Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00868


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Full Text
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INNQ XXXI. N.
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i

Por 3 mezes adan todos 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
TERCA FEIRA;26DE JNHODE 1855.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO DE
kxcahukuados n.\ srns<:itu';.vo.
Recite, o proprieterio M. F. de Faria ; Rio de Ja-
neiro, o r. loio l'ereira Marlins ; Baliia, o Sr. I).
Duprnd : Marom, oSr. Joaqun) Bernardo de Men-
dnsea ; l'.ir.iliilu, n Sr. Uervazio Vielor da Mativi-
dade ; Najal, o Sr.Joaquini Ignacio l'ereira Jnior ;
Aracaly, o Sr. Antonio de Lomos Brasa; Cear, o Sr.
S-iori*no Augusto Borges; Maranhflo, o Sr. Joa-
im Marques odrteues ; l'iaiihy, o Sr. Dominaos
Herralnnn Ackiles Pessoa Cearence ; Para, oSr. Jusl
lino J. Ramos ; Amazona, o Sr. Jeronyoioda Costa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 1/4 e 27 i/8 d. |por 19.
Paris,,3."i5 rs. por 1 f.
Lisboa, 98 a 100 por 100.
Rio de Janeiro, 2 por 0/0 de rebate.
Acroes do banco 30 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia desearos ao par.
Disconto de leitras de 8 a 9 por 0/0.
MF.TAES.
|Ouro.Oncas hespnnholas- .
Modas de 65400 velhas.
> de 69400 novas.
* de 49000. .
| Prata.Patar.ocs brasileiros. .
Pe*os columnarios, .
mexicanos. ,.
PARTIDA DOS OIIRF.IOS.
29*000 Olinda, lodos os das
lcaoOOjCaruar, Bonito e Garanhnns nos dias 1 e 15
1 b000 Villa-Belfa, Boa-\ ista, Ex eOuricury, a 13 e 23
OOoOO | Goianna e Parahiba, secundas e sexlas-teiras
1940 Victoria e Natal, as quinlas-feiras
n- l'RKAMARfE IIOJR.
I>8o0 Fruncir as 2 horas e 6 rojgutos da tarde
I Segunda s 2 horas e 30 limitos da manha
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas o quintas-feiras
Rclaco, terras-teiras e sabbados
Fazenda, tercas e sexlas-feiras s 10 horas
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas
1* vara d civel, segundas e sextas ao meio dia
2' vara do r.ivel, qtiartas e sabbados ao meio dia
PAUTE OFFICIAL.
COMBANDO DAS ARMAS.
Quartel-cencrtl do comm.indo das armat de
flfermaseawto j cdade do Recite, m 23 dt
jufco da U55.
ORDEM DO DIA N. 69.
O mareclial de campo commamlanle das armas,
em face das tommunicacocs recebdas da presiden-
cia aa 4ala de I do crrenle, declara paia ciencia
da aua*ai\ao, c dcvida. observancia, que o governo
de S. II. o Imperador, tuiuve por bem por aviso do
ministerio d< guerra de ^l de maio ultimo, couce-
der pafsagern para a fileira do t. bslalhao de in-
fantara ao Sr. alteres secretario do 2. da mesma
rma Manoel Francisco Imperial ; por aviso de 28
do dito Viez determinar, que sigam para a provincia
da l'aratiba, afim de servirn) como a.ldidos no meio
batallte provisorio, os Srs. alteres Jo d'Avila Bi-
tancnuB Ntiva, do 10., ,"e Jos Carlos de Olivejra
Franco, do 2., ambos de intentara ; e finalmenle
por reno de 30 do citado raez de maio sa mandn
addir lo balalhao do deposito da corle ao Sr. capi-
lao dolupradilo balalhao 2. Jos Joaqun) da Silva
Cosa.
O tfesmo marerhat scnlioCs alteres Avila, c Franco estejam promptos
erasafar para a Parahiba, no primeiro vapor pro-
cederte do sal.
Jote Joaqaim Coelho.
Cantera.Candido l*al Ferreira, ajudanle ile
irdrns enrarregado do detalbe.
i.piii:;ii:iiidf.s.
Junho 7 Quarlominguante as 5 horas 27 mi-
nutse 31 segundos da manha.
14 I.ua nova aos 8 minutos a 31 se-
gundo?-da tarde
* 52 Quarlo cresrente as 2 horas. 32 mi-
nulos e 40 segundos da tarde.
30 La cheia as 8 horas 43 minutos e
33 segundos da larde.
MAS DA SEMANA.
25 Segunda. S. Guilberm ah. S. Galicano, m.
-2l> Terca. Ss .loao e Paiik) ir?."mi. ; S. Virgilio
27 Qilarta. S. Lasdilo rei ; S. Zo*ilo ni.
28 Quinta. S. Leo II ro ; S.. Argomirio b.
29 Sexta. >. Ss. Pedro'e Paulo ap. ; S. Cyro.
30 Sabbado. S. Marmol b.; S. I.ucina.
I Domingo. 5." S. Aaro pritneiro sacerdole da
ordem Lcvitica ; S. Theodorico ab.
T
i
IHTERIOE.
-r-
RIO DE JANEIRO
CAMARI DOS SRS.' DEPTADOS.
CONCLUSAO DA SBSSO EE 23 DE MAIO
DE 1855.
O .Sr. Sayio Lobato : Peco a palavra para res-
O Sr. I'restdtnte: Tem a palavra.
O Sr. Sayao Inhalo : Sr. presidente, vejo-me
terrado a vollara urna diteussflo para a rail em ver-
dado me tellim todas as forjas, porque o meu esta-
do de saude be dcploravel. S a necessidade de de-
sempeuliar am dever imperioso me tena emprelien-
eler aaaa tarefa qoe nao pos*o desemponhar satisfac-
toriamente; mas sou a isto impedido, porque cnten-
dooac advogo os mais rapc.ri.in le inlercsses do
paiz, a porqoe tambera too impellido ao- desempa-
as desse devar (ao rigoroso por estimlos de brio e
pundonor.
Seaheres, osla na lerobranca ilesta casa o modo
por f" o nobee presidente do consellio eiplicou a
opoaono por mim teita ao minislcrio ; ostwu dizer
qie louiei a uscara do bem publiro. prrfaU-i a
iMiiialii de ecoosnia para damnar o inhrte-
-ra jt.voc.t a a relirada do poder. S. Ei<\
laneou-me o hal.lno de lrSpocTna"^ise que o tTnlm
vellido o maulo de pliariseu quanlo aqu crgui mi-
nlu voz pelos inleresses pblicos, qoe a economa
que linba invorado, que linha reclamado como a
primeira e a mais clamorosa necessidade do piz, era
mu preteilo lio procurado por esla alma pequea c
clieia de colera (como em ontra occasto S. Esc. lal-
vezse exprimisse.
Sr. presidente, lenbo conscieuci.i de que mereca
o-,ilra allenrao, oulra eslima do nobre ministro, que
me conheceu muilo de perlo : o hornero que como
eu pcrle por nao osar de reserva nflo era para ser
(ralado por esle modo. (Apoiadot.)
Mas porque enlendcu o nobre ministro impnlar a
t.iom*r.ua a FnanifeatacSode orna opiniao tao na-
lural, l,lo justificarla pnr mim, lao fundada as ra-
zoeaqitftt^e honra de ezpr i casa ? Porque S.
Eic.'i fcatdo de raides, com a conscicncia de que llie
fallara a anloiidade da verdade, auloridaje que s-
ineule a forra la razSo pode dar, apezar de lodos os
recarsosque Ibe s-ibram pelo sou talento, pela sua
experiencia dos negocios, pelo prestigio qne goza no
paiz, vio-sc na necessidade de fuqir da queslao,
vio-se na necessidade de lanrar-me o odioso para
desvirtuar ininlia; propusi^es, vio-se na neressida-
de ile apadrinlur-se com os ministerios transados,
com as volaroe desla cmara e com as exigencias da
opiniao, porque nilo pod sustentar os actos da sua
adminislrarao. He assim que S. Ese. encarou por
um moda 13o injusto quanto injurioso para mim o
meu proccdimciilo.
E n3o lerci cu razie, Sr. piesidenl, dedizer que
S. Etc., forrado pela necessiade do detender-se
ipiando llic teltava solido fundanienlu para a sua de-
Oz.i, socerreu-se desses meios 1,1 pouco dignos do
seu alio nerecmetito como da importante posiclo
que occnrii '.' nflo tei assim que S. Exc. enlendcu
explicar modo pralico por que se lera dado exeoo-
io ctnlralo da illuminarao a gaz, que devia
trzer aopaiz um imporlanle servico c importante
ecaaomia, altribuindo ao seu minislcrio pioviden-
eias econtmicas no sentido da collocarflo dos lam-
peesm muilo maiores distancias do que as orde-
nadas pthminislro que assignou o contrato?
Senhore, o contrato da illumicisrao a saz n3o foi
pralicado 'orno devia ser ; o thesouro solTrcu moito
pela incarj, pelo deleito com que o governo se hou-
vc na exfcicao desse conjralo. yuer a cmara um
facto sigoifealivo desla proposito ? Sabis, senho-
res, qoe arsenal de guerra, onde o servico da il-
luiDinaeaoaazciic custava ItlOg por mez, boje com
a illiiinmap ;: gaz, que devia importar em menos,
porque o prero he menor e a intensidade da luz he
maior, sasU-sc 2:0003 por mez {oh '. oh '. )! !
Urna Voz : Com efteito !
O Sr. Soy8s /.ooao : Doos conlos de rcis por
mez he a informaran que se me da.
O Sr. Ministro da Justira Nflo tem nada is.
to com o contrato da illuminarao da cdade.
O .Sr. Stfio Lobato : Pois nflo vem a propo-
silo esle fado para revelar a economa como a en-
Icnde, como a pralira o governo quanlo illumina-
rao a gal '.' Saiba-se que 1005 rs. por mez sedes-
pindiam co.ru a illuminarao do arsenal de guerra da
corle, que agora, medanle a excciic,3o de um con-
trolo qoe devia Irazer mclhoramento nesle ramo de
servico e urna economa consideravel, despeudem-se
2:000 1
Na mesma proporrao cresceram os gastos da Ilu-
minarlo no quartel do rcgimenlo de cavallaria, na
casa de correcc.lo, ele. Eis o porque esse contrato
lao vanlajoso Irouxe a Iriplcacflo da despeza ; c tei
islodevdo ao ministerio qoe tez o contrato? Sc-
nliores.o nobre minislro da fazenda nosdisse que nflo
poda compreheuder que no Brasil a illuminarao a
gaz pudesse custar mais barato do que a de azete,
porqne as rirciimslanrias do Brssl cxcluem esle rc-
suliado. lie admiravcl, Sr. presidente, que o nobre
ministro ainda manlivesse esladuvida mesmo em fa-
ce do conlralo que linlia resolvido eslj queslflo per-
aeila e posilivamenle !
O cusi da illuminarao do azeile baixou na tazflo
de 31 paja 27 : logo a queslflo eslava resolvida.
Sr. presidente, eu prescindo do considerar as ou-
Iras ohservaroes de S. Exc. a respeilo de dilterenfes
periodos do meu discurso quanlo a varias verbas de
despezas, qne en enlendi e enlcndo que o governo
nflo linlia considerado neui poupado, como era do
seu rigoroso dcvr. Prescindo dislo, porque as
razes por mim presentadas e'as que o Sr. ministro
pro-.ln/.io cslflo no dominio puUlio ; eu me sujeito
ao juizo da genio sensata.
Mas, Sr. presidente, nflo posso deixar de vollar a
urna queslflo muilo imprtente em todos os sentidos,
urna queslao vital do paz, que compre principal-
mente discutir c esclarecer. Nem se diga que qnal-
quer dscusso razoavel, conveniente como deve ser,
possa jamis prejudicar nma tal queslflo. O escla-
rccimenlo de urna Verdade nunca prejudica ; se da
publicidade ele scmelbanles discussoes viesse prejui-
zo, Sr. presidente, enlflo eslava demonstrado o con-
Iratonan, o inadmissivcl desla forma de governo,cuja
base e coinlioflo essencial lie a publicidade. Senlio-
res, en roe retiro queslflo das estradas de ferro. He
a queslflo do momonio. que mais que ludo e sobre
ludo importa ao paz : e quando. atlenlaudo para lo-
dss'ai circiimslancias que devem decidir a solaran
dcsle grande negocio ; quando, allenlando para o
modo por que o guverno se bouve, digo quo o go-
verno secrilicou os mais citaros inleresses do paiz
enuncio urna vcrilaite.
Eu ja o disse cm om aparte, goro demonslru;
em naicneDhota do mundo vio-se ne objeclo Iflo
importante fossu tratado como esle o foi. Scnbo-
res, as cesas, teinerariainenlealTronlaram-seas maio-
res diflieuldades, lenlou-se talvez o mpossivcl !
Urna queslflo de caminhos de ferro he quest3oqne
se possa resolver por um conlralo improvisado entre
o ministro e urna parte, sem nenbumas oulras consi-
ilerares c averguaees ?
Senderes, eslalielecer urna linba de ferro be le-
vantar c resolver duas qusloes importanlissimas ;
be considerar-se de um lado todas as despezas que
importara a conslrucrAo da linba, os gaslos da sua
conservaeo e costera ; c por onlro lado ha a consi-
deradlo da receila provavel para fazer face a csl"
despea que lio ccrla, jnfallivcl.quc lie emlini a des-
pe/.a de sangra desalada. Pcrguuto eu : o que
tez o governo para lirar a limpo, para apurar esta
queslflo, como o devia fazer ? O que eslabelereu a
respeilo da fundarao, da conservaeflo e do cosleio
dessa eslrada ? O que tez a respeilo da receila pro-
vavel? Que dados eslali-licos colligio acerca da
pnpnlarao, acerca da produerflo das localidades para
as quaes manda eslabeleccr um mclhoraracnlo desla
ordem ? He dizer-se que urna queslao semclbanle
deve licar oliscurecda que devemos applandir o
modo por que-o governo se tem havido no manejo
,della que (levemos entoar botanas a um proced
metilo que he insuslcnlavel, injuslifieavel que nao
aclia excmplo,oh.para mcllior di/.er, que aclia repro"
varflo em tu.io quanlo sepralica nos paizes.dos qoac-
queremos copiar mellioramentos desla ordem '
E cerno o nobre presidente do riuisellio enlcn leu
poder juslicara praliea do governo em lal assump-
lo ? Com exprobraeftes, e al.scnbores, fazendo-mc
nma honra que nflo titerero, on, por oulra, desde-
nliaudo urna iei que dva por oulro modo ser acata-
da. S. Exc. disse, dirjindo-se a mim: A vnssa Iei,
a tei que Tuestes, foi que delcrmiiion ludo slo.
Eis ahi, Sr. presidente, a confimarflo da minha
observarflo de lia pouco. S. Exc. lambem se apa-
drinha com a Iei, com as votarles desla cmara. S.
Exc, que com lana altivez e sobranceria aqu do-
mina, se SKOda dos votos que a cmara dcil Ibe
tribua, e lira de si a responsabilidade para lanra-la
sobre a mesma cmara!.'
O .Sr. Siqueira Queiroz:A poiado.
O Si: Sayao Lobato :Senbores, o que diz a Iei
a lal respeilo ?
A le de 26 de junho de 1832 no 1. artigo deter-
mina o seguintc. (tr'l
No arligo 2. determina mais. 'l/.\
Cifra-se, pois, a disposrao desla le, Sr. presi-
fOLHITim.
\ liLTili CIGAM. O
or oaMaa C. Reybaud.
,( Conlinaaco.)
l'ma hora depois Irene tr-mlo am chapeo de palhi-
nlia sobre a cibera c um rcslinlu ao braco, veio se-
. cundo seu crslume, thamar o lio tara passear no jar-
dim. Ordtariamcnte elle a seanhi sera tezer-se ro-
gar, e eulrelmlia-se culi os alegreps lendo o Dia-
rio, emqnailo ella visilava seo viviiro ile passari-
nhos e ia ao tanque dar comida aos cus peixinlios
vermellios ; porcm nesse dia eu espi;ilo eslava 1,1o
preorcupa 1" que elle csqneceii-sc de abrir a Eizeta,
e andn Ir* ou qualro veres roda rio jardim sem
fazer caso di lagarellice e Irene, a qual ora corra
diante, ora -inha pegar-lic do liraro para mostrar-
Ibe um insedo occolto na pealas lie nina flor, ou
algan phenitnenn vegetal.ilgom bello frurloem ves-
peras de ainfdurceer sobre as teladas.
Emquanlndavan assim Svo passeio matinal, abri-
se hraudamrnlc a janella Os nm quarlo anoexo ao
de Oertriidesi e nm rosto pulido appareeeo atr.iz da
vidrara : craMimi, a qual 'cvanlra-sO por.si mes-
ma. Ka Testera entrando io castrlo ella neiiila-
se eonduzir o quarto que lie fra preparado sem
* proferir urna palavra, sem I,orar um ciliar em tor-
no de si. Depois de haver Bulado intilmente fa-
ze-la turnar ateum alimento, terlrudes dera-sa pres-
a a deila-l i lemendo nova c:ploflo de dor ; porm
a menina adormecer loso e pasara nma nolle Iran-
qnilla. Ouaddo a boa aia viva levanlar-se, entre-
abri a pona, e diaae-lhe afleriiosamenle :
Bom dil, minha lilha ; i est vest la ; muilo
bem ; teca sua orac/m, e depoi veaha fallar-......
Qoe arllo ? respondeuMimi ; nao sel ne-
nliuma.
Vou cnsjnar-lhe urna, tooou liertrudes com
(*) Vdeo Diario a. II",.
essa caridade verdadera que nada estranha e por
nada te agasla, ponha-se de joelhos comigo.
As nalurrzas violentas nflo rcsislram i dor, s os
transportes a que abandonam-se durassem muilo lem-
po ; mas ha cm suas impressoes urna volubilidade
que as salva. A lilha do sallimbancu experimenta-
ba isso nesse momento ; linda passado quasi sem
(ran-irflo do mais lerrivel desespero a. urna especie
do tranquillidade indifferenle, e algmas horas de
repoiisohaviam bastado para reslabelecer-lhc o equi-
librio dos facilidades. I'rocurou repetir com Ger-
Irudes as oraees da manilla ; mas pouco depois fa-
iteada de estar de joelhos, levanlou-se repentinamen-
te c vollou para a janella.
Qoer desccr no jardim ? pcrguntou-lhc a aia.
Sun, quando la nflo houvcr ningucn, respon-
den ella ; desojo passear sosinha.
E porque sosinha ?
Porque nflo conhejn aquello velho e aquella
moemha que la estao. E domis, acrcscenlou com
um suspiro, quero estar s porque eslou triste.
Coiladinha murmuran erlrudes tocada de
compaixao.
Ouem me lirar a dr que lenho aqui f lornou
Mimi com ar sombro, c apuiando fortemcnle as
mflos sobre o peito.
O bom Oeos. minha filha, responden a piado-
sa aia ; he misler voltar-sc para elle, pois sera ou-
E comii Uiroi a encarava com idmiracflo, ella
arrcsccnlou :
Vejo que vosso nao comprehende-me bem
mas o cxcmplo Hit ensillar melhor do que minhas
palavras e ross rovonhecer brevcmenle que soc-
corro os c .rarOes aUliyos acham no trabadlo e na
Nao wi Irabnlhar nem orar, responden a rapa-
rigmnl a friament. '
VostC aprender,,, minha filha, disse Gcrlru-
dcs era lora brando c firme.
A cigHi.inha meneou .mperccplivelmenlc a cabe-
ra, o "uanloii o delicio.
Voss nada cernen hooten noile, ternoaa
aia de Irene laucando a visl., u |eve coU,.-tl, ,.
cara miarla sobre a ine-a ; ha .eeessarioteieV por
alninrar.
Mimi ipproaimoa-se, e lomou eun certa avidez o
pao untado de manleica que ella apresentava-lhe
mas ao pruneiro horado vollou Ibe .i mmria a leni-
dente, em urna atilorisar_ao ampia e muilo completa
qne o corpo legislativo den ao governo para tralar
do modo inaiscoiiveulenle, acurado e discreto, como
exiga a natureza c ndole do assumplo, a conslruc-
cao de estradas de ferro.
O governo assim autorisado, senbores, eslava des-
viado do caminho nico, regalar, que devia seguir
no .pplirarao das medidas que deviam Irazer ac-
quisirflo de nm lal melhoramento para o paiz.?
Haveria roesraoessa pressflo irresislivel que obri-
gasse o governo a abdicar lodo o uso da ra/flo, a
renegar o livre arbitrio que deve ler para deliberar
com discrrrflo c acert sobre os negocios do estado,
e muito principalmente cm um assumplo desta
magniludc '.'
' Senbores, o publico he sensato, o ponto he quesc-
ja dirigido. Se o soverno desde loco se huovesse
com todo o lento c dscricao, se se premuaisse dos
meios proprios para realisar esle mclhoramento; nao
haveria opiniflo possivet que obrigasse o governo a
desvar-se dos justos termos que devia seguir guar-
dar.
E aqui, Sr. prcsidenle,.cabc-me fazer urna obser-
varflo reta Uva ao nobre deputado pela provincia de
S. Paulo, que em|primcirn lugar se encarregou de
respooder ao meu,discurso. O nobre depulado, com
os conhecimeulos protessiouaes que lodos lile re-
conhecem, enlendeu que devia contestar as ob-er-
yaces qoe da primeira vez live a honra de oflererer
a cmara.
O nobre depulado, abslrahindo nleiraraente das
hypolheses em que eslavamos, abslrahindo de consi-
derar a queslflo em concreto como s devia ser con-
siderada, passnu a fazer muilo sabias e acertadas prc-
lecees sobre a alia conveniencia e necessidade do
eslabotecmcnlo de caminhos de ferro.
Nflo possodcxar, Sr. presidente, de declarar ao
nobre deputado que estou cm Indo e por todo mui-
lo conforme com o que elle expendeu a lal respeilo ;
roas permita S. Exc. que Ihe observe qoe eu nflo
precisara agora dessa preleci;ao como do lanas on-
tras precsei de S. Exc. a quem devo al jumas ideas
que lenho nesle objeclo, para ainda estar muito
convencido de que o eslabelecimenlo de estradas
de Ierro do Brasil he o meio nico, necessario c in
dispen-avel para que o Brasil se Icvanlc ao eslado
de grandeza e prosperidade a que he talhado por
todas as suas circumslanrias. Se S. Exc. se dignas-
se de considerar a queslflo em concreto, se er.len-.
desse fazer a applicarflo das suas Ihcorias aos pontos
para os qoaes principalmente deven convergir a
sua alleuc3o, por certo n3o se encarregaria de rae
refular, seria antes um poderoso sustentculo que
eu haria de encontrar para demonstrar e convencer
que u guverno do paiz nao se bouve rom a discri-
tao e lento que era necessario, que o governo do
paiz vai-caminho errado, o que ainda no propo-
site sincero de fundar no paiz estradas de ferro por
tal caminho o governo nada conseguir^ dcsacedita-
r as emprezas que piulen.leni eslalielecer, e arrui-
nar o crdito publico lalvcz de moifi que soja iui-
posiivol qus m Uvaulfi-da queda queo auacaca.
Senbores, ainda be uceadas de fazef soar verdades
que devem ser ouvidas e considerad, c que podera
ainda ler urna applicarao proveilosa para o paiz.
Eu ja ponderei, Sr. presidente, qc o eslahcleci-
raeoto de urna estrada de ferro he nina queslflo
muilo complexa. Esludar os gastos que necessaria-
raeute importara tees estabclecirocnlos pela sua or-
ganisarflo, conservadlo e costeio, esludar as neets-
sdades que devera ser satisfeilas cora loes eslabcle-
cimenlos, e as rendas, ao menos provaves, que el-
les podera dar, porque de oulro modo uflo he pessi-
vel que sejam manlidos e prosperem no paiz, era i
grande larefa do governo; e sto o governo deixou
a margera, e o deixou pelo modo mais impvido, e
temerario mesmo. E o soverno linda ameaca con-
tinuar no mesmo caminho ; diz-nos : Em S. Pau-
lo ja um oulro plano de estrada de ferro est cnuce-
bido c muito adiantado ; muito breve estar decidi-
da lambem esla estrada ; e assim do mesmo modo
para qualqucr oulra localidade o governo nio hesi-
tar era contratar estradas de ferro !
Vede, senbores, o abvsmo que se vai ahrindo,con-
siderai os recursos do thesouro, e se he possvel que
elles petase] perraittir laes despezas.-se poderflo fa-
zer face a tflo grandes-empenhos. De que meios S.
Exc. laucar mflo para acodir tos encargos terriveis
immensos, que lera pelos contratos do igoverno de
oncrar os cofres pblicos ? S. Exc. o disse, novus
raposlos pi incipalmcule naquellas provincias para
as quaes sflo frites as estradas (le ferro; esperance da
pacilicarao da Europa, como devendo Irazer urna
poca propicia as liiiauras do Brasil, substituirlo em
grande escala dos cscravos que vao faltando por bra-
cea linea que tem de seguircm por essas raestnas
estradas de ferro, para se cmprcgareni no roleio das
Ierras !
Sr. presidente, aperlou-se-me o coratflo ouvindo
0 nobre presidenlc do consellio, ministro especial-
mente encarregado das (issncas do Eslado, com
lana facilidade piular de cor de rosa o horizonte fi-
nanceiro do paiz. No aperlo da ao menos apparen-
tar una deteza S. Exc. al esqueceu-se de dados
muilo positivos, S. Eic. chegou a avanzar que no
prsenle nflo se sent a talla de bracos na lavoura,
que a prodcelo nao tem cscasseado, que be abun-
dante !
Sr. presidente, he admiravcl quando os fados sflo
tflo significativos, quando mesmo nos pontos em
que mais avnlta a producro ella ja tanto sollre, e
lisio ja se nolam em grande escala as mais claras de-
monstrarnos, romo por excmplo, na provincia do
1.laura do almoro da vespera ao p do lerraro, em
companhia do pai, e ella debulhou-se em lagrimas,
lodavia o nslinclo d^s precsocs materines Irium-
phou de sua dr, e ella comeu chorando ludo o que
baria sobre a mesa. Depois'de ler-se assim con lor-
iado assenlou-se junio da janella com os olbos valla-
des para d* jardim. e ahi ficou al ao momento em
que o cavalleiro e madamesclla de Kerbrcjcan aca-
baran! seupasscio. Enlflo deseen furtivamente, ga-
nhou urna avenida relirada e cobcrla de densas som-
bras, e vasoii al lodo o dia, ora agilandosc rom vi-
veza negligente, ora aisenlando-se sobre a relva com
ar sombro c oceultendo as mflos o rosto banhado
de lagrimas.
Irene quera ir consola-la ; mas Ccrlrudcs nao
consenlio, dizendo-lhe :
Ainda nao ; lie nina pobre alma afilela que
deve ser abandonada a si mesma alo que .c-teja em
eslado de rereber alguma cousolarao.
Eram ouzc horas la noile quaiido o conde vollou
ao castalio. O lio que o esperava desde que o sol se
pozera fo-lha ao euconlro recejando lodavia ver re-
novar-se a scena da vespera ; mas ao primeiro olhar
trauquillisou-se. A phvsionoma do conde eslava
serena, grave e quasi melanclica : nesse momento
elle assemclhava-se um lano ao bello Kerbrejcan de
oulr'ora.
Queras fallar-me este noile, disse o cavalleiro
apcrlando-lhe a inflo, mas nflo podemos conversar
j ; pois deves ler necessidade de repouso.
Nflo, responden elle vivamente ; Vine, nunca
deila-se antes de ineia-noile e nao eslou fatigado.
Entraran) ambos no salan.
Tua lilha dorroe, lornou o cavalleiro techando
a porta ; estamos so- ; que lens a dizer-me, Joflo ?
Vmc. mesmo, meu lio, linha de fallar me. e
devo ouvi-lo priraeirainenle, respondeu o conde in-
clnaudo-se cora um slo de deferencia.
O cavalleiro recolheu-se um instanle como quera
prepara-sc para (ralar urna queslflo delicada, e de-
pois disse rom ar all'eclooso :
Seinprc pensei, meu charo Joflo, que um ho-
iupiii de la dade que nflo lera nutra companhia so-
n.io nina menina e um velho, devia adiar sua rasa
mui vasia, o as horas do dia mu longat, .Mais di-
urna vea vendo o enfado e a falla de oceuparflo em
que eslavas mergulhado, inslei para que nos'deias-
ses por alguna mezes e fosses a Pars, onde lerias
podido Iravar uovamenle relsfdea agraiiaves; mas
Itio de Janeiro no imporlanle Municipio de Campo,
aonde un auno passado Irintae (antes engenhos apa-
garan! o foco, e prozressivamente oulros vao desap-
parecendo, porque os bracea Ibes vao fallando ;
qxando he sabido que na mesen! provincia do Rio de
Janeiro centenares e cenlemtre de mil arrobas de
caf nflo sflo aprovcados por tella de bracos...
O Sr. Presidente do Constlko rIsso se dei; cm
tedas as pocas.
O Sr. Sayao Lobato :....% Exc. Icm a expe-
riencia propra, visto quo he am dos principaes fa-
zenderos dessa provincial e-. pelo que se pasta
cm suas propriedades, ou ao menos as de seus v-
ziiihos, que de um modo espantoso e amear olor vflo
fallando os bracos e soflrendo muilo a lavonra.
Senbores, me vem agora a lembranra una opi-
niao do vciiQravel viscoudc de Cajni ; este erando
hrmcm, com um saber de experiencia feilo, escrevia
n'um opsculo que jniiiulmi Manual da I'olilica
Orthodo.ra as seguiules palavras : Para o mal da
cscravaria no Brasil s he de esperar soccorro da
Divina Providencia, porque no engcnlio de homens
nflo cabe adiar remedio para tamaito mal. Islo
dizia aquello veneravel anciSo consi.lcraudo o uso
de escravos no Brasil, a necessidade facticia dellcs e
ale cerlo ponto fundamentada pelas circnmslancias
especiacs da nossa Ierra debaixo do sol dos (repico*.
Elle, comprehendendo as razes deduridas do
chrislianisrao.dos bem entendidas principios de eco-
noma poltica, da necessidade do se altendcr a,o re-
clamo de lodos os paires cvilsados do mundo que
nflo podiam tolerar mais o trafico de cscravos, reco-
nliercndo pnrtanto a necessidade que o Brasil linha
de procurar a subslituicao dos; bracos escravos, e cn-
xergaudo lanas diflieuldades e obstculos, com te-
das as luzes de constumnada sahedora c velha ex-
periencia, nflo achava oulra lirao a dar sent liumil-
demenlc reconhecer que para o mal da escravaria
no Brasil (u era de esperar soccorro da Divina Pro-
videncia, (i porque no engenho de homens nao caba
adiar remedio para lamanho mal.
Asura, salidores, nolai a facilidade com que o Ss.
presidenlc do conselho nos assevera qife a falla dos
escravos ha de ser supprda suave, natural a infalli-
velmciite por bracos de colonos que hilo de lodos os
ponlns do globo convergir para o Brasil Islo he es-
pantoso.
Perdoc-me S. Exc. que apezar di su : vasta inlel-
ligcncia, anotar da sua grande praliea da adminis-
traste, apezar de sua alia posrflo ollicial que laraa-
nli.i responsabilidade Ihe ImpCe, eu decline de acei-
tar o lestemunho da.sua autoridade, e nao acredite
que a sabstilai(f^t dos escravos lia de ser suave, na-
l-ira! e infallivolmente assim teila....
Sim, senbores, be a apprehemflo mais seria de
todas as gentes graves que estiidam os negocios do
Brasil o slalo critico era que osla a lavoura, que
