Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00869


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Full Text
AKNO XXXI. N. 147.
QUARTA FEIRA-27QE JUNHODE 1855.
Por 3 mezcs adiantados 4,000
Por 3 mezes vencidos 4,500
Por aan adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
BNCAftaE.VDOS 0\ siBScrxip<:.vo.
Hecito, o preprieterio M. F. de Farin ; Kio lo Ja-
neiro, o Sr. fiao l'ereira Martins; Baha, o Sr. 1).
Iiuprad ; Macro, Sr. Joaqun) Bernanlo ilc Men-
(|ol,,-,i ; Paralnha, o Sr. Cervazio Viclor .la Nativi-
ta le ; Natal, < Sr. Joaqun Ignacio l'ereira Jnior;
Aracaly, o Sr. Antonio Victoriano Augusto Borge ; MaranhAo, o Sr. Joa-
iiuini Marques llodrgoes ; Piauhy, t- Sr. Domingos
llerrulauo \ckiles Pessoa Cearencc ; Para, oSr. Jus-
(ino J. Ramo;, ; Amazonas, o Sr. Jaron] mo da Cosa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 1/4 e 27 i/8 d. (por 1$.
Pars, n.">5 rs. por 1 f.
Lisboa, '.is a 100 por 100.
Rio de Janeiro, 2 por 0/0 de rebaje.
Araos do banco 30 0/0 de premio.
da companhia de Bebcribe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Discomo de letiras de 8 a !) por 0/0.
HETAES.
Otiro.Onceas hespanholas* 208000
Modas de 65400 velbas. 1055000
de 63400 novas. 16000
do 49000. 93(100
Piala.rataroes brasilciros. 1J'j40
Pesos coliimnarios, 1J.M0
>i mexicanos..... CSO
PARTl.\ IM>S COItRKIOS.
Olinda, lodos os dias
Carnar, Bonito e Garanliuns nos dias 1 eI5
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex cOurirury, a 13 e 28
Goianna eParahiba, segundase sextas-feiras
Victoria c Natal, as ipiinlas-feiras
PREAMAB DE IIOJE.
Primeira s 2 horas e 54 minutos da larde
Segunda s 3 horas e 18 minutos da manlia
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commcrrio, segundasequintas-feiras
Relami, tercas-foiras e sabbados
Fazcnda, tercas e sextas-feiras s 10 horas
Jui/.o de orphaos, segundas e quimas s 10 horas
1* vara do rivcl, segundas e sextas ao meiodia
2* vara do rival, quartase sabbados ao meio da
EPIIEMERIDES. DIAS DA m:\I.\X.\,
JudIio 7 Quarto minguante as 5 horas 27 mi- 25 Segunda. S. GuiMierme ab.; S. Galicano, m.
nulos e 31 segundos da manlia. 26 Terca. Ss Joaoe Paulo irs.1nm>. ; S. Virgilio
|4 La nova aos 8 minutos 31 se- 27 Qu.ina. S.LastWMo re; S. Zouo m.
gundos da larde 2S Quinta. S. Leo II ri ; S, Argemirio b.
52 Quarto crescen le as 2 horas, 32 mi- 2 Sexta. ':. Ss. Pedroe Paulo ap. ; S. Cyro.
mitos e 40 segundos da tarde. i 30 Sabbado. S. Haroalb.; S. Lucina.
.'JO La eheia as 8 horas, 43 minutos e! 1 Domingo. S. S. Aarao primeiro sacerdote da
33 segundos da tarde. ordem Levitica : S. I heodorico ab.
PARTE 0FFIC1M,.
Ouii
GOVERNQ DA PROVINCIA.
Expediente do da 21 de junho.
InrioAo Exm. director geral da l'aculdadc de
Piceilo, coinmunicando Imvct o inspector da Ihe-
sourara de hienda declarado, que ciirommcndara
para a Franca epor iiilermediu dos negociantes .
O. Biebei & C. os objeclos de quu necessila a aula
de teographia do Collegio das Arles daquclla Fa-
ruldade.
HiloAo Ex, marechal commanilanle das armas,
inteiraiido-o de liavcr exped.lo ordemaoiiispeclor
da lueseuraria de fazenda. para que estando nos
(erraos legue os documentos que S. Exc. remellcu
manda indemiiisar ao altere* (iuillicrme Marques
de Sauza a quanlia .le ll'.IJP.H) is. quo despender
qliando destacado na comarca de llores coni alu-
Kucl desvalise com o furncriinenlo de luzes para
n quarttl do destacamento que commaiidoii, e bem
assim aaeapitAo Manoel da Couha Vanderley a de
2 que ten (eilo na qualidade do commandante do
destacaeaeulo volante da' inesma comarca,
DitoAo Exm. conselheiro presidente da relarAo,
participando haver o hacharel Antonio Mara" de
Partas ! entrara oo excrcicio do juiz municipal da prirueira
vara dla cidade na qualidade de quinto sup-
plcnte.
HiloAo chele de polica, recomendando a ex-
pediraa de suas ordens,afim de que o cirurgiao en-
rarregaio da enfermaria da cadea desla cidade se
.iprescita na thesourtria provineial, e i vista do
lormiilirio quo all existe, indique o menor preco
porqut fode ser feilo o fornecimento dos medica-
in.Milis arerisos para mencionada enfermaria.
Comntusicou-se ao inspector da supradila llioou-
raria>
DitoAo racimo, inleirau do-o de haver Irans-
Cniumunicou-sc ao insperlor do arsenal de ma-
rinlia.
HitoAo mesmo, remetiendo por copia o oflicio
em quo o insperlor do arsenal de marinlia pailiripoii
n reformas que fez no lazareto do Pina, e decla-
rando haver approvado semelhanles reformas, de-
ven lo S. S. mandar abonar ao novo cncarregadn da-
adamente eslabelecido a supremaca da rara alie- i (rapias, de livrarias, de lojas de msica c olijeclos I va urgauisacan idm nstrsliva do imperio da Au-ii n
mAa sobre os pavos das provincias, dissolveu a as-
de arte.
Me quem nomeia lodos os cmpxegadns polticos >h\
provincia, excepto os chafes e contmitsarios de cir-
culse os empreados junto ao bailio de districln ;
si inlili'.i, e oulorgou a consliturAo de de mareo
de 1849.
lista tonslituirAo, nao obstante ser o scu lim uina
ccnlralisarAo. que tilo linba anda existido no impo- demille os dillerentcs fiiurcionarios, o podo conceder parte
rio ; era cointiido moi favoi.iMd :. i leas de naci- gratificarjoCs ale o mximo de 100 Barios,
quelle estabeleiMiiuMilo os venrimeiilos de que Irala I nalidade, e iguatdnde de racas. Porquanto con- \ He a atitoridade superior no que di/, respeito as
o rilado ollicio. ceda i'onslitoiroes c repr^sentaeoes provmciaes.pro-1 obras publicas, o conservaran das estradas e los edi-
DiloAo mesmo, recommendaudo em vista do clamava o direilo de cada rara mauuten^ao da '"
que requisilou o Evm. presidenle do Kio Grande do i sua narionalidaile e a cultura da sin lingua ; mas,
Norte, que nos termos da ordem do tribunal do Ihe-
souro nanoual n. I(i de l.~>dejulbo do anuo pasa-
do, remella rom bievidade a Ihesourara de fa/.enda
daquclla provincia a rpiaulia ile iOiOOOr. para occor-
rer aa neccssidades dn publico sorvico.I'articipuu-
BC SO supradilo presidente.
HiloAo mesmo. Iransmiltindo por copia o aviso
par da inanifeslaca" desles principios, iam-se
Irausluzir iotencOesquc a uiusucm escaparam. Per-
peinar a supremaca da rara allemaa no imperio.
gubdividir a*.nacionalidades em ve/, de as reunir e
dar-Ihes assim preponderante forra, emlim ceir-
lisar a adminislrarao, tal era o lim que se prose-
gua. Em summa. a constituirn de i de maico
\
I
de 9 do crrenle, em que a Exm. Sr. ministra ida I ereava entre as provincias lieos de unidade que nAo
juslica cnnimiinieni haver solicitado a expedirn das \ tinham podido ser al enlio estabelacidos e refor-
convenentes ordens no sent lo de ser augmentada mava at os seos fundamentos lodo o orgauismo da
com a quanlia de 6:946*853 rs. a consignadlo mar-1 Austria,
cada a esla provincia para as despexai a cargo da- i Segando as inslituieca provinciaes fundadas nes-
quelle ministerio, Isa poca, cada provincia ideva le urna assemblea,
HiloAo inspector da tbesouraria provincial, di- cujos menibros erain uonfeados por eleicao directa,
zendo que a propona que Smc. remellen de loa de Basa asscmbla linba o direilo de lomar parle na
Brito e Mello para fornecimento da cal precisa para
as obras a Cargo da repartirn das obras publicas,
nao pode ser apprnvada por ser alto o preco nella
estipulado e ate maior do que o de oulra que ja fui
recusada por se julgar excessivo.
COMM&NDO DAS ARMAS.
Quartel-feoeral do commando das armas de
Pcraambaeo aa cidade do Recite, em 26 de
junho de 1855.
ORDEM 1)0 DIA I?'. 70.
Ila\en lu o soverno de S. M. o Imperador resol-
vido por aviso do ministerio da guerra de 22 de
maio iil.iino. que Beassa addido ao 1. batalbao de
iobnlaria o Sr. alteres do 2." da inesma arma, IV-
milndo su inspector |da tbesouraria provincial, droMarline. que seacha na corle, o estando este Sr
para ser pago estando mis termos legaes. a conla
qve S. S. i emelteu da despeza* feila uos mezes de
Janeiro junho dcsle auno.com a lavagem de roupa
da enfermaria da cadeia desla cidade.
DiloAo inspector da tbesouraria de fa/en l.i.
dizendo que incumba o colleclar da cidadede (Unida
de lomar cunta e ter sob sua guarda al segunda
ordem, o edificio em que ltimamente funecionou a
Faruldade de Direilo naquella cidade.
DiloAo mesmo, para maadar adianlar 3 mezes
de sold ao capitn Andr Accioli 'mliciro, que vai
commandar o deslacameulo do presidio de Fernan-
do.Parlicipou-sc ao marechal commandante das
armas.
DitoAo comuiaudante da eslaco naval, recom-
meudando a ejpedico de suas ordens para quo o
cemmaodanic do brigue de suerra Cenren$e, enlen-
dendo-aa com o ebefe de polica, receba a seu bordo
e transporte para at Alagoas qaaudo liver de sabir
em coaunissAo o criminoso de morle Jo-.ee (ioines de
Oliveira Feilota. Comraunicou-se ao supradilo
chefe.
DitoAo juiz relator da junta de juslica, Irans-
miltindo para seren relatados em sessao da inesma
junta,o processo verbal feilo ao soldado do segundo
batalbao de infanlaria, Francisco Pinto de Vatcou-
rellos, e bem as>im o couselbo de^julgamento de
soldado do carpo de policia. Jos Antonio da Silva
Vicira.Fixcram-seas necessarias coinmum
a respeito.
DiloAo inspector do arsenal de inarinba, reco-
mendando a expedirlo de suas ordens para que o
i'ommanrianle do paladn I'iraiaiiM transporto a
'Uta bordo f*r-' n prei.lio de Karnan-lo os soldados
scnlenciados.du corpo de policia, que pelo respecti-
vo commandante forem remetlidos para bordo do
relerido patacho.Communicou-seaocomniaud.iute
do mencionado corpo; lambeiu mandoa-sa dar pn>-
liieial lambem adilMo ao 10." balalhao, em virtude
de ordem do mesmo goveruo : determina o mare-
chal de campo commandante das armas, que este
balalhao o ceiisidere desligado.
Jos Joaquim Coclho.
Conforme.Candido IahI Ferreira, ajudanle de
ordeus eucarrega.lodo detalhe.
EXTERIOS.
AS KEFUHMAS ADMIMSTKATIVAS DA AUS-
TRIA EM l-M.
Os acoulecimenlos que assignalaram o auno do
IHIMiiilo livcram lalffxem paiz nenlium lio mande
alcance como na Austria. Sendo al- entilo por aa-
sira dizer a imasem consagrada da eslabilidade pol-
tica, a Austria havia conservado em graudc parle
um anligo estado de comas ja destruido desde mili-
to nos uniros paizes. Havia reformas urgen-
tes por fa/.er. havia multas queslocs com as quaes
as palXO*a pupulares podiam-se lomar. E por isso,
ap.nas foi dado o primeiro impulso revolucionario,
Iiojvc urna deslrnicflo completa. Tudn quasi sem
eicepcjo foi derribado, e sobre o terreno aplanado
das vanas nsttojcoe* reconslruio-se com novas
ideas e novas tendencias o edificio social da Aus-
tria. .
Na ordem poltica, jiidiciara, administrativa efi-
nanceira, o auno de I8.X he uina ludia de demar-
caco, que separa dous systemas dislinclos ; pur-
iiuatiloa depois de domada a rtvoluto, o anli
der, lendocojnnjclamenle recobrado sua foi, i. n.u.
ttu.ron utTo-.i. -(-: .-.imen;p#r tr-ndr:ici
va-, que se haviam manifestado ; os seos [erlo* nos-
leriores Ira/em o vesligin das eriees populares, c
moslram que u anuo do ISS nao foi somenle o tri-
nipbo momentneo
i- rerlas ideas, lilas une fui
( no mesmo patacho auca icll. no.no.dr.ara ,,,,, Allslr-( '"
2!!?l!lS,.C,l,".,';.a;".Mall0el rh0,naZ Ja ",Va' qo veio lira-la da sua diulurna imniobilidade.
Reslabclecda a Iranqoilli lade, a govema, com-
uma irm.ia c urna criada
HiloAo commandarilc do presidio de Fernando,
declarando que no patacho l'irapama seguom para
aquelle presidio 311 sentenciados, cujos nomea coiist
tam da rclacao qua remelle, bem como algumas
praras de prel do corpo de policia, que querem
cumprir all as penas que lite foram impostas pela
junta de juslica. c prevenindn-o de que expedir
ordem ao commandante do referido patacho para re
reher da Ihesouraria de fa/.enda e entregar a
Smc. x rodos de res, para orcorrer aos pagamentos
da guarnir.10 e dos scnlenciados existentes no mes-
mo presidio.
DitaAo director das obras publicas, approvan-
do a compra que Smc. fez de fO alqueires de cal
prela para os conccrlos do caes do caes do aterro
dos A losad m, c para a obra da casajde dctencAo.
lnnmiiiiicou-se ao inspector da tbesouraria pro-
vincial.
DiloAo commissario vaccinadqr provincial, rc-
mettendo um ollicio du juiz de direilo da comarca
de (jaranbuns, para que informe sobre a sua ultima
parle, c declarando que araba de recommendar ao
marechal commandante das armas a expedigao da
conveniente ordem, afim de que o cirureiSo do cor-
p'i de tanda, do exercilo Hr. Miguel Joaquim de
Castro .M i-carenlias, que se aclia em l'aje, no sen
regresso a esla capital venda vaccinamloc ensinando
as esMia. raviosas 0 modo de innocuUr a vacciua,
pava rujo fin (Uvera Smc. enviaran supradilo ma-
rechal aleamos laminas de pus.Ulliciou-se ao
mencionado marechal.
DitoAojnix municipal da segunda vara, inlei-
rando-n haxer ilcsisiiado a Smc. para no dia 33 do
cerrante presidir a estvaccjpj da hileria da matriz da
li.i.i Vista.Communicou-se ao Ihesoareim das lo-
lerias da provincia.
HiloAo asente da companhia das barcas de va-
l">r. Tcnlio presente o oflicio de l> do crrante no
qual Vine, declara ter viudo da corle para esla pro-
vincia no vapor Imperador aqu, entrado em -Jl do
mez ultimo a parda tierlrudes, escolala por duas
praeas do corpo de permanentes, e bem assim |iede
n aagamenl de laes passagens na importancia de
6 19000 rs-, e em resposla sou dizer-llie que requi-
sile scraclhanle pagamento do Exm. presidente da
Paradina, para oe. le seguiram no mesmo vapor --.
iiieucionadas pessoas.
DiloAo Ihesoureiro das loteras da provincia.
inleirando de haver approvado n plano que Smc.
remellen para utxliluir ao que arlualincule serve
para a eslrarcao das mesmas loteras, c enviando
mu 1 copia do referido plano, aliin de que tenha ev-
ecucao. Rcmetteu-sc oulra copia a tbesouraria
provincial.
I'orlaria'-Ao agenle da companhia das barcas de
vapor, par mandar dar passagem para a corte, por
ronla do giverno, ao ct-suldado Manee! Benedicto
Pinheiro.
>-
1 lllcioAo Exm. piesidenle das Alagoas, dcvol-
vendo jalsados pela junta de instiga, os processos
verbaes dos soldados do oitavo balaliilo de infanta-
ra, lauacio Pinto da Silva, Jos Malinas e Sebastiao
Marques.
DiloAo marechal commandante das armas, de-
volveodo os processos verbaes felos s praeas de pri-
meiro lilil.', enrulantes Ha relacAn que remelle por
copia. a8nL de ^ue mande exerular as senlencas
nelles proleiridas \*\,\ jimia de juslica.
HelarKo a qm se refere o officio cima.
Compauhn lixa de eavallaria.
s |.l.,,|oA nldnio l.uiz de Sanl'Anna.
ih. iai lo balalhao de arlilharia a p.
Saldado.M(anocl Joaquim.
Sjegnndo balalhlo de infantara.
SoUadoA "Ionio BonifacKi ,11 Silva.
> larcellino da Silva llamos.
l'lylario Dias.
J.isc Malinas da SilW Braga.
['. ros Cyriaeo Radich.
It olicrto Marques de 80uta.
Sdanocl Antonio.
M anoel Joaquim Primeiro.
Julo Francisco Correa.
a Vi rente Ferreira.
a Si diu*iia.) Francisco do .Vtsrimento.
Segundo cu leleThom.i/. l'ereira Piulo.
,'xnno balalhao de infanlaria.
Sol ladehiiiiedio Jos Pedro Mendcs.
hbnoel Antonio alachado.
Jos Manoel !.! Coiki
>> Manoel Joaquim de San 'Anua.
Jos Maria.
Dcimo balalhao de infantaria.
SaldadoFrancisca lla>mundo fe .Miranda.
Joan lioncalves de Jes'is.
Dontingus c Sou/.a Lima.
DiloAo mesmo, inleiraudo-o de haver, 1111 \;s(.i
de sua nroriu.ieilo, coucedido dous nie/.es de licenea
de favot ao segundo sargento do segundo balalhao
penetrando-so da necessidade de corlas reforma
comeroii um Iraballm immeu-n com a reflexao esa-
he lona de um |i uler consrio de suas loicas, e que
nenhuina necessidade lem ilc se aprestar.. Urna par-
le das iiisliluires de ISi'J foi supprmd.i, emquan-
to que oulras erara conservadas; em summa, ludo
foi retocado no intuito de uina reoruanisacAo geral.
FLssc liabalbo anda nio est completamente termi-
nado, mas acerca de muilas que-les est cointudo
assai adiantado para que se possa julgar do scu al-
cance.
(Jonstiliiieao do imperio.Quasi ludas as inslilui-
roes, que furmam as bases de imperio, liveram pon,
de assini sollrcr nesles ultimus lem|ios duas pro-
fundas modificarlos, c quem quizer entrar na ra-
ijo deseas iustiluiccs lem de se,adiar luso em fen-
le de tres periodos 1. o oslado anterior a 1848, .
as creacoes da revolueao. 3. a reoraanisacao actual.
He dcste ultimo periodo que importa boje ter-se
alguma explicaelo. Mas, para o bem julgar, ir.islcr
he dizer algumas palavras sobre os dous prcreden-
les, 11,11 obslanle ser ja (Ao cutihecido o estado das
cousas antes de 1848, que ecusado lie locar-se em
I militas particularidades. As provincias, que lormain
I actualmente O impefio da Austria, haviam, quando
o iss.iran par alhanca, beranra ou conquista para a
doruinacao da casa ile Jllabsliurso, conservado era
grande parle sua propria indivdalidade. Sua- Ira-
dicoes histricas, suas leis a seus usos tinham Picado
qaasi lio varios, como suas linguas o suas ppala-
Ligadas p o assim di/er nicamente por urna
so dj naSlia, easaa provincias formavam um catado iao
poiiro homogneo, que esse estado ale o reinado de
Jos II, poca em que t-uiioii o ltalo de monarcliia
austraca, nao india uome.
As provincias altemas e bohemias linham desde
algnns seculoa urna constituirlo representativa, mas
sem participaren) do poder eouslituinte. a llun-
i'ia pelo contrario os estados erara urna especie de
corpo legislativo. Na Galicia urnarepresentace li-
nda sido introdulida desde a poca da dominarlo
noslriaca. .No reino Lombardo-\ enc/.iaiio, a ronsli-
luirAo de 1815 linba creado coagrega^oes cenlraes e
provinciaes para representaren) o novo. Oulras pro-
vincias, laes como a'Dalmacia e as fronleiras mili-
lares, nao tinham assemblea (Dieta). Consequen-
cias c reliquias, pela maior parle, do sxstcma feudal
da media idade, esses estados provinciaes foram al
o sernli \\ II, romo moderadoresjuutainenle com u
soberano, mas perderam este carcter no reinadode
Fernando II. Desde enlao em vez de direilos po-
sitivos, os estados nao liveram maissenSo privilegios
OUlorgSdO*, dependentes da COnRrmaco dcada so-
berano por occasiAo da sua asccnsAo an Ihrono. Jse
II, que lentou sem feliz xito resolver o problema
da unidade do impeli, e que va um gran le obsta-
culo a isso nesses nadaresdecenlndisadores, nAocon-
lirmou nunca esses privilegios. Os estados conti-
nuaram comludo a subsistir, e Francisco II os res-
tabeleceu mesmo em Txrol. onde a domiuacAo es-
Itangeira os havia supprimido.
Assim como as cunslituicocs provinciaes, as auto-
ridades-administrativas cram tambera diversas. Na
Hungra e na Transylvania, os condados cram admi-
nislrado.s por conimissfies cleitas pelos estados por
cerlo lempo : ellas cram iiiamoviveis c 11A0 liuhaui
subsidio. As provincias allem.ta-, illyrias, italianas,
bohemias e polacas tinham um lyslema de adinins-
tracao em parle semelhaule. tres sm les de autori-
dades formavam a gerarchia : o governador da pro-
vincia, o rhcfe do circulo, c o bailio do dislriclo,
que ora era fiinccionario do governo, oro um ma-
ei-liailo da cidade, e ora um administrador da se-
nhoria particular. Fiualmente, a administracao de
confeccao das les coneernc))les aos negocios do
pai/. e de velar na execncao das mesmas. Iram
ila sua competencia os orcameulos de receilas eiles-
pezas provinciaes, os raglamentos relativos agri-
cultura, asninas publicas, aos cslabelecimcnlus de
beneficencia, as ordenanzas particulares lano para
a applcacAo das les du imperio concernenles aos
negocios relativos ao .ooinmercio, ao culto c ins-
lrucc;o publica, como para a execucao tic lodos os
negocios confiados ao poder provincial.
Havia testa da administracao de cada provin-
cia um overnador (Slalhalter) notneado pelo im-
perador. Os presidentes de circulo Krei len) eram sujeitos ao Slalhalter, c linham sob sua
direrrao capilaes de ilislriclos Hezirki-llauplunru-
nern.t A consliloicAo ponto de partida de toda admiuislracAo poltica, le-
ve por bases : a eleidio dos seus representantes, a
liberdade de receber novos membros na unido mu-
nicipal, a propria administrarlo dos seus negocios, a
puhlicidade do resultado das suas rendas, edasde-
liherarajes do conselho municipal. O comelho foi
assim libertado do dominio da adrainislra;3osenho-
rial, que o (inha al alli regido.
No primeiro momento a consliluicAo de ISifl con-
leulou al cerlo ponto, pelo principios qoe consa-
grava, as exigencias das nacionalidades ; mas quan-
do se leve de filar as divises teintoriaes m pri-
meares mezes de 1H0, entAo asidaS de cenlralna-
r;Ao dominarnm mui sensivclraenle. Os federalistas
queriam setc divises administrativas para as sele
grandes rac;as do imperio ; mas o governo, em lu-
gar disto, manlcvr. e al multiplicou as antigs de-
marcaces, fazendo a Croacia, a Woivodia, o Ba-
lo de Temesvar, a Bukovina ele, provincias senara-
la-. Por oolro lado, ama nova organisacjlo judiria-
ria uniforme vinha substituir as antigs jurisdicoes
pairiiiiiniiaes e feudaes, e preparar anda o cami-
nhn para a unidade do imperio.
Esla tendencia crescenle e bem assignalada, que
se enroulra em lodos os actos imporlaules do go-
vernii nessa poca, era o resultado das ideas do
principe de Schwarzcnberg. Ella troine por lim a
revogaelo daeonsliluirjto, cujos "cerlos principios,
laes como o da reprcseiilaco nacional, nunca foram
applicado* ; e a protiamacAo de novos principios
anda mais cenlr.ilisadnres datada de 31 do dezem-
hro*de 18)1, devia servir de base navas ioslui-
eoe. orgnicas.
AM comer a terreira pnao da reforma ailmi-
.iilraJlva da Au-lna.
O texto dos principios dc'3l de dezemhro he bem
sabido ; os AnnuJrio* precedentes reproduziram as
suas principaes disposires.
Em sua essencia, esses principios sopprimiram in-
do quantn a constituido de de mareo havia jul-
ga lo poder conceder os exigencias das nacionalida-
des, e aos instinetos de separacao. A suppressao das
ronsiituicoes e das assemblasprovinciaes, a nomea-
cao pelo po ler central, nao sii do pessoal potico,
administrativo, ejudiciano. mas tambera dos cheles
e mais olliciaes municipaes sao medulas que tra/.eui
evi lenlemente um runho unitario.
Mas por oulro lado, na forma e em cerlas parli-
cularidades de pouca importancia, esses principios
leem um carcter deccnlralisador. Taes sao as dis-
losi^es ledenles a que ca la provincia conserve
seu antiso uome hislorieo, a que as autoridades po-
lllicas retomcra os ttulos oulr'ora era uso as pro-
vincias, c era lim a que os antigs privilegios das ci-
da les 011 dos ciuisellios sejam mantillos o mais paa-
sivel. Estas insignificantes concesscs linham por
lim lazar fechar os ollios -obre as suppressoes mais
imporlaules que se operavani. Da mesma maneira,
afim de grangear a nobreza, cuja volta aos anligos
direilos se declarava iinpossivcl por nina nova caria
imperial igualmente de 3t de dezembro de Kjjl, n
poder reslabeleceu a instituirlo dos nsorgados, e li-
bei Ion as antigs Ierras senhoriaes da adminisIracAo
monicipal ordinaria. O effeilo, pois, prodozidope-
los principios ile dezemhro foi seralmente bom. Os
aldeos se felicilaram pela reunan das autoridades
indiciaras e administrativas. Os municipios re-
nanciaram de butn orado, sol assa consideraran a-
iltriliuicoes que Ihes haviam sido concedidas, salis-
feitos de conservar o que dizia respeito ao seus pro-
priosnegocios internos; a adrailliram lainliem sem
difficuldade a influeneia superior concedida aos que
mais avuludoa impostas pagavam. Renunciou-se
sobretodo sem rusto ao jury e puhlicidade das dis-
cii-sues da- cmaras municipaes. Em uina patavra
ocootrato anti-revolucionara e aristocrtico dos no-
vos principios fe/, esquecer e cara -i.-r essonctalmen-
te unitario, que cllci passavam a dar as institni-.i >.
cuias liases cslalicle un.
Dirislda pelo principe de Schwarzenberg, esta
raareba rpida para a unidade do imperio nao mu-
dou de Irilho depois da sua morle, apenas leve urna
pequea pansa pela demora na publicacap dos regu-
lamenlos orgnicos das provincias. Assim o auno
de IS'iJ passou-se na elaborarlo da nova organisa-
cAo. O imperador que depois da morle do seu pri-
meiro ministro lomara sobre si a dircccilo dos nego-
cios, quiz ver pcssoalmenle o oslado de certas pro-
vincias, que as ultimas crtzes haviam sido mais
experimentadas, c as quaes em consequencia do
espirito publica mais diflicil era realisar as refor-
mas, Niio foi pois seno no rae/, de Janeiro de 1833
que appareceu a lei que regula a orianisacAo polti-
ca a administrativa de todas as provincias do imrc-
rio, a exccpcAodo reino Loinbardo-Venezijuo.
O-devlese a exlensac la competencia de cada
uina das autoridades provinciaes esto determinados
mui cirruinslaneiadainenle nesses regolameulos, cujo
espiritnos limitaremos a indicar.
Consiiinieie- provinciaes.Segundo os principios
de 31 de dezemhro de 1851, cada provincia he ad-
ministrada por um governador Slallhallcn ou um
presidente (.andes presidan') por cheles de crculos
e hailios de dislriclo.
O Slatlhalter he a auloridade adminissraliva su-
perior do paiz que llie he assignado ; compelc-lbe a
direcraodos negocios internos nos lmites dos seus
poderes ; he immediamenle sujeilo ao innistctio do
interior, c por excepc.lo somenle, a outros ministe-
rios ou auloridadjs contraes.
Sao sedes de uoverno as eidades de Vicua na bai-
la Austria, Linzna alia Anstria, Inspruck no Tyrol
e Voralnerg, (raima Syria, Trieste, Isiria e os con-
dados de (iorz e de (Jiadiska, Zara na Dalmacia,
Agram na Croacia o Esclavonia, Praga na Bohemia.
Ilrunn na Moravia, Lemborg na Galicia, Temesvar
Ocios do estado, Em fim decide tm primoira e se-
gunda instancia os negocios nos quaes se appolla da
decisA 1 dos hailios de dislriclo ou dos chele- de 111-
culo.
As principaes allrbuices da Slallli.illcrei abra-
cara:
|.i> Os negocios polticos OU do admini-lrarai po-
ltica, a publicarlo do boletini d.is leis na pruvlnci 1,
a decisao em iiisiauria supe u' *-amlra as deci es
das autoridades inferiores, as infsligarucs e a de-
- ibre a OSUrpacao de nobreza 011 de litlos de
nobreza, a di.tribuirn das laxas fixad.i- para alva-
ri'n.'s ou oulras aeros meritorias, a insperrao doses-
labelecimontos penitenciarios, d beneficeuria, de
melhurameiilo. de humanidade ele., a dircccilo e
insperrao dos negocios municipaes nos limites da lei
municipal, a inlluenria Ie2.1l nos municipitis que Ihc
sao iminedialamente sujeitos, etinspecejo dasfun-
daroes felas na provincia :
'2. Os negocios de cullo e |dc iiislrueeao. a 110-
inearn de acenrdo com as autoridades ecele-ia-lie 1-,
paraos beneficios dos cralos, que nao exm lera a
renda auniial de I,(XN) floriiu, {excepto os que sao
constituidos em propriedades lerriloriaes ditas rame-
ivi/.s, 011 os pie est.lo sob a .'nlmiuistracao das aulo-
ridade. financeiras. Os beneficios de una renda
mais elevada nao dependen) sead do ministerio dos
cultos.
O l.nii-iespnrsidcnl lem a mesma jnrisdirSn que
o governador na exlensfio da provincia e he sujeilo
sos ministerios ou autoridades contraes. Elle deci-
de em primeira e sesunda instancia lodos os nego-
cios que poderiam ser encaminhados em primeira e
sesunda instancia para os cheles de circulo ou para
o Slatlhalter. Contra a sua dccisAu ha recurso para
os ministerios.
As sedes de presidencia de provincia sao: Klau-
gefurl da C.irinlbia. Laxbach da provincia de Car-
niole, Troppau da Silesia, Silznours do ducado do
mesmo uome, C/.eniondz da itukovina, e Cracovia
ila parle occidental da Galicia e do territorio da
Cracovia.
Estas seis pequeas provincias com as queja fica-
ram enumeradas compocm as US provincias do im-
perio da Austria.
Os cheles de circulo que sAo subordinados qua li-
le aos necocios politices Mattkallerei, e no que
diz respeito aos imposlos dircclos, direrr.io geral
das contribuires da provincia, leem sob sua depen-
dencia os hailios de dislriclo no tacante a sua aduii-
nisIracAn poltica, os funccionarios superiores das
eidades que nao eslao immedialamenle sujeitSS a
Statthullcrei, o os empreados enviados pelo go-
verno ao circulo para o serVieo das obras publicas
ou dos ucuocios sanitarios.
O presidente do circulo deve perrurrer os buha-
dos de disli icio sujeitos a so., juris lie'm lanas \ -
zes quanlas forem necessarias, oo fitzer visita-Ios 1 ir
fuaccionarios a suas ordeus. para poder dar exacta
eosiia da estado do paiz as aulonuladcs da provin-
cia. Pelo que loca a seguranza e ordem publica el-
le deve iiisporciouar com a maior alinelo (oda a
etteusao do circulo e lomaras medidas necessarias
para que itgoeeja perlurba-la a Irauqoillidade. Tem
a direccAo syjierior da conseripeAo no circulo, e de
accordo ciim aa autoridades militares, g do uqgar-
lelamenlo de tropas, a da reserva e da baisa dos
soldados (c. lolerveni em c.*s de conflicto de
auloridad- entre funecionari.-s civis e militares.
Concede licencas para a consIrusrAo de estradas,
piales 1111 cauacs, para asolujis de iiiiiraco, pira a
regutarisaeflo oa repreza dMaguas, para a fun laclo
de moinhos, fabricas, comportase em geral de lodo
estabelecimepto que demanda una caseala. So nes-
ses casos apparecem dfllculdades o presidenle de
circulo as resolve em primeira instancia, a menos
que seja o negocio da competencia dn juslica. Ins-
pecciona o e-lado das estradas, das pontea e do. r.i-
minhos pblicos. Para O estabelccinieuUi de estra-
das que nao devem ir alera do territorio de um cir-
culo he in lispeusavel a auiorisacio do chele ule cir-
culo, mas se a estrada lera de pasear por rauitos cir-
cuios, ou dirigir-se a uina fronteira do imperio, o
chefe de circulo deve recurrer as autoridades pol-
ticas superiores, e consulta-las. Tamben! lem gran-
de Ingerencia as eoiislruec/les que serfazem em lu-
da a extensAo do circulo s expansas do oslado 011
circulo, ou do duas ou muilas cornalonas ou bulla-
do, de dislriclo. Sobre a conslruccAo de grejes, de
curatos, de casa para escolas, ale., lera de accordo
com as autoridades ecclesiaslicas de fazer tirar as
plantas, e do ordenar o inspeccionar a execuca.i.
Deve velar em que a organisaejo dos eonselhos
quer estes Ihc eslejam sujeilo, immedialamenle,qur
por intermedia dos hailios de dislriclo, seja eo liar-
me as leis; c decide em primeira instancia as ques-
les que se suscitan) entre elles acerca de suas de-
inaicacocs.
Pode conceder ou negar aulorisacao para estabe-
lecimcuto de bolequins, de fabricas de vidros. de
polassa, de romos de cal, gessooa lijlo, para -i ex-
tracc.io da lurfa. em iini para as feiras hebdmada-
Conipele-lhe a dispensa de alguna anuos de
lUl in la les de 111 ll "rtMi I es ordens, as quaes tem le
ser confiada H direeean das prox incias.
Elaborados sobre a base dos principios de 31 de
lezembro de ls",!, estes regiilamentns que nelles em
uma explicaco minuciosa, nAo apresen-
lafti, como caracteres particulares, senao os ,
inanifeslavam ja as cartas mpcriacs. O poni que
forma uma grande liflerenca enlre esla orsauisa-
eao e a que foi eslabelecida sobre as !i iss da cons-
iiiuie 1 1 1819, li 1 In lependenc 1 dos runcriona-
rios do governo, que nao \ re.pnnsavcis sen
ranle o poder ceir', emquuiito que d'anlcs as Die-
11- j rovinciaes, is a-semblas de circu.....lo dis-
trelo exerciam um certo contraste sobre todos os ac-
tos das respectivas autoridades: he um novo pjsso
dado para a cenlralisaco.
da um desees arnos de provincias tem actualmente I dividiramno em 6 dialrictos. A nova organisacan
o scu a iv it ni 1 ii. residindo nm em MilAo o oulro conserva-lhe sua independencia dividindo-o em'li
em Vene/1. Bllea tem dcbaixo de suas ordens os ou |."i bailiados de dislriclo.
