sermhaem : dia-
se-me o dito Snr. de Engenho: que quein
quatro pessoas com aspecto de quem esto- fala neste Juiz de Paz Va hum peridico
vao tramando algum calla: hum delles chamado Cruzeiro cuio peridico e
que reprezentava de dono de caza, estava seus correspondentes protestaran n.5 fa.
SSt2& ** le"d? Pr,hUm larem Verdade PflFa *** "Vi"-
pe, estoaj8toucomlgoafannha/eem eu Ihe contare! qual he a caula, porque
qnanto eu mea.a, cont.nuoua ler o dito falaapaxonadosdeste Juiz de Taz. Snr!
papel o qual falava-mu.to mal do Juiz de Edictor para que este mofino nao ande "si
SL r^,rSn,a k; fBb de.Ste' pa,hand0 tant0 aleive= "he comunico
f.-1-se a nutro com U,has e denles, e tor. encontr que t.ve naqnella Villa, e quan-
na a falar mal do mesno Juiz de Paz ;.a. do o meo' Snr. de Engenho me conr o
abadode ler estes diz para os ontrqs su. motivp porque tanto fala do dito Juiz de
eme ,sto nao val nadet este nutro (pegan- Paz, Ihe participares. Son Snr. Edictor
do em outro papel) he ehefe de obra, e
principia a ler o terciro ; mitra descama
postura contra o mesmo Juiz, dizendo :
que o Juiz tinha huma Dulcinea, e que
indo la' a noita eneohtrara-se con hum
competidor com quem ella reparta ucu
Criada prompto.
O Pjucano.

Snr. Edictor,
\i/ Prometido he devido. Na minha
g-acas, que Ihe dera huta tiro eom huma primeira carta fiquei de Ihe comunicar
pistola, ^enmatara, qne tocara a reba- (logo que o meu Snr. de Engenho me
te no s,no da Csdem, que apanharagen-- contace), o motivo porque esta' asocia
te por levar cao, e por nao levar cao. Eu taS.indisposta ontra o Juia de Paz. No
Snr. Edictor como conheco que o Juiz de Domingo* eegnnte logo depms da missa
Paz na he destas poucas vergonhas, e chama-meo %>u Snr. de EegeuhqZ?
que trata a todos multo bem, tanto aosri- seu bagihetetis.me-; fiquei de Ihe con-
tos como aos pobres, largue, a euia com lar o motivo porque estas pessoas da sL"a
que eslava megmdo a farinha e dice para ; do cruzeiro sao indisponas contra YZ *
osuge.to qne estableado : Sua Merc de Paz dfe Serinha.m; ibe multo te
nao me aira quem fo que escreveo tanta que elle nao deixa passar camara pela
mentira junta ; responderme elle que malha, que ja'prenden tres emboabas
nao sab.a, que o Cruzeiro era quem di- que passara com negros fnrtados pelo sen
ziae qU8 aqu.llotudo era verdade. Gri- destricto; que tem prendido indi.liduoa
teilhe eu -~ Santo breve da marca, em no- com pasaportes falsos; que prende hum
me da benta ora a pois meuSnhorzi- ladran de Ipojuca trazendo pPss"p" teX
H, I JTvmTC "- ",0ra 8qU' meSm 8e" Juiz de Paz e ",ro CapitaS Mor
dentro da Villa, nao vio como ..lo acn- do Cabo, e que derois de prezo o Juiz di
leceo, como agora d.z'que ludo isto h Paz de Ipojuea officiara a aquelle qUC se
verdade ? Snr. Ed.ctor benzime trez ve. por aquella' Freguezia aparece Wm
zes, rale, de arrumar outra vez a minha o prendece nao obstante aprezentar pas-
2'cL "aC : fU' tTd Cre iaPrte *' ^i9 elle o P"^" Parlo dto
em Cruz : porque Snr Ed.ctor quem he nao se evadir ; que elle disfeis L vendo de
capaz de afirmar semelhantea mentiras hum Engenho com escritora falsa; e final-
ra multo capaz de wf nao pagar afariuha manto tcTm posto o serjftricto enl e tade
X
?*


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J
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(3>
de se poder tramitar sero risco ; que nao teto ato Juiz deP^z. 3. E e nao sao por
$r de a empenhoe para faltar ao seu dever. que nao confronta os prezentes Juize de
\ iera ccm tudo devo-lhe dizer, que he Paz, com os Capitales Mores do bom tem
bufii que iie acn teca destas e doutras pi- po, dos quaes alguna excediao ao mesmo
ores, para elle nao querer ser hum.exato Dionizio de Siciiia ? 4. Se este modo
observador da Le. Eu vejo no JRecife na de falar procede do iruito amor que tenj o
prezenca daRelaja o, Otvidor do Crime, correspondente do Cruzeiro, ou este a o
Comandantes de Polica, Juizes de Paz, actual sistema. Sur. Edictor se nao bou-
pasearem carros e carretas; os continuos ver quem se digne responder, queira illu*
furtos que se estao fazendo no Recife,
Varzea, Pirang, Cabo,. Ipojuca, Ua,
&c. e as autoridades nem se abalao;
minar a hum dos que nao he
Espirito de Contradigan*
nao
nbstante as frequentes ordensdo Excerien-
tisshno Snr. Prezidente ; e so' o Juiz de
Paz de Sernliasm ade querer fazbr-se ce-
lebre, e ser o- exemplar ? nao Snr.: ceda
aos seus em peniioszin has, receba algurva
couza que se pareja cona dinherro &c. &c.
