Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00866


This item is only available as the following downloads:


Full Text

* ">
AUN XXXI. N. 144.
SABBADO 23 DE JUNHOOE 1855.
y
\
Por 3 mezcs adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
Por aiyid adiantado 15,000.
Porte "franco para o subscripto!.
DIARIO DE
jutbgams n.v si:p.si;uip<:a'o- cambios. metaes.
KM:.VIUii:.\tK>S DA SOBSORIPCA'O
Recite, o proprielario M. F. de Faria ; Rio ale Ja-
neiro, o Sr. Jo."' PereiraMarlins; Baha, o Sr. II.
Ijuptad ; Macei. o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
dnnea ; Parahiba, o Sr. Gervasio Viclor da Nalvi-
dade ; Natal, o Sr.Joaquin Ignacio l'ereira Jnnior ;
Aracaiy. Sr. Antonio de l.einns Braga; Cear, o Sr.
VirtoriaeoAuguslo Borgea; MaranhSo, o Sr. Joa-
quina Marques Rodrigues ; Piaohy, o Sr. Dominaos
I) rrc ulano Achile* Pessoa Cea re ice ; Para, oSr. Jus-
tino J- llamos ; Amazona*, o Sr. Jcronymoda Cusa.
CAMBIOS.
Sobre' Londres, a 27 1/4 e 27 j/8 d. [por 1$.
Paris, 355 rs. por 1 f.
Lisboa, 98 a 100 por 100.
c Bio de Janeiro, 2 por 0/0 de rebate.
Accoc do banco 30 0/0 de premio.
Disco
PARTE QFFICIiL.
MINISTERIO UA JUSTICA.
Decreto n. 1607 de 19 de maio de 1855.
lia nova erganisacdlo a suarda n.icioual dos munici-
pio da Boa Vista, Cabrob e Ouricurv da provin-
.i m de Pernambuco.
Allendcndo a prnposla do presidente da provincia
de Peruanibuc, lici por beo decretar o seguiile :
Art. 1. hic.i creado nos municipios da B'>a Vista.
Cabrado e Ouricury da provincia de Pernambuco,
aro commamlo superior de guardas nacionaes. o
qual comprehender, no rounicipro da Boa Vista
un halalhAo de infamarla do sei viro ni-tivn, de qua-
tro cun panillas e urna enmpanhia avaha da reserva;
no daJJCabrob, um balalhAn .le nfanlaria do servi-
i;<> activo, de seis companhias, e urna companhia
hvuIs* da reserva; e no de Ouricury, um corpo c
avallarla de dous cqnadm um "h .lalbao de in-
fantera doservico aclivo, de Mis companhias, e orna
secc,aode balalhie da reserva, de:! companhias.
Art. 2. Os corpos tero as suas paradas nos luga-
res que Ibes forein marcados pelo presidente da pro-
vincia, na eoiiformidade da lei.
JosThomaz Nabuco de Arauju. do raeu rnnselbo
ministro e secretario de estado dos neeor >s da jus-
ln;j, assim o leuha entendido e faca ejecutar. Pala-
cio do Rio de Janeiro em 19 de maio de 1855, tri-
gciimquarlo da indepandencia e do imperio. Com
.i rulrica de S. M. o Imperador. Jos' Thomaz
\abu:o de Araujo.
l.'seccao. Ministerio dos negocios da jalira.
Ido e Janeiro ein 20 de maio de 1855.
Sendo presente a S. M. e Imperailor a represe, la-
ti to solicitador da provedona de residuos e ca .1-
las do municipio desta corte,'em que reclama u eier-
rirudo direito fe requerer e promover em seu pro-
prianomc. sem dependencia do promotor, lodasss
ranas d,i competencia da prove.loria, de que fura
privado por ordem do provedur ; o me>mo augusto
sean, depois de ouvido o conselbeiro procurador
da c.irc'n e a seceso da justira do conselho de estado,
liwive por bem decidir que subsista at haver provi-
ritncii legislativa a pralica seguida nesse juizo, nao
sen lo admiitidu o solicitador a requerer e a promo-
ver as esusas da provedoria senao de accordo e em
nnme do promotor fiscal, de quem he elle asente. '.)
qtte se Ihe rrmuiiunica para seu conhccimenlo c pa-
ra o fazer oastar ao referido solicitador.
Heos guarde a Vine. Jos Thomaz Sabuoo de
.Aranjo, Sr.pfovedur de capellasc residuos.
da companhia de Bcheribe ao par,
da companhia de seguros ao par.
lo de lettras de 8 a 9 por 0/0.
UETAES.
Ouro. Oneas hespanholas* . . 29JOO0
Modas de G9400 velhas. 165000
de 63100 novas. l60O0
> de 4*000. . 9CO00
Trata. Palacoesbrasileiros. . . 1J910
Pesos columnarios, . 19910
mexicanos. . . 15J8CO
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, todos os das
Caruan'i, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15
Villa-Relia, Boa-Vista, Ex eOuricury, a loe 28
Goianna e Parahiba, segundas,e sexlas-feiras
Victoria e Natal, as quintas-feiras
PTtEAMAR DE BOJE.
Pri metra s 11 horas e 42 minutos da manha
Segunda s 12 horas e 6 minutos da larde
AUDIENCIAS.
Tribunal do Comtncrrio, segundase quintas-feiras
Uelacae, terjas-feiras e safbados
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas
1* vara do civel, segundas e sextas ao meio da
2* vara do civel, quartase sabbados ao meio dia
EPHEMERIDES.
Juiho 7 Qttario minguanleas 5 horas27 mi-
nutse 31 segundos da manba.
das ha SEMANA... -
Is Segunda. Ss/Lt-onrin, Tribuno *c I he.-ful...
19 rea. S. Juliana de Falconieri;*S- Gervasio.
ll Lna nova ans 8 minutos 31 su- 20 Quarta. S. Sihcrio Pjin. ;eSe Speiao ni.
21 (Quinta. S. I.uiz Gonzaga S. Miao.
22 Sexta. 5. Paulino b. S. H
23 Sabbado. S. Agripina v. : m, /..muir Menas
29 Lita rheia a* 8 horas, 13 minutos e i 2V Domingo. 1." A pureza da SS Virgcm Mai
33 segundos da larde. da Dos Ni-nmento de S. Joo BafttBM.
gundos da tarde
?2 Quartocrescenleas 2 horas, 32 mi-
nutos o 40 segundos da larde.
MDiISTERIO DA FAZENDA.
l-jpedienlt do dia H de adri.
Ao ministro da justira, observando que eslando
em pralica em alguna lugares passarem-se manda-
dos, para se ruinpiirem os precatorios dirigidos por
pirtc da fazenda pelos juizes dn< feilos, e parecendo
qaa o simples despacho de cumpra-se he jurdi-
ca e legalmente bastante para obrigar o< olliciacs de
jali.;,i a etecularem as diligenciasuellcs deprecadas,
eonvcn resolver este respeilo como for mais acer-
tado, leudo em visla acabar com a despera, em al-
gani.i-, provincias avullada, e muilas vezes imprnli-
caa, a que he ohrigada a fazenda corn o emulumen-
lo que paga por (aes mandados.
COMMANDO DAS ARMAS.
Oaartel-seneral de comando da* araua de
Peraanbaco a* cldada do Racift, em 22 da
Jaaho de 1866.
ORDEM DO DIA N. (7.
' (l marcha! de campo commaiidauta das arma-
declara, para que lenha ..devido cITcilo, que nesta
dala conlrahiii novo engajamsnlo por mais G anuos,
proredendo inspcc^ao do sade, no termos do regu-
l/incnto de IV de dezembro de 1852, o soldado da
7.companhia do 1. hatalhn de artilharia a pe,
Faustino Soarea do Sacramento, o qual percebera
ilem dos venriuienlns qoe por lei Ihe compelirem.
o p'remio de 1(109900 rs., pagos na forma do arl.3."
du decreto n. 1101 Me 10 de junbo preterilo, e con-
cluido o eusajamenlo orna dala de Ierras de 22,500
bracas quadradas. No caso de desercSo perder as
vilaseos do premio, e as qoe liver direito, ser li-
d.i como recrulado. descontando-se no lempo do
engajatvenlo, o de prisao em vklude de senlenra, e
aveftpeifci-se este descont, c a perda das vanlagens
no tejsucflivo titulo como he por lei determinado.
, Jote Jaaquim Coelho.
, Cotiforaj*.Candido Leal Ferreira, ajudanle de
oraeas cncarresado do detalhe.
INTERIOR.
BIO DE JANEIRO.
CARIARA DOS SRS. OEPTADOS-
DU 23 d* aaalo da 1855.
I-i'l.i e approvada a acia da sessao anlecclenle
pa-sa-sc ao sesuinte expediente:
Tres oflicios, um do presidente da provincia do
l'ari enviando dous exemplares de cada urna das
c.decres das actas rcimpressas da assembla legis-
lativa da mesma provincia nos anuos de 1839, 1810,
IKii, islfi c 1817; outro d mesmo',,,remracttcndo
doaa c-nemfilaras de cada urna das collereoes dos ac-
loi do governo daquella provincia nos aunas de
isa 1817; e outro dado Rio brande do Noile,
enviando duas colleccocs ("jis leis da asscmlda
daquella provincia promulgada! do anuo pr-
ximo pastado.A' rommissao de aiscmbleas provin-
elaaa.
Do presidente da provincia do Piaoliv, envan*)
um exemplar da falla com que alujo j sessao ordi-
naria da assembla legislativa da mesma provincia,
no dial." de julhodo anuo p. p.; e nutro do da d
l'ar,remetiendo dous exemplares do repertorio se-
raldas leis promulgadas pela assemhla daquella
provineia desdo o anoo de 1838 ale o de 1853.A
arebivar-se.
Do viea-prasidente da provincia de Minas-Gcraes,
remetiendo a.coU*ccao dos actos da assembla da
mesma provincia promulgados no anno p. p.; acom-
panliadoida regulamenlos ns. >', -2H, J, 30 e 31,
expedidos no mesmo annoA collec^ao-dos actos
legislativos he remeltida i coiomissao de assem-
blas provia^p, oi regulamenlos a archi-
var-.
Um reqaenaate dos Drs. Joan Ferreira de Bil-
ancourt e &i, VMMoqinas Alvaros dos Sanios e
oulros pedlndo o p^wenla^lo I7:202tf226 que o
auno passad mes f.ws,negado.-V commissao de
fazenda.
i>n
antes stou de accordo com o pensamenlo que nelle
se ene erra, e na me persuado que as razocs apr-
senla, as bontem contra a idea do nobre deputado
sejam procedentes.
Um dos meus honrados collejas que fallou a este
respei o pareceu querer lancar algum ridiculo so-
bre a lrma porque os escrivaes cerlificam o exer-
cicio los j o i es de direito para estes cobrarem osseus
orden, dos, mas en tenbo a observar ao nobre de"
putad. que os escrivaes n.lo dao allestados aos juizes
de dii Silo acerca da mam-ira por que elles cum-
prem >s seus deveres, e se certifican! o faci cuns-
lantc, o, por atsrm diaer. matarial da nhrtaael em
exerci io dos juizes da direito, isto he, certifican)
qual o dia em que os juizes de direito cnlram em
exerci :io, e o lempo que nelle se conservam.
Alcm listo, os escrivaes passam esses certificados em
virlai e dednorlarias do propriojuiz de direito, setn
que pjr isso esles prescrevam norma alguma aoos-
ervc : este cumprc o seu dever altestando o dia
em qi|e o juiz dedireilo enlrou cm exercicio, e se se
conse vou nelle por lodo o mez, por mais de mez,
etc. I m urna palavra, o cscrivao attesla nao o mo-
do po que o juiz de direito cumprio com os seos
dever, mas simo faci material do seu lempo* de
cvrncio.
OS-, deputado suppoz que o juiz de direilo podia
exerc. r urna tal ou qual influencia sobre o sen cs-
erivft qnando tivesse interesse em qae este Ihe pas-
sasse :crIilicpilo contrario verdade; mas eu devo
dizer ao nobre dcpolado, que o cscrivao que assim
faltas o aos seus deveres incorrii n'uma responsabi-
lidad e logo que fosso descoberla a fraude seria
neres ariamente procesado.
O Sr. Leilao da Cunha :E por quem ? Pelo
juiz fe direito, que be inleressdo na fraude"?
O ir. TaquM;Perde o nobre depulado que
Ihedga, que o joizjde direito interosiadu na ques-
lo i unca pode instaurar processo ao seu escrirao.
Demiis, be sabido qoe os juizes de direilo tem pou-
ca permanencia, se estn sempre mudando.
O ir. Ceitao da Cunha d um aparte que n3o
ouvii aos.
O .r. Taques :Mas note o nobre depulado que
os ese rivaes do fe de fados que notavelmeute^in-
fluemt na vida civil.
Eu nao digo qoer se houvessc nos lugares urna
aulori lailc superior ao juiz de direito que Ihe podes-
se dar o atistalo de eiercicio, nao fosse isso conve-
niente, mas presentemente nao lia oulro recurso se-
nao oque tem estdbclecido a legislatura actual.
Quanlo aos juizes municipacs, creio muilo regular
o que propoe o nobre depulado pela Parahiba.
O joiz do direito he na localidade a auloridade
superior ao juiz municipal, este Ihe d conta das li-
cencas que tem e da occasiao em que entra em ej-
ercicio; o juiz de direilo exerec sobre o juiz municipal
urna t ou qual inspeccao, *e una auloridade
muilo propria para alteslar o enercicio dos juizes mu
nicipaes, do mesmo modo por que atiesta o eiercicio
dos promotores pblicos.
Ora, se um aviso ordenoa que os promotores pu
lbeos perecham os seus ordenados medanle umat-
lesiade d.. respectivo juiz de direito, pode ealabe-
lejer-aa por igual dispoti{So a mesma doulrina acer-
ca dos juu.es muuicipacs. Tanto mais cu desojara
pie se procedesse para cumos juizes municipacs co-
mo para os promotores, quan.lo vejo que a materia
do projocto que so discute nao duixa de ser um lan-
o disparatada. O fia) principal do projeclo nao he
o modo porque deve ellecloar-se o pagamento das
congruas aos paroclios, he sim sustentar os direitos
do episcopado, he sustentar essa sua altribuicSo pri-
vativa, que tem sido atacada por algumas decises
nossas. .
Adra realmente bastante conveniente que se tome
urna decisao acerca do lim principal do projeclo, e
se nelle se forem admillindo emendas relativas a
empregados civis, reccio muilo que elle lome pro-
porrOts muilo dilTorenles^laquella com que foi con-
cebido. '
Julga-se a malori discutida, lie approvado o ar-
tigo addilivo, e passa o projeclo a :!. discussao.
Trras de Indios.
Ho tamben) approvado em 2.a discusso, artigo
por artigo, o segunile projeclo :
A assembla- geral legislativa decreta :
.. Art. I.o As Ierras de indios de aldeias ou mis-
ses exliuclas seraoaunexadas ao patrimonio das
cmaras municipaes, em cujo muuiclpio forcm
sitas.
Art. .o As cmaras municipaes, reservados os
terrenos precisos para logradouros, edificios e esta-
iselccimeulos pblicos, darao em foro para edificar
os terrenos de dentro da villa, e por arrendamenlo
os oulros, sujeilos us eoulralos a approvac^o da pre-
sidencia da provincia.
a Arl. 3.o Os ludios serao sontos do pagamen-
to de foro ou renda dos terrenos que ao lempo da
execurao desta le oceuparem com suas moradas
ou com effectiva cultura, e desta isenrao continua-
rao a gozaros descendentes dos dilos actuaes possui-
dores, e nao quaesquer oulros seus successores nes-
ses terrenos.
Art. 4. As acres reaes relativas s referidas
Ierrascorrerao pelo juizo dos feilos di fazenda na-
cional, e com asistencia do seu procurador.'
u Art. 5." As reciamaees c conlestarcs que
se suscitaren) na execucao desta lei, serao decidida5
pela auloridade administrativa, un forma dos regu-
lamenlos do governo, revogadas as disposicoes em
contrario.
Paro da cmara dos depulados, era 17 de junlio
de 18Jo.U. A. de Magalhacs Taques.C. Mondes
de Almeida.M. Theophilo G. de OUceira,J. L.
da Cunha I'aranagu. a
OSr. 'residente declara esgolada a I." parle da
ordem do dio.
SEUHDA PARTE DA ORDEM DO DA.
Resposta falla do ihrono.
O Sr. /'residente:Tem a palavra o Sr. Ta-
ques.
O Sr. Toques :Sr. presidente, usando da pala-
vra nesta occasiao, nao posso prescindir de oceupar-
D)9 da emenda oflerecida ao projeclo de resposla
falla do llirono pelo nobre depulado pela provincia
do Rio do Janeiro. O dever que lenho para com a
cmara, de expr-lhe a divergencia apparecida na
commissao, e a cousiderarao que me merece o nobre
depulado, a isso me aconselham.
Na sessao do anno passado o discurso da cora ha-
via indicado o* receios que deviamos ter de que a
DsCytfllo Eloy iv, ,,,, iirro,, aiferes secreta-
rio'do 7." blslhao de inlmtana, pedindo paasagem
para a 1." classedu cxercila^-A'conrmissio de ma-
rinha e gueira.
Da viscondess, aTerre de (virria d'Avila, pedin-
do que, a nao se rconbecer subsisiente a propric-
dade do ollicio de secretario do ccerno da Rabia
que for. concedido a seu fallecido rnarido, se Ihe
conceda a devida ndmnisacSn* cotrespotidenle
(erecira parle daquelle onicio. .V c.mmissao de
fazenda.
De Filippe Hypolilo Adi, subdito rancez, pe-
dindo dispensa na lei pa poder nalunlisar-sc.a'
commissao deconsiiluicio e poderes.
De Antonio Siiuoes doFaria, pe lindo permissao
para mitriculir-se no co-so medico, visto ter fre-
quentado o de pliarmsria, em qne he approvado,
fazendoexame dos preptf.alorios que lt.e, fallam I ," 1".'r l0'" 0S ducuI"ei,l0> lue "m qliegado que posta lar o apoio do urna cmara.
addicinnando-se o saldo dos annos precedentes, ter
o governo sua disposicao, para salisfazer todos os
ervicos c encargos da na.jao. ama renda de mais de
37,000:000?. Nao haver quem negu que urna
renda t.1o elevada seja snfllcienle para sati-fazer a
Nodas as exigencias do servido publico; e portan!0
v-se, que se conserva o equilibrio entre a receila c
a despeza, c que o estado das finoncas do Brasil na-
da tem de assustador na actualidade.
llavera algum faci em rolaran aos nossns encar-
gos cstrangeiro.s, que \ eolia alterar esta -ituarao das
financas do piz ? De corlo que nao. Quanlo a,os
emprestimns to Brasil coulrahidos na Europa, lodos
sahem o alto preco por que se quotam as pracas e--
rangeiras os titulas da divida do Brasil. Nada ha
porlauto em nossas finaneas que deixe de ser sa-
tisfactorio, como tem sido nos annos preccdeif-
tes.
Assim, pois, senhores, a resposla dada a esla par-
le do discurso da cora, no projeclo que se discnle,
era aquella que vinha naturalmente. O nobre depu-
lado pelo Rio de Janeiro por cerlo nao contestn o
que aqu lenho dito; os nnbres depulados que me
precederam, fallando cm sentido opposto resposta
que se discate, procuraram al demonslar que a
ucrra europea em nada pode influir sobre as finan-
cas do imperio. Nao .uniente o nobre depulado pe-
la Babia que bontem fallou. como tamben) o nobre
lepiitado por Minas-Cernes, sustentaran) que a
guerra da Europa nao podia ter inlluencia, ao me-
nos ipreciavel, sobre essas rendas publicas do im-
perio. U nobre depulado pela ininha provincia al
chegou a declarar que essa influencia nao era exer-
cida mesmo em relacao s financas dos Estados da
Europa onde a guerra tem sido oteada.
Os dados quc-conslam do rclatorio da fazenda re-
velan!, senhores, .un 11 o estado prospero do pait,
O valor da importaran e exporlaraodo anno ultimo
foi superior ao valor medio dos anuos precedentes.
Ningucm ignora que, bem longe de ter retrogradado
a riqueza publica, ella lem sempre progredido. He
fcil reconheccr este fado pelos quadros que acom-
panham o rclatorio da fazenda. L'ma das provincias
do imperio, a que lica mais ao uorle, a provincia do
Par.i, aprescnlou um augmento espantoso de cento
por cento em um anno sabr os outros.
Porlanto todas as informac/ies que lem chegado
ao nosso conhecimenlo demonstran! que o estado do
paiz he satisfactorio; que a riqueza publica nao re-
trograda, pelo contrario medra, e com ella asfioan-
cas do Estado.
A commissao, senhores, aprcsenlando a cmara o
projeclo de que se Irala, nao fez mais do que aceitar
csse facto; n,1o o altrihuio nem a louvor nem a vi-
laperiodo governo. A commissao enlende que o es-
lado prospero de nossas linancas he o resultado do
desenvolvimento da riqueza publica. Mas o nobre
depulado pelo Rio de Janeiro, abandonando esla or-
dem de ideas, recorren a um pensamento, a um
conecito nteirameule novo.
O nobre deputado enlemle que as finanrasdo paiz
renli-iuaraoii -cr catisfaclona-,,e uvcr econo-
ma da parte do soverno. Mas lera cabimento esta
emenda do nobre depi-ado? Qual o seu alcance
He o que compre examinar.
He bem visto, senhores, que o nobre depulado, de-
clarando que cm sua opiniio o oslado das financisdo
imperio sera satsfaelerio se houvcr economa, ac-
cusa urna falla de economa; he evidente que o bo-
bre deputadu na sua emenda declara que, a conti-
nuar a falta de economa que lem havido al agora,
nao poder manler-se o equilibrio entre a receila
a a despeza do E-lado; que, a continuaren! os esban-
jamenlos que elle julg.i hnver na gerencia dos di--
nheiros pblicos, as despezas nao poderao ser satis
feilai pelas rends do Estado.
Esle pensamento do nobre deputado he inleira-
meule novo, nao responde a nenhum dos tpicos do
discurso da cora : he um pensamento quevem so-
mente lancar urna censora sobre o governo. Se o
governo nao tem tido economa, se continuar a nao
lela, se por causadesua m gerencia dos dinheiros
pblicos tem de dar-se um transloriio as huanrasdo
Estado, he claro, Sr. presidente, como conclnio o
nobre deputado, qne o actual ministerio nao deve
continuar na administrado do paiz.
O nobre depulado foi coherente com sua emenda :
ella tem um alcance polilico muilo alio : o gover-
no, se nao admiuislra o paiz cora a economa preci-
a, nao he digno da posicAo que oceupa, deve ceder
essa poiirao a oulros mais capates de administrar de
accordo com os interesse- do paiz.
A emenda pois nao.se limita a recommendar eco-
nomia; ella he do um grande alcance politice. O
nobre deputado reconheceu bem que com a sua
emenda nao podia subsistir nem o periodo do pro-
jeclo a que ella se applica, nem lAo pouco luda a
resposla c nolavelmenlc sua concluso. Cerlamenlc
que o nobre depulado nao quiz mais do quo estabe-
leccr um ponto para o debate; porque a conseqoen-
cia da emenda do nobre deputado seria urna nova
resposla ao discurso da cora, nao urna resposta co-
mo esla que disentimos cm que a cmara assegura ao
governo toda a conlianca, mas urna resposta em que
a cmara exprimisse urna opiniao contraria em re-
larao ao gabinete actual.
Esla resposla, senhores, de accordo com as ideas
do nobre depulado, era incongruente com o pensa-
menlo da maioria da commissao, e creio que lam-
ben) era incongruente cun o pensamenlo da maioria
desta cmara.
Sem duvnla, a opiniAo da commissao que redigio a
resposla consignada no projeclo he quo o governo
merece todo o apoio, toda a coadjuvarao. Este
apoio, Sr. presidente, he prestado certamenle muilo
de accordo com as nossas conviccoes, he prestado
porque entendemos que a actual administrara o de-
ve continuar no posto cm que se acha, porque en-
tendemos que ella preencheos seus devores, que sa-
tisfaz muilo ao servido publico.
O nobre deputado pela provincia da Babia disse-
nos que csse apoio dado ao aclual governo nao era
um apoio de convicrao, e sim apenas o resultado do
lemor, do temor, senhores, do futuro do paiz, por-
que nao se sabia quem bavia de succeder a actual
administrara...
Sr. presidente, em verdade nos nao julgamns que
o gabinete aclual seja o mais perfcilopossivel, e bem
estullo seria aquelle que enlenJesse que as obras
humanas ha alguma cousa de permito; damos o nos-
so apoio ao gabiuete, porque cuten lomo, que elle
admiuislra convenieiilemeiile o paiz, que satisfaz
Os oradores que me precederam ja demonstra-
ran) a inconveniencia e inoporlunidade que have-
ria da emenda du nobre deputado, anda quando
algum (undameiilo para ella exislisse.
O nobre depulado pela provincia de S. Paulo
inostro-.i qne era inconvenienle, em urna poca em
que se (rala de grandes melhoramentos materiaes
do paiz melhoramentos dependente- de rapilaes
cslrangeiro?, apresentar as nossas finanras no es-
tado mi-eravrl cm que as"pinlou o nobre deputado
do Rio de Janeiro.
Ostros honrados oradr<-s que tem orrupadn a al-
lenejM da cmara ja meslraraui lamhem qoe as des-
pezas censuradas por esse nobre depulado lem sido
o resudado de aclos que nao podem ser allribuidos
ao aclual ministerio.
Eu, Sr. presidente, occupar-mc-liei tamhem por
alio com essas despezas censuradas pelo nobre de.
pillado da provincia do Rio de Janeiro e pelo nobre
depulado da minba provincia, leudo poc fin mostrar
que.cni meu conceilo, nao'se pude dellas deduiir
argumento algum contra o actual gabinete.
Mas, Sr. presidente, nesla casa se disse anda que
a aclual administraras nao podia ter um apoio sin-
cero, poique ella linha estragado ludo no paiz,
porque ella, pregando urna poltica nova, nao linha
sido fiol a essa poltica.
A poltica que o honrado presidente do coneelho
bavia eslabelecidono sen programma foilo desejo
da ronriliaran de todos os Brasileiros ;elle decla-
rou mesmo que nao leria duvnla de marchar no
sentido do partido progressisla ale cerlo ponto. Os
nobres depulados que bao combatido a poltica do
gabinete julgam que elle nao lem sido fiel a essa po-
ltica.
O Sr. Candido llorges :Apoiado.
" Sr. Taques :Mas, Sr. presidente, qual he a
ronriliarao que os nobres depulados desojan) que o
ministerio realise Dizem : Nao queremos a con-
ciliacao das pessoas, e sim a das ideas. Mas quaes
sao as ideas do partido progressisla que o governo
devesse adoptar e realisar na adminislraco ? To-
dos sabem como as ideas polticas dos diversds par-
tidos que existen) no Brasil se achavam approxima-
das urnas das oulras. Urna iulelligeocia notavel que
bavia escripto no sentido liberal acerca da concilla-j
cao mostrou que bem pouco bavia a fozer para que
os partidos se dessem as mos: creio que n me-
moria de lodos se acliam estes escriplos. L'm nobre
senador pela provincia de Pernambuco ja bavia dilo
no senado que nada exista mais parec In com um
l.uzia do que um saquarema e vicc-vera.
Porlanto, Sr. presidente, quaes san as i.ras pol-
ticas do partido progrcssi-la que o governo lenha re-
jeiladocompletamente? Tralou-se das incomplti-
bilidades, e o ministerio Ittoaooppia que esta idea
se disculsse ; quer adoptar com calma, c nao de
chofre, qualqiicr idea que se aprsenla. O minis-
terio nao repelle qualquer idea boa que [ios i ser
sustentada convenientemente, aguarda a decisao .la
opiniio illuslrada do paiz a ede rtspeito ; nao obsta
a mollioi i nenio l-un na aatai legislara.) qne -,j,i
'und.i.l.i em bous principios.
Mas, Sr. presidente, cu creio que em materia de
concilarao devenios deixar as alturas da theoria e
descer um pouco aos fados. Eu enfeudo que a
conciliarao que interessa ao paiz actualmente lua
dosespirilos, nascida da calma e da moderaran do
governo ; e he esta a concliacao que se tem dado
no paiz.
Eu irei logo mais adianto. No meio da rrilar.o
dos partidos a conciliaco era impossivel. Para pros-
perar a conciliaco era preciso eslabelecer a calma
entre os partidos, c era precisa a moderarao para
administrar o paiz, e ningucm nega que tal tenha
sido a marcha do gabineto actual: porlanto creio
que elle tem procedido bem. Vamos um pouco
mais adiuiile, e o nobre deputado que parece uo
eslar muilo de accordo comiso, ver quo nao me es-
quivo de tratar de todos os pontos que possam ler
rolecjo com esle debate, t) que poderia a opiniSo
liberal exigir do governo ".' Primeiro quo ludo am-
pia liberdadc eleiloral. Creio que a adminislracao
dara urna garanta bastante forto de continuar na
polilica apregoada deixando correr a elefeto cm
plena liberdade. Os nobres depulados sabem que
umi eleicao se procedeu ha pouco lempo em urna
provincia extrema do uorle do imperio, e que o go-
veruo de modo algum inlluiu nessa eleicao ; os par-
tidos lomarara parte activa nessa eleicao" com loda a
liberdadc, o governo nao interveio uclla. Jugo pois
anda que um faci se aprsenla, qufe revela o esp-
rilode moderacao do aclual gabinete, e mesmo de
conciliaco.
Poderia, Sr. presidcnle, apresentar oulras consi-
derarnos a este respeilo mas vejo que lenho presea
de descer a oulro ponto nesta discusso.
Os nobres depulados dizem que o governo se lem
oceupado muilo da conciliaco das pessoas, c nada
da couciliaro em oulro sentido.
OSr. Cundido llorges:Eu nao o dsse.
O Sr. Taques :Creio que he ponto a que todos
altingein nao me refiro ao nobre depulado smenle.
Todos os que censurara o governo infiel ao seu pro-
gramma em materia de conciliaco, exprobram o de
ler conciliado as pessoas e nao as ideas.
O Sr. Cnadido Borges :Por esse lado elo-
gio-o eu. .
O Sr. Taques:Eu nao sei que baja conciliaco
de ideas quando nao se conciliam as pessoos que
apregoam e suslentam essas Ideas. O que dires vos
senhores, de urna cmara cm que nao boiivc-e
membros que represenlassem a opiniao contraria,
em que todos os seus membros fossem de urna s
opiniao Nao poderia haver traosaejao e combina-
cao de principios. Porlanto, supponho que o mi-
nisterio a esle respeilo ainda lem caminhado de mo-
do inleirameule juslilicavel e de accordo com o seu
programma.
Eu iia..|quero anda lemhrar que a constituirn do
imperio declara que todos os cidadaos brasileiros sao
apios para os cargos pblicos, segundo os seus me-
remenlos ; e por conseguale, o governo, lanr.m-
do mao dos individuos qne Ihe parecem mais aptos
ao estado,seria entregar a merc daquclles que cons-
piravam conlra a ordem publica ns mjais importantes
interesses du paiz. Essa poca porem, senhores;
passou, a lula desvaneceu-se, as opinies divergen-
tes do paiz como que fuerara alto c procuraram to-
mar una posira mais calma c mais conforme com
os interesses pblicos; neslas cirrumslancias jalgo
eu que a polilica estabelecda pelo aclual gabinete
linha lodo o cahimenlo e mereca lodo o apoio dos
bonicos sensatos do paiz. Ajioiado)
Agora, Sr. presidente, direi algumas palavras
.-..erra da apregoada econamia dos fioheirns p-
blicos.
bem poneos anuos o Para nao tiuba meios facis de
cxporlacao .le seus productos. Veja-so porm o que
succedeo : ha dous anuos apenas que o vapor corla
c foi por isso que o nobre depulado *e admirou que
a Rabia tivesse urna renda l.ln rresrida. M pare-
ce-me que o nobre deputado trm huja verinVaHo
as asnas do Amazonas, co Para |;i aprsenla um i que as rendas do Rio de Janeiro ro tuperares
augmento espantoso na exporlacan de seus pr.>duc-
tos, as suas rendas.
Se applicarmos a allcncao ao que se lem dado em
outros paitas, veremos que nao he sumentc nos gran-
des oslados da t'niao Norte-Americana que sp lem
construido ranaes ou caminhos de ferro. Nos esta-
dos mais apartados do lilor.il, nos oslados mais
iiovos, mais pobres, -o tem igunlincnle principiado
esles melhoramentos. O estado do Michigan he bem
Na rainlia opiniao a economa he una necessida le pequeo, lem una populacao de menos de 100,000
constante e ndeclinavel de Indos os governos, a eco- ; almas, enlrelanlo possna ja em 18'<> algum desen-
nomia na gerencia dos dinheiros pblicos he um de- vnlvimenlo de caininhns de ferro. O novo osla I.. de
guerra europea induisse nolavelmcnle sbreos nos- bstanle ao servico publico.
sas rendas, e porlanto sobre as lioancs do paiz.
No discurso desto anno a cora declarou que essa
guerra nao lera influido de um modo sensivel sobre
as rendas publicas, e que o e"slado das nossas lioan-
cs 'continua a ser satisfatorio. A commissao, se-
Se lormo- a descer a aclos muilo miudos da ad-
ministrado, bem pode acontecer que muitos mem-
bros da maioria da casa discrcpem do governo em
algumas cousas; e, se he preciso para apoar-se um
gabinete eslar de accordo com elle em lodos os pon-
"hores aceitan esle fado assegurado pela cora e i los e virgulas, creio que .,3o hovera gabinete algum
.llimililn nu 4...I.-- > I a__________a__ I al
quando melhor Ihe convie, mpussilnlilado no,..... "" ""''OOmeulo do parlamenlo.
porem
de tomar o grao sem faze; 0 mesmo exanc.A'
commissao deinslruccao pihlica.
PIUME1RA PARTE Iva ORDEM DO DIA.
.atestados dt residencia $ juizes municipaes.
Continua a discusso do irligo a Mi livo do Sr.
Ilei.iiques, deleriniuan.Io tje os allestados de resi-
dencia para os juizes municipes receberem seu or-
denado sejam passados pelos 'zes de direilo respec-
tivos.
D Sr. Taques:Si. presid,te.liao me opponho
ao artigo addilivo do nobre dputado pela Parahiba,
Poder-se-ha contestar o que nos assegura a cora,
isto he, que a guerra em queseacham as principaes
potencias da Europa nao lem inlloido nolavelmenlc
sobre as rendas publicas? Poder-se-ha contestar
que as rendas nacionaes chegarao para as despezas
publicas, que nao se acha roto .> equilibrio entre a
recela e a despeza, e qe porlanto o estado das fi-
uancas do imperio be saltalorio? Creio que nao.
O reiatorio do Sr. ministro da fazenda moslra,
que dns ai.un. anteriores lem pasnado saldos para os
anuos segnintes ; qee as rendas do exercicio corren-
le devem elevar-sc a mais de 31,O0O:O ; e que
OSr. Bandeira de Mello:Apoiado.
OSt. Taques:Senhores, ueste mundo polili-
co ludo he relativo : he o lodo da adminislracao
que devenios considerar, be para us seus actos gran-
des que tem una notavel inlluencia sbreos nego-
cios do Estado que devenios allcndcr.
A emenda do nobre deputado pela provincia do
Rio de Janeiro, eslabeleceudo urna censura conlra
o governo, lera porlanto um alcance polilico que
nao se acha de accordo com a nossa opiniao ; a
emenda do nobre depulado me parece qHe n3o tem
cabimento, me parece inopporluna e mesmo des-
tituida de fundamento.
ver das aduiinislraccs; mas, Sr. presidente, o que
ser economa ? Ser economa deisar de gastar.
corlar mesmo pelo necessaro, romo se exprimi o
nobre deputadu pelo Rio de Janeiro, quando temos
meios para dispender com vantagem do estado e
em beneficio publico '.' Do corlo que n.lo.
A economa na adminislracao, na gerencia .los di-
nheiros pblicos nao consiste na poupanea, nao con-
siste em deixar de fazer o que eonvem para guardar
dinheiro ; a economa esla cm sa-lar bem, est nn
fazer aquillu que eonvem ao estado com a menor
despe/.a possvel. O nobre deputado entendeu que
devia acooaeihar ao governo nao gastar e reserv m ..-
seus recurso- para una poca calamitosa, ou para
urna obra que o nobre depulado linha *n mente...
O Sr. Sa/to Lobato: Nao disse semelhante
despropsito.
O Sr. laques : O nobre depulado enlende
que a economa que deve nconaelhar ao governo em
relnco no-- dinheiros publico he a mesma do cele-
bre ministro de Phara, que nos annos das vaccas
gordas encheu os cellciros para gastar nos anuos da
penuria. Nem eu posso interpretar de oulra ma
neira o discurso do nobre depulado ; pois o nobre
ttepatado mohece que as rendas do estado sao supe-
riores a despeza, e no cntrctanlo aconselha que se
corle pelo necessaro....
O Sr. Sa'j'lo Lobato : Gasle-se o necessaro,
e quanlo for possivel poupe-seo mais.
OSr. Taques: E o que fazia o goveinj com
essas sobras '.' Ah guardava para as pocas cala-
mitosas, ou pira essa obra que he urna i.la lixa do
nobre depulado. Creio que essa polilica nao se po-
de apoiar em um governo constitucional, deve Ocar
para 01 governos despticas, l-'rcderico da l'rossia
pode enlliesosrar e deixar ao sen sucecs-or nao s
umcxercilo, como os meios de sustentar a guerra c
dilatar us seus estados.
Eu, :>r. presidente, nao me OCCuparei com os di-
versos arlisos cm que os nobres depulados que me
precederam eiuergarm desperdicios da parle do go-
verno ; essas materias ja tem sido objecto do exame
.le oradores que me lem precedido, digo sm-nle
que nao mu parece esse modo o mais adequadoji.ua
avahar a bandado de nina adminislracao, acredilo
que fura de mister avallar a nefeXidade dessas des-
pezas, a importancia dessas qaafllias que se tem'gas-
to com os diversos arligos-a qoe se reportaran) os nn-
bres depulados, para so reconheccr so o goVerno li-
nha procedido com vantagem ou desvantagem para
o estado.
lie mu fcil, senhores, aecusar n3o s ao minis-
terio actual, como a outro qualquer, por ler dado
pensocs, apusenladorias. gratificarnos, etc., c assim
formar carga adminislracao, porque nao ha ne-
nhmn gabinete que nao lenha dispendido os dinhei.
ros pblicos dando srallicaces e reformas.
Cm nobre depulado pela minba provincia que
bontem (allou reconheceu que a segunda parte do
sen discurso contrastava com a gravi.lade bavida na
primeira parle ; porlaulo nao procurare, defender
essas arguices felas ao ministerio por ler dispen-
dido aiO.? ou OO? nesses objectos.
Irei agora, Sr. presidcnle, a um dos tpicos mais
importantes do discurso do nobre depulado pelo llio
de Janeiro, as eslradas de ferro.
Deploro, Sr. presidcnle, que o nobre deputado
ISo enthusasta das eslradas de ferro em nosso paiz,
julgasse todava que devera invocar a opiniao res-
pcilavel do um grande estadista qnv? infelizmente
nao existe, quando se ocrupou das eslradas de ferro
projecladas em oulras provincias. Deploro que o
nobre depulado, cnlliusiasla dessel grandes melhora-
meutos em uosio paiz, seja o mesmo que invoque a
opiniao de um homem que (inlia talvez urna idea
muilo difireme da sua nesla materia.
O nobre depulado era retacan cslra la de ferro
de Pedro II he enlhusiasta, mas em relacao s es
Iradas do Joazeiroe Agua-Prela succede oconlra-
rio O nobre depulado, sem llovida quando a.lvo-
gou nesla casa a adopcao da lei que manden cons-
truir a eslrada de Pedro II, julgon-a um beneficio
notavel para a provincia qoo representa : entretanto
quatado o nobre deputado so oceupa de e-tradas de
ferro para oulras provincias, diz que ninguem seper-
suada que as eslradas de ferro sao os denles de Cad-
mo, que lanrados sobre a Ierra faram della surgir
a pro-peri la.le. Julgaque para as oulras provincias
as estradas de ferro nao sao um poderoso elemento,
um grande ineiu de cvilisarao, mas apenas o seu
complemento; assim o nobre depulado disse que
em Pernambuco c Babia nao deviam eslabelecer-se
vas frreas, e sim em urna provincia que lera gran-
de popular.lo c recursos, quo devia-se aproveilar a
experiencia eos resultados da estrada de Pedro II
para cnlao se empreheuderem oulras eslrada? cm
oulras provincias.
Sr. presidente, cu deploro que o nobre depulado
nao prcsle seu apoio a Irabalhos tao nlcis cxecula-
dos em oulras psrtcs do imperio ; era isso mesmo
que se deveria esperar do nobre depulado, que se
raoslrava nao s eothuslasla das vas frreas cm nos-
so paiz, como torrado de grande terror pelo estado
ec.Miiiini.o do paiz.
Sr. presi.lenle. como enlende o nobre depulado
que se poder afastar a crise que elle julga ameacar
o nosso paiz seno se empregarem meios semelhan-
, les ? De cerlo que nenhum meio rae parece mais
para os cargos pblicos, que alias nao sao de pura adequado para Ofnbaraear *a crise de que a facili-
conlianca, segundo a sua intellisencia e merilo, ii3o
faz mais do que execular a consliluirao.
O Sr. Costa Ferreira : Niuguem censurou
islo.
,000 conloa.
O Sr. ParanagutcHc bom arrrrsrrnlar qee a
Babia nao deve nada.
O Sr. Taques:A observaran he muilo jesla,
aquella provincia nao esta cmprnhaii. r lio la. d de
ver que q uando os recursos ordinarios ni., resanan
bastantes para os empeiilmsconlrahi.los para a otra
da estruja de ferro, podia ueste aaSB minio vanla^a-
samcnlc usar do si-u crdito.
lis nobres depulados. que san tao vcr-*.lo notas
materias, sabem que a maior parle dos Estadas da
I nio Norte-Americana tem ronlrahido grande* di-
O Sr. Taques :Enlao que valor lem essas cen-
suras fcitas lodos os dias de que o governo se tem
oceupado nicamente da conriliarao das pessoas, e
nao da conciliaco das ideas *
O Sr. Coila Ferreira :Nao rae consta.
O Sr. Taques :Talvez que o nobre depulado
mesmo as (cuba fcilo.
O Sr. ('osla Ferreira :Nunca as fiz, nem as
farei.
O Sr. Candido llorges :Por es:e lado, repi-
to, eu elogio o goveruo.
OSr. Taques: Senhores, no que digo acerca
da moderacao do aclual gabinete' nao quero dar a
entender que os que o precederam fossem reidores,
livessem por norma a maanrtfin Cu creio que
lodo o governo ho moderado, porque a moderaran
he iim principio geral de lodo o governo, porem en-
tre a moderarao geral c a moderacao eslabelecida,
como o lem feito o aclual gabinete, ha urna grande
ditlercnca.
Os gabinetes procedem conforme a situarlo em
que se acham ; em urna poca de lula como a de
1819 n 18"i0 seria una insensatez fallar em conclia-
co, nao seria smente um erro,seria um desservico
dade dos transportes de productos do interior do
paiz.
Alguns talvez julguem que a colonisacao seria bas-
tante para afastar es-a crise, que ella poderia subs-
llnir os bracos esr.ravos que se acham empregados
na asiicullnra. Senhores, a nossa industria agrco-
la lem de soflrer um abalo muilo profundo pela fil-
ia de bracos escravos, e com facilidade nao se ha
de poder fazer a suhstiluic/io dos bracos escravos por
bracos livres...
Eu creio que a colonisacao nao pode promplamentc
supprir a deficiencia que riqueza publica deve
provir da falta de bracos escravos.
Nlo julgo, senhores, que a opiniao daquelles que
enlendem que smenle as provincias em que a in-
dustria esta mais desenvolvida, em que a riqueza
mais lem medrado, a pomiMHdade (le f"-er csl,;i -
de ferro seja bem fundada. O cxemplo mesmo que
nos foi Irazido de algumas localidades do litoral do
imperio cm que existen) terrenos ricos coherlos de
mala, e que entretanto nao cram anroveiladas.
nao me parece procedente.
Senhores, smenle porque urna localidade se a-
eha .i beira ou i margem de um rio, nao sosegu
que os meios de transporta aejam facis. Temos um
exemplo bem frisante na provincia do Para Essa
provincia he cortada pelos ros mais caudaes que se
preslam a una grande navesacao; enlrelanlo al ha
WisconsJit, cuja populacho esii na ralle de qu.itro vidas para o desenvolvimenlo das suas obras. Kan
c meio por nnllia, possuia lamhem naquella poca
eslradas de ferro. E nao he isto s, os nobres depu-
lados sabem que o ultimo estado, o que se acha mais
no centro da Uniae, he Missouri ; pois bem ; nesse
estado que tica a mais de S mil militas da Califor-
nia se projecta nina va frrea que ponda cm cen-
ia, lo o Pacifico com o Atlntico, airares de varios
leriilorins habitados por selvagens. V o nobre de-
pulado que naquella regan n.lo se requor para a
coi.slrucro de eslradas de ferro urna populacao
grande, urna industria desenvolvida no terreno on-
de essa o uisirocco tem de realisar-se.
NHo preciso recordar casa a rcvolucAo feita no
territorio de Nevv-Vork pela abertura do ranal de
Erie. He* um faci conbeeido de lodos, que, depois
da abertura desee canal, terrenos que cram despo-
voa.los, onde apenas se achavam alsons selvasens
qeviviam da rara, dentro em pouco se cobiiram
de villas llorescenles, de terrenos cobertos le nma
cultura rica.
Porlanto nao aceilarei, fundado uestes cxcmplos,
a opiniio .lo nobre deputado pelo Ro de Janeiro,
c eencorrerei quanlo for possivel para que oulras
provincias do imperio que nao se acham no mesmo
p de prosperidad;: que a provincia do Rio de Ja-
neiro, obienham os melhoramentos de que ^who-me
oceupado. \j
Sinlo, Sr. presidcnle, que o nobre depulado a
qncm por mais de urna vez lenho lido a liberdade
de dirigir-mc, se moslrasse ta.i adveMo as emprezas
de vijs frreas projecladas na provincia da Babia e
na provincia de Pernambuco. Eu faro a juslica de
arredilar quo o nobre depulado nao fez mais do que
seguir anas conviccoes. Exprimi a sua opiniao fir-
mado sobre os dados que (em rolhido c sobre o es-
ludo nessa materia. Mas ato, Sr. presi.lenle, be
mais om motivo para que eu siula que o nobre de-
pulado, quesera um grande apoio a favor daqucl-
les melhoramentos, se aprsenle adversario extre-
mo contra ellos.
0 governo, senhores, nao linha csr-nlha nesla ma-
lcra. As estradas da Haba c do Pernaiiibiim cram
objecto de presenpeio legal; assembla serai ca-
bia verse devia, conjuncaYmenlc com ;. eonstnfe.
So daeslrada de Pedro 11, ordo.,,.,- a construccao
das .-Iradas do Joojzeiro e .le Agua Pista, a assem-
bla o j.irgou conveniente ; o soverno devia cumprr
a lei. Nao esl pois sojeito a eiprobracgo ilgama
pelo que lem feito cm enmprimento da tontada da
assmbiae das leis do paiz.
> ni considero, como o nebro deputado, que
empreza da eslrada de ferro do litoral da Babia pa-
ra o Rio de S. francisco seja de tao pouca impor-
tancia como elle pareceu acreditar. Repilo antes que
essa eslrada be urna das mais importantes que se
podem abrir no imperio ; he urna eslrada de futuro
.ligua da altenr i.i dos poderes do esta lo, nao sai pelo
seus resultados inmediatos cm r.-lar.io riqueza do
paiz (apozados e sua prosperidade, como em rallo
de suas cousequencas polticas. Apoiados.) A e-Ira-
da de ferro projeclada no litoral da Baha para o rio
S. Kraucisco liga-se a' navegacao dcsle rio, que alra-
vessa quasi loda a provincia de Minase parle da da
Babia. Essa eslrada cucontra um rio magnifico que
abre una navegacao flanea por mais de 300 leguas...
l'ma eoz :Sclecenlas.
O Sr. Taques:------fura* a navegacao de seus
aflluenles, o rio das Velhas e oulros. Porlaulo, s
esla consideradlo demonstra a importancia desla es-
lrada de ferro. le a eslrada que pode Irazer a cir-
cularlo interna do imperio pondo cm eonlacto pon-
tos de diversas provincias boje iuleiramenle sepa-
ja.las entre si pelo interior: porque, aberla
eslrada de ferro para o rio de S. i-raucisco, fcil he
navegar o rio da Velhas e eslabelecer o caminlio de
ferro que venha ligar o cenlro de Alinas com o Itio
de Janeiro, como se orejela. Nao quero eslender
as vistas mais longo para considerar o .leseiivolvj-
mcnlo que o prolongamciito da eslrada de ferro do
Joazeiro poderia lomar ; mas pondero a cmara que
aesa eslrada vai dar sabida n.io s aos producios da
Babia, mas tambera aos de varias provincias do im-
perio.
Com a conslrucc.lo da eslrada de ferro do litoral
da Babia para u Joczeiro lorie sabida nao so pro-
ductos da Babia, mas de Minas, Piaubv, COar,
Pernambuco c de urna parlo de Covaz. Considero
porlaulo aquella eslrada como urna obra do minia
importancia para o paiz em relacao sua riqueza
publica, e prosperidade.
Se entrarraos em considerarnos polticas, as van-
lagcns desla estrada serao anda mais salientes,'por-
que he um faci que nao se podera desconheccr a
importancia que as vas de cuiiiinuncar.lo devem
exeicer em um grande esl;do para ligar as suas di-
versas parles, l'rovnvsmenle a UnlaO Norlc-Ame-
ricana nao subsistira indivisa se nao fossem os meios
de romuioncaraa que all se lem cslabclecido,
meios pelos quaes as cidades mais apartadas da
I ni.io se acham em contacto.
Pelo lado da ordem publica a abertura das.vias
frreas no interior do paiz he de urna ulilidade que
miiiigueiii contestara, he o nico meio de civilisar os
scrles das grandes provincias, onde boje a accao do
governo he quasi inseiisvel.
Eslou persuadido, Sr. presidcnle, que um cami-
nbo de ferro abcrlo neslas circumstancias' nao pode
deixar de compensar muito as despezas feilas com a
sua constriiccn : eslou persuadido que o oslado ti-
rar dahi vantageni que compensarao .-impamente
os gastos feilos com e feilura deltas vas de comrau-
nicaejto.
O nobre depulado pareceu aterrado dequeasduas
provincias nao livessem meios para salisfazer aos
(.inpcnhos ronlrahidoseni bem deslas cinslrucces.
de que sobre o Estado ilcliniliv-nneiile venham re-
calar os encargos imprudentemente cootrahidos pe-
las provincias. Mas, Sr. presidente, a renda das
provincias a que me lenho referido, nao he tan pe-
quea como lalvcz pareen. A minba provincia lem
tima renda de mil conl.'s para mais. O nobre de-
pulado lalvcz nao admita que essa provincia leuha
nina renda tao crescida. porem he o qoe consta de
dados c documentos olliciacs. (Apoiados'. As ren-
d- l.i Rabia, entrando ludo o que se arreradou per-
ln; enle ao ullimo anno, anda mesmo depon dellc
lindo, deviam orear por niile cen ionios de i.i-.
da do Ro de Janeiro, que he de ,'00:0009.
O Sr. Taques:Eu nao contesto que as rendas
.la provincia do Rio de Janeiro sejam grande-...
O .sr. Sayo l.obaxy.He una observacao que
faro.
O Sr. Taques-.l.rcio niesino que .. nobre depu-
lado se enganou dando um computo inferior a esse.
he com os seus recursos ordinarios que esse Ellad-
leem feito esses maguifieos trabalhus que grandemen-
te tem contribuido para asoa prosperidade, elles lem
laucado mao do seu credilo e do enlabelectmenln la
novos impostes para salisfazercra a lodos o seo en-
ea rsos.
i.luan.lo poi-os recursos ordinarios da provincia
da Babia nao fossem sufliricilrs para salisfazer a
lodosos seus empenhos, bavia ineo*. qner na sra
crdito, quer por novos imposto*.para supprir de-
pi i .i- .1- lauta ulilidade.
Sr. presi.lenle. o meu estado de sande asa ana
permute dar um srando desenvolv melo w oa*
Linha a dizer -obre esla materia a remara percebe
que eu fallo mesmo rom diflicnldade em CMisrqaea-
ia dos meus sollrimenlos. Nao posso pnrem dei-
xar de dizer algumas palavras cm rrlaran aes
cdo nobre depulado pela provincia de Minea <.
Habituado ao maior accordo com as ideas da ne-
bro depulado, nao be sem grande repugnancia qoe
eu me atrevo a fazer algumas reflexes acerca deesa
discurso.
O iiobrcKlepulado apresenloii-se cm orna piieajlai
lie eu nao pude bem comprehender ; parecen qe-
rer censurar urna poltica que ea roe persuada qee
liiili'i merecido sempre o seu apoio.
.' Sr. J. J. da Rocha : l'ma polilica qae fe
muilo bem. mas que chegou a soa vez de fazer
mal.
II Sr. Taques:Urna polilica que en rae perseadi
que era acon-elhada pelo nobre depulade.
I) Sr. .1. J. < Itorha:Sim, senlior, mas o acide
prussico cura os .lenles e mala os saos,
o Sr. Taqw.s:Mesmo na nova posirao qve <
nobre deputado por Alinas oceupa nesta casa, eme
parece que de vez cm quando se revela a aalis-
campean da reacrao ; parece que o Sr. depatad..
deixa ver as suas ideas de lia moilo lempo em favor
do principie da ordem e da conservarlo.
Eu nao sei nio-nio se o discurso dn asare depa-
ta.lo linha alguma cousa de e pigra ni matice. I m-
bre d.Hitado, da .irru .lo ruin as mesma ideas aa-
ligas, quiz apenas por urna nova panaae.
coito torneie assaas palavras, caawra
por ser muilo moderado no pensamenlo d.i nobre
depulado. segundo as -us ido.-. I'.irrre-m qae
.> que o nobre depotado nao eppreva he a potilira
conciliadora c moderada da a.lmini-tracao, sena qae
por -sd doxe do eslar colrente com as seas idees
antigs. O que o nobre depulado deseja he qae a
gabinete volte atrai esiga a polilica que o nobre de-
pulado. ja pela palavr,-. ja peta imprensa, soasare
a.'.iii-i'lboii aos seus amigos, porque, cabero, as
ideas do nobre depulado cram ideas njtn de momea -
lo. mas simo resultado de urna longa refleiae.
Eu, porlanto, cmqaanto nao tiver aira* pasta-
do que o nobre deputado lem mndado de ideas, de
que elle lenha julcado convenienle urna poltica
diamelralmente opposla aquella que cm oulro Icmp
susleotou. nao posso rrrr rom fundamento a qee pa-
receu significaron! as palavras do nobre depatadn.
O Sr. J. J. da Rocha:lie para evitar ama n-
utica pe fritamente nppoMa.
O Sr. Taques:Senhores, o nobre depntede pa-
receu querer notar no governo tendencias qae afta
revela. O nobre depulado pintou e snverne do pait
muilo prximo ao absolutismo, e enicrgmi na cons-
tituir., forlc do poder jiidiriario um faetn qee de-
monslrava que a administraran marchara para a
absolutismo ; mas o nobre depulado foi e amana
que nos disse que o absolutismo consista na roa-
cenlracao de lodos os poderes as mesmas mam.
Ora, cu entendo que nina orsaniarJo forte d->
poder judiciario he o maior .-iJvcrsario dn despotis-
mo. {Apoiados.) A historia lem meslr.ido em ledos
os paizes que o poder judiciario forle he e mais oe-
lavcl adversario do poder absoluto. Ipoiadm.
anlisns parlamenta moslram baslantr.
Porlanto, o desejo do actnal soverno de roesti-
luir forle o peder judiciario nao pmva qoe elle
queira appro\imar-c do absolutismo Irwiaea.
E lano o poder judiciario forle he ialeiramenle mi-
miso da prcpnn.lcranria do posler administrativo,
que o Sr. ministro da justira o reconhecen nesta
casa, e foi levado al a dizer que, constituid e
poder judiciario da maneira por qae se propoe nn
projeclo de reforma judiciaria, ncrestario era meo
poder adminislralivn cuidasse de defender-se coaira
0 poder judiciario...
O Sr. Itranduo : Isso foi dilo per demais.
O Sr. Taques : lie o qne acontece em todas es
paizes onde a poder judiciario lem urna organisario
forle o poder adminislralivn lem ncressidadc de
defender a sua accao.
Por tanto, se o soverno Irala de dar farra ao po-
der judiciario, de po-lo independenlc por meto de
seus privilegios, he claro que, longe de ronrorrer
para o predominio do poder administrativo, concavre
para que o poder publico do imperio teja dividida
como a consliluirao eslalielecc.
O nobre depulado exprobron anda ao governo a
sua inlerveurao-excessiva na industria, e quiz fazer
aceitar a doutrina da abslencao completa do gover-
no cm materia de industria, dizendn que era nao
doulrina corrcnle.
O Sr. J. J. da Rocha : Menos na escola sacia-
lista.
O Sr. Taques: Mas o nobre depulado, que he
bastante esclarecido, reconbecera sem dimita qae
nao he esta doulrina aceita pelos melhore* ccoaa
mistas que cm geral suslenlam que por excepta.) ..
governo deve inlervir na industria. rv*e ha me>
paix em que o governo, sem dar aos tos recata
menlos o deciivolvimenio qae linham na rnara de
Colbert, eslabelcra algumas regra- em materia de
in luslria. Pulanlo, anida por esle motivo ale a-
cho que o nobre depulado por .Minas leafca tanta
desviar da anliga conformidadc cm qne ceas
elle me netas.
Poderia dizer o mesmo acerca da rmlriliiada
a que se referi o nobre depulado quando disse qae
.. soverno iutcrvinha em ludo ; mas o nobre depa-
tado bem v que a que-lao da centraliserjto adaai-
iiislraliva be una -imple- qoe-l.io da organiserao .
do po ler a Imiin-lialiv.i. Proced .Torno par si
oa por seu-delicados, que isso om nata altera a
ualuKza do poder adiniui-tralito. que nada tem
com os oulros poderes indepeadeiitr<.
Ncnhun.i rniieliisa.. pois se p le luar das pala-
vras .I., niihre d.-piil.i.l.i qne poa scrdesfavoraxal
poltica al boje seguida ielo enverno : e se livev-
mos em cousiderarao o excinpln mai- moderno qae
a esle respeilo se nos oflerrrc, veremos que o zever-
nn mai- al-olulo da Franca mis ltimos leatpasae
juslaiiKiite aquelle qoe eslaMecee a descenlralisa-
.jau administrativa em maior escala.
I

