Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00864


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Full Text
AUNO XXXI. N. 142.
Por 3 mezcs adiant arlos 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.

e .
rota?;
DIARIO DE
. QUINTA FEIRA 21 DE JUNHO DE 1*55.
Por anno'adiantado 15,000.'
Porte franco para o subscripto!.
EX<:.\RRE<;.\IK>S DA SUBSCRIPCA'O-
Itrate. |npriel!Tio M. K. de Paria ; Itio near, o.-i.Jo" Pereira Marinas; Baha, o Sr. I).
Datara.!; Mamo, u>r. Juaquim Bernardo de Men-
dosara ; Paralaiha, o Sr. (lervazio Viclor da Nalivi-
dadf ; Natal, o Sr.Joaquim Ignacio Pereira Jnior;
Arerai.v. Sr. Amonio de Lomos Braga; Cea ni, o Sr
Varente Augusto Borgea; Maranhao, n Sr. Joa-
qeaa Marques Rodrigue* ; Piauhy, c-Sr. Domneos
llerreiano Arlles Pessoa Cearenee ; Para, oSr. Jus-
lino J. Ramos ; Amazona*, o Sr. Jeronvmo da Cosa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 1/4 e 27 i/8 d. por 19.
a Paris, 355 rs. por 1 f.
Lisboa, 98 a 100 por 100.
Rio de Janeiro, 2 por 0/0 de rebate.
Aeros do Lan>'.o 30 0/0 de premio.
da companbia de Rebcribe ao par.
da companbia do seguros ao par.
Disconto de letlras de 8 a 9 por 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas bespanholas* .
Modas de 65400 velhas.
de 69400 novas.
de 4J000. .
Praia.ratacoesbrasileiros. ,
Pesos columnarios,
PAR IDA DOS OORREIOS.
291000 Olinda, iodos os dias
169000 Caruari, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15
16JO00 V||a-Bella, Boa-Vista, Ex eOuricury, a 13 e 28
UC000 Goianna e Parahiba, segundas e sexias-feiras
1940 Victoria e Natal, as quintas-eiras
mexicanos..' li?860 Primeiras lOtorasV 6 min'S manhaa
_______________________________[Segunda as OJioras e 30 minutos da larde
'METE orriciiL.
I
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas equinlas-feiras
Rclacao, ter^as-feiras e sabbados
Fazenda, lerdas e sexlas-feiras s 10 horas
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas
1* vara do civel, segundas e sextas ao meio dia
2* vara do civel, quartase sabbados ao meio dia
Junii
EPHEHERIDES.
7 Quariominguante as o horas 27 mi-
nutos e 31 segundos da manha.
14 La nova aos 8 minutos a
gundos da tarde
DIAS DA SEMANA*.
1S Segunda. So. Leoncio, Tribuno o TJkhIiiIo.
19 Teri;a. S. Juliana re Fa!coneri;*S- Gur asi.
31 se- : 20 Quarta. S. SUverio p.m. ; S.-Silvino m.
21 Quinta. S. Luiz Gun*aa;.S. Allano.
0_------------------ a yuniu. o. i.uiz jouzaga;..-!. ioa
22 Quariocrescenteas2horas. 32 mi- 22 Sexta.S. Paulino b. ; S. Niceasb.
tutos c 40 segundos da tarde. 23 Sabbado. S. Agripina v. ; S, Zeuon a Menas
39 Lita cheia as 8 horas 43 minutos e
33 segundos da tarde.
GOVERNQ DA PROVINCIA.
Excediente do a 18 de jaabo.
OflicioAo viee-presidenlc da provincia do Para,
acensando a recepcao de dous ejemplares de cada
urna das collecn'ies das leis promulgadas pela as-
sembl* daquclla provincia nos annos do IKIt a
1813.
Dito.A'E\m. l)r. Anselmo francisco Perelli.re-
roiamenda* titulo, entre no eicrcicio do juiz especial do com-
nurcta de-.t.i provincia, licando ebrijadn i apre-
seala-le no prazo de tres mezes contados d ;ln da-
la).Fizeram-se ., respeito as necesarias rommu-
niracoe*.
DitoAo Etna, enmmandante das armas, envian-
do, em aliir.ii, a0 seu otlicio de i1.! de maio nlliino.
copia do lo juiz de direilo da comaica do Brcjo de
8 doeonente, no qoal est declarado o dia em que
foi preso na mesma comarca, o desertor Antonio
Heraldo Barbosa.
DitoAo presidente do conscllio administrativo,
ilirtndo que, visto nao ser de lua qnalidade a far
iiln de atan Moca ora existente no mercado, segundo
declvra* S. S. em ofeio de 16 do trrenla, con-
corda (taque aquella consellio compre para forne-
rimeattdn presidio de Fernando :WK) alqueires da
rnie encontrar melhor, convindo que se v com-
prand* com antecedencia c depositando no rse-
EXTERIOR.
nal ile marinli.i farinha da trra, que lie mcllinr e
"""ala, para p completo do pedido do commau- "hi cunta dos sinistros occorridos nos arredores da-
I HMIIIin nm.iilin nni _... __..... __________: nrll>lll iiaiii ->-. ..., ..__!___.
roars
lantc to mesmo presidio, pois que rom essa provi-
dencia rvilar-se-lu a compra de farinha por subido
prca.
lutoAo mesmo, para que promnva a compra
tas fazendis e mais objeclos mencionados na reta-
ra* junta, oti qoaes sao precisos ao arsenal de guerra.
DitoAo jui/ relator da junta de jusliro. envian-
do, para ser relatado em sessao da mesma junta, o
proresso verbal do saldado do 4." balalhao de arli-
Iharia a |>, Alexandre Jos Barbosa.
cou-se ao remm.indan(e das armas,
KiloAo director do arsenal de guerra, deelaran-
aa-lhe, que na conla a que se tem proceder nos ler
naos d. aviso dj Hierra de-20 de oiiluliro de IS3:>,
deven ser comprehendidns todos os objeclos fornc-
ridos as repartirnos sujeilas aos oulros ministerio*.
DitoAo inspector roinmcndando que mande por em basta publica a
obra da 1:1. lanco da estrada do sal, servmdo de
base* arrcni.ii.iroo oreamento e clausulas juntos
I ir copia.Coramnnicou-sc an director das obra
publicas.
DitoAo delesado do termo de Cabrob, dizen-
do que. representando a cmara municipal daquella
illa sobre a necessdade de urna cadeianesse ter-
mo, trate Smc. de alngar urna casa cora as devidas
proportfies e sufricntes seguranca para fim indi-
cado. Inteirou-sc a respeito respectiva cmara.
