Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00881


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Full Text
N. 475.
.....nii-i -ni
xamm
'Amo de 1830;
DIARIO DE PERNAMBUCO.
Sabscrete.se na Tipografa do mtsmo Diario na Dlreite N. S07 1. andar vezei por 649 rail faami folla
qa saair todos os dg otis.
Segunda Feira 13 de Setembro. 8. Ligorio M.
Preamar a 1 hora e 18 minutos da manha.



O

.
Ao faustoso da sete de Setembro aniver-
sario da sempre duravel Independencia
Brazileira pelo Acadmico Pernumbu*
cano F. P. B. M. ^ i. .


SONETO.
JLf E pouco, ou nada, serve Independencia,
Quando do Estado nao he livre o Poyo ;
Depondo jugo antigo, passa a novo,
Sem d* escravo mudar a triste essencia.
Como livre agradeco a Providencia
A sublime merc, que canto, e louvo,
Mas como Independente nao remdvo
D' alma o susto, que causa a prepotencia.

Viva o Brazil deLizia Independente!
Mas vivo como Livre o rico Estado,
Onde livre nascra a India Gente.
Viva a Lei, que nos ha* emancipado!
Com ella viva o Defensor Potente,
Que, hoje fas annos, fora assim clamado.
.
8


Recitado no Theatro,

CORRESPONDENCIA.



'Nr. Edictor. Rogo-lhe o favor de
publicar no seu estimavel Diario o facto
seguinte que me indignou, e que indig-
nara' por certo a todo o Brazileiro de bons
sentimcntos. Hum (lestes das vi entrar
prezos litint* poneos de soldados, mettidos
em huma gargaiheira, que cubra o ves-
tuario honroso dos defensores da Patria :
ao ver semelhante colisa, supuz 9erem ta-
e9 homens alguns facinorosos cuja segu*
ranea exilia que assim se atropelasse a
humanidade, o pundonor militar, e a Lei,
e por hum movimento de curiosidade din-
gi-me ao commandante da patrulha que
os conduzia, para indagar do motivo da
prisa o, e do excesso com aquelles desgra*
gados praticado: soube entao do Snr. Ca*
pitao Carias, que era o tal commandante
que aquelles homens erad do Rio Grande
do Norte, e pracas do Batalhao 21 de pri-
meira Linha, edaquella Provincia, os
quaes desesperados de nao seren pagos a
muitos mezes, e vexados pela lome e mi-
zeria ha vi a o commettido hum ttentado ;
em consequencia do que, tinhao sido pre*
zos, e mandados para esta Provincia pelo
Vice* Prezidente daquella: repliquei-Ihe,
se elle senao ha va achado com animo de
conduzir aquelles soldados como milita-
res : respondeu-me, que nao so' essa fora
a sua vontade, como ate' o reclamara Ja-
quel le Vice-Prezidente, obrigando^se a
responder pelos soldados, pois que os co-
nhecia desde o seu recrutamento, que ot
havia ensinado &c. <&c.; mas que o Vice
Prezidente nao anuir a sua solicito cao,
e antes ordenara pozitivamente que fos*
sem conduzidos do modo, que eu va.
Retirei-me estupefato, e nao pude salvar*
me a tentacao de dar esta narracad ao pre-
lo, para que os Brazileiros do Rio Grande
do Norte conhecao, e censurem esta ma*
accao do seu Vice Prezidente, e elle se
cohiba para outra vez.
Sou seu venerador.
Hum Empregado Publico.