Desde os primeiro- mezes de I8V1, commisses fo-
ram nruaiiisadas em rala prox incia s di a presiden- : i'.....i-Irados por cominissarios. Esse
cia dos rteles de provincia,011 do representante del- lo ora num iro de 102 para iodo o reino
les. Essas coniinis-es munidas do inslnicecs par-
lienlares, se compuuham de um empregadu de fa-
/.eu la : do um numero igual de membros da ni lem
polilica e judiciara; sin missao era dixidlr o lerri-
lorio c Pitar os limites dos lisli 1 tos e circuios. ssig-
nar a sedo das autoridades pira uma e nutra cir-
iiiiiiseripcao, lixar o numero do pessoal necessario
em cada urna, e a or lem decada funecionario quan-
to aos vrncimeuloa, c finalmente excogitar as regras
quc.devctiam ser estabelccidas para se completar
quando feas.o leinp-', esla irjam- telo.
Hungra.O reino da Hungra he de todas aspro-
vmcias da Austria a que* leve do soflrer, em conse-
quencia da revoldca', as niiine- miidaucis n.i di-
vi.Ao lerrilorial.
Este reino era divi li lo outr'ura, quanlo ao a luii-
nistralivo, em Alla-Huo&ra o Baixa-liuuuria :
Croacia e Esclavonia. A Baixa-llunsria se divida
em dous circuios ; o d'aqueni c o d'alm do D.inu-
bio, os quaes eram snbdividdos elle- mesmos em
con lados, o circu" a quem di- Danubio rorapu-
nha-se dos condados de Preshurgo, Neutra, Trents-
ihin, Arfa, l.iptau, Zol. Tliurocz, llars, Gran,
lliii:, Preslh, Neogcad, Balscb, e o dislriclo da pe-
quea Cumana ; o d'alm do Danubio dos conda-
dos de Wieselbourg, Oldemhurgo, Szalad. Wesz-
prini, llaah, Koinorn, Stubiweissenbiiri;, Tolo. S/i-
megll e llar.iny. Estes condados eram anda dixi los
ca la um em ^fithlri'''iler'ien/e, o que corresponde
ao bailiado de dislriclo lh:irh vincias.
A Alia-Hungra igualmente se divida em dous
Brandes rcenlos, o d'aqucm e o d'alm da Thess,
delegado que administrara em particular ca la pro-
vincia. Estas provincias cliam nu-- lamben!
i/'i"" e corre-pon lem aos crculos dasoulrai pi 1-
vincias.
As provincias veneziams, que contam uma su-
pcrlirie de '11 i e i |J in-i:ia- quadradas e uma popu-
I le J.d^l.liJ > almas |om lis 11 imeS de -i|,i- ca-
pilaes. c .i 1 : Veneza, Padua, Vicenta, Veroua,
l're\i-i. I lina, Rovigo o llelluna.
As provincias mitanozas -ao as ila Millo. Iter^a-
m Ilro. ia. Mantua, Crcinona, Come Lodi e C
no, pavia e Sondrin ; a superficie total lio de37")
J\'< niilhas qoadradas, e a -u popularan lie
.771,907 almas.
Estas provincias estilo subdivididas em dMriclos
ilislriclos
Esta -nli-
. nio he exactamenle a mesma que d'antes
ella foi modificada pela nrdenanea do ministerio do
interior com dala de 7 de maio de IsVI ; mis a is-
so somenle se limitaran) as alterarlas que se fi/.c-
rara na demarcar m do territorio Lambardo-Veno-
ziano.
Archiducado d'Austria. o archidocalo d'Aus-
tria he urna das provincias que forma.....mi 11 >al/.-
hourg o Tyrol, v ncleo allemtiu do mi.
Em ra/.io. pois. di soa suhinisso ao poiler, c de
se achar as boas gracas, oarchiducado d'AusIria
11 o soflren, por assim dizer, uenhuma Iransforma-
e.lo ne'-le- uliini 1. temp >s, e ach >a-se nataralmenle
lio nivel que gnalava .is nutras provincias. Hesde
largo lemjio esta parto do imperio era administra la
pelo poder central.
Dividido, antes de 1818, em provincias da Alia e
Baixa Au-lria. ou Aoatria obdtrimet e. unter der
/*.""//., o Vrchiducado da Austria conservou 0*1,1 di-
visilo na liaiisloriiiacao lerrilorial de lxill, e ni.so
moslrou-se o poder couseqiieiile com as idea- de
cenlrasacao que havia adapta lo. Nao querendn
sdi-fa/cr aos desejos da rexolueao, reuniudo era
grandes carpos r.s sele nacionalidades do imperio,
com que ellas leriaiu adquerido uina porgosa pre-
ponderancia, e lalvoz domin ido o elemento para-
mento austraco, o coverna comcrou p>r applicaro
sen syalema de desmembeamauto s suas provincias
allcmaas. .1 -ou. verdadeirns estados por assim dizer,
e em lunar de fazer do archiducado da Austria uma
sn provincia, conservou o limite do Enns, que nao
he justificavel por modo algum ; anda fu/, mais, ---
parou o ducado de Sabzhourg d 1 archiducado, posto
O d'aquom da 'l'lieissliolia os condados de /.'|s. Sa- que dillrencas apenas seusiveis de raras na 1 11--
ros, /.emplin, Vughvar, Beregh, Ab.i-Vjvar, tiomor, cessitavam desla separa Torna, Borsod.llovese dislriclo dos Ja/.xses ; o : assim linr as oulra. nacionalidades todo pretexto
d'alm da Theiss confava os condados de Marmoros, de reetamacAo
todas as provincias si.-reuna ciu Vicua, poiein em para o Bonalo ca Woivodia, c Hermanstadl na
tres punios dillerenles. Havia a chancellara ulica
de Hungra, a chancellara ulica da Transylvania, c
o Hof'telle, representando um ministerio do inte-
rior da poca actual, a trente das oulras provincias
cima enumeradas.'
Em uma palavra, a Austria constitua uma especie
de uniao federal de racas dilTereiiles, governadas e
administradas pela rara alienta 1.
Todava, apezar das lberdades polticas, c desla
especia de mdependencia de que cozavara as diver-
sas nacionalidades, as provincias nao se davam por
satisfetas ; quesloes de franquezas provinciana, ede
iaualdade de rajas preoecupavam profundamente as
parles nao allemAa* do imperio, c o governo nao
ousava avenlurai-se n'nra terreno 19o espinhc i,re
iciando um completo dcsabamento.
Sobreveio a crise de IRI8 ; e logo de uma cilre-
midado a oulra do imperio e csponlaneamente re-
bcnlaram uoviincntot nacionacs. .Vio reclamavam
lberdades, mas sm bnaffiade das nacioualidades ;
eonlavam-se, viam a infarioridade numrica da ra-
ra alliinaa, e pedmm, se nAo a dominar, ao menos
isual iralamenlo. A igaaldade das racas cieieh
Bererkltgung he a pal ivra que caraclerisa a revolu-
eao, e fui rom apromessade manter esteprucipio
aprendizado, de servlro, ou da fabrieacaodo primor
de obra para a comessu do direilo de meslradn, ou
do privilegio necessario para estabelecer qualquer
commercio ou industria, igualmente compeie-lbe a
concesso para a profisslo de bufarinheiro.
Pelo que diz respeito aos imposlos directos, o che-
le do circulo deve' oxercer rgorosissima inspeceao
sobre os hailios de dislriclo, e as auloridade- das "ei-
dades que Ihe sao iininediataiuenle. sujeilas. Or-
dena e inspecciona a revis&o peridica do cadastro,
dos imposlos sobre propriedades lerritoriaes ; li lal-
nienlc lera na fixacjio e arrecadacu das coutri-
huiciies uma afluencia milito activa.
A frente da administracao do bailiado ha um jire-
sideuie. ou bailio cora adjuntos ele. Esles empre-
gados leem de ordenado, o bailio lOtK), 1,100, I .-ou
llorinse alojameulo as expensas do governo. os ad-
juntos de 7011 a X00 llorins. Alein disto se pode ad-
dr ao bailio de dislriclo, quando-as uecessidades o
exigirem, funciunarius aupplomenlarios encarresa-
dos da juslica, ou das contribuirnos ; msenla
pessoal depende das autoridades superiores do ramo
da ailminislrac.io a que perlenrera.
O bailio publica, em lerceiro groo, as leis do im-
perio ; nianlein a sesuranca e ordem publicas, e ins-
pecciona os eonselhos quecompoemo bailiado.Ou;in-
do he clinfe de um dislriclo que forma a fronteira
do mprio,participa s autoridades competentes to-
da raudanea importante sobrevinda no curso das
asnas, construccoes ou qualquer oulro sinal de li-
mites territorial. Susla as discussSM sobre os limi-
tes dos eonselhos e as leva a uma decisao superior.
Deve empresar seus cuidados, e velar em que ne-
nliuuia nfiensa se faca aos direilos iudividuaes e de
prupriedade. No caso de incendio, nundacao ou
fome.deve procurar obstar a cxlenclo da dcvaslaco,
soccorrer quanlo for possivcl as victimas, e instruir-
se acerca da origem e extenso du faselo, entregar
os rulpdus a juslica etc.. e requisitar o concurso dos
oulros funecionarios publico.. Vela era luda a cx-
lensao do dislriclo na execucao das leis o rcsulamen-
los relativos agricultura, as mallas, a pesca e a ra-
a, e decide neslas materias em primeira instancia.
ii, i o --'dando negocio reservado juslica, ou a una
administracao especial.
E exe-ucao das medidas de policia ordenadas
pelas leis, ou pelas autoridades especiaescompele ao
bailio de dislriclo. Elle overee lambem a respeito
das funlacoes para o ensino, o clero, os estabeleci-
menlns do beneficencia e huitimi late, o direilo de
direccAo e luidla reservado ao estada ; providencia
acerca das receilas c dos direilos das escolas, e de-
rransylvanla ao la lodoze aovemos
Cada soverno i i-i ii um Stallhaltor, aasistido de um
vicc-prc-ldonte, e alein de um conselheiro ulico.
de eonselheiros da Staltkallerei(presidencia), de se-
crclarios ele.
Os goveindares leem alojamento dado pelo es- I cide, salvo os casos reservados anuirs autoridades.
ladoc recebem o ordenado de (i.illlil a 8,000 llorins;! n quesloes sobre as C impras de material, de lenha
com um supplemenlo que pode-se elevar de 1,000 para o aquecmcuto no inverna, o oulras con-1- a -
Vgocz, S/lima, Szabolcz. Biliar, llekes, Csongrad,
Arad, Kraschow, Temesvar, Toronlal, Szolmok,
Krasso e /.aran !. aseidades Uaidokes, o districto de
hovar e n generalato do II mal.
Emlim -i Croacia sedvi lia emeon 11 los d'Agram,
Kreulze Waraselin, em generalatos de Karlstadt,
NVaiasilin e lian, e rni litloral ou A tstenland. A
Esclavonia se divida em condados dcxVoiov.il/.
Posesa e Syrmie ele.
i al era o reino da Hungra antes de ISiS. KIIc
comprelicndia as.un. qlm do territorio hunaaro ac-
tual, nma parle do Transylvania, e as cinco pi ,-
- que exislem boje : a Croacia, a Esclavonia,
a Woittodia, o Banal da Temesvar e as rronteiras
militares. Qual era a sua posigo poltica, e qual u
seu espirito, bem sesabe. Com pezar os Hung i -
so reeunbeciam subditos sin imporadoi da Ausuia :
elles m i-liuill! mu o lei da Hungra, e se ronsulej-.i-
omo i'i.'r ni i parlo de um paiz cabida debis i
le uma dynaatia allam3a, mas nada
Mido de eomniora com a Austria. Os acantecimen-
tos le ls i mostraram o quanlo a in lepenidaacia
ii i i lolatrada pelo povo hunaaro. Epor is-o ven-
cida a revolueao pelas amias,#c reatada e-'.a provin-
cia a mais bella do imperio ao lio niniiarchico. se
quiz para eslreilar CSSCS I ico-, punir os Hngaros de
sua insiirreico, destruir a preponderancia dos Ma-
gyars e recompensar as nacionalidades rivaes, cujo
levanl,hlenlo contra a Hungra liuli.i 13o p iderosa-
inenle contribuido para a vielori i aleancada pela
Austria icio foi que Irouxe o desmembramenlo do
anligo reino. Os condados de Ixrasehow, Millel Szol-
nok, Zarand e o dislriclo de hovar vollarain para a
Transylvania, donde haviam sido separados em ist.i
dos condados de Balsc-Boilroghl. Torontal, Temes e
Krassu rormaram a Woiwodia e o llanalo de Temes-
var ; euiliiu a Croacia texescus condados de Agram,
Kreul/, Warasdin, o litloral e una pane do conda-
da de Szatid ; a Esclavonia eouberam os condados
de Posega, Verocze e una parte do de Syrmie.
Restaram 42 rondados que foram divididos em
) no anuo de 1850. K-la divi-ao fui, confirmada
pela nova organisacAo, excepto a rcunio de quatro
condados em dous: os de Thurocz e Arva, e os de
IteKs o Czanad.
Acha-soa tesla da adminislrarao dc-le reino'o ar-
chiduque Albeilo que lem o Ululo de governador
civil e militar, e que pela sua elevada posicAo lem
mais direilos e liberdadc de accao no excr.-icio de
suas fuuccoes que os StaUhallers <\ i las, Esses direilos, existinda desde a sua noinea-
cao ao governo da Hungra, loram-lhe coiilirinaoos
pela Ordcnanoa de 19 de Janeiro de 1833 relativa a
nova "iganisicau adminislraliva do reino.
Esto vasto governo he dividido em cinco grandes
cirruui-ciipeoc- ou districlos f'erwaltungigebiele
Dislricl, Slal-thaUrei abletluug, ele, cujas capi-
laes sao Pestii, Presburgo, Odenbourg. Kaschau e
I iio-vianlen. .Neslas cinco adinini-lr.icors OS ll""o-
cos da competencia dos Sol-lhuilern sa i adminis-
trados por eonselheiros de governo sob a dii
do governador civil o militar. Esles cinco distric-
los -ao divididos em condados Ispan ero hngaro.
Getpanscha/t em.allemio i que corresponde abso-
lutamente aos crculos das oulras provincia o as
autoridades que os administran! com o ttulo de pre-
sidente de condado, leem os mesmos poderes, a
direccao dos mesmos neg nos, c o mesmo ordena-
do que os cheles de circulo. Assim lambem he
quanlo a subdvis > inferior em vez de bailia los
de dislriclo, os condados' silo divididos em Stuhl-
he~irl;c. e o chefe desla divisan corresponde ao bai-
lio. e he investido das mesmas altribuic,oes. Elle
lem o titulo de SluMrichler ou inda de r-'iot-
getpan.
O dislriclo de Pe Ih-Ofen comprchen le '-> con-
dados : Buread, Csongrad, Gran, Heves, Jazigie e
Cumana. Pesth-Pilis, l'esl-Silt, Sluliweissenhuig
e S/idnok, lem uma superficie de l2il milhas e
uieia quadradas austracas, e uma popularlo de
I,H.i3,d:i habanles.
O dislriclo de Presburgo Po-/.onx comprchende
uma extensSo de 390,071 milhas quadradas, lem u-
ma popularlo 1,012.203 habitantes, e se divide em
II condado.: Presburgo, Ober-Neulra, luler-Ncu-
Ira, Treiirsn, Arva. Liptau, Bars, llonth, eograd,
Johl c hoinurn.
O dislriclo de Oleuburg he dividido em'.1 ron-
dado-, que sin o i-ib nirg, Welselbourg, Raab,
Esenbourg, Wesprin, /.alad. Tuina. Somog) e II i-
rauya ; sua superficie de 6L>,0ttl milhas quadradas
e sua popoiai i o 1,782,608 habitantes.
o dislriclo de Kasehoa Cassovia seeompoedeS
condado-: Zips, Gomor, Saros, Abiiix-l-orna, I n-
ghvar. /.emplin, Beregh-Vgocsa e Marmoros, que
Cemprehendem uma superficie de 685,027 milhas
quadradas com uma populacao de 1,110,403 hibi-
lanles.
Emlim o districto de Grossn irdeio Nagy-Varad
em hngaro contm condados: Szalhmar, Sza-
bolcs. linter-Biliar,Ober-Bihar, And e BekesCsa-
nad ; a sua exlenso he de 613,000 milhas qu i Ira-
das, e a sua popularan 1,159,119 almas.
Tal he a divisan actual da Hungra. As cinco frac-
iesdesle grande goveruo sao ja administradas se-
juc- que o novo imperadorestreou o sen reinado.
ite infantaria, Clcmenlino de Paula Sou/a .Mal
la, para tralar de sua saude.
Dte Ao insperlor da Ihesourara de fazenda
para que a xisla da conla que remete, mande pagar eiasde ludas as racas doimpera, i-slavam |
a Manuel Custodio Pexoto Soarea aquuutiade ris lar uma consliluicAo, que consaarava o provincia-
289800, que fui dispendios cora os-teles das canoas lisnio e a decehtralisaro, quando o poder, jusla-
c esrravus que foram ompregados'ii, embarque dos) meiile aasnslado rom osla tendencia, e leun-n lo ver
gneros destinados para oyajasidia le Fernando. 1 eompronicllida por nm provincialismo iao pronan-
s,iiiiii llorins; o vioe-presdente percebe j.OOO lio
rins, n conselheiro ulico ,nuil 11.. o- eonselheiros
la Stallhalterei 2,000, 2,500, c S.ihki 11.. os secre-
tarias 1,200 a 1,40011. Ha negocios de que o ^i\-r-
nadordeve se oceupar pcssoalinenle. C oulros que
sao da jursdicao da Stallhalterei.
II governador deve pe-soalmeiile velar ni execu-
- i dos ne-'ocios que Ihe sao confiados pelo impera-
dor on os difiereulrs ministerios; presta juramento
ao imperador, c recebe o dos empresados da S/iir-
Imllerei c dos cheles de circulo. Elle deve dirigir a
policia em toda a extensSo da provincia 0 maulera
ordem, a tranquiltidadc e a seguranza ; lem do em-
presar as medidas necessarias para prevenir toda
perlurbacao, mi reprim-la se apparecer.c ueste caso
lem o direilo de reclamar o concurso de todas as au-
toridades, e al -e julgar necessario o da forca ar-
mada ,'deve dar uina conla illimilndj as autoridad
S'omeados sob ., influencia deslas ideas, os depu- snperiores de todas as cousas importantes que se pas-
''.'''" "i i'.'".''T'. '''"." 'Ie ~;'"il'"l!.r"!l s exigen- s.irem e alein disto iuleira-las senipre perl'eilainenle
do estado da provincia, que administra.
Inspecciona a provincia, as empresas de eommer-
co, e de nutras industrias e aSSOeiaeOes, os llieatros,
os nassaporles e os estrangelros. l',ompeic-lhe con-
ceder as licencas para o cslabeleciuieiilo de l\po-
ceasarias para as esrolas : eni 11 no esl 111 -lo. edifi-
cios, e na liequeiicia dos escolares, a qual pode exi-
gir por meios legacs, como a multa por exemplo, e
jolga as qucixa- din-jadas contra os preceptores. .*.s
coalas das escolas sito p ir elle submellldas a as fune-
cionarios superiores.
O bailio de dislriclo Inspecciona, sustenta e ins-
Irue os eonselhos d i saa juris licr lo na adminislra-
rao dos seos proprios inlere-"-. segunda i me Istia li-
tada pela loi mumcipal. Elle deve de lempos a
lempos congregar os presidentes de conselho, eos
propretari i- de grandes tena- separada- dos
Ihos ou seus representantes, para com elles confe-
renciar sobre a marcha dos negocios. Se lem de ii-
zer respeiiar ou restabctecei a ordem publica, ou de
ohrigar ao respeito da lei. deve-se dirigir a- autori-
dades superiores fiara obler o concurso da forca ar-
io i la : mas em caso urgente, e se lioavcr perigo pela
mora, lera o direilo de,sob -na esponsablida le, re-
qui-ilar imiuedial.iinente a assisleneia militar, dan-
do disio parle .i auloridade superior.
Ouanlo as aiiiibiiices ndicsrias e financeiras do
bailio de districto, sftu ellas quasi as mesmas dos jui -
/.es de paz e dos exactores em Franca.
Tal he o resumo das funsres assignadas pela no-
A llaixa-\u-iria. comprehendendo uma super-
ficie de 317 milhas qoadradas rom 1,095,959 habi-
tantes, qoe anlgamenle era dividida era quatro
circuios, i'oi dividida pela imperial decisgo de le
agosto de ls! cu 17 Rezirkshauptmannsohafl,
mis i nova oig.inisacao adminislraliva dada a e-ia
provincia e:n novembro de 1853 eslahe eceu aa an
lisas divisoes exislenles inl de 1818. A Baixa-
Austria lem, pois. os quatro circu i. seguinles : 1.",
o circulo L'uler-Wenerwald, cuja capital he Wie-
iier-Menslad, dividido em 18 bai'ados ; j.. o cir-
culo Ober-Wieaerswald, que leu) por capital S-Pol-
len, e he composta de 18 bailiados : d.'. ocirculo
de l'uler-Manliarisherg. capital Korneuburg, com-
p-slo de 15 hailiados ; o nenio de Ober-
M inhartsliergjquo he divi lido em Pd hailiados, c lem
por capital Kreras, A ci 11 le de Vicua, posto qna
fiira das divises precedentes, he a sede do governo
\ Mia-Ao-ii i,< oo ds ai urna superficie
le 2118 .uiiih.i- quadradas, e uma ppala; le
697,151 habitantes. An es de 1818, ella se divida
era i circuios; .Muhlkreis. liausrukkres, Iraun-
kreis e luiikreis. .-\ decisao imperial del de igos-
lo miidou essa divisAo pa a de do/e Hezirl, -!i u<-
ptmansckafle. A nova divisAo restituio -la
provincia o seu anligo estado. Tem ella de ser di-
vidida d'ora cni dianle em crculos: I.", o circulo
de l.in/. ou Huhlkreis, ranoslo de 15 hailiados de
dislriclo; 2.. ocirculo de lile I ou I iiukreis, com-
posio de i districlos; l.". o crcolo de Slerx ou
Irankreis, composto de 9 districlos ; .1. o circu-
lo de Wels u ) II iiisrukkrcis, composlo de 13 ilis-
lriclos. Dos ti bailiadus de districlos de quo -e
compoem esles quatro circuios, quatro nicamente
-ao puramente polticos, os i2 renen) a admlnislra-
eau polilica ejudciaria, Lim/. he a sede da Stal-
lhalterei, a que esla cidade he imm latamente sn-
jeila.
O durado de SalzburgO, que fo nina d'anlcs Un
circulo da provincia da Alta-Austria, e que foi de-
pois diviJido em is'.i era fezirkuhauptenaiuu-
ehaflt tem de ser dividido em 20 bailiado-, cujas
autoridades serAo subordinadas directamente a um
LandenpriBSittettt.
A Bohemia.O reino da Bohemia ronh, dous ter-
cos de Esclavonios, e um lerr;o de AllemAes, sendo
por ludo 1,432,474 habitantes. He o maior centro
da populacAn esclavonia do imperio. V. por i-so em
1818 os dcpulades tcheguet da constituale de Krera-
su-r se mostraram, em uome do partido eaclavonio,
mais celosos defensores da causa do federalismo e da
independencia das nacionalidades. Elles deseja-
vam a oiicorporacao da Moravia a B ihema ; mas
nao foi seu rtesejo allendido.
A Bohemia, dividida oulr'ora em 16 circuios, de-
pois em Ixitl em sele, afim de tornar, dizia a ord -
nanea de 1 de agoslo de 1819, a ama divisSo exis-
tente un seculo antes, sera d'ora era diante dividi-
da em 13 circuios. Os ni circuios ulicos eram
Kakonitz, 11 i.inn. Kiurzun, Buiglan, Bidschow,
Lonigsralz, Chrudin, Czaslaw, labor, Budweis, Pra-
ciiini. Klallau, Plisen, Elbogen, Saaz e Leiltmertz.
-lis -etc crculos que exislem presentemente sfte
Praga, Budweis, Pardublz, Gitschin, Bomisch i li
. I.ger e Plisen. A nova organisardo restabele-
ec as antigs livisfl creando um novo circulo, o
il" Piaga, eencorporando os circu ,;. Kaurzim,
Reraon, Kakonitz e Klallau ao territorio dos oulros
\l cima enunciados. Addidos a cada chefe de
circulo ha um commissario de primeira dasse, um
de segunda e outro da lerccira, Os cheles dos cr-
culos de Praga, l'lscn, Jung-Bunslau c Leitmeritz
terao para os ajudar dous commissarios ile segunda,
e dous de terceira classe, A dvisao dos circuios
em b libados de districto anda au esla feila.
Moravia. O Margravialo da Moravia lem urna
pnpnlacAo de I.S2S.SMI almas, sendo a maior parle
Esclavonios, alguns Slov.npies, e um cerlo numero
Alleinae-. O- Esclavonios d i Moravia nao io .....
furam, como ja se disse, admitlldos em l~;isi a fazer
parte do reino da Bohemia, do qual ja depend.mi
por diversos reapeilos,como atem 1849, tarara del-
le completamenle separados. K Moravia eraanli-
gamenie dividida em 6 circuios: Brusen, Hradisch,
Iglau, Olinulz, l'rerau, e /.iiaim. Era ls'. esla
disIribuicAo fui mudada em dous crculos : Brnse),
c Olraulz. A n iva dvisao rcslabelece os li circuios
anligos accre-ceniaiuln-ihes o de Neulitscheiss.
Galicia. Os raines da Galicia oda Lodemeria
er.un anligamentedivididos em 19 circuios, quecom-
prehendam lambem a Bukovina. Em isn anue-
xaram-Ihe a cidade e O territorio da Cracovia. A
Galicia, que coula 1,875,200 habtnutes, na maior
parte Itulhenos e Polacos ramos da raca esclavonia,
nunca foi bem vista em Vionna, e por isso foi rae-
ii favorecida que as oulras provincias na organisa-
cAo de 1819. Em lugir de Hiela dcram-lhe tres
Landstaskori, cujas sedes cram era Lamberg, Cra-
covia e Slauisli). e que escolhiam os membros de
ura conselho provincial Landesausaclmss ao qual
eram concedidos muito menores direilos, o, menos
acc.lo que as oulras Dietas provinciaes. A Bukovi-
na I n --jurada para formar una provincia a parle,
e. pela decisao imperial de 29 de selembro de 1850,
guinlo os novas regulamentos, o desde o de agos- o- reinos da Galicia e da I. idomena, os Du los
lude 1853 que os cheles de rndalo eniraram no | d'Auschwitz e Zalare o Grgo-Docado do Cracovia fo-
exercicio completo de suas nova- fune._ i -. ram divididos relalivameiile a administracao polilica
sittlitbcz'rk** anda nao esiao por toda parte orga- em tres grandes partes com os nonios das suas capi-
nisados. I ;, Cracovia, Stanislao D'ora em di-
Reino Lombnrdo-Veneziana.i reino Lombardo ante n gro- la rada da Cracovia lem de ser dividido
Veneziano nao solFreu, por assim dizer, ncnhumi em 7 circuios : Cracovia, Wadowce, Bochnia, San-
altcracaa em sous 11 ni: i w administrativos e em sua dar, Tarnoa lt.''c/ow'e Jaslo, a trente de coja a lm-
oi iiii-.ic"io polilica por occasiao das cii-'s, ,jUo nsiraro haver om Landesprirsident sajeilo
Iransformaram as bases sobre quereponsava a cons-1 vernador da Galicia em icrios negocios, romo os
liiuicao orgnica dos oulros paizes da cort>a. Ain-lqueleem relacAo a represoiilacAn provnci
d i a-u-la la d a -ii i derrota, e mullida dehaixo du I questgs religiosas ; todava o grito-ducado I
resimen do e-lado de a-s'-lio. a Lumbar lia nao fu,
i .ni. i .' Hungra, submettda i orguu-a. 11 de 1819,
qu-' distribuio i i provincias novas
e novos limites. Ilabiluata, alcm < le lar -
ipos, a gnvernada directamente pelo po-
der central. C conliecendo apenas o uso das lberda-
des polticas, a I. miliar lia nAo rcclamava com lauta
urgencia sua parte das inslitui{es novas, Limila-
ram-se, pois, em reservar, poi um estatuto parti-
calar. 11111,1 organisae i ulterior. Para bem dizer,
-o de-le agoste de 1853, poca em que foi levanta-
do o estado de cerco que a regia, beque a Combar-
da gol i de uma administracao polll i regular ; alo
enlao, o marechal Radelzkv luha sido governador
Civil e militar deste reino.
Antes de Isi-;. assim coniu lioje. o r.....o Lomba
ila-\ ene/i,iiio era dividido, quanlo si admini-li a, i i
polilica, em provincias milanezas e vene/lanas, i i-
rransxivania. o grao-durado da Transylvania
era dividido era oulros lempos eni pai/, dos Hngaros
com II condados e 2 districlos, paiz de Szeklers com
5 Slukle, e paiz dos Saxosa com 9 Stukle e 1 dia-
lrictos. I m.i decisao imperial de 1^ de maio de
1851 crconS crculos com 36 Bexirkshauptmanns-
chafte ; os crculos llermanstad, Carlsbourg, Mau-
sembonrg, Dees, c Maros-Vasarhely, lendo-se sop-
priiindo as fronleiras militares Iransylvanianas, c
reunido os dous Kegimensberzike a administracao
civil O lr.iti.tlii i da commisslo eucarrega ia da uo-
x i ili> is in ri i rran-.Kania foi ipprova lu pelo impe-
rador no que loca a circumscnpr.....los i ircotoa. Ho-
vera de/ rirculos cora as cabocasde circuios seguin-
les : Hermanstadl, Kronsladt, Vdvarhely, Maros
Va-.irhelv. Bistriz, Dee-.-S/ala > Sonilyio, Klau-
sembur-'. Carlsbourg e Bioss. A divisio em distric-
los anda cslii por fazerse. A Transylyania lem
2,071,015 habitantes, Roomainsou Valaches, tta-
ayars, Szkfera e Saxoes os Masyas nicos lomaram
parle com sens visinhos da Hungra nos acouleci-
menlos de ISiS
Woivodia. A Woivodia eo balo de Temas
var, que antes de 1819 formavam os rondados hn-
garas de Temesvar, Krass, Torontal, Baslch, i! li .
e Sxrmia, eonlem l,V.i,(:!."> habitantes qnasi iodos
Serbas. Foram elles que am 1818 lomaram a ini-
ciativa da iiisuneicao contra os Hngaros, e para os
recompensar, a cnnsiluicAo de de marro do 1849
promelteu-lliesa lberdadede sen culto e de-na
nacionalidadc. Em 18 da novembro com effeilo os
tu ii: .i .un era prox lucia separada em lugar de o, re-
unir aos Croatas seus irmftos evisnlios, aos quaes
elles teriam manfeslamente desejadb-ee unir-. Es-
tas duas grandes provincias ficaram seraorganiaaeao
interior ale esles ltimos lempos era que se crearam
5 circuios com os noines de Temesvar, Lugos. Cros s,
Buskerek, Kombor t Nausatz, que san ascabecasdos
circuios.
Croacia.O reino da Croacia e Esclavonia forma-
va igualmente era oulros lempos apenas alguns con-
dados hngaros; mas posto que traeca -i mnima de
ni nulro reino, revelen em ISIS urna potencia nn
condecida. Tenlo a sua frente o Ban Jellachich ura
des homens mais illuslres. que liuha a revolueao
austraca prodozido, as populares croalas, para nAo
seren ansorvidaspela Hungra, sa sublevaran), bus-
caran! apoto no governo asalvaram o imperio. A in-
dependencia Ibes era hem adquerida por esse servico.
celias a liveram; massos Slavos rarmavam oulros dese-
jos. A Croacia conl.i quasi 950.000 habitantes Croalas
Serbas.,, lodos membros da grande familia dos Slavos.
- a i i hernia era e m I Sis o ncleo dos Slavos do nor-
t vi Croacia o er i dos do Sul. < ls habanles da- pro-
vincias de Styra, Carinlha, Carmiola, a Isiria, lodos
Iambein de raca esclavonia, alloclavain, na poca da
eflervescencia das nacionalidades, de nao mais ler o
nomo senBo de Slot.....os, Elles desejaram formar
rom a Croacia, a Dalmacia, a Esclavonia e a Woivo-
dia uma provincia ou uma oniSodos Slavos do sul
lo imperio. Porem seos desejos liveram de rederas
conveniencias do governo ; e ao aprazamento indeli-
ni lo deslc pcnsamenlo he que Jellachich, por mo-
ni, ni i rhefe e horno do partido Slavo eni Austria.
espirito deste partido, a.perda d'uma poican
: poder e da-na popularidad)?. Erigida em pro-
vincia em 1819, a Croacia fol dividida em li cooda-
los: Agr.im. War.i- lim, Ixieuze l'iume, Eszeck o^
ga. Prsenle nenie haver.i 5 condados somenle
Vgram,Warasdm, r'iume.P isega e Esi -cjs, divididos,
dizem, ciu,! i hailiados do dislriclo, dos quaes um s
tora puramente de administracao poltica. O titulo
lerung go,vern banal lem de ser subs-
lilvido pelo de SlalthfUerei preaideneie,Ver vota aerit
romposla, alera di Itam SMthaller, da um rte-
StalthalleT,5 eonselheiros e G secretan is.
Damalcia.Emlim a orgini-arao do reino de Dal-
macia li-ara a DKSma, -Nao obslanlc muito antes de
1818 a Hiela croata bave inauifeslado o desejodever
a Dalmaciaxeuni a Croacia pela razan da enmmu-
iihfin de racas, a organisaca de liSIOI S">0 pcrsislio
em deixar de par! i essa provincia sem conceder-Ibe
constituirlo. A divido ja alistante da Dalmacia cni
sete prefeiluras :Zara, Sehiuico, Signe. Spalalro,
M o .isa, Ragusa e Caltaro,foi approvada pelo im-
perador, assim como a subdivizAo em pretaras, ex-
eepio a reunan da pretura de l-'ortOpus ,i prclura
de Metciivich. e a creacAo de tres novas: Kislague,
llergoracz c Bisauo.
Quando a consttoicSo de ISi'.l eslabeleceu como
principio a separacAo da juslica e da adminislracSo,
na applicacao foram cara muilo pouca dillercnca con-
servados os anligos limites judiciariosdos hailios de
districlos, limites que era apropriados extensAo de
ara tribunal de primeira instancia, e que nAo podiam
ser alargados sem inconvenientes. S quanlu a ad-
minisIraeAo polilica lie queforamos limiles alterados,
e consideravelineiile eslendida a jurisdicAo das auto-
n la-Ios. A caria imperial de 31 de dezemhro, un.
admillindo o principio da separadlo judici.iria c ad-
minislraliva senAo para os liibunacs da segunda e
terceira instancia, restituio aos hailios de dislriclo a
reun io das duas adiiiinislraccs, emu naturalineule
foram enlao relmalas com esla anlga torjna as u-
licas lalvez baja no fiel o desea reuniao das duas admi-
nisiraces poltica ejudciaria de dislriclo, e na volta
para antigs subdivisoes Icrriloriaes de circulo e dis-
lriclo mais uma prava dessa tendencia do governo
manifestada na carta imperial de ISl, tendencia pa-
ra uma cenlralisaeo no priucipal e para uina deren-
iialis.icao na forma, e as raiudezas. O povo das
provincias nao se linba nunca aco'tumado essa dis-
liiic.o das duas a Imin.slracoes. E por isso muilo sa-
lsfeito licou cora i nova reunido, c esla circunstan-
cia coulriboio cera as oulras concesses que lemos
ass -a.dado para fazer-lhe perder de xisla o que se
supprma por oulro lado. Ha igualmente nes-e par-
ticular um pcnsamenlo aul-revolucionario que he
approvado pelos conservadores.