DitoAo tliesoureiro das lut-rias provinriaas,
Iranunimnao cpin na l.i provincial n. 370 de 15
ollimo, rniiceileinU loterias varios cta-
belecimeulos. conlrarias e irmandades.
orlariConsiderando vaso o lugir de subde-
legada do districto lie Alasoa Secca da fresnezia de
Nazarelh. visto ler mudado de residencia o cidadao
q'itoeiercin, Feliciano Jos de Mello, e Hornean-
do para o referido lugar e para os de 1,e 2.
sapahMIea aos ciiladflos se=ninles :
SnbtWegadaAntonio l.ourenro lavares de Albu-
q erque.
I.- pedenteDioso Vellio Cavalcanli de Albu-
qaaraae.
2^ ditoCandido Rodrigues Mariz.
Communicou-se ao Dr. cbeTo de polica.
dMKnCANDO DAS ARMAS.
Qaanel-geoeral do commando da* arnaai de
ftnumiuc na cldae do Recite, em 20 de
Hoaa de 1855.
ORDEM DO DIA K. (Mi.
O marechal da campo cammandante das armas
fazcerto paransfins necesarios, que por convenieu-
ia da servir nomeou lionlem aoSr.capilao do cor-
no de eslado-maior do 2. ejatfe Antonio Francisco
deSoaza MaalMes, pira etercer o commando in-
terino da fort.-'.eza de llamara ; e nomeou para o
raaamando do farle de Nazarelb oSr. raajor refor-
naida Joao Jos Gomes, iicnudo exonerado do com-
mando nterin desle Corte o Sr. tenente-ajodaule
JsJo Marinlio Paes Brrelo.
O me.mo mareclial decampo faz igualmente cer
lo, que boje contratou para snir por :i anuos na
han la de msica do I. balalhan de arlilharia pe,
ru qualidade de msico de I .a classe, nos Icrmos da '"" meca,,4"'' egialal
imperial resol ncao de 27 da novembro de 1832, o ,al-oac u Pprio poto fra
-msico do menio baUlbao Joaouim Tlmm.r ,1 f3'io l,or sou" ''"res arb
Os jornaes bollandezes trazem a relaro de urna
borrivel inuundaro.acoolecida nos campos das em-
horcaduras dos rios Mns.i e Rbeno.
A estrada de Bois-le-l)uc a Ulroclil, posto que
bstanle elevada ficou submergida, e as aguas pre-
cipitaram-se nesta direrran como cataratas.
Al communas do Sainl-Oedeurode e de Boxtel es-
lo completamente inundadas, o territoriu llois-le-
Ducalc Eindhoveu parece um vaslissimo lago. To-
dos os arredores de Bois-le-l)ur estilo imcommuni-
cavei.', .icx/wpfjto da eulrada da lledel para L'tre-
cht. luuacs noticias- ha de muilas communas de
Utrcchl e de Gueldres, onde as aguas do Blieno e
do Walial, em muitns pontos submergiram a mais
feriis campias, levando na crrente o gado, as ca-
as, os barcos e as ponles.
Felizmente, a promptidao dos soccorros, os tiros
me, e foram causa de que iio seja muito rrescido
o numero das victimas.
Todava as perdas malcriaes sao immensas: mi-
niares de petsoas perderam os seus domicilios e to-
das os seos llaveros. Em militas communas aloja-
r.im-sc esses infclizes as grojas, e de todos os lados
roncorrem donativos pliilanlropicos. Keceiavs-se
que o dique que protege toda a llollanda arreben-
lasse, o que lea inundado todo o territorio ate
Amstcrdain.
L'ma correspondencia de Waiiiel, dirigida ao F\d,
ev-musico do mesmo batalliao Joaquim Tbomaz de
Aajaano, o qo. d alm dos reneimentos a que por lei
''ver direilo. p*rcebera o premio de tKWTOO pagos
na Arma dn arl. .1." do decreto n. HOI de 10 de
junhodo anuo passado.
Jtni Joaguim Coelho.
Conforme.CanMo l^al Ferrara, ajodaote de
ardeos euearregado do detalbe.
qurlla communa, nos segiiinles termos.
Na noite de dorbiaso para sesun ti lloras da noite arrubcnlou o Waallvk abaixn de
Dreomel (Hoaa e Waal). No dia segolnta, o toque
de rebato e os bradm angqstioaof doa habitantes an-
nunciaram a inuudac,lo. O aspecto da communs de
llerwaarden punge o corarjo. Na noite passada
morreram mais.30 pessoas, sem que fosse possivel
accudir-lhcs. Todos os habitautes de Dreumel se
lommiini- retiraran! para cima do dique o estilo em asylo, ex-
postos a todas as inclemencias.
Ilonlcm delurde,." de marro, vimos afugarem-se
j pessoas, ni > senda possivel prestar-llies soccorro
alguin. De esparn a esparo V"em-se sobro os te-
Ibados alguna infellte* pedindo que os soccorram.
Ella espectculo be doloroso.
Pela uoit,; eooseguio-se salvar algunas desses des-
gracadoa. De corto se a miseria be grande, a ca-
ridade be Imtnqnia.
O Waaldyk deve ler rehentado novamcnle, a noi-
te passada, proiimo de Oclilen.
Durante toda a noite ouviram-se os bradoi aBic-
livos dos habitante,, que so eram interrompidos pe-
los tiros de alarme que ribombavam ao longe."
Temem-se no vos sinistros, particularmente para
as bandas de llctnaarden.
[Jornal do Commercio de Lisboa.;
_ Nao eremos poder melhor fazer comprchender
todp o alcance do acoll.imcnto foito ,s ,uas magesta-
des pelo poyo s|ez, do que reproduzindo as lelle-
xocs inspiradas pela vlagern do imperador c da im-
peralriz. aos jorn.ies inglezes/lasopiuies m^is op-
poslas,
U sa no Mornutq Chronicle, que reprsenla na
itnprensa os ulicos amigos de Sir Roberl l'cel c o
meinbrosdo qabinele de lord Aberdecn :
A pompa, cnlliirsiasino se evaporam; mas
bea a respecliva si-nilicarao moral. O critico mais
cvniro da nntureza humana, o adversario mais obs-
tinado, por principios, do rgimen, imperial em
I-'ranra, deve convir que o povo inglcz pagou mag-
niliciiKiite a sua divida ao imperador dos t'rao-
cezei.
Esla divida era duplice de origem e de carc-
ter. Penco inleirados doblado aclual da Franca, c
vendo erradamente na constituidlo que fura redgida
pela assembla nacional, urna instiluir.ao represen-
tativa de bom quilate, os Inglezej foram fcilmente
levados a crer que a lula entre o principe presiden-
te da repnblica e a cmara era realmente a lula da
forra contra o direilo, e par um instante, conside-
raran I.uiz Napoleao camo om despola e como" um
liberticida.