Desinteresse de hum homem honrado,
inap
H
^Enrique 2. Re de Franca, ten-
do offerecid o lugar de Cbanceller a Mr.
de Mesme, Ministro alias pobre, e carie*
gado de numerosa familia, este tomou a
liberdade de reprezentar ao Monarca, que
aquelle lugar nao estava vago. Esta' va-
go (replicou o Rei) porque estou muito


($122)
poueo satisfeito com o que actualmente o
occupa Perdoai.me, Sur., (respondeo
modestamente Mr. de Meeme depois de
ter feito grandes elogies a o occ usado") Eu
antes quizera cavar a trra com as unhas
para sustensar a minha familia, do que
entrar nesse cargo por semelhante meio.
" O Rei ficou espantado da honra desin-
teressada do Ministro e conservou o
Chaneeller, Este logo que soube do que
sa havia passado, foi agradecer ao gene-
roso bemfeitor. Mr.- de Meeme tere
pezar de se ver cheio de agradecmentos
por huma ac(;ati, que (dizia elle) era de
de ver indispensavel, ao qual nao podia
faltar sem se deshonrar para sempre.
Quantos homens destes a p parece rao no
nosso Brazil ? TomaraS muitoe ver per-
didos, ou mor tos os Em pregados pbli-
cos para se entabolarem nos seus luga-
res*
Reflsxao sobre certo dito muito errneo.
v
Arias pessoas nao se importa de di*
zer, que so' querem a Independencia sem
se embaracarem, que o Brazil tenha, ou
nao hum Governo Constit. Reprezentati-
vo ; isto he o mesmo, que dizer, que so*
querem mudar de senhor, conservando-se
sempre eaptivos: captivo por captivo,
tanto me faz er deste, como d'aquelle.
Ser captivo, de ninguem.
EDITAL.
Manad da Fonceca Silva, Fiscal da Fre-
guezia do SS. Sacramanto do Bairro
da Boa-vista &c. fe.
F
Ac saber aos habitantes deste Bair-
ro, que existindo entre as Posturas da
Cmara Municipal desta Cidade, a n.
14 que dispoem o seguinte Nao se po-
dera* deitar lixo, ou mundice as mas,
beco, e tra vessas desta Cidade por onde
se verve o Povo, e so' se podera* deitar
as praias dentro d'agoa, em quanto nao
se marcad outros lugares mais apropia-
dos ao aproveitamento dos meemos estru*
mes, ficando sempre livre, e limpos oe
lugares de embarque, e desembarque do
Povo, e oe transgresssores serao multados
em 2#Q00 rs., ou oito dias de prizao
nao se lhe tem dado a religioza execueao
k
que cumpre, antes se tem abuzado de
maneira tal, que as ras se vao entulhan-
do, as tra vessas fazendo-seimpaesa veis, e ^
aumentando-se em demazia as lamas em
prejuizo athe da saude publica, sendo por
esta razao do meu dever procurar por to-
dos os meros legtimos, fazer dar o mesmo
compriment, e para que chegue a noti-
cia de todos, mandei fazer, e afixar o
preZeBte Edictal, Boa-vista 6 de Septem
brode!830. Eu Joze de Santa Anna>v~r-
Ajudante do Porteiro da Cmara Muni- -
cipal oescrevi, l
Manoel da Fonceca Silva.
Avizos Particulares.
JOzE Bento da Costa, grato ao obze-
qui dos seus amigos, e conhecidos, que
tiverao a bondade de o hir vizitar a For-
taleza do Buraco, durante a eiia prizao ;
imposibilitado de satisfazer individual-
mente a vizita de tantos Snrs. manifiesta
por este meio o seu reconhecimento a to-
dos, rogando-lhes odesculpem de nao fa-
zer pessoalmente o eeu dever. Recife 7
de Septenabro de 1830.
Joze Bento da Costa.
A mestra de meninas rezidente na
ra das Flores caza D. 12, participa ao
Publico que sua escolla ( onde continua
a ensinar a 1er, escrever, contar, e dou-
trina) taobem ha mestra de cozer, e bor
dar de branco, o que nao havia ate* ago-
ra.
O Emprezario do Theatro faz scien*
te que se acha com hum grande sortimen-
to de Vestuario proprio para meio carc-
ter, e Alto Cothurno de diversos gostos,
e modellos muito proprios paia ornar fi*
guras de Procssoes, como para qualquer
divertimentos particulares; as pessoas que
se quizerem utilizar dos sobredi tos vestu-
arios poder ao comparecer no mesmo The*
atro onde acharao com quem tratar, sen*
do os vestuarios de figuras das Procssoes,
a 20#000 rs. cada hum, e dos de meio
carcter para divertimentos particulares,
a 4#000 rs, cada huma das figuras, ha-
vendo de levar fianza de peseoa conheci-
da.
Manoel Teixeira de Oliveira, natu-
ral da Freguezia da Luz interior desta
Cidade do Reeife de Pernambuco, com
eecenta e trez annos de idade ; fibo de
%
*
L*J