Que se importa o Juiz de Paz que se ata*
quem casas, furtem-se Cvalos, escravos,
engenhos &c. taS ridiculas ninharas, que
nao merecem a pena; metase com a. sua
ptantacao de curias, e deixe o mundo an
dar como Tai, e logo neo hade sahr "mais
Snr. Edictor. <
>
* Hum da que recostada,
A mprfeo me sugeitava,. ,
Galante sonho occupava, .
Meu pensamento agitado.
Marti
H- I
Uma deltas noites passadas, tendo
chegado do meu trabalho alguma cousa
fatigado, sem me em portar mais com seia,
no Cruzeiro ; se duvida do que Ihe digo Unseinie sobre a ir inha pobre rebeca, e
pergunle ao meuconfessor o Padre J<,ao ahi-conseliene com hum deliciozn son,;
das Neves, morador naquella Villa, cpie eis que sobre a madrugada apa rceme^
muitas vezes me tem repetido ist mesme. de*lambk!a alma da mi n lia de fu uta av ;
qui parou o meu Sr. de Engenho, e eu etoda assustad'a dis-me : nao sabes, meu
embasbacado pequei no meu chapeo, cor- filho, de huma grande novidade e eu
r para a minh caza, e principiei a escrep sem a deixar proseguir, a fui logo nter
veHhe pouco mais ou menos 6 que me fpi romp ndo : he o planeta minha av que
lembrando, pois Snr. Edictor o homem disrao ebtava para aparecer, o qual lva-
noste da falor pelos cotvelos, e eu'lhe ra com si^o a la Respondq-?-me qual
hirei contando tudo quanto fr sabendo. planeta, he cousa muito pior ; f< huma
reprezentseao que fez o crio tinoso Mano
O dem* el Afionco de Mtllo, contra o Juiz Ordi-
nario da Villa de Serinhaem, triste do
pobieJuizs, nao havtra' quemlht acu-
Lda'l dir eu pois, minha av, esta repre*
lem o N." 55, do Cruzeiro huma zentacao por mais pezada que seja, nun*
arguicao peZada, contra o Juiz de Paz da ra,hade ser pior.do que a ida da La com
Villa de S'eriithaem ; sobre a qual nada o planeta, porque neste cazo os iadroes
digo, por me faltar o conhecimento do que us dilaceraras na excuridade da noite : o
por ali acontece ; bem que suspeite o con* queres couza pior que a reprezentac,ao de
trario tanto por nao ter ouvido a outro huma potetfade contra hum farroupilha ;
algum queixar-se daquelle Juiz de Paz, porem' minha av Vm. nao me contara'o
eouio porque o Cruzeiro costuma dizer o que continha a tal reprezeniacao Nao
que quer poi ter na Cadea quem as cartas a tenho toda em lembranca, mais em su*
Iheassine, Porem engasgou-me est clan- ma era a seguinte. >~i Iilustrissiino Snr.,
zula H- despotazinbo de elleicao popular acuda-me com a sua divina mizericordia,
hh quando ao mesmo tempo fala do Juiz pois o Juiz Ordinario da Villa de Seri-
Ordinario da mesma Villa. Portanto Snr. nhaem coloiado com Jos Antonio Pes-
dictor, permita-me que faca estes ino- stdeu huma querella contra mim, don*
tentes quezitos. 1. Se t>s Capitaes'Mo^ de me sobrevcio prizao ; he veidade Snr.
queeu attaqui com a.minlia abcica, e
Li* fecinoruzo o Engenho do tai Pe
Sou Snr. Edictor.