Todava nao lardaram a reconlicccr que a pro-
pra nobleza dos seus instinctos os desvairn e que,
se as aecu-anies teila ao principe presidente eram
^rdadeiasquantoa forma, eram falsas quanto
cssenna. .Nao tardaran) a reconbecer que tinham
sido .Iludidos, por palavrai e por appareucia; que
o bnmcm denunciado por elle, como um lyranno
era na realidade um ebefe prudente e bemfeilor:
que abolindouma chimera mpralicavel, substituia-
um mecanismo legislativo solido; e ratao capi-
ncez, que se suppunba le
Esta diviila p.igaram-n.i agora em parle por .
meio do acolbimcnlo dado ao imperador depois da ta
sua chegada aqui segunda feira passada.
material ; mas nao bao podido elevar-se al o sen-
il Entretanto no iutervallo, nova obrigaro fra timenlo physiologico da sua formosura. Sem duvida
" relralo feito por Winlerliallcr he urna obra d
conlr-hida. Napoleio Il, n,1o contente de ser o .
bcmfeilor dos Francezes, lonura-se o amigo since- mrito, mai tem a frieza da escola altemaa. Key-
ro, o alliado da Grao-Brelanha. Somos graudcs e nolds, l.ourenco ou Franciio Grant, em noisa opi-
forles como naca; a nossa riquca he inevgotavel; n
o noss.i poder militar, e mais especialmente a nossa
marinlia, formidavcl. .Mas leria sido, anda para
nos, um negocio serio, o sermosroustrangidos a em- f
prehender sosinbosa defeza da uossa honra naci- peratriz. Perlence a urna da ctasses
ual e da nossa diguidade contra a aggrcssao da
Kussia.
ii Sem a prudencia, a amplido de designios e
a coragem de Napoleao III, os inimigos da nossa
. .. ., ii-, --------------......... "'"' ,e*ra "" -^u'iKionano que, apartan, lose da nova i>o-
verdadeira grandeza, que a proprm Insla.erra nutre plend.da, nnperatriz po.soe. alra dirto, urna boc- litica, no seu discurso guardn a maior moder irlo"
em si-ii sem, e-s's a,Ivo-ados srdidos e tmidos da ca chera da evnrM&an l .r.u.,.-,.. .i.:.. ... ......:.____ .. '
\ DLTISa cigana.-
Por madama C. Reybaud.
Na coala eptcutrional da Bretanha t margem de
unw das pabias profundas atn que rcfueiaVam-se
oalrora oa corsaiios foimijpns dos lualezes, ha um
r.i-telln anlieo, coja* pruatipaes cnnstrur.ies dalaui
dos primoiiosawios.1.. aeculo XVI. ICnlao reinava
a duqa'za A ana >nl)re a Brelnnlia e I-ranra, as eran-
ilrarios, era o primero a
oonceder-lhes urna approvar.io calorosa. Beflecln-
do em lulo i.lo, c na rapidez com que a Franca
fura elevada de urna posir.To social c poltica infe-
rior a urna situaran da mais alta dgnidade-no exte-
rior eda prosperidade mais assignalada no interior,
os fnglezcs enlenderam.qne.leviam alguma repara-
do ao bomem que haviain eondemnado precipitada
e injastamenle.
I mi manhaa no principio de julho ha dea ou
doze anuos ,,, rapariguinha e urna mulhcr idosa,
m 1 I h T""!"^" """I' '' e,,i,vam entada
junto da balaustrada a sombra das tilias. A aia bor-
dara ra silencio emqiianto a discipula com a cabera
inrlmaila sobre um lbum, desenhava allenlamenie
a pa.sagem lonsinqua de que a baha formava o pri-
mero plano Era urna bella menina : tiaha a tez
1,.7 i""!* eo* longos cabellos louros
as lllia da enliga Armorca, e urna especie de al-
l.vez ingenua br.lhava-lhe sobre a fronte. Ouem a
visse assenlada d.anle desse caslello idoso, i, som-
bra dessas arvores seculares, adevinharia fcilmente
qucir.i urna kerbrejean. A aia lambem era da ra-
;,.l ,'" '' !', '' ""' nr sercno c altraclvo, pbjsio-
nomia das mulhere* desse paiz. ,
Bepenlinamente a rapariguinha dexou cahir o
em st'ii seio, e-s^s advogados srdidos e limidos da
paz estimada exclusivamente pelos lucros materiaes
que ella confere, teriam podido conseguir ler-nns
fora da quc-lan do Oriente, c dest'arte teriam aba-
tido para sempre a Inglaterra c.ilbegoria de po-
lancia de segunda ou lerceira ordem. Despezando
ao mesmo lempo osrancorese as tenlares, consi-
derando lmente no povo inglez o guarda por ex-
celencia da liberdadc c da civilisaco, o imperador
Napoleao III se declarou immediatamenlc pela nos-
sa allianra, guiado pelos motivos quetao eloquente-
menle indicou em Guiladhall.
Eoi d'est'arle que elle impoz ao povo inclcz
urna nova ohrigacio. N
n Esta segunda divida, aincla fui paga durante es-
tes ltimos dias. () imperador foi acclamido com
um enthusiasmo que o povo iuglez nunca tem ma-
nifestado senlii em consequencia de urna COOViccaO
profunda. O imperador volta para o seu proprio
paiz coberto de urna gloria nova. Os Inglezcs nao
foram menos unnimes do que os Francezes nos
(cstcmuuhus de respeito e conlianra que Ihe prodi-
galis.iram.
o A preponderancia destas condices pes-nacs e
polticas causou que a mprenia se oceupasse antes
com o imperador do que com a sua eompanheira (ao
formosa, to completa.
Nao aoonleceu a mesma rasa com a populacao.
Se a curiosidade pode ler sido ao principio o moti-
vo determinante da soffregoidao manifestada para
ver-sc a imperalriz. esle senlimenlo nio tardou em
dar lugar admirarlo. A belleza da imperatrz, a
amenidade das toas maneirt}, a sua evidcnii ama.
blidade conquislaram lodos os rorar,rics : aquelles
que lhe conheccm todas as qualidadcs respeil.iui-na
lano quanto sao encantados do seu exterior lio se-
ductor. A benevolencia e a caridade, no particu-
lar como no publico, assigueltm todos os dias da
sua vida. Se, desde o principio, os France-
zes se regozijaram por ver o seu chefe cleito esco-
Iher a sua companheira fra da esphera das casas
reinantes, depois tiveram mil razoes para approvar
aprudencia desla escolha. pois que a imperatrz
conqustoii-lhcs os corares pelas suas qualidades
pessoaes.
He um ornamento para a alia posro que oc-
ciipa ; es* o impera lor R*n ciimsiio]rara l'ranra
o respeito dos Inglezes, a imperalrii pela sua parle
concliou luda a affeirao delles.