HEGVfl
MUTILADO


/~~\

DIARIO OE PERMMBUCG SABAUO 23 DUUNHO DE !855
finalmente o nobie dtpul-do consideran como
uma das pro va- da >u.i usorclo, do Iriumplio do
absolutismo no imperio, alguma falla de respei lo
liberdade individual. En crcio que ninguem se
persuade que o paiz ludo marcha l mil marav-
Ihes, qu a le-, lie umpridis de modo que nada
ht i dizer, que a idmrhtsira;u*da jnilr,a he a mais
na Sainara, acordara e subir an convez anles do i claram guerra ans poetas, romanlicos, philosophos
aba!ioamenlo. c astrlogo, tomci o rumo de cata ; mas com um
A Iiidrina no foi apique como ae disse. Tom-1 cirrumloqoio de itinerario, para fazer, ronfesso-o,
Imiu, e liarle dos naufrago, passando para o costado, i una pirrara a polica,que lerendo as fonles a esqae-
cori.iram as lalbas do um escAlcr suspenso Dos tur- ce osquintaes. que aturara a quem sonb i c rieia
eos paseram-o a nado e' nelle se refugiaram. Tai-
lando anlM um cabo a popa da tarca, aJIi se oon-
lervaram amarrado-.
no livrc uso de suas untias os ladres de gallinhas,
que livrram a desattcncaX segundo disse o Mercan-
hl, de abafar ninas aven destinadas por um devoto a
(I 7'."fii... segundo nos informan., |rau al-i um piar, que plancjava dar i polica,
lia. Ja disseque a perfeijio nfio he toril al- g,,, togiielos a rolimu-,e do lugar do sinitlro pela
lincjr-se ueste muiiil ; por rnnsequcncia nao du- I madrugad*, sera descubrir os nufragos, listes viam
Mdo que a liberdade individual nao solTra algumas
ve/e-...
i) Si K'tinilaa Muflas vcies.
. OSr. laque: -.... alguns ataques ; porem es-
(ou persuadido que eslrangeiro que viaja pelo
liste* p ii/.,,|ue o conhece, niio leni que deplorar a
lelta liflibrdade individual entre no, lie um fac-
i que lo los re/onliccem, "que aquello que vive de
mndncguh)(^iia*o letn que, leme,r por sua asuran-
es nesteImpeiin...
t ma ro: :Apoiado, temem-a os vadios.
O Sr. Taques : ... aslou persuadido que entre
nos a liberdade individual tem todas as garantas,
lodos os rspedes que se podem esperar em um pai/.
govern.i.lo regularmente. tpoi'adas.)
O Si: I. J. da Rocha da uiu aparte que nao nu-
Mlllos
O Sr. rayuat : A grande garanta do habeas-
or/iKs he da nossa legislaran...
O Sr. J. ./. da /tocha : Coitado Ja morreu ha
muilo lempo.
O Sr. Taques : Nao sei como ; a garanta do
habcas-corpiu he regulada pela legislarlo promul-
gada em 1832, poca do maior fervor liberal...
O Sr. J. J. da tocha : Com o legulamento do
governo morreo.
O Sr. Taques : O nobre deputado diz que esta
garanta esta burlada ; entretanto, dentro de pou-
cos mezes um magistrado conceden uma dezena de
taucas-ror/iu a favor de presos muilo recpmmen-
dados por autoridades superiores na provincia da
l'aralha. Eis-aqui como esta burlada a garan lia
do habeas-corpiis...
O Sr. Sanios .llmeida : Tem-se abusado
della.
) Si. Taques : O nobre deputado pelo Mara-
iihao tem oulra quinan ; diz que se (em abusado do
habeas-corpus...
t> Sr. Brandan : He liom acabar.
o Sr. Santo* e .llmeiia :Nao he Imm acabar,
mas tem-se abusado.
O Sr. Brandan : Se se (em abusado be no sen-
tido inverso.
O Sr. Sanios e .llmeida : Nao apoiado ; tem-
se abosado eoneedendo solturas em casos em que
nao devam lar lugar. .Apniados.)
ruparei ila primeira parle do dj-curso proferido
honlem pelo illuslrado deputado pela minha pro-
vincia : nao me reconhec,o habilitado para discutir
ueste terreno com o iioliro deputado ; deixn aos r-
da.ilos que tem estado frente dos negocios pbli-
cos, que possuem todas as informacOes, todos os da-
dos acerca dos negocios de que Iratou o nobre de-
putado, darem i cmara as informacaos neressaria*.
Direi entretanto que em retarte a este objecto na-
da tenho visto que arrede do actual gabinete o meu
apoio; de ludo que tenho onvido me ffarece que
resulta uma verdade, e vem a seros estorbos que o
gabinete tem feito em defeza, a bem dos nteresses.
nacionacs, .-/potados.)
As aossan qnestftes com o Paraf.ua) nao sao de
dala moderna, sao questss milito antigs cuja so-
luc.io trm marchado lentamente. Com efTeilo, se-
nhores, n,lo ha quem ignore que cslns quesles du-
ram ha muilo lempo : o que se tem feilo al boje
para solv-la- '! Ao gabinete ucluabscm dovida ca-
be a gloria de baver procurado apressar esla solu-
,'An de accordo eom os interesses do paiz.
O nobre depatado dcsejsra que lodos estes nego-
cio- eslivessem concluidos, estivessem acabados, c
acabados de accordo inleiramenlc com o qae ella
enleude conveniente ao imperio. Ku, Sr. presiden-
te, nio arriscarei palavras que podem ser mal inter-
pretadas, que podem ser mesmo imprudentes em re-
lieao a negocios de que nao tenho pcrfeilo eonhee
imenlo ; mas eutendo que relativamente s nossas
qoc-loc- com a- pequeas repblicas doSul. alguma
casta mais ha do que a donmnslracao de que o im-
.....la '" alguma i i r
ra nMeosev do impH l de que n ir. nnbe* unc
> da -na forcjg superior, da sua preponderancia.
Neste- negocio-, loshere, nao -e proejaran) eme
licite- negocio- nao seria proprio do hnim m
as ltea do vapor, aui ato podiafl appro\imar-se-
Ihe por uno lerem unios nem vela* no escalar.
m gritos dea nufragos, que mo foram ouvidne
a bordo do vapor, chegerain fcli/.inente a bordo da
barca peruana Cndor, que demauUva o nosso
porto.
O capillo da Cndor alraveesou immediatamente
e aguardando que aclarasse o dia, salvou as victi-
mas do acaso ou do descuido e imprevideucia.
A barca ingleza Couritr, entrada hoje, passou
na altura da Tonta Negra pela carcassa de um navio
que se julgu.ser a da malfadada Indinnn.
O cozinbciro do Tutantins que o commandante
julgaya nimio, cabio do gurupsdo vapor sobre o
coiimz da Indiana, e salvouse lambem a bordo da
Cndor.
He natural que a verdade 'eja bem apurada, pa-
ra que se reprimam os abusos que vao-se tornando
frequentes com o maior desenvolvimento da nave-
gacao a vapor. i
Se os coinmandanles dos vapores cnlendcm que
para rcsalva da sua respousabilidadc hasla-lhes a-
render os pharues e arremeter contra os pacficos
navegantes, nao ser por certo este o ultimo sinis-
tro que teuliamos a lastimar.
{I. do Contmercio do Rio.)
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE I'EK-
NAMlilCO.
Rio II de Junho
.'oro mo.Em gratule alrazo vBo meas negocios,
|inr qiianlu os Exms. alarefados com as caretas, que
Ibes fazem alguns mis augustos, e dentadas que bes
dao oulros, nao tem podido, ape/.ir dos consolos da
illu-trada maioria, dar-mc um deslino conveniente
ao mcu prngresso intelectual, e inelhorainento ma-
terial. J tenho recorrido ao prestimos auxilio de
ininlia hospede, que tem procurado por em campo o
patronato do bello seno ; mas os proprioe encantos
das semas pollicas nao tem produzido ilcito! !
t'arccc-me que be a cousa mais insensivel deste
mundo o enraco de um ministro,[quando a opposi-
c.io esl ardenle. e vigoioso. Crcio, mas nao asse-
versj porquetambern conheco aignns eoracesinljos
que pareceo mais insensiveis, do que o ma'is insen-
sivel do mais fri ministro.
Eu ando aqui n'um mar de incertezas e du-
vidas.
I'ns dizem que o ministerio esla firme romo a
rocha, oulros que fraco, romo denles de velbo, es-
tes que elle uto deixn as posiees, porque vai bem ;
aquellos qii" devedeixar porque vai mal; os mais
innocentes que devem largar a oulros a chupeta ; os
mais expertos,que seos principios nao tem sido cum-
plidos ; a cu oiivui.lt> a lo los, olhaudo para lodos, e
observando a lodos, sem saber qoal a verdade do
passa.lo, presente e futuro. Isso faz desesperar o
mais lleugmalico brelao.
Tenho pensado seriamente em que posso ser cha-,
ruado para organisar um ministerio; e Vine, que
me conhece bem de perlo, sabo que nao seria algu-
ma novidade ; mas, meu amigo, icului enronlrado
urna dilliculdade mais invcncivel, do que o pao de
assurar ; que, sem duvida alguma, me privara de
sobracar nina pasta per omnia scula sem fin.
!\.lo pensei que seja a falla de collegas; pois
nesle secuto de pbilanlropia a cada canto se encon-
Iram cem Cyieneus, que ajudem a arrastar o pesado
fardo de urna pasta ; a minha grande dilliculdadc
esla noprogramla.|"m proassjsnma, oh um
programma he o cscolho de mu gabinete, he o duen-
de de t! ministros, a agonia da maioria, o cavallo de
balalha da opposic.lo.
Se o progriimma he solido naufraga o gabinete.
Se he grande, soflrem de ervos os ministros. Se h
longo, esfalfam os miuislerialistas. I'inaimenle se
he forte cavalga loda a opposicao. (jueru por tanto
um programma estrepitoso, pomposo, curto e Oseo;
quero um programma assim de papelo, cobcrlo do
ouropel; quero finalmesie um programma feilo por
um armador. Mas como havc-lo. se lanos j i lem
sido estragados "! O mcu genio he tao pouco inven-
tor Se a sua musa Ihe ajudar na dcscoberla de
um programma de pulpa, coinmuniqnc-m'o, para
Ihe re-ei var lima pasta, em Iro-o de scu invento.
Eu tenho pnssailo um pouco mortificado pelo fri,
queein cerlns dias nao lem estado de brincar.
As chotas tem sido ahundantes, c escasa di/.cr-lhn
que as lamas (ecm crescido em honra da omnipoten-
te polica, pois segundo asseveram os augustos llo-
clla. Candido Borges, c Oueiroz, nao ha mais muni-
cipahdade illuslre. S. Exc. policial lem uma lu-
neta crcio que pilhou algiiin vidm dos ocufos da te-
I lu
Entre duai alas ile candelabros, que no seguimen-
lo da ra lingiaiii duas largas lilas de fugo, de dis-
tancia lalves superior i um quaito de legua, vim eu
ahvsinadoem minha ni- litara >, da qoal ponen me
poda retirar o tal malsim, examinando o quanlo ha
de sensato em ludo quanlo me cerrara...
So cu Ihe communicra minhis rcflcioes, cerla-
menle qnc me supporia com direilo a um quarto no
Hotel Clemente ; mas com sinceridade Ihe direi, que
a pouros liz a honra de nao suppor.doudos. Quanlo
a mim a queslao he de quantidade, ou de mai> c
menos.
Ainda nao linha amnistiado, com a facnldade de
pensar com sensatez, aos oossos melbores rarioci-
nadores, qnando me achei quasi de chofre, no Cam-
po da Acclamaciio. Vaatie entre duas linlias de bar-
ranes, em cada um dos qoaes se fazia ouvir uma
msica marcial.
L"m concurso immcnso de pessoas em democrti-
ca pi'-111:1.1 ni |,i Ir. dava aquello lugar um ar de a-
campameulo, que^issas me deleitou. I'm-i lirilhan-
te illuminacao em loda a frente da pequenila ermi-
da de Sant'-Anna, um crelo armado na porta da
igreja, donde se fazia ouvir uma msica militar, da-
vam realce ao piltoresco do quadro.
llana nimia agilacao para mim naquellc lugar ; c
eu quera -onhar ; paranlo deixei-o.
ronco adianre, un thcalrn Provisorio, fui allrabi-
do por urna meloda saudosa, que vihrou acorde com
inen coracao. Arralado por aquella msica celeste
approximci-me ao Ihealro, c enlao ruiiheci que
aquellas ondas de sons vinliam do sallo do mesmo
Ihealro, on le era dado um concert. Ouc deliciosos
momentos alli passei A la brilhava com lodo o
scu fulgor, o ar limpo e azulado deivava passar lo-
da a luz ipie della se reflectia, o mesmo vento pare-
ca nao querer pcrtu bar o silencio, que alli reina-
va, c urna s ola daquella linguagem dos anjos nao
se perda !
Oue bcllasjjinspiraces de cornees ap.iixonados
nao foram alli recitadas Eu pens, com alguem,
que nao po le haver poesa c msica possiveis em um
coracao calmo.
liiidoii-sc o concert, e eu anda csl\a cm meu
polo. Aluilo de proposito nao quiz comprar um
billielc c lomar lugar no salgo.
Aquella msica, ao or livrc, no bello litar, que
fazia, linha um sainle impagavcl. Ouvi-la entre
um concurso de individuos impertinentes, de jovens
pretenciosas, ao p da luzes incommodalivas, cm
urna temperatura subida, seria uma verdadeira
manada, comprida por "i> ; seria urna pouca d'agua
Mullida c fresca, bebida cm laca de crytal aliniSr
carada.
Continuando mcu itinerario achei-me em fente
ao pavilhAo do Panizo. Alli baria um baile. Aova
msica, novo prazer ; mas eu nao goslo das monto-
na- conlradansas, e menos do lurlnlhao das wabas.
Se os apnixonados me eonsullasscm, dir-lhe-'-hia, no
consuniam sua vida, animacao e paixflb nesse ailar
e desandar a que chamam ciintradans rodar impertineulc a que chamam vajea, empre-
guem-se mais iilihnenle cm decifrar enigmas e re-
solver problemas, ou recitar caucoiietas.
lie verdade que casa passeio moiioloun he fcil
enipiego a um par apaixonado, que lem poneos re-
cursos ntellertuaes, para um Adonis loupeira, ou
p ira lim i bella -em espirito ; mis para duas iulclli-
gencias. que se comprohend un, he urna verdadeira
materiailadc.
A miisica perdia-se no silencio da nnite, e nem
um so apreciador euconlrei a gozar por contrabando
sua meloda.
Que nnite festival, pensara eu. A prioceza ame-
ricana cl banhada em prazer!! Assim o pareca;
mas quem sabe quanlas dore nao tem cuslado, ou
h3j de costar, aquello prazer! Quantos uo estarn
alli com o coracao tranzido de magia! I'odc ser
pque mullos, c lalvez que ncnbifin ; isso pouco me
inlcressa, pois o egosmo, aqui dominante, me vai
invadinilo.
, Vollan.lo casa, mcu- pos testificaran!, qae sea
princesa da America lem ondas de prazer para os
favorecidos da fortuna, (aiubein tem grande sorli-
menlo de... para quem, como cu, faz suas excursoes
a pe.
A politice tem ido em ardenta. O* digntssimos
senadores calmus e redeclidos, mal mostram que
vivem. Oucm por alli passa pude mostrar as crals-
ras do vuicao, que no anuo passado pareca querer
abymar-nos em lavas vomitadas cm aicdonha crup-
eao; mas que boje fras apenas restam para me-
moria.
A augusta esla llaniniejante. Os Augustos, leir.iz,
Sayoes, Sou/a Franco e uniros, muilo dislinetos
membros da joven opposicao, teem arrumado e sem
-. ------ _.... ------j.._._|( ^------, ... .... ...>... ,v- i. .11,111
jiic lauca aos lodaraes, quando um seu carro piedade, nos Exms., cujn programma vilo conduzn-
policial os Iranspc, c n (al vidrinbo bem longo de
ffl......lar o vulto aos charcos, o diiniuiie. He urna
l'ei leil.i lente policial. As-evcram que be convexa,
e que mostra os objecin grandes ou pequeos, con-
forme lado porque heapplirada aoolbn, Esl no
* slubiidadc pohlira ai kora4niaii o-viti-i-
c aqucllc. .pie colcn lem i|oc a vola, -em n auxilio
das amartllas, he insuppurUvelmeale tonga, v-m te
ros rendo ao baraco on caldo, co-i'mwi Mcran
til u.lo se cauca muilo em proosrar as causas de lo
po ella de ser abvsiuada no salso pelago, por um
Icseniainiiho, donde nunca mais leramus noti-
cia; pois o Sr. Nepluno lijo admitle correios cm
scu reino, o que seria de moita vantagem para a pri-
meira naeao, que celebrasse com elle um Iralado
de commercio
lem comnosco.
Sexto liiialni'iile : porque a arca da alliauca foi
O salvaran para Nao c loda -na descendencia, que
somos nos; logo, viva a alliauca! Delrnda rst Se-
baslopol1.
Alas parece que a tal Sebastopol, em grego, cidade
navegaco, (al qual a Inglaterra | augiisla. na nowa logua, esU exprimiudo enm o -:u
nome umdesprezose basto !
Sim, senlior. sem ir.ais nem menos, o Teauthis,
no iiiesino ijia da sabida desla curte, em uma bella
nolis, linipa e transparente, as 10 horas pouco mais
1 l ni 'nos, cm lempo em quo o mar nao eslava mui-
lo cmpoHidn, como ronvem aos descuidados, den,
com VMocidadede lile lijmilhas, uma tal focinha-
da na galera inainarque/.a /ndiViiia, quese Ihe aprc-
sentou com velocidade de !l c f|2milhas, que a re-
mellen in cnntinenli ao fundo do Ocano, Com lodos
os vivcn(es nella exislentcs. em numero de 19, po-
dendo, porm. trocar um seu cozinbciro por outro
da mesma galera, queescapou, unicamenlc para in-
formar o nome do navio.
Veja, caro mil, que furibunda marrada jogaram
aquellos ,lou inunstrns, e que lesla nao lem o 7o-
canttns, que apenas perdeu o beque. O com-
mandante diz, que se demoroa Ires horas no campo
da balalha a espera de algum qu? nao qnizessa mor-
Se, por azar, cu fose ahasmado agora para organl-
str um ministerio, 'do que Dos me livre havia de
ria por mim; que dil Vine."'
Ha posees dias que cabio da lorie da matriz que
se'est.i ree llieando ne-la cidade, mu pobre h-iinem.
que linha ido fazer signal por uiorle. Era bem car-
liinleiro; linha () anuos de idade e linha solliidoha
anuos um ataque de paral) -ia. A torre sii tem au-
daimese ii"uhun> soalho, de iiuueira que a pobre
victima veio halendo de andaime em and.iime, de
Irave em Irave, atu chao, onde chegou moribundo,
mo durando 5 minutos. Era j.i noilesinha; suppe-
sc que lev ira uma inesperada paucad? do sino, .pie
o laucn da plancha, em que eslava, pelo interior da
lorre abaixo.
A assembla provincial continua nos seus traba-
Ibos; e muilo estimare! que nao chegue aos seus ou-
vilos, nem dos seus leilores, que dous nohrc- reprc-
^ sentantes quizeram ir ao pugillato forte. Islo be
nou.e grande descuido ; phrque, segundo me infor- i provenienlc de cbamar-se aqui s discussoe*liro-
mam, nao havia impossibilidade de avislar-se o na-' leios.
rio, lano que pouco lempo depois foi visto um ou-
rer
para
; mas ludo fui baldado ; a galera foi Iripolada
i o fundo 1 I'arerp-me, que de parle a parle
canee muilo proposito a noile e enrapella o mar
a conteni, l'arece-me que sua importancia vale
bem a pena de um pouco de trabalho.
Seja como for, houveram >0 victimas, um'grande
suslo para os que escaparam, e o vapor volloo lan-
cando agua por qualro boceas, c com elle minha
i irla, que nao se se lera destino por este, pelo qual
Ihe escrevi, ou se passar por algum equivoco dos
empreados do crrelo desla corte.
Depois daquella de i I nada lem orcorrido que
mereca menguo, a nao ser um romorrjar constante
de modificaran ministerial, qae ale* ja foi dita cm
dos
SBRG1PE
18 de main.
Aqii'-nlany;.Conlinuam em grande vegelaoao
o canuaviars daqni e do Jupnraluba.no se dando o
mesmo furor nos de Vasa-barr* e de S. Francisco.
porque as fortes clieias desses rio, ludo levaram.
Os legamosserSo pouco-, porque nao honre lem-
po para OS rucados.
Assemblcn. I-o encerrada a 2 o rorrente, c do
pleno parlamemo, he verdal,-. quo^por'pesVoa in- 'SZ^l^H^ ,f2Sx0W,U' !'"ui rcJulida1i
competente. Se ha modificacao ou Veconlr,.cc5o. nr'J. '."^,,"nul,,,,s "M' ubio o imposto de
nao posso asseverar-lhe. porque ninguem o s-a.....VKXSnE^WPtftf^VSSX*
com certeza ; mas me parece indubilavcl.....e o >-CC" -'-,e S Ctmatoflo, foi transferida a b.blmlhe-
Exm. de Estrangeiroa deo-se por incoinmodado, as-
sim como que anda cansado o da (iuerra.
Os augustos tarnllem teem feilo seus tastos ou ca-
bulas, c me parece nao estarci muilo dispostos ao
Irahalho.
O augusto I). Francisco lem eslado
agasladicn contri a chbala d
contra os guardas nacionaes qe
cadetes, e contra os casligos dos que o nao s.. r,!m'*r a r'"."""r-> |f"ndn de mora o dire.lo de
ca elha para a nova capital, foram creada- liga-
mos cadenas de primeiras lellras provisonas.rcduzo-
so cm ultimo o orcaiueoto,demoao quecoriou-se nos
carne viva etc. Nao go-tei de algunas cousas acho
que com tal subsidio o representar provincia o
reo, a assim (eremos tao perniciosa aristocracia,
primeara K! : '^'."," TT a7mpl" sS"/"-* '''l'-
... ..., .,' aouza o imposto sobre a saluda dos escravos he
aue teem unios rm ... _____
pezo cm ravor da democra- | sa\,0 ,|
ca ; parece, que niio devia zangr-se rom o aug-
mento numrico desta. EraCm, ellcs la se culen-
dem.
Passou a le da livacan de torcas, e por e esla o governo habilitado com um dos raeios indis-
pensiveii a machina social.
Nada mais oreorre. Disponha do-iminulo pres-
umo do seu amigo, esc lem desojo de algumas t-
teos da ra do Ouvidor, mande ordem e o compe-
lenle, quesera servido a contento.
I'. S. Nesle momento acabo de saber qae os dous
pessageiros da bare> Miara, os coinmindanles. (i
marojos e o segundo cozinheirodo Tocautins, poae-J del'ihri,'-','.-
rain escapar cm um bole.que Moeeasilo do siuislro,
corlaram dos turcos, c toram recebidos I bordo de
um navio, que os ouvio gritar. O commandante do
navio diz que avislou-se o Totantin* moilo antes
do abalroamenlo, que se iizerarii lodos es signaes,
quo gritou-se ; mas no Teosnos eslavam lio l-
tenlos, que de nada deram fe. A seguranra com
que o commandanle asseverara, que vira ir a pi-
que o navio, cujo cnslado anda honlem boiava, e
nao ouvir elle osgrilosdos nufragos, mostra bem o
snslo que aeeommetteu o Tocanlins, carreira que
elle deu do lugar do sini-lrn, e a distancia em que
foi parar para rereber infelizes, que suppunlia na-
dando, e que realmente eslavam cm uma lancha
sem remos.
Esle re-ultado um pouco melhnr do que o que Ihe
havia noticiado, ju-lilica a uecessidade
tei do inqiiirilo.
; que manifes-
Minas-Ger.ies.
' ,.,i,.i ,.__________ _,.- ............, -..........."="' l "" "'" "' 'aii-as ue i.io "u riicn iiin-ins os nosso- menas, mas como rec
'a nr.nmra, a.ranear applanso- ., mullida... violenta resoluc.m. porque enleude que a rsenvi- las. que lem de pastar pelo ensill do reglame
orprender a -ua admirara... Nao vejo, do que le- lhl '"" mais que jusli.-avel motivo para qualqiier Os hoinens nao esl.lo disposloa,
do pela rila famargura. He um sacrilegio o mis-
turar no pn un programla lodo parifico,' tal romo
o da conciliable no progresso comerrador: Nao sei
o que qnerem.
v opposicao i i'isr, est um ponen desconliada
"i1 : H i ........ | ,. ,- iepoi ,
no.-... i-.ii....i ,-.., ro acampainenle, itfmnu Ihe a
aven-I..-: p -i goni,i -Ih--- qi|em -o-.' Donde vin I
de-! I'ara mul ules".' Qual .i vo-a bandeira'! t.-a
que fazeis Iremslar hnosla: portento oulargai-a,
ou eullo oni-vos i- nosso- lileir.i-, mas como recru- ;
lito.
conlinuam; o sen resallado ainda no he eonheei.
do. Acredito que i marcha que lem seguido o go-
verno em relacjo s repblicas do Sul he a mais
conveniente para conseguir os fius que devemos sejir na solurao deslis questoes, e ao mesmo lempo
fundar a forra moral do imperio, a sua influencia
benigna em rclacao s naces que nos avizioham.
Terminando o que linha a dizer acerca dcsle 6b-
jeclo, folgo de declarar que da discussSo havida al
aqoi nada me lem parecido proprio para alterar a
conriceflo em qoe estou, de que o actual gabinete
corresponde s necessidades do paiz. precio he os
seus deveres, desempenhn o que a najao lem direi-
reilo a esperar da na capacidade, da sua illuslra-
r.io. (Apoiados.)
Voztt: Muilo bem muilo bem !
(Continua.)
28
l'or decrelo de 22 docorrenle, foi perdoado a Jo.1o
Hciiriques Uorguinhon o resto do (empo que Ihe
falla para cumpyr a pena de (! mezes de priso com
trabalho a que foi condemna.lo por sentcnc,a do con-
seibo criminal do corpo policial da provincia do Rio
de Janeiro.
Por decrelo de 2:1 do mesmo mez, leve merc Tra-
jano Jos de Carvalbo da serventia vitalicia do ofl-
cio de f." (ahelliao e escrivAo do'.publico, judicial c
olas da villa de Geremoabo, da provincia da Babia.
Por decreto de 2i do dito niez : _
Foram apresenlados as freguezias de Santo An-
tonio desta rerle o padre Qtiinliliano Jos do Aroa-
ral, conegn|honnrario da imperial capella, e de Nos-
sa Senbura de Nazarcth de Saquarcma, deste hispa-
do. o padre Rapbael Teixeira de Azevedo Machado.
Teve merc Jos Maria Bravner de Souza Ran-
gel da serventa vitalicia dos ollicios de 2." (ahelliao
do judicial, notas e escrivao do civel, crime c pri-
vativo das execucocs da comarca de Nazarelh, cm
I 'er n, i in luir o.
Pol decrelo de 25 do mesmo mez, foi nomeado
rapitao secretario geral do commando superior di
guarda nacional do municipio da Itezende, da pro-
vincia do Rio de Janeiro, o alteres Antonio Domin-
gos dos Santos.
que parece, a
e
bo oovido. nada que sirva para dar direilo. ju-li- """!'r '<" I1*"- *'-"i pasapnrle da polica, leudo deixarem-se desarmar pelos seus aoligoe inimigos,
licara censura dirigida ao enverno as nesetactes 2I?-i 1.i?0."0 C,,lellu- ?*"> nosso tni- nao sei qual -era o resultado.
con.inmim, o ..*,,.,! la ''.," ?1 '< ? 22?J!!.?*G? a? ^u"'!.es 1Uil"r" A,n. habi.ames de Vaumw lizeram uma re
29
Recebemos roldas de Valparaizo ale 17 do mez
passado.
No Chile linda-se procedido com a maior ordem
e tranqillidade as elcicoes geraet para o cnnrcsso
nacional que lem de inslillar-se no prjimo mez
de pind, ^essas cleicSes obleve o governo grande
maioria.
A paz da repblica continuava nal|trave| r1.
ras i convicejo que (em o povo chileno de que a
prosperidade geral depende do bem estar indivi-
dual, e que osle s pode assegurar-se slidamente
por mcio do trabalho, da economa e da ordem pu-
blica.
Em Kulivia nada de inlercsse linda occorrido
depois da farra representada pelo presidente llelzu
no Ihealro legislativo de Orur. Eslavam convo-
cado! porem os collegnu eleiloraes para a eleieSo
do presidente conslitucion.il que lem de tubstlir
o general Relzu logo que termine o prazo legal da sua
presidencia., A presenta vam-se como candidatos os
generaes Santa Cruz ; Alcorcza, ministro dt guer-
ra ; eCordova, genro de Bclzu. O primeiro en-
viara de Paris aus cleilnres da repoMiel uma expo-
sicao dos seus principios. Os peridicos ofliciaes
laziaro-lbe decidida opposicao.
O Mercurio .le Valparaizo, allndindo a esla elei-
cao. pergunta se nella havera liberdade, se Belzu
permillir que Santa Cruz volle a Bolivia pan sus-
tentar- a sua candidatura, e responde, qoe lodos
aqucllcs que conhecem a poltica de Belzu dirao ;'
<7o. No Per a qaeslio grave que se agita he a das
eteicf.es para a convenedo que lem de rsSrganisar
o paiz. Sinccionada a eosatitaifsO que ella decre-
tar prnceder-se-ha rleic.lo de presidenlo. Bem
que c-la poca estoja ainda remota, eram ja muilos
os candidatos. Os que lem mais prol.abilidade de
Iriumpho sao : o general Castilla e D.JDomingos
Elias, aulores de quasi (odas as revolures do
Peni.
morle.quesuoponho brilhanle u.a d'aquelle bem
conhecidocschptor publico, nao quiz deixa-lo sem
uma copia : Ei-la :
A' MORTE.
Da uiorle ninguem se livra.
He grande asneira leimar,
Ouando ella chega i vir,
Ninguem se pode escapar.
Morre o pilo, e o marreco,
lialllnha, ganso e peni
E apezar da dura casca
O jacaree o tat.
Morrem cobras, e lagartos,
Papagaios, periquitos,
Elcplianles, canundnngos,
Morrem moscas, c mosquitos.
.Morro o trislonho soc,
O morcego eo harur.iu,
Tamandu Iraicocirn,
E o bicudo picapo.
Morro a barata a cliinelld,
D'igual sorle a lacraia,
A' lisga. e ao anzol
Morre o cacao e a raia. %
O cysne morre caulaudo,
O toa morre de febre,
P'ra ser vacca morre o bol,
Morre o gato p'ra ser lebre.
Todo o vvenle se curva,
A cssa lei rigorosa,
Morre o vclho e a moca.
Morre a feia e a formo'sa.
Morre quem Irisle viveo,
E quem sempre se divert..,
Morre o nobre, e o plebeu,
Morre a mai qoe os pari.
Visto que ninguem pode escapar ao Ivrannico do-
minio das sendoras Ires pan-a-,nao lia remedio senao
resiguarmo-nos a nosso deslino at quo nos edegue
por casa o convite, pelo menos assim o pensa o exi-
mio Hacanija.
Anda nao leudo queivas do benfico clima flu-
minense, he o que nos inlcressa.
Os divertimenlos reproduzem-sc com as folias do
Espirito Santo, que aqui como sabe, de o patrono
dos populares divertimenlos do Campo de Sanl'An-
oa ou da Acclamacao.
Na noile do dia 28 eslava cu de mos dumores
para atorar a minha grrula e cannica velhinha,
entend, apezar do pouco confortable fri que fazia,
de apreciar o bello o lindNsimo loar, que auxiliado
pelo custoso gaz, pareca estar convidando a um poe-
lico passeio. Fui fazer uma visita nurlurna bella
princeza da America. Sim, quiz ver se scitroava en-
tre esle burbunnbn de povo, que formiga com uma
animacao, nada compativel com a proverbial indo-
lencia brasilera ; quiz ver se era possivel isolar-mei)
enlre esse continuo movimeuto, apezar do risco emi-
nente de cinco minutos de distracSo, misturado com
os aristocrticos carros do dominio policial.
linda eolito urna impensada tendencia aos lar-
gos, lalvez porque circiimscriplo no diminuto esparo
de um quarto. entre as eslreiljs parallelas de duas
nitermiiiaveis linhas de casas, com o dorizonlc limi-
tado sempre por alcanliladns morros, cu acostumado
a um dorizonlc infinito como o pensamenlo, neces-
sile de espaco, insensivclmonle passei pelo noci,
ou l'racu da Conslitulco, Campo de Sanl'Aooa, ou
da Acclamacao, e fui ter an Bocio pequeo. Alli,
recostado a um chafariz, nao das meltores coosas
em su genero, e livre da visita incommoda, senao
Dengosa, de qualqucr drsses vehculos, tao estpida-
mente dirigidos, perdi de tolo a Coosciencia de mi-
nha existencia terrestre, para pensar mo sei em que
on noque muilo bem sei ; mas me nao faz tonta
dizer-.
1* -
O abalroamenlo da barca dinamarqueza In-
diana. A barca peruviana Cndor, entrada de
Valparaizo honlem de manbaa. leve a fortuna dr
salvar o capitn, os dous pilotos, seis marinheiros e
dous passageiros da barca Indiana qoe fri abalroa-
da pelo vapor Tocanlins, como noticiamos.
Segundo narra o canillo da Indiana, o Tocan-
'is fura avistado daquella barra a lempo de evitar-
se qualquer desastre ; e de bordo desla se lizeram
signaos, e tinto te grilou, que o capilo que dorma
Ouanlo he bom sondar acordado He o prazer
do poeta, a delicia do poltico, o descanso do sabio c
o refugio do infeliz. He ainda o viver .lo aman-
do... Corno nao seja exclusivamente poeta, poltico
saino, infeliz e nem mesmo namorndo, gozei a pro-
nuscuidade dos sonhos de tolos esses somnmbulos,
(.ninprebeudera agora o meu prazer cm tal sonhar i
Assim esdve sem me importar rom o mundo c suas '
realidades, al que um dos familiares da excellen-
tMsima pulira, como pedestre, ou cousa que o ralba,
ciilendeuque havi.-i einiuenle perigo contra as ins-
lituires polleiaes cm que um lioniem seismasse en-
coslado a urna das fonles publicas ; e pouco aiien-
ciosamenlc ( como costoniain (odas as policas do
mnndo, desde a do suliao, que convence s bastona-
das al a desla corte, que persuado a golpes de sa-
br ) m'o adverlissis ojerecejido-mc um dilemma
policial, scilirelpor-me ao fresco ou ir a cadeia.__
Escuso dizer-lhe a parle mais tentadora do dilem-
ma, basla qoe Ihe diga, que eradoplei sem a menor
observaran.
Maldi'zcu Jo todas as policas do mondo, qoe de-
prescnlacao ao senado contra a reforma Jsdiciarla, e
a joven opposicao adopten cssa bandeira, que ao
Exm. da juslira aprouve chamarbandeira de vas-
souras.
Ella ja causn mais sustos do que artualmeule;
mas eu enlendo, que ella reunir grossas fileiras,
porque nao he muilo confortable a tai reforma de
peccados.
(> augusto Justiniano Jos da Rocha ju-lilicou-se
victoriosamente de cerlas impnloces, que indirec-
tamenle sappde baver rccebnlo do Exm. de Paran ;
o mosiroii, que be dos meus, nao professa rintem.
Pode elle ticar certo de que he o peior mal, que sof-
fre : cu o digo por experiencia.
O augusto Sayao moslrou a todas as luzes, que o
Exm. presidente do lo-tiran le do Sul est protes-
tante, e, o que mais he, exerccalli de hispo peque-
