Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00867


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Full Text
ANNO XXXI. N. 145.
Por 3 mezes achantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
T
:
SEGUNDA FEIRA 25 OE JUNHODE 1855.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
DIARIO OE PERNAMBUCO
EXCARnEGADOS DA SUBSCRIPTO-
Hecife, o propriet?rio M. F. de Faria ; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Joao l'ereira Mailins ; Baha, o Sr. D.
Duprad ; Macci, o Sr. Juaquim Bernardo de Men-
donca ; Parahiba, o Sr. Gervazio Vctor da Nativi-
rt.iJe ; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Perera Junor ;
Aracaiy, o Sr. Aotonio de Lentos Braga; Cear, o Sr.
Victoriano Augusto Rorges; Maranhao, o Sr. Joa-
quim Marques Rodrigues ; Piauhy, o Sr. Domingos
Hercutano Ackiles Pcssoa Cearence ; Par, oSr. Jus-
tino J. Ramos ; Amazona*, o Sr. Jcronymoda Cusa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 1/4 e 27 j/8 d. |por 19.
Pars, 355 rs. por 1 f.
Lisboa, 98 a 100 por 100.
Rio de Janeiro, 2 por 0/0 de rebate.
A cees do banco 30 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras de 8 a 9 por 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanholas* 29*000
Modas de 65400 velhas. 16*9000
de 65100 novas. 169000
de 4*000. 90000
Prla.Patacoes brasileiros. ... 1*940
Pesos columnarios, 1*940
mexicanos..... 15860
PARTIDA DOS COHREIOS.
Olinda, lodos os das
Caniar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15
^illa-Bella, Boa-Vista,Ex eOitricury,a 13e2c
Goianna e Parahiba, segundas e sextas-feiras
Victoria e Natal, as quinlas-feiras
PREAMAR DE IIOJE.
Primeira 1 hora a 18 minutos da larde
Segunda 1 hora e 42 minutos da manhaa
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commcrc.io, segundase quinlas-feiras
Relacao, terc.as-feiras e sabbados
Fazenda, tercas e sextas-feiras as 10 horas
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas
1* vara do civel, segundas e sextas ao meio dia
2* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia
Junho 7
14
EPIIEMERIDES.
Quarto minguanlc as 5 horas 27 mi-
nulos e 31 segundos da manhaa.
I.ua nova aos 8 minutos 31 se-
gundos da tarde
52 (hiario crescente as 2 horas. 32 mi-
nutos e 40 segundos da larde.
30 Lita choia as 8 horas, 43 minutos e
33 segundos da tarde.
das da SEMANA.
25 Segunda. -S. Guilhcrrae ab.; S. Galicano, m.
26 Terca. Ss. JoSo e Paulo rs. mm. ; S. Virgilio
27 Quarta. S. Lasdilo rei ; S. Zoilo m.
2N Quinta. S. Leao II ro ; S. Argentino b.
29 Sexta, ifc Ss. Pedio e Paulo ap. ; S. Cyro.
30 Sabbado. S. Margal b.; S. Lucinn.
1 Domingo. 5. S. Aaro primeiro sacerdote da
ordem Levilica : S. Theodorico ab.
PARTE OFFGIAL.
GOVERNQ DA PROVINCIA.
Expediente do da 20 de Junho.
OllicioAoExio. coraroandante superior da guar-
da nacional do Beeife, inteirando-o de haver conce-
dido a licanca que solisitou o capillo da 2." compa-
nhia do I .o batalhao do inraolaria da guarda nacio-
nal dele municipio, Antonio Valentn da Silva Bar-
roca, para ir a Europa.
DitoAo Exm. presidenle do Cear, solicitando a
remes-a para esla provincia, cora a possivel brevi-
dade, de dous ou tres saceos da planta denominada
Jaborandyrequislada pelo cirurgiao do hospital
rogiraental que lem lirado vantagem com a applica-
jo de semelhanle planta.
DiloAo Exm. commandante das armas, dizendo
qoe tendo sido enviada* a este governo as patentes
doi officiaes mencionados na relajo que remelle,
haja S. Etc. de recommcnd ir aos mesmos ollicaes
que as solieilem na secretara desla presidencai.apre-
senlando na mesma occasiAo couhecimeulo de have-
rem pago narecebedoria de rendas a importancia los
emolumentos correepondentcs as referidas patentes.
DitoAo mesmo, pira que mande extrahir, afim
de ser enviada repartido da guerra ecn cumpri-
meiito do aviso de ti do correte, urna cerlidio dos
assenlamenlos dol. lente do 1. regiment de
arlilharia a cavallo,Eduardo de S Perera de Castro,
que oulrVa pertenceu ao 10. batalhao de infan-
taria.
DiloAo inspector da Ihesourara de fazenda,para
adianlar 6 mezes de veacimealos ao lenle refor-
mado de t.< linda Jos Cyriaco Ferreira, que va
seivir no presidio de Fernando, e* mezes de sold
simples ao 2. cirurgiao Jos Antonio de Andrade,
que destaca para o mesmo presidio.
DiloAo mesmo, eom:aunicaii'lo-lhc haver o ma-
rechal commandante das armas, participado que
nomeara o capitaodo eslado-raaior da !.* classe,An-
tonio Francisco de Souza Magallmes, para com-
mandar interinamente a fortaleza de Ilnmarac, rc-
movendo ao meslo lempo o major reformado Joao
Jos Gomes, paro o commando interino do forte de
Nazareth, do qual foi exonerado o ajudanle JoSo
Marinho Paes Brrelo. ,
DiloAojuizrelator da jnnla de juslija, Irans-
mittindo para ser relatado era sessSo da mesma jun-
ta, os processos verbaes dos. reos militares Manuel
Antonio Machado, Manoel Ignacio do Espirito San-
to e Pedro Gomes dos Sanios. Commiinicou-se ao
commandante das arman.
DiloAo inspector do arsenal de marinha, re-
commendandn a eipcdijo de suas ordens para que
o commandante do patacho Pirapama, receba a seu
bordo e transporte para o presidio de Fernando, os
offlciaes e prajas de prel que por ordem do marc-
clial commaodaule das armas, forem designados para
servir cm dito presidio, e bem assim os voluntes com
artigos de fardamenlo que pelo m"smo marechal fo-
rem remedidos para bordo do dito patacho. OITi-
ciou-sc nesle sentido ao referido marechal.
DiloAo director das obras publicas,aolori-ando-
o a larar o termo de recebimeiito dormitivo dos re-
paros da 4." parle da estrada de Pao d'Alho, visto
acharcm-se j concluidos, e inteirando-o de haver
expedido ordens a Ihesourara provincial para pagar
era presenja do competente certificado, a importan-
cia da ultima prestarlo a que lem direilo o respecti-
vo arrematante.Igual acerca da obra da |ionle do
Tanquinho.
DitoAo Joiz de direilo do Cabo, dizendo, em
resposla ao seu oflicio do 17 do correle, n. 7, que
nesla data he Ihesourara provincial aulorisada a
pagar a importancia dasdaas guaritas de que Shic.
trata em e citado ofilcio.
DiloAo inspector da thesouraria provincial,para
que incumba ao esciipturario daquella repartirao
Francisco Geraldo Moreira Temporal, dos Irabalhos
de que fora desonerado o collaborador Cliristovao da
Rocha Cunha Soulo Maior.
COMMANDO DAS ARMAS.
Qaartel-ceneral da commando daa armas de
Pernambnco na cldade do Reeife, em 23 de
luii da 1865.
ORDEM DO DA N. 68.
O Illm. e Exm. Sr. marechal de campo Jos Joa-
quim Cielito commandante das armas manda de-
clarar para os fin* convenientes, que nesta dala se
apresenlaram no qjiarlel general, os Srs. capilao
Manoel Luciano da Cmara Guaran, do 10. bata-
lhao de infantaria, vind^j da* Alagoas, alferes Hen-
rique Eduardo da Costa Gama, llerculano Geraldo
de Sonza Magalhaes, e Manoel Erasmo Carvalho de
Moura, do 9. da mesma arma, o* quaes foram
mandados reunir aos scus respectivos corpos.
Candido Leal Ferreira, ajudanle de ordens en-
carregado do detalhe.
EXTERIOR.
A agencia Lejulvet communica-nos o seguinle des-
pacho telegraphico pailicular:
Londres Vi de mato.
O conde Walewski anda aqu reside, e lera esla
noite recepcao na embaixada franceza.
A inoclo do conde d'Ellemborough, tendenle a
urna declarajao de nao coofiaoca no ministerio in-
* ultima mm.
Par madama C. Raybaad.
IV
Nessa mesma noite Callel Piolot vigiava sosinlia
em urna sala de abobada, que servia-Ihe ao mesmo
lempo de cozinha, de salo e de alcova. Essa sala
situada em daixo, e cujas janellas davara para a praia
era desigualmenle dividida por um reparliaenlo de
madeira, que nao elevava-se al abobada. O pan-
no da velha chamin fazia urna sacada allura de
um homem, e havia dous bancos de pedra ao* la-
das do fogao, onde apezar da eslaeao arda um fo-
goinho de lenha Verde^A mobilia que pareca mul-
to anliga eslava tilo arruinada tan denegrida pelo
fumo, que o mais intrpido amador de curiosidades
leria hesitado em leva-la gratuitamente. Urna des-
sas especies de nichos a que chamam na Brelanha
camas fechadas, achava-se junio do repartimento.
Esse lelo lem as dimensoes de om esquife e a forma
de urna sepultura ; taboas de carvalho formam-lhe
os la li>-, e urna cortina de chila eslende-se dianle
da abertura, pela qual entra-se nesse horrivel beli-
che, onde nao penetra o ar nem a claridade.
A velha asseolada dianle do fogao, revolva as
braza* com um basl.lo, e lirava debaixo da cinza h-
lalas aesadas que conlava de urna em urna. o ou-
lr canto da chamin um gato magro e pella lo vi-
giava essa operajao como se tivesse de render-lhe
alguma cousa, c miava tmidamente com cobija lam-
bendo os beijos.
Relira-le, velho preguicoso, velho guloso ex-
clamou Callel Piolol brandindo repenlinamenle o
haslAo ; vai ganhar a vida em outra parle ; os ralos
n o tallam na viziuhanja.
O pobre animal saltn leslamenle sobre a janclla,
em cujas (boas carcomidas havia urna fresla, e alon-
gando-fe como urna fuinha, conseguio escapolir por
essa abertura.
Ah que maldito exclamou a velha enco-
glez foi rejeilada lionlem na cmara dos lords por
orna grande maioria. Todava, cumpre nao fazer
illusSo sobre o alcance desta volarlo.
Rejeilando a mojao do conde d'Ellemborough, a
cmara alta pelo menos ouvio dar urna adhesAo for-
mal cordeal i poltica do ministerio e vio repellir
urna tentativa de crise ministerial, tendo por nico
lim a subsliluicao do gabinete actual por um gabinete
Ion sob a presidencia da conde Derbv.
He mesmo evidente aos nossos olhos que a sorle
da mocito foi litada quando o chefe do partido con-
servador, que acabamos de nomear, declarou a scus
collegas que eslava promplo a aceitara missao de
compor nova admiustra(;ao, se rainha o mandasse
chamar. A cmara dos lords lembrou-se que ape-
nas alguns raei* o conde Derby sendo chamado pela
rainha para se encarregar do governo, liona dito que
depois d'alguma tentativas infructuosas, rejeitou o
mandato real. Agora a situaeao nao leudo sido mo-
dificada sensivelmente em favor dos torva, de ma-
neira a lornar-sc-lhes fcil o que Ihcs era impossivel
ha tres mezes, a cmara recuou dianle dos perigos
d urna crise ministerial inopporluna e sem resultado.
Agora a aclilude prudente que acaba de tomar a ca.
mar dos lords,ser imitada pela cmara dos communs?
Nao o pensamos. Sabe-se que M. I.ayard pedio, ha
algum lempo, a lord Palmerslon que quera ter com
elle umadiscussao por causa da siluarao interior do
paiz. O primeiro miuislro recusou indicar um dia e
deixou a M. I.ayard o cuidado de fixa-lo ; esle an-
nunciou eniao que escolhera a sessao em que a c-
mara se formasseem eouimissao de subsidios.
Nesle meio lempo foi conhecido o projeclo de mo-
53o de lord Ellemborough, e M. Layard julgou op-
porluno deixar empenhar-se a discussao poltica na
cmara alta afim de poder regular a sua marcha ul-
terior sobre os resultados que se patenteassem na c-
mara dos lords. A lula lornando-se vanlajosa para o
ministerio, heprov.ivel quo M. Layard sahira n'uma
prjima occaiiao para Iravar a batalha na cmara
dos communs, sem todava muilo se apressar, porque
*e opera nesle momento um trabalho na opinao pu-
hlica na Inglaterra por causa da reforma adminis-
trativa, que secundar poderosamente os seus es-
forcus.
A mocio Ellemborough foi para o ministerio Pal-
merslon urna cousa vanlajosa, pois foi-lhe bem suc-
cedido, e leve um xito brilhanle a seu favor. Mas a
balalha, propriamenle dita, deve dar-se brevemente
peranle a cmara dos communs. He ah que cumpre
ao ministerio alcanrar urna vantagem decisiva.C.
Uomttel.
(Peridico dos Pobre." no Porto.)
lixposicSo universal de Parts.
O principe Napoleao, presidente da commissao im-
perial, pronuncou o seguinle discurso, por occasiao
da abertura solemne da exposicao.
Senhor.A exposicao universal de 1855 brese
boje, e fica assim cumprida a prmeira parle do en-
cargo que nos commetlestes.
Urna exposirao universal, que em qualqucr lempo
seria um fado de altissima coiisideraro, torna esta
um faci ijiico na historia pelas circunstancias no
meio dasquaes succede. A Franca envolvida u'uma
guerra considcravel a'800 leguas das suas fronleiras,
lula com gloria contra o* seus ioimigos. Eslava re-
servado ao reinado de V. M. mostrara Franca digna
do seu passadu na guerra, e maior do que nunca foi
as artes da paz. O povo francez patntela ao mun-
do que sempre que comprehendam o seu genio, e
que bem o governem, nao dexar de ser a grande
nacao.
Consent, scnlior, que, em nome da commissao im-
perial, vos eiponlia o objeclo a que dos propozemos
o* meios que empregaroos, e os resultados quealcan-
Samos.
Qnizemos que a exposicao universal nao fosse ni-
camente um concurso de curiosdade, senao urna 1-
ao provctlosssima para a agricultura, para a indus-
tria e para o commercio, bem como para as arles de
lodo o mundo. Ser um vasto inquerito pratico, nm
meio para por em contacto as forra* industraos, as
materias primas ao alcance do productor, os produc-
tos ao alcance do consumidor; he mais um pass pa-
ra o aperfeicoamonlo, le do Creador, prmeira ue-
cessidade da humaiidade e condirgo indispensavel
da organisacao social.
Houve ja quem se assuslasse com esle grande con-
curso, e proenrasse dcmora-lo, mas vs quizesles
que os primeiros aunos do vosso reinado fossem Ilus-
trados por urna expsito de lodo o mundo, seguin-
do nesla parle as IradirOes do primeiro imperador,
porque o pensamenlo de urna exposicao he eminen-
temente francez. Progrcdio com o lempo, e de na-
cional (ornou-se universal.
Imilamos os nossos viznhos e alliados, a quem
pertence a gloria da iniciativa, nos coraplelamo-la
chamando lambem as bellas arles.
Conslluio V. M. a commissao imperial em 21 de
dezembro de 1853. O nosso primeiro trabalho foi o
regulamento que approvasles por decreto de 6 de
abril, que he a le constitutiva da exposicao, com"
prehendendo a classificasao que nos parece mais ra-
cional.
Os raembros da commissao cslveram sempre em
completo aecordo, e tenho lano maior prazer em di-
zer islo, quanto he ccrlo que as tendencias e as opi-
nides dos raeus collegas eram entre si dilTerenles. A
diversidade de opniOes eselareceu-nos sem nos em-
() Video Diario n.lM.
lerisada elle quebrar inleiramenle aquella ia-
nella !
E enlo os ladres enlrarao por ahi como pela
porta, disse urna voz fora.
Callel Piolol levanlou-se esiupefacla, e respondeu
com azedume :
Os ladrOes Que viram elle* fazer em minlia
pobre casa, Sania Virgem Ah meus amigos, con-
linuem seu.caminho.
lijo se assasle, eslou sosinho, tomoa a mesma
voz dando urna Riada ; j ceiou, Caltel Piolol ?
Anda nao, senhor conde, respondeu a velha
reconhecendo repenlinamenle o personagem ; o sol
piiz-se ha pouco lempo.
Ha quas urna hora, e a nole esl muilo es-
cara.
Va talvez chuver ; quer ler a bondade de en-
trar um momento, senhor conde ?
Com muto goslo, sobretodo se pode dar-me
foso. Urna de*graca nao vem sem onlra ; esla ma-
nhaa quebrei ornen melhor cachimbo, e esta larde
perd a caixnha de mechas.
A velha fui apressadamenle abrir a porla, e in-
(roduzoJo o conde na sala, disse-lhe com familiari-
dad e :
Ha muilo lempo ninguera v V. S. vollar para
o caslello ISo cedo ; nao acbou uinguem l em
bano .'
Nenhuma alma viva, respondeu elle asscnlan-
do-se e accendendo o cachimbo. Na presento esta-
cao isso acontece s vezes ; iodos vio cacar furtiva-
mente le ao romper da alva.
' E os guardas ?
Audam fora lambem ;
inglcza, segundo ouvi dizer.
A velha foi laucar a vista pela fresla, e lornou
com um riso silencioso :
A nole esto cxcellenle para o* contrabandis-
tas ; u*o- ve-se la, nem urna estrella no co
Da de sol muilo quenle, noite chuvos, dis*e
sentenciosamente o conde. O lempo allerou-se in-
leiramenle ha pouco, e cu nao estranharia se livei-
semos a aguacciro. Que diz a esse respeilo, Callel
Piolol ?
Digo que ja ehove, rwpondeu esla retirndo-
se vivamente depois de icr culreaberto a janella.
Jess o reo est cheo de relmpagos !
Rerothi-me aqu a lempo, lontou o conde, nes-
le momento he melhor estar junta deste mgaioh de
maravalhas do que na praia. Mas nao quero impe-
d-la de ceiar. Callai.
Ivw se lar.i brevemenle, respondeu a velha
bararar. a importancia da nossa missao all'aslou as
desinlelligencias.
Dous precedentes foram naturalmente os nossos
guias r as exposices franeczas e a exposicao univer-
sal de 1851. Todava algumas modilica^ocs se fize-
ram, porm todas no senlido de maior liberdade e
de progresso.
Eslabelecemos para a exposicao urna paula das
alfandegas, especial oi exclusiva a palavra prohib-
Sao. Todos os producios foram admillidos pagando
um direilo de 20 por cenlo ad calorem. A direccao
das alfandegas preslou-nos cordeal concurso, e espe-
ro que os nossos hospedes nao ficarn desgoslosos
das sua* relacoes rom essa administrarlo.
A mesma libcralidade houve nos transportes, cos-
teando nos todas as despezas de conduccao desde a
fronleira.
I'iualinele por urna ambiciosa innovacoque n3o
leve lugar em Londres, os productos expostos podem
conter a iudcacao dos seus preros, o que he urna cir-
cunstancia imporlaule para os premios. Todos os
que se oceupara de quesloes induslraes, qual lie a
importancia deste principio c quaes podem ser as
suas consequencias apezar de certas dfliculdades de
apreciarlo.
as bellas arles apresenlavam-se dous syslemas;
deveria fazer-se urna expsito para todas as obras
de arles, sem procurar saberse os artistas ja lindan)
morrido, ou se anda eram vivos, ou para os artistas,
admittindo nicamente as obras dos vivos?
A prmeira idea leve quem a sustenlasse; corres-
ponda talvez melhor ao programma que propunha
um concurso da arle n o secuto XIX : nao foi toda-
va adoptado porque apresenlava muitas dfliculda-
des na execucao.
Admillimos sem exame todas as obras dos artistas
eslrangeiros approvadas pelas suas commisses; s
tomos severos comnosco. A tarefa de um jar* de
admissSo hediflicil e ingrata, particularmente n'uma
exposicao universal, em que nao eram applicaveis os
principios das exposices ordinarias, e em que o ju-
ry linhaque escolher as armas da Franja nesla lu-
la que lomava proporcoes immensas.
Oacanhado do edificio suscilou-nos seras dflicul-
dades. Tendo sido regeilado o pensamenlo de cons-
truir om edificio especial, foi misler accommodarmo-
nos no palacio da induslra, cujos inconvenienle-
procedem de nao ter sido fundado para urna expo-
sicao tao vasia.
Devenios dize-lo francamente a V. M. e a Europa,
foi tal o concurso de expositores, que nos fallou es-
paco apezar dos 117,810 metros quadrados de su-
perficie, sendo destes 43,900 propriamenle para ex-
posicao.
Forcarfos a rcconmiendar ai commisses (le admis-
sSO a maior reserva, nao podamos alargarmo-nos se-
nao a proporeflo que nos era licito dispor de maior
esparo: esla Talla no principio dos Irabalhos fui pre.
judicial a'regularidadoe a'juslica das admisscs; c
lornou anda mais diflicil o encargo das commisses
locaes, que folgo de prestar liometiagem pelo 'empe-
ubo com que nos ajudaram.
O* Iranalhos foram alguma cousa demorados, ape-
zar da aclivdade e inlelligcncia com que foram di-
rigidos : mas cm verdade presomira-se fazer mais
do que era possivel fazer.
Esle esplendido e espacoso palacio foi construido
em menos de annos e anda nao esla' concluido;
julgamos que o melhor meio de apressar a concln-
sao era inaugurar a exposicao, cuja abertura ja' nao
podia ser demorada.
Logo de piincipio se conheccu que era indispensa-
vel a separado da parle destinada s bellas artes, o
esle edificio provisorio concluio-se no prazo marca-
do. A' proporsao que a exposicao lomava incremen-
to resolva urna nova conslruccao. Em quanto estire
no Oriente, no servio da Franja o de V. M. eslabe-
'eceu-se urna parle aniiexa com 1:200 metros de com-
prmanlo sobre a margem do Sena. Esta parle des-
tinada s machinas em raovimeulo, estar concluida
dentro de quinze dias.
Ha apenas algumas semanas que se conheceu que
o Panorama era indispensavel; deve ser crcumdado
de urna espaciosa galera, que servir de coromuni-
cacao entre a parte principal do edificio, o a parle
aonexa, Picando concluida dentro de um mez.
, Enlo ficar completa a exposicao.
No nosso paiz, habiliialmenle he o governo quem
se encrrega de todas as emprezas grandiosas : para
atlenuara exageracao desla tendencia V. M. deu um
eslraordinario impulso" i industria particular. A
companhia qual foi concedida a ciploracao do pa-
lacio da industria deva ler no preco da entrada re-
mur.eracaodo capilal empregado na coiislruccao,
da ahi proveio a necessidade de umprejo de entrada,
Todava nos procuramos zelar tanto quanto foi poss.
vel os inlcresses do povo, alcanrando que a entrada
nos domingos fosse de 20 cntimos.
Grecas a ler-se feilo o catalogo com a maior act-
vidadc.poderaos desde j dizer o numero dos exposi-
tores. Nao serao menos ue 20:000, sendo 9:500 do
imperio fraucez e 10:500 de eslrangeiros.
Anacaocom quem estamos em guerra tambera
nao foi excluida. Se os induslraes Russos se lvessem
apresenladosujcilando-se as regras estabelecidas pa-
ra todas as naces, seriam admillidos, afim de fizar
bem qual a demarcaejo que cumpria eslabelecer n-
treos povos slavos que nao sao nossos inimigos.e esse
governo cuja preponderancia as naces civilisadas
devem combaler.
farejaram mercadoria
ajuntando as hlalas para p-las em urna ljela, a
qual apresenlou ao conde. Esle agradeceu com o
gesto.
Tenho urna cousa para offerecer-lhc, que ser
mais de seu goslo, acrescentou a velha piscando os
olhos com inlcnrao ; embora eu seja alna mulher
pobre, \ S. nao me far a affronla de sahir daqui
sem refrescar-se ; nao he assim, senhor conde ?
Eu sentira muilo desagradar-lhe.
Perdoe-me ; dcixo-n um instante sem luz, lor-
nou Callel Piolol tomando o srdido coto de vela
que lumegava no canto da mesa ; vou a adega.
Evidentemente ella percorreu muitos escondrijos
antes de acharo que procurava ; pois s lornou a
apparec/r no lim de um quarlo de hora.
Oh oh 1 disse o conde vendo-a por sobre a
mesa urna garrafa baixa e barriguda e um frasco
azulado.
Eis-aqu a boa agurdente de Jamaica, e eis-
aqui a verdadeira agurdente de Franca, disse ella
pondo um copinho de vidro dianle do conde ; nao
bebe-se mais disso agora. A de Jamaica eslava a
bordo do inglez que foi lomado visla da cosa no
anno da falsa paz...
A paz de Amiens '.'
Sim. Quanto de Franja eslava enlre as mer-
caderas tomadas no anno em qoe furam eslabeleci-
dos os direitos reunidos. Houve combale, os guar-
da* da alfaudega ajudaram os ladrees ; todava nao
alcancaram toda a presa. Meu pobre Piolol acbou
meio de Irazer para aqu urna caixa de vnle e cinco
garrafas. Cotado elle esperava bebe-las tranquil-
lamente, e nem provou-as.
Porque '.' perguntou o conde.
Porque foi morlo dous dias depois em outra ac-
Sio, respondeu Callel Piolol dando um suspiro.
ilojverdadc. sei disso, lornou o conde, e nao
foi em urna aejao cAnlra os Inglezes.
Infelizmente nao exclamou esta, por sso nao
consolei-me. Elle foi morlo pelos guardas da alfan-
dega... Ah 1 caes malditos aborreco-os mais que
aos Inglezes Sim, as casacas verdes sao os maiores
mininos da pobre cenle da cosa... Todos serao cer-
tamenle condemnados... Se eu esperasse adiar um
s no paraizo, nao quereria l ir I...
Depois desta eiplosao de anligos recenlimentos
Callel Piolol tirou a ralba da garrafa, e encheu <
co|K> que pozara dianle do conde.
Obrigado, disse esle ; mas n.1o beberei ssinho;
pois nao be essa o meu coslume. Traga sea copo.
Callel Piolol. '
ConcTuida a exposicao quando propozermos a V.
M. os premios que devem ser conferidos, podoremos
eniao apreciar os resultados desta grande exposijaos
que rogamos a V. M. se digne declarar aberla.
O imperador respondeu n'um discurso queja pu-
blicamos.
(Jornal do C. de Lisboa.)
l.-se no Progresso de 12 de mao :
Publicamos hoje documento* importantes, que
teem valor histrico,e que ainda por ioteiro nao fo-
ram publicados cm Portugal, segundo nos consta.
Sao o* dous testamentos de D. Pedro IV, em que se
conten as disposices da sua ultima vonlade, e al-
gumas particularidades inleressantes e pouco sabi-
das.
Acrescenlamos-lhcs, para complemento deste cu-
rioso a--limpio, um resumo do inventario c parlilha
da heranja, que subi avullada somnia de mais de
825 eolitos de rs.
Testamento do senhor D. Pedro II', feilo em
Pars.
Eu I). Pedro de Alcntara de Braganca c llour-
bon, duque de Braganca, estando em meu perfeilo
juizo e boa saude, declaro nesle meu testamento
cerrado ser minha livre e ultima vonlade o se-
guinle :
Arl. t. Nomeio totora c curadora de minha muilo
amada e prezada filha a senhora I). Mara II, rai-
nha de Portugal e dos Algarves, a senhora 1). Ame-
lia Augusta Eugenia de Leuchtenberg, duqueza de
Braganca, minha muilo amada e prezada mu-
lher.
Arl. 2. Pudendo acontecer que, por qualquer in-
cidente, meu muilo amado e prezado filho o Sr. D.
Pedro II., imperador constitucional do imperio do
llrasil, e suas augustas irmas saiaro do dilo imperio,
declaro desde j, que dando em tal caso por nulla e
de nenhum effeilo a nomeacao que, por meu impe-
rial decreto de 6 de abril do anno passado, fiz do c-
dadao brasleiro Jos Bonifacio de Andrade c Silva,
para tutor de meus amados e prezado* filhos que dei-
xei no Brasil; faco a sua mageslade imperial a se-
nhora D. Amelia Augusla Eugenia de Leuchteu-
berg, duqueza de Braganja, minha muilo amada e
prezada esposa, totora c curadora de lodo* os meus
augustos filhos, o administradora do estado, e sere-
nis*ima casa de Braganca, at a maior idade de meu
muilo asmado e prezado filho o Sr. D. Pedro II ;
para que a mesma augosla senhora duqueza de Bia-
ganca, administre com a mesma plena c inleira li-
berdade com que o ir. rei D. JoSo VI meu augus-
to pai, de gloriosa memoria, adminislrou durante a
minha nieuor-idade.
Art. i. Nomeio minha lestamcntera a sua mages-
lade imperial a senhora D. Amelia Augusjta Euge-
nia ile Leuchtenberg, duqueza de Braganca, minha
muilo amada e prezada esposa.
Arl. -5. Deixo a sua mageslade imperial a senhora
I). Amelia Augusta Eugenia do Leuchlenberg, du-
queza de Braganca, ininlia adora la esposa, lodos os
bous movis c immoveis que de direilo nao pcrlen-
cerem a meu milito amado e prezado filho o scnlior
I). Pedro II imperador constitucional do imperiodo
Brasil, ea minha* muilo amadas c prezadas augus-
tas filha*. com evcepcjlo da terca da qual segundo o
direilo que as leis me conceden], disponbo da ina-
ncira seguinle :
Deixo nielado da dila torca a minha querida fi-
lha a senhora D. Isabel Maria de Alcntara, brasi-
teira, duqueza de (joiaz ; deixo a outra melade, di-
vidida em : parles igaes, sendo destas urna para Ro-
drigo Dclra Perera, outra para Pedro de alcnta-
ra, brasileiros ; outra para sua mageslade imperial a
senhora D. Amelia Augusla Eugenia de Leuchlen-
berg, minha querida e amada esposa, duqueza de
Braganca, lhe dar aquella applicajao que verbal
mente lhe fiz constar.
Arl. 5. Recommcndo a sua mageslade imperial a
senhora D. {Amelia Augusla Eugenia de Leoch-
lenberg, duqueza de Braganca, minha querida e a-
mada esposa, chame para ao p de si a nimba que-
rida filha D. Isabel Mara de Alcntara, brasileira,
duqueza de lioiaz, logo que ella liver completado a
sua educaiao, c que durante ella lhe assista com a
sua imperial proleccao e amparo, bem como a Ro-
drigo Delfim Percira, e a Pedro de Alcntara, bra-
sileiros, e aquella menina de que lhe fallei e qne
nasceu na cidade de S. Paulo, no imperio do Bra-
sil, no dia 28 de fevereiro de 1830 ; e desejo que es-
ta menina seja chamada a Europa para receber igual
educar.lo a que se est dando a rqinha sobredita fi-
lha a duqueza de Goyaz, e que depois de educada a
mesma senhora D.Amelia Augusta Eugenia de Leu-
chtenberg duqueza de Breganca, minha adorada es-
posa, a chame scmelhantemenle para ao p de si.
Arl. 6. Recommendo mesma augosla senhora
lodos aquelles de meus criados que me lem sido
sempre fiis.
Feilo em a cidade de Paris aos 21 de Janeiro de
1832.D. Pedro deaAlcantara de Braganca e Bour-
boo, duque de Braganca. Seguem-se as legalisa-
joes, etc.
Testamento feito em Lisboa.
Jess, Maria, Jos. Em nome da-Sanlissima Trin-
dade, Padre, Filho, e Espirito Santo, tres pessoas
dislinclase um s Dos verdadeiro, em que firme-
mente creio, eu D. Pedro, duque de Braganca, re-
gente dos reinos de Portugel e Algarves e scus do-
minios, em nome da rainha.
Achando-me enfermo, mas em meu perfeilo jui-
zo, e livre de toda c qualquer coaccao ou nduz-
mento, faroesle meu test,miento pela forma emanei-
ra seguinle :
Em prmeira lugar declaro que lenho vivido e hei
de morrer na mesma f, a calholira apostlica ro-
mana, i rendo ludo quanto ensina c manda erar a
santa madre igrrja.
Encommciido minha alma a Dos e Virgem Ma-
ria, debaixo do seu sacratissimo titulo da Conceicaoi
c a lodos os santos e santa* com especialidade ao de
meu nome. Nao quero que o meu enterro seja fei-
lo com outra pompa almda* honras que so coslu-
mam praticar nos enterro* dos generaes. Declaro
que sou pela segunda vea casado com sua magesla-
de imperial a senhora D. Amelia Augusta de Leu-
chlenberg, duqueza de Braganca, de quem tenho
ama fillia ainda na infancia a princeza D. Maria A-
melia, e de meu primeiro matrimonio com a archi-
duqueza Leopoldiua, impcralriz do Brasil, me fica-
ram tres filhos a saber : A rainha fidelissima, D.
Pedro imperador do Brasil, a princeza D. lascara,
e a princeza D. Francisca.
Nomeio a lodos os referidos meus filhos meus uni.
versaes herdeiros, como se acha disposto no lesla-
menlo que fiz em Paris no anuo de 1832, e esl de-
positado no car torio de Mr. Noel, notario publico as-
sislenle na ra de la Pai, testamento que quero
valba como supplcmenlo e codicilio deste, como se
de cada um de seus artigo* e clausulas aqui fizesse
expressa e declarada racucao. Nomeio na forma da
caria constitucional da monarchi portugueza para
totora e curadora da minha fidelissima a senhora
D. Maria II, minha sobre todas muilo amada e pre-
zada bilia, e de lodosos meus oulros muilo amados
e prezado* filhos, a minha mullo amada e prezada
esposa I). Amelia Aogusla de Leuchlenberg,duqne-
za de lira janea. Deixo mesma augusla senhora
duqueza de Braganca a adminislracao de lodos os
fundos que tenho as diferentes parles da Europa, e
das pratas ejoiasque lenho em Londres, e bem as-
sim do ludo o mais que me possa perlencer al que
estes ben* sejm entregues s pessoas a quem os dei-
xo no meu referido testamento.
Desejo que minha esposa conserve emquanlo po-
der no seu servijo o mej amigo e fiel criado Jos
Maria, nao esqnecendo lodos os mai* que com tanta
fidelidade c amor me leem servido. Deixo a minha
espada ao meu cimbado e futuro genro, sua alteza
real o principe Augusto, duque de -Leuchleiiberg e
de Sania Cruz, como priva nao equivoca da grande
cunta em que lenho sua* relevantes qualidades.
Declaro que maudci rednzir a moeda a praia da
igreja de Villa Vijosa, afim de supprir quaesqoer
despezas a que as circumstancias me obrigassem,
sondo minha vonlade que minha esposa satisfaca pe-
los meus bens a quem de direilo perlencer o valor
da referida praia.
Declaro que sou devedor ao consclheiro Manoel
Jos Sarment de urna quanlia asss avullada, de
que me nao lembro agora, mas que o meu criado
Joao Carlota Ferreira, intendente das reacs cavalla-
ricas, Dea aulorisadp a declarar.
Peco a minha esposa queira dar um presente a
cada um dos mdicos que me assislem, como lhe le-
nho recnmmcndado. e com especialidade ao conse-
Iheiro physico-mr Joao Fernn les Tavares.
Recommendo f generosidade nacional porluguc-
za, rainha esposa, e lodos os meus filhos. E por
esla forma dou por lindo esle meu test,enlo, que
vai e-criplo por Bento Pereira do Carmo, rio meu
conseibo, ministro e secretario de estado dos nego-
cios do reino. Palacio de Queluz 17 de sclembro
de 1831.
Declaro que aonde se diz 3 filhos deve ler-se i fi-
lhos, o aonde se diz intendente das reacs cavallari-
jas, deve ler-se intendente da real ucbaria c man-
learia." Era ul-supra. E cu por ordem de sua ma-
geslade imperial oescrevi. Bcnlo Percira do Car-
mo.D. Pedro, regente. Segue-se o termo de np-
provacHo pelo tabelliao Pedro Aletandrino Gaspar,
sendo leslemunhas Thomaz de Mello Brainer.
Francisco Simocs Margiorhi Agaajinho Josc Frei-
rI). Marcos, arcebispo cleilo de Lacedeinonia
Jos da Silva CarvalhoPaulo Marlius do Almeida
Joaquim Antonio de Agujar.
l'alores dos bens que deixou el-rei D. Pedro IV,
em Lisboa e Londres.
Terca de que dispz a favor de Rodri-
go'Delfim Pereira, Pedro de Alcn-
tara, duqueza de Goyaz c para desti-
no particular........
Dona tercos para dividir pelos cinco fi-
70: lhos . ........ 1 i0:925si09
1 alores dos bens i/ue deixou no llrasil.
Joias . ........ 20:3555000
Prata . ........ 1:4739*00
Movis. . ........ 20:6603300
lien- de raiz lquidos de 2:0O030OO
de divida ........ 3 i 3:7798.580
Dividas activas........ 16:H3ilO
Em divida fu dada. 39:0003000
Juros desla N. B.Estas . 12:8705000
addices ficaram para
pagamento das dividas. Somma total a dividir. .
402:8823690
(dem.)
HTERIOR.
Joias e praia em Lisboa..... 3:8539400
Espada........... 383000
Movis........... 5:5249640
Sellase arrcios. '....... 7319300
Cnrruagens......"... 1:9179200
Papel-mocda......... 13:7593200
Escriplo* do exlinclo erario. 11:1619814
Praia em Londres....... 4K6169049
Joias em Londres....... 52:3i6>!)!7
Emprcstimo Belga....... 103:0009000
Dilo russo-grego.
Dito russo..........
Dito hubamle/.........
Dividas activas........
Divida da rainha pela licilacao. .
Dila da imperalriz ...
Dinheiro metal liquidado de dividas e
arremalares .".......
20:6003000
20:5799400
103:0009000
28r9359285
10:485-31 i5
3:1719136
2:1179*80.
Somma total a dividir.
422:7763828
Ei-lo, respondeu ella apresentaodo urna chica-
ra sem aza.
O coudc servio-a c ambos heberam depois silen-
ciosamente.
Nao he como um velludo que passa-lhc sobre a
lingua ? lornou a velha depois de ler saboreado leo-
lamente o liquido precioso.
O conde incucou a cabeja com urna expressao
equivalente aos mais pomposos elogios.
Vollarcmos ainda, accrescenlou Caltel tirando
a rolha do frasco ; mas quero primciramenle qoe V.
S. diga-me o que pensa desta velha aguardeulc de
Franja.
O conde apresenlou seu copo, elevou-n a allura
doolho parajulgar bem da cor, e bebcu de gola em
gota com urna especie de rccolhimento o neclar do
Languedoc.
Entao que diz '! perguntou a velha.
Digo que a agurdente boa c velha he o pri-
meiro liquido do mundo, respondeu o conde de con-
vierto.
Callel encheu-lhe niamente o copo emquanlo
elle preparava o cachimbo; depois rcpeliram beben-
do pouco a pouco a comparajao entre a agurdente
da Jamaica e a de Franja, de maneira que a garra-
fa e o frasco dimiuuiam visivclmcnle.
Minha querida Callel, disse de repente o con-
de que lornava-se expansivo, eu nao esperava aca-
bar o serao 13o alegremente.
Ah respondeu a velha com alegra ; nada
incommoda-nos ; as garrafas ainda estao meio
cheias.... regalemo-nos.
Minha pobre Callel, voss he urna boa mulher,
lornou o conde quas enternecido; convm absolu-
tamente que eu faja-lhe alguma cousa.... manJarei
reparar sua casa....
Muilo obrigada, disse* ella vivamente, muilo
obrigada, senhor conde; isso desarrancara ludo aqui,
e os pedreiros fariam poera....
Entao peja-me qualquer oulra cousa, lornou
o conde, cojo recoiihecimenlo eslava excitado.
N5o necessilo de nada, respondeu a velha sem
hesitar.
Ella comejava a solTrer a inlluenria qne obrava
sobre o conde, e a achar-se em urna disposicao de
espirito mu communicativa ; assim accrescenlou,
passaiidn a m.lo sobre sua saa cheia de remendos:
Ah ah 1 parejo urna mendiga.... todava se
qui/es-e podena comprar vestidos novos.... poderia
ler copos, pralos e mesmo um lalher de prata.... mas
nao convm me mostrar o que tenho em cerlo ran-
linho da casa.... ninguem sabe nada disso...
MearSuda imperalriz......211:388941 i
Dila de D. Pedro.......211:3889114
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE
l'ERNAMBUCO.
MACEIO.
21 de jacho.
Fiz proposito firme de gastar com Vmc. desla vez,
urna folha de papel, mas como a encherci".' Oue lhe
esrrevere? Depois quedeparei as paginas menores
do Mercantil do Rio com um inleressanle panegy-
ricu feito ao correr da penna sobre a conversa, liquei
desejnso de conversar cora lodo muudo : prepare-se
pois que desla vez lhe cabe o raio em casa, mas so-
bre que conservaremos ? Ahi esta o busillis Oes.
piriluoso escriplor das paqinas menores esse sim po-
de conversar com qualquer por 3 dias e 3 nuiles,
sem que baja medo de enfastiar, mas eu homeopa-
Ihica enlidade na ordem dos seres creadores, ou
alumo-phosphorico, como fui apellidado com muilo
sal por um illuslrado collega, ousarei esperar cnlre-
ter no seu Diario urna causeric que nao cause Ma.
tos? JLscolha Vmc. o assumplo. Qucr conversar
sobre" guerra gigantesca que manlm cm sobresal-
to as potencias europeas? Mas islo he assumplo por
dentis elevado para a minha dbil peuna.Quer
acompanhar-me (in mente) a Crimea, para ler o
goslo de ver as aguas e lees do occidente s garras
com o urso do norte, cuja inconquislavel fortaleza
zomba da coragem do sumes, do sangue fri brilan-
nico e das cemitarras musulmanas, apezar de toda a
lctica e valenta de Canroberl, Ragln e Omer-Pa-
chf Mas arriscamo-nos a indspor a algum alliado
ou Russo, (geule que aqoi abunda'. Quer acompa-
nhar eomigo a potente e invicta esquadra brilannica
que seguio para o Bltico, commandada pelo Dun-
das, que vai no (irme proposito de reivindicar a glo-
ria da rainha dos mares, obumbrada com o fiasco d
Napier, c fazer eomigo plano* de ataque e bombar-
deamento de S\\eabarg,llclsiiigforseCronsladl"; Mas
nao temos o* esludosuecessarios.Viremos de bor-
do, quer ir Franja ver a brilhanle exposijao, em
que teio de rutilar o nossodiamantc da Bagagem e a
caixinha seropedica, e assistir execacao de Gravan*
Pianori que lentra assasrioar com dous liros de pis-
tolla ao sobrinho do grande homem nos Campos Ely-
sios, iuleirando-nos ao mesmo lempo de quem substi-
tuto na pasla de eslrangeiros a Mr. Droxn de Lhuys'f
Mas n5o ha lempo para is daquella* decantadas conferencias de Vienna d'Au
tria e ver com que cara estn os diplmalas repra
sentantes das dilTerenles potencias? Mas deve ser isso
cousa muilo aborrecida.Quer ir China para sa^
ber se Canliio ainda existe em poder dos imperialis-
tas ou dos insurgentes? Masque nos importa Quej
r a quinta parle do mundo visilar a Australia e ver
com seus proprios olhos as ineigotaveis minas aur-
feras que teem supplaniado as da California 1 Mas
he muilo louge.Quer ir frica para saber se he
real e completa a exlinejilo do Irafico de Africanos?
Mas nao somos senhores de engenho.Quer ir ao
polo arclico- acompa'nhar a expedijao que vai all
procurar o Dr. Kean? Mas somos muilo friorenlos?
Que homem diflicil de contentar! Pois bem volte-
aras .i Ameica, vamos ao Eslados-Unidos saber no-
ticias do nosso oncarregado de negocios Carvalho
Moreira e da expedijao de Cuba? Mas lenho medo
que me pello do* filho* dos godemes.Vamos enlo
as repblicas despalilllas apaziguar as inlermina-
vciscoulendas e guerras civisdos nossos pobres vizi-
nlras que se despedajam miseravelmenle? Tomara
eu poder eomigo.Forle Iramem Nada o satisfaz!
Nao da remedio, arrumemos a rouxa e fajamos urna
viagemsila capilal do imaerio.Para que?Ain-
da perguula ; nao sabe que as cmaras legislativa*
estao fonecionando c que isso deve inleressar a lodo
o bom brasileiro, ainda que habito nos sertucs do
Amazonas ou de Mallo-Grosso?
Pois bem o que diz Vmc. da corle ? Digo que
lodo o homem que lera dous dedos de senso com-
mum, que acompanha a marcha dos negocios pbli-
cos v elevar-se r.aquelle horisoule'uma nuvemzinha
que promelle augmenlar-se. Na cmara qualrieo-
nal a resposla falla do Ihrono foi encelada pelo
Sr. Dr. Sayao Lobato, .completamente desnorleado
pelo presidenle do conselho) que teve a habilidade
de indispor a lodos contra si: ao ministerio pelas
aecusajes que fez, aos republicanos pelo que disse
Que.diz ? exclamou o conde rindo, voss lem
dinheiro, querida Callel ?.... Nao convm dize-lo pe-
lo temor dos ladrees...
S digo a V. S., lornou ella abaixandoa voz ;
lenho escudos e luizes de ouro...
Tanto melhor !.... exclamou o conJe ; fazia-
me pena ha pouco ve-la cear batatas.... mas agora
eslou tranquillo... Ah para que priva-se assim?
para seu neto Celestino ?
Dos livrc-me disso! respondeu a velha irada;
esse palito nunca deu-me a menor salisfajao..... Eu
linha-o creado para ser contrabatid i-la,como seu av,
como lodos os Piolol, e V. S. sabe para que elle
deu... Sb pretexto de que sobe ler e escrever fez-
se serralheiro e parti ha seis anno* para percorrer
a Franja.... l'm bello passeio .' Elle lera encontra-
do urna inullidao de mos companheiros que ler.lo
acabado do lirar-lhe o temor de Dos, e o respeilo
que deve-ine. Quando pens nesse vagabundo e
represenlo-me todas essas cousas, passo a noite sem
dormir !
Entao nao fallemos mais a esse respeilo, res-
pondeu o conde pliilosophicamenlc.
E poz-sc a cantar cm meia voz com os colovcllos
sobre a mesa ialerrompendo-sc apenas para respon-
der por monosxHados s palavra* sollnv cimente des-
cosidas de Callel, a qual encina de quando em quan-
do o copo c a chicara. Emfira qu.uido as garrafas
eslavam quasi vasias, o conde disse tentando levan-
lar-se:
Quero saber como est o lempo.
A velha, embora muilo agitada, conserva; a-se ain-
da firme sobre as pernas. Lanjou a vista pela fres-
la c exclamou :
O tempo lornou-se bello... j vejo as estrellas;
tanto peior! tanto peior.'
Se euestivesso no bolcquim, saberia que horas
sao, disse o conde squecendo-se de que tinha o re-
logio.
Callel Piolol lembrou-lhe isso tirando-o do bolso, brejeans.
e pondo-o dianle dos olhos. .
Ah I ah .' onze horas exclamou o conde. He
lempo de vollar para casa.
A velha reparn que elle apalpava muilo para lo-
mar o chapeo, e disse-lhe:
Ouja-me. a Ierra esl escorregadija la tora....
Vou leva-lo al pcrlo do caslello.
Nao, nao, inlerrompeii o conde, rujo espirito
perlurb.iva-se; encoutrarei a polica, e iremos jun-
tos... Boa noite Callel... de oulra vez cu he que re-
galarei... Todava guarde as garrafas.... vollarei a-
manhaa.
Sabio da casa vacillando; mas o ar livre dis.ipou-
lhe logo esse incommodo sem resliluir-lhe todava a
clareza de espirito. Peto contrario sua exallajao
augmenlou, urna alegra eslrondosa subi lhe ca-
beja, e elle seguio a praia enloando todas as can-
eos chulas que vollavam-lhe memoria.
Todo (alafa tranquillo no caslello, lodos tinliam-
se retirado cxcepjao do cavalleiro que lia no sa-
lo, e de um criado adormecido na antecmara, que
esperava o amo. Repenlinamenle o cavalleiro foi
dislrahido de sua leitura petos accenlos que resoa-
vam ao longo da praia, applicou oouvido, e reco-
nbeeeu a voz do conde.
O digno domem compredendeu o que linda acon-
tecido, c temen que esse canto de ehrio despcrlasse
a casa toda. Tomando entao seu partido, nao quiz
accordar o criado, e sabio elle mesmo para abrir a
grade.
Mr. de Kerbrejean vista cantando com toda a
forja, e quando.chegou dianle da grade, parou ins-
linetivamente.
Cala-le, Joao, disse-lhe o lio com colera comi-
da, rala-te, e vem deilar-te.
0 conde poz-se a rir, recuou um pasra e cnloou
oulra canjo.
O cavalleiro insisti ainda; mas o ebrio vollou-se
sbitamente irritado e exclamou com um gesto amea-
jador :
Dci\a-me tranquillo, velho importuno! velho
patito!
Entra, Joao! disse o cavalleiro com urna ei-
pressao lerrivel, e laucando a miio sobre elle.
O conde obedeceu entao, e passaudo dianle do lio
sem proferir palavra, subi ao seu quarto no qual fe-
chou-se. O cavalleiro vollou para o sabio, e um
quarto de hora depois tocou a rarapandia para ad-
vertir o criado de que o amo ja linda enlrado. Esse
domein nao leve neuliuiua desconfianza, e a srena
que se passara flcou um segredo entre os dous her-
do redactor do ItepubUco, a quem tachn de susten-
tador de urna doutrina insensata, aos seus collegas
da Bahia, Pernambnco e S. Paulo pela opposijo
que fez s estradas de ferro daquella* provincias,
aos collegas do Rio nao sei porque ; o caso Tie que
o Mercantil iucombio-sede refutar e pulverisar lo-
do o seu discurso : alem disso lambem offeudeu a
susceplibilidade de alguns individuos ; lie assim que
fallando noseoormes dispendios que se faziam coma
illuminajo gaz, assegurou que nicamente com
a do arsenal de guerra se gastava mcusalmcnle a
quanlia de 2.0009; porem um tal B. M. sahio-se
no dia seguinle com um communicado demonstran-
do quo o Sr. Sayio fora grosseirameote Iludido,
pois que toda a illuminajo dos edificios pblicos
andava por 2:71,9598 mensslmenle e esla ? !
Cam que cara ficaria o Sr. Sayao ? Por fim levou
ainda o Sr. Sayao urna esfrega de atrancar couro
e cabello do Dr. Capanema, a quem lachara de fal-
lo de conhecimenlos protossioiiaes sobre (helegraphia
elctrica ; o doutor que he lento da escola militar
eslomagou-se e convidoa ao illuslrado depolado a
cxamina-lo em thelegraphia elctrica Irra que he
muito Em m hora fez o pobre Sayo aquello
malfadado discurso Por cerlo que o axioma Coba-
lino a corrupcan do ptimo he o pessimo nao
produzio o effeilo que elle esperava, mais valeram
os despotismos phantasticos do J. J. Rocha e as eco-
nomas do lena/. !... Ainda temos porem panno
para mangas, anda nos falla ler 11 discursos contra
a falla do llirono, se algum fatal texto nao tapar
aquella panella dos feilijos ; creio que muilos il-
liislresdeputadossc lembrarao com saudades do do-
rmito Aprgio que lo a proposito sabia inlerpor a
a milagrosa rolha No senado apenas o Sr. de I'in-
d ir fez a sua costumada prelecrao de historia uni-
versal ; qual o senhor ministro dos eslrangeiros
A'u cabal resposla. Esl bom, basla de lanos
disparales que lie da nuvemzinha de que fallou
Vmc. ? Para que ha de ser visionario ? Ah !
he verdade que me ia esqnecendo : a nuvemzinha
lie a passagem da le das reformas judiciaras no se-
nado Diz o Mercantil debaixo de toda a gravida-
de que os fazendeiros de Vassouras vo fazer urna re-
presentajo ao senado para a rejejo do projeclo
das reformas. Nao me dir Vmc. que tem os fa-
zendeiros com a reforma judiciara ? Essa he n nu-
vemzinha de que lhe quera fallar. O que mais
me deu no goto de todo o relatoro do nosso minis-
tro da juslija foi a proposta da extinejao de al-
guns convenios e a reforma de lodos; diz a
semana do Jornal do Commercio que se o Sr. Na-
buco escapar desla vez de ser escommungado lem
vida pora cem anuos Achei-lhc graja.
Porm deiiemos cmaras c ministros, e congra-
lulemo-nos pelo grande melhoramento lia tanto re-
clamado pelo paiz, ja se nao descolem as conve-
niencias e as locad l.nles por onde devem pastar os
railicays, ja se traa da execujao da estrada de fer-
ro de Pedro II, he mais um dislico fulgurante que
os xiudouros enconlraro as pagiuas dos annaes
do Brasil nos meiados do XIX secuto ; ser um dos
padres de gloria do reinado do magoanimo Po-
dro II !
Basla : prevejo que Vmc. deve eslar farto de mi-
nha dissaborida conversa, tenbo-o massado exube-
rantemente, desmornlisei-me completamente, des-
viando-me da costumada senda ; mas desculpe-me
por esla vez, ja me cinjo ao nosso ubi, se quiz andar
peregrinando in mente era pelo iosano desejo com
que eslava de conversar (ou quij pela deficiencia
que ha de assumplo de casa para encher a minha
Mlia de pipel); em meia duzia de linhas porem
vou salisfazer o nosso compromisso.
A provincia acha-se cm perfeita tranquillidade-
a adminislracao prosegue em sua Ilustrada marcha,
conlinuando a grangear a eslima, e rncrecondo o
applauso dos homeni boas.
A seguranja individual vai-se firmando ero soli-
das bases : nesla quinzena nao oceorreu um s at-
(eulado contra a vida^e propriedade ; prova "evi-
dente deque as autoridades policiaes nao leem a r-
refecido em o oobre empenho de perseguir e punir
os facinoras.
A hygjene publica continua sem nolavel allera-
j3o : nao me consta que grasse actualmente moles-
tia alguma epidmica, apparecem apenas alguns ca-
sos graves de ophlalmia.
O invern tem sido inconstante, no entonto os
agricultores nSo se acham desanimados, os gneros
de prmeira necessidade conservam-se a prejos ra-
zoaveis, e apparecem em suflicenle quantidade pa-
ra o abaslecimento da cidade.
Tela leitura do Diario vimos no conhecimenlo
de que urna sendora caridosa dessa provincia fizera u
doajao de urna casa no valor de 3:0009 ao hospital de
caridade desla cidade; silo donativos essesque nao po-
dem deiiar de fazer grande peso na balanea, quan-
do o doador comparecer peraule o juiz Supremo.
Nao lenho a honra de conhecer a Exm. Sr. D. Joa-
quina Maria Pereira Vianna, mas aceite ella os sin-
ceros agradecmenlos que em nome dos desvalidos
enfermos desla cidade lhe envi : as fervorosas*
preces que soein os miseros allliclos dirigir ao AI-
lissimo em favor daquelles qne por qualquer modo
aliviara seus padecimeolos, nao ser por cerlo ?s-
quecido o nome da caridosa pernambucaoa que em
sua beneficencia nao olvidou os desvalidos enfermos
de Macei!
Pelo vapor Imperador qoe aqui tocou no dia 16
soubemos que o Exc. Sr. S e Albuquerque nlo ba-
V.
O cavalleiro nao durmi essa noile, c passon-a
refleclindo, lendo o espirito atormentado por tristes
previsoes e o corajaocheio de urna colera dolorosa.
o insulto que recebera nao oflendia-o; pois eslava
muilo cima de lal iudisnidade; mas irrilava-o pro-
fundamente, porque esse esquerimeulo de todo o
respeilo de si mesmo, marcava o ponto de degrada-
ran moral a que tinha descido o pai da Irene.
Como acontece sempre a quem adquire a prova
evidente de um facto muito lempo suspeilado, o
digno homem lirava consequencias exageradas, e
suppunha que o conde cansado da especie de cous-
traugimenlo que at entao se impozera, entregar-
sc-lua d'ahi em dianle era sua cata aos hbitos de-
ploraveis a que sua ndole o arraslaria irrcsislivel-
menle. A dignidade, a uniao, a braodura das rela-
jees, ludo o que faz a honra e a felicidade das fami-
lias, parecia-lhe perdido para sempre, e elle per-
gunlava a si mesmo a que partido violento deveria
recorrer para salvar a Iranquillidade de seus ltimos
dias, e a ventora de Irene.
Essa agilajao febril o fez levantar-se mais cedo
que de costme, e lodos dormiam ainda no caslello
quando elle abri a janella e debrujou-se sobre a
varauda de pedra, onde havia quarenla annosia
todas as manhaas observar do que lado soprava o
vento, eque lempo fizia no mar. Quasi immediata-
mente ouvio baler porta do quarto, e o conde a-
prsenlou-se tendo o rosto paludo, o ar triste e os
olhos baixos.
Meu lio, disse ello humildemente, veulra sup-
plicar-lhe que perdoe-me a offensa que fiz-lhe bou-
lera a noile.
Eise passo espontaneo mudou repenlinamenle as
ilisprsiri.es do cavilleiro; suas apprehensoes dissi-
para-n-se, sua colera cedeu o lugar a una indulgen-
cia generosa, e estendendo a man ao sobrinho, res-
pondeu-lhe simplesmenle:
Nao lernhro-me mais disso.
O conde inclinoo-se com ar commovido e lornou:
Se permute, virei fallar-lhe esla noile.
E onde vas agora ? perguntou o cavalleiro re-
parando entao qoe o conde eslava era (rage de mon-
tara.
A Morlaix, responden esle lacnicamente.
O cavalleiro coroprehendeu que essa viagem de
um dia refera-so. a alguma resolujao, algum pro-
jeclo de qoe elle receberia a confidencia, roas que
convinha diferir al noile loda a eiplicajSo:
Pois bem, disse elle, conversaremos aqui fran-
cmente sobre nossos negocios; mas pejo-te, Joao,
qne nao volles muilo larde ; pois (ua filha querer
esperar-lc. Essa menina pergunla sempre, onde es-
l* di; noite, e brevemente nao querera deitar-se
sem que lenhaschegado.
Ouvindo estas ultimas palavras o conde vollou-se
com expressao singular, e uiurmurou :
Coiladinha 1
Deseen vivamente, c um momento depois ouvio-
se fora o trole de seu cavallo.
(Continuar-se-ha.)
(
)
ai.
JT1AB


DIARIO DE PERNAMBUCO SEGUNDA FEIR 25 DE JUNHO DE 1855
va ale agella Jala sequillo para a corle, por um
li^eiro ncommoilo das .Maguas mesmo ah nAo se deslembrou dos in-
iero-ses da provincia que administra : consla-me,
que dera os prifneiros passos para i organisarao de
nma companhia para a explorarlo do iclUtto bitu-
minom, na esperanza de descohrir-so carvSo de pe-
dra on oulro bom combustivel : tambera nSo dei-
xou em esqueeiraento a sua idea de encorpora-
3o da companhia para a navegado a vapor
as aguas das lagoas desla provincia ; alianraram-
mc que pessoas de considerarlo e prestigio esto
animadas e dispostas e tomar a empreza, eqneja
manilaram pedir na Europa ioformaroes acerca da
importancia dos vapores proprios para aquello ser-
viso !
tale.'
RIO GRANDE DO NORTE
Villa-Flor 15 dejunho.
Meu amigo, de balde me lenho esforrado para
que minlias missivas nao i lie cheguem com dala
muilo alrazada, mas nao ma tem sido po'ssirel con-
seguir, porque os agentes do correio descuidusos dos
seos deveres, fazem-n'as passar por urna compelen-
te quarentena, comme t faut
Apezar da actividade de niinlia polica que tuilo
Vi e ludo sabe, tenho-me esquivado do escrever-
llie sem que primeiramenle viessem-mo s maos as
dillcrenles commanicacoes dos mens agentes, por
que suu muilo cioso de minlia reputadlo, e nao que-
ro referir-llie faclos despidos da verdade.
He bem verosmil que o amigo upponlia que os
negocios desla minlia trra ja lenham tomado a
marcha desejavel, mas por ora ainda contiuuamos
peior, porque esle pobre municipio lie lioje o va-
Ihacouto dos facinoras de oulras provincias, que sen-
do por all attugenlados, vem refocillar suas alma,
n.ij asnas do ameno Una. E o que faz o entele do
nosso.....'? Compra, servindo-se do invulnera-
fel manto de autoridade, sele escravos perlencenlcs
a orphAos, invadindo com os scus dez soldados ou-
tros tantos bracos de que legalmente dispe, o ter-
ritorio da provincias limitropdes, em qoanlo que a
impunidade marcha avante desmoralisando, e sup-
plantando a lei : continu, meu amiguinlio, na es-
cola utilitaria : Em quanto venta agua na vela.
No termo deMamanguape, da Parahiba, a poli-
ca, que nao da guarida aos machinas de tirar vida,
lula com graves bices, para expurgar no todo esses
judeos errantes, e tem conseguido bellamente ; por
que elles encontram por aqu o a refugiura pecca-
toruni'o de inaneira que sentimos pungentemente
com os beus alheios ; mas enlrelanto eu congratu-
lo-mc com osso delegarlo cioso de scus deveres, e
que ludo sacrifica para nao abastardar o conceito,
qoe tao merecidamente goza. Em quanto que o
nosso, esquecido do dever mais sanio, e de nma ne-
ces-iilade palpitante capturar os criminosos tra-
ta de Tazar excurses com os seos infallveis para
cobrar os foros de Nossa Senhora da Lapa ; com ef-
feilu. nada falln, porque meirinho, adrogado e es-
rrivao tudo levou. Dos queira que Nossa Senho-
ra....
A illuslrissima municipal nao tem funecionado ;
mas as estradas esto sendo tratadas em alguns pon-
tos do municipio, pelo que dou mil louvores aos
scus dignsimos.
Na minha ultima do mez passado prometli ao
meu cura uin remedio efflcaz para os incommodos
de sua esposa : ei-lo :
Rena S...... os 300/ n. recebidos na thesou-
rria provincial, os 7108 do palrimonio da Senhora
Santa Anna, os 2009 do de Santa Cruz, os 403 do
fallecido Passos Baplista e mais I-JOS, que um seu
amigo deu-lhe, alm de oulras esmolas de menor
quantia, que foram por S. Itvm.a recebidas, e vera
se sua esposa nao se torna garrida e loura. Nao
acertei com o remedio, e esle muilo efficaz ? Oc-
corre-me urna tembranra: para que com este
rargent nao tem S......tratado, como Ihe cum-
pria, d sua esposa, que como sabemos vive depro-
funiis Responda o Igramacio que o Carnea u3o
sabe! Adeos. Saude etc.
Belladona.
PERNAHBICO.
RECIFE 23 DE JUNHO DE 1855.
A'S 6 HORAS DA TARDE.
RETROSPF.CTO SEMANAL.
Alegre e festiva astreou a semana, cujos principaes
Tactos vamos revistar ; o que sem llovida lie muilo
para apreciar, se nos lembrarmos de que, o auno
passado por esle mesmo lempo, em vez de Testas e
prazeres tivemosde referir sustos, ifuiccijei, e dores
motivadas pela grande e desastrada cheia, qne in-
nundou os arrabililea desla cidade, e que males
immenioi causou, dos quaes ainda boje res l a ni ves-
tigios. Longe porni disto, vimos com goslo princi-
piar a semana pelas solemnidades, que tiveram lu-
gar no domingo 17 do correle, por occasiao da fes-
ta de Santo-Antonio, o qual, be bem que por justos
motivos, deixeu de ser festejado no convento onde
he especialmente venerado, todava em compensa-
rlo o fo e pomposamente no arco a que da seu no-
mo, e do qual parece convidar e animar os habi-
Uares desla cidade naturaese eslrangeiros, a se da-
rem as rojos, e juntos promoverem a prosperidade
e engrandeciraenlo desla bella capital, cujo padro-
eiro he.
Posto que a missa fosse celebrada na greja da Con-
gregarlo, donde larde sahio em procissAo solemne
aquelle que era objecto de tanta devocao, com tudo
a ra do Crespo, por ficar fronleira ao arco, foi o
centro de todo o festejo. Bandeiras de naques d-
_ versas, que dei\avam vera paz externa de que feliz-
mente goza o Brasil, Iremulavam dispostas em boa
ordem, e o arco esleve magnificamenlc ornado,
noitc um variado fogo de vista encantou a daquel-
les que goslam desle dverlimenlo, e ama banda de
msica, enllocada em um crelo de antemao prepa-
rado para ella, nao cessou de fazer ouvir agradavefs
pecas.
Tal ro o desejo de variar o fogo que sequeimou,
por occasao da festa que acabamos de referir, que
nao se duvidou desenterrar o prejudicial oso dascc-
eorej bombas monslros, que por algum lempo esli-
veram *si|Becdas, e cujo estampido borrivel longe
* de agradar iucommoda, aborrece, e espanta. Mas,
desla vez nao so usou d'ellas como dantes, e por
urna nova traca se procurou minorar o mal resul-
tante de taes bomba* : seos autores jolgiram conse-
guido mandando-as em forma do foguele eslonrar
nos are. Nao diremos se foi feliz a lembranca ;
podemosafOrmar smenlo que, embora com menos
Torca, subsistemas razoes pelas qaaes j nma vez fo-
ram prohibidas.
Tiremos esta semana procedentes dos porlot do
sul o vapor ioglez Solent e o lmperalriz,o primeiro
chegado no dia 20 e o segundo no dia 22, trazen-
do nos aquelle a triste noticia do desasir do Tocan-
Hns, causado pelo abalroameuto da barca dinamar-
queza Indiana. J informamos a nossos leilores dos
promenores deste lamenlavel acontecimento, e hoje
acrcacenUrcmos que, em vez de 17, foram smenle
seis os infelices que perderam a vida ; os outros
que se suppnnham morios, conseguirn! salvar-se a
bordo de urna barca Peruviana, que omnelo os cla-
mores dos infelizes nufragos se demorara, e espe-
rando o dia, pude soccorreMos.
A demora do Torantins, causada pelo neonteci-
menlo de que acabamos de fallar, deu lugar a que
apparecessem cortos boatos polticos. Uns davam
como causa da demora do vapor a queda do minis-
lerio, outros a dissolucSo da cmara, mas oem una
nemoulra cousaappareceu.O governo contina cheio
de vida e esforz ; e se bem que tenba apparecido
alguma opposiro, (ao fraca he com lodo, que nao
se pude razoavelmenle esperar crise.
No dia 20 tomaram posse de seos logares de subs-
titutos da Faculdade de Direito, os Srs. Drs. Vi-
cente Pereira do Reg e Braz Florentino delin-
ques de Souza, os quaes j se acham leccionanlo
as cadeiras que lhes foram distribuidas pelo Bxin.
director d Faculdade ; e no dia 23 foram igu.l-
menle empossados os Srs. Drt. Joao da Silveira e
Souza e Jos Anlonib de Figueiredo. Apenas boie
um s professor accumola duas cadeias, ao p.isso
que ale a semana transada quasi lodos os anlgos ac-
cumnluvam.
Nao nos he possrel por mais lempo guardar silen-
cio sobre a violarlo do regulamenlo provincial de
2 tic jurilio do anno passado, violarao que lie lauto
mais para sentir, quanto sau bem conliecdos os be-
neficios que podiam resudar da fiel observancia do
dito reglamento. He sabido o grande luxo que
nos enlerros se coslumava ostentar com o acompa-
n llmenlo de grande numero de carro9 ; e tendo o
regulamenlo procurado obstar a esse luso ruinoso
com a salular disposirAo dos arligos Gl e 63, verifi-
care aclualrocnle que foram baldados os bons de-
sejos do seu autor. A disposicao daquelles arligos
he constantemente Iludida por um modo que a nin-
guem pode escapar, e que al se lorna escandaloso :
em vez dos qualro carros de aluguel permillidos n0
acnmpanhamento dos enlerros, forma-so o sequilo
com numero muilo maior; mas para nao dar a cousa
muilo em vistas, fazem preceder ao cadver, com
maior ou menor distancia, o cortejo fnebre : ou
dividem-no em grupos de 3 o i carros, e assim se-
parados uns dos outros vio passando al qoe afinal
se ajuntam no ceroiterio. Chamamus pois a alten-
cao da auloridade competente sobre semclhaulc
abuso, e para que faca pesar sobre seos autores a
mulla de qne trata o arl. 61 do citado regulamenlo.
O jury desla cidade convocado para o dia 22 nao
se reuni por falla de numero legal, falla esla que
anda hoje se deu.
Estamos em vesperas de S. Joao, dia em que se
costuma consultar a sorle ; c nao podemos por isso
concluir a nossa revista sem desejarmos a lodos os
nossos leilores que nos livros da Svbila leiam boas
novas do futuro.
Reudeu a alfendega 96:659901 1 rs.
Falleceram esla semana 36 pessoas, sendo : livres
9 homens, 11 mullieres, e 10 prvulos ; escravos 3
liomens, c3 mullieres.
' iiflii
CMARA MUNICIPAL DO RECIPE.
S" Sessio ordinaria em 5 de junho.
. Presidencia do Sr. Bario de Capibaribe.
Prescnl.es os Srs. Reg c Albuqucrquc, Vianna,
Reg, Mamcde, Olivcira, e Gamciro abrio-se a ses-
sao, e foi lida c approvads n acta da antecedente.
Foi lido o seguinte
EXPEDIENTE.
Um ofllcio do eiigenheiro curdeador, remetiendo
qualro orramcotos dos canon de alvenaria, que se
devem construir as mas do Corredor do Bispo, For-
mosa, da Esperanra e na estrada dos Afilelos ; o 1.
imporlando em 300 rs.; o 2. em 2818680 rs. ; o
3. em 4319400 rs.; e o 4- em 480, e acrcscenlan-
do que os tres prmeiros sao de summa necessidade.
A' commissao de edificarAo.
Oulro do contador interino, informando acerca da
petizo do l'asroal Alves de Aguiar,' no sentido do
constar da conladoria haver o supplicante pago em
7de dezembro de 1849 a quantia de 3OOO de im-
poslos mmiicipaes, relativos edificarlo de urna ca-
sa com 40 palmos de frente, na estrada da Soledade,
c nada mais haver quanto a licenca que diz o peti-
cionario ler oblido ha 20 mezes para o mesmo fim.
Inleiradae ratificou-se a licenca com a condicao de
pagar o supplicanle o sello e os direitos muncipaes.
Leu-se orna pelirao enderezada ao Exm. presi-
dente da provincia, e por esle Iransmitlida cma-
ra para informar, do administrador do ccmlerio,re-
querendo lhe mandasse S. Exc. pagar o acrescimo do
seu ordenado desde 2 de junho de 1851, em qoe foi
promulgado o regulamenlo que o consignou, al o
presente, allegando ler-ibe S. Exc. marcado esse
augmento em razHo de niaior trabalho e maior res-
ponsabilidade que llin sohrccarrega o regulamenlo.
O que adiando a cmara razoavel resolveu que
assim 9e infurmasse a S. Exc. para deferir ao peti-
cionario como fosse de justira.
Sao lidos e cntram em discusso dous pareceres
assignados por cada um dos membros da commissao
de edificarlo, relativamente a conslrncrao de um
sobrado entre outros j existentes, que na ra do
Apollo pretende fazer Manuel Antonio dos Santos
Fontes:o du Sr. Oliveira para que a obra se faja
de confnrniidade com as posturas, e o do Sr- Ma-
mede em sentido contrario opini.io do seu com-
pauheiro e para que a eilificaoao guarde as mesmas
dimenses dos predios lateraes a fim de se nao dea-
formosear a ra.E sendo posto aquelle volos fi-
cou prejudicado, sendo esle approvado.
Despacharam-se as peliccs de Hara Joaquina
da Conceicao, de Antonio Jos de Castro, de Joao
Simes deAlmeida, e levanlou-se a sessilo.
Eu .Manuel Ferrcira Accioli, sccrelariu a cscrev.
Declaro em lempo que o Sr. vereador Oliveira vo-
tou contra a pretenrao do administrador do cemitc-
rio |ior nao ler elle direilo ao augmento do orde-
nado senao do 1- de oulubro prximo' futuro em
diante, quaodo principia a vigorar a lei do orca-
inenlo municipal para o anno futuro.Accioli o de-
clarei. Barao de Capibaribe^ presidente.Han-
nv.Mamcde,GamciroReg Mbuquerque.
Oliveira.Barata de MmeHa.llego.
denles o direilo que lem a ex-sociedado dramtica
a continuar na empreza futura do lhe. tro. o asvan-
tagens inconlesUveisqiic lem em sen favor sobre OS
prclendentes em que al boje se lem fallado ; por
sso apenas no limitaremos a resumir essas vanla-
geus, o dizer algnmas palavras em resposta a aquel-
es que se obstinam em n.1o querer reconhecer a
JURY DO RECIFE.
Da 22 de junho.
Presidencia do .Sr. Dr. Alexandre Bernardina
do$ Itet e Sika.
Promotor publico interino Francisco Gomes Vel-
loso de Albuqucrquc l.ins.
EscrivAo Joaquim. Francisco de Paula Esleves
Clemente.
, Feila a chamada s 11 horas da manhaa, acbam-se
presentes 17 jurados.
Foram dispensados, por se achar exercendo al.*
vara municipal o Sr. Dr. Antonio Hara de Farias
Neves ; por se adiar em exercicio de juiz de paz do
2." dislriclo da Boa-Vista o Sr. Rufino Jos Correa
de Almeida ; por se adiar exercendo o cargo de
provedor da saude o Sr. Dr. Joao Ferreira da Silva;
por terem apresenlado altestados de molestia os
Srs. Dr. Sabino Olegario Lndgero Pinho, Ignacio
Jos da Assumpjao, Dr. Joao Mara Seve, Jos Ro-
berto de Moraes e Silva ; a rcquerimenlo do ins-
peclur da alfandega o Sr. eseripturario Anselmo Jo-
s Pinlo de Souza ; a requerimenlo do inspector do
arsenal de mariuha o Sr. almoxarife iffanoel Fran-
cisco doHoura.
Foram multados em 20o cada um dos Srs. jurados
seguiutes:
Dr. Gabriel Soares Raposo.
Manoel Joaquim de Siqueira Pilanga.
Dr. Antonio Alves de Souza Carvalho.
Manoel Thomaz de Barros Campello.
Jos Autouiodc Araujo.
CapiUio Joo Kibero Pessoa de I.acerda.
Dr. Francisco Raphael de Helio Reg.
Dcixaram de ser multados, por nao lercro sido no-
tificados, os seguintes Srs.:
Filippe Bcnicio Cavalcanti de Albuqucrquc.
I.uiz Jos Goncalves da Luz.
Francisco Antonio de Figueiredo.
Manoel da Silva Mendanba.
Angelo Custodio dos Santos.
Antonio Ferrcira de Faria.
Dr. Francisco do Reg Barros de I.acerda.
Marianno de S e Albuquerque.
Joao Antonio de Figueiredo, por ter fallecido.
Depois de urna hora da tarde, nao tendo compa-
recido mais jurados alm do numero cima decla-
rado, o Sr. Dr. juiz du direilo proceden o sorlea-
mento de 31 jurados para com os referidos 17 pre-
fazer o numero de 18, a sahiram sorteados os seguin-
tes Srs. :
Dr. Jos dos Anjos Vieira de Amorim.
Joao V.ilenlim da Silveira.
Seraphim Alves da Rocha Baslos.
jos Bernardo Ventura.
Luiz Anlonio Rodrigos de Almeida,
Dr. Francisco Goncalves de Moraes.
Manoel Joaquim Ferreira Esleves.
Dr. Umbelino Ferreira Callo.
Francisco Marlins de Lemos.
Dr. Antonio dos Santos de Siqueira Cavalcanti.
Manoel Gomes Viegas.
Dr. Manuel Joaquim de Caslro Mascarenhas.
Jos Guedes Salgeiro.
Dr. Francisco Antonio Vital de Oliveira.
Jos Alexandre Keiru.
Joao Francisco Maia.
Joaquim Theodoro da Silva Cisneiro.
Adriano Xavier Pereira de Brilo,
Manoel Jos da Silva Grito.
Frcderico Augusto de l.emos.
Jos Alfonso dos Santos Bastos.
Bernardo Jos Lopes,
I.uiz Cesario do Reg*.
Julo Alhanasio Botelho.
Francisco Ensebio de Faria.
Dr. Bernardo Pereira do Carmo.
Anlonio de Moraes Gomes Ferreira.
Dr Luiz Duarle Pereira.
Manoel Ignacio de Oliveira.
Antonio Pereira de Faria.
OSr. Dr. juiz de direilo mandou proceder as no-
lific;;ces, c\pcJindo-se o competente mandado, adi-
ando a sessao para as U> horas da manhaa do dia
23 do correle.
COIBl'MCVDO.
THEATRO DE SANTA ISABEL.
1
forc,a da evidencia.
He geralmeole sabido que a empreza passada den
lodas as recitas a que era obrigada dentro do lem-
po competente ; fez os vestuarios e decoradles que
exigiram as novas pecas levadas scena, evitando
eempre o uso pernicioso de refazer as vistas existen-
tes para accommoda-las s novas necessidades sce-
nicas, edesl'arle poupar.dcspezas ; livrou o publico
do inarlvrio dos beneficios ; pagou puntualmente a
(odas as pessoas que concorreram para o preenchi-
menlo satisfactorio de scus deveres ; e finalmente os
cofres pblicos Jeixaram de ser sobrecarregados com
indeinnisacnes, como acontecen com as duas ernpre-
zas do Sr. Germano e a do Sr. Agr. Isto 63o ver-
dades inconlcslavcis, confirmadas Mot pelo Exm.
presidente, quando no primeiro de marco doslcanno
disse assembla provincial que a empreza linba
cumpridu com as obrigaces a quese sugeilou, como
(auibein pela CommiuSo que scinprc deu alleslado
a ex-ernpi eza para receber o compelcnle sobsidio.
Mas dizem que ella nao deve continuar porque a
companhia actual he incompleta em consequenrii
de nAo ter um galn amoroso. Por ventura, ain-
da qusndo cssa persouagem fosse iudispensavel n'-
uma companhia, poder-se-ba allribuir semclhanle
falta a anibic.'io da sociedade emprezaria, alim de
poupar despegas "f Nao. E o que se entender por
galn amoruso Dcixando de parte cuphemismos,
o galn amoroso deve reunir ao taleulo arlislico mo-
cidade, belleza e outros doles pbysicos ;hc una per-
sonagem carpidora ou chorona, exigida ouli'oia por
cerlos escriptores. Mas os dramaturgos modernos,
reconliecendo a dificuldade, senao a impossibiliila-
de de enconlrar-se um artista com taes proporcoes,
tem quasi banido inlciramenle semclhanle persona-
gem ; de sorle que hoje o protagonista do drama he
de ordinario o chamado primeiro centro de forra.
E assim devia assim acontecer, pois que rarissimas
vezes o tlenlo arlislico se manifesta em loda sua
pompa na phase da juvenlude. A poca da maior
magnificencia e esplendor do genio de Taima, esle
esculplor das estatuas vivas da historia foi depois
dos Irinla anuos ; e (ambein fui depois desla poca
que tem bnlhado Kean e Frcderico Lemaitrc no dra-
ma, Bauvalet, Mercrcdey na tragedia. Por ventura
Epiphanio em Portugal e Joao Caetano 110 Rio de
Janeiro serlo jovens 1 E todava nao las elles duas
glorias vivas na arle dramtica e nao completam as
companhas de que fazem parle He cm conse-
quencia dotas verdades qne os poetas dramticos
acluaess produzem creaoes em que os tlenlos
adultos se possam desenvolver. Mas supponhamos
que a commissao do llieatrn se obstina cm c\sr um
galn amoroso, enl.io he claro que a empreza nao
pode ser dada ao Sr. Germano, porque esle em ra"
zao de seos quarenla annos nao poder salisfazer se-
melhanle exigencia. Portanto a falta de galn amo-
roso na actual companhia do SI. Isabel nao pode
inspirar um parecer benigno em favor da prelencfio
do Sr. Germano, como algucm entende, e por isso
a superiordade he cm favor da actual companhia.
Assim, vejamos agora quaes sao as vanlagens qoe
offerece oSr. Germano. Pondo de parle a questao
das garantas, em que logo fallaremos, digamos al-
gumas palavras acerca do pessoal com que os Srs.
Germaso e Keis pretendem formar a companhia.
Conlam elles os Srs. Germano, Res, Raymundo, Al-
ves.e as Sras. Manoella e Carmella, como cerlos;
promeltem escriplurar o Sr. Ribeiro, e outros acto-
res da actual companhia. Podemos asseverar que
oenhumdos artistas aqu existentes se c-criptura-
rao com o Sr. Germano. Sabemos que ps Srs. Sil-
vestre, Coimbra, Ribeiro, eaSr.a Joanna .1 anuaria
foram para o Para escriturados pelo Sr. Gumares.
Logos Srs. Germano e Res s devem conlar com
as suas pessoas e a Sr.a Manoella, pois que Ray-
mundo, Alves c Carmella sao artistas de merecimen-
to muilo inferior. E ser.i com semelhanlc gente que
os Srs. Keis e Germano pretenden! organisar urna
companhia !
Oulro tanto nao se podo dzer acerca da compa-
nhia actual, cujo pessoal he bem condecido por
lodos. Encerra cm seu gremio seuAo os prmeiros
tlenlos, ao menos a maior parlo dos mais no lavis
existentes 110 imperio. Conta as Sras. Maria Leopol-
dina, Leonor Orsat, Maria Amalia e Anna Costa; e
os Sn. Bczern, Mendes, Casia, Monlciro, Senna
etc. etc. Todos estes adore* sao aptos para entrar
em qualqucr reprcsenlac,ao, desde o alio drama at
a baixa comedia, o alm dsso habilitados para vau-
dcvillc, por que lodos mais ou menos sao dolados
de voz agradavel, entretanto que ueste uitimo ge-
nero o Sr. Germano s pode conlar comsigo e com
as Sras. Manoella e Carmella. Se o governo enten-
der que a companhia actual deve ser refurcada com
mais um uu dous adores eremos que ella nao
lera duvida de u fazer. '
Temos para us que o Sr. Germano he bom ac-
tor, tem talento, mas negamos-lbc as habililarcs
para ser bom emprezario. Nao lio o desejo de desa-
creditado que uos dicta estas palavras; he o seu pas-
sado nesla provincia, nos dous annos que leve sob
a sua direccao o*thealro de Santa Isabel. Nesst po-
ca deu provas de quo era incapaz de estar testa de
urna empreza desla ordera. Com elleilo, receben o
tbealro 110 momento ein que ludo era a seu favor, la
muitos annos esla cidade viva sem os passatempos
da arle dramtica; recebia um edificio elegante e
seductor que inctava a curiosidade publica; n3o
leve competidores, o o governo em ambas as suas
emprezas concedeu-lhe largus subsidios, alm de
extraordinarias indemnisaces pecuniarias para sa-
lisfazer alcanses, motivados somento pelos seus ds-
perdicios. Entretanto comoacabou uSr. Germano?O
guarda-roupa resentia-se de grande indigencia, e li-
rn indivdado para com actores e particulares : aca-
bou n'uma completa banca rota! Ma o amigos do
Sr. Germano, nao podendo negar o fado das divi-
das de seus collegas e particulares, apreseulam-sc
na impreosa, nao defendendo-o, mas aecusando-u
indirectamente. Dizem que se elle ficou carregado
de dividas ao deixar o tbealro, fo poique o governo
nao lhe pagon as ultimas prestarles do contrato.
Mas, pergunlamos ns, porque nao lhe pagou o go-
verno essas preslares ? Porque n.io cumprio seus
deveres, porque desacredituu-sc'e se lem pago af-
uma dessas dividas, be porque cerlamentc ficou
atrasado. Nao duvidamosque lenha satisfeito a al-
gum de seus credoros, mas consta-nos que alguns
de scus collegas, que actualmente fazem parle da
companhia do S. Isabel, ainda nao receberam um
real do que Ibes ficou devendo. Assim, vista de
semclhaute procedimenlo, e da declaraco feila por
estes artistas, de se nao escrplurarem sob a drec-
co de oulro emprezario que nao seja a ex-sociedade
dramtica, he muito provavel que estes artistas"
seus credores, nao se queiram escriplurar sob a di-
reccao do Sr. Germano uo caso delle ficar com a
empreza. Se o Se Germano quizer chegar a um
aconto razoavel, eremos que a ex-sociedade empre-
zaria no caso de ficar com a empreza, nao ter du-
vida de escriplura-lo.
Entre as accusaces Iriviaes que fazem a empreza
pastada, c&probram-lbc o ter deixado o publico sem
representares thealraes por espaco de qualro me-
zes. Se semclhanle accusac,ao nao he (illm da ma
f, he o resudado de inorancia e leviandade, pois
que segundo o contrato feto coin o governo a com-
panhia linha direito a ferias durante cerlo lempo,
nos mezes que lhe aprouvesse ; e fo em vrtude des-
sa pormissao que ella fez o seu passcio arlislico i ci-
dade da llaliia. Mas o que he .cello he quo no
lempo preciso vollou e cumprio aquillo a que esla-
va obrigada.
NMo somos inslrumenlos de ninuoem, nem odia-
mos esle ou aquello individuo que solicite a empre-
za futura do nosso llieatro, o que dissemos he sob a
nossa responsabilidadc, e inspirado pela nossa inti-
ma convicrao; o que queremos be que a empreza
soja dada a quem oflerera melbores condicoes, livre
o publico e os pobres arlislas de myslilicaces, e os
cofres piu\ iiiciaes de futuros encargos.
Suppomos que a que-lao esla bstanle discutida
.e que lemos provado que o llieatro deve ser dado
1 ex-sociedade emprezaria. Assim serAo estas as
ultimas palavras que escreveremos sobre semelhan-
lc assumpto, as quaes serao ao mesmo lempo um
protesto contra qualqucr parecer desfavoravel da.lo
em detrimento do bm publico. Entendemos que
esla questao he de ulerease geral, Irala-sc de con-
ceder urna empreza subvencionada pelos cofres pu-
Mas se todava o patronato vencer as regies in-
feriores, onde alguem conta amigo especial e devo-
lado, estamos cerlos que a imparcialidade c reclidao
do Exm. Sr. presidente da provincia bao de desfa-
zer os tramas do pernicioso syslema de afilbadagem,
e a juslija Iriumphar.
O Imparcial.
MUTILADO
bl.cos, e por sso se devem por de parte lodas as atTe-
os ejidenlcmente provado nos arligos prece- e,dcs pessoae?, e apresenta-la sob a forma da justca.
PLBL1CAC0ES A PEDIDO.
BVITBB,
A un .'eaois qnl se Mon pauvre Jatquinet quel dsolanl allrool,
Qu'elle alleiule cruelle aux lauricrs do ton fronl !
Ne conteste fon pal tes droils la medaillo
Donl l'Exergue menteur depass ta taille.
Toujours tu fus connu pour un lre passif,
Iudoleut, paresseux, rampanl, inolfensif,
Prefiantle repos ii loulcservude
Et vivaul retir danssa batitude.
El, vola qu'aujourd'hui, par un revers soudain,
I.'on veul que lu nc sois, qu'uiisautcur, qu'un panliu
fon nom serl de pretexte leurs plaisanleries
El devienl un objel d'amrcs railleries.
Cesoul les envieos, de (a medaillo d'or
Qui croient avoir raisou en crian! aussi Torl.
Et vonl disant parloul, que Ion pilux courage
N'est pas la hauleordc ton scamalage.
Le mudaille d'or! !... Courage & Devoulement !
A loi "> coulcuvre et chai,- dont loeil assurmenl
Convoitail en sccret cclle grasse palure
Comme un bon reconfort a la pauvre naturc ;
I n problme aussi forl ne peut se definir
Comment celle medaille... as lu pu l'oblenir !
Les Francais ns malius demcndenl une Enqute
Pour prouver disenl-ils ; que lu u'cs qu'uue ble,
Un sol, un animal, un Jcsuite, un dindon,
EPdu pays eulier, le plus lache poltrn,
lis ajootent encor que ta flexible clnne
El se courbe, el se plie, ainsi qu'une machine,
Que (u ifes ni Francais, ni Rus-e. ni Prussien,
Ni Anglais, ni Chinois, enfin que tu n'es rien!..
Rien... qu'un yieux Croque-note, el dla pire cole
Donl le minee talcnt 11c vaul pas une obole.
Et que jamis la vie, en doucc obscuril,
D'un tclair de verlu n'apercut la ciarte,
Que ton rule iuconnu, des loges |maconiques,
Fil passer par tes pieds ees insigues publiques.
lis Osent dir enfin (que ne disenl-ils pas !)
Al-il uno patrie, ou bieu u'en at-il pas '.'
Sa ualionalilesl pleinede myslcre,
II changede drapcau comme il cbangea de pere,
Sclon sou interet il touroe ao premier vent
II sait en fin malois choisr le bon momenl.
II ajuste son gre, sa voile et sa nacelle
Sur les eaux de l'inlrigue 1 navigue avec elle
II Francise son nom pour Taire plus d'ffet,
Et signe flronlement BasileJasquinet]
II fait le cliien coucbanl, prend la mine affecte,
Tirela langne, aboit, puor avuir la palee.....
Fait le beau, se redresse, il fait acte de foi,
Pour l'empereur il saule... il saule pour le roi !
Renegal la fois, de 9on nom, de son pere,
II senierail son Dieu lout en vemlanl sa mere 1 !....
Jaguinet, mon ami, pourquoj changerde nom,
Tu n'es plus, je le vois, le fils a la Junan '.
Je suis admiraleur de la mtamorphose
As tu done tudi celle melempsicose
Oui peut d'une boarrique en lirer un savanl,
D'un importuu mosquite en faire un lephanl,
D'un molusque endurmi danssa longue ioerlie
En faire un musicien gonfi dejaluusie,
D'un naiu loutrabougri daus son alTaissement
Par uncoup de naguatle... en Taire un lourd gant..
Si ta perceplion n'elais pas si rebelle,
Et que l'amour du vrai enlrat daus ta cervelle ;
II le serait Taciled'expliquermainlenaul,
Si un ane bal doit se croire imporlanl ;
II esl dos plus fecondslon courage anonyine !
Te voila rlass mailre en fait do panloinime.
L'on t'a recompens pour tente rendus,
D'un signe reserv aux plus grandes vertus
Au courage prouv par one aele de gloire
Qui surprend, blouit... et s'inscrit pans l'histoire,
Et celui qui possode uu titre aussi glorieux
Fait taire les mechanls, les jaloux. les envicux ;
Sa persoune en lout lieu esl digno, est rcspecle.
Par tous, pelils el grands, sa gloire esl accelcc ;
Mais toi, mon laquind, dis le moi sans facn,
Peux-tn sans impudeur exbibcr ton blasn ?
Le Public bon juge en pareille maliere
Te poursuit de ses cris... el le jelle la pierre
II pleul des quolibcls, le sol en est rouverl
Ne sors pas sans avoir, lou parapluie ooverl,
Ceci est entre nous... Je suis ton camarade,
Et veox bieu le guider dans celle mascarade,
Laisse les ees Francais crier jusqu'a la fin
Continu a ramper... lu feras Ion cliemin.
Je ne m'rige point en auslcre critique
Je t'ai toujours connu pour lre pacifique
(Enapparence a moius) lu serais un agneau
Si comme le serpent tu ne cbangeais de peau.
Sansenlrer plus avanldans lout ce bavardage.
Je desire apprecier ion genre de courage,
Es-t-il tranquille...Troid.., ou brlant et Tougacnx >.
Je vais le queslionner... reponds si lu le peox.
Pour mriter l'honneur de porler la medaille,
Aidas-tu.par hazard au gain d'une bataille,
As-ta pris un Drapeau..Tail Ircnle prisonuiers.
Sauv ton general... au milieu des dangers,
Ta vie en mainlcs fois fot-elle compromise
Dans une noble adion queda gloire Etcrnise.
As-to pour soulenir la veuve el l'orphelin
Upens les Irsors mis l'pe a la main,
As-ta de ton manWau fait le graluit parlage,
Avec le pauvre nu, san9 pains et sans ouvrage,
As-tu d'un incendie arral les progrs,
Grimp le long d'un mur sans cordes ni crochets.
Sauv mereet eufans, dont la douce xislence
Ramenait au foyer la joie et ['esperance ;
As-lu dans un assaul, sur des debris fumaos
Au milieu du carnage, des cris, et des monrans,
Sauv ton camarade, blessc, sans assistance...
L'a-lu sor les paules porl Vambulance.
Ce devoir accompli, revins-lu sans retard
Sur renneroi vaincu planter ton Elandard !...
Fus-la pour d'utres fails, d'un chaud patriotisme
Cit comme un modele d'hnnnear et d'hroisme.
As-lu brav sans peur, la peste ellesflaux,
Soigne, veill, Iicni les fils des hopitaux,
Tes-lu precipite la lele la prendere
Dans une fleuve profond, ou dans une riviere
Pour retirer de lean quelqu'uu qui se noyait"?
Allons parle ?... Voyons, dis moi, qu'a tu douc fail'.'
Le plus minee fretin sortant de ta boulique.
Vendu a si haut prix, vaul bien que l'on 9' explique ;
Dis : sans honle, sans peur, sans rougir a tes yeux
Le haut fait qui le vaul ce renom glorieux ?...
a J'dirizl'orcltestr' aVoune numen mausique
Sante en mi bemol !... oune mcricillc ounique.
n Oun C-dxutre d moi, de ma composition,
Pouis, Z cZccoult oun fougne... au violn.
Esl-ce toul J a Oui vraimenl, garde la confidence,
Ah Zm fie a toi, modele de proudence,
-Ve ras pas rriliquer mon Cc-dwuvre d'honneur
a Santpar sir Zillain, mon ami, el-tailleur !
II. est doncfvidenl qu'une infame canaula
A travaill dans l'ombre a pcher la medaille
Pourquoi cacher le nom de cel enlrcmelleur
Il esl digne de loi, il soulve le co?er :
Ta dissimulalion monlre la manivelle
Qui mil en mouvemenl la machine ofllcielle
Donl l'engreuage sourd, enconnu, tmslerieux,
Nc fonclionne souveul que pour des ambilicux.
Ah rien que d'y songer je reprends la colique
Mais pourquoi m'en parler... lu venx done malheu-
En syncope me voir, expirar a les yeux (reux)
Oui, oui, je rae souviens de ce jour memorable
La nuil qui le suivil pour moi ful execrable
Tes accords furibonds s'assirent a mon chevet
D'un allrcux cauebemar... Je ressenlis rffet...
Opprss sous le poids de lou acre harmonie,
Je ne pus que gemir de ta cacophonio
Et reconnailre alors ton courage fongucux,
Qui fut cxlravagant, eurag furieux.
Tu eras que ton crin-crin produirail des mcrveilles
Ton auditoirc cnlier se bouebat les orcilles.
Tu nc t'appenjos point quel horrible martyr
A nous pauvres cbreliens tu fis alors soullrir.
.Nutre rsignalion le par I nalurelle
Quand helas nous senlions une douleur morlelle
Nous ne pouvions crier... par respect au saint lien
Pour loi trailrc el uourreau nous avons lou Dien !
Le prianl humblement, et pour toute vengeance
Qu'il daignat pardonner ton xtravagauco I
Voila done Ion courai.0, Ion noble di-vnneinel,
L'inlrigue qu'cntoural nolre zouvernement,
Le haut fail de la vie, obscuro et maconique
La place ou tu trama la courorae (.ique !...
//file Jaquinet, hros, hete ou Jongleur
Tu seras apprecic a la juste valeur 1
Olios retire loi, il faul que lout finisse
Dis ton mea culpa, et que Dieu le bensse...
Una lagrima pela
prematura e seiitiuisshiia mor te
do meo; amigo Joao' Ar-
gemiro Bastos
Melibeo.
Morreo E quem tal o dir 1 I
Honlem lodo ebeio de vida, todo acliridade.
E hoje I c.irpu inerte, fri como o marmore,
paslo de njenlos vermes !
Triste humanidade E's menos que o sopro,
mais breve que a luz de um cirio 1 ...
Que he do filho obcdicnle, do irmaocarinho-
so, do amio fidedigno, do joven esperancoso'.
$ Morrea I !
He buje corpn inerte, fro como o marmore,
paslo de njenlos vernfes I 1
Morresle, amigo, deixasle mergulhada uas
mais acerbas dores a la carinhosa mai, essa
mai que le amara como ama urna mai Dei-
xasle incousolavel la lerna irm3a, leus charos
irmaos, companheiros da lua infancia, manli-
dos e crescidos 1 mesina sombra, e socios nos
meamos brincos .' 1 !
E os leus amigos ?!!!.. Que vacno im-
possivel de preliencher 1 I
Termal parra, para que descarregaslo 13o
prematuro c cruel golpe'.' .. Para que le
revas com as lagrimas da humanidade Til..
Para que derribaste a aoro na sua florescen-
cia '? i .' Para que nAo a deixasle fructificar,
sazonar seus fructos '? !
Mas que "! Nao obedeces tu ao aceno de
quem le pode ordenar ? Sim Dos foi quem
o quiz .' Joao Argemiro Bastos Melibeo foi
chamado por elle !
Goza, oh Melibeo,goza da boncao do teu Cre-
ador, e la da mansAo dos juslos lanca um ar de
piedade sobre os que ainda peregrinan! neste
valle de lagrimas !
Esse ar de verdadeira conlric(3o,essc cincero
arrcpendimeiilo, essa compunco nas poucas
horas que precederam ao leu passamcnlo, siz-
nilicam muiln / Sim lu morresle como ver-
dadeiru chrisl.i.i, e feliz de quem le poder imi-
tar uesse ultimo transe !
Acceda, charo amigo, acceda estas lagrimas
de crois saudades.... eslas lagrimas que par-
tem do fundo do meu corelo... acceila-as......
P he u ultimo tributo da minha amisade.
'?. Rccife22 dejiiiiho de 1855. J. 1. II.
Tncaram 2 vapores, um brasileiro o outro eslrau-
geiro ; um navio com la, e oulro com lindara, os
quaes lem de seguir para portea eslrangeiros.
Sahiram ."> para os porlos do imperio, 5 com car-
regameulo de generus du paiz para o estrauceiro, um
para o Rio de Janeiro com parle da carga que Irou-
xe. e 1 transporte do governo para Fernando.
Existen! no porto 4t navios, sendo 3 americanos,
24 brasileiro, 2 francezes, 1 hanoveriano, (i hes-
pauhoes, 8 inglezas, 1 porlugueza e 1 sardo.
MOVIMENTO DO PORTO.
/Vatios entrados no dia 23.
Babia3 dias, brigue inglez Esther Ann, do 289
toneladas, capitao W. Smilh, e<|upagcm 10, em
lastro ; a Me. Calmonl. Fundeou no lameir.lo.
dem2 112 dias, ltate brasileiro ciDous Ainigosa,
de lili toneladas, capitAo Joao Rodrigues Vianna
Dantas, equipagem 7, carga tabaco e mais gene-
ros ; a Anlonio Luiz de Oliveira Azevedo. Pas-
sageiro, Quinliliano de Mello e Silva.
Terra Nova36 dias, brigue inglez iFairya, de 195
toneladas, capitao Ferris, equipagem 12, carga ba-
calbo ; a Me. Calmonl & Companhia.
dem24 dias, brigue inglez Titania, da 220 to-
neladas, capitao lienry Pearcc, equipagem 12,
carga bacalho ; a James Crabtree & Companhia.
yarfo saliidns no mesmo dia.
LondresBrigue inglez oCyprus, capitao Charles
Bartlcy, carga a mesraa que Irouxe, c passageiros.
Rio de JaneiroGalera iocleza nEclipscn, com a
mesma sarga que Irouxe. Suspendeu do lameir.lo.
Para e porlos nlermediotVapor brasileiro almpe-
ralrizB, commandanle o |.n lenle A. C. Brilo.
Passageiros desla provincia, Fabricio Gomes Pe-
drosa, Joaquim da Silva Queiroz. Dr. Antonio de
Souza Carvalho e I escravo, Antonio Fernandcs
da Silva, Hanoel Fraucisco dos Santos, Jos Alves
Fernandcs, Arcenio Celestino Pimental, Viclor
Bibiano da Costa, Bernardina de Souza Goncalves,
Ricardo Jos Francisco, Carlos Erucslo Mesquila
FalcAo, padre Anlonio Tavares Dornellas, Viceule
Izldoro do Rosario e 1 desertor.
EDITAES.
...
J
COMMERCIO.
PRACA DO RECIFE 23 DE JUNHO AS 3
HORAS DA TARDE.
Cotaces olliciaes.
Hoje nao houvcram cotaces.
ALFANDEGA.
Rendimento do dia I a 22.....253:74ttj!H7
dem do dia 23.......2l:438ji91
27:I88J4S
Deiearregam ko/eS5 dejunho.
Barca inglezaSeraphinamercaduras.
Brigue inglezFarybacalho.
Brigue honoverianoDiligentefar inda de Irigo.
Brigue sardoDamomercaduras.
Polaca hespanlioiaSilenciopipas de vinho.
Brigue bespanholJoven Eduardpipas vasias.
Patacho brasileiroI alentfarinba de Irigo.
CONSULADO GERAL.
Rendimento do dia 1 a 22.....33:OK4053
dem do dia 23....... 7093860
33:7939113
LMVERSAS PROVINCIAS.
Rendimcnlo do da 1 a 22..... 2:8078224
Exporta cao'.
Rio de Janeiro, brigue brasileiro DaraSo, de
234 toneladas, conduzio o seguinte : 80 pipase
50 barra vinho branco, .10 fardos cravo jirofl, 38
quartolas vinho Bordeanv, I callao re/.ina de bata-
tas, 3 ditos cd perola, 2 caixas fazendas, 2 ditas li-
vros, 20 garrafescevadinda, 1 barrica azul da Prus-
sia, 176 saceos milho, 1,360 dilos com 6.800 arrobas
de assucar, 1 i barril espirito de agurdente, 4 cai-
xis espanadores, 78 molhos cournhos de cabra, 352
caixas velas de carnauba, 8 barris doce de tamarin-
dos, 10 rolos de salsa.
Ifaranhao e Para, brigue brasileiro Recife, de
226 toueladas, conduzio o seguinte : 618 volumes
gneros eslrangeiros, 844 ditos ditos nacionaes, 5,000
cocos com rasca, 6 panelas de Trro.
Ro da Prata, polaca bespanhola nTherezna, de
201 toneladas, conduzio o seguinte : 100 barris
azeitonas, 227 cascos cachaca e espirito, 100 barricas
c 100 saceos com 1,285 arrobas e9 libras de assucar.
Liverpool pela Parahiba, barca ingleza oNorval,
de 3t0 toneladas, conduzio o seguinte : 1,000 sac-
eos com 5,000 arrobas de assucar.
RECEBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAHBUCO.
Rendimenlo do dia 1 a 22.....18:9585186
dem do dia 23....... 1:9613-485
O coronel Francisco Mamcde de Almeida, jui/. de
paz do primeiro dislriclo da Treguezia de S. Fre
Pedro Goucalves do Recife, em virlude da le
etc.
Faro saber aos que a prsenle carta de editos v-
rem, ou d'ella tiverem noticia, que o commendador
Luiz Gomes Ferreira, me enviou a dizer cm urna
sua p.'tic.lu o seguinte :
Diz o commendador Luiz Gomes Ferreira, como
liquidalano da casa commercial de Luiz Gomes Fer-
reira & Compauhia, que tem de demaudar por accao
corapelei-.e a Claudiuo Salvador Pereira Braga, pa-
1a ihe pagar a quaulia de quindenios dezesete mil
quiuhcntosquarenla e qualro res, capital de duas
lellras, sendo urna saccada em vinle oito de abril,
e a outra em quinze de maiodemil oito ceios qua-
renla eoilo, como prazo de seis mezes, e o premio
convencional de um e meio por cento ao mez, cujas
esiao vencida, e por que sendo misler chamar o
supplicado a cuuciliaeao, u3u esl presente a nem
se sabe do lugar do seu domicilio : requer o suppli-
canle a V. S., que o admita a justificar a ausencia
e incerteza de domicilio do supplicado, para que
provado, V. S. julgue por eotenea, e mande pas-
sar etilos ua conforraidade da artigo quarenla e
cinco do decrelo de vinle cinco de nuvenvbro de mil
oito ceios e cincuenta, abatida a quantia recibida.
Pede a V. S. Sr. juiz de paz, que baja de defe-
rir-llie.E R. H.los Sarciso Camello.Como
requer ; l.o dislriclo xlo Recife vinle dous de
mio de mil oito ceios ciucoeuli e cinco.Ma-
mcde.
Nada inaisconlinha em dila pelirao e despacho, e
procedendo o supplicanle a justificarlo requerida, 1
20:9195071
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlododia 1 a 22..... 48:46(J2'.I7
dem do da 23....... 987(079
49:4535676
PRACA DO RECIFE 23 DE JIMIO DE 1855,
AS 3 HORAS DA TARDE.
Ilevisla semanal.
Cambios acou-se a 27 d. por 1.3 e lambern
fizeram-sc algomas Iran-accncs a
27 1|4, fexnndo-se frouxo pri-
meira quntaran.
Assucar A entrada contina a diminoir, e
o mascavado foi pouco animado.
Vendeu-se urna partida do ma6-
cavadu de Cutinguiba a 25 rs. por
arroba, e da provincia a 15950 o
especial, e I58OO u escollado.
Algodao Eulraram 506 saccas, das quaes
fez-se urna pequea venda a 53900
por arrobado escollado de ptima
qualidade, 55800 o escolbido a-
baixo ; de 53400 a 53600 por ar-
roba da primeira sorle regular e
51*001) da segunda sorle.
Couros-------- Venderam-c a 187 1|2 rs. a libra
dos seceos salgados.
Bacalho--------Em consequeneja da diminuirlo
do prejo o consumo tem sdo gran-
de, tendo-se relalhado de 55 a
105000 per barrica ; ha cm sor
cerca de 3,500 quinlaes.
Carne secca- Tinba terminado a que havia do
Rio da Prata, quando enlrou um
carregamento dalii com 5,500 ar-
ai robas que ainda nao abri. A do
Rio Grande vendeu-se do 3-3200
a 43000, e ha am ser hoje 40,000
arrobas.
Familia de Irigo- Os 800 saceos de Valparalzo que
ficaram ero ser a semana passada,
foram vend los a 303000 por 6 ar-
robas, porm rhegaram 2.900 di-
tos viudo pelo Rio de Janeiro, que
eslAo em ser. Recederam-se HOO
barricas de Genova de superior
qualidade,que foram vendidas por
junio a 313000; assim como che-
goa t.imlicm um carrsamenlo de
Trieste com 2,300 barricas, qne
diz-sc foi vendido a preco acotil-
lo, mas inda nao desembarraram :
ha mais em^er 1,600 barricas de
Ballmore, a qual retalhou-se
a 325000 e 100 de New-ork, que
vendeu-se a 353000.
Manleiga----------Vendeu-se a 650 rs. a libra da
franceza, esuppe-se lera de su-
bir.
Vinbos----------O de Hespanlia foi vendido a 17;
por pipa, e ama partida chegada
de Genova obievc 1203 or casco
caslalaa.
Disconlo Continuou de 8 a 9 por cenlo ao
auno.
Frctcs-- Houvcram engajamentos para o
algodao a 1 1|16 e 3|4 d. por li-
bra, continuando a e-cas. / de
navios.
Eolraram no nosso porlo 7 embarcarles com car-
regamenlu de geueros das provincias, 3 em laslro e
com carregamento de gneros e fazendas proceden-
te do estrangeiro.
sendo-meos autos conclusos, nelles proferi minha
scuteuca do theor seguinte :
Julgo procedente a juslicacAo em vista dos dc-
poimeulos das lesleniuulias de folbas Ircs A follias
qualro, e da disposicao do artigo rinte cinco do de-
creto de vinle cinco de uovcinbrode mil oito ceios
e ciocoenta, combinado-com a do artigo cincuenta c
tres do mesmo decreto.O escriv.10 pane eoitaes
com o prazo de triula dias para serem afiixados nos
lugares pblicos do coslume, e publicados pelos jor-
naes ua cunfurmidade du paragraplio dous do arti-
go 45 do citado decrelo, c pague o juslilcanle as
cusas.I. dislriclo do Rccife.onze de junho de mil
oito cento* cincoeuta e cinco.Francisco .Mamede
de Almeida.
Em observancia da qual raandei passar a prsenle
caria de edilos com o prazo de Irinla das, e dei por
ella citado osupplicada Claudino Salvador Pereira
Braga, por todo o conlcudu da pelirao nesla trans-
cripla, para que comparec a primeira d'e-le juizo,
logo que se findem os ditos Irinla dias, por si ou
por seu procurador para se conciliar com o suppli-
canle sob pena de revclia.Por isso toda e qual-
quer pessoa, amigos c condecidos do supplicado,
podero fazer-lhe sciente d> que tica expendido, e
o porleiro do juizo publicara e allixar a presente nos
lugares do cosame, e se publicara pela imprensa.
Dada e passada nesla cidade do Recifo de Pernam-
huco aos quatorze dias do mez de junho do anno
de mil oilo ceios ciucoeula c cinco. E eu Manoel
Alexandre Gomes de Mello, escrivao o escrevi.
Francisco Mamede de Almeda.
O Dr. Francisco de Assis de Oliveira Haciel, juiz
municipal da segunda vara e do comraercio, nesla
cidade do Recife eseu termo, por S. M. I. e C.
que Dos guarde, etc.
Faco saber, aos que a prasenlc carta de edilos
virem, ou della noticia tiverem, em como Rolde A
llidoulac me dirigiram por escriplo a pelicao do
'licor seguinte:
Dizem Rolde d Bidoulac, que querem fazer citar
a Costa & Lemos, para na primeira audiencia desle
juizo verem assignar os dez dias da lei s suas duas
lellras na imporlancia de 6713800, e como os sup-
plicados se acham ausentes sera saber-se do lugar
certo de suas residencias, querem os supplicanle.
justificar dila ausencia, e julgada por scnlenca se
passe caria de edilos para serem citados com a pena
de revelia, sendo elles condemnados no principal,
juros estipulados e nas cusas, assim como reque-
rem a V. S., que seja esla distribuida por depen-
dencia ao escrivao Sanios, por ser esle o do arresto
que os supplicanles fizeraro cm urna loja na roa do
Quelmado, perlencenle aos supplicados. Pede a V.
S. Illm. Sr. Dr. juiz municipal com exercicio no
civel assim lhe delira.E receber merc.Como
procurador, Flix Francisco de Sooza Magalbaes.
Nadamaissccontinhaem dila pelirao, a qual sen-
do-me aprcsenlada, nella dei o despacho do Ibeor
seguinte :
Distribuida. Justifique, sendo no mais defirido.
Recife 6 dejunho de 1855.Oliveira Maciel.
Nada mais se continha cm dilo meu despacho : e
havendo o supplicanle produzido suas leslemunhas,
o fazendo-me o respectivo escrivAo os autos conclu-
sos, nelles proferi a minha scnlenca do theor se-
guinte :
Altcndendo a juslificacao de folbas a Tolhas, jul-
go provada a ausencia de Cos* & Lemos, pelo que
mando sejam citados por edita pas-ando-se para
isso a respectiva caria com o prazo de quinze dias:
e cusas.Recife 12 dejunho de 1855.Francisrn
Je A-sis de Oliveira Maciel.
Nada maisse continha em dita minda sentenra, em
cumplimento da qual se passou a presente carta de
edilos, e pelo llieur delta hei aos dilos ausentes
Cosa & Lemos por citados para todo o conlcudu
na pelirao nesla inserta, para que dentro de quin-
ze dias, prazo pelo qual esta se pana, campanean]
nesle juizo por si ou por seu procurador para alle-
garen! oque liver, pena de que nAo o Tazendo se arcu-
aar a cilacio na primeira audiencia que se seguir,
depois de fuidoo dilo prazo, o correr a causa a sua
revelia at final sentenca e execurao. Pelo que to-
da e qualquer pessoa, prenles, amigos o conhecidus
dos dilos supplicados os poderao fazer scienles do que
cima fica expo-lo. O porleiro do auditorio publi-
car c allixar a presento no lugar do coslume, sen-
do lambem publicado pela imprensa.
Dada nesta cidade do Recife, em 13 de junho de
1855.Eo Joaquim Jos Pereira dos Santos, escri-
vAo a subscrevi.Custodio Manoel da Silva Gui-
mares.
Diz Joaquim Crrela de Araujo, como invenlari-
anle c herdeiro do fallecido seu p.i o capilAo Fran-
cisco de Paula Crrela de Araujo, que quer fazer
citar a Francisco Celarle de Mello deredor do dilo
seu pal da quantia de 7083366 ris, imporlancia de
duas lellras vencidas, a primeira de 266a6i0 rcis em
17 de dezembro de 1832, ris 4418726 em 17 de se
lembro de 1835 para ver correr contra elle a prescripl
c.ao, mandando-se passar cartas de edictos para o fim
de ser-lhe intimado o protesto; visto como se nSo
aeda presente ero sua residencia habitual, segando o
determinado no s 3 do art. 4i3 do cdigo do com-
mcrcio.
Pedo ao Illm. Sr. Dr. juiz do commercio defieri-
mento.E R. M.Alroforado.
E mais se nAo continha, e nem se declarava oulra
cousa alguma em dita patitas em virlude da qal
lai o despacho seguinle.D. Como requer. Reci-
fe 19 de junho de 185& Ufm Guimaraes.
E m ii, tanto continha em dilo despacho, em vlr-
'ude do qual foi a dita pelirao distribuida ao escri-
vao, que esla subscreveu, o qual lancou o termo de
Protesto do theor seguinle :
Aos 19 de junho de 185, nesla cidade do Recife
de Pernambuco, em meu carlorio veio Joaqoim Car-
reja de Araujo, e disse perante mim e as leslemu-
nhas abaixo assignadas que protesta de conrormidade
rom o peticfo retro, c de como assim o disse fiz esle
termo de protesto em que se assignou o protestante
com as (eslemunlias abaixo assignadas___Eu Manoel
Jos da Molla escrivao o escrevi.Joaquim Correia
de Araujo, Joao Sergio Cczar de Andrade, Etlanis-
lo Pereira de Oliveira.
E mais senAo continda em dilo termo de protesto
iqui copiado, e cm virlude do despacho cima Iraaa-
criplo, o escrivao que esla subscreveu mandou pas-
sar a prsenle, pela qual e seu Ihcor te chama e cila
para o conleudu na mesma, para o lermo de protes-
to cima dito nu transcripto ao supplicado Francis-
co Cezario de Mello, tudo com o prazo de 30 dias
da Ilixacao e publicarao desla.
E para que chegue a noticia de lodos mandei pas-
sar edictos que serao afiixados nos lugares designados
no cdigo commercial c publicado pela imprensa.
Dado e passado nesla cidade do Recife de Per-
nambuco aos 21 de junho de 1855. Eu Hanoel Jo-
s da Hola escrivao, o subscrevi.Custodio Manoel
i Silva Guimaraes.
O Illm. Sr. inspector da (liesouraria provin-
cial, era curaprimentoda ordem do Exm. Sr. presi-
ente da provincia de 18 do correle, manda fazer
publico, que no 12 de julho prximo vindouro, pe-
rante a junta da fazenda da mesma Ihesouraria se
da de arrematar a quem por menos fuer a obra do
13o lanc.o da estrada do 911I, avaliadaem 10:3403000.
A arremalacao ser feila na forma da lei provin-
cial n. 313 de 15 de maio de 1854, e sob as clausu-
las especules abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arremaUrao.
comparer,am na sala das sessoes da mesma jula
no dia cima declarado pelo meio dia competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou afiliar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 20 de junho de 1855.O secretario,
A. F. d'Anitundacao.
Clausulas especiaes para a arremalacao.
! As obras do 13" lanc.o da estrada do sul rar-se-
liAo de conformidade com o orcamenlo, planta o
perfis approvados pela directora em conselho e ap-
oresentados a approvac.!o do Eira. Sr. presidente
da provincia na importancia de 10:3403000.
2. O arrematante dar principio as obras rio prazo
ile um mez, e as concluir no de 9 mezes ambos
contados na forma do artigo 31 da le provincial o.
286, sendo obrigado a dar transito no fim de seis
mezes.
3.' O pagamcnlo da importancia da arremalacao
verificArse-ha em 4 preslares iguaes, sendo a ulti-
ma paga na occasiu da enlresa delioitira, a as ou-
lras Ires corresponder3o a cada ler^o da obra, sendo
pagas dilas preslares em apolires da dirida publica
creada pela lei provincial n. 354.
4. Heladc do'pcssoal das obras constara do tra-
bajadores livres.
5. O prazo de responsabilidade ser de um anno
durante o qual ser o arrematante obrigado a mau-
Icr a estrada em perodo estado de conservaran.
6. Para tudo o que nao se achar determinado
nas prsenles clausulas,nem no orcamenlo seguir-se-
ha o que dispe a respeito a lei n. 286.
ConformeO secretario, Antonio F. Annun-
ciarao.
O Illm. Sr. inspector da theso-iraria provin-
cial, em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. pre-
sdeme da provincia de 18 do correnle, manda
fazer publico, que no dia 12 de julho prximo vin-
douro, perante a junta da fazenda da mesma Ihesou-
raria se ha de arrematar, a quem por rtenos fizer, a
obra do 1. lanco da estrada de Muribeca, avaliada
em 8:8003.
A arrematarlo ser feita na Torma da le provin-
cial n. 343 de 15 de maio do anno findo, e sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremalacao,
comparecam na sala das sessesda mesma jonta, no
dia cima declarado pelo meio dia competentemente
habilitadas.
E paca constar se mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secrelaru da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 20 de junho de 1855. O secretario, Antonio
Ferreira da Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arremalacao.
1. As obras do l.o ianc.o da ramificaco da estra-
da de Muribeca far-se-hao de conformidade com o
ornamento e perfis approvados pela directora em
conselho e apresentados a npprovaro do Exm. Sr.
presidente da provincia, na importancia de 8:8003.
2. O arrematante dar principio at obras -no
prazo de um mez, e dever*conclui-las no de sele
mezes, ambos contados na forma do arl. 31 da lei,
n. 286.
3. A importancia da arrematarao ser paga na
forma do arl. 39 da lei provincial n. 286 em apo-
lices da divida publica provincial o. 354 de 23 de
selembro de 1854.
As dilas padarias lerao os seus Tornos construidos
segundo o plano adoptado pela cmara, o qne sera
verificado por meio de exame : os infractores serAo
multados em 303, e soflrerilo qualro dias de priso,
e Ibes sero Techadas as oflicinas.
Art. 5. As que actualmente existem no centro da
cidade serao removidas para os referidos lugares deu-
1ro do prazo improrogavcl de dous annos, sob pena
de pagarem os seus donos 303, e de lhe serem fe-
chadas as fabricas.
Arl. 6. I icatn prohibidos o fabrico de fogot arti-
ficiaes, venda de plvora e deposito desses objedos
dentro da cidade, seja qual for aquantidade: os in-
fractores incorrerAo nas penas de oilo diat de prisao
e ua multa de 303000, duplicada no case de reinci-
dencia.
.Mando, portanto, a todas as autoridades a qnem o
coobecimcnlo e execoraodas referidas posturas per-
lencer, qne as cumpram e faram cumprir lAoinleira-
menle como nella se contem. O secretario da pro-
vincia as faca imprimir publicar e correr. Cidade do
Recife de Pernambuco aos 13 do janho de 1855, tri-
gsimoquarlo da independencia e do imperio.
L. S. Jote Bento 4a Cunlia e Figueiredo.
Carla de lei pela qual V. Exc. manda publicar as
prsenles posturas addicionaes que a assembla lo-
gislalira provincial decretou sob proposta da cma-
ra muniripal do Recife.
.Para V. Exc. ver.
Francisco Ignacio di 7orren Bandeira, a fez.
Sellada c publicada nesla secretaria da provincia
de Pernambuco, aos 14 de junho de 1855.Joaquim
Pires Machado Porlella, official-maiur serrindo de
secretario.
Registrada a folhas do livro 3. de leis prorinriaes.
Secretaria do gorerno de Pernambuco, 15 de junho
de 1855. Joao Domingues da Silva.
Conforme.Antonio Ixite de Pinho.
Conforme. O secretario, Manoel Ferreira Ac-
cioli.
O Illm. Sr. inspeclor da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da ordem de Exm. Sr. pre-
sidente da provincia de 14 de main ultimo, manda
convidar aos proprietaros abaixo mencionados, a
entregaren! ua mesma Ihesouraria, no prazo de 30
dias, a conlar do dia da primeira publicarao do pre-
0 Dr. Custodio Manoel da Silva Guimaraes, juiz de i senle, a imporlancia das quotas com que devem
direito da 1 vara commercial desla cidade do Re-1 enlrar para o callntenlo das casas da traressa de S.
cife, por S. M. I. e C, etc. Pedro, conforme o disposlo na lei provincial 11. 350.
Faco saber aos que a presente caria de edictos vi- Advertindo que a falta da entrega voluntaria ser

rem, 1 u delia noticia tiverem, que Joaquim Correia
do Araujo me requereu o conleudo em sua pelirao
da forma seg-iiale:
punida com o duplo das referidas \notas, na con-
formidade do art. 6 do reg. de 22 de dezembro de
1851.


DIARIO DE PERNAMBLO SEGUNDA FEIRA 2b UJUNHO DE !8b5
N. 4. Calharioa Maria do Seca. 579600
N. 6. Mauoel Antonio da Silva Res. 199800
N. 8. Manoel Jos da Molla.....18900o
N.10. Maria liosa da Assumpco. >. 649800
N. 1. Manoel Buarque de Macedo. 198800
E para constar seniaudou afinar o presentes pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco9 de junho de 185. O secretario, .lntonio
Ferreira da Annunciatao.
O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial em cuinprimenlo da resoluoilo da junta da fa-
zenda, manda faier publico, que no dia 28 do cor-
rente vao novameole a praca para serero arremata-
dos a quem por menos fier oa contratos abaixo de-
clarados.
Impresso dos trabadlos das' repartieses provin-
ciaes, por anno.........3:00s000
Capalazia do algudAo do consolado provincial, por
anno............2:4759000
E para constar se mindnu afliiar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 19 de |unho de 1855.
O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciarao.
Pila 0 RIO \)l JANEIRO.
Segu em poucos das o patacho nacio-
nal N1CTHEROY, capilo Manoel Pedro
Garrido", ja' tem parte da carga engajada :
para o resto e escravos a lete, trata-se
com os consignatarios Isaac, Curio &C,
na ra da Cruz. n. i), primeiro andar.
RIO DE JANEIRO.
Segu com brevidade o brigue nacional
FIRMA. capip Manoel de Fretr-s Victor.
ja' tem parte da carga prompta : para o
resto, passageirose esclavos arete, trata-
se com o capitona praca, ou com No-
vaes iV G., na do Trapicbe n. 7t.
RIO DE JANEIRO.
Segu com milita brevidade por ter
a maior parte da carga prompta, O pata-
cho nacional VALENTE, capitao Francis-
co Nicola'o de Araujo: para o resto da
carga e escravos a frete, trata-se com o
capitona praca, ou'coin NovaesiVC,
na ra do Trapiche n. ~>.
DECLARACOES.
LEILOES
y
Cartas seguras, vindas do sul, para os Srs.:
Benjamn) Jacinlho Thomaz, cadete llenrique Eve-
radino Bilancourt Tamarindo, Ur. Joaquim de Oli-
veira e Souza, Dr. Jos Cardoso de Queiroz Fonseca
(2), Joso Joaquim de Soulo Lima, rooso Marcelino
Dornellas, Manoel Domingos Januario, major Car-
los de Moraes Camizao, Manoel Thomaz dos Santos.
A pessoa que boloa na caixa da administraco
do correio doas cartas, urna gara o Sr. Zeferino u-
tervil Ferreira e Suva, no Cear, e a tutra para o
Sr. Joan (iualborlo da Costa, no Maranh.lo, queira
comparecer a mesma reparlicao, afim de saUsfuer
seus devidos portes.
O conselho de administradlo do hospital resi-
meulal contraa o fornecimenlo dos gneros abaixo
declarados para o vindouro semestre, e quer que os
concorreutes se apreseniem com suas propostas ero
carta fechada ;i secretaria do 9. balalhao de infan-
taria, no dia 27 deste mez, as 10 horas da manhaa,
am de ser preferido aquelle que mais vantagem of
Perecer. Alelria, assucar retinado, bolachinhas de
aramia, bolachinhas inslezas, biscoitosi doce, bola-
chas, carne verde, cha da India, caf moido, cera em
velas, doce de goiaba, farinha de mandioca, farinha
de trigo, feijao, lenha, manteiga ingleza, mermela-
da, roscas, sal, toucinho de Lisboa, vinagre de dila,
viuho do Porto, azeile doce, velas de carnauba, vas-
sourasde piassaba, rea preta, papel almajo, papel
paulado, dilo de peso, brelas, pues de oncas, le-
te, frangos, carne verde, ovos, e outros, pelo preco
do mercado, que porventura sejam pedidos. Adver-
te-se que todos os gneros devera ser de priraeira
qualidade, e postos no hospital pelo fornecedor.
Joaquim Antonio de Moraes. alferes agente.
O 9. balalhao de infantaria' precisa contratar
para o fornecimenlo do rancho de suas praess, du-
rante o semestre vindouro, os gneros seguinles,quc
devem ser de boa qualidade : carne verde, dila sec-
ca, bacalhao, feijao mulalinho ou prelo, arroz, azei-
te doce, vinagre, farinha, caf muido e em caroncu,
toucinho, manteiga, assucar branco, pao de 0 onsas
dito de 4 onceas, vinfio, sal, e lenha em echas. As
pessoasquese quizerem encarregar de tal forneci-
menlo, devem comparecer com suas propostas cm
cartas fechadas, na secretaria do referido balalhao
no dia 27 do corren le as 10 horas da manhaa ; ad-
verte-se que aquelle que ficar fornececdo sera obri-
gado a por os ditos gneros no quarlel, por um vale
assignado pela agente quando Ihe for apresentadn.
Quarlel na Solidado 21 de junho de 1853.Cae-
lana Grspar Lope*, lillas Boas, lenle ajudanle.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo, em virlude de aulori-
saou doExm. presidente da provincia, tem da com-
prar os objectos scgoinles :
Para o hospital resimenlal desla provincia.
Brim branco liso fino para lenres, camisolas e
- ioalhas, varas 6,344 ; colxes de brim deriscado,.)
travesseiros de dilo 51 ; chinelas razas, pa-
res 200.
Oitavo balalhao de infantaria.
Mantas de laa ou algodao, 355 ; panno verde es-
curo entrelio, covados 1,871.
Msicos do mesmo balalhao.
Bonetes, 11 ; charlaJeiras, paraos II.
Meio balalhao do Ceara.
Maulas de lila, 312 ; sapalos, pares 100 ; panno
verde escuro para tobrecasacas e calcas do dcimo
balalhao de infantaria, covados 158 ; mantas de 13a
ou algodao, 253 ; sapalos para o quarlo balalhao de
arlilharia, nono edecimo de infantaria, pares 1,301;
boles convexos grandes de metal bronzeado com o
n. 10 de metal amarello, 2,282; ditos pequeos com
o mesmo numero, 1956.
dcimo balalhao de infantaria.
Maulas de laa, 50.
Segundo balalhao de infantaria.
Panno azul mesclado, covados, 153 ; manas de
Ua, 41 ; sapalos, pares 57 ; capoles de panno alva-
dio, 63.
Recrulas em deposito do mesmo balalhao.
Sapalos, pares 50.
Nono balalhao de infantaria.
Mantas de laa, 376 ; panno verde escuro entrefi-
no, covados 1,468.
Meio balalhao da Parahiba.
Mantas de laa, 74.
( Companhia de artfices.
Manas de laa, 72.
Quarto balalhao de arlilharia.
Panno carmczim para vivos e vistas cova-
dos 90. *
Companha'de cavallaria.
Manas de 18a, 11.
Escola de primeiras lellrasdo nono balalhao.
Amrrela, libras 6 ; compendios de arilhmclira
por Avila, 3.
Quem os quizer vender aprsente as snas propos-
tas cm caria fechada na secretaria do conselho admi-
nistrativo s 10 horas do dia 27 do correte mez.
Secretaria do comelhoadminislralivo para forne-
cimenlo do arsenal de, guerra 20 deojpnho de 18j5.
/ose de Brito Inglez, coroneL presidente. Ber-
nardo Pereira do Carmo Jnior, vogal e secre-
tario.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco de Pernambuco toma lettras
sobre o Rio de Janeiro. Banco de Per-
nambuco 7 de abril de 185>.O secre-
tario da direccao, Joao Ignacio de Me-
deiros Reg.
PBLICAgA'O LITTERARIA.
Acha-sc venda o compendio de TheorU e Prali-
ra do Processo Civil feilo pelo Dr. Francisco de Pau-
la Baptisla. Esta ebra, alera de urna introducalo
sobre as acues e exceproes em geral, trata do pro-
cesso civel comparado com o commercial, conten
a Ihcoria sobre a applicaco da causa julgada, eou-
tras dontrinas luminosas : vende-so nicamente
na loja de Manoel Jos Leite, ua na do Quei-
O agenle Borja faro leillo ein se armazcm, na
ra do Collegio n. 15, ila um excellenle sobrado de
o m andar com bastantes coiiimodos, leudo .'15 palmos
de fenle o ~\ a 75 de fundo, em chaos prnprios, com
um ptimo terreno ao lado, que pdese mui beiu
edificar outra casa, silo na ra de S. Pedro Marlvr
ein Oliinla ii. 58, o qnal ser entregue pelo maior
proco que for offerecido ein couse(|ueucia de ser pa-
ra liquidariio; lerca-feira, 26 do corrente, as II
horas.
- O agente Borja de ordem do lllm. Sr. Dr. juiz
de direito do commcrcin Custodio Manuel da Silva
Guiman'es.a requerimenlo de Jos More irada Silva,
credor do finado Lourenco da Silva Pimentel, far
Icilao da anuaoo, calcados, c muilos objeclos exis-
lenles na loja que foidodilo iinado, sita na ra do
Livramenlo ii.41, seguuda-feira 25 do corrente as
10 horas.
Qnnla-feira, 27 do corrente, o asente Olivei-
ra far Icilao da excellenle inohilia do Sr. Dr. Ar-
huckle, na casa que foi de sua residencia anles de
relirar-se para Inglaterra, no aterro da Boa-Vista n.
28, runsistindo a mesma em sofs, mesas redondas e
consol* de difiranles soslos, radeiras de diversas
qualidades, ditas de bracos, dilas de balance, tanto
de Jacaranda como americanas, bancas de joso. dlas
para sof, excellente piano, marquezas, estantes para
livros, commodas, suarda-vestidos e suarda-roupa,
giiardj-livros, mesa de jantar elstica, aparadores,
guarda-Iouca, loucadores, cspelhos, lavatorios com
pedra, relogios para mesa e parede, linternas, mau-
gas de vidro, randieiros de globo, camas de ferro e
de Jacaranda, banquinhas para luz, apparelhos fiara
janlar, bandejas, garrafas e copos para vinho, e mu-
tos nulrns objeclos asss oecessarios e nm famoso
cabriolet com arreios para um cavallo : quarta-feira
27 do correte, as 10 horas da manhaa, na indicada
casa, no aterro da Boa-Visla n. 28.
O agenle Borja far lelao em seu armazem
na ra do Cullcgio n. 15 as 10 horas de urna grande
quantidade de obras de marcineria novas e usadas
de difPercnte< qualidades, obras de nuroe prata, re-
Insios para algihcira, vazos e enfeiles de porcelana
para mesa, leucas e vidros, quinquilleras diversas,
una poroao de seda para chapeos, chapeos pretos
franeczes, ditos do chile e urna iuiniidade de oulros
muilos objeclos que sera mpossivel menciona-los ;
assimeomoao meio dia far Icilao de nina casa ter-
rea de pedra e cal, quintal solTrivel enm algum ps
de coqueiros, e varios arvoredos, sita nos Afogados
no bece doQuiaho n. 36, a j|ual sera entregue pelo
maior preco ufferecido cm lelao : sexta feira 29 do
corrente.
AVISOS DIVERSOS.
LOTERAS Di PROVINCIA.
O lllm. Sr. thesoureiro geral das lote-
rias da provincia manda fazer publico,
que acham-se a venda na thesouraria
das lotera* os bilhetes da segunda parle
da sexta lotera a benelico das obras da
matriz da boa-Vista, cuja* rodas andam
no da 7 de junho prximo futuro. Se-
cretaria da thesouraria das loteras 25 de
junho de 1855.O escrivao das loteras,
Luiz Antonio Rodrigues de Almeida.
LOTERAS da provincia.
O cautelista Antonio Jos Rodrigues de
Souza Jnior avisa aos possuidores do meio
bhete e dous quarlos" n. 5202, em que
sabio a sorte dos 2:000,sU00 res, bem co-
mo o do bilhete nteiro n. 97 cm (pie sa-
bio a sorte de 1:00U()00 ret, que ve-
nham receber seus respectivos premios na
primeiro andar.
ra do Colle'rio n. 21
Regiment de castas.
Sanio a luz o regiment das custas judi-
ciaes, annotadocom os avisos que oalte-
raram : vende-se a 500 res, na livraria
n. 6 e 8 da praca da Independencia.
Voto de ngradecimento.
Penhorados pelos senlimeiilos de una obrigaloria
gralidao. a viuva mili do guarda nacional Joao Ar-
geniiro Bastos Melibeo, e seus irmaos, anda que no
meio de dolorosas recordacoes, pela violenta morle
de seu lillio,e ir man, ao verdor dos anuos ; com ludo,
nao devem por mais lempo deixar de palcnleara
sensacao de seus coraces agradecidos ao lllm. Sr.
coronel coramandanle, .nos Illras. Srs. nfliciaes e
mais guardas naconaesdo I. balalhao de infamara
desla cidade, por lerem csponlaneamente se presta-
do, e concorrido com todas as despezas para as exe-
quias que se celebraran) pela sua alma no dia 22 d o
crrenle mez no convento de Sanio Antonio, e com
especialidade ao seu beuemci lo capitao o lllm. Sr.
Joaquim Jos Slveira, noque moslrou.ter em con-
siderado e apreco a lodos os seus1 subordinados, pelo
que se faz mui digno de respeilo, e da estimado
publica.
Sirva [luis de limbre a todos os cdadaos Brasile-
ros da guarda nacional, o generoso proceder de seus
companheiros d'armasda provincia de Pernambuco.
Kccife2:i de de junho de 1855.Joanna Baptis-
la de .Iraujo Bastos.Joaquim Pinto Ba'los.De-
metrio .tecacio d'Araujo Bastos..-luna Candida
Bastos.
O Sr. Bernardino Francisco de Azevedo Cam-
pos, para responder ao meu annuncio inserto nos
numeres 143 e 144 do Diario de Pernambuco, rela-
(ivanieole ao espolio de meu infeliz irmao Manoel
Antonio Teixeira, fez publicar boje qualro docu-
mentos, a saber : um papel de venda da cscrava
Joanna ao mesmo Sr. Bernardino por 2005000 rs., e
o respectivo conhecimenln da siza, outro da fabrica
de charutos dada ao mesmo Sr. Bernardino, em pa-
gamento do saldo de 1:8478500 rs., e o balanco da
mesma fabrica, donde se va ser aquelle o seu valor
pouco mais ou menos ; e referindo-se a minha assig-
na I ura como teslemuuha naquelle dous papis de
venda, pede ao publico que ajuize de meu procedi-
mento.
Sorprehendcu ao abaixo asssignado ver sen norae
como leslemunha naquelles documenlos; declara
que nunca os assignou nem a papel akum semelhan-
te, estando de mais a maisproslado de febre naqucl-
le dia, como pode provar com as pessoas que o Ira-
taram c oulras lestemunhas ; e protesta contra qual-
quer falsificacao que por ventura se lenha feilo de
sua firma para acoberlaralguma maqunarao.
Outro sim, admira que o Sr. Bernardino se apr-
sente comosenhor da fabrica, por l-la recebido em
pagameulo de um saldo de quasi dous contos de reis
quando vivendo em companhia de seu finado irmao
houvia dizerelle que pelo contrario Bernardino era-
Hie devedor, o que tanibem deve conslar do seu li-
Vro da casa.
Quanlo ao numero de contos que o Sr. Bernardi-
no parece querer ridicularisar, he igualmente sabido
que o finado os possuia por pessoas que virara csse
dinhefro e leem conhecimento de que quasi nada
devia.
Talvez qne esles faclos lenham um dia de ser ve-
rificados. Porlanto, avista do exposto, e mesmo por
que existe nesla cidade procurado do pai do falli-
cido (e meu) para ser essa historia elucidada, de bal-
de o Sr. Bcrnarilmo procurar indispor contra o
abaixo assignado o juzo publico, bascado em docu-
menlos que revelam urna sngularidade bem nota-
vel, e be que boje o Sr. Bernardino he nao so tes-
tamntelo, mas 'propietario de grande parle dos
bem do fallecido. Kecife 23 de junho de 1855.
Jos Antonio Teixeira.
mado n.
autor.
10, a locada exemplarrubricado pelo
AVISOS MARTIMOS.
Para urna viagem deste porto para seguir aos
do Rio da prata, precisa-se de um offlcial nutico,
que lenha carta de piloto da academia do imperio ;
quero em taes circumstancias se ache habilitado, e
se queira contratar, pode dirigir-se i ra da Cruz n.
3, cscriptoro de Amorim Irmaos & Companhia.
PARA O RIO DE JANEIRO.
O brigue escuna MARA seguir' em
poucos diaspara aquelle porto, por ter a
maior parte de seu carregamento enga-
jada : para o resto da carga e escravos a
rete, trata-se com os consignatarios Ma-
chado &'Pinhciro, no largo da Assembla
n. 12.
Para o Araeary, no dia 26 do mez corrente, se-
gu o hiale Sergipano ; para o resto da carga e pas-
sageiros, Irala-se com Caetano Cyriaco daC. M., ao
lado do Corpo Sanio n. 25.
Para o Aracaiy segu com brevidade o hial
Correio do Norte ; recebe carga e passageiros: a
tratar rom Caclano Cyriaco da C. M., ao lailn.do
Corpo Santo n. 25.
Para o Aracaly segu o muto veleiro e bem
condecido hiale /.ialarSo : a tratar na ra da Ma-
dre de Dos n. 3C.
Hoje depois da audiencia do Sr. Dr. ni/, de
direito da 1.a vara ser arrematada a armacao e
mais objectos da loja da r,ia do Livramenlo n. 25,
por execucao do proprielario da casa.
No Vice-consolado de Sardenha precisa-se para
negocio de interes.se e urgencia, fallar com o cida-
dao sardo Drago, natural de Finale, se ainda existir
ou com os seus fillio, (lurvendo) se livor fallecido,
ra do Trapiche n. 19. 23 de junho de 1855, O
respectivo cnsul liaifovcriaoo CjVice-consul,rn(o
Schramm.
Hoje 25de junho he a arrcmalac;ao pcranle o
Dr. juiz do civel dcsta cidade, de nm escravo de
nomc Jos, angolla, que reprsenla 30 annos, sa-
dio, doservcode pescara, avaliadn em noOsOOO rs.,
o qual perleuce aos herdeiros de Clirispini Marques
Nogueira, para pagainenlo de despetas do mesmo :
osprolendenles dirijam-se pela urna hora da larde
salla da audiencias.O depositara geral, iWanoel
Gonrakes Ferreira e Silva.
Nao comparecendn o curador fiscal da massa
fallida de Rafael Flix Jos Garca ua rcuoiilo que
leve lugar cm casa de residencia do lllm. Sr. Dr.
juiz de direilo do cnmmercio no dia 23 do corrente
deixou de se tralar dos lins para que se ronvocaram
os credores ; pelo que foi a mesma transferida paia
urna hora da larde do da 26 do corrente, de novo
pos sao convidados lodos os credores e o fallido para
comparecerem a hora e dia marcado, afim de se
tralar da verilicacao de crditos, delibeiar-se sobre
a concordata que o mesmo fallido tenha'de propor,
ou formar-se contrato de uni.n e proceder-se a no-
meacao de administradores, advcrlindo-sc purera,
que pelo arl.812do cdigo nao podem ser admil-
lidos por procuradores a pessoa que soja devedura do
fallido, e nem um mesmo procurador rcpresenlnr
por dous diversos credores, citado cdigo e arl. 822;
e para que coosle o presente ser afinado no jorna
Diario de Pernambuco. Cidade do Kecife 23 de
junho de 1855.Qescrio, Joaquim Jote Pereira
dos Santos.
Jos Antonio Teixeira faz publico que nao
deixou de ser caixeiro de Bernardino Francisco de
Azevedo Campos, pos nunca foi caixeiro do mes-
mo Bernardino, mas tinlia ociedude na fabrica de
charutos de seu finado irmao Manoel Antonio Tei-
xeira, da qual acaba de relirar->e pur n.io querer
trahalhar para o mesmo Bernardino,Nriue fez-se se-
nhor da referida fabrica.
Precisa-se do urna ama de leite forra su cscra-
va : no pateo do Cara) '. 9.
DA MATRIZ DA BOA-VISTA.
Na ra Nova loja n. -i-, foi vendido o
meio bilhete n. 21)11 que teve a sorte de
6:000s000 reis : o possuidor do dito bi-
lhete logo que sabir a lista geral pode vir
receber na mencionada loja.
Precisa-se do um caixeiro para padaria, que
lenha pralica e abone a sua capacidade : na prac/t da
Sania Cruz, dcbaixo do sobrado.
O cautelista Salustiano de Aquino
Ferreira avisa aos possuidores dos 'i ota-
vos e vigsimos n. 2911 da ultima par-
te da quinta e primeira da sexta lotera
da matriz da Roa-Vista, nos quaes sabio
|o premio de ti:00s000 de reis, quei-
ram vir receber na ra do Trapiche n.
j segundo andar, logo que se distribtii-
reni as listas da referida lotera.
Prccisa-se de urna mulher lvre ou captiva,
que saiha lavar e co/.inhar, para una casa inglvza de
pouca familia : quem csliver neslas circumslancias,
dirija-se rna da Cadeia do Bucifc n. 36, primeiro
andar.
Sr*. redactores.Em resposla aos repetidos
aunuucios do Sr. Malinas Lopes da Cosa Maia, nos
quaes elle se inculca meu credor, rogu-lhes se sir-
van) de publicar as declaraces feitas.poucosdias an-
(esdesua morle,por Eduardo da Costa Oliveira, que
esiao em perfcila harmona com os depomenlos
dos senliores Dr. Jos da Costa Douradoe Joaquim
Teixeira Peixolo, ao que accresccnlarei nicamente
que leudo eu opposto embarcos de falsidado da lel-
traaaccSo queme move o dilosenhur .Malinas,ibram
os meus embargos recebidos sem coiideiniiacao, e
desla senlenca aggravando de pelicau o mesmo Sr.,
o tribunal, da relaco obrando rAm a sua coslumada
ju-tica, denegou provimenlo ao seu aggravo. Sou,
senliores redactores, sua alienta veneradora
Leopoldina Maria da Costa Kruger.
Diz D. Leopoldina Mara da Costa Kruger, que a
bem de seu direito se Ihe faz necessaro, que V. S.
mande que o escrivao da subdelegada Ihe passe por
ccrlidao o llieor dos dous termos de declararOea fci
tas por Eduardo da Costa Oliveira.
P. a V. S. Sr. Dr. subdelegado da fre;uc/.ia de
Santo Antonio assm Ihe delira. E K. M.
Passe.Subdelegada de Santo Antonio 12 do ju-
nho de 1855.Dourado.
Francisco de Barros Correa, escrivao da subdelega-
da do-freguezia do SS. S. do bairro de Santo
Antonio do lermo da cidade do Recife de Per-
nambuco, cm virlude da lei c'c.
Certifico ser o llioor dos tormos pedidos por ccr-
lidao do (licor e forma seguinle :
Termo de declararlo.Aos 28 das do mez de
mao de 1855, nosta oidadedo ltncife de Pernambuco
|m a ra d|is Cru/.es, casa da residencia de Eduardo
da Costa Oliveira, onde foi viudo o subdelegado sup-
plcule da freguezia de Sanio Antonio, o Dr. Jos da
Costa'Dourado, comigo escrivao dn seu cargo, a
chamado do mesmo Eduardo da Cosa Oliveira, ah
por elle,era presenca das teslcmunhos abaixo assig-
nadas, disse que achando-se cm perigo de vida, e
sendo necessaro para descargo de sua conscieucia
e poder obler a absotvicao de suas ciilpas.declarava
livre e expontaneameflte, visto como se via approxi-
mar o derradero instante de sua vida, que sua co-
nfiada Leopoldina Maria da Cosa Kruger havia en-
dossado urna ledra de qualro contos e oilocenlos
mil ris, cuja lellra como nao podesse ter vigor,
visto como ella como viuva que he, n3o poda ser
ei.dossanle, mas sim aceitante, iuulilisara elle de-
clarante aquella, c Ihe apresenlara urna onlra para
que ella aceitare, ao que ella se qegara, e nada
houve que podesse convencer a fazc-lo, em conae-
quencia do que houve alguein que se offerecesse
para Ihe falsificar a firma, o que de fado fez fir-
mando a lellra de igual quantia, que fora descon-
tada, c pura em mHo c Malinas Lopes da Cosa
Maia, que hoje acciona a referida sua cunbada para
liavcr de se pagar da quantia constante da ledra que
desconlou, assim como tambora declarava que a let-
Ira que elle declarante havia descontado a Joaquim
Teixeira Peixolo, firmada c aceila por Malinas Lo-
pes da Costa Maia, figurando como laceante elle de-
clarante, era lambem falsa, cojas declaraces elle fa.
zia lvre espontneamente.
E para constar mandn o Dr. subdelegado fazer o
prsenle lermo, em que cu assigne com o decla-
rante, c testemunhaj prsenles depois de ldo.
Eu francisco de Barros Correa escrivao o escrevi.
Costa Dourado.Eduardo da Costa Oliveira.
/lntonio Teixeira dos Santos.Joaquim Teiaeira
Peixolo.
Termo de declarado.Aos 4 dias do mczdeju-
nho de 1855, nesla cidade do Recife de Pernambuco
cm a roa das Cruzes, casa da residencia de Eduardo
da Costa Oliveira, onde foi vinde o subdelegado sup-
plenle da freguezia de Santo Antonio, o Dr. Jos da
Costa Dourado comigo escrivao de seu cargo, a cha-
mado do mesmo Eduardo, afim de ratificar a decla-
radlo que lizera a respeilo de nina lellra saccada por
elle Eduardo, aceila por D. Leopoldina Alaria da
Costa Kruger, c descontada a Alalinas Lopes da Costa
Maia declarava, que a ledra he da quantia de qua-
lro contos oilocenlos e ctenla oiil ris, e nao de
qualro contos e oilocenlos mil ris, como declarara
primeirinenlc, e 711c recebera do mesmo Mathias
pouco mais de dous contos de rtis em descont dessa
lellra, sendo um cont e tanto cm dinhero, e o res-
tante em descont do que elle declarante j devia ao
mesmo Mathias, sendo que na occasiao do receb-
meuto, este Ihe pedir para Ihe passac um papel 011
recibo cm que Ihe declarasse cxpressamenle ter re-
cebido a quantia de qualro contos de ris, descont
dessa ledra de quatro contos oilocenlos e Irinta mil
reis, cujo papel elle declarante effectivamente passa-
ra. e deve parar cm mo do referido MathJhs Lopes
da Costa Maia, no sentido em que ello declarante
acaba de expender e que cm ludo o mais raticave
a sua primeira declararlo: e mais nao disse c assig-
nou com o jui/e lestemunhas presentes.
E eu Francisco de Barros Correia, escrivao o es-
crevi.Cosa Dourado.Eduardo da Cotia Oli-
veira.Joaquim Pacheco da Silva. lntonio Bazi-
lio dos Santos.Joaquim Teixeira Peixolo.
Nada mais se conlinlia ejn ditos termos aqu trans-
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so tA nova 1 leva %b 50.
O Dr. P. A. Lobo Moscnzo d consultas homeopalbicas lodo! os das aos pobres, desde 9 horas da
inauliaa aleo meio dia, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia nti imite.
Uflerece-se igualmente para pralicar qualquer operacao de cirurgia, e acudir promplamente a qual-
quer mulher que estoja mal de parlo, e cujas circumslancias nao permittam pagar ao medico.
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que conten abase fundaiiiculal ''esta iloulrinaA PA 1110IENESIA OU EFFEITOS DOS MEDICA-
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SALDEconhccinienlos que. nao podem dispensar as pes-
soas que sequerem dedicar pralica da verdadeira medicina, interessa a Iodos os mediros que qnizerem
experimentar a >>outrina de llalinemann, e por si niesmos se convi-ncereni da verdade d'ella: a todos os
fazendeiros c senliores de engenho que estaolonge dos recursos dos mdicos: a tollosos capilaesde navio,
que urna ou oulra vez nao podem deixar de acudir a qualquer incommodo seu ou de seus tripulantes :
a todos os pais de familia que por circumslancias, que nem sempre podem ser prevenidas, sao obriga-
dos a prestar i/i continenti os primeiros soccorros em suas enfermidades.
O vade-mecum do homcopatha ou iradoccao da medicina domestica do Dr. Ilering,
obra lambem ulil s pessoas qne se dedicam ao estudn da homeopathia, um vol-
me grande, acompanhado do diccionario dos termos de medicina...... 103000
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., etc., enrardenado. :i?(KMI
Sem verdadeirds e bem preparados medicameuios nao se pode dar um passo segara na pralica da
homeopathia, e o proprielario desle estabclccmenlo se lisonaeia de le-lo o mais bem montado posshel e
ninsuem dnvida boje da grande superioridade dos seus medicamentos.
Boticas a 12 tubos grandes..................... 89000
Boticas de 2 medicamento! cm glbulos, a 10$, 123 e 155000 rs.
Dilas :i dilos a.................. 2(15000
Ditas W ditos a................... fOOO
lulas 60 dilos a................, 301000
Dlas I i I ditos a.................. 605000
Tubos avulsos.......... ............. 15000
Frascos de meia onca de lindura................... :>nhm)
Ditos de verdadeira lindura a rnica................. 29000
Na mesma casa ha sempre a venda grande numero de lobos de crjslai de diversos lmannos,
vidros para medicamentos, e aprompta-so qualquer encomincnda de mcdicamenloscom toda a brevida-
de e por precos muilo commodos.
Perdeu-e urna carteira de couro conlendo
urnas letras da cambio iogleui e algoowi carias, na
wzinhanc do Corpo Santo para a l.inuuela: quem
a achou queira entregar no consulado brilaiinico ua
ra do Trapiche u. |:|,que era generosamente grati-
ficado.
COMPANHIA DE SEGUROS MIEMMSADOKA.
Os senliores que se acliun inscriptos para accio-
nistas desla companhia sao novamenle convidados
para urna reuniao em assembla geral, afim de se
tralar da approvacao dos accionjslaa einstallaraoda
companhia, no dia segunda-feira 25 do corrente na
sala da associajaocommercial ao meo-dia em ponto-
MASSA ADAMANTINA.
lina do (osario o. 36, segundo andar, Paulo Gai-
gnonx, dentista francez, chumba os denles com a
massa adamantina. Essa nova e maravilhosa com-
posicAo tem a vantagem de enchersem prcssilo dolo-
rosa todas as anfractuosidades do denle, adquirndo
cm poneos inslaules solidez igual da pedia mais
dura, e permiile restaurar os denles mais estraga-
dos com a forma e a cor primitiva.
Na cocheira da ra da Senzala Vcllia n. II i. lia
carracas para se alagar, por preco mais barato do
que ein oulra qualquer parla : os prelendenles acha-
nto com quem tratar na mesma.
Precisa-se de urna ama : no aterro da Boa-Vis-
la h. 60.
$
i
t:
i
:-!-:
UILICAail DO INSTITUTO 110
lEOriTBICO 00 BRASIL.
THESOURO I1MEOPATII1CO '
OU
VADE-MECUM DO <$)
HOMEOPATHA.
Afethodo conciso, claro e seguro de cu- (0)
rar homeopalhicamcnte todas as molestias
que affligem a especie humana, e parti-
RAFE GROSSO, MEIO GROS-
SO E FIHO.
Viuva Pereira da Cimlia, encarregada
da venda deste rape, avisa a seus fre-
gue/.es que o deposito sa aclia prvido de
todas estas qualidades, e que para mais
cominoddade acaba de estaheleeer um
outro deposito ua ra de Apollo, arma-
zem n. 2, onde podero encontrar todas
os mencionadas qualidades ao prec-o ja'
estabelecido, de U'iSO o grosso e 900 o
lino, de 5 libras para cima.
Z J. mi DENTISTA, %
conliima a residir ua ra Nova n. 19, f>rimc- $
',\- ro atular. ^)
^) Precisa-se de urna preta escrava para ama de
urna casa de pouca familia, que faca o servido iuter-
I no e externo de mesma : a tratar na ra do Rangel
laberna n. II.
Q
Aluga-se urna grande sala cm urna das princ-
paes roas desle bairro : quem a quizer, dirija-se .i
ra do Mueimado, loja de lazcudas u. 18.
I'ma mulher de meia idado e excellenle con-
ducta, da qual dar conhecimeiilo, se offerecc para
ama de casa de homeiu solteiro ou viuvo, encarre-
gando-ee de lodo o servico interno, do qual enfeude
pcrfeilamente e deseiupenha com perfeicao : quem
precisar de seus servicos, dirija-se A ra do Trapiche
Novo n. \. quarlo andar.
O Sr. Deziderio Antonio de Miranda, que vein
Jo Rio de Janeiro no vapor Solenl, queira por bon-
dade dizer onde esia residimlo, para ser procurada
urna cncommenda.
D-se algum dinhero a juros sobre peuhores
dcouro ou prata, ou hypotlicca : na ra do Cabug,
loja de miudezas de 4 porlas.
. 24.
NOVA REMESSA.
Na ra dos Qitarteis n. 2-, loja de
niiudezas de Cruz & (jomes, chegou nova
remessa do quadros coie moldura deli-
rada representando a conigUracao de
santos e santas ; sendo desenliados a pin-
cel.esobre panno, obra prima ueste ge-
nero, os .precos variam conforme o tama-
nlio, sendo os de 2 palmos e meio para
quatro patacas (1J280) c assim diminu-
indoern preco a proporcao que or dim-
nuindo em vtamanbo, sendo finalmente
1$280, l.sOOO, 800, 640, 480 e 520 res:
roga-se aos Ireguezes que nao deixem pas-
sar desapercebido este annuncio, que s
se vendo se acreditara' na barateza deste
artigo.
EDC'O DAS FILHIS.
Entro as obras do grande Fenclon, arcebispo de
Cambray, merece mu particular menele otratado
da educarlo das meninasno qual esle virtuoso
prelado ensina como asmis devem educar suas fi-
Ihas, para ura da chegarem a oceupar o sublime
lugar de mai de familia ; loma-sc por tanto urna
necessidade para ludas as pessoas que desejam gui-
a-las no verdadero caminho da vida. Est a refe-
rida obra traduzida em porluguez, e vende-se na
livraria da praca da Independencia n. 6 e 8, pelo
diminuto preco de 800 rs.
Dr. Kiheiro, pbvsician b\ Ihe univcrsily ol
Cambridge, United States, contines to reside, at ra
da Cruz n. 49, 2. floor, and altends especially to
Ihe e_\e and car's diseases, hemakesoccularcxamina-
lion at any bour in prvate residences ;. remember
(hat for Ihe evamiualion of thc car, il requires Ihe
lighlof Ihe sun.
No dia 21 do^corrente perdeu-se urna licenca
da capilapia do porto, da canoa Itasoura, junio com
um requerimenlo e uiu allestado : quem achou, que-
rendn restituir, visto nao servir para ninguein, a lin-
de entregar em Fura de Porlas n. 95, ou aonuncic
para ser procurado, que se licar agradecido.
Aluga-sc um moleque para o servico interno
de urna casa estrangeira : quera o tiver pode levar
a ra do Trapiche Novo n. 13.
O abaixo assignado irmao do fallecido Manoel
Antonio Teixeira, previne ao respeitavel publico,
alim de que ningucm faca lransacc,ao alguraa com
liernarJino Francisco de Azevedo Campos, sobre a
heranca do mesmo fallecido,a qual consiste em urna
fabrica de charutos, cujos fundos importara cm 2
contos de reis, um escravo, assim como alguns tras-
tes alm de 6 contos de res cm ouro, e mais algum
dinhero de que o mesmo Dernardino se ach de
posse, por quanlo o testamento em virlude do qual
elle se diz teslamentciro do fallecido Manuel Anto-
nio Teixeira uenhuma validjde tem, pos que na
poca em queso diz ter sido feilo, o dito fallecido ja
lulo eslava no gozo de sua raiao. e por consequenda
na mpossibilidade de poder leslar, sendo que o pai
do abaixo assignado residente em Portugal, j re-
mellen urna procuraco a urna pessoa desta cidade,
para tratar judicialmente da nullidade do* mesmo
lestanicnlo ; o' abaixo assignado faz isto publico alim
de que ninguein faca transace/io alguma a respeilo
de ditos hens, 'os que todo e qualquer negocio sera
de neiihuin ell'lo. lie mui provavcl que Bernar-
dino queira dispor desses bens, por quanlo. lendo o
fallecido deixado a fabrica de charutos ao abaixo as-
signado com a con.lic.lo de licar elle sujeito ao iiniis
de que se achava gravada dila fabrica. Bernardi-
no o esbulhou da posse della, sem que para sso li-
vesse direilo algum, indo assim de encontrn voH~
tade do'fallecido que tuui anteriormente a sua mor-
le havia Iraspassado para o abaixo assignado a posse
da mesma fabrica, como se provara em lempo com-
petente com o depoimento de militas lestemunhas,
sen lo urna dolas a pessoa que figura como segundo
leslamenteiro.rRecife 21 de junho de I85. lose
.lntonio Teixeira.
COMPANHIA PARA MANDAR VIR TRAIl.V-
I.IlAllORE. DA CHINA, COMO OSMELHO-
RESPARA Sll'l'RIR A FALTA DE BRACOS
AFRICANOS.
Sendo a agricultura a principal riquez? do Brasil,
c talvez em muilos anuos a nica industria que Ihe
convenha, pela uberdade do seu solo, e pelo carc-
ter dos seus habitantes ; decrescendo lodos os das a
escravalura pela morle prematnra dos africauos, c
pelo pouco cuidado que temos com a proerrarao
dessa raen desvalida, ao passo que nao podemos con-
tar ruin bracos livres, por falla de meios de cocrcao
onde se vive apenas com os proprios recursos da
nalureza, sem necessidade de Irabalho algum ; he
mister que a agricultura pereda e definhe propor-
cao da falla de bracos para o Irabalho. ou que se cui-
da de snppri-los pclo mesmos meios de que se (em
servido os habitantes das Autilhas depois da emanci-
pacao absoluta da escravalura de 1840 para C.
Con ellcilo alo s propietarios das colonias In-
gle/as e Krancczas, como da Ilavauna lera maudndo
vir. por meio de companliias creadas com esfe liiu,
Na padaria dclraz da matriz da Boa-Vista n.
26,rnntina de hoje emdianle a haver paoquentede
familia lodos os dias de lano, desde as II horas cm
diante.
O abaixo assignado faz saber ao respeitavel
publico qne no da 2 de Janeiro de IKV) dissolveu a
snciedade que em sua botica ua ra llireila n. 1:11
linda com Jos Maria de Mendonra e Castro, que li-
quidou e saldou todas as transacroes feilas pela fir-
ma Torres & Castro, entre si ou com lerceiros, e
que a mesma firma se echa exmela. Recife 20 de
junho do I8.Manoel Antonio Torres.
Jos Pereira Cesar, leudo comprado a Custodio
Jos de Carvalho tiuimaraes (odas as faVendas e divi-
das activas da sua loja, sita na ra do (Jueimado n.
21 A., e desejando conservar todos os freguezes qne
j o sao do mesmo eslabelecimenlo, avisa a lodos
aquelle*, lano sao devedores, que venham a mesma loja satisfacer
os seus dbitos, que ahi acharan hom sorlimeulo de
novas v barati-.simas fazendas. e o nielbor agrado, e
a mesma franqueza que sempre houve neste eslabe-
lecimenlo.
Precisa-se alugar urna escrava para o crvico
de urna casa estrangeira : no aterro da Boa-Vista a.
13, loja.
Carros fnebres.
No eslabelecimenlo de carros fnebres do paleo
do Paraizo, de Jos Pinto de Magalhcs A; Compa-
nhia, se encontrara carros para qualquer enterro,
bem como um rico caixao de velludo preto, c todos
os mais ornatos exigidos no regulameulo do ceinite-
rin. Os aununr.ianles se cncarregum. sem iudemni-
- ic'.o de Irabalho, a tirar licencas parochiaes. guias,
fornecem carros de passeio, msicas, armaces etc.,
ludo por pi eco:, razoaveis e com toda a prmplidao.
Pcrderam-se 2 ineios bilhetes em i quartos da
ultima parle da loteria e 1.a da 6." da malrij da
Boa-Visla ns. 1714 o 3632, pnrlanlo roga-se a lodos
os caulelislas e mesmo ao Sr. thesoureiro, que bajan*,
de nao pagar.caso saiam premiados, senao ao abaixo
assignado.Ljio Antonio Saraiva.
No dia 26 do corrente, o conselho administra-
tivo do patrimonio dos orpliHos lem do levar praca
publica, pela ultima vez, as rendas annuacs das ca-
sas abaixo declaradas, a comeear do 1. de jullio pr-
ximo futuro, a 30 de junho de 185$ a saber : sala e
loja da casa n. i do largo do C-llegio ; ra da Ma-
dre do Dos, rasas lis. 22, 23, 27. 83, 34 c :!(> ; ra
do Torres n-.:;So3'J ," ra do Amorim ns.48, .")2,
54 e 5k>; ra de Azeile do Peixe ns. .VJ e (2 ; ra do
Vigario ns. 71 e 72 ; ra do Encantamento o. 76 ,
ra da Senzala Velha ns. 78 e 81 ; ra da (iuia ns.
83 e 84 ; sitios, um em Parnanieiriin n. 2 ; oulro
dilo na Mirueira n. i. l)s licitantes rom seus liado-
res hajam de comparecer na sala do mesmo conselho,
as 10 horas do mencionado dia, e de accordo lionera
os acluacs inquilinos das predilas casas, que, a nao
comparecerem a arrematar suas rendas, do 1. de ju-
Iho em diante, licarao pagando, a que por vezes lem
sido levada a hasta publica. Secretaria do conselho
administrativo 20 de junho de 18-Y.O secretario,
Manoel Antonio liegas.