Sol todas as relares felicitamo-nos, porque C-
la visita tomou um carcter de importancia que ex-
ceden as mais frvidas esperanras. Provavelmenle
esta viagem he o precursor de outra que tern lugar
em cambio, a qual consolidar anula a allianra an-
glo-fianceza e habilitara o povo Craneal a pagar i
intencao da naco britnica o bom acolhimerlo da-
nunca foram dignamente apanhados. Os arlis-1 minante em que todas as allencoes se prendiam !
apena tem conseguido renroduzir a emelhanra Quem a estrella fulgurante desse partido boje aban-
donado ? Vos, Sr. ministro, e vos chamantes essa
polticapolilca opprcssora....
( Sr. Preiidentt do Conselho :Era preciso que
cu assim a qualificasse.
" Sr. berra: :limiten) aqui o dlnetles.
O .Sr. /'resiliente ilo Conselhn da um aparte.
O Sr. Ferros :Se relira....
O .Sr. 'resllenle do Contelho :Xo retiro na-
da, porque nao disse o que V. Exc. esl i dizendo.
O Sr. /'erra: :Kem, eu quero anda estar com
o nobre ministro, sou hornero dcil ; mas ser.i de
diere departido, e de homcm poltico, de homeni
de estado, injuriar, dirigir nffensas pessates a um
seu coricligionaro que, apartando-te da nova po-
2 i Domingo. 4." A pureza da SS. Virgent M
de Dos ; Nacimento de S. Joao Baptista.
iao, teriam reproduzidn iHcoinparavelmente mo-
tor a physidnomia da imperatrz.
He hem raro que o lypn dislinctivo da belleza-
mini-na se possa cnconlrar tal como existe na im-
sratriz. Perlence a nina d ctasses mais raras de
belleza, a beapauhola loura. A nalureza, prodiga
para com ella, imprimi e,u todas as ,uas fcires
delicadas e animadas, o Iraro evidente da rara. Mu
loura, com olhos clieos le ternura, c umo tez es
ca cheia da expresso. A elevaran dnica da cin-
lurj chama ao espirito urna dessas maravilhosai es-
tatuas devidas ao ciozel dos grandes meslres da tirc-
cia. Todav, o garbo c o ar, geral revelan) antes
os lignaea da vclha rara heapanhola, di antiga B~-
breza
castclhana. A voz, as maneiras sio dignas da vos crcr ? Dizei
sua pessoa. Sabe eoniervar-se digna sem nada per-
der da sua af.ihlida le, e, na "sua corlezia. nao tem
i,., i .,, .,r,i :,, i i .---------- '........""~^"""" nigw.~. *= paruuo neraniuo, e o sr. ministro ila ju-ira
,,li I./1 a T* "*' ",1U ,em 5r" ''mi"e'"e d0 Coiwefto .-Nunca disse lal nao sei se podera ju.tihcar, porque a idea da co-
nada ile>sa condescundenna afectada une antes ni- causa -, i .
f....... ,....... i|ns nuil, o- (um, cessitodeiHMicoeaofficiaesJos adversarios notilrn.
fende do que satisfaz. As palavrai, os gestos, o ar.
-----' -' o*~t i .....,......... mas um amigo que quanilo
einliin toda a .ua pe.soa sao de urna diltineU c no- separado nio hesita... Perde-me o nobre ministro,
bre dama, feila para illuslrar um Ihron > e formada
para accrescentar mais esplender ao esplendor da
sua posicao.
Quinta-feira, a inlensidado do calor, todas
arclamacoea de que foi ncrumulada, tinham dalo
imperalriz um ar de languidez. Mas nuilc, na
opera, a sua belleza se achava novamenle em todo
o seu esplendor, rcalrada anda mais pela riqueza
dos seus (rajos o pelo brilho das pe Irarias que Irazia.
n No momento em que responda com um sor-
riso radiante s acclamaoftea de que, era objeclo,
dssereis que se alguna vez a argila laoeou no mol-
de una cabera imperial, foi quando "a nalureza
modelou esta cabera gre^-a que guarnece ess- eol-
io eesse Busto Uto gracioso'. Por mais bella que
seja a imperalriz, a sua hondada guala a sua bel-
leza. He adorada por todos os que a cercatn e as
palavras : be lo boa, lio amavcl I anda inces-
santemeule na bocea daquelles que a couhecem.
a Nao podemos terminar esta noticia sobre urna
pessoa cuja posirao be lao elevada e cujas qu luda-
das ISo grandes, sem recordar que a influencia de
S. M. 1. leve por cITeito elevar o senlimenlo moral
na corle das Tiiileria?. E-ta influencia ato leve una
pressau ravoravel sobre a moralidade do povo. Mil
rasgos de beneficencia provam o nobre corajao que
lhe palpita no peilo. Seja a sua carreira sempre
feliz, continu a sorrir-lhe a felicidade no exterior
c no interior, e seja a justa recompensa devida s
suas virtudes ; lal be o vol sincero de qualquer in-
glez. Tal he especialmente o voto das moflieres da
Inglaterra. Melhor que njnguem podem apreciar
essa pureza de carcter, de que a presenra, entre
mis, da imperalriz Eugenia, he o Ilustre c Bel em-
u,elna- (Ij> CotatUmonnel.)
RIO DE JANEIRO
CABARA DOS SRS. DEPliTADOS.
Conclnaao' da sessao' de 22 de maio de 1855.
O Sr. 'residente convida o Sr. vice-presidenle a
oceupar a cadeira.
Sr. Ferraz ( continuando ) :Sr. presidente,
----------------------- _. ------.__ .,, ,.,^..,^w j i~n, | -1 r-i iriii,',
no ao imperador e a imperatrz com tanta espuma- supponho que be intil lodo o esforro que eu possa
neniada c enthiisbismn t.i,i.,.i,r.i.___i_ _. .
somos agora aecusados porque nao seguimos urna
poltica oppressiva ; vos us acoropanhastes at esle
- ponto, agora vos apartis porque somos mes-
- quinhos.....a
O .Sr. 'residente do Conselho :Isso nao Csl
hem ligado.
O Sr. Ferraz :Senlures, eu nSo sei.... mas
desconheci csse cavalleiro, esse chefe do partido sa-
quaiema, esse chefe da Bajara desla cmara, eque
nis antigs lulas parlamentares tanto brilhou.
O nobre ministro dos neuocios eslrangeiros esla
neidade e enlbusasmo. fazer sobre este poni ; a ludo quanto eu distar o
nobre presidente do conselho me responder : a
i.o-se na Presse de Londres, um dos prinripaes culpa be da cmara dos Srs. depulados, c dos mi-
orgaos do partido Ton : nisterro, passadosjsao dividas que nos .atisfazemos
lia minio lempo que a repiilarao de belleza d
imperalriz se espalhou alm dos limites da Franra
Nao cxisle na Europa cidade onde esta belleza no
lavel nao leuha recebido o seu tributo de admira
'.ao. Algumas vezes se tem ouvido eipirilos imper-
linenles dizer que a arte se mostrara corlezaa. Mo-
je, mlhes de Inglezes podem certificar, lomando
os seus proprios olhoscomo lestemunha, que *i ori-
ginal he superior a copia.