no. Achei umita graca na portara do tal Exm.
com [.relen-_-r.es a Rvm., quando permittio a um pa-
dre protestauleprgar em qualquer parte de seus do-
minios, ao passo que o vedara a um eaiholieo.
Finalmente, depois de dez dias de lula, e de baver
arrebentado o bicho cm urna cabera, appareccu a
roi/i'i, c dcscolirio-sc. que baviam vate augustos dis-
postos a dar a lomar; roas os Exms. Iranquillisa-
rani-s! vendo, quo ainda Ibes sobrava muta gente.
A queslao Paraguas he que os conserva actual-
mente em torturas; porquanto o mu digno vice-
almirante ebefede esquadra hrasileira as aguas do
l'raia, complicou mais os nossos negocios, com a pe-
quea despeza d'uns poucos de railiiares de coutos.
Valen bem a pena dos sacrificios. A angosta esto
bellico-a, c quer dar ludo aos Exms. para darem
uma liriio no l.opez.
Sinlo nao poder dar tambem o meu voto, e eslar
velbo para dar minha pancada.
O velbo v ce-a I m ira ule leve mandado de regos-
lo, c vem dar conlas do sua commissao. Veremos o
que allega cm sua defeza.
Achei muila grac_a cm uma nova emenda,que o
Exm. Savao Lobato quiz licitar no voto de grecas,
naoccasiao em que linda de ser approvada a rcd'ac-
riio. Snscitou ella urna calorosa dtseossaO, durante a
qual o augusto I). Fraseasen reqnercu volacao no1-
uiinal, inassem approvacao da casa. Finalmente,
consultada a cmara decidi, que na redacrao
nilo havia absardov contra sonso ou cousa .que du-
vida fizesse ; e porlanlo, passou (al e qual, c assim
foi levada pela commissAo.
Enlrou em discussSo a proposla de lxaro de for-
ras, c o Exm. da guerru tem levado um liroteio.mas
protestando lodos os que o fuzlam, que muilo o es-
timam crespeitam. O qoe fariam se nao Ihe tribu-
la-in esse respeilo e consideracao !
O augusto Scara arrumou-llie, apezar de 1er elle
boles de estrellas, l por certas cousas, que elles
sabcni ; e approvcilou o ensejopara significar ao au-
gusto Oclaviano Rosa, que o ama. Creio, porein,
que apezar de ludo quanlo dizer possam os homens
da joven opposicao, passara a proposta, nao como a
pedio o Exm. mas como quiz a commissao.
Nao de s no norte, que apparecem homicidios. Ha
poneos dias um cscravo menor de I ti anuos, mandn
desla para a futura, com uma pundalada no pcito, a
seu -eubor, qoe o quera castigar. No mesmo dia um
pedestre ( familiar da polica ) deu passaporle a um
inglez, sellado com a pona de seu sabr. Dous dias
depois um accendedor de lampeftes deu uma faca-
da cm outro, e nesse mesmo dia uma mulber deu
uma navalhada no marido. A mulber be de llavana
e o marido Franccz.
Tem lambem havido uns quatrn mcio incendios,
sendo um delles a bordo de um navio earregado de
piuhu c oleo, c outro cm casa de um sqjeito, que,
tent demudar se quiz queimar uma papelada in-
til, que Ihe havia passado por heranca paterna.
O que h-i de mais importante be que n policio apo-
derou-sc dos papis que foram salvos as chamas,
porque em sua lgica policial, cuten leu que nin-
guem queima papis insospeitos. Infelizmente en-
controu-se com contas de irman ladc-, cartas inno-
centes e joruacs.
Foi pilhado um c.iulelisia que, por cautela, ven-
da cautelas do bllheles, que Ihe nio-perlenclam.
Veja que tal anda por aqui a especulacan ; e previ-
iiam-se por la contra os tacs Iralicaulcs, que al re-
inelti-m para a- provincias bilheles de loteras que
correran. Os vapores sahem daqni alarde, as lote-
ras rorreiu de manbaa, c s no da segointe he que
os jornies artnanciam os resollados.
Foram esrolhidos senadores por Govaz, o Sr. Sil-
veira da Molla, e pelo Para o Sr. Souza Franco ;
com exclosao de um arcebispo e um hispo. Decidi-
damente a Siberia nao he para os murados.
O Sr. Jlo Antonio de Miranda tambem pilhou
um assenlo por omnia ucela.
Dizem que o Exm. senador Franco nao quer mais
o senado vitalicio.
GmreicAo do Serio S de main.
Resumo. Exordio cm latim, como o texto de lo-
do sei man. Equilibrio correspondencia! do Diario
de Ptrnambhco. Importancia do seu correspondente
Mineiro e demooslrar,5es ad Koc. Historia dos vio-
le gigantes, quenascem qaitriennalmenle na mi-
nha provincia, alem dos inultos pxgmeus. Os g-
ganles em Sebastopol. Rio de. Janeiro be a Sebas-
topol americana, A>eaioiulr*-*e lenta-se pedir o
hrri-rl d'iimiliiin. /.ovo svstcma do Aristopliilo.
" ludo i- nada I -m ,,, r...., ,-,, f^, ,
1 '" n............ leiiuaica da ..II....... \l---..- i ,
tu. a. \.,einii!e,i p.ovin.Ml. I'ranq.nllidade pnhlt
ca. Ade..-.
Charo amigo! Tempus e< rcmillcndivob'u lit-
teros-meas ; porlanlo m*w i obra < conocemos.
Sem mais. nem menos, ja deve ter apparecido no
seu jornal a minha primeira correspondencia, em
que Ibe participei a minlii feliz anegada a esle lu-
-ii ; e, como ninguem me condece [nem desejo se-
ta), perguntar cada um dos seus leilores -salvo o
esquecimenlo) quem sera, esse demvindo, que a
nos nos vem dar noticias ataas '!
Os seus correspondentes, principalmente, ao abrir
do seu Diario que deuu luz a cuja, dirao imo pec-
tore, bravo Eis aqu eslabelecido o equilibrio
do Diario de Vernam'iuco; c darao ires hurrahs
pela sua nova acquisicao, (parUmenlarmeole fal-
lando.)
Sim, meus seuhores leilores e correspondentes,
est esta' cstabelccido o equilibrio correspondencia!,
pois que eu sou o correspoudenlelabsolulo de Jlmas-
lieraea ; o que em oulras phrases, importo o mesmo
que ser o correspondente de,todas as minas: lalvez
ainda nao me lendam compredendido bem, oque eo
nao admiro, porque tenho a bossa bem desenvolvida
da incomprebensibilidade.
Nestas minhas palavras, quero moslrar-vos, que
sendo eu o correspondenle de tedas as minas, devo
ser equiparado ao czar de todas as Russias ; e que,
porlanlo, lano quanlo influa nos cn-ellios euro-
peas s espada do czar, assim deve influir as pagi-
na- ib. Diario a penna do correspondenle mineiro.
(Nao sei, se demonstre! bem a cousa ; mas quan-
lo i mim, que, aqui para mis, sou mu egoisla, acho
inui bem desenvolvida a demonslruco.)
E como nao ha de ser assim (previno ja as objec-
res) se a minha provincia, o grao colosso brasilero,
lem tas fileiras do parlamento uma columna repre-
sentada por trinla gigantes, v inte dos quaes ella pa-
re quatriennalmenle, alem de uma infinidade de
pygmeus ?
E o correspondenle do colos.o, que tem trinla Pi-
lilos gigantes no parlamento, no ser lambem um
gigante na imprensa '.' Creio que sim.
Agora esl elle com Ires anuos de prenhez, e quem
sabe quaes sero os parleiros t
Por, fallar nos meus patricios e amigos gigantes,
lembro-mc, que quasi lodo devem eslar sitiados l
na grande Sebastopol americana.
Sitiados Siliados. sim : e tao grande he a alli-
anca, que nao sei como elles se suilenlam qualro
mezes debaixo de um fogo tao vivo.
Do um lado, os ministros ; de outro, a pnosieo-
de outro, os prelendenles ; de outro, as modistas
da ra do Ouvidor ; de outro, os baile* continuos
de outro, a Charlo e a Casaloni, nos thealn.s ; en!
m de lodos os lados rompe um logo, viviss'iino
que se cruza em todas asdirecces : ora fogo de em-
pendo, ora de guerra, ora de "soccorru, ora de di-
nlteiro, ora de amor, ora de dorura, de predileccno,
de ciume ; que lalvez melhor seja... mas nilo, isso
tudo he nada.
E a Sebastopol americana Sebastopol, sim, cu
me explico. \ cidade do Rio de Janeiro he lam-
bem chamada S. Sebasliio : Senasliau vem do gre-
go sebastos que siguilici augusto ; e__poli__
significando, na mesma lingo*, cidade ; em lugar
de dizer eu cidade de S. Scbaatiao do Rio de Janei-
ro, digo Sebastopol .
Vou pedir privilegio de invenoao, brevet (Cincen-
lion, pelo celebre descobrimenio.
Note bem : nao note, que eu trteos dignsimos
por meus amigos; hesvslcinadoTudo he Nada__,'uro
grande escrplor do Jornal do CammerciOj de nao
fallar cm nenhum monareba, principe, duque, mar-
quez, conde, visconde ou bar3o, sem o antecedente
meu amigocu adoplei o systema boje para que
ao menos, in scripl, saiba-se que en tenho ami-
sade com os grandes estadistas de tnro ctciira
muros.
Ora, como l'allei cm czar c Sebastopol, nao quero
queme comino por Cossaco : e por isso protesto, c
peco-lbe, que escreva o meu protesto, que lie o se-
guidle-
Declaro mu positiva e cathcgoricamcnle, alto c
bom som, dircila e esqoerda, vanguarda e re-
taguarda, para que lodo o mundo o ouca esiba le
principalmente os meus amigr Luiz N'apoleo e'a
rainha D. Victoria) rf-ie eu sou alijado das polencias
occideotaet; a como o too com coosciencia de cau-
sa, devo dar as ratoes de o ser; c assim declaro oue
iin mili -lllu'ii.i nainliii.. ._ >.....
rsenle cxercirio formiraotim ltX):(KK)>
c com mais ons 50 de adjutorio do geral se poder
muilo fazer na nova capital.
Bleifdes prorineiac-i. Temos uma lei nrovinciai
qae m.rca o met de agosto para taes eleices ; nao
aclia esta lei anti-co istiturional, porque lem esle
arbitrio o prnidenle neto acto iddiciooal ". Dizem
que o Sr. bario do .Maroimo mandara a chapa da
corle, para onde foi como deputado : este Itnmem
lem influen-ia, he rbefcreal do partido saquarema ;
mas assim memo nao acha ni-to alg'um absolutismo.1
F.n qoizera o svstema representativo tambem na po-
ltica, qoiieri que nenlium chele lomasse grandes
C"cs sem autiuir a influencias mitnicipaes :
parece quo assim se desarmara algumas inlriga-.e se
afaslaria algum ciume. Se eu livcsse franqueza
Como Sr. bario, liria cerlas verdades : faria ver I
S. Exc. que deveria respeitar o coslutne seguido
aqui no tempo do Sr. Teixeira c o Sr. Oliveira e
Silva ; mas tal ve/, o que me lenta chegado seja um
buato falso, e lalvez que antes da partida ouviste
seus amigos. Sao considerac/.es de um puro corre-
ligionario, loado si, por lim os principios sem que-
rer ollendera ninguem.
Molestias. As sezes conlinuam a assolar esla
provincia, leudo j al victimado muita gente prin-
cipalmento para as bandas da Estancia. O Sr- Bar-
bosa esla cabido deltas, o at eu apezar de ser mcu
engenho tan saudavel.
Aqui tico, por cncommodado. Adeus.
Cotinguibeiro.
Cromos ler demonstrado nao ter havido declini-
c.io iie pregot na recto do importante.
Plisaremos agora a ,-malvse do producto de I. ar-
robas do rarinha, quanlo conlm cada urna barrica,
e estamos promplos de bom grado a leccbcnnos
aquellas pe vir assislirao fabrico de urna tornada de pao, e da-
lu verificar quaes o- lucro*, que cm resultado li-
cam : excmpl.. ; costo da familia entre 309,
:Hj e :Mo rs., lersaa medio ;:- re. casa arroba de
rarinha fabricada em pao do tamauho que presente-
mente e faz. nos rende entre seis e sete mil rs., is-
lo he.na rizao de vinlc piel pequeos, vendido- p i
390 r<., abalendo-se daqui 10, I", ou JO por cenlo,
das chimidas quebras, o resultado dos lucros dea
ao aleince de qualquer intelligcncia. Finalmente
quem assim se explica, parece ticar muilo looge de
querer offender alguem, e s arredar de orna elasse
uma censura que Ihe nao cabe, quando se queira ser
mparrial : de este o meu desejo. e que espero con-
seguir com a publicscao dcslas linhas. S}, /'.
Breve resposta as duas palavras em partlesUr
do Retrospecto do Diarto de Persanabuco
de 18 do crreme. (')
Enlcndeu o redactor do Retrospecto Semanal do
referido Diario, dever fazer tirai censara di-farca la
aos padeiros do mercado desla cidade, os quaesdig-
nou-se qualificar de cariosos, posto que em carae-
leres diversos, e logo depois, de azrenos pela pe-
qucohez do pao, que de prsenle se vende, v islo como
j.i abundando o mesmo mercado de farinda de tri-
go, e por isso tendo desappareelss a escaeei desse
geuerc, deveria lambem ler desapparerido a razao
da deminoicao do po, a nao baver uzura !
Ora,os padeiros a quem screlerco referido redac-
tor, estilo mili bem convencidos, de que a censura
que asim Ihe foi feita nao he lili da ia'a '. e |ior
islo nao Ibes cabe ; c at mesmo, que o digno redac-
tor assim proceden por mal informado, posto que
nesse mesmo dia o Diario de ffrnambuco desse o
preco actual di larinha do (rigo : be justamente
esta circumstanria de precn c prazo que continua a
influir no tamanhn do pao, quede presente ven-le-se
no mercado, em relaro ao que al ma bis .le IS'.l
se venda ; o que parece aos'padeiros nao ter allcndi
o redartor do Retrospecto : por quinto, nos annos
auleriores al meiado de 1831, compraran os|pa.lei-
ros a melhor larinha de trigo que aqui apparcria
de 1i> a I.VjOOO rs. rom algum prazo, e para isso
eram rogados, e da peior de 10 a 1; rs. ; entre-
tanto que, de meiado de 18"> para ca subi a fari-
nha melhor para :H>nO;K) rs., c a peior de 30$ a 328
rs., cujos preeos at o prsenle anda nlo .liminui-
ram.tanto que o!Diar 10 de 18 do correte ainda osd ;
donde se v, que a rarinha que at meiado do IS
rnmpravam os padeiros a I0-! e PiSOOO rs. por barri-
ca, e com prazo, presentemente estn romprando a
30 e 3'2>000 rs. a dinbeiro, ou com muilo diminuto
prazo, ea melhor de 35]) a 3ti.-H'l'l rs. Ora, far.i-sc
o devido descont das despezas diaria* que fazem os
padeiros em ditos eslabelecimenlo-. e do que em re-
sulla Jo apurae em rada barrica de rarinha desman-
chada em pSo, c responda .enlao o digno redactor de
Retrospecto se ha uzura no lamanlio do pao. ou -e
peto contrario, apezar do seu tamanhn actual, o lu-
cro resultante aos padeiros he muilo inferior ao do
meiado de IKVi para truz ; se ha ou nao razio justa
para que o tamauho do pao continu a estar na ra-
zio do preco per que hcfcnmprada a barrica de fa-
rinba de trigo ; a menos que o referido redactor
pretenda, que os padeiros empaleB sen dinbeiro,
ein, ieguem-se no Irahalho do pao. c disto nao li-
rem o menor iiitere-Nc : tanla pbilantropia nao teria
a digno redactor ; c usto como he, he para esperar
que se retracto. Publicando oslas I inhas.scnhorcs
edielores, muilo obrigarao a um dos seus leilores,
que igualmente he assignanle,
O padeiro brasilero.
MOVIMENTO DO PORTO
Adeos, al o inglez paquete. Saude c venturas, e
disponha de quem he todo scu.
li
Caro mi.Tendo-lhe escripto em dala de i! do
andante, segundo meu louvavel costume, pelo va-
por Tnr:,iiiis,vi. quando espera va que minha noti-
ciosa carimba estivetse a caminho, que sei ter esca-
tstopol '.
Segando : por causa das muflieres; porque todas
que tenho onvido, sempre se lem pronunciado pe-
la allianca; logo viva a alliauca! Dclenda eet Sebas-
topol '.
Tcrceiro : porque (e esta he bem valiosa; quando
vencem oe litados, se enrorlecem o sobein os fun-
dos, e, viceversa, enfrareiecem o deseem. qnando
elles perdem; logo viva a alliauca \. Delcnda est
Sebastopol !
Ouarlo : porque Jess Carillo disse, que onde es-
tivestem tres ou mais ciliados, o espirito santo ci-
toria com elles; logo, viva a alliaoca! Delenda esl
Sebastopol '.
Quinto: porque todo o alliado quando morrer,
depois de passar os seto ecos de Madumel, da de ter'
em recompensa do favor aos Turcos, sele huris da-
das por Madomel em pcsso.v, o se havemos de go-
zar as huris, viva a allianca! Delenda est Sebas-
topol !
T -pAKTigAO DA POLICA.
Parle do dia 22 de junho.
Illm. c Exm. Sr.I.exo ao conhecimeuto de V.
I'.xc. que das iliflcrcnlrs parlicipares boje recehidas
nesll repailica..,consla que foram presos :
A minha ordem, os mirujpt Jnaquim Jos de Sou-
za, Malinas ti..mes I en eir, Jos Maria do Va/.
Manocl los Patricio e Alham dos Sanios, lodoso
reqiii-i.-r.o do capitn do porto por faltos rommetti-
1 Daquella jpillou
|>|a i.l. I-I. -...i a ,1a l.e.o.-.M .le >a..l.. \ulo...o,|
i pelo I m. r i...... ,i.- intoni i Matlini i-i -e.
cnminosfl de moile no le mo de Nazarelh, para on-
de vai ser lemettido, .- prelo Joaqaim, por uso del
arma defeza, e Jo-e l.uii l-'errcita, por turto.
B pela -utidelegacia di fregne/ia de S. .lose, o por-
tiiguez Jos I'erreira Alvos, e o prelo rscravo lo\-
quim, ambos para averignacoes.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pernamhuco il de junho de 1853__Illm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos liento da Cimba c l-'igueiredo,
presidente da provincia. O chefe de polica Luiz
Carlos de. Paira Teixeirj.
Pelo vapor Imperalriz, chegado honlem dos por-
losdo sul, recebemos os jumaos do Rio de Janeiro,
que deixaram de vir pelo Solen, e os di Babia com
ditas al 19 do correle, e de Alagoas li 20.
Era oulra parle acharan os leilores transcripto
dos jornaes da corte que nos fallavam, ludo quan-
lo nelles encontramos de mais inleresse : e bem
assim as cartas dos nossos correspondentes na capi-
tal do imperio, Minas tieries e Sergipe.
Da Babia pouco ha que merec especial menean.
Tioha sido de novo prorogada a respecliva as-
sembla at o dia 20 do correnle.
O Sr. Dr. Francisco Liberato de Mallos a-sumi-
r no da I. do correle as funcres de chefe de
polica da mesma provincia
O lornal da fahia, em seu o. de 5, publico o
seguinle :
A polaca sarda Italia, propriedade do Sr. G.
B. Salvi, negociante desla praca, que se achava em
franqua, renegada de tabaco e agurdente, e pres-
tos a sabir para a Costa d'Alrira, (icou embararada
pela polica e ,i disposicao do juizn municipal da
primeira vara, em consequeucia de ler um outro
negociante da praca denunciado as autoridades, que
a dita polaca, tendo ahido deste porto o anno pr-
ximo passajlo em 2 de sclerobro com despacho pa-
ra o Rio de Janeiro, entrara em Londres cm dezem-
bro do mesmo anno com um carregamentn de po
brasil, que bata recebido ao norte desla provin-
cia, llojescrao interrogados o capillo e a tripola-
io da dito pol io.i em presenra da pessoa, que fez a
denuncia, na casa da cmara municipal, as lilho-
ras da manbaa.
iJuanlo i Alagoas apenas encontramos no Tempo
o seguinle tocto, que passamus a traiiscrever :
Do Passo de Camarsgibc nos enviaran) a- no-
ticias abaixo :
No dia 7 do correnle junho foi encontrado o
velho Jos l.ins do Reg, enforcado na sala le soa
prupria casa no sitio Juciijinaitan. uma legua dis-
tante desla villa. O pobre velho linha N'i nnnos de
idade. Nao se sabe a razao porque asiim proceden,
apenas se nolava que ha S dias Tirio Irisle, linha
familia, mas nao se achava presente na occasiao da
morte, que foi a noile.
CORRESPONDENCIAS.
-sv.s. redactores.Permittam que.pelo seu concei-
luado jornal, nos defendamos de uma observarlo,
que no seu Retrospecto de ISdo correnle nos he di-
rigida, nao obstante o sen Ilustre escriptor nos pre-
venir que nao he no intuito de censurar-nos, e sim
para obter-sc algumas melhoras.
Muas sin as causas, a que lem dado lugar os pre-
sos eihnrbilantet, a que tem chegado a farinha de
trigo, e nds nos absientas le entrar na prcciaco
lella-, niio s pela noa pouca inlelligencia, como
tambci.. para nlo chamar o odioso sobre nos ; mm-
pre smenle dar a causo poique sean pode fabricar
o pao de maior (amaiibo, o que passamos a fazer, se
nos-as torra- nos dercm lugar, esperando que nos-
sa- palavras tejen aceitas com lodo o cuulio da ver-
dade ainda que sejamos suspeilos na mate-
ria.
lie verdade, Srs. redactores, que lia um mez le-
la parle o mercido lem sido supprido com cerca de
8,000 barricas de farinha, e mil e (autos saceos, po-
: rcm, o que admira, he ler havido esla grande Impor.
tacan, e seus prei.os n.lo lerem haixado le Irinla a
' trinla c seis mil res por barrica, conforme suas qua-
lidailes ; qnan lo na falla absoluto, que al algu-
mas padarias deixaram de trabatbar, o seo proco
maior foi de 3">>'I00 rs., dinbeiro vista ; c se ain-
da alsuAn duvidar ou sear exagerados os preros, o
emprazamo- para que leia os preros rorrenles em
seo jornal, ou lnalnieiile lite moslaremos algumas
conlas por que lemos comprado.
COMMERCIO.
'HACA DO RECIFE 11 DEJCMIO AS 3
HtlRAS DA TARDE.
t'or>;.'es ofliciaes.
Assucar someno bomJ--.I.VI por arroba.
Aasucar mareavado espeeial superior19930 dem.
Dilodilu escolddo da Anieriral|HM dem.
vi I VNI'I.I.A.
Kes dem do di., 22....... |i. %w.-i''ii
o-,:l.7l'i-..r,7
Descarregam hoje 23 de unho.
Barca inglezaStraphinamercadorias.
Polaca liespandnlaSfencioaaeile e n
Patacho brasilero/ aleulearinlia de trigo.
CONSULADO GERAL.
Rendimento do dia 1 a 21.....32:7H|88l
dem do dia 22....... :!T2;I7-.
33K)8ta0J3
UlVERSAS PROVINCIAS.
Rendimento do dial a 21. i 2:"67S*T2
dem do di 22....... 399U3
2:7073281
RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS CE-
RAES DE PERNAMUliCO.
Rendimento do lia I a 21.....W51IJ955
dem do dia 22....... M6t231
18:'J.)8l86
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimentododia 1 a 21..... 46:CT8#ia>
dem dodia22....... 1:7871871
58:4G6*2n'
RIO DE JANEIRO 13 DE JUNHO.
Colacoes ofliciaes da junto dos correctores.
Cambios Londres : 27 lii a flli dias.
n Ilamdurgn : ti-Vi a 90 dias.
Disconlo 9 por cento.
Acciies de companbias Banco do Brasil : lOT^de
premio.
Caanafos.
Londres 27 1i4 a 3|8 a 90 dias l|l a 00 c 90 lia-.
Paris 358 a 60 dias.
Lisboa nominal.
II inihurgo 658 a 90 dias.
FRETES.
Antuerpia 70|.
Canal.....(i.q i 7|
Esladns-IInidos 1 dollar.
llamburgo 5"i| a (i"q.
Havre. 80 fr. e 10 !
Liverpool i."|.
Londres 1">|.
Marselln 80 f. clO',.
Mediten aneo (i5| a75|.
'Trieste fi()|. nominal.
META ES E FUNDOS PBLICOS.
METAES. On;as lie-pndolas 29J000 a 29.-.500
da patria. 28)800 a 29-t00t>
Pecas de GjlOO xclhas. 169000
a Moedas de 4>.....99000
u Soberanos.......8*800 a
Pesos hespaiiluies 13940 a
n la patria '. 13920 a
a Patacc-.......Nominal.
A plices de 6 ;.......... 110 5-
provinciaes........ 103 ^a tOt",.
(Jornal do Commercio do Rio.
9*000
25000
13960
(,) Eslavamos persuailido que n nossa resposta o
correspondencia publicada cm o numero III desle
Diario, sobro a mesma malcra das qoe cima se le-
iii. liraria lodo pretexto a novas queixas da parte
dos senhores padeiros. Enlrelanlo engamimo-nos
em nossa persuasAo, e os autores da duas presentes
correspondencias, nfio satisfeilos rom a defeza de
seu collega, entendern) que deviam fallar por si.
embora n.lo adianlasscm orna so i-io. nao fosendo
mais do que repetir aquill que j linha sillo llcga-
lo.'sem que por oulro lado deslrusscm a objecelo
por neis feita.
Nao eslartdo por tanto dispostos i urna polmica
1.1o inspida e estril como esta, refermo-nos ao que
.1 -somos em nossa sobredHa resposta fisto he. nis-
lenlamos que, sendo sabido (e agora confe-sado [.elos
mesmo- senhores padeiros o eusluniede comprar-e
a farinlia ordinaria e barata para mistura-la com a
mais cara, de sorle que se obteuba um proco medio
mais lavnravel, nao ha raza > para que, dando--e
presentemente e-ta cirriiinstanria.seja o'pai. do mes-
mo tamaito ou menor lo que era .luanda tal cir-
cunstancia nao exista ha cerca de il.ui- mezes.
O cusi da larinha cutre 30, ti. 34 e Ki-^Xi rs.,
diz um dos senhores correspondeules.d.i o (ermo'me-
dio de 333000 rs. Pois bem, nos aceitunos esse cal-
culo, __e senTcntrarnios em mais minuciosidad-,
repetimos que o tamauho lo pao feilo com farinha
de 333000 rs. deve de ser maior boje, do que ha dous
mezes alraz, so harendo enlao farinha para 35 e
1I--SMKJ rs., dada alias a iguahfade le despezas quan-
lo ao mais. Islo no- parece claro e peremplorio. c
ao mesmo tempo faz vet que nao tomos injustos cm
nosso leve reparo ; sendo bem exagerada a prclcn-
(io le uma retractara de nossa parle.
Aqoi licamos, esperando que os senhores padeiros
nao abustro mais de nossa condescendencia.
Osf. H.
Vsessi nitrado- Ha dia 22.
Da coiiimis.aoE-cuna IHIIsM rfjstlnm '**-
mandanlc J. aquun Altes Mreu.
Rio de Janeiro e porto intensaste-7 du r '
n-, apor|.,,,s|ir.,|mperi|r,n,_
o I. lem ule A.(..dr|Vit.
la provinna. corcel Jss li. *,.
kUst. e I eH,0, Aatmmi9 ilMU amm ,
ci-cod,- |,,U ligiieired. s,WlJ, .|Iw,
l.eraModefcaaajM^nsst, Memiq .. 1
dC.U ,auta eM,nw, R. w ,-tM,lll ,,
Dr. toldara A. de MKda. It,,,.. j. t|
'l"c~- n.....'" "I I ncuno b toen.., .n...
.1... siM.enboi.ie I e*.,. Ifc,,, j...
ii-le-Mwlitt.cH,, r lela.
A denso (.a.nlesnli de Ohveirj Hv^ Rersnrdr.
remandesfreir, l>r. Ar ha Bes..
"i.Vr* """"" """"ens J-sse Ass-
vedo, rrlir..,m. t., nco Perrlr. p.
de Souza, Jo-e dos >..io. 1
Luz Ierren Ju-linn Rstal, MsH \nr,, ^j
dados, t ex-|Kjr. Joo Cario, (j,,,'^,,,,',',,,,.
ria pela torr^, e I sm c^l-' 1^1
paran norte. Dr. Luir |g,.:.. |.. ,,". ;./ *
que Maranha... Dr. Luiz R...|.,g,ie, a,lhll,
que e:i crudos, altore- Ai.., K,nrl.r A .
la, \.ctor >evrriann RaMIo .1. n.1, p-,.
Anloni.. Pedro. ...,c-, J.q,.n, dt .\. L T.Z1:
el e-cravo, .\in, j,.,q,m ,1, ,,, '' "
Barata loe. e I criado. :'t pc.", l^"'"
cscravo a entregsr. r*.* a 1
Triesle85 lias, brigu liisiisaissti -.--
* ->" l* I". '.....a.. I ..d.v.gs.vL^l!!;
sem II. 1.uga r.iimti.i de tng. ; 'sVT
Cfasshia. .'^B*t,\
"'''' *.
Canal Lugre ingtez UwysaM, rN#, p-_
l.nmining. carea a.-ui-jr.
liba de I ernandoPaiarh,, '-, [| ; ,V)t
romniaiidiiitc Camilla de I lli. Ksmtx !>-
du/11 ocapii.i. Asdte '......'- tan. .'.,.. [_"
milia. Dr. alirie- I...- \nln111,, df Asdrade r isa
familia.padre raprlUo Manori 'I boa** da Usa
-na r.iojilia. Mani.el Salurnm dos Ul^V.r-
Manuel Thomac tos Sanio*. 3-*r asun I s.n
|-\,,.i Irann-c, j..... ds.- S...^; j,11Mw| ^
l'as-, llels. Il.iniiana Mana la taz ..uajWi
lia, 25 presos enlenriados iarlsHvc i iiiqIsCT
e I radele preso.
EDITAES.
na
Illm. Sr. nspertoi da tbr-narsna |n,-..
I, eai ritmpriruont 1 da >i lem do Ex. >t. 1
enlatla provincia di IX do rorreis,
pul
ha
I -,
ra
l.l.
m*mU Uarn
iblicc, que n.. 1 > de julb pn xim.. sdnuii. m
rente janla da f.i/enla da ntnaai Ihesniran
1 de arrematar 1 qi-m por mases lizer a aara oV
laura da estrad d -ul. aiaiadj em M.4JjMbs.
A arrem.iti-;i 1 sera feila 111 (rni da In nrts-
I n. :li I de 15 de m.ii.i le IK,|. c -ok eleavs-
cspe.-iac- abatas oaptad.-.
As possoas que c propozereat 1 eJj atrtfsalarw,
ciimpiiceam na sal dis resslst '-.najita- paala
dia cima declarado pelo mei. da -Tatyu..i.
ente habilitadas.
E pira constar se mandou afrixar o prereaae m-
icir pelo Diario.
Secretoria di Idesnuririi provincial de V na ata
buco 20 de junho de 18.".O scirtario.
il. J '--rrrails.
Clan-nh' empecines para ,1 ai i'-ttarie.
l. As obras do II lam.0 da erirada a> < tot-a>
bao de ronlorniida-le com o rramei*. pUato e
pertis approvdo pea OaitaaMaiiasni msw-lb~ r as-
luesen'ados a approvaciodo Exm. Si. ftfmsastc
da provincia na impnri.iiiria .le lti:3lif xii.
2." O arrematante dan prinr |.i -)> pta>
.te um mez, e as concluir no de 1 awm !
contados na birma do artigo31 da le asotaasal ..
28f. sendo obrisado a dar lr.rt.iU m> lua da mi
mezes.
3. O pigimcnb. di importeana da
vcrilicSr-se-ha cm i presta...* (aanata,
ma pata na >ccai,o da entrega definitiva, a as-
Iras tres correspondern a rada Ierro da tara. 1I1
pagas ditas preslaroes ata apoliro da itma \ atl.._
creada pela lei preslsiial n. 35*.
4." Melada do psaMI da- obras mmlar.i V tra-
l'.ilb.tdores livre..
5.a O prazo de re.p.,n-ahil..la I- -et de um *ssw
durante o qual er o arrematante obrigada a saan
lera estrada cm perfrito e-lalo de r-n^rvari,.
.- Para ludo o que sha achar deananaad.
na- presentes classolas.sas tin orram-..'
"I V' di-l..... a i,--|...|l ., i.,
' '"....." '' -ic'aim. .
. f* Oe.
< Illm. > in.pe 1.1 I, |i,
cill, cfs iiimprimnlo di orden do Exal. Sr mtt
I ule la piuvin-ia dr IX do rorreas*,
rasar publ.o. que no dia 12 itr )llio
duuro, peranle a jiinl 1 da tarruda di 1
nria se ha de arrematar, a qutm par mena) a^aer. a
obra do 1." lauco da estrada da lluribera, aval I
em 8:^
A arremataco ser feita na forma d. lei smis-
cial n. 343 de 15de miio do anno lindo, e as
clausulas especiare abaixo copiadas.
As pes.oas qse se prosoaerem a esta .neaMerln.
c unpareram na sala das sesaoes da mesma aaato. sm
dia cima declarado pelo mel dia com ptrea ateste
habilitadas.
E para constw se mandos atinar a menate c pu-
blicar pelo Diario.
Secrelirii di lliesourarn pravisriil -? rVaaav
buco 20 do jnnho de 1K-V. O secrebrio. retasta
Ferreira da A anunciara.
Clausulas especia ai parit a arrematara.
1.a Asobeas do I. Unco di ramificara* da aira-
da de M un beca lar ae Mi de conformidade casi
orcamento e perfil .-ipprovadoi pela directora esa
conselho c apresenlados a approva'o da Exm V.
presidente da provincia, na importancia de KrJtSOB;.
2.* O ai rematante dar principia as esrss s*
prazo de um miz, e devera csselsi-sas se dr ss
mezes, ambos cantados sa forma do art. 11 di M
11. aTM.
3." A imporlinriidi anemalacao *r.i pica na
forma do irl. 39 da lei provincial s. 2*. em aaw-
liees da divuli publica provincial n. XA de 23 de
elembro le I8">1.
4.' O prazo da responsabilidad* sera V mi an-
uo, lirinJo durante dito prar* a arremtame ehri-
gtdo a conservar o lir.ro em bem estad*.
*>. Pira lado o qae no se achar arevivlo sai
presentes elaasnlis, nem no orriaMnl 1, ga.r-**.
ha o qne dispe 1 rcsp-ilo a lei n. 286.
ConformeO saerelirio, A. r- i An
A ranura municipal desla ridada aiasds pa-
lillo.;r para c.nnhrcimenln de ledas, ea#*adeq*
sejam observadas as postaras aadrcasaan* asis*
Irauscriplas, approvada- pela aaiatablra I*
desla provincia.
Paro da cmara muir pal do Renfe
20 de junho le 1855. Baria de CapikurtM, pra-
sidenlc, Manocl Ferrc 1 yrvMaTi*.
Jos liento da Canha e Iigorired |
provincia de Pernasaburo. Karo taber a I
seos habitaalet, qae a assembla l.gudati.a prmna-
ral. sob proposla da careara iau*i. iz.il dscidoda *W
Recito decrelno as scsuinles aaitoui a^riasian:
Art. I. Em nenhum confie ^ podrr. r**tai
carne antes das seis horas da.nanlwa, e nem 4mah
das seis da larde: os infrac'ores seraa reallsis* esa
ltz^OOO.
Art. 2. Ninsuem podea edilicar. rredilirir qsal-
quer obra le podra e ral, de lato* os de audVira.
que nAosej le ranfomidade cm a | tanta da cid
le, posturas c !lbel"a em vigor, prcre.lead* liresra
la cmara : os iri'raclores serio malla I** si Jfja,
alem lo demr-.'iclo da obra feita, urna vea qse na
esteja le conformidade rom .- referida planto.
Art. ... Kir -prohibida a morada de familias ss
inlerior da- 1 sM em que BMrver acougat, (treta*
n-qurllas que por-u,. cajiaiida le poderes) adsaillar
livisaa intern de proli on laboa-, .u v pare as
familias lo. m lc, p,,,^ r ,,_
niqscm nal eniral......ihidii: os miarlarr- dasaa
ios arnugucs -crio mulla**- cm l(r> e n* 1
reincidencil, icando desW(a obricadas, x*
ma pena, I fazer retirar Jcssas casas osqaa sellas
morare.
Art. I. Ninguem pateas eslabelrrrr d'.ira esa
diaut padarias enao iioslusares seguinats; rsa ds
Bruza, de-de .1 p;irtc ainih nao edifirada al.- a forta-
leza ;Imperial, da a .! \ntosi* da
Silva tiusmao paradianlt; Cabaaga e vefb .laslaie-
Ihos; ra lo caes projclado ao le da liegu.-tia
de San Jos, 1 partir datravessa do M-.rdeiro psra a
sul. e pelai ue ticar*mire esta ultima e Angu.ij ;
terreno devoalo romear das edificarles da nraia
de Sania Rila, lido doletle em secsinaaMo praea
de San Jos, .10sabir*largo dasCiaco Ponas; bee^
eo das Barreiras; Solel^ae e Santo Amaro.
IIEGIVEI
MUTILADO