(SiS)
\i
outro do mesmo nome, e de sua mulher
Afina Francisca de Jezus Maria: por De-
os o Ente Supremo, e pela Magnificencia
do Nosso Augusto e Magestozo o Senhor
D. Pedro de Alcntara Primeiro Impera-
dor, e Defensor Perpetuo deste Imperio
do Brazil: Aununcia que as suas dispozi
coes testamentarias da sua ultima vontade
se hao de aprezentar a primeira e princi-
pal Authoridade Governante da dita Ci
dade; para a mesma autoridade, a man-
dar inserir as Tipografas desta mesma
Cidade; cujas dispozicoes, so terao vigor
escritas e assignadas pelo punho do mes-
mo anunciante, que he bem reconhecido;
afim de os Inventores Mgicos, depois da
sua morte, e passado* annos nao facao
resucitar algum codicilio, bem como fi
zerao com o Testador D. Antonio Po de
Lucena e Castro: advertencia aos Ho-
mens, para que melhor entendao, que o
Diabo, quando encapa, he para rezultar
as mais tristes, e funestas consequencias
para com quem tem vergonha.
Joze Francisco da Costa, participa
a todas as pessoas que tiverem negocios
com seu Sogro o Snr. Mathias de Al-
meida Castro, que esta' munido de Pro-
curaran bastante e ordcns, para em tudo
fazer as vezes daquelle Snr. Castro, o
que faz publico para inteligencia de to-
dos.
Compra-se.
HUma ca noa de carreira que au seja
pequea, quem a tiver dirjanse ao
Thatio.
Vende-se.
Q>f\ Pipas abatidas; na Pra9ada U-
O Vniao loja N. 14.
Huma escrava da Costa, idade 17 a
18 annos, com bom leite, cozinha, lava,
e faz todo o arranjo de huma caza ; no
Manguinho em casa de Manoel Caetano
de Souza.
Dois escravos inda mocos, proprios
para armazem de assucar, prenda de aU
godao, ou agricultura, por jaterem servi-
do nos meamos lugares; no beco da Bom-
ba sobrabo D. 6.
Huma propriedade de trras, de qua-
ze huma legoa em quadro, na te r ten te de
Olho de Agoa na Pal me ira, fazendo tes-
tada com o rio Tracunhem, da Freguezia
do Curato do Bom Jardim ; igualmente
hum sitio de mtia legoa pouco mais ou
menos, na Lagoa do Prco, tudo trras
boas quaze todas de matas virgens, situa-
das com alguns moradores, muito boas
para plantacoes, e criar gado ; e taobem
dois eseravos, hum do gento de Angolla
idade 30 annos pouco mais ou menos, bom
padeiro, e trabalhador de enxada, e outra
crioula, idade 20 anuos, coze bem, en-
goma sofrvel, boa cozinheira, e muito
deligente para todo servico ; na ra Di
reita D. 38.
Huma canoa bruta com 48 palmos
de cumprido, e trez e meio de largura ;
no Forte do Mato D. 13, para ver e ajus
tar-se a dinheiro ou a prazo.
Na botica de Gusmao Jnior e Com*
panhia, continua a vender o seguinte
Orchatas tanto em garrafas como ern li-
bras
Sulfato de Quinino
Pomada de Pipi nos
Di ta de Hedriodata de potaca
Dita de Mezan a 5
Serveja preta
Agoa Ingleza de Castro
Phosforo
Tinta de escrever superior a 240 a gar*
rafa
Ditas de todas as qualidades para pintu*
ras i
Xarope gomozo
Dito de Capelaria
Dito Antiscorbutico.
Huma escrava de naeao-Angola, mo
ca, sem vicio nem aciaque, sabe engd
mar, cozer, cozinhar, sabe fazer io
servico de huma caza de familia, e ten
duas crias ; quem a pertender falle com
Joze Francisco da Costa.
Cascos ds pipas de azeite de peixe, e
carra pato, saos ; na ra da Cruz, arma-
zem de socar assucar defronte de Antonio
Teixeira Lopes.
Hum escravo bom official de ferr?ro,
tanto de malho, como de lima, sem vici-
os : na ra das Cruzes caza N. 19, ou
anuncie por este Diario.
Leilao.
QUe fazem Eml. Ricou & Boilleau,
Terca feira 14 do corrente, em a
sua caza na ra da Cruz^N. 60, de va-
rias fazendas limpas e a variada-.
Alluga-se.
Se r a vos, quem os tiver dirija-se a
Praca do Corpo Santo N. 67.
E