" Segundt-feira, a imperalriz eslava completa-
mente no seu estado normal. Quando desembar-
cou em Douvres, ao principio tinlia as feicoei um
pouco paludas ; diziam que se resenta da fa'diga da
viagem. Mas no momelo em que os augustm via-
jantes chegaram eslacao de Itric-Klayers-Arms,
sua mageslaJe recobrara lodos os altraclivos natu-
racs, suavidade, graca c belleza. .V vista dos o-
Hios admirados cravados sobre ella, o rumor dos vi-
vas sem numero, a magnificencia do lempo, o ac-
Hmenlo profundamente cordeal do povo, ludo li-
nha contribuido para Iluminar com urna expressao
de prazer as feires da imperalriz, e ao passo que
a carruagem conduzio-a de vasar pora Pall-Mall, a
sua formosura eslava verdaderamente resplandecen-
le, provocava transportes universaes de admirarlo.
" Ohservava-se de todas as parles que os retra-
tos da imperalriz nSo lhe faziam justira. Somos mui
positivamente desla opiailo. A suave expressao dos
seus olhoa ames, a serenidade dislincta do semblan-
dea guerras leu I tes tstavam acabadas, e a nnhrea i
nao aaa.ner.., mais ana babilarSo com esses forml- '-e 'T" -'l'P'cando o ouvid.. .
.lavis nieios de tenia qae davam Ihes o aspecto de urna musi" f on t,erlr'llle5 i nao ouve como
urna prtsio.
ti raslello de Kerbrcjeaa edificado por um dos of-
fieiaes da rainlia dacmeza nao tem torre, ncm ponte
levadiff,. nem baluartes. A tachada lie adornada
de dnts tiirriiihas elegantes e de janellinbas com v-
ilraras lalbadas tm losangos, cncoutrande-se na ex-
tremnlade da paanient coherla que serve de vest-
bulo, es primeiros desjraos da carada espiral que so-
be ale ao lete.
Diante do corpo do edificio eslende-se am lerraro
assoiobradn por magnificas tilias. Lina murall,a s-
Me alL'uem que.toca pMdciro l debaixo do
lerraco, responden a aia.
Madamesella de Kerbrejean levantou-sc, foi hin-
car a vista sobre a estrada, e depois dis-e em meia
voz rom mu gesto de admirarlo.
Oh senhora derlrudes", venha ver.
Diijs pessoas. um homem de quarenla annns e
una rapiriguluha desramavam ao pe da muratha
junto ,le um ribeirinho que atravessava a estrada
Sen vestuario era inleiramenle caracterislico ; o lio-
IlllMtl Illlll'l ni,i i .1.. ._ I '
les Marea t mar sobe He junio du lerraro, e em uici is dr al -,., ,i i, .." "' curtas,
".I os lemp......-ve-^e dal.ii. da. tilias ,s' I culfsolas finhamaidldn^ a*Pa'? ',e ""
qae murmur.,,,, e quebrante ....., ,,, dghi rntre S ,i '. m .11 ,, tt ^Z^tT
i- rochedo. que uuarnerema pr.n.i. ,,,.;., .i h..i. -i. **'. CMe soltara a cs-
Anaaca distancie do ra-.eljo de Kcrbrejcaii lia
aaaa Mga lileir.i de caas iieio arruinadas, e rfegu-
Urmenle alinha las sobre ipraia meridional di ba-
hia ; era ah a pequea cidale de P... o antiga por-
to onde os corsarios vinham ibrigar suas presas. En-
'ao ama populara nomeroii agitava-se sobre esse
Ponto ; mas ella desapparectu quando cessaram as
guerras maritimas. Hoje a liar parte das casas nio
tem mais porUs nem janella:, monles de cnliilhu
marcara em atarlo lugares oalnliamento da ra, e
quasi qae nao se pode mais r>conhecer o lugar dos
raes, onde desembarraran) our'ora i.io bellos carre-
gaaaentos. Pteaenteanentt P...he urna raiseratel al-
d--a que nao seria habitada, seo enverno nao livestt
eslabelecido ah um posto de lumias da alfandega
e se algumas familias pobres alo se houvesaem reti-
rado para ease lugar pela facililadc de habilar essaa
luidas casis arruinadas.
M : ---- ...........v-sc, une Minara a es
[*f "'baca r......, rom,. ,n prale que (razia hab-
loalme Ble debaixo do braco, e enxogava afronte
'"'" "in lenr,, velho de quadros azuea.. Evidente-
mbul ."'i'""" 'lc*,esM"i>l'i'<<- esses msicos
amnulanles a que o povo das encrazilhadaa da o o-
lircnomc rnlirulode marquez de Arlichaul.
ni.l?fi!,r-a-,r,M<:oln omp^m 'lo- Tinha
hnrri!.. n i'''""0" '"""" curlH e =nmecida de
borrivel lila azul, corpinho de velludo escuro c bor'
zegu.ns vell.os. q.IP chegavam-lhe ao meio da per-
i:.,"aes.|,e_c,e,'l,c ''"dema a.lnrnado de um lar-
ua.
,, .,.,! -i- ......- .........i ml- uiu lar-
gal lo de ouro r.ho, ,nrtjonl s,,s ca|)f ||os ^.^
ulios. Ella tinha um collar de vdro, brincos de ro-
Kre as tenas e aune......|aUs ,ie,,OJ. A
bre.mha agilava niaeh.,,lmei,te o pandeiro, e cin-
hW umacancao doljrol, seguindo roma vista
Monda, que suban, e aoiMavam surdamente a
|tlcllit.
Enlrelanlo o homem da ca'ielleira tirara do bolso
"i? P?*'*0 de Pa' ">m pnnhado de cerejas e um
cdbaciuda,
Entao, Mimi, disse elle dividindo o pao em
mor' P"r'C ,guacs na ;lc,ia I" he lempo de al-
Coma, meu pai, nao lenho fume, respondeu a
rapariguinha sem rollar a cabera.
rif- i allnt".o hoje he muito escasso, minha pobre
niiiiiiiia | tornou o homem dando um suspiro mas
quequeres-; A larde de hoiilem foi peatima... un
recen ue intita e cinco cntimos O publico de
saint-l ol-dc-l.eon nao apreciou-iios !... Porcm se-
remos mais lelizes em Morais, que he nina cidade
d.e.co,n,m;rc">. Pretendo fazer una pousada l na
aiuoa. fcstenderemos o tapete diaule da alfande-a
10 dansars, e eu execularei alguns exercicins... Se-
ra grandsima desgrara se alguna suidos nao cahi-
rem eni lua salvazinha. Eia, Mimi, come um pou-
llrd "aU lE e"lri,l?'-'ls P" jantaremos bem esla
Teremos sopa ? pergunlou Mimi iiassando a
mao pelo estomago.
Ciertamente, lillunha ; mas enlrelanlo esle al-
moro nao le agra.la .'