DIARIO DE ;-'RR;.MBIJCO SA8A00 t, OE JUNHO DE 1855
t
As dila* paoarias lera o seus fornoJ construidos
segundo n plano adoptado pela camara o quo sera
verificado por moio de exime : os infractores serlo
multados eiu 30j, e sollrerflo i|uatro das de prisSo.
e llies serlo Techadas as ofiicinas.
Arl. 5. As que actualmente asisten) no renlro da
cidade seroremnvidas para os referido* lugares den-
tro do prazo imprnrogavel de dousan os, sob pena
do pagaron os seas dnnos 309, do he seren fe-
chadas as fabricas.
Arl. 6. Ficam prohibidos o fabrico de fogos arli-
ficiaes, Yenda de plvora e deposito rlesses objeclos
dentro da cidade, seja qual for a quanl dade: os in-
fractores incorrer.lo nal |>cnas de oito lias de prisao
c na multa de 3o?000, duplicada no (aso de reinci-
dencia.
Mando, portante, a todas as autoridades a quem o
conbecimenlo e exerueflo das referidaJ posturas per-
lencer, que as cumpram e facam cumrjrir lio inteira-
mcnle como iialla se conlem. O secrAterio da pro-
vincia as Tara imprimir publicar e codrer. Cidade do
Herir de Pernarabnrn aos l:t de juilfo de 1855, Iri-
gesimo-quarto da independencia e i\ imperio.
I,. S. Jote Bcno da Cunlia e Vigueiredo.
Carta delei pela qual V. F.xr. mahda publicar as
prsenles posturas addicionaes queja assembla le-
gislativa provincial decrelou sob prdposta da cma-
ra municipal do Kecife.
l'ara V. E\c. ver. I
Francisco Ignacio de TorreBandeira, a fez.
Sellada c publicada nesla secretajria da provincia
de l'eruambuco, aos 14 de junbo del 1855.Joaquim
Pires Machado Paridla, ollicial-iainr servindo de
secretario.
Registrada a folhasdo livro 3. de leis provinciaes.
Secretaria do governn de Pernamlaico, 15 de junho
de 1855. Joo Domnguez da Silva.
Conforme.Antonio Leite de linho.
Conforme. 0 secretario, Manocl Ferreira Ac-
cioli.
O Illm. Sr. inspector da tliesouraria provin-
cial, em cuinprimcnlo da ordcni de Em. Sr. pre-
sidente da provincia de li de maio ultimo, manda
convidar tos proprietarios abaiio mencionados, a
autregarem na mesma thesoararia, no prazo de 30
dia.--. a contar dn da da primeira publicarlo do pre-
sente, a importancia das quotas com que devem
entrar para o cilcanienlo das casas da travesa de S.
l'edro, conforme o disposto na lei provincial n. 350.
Advertindo que a falla da entrega voluntaria, ser
punida com o duplo das referid is quotas, na con-
formidade do arl. 6 do reg. de 2 de dezembro de
1854.
N. i. Cathrina Mara do Sena. .
N. 6. Manoel Antonio da S I v i Res.
N. 8. Manoel Jos da Molla. .
N.10. Mara Rosa da Assump.;iio. .
N. 1. Manoel Buarque de Macodo.' .
E para constar semaudou ailitar o prsenle e pn-
'blicar palo Diario.
Secrelaria da theeouraria provincial de Pcrnam-
buco!) de junho de 1855-----O secrelario, Antonio
Ferreira da Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da lliesouraria provincial'
em cumprimenlo da ordeni do Eira. Sr. presidente
da provincia de 9 do correte, manda fazer pu-
blico que do dia 5 de jullio prximo vindouro, pe-
rante a juntada fazeuda da mesma lliesouraria, se
ha de arrematar, a qaem por menos fizer, a obra dos
reparos de que precisa a cmara municipal e cadeia
da cidade de Olinda, avallada em 2:-200j>000 rs.
A arrematado ser fela na rrma da lei provin-
cial ii. 343 de 15 de maio do anno (indo, e sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
A> pessoas que se propozerem a esla arremal?-
j.iii rompareram na sala das sessoes da mesma juirta
no dia cima declarado pelo meie dia competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandn aflixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da lliesouraria provincial de Pernam-
liuco 13 de junho de 1855.0 secretario.
Antonio F. t Annuneiaro.
Clausulas especiaes para a arremataran.
1. As obras para os reparos da cadeia da cidade
de i (linda serio feilas de conformidade com o orca-
r inenlo, approvado pela directora em conselho, e
presentado Bppravarlo do Exm. Sr. presidente
da provincia, importando em 2:21X18000 rs.
i. Estas obras principiarse- uo prazo de trinla
das, e linalisarao no de seis mezes, ambos contados
como determina o regulamento da repartidlo das
olidas publicas, ( lei provincial n. 286.)
3. O pagamente desla arremalacao sera feito em
duas preslaooes iguaes, sendo a primeira quando li-
ver sido feiUi melado das obras, e a segunda e ulti-
ma quando furcm todas concluidas, eque scrAo re-
cebidas definilivamenlc.
i.1 Para ludo o mais que a ai nao cstiver men-
cionado, seguir-se-ha o que < elermina a le cima
mencionada.
Conforme.O secretario, A. F. da AnnunciarSo.
O Illm. Sr. inspector da thesoararia provin-
cial em cumprimenlo da resolucilo da junta da fa-
zenda, manda fazer publico, qi c do dia 28 docor-
Freguezia de S. Jos 20 de junho de 1855.
O fiscal.
Jn'in Jos de Maraes.
Manncl Ignacio de Oliveira Lobo, liscV. da fregu -
zia de S. Fre Pedro Gouralves do bairro do Re-
c i roete.
Parainleiroronliecimcnlo do publico, publica o
rtigo das posturas mnnripaes aballo transcriptos.
TITULO IV.
Arl. 6. l-'ica prohibido dentro da cidade o uso de
roqueiras,bombas e fugo sollo buscapc) : os infrac-
tores serao mullados cm 109000 rs. e spITrero dous
das de prisao.
E para que se nao ailegne ignorancia da dila
prohibidlo, faz o prsenle que sera publicado pela
impn-nsa.
Baro do Reciro 20 de junho de 1855___O fiscal.
Manocl Ignacio de Ohceira Lobo.
DECLARACOES
573600
193800
18900o
619800
199800
ira .-erem arremaln-
conlralos abaixo de-
rcparlicoes provin-
. 3:5UOtOO0
liado |irovincial, por
2:1759000
sigues dos artigos das
baiio Iraus-
I
at
rente vao novameule a prata p
dos a quem por menos fizer os
clarados.
ImpressJo dos Irabalhos das.
riaes, por anno. .
Capalazia do algodao do cods
anuo.......
E para constar se mandnu afl ixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da lliesouraria provincial do Pernam-
buco 1!) de |unbo de 1855.
O secretario,
Antonio Ferreira 1 a Annunciaco.
Manuel Joaquim da Silva Kibe
sia de Santo Antonio do" ternio da cidade do Re-
cite etc.
Taro publico para coubeci nenio dos donos de
carros de passeio, as dispi
posturas municipacs em vil ur,
criplas.
TITILO
Arl. 6. Ninguema cavallo putera galopar ou cor-
rer peUs ras e pontea da cida e, excepto as orde-
nanzas motiladas e officiaes cm servico, sob pena de
pagar 83OOO rs. de molla.
Arl. 7. Keiihum carro ser
nas 10 ni es ; osea vatios dever
c nas ruis nao pdenlo ir a ga
serao mullados em 69OOO is,
Arl. 8. A' noile nenhum ca
lanlernas Am luzes : os infra :lores serSo mullados
em 69OOO n.
Arl. 9. Nas ruasen lugares
ver lam;i ou agua emporada, o
os infractores serao uiultailns 1
E para que n3o apparera igi ornada de scmclhan-
tes disposires que se acham c ti perfeilo vigor pe-
las referidas posturas de 30 de
0 presente que sera publicado
Fregaexiada Santo Antonio
nliode 1855.O fiscal, Mano-
Kiueiro.
.Manocl Jo.iqum da Silva Rib
sia de Sanio Antonio do le
Hccife ele.
Fa<;o publico para couhcrm nlo de quem inlercs-
sar possa, arl. abaixo1 tramcr
nicipaes em vigor.
Timo
Arl. 6. Pica prohibido dent
roqueiras. bombas c fogo sollo
lores serao multados em IO9OO
1 lias de prisao.
K para que nao apparera qiom allegue 1
cia de semclliantedisposico, q
li i lio o Tozo denominado buscarles, lavre o presente.
que sera publicado pelo Diario
preguezia de Sanio Antonio
ribo 1I0 1855.O fiscal, Afanad! Joa'/uim da Suca
liliciro.
J0A0 Jos de Maraes, fiscal da fregue/ia de S. Jos
la cidade do Recifc etc.
I'aro publico para conlierinn nlo de quem inleres-
sar possa que se acba em sen
de postura municipal abaixo li
Timo \
Ai ligo li." l'"ca piohiuiU ii
de rorfuciras, bombas e fogo so
fractures lerao multados em liMHK) rs-, c soflrerflo
dous das de prisao.
A cmara municipal, por ed (aes designara os lu-
gares em que se possam soltar c > buscaps, roqueiras
conducido a correr
ir a pequeo trole,
ope : os infractores
rodeixarde trazo
da cidade onde hou-
cavallosirao a passo:
m 69OOO rs.
junho de 1819, lavre
pelo Diario.
do Recife 19 dt ju-
f Joaquim da Si/01
ir., fiscal da Trege-
nlo desla cidade do
pto das posturas mu-
0 da cidade o u*o de
Iniscapi's!: os infrac-
1 rs. c soffrcr.lo dous
1I0 Recire 18 de ju-
nleiro ligor o artigo
aoscrinla:
I.
tiro da cidade o uso
lo boacaps
e bombas de que trata este arli
COKREIO GERAL.
As malas que rlcve condtizir o vapor Imperatri: |
para os porlos do norle, prirtcipiam-se a (ochar boje
(2:1) a 1 hora da larde, e depois dessa hora al o mo-
mento de lacrar, rerebem-se correspondencias com
o porte duplo : os jornaes deverao achar-se 110 cr-
relo 3 horas antes.
O conselho da adminislrarao do" hospital reai-
menlal contraa o rornecimenl dos gneros abaixo
declarados para o vindouro semestre, e quer que os
concorrenles se apresenlcm com suas propnstas em
caria fechada i secretaria do 9." balalhlin de infan-
laria, no da 27 desle mez, as 10 horas da manh.la,
afim de ser preferida aquelle que mais vanlascm or-
rerecer. Alelria, issaear refinado, bolaeliinbas de
aramia, liolacbnlias nglezas. bscoilos, doce, bola-
chas, earoe verde, cha da India, caf niobio, cera em
velas, doce de guiaba, familia de mandioca, familia
de trigo, feijao, lenba, manteiga ingloza, marmela-
^a, roscas, sal, loncinho de Lisboa, vinagre de dita,
vinho do Porto, azeile doce, velas de carnauba, vas-
sourasde pi.issaha, rea prela, papel alance, papel
paulado, dilo de peso, obrejas, pfles de i eoets, lei-
le, trangos, carne.vcrdc, ovos, e oulros, pelo prcro
do mercado, que porvcnlura sejam pedidos. Adver-
le-se que lodos os gneros devem ser de primeira
qoalidade, e poslos do hospital polo rornecedor.
Joaquim Antonio de Moraes, alferes asente.
O conselho de adminislrarao do rancho do ba-
(alhao segundo de infmlaria, precisa conlralar para
foriiecmcnlo daspracas do me jullio selembro, os seeros sesuinles de primeira
qualidade : carne verde, carne secca, bacalliao, fa-
milia da Ierra, feijao. arroz, loncinho. sal, azeile
doce, vinaare, caf em grao, assucar branca, lenha,
pcs de seis uocas e de 4 cada um : as pessoas que
qulzerem foruecer dilos gneros, remellam suas pro-
poslas em carta fechada i secrelaria domesmo bala-
Ibao. no quarlel do Hospicio, al 25 de junho cor-
rcnle. Gabriel de Souza Quedes, lenle aju-
danle.
O 9.o Inlallilo de infa:itaria' precisa contratar
para o fornecimenlo do rancho de suas prares, du-
rante o semestre vindouro, os seeros sesuintes.quc
devem ser de boa qualidade : carne verde, dita sec-
ca, bacalhao, feijilo mulalinho ou preto, arroz, azei-
le doce, vinagre, uriana, cal muido e emearonro,
loiicinho, manleiga, assucar branco, pao de 6 oti;as
dilo de 4 miras, vinho, sal, c lenha em achas. As
pessoas que se quizercm enrarregar de lal forneci-
menlo, devem comparecer com suas propol,is em
cartas fechadas, na secrelaria do referido balalhao
no dia 27 do correnle as 10 horas da manhaa ; ad-
verte-sc que aquelle que ficar fornecer.do sera abri-
gado a por os dilos gneros 110 quarlel, por um vale
asignado pelo agenlc quando Iba ror apresenlado.
Quarlel na Solidade 21 de junho de 1855.Cat-
tano Grrpar Lopes I illas Mas, lenle ajudanle.
Pela prsenle s.lo convidados todos os credores
da raassa fallida He Raptad Flix Jos (jarcia, para=J
oomparcccrcm as 11 horas do dia 23 do corrente na
casa da residencia do Sr. Dr. juiz de dh-eito do
commercio, na ra da Concordia desla cidade, afim
de verificaren! os crditos, edeliherar-se sobre, a con-
crdala que o mesmo fallido lenha; de proporoo se
formar o contrato de unlo e se proceder a Humea-
ran de administradores ; adverlindose porem que,
pelo artigo 812 do cdigo commercial nao podem ser
admillidos porprocurador,.se DioJver poderes es-
peciaes para o acto, e que a procuradlo nao pode
ser conferida a pes.oa que seja devedor ao fallido,
e nein [um mesmo procurador representar dous di-
versos credores, arl. 822 do citado cdigo. E para
que consto ser o prsenle publicado no Diario.
Cidade do Recife 21 de junho de 1855.O cscri-
vao Joaguim Jos Pereira dos Santos.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo, em virlude de aulori-
sario do Exm. presidente da provincia, lem de com-
prar os objeclos segoin(cs :
Para o hospital regimcnUl desla provincia.
Brirn branco liso Boofpara lenres, camisolas e
loalbas, varas 6,344 ; colxdes de brim deriscado,57
Iravesseiros de dito, 51; chinelas razas, pa-
res 200.
Oilavo balalhao de infantera.
.Mantas de lila 00. algodao, 355 ; panno verde es-
curo entrelio, covados 1,871.
Msicos do mesmo balalhao.
Bonetes, II ; charlateiras, paraes II.
Meiobalalhao do Ccara.
Manas, de laa, 312; tpalos, pares 100; panno
verde escuropara sobrecasacas e calcas do dcimo
balalhao de infantera, covados 1.58 ; manas de 13a
ou algodao, 253 ; sapalos para o quarlo betalbSo de
arlilharia, 1101,0 e dcimo de infamara, pares 1,301;
boldes convexos grandes de melal bronzeado com o
n. 10 de melal amarello, 2,282; ditos pequeos com
o mesmo numero, 1956.
dcimo balalbrio de infantera.
Maulas de laa, 50.
Segundo balalhao de infantera.
Panno azul mesclado, covados, 153 ; manas de
Ka, 41 ; sapillos, pares 57 ; capotes do panno alva-
do, 63.
Recrulas em deposito do mesmo balalhao.
Sapalos, pares 50.
Nono balalhao do infantera.
Manas de laa, 376 ; panno verde escuro culreli-
no, covados 1,468.
Meio balalhao da Parahiba.
Maulas de laa, 71.
Companbia de artfices.
Manas de laa, 72.
Quarlo natathla de arlilharia.
Panno carmezim para vivos c vistes cova-
dos 90.
Companliia de {avallarla.
Manas de hla, 11.
Escolado primeiras lellrasdo nono balalhao.
Arete preto, libras 6 ; compendios de arilhmelica
por Avila, 3.
Quem os qnizer vender aprsente as suas propos-
las cm caria fechada na secrelaria do conselho admi-
nistrativo AS 10 horas do dia 27 do correnle mez.
Secrelaria do conselhoadniinislralivo para fonic-
cimciilo do arsenal de guerra 20 de junbo de 1855.
.'o nardo Preira do Carino Jnior, vugel e secre-
lario.
BANGO DE PERNAMBIJCO.
'O Banco de Pernumbuco toma lultias
sobre O Rio de Janeiro. Banco de Per-
iiamlmco 7 de abril de 1855.Oiecre
lario da directo, Joao Ignacio de Me-
deiros Reg.
PlIiLICACAO LITTERARU.
yVcha-se i venda o compendio do Theoria e Prali-
ca do Proresso Civil feila pelo Dr. Francisco de Pau-
la Baptste. Esla obra, alm de urna inlroducrao
sobre as aeces c excepres cm geral, Irala do pro-
cesso ci\el comparado cmn o commercial, eonlm
a Ihcoria sobre a applicaefo da cansa julgada, eou-
Iras doulrinas luminosas: vende-sc nicamente
na luja de Manoel Jos Leilc, na ra do Quei-
mado n. 10, a 69 cada cxemplar rubricado pelo
autor.
O senle Borja fara leilio em son arma/.om. na
ra do Collcsio 11. 15. do um excellenle sobrado de
um andar rom bastantes commodos. leudo 35 palmos
de lenle o 7 a 75 de ruado. 0111 chaos proprios. com
um ptimo terreno ao lado, que node-se mu bem
edificar entra rasa, silo na roa de S. Pedro Marljr
em Olinda n. 58, o qual sera cnlregne pelo mai.r
preca que fir oHereddo em consequencia de ser pa-
ra liquidaran; terra-feira, 26 do correnle. as 11
horas.
-- O asente Rorja de nrdem do Illm. Sr. Dr. juiz
de direlto do commercio Custodio Manoel da Silva
iinimaraos.a roquorimcnlo de Jos More ira da Silva.
credor do finado Louronco da Silva Pimontel, fara
leHSB da armacao. calcados, c mallos objeclos exs-
lenlcs na lojaque fiidodilo tinado, sita na ra do
Livramenton.il, segunda-feira 25do correnle as
10 horas.
Quinla-fera, 27 do correnle. o agenle Olivei-
ra fara leilao da excellenle mobilia do Sr. Dr. Ar-
bucklc, na casa que foi de ana residencia antes de
relirar-se para Inglaterra, no atorro da Roa-Vista 11.
28, consislindo a mesma em sofs, mesas redondas e
coiisolosdediirorantes sostos. cadeiras de diversas
qualdades. ditas de bracos, dlae de balance, lano
de Jacaranda como americanas, bancas de jo'20, ditas
para sof, excellenle piano, inarquezas, estantes para
livros, commodas, guarda-vestidos e suarda-roupa,
suarda-lvros, mesa de janlar elstica, aparadores,
suarda-Inora, loucadores, espelhos, lavatorios com
podra, relogios para mesa e parede, lanternas. man-
gas de vidro, candieiros de alobo, camas de ferro e
de> Jacaranda, banqumhai para lu-., apparelhos para
janlar, bandejas, garrafas c copos para vinho, e mui-
tos oulros objeclos asss -necessarios: quarla-feira,
-1 do correnle, as 10 horas da manhaa, na indicada
casa, no aterro da Boa-Visla n. 28.
AVISOS MARTIMOS
10.
PARAO RIO DI IWKRO
O brigue escuna MA I! IA seguir' em
pouci. li ti para aqueje porto, por ler ;-
ntainr parle de seu eirirgainenlo enga-
jada : pora 1 reste da caiga e escravos a
frete, trata-secom os cobsignatarios Ma-
cliado& Pinheiro, no largo da Assembla
11. 12.
-, Para o ai aralx, no dia 26 do mez correnle, se-
gOfl o hiale Sergipano ; para o resto da carca o pas-
saceiros. Irala-se com Ca, 1 11,0 Cyriaco da C. M., ao
lado do Carpo Sanio n. 25.
Para o Aracaly sesue com brevidade o hiato
Correto ro Norte ; recebe earsa e passaseirns
tratar com Caclano Cvriaco da C. M., ao lado do
Corpo Sanio n. 25.
Para o Aracaly sesue o mnilo veleiro o bem
conliccido hiale Hjcalarao : a tratar na ra da Ma-
dre de Dos n. 36.
TARA 0 RIO m JANEIRO.
Segu em poucos das o patacho nacio-
nal MCT1IIMIOV, capitao Manoel Pedro
Garrido, ja' tcm parte da carga engajada :
para o resto e escravos a cete, trata-se
com os consignatarios Isaac, Curio tC,
na ra da Crn/. 11. Sil, primeiro andar.
RIO DE JANEIRO.
Segu com brevidade o brigue nacional
FIRMA, capitSo Manoel de Freitus Vctor,
ja tetn parte da carga prompta : para o
resto, passageirose escravos a frete, trata-
se com o capitao na praca, ou com No-
vacs ,\ C., ra do Trapiche' n. 5i.
RIO DE JANEIRO.
Segu com milita breviJade por ler
a maior parle da carga prompta, o pata-
cho nacional VALENTE, capitao Francis-
co Nicolao de Ara ujo : para o resto di
carga e escravos a frete, trata-se con- o
capitao na praca, ou com NovaesA C,
na ra do Trapiche n. 7>\.
I ~ ^" !,a,l|ria delrai da matriz da Boa-Vista 11.
_ ..ronnua de boje ion,Hanle a baver poqnentede
lamilla lodos os dias de larde, desde as :l horas em
diant,
Desappareccu no ilia I do correnle, do enge-
nho Bsana, o eseravo lienedirlo, com os eienaes e-
suinles: altura reaular, bastante rul, sen, barba aJ-
euma, e pouou cabello nas sebnncelhas, bonita li-
sura, bstente ladino, pos resillaros : rosase por-
1 iiitii. as autoridades policiaes e capilaes de campo,
ou ,1 quem o posar, leva-io ao dilo engenho Bisara,
mi na ra ila Crui 11. 17, oscriplorio de Antonia
l.iii/. de Olivoira Aievedo, que ser eenerosamenlo
r compensado.
LEILOES.
AVISOS DIVERSOS
A SYBILA OE BAJARA,
ou
Novo prognostico da sorte, parq ser
consultado na noite do grande
precursor de Christo
S. JOAO BAPTISTA.
Entre as cscavacocs de Sebastopol oi
encontrado um precioso manuscripto em
lingua nao conhecida, para cuja iiilerprc-
tacao se reuni urna associacao de sabios,
(piedepois de invocarem seca e meca,an-
ual reduztram a lingua verncula o livro
desortes, que acaba de ser impiessocom
o UluloA SYRILA DE BAJARA: que
sera' encontrado na liviana n. (i c 8 da
praca da Independencia a 500 rs.
Regiment de cusas.
Sabio a luz o regiment das custas judi-
ctaes, annotadocom os avisos que oalle-
raram: vende-sc a 500 re'is, na livtaria
n. (i e 8 da praca da Independencia.
Precisa-se de um homem para distribuir esle
Diario nos arrabaldes desla cidade at Apipucos: na
livraria n. 6 o Kda praca da Independencia.
O abateo assignarki faz publico, que Jos An-
tonio Teixeira deisou de ser eaxei> de stia fabrica
le charutos da l.iugocta n. 2, desdo o dia 19 do cor-
rele, e por iso que ninsucn pasue divida alguma
aodiloTeixeira, sem que eslej cjntemplado n.uma
relario, rom o rompeiculc pcrlence.
Bcrnariliit') Francisco de Azeceio Campo'
Uoje, 2<\ 1 correnle, apparecen na rui l.irsa
do Bosario urna cscrava de nomo Loria, diiendo
perlcncer ao reverendo Sr. padre Krsncisce das Cba-
sas, morador 0111 Olinda. pedindo que a comprasse,
c que eslava ausente desde hontcm, em consequen-
cia do que o abaixo assisnado rosa ao mesmo Sr. re-
verendo padre vir tomar cinto della, mo se respon-
sabilisando por tusa ou oulra qualqner cousa que
Ihe aconleoa.-Antonio Jos l'ieirade Souza.
Precisa-se de um caixeira para padaria, que
lenha pralica e abone a sua capacidade : na praca da
Santa Cruz, dcbaiiodo sobrado.
Precisa-te do urna ama-de leilc forra ou cscra-
va : no palco do Carino n. !).
Precisa-se de una inulher livre ou captiva,
que saiha lavar c cozinbar, para una casa insleza de
pouca familia : quem csvcr nestas circumstancias,
dinja-sc a roa da Cadeia do Bccife n. Mi, primeiro
andar.
Nacocheirad.1 ra da Heala Velha n.lli. ha
carrocas para se alugar, por preco mais barato .lo
que cm outra qualqucr parle : os prelendenlcs acha-
rao com quem tratar na mesma.
Precisa-se de urna ama : no atorro da Boa-Vis-
la 11. fiO.
Alusa-se urna grande sala cm urna das priuci-
paes ras desle bairro : quera a qnizer, dirija-se
ra do (Jueimado, loja do fazendas n. f8.
I 111a niu'lier de moia dade c excellenle con-
duela, da qual dar ronliecimcnlo, se offereco para
ama de casa de homem solleiro ou viuvo, cncarre-
gsndo-se de lodo p servico interno, do qual enfeude
perfectamente e doson.penlia com perfeielo : quem
precisar de scus servicos, dirija-se a ra do Trapiche
Novo n. 12, quarlo andar.
"Precisa-se de um moco portuenet, de l a Ki
anuos, ponen mais ou menos, preferindo-sa slgnm
que lenha pralica do negocio, para urna luja de l'a-
zeiidasemiiidezas na cidade do Olinda : a Ira lar na
roa da Cadeia Velha, loja n. -i.
I). Maria Joaquina da Silva Masrarenhas, viu-
va do finado major Lote Antonio Alvos Uasearennas,
pelo prsenle convida a lodos os credores de son ca-
sal, para comparecerem 110 dia 2 de julho proiteao
vindouro, na casa de sua residencia, na ra da Flo-
rentina n. :, afim de conhecerem do estado do mes-
mo casal, e impedirem que em lolrimenlo de seos
crditos alsoeni continu a tocopletar-se dos poucos
bens daixados pelo mesmo finado, vista que se lia
vendido o sitio, e cxlorc.uidn do poder da aiiniiiniaii-
le escravos para los que ella ignora, e pelos qoaes
se nilo responsabilisa, por isso que seirlellianlos actos
hilo sido pralicados sem ost-u consenilntenlo, c sem
o dos mesmos credores.
Tendo-.>e feilo a fesla do Senhor lioni Jess
das Chaijs, por autoris irao da mosa seral, no dia 17
de junho, convida-so a lodos o. irmos, para que,
reunidos no consistorio da mesma isreja no dia ->i do
correnle, as !l horas da maubaa, olojam a mesa que
lem de reser o auno prximo futuro. Kecife 12 de
junho de 2833.O oscrivo,
Manoet Perfmeles Chaces.
O Sr. Deziderio Antonio de Miranda, que voio
Jo Kio de Janeiro no vapor Solcnt, quoira por bon-
dade di/.er onde esl rosidiudo. para ser procurada
orna ciicunimcnda.
D-ee algum dinheiro a juros sobre penliores
dcouro ou prala, ou hypotlieca : na ra do Cabus,
loja de miudezas de i portal.
Desappareceo de um sitio de Sanio Amariuho,
no dia 20 do correle, nina escrava de Jome Balbi-
"ii. de iitadc 30 anuos, altura resillar, sooca do cor-
po, olhos pequeos, e um meio zarolbo. nariz afila-
do, beicos um pouco grossos, e lem falla de denles
na frente, de nac,a"o Augola : quem a encontrar, pode
levar no^iiio do major Nascirueulo, quesera recom-
pensado.
m\iv\m
v outras doences da pelle.
iralam-se com especialtdade as alTeccSes M
i da polio, parlicnlarmenie a morpluM.
:* No consuiillorin homioopalliico do Dr. Ca-
8 -anova, rila das C.ruzos 11. 2S. g
fl Aos pobres Irala-se de Rraca.
LOTERA
Di MATRIZ DA BOA-VISTA.
HOJE, sabbaclo 25
de junho, vesperal do glo-
rioso S. Joao, and a: 11 in-
du bitavelmente as rodas
da .referida lotera, pelas
lOploras da manhaa, no
consistorio da igreja de
N. S. do Livraraento; o
restante dos bilhetes e cau-
telas est a venda nos lu-
s do costu me. Per-
nambuco 23 de junho de
1855. O cauteista, Sa-
Imtiano de A quino Fer-
reira.
.!- '
IIONffiOIMTHlA.
Remedios ellicacitsimos contra as f
'ebres interrnittenles. .;
i Grande sorlimenlo de earteiraa de homrro- S
palhia mnilo em conla. ";
9 hj' onca de tintura a escolher. IgOOO 5s
9 Tubos ivulsos a 300, (K) e 300 rs. ;.,'
^j Elementos de homrjDopatha, 4 vol. (WKK) W
S9 No consollorro bomu-opalhico do Dr. Casa- @
3 nova, ra das Crozas n. 28,
AT1EXCA0.
Pede-se enr;aiecdamcnte ao Illm. Sr.
Dr. delegado, que lance as suas vistas pa-
ta certos trian-ecos que andnm na corre-
tagem de escravos sem estarem habilitados
pela polica.
Hernardino Francisco de Azevedo Campos cm res-
posta ao annunrio que ao Diario de Pernambwn,
de 22 do correnle, fez pnblicar Jo-c Antonio Teixei-
ra, publica os qualro documentos que abaixo se so-
cuem.nos quaes enconlraia o publiclas assisnaluras
do mesmo Tcixeira aiinunrianle, ca vista deltese
deque di-so este senhor em son annunrio. njorzar
o publico da verdade e prelendido csbulho. Em-
quanlo porm ao mais rolalivamenle ao numero de
contos que diz lor o tinado Teixcir.i deilado, a lega-
lidade do testamento com que elle Tallecen, o tea
porfolio oslado de razao quando o fez, estas provas
agguarda-se o annnneianle para a o^casiao opporiu-
na, senJo que, por cm quanlo, os famlialivos que
assisram ao fallecido; o sacerdote que o eonfeasou :
as minias pessoas que o visilarara na enferWidadc
depois da factura de son testamento ; o babelfu. que
0 fez, e leslemunlias assislenlcs responderUo ao an-
nuicianle Teixera se em dita occasiao o lallccido
eslava oo mo em seu perfeilo estado de raz3o. c al
que morreu.
DOCUMENTOS.
N. 1. Digo en abaixo a-signado que enlre os
mais bens que pussuo de mansa e pacifica posse e
bem assim, orna escrava do gento de Angola por
numo Joaiina. com idade de fio annos pouco mais
ou menos.euia escrava vendo como defacto vendido
tenlio ao Sr. BeruardiUn Francisco de Azevedo Cam-
pea pela quanlia de (MI*(KIII rs.' que roceb ao pasear
desle e por i-so Ihe traspasso lo lo o dominio e poste
qne na dila escrava lenho para que a possa possuir
como sua que he e fie sendo de boje para sempre,
para o que obrigo minlia possoa c bens.
Kocirc 20 de overeiro de ls3',. Manocl Anto-
nio leixeira.O comprador, Hernardino Francis-
co de Azebedo Campos.-Como leslemunhas que es-
le fiz.Tose Pinheiro Noguetrtr.Jis Antonio Tci-
xeira Antonio Cutiano da Silco.
Iteconheoo as qualro assignaluraS soprn do ven-
dedor c loslemunhas como verdideiras. Duu f.
Cidade do Kecife >> de junho de 1833.Em lesle-
iiiuulio de verdade o labeli.lo publico, /oa*o Ran-
titta de S. e
(Eslava sellado.)
X. 2. IMPOSTO DE MEIASIZA DOS ESCRAVOS.
Consulado procinctal,
R": <-5"00 903.
I'ica carregadoao llicsoureiro Manoel Joaquim
I'o reir cm o respectivo livro de receila w a quan-
lia ile qualro mil rs. que pagoii Bernardino Fran-
cisco de Azevedo Campos, da mcia siza correspon-
dente a de 20O50O0 rs. porque cornprou a Manoel
Anlonio Teixera em 20 de fevereiro de 1835 os es-
cravos no verso declarados. Teroeira secoilo do
c insolado provincial de Pernambnco :i de marro de
I8')">.O Ihesoureiro. Ferreira. O escriturario.
Sonso.
N. :!.Digo en abaixo assisnado, que enlrc os
oais bens que possuo, e bem assim urna fabrica de
charutos na iravessa da l.iusuela numero, cuja fa-
brica vendo como de faci vendida lenho ao Sr.
Bernardino |raneico de Aievedo Campos, pela
quanlia de 1:87->)00 rs., entrando lodos generse
lvidas como consta do batanea dado Imje na mes-
ma. cuj quanlia de 1:8479300 rs., he joslamenle o
saldo que en Ihe devia al esla data, e por isso me
don por pago c satteTeito le ludo quanlo na dita loja
lenli i.e I lio traspasso lodo o dominio e posse que a
mesma tenhopara que a possa possuir como sua que
loasen lo do boje para sempre, c para seguranca
obrigo minli.i pos-oa e bens.
Recife 20 de fevereiro de 1833.-Vanotl Anlonio
ira.Como leslemunlia que esle li/.. Jos
Pinheiro Sogueira.Jos Antonio Teixera.An-
tonio Cnetano da Silva.