Snr. 'Edictor.
r?s e Juizes*Ordinarios sao de eleicao po
lar. 2, Ss
$>uJa
porque
epi
)
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(:*>
soa ; destru, quebrei, e arrazei ; porem
ja tirha tirado seguro, se bem que nao o
ti vec aprezentado; por o nao julgar pre-
cizo sefundo me tinha afirmado hum a
migo em cuja caza mearranxara; con-
feco que e quis zombar do Juis, pois
quando elle sabio da audiencia, me pus
na porta para lhe'fazer acinte, mas sobre
mimelle nao tinha authoridade, nao obs-
9 -
tante eu estar no seu rol de culpados; e se
me sugeitei a prizao, foi porqu estava
desapersebido, e nao tinha corn migo os
Cabocolos de Jacuipe Aqui exclamei
Snr, Editar, minha avo' nao chamara' em
socorro do disgregado Jnis as almas de
Callos Magno, Roldao, Ferrabrs, eou
tras do mesmo jaez m E como hum tal
prgcedimento (continua minha avo'J feito
por hum punhado de pernagogos, e anar-
quistas vai em oprobrio da minha gradua-
ba emedalhas, suplicme yenha por pi*
cdade valer. Cadeia da \JUa de Sari
nhaem >'2 deJulho de 18304 A ouvir o
termo hh Cadeia h- Snr. Editor, dei hu*
na tao forte garhalhada que espantei mi
nhaavo', e mediatamente acordei. Snr.
Edictor isto foi sonho, e por conseg'uinte
. pode tudo ser istoria ; poiem se verificar*
se, e aparecer a lus dodia, entao lhe fa*
ei as devidas observare*. Sou Snr. E
ditor
O Malassombrado.
r
honvesse pensamos, que o Snr. O mesmo,
nao quereria, defendendo o Snr. Juiz de
Paz C Martina desse abracos era troco de bailas:
se o Cruzeiro grita, he porque pensa, coj
no o Snr. O mesmo, mas nao queremos
imitar o Cruzeiro. Quando nao/ se trata,
de partidos, asi m de actos lega es, ou il-
legaes, deve-se dar a razao a quem a tem,
e julgar imparcialmente, sem nos impor-
tar, que o homem seja liberal, ou nao li
beral: nao he esta a marcha do Cruzeiro;
mas nos nao estamos na fileira do Cruzei-
ro para seguirmos a cadencia da tua mar*
cha.. ...Nao queremos fazer a deffeza do
Snr. Tenente Coronel Martina ; porem
JHlgamos do nosso de ver desmentir huma
falsidade, de que estamos informado.
O Editor.
i
V>
F.
Ai mais este anuncio pelas mesmas
pala vas do Cruzeiro, para quebra do que
tem ido, slvirto as notas que va o troca*
das.
deos
O mesm<*,
Ao sabemos o que isto he: he huma
cousr, de que se nos arge por nao ser
publicada ; eila ahi vae tal qual hh Deve-
nios dizer em abono da verdde, que nos
consta, que nao Jiouve tal morte no Ar-
iaal; houvb hi huma dilig encia, exe<
culada pelo*Snr. Tenente Coronel Mar-
ti i)9 no noite d dia 13 de Julho, na qual
Itouve fogo entre os ladros e a patruha,
de cnjo facto se fallo em nosso Diario de
15 daquello mez, e diste o authnr do
comunicado haver morrido hum dos ladro*
segundo lhe afirmara ; -mas na ver-
iade nao hoqve tal morte, e quando a
00 1Q*Uem saber* dizer seja se man-
clou proceder contra o Tenente Coronel
Francisco Joze Martins ? Ficaro im-
punes taes atentados ? Se o Snr. Teen*
te Coronel fosse da sucia farroupilhica
quem se poderia entender com a gritara
dos Cogumelos Mata-se no Arraial a*
qele pobre homem, e fica tudo irnpu*
ne! (b) Pergunta do
Xico CaraoJho.
, (b) Como os farraupilhas nao podem
recalakrar contra a verdade, nao deseo >
nheco o grande elogio que o Snr. Martins
merece ; porem devo diser o morto no
Arraial poda ser irmao gemeo de Fran-
cisco Jgnacio em Serinhaem a pesar deer
este mais destinto por ser patricio do I|-
lustrissimo Sor.;Vitorjano Gomes. ^
(a) Como na Typo> rafia do Diario
na5 tem a manopla do Japafi ; bote-me
hum borrad em todos os Cruzeiros.
L
Snr. Editor.
es
h. .>k,i*j
1 no Cruzeiro da enxovilha N. 87,
urna correspondencia do meu Sacrista ti i-,
rgida contra mim que sou o seu Viga rio
do Corrego, ora, Snr. Editor, da-ee ia*
ior disaforo do que um Sacrista esetever
contra o seu Viga rio ? aum Viga rio tao
bom como eu.! Olhe SnYvEitor tu sou


MI
/
um Vigario taS bom queem 1824 nao fui
Vigario, fui pae dse caxorro dse Sacris
ta: por que atendendo eu as sUas circuns-
tanciai dehe Licenca lata tonga, e furi
bunda para ele matar encomendar, e en*
terrar (com as nnhas) todos os Engenhosr
bois, e cvalos dos Jacubi nos da inha
Freguezia, e tudo b mais que eles posoia,
se Ihes pdese lanzar o gatazeo ; e com
que me paga ese dislambido Sacrista ?