Oh | he cousa muito boa pao rom cerejas.
He por ser pequeo o pedaro de pao que nao
qoeres comer ? exrlamou o sallimbanco com lagri-
mas nos olbos. Pansas que mi ha mallo para mim
Mimi crgueu os hombros, c diste continuando a
locar seu pandeiro :
I ~ *'"C' deve'er milita fome, meu pai, almoce
Madamesclla de Kerbrejean ouvira esse colloquio
sem que os interlocutores tiveasem percebido sua
presenra. Vollou-ie para lierlrudes dizeodo-lhe em
voi haixa e com lagrimas nos olbos :
Oh I meu Heos cuitados !... lie mi.ler cti-
viar-lhes ja um bom almoro...
Sim, querida Irene, vou dar orden* a isso, res-
ponden a aia.
Vou eu mesma, tornou vivamente a raparigui-
nha impaciente por alliviar essa miseria quasi ne-
gligente que nao mendigava, e tinha em vez de Ira-
pos ouropeia lio eslranbos.
Alguns ilutadles depois um criado descia i es-
trada, trazendo urna cesta ao braco e urna garrafa
na nulo.
O sallimbanco havia enllocadotodasascerejas dian-
le dj* Mimi, e cornil o pao secco, dizendo :
Vers se nao ha de suba para mim ... e dc-
miia por ventura mima aeonteceu-OM ler anda fome
ilepnis ile almorar "... porem nao quern que minha
lil.iiulia pnve-se.e sollra por seu pai... Bestam dous
goles Ue agurdenle na cabacinba : repartiremos....
lato nao vale um dedo de vinho bom... mas he me-
lhor que agua pura. Ah Mimi, quanto seria ei-
jusla do procedimenlo dos ministros, que os mius-
lerius eram solidarios enlre si, o nobre presidente
do conselho esqueceu-se dessa licao....
O Sr. Presidente do Conselho-'-Pelo contraro,
reconbero a solidaredade.
O Sr. Ferraz :Ojiando um ministro entra de
novo e ach empcnhns, loma-os sohre suas cusas
quando segu a mesma marcha administrativa,
quando gasla do mesmo modo os dinheiros pblicos,
nao p,,de vir para a cmara dos Srs. depulados di-
zer : Os ootros tambem lizeram. ( ) Tomai nos-
sa responsab.lidade, carregai com ella, sede ge-
nerosos.
Faliaites do poltica oppressiva! Quera foi o
chefe do partido saquarema Ouem dominava os
ministerios desse partido Quem diriga as cama-
ras que os sustcnlavam ? Quem era o ponto cul-
respeilou as convicvoea '.' Quem vos cier de ago-
ra em diante l No momento em nue se apartaren!
de vos estas rarieias que boje dispendeis, essas pro- j
messas que leudes feito, ludo, ludo aer laucado ministro ,la ju-tica para sua entrada no aclual galli-
llo lapete desla sala. Setuarao, ttmWro \ Ouem nete, antes da sabida do minslerio passado. Apena-
dos.) Era urna dasconeeases que elle jolgavt dever
fazer ao partido decebido, c o Sr. minislrn da justira
He a nica qualidade voaaa.soisbom amigo....
U Sr. Ferros ;.... mas om amigo que quando
cmara ouvin tudo
O chefe de parlido, o homem de estado, quando
o sen amigo e corrcligionar erra, o nao injuria ; c
porque:' Poique elle vos abandonnu agora, e vos
nSo abandonantes agora mesmo os vossos 1 Quem
lem mais culpa, vos que sacnlicasles o rosso parti-
da, ou elle '.'
0 Sr. Presidente do Conselho da um aparte.
O Sr. Ferraz: Nao sois tolerante; esse que
boje vos oliendesles pode amanhaa vos preslar, por-
que entre nos a poltica he varillante, as optoioea
de um para oulro momento se mudam. ( Ha um
aparte. Ilaveis de me perdoar, mi vos tomo
por nio lelo ncslc caso...
U Sr. 'resiliente do CotueUm :Ncm o acon-
selho.
" Sr. 'erra: :o grande bomem, o homem po-
ltico, olha sobre alto para lodos esses casos, perda
oserros, se erros se cominellein.
Fallis em poltica nova, Sr. ministro ; pormilli
que vos diga que en nao enten.lo o modo porque
queris eslabelecer a nossa poltica. Qoal a vossa
polilca, a de conciliario? Nao he nina nviodade
apoiaaos |, o ministerio de I84C'appresenlon esta
medida que aronselhasles, o ministerio de 848
lambem a aprsenlo!! : eslaveis fra do poder, nao
a adoplasles e porque 1 Porque querieis as posi-
Cies....e nao a coneiliarao....
Ha mu aparte. )
A coneiliarao be de lodos os pufidos, o minsle-
rio de 18. a apiesenlou....
O Sr. Presidente do Connlho :-() minslerio de
alrabe.
O Sr. Ferraz :-N,io, o de Paula e Sonta.
O Sr. Presidente do Conselho da um aparte
que nao onvimos.
O Sr. Ferraz :Vas o repeliistes.
O Sr. Presidente do Conselho : He falso.
O Sr. Feria; :Sr. presidente, para que estis
nesta casa ? j paternafalsode que nen o Sr.
presidente do conselho deve ser repellida, nao he
parlamentar...
O Sr. Presidente : Nao foi ouvida pela mesa pa-
tarra alguma ofiensiva.
O Sr. Presidente do Conselho diriijindo-seag Sr.
oulros termos proprios de h'omenscvilisdos, ms a
palavrafalsodeve ser retirada
O Sr. Pretidmtt do Conselho :n
insultar, qoiz repellir a ua proposito. Nao sabe
osenhor quceu adopte! esse miniterio em seus prn
cipos ? Isso ser um principio para....
O .Vr. Ferrar : Bem ; eu aceito a explicaco.
Estreestet vos urna nova poltica, ou he a enliga l
Eu vos don o mrito da inveucao....
O S.r Preiilente do Conselho :Eu nao inven-
le cousa alguma, aceite o eslado da sociedade como
o acliei.
O Sr. Ferraz :farlis de um "principio que na
--------....... """ cjuaujeirus esia- "- .i ans ue um principio que nao
beleccu em outra occasiao nesta cmara como base nc verdadero : diris que o parlido que esla\a fura
lilsl.i ili, nrni.alll,n..l J __ ._ iln h.J -____j. ., .....
he dos principios para os quaes caroinhasles?!... Essa
data de reforma eleiloral que avenlasles no senado,
onde para ella? J.i mii iasles alguma medida, ou lea-
dea Irnrao de inicia-la ?
O Sr. 'resiliente do Conselho: Veja o que eu
disse no meu programma a csse respeito.
O Sr. Ferraz :V. Exc. ha de perdoar que cu
esqueja o seu programma. c que s cite os tartos.