Iteconliei.o verdaderas as qualro atsignatnrai con-
leudas_nesle papel de venda, llerife 22 de junho
de 1833,Em lestemunho de verdade o labeliaDpu-
blica Aillo Baplisla de S.
Esteva sellado.)
iS. .Balanco dado nesta dala na miaba fa-
ll ir i de charutos na Iravessa da Linguete n. 2, pelo
qual vendo o raesui i estebelccimenlo ao Sr. or-
nar lino Francisco de Azevedo Campos, a sabor :
Armne,ao e seus perlences por. 100)000
-' f.u los com 12 arrobas de fumo de pri-
meira a 13*500........1025003
2 ditos do dilo de segunda comuium 12
arrobas a 600......... 728000
i dilos de dilo de primeira cominnm 2
arrobas 10?XH)0........20-00II
'J tilos do dito de segunda, apurado com
54 arrobas a 69500.....". ; 397)000
ditos de dilo de lorcoira, com 18 arro-
bas a 49500......... 819000
1 arrobas de fumo de primeira flor a
, 139500, ......... jM900Q
4 arrobas de dilo de segunda, apurado a
W50B........... 269000
Ib libras de dito de lerceira a 19500. 29250
3 arrobas de minio lirado a (i.-,'MK>. 18-5000
calas de cheruloslanceiros a 9800. li
> ditas de ditos a 19900...... 99300
ditas de ditos eniilioa a 2;!>0i). 69OOO
>sS calzas de charuto, feitos na fabrica a
, OO -......|j
III.) manilos linos a l>2SO..... 429440
989 ditos mais ordinarios, do Olinda a
, J0............ 69930
>.'60 dilos feitos n> fabrica a 800. il
423 ditos dilos da-ditos 11900O. 49250
650 ditos ditos de ditos a 7~ JO. .. .
100 cigarrilnos a 100....... I96O 1
3,943 cisanosde palbade milhn a 29200. II
1,100 risarros de ebeiro al>0, 19580
(i libras de rap a 19000. .
i lilas ordinario a 8'J0...... :--mi
Ib duzias iio beccaea para charutos a gro-
39OOO. ,........ I9OOO
10 libras 'i' de romo picado em masa
s" a 800.......... 89200
1,300 cigarros da polica ordinarios a 800.
8 calimbos de louc-i a 20...... ~|()
l caita* vastes para charutos a 160. 239010
43 meias 0Has de dilo a 100..... I93O0
23 caitas vastes com uso a 10. 9920
Lina porras de rollos para canas
l'or............ 59000
! resma de papel de peso azul. 29000
115 caixinhasde palilns ile loso. 29360
Ueia resma de papel de peso branco. 39000
2 ranadas de azeile de coco a 49000. H
1 libra c Ires quarlos de presniulios para
caixas a 800......... 1-Kh)
Perlences da coziuha c loura do diario
PT............ nojooo
I asesa que esl na fabrica, e era U de
cima............ .-,9000
1 cama do palhinha....... StlJOOO
Dinheiro aparado que flconfna fabrica. .'IISMIO
Somma. 1:7819300
Diversos devedores 669OOO.
Mmioel Antonio l'elxeira.
l'eruambuco 20 de fevereiro do 1833.
Reconbefo verdadeira a assignatra upra. Dnu
l. Ci lado do Kecife 27 de mine de 1855.Em les-
fcinunbo de verdade o labeliao publie Jou Bap-
i lista iic su,
(Eslava sellado.)
Sr*. redactores.Um rcsposla aos repelidos
annuiicios do Sr. Mathias Lopes da Cosa Maia, nos
quacs elle se inculca meii credor, roso-Ibes so sir-
vam do publicar as derlaraces feites,poneosdiss an-
(esdesua morte,por Eduardo da Cosa Oliveira, que
eslao em perfeita harmona com os depoiincnlos
dos senhores Dr. Jos da Cosa Douradoe Joaquim
Teixera Peiiolo, ao qne accrcsrenlarei iinicainonle
que leudo en oppuslo embargos da falsidade da lot-
IraaccSo quemo niiivc o dilo senhor Malhias.foram
os mena embargos receidos sem eondemnacAo, e
desla senlenra aggravando de pclic.lo o raesni" Sr.,
o tribunal da rolaran obrando com a sua rosluiiicda
juslira, denesou provimenln ao sou agsravo. Son,
scnlinres redactores, sua alenla veneradora
Leopoldina Mara dn Cosa Kruger.
Diz D. Leopoldina Mara da Cosa kruger, qne a
bem de seu direiln se Ihe tez, necessai io, que Y. S.
mande que o cscrvao da subdelegara Ihe paase por
cerlidao o Ihcor doa dous lermosde dcclaraoes fei-
las por Eduardo da Cosa Oliveira.
I', a v. S. Sr. Dr. subdelegado da fregoezia do
Santo Antonio assim Ihe delira. E It. M.
Passe.Subdelegada de Sanio Anlonio 12 de ju-
nbn de 1833.Dourado.
Francisco de Barroa Corroa, cscrivao da suhdelesa-
ria da fregante do SS. S. do bairro de Sanio
Antonio do lerino da cidade do Recic do Per-
nambuco, em virlude da le etc.
Certifico ser o Iheor dos lermos pedidos por cer-
lidao do iheor e forma segnnle :
Termo de declaraoao.Aos 28 dias do mez de
maio do 1835, nesta cidade do Kecife de LVrnambuco
em a ra das Cru/.es, casa da residencia de Eduardo
da Cusa Oliveira, onde foi viudo o subdelegadosup-
penle da fregoezia de Sanio Anlonio,o Dr. Jos da
Coste Dourado, comiso escrivao do sen cargo, a
chamado do mesmo Eduardo da Cosa Oliveira, ah
por elle.em prestir das lesleiiiiiubas abaixo assis-
nadas, disse que achando-sa em perigo de vida, c
sendo necessario para descargo de sua conscienca
e poder obler a absolvioao do suas culpas,deetarava
livre e expontaneameiilp, visto como se va approxi-
mar o derradeiro instante de sua vida, que sua eu-
nhsda Leopoldina .Mara da Cosa Krucer hava en-
dossado urna lettra de qualro contos e oiloccnlos
mil rcis, cuja letlra como nao podesse ler visor,
visto como ella como viuva que he, nao poda ser
ei.dossante. mas sin areilanle, inulilisara He de-
claranle aquella, c lbc aprcsenlara urna oolra para
que clin areitassp, ao que ella se nejara, e nada
houve que podesse convencer a fazc-ln, em conse-
quencia do qne houve alsuem que se oflerecesse
para lbc falsificar a firma, o que de fado fez fir-
mando a letlra de igual quanlia, que fora deseen-
teda, e para em mao da Mathias Lopes da Costa
Maia, que boje acciona a referida sua cunhnda para
liavcr de se pagar da quanlia constante da letlra que
dcsconlou, assim como lambem declarara, que a let-
lra que elle declarante hava desconlado a Joaqom
Teixera I'eivolo, firmada e aceite per Mathias Lo-
pes da Costa Maia, Usurando como salanle elle de-
clarante, era lambem falsa, cujas declararnos elle fa-
zia livre e eipontaneamcnle.
E para constar mandn o Dr. subdelegado facer o
prsenle termo, cm qne eu assignei com o doria -
ranle, c lestemnnlias prsenlos depois de lido.
Eu Francisco de Barros Corroa os; riv.lo o escre vi.
Costa Dourado.Eduardo da Costa Oliceira.
Antonio Tci.rcira dos Sanios.Joai/uim Te/xeira
l'ei.roto.
Termo de declararn.Aos 'lias do mez de ju-
nho de 1855. nesla cidade do Recite de Pernambnco
em a 10a das Crozas, casa da residencia de Eduardo
da Cosa Oliveira, onde foi vinde o subdelegado sup-
plenle da freguezia de Santo Anlonio, o Dr. Jos da
Cosa Dourado comigo cscrvao de seu cargo, a cha-
mado do mesmo Eduardo, afim de ratificar a dccla-
raco que fuera a respeiludc urna ledra saccada por
elle Eduardo, arcila uor D. Leopoldina Mari da
Cosa Kruger, c descontada a Malinas Lopes da Cosa
Maia declarava, que a lettra he da quanlia de qua-
lro contos oiloccnlos c cuenta mil ruis, e uo de
qualro conlos e oilocentos mil res, como declarara
primcirmenle, e que recebera do mesmo Mathias
pouco mais de dous cotilos de rti* em descont dessa
letlra, sendo um cont c lano cm dinheiro, e o re-
tente em descont do que elle declarante ja devia ao
mesmo Malina-, sendo que na occasiao do recebi-
mcnlo, este Ihe pedir para Ihe passar ,11111 papel ou
recibo cm qne Ihe declarasae expressainenle ler re-
cebido a quanlia de qualro contos de res, descont
Jessa lellra de qualro conlos oiloccnlos c Irinta mil
rcis, cujo papel elle declarante effeclivamenlc passa-
ra, e deve parar em mo do referido liathiaa Lopes
da Costa Maia, 110 sentido cm que elle declarante
acaba de expender c que cm ludo o mais ralilicave
a sua primeira declaraoao: e mais nao disse e assig-
nou com o juiz c leslemunlias prsenles.
E eu Francisco de Barros Corroa, escrvHo o es-
crevi.Costa Dourado.liduardo da Co'ta (Hi-
edra.Joaquim Pacheco da Silca.Antonio liazi-
lio dos Santos.Joaquim Tcixeira Peixoto.
Nada mais se conlinha em dilos lermos aqu trans-
criptos que bem e fielmente tirci por cerlidao do
proprio original, que fica em meu poder e escriplo-
ro ao qual me reporto, e va na verdade sem cousa
que duvida faca, por mim escriplo e assignado ueste
cidade do Recito de Pernambaep aos 12 dias do mez
de junbo do anno do nasciinenlo de Nosse Senhor
Jess Christo de 1833, trigsimo quarlo da indepen-
dencia e do imperio do Brasil.Es-revi e assignei
em f de verdade.Francisco de Barros Correa.
(I abaixo assignado faz saber ao respeilavel
publico que no da 2 de Janeiro de I83S di-soivou a
snciedade que em sua bolica na ra Direila n. 131
linba com Jos Maria de Mendono.i c Castro, que li-
quidou e saldou lodas a> Iransacfoes feites lela fir-
ma Torres & Castro, entre si ou com lercciros, c
que a mesma firma so acba oxlincla. Kecife 20 de
junho de 1855,Manoel Antonio Torres.
Re Vi.
NOVA REMESSA.
Na ra Jos Quarteis n. 2i, loja de
miudezas de Cruza Gomes, cliegou nova
remessa de qttadros core moldura deli-
rada representando a coniguracao de
santos e santas; sendo desenliados a pin-
cel esobre panno, obra prima ueste ge-
nero, os preces variara conforme o tama-
ito, sendo os de 2 palmos e meio para
qualro patacas l|280j e assim diminu-
nrjoem preco a proporcao que lor dimi-
nuindo era tamanlio, sendo finalmente
1.S2S, I000, S((), 640, 180 e 520ris:
roga-se aos fregtiezes que nao delxem pas-
sar desapercebido este aiinuiK-io, que s
se vendo se acredtala' na barateza deste
artigo.
EDUCADO DAS FILHAS.
Entre as obras do grande l-cnclon, arcebispo de
Cambray, merece mui particular menciic ntratado
da educaran das meninasno qual este urluoso
prolado on-ina romo as milis devem educar snas fi-
Ihas, para um dia ehegarem a occapar o sublime
luaar de mli de Familia ; loi na-sc por lano una
necesdade para lodas as pessoas que dosejam goi-
a-las no vi-rdadi-irocaminho da vid:. Ksln a refe-
rida obra Iraduzida em portuguex, c vende-se na
livraria ila praca da Independencia n. 6 e 8, pelo
diminulo preco de 800 rs.
rreciss-se comprar OU aforar um terreno de
M0h 160 bracas de largara, rea berntotorias 011
com perica, a margen do rio ou prximo a embar-
ae, proprio para plaiilaoo.es de caima ; quem o li
rer e qui/cr teier algum dos mencionados negocios,
dirija-se rua eslreila do Rosario n.7.
Dr. Rheiro. physteian by lbc universilv ol
Cambridge, Uniled Slates, contines lo resido, ai rua
da Cre n. 49,2L Jloer, and atienda especial!-, lo
ihe e>c andear'sdlseasea*, heaoakasoecalaresaatiaa-
lion al anv hour la prvate rcidenoos ; rcmember
Ihat fot Ihe examinalion of lbc ear, il requires Ihe
ligbt of lbc sun.
No dia 21 do correnle perd 11-se urna lironca
da capilania do porto, da I -oara, junio rom
um rcqiiprimeiilo o um alie udm srhou, que-
rendoresliluir. visl 1 na : eTngucm, a po-
de entresar em l'ora de Ferias n. 95, ou annuncio
para ser procurado, queso li ara agradecido.
Aluga-se um molequc para o servido inlerno
de urna casa eslranseira : quem o liver piole levar
a rua dn trapiche Novo o. 13. ,
, lo iimao do fallecido Manoel
Anlonio reixeira, previne ae respeilavel publico,
afim de qne ninguem faca Iransaccio algaaaa com
Bernardino Francisco do Azevedo Campos, sobro a
heranca do mesmo fallecido,a qual consista em urna
fabrica de challos, cujos fundos importan) em 1
conlos de res, um eseravo, assim como algOM tras-
tes alm de G conlos du roii em nuro, e mais algum
dinheiro de que o mesmo Bernardino se echa de
posee, por quanlo o testamento em virlude do qual
rile se diz leslanienloiro do fallecido Manoel Anto-
nio Teixera uenhuma validide lem, pola que na
poca em que se diz ler sido foilo, o dilo fallecido ja
nao eslava 110 gozo de sua razilo. c por consequencia
na impeeeibilida.de de poder leslar, sendo que o pai
do abaiae assignado residente em Portugal, ja re-
menea una procuraco a urna pessoa desta cidade,
para tratar judicialmente da nullidade do mesmo
testamento ; o abaixo assignado fazisto publico afim
de que ningoem faca transaccin alguma a respeito
de dilos bena, pois que lodo e quatquer negocio sor.i
de noiibun ell'e;lo. lio mui provatel que Bernar-
dino quoira dispAr di -o- bens, por qual.'lo. leudo o
fallecido deisado a fabrica de eharatea ao abano as-
signadacom a condie,o de ficar elle sujeilo ao onos
de que se achava gravada dila fabrica. Bernardi-
no o esbiilhou da p-.-o dola, sem qne para is-o |i-
vesse direilo algum, indo assim de enconlro a voli-
tado do fallecido quo mui anteriormente a sua mor-
te havia iraspassad 1 pura o abaixo assignado a posse
da mesma fabrica, como se provara em lempo, com-
petente com o depoimento de mnilas lesteoaonbas,
sendo uina dellas possoa quo ligara como segundo
tostamenloiro.Recife 21 de junbo de 1833. lote
-iiitmii'i Teixera.
A mesa regedora da mandade de N. S. da
lam eieao da Conaresicao convida a lodos os jrinilos
para dominen, i do corrente, as 10 horas da ma-
nhaa e 7 da larde, para as Sr. Joao Baplisla.
COMPANfilA PARA MARDAR VIH TRABA-
LUAIMJREm DA CHINA, COalO 11SMI.I.ID1-
RES PARA SUPPRIR A FALTA DE BRACOS
AFRICANOS.
Sendo a agricultura a principal riquez? do Brasil,
e lalvoz em moitosanuos a anica industria que lbc
convenha, pela uberdadedo seu solo, c pelo carc-
ter dos seus habtenles ; decrescendo iodos os dia- a
escravalnra pela morte premalnra dos africanos, e
pelo pouro cuidado que lentos com a procrcarao
deesa rana desvalida, ao passo que nas podemos con-
tal rom bracos livros. por falla demeios de coercilo
onde se vive apenas rom os proprios recursos "da
naloreza. sem necessdade de trabaiho algum ; he
misler que a agrieeltura pereca e delinhe a propor-
cao da fallado bracos para o Irabalho. ou que se cui-
da de snppri-los polos mesmos meios de que se lem
servido o- habitantes das AnUIhas depoU da emanci-
paran absoluta da escravatora de 184(1 para o-..
Com efletto nlo SO proprietarios das colonias In-
glezas e Francesas, carne da Uavauna tcm mandado
vir. por 111010 do oompanlnas creadas com esfo lira,
traballiadores ila Clllua para ous cirjonbos de BSSU-
car e outras fabricas de diversos gneros, edeltes
lem lir. da mnilo mais proveilo que dos anligos es-
cravos. n;io so porque os Chins sjo sobrios, obedien-
tes, activos e liis, como quo silo muilo nlellicenles,
ha por isso superiores a qual pior oulra rara para o
Irabalho e para 1 industria o qualquer que ella
soja.
Nesle sentido jolsainos olll e mais acertado indi-
car a necessdade de que os senderes de engenho da
provincia de l'ernaniburo. e mesmo das Alagoas c
Parahiba, reunidos u algum negociantes c capftalis-
1 is desta praca, rormassem urna compauha com o
lim de mandar r alguna Cbins. quo podi-iiam chc-
gar aqu com o cusi de lii-r.xi rs, deaoess moeda,
e dellcs fazer oulros lanas Irabalhadetaa ruraes.
A occasiao lio opimrluna, agora que oSr. Dr. (i.
E. Fairbanks. medico c-l.ibeleci lo na Baha, se
uflerece para ir pessoalmente .1 Clima, verificar essos
eugajanienlose transporte debatea da sua imme-
diala responsabilidade, pois que pela sua profissao
escolhera ns bomens mais robustos e os mais aptos
para o Irabalho a que devemdedirar-se.
O Sr. I", li. Dnpral, rurrespondente nesla praca
do dilo Sr. Dr. ti. F.. Fairbanks, podera presr
Indas as informaeos necessarias a este respeilo, nao
sii sobreas vanlacens da empanhia como sobre as
condicie dos colonos cultivadoras, e lud, quanlo
possa concorrer para o eslabelecimeolo de una eiu-
preza a mais patritica e de mais ulilidade na con-
junclura actual.
Jos J'creira Cesar, leu lo comprado a Cuslodio
los de Carvalho liuimaraet tedas as luendase divi-
das activos da sun loja, sila na rua do (Jucimado 11.
21 A., e desojando conservar todos os frecui'zes que
ja o So do mesmo estabelecmeato, avisa a lodos
aquellos, lano da praca romo de ia della, que Ihe
sao devedores, qne venham a mesma loja satisfazer
os seos dbitos, que ah acharSo bom sorlimenlo de
n iva o baratissmaa fazendas, e o melhor agrado, e
a mesma franqueza que sempre houve nesle eslabe-
lecimenlo.
Precisa-se alagar una escrava para o servida
de una casa eslrangeira : 110 alerro da tloa-Visla n.
13, luja.
Carros fnebres.
No cslabelecinienlo do carros fnebres do palco
do PaTaizo, de Jos Pinto de MagamSts & tiompa-
nllia, se cncunlram carros para qualqucr enterro,
bem cumo um rico caivao de velludo prelo, c lo los
os mais rnalos exigidos no regulamento do cemile-
rio._ Os aiinuncianles se cncarregsm. sera iudomni-
sacao de Irabalho, a tirar licencas piroclnaos. gulas,
furnecejn carros de passeio, msicas, armaces ole,
ludo por presos razoaveis o cora loda a promplidao.
I'ordcram-se 2 meios buhles em 4 quarlos da
ultima parle da'5.' lotera e |,a da fi. da matriz da
Boa-Visla ns. 1714e .15.12, porlanlo roga-se a lodos
os caulelislas e mesmo ao Sr. llicsoureiro, que bajara
de gao pasar.caso saiam premiados, senilo ao abaixo
assignado.Lino Antonio Saraiva.
No da 26 do correnle, o conselho administra-
tivo do patrimonio dos orplios tem de levar praca
publica, pela ultima vez, as rendas .uinnaes das c-
ans abaixo declaradas, a comecar do 1. de julho pr-
ximo fuluro, a :l() de junho de 1850, a sabor : sala e
loja da casi n. I do largo do Collegio ; rua da .Ma-
dre de Dos, casas ns. 22, 23, 27, 33, ,11 c 36 ; rua
do Torres ns. 3 e 39 ; rua do Amorim ns. JS. .12.
,4 e 5); rua de Azeile do Peive ns. ,VJ e C2 ; rua do
Vigario ns. 71 e 72 ; rua do Encanlaaienlo n. 76 ;
rua da Scnzala Velha ns. 78 e 81 ; rua da Guia ns.
S:l c 8 ; sitios, um Cm Parnameiriin'n. 2; oulro
dilo na Mirucira 11. i. Os licitantes com seus fiado-
res hajam de comparecer na sala do mesmo conselho,
as 10 horas do mencionado dia, c de accordo liquen)
os acluacs inqniliiins das predilas casas, qne, a nilo
comparecerem a arrematar suas rendas, dn 1. de ju-
lho em diante, licaran pagando, a que por vezes lera
si lo levada a hasla publica. Secrelaria do conselho
administrativo 20 de junbo de lt&>.O secretario,
Manoel Anlonio liegas.
Desappareceu do engenho Salgadinho, no dia
16 para 17 do correnle, um prolo de noroe Rumba,
de Irinla e lanos anuos, uaix e grouo, beicos gros-
sos, tem as cusidlas todas picadas de ventosas ; con-
duzin urna preta de uomc Calhariaa, secca do corpo,
e lem 11111 diada corlado era um dos pes : a pessoa
que o pegar rondiiza ao mesmo ongcnlio cima, fre-
gaszia de Miiribera, ou na rua de Horlas 11. IIi,
que ser bem paga.
alaria Raj munda da CunceicSo Oonralvcs adia-
se examinada parterre, e Icgalinenle aolorisada :
quem de seu presumo se quizor ulilis.tr, procure na
rua Imperial, casa 11. 28.
Precisa-se de um sobrado primeiro 011 segunde
andar nas mas : Nova, Caamgi, CMieimado, Cruzas.
Cadeia de Sanio Antonio ou do Recife. com com-
modos para familia, nao se olha o proco do aluguel ;
ou Irooa-se por um de um andar, slito e loja : no
paleo do Carino 11. t), primeiro andar, se dir quem
faz osle negocio.
Alusa-se uina pela forra ou captiva, para o
se; vico interno e externo de urna casa de pouca fa-
milia ; paga-sebem: no pateo do Hospital do Pa-
nizo, sobrado novo de 11 ni andar. .
Precisa-se den criado para servico do casa
eslrangeira, e quo seja bom bslieirn, n rua da
Cruz 11. i.
Precisa-se de nm loilor que onlenda do plan-
iac,i's e de fiador de snaconduela, para um sitia
rnuilq perlo desla cidade : a tratar no porto do Po-
cinho 11. 26 A. armazem de materiaes, indo para a
Cadeia Nova.
Na rua Nova n. SS, se fas tola e qualquer obra
de allaiale, e lambem ae.da panno para casaca, cal-
ta ccollele ;Hunder, albiate.
O abaixo assigna lo declara,que nunca leve, ncm
lem presentemente sociedade alguma de negocio
com o senhor Francisco Jos Germano, com estabe-
leciineulo de relojoeiro na rua Nova./.. I'mji.
Ollereco-se una mulber de boa conduela para
n servico 1I0 casa do um homem solleiro. ainda mis-
ino para um silio perlada praca : quem precisar di-
rija-se a Bea-VWa, bereo do Ferreira n. i.
Quem annunciou querer alagar urna casa no
bairro ,[f Sanio Anlonio ou S. .loa-,que o alu"uel nilo
excedesse de 10 100, dando ti mezes adiaiilados ou
um anno, se quizor anda, procure na 1:1a do liangel
11.21.
Precisa-se de un rapa/, porluguez para caixei-
ro de taberna, que lenha pralica de negocio, c d
Dador a sua conduela : no lira di rua do Pires, ta-
berna da calcada alia.
Precisa-se alagar um primeiro ou segundo an-
dar, de prec 1 de I i a Ibc'JOO por mez, no bairro de
Mulo Anlonio : quem liver, pode ennunciar pelo
Diario.
Aln;a-sc um bom armazem nn rua da l'rnia
n. 53 : a tratar na rua anlisa dos Quarteis n. I i.
"t'rcoisa-se de um? senhorn que queira sor ama
do una casa de poma familia : a Iralar lia rua en-
liga rl Ouarluis 11. 14.
0. Josepha Maria do Sacraawnl Cot lem
tuto e contratado com o Sr. Jos FUi 1 iago
Rodrigoea Kaoot 1 venda do tea en moa
Barbada, sito no lagar de Agua Preta; e alguem
se jatear com direlto ao dilo engenho nni.unrie por
esle Diario lio prazo de oilo dias. pass,. lo4 estes uao
so allender.i reclamacilo alguma.
No hotel da Europa lem mo de vacra lodos os
domingos.
LOTERA DO KIO DKJANElaWt
esmuo ilos naiore pgiBios da lotcr
1. do tli airo de Niclberoy, extrahi-
1I1 2 ili- jiinlio de 1S.>.").
I N. 5216......
1
1
I
(i
10
20
."02.
'. i.l.
3067.
:!.-:, ,
"::ll ,
936 ,
2585 .
3622 .
.".088.
''07 .
119.1,
201 i-,
2629 ,
" H66 ,
51*5.
1 r 1,
1555 ,
1708 .
2915 ,
1992
.72 i.'.
2720
3169
,780 5961
'.187 .
12.72 ,
2702 .
2901 ,
117i; ,
1012 .
2592 .
3511 .
2<>:00(>s
I0:0llii,-
1:01
2:000|
l:0(n.s
i 00-5
3879 5929
1614 7S7
5146.
60 12, I (3, 291, 245,
OfO
...i.) ,
832,
1228,
I iS,
1689,
696
727
17 1177 ,
I 772 .
1536 ,
17 45 ,
272li 2718 ,
21.78 27811 ,
1390 ,
1544 ,
20M .
2(io6 ,
280,
7072 ,
7710 ,
2921 2951 ,
7100, .7212.
.7722 .73*2 .7380 ,
5515 .7023 377V .
5966 .0(19 4117.
'.20 i, 4.738, 1670,
1657 1668, 47.77 ,
1791 .70.72, .703! ,
7 777 .770 V .7 i08 ,
-7171 .7171 7.70.7,
77S7 .7053 5700 ,
.780'1 ,7002..... I00.V
100 premios de........ 10
1800 dilos le......... 20J
Acham-se 1 venda jos novos ImIIicIcs da
lotera 5. dorecolhimento de Sania The-
re/a, que .l'.-via correr em a santa casa da
Misericordia em 15 do presente. As listas
esperam-se pelo primeiro vapor. O* pre-
mios serao pagos logo <|uc se lizer a dis
ribuicao das inesmas lisias.
Perder a ni -so no dia dn da correnle duas letlra
no valor de ."il>IS0 vencidas c aceitas por Jase Joa-
quim de Snuza Uucdes, a pessoa qne achar queira
entregar na rua Nova loja n. 2i que se recompeosa-
ra ; o areilanle ja foi prevenido para' s pagaran
sacador Joaquim da ('.osla Maia.
Pcrdou-se urna carleira de cooro conlciido
urnas lolrus de ramluo linderas e allomas rarlas, na
viinhanca do Corpo Santo para a langucia: quem
a achou queira entregar no consulado brilanniro na
rua do Trapiche n. 1:1,que sera generosamente grati-
ficado.
COMPANIIIA DE SEGUROS INDEMNISAIKIKA.
(Vs senhoros que se acham inscriptos para accio-
nistas desla compendia sao nnvamenlc convidados
para urna minian cm assembla geral, alim de se
Iralar da jpprova;go dos accionistas e installae.il da
rompanhi 1, no dia segunda-feira i do correnle na
sala da associaoflo commercial ao meio-dia m ponto.
No engenho Paulisls, Ires legoas dislanle desla
cidade, ha dous silios \ a-ios. proprios para limado-
res, lendo casas de vivenda, sen/alas, e com propor-
Ces paca fazer de 100 a 1,000 pfles de assucar, sen-
do de ptima prnduccao : ipiein pretender qualquer
dellcs. pode dirigir-se ao mesmo engenho, a Iralar
com o proprietario dos mesmos.
Cozinha-se para 4ou 5 pessoas. oommuila per-
fcicflo e a goslo de sem donos, faxrm-sc bolos de h.
Joan, arroz de leile bem feilo e enfoilado, e mais o
necessario perteiireule coziuha, e piomelle-se sa-
li-f.u.or nos que se dignareni procurar, e por preros
commodos : quem pretender, dirija-se a rua da'Ma-
dre de IJeos n. iili, qoe se dir quem quer cozinhar.
MASSA ADAMANTINA.
Rua do Rosario n. 36, segundo andar, Panlo Gai-
--nom, denlisla flanco/, chumlw us denles com a
massa adamauliua. Essa nova e maravilhosa com-
posieflo lem a vanlagcm de encher sem pressao dolo-
rosn lodas as anfractuosidades do dente, adquiriudo
em pouros instantes solidez iau.il a da podra mais
dura, e permute restaurar os denles mais estraga-
dos com a forma e a cor primitiva.
Precisa-se alugar urna casa terrea no bairro do
Sanio Anlonio, cujo aluguel nao exceda de 10,1000
por mez ; paga-se 6 mezes ou 1 anno adiantado :
quem liver niinuucic.
JARDIJI PUBLICO EM PEltNAMI!i:CO, RUA
DA SOI.EDAUE NUMERO 70.
Todos os dias pelas 6 horas da mandila h i muilo
bellos figos de comadre, para fazer presentes a coin-
padfes. Por cm quanlo ainda ha dispuiveis mui-
las qualdades deroseiras novas chegadasde Franca,
assim lambem dalias e oulras flores. Tamboril ha
grandes pes de sapola c sapolis, fructa po, parrei-
ras de qualdades novas.
Oilerece-so om rapaz porluguez para caixeiro
de taberna.ou oulro qualquer eslabelecimenlo para
lomar conla por balanco ou sem elle, para o que
lem bastante pralica : qoem de seu prestimn se qni-
zer ulilis.tr dirija-se a praca da Independencia n. 10,
que achara com quem Iralar.
O sbaiio assignado faz publico, que lendo dis-
solvido a sociedade que tinlia com seu mano Vicente
Mondes Wanderlcy, 110 arma/.eni de assucar da rua
do Itruin 11. -20, contina, por si s, c sob sua firma e
responsabilidade com o mesmo armazem, e espera
que nilo deiiara de merecer a conlianra com qoe os
saus freguezes o teem honrado. Recite Ht) de junho
de I85j.Joo da Cunha IPanierley.
A!uga-sc o segundo andar da rua do Padre
Floriano n. 21 : a. Iralar na rua do Collegio n. 1,
loja.
Precisa-se de urna molher de meia idade para
o servico de urna casa de pooca familia, lano de ca-
sa como de rua : na rua dos Marlvrios, taberna
n. :!<;.
Precisa-se de um feilor que entenda de plaula-
ces : a Iralar na rua do l.ivramcnlo n. 14. Paga-
se bem.
O Sr. Francisco Soller de Figueiredo Caslro
queira procurar urna carta que lem, vindadoKio
1.raudo do Sul, na rua do Collegio 11. 2, vfslo nao se
saber de sua morada.
SYSTEMA MEDICO DE J10LLOWAY
PILI LAS HOLL WAV
E-le ineslimavel especifico, com|)oslo inleiramon-
lo de hervas medicinaes, nao conten mercurio, nein
oulra alguma substancia deleclerea. benigno a mais
lenra infancia, e a rompleijao mais delicada, he
igualmente prcmplo e seguro para dc-arraig.ir 11 ma-
na complcicao mais robusta ; be intoiaineiilc inno-
ccnle em suas operaces c efleitns; pois busca e rc-
move as doenoas de qualquer especie e grao, por
mais antigs e teesesquerejam.
Entre milliares de pessoas curadas rom esle re-
medio, mnilas queja eslavam as partas da morte.
perseverando em seu uso. easnegurram recobrar a
sade e tercas, depois de baver leulado iuulilmenle
lodos os oulros remedios.
As mais alllirlis nao devem cnlrcgar-se desespe-
racao : facam um compele ule cusan) dos eflicazes
elleilos desla assorobrosa medicina, e presles recu-
peraras o beneficio da sade.
Nao -o parea lempo em lomar csse remedio para
qualquer das seguinles enfci mirlados :
Accidentes epilpticos. 1 Fctsw teda especie.
Alporcas. (Jota
Anipolas. Ilemorrhoidas.
Aroias mald'.i. liydropisia.
Astnata. Ictericia.
Clicas. Ii Iigeet6e>.
Conviil- Inll-.mmnrcs
Delnlidade ou exlenna- Irrosuiaridades da incns-
001. truaala.
lleliilidade mi falla de l.ombriaas de toda espe-
forjas para qualqucr ci.
cousa. Mal-de-pedra.
Dcsinleria. Manchas na culis.
Dor de garganta. Klrliuooiu de venlre,
o do barriga. Phlhisica ou COllsamiu'o
oos rius. iiilmouar.
Dureza no venlre, Relcnoao d'ourina.
Enferroidadcs no ligada. Rhciiniali-mo.
venreas Ssmplomas secundarios.
Enxaqueca. Temores.
Uervsipela. Tico doloroso.
Febres birlos Cceras.
n inlcrmillenles. Venreo imal .
Veudem-se estas pilla- 110 eslabclecmienlo cera
do Londres, n. iH'i, Strand, ena teja de todos m
boticarios, droguistas e oulras pessoas encarregadas
de sua venda em loda a America do Sal, ll.uan.i e
lli'spanlia.
Vende-se as bocetinhas aSOO rcis. Cada uro del-
las conten ama instrucro em porluguez para ei-
plirar o modo de se usar d'oslas p.lulas.
O deposilo geral he em rasa do Sr. Soum, phar-
maceutlco, na rua da Cruz n. eni Peinam-
buco.
M \\
kl Mi