de mais era mais se erapeiora, c que pode chegar
om eslado lal ora que muilo venliain a sollrer a- li-
naneas do eslado.
A popolarflo ja (ora urna prova bem desgranada
dasmicircunitUicjas da ^ jali l,i le, he o faclj
conlierido d.Tcscasscz e caresta dos crcaos, o que
he devdo iningua de bracos, pois que quasi lodos
ot que restam sa applicados principalmente para a
cultura do caf e do assucar.
O nobre presidente do conselho sabe, al mesmo
por conununicares .que naturalmente recebe da raa
provincia de Hina, qoe boje em dia toda aquella
provincia se resenle da falla de bracos escravos, por
que quasi lodos que haviam tem allludo para a ma-
la catezeira ; assim beque se explica a sensivcl fal-
la de criarflodc parcos, a etcassez e careslia do lou-
cinho e oulros gneros de primeira necessidade no
mercado.
Sflo fados sentidos e perteitamente conheci los de
lodos: be tiestas circunstancias que devemos fechar
os olbos a ludo quanto esl patente, devoraos pa-
mente acre litar que o estado de fin inris he salsfac
torio esperaneoso. e devenios applandir quo as ras
desla cdade se illuminem a gaz as nuiles de lia ir,
que se construa magnifico llieolro i cusa do Ihe-
souro, para que a Charton cante c seja vietoriada ? !
Risada').
Sr. presidente, o caso he muito serio, he de natu-
reza lal que merece toda attenro do governo : en-
lcndo, senbores, que me compre discutir mui lvre-
menlc esla malcra, esclarece-la quanlo for possivel
para que soja apreciada como he de misler : e eu
Sr. presidenlc, nao desacoroc/>o da ardua tarefa que
me impuz, apezar da debildade de minhas forras
apezar do sarcasmo da calumnia mesmo que allroii-
la a minha pessoa c ataca as minhas opinioes ; no
proposito de eufraquer as razos que aprsenlo, es-
forram-se por dar urna explicaro odiosa ;U minha*
palavras, c um temido mao, vil e desprezvcl aos
meus senlimenlos; a menor das recriminarnos que
se me faz he que exclusivamente advogo a causa de
una eslrada de ferro para a minha provincia, cEque
com vistas dcmesqui.ha rivalidade repillo os mis-
mos mellioramentos para as oulras localidades rem-
las,. Nflo, meus senbores, cu exponlra razes deque
eslou convencido, e provoco urna discussflo para que
com lodo conhecimenlo seja considerada e decidida
urna queslflo Iflo imprtenle ; nao leudes o dreilo
de tercer e desvirtuar as minhas palavras, nflo ten-
des o direito de damnar as minlias intenciies.
Sr. presidente, he o nobre ministro do imperio
quem noscu relalorio nosasseverou que a quanlia
designada, pedida ou lixada como o mximo garan-
tido pelo governo para a feiluradas 211 primeiras le-
guas da eslrada de ferro do Joazero, era, muilo su-
perior ao que se suppunhav porque montava a.....
1,800,000 Se eu agora pergnntar a S. Exc. a l resolver com lodos os dados especiaos posilivamenle
quanto chegaraUI os gasto* da conservaran c do ros- colligidos, sem o que jamis poder justificar o seu
acto.
leid dessa eslrada, S. Exc, eslintendo o resultado
aleancadu em lo los os paizes em que sflo conhecdos
esses inellioramenlos, e considerando as fspeciaes
circutnslanrias do Brasil, reconbcccr que ainda se-
r misler accrescentar urna enormissima quanlia
enorme quanlia necessaria para a construcrao.
Sr. presidenlc, nos paises aonde esses mellioramen-
tos se acham na maior perfeirao, onde a polica nos
caminhos de ferro se faz cora lodo o esmero, que nos mera conjeclurl
por cerlo nao poderemos obler, aonde sflo aproveita- Podcrao Iransilar annualmenlc por esse principio
todas as circunstancias para qoe mais econmica-j de eslrada, que somente abre communicaro para
ile sejam conservados este* caminhof, e costeados, urna pequea parte da provincia, 10 ou 50 mil pes-
semprc se lera reconhecido que as despezas deconser- j soas ? Quasi se pode dizer que nflo ; mas admilli-
vaCJo c cosleio importara em cada auno para mais do que seja esle numero, que renda podera islo tra-
c rcprcseutanle da provincia de Pernambuco, que
essa estrada da Agua Prela ia dar servico a nao me-
nos de quatroeentos engenhos. Ora suppondes vos.
das (odas as
ntei
recusaste emprc fazer isso.dizcndo que n,1o soslavas
das sociedades.
He verdade, respondeu o conde ; nao tcnbn l-
do saudades ura so momelo do que chamam deli-
cias das sociedades.
Bem sei, bem sci, murmurou o cavalleiro sus-
pirando.
E se devo confcssnr-lhc ludo, .irresccnloii o
conde, cu mesmo admiro agora romo ced lanto lem-
po a hallos que tflo pouco me convm.
Mas nflo propoiiho-tc vollares as sociedades
replicn o cavalleiro vivamente; cuido no que podc'-
ria restiiuir-lc orna parle da felicidadc doraeslca de
que licasle privado limito sedo.
E como o cunde encarava-o com ar sorprezo, elle
accrescentou :
Dize-me,Joflo, nunca pensaste em ca-ar-le ou-
lra vez?
Nunca, meu lio, nunca.'
Pois ^lensei nisso por li, lornou o cavalleiro.
Nflo te revolles a essa idea, e ouve-mc *lu ao lira.
Mais de urna vez cu linha concebido vagamente o
projeclo de casar-lc, o boje ello apresentou-se-mc ao
espirite cora nova terca. Comprehende* que pen-
sando era dar una madrasta a Irene, minha escolha
eslava previamente teila. A pessoa que proponho-
te lera todas as qualidadex, que podem assegnrar a
ventura de um hornera sisulo. Ku mesrao a ronlic-
ces; pois ella he lila prenla ror allinidade, e veio
aqui no primeiro atino de leu casamento.
Madamesclla de kcrsalion ? murmurou o
conde.
Sim. Deves lembrar-le de seu bello roste, sou
ar de candurn, e seu porte elesaulc. Todos com-
paravan a nm lirio !
lia qiiiu/.e anuos, disse o conde entre os
denles.
So ella pirece-me digna de subslituir a inulhcr
que pcrdcsle, continan o cavalleiro com voz eora-
movida. Nossa pobre Amelia amava-a Icrnamenle,
o mesmo sangue rorria cm suas veitf, c ellas asse-
inelhavam-se.
_ He para admirar que nina pessoa lie amavel
lijo s? leadla casado.
Nio lera havido falla de pretendenlea ; mus
madama de hersalion tem um tlenlo particular pa-
ra deapodi-los. Sua saude lera sido sempre vacil-
lante ; por iaM quando ateuein se aprescnlava, ella
proponhi-o .i lilha chorando e suppljramte llu- que
de 10 por do loda r despexa de oonslriicrao.
He necessario demais allendernios que nos impor-
temos a materia prima do maior uso nessaseslr.olas,
que he o carvao de pedra, objeclo que lodos os dias
mais encarece ; que entre nos nflo estflo inflo lodos
os meios necessarios para se Lucren) esses colicortos
e reparares que conlinuamcnlc he misler tezer ; que
ludo ou quasi ludo so mandar vir com grandes des-
pezas; que entre nos os salarios sflo subidos, princi-
palmente para um pettoal idneo a um Irahalho, pa-
ra assim dizer, anda desconhecido no paiz. Cuinprc
ainda ni tender que talvez as condiees proprias da
nossa almospbera c do nossa clima nesta regiflo tropi-
cal, onde sflo Iflo varias as estarnos, poden Irazer mais
sensiyei necessidade de reparares superiores aquel-
las de que geraliuente se carece em outros paizes cm
circumslanrias diltereutcs cm tudo das nossa-.
Finalmente,Sr. presidente,deve-sc prudentemente
calcular o excesso de iiastts que sempre impoila urna
poca de tirocinio, uestesprimeiros lemposda inlro-
"ucrao de um mclhoramento anda nao conhecido.
ainda nflo experimentado ontre nos. llevemos ucces-
sariameute pagar a aprendizagem dessa qualidade de
trabalhos, c impossivel be que o servico se fara com
a mesma pcrter.flo, com a mesma economa e do mes-
mo modo satisfactorio com que he feilo em os oulros
paizes.
Ora, senbores, se os gaslos de couservaro c de ros-
tete cuslflo lano, avallara nos oulros paizes a mais
de 10 J do capital da cotistrurrflo, he terroso contes-
sar que c deve ir muitissimo alin. AUenda-te bem
a islo: dczQseis ral conlos para a edilicarflo da eslra-
da, e muito mais de 10 \ desla quanlia para os gasto,
de conservarflo e cosleio animal, islo be, muilo mais
ile 1 i;i!O:0O()5 anniiacs.
Temos pois o interese garantido do capitel fiando
para a conslrucrao da eslrada, na razao de 7 eu
1,120 conlos, que, cora o quanlum de conservarlo e
co.teio, sem exagerarlo, antes cora parcinionia cal-
culado, dar a cifra redonda de 3,000 cotilos cm que
pelo menos, se deve calcular a despeza .nnual com
as 20 leguas da estrada do Joazero.
O Sr. 'residente do-Conselho:Sito calclos mui-
lo exagorados.
O Sr. Saj/So bolo:Exagerados,Sr. ministro'...
Eu fallo rom a experiencia rfc lodosos paites neoda
'ac~ meftinraincnlos se tem exerulado, e parece-me
que pueria mesmo invocar esse principio de experi-
encia que vai apparecendo do pequeo trilito de
Maua, aoude por ora nflo sflo precisos grandes gastos
de conservarflo porque a obra acaba apenas de ser
teita; mas anude, como V. Exc. ralo ignora,a despeza
s db cosleio anda por 10:000 mensaes, ou pnr
12:00-3 por anuo, sendo o capital da eonstrajeeSo
;supporrho) de 1,800:000o ; carregai a esla quanlia os
gaslos de conservadlo qoe hflo de ir lendo o sen de-
senvolvimenlo logo que foTnegando a necessidade de
se acudir militas e cuslosas reparaees, e reconhe-
cei se ha exageraeflo no que exponho.
Senbores, o calculo que liz ha pouco he bascado
na experiencia muitas vezes hila em riielbores eondi-
(,'es do que aquellas em que nos oulros nos adiamos.
Vemos portante urna despeza de custeio e cunservarflo
nflo inferior a 3,000 conlos animae*.
E pergnnto cu: o governo Iratou do considerar a
receila provavel dessa eslrada? Considcrou esla ques-
o? lrou-a a limpo? Em que pai/. do mundo chesa
o governo a um accordo sobre um contrato scmcllian-
le sem ler esludado esla queslflo n'uma das suas liar-
tes i.....r pac, talvez a mais essencial, a receila pro
vavcl? Quaes sflo os dados eslalslicos que o governo
collgiu di receila provavel que poder ler orna eslra-
da fundada cm lal localidade.'
Sr. presidente, a verdade he que esse principio le
estrada de ferro, quo essas vinte iciraas que parlindo
da cidade da Babia se dirigcm para o interior, sup-
ponho eu que pete municipio de S. francisco, po-
dendo alcancar ate ao lugar denominado a malta de
S. Joo.
llu mu aparte que nao ourimos )
(l Si: Sayao Lobato: Seja qual fr a linha adop-.
teda, esla he aquella que, segundo as informa-
cees que lenho, foi explorada nesses Iraualhos laes
quaes ha pouco feilos na provincia da Baha. E
qualquer que soja, digo, a linha que se procure
seguir, sera um principio de eslrada parlindo da c-
dade da Baha para o interior at a distancia de
vinte legu-s, c inlercssando s a um ou dona muni-
cipios.
Senbores, eu considero loda a importancia dessas
loctlldadcs, e reconheco que ellas lerflo de ganhar
muito com o cstahclecimcnlo dessa eslrada ; mas
enmpre alleuder para a sua renda provavel, qual se-
r o movmenlo de populacflo que por ella ha de
transitar c que numero de toneladas de carga pode-
ro por ella ser conduridas. Este he que he a gran-
de queslao, c que compria ao governo considerar e
He faril de se reconhecer, Sr. presidente,qne,ain- j qoando todos esses quatroeentos engenhos pndpssem
da mesmo exagerando o mais qoe seja possivel, o j realmente ervir-se dessa eslrada, qoe elles a abasle-
nuroero do pessoal que he a artigo que mais impor- ceriam de merendonas capazesde a enlreler? Sr. pre-
laticia lem no movmenlo das estradas de ferro' nflo sidenle, qualrncenlnt engenhos de assucar, exageran-
sera lal que possa trazer para a eslrada um rend- do uns pelos oulros a mil arrobas.,
menlo de vullo. Has, na deficiencia de dados pos- O Sr. Augusto de Okceira:Mil arrobas? Nflo ha
livos que o governo nao nos ternecen, taramos nma urna s engeflhoca do serteo que nao produza mais,
quanlo mais engeuhos.
Una eos :O termo 'medio de cada engenho s3o
seis mil arrobas.
O Si. Sayio Lobato:Sei que ha engenhos qoe
produzem 0,000arrobas, 10,000 arrobas, al 20,000;
mas lambem ha engenho que he nnmiual, que nflo
produz cousa alguma; e iufeliimerue lenho experi-
ancia disto, lambem lenho OSr. Ferreira de Aguiar.NSo lem experiencia
alguma, porque nflo pode haver compararlo entre os
engenhos do Rio de Janeiro e os de Pcrnamboco ;
nflo raciocine por esta maneira, qoe erra.
O .Sr. Augusto de Oliceira:E\\t esla se respon-
dendo a s mesmo.
O Sr. Sayao [jtbalo ;Pelo amor de Deot Nao
desisto do proposito em que csloo ; bei de chegar
a urna concluan mailo seria ; rulo suppenham que
quera lirar por couclusflo do que dign que nip se
tee.am tees estradas ; declaro alto e bom som que
uSo he esse o meu proposito, porque bem vejo que
o teclo est consammado ; essas eslradat estao de-
cretadas, o crdito do paiz esto empentado ; ellas
serflo tei tas, meus senbores, mas sera teilas a cusa
do thesouro, alimentadas pelo thesouro ; a esle ret-
peito lambem nao lia duvida. A conclusio a que
quero chegar be oulra ; he que se ponha termo a
orna lal marcha, que nao te continu por diante'
porque enlflo as emprezas ja decretadas nao nao de
ser mais sustentadas, e o thesouro, que ha da terne-
cor, que ha de ser o sustentador detlas, nao lera
forras, nao lera meios. He mesma a bem dessas
emprezas que Iralo de apre-entar razos digis de
seren ouvidas pela cmara, coosideradas pele go-
zer ao caminho de fono
Siipponhamos que cada pessoa paga pela sua pan-
sagem nessas 20 leguas de 8 a 10}. Esla quanlia he
enorme, e crcio impossivel nao soque ella possa ser
adoptada, mas al que huovesse om lal numero de
individuos qoe a pudesse pagar. Mas em lira, adop-
tamos este calculo exagerado : 30,000 pessoas a 10
sao 3O0.0O0J, e para 3,000:000 ainda tellam.......
2,.>00:00:k
postan) ser transportadas na eslrada de ferro, ainda
exagerando o mais que seja possivel a prodcelo,
anda calculando ludo do modo mais favoravel, pot-
sara produzir 2,.>0(l conlos ? '....
Creo que nflo he possivel esperar mais de .OO.OOOS
em cargas, que com o exagerado calculo dos
>Oil:000,-J em passageiros, (eremos 1,000;OOOS ; de
modo que ainda vem a fallar 2,000:0003 para os
3,000:000 cm que devem importar os gaslos de con-
servadlo e costeio, assim como o iulcressc garai.ldo
a empreza.
E, senbores, um alcance provavel de 2,000 con-
los doris sera uhjeclo que nflo mercra a conside-
radlo do governo, ou que Ihe merera tflo pooca que
elle o po>sa deixar margem ? E, senbores, porque
ao governo nos onlro* depulado* demos um vol de
connanca quando nos pedio a approvarflo de om
conlralo que fez.se ulsar moito telgado a esle
respeilo, e entender por ventura que a sua respon-
sabilidade propra desappareceu ?
E porque o contra to foi feilo pelo governo, a
cmara ja o approvou, o o credilo do Brasil est
erapciihado, e o Brasil nao ha de ser caloteiro em
Londres e em parle ncohoma do inundo, haremos
lodo* nos calar, crozar os bracos e tediar os olbos,
nada dizer, nada argir ao governo, nada deliberar a
esle respeilo ?
Senbores, a continuar isto assim, a acororoarmos
lal procedimento, ainda que ebeguemos a ura
ponte de prosperidade fabulosa, ainda que a feli-
cidade surja como por encante para o Brasil, ainda
que a Divina Providencia dipense-nos as suas
graris de que uestes criticas rircumstancias tem
lana necesudade o Brasil, como bem o disse o ve-
neravel vitconde de Cajr ainda que ebeguemos
s circumslauciasas mais Eavoraveis de riqueza e de
prosperidade, sera impossivel escorar o crdito do
Sr. presidente, V. Exc. reconocer que a falla
de dados positivos a respeilo da populacao a da pro-
duee^p, a respeilo de tedas as circunstancias relati-
vamente linha de ferro de Agua Prela, que de-
veram determinar a provavel receila desla linba,
provem de erro pralicado pelo governo ; o governo
be que devia ministrar-nos esses dados, he qne de-
via ter justificado a sua obra com lodos os meios in-
dispensaveis.
Em auseucia desses dados positivos, digo com
profunda convierflo, segando intermtces, que con-
sidero exactes, que lal linha nio pode esperar, nem
o coucurso de pessoas bstenles que assegurem uma
renda, ja nflo digo avultada, mas que possa de al-
gom modo atlenoar o grande empenho em que esse
melhoraraeoto ficar sa nflo ter supprido pelo the-
souro, nem uma tal copia de mercidoriat eu cargas
qne attegorem eslrada servico que d proeeito lal
Brasil que se tem sustentado, que se tem firmado c i <|ue possa de algum modo concorrer para teacr face
llore- -ido na Europa, apezar do lodas as circuraslan- j a" immenso capitel em qoe importe a sua fundarao-
cias calamite-as por que tara passado esle imperio, i conservarlo e costeio. Teiiho razao para aflirmar
Senbores, que rontrasenso nao seria, qne vexanie qe nflo he possivel calcular com o rendiraeulo pro-
e que grave compromcimeiito para as mais firma-
das cspeiauras ins nossas iiistiluiros polticas, se,
ni opina mais propicia, com o complejo reslabelcci-
menloda ordem, com aquielafo dos partidos, com
a possvel romposieflo das ideas, com urna Iranquill i-
dade perfeila, e com a confianza de todos os brasi-
leiros no desvelado governo altamente protector do
pro da estrada, ja nflo digo para approximar o
equilibrio entre a receita e a despeza, mas ainda pa-
ra allenuar era grande cousa os encargos do thesou-
ro. Se eu calculei, quanlo eslrada da Baha, o
peso da gtranlia do lltesouro em 2:000:0009 por an-
uo, nao calculo muilo em considerar 800 ou mil con-
los o peso desla garanta quanlo ^ estrada de Per-
augusto chefe do eslado, se .lsse esse caso de que nambuco.
o crdito do Brasil delmhasse, e se (erdesse uestes Scnhores, he um gravissimo comprometimiento e<-
rirrumsiancas, quando dnranle a quadra calamitosa 'e, ainda mesmo tomado pe'o modo por qoe nalu-
da minoiidade. c qoando, Iranspoudo tantas revo- [ramenle elle se tradnzira era realidade para com o
Incoes, o Brasil sempre vio Ileso e florescentc o seu thesouro. Sem dovida elle nao vem de tropel, nao
crdito fc i vem a um s lempo ; o nobre presidente do consc-
Srs. minjslros, uma grave responsabilidade pesa
sol re vos ; he domen dever oestes rircumstancias
levantar a minha voz rude e losco para vos adver-
tir, cu, o mnimo dos meniliros desta casa. E, se-
nbores, en doo paralices i insignificancia da minha
psito, c dou-os porqoe som o prestigio de uma
auto dade que nao lenho, sem os rnalos de um
talento que tto pnssuo, c lao soinenle pela terca da
verdade, en aprsenlo o quadro fiel das cirriinistan-
cias do paiz : c como que a verdade sem corr.poslu-
ra c sem atavos (porque dispensa bem esses orna-
tos iCjIurna mais respeitevel ; impc mais.
Senbores, o que com razao acabo de observar
acerca da estrada de Trro contratada para a Haba
ia (I i lalvet rom relevancia de razocs na estrada
propealapara a provincia de Pernambuco, do Reci-
fea Agua-Preta. Parece-me escusado rcproduzir os
argumeu(os, que slo os mesmiasimos, asteracio fcia
na cifra dos gaslos de conseivacflo e cosleio de una
lioh 1 para cora a oulra.
Um Sr. Deputado : As circiimslancias nao sao
as mesrans,
0 Sr. Sayilo Lobato:Mas sao anda peiores.
1 maco::Veremos.
0 Sr. Augusto de Oliteira:Nflo baste dize-Io.
O Sr. Sayiio Lobato:Ooc nocleo de popolagao
exi-te em Agua Prela, cm lodas essas localidades que
possam ser interessadas cora a estrada de ferro ? que
popularlo, que produerflo ahi existe que avalle, que
determine com seguranc.i uma renda para essa estra-
da!' Eu ouvi dizer a um nobre depulado muito nte-
ressado era lal mclhoramento, em quem -suppunho
intermaces muilo especiaos, porque elle he natural
diflerisso. sua escolha, e nflo a privaste de seus cui-
dados, durante os pouros dias que restevam-lhe de
vida. Esla recusava sera hesitar. Assim madama
de Kertalon guarda-a comsiso ha mais dedez annos.
Ellas residen) anda cm Pars ? peigunlou o
conde.
Nao; etlabclecer.im-se na sua quinte junio de
Neullx, msdamesella de Kersalion nunca freqoen-
lou as sociedades, e resinnou-e a viver em ura reti-
ro quasi absoluto. De lempos em lempos dou-lbes
noticias nossa, e Irene po ompre na minha rarla
Sigamos palavras para ella. Es-a boa mora ja ama-a,
desoja extremamente ve-la, e se as enfermidades da
mili nao etigissem continuamente sua presenra, tc-
ria viudo visitar-nos. Ella mesma assim me escreveu
ltimamente. De oolra parlo madama de Kersa-
lion deve compreheuder emfim que nao tem mais
lempo a perder, se qoer casar a filha. Todas asas
consderares tezcm-ine crer, raen charo Jlo, que
bastar-lc-hia pedir; cerlamenle nao serias rejeilado.
(i conde menean a cabera, c nflo respondeu.
Madama de Kersalion nflo se separara da fi-
Ih.i. ronlinuou o cavalleiro; lu as conduzirias pera
aqui, c achando-se ereseldo o circulo da familia em
Ionio do muflo, nflo irias mais ruinar pela praia, moii
pobre .loaa. pois adiaras prazer como oulr'ora era
ficr enlre os leus.
Evidentemente o conde cxpcrmcntava alguma
dillieuldade cm furmolar nma resposla ; ao princi-
pio i expiimio sua determinaras por ora uesio.
Recatas? disse o cavalleiro com alguma sor-
preza ; mas tem iienliuina expre-sao de ilcsconlen-
lamcnto. Eia, explica-te sinceramente para que cu
sailia porque motivo....
Porque nao lenho mait inclinaran para isto,
responden o conde rom nma franqueza repentina.
Oh? meu lio, tinto que era mim ludo ac bou se.
nao pusso sor feliz da mesma maneira poique o fui
oulr'ora. Ainda quando Vmc. achasse para mim
Nao, lornou o conde, o he precisamente isso
qne eu vinha declarar-lhe.. Meo charo lo, quero
Iho parece que liga a maior importancia nao
seren desde logo sopporlados em loda a soa lo-
laldade esses encargos do lliesouro; be viste
que esses mellioramentos nao podem ser impro-
visados com a mesma rapidez com que o gover-
nz enlendcu dever fazer os contratos o determinar
qoe as obras se fizessem ; mas nem por isso com pe
tardo, ou antes com p muilo ligciro, elles deixa-
rflo do vir cahir sobre o lliesouro. E virflo rabiado,
Sr. presidente, justamente na occasiflo em que lal-
vcz anda mais desenvolvimeolo lenham as causas
qoe lanto araeacam as finanzas do Eslado ; enlflo
larrea que a falta de braros seja ainda mais sensivel;
talvez mesmo que a circnmslancia da guerra, que'o
nobre presidenlc do consenho enlende qoe deve bre-
ve terminar, lenlia dado de si todo seo maligno in-
floxo ; porqoe os estadistas da Europa consideran)
que essa guerra ameaca continuar por muilo lempo:
os internar ai compromcllidos nella, os recursos de
que dispoem as nares belligcranles, a eilensflo que
a guerra vai lomando be para dar serios cuidados,
fundadas apprehcnses da sua durarflo : a historia
esla mostrando que laes guerras sempre sao muilo
duradera*.
Senbores, em laes cireumslancias, era que oro-
verno se pode fundar para dizeros meios sflo fa-
cis, so promptos, o thesouro nao ha de ficar obera-
io ? O nobre presidente do conselho tellou no re-
curso de novos impostes principalmente laucados
as provincias que forcm aqunhoadas com as estra-
das de ferro. Sr. presidente, novas impnsiccs para
(nand talvez as cireumslancias do paz requeram
um allvo de encargos ?
nelrarflo, comprehendeu que o to senta menos sua
prxima separaran do que as lagrimas que Ma pai -
romper pnr algnm lempo rom mena hbitos; porm lid* ia causar a'Irene.
nflo posto faze-lo senflo afastando-me daqu. Nflo Tranquillrse-se, disse elle com tristeza; bei de
sou curioso e nao tenho tenlaccs de viajar por di- parlir sera rumor.
verliraciilo; he misler que Icnha ura lim, e esse lira
ser no inleresse da ramilla. Irei a Bombaim arrtn-
jar os negocios dessa heranra que causa-lbe lano
enibararo. Vmc. me e-perara aqui, c quando cu
voltar cuidaremos cm rasar Irene.
O cavalleiro ficou estupefacto ; pois eslava longe
de esperar lal dcclararflo. Na verdade elle dissera
s vezes cora-iso mesmo, que se livesse a idade do
snbrinho, ira voluntariamente India para aug-
mentar o dote de Irene ; porm nunca viera-lhe ao
espirito tomar a iniciativa de semclbanle proposla,
e menos ainda allribur ao conde a primeira idea.
Era esse o projeclo qoe te prcooopava, disse
elle emfim, penses nisso ha moilo lempo I
Sim, meu lio, respondeu o conde com leve he-
sitado ; pois sua resoluto datara somonte da noile
antecedente.
lie uma viagem de quasi fres annos, lornou o
eavalleiro; meu charo Juao, convm reficclir nitso
anda.
O conde manteslou por um gesto que sua deler-!
minarlo esteva tomada irrcvogavelmeiile.
Levanlnu-se e lanzando a viste sobre o relogio,
accrescentou:
Meia noile ja! Meo lio,permuta que me reii1'-
Vou acompanhar-le ale ao teu quarlo, disse
cavalleiro lomando um castiga!, e passando o braro
pelo do sobrinho.
Anlcs desahir do salflo Mr. de Kcrbrejean parou,
e contemplando o quadro qne represenlava a cun-
dessa murmoroo :
Se ca nflo vollar, Irene sentir a falla do meu
retrato ao lado do da infli.
Que dizes ? cxdimoa o cavalleiro ; lodos nflo
vollam ? Demais temos lempo para mandar retra-
lar-le ; nflo estas ainda cm vespera de deix.-ir-nos.
Os dous Kerbrejeans passarain a manhfla do dia
iCgninle regulando nesocios de inleresse, depois do
mcio-dia passearam muilo lempo junios sobre o ler-
raco, e depois do janlar o ronde sabio como cuslu-
mava lendo abracado a filha e o lio.
A' bocea da noile Catlcl Piolot parada porte de
tua ca-a, esculava com o pescoro e-lendido um ru-
mor longinqoo semclbanle ao ealope de um cavallo.
l'iii a .Mortaix para ler as intermarnesneressa- | Quando ressou esse rumor, ella lrou uma caria oc-
cuite no lenc.o do peseneo, e murmurou :
Seguramente ha alguma cousa extraordinaria
no castello.
Nesse momento um humera apparcceu ao tengo da
praia.
Boa noile, Cornentlno, crilon-lhe Catlel reco-
nhecen lo um maruihciro velho que linha qoasi lo-
do-os dias a honra de temar moito lempo com o
ronde. Ja vollis da taberna ? Que ha de novo ?
ras, dis-e elle (raudo do bolso ura livriiiho de lem-
braucas; eis-aqui minhas nulas. Irei provavelmen-
le embarcar na Inglaterra.
Pretendes enlflo parlir brevcmenle? pargnn-
lou o cavalleiro um tanto comuiovido.
Quanlo anlcs, respondeu o cunde. Vmc. lem-
mc dile cen vezes que nunca devera adiarse asean
sas resolvida*.
Toa ausencia necestilara de certos amate*,
urna uiulher Iflo perfeila como Amelia, eu nflo me, arlos qoe mandar parjat pelo notario.
sentina allrihido para ella, e nao pedera recobrar! 'o he terete de um dia, replicn o conde
os hallosi que seria necessario ler para aaradar-lhe. depois de manhfla comecaremo* meus preparativos
Preferiras casar cora .....i rampoueza : nter- | de viacem.
observo.! o cavalleiro : lercmos conlas quo regulir, Pouca cousa, respondeu o"marojo parando.
E o conde paaseoa comtigo hoje?
rompen o eavalleiro friamenle.
Bneonviria lalvet mais a ama campnnea do
que a nina niara nnhre, rcsponiteu o i onde tem cun
mover-se ; mas nao catara com nnguem.
E-continuaras a passar a mesma vida cxcla-
inoii o ravallernrom indiemeflo sorda.
MUTILADO
Oave-me, tontn o cavalleiro, taremos o que
quizeres; mas peco-le qne nada dina (liante de
Irene, alim de nflo allliQi-la anleripadaineule. A-
guardareraos o ultimo dia para Ihe annutiriarmns
tua partida.
Kmhora o ronda nao fo-e dolado de grande pe-
Nem boje, nem honlem.
Onde anda elle entio .'
Ncstc momento anda cavallo, e corre a loda
a bride. Encntrete aora no caminho de Morlax.
Elle parti! murmurou a velha; eu linba pen-
sado isso mesmo.... eis porque recommeodou-me
queso levaste esla carta hoje noile..... Virgcm
Sanlissima qne dir o setihor cavalleiro ?
(Owft'nuar-'r'-Aaj
ILEGVEI


gjVfV
OlAMO DE PERMMBUCO TERCA FEIM 26 DEJUNHO DE :S55
OSr. Presidente do Conselho: iga-me o que
se ha de faier ?
O Sr. Sayo Lobato : Nio v o nobre presiden-
te do conselho, lo ameslrado nos negocios, a dili-
culdade, 8 impossibiliade pratica de e poder lan-
Qar equitativamente taes impossrOeo 1 pois porque
um principio de estrada de ferro se fai na Baha on
Pernambuto interessando um localidade muito es-
pecial,ha de se vetar (oda a provincia, Ti < car urna imposiclo que abranja o lodo delta ? Nao
Ihe parece qne isto ser ummamenle vejatorio ?
Que este inconveniente poden chegar ao ponto de
tornar um mal o bem da airada de ferro T
Me, diz .o nobre presidente do conselho, de que
recorso jfe lanrar mo, dt que meios para acudir ao
crdito publico ejnpenhado '! O contrato est fetodt
a fpuMica fJ^Btasil est empeorada, he mister at-
tendera ftlo. He por issn que digo : (omai lento
nos contratos que; fazeis com tanta facilidad*, para
no dizer leviaedade ; lumai lenlo, reparai para os
recursos de que dispe o paiz. He por isso que sus-
tcnlo que se o governo, empenhado como se ada,
com os contratos que elle mesmo fez ou achou ja
feitos, se compenetrare da gravidade, da importan-
cia desta materia, da immensa dilliculdade que ella
encerra, por certo nao largaria mao do expediente
de apressar. de Improvisar a rvwin; i. deslas obras,
prescindindo dos termos preparatorios de todo esse
curtejo de circunstancias que deveriam ser esclareci-
das, que deveriam ser compendiadas, e que deve-
riam ser consideradas e avalladas para o governo re-
solver a queslo como cumpria. O governo, nao
declinando (lestes meios, nao s faria da sua parte o
qoe era de mister para regolarisar este negocio, co-
mo mesmo .qualquer demora que houvesso na execu-
(ao das obras nao era orna demora lamenlavel e pre-
judicial, era antes urna verdadeira vantagem para o
governo, era um prazo propicio qoe o governo leria,
e que poderia approveitar para salvar difliculdades
talvez antes insuperaveis.4
E, finalmente. Sr. presidcnle.se o governo bem se
possoisse de teda a gravidade da siluarao financeira
do paiz, por certo que se absteria de tentar novas
emprezascoro a mesma temeridade, com urna segu-
ridade qoe cerUimente nao poderia ler o governo, se
mais discreto fosse em attender, em estimar os altos
ioteresses de paiz as gravissimas circunstancias da
actoalidade.
O governo nao aventurara a expresses que o no-
bre ministro do imperio escreveu em seu relalorio
a respeito da estrada de S. Paulo, lomando desdej
um solemne compromiso de, da ana parte, concor-
rer para a prnmpla readsaoao de urna obra que as
circumatancias do-paiz nio pode'ser feita senao com
rondicoes l.in onerosas como talvez incomporlaveis
para n thesouro ; e entao o governo, Sr. presidente
que acusa a pressio da opiuijo que o representa com
urna forja que o empina e que o desvia do caminho
que devia Irilhar. o governo por tal modoacorocoa
taes exigencias, o governo as provoca com o reco-
nhecimenlo da mais satisfactoria predisposirao em
qoe se acha esse trabalho.
Eu liavia dito, em um aparte dado ao nobre pre-
sidente do conselho, que em paiz uenham do mun-
do se vio que obras desta natoreza, desle alcance,
fossem deste modo emprelicndidas pelo governo,
Kepito-o aero nenhum receio de errar, em paiz ne-
nhum do mundo era isso possivel que assim se fizes-
se. ; c o nobre presidente do conselho, que Inlcrrom-
pendo o seu discurso, a mim se dirigi contestndo-
me repelidas venes, nao o demonstran. Nem era
possivel que o demonslrasse, porque eu opporia ao
nobre presidente do conselho que mesmo nos paizes
tao adiantados em civlisar,ao,aonde estes melhora-
menlos sao tao condecidos e pralirados, aonde por
assim dizer j ha estados militas vezes feitos, j ha
urna appticacao tantas vezes repetida de taes
estudns qne parece ludo demonstrado, o estabe-
lecimcnlo de urna linha de ferro, entretanto nao he
questao que se decida em um momento.
Eu tenlio em vista agora, Sr. presidente, o que
sempre fez o eoverno francez a respeito do eslabe-
lecimeuto de ama nova estrada de ferro...
O Sr. Prndente do Conselho : Porque nao se-
guio esse modelo na lci de 26 de junho ?
O Sr. Saj/ Lobato : Essa lei autorisava o go-
verno para proceder era termos habis, para praticar
quanlo fosse mister praticar, para qae andasse dis-
creto e seguro na appcaoao de um melhoramenlo
semelhante.
O governo nao le pode apadrinhar com a lei de
*> de junho, nem declinar de si a responsabilidade
pelas tcrmiuaces detsa lei, porque a lei nao faz
mais do qoe dar ao governo a mais ampia antorlsa-
co para proceder discretamente e sem nenhum
conslrangimento.
E aqu devo observar, qne a grande razao que o
nobre presidente do conselho apresentou,o deque
se fez t3o forte para explicar a inercia do governo de
nio ter mandado proceder a nenhumas averiguarnos
e estados, isto he, a falla de meios pecuniarios para
as despezas queteriam necessrias, procede.
O Sr. Presidente do Conselho : Nada procede
na sua opiniao.
O Sr. Sayao Lobato :E o demonstro. Qualquer
despeza que o governo fizesse em tal assumplo, meus
senhores, em primeiro lugar era urna despeza de
nalureza a ser aceita pelo paii.
O Sr. Presidente do Conselho : Os seus adver-
sarios seriam os meamos qne sao hoje.
O Sr. Sayao lobato : Era o caso ale em que
um crdito supplementar teria todo o lugar ; mas
nem era indispcnsavel que o governo fizesse cus-
a do thesouro a despeza detses estudos, ele.
O nobre presidente de conselho sabe psrfeilamenle
que era possivel, fcil e natural carregar tal despeza
a companhia emprezaria ; a este respeito nao poda
haver dnvida, porque S. Exc. nao ignora que ou iras
despezas de muito maior vulto sao encarroada* a
companhia.
. O Sr. Presidente do Conselho : Nao lei nada
dislo.
de impasibilidades, era cerrar os ollros, ir s-cegas
ealirar-se-com temeridade a emprezas,a emprc-
zas alias l;lo importantes e necessrias para o paiz
e por isso mesmo devendo ser realisadas com segu-
ran ja.
Senhores,islo nao he objeclo para jogo de azar i
nilose sujeita a um golpo da sorle, nao se jogam por
lal modo oa recursos du paiz, a tortuca publica, o
futuro do Brasil.
') Sr. Presidente do Conselho : Declamarlo.
O Sr. Sayao Lobato :Declamarlo Nao sao
senao consideraeoes que lallam de ludo quinto le-
nho dito. V. Exc. he o primeiro que no sea inte-
rior deve reconhecer a procedencia Idalas raines ;
deve-o reconhecer, Sr. ministro, porque V. Exc.
lem urna intelligencia mulo apurada ; ecom res-
ponsabilidade da vossa posir.lo offlcial n3o podis
desprezar razoes 13o relevantes.
O Sr. Presidente do Conselho :Nao desprezo
as razoes, e sim as declamaces.
O Sr. Sayao Lobato :Meus senhores, se eu nao
estivesse no proposito de desempenhar um dever
que entondo que sobre mim pesa de um modo es-
pecial, e se eu nao eslivesse lan firme em ievar esta
cruz ao Calvario fazendo das fraqoezas forras, de-
veria desacorocoar com o que me disse o nobre pre-
sidente dojconselho.
Nao lenho apresectado razes, c s puras decla-
maroes He pura declamaco que os recursos do
paiz nao sao lo silisfaclorios como se diz, porque a
lavoura est em crise ; he pina declamaco que as
estradas do Joazciro e Agua-Prela hao de custar
muitssimo mais do que diz, se Uto o pensa. o nobre
ministro ; he pura declamarlo dizer que se o go-
verno continuar na marcha encelada, se repetir con-
tratos scinelhdiilcs, ento os recorsos do paiz, ainda
mesmo com recrescencia de impostos, nao poderao
jamis bastar para o desempenho do crdito pu-
blico...
SerHodeclamares, Sr. presidente ; porm eu ap-
pello para o joizo desprevenido, para opiniao de to-
da a gente sensata e prespiraz que atiende para o
futuro do paiz, e me satisface- com a sua derisa > ; e
a este respeito, Sr, presidente, ea dira lambem
que sastifeilo havia de ficar com a experiencia, com
o resultado pratico que daqui ha poucos annos (lave-
mos de ler, se nao entendesse que essa prova em
vez de trazer regozijo a um amor proprio exaltado,
que alias cu nunca tive, Irara' o veame e o pezar
para lodesaquelles que desejain o bem e a prospe-
ridade do Brasil.
O Sr Presidente do Conselho :Peco a
larri,
O Sr. Presidente:A.discussao fica adiada pela
hora.
Designada a ordem do dia, levan(a-se a sesso.
pa-
C Sr. Sayao Lobalc :E de mais, de qne impor-
tancia poda ser essa despeza para o governo, quando
por si linha tantos meios de que poda lanrar mjo ?
Tinha u engenheiro l.ane j engajado pelo governo,
e i sua disposirAo nesta corle, ha mais de um aune..
O Sr. Presidente do Conselho : lira engenheiro
hydraulico he que havia ser eropregado em estradas
de ferro I
O Sr. Sayao Lobato :O Sr. Lae tinha conhe-
_ rmenlos especiacs acerca desta materia. O governo
poda lambem empregarnessa cuinmissao os oflicia-
es uacionaes do corpo de engcoheiros ; o que ale
seria de mulo proveilo a esta classe. seando mes-
mo para dar a seus conhccmcntos tima appcarao
especial naquellc ramo de servico, que lambem nao
lie de urna nalnreza tao a parte que nao possa ser
beai alcancada por homens com os conhecmcnlos
que lem os nossos engenheiros.
Tinha alm disto, sem necessidade de augmento
de despesa, os operarios neressarios para acompa-
nhnrom os engenheiros ; lnba os Africanos livres,
linha os escravos da nar.io, cojos serviros gratuitos
seriam bao] aproveilados cm lal commissao. E fi-
nalmente quando fosse indispensavel o gasto dcal-
guma quanlia mais importante, Sr, presdeme, o
governo por certo nao recuaria peloprincipio da
severa economa de que nao lhc era dado prescin-
dir.
O Sr. Presidente do Conselho :Havia no con-
trato subsistente a forma porque deviam ser feitos
esses esludos.
O Sr. Sayo lbalo : O governo pela sua par-
te j se premuna de esclarccimenlos para elle mu-
lo necessaros.
Senhores, he visto qoe um objeclo desln nalu-
reza, mciecendo, comodevia merecer, toda a con-
sideraran do governo, compra que fosse attendido
por onlro modo; principal menta quando pan mui-
tos, c'lalvcz eu pudesse dizer mesmo para o nobre
presidente do couselho, anda nao era urna verdade
iuicir.imente demonstraila que fosse essa eslrada,
qne devia ligar a corle s provincias de Minas eS.
- Paalo, realisavel em toda a sua projeccao.
O Sr. Presidente do Coxselho : Podc-o dizer.
O Sr. Sayao lobato :Parccc-me, Sr. presiden-
te, que exislindo da parte do nobre ministro essas
apprehenses, o lisando elle toda a importancia
que devia prestar a esta obra, era muito nalurnl que
desde logo mandasse proceder aos necessarios exa-
mes para seu perfeilo csclarccimento ; al porque
se dos exames praticos resultaste o reconhecimento
de difliculdades insuperaveis, era o caso de vir pro-
pr ao corpo legislativo medidas para a rescisSo de
qualquer contrato ja fcilo, e a revogarSo da le de
J'i de junho.
Mas. nao, Sr. presidente, de todo se prescindi ;
o eoverpo entendeu que o melhor meio para nao
- aporar diflicoldades, para nao estremecer dianie
JURY DO RECIFE
Sla 23 de Junho.
Presidencia do Sr. Dr. Alcxandrc ernardino
dos neis e Silca.
Promotor publico interino Francisco Gomes Vel-
loso de Albuquerque l.ins.
Escrivao Joaqoim Francisco de Paula Esleves
Clemenle.
I'eila a chamada as l horas da manliaa. acham-se
presentes 2:1 jurados.
Foram dispensados :
A reqiii-ic io do inspector da lliesburaria provin-
cial, o Sr. 2.' escriplorario Dr. Antonio Wilruvo
Piulo Bandeira Accioli de Vasconccllos.
Por se adiar exercendo o cargo de juiz de paz do
segundo dislriclo da freguezia da Varzea, Manoel
Thomaz Rodrigues Campcllo.
Por ler apresentado attestado de molestia, o Sr.
Jos Mendes Carneirn l.eao.
Foram multados cm mais 208 os Srs. jurados j
multados no dia anlecedenle c os Srs. seguiules :
Hipolylo Cassiano de Albuquerque Maranhau.
Pedro de Alcntara Abreu e Lima.
Dr. Jos dos Anjos Vieira de Amorim.
Jos Alexandre Ribeiro.
Bernardo Jos Lopes.
Antonio Pereira de Faria.
Dcixaram de ser multados, por nao lerem sido no-
tificados, os seguales Srs.:
Seraphim Alves da Rocha Bastos.
Luiz Cesario do Reg.
Juaquim Theodoro da Silva Cisneiro.
Dr. Francisco Antonio Vital deOliveira.
Francisco Martins de Lemos.
Dr. Bernardo Pereira do Carmo.
Dr. Umbelino Ferrera Catan.
Dr. Manoel Joaquim de Castro Mascarenhas.
Jejo F'rancisco Maia.
Luiz Antonio Rodrigues de Aducida.
Dr. Luiz Duarte Pereira.
Jos Bernardo Ventura.
Jos Carnciro da Cunha.
Epor torem fallecido, os senhores :
Francisco Ensebio de Faria.
Jos liuedes Salgeiro.
Depois de ama hora da larde, nao tendo compa-
recido mais jurados alm do numero cima decla-
rado, o Sr. Dr. juiz do direilo proceden ao sorlea
ment de mais 25 jurados supplenles, r|ue sao os
seguiutes Srs.:
Joo Baplista Guimar3es Peixoto.
Joaquim Francisco Duarle.
Antonio da Cosa Ribeiro c Mello.
Antonio Leal de Barros.
Coronel Joo Francisco de Chahi.
Dr. Trajano de Souza Vellm.
Antonio Pedro de F'igueircdo.
Heinclerio Manoel da Silva.
Joao Pacheco de Queiroga.
Manoel Jos das Neves. v
Dr. Antonio Agripino Xavier Pereira de Brflo.
Luiz de Moraes Gomes Ferrera.
Manoel Gonsalves Pereira.
Caelano Pinlo de Veras.
Jos Teixeira Peixoto.
Antonio Carlos de Pinho Borges.
Coronel Trajano Cesar Burlamaquc.
Manoel Ignacio de Oliveira Lobo.
Dr. Francisco Epiphanio de Paula dos Sanios Ale-
luia.
Dr. Manoel Adriano da Silva Fonlcs.
Joao Antonio da Silva Grilo.
Joao Manuel Rodrigues Valonea.
Dr. Pedro Aulran da Malta e Albuquerque.
Jos Gonsalves Torres Jnior.
Francisco Antonio da Rosa.
OSr. Dr. juiz de direilo mandou proceder s no-
lificarcs, expedindo-se os competentes mandados,
adiando a sess3o para as 10 horas da manida do dia
2-j do corrente.
miMi. ------
DIARIO DE PERNATOCO.
Sendo designado para reger a 2.B cadeira do !t.
anno da Faculdade de Direilo d'esta cidade, o Sr.
Dr. Braz Florenlino Henriquesdc Souza, aoencon-
Irar-sepela primeira vez com os alumnos dodilo an-
Jio no dia 22 do correle, como lenle substituto no-
yamenle nomeado dirigio-lhes a segainle allo-
cu^ao:
Senhores.Chamado pelu governo de S. M. o Im-
perador a exercer o logar de lente substituto d'esta
Faculdade, creio que fallara a um dever sagrado'
se me nao prevalecesse da occasiao em que pela
primeira vez subo cadeira do Misino, para tesle-
muiihar publicamente o profundo reconhecimento
dequemearho possuido pela dislincta honr que
com essa escolha recebi; honra tanto mais subida,
cscollia lano mais apreciavel, quanlo ebncidern
com a poca da renovac.lo de nossa Academia, com
o preenchimenlo de sua reforma. .
Mas ainda que me enganasse cm meu juizo acerca
de um dever que me he grato cumprir, eslou per-
suadido do que jamis me censurarieis, porque nin-
guem melhor do que vos pode sentir quanlo he ver-
dadeiro La Bnncre, quando allirma nao haver no
mundo om mais bello exeesso que o do reoonheci-
mcnlo. A gratidao he um movimenlo proprio do
coracBo humano, particularmente forte c irresislvel
no coracao dos moros; e assim nao deixareis de con-
vir cornizo que nao pode haver grandeza em occultar
ou impecer as inspirarOes di nalureza. .
Exprimir-vos depois d"isln toda a ntiafacSo que
sinlo por ver-me de novo assnciado aos trabalhos de
urna classe, a que, ainda n3o ha muitos annos, per-
lenci, quando me nao parecesse quasi escusado, ser-
me-hia pelo menosimpossivel,seo tentasse fazercom
exaclidao. Ha cmnres iao vivas, c que de lal sorle
preenchem o nosso coradlo, que licni raros sao os
espirilos dolados da arlo e da forra necessrias pira
Ibes servir de interpre les. Porm eu me apresso a
renunciar essa empreza : em ninlia propria satisfa-
rn encontr alguma cousa que a contraria, obri-
gando-mc a se: circuinspeclo c comedido.
Vollo, he verlade, a nssoeiar-mc aos trabalhos
da Ilustre classe acadmica,,mas venho sobrecarre-
gado da obrigaro de os promover e dirigir; vollo a
par i i ha r comvosr.o as vigilias do esludo e o.s praze-
res sublimes que ellas offereccm, mas venho assu
mir al um certo poni a responsabilidade do vosio
aproveilamento. Esta idea traz-me lomliranca a
fraqueza de minhas forras, e ao considera-la me
desanimara, se cm vs mesmos nao esperasse encon-
trar urna valiosa cooperario para o feliz exilo de
minha nova c ardua tarda.
Ha para os professores de todas as sciencias,
diz um escriptur distinelo, urna obra maior lalvez
do que sabios livros e memoraveis de ro fallar dos discpulos que produzem. O paiz,lem
o direilo de dizer-lhes : moslrai-nos, nao vossas sa-
bias especularoes, mas vossas obras de inslruccao
e de ednrarao; o que fizeslcs dos alumnos que a
confianra do Estado e a esperanrn das familias en-
Iregaram s vossas mos "*
Eis-ah pois a importancia e a honra do magisterio
dependentes de resoltados lanto mais difliceis de
oblcr, quanlo o mestre, scmclhanle n'islo ao semea-
dor do Evangclho, nao lem infelizmente a liberdade
de escolher o terreno, a que deve confiar a sement
de soas doulrinas. Urna parle do trigo d'aquelle
semeador, cahindo sobre aspedras, seccou-se, como
nos dizem os escriplores sagrados, por falta de hu-
midade, c o sen trabalho perdeu-se. Tal he tam-
ben muila.s vezes a sorle do professor. Se a paixao
pelo esludo, se o ardor da emolacAo, se o amor da
glora no bumdeeem e fertilisam o espirito dos
alumnos, baldados sao os csforrns do professor: por
mais sSas, por mais vigorosas que sejam as palavras
do ensino, jamis poderao germinar e crescer sobre
o terreno ingrato e estril da inaplcacjio e da in-
differenra.
Tinha eu porlanto raza, quando ha pouco appel-
lava para a vossa assislencia. He realmente confiado
no apoio que espero das bellas qualidades, pelas
quaes vos distingis como alumnos doceis e briosos,
que eu cont ler a forra necessaria para nao suc-
cumbir larefa immensa que me foi imposta.
Nao coriheco acto mais grave para o homem,
do que a escolha da sciencia a que elle deve votar
todas as torcas que pode possuir para pensar e vi-
ver. Assini se exprime um illuslre professor da
Franca; cji muilo antes d'olle o principe dos ora-
dores romanos, fallando das incerlezas qne de ordi-
nario acumpanham a escolha de urna profissao,
linha proferido pensativo eslas solemnes pala-
REPARTigAO DA POLICA.
Parle do dia 21 de junho.
Illm. e Exm. Sr.Levoao conhecimento de V.
Exc. que das diffcreiilcs parliciparocs hornera e boje
receladas ncsla reparlira,consla que foram presos :
Pela subdelegacia da Ireguezia do Recife, o pre-
lo Jos, escravo, c Jos Antonio Pereira, ambos pa-
ra averiguac.es pliciaes.
Pela subdelegacia da freguezia de Sanio Antonio,
os escravos Antonio e Flix, tambem para averigua-
coes, Jeito da Costa Braga, Flix Fernandesdos San-
tos, Joao Ancclelo de nchele, e o porluguez Joa-
quim Rodrigues Campos, por nfraccSo de posluras
municipaes.
Pela sobdelegacia da freguezia de S. Jos, Hercu-
lano Jos Gomes. Sigisnando do Carmo, Honorato
Antonio Coelho, Marcos de Almcida Lima, Chris-
pm Marques, Eslevao de Souza Bandeira, ignal-
menle per infracriio de posluras municipaes, e Ma-
noel Jos Ferrera, para averiguaces.
E pela subdelegacia da freguezia da Boa-Vista,
Joaquim Jos de Sanl'Anua, e Manoel do Nasci-
mcnlo Ribeiro Castro, por suspeilos.
Commonicou-mc por nfficio desta dala o delega-
do do primeiro dislriclo deste termo, as 11 horas
da noile, do dia 23 do corrente, Antonio Thomaz
de Aquino, em occasiao quo passava pela ra do
("ueimado recebera duas eslocadas, sendo urna atraz
da nrelha e onlra na mo esquerda dadas por um
de seus cunaradas que nessa mesma occasiao o acorn-
panluvam, motivando o fado urna altercacan que
entre ambos se deu ; e que tendo-sc logo evadido o
criminoso, seesl na diligencia de o fazer capturar,
nao obstante nao ser ainda conhecide, o negar-se o
offendido a declarar qual dos seus dous camarada5
o havia ferido.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pcroamliuco 2"> de junho dt- 1833.Illm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Bcnlo da Cunha e Figaeircdo,
In hac omnium deliberatione difficillima.
coniell'filo, senhores. cm nossa primeira idade,
n'esseinleryallo crilico que separa a adolescencia da
idade razoavel, nenhuma crise ha de cerlo mais ar-
riscada do que a escolha da carreira que devemos
seguir, da profissao a que devemos dedicar loda
nossa activilade e toda nosa energa, para sermos
uleis a nos mesmos e patria. He esse o aconleci-
menlo momenloso, cuja poderosa influencia faz-se
sentir emloda a vida do homem; e tal he inexora-
hilidado d'csse primeiro lance da sorte, que o Ilus-
tre Bonnet, requintando na forra e vigor das expres-
ses, repulava n urna desgrara iuherente brevida-
de da existencia dos homens, a necessidade de esco-
lher, na ordem social, o lugar para que somos pro-
pros, em urna idade cm qne he qosi impossivel sa-
be-lo Mas onde esla a dilliculdade de que nos
falla Cicero, onde o perigo do erro que nos expc i
desgrara '.'
A ditli -uldade esla sem duvida em ouvir com at-
leiic.lo^e coragem a voz secreta da nalureza, em a-
bracar os conselbos da prudencia, que nos manda
seguir aquillo para que nos scnlimus aptos; o perigo
esla em abandonar-nos ao acaso; ou em ceder aos
prcconccitos sociacs, que nao poucas veres conlra-
riam as vocaes mais decididas e pronunciadas. Se
lomamos o primeiro caminho, achamo-nos colloca"
dos em posiriio de aproveitarcommodainenteas Me-
na forras, segurar o nosso futuro, c garantir bnns
serviros patria; se nos dcixamos arrastrar pelo se-
gundo, os resultados sao diamstralmenle opposlos :
em vez de successos, leremos a vida cheia de re-
vezes e de amargas decepees; em vez de ser-
mos uleis, seremos oncrosus aos nossos concida-
daos.
Tomando o expediente do recordar-vos aqu urna
das verdades de maior alcance no deslino dos indi-
viduos c das sociedades, mas que infelizmente entra
no numero das mais esquecidas, eu me congratulo
todava comvosco, na persuasjo do que a ella lereis
obedecido, inscrevendo-vos como alumuos da Fa-
culdade de Direilo : S a vonlade refleclida pode
prender a urna sciencia os espirilos menos vulgares.
E desde enlio, seguro d'esse primeiro elemento do
successo, so me resla felicilar-vos pela alta impor-
tancia e pelo brilhantismo da carrcia que cscolhes-
les, assim como animar-vos a proseguir n'ella com
lodo o fervor e peraevernnra.
O Direilo, senhores, nao reclama somonte um lu-
gar dislinclo na apreciado dos homens esclareci-
dos: por mais vasto e grandioso que seja umsxstc-
ma qualquer de instrucrao nacional, elle oceupar
sempre o primeiro logar, porque a juslira he a pri.
nieira necessidade dos posos, o primeiro cemento das
sociedades, a base de loda ordem c de loda discipli-
na, o fundamento da paz e da prnsperidade das na-
<;es. Depois do Direilo todas as oulras sciencias
classilicam-se conforme a ulilidade maior ou menor
de suas applirarOcs pralicas; c, percorrendo o cala-
logo das que nos sao condecidas, chegaremos na ver-
dade a convencer-nos deque he realmente segundo
os lempos o as circumslanciasdc cada poca, que os
homens Ibes lem concedido sua eslima em graos dif-
rerentet.
Assim, por cicmpln, sabemos que na idade me-
dia, n'ean grande poca de elaborarlo social, depois
da Ideologa e do Direilo, s a medicina era eslu-
dada com algum cuidado; e bem presents a rulo
d'este fado: assim como i juslira he o primeiro bem
d'alma, a saude he evidentemente o primeiio bem
do corpo. Pelo contrario as sciencias phisicas e nia-
Ihematicas, por isso mesmo que s oflereeiam raras
appcaroes, foram n'esse lempo pouc eslimadrs.
Mas desde que asdescoberlos modernas demonstraran)
sua mporlaucia na arle da guerra, c sua maior im-
portancia ainda as arles mais numerosas da paz,
nao lardaran) cssas sciencias a assumir urna ordem
elevada no ensino dos difTerenles paizes, passando a
ser diligeiilcmenlc cullivr.das.
S o Direilo, sahindo du lar da familia e da lenda
dos patriarchas para fundar o estado ; despojando
os svmholos e as imagen;, com que ao principio se
manifestar na arena da vida social e poltica, para
presidente da provincia.O chefe de polica /.m- revilir a formas de legislado escripia, e man de-
Carlos de Paita Teixeira. I pos o carcter scienlifico de jurisprudencia ; s o I principaes inleresses de um pov
Direilo, digo eu, chegido ama vez a esla ullima
phase de sua exislencia, conservou e continuar a
conservar sempre entre os homens o mesmo logar
de preeminencia no circulo dos assnmptos tao varia-
dos de suas nvesligacnes e estados. E a missao de
propagar o seu conhecimento, de perpetuar seu fu-
go sagrado de geraciio em geracao, recebeu lambem
por leda parle o carcter de ama funcejo publica,
ou para melhor dizer de om sacerdocio.
Como poderia deixar de ser assim ? Creado niel.
ligenle e livre, e homem enconlra cm sua passagem
neste mundo, seres igualmente inlelligenlcs e livres
como elle ; mas entretanto essa liberdade, que he
o mais bello predicado de sua nalureza, longe de
fazer sua ventura, faria su completa desgrana, se
as taimas da lei, deposiladas por Dos em seu co-
radlo e em sua consciencia. nao descohnsse o ho-
mem as sacrosantas palavras de Direilo e de Dever,
como sancc.Vi c como garanda da propria liberda-
de. Sem esle limite eterno, posto pela m.1o do Crea-
dor, podemos estar cerlos de que os homens, seme-
ntantes a esses guerreiros nasridos dos denles do
dragao morto por Cadmus, vollar-se-hiain com en-
carniramenlo uus contra os oulros; e o precioso ele-
mento de vida e de progresso servira de instrumen-
to fatal a reciproca deslruirao. A fbula dos and-
eos seria a mais crua das realidades.
Destinados pois pelo Creador a vvennos na so-
ciedade dos nossos semelhanlcs o Direlo cerca-nos,
conlem-nos, domina-nos de lodos os lados, lie um
presente dos Deose, dizia um grande orador da an-
tiguidade. He o soberano do mundo, exrlamava
Mirabeau, em um dos seus eloquentes eulhusias-
mos,
u O hornera, coiikrma Lerminier, nao pode locar
o homem, influir, uiodilirar, dominar, possuir as
cousas, sem ver inlcrvir o Direilo que regula seus
actos para com seus seinelliantes e sua dictadura
sobre o universo. He o Direilo que rene os ho-
mens, que forma o lar., social, diltributado a cada
um sua parle, guardando como um thesouro a pro-
priedade de lodos e de cada um, reculando os sa-
crificios necessarios; prolegendo as opinioes, as
doulrinas, as seilas, as religies, emquanlo nao
sahein do circulo que Ibes Iracou ; librando-se ci-
ma deltas, prestes a punir os desvos temerarios, as
violadles da liberdade, de quera he, por assim di-
zer, a religiao.
Daqui-ja vedes, senhores, qu nenhuma sciencia
pode igualar a sciencia das relacoes necessrias do
homem e da sociedade; ese lie helio, se he impor-
tante investigar, couhecer as Icis do inundo physico,
quanlo mais bello, quanlo mais importante nao
deve ser esludar, cultivar o Direilo, formula gene-
rica das leis profundas que regem omundo mural
e civiI
Mas nao he ludo. O Direilo e a liberdade pres-
lam-sfc um reciproco apoio, e isto merece nossa par-
ticular altencao. Importante em lodos os paizes, o
estudo do Direilo adquiro sem duvida muito maior
importancia ainda nos estados livres, do que nos go-
vernos absolutos, ou seja debaixo do poulo de vista
da uliddade publica, ou debaixo do ponto de vista
da ulilidade privada. Foi no seio de um povo livre
que a sciencia do Direilo nasceu por assim dizer ;
foi as cidades livres da idade media que ella se
deseuvulveu ; foi as monarchias temperadas da
Franca do seculo XVI que chegou a um alio grao
de prosperidade.
Nos paizes livres como o nosso, pode-se aflirmar
que o esludo do Diroito nao he somenlc urna pre-
parado obrigada para o exercicio de certas pro-
lissoes como o foro ou magistratura ; he tambera
um complemento uecessario a toda educac.ao liberal,
um ramo de inslruccao indispensavel a todo aquelle
que aspira honra de servir utilmente o seu paiz
uascarreras cvis, de represenla-lo no exterior, ad-
roinislra-lo no interior, ou defeuder simplesmenle
na escala dos corpos electivos sua constluicao c
suas liberdades. *
Conhecer o Direilo que os rege he urna cousa que
nleressa a todos os cdados ; ser esse Direilo bem
condecido por lodos, he um dos maiores inleresses
do governo. Aprendendo os nossos'direilos, diz o
Sr. C.Giraud, aprendemos os nossos deveres; es-
tojando a economa de urna liberdade sabia o ca-
rcter do cidadao adquire gravidade, a experiencia
do homem forma-so e amadurece. A raz3u publica
se eselaroc, o melhorameulo do Dircito preparase
lentamente. E que outra sciencia, em verdade
senao a do Dimito, pode prodozir os Lhopilal, os
d'Aguesscau, os Pothier, os Domat, os Lamoignon,
os Portis, os Malesherbes, os Taln e os Deseze f
Tanto he verdade, como observava o grande Bacon,
que os estudos passam para os coslumes, e coucor-
rem poderosamente para formar os caracteres. Tor