Riladas. Ha mais de doos anuos que V. Exc. cst
nc ministerio, e anda nao apresenlou una s idea
que pudesse rollig.,r os dous partidos.
A ideia das incompatibilidades era una idea do
partido opposlo, c nem seqiJer leudes rallado nella.
O Sr. Ferreira de guiar : lew entao mi era
ronriliflro, era adoptar as ocias oppostas.
(' Sr. Ferraz :Perde-rne o nobre deputado, eu
nio oliendo nem desejo olleuilr-lo ; e se eslas pala-
ras lhe fa/m alguma inssa, diga-m'o, que eu as
eliro. Mas a ideia das nrompalibildades fez o ob-
jeclo desse famoso discorso, il ponte de ouro do Sr.
resalo de potijoeaofliciaes ada adversarios polilicos
foi condemuada portj. Exc. [Jpoiadot.] S. Exc. ac-
cusou o meu honrado amigo, depulado pela Babia
o Sr. Biheiro,) porque como presidente de Pernaro-
buco tinha offerecdo posicDes ofliciaes ao Sr. Lopes
Neltu...
t> Sr. A. de OH ce ira :Mas era para guerrear o
parlido que apoiava o governjo.
O Sr. Ferraz :E no enlalnto u Sr. ministro tem
feito outro tanto para guerrear o partido qoc sempre
apooii o governo.
Eu n,lo vos condemno, mostr nicamente o que
leudes dito e o que tendes feito.
(' Sr. Presidente do Conselho da um aparfe que
nao ouviinos. I
O Si: Feria::Pcrde-m* V. Exc. Eu lenho di-
to meu charo senh i: e V. Exc. me he chalo : hasta
ser um homem uolavej do paiz.
De que servem essas gricas e honras que Uto pro-
fusamente leudes distribuido ? As cartas em que o
Sr. ministro dajualirja annnnfciava aos agrariados de
Pernambnco as suas novas b ihras,foram desprezadas
e mal accitaa. Suuurro.]
Se lomardes a peilo a vossa roiaso, lendes mallo
que lazer. I.ancai mo de medidas que upruveileui
ao laiz e dei\ai-vos dessas ciineessOet feitas a indi-
viduos, porque o paiz nada ganha Com sso. Anoia-
dos.) Pois coneiliarao he de empregos ? Sera possi-
vel que lanos cavalheiros esforrados se submcllam e
accitein urna lal conciliaco ? Nao, nao hepussivel,
porque elles querem alguma tousa a hem do paiz,
embura queiram lambem o seu bem pessoal. lie que
servem esees beneficios individuaos I Os meios de
opprimir permanecem, nao se quebrara de um mo-
mento para oulro, quem vos substituir delles se ser-
vira a favor drsta ou daquella parcialidade. E oque
lem dest'arte ganho o paiz? .potado*,)
Conhecei, Srs. ministros, que a vossa posirao nSo
inspira confiauca qnelles com quem vos quizestes
auxiliar, nem aquelles de quem vos ipartaslcs. Nio
podis fazer u bem, nao leudes forras para (al ; mas
leudes estragado tanto o poder, lendes laura,lo mao
de lars recursos, que be impostivel que nutro qual-
quer ministerio possa substituir vos sem o ri-co de
inulliar-e e perder-sc.
(O Sr. presidente occiipa de noto a cadeira do
presidencia.)
O Sr. Presidente do Conseu.-' Se issso fosse ver-
Ferraz ): Se o senhor dsso urna cousa que nao he .
verdade, como quer que a classifique """' <|uc m,,,lslcri n-' "njia opposirao.
O Si: Ferraz :-Se nao he exacto o que disse, ha ,- ^ ^^ '~,le Yer<,ade* c '*'"> <>"vdo
iirn larma. ^r-:~ .1- i.1_____...... "'los amigot de V. Exc. e assm o pens.
Em um aparle vos disse eu que propuzesseis urna
medida acerca de urna ideia que lindis a'venlado no
qun senado. Talvez pensasseis que eu vos desaliava : mas
^;m alia ...
_ do,poder quando nelle enlrastes tinha desappareci-
di. ; he um engao, os partidos nao sao os homens,
sao as ideas, e eslas nao fenecem, nao morrem assim
e mais redo ou mais tarde Iriumpham...
Queris a coneiliarao, mas como a fazeis ? Con-
ciliaco no llio de Janeiro, de conciliario om pouco
em .Minas, e conciliaco aonde mais ? No Ccara ?
em Pernambuco ?
Um Sr. Deputado :E no Maranhao ?
OSr. Coila Ferreira :No Maranhao nao ha
conciliaco, os partidos existen, como dantos.
( Apoiado. '
O Sr. Ferraz :\ coneiliarao lem consistido na
roncessaode alguns empregos, na concessao de algo-
mas honras. Iasoaproveilar aos individuos, aos agra-
ciados ; mas o iileresse publico rom islo ganha ? !
O que he feilo das ideas que proclamaslcs ? o que
carnrfrHaim^,0brVre,Vacom um Pco de
ca no fra, e urna garrafa de vinho para nos dous!...
O criado appareccu ueste momento, dirigise a
tSZG? Chaa CeS'a e ^rran' de vinho'
VMh!J?g\mu Provis0^; bom appelile!
danapo brwmKnto Va l,usc s(,i c .,' gar-
**''TOa-se, 'mmedialamenle ; Mimi e o pai enca-
raram-se eslupef.ctos.
Vejamos! exclamou a rapariguinha levantan-
do vivamente o guardanapo. que eokria o cesto
Carne..te cabrito assada, queijo e pao fresen'
de exla/e a"C0 P"dU 'Da0S COm ",na *
Isso he muito hora niurmiirou .Mimi. E ti-
rando ama faquinha do bolso, cortn pmmplamr-ntc
rninT T ****?* de"US SL'"' "'^ r""" Mera
conmenlano o |,, e a fill.a pozeram-se comer com
a*idez,_ e sem distraccao ronm pessoas absortas nasa-
sricraode urna necessidade imperio.,!. Aplacada
um pouco a fome. o Saltirobanco recobrou a falla e
Sabes que islo parecc-mo um cont de bdaa
Mimi C0M m"'10 extrao",rar*> wpondea
Quem eoviou-not este regalo ? tornou o pai
talvez o senhor do caslello. aquello velho que vimos
passeando diante da grade, e que responden ......!
lamente a nossa saudarao.
Depois accrcsccntou com vaidade ingenua e co-
Quem sabe ? Elle eslava talvez enlre o povo
dianeduqnai fiaemos honUm nossoa exercirioVem
a^,',lou-lhe!..'eU'' "" |,r";" publC3' ",a di,nsa
Pode ser, murmurou Mimi com arindifferenle.
Helia mais um copinho, meu pai, o que resta no tun-
do da garrafa.
Nao, lilhiuha, esse bom vinho sohir-me-hia .1
cabera.