DI5BI0 1E LRHI.aUi.BO, S&BAfiDO 23 DE JUNHO DE 1855
g .UBliCAif DO hSTlflTO HO &
MEOPATHICO IMI BRASIL.
g THLSOl RO HOMltOPATUlCO W
ou a
tt VADE-MCDl 1)0 fl
# HO.UEOPATHA.
(9 Mtlhodo conciso, clara seguro de cu- Si
A rur homeopticamente adosas molestias X
VJ ''"' "ffl'S"" a especie humana, e pan i- W
() < iitnrmente aquellas fue reinam no lira- l&\
sil, rodigido -efundo os melhores tala- J
dos de homeopathia. tanto europeos romo (p*?
. americanos, e segundo a pn.pria etperi- t,
2g enna, pelo Dr. Saliino Olegario l.udcero 3?
^ l'icili. gata obra lie boje reconliecida co- <&)
u*k 1110 a melhor de ledas que Iralain daappli- ,\
T? *(?" homeopalhica no corntive das mo- w
^ IfSlias. Os curiosos, prin ipUmente, nao &
4gk podem dar um passo seguro sem possui-la c a.
W roosul!-la. Os pas de familias, osseiiho- 9
(A res de cugenho, sacerdotes, viajanles, ca- ,
^ pilaes de navios, scrlanejoselc. ele, devem JL
v%W Ic-la a inflo para occorrer prompl.menle a ($)
j qualqucr caso de molestia. /e,
"*1 Dous voluntes cid brochuri por 109000 ^/
v*W eucaderuados 11$000 ($)
4* Vcnde-sc uniramcnle em casa lo aulor, (S
W ru le Saulo Amaro n. (i. (Mundo No- ?'
9 VO). fc*
CONSULTORIO DOS POBi
5 mUA UOA 1 AX^.^R 5.
O Dr. 1'. A. Lobo Moscozo t o ineio dia, e cin casos extraordinarios a qualqucr hora do dia ou imite.
Oflercce-M! igualmente para pralicar qualqucr operara,. de cirurRia. e acudir nromntameulc a nual-
quer muihor que esleja mal do parlo, e cujascircumslancias nao permillam pasar ao medico-
Aviso ao respeitavel publico.
Joio Luiz Ferreira Ribeiro, coni padaria no largo
de Sauta Crui n. 6, confronte a igreja, alm do bom
po e bolachas de lodos os tamanhus, se ada muni-
do de um homein que enleode perfeilamente de fa-
zer boliiihos de todas as qualidades, pasleles, enfei-
la bandejas para bailes, amendoas, confeilos, e ludo
mai de sua arte ; por isso avisa o dono do estabele-
cimento a lodos os seos freguezes, que vende tudo
por menos preco que em qualquer parle, tanto em
porreo como a relalnn : assim como na mesma pa-
daria se fabrica bolachinha de ararula muilo bem
fcila, hiscoilos. falias linas etc.
J. JANE, DEM1STA,
N (MSmiDW 0 DR. h A. LOliO lOSCOZi
50 RUA NOVA 50
VNDESE O SEGUIRTE:
Manual completo de meddicina homeopalhica do Dr. (i. 11. Jahr, traduzido em por
legues pelo Dr. Mokom, quatro volumes enradernados cm dous e acomnanhadi de
um diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, ele, ele
Esl obra, a nata unrlaato de lodas as quelralam do otado e pralica dahomecalhi or ser ~, .ni,
que conten a bata fundamental d'esla doutrinaA PATIIOIENr>I\ (II FI-IKII iuw \ik >i
MEMOS NO ORGANISMOEM ESTADO DE Mu%SEEEfc JueSKftKS net
soas que se qiir.cn. dedicar a pratiea da verdadeira medicina, interessa a todos os ,,. IX
esperin.eul.-ir a ootn.ia de llahnc.nann, e por si n.esmos se convenceren da verda.lc f I a I V
fazendeirose senhores deeneenho que eslaolonse dos recursos dos mdicos: a lodoso, pitaes de mi
que urna ou oulra vez nao podem deuar de acudir a qualqucr iueommodo seu ou di seuX n I l,
a lodos o, pas de familia que por c.rcnmslancias, que M semnre podem ser prevenida" sao ol "a"
ios a prestar mcontment, os primeiros soccorros em suas enfennidades re,cu"l,"> rt ol,ri-'-
0 vade-raecurn do homeopalha.ou traduccao da medicina domestica do l)r. H-rinc
l^r^i'T '.^TT'6-56 dediC!,ma " me Branda, acompanhado do diccionario dos termos de medicina .... ,(W)(I0
O diccionarioidostermos de medicina, cirurRia, anatoma, etc., ele, encardenado. ,
Sen verdaderos e bem preparados medicamentos Dio se pode dar um passo seguro na nralK
homeopathia, e o propnelanodesle eslabelecmento se Iraongeia de le-Io o mais hc'm Zii.do noss ve
innRuem duy.da hoje da grande superioridade dos seus medicamentos. montado poss.vcl e
Molleas a la tubos grandes......
llolicas de ai medicamentos em glbulos, a 10, 5 eY'000 r's........
Ditas 36 ditos a .
Ditas 48 dilos a !"!'.!".'...........
Hila 60 ditos a ...."."." I ,..........
Ditas 144 dilos a.........."" .....
Tubos avulsos............. | .
Frascos de meia onr;a de lindura.......... ......
Ditos de verdadera lindara a rnica. ...'.'.".".".*.......
Namesmacasa ha sempre venda grande numero de tubos de ery'slai d'e diversos lamaTrL
-?rP^%m^r^c^nS!t-afl qual""er e"commenda de -'---"-om'iod: as
BARATO BMl VISTO, A
2 000
Komeiras de lito u decambraia rom luido: lacos a
28*00, chales de laa c geda, finis-iuu fazenda, idos
possivel, denominada Sebastopol, o c molernos pa.hocs 13*500. lencos de carca ese-
CjjfRou t Irai.ca pelo paquete nina fazenda inlci-
ramenle nota, tuda de seda, de quailros e |i|r
mais rico
corado, .
Adelinas de seda de qnadros, o ro\ado .
Crimea de seda, Rosto escoro/, o covado
l'rnzerpina de seda riequadro<, corado
Indianas escocezas, nove- padroes, ucovadu
(-hilas fraiic/.as. Iimlos pailroes, o covado
Macado francez, largo, lino, o covado .
Corles ile vestidos de seda escoreza, o corle
Corles de eainbraia de seda,- o corle. .
Selim prelo lavraito para vestido, ocovadu
Selii/i prelo maco, liso, n rosado. ,
Sara preta bespanliola, o covado.
ao^KlO .\obreza prela porlugoeza, d covado.
Chalea de casemira de cor. lisos.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Mcor. Rna da
Senzala nova n. 42.
Nerte cstabclecimaito continua a l.a-
vii um completo sortirnento de moen-
das c me'iai mocada* para eiwenlio, ma-
8JO00
90WW0
a."'ii ii i
19000
j-iiii.i
Novo* livros de hnmeopalhia uiefrancez, obras
todas de summa importancia
^ w.-..-T vu.,Bhuiji, 9% ,,<^3 ,tc sumiiid iiii|iui iain la ;
$ contina a residir na ra Nova n. 19, primei- M Hahncmann, tratado das moleslias chronicas, 4 vo-
a ro andar. i.,
ro andar.
Precisase de urna preta escrava para ama de
una casa d familia, que faja o servido interno e
externo da raesina, pagando-se-lbe 3a0 rs. por dia :
a tratar na ra do Collegio n. 3, primeiro andar.
Casa de consignaran de esclavos, na ra
dos Quarteis n. 24
Compram-se e recebem-se es^ravos de ambos os
sexos, para se venderem de commissao, lano para a
provincia como para fura della, offerecendo-se para
silo toda a seguranza precisa para os dilos escravos.
Srs. redactores:A senhora D. Leopoldina Ma-
ra da Costa Kruger, publicando no seu Diario de 18
do crrente, a.declaracSesde seu cunhado Eduardo
da Costa Oliveira, relativas ao pleito que lhe movo
pela I.' vara do commercio dcsla cidade, nilo alio
io o alvo, qne collimava, se como disse na sua cor-
respondencia, pretenda s responder aos meus re-
petidos annu.icos.
A nica respostacabirel era sem duvida a demons-
trado da rresponsabilidadc dos compradores de
seus predios, cuja venda tcm sido annunciada no ca-
so de ser decidido em meu favor o pleito referido.
Essa nao lenloo a Sr. I). Leopoldina, nem prova-
velmente tentar cm quanlo|nao for reformada, nes-
la parte, a legislacao vigente.
Se porcn aquella publicado, foi calculada para
prevenir contra mim os juizes e o publico uas ves-
peraa do julgamenlo da causa, inculcando-se descu-
bcrla a supposta falsidade da ledra,que a dita senho-
ra aceilou e en detcontei, cuido que nflo produzio o
desejado effeito, sendo que os primeros hao de apre-
ciar a materia avista dos autos e das leis, que a regu-
lan, e o ultimo me eonbece, como conheceu ao de-
clarante, qualicado pela senhora D. Leopoldina,
sua cunhada, de ladrao, insigue falsario, e sabe
que a questao^aglada entre nos he muilo delicada
para ser decidida sem esludo das allegacOes e pro-
vas dos autos.
Em todo ocaso, nao estou resolvido, por ora, a
aceitar na imprensa discussoesa tal respeito, porque
alm de faltar-me a precisa liberdade para exami-
nar cerlos factos praticados em favor da senhora I).
Leopoldina, confio no meu direilo e na lluslracao
dos nosss juizes.
Todava permita a senhora 1). Leopoldina, que de
passagem Uie observe que as declarares do falleci-
do Eduardo se eslao em perfeila harmona, como
ella disse na su* correspondencia, com.os depoi-
inentos dos senhores Dourado e I'eixo'.o, que alias
mlenieram em ambas, um como subdelegado e ou-
tro cono leslemunha, acham-se em manifest, oppo-
siro com as cartas do declarante, produzidas pela
propria seuhora Leopoldina nos aulos, as allega-
roes desta e os depoimeutos de suas irmaas eena-
drasla, segundo osquaes Eduardo mo infercfo no
aceite da Ultra, ea senhora D. Leopoldina o ser.
ten peante essas pestoas, que lhe nao sao suspelas,
.i pedido eam avor de seu irroao elfino, de quem
Eduardo houve depoit, por endossar, a mesma lel-
tra.
(le crdito merece nm homem destes, e que im-
portancia sedevedar a declaratfies semelhantcs.al-
cancadasde modo Ido extradrdiuario, e na occasio,
em que a senhora I). Leopoldina, confundida com
seus proprios assertos, linda necessidade de dar
como falsa a lollra, cujo aceite confessara nos au-
aogooo
6.T000
"0000
*KI0
KijOOO
y>oo
K5OOO
IC5OOO
lOfOOn
BJOOO
Taooo
630IK)
45000
105000
30-5000
lumes.
Teste, irolcstias dos meninos.....
Ilering, homeopathia dumeslica.....
Jahr, pharmacopoa homeopalhica. .
Jahr, novo manual, 4 relames ....
Jahr, moleslias nervosas.......
Jahr, molestias da pelle.......
Kapou, historia da homeopathia, avulumes
ll.irlliiiiaiin, tratado completo das molestias
dos meninos..........
A Teste, materia medica homeopalhica. .
De Favolle, doutrina medica homeopalhica
Clnica de Slaoneli .......
Casting, verdade da homeopathia. .
Diccionario de Nj sien .......
Altlas completo de anatoma com bellas es-
lampas coloridas, cnnlendo a descripfo
de todas as parles do corpo humano ,
vedem-se todos esles livros no consultorio homeop-
tico do Dr. Lobo Moscoso, ra Nova 11. 50 pri-
meiro audar. .
I r DENTISTA.
Paulo daignoux, denlisla francez, cslahelc
9 cdo na ra larsa do Rosario n. 3(i, secundo 9
n andar, colloca denles com gcngivasartiliciaes, 6S5
@ e dentadura completa, ou parte della, com a
uressao do ai. ^
J9 Rosario n. : AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
queniudou a sita aula paraa ra do Kan-
f;el n. 11, onde continua a recber alum-
nos intetnos ec-xternos desdeja' por mo-
S. JOO.
Bollos de S. Joao ricamente enfeitados
por preco commodo, hons e bem fcilos
pwfeis de nata, bandejas de bollos de to-
das as (jualidades, enditadas, com ricos
ramos de allinins, prezuntos de Hambre,
l>ollos e doces d'ovos de todas as qualida-
des, a contento : os pretendentes dirijam-
searua das Cruze, casa da esquina de-
ironteda pracada Independencia segun-
ro andar, becco da Pole.
i'recisa-se de urna prela escrava para ama de
urna casa de pouca familia, que face oeervico inler-
no1 e externo di: mesma : a tratar na ra di Raugel
taberna n. 11. '
Joias.