dandomena sua correspondencia um b.. '
que e' um vazo em que ele toma xa. O
bruto sacrista inda leva avante o seu atre
vimento; e promete que breve ade anali-
zar a minha correspondencia. Oihem que
confansa de Sacrista! ele quer analizar
minha obra! Obra feita pela mao Par-
roquial, ebenta un ha! Nao sabe ese
Sacrista que eu sou um oinem sabio,
que minha irudita, formidoloza, discre-
ta, e contumelioza pena e' insucetivef de
errosi olhe, Sm\ EditoT, ate! e* imposivel
eu nao 6er sabi*; e entao qundo ? se f >
se uns lempos mais aqu atrz, bem: po*
remagora? o meu Sacrista esta' louco!.
agora! agora .* depois que eu teir to-
madocentoe noventa, e nove dozias de
Le Roi, e ero consequencia tenho lido o
seu folheto cincoenta e urna vezes. O*
Ihe Snr. Edhor eu neste folheto de Mr.
Le Ro, que tenho lido, tenho adquerido
um bando de ideas, era fim se eu com en
sinar alguns mezcs uns meninos a 1er, *
quei sabio muito mais sabip cstou agora:
'la' agora! estou-eu sabio confirmado,
porque no tal folheto eu tenho adquerido
nmtas ideas de tradusao porque como el-
le esta' traducido eu sei muito bem que a'
"quem saiba traduzir um edioma de lirtgoa
para outro tenho adquerido ideas d*2 Geo
nietria tanto asim que o meu Paroquiano
o Papa*feios inda me nao pode dar volta
nos clculos que Ihe fiz na rematasao do
contrato das carnes, e isto nem ele que e'
astrlogo, e nem o meu fiador Correa que
e* Piloto que sempre me anda com um o-
Iho feixado, e outro aberto observando a
barra en) *eco, alem disto e' inspector
das calsadas desta Vila, tenho mais no di-
to folheto engodo muitas ideas de Juris-
prudencia tanto asim que ornen ingrato
crista bem sabe que nesta Villa eu sou
advogado, Escrivao, Meirinbo avaliado'r,
&c. e algumas vezes Juiz, em fim nos Au-
ditorios desta Vila eu sou o Acoviteiro da
Justica, e muitas vezes tenho aleo vitado
a favor dse Melado Sacrista, ese ingrato
que va agora la' para o Recife por o seu
?igario pela ra da amarguFa com o Cru-
zeiro as costas. Pois saiba o md Melado
Sacrista que eu no folheto de LetRoi ma-
mei muitas ideas de Retorica, e belas le*
traf, (que belas letras nao e' mais do que
urna propensao natural (la Retorica asim
como as maleittts e* urna *propensao natu-
ral do corno umano Le Roi L. 150 C.
1000 Vs. lS^quest. 30.) Em fim o Meu
Sacrista Melado bem sabe que eu aqu
em Serinhem sou o sabio da trra todos*
os omens se vem com migo aconselhar e
&c. e eu sou aqui o Vigario do Cnrrego:
todos me ouvem que ficao de queixo a
banda e asim siviritatis nico vobis, qui
nao credilis miquis ? > Le Roi L. 200 c.
09 q. 300 part. 8.*
Queira pois Snr. Editor escrever na
sua tropogafria o tipo do prelo desta mi-
nha carta (olhe como eu sei dizer estas
palavras!) para que se man, e Melado
Sacrista saiba que me nao fi desdoiro
confesar em fe' de Paroco que o Juiz de
Paz, fez .a morte, o tudo e\ a qtiem foi
que ele matou ? foi ao arranca touco por
quem o meu Paroquiano Malunguinho
mamlou matar ao Advogado Dionisio
Gon*alves Pinto Lisboa, e como o rtWf*
tou ? vendo-o, e querendo-o prender, o
como era de seu dever prender urs erial?
nozo de morte, e que undava asinten ente
nesta Vila por mandado do mesmo Ma<
lunguinho, e &c. esaiba mais o meu Me*
lado Sacrista que os tempos andao crti-
cos, eique'seele se andar fazendo pimpaS
eu o eide lansar fora da minha sacrista.
Eu sou Snr. Edictor
Seu obrigdo cativo e omilde Capelao.
.. 0 Vigario do Corrego (a)

1 i
Ca) Vigario do Corrego: vulgarmente
se xama a certos omens que a* as trras
pequeas a quem todos tem por sabio, e
experiente, 4? todos o vao consultar para
tudo :v em termos mais claros e' um Ca-
pot._ (N. do Corr^
'


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