(3134)
Arrenda-se.
M a caza de 5 andares com quantida*
de de camarinhas e quartos, duas cu*
zinhas, com boa vista, muito frescas, ar
mazem com armacao de venda, e estriba-
ria para 2 caval los ; quem a pertender a*
nuncie por este Diario.
Perdeu-se.
UM bilhete de cobre de 41 #400, no
dia 11 do corrente, do Trem athe o
becode Joaquim Joze de Veras, quemo
ther achado leve ao Trem que recebera'
o achado ; e a vi xa-so ao Snr. Mazza que
nao pague se nao ao proprio dono.
Huma cachorrinha branca, quem a
ti ver achado ou souber quem a furtou di-
lijarse a Roberto Callos no Trapixe novo
caza N. 43, confronte ao mesmo Tra
pixe que recebera' a gratifieacao.
Furtou-se.
NO da 12 do corrente hama cabra e
huma cabrita que estava amarrada
no Pateo da S. Crui, cor veri ha com hu-
ma i istia preta por sima das costas, e com
huma marca no pesceco da corda, e a ca
brita da mesma cor ; a pessoa a quem for
oflferecida, ou delia souber podera' toma-
la e le valla na ra do A raga 5, caza IN.
25, que se lhe agradecer' o seu traba*
lho,
Escravos Fgidos.
FRancisco, naca Costa, alto, sem
barba, aleijado de huma mao, tem
bastantes vergoes ein huma peina, e au
zentou*se no meiado do p. p. : os apre*
hendedores levem ao beco da Bomba so-
brado de hum andar D. 6, que sera bem
recompensados.
Tilomas, crioulo, oilicial desapatei-
ro, moco de boa drezenca e corpo, sem
barba, pernas grocas os pez alambaza-
dos tendo hum mais groco, consta andar
por Olinda aoude oravao parentes, e he
rtmi ladino, fugio da Parahiba em 28 de
Johho deste anuo, e quem o pegar sendo
ueste Recife o levara' a Agostinho Henri-
que* da Silva morador na ra de Ortas,
1). 11, ou a Cidade da Parahiba a Mano-
el da Fonceca Galvao morador no Citio
das Capellinhas, e sera' recompensado do
seu trabalho.
Nicolao, crioulo, de idade de 24 a
25 annos, cara redondv, pernas finas,
pez socos, pouco corpo, fgido m 6 de
Marco de 1826, foi visto neste Recife o "
anno passado, sendo o apanhem segu o
mesmo do que cima se declara por per-
ten cer ao mesmo Snr.
Cathanna, nacao Congo, de media
na estatura, magra, cor bm preta rosto
descarnado, olhos vivos com as maces
do rosto altas, muito esperta, falla atra>v
palhada, e muito de pressa, auzentouse
a anno e meio ; os apprehendedores levem / |
ao pateo de S. Pedro, caza N. 421,
que serao g^nerozamente recompensados
do seo raba lho,
Huma negra que reprezenta ter de
22 a 24 annos, crioulla, fulla, de boa es-
tatura, seca do corpo, tem o braco direito
com hum osso hum tanto para fora no lu*
liar do cntuvello, cujo braco nao o pode
inrtilher, ou invergar perfeitamente, le
vou sahia de chita azul da fabrica, eca
becao tudo novo, e auzentou se a 8 do
corrente ; os apprehendedores levem as 5
Puntas em caza de Manoel Ferreira Di*
niz, que serao bem recompensados do seo
Ira ha I lio, e protesta uzar do meio da Le
contra quem a ti ver occulta.