Eis o ponto em que se ai ha a Austria em sua nina
de reorgaiiisarao administrativa. As novas autorida-
des ja se acham e n p irle constituidas, as provincias
em breve Ocarao completamente dividas e a nova lei
communal acha-sc annuncJada.
Em resumo, sobo anligo estado de cousas, a Aus-
tria viva por assim dizer n'nra eslado de enfermida-
de permanente. Para ella ISI8 foi uma rrse, e uma
crise lerrivcl, o (|uasi mortal: mas sahio-se dessa cri-
se com proveilo para a auloridade e para a rara al-
lema. O poder se vio enllocado em trente de ruinas
de toda sorlc, e como dever de ludo reorganisar; nao
leudo, porem, elle mesmo trabalhado na dcslniic.io,
a su i posir.iu era muito vanlajosa. Com effeilo. aoles
le isis, o governo senta a necessidade das reformas;
lodavia,sehonvesse tentada realisa-las no seninlu
que depois seguio, sobre elle recalara o descontenta-
mente que ellas teriam de cerlo trazido. Depois do
Iss an contrario cada um comprehendeu a necessi-
dade -le remed.u ura estado de cousas vicioso, ede
prevenir a volla da crise passada. Essas duas neces-
sidades dcixaren) ao governo uma grande lalitude.
Mas ueste tan brilbante raminho aberlo as refor-
ma-, anda nAo se segurado as tendencias da revolu-
511, o que nao poda entrar um so Instante nos de-
signiosde ura poder to cscrupulosarae))le inonarcbi-
co,uma mudanra demasiadamente absoluta ou uma
reac3o por demais co)npleta.
E demais, ser a ccnlralisaeao o que convem
Austria'.' lera ella ou nao razio de a isso tender'
lie esla um i qnestSo a por mais de uma vez resol-
vida negativamente. Em lado caso, be um resultado
mais diflicil de se obler nesse paiz, que em qualquer
oulro, e as dfllculdades que a isso se oppoem s9o um
dos argumentos que poderiam razar duvdsr da
possibiiidade para o fuluro de uma Austria unilaria.
A cenlralisacAo rom efleilonSo se ImpOe, mislcr he
que os disimiles, OS usos, as neceasdodas das popu-
laeOes a lenham estabejecido antes que ella pnssa ser
inscripta nas leis, e anda muito longo esl a Austria
da haver ehegado a.esse poni. Ha negavel que o
governo, nr.se- Ir- anuo- en) qoe lera proseguido
em -mis vistas, unitarias nimio lem conseguido oeste
: i da pop ilara i; in ;. que lempo devera se pas-
sar, que (rabalm de eiluc.n.ia nao sera |ireciso aflec-
luar primeiro que um Haugaro nu ura Lombardo, por
exemplo, se c asi lere Austraco !
Esta polilica ,.....lia romfiesse mnto direciaraenle
rom n passado, creara alera disto um perico, cuja
-imiil' os acontec mente* actuis podem fazer
ii :i 'i i ella poderia ler por consequencia fa-
a i.o cas i de o governo a mea car absorve-los,e, ame-
mi- que a Rutaia seja previamente redazida a impo-
Icncia, haveria meso grandes dfllculdades para a
Austria,
iri;.r<- del leu i mondes.
ima provincia separada. i inos la Calirin o Lo- vorecer i nvolim(ariamente o panslavismo, inquietan-
domeria serio divididos em I' i: Przmjsl, do os Tchcques e os Croalas sobre o futuro que elles
;,/.olkiev, Zloczw, Brzezan, rarnonol, Czar- ''" Elles leem uma tendencia para a Rus
tkow, Kolomca, Stryi, Slanislawoxv, Sambar e Sa-
nok, rom mui p esta divisAo he
a mesma que exisli.i nessas provincias .ur--
revolvimenlo de |8i9,e a i das autoridades do cir-
I \ i la na- mesma- i I le- I in dos irmlos
do imperador, o archiduque Carlos Luiz foi n
do governador dessas provincias, e ja rezide em
Lemb rg.
Bokovina. Ddocado daBokovina, que (orma-
va d'antes um dos circulas do reioo da Galicia, foi
como ja dissemos, delle separado em 1819, e erigido
em provincia, em luga- deso reunido an todo das
populares valaches do imperio em razo da uacio*
nalidade do- seus habitantes, e coma o u-riain dese-
i ilo us pariiJi-ia- do syslema das nacionalidades;
IITERIOR.
MUTILADO
CORRESPONDENCIAS Un IHAHIO DE l'Ell-
NAMIII in.
tMAZONAS,
llana dll di- iii.no.
He massanle snpportar correspondentes aborre-
cido,, u inormenle ura como cu, que be o mais des-
IIEGIVEL



DIARIO DE PCRMMBUCO QUARU FEIRA 27 O JUNHO DE 1855
enchahido que Ihe imporluna, mas fallo-lhc verda-
de, e nlh he buscar Tares, penna eom que leuho
etcriplo lem sido estril, e esla inda vai com a
xadas, orno sejam indgenas, prelos^^ic., sendo pa-| de Carlbaga i ra nornr-ft que as nutras ciaste* nao tem liavido, os meninos de osela saben quo elle inorreu 000 an-
para assim|dizcr,quas iieiJiuns casos, o que faz crer, mis anta* dolas; ,> que supponho elle Icr canlado
moma para jujliphei de aparar urna nova, evtre- que o. mal remanir n 10 he maisdoque a can.' I
nos o ne sabir,i delta : lenha
mais esta vez com oseu doente.
Em que provincia sera, que estando funccioiandu
a assembla, a apa correspondente nada' M olTcrec,a
a narrar 1 Supponho ser esta a untca. Se Uto
fonnos dizer aos Srs. depuladot provineiaes, dirlo
que Ihe cpieremos oceultar osiramensosi.at'alhos qoe
prcslam a provincia amadt ; apuntarlo por mo-
tivo de iiiorar-ac oque .1.1 assembla se disrul:
que na ha na casa um ischigraplio ; que na pro-
vjucia ha apenas .un. pequeo jornal, (quo lie a Ei-
tella do Amazona* )quo na", rhega para Iranscre-
veriw partesofliciacs,que ola/ollia publica uma vez
l;,iir mar. e finalmente a dfuculdade que encoutra o
sen editor para publicar um numero de sua folha
por mez. por ser elle o mesmo e nico compositor
que aqai existe, oceupaudo o lugar de juiz de paz.
o de ajuaiile de orden* do presidente e ofTIcial
rondante urna duas vezes por teman.; ms lam-
paciencia por [que todos us anuos grassa com a iiiiiJanc da esla-
co nesta provincia, c que este auno se desenvolveu
eom ni,lis iqjensidade em consequencia da falta de
viveros frescos ; o .lauto ido he verdad?, que a pri-
meira medida lomada pela hygiene foi etplorar as
tabernas e esbulha-las dos mantimenlos que prece-
ram pouco sandaveis, e que principiavam a cahir em
delenoracSo, dos quaes, como he tbido, se prov a
gente menos abastada da soeidade.
Enlrelanlo, S. Exc, o Sr. Dr. Angelo, lem-se
esmerado em medidas preventivas, e caso se deaen-
volvesao o cholera, dndo.maa iia.,eoiioodi,lo,,qucclle
exisla, cstao as cousas cm (So boa ordem, que nn
faria prugressos.
Os Inimigos do Dr. Angelo leem lido occasAo de
presenciar, que elle nao governa s por governar, e
ler o prazerde abale-lns, mis sim, que he uro ho-
mem de muilo tino administrativo, e que vela pelos
inleresses geraea do torran em que nasceu. lie as-
publico seja o une for, nao depende-se de jornaes
pois o quo se julga mais oceulto, he o mais sabido,
e de consequencia podemos reputar o grande uu-
inero de souhadores de cousas reaes, que ha por
aqu,como um Diario dos avisos diversos.eulrctanto
por estes s tem sido allomiados os seguiules pro-
jecto, a saber :
1. Para vitaliciedadede professores de uslruccAu
publica, sendo estes examinados em diversas mate-
rias exigidas, cumecando* gozar a vtaliciedade 3
anuos depois de exercicio nacadeira.
2. Para creaeflo de um Ivccu de agricultura, o
que na verdade uo ha nada mais supeiiativo, pois
ha aqu bastantes trras para exercicio dos allumnos
de lAo til escola.
3. Para a creado de nmlycu de escripturarAo
e de direito mercantil, cuja utilidade he inegavcl,
allenJemloz-se ao progresso veloz com que o cum-
mercio sedesenfreia, que parece urna tempes-
tad, e he para lastimar que nao baja aqu urna s
pesioa que lenha um bocadinho de conbecimeuto de
escripturarAo mercantil.
4." Limitando aos commerciantea o seguinte :
Ocommercianle queliver de fundo l:0(KlgO a
000jO0O s poder possuir urna canoa deregato,
o que liver de 2:000*000 para cima podera
possuir duas.
Quando sejam convenientes as canoas derega-
to, o cnmmerciante que tiver um capital de '20
contosde res, e quo 110 seu estabelecimento liver
de fazendas em ser o valor de 9003 rs-, ( que islo
mesmo be vaulagein ao commerciaute, pois gneros
deteroram-se, e guardar-se o producto das fazendas
em caixa, ou te-las bem vendidas o ganho n3o dei-
lara de passar por ccrlo ) nao podera gozar dcste
favor concedido, porque consla-me ser definido pe-
los Srs. deputados o tormo mercantilfundopor
valor de fazendas existentes 110 deposito do commer-
ciante ; e por esta opiuiao dos senhores legisladores
desta provincia o maior millionario de cotilos nl>
ser capitalista, deixandode ler umestabetecimeuto
em que mostr gneros em ser.
>." Trata da innovaran do nome da comarca de
Ega para o deXovaTherezin.i; na verdade se
for sanecionado. este projecto, ou mesmo que nAo
seja, soulio bem adequar o seu autor, Esa he e
ser um perenne jardim das mais amenas flores, um
dos campas Elysios, c por isso depende para nomear
leu encanto de um nome, que signifique sua bel-
leza.
ti." Tende a elimina! 3artigos de um regulamento
de razenda provincial, organisaclo polo Exm. conse-
lheiro l'enna, o qual ainda esla no prelo para ser
impresso, sendo esles 3 artigo* assi favoraveis a
reparlieao e aos empregados.Um determina que
se ha vendo creado na repartirn al o lugar de ter-
ceiroscscriplurarios, para esle lugar ser admitlido
por meio de um concurso aquelle candidato que
raais se houver distinguido. O segundo, marca as
habilitares em que dever ser examinado o candi-
dato que se propozer ao emprego. O terceiro, dis-
pe que qualqner lugar superior que seja vago, o
empregado immediato ter direilo ao accesso.
Ora. opinar-se para destruirlo de lies artigos,
supponho que pelo primeiro he nao amar a impar-
ciilidade ; pelo sesundo, he detestar a litleratura, e
em tao pequeo principio, pois a civilisacao que
nesta provincia ge frue j he tao gfende e perniciosa
Eara deaprezar-se ? Salvo se a uenliuma civilisacao
e a sufficieule, e o principio della ser a demasa,
pelo 3. finalmente, o estrauhado valor da pralira.
Ordena ao presidente da provincia para mandar
estudar dentro do imperio ou fora delle, tres oven
naturaes desta provincia : om, estudar o curso de
engenharia ; oulro, de mecnica ; e finalmente o nu-
tro, o de agricultura ; e pens que estes tres jovens
depois de examinados neslas sciencias terito por obri-
ga3o ejerce-las nesta provincia.
8." Or^a urna quantia para soccorrer as despezas
que a cmara manicipal dever fazer rom oslcltreiros
cm numero de 20 ras, ponco mais ou menos, in-
clusive pravas ele. desta capital.
Consla-me, porm, que todos esles projectos sof-
freraU emendas por ler elles se apreseulado op-
posicao de unsilous dcpulados.que se naolem vastos
ronhecimenlos possucm os primarios e de consequen-
cia algum aeuso commuro.
Esperarnos que dentre mais alguns projectos, que
forem a assembla a liverem a ventura de ser sanc-
ionados, alguns nao de ser de utilidade para a
provincia, porque os legisladores actuaes desta sao
us msenos do anno paseado, e na collecr,ao de Icis
provineiaes desse mesmo anno njo devempassar
dcsappercchidas al jumas leis creadas, entre eslasa
lei n. :{9 do 30 de setembro de Is'i. que aulorisa o
presidente da provincia para estabelecer urna com-
panbia de pescadores, que venderao a pescara a
relalho nos lugares que Ibes forem indicadas, isso
( julgo ) por se ler reconbecido que os peites de todo
o Amazonase alMuentes agglorneram-se nesta bahia
de Manaus de tal sorle, que parecem asphyxiados ;
e infelizmente una lei que silenciava a foinc hoje
na memora a colleccao de leis provineiaes de 18")t.
Quando sahir do prlo a colleccao de leis provin-
eiaes deste anno. extratarei um resumo para ser
publicado 110 seu Diario.
Est agora a provincia sem juiz de direilo ; o Sr.
Dr. Marcos, que eslava interinamente exercendo es-
te lugar, rrtirou-se com liccnc.a para libidos, e para
oicupa-lo espera-se o juiz municipal de Maucs ha
vinle c tantos dias.
Des,|c melado de abril qne nos admiramos de ver
"a electricidade do juizadn municipal : lem durante
e-tes- infelizete longos dias percorrido todos osverea-
dores da cmara municipal, e acora est de posse
da vara o Sr. Ber. .Marchamos admiravelmenle.
A cama/a municipal talvez lenha lidoalgumas
sviicopes, pois se acha bastante magra; fortnam-se
proressos a qualquer individuo, se se reconhece que
de crime tem a virgindade, pague a pobre cmara
as custas.
Ha dias 1 cadoia desta capital locou o imn.
A salohridarie publica vai sem novidade ; e j-
mente dizem que a molestia que reina por aqu ao
couce* dos cavallos que paslam pelas ras alinien-
lando-s* das ervas que se conservam as ras, pra-
cas, etc., paro cuja limpez.i foi oreada pela lei 11.
11 de de nulubro de 1854 arl. 1 S 1* a quantia de
:1008, qoe parecendo mu ridicula be mais que suf-
licienlo atiendcudo ao*numero de ruase|pracas ac-
tualmente existentes e outra favoraveis ci--cums-
lancias ; no enlrelanlo que a ltnpczadas ras. pr-
ras etc., consiste em corlar os pequeos arbustos
que allingem a altura de 6 a 8 palmos, este mesmo
em l|i parlo de urna praii |ou ra, deixando-se as
oulras cuberas de mallos'e ervas rasleiras e agrestes
quesupponho sercm reservadas para o alimento dos
animaos, por cuja liccnc.a dizem que paga-se um
limitado imposto.
Em junliu sahir desta capital para Nauta um dos
vapores da companhia do Amazonas, mas seu agen-
te inda nao destinou o da de sua sabida ; creio que
esla viagem ser comecada ilepoisde concluir n va-
pur Miinarcka a viagem do Ro Negro, que princi-
piar segundo os edilaes, cm o 1 do prximo futuro
mez.
Das freauezias, villas, comarcas, cidades e mais
lugarejos desta proviucia noticia alguma temos alem
da vida derega-bofesque por all se passa,
segundo nos informan! ou sa publicamente ; mui-
(osquerem ser no interior professores pblicos, por-
que desejam urna vida tao nociva moralidade dos
Indios. Os mesmo- o miman Jautos dos lrab.1ll1.1du-
n-s c calliecliisadores dos Indios, segundo nesta ca-
pital propalam, sao os proprios desmoralisadores dos
Indios, o que relrogradam o progresso em que os
presidentes tanto se empenham.
Desejava hoje cuviar-lhe um mappa jmenle das
arles, industrias e seleucias desta provincia, mas
ahraujodizeiido-lheque aqu de ludo ha mendici-
dade menos de advosadnsrbulasirra! lana fer-
lilidadc!
Em 28 docorrentc chegou o vapor Marajn, tra-
zendo-nos uulicias deste vasto imperio.
Antes de dizer-lhe adeos, vou dizer-lhe duas pa-
lavras.
Ja que lr.uamus algumas ulacOes, vou contar-lhe
minhas circumstaucias e pedir-lhe um obsequio.
Eu, patricia, que sempre tve tanta alloieao ao
dinheiro, c mesmo porque lenho inclmacao pelo
ineu genio, a ser rico, 110 enlrelanlo que so'u pobre
como JoAo panAo ; desejava que me arraojasse por
ahi algum sogro neo, e pode'-diier aquello a quem
\ me. propozer que a moca que despozar-se coinigo
faz um (as.imcul.io,porque possuo fundos e mundos,
c que se me dando um par de sapatos, urna cal^a,
urna camisa propria, um rllelo, urna casaca prela
le a\o branca', um chapeo, urna bengalinlia e urna
rarroagem para me conduzir com a nova a igreja,
nada mais preciso, porque ludo mais leuho...
o Ouvi agora urna especie deapoiado; que sera.'
sem divida algum projeclo novo dizia um vaga-
bundo.
......e por (al padrinhesco assigna-sc como
seu criado Malinas. '/.cmertj.
----------'- --------------- -----------F1- ~ i (III 1 II' 1HI-' ( ( IIU in~
bem alleiideiuos .ice nesta cidade para lornar-se | im que S. E\c. responde aos latidos danuclles que
teein por bussula calumniar a honra e a probidade !
Parece que a Providencia quiz mostrar a essa genlc
n qiianln era injusta para com S. Exc, desrarregau-
da sobre ella o furor de sua justica, ora, que elle se
arrie ni poder, para Ihe fazer cumprehender, que
andar mil avisada cada vez que buscava desacre-
dila-lo peraute pnpulac.Au. Ainda bem que se of-
fereceu ensejo de S. Exc. se fazer querido do povo,
mostrandu-llie o quanto se inlere-sa por elle.
Iii/.cui-uie Je (nnipa que houveall urna explo-
so, occasinuada pelo descuido de um ludio que se
enlrelinlia accendendo foguetinbos da China, os
quaes, cummunicaudo com fogos do ar e dcsles a
uus barris de plvora, arreheutra um dcsles e fi-
zera voar a casa do tencnle-coronel Pedro Alexan-
drino; e cerlamenle haveria mais algumas perdasse
n.lu fosse a audacia do capilao, que penetrando no
lugar em que jslavam os Jeinais barris, em cujos
arcos lavrava jofogo, conseguio apaga-lo com ad-
mirado de lodos !
Ueu-se ueste siuislro um facto que merece ser re-
latado. Ei-lo :
Sobre urna hanqiiinha, prxima do lugar em que
se 11111.1111111,mi o barril do plvora, exista dentro de
urna reduma um menino Dos, e desappareceudo lu-
do o mais que na sala havia, em maiores distan-
cias, fcou ella intacta, cahiinlu apenas dentro da re-
doma alguns gr.lus de areia !
Se slo foi mera casualidade, ou se o dedo da Pro
videncia andn por alli, que nn-lo digam os (beolo-
gos ; cu, me parece que ha uisto alguma causa de
sobre-natural, c crcio que Vmc. nao deixar de con-
cordar comigo.
Oulro fado lamentoso, araba de succeder em n
Amap, na colonia Pedro II. NAo he nada menos
do que tuna rcvolla ourle pereceram dous cidados.
Eis aqui romo o caso se omita :
O alferes llezerra c o padre K-lulauo. este viga-
rio e aquelle commaudante da colonia, abusavam
conjiinrlamcnle da sua autoridade para com a ho-
neslidnde das familias dos colonos, e esles exaspera-
dos asscnlaram de fazer Justina por suas maos, e ef-
fcelivamente levanlando-se em massa asaassinaram
o commaudante, e caslraram o v gario, que, s ulti-
mas noticias, ainda vvia, c evadram-se depois para
Cavenna !
Quando a auloridado abusa do seu poder qua-i
sempre lem de arrepender-se, mas s vezes he vc-
tima romo eslas. dos scus desmandos, os quaes nada
he capaz Je ju-lilicar.
O commandanle da praca de Macap, o lente
Joacpiim l-irniino Xavier, saben.lo deste acouleci-
monto fez para alli partir um destacamento, alira de
socegar os habitantes da colonia, que a nao abando-
narain, e syndiear o negocio a fundo, averiguando a
verdade e perseguir os criminosos, porque, apezar
de ofl'endidos, nao esl com ludo justificado o seu
proco.limonln, visto que tinhain as leis do paiz para
se Jesafrontar, pcranle as quaes podiam aecusar os
seus superiores, e faze-los conhecer os seus deve-
res.
S. Exc. o Sr. Dr. Angelo, consla-me que j dera
lambem as necessarias providencias.
A prorssAo de Corpui C'/inni foi este anno pou-
co concurrida, porque S. Exc, tendo em cousidera-
cao, que n muito calor, que presentemente faz, po-
da produzir alguna casos do mal reinante, dispen-
sou, nao a a guarda nacional, como a tropa de li-
nda de formar em grande parada, e como tiestas
eventualidades a tropa lie a alma de ludo, fallando
esta comprehende-se o resto.
Nesse mesmo dia regressaram sua casaasimagens
Ja igreja S.xnlissima Triudade. qoe, para se concer-
tar esta, tiuhain ido provisoriamente residir no Ro-
sario dos b.ii-ien- pretos. O acompauliamenlo foi
numeroso, o que loruou o acto mais solemne.
A groja nao he sumpluosa, mas est decente, e
digna de ver-se.
O dia 7 do crrenle foi assignabdo com o luto !
Tres das principis casas de commerco do Para ()
licaram immersas na dr cora o perecimento do de-
cano dos negociantes desta praca, o honrado e bon-
doso Francisco daudenrio da Costa '.
Urna serie de padecimeiitos chronicos, que ha
muilo soffiia, pz termo a seus dias. Sua morte
fui geral nenie sentida, e nem nutra cousa se poJia
esperar ; sendo que a verdade do que avanco esl
no extraordinario concurso que comparecen para
acompanhar o Ilustre tinado sua ultima mo-
rada.
Os navios, que existiam no nosso porto, a mor
parle dos quaes Ibe eram consignados, cruzaran) as
vergas e pozeram as banderas a meio pao em sig-
nal de senmento.
O fallecido era aqui a autoridade consular da
llollanda.
A casa de Costa he talvez a que lem mais corres-
pondencia nesta praca, e apezar de s existir aqui
um dos lnos varos do honrado fallecido, Augusto
Eduardo da Costa, creo que nao serAo interrumpi-
das casas largas relaries eummerciaes, porque a
'c\niplo do pai he muco muilo expedito e capaz de
sustentar a cas;i no p em que se acha, nao s pela
inslrurcao professional, que possue, como pela prati-
ca que ja lem d rommercio.
O cnsul de Portugal deu finalmente comero ao
procos*) do seu protegido, o malvado capillo Caldas,
que assassinou a lome, sede c com pancadas a 47
infelizes colonos, passaaeiros do seu navio Para
islo, porm. foi necessario que os Portuguezes 10-
massem a resolucao de ir ao consulado exigir-lho
o cumprimenlo de seus deveres, por meio de urna
petiro, e quando, depois de muitos das se deli-
ber.,11 a inquirir as teslemiinhas, quiz f'ze-lo secre-
tamente, mas os subditos de sua nac,Ao apresenta-
ram-se l em numero talvez deOO, c disseram-lhc
que isso era um absurdo, e que jamis o consenti-
rim, ao que elle respondeu chamando-Ihes cana-
Iha, epitheto que elles repellram com energa, e a
nao ser os Srs. Jos Joaqun) Mondes Cavallciro,
Joaquim Cosario de linio, Domingos Jos Dias, e
outros, que o Matheus se nao recorda, que, dispon-
do de algumas sympalhas e clamando ordem, ron-
soguiram fazer socegar toda aquella gente, que,
13u offendida nu seu amor proprio buscava desafron-
lar-se, cerlamenle a cousa ira mais longe, e apasi-
guada aquella massa rogaram ao cnsul, qne retira*-
se a expressio abominosa de que se havia servido, e
ao que acceden lo elle, e pedindo desculpa comecou-
se o inlerrogaturio das lestemiinhas, que, diz o Ma-
theus, que assistio cousa, compromelfem o capi-
t3o o mais que pode ser, relalando ate fados que
se isnoravam, c_ confirmando todas as atrocidades,
que delle se bao referido, e com as cores mais
vivas 1 !
O mais nolavel de ludo isto he, que o cnsul res-
pondeu aquellos, que o chamavam ao cumprimento
de seus deveres, com terca aunada, mas esla vendo
homens iucrmes e auimados dos mtlhorcs senli-
meiifos, de cujo proccdimeiilo lrtu o Diario do
Grao Par a illarAu .le que um soldado de polica
do Par sabe mais exactamente cumprr os seus de-
veres do que o cnsul de S. M. F. I Achei meu sal
na lembranca, e julgou-a muito a prepsito.
Reere-me lambem o Matheus, que o vice-cuu-
sul he o culpado de ludo islo. porque o cnsul esla
decrepito e acredita nu que aquelle Ihe diz, e acres-
ccula que o vice-consul faz issu com tenco de in-
dispor o velho com o govemo, para galgar o con-
sulado Eis-aqui urna cousa possivel, e do que eu
me nao recordava, mas que Uo passou pela malha
ao rato do Matheus. Agora diga-me, se o homem
nAo he realmente eucyclopedico, e se 11A0 merece
que agente passe alguns instantes de entrelininento
com elle.
Note mais Vmc. que fui necessario liaver lado
esle barulho, para que o cnsul arranjasse a chan-
cellara, pois que al agora era ella n'um pequeni-
110 quarlo ao pe da cozinha !
Presentemente, diz 1, Matheus, que j cheira a
consuladu, e que al o velhJ comer a acreditar,
qlie realmente o vice-consul o busca descouccituar,
e assim mais, que Ihe consla j ler havido o quer
uue he entre elles ; ae assim for ser urna fortuna
para os Portuguezes, que pode ser venham a ler
quem vele por elles, c os nAo deixe vilipendiar de
futuro.
Esla idea de rompimenlo entre o cnsul e vice-
consul, parece que tero alguna Pan Jmenla, porque
at ja se falla que elle vai pedir sua demisso. e que
quem o deve substituir he um celebre I'..! Eu creio
que isto nAo sera possivel, porque esle qudam he
mil vezes peiqr do que o oulro, leudo de mais a
roaisa balda de se inculcar como capacdade Ilitera-
ria, quando he cerlo que nem reger abe urna ora-
-Ao! lia aqui pessoas muilo mais habilitadas, c que
acredilo serAo preferidas a esse presumpcoao, levia-
no, analpliabelo em sumiiia .'
Na niinha ultima anniineiava-lhe a sahida de um
novo jornal sb o titulo .Voro Siario.
Com cffeito o jornal sabio, mas cham.i-se Diario
do Commcrrtol buscando assim apadrinhar-se rom
esta respeitavel elasse, mas sendo condecido o fim
com que ora creado, como ja Ihe disso, cimo urna
rcctlsa formal da parte dos negoeianles, e por isso
creio que uAodeitaru fura o trimestre, e mesmo por-
que os redactores sAo leigos iuleiramentc, e escrevem
rada asueirola que faz arripiar as carnes'
Disseram por exemplo na sua primeira c'ironica,
que o grande Homero tinha cantado as ruinas de
Cartlago, e logo depois nn artigo de fundo do fl/a-
r,o, que o capilla do navio Defemor (razia estam-
pado na fronte o K dos reprobos! Vmc. que tem ahi
urna academia, em (ujos bancos se asseulam os jo-
vens que lito de un dia hoiimr a nossa patria, me
faria um abalisado serviro. se livesae a bondado
indagar que diabo de bielKJhe este K dos reprol
Mimpi.i 1I0 seu poema, se a memoria me nio falla.
Ora pois; quem adultera assim a historia nao el-
la 110 caso de ridigir um Diario do Commerco, cu-
jo titulo he assiz honroso, pira prosliluir-se desta
forma.
Esquecia-me dizer que entre as medidas lomadas
pelo Exm. vica-presidenle da provincia para eom-
liater a carneirada ou quer que seja, avultam as de
franquear as boticas elasse indigente, por melos
dspo.-ic.to dos facullalivos para a soccorrer de
promplo com o fedispensavel a cnmbale-la, e a 110-
me.ic.lo ,le urna commissAo de tres c la 1,1o. para dis-
Irhuirem Mapas, alimentos, remedios, etc.
Em consequencia da falla de carnes verdes, que
1 llim.menle se sentio, usou S. Exc. da faculdade
que a assembla Ihe conferio, c convidou quem
quizesse abastecer o mercado dente genero, a apre-
sentar suas propuala, para pruver a esta urgente c
palpitante necessidade, desprezando desta sorle o
inieresso particular de meia duzia de monopolistas,
como sao os fazendeirus de Maraj. Esta delibera
CAo do S. Exc. b 1 de Irazcr-lhe a desafeicAo desses
liomciis egostas, auto os quaes tem esilado outros
presidentes lulos em conu de imparcaes, mas quo,
se ellerlivamonlo o eram, moslraram-sc laranbos. e
sem forra para arrostrar rom essa meia duzia de odio-
sidades, olvidan lo por esla forma que a matarla da
popularan os cobriria de heneaos como lia de acon-
tecer a S. Exc, que do coracAo acredito levar a el-
idi o grandioso pensamonln da assembla de 18">i.
O Planeta jornal) que ningiiein suppunha vivo
appareceu ha das no mundo Iliterario, mas n seu
debut foi irrisorio Apoz urna variedade. que os
leitores cerlamenle j esqueceramO principia, d
oh o titulo a pedido alguns trechos de una
caria daqui escripia, nao sci para quoterra 00 pos-oa,
na qual de euvolla com os vivos se alassalha ao
Dr. Magalhaes, que ha niezes fallecen lio mi le
pode chegar a perversulade de um homem Espera
que o seu adversario se 11A1 possa medir com elle, e
vai enlAo perturbar-lbe a pax do luinulo !
O Dr. Magalhaes tinha as mas qualidndes de ser
affavel para com lodos c de prestar altcneau a quem
quer que fosse, e por isso era impossivet agradar a
quem anda depois de morlo o nAo p.mpa, irrogan-
do-lhe faltas que nao coiiiinettou : rreio que tivesse
algumas, porque era homem, mas a autoridade que
agradasse a todos, Miara desde essa occasiao de
bem cumprr os seus deveres. Nao era homem de
vaslos conhccinieiilos, mas esta falla cra-lhc suppri-
da pelas suas maneiras alfaves c pelus bellos o-tii-
mes que segua. Conirou por ser hom filho, fui
bom irmao. bello esposo e arabou por ser pai extre-
moso. Esles dotes me parecem ser aquellcs que a-
dornm as pessoas illuslrcs.
Em seguida, chafurda-se o Mirbeu no lodaeal
inmundo das miserias mais ridiculas, e atira-se aos
ex-empregadosMenezcs c Mallasenhriudo-os de
improperios e exaltando o seu chefe Piulo, quando
he sabido que mazelas mui cancorusas existen) sobre
elle... He bom nao meeher ruin o lelo, quando elle
se acha socegado, enteiideu Sr. Mirabciiu '.
O Mcnces he um moco de muia probidade, e
que nao srr qualquer szemula aquelle que Ihe aba-
le o crdito. Quanto ao Mallos jt tu sai* pas.
Agora mesmo, (i horas da manliA.i, vcio-mc is
pos o Diario do Commerco, c ao ver o seu follie-
tim nao pu lo conler o riso, que, como por encanto
me assoinou aos labios Cm tpalo de lirilhanles,
drama original muiros actos, por Pedro da locha
Pilgueirat... autor do Heraldo Sem-pacor, quo o
conservatoria Urasileiro consent 1 representar, mas
que o autor, para nao apparecer o juizo da comms-
sito, porque Ihe 11 Java dofeilo-, e al erroa grossei-
ros, deixou de imprimir Que lal era o sabonete
que u liomcmziuho ievava nelle !
P........ comec.a como cima Ihe nolei por
naosaber porluguez, e dizer que Homero cantn, as
ruinas de Carlbaga, e acaba por exallar-se como es-
cnptor julgando-se o mo;i plu* titira. Por aqui j
Vmc. deve tr concebido que elle he menos que ze-
ro, se he que ha alguma cousa abaixo dissoI.evia-
no, orgiilliuso e tendo constantemente nos labios a
palavra honrado, quando la pelas cidades de S. Sal-
vador e S. Sehasliu muitas crealuruhas se lamen-
tan por Ihe li iv erom confiado o quer que seja, cha-
mando a todos zoilos e proclamando-s'e o re da sa-
piencia, ei-lo ah todo assaralhopado a perguuiar se
leram o prologo do sen drama L'm sapa lo de
brilli.nile-, queja mais Para tem lido em manus-
cripio e rido-se como a gente aoe rir-se dos tolos e
dos presumidos, que furca qiierem ser ltleralos.
Quod naturas dnl, nenio negare polest, dizem os
latinos, e eu, segoindo o preceilo de quefazer mal
aos animaos lie indicio de mo caradordelo para
o lado esle bobo e entro cm assumplo mais aprovei-
lavel, porque, perdo-me Vmc, he indigno este per-
sonagem ridiculo nao s do fazer parto desla miasi-
va, como de ser descriplo as paginas do sen jornal,
pois he dos laes de quem o grande Castilhb disac,
n.ipiella linda fbula da mosca, tratando do seu
condiscpulo Aullo Verissimo :
PARA'.
Beln) 10 de junho.
MOH chei.(ls e |iirilos terroristas nao ccssamde
clamar, que de faclu e de direilo exislc na miaba
donosa feirm o cholera asitico !
.segundo Ihe communiquoi na minlia ultima, he
absolutamente infundado semclhanlc boato ; os 5c-
11 boros mediros leiiham paciencia se discord de sua
pinito. He hem verdade, que leem sido ataradaa
algumas pessoas, c suecurabidu oulras ; mas he lam-
bem evado, qne,'se o cholera grassasse entro nos,
nao lefia feilo tao pequeuo numero de victimas ;
alem do que, pessoas que assisliram a esto dagello
na Europa, me allirm.mi nao apparecer elle l com
n symploraas com que ora sAu acrommetlidas aqui
as creiinras.por via de regra das clasaes mais Jeloi-
dores. IMa inhiba revolacao he mesmo reveladlo
de quem est com merlo de ser alacado rada hora
pela Judia arranle: e pois nao lome ao serio e no
rigor lgico essea diaparates de iulelligencia medro-
sa. Eque digresso! quem sabe se ja nAo eslou
lomado .la febre ? Como a dizendo o Sr. bspo con-
cedeu a lodos ns padres a faculdade de confessar, e
faculdade sem reserva. He o ultimo remedio para
aquelles a quem nao aproveilam os meios egeuico-
espiriiuaes da Bracio e da penitencia.
Esla* tristezas, j.i em ai cravissimas, foram aug-
mentadas pelo triste acontecimenlo do assassinalo
do coinmanJaula mililar Ja colonia......e pelo nutro,
caso trislissimo, funcstissiino, infandssimo, excom-
mungabilissimn, alrocissimo o dignisaimo de exem-
plarissiuio castigo..... rastraeAo do reverendo co-
uego capell.lo da colonia !! E quando esperavamos,
qoe um iien-ii veo encobrisse para sempre o molvo
de semelhante atlcntadu ao privilegio do cano, sa-
he-seo Diario to Commercoanda bem que la
est o Diario do GrUo-Pard para faze lo morrer,
sahe-se o hom do Diario a dzer-nos que os apena-
dos solreram pelo que linbam (eito soffrer a' honra
c dignidade das familias Quo la o soldado se dsse
1 essas guerras, nAo ponho duvidas: maso ministre
do Senbor, que lAobum conreito gozava ueste Para
lodo, uude a ludo cdifieavae moralisava com as suaa
CEARA'.
Fortaleza ->\ de junho.