Precisa-se de um sobrado primeiro ou segundo
andar as ras: Nova, Cabug. Queimado, Cruzes,
Cadeia de Santo Antonio ou do Recife. com conr-
modos para familia, nao se ollia o preco do aluguel ;
ou Iroca-se por um de um andar, solao e loja : no
pateo do Carmo n. 9, primeiro andar, se dir qncm
faz esle negocio.
Aloga-se urna preta forra ou captiva, para o
servico interno e externo de urna casa de pouca fa-
milia ; pnga-se bem: no palco do Hospital do Pa-
raizo, sobrado novo de um andar.
Precisa-so de ura criado para o servico de casa
estrangeira, e que seja bom bolieirn, n ra da
Cruz n. 4.
Precisa-se alugar um primeiro ou segundo an-
dar, de preco de 14 a 169U00 por mez, no bairro de
Sanio Antonio : quem liver, pode annunciar pelo
Diario.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Resumo dos maiores premios da loteria
21. do tbealro de Nictlieroy, extrah-
da em 2 de junho de 1855.
4)
I
B
<4>
cularmente aquellas que reinam no Bra-
sil, redigido segundo os melhores Irala-
dos de horneo;.alhia, lauto europeos como
americanos, e legando a prupria experi- Wf1
enca, pelo Dr. Sabino Olegario l.udgero *
l'iulio. Esta obra lie hoje reconhecida en- (ffj
mo a mellior .le todas que tratara daappli- fi\
cacao homeopalhica no colativo das mo- W
leslias. Os curiosos, priucipalmenle, au (&t
podem dar um passo seguro sem possui-la e /a
consulta-la. (is pais de familias, os sendo- Wf
res de engenho, sacerdotes, viajantes, ca- (&
pitaes de navios, serlanejos etc. etc., devem 2
te-la > mao para occorrer promplamente a \^)
qualquer caso de molestia. (/*.
Dous volumes era brochiira por 103000 W
encadernados 11-^KI (^
Vende-se nicamente em casa do autor, *
ra de Sanio Amaro u. 6. (Mundo No-
vo)
Joias.
Os abaixo assignadus, donos da loja de ourives, na
ra Jo Cabuga n. 11, confronte ao paleo da matriz
e ra Nova, fazem publico, que estao sempre sorli-
dos dos mais ricos e melhores gustos de todas as obras
de ouro necessarias, tanto para senhoras, como para
v hmens e meninas, continuamos precos mesmo ba-
i) ralos como lem sido ; pass ir-se-ha urna cunta com
responsabilidade, especificando a qualidade do ou-
ro ue 14 a 18 quilates, Picando aim garaulido o
comprador se apparecer qualquer duvida.
Seraphim & Irmao.
-S-J
#
criplos que bem e fielmcnlc lirei por cerlidao do* trabalhailures da China para seus eDgenhos de as proprio original, que Pica em meu poder e escriplo-
rio ao qual me reporto, e vai na verdade sem cousa
que duvida faca,- por mira escriplo e assignado nesla
cidade do Recife de Pernambuco aos 12 dias do mez
de junho do anno do uascimento de Nosso Senhor
Jess Christo de ISj, trigsimo quarlo da indepen-
dencia e do imperio do Brasil.Es revi e assignei
em f de verdade.Francisco de Barros Correa.
Por ordem do lllm. Sr. Dr. juiz de direito da
primeira vara commercial Custodio Manoel da Silva
(iuinaraes,. notifico aos credores do fallecido Joao
Baptisla dos Santos Lobo, para que ruinparei;ara em
casa da residencia do mesmo juiz, ua ra da Concur-
dia, no dia 26 do corrente mez, pelas 10 doras do
dia, afim de se verificare! os crditos, e se delibe-
rar sobre a concordata quando o fallido a propuuha,
ou.se formar o contrato de uniao, e se proceder auo-
nieacao de administradores dos bens da casa fallida,
e advirto aos mesmos credores que nenbura ser ad-
miltido por procurador se este n3o liver poderes es-
peciaos para o aclo, e que a procuraco nao pode ser
dada a pessoa que seja devedor ao fallido, e era m
mesme procurador representar por dous diversos
credorr* sob pena' de revelia.visl > lerem sido convo-
cados para a reuniao do da 21 do crrenle, e nao
lerem-su reunido. Recife 23 de junho de 1853.O
escrivao, Manat Jos da Molla.
O armazem de assucar da ra de Apollo n. 13,
contina de buje em diante a gyrar sob a firma do
abaixo assignado. Recife 21 de Janeiro de 18.").).
Luiz Manoel Rodriguen i'alenra.
1 N. 5210. . . ... 20:000,?.
1 502. - ... 10-000.S
1 n 4461. . . .... 4:000$
1 .. 5007. .... 2:000.v
255 , 1851 , 1992 ,
5211 , 4555, 5245 . 1:000$
10 i) 950 , 1708 , 2520 ,
2585 , 2915 , 5159 ,
5622 , 4580 , 5001 ,
400$
20 > W7 , 985, 1150 ,
1195 . 1252, 1012,
2074 , 2002 , 2592 ,
262! , 2901 , 5511 ,
5692 , 5879 , 5929 ,
4166 , 401 i , 7S7,
5145 , 5 lili. . 20*0
(0 42, 105, 221, 245,
.).).) , 090 , 725 ,
832, 947 , 1175,
1 2-2S , I 552, 1590 ,
1448, 1550 , 1544 ,
1089, 1745 , 2000 ,
2326', 2518, 2000 ,
207 S , 2789 , 2840 ,
202 , 2951, 5072 ,
5100 , 5212, 5316 ,
5522 , 55i2-, 5586 ,
55 5 , 5025 , 575 V ,
5960 , 4099 , 4115,
1264, '.55S , 4570 ,
4057 , 1668 , 475.5 ,
4791 , 5052, 5059 ,
5557 , 5361 , 5OS ,
5471 , 5*74 , 5505 ,
5583 , 5055 , 5700 ,
586 i, 591)2 > 100$
100 premios di : . ..... i0,v
1800 ditos de . . . . 20.S
Precisa-se alugar urna casa lerrea no bairro de
Sanio Antonio, cujo aluguel nao exceda de lOjOOO
por mez ; paga-se 6 mezes ou I auno adiantado :
quem liver annuncio.
O Sr. Francisco Solter de Figuciredo Castro
queira procurar nina carta que lem, viuda do Rio
tirando do Sul. na ra do Collegio u. 2, visto no se
saber de sua morada.
Precisa-se de um moco porluguez, de 14 a 16
anuos, pouco mais ou menos, preferindo-se algum
que leuda pralica de negocio, para urna loja de Ca-
lendas e mindezae na cidade de Olmda : a tratar na
ra da Cadeia Velha. luja n. 45.
I). Maria Joaquina da Silva Mascarenhas, viu-
va do finado major Luiz Antonio Alves Mascarenhas,
pelo prsenle convida a todos os credore de seo ca-
sal, para comparecerem no dia 2 de julho prolimo
vindouro, na casa de sua residencia, na ra da I lo-
renlina n. 34, afim de conheccrcni do eslado do mes-
mo casal, e impedirein que em detrimento de seos
crditos algucm continu a locuplelar-so dos puucos
heos limados pelo mesmo linadu. victo que se ha
vendido o sitio, e extorquido do poder da anuuncian-
le escravos para lins que ella ignora, o nelos quaes
se nao responsahilisa, por seo qne semelhanles actos
bao sido platicados sem o sen cunsentirneiil. e sem
o dos mesmos credores.
Esl a sabir a luz no Rio de Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
EVTRAHIDO DE RUOFF E BOEX-
NINGHAUSEN E OUTROS,
6 posto cm ordem afphabelica, com a dcscripeao
abreviada de todas as molestias, a indicacao pb\sio-
logica e Iherapeutica de lodo- os medicamentos I ,-
incupalhicos, sen lempo de accao e concordancia.
seguido de um diccionario da si::nficac,ao de lodos
os termos de medicina e cirurgia, c posto ao alcance
das pessoas do povo, pelo
DR. L l DE
Siihscrevc-se para esta obra no consultorio horneo,
palhico do Dr. I.OBO MOSCOZO, ma Nova n. 50-
primeiro andar, por 5*)0U0 cm brochura, e (ijOOO
encade roade.
{() O Dr. Sabino Olegario l.udgero Piuho, ($)
(t& mudou-se do palacete da ra dcS. Francis- /#
co n. 68A, para o sobrado de dous anda- *
&9 resn.6, ruade Sanio Amaro, mundo novo.'
i.nformaco'es ou relago'es
semestres:
Xa livraria n. 0 e 8 da prara da In-
dependencia, vende-se relacoes semes-
traes por preeo commodo, e quorendo res-
mas vende-se ainda mais einconta. *
WALBEOL
Est no prelo o compendio de Inslilutiones Jmis
Civilis, por I). 10. Pelri Waldeck que serve de
compeudio a cadeira de Direilo Romano, instalada
de novo na Faculdade de Direilo : subscreve-se a
63900 rs. pagos na occasiao da subscripcao, c para
commodo dos senliores acadmicos enlregar-se-ho s
fulhas impressas de 8 pginas na livraria da praca
da Independencia n. 6e8, a proparjao que forem
sadindo do prlo.
Novos livros de homeopalhia oiefrancez, obras
todas de summa importancia :
ilahncmanii, tratado das molestias ebronicas, 4 vo-
lumes............208000
Ac!iam-se a venda|os novos Lillietes da
loteria 5. dorecolliimento
reza, que devia correr cm a santa casa da
As listas
car e nutras fabricas de diversos gneros, e delles
lem lindo muilo mais proveito que dos anligos es-
cravos. nao s porque os Chins sao sobrios, obedcu-
tes, activos e fiis, como que sao inuiln inlelligenles,
ha pur issu superiores a qualquer unir raca para o
Irabalho e para a industria e qualquer que ella
seja.
Neste sentido jolgamos ulil c mais acertado indi-
car a necessidade de que os senliores de engendo da
provincia de Pernambuco, c mesmo das Alagoas e Misericordia em 15 doprescnlv.
Parahiba, reunidos a algnus negociantes e capitalis-
tas desla pr.'ca, formassem uina companhia com o
lira de mandar vir alguns Chins, que podenamche-
gar aqu rom o cusi de 1209000 rs. denosta moeda,
n delles fazer outros tantos trabaldadores ruraes.
A occasiao he opporluoa, agora que o Sr. Dr. G.
E. Fairbanks, medico estabelecido na Rabia, se
'Horero, para ir pessoalmenlc China, verificar esses
engajamenlos e transporte dcbaixo da sua imme-
diata responsabilidade. pois que pela sua profissao
escoltara os homens mais robustos c os mais aptos
para o Irabalho a que devcmdcdicar-se.
O Sr. F. M. Dupral, correspondente nesla praca
do dilo Sr. Dr. G. E. Fairbanks, podera prestar
tudas as iiiformacOes naeenaria* a este respeilo, nao
s sobre as vantagens da Companhia como sobre as
condiees dos colonos cultivadores, e ludo quanlo
possa concorrer para o eslabelecimenlo de urna em-
preza a mais patritica e de mais ulilidade na con-
junetur.i actual.
O abaixo assisnado, sorprendido ao ver pu-
blicado no Diario de Pernambuco de 18 de junho
um officio do actual administrador do cemilerio, no
qual se Ihe allribue o fado de ter mandado em um
dos dias do mez prximo passado o cadver de uro
escravo em una rarroca lirada por bois, seqdo lau-
cado as 7 horas da noile quem da muralha do mes-
mo cemilerio, apressa-se era declarar que lie intei-
r.'.nenie falsa semclhanle imputadlo, que nao passa
de um aleive so proprio de sea autor ; por quanlo
neulium escravo seu morreu. e nem o abaixo a-sig-
ua lo se cncarregou de mandar cadveres ao tal ad-
ministrador, que melhor deve cumprir as snas obri-
garjfies para nao vir lao despejadamente asseverar no
publico falsida-Jes dessa nalureza, que se algom lim
podem lee he eoliamente o seu descrdito como
funecionario publico, pelo pouco zello qoc emprega
em (aes averiguares.Joaquim l-.liat de iioura.
Dissolvcu-se asociedade que existia, no arma-
zem de assucar n. |:l da ra de Apollo, prleiirenle
a Valenca A; Femandcs.
Precisa-se de um criado diligente e de bons
coslumes, para o servico interno e externo de urna
casa, excepto o servico de cozinha : na ra pova 11.
41, segundo andar.
Domingo, 1. de julho sahir em prorissao so-
lemne, da igreja de S. Francisco, a vencravel cruz
em (|ue padecen o Redemplor dn Mundo, e ser le-
vada peia ra da Cadeia de Santo Antonio, ponte do
Recife, Cadeia, Cruz, Frn de Portas, largo do Pi-
lar, rna dos Guararapes, ra do Brum, Apollo e
Guia, al a capella dos caooeiros do porto do Reci-
fe ; roga-se aos moradores das referidas ras se dig-
nem te-las cm aceio.
Aloga-se um sobrado de 3 a.idares e loja, silo
na ra da Cruz n. I, r.o Recife : a tratar na ra da
Aurora 11. 26, primeiro audar.
Precisa-sede um caixeiro que lenha bstanle
pralica de taberna, que seja porluguez eque d fia-
dor a sua conduela, deidade de 14 annos: na ra
Direila 11. 27.
Na rna das Cruzes n. 22, aloga-se um segundo
andar de sobrado para homens solleiros, ou peque-
a familia.
Precisa-se de orna ama livre ou capliva : no
sobrado 11. 1 da rna da Cadeia de Sanio Anlonio,
confronte a ordem lerccira de S. Francisco.
Precisa-se de nm cozinheiro livre ; no sobrado
n. I da ra da Cadeia de Sanio Antonio, confronte a
ordem torceira de S. Francisco.
(I ABVIXO VSSHY4D0, M mea,
lado em leilao as dividas da massa fallida de Anlo-
nio Jos de Azevedo, previne aos Srs. devedores,
que so elle he a pessoa competente para receber at-
las dividas, e na falla oulra qualquer pessoa apre-
entando as conlas firmadas pelo abaixo assisnado.
Previoe-se islo por conslar ao annuncianle que (em
an lado cerla pessoa cobrando dilas dividas sem que
para islo lenha aulorijncao, licando cerlo essa pes-
soa que no caso de apparecer qualquer destas divi-
das rerebidas por elle, seu nome sera por extenso
publicado, por rsle jornal, para que o publico o fi-
que ronhecendo ; assHh como lambem sera publi-
cada a maneira por quo essa pessoa e apossou de
varias coutas impressas que u annuncianlp linha li-
rado em seu nome, declarando mail que aquellas
pessoas que liverem pago ou que pagar passaniu
pelo desgoslo de pagarem doas vezes.
Francisco Jos Ahes Gutmaraes.
Teslc, iroleslins dos meninos ; 6ctl00
Ilering, domenpatdia domestica..... 7*>0I)0
Jalir, pliarmaciipa linmeopaldica. 65000
Jahr, novo manual, 4 volumes .... 1li*rlKKI
Jahr, molestias nervosas....... 6*>OO0
Jahr, molestias da pelle. ...... 8-3OO
Rapou, historia da homeopathia, 2 volumes I65OOO
II jrihnianu, tratado completo das molestias
dos meninos.......... lOSOOo
A Teste, materia medica homeopalhica. 8000
De Fayollc, doutrina medica homeopalhica 70000
Clnica de Staoneli ....... 6--000
Casting, verdade da homeopalhia. 43000
Diccionario de Nyslen....... 10JO00
Aulas completo de anatoma com bellas es-
lampas coloridas, conlcndo a descrip^ao
de todas as parles do corpo humano 309OO0
vedem-se todos esles livros no consultorio homeopa-
thicu do Dr. Lobo "deseoso, ra Nova n. 50 pri-
meiro audar.
DENTISTA.
Precisante alugar duas escravas : na
rita de Santa Cecilia n. 14.
ribuicao das mesmas listas.
Perdcram-se no dia 20 do correle duas lellras
110 valor de 5149980 vencidas c aceitas por Jos Joa-
quim de Souza Guedes, a pessoa que adiar queira
entregar na ra No,a loja n. 2 que se recompensa-
ra ; o acollante ja foi prevenido para spauarao
sacador Joaquim da Cosa Maia.
Precisa-se de nina prela escrava para ama de
urna casa de familia, que faja o servico interno e
externo da mesma, pagando-se-lhe 320 rs. por dia :
a tratar na ra do Collegio n. :l, primeiro andar.
Casa de consirjnacao de escravos, na ra
dos Quarteis n. 2 i
Compram-se e rerebem-se escravos d ambos os
sexos, para se venderem de commis-ao, lano para a
provincia como para fra della, ofl'erecendo-se para
sito toda a seguranza precisa para os ditos escravos.
fe

i
Paulo Gaignoux, dentista francez, estabele
S cido na ra larga do Rosario n. 36, segnndo O
J9 andar, colloca denles com sengivas artificiaos,
Se dentadura completa, ou parle della, com a
pressao do ar. 9
% Rosario n. :)6 segubdo andar. f%
AULA DE LAT1.M.
O padre Vicente FeTer de Albuquer-
qucimulou a sua aula para a ra do Kan-
fjel n. II, onde continua a receber alum-
nos internos ecxlernos desde ju' por m-
dico prero como be publico : quem se
quizer utusar de seu pequeo prestiino o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer bora dos dias uteis.
Na ra de Aguas-Verdes sobrado de
um andar 11. I -, armam-se bandejas de
bollos com toda a perfeicao e faz.-se bollo
de S. Joao.
Precisa-sede 2 escravos para os servicos de um
silio prximo a Casa-Forte, c 2 livres,com preferen-
cia das libas, para una otaria : na rna eslreila do
de Santa Tb- Rosario n. 7.
Casa da aferirfio,pateo do Trro n. 16.
Oabaiio assignado faz ver a quem inleressar pos-
corren-
pos-
incorrero
os contraventores nas, penas do misino artigo. Re-
cife 16 de junho de 1855.
Prxedes da Silva Gusmao.
Joaquim da Silva MourSo previne a quem
inleressar possa, que todos osjciis do Sr. Jos Dias
da Silva, movis, semoventes, e de raiz, estao su-
seilos ao pagamento do que elle Ihe deve, pelo que
nao pode o mesmo aliena-tea, e nem de qualquer
forma dispar delles, em prcjuio do annuncianle,
que prolcsla usar de seu direilo, nullilicindo qual-
quer venda ou disposicao desses hens.
Quem precisar de nm caixeiro brasileiro, que
sabe escrever, fallar correctamente a liagoa franceza,
e igualmente pnssuindo ludos os requisitos necessa-
rios para poder escrever e fallar com a maior perfei-
cao a lineata pnrtugueza, euteudendo alguna cousa
da lingos iugleza, dirija-se roa do Trapiche 11. 36,
segundo andar, das 9 horas da manhaa al as 3 da
tarde.
COMPRAS.
esperam-se pelo primeiro vapor. Os pre- > 1ue ravisio Boallsar-se-ha no dia 30 do cor
________- .'1 r i- le,secundo o disposlo no arligu 2." titulo 11 das
IDIOS SerSO pagO logo que se (izer a dis- lurasmunicipaes, e que lindo este praio incon
ATTENCAO',
Compram-sc escravos de ambos os sexos, de 12 a
30 annos, tanto para a provincia como para fra,
sendo bonitas figuras pagn-sc bem; assim como rece-
bem-se para vender de commisso : na ra de Hor-
(as 11. 60.
Compra-se urna cabelleira cacheada, cor do
caslanho claro, para senhora, qne esteja em bom
uso : quem a liver annuucie.
_ Compra-se um violao fino, que leDha supe-
riores vozes, mesmo em segunda mao : na Boa-Vista
ra dos Pires casa n. I, ou annuucie para ser pro-
cralo.
VENDAS.
Emcasa deTimm Momsen i Vinassa, pra-
ca do Corpo Santn. 15, lia para ven-
der :
um sortimento completo de livros em
branco, vndos de Hamburgo.
Na casa de He'brard & filandin ra do Tra-
piche-Novo n. 20e 22, vendem-se os se-
gu n tes gneros:
Vinho de Champagne superior em caka
como em garrala.
.Vinho de Bordeaux superior em caixa co-
mo em garrafa.
Cognac verdadeiro superior era caixa co-
mo em garrafa.
Vinho de Xeres superior em caixa como
em garrafa.
Azeite doce de Pagniol, o nico verdadei-
ro que tem no mercado.
Salames de Lyon muito frescos.
Conservas de" Nantes de todas as quali-
dades.
Mostarda preparada Daphano, a melhoi
que tem apparecido no mercado.
Quejo suisso chegado pelo ultimo navio.
Os freguezes (carao satisfeitos da boa
qualidade dos gneros, como dos precos
moderados.
Acha-se venda o manual do guarda nacional
ou colIccCsSo de todas as leis, rcgulamcntns, orden* e
avisos conrerncnlcs a mesma guarda nacional, orga-
ii.-ailc pelo capilo secretario aeral do commando
superior da guarda nacional da capital da provincia
de Pernambuco Firmino Jos ,|e Oliveira, desde a
sua nova orgaiiisae.Ho alo 31 de dezembro de IRvi,
relativos nao s ao processo da qualilicarao, recurro
de revista, ele, ele, sena .1 economa dos enrpos,
organisac.lo por municipios, batalhoes, ccompanhias,
com n apilas e modelos, ele, ele.: vende-se unica-
menle no palco do Carino n. >, primeiro andar, a
59OUO por cada volume,
Vende-se bolarliinha de aramia muilo fina,
pelo barato prego de 100 rs. a libra, hiscoito dito a
360, bolachinlia ingle/.i a <00 rs.. Palias a 360, e bo-
lachinha de soda a 400 rs., ludo das melhores quali-
dades : na padaria da ra Direila n. 69.
Vende-se milho a 1.JO00 o alqueire, medida ve-
lha ; ? bordo da barcaea Activ.i, fun leda junto a
rampa do Ramos.
Vende-se no-primeiro andar da ra das Cruzes
n. 39, nma cama de augico cem seus envergues c
colxo de sumauma. 2 pares d lantei nas do ultimo
gesto, I lavatorio torneado, 2 bancas de columna, 1
estante envidracada, lulo novo, 1 marqueza, 1 ba-
ca para banho, e 1 mesa ja usada.
Vcndcm-se (amneos feitos no pnrlo,vindot de
encominenda : na ra larga do Rosario n. 38.
Vendem-se hlalas novas a 18600 o gign : no
armazem do Cazuza, no caes da allandega.
A taberna da ra
NOVA N. 50,
na esquina da ra de Sanio Amaro, arha-se sorlida
de muilo bons gneros e por muilo commodo preco,
de maneira que ao ver o effeilo agrada, e ao oa viras
presos f,'w. comprar, porque na verdade vinho mos-
catel cnsatrafado, de boa qualidade, a 610, e ondas
muilas cousas por proco diminuto, nao havera quem
uao se anime a comprar.
MUTILADO


Veode-se urna rede liua por 309000 rs. : na
loja ii. 7, do Passeio Publico.
Na loja da roa Nova n. 56, vendera-se prepa-
ras de lazer velas de carnauba, conlendo de forma
meia arroba : quem isto pretender, dirija-se i rasa
annunciada, que adiar., com qaem Iralar.
Veude-se una parle do engenho Uuerra, silo
n.i comirca do Cabo, um don roelhures da mesina
comarca : a irilar no momo encenbo, com Fran-
cisco Luis Paes Brrelo, ou tiesta cidae coro a mar-
quesa do Recife.
Vende-se urna canoa aberla, propria pan con-
ducho de rea ou lijlos : a Iralar na ra do Encan-
laniculo, arniazein n. 76 A.
Pelo barato ptecu de 5001060.
\ endt-at um bonito molequo com idade de 6 an-
uos, por 3003000 :" na ra do Qucimado n. 33, loia
de fazendas.
Nos quatro cantos da Boa-Vista n. 1,
vende-se superior quijo do serUu a 400 rs. u libra,
manteiga franceza a 80 rs., carias de traques a 130
rs., todo boni.
A pechincha.
No aterro da Boa-Vista u. 8, defronte da
boneca.
Ceblas chegadas ltimamente de Lisboa a 200 e
400 rs. ocenlo, presuntos, lingoiras, paios, manlei-
ca insleza de todas as qualidades.'dita franceza. lio-
lachiuha de toda, biscoilos, e muilas oulras qualida-
des, passas, amenas, tmaras, cha da India de todas
as qualidades, e muilosoulros seeros chegados lti-
mamente, tudo de superior qualidade, e preco mais
baralo do que em outra qualqaer parle.
F4RINIIVDE MANDIOCA MUTO
FINA.
Vende-se superior farinha de mandioca, em saccas
de nlqueire cogulado: na ra da Madre de Dos n.
5, oo na roa da Cruz n. 17, escriptorio de Anlonio
Luiz de Oliveira AzeVedo.
Milho alpista,
em barricas de 6 arrobas : vende-se na ra da Ma-
dre de Dos n. 5, ou na ra da Cruz n. 17, escripto-
rio de Autopio Luiz de Oliveira Azevedo.
Os mais ricos.
Acaba de chegar ;i loja franceza, na ra Nova n.
10, um lindo sormenlo de chapeos de teda paro se-
nlioras, meninas e meninos, os mais ricos e os mais
modernos que ha no mercado : a elles, qne lia poucos.
DIARIO DE PERRjUHUCBO.SFGUNDA FEIRA 25 OE JUNHO DE, 1855.
Cliegnu de Franca pelo paquete urna fazenda intei-
ramcnla nova, toda de seda, de quadros e lastras
o mais rico possivel, denominada Sebastopol, o
covado............13000
Adelinas de seda de quadros, o covado I30OO
Crimea deseda, goslo escocez, o covado 900
Pmzerpina de seda de quadros, o corado 680
Indianas escocezas, uovos padrSes, o covado 400
Chitas franelas, lindos padres, o covado 280
Hiscado francez, largo, fino, o covado 260
Corles de vestidos de seda escoceza, o corle 149000
Cortes de cambraia de seda, o corle. 59OOO
Setim prelo lavrado para vestido, o covado 2&400
Selim prelo inaco, liso, o covado. 296O
Sarja preta hespauhbla, o covado. 290OO
Nobreza preta portugueza, o covado, 19800
Chales de casemira de cor. lisos. .... 49500
Chales de merino, franja de seda, com barra 78000
Chales de merino bordados a seda 89500
Chales de merino o mais rico possivel II9OOO
Orles de casemira preta selim .... 6S Corles de-colletes de fustao fino. .... 600
Lencos de seda para grvala...... 800
Ourello prelo para panno, o covado 35OO0
Corles de alpaca escoceza, o corle 39OOO
Alpaca preta de lustre........ 600
Chales de seda de peso.......KW100
Lencos de seda de peso.......I96OO
Lencos de cambraia delinho, pequeos. 400
na ra do Queimado, em frente do beceo da Con-
Kregarao, passando a botica, a seguuda loja de fa-
zendas n. 40.
Na ra do Crespo, loja n. 12, vendem-se hons
cobertores de algodAo, brancos, de pello a 1&100, e
sendo em porcao faz-so alguma difl'erenca no preco:
tambera rendem-se sedas escocezas a 19200 o covado!
bonitos padres esein defeilo.
PUR LAINE.
Acaba dechegar na ra Nova n. 10, loja franceza,
urna eicellci.Ie fazenda denominada Castorinas, de
lindos padres, e assemellia-sajjnuilo as sedas esco-
cesas ; a ellas, que vilo a vapor.
Casemira de cor lizas e de barra ao
lado, padres novos, a 4$000 o corte: na
ra do Queimado loja n. 40.
Superior vinho de champagne eBor-
deaux.: vende-se em casa de Scbafhei-
thn & C, ra da Cruz n. .18.
Vendem-se cadeiras do balanco americanas,
corn palhinha.a 122)000 cada om,a : na ra da Cadeia
oo Recite n. 48, primeiro andar.
Vestidos a2600.
Vendem-se corles de vestido de moculina de co-
res, iazenria inleiramenle nova em padres, e cores
hia.a 29400 cada corle : ua loja de i porlas, na ra
oo Queimado n. 10.
BARATO NUNCA VISTO, A
2600
lUmeiras de fil e de cambraia com lindos lacos a
236OO, chales de l.i.i e serta, nissima fazenda, lindos
e modernos padres a 39400, lencos de parca e se-
da rom bonita* ramagan a 1-3000, chapeos Irancezes
a 69000 : na ra do yucimado n. 33, loja junto a
da Fama.
No aterro da Boa-Visla n. 80, vende-te nlli-
mameole, chegado de Lisboa, Vinho PRK a (mi a
garrafa, dito moscatel de 'Selubal engarrafado a 800
rs., batatas a 80 rs. a libra, presuntos e chouricasa
400 rs. a libra.
Vcnde-se omaescrava queengomma, eo/inha,
cose c lava de sabilo : na praca da Boa-Vista n. 30.
Casemiras baratas.
Vendem-se casemira* de cores, boa fazenda, a 49
rs. cada corte : na loja de 4 porlas, na ra do Quei-
mado n. 10.
Muito barato.
Vcnde-se lita de cores propria para vestido de se-
nhora a 240 o covado : na loja de 4 porlas da ra do
(Jueimado n. 10.
Vestidos de seda.
Vendem-se corles de vestidos de sed de cores, por
preco muito commodo, haveudo sorlimentn para es-
colher : na lrrja de i porlas, na ra do Queimado
n. 10. .
Vende-se um carro de condozir fazenda, qu.i-
si novo : na |rua do Encaulamento, armazem n.
76 A.
Com pequeo loque.
Vendem-se pecas de algodaoziuho a l9000,a 15280
a 15600 e 25OOO rs. em varas a 100 rs., : na loja do
Passeio n.9.
Attencao ao barato.
Na ra do Crespo n. 16, loja da esquina que volla
para a ra das Cruzes, vendem-se cas-as francezas
de muito bous padres e fazenda nova a 320 o cova-
do, saias bordadas de muito goslo e superior fazenda
a 43300 cada urna, cortes de barege de seda com ba-
bados, fazenda modernissima, a 89OOO o corle, man-
teletes de seda prelos e de cores, e do bellos mode-
los a 69000 cada um, leucinbos de seda com franja
a 500 rs. rada um, brins de linho com ptimos pa-
dres e fazenda inleirainente nova a 640 a vara, c
oulras militas fazenda*, que vista do comprador
se veuderao por muito menos do que em outra qual-
quer parle.
A ELLES, ANTES Q1E SE ACABEM. '
Vendem-se cortes de casemira de|bnm goslo a 28,500
4a e 59000 o corle ; na ra do Crespo n. 6.
Vende-se urna carroca com um boi : no sitio
do vivi-iro do Muniz.
Vende-se urna taberna na ra da Senzala Vo-
llia n. 15, a diuheiroou a prazo, sendo pessoa capaz,
e sendo a diubeiro viste ncomprador poder;, fazer
melhor negocio com a dita taberna: a tratar na mes-
ma taberna 11. 15.
Vende-se urna mulatinha do 8 a 9 annos de
idade, de elegante figura : a tratar na ra do Rangel
n. II, [.rin.firo andar.
Taixas pare engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de o a 8 palmos de
bocea, asquaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-sc ou carregam-se em carro
sem despeza a o comprador.
Moinhos de vento
ombombasde repuio para regar hortas e baila,
decapim, na fumn;;." de D. W. Bowman : na ra
do Brumos. 6, 8 e 10.
FUMO El FOLHA.
Na ra do Aroorim n. 39, armazem de Manoel
dos Sanios Pinto, lia muilo superior fumo era folha
de todas as qualidade* para charutos : por precos ra-
zoareis.
FEUAO H0LAT1NH0.
Nii ruado Amurim n. 39, armazem de Manoel
dos Santos Pinlo, ha muito superior feijao mu la 11-
nho eui siccas : por preco commodo.
Cordoes de ca-
BARATO ADMIRAVEL.
COVADO QtfOO.
Panno fino prelo, provade liman, covado 69500,
corles de folelos de gorgunlo e seda, muilo liua fa-
zenda, pelo diminuto preco de 29400 o corle : 11
ra do Queimado n. 33, loja junto a da' Faina.
Vende-so um cabriole! e dous cavallol, ludo
junio ou separado, sendo oscavallos muilo mansos e
muilo cosluir.ados em cabriole!: para ver, ua co-
cheira n. 3, defronle da ordem lerceira de S. Fran-
cisco, e a Iralar com Anlonio Jos Kodrigucs de Soo-
za Jnior, na ra do Collegio n. 21, primeiro ou se-
gundo andar.
FAZENDAS DE GOSTD
PARA VESTIDOS DE SENHORA.
Indiana de quadros muilo fina e padres novos ;
corles de laa de quadros e flores por preco commo-
do : vende-se na ra do Crespo loja da esquina que
volla para a ra da Cadeia.
bellos,
elsticos, lisos c enfeitados, por metade de scu va-
lor : vendem-se na Iravessa da Madre de Dos
n. 19.
Fumoeni folha.
Jardos de 3 arrobas, de todas as qualidades: ven-
de-se no armazem do Rosa, na travessa da Madre de
Dos n. 19.
Cera de carnauha.
Vende-se na ra da Cadeia do Recie n. 49, pri-
meiro andar.
Santo Antonio livrando seu pai do pa-
tbulo.
Riquissimo drama origiual de A. X. F. A., acres-
cenlado com duas pralicas sobre a vida c morle do
Santo, composlas por Francisco de Freilas Gamboa,
e primorosamente pregadas por dous dos seus disc-
pulos de menor idade. Acha-se a venda na oflicina
de encadernajao do Padre Lemos, no largo do Col-
legio, pelo preco de 1*000, linda impressao, e coi
muilo bom papel.
Vendem-se saccascom farinha a 45000 rs., di-
las com arroza 4*000 rs. : no caes da AKandega ar-
mazem de Anlonio Annes Jacome Pires.
': O
-i ^_; e.
0 CSi
i> til i^*)
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AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Ncste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e metas moendas para pngenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de Ierro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vcndem-se em casa de S. P. Johns-
ton & C., na rita de Senzala Nova n. 42.
Sellins injyle/.es.
Belogios patente ingle/..
Chicotes de carro e de montaa.
Caudieirose casticaes bronceados.
Chumbo em lencol, barra e munirao.
Farelio de Lisboa.
Lona inglezas.
Fio de sapateiro e de vela.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa n. 97.
Na asa de Hebrard & Blandin, ra do Trapi-
che Novo n. 22, vende-se a/eile doce francez de
Plagniol, verdadeiro salame de Ljon, mnilo fresco,
assim como vinho de Bordcaun, champague, cognac,
ludo por proco razoavel.
DEPOSITO D\ FABRICA DE TODOS
OS SANTOS DA BAHA.
Vende-se em casa de N. O. Biebcr c\.
C, na ra da Cruz. n. 4, algodao tran-
cado dacjuella fabrica muito proprio pa-
ra saceos de assucar e roupa para escla-
vos, por preco commodo,
Em casa de J. Keller&C, na roa
da Cruz n. 55 ha para vender cxcel-
lentcs pianos vindos ltimamente de Ilam-
burgo.
Vcndc-sc urna balanca romana com lodos os
seus pertcnces.em bom uso e de 2,000 libras : quem
pretender, dirija-se i ra da Cruz, armazem n. 4.
COGNAC VEKDADE1KO.
Vende-se superior cognac, em garrafas, a 12:000
a duzia, e l?2Sli a garrafa : na roa dos Tanociros n.
2, primeiro andar, defronle do Trapiche Novo.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se stipea'ior farinha de mandio-
ca, em saccas que tem um alqueire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazensn. 5, 5 e 7 defronte da escadi-
nba, e no armazem defronte da porta da
alandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes & C, na ra do Trapiche n.. 54,
primeiro andar.
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-se na ra do Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
CASEMIRA PRETA A 4>500
' 0 CORTE DE CALA.
Vendem-se na ra do Crespo, loja d.i esquina que
volla para a rna da Cadeia.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se farelo novo, chegado de Lisboa pela barca Ura-
lidao.
ATTENQAO.
Na ra do Trapiche n. ,34, ha para
vender barris de ferro ermeticamente
fechados, proprio para deposito de fe-i
ses ; estes barris sao os rnelhores que se
tem descoberto para este um, por niio!
exhalaren! o menor cheiro, e apenas pe- j
zam 1( libras, e ctistam o dim'miilo pre-
go de 4.s<)00 rs. cadaiim.
Vende-se pipas, barris va/.ios e bar-
ricas internadas: a Iralar com Manoel
Alves Guerra Jnior, na ruado Trapiche
n. 14. '
Attencao !
Vende-se superior fumo do milo, segunda c capa,
pelo haratissimo preco de :j;M0 a arroba : na roa
Direita n. 76.
Potassa.
No aotigo deposito da ra da Cadeia Velha, es-
criptorio o. 12, vende-se muilo superior potassa da
Kussia, americana e do Kio de Janeiro, a presos ba-
ratos que he para fechar cunta-.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e flauta, como
scjam.quadrilhas, valsas, redowas, schc-
ttckes, modinhas, tudo modernsimo ,
chegado do Rio de Jpiciro.
Vendem-se ricos e modernos pianos, recente-
mente chesdos, de eicellcnlts vozea, e precos com-
mod.is em casa de N. O. Bieber & Compaoliia, ra
da Cruz n. 4.
Capas de panno.
\ endem-se capas de panno, propraa para a esta-
cao prsenle, por commodo preco : ua ra do Cres-
po n. 6,
Grande sortimento de brins para quem
quer ser g^menho com ponto dinlictro.
Vende-se brim trancado de lislras o quadros.de pu
i ro linho, a 800 re. a vara, dito lito a 640, ganga
amarella lisa a 8ti0 o covado. ciscados oscuros a imi-
lacao de casemira a 360 o covado, .lito de linho a
2K0, dito mais abaixo a 100, castores de lodas as to-
resa200, 210 e 320 o covado: na ra do Crespo
n. 6. '
COM PEQUEO TOQUE DE
Vcii'lc-sc 4*xcollcuIe tuboado de pinito, receo-
icmniiie chegado da America: na ra de Apollo
Irapiche do Kerreira, a eateoder-se rom oadmiois
rador do mesiiio.
POTASSA BRAS1LE1RA. ^
Veude-se superior potassa, la- ^
lineada un* Kio le Janeiro, che- fft
gaila i ce entemente, recommen- g
da-se aos senhores de .engenhos oi ^
seus hons elfitos ja' experimen-
tailos: na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Lcconte Feron &
Compankii
vD
i

AOS SEIIORES OE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra n
Do arcano da invenrao' do Dr. Eduar- lo da inesma, na ra do Brum.
do Slolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
N.VVALI1AS A CONTENI E 1ESOI RAS.
Na ra da Cadeia do Kecife u. 18, primeiro an-
dar, escriptorio de Augusto C. de Abreu, conti-
nuam-.e a vender a SjXHi ,. ,,.ir ,r fi,,,, as j
bem conhecidas e afamadas navalli.,- de barba eilas
pelo hbil fabricante que foi premiado na ei.iosicao
de Londres, as quaes alm de duraran exlraordnia-
riameule, iiAoseseutem no rosto na accAo d corlar;
vendem-se com a condicfm de, nao asrailaiido, po-
derem os compradores devolve-las ale 15 diasdepois
pa compra resulaiodo-se o importe. Na niesmj ca-
si ha ricas lesourinhas para unhas, feilas nel" oes
mo far'iranio.
VINHO CHERRY EHjBARRIS.
Em casa de Samuel P. Jobnston & C,
i ua da Senzala-Nova n. 12.
MARIIS E GRADES.
Um lindo e variado sorlimenln de moilellos para
varandas e gradaras de goslo modernissimo : na
fundiclo da Aurora, em Sauto Amaro, e no deposi-
AlgOjdao de sicupira a 2(300 c 38 : vemlc-se na
ra do Crespo loja da esquina que volla para a ra
da Cadeia.
Alpaca deseda.
Vende-se alpaca de seda de quadros de bom goslo
a 7^0 o cavado, cortes de laa dos niel llores gslosqne
tem viudo no mercado a 4->)00, ditos de casta chila
a 18800, sarja preta despatillla a >i(K) c 29800 o
covado, selim prelo de fcfaco a 28600 e3a20O, cuar-
danapoa adamascados fcitos em CuimarAes a. 3J00O
a ilu/ia, loalhas de rosto viudas do mesmo jugara
DjOOO e 125000 a duzia : na ra do Crespo n. Ii.
CHALES DE LAN E ALGODAO,
ESKOS A800 RS. CADA II.
Vendem-se na ra do Crespo loja da esquina que
volla para a ra da Cadeia.
COBERTORES.
Veodem-sc cobertores escuros, grandes c peque-
os, a 15200 eT20 cada um : na ra do Crespo n. fi.
CORTES DE CASEMIRAS
DE CORES ESCURAS E CLARAS A 3000.
Vendem-se na ra do Crespo, loja da esquina que
volla para a ra da Cadeia.
...........o--------- jl---------~f------o-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10,
libras, junto com o methodo de empre- J
ga-lo no idioma portnguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz. n. 4.
Veudem-sc no arma/.em n. 00, da ra da Ca-1
dcia do Kecife, de llenry Cibsan, os mais superio- i
res relogios fabricados em luglalerra, por presos I
mdicos.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora em Santo
Amato, e lambem no DEPOSITO na
i ta do Brum logo na entrada, e defron
te do Arsenal de JMarinba ha' sempre
um grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e am ambos os logares
existem rpiindastes, para carregar ca-
noas, ou cairos livres de despeza. O
precos sao' os mais commodos.
CHAROPE
DO
BOSQUE
O nico deposito ronlina a ser na botica de Bar-
Iholomeu Francisco de Sou/.a, na ra larga do llosa-
rio ii. 3li; garrafas grandes5-5500 e pequeas .'I3OOO.
IMPORTANTE PARA 0 PIBLICO.
t'ara cura de phlisica em lodos os seus dirierenles
graos, quer molivaila por conslipacoes, losse, aslh-
uia. pleuriz. escaos de sangoe,' dor de costados e
peilo, palpitanlo no corarlo, coqueluche, broncbile
dr na garganta, c lodas as molestias dos orgos pul-
monares.
KECHAMSHO PARA ESSE-
EMED10 1MCOMPARAVEL
EPOSltO DE MACHINAS
construidas no dilo seu eslabelecimeuto.
All arharao os compradores um cmplelo sor-
menlo de inoendas de caima, com lodos os melhora-
nienlos (alguiis delles novos e orig.naes, de que a
experiencia de mullos annos tem mostrado a neces-
sidade. Machinas de vapor de baia e alia pressao,
taivas de lodo lamanl.o. tanlo batida como fundi-
da, carros de maoe ditos para condmir formas de
assucar, machinas para moer mandioca, nrCusa na-
ra d.lo tornos de ferro balido para fariul.!.. arados de
Ierro ,la nia.s approvadaci.slrucao, fundos para
alambiques, cr.vos c porlas ,,ara forall,a, e urna
inlmnla,!,. de obras de ferro, que seiia enfadonbo
enumerar No mesmo deposito e.iste ...na pessoa
intelliuenle e habilitada para receber todas as en-
coinmendas, ele. etc., que os annunciantes conlau,
do com a capacidadedesuas olliciuas e macbinismo.
e pericia de seus olliciaes, se comprimetlem a fazer
eiecutar, com a inaior presteza, perfeiejo, exacta
conrorinidadc com os modelos ou desenfios.e inslrue-
oes que Ibes forem forneerdas.
NA HESHA FINDICA O.
se axeeulam lodas as encommendas com a superio
ndade ja conhecida, e com a devida presteza e eoro-
mo lidaile em preco.
E
Deposito de vinho de cham- \
MgneChateau-Ay, primeiraqua-
idade, de propriedade do conde 69)
de Marcuil, ruada Cruz do Re- |
cife n. 20: este vinho, o melhor
oV; toda a Champagne, vcnde-se J
a 50*000 rs. cada eaixa, acha-se J
nicamente em casa de L- Le- *
comte Feron & Companhia. N.
B.As caixas sao marcadas a fe- A
goConde de Marcuilc os ro- }
lulos das garrafas sao aziies. j>
Deposito do chocolate francez, de urna
das mais acreditadas fabricas de Pars,
em casa de Vctor Lasne, ra da Cruz
n. 27.
Extra-superior, pura baunilha. 19990
Exlra lino, baunilha. I96OO
Superior. IJJSO
Quem comprar de 10 libras para cima, (em uro
abate de "20 % : venda-sc aos mesgios presos e con-
diees, em casa do Sr. Barrelicr, no aterro de Boa-
Vista 11. 52.
Vcnde-se ac,o em cunbetes de um quintal, por
prego muilo commodo : no aroiazem de Me. Cal-
mont & Companhia, praca do Corpo Sanio o. 11.
Riscado de listi as de cores, proprio
para palitos, calcas o aquetas, a 160
o covado.
Vende-se na ra do Crespo, loia da csqoioa que
volla para a cadete.
Vende-se um piano de Jacaranda, muilo boni-
to, que bale sobre tres cordas, com pouco uso : na
ra do Calinga, loja de i porlas, do Sr. Guimares,
se dir quemvende o dilo piano.
UNGENTO IIOKLOWAY.
Milharede individuos delodas as narcs podera
teslemunhar as 4 irtudes deste remedio incmparavel.
e provar. em caso necessario, que, peU uso que dcl-
le lueram, tem seu corpo e membros inicuamente
saos, depo.s de haver empregado intilmente oulro.
tralame.itos. Cada pessoa poderse-ha convencer
dessas curas maravillosas pela leilura dos peridicos
que Ih as relalam lodos os dias ha muilo. annos; c,
a mtior parle dcllas sao Uto sorprndale queadmi-
ram os mdicos mais celebres. (jUalllils ,,essoa re.
cobraran! com esle soberano remedio 0 de seus
bracos e pernal depois de ler permanecido longe
lempo nos bospitaes, onde deviam sotTrcr a aroiiu-
lacilo Helias ha muilas que haveudo .leixa.to esses
asWosde padeciraento, para se nao submelUrem a
essa uperacAo dolorosa, foram curadas completamen-
te, mediante o uso desse precioso remedio. Al-u-
rnas das laes pessoas, ua efuso de seu reconbci-
mcnlo, declararam esles resultados benficos diante
do lord corregedor, e oulros magistrados, lim de
ma.s autenticaren! ana afirmativa.
Ningueiu desesperara do eslado de sua saude se
livcsse bstanle conanca para ensaiar tale remedio
constanlemenle, seguindo alaum lempo o Irala
menloqiie necessilasse analureza do mal, cujo re-
sultado seria provar inconteslavelmenlc : ue ludo
cura v
O ungento he ulil mais particularmente not
seguintes catot.
matriz.
A0TlBTeu7~^ES,
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazedas, finas e grossas, por
precos mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
coes, como a retalho, amanendo-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
ahrio-se de combinacao com a
maor parte das casas commerciaes
inglezas, francAas, allemaas e suis-
sas.para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, e por
'isto ofTerccendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietarto deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da rua do_
Collegio n. 2, de
, Antonio Luiz dos Santos & IIol m. u.
ESB^sasaBasassa tasase
NA FUNDICAO DE FERRO DO ENGE-
NHEIRO DAVID W. BOWNIAN. *A
RUA DO BRUM, PASSANDO O HA-
FAR1Z,
ha sempre um grande sortimento dos seguinles ob-
jeclos de mechanismos proprios para engenhos, a sa-
ber : moendas e meias moendas da mais moderna
conslruccao ; taixas de ferro fundido c batido, de
superior qualidailc c de lodosos lmannos ; rodas
dentadas para agua ou animaes, de lodas as propor-
toes ; crivos e boceas de fornall.au registros de bo-
eiro, aguilhcs, bronzes, parafusos ccavilhoes, moi-
uho de mandioca, ele, ele.
Lonas da Russia.
Champagne.
Instrumentos para msica.
Oleados para mesa.
Charutos de Ilavana verdadeiros.
Cerveja Ilamburgueza.
Gomma lacea.
PECHKCUl E MAIS PICHINCHA
NA RUA NOVA N. 8, LOJA DE
Jos Joquim Moreira-
Acaba de receber pelo ultimo navio francez, um
magnifico sortimento de borzrguins fara senhora,
lodos de dnraque, mas que pela delicadeza com que
dio feilos e consistencia da obra, muilo devem agra-
dar ; accresceudo alcm disto o prec,o, que apenas be
de 2)100 rs. o par, bem romo, sapatos de couro de
lustre para senhora a IjtiOO, ditos de cordavAo mui-
lo novos alJOOOris, pagos na occasiao da en-
Irega.
Vendem-se dous pianos fortes de
Jacaranda conslruccao vertical, e com
todos os melhoramentos mais modernos,
tendo vindo no ultimo navio de llam-
btirgo: na rua da Cadeia, armazem n.
21.
Alporcas.
Cambras.
Callos.
Canceres.
Corladuras.
Odres de cabera.
das costas.
dos membros.
Eufermidades da cutis
em geral.
Eufermidades doanus.
Empees escorbticas.
Fstulas 110 abdomen.
Frialdadc ou falta de ca-
lor as extremidades.
Kriciras.
(iengivas escaldadas.
Iitchac,es.
liillammacao do ligado.
Lepra.
Males das pernal.
dos pellos.
de oihos.
Mordeduras de replis.
Picadura de mosquitos.
Pulmoes.
Queiroadeias.
Sarna.
Su puraces ptridas.
Titiha, em qualquer par
le que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
das arliculaccs.
Vetas torcidas, ou n'oda-
das as peritas.
da bexiga.
Vcnde-se esle ungento no eslabelccimcnlo geral
de Londres,.1. ;21i,.N/rmd,e na loja de lodos oj bo-
ticarios, droguistas e oulras pessoas encarregadasde
sua venda em loda a America do Sul, Ilavana e
Llespaii..
Vende-se a 800 riscada bocelinha, conten urna
inslruccao em porlusucz para expUcar o modo de
razer uso deste ungento.
O deposito geral he em casa do Sr. Soum, phar-
buco "a rUa da CrU/' c,n 1,ernam-
Pianos.
Jo,1o I Vogeley avisa ao respeilavel publico, que
em sua casa, na rua Nova n. 41, primeiro a.idar,
acna-se um sortimento de pianos de Jacaranda ,e
niouno, os rnelhores qoe lem ale agora apparecirio
no mercado, lanto pela sua harmoniosa e forle voz,
como pela sua construcc.lo, de armario e horisonlal,
dos rnelhores autores de Londres e de Hamburgo, os
quaes vende por preco razoavel. O anniincianle
continua a afinar e concertar pianos com perfeicao.
ESCRAVOS FGIDOS.
da melhor qualidade, e chegado no ulti-
mo navio de Hamburgo: vende-se em
conta, na rua da Cruz n. 10.
mommomL
1 n CEMENTO
j da melhor qualidade: vende-se
em casa deBrunn Praeger& C,, rua
"nnriiiniii 11 wii E
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. & C. em
Santo Amaro acha-se para vender ara
dos c1' ferro de --rr- qualidade.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr & Companhiu
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de cannas todas de ferro, de um official de sapaleiro, anda decalca ejaqoeta, calCa-
modello c conslruccao muito Suneriori-< (lo-c diz-se forro : quera o apprehendere entregar
co ao seu senhor, sera recompensado.
C. STARR & C. n ., .
respeilosamcnteaiinunciam que 1.0 sen cxlenso es l.rnf ?rareCCU ""n" a* '" correnle' .do ""
lahelecimeuio em Sonin *,,;, ... ex,cns0 .es" : nho Bisana. o escravo Benedicto, com 05 sisnaes se-
mmml^52S?AZZ2S527Zr br',Car suin,es: al,ora reular-basli,n,e '" *eD' "rt *-
,..., .n-r~.i... agricuiiura, na- -ura, baslanle ladino, pes regulares : roga-se por-
d.Mnum ,^fre-;,.J"e f"'1 TT nmmod? ,a'"- "' ""ridades policiaes'e capilaes decampo,
leem abe o e ,,^do 01.^ P"b,,c em Fe1, ou a 1urrn P'""r- leva-' ao ,lito 'Senll >a
Meuihnwa\i.ri8I,^ U na ro" da Cr01 ,7' <^riptorio de Anlonia
rinba du arst"M ^"'" lui/ ,le ollveira Azevedo, que ser generosamenta
recompensado.
ATTENCAO.
1rugio no dia 20 do crrante o escravo por nome
Joaquim, o qual representa ler 40 anuos, levo., cal-
ca de algodaoziuho azul, camisa do mesmo, tem por
signal um pe esquerdo indiada, estatura alta, secco
00 corpo, o qual escravo perlenceu a um senhor Ki-
lipinho do Rio Formoso. e julga-se ler lomado o
(leslino do mesmo lugar, juntamente com urna negra
lamben fgida : roga-se per lano a todas as aulo-
ndades polinaes e capil.les de campo para o levar
a roa larga do Rosario n. 48, que se gralificara ge-
nerosamente. B
t- Roga-se as autoridades policiaes c capilScs de
campo a caplora de um moleqee de nome Manoel,
escravo, que reprsenla ler 18 annos de idade, eslal
lura reeular; levou jaquela e calca da panno de laa
com que anda, er.culca-se ser forro, e suppor-se
que se acna1 sorvindo em casadealgum estudanta
com,. alugado ; ja Irabalhou DO caes da escadinha
da Airaudega: quem o pegar leve-o 4o pateo do
(.armo n. 9, primeiro andar, qne ser gratifi-
Quinla-feira 6 do correnle desap
pareceu da roa doQueimadon. 17, e
escravo Anlonio,de narao.que icpis -
senla ler 40 anuos pouco mais ou me-
nos, com os tignaes seguinles: fallas
de denles na frente e umasicalriz
110 rosto do lado direilo, alguns ca -
bellos brancos, e lem no braco es-
querdo quasi ao pe do hombro um calombinho do
tamaito de urna pilomba ; suppda-se que foi vesti-
do cora calca de casemira de quadros ou de algodo-
zinbo de lislras ecamisa de tlgodao (raneado bran-
eo, ha costuroado a fugir a a mudar de nome, e
quasi sempre diz ser do mallo de algum senhor de
ensenho : roga-se por tanto as autoridades policiaes
ecapit.iesde campo,ou a quem o aprehender de lva-
lo casa mencionada qne sera genorosamenle recom-
pensado.
Desapparecea da rua larga do Rosario n. 12, o
escravo Vicente, pardo, alio, olhos grandes, com
urna cicatriz no rosto, cabellas e barba grandes ; he
DOS PREMIOS Di ULTIMA P1RTE DA S. E 1, DA 6. LOTERA CONCEDIDA A BENEFICIO DA MATRIZ DA BOA-VISTA, EXTRAHIDA NO DIA 23 DE JONHO DE M.
* NS. PREMS.
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