Noticias Martimas.
Entradas.

JL^Ia 6 do corrente. Rio Formozo;
10 horas, S. S. Antonio Ligeiro, M. Jo
ze Joaquim da Costa, equip, 9, carga
caixas, e lenha, a Viuva de Carvalho
Rapozo, passageiios Antonio Ignacio de
Mendonca, Joze Joaquim da Silva, e Jo-
a Luiz.
Dia 7. Liverpool; 44 dias, Bar-
ca Ing. Cabotia, M. Peter Smith, equip.
17, em lastro, a Smith Mitchel Lambert
&. Companhia. Liverpool ; 49 dias,
B. Ing. Mary, M. James Bo^d Coubro,
equip. 14, em lastro, ao Mestre, passa*
geiro hum Marinheiro remettido pelo
Cnsul Brazileiro ao Snr. Intendente da
Marn ha.
Dia 9. Liverpool; 56 dias, G.
Ing. Scipio, M. Walter Grindley, equip.
21, em lastro, a Johnston Pater & Com-
panhia.
y
Pernambuco na Typoqrafia do Diario.
L
m


Smoit Eme* or:
PAra que o Respcitavel Publico fique
sumamente convencido de que o dis-
posto mentir, e calumniar com seu redi-
culo, e abjeeto arejiael, no Cruzeiro, s
familia, que felisojente se acha Meza, quei-
ra faxer-me o obzequio de dar ao prelo,
por va do sen interessante Diario, os Do-
cumentos juntos.
O primeiro Documento provar. que o
Disposto mentir, escandalosamente ca-
lumniador, quando diz, em suma, que eu
despticamente; e contrata Le do Directo,
no, ft despejar a iudia Lij/.ia da Cruz pa-
ra fra do Termo : mais depresa (diz o pro-
?erbio) te encontra ur mentiroso do que
um coixo, e o primeiro Documento, assig*
nado pelo ex-General Luis, do Reg Barre-
te, o prora bein claramente. Com que ea*
ra, Sr Edictor, nao ficar o Disposto?
Com a mesma, sera duvida ; por que quem
furta, mente, e calunia, nao tem vergonha,
com a mesma cara com que faz todas
estas coizas, ouve o contrario del las. Va-
mos a o mais.
Pelos Documentos 2. e 3. se evi-
enca, que o Dispo&to mentir pretende,
que eu e a minha familia quero, por que
quero, o imitemos em tudo, e por tudo;
beuza-o Deus, como asno! Sr. Disposto
mentir saiba que tanta difcoldade b em
nos desarreigar da idias que recebemos na
nossa infancia, logo que chegamos a idade
?iril, como em comprehendermos, depois
que chegamos a esta; por cuja raz&o, quem
ni mdco nao deu para o que sua merc quer,
muito menos em urna idade decrepita.
ltimamente, os Documentos 4. e
5. com toda a veracidade provo vicever*
sa o enxurro de elogios que o Disposto a
mentir prodigalisa ao Capitao*mor Xavier
(se que o mesmo Capito-mor para bem
calumniar, mentir, e elogiarse a si mesmo
nao semetamorfozera em disposto !), mor-
merte na parte que toca ao tempo em que
este foi Juiz de Orfaus; pois fazendo elle,
como inculca o Disposto mentir, inventa-
rio de 18 annos (escapou-lhe dizer, os de cem
annos), deixou de fazer os do seu teinpo,
que erao da sua obriga^ao, como se-ve
u Documento 5 ; eis o que propriameute
se diz o, carro a diante dos bois. Isto pos*
to, segue-s, que falss in uno, falsus ia
unibus; e nao preciso mais que esta regra
para responder ao restante das redieularias
do Disposto a mentir, cora quem jamis se
ocupar, Sr. Edictor,
Seu Attento Venerador e Criado
Manoel Jo^ed* Serqueira.
prostituta, e perturbadora go, fazendo saber ao Director dos Indio
esta minha ordem para sua entelligencia, e
intimando dita MampJpaf que se voltar a
esse lugar, Vm. a reuniera preza Salla
deste Governo. Dos Guarde a Vm. Re-
cife 15 de Junho de 1821. Luu do Re -o
Brrelo. Sr. Sangento-mor e Comandi-
t das Ordenanzas da Villa de Simbres Ma
noel Joze de Serqueira. Estava recoabe-
cido.
Il!.tao r. Cap. Mor Manoel Jote de Ser*
que ira,
REcebi a Carta de V S. com data de 19
do corrente e ao contheudo de V. S.
respondo sobre a carta do Cruzeiro he meo-
tiroza por que falla nesse furto he menos
verdade por que partimos o Algodo con-
forme devia ser, e nem V. S. assistiu, e nem
eu, sim mandei meo Cunhado o Sr. Fran-
siseo Luiz de Serqueica fazer as minhas ve-
zea, edisse-me que la estava tao bem meo
Compadre o Sr. Antonio dos Santos 4e Ser-
queira Cavalcante/ e meu Compadre o Sr.
Manopl Ramos de Serqueira, e se fez esta
partilha sem dolo alguro sobre sua neUsa*
hir do Sitio sem acabar o resguardo de asou*,
gue, foi verdade, mas por que assi.n mes-
mo quizemos sabir eom o meu Compadre
Pransisco Luiz Pereira de Mell i foi muiU
por nosso gosto, pois he o que tenho a res-
ponder a V. S.
Estimo que V. S. e toda a nbre fami-
lia logre boa saude, suas Afilhada* pedem
benco. Deus Guarde a V. S. nM.itos an-
uos. Cassimbo JO de Maio de 18*0.
De V, S.


. ...
|T. M. logo que esta receber far sabir
? deesa Villa a Mamaluca Luiza da Cruz,
Compadre Muito Seu Venerador
I Francisco Martins Ferrara.
Estava reconheBido.
Ill.> Sr. Cap.am Mor Manoel Jote de Sir-
queira.
n Junho g de IS30.
REcebi a de Vm. e muito sinto oque
ella me diz eu i6o respond logo foi
pela razao. de minba rmjher nao estar em
caza o qoera^ora fosej sobre a pessoa de
V:. S. e juntamente dos Senhores seos FU
Ihos, e Jenros; eu e a niulha mulher
estarnos prontos para se fpr percizo jurar,
em como nem V. S. nem fihos e nem gea,
rosvierao em minha cazn, e nem em caza
de meu Primo Duarte, porru s cssro hou
ver pessoas quequeiro com este falso fazer
mal a V. S., eu e os meus Cimbados tedos
estamos a favor de V S e jtntamence oa
Senhores Sobrinbos a dizer a verdade, BO-
bra dizer que o reubo foi repartido na'caza
i
\


B^
H1 II -
Mil

r
3^ f*eu Compadre o Sr. Jeie' Camello, tal
l ha, r rquaelle fai quero m e fez o fa-
vor dente guardar o qua ficou. pois d&'cttjo
livor t da vi a Ibe serei -eternamente obri-
gndo. Dsse'jolbe satide e felicidades m
\g recabe D*os De V. S* Servo e Cria*
fio Francisco- de* Beuevide tistava re-
c liLecia.

. Jj Uiz Joze da Expectacao, Escrivao do
JL/Jeral da Villa de Nosaa Senhora das
MofitanhiS de Cimbres e seu Termo, por
S. VI. I. e C. que Dos Guarde &c. Certfi*
co que revendo o Livro que serr das- Entra-
das dos di unciros que entrao para o Cofre
los Orfaos da mes na Villa : ti"* lie a f >lhas
13 verso se acha o pedido na Petieao retro,
que he. o seu theor da Pinna .segainte =
Visto em Correicn. H6 necessan* chamar
o Senhor Capito mor Francisco Xavier Paes
de Mi el lo Bar reto, para entregar no Cofre b
di o herr4, constante/do Termo a folhas 12
oVste livro Cgcorn seu? juros, tudo en pra-
t, dinbeiro, que ento corra, o que detere
hoje de valor. Brejo 16 de Marco de I83J.
Jai-coi*. Nada mais continua &c. (Pre-
ceda a esta certidao a peico e despacho
respastivq.) -
Luiz Joze da Expectacao, ffserivao de Or
fo8. e mais aunexos na Villa de-Nossa
Ssnhora das Montanhas de Cimbres, e seu

Termo &e.
(^Ertifico que revendo o Inventario que
y por este Juizo preceden o Capito ii.m r
Francisco Xavier Paes de Mello l$airct.-t
Juiz de Orfaos que ento era, dos beus que
ficaro por falecimento de Thereza Mara de
Jezus, calada coin o Suplicante Francisco
Joze da ailva, a folhas sete verco se atha o
pedido na Petico retro que sen theor Ue o
seguate- de verbo adverbum ea Com Visia
ao Curador CostaAsUllustriesimo Senhor Ju-
iz de Orfaos = Como as avaliao&es se-axo
feitas na faria da Lei, oada tenho que opor,
ttHtcs requeiro se prosedSo as partilhas coa
igualdade ero direito recomendada; e as di-
v idas que declara o Suplicante Inven tarjan-
te, nao' uevem ser atendidas, salvo Re os
Credcrt-s justificaren! na forma da Le; e
V. S, mandar o quefor justo. Villa de Cmt
bres 19 daMaio de 1-825. O Curador Joze
Joaqun) da CostaNada mais se continua
cu dia .reeposta, depois da qual fizera o
Escrivao e termo de data, depois do qual
forao concluios ao Juiz de Orfaos, que v< o
eom o aeu eoterlocotorio da forma, e a-
oeira seguate O Escrivao passe manda*
do para serem Citados os aeredoret do ca-
zal, para justificarem oeste Juizo as dividas
declaradas no preexo Wnspo de oita das,
pana de sa procederem as partifhat Var-
siuha 27 de Maio de 1835 Brrelo
A.
NaVniSeconfinha em dito enterloeofo
rio depois do qual sabia j -os autos. a
CorreScao, se v o Proviment segjiawL.
VistO m Correicx Os Juize's de rfo-*
nao" sao Procuradores das Partes, porern
Juizes em Juizo unjvercal, por tanto jul-
gando incompetente b enterlocotorio supra;
mando ao' Escrrvo que cite os iuteressados,
.para a contiuuaco do Inventario, dentro de
trez da?, e dentro dos mesmos o Inventar^*
ante para isso, e para declarar o augmento
que posea ter havido' no caza!, pena de Se-^
qoestro, erevelia, e para Curador dos Or*
fos uc..eio o 'A-dvogad Leirao, que pres-
ta va juramento -.'-Brejo 2 de Maio de 1826
. Agoilar Ns^da'inais s continha em di-
to Pro*nneuto,i'cro quejoescripto e declara*
do, htpis do qual fez%o Escrivao termo de
Data; e sobindo a Correicio' ditos Autos,
a* v o Provimetito seguinte Visto ein
C rreico. Parece dennucessario prover,
qnynOo se n > tem executado o provmento
a nota anaos exrfrado, por tanto exetute-ee,
peia de precdimeuto cruuinal. sern que o
Juiz, e EscrivSo s exh&a de re por o
pidi.o por tai ex randa loza omissao. IJrep
\%'.de JunU de 1828 Jacobina E naca
Hus se c linha en dih> Provi n nto ; d :
poi< do ju ;l ^ v'Certid ) de ni id l*eri.
va.* e caniocjtet a Inventaran! Frwn< is
co Joxe ta S.lva. tude do Prpv!n-
Hi Supra par-; d1Vmi>^a do 8obreditoInven
taiio, c*r rojrja pessoa deque ee deu
por *i'i>K;ido, neeta'Povo&cao do Brejo no
da de Janeiro de I'S30 ; depois da qqal
(.'eiliaojuntei ao*s mesmos autos do Inten-
ta io hm requer ment do Suplicante, que
lev* oOespaxo seguinte Junte aos autos^
e toiiK-it he por termo, e juramento qua'n-
to alega; e Fa'ca" entao concluzos Brejo 1^
le Fevereiro de 1830 ,'iicobina "E i.a-
pis do qual *e vja o termo seguinte Ter*
iO< de juraierttp 'Ajos-13 dias do mez/de
?Feverno de 1^30,fnes\a Povoai]i5o do Bf*
jo a Madre de Dos, termo da '.ViulJw
Cifl.bfes da Coiifftrca do Certab ie Pe. nau
buco, em cazTTs de Apozciitadoi ia do u-
tor Ouvidor Geral, COrregedor, e Prored^r
da (jomarea, o'drl u Escrivao de Oifaq^
vim, e sendo ah aparece Francisco Jq
da Silva, que Tcconhcco ser" o proprio df
que doi. f. e logo o Mniblro Prov^dqr fcr
feriulhe o juramento.dos dantos Evnge
i has, e Ibes jucarregbu que d< bai foo declarass no prezente s era verdade
tudo quanto alega va em tu 'requerime^to;
*e lo Inventario d-s beds'descriptbs p >r fa-
lecimento de sua mulherf !' p r elles^Si Toj
no presente Inventario istio anda, neo
aeu eouteudo era verdadeiro, s fazia a pre-
sente declara^ao por doli, ou malicia afiai
de prejudicr a eps'rllhos, em fi'i que di-
eesse verdade para uao iucorrer as pjnas
*

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da ru*rjura e stnd.a par elle aceito o jura*
tsteuto pro-aieteu caoiprir, .e di*se, que era
ver alL'iro o seu rqjcfimeto, que doa1
bftia que taria retro selsl ha'ta uaica vaca, que
I'.u S) tata uu. uezeiro, o deixou criar, e
o vendeaoo cojnj.r j i com esfe diuheiro trez
garrotal, aa quaes aua cada, huma de suas
t:iis huma, cauda' elle nicamente cqm a
rafa, que nencrava be mona, como consta
a Oeriidao io sea Parocho juuta a este In-
Tc rita ro Qje s id a naierpellado pelo Juiz
de (Arfos pea Le Jernimo de Albaquer-
ene Arco *erde Carnario^ para dar coutas,
i,to mesai dc4$MMt; por nao exist/ mais
cauca daq ipiles !jsns descriptos, onerando-o
aquele Jui. e seu Escrivao em pa^ar-lhes
viute patacas, as q ae aatisfez logo. A
vista do qiitfOve elle Ministro Provedor a
prece.rite declara9ao feta por termo, em
cae assgnou e m 6 dito, e eu Luiz Joze da
xpectaco Escrivo de Orfps a escre?i '<*m
Jacobina Ptauciaco Joce da Silva -Na
;
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da usis se continua em dito termo de jura-
mento, e dedaracao, depois do qua! se v a
Certidao da verba do Sello, que consta ha-
ver pago em 17 de Feversiro de 1830, a
quaotia de seuto e qua renta reis St.llo; de-
pois do que foro concluzos os autos ao
Doutor Provedor Geral, que o^Wes deu a
sua Sent ufa do theor seg mu te Salvo o
direito aos Orfaos neste Inventario descriptos
para em tempo hbil haverem do Jais, que
afolhas oito e verso, tao incuria! como es-
tpidamente se cabio com o interlocotorio
de fazer citar aos credores do cazal inventa-
riado, para virem justificar seos crditos, no
que passou de Juiz a Procurador das partes
credoras, e a Precomedor dos Orfaos; es
barrando assiiu a partilba dos bens discrip
tos, e avallados, que por firn nada ha para
fiartlhr, e ficarem desta arte par al nter*
ocotoric privados os Orfaos de sua legitima.
Brejo 12 de Mar$o de 1&0 Jacobina
Nada mais se continua de. (Preceda a es-
ta certidao a peiicaa a despache respectivo.)
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Na TrroMAfu do Diario. 1830.





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