oulro lado he iiicontestavel que nenhum paiz pode
ser mais bem governado do que aquelle onde as leis
sao bem comprehendidas ; e o conhecimento dellas,
ao passo que converte-se em urna efflcaz garanda
de ordem, he lambem ama grande forja para os go-
vernos.
Julgo escusado moslrar-vos como o esludo do Di-
reilo he urna condicao necessaria de legitima in-
fluencia cm um paiz de discussao e de legalidade.
Sera que nada vos diga a respeito, parecc-rae que o
comprehendeis bellamente. O Dreilu he a melhor
arma do cidadao ; he elle que constilue a vida dos
povos.
Nao ha porlanto sciencia mais sublime, nem mais
apropriada a lodos os inleresses de urna narao li-
vre ; e foi sem duvida compenetrados da feliz in-
fluencia desse grande estudo, que os nossos legisla-
dores, por um aclo sempre memoravel do mais es-
clarecido patriotismo, erigirn) os dous mais bellos
ornamentes de nossas provincias, os dous maiores
troplieos levantados gloria do Brasil. Sim, seuho-
res, | fundac.'io das nossas Academias de Direilo
deve ser entre nos contada como um desies nasci-
nientos venlurosos que as inlelligen-ias do co
presiden) para favorecer s da trra. E que bnns
Inicios nao temos dahi colhido ?....
Foi tambem compenetrada do mesmo pensamenlo,
e por um aclo de patriotismo nao menos digno dos
nossos elogios e do nosso reconhecimenlo, que a le-
gislatura de 18l complelou essa magestosa funda-
dlo, abrangendo no ensino publico do Direilo dou-
dos mais bellos e mais vigorosos ramos da sciencia,
o Direilo Romano, complemento obrigado da .ins-
lruccao que a sociedade exige nos depositarios e in-
terpretes de suas leis positivas, e o Direito Admi-
nistrativo nao menos indispensavel ao advogado e
ao juiz do qoe ao administrador e ao simples cida-
dao, que desoja viver pela consciencia de seus di-
reilos, assim como dos encargos a que eslo augeitos
sua pessoa esuas propriedades.
I'oi ainda dominado pela idea da feliz influencia
de ensino jurdico, que o governo imperial, abrindo
um novo periodo inteiranienle favoravel aos pro-
gressos da nossa palria, nao deixou fra do seu
zelo esclarecido e de sua patritica solicitude a re-
forma e#a prosperidade do estudo do Direilo. Re-
cordando taes fados, e motivando assim a nossa
gratidao aos vares Ilustres e benemritos que para
elles concorreram. parece-mc que ouc<> a cada um
dos mesmos proferir, com muilo mais razo, estas
palavras solemnes do pola lyrico:
c Exegi monumenlum u-re perenoius
Apezar do quo vos tenho dilo acerca da magnilu-
de da sciencia que hoja oceupa nossa allenrao, nao
duvidou om celebre Id. contemporneo aflirmar qae
o Direilo nao era mais que o proprio bom senso ap-
plicado dirercao civil das sociedades e a/i governo
dos inleresses privados. E entretanto he urna ver-
dade pela qual estavam Moulcsquieu, chamando o
Direilo a razao humana em quanlo governa todos
os povos da terra, o Bossuct chamando-o a razao
mais ccrla, pois que he a razao rcconhccida pelo
consenlimcnlo dos homens. He urna verdade pela
qual lambem eslou cu.
Mas, receioso de nao amesquinhar aos olhos de
seus ouvinlcs, com sua definirn, a importancia da
sciencia do Direitg, iresmo Id. apressadamenle
exclama : Nao julgueis por isso, que essa sciencia
do bom senso seja simples e fcil. Ah .' nao lem na-
da dislo ; e sem maldizer da fraqueza humana, con-
vem que procuremos a causa desse fado na com-
plicarlo profunda das situaces sociaes, dos inleres-
ses pblicos, dos inleresses privados, das afleiccs
das paitos c das ideas dominantes. O Direito
na verdade he sempre um e sempre o mesmo ; mas
he msler descohr-lo e applica-lo mulliplici-1
dade quasi infinita das relares diversas que a
que a sociedade faz nascer cada dia entre os homens.
O Dircito he ao mesmo lempo um e diverso, perma-
nente e progressivo. D'ahi vem a dilliculdade do
sea conhecimento, on para melhor dizer, da juris-
prudencia.
Assim como nao ha sciencia mais apropriada aos
ro, assim tambem
.
nao ha nenhuma que.seja mais vasla que a do Di-
reilo ; e sua grande importancia, ao mesmo passo
que si..i dilliculdade melhor sobresaliera anda de-
baixo deste novo ponto de visla.
Faz.'ndo da juslira a mesma idea da sociedades
um dos mais celebres Icis. romanos linha detenido
a Jurisprudencia o conhecimento das musas divi-
nas e humanas, a sciencia do justo c do injusto :
Divinaran at/jue humanaran rertim noticia, jui-
li atque irjusti sciencia. Nao qae o Direilo, como
bem explica Du Cauroy, seja a sciencia universal ;
n3o qje os Icis sejam os nicos chamados a conhe-
cer ai cousas divinas e humanas. Mas he que to-
das essas cousas nleressam o Direilo debaixo de
urna relacao exclusiva, relaca,, que por isso mesmo
o distingue de todas es oulras sciencias. Se o Di-
reito oceupa-se das cousas divinas e humanas he
para discriminar nellas o justo do injusto o'quum
abiriquo...licilum ab llicito ; de sorle que co-
nhecer o direilo lie conhecer somenlc oque ha de
justo ou injusto assim as coosas divinas como as
humanas.
Eu nao dcsconheco, senhores, as interpretadles
diversas que essa definidlo famosa tcm recchido,
nem liio pouroas censuras dirigidas i pompa de suas
expresses ; mas he inconleslavcl que Ihe nao re-
pugna a evplicacao gcral do sabio romanista Fran-
cez; c pode-se al aflirmar que Ulpiano, delirando a
Jurisprudencia naqoellcs termos, leve evidentemente
em vislas da r.muevan inlima que une o Direilo ao'
inleresses mais momentosos da humanidade, o con-
tacto inmediato em quo elle se acha com lodas as
relacoes da vida humana, nao havendo lalvez urna
s que Ihe escape.
Ja vos preveni, com effeilo, de que o direilo era
a sciencia reguladora das relares obrgatorias dos
homens enlre si ; mas como as regula elle Nao s
na familia c na sociedade, mas tambem na cidade
c no-Eslado ; nao s no Estado mas ainda na Igre-
ja; e nao s na Igreja linalinenle, mas lambem na
grande familia, a que oulros edamam a grande so-
ciedade do genero humano. O Direilo Nalurnl. o
Direilo Publico, o Direilo das tientes, o Direilo
Consliluconal c o Direito Administrativo, o Direif
lo Ecclosiaslico c o Direilo Civil, o Direilo Crimi-
nal eo Direilo Commercial, sao oulros tantos ramos
vivos 11 essa grande arvore chamada sciencia do Di-
reilo, c que bem do a conhecer a complicarlo e a
dfficuldado inherentes ao seu vaslissimo dominio.
E aui a assim nao vos fallo senao do principal, vis-
to qae os accessorios tas sciencias auxiliares) me
levaran) mulo dos limites do mea assumplo.
Eis-adi porque, o Ilustre C. Comle. absorto na
conteiiplacao de tao grande numero de objectos, n,lo
hesita em diier : h Nao ha sciencia mais longa nem
mais tuslosa de adquirr-se, que a das leis. Vanea-
se hotneiH que, na dade de 35 anuos j se linham
distinguido as arles, as malhemalicas, as scien-
cias physicas. Se alguem se lembrasse de fallar de
um sabio Id. de 2"> annos, faria rir de compaix3o ;
n esla sciencia a expressao de joven sabiode que
sao 1.1o prdigos as oulras, he inlcirameiite desusa-
da : ella seria ridicula.
Todava mister he confessar quanlo as rondiees
desse ramo do ensino tornam-se cada dia mais sua-
ves. A sciencia do dircito constilue ama rica he-
ranja. coja acquisidlo ha sido progressivamente fa-
cilitada pelo bom uso e inlelligenle applicae.ao dos
esforros nSo interrumpidos de seos fiis cultores no
decurso de mudos scalas. Por loda parle o espl-
nhoso campo do positivismo vai-se turnando mais
accessivtl e mais ameno pela adnprSo de cdigos
philosophieos, caracterizados pela simplicidade dos
preceilos epela unidade dos principios. Por toda
parle busca-se com empenho separar da grande ar-
vore os ramos parsitas e os mos enxerlos, que a
faziam avullar desmesuradamente com prejuizo de
sua formosura assim como do sua ulilidade. E nos,
gracas ao bom Genio de Brasil, lemos tambem par-
ticipado desles progressos, como o tcslemunham
nossos cdigos acluacs.
Chegado a esle ponto fra-me necessario, e at dc-
sejava dizer-tos alguma cousa em particular, acerca
da excellencil e das vanlagens do esludo qpe fazo
objeclo dcslntadeira, cuja regencia me foi confiada
pelo Exm.diieclor da nossa Faculdade: mas recuo
Peran'.e a incenveniencia que de semelhante passo
porvcnlura hoivessc de "resultar. A!cancando-vos
ja' quasi no mlio do auno leclivo, lenho boas razes
para crcr que e meu Ilustre predecessor, aquelle a
quem foi dadoiniciar-vos no excellfiile estudo do
Direilo Criminil, sen duvida o fez, e de una ma-
neira, que eu nio poderia sem grande temeridade
repizar um assnmplo j tratado pelo saber e pela
pericia de om professor encanecido no ensino. Eu
presumo alm dislo que, com as luzes por vos mes-
mos adquiridas, ler-vos-ha bem fcil fazer appliea-
cao de ludo quailo disse sobre a sciencia em geral,
aquella parle do Direilo que dispe da liberdade, da
vida e da honra do cidadao, sagrados objectos que so-
bre lodos os mais deve inleressa-lo; direilo coja
realidade pratica lanja os priroeiros fundamentos
da ordem, tornanlo possivel a coexistencia dos ho-
mens no estado social.
Se julguei conveniente cnlreter-vos por alguns
momentos acerca a importancia e da difficuldade
inherentes ao estuca da sciencia jurdica, fui para
assim raplivar a lossa allencao, e sustentar a vos-
sa constancia, com ao principio vos disse. A ju-
risprudencia nao se paga com os esforros de alguns
dias, nem com os ardores passageros do enlhusiasmo
juvenil; e o querersaber delta sem longas fadigas,
ainda que seja soraeilo o mais necessario e indis-
pensavel, he a partida pouco invcjavel dos espirilos
vulgares e superficiaes. Os amigos cm sua sabe-
doria parecen) haver representado geralmente a sci-
encia, como nos diz Bacon, na figura monstruosa
do famoso Esphinge, que por muitos lempos foi o
(error e o flagello deshabitantes da Bcocia. Ora,
vos sabis qae, para vencer esse mouslro, iiiio foi
mister a Edipomais do que alguma penetraran reu-
nida a ama grande corrgem, assim como a impossi-
bilidade em que se achiva de correr; circumstancia
esla que, na opiniao do grande chanceller, serve de
recordar-nos a virlude da paciencia, emque o sabio
Bufn faz consistir o gesio.
At aqu lenho-vos filiado das difliculdades in-
trnsecas materia ; m.i-, assim como nada vos dis-
simullei a respeilo. lambem nao devo pas-ar cm s-
leucic as quelhe sao, por assim dizer extrnsecas.
Alindo aos obstculos e aos troperos desanimadores,
que desgracadameute ainda se cncontram no meio
social em que vivemos; e ainda sobre esle'poulo
desejo premunir-vos. Apezar dos grandes e ncon-
testaveis serviros prestados pelas nossas academias,
o reinado (yrannico da ignorancia adida se faz pesa-
damente sentir enlre nos: is suas victimas predilec-
tas sao, como nao ignoris, aquelles que, abando-
nando com o merecido desprezo as frioleiras e as dis-
sipares do lempo, entregan-sc todos cultura das
ledras, fazendo smente seus sacrificios sciencia
de sua escolha c de sua preferencia ; sflo particular-
mente aquelles que se acoliten) ao templo da jusli-
ca, para dahi salidera habilitados a exercer urna in-
fluencia legitima sobre os destinos do paiz.
Em 13o criticas circumslancias, ningucm pode,
em geral, raoslrar-se impunemente mais esclarerido
que o vulgo; e se o principante, sobretudo, lenla
ensaiar suas forra-, sahindo da esphera tenebrosa
onde a incapacidade seeulrintheira, para respirar o
ar do dia, iranicdialnmcnte una nuvcni de insectos
malignos, de aves nocturnas ctgoreiras se levanta pa-
ra obscurece-lo c aluicanlia-lo:
a Pal reniam coris, texat censura columbas, a
Mas adida isso me nao merecer reparo, se aca-
so, para cumulo de males e como cnnseqiiencia des-
sa propon,! satnica, n\o soudcsse das irrupees
funestas que no MO de vossa mesma classe tenia fa-
zer a paixao baixa c avilladorl, que nos espirites
ignorante, subsliluc a paixao nobre o benfica da
emulai.ao ou do amor proprio bem entendido. Nao
pronunciarei o seu nome. Vs bem sabis quo me
redro a essa paixao cxecravel c perigosa que a sa-
grada Escriplura chama"ho ,ualfa:ej", fazendo
della o allribulo especial do espirito das trevas, que
s durante a noile semeia a sizana entre o bom tri-
go- Tao grande he o meu empenho para que a de-
testis de coraran, quanlo sera' era promover os in-
centivos fiivoraveis aos vossos progressos. Bem tris-
te e desauimadnr he sem duvida ludo isso que acabo
de recordar-vos. Purm n3o dessnimeis, jovens aca-
dmicos: a constancia, a resignaran- e a paciencia
ludo poden) vencer. A carreira que escolhesles he
um combate perpetuo; mas vede que a lula he glo-
riosa e al engrandece os que nella enlrain com le-
aldade. Os combates da intelligeiiria e do saber,
longe de desanimar e deprimir os alhlelas que nel-
lesse'einpenhani. devempelo contrario commonicar
um novo ardor a's soas lidas, e desenvolver de um
modo tneis ecaz o stu talento; os mesmos revezes
nao sao nuteis, porque servem de levantar os espi-
rilos e dar nova tempera aos caracteres.
Prosegu com aflinco % denodo ; e a mais dignas
recompensas vos esperan)... A admnislrarao, a ma-
gistratura, a diplomacia, o foro, as assnrablas pol-
ticas e as mesmas F'aculdadcs de Direilo sao oulras
lautas posees era que brevemente seris apoulados
como a honra c o escudo do Brasil... Porque deveis
sobretudo lembrar-vos que se trata menos de vossa
gluria e de vosso futuro individuaes, que da glora
e do futuro da patria; Irala-se da gloria a mais pu-
ra, a da intelligencia; Irala-se do futuro mais chara
e preciosoo dos nossos filhos.
Quanlo a mim, senhores, s posso promeller-vos
qQe nao pouparei estoicos nem sacrificios para bem
dirigir-vos e auxiliar-vos em'vosso esludo; e com-
anlo que correspondis o? minha solicitude, em mim
acharis lodo o apoio e benevolencia de que pon en-
tura necessilardes. Nada mais aspiro, nenhuma ou-
tra recompensa ambiciono, a nao ser a vosso apro-
A trova dizalegra,
Dizamor, dizpoesa,
Da noile de S. Joao.
Salve noilo ahenenada
Pelo infante festejada,
Pelo mojo e a donzella :
Das prazer a mocidsde,
E a velhicc lem saudade
Recordando a cslac.io bella.
Salve noile tao amada,
Tao alegre e desejada.
Do festivo S. Joao.
Noile cheia de folgaies,
l'e misterios a de azares
De prazer e de paixao !
2i de junho de 1855.
n. c
COMARCA DE SANTO 4NTA0-
No dia 1 i do corrente seguio na nanbaa com sna
Exraa. familia para o Recife, o Exnj Sr. Dr. Ansel-
mo Francisco Perelle, ex-juizdedircho desta comar-
ca, ejuiz do commercio da cidade o Recife : S.
veilamenloe o vosso triumpho, pelos quaes sao lo-| Exc. acompanhado por seus rarenlne alguns a lui-
dos i
>s os meas votos. Os successos dos discpulos s3o "oi *l.f_ "Senh" (Jueimada.', tres gnas distante
verd.de.ra recompensa dos mestre., sao a coroa I lc salldadesdeixa,.do todos os amigo '!,' ~
mais digna de seus trabalhos e fadigas.
Reconhecida como se acha a defticienria de bra-
cos, que principalmente se empreguem no servico
da agricultura em nosso paiz, e sendo por todos sen-
tida a necessidade le suppri-los por meio da coloni-
sac,lo, alenla a censadlo do trafico dos Africanos,
pareceu-nos conveniente apreseular aos nossos le- I lodos sem a menor distinecao
tures a seguinte proposla para o engajamento de ro-
lnos Chins, proposla feita pelo Sr.Dr. Fairbcafcs,
lislinclo medico residente na "
que o acnni-
panharam, e a oulros no maior esladf de conslcr-
naco.-a lemhranca do Exm. Sr. Dr. P*elle,este pro-
tolypo da magistratura Brasileira estafe sempre gra-
vada nos bnns scntimenlos da romaica de Sanio
Aniao.S. Exc. soube sempre fazer jusc;, sem trepi-
dar jamis : mn.lrou se conlinuamcni zelnso pelas
allribuires de seu cargo e dotado da afabilidade e
inteireza que Ihe s.lo proprias, prot>a|ignu-ss a
iiircao ; o ctiicler franco,
sisu-Jo c forje de S. Exc. nao desmefir nunca ao
respeilavel corpo commcrrial da bolla cidade do
(aquella cidade ; pnrqnanlo, devendo esle similor
passar aqu no vapor de jullm prximo vindouro, he
mu provavel que disponlia alguma casa commer-
cial desia praja a encarregar-se lamben) do mesmo
objeclo, e nesta hvpothe-e mister.he que estojara
prevenidos todos aquelles que tiverem necessidade
de colonos, para os mandar vir desla vez, fazendo-
se deste modo urna expereucia que, se for bem suc-
cedida, Irara grandes vsutagens a nossa provincia
pelo desejo geral de seguir esse primeiro exemplo, o
que de cerlo nao falhar. ,
Forma do contrato assignado pelos colonos chim
remetlidot colonia ingleza de Demerara, e
Iraduzido do original publicado as linguas in-
gleza e china.
Ea natural da villa de.... na provincia de.... na
Cluna, lendo... annos de idade, lenho contratado
embarcar na galera... com o fim de proceder co-
lonia de Guiara Brilannca, ohrigando-me logo na
minha chegada a niesujeilar s nrdens do asente da
emigradlo daquella colonia, e i qualquer especie de
trabalho para o que for destinado, quer de enge-
nhos, ou plaulacoes,durante as horas costumadasde
trabalho daquella colonia, ou mesmo cm qualquer
oulro servico, conformo determinar o agente da
emisrarao, ou quera estiver de posse dcsle contra-
to, c fazer o dilo servico pela quanlia de.... pesos
hespanhoes raensalniciilc, sustento de S oncas de
carne, e libra e meia de oulras substancias alimen-
ticias diariamente, o curativo medico c remedios f
duas mudas do roupa, um cobertor e ama camisa de
bala animalmente ; sendo oulro-sim convenciona-
do, qne no caso de molestia, se exceder a 15 dias, o
meu salario ser suspendido at o meo rcslabeleci-
inenlo, recebendo no enlantn a assislencia medica e
remedios. Ou em lugar do anlecedenle eu recebe-
rei a quanlia de... pesos mensalmenlc, provendo-me
de mantimentos e outras censas necessrias. cura-
prindo eslas olirg.icoe. pelo termo de cinco annos
consecutivos, sendo esle o termo estipulado deste
contrato, duranlco qual nao mesera licito sabir da
colonia, nem negar os meus servidos pessoa a quem
for transferido este cntralo, e terminado esle lempo
poderei disporde mim como tu cnlendcr.
A minha passagem e sustento bordo da embar
oar,i,> sera por milla dos Srs. H.vdr- Hodges & C.
de quem lenho recebido a quanlia de... em peso de
prala para o meu preparo para a viasem, assim co-
mo duas modas de roupa para o desembarque, com
,i condicao que ambas eslas quanlias de... sero por
mim pagas em Demerara, ordem dos Sr. Hyde
Hodges & C. a razan de um peso mensalmente, cuja
quanlia sera descontada do meu salario pelo agente
da eriiisraco.ou pelas pessoas* quem for transferido
esle contrato, somenle por esle, epor nenhum ou-
lro motivo, ser descontado cousa alguma de meu
salario, e em f de cumprir fielmente este contrato,
cu o tenho assignado em... ueste dia de... de isa...
He convencionado que o salario principia a correr
2i horas depois de desembarcar na Demerara, se
ambas as par es contraanles nao concordarem em
annullar o contrato depois da chegada.
Proposta para a introiucra de colonos Chins na
provincia da Bahia.
O Dr. G. E. Fairbanks lendo de ir China, por
viada Inglaterra, pelo vapor de julho prximo, com
o fim de engajar o remoller colonos para alguns Srs.
proprielarios de Nazarelb, olTerece os seus prestimos
aos Srs. desla cidade < do Rcconcavo. que desejarem
aproveilar esla occasiao fnvoravel para se foniecerem
com criados para o servico domestico, assim como
Irabalhadores para a lavoura e industria.
Esles colonos serSo por elle escolhidos na China,
lendo especialmente cm visla os serviros para que
sao destinados, e smenle ser3o-embarcadas pessoas
menores de 30 annos, robustas, sadias c de boa re-
putadlo no sea paiz. SerSo entregues na Balda pela
quanlia de 1508 cada um ; a saber20g ao assignar
o contrato, e o reslo na chegada dos colonos
Baha.
No embarque dos colonos serao observadas as leis
e recudimentos eslabelecidos pelos governos Inglez,
e Americano, c condecidas debaixo do nome de
Passengers act a respeilo da escolha das em-
barcares, maiilimenlos e Imm Iralamenlo dos co-
lonos durante a sua viagem para -i Baha, onde che-
garao provavelmente nos fuis de fevereiro ou prin-
cipio de marco.
Os contratos sero regulados por aquelles feitos
com os colonos Chins remet i los as colonias inglezas,
como se v na forma junta, a saberengajamento
por 5 anuos, e salarios de i pesos mensaes, com o
competente vestuario, e sustento : serao impressos
as linguas Portugueza e Chim. e assignados em
duplcala, um tirando no poder do colono, e o oulro
remedido a pessoa que liver contraa lo os seus ser-
vicos, servindo assim de Ululo.
As quanlias adianladas serao garantidas pelos Srs.
Caldas & Le3o, negocianles c proprielarios eslabe-
lecidos oa cidade de Nazarelb, em cuja casa serao
recebidas eslas quanlias, e na cidade da Babia na
casa dos Srs. Gustavo de Caldas linio & C, ra
Direilado Commercio n. 4.
Baha 15 de junho de 1855.
Baha, aos Intuanles Recife,a quem felicitamos por terem mo juiz a S.
id i on lo iIl: I cnnhnr t7*n monnlan .1 -. .H^ .1_____. _*_^._ aAi*__
Exc. magistrado digno dos maiores sobiimadns en-
comios. De passagem diremos que enverno im-
perial cobrio-se de glora com nomajcao doEim.
Sr. comineodador Perelle,o qoal Deostrmitla srja
aqui subsliluido por um juiz que o firdie ; feiiz do
povo que liverjoizes como o Exm. Sr. lerelte.
Cidade da Victoria 15 de junde de 1c
Ao Illm. Sr. Dr. Francisco de Sno Cirne Li-
ma.Constando aos aba i xas assignadnsjjue no Kcho
Pernamhueano lem appa/teido alguns sanos em de-
sabono da polica de V, S. a quem injsjlameiiie ta-
chan) de perseguidor, ajoando que smeie a V. S.
pralirado actos de jnstica c mnderaro, sode-nos por
isso aflirmar que muito salisfeitos estarnos cora a ad-
minislracao policial de V. S., e nao monos com os
aclos dos de mais rmpregados que por forlu la nossa
permanecen) nes!a comarca, e que sao dignes de lo-
do louvor. Dcsa exposido em obsequie a verdade
passamosfszer publico ; o somos de V. g. attencio-
sos veneradores o criados.Francisco dcBarns Cor-
rea de Queirs, lente coronel camm ndenle do .1.
halalhao da guarda uacional da cidade4a Victoria
senhor do engenho Serra.Antonio de ibrm Pe-
reira, proprietario do engeubo Carrico.gg r gar.
ras Corrcia.coni parle n engenho Agiia-Csoip;ida.__
Manoel dos Prazeres Barros Correia, proarielirio do
engenho Agua-Cnmprida.Luiz Cesar Pedo le Fa-
ria. rendeiro do engenho Coqueiro. Josi Mendes
Carneiro Le3o, proprietario do engenho Taquiri.__
Caelano Correia de Oueiroz, proprietario o tnse-
nho Tabocas.Domingos Martins Pereira Monteiro.
--Jos .Martins Pereira Monteiro.Lo uretra Mar-
lins Pereira Monteiro, rndeiro do engento Bocea
da Malla.Flix Ferreira do Moraes, realelrif de
engenli Ronda,Luiz Marlins Pereira Monteiro,
rcudeiro e proprietario do engenho Cachqtjra.__Ma-
noel Duarte Cosa, proprietario.Jos p>rreia de
Qneiros, proprietario do engenho PedrtBranca.
Joaquim de Barros Correia ileOueiros.csnsenhor em
parle do engenho Pedr Branca e rentkiro do en-
genho Cueira.Joao Carneiro Rodrigue) Campello.
rendeiro do engenho l.ivramenlo.Anteiio Rufino
Alves Correia, rendeiro do engenho Unira.O ca-
piao Joaquim Manoel da Silva, proprdario do en-
genho Cacboeirinha.O padre Antonio omes deFi-
gueiredo. rapellaodo engenho Cueira.sj padre Ma-
noel Jo Pereira Pinto de Lcmo<, c^ojiao do en-
genho Matapiruma daEscada. n Marques de
Almcida, prqprielario do engenho- Pagas.Firenino
de Souza Leac, proprietario do riigeiiho Balara.
Jos Gomes da Silva, lavradar i/o engesho Coquei-
ro.O vigario Francisco Xavier dos Sjeos.
A PEDIDO.
AO MEU COLLECA I". AMIGO M- K- F. J.
a noitx sx s. joao.
Arde o tetta liarril, arae .. rjl,cra
I...i loan a.. J lo h lar ih i
O crclulo murtal aiiora indn^.i
(! ... Vlimlij ,|c llinru.
Salve noile abencoada.
Toda de prazer ornada,
Do festivo S. Joan,
Pela donzella querida,
(>ue s busca alegre vida,
E mudar de condicao.
All se accende a fngueira,
Aqui estoara a roqueira,
All eslao a dansar :
Soa o festivo pandeiro
Vsjc o riso lisonjeiro
Por toda parle folgar.
A familia alm sentada .
Da mesa cm torno grupada.
as -nr te. vai ver seus fados :
Trocam-se lindos segredos,
Das mocas os roslos ledos
Se lornam mais engrarados.
Corre a crdula donzella,
Inda na inlancia singella,
A ver qoal he sen futuro :
Laucando na limpha pura,
Um fresco ovo, figura
Ver navio, casa, ou muro.
Oulra busca oovir um nome
Toda alenla se consom,
Atraz da porta a escudar;...
Com acna na bocea espera
Debadle... ja se exaspera-
loca a rir, toca a folgar I...
Esla correndo na terra,
Um albo cortado enterra,
Ojo ha de vir a responder :
Se rebentar n'oulro dia
Dirsim '. oh que folia
Quando a planta se vai ver !
All, em sala adornada,
A don/ella enamorada
Escuta lerna ao ara inte :
Formam-se pares p'ra dietsa,
E do moro na lemhranra,
Fica da moca o semblante.
A oulra um caslo segredo
Innocente, dito a medo
Faz pillar o coraran.
E dasorle apaixonada
Quando lula ao p da amada,
Como he doce a cinii-.o !
Na campin o gil moro
Calca alegre sen sohroco
Mil liepes que eslao a arder :
Ou sobre a braza cslralando
Vai a esjefgl pipncando
Do bom niilho a recender.
Vem o bolo r<**fcnilenlc,
Vcrn a cangica tremente,
Vem a canna a fumaear...
Formam-se mil pensamentos,
Correal lestes os momentos,
Todea procuran) folgar.
J e escuta lira.i linda,
'm.i trova enamorada,
Qoe acompanha o vioiao :
VAIfEDADE.
De Calaveras-Counlv. no estado da California
inandam 'exposican de Pars o maior pedaco de
ouro al hoje coehecido. Est ja em canlnho*psra
Franca.
Pesa 160 libras, sendo 15 somenle de quarlez, o
resto he de'ouro puro. Conforme o Nete-York Ile-
rald o seu valor he de 38,916 dollars, (mais de 87
mil cruzados) e foi vendido por 5 feliz.es miuriros a
um americano por 40,000 dollars {90 mil (rozados.)
Ele pedaco de ouro lie quasi 10 vezes maior que o
que foi encontrado sin 1 de marro de 1853 em So-
nora, e que pesava 217 oncas. O valor deste ulti-
mo era apenas de 1,250 dollars ( perlo de 10 mil
cruzados.)
Afacroio.O sabio phynologo Mr. Floiireiis,
publicou um livru sobre a duradlo da vita huma-
na, du qual exlraliimos os seguintes casos de longe-
v idade :
Poncio Lepage morreu em 1760, no dscado de
l.uxemburgo, contando 121 annos. Pouco mpo an-
tes de morrer caltvava a sua herdade efazia jor-
nadas de 6 a 7 leguas.
Leonor Spicer, fallecen na Virginia sin 176R,
com 121 annos. Conservon o aso das suaifaculda-
des al o derradeiro instante.
Mad. Iternel, morreu em Ciarleslovvn s 1820,
lendo 123 annos de idade. Rccordava-selcrreila-
mente dos successos occorridos havia 1 secjlo.
Grandez, ourives, morreu no Lancucdoi era 1751
com 126 annos. Trabalhava ainda 10 o lidias an-
les de morrer.
Joao Newel, fallceeu em 17(11 com IfJ annos,
conservando sempre loda a sna intrlligeiicis.
Joao Bailes, inglez, marchants, morreuim 1706,
cora 130 annos. Nos ltimos aehos da sua Vida cun-
duzia elle proprio os carneires s feiras.
Margarida Luwer, morreu cm 1739, coa 135 an-
nos. Pouco lempo antes de morrer ia lodk os dias
visitar urna amiga que morava na dislance de urna
lesua.
Pololiman, crurgiSo em I.orcna, morreuem 1825,
com lio anuos. Extrado com admiravot destreza
om cancro a am enfermo na vespera da a morle.
Thomaz lar, marren envl.ondres cort 152 an-
uos, cm 1635. Al aos 130 anuos pode estregar-se
a lodos os trabalhos agrcolas.
N. Obrsl, caraponeza da Silesia, morree em 1825
com (55 annos. Ainda no dia anterior a> da soa
morle andava Iralnlbanlo na lavoura. <
Jos Surringlhon, da Noruega, morroecm 1797
com 160 annos, conservando se no pieW uso das
suas faculdades.
Joao Bown e Pedro Zortan, nasceram ti Temes-
war (Hungra), o primeiro morreu em 17*com celt-
io e setenta dous annos, e o segundo en72i com
185 annos.
Annibal Camoux, morreu com 121 anos, figura
esle macrobio n'um quadrn de Horacio *net : be-
ba muito vinho e usava de maos alimente.
O rirurgiao Pololimam de que cima hilamos, c
que morreu em 1 Ul annos, embebedavase lodos os
dias.
A eamponeza Obrsl, que morreu conaLV annos,
beba regularmente 2 garrafas de agsr'denle ;e
Leonor Spjcer, que fallecsu lendo fcil nnos, nao
fazia uso de bebidas espirituosas.
Grandor, morreu com 125 anuos, c ntnca seqner
|,provoa o vinho,
Dionizio Guiguard, que fallateu com 121 auno,
habilava n'uma cova de Ierra aigidisi. .
Draakemberg, com 126 armes, foi carlivo dos cor-
sarios argelinos, e esleve em rigoroso pdveirn 15
annos.
Joao Laflilh, morreo com 136 anno.-, leve desde
muilo rapaz o costura de lomar ou llibanhos por
semana.
Joao Causear, e>leceu aos 13? anuos. fi\ quasi
exclusivamente de lci te.
Jo.1o de Ontrego, morreu com 116 aseos. Quasi
que s so alimenlava de conves c milho
Thosaaz Par, morreu com 152 anuos Durante a
sua longa vid s comeu po c queijn. fcile e ccr-
veja.
Pedro Moran), que vives 185 annos, tnicamente
se alimenlava cora legumes.
Zima/ do Commercio de Jisboa.;
COMMERCIO.

'HACA DO RECITE i5 l>E JUNIO AS 3
HORAS DATARDE.
Colar;*es ofliciaes..
Assocar mascavado retolar ltfi.10 pof arroba.
Dilo dito bomI.HTltOc 1750 idem.
Dilo dito fino19950dem.
ALIANDEGA.
lien.lmenlo do dia I a 23. .
dem do da 25.....
275:18854.38
15:31(9386
290:4993966
ntscarretam hoje 26 de uilio.
Barca ingieraScrj/tomercadoi i|s,
Brgae inglezFari/biealhao.
MUTILADO




^..

cm caroro. .
Esprlodc agurdenle
Agurdenle cachaca ,
licnebra de canna do reino. resillada t.....
[.icor .
Brigue hanoveriano Diligenciafarinha de trigo.
Brigue sardo Dainomercadorias.
Brigue hespauholJoven Eduardpipas vasias.
Patacho brasileirol'alenlefarinha de trigo.
Hiale brasileiro Dous Amigos(ama e charutos.
' Imporlaca o
(Jalera ingle Seraphina, viuda de Liverpool,
consignada a Johnslon Paler i Companhia, raani-
festoo o seguinte :
5 barricas vidros. \ fardos e 2 caixas lecidos de l-
ate, 15 caitas quinquilleras, 4 barricas e 1 caita
ferragens, 12 barricas cerveja,4 fardos tecidos de la,
1 embrulho relogios ; a J. Hallidav.
3 caitas pertences para sclleiro, 50barricas carre-
ja, 1 caita encerado. 1 embrulho tapete, 1 barrica
ferragens, 1 dita bules e cafeleiras, 1 caita cuidara,
10 feites ac ; E. H. Wyalt.
I caita Da de algodo, 1 dita Invas de algodo ; a
Feidel Pialo & C.
5 caitas lecidos de linho, 27 ditas ditos de algo-
dito e chapeos de sol, 6-2 barricas cerveja, 1 caita re-
logioa ; aRussell Hellors & C.
130 barras e 289 feites ferro, 7 barricas e 1 caita
ferrtgens, '20 caitas entadas, 8 ditas oleo de liiihara.
1 gigo vidro ; a Souza & Irmos.
I caita tecidos delinho,28 fardos ditos de algodo;
a J. Crabtree & C.
1-23 barras e 150 chapas ferro ; a Rnllie & Bi-
doulac.
.19 fardos 29 caitas lecidos de algodo, 8 dilas
ditos de linho. 2 dita ditos de dito e algodo, 8 di-
las lencos, :l ditas cassas, 3 ditas toalhas de algodo,
1 dila papel, 1 embrulho mcias ; a J. Paler & Com-
panhia.
10 barricas entilarla, 15 ditas e 2 caitas ferragens,
6 barricas alvaiade, 1 dila drogas, 1 dila pos. 2 cai-
tas miudezas. 1 barrica drogas, 52 feites c 26B bar-
ras ferro, 3 caitas camas de ferro, 1 barrica vidros.1
dita pertences para selleiro, 2 barris rame de
ferro, 3 aaccos ohjectos de ferro ; a S. P. Johnston
A Gompanlna.
II caas Tullas de (landres, 2 fardos tecidos de al-
godflo, Ht caitas ditos de dito, meias c toalhas, 3 di-
las lecido? de algodo c linhu, 20 rolos chumbo,
32 barricas entadas, 50 barris manleiga ; a Barroca
S Castro.
1 barril cognac ; a W. Raymond.
5 caxascourss, 1 fa'do lencos, 6 caitas lecidos de
.dgodao, 3 ditas dilos de dilo e linho, 1 dila ditos de
dito e linho e lencos ; a J. Keller & Compa-
nhia.
74 fardis e 65 caitas tecidos de algodo, 2 caitas
lilede inh ; a Paln Nash & C.
5 caitas tecidas de aleodao, 44 ditas dilos de linho
ella, 2 utas meias; a Koslron Boolser & Compa-
nhia,
17 catas e 67 fardo lecidos de algodo, 1 dila di-
los de til" e seda, 1 embrulho pannos de mesa ; a
HeniYGituon.
30 'arris salitre, 6 ditos sal purgativo, 6 dilos pe-
dra ume ; a D. A. Jlalheus.
8chapas ferro; a I). W. Bowman.
* fardos lecidos de algodo, 7 volumes pesos e
cabos, 3 ditos corda de bacquintu; a 1. Curio &
I ruo.
2 caitas couros, 34 fardos fazenda para saceos; a
N. O. Bieber 4 C.'
12 caitas e 17 fados lecidos de algodo, 2 caitas
dilos de linho i algodo, 1 dila dilos de la, ; a A.
C. de Abreu.
1 caita concf mas ; ao Dr. Arhuckle.
1 panno alcatroado, 1 caita cobre, 1 barrica pre-
ga ; a J. A. de Araujo. '
1 caita bicos de algodlo, 1 barrica bules e cafelei-
ras ; a Timm Mnmsen t\ Viuassa.
19 caitas e 9 fardos lecidos de algodo, 1 caita bi-
coo de algodo ; a Kosas Braga & t.
5 fardos e 5 caitas lecidos de algodo, 1 caita c 1
embrulho quinquillera e livros de msica ; a C. J.
Aslley & C.
32 brricast ferragens ; a Brandar a Bran-
dis.
2 fardos lona, 1 caita lecidos de linho, 17 fardos e
3 caita ditos de algodo; a Adamson Howe &
Conutaultia.
35 caita, 211 fardos e 39 volumes lecidos de algo-
do ; a J. Ryder & C.
1 caita chales, 2 ditas tecidos de algodo, 1 dila
objeclos de laecouro, 1 dita lecidos de linho, 1 di-
la meias ; a I.. A. de Siqueira.
40 barricas e 10 saceos salitre, 4 fardos e 1 caita
lecidos de linho, 1 caita miudezas, 20 dlas e 6 far-
dos tecidos de algodo, 50 barricas cerveja, 1 caita
lecidos de la, 1 dita bicos de algodo, 8 fardos bar-
bante, 2 volumesignora-se, 105 barras chambo; a
ordem.
7 bairis e 1 caita maDlimenlos, 3 barris cognac,
2 meias caitas cha, 6 jarros pussas, 73 presuntos, 3
barricas e 20 pedaros toucinho, 3 ditas e 20 caitas
cnicervas, 10 barricas cerveja, 1 dila moslarda, 6
caitas queijos, 3 ditas biscoilos, 1 barrica sal, 1 gigo
louca, 3 barrica! oleo, 1 barril verniz ; ao ca-
pilo.
Diversos volumes amostras ; a diversos.
Vapor brasileiro Imperatriz, viudo dosporlos do
sol, consignado a agencia manifesluu o se-
guala :
1 pacole ; a Novacs & C.
5 calida; a Timm Momseo & Viuassa.
1 dito ; a Jos Sapnrili.
3 barricas, 1 caitote e 1 lata ; a Jos Mana da
Silva Velho.
a Guilhcrme da Silva Guima-
D'WlO DE PERIUIHBUCO TERO FEIBA 26 DE JUMO DE 1855
5 fardos
raes.
1 volumc; a Brander a Brandis & Compa-
nhia.
1 encapado ; a Matimiauo francisco Duarle.
1 volumc ; a V. T. P. de Figueiredo Ca-
margo.
1 volumc; a Jos Bernardo Calvo Aicofo-
rado.
1 caita e 1 lla ; a Anlonio Pereira de Oliveira
Ramos.
1 lubode folha ; a Joao N, da Silva Poriella.
1 enca|>ado ; a Domingos Monlciro Peitolo
1 caitole; a J. J. da Silva Guimares.
1 encapado ; a loo Augurio P. F.
1 livro ; a Francisco Alves de Carvalho.
2caisoles ; a llr.JulioAugus.lo da Silva Guima-
res.
1 caitole ; a Francisco Alves da Cunha Com-
panhia.
1 lata; a Bernardo K. da Silva Pereira.
1 encapado ; a I.. Feron & C.
1 dilo ; aManoel Rocha Miranda.
1 caitote ; E. deQueiroz Coulinho Malloso C-
mara.
1 encapad ; a Malhias Lopes da Cosa Maia.
1 bah i 1 caitole ; ao desemhargador Agosli-
nho Ermelinrto de l.eo.
1 caita encapada -. a J. Mendes.
Polaca hespaahola Silencio, viuda de Barcelona e
Malaca, consignarla a Aranaga & Bryan, manifes-
tou o seguinte :
179pips, 15 meias dilas e 335 barris vinho, 15
barris pimeoio, 25 dilos azeile doce, 180 caitas e
210 meias ditas paerty 25 arcos chumbo de mun -
Jo, 6-27 jacaics haiaM, 6',900 resleas ceblas ; aos
consignatario'.
Brigue hespanhol Rosa, viudo de Montevideo,
consignado I Aranaga ic Bryan, manifeslou o se-
guinte :
1.859 qulntaes heipanhes carne secca, 25 couros
seceos; aos consignatarios.
CONSULADO GERAL.
'Rcndimenlo do dia I a 23.....33:793JI13
dem do dia 25....... 2:158}2H
35:9.513327
1!"VKKSAS PROVINCIAS.
Kcndinicnto Vio dia 1 a 23..... 2:807.~221
Idcm do di 2-5....... '.Mi:l27
2.
B
i> mase.........
bar. e sac. branco.......
a a mascav.ido .....
reliuado..........
Algodo cm pluma de 1. qualidade

2.
3.
ennada
i>


..... bolija
..... caada
' '..............garrafa
Arroz pilado duas arrobas um alqueire
cm casca...........
Azeile de mamona ........caada
mcndohim c de coco
de peite.........
Cacau............... (3,
Aves araras .
papagaios .
Bolachas......
Biscoilos......
Caf bonr......
resslolho ....
com casia .
muido.....
Carne secca ....
Cocos com casca .
Charutos bons .
ordinarios
regala c
Cera de carnauba .
em velas.....
Cobre novo mo d'obra
Couros de boi salgados .
8

25600
1S00
39900
59800
5-IHI
59000
19*50
9600
9400
9480
-6110
9480
>580
gato
>580
9240
19800
1600
durante o qual ser o arremalanle obrisado a man-
ler a estrada cm perfeito estado de conservacao.
6." Para ludo o quo nao se achar determinado
as presentes clausulas,nem no ornamento soguir-se-
ha o que dispiie a respeilo a lei n. 286.
ConformaO secretario, alono P. d'Annun-
ciardo.
primor
urna
um
9




i)