Os ahauo assignados, donos da loja de ou.ives, na
roaJotabugaii.il, confronte ao pateo da matriz
c ra Nova, fazem publico, que eslao sempre soru-
llos dos mais ricos e melhorcs gostos de todas as obras
ic ouro nccessarias, tanto para senlioras, como para
noinense meninas, coiilinuam os precos me-mo ba
ratos como tem *ido; pssar-se-ha urna conla com
responsahilidadc, cspefilicando a qualidade do ou-
ro de 11 a 18 quilates, (cando assim garantido o
comprador se apparecer qualqucr duvida.
SerapMm Irmo.
Quem precisar de nm caixeiro brasilciro, que
sane escrever, fallar eorreclamenlea linaoa franceza
e-igualmente possuindo lodos os requisitos necean-
nos para poder escrever e fallar rom a maior perfei-
IgOM
1?(K1
'.loo
(, 11
400
asi 1
60
140000
S I
25400
'O'illl
.lales de merino, franja de seda, rom barra 700
89500
11.-IXKI
69000
600
NOO
:iimk)
3.-SKJ0
600
IO9OU
iStHI
(KI
'.hales de merino bordados a sed..
Chales de merino < mais neo possivel .
Corles de casemira prela selim .
Corle de rlleles de fustn lii.......
Lencos de sedsTpera grvala.....
Ourello prelo para panno, o covado .
Corles de alpaca escoreza, o corle .
Alpaca prela de lustre.......
Chales de seda de peso......
Lencos de seda de peso ......
Lencos de cambraia de lindo, pequeos. ,
na ru.-i do (hieiinado, em frente do becco da Con-
gregacSo, paseando a botica, a srguudu ioia de fa-
zendas n. 10.
Ainda cslii venda o escravo que se annumion
na rua do Raugel, bonita gura, rom ofliriu de mar-
cineiro ou carapina, muiki bom para algum senbor,
que pode servir de pagen quando nao Irabalhat pel
ollicio : na rna cima n. 21.
Na rua do Crespo, loja n. la. vendem-se bous
cobertores de taodao, blancos de pello a l.-ioo. e
endo cm porcao faz-se algunia dillerenca no preco-
lambem veodera-se sedas escocezas a l^O o covado
bonitos padroes c sem defeilo.
Vendc-se um escravo de naci, de idade -t.)
annns : a tratar na rua do Pilar n.' III. a qualqner
hora do dia.
Vende-se una casa da 11111 andar e sotao, na
rua do Rangel : quem a prelen ler comprar, procu-
re na rua do Qucimado n. 10, loja, que su lhe dir
quem vende.
AOS- PADRES i'lll-liADORES.
Na rua do Collcuio n. 8, alen de multas oulras
obras do pulpito francez e portugoez, eslo venda
as Homilas sobre os EraoRelhos para os doningos
do anuo, por Mr. Forlin, approvadss pelo arcebisno
de Sen*, as obras completas de Mr. Ilorderies, hispo
de Vers.iiiles. os.elogios unebres do ceneral Drouoi
c de Daniel O Connell,por Mr. Lacordaire.
PUR LALNE.
Acaba deehegai na rua Nova 11. 10, loja franceza
nina escellenle fazenda deimminada Castorinas d
luidos padroes, c assemelliasn muito as Eedas esco-
cezas ; a ellas, que vilo a vapor.
Vendc-se urna evrcllenle vacca bem gorda li-
li. 1 da pasto, e dando leile, com cria de cerca d ', ,
das de panda : trala-se na rua Aucusla n. 72, dc-
fronle do chafari/. a qualqucr hora, e para tirar o
leile e ver-se al (i horas.
,, 1. 1, a silva, movis, semoventes, e de raiz, estar
lo, embora allegasse eniao que o deva a Delfino geitos ao pagamento do que elle lhe deve, pelo
por nimia simplicidade e na supposirao de ser a
quantia de 8O5OOO rs. nicamente ?
Seja qual for, ocerto beque essasdeclaracr.escon-
//loramaSr. D. Leopoldina com seu-cunhado
Edoardo, cuja viuva e filhosestao boje amparados, e
morando na mesma cata da senhora Leopoldina
como prova o documento junto : mas no he meno
certo que o publico aguarda o julgamenlo da nossa
causa para lachar o valor dasjlcllras entre dos, se os
respectivos aceitantes, pormeios taes, forero dispen-
sados de paga-las aos "portadores, que cmo eu,
as descontaren, de boa fe no mercado.
Sou etc. Mathias topes da Costa Maia.
Diz Mathias Lopes da Costa Maia, que precisa que
o Sr. inspector de quarleirao da rua de Apollo, na
rregaem de S. Fre Pedro oucalves desta cidade,
..Ueste ao pe dcste sc.desde o rallecimento de Eduar-
do da Costa Oliveira, oceurrido no principio do cor-
rele mez, D. juilherminaMariadaCosla Oliveira
viuva do dito Eduardo e seus lilhos menores residem
na dita rna, e na meima casa emque reside 1). Leo-
poldina Maa di Costa Kruger.irmaa c ta de I), dui-
Ihermina e seus lilhos : por lano, pede ao Sr. Dr.
delegado do Recife lhe delira na forma requerida.
E R. Me. Mathias Lopes da Costa Maia.
Atieste, querendo. Delegada deslc primeiro
dislrirto do Recife, sos 18 de junho de ibo.B.
Carcato.
Atiesto que D. Guilhermina Mara da Costa
Olivcira/esidc na rua de Apollo em companhia de
Mal irada I). Leopoldina Maria da Costa kruaer.
desde o fallecimcnto de seu marido Eduardo da Cos-
ta Oliveira, e lambem os seus lilhos menores. Reci-
fe 19 de junha de 1853.Claudino Xaiier de Oli-
veira, inspector do 13. quarleirao.
(Eslava rcconhccido.) I
Panos.
Joao P. \ ogeley avisa ao respeilavel publico, que
cmsua casa, na rua Nova n. *l, primeiro andar,
cna-se um sorlimenlo do pianos de Jacaranda e
mogno, os melhores qne lem ale agora apparecido
no mercado, tanto pela sua harmoniosa e forte voz,
como pela sua construejao, de armario e horisotilal!
dos melhores autores de Londres e de llaiiiburgo, os
quaea vende por preco razoavel. ) auniinciaute
contina a afinar e concertar pianos rom perfeic.lo.
Pcrmula-se um ncaro de naco, de idade 23
aimos, pouco irais 011 menos, por urna negra de meia
1 'i.uic, que uulenda de vender na rua : quem liver
annuiicic para ser procurado.
IM-OHMAgOES OU KELACO'ES
SEMESTRES.
Na livniria n. 6 e 8 da piara da In
tependencia, vcnde-sc relares serucs
WALDECfc.
cX^tt$%!Z2i,ino' de5-lih,-as p -
compendio a cadeira de Direilo Romano, instalada
.le novo na Factildade de Direilo : subscreve-sc a
M. pagos na occasio da sub-cripcao, c para para cim
commodo dos senhores acadmicos enlreear-sehao
olhas impressas de 8 paginas na livrarla da pra.
da Independencia 11. (i e 8, a propjrc.lo que f.ue
sahiudo do prto.
1 mu- |kh aiuguei ue urna escrava que s
ba engommar e cozmhar: quem liver aununcie.
quizer utilisar deseupequeuoprestimo o, ja
pode procurar no segundo andar da rt-fe- f'fj
rida casa a' qualquer hora dos dial uteis.
Na rua de Aguas-Verdes sobrado de
um andar n. I i, armam-se bandejas de
bollos com toda a perfeicSo e faz-$e bollo
de S. Joao.
Alugarse 011 vende-e urna casa com
soiaoe sitio no lugar da Torre, junto ao
sobrado do Sr. Peixoto, com todas as com-
modidades para lamilla, cocheira, estri-
barla, (piarlos para feitor, etc.: na rua
da Cruz n. 10.
Os abaixo assignados declaram que dssotveram
ami^.nelmenle a sociedadeque tinham no armazem
rleassucar eescriplorio, sitos na rua da Cruz c do
Brum. sol) a firma commercial de Wandcrlev \- Ir-
mao, liraulo a carso de ambos a liqaidaclo ilo acl-
voepassivo da mesma sociedade. Recife 1". .le iunho u
de 183.-fieen/e.l/eiii/M Ifanderlen, Joo da Cu- ,*'[
nha ll'anderley. las 11. 60.
Precisa-sede 2 escravos para os serviros de um
sitio prximo a Casa-Forte, e2 livres.com'preferen-
cia das Ilhas, para urna olaria : ua rua eslrela do
Rosario n. 7.
Casa da aferlcao,pateo do Terco n. l.
Oabaixo assianado'faz ver a quem inlcrcssar pos-
sa, que a revsao finalisar-se-ha no dia :10 do corren-
le, segundo o disposlo no artigo 2. titulo 11 das pos-
turas muuicipaes, c que lindo este prazo incorrero
os contraventores Das penas do raesmo arliao. Re-
cife lGdejoiihode 1835.
Prxedes da SHva Gusmilo.
Joaqun, da Silva Mouro nrevine a qoem
inleressar possa, que todos os bens'do Sr. Jos Das
da Silva, movis, semoventes, e de raiz, eslao su-
geitos ao pagamento do que elle lhe deve, pelo que
mo podeomesmo aliena-los, e nem de qualquer
rorma dispar delles, em prejuizo do annuncianlc,
que prolesla usar de seu direilo, minificando qual-
quer venda ou disposirao deesa bens.
No hotel da Europa lem salas e quartos para
aluaucl, com comida ou sem ella, por commodo
preto.
Est a sabir a luz no Rio de Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
EXTRAHIDO DE RUOFF E BOEN-
NINGHALSEN E OUTROS,
posto em ordeni alphabelica, com n descrjpro
abreviada de lodas as molestias, a indicajao phvso-
logica e llierapculica de Iodos os medicamentos lio-
meopalhicos, seu lempo de acc;ao e concordancia,
seguido de um diccionario da sisnilirac.lo de todos
os termos de medicina e cirurgia, e posto ao alcance
das pessoas do povo, pelo
DR. A. J. DE MELLO HURES.
Subscreve-se para esta obra noconsulloro horneo,
palhico do Dr. LORO MOSCOZO, rua Nova n. 50-
primeiro andar, por 5^100 cm brochura, e (i-000
encadcriiado.
( o Dr. Sabino Olegario Lodgero I'iuho, (S)
.# miidou-sc do palacete da rua deS. Francia- Z#,
V co 11.(18A, para o sobrado de dous anda- V.'
B res 11.6, ruade Sanio Amaro, mundo novo.) fc^
Precisa-ce alugar ditas escravas : na
rua de Santa Cecilia n. 14.
No hotel da Europa d-se comida mensalmenle
por pre^o razoavel.
Joaquim Jos Das l'creira declara que arre
malou em leilflu .le !) do corrente todas as dividas
activas que deviam a Antonio da Costa Ferreira Es-
trella, com taberna na rua da Cadeia do Recife. e
convida a lodos os deve.lores do dilo Estrella, tanto
RAPE GROSSO, fflEIO GROS-
SO E FIBO.
Viuva Percira da Cunlia, enearrejjada
da venda dc-sle rap, avisa a seus fre-
gueses que o deposito se acba prvido de
todas estas qualidades, e pie para mais
jl-9- commodidade acaba de estabelecer um
lra por preco comsnodo, equcraklo res- outro deposito na ruade Apollo, arma-
das vende-se ainda mnis emeont. zem n. 2, onde poderao encontrar toda
os mencionadas qualidades ao preco j;
estabelecid), dels280 o fjrosso'e *J0
e liirr.iilas 320, caf con. h-te e lorr
s das 920, bife fie redolada 120, dito de arelha :i2tl
ea ovos csircllados 210, pic-unlo de fiambre MJO rs.,
per..- i(KI 1,,
I'recisa-se or aln,..l ,1= ,, No hotel ,| 1 Knropa pn-isa de nm homem
,eB^^^S!!STJlf'??! "'- V "ec..,..=,d.. ,....-.,,..|..|.. e-U.e roupa, couli-
'. r--------p-~-..f ^.....iiiviriiu H1.IIIII.1 rtiUSd
llngoa maleza, dinja-se rua do Trapiche 11. :!(i,
-lindo andar, das 9 horas da manliaa at as 3 da
"te.
CO?.IPRAS.
Compra-se elementos de aeometria em portu-
guez, por Lacroix : na rua do Colleaio n. 8.
Casa de commissao de escravos na rua do
I.ivramento n. 1.
Compram-se escravos de ambos os sexos, de 12 a
JO anuos, sendo boas figuras paga-SO bem. lambem se
recebem.para vender de commissao para dentro c
rora da provincia, oflercccndp-se toda a segurama
precisa para os ditos escravos"
Compra-se prala brasilcira ou hcspanhola : na
rua da Cadeia do Recife n. 5i, loja.
ATTENCAO',
Compram-se escravos de ambos os sexos, de 12 a
.10 annos, tanto para a provincia como para ra,
sendo bonita figuras paga-se bem; assim como rece-
lem-se para vender de commissao : na rua de Hor-
as 11. 60.
Compra-se urna cabelleira cacheada, cor de
caslanho claro, para senhora, que esleja em Imm
uso : quem a liver annuncie.
VENDAS
Sortet para -S. Joao a VO rs. o papel.
Acabam de sabir do prelo novas sorles para diver-
timcnlo deste festejado dia : vcnde-sc a 10 r?. na li-
vrarja n. (i c 8 da praca da Independencia.
BICHAS DE HA1BIRG0.
Na rua estreila do Rosario n. 2. loja de harheiro,
vendem-se aos ceios e a relalho bichas de Ilambur-
go, rhesadas pelo ultimo vapor da Europa.
Vende-sc urna rede fina por 3O5OOO r?. na
loja n. i, do Passein Publico.
ENYGMATICO-PITTORESCAS,
DEDICADAS AO BELLO SEXO
Acaba de sabir do prelo urna excellcnte colleccao
de sones eujgmalicas.para o eiilrelenimcnlo do b'el-
0 sexo em a noilc de S. Joao. as quaes eslao expos-
tas a venda 110 bairro do Recife livrarian. :,;> na
roa da Cruz, e em Santo Antonio, livraria do lamo
do Collegio do< Srs. Ricardo & C.
Na loja da rua Nova n. .ti, vendem-se prea-
ros de fazer velas de carnauba, cpiilcndo de forma
meia arroba : quem islo prelender, dirija-se i casa
aononeiada, que achara com quem Iralar.
Vende-se urna parle do eiicnho (iuerra, silo
na comarca do Cabo, om dos melhores da mema
comarca : a Iralar no mesmo engenho, rom Fran-
cisco Luis l'aes Brrelo, ou nesla cidade com a raar-
queza do Recife.
Vende-se urna canoa aberta, propria para con-
ducho de ar-a ou lijlos a tratar na rua do Encan-
tamento, armazem n. Tli A.
Vende-se um carro de conducir fazendas. qua-
si novo : na rua do Encanlamenlo, armazem n.
ib A.
Pelo barato preco de OMOOO.
\ende-se um bonito molque com idade de II an-
nos, por .VKIjOOO : na rua do Queimado n. 33, loja
de fazendas.
Nos quatro cantos da boa-Vista 11. 1,
vndese superior queijo do serlao a 100 rs. a libra,
manterga rranceza a 8(K) rs., cartas de traques a 130
rs., ludo bom.
A pcchiitcha.
No aterro da Boa-Vista n. 8, delkontc da
boneca.
Ceblaschegadas ltimamente de Lisboa a 200 e
100 rs. occnlo, presuntos. Iincuicas. paios, n.anlei-
ita ingleza de todas as qualidades," dita rranceza. bo
I 'II' 1< 1 111i 1 ilu Mil* 1.^__* ...
Casemiras de cor lizas e de barra ao
lado, padroes novos, a t.?000 o corte: na
rua do Queimado loja 11. id.
NA LOJA DA BOA FAMA,
Vndem-sc cxcellenles lavas de lorcal de Lisboa, pe-
o barato preco de IjOOO res : na rua do Oueima-
.1" o. 33.
FAZENDAS BARATAS PARA
se aeabaa com
loja
BriOS trancados de nuco lnho, de muito bonitos
padroes a MKI is. a >ara, dilos hraneos a 7011 rs..
ganga amarella da India a 300 rs. o covado. Mne-
las decores para calcas o palitos, de muitos bonito
padroes e cores fixasa .100 rs. o covado, corles de
multo bonitas casemiras a Ir-IMK), casemira prela
mullo tina a 29000 o covado. merino preto milito fi-
no a :i9000 o cavado, damasco ingle!de lia sem mis-
tura de algodao a ,j(J0 rs. o covado, chales de dula a
800. ditos de algjiddo de bonitos padroes a t.'O, cha-
peos de sol de asteas de baleia a 2J00O, ditos de as-
leas de junco a I5OOO, chapeos de sol de seda para
senhora, fazenda muilo superior a :}^WK), chapeos
presos(raiicczcs, fazenda muilo superior e do mais
inodemiesimn (tost a O^OOO, lencos de seda com
franjas a 2J2Q0, ditos de seda e algodo lambem
com franjas a 6W, lencos de teda para alcibeira de
honiios padroes a I&600, dilos de cambraia de linho
a600rs., dilos de cambraia a 320, dilos de cassa
piulados aOOrs.. ineos chales adamascados, brin-
cos, de cassa a 320, grvalas de seda 60 e 18000, di-
tas prelas de sctim a IJOOO, rorlcs de rlleles dese-
tnn bordados a 45OO0, dilo. de fuiao, fazenda supe--
rior a I5OOO. chales lino de merino e bstanle
grandes a 8*000, dilos de seda muilo boa fazenda a
tOjOOO, corles de veslirJosde seda cscoceza de boni-
tos padroes a I9OHO, ditos de seda lavrada. muilo
ricos a -20jtm, selim prelo de Metilo a I96OO o co-
vado, corles de vestidos de cambraia do dilTereiiIcs
gostos a IJOOO, bonetes para meninos a 100 rs., sus-
pensorios linos com Tos de seda a 200 rs. o par,
meias de seda brancas para senhora, fazenda supe-
rior, a 1*600, lavas de seda de todas as cores c sem
defeito algum a I.-MJOOo par. ditas prelas de lorcal
com borla, falencia muiti-simo boa, e chegadas ulli-
mamcnle de Lisboa, pelo barato proco de 1^000 o
par, meias brancas de algodSo, fazenda muito lina,
para seuhora, a 300 e 100 rs. o par, ditas para me-
ninas a OO rs., dilas para meninos a l(!0 rs, o par,
meias prelas de algndao para senhora, muilo boa b-
zenda e sem defeilo aleum a 2(ill is. o par, dilas
croas para homem a 1IM), superiores maulas de seda
para senhora a 58500, camisas de inria,p..ra homem
a 800 rs., princeza muilissinio lina a 600 rs. o cova-
do. lila prela, fazenda superior, a 320 o covado, co-
bertores de alendan para escravos a 700 rs. ruda um,
bonitos chalesdealgodaue seda a f.-lilil, grvalas de
cassa a 200rs.,brui de linho de quadrinhos a 210
rs, o covado, lindhuimos corles de vestidos de casia
rom barra a 28000, madapolao de lodas as quidida-
des, chitas fimssimas, algodaozinho liso e liancado,
alsodao trancado azul, brina lisos linissimos e mais
grossoa, lencos muilo linos de ganga encamada para
tabaco, dilos da fabrica, baela de lodas as cores, al-
godaozinho proprio para saces por ser bastante en-
cornado, e alcm deslas oulras inuilissimas fazendas
que se vendem muilo mais baratas do que em oulra
qualqucr parle. Esta loja foi arrematada em praca,
a dinheiro a vista, c como os arrematantes lenham
de acabar com ella, rogam nos amantes do bom e ba-
rato que aprovcitcn a occasio, que deslas pechin-
chas apparcccm paucas vetes e depressa se acabam:
na rua do Queimado, nos quatro canlos, Ioia de fa-
zendas n. 22, defronlc do sobrado amarcllo.
e molernos padiocs .,-,1)11. lencos de garra ese- rliiiinsrb. varwvi 1.,;. J / I j
da ron. bonita, ramanen* 11 18000, chapeos Irnrc.s lMna*d v' I>' taixa de ferro batido
a6>;KJ0: ua rua do Queimado n. 33, loja junta a e COOOO, de todos os tamaulios, para
da l'ama.
No aleo da Roa-\ isla n. SO. vende-fe' ulli-
inamenle, chegado de Lisboa, vinbo l'|;|; ., jso a
garraf, lito musralel de Selubal engarrafado a 800
rs., hlalas a.80 rs. a libra, prcsunln- crhouiirasa
100 rs. a libra.
Vende-se nma escrava queenflomma.cn/inha,
cose c la (a de sabio : na praca da Boa-Vista n. 30.
Casemk'A barata!.
Vendem-se casimiras de cores, boa fazenda, a !j-
rs. cade orle : na luja de i portas, ua rua do Quei-
mado n. 10,
Muilo barato.
Vende-se lia de cores propria para vestido de se- Vaquetas de luslrc para carro
Qeimd^.ip."d0 : "a l0J" 'le ,"'r':,S'1* r"a '' Barrii dc gra n. Vestidos de seda.
V endein-sc cortes de vestidos de seda decores, par
_____ ..------------. ,--------, ------------ "", yeruaoeiro saiame ue |.\ 011, mu o resco
preco n,ilo commodo. Iinvcndo sorlimenlo para es- a..,n como vinho de Bordeaux, champagne, cognlc
COlher 1 1 1111 1 111 nm is ni rua dn Oiictniartn ..1. ,.,.,.______________ ur"oti
na loja de 4 porlas, na rua do Queimado
colher
n. 10.
Vestidos a 2,si00.
\ endem-se ciles de vestido de murulina de co-
res, fazenda iiileiraineule nova em padroes, e cores
liens a 29400cada corte : na laja de i porlas, na rua
lo Queimado n. 10.
Em casa doTiinm Momsen i\ Vinassa, praca do
Corpo Santo 11. :. ha para vender um sorlin'u-iilo
completo de livros em branco, viudos de Han.hurgo.
Attcncao ao barato.
Na rua do Crespo n. i(i, loja da esquina que volla
para a rua das Cruzes, vendem-se casas francezas
de muilo bous padrCes e ta/enda nova a 320 o cova-
do. sajas bordadas de muito gestoesuperior fazenda
I cada urna, cortes de barege de seda com ha-
llados. I.i/cnda ri.oderni-sima, a 89000 o corte, man-
teletes de seda pelos e de cores, e de bellos mode-
los a 68000 cada um. Icncinhos de seda com franja
a jO rs. cada um, brins de linho com oplimos pa-
droes c fazenda inleiramenle nova a 641) a vara, o
oulras militas fazendas, que .1 vista do comprador
se venderle por muilo menos do que cm oulra qual-
quer parle.
A El.LES. ANTES QUE SE AC.VHEM.
Vendem-se cortes de casemira denSon. gosio a 28,500
i- e 59OOO o corle ; na 1 ua do Crespo 11. 6.
Vende-sc urna carreen
do viveiro do Muniz.
com um l.oi : no sitio
Vende-se ama escrava crioula, de 26 anuos,
sendo perita engommadeira, ebznheira, doccira ede
ptima conlela ; ua rua de bjrlas 11. 60.
Vende-M nina taberna na rua di Senzala Ve-
Iba 11. 1.), a dinheiro ou a prazo, sendo pessoa capaz,
c sendo a dinheiro vista oromprador podar fazer
mcllior negocio com a (lila taberna : a Iralar na mes-
ma taberna n. l.
CE.HEM0
da mcllior qualidade: vende-se ^
emcasadeBronnPraeger&C,, rua i*
da Cruzn. 10.
Vendem-se i escravos mocos, ptimos para lo-
do servieo, mire elles 2 prelas de muilo boa condue-
la na 111a IHrcila 11. 3.
Vende-se urna mulatinha de 8 a !) anuos de
idade, de elegante ligara : a Iralar na rua du Rangel
n. 11, primeiro andar.
Tabias part engenhos.
Na fundicao' de ierro de i). W.
Bowmann, na rua do
do o chafari/. continua iiaver um
completo sortirnento de taixas de ferio
fundido
bo
P
cm
sem
Moinhcs de vento
'omhomhasderepuxopara regar borlase baia
decapim, na rundicade W. Bowmau : na rua
do L!rumns.6.8el0.
FUMO EM FOLHA.
Na rua do Ainorim n. 39, armazem de Manad
dos Sanios pinto, lia muilo superior fumo em lo I lia
de tods as qualidade* para charutos : por precos ra-
zoaveis.
uto.
Vendem-se em casa de S. I. Jolms-
lon & C., na rua de Senzala Nova n. i>.
Sellins injjlezes.
Kclofrios patente inglez.
Chicles de carro e de montarla.
Candieirose caticaes bixinzveadot.
Chumbo em lenco!, barra e municao.
Farello de Lisboa.
I
Lonas inglezas.
Po de sapateiroe devela.
Na casa de llebrard & lllandin. rua do Trapi-
che Novo 11.22, vende-se afeite doce francez de
lagniol, verdadeiro salame de l.v 011, muilo fresco,
ate >i 011-
luilo por proco razoavel.
DEPOSITO DA FAWfA DE TODOS! 2
OS SANTOS DA BAHA.
Vende-se em casa de N. O. Bieber &
C, na rua da Cruz 11. -i, algodao tran-
cado daquella fabrica muito [noprio pa- .
rasaccosdeassucar e roupa para escra- W
vos, por preco commodo,
Em casa de J. Keller&C, na rua
da Cruzn. 55 ha para vender e\cel-
lentes pianos viudos ltimamente de Hara-
btugo.
Vende-sc urna balance romana com lodos os
sus pcrleiices.cm bom uso e de ^,000 libias ; nCin
pretender, diria-se a rua da Cruz, armazem u.H.
COGNAC VERDADEIKO.
\ ende-se superior cognac, cm garraas, a I2.^XK)
a diizia. e IS380 a garrafa : na rna dos Tanoriros n
2, primeiro audar, defroule do Trapiche Novo.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior tarinha de mandio-
ca, em saccasque tem umalqueire, me-
dida vellia, por preco commodo: nos
armazens d. .1, .". (. 7 defronte da escadi-
nba, e DO armazem defronlc da porta da
alfandga, 011 a tratar no cscriptorin de
Novaes & C, na rua do Trapiche n. .",
primeiro andar.
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-se na rua dn Crespo, Ioia da esquina que
volla para a cadeia
i BARATO ADMIRAVEl.
COVADO 13*500.
i\.niio lino prelo, prova de limao, covado Mi
en, les de colle.os de orsurao sed.', mullo fina fa-
zenda. ,,, lo diuunulo p,ec de g>W0 frle-
rua do yu.imado 33, loja jonto a da rama.
- Vende-seun. piano de jacarand,. muilo honi-
I. que bale sobre Ires cerdas, con, pouco uso : na
ruado (.ahoga, laja de i porlas, do Si. liuimares
se din quem vende o dilo piano. *,
'$> Cobre para forro de 21
j) cas com pvegos.
f$ Zrnco para forro com prego. (A,
^ Chumbo embarrlnhas.
:A Alvaiade de chumbo. W
*2 Tinta branca, preu, e verde. W
*V Oleo de llnhaca em botijas. <#>
W Papel de embrulbo. ^
'9 Cemento amarello. fi
($ Armamento de todas as qua- S
Hades. g
ftj, Arreos para um don ca- ZL
rl ** s
3 Chicotes para carro e esporas de Jg
i l aro plateado.
Formas de ierro para fabrica de
*
CASEMIRA PRETA A 4-7800
v 0 CORTE DE fi4L{A.
Vendem-se na rua do Crespo, loja dn esquina que
volla para a rua da Cadeia.
Na rua do Vigario n. 19. primeiro andar, ven-
de-se fareo novo, chegado de Lisboa pela barca C.ra-
lidao.
ATTENCAO.
Na rua do Trapiche n. o, ha para
vender barris de ferro ermeticamenle
lechados, proprios para deposito de fe-
urn, I,a!"s;"1- ses : esles barris sr,o os melhores que se
' tem descoberto para e:-tc lm, por nao
exiialarem o menor ebeiro, c apenas pe-
FEIJAO lLATHHO,
'^> Papel de peso ingle/.
<) Champagne marca A & C.
.;..*. Iotiin da ludia, novo e alvo.
Pedras de marmore.
Velas stearinas.
|g Pianos de gabinete de Jacaranda',
e com todos os ltimos uielho-
W ramentos.
\^ No armazem de C J. Astley & C,
(^ rmrua da Cadeia.
A Boa Fama.
Na rua do Queimado loja de mludezas
da boa fama n. 33, veudem-se as miudezas abaixo
mencionadas, e alem dessas oulras miiilissimas que
visla dos seus precos muito baratos, na deiiam de
i'/.cr muila conla aos amigos do bom e baralo, as-
'""-""!" "oceleiras e mscales : ludias de novcllo
1.S.0O, U) c 70 a 15100 a libra, boles para camisa
a 160 a groza, lilas d* linho brancas a 40 rs. a pe-
ta, hnliai de carritel, de 200 jarda de n. 12a 121) a
(O rs. u cainlel.colicles rancezes em carlOes a 80
is.. ludias de pese a loo rs. a mead.nha, dilas mui-
lo linas para bordar.a l rs., nas de seda lavradas
de odas as cores a 120 Is. a vara. Ii,.ha< de marca
azul e encarnada mullo fina, a 280 rs. a caiiinha
rom .(. noveltos, dilas mais grossas a 140 rs., lapis
linos envernisados a 120 rs. a duzia, dilo. mais
ordinarios a 80 rs. a duza, dedacs para senhora a
)J Z' 'SET'S?*" "*"? coslur),s de ofioraa
>, e JMOO, dilas para jotas i 300, 200 l->0 e 80
rs., braceletes encarnados a 400 rs., pei.na d'aeo
muilo linas a 640 rs. a groza, palitos de fogo a 40
rs., aduza de imcinhus.capacliopintados a 640 r<
bengallinhas de junco com bailes ca-loes a 500 rs '
peines para atar cabello a I9.OO a duzia, papel |I
naco muilo boma 2^.00 a resma, dito de peso pau-
tado a oSoOO, mirangas miudiiihas 40 rs. o maco,
dilas maiores e de ludas as corra a 120 rs. o maco'
suspensorios a 10 rs. o par, getmpas a 60 rs. o ma's-
sinho almetes a 100 r-. a caria, pedras para escre-
ver a 120 rs.. boloes linos para calca a 280 rs. a gro-
za, urinquedos par. meninos a 500 rs. a caivinba
meus brancas para senhora a 210 rs. o par, lovas
de lorr;al razen.ia superior e com borlas a 800 r o
par, dilas de algodao, brancas, para homem a 240
rs. o par. cscovas linas para denles a 100 rs., co Ibe-
ros de melai para sopa a 640 r>. a duzia, espelhos
com molduras douradas, fazenda superior a l->0 e
100 rs.. espelhos de capa a 800 rs. a duzia. Icsoras
para costuras a Ib a duzia. canteles de 2 folhas
para aparar peonas, fazenda superior a 240 m., lu-
vas de seda prelas com palmas de cure a 000 rs. o
Manoe'
mulati-
Na rua dn Ainorinr n. 39, armazem de
dos Sanios Piulo, lia muilo superior feijflo
nho cm sicca> : por |ire<;o commodo.
Conloes de ca-
bellos,
elsticos, lisos o enfeitados, por metade de seu va-
lor : vendem-se na travesea da Madre de lieos
11. 19.
Fumo em folln.
Fardos de 3 arrobas, de lodas as qualidades: vcn-
de-sc no armazem do llosa, na Iravessa da Madre de
Dos n. 19.
- --------------,----......,*, ...... U 11., ,l(r .u,
r-----, ,..., r...v..^ asqualiriades, e mullos outros gneros chegado ulli-
a contemplacao com os que forem mais promplos mmenle, ludo de superior qualidade, e preco mais
nos seus pagamentos, podendo-se dirigir-se ao an- baralo do mo em iir, ...... i-.,-1-
nuncianle, no aterro da Jioa-Yisla, loja 11. 14.
,... iuui u ucveuoresuo uno estrella, tanto ua ingleza de todas as qualidades, dita franceza bo-
da praca como do mallo, para que vendan, pagar s lacdinha de soda, hiscoilos, c muilas nutras quaida-
au annuncianlc, coma maior presleza possivel, alim des, paseas, ameisas, tmaras, cha da India de tedas
decvilarem matores despezas, pois proinette ler leda as qualidades, e muitos outros gneros el------'-.....:
mmenle, ludo de superior qualidade,
baralo do que cm oulra qualquer parte.
F4RIBHA DE MANDIOCA MITO
F!\A.
\ende-se superior (aliona de mandioca, cm saccas
de alquere cogulado : na rua da Madre de lieos n.
, ou na rua daOuz n. 17, escriptorio de Antonio
l.uiz de Oliveira .izevedo.
Milho alpista,
em barricas de 6 arrobas : vende-se na rua da Ma-
dre de Dos n. 5, ou na rua da Cruz n. 17, escripto-
as rio de Antonio l.uiz de Oliveira Azevedo.
Os mais ricos.
M Acaba de chegar i laja franceza, na rua Nova 11.
-mi notel da huropa lem comida a Inda a hora, 10, um lindo sorlimentn de chapeos de eda para se-
peio preco marrado na tabella, um pelisco de 320 nhoras, meninas e meninos, os mais ricos e os mais
ira cima, cha e torradas 320, caf com b-ile e torra- mnderiios mina no mercado *IU< m ha ,..,=
i^a no mercado : a elles, que ba pouco6
CEMENTO ROMANO
da melhor qualidade, e chegado no ulti-
mo navio de ffambargo; vende-se em
conta, ua rua da Cruz u. 10.
MUTILADO
A Boa fama.
Vcndem-se carteiras proprias para viagcns.por le-
rein lodos os arranjos nece-srios para barba, pelo
baratisnmo preco de 39300, rclogfnhos com mostra-
dores de madrepetola e porcellana,coii-a muilo deli-
cada para rima de mesa a i.rJI.I cada um, loucado-
res com columnas de jacarando c rom excellentcs
espelhos a 39000, ricos toncadas para senhora a
I93OO, riquissinUM leqes Com lindas c nnisslmas
pinturas a5>000 et-IHHI rada um, rollas prelas para
lulo com brincos, pulceiras e allinete, fazenda mui-
lo supenoi a 1J000. ditas mais ordinarias a 1-lKHI.
tinleiros e arceirus de porccllana a 500 rs.o par, pa-
ulas de laa de muilo bonitos costos o com guarni-
'.ocs, para meninas e senlioras a 39OOO, riqiiissirn.ns
caixas para rap de diversas qualidades a 610, 1^000,
I93OO e 29OOO cada una, grande sorlimcnlo de oca-
les dcarmacSode ac a 800 r*. o par, rarapa-as pin-
tadas, muilo linas, para homem a 210, meias muilo
finas e piuladas para homem a 320 o par, pcnles li-
nissunos de tartaruga e da muilo bonitos gostos a
(9300,59000 e>->')00 cada um, bandejas finas de
varios lamanhoi de I9OOO al5J00Ocada ama,meias
de laia para padre--, o melhor que be possivel Iiaver
pelo barslissimo peeco de 9OOO0 par,lavas de -eda
de lodas as cores, fazenda muilo superior c sem
defeilo de qualidade alguffla, para homem e senhora
a 1.-200 o par. grvalas de-eda de muilo bous gus-
tos, pelo baralo preco de I9OOQ cada nina, riqui-si-
mas franjas brancas e de cores com Lorias, proprias
para cortinados, escovas muilo linas para cabello e
roupa, estampas de sanios em fumo e coloridas, c
alcm de ludo islo oulras muitissimas cousas, ludo
de muilo gosto e boas qualidades : na rua do Quei-
mado, nos quatro cantos, loja de miudezas da* lina
fama 11. 33. Esta loja he bem condecida, porque
sempre vendeu ludo mais baralo do que em oulra
qualquer parte, e mesmo porque sempre se acba
surtida de um ludo quanlo se procura.
Superior vinho de champagne e Bor-
deaux : vende-se em casa de Schafhel-
tlirj c\- C, rua da Crun n. 58.
Vendem-se cadeiras de balance americanas,
com pallunliii.a 120000cada una : na rua da (iadeia
de Recife n. 49. prmeirn andar.
Com pequeo loque.
Vendem-se pecas de algodaozinho a IjOOO.a lo2HO
n 19600 e 2--000 is. em varas a loo rs., : na loja do
l'asseio 11. 9.
Cera de carnauha.
Vende-se na rua da Cadeia do Kceife 11. 49,
meiro andar.
pn-
S 5-3
X!
bai
era ^i^^
.5 5=?
~ ^
s *~