Esla no pnrlo o Sun Solrador, e chegandn mais
lgeiro du que so esperava pnz-mc completamente
cm crise, por falla de materia para a prsenle mis-
siva, pois tendo estado orcupado no jury, como juiz
de faci. nAo live lempo de explorar, mi alias re-
correr as foules donde poderia exlrahjr malcra pi-
ra ella ; todava, para nao me retirar repentina-
mente du ministerio, entregando a Vmc. a pista de
correspondente, vou trabar algumas linhaa, pedindo
a Vmc. drsculpa da eiigoidade.
Principiarei pelo tribunal do jury, j que foi elle
quem me roubou o tempo, mas vejo que esse mesmo
tribunal 136 abundante em fado, desla vez (am-
bn) esleve eicasso, de maneira, que desta fonle peu-
ro rxir ilurei. Foram apenas julgados nesta sessAo
7 proccasos, em qne respouderam 8 reos, dos quaes,
."1 foram condemnados e 3 absolvidoa. As decisoea
do jury foram na maior parte ajustadas, todava al-
gum rumor se levantou contra o jury pela absolvi-
lo de um lal Brilhanle, que leudo por coslume
mallraiar sua esposa, ullimamenle, alm de oulras
offenaas pbisicas, que ella 11A0 quizapresentar a ves-
loria, Ihe havia dado urna pancada sobre a fronte,
facto esle, de que sesuppe ser resultante um fen-
meno que Ihe appareceu, apreseotandu-sc cega
!!... l!,e ,lxe,n,l'ls- ."'" ""10.. "-i P"*s "e-lo, nao noite para o da. Os facultativos nAo atlribuiram a
cegueira da mora smenle aos cffeilos da pepeada,
quero cr-lo. He calumnia do Diario.
/.,.. ... ,, .p...... ,......., ..iiihih- mi} tiiiiiie ua panraua
nr .-"' """ieuc"' fnebre t-Ha como o as- porque esla e.n nada havia ofiendido os orgAos d
podo que agora aprsenla o Para'. Suavise-se um v>Ao. e Uo smente a padecimenlos maraes ma
pouco u quadru. Salie que ccrlo sujeilo, medido a -'-'
pola n.io sei ao cerlo se he o tmazonienscquer of-
ferercr ao cabido desl. calhedral do Cru-Para' um
poonilo com o titulo a Peana capitular'! Uissc-lbe
Entre t o a scienria ha vidros bar;os.
Nem I11, nem cem de li os romperan)
Manda ao inferno os livros syhillinos.
Torna-te as trras, que batatas criam ;
Vale mais ser um fraco lavrador.
Que um myrraJo e estpido doutor...
E mais adiaule :
Que 11 m genio que nasreu d'cncolbas
Nao v mclter-se a redactor de folhss.
A uinguem melbor do que a esle sendoro, po-
diam assenlar as sentenras que o sabio cscreveu,
quando imaginou o seu AnlAo Verissimo Creio
mesmo, que se elle se persuadase que viria ao mun-
do um F... desla estofa, leria dito em vez de Ando
VerissimoP... da K..., suprimi da meIKor ma-
neira as s) liabas que Ihe fallassem,empregando es-
le para o computo do verso. Em couclusAo, o sa-
palo de bullanles he um mixto de conlradicocs e as-
neiras que arropa as carnes a quem l !
O Iheatro Providencia revocon-se e apresentou
una persperliva agradavcl ; nao parece aquella an-
liga rapocira de galliuhas : he que sentio o iiifluxo
da nova companhia, que, desde que o Par he Para,
anda nao possuo una lAo bella como he a que lem
actualmente. Assim o emprezariu soubesse apro-
veitar-se della, mas tinta dizer-lhe que assim nAo
succeilo, pois que o Salios duimaraes com quanto
oAo seja mao actor, nao nasceu para mandar, c sim
para ser mandado.
Supponho que a afflucncia de materia para o seu
Diario ha sido extraordinaria, porque, do contraro
11A0 saliiria sii 1 ultima parle da minha segunda
missiva.
Dcscjo-lhe muito* decretos Ju 1. do junbo de 18.1:1,
boa saudc c tudas as mais causas de que toe precisar
um ente chrittao para conduzir o fardo pesado da
existencia ueste mundo de peripecias.
Com u maior acatamento e respaila continua sen-
do rolre senilcur. O Cuajaren*!.
Belem IJ de jnnlio.
A pesie .' o espectro medoubo, horrivel, como o
cholera, que aqui vai dilimando a popularan, mys-
terinsa como elle, c como elle Indefinivel. Como
desonvolveu-se aqui esse llagollo '.'.. Ser a febre
amarella '. a choleriuu ? o cholera silico '.' Os m-
dicos uovos acharam muito prudente ciirisma-lode
cholera,porque um oulro sinplomnldescobriram nei-
le parecido com os du cholera ; e al Inuve um que
em impertinente traducc/io, quiz convencer-nos de
que era a chilerina, e que esta h precursora infa-
lvel do cammhante horrivel: esle hom servco pres-
tadoa a IranquiliJade publica, mereca bem a'recom-
pensa devida ao olli -,,l que uosapuros Ja um com-
bale grilasse : salarnos perdidos slvese quem
pudor. Ora, nio podendu uinguem s,ilvr-sc nem
abendo os meios para isso, esse grito imprudente
veio smenle apressar a morte uas organiaaces ira-
cas. E muilos tem morrido de mi-do.
Oulros,porein,mas}conhecedores do clima ctc.pro-
curaram repellir esse iiivenlo de poetas trataran) os
tocados como se o fossem de (obres, e o cerln he
que o resultado, salvando a muilos, lem confirmado
a sua opiuiao. ,
Esperamos, como dizem os entendidos, que o sol
Irauspuiiha a equinuxial, uu como diz o povo, que o
sol be hem Iravasso torne a subir o grao que des-
een em busca da Ierra O eclvpse do mez passado
esta vetha crenra ainda tem liishe lambem alau-
sa da febre: o para muros, nos foi importada pelos
colonos da Defensora, apezar da vizila desande,
apezar de allribuir-sc i malvatlezi do capillo, as
moras que ahi se'Jeram durante a vagein.A nsjquc
nio somos mdicos, que nos importa saber nem de-
cidir se veio com a Defensora, ou se do eclv ose ?
katudem-na em sua nalureza, aUquem-na," e li-
vrem-nns de tao cedo irmos para.....le j fjram uos-
sos pais e avs.
O Evm. vicc-presideute tem dado as providencias
que ora do esperar da seu patriotismo e caridade.
Os pobres leem remedios o roupa a cusa da provin-
cia ; ns boticas lieaiii abortas at mcia noile, al dc-
in.inbAa urna em cada um dos bairros da cipilal.
Mas, nAo adiamos que seja medida sanitaria 11 fe-
eharem-se as aulas parlicalaros ; essa dieaontiuaacAo
do vi ver ordinario ausmenla o horror da lilnaclo
approvamos. sm, que se fechaste o lyceo, ou antes,
que coniinnaaso aterlo, nao se marcando as fallas
nem ans lentes nom aos estudantea durante a epide-
mia.. Mas emfim, urna autoridade pensa sempre
muilo mclhor que um pobre correspondente de pro-
vincia.
O Exm. prelado diocesano, animon bstanlo .
popularan c 111 a sua pa-lnral assegur.i-uos que nu
he u citolera.... ubi essa _' iranea he ja meTi cura
ou um oplimu preventivo. E caso he. que elle
(em empregado com muilo inecesao, como em oulras
occasiocs, o veratro e o iprum liomeopalhica-
mcnle.
A osles remedios corporaes ajimta elle os espiri-
tuaes, as ||ircres, or,i;es, e o chamaincnto a peni-
tencia e .1 correcelo dos costomes, pois que esses
flagcllos qne de lempos a lempos, nos assolam, sao
advertencias providenciaes das noStat culpas. Cho-
remos sobro elles na cinza c no cilicio, e Dcos alas-
l.ir Jo nos esse mal, que o Imm re David cscnlhcu
anida assim. sendo estes provenientes do mo Iralo,
que este escaro Irilhante, dava a sua infeliz espo-
sa, pirecou-mo imeirameule justo o clamor que se
levanlou cintra a Jeci-ao do uirv une liahililnu rs-
uro migo que urna penna au era assumplo digno,! le verdugo para continuar a nSSca'r a ua cUma
e que pdrese encher um puema. Pois nio! replicou com o seu hrl'io vieuma
elle; 11111,1 pruna vale menos que um hyssope? E de-
maispor um nada ardeu em guerra a igreja d'Elvas:
por mu Muito houve aqui multas de um mezde or-
denado, rennio-se o muilo reverendo cabido, poz-se
ludo em movnnenlo, houve discussAo calorosa, Iro-
caram-ee olas diplomticas, etc., etc. ele, 1
enlAo '.' a Penna capitular merece um lugar distinc-
lu entre os pueinas here-comicos. Avista desla-
razes caloo-ee u objectador, e o poeta la' vai engen-
drando a sua obra.
MVRANHAO
17 de junho.
Condnua aqui a cnlreler-nos a companhia do Sr.
I.ermano, c boje mesmo lem de levar a scenaa
Familia Morel. Creio que a endiente ser grande,
porque lodos os que conbecein a importancia do fac-
i romntico, querem apreciar o tlenlo do poeta,
que soube com tanta imaginaran descrever os crueis
padecimenlos dessa honrada familia, que alem de
sua estrema miseria se via atormentada pela avareza
e sensualidade de Jaques Ferrand 1 mas em com-
penaacao protegida pela caridade de Risnleta e pelo
c.ivalleirismo de Rodolpho. Ao menos assim creio
que se vera 00 drama, se o poeta quiz nelle acom-
panhar a oxacldAodo romance.
entre os tres como o nico de que o nio isenlava a
sua qualidade de re... mas esla peste de agora, co-
mo ludo esta modado! nio ataca as mofas bonitas,
lado'de nem a PPni*Sao branca... prefore a parda e a ne-
.. probos, cra ''""que .'... Porque! sabemo-lu nos?... Po-
que o homem (raz oslampi'To na fronlc quando he r"''m sfi ,le I'crmillirlo levantar urna pona'ao veo
mao, porque emqrinnlu Homero cantar as minas I"6 c,lcol""c ", sogredos da Providencia, ella toma a
si a causa da cmancipaoAo nacional, romo a Ingla-
terra loman a da emancipacao afrir na. Ella quer
acabar com 11 funesto preaenle a helcrogenedade
das rar,i3 que devemus aos nossos bons descobri-
Cosa, Henrique de I.a Morque i\ C. e I.S
Ib -que \ I uaos.
Aa transaees oommerciaes desla praca eslo pre-
en n7osooi7.u TLUl;l Sil="rto-P" ll("lom"'-; ^"'menle qu.ri paralisada,; mesmo' no rcUIho
cirrii.oa n,llnu,,. en-."' bom poueo se vende. Todos lancam suas vistas para o
' "ram.a, que son, jamis deixo perder misa do lempo da safra, a ver se com ella vem al'uma ani-
costunie. as 10 horas em ponto 110 bom convenio de mar.ao : assim julgo ocioso dar-lhe agora preros cor-
noitm'n^nSTaSemrqT^ ""',"'m '' "" r""- "esla parle a mnl.a'ullima.
nouemed,, eram, devem fechar-ie as malas do cor- Se adiar que a presente pela ana esigoitf.de ou la-
si,a,J. i" ?,0ar lu1u" "n1"1: eas- conitnio nio merece as honras da publicacao, tem
"o?i ,'lTe oeer II! ,neU' ""9 qU""e B *' """ T S'" '"e ?r"ur',rei- P*J he He pequea a
,1 '' u l"",r'' "lue Vluc- me le,u W<. "'J ao prelo as
Comecarc sem mais prembulos. nimbas anlecedeiitc<
roinoi-f, '^''".."""'r6 lM*c1tor "l^tidega N. FJ. Queira ,lar-me noticias do Sr. Tocantins,
U "Z>" 1 ?' cl,ere,lle ,0,,el? d.uas olas de ; por quem desd,hon(em que esperamos, aem que al
lio la-a n f'/' "Um^' P""1"". ^e' Q"c 'lit '"" ( urna da tarde se lenha feilo o.ivir o re-
ine loram apreseutadas para sercm examiuadas, pois tumbante tiro do Mucurine. Se esso fum ireirn --
im'?',, sjsS"-* d,e <|,ie efr "fs: 1 'ir ,iver por ahi c""nl^" KtSTSSS.
s.m fo verificado, sendo portador dellas Francisco saudades desta lerra-da carne secca
(.'incalvesdosReisque disse havc-las recebido de
Pedro Jos Pereira.
Immedialamenle o Dr. chefe de polica acompa-
nhadodo thesourciro daquclla reparticXb, dirigio-M
a casa do lal Pereira, sonde se achava arranchado o
porluguez Juaquim Xavier Looreiro, que logo se
soube liaver sido quem trausinillio as laes seilulas
ao seu hospedeiro. Todos foram medidos em cus-
todia, e a polica proceden.1> em suas averiguarnos,
tem dadu alguns varejoa na Praia-trande, e ahi,
em casa de alguns barraqueiros encontrn urnas
quatru das sedlas, bem como urna, em poder de
um quilandciro, mi ra do Cgtjpti. Como al boje
nao se lenha podido dar com a fonle dessa torreute
de baixae vil especolaoAo, o Dr. chefe de polica, re-
mellcu todos os termos dessas avcriguaC/ues ao Dr.
juiz. municipal, para promover romo for de jostica.
Essa especulacAo, que desde lempos dilosos da
doluiila lislretla eslava em desuso, sendo agora en-
saiada, nAodcixa de fazer atlrahir as vistas peliciaes
sobre o nosso Jos dos bois, por isso, que he bem
certo o dictadocesleiro que faz, um cesto, faz. um
centu.Falla-se, que ess.is pequeas amostras do
PERMBICO.
CMARA MUNICIPAL DO REGIFE
61 setslo ordinaria em 6 de Jubo.
Presidencia do Sr. Barao de Capibarihe.
Presentes os Srs. Reg e Albuqucrqoe, Vianua,
Reg, Mamede, Oliveira, e Cameiru abrise a ses-
sAo, e foi lida e approvadt a acia da antecedente.
Foi lido o seguinte
EXPEDIENTE.
Im oiriein do Exm. presidente da provincia, con-
cedendn a autorisaoAo qne esla cmara Ibe ped.o
para continuar a despender o que for preciso pela
I""'1" '.le ventoaes al o fim do exercicio correle.
lnleirada o rnandou-sc oomuiunirar ao contador c
procurador.
Ontro do mesmo, transmiltindo urr. exemplar im-
presso d falla Jo Ihrono na abeilura da 3.a sesso
da !l.< legislatura da assembla geral legislativa, que
leve lugar a :i iio mez ultimo, rerommou.lando se
muito que ainda |iodcr v.r, chegaram ullimamenle "le d^sse Publici.lade ueste municipio.lnleirada, e
do Porto, na barra Aurora ; oulros dizem, que foi mandou-sii publicar.
remessa do Rio, pelo ultimo vapor. Nada por ora se
sabe ao certo, senio, que nesses ltimos Ires. dias,
he que laes olas foram emillidas na circularan.
Por este vapor acaba de chegar a uolicia, de que
nu Para est grassamlo urna epidemia, chamada
cholerina, que me parece ser prima ou co-irmAa do
cholera. A visita da sade puz o vapor em quaren-
tena, como igualmente j ha dias se acha o vapor de
guerra Paraense, proveniente daquclle porto, mas,
que apenas irouxe urna noticia milito mais favora-
vel do que essa, que nos conla o S. Salcador. As
cartas, assim como os passugeiros acham-se na Pon-
a d'Areia, para soflrcrem aa cautelas das fumiga-
rnos, a tripulac,u do l'araense, que conla dous ata-
cados do mal, acbao no lazareto da itha do Medo.
A lal respeilo o Globo de 12 do correnle diz o se-
guinte : (i A nctiria cspalbada de e.slar remando ac-
lualmmile nn Para u cholera morbo he inleir.men-
le dislituida de fundamento. Por carias que Je la
recebemos, e informarnos verbaes aqui Colindas, ad-
quirimos a certeza de que as inortcs que ullimamen-
le alli houveram, e qne alguns terroristas atlnhiiem
ao cholera, foram occasionadas do envenamunlo por
ingestao de a I lmenlos deteriorados.... Havia 15 das
que nao se venda nos acougoes urna libra, sequer,
de carne verde! A maior parle, seulo a tolalidade
dos individuos que fallecern), eram soldados ou
marojos da armada, que, como se sabe, alo no nos-
so paiz tratados ponco melhor, que OS des, salvas
raras e honrosas excepces, nao porque Ibes falle
verba pingue no remenlo, mas..... sei nortsM
prcsiat, etc..
Comquanlo esse jornal assim ac exprima, e o pro-
prio presidente da cmara municipal Jo Para, o Sr.
Dr. Mrchel afiiance, segundo contam peasoaa, que
viiam urna .de suas cartas, a epidemia uAo pode ser
classificada comu o cholera; todava a seguinte nota
escripia na carta do s.auda do vapor A'. Salcador.
nAo deixa de causar alguma sonsacan aos que como
eu temem a peste, como o diabo a cruz, embora
alia se chame o cholera ou o cholerina. Eis a nota.
11 1 em apparecido actualmente, por causa da es-
lai.-ao, algomaa pessoas atacadas de cholerina. Para
13 de juuhode 1855.Dr. Cimillo duimaraes.u
Avista disso, o governo lem lomado todas as r.e-
o-ana. proeaiices. O lasareto de ohsurvaco na
Ponta-d'Ara, ai ha-se entregue aos cuidados do h-
bil medico, o Sr. Dr. Marques, e o lazareto para os
lenlos, na ilha do Medo, ao cargo do medico do
vapor Paracnse. A commisso de hygiene publica
lemo constantemente reunido, o nao cesta de ir
leiibranilo todas as medidas neeessarias a obstar nes-
ta bella cidade o lerrivcl viajante do Sr. E. Sue. O
on .irrogado da s.uide do porlo he o hbil medico
da ai maja, o Sr. Dr. Goes, que se esforca por bem
cumprr os scus deveres em uina commissAo 13o im-
portante.
O seu correspondente do Para Ibe ha de escrever
largamente sobre esse (assiimplo, e por isso, permit-
ta-me apenas, que aqui Ihe diga orna cuusa, e he :
que se arcasoo Para uAo .houvesse, dando ouvidos
aos ganb iJnn:-, regritado a pioposta do Sr. Pimenla
Bueno para o foruccimento, por mdico prego, de
carne verde, nao estara aquella pruvncia, alias lo
rica, a bracos com a miseria. A ilha do Maraj, al-
gumas milhas distaute da cidade, visivel aos seus
habilanles, ueste momento, famiutos por nm.bnm
alimento, he abundantsima de gado, |e todava nAo
ha quem o transporte Verdadeiro supplicio |de
Tntalo aflige ncsle momento os nossos irnulos do
Para,
A barca franceza Josc, capillo llnudcl, proveni-
le desla cidade, cuino trooxesse a rarla de saudc suja,
poiscoutinba a nota de haverem ^morrido de 28 de
inaio a 3 do correnle 10 pessoas de febre amarella,
u 15 do varila, eompreheiiJida por tanto nal dispo-
sires do artigo t do decrelo 11. fiS de 9 de Janei-
ro de is.l, ficou de qu.Monti'iia. succedendo o mes-
mo ao Lindo Pai/uctc, que chegou posteriormente.
Pastemos a onlras materias.
A assembla legislativa provincial continua a dolar
a provincia com algumas leis de alta importancia.
Cuino a sessAo est a fuidar,icservar-me-heiparn dar-
lhe no fim urna resenta de lodas as leis, que subirem
i san: ,.0 1.
O governo acaba de dolar a provincia com mais
um regulamento tendente a lixar as uhrgaes dos
engeuhoiriis engajados para oserviou Ja mesilla, (t
bsei'inlor de II do correnle publica, companhau-
do-o de um pequeo artigo de fondo.
Acaba de fundar-se urna companhia intitulada
Conlianca M.iranhese que (em por fim, a roualruc-
cAo de urna casa de mercado e prara Jo roinmercio,
no largo do mesmo nome, que como sabe, tica ua
l'raia-grande. Esla obra est oreada cm (iO cinto..
ehe urna das que mais precisamos. Consla-me que
j conla grande numero de accionistas. O capital
he de 80 conlos divididos em i,000 acones de
O.3OOO cada uina.
t> numero de sircas de algodlo armazenadas no
ultimo de abril foi ...... 8,297
Ditas entradas em margo..... 3409
Ditas exportadas .
PieatB arm armazenadas.
11,636
3,t99
S.I.1T
S 111 o ultimo toque para a mista : roiro a ouvi-
la ; e fique corlo, que a Dos rogarei alim de que
livro essa bella provincia dos horrores do cholera ou
cholerina, com que o norte parece querer pagar ao
sul, o preseule, que nao ha muito, Ihe fez da febre
amarella, esse vampiro das Antilhas, assim como
aquelle o he do Indo-Ganges. Essa capital, que lo-
me todas as precaures com os navios, que vierem
do Para.
P. S.Nesle momento, acaba de estar com"o
um amigo, que (cm razio para o saber, a(lianoa-mc
que he o verdadeiro cholera asitico e epidmi, que
aflige n l'ar.i. De do a 23 pessoas regola a morta-
lidadc diaria, atacando com mais inleiisiJaJe os I Teiseir Peixolo.
Outro do procoraJor, aprcscnlando o balanco da
receila e desbeza municipal nu mez ullimo demaio.
A couiinissAo do polica.
Ostro do fiscal de S. Jos, informando que Maria
Joaquina daConceirAo pode levantar o lelheiro, pa-
ra oqual pede iicciica.nos fundos da casa em que ha-
lula, as Ciuo-Pontas, pcrlencente ao patrimonio
municipal, por nio impedir o transito publico; com
tanlo que mudando-se a requerente, deixe o lelhei-
ro em ser sm quo por elle pera indemnisacAo ne-
nhuma.Mainlou-Mj ouvir au eugeuheiro cordea-
dor.
Duas policios feitas ao governo da provincia, e
por este trainmidiJas a cunara para informar, de
Antonio Aunes Viera de Souza, e de Josc Jacomo
l'asso Jnior, ambos requereudu Ututos de afo/a-
menlo de terrenos de iiiariulias. aquelle ua praa
de S. Jos, cutre os fundos das ultimas casas da ra
da (.aleada, e o terreno em (rente do quarlcl das
Cinco-Ponas; e esle em frente das suas casas 11. >
e i, na praia do mesmo quartel, c nos fundos da
de a. 1. na ra dos Pescadores.V commisso de
edifica (lo.
Oulra peticio lambem Iransintlida por S. Exc,
do serventee correio d'esta repartican, requereudu
Ihe maiidassc S. Exc. abonar o augmento de (OjOO
rs. sobre o seu veiiciinenln propusto por esla cma-
ra, allegando ser assat pobre, c au compensar a pa-
ga que recebe ao Irabalbo que tem.Rosulvcu-se
que se informaste S. Exc. com o occorrdo,
pronuncindose a cmara a favor do peticiona-
rio.
Os membrot da commissAo de polica, nAo acor-
dando entre si sobre o modo porque j; devia preen-
chera vaga do lugar de ollicial maior da secretara
d'esla cmara, e de amanuense, quando se dsse
lambem vaga dsle, apresenlaram sen voto em sepa-
rado, o do Sr. Mamede no sentido de se sujeitarem
os candidatos um examc de redacelo de ofliciot
o uniros actos da cmara, afim de poder esla apre-
ciar o seu uicrito, como tem pralicado em casos
idnticos; e a Jo Sr. liarala cm opposicAo a esta
idea, por nao estar estatuida na lei, que rege as
municipalidades, riilendendo que a cmara devia
uomear a quem fosse de sna livre escolha Posto a
votos o parecer o Sr. Mamede foi regeitado, sendo
approrado o do Sr. Barata.
Depois, paitando a cmara a proceder a Hornea-
ran de ollicial maior, foi eleilo o amanuense F"ru-
cisco Canoto Ja Boa-Viagem com 4 votos, obteudo
o Josc da Costa II airado: e como assim se dsse a
vaga de am lmense, foi ella preenchiJa pela mesma
maneara cima por Augusto Genuino du Figueiredo,
com 5 votos, oblendo Jos (iongalves de Sii 2.
Quando eslava correndo o escrutinio p-ra esta ulti-
ma Humearan, comparece o Sr. veroa lur Rcgo, que
nAo loman parte nella.
Fructuoso Pereira do Nascimento requeren para
arrematar os reparos da estrada dos Pocos, da fre-
iieza Jos Afogados, pela mesma quantia oreada de
859-5320, recehendo-a em duas prestages iiiuaes, e
dando a obra ior concluida no ullimu de outubro
p. futuro, sendo seu fiador Antonio uncalvcs de
Moraes. A cmara anuuioe mandn lavrar termo de
contrato.
Despacharam-se as pelicOes de Antonio Jos da
Costa, do hachare! Ahilio Jos Tvares da Silva, de
Augusto Genuino do Figueiredo, de Francisco das
Chacas Monto.de Francisco Canuto da Boa-Viagem,
de llvnolilu Cassiauo de Vascuncellus Albuqucrque
Marauhio, de Jlo Albauazio Das, de Jos Alves
da Silva Uuimarles. de Jos (ionralvcs de S, d
Jos da Costa Dourado. de Manoel Antonio dos
Santos, e levantim-.se a ttalo.
Eu Manoel Ferrera Accioli, secretario escrevi.
llanto de Capibaribe, presidente.Mamede.
Gameiro.Ilc;o.Oliceirtt.
niLisese
JURY DORECIFE.
Dia 25 de jubo
Presidencia do Sr. Dr. Alexandre llernardino
doi licit e Stlca.
Promotor publico interino Francisco Gomes Vel-
loso de Albuqucrque l.ins.
_ Escrv,lo Juaquim Franciscu de Paula Esteres
Clemente.
Feita a chamada s II horas da manba.i. acham-se
presentes 28 jurados.
F'uram dispensados :
A requitlcjae 9o inspector da Ihesouraria Jo fszea-
da, o Sr. escriplurario Jos Innocenrio Pereira da
Costa.
Por terem apreseulado atlestados de molestias, os
seuhores :
Jos Antonio Jo Araujo.
Antonio Pereira de Faria.
A requisirAu do director do circulo Iliterario, o
Sr. profesor da freguezia do Poco, Jos Antonio
Gonralv-s Je Mello.
Foram multados cm mais 309 rada um dos Srs.
jurados j multados nos dias anteriores de sessao, e
mais os aeguinles:
l.uiz Antonio Rodrigues de Almcida.
Dr. l.uiz Duarle Pereira.
Jos Caiuciro da Cunli.i.
Joau Baplitta Guimaraes Pcixoto.
Juaquim Francisco Du irte.
Autonio da Costa Ribeiru e Mello.
Dr. Trajano Jo Souz.a Velho.
Coronel JoAo Francisco de Chabi.
Jlo Pacheco de Queiroga.
Dr. PedroAutrau da Malla e Albuquerquc.
Deixaram de ser multados, par nlotcrcm sido no-
tificados, os segninles Sr-.
Antonio l.eal de Barros.
Anlonin Pedro do Figueiredo.
Ilemelmu Macicl da Silva.
Manod Jos Jas Nove-.
Dr. Antonio Agripine Xavier pereira de Brilc.
Manoel Goncalves Pereira.
Jos Baplista Ribciro de Faria.
l.uiz de Azevedo Souza.
Aiibmio Augusto Useiel,
Dr. liento Jos da Coala.
Antonio de Souza Pasvolide.
Manoel dos Sanios Munes de Oliveira.
Antonio de Moura Rolim.
Antonio Martina Sal lanha.
Antonio Cardosa d* Queiroz Fonseca.
Domingos Antonio de Siqucira.
Joaquim Aupuslo F'erroira Jacobina.
Antonio l.eile Pitls-Orligueira.
Dr. Prxedes Gomes do Souza l'il inga.
Franciscu Ignacio da Cruz, e Mello.
Marculino GouCJsIves da Silva.
Dr. Jeronvmo Vilella de Catiro Tavaret.
I rnicitco Ignacio de Torret Uandeira.
Jos tioncalves dos Santoi.
Jos Antonio de Brilo.
OSr. Dr. juiz de direito mandou proceder as 110-
lilicacftes, expedlndo-se os compelentos manrlados,
adiando a sessAo para as 10 horas da nianhaa do dia
legjate.
No dia 22 fui (ambem dispensado da sessao do ju-
ry, a requisicao do director do arsenal de guerra, o
Sr. escyvao Thomaz Antonio Maciol Monleiro.
DIARIO DE PER\ABIC0.
indgenas, e a gcule desvalida. A homeopalhia
ron.la que lem sido proficua, o que n mal tambero
cede a forle* Jases do agurdenle, mislnrada coro
urna colher de musanla, on urna porrjto de gengibre,
I l-se igualmente esfregar o corpa lodo, rom a mes-
ma mislura. O, sinapismos sobre o estomago, em
alguns rasos,tem sidu empregados cun vanlagcm.
A v isia de lio horrivel noticia, Dcos se compadeca
de mis : Essa cidade que tome, romo j< disse, lodas
Manoel Ignacio de Oliveira Lobo.
Dr. Manoel Adriano Ja Silva Poni-.
Jlo Antonio Ja Silva Grito.
JoAo Manoel Rodrigues Valonea.
Francisco Antonio da Rosa.
I oi retevadoAda multa ero que inciirrcu, u Sr.
Dr. F'ranrsrn llaphacl de Mello llego.
Nao havendu numero sufliricnlc de jurados para
liaver sessao. o Sr. Dr. juiz. do direilo pmccdeu ao
as prerioccs possivea. Julgo qne iho faro ma! em I sortesinento de mais JO jurados supplentes para
fallar com tanta franqueza. 1 completar o do 18, o tabfram sorteados os serjuutes
" Sra. :
Por occasiao de entrar no exercicio da cadoira de
Direilo Criminal da laciildadedo lleclfe o Sr, Dr.
'JoAo Silveira de Sou/i, pronunciou a seguinle
allocurAo :
Senhores,Honrado pelo Governo Imperial rom
a nomeacAo de lente substituto desta F'acublade e
designado pelo seu muilo digno director, para re-
ger esta cadeira, lenho de acompanhar-vo* durante
o resto deste anuo lectivo, no escudo do Direito Ec-
clesiaslico, que ronstituc a sua materia.
Conheco, as dillicullades com que lerei Je ver-
me a braros nesse empenha ; ea simples cir-
cunstancia de acbar-me substituido nestp lugar,
a um meslre da scienria he ja para miin
um forle motivo de desanimo e deteonlianca, e ca-
paz por si s de inulilisar os mous esforc*.
Domis, uu sei que a-ciencia Jo Direilo Ecrlesias-
lieo nao se limita ao conhecimento e citaran de una
maior uu menor sunma de lexlos da Biblia, 1 ex-
[losir.lo rida e nua dos elementos constitutivos
Ja greja, de seus meios de accAo, de sua disciplina
e giverno. Sei que lie preciso encara-la cmsua al-
luro actual, pedir-lhe nspiaroes as re:ies 'iibli-
mesaem que a tem collocado os Phillips, os I. icor-
Jaire, os Marlinel, os Venturas eoutro'.para illumi-
nar-vos o espirito com a sua luz brilhante, e con-
forlar-vnso coraban com o sea balsamo F'vaiigcl'co ;
sim, senhores, sei que he necessario loinar-se pre-
sentemente a -scienria do Direito Ecclesiastico em
sua verdadeira importancia de Direilo, por excel-
lenria pbilosophico c cbristAo.
Has, por ontru lado sc lambem, que sois urna
mocidade intcllgcnle, e vida de apparecer no futu-
ru digno de si, c da patria ;que livcsteis a fortuna
de naacerdes no soin docatholicismo, e de crescer-
dea einhalladns com as tradicooes de f de nos-
sos maiores ; e que purlaulo', roinprehendendn
igualmente a bransceudeneiado salude desie ramo
do Direilo, parte integrante da educacao moral e re-
ligiosa dochrislAo, vos teres dado a elle com afinco,
c dirigidos pelas saDas preleccOes que vot (era sido
Jadas, estaris habilitados para supprirdes o que vos
nao [oidor ministrar o novo lente.
Sao incontestaveis os ttulos do Direito Ecrlesias-
lico a um lugar distinelo entre as sciencias, que se
rernmmendam ao estudo ; para, demonstrado fura
bastante lembrar-ae a origem e a nalureza da soce-
dade que elle organisa e regula ; indicar-se a mis-
sao augusta commettida a eata ; e os iiicalculaveis
beneficios que cm lodas as pocas e em lodos os sen-
tidos lem pruvindo humanidade por seu interme-
dio e influencia.
A igreja chrislaa foi pessoalmentc instituida por
Jess Chrslo ; de suas mos devinal saldo ella ar-
mada de todos os poderes necesarios a uma socie-
dade que er incumbida de ro.1li-.1r o Iriumplio do
espirito sobre a carne, a regenerar o homem deca-
I11I0, e a prepnra-lo para os gozos legtimos da Ierra
e para a feliculaJe perenne do oo. Sun, senho-
res, a propria DivinJadc com suas mAos a compoz :
deu-lhe um chefe vizivel cm S. Podro r seus suc-
cessores,uma lei fundamental no Evangellm, e um
oraculu infallivel na assislencia do Espirito Santo
que solemnemente Ihe promsltcu al a consum-
macao dos seclos.
O apparecimenlo do Christianismn tinha sua po-
ca providencial,e immutavel como oseu deslino; an-
nuiciado ha seculos pelos prophelas, e esperado ar-
deulemeule pelus puvos, su se elleclunu qusndu o
genero humano.qual oulra Psv che errante,inquieta, e
Je-ula la, debalendo-se na dissolucAo, e no desespe-
ro da vida pagAa, e pie-tos a naufragar 110 abvsmo
ergura os bracos man los em procura de um.i (alma
de salvarlo, que s Ihe. poda vir do Omnipotente.
A igreja veio assenlar seus altares as cidades, as
florestas, e as brenhas, c triumphaate 110 meio dat
pprseauces, e das atrocidades do Circo Romano,
poude sob os auspicios de Constantino, de Teeudo-
sio I, e de Carlos Magno, c de outros imperadores
illustres, enllocar-te com efTeilo a frente da huma-
nidade, como a columna do fugo, que guiava Israel
no descro; e a historia nos altesla que foi ella, que
a salvou de voragem que submergio o inundo ami-
go debaixo das ruinas de Roma ; que do miiu e-
duoou as hordas grossoiras da Germaitia invasora ;
que quebrou as gantes de ferro do Feudalismo, e
preparou as conquislas da librrdade mu lerna.
E nu ser digna de seria mcdilacAo e de um es-
ludo aprofundado uma sociedade lAo sania em
sua origem, e de cuja organisacao msenla, sobre-
humana s.liiram laes prodigios e grandezas .'
Sera porque a historia quo os atiesta,lambem lem
registrado em suas paginas os excessos daquclles a
quem (oi dado o cuidado de guiar ou o Jever de
proteger a espoza de .lesna Ciiristn ? He cerlo que
lulas laraenlaveis te travarain desde us primeiros sc-
culot da era chrislaa, entre a igreja e o Estado, e
sobreludo na idade media tnlre a Se Apostlica e o
Imperio, que excornunhOes de principes c interdic-
tos de naques inteirat foram com profusAo fulmina-
dos do \aticana, por pontfices mais zelosos que es-
clarecidos ; que nomeiaces e (leposiees de pontfi-
ces foram escandalosamente decretadas por impe-
radores mais preocupados das auppostas prerogali-
vas de suas coreas do que de suas crencas de chrs-
lao. e do reino de Dos ; que essas lulas puzeram em
campo o scisma. a heresia, a blasphemia, os allenla-
Jus, tuJo em summa quanto era proprio para re-
volver os fundamentos do oslado, e perder a igreja
se ella nAo fora imperecivel ; e que em temosa no
seu seio elaboraram-se as ulteriores calamidades da
Reforma.
Porm o que devemus concluir d'ah'' Quaes fo-
ram as causas de semelhanles desordena'.' D'onde
proveio essa interminavel disputa das investiduras
com tu los os seas enrllanos hediondos? Porque
motivo to atrozmente se hostilisaram dous poderes
fcitos para viverem ao lado um do oulro, e cuja
harmona, e auxilio mutuo se achtm l.lo explicita-
roenle recommendadoa no Evangelho ? He que am-
bo! desconheciamsuas respectivas posicues, que am-
bos se exageravam, pretendan) drcilns, e uma cs-
phera que Ibes nao pertenriam.
Esses mesinos desvos dos chefes do estado, e da
igreja, que a historia ti Memento nos revela, sao
pois mais uma razio para, que vt que Icnde! de ser
algum dia chamados gerencia dos negocias da so-
ciedade poltica ; que ja estudaaleia a sua nalureza,
c a composirAo, deslribuir.io, e limites de seus po-
Jercs, que leudes de dirigi-Ioa par passa coma
sociedade religiosa, c no seu seio, cstudeis igual-
mente e com iuteresae, a ndole c constituirlo desla,
e o circulo legitimo de sua autoridade e acejiu. Para
vos he islo um desencargo de conscencia, um dever
cmmnenlemente social, e sua cuja satisfaca, ser
-enao perigoso, pelo menos incompleto o que hou-
verdea aprendido ou de aprender para diante nos
mais ramos do Direito, que sAo connexos com n da
igreja,c que Ihe devem as suas mais sabias prescrip-
res. assim podros dar verdaderamente a Ce-
zar o que for de Cezar c a Dos o que for de Dos.
Faco-vosa divida justica, creio bem que estis lo-
dus compenetrados dessa verdade ; mas subindo a
esla cadeira, convinha proclama-la solemnemente
como um protesto contra esses espirilos entesa Jos qne
entendem que a religilO nada mais lem que fazer 110
seculu XIX, que o lllio deve renegar sua in.li. a
por conseguinle atirar-se ao abandono o Direito Ee-
clesiastico como uma anligualhs, uma tradicrao
caduca e intil.
L'ma socidade de alheoa, senhores, s he possivel
na imaginaran dosv airada dos rjiilosoplios da Enci-
clopedia, e de seus adeptos :o soculo presente nao
he nem pode ser o socitjo da materia, da impo,lado
ou do indillercntismo : he uma calumnia que a ra-
zio repelle, c os munumenlos da philo-opbia, da
moral, c al da Ivr.i chriatla dos nossos das desmcii-
lemaem replica. Para iiemcomprchendcr cm Direilo
da igreja e oiuteresse palpitante do acliialidade que
elle encerra. seria preciso que essas inlelligencias
vase orgulhosas viessem proslar-se aos pee de Sane-
luario cathulico, fazer alii penitencia do seu Jeh rio
e beber os slos principios uas inspirarcs da f.
Sem isso a tua apreciarlo he incompetente, e sera
liase.
Emfim, senhores, nao sois hospedes na sricnca do
DireiloEcclcsiaslioo, javos adris suHicioulcmen-
(e iniciados na sna grandeza, e sanlidadc pela voz de
um mestre mais Ilustrado, c mais hbil do que eu ;
ule me lie pois misler exhortar-vos mais tongamente
ao seu estudo, nem devo fazer-vus retroceder por ca-
muhosja de ros rnnhcridis e Irilhados.
Minha larefa limila-so a dirigir vot do ponto cm
que,vos achei; comerala-hemos cm nossas pr-
ximas lirios; c se for feliz asese empenho, e conse-
guir ser-VOS ulil e por vos ao paiz, Jar-inc-hei por
bem pago de ledas as fadigas que isso me houvrr
cuslado, e rcpntar-me-hei digun da eonfiaoca que
cm mim deposilou a Munificencia Imperial "dndo-
me nm atiento as caderas do magisterio deila Fa-
culdade.
Chegou lionlcn dos pintos do norte o vapor s'.
S'ihiinlni, traz.einhi-iies jornaei do Para at 13 do
eurrente, do Maranhao ale 15 o do Coar al -JO.
Com a chegada do S. Saltador espalhnu-sede no-
vo nesta cidade o boato aterrador de echar-** desen-
volvido o cholera -morbos na capital lo Para ; e ou
limplesmenle por laso, OU por mais alguma razio
atlendivel lomou a polica sanitaria do porlo as de-
vidas ciilas, toado os pa-sageiros condolidos para
o lazareto. Enrrelanto remetemos ns nossos leilo-
r*S para as dees cartas de nossos rorrespondonles
naquella prorncia, e por ellas verlo que ainda era
alli problemtico ou dovidoso carcter da moles-
lia que ultivamamenle se desenvolver, fazendo
algumas victimas.
Quanto as oulrat provincias, gozam lodas de so-
reg ; e nao a liaulamb os respectivos jornaes cou-
sa alguma alm do que runlem as cartas de nossos
correspondentes, exaradas cm oulra parle, a ellas
nua referimos inleiramenle.
MHIWCAD.
A HOMEOPATHIA PROVADA POR SEUS AD-
VERSARIOS.
lamnuar.lii.
Artenico.
i.' obtervacao..Serrote do estomago e hgpoeon-
drias curadas pelo arsnico; pelo Dr. Pullaerl.
Gastralgia.Um homem de I i anuos sallria no
estomago dores que eram acalmadas pela presido da
mao, desojas iislitos de comer, arrotos, constipa-
rlo etc. Sua magrm era extrema, a cor de chum-
bo, osemblante |i,tf. AiaUIli am,rsos o ar0 pee,,
de ruihardo, e depois as preparaeftes de ferros esta-
beleceram a* funecoe. Dous anuos depus os acci-
dentes se reuovaram com intensd.ide : mesmai do-
res, Mineo, vmitos, espasmos, anciedade, palpita-
edes, convuls,,,.,. /.;,, accidente* vinham por ac-
cestOl de doo, ou de Iret e.n tret dias. O. anlispas-
mdicos aliviaran) algama cousa. O tal amoniaco,
o extrarlo de taraxaco, ,, outros medoamentus ne-
nliu.n efielo produziram. Comerava-se a perder a<
espera/vas, quando appareceu a idea d* usar doar-
senico.Odoenla lomou todos os das uma pilula. con-
lendo umO.VI de grao de oxido branco de arsnico.
Sua digesllo melhorou-se rpidamente; os divor-os
aciJentesdimnuiraine s reappareceram por iuler-
rallos ceda vez maiores. Ao fim da segn la sema-
na deu-se uma pilula de manida e de noite. A rae-
Ihora contiuuou, e na fim de qualro semanas era
completa a cura, s
2.i obscriacao.lupocondria. Ossgundo ca-
so he relativo s um homem de vinle eis aiinus, de
temperamento muito nervo.o, que ficuu em extre-
mo afleclado pela perda de sna mulher e por reve-
zos da fortuna. Eslava triste, pesaroso, iratcivcl,
sonra espasmos, cunstricres no esfago, palpita-
cues c uma mullidla d oulros rymtomat proprios da
hipocondra. Um tralameulo moral c higinico foi
determinado : alguna medicamentos foram adminis-
trados, e ludo sem proveito. Recorreu-ae eolio ao
arsnico, na dos* de um 0,30 de grao ao principio,
depois de uro 0,20 e succetsivamenle at doie graos.
Desde cnUu, que fazem seis mezes o estado mural c
sanitario de sujeito be excellenle.
I.endo as duas observaces qoe preceden, fica-
mos muilo admirados do que por occasiao te uma
medicarlo (Ao extraordinaria, o autor nao se jul-
gasse obligado a dar alguus esclarccimcnlos i res-
peilo d.i fonle de que elle lirou a medicaclo lo ar-
snico. Comerava-se a perder ai esperances, diz
elle, quando appareceu a idea de dar o arsnico ;
ou lambem ; depoii de muilat me licacet infruc-
tuosas chegou-te ao arsnico. Estas formulas nao
nos permitiera record* as foules em que Jd. Pul-
laerl achou a sua indicara do arsnico, e elles tilo
podeindeixar de terdegrande utilidade parao medien
'lesejosodcinslruir-.se;,', Para ns.discipnlosdeUa-
hnemann. que einpregamus tolos os dias o arsnico
em iguaes casos, oa aneceasos de M. Pultaert nada
lem que nos admire, mas sem duvida o mesmo n.io
acontece a mor parlo daquclles que lem lido suas
ohservaQes.
Por fim u arsnica comer a gozar de graudc fa-
vor, e lodos os dias nos o venias adininislr.ido con-
tra aUccces novas por mdicos que nio tem adopta-
do as ideas de Hahiiemann. J nAo quero lembrar
aqu o uso que dellosa tem feilo no tratamento das
febres intermitentes. Tere occasiao de fallar a res-
petoe explicar a razAo porque os ensaios tentados
por alguna alpatas lem si.lo lio pouco felizes.
Mas quero assignalar sua administrarlo as affec-
coes orgnicas do corado e na asma. Vi ullima-
menle uma receila do um medico de provincia que
leudo sido consultado acerca de nina asma peridi-
ca cejes aceetsus se repelan) todas at noiles pres-
creveu uma cenligrama de acido artenioso, cm so-
lacio cm duzent.is gramas de agua destilada. A
doente devia lomar uma colher desta solucAo lo las
as manhas. Devo dizer que esta medicarao leve o
m.ii feliz rciult.ido, porrina desJe a segunda ou
tercera doze nAo voltaram miis oa acretsos.
O ullimo numero do Bolclim .teraputico (:W de
junho de I8V2) conlm urna ohiervar.Au que se re-
-re ao mesmo objedo, Esta observacio he tfrada de
uma memoria do Dr. Massarl, sobre o emprego das
preparatves artenieat em teraputica.
Tercera obsercrilo. tt ,'uchard, jomaleiro, da
7 anuos de idade he iffaeUdo de um catarro pul-
monar lio anligo que elle dala-o da poca de sua
vida militar. Esta affeccao bronchici apinhada em
um serviro nocturno nAo deixou mais nunca : im
estiu-ella dminue om sna expressAo s\ mplornatica
sem nunca desaparecer completamente, e durante
o outono primavera ella exacerba-se ordinaria-
mente, ou lambem pela superveniencia de oro ca-
tarro agudo. A cinco 011 seis aunas ponco mais nu
menos, a losse vem em forma de acressos violentos
quintes c a dvspnea habitual se exagera lambem
por accessos, cujo numero annual 11A0 excede de
seis a tele. Bouchard continua com tudu a dar-te a
suaa occapaees habituaes.
a No mez dedezembrode IHS-S, M. Massarl den
esle doente o extracto de belladona durante um
mez, mas apenas nbteve uma mclhora pouco seusi-
vel. Ello o perdeu de vista at o mez do maio de
I8i9. II luchard contiuuou a qiieixar-te da lossi e
dvspnea que elle achara mais intensa que de ordi-
nario. A expectorarlo era a mesma. Pela percutsAu
eaiisiuJdcui, verilica-so a sonoridade do peito, ci-
terior mucoso e emphysema, principalraenle di-
reita. Nada de pontos obstruidas ; nada do tubrcu-
los ; coracAo nu estado normal; orglns abdoininac-
slos. Esle caso parecen a M. Massarl favoravel para
ensaiaro arsnico. Por conseguiule p/opoz ao (len-
le dar-lhe um remedio que o havia de curar, c nu
dia 20de maio dava-lhe Ires ceuligramas de o-ii/,,
arsnico, dissolvda; em 150 grammas de agus des-
tilada, o uma garrafinhn vasia rodeada de uma lira
de papel vcrmelho, que indicara um peso do cinco
grammas de soluto. O doente devia tomar rinco
grammas de soluto por da, em duas vezes, s mela-
do de manhaa, a melado noite, dobrar esla doze
d-pois do 11." dia, c consumir assim por 10 gram-
mas em 2Mioras, o resto do contundo da garrafinli.i.
Esta administrado devia fazer-se sempre duas ho-
ras antes ou depois de qualquer ingcsIAo re alimen-
tos. Ncnhum outro medicamento foi jn(o ao aci-
do arsenioso. A primeira doze do nieJirlmonto foi
Jada no Jia 21 Jo maio c a ultima no Jla 9 de ju-
nho. O doente nao tornan a procurar [a M. Mas-
sari sanan uo dia 17 de junho, isto he, desos de urna
nlerrupoAo tfe 8 dias na Idminltlrarlo ca remedio.
Elle referio'-lhe que tinha lido uma majhnr.i sensi-
rcl na losse, na dvspnea e na expeclorar%|0, des Je o
8. dia do tratamento: que esla mudan ;a favora-
vel se tinha feilo por continuar com o trido arse-
nioso ; que a losse era Tara, oa cacarros em peque-
o numero, a asma mui ligeira, e que (anca lina-
vera observado lal diminuirlo desMsIris eircunas-
lanciat pathologicai. J
* \ fonle est hem clara : 01 he alguma leitu-
ra que o Sr. Pultarert fez das rttras honieopilhicas,
011 cnt.lo be a experimentar!- dot remedios no ho-
mem doente, e depois de todos os meios conhec-
dos al enlAo 11A0 pro luzirem effeilos, r{ como niu-
guem ignora he o alirerce sobre que o.sl.i fuudadr o
edificu da therapeutica aloptica. O ar. PntUcrt
leve vergonha Je diz.cr que quiz experimentar se
era real o q ic dlsae/lahnemadn acerca a arrio do
arsnico : mis nAr a leve de dizer que a im hornera
gravissimamenle doente den um medi amollo he-
roico sem ter conhecimento delle. So nos nos na
ciiarlalaet! .
'Eata mclhora rpida c nolavel, diz M Massart,
manlovose durante oito das, que pas-aan, apezar
da falta do remedio. Animado por eaffi principio
de siiccesso, e pensando qne se pode V>mpIeta-lo,
cu dou so doente no momento em que escrevo estas
Indias uma nova solucao de 150 grammas. N
.(folelim de terapiulica, :W de junho de t'r2.
Julgo que a homeopalhia pude cun lodo o direito
rdvendicar semelhantea mcdiea{net, o em lodos os
-enir-se Je laos fados para prnvar a vcrdaJu
de seo principio. Com elleito o arsnico adminis-
trado ao homem sAo pro.luz os phenomenos segnin-
les: -'alego muito curio, dytpnca, accessos de sufro-
cacao, s veze eom mar fri ; conslriccao etpas-
modca do peito c do laringe, angustia, grande
/raqueza : retpirarao anciosa, gemebunda e si-
bilante ; oprcaao de peil-i quando se anda ou to-
be; ronslricca' e'compressao d peilo, s vezes con
grande anciedide ;^vr-T^osiblidade de fallar e ac-
*
I
MUTILADO

ILEGIVEL



'
DIARIO OE PtRNAMBUCO QUAHTA FEIRA 27 DE JUNHO OE :3b5

/
cesto de desfallecimiento ; puntadas to ptilo e no
eburno; tecetsot <* tone peridica; tone e.rcila-
da por urna temario de conslricrio e de sufoca-
menlo no laringe, como a que proiuz o vapor do
enxofre, etc. ele.
He por causa di analoga deslcs plienoincims com
M suiplomas drasma que o medico homcopallia
ailminislra o arsnico coulr.i esta molestia, e lodos
os das muilos.'actos clnicos lirilli.inlcs veni cou-
lirmar sua Ihe.ria. e lar razSo a seu modo de pro-
ceder. lsnon a razan porque os mdicos, cuja
observaciies lei, recorreram a este medicamento ;
porem repil., qualqaer que seja a origen) de suas
indicaees, os resultados por elles obtidos confir-
man! a leiesfabelecida por Hahnemaun, e cntram
ncccssarimenle na cathegoria dos melicamenlos
homeopticos, (t)
l'm miro medicamento lia cujas virtudes muilo
lem eiilta.lo os jornacs uestes ullimos anuos, fallo
da mu' vmica. Alguns exemplos do uso que os
mdicos alpatas lem feilo pesia sustancia prova-
r.lo ios espirito* livres de prevenrao, que esta des-
roberla das propiedades da nux vmica nao deixa
do ed un empresliruo lomado ;i bomeopalia.
.Vii.r cmica.
Primriri obtttcacSo.Emprego da eslriquiii-
iia no cstrangutamento intestinal. A estriqui-
nina j tero lido usada com proveilo por muilos pra-
liros para combater a conslipacao em casos de para-
liza dependente de urna a toca o cerebral, ou devi-
da* preguica, ou inercia mais ou menos completa
dos intestino!. O Sr. Ur. Ilomdlle julgou-se .u-
torisado por esles fados a aplicar Ma mesmo agen-
te ao l.ratamento dos accidentes dependentes de una
demora no curso das materias estercoraes, que co-
muiicntc se desigua com o nome de sntomas de
estraugolamenlo intestinal. Considerando que em
laes casos os fenmenos de iutupimenlo e inflamadlo
consecutivos o existencia de urna obslrurao do in-
testino e da interrurao decurso dasjmaterias, e que
lie por oonseguinlc esta a esta ultima ciicumiUncia
quesedeve atlribairloda a serie de acnlentes que
semanrttam. M. Momolle pensou que a primeira
indicado era tiraron combater, quer directa quei
iudireclamenle a causa da interruc.ao do curso das
materias n tubo intestinal. Em (res casos de que
liouvcde oceupar-se M. Homolleverilicouii reuniao
dos fenmenos seguidles: lata de evacuaces alvi-
na*, gazosas ou quaesquer outras pelo ano ; arrotos
guaaiM pcil bocea ; nauseas continuas'; voiuiln de
nualqucr b'iuido ingerido ; embasamenlo limitado e
circumstrhto de urna parte do ventre ; dores de
barriga agudas, coincidindo nos dous primeiroi ca-
sos com rccolliimento em massa de urna hernia an-
teriormente existente, e que nao saba mais pelos s-
forcos deexpulsao. >
A iruliliiia.lc, a ineficacia, ou mesmo o perigo
dos prtanles, em casos anlogos, llie linliainja de
mailo tjmpo toilo substituir a esles mcios calman-
tes e aalispas mdicos de parecera rom o oleo de
aiaendoas doces e dados em pequeas dozes. Esta
medicar.ln lnlia falbado da mesma forma qae o gelo
dado interior e exlerinrmenle, os banlios lepidos
prolongados, beladona em doze narctica. M. Ho-
molle lenlon a estriquimna administrada da manei-
ra seguinte :
Eslriqninina pura 2 cenlig.
Assucar reinado 1 gram.
Manncsia calcinada i cram.
M. e div. em 21 parles iguaes.u
Para lomar cada dse de hnraem hora dissolvi-
da em urna colimada d'agua.
i No primeiro caso logo a lerceira dse o doenlc
leve borborigmos e Um movimento con-i deravel no
ventre, que continuaran! al que o doenlc ventou
e obron, o que leve lugar na oit'ava dse. As (loses
de ettrii/uininv foram suspensas at o outro da de
manlifi.i em que foram administradas :l por-dia du-
rante i dias, no IIm dos qnaes o doeule re-lahclcce-
ceu-se.
a Os mesmns fclizc resultados foram alcanzados
cin ralis dous casos.
" Em resumo, oseffeito qne M. Homollo conse-
guio da administradlo da eslriqninina nos tres casos
foram os segunles : borborigmos, ensacan de um
um movimento vermicular sem dar, cessarilo rpida
das dores, vmitos ou nauseas; depois vonladcde
obrar, c oipuUfto de gatc* punco tule* das materias
fecaes. Oremos com M. Humolle, quo o uso da es-
lriqninina sagundo o melho.lo que vimos de publicar
poderla ser eosaiado com alguma probabilidade de
surcesso.de commum accordu com os processos de re-
dcelo ja experimentados as bernias estranguladas
propramentc ditas. (Bohlim de teraputica, til.
\ \XI 1 p r/. :l;i.r Relatarlo da sociedade medica
do Templo.)
Segunda obtercacao.Xux vmica. {Seiu effeilos
sobre ai funccoesiiitettinaes Adiamos em um jor-
nal belga daasobservaces que se .assemelliam s de
M. Homolle. A primeira be relativa a urna mulhcr
defnannos, que suOria lia muitos das dos sntomas
de eslragulamenlo intestinal com vmitos de matc-
tralamenlo da disenleria. Vou cilar urna passagera
desla Ihesc.
I Cnnl 'nuar-se-ha.
LHiHJC4<:\0 A PEDIDO.
sabores redactores. Diancm-sc Iranscrever no
seu bem conceiluado Otario a inclusa caria, que o
Exm.Sr. conselheiro Amonio Feliciano de Caslilho
acaba de enderecar-me, alim de que ella posa%.l-
mular os digan saibores professores desta cidade,
a compnrtilharoro da gloria dos profetsores Bldanos
ecooperaretn igualmente para o progresso do ensinn
primario, no que se tomarao dignos das heneaos da
patria e de urna audosa recordado das geracoes
vindouras. *
Cariado Exm. Sr. conselheiro Caslilho.
Illm.br. Francisco de Kreitas (.amhna. Itecebi
a apreciavcl caria com que V. S. memimoseou. de
Uda passado, c rom ella o numero do jornal dessa
cidade, em que se annunciam os resollados que a
pericia de V. S.tem oblid u ensno primario pelo
meij nielliodo. Dessa pericia e do mullo zelo de V
&., j eu antes destas provas linlii ccrle/.a, pelas in-
foiriiacoes conslanles e unnimes de muilas pessuas
competentes e fidedignas. Rccena pois y. S. os raeus
cordiahssimos agradecimenlos.
Se fosse licito dirigir a om espirito serio, e a um
coracao humanitario rogos parasearcrvoraFem anda
mais na causa da civilsacao, enderonra-os eu a V
S. lia dous pontos imporlanles ueste inperio.oiide o
nielhoilo regenerador das escolas promelle faturos
masDiDeos: a Baha e Pernambuco. Pela Baha me
respondem os profesores que de la vieram ao mcu
curso normal, e em quem en confio como em n.im
proprio: em Pernambuco esta V. S., qUe supposlo
nao visse a verdadeira pratca do melho.lo, ja est
mostrando que al onde san falla se pude suppiu
com talento, e diligencia o ha de sopprir. Eu parto
daqui para Lisboa a bordo do vapor l'edro II, que
se espera por este das: tencioou ilesembarcar nessa
cidade so para abracar a V. S., se m'o pcrmtlir o
mar, ja a viuda m'o prohibi: o mar alii cosliima
ser inhspito, em tal caso val osla carta por despedi-
da e oirerecimenlo dos ineus serviros em, Portugal.
Sou de V. S. ainiso all'ectuosi e servo obrigado.^
Antonio Feliciano de Caslilho.
Kio II de junho de 18.w.
COMMERCIO
PRAOA DO RECIPE 2< DE JUMiOAS 3
HORAS DA TARDE.
OolarOes ofliciaes.
Descont de ledras de i; me/e-*,) J ao anno.
ALPANDEC.A.
Rendimento do da I a 23.....290:4998966
dem do dia 26.......12:3509918
rias dilTerenles e lomhrigas. Esles acdenles dura- :a,", ch'rulos. 31 fardos e 1 barrica labaco, 157
var. a tres dia. qnando o autor reseveu >0 cen- ^I,,?.?^,''""'? '"P'-'K""^. 1,200 quarlnhas,.
qnando o autor presr-veu 20 eco
ligramM de nur romici em /i, divdidsa 'cm 20
papis, de liura cm hora. Na li. dse apparece-
ram borborigmos c rcpuchamenlosdolorosas nos in-
leslnos que foram seguidos da excrejao de materias
cslerrnraes endurecidos, envolvidas em mucoridades
c lombrigas.
Quaulo ao segando fado, Irala-se de tima moga
de 96 annos. em que a reduceaodeuma hernia crural
linha dado lugar a phenomenos de estranglamelo.
A hernia fui reduzida com* facilidatle ; porcm du-
rante qu.ilro das a lenle nao obrou apezar da rc-
doc<;ao. No 3." dia M. Ossieur prescreveu a esri-
quinina, na dose de vinte milligramas, misturadas
cm quatro grammas d emajftgfia calcinada, e urna
gramma de assucar refinado, dividido ludo em 20
doses igoaes, de hori em hora. No outro dia pela
nianhaa houveram numerosas dejecoes alvinas, e
enlre as materias fecaes expelidas achou-se urna es-
pecie de rolha redonda qnasi lao dura como pedr-i,
do uilo cntimos de comprido e urna polcgada de
piamelro : as dejejOes appareccram na stima dose
do remedio. Todos esles fados nao sao prnprio pa-
ra confirmar o que se tcm dito uestes ltimos lem-
pos da aegao elecliva especial da hj: cmica e suas
diversas prepararles sobre a libra muscular, quer
pertenra ella eos apparclhos da vida orgnica quer da
de rolacao o Annaes da Soc. med. de Ruuters ;
Htlclim de teraputica, margo de 1849, t. XXXVI
p. 2X:>.
Oonfesso que nao cnleudc como M. Ilomolle, e
M. O.sieur foram levados a empregar a nn.i. com.
un a eslriqninina nos casos que cilei.
11. bem elTclos pro lii/idni por osla sustancia as
('i.i>li|uc."ies determinadas por ..urna paralisia do in-
leslioo, nos diz M. Ilomolle, levou-me a recorrer
e-tealvilie, Mas que analusa ha entre oslas cons-
tpaWies e o eslrangiilamenlo hemiario '.' Podemos ad-
niittir urna tal explicarlo : c em quanto nos nao dc-
rem nma mais satisfactoria, na i tomos nos o
direilo de -u.peil.ir que esla medicacAo nao he oulra
cousa que a homeopalhia desfnrfa la '.' \ iodicagSo
do uo da biij vmica conlra a conslipacao e eslran-
galamrnlo inlMtlnal nao so cha em todos os traa-
do* c iiuuuaes de medicina homeopalhica ?
Depara da mu) fornica citaremos o acnito. Ape-
zai la iiBporl.cia lr,ipculira que Slorck procurou
dar a este niedicameiHo ; Bnba elle cabido em qua-
s completo csqoeciinenlo. lulia lido a sorle de
tantos ouiros chamados especficos. Masa Ires U
quatro anno-, nos o vemos realiiliinr-sc. -reos al in-
dicagoes oais minuciosas do ico uso fornecidos pe-
a liomeopalha. Em 18)ti, M. Teaaier deu ;i co-
nhecer os bous resultados que ell, (i|,a tirado des-
la sostancl m Iralaraenlo da dilne parlenla das
mulhercs paridas, E-les resollados U.un acolhidos
rom alguin e-dem pelos mdicos alopas, que nao
comprehendimeomoum agente lerapculro, que
nenhuma perltrbacao fazia no organismo, podi., tei
a menor euleac. Mais larde eoinlu lo a falla cm-
plela de meies ciralivoj contra a lerrivel moletli
que nomeei, into,..,, a|s medi;osa enair empi-
ricamente a H'ihnt mii de aMU>, conlra a di lea
luirulenla do-, opeados e das nullierea pi
Mu.io. inceawM HBsh foram publi-ados pelos .
naos de medicina.
. 302:8.OSKtSi
Descarregam hoje 27 de junho.
Barca iu.le/aSeraphinamcrcadorias.
Brigue inglezFartjbacalhn.
Brigue inglez r Polaca liespanholaSilenciopipas e barris de v-
n lio.
Brigue hespanholyoren fduardpipas vasias.
Brigue hanoveriano Dittgentiafarinha de Irigo.
Brigue sardoDarnopipas de vinlio.
Patacho brasileiro tlenlerarinba de trigo.
Hiale brasileiroDous Amigosfumo o charutos.
Imporlacao.
Brigue sardo Daino, viudo de (cnova, con-
signado a Bastos & temos, manireslou o se-
gunde :
106 cascos com vinho, 29 barricas alpisla, 2 cas-
cos oleo de lnhara, 10 caixas papel ile oscrever, 91
balas papel de embriilho, 25 cascos c .30 caixas zei-
ledoce, (i Tardos ervadoce. 6 ditos pimenla, 10 ditos
alfazema, 10 dilos cominhos, 52 hcelas raan.S sac-
eos casca de quina, 47 fardos crelas, 4 caixas es-
sencia ile alfazema, 1,080 lijlos de mar more, 80 to-
neladas de pedra. 300 barricas farinha de trigo, 351
caixas e 50 hcelas manas, ti vasos de barro, 30 ca-
deras e 2 sofas de madeira, 2 caixas cadeiras, i dita
chapeos de feltro, 2 barricas conservas; a or-
dem.
1 caxinha Iivros ; aos missionarios Capuchi-
nhos.
Brigue haooviauo Dtlingentia, viudo de Trieste,
consignado a N. O. Bclier & Cuiupauhia, manires-
lou o seguinlc :
50
2011
ros.
Pdlhaholc nacional Dous Amigos, viudo da Ba-
ha, consignado a Antonio l.uiz de Olivcir. Azcve-.
do, manireslou o seguinte :
2 caixas charutos ; a Manoel lavares Cor-
deiro.
I caixa charutos ; a Jos Antonio da Cunha .V Ir-
ma o. "
II caixa charutos, t dita pannos e mantas ; a Scha-
fellin i\ 0.
1 caixa durillos ; a J. 11. (laensley & Compa-
caixas papel, 2,300 barricas farinha de trigo,
caixas ago, 4 ditas trastes ; aos consignala-
nhia.
1 caixa
nina.
2 dilas
vedo.
1 caixa chales ; a J. Keller & C.
caixa hvros ; a Timm Momsen & Compa-
drlas ; a Lima Jnior <& Compa-
camisas ; a A. L. de Olivcra Aze-
maiileiga ; a Palmeira & Bel-
1
libia.
13 barricas
Irlo.
I caixa bonetes c chapos, 1 dita cliilas, cassas e
cascmira ; a Domingos Alves Malheus.
17 vnluines papel, 1 dito casemira, 1 pega eslei-
rs, 124 fardos fumo, 10 latas inamoila. 2 saceos co-
la, 26 caixas, 2 gigos. 1 crabrulho, 1 pacote e 3,734
5 fallas de louca, 4 caixas rap ; a ordem.
CONSULADO GEKAL.
llendimenlo do dia 1 a 25.....
dem do dia 26 .
35:95l.?327
1:5075159
37: i.385 86
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimento do dia 1 a 2.3..... 2:903-511
dem do di 26....... 535266
2:9365777
As
Exportacno .
. patacho brasileiro icEmulaeao, de 134 to-
nelada*, condu/.io o seguidle :i'caixao graxa c
tinta, 1 dito e f. caixole modeas, 1 caxao c 1 bahu'
fazen.las, I barrica forragem. 1 caixole gneros, I
ancorete vinagre, 1 amarrado.pas de ferro, 1 dito
ferro da Sueca.l 'jarriea ferrag-ns, 2 caixoes fazen-
das, 1 embrulho doce de banana, I sacco cafe. 1 lata
fumo, 3 barricas bolacha, 2 caldeiras e 2 taiios de
cobre, 1 cuntid" velas de carnauba.
Sergipe, hi.-.le brasileiro Flor de Angclim, de
98 toneladas, conduzio o 'egontc : t carro para
menino. I barricas e i alias varios gneros, 80 har-
neas liac.lhao, 51! barris plvora, 10 qninlaes chum-
Sccrclaiia da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 20 de junho de 1855.O secrclario,
A. F. d'Annunciarr).
Clausulas especiacs para a arrematarlo.
1." As obra* do 13" lauco da estrada do sul far-so
bao le conformidade com o orgamento, planta e
perfis approvados pela directora em conselho u ap-
presentados a approvecio .lo Exm. Sr. presidenlc
da provincia na importancia da 10:3105000.
2, l > arrematante dar principio as obrano prazo
Je um mez, e as concluir no d 9 mezes ambos
contados na forma do artigo 31 da le provincial n.
286, seudo obrgado a dar transito no fin de seis
inezes.
3.' O pagamento da importancia da arrematara
verilicar-sc-ha em 4 preslarcs iguacs, sendo a ulti-
ma paga na occasiao da entrega definitiva, e as nu-
tras Ires correspouderao a cada lergo da obra, seudo
pagas ditas prcelages em apolices da divida publica
creada pela lci provincial n. 354.
4." Melado do pessoal das obras constara de Ira-
halliadorcs livres.
5.a O prazo de rcsponsabilidade sera de um anuo
durante o qual ser o arrematante obrgado a man-
ler a estrada em perfeto estado de conservagao.
ti.-1 Para ludo o que n,lo se adiar determinado
as presentes clausulas,netii no orgamento seguir-se-
ha o que dspoe a respeito a le ti. 286.
ConformeO secretario, Antonio F. d'Annun-
ciacao.
O Illm. Sr. inspector da (lieso'iraria provin-
cial, em cumprimento da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia de 18 do correnta, manda
fazer publico, que no dia 12 de julho prximo vin-
douro, peranlc a junta da fazenda da mesma Ihesou-
raria se ha de arrematar, a quem por menos fuer, a
obrado 1." lango da estrada de Muribeca, avahada
em 8:800?.
A arremalagao sera feita na forma da lei provin-
cial n. 343 de 1.3 de mao do anuo lindo, c sob as
clausulas especiaos abaixo copiadas.
As pessoas que se propozcreni a esta arremalagao,
comparecam na sala das sessoes da mesma junta, no
dia cima declarado pelo meio dia competentemente
habilitadas.
E para constar se mandou aflxar o pisenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pcrnain-
)buco 20 de junho de 1835. f) secretorio, Antonio
Ferreirada .Innunciarrn,.
Clausulas especiaes para a arremataran.
i.1 As obras do I. lauco da ramlicagao da estra-
da de Muribeca far-se-hao de conformidade com o
orgamento c peres approvados pela directora cm
conselho e apreseulados a approvago do Exm.Sr.
presidenlc da provincia, na importancia de 8:800.-.
2.' O arrematante dar principio as obras no
prazo de um mez, e dever conclu-las no de sele
mezes, ambos contados na forma do arl. 31 da lei
n. 286. .
3." A importancia da arremalagao ser paga na
forma do arl. 39 da lei provincial n. 286 cuj apo-
lices da divida publica provincial n. 3.31 de Si de
selembro de 1854.
4. O prazo da responsahlidade ser de um auno,
ficaudo durante dito prazo o arrematante obrgado a
conservar o lango em lioni eslade.
. Para ludo o que nao se adiar previsto, as pre-
santes clausulas, nem no orgamentr., segiiir-se-ba o
que dispe a respeito a lei n. 286.
Conforme.O secretario, .. F. d'.lnnttnciacao.
O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, cm cumprimento da ordem de Exm. Sr. pre-
sidente da provincia de 14 de maio ultimo, manda
convidar aos propriclarios abaixo mencionados, a
eulregarem na mesma Ihesouraria, no prazo de 30
das, a contar do da da primeira publicara do pro-
sete, a Importancia das quolas com que devem
entrar para o calcameiito das casas da Iravessa de S.
Pedro, conforme o disposto na lei provincial n. 3.30.
Advertirlo que a fallada entrega voluntara, ser
punida com o duplo das referidas quolas, na con-
formidade do art. 6 do reg. de 22 de dezembro de
1654.
W. 4. enharina Mara do Sena. .
N. 6. Manoel Antonio da Silva Kes.
N. 8. Manoel Jos da Molla. .
N.tO. Maria Rosa da Assuinpco. .
N. I. Mauod Buarqoe de Macedo. .
E para constar semaudou allixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secrelaria da Ihesourarii provincial de Pernam-
buco 9 de junho de 1855. O sccrelario, Antonio
Ferreira da Anniinctaco.
Manoel Iguacio de Oliveira Lobo, fiscal da rreguczia
de San-Frei Pedro (ionsalves do bairro do Re-
cite, ele.
Por portara da cmara municipal de 20 do cor-
rente, Ihe fra ordenado a exccuglio das pestvras a.l-
diconaes, ltimamente approvadas pela assembla
legislativa provincial, pelo qm safar publico para
inteiro conhecimento de todos os oradores desta
fregoezia.
Artigo I. Em nenhum agouguc se poden cortar
carne antes das 6 horas da manhaa, e nem depois
das 6 cia tarde, os infractores serio multados em
105000.
Alt. 2. Njogaem poder edificar, reedificar qual-
quer obra de pedra e cal, de laipa, ou de madeira,
que nao seja de conformidade cora a planta da ci-
dade, posturas e tabellas cm vigor, precedendo li-
cenga da cmara : os infractores serio multados cm
305, alcm da demolig.lo da obra feita. urna vez que
Dio estoja de conformidade com a referida planta.
Arl. 3.o Fica prohibida a morada de familias no
interior das casas em que houver agougue, excepto
naquellas, que por sua capacidade poderem admt-
lir dtvisKo interna de parede ou laboas, que separe
as familias dos agongues, sem que com esto se com-
muniquem nas entradas e sabidas : os infractores
donos dos agougues serao multados em I05, e no
duplo na reincidencia, Picando desdeja obrigados
soba mesma pena, a fazer retirar dessas casas os
que nellas morarem.
Arl. 1. Ninaaem poler estabelecor d'ora cm
Nada mais se ronlinlia cm lila niinha senlt-nca 'sobre as acrcs e exrepces cm -eral, (rata do pro-
aqui copiada, era virlude ila qual maudoi que oes-1
cnvS Flonano Correa de Brilo. que peranle mini
serie, pasrasse dous edilaes do mesma iheor, um .los
quaeaser* alBudo na porta da easa das audiencias
e nutro publicado pula imprensa.
F. para que em lempo atoiini se allegue ignoran-
cia a respeito do qoe dito e determinada Bca, li/. pas-
sar o |ireseiile. que valer.i seu sello. p..r ser ex ufii-
110. Recite 2.5 de junlio de 1K55.Eu Floriauo
Corroa de Brito cscrivAo o escrevi.
Hitliti Jote Taoaret odSifcar
O Dr. Francisco de Assis Oliveira M.lciel, juz mu-
uiei,.:il ila segunda vara commercial desta cidade
do '.ccifeporS. M. I. eC. ele.
lago saber nos que o presento edital virem que
Jos Antonio ilastos e oulros me Bieram o requeri-
inenlo de audiencia do iheo segulnfe :
Aos 6 de junho de 1865 Desta cidade do Recito de
IVrnamhucoem audiencia publica, que aos feilos e
parles dava o l)r. juz municipal .la segunda rara
Francisco .'c Assis Oliveira Maciel.nella pul solici-
tador Manoel Pereira Magalllites procurador dosexe-
quenles Jos Antonio Bastos e oulros foi dito aecusava .1 peuhorafeila em ilinheiro perleineule ..o
execulado loo da Costa Villar, e que se pnssaase
cari precatona dirigida as jualicas d.. provineia da
Panhiba do Norte dim dito execula-
do Villar para lodos os termos ila referida penh.i-,
ra feita em diabeiro declarando-so qual a quantia
penhoruda, e bem assim que se pasaem edilaes com
n prato de lo das para SKem dados os cre.lorcs do
dilo pxceulado Joo da Cosa Vill .r para que no re-
ferido prazo opponham o que liverem a allegara
penbop. feita em dinheira, o que visto e ouvdo pe-
lo jiuz liouve por acousada a peuhora feita cm .li-
nliuio, c que se passe caria prccalmia alim
de ser citado
cesso civel comparado ciun o cernmerciaL eonlai
a llicora sobre a applieago da causa jaleada, 0011-
tras doulrinas lomino-as : vende-se nicamente
na loja de Manoel Jos Leito, na ra do (Juei-
madn n. 10, 3 65 cada cxeniplar rubricado pelo
autor.
AVISOS MARTIMOS.
se passe caria precaloril
execulado passaudo-se edilaes
575600
195800
I89OO0
615800
lajeoo
vart^^f'i^'u^'a^^ barris de;i. ''lianle padaria seao nos lugares seguin.es : ra do
vanos genero, 168 libras de rap, 1 sino de metal,
1 bahu rom fardamenlos de ollicial da guarda na-
cional, 168 duzias de pipas.
Liverpool porMacei, barca inaleza Towa of Li-
nV^1"' "V1"1'"'0 "eguinto : 2,000 saceos com
iu,(Kio arrobas de assucar.
RECKBBUOftlA DE UENDAS INTERNAS CE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Kendlmenlo do dia 1 a 25.....2l:7l2>30i
dem do dia 26....... 680J24
22:3925608
C Rendiinentoilodia 1 a 23..... 57:490-550
dem do dia 26....... .!:', ii-. ,7
60:930:91 (i
MOVIMENTO DO PORTN
Brum desde a parle ainda uno edificada al a for-
taleza ; Imperial, da casa do cidadas Anlonio da
Silva l.nsmao para diantc ; Cabanga e Tolla dos
Coclhos, ra do caes projeclado an leste da fregue-
zia de San-Jos- a partir da Iravessa do Monleiro
para o sul, e pelos que ficam entre esta ultima c
Augusta, terreno devolulo comegar das edifica-
gesdapraia de Santa-Rila, lado do leste, em se-
guinienlo, praia dcSan-Joscao sabir no largo das
Linco-Ponlas, beceo das Barreiras, Solcdade c San-
to-Amaro.
As ditas padariai lero os scus tornos construidos
segundo n plano adoptado pela cmara, o que sera
verificado por meio de exsme : os infractores serao
multados em 30.;. e .oflrerao quatro dias de prisSo J
c Ihes serio tochadas as oficinas.
Art. .>. As que actualmente existen) no cenlro ila
cidade seraoremovidas para os referidos luares den-
tro do prazo mprorogavel de dous annos, sob pena
de pagarcm os seus donos 309, e. de Ibes sere.n fe-
chadas as fabricas.
Arl. 6. Ficam prohibidos o fabrico de togos arli-
Bci.es, venda de plvora e deposito desses obieclos
dculro da cidade, seja qoal for auautidade os in-
fractores incorrerao nas penas de to dias de pris.,0
o na mulla de 30.-000, duplicada 110 case, de reinci-
dencia.
E para que iiingue* allegue ignorancia maudei
publicar o prsenle pela iniprensi.
Bairro do Rccife 23 de junho de 1855. (I fis.
cal,. Manoel Ignatio de Oliveira I abo.
O Dr. Millo Jote Tarares da Mita, jui: de or-
pluws e ausentes, Csla cidade do Recite e sai
termo, por S. .1/. /. e C. o Sr. D. Pedro II. ae
Dos guarde etc.
Fago saber, que leudo instaurado processo de pro-
digalidade Conlrr. fjervasio Pires Ferreira, IHIiode
Imado Joflo Pires Ferreira e de sua niuHier I). Ma-
l lllm. hr. isspeclor da Ihesouraria proviq- na francisca Pires Ferreira. depois .to haver in-
S'i'i'i entrado no dia >(,.
I'araeporlns inlermcilios12 dias, vapor brasileiro
S. Salvador, comihandanle o rapia .-tencnlc
Cardos. Conduz alguns pa-sigciros qfle foram
para o lazareto do Pina. Este vapor sollrcu qua-
renlena pelo espago de lempo que se demorar ues-
te porto.
.>.' sotados nn mesmo dia.
AssoPaladeo brasileiro aEmulagflo, mcslrc Do-
mingos Anlonio dos Sanios, cm aslro. Passagei-
ro, Joaqulm Rodrigues Ferreira. O capllao deslu
patacho veio para Ierra por doenlc.
Scrgipe Siimaca brasileiro -Flor de Angelim,
mostr Antonio Francisco Ribeiro Padilha. carga
bacalbao. Passageiros, Jos Aususto Javenal da
Silva, loao Anlo.lo Ramos.
Liverpool por MaceiBarca inaleza aTownof Li-
verpool, capilao W. Slepkuson, carga assucar.
Londuz o esfivador Angelo.
MaeeiBrlgoe ingle/.. Eslher Anua, em las'lro.
Suspcinlcii do lameirao.
com .1 prazo deaet dias para seren citados os (-redo-
res ,1o dito cxcriila.lo Villar, de que liz esto termo
estrellido do prolocollo de audiencias a .juc juntei a
pelic.au, iiiniladu e termo .ic penhora que adianto
se crevi.
Em cumprimento do qual se pasSOU o presente
com i> prazo de 10 dias. ali.11 do seren citados os
credores do exceuta lo para verem seguir a exeetica 1
scus tormos. E para que Cbegue a noticia de todos
nandei passar o preseule e mais dous do niesnio
llieor. que serao publicados pela imprensa c aflixa u<
nos lugares do eos turne, e designados pelo cdigo
commercial.
Dado c passado u*ta cidade do Recite, capital .la
provincia de Periiainliueo, aos 19-dias do mez de ju-
nho de 18&5. Eu .Manoel Jos da Molla esciivao, o
sulscrevi.
Francisco a" Issis Oliveira Maciel.
O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia de 23 do corrente, manda fazer pu-
blico que 110 dia 19 de julho prximo vindouro, pe-
ranle a juntada fazenda da mesma Ihesouraria, se
ha de arrematar, a quem por menos fuer, a obra da
estrada da Magdalena, isio he. o 1." lauro da de
Pao d'Alho, avahada em 72:3605000 rs.
A arremataran ser feita na forma da lei provin-
cial n. 343 de 15 de maio do auno lindo, e sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas aue se propozerem a esta arremala-
gao comparecam na sala da-sessoes da mesma junla
no dia cima declarado -pelo meie dia competente-
mente habilitadas.
E para conslar se mandou afiliar o [rsenle e
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 25 de junho de 1855.O secretario.
Antonio F. d'Amtunciarlo.
Clausulas especiaes para a arremataran.
^ 1.' As obras do primeiro lango da estrada de l'ao
H'Alho.farse-hao de conformidade com o orgamento,
plantase perlis.approvado pela directora cm'ronselho
presentados a approvago do Esm.|Sr. presidenlc
da provincia, na importando 72:3609000re.
2." O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de dous mezes e as concluir no de dous annos.
contados ta forma do arl. 31 da lei provincial n.
286, endo obligado a dar sempre transito ao publi-
co de pe c carros.
3.a O pagamento da importancia da arremalarao
serifuilona forma do arl. 39 da lei provincial D.286,
sendoinelade em apolices da divida publica, creada
pela le provincial 11. 334, e a oulra melade em
inocda correle.
I. O arrematante dever ler ao menos metadedo
pessoal do servigo de gente livre.
5." Para linio o que nao se adiar determinado nas
presentes clausulas nem 110 orgamento, seguir-sc-ha
o que dispoe a respeito .1 lei provincial 11. 988,
Conforme.0 secretario, ././-". da AnnunciacUo.
O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial cm cumprimenlo da resolugao da junta da fa-
zenda, manda fazer publico, que no dia 19 de ju-
lho vai novamenle corsea para ser; arremata-
do a quem por menos fizer a obra dos reparos de
que precisa o agudo de Caruar, avahada cm
1:01251100 rs.
E para conslar se mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 23 de (unho de 1855.
O secretorio,
Anlonio Ferreira da Annuncianlo.
Real Companhia de Paquete! Ingleza
Vapor.
No dia 1 de
julho e-perae
da Europa um
dos vapores da
Real Compa-
nhia, o qual
depois da de-
mora do cos-
lunie, seguir'
para o sul: pa-
ra passageiros ele, trata-se com os agentes \dani-
son Home v C. ra do Trapiche .Novo 11. 2.
Para nina viagem deste porto para seguir aos
do Rio da l'rata, precisase de um offlcial naulico.
quclenha caria de pillo da academia do imperio i
quem em laes circumstancias se ache habilitado, c
se queira contratar, piule dirigir-se a ra da Cruz 11.
3, escriptorio doAmorhn Irmaos & Companhia.
Para oAracalJ, no dia 26 do mez correnle, se-
gu o hiato Scrqtpano ; para o reslo da carga e pas-
sageiros, Irala-se com Casiano C\riaco daC.M., so
lado do Corpo ^allto n. 25.
Para o Ar.icatx segu cun brevidade o hiato
Crrelo do Surte; recebe raiga e passageiros: a
tratar rom Caclano Cxriaco da C. .M.. ao lado do
Corpo Santo n. 25.
Para oAracaly segu o muilo veleiro o bem
condecido hiato Exalaeo : a tratar na ra da Ma-
dre de Dos 11. 36.
IMRA 0 RIO DE JAMBO.
Segu cm poucos dial o patacho nacio-
nal N1CTHEROY, capitae Manuel Pedro
(anido, ja" tena parteda carea engajada :
para o reslo e esCrSvos .1 rete. tiata-se
coin os consignatario Isaac, Curio A C,
na rita da Cruz n. 19, primeiro andar.
KIO DE JANEIRO.
^ Segu com brevidade o brigue nacional
P.'RMA, capitSo Manoel de FieitusVctor,
ja' temparte da carga prompta: para-'
resto, passageirose escravosafrete, irala-
se com o capitaona piara, oucora No-
vaes Si C., ra Jo Trapiche n. oi.
KIO DE JANEIRO.
Segu com mnita brevidade por ler
a maior parle da carga prompta, o pata
cito nacional VALENTE, capitao Francis-
co .Nicolao de Arando: para o .resto da
carffa eescravos a 'retc, Irala-se com o
capitao na piara, ou com Novaescv C,
na rita do Trapiche n. St.
I'AR.V A HAIIIA
sesue rom niuita brevidade o hiato nacional Oons
Amigos, capitao Joaa Rodrigues Viaima Dantas; j
tem parle da carga prompta : para o resto, tra-
la-se com o seu Consignatario Antonia l.uiz Oliveira
A/.evedo, na ra ila Cruz n. 17, ou com o capilao na
praea.
I'ieei-a-sc de una ama para o serviccinlcrno
de una casa do pouca familia: na ra da Moeda
n. 2.
O Sr. ipie .lava >-is me/es 011 um auno adan-
todo pelo alusuel de muij cata que nto passasse de
Ittrspor maz,corneja tratou c dcixou licai o eu no-
me, poda vir reeeber a chave na ra dn Rattgel
p.iis lirn de vir na sexunda-Mra, no rasa de nao
querer, para senio perder lempo e dar-se a oulra
pessoa.
A pessoa que n.1 dia -J de maio per.leu um
diales de retro/, bor lado, pode prorurar no palco do
Carmo na loja do sibrado n. II nfrenle da igreja.
Sociedade pbilosophica.
A tessSo de boje lira transferida para sahba lo 30
de junho.( segando secretario, Francisco de Sal-
les l'ereira Pacheco.
Sentares redactores; Tem-se fallado mui-
t em ,lpva. avall 1 que .-. .dual Hracreo di.....roa o seja capa, de dar .o,V|.;mepio"a'^r/a'
W...... I""*** ,ene.....w fl"-'r desde de sua. ohrlaacoe. dentro do balcaovfa mesilla"* a
),' .......".-..llar os sceonistas, com agentes n ,.ea-, ra da Pr.ua do C.l leirciro m. 2,** qa Iravesst da
dos con, asplMd .dos ordenados, con IrapuhO que Concordia junto a cadeia nov-a qua achara com quem
devem surgir nas luliosrlttos mnrgens do Japeroim, I tratar. T"m
no deserto Sua|ie, Camela do Itio Formoso c oulros
esappareceu no da 95 do-correnic affaba'xo
1 b. morador na ra Augusto, urna escrava de
nome Joaquina, de naca 1 llaeca. jua representa ter
1 anuos de i.lade, sahindo com um laboleiro a
ven.ler roletas : levon vc-lnto e rhila caira e pan-
no da Cola. falla baiju e milito rcgrisla, e coslnma
tr.uerduas man,das no, cabellos, a dila negra veio
de Goianaa b 1 1 para 3 mezes. c suppoe se que to-
i.bi ido para aquellas bandas: ppr asa roca-seas
auloi 1 1.1 :. p lic.aes e aos capitofs de campo, ou a
quem appreheuder, de leva-la a casa mencionada,
011 na Iravessa da Madre de Dos armazem n. !l,
que sera generosamente recompensado. Igna-io
Selva.
(1 abaixo assicnado declara a todos os scus f,e-
lezes que Joaqui.ni Antuucs nao be mais ssucai-
n a desde o dia -J't do correte junho, da refiuaro'
da ra das I. ran-eiras n. \l. Anlianio Jo Das.
l'ieeisac de Am humero que eaf*nd:wle la-
goeze
xei
lagares, onde a opiniao ceral he que o giganteo__
Mrquez de Diinda nao peder chegar.
Poda ser que a opiniao publica estela cm erro,
pois nem sempre herirlo .. adagio roxpopull,
vo.rDei. Entretanto .1 vapor est breve a chegar,
nma demora de dous mezes nao pode causar grandes
prejuizos, e parece que fra mais prudente operar,
para fazer Iris despezas. que o vapor tenha dado in-
clume a primeira viacem nos citados porlOS, o nao
baja mais davida alguma acerca da olilidade dos
trapiches nem dos agentes.
Sou sentones redactores.Um aCChttUta.
Julho -Jl de 1855.
No vice-consiilado de Sardenlia i
precisa-se para negocio de inicies- 9
se e urgencia, fallar com o cida- a
dao sardo Drago, natural de Fi- 9
nale, se ainda existir, ou com os |f
leus lillios ;liaveiul-os; se liver tai- 1
lecido. Pernambuco :M de jnnlio S
de 1S.V). ra do trapichen, l'.i. I
O regio cousul honorario e vice- '*
Cnsul, ErnestoSchiamm.
Sis. redactores.Em resposta aos repetidos ,111-
nuncios do Sr. Malinas Lopes da Cosa Mata, mis
quaes elle se inculca meu rredor, rogo-Ibes se sir-
vam de publicar as declar.ieOes Icilas. poucosdiasan-
tes de sua morle, por Eduardo da Cusa Oliveira,
que estao em peralta harmona cdui os depoimen-
tos dos Srs. Dr. Jos da Costa ourado e Joaquim
leixeira l'eixoto. ao que acresceularei nnicameete
que leudo en opposto embargos dt fabidade dalet-
Ira a ac{o que me moxe o dito senlior Malhias, fo-
ram os ineus embargos recebidossem condeinnaciio,
e desla seutenca aggravandu de |ielicao o laesmo Sr..
o tribunal da relacito obrando com a sua costo nuda
jusliea. denegou provimenln ao seu Sggra%0- Sou,
Sr-. redactores, sua atienta veneradora
Leopoldina Mara da Cosa hrui/er.
Di/. 1). Leopoldina Alaria da Cosa Kruger, que ,1
bem de seu direilo se Ihe faz necessario,
Na roa do yueirnado 11. i) p*recisa-se de urna
ama que rozinbe e compre na ra.
Precisa-se de um homem para cnsinar primei-
ras ledras em um engenho distante sete leguas da
prac.a e quede coiiheciinento sua conduela: a ira-
lar 111 lloa \ isla laberaa de Joaquim Coelho de Al-
meida. .Na mesma casa preeisa-sc de um .'eitor pa-
ra o mesmo engeabo, prctorindo-se c-trangeiro.
Pneisa-sa alogsr una ama para sciviro de ca-
sa de familia: 113 ra Nova 11. 3i.
I'recisa-se da urna
casa de modista : na ra Nova n. 3i.
moca que queira coser cm
Oerccc-se
para quem queira comprar urna
LEILOES
DECLARACO'ES.
EDITAES
Em urna Ihesc apremiada IM
cia, o a'-onilo foi precnisidn r..m
II A rateo he a raraaa que ja W presentada .
aproveila-se o facln e averdade, mas por svstema
ou capnrho negase a toar; onda fui hesido. "
-' O quo estes Srs ccuiram rom lao'srnndes
doses de nux mov. ronse:in,. rom a (le, K||,ljlos
da >. dinamisaco. em aro rrei,ar| ,c ,nhllhl,
(no nas tripas) escrnvo le irH negociaata de carne
seecana ra da Prala ; o qualj havia hmadu sem
proveilo nma porco de p.rzaiies, bixas el mama
vomitante caterva de remeliosilSpaiicoj,
nal, im cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. resi- 1uer'10 acerca de seu* actos lies lotemunhas maio-
So Ta'ef 1 Me K T^ ",;"",, ^ < f~f&^fStt ^Z
P-iiliro, qne no IJ de julho prximo Miidnnro. pe- gcral. profer nos respeclivos autos a sentonea do
'anie ajunta da faiaoda da mesma Ihesouraria se ; lnoor ^-"inle :
: irrematar a quem por menos fi/cr a obra do BmJT'?la ''" 1"e lle I'1'"10 ivi'"-"ci sobn a prn-
. ''neo ,l estrada da sal, avahada em 10- I0NMMI aSI'i! 2 lrvasio Pires Ferreira. cojos desor-
\ ir-eu. it ,,-ao sr.r, t :J*8iy'- denados desperdicios sao de nolondade publica, e
- ir. ..it u 10 ser, i,.,., nil torma da le provin-1 mais pelo depoimenlo contaste das lesiemunha. de
cnl 11. .1. c t.demaio de l.i. e sobas causu- '''"'as 7 a tolbas lll, pareceres do Dr. carador aa
las especia.'- abaixo copiadas.
As pessoas W se propozerem esta arremalarao,
comparecam n' sal das sessoes me,,,,., julllai
no da cima de. 'arado pelo meio dia competente-
mente habilitadas.
E para constar se .mandn aflixar o pr. ,,i
blicar pelo Diario. '
\
e Dr. curador geral, com quaes me conformo,
jUlgo dito l'ires Ferreira prodigo, nos tormos da ord.
hv. i. til. I03s'(i-".e nomeio para seu curador o
Dr. Joaquim l'ires Machad/ Portella, que prestar
juramento, e proceder ao respectivo Inventario, na
forma da lei; sendo allixado no- lagareadocostumeo
coinpelenlc edital. e pobHcado rea imprenta, para
PP"- i conslar a quem eonvfer : o caitas. Kecife, :". de
I de junho de IH",",, Abilio Joti Tavarnda Silva
CORREIOtiEIUL.
As malas que deve mser conduzidas pelo vapor 5.
Salvador para os porlos do sul. priiieipiam-se .1 fe-
char hoje Ti a.1 meio dia, e depois dess.i hora ato o
momento de lacrr,rccebem-so correspondencias com
o piule duplo: os jornaes dverSo achar-se no cor-
reio 3 horas antes.
CORREIO.
11) hiato Ducidoso recebe a mala para o Aracali
boje 87) s 10 horas do dia.
O.0 balalllaj dearlilharia a pe, estacionado
emUlinda, precisa contratar para fornecimento de
suas pracas, no semestre vindouro, os seguales g-
neros : caf em grao, assucar brauco, manleiga,
piies de 6 el on^as, carne verde, dita secca, tou-
cinho. fcijilo, arroz, bacalh.io, azeile doce, vinagre,
farinha e leuha, devendo ser ludo de boa qualida-
de : os prelcndcnles apresenlaro suas preposlas na
serrelaria do mesmo bjtalhai al o dia 28 do an-
dante.
Oliiid.i fl do junho de 1855. Jas llcmenegildu
Leal Ferreira, lenle servindo de ajudaiitc.
O balalhao 10 de infaiitaria precisa de contra-
tar para foniccimenlo do mesmo nnsemcslre dejulh0
a dezembro desle anno, os generas segiiinlcs : car-
ne secca, dita verde, toucinho, bacalho, feijilo, ar-
roz, farinha de mandioca, caf, assucar branco, azei-
le doce, vinagre, sal, Unir, pao e bolacha : as pes-
soas que quizereiu contratar ditos gneros, remet-
an) suas propostas cm carta fechada, no dia -2H do
correnle, .1 secrelaria do mesmo balalhao. Jos
Cania Teixeira, altores agento.
A companhia lixa de caxallaria lem de contra-
tar por um anno, a contar do 1. de julho, capim,
mili, niel c agua para o forecimenlo .loscaxallos:
as pessoas que quizerem fornercr deverao dirigir-se
em proposla fechada, secretaria da-mesma, ateo
dia 28 do correte.Leopoldo Augusto Ferrara,
capilao coramandaiitc.
Pela subdelegarla da freauezia dos Afog.idos
se toz publico, que. se achain depositadas urna cabra
kbichoi com duas cras, achadas mi lanar da Ma-da-
lena, 110 siho em que mora o eserrvas desla sobde-
legacia Antonio Alves da Fouseca: quem se julsar
com direilo, compareca, que provando leaalmente.
Ihe sea entregne. Sulidelcuaria da freguezia dos
Atogados.3* de jiinho de 18.55.O subdelegado suh-
plenlc em exercicio, Seraphim l'ereira da Silva
Monleiro.
Pela siibdclcaacia da rregneria dos Atogadossc
iaz publico, que se arham depositados dous cava I los
caslanhoc.apprclicndidos pelo inspector dequarb-irao
de tigipio, por ossuppdr furlados : quem se inlgar
com direilo, compareca, que prov.indn legahneiile
Ibes sera., enlreciies. Subdelegada da freguezia dos
Alagados 24 dcjuuh.i de 1855.O sobdetegado sup-
pleitte em txercicio, Seraphim l'ereira da Silva Mon-
leiro.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco de Pernambuco sacca tabre
a inara da Baha, c continua a tomar
iettras sobr a do Rio de Janeiro. Ban-
co de Pernambuco23 de junho de 1855.
O secretario da direccao, Joao Ignacio
de Medeiros Bego.
Quarla-feira, 27 ( hoje ) o acento Olivei-
ra fara IcilSo da ever lenle inobilia do Sr. Dr. Ar-
huckle, na casa que foi de sua residencia anlcs de
relirar-s para Inglaterra, no aterro da Boa-Vista 11.
2ri, coesistindo a mesma em sofs, mesas redondas e
mislos de dill'ersules cusios, cadeiras .le diversas
qualidades, dilas de bracos, dilas de balanc.o, tanto
de jacarando como americanas, bancas de joco, dilas
para sof. excel|enle piano, marquesas, estantes para
Iivros, cummodas, gnarda-vestidos e cuarda-roupa,
guardi-livros, mesa de janlar clstica, aparadores,
suarua-loura, |,iui-adores, cspelhos, lavalorios com
pedra. rslagios para mesa e parede, lanleina-, man-
gas de viro, caudiciros de globo, camas de ferro c
de Jacaranda, baoqoinbas para lut, apparelhos para
janlar, bandejas, garrafas e copos para vinho, e mui-
tos oulros objeclos asss neressarios e um famoso
cabriole! com arreios para um entallo : quarta-teira
-2i (boje ), as 10 horas da manhaa, na indicada casa.
no aterro da Boa-Vista n. :s.
O acento liorja fara leiblo cm seu nrmazem
na ra do Collegio 11. 15 as 10 horas de urna grande
quanlidade de obra- de marcineria novas e 11-1 !.,-
de dilTerenles qualidades, obras de oiiruc prala, re-
logios para alcibeira, vasos e enfeiles de porcelana
para mesa, louras e vidros, quiuquilharias diversas,
urna porcJo de seda para chapeos, chapeos pretos
fraucezes, ditos do chile c una Infbtloaae doealros
muilos objeclos que seria impossivel menciona-tos ;
assim como ao'meio dia fara leito.1 de urna casa tor-
rea de pedra e cal, quintal soffrivel fcom alguns ps
de coqueirus o varios arvor,cdos, sita nos Afogados
no becco doQuiabo 11. 3*6, a aual sera entregue pelo
maior preco ollerecido cm Icilao: quinto feira 28 do
correnle.
Grande leao de
fazendas,
Barroca A; Castro fazem leilao, por interveiirilodo
agento Uliveira, de um cmplelo sorlimenlo de fa-
zendas nglezas de algod.ro e Unho, laa seda, todas
rccentemeiile despachadas: no dia quinta -reir, JS
do correnle junho, pelas 10 horas da manhaa, no seu
armazem da ra da Cadeia do Kecife 11, i.
AVISOS DIVERSOS
Ossenhorcsassignanlcs do compendio de Di
reito Romano por Waldeck, queiram maudar reee-
ber a SU* forma, que conlm o S 25.
Regiment de cusas.
Saino a luz o regimenlo das distas jurli-
ciaes, annotadocom os avisos (jne oalte-
raram : vende-se a 500 rcis, na livraria
n. ( e 8 da praca da Independencia.
Aluga-se a loja de um sobrado confronto a
torre do livramento proprla para loja de fazendas
011 miudezas: a tratar na ra ireita 11. 82.
LOTERA da matriz da bov-
V5TA.
4os6:000$000, 2:000^000, o IrOOO.sDOO.
Corre indubitavcliiicnlc sahbado, 7 de julho.
O eaulelisla Saloatiao de Aquino Ferreira las
srienteaorespcilavcl publico, que as suas cautelas
estao sojeilas ao descont de oilo por cenia do im-
pasto da lei. Os seus bilheles bileiros, vendidos em
originaes, nHo.soffrem o descont de oito por ceulo
lujas: ra da Cadeia do Kecife n. 2i c }."> ; orara
da independencia n. :t7 e :n ra do Livramento
n. -12 ; ra Nova n. i e 16; ra do Queimado n.
III e ; roa eslreila do Uosario ,1. 17, atorro ito
Boa-Vista 11. 7. c na ra .la Cadeia n. ;is!
llilheles
Meios
Quarlos
Quintos
Uilavos
Decimos
Vicsimo
THEATRO DE APOLLO.
O primeiro secretario avisa 109 sen'liorcs socios,
que os biliioles nara a recita de 30 do crreme, se-
rio distribuidos nos ilins 27, 28 e 29 : cm
do tlicsoureiro, na ruade Apollo n. AA
ITISLICAC.VO LITTERAU.
Acha-se i venda o compendio de Theoria e Prall-
ci do Processo Civil feilo pelo Dr. Francisco de Pa-
is Bapli-la. Esta obra, alcm de una introdoeeajt
."i-rsi k 1 Recebe por ialeiro 6:0000
3900 com descont 2:760a
tm ,. l;380;
ll0 Mote
rao i) ,, 69tM
600
IJ %jjjS
O referido cautelisla declara mui expressament
.10 respeitavel pnblieo, que se mponsablllsa apenas
a payar OS oito por rento da lei sobre os -cus bi-
lheles vendidas em originaos, logo que se Ihe apr-
senle .1 bilhele inteiro, indo o pnssuidor reeeber o
respectivo premio que nellc sabir, na ra do Col-
legio n. 13, esqgplorio lcSr. Ihesoureiro Francisco
Antonio de Oliveira. I'cruaiiihuco 6 de junho de
1833.Sahi-liago de Aquino Ferreira.
tina mulher que enleade perfciamento de
cozinhar. se OtTOrece para lazer toda a qoalidade do
comidas para casas particulares, e aa. horas que .,
Sjustar : quem de sou presumo se quizer nlilis.r
dlrija-.-c ra do Fogo n. 13.
O meio bilhele n. 1938 da segunda pirle da
sevla Inleria da matriz da Boa-Visla perlence an
lllm. e Rvm. Sr. Joaquim tioncalves de Azevedo da
cidade di Barra do Alto Amazona".
Precisa-se de alujar nma ama que saiba cozi-
r lodo o mais servieo de casa : no paleo
io Terco n. I.
Precisa-se contratar
a compra do unn e meia
par dia. sendo bom : ncsla
garrafa a du.M de leil
Ij pographia se dir.
Xa rna do Livramento n. 10 vendenxe qaei-
jos do serlao muUo frescaes, por pret}o commodo.
Precisa-se ile urna ama para lodo o servien in-
terno de nma casa de familia : quem pretender .t
rija-so a ra do Rosario eslreila n. Id. lerceiro an-
dar.
l.uiz Francisco Monleiro retira-so para tora
mperiu a negocio de seu inlerrsse.
Antonio lie/erra de Uenezei eslabelecido con
a qual gjra
. que V. S.
mande que o esenvao da subdelegada ihe passe por
ccrtidao o Iheor uos dous tormos de declararnos feitas
por L.luardo da Costa Oliveira.
P. a V. S. Sr. Dr. subdelegado da freguezia de
sanio Antonio assim Ihe delira.E 11. M.
I'asse.Subdeleaacia Je Sanio Antonio 1 > de ju-
11I10 de 18-V>.ourado.
Francisco de Barros Correa, escrivo da subdelega-
da da freauezia do- SS. S. do bairro de Santo
Antonio do tormo da cidade do Recito de Per-
nambuco, cm virlude da lei eto.
Certifico ser o llieor dos termos pedidos por agt-
lidao do Iheor e forma seguinte :
Termo de declaradlo.Aos ^s dias do mez de
maio da 1855, pasta eida.le.lo Recito do Pernambuco
em 1 ra das Crozas, casa di residencia do Eduardo
da Costa Oliveira, onda toi vindo o subdelegadasup-
pente da traguezia de Santo Antonio, o Dr. Jos da
(.osla Dourado, comigo escrivo do seu cargo, a
chamado do mesmo Eduardo da Coala Oliveira, ah
por elte.eni presenea das lestemunhas abaixo assig-
nadas, disso que achando-sc em perigo de vida, e
sendo necessario para descargo de sua ronscicncia
ai poder obter a absolvirito do suas culpas.declarava
livre e exnonlaueamcnle, visto como se via approxi-
mar o derradeiro instante de sua vida, que sua cu-
ubad.i l.eopoldiii.1 Maria da Costa Kruaer havia en-
dossado urna leltrff de. quatro contse oiloceulos
mil ris, cuja lellra como nao podesse ler vigor,
visto como ella como viuva que he, luto poda ser
ei.dossanle, mas sim aceilante, inatilisara elle de-
clarante aquella, c Ihe apresentari nina oulra para
que ella leeilasse, ao que ella se negara, e nada
hnuve que podesse convencer a toze-lo, em CODse-
quenea'ila que houve llgoeui que se oltorcrc-se
para Ihe falsificar a firma, o que de fado Tes lir-
uiau.lo a lellra de igual quaolia, quo tora descon-
tada, e para em maj de Malhias Lopes da Cusa
Maia, que h ije aeciona a referida sua cunliada para
haver de se pa ir da quanlia constante da lellra que
desconlou, assim como laiiiiicm declarava que a lel-
lra que elle declarante havia descontado a Joaquis
teiieira Peixolo, firmada e aceita por UalbiasLo
|.es da Cesta Uaia, figuran lo como saccante elle de-
clarante, era lambeiu falsa,cujas declaracocs elle fa-
zia livre e expoiilancanicule.
E para conslar mandou o Dr. subdelegada fazer
o presento tormo, em que eu assianei com o decla-
mle, e lestemunhas presentes depois de lido.
Eu Francisco de Barros CorraatcrivAo o escrevi.
Costa Dourado.Eduardo da Costa Oliveira.
Anlonio Teixeira das santos Joaquim Teixeira
I'eixolo.
Termo de declaracao.Aos i dias do mez de ju-
nho de 18jj, tiesta cidade do Recito de Pernambu-
co em a ra das Cruzes, casa da residencia de Edu-
ardo da Cosa Oliveira, onde foi vindo o subdelega-
do supplehle da freguezia de Santo Antonio, o Dr.
Jos da Cosa Dourado eomig.. escrivo de seu carao,
a chamado do mesmo Eduardo, afim de ratificar a
dectaraelo que Osera a respeito de urna lellra sac-
cada por elle Eduardo, aceito por D. I.enpuldina
Maria da C .sla Kroger, c descontada a Malinas Lo-
pes da Costa Maia declarava, que a lellra he da
quanlia de 4 con tos oiloceulos e oileula mil reis, e
uao.de conloa c oiloceulos mil rcis, cuino declara-
ra primeiramente, e que recebera do mesmo Ha
thatpouco mais de duas contos de reis em descon-
t dessa lellra, sendo um conloe tanto em diuheiro,
e o restanle em descont do que elle declarante j
devia ao mesmo Malhias, sendo que na occasulo do
rccebimenlo, este Ihe pedir para Ihe passar um pa-
pel 011 recibo em que Ihe declarasse oxpicssaineule
ler recebido a quanlia de quatro coutos de reis, des-
cont dcssi lellra de quatro cont oiloceulos e tri-
la mil reis, cujo papel ella declarante ctTectivamentc
Pas-ara, e deve parar eiu m.i do referido Malhias
Lopes da Cosa Maia, no sentido em que elle decla-
rante acaba de expender e que em ludo o mais rati-
ficava a sua primeira declaradlo : e mais nao disse e
assignou com o juiz e tostemuiihas presentes.
E eu Francisco de I! nos Corita, escrivo o es-
crevi.Cosa Dourado. Eduardo da Cosa Oli-
veira.Joaquim Pacheco da Silva.Antonio llazi-
lio dos Sanios.Jouqiiim Teixeira 1'ci.voto.
Nada mais se eonlinha cm ditoslermasaqui trans-
criptos, que bem e fielmente ; lirei por cerlidito do
proprio niiaiiial.qiie iica em meu poder c escripto-
rio ao qual me reporto, o vai na vedada em cuu-a
que duvida faca, por mim eseriplo e assignado nesta
cidade do Kecife de Pernambuco aos Jdias do mez
de junho do anno do nascimeuto de Nosso Senhor
Jess Ciirisio de 1853, trigsimo naarto da indepen-
dencia e do imperio do Brasil. Escrevi e assignei
em fe de verdade. Francisco de tarros Correa.
Os lilhos o herdeiros do finado major l.uiz An-
tonio Alves atascarenhas, em resposta w sanando
de D. Maris Joaquina da Silva .Ma-rarenhas no
Diario de -J:| do correnle, fazem publico que re-
l'ierenim deposito dos escravns deixados pelo 11K--
111.1 tinado, com o lim de obstar que alguem... se
locuplelasse delles em prejuizo dos credores, e legi-
limos inlercssados do casal ; visto como conston aos
aiinuncianles ler-sc feilo venda de alauns, bem ro-
mo do pardo Dionisio a Antonio Jos Vieira deSou-
za, e poslertormciile urna hypolheca, Indo por se-
dcenos de um individuo... esemopposicjodaquel-
la senhora ; por lauto os nnuuoiantea protaslam
contra qualquer Iransacelo ou negocio qucic lenha
feilo, ou baja de fazer com os ditos cscravo, e Ira-
lam de proceder ao respeclivo inventario.
O Dr. Jo3o Honorio Bezerra de Menezes mu-
dou a sua residencia da ra Nova, para a ras da An-
uir sobrado 11. 62, que faz esquina com o aturo da
Boa-\ isla, e ahi continua a eiercer a sua profusflo
de indico.
fabrica de fazer pomada e velas de carnauba em pon-
to pequeo; snjeitaiido-sc a ensillar e prometiendo
de nao por oulra nesla provincia : quem a quizer
comprar dinja-se a ra Imperial 11. O que achara
com quem tratar a toda e qualqucr hora do dia.
O abaixo assignado como procurador de Ma-
noel Antonio leixeira, residente am Portugal,
tendo de propor a nullidade do testamento com que
tolleceu Manuel Antonio Teixeira, lilho do dilo seu
eonstitiinile, avisa que ninguem faca nogocio ou
Iransacrao com Jlernardino Krancis,',, ,to Azevedo
Campos, teslamenteiro que esta na posse da heran-
ca, o desde j protesta nao s pela nullidade de
qualquer negocio que elle baja de lazer. mas de ha--
ver os bens que perlencem a dila herauca, e dos
quaes ja lem provas concludento!. Miguel Josu
Barbosa rioimirsea.
L'm professor de insIruccSo Hemenlaf offere-
ce-wadar BeSes em casas particulares, com bom
mediado e zelo, civilidade c aproveilamento, em
nouinna ebri-laa, pelo calhecismo explicado, em
leitura pelos classicos de moralidade civilidade,
como soja o hvro .le Ouro, em escripluracao por
liladureira, cm canlabilidadc pelo compendio do
Dr. C-ilaco, c linitua verncula com analvse gram-
mahcal e lgico pelo autor mais seguido: algum
sei.hor pai de familia que tiver precisao de lec-
conar seus pequeos em casa, pode aniiunciar para
ser procurado, 011 dirija-se ao aterro da Boa Vista
n. al.
~- Os administradores da massa fallida de Bichar-
do Roylle rogam a lodos os credores do fallido Ibes
apresenlem seus ttulos de divida para serem exami-
nados na forma que dispoe o arl. 859 do cdigo do
roniniercio, isto no prazo "de 8 das, como he es-
preeso.
Aluga-se o segundo andar da casa da ra da
Senxala Velha u. 36, com commodos para grande
familia : a tratar na ra larga do Rosario 11. 30, se-
gundo andar.
Precisa-se de JOJOOO a juros por seis mezes.
liypulhccanJo-se > eaoraves mo{os e com mullas ha-
bilidades, que uilo podem valer monos do 1:0008000
cada um ; os escravos acham-se livres e desembara-
cados, como se mostrara a quem quizer fazer este
negocio 3 annuncic para ser procurado.
Da-se a quanlia de 30 a IOOjOOO a juros, com
penlinres : a tratar na ra Nova n. 12, de "melo-
da as 2 horas da larde.
C. STABB &\C.
respeilosameute annunciam que no seu extenso es-
tabelccimenloemSanto Amaro,loulinuam a fabricar
com a maior perfenvlo e promptidao, toda a quaida-,
de de machiiiismo para o uso da agiicullura, aa-
vegacao e manufactura; e que para maior commudo
de seus numerosos freauezes c do publico cm gcral,
leem aberlo cm um dos grandes armazens no Sr.
Me. puta na ra do Brum, aira/, do arsenal de ma-
rmita
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dito seu eslabelcciiiicnlo.
All arharao ai compradores um completo sorli-
to moeudas.de caima, com lodos 01 mclhora-
menlos alguns ilclles novos c originacs) de que a
experiencia de muitos anuos lem mostrado a iieccs-
si lude. Machinas de vapor de baixa c alia pressao,
I Sis M de todo tamanho, tanto batidas como fundi-
das, carros de maue dilos para conduzir formas de
assucar, machinas para moer mandioca, prensas pa-
ra dilo, tornos da torro balido para farir.ha", arados de
torro da mais approvada consii uee.o. fundos para
alambiques, enyos o portas para "fornalbas, e urna
inlinida.lc de obras de ferro, que seria enfadouho
enumerar. No mesmo deposito existe urna pessoa
inlelligenle e habilitada para reeeber todas as en-
commendas, ele, ele, que os auiiunciaules cuntan-
do com a capacidade de suas oflicinase machinismo,
c pericia de seus ofliciaes, se comprometido a fazer
execular, com a maior prstala, perfeicao, e exarta
conformidade com os modelos ou deseuios.c inslruc-
foes que Ibes forem torneadas.
NA MESMA FUNDICA'O.
se excciitam todas as cncommendas com a superio-
ridade j couhecida, e com a deuda presteza e com-
modidade em preco.
REMEDIO IMCOMPARAVEL
, UNGENTO HOKLOWAY.
Milhares de individuos ilelodas as nacoes podem
Ie-temuiihar as vn ludes desle remedio incmparavel.
e provar. em caso necessario, que, pela uso que del-
le fizeram, tem seu corpo e membros inteiamente
saos, depois de haver empregado intilmente oulros
Iratameulos. Cada pessoa pofler-se-ba convencer
dessas curas maravilhosas pela Icitura dos peridicos
i|ue liras relaten lodos os dias ha muilo annos; e,
a miior parte dellas sao lao sorprndeme queadmi-
ram os mdicos mais clebres. nanlas pessoas rc-
cokraran com esto soberano remedio o uso de seus
bracas e pernos, depois de ler permanecido longo
lempo nos hospilaes, onde deviam soffrer a ampu-
tarse Helias ha muilas que havendo deixado esses
asxlosde padecimeulo, para so nao submellerem a
essa operaeflo dolorosa. toramcuradas complelamen-
le. medanle o uso dessa precioso remedio. Algu-
ma da laes pessoas, na i'lu-ao de seu recunheri-
mcnlo, declarar.un esles resultados benficos .liante
do lord correaedor, e oulros maaistrados, alim de
mais aulenlicarem sus allirm.tlia.
Ninguem desesperarla do estado de sua saude se
livesse bastante contornea para cnsaiar tste remedio
conslautenieiile. seguindo alaum lempo o Irata-
menloque ncce-silasse a nalureza do mal, cujo re-
sudado seria provar inconleslavelmeiile : Que ludo
cura !
O ungento he til mais particularmente nos
seguintcs casot.
matriz.
Na ra do Crespo toja n. $, cvisle u
ara o Sr. Joao Rodiiaues Nobrega.'
:i. 1 caria
da
para
Aluga-se o primeiro andar do sobrado sito na
roa do Vigario n. 18,muilo proprio para e-cripto-
rio 011 para familia, pelos rommodos qne oflerece :
na Iravessa da Madre de Dees annazein 11. \:,. da 0
s :i horas da tarde.
Os abalio assignado* fueran) snciedaile com a
tilma Mallos 1 Irmaos pira e-l 1 beleccrcii casa
de negocio, e coinuii.sao na rilado do Aracatv e
nesla cidade. lican.to o socio Mi noel Jos Martins
aquella, o o socio Joaquim Jos Martin nesla, cu-
ja sociedade he em nome 1 itllcclivo, e lem cinco
desla dala. Recito 27 de junho de 1855.Joaquim
Jos M.irlius,|procurnilur de Manoel Jos Martina,
Joaquim Jos Martn*.
Precisa-se de ofliciaes de ranireire e latocim
no atorro da Boa-Vista loja dj porta larga nu-
mero II.').
Precisa-se de um padeiro que calenda perfei-
lamente do traben .le padaria, o que seja forueiro :
quem seachar neslas circarosianaas dirija-seai ra
laraa do Rosario palana n. ts, que achara com
quem tratar. Ka nesma precisa-so de um m
ra repartir pao na la.
C3St toja de raitndas na ra dn Oueimad
-oh a lirma Bezerra Uoreira, declara que uao'ne
Ra1 "iri''"'!" ''' ian ''"C e,xhl" m |m U'r d0 Sr- I*"" 'l'"1 .i""unciou querer comprar i.m
fe*Si """" Jr ,la r-Mida de eabelleir. de cor casta,,!,, di,,],-se a ru d, I '
Deane \ouic A t. e por issotem resolvido assjgnar dre Floriano, segonda casa passsndb o berro do s'
sedara em dianie por Anlonio Bezerra deTene- rigado. P oMecoeSe-
xes Lira.
Alporcas.
Cambra-.
Callos.
Canceres.
Corladuras.
Odres de cabera.
das costas.
dos membros.
En fertilidades da culis
_ em aeral. .
Eiiferiuida.les do mus.
Fin., o..- escorbticas.
i i-tulas no abdomen.
I'iialdade ou falta de ca- Tremor de nervos.
lor nas extremidades. I leers ni bocea.
Iriciras.
liengivas escaldada-.
InchacSJea,
Inftammar.lo do liaa.to.
da bexiga.
Vende-se esle imnenlo
Lepra.
.Males das pernas.
dos pellos.
de id bus.
Mordeduras derapib,
Picadora de mosquitos.
Polmdes.
Uueimadcla?.
Sarna.
Supuraccicspiilridas.
lihha, cm qualqucr par
te que seja.
do liaa.to.
das articuladles.
Veas torcidas, ou nda-
das nas perna-.
no eslabelerimento geral
de Loudres, n. 2M,.S7raml,e na toja .le lodos os bo-
ticarios, droguistas c outras pessoas cncarre'M.tosde
sua venda em toda a America ti, Sal, Havana
lleapan.. "
Vcnde-v a 800 rcis cala bocelinha, conlm nma
ioslruccao em portugnei para explicar o modo de
!,i/."r u 10 de-le imnenlo.
O deposito geral lie cm casa do Sr. Snum, phar-
mareulico, na ra da tlru/ n. JJ, n, l'cr ,am.
buco.
P le nn criado diliarnto e de bous
coslumes, para o servieo interno c externo de urna
casa, exci po o serVija de coxrahl ; Da iua Nova ,1.
11, segando an lar. '
Quem p, eci-ar de 1,111.1 esersva pan I IB I :
rija-ve 'i ra do Qoeiiuado loja n. I .
di
Preei-a-se aluaar una esclava que-aiba e 11-
.....nmar eosinliar : a tratar na ra .le S, Francis-
co n. 68 A.
MUTILADO
. O Dr. Ribeiro, medir., pela universidadede
Cambridge, contina a residir na roa da Cre do Ke-
clfe 11. 10, -'.' andar, onde pode ser procurado a
^ qualqnei hora, e convida sos pobres para eoawllas
neo pa- ''''"' ''''""'"" M risilanoeodo as eircnmsianciaa o
exijatn, Iaz cspccialidadc das molestias dos odies e
' ouudos.
Dr. Ribeiro, phvstrien by Ihe nniversilv o(
Cambridge, 1'niied Slales, contines lo reside, atril
da Cruz n. 19, >. floor, and allends espociallv lo
iheeve an learsdiseases, hcinakesocculareamina-
110.. al am hour in privato PattoeMes remrmber
bal for heexamiual.on of the ear, ilrSqoires Ihe
li.lil ol (he un '


diRia b mnmw, qu&rta feira 27 ce junho u; 55
CivMI'AMllA J'AJU MANDAR VIH TKABA-
I.IIAD()KI'> DA CHINA, COMO OS .Mi.l.lio
HKSl'AI'A SI IT."II A FALTA DE BRACOS
AFRICANOS.
idc*a igrienllooa principal riqueza du lirasil.
e lalvez em mullos nuos> .1 nica imiiislria que llie
convenha, pela ubcrri.idc I se"A sirio, c pelo carac-
Icr do* seus habitantes ; decrescendo lodos os ds a
eseravatura pela unirle prematura dos africanos, e
pelo pomo cuidado qoe temo oum-n procreadlo
den raca desvalida, no passoque nao pnslemns emi-
tir rom bracos livres, |*or, falla de nudos de cuerean
onde M vive apenas rom os proprios recursos da
nalurc/a, san nece>sdade de Irahailio algum; he
fljisler que a asricullura pereca e delinhe n propor-
caoda falla de bracos para o traliallio. nu que se cui-
da e snp,.ri-los pelos mesmos meio* de que se lein
terVidofhabiUntci das Aniilhas'Hepo's da emanci-
paran absolvanla c-rravatura i'e tslt) para r.t.
Cor e-fle^'o nao s proprielarios das colonias In-
glezas e "-'rancezas, como da H^vaiiua lem mandado
vir, por iiiciuNo cosipanhias creadas com esfe fin,
Irab.illiadorcs iN"i, China para scus eocenfios de asalt-
ear c oulr? "sihricas de. diversos gneros, e deiles
lein lindo nurilii maisproveilo que dos antiges es-
clavos, nao so porque os Cilios sao sobrios, olio lien-
les, acvos e fieiv, como que sao mulla inlelliseutr*,
lia porisso superiores a qunlquor unir ,raca para o
trabadlo c para a industria c qualquer que ella
seja.
Nesle sentido julgamos ulil c mais acertado indi-
car a necessidade de que os sculiores de cneenho da
provincia de l'ernambuco, e inesmo das Alagoas c
l'arahiha, reunidos a algn* negociantes e capitalis-
tas desla praca, formassem ama companhia com o
fim de mandar vir liguas Cbins. que poderiam che-
par aqu com o cusi de 12OQ00O rs. de nossa moeda,
e delles fazer oulros lanos traballiadores ruraes.
A occasiilo he opportuoa, acora que oSr. Ur. G.
E. l'airbanks, medico eslabelecido oa Babia, se
oflerece para ir pessoalmeute n China, verificar esses
engajamenluse transporto debaixo da sua imme-
diata respoosabilidade, pois qoe pela ua profissao
escollier os huineus mais robustos c os mais aptos
para o trabadlo a que devenidcdicar-sc.
O Sr. F. M. Dupral, correspondento nesla praca
do dito Sr. I)r. G. E. Fairnaoks, poder _prestar
todas as inforroaeOes necessarias a este respeito, nao
s sobre as vaotagens da eumpanhia como sobre as
cnndices dos colonos cultivadores, e ludo quanlo
possa concorrer para o eslahclecimeiilo de urna em-
preza a mais palriolica c de irais ulilidade na con-
juuctura actual.
Precisa-so de un criado para o servico de casa
estraogeira, e que seja hom bolieiro, na ra da
Cruz n. 4.
Precisa-se alugar un primeiro ou segundo an-
dar, de preco de 14 a 169000 por ruez, no bairro de
Sanio Antonio : quem liver, pode annunciar pelo
Diario.
Precisa-se do urna ama de leile forra ou cscra-
va : no paleo do Carino n. 9.
100$000 de gratiiieaco.
Perdeu-se no dia il do correle urna carleira de
marroquim verde escuro, contendo qualrocentos e
Unios mil rejs em dinheiro, em notas de IJjOOO ate
209000, alm de duas leltras e mais papis de im-
portancia. A pessoa que a perdeu, sendo encarrega-
da de cobrabas, e leudo em consequencia percorri-
do muilas ras, e entrado em diversas casas, ignora
se a dcixaria ficar em alguma das ditas casas, ou se
realmente se llie escapou do bolso. Quem quer que
a tenha adiado receber 1005000 de graliicacJlo se a
for entregar ao Gabinete Portuguez de Lcilnra nesta
cidade, onde encontrar a pessoa a quem a dita car-
leira perlence.
Nodia quiula-feira, 19 de junho, desappare-
ceu de Santo Amaro, um cavallo castanho claro,
frente aberla, 3 ps calcados, cauda comprida ou re-
cular, por ser ripado ha mezes, pisado cima dos
rins, e denles quebrados, : quem dellc souber ou li-
ver noticia, dirija-so roa da Cadeia u. 38, ou an-
nuncic por esta folha para ser procurado.
Offerece-se um homem portuguez para tomar
cania por bataneo de qualquer eslahclecimenlo, ex-
cepto loja, ou para caixeiro de na ou de aruiazem,
o qual lem bastante pralica : quem de seu presumo
se quizer ulilisar, a anuncie ou dirija-se li ruada
Praia, Iravessa do Carioca, armazem de Antonio
Pinto,de Souza, que achara com quem tratar.
N. 24.
NOVA REMESSA.
Na ra dos Quartcis n. 2*, loja de
miudezas de Cruz & Gomes, eiiegou nova
remessa de quadros com moldura deli-
rada representando a conligurarao de
santos e santas; sendo desenliados a pin-
cel esobre panno, obra prima neste ge-
nero, os precos variam conorine o ta ma-
nilo, sendo os de 2 palmos e meio para
quatro palacas (l,s*28) e assim diininu-
indoem precoa proporco pie foivdimi-
nuindo em tamaito, sendo finalmente
1S280, 1$000, 800, 6*0, 180 e 320 reis:
roga-se aos freguezes c|iic nao deixem pas-
tar desapercebido este annuncio, que s
se vendo se acreditara' na' barateza deste
artigo.
AO PIBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, linas e grossas, por
precos mais balsos do que emou-
tra qualquer parte, tanto em por-
cOes, como a retalbo, afliancaudo-
se aos compradores um s preco
pata todos : este estabeleciment
aliricse de combinacao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, rancezas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, e por
isto ofi'erecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer"; o
proprietano deste importante es-
tabelecimento convida a' todos seus patricios, c ao publico em ge-
ral, pana que venham (a' bemdos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio b. ?, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
O cautelista Salustiai'O de Aquino
Ferreira declara, quetendo annunciado
no DIARIO DE PERNAMBUCO de lion-
lem, 25de junho, que os possuidres de
'i oitavos e 5 vigsimos da ultima parte
daopiintae primeira parte da sexta lo-
tera da matriz da Boa-Vista, n. 2911
em que sahio o premio de de reis, podiam vir receber na ra do
Trapiche n. 36 segundo andar, por en-
gao devia ter annunciado dous* oitavos e
cinco vigsimos, em lugar de (i oitavos e
5 vigsimos, poique os quatro oitavos do
inesmo numero que formam o meio bi-
lliete, foram vendidos na ra Nova n." 4
ioja de fazendas do Sr. Jos Luiz Percira
Jnior, o qual vende bilhetes e cautelas
do cautelista abaixo assignado. Pernam-
buco 26 de junlio de 185.").() cautelis-
ta, Salustiano de Aquino Ferreira.
Alosa-sc um moleque para o servico interno
de urna casa estrangeira : quem o liver pode levar
a ra do Trapiche Novo n. 15.
Jos l'ereira Cesar, tendo comprado a Cnslndio
Jos de Carvalho GuilBartes todas as fazendas e divi-
das activas da su laja, sita na ra da Queimado n.
ii A., e desejando conservar todos os freguezes que
j o sao do inesmo eslabelecimenlo, avia a lodos
aquelles, lano da praca como de fura della, que llie
sao devedores, que venham a mesma loja salisfazer
os scus dbitos, que ah achjrao bom sortimento de
novas a baralissimas fazendas. e o nielhor asrado, e
a mesma franqueza que sempre houve nesle cslabe-
lecimenlo.
O armazem dcassucar da ra de Apollo n, l:t
eoulina de boje em diante a syrar sol a firma do
abaixo assignado. Recife'21 de junho de 1855.
Luiz M'tiwel flodriyues I aleara.
0 ABAIXO ASSKiWDO. ^.^
lado em leilo as dividas da massa fallida do Anto-
nio Joc de Azevedo, previne aos Srs. devedores,
que s elle lie a |Mana competente para ret/ber di-
las dividas, e na falla ou(iu>qualquer pessoa aprc-
eiit.iudo as contas Orinadas pelo abaixo awignado.
Provine se i'lo por constar ao aMMneianle que lem
andado certa pessoa cobrando ditas dividas sein que
para islo lenhu aulorisacao, (can lo certo essa pes-
soa que no caso de apparecer qualquer deslas divi-
das receliidas por elle, seu nnuie sera [ior exteoso
publicado |>or esle jornaT, para que o publica o fi-
que conheceiido ; assim como Uinbcni ser.i pulili-
eada a maueira por que cssa pessoa se apossou ile
varias eonlas impressas que o anuuncianle ludia li-
rado em seu iiome, declarando mai qoe aquellas
pessoas quo (iverem pai;oou que pagar passarao
pelo desgoslo de pagarem duas vezes.
Pnmcitct ./ose ;livs Cuimarues.
Alaga-at um sobrado de 3 a.idares e loja, silo
na ra da Cruz n. 1, r.o Kecife : a tratar na ra da
Aurora u. 0, primeiro audar.
CONSULTORIO DOS POBRES
, SO mVJL WOITA. & MMi%MSO.
O l)r. I*. A. Lobo Moscnzo d consultas homcopalbieas iodos os di;.s aos pobres, desde !) horas da
inauliaa ale o meio dia, e em casos extraordinarios a qualquer hora do da ou noile.
(lllerece-se igualmente para pralicar qualquer operaeaa ile ciruruia, e acudir promplamcutc a qual-
quer inulhcr que enteja nial de parlo, e cujas circuinslauei is uio pcruiillam pagar ao medico.
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tuauez pelo Dr. Mosrozo, quatro volantes encadernados em dous c acoinpanhadode
um diccionario dos termos do medicina, cirurgia, anatomia, etc.. ele...... Jtl?jtM10
Esta obra, a mais importante de indas as que iralam do estado e pralica da liomeopalliia, por sera unir
que conten a use foiid.imenlal d'cvsla doiilrinaA PATIIOGEXESIA (1L EKKETOS DOS MEDICA-
MEMOS .NO OliGA.MS.UOEM ESTADO DE SALDEcunhccimenlus que nao podemdispensar as pes-
soas que sequerem dedicar i pralica da Terdadeira medicina, interessa a todos os mdicos que quizercm
expcrimeular a doulrina de llahneniaiin, e por si mesmos se convencerem da verdade d'clla: a lodos os
fazendciroscseiihores de ensenho que eslao lonae dos recursos dos mdicos: a lodosos capitaes de navio,
que urna ou outra vez no podem deixar de acudir a qualquer incommodo sen ou de scus tripulantes :
a todos os pas de familia que por circumsl.incias, que non sempre podem ser prevenidas, sao obriga-
dos a preslar in cnntinenli os primeiros soccorros em suas cufvrmidades.
O vade-mecum do honicopalha nu IraduccAo da medicina domestica do Dr. Herinc,
obra tambem ulil as pessoas que se dedicam ao esludo da homeopalhia, um vol-
me grande, acompanhado do diccionario dos termos de medicina ......
O diccionario dos termos de medicina, cirurcia, anatoma, ele, ele., encardenado. .
Sem verdadeiros c hem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro
homeopalhia, c o proprielario deste estabelecimento se lisonseia de tc-lo o mais bem montado possivel c
nincuem duvida boje da arande superioridade dos seus medicamentos.
Boticas a l:i tubos grandes....................
Boticas de ->! medicamentos em glbulos, a 109, 12 e i">;!000 rs.
Ditas 36 ditos a.................
Ditas 48 dilos a.............. ,
Ditas Ct) dilos a.................
Ditas 144 dilos a...............
Tubos avnlsos.......... .... ......
Frascos de meia on^a de lindura..................
Dilos de verdadeira lindura a rnica...............,
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de tubos de cryslal de diversos lmannos,
vidros para medicamentos, e aprompla-se qualquer eiirominenda de IDOdieanraoloscooi toda brevida-
dc c poc, preeos muilo commodos.
Casa da afericao.pateo do Trro n. l.
O aballo assignado faz ver a quem inleressar po
sa, que a revi-ao Boalisor-se-ha no dia 30 do corren"
l,segundo o disposln no artigo 2." titulo 11 das pos-
turas municipacs, o que lindo este prazo incorrerao
os conlr.ivenlorcs oas penasdo mesmo artigo, i'.e-
cife 1( de junho de 1855.
Praxtda da SUtaiGtumSo.
Joaquim da Silva Mourao previne a qaem
inleressar possa, que todos os hens'dn Sr. Jos Das
%t Silva, movis, semovenies. e de raiz, eslao -u-
geilos ao pagamento do que elle llie deve, pelo que
mo pode o mesmo alieua-los, e nem de qualquer
forma dispnr delles, em orejano do anniiucianle,
que protesta usar de seu direilo, nnllicaud qual-
quer venda ou disposicao desses bens.
Quem precisar de um caixeiro brasileirn, que
sabe eserever, fallar correctamente a lioooa franceza,
e igualmente posiaindo todos os requisitos oecesea
rios para poder eserever c fallar com a maior perfei-
C3o a lingna porlugueza, enlendcndn'algnma cousa
da lingoa ingleza. dinja-s ra do Trapiche n. :t,
segundo andar, das 9 horas da inaiihaa al as :t da
larde.
111.-000
30M
na ortica da
KjOOO
205000
5*000
:!70(K)
o.*ooo
l>'MK)
3tKKI
2><)00
\'enileiu-se U'-ouraspara CO lura a lNI;).l a duzia,
peales para tranca a 10500 a dura, lilas de -ed i la-
vradas, de Indas as cores, e sein deleito a 1211 rs. a
vara, e pecas a I $200, inni- brancas para senhora a
20 ii par, lilas brancas de linho a [0 rs. a peca, pe-
rinbas ile bico rom III vara- a 500 o liO, rarleiri-
nhas com airulhas sortidas a 2!0, escovns linas pata
denles a 1IK) rs., paleeiras mi braceletes encarnados
para senhora a menina a3:20 e 100 rs., lin'.ias bf in-
cas de iiovcllo iu 50, 60, 70 e 0. a 151(10 a libra,
lilas de cores tambera de noveliii a l.-JOOO a libra,
bolors de porcelana para camisa a WS0 a grusa. mia-
das de lllhas linas para bordar a I60>, ditas de peso
a 1(K) rs., rairileis de luilias de 200 jardas a 70 r-.,
boluca muilo linos de i'iadiepcrola para camisa a 600
rs. agrosa, ditos branros e prelos para calcas a 2S0a
grosa. hullas muil'f linas de marcar, azues e encar-
nadas a 280 a raixinha, com lli novellos, dedae para
senhora a 100 is. a duzia, mirandas miojas a 10 rs.
o macinho, ditas maiores e de Indas as cores a 120,
suspensorios a 40 rs. o par, grarapaa a 60 rs. o nia-
ciaho. alfineles a 100 rs. a caria, pedras para esere-
ver a 120. brinquedospara menino a 5110 rs.acal-
liaba, eapellios com moldura dourada, fazenda su-
perior, a 120 e 160, espelhos de capa a 800 rs. a du-
zia. luvas de sed prelas com palmas de cores para
senhora a 500 rs. o par, agullioiros de metal com
agulhas surtida a 200, torcidas para caudieiro do n.
que o comprador quizer a SO rs. a duzia, pentes de
baleia para alisar a 280. dilos aberlos, boa fazenda.
a 320, eaivinhas com agulhas framezas de fundo azul
a 200 rs., lilas de linho de coles a 80 rs. a peca, cor-
das de viola a 200 rs. a duzia, e alm de ludo isto
oulras muitissimas rousas que ludo se vem e por
preeos que faz admirar : na na do (lueiinado, nos
quatro cantos, loja de iniudczas da lloa lama u. 3:1.
A Bcia fama.
MASSA ADAMANTINA.
Itua do lio-ano n. 36, secundo andar. Paulo Gai-
gnoux, dentista fraileo?, chumba os denles com a
massa adamantina. Essa nova e maravilhosa com-
posiran (em a vantagem de encher sem pressilo dolo-
rosa toilas as anfractuosidades do dente, adquiriudo
em poneos instantes solidez igual a da pedra mais
dura, e permilte restaurar os denles mais estraga-
dos com a forma e a cor primitiva.
^

.'liBLlCACAO' DO HSTITtTO 110
J1K0PATIC0 DO BRASIL
THESOURO HOMEOPATHICO
OU (^
VADE-MECUM DO O
HOMEOPATHA. (^
Methodo concisa, claro c seguro de cu- (^)
u rar homeopalhicamente todas us molestia /l
^9 que affligem a especie humana, e part- 'oy
jA cutamente aquellas que minan no 11ra-
2L sil, redimido segundo os inelhores Irala-
(9 aos ''c homeopalhia, lauto europeos como
J americanos, c segundo a propria experi-
S! enca, pelo Dr. Sabino Olegario l.udgera -
^ Pinlio. Esta obra he lioje reconhecida co- (^
/i*, mo a melhor de Indas que tratam daappli-
2 cacao homeorialhica no curativo das mo-
fla leslias. Os cariosos, principalmente, nao
podem dar um passo seguro sem possu-la c /ia
consulta-la. Os pais de familias, os senho- w
flf res de engenho, sacerdotes, viajantes, ca- (A
22 pilaos de navios, scrlancjoselc. etc., devem -
vp[) te-la m.lo para oecorrer promplamente a
qualquer caso de molestia.
^ linos volamos em brochura por IfrjOOO
^ encadernados II9OOO
/gj\ Vende-se tnicamente em casa do autor,
*y* ra de Sanio Amaro n. 6. (Mundo No-
t&t vo!.

Vcndcm-se ndissimas caixas para co.-lurade te-
nhora a 2?. 3-s e 3S500. caixinlltfa uuiito delicadas,
proprias para guanlar joias a 600 c S00 rs., peales
de marfin. para alisar, fazenda superior, a .J500.
luvas de lorral rom hellas, muilo boa l'azenl.i. a
800 rs. o par, ditas de seda de todas as cores e sem
dcfeilo algnm para uomcm e senhoia a t?200 o par,
peales de tartaruga d muilo bonitos padroes a 49500,
5J0O0 1 -iilo, dilos de boi'alo imitando tartaruga a
I52SO, e alem ile ludo islo oulras cousas de muilo
bons goslos, c ludo por preces que muilo agradarlo
aos compradores : na ra do (laciniado, nos qualro
calilos, loja de iniudc/as da Boa Fama 11. 3'.
SORTES EHTGMATIGAS
PAtH A M DE S. CEDRO.
Vendcui-se ;, .Vio r-. a eollerrao : no largo du Col-
legio. linaria dos Srs. Ricardo ,\ Companhia, e na
ra da Cruz do Recife, livraria 11. 52.
Vcnde-se una casaca, c una rede de pescar,
rhamada cacueira, ludo novo: no largo do Pilar
n.13.
.VITEN! Ai), FHEGUEZES.
Pieyuem ao t|ic he hom c liando.
Chourieis.paios, vresiinln-, alelria, mararrSn, ta-
lliarim, e-liellinha para sopa, bolacliinlia de aramia,
fariiiha de Maranhao, lorias as qnalidades do cha,
liolarliinha ingleza, (i.assas, velas de espermacele de
superior qualidade, latas com superior (racha, cer-
veja branca e prela. vinho vellio do Porto, eimarra-
fado, Bordeaos, champagne da melhor qualidade,
chocolate, nianlci-a inglesa e franceza, e oulras
nimias censas novas, por preco que muilo convira
aos compradores: na taberna da ra Nova n. 50, que
faz quina para a ra de Sanio Amaro.
HE MUTG BARATO.
Vcndetn-se saceos com feijao por di-
minuto preco, que s avista se pode ad-
mirar : nos Quatro Cantos ta ra do
Queimatlo n. 20.
Vende-se um bom cavallo pedrez por
[itero muilo commodo : nos Quatro Can-
tos da ra do Queimado loja n. 20.
Para as pessoas (jtiepadecem de frialdade
nos ps.
Na ra rio Cahugi, loja de miudezas 11. i. do 111*
ligo baraleiro Ca vinote, vendem-sc meias de 15a de
carneiro, curtas e comprida?. muilo proprias para as
pessoas que parieccm na eslacao do invern.
\ eudem-se lamaneos feilos no purlo,viudo- de
eiiconimeiida : na ua larga do Rosario 11. 38.
^83SaS:@Si3;3
I J. ME, DENTISTA. %
continua a residir na ra Nova 11. 19, primef- JC
;-' ro andar. *
@ss@@aos@as*Sf
Joias.
Esl a sabir a luz no Rio de Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
EXTRAHIDO DE ROFF E BOEN-
NINGHASEN E OUTKOS,
poslo em ordem alpbabetiea, rom a dcscripeo
abreviada de todas as molestias, a ndiracilosphysio-
logica e therapeulica de lodos os medicamentos ho-
meopathiros. seu lempo de accilo e concordancia,
seguido de um diccionario da Significado de lodos
os termos de medicina e cirurcia, e posto ao alcance
das pessoas do povo, pelo
DR. A. I DE MELLO MORAES.
Suliscrcvc-se para esla obra no consultorio horneo,
pathico do Dr. LOBO MOSCOZO, ra Nova n. 50-
primeiro andar, por 5-jOOO em brochura, e GgOOO
eucadernado.
fl O Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho, ($)
mudou-se do pajacete da ra deS. l'rancis- *,
co n. 68A, para o sobrado de dous anda- 'W
lk res 11.t, ruade Sanio Amaro, inAiidu novo.) 9
IXFOHMACO'ES OU RELACO'ES
SEMESTRES.
Na livraria n. 6 e 8 da praca da In-
dependencia, vende-se relacocs semes-
traes por preco commodo, e querendo res-
mas vende-se anda mais em conta.
WALDECk.
Esl no prlo o compendio de Inslilulioncs Juris
Civilis, por D. 10. Pelri Waldeck que serve de
compendio raJcira de Direito Romano, instalada
de novo na Facuhlade de Dircilo : subscreve-se a
t.^KX) rs. pagos na occasiilo da subscripcao, e para
commodo dos senhores acadmicos enlrecar-so-hao s
tullas impressas de 8 paginas'' na livraria da praca
da Independencia n. (Je 8, a proparcao que forein
sahiudo do prlo.
Novos livros de homeopalhia luefrancez, obras
todas de summa importancia :
llahncmann. tratado das molestias chronicas, 4 vo-
lumes......'...... 20S000
Teslc, iroleslias dos meninos..... cOOO
Ilcring. homeopalhia domestica..... 7J000
Jahr, pharmacopa liomenpalhica. t^OOO
Jahr, novo manila!. 1 volumcs .... ItiOOO
Jahr, molestias nervosas....... 68000
Jahr, molestias da pello....... 8>000
Rapou, historia da homeopalhia, 2 voluntes J(?00
llarlhmann, Iralado completo das molcslias
dos meninos.......... ION*'o
A Teslc, materia medica homcopalhica. BJJOO
De Favollc, doulrina medica homeopathica Tnhki
Clnica de Staoneli ....... H-vm
Casling, ven'.ade da homeopalhia. i.-u.in
Diccionario de Nvslen....... OJOOO
Atl!as completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, contendo a descripcao
de todas as partes do corpo humano 305000
vedem-se lodos estes livros 110 consultorio homeopa-
Ihico do Dr. Lobo Moscoso, ra Nova u. 50 pri-
meiro audar.
DENTISTA.
38 Paulo (jaignout, denlista franrez, eslabele
cido na ra larga do Rosario-n. 3t, se'gnndo 9
#1 andar, colloca denles com gengivas arliliciaes,
S e dentadura completa, ou parte della, com a O
presso do ai. (^
^ Rosario n. 36segundo andar. 9
aS@*9
AULA DE LATI.M.
0 padre Vicente Ferrer de Albuquer-
quemudou a sua aula para a ra do Ran-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos eexternos desdeja' por m-
dico preco como lie publico: quem se
quizer ulilisar deseupc;|ticiioprestiino o,
pode procurarnO segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos das uteis.
Casa de consignacao de escravos, na ra
dos Otiarteis n. 2i
Compram-sc e r?cehem-sc escravos do ambos os
sexos, para sevenderem de eommitsSo, lano para a
provincia como para jora della, olfcrecendo-se para
silo toda a seguranca precisa para os dilos escravos.
EDUCADO DAS FILHAS.
Entre as obras do grande Feoelon, arcebispo de
Cambray, merece mu portieolar incurrir otratado
da educaran das meninasno qual esle virluoso
prelado ensina como aaMais devera educar suas fi-
Ihu, para um dia rhegare-iu a oceupar o sublimo
lunar de nifl de familia; onia-sc por lano urna
necessidade para todas as penos que desejam gui-
a-las no verdarieirocaminho da vida. Esl a refe-
rida obra lradu7da -ein pecinstoez, e vende-se na
livraria da praca da Independencia n. 6 a X, pelo
dimiuulo preco de hOO rs.
Precisa-se de una prela eserava para ama de
ama casa de familia, que faca o servico interne c
ivierno da mesma, pagando-se-lhe 320 rs. por dia :
a tratar na ra do Collegio n. 3, primeiro andar.
Os abaixo assignados, donus da luja de ouiivcs, na
ra Jo Cabug 11. 11, confronte ao paleo da matriz
c ra Nova, fazem publico, que est.io sempre soru-
llos dos maisrico.se melhorcs goslos de lorias as obras
de ouro necessarias, lano para senhoras, romo para
homensc meninas, continuamos preeos inesmo ba-
ratos Como tem sirio ; passair-se-ha urna ,conU com
sesponsahilidade, especificando a qualidade do mi-
ro uc li a 18 quilates, tirando assim garantido.o
comprador se apparecer qualquer duvida.
Seraphtin t\; Irmao.
Dissolven-se a sociedade que existia no arma-
zem de assucar n. 13 da ra de Apollo, perlcneente
a Valenca & Femando'.
COMPRAS.
:oa i ama.
A
ch.'i
Compram-se accies do llanco de Pcrnambii-
co : no eseriplorio do .Manuel Joaquim Ramos c
Silva.
Compra-se um drama intitulado oBravo de
Venga : quem o liver e quizer vender, embota cni
segunda inSo, sendo rm bom estado, pode levar
ra da Madre de Dos 11. 3(i.
Precisa-se comprar ahornas travs de 30 I 35
palmos de comprimeuto c 7 polegadas : quem liver
annuncie.
Compra-se urna cabra, bicho, que seja boa de
leile, e paga-ce bem : na ra da Cadeia du Recife n.
i", primeiro andar.
ATTEHCAO',
Compram-se escravos de ambos os sexos, de 12 a
30 anuos, lano para a provincia como para fra,
sendo lunillas ligaras paga-so bem; assim como rece-
brm-se para vender de rommissao : na ra de Hur-
las 11. 60.
Compra-se um violan (no, que tenha supe-
riores vozes, inesmo eqi segunda mo : na Boa-Visla
ra dos Pires casa n. 1, ou aiinuucie para ser pro-
curado.
Compra-se encrlivamcnlc bronze, lalo e co-
bre vclbo : no deposito da fiindieao d'Aurora, na
ra do llruin, logo na entrada n. 28, e na mesma
fundieao em S. Amaro.
Compram-se rulos de pilia ou oilicica, de um
palmo para mais em dimetro : na fundieao de Au-
rora em Sanio Amaro, e no deposito da mesma, na
ra do Brum 11. 28.
VENDAS.
Vende-se um sitio, coin um pequeo viveiro.
e proporcoes para mais dous ou Ires grandes, na fre-
guezia dos Aflogadas, ra do Bom oslo : a tratar
na ra Dircita, n. 137, l. andar.
Pelo barato preco de OOsOOO.
PUR LAINE.
Nos quatro cantos da Roa-Vista ni,
LINDAS CASEMIEAS DE COR
COH BARRA AO LADO, DE
QUADROS E LISAS, A
4,000 0 CORTE.
Na ra do Queimado em frente do becco da Con-
gregarlo, passaudo a botica, a segunda loja nume-
ro 40.
Vende-se arroz pilado por preco commodo : a
fallar no trapiche do Angelo.
Vcn.lcm-se liuhas de varios lmannos c gros-
suras, Iraves de 25, 30, 32, 10 palmos, cnchames
efe 22,2.5, 30, 35 e 40 palmos, cubro) de 30 40
palmos, e mais madeiras, como estacas de emberi-
ba e oulras : era Pora de Portas n. t, prximo a
igreja do Pilar.
Vende-se panel marlim pautado o mais superior
que he possivel haver, pelo barato pceo de i;000a
resma, dito de peso pautado a 3-7*00," dito alian,
sem ser paulado, porm boa fazenda, a 2c ma, pennas de ae 1. bien rie lauca, o melhor que po-
de haver. a I$200 a eaixinlia rom 12 duzias, dilas a
(10, caivetes linos de 2, 3 o 4 folha- 40. .120, 400
e 500rs., dilos de 1 folha a 1G0, lapsimos enverni-
sados a 120 a duzia, ditos ^jais ordinarios a 8(1 rs.,
canelas rie ac e marlim tonteadas, cousa muilo de-
licada, a 1211, 200 c 300 rs., capacho! piola los para
salas a 600 rs., beugalsnnas de junco com Manilos
easuVs a 500 rs., grande soilmenlo de oculos coin
armaeflo rie ac a 800 rs. o par, dilos de arniacao de
metal a 400 rs., lonetas qoadradns rom armaco de
larlaruga a 1SU00 caria una, dilas com armarao de
Inilalo a ."illd rs., carleiras para algiheira, fazenda
muilo superior, a 640, linas bra/UCas de algodAo,
proprias para montana, a 940 a par, ditas de cores,
fazenda ba. a IDO rs., livelas domadas para calcase
colletcs a 120. esporas finas de metal a 800 e l000
0 par, chitles tinosa 800 c t~-O0O, ricas aboloadu-
1 as |iara collele a 400, 500 e 600 r.-., Iiaucelins pre-
los de borracha para reiogio a 100 c 160 rs., tinleiros
e areciros rie porcelana a 500 rs. o par, riquissinias
caixas |iara rap a 640, 1^000, l>500 c 2-sO00. cara-
puras piuladas muilo linas para lnmeui a 240, meias
piuladas muilo finas para hornera a 320 o par, e alora
rie ludo isto oulras muitissimas rousas que ludo se
vende mais barato do que en nutra qualquer parle,
como ha minio lempa esta mohecido : na ra do
Queimado, nos quatro cantos, loja de miudezas da
Boa Pama 11. 33.
A Um\ i amaw
Vcndcm-se carleiras proprias para viagem por le-
rem lodos os arranjos ueceasarios para barba, pelo
liaralissiino preco rie 39500, relogiuhos com mostra-
dores rie marirepcrola e porcelana, cousa muilo de-
licada para cima de mesa a 4^000 cada um, louca-
dores com columnas de jacarando, com encllenles
espelhos, pelo barato preco de 3-5000, e alera disto
oulras muilas cnusas que se vendcni mais oaralo do
que em outra qualquer parle: na ra do Queima-
do, nos quatro cantos, loja de miudezas da Boa Pa-
ma n. 33.
A lina fama.
\endcm-se riqmssimos Icqucs com lindas c finis-
simas pinturas a 2-->, 3#, 43 c ."eVKVI cada un, meias
de seda piuladas de muilo bonitos padres para en-
ancas de 1 al i anuos a I.JSOO o par, dilas de fio da
Escocia, muilo boa fazenda, a 210 c 400 rs. o par,
vollas pretas para luto com brincos, pulceiras, alfi-
neles, fazenda muilo superior, a 49OO0, dilas mais
ordinarias a l,-s()00, palitos de laa de muilo bonitos
goslos o guarnecidos para senhora e meninas, pelo
muilo barato prego de SJOOO rada um, bandejas fi-
ni-s'unas e coin delicadas pinturas, pelo baratissimo
preco de 25 ale 6^000 cada, urna, trancas de seria de
todas as larguras e cores, lilas linas de lodas as cores,
bicos linis-imos ede bonilos padr&es, do linho, lesou-
ras as mais linas que lie possivel cnconlrr-se e de
todas as qualidades, meias e luvas de lodas as qua-
lidades, riquissimas franjas brancas e de cores com
hellas, propiias para cortinados, escovas muilo fi-
nas para cabello c roupa, eslampas de sanios colori-
das e era fumo, ludo por preces que nao deixam de
agradar aos compradores : na ra do Queimado, nos
quatro ranlos, loja de miudezas da Boa Pama n. 33.
Esta loja toina-se bem couhecida pelo grande e bo-
nilo sortimcnlo que sempre lem de miudezas de bous
goslos e por precos sempre mais buratos do que em
oulra'.qualqiicr'parle.
boa fama
Vendem-se meias de laia para padres, o melhor
que he possivel haver, pelo muilo barato preco de
2^000 o par : na ra do Queimado, nos quatro can-
tos, loja de miudezas da Boa pama n. 33.
No aterro da Boa-Vista 11. 8, defronte da
noneca.
Ceblas chegadas ltimamente de Lisboa a 200 e
40O rs. renlo, presuntos, linguieas. naios, manlei-
ga ingleza rie t ulasas qualidades. diUPfjMucexa. bo-
laehinlia de -o la, bisenitos, c muilas oulras qualida-
des, paisas, air.eivas, lomaras, cha da India de todas
asipjalidaries, e inultosoutros gneroschegarios 11II1-
inaiiienle, turto rie superior qualidade, c prego mais
barato do que era outra qualquer parle.
Os mais ricos.
Acaba de cliegar loja franceza, na ra Nova n.
10, um lindo sortimento de rhapens de seda para se-
nhora-, meninas e meninos, os'qiais ricos e os mais
modernos que ha nu mercado : a e'lles, que ha poucos.
A 1,000 B1S.
Vende-se o resumo da historiado Bra-
sil, pelo baratissimo preco de l.sOOO reis :
na ra do Crespo, loja n. 10.
Vende-se um evcellenle cavallo por
preco commodo: qi,icm pretender diri-
ja-se a ra do Crespo" loja n. 10.
Vende-se o verdadeiro rap de Paulo Conlei-
ro, o mais fresco que exisle no mercado : na ra
doQucimario loja de ferrageus 11. 13.
\ ende-se rap roblo francez muilo fresco : na
pija de ferragens na ra do Queimado 11. 13.
Na ra das Croles n. 22, vende-se urna cscra-
va crioula que engonuna, cozinha e lava, e um cs-
cravu crioulo para lodo servico de sitio ou de ra.
Vende-se um pardo de idade de 50 anuos,
bom esnoeiro, pesca de rede, e concerta as mesmas
com perfeico : nu Corpo Santo n. 19, terceiro an-
dar ; lambem se vende niel de furo em barri-, na
barraca flor do Mar, ancorada na ponte t\n Boa-
Visla, ra do Sol.
Veodem-se 21 paos de angico de 15 palmos de
comprido e 11 polegadas de grossura : em l'iira de
Portas u. 135.
AttenCio.
Vendem-se por muilo barato preco e com muilo
pouco uso, as obras seguinles : Diccionario La-
tino, por ferreira : Historia de Girondte, por La-
martine ; Cours d'llisloire. por Gttizol : Ordnean-
re de La Marine, por Valiu ; InslilUlioni de La
trance, por (^olombcl ; Medicina Porence, por V.
B6re.es; Tralado dasObrigaccs.por Polhier; llour-
dalone do La Compagine*re J-us, por Pe
llomer Iliad. X'irgilio, Trro Elgiel, Curso de Di-
reito Civil l'ortuguez, Drois Jes Gen*, llnmance em
portoguez dos Pilbondo Amor, por EogcneSn\;
rlmaqne, Carlas rie Beloiza c Abellairri, Historia
Sagrada, Traite de Droil Penal, por M. P. Rossi ;
Kables de La r'outaino : quem quizer approveilar-
se da orcasiao, dirija-se a praca da Independencia
11. 31.
fama
Vendcm-se muilo bonitos cilancos de sol de seda
com molas, pequeos e muilo delicado', proprios
para meninas rie escola, pelo barato preco rie 3)000
cada um ; he cou-a I80 delicada que quem vir lulo
dentar de comprar : na ra do Queimado, nos qua-
lro cantos, loja de miudezas da Boa Pama n. 33.
Vende-se una taberna, sila na rui da l.inguela
11. 10. muilo bom lugar de negocio, propria para
qualquer principiante por ler poucos fundos ; vnde-
se por o dono se retirar para fura da provincia :
quem a pretender, dirija-se mesma.
FEGHKCttt E MUS rECHIMIIi
NA KA NOVA N. 8, LOJA DE
Jos Joaquim Moreira.
Acaba de receber pelo ultimo navio francez. um
magnifico sortimento de borzrguins par senhora,
lodos de (tonque, mas que pela delicadeza com que
dilo feitos e consistencia da obra, multo devem agra-
dar ; acerescendo alm disto o preco, que apenas he
rie 29400 rs. o par, bem romo, sapatos de rouro de
luslre para Mirara a l?<300, dilos rie conlaviio mui-
lo novos a 1JO00 reis, pagos na occasiao da en-
trega.
Vendem-se dous pianos fortes de
Jacaranda\ constiuccfio vertical, e com
todos os melhoramentos mais modernos,
leudo viudo 110 ultimo navio de Ilam-
biii'jjo: na ua da Cadeia, armazem 11.
21.
NAVALHAS A CONTESTO E TESOUBAS.
>'a ra da Caricia do Becifc n. S, primeiro an-
dar, eseriplorio de Augusto C. de Abren, ronli-
nuam-se a vender a SfOO o par (prego fixo, as j
bem conhecidas c afamadas navalhs ile barba feilas
pelo hbil fabricante ipie foi premiado-na exposicSo
de Londres, a- qaaes alm rie durarem eitraardina-
riamciilc, iiaoscseiilem no rosto na aceito d cortar;
vendem-se com a condigJo de, nao agradando, po-
llern os compradores devolve-las al 15 diasdepojp
pa compra restitoindese o importo, .Na mesma ca-
sa ha ricas lesonrinlias para unhas, feilas pelo toa
1110 fak'ieanle.
VINHO CHERBY EM BARRJS-
Km casa de Samuel P. Jolmston & C.,
ruada Senzala-Nova 11. VI.
cmro ROMANO
da melhor qualidade, c chegado no ulti-
mo navio de Hamburgo: vende-se em
conta, na ra da Cruz n. 10.
X
M
CE!
da melhor qualidade: vende-se
em casa de Bruno Praegr4 C,, ra
da Cruz 11. 1 (1.
B
Clicgmi .le tranca |ielo paquete uma fazenda intei-
ramente iinva, luda rie seda, de quadros e lislras
o mais neo possivel, denominada Sebastopol, o
. ro1yi"!u............1900P
Adelinas de seda de quadros, o rovailo t
Crimen de seda. Rosto etcocez, o covado .
I'rozerpina de seria dequariros, o rovario .
Indianas escocezas, novos padroes, o covado
Chitos fcincv.as, lindos padroes, o covado
Riscado francez, largo, fino, o covado .
Corles de veslirius rie seria escoceza, o corte
Crlosde cambraia de seda, o corte. .
Setim prelo lavrado para veslirio, o covado
Selini prelo niar.io, liso, o covado. .
Sara prcta hespanliola, o covado. .
ISobreza prela porlugueza, .1 covado, .
Chales de casemira de cor. liso-.
AGENCIA
Da Fundieao' L'ow-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste slalnleciiiiento continua a ha-
ver tim completo sortimento de moca-
das e meias moendas para eugenlio, ma-
cinas de vapor, c taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamaulios, para
dilo'. H
Vendem-se em casa de S. P. Jolias-
ton s\: C., na ra de Senzala Nova n. i 2.
Sellins inglezes.
Ke'logios patente ingiez.
Chicles de carro e de montara.
Candieirose casticaes bronx.cados.
Chumbo em lencol, barra e munioio.
Farello de Lisboa.
Lonas inglesas.
Fio de sapateiro ede vela.
Vaquetas de lustre para carro.
Bai-ris degraxa n. 97.
Na casa de llebrard l\ Blandin. ra do Trapi-
che Novo n. _-_>. vende-se areito doce francez de
I lagmol, verdadeiro salame de Lvon, muilo fresco,
assim como vinho de Bordcaus, champagne, cosanc,
ludo por proco razoavel.
DEPOSITO DV FABR1CV DE TODOS
OS SANTOS DA BAHA.
Vende-se em casa de N. O. Bieber di
C, na ra da Cruz n. i, algodo tran-
cado daquella fabrica mtiito proprio pa-
ra saceos de assucar c roupa para escla-
vos, |ior preep commodo,
Em* casa de J. Keller&C, na ra
da Cruzn. 53 lia para vender excel-
lentes piano viudos ltimamente de llam-
burgo.
Vende-se uma balance romana com lodos os
stus pertences.em bom uso e de .lHIO libras : quem
pretender, diria-se a ra da Cruz, armazem n. 4.
COGNAC VERDADE1KO.
Vcnde-se superior cognac, cm garrafas, a 1O00
a duzia, e 1;2S0 a garrafa : na rna dos Taemos n.
2, primeiro andar, cien-unte do Trapiche Novo.
FAH1.M1.V DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saccasque tem um alqueire, me-
dida vellin, por preco commodo: nos
armazens n. 7, 5 e 7 defronte da escadi-
nha, e no armazem defronte da porta da
alandega, ou a tratar do eseriplorio de
Novaes &C, na ra do Trapiche n. 7>\,
primeiro andar.
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendcm-se na ru do Crespo, loja da esquina que
vi'lla para a cadeia.
1^000
'.(00
(80
400
280
uta
1*5000
55<>00
2JMO0
29600
29600
13800
4*500
89500
ll-JIMK)
(JOOI)
(00
StM)
SfOO
39OOO
OO
103000
13000
100
Na ra do
vender barris
ATTENC>0.
Trapiclie n. i,
ha para
ferro ermeticamente
VARA1AS E GRADES.
t'm lindo e vanado sorlimerto de modellos para
varandas e gradaras de Rosto moderuissimo : na
rundie.io da Aurora, cm .-sanU Aaro, e no deposi-
to da mesma, na ra do Brum.
IECHAIISMO PARA ENGE-
NHO.
NA INDICAO DE PKRlo DO J NGE-
NllllO DAVID W. ROVrNlW ,\A
HUA 1)0 BRUM, PASS4ND0 0 IIA-
PABIZ,
ha sempre um grande sorlimenlu dos seruinles ob-
iectes de mechaaisnws proprio pan myinioi, a sa-
nar : moendas e meias moendas iiH n,aj4 moderna
onstruccOe ; laivas de ferro fundido e lalido, de
superior qualidade e de lorios os lamanboi; rodas
dentadas para agua ou aninues, ds (odas as propor-
coes ; crvos e boceas de fnrnalhae regislros Je bo-
eiro, aguilhftes, bronzes, parafusosecavilhes, moi-
nho de mandioca, etc., ele.
CHAROPE
DO
BOSQUE
O nico deposito conlina a ser na botica de Bar-
I holuineu Frauciscu de Souza, na ra larga do Rosa-
rio n. 16; garrafas grandes 5j500 e pequeas 3:000.
IMPRTAME PARA 0 PIRUCO.
l'ara cura de phtisica em lodos os'seus difierentes
gro. quer motivada por conslipacOes, tosse, aslh-
ma. pleuriz. esrarros de saugue, dr de costados e
peilo, palpitarlo no coralo, coqueluche, hronrhile
dor na gargaula, c lodas as molestias dos orgos pul-
inouares.
Vende-se uma taberna com muilo pouco fun-
co, na ra da Esperanca, estrada nova : na Suledade
debaixo rio sobradando.
Vende-fie oleo de ameudoa dore, cm. latas rio
8, i e 2 libras, caixas com velas de espermaeete ver-
dadeiro, de 0 em libra, ludo por preco commodo :
aa roa rio Trapiche a. 30, eseriplorio de Malheus
Auslin & Companhia.
Attencao.
Na ra da Cadeia Vellia n. i",loja do Si.i (Manuel)
vende-se damasco de Lia de duas larguras, muilo
proprio para roberas de cama e pannos de mesa.
Vende-se muito barato um armazem pequeo,
mas cura balco : na ua Nova n. 52.
POTASSA BRASILEIRA. $
($) Vende-se superior potaste, fa- A
(^ bricada no Rio de Janeiro, clie- dk
(Ok ada- recentemente, reconnnen- a
. da-se aos senhores de engenhos os
W seus bons cubitos ja' e-vperfcien-
W lados: na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Pern &
(S) Companla.

s
(diales de merino, franja de seda, com barra 7;>000
Chales de merino bordados a seda .
Chales de merino o mais rico possivel .
Cries de casemira prela selim
Curies de collcles de fuslao lino. .
I,encus deseda para grvala.....
Ourello prelo para panno, o covado .
Corles de alpaca escoceza, o corlo ,
Alpaca pretil de luslre.......
Chales de seda de peso......
Lencos de seria de peso......
Lencos de cambraia de linho, pequeos,
na ra do Queimado, cm frenlc do becen da Con-
gregacao, nassanae a botica, a segunda loja de fa-
zendas n. 10.
Na ra do Crespo, loja n. 12, vendem-se bons
cobertores de algodao, brincos, de pello a 13-500, c
sendo em poteflo faz-so alguma diflerenca no prec,o :
lambem Venwm-se sedas escocezas a 1-200 o covado,
bonitos padres c sem deleito.
Superior vinho de champagne e Bor-
deau\: vende-se em casa de Schaf'liei-
tlin & C, ra da Ci ti/, n. 58.
Vendcm-se cadeiras de balance americanas,
com palhiuha.a 12-301W caria uma : na roa da Cadeia
do Recife n. 49, primeiro andar.
Vestidos a 2.S00.
Vcndcm-se cites de vestido de muculina de co-
res, lazeuda iultiramenle nova cm padiocs, c cores
livas a 29OO rada corte : na loja de 4 portas, na ra
do Queimado n,10.
Casemiras baratas.
Vendem-se casemiras de cores, boa fazenda, a 43
rs. cada corle : oa loja de4 portas, na ra d Ouei
mado u. 10.
t
Muito barato.
Vende-se laa dt cores propria para vestido de se-
nhora a 2(0 o cowdo : na, loja de 4 portas da ra do
Queimado n. 10.
Vestidos de seda.
\ endem-se corles de vestido de seda decores, por
prego muito comisorio, liavendo sorlimenlu para es-
colher na loja de 1 portas, na ra do (Inclinado
n. 10.
A ELLES, AMES QLE SE ACABEM.
\ endera-so Kiries de casemira de,bom gosio a 23,500
J-3 e 53OOO o corlo ; na ra do Crespo n. 6.
Taixas pare engenhos.
Na fundieao' de ferro de D. W.
Bowmiuiu, na ra do Brum, passau-
do o cliafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, asquaes aeliam-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem fespeza ao comprador.
Moinhos de vento
ombombasdcrepuxopara regar borlase baia,
decapim, na fundicaOde t). W. liovmian : naroa
do lii um us. 6. 8c 10.
FUMO EM FOLHA.
Na ra do Amorim n. .10, armazem de Manuel
dos Sanios finio, lia muilo superior fumo em folha
de todas as qualidades para charutos : por precos ra-
zoaveis.
FEIJAO HDLAT1NH0,
Na roa do Amorim n.*39, armazem de Manoe'
los Sanios l'inlo, ha muilo superior feijao inulati-
nho cui Mecas : por preco commodo.
Cera de carnaulia.
Vende-se :ia ra da Cadeia do Kecife o. 10, pri-
meiro audar.
pa.
Santo Antonio vrando seu pai do
ti bu lo.
Itiquissimo drama oiiginal de A. \. I". A., acres-
cenlailo com iluas praticas sobre a virio c morlc do
Sanio, compostas por '-'rancheo de l'reilas damboa,
o primorosamente pregadas por dous rios seus disc-
pulos de ineuur idarie. Acha_-se a venda na ollirina
rie cnrarieri:ae;lo rio Padre l,emos. no largo do (*ol-
legio, pelo preco de l-^OOO, linda impressao, e em
muilo bom papel.
Vendem-se 2 escravos, 1 lindo mulatiuho de
idade IS anuos, e 1 bom esefavo oplimo para lodo
servico: na ra Direila n. 3.
Vende-se um cabriole! c dous eavallos, ludo
junto ou separado, sendo os eavallos muilo mansos o
muilo cosluir.ados em cabriole!: para ver, na co-
ebeira n. :t, defrrudc da urden lerceira de S. Fran-
cisco, c a tratar com Antonio Jos Rodrigues de Sou-
za .liiiiinr. naroa rio Collegio*. 21, primeiro ou se-
gundo anriar.
FAZENDAS DE GOSTO
PARA VESTIDOS DE SKNJIORA.
Indiana de quadros muilo fina e padroes novus ;
cortes de Uta dje quadros e flores por preco commo-
do : venrie-se na ua do Crespo loja da esquina que
vulla para a na da Cadeia.
CASEMIRA PRETA A 4*500
: 0 CORTE DE CALA.
Vendem-se na ra rio Crespo, loja da esquina que
tolla pan rna da C ideia,
Na ra do Vicario n. 19, primeiro andar, ven-
de se fareln novo, ehegado rie Lisboa pela barra f.'ru-
tidSo.
mellados, proprios para deposito de lo-
ses ; estes Barris sao os melhorcs cpie se
lein descoberto para este lim, por nao
esbalarem o menor cheiro, e apenas pe-
/.ain 1 (i libras, e custam o diminuto pre-
co de 4.S000 rs. cada um.
Vende-se pipas, barris vazios c bar-
ricas internadas: a tratar eom Manee!
Alve Guerra Jnior, ha ra do Trapiche
n. li.
Attencao !
Venrie-se superior fumo de milo, segunda e capa,
pelo baratissimo preco de 3o000 a arroba : na rna
Ilireila n. 7G.
Potassa.
Mo mitigo deposito da ra da Cadeia Velha. es-
eriplorio n. 12, vcnde-se muilo superior potassa da
Russia, americana e do Rio de Janeiro, a precos ba-
ratos que he para ferhar contas.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas, tudo moderuissimo
chejjado do Rio de J.-neiro.
Vendem-se ricos e modernos pianos, rccenle-
menlc chegados, de evrellenle- vozes, e piceos com-
modos cm casa do N. O. Bieber t\ Companhia, ra
da Cruz. n. i.
Capas de panno.
_Vendem-se capas de panno, proprias para a esla-
cao prsenle, mr commodo preco : na ra doCrcs-
pb n. 6, k
Grande sortimento de bFins para (|uem
quer ser gemenho com pouco dinlieiro.
Vende-se hrim ti aneado delistras c quaros.de pu
ro linho. o OOrs. a vara, dilo liso a ftW, ganga
amarella lisa a 8(3) o covado. riscarios escuros a imi-
lacao le casemira a 360 o covado, dilo de linho a
280, dilo mais abaixo a 160, castores de lodas as co-
res a 200, 210 e 320 o covado : na roa do Crespo
n. 6.
COH PEQUEO TOQUE DE
Algodao de sicupira a 23.JOO c 3-5 : vende-se na
ra do Crespo loja da esquina euc volta para a ra
da Cadeia.
Alpaca desela.
Vendc-sc alpaca de seda de qtadros de bom goslo
a 720 o covado, cortes de lila dos melhorcs goslos que
lem viudo no mercado a rjOO, dilos de casta chila
a ISjBOO, sarja prela- hespanluria ;, -J>',(K) e -200 o
covado, sel ni prelo do Mara-i a 29SOO e .19200, guar-
danapos adamascados feitos cm (rumiarles a 39600
a duzia. toalhas de rosto viadas do mesmo lugar a
9-9000 e 12-9000 a duzia : na ra do Crespo n. 6.
CHALES DE LAN E ALGODAO,
ESCIROS A800 RS. CADA DI.
Vendem-se na ra do Crespo loja da esquina que
volta parata ra da Cadeia.
COliCKTORES.
Vendem-se cobcrlores escuros, grandes e peque-
os, a 19200 e 720 cada um : na ra do Crespo n. 6.
CORTES DE CASEMIRAS
DE CORES ESCURAS E CLARAS A 33000.
Vendem-se na ra do Crespo, loja da esquina que
volla para a ra da Cadeia.
Deposito de vinho de cham-
flg pagne Chateau-Ay, primeira qua-
^ lidade, de propredade do conde
de Marcuil, ra da Cruz do Re-
cife 11. 20: este vinho, o melhor
de toda a Champagne, vcnde-se
a r>f>,s000 rs. cada caixa, acha-se
nicamente em (Jasa de L. Le-
comte Feron Si Companhia. N.
R.As caixas sao marcadas a lo-
goConde de Marcuile os ro-
J fulos das garrafas sao azues.
&
Deposito do chocolate francez, de uma
das mais acreditadas fabricas deParis,
em casa de Vctor Lasne, ra da Cruz
11. 27.
E\(ra-?uperor, pura baunilha. I992Q
Eilra lino, baunilha. I>(0()
Superior. I.-2SO
Quem comprar de 10 libras para cima, lem um
bate de 20 % : venda-se aos mismos procos e ron-
diees. em casa do Sr. Ilarreliet, no aterro de Boa-
Vista n. 52.
. Vcnde-se aro em cunhclrs de um quintal, por
preco- muilo commodo : no armazem de Me. Cal -
moni i\ Companhia, praca do Coipo Sanio n. II.
Riscado de listt as de cores, propiio
para palitos, calcas e jaquetas, a 160
o covado.
Vende-se na ra do Crespo, loia da csqpird qne
I volla para a cadeia.
Vendem-se no armazem n. 60, da ru da Ca-
deia do Recife, rie Ilcnry (jlisoii, os ma1, superio-
res 11 logios fabricados etn Inglaterra, '^ prceo
mdicos.
Vende-se ovcellenle laboadu de pinha, recen-
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 as- a libra
Do arcano da inven<*ao' do Dr. Eduar-
do Stollc em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollan-lezas, com gran-
de vantagem para o meihoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o metbodo de empre-
ga-lo 110 idioma portuguez, em casa de
. O. Bieber & Companhia, na ra, da
Cruz. n. 4.
Pianos.
Joo I*. Vogelcv avisa ao respeilavcl publico, que
cm sua casa, na ra Nova n. 41, primeiro andar,
acha-se um orlimento'de pianos de Jacaranda e
mogno, os inelhores que lem ale agora apparecido
no mercurio, tanto pela sua harmoniosa e forle voz,
romo pela sua coostrucc.a'o, de armario e horisotil.il,
dos mellares autores de Londres e de llamhurco, os
quaes vende |>or prejjo razoavel. O annunciante
conlina a afinar e concertar pianos com perfeico.
,
"' 1 0
O <^3 SJ"
(A es SS
D Bfl C
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SC 1 5g 5= esi 4. t es - S8 -J
BE5 0 s m 5 3 -* US CS d tu N s 0
fi i 5= H Z
ci fahj
Q Eni b
Emcasa dcTimm Momsen tV Vinassa, pra-
ca do Corpo Santo 11. 13, ha para Ten-
der :
um sortimento completo de livros em
branco, vindos de Hamburgo.
Acha-e i venda o manual do guatila nacional
on rolleccilo de lodas as leis, rcgulameiiius, urdens e
avisos ronceriienles a mesma goarda nacional, orga-
m.adu pelo cpilao secretario grral duf coromaudo
superior da guarila nacional d capilal da provincia
de l'ernambuco I irmiijo Jos rie Olivetra, desrle a
sua nova organisscSo ale 31 de drzpinsro de 18",l,
relativos nao s ao processo da qnalilirafo, recurra
de revista, ele, etc., senao .1 ecunomia ios cornos,
organisac^o por municipios, liaUJJies, ecpropanliias,
com mappas e modelos, ele, ele.: vcnde-se unica-
menlc no palco do Carmo n. 0, primeiro andar, a
-:5tlOl) por cada volume,
Vende-se hol.-.chinha de ararula muilo lina,
pelo barato prejo de 400 rs. a libra, bitroilo dilo a
3C0, holachioha lagleza a 100 rs.. filias 1 360, e bo-
laclunha de soda a 400 rs., tudo das meliores quali-
dades : na padaria da ra Direila n. 69,
Vende-se milho a 4?000oalqiier medida ve-
Iba ; a bordo da barcaca Acliti, fundfcd.i junio a
rampa do Hamos.
A taberna durua
NOTA K. SO,
na esquina da ra de Saulo Amaro, acka-se sortida
de muito bons gneros e por muilo cosfmtdo preco.
de maneiri qnraao ver o roeitongradsJk onviros
precos faYoiiprar. porque na verdad vislm mus-
calel cnafr.-ffado, de bfj qualidade, atU, e oolras
nimias causas por preca diminuta, nao haver.i quem
nao se anime a comprar.
Vendem-se hataTifs novas a I960B o gigo : no
armazem do Cazuza, no caes da allaailega.
Icmenlc rheaidu da America :
trapiche do/rerreira, a entender, ,
rador du mesnnj.
a rui de Apollo
-e nuil o adminis
ESCRAVOS FGIDOS.
Quilla-fer< 6 "Jo cerrenledesap-
pareceu da rea do Queimado n. I", e
escraro AntMiio.de narilo.que repra
senla ter il) annus pouco mais 011 me-
nos, com os iignaesseJuinUs: fallas
de denles na frente c umn sicitriz
no 1 oslo do lado direil, nlguns ca-
nA>-c53?y. Iicllia branros, c le no braco t-
querdo qn.isi ao p ,,n hombro um Innliinho rio
lamanlio de uma pomba ; suppoe-squc roi vesti-
do com calca de casemira de quadros qu Je algodao-
zinlio de lislrus c camisa de algodao tn-ncado bran-
eo. lio coslufliado a fugir e a miinV de nome, e
quasi Jemp-'C diz. ser do mal'o de alm senhor de
engeqU : roga-se por lauto as auloiiaidc puliciacs -
e rapites rie campo.ou a quem o aprender de lva-
te a casa mencionada que ser genofntamenlc recom-
pensado.
Dcsa'pparcrca da ra larga rb Rosariu n. 12, o
escravo Vrenle, pardo, alio, olios grandes, rom
urna cicatriz no rslo, ea he I lose. irhi grandes; he
olltcial desapalcTO, anda de taca e/aqueta, ralba-
do, c diz-se Torr : quem o apprcheader e entregar
.10 seu senhor, srr.i recompenso.
|)esappare:eu no dia l*lo rorrentc, do enge-
'. i.Cua. o eseral* K- --'sfo' m os siznacs se-
minies allora regular, bsenle rula, en, barba al-
"uma. e pouco cabello 11M sobranceras, Jionita fi-
gura, bstanle ladino, pes regulares : roga-sc por-
lanlo a* aiinririades poliaaes e raptlan de campo,
ou a nuem pegar, leva-o ao dilo engenho Bisana,
ou na roa da Croa n. ". escnplono de Antonio
luiz de oUeira Azcve'O, que sera generosamente
recompnsalo
PERN. VYf. BE M- l*K KAK1A. -1KM
-
\
MUTILADO


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