cenlo

o
a.
alqueire

alqueire
o ctpitados.........
verdes...........
de onca..........
n cabra corlidos.....
Docc.de calda........... a
i) goiaba..........
seceo............'
jalea ,........
Estopa nacional.......... (g)
eslrangeira, mo d'obra
Espadadores grandes........um
peqiienos ........
Farinha de mandioca ....
inilho......
n aramia.....
Fcijo............
Fumo boai.........
ordinario ..........
em folha bom........ b
ordinario....... n
i reslolho........ s
Ipecacuanha............
(omma..............alq.
Gengibre............. .i
l.cnlia de acbas grandes......ccnlo
b pequeas.....
b loros....... b
Pranchas de amarello de 2 coslados urna
b b louro......... ji
Costado de atnarello de 35 a 40 p. de
c. c 2 X a 3 de I. .
de dilo usuaes ....
Cosladiuho de dilo.....
Soalho de dilo. .......
Ferro de dilo........
Costado de louro......
Costadinlio de dilo........
Soalho de dilo...........
Forro de dilo...........
b b cedro..........
Toros de lalajuba.........quintal
Varas de parre ira.........duzia
b b aguilhadas........
b qoiris..........
Em obras rodas de sicupira para c.
i b eitos B B B B
Mclaco...............
Milho...............
Pedra de amolar.........
b a Filtrar..........
b rebolos.........
Pootas de boi........
Piassava...........
Sola uu vaqueln.......
Sebo em rama........
Pelles de carneiro......
Salsa parrilba.........
Tapioca...........
Unhas de boi.........
Sabo ..............
Esleirs de perperi........urna
Vinagre pipa...........
Caliccas de cachimbo do barro. milheiro
a
B
par
caada
alqueire
una
cenlo
molho
meio
t
urna
cenlo
5KX)
IOjjOOO
394MM)
7,-SKHI
Hr'.MI
4500
39000
39500
69500
44)500
:-Mii
13 00
9600
25200
119000
139000
5160
9187,',
9200
9100
159000
9210
9200
9160
9400
9SSU
19280
15000
2*000
15000
I56OO
29000
39500
59000
75.500
39000
7)000
19000
35OOO
409000
39OOO
1,9500
29100
9900
109000
169000
70000
259000
109000
95000
69OOO
49OOO
69000
siaoo
39200
29200
35000
19280
19600
lysao
19280
419000
2O5OOO
9200
19600
560
69000
9800
49OOO
5320
25200
552OO
9240
189000
392OO
ene
>I20
5160
309000
55OOO
MOVIMENTO DO PORTO
'Vario entrado no dia 21.
Babia4 dias, barca franceza oJuIesi), de 166 tone-
ladas, capilo Churitto, equipagem 13, cm lastro ;
a Lasserre & Companhia. Passageiro*, a compa-
nhia gymnaslica de Silvano Henaut,francez,Carlos
Joanlcllel, William Clcmancia com 2 fillios, Feli
llenan!, Aflonso llenan t, o o portuguez Joaquim
Ignacio da Silva.
Navio tahidot nomesmo dia.
Rio de JaneiroBrigue brasilciro DamOB, capilo
Cielo Marcelino Gomes da Silva, carga assucar o
mais generqs. Passagciro, Silvrio Guilherme de
Barros c 2 esclavos.
Para pelo MaranhoBrigue brasileiro RecifcB,
capilo Manoel Jos Ribeiro, carga vinho e mais
gneros. Passageiros, Anlonio CardosoMesquila,
Manoel Francisco da Silva, Jos Joaquim da Fon-
seca, Antonio Boteiho Pacheco.
Havre pelo Maranho e ParaBrigue francez Be-
lemB, capilo Joo Luiz Mounicr, carga parle da
que Irnotc.
Liverpool pela ParahibaBarca ingleza aNorval,
capilo James Wallace, carga asnear.
Naci entrado no dia 25.
Parahiha8 dias, hiale brasileiro oConceico Flor
das VirlodesB, de 26 toneladas, meslre Izidnro
Brrelo de Mello, equipagem 4, carga loros de
mangue ; a Paulo Jos Baplista.
Aarfo taliido no mesmo dia.
Rio da PrataPolaca hespanhola Thcrc-ina, ,-a-
pillo Fraucisco Maristany, carga assucar e mais
gneros.
EDITAES.
9065551
RECUBEDOIU HE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PEIUAMBCCO.
Rendimenlo d< dia I a 23.....20:9199671
dem do dia 25....... 7923693
Sf:7i23M
CONSULADO Plit VINCAL.
Rendimentododia 1 a 23..... 49:153J676
dem do dia 35....... 8:036:881
57:19tt;i59
PAITA
dos prtro trrale do anueer, atgodo, e atait
tener do paiz, que se, derpuham na mesa do
consulado, de Pernambiico, na'semana de 25
a 30 dejunho de 1*55.
Assucar em caitas branco I .a qualdade j, 9
O Illm. Sr. inspector da lliesonraria provin-
cial, em cumprimenlofla ordem doExm. Sr. presi-
ente da provincia de 18 do corrcnle, manda fazer
publico, que no 12 de julho prximo vindouro, pe-
rante ajumada fazeuda da mesma thesouraria se
ha de arrematar a qnem por menos fuer a obra do
13 lanco da estrada do sul, avallada em 10:3409000.
A arremalarao ser Teila na forma da lei provin-
cial n. 313 de 15 de maio de 1851, c ob as clausu-
las especiaes ahaito copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremalarao,
comparecam na sala das sesses da mesma junta
no dia acuna declarado pelo meio dia compelcnle-
menle habilitadas.
E para constar se mandou aOitar o presente e pu-
blicar [icio Diario.
Secretarla da thesouraria provincial de Pernam-
buco 20 de jando de 1855.O secretario,
A. P. tVAnnunciacao.
Clausula especiaes para a arremalaro.
1.' Asobrasdo 13" lango di estrada do sul ar-se-
lio de eonfiirmidade com o orcamcnlo, plaa e
pcrfis approvados pela directora em conselho c ap-
presenlados a approvacio do E\m. Pr. presidente
da provincia naimporlucia de 10:3409000.
2. O arrematante dar principio as obras no prazo
de um mez, e as concluir, no de 9 mezes ambos
contados na forma do artigo 31 da lei provincial n.
286, sendo obrisado a dar transilo no fim de seis
mezes.
3. O pagamcnlo da importancia da arremalaco
verificr-se-ha em 1 presl.icoes igunes, sendo a uli-
ma paga na occasio da entrega definitiva, e as nu-
tras tres rorrespondero a cada |erco da obra, sendo
pagas ditas prcstacOes em apolieeg da divida publica
creada pela lei provincial n. 354,
4. Melade do pessoal das obras ct.nslar de tra-
bajadores livres.
5.a O prazo de responsabilidade sen de um anno
579600
I9JM0
18900o
619800
199800
O Illm. Sr. inspector da thcso'iraria provin-
cial, em cumpriint-iilo da ordem do Etm. Sr. pre-
sidente da provincia de 18 do rorrenle. manda
fazer publico, que no dia 12 de julho protimo vin-
douro, peranlc a junla da fazenda da mesma llicsou-
raria se ha de arrematar, a quem por menos fizer, a
obrado 1. lanco da estrada de Muribeca, avahada
om 8:8009.
A arremalaco sera feita na forma da lei provin-
cial n. 313 de 15 de majo do anno lindo, e sol as
clausulas especiaes abaito copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremalaco,
comparecam na sala das sessoes da mesma junla. no
9600 i dia cima declarado pelo meio dia co'mpetcnlcmcnle
19760 habililadas.
E, para constar se mandou aflitar o presento e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pcrnam-
buco 20 de jnnho de 1855. O secretario, Antonio
t'erreira da Annunciactio.
Clausulas especiaes para a arrematanio.
1. As obras do 1. lanco da ramificaco da estra-
da de Muribeca far-se-hao de conformidade com o
orcamento e perfis approvados pela dirceloria em
conselho e presentados a approvaco do Etm. Sr.
presidente da provincia, na importancia de 8:8005.
2.a O arremalanle dar principio as obrai no
prazo de um mez, e devera conrlui-las no de sete
mezes, ambos contados na forma do art. 31 da lei
n. 286.
3. A importancia da anemalnro ser paga na
forma do art. 39 da lei provincial n. 286 cm api"^"
lices da divida publica provincial 11. 354 de 23 de
'etemhro de 1851.
4." O prazo da responsabilidade ser de um anno,
licando durante dilo prazu o arremalanle obrigado a
conservar o lauco em bom estado.
5. Para tudo o que nao se adiar previsto na* pre-
sentes clausulas, nem no nreamento, scguir-se-lia o
que dispfte a respeilo a lei 11. 2S6.
Conforme.'O secretario, .1. t\ d'Annunciarn.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumpriincnlo da ordem do Etm. Sr. pr-
ndente da provincia de 14 de maio ultimo, manda
convidar aos propietarios abaito mencionados, a
eutregarem na mesma lliesonraria, no prazo de 30
dias, a contar do dia da primen-a puhlicaco do pro-
sete, a importancia das quolas com que devm
enlrarpara o calcamenlo das casas da Iravessa de S.
Pedro, conforme o disposlo na lei provincial 11. 350.
Advert ndo que a fallada entrega volunlaria, ser
punida com o duplo das referidas qnblas, na con-
formidade do art. 6 do reg. de 22 de dezembro de
1854.
N. 4. Calharina Maria do Sena. .
N. 6. Manoel Anlonio da Silva liis.
N. 8. Manoel Jos da Molla. .
N.10. Maria Rosa da Assuinpro. .
N. 1. Manoel Buarque de Macedo. .
E para constar semaudou aflitar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de l'ernam-
buco 9 do jnnho de 18.55. O secretario, Antonio
Perreira da Annunciufio.
O Illm. Sr. inspector da lliesonraria provin-
cial em riiinpriiiicnlo da resoluco da junta, da fa-
zenda, manda fazer publico, que no dia 28 do cor-
rente vo novamenle a praca para seren arremata-
dos a quem por menos fizer os contratos abaito de-
clarados.
Impressao dos trabalhos das reparlcOes pinatar
ciaes, por anno.........* 3; jOOjOOO
Capalazia do algodo do consulado provincial, por
an,",............2:4731000
E para constar se mandou aflixar o prsenle c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da lliesonraria provincial de Pcrnam-
buco 19 de |unho de 1855.
O secretario,
Antonio Perreira da Annunciacao.
Manoel Ignacio de Oliveira L*bo, fiscal da freguezia
de Sau-Frei Pedro Gonsalvos do bairro do Rc-
cife, ele.
Por portara da cmara municipal de 20 do cor-
rente, llie Cera ordenado a etecuco das pos I v ras a..-
diciunaes, ltimamente approvadas pela assembla
legislativa provincial, pelo queso faz publico para
inteiro conhecimcnlo de lodos os moradores desla
freguezia.
Artigo t." Em ncnlium acougue se poder corlar
carne anles das 6 horas da manlia, c nem depois
das (i da larde, os infractores se/o multados cm
IO9OOO.
Alt. 2. Ninguem poder edificar, reedificar qual-
quer obra de pedra e cal, de laipa, ou de madeira.
que nao seja de conformidade coro a planta' da ci-
dade, posturas c tabellas em vigor, precedendo li-
cenja da cmara : os infractores scro multados cm
3O9, almda demolido da obra feita, urna vez que
nao esleja de conformidade com a referida plaa.
Arl. 3.o Fica prohibida a morada de familias no
Interior das casas em que houver acougue, excepto
naqucllas, que por sua capacidade poderem adinil-
tir divido interna de parede ou laboas, que separe
as familias dos acougucs, em quo com este se coni-
muniquem as entradas e sabidas : os infraclores
donos dos arougues sero mullados em 105, c 110
duplo na reincidencia, ficando desdeja obrigados
sob a mesma pena, a fazer relirar dessas casas os
que nellas morurem.
Arl. 4. Niuguem poder eslabelecer d'ora cm
dianlo padaria seno nos lugares seguinles : ra do
Brum desde a parle anda nao edificada al a for-
taleza ; Imperial da cosa do cidado Anlonio da
Silva Gusmo para dianle ; Cabanga c valla dos
Coclbos, ra do caes projeclado ao leslc da fregue-
zia de San-Jos a partir da Iravessa do Monlciro
para o sul, e pelos que ficam entre esla ultima e
Augusta, terreno deyolulo comecar das cdilica-
cocs da praia de Santa-Rita, lado do lesle, cm se-
guimenlo, praia de San-Jos ao sabir no largo das
Unco-Ponlas, becco das Barreiras, Solcdade o Sau-
lo-Amaro.
As dilas paaarias lerSo os seus foroos construidos
segundo o plano adoptado pela cmara, o que sera
verificado por meio de exame : os infraclores sero
multados em 309, e soflrero quatro das de prsao,
e Ibes sero lecharlas as ofOcinas,
Arl. 5. As que actualmente etislem 110 centro da
cidade sero removidas para os referidos lugares den-
tro do prazo improrogavcl de don, anuos, sb pena
de pagarcm os seus donos 309, e. <'c Ibes seren fe-
chadas as fabricas.
Arl. 6. Ficam prohibidos o fabrico de fogos arli-
ficiaes, venda de plvora e deposito desses objectos
denlro da cidade, seja qual fr a quanlidade: os in-
fractores ncorrero as penas de oito dias de prisflo
e na mulla de 309000, duplicada no caso de reinci-
dencia.
E para que ninguem allegue ignorancia mande'
publicar o prsenle pela imprensa.
Bairro do Rccife 23 de junho de 1855. O fis-
cal, Manoel Ignacio de Oliveira /Mo.
O Dr. Anlonio Epaminondas de Mello, juiz de paz
do lerceiro auno do priineiro dislriclo da freguezia
doSantissimo Sacramento do bairro de Sanio An-
tonio da cidade Jo Recite provincia de Pernara-
buco, cm virtude da lei ele.
Faro saber aos que a presente carta de edilos
virem, que pur parto de Joaquim'.Antonio da Sil-
veira me foi inderessadaa pellejo DizJoaquiui Anlonioda Silvjira, que dcvciido-lhe o
padre Ambrozio Rodrigues Machado c Silva a quan-
lia de 2:1983300 ris principal de tres ledras, a sa-
ber : a priineira, da quanlia de9709. saccada em 30
de novembro de 181-2 a prazo de 8 mezes ; a se-
gunda, de 9709, saccada a 30 do mesmo mez c an-
no,a prazo de 12 mezes ; c a lerceira.de 5585300,sac-
cada em 30 de selerobrode 1812, a prazo de 8 me-
zes, e bem assim os juros conveuciados em dilas lel-
Iras al seu inlegral pagamento, c leudo o suppli-
canle de promover a cobranra do supplicado, pre-
tende o supplicante fazc-lo citar por caria edital, e
requera V. S. se digne admtlir o supplicanle a
justificar com textemunhas a ausencia do sopplicado,
sendo esla julgada por sentenca, e por virtude da
iiiesina passar-sc os edictos por esparn do coslume
callitar-se nos lugares designados, ludo de confor-
midade com o arligo 45 do decreto n. 737 de 25 de
novembro de 185(1, e findos os dias proceda-se a
concillarn daiuln-se ea supplicanle ola do lienl"
lado.
Pede a \'. S. Illm. Sr. juiz de paz do l. districlo
la rreguezla de Sanio Anlonio deferimcnlo. E. t
It. Me.Joaquim Antonio da Silveira.
Na qual lei o despacho que se segu.Como
requerPrimeirn districlo de Sanio Aulomn 21 de
junho de 1855.Epaminondas de Mello,
Em virtude do qual despacho se proreden a in-
quirco de'lcstemunhas, que depozeram sob jura-
mento dos Santos Evangelhos a respeilo da ausencia
c incerteza do lugar da residencia do padre Ambro-
zio Rodrigues Machado e Silva, e sendo ludo au-
toadoc preparado me foram os aillos conclusos, e
por mm lidos profer a senlenja, que se segu:
A vista da prova julso por sentenca a justificarn
presente, e mando se passe carta de edilos na for-
ma requerida o cusas. Primeirn districlo da fre-
guezia de Sanio Anlonio 22 de junho de 1855.__
Epaminondas de Mello.
Nada maisse cinlinhr, em dita sentenca, dada nos
autos por bem da qual se paseoo ao justificante o
presente edital com o prazo de 30 dias, pelo qual
se chama e cita o referido padre Ambrozio Rodri-
gues Machado e Silva, para que dentro dos 30 4ia'
comprela por si ou por sen procuraJor, para se
proceder aos termos de conciliaro na forma da pe-
lu;ao, e a qualquer ontra pessoa para que Ibes faca
saber desla mesma ctaco afim de que elle nao fi-
que ndefezo. O porleirn desle juizo publicar esle
nos lugares mais pblicos desle dislriclo c o anisa-
r, pateando eertidao cm forma. Dada e pastada
neslc primeirn dislriclo da freguezia do Sanlissimo
Sacramento da bairro de Santo Anlonio da cidade
do Recite aos 22 dial do mez de jnnho de 1KV,.
Eu Joaquim da Silva Ileso, escrivo escrevi.
Antonio Epaminondas de Mello.
O l)r. Abilo Jos Tacares da .'Vi/en, jui: de nr-
plmos c ausentes, tinta cidade do /leci/c e sen
termo, por S. M. 1. e C. o Sr. D. Pedro II. que
Dos guarde etc.
Fajo aaber. quo leudo inslaurado prnresso de pro-
licalidade conlrc Gervasio Pires Ferreira. filho do
inado Joo Pires Ferreira o de sua mul'ier D. Ma-
B.WCO DE PERNAMBUGO.
O Banco de Pernambuco saoca lebre
a praca da Baha, c contina a tomar
ledras sobre a do Rio le Janeiro. Bao-
00 de Pcrnamlmco 25 de junlio de 1855.
O secretario da direccSo, Joao Ignacio
de Medeiroi Hefjo.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo, cm virtude de aulori -
sa^o do Etm. presidente da provincia, lem de com-
prar os objeclos seguinles :
Para o hospital recimcntal desla provincia.
Brim branco liso fino para lenrc, camisolas c
toalhas, varas 6,341 ; roltes de brim deriscado,57 ;
Iraieaiiros de dilo, 51; chinelas razas, pa-
res 200.
Otavo balalh'i de infantaria.
Mantas de la ou algodo, 35 1 ; panno verde es-
curo entrefino, covados 1,871.
Mnscos ilo nifsmn balalho.
Bonetes, II ; charlatciras, paraos 11.
Mciohalalhii do Ceara.
Mantas .le la, 312 ; sapatos, pares 100; panno
verde escuro para snbrecasacas e calcas do dcimo
balalho de iiif.iiitari.-i, covados 1.58 ; mantas de l.i
ou algodo. 253 ; sapalos para o piarlo balalho de
arlilharia, nono e dcimo de iiifaularia, pares 1,301 ;
bolfles conyesos srandes de nielal bronzeado com o
n. 10 de metal amarello, -2,-2X2; ditos pequeos com
o mesmo numero, 1956.
dcimo balalho de infamara.
Maulas de la, 50.
Segando balalho de infamara.
Panno azul mesclado. covados, 153; maulas de
la, 11 ; sapalos, pares 57 ; capoles de panno erre-
dlo, 63.
Recrulas cm deposito io mesmo balalho.
Sapatos, pares 50.
Nono balalho de infamara.
Manas de la, 376 ; panno verde escuro enlrcli-
110, covados 1,466.
Meio balallio ila Paradina.
Manas de la, 71.
Companhia de arlifleet.
Mantas de laa. 72.
Quarto balalho de arlilharia.
Panno carmeam para vivos e eislas cova-
dos 90.
Companhia de cavallaria.
Maulas de la, 11.
F.scola de prifleeiras leltrasdo nonnbatalhAo.
Areia prcta, libras ti ; compendios de arilhinctica
por Avila, 3.
Ouem os qnizer vender aprsenle as suas propos-
las cm caria fechada na seerolaria do conselho admi-
nistrativo as 10 horas do da 27 do correle mez.
Secretaria do conseUioadininisIralivo para forne-
cimcnlo do arsenal ilc suerra 21) de junho de 1855.
J.tscde llrito Ingle;, coronel presidente. Her-
nardo l'ereira do Carino Jamar, voi-al e secre-
tario.
rTiil.lCACAO MXTERARIA.
Acha-se .1 venda o compendio de Iheoria e I'r.ili-
ca do Processo Civil feilo pelo Dr. Francisco de Pau-
la llaplista. Esla obra, alm de una inlroducco
sobre as accoes e etceproes em geral, Irata do pro-
cesso civel comparado com o conimercial, conlm
a Iheoria sobre a applicacan da causa julgada, eou-
Iras doulrinas luminosas: vende-se iinicamenle
na luja de Manoel Jos l.eile, ua ra do Quei-
mado n. 10, a 6?) cada ctemplar rubricado pelo
aulor.
aluguei- da casa, onde existe o referido estabeleci- ""'Mu, o escrivo da subdslegecja lhe passe por
metilo, pagos pelo annunciante, cojos alugueis cerlido o Iheor dus dous termos de dctlaracOes fci-
man,lavaoani.uuc,.,nlelevar a proprietaria pelo tas por Eduardo da Cosa Oliveira.
rcrendo .lose Anlonio I cueir.i, como se for prenso, p v e c. n ,,, 1 i .
1. a \. }>. sr. l)r. subdelegado JJa freguezia do
Sanio Antonio assim lhe delira. E R. M .
Passe.Subdelegada de Santo Antonio 12 de ju-
AVISOS MARTIMOS.
d
lina
ria Francisca Pires Ferreira, depois de haver in-
querido acerca de seus aclos tres laslamunnas maio-
res de loda excepefto, c- de ler ouvido sobre seos de-
poimenlos o Dr. curador a. litan c o Dr. curador
geral, profer nos respectivos aulos a scnlcoca do
llieor seguinte:
Em visla do que de plano averignei sobre a pro-
digalidadc de Cervaso Pires Ferreira, cujns desor-
denados desperdicios sao de notornlade publica, e
mais pelo depoimenloj contesle das lestemiinhasde
Inlhas 7 a folhas 10, pareceres do Dr. curador ad
lilem e Dr. curador geral, com quaes me conformo,
julgo dilo Pires Ferreira prodiga, nos termos da ord.
liv. ." til. 103 S 6., e noiueio para seu curador o
Dr. Joaquim Pires Machado Poriella, que prestar
juramento, e proredera ao respectivo inventario, na
forma da lei; sendo afiliado nos luaarcsdo comunico
complanle edital. o publicado pela imprensa, para
constar a quem convier : e custas. Recife, 25 do
d nidio do 1855. Abilio Jos Tacares da Sllca,
Nada mais si- conlinlia cm dila miaba sentenca
aqui copiada, em virtude da qual mandci que oes
crvo Floriann Correa de Rrito, que peranle mim
serve, passasse dous edilaes do mesmo iheor, um dos
quaes sera all v ido na porta da casa das audiencias
e outro publicado pela imprensa.
V. para que em lempa al2iim se allegue ignoran-
cia a respeilo do que dilo e determinado lica, Qi pas-
sar o prsenle, que valer seu sello, por ser et ofli-
cio. Reeire25de junho de 1855.Eu Floriano
Correa de Brilo escrivo o escrevi.
Abilio Jjse Timares DrfSfca-
0 Dr. Custodio Manoel da Silva Guimares. juiz de
direitn do civel e commerco derla cidade do Re-
cife por S. M. I. e C, ele.
_ Faco saber aos que a presente caria virem, que
Emilio Ridoulac me fez a nclico do Iheor se-
gninle :
Diz Emilio Ridoulac, curador fiscal da massa fal-
lida de Deane Voule Ov C, que etistndo em seu
poder as seguinles leltras, sendo urna de Andr Cs-
valeanti de Albuquerque c Manoel Anlonio Belmiro
do 143*410 rs., vencida a 12 de marco de 185 ;
Joo Jos Leal, urna de 189)1 r<..# vencida cm II de
maio de 1846 ; Francisco Jos da Cosa, saldo de
urna lellr de 2-835070, vencida em 28 de maio
de 1843 ; Jos Antonio da Silva, urna lellra de
1:46191.50, vencida a 23 de jnnho de 1841 ; Jos
Pereira Guimares, a quanlia de 1:061:598 rs., saldo
de diversasleltras vencidas em 16 de julho,10 de de-
zembro, 26 de selembrn, todas de 1816. e una de >2
de junho de 1817 ; Ferretea & Cselo, 798 rs.,
aldo de 3 lellras vencidas cm abril e maio de 1846 ;
Anlonio tiabino de Almeida Mendouca, 1:20II63
rs.. saldo de urna lettra vencida a 21 de ootubro de
If 19 ; Antonio lie/erra de Menezes, una lettra de
2759540 rs., vencida em 12 de fevereiro de ISil ;
Antonio dos Santos l.ei'c. 311-rs., de umn lettra
vencida em 28 de dezembro de 1851 ; Manoel Co-
mes de Figueiredo, 3129 rs., de urna lettra vencida a
1 i de marco de 1843 ; quer o mesmo supplicanle
protestar judicialmente contra ditos devedores, pi-
ra que nao corra a prescripeode scmclhaiites deb- quounma cana oe puoio aa academia do imperio
los, sendo dilo protesto intimado por edilos, seguin- quem em laes circumslancias se ache habilitado, c
do o determinado no S 3 do arl. 433 rio cdigo com-
mcrcial por serem aquclles devedores ausentes e de
residencias incerlas.
Pede ao Illm. Sr. Dr. juiz do commerrio defiri-
menlo. ER.McAlcoforado.
Despacho, Distribuida. Como reqner. Recife
22 de junho de 1855.Silva Cuimares.Dislribui-
coA Molla. Oliveira.
Termo de protesto.
Aos 22 de junho de 1855. nesta cidade do Recife
do Pernambuco, em met carlorio veio Emilio Bi-
doulac curador fiscal da mapa fallida de Deane
\ oulle e Companhia, e disse peranle mm e as tesle-
mu nhas abaito assignada>(,que protesta, de confor-
midade com a pelirao emtfronte.e de como assim o
disse liz esle lermo em que se assignou o protestante
com as leslemunhas abaito essignadas.Eu Manoel
Jos da Molla escrivo escrevi.Em. liidoulac, cu-
rador fiscal. Jos (louralves de So. Estanislao
l'ereira de Oliveira.
E mais se nao contiiih.icm dila petizo, despacho,
e lermo de protesto aqui copiados, em virtude do
qual despacho o escrivo que esla suliscrevcu man-
dou passar a prsenle caria com o praio de 30 dias,
pela qual e seu (licor se intima aos sgpplicados de-
clarados na pelico aqui transcripta, o protesto aqui
lambem Uanscripto, afim Uc que nao corra a pres-
cripeo de laes debito-, lulo de conformidade com a
mesma pelico.
Pelo que loda e qualquer pessoa, prenles 011 ami-
gos dos suppli'-ados ausentes podero fazer scienle
do que cima lica exposlo. E o porleiro do juizo af-
iliar e publicar esla nos lugares do coslume, e se-
ra publicada pela imprensa.
Dada e passada nesla cidade do Recife aos 25 de
junho de 1855. Eo Manoel Josda Molla, escrivo
osubscrevi.
Custodio Manoel da Siloa Cnimares.
Brnanlifio Francisco de Azevedo CaTnpos,
mais urna vez volla ao publico em resposla'do que
acerca da heranea do finado Manoel Anlonio Tei-
teira, disse Jos Anlonio Teitcira rio Diario de
Pernambuco de 25 do corrcnle ; e redmenlo he
para admirar a scnreremonia com que esle senhor
ueste seu annuncio ncg.i sua assignalura os docu-
mentos que pelo aiinunciante foram publicados no
Diario de 21 do correle '. Entretanto essas as-
signaluras eslo recoiihceidas, e em devdo tcni|io
sero confrontadas com oulras ,ie Joc Antonio Tei-
teira em pdpeil que nao pndein ser suspeitos, e ver-
se-lia onde est a uu f. I Ira acerca da compra da
fabrica a da sciencia de Jos Antonio Teiteira em
lal negocio, publica anda o annunci ule os dous do-
cumenlos abaito : no priineiro dos quaes se v Jos
Antonio Teiteira, mili posteriormente rcronliccen-
do eme dircilo do aununcianle, e recebendo em ad-
niinislr.ico a fabrica na qualidade de cateiro do
aiiiiiinciaiur, e mediante o inleresse da metade dos
lucros: rujo batanea acha-se antiguado pelo mesmo
Jos Antonio leixeiru, em cujo poder licou oulro
da mesma dala e Iheor; o segundo he o recibo dos
Sr. redactores.Km resposla aos repetidos
annuncios do Sr. Malinas Lopes da Costa Maia, nos
quaes elle se inculca meu credor, rouo-lhes se sir-
vam de publicar as declarariies feilas.poucos dias an-
lesde sua mor le, por Eduardo da Cosa Oliveira, que
eslo em perfeila harmona com os dcpoimcnlos
dos 'enhenes Dr. Jos da Costa Donradoe Joaquim
Teiteira Paiioj,, ao que aeerescealeeel anieameate
que leudo eti opposle embargos de falsidade ra lel-
lra iareflo queme inove o iWsenlior Malhias.foram
os iiieus embargos recebidos sem condemnaco, e
desla lenteaca aggra?ende de petlca o mesmo Sr.,-
0 Iribunal da rclaco obrando rom a sua coslomada
ustica, Benegoa provimenlo ao seu aggravo su,
senhnrcs redactores, sua alienta veneradora
Leopoldina Maria da Coito- ^reger.
Diz D. I.eopoldinirttfaria da Cosa Krbge', que a
bem de seu direilo se lhe faz netAsarj*, que V. S.
ella n informara ; lalves linda neasaa pocas livesse
de febre o aniiunciante Teiteira, nao'.' Ora, nao sa-
be Jos Antonio Teiteira, que cabio doente das fe-
bles no dia i de marco, e lano que nesse dia a noi- ho de 1855.Doaradc
iciulo o anniinriantedisso l mandou para
Keal Companhia de Paquetes Inglezes
a Vapor.
No da 1 de
julho espera-se
da Europa um
los vapores da
Real Compa-
nliia. o qual
dep-ois da de-
mora ,1o cos-
lume, seguir'
para o sul : pa-
ra passageiros ele, Irala-se com os agentes Adam-
son llowie C, ra do Trapiche Novo 11. 2.
Para urna viagem desle porto para seguir aos
do Rio da Praia, precisase de um offlcial naulco,
qnclenha caria de pilolu da academia do
DECLARACOES.
1 7 "'endendo b. Etc. Rvm. conceder na igreia
de San Pedro no lim da inissa solemne no dia 29 de
crreme, indulgencia plenaria c benco papal aos
que se apreseularcm na mencionada igreja verd 1-
deiramcnle eaatrttos, ronfessados e raTeilos com a
SarratisMina Eurliarislia, para cujo fim esl compe-
lenlcmeule munido da autordade pontificia, e-pera
eroga que os seus diocesanos, alenlos ao proprio
bem spirilual, se dirijan aquella igreia com as ne-
cessanas disposices para oblerem os frulosda pa-
lerual beneficencia com que sua san'tidade os quer
agraewr. Palacio da Solcdade 25 de junho de 1855
O padre Jos Antonio do Santos Lesea, secreta-
rlo particular de S. Etc. Rvm.
De ordem do tribunal do ccmmereio da pro-
vincia de Pernambuco se avisa, aos corredores ge-
raes desla praca, Joo Claudio Mauvcrnav, Joo Ga-
lis, JuoCowie te Joo E.hvin Roberlo," e aos a-
gentea de leloes Francisco Gomes de Oliveira e Joo
Edwin Hoberls, que no dia priineiro de julho pro-
timo luluro nao podem confinuar a ciorrer os refe-
ridos I usa rea de que licam desliluidos se al entes
nao se mostraren) competentemente naluralisadosci-
dadjos brasileiros.
Secretaria do Iribunal do commercio da provincia
do Pernambuco 25 de junho de 1855. Le Anto-
lunio Siqueira, secretario.
O balalho 10 de infanlara precisa de contra-
tar para foniccimenlo do mesmo nosemeslredejulho
a dezembro desto anno, os gneros seguinles : car-
ne secca, dila verde, loiichiho, bacalho, fcijao, ar-
roz, tarinhade mandioca, caf, assucar branco, acei-
te doce, vinagre, sal, launa, p,io c bolacha.: as pes-
soas une quizerein rontralar dilos gneros, romet-
(am suas proposlas cm caria fechada, no dia 2N do
correnle, a secretoria do mesmo balalho. Jos
Carda Tei.reira, alteres agente.
A companhia (lia de cavallaria (em de contra-
tar por um anno, a contar do t. de julho, capim,
milho, mcl e agua para o foniccimenlo dos cavallos:
as pessoas que quzetem forncrcr devero diriglr-ee
em proposta lachada, i secretaria da mesma, ateo
dia 28 do rorrele./opotdo Augusto Ferreira,
capilo commandanle.
Pela subdelegada da freguezia dos A fugados
se faz publico, que se acham depositadas uina cabra
(bicho) com duas crias, adiadas 110 lugar da Magda-
lena, no silio em que mora o escrivo desla subde-
legada Anlonio Alves da Fonaeca: quem se julaar
com direito, compareca, que nrovando lesalmcnle,
lhe sera enlreauc. Subdeleaicia da freguezia Afogados-24 de jnnho de 1855.O subdelegado sup-
plenie em etercicio, Seraphim Pereira da Silva
Monleiro.
Pela snbJelcgacia da freguezia dos Afogadosic
faz publico, que se acham deposilados dous cavallos
raslanhoe.appreheiididos pelo inspector dequarleiro
delisipin, por os suppr furlados : quem se juluar
com .lircilo, compareca, que provando legalmenle.
Ibes sero enlrecucs. Subdelegaria ,1a frecuezia dos
Afoga los 24 de junho de 1855.O subdelegado up-
pler.le em etercicio, Seraphim Pereira da Silva Mon-
leiro.
se queira controlar, pdedirgir-se n ruada Cruz n.
3, cscriptnrio de Amorim Irmos & Companhia.
Para o Aracalv. no dia 26 do mez correnle, se-
gu o hiale Sergipano ; para o resto da carga c pas-
sageiros, irala-sc com Caetano Cyriaco daC. M., ao
lado do Corpo Sanio n. 25.
Para o Aracalv segu com brevidade o hiale
Crrelo do Norte ; recebe cama c passageiros: a
trnlar rom Caetano Cyriaco da C. M., ao lado do
Corpo Sanio 11. 25.
Para o Aracalv segu o muilo vcleiro e bem
eonbccido hiale /i.ialarao : a tratar 11.1 roa da Ma-
dre de Dos 11. 36.
PARA 0 RIO DE JANEIRO.
Segu em poucos dias o pataeho nacio-
nal MCTHEIIOV, capitio Manoel Pedio
Garrido, ja' tem parte da carga engajada :
para o resto e escravos ,1 ftete. Irala-se
com os consignatarios Isaac, Curio iVC,
na ra da Cruz, n. ), primeiro andar.
1JIO DK JANEIRO.
Segu com brevidade o brigue nacional
FIRMA.; capitio Manoel de Freitits Vctor,
ja' tem parte da carga prompla : para o
resto, passageiros e esetavos a l'relc, traa-
se com o capitaona praca, ou com No-
vaos i\C-, ra do Trapiche n. 31.
1110 DE JANEIRO.
Scgttc com muita brevi lade por ter
a,maior parte da carga prompta, o pata-
cho nacional VALEN T., (japitSo Francit-J
CONicolao de Araujo: para o resto da-
carga e escravos a l'rctc, trala-se com o
capitaona praca, ou com Novaes <-\ C,
na na do Trapiche 11. Tii.
,...... ve-
lo, c snrarreser-se de seu traiamenlo ae Sr. Ma-
noel da Silva llelmonle, a qnem por sen traballio
medico pagoa oannanciante 10?'.' Ora ixSa sabe o
mesmo Teiteira, que al ahi eslava durante o da no
eslabelecimenlo e que as nuiles vinha pernoitac em
ca-a onde e-lava eu finado rnio, e onde licava
algomas vezes durante parle do dia Ora Gnal-
menle nao saber o annuncianle Teiteira, que nan-
ea lhe diste e nem podra dzer-He, seu mano que o
annuncianle lhe era elevedor, c sim que com elle l-
nha ,;,utas, as quaes sendo justas em dila orcasio
resulioii desse ajuste o referido saldo em favor do
annuncianle ? sabe, o abe perfeltaoiente disto. Em
qii.-inln ao mais do referido annuncm a que respon-
de, refere se ao que ja dhse,- e aauarda-se para a
occasio.
DOCUMENTOS.
N. I.Pernambuco 2!l de marco de 185.5.Ba-
lanro dado na falnira de charutos sila na tratessa
da Linguela n. 2, pertencenie ao Sr. Bernardina
Francisco de Azevedo Campos, da qual toma conta
o Sr. Jos Anlonio Teiteira, na qualidade de en-
eiro percebende por sua agencia a melado dos lu-
cros ou prejuzos que poesam haver: a saber :
Armarjo c pertences.
I mesa.......'.....
1 cama de palhinha.......
Pertences de roaba e louca. .
3,986 charutos, o cenlo a l~iso. .
5.439 ditos, dito a 80t>. ...'...
267 ditos, dilo a 7(K.......
82 l|2 caitas com ditos a 19400. .
5 dilas i, ,li|s ,in ,,!,!,., 1 ~KM>. .
2 fardos de fumo cm tullas 1:J arrobas
a 133500..........
2 dilo de dilo. dilo, dilo 12 arrobas a
. 6)1008.........
2 dilos de dilo dilo |.a sorle 12 arrobas a
IO9OOO...........
2 dilos de dilo de alierlo 1 sorle '.) arro-
bas e 21 libras a IO5OOO.....
N ditos de dito 18 arrobas a 69-5/ I. .
'. dilos de dilo 24 arrobas a 1950 Id. .
6 libras de dilo!. sorle a 400. .
16 dilas de dilo 2.'1 sorle a 220. .
38 ditas de dilo 3. sorte a 180, .
3 arrobas de milo lirado a KJOOO. .
110 eigarrilhos a loo.......
3,025 cigarros embrulhados cm nalha a
^ 29200. :.........
880 dilos dilo em papel a l"i. ...'."
3,100 dilos de polica o cenlo a 80. .
6 libras de rap Mearen a ijooo. .
3 t|2 ditas de dito a 800......
57 rtnzias de bocaea para charutos a 250.
!l libras 3 de fumo picado a 800. .
6 calimbos de ge>so a 20......
81 caitinlias novas para charutos a I60'.
21 meias dilas dilas ditas a 100. .
60 caixinhas velhaa a 4o......
t porcao de rtulos para caitnhas de
charutos...........
79 caixinhas de palitos de foso a 20. '.
t porc,o de papel de peso.....
I dita de dilo branco.......
I t|2 ranada de azeite de coco a 39840-
I 1)4) libra de preaninhea a 800. .
Dinhcim eniser na gaveta.....
6 libras mais de fumo de2. sorle a 22o".
Dividas activas.
Ilebr.iv^ C.......
Danit & C........ ',
Dom Joo........
Fot a: c.........; ;
Joaquim lingos de hlg.......
Tondelles. .......
Amorim.........
Dinheiro recebido por o Sr. Campos.
Como do recibo.........170.^KK)
dem que pagou-sc por Manoel Anlonio
li'ixena..........
dem em despezas do Sr. Jos .Vului
Teiteira......
400-iOtHl
2(1-11 HX)
,50*952
3.-512
19869
115r.-;l lll
99500
1629000
729000
I2O9OOO
979500
312*000
IO89OOO
2JIKJ
69900
189000
560
69655
19232
29480
(506)
29800
39875
79800
120
129960
29100
i-OO
59OQO
19580
--r-oiio
39000
59760
I92OO
71,1180
1-320
69500
269500
I988O
t-s.su
I9000
120
920
409600
389360
1855fevereiro 20. Importancia 110
lnlaiico nesla data pelo que so deve
cm passiv'n......,
Importancia cm rap ao Mearon. .
Alagael da casa em 37 dias a 555. .
Imposto geral..........
dem provincial de i por cenlo. .
dem municipal......"...
I jen em Millo de charutos aos moloques
dem em reslo ao Sr. Anlonio, .
Lucro liquido cm 37 dia-......
2:001)- ^25
1:7819500
59009
209533
i-1117
8H
107
59260
, 154920a
correnle junho, da refinafao
n. 12. Anlonio Jos Das.
LEILOES.
O ageulc Itorja fara leilo cm sen armazem, na
ra do Collegio D. 15, de um eicellente sobrado de
nm andar com bastantes commodos, leudo 35 palmos
de fenle e 71 a 75 de fundo, cm chaos proprios, rom
umoplimo terreno ao lado, que pdese mu bem
edificar ontra casa, silo na ra de S. Pedro Martvr
em Olinda n. 58, o qnal ser entregue pelo mai'or
preco que for offerecido em eonseqnencia de ser pa-
ra liquidaco ; terca-foira, 26 do corrcnle. as 11
horas.
Qninta-feirs, 27 do correnle. o agcnle Olivei-
ra fara leilo da excediente mobilia do Sr. Dr. Ar-
huckle, na casa que foi de sua residencia antes de
retirar-s para Inglaterra, no aterro da lioa-Vsta n.
28, ronsislindo a mesma em sofas, mesas redondas e
consolas de dillereotes goslos, cadeiras de diversal
qualidades, ditas de bracos, dilas de balanro, lano
de jacarando como americanas, bancas do joao, dilas
par* sof, ctcellenle piano, marquezas, cslantes para
livros, commodas, guarda-vestidos e guarda-roopa,
guarda-Ueros, mesa de jantar elstica, aparadores,
guarda-louca, toucadores, cs|ielhos. Iavalorio> rom
pedra, relogios para mesa o parede, maternas, man-
gas de vidro, eandiairos de globo, camas de Ierro e
Ae Jacaranda, baiiquinhas para lur. apparelbos para
jantar, bandejas, garrafise ropos para vinho, c mul-
los outros objectos asss naceasarios c um famoso
cabriolel com arreios para um cavollo : quarla-leira
27 do correnle, as 10 horas ai manhila, na indicada
casa. 110 alerro da boa-Visla n, 2S.
0 agente Borjafar leilo em ^eu armazem
na ra do Collegio n. 15 as 10 horas de una grande
qaantfflade de obras de marrncria novas e usadas
de dill'ercnles qualidades, obras de ouroe prata. re-
logios para algibeira, vasos e enfeites de porcelana
para mesa, loueas e videos, quinquilhariai diversas,
nina porcn de seda para chapeos, chapeos prelos
franeczes, ditos do chile e nina intinidade de oulros
muilos objeclos que sciia iiipossivcl incnciona-los ;
assim como ao meio dia fara leilo de uini rasa ter-
rea de pedra e cal, quintal sofl'rivel rom algons pos
de coqnciius t varios arvoredos, sita nos Afosados
no becco doQoiabo n. 36, a Mal sera cntresue pelo
maior preco ufferecido cm leilo : seita feira 29 do
correnle.
AVISOS DIVERSOS.
Regiment de custas.
Saino a luz o regimiento das custas jurli-
ciaes, atinotado com os avisos que o alte-
ra rain : vende-cea >'( res, na liviana
n. 0 e 8 da praca da Independencia.
AJuga-se a leja de not sobrado roafrontaa
torre do l.ivraincnln propria para loja de fazeudas
ou mlodezas: a Iralar na ra Direila n. 82.
Francisco de Barros Correa, escrivo da subdelega-
ra da freguezia do SS. S. do bairro de Sanio
Antonio do lermo da cidade do Kecfc de Per-
nambuco, cm virtude da lei ele.
Certifico ser o theor dos termos' pedidos por cer-
lido do theor c forma seguinte :
Termo de declararn.Aos 28 dias do mez de
maio de 1855, nesla cidade do Recife de Pernambuco
em a ra das Cruzes, casa da residencia de Eduardo
da Costa Oliveira, onde foi vindo o subdelegado sup-
plcnle da Fregnexia de Sanio Anlonio, o Dr. Jos da
Cos\a Honrado, comigo ,serivao do seu cago. a
chamado do mesmo Eduardo da Cosa Oliveira, ahi
por ello.em presenca das leslemunhas abaito assig-
nadas, disse que achando-sc em pergo de vida, e
sendo necesario para descargo de sua conscencia
e poder obler a absolviese de suas culpas.declarava
livre e ctponlaneamcnle, vislo como se va approxi-
mar o derradeiro instante de sua vida, que sua cn-
nhada Leopoldina Mara da Cosa Kruger havia en-
dossado urna lellra de quatro conlos e oilocentos
mil reis, cuja lellra como nao podesse ler vigor,
vislo como ella como vi uva ame lie, nao poda ser
.dossanle, mas sim aceitante, inulilisara elle de-
clrame aquella, e lhe apresenlara una entra para
que ella areilassCj ao que ella su negara, e aua
heuve que podesse convencer fazc-lo, em eooac-
quencia do que bou ve alguem que se ollerecesse
para lhe falsificar a firma, o que de fado fez fir-
mando a lettra de ignal quantia, que fora descon-
tada, c para em mo de Malhias Lopes da Cosa
Maia, que boje acciona a referida sua cunhada para
haver de se pagar da quanlia constante da latir que
descontou, as*im como lambem declarava que a lel-
lra que elle declarante havia descontado a Joaquim
leitcira l'eitolo, firmada e accla por Malinas Lo-
pes da Costa Maia, figurando como saccante elle de-
clarante, era lambem falsa, cujas deelaraees elle fa-
zia livre c ctponlaneamenle.
E para constar mandou o Dr. subdelegado fazer o
prsenle lermo, em que eu assignei com o decla-
rante, e leslemunhas presentes depois de lido.
Eu Francisco do Barros Correa escrivo o escrevi.
Cosa Dourado.Eduardo da Costa Oliveira.
Antonio Tei.reira dos Santos.Joaquim Teeira
Pei.roto.
Termo de declaracio.Aos 4 dias do mez de ju-
nho de 1855, nesla cidade do Kecife de Ternambuco
em a ra das Cruzes, casa da residencia de Eduardo
da Costa Oliveira, onde foi vinde o subdelegado sup-
plenle da freguezia de Santo Anlonio, o Dr. Jos da
Cosa Dourado comigo escrivo de sen cargo, a cha-
mado do mesmo Eduardo, afim de ratificar a decla-
radlo que fizera respeilo de urna lellra saccada por
elle Eduardo, aceila por D. Leopoldina Man da
Cosa Kruger, c descontada a Malinas Lopes da Cosa
Maia declarava, que a lellra he da quanlia de qua-
tro conlos oilocentos c oilenta oiil ris, e nao de
quatro conlos e oilocentos mil ris, como declarara
primcirinenle, e que recebera do mesmo Malhias
pouco mata 4r dous cont derU em descont dessa
lettra, sendo um cont e tanto em dinheiro, e o res-
tante em descont do que elle declarante j devia ao
mesmo Malhias, sendo que na ocessio do recebi-
mento, esle lhe pedir para lhe passar um papel ou
recibo em que lhe dcclaras.se ctpressamenle ler re-
cebido a quanlia de quatro conlos de ris, descont
dessa lellra de quatro conlos oilocentos e Iriula mil
reis, cujo papel elle declarante effeclivamenle passa-
ra, e deve parar cm mao do referido Malhias Lopes
da Cosa Maia, no sentido cm que elle declarante
acaba de cipender e que em ludo o mais ratilicave
a sua primera declaraco: e mais nao disse c assig-
nou com o juiz c leslemunhas prsenles.
E cu Francisco de Barros Correia, escrivo o es-
crevi. Costa Dourado.Eduardo da Cotia OH.
cetra.Joaquim Pacheco da Silva.Antonio [azi-
lio dos Santos.Joaquim Teixeira Petxoto.
Nada mais se conliiiha cm dilos termos aqui Irans-
criplos que iiem e fielmenlc lirci por cerlido do
proprio original, que fica em meu poder e escrplo-
rio ao qual me rcporlo, e vai na verdade sem cousa
que duvida faca, por mm escrplo e signado nesta
cidade do Kecife de Pernambuco aos 12 dias do mez
de junho do anno do uascimenlo do Nosso Senhor
Jess Christo de 1855, trigsimo quarto da indepen-
dencia c do imperio do Brasil.Escrovi c assignei
em f de verdade.Francisco de Barros Correa.
O abaito assignado faz publico, que elle per-
den urna carleira no lugar dos Afosados denominado
Ctloea, ao sabir da Passagem da Magdalena, na qual
linba diversos papis e um bilhete desla (olera:
quem a achou entregue na ra larga do Uosario n.
23, que sera recompensado.
Domingos Barbosa Rodrigue.
Os administradores da massa fallida de Itichar-
do Koylle rogam a lodos os credores do fallido Ihes
apresenlem seus ttulos de divida para serem ctami-
nados na forma que dispde o art. 859 do cdigo do
commercio, isto no prazo de 8 das, como he er-
presso.
O abaito assignado, lendo dUsolvido em 19 do
correnle a sociedade que linha com Bernardino
Francisco de Azevedo Campos, na fabrica de charu-
tos, sila na roa da Lmatela 11. 2, e procedendo-se ,1
visla disso ao balanro em dila fabrica,no sopracilado
dia, verilicou-se que se havia lucrado em dous me-
zes e I!) dias o inelhor de 2005000 iscnlos de todas
as despezas ; porm nao havendo lempo para a rea-
lisac.io de nossas conlaso dilo Bernardino levou para
sua casa o mesmo balanro prcletlo de passa-lo a
limpo, e di'zendo-iiip que cu apparecesse as 9 horas
da noilepara roncluirmos os nossos negocios. Pres-
cind de semelhanla convite, porque a laes deshoras
nao se ajuslam conlas, dallando para o dia seguinte
a concluso das inesmas. Dirisi-me, pois, 110 dia
predestinado casa do mesmo Sr. para que, debaito
da melhor ordem cllectuassemus de urna vez as nos-
sas conlas, mas nao acontecen assim, porque, em
logar de echar legalmenle o balanco que imitamos
dado, foi-me a presentado um outro que nao concor-
data cm nata com o original,um balanco, digo, for-
jado pelo Sr. Campos debaito das vistas'da mais re-
quintada mu f, e por assim dizer falso e dolosa, para
que por esle meio me fosem embolsados pelo mes-
mo Sr. os inleresses que por direito me deviam locar.
Por isso nao era sem fundamento qne esle Sr, qoi-
zesc no meio do silencio da noile fediar conlas 1 E
ser obrando de um modo 13o escandaloso qne nm
homem se quer inculcar de bom cidado no meio de
um publico sensato .' ser etlorquindo o alheioda
maneira mais reprchensivel quen homem se inculca
de probo e honrado peranle um publico severo e
juslicciro ? Porm ludo tem" 11111 lermo infalivel, e
os aclos indignos e cavilosos do Sr. Campos nao po-
diam mais passar desa|iercebidos : elle vai deitando
cahir dos lnnii.ro- o seu velho e j l" roto maulo
da hvpocrisia. palenliando a lo ios a cnormidade do
sen ruina proceder. Diareseionande por um pouco
ia-ine desviando do a-sumplo que me forcou a recor-
rer as columnas desle Diario : resla-me, porm, di-
zer que, alm de me querer subtrahir a maior parle
dos lucros li.-ividos, lauto no balanro de 19 do cor-
rale, como no anterior, quera de mais a mes que
009)825
Pernambuco 29 de marco do 1855.Bernardino
francisco de Azevedo Campos___jos Antonio Tei-
reira.
Como balanceador.Ignacio Nuncs de Oliveira.
Iv-2.Kccehi do Sr. Bernardino Francisco de
Azevedo Campos, a quanlia de 22-5220 rs., importe
dos alugueis de um mez e 10 dias da laja qiie oceu-
pa na ra da Linguela, vencido em 31 de mano
de 1855,Auna Maria dos Sanios l-'ontes.
Becebi do Sr. cima a quanlia de 161000 rs. de
nmmez vencido no ultimo de abril de 1855.Au-
na Maria dos Santos Fonlos.
iierebi do Sr. cima a quanlia de 163009 rs. do
nc/vencido no uliimo de maio de 1855.Auna
M.tria dos Sanios Fonlcs.
(Eslava reconhecidos e sellados.)
Declara-sc que o cdilal de Roth Bdoulac publi-
cado no Diario de honlem 25do correte, he assig-
nalura do Dr. Francisco de A-sis de Oliveira Macicl
enodoDr. Custodio Manoel da Silva tiuimares
que por engao foi publicado.
O abaito assignado declara a lodos os seus fre-
gueses que Joaquim Antones nao he mais seu cai-
teiro desde o dia 25 co corr
da ra das l.araiigeiras
Prccisa-se de nm homem que enlenda de Li-
berna c seja capaz de dar t-uinprimenln direeeBe
de suas ohngacoes dcmro do balco da mesma : "na
ra da Praia do Caldeireiro n. 2. ou na Iravessa da
Concordia juntoa cadeia nova que achara com quem
Iralar. '
Desiderio Anlonio de .Miranda mora na ra da
Sensata n. 112 em casi dos senhores Ferreira &
Araujo.
Desipparcceu honlem pelas 10 horas do dia
um ratorrinho raleiro,marca pequea,orelhas c cau-
da corladas, com as quatro mos calcadas, endo
una dallas al ojoelho: quem elle zer entrega
na ra DoQoeimado n. 2o percebera a quanlia de
5} le ^ralilcacao.
Na rita do Queimado n. 9 precisa-so de una
ama que coznhe e compre na rna.
Pr. cisa-se de nm homem para ensinar primei-
ras ietlras em um engenho distante sele leguas da
praca e que di eonbeeimonlo sua conduela: a Ira-
lar ni Boa Visla taberna de Joaquim Coelho de Al-
meida. Na mesma casa precisa-sc de um .'eilor pa-
ra o un .-mu engenho, preferiudo-se estrangeiro.
Prccisa-se alugac una ama para seiviro de ca-
sa de familia: n. ra Nova 11. 31.
Precisa-se de urna moca que queia coier em
casa ile modista : na ra Nova n. 31.
Olferecc-se para quem qui-ira comprar urna
fabrica de fazer pomada e velas ,ie carnauba em pu-
lo pequeo; -njelaiido-se a ensillare prometiendo
ile nao pr oulra nesla provincia : quem a quizer
comprar dirija-se a ra Imperial n. 80 que achara
coiu quem iralar a lo la c qualquei hora do dia.
O abaito .issignado como procurador de Ma-
nuel Amonio Teixeira, residente mu Porluual
leudo de propor a nnlidade do leslantenlo com que
fallecen .Manoel Antonio Teiteira, lilho do dilo seu
conetJtuinle, avisa qne ninguem faca negocio ou
Iransaecjn com Bernardino Francisco de Azevfcrio c" receltesse essa esmola que me quera dif cnwli-
(.ampos, lestamenleiro que esla na posse da herau- idka, Hbendn que he de pratiea. que una sodeda-
ra, c desde j.i protesta nao spela nullidade de de una vez dissolvida, os inte reliados parlicipam
qaalqner negocio que elle baja de lazer, mas de ha- c"n> bjaaldade as dividas arlivas qne honveram. E
ver os lieos que perlenrem a dila heranea, c ,|os I quera alm disso ile.lu/ir-iue na certa quantia que
anana ja tem provas concludenbah Miguel Jos e ler fleado devendo ao meu fallecido mano,
quaiido eu liquei quite para com elle. Becife25 de
junho de 1855. lose Antonio Teixeira.
Aluga-se o segundo andar da casa da ra da
Senzala \. elha 11. 36, com rommoiloi para grande
familia : a tratar na ra larga do Rosario 11. 30. se-
gundo andar.
Ouem annunciou a troca de urna casa lerrea,
feita a moderna, que lem bOOJ quintal e bstanle
Barbosa tiuimares.
Fin professor ile inslrucco elementar ofere-
ce-se a dar lices em casis particulares, com bom
melhodo e zelo, civilidade c aprovcilamenlo, cm
doulrina chrisla, pflo calherismo ctplicado, em
lelura pelos rlassicos de moralidade e civilidade.
como seja o livro de Ouro, cm e-cripluraroper
Hadnreira, em canlabilidale pelo compendio do
llr. Iliaco, elincua verncula com snalvse gran- Brande, no bairro da Bos-Vista, por nutra no bairro
malical e lgico pelo aulor mais seguido: algum\ S^alO Antonio ou S. Jos, querendo ainda, pro-
senher pai de familia que livcr precjso de lee- cure na ra do Bangel n. 21, das 6 horas as 9 da ma-
cionar seus pequeos, pode annunciar para ser | nhaa, achara com quem tratar.
procurado, ou dirija-se ao alerro da Boa V.s.a Precisa-se de 6O0S000 a juros por seis mezes.
'. TivpothecanJo-sc 2 escravos moros e com multas ha-
No Vice-consulado-dc Sardenha prccisa-se para bilidades, que nao podeui valer menos de 1:000*001)
negocio de inleresse c urgencia, fallar com o cida- cada um ; os escravos acham-se livres e desembara-
lo sardo Drago, natnrai de Finale, se anda etisir jados, como se mostrara a quem quizer fazer este
011 com os sens lilhos, (hann le se liver fallecido, negocio : aununcie para ser procurado.
!*Llf*f*! '! "- Ilp J"1"1" ,lp !. -O Da-se aquanlia de.50 a OOSOOI) a juro, com
penltores : l tratar na ra Nova n. 12, de meio-
res,
ISch
peciivo cnsul hanoveriano c vice-eoMnl.Cnsasfo
Schrairm
HEGIVE1
MUTILADO
I dia as 2 horas da larde.



GIMI DE PERMIUC', Wnik FfcIHA 26 DE JUKHO Ot 1885.
CQMPANHIA PARA MANDAR VIR TRABA-
LHAUUKE> DA CHINA, COMO OSMI.I.UO-
RKSPARASLITI1IH A I ALTA DE BRACOS
AHK1CANOS.
SeiuU a agricultura a principal riquez? do Brasil,
e lalver. em mullos anuos a nica industria que Ihe
convenha, pola uberilade do seu sido, pelo carc-
ter dos cus habitantes ; decrescendo lodos os d.:s a
escravalura pola morle prematnra dos africano, e
pelo pouro caldudo que temos com a procrea_au
dessa rac.i desvalida, ao pasto que nl?r podemos con-
tar rom bracos livrcs, por falla de meios de coerrflo
onde se vive apenas cont os proprios recurso da
nalnrc/a, scm neces'idade de Irabalho algum; lie
-misler que a agjic&llura pereda e dcnhe propor-
r.io da fall de bracos para Irabalho, ou que se cui-
dadle snppri-lo* pelos mesmos meios do que, se lem
.servid o-f habitantes das Antilha-depois da emanci-
pa c;1 o absoluta da escravalura de 1810 para c-.
*JComelIejlo*i;iSo s proprielarios das colonias In-
gleza1! e Ptajncezas, como da llavanua lem mandado
vir, por'rooit, de o^rnpanhias creadas rom esfe lim,
lrahalliadnre**L; China para seus engenhos de assu-
car e nutrasJaltrnas de diversos gneros, e dclles
tem lindo invito rnaisproveilo que dos antigos cs-
cravos. nao so porque os Chins sao sobrios, obedien-
tes, actives e fiis, como qne silo muil intelligenles,
ha porisso superiores a qualquer nutra rara para o
Irabalho e para a industria c qualquer que ella
seja.
Neste senlido j ni gamos til c mais acertado indi-
car a necessidade de que os senhoresde engenho da
provincia de I'ernambuco, e mesmo das Alagoas c
Parahiba, reunidos a algn* negociantes e capilalis-
tas desla praca, formassem urna compaidiia rom o
fio) de mandar vir alguns Cbins, que poderiam chc-
gar aqu rom o cutio de 12119(10(1 rs. de nossa moeda,
e driles fazer oulros lanos trabalhadurcs ruraes.
A occasifio he opporluna, acora que o Sr. l)r. G.
E. Fairbanks, medico eslabelecidu na Babia, se
olVerecc para ir pessoalmente a China, verificar csses
ogajamenlot e Iransporle debaixo da sua i inme-
diata responsabilidade, pois que pela sua prolissao
cscollier os homens mais robustos e os mais aptos
para o Irabalho a que devemdcdicar-se.
O Sr. F. M. Dopral, correspondente nesla praca
do dilo Sr. I)r. G. E. Fairbanks, podera prestir
tudas as inforinacOes necessarias a este respeilo, nao
s sobre as vaolagens da companhia como sobre as
eondicoes dos colonos cultivadores, e ludo quanto
possa concorrer para oestabeleciineulo de una em-
preza a mais patritica c de mais ulilidade na ron-
junclura actual.
Carros fnebres.
No e9labelccimenlo de carros fnebres do pateo
' do Paraizo, de Jos Pinto de Magalhilcs & Compa-
nhia, se enconlram carros para qualquer enterro,
bem como um rico caixao de velludo prcto, e lodos
os mais ornatos exigidos no regulameuto do cciuile-
rio. Os annuncianles se encarregam, .sem iudemni-
sacio de Irabalho, a tirar tcenlas parochiaes. guias,
fornecem carros de passein, msicas, armaces ele.,
ludo por presos razoaveis e com toda a promplido.
No dia 26 do correnle, o conselho adminislra-
livo do patrimonio dos orphaos lem de leva prara
publica, pela ultima vez, as rendas nnnoaes das ca-
sas abaixu declaradas, a comerar do I. uV julho pr-
ximo futuro, a .10 de junho de 1836, a saber : sala e
loja da casa n. 1 do largo do Collegio ; ra da Ma-
dre de Dos, casas ns. 23, 27, 33, 34 c .16 ; ra
do Torres ns. 38e39 ra do Amorira ns. 48, .52,
54 e 55 ; ra de Azeile do Peixe ns. 59 e Ii2 ; ra do
Vicario ns. 71 e 72 ; ra do Encantamento n. 76 ;
ra da Scuzala Velha ns. 78 e 81 ; ra da Guia ns.
83 e 84 ; sitios, um em Parnameirim u. 2 ; oulro
dilo na Miraeira n. 4. Os licitantes com seus fiado-
res bajara de comparecer na sala du mesmo consellio,
as 10 huras do mencionado dia, e de accordo iiquciu
os actuaos inquilinos das preditas casas, que, a nao
compareccrm a arrematar suas rendas, do 1. de ju-
Iho m dianlc, acarad pagando, a que por vezes tem
sido levada a hasta publica. Secretaria do conselho
administrativo 20 de junho de 1855.O secretario,
Manoel Antonio t'iegas.
Precisa-sc de nm' criado para o servico de casa
eslrangeira, e que seja liom bolicirn, na ra da
Cruz n. 4.
Precisa-sc alugar um primeiro ou segundo an-
dar, de preco de 14 a 16>000 por mez, no bairro de
Santo Antonio : queni liver, pude annunciar pelo
Diario.
Precisa-se de urna prela cscrava para ama de
urna casa de familia, que faca o ser-viro interno e
externo da mesma, pagaudo-se-Hfe 320 rs. por dia :
a tratar na ra do Collegio n. 3, primeiro audar. i
Precisa-se de urna ama: no aterro da Boa-Vis-
ta n. 60.
Aluga-ge urna grande sala em urna das princi-
aes ras tlesle bairro : quem a quizer, dirija-se
na do Queimado, loja da fazeudas n. 48.
Urna mullier de meia idade e excellcnte con-
ducta, da ojual dar conhecimonlo, se oflerece para
ama de casa de homem solleiro ou viuvo, cncarre-
gaodo-se de ludo u servido interno, do quat enlende
perfeilamenle e desempeuha com perfeicao : quem
precisar de seus servidos, dirija-se n ra do Trapiche
Novo o. 12, quarto andar.
N3o comparecendn o curador fiscal da massa
fallida de Rafael Flix Jos Garca na reunido que
leve logar em casa de residencia do Illm. Sr. I)r.
juiz de direilo do cominerciu uo dia 2.1 do correnle
deixou de se tratar dos fius para que se convocaran!
os credores ; pelo que foi a mesma transferida paia
una hora da tarde do dia 26 do correnle. de novo
pois sao convidados lodos os credores e o fallido para
comparecerem a hora e dia marcado, afim de so
trat.ir da verificaran de crditos, delibeiar-sc sobre
a concrdala que o mesmo fallido lenha de prupor,
ou formar-se contrato de uuiau e proccder-se a no-
roeaco de administradores, adverlindo-sc porem,
que pelo art. 842 do cdigo nao podem ser admit-
tidos por procuradores a pessua que seja devedora do
fallido, e nein um mesmo procurador representar
por dous diversos credores, citado cdigo e art. 822;
e para que conste o presente ser afiliado no jornal
Diario de Pernambuco. Cidade do Recife 23 de
junlio de 1855.O esenvao, Joaquim Jote Pereira
do* Santos.
Precisa-se do Urna ama de leile forra ou uscra-
va : no pateo do Carino n. 9.
LOTERAS Di PROVINCIA.
O Illm. Sr. thesoureiro geral das lote-
fias da provincia manda fazer publico,
que acham-se a venda na thesouraria
das loteras os bilhetes da segunda parte
da teste loteria a benelicio das obras da
matriz da Boa-Vista, cujas rodas andam
no dia 7 de julbo prximo futuro. Se-
cretaria da tbesouraria das loteras "20 de
junho de 1855.O escrivao das loteras,
Luiz Antonio Rodrigues de Almeida.
LOTERAS DA PROVINCIA.
O cautelista Antonio Jos Rodrigues de
Souza Jnior avisa aos possuidores domeio
bilhete e dous quartos n. "202, em que
sabio a sorte dos 2:000.s000 reis, bem co-
mo o do bilhete inteiro n. 35)7 em que sa-
bio a sorte de 1:0006*000 reis. que ve-
nbam receber seus respectivos premios a-
ma do Collegio n. 21, primeiro andar.
100S00O de gratificarlo.
Perdeu-se no dia 22 do correnle urna carleira de
marroquim verde escuro, conlendo qoalroccnlos e
lanos mil reis em dinheiro, em olas de 19000 al
203000, alcm de duas leltras e mais pipis de im-
portancia. A pessoa que a perdeu, sendo encarrega-
da de cobranras, o tendo em ennsequencia percorri-
do mullas ras, c entrado em diversas casas, ignora
se a dcixaria ficar em alguma das ditas casas, ou se
realmente se Ihe escapou do bolso. Quem quer que
a tenha adiado receber IOO9OOO de gralilicarao se a
fnr entregar an Gabinete l'ortugucz de l.citura nesla
cidade, onde encontrar a pessoa a quem a dita car-
teira perteoce.
Precisa-se de urna mulher livre ou captiva,
que saiba lavar e cuzinlwr, para una casa ingleza de
pon a familia : quem cslivcr neslas circumslancias,
dirija-se rna da Cadeia do Bccife 11. 36, primeiro
andar.
No dia quinta-feira, 1!) ile junho, desappare-
ceu de Sanio Amaro, um cavado raslanho claro,
frente aberta, 3 pes calrados, cauda comprida ou re-
gular, por ser ripado lia mezes, pisado cima dos
rins. e denles quebrados, : quem dclle souber ou li-
ver noticia, dirija-se a ra da Cadeia n. 38, ou an-
nnncie por esla folha para ser procurado.
Offerece-se um liomem portacnez para tomar
cunta por balanru de qualquer eslahelecimento, ex-
cepto loja, ou para caixeiro de ra ou de arujazem,
o qnal lem baslante pratica : quem de sen prestimo
se quizer ulilisar, annunric ou dirija-se a ra da
l'raia, Iravessa do Carioca, armazem de Antonio
Pinlo de Souza, que achara com quem tratar.
N. U.
NOVA REMESSA.
fa rna dos Quarteis n. 24, loja de
miudezus de Cruz & Gomes. clier;ou nova
remessa de f|uadros com moldura dou-
rada representando a conliguracao de
s.mtos e santas; sendo desenliados a |nn-
eel t:sobre panno, obra prima ueste ge-
nero, os precos variam conforme o tama-
ito, sendo os de 2 palmos C meio para
quatro palacas (1,^280) e assim diininu-
indoem pceo a proporrao (|ue or dimi-
uiiiiido em tamaito, sendo linalmetite
I.S-2M, I.SOOO, SOI), 640, W0 e r.iit nis:
roga-se aos l'i-e;iii/es que nao deixem pas-
sar desapercebido este annuncio, que 10
se vendo se acreditara' na barateza deste
* artigo.
CONSULTORIO DOS POBRES
SO 1A 3NT017A 1 AKTD4H 50.

O l)r. I'. A. I.obo Moecozo d consultas homcopatliic.is lodoa os diss aos pobres, desde 9 horas da
niaiiha alio meio dia, e eea ratos exlraordinattoi a qualquer hora do dia ou noite.
Ollcrrre-se igualmente para praticar qualquer operaban do cirurgia, e acudir promplamenlc a qual-
quer mulher que esteja mal de parto, e cujas circunislanciar nfio permillam pagar ao medico.
M CONSULTORIO DO DR. P. A. LOBO I0SC0Z0.
50 RA NOVA 50
VNDESE O SEGUINTE:
Manual completo de meddiciua.homcopalhira do Dr. G. 11. Jahr, traduzido cni por
tnguez pelo Dr. Muscozo, quatro vlumcs encadernados em dous e jruiupaiiliadn de
um diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., etr...... 208OU0
Esla obra, a mais importante de indas as que tralam do estada e pratica da homeopalhia, por ser a unir
queronlni abasa fnndlmcnlal rTeata dmitrinaA PATHOGENESIA OU El'FElTOS DOSMEDICA-
HBNTOS NO ORGANISMO EM ESTADO l)E SALDEfonhecimenloj que nao podem dispensar as pes-
soas qovsequercm dedicar a pratica da verdadeira medicina, inleressa a lodos os medfcns que quUerem
experimentar a doulrina de Haliiieniann, e por si mesmos se convenceren! da verdade d'olla : a todos os
fazeudeiros c senliurcs de engentlo que cslflo lunge dos recursos dos mediros: a lodosos capiliiesde navio.
que urna ou oulra vez nao podem dcixar de acudir a qualquer incommodo sen ou de seus tripulantes :
a lodos os pas de familia que por circumslancias, que ntm sempre podem ser prevenidas, silo obriga-
dos a prestar in eontinenti os primeirus soccorros em sua enfermidades.
O vade-mecum do homeopalha oo traducrHo da medicina domestica do Dr. llcring,
obra lambem til as pessoas que se dedicam an esludo da homeopalhia, um volu-
nte grande, acompanhado <\o dicciunariu dus termos de medicina......
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., etc., ciicardenado. .
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um patea segan
homeopalhia, e o proprietario deste estabelecimento se lisongeia de Ic-Io o mais bem montado possivel e
ninsuem duvida boje da grande superioridade dos seus in*dicameutos.
Boticas a 12 (ulios grandes...................
Boticas de 2i medicamentos em glbulos, a 109, 123 e 139000 rs.
Ditas 36 dilos a................
Ditas 48 dilos a................
Ditas 60 dilos a................
Ditas 14* dilos a................
Tubus avulsos......................
Frascos de meia onc.a de lindura.......'..........
Dilos de verdadeira. lindura a rnica...............
Na inesuia casa lia sempre venda grande numero le tubos de crjslal de diversos lamanhoi,
vidros para medicamentos, e aprompla-su qualquer cncommenda de medicamenliiscom toda a brrvida-
de e por presos muito rommndos.
KI-OOO
3000
na pratica da
SJOOO
209000
259000
300000
609000
13000
2BIKKI
29000
Vende-te nina parte do eiiicnhu.Guerra, sito
na comarca du Cabo, um dos melhorrs da mesma
comarca : a miar no mesmo engenho, com Fran-
cisco Lins l'acs Halieto, ou nesla cidade com a mar-
queza do Recife.
Vcnde-se nina canoa aberta, propria para con-
pohlicacAo deste a 15 dia< e uflu o faze'do duc':ao ae "r&l ou li"^' \a Ualar ,,a rua do Encan-
lainento. aiiu../.cm n. i(> A.
Pelo barato preo de500iJ00O.
Vende-te nm bonito muleqae com idade de (> ali-
os, por .3009000 : na rua do Queimailo n. 33, loja
de fa/.endas.
Nos quatro cantos da Boa-Vista 11. 'I,
vende-te superior queijo di sertao a 'mu rs. a fibra.
nbS'erTd; ""^^/"^ "" '- "* e tra..... a 130
MASSA ADAMANTINA.
Rua du Rosario 11. 30, secundo andar, Paulo Gai-
gnoux, dentista francez, chumba os denles com a
massa adamantina. Essa nova e maravilhosa cum-
posicao lem a vanlagem de enchersem pressao .(olo-
rosa (odas as anfractuosidades du denle, adquiriudu
em poucos instantes solide/, igual a da pedra mais
dura, e pcrmiite restaurar ns denles mais estraga-
dos com a frma e a cr primiliva.
i
a
a
'IBLICAAO" DO hSTITUTO UO '^
NEOPATIIICO DO BRASIL.
W THESOUKO IIOMEPA.T1I1CO W
& ou (A
m VADE-MECUM 1)0 tt
IIOMEOPATIIA.
t Metliodo conciso, claro e teguro de cu- (Qj
aa, rar homeopalbicamcnte todas as molestia.'
W7 que affligem a especie humana, e parti-
k cuiarmentc aquellas que reinan no fra-
2 til, redigidn segundo ns melhorcs trala-
Q9 dos de homeopalhia, lauto europeos romo
ft americanos, e segundo a propria experi-
v encia, pelo Dr. Sabino Olegario l.udgere
(^ Pinho. Esla obra he boje reconhecida co-
/rfi 1110 a melhor de (odas que tralam daappli-
*?' cac.1i liomeopalhica no curalivii das mo-
6a) leslias. Os curiosos, principalmente, nao
podem dar um paseo aegoro sem possui-la e
consulta-la. Os pais de familias, os senho-
fA res de engenho, sacerdotes, viajantes, ca-
L piles de navios, sertanejosetc. ele, devem
^) te-la mflo para orcorrer proinplainenlc a
,' 2J Dous volumcs em brochura por lOSOOd
\0f o a encadernados 119000
twk Vende-sc nicamente em casa do autor,
w rua de Santo Amaro n. 6. (Mundo No- ^
vo). m
Prrrisa-scde 11 m moro portuguez, ile 15 a 1(1
anuos, pouco mais 011 menos, prefcrindo-se algum
que lenha pratica do negocio, para urna loja de fa-
zeudas e miudezas na cidade de (Unida : a tratar na
roa da Cadeia Velha, luja 11. 43.
Esl a sabir a luz no Rio de Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
HOfAEOPATHA.
i:\TUAHIDO DE KUOFF E BOEN-
MNf.IlAlSEN E OLTKOS,
'poAo em ordem alphabelira. rom a dcscripcao
abreviada de todas as molestias, a iudicacAo phvsio-
logica e Iberapeulica de todos os medicamentos lio-
roenpathiros, eeu lempo de accao e concordancia,
seguido de um diccionario da signilicac;lu"de lodos
os termos de medicina e cirurgia, e posto ao alcance
das pessoas do povo, pelo
DR. A. J. DE MELLO MORAES.
Subscrevc-se para esla ubra no consultorio horneo,
palhico do Dr. LOBO MOSCOZO, rua Nova n. 50-
primeiro andar, por .Vhiiii em brochura, e G9OOO
encadrrnado.
($ O Dr. Sabino Olegario l.udgero Pinho, \$\
mudou-se do palacete da rua deS.Francis- i/t,
co n.CHA, para o sobrado de dous anda- wJ
tjk resu.li, ruade Santo Amaro, mundo novo.) f&k
MMNM8M
NFOHMACO'ES OU RELAQO'ES
SEMESTRES.
Xa Imana n. G c 8 da prara da In-
dependencia, vende-se relaccs semes-
traes por prero commodo, e querendo res-
mas vende-scainda mais.emconta.
WALDECk.
Esl no prlo o compendio de Insliliilinues Juris
Civilis, pOr D. IO. l'elri Waldeck que serve de
compendio cadeira de Direilo Romane, instalada
de novo na Faculdadc de Direilo : subscreve-so a
6.7OOO rs. pagos na occasijie da subscriprao. e para
commodo dos scohores acadmicos entregar-so- bao s
fulbas impressas de 8 pginas na livraria da praca
da Independencia n. 6 e 8, a proporrao qajc forem
sahindo do prcto.
Novo* livros de homeopalhia uiefranccz, obras
lodasdc summa importancia ;
llahncmann, tratado das molestias
lumes............
Teslc/ rroleslias dos meninos.....
Bering, homeopalhia domestica.....
Jahr, pharmacnprahoinenpalliica. .
Jahr, novo manual, 4 volumcs ....
Jahr, molestias nervosas.......
Jahr, molestias da pellc. ......
Rapou, historia da humeopathia, 2 \ ultimes
llarllimann, tratado completo das molestias
dos meninos..........
A Teste, materia medica liomeopalhica. .
De lNolle, tloiitrina medica liomeopalhica
Clnica de Slaoueli .......
Catting, verdade da homeopalhia. .
Diccionario de Nystrn.......
Alllas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, coiitendo a descripcao
de todas as partes do corpo humano .
vetlein-se todos estes livros nu eonaotlorio honieopa-
thico do Dr. I.obo JIoscoso, rua Nova o. .j pri-
meiro sudar.
Casa da afeririio,paleo do Tereo 11. I (i.
Oahauo assignado faz ver a quem inlrressar pos
sa, que a revisao flnalisar-se-ha no da 30 du corren-
le, segundo o dispuslo no artigo -2." Ululo II das pos-
tura! inunicipaes, c que lindo este praao inenrrerao
os contraventores as penas do mesino artigo. Re-
cife 16 de junho de 1835.
Praredci da Silva Giismo.
Joaquim da Silva Mourilo previne a qoem
intercalar possa, que todos os bens do Sr. Jote Dias
da Silva, movis, semoventes, e de raz, estas so-
geilos ao pagamento do que elle Ihe deve, pelo que
nao pudco incsnio alicna-los. e nem de qualquer
forma ditpor delles, em prejlao do aiinuiiriaiilc,
que protesta usar de sen direilo, nullilicainlo qual-
quer venda ou disposir.io denea bens.
Quem precisar de nm caixeiro brasilciro, que
sabe cscrever, fallar correciamcnlea lngoa francesa,
e iuualiuenlc posiundo todos os requisitos neceaan-
rios para poder escrever e fallar com a maior perfei-
cao a lingoa portugueza, enlcndeiido alguma conaa
ila lingoa ingleza, dirija-se rua do Trapiche 11. 36,
segundo andar, das 0 horas da manhaa ato as 3 da
larde.
RAPE GROSSO, MEIO GROS-
SO E FIIO.
Viuva Pereira da Cunlia, enearregada
da venda deste rape',' avisa a seus re-
guezesque o deposito se aclia prvido de
todas estas (pialidades, e que para mais
commodidade acaba de estabetecer tnn
oulro deposito na rua de Apollo, arma-
/.em n. 2, onde podero encontrar todas
os mencionadas (jitalidades ao prero ja'
cstabelecido, de I.S280 o grosso'e O o
lino, de.) libras para cima.
i. JANE, DEXTISTA,
contina a residir na rna Nova n. 1!), primei-
IRMANDADE DO DIVINO ESPIRITO SANTO.
O secretario da iriiiandade du Divino Espirito
Santo, erecta no convenio de Santo Antonio do Re-
cife, por deliberarlo da mesa reuedora, faz aeiente a
todas as pcssoHS que sft achain coiu termos abortos e
ja atsiglladot para irui.lo desla inian.lade, eque an-
da 11A0 pagaran) as suas joias, li.ijain do as vir pa-
gar da
perdern o direilo de entraren pela qirantia de "e
re., e findimdo osle prazu s poderAo entrar pela
quantia de 203OXK) romo marra o novo compromitso,
que j e ach confirmado pelo. Exm. pretidenle da
proviucia ; assim Como lambem faz ver a lodos os ir-
mSos que ja receberam as suas carias patentes c que
anula nao ileram a quota marcada pela mesa, que he
59OOO, para'a edificaban de rataciunban, hajain do o
fazer, pois o nao fazendo nao lerlu
mas, porque lian havendo
ficar esta importante obra parada, e tem a irmanda-
de poder Onalita-la por I tic rallaren] os meios ; e as-
sim cninn todot os inn.ios que ainda Hilo recehcrain
as mesmascarias por se ignorar .-suas inoradas, ha-
j.i 111 de procura-las na rua eslrcila du Rosario, so-
brado n. Il.ou na rna de Aguas-Verdea n. IV. Re-
cife i dejunho de 1S">..
(I arma/pin dcassucarda rua de Apollo n. |:p
contina de boje em dianlc a gvrar sob a lirma do
abaiio naigaade. Recife 21 de Janeiro de 1856.
LuiZ Manoel Rodrigues tulenca.
DA MATRIZ m"b1)HsTA.
Na rua Nova loja n. 4, ibram vendidos os
quatro oitavos que formam i meio bilhete)
11. 2H I quetirou o premio de 0:000.s()0
reis : os possuidores dos dilos oitavos po-
dem vir receber o dito premio 11a mencio-
nada loja, ou na rua do Trapiche n. 36
segundo andar, escriptorio do Sr. cante-
lista Salustiano de Aquino Ferreir.
O cautelista Salustiano de Aquino
Ferreira declara, pie leudo annunciado
no DIARIO DE PERNAM|lJCO de hon-
lem, 25de junho, trae os possuidores de
'j oitavos e ."> vigsimos da ultima parte
da quinta e primeira parte da sexta lo-
tera da matriz da Boa-Vista, n. 2)ll
em que saliio o premio de (i:0()0.s*000
de res, podiam vir receber na rua do
Trapiche 11. ."50 segundo andar, por en-
gano devia ter aiinunciado dous oitavos e
cinco vicsimos, em lugar de 0 oitavos e
") vigsimos, porque os quatro oitavos do
mesmo numero que formada o ineio bi-
lhete, forana vendidos na rua Nova n. \
ioja de fa/.endas do Sr. .los Lui/. I'ereira
jnior, o qual vende bilhetes e cautelas
do cautelista abaixo assignado. I'ernam-
buco -2V) dejunho de 1855.O cautelis-
ta, Salustiano de Aquino Ferreira.
attem;\0, safra velha.
Iloje desrarregn, viudo da Babia no hialc Dous
dmtgot, o muilo acreditado fumu em fnlhas de safra
velha : a tratar ne rua da Sntala Velha 11. US, com
Manoel Jote Gomes Braga.
rs., ludo biini.
A pechinclia.
No aterro da Boa-Vist n. 8, defronte da
boneca.
Cebla-1 lieeafls Dllimamente de Lisboa a 2(10 e
ki rs. ocento, ptetunlot, linguicat, paioa, mantei-
ga ingleza do todas as quaiidadcs.dila franrp/a. bo-
lachinha de smla, hiacoilot, c militas nutras qualida-
dea, paisas, mneriat, tmaras, cha da India de todas
asqualidades, c minios oulros ceneroschegados ulti-
manienH', Indo de superior ipialidade, c prero mais
barate do que em oulra qualquer parle.
F4RIMA DE MANDIOCA MITO
3 ro andar.
Joias.
\ en.le-se superior farinha de mandioca, cm saccas
de alqueire cogulado : na rua da Madre de Dos n.
5, ou na rua da Crin 11. 17, cscriplorio de Antonio
Luiz de Oliveira axevedo.
ilho alpisSa,
em barricas de li arrobas : vende-sc
dre de Deet 11. ... na na rua da Crol
rio de Antonio Luiz de Oliveira Azevedo.
na rna da Ma-
1. 17, escripto-
mais neos.
Acaba de rhegar ;'i loja franre/.a, na rua Nova 11.
10, um lindo sorlinicnlo de chapeos de oda para se-
nhoras, meninas o meninos, os mais ricos e os m.-iis
modernos que lia nu mercado : a elles, que ha poneos.
COMPRAS.
Comprase mu drama intitulado OBravo de
\ enexa : ajuem o liver c quizer vender, embora em
segunda IDSo, sendo em bnm esiado, podo levar a
rua da Madre de Dos n. 36.
l'recisa-sc comprar alaumas travs de 30 a .15
palmos de romprimenlu c 7 pulegadas : quem liver
anuuncie.
Compra-te urna cabra, bicho, que teja boa de
leile, e paga-o bem : na rua da Cadeia do Itecifc n.
i!l, priineiro-andar.
J1U 1 VI IFlil
(.lieei-ii de Franca pelo paquete urna farenda iutei-
ramenlc nn?.i, tinta de seda, de quailros e lislras
o mais rico possivel, denominada Sebastopol, o
Vi, Adelinas de seda de quailros, o ruvado 1HKK)
Crimea de se.la, misto escoce?, o covado 1)00
l'rozerpina de seda .-leqiadro*, n covado 880
Indianas escocezas, novo* padroes, o covado MO
Chitas franrazas. lindos padrcs, o covado 280
Kiscado franr.iv, largo, lino, o covado 2W)
Corle de vestidos de seda escoceza, o corle HjOOO
Curtes de cambraia de seda, o curie. .\nmmi
Setim prclo lavrado para vestido, o covado 2>iOii
Selim preln inaro, liso, o covadi..... 2>lill
Sarja prela hcspanbola, o covado. ,. 25OOO
Nobreza pela portugueza, o covado, 13800
Chales de cateinira de edr. lisos..... 1,V>0(I
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento contina a ha-
vei um completo sortnnento de moca-
das e metas inoendas para engenho, ma-
chinas de vapor, c taixas de Ierro batido
c coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Veiidem-sc cm rasa de S. P. Jch.is-
ton & C., na rua de Senzala Nova 11. i 2.
Scllins iiiglexes.
Relogios patente inglez-
ChicOtes de carro e de montara.
Candieiros c casticaes hron/.eados.
Chumbo cm lencol, barra c munirao.
Farello de Lisboa.
Lonas inglesas.
Fio de sapateirocdcvcla.
Vaquexas de lustre para carro.
Bat tis de graxa n. 97.
Na casa de llebrard ^ Blandin, roa do Trapi-
che Novo 11.22. vende-te ante doce francez de
I'lagiiiol. verdadeiro salame de l.yon, muito fresco,
assim romo vinho de Hnrdcaui, champagne, cognac,
ludo por proco razoavel.
DEPOSITO DA FABRICA DE TODOS
OS SANTOS A BAHA.
Vende-se em casa de N. O. Bieber &
C, na rita da Cruz n. i, algodao tran-
cado daquella fbrica muilo proprio pa-
ra saceos de astucar e roupa para escra-
vos, porpreeo commodo.
Em casa de J. KelIcr&C, na rua
da Cruz n. 55 ha para vender cxcel-
lentes piano* viudos ltimamente de ILun-
burgo.
Vende-se urna balanca romana com lodos os
seus pertcnces.cm buin uso e de 2,000 libras ; quem
pretender, dirija-se i rua da Cruz, armazem 11. 4.
COGNAC VERDADEIRO.
Vende-te superior cognac, em garrafa, a 12S000
a du/ia, e 1J2S0 a garrafa : na rua dos Tanociros 11.
2, primeiro andar, dcfronle do Trapiche Novo.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-'
ca, cin saccas [tic tem um alqueire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
$
,$
POTASSA BKASIIEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
(^j hricada no Rio de Janeiro, che-
puda recentemente, recommen-
da-se aos senhores d engenhos os
seus bous elfeitos ja', experimen-
tados : na rua da Ct^zn. 20, ar-
mazem de L. Lecotte Fcron S
Companbia.
AOS SENHOUES DE ENGENHO.
Rcduzido de ,640 para 500 rs. a libra
Do arcano da inrencao do Dr. Eduar-
do Stolle cm Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandczag, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
astucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de'empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ruada
Cruz. n. \.
Pianos.
J0S0 V. Vogeley avisa ao rcpcitavel publico, que
em sua casa, 11a rua Nova n. 41. primeiro aidar,
atha-se um sorlimenln de pianos de Jacaranda e
niogno, ot melhoret que lem ale agora apparecido
no mercado, lauto pela sua liarmouiota e furle voz,
como pela sua enntlmefSo, de armario e hnrisoiilal,
dos 1111 111.-r 1 autores de Lnn'drea e da ilamburgo, ot
quaes vende por preco razoavel. O annunciante
contina a afinar e concertar pianos cm pcrfeicSo.
ATTEMQAO',
Os abaivo astignados, donus da loja de ouiivcs, na
rua Jo Cahugn n. 11, coufronle an palco da matriz
c rua Nova, fazein publico, que estilo sempre torli-
dos dos mais ricos e melhorcs goslos de todas as ninas
de ouro necessarias, tanta para tenhoraf, romo para
homens e meninas, continuam os precos mesmo ba-
ratos como tem sido ; passar-se-ha urna conla com
responsabilidade, cspecilirando a qualidade do mi-
ro ile li a 18 quilates, fcando assim garantido o
comprador se appareccr qualquer duvida.
Seraphim & lrmiio.
Dissolveu-te a soriedade que exista no arma-
zem de assurar 11. 13 da rua de Apollo, pertenecido
a Valonea & Fcinandcs.
Precisa-se de um criado diligente e de bens
rosliimes, para o servico interno e externo de urna
casa, excepto o servico de cozinha : na rua Nova 11.
41, segundo andar.
Aloga-ae um sobrado de 3 a.nlarcs c loja, silo
na rua da Cruz n. 1, no Recife : a traCar na rua da
Aurora 11. 2(1, primeiro andar. .
Precisa-sc de urna ama livre ou captiva : no
sobrado 11. 1 da rua da Cadeia de Sanio Antonio,
confronte a ordem lerceira de S. Francisco.
Precisa-se de um cozinheiro livre ; no sobrado
n. 1 da rua da Cadeia de S411I0 Antonio, confronte a
ordem lorceira de S. Francisco.
S >$ $ $) -:; S @@ S999
HOMIEOIHTIIIA.
Hcmedios ellicacissimos contra
febres intermitientes.
1 Orando snrtimenlo de carlciras de homiro-
0 palhia muilo em conla.
M li once de limara a eaeaen 19000 513
Tubus avulsos a 3110, M c .VMI rs.
9 Elementos de hoiiiiro|ialhia, i vol. 6g000
S5 No consultorio linmu-upalhico do Dr. Cat
@ nova, rua dasCruzcsn. 28.
ebronicat, 4 vo-
. 909000
. G5000
. 79000
... 6i
. Ki-rooo
. 61006
; 88000
16W>O0
10*000
89000
78000
69000
ocooo
3O8OO0
DENTISTA. S
& Paulo Gaignuiu, dentista francez, ealabeh) B
9 Cidn na rua.larua do Rosario n. 36, segnudo 9
), andar, culloca denles cum gengivas arlineia.es, #
ti c dentadura completa, ou parle della, cum a 9
9 presso do ar. 9
3 Kusario n. 36 tesundo andar. $
#&$ a 999 9 999 9
AULA DE LATIM.
0,padre Vicente Fener de Albut|tier-
tjucmiiclou a sita aula para a rua do {n-
gel n. II, onde continua a receber alum-
nos internos ccxlernos desde ja' por m-
dico preco como he publico: quem se
quizer utilisar de sen pequeo prestimo o,
pode procurar 110 segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uleis.'
Casa de consignaciio de esclavos, na rua
dos Quarteis n. 25-
Cnmpram-sc e rerebem-se cscravos de amhot os
sexos, para sevenderem de commissao,, tanto para a
provincia comu para fura della, o,flercceiido-so para
silo loda a seguraiiea precisa para os dilos cscravos.
EDUCACA'O DAS FILHAS.
Entro as obras du grande* I-enelun, arcebispo de
Cambra), merece mu particular menge otratado
da educaco das meninasno qual esle virtuoso
prelado ensilla como ;tsjnais_devem educar suas li-
llias, para um dia ehgareaka oceopar n sublime
lagar de mi de ftmilia ; lOrna-te per tanto urna
necessidade para todas as pe->oas que desejam gui-
a-las no verdadeiro caminho da vida. Esla a refe-
rida obra Iradu/ida em porliiuez, e vende-se na
livraria da praca da Independencia n. (i e 8, pelo
diminuto preco de 800 rs. .
Cumpram-sc cscravos de amboa os sexos, de 12 a
30 anuos, tanto para a provincia como para fura,
sendo bonitas figuras paga-te bem; assim como recc-
bem-se para vender de cummissan : na rua de Hor-
las n. 60.
Compra-te urna rabclleira cacheada, or de
castanho claro, para scahor.i, que esleja em bom
uso : quem a liver iiinuncie.
Compra-se um viola 1 fino, que lenha supe-
riores vozes, mesmo cm segunda mau : na lloa-Visla
rua dos Pires casa 11. I, ou aniiuucic para ser pro-
curado.
Compra-se elTeclivamcnlc bron/.c, lalo e co-
bre velho : no deposilo da fundicao il'Aiirnra, na
rua do lirum, logu na mirada n. 28, c na mesma
fundie.io em >. Amaro.
Compram-se rolos de pitia 011 oilicica, de um
palmo para mais em dimetro : na fundirn dt Au-
rora em Sanio Amaro, c nu deposito da mesma, na
rua du Brum 11. 28.
VENDAS.
aquellas
passarao
9
0 ABAIXO ASSH^VBO, ,c ,rrc,a
lado cm leiblo as dividas da massa fallida de Anto-
nio Jo' de Azevedo, previne aos Srs. devedoret,
que su elle he a pessoa competente para receber di-
tas dividas, e na falla mitra qualqm-i petaoa apre-
sentaudo as cuntas firmadas pelo abaixu assignado.
J'rcvine-se islo ppr*constar ao annunciante que lem
andado certa pessoa cobrando ditas dividas sem que
para isto tenha aulorisaroo, Beanda rerlo esta pet-
ara que no caso de appareccr qualquer destas divi-
das recebidas por elle, seu nome sera por extenso
publicadu por esle jornal, para que o publico o fi-
que conlieccndo ; assim como lambem aera publi-
cada a mancira por que cssa pessoa se apossou de
varias conlas impressas que o annunciante linha li-
rado em seu noroe, declarando mai que
petaoa! que liverem pago uu que pagar
pelo desgasto de pagaren duas veiea.
Francisco Josc Altes Cuimaraes.
t O Dr. Riheiro, medico pela universidade de
Cambridge, contina a residir na rua da Cruz do Re-
cife 11. VJ, 2." andar, onde pode ser procurado a
qualquer liara, e cuuvida aos pobres para consullas
gratis, c mesmo os visita quando as rircumstaiicias o
exijam, Li/. especialidade daa molestias dos olhos c
ouvdot.
I)r. liiheiro, phvsician b> Ihe university ol
Cambridge, United States, contines lo reside, ai rua
da Cruz n. SO, 2. (loor, and alleuds espcciallv tu
thecve and ear's diseases, hcmakesocrnlarcxaniina-
lion al any bour in prvate residences ; remember
Ihat for Ihe examiualioii of Ihe car, il requires Ihe
lighl of-lhc sun.
Aluga-se nm moleqiic para o servico interno
de urna casa eslrangeira : quem u liver mide levar
a rua do Trapiche Novo 11. 1 j.
Na padaria delraz da matriz da lloa-Visla n
26,coiiliniia de boje em (Maule a haver pao quculc de
familia Iodos os dias de larde, desde as 3 horas em
dianlc.
Jos Pereira Cesar, tendo cmpralo a Custodio
Jos de Caivallioliuimariles todas as fazeudasc divi-
das activas da su luja, sita na rua ito (ueimado 11.
21 A., e desojando.conservar lodos os frecuezes que
j o sao do mesmo cslabelcriinenlo, avisa 1 Indos
aquellos, lano da praca como de fura della, que Ihe
sao devednres, que venham a mesma loja satisfazer
o* tena dbitos, que ahi acharan bom soi lmenlo de
novts n baratistimaa fazeudas, e o melhor agrado, e
a mesma franqueza que sempre hoiivc ueste eslabe-
lecimcnln.
Dii-se algum dinheiro a juros sobre pcnliorcs
de ouro ou prata, ou hypotheca : na rua do Cabu-i,
loja de miudezas de \ portas.
Vende-sc no primeiro andar da rua das Cru/c
n. .'10, urna cama de angico com seus cnxcrgoes c
rolxaodc sumauma, 2 pares de lanleruas do ullim"
goato, 1 lavatorio torneado, 2 bancas de columna, 1
estante envidracada, ludo nuvo, 1 marqueza, 1 ha-
cia para hanhu, c 1 mtsa j usada.
Vendem-so lamancos fcilos no porto,vindos de
cucoinmcnda: na rua larga do Rosario 11. :)S.
Vende-se nm sitio com um pequeo viveiro
c proporc.es para mais dous ou tres arandea, no
freguezia dos Afogados, rua de Rom Costo : quem
0 pretender procure na rua*l)iieita, H. 137.
HE MUITO BARATO.
Ycndem-se suecos com feijao por di-
minuto preco, que s avista se pode ad-
mirar : nos Quatro Cantos da rua do
Queimado n. 20.
Vende-se nm bom cavallopedrcz por
preco muito commodo : nos Quatro Can-
tos da rua do Queimado loja 11. 2(.
Para as pessoas que padeccn de frialdade
nos pe's.
Na rua du Cabagt, loja de niimiczas n. 4, do u-
lico barcleiroClavinulc, vendem-se mcias de laa de
carneiro, curtas e comprida*), muito proprias para as
pessuasque [ladccein na estarn do iuvernu.
AtteocSo.
Na rua da Cadeia Velha 11. 17.luja do S Manoel)
vende-sc damasco de laa de duas largars, muilo
pruprin para cuberas dcima c pannos de mesa.
Vende-te muilu barato um armazem pequeo,
mas cum balcao : na tua Nova n. 52.
ATTENCAO, FREGUEZES.
Chegucn ao que he bom c barato.
Chnuricas.paios, presuntos, aletna, macarr, la-
lliarun, cslrellinha para sopa, bolacbinha de araruta.
farinha de Maranhao, loda a- qualidadjea de cha,
bolacbinha ingleza, paaaat, velas de cspcrmacele de
superior qualidade, lalas com superior gracha, cer-
veja branca e prela, vinho velho du Porto, engarra-
fado, liordeaux, champagne da melhor qualidade,
chocolate, manteiga ingleza e franceza, e outras
minias cuusas novas, por prero que muito couvira
aos compradores: aa taberna da roa Nova n. 30, que
faz quina |>ara a rua de Sanio Amaro.
SORTES ENYGMATICAS
IMK\ A .\0ITE DE S.. PEDRO.
Vendem-se a .'iOII rs. a collcic.io : no largu du Col-
legio, livraria dos Srs. Ricardo .\ Companhia, e na
rua da Cruz do Recife, livraria 11. 52.
Vende-se nina casaca, c urna rede de pescar,
chamada cacueira, ludo novo : no largo do Pilar
n. 13.
Vende-se urna taberna com muilo pouco fun-
co, na rua da Esperanca, estrada nova : na Suledade
debaixo do sobraiiinho.
Vende-se oleo de amendua doce, cm lalas de
Chales de
Chale* ile merino bordados a seda ft&jOO
Chales de merino o mais rico possivel ll.-otH)
Cortes de catemira preta telan .... GfOOO
Cuites de rlleles de fuslo lino. .... 600
Lencos de seda para grvala. 800
Ourello preto para panno, o covado :i>ooo
Corles de alpaca escoceza, o curte :jO0l>
Alpaca prela de lustre........ 000
Chales de seda de peso.......109000
Lencos de seda de peso.......I9OOO
Lencos de cambraia de linho, pequeos. 100
na rua do Queimado, em frente do becen da Con-
gregaeflo, p.issando a botica, a seguuda loja de fa-
zendas 11. 0.
Na rua do Crespo, loja n. 12, vendem-se bous
cobertores do algodao, brancas, de pello a Ij-iOO, e
sendo em percao faz-te alguma dillerenra no prero :
lambem Veadem-se sedas cscoCezas a 1 ?2CH) o covado,
bonitos padres c scm defeilo.
PUR LAINE.
Acaba dechegar na rua Nova 11. 10, loja franceza,
urna exccllciile fazenda denominada Castorinas, de
lindos padrcs. c asscmelha-te muilu is sedas csco-
cezas; a ellas, que vo a vapor.
Superior vinho d champagne c Bor-
date : vende-se em casa de Schafliei-
lliu c\ C, rua da Cruz n. .18.
Vendem-se c-ideirM de balancn americanas,
cum palhinha.a lijOlXIcada urna : n rua da Cadeia
du Recife 11.19, primeiro andar.
Vestidos a2.si(IO.
Vendcm-se corles de vestido de muculina de cu-
res, Tazenda inteiramenle nova em padroes, e cores
lixas a 2?i()!lcnla curte : na luja de 4 portas, na rua
do '.inclinado n. 10.
Vcnde-se urna cscrava que eugomma, cozinha
ose c lava desabito : ua praca da Boa-Visla 11. 30.
Casemiras baratas.
Vendem-se casemirns decores, boa fazenda. a i>
rs. cada corle : na luja del portas, na rua do uei
niado II. 10.
Milito barate.
Vende-sc laa de corea propiia para veslido de se-
nbura a 20 o covado : na loja de '1 portas da rua do
(Jucimado n. 10.
Vestidos de seda.
Vendcm-se corles de vestidos de seda de cores, por
preco muilu commodo, havendo sorlimenln para cs-
collier : na loja de 4 ponas, na rua do Queimado
n. 10.
Vende-se umrarrode cnnduzir fa/.endas, qua-
si novo : na {rua do Encantamento, armazem n.
76 A.
armazens n. Ti, e 7 defronte da escadi-
nha, c no armazem defronte da porla da
aKandcga, ou a tratar no escriptorio de
Xovaes & C, na rua do Trapiche n. 54,
primeiro andar.
Chales de merino' do cores, de muito
bom gosto.
Vendem-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volta para a cadeia.
u O
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eA ZJ EaH u S-0 a 0 ,
XI 0> ; ss r/1 O '< & ce
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sres 88 rc -H os V n
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s ex: C*2 a *
Na
do
ATTENQUO.
fechados,
ea
#) Cobre para forro de 20 at 24 on- &t
A
A ELLES, AMES OLE SE ACABEM.
Vendem-se corten de caaemira deibom gnsto a 25,500
Ifl e S90OO o corle ; na uta do Crespo 11. (i.
Vcmlc-sc 111111 mulalinba de 8 a 9 anuos de
idade, de elegante liinra : a Iralar na rua do Itangcl
n. 11, primeiro andar.
Taixas part engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann n;- rua do lirum, passan-
do o chafar i?, continua haver um
completo sortimenlo di; taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
pirro commodo e com promptidao"
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Moinhos de vento
'ombombasdercpuxopara regar horlas e baixa,
decapim, na fundiradoe I). W. Bonman : na rua
do Brum ns. (i. 8e 10.
FOLHA.
11. .19, armazem de Manuel
dos Santos Pinto, ha muilo superior fumo em folha
de lodas as qualidadet para charutos : por precos ra-
zoaveis.
FEIJAO MULTiNHO,
Na roa do Amorim n. 39, armazem de Manoc'
dos Sanios Pinlo, ha muil superior feijao mnlali-
nho eiu saccas : por preco commodo.
Cera de carnauha.
Vcnde-se na rua da Cadeia do Uccifo n. 19, pri-
meiro audar.
Sanio Antonio
FUMO
Na rua 1I0 Amorim
m
do
pa-
MOHNIEV i
V c outras doencas da pelle.
Tralam-se com especialidade as altrenos 53
@ da pelle, particularmente a morpha.
vij JSu cuiisuiillorio bomicopalhico do Dr. Ca- $
sauova, rua das Cruzes n. 28.
9 Aos pobres trala-se de sraca. 2
Alu;;a-se 011 vende-e 11111:1 casa rom
sotoe sitio no lugar da Torre, junto ao
sobrado do Sr. Pei\oto, com todas as com-
modidades para familia, cocheira, estri-
baria, tpiartos para feilor, ele: na rua
da Cruz 11. 10.
livrando seu pai
tihulo.
Riquissimo drama oiigiual de A. X. I". A., acres-
cenlado com duas praticas stbro a vida c morle do
Santo, compostas por Francisco de Freitas Ijamboa,
e primorosamente pregadas por dous dos seus disci-
8, 1 e 2 libras, Calas com velas de espermacelc ver- |ul|os ,|e ,ll(,m,r j,,.,,,,, A(..SP venda na nlliciiia
dadeiro, de li em libra, ludo por preco commodo :
na rua do Trapiche n. 3(i, cscriplorio de Malhers
Auslin iS. Companhia.
rua do Trapiche n. ,"ii, ha para
vender barris de ferro ermelicamente
proprios para deposito de fe-
estes barris sao os inelhores que se
tem descoberto para esle lim, por nio
exhalaiem o menor ebeiro, e apenas pc-
zam 1() libras, ecustam o diminuto pu-
co de i,sOOO rs. cada um.
Vende-se pipas, barris va/.ios e bar-
ricas internadas: a tratar com Manoel
A Ivs Guerra Jnior, na rutvdo Trapiche
n. li-.
Attencao !
Vende-se superior fumo de minio, segunda c capa,
pelo baratissimo proco de 39OOO a arroba : na rna
Direita 11. 76.
Potassa.
No anliso deposilo da rua da Cadeia Velha, es-
criptorio n. 12, vende-se muilo superior potassa da
Rosta, americana c do Rio de Janeiro, a precos ba-
ratos que he para fechar conlas.
Na rua do Vigan'o n. t9, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
cjam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas tudo raodernissimo ,
chegado do Kio de J.-neiro.
Vendem-se ricos e modernos pianos, recente-
mcnle chegados, de eiccllentcs vnzes, e precos com- ',
modos em casa de N. O. Bieber & Companhia, rua
da Cruz n. h.
Capas de panno.
Veridem-se rapas de panno, proprias para a esla-
cao prsenle, por commodo pregu : na rua du Cres-
po n. (i.
Grande sortiment de brins para quem
qur ser grmenho com pouro dinheiro.
Vende-se brim (raneado de liatras c quadrot.de pu
rn linho, a 800 rs. a vara, dilo liso a liitl, ganga
amarella lisa a 860 o covado. riscados escuros a imi-
lacilo de catemira a .160 o covado, dilo de linho a
280, dilo mais abaiio a 160, castores de lodas as co-
res a 200, 210 c 320 o covado : na rua do Crespo
n.6.
COM PEQUEO TOQUE DE
Algodao de sicupira a 29.100 c !l> : vcnde-se na
rua do Crespo luja da esquina que volla para a rua
da Cadeia.
Alpaca desela.
Vende-se alpaca de seda de quadros de bnm gosto
a 720 o covado, c/tcs de lila dos melhorcs gslosque
tem viudo no mercado a 'i"v*>00, di' de casta chita
a 15800, sarja prela hetpanhela a 2^100 e 29200 o
covado, seliin prelodcMaro a 29100 e.'?200, giuu*-
danapos adamascados feilot em (juimarAes a 396OO
a du/ia, loalhas de roslo viudas do metmo lugar a
99000 e I29OOO a du/ia : na rua do Crespo n. 6.
CHALES DE LAN E ALGODAO,
ESR0SA800RS.ai)UH.
Vendem-se na rua do Crespo loja da esquina que
volla para a rua da Cadeia.
COBERTORES.
Vendem-se cobertores escuros, grandes c peque-
os, a l?2tM) e720 cada um : na rua do Crespo 11. (i.
CORTES DE CASEMIRAS
DE CORES ESCURAS E CLARAS A 39000.
Vendem-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volta para a rua da.Cadeia.
t Deposito de vinho de cham-
pagne Chateau-Ay, primeiraqua-
(fk lidade, de propredade do conde {$
(Ai de Uarcuil, rua da Cruz; do Re- A
S cife n. 20: este vinho, o melhor ft,
^a de toda a Champagne, veride-se
" a Cs'000 rs. cada caixaf acha-se
nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N.
SU.As caUS sao marcadas a fo-
rjoConde de Marcuile os 10-
S I ulos das garrafas sao azucs.
s
m
<;as compregos.
Zineo para forro com
Chumbo em barrinhas.
Alvaiade de chumbo.
Tinta branca, rlreta
Oleo de lindara em
Papel de embrulho.
Cemento amarello. ()
Armamento de todas as quali- &?;
dadesV uf\
pregos.
a vende,
botijas.
dous
ca-
Ri-uiin l'raeger A C, tem para **
3- vender em sua casa, rua da Cruz |*
** n III-
^ Lonas da Russia.
j^ Champagne.
^f! Instrumentos para msica.
$| Oleados.pata mesa.
% Charutos de llavana verdadeiros. |js
Cerveja llamhtirgttczi.
(omina lacea. 3*
MOL.NDAS bUI'LUIORKS.
de cncadernacao do l'adre l.enios, 110 largo do Col-
legio, pelo preco de 19000, linda impresso, c em
muilo bom papel.
Veiulem-te 2 esrravos, 1 lindo mulatinho de
idade tSanno. c 1 bom escravn ptimo para lodo
servico : na rua llireila 0.3.
Vende-se um cabriole! c dous cav.illos, ludo
junto 011 separado, sendo ns caralles muilo mansos e
muilo rostuir.ados em cabnolcl: para ver, na co-
cheira 11. 3, dcfronle da ordem lerceira de S. fran-
cisco, e a tratar com Antonio Jos Kodrigues de Sou-
za Jnior, na rua do Collegio n. 21, primeiro ou se-
gundo andar.
FAZENDAS DE GOSTO
PAtiA VESTIDOS DE SEN HORA.
Indiana de quadros muilo lina e padrcs novos ;
orles de laa de quadros o flores por preco coiniuo-
e
. r i Jo : vende-sc na rua do Crespo leja da esquina qu
Na fundicao de C. Starr 4 Companhia W|u para a roa da Cadeu7
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de caimas todas de ferro, de um
i.imli'lhi e coiisiruerno muito Superiores
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. & C. em
Santo Amaro acha-se para vender .11 a-
dos !'> ferro Ar 'i i< .111 ilidade.
CASEMIRA PRETA A 4*500
. 0 CORTE l)K(ALIJA.
Vendem-te na roa do Crespo, loj.ida esquina que
volta para a rua da Cadeia.
^ia rua do Vicario n. 10, primeiro andar, vcn-
de-se farelo novo, rhecado de tbea pela barra tira-
tStWo.
I
() Arreios para um c
.v* vallos.
Chicotes para carro e esporas de
fjf a<,*o prateado.
w Formas de ferro para fabrica de
f& assucar.
:) Papel de peso inglez
^5) Champagne marca A&C.
^ Rotim da India, novo e alvo.
<* Pcdras de marmore.
^ Velas stearinas.
^ Pianos de gabinete de Jacaranda',
c com todos os ltimos melho-
W lamentos."
$ No armazem de C J. Astley & C,
(j na rua da Cadeia.
Fmcasa dcTimm Momsen & Vinassa, pata-
ca do Corpo Santo n. 13, ha para ven-
der :
irm sortimento completo de livros em
branco, vindos de Hamburgo.
Acha-se venda o manual do guarda nacional
ou colleccao de lodas as leis, rcgulameiilm. ordena e
avisos conccrnenles a mesma guarda nacitnal, orga-
nitado pelo espitad secretario gcral du commafido
superior da gualda nacional da capital da provincia
de Pcrnambucu Firmino Jos de Oliveil, drsde a
sua nova organisacao ale 31 de dezemJnode'1851,
relatiVos nao so ao processo da qualilieapja, recnrsu
de revista, etc., ele, senSo ,i fronomi* -dts carpos,
orgauisacao por municipios, li.at-lhi.p-,, ecamf aina-..
com mappas o mo lelos, etc., etc.: vende-se anica-
mente no pateo do Carmo n. 9, primeiro andar, a
COOO por cada volume,
Vende-se holacliinha de aramia muito Tina,
pelo barato prero.de 100 rs. a libra, bisnito dilo a
360, bolacbinha ingleza a +00 rs., Caliai a360, r bo-
lachiuha de soda a 400 rs., tndo'das melheret quali-
dades : na padaria da rua Direita n. (i".t.
Vcnde-se milho a 49000 o alqueire. Medida ve-
lha ; a bordo da lurcara Activj, fundeada junto a
lampa do Hamos.
A taberna da rua
NOVA N. SO;
na esquina da roa de Santo Amaro, arla se sorlida
de muilo bous genero e por muilo comando prero,
de mancira que ao ver o cffeilo agrada, eao ouvir os
prrro. faz.comprar, porque na venladevinho mu
catel engarrafado, de boa qualidade, a ltl. e milras
muitas cousas por preco diminuto, nao huera quem
nao se anime a comprar.
Vendem-se hlalas novas a iQCOOsgigo: no
armaicm do Ca/.uza, uo caes da allaadom.
ESCRAVOS FGIDQS. '
ATTENCAO.

Fngio no dia 20 do crrenle o escravo por nome
Joaquim, o qual representa ter 40 amm, levou cal-
ca tignal um pe esquerdo incliado, cslalori'alta, terco
do corpo, o qual escravo perlenceu a un xnhor Ki-
lipinho -lo Rio Formoso, e julga-se ir tomado
destino do metmo lugar, juntamente coi ama negra
lambem fgida : roga-sc por tanto a tadm as auto-
ridades puliciaes e rapilaes de campo pira o levar
a roa larga do Rosario n. 48, que te gdUificarl ge-
nerosamente.
Hoga-sea>s autoridades pliciat e capilae* de
campo a captura de um uiolrque dr. neme Manoel.
'- ravo, qua representa ter 18 anuos de idade, esta-
tura regular; levou jaqucla e calca de fauno de la
com que anda, enenlaa-ee^er rorro,,e suppo>-se
que se acha tervinduem eas* de algum ettmlaui
como alosado; ja Irablhou?^' caetda etcadinha
da Alfaudcga: quem o oegfu-'Anxt-o o paleo do
Carmo n. 9, primeiro n*ir, queter gratifi-
cado. c '
Qnieta-feira 6 dpcrrenledesap-
parecea da raa dofjuejmadnn. 17, e
esrraio Anti niu.ne iiarao.que repra
senil ter 10 annn |iou uos com ot tistacstcauinles: faltas
dt denles na frente c, urna sicalri/.
o roslo do lado direilo, aluuiis ca-
bellos brancas, e lem no braco es-
ace-
Depostto do chocolate francez, de urna
das mais acreditadas fabricas de Parta,
cm casa de Vctor Lasne, rua da Cruz
n- 27.
Evlra-superior, pura baunillia. IS920
Kvlia lino, baunilha. 1-5600
Superior. t-80
Quem comprar de 10 libras para cima, lem um
sbdle de O % : venda-sc aos mesmos precos e con-
dicoes, em casa do Sr. Karrelicr, no iilerro de Boa-
Visla n. ">:.
Vende-se ac em cunbetes de uro quintal, por
prero minio commodo : no armazem de Me. Cal-
moni \ Companhia, prara do Corpo Sanio n. 11.
Riscado de listi as de cores, propiio
para palitos, calcase j aquetas, a 160
o covado.
Vende-te na rua d Crespo, loia da csqoioa que
volta para a cadeia.
Vendem-se no armazem n. 60, da rua da Ca-.
dciajdo Recife. de Henrj Gibson.os mais su peno- 'miIo, as auloridadw policiaes e_capesde campo,
res reloeM fabricados em Inglaterra, por yncp*
mdicos.
__ Vende-se excellenle taboado de pinho, recen-
querJo qnasi ao p do hombro um cllombinlin do
lamanba de urna pilomba ; suppoe-se|uc foi vesti-
do com calca de casemiratc quadros o ide algodo-
/inlio do listrat e camisa de algsdao triBcadn bran-
co, be rostoinado a fugir e a uindt'r de nome, e
qnasi sempre di/, ser do mallo de algfm tenbor do
engenho : roja-sc por l.ialo as anloriddes policial
ccapil>s de campo.ou a quem o aprehender de lva-
lo i casa mencionada que sera geuorosanenlc rccuin-
pensadu.
Dcsappareceuda roa larga do Roano n. 12, o
escravo Vrenle, pardo, alio, olhos fraudes, rom
nina cicatriz o roslo. 'ahellos c barba grandes ; he
alici.il de sapateirn, anda de calca cjkquela, raleo-
do, c diz-sc ferro : qoem o apprcficujer e entregar
ne seo tenhor, ser recompensado.
Desapparecesno dia 14 do correile, do enge-
nho Bitana, o eteravo Benedicto, rom os sianacs >e-
cuinles : altura reailar, bastante fula,ten, barba al-
guma. e pouro rabillo as sobrancelat, bonita fi-
gura, baslante lariire, pt regulares : rogase por-
lemenle chegado da America : na rui de Apollo
trapiche do l'erreira, a enlender-se rom o admini*
rador do mesmo.
nu a quem o pegar,Irva-ln ao dilo rnCenho Bisaia,
ou na rua da Knt n, 17. cscriplorio ile Antonio
I in/ dcOliveira Aevedo, que sera generoaaineulc
recompensado. *
l'EHN. TVP. IF.'M. F. I)K FARIA. -1855
/
MUTILADO

(LEGiVEL


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