3
-
ti
o
o
-3
toes
a
-3
o
O
O
y.
r.
2 w
-
S b ^;

-3

t
s
o
5

r

pa-
Sa uto Antonio livrando sen pai do
tihulo.
rtqnissimo drama otiginal de A. X. F. A., acres-
cenlado com duas pralicas sobre a vidaemorledo
Sanio, romposlas por Francisco de Freilas Gamboa.
e primorosamente pregadas por dous dos seos disc-
pulos de menor idade. Acha-se venda na oflicina
de encaderuacao do Padre l.emo-, no largo do Col-
legio, pelo proco de l:-000, linda impresso, e cm
muito bom papel.
PANMO DE LINHOETOALHAS
VINDAS DO l'OKIO.
Vende-se panno de linho de lodas as qualidades ;
tnaihas adamascadas para mesa, de diversos lma-
nnos ; ditas acolviadas e lisas para roslo, por preco
comino.lo : na rua do Crespo, lojn da esquina que
volla para Cadeia.
FAZENDAS DE GOSTO
PARA VESTIDOS DE SEMIORA.
Indiana de quadros muilo fina e padres novos;
cortes de lila de quadros e llores por preco commo-
do : vende-se na rua do Crespo loja da esquina que
volla jiara a rua da Cadeia.
Vcndem-se saccas com farinha a 1-000 rs., di-
las rom arroza 1*000rs. : no caes da Allandega ar-
mazem de Antonio Anuos Jacome Pires.
Saccas com farinha.
Vendem-se saccas com superiorarinha
da trra, nova, por menos preco do que
em outra qualquer parte: a tratar no
trapiche do Peburinbo, ou na loja n. 26
da rua da Cadeia do Recife, estpilna do
Becco-Largo.
Vende-se nm cahriolet e dous cavallos, (ud0
junio ou separado, -codo s cav.llas muilo mansos e
mello cmliirr.ado. em cabnolel: para ver, na .-,.-
cbeira n. I. defronl da ordem lerceira de S. Fran-
cisco, cali.dar com Antonio Jos Rodrigues de Soa-
/a Jnior, na rua do Collegio n. 21, piimeao ou se-
gundo andar.
n. 14. h^'d
Altencao .'
\ ende-se superior fumo de minio, segunda c capa
pelo baralissimo preco de 33000 a arroba : na rna
Direita n. 76.
Potassa.
Noanligo deposito d,1 rua da Cadeia Velha, c-
eriplono n. 12, vendc-se muito superior potassa da
Kus-ia, americana o do Uio de Janeiro, a precos ba-
ratos que lie para fechar coulas.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e flauta, como
tejam, (piadrilhas, valsas, redowas, scho-
bckes, modinlias tudo modcrnlsslmo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Vendem-se ricos e modernos pianos, recenlc-
menlc ebegados, de exrcllcnles voz.es, e precos cotn-
modos em casa de N. O. Bieber t\ Companhia, rua
da Cruz n. 4. -
Capas de panno.
_Vendem-se rapas de panno, proprias para a csla-
cao presente, por commodo preco : na rua do Cres-
po n. (i,
Grande sortirnento de brins para quem
quer ser grmenho com pouco dinheiro.
Vendc-se brim trancado delislras e quadros.dc p
ro linio., a 00 rs. a vara, dito liso a (0, ganga
amarella lisa a 00 o covado, riseados escuros a imi-
ff0,"* <"" 360 o covado, dilo de linho a
1 'ci',", "wls :,['!,'xo 160' ''ores res^ 200. 210 e 320 o covado : na rua do Crespo
COM PEQUEO TOQUE OE
Algodao de sicupira a 29500 e 3- : vende-se na
rua do Crespo loja da esquina que volla para a rua
da Cadeia.
Alpaca de seda.
Vende-se alpaca de seda de quadros de bom so-lo
a ,20 o covado, corles de lila dos melhores gustos que
lem viudo no mercado a 4-3500, dilos de cass chile
a 15o, sarja prela hespanhola a 2>100 e 2>>00 o
covado, setm prelo de.Maco a 25S00 e 3-200, guar-
danapos adamascados feilos em Coimaraes a 3-1)00 '------------" -*q s.m iala ue i o
_ > i------------- w-ot .i-., esporas lina i
mcll a 800 rs. o par, chicles finos a 800 e 13 rs
boleadoras para colltlcs cousa superior a 401.; .50ti!
fu ?i5" "a".c?"'D' de borracha Para relogio*
a KK) e 100 rs camnhas com superiores agulbas
rrancezas ;. 2) rs., meias de seda pinlada, para ch-
ancas de 1 a 4 annos. iqw ,s. o par, ditas piu-
ladas de Irada Escocia de bonitos padroes a 240 e
fl)0 rs. o par, trancas de. seda de toda, es cores, fi.
las Imissimas de lodas as cores, hiqunhos de algodao
e de linho de bonitos padroes muilo fios, lesouras
o mais linoque he possivel encunlrar-se ede lodas
as qualidades, luv.se mcas de lodas as qualidades
e oulras muitissimas cocsas, ludo de muilo aoslo e
boas qualidades, e por precinhus que muilu aara-
dam. fcsa loja lie bem conhecida, nao s por ven-
der sempre ludo mais barato do que em oulra qual-
quer parle, como lambem ser nos quatro cantos adi-
anie dn oja do sobrado amaiello, e para melhor ser
conhecida lem na frente urna tablela com a boa fa-
ma piulada.
Oh que boa trincha !
3a r"^, Cald,e',reiro *" vn sertao a 220 rs. a libra, manlega ingleza a 19120 a
libra, de primera sorle, dila fr.ncezada nova a 880.
Vende-se exeellenle laboado de pinho, recen-
ementc chegado da America : na rui de Apollo
trapiche do Ferreira. a entender-se com o admitiis
rador do mesmo.
-~M
'$ POTASSA BKASLEI1U.'
@) Vende-se superior potassa, fa-
($ bricada no Rio de Janeiro, che-
^ gada recehtmnte, recommen-
da-se aos senhores de engenhos os
seus bons cll'eitos ja' experimen-
tados: na rua da Cruzn. 20, ar-
mazem de L. Lecontc Feron &
Companhia.
8
&
AOS SENHORES DE EXGENIIO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e holLindezas, com gran-
de vantagem para o melhoramcnlo do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
CHALES DE LAN E ALGODAO,
ESROS AMO RS. CADA II.
\ endem-se na rua do Crespo laja da esquina que
rolla para a rua da Cadeia.
COBERTORES.
Vendem-se cobertores oscuros, grandes e peque-
os, a 19300 e720 cada um : na rua do Crespo n. .
CORTES DE CASEMIRAS
DE CORES ESCURAS E CLARAS A 33000.
\ endem-se na rua du Crespo, loja da csquiua que
volla para a rua da Cadeia.
Deposito de vinho de cham-
9 pafme Chatcau-Ay, primelraqua-
(^) hdade, de pi-opriedade do conde
^ de Marcuil, rua da Cruz do Re-
(^ cife n. 20: este vinho, o melhor 2
aa de toda a Champagne, vcnde-sc 5
a G.yOOO rs. cada caixa, acha-se !
nicamente em casa de L. Le- W
f comte Feron & Companhia. N. f$
g B.As canas sao marcadas a fo- $
V goConde de Marcuile os ro- 0
lulos das garrafas sao azues. iA
Deposito do chocolate francez, de urna
das mais acreditadas abricas deParis,
cm casa de Vctor Lasne, rna da Cruz
n. 27.
K\trasnperior, pura baunilha. URO
J-.vlra lino, baunilha. 1fi00
Superior. |98fj
nucm comprar de 10 libras para cima, lem um
bate de 20 % : vende-se aos mrsmos precos c ron-
diroes, cm casa do Sr. Barrelier, no aferr de lloa-
A isla n. .12.
Vendc-se acn em eonhel.s de um quintal, por
preco muito commodo : no armazem de Me. Cal-
monl i\ Companhia, praca do Corpa Sania n. 11.
Riscado de listras de cores, prop io
para palitos, calcase jaquef.is. a 160
ga-lo no idioma portiiguez, era casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ruada
Cruz. n. K.
. ,Vp,l, deja de Kecife de Ilenry Gibson, os' mais supe,^o-
nmdict.8'08 fabr,cadosem'>8'a ESCRAVOS FDGroOS." "
o covado.

vol.':,para"c^rl0,'le5|,',0:'dae'<>U',a''
ATTENCAO.
Ji.a'r,,!,,rnnO<1a,:20 J laquini, o qual reprsenla ler ',0 unos, levo., cal-
si-n?! nhD Mul' camisa < d8"10- "em por
IrlJ1" ** es?"rT,io "diado, estatura .lia, secco
iini?.0'.0 ,'".,lscravu Perlcnceu a um sinhor Bi-
l p nho do K.o Formase, e julga-.e ler lomado o
'.; "'';' m"mo luSar. jumamente com urna negra
a libe,,, fqg, ^^ poT |an|o a Mu h
nerosame'.e0 HSar, "' *,"e M M* e'
Roga-seis aulnridades policiacs e camines de
campo a captura de um moleque de nome Manuel,
fsc.avo, q..e reprsenla ter IS .unos de idade. esla?
tur. regular; levou j.queta e calca de papno de laa
com que anda, cnolea-sc ser forro, Vsuppo.-se
que se cha scrvindo em cas. de algum esludai.le
,1.Tif'. hW ; J'" ,r"bll"", '" 1 cscadinha
da i laudcga: quem n pegar lc,e-o .o palea do
...mo n. 9, primeiro andar, que ser g.atili-
Quinln-feira (> do corrente desap-
4>arcreu da rua dnijueimadun. 17, e
escravo Anlonio.de nac.io.que repra
sema ler 10 anuos pouco mais ou me-
nos, com os sigii.es seguales: fallas'
de denles na frenle e urna sicatri
no rosio rio |ado direitn, alguns ca-
5 bel los hraneos, e lem no braco cs-
querdo quasi ao p da hombro ees c.lumhinhn do
lamanlio de nina pilomba ; soppoe-Se que foi vesti-
do rora calca de casemira du qeadros ou de algodao-
zinho de lislras e camisa de Igodao trancado bran-
co, he coslumado fucir o a" mudar de neme, e
quasi sempre dii ser do mallo de algum scuhur de
engenho : rega-se por lano as aulnridades policiacs
erapilaesde campo,ou a quem o aprehender de lva-
lo n casa mencionad, qne sergenorosamenlc recom-
pensado.
Desanjvareeearia'rj larca do Rosario n. <2. o
svo Vicente, pardo, alto, olhos grandes, com
nina cicatriz no rosto, cabellos e bsrba grandes ; he
olli a.il de sapateiro. anda de cale, ejaquela, ralea-
do, e diz-se forro : quem o apprehcndere entregar
u sea senhor, sera recompensado.
PERN. TYP. DE M. F. E PAMA. -I85Q


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EZ4EKK7X7_K5U6XG INGEST_TIME 2013-03-25T15:41:36Z PACKAGE AA00011611_00866
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES