Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00870


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Full Text
AUM XXXI. N. 148.

Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mozes vencidos 4,500.
>
QUINTA FEIRA 28 OE JUNHO DE 1855.

Por anno adiantado 15,000. # .
Porte franco para o subscripto!.
DIARIO DE PERNAMBUCO
KXCARREGAOS DA StliSV UII'CA'O-
Recite, o proprielario M. F. de Faria ; Rio (le Ja-
neiro, o SV.Jiwo Peralta Martina; Baha, o Sr. I).
lluprail : Macein, o Sr. Joaqum Bernardo de Men-
donca ; Parahiha, o Sr. Gervasio Viclor ila Nativi-
dade ; Natal,' o Sr.Joaquim Ignacio Pcreira Jnior;
Airaraty, o Sr. Amonio de I.emos Braga; Cear, o Sr.
Victoriano Augusto Borge*; Maranhao, o Sr. Joa-
qum Marques Rodrigues ; Piauhv, o Sr. Domingos
11 ere-alano Ackiles Pesoa Cearence ; Para, oSr. Jus-
lino i. Ramos ; Amazona*, o Sr. J mu; mo da Costa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 1/4 e 27 i/8 d. |por l
" Paris, 355 rs. por 1 f.
Lisboa, 98 a 100 por 100.
Bio de Janeiro, 2 por 0/0 de rebate.
Acces-do banco 30 0/0 de premio.
da coropanhia de Beberibe ao par.
da coropanhia de seguros ao par.
Disconto de lettras de 8 a 9 por 0/0.
METAF.S.
Ouro.Oncas hespanholas* ,
Modas de 65400 velhas.
de 6S4O0 novas.
de4000. .
Prata.Patacoes brasileiros. ,
Pesos columnarios, .
mexicanos. .
PARTIDA DOS CORREIOS.
29J000 Olinda, todos os dias
169000 Caruart'i, Bonito e GaranhunSTios dias 1 el5
16*000 Villa-Bella, Boa-Vista, Ex eOuricury, a 13 o 28
95000 Goianna e Parahiba, secundas e^r-^ias-feiras
1940 Victoria e Natal, as quinias-feiras^-
J*940 PREAMAR DE IIOJE.
159860 Primeira s 3 horas 6 42 minutos da tarde
I Segunda as 4 horas e 6 minutos da manhaa
AUDIENCIAS.
Tribunal do GlnSmercio, segundasequinlas-fciras
Rclae.o, tercas-feiras e sabbados
Fazcnda, tercas e sextas-feiras as 10 horas
Juizo de orphaok, segundas e quintas s 10 horas]
1* vara do civel^ segundas e sextas ao meio dia
2* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia
EPI1EMER1DI.S.
Junho 7 Quartominguante as 5 horas 27 mi-
nutse 31 segundos da manhaa.
14 La nova aos 8 mtiutos 31 se-
gundos da tarde
22 (Ruarlo crescente as 2 horas. 32 mi-
nutos c 40 segundos da tarde.
30 La cheia as 8 horas 43 minutos e
33 segundos da tarde.
DIAS DA SEMANA.
25 Segunda. S. Guhcrme ab.; SC Galano, m.
id Terca. Ss. -loa'* o Paulo irs. mm."; Sr Virgilio
27 Quarta. S. Lasdilo rei ; S? Zy.o m.
28 Quinta. S. Leao II n< S Arsemirio b.
29 Sexta, gi Ss. Pedroe Paul ap.*; S. Cyro.
30 Sabbado. S. Marca I b.; S. Lucira.
1 Domingo. 5." S. Aaro primeiro sacerdote da
ordem Lcviiica ; S. Theodorico ab.
PARTE FFICIAL.
60VERMQ DA PROVINCIA.
Expe4iente do dia 33 da Janho.
OflicioAo Exm. presidente da Paraliiha, remet-
iendo nm exempter da dcscrpc,ao da costa do Brasil,
ftila pelo 1. lente \ital de Oliveira, a quai por estar no prlo deixou
de acompanhar o relatorio da presidencia dirigido
a assemblca legislativa testa provincia. Tambem
remetleu-se aos de mais presidentes de outras pro-
vincias do norte.
DitoAo mesmo.Jdcvolvendo jolgados pela junta
de Justina os proressos verbaes feitos as pracas men-
cionadas na relarao que remelle.
Relarao a que se refere o officio supra.
10." balalhao de infamara addidos ao meio bata-
lliao provisorio da Parahiba.
AnspecadaManoel Firmo.
Soldado Domingos ilieodoro.
Antonio Querido dos Santo-,
o Manoel Alves Campos.
* Meio balalhao provisorio.
SoldadoJos Alves de Castro,
a Manoel Jos Bezerra.
Trajino Jos Rodrigue.
Manoel Joaquiro dos Sanios.
Joto Salvador Pinheiro.
i Manoel Cypriano do Nascimenteo
Jos de Souza Barbosa.
Cabo deesquadraManoel Ignacio da Silva.
DitoAo Exm. couselheiro presidente da relaco,
inleirando-o de que, por decreto de 21 de maio olti-
mo fora nomeado Jos Mara Brayuerde Souza Ran-
gel, scrvcnlnario viUticio dos ofcios de 2. labe-
liao do judicial e notas, escrivao do civel, crime c
privativo das eiccOces da comarca de Nazarelh.
Feram-se as ntcessarias commtiuicaces a res-
peilo.
DitoAo Exm. marcchal|commandantedns armas,
Irausmitlindo por copia o aviso da reparlicHo da
guerra de 2o de maio ultimo, mandando dar baixa
do servico, visto ter concluido o prazo do seu cnsa-
jamenlo, o soldado da companhia fixa de cava liara
desta provincia, Manoel Martins Garca.
DitoAo mesiuo, rcmelteode copia do aviso da
repartirlo da guerra de 21 de maio ullirno, no qual
se declara liavcr-se concedido passagem para a lucir
do 6." balalhifl de retentarte, ao alteres secretario
do >. da mesma arma Manuel Francisco Imperial.
Communicou-sc ao inspeelorda thesouraria de fa-
zcnda.
DitoAomcsmo, dltendo qne,pela Ic-itura do avi-
so qne remelle por copia,da repartirn da guerra de
30de maio ultimo, licar S. Exc. inleirado deque
se mandn addir ao balalhao do deposito o capilao
do 2." de intentarte Jos Joaqunn da Silva Coste.
CommuQcou-.-c thesouraria de fazcnda.
DitoAo mesmo, enviando por copia o aviso do
ministerio da guerra de 28 de maio ultimo, delermi-
nandoque slgam paraa Parahilia afim de serviem como
arididua nnmeio hatalhas daquetla provincia,os alte-
res do 10. Uatalhao de infanlarin Jo^ d'Avilo Ri-
lancourt Nciva, e do 2. da mesma arma Jos Carlos
de Oliveira Franco.Inleirou-.-c
fazenda.
DitoAo mesmo, transmitlindo por copia o aviso
do 1." do correnle. ein que o Exm. Sr. ministro da
guerra, nao s mandou desligar do 10." ballhflo de
abatana, o particular l. sargento Martiniano Lo-
pes Macicl, que obleve pastagem para o 1." da mes-
ma arma, mas larabem exige a gaia deva praca.
DitoAo mesmo, remetiendo copia do aviso de23
de maio ultimo, pelo qoai o Exm. Sr. ministro da
guerra mandaudo desligar do 9.o batalliao de infan-
laria o soldado Gregorio Goncatves Subtil, visto ter
ohlido passagem para o balalhao de engenheiros, exi-
ge ao mesmo lempo que Ihe seja enviada a goia do
referido soldado.
Dilor-AoThesmo, (ransraillin.lo por copia o aviso
do mini-lerin da guerra de 28 do maio ultimo, man-
dando dar baila ao soldado da compita h i a de arlifi-
ces JosJoaquim dos Santos, por ter sido jalgado
incapaz de continuar no servico.
DitoAo mesmo, enviando para lerem o conve-
niente deslino, a fe de offlcio do capilao do 10. ha-
lalli,o de intentarla Manoel Luciano da Cmara
Guaran, e a relapso dasalleraroesoceurridas acerca
desse oflicial no mez de maio ultimo.
DitaAo mesmo, inleirando-o de que, segundo
runstou d? aviso que remelle por capia de ."> do cor-
reule, se majidou rccollier *o balalliao 9.o de inten-
tara, por .vsim o haver pedido, o alferes do mesmo
balalhao Manoel Erasmu de Carvalho Moura, que se
acha na corte.
DiloAo chefe de polica. Em solucao aos od-
rios de V. S. sob ns. 193 e 394 e datas de 10 de
marco e 21 de maio deste anuo, transmillo-lhe por
copia nao sootTicio que me dirigi o Exm. presi-
dente da provincia do Rio de Janeiro em 30 de abril
ultimo, mas lambem os documentos a qoepllese re-
fere, indo anncio aos mesmos documentos o bilhete
u. H27 da 21.' lotera concedida a favor da cons-
trnesao e reparos das malrizes da referida provin-
cial. ,
DitoAo mesmo, transmiltindo por copia o aviso
circular da repartirlo da justica. de 26 da maio ullirno,
solicitando informacocs acerca da subdito russo de
nome Vctor Pakouleff.vindo para o Brasil em 1851,
com pasjaporte do governo gernl en S. Pelersburgo.
DiloAo mesmo, inteirnndo-o de haver anlorisa-
do.ao iu-pector da thesouraria provincial a pagar,
otando nos termos legaes, a'tdespeza na importancia
de 119000 rs. leita com a conduccHo para e-ta cidade
ilo armamento apprehendido na villa de Garanhuns.
DiloAo juiz relator da junta de juslica, tr;ms-
mittindo para sercm relatados em sessao da mesma
Jnnla, os processos verbaes dos soldados do 8." bata-
lltilo de infanlaria. aJos Antonio de Souza e AdHo
Custodio.Parlicpoo-sc ao Exm. presidente da pro-
vincia das Alagoas.
DitoAocommandante superior da guarda nacio-
nal do municipio do Cabo.communicaudo que, por de-
creto de 2 de abril ultimo, forajj Humeados para os
pnslos do eslado-maior d'aquelle eommando supe-
rior, o> cidadjjlos mencionados na relarao que remelle,
os quaes devem pagar os direitos e emolumentos cor-
respondentes as suas patentes.
Relaeo que se refere o officio supra.
Major ajudantc de ordens.
Manoel Jos de Siqueira Cavalcanti.
Direitos......709000
Sello.....
Emolumentos .
DitoIgnacio de Barros Brrelo.
Direitos ....
Sello.....
Emolumeulos.
Caplilo secretario geral.
Jos Paulo do Reg Brrelo.
Direitos ....
Sello......
Emolumento*.
9160
1S9000
70900
9160
119000
309000
9160
109000
Capillo quartel-mestre.
Estevao Jos Yellio Brrelo.
Direitos......509000
Sello........ ;|(0
Emolumentos. 109000
Capilao cirurgio-mr.
Ignacio Nery da Vonseca.
Direitos ....
Sello......
Emolumentos.
3O3OOO
9160
109000
para Ihes communicar o preciso impulso, e obrigaj
os respectivos ofliciaes de justica a executar as dili-
gencias deprecadas : manda o governo imperial que
V. Etc. expeca as convenientes ordens. para que
assim se proceda d'ora em dianle nessa provincia.
Dos guarde a V. Exc. Jos Thomaz Xabueo de
Araujo.Sr. presidente da provincia de Pernanr-
buco.Cumpra-se. Palacio do governo de Pernam-
buco 23 de maio de 1833.t'tgucircdo,
:l.#Seceso.Rio de Janeiro.Ministerio dos ne-
gocios do imperio em 8 de junho de 1833.
lllm. o Exm. Sr.Fieo inleirado do que V. Exc.
refere em sen ofticio n. 07 de 20 de maio ultimo,
acarea da falta da unta das malas do eorreio de-la
corte, conlendo 787 cartas, a qual devia ser trans-
portada no vapor brasiletro Imperador, e que nem
nesse|vapor nem no Great Western ia companhia de
Soulhampton foi encontrada, o que deu logar ,i
providencia que V. Exc. lomoii e de que da conta,
de mandar abrir com as convenientes formalidades
as malas, que eram destinadas s provincias, que
ficam ao norle dessa, resultando seren encontradas
as referidas cartas em urna mala da provincia do
MaranhSo ; e declaro V. Exc. que merecen ap-
provac,ao do governo imperial a providencia, que
em tal circumslancia lomou V. Exc. com o fim le
evitar os prejuizos e o transtoroo da nao recepcao,
no devido lempo, das memas cartas, e que nesta
dala dou as ordens necessarias para se verificar a
causa dessa occurrcncia, e para que ella se nao re-
pita.
Dos guarde A V. Exc.Luii Pedreira do Coulo
Ferrar..Sr. presidente da provincia de l'crnam-
buco.
Nesle senli.lo ofliciou-sc thesouraria de fazeoda.
UtoAojte municipal de Goianna, remetiendo
para ser entregue ao juizdc direilo Jss Nicolao Ri-
gueira Costa, um oflicio communicando-lhe ter sido
nomeado chefe do polica do Rio-Grande-do-Norlc, e
recommendando qne Smc. nos termos do arl. 22 do
decreto n. 687 de 26 de junho de 1830, certifique em
que dia laceJagH scmelhante entrega.
DitoAojui/. ile dircito Herculano AnlonoS'erei-
ra daCunlia, communirando que, por decreto do I.
do correnle, foi Smc. removido do lugar de chefe de
polica do Rio-Grande-do-Norlc, para comarca de
Goianna ncsla provincia.
DitoAo director da rcparliijo das obras publicas,
inteirindo-o de haver expedido ordem a thesouraria
provincial para que quaulo aules mande pagar a iin
porUncla oas r.-riaSThw trabarha orcsdirqnelTi repat-
ticao, seguudo a nota por Smc. rcmcllida a mesma
thesouraria de U'caouraria.Ofliciou-sc a esta.
DiloAo Dr. Jos Soaresde Azevedoninteirando-
0 de o haver designado para exercer interinamente
as ronceos de director do lyceu desta cidade, visto
haver o Dr. Vicente l'ercira do Reg tomado pos-
sedo lugar dejlcnte substituto da Faculdade de Cire-
lo.Fizeram-se asnecessarias communicacOcs a res-
peito.
DiloAo inspector da thesouraria provincial, ap-
provandn a arrematado que fez Abilio Fernaades
Trigo de Loureiro, da obra dos reparos do 7." Unco
da estrada do sul com o abale de 21 por cenlo no va-
lor do respectivo nrcamenin, e sendo fiador Antonio
Francisco Xavier de Vasconcellos.
DiloA mesmo, para que aviste do orramentn e
clausulas que remelle por copia, mande Smc. por
em hasta publica a obra da estrada da Magdalena, isto
lie, o primeiro lauco da de Pi d'Alho.Communi-
cou-se ao director das obras publicas.
DitoAo mesmo, dizendo que. nao tem appare-
cido,licitantes para a arrematarlo, dos pedagios das
bjrreiras da Tacar una, Giquie Molocolomb, man-
de Smc. rrccadar-los por adminislra(ao.
DiloAo mesmo, approvando a arrematarlo que
fez Luiz da Cuta Porto-carreiro, do pedagio da pon-
te de Bujarj, por um Iriennio, sendo fiador Pedro
Alcxandrino Rodrigues Lina.
PortaraAo director do arsenal de guerra, para
fazer apromplar, afim de serem remedidas ao meio
balalhao do Cear conforme se determina no aviso
qne remelle por copia, 280 espingardas do adarme
17 com bayonetas.
*Por madama C. Reybaud.
3." Seceso.Circular.Ministerio dos negocios da
justica.Rio de Janeiro em 21 de abril de 1855.
Illm. e Exm. Sr.Ponderando o Sr. ministro da
fazenda, em aviso de 11 do correnle mez, que a pra-
lica seguida em alguns lugares de passarem-se man-
dados para cumprimenlo dos precalorios dirigidos
por parte da fazcnda nacional pelos juizes dosfeilos
acarretava despeza ,1 mesma fazenda, em algumas
provincias, avultada e muilas vezes improlicua,
petes emolumentos a que he obligada por taes man-
dados, quando lhe parece que o simples despacho de
cumpra-sedado nos precalorios competente-
mente expedidos, he jurdica a legalmcnle bstanle
VI
1 '.mu ettoilo o coitda^ liavte pmtida sem despedir-so
da familia. A rrislea reinou durante muilos dias
no clslello, depois aplacou-se, e anles do viajante
haver sabido do porto j fsziam-se projectos para a
sua volta.
Logo qe o eavaTlblro ficou livre t lodos e-ses
cuidados, Iratoii dasorle de Mimi. e tcnion primei-
ramente arhar-lhe urna ternilla. Os apis do po-
bre saltiintianco fomeciam imlicacries snfticieiites
sobra seu prenles, e revelavam mesmo urna parle
das vcissitudes de sua existencia. Era nmn historia
vulgar e deploravel. Tinha nascido em urna peque-
a cidade do l.anguedoc, chamarva-se Eslev.lo Tire-
Ion, e exercera ate a idade de vate e cinco anuos o
onicio de barbeiro ; mas depois casara com urna des-
aaa actrizes que rcpresenlam na Teira* o as enCru-
zilhadas. E-sa sirigaila nao podendo afazer-se ao
modo de vida do marido, fez rom que file feMrasse
a loja c abrarasso a profisso de artisla. tmi foi
daila a luz beiri de urna estrada publica, e .1 mai j
morreu em urna dessas hospedaras horriveis, em qne
alojara-se os viajantes cuja, bacagam reduz-ae a al-
guns vestidos atados em um lencr. Depois desse
aeonleciment", Estevao Tirelon leve a idea de vol-
lar, ao seu anlig otlico ; porm os hbitos da vid'a
nmada prcvalcccram sobre essa boa inspirado, tor-
nou a partir teudo a rabeca debaivo di bra^o, e a
patn lilhinha .10 hombro. Felizmente eau menina
era de compleii.ao san a vigorosa ; na idade de qua-
tro annos ja dansava e apreseulava a bandcjiiha. O
excrccio continuo desenvolveu-lhe cedo as forjas :
era flexivel a ligeira como um goto. O povn maru-
vilhava-se vendo-a pastar testamente entre os vares
de urna cadeira com um copo de agua sobre o na-
riz, e muilas vezes o proprio pai admirado do seu
vtejM e de sua agilidade, grilava-lhe com alegra :
Bravo I meu dabinho, bravo !
f) Video Diario n.ll 7~~
Tinham percorrido assim muilas vezes a Franca,
quando o pobre ssllimbanco morreu lao desgracada-
mente.
O cavallero escreveu a lim lio de Estev.lo Tirelon
para dar-lhe esa triste noticia e expor-lhe sa situacao de Mimi. Esse lio Tirelon era nm ve-
Iboarlisla que passava com razao por. um dos ho-
mens mais honestos de sua cidade. Era viuvo e sem
llhos ; mas na falla de descendencia direcla eslava
rodeado de toda a familia Tirelon, a qual era mui-
lo numerosa c cnsulerava-o seu chefe. S as pro-
vincias e mui longe de Paris he que acham-se anda
verdadeiros artistas : Os das cidades grandes sao (pe-
pas-ebreiros. As familias do artistas eslabelecidas
de pais a llhos nos lugarejos lem as ideas saa.s, as
rirtudcs humildes e ossentimentns de honra c de
disnidade verdadeira, cujo exemplo sempre foi-lhes
dado pela burguezia. Segue-se naturalmente que o
Purgue que vive de suas rendas, 011 que exerce urna
prossao liberal, considera seu igual o artista que
Koaislc de um (rabalho manual, e suas retornes sao
natiiracs e facis, porque sle nAo lem as mauciras e
hbiles repulsivos f\o obreiro.
O lio Tirelon rounio urna especie de con-elho de
familia, e depois da deliheracao, escreveu ao caval-
lero a caria seguntc :
o Senhor cavallero de Kerhrejean:
Venbo em nome da familia agradecer a V. S. a
geuerosidade que leve de recolhcr em sua casa a fi-
lli.i do nosso finido sobrinho Eslevao Tirelon. Foi
um grande desgasto e urna vergonha para nos o ca-
samenlo desse rapa/, que al entilo s nos tinha da-
do prazeres. Elle nao era fallo de bons senlmen-
los, mas tinha um cnacao fraco c penco amor ao
lialialho. Sua Iraquc/.a iuduzio-o a casar com urna
crcalura, para a qual nem devia ter olliado, e depois
sua inclinaeao ; Ociosidade decidio-0 a ir ganhar a
vida sem IrahaPio. Com quaulo elle nunca nos Ic-
nlia escrpio, retobemos noticias suas por pessoasda-
qui que cneoulraram-no ha pauto na cidade de Leao,
e einercunhmo-iios onvindo dizer que fazia de pa-
Ibaen as eneni/ilhailas c apanhava moedas de dona
sidos como um mendigo. Agora que morreu, he
nosso dever pcrdnar-lne, e o tezemos de boa vonla-
de, roganJo a Dens que leulia misericordia de sua
alma.
(juanlo desgracada meniua que elle dexa nes-
le mundo, nossa intencao he fazermns-lhe bem se-
gundo nossos mcios ; mas nao podemos recebe-la na
nossa familia por muilas razes. \ primeira he que
jamis nos esqueceriamos da mai, que deu-a a luz,
i i-o alastaria a amizade de nosso corarao. Depois
ItelarSo dos criminosos recolhidas a cadea de filia
Helia durante o mez de mato.
Jos da PaixSo ; criminoso de morte no termo le
Pianc, na pessoa de Luis de tal, para onde j com-
muniquei, c criminoso nesle termo, pelo que est
pronunciado 110 artigo 205 do cdigo criminal.
Jos Severrro ; crime de resistencia, lomada de
presos, pronunciado no artigo 120 do cdigo cri-
minal.
Manoel Jos do Nascimento ; idem.
Antonio Liberato de Moura ; idem.
Beinvenuto Jos de Moura ; dem.
Paulo Benedicto de Sant'Anna; por ser encontrado
armado de bacamarte, puuhal c cartuxeira : esla
processado.
Paulino Jos de Fonles ; pronunciado no artigo
192 do cdigo criminal, por 1er assassiuado em 1830
o subdelegado da Baixa Verde Jo Pedro de
Gusm.lo.
Vicente Ferrera Bicho ; pronunciado no arti-
go 206.
Manoel dos Alijos; vagabundo, c haver descon-
fianza de ser criminoso no termo d,i Ifoa Vista, de
onde veto para estf termo, e a rcspcilo pcdi,cscla-
rccimeulos.
Culdiuo Jos Vieira ; criminoso de murlc no termo
do Buqne aondeja foi cercado, resisti c matou um
soldado da escolla, cercad -aqui .-r-islio e sabir,
baleado.
Francisco Lopes ; rccrula.
Joaquim Lopes ; ladiao,
Jonquim Cavalca'uli ; criminoso de morte na
provincia da Parahiba, foi capturado na comarca de
Paje de Flores.
Ilelarao do criminoso preso pelo destacamento ro-
lante no termo de Tacaratu'.
Jos Manoel; criminoso de raurleem Malla Gran-
de, provincia das Alagoas,
Delegada do termo de Villa Bella 1 de junho de
1853.Manoel da Cunha It'anderley Lins.
COMMANDODAS ARMAS.
Quartel-general do eommando daa armas de
Pernambaco na eldade do Recife, em 27 de
janho de 18S5.
ORDEM DO DA N. 71.
O raarcchal de campo commandaute das armas
declarando para os fins necessarios, que o goyerno
de S. M. o Imperador houve por bem, por aviso
expedido pelo ministerio dos negocios da guerra na
dala de 21 de maio ultimo, conceder passagem para
o 8." balalhao de infanlaria ao Sr. alferes do meio
balalhao do Ceara Coriolano de Castro e Silva, se-
gundo conslou de officio recebido da presidencia fir-
mado hontem, determina que este senhor oflicial es-
leja promplo a seguir para a provincia das Alagoas
no primeiro vappr procedente do norle.
Jos Joaquim Coelho.
Conforme.Candido Leal Fcrreira, ajudaute de
orden encf regado do delalhe.
EXTEBIOR.
ATTENTADO CONTRA O IMPERADOR DOS
FRANCESES.
Audiencia da Cour d'Assises do Sena em 7 de
maio.
PresidenteMr. Parlaneu-Lafosse.
Ao entrar na sala soubemos que M. Paillct que
est incommodado ha algum lempo leve de ceder
hontem de larde a defeza que lhe linhn sido encar-
regada a M. Benoil C'iampy, ex-representenle do
povo, membro do conselhoda ordem dos advogados
e deputado.
n5o poderiamos arhar-lhe para marido um rapaz ho-
nesto, c ella nao viveria feliz entre nos vendo-se des-
prezaila.
Rogo-lhe, senhor cavallero, que acabe a obra
boa que comecou, e encarregue-sc da sorte dessa po-
bre crealura. Com a proleccao de V. S., ella pde-
la entrar em casa de obreros como nos, que nao sa-
bendo quem era seu pai e sua mai, a itrio com
bon olhos se ella porlar-se bem. e lhe ensinarao a
ganhar a vida honestamente. A familia contribuir
para esse effeilo ; pois n,lo queremos que ella fique
as rostas de pessoas eslranhas.
n Tendo tomado a liberdade de expor a V. S. nos-
sa resolueao c pedir-lhc tao grande favor, resta-me
senhor cavallero, assegurar-lhe o reconhecimento c
respeito profundo com que lenlio a honra de ser de
V. S. servo humilde e Obediente
Joao Bllev3o Tirelon.
O cavallero moslrou esta carta a Gertrudes, e pe-
dio-lhc o sen parecer.
Esse bom homem lem razo, disse a exccllenle
mulher, a pobre Mimi nao seria feliz entre seus p-
renles, pois nada lem do que noderia ganhar-lhes a
amizade, ella os irritara a cada instante pelas suas
ideas eslranhas.
A vida errante que tem passado nao inclina a
virlinle, ohscrvoii n cavalleirn meneando a cabera.
Ella esla pura como urna menina que acaba
de nascer, disse Gertrudes vivamente ; na falla de
cdiicacao e de senlimenlos religiosos tem conservado
ao menos sua santa coroa de innocencia.
Nao sei a quem poderiamos confiar essa pe-
quena, lomou o cavallero ; aqui ningaem poder.-i
encarregar-se della ; seria necessario enva-la a
Morlax.
Iicrtrodes mencou a cabera, dizendo :
Ella nao firaria l olo dias, seria reenviada,
porque, he indcil c inlciramenle incapaz de um Ira-
halho assiduo. Ja que o senhor cavallero permit-
Ic-mc qne d minha opinio, propnnbo-lhc anles
conserva-la aqui. Procuraremos dar-lhe alguma edu-
carao, e Irene lomar parte Man boa obra. Ella
anda esl triste pela partida do senhor conde ; a
presenca de Mimi a dislrahir...
Ella lera una singular companheira, respon-
deu o cavallero sorriuilo : com ludo rrcio que Vme.
lem razao, a sorte dessa menina sera mellior aqui do
que em qualquer oulra parte, Vmc. lhe ensinar a
tr-ilMih.il e ella vira a ser coslureira, camari-ta,
emfim o que poder ; e sera sempaa mellior do que o
Irisle ollcio que exercia com o pai.
Os nomes das testemunhas que lem de inquirir-se
s3o os seguinles :
Ilarvoyx, inspector geral da polica as residen-
cias imprteos.
Allessandri, brtgadeiro de polica.
Maeslrai, inspector de polica.
Chaussc, brigadero dos agentes Sa polica.
Bechel, inspector do servico de seguianca.
Fremccaci, inspector as residencias mperiaes.
Toumcor, insperlor do servico de seguranra.
Trcvet, armeiro.
MadameMichclel, proprielaria.
Mallel, sapaleiro.
Duponl, porteiro.
Madame Lameaux, porteira.
I.ameaux, bolequintero.
M. Roulland procurador geral oceupa o lugar de
ministerio publico.
As dez horas e um quarto procede-sc ao sorleio
dojuiy.
Alguns minlos depois he introdozdn a aecusado.
He um homem de baixa cslalura, vestido com um
casaco cor de caslanha, barba prela. A sua testo he
muito proeminente.
O presidenteAccusado, como vos chamis ?
Giovanni Pianori.
A vussa idade '28 annos.
Onde nasceste '?N&o me record.
Nao foi nos estadas Romanos'.' Sim, senhor.
Onde moraveis ltimamente.Na ra Notre Da-
me de Gr.ncc, 3.
Os jurados prestam juramento.
O presdeme ao defensor M. Benoit, embra-
mos-vos as disposicoes do art. 311 e convidamo-vos
a conformar-vos com ellas.
O escrivao l o acto da acensadlo, assignado, por
Roulland, procurador geral, e que he o seguinle :
Jean Pianori que lomou em um passaporte o no-
me de Antonio I.iverani nasceu em urna das provin-
cias Romanas, cujo nome n3o quiz dizer.
He solteiro e exerce o oflicio de sapaleiro. Con-
fessou que em 1819 fazia parte como soldado vo-
Innlario, diz elle, doexercilo insurreccionario Ro-
mano asrdeos de um dos chefes revolucionarios
que o commandavam enl.lo e que elle diz nao ter
conbecido. Por esla poca foi abrigado a sabir dos
estados Romanos e refugiou-se com outros muilos
no Piemonte, onde eslevevarios annos al ao fim de
1833 ou principios de 1851.
Nesla poca parti para Marselh.i, onde eslevo al-
guns mezes com o nome de I.iverani, Irahalhando
para os marinheiros ; pelo menos lie o que ello diz ;
depois percorreu varias cidadea la Franca, Lyon,
Chaln c afinal Pars onde lomou uina lcenca para
residir com o nome de I.iverani, sem que pareja
que procursso no Irahalho mcios seguros de viver.
Tinha sido recommendado a um Sr. Mallel, meslre
sapaleiro, que ronsentio em dar-lhe que fazer, po-
rm tendn! Pianori desconlculado, foi prompla-
menle despedido.
Depois de residir alguns mezes em Paris parlo
sbitamente para Londres, onde diz elle que fra
pastar tres mezes. Qual foi o motivo que o fez
sabir de F'ranca '.' Elle nao o declara, mas pode
affirmar-sc com certeza que nao foi a falla de Ira-
balho, porque em Paris elle nao quiz tirar partido
do que lhe era ollerecido.
Seja como for, chega a Londres em de/.embro
de 1835, e all acha de repente meio de ganhar 2
libras e meia por semana, como elle declara, mas
nao pode dizer o nome do mestre que lhe dava
que fazer por tal salario, nem a sua morada, nem
mesmo o bairro em que esli situado o seu estabele-
cimento.
Pianori ganha portante i e meia libras ou 65
f. por semana, e acha meio de economisar, diz elle,
30 f. por semana ; ora elle esleve (res mezes em
Londres, e por isso quando parti podia ler urna
somma de 300 f. se fosse verdade o quo elle diz.
Porm islo he tao impossivel, como inverosmil ;
nenhum operario pelo oflicio do accusado pode ga-
nhar em Londres um lal salario e economisar som-
mas tao consideraveis, depois de pagas as suas de
pezas.
De repente, em lugar de se couservar em ums
posjr.lo tao vantajosa, sahe de Loqdrcs a 26 de mar-
co e volla a Pars.
Que fez elle desde esla poca? O Sr. Michelel,
morador no boulevard Pigale 10, a quem elle tinha
alugado um quarlo, declara que Pianori o qual
anles da sua volla de Inglaterra pareca ter que fa-
zer e muilo alegre, nao liabalhava desde que esla-
va oulra vez em Paris, e paiecia preoecupado de
um projeelo que lhe absorvia toda a attencao. Pode
pois aflirmar-sc que Pianori he s operario de nome,
cque nao heao Irabalho que este homem deve ha
muito lempo os seu- meios de existencia. As suas
ir.aos nao lem signacs de um Irabalho grosseiro, e
quando foi preso Irazia botas envernisadas, que nao
foram fetas por elle, c que elle comprou apezar do
seo preco elevado.
Presenle-se j, sabendo-se o abominavel crime de
que Pianori he accusado, o immenso inlercsse que
elle lem em dissimular a fonle dos recursos de que
lem vivido ha ja bastante lempo, e os motivos qne o
fizeram vagabundear de Marselha pira Lyon, Cha-
Ion, Paris c Londres.
Soldado da insurreicao de 1819, Pianori conser-
vou-se desde essa poca fiel a sua bandeira, e em
1855 achamo-lo o mesmo que era lia seis annos.
Foi assim que Mimi Tirelon ficou debaixo do le-
lo dos Kerbrejeans.
A boa Gertrudes emprehendeu immcilialamontc
esclarecer e domar esse espirito ignoraule e selva-
gem, applicou-se a isso com lodo o ardor de sua al-
ma verdadeiramente caritativa, e seus esforcos nao
foram inuleis. Mimi tinha urna intelligencia fogosa
que lornava-a, sem embargo de sua preguira exces-
siva susceplivel de recebar alguma mslrucrao.
Aprendeu promplamenle a Icr, e no lim de alguns
mezes achou-se em estado de escrever soffrivelmcn-
le urna carta ; mas ah pararam seus progresso. Sua
linguagem e suas maneiras lambem nao lardaram a
modificar-sc ; ella imitou naluralmenle as pessoas
que rodeavam-na, e Icria sido difficil reconherer a
dansarina das ras nessa rapariga circumspecta, de
falla um tonto lenta, e de ar iodlTerenle e modesto.
Todava nao eslava 1.1o mudada quanlo sen exterior
poda fazer suppor. Gertrudes bem o sabia, e dizia
s vezes ao cavallero suspirando :
Esa menina nao lem nada no corarao nem
no.espirito ; creio que nao ama a iiingucm, nem
mesmo a Irene, que Irata-a com lana hondade ;
ella nunca pensou na vida futura, e quando roga a
Dos he cora os beieos smente. Emhora nao falle-
Ihe intelligencia, he urna (Miga para ella abrir um
livro ; lambem mao gosla do Irabalhn manual, c se
fosse abandnala a si mesma, nao sei em que empre-
ara o da.
Ern nada fazer, responden o cavallero philo-
sophicamenlc ; ella he presuicosa como urna cobra.
Que quer ? A ociosidade est em seu sanguc, e des-
de a infancia nada lem feilo senao passear pelas es-
tradas. Convion reformar-llie ao mesmo lempo a
ndole e os hbitos. Voss emprehendeu urna tre-
te dillcil, innha chara Gertrudes.
He verdade, responden ella com um brando
sorriso ; mas se nao bouvesse alguma difliculdadc
em fazer o bem, onde estara o merccimenlo '.'
Mimi nunca pronunciava o nome do pai, nunca
fall.iva, mesmo iudireclamcnle, dos primeiros anuos
de sua vida ; ler-sc-bia dilo que sua existencia da-
lava do dia em que entrara na casa dos Kerbrejeans.
Sua physionomia lomara onlro carcter ; era seria,
fria e quasi impassivel, e. rousa admiravel. nada em
suas maneiras fazia suspeitar a flexibilidade c o vi-
gor muscular que devia primeira edurarao. Ca-
minhava lenta e indolentemente, como nina pnaanJ
creada rom delicadeza e que leme a fadiga. Quando
no passeio ncontrava-se algum regatinho, Irene
alravessava-o sallando sobre as pedra, e chegando
contpirador exaltado, recorrendo ao assassiuio para | ler no dia 28 de abril de 1855 em Pars commeltido
fazer tingar as suak execraveis donlrinas polticas, nm altentado contra a vida ou pessoa do impe-
la nm merque el|e sabio de Londres, o centro dos j rador.
mais audnzes agitadores, desses homens
a quema
raiva de tereni sido vencidos Impelle ao furor, e
que rhegaram 3 tal ponto que o appello ao crime be
para clles o nico meio de salisfazer os seos projec-
tos ambiciosos, os seus appeliles maleriaes, c a sua
neressirladc_ do poder.
No meio dcstes refugiados he que Pianori lam-
bem refugiado pasin varios mezes. Debaldc elle
o nega ; os fados fallam mais alto do que as suas
negativas aecusam-o fortemente.
Em Londres confessa que comprou por 130 fran-
cos a pistola de slos canos, que se lhe encontrn
na m,1o quando acabava de a dcscarregar contra o
Imperador; de LoiJdres he que elle troxe tamham
dnas pistolas simplds. qne lhe foram encontradas NO
momento da sua criminosa tentativa. E para que
eram essas armas'.' Elle dizque comprara a pisto-
la de dona ranos para fa/er negocio, e que recebera
as. outras duas de um criado para quem tinha tra-
balbado, e que Ibas deu em pagamento quando par-
lia para America. Tal resposla nao merece refuta-
cao, c dcslroc-se palo que lem de absurda.
Senhor deslas armas, Pianori sabe de Londres e
volta a Paris em 2(| de marco.
Sabc-se agora qn^ elle n.lo Irabalhou seriamente,
c cnmtudo acliou meios de arranjar vestidos de luxo
e um punhal do prjec/) de 11 f.
Passou nm mez na inacrao e no deboche, por-
que na vespera da sua priso duas mulhercs de m
vida vieran) procura-lo ao seu alojamenlo, no que
elle concorda. *
Durante um mez em que nao Irabalhou, lomou
cuidado de occullar as suas rclaces, e os seus pas-
aos, e foi (al a sua reserva que conseguio escapar a
toda a vigilancia.
No dia 28 de abr|l Pianori sahe de seu domici-
lio do mauhaa. Vai armado al aos denles ; a pis-
tola do dous canos, carregada e escorvada leva-a
pendente da cinta, as duas pistolas simples lambem
carregadas e escorvadas occullas nos bolsos das ral-
cas, o punhal junloj com ellas, c urna naVa|ha bem
aliada. Debaixo do vestido leva lambem am boncl,
para no caso de nao ser preso depois de commelti-
do o crime, poder trora-lo pelo seu chapeo e fugir
com mais segnranga. Assim preparado Pianori. tra-
quino, fri, senhor de si como os assassinos resolu-
los, parte para os campos|Elyseos.
Elle bem sabe quo o imperador ha de passar por
aqu, por que he para este lado queS. Magextode
costuma dirigir o sm passeio. Sabe que o impera-
dor sem dcs^oulianca nao lie acumpanhado de se-
quilo, descancan Id no respeito c dedicaran de lo-
dos os que o rercam. A occjsiao hefavoravel para o
accusado, c posto de emboscada espera a sua vic-
tima.
Com effeilo petos 3 horas c meia da tarde o im-
perador sabe de Paris pela barreira da Estrella cm
direecao ao bosque de Itoulogne.
l a cavallo, sem escolla, acempauliava-o urna
nica pessoa. ; .
Pianori que eslava no passeW, atrnvessa-o cm
parle c liega a 1 ou 5 pasaos do imperador ; depois
tirando de repente a pistola de dous canos, dcscarre-
ga os dous tiros nm apoz oulro sobre S. M.
A Providencia n.lo permllio que tao cobarde at-
tentado se eamprMW. O imperador que tinta pa-
rado, pode Iranquillisar inmediatamente a mulli-
da, que se (ata reunido cm volta delle, lao indig-
nada do crime quanlo vida de contemplar na atli-
lildc e feic/ies do soberano o sangue fri corajoso
que nunca o abandona.
Umageule, que este no Ihealro do crime, prc-
ciplou-se sobre Pianori no momento cm qocesle
furioso, lirava urna segunla pistola, agarrou-o e
conseguio impcd-lo de fazer urna nova tentativa.
Appareceram outros agentes da terca publica e
Pianori foi entregue em ponen as mitos da justica.
Elle nao negou o seu crime, nao o nega ainda boje
e procura explica-lo, dizendo que quer mal ao impe-
rador por causa da expediccao de Roma a qual diz
elle que arrunou o seu paiz e sua familia.
L'm paiz este efleclvamenle arruinado aos olhos
dos desordeiros, quando nelle est reslabclecida a
ordem, respeilada n autordade, c sobre ludo quan-
do as pessoas honradas se reiincm conlra o inimigo
commum, e rcpellem os ladroes que com o nomo de
homens polticos n|o lem oulro objeclo em viste s-
nao despojar todos aqnellei que com o seu Irabalho
e economa lem podido adquerir ou ronservar alguns
bens. He dcsle partido que Pianori se fez o ins-
trumento ; he deste partido,que elle quiz com um
odiosoassas'inio favoreceros appeliles e as vinganras.
Poder acredilar-se no seu odio ao imperador,odio
comclteto bou lar lio, e que esperou lano lempo
anles de fazer explosao '? Nao.
Pianori nao foi (evado por senlimenlos de inmi-
zade pessoil ; assassino resoluto c pago, foi o br.-.ro
do partido que lhe forneceu o punhal e as pslolas'e
que ao todo desles nstrumentos de morte poz na mao
do sicario o ouro cj a praia de que se lhe enconlrou
parte quando foi preso..
A Providencia, tornamos a dizer, dcsviouum gol-
pe tao oJioso, frjislron a (rama, e se a Franca nao
tem felizmente a la,neniar um novo regicida, 1 jus-
tica nem por isso deve deixar de julgar o culpado, e
impor-lhe a pena lao justamente merecida.
Em couclusao, ( iovanni Pianori he accusado de
oulra margem cha nava Mimi ; mas esla nao lente-
va segui-la, c pre cria acompanhar o cavallero ale
aopassadico, pod iodo saltar p correnle com muila
l.icih la le. Cnmajiud' linha-sc reparado que esses
hlalos 11,1-1-1,1111 )e um partido tomado, c nao de
una inclinaran natural ; pois Mimi aprovcitava.os
momentos em que eslava sosinha para eslender de
alguma sorte os ni :scu!o> : urna camarista curiosa a
tinha visto pelo furo da botadura saltando sobre o
tapete do salao, e azendo voltear por cima da cabe-
ca a bengala d,o c; valleiro.
Madamesellade Kerbrejean nao linha a Mi ni es-
sa amisade lerna i profunda que nao pode existir
sem certa semclhanra de educagao e de carador,
nao linha feilo del sua amiga nem sua companhei-
ra ; porm amava -a por habito, e lalvcz lambem
poique nunca Uve "a perto de si ontra pessoa de sua
idade. Mimi n3o I izia-llie compahia 110 salao, nem
quando ella I rab lhava junio do Gerlrudes ; mas
rio ontravam-sc ajardina, e quasi lodosos dias o
cavallero levava-ajs ao passeio. I'ma especie de fa-
miliarjdadc nascei mui naluralmenle dessas rela-
COes. Irene tralav.i Mimi por tu, esta do sua parle
ch.ur.ava-a sempre senhora, mas dizia-lhc sempre
seus senlimenlos com muila liberdade. A mor par-
le das vezes era Irepe quem condescenda as pe-
queas desavenras pois um insliiiclo generoso a
indu/.ia incessantenicnle a noupar.a susceplibilidade
de Mimi.
O cavallero nonxpcrimeplava grande svmpalhia
pela sua proteg,!;, porque linha precisamente os
defeilos que elle me
rependia-se de ler-l
Crime previsto pelo arl. 86 do cdigo penal, qae
diz:
O nllcntodo contra a vida ou conlra a pessoa do
imperador sera castigado com a pena do parricidio.
O tlcnlado conlra a vida ou contra a pessoa dos
membrns da familia imperial ser castigado com a
pena de morte.
S;guc-sc o interrogatorio de Pianori. O accusa-
do exprime-se com grande diiliculdade e emprega
muilas vezes palanas italianas.
< 1 presidente l dous despachos lelegraphicos da-
adosdeS e 5 de maio, e dirigidos pete leeirjto de
Franca em Boma ao Sr. ministro da juslica.
0 primeiro desles despachos diz que Giovanni
Pianori, chamado Brizz Gueninn, de idade de 32
annos, casado c pai de dousfilhos, fez parle dos ban-
do- que em Boma combaleram conlra ns Francezes.
Foi condemnado por um assassinio poltico ; parece
que matou um oflicial de gendarmes, que se evadi
da prisao, e se refogiou em Genova ; donde vi-
nha muilas ,vezes ao seu paiz comraeller novos
crimes.
O presidente Reconhcceis que vos designavam
com o sobrenomc de Brizii Goenino '.'
O accusadoSim, Sr.
O segundo despacho qne tem na frenteinforma-
(6m positivas, diz que Pianori fura condemnado a
12 annosde gales por assassinio poltico, que fiira ac-
cusado de dous incendios cm fevereiro de 1819 e que
se evadi das prises da Seivia.
O accusado Nao be verdade ; s eslive preso 6
mezes, q nunca eslive as gales.
P.E porque eslivesle preso 1
R.Nao o sei.
P.Como, nao o sabis ".'
R. lomei parle em Roma.
O presidenteO despacho diz mais que eslais no-
lado como um assassino Icrrivcl.
AccusadoNao he verdade.
O accusado (inha-se refugiado em Genova, depois
foi para o Piemonte, depois para Basta, depois pa-
ra Marselha ; tinha tirado passaporlc com o nome
de I.iverani, seu primo babitou Lyon, Chaln, c
vejo finalmente i Paris. onde em agosto do 1851,
pedio e obleve urna licenca de residir sempre com o
nome de I.iverani. Depois de 5 mezes de residen-
cia em Paris, parlio para Londres, onde declara que
Irabalhou para um mestre sapaleiro que lhe fazia ga-
nhar 2 e libras por semana.
O presidenteAdmitlindo que vos podesses ga-
nhar tonto pelo vosso Irabalho, porque he que nao
ficaslo em Londres ?
O accusadoO meu palrao parlio para a Ameri-
ca, oeu linha urna dor no braco direito. Nao podia
ficar em um paiz tao hmido.
O presidente pergonla ao acensado os motivos da
(ransformac/ioque as testemunhas observ.iram nelle
depois da ina volta do Londres. Antes da sua va-
gem Inglaterra, era alegre e trabalhador ; voltou
taciturno o nao tornou a trabalhar.
O acusadoNao fie verdade.
Presidente.Nao encontrasles em Londres alguns
dos homens com quem militaste em Boma?
R.Nao, senhor.
Depois de ler pcrgunlado o accusado sobre as di-
versas circunstancias passadas nos dias que procede-
rn! o altentado, o Sr. presidente chega ao sabbado.
Vos sahislc de manhaa, dizendo ao porteiro que se
11 m Sr. vos viesse procurar, lhe ditsetse qne eslaricis
de volta s i horas?
O accusado.NaodisseumSr.,dissese alguem
viesse.
Presidente. Qual era a
veis".'
Reo.Eram as duas mulheres qoc linlim vindo
ja na qnarla-feira, duasilavadeiras.
Presidente.Ningaem apparcecu. Vs subiste ao
vosso qnarlo, e tomaste a descer passado algum lem-
po. Entraste em urna loja de licores que esl na
mesma casa em qne moraveis, e pediste um copo de
absynlho ?
Reo.Sim, senher, de 3 sidos.
Presidente.E disiesle com um modo particular ;'
e sobreludn que seja do bom'.'
Bo.Nao sei se disse isso.
Presidente.Para onde foslc depois ?
Rio.Passear por Paris.
Presidente.Fuste aos Campos-Elyseos, por onde
sabieis como toda a gente sabe, que o imperador cos-
luma passear muila- vezes a cavallo sem esculla mi-
litar, das i s 6 hores da tarde. Fosle a urna fabrica
de ceneja !
Reo.Costumava ir l quasi todos os dias lomar
cerveja.
Presidente.E desla fabrica linheis muilas vezes
vislo passar o imperador.'
Reo.A rainbasim, o imperador nanea.
Presidente.E petos cinco e meia, quando o im-
perador passou peto cateada, adiantaste-vos para el-
le e aliraste dous tiros de pistola?
O accusado.Nao me lembro se alirei am ou
dous.
Presidente.Confessais que aliraste !
Reo.Sim, senhor.
Presidente.l"m agente que vos linha vislo tirar
a pistola lanrou-se sobre vs, porm nislo passou
urna carruagem entre vos c elle, o qae reterdnu a
sua carreira. Quando elle chegou, vs linheis ali-
pessoa que espera-
da accresceater al
perava obler-lhe do
Posto que a vida
nos lolerava ; com tudo n.lo ar-
he dado bospedagem, eprelen-
ima rousa ao dolezinho que es-
lio Tirelon.
que passava se no caslello fosse
singularmente uniforme eratirada.iiaohavia ahi mais
almrrerimenlo que ras nutras psrles. A rhegada di-
urna caria pelo corrtio da India era nm grande acon-
lociinenlo esperado muila. ve/es dous mezes anles,
masque causava urna alegra incxprimivel.c alimen-
tara mttito lempo as c0nvers3ri.es. O ronde nao es-
crevia exlonsamentri porque a e'sterilidade de seu es-
pirito mostrava-se mais evidentemente em sua cor-
respondeocia ; toda a suas cartas eram satisfacto-
rias. Leudo-as, Irene chorava de eojernecimento,
e o ravallenu exper menlava vivas voltea de .iireicn
peto sohrinlio. O vijanle COnseguia de-lindar o ne-
gocio da herauea, e cahava pouco a pouco de cobrar
capitaes mulo espalhados. Sua saude nao solTria
pelo clima da India ; lodavia linln saadades da Bre-
UECIifl
lanha, c sem determinar neiihuma poca, tellavaem
todas as cartas de sua volla.
. VII.
O lempo corrou assim com rapidez insensivel, e
urna manhaa o cavallero vendo o almanak, obser-
vou que tinham passado quatrn annos depois que o
sobrinho partir. Nessa dia Irene entrn cedo no
quarlo do velbo, e abracoo-o com mais elluso que
de cosiume. Tinha o ar alegre e enternecido como
se acabasse de receber urna noticia feliz.
Veio alguma caria ? pcrgunlou elle.
Nao, meu bom tio; mas quando accorde,
lembrei-me de que boje he um anniversario. No
anuo passado fique triste cm semelhantc dia ; mas
agora tenho o coracao alegre: ccrlamente meu pai
voltara este anno.
Tive a mesma idea, quando accorde, disse o
cavallero.
Ab lomou a rapariga, elle estera aqui no
fim de alguns mezes, tornar a ocenpar seu lugar
lano lempo vasto, e cu estarc entre Vene, semprei
Sempre repeli o ravallciro com um sorriso
melanclico, vou cnvelheccndo, minha llhinln !
Oh n3o cxclamou Irene magoada por css
rellexao, c curaran 0-0 com lagrimas nos olhos.
Rile beijou-lhc a fronte, c levnu-a brandamente
ojardirn. Um nstente depois ella tinha recobrado
a serenidade ; mas licou-lhc no fundo da alma urna
Irisleza, e como una apprehcnsao vaga que mistu-
r iva--o com suas c-peranri-.
No mesmo dia depois do almoco ocavallciro disse
levantando -e da mesa :
Querida lilia, temos de fazer orna visito de
cardade. Ouvi dizer hontem que a pobre velha Cat-
lel Piolot esl doenle.
Pois vamos j, meu bom lio, respondeu Irene;
levaremos algumas proviscs que devem fallar-lhe
em casa.*
Oiiere- levar Mimi ?
Nao, nao, di-ea rapariga vivamente. lilla nao
pas-ou mais o lumiar dessa rasa, c se la entraste re-
cordar-se-hia de sua desgfaea...
Crea que sao lhe furia grande impressao ?
Oh sim. poi- en mesma represcnlo-me ainda
essequadro... I.cmbra-se. meu bom lio. do de-espe-
ro em que a adiamos edos gritos que ella dava .'
C.er lamente, iniirrntii oi o cavallero; mas ago-
ra que conlieo-a, admiro que ella leuha chorado
assim a morte do pai.
Chegando porta deviallel Piolol. o ravallciro e
a sobrinha jojgaran ouvir algumas vozes no interior;
rado duas vezes e linheis na mao urna pistola de um
so cano com a qual ves preparaveisa fazer fojo?
O accusado.Nao lie verdade. Essa pistola ti-
rou-m'a o homem do bolso, depois de me ter da-
do duas punhaladas, urna nos ros, e oalra n'um
braro.
Presidente.Alm da pistola de dous canos, e de
urna, segunda chamada de algibeiraque o agente de-
clara ler-vos agarrado as mSos, linheis lambem
coravosco oulra pistola do algibeira, um punhal e
urna navalha mui bem afiada. A pistola de dnas
canos foi comprada, segundo fot mesmo declaraste
em Londres por 130 fr. Como he que am homem
na vossa posicao podia gastar tanto dinheiro na com-
pra Reo.Tinha-a comprado para a vender mais ca-
ro em Paris.... para fazer negocio.
O accusado declara reconhecer perfeitamente
estes armas, as quaes lhe sao apresentadas de-
pois de seren vistas pelo procurador regio e pelos
jurados.
O presidente.linheis resolvido ha luoilo lempo
este altentado?
Reo.Nao he verdade.
O presidente.De reste nao he senao debaixo do
ponto de vista moral que nos notemos a premedita- -
rao; p"|uc legalmcnle ainda "qae o pensamenlo do
assassino occorresse ao vosso espirito s no momento
de o commelter, exista em todo o caso crime sendo
como era um altentado contra a pessoa do impe-
rador...
O accusado disse enlo que as duas pstalas de al-
gibeira as tinha recebido cm paga de um criado para
quem tinha Irabalhado.
O presidente.Os senhores jurados apreciarlo es-
sa explicacao. Aaccosacao sustente que vos lindis
recebido essas armas dos vossos amigos polticos
para desempenhar a missao de que vos linheis n-
carregado.
Reo.Nao he verdade.
O presidente.Alm deslas armas de luxo, li-
nheis vestidos novos milito bons, o o vosso chapeo
que aqu esl lem urna marca ingleza enm o vosso
crime. Tem no fundo Palacio de chnjtlat Syde-
nntoi. Vos linheis m honet atado cinta por urna
crrete. Para que era islo? ,
Reo.Nao sei.
O presidente.E depois das numerosas despezas
l'eilas com armas e vestuario, linheis ainda comvosco
111 fr., c insists cm que nao linheis recebido di-
nheiro para commelter este odioso crime?
Reo.Nao be verdade.
O presidente.Urna ullima pergunla. Qual foj
o motivo que vos indazio ,1 commelter este alten-
lado?
O accusado para responder a este pergunla enira
cm loifcas explicacoes acerca da posicao de sua fa-
milia.' Diz que em um momento de desespero dera
tres tocadas em si. Este resposla be em grande
parte ininlclligivel nao s pela animar.iu de Pianori'
como pelo seu pouco conhecmenlo da liogua fran-
ceza. Nao podemos perceber senao as phrases se-
guinles:
Por rama da expedirlo re Roma que arrairmu o
meu paiz e a minha familia..... fui expulso de Ro-
na.... Di*se comgo: Ile de faze-lo, c fi-Io.
O presidente.Assenlai-vos. Facam entrar urna
testemunba.
M. Mallel,* sapaleiro da passagem dos Pan tramas
empregou Pianori. Nao lem a qucixar-se delle
nem cmquanto cxactdo nem emqnanto ao Ira
balho.
A v uva Michalcl, alugadora de quarlos, Boul-
Vard Pigale. Anles da toa viagem a Inglaterra,
Pianori era muito Irabalhador e alegre, depois da
sua volla era lacilurnn e nao Irabalhava.
Duponl, porteiro na mesma casa, confirma o pre-
cedente depoimenlo.
Todas as oulras testemunhas confirmam os fados
enunciados no aclo de acensarlo.
O Sr. procurador geral ao Sr. Asselandri, que es-
t para se retirar. Quando vs agarraste o accu-
sado, nao ouvisle estos palavras: Nao o matis.
A testemunba.Sim, senhor.
Procurador geral.Quem pronunrou essas' pa-
lavras?
Teslemunha.Julgo que fui o imperador.
O procurador geral sustente a aecusarao.
M.Benotl Champy aprsenla a defeza.
Depois de Ire/e minutes de deliberaran, o jnry,
volla com um verediclum aflirmalivo.
O procurador geral requer a applicaco do arl. 86
do cdigo penal.
Depois de ter deliberado o tribunal publica a *e-
gninle senlenra :
Vista a declarar-a do jury, da qual resulte qae
Pianori he declarado culpado de um altentado con-
lra a vida ou pessoa do imperador:
Considerando que este tecto he previsto e punido
pelo art. 86 do cdigo penal, modificado pela lei de
10 de junho de 1853, a qual diz:
Arl. nico.Os arls. 86 e 87 sao modificados
pelo modo seguinle :
ti Arl. 86. O altentado conlra a vida 011 pessoa d
imperador he punido com a pena de parricidio.
Condemna Pianory pena dos parricidas e s cas-
ias do processo.
Declaro que esla sentenra ser execulada por di-
ligenciado procurador geral.
mas ludo calou-se apenas o marlelio de ferro an-
nunciou a presenta dos mesmos.
Foi orna vizinba que veio abrir.
Ah .' senhor cavallero, he Dos que o Iraz.
disse ella rpidamente c em voz baixa. V. S. tor-
nara a expor-lhe seu dever, e talvez ella lhe dar
ouvidos...
Quem esl ahi ? grlou a doenle do fundo da
cama.
Somos nos, minha chara Callel, responden Ire-
ne entrando. Nao vendo-a apparecer desde algum
lempo no caslello. meu lio pensou que Vmc. estara
doenle, o vimos visila-la.
A velha conseguio apoiar-se ao colovcllo sobre o
sacco de palba que serv ia-lhe de travesseiro, o res-
ponden com voz aguada :
He muila alegra e muila honra para mim....
Ah 1 os Kerbrejeans nao esquecem-se dos pobres....
Todos os veem sempre rhegar quando cstao a luidos.
Depois vendo as provises depostes sobre a mesa,
accresccnlou :
Vme. Irouxc lado isso para mim.... obrigada.
c Dos lh'o pague, querida seiiborinha.'.... Ah !
cslou com muila febre".;. Sinlo na garganta um fogo,
como se nao tivesse bebido desde qninze dias...
Nao fatigue-se em tortor, disse Irene asscnlan-
db-sc junto da cama, vamos preparar-lhe urna boa
bebida com limao e anu nr.
Seo misler accrescenlar-lhe nm pouco (Je a-
guardente, disse Cattel Piolot; Vmc. nao trouxe....
mas tenho aqui em rcrlo lugar... Ilci de dizer-lh'o..
Que mais podemos fazer em sua iililidade, mi-
nha boa Caltel ? inlerrompeu Irene, afim de des-
va-la dessa phanlasi.i. Vmc. nao lem lalvez mui-
la roup.i .'
Essjj pergunla era evidenlcmcnl* urna mane-ira
de poupar o orgulho de Callel Piolot; pois nao ha-
va sobre 1 cama mais duque um Icncol velho e es-
farrapadn, c um trapo de cubera, todava a velha
respondeu :
Bonpa!... tenho muilos pacolcsainda em ser...
ludo mercadoria ingleza... peras de fuslo, de cam-
braia, de panninho das Indias...
E inlerrompendo-se repentinamente no meio des-
sa nomenclatura, lancou um olhar inquieto para o
lado Nao convm fallar disso agora ; nao son mais
senhora em minha rasa.... porm veremos breve-
mente... no cslou para morrer... tenho anda bom
estomago.... Ah I ah quem espera por sapalos de
detento toda a vida anda descalco....
{Continuar-re-ha.)

MUTILADO


%
1.
-
DIARIO DE KMMMNJCQ QUINTA FEIRA 28 DE JUNHO DE 355
O presidente."Condemnado: leudes 3 diaspara
appellar da senleura que icabais de ouvir.
l.evanlou-se a sessao.
\Periodico dos Pobres no Porto.)
Jugamos do-ioso dever dar nlgumaa explicaeoos
sobre a-riova phase, na qual acaba de entrar o pro-
jeclo ile lei do governri piemontez relativamente
si'ppressAo dos convenios e das ordens monsticas,
por cdeilo de una proposla do Sr. Callabiana, se-
nador c bispo de Casal, A disciiijyjesle projeclo
comeeou no senado a 23 do abril, sendo nterrompi-
da a 26. O Sr. Callabiana? para justificar sua pro-
posta, fez lembrar as circumstaocias, qoe decidiram
a ministerio a presentar s cmaras seu projeclo
de^ci.
m ^lgaAio da 1855, n lei do ornamento das des-
peras do estado destioava a quanlia annual de
9OO,0OJ^afra(iic4 s congruas doj parochos do campo.
Qdando* crfhara dos depulados1 volou o orcamcnlb
das despeas 3 \4nn0 de 1854, esl quantia fui viva-
menle atacada, erVfoi ".oncedida pela promessa feila
pelo ministro, He nlo fazer mais no futuro csse pe-
dido de crdito e nrover por oulros meios essa por-
fo das despernado culto calliolico, e, com effeito, a
dolajao ou subvengo do clero desappareccu no or-
caraenlo de 1855, o qual foi votado pelas duas cama-
ras com esta stippresso.
Quando o governa propoz a lei sobre a Mppresexe
losconventos, anuunciou pelo orgao do Sr. Ralazzi,
ministro dos cultos, que se propnnlia destinar urna
parle do producto dos bens perlencenles as eommu-
nidades e s onlens monsticas supprimidas ao pa-
gameulo de um ordonado supplementar para os cu-
ras mais pobres, islo he, a esla mesma despeza, a que
se luilia applicado sempre a concessSo de 900,000
francos, recusados pela cmara desde o primeiro de
Janeiro de 1855. O Sr. Ralazzi insisti particular-
mente sobre este fuluro destino dos bens do clero
regular, o aprcsenlou-o como o motivo mais ur-
gente, que tinha determinado o procedimenlo do go-
vezno.
Partindo deste ponto o Sr. Callabiana, en-, nome
do clero calholico do l'iemontc e daSardenba, nao
s regular, como secular, oflcreccu ao governo esla
mesma sommi de 900,000 francos, necessaria para
assegurar o pagamento annual das congruas dos cu-
ras do campo, sem augmentar as despezas do osla-
do, conservando pelo contrario esse desencargo pro-
nunciado p?'.as cmaras, cojo beneficio ser adqui-
rido para o lliesouro.
Obispo de Casal disse: a Com > lie sbrelo lo no
interesse do clero dos campos que so pede a suppres-
silo dos convenios, e se quer dispor de seos bens;
como se procura achar esta sumina de 900,000 fran-
cos, que deixou de sor lanzada a cargo do estado,
offerecemos cobra -la das rendas da igreja calholica
e p-la a disposic.io do governo. Assiin o projeclo
nao tem mais motivos.
O Sr. Callabiana acrescenfou que a Sania Se linha
aoloruado a comraunicarao, que elle fazia ao go-
verno, e disse anda : Logo que o governo tiver fol-
io conhecer, se aceila nossos oOerecimentns, direi o
qne o episcopado enlende fazer para conseguir o
lim, que se tem proposlo. Nao se pode negar que
esta declaraba o muda inteiramenteas eondioes, em
que o projeclo tinha sido apresentado; o Sr. de Ca-
vour conheceu, e resolveu-se inmediatamente. Pro-
poz logo suspender a discussao e a adia-la para o
dia seguale, em que anuunciou ao senado, que os
ministros tinham entregue suas demissoes ao re,
ajBm lio nao embaraear as negociares, que oulro
ministerio poder onlabolar mais vanlajusamenle
cor" a Sania S, logo que o governo liver aceitado
a proposta do episcopado.
O senado prorogou-se ate a formaran de um novo
gabinete.'
(Journal des Debis.)
iaai
O offerecimenlo feilo ao governo piemontez pelo
Sr. Callabiana, bispo de Casal, om uome do episco-
pado sardo, com aulorisao.lo do Papa, tinha feito
apparecer urna crc ministerial; o Sr. de Cavour e
seus collegas apressaram-se em depor as maos do
rei as suas demissoes, e o re as linha aceitado. O
general Dorando, ministro da guerra, nomeaoo ha
poucos das, foi o nico que conservou a pasta, e
o rei dcu-lhe a missao de organisar um novo minis-
terio. As ultimas noticias, que temos de Tarn nos
informan) o fim desla crise : o rei cliamou os minis-
tros demiltidos. aulorisando-os para conliniiarein no
senado adiscusso do projeclo de lei sobre a suppres-
sao dos conventos e das ordens religiosas. Esla dis-
cussao hade comecar amanilla e nSo ser mais in-
terrompida; por lano pode-se crer que brevemente
saberemos o resallado definitivo da lei.
O incidente que o governo acaba de alravessar fe-
lizmente, era chelo de perigos, porque elle p odia
desenvolver noPiemonle urna situaran revoluciona-
ria, qu.il o governo n3o leria resistido, senao com
muilo irabalho, e compromelleria logo as nova*
instiluices do paiz e lalvez a auloridade do
rei.
J dissemos em que consista a propoda do Sr.
Callabiana; o clero da Sardenha, nao s regular co-
mo secular, punhaa disposie.lo do governo urna som-
ma annual de 928,000 francos, cobrada das rendas
dos bpns ecclesiaslicos, e destinada a pagar aos curas
locampo os ordenados e supplemeutos de ordenado,
que o lliesouro ifio podia mais salisfazer, depois ala
suppressio do crdito, que al o anno de 1855 linha
figurado no budgel do estado para esla despeza.
Oeste modo fazia-se desa pparecer um dos motivos,
sobre os quaes o minislerio tinha apoiado seu pro-
jeclo de lei. A ollera do clero nao foi resellada, pe-
lo contrario o rei aceilou-a lano qaanlo lhe permil-
lia a constiloirao, e o minislerio se retirou, afim de
nao oppor obstculos ao livre exercicio da preroga-
liva real, a Todas as quesloes que nos separam da
corla de Roma, diz lealmcnle o Sr. de Cavour, n3o
serao resolvidas pela aceilacao da offerla, que se fez
em nome do episcopado e sern necessarias novas
negociables. O gabinete j 11 Lm nao poder chegar a
ur4 aceordo com essa corle, c pensa que essa larefa
sera preenchida melhor por oulros, que nao liverem
tomado parle as lulas que lemos sustentado ltima-
mente, i
leudo sido aceila pelo governo a proposla do c-
piscopado como principio, o Sr. de Callabiana fez
conhecer, como linha promellido, as cundinos do
clero; havi duas, sobre as quaes parece que os
bispos inisliram mais particularmente. Pela primen.1
condicao, o estado confirmarla a existencia de todos
os convenios e prometteria nao supprimir jamis
nenliom sem autorisacSo previa do Papa; pela se-
gunda, o rei renunciara o direilo de administraran
e usofruclo sobre os bens ecclesiaslicos varantes, que
ronslilue um dos privilegios de sua rora. He o
inesmo direilo conhecido pelo nomo de realera, que
u; reis de franca arrogaran) a si em lodos" os lem-
pos, nao obstante as prelcnces contrarias da Sania
Se, e cojo exercicio foi a occasio de vivo? deba-
les entre Luiz XIV e o Papa Innocencio XI. He
evidente que tees condicoes eram inconciliaveis
com o espirito e os volos da cmara dos depu-
lados.
Entretanto o general Durando, sustentado pela
ennfiaura do rei, comeroo a Irabalhar animosamen-
te, dirigio-se aos homens de todas as cores poli ticas,
qoe as circunstancias indicavam no senado, na c-
mara dos deplenlos, na alia administrarlo, na ma-
gistratura, no corpo diplomtico, e por toda a parle
enronlrou hcsilarcse recosas, que o collocaram na
impossibilidade de cumprir sua niiss.lo, depois de
numerosas e imitis tentativas, leve de restituir ao
rei os poderes que lhe bavia dado, declarando que
11.10 lhe tinha sido possivel reunir os elementos de
um gabinete, que quizesse emprehender sustentar
reanle ,1 cmara dos dcpuladjis a Iransacc.lo oflere.
, rida em nome do clero, que'se julguu em oslado de
a fazer triumpliar. Era fcil prever este resudado.
He cerlo c em vao se contestara, que o Piemoti-
le lomou ao serio sua conslituirao de 18S. c adop-
lou a nova forma de governo, que esla conslituirao
lhe deu ; governo monarrhico e liberal, de discos-
sao c de progresso, que nao pode subsislir sem ad-
millir reformas profundas c necessarias cm lodos os
ramos da admiuislracao, em lodos serviros pblicos,
em todas as etisleucias. O governo couslitayional
. do Piemonle be obrigado por sua origcm mesmo a
abolir os arlos da rcacrjlo de 181 apagar o mais
quo for possivel, a sua lembranra.
A reuniao do Piemonle ao imperio frnnrez, dei-
xou naquclle paiz vestigios indeleveis : as ideas da
revolurao franceza penelraram alli e se desenvol-
vern) ; o Piemonle he calholico, como a Franca,
mas no Piemonle conid na Franca, preza-se a li-
berdade civil e a independencia religiosa, c o go-
verno seria auxiliado pela opiniao publica em ludo
quantn elle quizer emprehender para assegorar n
triumpho desls dons principio?.
Aflirma-se, c semdifliculdad'e o .-"credilamos, que
he mais o roovimento desla opiniao do que as causas
linaii.eiras mais ou menos justificadas, quo_tem le-
vado o g iverno do rei Viclor Emmanuel a propo'r
s cmaras seu projeclo^ de lei sobre os convenios c
a levantar urna questao, que devia provocar no in-
terior e no exterior resentimentos e odios. Este pro-
jeclo foi adaptado pela cmara dos deputadns, onde
obleve urna maioria comideravel; o senado leve de
pronunciar-se por sua vez ; apresenlaram-se diver-
sas emendas i commissao, qoe nao regeitou nenhu-
ma deltas, niuilas das quaes lem por objecto alte-
nuar as disposi;Oes da lei e restringir seus effeilos.
Que succederia se, leodo o governo approvado a
proposla do bispo de Casal, o senado livesse repel-
lado pura e simplesmenle o projecto de lei eniao
intil"! leria de vollar cmara dos deputados o
pcdir-llie sua approvaco por meio de urna combi^l
naro inlciramcnte nova contraria ssuas opinioes
e aos seos volos precedentes. E cedera a cmara dos
deputados.' >inAcm o er em lurin ; ninguem
nem mesmo os mais vilenlos adversarios do projec-
to de lei e aqucllcs que tem imagiuado a Iransac-
5S0 proposla em nome do clero, e o lem sustentado
perantc o senado e nos consellios do governo.
Era porlanto inevilavelum conflicto entre asduas
cmaras, e este conflicto levava infallivelmente o
governo a urna di.suluc.lo, quesera immedialamen-
le seguida de cleices geraes, e fui sem duvida para
eximir-se da respousabilidade de urna poltica tao
chcia de aventuras e perigos, que os homens cons-
deraveis, c estimado*, aos quaes se dirigi o general
Durando, declinaran) a perigosa honra de substi-
tuir os ministros deniitldos. Ora, este faci he um
daquellcs, que deverao exercer urna grande influ-
encia as deliberaroes do senado.
O gabinete, de que he cliefe o Sr. de Cavour, lem
numerosos adversarios; elle os lem nos partidos
exaltados, o que he muito simples, como lambem
nos partidos moderados. Seus adversarios da direi-
ta se lem distinguido entre todos pela violencia de
seus ataques contra a lei sobre a suppress.lo dos
convenios, e quando um meio legitimo e regular se
llie offerecc para se desombaracarcm dessa lei, que
Tere suas coSsciencias, elle* se lem recusado servir-
se delle, he porque reconheceram que se o rei pro-
nunciaste neste momento a dissolurao da cmara
dos deputado. as eleicoes, que se seguissem, ilariam
s paixOes revolucionarias todas as probabilidades,
que ellas tem perdido uestes ltimos annos.
Ninguem se deve Iludir, o Piemonle ha pouco
lempo que he atormentado por urna agitarao, que
comer a produzir-se fora, tendo-se manifestado
mln s as ruase pracas de lurin, senao lambem cm
um grande numero de cidades das provincias, co-
mo cm Casal, Alexandria, Arli, Novara, onde pa-
rece t]ue lem lido lugar manifcslaces funestas. A
lula, na qual enlrou o governo, propondo s cama-
ras a supprcssao dos convenios e das ordens monas-,
ticas, lem grande parle nesta agitarao. excitada
lambem pelos agentes dos partidos revolucionarios
da Italia, descontentes da poltica, que o governo
do Piemonle lem seguido em suas relacSes com as
grandes potencias da Europa.
A siiiiacjn actual do Piemonle he daquellas que
os movernos nao affronlam iin puiTcmenle, e que ti
chegam ao seu fim com muila prudencia e lempo ;
ganhar lempo he muilis vezes as circumstancias
difficciso meio mais efficaz de soccesso. Se apru-
dencia nao permute pensar na dissolurao da cma-
ra dos deputados c em eleirocs geraes, henecessa-
rlo que o senado faca tildo quanto depender delle
para prevenir um choque, quo obrig.iria o governo
a recorrer a todo o cusi esla fazao suprema dos
governos representativos. Adoplar a lei modifican-
do-a no sentido do traballio da commissao, tal he o
nico meio que ha depois do mo successo da pro-
posla do Sr. Callabiana, se quizer-se preservar c
Piemonle das desastrosas perlurbaces, de que est
amearado. (dem.)
baleras de assedio fizeram chuver tal graniso de bal-
las que o inimgo callou-sc. Os balalhcs que li-
nhan lomado as emboscadas foram obligados a per-
manecer nellas, e 1 01110 as r.imificacops das Irincliei-
rai nao eslavam eslabelecidas, nao se podiam le-
vantar sem perder scnle. As tres horas e um
quarlo depois de meio dia novo ataque de urna co-
lumna russa sustentado por pegas de campanha foi
rcpellido baionela, deixando anda o terreno ca-
berlo de morios. Eniliin, agora que estamos esla-
belcridos nos aposentos do inimigo, lemos urna bella
pracas d'armas de 60 metros no anglo saliente do
hasliao central, e estamos Irabalhando para ah nos
fortificar slidamente. Fora quasi impossivel clar-
(lie os rasgos de valor, houveram tantos quanlos
foram os homens empenhados na acco.
Iloje 3, embarcou-sc em Kamiesch urna divi-
so, cujo commandauto he o general d'Aulemare.
Camufle 8i de 10,000homens pouco mais ou menos.
Cacadoies a pe, artilharia, engenheiros, cavallaria
c infantaria, nada lhe falla.
Para onde sa dirige a expedirao"? Ninguem
aqu sabe.
Os dous almirantes parten) com a expedirlo.
Pela nossa parle temos Ires naos e urna fragata a
hlice, c um a dezena de fragatas ou crvelas a va-
por e varios transportes.
o Os Inalezes lem qualro naos a hlice ; nao tei
o numero das fragatas.
< Mitras noticias do Iheatro da cuerra annnnciam
que a miseria be grande cm Sebastopol. Em consc-
quencia das devastarnos causadas pelo bombar-
deamenlo, inultos soldados da marinha c mar-
nheiros perder.mi ludo quanto possiiiam. As caba-
nas que (inliam construido em Sebastopol foram
qneimadas, a mobilia e os cuellos destruidos. Alm
disso grande numero de familias de soldados se arham
na manir penuria, porque foram obrisadas a dcixar
a cidade. Como as dadivas voluntarias nao sao bas-
tante abundantes para soccorrer lanas miserias, o
conselho do almiranlado resolver vender dous im-
moveis perlencenles caivi da marinha, afim de
applicar os fundos que resullassem desla venda ao
alivio dos sjldados que perderam ludo edasviuvas
e orphaos daquelles que foram morios. O czar ap-
provou semelhaTile proposicaoc decrelou a venda do
edificio oceupado pela companhia de operario, na
praca do Iheatro, c da anliga escola de navegado do
commercio, situada no ranal Sania Catharina.
Parece lambem que o pequeo numero dos na-
vios rossos tornados a por a nado experimentaran)
grandes damnos no bombardeamenlo. Mas a Itussia
ainda nao lomou o'seu partido da deslruigno da sua
marinha militar, poisque, segundo nma correspon-
dencia parlicular de Odessa, estao Irabalhando com
aclvidade na construccao de novo navios de guer-
ra nos eslaleiros de icolaicff. Estao eriglndo ao
sudeste de Odessa ainda novas bateras. Lina pro-
clamarlo prohibe o transito as ras depois de dez
horas; as pessoas que forem encontradas serao pre-
sas e empresa das a forca nos Iraballios das bateras.
O reslo do corpo lurco' que linha ido para Sebas-
topol lorna n entrar cm Eupalora, excepcAo de
um s regiment. Os Eaypcios ficarai em Sebas-
topol. As fortificacOes de Eupatoria eslao qoasi in-
teiramenle acabadas. Quasi todas as tropas levan-
lar .1111 as suas lendas fra da cidade.
(F. Santallier.)
(Journal du llarre.\
Sendo, por lano, o annreraorjo um dia assm de I Por (erem apresentado alleslados de molestias, os
certa importancia, porque, alm de ludo o mais
que exprime, este marca orna poca de nossas rela-
res, parece quo a prsenle lellra mcreria ser es-
cripia cm al'/inn banco do Parnazo, pois um dia de
recordaefles, e de tanta cloquencia como o de um
anntrcrsario, nao devo ser commemorado em pro-
sa : il faut des vers pour llies dioses nierveilleuses,
la prose n'y sn/fit pas, diz a senhora d'Slael, po-
rem, meu bom compadre, por mais qoe invocasse
urna das nove musas, nenhuma me appareceu ; por
mais que batetie na leita nao foi possivel acodir-me
urna pojadura potica ; fu esforjos e qual / 'na-
da consegu I nao Uve oulro remedio, senao ir ao
pilo no5. e de fcil acqusic,ao ; e vos, amabilissimos leitores
do Diario de Pernambuco, conlinuai a preslar-mc
as benvolas atleiicOes com que al buje me lendes
honrado, cu principio :
ludo por c est bem ; as chuvinhas conlinuam
cm meio tvrmo ncsla freguezia ; c na de Bezerros,
segundo as ollimas nolicias ja csto ellas finadas, e
o pasto bcslanlo murcho. Em (ravat, disse-mc
um que de l vio, eslii ludo muito sueco, ha pouco
milho c feijao. O invern enlrou esle anno com
grande antecedencia, e isto cm regra nao he
bom.
Nada succedeu felizmente no mez passado, e es-
te que esla, podemos dizer na portada co7.inl1a.cou-
sa alguma deu ainda de nolavcl, iniciando-se to-
dava bem quanto a prisao de criminosos ; porquan-
lo, depois da entrada do jiinho lem ido para a ca- I oulros.
senhores
Manoel Jos de Siqueira Pilanga.
Manuel dos Santos Nunes de Oliveira.
Dr. (abriel Soarcs Rapozo da Cmara.
Foram relevados das multas cm que neorreram,
os senheres:
Coronel Joao Francisco de Chabi.
Jos Alcxandre Ribeiro.
Foram multados cm mais JOS cada um dos Srs.
jurados j.i mol lados nos dias anteriores de so-ao, e
mais os segundes:
Antonio I.eile Pilla-Orlguera.
Francisco Ignacio de lorres Ilandeira. .
Jo.k: Baplisla Ribeiro de Faria.
AMonio Marlns Sal lanlia.
Deixaram de ser multados, por nao lerem sido no-
tificados, os seguinles Srs.:
Domingos Antonio de Siqueira.
Jos Concalves dos Sanios.
Francisco Ignacio da Cruz e Mello.
Jos Antonio de Brlo.
Ardonio Augusto Macicl.
Dr. Benlo Jos da Cosa.
Aberla a sessao foram apresenlados pelo Sr. Dr.
jui'. municipal da tegandl vara preparador dos pro-
cessos, 1S compelenleinciilc preparados, dos quaes
so fez a chamada, e que sao os seguinles :
1." Summario crime, autor a jnslica, reo preso,
l'ilippc Nery Pereira.
2." dem dem, reos presos, Jo.ao Ignacio Cocido
IITESIOR.
EXPDICAO DA CRIMEA.
L'ma correspondencia, dirigida Patria conlem
iiileressanles promenores' acerca do feilo que leve
lugar diante de Sebastopol, em a noile do 1. para
2 de maio, e de que faz moncho o despacho do ge-
neral Canrobcrt:
b Kamiesch, 3 de maio.
a Dizia-lbc eu na lunlia ultima carta que, cm
conseqnencia do vigoroso ataque do 38. contra as
seis emboscadas russas que coroavam o pncaro da
quebrada dcfronle do basti.To central, que anima a
sua direila sobre o cemilerio, eslas emboscadas fica-
ram cm nosso poder ; que a genle se sustcnlava de-
baixo da mclralha, que os abrigos eslavam feilos, a
(rincheira cslabclccida e ligada a urna das nossas
parnllelas, e que desl'arle o cemilerio, ponto mui
importante, se achava cncravado em os nossos traba-
Ihos de alaque.
Os Russos lenlaram, por meio de trabalhos de
contra-fossos, neulralisar os nossos progressos :
naufragaram complelamcnte, e nos proporcionaran)
a occasio da mais bella balalha de assedio.
n Levantaran) na distancia de 200 metros pouco
mais ou menos em frenlc do corpo da praga sobre o
flanco e a face esquerda do basli.io central, na di-
rccr.lo do hasliao do Maslro, urna linha de Ires re-
ductos : a do centro um pouco ndianle, a da direila
um pouco mais para traz do qoe a da esquerda. lo-
mo a direila e a esquerda olhandn para a praca.
Eslas obras eslavam ligadas por um fosso profundo,
cobcrlo do nosso lado por um talude qoe vinha ler-
minar-se em forma de ferradura.
a Na distancia de 100 metros pouco mais 011 me-
nos para traz, existima oulros dous reductos com
urna grande obra intermediaria destinada a fazer
urna batera. Estas Ires ultimas obras eram liga-
das igualmente por um fosso que, fazendo um co-
lovello na sua extremidade do lado do bastiao cen-
tral, ia dar no proprio fosso do hasliao. Era forra
lomar eslas obras fosse por que preco fosse.
O general Pclissier lomou as suas disposiroes pa-
ra esle lim. lima divisao, commandada pelo gene-
ral de Salles e pelos generaes de brigada Bazaine e
de Lamollc-Rouge, recebeu a ordem de alacar : a
columna se compunha de Ires balalhes I e 2."
Icsiao eslrangeira, dous balalhes do 40. c um ba-
lalbao do98.) Esles balalhes n.lo tinham mais de
500 homens cm servico eeclivo.
A's onze horas, havia urna la magnifica, as (ro-
pas destinadas ao ataque eslavam promptas em os
nossos Irabalhos. A oidcm foi dada, os balalhes
da legio eslrangeira se precipitan) sobre os reduc-
tos c entram pela garganta do lado da ferradura,
arrojando-se desl'arle entre as duas linhas de re-
ducios sobre ludo o que encontravam. 0 46. eo
98. se lanraram alraz dilles ; n'um instante todas
ai obras da primeara linha sao lomadas : quasi im-
incdi.itamenle, a segunda he alacada e lomada com
a mesma rapidez, baionela, uo meio de um fogo
cruel de mnsquetaria e de artilharia.
(Is morleiros das nossas baleras sustcnlavam o
ataque laucando bombas para a praca. lmmedia-
lamenle, um valcnlc capillo njudanle-mr do 46.
se precipita adiante do general, bradando-lhe :
(Mea general, estamos aqui e n.lo saturemos mais !
Nove morleiros russos tinham sido lomados 11a se-
gunda trincheira. Eleclrisados pelo calor do com-
bale, os nossos soldados chesam at os fossos da
prara. Ires vezes os Rossos vollam ao alaque, Ires
veze* sao repellidos a baionela. lnlrc cada ala-
que do Russos, a piara vomilava melralha sobre a
nossa genle.
a Em fim pela quarta vez o inimigo faz oovir os
seus burraks, com os quaes se mistorava o rumor
dos tambores c clarins. No meio de semellianle
alarido ainda se podia distinguir os gritos dos olli-
ciaes, animando^ os soldados e procurando arrasla-
los, mas foi trabalbo perdido, ninsucm alrcveu-se
a avanrar.
a Iinmc lial imenlc c sem perder um inslanlc as
nesas forjas comecaran a Irabalhar para se abri-
gar ncsla immensa praca d'armas c areuni-la aos
nossos Irabalhos. Os liussos soflrcram gran da per-
das que se deve;n avahar ao menos cm 500 hu-
mis morios 011 feridos. Lm coronel e varios odi-
ciacs superiores foram morloa ou feilos prisioneiros.
Tela nossa parle lambem livemos perdas sensiveis.
mas que MR longe de atlingir s do inimigo. Fal-
la-se em 200 homens postea fra do cunbale, dos
quaes Tinte e lanos sao officiaes. livemos o infor-
tunio de perder ovlenle coronel Viennol, do1.
da legiao eslrangeira ; foi ferido por urna bala na
cabeca ; no principio do alaque, ocommandanle
Neral. do mesmo regimculo( foi ferido. Ocom-
mandanle Juliano fui inorlo.
- Como sempro, as- nossas tropas manifestaran)
um enthusiasmn admiravel.*
" No da seguinle 2 de maio, os Russos recomera-
ram um fogo de metralla infernal; enlao as nossas
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAMBUCQ.
RIO GRANDE DO NORTE.
Natal 21 de junlio de 1855.
Eis ah est quando cu Icnho minhas lentaces
para ser pocla, poda na forca do lermo com ima-
sinacao frtil, sempre prompta a finsir e colorir
com pomposas galas ludo ainda o que de mais, insig-
nificante ha sobre a Ierra, bem seique o nao poderia
ser, porcm poda da moda rimador de sylaba?, era o
quanto me bastava para empansinar seus leitores,
roiinar-lhc nina ou duas columnas de sen imporlantis-
simo Diario, e preencher assim o grande vacuo de
novidades com que agora luto ; porem, meu amigo,
lertio muilo incorrer no dcsagraado do publico,
por isso me limito a dizcr-lhc so o que houver. mes-
mo cm prosa tropega, e ja nao lio pouco para um
pobre vclho casando.
O nosso mundo continua sem novidades, salvo as
que lem criado cortos visionarios, que euteiidem que
a nica e verdadeira causa da demora d'um vapor do
hcaSul.queda do ministerio,por isso logo que no dia
espera-do elle uaoches.i.eis os meus pobres homens a
doudcjar como baratas com velas nascabccas.com que
coslumam brincar os rapazes, e a fermar mil casiel-
los, que nada menos lhes cusa do que lanas noiles
de 111 luielac.iu quantas se demora o vapor e por
fim ... por fim ei-los coilados cabisbaixos, e aca-
brunhados por verem desappareccr como o proprio
vapor um bello fuluro.... um fuluro do qual linham
apenasen) id-ia fixao mando,o poder! Agora exac-
tamente, eslao essas gentes dominadas por essa bella
csperanca.a queeu Ibes chamo o seu supplicio de
lanta-lo! Tcm-se pois demorado muilo o vapor.s se
uvc a cada canlocahio o minislerio.
Dos nos acuda c faca melhor do que o que el I es
querem.
Du ccnlro nada ha de novo, pois que ja principian)
a chegar alguus dignissimos, e apenas diio de novo
qne o Dr. joizde direilo da comarca eslava pro-
cessando ao delegado de polica da Impciatriz, que
alias he um homem probo, e acrrimo perseguidor
do crime, mas isso ja he um peccadu para as nossas
influencias do mallo,quc querem dominar sem obsta-
culo. Dcos.acommodc, e me livre de ser delegedo, ou
cousa de polica, que nao agrade a quem mais pu-
der.
Andam muito cm qucnlc aqui urnas novas posluras
da lllm.'i municipal acerca de caes, porcos e cabras,
que Jem cau'ado urna nao pequea iudisposjr.lo con.
ira o tiovissimo fiscal interino, digo novissimo, por-
que raro he o mez em que na ha ama dessas enti-
dades novo; que sempro acabam por pedir sua de-
missao : hontcm enconlrci nma vcllinha lao indi-
gnada com a Ulm." que pedia a Dos lhe desse urna
gallinha d'uma postura lo comprida como a nossa
cmara.
A velha csiava oileiu la por lhe haverem morlo
om eXotiobo.
Acha-se preso na fortaleza a Barra, c sesundo me
disse o lorres,vai responder a conselho de guerra, o
eapililo Mauricio de Souza Freir, por haver iosebor.
lina lmenle deixado de cumprir urna ordem da pre-
sidencia, que o mandava commandar a guarda que
devia fazer as honras fnebres ao cap.lo Joaquim
Francisco de Paula Morcira qoe havia fallecido, tana
o lal capihlo Mauricio, que ja aqui quiz por bigodes
de sebo no brigadeiro Jos l.eite, e que soppem que
por ler feito a campanha da Monte Cazeros estara de
carta branca para lud, iespondeual a S. Exc ne-
gou-sc a fazer o servico, c de fado nao o fez, porem
leve urna prova deque a primen a qualidade de bom
mililar he o comprimenlo dos seus deveres, a sobor-
dinaejo. Ora, csse Sr. Mauricio lem 1,1o pooca con-
descendencia para com S. Exc. a quem devia ser 15o
grato, que lem tolerado lanas Musas do Sr. Mauri-
cio.... Est pois no caminando da companhia lixa o
novo capilao Coriseo.
Ilonlcm livemos os geraes feslejos de S. Joao, que
passoa sem aoridade. Reunio-sc ama sociedade de
rapazes de lodas as classes ,pois n.lo quero mas dizer
empregados, ou nao empresados, porque isso ja me
foi notado como peccado) deram um cha, e sahiram
com msica pelas ras a cantar hymnos cm lovor
do glorioso sanio, sem que houvessc o menor inci-
dente desagradavcl. Ele seu criado nao sabio de
entre suas qualro paredes.
Nada mais ha de uolavel, pelo que aqui fico.
Saode c us bellos bollos de S. Joao lhe desejo ele.
de.
leia qualro, c entre cites 3 granJcs, um pelo que
he, e dous pelo qne s,1o.
Est concluido o acude que fez a municipal, o
qual acude precisa de um auxilio do governo, para
dous pequeos caes como urna vez lhe disse ; feilos
elles esl o Sr. II mito bem prendado, por isso
qoe
Acude, caes, lampean
Prova que lia ctcilisefa.
Alm de ludo islo temos em uso um banheiro de
pedra. com portas, rotulas e lornciras de bronze,
ele, ele, esta itidem ama obrazinbade utilidade ;
e manguen) la com a eerrtka, onde j ha tantas
cousas, embora lhe falten) oulras Nem todo se
pode fazer d'1111 coup paulahm atribulando lon-
gum confieilur itc-, que he o mesmo quedevagar
se vai ao longe.
Como, amigo, lempo houvc, em que nao linha cu
aonde refrescar-mc, sou um dos partidarios do acu-
de ; tossignoria mura porto de bons ros, e sabe
quanto pesa um banho, especialmente pela ma-
nlila ^ .' Como nao dispo um mergulho as aguas
do manso Beberibe, ou do temperado Capibaribe
ao nosso estomago para receber urna chicara dogos"
loso caf com leilc desso precioso liquido, que, a
ler apparecido entre os Helenos, poria sem duvida
de corridas para algum buraco de tat', o 1,1o cele-
brado caldo preto, de que falla (iodsmith na sua
hystory of ancient (jrcece and modera Germany ;
que n.lo inveja ccrlamenlc ao tal nctar que os se-
nhores poetas fazem eogulir ao pai dos Deoses por
mo do seu Cauimedes. Vamos adiante : un hon
sotiper, el sur lout un bon lit, dizia Picar ; les
tisitadienes e eu direi lambem un bou bain e iso-
bre ludb um bom breakfast. De cerlo, um almoco
precedido por um banho lem o que se lhe diga.
Dou fundo, nao quero derrcler as azas do meu
pobre lcaro.
Neste momento chegou urna forrazinha de pai-
sanos, que sabio honlem, creio que em busca de al-
gum pcixc grau'do, porque a ella acompanhou o l-
enle coronel subdelegado Be/.erra de Mello, e o
sargento de linha ; porm quem quer que seja o
agarrando, foi mais sabido que a polica, pois li-
nhr deixado os lares.
Conservo bem boas saudades do nosso Recite, e
puslo que niinba idade 11A0 favoreca mais a urna via-
gem de 32 leguas, espaco que separa o nosso do
todos ou individuos ; com ludo ainda Icnho espe-
ranzas de dar-lhe um amplexo Miglio tardi, chi
inai, diz o proverbio Italiano.
Basla por hoje.
Agora chegam da Pimenlcra dous criminosos,
Manoel Piuheiro Dantas c Antonio Florentino, am-
bos de mortes,aqucllc cm Caranhuns, c este na
mesma Pimenleira.
Concilio esla com a seguintc poesa, que me nao
parece de ruim anati :
O silencio e somno imperam
Singular luz que brilbava.
Bruxulcia, c miaga*, c morre...
lem o sino n'alla torre
Meia noile assolelrado ;
E sua phrase sentida
Nos ares com voz sumido
lem o echo arremedado.
3." dem idem, reo preso Dr. Jo3o Lint Caval-
canli de Albuquerquc.
4. dem idem, reo preso Francisco Jos Corrcia
Lima.
Qoaia. autor Francisco Antonio Pereira da
Silva, reo preso Belchior dos Res Cavalcanli. .
(."Summario crime, 3utor a juslica, reos presos
Joaquim dos Sanios Barros c oulro.
7. Queixa, aulnr Antonio da Silva Cusmao, reo
preso Joaquim, eseravo de Manoel los l'errcira
Gusm.1 .
8." Summario crime, aulor a juslica, reo preso o
prelo Manoel, eseravo de Henrique Pereira de Lu-
cen a.
9.o dem idem, reo preso Jos de Carvalhu, solda-
do do lo. batalho de infantaria.
10. dem idem, r presa Anua Joaquina de Jess.
11. dem dem, r Anua Joaquina da Conceiro.
12. dem dem, reo preso Antonio Marlins da
Silva.
13. dem idem, reo preso Jos Wenceslao de San-
to Antonio.
1 i. dem idem, reo aflianrado Domiusos l.ins de
Albuquerquc.
15. Queixa de Joo Xavier c Silva, ro aflianrado
Feliciano, eseravo da Francisco dos Reis Nunes
Competi.
16. Summario crime,aulor a juslica, reo aflianra-
do Domingos Adolpho Viaira de Mello.
17. Queixa, aulor o dezembargador Manoel Ro-
drigues Villares, reo affianrado Domingos Caldas
Pires Kerreira.
18. Sommario crime, autora juslica, reo amanea-
do Olimpio Joaquim de Sania Auna.
Finita a chamada dos autores,reos e lestemunhas,
o Sr. Dr. juiz de direilo adiou a sessao para as 10
horas da manh.ln db da segninle.
REPARTigAO DA FOLICIA
Parle do dia 27 de jiinho.
Illm. e Exm. Sr.Levo ao ronhecimenln de V.
Exc. quo das diBcrenles parlicipares hijo receblas
ne*la reparti,!...consla que foram presos:
Pela subdelosaca da freguezia do Recifc, o pre-
to etefavo Flix, a requerimenlo dostnhor.
Pela siibdclcsaca da freguezia de Santo Antonio,
o porlusuei Francisco Antonio Marlins F'alcao, pa-
ra averiguares.
E peta subdelegara da freguezia do Poc,o da
l'aiii'll.i. Pedro (joncalves dos Santos, lambem para
averiguaces.
leos ?unrde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pernambuco 27 de jiinho de 1855.Ulm. e Exm.
gr. conselhciro Jos Benlo da Cunt.1 e F'igucircdo,
presidente da provincia.O ebefe de polica Luiz
Carlas de Paira Teixeira.
PERMMBICO.
CHARCA DO BOMTO.
19 de ) indio.
Fazem hoja dous annos juslozinhos, Sir com-
padre, que fiz miaba eitrea, debut, ou como me-
lhor nome caiba ; que me arvorei cm cscrplor, an-
tes direi de rabiscador para seu importante jornal ;
al o presente pens n.lo haver sabido da linha que
tracei ao comerar a tarefa de seu correspondente
nesta localidade. Sou-lbe muilo gralo pela honda-
de e paciencia, <,e mesmo por onlros favores com
qne rossignoriase ha preslado'a receber e publi-
car miabas carias. A pequea nulidad? que lhe
dao nao paga o Irabalho de as Iraduzir e decifrar ;
eu bem vejo como escrevo quasi sempre I
Sobre o poro azul do eco
Se desenlia a meia la,
Escura nuvcm, que passa
Torna sua luz cscassa :
Brilha depois... nulnrvez
Oulr.i nuvcm mais escura
Vem roubar-lhe a formosura
Vcm enegrecer-lbe a lez.
Com a rama do arvoredo
Dorme abracado o vento
E na renda da folhascm
Yagucia subtil aragem.
Dorme o insecto na paloula ;
Sobre a Jlor deseo o orvalho,
Junio ao par no escuro galbo
Sem magoa descansa a roula.
J roxeia no hirisonle
Da iii.mli.ia meigo arrebol;
A la se cmpallidece :
De nove o mar se enfurece,
Pele co cm negro bando
Negras nuvens v,1o fugindo ;
Da Brasil o co despindo
N'outro co vao se aninhando.
Menos forle o somno impera,
A vida volla outra vez.
J se ouve e escula ao longo
0 carme triste do Monge
Na matutina oraran.
Qawn ha quo ouvindo csse canto
Um enlbiisiasmo santo
Nao sen le no corarSo t
Dos te salve novo dia,
Que da noile Iriumphaslc,
Dos le salve co d'anil ;
Puro co do meu Brasil,
Puro co que dizamor
Puro co de tenia grara
Puro eco onde o sol passa
Puro, ar lente, animador.
Dia infante em berco d'ouro
No horsonlc a aurora embala.
Volve, nume dos amores
Que derramas leus fulgores
Na minha Ierra natal.
Salve aurora !... o sabia
leu louvor melhor dir
No seu canlo matinal.
DisseAu rerair.
N. B.Lembranra ao collcga de (.iranliuns.
Disa-lhe que recebi as suas pela J., c afrmc-lhe
que aqu aporlaram cm paz os icfugiados Hngaros,
acompaohando o immorlal.....
f Caria particular.)
JURY DO RECIPE
Dia 26 de junho.
Presidencia do Sr. Dr. .lle.randre /ernardino
tos /leis e Silva.
Promotor publico interino Francisco Comes Vel-
loso de Albuquerquc Lins.
Escrivao Joaquim Francisco de Paula Esleves
Clemente.
Feila a chamada as 11 horas da manhaa, acham-sc
presentes 42 jurados.
Foram dispensados da sessao e relevados das mul-
las em qne neorreram, os Srs. jurados seguinles :
A requsicao do diredur da Faculdade de Direilo,
o Dr. Jeronvino Villela de Caslro lavares.
A reqoisiro do inspector da alfandega. o 'elor
conferenle Amonio Cario! de Pinho llorges.
A reqoisiro do inspector do consulado provincial,
o chele da primera secrao do mesmo, Theodoro Ma-
chado F'reire Pereira da Silva.
A requisirao do director do Ijceu, o professor da
liagoa nacional, Antonio Pedro de Figueirodo.
A reqoisiro do director do conselho administrali-
vo o secraro do iiiesmo,Bernardo Pereira do Carmo,
(MRESPODEm..
Redfe 24 de junho.
Eis-mc, meu bom amigo, nesla sua cxplcndda
capital do Recife, Vnneza, Chaln, ou Ihouloose do
imperio da Santa Cruz, a mais bella e mais panor-
mica cidade que mcus olhos lem visto ; e sempre
que lerdio de vc-la minha alma toda se.cspandena
contemplarn de seus bellos burros, seus elegantes
edificios, seus ros c suas pontes, objectos estes que
fazem |deslc Recife um paraizo Ierre.il.
Que dilferenra para essas medonhas florestas de
minha Ierra V Embora... lpojuca he para mim um
lugarejo de encantos, c su.ivida le : gosto do seu cli-
ma, d
seus nos c seus campos ; aprecio seus ha-
bitante^. 3 entre elles cont nao pequeo numero de
all'cirofdos. Os habitantes das cidades nao gostam
de amluos camponezes ; fazem muito bem, porque
nao estao l para gastar seu lempo com homens
de grossa casca, e he por slo que eu choro pelas
ceblas doEgvplo. Sou como aquelle indio, que
sendo levado pela mriobemfazeja da civilisarao ao
cenlro de urna grande capital, bejou depois de an-
nos que vollou a sua Irib o lorrao de sua palria.
Sim, meu amigo, muila iulluencia lem a civilsa-
cao nos coslumes do homem ; mas nunca ella pode
extirpar de sua educa suas ideas primitivas, e en-
tre os grandes peusamentos do presente a recorda-
rlo do passado s o deixa, quando sua imaginaran
nao mais (rabalha.
Dito islo, vamos ai que interessa.
Nao lhe causo sorpreza vollar eu aos seus prelos :
drzem os meus patrelosque ha comso que podem
mais do que as tezesz seria enfadonho reproduzir-
Ihe agora as causas, que novameule me movern)
fallar em lpojuca, e rsumn lo as dirVi em resulla-
do, que cscrevi por ser coherente : restar provar J
l'ica para logo. Ardes que me esqueja ; saiba, que
Icnho um projeclo, e pretendo, querendo Deas, po-
lo cm execucao.
Vou a Minas, paiz flauteo d/s queijos : o pro-
jeclo cin si nlo lhe parece pygrno ".' Pois exondado
por mim he um collosso de Rhodes. Digo-lhe em
segredo ; vou esludar osvstema de se fugir do re-
crulamento Enlcnlo, que presto nlo pequeo ser-
viro a lpojuca, cnsinaodo ans meus patricios a
mancira mais fcil de nJo so ser soldado por leca:
elles preferem antes ser rccrulados por ira;.
A minha viagem hade ser breve, pelo que Icnho
de (tediar Pernambuco neslesdias.
Nao lenho eslado ocioso ; Icntio passeiado, e pro-
curado ver os melhorcs edificios da nossa capital.
O palacio presidencial be aos meus olhos magni-
fico, e mui principalmente pela pasiega beila em
que esl edificado.
O Iheatro he om edificio elegante, mis quer-me
parecer que tica muilo a quem as posses da pro-
vincia ; comludo nao nos podemos envcrgouliar
sempre que o firmo*, porque a poca dos capoeiras
passou, e agora estamos lando, escreveudo e con-
tando a Caslilho. benza-nos Dos.
A casa de delencao... nao fallemos na casa de dc-
lenco : nao quero que me alcunbcm de parlamen-
tar ou (tigrnhciro. Visilei de Irmgc o cemilerio.
Fui vero arsenal, alfandega e o hospital de canda-
do, e conio sejam elles edificios de primeira ordem,
c Icnha una vez ja nellcs fallado, direi nicamente,
que 1 ao desmeulcm a nvilisac.lo de nossa chara
provincia. Agora permilta-mc que lhe falle com
mais tlgiinia largueza no palacio episcopal.
.m verdade eu lhe digo, que exceden a minha
especl.diva.
Sobtrba c magestosa he sem duvida alguma a re-
sidenca do prelado da igreja peruambucaua.
Sua posirAo 111.1g1.1lua n'ura espacoso alrio, seus
elegantes torreos c sua fachada soberna dao a csse
palacio urna prosenca respeilavel.
As suas salas estao assciadamenle mobiliadas, c
ainda com mais apuro c riqueza a do Docel.
As comnioilidadcs c cncanlos naluiaes que ofle-
rece a quii,1 011 sitio desse edificio magesloso, dao
cerlamcnle grande realce aos aposentos do inte-
rior.
Nao procurei s ver o palacio ; fiz-me apresentar
a S. Ex?. Rvm., c por alguns momentos fcz-irie a
dislincta honra de receber a minha liumil le visita.
Bcelcahjstico digno do grande e sublime benearJo
que oceupa o Sr. bispo de Pernambuco, he dolado
de urna brandara de canelo e natural candidez
evanglicas. Sua conversarao, nao sendo recbeada
desse espirilosecular, he comludo chela de sumida-
de: nella se revela bem distindamenle sua hones-
tidadee suas virtudes cvicas e religiosas.
Oh meu amigo, esquecia-me dizer-lhe, que sou
muito franco como me coahece, parra nao crer, qua
queimo podre incens a rjucm nao merece : n3o ;
quando reconheco que devo elogiar, havendo para
isto no individuo mcrecimenlos pessoaes, nao paro
a rarreira de minha peana, senao quaudo minha
consciencia me dizbasla !Ir alm desse manda,
do interior, ou contra os seus dictames he o que cu
e lodos chamamos injuslica ou bajulaco. Nao he
dando o seu ao seu dono qoe a imprensa se prosli-
toe, a imprensa se avilla quando a vida privada do
catadla he csmerlhada cm dezar a sua honra, quan-
do se calumnia atrozmente um governo recio e jusli-
reiro, quando cmllm se prests s paixes c desaba-
fos de quem traic.oeiramcule quer ferir seu inimigo
poltico ou domeslico.
Se o que merece encomios deve ser proclamado,
eu nada mais faro do que cumprir um dever de
consciencia, como humilde, escriplor.
Iratava cu do Sr. bispo de Pernamboco, como
um prelado eminentemente virtuoso, c anda pro-
sigo.
O Iralamcnlo exterior de S. Exc, como Vmc. v,
be faustoso, he justamente correspondente sua al-
ta calhegora de principe ; seu ratamente porem
particular he cm verdade summamerde edificante ;
so respira essa humitdade evanglica dos primeirns
bispos do chrislianismo. Sua mesa he lauta c appn-
ralosa paraos seus amigos, hospedes e rommensaes:
para ello hesummamentc fruesl.
Qual a nrpliAa 011 viuva desvalidas que ja procu-
raran) desse benfico pastor lenitivos s suas penas,
promptos soccorros a sua miseria, que cargosamen-
te nao fossem allendidas ? O publico nao v c*a
iiuvem de meudigos e defetuosos miseraveis que
amue constantemente as portas do palacio da Sole-
dade, e que dalli sahem hemdizeinla a mo hem-
fazeja que sobre elles derramou o pao qua Ibes ma-
lou a fome".' O publico nao sabe, qus o bispo de
Pernambuco dispende largas sommas com as ma-
Irizcs uascenles, e aquellas que se reedifican) ? Nao
estou tao decrepito, meu amigo, que nao me recor-
d dessa lamenlavel rebellio de Pauellas, que lan-
as vidas preciosas ceifou, e dinlieiros dos cofres p-
blicos gaslou, e que a nao ser a presenra do virtuoso
pastor ainda boje a obra da destruidlo #ferocidade
progrediria !
E, ainda assim, meu amigo, como que cm remu-
neroslo de lanos e lia valiosos serviros prestados
pelo digno prelado, o que se tem feilo ? Cada da
dizima-se o tispadojdc Pernambuco, como que se os
seus rendimenlos reverlessem tao simiente em pro-
veito de S. Exc!
Agora mesmo na cmara dos deputados apparece
a idea de so crear om bispadn as Alagoas : que-
rem, pelo que noto, que a diocese fique redunda
provincia 1.1o somento, porqnc amanha a Parahiba,
e depois o Rio Crande do Morle se julgaro com
iguac direilos a se ronsliluircm bispados O que
ja fallou s Alagoas a bem do pasto espiritual, por
indolencia, ou pouco zelo do sen prelado f Nao
tcmS. Exo. concurrido para o esplendor, c augmen-
te da igreja Alagoaoa 7 N.lo se tem chrismado os
povos, e visitado essa parte do bispado ".' A nao ser
talvez o desejo de se servir a alguem, que mira o no-
vo bispado nao sci, meu amigo, qual a utilidade de
urna tal medida.
Muilissimo extensos sao alcuns bispados do impe-
rio, mas nao se trata de parli-Ios, porque lalvez ain-
da nao apparecesse algoma influencia ccclesiuslca,
quo os ambicionasse O norte he um fiio bastar-
do, que so por algum eodicilio poder parlilhar do
grande inventario nacional. Visitei igualmente os
senhores secrelarios de S. Exc. Rvm. e euconlrei
nelles muila poldez, e agasallio, houras estes por
domis subidas para um pobre, e inculto camponez.
Fui a velha Olinda, a Ierra ubi Troja fui!.
Edifica, meu amigo, o zelo com que alguns senhores
sacerdotes, tem procurado levantar do desprezo, e
sacrilego deleixo a igreja do Convento do Carmo,
nao poupando despezas, nem esforros Oh quan-
do seus filhos, seus protegidos (os religiosos carmeli-
tas da Bahia) esquecem-se de beneficiar aquella
igreja, vinga-la das profanaees de alguns dos seus
priores de eterna memoria, urna assoeiaglo de vir-
tuosos clrigos, a frente dos quaes primam, por seu
zelo, e dedicarlo SS. Virgen os Srs. Drs. Ibiapi-
na e Coelho procura com afn fazer surgir de suas
ruinas esse magesloso templo !
Nao he entre os homens, que podero coiher os
Inurosde lana beneficincia esses, que superando
prejuizos humanos tem concorrido para obra 15o
meritoria.... Procurc ver o seminario episcopal, on-
de leccionam 13o doutos lentes, mas por fatalidad
i aquella hora nenhuma das aulas Irabalhava. Eu
enlendo, meu amigo, que com esse pi, c soienlifi
coeslabelimenlodeixaremos de ler, como disse o
abbadc d'Aras um clero pobre, c mendicante, por-
que derrainando-se por entre os candidatos as sacras
ordens a inslrucco elles deixarao de ser para o fu-
turo pobres e mendigos ; porque, quem sabe, sabe e
nunca he pobre ; alem de que, meu charo, na nos-
sa provincia, e mais ainda nesta capital o clero (sal-
vo honrosas excepecs) nao he la 1,1o pobre de ins-
trucc^es, como lalvez snppunha esse Sr. d'Aras. Nao
gozam de grande nomeada por seus talentos, o ins-
lrucco os Srs. sacerdotes Ibiapna, M. lavares, Re-
zende, Meira, Faria, Campos, Coelho Capislrano,
Gama, J. Raphael, c mnitos oulros cujos nomos n3o
me record ? Nao (eremos pelo campo lanos pa-
rochos, que fazem um papel bem importante na re-
publica scientlfica '! O que convem he que os po-
deres do eslado dem ao clero brasileiro aquella im-
portancia, que por sua alia calhegora na sociedade
merece.
Ainda pretendo contiuuar sobre este assumplo, e
reservo-mo para mais logo.
Fallemos do que vai por lpojuca.
Os seus habitantes eatfa mais satisfeilos. a raz.lo
ignoro, mas senao me engaa a mente elles es-
peran)....
A polica a esla hora eslara as mos do primei-
ro supplenle Dr. Alves, que paroco haver atlendi-
do aos pedidosdo Sr. Cimillo, c exceprao de urna
pequea morle feila cm um lal Manoel Padre, nada
mais consta,
O' lenle coronel do .1 batalho esta organisan-
do as proposlas para seren apprescnladas ao Exm.
presidente, e consla ella de urna ollirialnlade
briosa, abastada, e indepeudenle. Elles de com-
mum aceordo com o lenle coronel prelendem or-
gauisar urna banda de msica, para o qoe ja se
acham contratados os msicos. Nada direi a res-
peilo do 2" batalho porque nao tive quem me infor-
maste nada a respeilo, mas he provavel, que ja esto-
ja organisando as propostas o seu respectivo corn-
mandanle.
As chuvas tem sido copiosas, e os caminhos inlran
sitaveis.
A proposite, lemhro-mc pcrsunlar ao rendeiro
do engenho do Meio, que beneficio (rouxc ao tran-
sito publico desmanchar Smc. a ponte do seu enge-
nho : ludo se v !
mentes e folhas de pagamento, Cna forma-da circu-
lar de de agoste de 1847, pagae ao'Dr. Jeronjmo
Vilella de Caslro lavares, lente substituto da Facul-
dade de direilo de Olinda, o ordeaado e gratificarlo
que deixou de receber desde o primeiro de feverci-
ro at 24 de maio de 1849, por ler sido preso 110 da
i daquelle mez, e pronunciado cuno cabera de re-
hclhso no referido dia 24 de maio, Em 6 de dezem-
bro de 185S. l'isconde de Parani.n
SONETO.
Por dar a um verso meu publicidade.
Vejo crgaar-aa urna grande vajera ;
lim me grila d'aqui :-a-forle ama I
Nao quer se convencer que lie nullidado !
Oulro diz-me d'alli : a fulilidaJc
He s o que se v nessa alg'ravta :
Querer qu'ella figure por poesii,
He por cerlo a maior fatuidad a
Confess que principio entriikeido,
Por um pouco fiquei desanimad,
A mim mesmo duendo : eslou perdido !
Mas cm breve tornando ao prim eslado,
Vi que de lodo nao fiquei balid,
Pois qu' o dito 11,10 slava inda trovado.
Recife 96 de junho de 1855. / .
COMMERCIO.
Meu amigo, fueram-mc presente de urna produc-
to corographica do Sr. Manoel Antonio Marlins
Pereira, sobre o imperio : nao lenho as habililaoes
precisas para' que se abrace o meu juizo cm favor
dessa obra ; lodavia direi, que o Sr. Marlins Perei-
ra presten n,1o pequeo servico ao Brasil proporcio-
nando as aulas, e as familias um compendio claro,
conciso, c verdadairo do que ha de mais imprtenle,
dieno de saher-sc, e esludar na Ierra da Sania Cruz.
O Exm. conselheiro Sr. Nahuco a quem essa obra
fui meritoriamente offerecida nao deve esquecer que
s o milito amor patrio, c n,lo o desejo de celebri-
sar-se foi quem moveu ao senhor Marlins doar a
sua naci com 1,1o importantes noticias.
Adeos. Nada mais. Seu amigo.
PUBLICARES A PEDIDT
O abaixo assignaoo declara, que he menos exac-
lo ler elle recelado os seus ordenados e gralifi-
cac,C9 relativas ao lempo em que esteva preso, pro-
nunciado e condemnado, como se lem espalbado
por esla cidade ; por qua nlo o que o abaixo assig-
nado recebeu como consta da ordem do Sr. minis-
tro da fazenda, Mrquez de Paran, n. 121, de li de
dezembro de 1851, abaixo transcripta, foi n ordena-
do e gratificarlo que lhe erara devidos, relativos
Ircsmezcs e vinle e qualro dias, qne estafe preso
sem pronuncia, importando ludo isso na grande
gunntia de Iresenlos e setenta c lanas mil reis. Re-
cite 27 de junho de 1855.
Dr. Jeronymo IHelia de Castro Tarares.
o O visconde do Paran, presidente do tribunal
do lliesouro nacional, para salisfazer ao'qoe requi-
sitou o ministro do imperio em aviso de 1 i do mez
prximo lindo, ordena ao Sr. inspector da Ihcsoura-
ria de fazenda da provincia de Pernambuco, que,
feila 9 competente Iiquidacao a vista dos asseula-
PRACA DO RECIFE 27 DE JLMHO AS 3
MOKAS DA1ARDE.
Cotac.cs officiacs.
Cambio sobre Londresa 27 I [ d. a sinheiro para
leltras de foro.
ALFANDEGA.
Rendimenlo do dia 1 a 26.....302:85Of8,8
dem do dia 27.......24:2i80%
327:0983980
Descarregam naje 2s di junho.
Barca inglezaSeraphinamercadura.
Ilriguo ingle/.Fartjbacalho.
Brigue iuglezTitaniaidem.
Brigue bauoveriano ittt/tittialamida de Irigo.
Brigue sardoDainopipas de vinha.
Polaca hespanholaSilencioidem.
Hiale brasileiro Dous Amigosfumo e charutos.
Imporlaca o.
Brigue inglez Titania, viudo de Ierra Nova, con-
gnado ; a James Crablrce & Companhia, mauifes-
liui o sesuiite :
2,780 barricas bacalho ; ans consignatarios.
CONSULADO GEHAL.
Rendimenlo do dia I a 2C.....37:i.i82l86
Idem do dia 27....... '1:1308078
38:588t.VH
DIVERSAS PROVINCIAS. '
Rendimenlo do dia 1 a 26..... 2:9565817
dem do di 27 ..... 1 54^697
3:011*514
Exportacao'.
Ilamplon Roads, patacho americano Ellenn, de
170 toneladas, condiizio o sesuinte : 5,722 couros
sahza.ios, 8 toneladas de ferro velho.
Lisboa, barca portugueza Ligeirao, de 382 tone-
ladas, conduzio o sesuinte : 3,800 sacros e Mea-
ras com 19,000 arrobas de assuc'ar, 250 cooros, 2}
1|2 duzias de varas de qoiris.
Araralv, hiale brasileiro Duvidoso), d i3 tone-
ladas, conduzio o seguinle : 110 voluoes gneros
eslranseiros e nacionaes, 2 barricas cois 15 arrobas
e 22 libras de assucar.
KECEBEDORIA DE RENDAS 1NTEBNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Itendimenlo do dia I a 26.....82:392*608
Idem do dia 27.......1:9986744
*:39)352
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlododia t a 26..... 60:936C9I6
Idem do dia 27 3:8165062
i:78-iM)7S
MOVIMENTO DO PORTO.
haviot mirados no dia 27.- .'
Camaracihe2 dias, hiale brasileiro Novo Destino,
de 22 toneladas, mostr Eslevao Ribeiro, equipa-
gem 3. carga assucar c madeira ; a Manool Jos
Marlins. Passageiro, Irajano Evaristo 'Caslello
liranco e 1 escrava a entregar.
Da rommissoBrigue de guerra brasileiro Capi-
baribe", commandanlc o 1.-lenle l.urtaero de
Salles Oliveira.
EDITAES
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, era eumprlmenloda ordem do Exm. Sr. presi-
ente da provincia de 18 do correte, manda fazer
publico, que no 12 de julbo prximo viudooro, pe-
rante a junta da fazenda da mosmi thesooraria se
ha de arrematar a quem por menos fizer a obra do
13" Unco da estrada do sul, avallada em tOiMOSOOO.
A arremal.ioao ser (bita na forma da le provin-
cial n. 343 de 15 de maio de 1854, e sob as clausu-
las ospeciaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arrematarlo,
comparecen) na sala das sessoes da mesnsf junta,
no dia cima declarado pelo meio dia cortpclonle-
meule habilitadas.
E para constar se mandou aduar o presette e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial do Fernam-
buco 20 de junho de 1855.O secretario. |
A. F. d'Annitncianp.
Clausulas especiaes para a arrematado.
i.a As obras do 13 laneo da estrada do sil far-se
bao de conformidade com o orjamenlo, plaa e
perfis approvados pela directora em conselio e ap-
presenlados a approvaolo do Exm. Sr. presidente
da provincia na importancia de 10:3409040.
2.a O arrematante dar principio as ohrsno prazo
de um mez, e as concluir no de 9 mezrs ambos
contados na forma do arligo 31 da lei provincial 11.
286, sendo obrigado a dar transite no fim de seis
mezes.
3. O pagamento da importancia da arrtmalarao
vcrilicarsc-ba em 4 preslarcs iguacs, senda a ulti-
ma paga na occasio da entrega definitiva, a as ou-
lras tres correspondern a cada terco da obra, sendo
pagas ditas prestares em apolires da divida publica
creada pela lei provincial n. 354.
4.a Metade do pessoal das obras conslarj de tra-
bajadores livres.
5.a O prazo de responsabilidade ser.i de um anuo
durante o qual ser o arrematante obrigado a mau-
ter a estrada em perfeilo eslado de coaservaco.
6." Para lodo o que nao se adiar determinado
uas presentes clausula;,nem no orcamenloscgiiii-se-
ha o que dispe a respeito a lei 11. 286.
ConformeO secretario, Antonio F. tt.lnnun-
ciacio.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimento da ordem do Ex. Sr. pre-
sidente da provincia de 18 do rorrenfe, manda
fazer publico, que no dia 12 de julbo prefini vin-
douro, peranl* a junta da fazenda da mes aa Ihesou-
raria se ha de arrematar, a quem por me js fuer, a
obrado t. lauco da estrada de Muribec, avahada
em 8:8005.
A arrematarlo sera feila na forma d.i li provin-
cial o. 343 de 15 de maio do anuo lindo, c sab as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremalarjao,
oomp irec.im na sala das sessoes da mesma junta, no
dia cima declarado pelo meio da competentemente
'habilitadas.
E para constar se mandn aduar o ptapenle e pa-
biiear pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial dt Pernam-
buco 2(1 de junlio de 1855. O secretario, Anloi'ii,
l-'errcira da Annuneiaciio.
Clausulas especiaes para a arrcmtlardo.
1.a As oirs da de Murbeca far-se-hao de conformidade com o
encmenlo e perfis approvados pela directora om
conselho e apresenlados a approvaeao d Exm. Sr.
presidente da provincia, na imporlanoiadc 8:800?.
2.a O arrematante dar principio as obras no
prazo de um mes, e dever concluidas 110 de ole
mezes, ambos contados na formado arl 31 da lei
. 286. ,
3.a A importancia da anemalac,lo ser paga na
forma do arl. 39 da lei provincial n. 286 cm apo-
lires da divida publica provincial n. 334 de 23 de
selemhro de 1854.
4." O prazo da responsabilidade ser ale um anno,
(cando durante dito prazo o arremtenle Obrigado a
conservar o lauco cm bom eslldc.
5.a Para ledo o que nSo se adiar previsto'as pre-
sentes daadas, nem no oreamenl,, srguir-se-ba 1
que.dispe 3 respeilo a le; 11, 286.
ConformaO'jecrelarw, a. F. #Anuuticiocao

'
-
MUTILADO


* O Tllm. Sr.^ispector da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimenlo la ordem de Kxm. Sr. pre-
sidente da provincia de 11 de maio ultimn, manda
convidar aos proprielarius abaixo mencionados, a
entregaren) na mesma Ihesouraria, no prazo de 30
dias, a contar do ilin da primeira publicarlo do pre-
sente, i importancia das quntas com que deveni
> entrar para o calcamento das casas da travessa de S.
Pedro, conforme o disposto na lei provincial n, S50.
Adverlindo qne a falta da entrega voluntaria, ser
ponida com o dupto das referidas qnolas, na con-
formidade do arl. ti do reg. de 22 de dezembro de
18.>i.
N. i. r.alliarina Maria do Sena. 578600
N. (i. Manoel Antonio da Silva Reis. 199800
N. S. Manoel Josa da Molla.....I8SOO0
N.10. Maria Rosa ,da Assumprao. 619S00
V. 1. Manoel Buarque de Macedo. 1>>8O0
E par constar se maudou anisar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pcrnam-
buco 9 de jonhn de 1859. O secretario, Antonio
Ferreira da liniunciacSo.
MauoelIgnacio de Oliveira l.obo, fiscal da freguezia
de San-Frei l'edro Gonsalvcs do bairro do Rc-
cife, ele.
l'or portara da cmara municipal de 0 do cor-
renle, Ihe fura ordenado a execueau das poslvras ad-
diciouacs, nltimmenlo approvadas pela nsscmbla
dativa provincial, pelo qne se'fax publico par
j inleiro eouhecimenlo de lodos os moradores desla
freguezia.
Artigo 1. Em ncnlium acuugnc se podem cortar
carne antes das t horas da manbaa, c ncm depois
das 6 da larde, os infractores serio multados em
liftQOO.
Alt. 2. Ninguem poder edificar, reedificar qml-
quer obra de pedra c cal, de taipa, ou de madeira,
qne nao seja de conformidade com a planta da ci-
dade, posturas e tabellas em vigor, precedendo li-
cencia da cmara : os-infladores serAo multados em
3tj, lm da demolicjlo da obra feila, urna vez que
nao esleja de conformidade com a referida planta.
Arl. 8.o Kica prohibida a morada de familias no
interior das casas em que honver acougne, excepto
naquellas. que por sua capacidade poderem admil-
lir divi-.lo interna de parede ou taboas, quo separe
a9 familias dos acougaes, sem que com este se com-
muniquem ras entradas e saludas : os infraclores
donos dos acougues sero multados oin 108. c no
duplo na reincidencia, ficando desdeja obrigaJos
sob a mesma pena, a fazer retirar dessas casas os
que nellas morarem.
Arl. 4. ISingiiem peder eslabeleccr d'ora eh
dianle padaria seno nos lugares seciiinles : ra dn
Itrum desde a parte ainda nao edificada al a for-
taleza ; Imperial da casa do cidado Anlonin Silva (lusmao para dianle ; Cabanga e vnlta dos
Coelhos, ra do caes projeclado ao leslc da fregue-
zia de San-Jos a partir da travessa do Monleiro
para o sul, pelos que ficam entre esla ultima e
Augusta, terreno devoluto a comprar das edifica-
ees da praia de Sanla-Rila, lado do leste, em se-
gnimeuto, praia de San-Jos ao sabir no largo das
Cinco-Puntas, becco das Barreiras, Sotcdade c San-
to-Amaro.
As ditas pananas IcrSo os sens fornos construidos
segundo o plano adoptado pela cmara, o que sera
. verificado por meio de exame : os infractores serao
multados em 303, e soflrerao quatro dias de priso,
e liles serio fechadas as odenlas.
Arl. 5. As que actualmente existem no centro da
ciliado seroremovidas p..ra os referidos tusares den-
tro do prazo improrogavel de dous annos, sb pena
de pagarem os seas dono 305, e do lhes seren fe-
chadas as fabricas.
Art. 6. Ficam proliiilos o fabrico de fogos arli-
liciaes, venda de plvora o deposito desses objeclos
dculro da cidade, seja qnal for a quaulidade: os in-
fractores i.icorrerao as penas de oilo dias de prisAo
e na multa de 303000, duplicada no caso de reinci-
dencia.
E para qoe ninguem allegu ignorancia mande'
publicar o presente pela imprensa.
Bairro do Recite 23 de junho de 1855. O fis-
cal,.l/anot Ignacio de Oliceirxx tobo.
O Dr. Abilio Jote Tacares da Silca, juiz deor-
pluws e menle*, tiesta cidade do liedle e sea
termo, por S. .1/. I.e C.o Sr. D. Medro II. que
Deor uarde etc.
Viro saber, que leudo instaurado processo de pro-
digslidade conlrr. Gervasio Pires Ferreira, filho do
finado JoAo Pires Ferreira c de sua inulher I). Ma-
ria Francisca Pires Ferreira, depois de baver in-
querido acerca de se.ui actos tres leslemunhas maio-
res de loda eicepcao, e de ter ouvido sobre seus de-
poimenlos o Dr. curador a,l Ulan e o Dr. curador
gcral, profer nos respectivos autos a senlenca do
theor segninte. :
Em villa do que de plano averiguei sobre a pro-
digalidad de Gervasio Pires Ferreira, cujos desor-
denados desperdicios 'sao de noloridade publica, e
mais pplo depoimenlnj contesto das'lesteinunlias de
lolhas 7 a follias 10, pareceres do Dr. carador ad
titem e Dr. curador gcral,. com quaes me conformo,
julgn dilo Pires Ferreira prodigo, nos termos da ord.
liv. i." til. 103 S t.", e nomeio para scu curador o
Dr. Jeaqeim Pires Machado Porlella. que prestar
juramento, e proceder ao respectivo inventario, na
furnia da lei; sendo atusado nos lugares rio coslunico
competente edital, e# publicado pela imprensa, para
constar a qtiem convicr : e cusas. Recile, 25 da
de junho do 1853. AbUio Josa Tacares da Silca,
Nada mais se conlinha em dita minba senlenca
aqui copiada, em vkliide da qual mandei que o es
crivSo 1-ionaiio Correa de Brilo, que permite mim
serve, passasse.dous editaes do mesmo theor, um dos
quaes ser aliado na porla d? casa das audiencias
e oulr i publicado pela imprecisa. *
E para que em lempo alguin se allegue ignoran-
cia a espeilo do que dilo e determinado tica, fizpas-
sar o presente, que alera seu sello, por ser exodi-
cio. Uecifc 25 de junho de 1855.Eu Floriano
Correiade Brito escrivao o cscrevi.
Abilio Jos Tacares vdSilca-
O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
ern ciimp'rimenlo da ordem do Exm. Sr. presideule
da provincia de 23 do corrente, manda fazer pu-
blico que no dia 19 de julho prximo vindouro, pe-
anle a junta da fazenda da mesma Ihesouraria, se
ha de arrematar, a quem por monos fi/.er, a obra da
estrada da Magdalena, Uto lie, o I." lancu da de
Pao d'Alho, avahada em fe:360^000 rs.
A. arrematarse ser feila na forma da lei provin-
cial n. 343 de 15 de maio do anno findo, e sob as
clausulas especiaos abaixo copiadas.
As pessoas que se propozercm esla arremata-
can comparecam ni sala das sess/ies da mesma junta
no dia cima declarado pelo meie dia competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandn adixar o prsenle e
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
luico25 de junho de 1855.O secretarlo.
Antonio F. d'.tnnunriwti.
Clausulas especiae* para a arrematarlo.
I." As obras do primeiro lanco da estrada de Pao
d'Alho.farse-hllo de conformidade com o ornamento,
plantase pcrfis,pprovado pela directora em conscllio
presentados a approvae.lo do Exm. Sr. presidente
da provincia, na importando 72:3fi0^KJO rs.
2." O arreinalanle rirn principio as obras no pra-
zo de dous meses e as concluir no de dous aunos.
contados na forma do arl. 31 da lei provincial n.
2Ht. sendo obligado a dar sempre transito nn publi-
co de p e carros.
3." l) pagamento da importancia da arrematarlo
serafeilo na forma do'art. 39 da lei provincial n. 286,
sendo metade cm apolices da divida publica, creada
pela le provincial n. 351, e a outra Helarle em
l inepta corrente.
S. O arrematante devera ter ao menos metade do
pessoal do -.ervico de gcnlelivre.
"i. Para '.udo o qne nAo se athar dclerminadii as
preenle clausulas nem no orcament, seguir-?c-ha
v o que dispiie a respeilo h lei provincial r. 286.
Conformo.O secretario, A. F. da AnnkneiafSo.
(1 lltia. Sr. inspeclor da Ihesouraria provin-
cial em cniaprimcnto da resoluto da junta di fa-
zenda, manda fazer publico, que no dia 19 deju-
lho vai notamente a praca para ser arremala-
>' a quem por rqenos fizer a obra dos reparos de
que precisa o agudo de Caruar, avadada em
1:0128000 rs.
E para constar se mandn afiliar o presente e pn-
y blicar pelo Diario.
Secretaria da lhennraria provincial de Pernam-
biieo 2"> de lanho de MBS.
O^ecrelario,
Antonio Ferttita da Arinunciiiclio.
OIMIIODE PERMIluBCO QUINTA FEIRA ti DE JNHf Ot 1855
O Dr. Antonio Epaminondac de Mello, juiz de paz
do lerccirn anno ilo primeiro districto da fregue-
sa do SS. S. do bairro de Santo Antonio da ci-
dade do lenle, provincia de Pcrnambuco, em
virlude da lei etc.
I'aco saber aos que a presente carta de editos vi-
rem. que por parle de Joan Ferreira dos Santos me
foi endercrada a pelicAo do theor seguinle:
Diz Juao Ferreira dos Santos, que lecdo de inten-
tar aceito competente contra 01 hordeiros do falle-
cido JoAo i'irmino da Costa Barradas, para baver a
quanlia le 3390780 rs. de nina obrigacao por elle
Maitinada, vencida a 17 de agosto de mileoilo ceios
e yinle e cinco, quer esgolar os meios consilialorios,
e como ignore o supplieanle a residencia actual dos
ditos herdeiros,assim como seus nomcs.requcr a V.S.
que se sirva de admilti-lo a justificar a ausencia dos
supplicados e incerteza de suas atoradas, o que
feilo e julgado por seulenra, se passe carta de editos
por espago de 30 dias, adin de seren pilados para
comparecerem na primeira desle juizo, por si ou
por seus procuradores, e amigavclmcnte pagarem
ao supplieanle a mencionada quantia o juros, pena
de revelia : uestes termos pede ao Illm. Sr. juiz de
paz do primeiro districto da freguezia de Santo An-
lonin do Recite, 8ssim delira. E. K. M.O ail-
vogade Cabral. Na qnal dei o despacito seguinle :
Corno requer.Primeiro districto 'le Santo Antonio
21 dejunlio de 1835.lpaminnndas de M*tto.
Em virlude do qml despacho se proceden a in-
quiricao de tesleniiinhas que depozeram sobo ju-
ramento dos santos Evattgeihos.a respeilo da ausen-
cia e incerteza do logar da residencia dos hordeiros
do tinado JoAo I'irmino il i Costa Barradas ; e sendo
ludo auloado e preparado, me loran os autos con-
clusos, e por mim lidos nellcs profer a senlenca do
theor seguinle :
Julgn por senlenca n deduzido na petgAo a di. 2,
c man lo se passe a caria de editos na forma reque-
rida.Primeiro districto de Santo Amonio 22 de
junho de 1855.Antonio Fpaminondas de Mello.
Nada mais se conlinha em dita senlenca dada
nos aulos, porbem da qual se paaMB ao justifcame
o presenleedilal com o prazo de 3U dias. pelo qual
se chama c cita aos referidos berdeiros do fallecido
JoAo Firmiiio da Cosa Barradas, para que dentro
dos referidos dias comparceam por si ou por seus
bstanles procuradores, para se profeder o termos
de couciliaco na forma da policio, e a qualquer
nutra pessoa, para qua Ibes far;a saber desla^nesina
etaclo, alim de que piles no liquen) indefezos. ()
porleirodeste juizo pttbliear este nos lugares mais
pblicos desle dislriclo o o adixara, passaudo cer-
lidAuem foana.
liado o pSs-ado ncsle primeiro districto desla fre-
guezia do SS. S. |do bairro de Santo Anlonio da
cidade do llecife aos 22 do mez de junho de 1853.
Eu Joaquim da Silva Kego, escriv.lo escrevi.
Anlonio lipamitondas de Mello.
O Dr. Custodio Manoel da Silva Guimaraes, jaiz de
dircilo da primeira vara do civel e commercio,
esta cidade do llecife de Pcrnambuco. etc.
lago saber aos nue a prsenle carta de editos vi-
rcm, ou delta noticia livercm, era ci'rno Anlonio
Joaquim de Souza Ribeiro me fez a peticAo do llieor
seainle :
Diz Antonio Joaquim de Souza Ribeiro, que Jos
da Silva Coralis, e boje seus hordeirM sao devedo-
res ao-uppic.uto da quantia de 3; 1989897 rs., de
uiiKi ohrigacAo vencida no primeiro de everciro de
1838, eJoAo Baptisia da Silva. iiojeseu| hordeiros
lif devedor igualmente ao supplieanle da quaniia de
I02f600ra. vereiro de 1837, quer o supplieanle protestar con-
tra ditosdevedores, para que nAo corra a prescripc.5o
sendo intimado dilo protesto por editos aos lierdei-
ros de ambos, por serem devedores ausentes de re-
sidencia incerla, pede ao Illm. Sr. Dr. juiz do com-
mercio deferimeuto. E. II. M.Oadvosado /r-
tilts l'ereira.Distribuida; como requer.'llecife 23
ile junho de 1835..S'i'ca Gnimaracis.A. Cunha.
Oliceira.
Termo de protesto.Aos 23 de junho de 1855,
nesla cidade do Recile em mcu rscriptoiio veio o
snpplicante Anlonio Joaquim de Souza Kibeiro, em
presenc i das leslemunhas ahaivo assignadas, que
elle proleslava contra os supplicados por lodo con-
lemlo declarado na pelicao relro, na couformidade
ila mesma, protestado tem, alim do produzir o dc-
f ido edilo.
E de como assim o riisse o protcslou, fiz este termo
cm que assignou com ditas lestcniuiihas. Eu Pedro
tertuliano da Cunha, escrivao o escrevi.Anlonio
Joaquim de Sonza Ribeiro, Cosme Jos dos Sanios
Callado, Domingos Barbosa Rodrigues.
E mais se 080 conlinha cm dita peticiio, despacho,
dislribuicao e termo do protesto aqai cnpiados, em
virlude do qual se passou o presente, pelo llieor da
misma'hei por intimado os supplicados para lodo
conledo nesla declarado, o qual ser adixado nos
lagar** do coslume e publicado pola imprensa.
Dada e passada nesla Cidade do Recite de Per-
nambuco aos26 de junhde 1835.Eu Pedro Tertu-
liano da Cunha, escrivao o escrevi.
Custodio Manoel da Silca Guimaraes.
O Dr. Custodio Manuel da Silva GuimarAes, juiz
de direito da primeira vara do civel o commer-
cio ne-lj cidade do Recite de Pernanihecoclc.
I-ac saber aos que a presente carta de edictos vi-
tero, en delta noticia liverem cm como Jos Mar-
ques da Cosa Soarcs me fez a peligo do llieor se-
uintc :
Diz Jos Marques da Costa Soares, que til* nendo
devedores Gaspar de Mcnezc; Vascoiirellos Drum-
mond, morador no termo de StiiIlciii da quanlia
de reis l:793jWJ importancia de Ires letras, e JoAo
Manoel de Barros Wan lerlcy l.ins, ausente no ser-
15o, sem que se saiba lugar corto aondo se ade, da
quanlia de reis l:G22S270dc umi letra, todas mer-
cantis vencidas c nao pagas, requer-o supplieanle
protestar pelo seu direito contra os supplicados seus
dQvedores, e requer a V. S. qu se digoe de man-
dar lomar por termo o seu protesto, e qoe se passe
carta preeatoria a respeilo do 1-, c de edictos quan-
lo a o ultimo para serem os supplicados intimados
do roesmo protesto, alim de iulcrromper a prey
crpc,Ao.
E assim pede V. S. Illm. Sr. I).-, juiz de di-
reito do cominercio.que lhe delira, mandando que se
proceda na forma requerida. E R. M.Jos Mar-
ques da Costa Soarc.
D. Como requer; e quanlo a carta odilal deve-se
observar o que rfispe o SI", art. 45 do regula-
racnlo. llecife 21 de junho le 1855.Silva Gui-
marAes.'A Cunha.Oliveira.
Aos 21 de junho de 1833, nesla cidade do Recife,
em meu escriplorio veio o supplieanle Jos Marques
da Costa Soares, e disse em presenga das leslemu-
nhas abaixo assignadas que elle proleslava contra
ossupplicadosCasparde Meuezes Vasconcellos Drum-
mond, e JoAo Manoel do Barros Vaadealev l.im,
por ludo conteudo da p;licro rclro na ennformidade
da mesma proleslado lem alim da produzir o di-
vido edeUo. E de como assim o disse, e prolestou
Ha este termo em que assisnou com ditas leslemu-
nhas. Bui Pedro Tertulian! da Cunha, escrivao o
escrevi.Jos Maiques da Costa Soares, Dominaos
Barbosa Rodrigues.l.uiz Francisco de Mello la-
vares. I Un,. Sr. Dr. juiz de direito di commer-
cio.O supplieanle Jos .Marques di Costa Soares,
vein respeilosamenle ponderar a V. S. ucerca do
rcspeilavel despacho retro, que exige juslilicacao da
a'iscr-ciadosupillic.idoJu.lo Manoel de Barros" Wan-
derley Lins, d eveJor do supplicannle para a intima-
cAo edital do seu protesto, que estando a expirar o
prazo designado pelo cdigo commerciai para a pres-
cripgao das letras mercanlis ven-idas antes da toa
promulgara,, Ihe lie. tnuilodillicil senai impos-ive1
adiar nos poucos dias, que restara nesla cidade pes-
soas do lugar onde rezidia o supplicado, que possam
iepr sobre a sua ausencia, que alias he notorio na-
quclle lugar, nem he possivel manda-Ios vjr de l
em lempo,pelo que vem requerer o supplieanle a V.
S. que se digne de dispensar essa l'ormalidade acci-
denlal simples intimarao requerida ao menos por
equidade, assim como se tem dispensado a oulros
em idnticas circminlancias. E se V. 8. assim Ihe
deferir, como esperaE R. M.Jos Marques da
Cosa Sosres.Deferido. Itacife 23 de junho de
18.55.Silva GuimarAes.E mais se nao conlinha
em dita peligAo, despacho, distribuicAo, termo de
protesto, c replica aqui copiados em virlude da qual
se passou a prsenle pelo llieor da mesma be por in-
timado o supplicado de lodo conlendo nesta decla-
rado, e quesera publicado nos lugares do coslume,
e publicado pela imprensa.Dados c passada nesla
cidade do llecife 25 de junho do 1855.Eu Pedro
Tertuliano da Cunha, escrivao osubscrevi.
Custodio Manoel da Silca Cuimaria.
O Dr. Custodio Manoel da Silva Guimaraes, juiz de
direito da primeira vara do commercio nesla ci-
dade do Recife de Pernamhuco, por S. M. I. e C.
oSr. Dom Pedro II. que Dos guarde, ele.
Pago saber nos que a prsenle carta de edito; \\-
rcm e della noliialiverem. que Francisco Jos l.ei-
le me dirigi a petigno dn theor seguinle :
Diz Francisco Jos,' l.cile, commcrcianle cslabclc-
cirio nesla cidade, que sendo elle credor por ttulos
de leltras e corda de tivro dos doradores que e guein, que Sin : Joao Doradles (".amara, de urna
lellra da quanlia de :18I378I rs., venc la a li de de-
lembro de 1812, e cania de livro da quanlia de
638515 r<. ; Anlonio Itaphael Seabra de Mello, urna
ledra da quantii de 8319857 rs. vencida a 5 de de-
zembro de 1819 ; Antonio l.uiz Ribeiro de Brito,
nina lellra da quanlia de .?l7i| rs., vencida i t
de novembro ilcl8il ; Aaostinliode Frcilas Nnues,
una lellra da quantia n> 2333820 rs., vencida a !(
de marco de 1S',8 ; Manoel Francisco de Abreu Li-
ma, ma lellra de I34|635 rs., vencida a 7 de ou-
tubro de 1818; Manoel de zovedo do Nascimeulo
urna lettra da quanlia de 1183760 rs.. vencida no
1." de maio rir 1:i ; Francisco Manuel de Arauio
Cthi, umn lettra da quanlia dol:i,l9.-,sl rs. ven-
cida a 3dejaueirode 18*3; Gabriel da Silva I opea
ama lellra da quantia de 89s830 rs., veucida l
de fevereiro de IS9 ; Jos Theodore de Carrallio
Cavalcanli, una lettra de 869547 rs., vencida a 28
de dezembro de 1819 ; Bernardino de Sena Souza
'lavares, urna lellra de 78-810 rs., vencida a 29 de
fevereiro de 1818 Anacleto Ferreira dos Santos,
urna lettra do ('..3-170 rs., vencida a 1(i de maio de
I8i! ; Anlonu Leandro da Silva, nina lellra de
I rs., vencida a 4 de Janeiro de 1810 ; Joao
Irancisco Duarle, um val de 453900 rs., vencido u
8 de marco de 1840 ; Anlonio Francisco l'inlieiro.
um dito de i.jottl rv. ; Jos de Mmoida Costa, um
dito da quanlia de 173O rs.; Jos Raymundo Fer-
reira,um dilo da quantia de 89000rs. ; Cypriano de
Barros l.eilao. a quanlia de 279340, coola" de livro :
Francisco Xavier Cavalcanli,a quantia de 48JBS0 rs..
contado livro ; Anlonio de Bollauda Cavalcanli, a
quantia de 373380 rs. conta de livro ;,Joanna Fran-
cisca da ConceicSO, lOttJOBO rs.. dem ; Antonio Jo-
s Piulo. ,i.3.3t)l) rs.. dem; Candido Liberato de
Oliveira M niel, 403790 rs., dem ; Francisco Coe-
lho de Sao/i, a quanlia de 759700 r*., dem ; Jos
Xavier Carneiro Rodrigues Campello, 609160 rs.4
dem ; Jos Mara Geraldes, a quanlia de K)-!i2;i
rs., ilem ; JoSo Carneiro Rodrigues Campello,
II r..-., dem ; JoAo Xavier Ribeiro de Andrade,
619920 rs., dem ; Francisco das Cnagas Ribeiro.
21>2Ors., dem ; 'Itiomaz de Aquino Pinto llin-
rietra, 449360 n., dem; Primo Jos Tavatei de
l.vra, 249410 rs., dem; Jos Antonio PeMsoa,
i rs. dem ; Alesandre Simiao da Cruz.
i, ideni ; Alexandrc de Oliveira Barros.
(838D rs., idem ; I). Caelaua Accioli l.ins, 3259112
Ti., dem ; D. Angel Mara dja Sanios, 2031.53 rs.,
dem ; JoAo ilvppnlito de Mira Lima, 129200 rs.,
idem ; Sebasliao Ignacio Accioli Lins, 409450 r.,
idem; Anlonio da Silva Marques, 3729621 rs..
idem; Daniel Gomes de Araujo Santtago, 24900U
ni., ilem; /eferino da Molla Nun-s, 759780 r.
idem : Jos dos Reis Gomes, 909890,idem ; Ignachi
dos Sanios da Fonseca, 323740. dem ; Joaquim
Sabino de CarvalUo Cavalcanli, 1S6055 r^., dem;
-Manoel Avelina da Silva Marques. 683 105 rs., idem ;
Manoel Antonio Coutinlio, 23 20 rs., idem ; Jos
Tavares de Lira, 12-3869 rs., idem; Cypriano Jos
Franco, 8-3(80 rs., idem ; Francisco" Smiles da
Silva, 123500 ns., idem ; Silverio Barroso de C ir-
valho, 109840rs.,idem; Joo deCarvalho pees de
Andrade, 1033150 rs., idem ; Jos da Costa Viaira,
323310 rs. idem ; Francisco Ignacio da Alhaydc,
30918O rs.. dem -. Venceslao altaiale, 189740 r-.,
idem ; Miguel Bernardo o linleiro 219060 r^
idem ; Antonio Jos Marroqum, 239835 rs.. Mera :
Joilonocencio Poggos, 249080. idem; .los Mari,,
Cabral, 79220 r-., dem ; Joao Francisco dos Santos
Siqucira, 379800rs., idem; Miguel Ferreira de
Carvalho, .53 rs.. dem ; Jos Rodrigas Machado.
12- 180, idem ; Antonio Alves Soares, 59920, idem ;
O. Luis Eugenio de Lucio. 139700 idem ; l.uiz de
Pinho Bornes. 83700 idem ;i.\l,innel da Cunha Pi-
mental, 189260 dem; Jos Ignacio Ribeiro, '13 idem,
Manuel Silvestre hlrreira Juninr, 2I.3IOO iilcm ; Jo-
s de Azeveio Aguiar, 119990 idem ; Anlnni-jde
Souza Flores, 339310 idem ; Jos de Barros Lins
89400idem; Jos Theodoro de Carvalho, 6*280
idem ; Ignacio Buarque, IS3ii;i) idem, Estanislao
l'ereira de Oliveira, 18(3700 idem ; Manoel Anto-
nio Ferreira. 11 -;>s"i 1 lem J080 Cavalcanli deAl-
liuquerquo Mello, 2332!'J idem, Manoel Antonio
da Silva, 1639270 rs., i lem ; JoAo Baplifta de Sou-
za, H.3M) idem ; Ignacio Manoel Viegas, 159800
idem ;Joo de Souza Lima, 159820 idem, Manoel
Francisco do Monte, 79180.idem ; Francisco (ornes
de Araujo Ferreira, 259940 idem ; Ignacio Leopol-
riiun de Carvalho.' 289182 dem ; Pedro Alexandri-
no Gomes, 4219355 idem ; Jos Joaquim de Mes-
quita, 479470 idem ; JoAo Jos Buarque, 139080
idem ; Joao Aznslinho /lo Nasrimcnto, 12-(il0 iiem;
Alberto Gomes I'adilha, 27,-3.1(1 idem ; Germano
Anlonio.do Amaral, 1(23217 ilem: Manad Bap-
tisla.de Al.iln le, 79040 i lem ; c cuino os llovedores
cima descriptus, sao de ttulos j^ vencidos ha lem-
pos, e se acitara ausentes, c cm parte incerla e nao
saluda, c achando-so prximo a expirar o termo
marrado pelo cdigo commerciai para a prsscripgo
dos referidos liliilos, vem por isso o supplieanle re-
querer a V. S. para 11A0 Bear prejudica.dou seu di-
reito, mandar lomar por termo o pretextadas refe-
r las ledras e utas de- livro, sendo dilo protesto
intimado por editaes aos supplicados de conformi-
dade com o disposlo no arl. 391 do riecrcl n. 737 de
23 de novembro de 1850, afim de ser interrumpida
a prescripcAo na forma de direito '. uestes termos
pede a \ S. assim ihe delira.Esperareieber mer-
co.Advogado, Ctanho.
Distribuida ; como requer, guardada a disposigo
do arl. 4.3, S 1. do regulainenlo. llecife 21 de ju-
nho de 1833.Silva Guimaraes.A BaplislaOli-
veira.
, Termo de nrolesto.
Aos 21 de junho de 1853, nesla cidade do Reife
de Pernamhuco. em meu escriplorio veio o soppli-
canlo Francisco Jos Leile e disse presente as lesle-
nninhas abaixo assignadas, que protestara contra os
devedores referidos cm sua petieAo, pelo conlerio
nella, c para o lini requerido, e" de romo assim o
disse e prolestou, fiz este termo que assignou com
as leslemunhas.
Eu Manoel Joaquim Baplista, escrivio interino o
escrevi.Francisco Jos Leile. Joflo Anlonio do
llego.Frederico Chaves.
Nada mais se conlinha em dita ptreo, despacho
e termo de protesto, e prodiizindo o supplieanle suas
leslemunhas, esuhindn os aulos a miaba conclusao
opiles dei a senlenca do llieor sesuinte :
Julgo por senlenca e cusas a justificagao a folhas.e
mando que se aflixem editaes na forma requerida,
llecife 22 di junho do 1855. Custodio Manoel da
Silva GuimaiAes.
E mais se 11A0 conlinha em dila minba senttnca,
em imprmenlo da qual o escrivao interino I! ip-
lisla paatou a presente Carla de editos, pelo llieor da
qual intimo e hei por intimados os supplicados de-
vedores constantes da pctigfto supra transcripta por
lodo o conledo em dita pelicao e termo de protes-
to nesta transcribios, para que liqnem scienles de
que o supplieanle Francisco Jos Lfile tem peranle
mim proleslado baver delles supplicados a impor-
tancia dos seus dbitos em lempo competenle. Pe-
lo que loJa e qualquer pessoa, prenles, amiga* e
conhecidos dos supplicados Ibes parieran fazer scien-
le do que cima tica exno;lo, e o forleiro do juizo
alllxar a presente na praca do Commercio, e na ca-
sa das audiencias, e se publicara pelo" ornaes.
Dada aQassada nesla cidade do Recife de Pcr-
nambuco aos 23 de'junho 1855. Eu Manoel Joa-
quim Baplista, cscrivAo interino o cscrevi.
Custodio Manoel da Silca Guimaraes.
O coronel Francisco Mamle de Almoiria, juiz de
paz do ptimeiro districto da freguezia de S. I'r.
Pedro Gongalycs do Herir Ci> virlude da lei etc.
Fago saber aos que a presente caria de editos vi-
rem, ou delta liverem noticia, que Joo Andinos
GuimarAes, por scu prucur^dor.me envmu'a sua pe-
ligAo do llieor sesuinte,
Illm. Sr. D:z JoAo Anluoes Guimaraes, ac-
tualmente residente na cidldi do Purlo, por seus
bstanles procuradures, que sendo credor de l.uiz
Paulino, residente que foi nesta ci lade, pela quan-
lia de 5:5363202 rs.. importancia do saldo de urna
lellra vencida em 8 de Janeiro de 1813. mais o ju-
ros que forern contados desde o yencimento al ao
final embolso, e nAo tendeo supplicado realisado o
devido pagamento, quer o'supplieanle faze-lo citar
pira os meios conciliatorios, afim de Ihe pagar ,1
mencionada quanlia e juros, sem mais contenda ju-
dicial, e como dito seu devedor se leiiha ausentado
desla praca para o sul do imperio, em lugar 11A0 sa-
bido, vem o supplieanle rcqgerer a vossa senlioria
para que. admittimlo-o a jnsllilicr esla cirrumsiau-
cia. se digne mandar preceder cilarao edital con-
forme determina o artigo 23 do reitutamcnlo nu-
mero 737 de 25 de novembro de 1850, alim deque
tenha lujar a 1 inciliagO requerida, sob pena de re-
velia, e nesla conformidade pede o supplieanle a
vossa senhoria Illm. Sr. juiz de paz do primeiro dis-
tricto do llecife assim Ihe delira. E H. M. O ad-
X'ozado Trindade.
Despicho.Cuino requer. Primeiro districto rio
llecife 6 de junho d* 1855.Mame.le.
nada mais se conlinha en) dila peticAoe despacho,
e proco leudo o supplieanle a justificarlo requerida,
e sendo-me os autos conclusos nelles proleri minha
sentenga do theor seguinle :
Julgu procedente a jusiilicacao, cm vista dos ric-
poimenlos das leslenuinhas de fulhas 7 a folhas 8, c
da disposigao do artigo 2.5 do decreto de 25 de no-
vembro de 1850, combinado com a do arligo 53 do
tne-ino decreto, O escrivAo passe editaes com o
prazo de 30 dias, para serem afiliados nos lugares
pblicos do coslum, c publicados nelos jomaos, na
conformidade do 2 do arligo 5 do citado dccrelo.
e pjgoe 0 justificante as cusas.
Primeiro districto do llecife 11 de junho de 1855.
-Francisco Mamede de Almaida.
Em cumplimento da qnal mandei passar a pr-
senle caria de editos com o prazo de 30 dias, e hei
por ella citado o supplicado Lu/. Paulino, por lo lo
o conteudo da petieAo nesla transcripta, para qne
enmpareca a primeira deste juizo. tojo qne so lin-
den) os 31) dias, por si ou por scu procurador, para
se conciliar com o snpplicante, sob pena de revelia.
Por isso toda e qualqoer pessna, amigos e conheci-
dos do supplicado poderao fazer-lhe scienlc do qne
dea expendido, e o porteirn deste juizo publicara e
afinaras presente nos lugares du coslume, e se pu-
blicara pela imprensa,
Dada c passada nesla cidade do llecife nos 1', dias
do mez de junho dn auno de 1855. Eu Manoel A-
lcxandre Gomes de" Mello, escrivao o escrevi.
Francisco Mamede de Almeida.
DECLARACOE3.
Pala subdelegara da fresuezia dos Afogados
se faz publico, que se acbam depositadas urna cabra
[bicho) com duas crias, adiadas no logar da Magd
lena. 110 sido em que mora o escrivao desta subd
legaca Antonia Altea d.i Fonseca : quem se jula
enm dircilo, comparega, qiie'provaudo legalinen
Ihe sera entregue. Subdelegada da fregaezia
Alegados 24 de junho de 1833.O subdelegado su
pente em exercicio, Seraphim l'ereira ila Si
Monleiro.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco de PetnnmlHico sacca soIjic
a praca da Baha, < contina a lomar
ledras tobrea do Uio de Janeiro. Hin-
co de Pernambuco25 de junho de IS..
O lecretario da disjeccSo, loSo Ignacio
de Medeiros Reg.
Pela subdelegacia da freguezia dos Alagados se: Bernardino Francisco de Azevedo Campos,
l.iz publico, que se acbam depositados dous cavallos 1 Pc''1 "'dina vez o com protesto, nao s contra a in-
casianhoe.apprehendidos pelo inspeclor de nuarlfirAo J"rii"i"c Ihe'ancoo Joi Antnio Teiseira cm sen
de I "mi nnr n. de
de I Igipi, por os soppor furlados : quem se julgar ; o, do corrente, como de nAo vollar mais a polemi-
com dirolo, Comparega, que provando legalinentc, : cas peles joruaes. responde alguna tpicos do referi-
dles serAo entregues. Subdelegacia da freguezia dos O annuncio, que s por si e a vista dos dous docu-
Af igadoa 21 dejunbo de 1855.O siibdelpuado sup-
plenle cm exercicio, Seraphim Percira da Silva Mon-
leiro.
laeoiMi. -----
PLBLICACAO LITTEHABIA.
Acha-se ;i venda o compendio de Theoria e Prati-
ca do Processo Civil feilo pelo Dr. Francisco de Pao
la Baplista. Esla -hra, alcm de una introducc.no
sobre as accoes e eacepgOea em geral, trata do pro-
cesso civel comparado com o cnmWrrial, conlm felizmente ja vai o aniiuuciaiii'e Texeira" c'occd'1'1-
a Iheoria sobre a applicagSo da cansa jUlgaida, cou- 'lo atguma ci.u.-a do qun lie verdade. e por si mesma
tras doulrinas luminosas: vende-se nicamente P?B?oa c**,r* Bolra de sua nw f:para isto lia-
m.i igualinenle ler pe mitlido a providencia que o
aununciante no mesmo dia e em rcsposla ao que
montos publicados pelo an. uncanle 00 aiinuncio
saludo igualmente cm dito Diario\ 2(1 du corrente,
he nina contradiceo do qye liav a dito o annun-
cianle Teixeira 110 primeiro annunrio, que fez pu-
blicar sobre a beraoga do fina le Manoel Antonio
Teixeira, e fabrica n. 2 da rea da Litigela: F. de
feiloo annnneianle Teixeira j.i be o proprio a ron-
fessar no aununcio de 26 rio crrenle, que linba so-
ciedade nos lucros de dito eslabelecimenld com o
annuneiaote, sendo oulr'ora dito que annnneianle
0 havia esbulbado da posse da referida fabrica que
Ihe perlencia sem allegar sociedade alguma, bem ;
na hija de Manoel Jos Leile, na na do ()uei-
mado n. 10, a (ij cada exeraplarrubricado pelo
autor.
THEATRO DE APOLLO.
0 primeiro secretario fa/. stente aos senliores
socios, que a recila do aimiversario da socied.idc,
que devia ler4ug.tr 110 dia 24, ficoil transferida [>a-
ra o dia 30 do crreme, os bibaeles serao entre-
gues pelo lliesourciro nos dias 27, 2S e 29-: na
ra de Apollo n. 4A.
AVISOS MAMTIMOB.
Real Compartira de Paquetes lnglezqi
a Vapor.
No dia 1 de
julho espera-se
da V,o 1 upa um
dos vapores da
Keal Compa-
nhia, o qual
depois da de-
mora .lo cos-
lume, seguir'
para osul: pa-
ra p 'issagciros ele. Irata-s romos agentes Adam-
son Ilowie o; C, ra do Irapiehe Novo n. 'r>.
Para urna viagem desle porlo para seguir SO9
do Uio da Praia, precisa-se de um offleial uaulico.
que Icnha carta de piloto da academia do imperio !
quem em toes circumstancias se acbe habilitado, e
se queira contratar, podedirigir-se li ra da Cruz 11.
3, escriplorio deAmorim IrmAos & Companhia.
Para o Aracaly segu com brevidade o biate
Corrcio do Sor te ; recebo carga e passageiros: a
tratar com Caelano Cyriaco da C. M., ao lado do
Corpo Sanio n. 35.
Para o Aracaly segu o muilo veleiro c bem
condecido Male ExalafOo : a tratar na ra da Ma-
dre de Dos n. 31!.
PAR 0 RIO \)l JAMBO.
Senta em poneos dias o patacho nacio-
nal MCTHEOV, capitn Manoel Pedro
Garrido, ja' tem partera carga engajada :
para o resto e esclavos a frete. trata-te
com os consignatarios Isaac, Curib&C.,
na ra da Cruz. n. W, primeiro andar.
UIO DE JANEIRO.
;tie com brevidade o brigue nacional
FIRMA, capitao Manoel de Freites Vctor,
ja'tem palie da cargo prompta: para o
resto, passageiros e escravos a frete, trata-
com o capitao na praca, ou com N'o-
vaes A C, ra do Trapiche n. 54.
UIO DE JANEIRO.
ue com muita brevidade por ter
a tnaior parle da carga prorapta, o pata-
cho nacional VALENTE, capitao Francis-
co Nicolao de Araujo: para o resto da
carga e era vos a frete, l rata-se com o
capitao na praca, ou com Novaes & C,
na ra do Trapiche n. .
PARA A BABIA
segu com muita brevidade o biate nacional Dous
Amigos, capullo Joao Uodrigoes Vianna Dantas-, j
lem parle da carga prompla : para o resto, tra-
la-se rom o seu consignatario Antonio l.uiz Oliveira
Azevedo, na ra da Cruz n. 17, ou com o capiUfl na
praca. ,
PARA O UIO DE JANEIRO.
O brigue escuna MAUIA seguir' em
poneos dias para aquelle porto, por ler a
ir parte de ret carregamento enga-
jada : para o resto da carga e escravos a
frete: lrata-se com os consignatario Ma-
chado & Pinheiro.no largo da Assemblea
n. 12.
Segt
Seg
LEILOES.
O agente Borja far leililo cm seu armazcm
na rua do Collcgio n. 13 as 10 horas de urna grande
quaulidade de obras de marrineria novas e usadas
de diflerentes quatidades, oliras de ouroe piala, re-
Ingios para alglbeira, ratos e enlejes de porcelana
(iara mesa, hincas e vidros, quinquilleras diversas,
una porcajo de seda para chapeos, cliapeos prelo
rraiirvz.es, ditos do rlnle e urna inliiiidade de oulros
mudos objeclos que seria impossiwl mvnciona-los ;
assim romo ao meio dia far eiMo de asna casa ter-
rea de pedra e cal, quintal soffrivel com algona ps
de coqueitos t varios arvoredos, sita nos Afogados
no becco doQuiabo n. 36, a i|ual sera entregue pelo
maior prero oirerecido cm leililo: quinta l'eira ^i do
enrenle.
rancie
azendas.

Barroca Castro fa/em leilfio, por iiiterveiicaodn
ageule Oliveira, de um completo sorliinento de ra-
teadas inglesas de algodlo e liubo, Ubi e seda, todas
rcrculemente despachadas : no dia quinta-feira, s
do corrcnle junho, pelas 10 horas da manbaa, no seu
armazcm da rua da Cadeia do Recire n. -i.
O agente Borja, de ordem do Illm. Sr. Dr.
juiz de di relio da'primeira vara do commercio Cus-
Indio Manoel da Silv GnimlrJes. por embarga de
Joaquim Moreira Garrido 4 C. far eil.lo de 10
bois perlcncentes a JoAo Sluart Barburema, os
quaes se acharao patentes no curra! das Cinco Pon-
as : sabbade 30 do corrcnle as '.) horas cm ponto.
O agente Borja far leilancm scu armazcm n
rua do Collegio n. I.i, de um encllenlo sobrado i|e
um andar com bjslanles commod.ii, leudo :i"> pal-
uio- de fente c T a 75 de fundo cinchaos proprios,
i oin um ptimo terreno ao lado que pode-se inui
bem c'ilicar outra casa, silo na na de S. Pedro Mar-
t r em Diinda n. 58, o qual seni entregue pelo maior
prego que for oflerccido em consequencia de sor para
liquidacdo. asente Borja nao pudendo fazer o
leitao cima qne derla tqr lugar terca-feira 96, Ifans-
ferio-o para o dia lerra-feira 3 de julho as 10 horas
em ponto.
AVISOS DIVERSOS.
Regi
ijimsnto de cusas.
Saino a luz o regiment das custas judi-
ciaes, annotadocom os avisos que oalte-
raram: vende-se a 500 reis, na linaria
u. (i e S da praca da Independencia.
i-mlaram da matriz de Sanio Anlonio, un sa-
ino em que se echa reunido oconselhe de inspeerlo
duasarandellaa e urna borla de praia : apessoa qne*
der noticia dos ditos objeclos, lera de gralil
'rs. .
Desappareceu do engenho Jardim de Goianna,
no di*26de abril deste anno. o mulato velhoSimilo;
eseraro de Antonio Alaria Marques Ferreira, esta-
tura resular, sjroaso, espadad lo, cabellnsbem pinta-
dos, milito barbado, lem os denles da frente srandes
e largo-, e loppoe-se que j.i lile falta um da parle de
rima, pes largsee esparralhados, ealcanhares arre-
cacados lodos em roda,bem ladino, conversador, ta-
baquista e eachimbsiro; roieseravode Aodre Pi-
nheiro, lo Uiacbo ilo Sangue. no Cear, donde he
i'.al.i.-al..' la lem innoo.o qual lenhornegociara rom
gado para o Kerife, Goianna. IV Iras .le l'nj ,, t;.-,_
r.i a Aracaly tdrtia ser muilo conhecido dos Srs..
alendes, Dr. Theophilo Joaquim I.ibcrato.JoSoCbri-
sostomo, Jo-e .Matulo, Antonio Carriro c Manuel
Dias, qoeoreodea no Recife per ordem do dilo Sr.
I'mbeiro., e de onlras pessoas dn Ico e Sobral':
'piem u pecarser bem recompensado mi dilo enge-
nho, no Hecife pelos Srs. GeSre ,'v irmlos, no Cea-
ra e Aracaly, e ser procurado as cadeia--.
diste o annnneianle Teixeira pelo Otarte de 25 do
enfrente, pnblieasse o balaSCo pelo qual Teixeira,
na qualidade de rsixeiro do aniiiineiaule mediante
u inlcrcsse de melado dos lucros de dita fabrica, a
receben do aiinuncianle como proprielario della,
qualidade que tanto reconb'ceu Teixeira, que igual-
mente assignim o referido balance ; por tanto, o an-
iium iaute acceita a COnQssSo de Teixeira da asso-
ciacao nos lucros, pottoqee como caixeiroe pelo seu
ti,ibalhn nesla qualidade, e nunca romo socio nos
fundos e eslabelecimento cm si, como devera ter
lido o publico no lalo do balancia do Diafio de 2(1
do corrente, esla circumstaiicia nunca negou o an-
nunrianle, c lano que foi prompln em leva-la ao
publico, i,ue devidamente apreciar Indo quanlo
a respeilo tem dito ri b >a /< o annonciante Teixei-
ra. Do que flea dilo parece ler e annonciante res-
pond lo precisamente a coarta i da associacJio.com
que parece qnerer-so acoherlar Jos Antonia Tei-
xeira. Pelo que diz respsilo a pirte de scu aunun-
cio, que ora esl.i respondendo o aniiunci.uite, rela-
tivamente ao borroo do iialanco de 11) do corrcnle.
c lucros nelle demonstrado, mais nina ve/, apreciar
O publico da boa f des0 senbor com a publieidade
do diicumeiito n. 1, (que ha o referido berfo e
resposlas ns.-2 3; por quanlo concluido o balando
assignou-o o amiunciaute mvsmo em burro, bem
como Ignacio Nunes de Oliveira e Antonio Joaquim
Ferreira de Suiza reatemohaa a ludo assistentes, c
qiiando o devernsstgimr Teixeira, ja ile m f o
deixou de fazer a protesto de assigiu-li quando pas-
tados dous do mesmo balando a liotpo; os quaes;)
dias depois quando ae avistou eom n annnneianle
cm sua casa nSo quii assignar, nao pela' raides que
allega que nSn se deram e se pela m f com que
sempre tem procedido ncsle negocio, nSo querendo
receber 'i's em dividas, que era as ;) p irles das di-
vida-. Entretanto veja o annoncianle Teixeira se os
200$ e tantos mil reas de lucros demowtrad -
ou nao os do documento n. I. e quando qui/.er po-
de-os ir receber, corto deque ter de abaler os cen-
lo c tantos mil ru de suas despczis particulares,
constante dos dous balan^os,c receber as :{ parles
das dividas activas das fa/endas por si liadas.
./ fabrica /te charutos ama di /.injuria n. ->prr-
tcicenlc ao Sr. Pernardino Franclseo de Azecetto
Campos, em bataneo demonttrativo.
DEVE.
1855. Marco 29. Importancia quo
somma o bataneo dado, e de que lo-
mmi conta o Sr. Teixeira, nesla dala. 1:761
Entradas de fumo e charutos, como se
v do raucamente desde 2'J d marro alo
19 de juniodc 1S55 .' .'. 569953a
Ocspeza.
Alnguel de casas.....533986
Imposto do banco.....!':', i
dem de 1 por cento 1-7 i
Idem municipal...... S97
Idem saldo que se resta ao Sr.
Antonio.....
Romualdo .
Agostinho
Auna .
Balanceador.
S. E. O. Lucro.
35*5*30
109520
7-970
10879;
1993721
&530&518
-J978.5S
II WElt.
1855. Junho 19. Balance existente,
como se vi- nesla dala do mesmo halane i
dem cm dividas activas.....
Idem em din licito na gaveta. .
dem fumo mothado e charutos na
banca, e 1 caiviuha de mariscos .
dem despeas do Sr. Teixeira. .
dem dinbeiro receb.do do apurado .
dem em compra de urna prensa .
8273976
1:709-7616
185*330
171920
I7MO0
. 93*280
774JMW
lOVOUO
2-.827S976
Pcrnambuco 19dejinho de 1855. Bernardino
Francisco de Azeredo Campos.
Como balanceador.Ignacio .Nnes dC'Olireira.
Como leslctnuiiha assislenle. Antonio Joaquim
Ferreira de Souza. .
Illm. Sr. Ignacio N mes de Oliveira. Sob sua
palayra de honra e juramento, quando preciso seja,
desejo me declare abaisu desla. o que se passou com
o meu caixairo, Jos Anlonio Teixeira, no dia 19
do corrcnle. na occasio delle nao querer assignar o
bataneo, que acabavamos du dar na minba fabrica
de enerlos da rua da Linguete n. -2. e quem mais
presente eslava. De me permissito para da sua rcs-
posla fazer o uso que ou quizer.
Sou de Vmc. muilo affec,luoso venerador. Ber-
nardino Francisco de Azcceio Campos.
Sua casi 26 de junlio de 1836.
Illm. Sr.Em resposta ao que de mim exige le-
nho a dizer-lhc -er verdade, que no dia 19 do cr-
renle, quando \'me. lumou cunta de seu eslabeleci-
mento de charutos na rua da l.inguela n. 2, por um
balando, ao Sr. Jos Antonio Teixeira, lindo o dilo
bataneo mesmo cm borrAu foi por Vmc. assignado e
por saina como balanceador, c bem como pelo Sr.
Antonio Joaquim l'erreira de Souza, que tamben
a ludo assistio, e sendo o mesmo .apreaentado por
Vmc. ao dito Teixeira logo na mesma occasio para
assigna-lo, elle deixou de o fazer, dizendo-lhe que
como aquello era bu rio e devia delle exlrahir-se
dous batneos a limpo, para um licar em poder do
Vine, e oulro no delle, por iss" o dcixava para as-
signar os dous balauros quando e-livesem em limpo,
cm consequencia do que e por ordem de ambos leve
o referido bataneo cm borran para minha casa,alim
da i slrabir dous cm limpo, dizendo Vmenesa occa-
sio ao Sr. Teixeira que, quando quizesse fossea sua
casa assignar e receber o que Reara e que devia licar
em seu poder, bem como para receber igualmente
o que Ihe perlencia dos lucras lauto do desle batan-
eo como do pasudo, e uessa mesma eecastgo disse-
Ibe ao mesmo Teixeira, que elle e-lava dse idide de
sua casa, do que licou elle muilo zangado, e sahie
Ioo para a rua, e dous dias depois. is!o be, a 21
do crrenle, enlrvguci a Vmc. ditos batneos em
limpo.e odilobirro para ser cotejado por Vmc. Po-
de de minha resposta latee o uso que quizer.
Ue Vmc. ltenlo venerador c criado.Ignacio
Simes de lictira*
S. C. 26 de junho de 1855.
Illm. Sr, Antonio Joaquim Kerreira de Souza.
Sol sua palavra de honri e juramento, quando seja
preciso, desojo me declare abaixo desla, n que se
passou com o mcu caixeiro, Jos Antonio Teixeira.
no dia 19 do corrente, na occasi.lo delle nAo que-
rer assignar o balance, que acabramos de dar na
minba fabrica da rua ila langucia n. 2, e qncm
mais presente estar. Dvrmc permisso para de sua
resposta fazer o uso que ou,quizer.
San de Vine, muilo alenlo venerador.Bernar-
dino Francisco c A-ecedo Campos.
Sua rasa ti de junlin'ile 1855.
Illm. Sr.Em resposta ao que de mim exiae, tenha
a responder-lheque aasisli ao dilo balando do prin-
cipio al o ini. sendo ludo contado c pesado pelo Sr.
leixeira, estando tamben) prsenles Vine, c u Sr. Ig-
nai i i Nunes de Oliveira, balanceador ; e quando
assignamos o borrAo dobalanco era mais de 8 horas
da nuile. deixando de assigna-lo o Sr. Teixeira. di-
zendo que como me era o borrAo e linlia de se lirar
dous a limpo, deixav par i Resignar os limpos, e co-
mo lo--e lirde cnnibinnn Vine, e Sr. Teixeira para
o balanceador levar i, dito borrao para casa delle e
exlrabir dous a limpo, dizendo Vmc. ao Sr. Tei-
xeira que, quando quizesse fos.e a sua rasa para as-
signa-lo- e receber o seu, bem como receber t.im-
bem o importe dos lucros que Ihe perlencia nao s
desle como do nutro balanco, so que elle responden
que sim. e diss* mais \ me. ne-sa necasifio ao Sr.
leixeira, que elle eslava despedido de sua casa, elle
|ogo sabio muilo saneado, e cada um de mis roltou
parusnas casas. Pode do minha resposta fazer o
uso que Ihe convicr.
Sou de Vmc. muilo venerador. AntSio Joa-
quim Ferreira de Souza.
Sua casa 2fi de junho di; 1855.
(Estavam reconliccid.
9 A soriedade geographica comer a (unc.
?} nar (TamsoJiSa em dianle : na rua .Nova n. @
63) primeiro andar. '..-
ii!;3-*:'3sgr38fy
LOTERA IJO RIO Dr JANEIRO.
A lotera terceira dn recolhimento de
Santa Thereza, da qual vendemos algims
uilhetes corren em lodo presente, e a .">V
do Monte Pi Geral, da qual ainda temo:
a venda, correua 24ou !'>. as lisias de
ambas se esperam at do prximo ju-
lho; os premios s3o pagos depoii da en-
trega das mesillas.
O Dr. Joao Honorio Rezerra de lie-
ne/.cs nuidoii a sua residencia da rua
.Nova, para a rua da Aurora sobrado a.
52, que btsesquina com o aterro da Roa-
Vista, c ahi continua a esercer a sua pro-
(issao de medien.
Precisa-se de urna ama para casa .le ponen fa-
milia : no aterro da Boa-Vista n. 12, para cotinhar
e engommar.
Na ruada Gloria n. 86 aluga-se umaprela que
sabe rozuibar, ensaboar e engommar com perfeiclo,
e tambern compra e vende na rua.
-Joaqui: Rodrigues lavares de Mel-
lo, toadodeazer Urna viagem p^ewo-
|.a nao Ihe sendo possivel ir pestoaU
mente despedir-se dos seus amigos por
causa ilo estad.) de sua saude, fallo pelo
presente offerecendo o seur preslimo
em qualquer parle qne estiver.
Casa de COmmissSo de escravos.
Na rui Direita n. :i. sobrado de (res andares de-
fronle da lravc-sa do S. l'edro, recebem-se escravos
de ambos os sexos para se venderem em COmmissAo,
nao so levando por este Irabdlni mais .lo que 2 por
ceuto, e sem despeza ajgoma de comederiM : offe-
recendo-se para isto lodos os commodos c seguran-
ca precisa,para os ditas escravos.
A taberna de llurjah de cima continua a oslar
revenida de um completo sorlimvnlu de moldados,
miudeas e fazendas ; por lano Indas as pessoas que
qui/erem continuar a honrar este estabeledmento,
all acharan lu.lo que precisaren) a ventado do com-
prador, pelo mesmo preco ou com pouca dilTercnca
da praca ; na mesma taberna ha corles de lila do gl-
uma gosto, chegados ullimameulc para vestidos de
senhnrur
Doensenho Brcjo de San Jn- na comarca da
\ icIoria,fugio o prelo Manoel por alcunha Maniiino,
o qual lem os seguinles situis he dv naca i \i-
goll, idade 10 anuos, barba no quvixo, milito ponca
na cara, lem um denle quebrado na fenle do quei-
[> superior, bem feilo de corpo, estatura e grossura
medianas, lem urna perna mais tro-a proveniente
de ron las. que taires anda tenha alguma .iberia :
b mnitn ladino que parece criotllo, he rendido de
"inavirilha, pelo que se loma potro--), gosla de an-
dar sempre rom calcas e camisa de chila oo algodilo
azul : quem o prender leve-o no dila engenho de
l.uiz Barbalhe de Vasconrellos. en no Hecife a Joa-
quina Uorroa de Resend teto & Irmaos. ou no en-
genho (.ijiiiussii ao rendeire Manoel Barbosa da Sil-
va, que cm qualquer das parles se tralilicara com
generosidade.
A pesaea que Irouxc do Aracaly urna caixinha
de >.ini ". i leos para -er entregue anu, queira en-
tregar na rua do Crespo n. II).
Precisa-se alagar orna ..m.\ que Icnha bom e
bastante leile. que seja capa/, cuidadosa pira erear
urna creanea naseida de poneos dias, naga-se bem
no palco do Terco sobra lo ue um andar e lotto ree-
dificado de novo n. I(i.
Precisa-se de um caixeiro que tenha pratica de
Uberna no aterro da Boa-Vista n. 70. Na mesma
casa ha para alugar umi preda muilo activa para
lodo oserviro interno de una casa de familia.
Precisa-sede orna ama para casi de homem-
solieiro, que saiba engommar e cozinhar : no ater-
ro da itoa-Visla n. 7.
uesappareeea no alia ido correnle, do cn-
-enlio Mallodrosso fretuezia do Cabo, o c-cravo
pardo de nome Angelo, com os lignaes seninles:
representa ter 20 annos, bastante claro, estatura re-
gular, corpo correspondente, cara carnuda e e-pi-
nhada, \'-< e mos muilo proporcionados. 0 cabello
cortado de punco lempo, lem o olhar beixo,
sopponbo er natural da rrekueiia de Una, de onde
veio p in esta prae i aprender o ollicio de sapateiro,
Irahalliou em algomaS lojsse inestnn na fabrica fran-
ceza ; foi vendido ti i penco lempo a Anlonio de Si-
queira Cavalcanli, senbor do engenho cima :
roga-sa por lano as autoridades potieieea e
c.inil.ies de campo a captura do dito, e leva-lo no
mesmo engenho ou na ruado Caldeireiro n. \> que
seni generosamente recompensado.
Ilnga-se as atiloridadcs policiaes e caottaesde
campo a npprehensSodo esrravo Angelo, rugido do
engenho Mallo Grosso, ao maoheeer do da 2~> do
correrle, o qual foi comprado lia pinicos das a Sra.
D. .'.ana Feliciana Lopes, que inora nesla cidade,
por onde presume-sp andar dilo cscravo, quo tem os
signaessetuinlcs : he claro desbotado, eslalura re-
tular, Chelo do corpo, pos c maos pequeos, cara
espinhesa, denles baos, he sapateiro, multe activo,
nao ten barba, c Inculcare forro : qoem o apprc-
hender, condnsa-o a rua tarta do Kotario n. :!(>, ivr-
cciro ainl.il, que ^er,l recompensado.
A pessoa que annunciot a compra do um vio-
lao fino, com superiores vozes, querendo ainda, po-
de dirigir-se .i rua de Santa lula o. i!).
Peres & Vnsconrello: despedirn) o sou caixei-
ro de cebranca Francisco Jos Guimaraes.
Quem annuncin querer comprar urna cabel-
leira para senhura, que esleja em bom estado pode
liiriear-se ao caes do Raines n. ^. laberna do Kc-
liro.
Alega-se o primeiro andar da rua da Cadeia do
Recire n. i7. muilo proprio para morar hornea sol-
leiro. ou para escriplorio : a tratar na loja do S
Manuel.
itoga-se aquelle senliores que lem dbitos fu-
ligos r ii. o abaixo assignado, os vir pagar ou refor-
mar por lodo este mez : na rua Velha n. 11. Kc-
cire-iti dejunbo delS.
Denlo Femantes do Pasan.
O abaixo assignado perdeu duas lettra- da
quanlia de rs. SI5HI0, sendo urna de rs. 10OJ75O,
saeada em26 de abril a Ires meaos, e entra de rs.
1149080, sacada em ^i de maio a seis inezes, ambas
aceitas por Autinio Francisco Uartins, as quaes li-
cam sem effeilq ulguin, pelo mesmo Marlins es|ar
cente do estrajio das mesmas leltras, e ler aceita-
do outras. Recife 2~ de junho de 1S.>:>.
Manoel dos Santot Pinto.
No dia 2 de julho, depois da audiencia, do Sr.
Dr. juiz municipal de Olinda, lem pela ultima vez
de ir nraea por venda os bens seguidles: urna par-
te do sobrado, sito'a roa de S. Jlo da mesma ci-
dade, denominado dn Ponto ; una casa terrea, rita
na mesma rua n. I i, e mais urna armaciln de taber-
na construida de Inoro, tu lo por execucSn de Dr.
Jeronjmo Salgado de Castro Accioli, contra Luiz
A Ivs Kigaud.
Retratos.
No aterro da Boa-Vista n. lerceiro andar, con-
linua-se a lirar retratos pelo systema cbrvsUIolvpo,
com muita rapidez e petleieao.
Precisa-se fallar rem o Sr. Francisco Mendos
Marlins que arremalou a casa da rua do Rosario da
Boa-Vista n. G(). pertencenlo aos arpiaos ; dirija-se
i rua do Calinga, toja n. 9. Na mesma casa vnde-
se un cachorro de fila, bom para um sitio ou algu-
ma loja..
t) abaixo assignado roga a todos os senliores
qne Ihe licaram devendo desde o anno pesiado, e
tumben) aos que devem este anno, que hajam de
comparecer no hotel da Europa, afim de silisfazerem
suas diviilas, e no caso que nlo comparecen), o mes-
mo abaixo assignado pede-ibes deseotpa se acaso el-
rem seus nemes por extenso no Diario.J. Mcndcs.
Bernardino Anlonio Ramos vai i Europa, c
deixa por seus procuradores nesla praca aos Srs.
Victorino Domingos Alves Maia e Theolnio Flix
de Moli.
Manuel Francisco Alves, tende ido ao correio,
achandouma caria com o mesmo nome a lirou, po-
rein depois dola aborta eonbeoeu que nao era para
elie.por isso a pessoa que lem o mesmo nome de Ma-
noel pandee > AJres, pa le ir rua do Collegio n. 7,
que Ihe sera entregue a mesmi caria, linda do Rio
do Janeiro.
S. l'edro,
O vendedor da nova Casa Feliz, na rua eslroila do
Rosario n. 17, avisa aos finantes das lolcrias a irem
tuar l.ilheles e cautelas por sorlcs. boje vespera de
S. l'edro, porque estar o mesmo vendedor com a
casi alela ale as ln horas da noile para qoem qui-
101 -e habilitar a lirar os premios de 6:000301)0,
2:)) tTtm e l:OOU~ ra o mesmo vendedor
que os amantes desle joge nao pcrcnni a i occasio de
ir vvpviiinentar ason do apostlo S. Pedro.
Estahelecimentos de caridade.
Sdiisliano de Aquino l'erreira oflcrccc gratuita-
mente an hospital Pedro II a melado dos premios
que safnrem nos bilhetes inleiro ;-.s. 3169, :!:!97,
37!)i e :j10 da 2." parte da 6. lotera da matriz da
Boa-Vista.
O abaixo assignado previne ao rcspeilavel pu-
blico, e principalmente aos seus Iregneies, que os
charulos da sua fabrica a Juvcnlude rendem-sc
nicamente em casi de Domingos Alves Hatbens,
rua da Gru n. .Vi nc-ta praca, na do Rio de Janei-
ro, em casa de Anlonio l'ereira Ribeiro liiii.ii.ia.'/, !
c na provincia da Babia, em sua fabrica. O au......- ',
ciaute jolga que tem assim vedado o engao des'
seus freguezes, que tanto tere o sou crdito.
Francisco Jos Cardoso.
Acha-se um Carado perdido cm poder de Jos
de Souza Pacheco desde 20 de-le mez, no sitio do
Clima Menino,o qual s be.responsavel por ldias,
a contar desta dala : quem for sen dono comparec.
que dando os lignaes Ihe ser entregue, pagando as i
despetas qne ae lecha reite desde o dia cima rere- !
rido. Cm individuo conbece o dono do referida
c ralle,.por ler delle rccommcmlaces, porcm nao,
sabe aonde elle mora.
Acbou-sc urna pilleen.i : procurom na rua da
Cadeia ile Sanio Antonio, deiionle do collctio AfToIl-
so, primeiro andar.
Urna pessoa que tendo sido proposte e dppro-
vado ollicial da guarda nacional ^.a cidade da Victo-
ria deseja saber, se, ote lendo sido quahiic-do, se
poje lirar a palete c entrar em exercicio.
Anlonio Joaquim Sevc, l-n lo conlralado a
compra de una casa de i ibrade rom sitio, no lugar
de S.Jos do Uanguinho n. 2\), rujo terreno foi
compraiiosp-n li. Leopoldina da Costa Krogera Ma-
noel l'ereira de Castro, c boje pertencenle i GosUvo
II. Praeger ; fiz o presente aununcio para prevenir
qualquer conta que pessi em futuro apparecar.
Joiio Francisco do llego .Maia faz scicnle ao
respeilavel publico, que tem acabado com o arma-
temde raaleriaes que tirina na. rua da Concorais
desta cidade do Recife.
Pelo presente sao onvadados os credores do
c.i-al do lii ado Sr. Ilelliio Gonealv l'ereira Lima,
I se reiinireiu no primeiro andar'dt casa da ras da
Cadeia do I! teifo n. i-.>, febbado, 30 do crreme, ai
ID horas da m3nbaa. alim de ronliecerem do estado
do mesmo, e deliberarem a respeilo.
I1EGIVEI
Florencio MwlinsteSIva Borges, lendo de-
ira cidade do lorio ato os lins do correnle anix. .
afila de l:atari!i' tal saude. c desojando liquvlar'lo-
das as suas Iramaccocs rom a piaca, roga aos' seus
devedores (ratero quanto antes de jealisarem seus
debito-:, scu que sejam a isso rorfados.
a *
Srs. redactores.Eca resposta ans repetidos an-
niiiinus do Sr. Malb/l l.ops da Costa Maia, nos
quaes elle te mollea roen credor, roto-Ibes se sir-
vam de publicar declaracoes feila?. poucosdiasau-'
,c" de k Eduardo da Cosa Oliveira,
que eslmro p rfeila haruionia com os depoimeu-
losdotSrS. Dr. Jos ,|,i Qftsla Domado e Joaquim
lei-.eir.!iPeiloto, ao que acresrentarci nicamente
que leudo euopposio embargos de lalsidade da lel-
lra a accao que roe move o dilo senbor Malinas, &
ram os meus embargos recebidos sem rosatorasuMo,
B desta scnlenc .-tgravando de pelicao o Tiesrad-Sr..
o tribunal da rrlaeno obrando rom a sua couTuTiwle
juslica. denegou provimenlo aoseu aegravoT Sou,
:>rs. redactores, toa atienta veneradora
Lxopoldinfi Maria da Costa rnger.
DilD. I.eiipuld na Maria daesla 'ruger, que a
nem do seu lrcilu se Ihe f.iz nece mande que o escrivao da su>!elct-ia,:tu> ptase por
cerdao o theor uos dous termos de delararoes leilas
por Eduardo da Costa Ulivcira.
P. a V. S. Sr. Dr. subdelegad* da freguezia do
Santo Anlonio assim Ihe delira___E II. M.
Passe.Subdelegada de Santo Anlonio i2 de in-
nho de 1 S.V>.Dourado.
Francisco de Barros Correa, escrivao da subdelega-
n da fretuezia do SS. S. do bairro de Santo
Antonio do termo da cidade do Recire de Pcr-
nauhiico, em virlude da lei ele.
Certifico sor o theor dos termos pedidos por cer-
InUo do llieor c forma seguinle :
Termo de deolacacao.Aos 28 dias do mez de
maio do I8i>, nesla cidade do Recife de Pernambuco
em a rua das Cretzes, casa da residencia de Eduardo
da Costa Oliveira, onde foi vindo o subdelegado sup-
plenle da freguezia de Santo Antonio, o Dr. Jos da
Costa Dourado, comiso escrivao do seu cargo, a
chamado do mesmo Eduardo da Cosa Oliveira, ahi
por ellc.em pretenca das teslemiinhas abaixo asiig-
Dadas, disse que achando-se em perigo de vida, e
sendo neeeasario para descargo c poder oblcr a absolvicJiO de suas culpas.declnrava
livre e espontneamente, visto como se va approxi-
inar o derradeiro nstente de sua vida, que sua cu-
uada Leopoldina laria da Cusa Kruaer liavia en-
dossado una lettra de quatro conlos e oilocenlos
mil res, cuja lellra como uo podesse ler vigor,
visto como ella como viuva que be, iio podia >er
ei.iiiissante. mas sun aceitante, inutilisara elle de-
clrame aquella, e Ihe apresenlara ama outra para
que ella aceitaste, ao que ella c negara, e nada.
borneque podesse convencer laze-lo, em conse-
quencia do que liouve algoem que se ollerecesse
para Ihe falsificar afirma, oque de faci fez ti r-
maiido a lellra de igual quanlia, que lora descon-
tada, c para cm m.w de Mathias Lopes da Costa
Maia. que boje acciona a referida sua cunhada para
baver de se pagar da quanlia conslanteda letlra que
desconlou.asstin como lambem declarara que a let-
lra queelle declrame havia descontado a Joaquim
leixeira Peuoio, firmada e aceita por Mathias Lo-
pes da Costa .Maia, (garando como sarcanle elle de-
clarante, era lambem ralsa.cujas declararnos elle ra-
zia livrc < exponlaneanientc.
E para constar maudou o Dr. subdelegado fue*
o prsenle termo, cm que eu assignei cora o decla-
rante, e testerounhas prsenles depois de lido.
Eu Franriseo de Barros Corroa escrivao o escrevi.
Costa Honrado.FJuardo da Costa Oliceira.
Antonio Teixeira d*s Santos. Joaquim Teixeira
Peixoto. '
Termo de derlaraco.Aos 4 dias do mez deju-
nbo de 18.(0, nesla cidade do Recire de Prnambu-
eo cm a roa das Ctuzes, casa da residencia de Edu-
ardo da Costa Oliveira, onde foi vindo o subdelega-
do supplente da rrcguezia de Sanio Anlonio, o Dr.
Jos da Costa Dourado romigo escrivao de seu cargo,
a chamado do mesmo Eduardo, alim de ratificar a
dei lar.ir.3o que lizera a respeilo de una lettra sac-
cada por elle Eduardo, aceita por i). Leopoldina
Alan, da Costa Kroger, c descontada a Malhias Lo-
pes da Costa Maia declarava, que a lellra he da
quantia de i coitos oilocenlos e oitrnla mil reis, e
nan.de i cotilos e oilocenlos mil reis. como declara-
ra prinieiraniente, e que recebera do mesmo \1a-
f/iia pouco mais de dous conloa de reis em descon-
t des-a lellra, sendo um conloe lano cm dinbeiro,
ei o restante em descont do que elle declarante jn
derla ao mesmo Malinas, sendo qne na occasio do
recebimento, este Ihe pedir para ihe passar um pa-
pel ou recibo emque Ihe declurasse cxprcssamenle
ler recelado a quanlia de qualro coulosde reis, des-
cont densa lellra de qualro conlos oilocenlos etrin-
la mil reis, cuje papel elle declarante effeclivamenle
pastara, o deve parar em mo do retando Malinas
Lopes da Cosa Maia. no senlido cm que ello decla-
rante araba de expender e que em ludo o mais rali-
sua primeira declararse : e mais nao disse e
assignou eom juiz c leslemunhas presentes,
E eu Francisco de itsrros CotriC, escrivao o es-
crevi.Cotia Dourado. Fduardo da Costa Oli-
ceira.Jow/uin Pacheco da Silca.Antonio Bazi-
- Sanios.Joaquim TeUr.ira l'i.rolb.
-Nada mais se muliuh.i em ditos termes aqui trans-
criptos, que bem c fielmente lirci por certidao do
proprio. original, que fice,em meu poder c escriplo-
rio ao qual me reporto, c vai na verdade sem cousa
que duvida taca, por mim escripto c assignado nesla
cidade do Recire de Pernambuco aos ldias do mez
de junho do anno do nascimeulo de Nosso Senbor
Jess Christo de 1S.V>, trigsimo quarlo da indepen-
dencia e do imperio do Brasil. Escrevi e assignei
em f de verdade. Francisco de Barros Correa.
t
O abaixo a.ssigua lo deriara a lodos os seus fre-
guezes que Joaquim Antunes nu"be mais sea cai-
xeiro desde o dia >~> do corrente junho, da refinarau
da rua das Larangeiras n. 12. Antonio Jos Das.
Precisa-se de om Immem que entenda de ta-
berna e seja capaz .de dar eumprimenlo direccao
de suas obrtgacoes dentro do balcSo da mesma : "na
rua da l'raia do Caldeireiro n. 2, ou na travessa da
Concordia jauto a cadeia nova que achara com quem
tralar.
Na rua do Queimado n. 9 precisa-se de urna
ama que coziiihc c compre na rua.
Precisa-se de um homem para ensillar primei-
ra leltras cm um engenho distante setc leguas da
praca e qued eouhecimenlo sua conduela : a Ira-
lar na Boa Visla taberna de Joaquim Coelho de Al-
meida. Na mesma casa precisa-se de um ,'eilor pa-
ra o mesmo engenho, preferindo-se cstrangciro.
Precisa-se alugar una ama para seivico de ca-
sa de ramilla: m rua Nova n. 34,
Precisa-se de tima moca que queira coser cm
ca-a de modista : na rua .Nova n. 31.
Oflcrccc-sc para quem queira comprar urna
fabrica de fazer pomada e velas de carnauba em pun-
to pequeo; snjeitando-so n cnsinar e prometiendo
de nao por nutra nesta provincia: quem a quizer
comprar dirija-se a rua Imperial n. 80 que achara
com quem nter a toda e qualquer hora do dia.
O abaixo assignado como procurador de Ma-
noel Antonio Teixeira, residente am Portutal,
leudo de propor a niiilidade do testamento com que
Tallecen Manoel Anlonio Teixeira, titilo do dilo seu
consumile, avisa que ninguem laca nogocio ou
iiansacvao com Bernardino Francisco de Azevedo
Campos, lestamentciro que esla na posse da batan-
ea, e desde j protesta nao s pela nullidade de
qualquer negocio que elle baja de lazer, mas de ha-
ver os bens que pertenrem a dila heranca, e dos
quaes ja lem proras concludentes. Miguel Jos
Barbosa (ramaraes.
Da-te a quantia deJO* a IOOJjOOO a juros, eom
peiihnres : a tratar na rua Nova u. 12, de melo-
da as 2 lloras da larde.
* Aluta-se a loja de um sobrado confronto a
lorre do I.viamento propria para loja de fazeudas
ou miulczas:.a tratar na ma Direita n. 82.
L'ma. mullier quo entende perfcilamcnlc de
cozinhar, se olTerere para fa-zer toda a qualidade de.
comidas para rasas particulares, e as horas que se
justar : quem de seu presumo se quizer ulilisar,
dirija-sc i rua do Fogo n. 45.
O meio biihele n. 19.18 da segunda pirlc da
sexta lotera da mairiz da Boa-Visla perlence ao
Illm. e Rvm. Sr. Joaquim oncaves de Azevedo,da
cidade da Baria do Alto Amazonas.
Precisa-se de alutar urna ama me saiba cozi-
nhar c fozer lodo 6 mais aefveo de rasa ; no palco
do Terco n. i.
Precisa-se contratar a compra de urna e meia
garrafa a duas de leile por dia, sendo bom : nesta
lv pographia se dir.i.
Na rua do I.ivramcnto n. 10 vendem-se quei-
jos do sertas) muito frescaes, por preco commodo.
Precisa-se de urna ama para lodo o servico in-
temo d- nina casa de familia: quem pretender di-
rija-so rua do Rosario eslreita n. 10,- lerceiro an- .
dar.
>.o vice-consulado de Sardenha
precisaste para negocio do inters- 2
tee urgencia, fallar com o ida-
9 dao sardo Drago, natural dt: Fi-
, oale, te anda existir, ou com os
(ilbos bavendo-os] le tiver lal-
lecido. IVrnanihiiro 23 de uabo %
? ^ O regio cnsul honorario c vire- 9
I, Eruesto Scluamm.
: *', ',; '- -':-"V ::
Anlonio Rezerra de Mcnezes e-labelecido rom
lonide raxandu na rua do Oucimadn. a qual gvra
sob a firma Becerra A Moreira, deriara qne n.lo'he
elle > aceitante da letra que existe cm poder dn Sr.
I-.milio Hidoulac, como curador da rnatm fallida de
Deane \oulp k\- ('.., e por isso tem i esolvido assinar-
se d ora cm diente p.r Antonio Rezerra de Mcne-
zes Lira.
Quem precisar do nma escrava para ama : di-
rija-se rua do Oucimado toja n. 1!.
O Sr. qne dava seis metes ou um anno adian-
tado pelo aloEuel de nma casa que nao passasse de
1U por mez, como ja (ratn c deixou Icar o sou no-
me, pode vir receber a chave na ron do Ranee!
pois lirou de vir na segunda-faira, no caso de nao
querer, para seno perder lempo e dar-se a oulr;>
pessoa.
i
>
nitiADO


f\
DiaRM) DE P^XAlUCBO.OlNU FEIRA 28 DE JUNHO OE !8bb
' "
). -.
COMPANHIA PARA.MANDAR VIH TRABA-
" IIIADOKC"- DA CHINA, COMO os MI.I.HO-
RESTARA SU'PKIR A FAMA DE BRACOS
Al KICANOS.
Sendo a agricultura a principal riqueza do Brasil,
c lalvez em multa- mnos a nica industria que Ihe
ronvcnli!-, pela ubcrdajedn sen solo, e pelo carc-
ter dos seos hahilaiilcs ; decrescendo lodos os das a
pseravatum pela morle premaitv.i Has.africano!, e
.pelo ponen cuidado que temos con a procratelo
desea raen desvalida, no passo que Vio |M)deinns cil-
iar com bracos livres, por falla devsBctys de coercAo
onde so vive apnas cum os proprios>eiirsos da
natnre/.a, sem necessidaie do trabadlo algum ; lie
misler que a agricoltura pereea edefinlioT propor-
rao da falla de bracos para o trabadlo, ou que se cui-
\de snppri-loi pelos meamos nudos de que se lein
ser\do os habilanles das AnljISas depois da emanci-
pacjl absobila da escravalora ''o' 1K40 para c.
jJTWcito nao s proprietarios das colonias In-
sieras *>Fraticezas. como da llavauna lem mandado
vir, po^awmaiulcompanhias crujidas rom esfe fin,
IrabalhaibjrtNda China para sen* engenhos de asso-
car e oulras f**ric;u jle divcrsds gneros, e delles
tem lirado mni^nais pruveilo que dos anligns cs-
i ravos, naujxpo\ieios C,hins sao sobrios, obedien
les, activos e ItSis, como que sao muito intclligcntes,
lia por isso superiores a qualquer oulra rara para o
trabalbo e |iara S industria o qualquer que e
ja.
Neste sentido jolgamo* til e mais acertado indi-
car a necessidade de que os senbores de engenho da
provincia de Pernambuco, e mesmo das Alagoas c
Tarabilla, reunidos a alguns negociantes e capitalis-
tas desla praca, formassem urna companhia com o
lim de mandar vir alguns Chin-, quo poderiam ebe-
gar aqui com o custo de 1:209000 rs. de nossa moeda,
delles fazer oulros lanos Irabalh adores ruraes.
A occasiao be opportuna, agora que oSr. l)r. G.
E. Fairhanks, medico estabelecido na Baha, se
uflerece para ir pessoalmentc .i Cbina, verificar esses
engajamenluse transporte debaiiu da sua imme-
diata responsahilidade, pois que pela sua profisso
escollieru os homens mais robustos c os ius apios
para o trabalbo a que devemdedicar-se.
0 Sr. F. M. Dupral, correspondente nesla praca
do dito Sr. Dr. G. E. Fairhanka, podera prestar
todas as informacoes necessarias a este respeito, nao
s sobre as vantagens da companhia como sobre as
i ondicoes dos colonos cultivadores, e ludo quanto
possa concorrer para o estabelecimento de urna em-
reta a mais patritica c de mais ulilidade na ron-
junclura actual.
Precisa-sc de nm criado para o servio de casa
eslrangeira, c que seja bom boliciro, na ra da
Cruz n. 4.
. Precisa-so alugar um primeiro ou segundo an-
dar, de preco de 14 a ItigOOO por mez, no bairro de
Santo Antonio : quem liver, pude annunciar pelo
Diario.
Precisa-sc do lima ama do lcite forra ou escra-
va : no pateo do Carino n. 9.
IOOjjOOO de gratificado.
Perdeu-sc no dia 22 do crrente urna carteira de
marrnquim verde escuro, contendu quatrocentos c
lanos mil rcis em dinheiro, em notas de I9TXK) al
JOjTJOO, alm de duas letlras e mais p&pcis de im-
portancia. A pessoa que a perdeu, sendo encarrega-
da de cbranlas, e lendo em consequencia percorri-
do minias ras, e entrado em diversas casas, ignora
se a deixaria tirar em alguma das dilas casas, 011 se
realmente se lhc escapou do bolso. Quem quer que
a lenha echado receber 1OO9OOO de gratilicacau se a
l'or entregar ao Gabinete Turtuguez de Leitura nesta
cidade, onde encontrara a pessoa a quem a dita car-
leira perlence.
No dia quinla-feira, 19 do junlio, desappare-
cen de Sanio Amaro, um cavallo caslaubo claro,
frente aberta, 3 ps calcados, cauda comprida ou re-
gular, por ser ripado ha mezes, pisado cima dos
rius, e denles quebrados, : quem dellc seuber ou ti-
ver noticia, dirija-se ra da Cadeia 11. 38, ou an-
nuncie por esta folha para ser procurado.
Offerece-se um homem porlogitez para lomar
conla por balanco de qualquer estabelecimenlo, ex-
cepto luja, ou para caixeiro de ra ou de aruiazem,
o qoal lem bastante pratica quem de seu presumo
se quizer utilisar, annuncie ou dirija-sc a ra da
1 Trina, Iravessa do Carioca, armazem de Antonio
Pinlo de Souza, qne achara com quem tratar.
N. 24.
NOVA REMESSA.
Na ra dos Quartcis n. 2i, loja de
miudeza8 de Cruz & Gomes, cliegou nova
remessa de quadros coa: moldura deli-
rada representando a configuracao de
santos c santas; sendo desenliados a pin-
cel esobre panne, obra prima neste ge-
nero, os precos va'riam conibrme o tama-
ito, sendo os de 2 palmos e meto para
quatro patacas (1$280) e assim dmiinu-
indoom prero a proporcao que or dimi-
nuindo em tamanho, sendo finalmente
10980, 1*000, 800, 640, 480 e 320 res:
roga-se aos l'reguezes que nao deixem pas-
sar desapercebido este annuncio, que s
se vendo se acreditara' na barateza deste
artigo.
-O cautelistit Salustiar-o de Aquino
Ferreira declara, quetendo anminciado
no DIARIO DE PERNAMBUCO de hon-
tem, 25 de junlio, que os possuidores de
(i oitavos e 5 vigsimos da ultima parte
da quinta e primeira parte da sexta lo-
tera da matriz da Boa-Vista, n. 2911
em que sabio o premio de 6:000^000
de re'is, podiam vir receber na ra do
Trapiche n. 30 segundo andar, por en-
gao devia ter annunciado dous oitavos e
cinco vigsimos, em lugar de oitavos e
5 vigsimos, porque os quatro oitavos do
mesmo numero que formam o meio bi-
lliete, foram vendidos na ra Nova n. i
iojadefazendas do Sr. Jos Luiz Pereira
Jnior, o qual vende bilhetes e cautelas
do cautelista abai\o assignado. Pernam-
buco 20 de jimlio de 18.").").O cautelis-
ta, Salustiano de Aquino Ferreira.
Jos Tcreira Cesar, leudo comprado n Custodio
Ji.c de Carvalho Guimaraes todas as fazendase divi-
das activas da sn loja, sita na ra do Oucimado n.
-M A., e desejando conservar todos os fresuezes que
j o sao do mesmo estabelecimenlo, avisa a lodos
aquelles, lano ila praca como de fura della, que Ihe
sao devedores, que venham a mesma loja salisfazer
os scus dbitos, que abi acharan bom soi tmenlo de
novas o baralissimas fazendas. e o melhor agrado, e
a mesma franqueza que seropre bouve neste estabe-
lecimenlo.
O armazem dcasjurarda ra de Apollo n. l:T
cnnlina de boje em dianlc a gyrar sol a firma do
ahaivo assignado. Kecife -21 dejunho de 1835,
Luis Maiwel Itodrigva lalcw-a.
Atlencao.
Vendem-sc por muilo barato prero o com muito
punco uso, as obras seguintes : Diccionario La-
tino, por Ferreira ; Historia de Girundis, por La-
martine ; Cours d'Hisloire. por Guizol ; Ordnean-
ce de La Marine, por Valin ; Inslitulions de La
1 ranee, por Colombel ; Medicina Forcncc, por F.
Borges ; Tratado das Ohrigarcs, por Polhicr; Boor-
dalone de La Compagine de Jc-us, por Pensos ;
llomer Iliad, Virgilio, Ierre Ebiel. Curso de l)i-
rcito Civil Tortuguez, Drois des Gen, Romance era
portuguez dns filhos do Amor, por Eugene Sue ;
Tclmaque, Carlas de Heloiza c Abellaird, Historia
Sagrada, Traite de Droit Penal, por M. P. Rossi ;
l'ables de La Fontaine : quem quizer approvcitar-
sc da occasiAo, dirija-sc a praca da Independencia
n. 34.
CONSULTORIO DOS POBRES
50 mUJl N017A 1 ASTOJkR 69.
O Dr. T. A. Lobo Muscnzo da consultas bomeopatbicas lodos os das aos pobres, desde 9 horas da
manhia alneio dia, e cin casos extraordinario* a qualquer hora do dia ou imite.
Oflerece-se igualmente para pralicar qualquer uperac.o do rirurgia. e acudir promplamenlc a qual-
quer mulber que esl'ja nial de parlo, c cujas circunislaucias nao perinillam patar ao medico.
SO CONSULTORIO DO BR. P. i. LOBO H0SC0Z0.
50 RA NOVA 50
VNDESE O SEGUINTE:
Manual completo de meddicina homeonalhica do Dr. G. H. Jahr, traduzido em por
tugue/, pelo Dr. Moscozo, quatro volumes encadernadus em dous c acompanhado de
mu dicciunariu dos lermus de medicina, cirurcia, analomia, ele, etc.
2i>; 8.J000
209000
25*000
309000
(OJOOO
1*000
2*000
r<"HI
Vende-se no armazem
ila\ na ra daC
de lames llalli-
Eslaobra, a mais importante de loilas asquelralam doestudo epralica dabomenpalbia, por ser a nica
que conten abase famfaaaental O'esta doolrnaA TATHOGENESIA OU EFFETOS DOSMKDICA-
MENTOS NO ORGANISMO BU ESTADO DE SVIDKronhecimenlos que nao podem dispensar as pes-
soas que se querein dedicar a pratica da verdadeira medicina, interessa a lodos os mdicos que qui/ereln
experimentar a i'oulrina de llahncnianii, e por si meamos se convenceren) da verdade d'ella : a lodos os
Tazendeiros c senbores de cngcnlio que estno longe dos recursos dos mdicos: a lodosos capilaesde navio,
que urna ou oulra vez nao podem dcixar de acudir a qualquer incommodo seu ou de scus Iripiilanlc- :
a todos os pais de familia que por circnnisiancias, que ero sempre podem ser prevenidas, s3o obriga-
dos a prestar n conlinenti os primeiros soccorros em suas enfermidades.
O vade-mecum do homcopalha ou iraduccao da medicina domestica do Dr. Hering,
obra tambem til as pessoas que se dediram ao esludo da homeopathia, um volu-
me grande, acompanhado do diccionario dos termos de medicina...... IO9OOO
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., etc., enrardenado. :I000
Sem verdadeiros e-bem preparados mcdicamenlos nao se pode dar um passo seguro na pratica da
homeopathia, c o proprictario deste eslahclccimenlu se lisongeia de Ic-lo o mais bem'montado possivel e
nincuem dnvida boje da grande superioridade dos seus medicamentos.
Boticas a 12 tubos grandes.....................
Boticas de -1H medicamentos em glbulos, a 10, 125 c 155000 rs.
Ditas 36 ditos a..................
Dilas 48 ditos a..................
Dilas 60 ditos a............... ,
Ditas \M ditos a..................
Tubos avulsus.........................
Frascos de meia onja de lindura................. '.
Ditos de verdadeira lindura a rnica................
Na mesma casa ha sempre i venda grande numero de lobos de rryslal de diversos lamanhos,
vidros para mcdicamenlos, e aprompta-se qualquer encommenda de mcdicamenloscom loJa a brevida-
de e por precos muito commodos.
Casa da afericfio,pateo do Terco n. 10.
0 abaiio assignado faz ver a quem inlcressar po
sa, que a revisto finaliaar-se-ha no dia 30 docorren-
l". segundo o disposlo no arligo >. titulo 11 das pos-
turas municipaes, e que (indo este prazo incorrerio
os conlraventorcs as penas do mesmo artigo. Ke-
cife 16 de junho de 1855.
Prxedes da SUva Gusnuw.
Joaquim da Silva Mourao nrev ine a quem
inlercssar possa, que todos os bens'do Sr. Jos I lias
da Silva, movis, semoventes, c de raiz, eslao su-
geilosao pagamento do que elle Ihe deve, pelo que
n.lo podeuroesmo aliena-los, e nem de qualquer
forma dispar delles, em prejuizo do annuncianle,
que protesta usar de seu direilo, nullilicaiido qual-
quer venda ou disposicao dcstes bens.
MASSA ADAMANTINA.
Kua do lio-ario 11. 36, segundo andar, Paulo (iai-
gnoux, dentista francez, chumba os denles com a
mana adamantina. Essa nova e maravilhosa com-
liosirao lem a vantagem de enchersem presso dolo-
rosa todas as anfractuosidades do dente, adquiriudo
em poneos instantes solidez igual a da pedra mais
dura, e permuto restaurar os denles mais estraga-
dos coma forma e a cor primitiva.
a
O)
g .'IBLICaCW DO KSTITliTO 110 g
MEOPATHICO DO BRASIL.
THESOLRO HOMEOPATIIICO
OU
VADE-MECl M DO
g) HOMEOPATHA. (5^
^ Methaio conciso, claro e seguro de cu- B
fflfc r"r homeopathicameiitc todas as molestia SL
%?> que affligcm a especie humana, e part- V'
A cularmente aquellas que reinam no lira- 2k sil, redigido segundo os melhores trata- T!
V7 dos de homeopalhia, lauto europeos romo 'jpl
k americanos, e segundo a propria experi- (f&
~ encia, pelo Dr. Sabino Olegario Ludgero
Pinho. Esta obra be boje rcconliecida co- w)
mo a melhor de todas qe Iralam daappli- {A.
cacao homeopalluca no curnlivo das mo- ^^
fl leslias. "s curiosos, principalmente, rV-* (&
podem dar um passo seguro sem possui-la o /a
consulla-la. Os pais de familias, os senho- *W
ttk res de engenho, sacerdotes, viajantes, ca- (^
pitaes de navios, sertanejos etc. etc., devem Xf
le-la mao para occorrer promptamenle a ^
/A qualquer caso de molestia. (?!S
^l Dons volumes em hrochura por 10;000 ^1
B o encadernados 11-000 1fa
tVende-sc unicamenle em casa do autor, ^
ra de Santo Amaro n. C. (Mundo No- J
Est a sahir a luz lio Bio de Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
HGflEQPATHA.
EXTRAIHDO DE RUOFF E BOEN-
NINGHAISEN E OUTKOS,
c posto em ordem alphabetica, com a descripeo
abreviada de (odas as molestias, a indicacao physio-
logica e lberapeulic9 de lodos os medicamentos ho-
meopalhicos, sen lempo de acr;1o e concordancia,
scguido.de um diccionario da signilicacao do ludos
os lermos de medicina c cirurgia, c posto ao alcance
das pessoas do povo, pelo
DR. A. J. DE MELLO MORAES.
Subscrevc-se para esla obra no consultorio borneo,
pathico do Dr. LOBO MOSCOZO, ra Nova n. 50-
primeiro andar, por ^HJO em brochura, e 65OOO
eucaderuado.
($) O Dr. Sabino Olegario I.udgcro Pinho, ^
@mudou-se do palacete da ra deS. Francis- 4*
co n.68A, para o obrado de dous anda- J^
(ffi rcsn.6, ruade Sanio Amaro, mundo novo.) (Bf
tu/, n. .osegumte:
Kclogiosde ouro e piala, saboDetes pa-
tente inglez.
Sellins inglezes.
Silliocs inglezes proprios para senhora
montar.
LanternasTpafn curo.
Molas de 3 follias para carro.
Et.vosde patente para carro.
Couros para coberta dr carros.
Fio em novcllos para sapateiro.
Velas.
i
Vendem-M exeellentefl velas 1I0 composicAo, sendo esUi Aracaly, pelo rommodo prero de 119500 a arrobfl :
na rita da Cru/ ;irina/,cm n. 10.
CAF EM GRAO PRIMEIRA
SORTE,
\ einle- se excellentc caf de primeira qualidade,
vindo ullimamcnlc do Rio de Janeiro, c por com-
modo prero i vista da superioridade : na ra da
Cruz quina do boceo dos I'orlos n. 36.
Nova moda de Pars.
Acaba de chegar a loja da ra do Oucimado n.
18, mims-iino. chales de merino de todas as core-,
com franja de seda, os quaes se vendem mais bara-
los do que em oulra qualquer parle, a ellcs antes
que se acabem.
A 50000 e 60000 rs..
curtes de cambraia e seda, fazenda boa c de 1 ndot
padres, dilos de barege de seda rom hallados > 89
rs. o curie : na ra do Crespo n. 10, loja da cq lina.
A Boa fama.
Vcndcm-se lindissimas raixas para costurada se-
nhora n >, 38 i 31500, eaixinlias muilo delicadas,
proprias para guardar joias a tiOO c HOO rs., pedos
de marliin para alisar, fazenda superior, a I-JmOO,
[ovas de lorral com hellas, muilo boa fazenda, a
800 rs. o par, ditas de seda de todas as cores e sem
deleito algiim para liomem e scnliora a 10200 n par.
pntes de tartaruga de muilo bonitos padroes a 16500,
00000 e 59300, dilos de bfalo imitando larlarga a
l>-K0, c alein de ludo islo oulras colisas de muilo
bons goslos, e (tido por precos que muilo agrailarSo
dos compradores : na roa do Queimado, nos qjoatro
cantas, loja de Bliodexas da Una l'aina n. S.
Ve ide-sr arroz pilado por preco cornmodo : a
aliar no trapicha do Angelo.
A BOAFAMA
S-
INFORMAgOES OU RELACO'ES
SEMESTRES.
Na livraria n. (i e 8 da praca da In-
dependencia, vende-se relaedes semes-
traes porprecocommodo, e querendo res-
mas vende-se anda mais emeonta.
WALDECK.
Esl no prclo o Compendio de Insliluliones Juris
Civilis, por D. IO. Pelri Waldcck que serve de
compendio cadeira de Direilo Romano, instalada
de novo na I'aculdade de Direilo : suhscrcve-se a
ti-jOOO rs. pagos na ccasiao da subscripc.lu, e para
commodo dos senhores acadmicos entregar-se-ho as
folbas impressas de 8 poninas na livrario da praca
da Independencia n. (i c 8, a propire/io qae forem
sahindo do pelo.
Notos livros de homeopalhia uiefrancez, obras
todas de summa importancia :
llahncmann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
2O9OOO
69000
79OOO
690D0
169000
69000
8.^KX)
169000
lumes............
kl'eslc, rrolcslias dos meninos.....
Hering, homeopathia domestica.....
Jahr, pharmacopahomeopatbica. .
Jahr, novo manual, 4 volumes ....
Jahr, molestias nervosas.......
Jahr, molestias da pelle.......
Kapoo, historia da homeupalhia, 2 volumes
llarlhmann, tratado completo das molestias
dos meninos..........IO5OO0
A Teste, materia medica homeopalluca. Kymo
De Fayolle, doulrina medica homeopathica 79000
Clnica de Slaoneli :.....(i.-iKiii
Casling, verdade da homeopathia. 4SOIK)
Diccionario de Nvslen.......10?(KX)
Alllas completo de analomia com bellas es-
tampas coloridas, conlendo a descriprao
de todas as parles do corpn humano .' tl)000
vodem-sc lodosesles livros no consultorio hnmeopa-
Ihico do Dr. Lobo Moscoso, ra Nova 11. 50 pri-
meiro sudar.

i
i
i


IIOMIEOrATIHA. t
Remedios ellicacissimos contra as 3*
febres intermitientes.
(irande sorlimento de carleiras de homeco-
palhia muilo em conla. '?
U catea de tintura a escolher. 15000
Tubos avulsos a .100, i(K) e 500 rs.
Elementns de homri'opalhia, 4 yol. tlsOOO %
No consnllorio homiropalhico do Dr. Casa- j.[
' 55 nnva, ra ilasCruzesn. 28.
:::: ::;: ";-::-.-::.:;:;::"
L"m professor de inslruccao elementar pITere-
cc-sc a dar lic.es em casas particulares, com bom
niclliodo e zelo, civilidades aprovcitamenlu, em
doctrina chrislaa, pelo calhccismo explicado, em
leitura pelos classicos- de moralidade acmlidade,
como seja o livro de Ouro, em escriplurarao por
Sladaraira, em eanlabilidade pelo compendio do
Dr. Cilaco, e lingua verncula com analvse gram-
matical e lgico pelo autor mais seguid'o: algum
senhor pai de familia que liver precisao de lec-
cnyiar scus pequeos em casa, pode annunciar para
ser procurado, 011 dirija-se ao aterro da Uua Vista
n. St.
Os adminislr.ulorcs da masas fallida de Kichar-
itoRojlle rogam a lodos os credares do faltlo Ihea
aprecentem scus liiulos de divid para screm exami-
nados na forma que dispoe o arl. 659 do cdigo do
cnmmercio, islo no prazo de 8 dias, como he es-
presso.
Alnga-se o segundo .-.miar da casa da ra da
Senzala Velha n. :ili, com commodos para grande
familia : a tratar na ra larga do Rosario n. 30, se-
undo andar.
O lir. Ribeiro, medico pela niversidadede
Cambridge! eonttaa a residir na ra da Cruz do Ke-
cife 11. i'*. 2. andar, onde pude ser procurado a
qualquer hora, c convida aos pobres para consultas
gratis, c mesmo os visila qnando as circumstancia9 o
exijam, faz especialidade das molestias dus olhos e
ouvidos. '
9999 NNfM #
DENTISTA.
1 Paulo Gaignoux, dentista francez, estahele Q
cido na ra larga dji Rosario n. 36, segnudo &
9 andar, colloca denles com gengivasartiliciacs, 9
(J edentadura completa, ou parle della, com a
(g pressiio do ar. g%
Rosario n. 3li segundo andar. S
@ 55 @ S3
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
qtiemudou a sua aula para a rita do Ran-
ftel n. 11, onde continua a receber ajum-
aos internos eexternos desde ja' por mol
dico prero como he publico: quem se
quieer utilisar deseupequeoprestimo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias ttleis.
Alu;a-se ou vende-e urna casa com
sotao e sitio no lugar da Torre, junto ao
sobrado do Sr. Peixoto, com todas as com-
modidades para familia, cocheira, estri-
bara, quartos para feilor, etc.: na ra
da Cruz n. f 0.
EDCACA'O DAS FILHS.
huir as obr.is do grande l'cnelon, arcebispo de
Cambray, merece mui particular menrilo otratado
da educaran das meninasno qual esln virtuoso
prelado ensilla como asmis de\em educir suas li-
Ibas, para um din chegareni a oceupar o sublime
lugar de mai de familia ; toma-sc por lauto urna
neeeasidade para todas as pessoas qae desejam ru-
a-las no verdadeirocaminhoata vida. Esl a refe-
rida obra Iradmida'em porlnsoez, c vende-se na
livraria da praca dr Independencia n. 6 e 8, pelo
diminuto preco de SO0 rs.
l'rcrisa-se de- urna preta eserava para ama de
urna casa de familia, qin, faca o servico inlerno e
externada mesma, pagando-se'-lhe 930 rs. por dia*
a tratar na ra do Collegjo 11. 3, primeiro andar.
I0RPHEA
e otitras doeneas da pelle. f
Tratam-M com especialidade as affecc
?' da pelle, particularmenlc a mnrpha.
No consuullorio bomrr-opalhico do Dr. Ca-
59 sanova, ra das Cruzes n. ->S. jg
& Aos pobres (rata-se de (traca.
352S-fS)g
Quem precisar de nm caiveiro brasileiro, que
sabe escrever, fallar correctamente a lingoa franceza,
c igualmente possnindo lodos os requisitos necessn-
rios para poiler escrever e fallar com a maior perfei-
Clo a lingoa porlugneza, entendendo alguin.i consa
da lingoa ingleza, dinja-se ra do Trapiche 11. 36,
segundo andar, das 9 horas da manhaa al as 3 da
larde.
3@@$33@$:M|te89aB
1 i mi dentista, n
continua a residir na ra Nova n. 19, primei- @
@ ro andar. Z
88; 'S
Os filhos e herdeiros do tinado major Luiz An-
tonio Alvos Masearenhas, em rcsposla ao annuncin
de I). Mara Joaquina da Silva Masearenhas no
Diario de -J3 do correnlc, fazem publico que re-
quereram deposito dos escravos deixxdos pelo mes-
mo tinado, com o lim de obslar que alguem... se
locuplelaSse delles em prejuizo doscredores, e legi-
limos iiiteressados do casal; vi'lo como constou aos
annunciantes ter-se feiln venda de alguns, bem co-
mo do pardo Dionizio a Antonio Jos Vieira dcSou-
ta, c posteriormente urna hypolheca, Indo por sc-
duccoes de um individuo... csemopposieao daquel-
la senhora ; por lano os anonadantes protestan
Contra qualquer Iransareflo ou negocio qno se lenha
feilo, 011 baja de fazer com os ditos escravos, c Ira-
lam de proceder rfb respectivo inventario.
O Dr. Joflo Honorio Uezerra ile Menezes mu-
dou a sua residencia da ra Nova, para a ra da flo-
rara sobrado n. 62, quc faz esquina com o alerro da
Boa-Vista, e ahi continua a exercer a sua profisso
de medico.
Na ra do Crespo loja n. 8, existe una caria
para o Sr. Joo Rodrigues Nobrcga.
Alnga-se o primeiro andar do sobrado silo na
ruado Vigario-n. 1H, mojlo proprio para esrriplo-
rio ou para familia, pelos commodos quo ofTerece :
na Iravessa da Madre de Dos armazem n. 15, das 9
s 3 lloras da larde.
Os abaixo assignodos fizeram sociedade com a
firma Marlins & lrmaos para cslabclccercm casa
de negocio, c commi nesla cidade, licando o socio Manoel Jos Marlins
naquella.e o socio Joaquim Jos Marlins nesla, cu-
ja sociedade he em nome collcclivo, e tem cumeco
desla dala. Recie 27de jiinlin de 18")..Joaquim
Jos Marlins. procurador de Manoel Jos Marlins,
Joaquim Jos Marlins.
l'recisa-se de otliciaes de funileire e laloeiro :
no alerro da Boa-Vista loja da porta larga nu-
mero 63.
Precisa-se de nm padeiro que enlenda nerfei-
(amenle do trafica de padari.i. c que seja foriiciru :
quem se adiar tiestas circunstancias dirija-se i ra
larga do Itosario padaria n. 18, que achara com
quem tratar. Na mesma precisa-sc de um inoro pa-
ra repartir pao na ra.
l'reci-a-se alugar urna eserava qno saib.i pii-
gommar e cozinhar : a tratar na ra de S. Francis-
co n. 118 A.
Luiz Francisco Monleiro relira-sc para fora
do imperio a negocio de seu inleressc.
COMPRA?.
Comnram-sc accoes do Banco de l'ernambu-
co : no eseriplorio de Manoel Joaquim Hamos c
Silva.
Predsa-ae comprar allomas Iravea de 30a 33
palmus de comprimenlo c 7 polegadaa : quem liver
annuncie:
Compra-se una cabra, bicho, que soja boa de
leile, e paga-se bem : na ra da Cadeia do Kecife n.
19, primeiro andar.
ATTENCAO'. "
Compra-se urna eserava parda ou erioola, de ida-
de de 16 a :*> anuos com habilidades ou sem ellas,
que seja sadia, a qual paga-se bem : na ra do No-
gucira sobrado de um andar com mandas de pao.
ATTENCA'O.
Compram-se esrravos de \-> e 30anuos de idade,
(auto para a provincia, como para fura, sendo bo-
nitas figuras ; paga-se bem. assim como se recehem
de commissao : na ra dos Marlvrios n. H.
VENDAS.
Vendem-so duas prelas de 10 anuos e urna de
30 : Mjoa dn Rosario larga n. li, segundo andar.
Vende-se um honilo cscravo de muilo boa con-
duela c bom canoeiro, um dito que Cozinha o diario
de nina casa e faz lodo o mais servico : na ra dos
Ou arlis n. 24.
CUENTO lOMAM)
da mclnor qualidade, c cliegado 110 ulti-
mo navio de Hamburgo: vender em
conla, na ra da Cruz n. 10.
ATTENCA'Q.
Vende-se urna linda negrinha de 9 anuos de ida-
de, milito csperlinba c propria para crear-so,e una
negra da Costa de 35 anuos de idade, ptima qni-
landeira e sem vicies : quem pretender, dirija-se a
ra dos Marlvrios 11. li.
Vende-se urna taberna na ra do Pilar n. 86,
com pouens fundos e mnitoiifregaezada : quem pre-
tender, dirija-se na da (iota ii. 36, que achara
com luiem tratar.
Vende-se una casa terrea muilo boa, na rua da
Conccicao da Boa-Vista : a Iralai na rua Nova 11. 67.
-*- Vende-se um pardo de O anuos, canoeiro e
pesca de rede, c conceda as mesuias com perfeicao :
na rua do Corpo Sanio, lercciro andar, em casado
Sr. Luiz Antonio Barbosa de Brilo.
Lotera do Rio de Janeiro.
Anda se acham a venda alguns biihelcs da lotera
.Vi do MonU Pi licral, que havia correr em a Santa
Casa da Misericordia em -1 011 23 do prsenle ; as
listas sirio pelo vapor brasileiro que deve aqui che-
gar a 3 ou de jullio prximo ; bem como as da
terceira lotera de Sania Thereza, de. que lamben
vendemos alguns bilhetes.
Mel novo,
em barril de ." bem acondicionado, pm porclo e a
relallm : no trapiche do Camlia aehar.m com'quem
tratar.
VINHO CHERRY KM BARRIS.
Fin casa de Samuel V. Jolinston & C,
rua da Senzala-Nova n. 42.
A iloa faina
1
Vende-se papel marlim pautado o mais suierior
que he possivel haver, pelo barato preco de jOOOa
resma, dito de peso paulado a :l-<00, dito almaco
sem ser paulado, porcm boa fazenda, a 29600 .1 res-
ma, pennas de ac, bico de lauca, o melhor que po-
de haver, a 1;200 a 1 a:\111ha rom 12 duzias, dilas a
610, caivetes linos de 2, 3 e '1 folbas a 20. 320, 'KI
e .">00rs., dilos de 1 folha a 160, lapis finos cmyerni-
sados a IJOaduzia, dilos mais ordinarios a B0 rs.,
canelas de ac e marlim lomeadas, cousa muilo de-
licada, a 120, 2IIII e 300 rs., capachos piulados para
salas a 600 rs., bcngalinhas de junco com bonitos
castes a 500 rs. grande soilnneiilo de ociilss com
armae,1o de aeo a 800 rs. o par, dilos de a ranlo ile
metal a 400 rs., lonetas qaadradas com armario de
tartaruga a 19000 cada urna, dilas com armario de
bufalo a 500 rs., carleiras para algibeira, fazenda
muilo superior, a 640, lavas brancas de algodilo,
proprias para montara, a 20 o par, dilas de cores.
fazenda boa. a 100 rs., livelas douradas para cabs e
rlleles a 120. esporas finas de metala 800 e IJOOO
o par, chicotes finos a 800 e 1S0O0, ricas abotoadu-
ras para collele a 00, .">()() e 600 rs.. Irancelins prc-
tos de borracha para relogio a 100 o 160 rs., linleiros
careciros de porcelana a .">()() rs. o par, nrpjissimas
caiaspara rapaliO, 19000, I950Q e 2S00D, cara-
pueas pintadas muiln finas para homcm a 240, meias
piuladas muilo linas para homem a 320 o par, c alein
de ludo islo oulras muitissimas cousas quo ludo se
vende mais barato do que em oulra qualquer parle,
como ha muilo lempo esla couhecido : na roa do
Oucimado, nos quatro canlos, loja de midezas da
Boa Fama n. 33.
A Boa fama.
Vendem-FC carleiras proprias para viagem por te-
rem todos os arraojos necessarios para barba, pelo
baralissimo prero de 39500, reloginbos culm mostra-
dores de inadreperola e porcelana, consa muilo de-
licada para cima de mesa .1 4?000 cada um. louca-
dores com columnas do Jacaranda, com cxccllenles
espelbos, pelo barato preco de 3.-IIH1, e alom disto
nulras muilas coasas que se vendem mais barato do
queem oulra qualquer parle : na rua do Queima-
do, nos qualro canlos, loja de midezas de Boa Pa-
nsa n. 33.
Vende-se urna taberna, sita na ruj da langucia
n. 10, muilo bom lugar de negucio, e propria para
qualquer principiante por ter poucoslfinntos ; vnde-
se por o doiro se retirar para fura da" provincia :
quem a pretender, dirija-so mesma.
Vende-se um silio, com um pequeo viveirn,
e proporres para mais dous ou tres grandes, na fre-
guezia dos Alfogadas, rua du Bom lioslo : a tratar
na rua Direita, n. 137, f." andar.
LINDAS CASEMIRAS DE COR
COM BARRA AO LADO, DE
QUADROS E LISAS, A
4,000 0 CORTE.
Na rua do Queimado em frente du boceo da Con-
gregacao, passando a botica, a segunda loja nume-
ro 40.
Vendem-sc linhas de varios tamajnhos e gros-
soras, troves de 25, 30, 32, id palmos, enchams
de 22,25, 30,33 e 10 palmos, caibros de 30 c JO
palmos, c mais madeiras, como estacas le emberi-
ba e oulras em Fora de Portas n. 6,
igreja du filar.
A 1,000 MIS.
prximo a
pri
{os.
i
S
i
i

i
os t
dout
juali-
Vende-se o restnno da historia do Bra-
sil, pelo baralissimo preco de ljjOOO rcis :
na rua do Crespo, loja n. l(i.
Vende-se nm encllente cayatlo por
proco commodo : ipiem pielcr der diri-
ja-sea ruado Crespo loja n. lu
Vcmlc-se o verdadeiru rap de l'iulo Cordei-
ro, o mais fresco que cxislc no mrcalo : na rua
do Queimado loja de ferragciis n. 13.
Na rua das Cruzes n. 22, vende-se urna osera-
va crioula qne ongomma, cozinha c lava!, c um es-
cravo crioulo para lodo servico de silio ol de rua.
Vcndem-se 21 paos de sngico de 1p> palmos de
enmprido e l polegadas de grossura : em Fura de
Portas o. 135.
|@SSS S: '^@^
'$) Cobre para lorio de 20 at 24 on-
') cas com pregot.
(\ Zinco para torro com
(<#, Quimbo em barrinhas.
Alvaiade dcclutmbo.
Tinta branca, preta c verd
Oleo de linliaca em botijas
Papel de cmhriilho.
Cemento amarello.
Armamento de todas
dades.
Arreios para um e
va los.
Chicles para carro c esporas de
ac prateado.
Formas de (erro para fabrica de
assucar.
Pape! de peso inglez.
Champagne marea A&C.
Hotini da india, novo calva.
/g> l'eilras de marmoie.
f.\ Velas stearinas.'
V Pianosde gabinete de Jacaranda', .
w e com todos os tiltimos mcllio- l
VV ranicntos.
'$) No armazem de C .1. Astly & C,
TAI XAS DE FERROi
Na indicao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tambem no DEPSITO na
la do lriiili logo na entrada, e defron
te do Arsenal de RIarinha lia' sempre
um prande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como eslrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, c fundas em ambos os rogares
existem quiddastes, para caijregar ca-
noas, ou carros livres de dspeza. O
piceos sao' os milis commodos.
Vendim-se tesouraspara costara a l.sioo a duxla,
pcnlcs para tranca a IViOO a duza. lilas de seda la-
vradas, ile.lndas as cores, c sem ilefeilo a 120 rs. S
vara, e pecas a 1^200, meias brancas para senhora a
-10 o par, litas brancas de Hubo a 10 rs. a peca, pe-
einba- de bico com 10 varas a 500 e 610, carleiri-
nlias com sonlhas sortidas a 2o. aacovas boas para
denles a 100 rs., pulceira- ou braceletes encarnados
para senhora e menina a 320 e ilH) rs., linhas bran-
cas de uovello u. 5, 00, 70 e SO. a l100 a libra,
ditas de cores tambem de unvelin a 1-3000 a libra,
hutrs de porcelana para camisa a 100 a Rrosa, mia-
das de linhas linas para bordar i 160, dilas de peso
a 100 rs.. rarrilcis iic linhas de 200 jardas a 70 rs.,
toles muilo linos de inadreperola para camisa a 000
rs. agrosa, ditos braucos e prelo* para calcas a 2SOa
grosa. linhas minio linas de marrar, azues e encar-
nadas a 2HOa caixinha. com 10 novellus, dedae para
senhora a IOO rs. a duza, micangas miudas a iil rs.
o niaciiibo, ditas maiores e de lodas ffs cores a 120,
suspensorios a 10 rs. o par, grampas a 00 rs. o ma-
cinhn, illiucles a 100 rs. a caria, pedras para escre-
ver a 120, brinquedos para menino a 500 rs. a cai-
xinha, espelbos com moldura dourada, fazenda su-
perior,;! 120 e 160, espelbos de capa a 800 rs. a du-
zia. linas de seda prelas com palmas de cores para
senhor i a 500 rs. o par, agulheiros de metal com
agullias sortidas -00, torcidas para'caudieiro do n.
que o comprador quizer a SO rs, a duzia, penles de
baleia para slisar a 280, dilos abertos, boa fazenda,
a 320, caixinhas com agulhas francezas de fondo azul
a 200 rs., lilas de linho de cores a 80 rs. a peca, cor-
das de viola a 200 rs. a duzia, e alcm de ludo islo
oulras muitissimas cuusas que ludo se vende por
precos que faz admirar : ha rua do Oucimado, nos
qualro canlos, loja de midezas da Boa Fama n. 33.
SORTES ENYGMATICAS
PAR A \0ITE E S. PEDRO.
Vcndem-se a 500 r*. a rollcccao : no largo do Col-
ijan), livraria dos Srs. Ricardo & Companhia, c na
rua da Cruz do Ilecife, livraria u. 52.
Vende-se una casaca, e urna rede de pescar,
chamada eacuera, ludo novn : no largo do Pilar
n.13.
ATTENCAO', FREGUEZES.
Cheguem ao que be bom c barato.
Chooricas.pais, presuntos, alelria, mararrao, la-
Iharii i, e-lrelliuha para sopa, bolf chinha de ararula,
farinba de Maraohie, lulas as qualidadcs de cha,
bolaebinha inglez i, passas, velas de espeVmacele de
superior qualidade, latas com superior gracha, cer-
veja branca c prela. vinho velho do Porto, engarra-
fado, Bordean!, champagne da melhor qualidade,
chocolate, maulciga inglesa e franceza, c oulras
muiUs colisas novas, por preco que muilo convira
aos compradores: na taberna da na Nova n. 50, que
faz quina para a rua de Sanio Amaro.
HE MUITO BARATO.
\ eadem-se suecos com fcijo por di-
minuto preco, que s avista se pode "ad-
mirar : nos Qualro Cantos da rua do
Queimado n. 20.
Vende-se nm bom cavallo pedre/.por
preco muilo commodo: nos Quatro Can-
tos da rua do Queimado loja n. 20.
Para as pessoas qucpadcccm de frialdade
nos pl.
Na rua do Calinga, loja de midezas n. i. do an-
ligo liaraldroClavinole, vendem-se meias de laa ,le
carnciro, curias c coftlbrdas, muito proprias para as
pessoas que padecen) na eslacao do invern.
Vcndem-se lamanco! feilos no porlo.vindos de
encommenda: na rua larga do Itosario n. 38.
A pcchinclia.
No aterro da BOa-Vista n. SjNlofronte da
boneca. .
Ccboiasclegadas ullimameiile de Lisboa a 200 e
100 rs. ocealo, picsunlos, linguicas, paios, manlei-
ga ingleza de ludas as qualidades, dita franceza. bo-
laebinha de soda, biscoiloe, e muilas oulras qualida-
des, passas, laneras, tmaras, cb.i da India de (odas
as qualidades, e minios quIios gneros chegados ulli-
mainentc, ludo de superior qualidade, c preco mais
barato dn que em oulra qualquer parte.
s mais ricos.
Acaba do (llegar loja franceza, na rua Nova n.
10, um lindo sortimcnln de chapeus de seda para sc-
nhoras, meninas c menino', os mais ricos e os mais
modernos que lia no mercado : a elles, que lia poneos.
Na rua do Crespo, loja n.' 12, vendem-se bons
cobcriores de nlgodao, braneos, de pello a ISiOO, e
sendo em porclo faz-se aluma dillerenca no preco :
lambem vendera-se sedas ecocczas a 1?2X) ucovado,
bonitos padres e sem defeilo.
Superior vinho de champagne e Bor-
dea ux : vende-se em casa de Scliafl-.ei-
tlin cV C, rua da Cruz n. 8.
Vendem-sc endeiras de balanco americanas,
com palhinha.a ltOUOcada urna : n rua da Cadeia
do Kecife n. 49, arimeiro andar.
Vestidos a 2,si00.
Vendem-se rrlis de vestido de muculina de co-
res, fazenda inlcitamenle novaem padraav e cores
Ovas a 2*400cada corle : na loja de i porras, na rua
do O i cunado n. ti.
Casemiras baratas.
Vendem-se caseniras de cores, boa fazenda, a i>
rs. cada curie : naloja de portas, na rua do Quei
mato n. 10.
Muilo barato.
Vende-sc laa de cores prupiia para volido de se-
nhora a 210 u covads : na loja de i portas da rua do
Oucimado n. 10.
Vestidos de seda.
\ endem-se curtes c vestidos de seda de cores, por
prero muilo commodo, havendo sorlimenlo para es-
collier : na loja de 4portas, na rua do Queimado
n. 10.
A ELLES, ANTKS QUE SE ACABEM.
\ endem-se corles de casemira de.hom goslo a 25,500
'O c 3f000 o corte ; na rua o Crespo n. 0.
Taixas pare, engenhos.
de Ierro de D. W.
rita do Brum, passan-
, continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acliam-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carrejjam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Na fu.ndicao'
Bowmanti, na
do o cliafariz
11EGIVE1

v
FUMO EE FOLHA.
Na rua do Amorim n. 39, armazem do Manoel
dos Sanios Pinto, lia muilo superior fumo em folha
de todas as qualidades para charutos : por pre^us ra-
zoaveis.
FEIJA MuLATINHO,
Na rua do Ainurim n. Itil, armazem de Manoe'
dos Sanios Pinto, ha muilo superior feijao mulali-
nho coi saccas : por preco commodo.
Cera de carnauba.
Vende-se na rua da Cadeia do Kecife n. 19, pri-
meiro andar.
Santo Antonio livrando sen pai do pa-
tbulo.
Kiqnissimo drama original de A. X. I*. A., acres-
ccnlado com cias pralicas sobre a vida c morte do
Santo, compostad por Francisco de Kreitas damhoa,
e primorosamente pregadas por dons dos seus dial i-
pulo de menor idade. Acha-sc a venda na ollieina
de encadcniac.lo do Padre l.eraos, no largo do Col-
legio, pelo preco do 1SO0O, linda mpressao, c em
muilo bom papel.
Veadeni-se i escravos, I lindo mulalinho de
idade 18annos, e 1 bnm cscravo ptimo para lodo
ssrvico : na rua Direita n. 3.
Vende-se um cabriole! c dous cavados, ludo
junio ou separado, sendo os cavallos multo mansos c
muilo roslnn.,idos em cabnolel: para ver, na co-
cheira ii. 3, defronle da ordem terceira de S. Fran-
cisco, c a halar com Aulonio'Josc Rodrigues de Sou-
za Jnior, na rua do Collegio n. i\. primeiio ou se-
gundo andar.
FAZENDAS DE GOST
PARA VESTIDOS DE SENIIORA.
Indiana de quadros mnito fina e padroes novus;
cortes de ISa de quadros e llores por preco commo-
do : vende-se na rua do Crespo loja da esquina que
volla para a rua <\:> Cadeia.
CASEMIRA PRETA A 4*500
0 CORTE DE C4LC4.
Vendem-se na roa do Crespo, lojada esqoina'qoe
volla para a rua da Cadeia.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, vnn-
de-s.' (arelo novo, chegad de I.i boa pele barca Ora-
lidio.

Moinhos do vento
'om bmbasele repuso para regar borlase haia,
derapim, na fundirn de U. Vi. Bowmau : narua
do Brutal ns. 0, 8 c 10.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Sonzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver iim completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vendem-se em casa de S. P. Job lis-
tn & C, na rua de Senzala Nova n. 42.
Sellins infjlezes.
Relogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montara.
Candieirose casticaes bronzeados.
Chumbo em Icncol, barra e municao.
Farello de Lisboa.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiro e devela.
Vaquetas de lustre para carro.
Bai ris de grasa n. 1)7.
DEPOSITO DA FABRICA DE TODOS
OS SANTOS DA BAHA.
Vende-se em casa de N. O- Bieber &
C, na rua da Cruz n. i, algodao tran-
cado daquella fabrica muito proprio pa-
ra saceos de assucar e roupa para escra-
vos, por preco commodo,
Em casa de I. Keller&C, narua
da Crttzn. 55 ha para vender excel-
lcntcs^iano viudos ltimamente de Ham-
burgo.
Vende-se urna batanea romana com Indos os
stus pe lem es.em bom uso e de -.000 libras : quem
pretender, diriia-sc a rua da Cruz, armaztm n. .
COGNAC VERDADE1RO,
Vende-se superior cognac, em garrafa*, a 123000
a du/ia. c 15*0 a garrafa : na na dos Taneeiros n.
2, primeiro andar, defronle do Trapiche Novo.
1 AKINIIA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinba de mandio-
ca, em saccasqoe tem umalqueire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
rmazens n. 3, 5 e 7 defronle da escadi-
nha, c no armazem defronte da porta da
alfandega, ou a tratar no escriptorio de
Novacs iC, na rua do Trapiche n. 54,
primeiro andar.
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
ATTENC&O.
Na rua do Trapiche n. 34, ha para
vender lianas de ferro ermeticamente
fechados, proprios para deposito de te-
ses ; estes barris sao os melhores que se
tem desconecto para este lim, por nao
exhalarem o menor cheiro, e apenas pc-
zam 1C libras, e custam o diminuto pre-
co de IsOOO rs. cada um.
Ycndc-se pipas, barris va/.ios e bar-
ricas internadas: a tratar com Manoel
Alves Guerra Jnior, na rua do Trapiche
n. 14.
Attencao !
\ ende-se superior fumo de milo, segunda e capa,
pelo baralissimo tircco de 3JO0O a arroba : na rna
Direita n. 70.
Potassa.
No anligo deposito da rua da Cadeia Velha, es-
eriplorio ii. 18, vende-se muilo superior polassa da
Itussia, americana c do Kio de Janeiro, a precos ba-
ratos quo be para fechar cotilas.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violCio e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas tildo modernisstmo
cliegado do Rio de Jriciro.
Vendem-se ricos e modernos pianos, recenlc-
menlc chegados, de eieellentes vnzes, e pre?os com-
modos em casa de N. O. Bieber & Compauhia, rua
da Cruz n. i.
Capas de panno.
_\ endem-sc capas de panno, proprias para a csta-
jao presente, por commodo prejo : na rua do Cres-
po n. 0,
Grande sortimento de brins para quem
quer ser gtmenho com pouco dinheiro.
, Vende-se brim li aneado de li'lras e quadros.de pu
ro linho, a 800 rs. a vara, dito liso a 040, ganga
amarella lisa a 8G0 o rovado, riscados escures a imi-
tacilo de casemira a 360 o covado, dilo de linho a
280, dilo mais aballo a 100, castores de todas as co-
res a 200, 2i0 e 320 o covado : na rua do Crespo
n. 6.
COM PEQUEO TOQUE DE
Algodao de sicupira a SOO e 33 : vende-se na
rua do Crespo loja da esquina que volla para a rua
da Cadeia.
Alpaca de seda.
Vndese alpaca de seda de quadros de bom goslo
a 720 o covado, corles de,l|a dos melhores gslosque
tem viudo no mercado a i-ViOO, ditos de cassa chita
a 1.J800, sarja preta hespanhola a irtMI e 2200 o
covado, selim prelo de .Macao a 25SOO e3$2DO, guar-
danapos adamascados feilos em Ijiiiniarrs a 39600
a duzia, toadlas de rosto viudas do mesmo lugai a
9)000 e 1^XMl a duzia : na rua do Crespo n. 6.
CHALES DE LAN E ALGODAO,
EStt'ROS A800 RS. CADA II.
Vcndcm-^e na rua do Crespo loja da esquina que
volla |"iir;i a rna da Cadeia.
COBERTORES.
\ endem-sc coberlores escuros, grandes e peqoe-
nos, a >-2(K) e"*J cada um : narua do Crespo n. t.
CORTES DE CASEMIRAS
DE CORES ESCURAS E CLARAS A 39000.
Vendem-sc na rua do Crespo, loja da esquina que
vulla para a rua da Cadeia.
Vende-se rap rolAo trance* muilo f/esco": na
eima
loja de lerragens na rua do OueirTlado. n. 13.'
Deposito de vinho de cham- *7
pague Chateau-Av, primeira qua- *9
lidade, de propriedade do conde l
de Marcttil, ruada Cruz do Re- M
cife n. 20: este vinho, o melhor a
de toda a Champagne, vende-se j&
a ."iti.s'000 rs. cada caixa, acha-se 1
nicamente em casa de L. Le- j
comte Feron & Companhia. ti. 0
B.As taixas sao marcadas a ib- $
oConde de Marcttile os ro-
St tutos das garrafas sao azues. 6%
Deposito do chocolate francez, de urna
das mais acrediladas fabricas de Pars,
em casa de Vctor Lasne, rua da Cruz,
n. -27.
Exlra-soperior, pura baunidia. 19020
Bltra lino, baunilha. INiOO
Superior. 19280
Ouem comprar de 10 libras para cima, lem um
abale de 20 % : venda-se aos mesmos precos e con-
diefles, em 'asa do Sr. Barrelier, uj aterro de Boa-
\'ista n. .">2.
Vende-se neo em cimbeles de am quintal, por
preco muilo commodo : no armazem de Me. t'.al-
niunl (\ Companhia, praca do Corpo Sanio n. 11.
Riscado de listi as de cores, proprio
parapalits, calcasc jaqactas, a 160
o covado.
Vende-se na rua do Crespo, loia da esquina qoe
volla para a cadei.i.
Vendem-se no aimatem n. co, da rua da Ca-
deia do Kecife, de Henrj Gibson, os mais supero-
1 relogios fabricados 0111 Inglaterra, por preco
modicott
Venda-se eatellente taboado da pinho, recen-
lempiile cliegado da America : narm de Apollo
trapiche do Ferreira, a eotender-se com o ndtmnii
rador do mesmo.
fi'unn Prae{;erix C-, tem para
veodet em sua casa, rua da Cruz
n. 10:
Lonas da Russia.
Champagne.
Instrumentos para intisica.
Oleados para mesa.
Charutos de Ilavana verdadeiros.
Cerveja llamburguc/. 1.
(jomma lacea.
^ nme^mmm wmm&m
Na casa de llbrard & Blandin rua do Tra-
piche-Novo n. 20e 22, vendem-se os se-
guintes gneros:
Vinho de Champagne superior em caixa
comoem gnala.
Vinho de Bordeaux superior etn caixa co-
mo em garrafa.
Cognac verdadeiro superior em caixa co-
mo em garrafa.
Vinho de Xe'res superior em caixa como
em garrafa.
Azeite doce de Pagniol. o nico verdadei-
ro que tem no mercado.
Salames de Lyon muito frescos.
Conservas de Nantes de todas as quali-
dades.
Mostnrda preparada Diaphano, a melhor
que tem appnrecido no mercado.
Queijo suisso cliegado pelo ultimo navio.
Os fregueses (carao satisfeitos da l>oa
qualidade dos gneros, como dos precos
moderados.
Vende-se nma hiberna com muito ponco fni-
co, na rua da Esperanza, estrada nova : aa Svledade
drbnivo do sobradinho.
Vende-se oleo de argendoa iloce, sm latas de
S, i e 1 libras, caitas cos velas de espermacete ver-
dadeiro, de 0 em libra, ludo por prec<>jcemmodo :
na rua do Trapiche n. 30, cscriplurio de Hatheus
Austin Si Companhia
Attencao.
Ka rna da Cadeia Velha i",loja do Sa Manoel)
vende-se damasco de laa de duas largnras, muilo
proprio para roberas de cama e pannos dt mesa.
Vende-se muilo barato nm armazem pequeo,
mas cora baldo : na rua Nova n. 7r2.
) POTASSA BRAS1LLIRA.
_J) Vende-se superior potassa, fa-
(j* bricada no Rio de Janeiro, che-
Qi iTac'a 1 ecentemente, recominen-
gj. da-se aos senhores de engenhos os
^*{ seus bons elleitos ja' experiraen-
./ tados: na rua da Cruzn. 20, ar-
($) mazem de L. Lccontc Feron &
^ Companhia.
AOS SENHORES DE ENGEflHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas c hollandczas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-sc a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de emprc-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
S. O. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz. n. 4. *.
Pianos.
Joao I'. Vogeley avisa ao respeilavel publico, que
em sua casa, narua Kova n. 41, primeiro andar,
acha-se um sorlimenlo de pianos de jacarando e
inogno, os melhores que lem ale agora appareridu
no increado, lano pela sua harmoniosa e forte vox,
romo pela sua conslrucjflo, de armario e borisoidal,
dos melhores autores de Londres e de Hamburgo, os
quaes vende por proco ra/.oavel. O annuncianle
contina a afinar o concertar pianos com perfeicao.
Etncasa dcTimm Momsen & Vinasia, pra-
ca do Corpo Santo n. 15, ha pira ven-
der :
im sortimento completo de litros em
branco, vindos de Hamburgo.
Acha-se i vehJa o manual do guarda nacional
011 colleccnoade lodasks leis, rcgulameiuns, ordeus e
avisos concernentes anesma guarda nacioial, orga-
nizado pelo capiloo secretario peral do commanrin
superior da guarda nacional da capital da'nrovinria
de l'crnamhuco Firmino Jos de Uliveira, dede a
snanova organisacao ate 31 de dnemhnde 1S5.
relativos nao so ao proresso da qualificaet, recurso
de revisla. etc., etc., senSo a economa los eorpos,
organisacao por municipios, balalhcs, ecotipauhia-,
com mappas e modelos, ele, etc.: vende-jc nica -
mente no paleo do Carmo u. 9, primeiio andar, a
.'3000 por cada volume,
Vende-se bolaebinha de ararula ramio fina.
pelo baralo preco de 400 rs. a libra, btsetito dilo a
300, bolaebinha inglcia a 400 rs., falias a 60, e bo-
lachiiiha de soda a 400 rs., ludo das mediare quali-
dades : na padaria da rua Direita n. 6.
A taberna da rua
NOVA K. 50,
na esquina da rua de Santo Amaro, acha-se sorlida
de muilo bous genero e por muilo conweodo preco
de mancira que ao ver o effeilo agrada, cao ouvir'os
precos ra comprar, porque na verdade linho mos-
catel engarrafado, de boa qoalidade, a fi, e oulras
minias cousas por preco diminuto, nao htveni quem
nao se anime a comprar.
Vendem-sc hlalas novas a l3600s sigo : no
armaccm do Caima, no caes da allandeg.
-
A
ESCRAVOS FGIDOS.
Quinia>feira 0 do crtenle desap-
pareceu da roa doiiueimadon. 17, e
escravo Antonio.de nacaa.que repra
senla ter Oanuus poucosnaisoume-
nos, com os siguaes seguintes: fallas
de denles na frente e srna sicalrii
no rosto do lado direilo, alguns ca-
bellos braneos, e tem so braco e-
querdo quasi a o I' do hombro um calombinlio do
lamanho de urna pilomba ; soppe-se qoe lo- vesli-
do com calca de casemira de quadros oude algodao-
inlio de lislras e camisa de algodao trancado bran-
co, he coslumado a rugir a mudar de nome. e
quasi sempre diz ser do mallo e algos) scnbur de
engenho : roga-sc por lano ai autoridades poliriaes
e capiles de caropo.ou a quem o aprebelder de lva-
lo s casa mencionada que ser genorosaqenlc recom-
pensado.
Desappareccoda rua larca do Rosario n. 12, o
escravo Vicente, pardo, alio, odios gandes, cum
unta cicatriz no roslo, cabellos c barba pandes ; bu
ollicial de sapateiro, anda de calca ejatfucla, calca-
do, c di/.-ae forro : quem o apprcheudir e entregar
ao sen senhor, ser recompensado.
Desappareceu no dia SS do crranle ao abano
assiinade morador narua Aiigasln, urna eserava de
eme Joaquina, de nac.ao Bacca, que representa ter
23 anuos de idade, sahindo com um, laboleiroa
vender mieles ; levou vestido de chita Jaira opali-
no da Costa, fada haiio c muilo jegrisi, ccosluma
trazerduas marrafas nos cabellos, a (lila negra veio
iie tioianna ha para 3 mczci, e suppoe-se que le-
nha ido para aquellas baudas: por issl roga-se as
anloridades policiaca aos rapitaes ile campo, 011 a
quem a appreheuder, de levs-la .1 casa mencionada,
011 na Iravessa da Madre de Heos armazem n. II,
que ser generosamente recompensado. Ignacio
Sella.
---------------------------.------------a---------------------------.
l'ERN. TI. DB M*. P, DE FARIA 1855
MiiTii nnn


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