E cruzando as raaos sobre o estomago, o velho
disse com salislacrao :
.~.Al' almocei como um rei .' E a sobremesa,
Mimi, nio le esqueras da sobremesa ; temos cerejas,
e has de come-las sem pilo.
Mimi tomou algumas ; mas apenas provou-as.
murmurpa com expressao de pesar.
Que pena nao tenh0 mais fume !
_ Que pena repeli o sallimbanco, ainda ha
pao e un bello pedaro de cerne. Se en u guardaste
em papel para o janlar .'
Ah 1 seria necessario carrega-lo, disse Mimi.
lalve seja iucivilid.ide deixar nossos sobejos
no resto, observou o pai.
A rapariguinha eslendeu a mao sem responder,
, -------, ......
nao, nao vos desali a que propendis essa medida :
" ella de relativa ao ronde d'Aquila...,
O Sr. Presidente do Conselho d.i um aparle que
nao ouviinos.
O Sr. Ferro:. : Eu rrcioque vou abundar na
opiniao de V. Exc, porque nos casamos cm algun-
ponlos. O ronde d'Aquila acaban a licenra que ob-
teve, impclrou outra, que lalvez seja a ultima, c eu
enlendo como vos que he preciso que delinilivamen-
le se determine o limite deslas licencas ; mas lambem
creio que deveia bailar em lomar alguma iniciativa
actualmente ueste poni, alenla a posirao aclual do
reino de aplos cm consequencia da divergencia
herida entre a narao napolitana e as potencias da
l'ranra e da Inglaterra.
He bastante melindroso o seu estado, pude muito
complica-lo o s\stenia de neutra ii lile que adoplou
seu governo. E neste raso, Sr. ministro, queris
abrigar o conde d'Aquila a vr ao Brasil, c sujela-lo
a censura deque abandona seu inmloe sua palria, no
momento em que podem dello carecer ? Alleudei
bem.
Mas eu ligara o meu vol a urna medida. Ped os
crditos para rcnlisar-sedole.c fazei-o realisar mar.
cando um (ermo em que a nleurao e resoluto de-
finitiva de residir no Brasil se manifest.
O Sr. Presidente do Conselho :O contrato esta
conde de Kerbrejean era homem de mis quarenla
anuos, ruja ph\sionoinia nao linha nenhiima eleva-
Gao. A meluridade comeeava a avivar-lhe a cor da
lez e a dar-lhe urna gordura que amcarava incli-
lancou an longe os restos do almoco, e tornou a co-
brir a cesta com o guardanapo. 'Depois cruzou os
bracos e recostando-sc com indolencia, disse com os
0II109 ja quasi fechados :
Agora lenho somno.
E cu tambem. murmurou o sallimbanco dei-
!ando-se sobre a relva.
L'm instante depois ambos dormiam profunda-
mente. Durante seu somno o criado veto buscar a
cesta, e urna pobre mulher que passava apanhou os
restoi do alraor,oque eslavam sobre as hervas.
II-
Nesse mesmo dia a familia de Kerbrejean eslava
reunida quasi s duas horas da larde m Tundo de
um vasto sabio, que tinha iuteiramenle o aspecto de
urna das salas do museo Dusomerard. Oraras a sua
siluarao solada, o caslello nao fora VZtado pelos
soldados da prunera repblica, o nenhuma mao re-
yoiocionaria tocara nos emblemas herldicos, as
rmagens dos sanios, as figuras de cavalleiros e de
li lalgas queornavam as paredes. Comquanlo os mo-
vis do salao houvessem sido renovados em parle,
e podesse a gente assenlar-se cm poltronas commn-
dai, coniquantoelle livesse ja mu i tos oulros arce-so-
rios do go-(o moderno, sua decoraego e o rondo da
mubilia datavam do lempo da raioha Anna. Oes-
emi- de kerbrejean eslava gravado cm alto relevo
sobro 1 panno da rhamin, rujo fogao immenso ti-
nha anda os caes de ferro com ramos grandes, c
hrabalhadoa romo ama jola de ouro lino. As nietas
do nome da reinita Anua e as armas da Bretanha bri-
ihavam por toda a parte ale sobre o forro do teclo
de vigas piulada* edouradas.
A lamilia de Kerbrejean nio era numerosa. S
havia no sabio tres pessoas: Irene, seu pai, o conde
Joao de Kerhrcjeau. e um lio deste. que fra caval-
leiro de .Malla, e que ah habilava des le a suppres-
sao da ordem. Porcm os membros da familia que a
norte hayia atacado, nao neredem ler deitado n- anda ? disse ella com ar .to ingenoa'tympahia
Niramente esses lugares chelos de sua lembranra, | Sim, minha querida, murmurou o Bevalle'iro
onde seus vestigios enconlravam-se por toda a parte. hallando ?sm, elle nio dizii inleiramonle a ver-
ler-se-lii.i dito que a mai c os rm,ios de Irene iam i dadr. A -ucces-io de um prenle morto as collo-
recohrar seu lugar nesse sabio, onde nada do que oias inglezes siiscilava-lhe alguna embaiacos- mas
es pertencera fora nadado. ( pequeuo lear de dava-lhc muito menos cuidado que um f'acto que
passava-se sua vista, e cujas cousequencias a-u-i.i-
vam-no xivamente-, urna mu laura funesta liaba lia-
vido no interior de sua familia, e elle va rom dor
inexprimivel que o pai de Irene calora em urna es-
pecie de degradaran moral, cujos progressos lorna-
vara-se de da em dia mais rpidos.
O cimde de kerbrejpai! Mecer rom urna inlelli-
geucii aeenhade, goatet ,.oiico elevados, r um carc-
ter siiigularmcule Iraco ; porem urna educarau cui-
dedoaa e a influencia da iimilia haviaro modificado
fcilmente essa ndole vulgar, e o conde Joao. como
chamavam-no antes da morle do pai, passava por
feilo. nao se podem fazer contratos depois das nup-
cias.
OSr. Ferraz :O nobre ministro parece querer-
me acensar de ignorante a respeito de r.nnlralos.
0 Sr. Presidente do Conselho : Eslou longe
disto,
O Sr. Ferraz :Eu ronheco a minha ignorancia,
mas \ Exc. sabe que al hoje anda ae nao midiere
lal contrato. Foi elle publicado ? Aonde est elle ?
Os tratados modernamente nao se unem a collecrao
das leis. Esse contrato que o anuo passado fizesles
em Londres ondete echa, onde se encontrara?
OSr. 'resiliente do Conselho:Qual contrato?
O Sr. Ferraz :O contrato dessa divida do 18.
O Sr. Presidente do Comelho:Nao honre con-
trato escripto.
" Sr. Perra: :Entao, ainda melhor. Usadas.).
Verse um contrato por 10 anuos, e foi um controlo
verbal !... E publicasles islo ? Creio que nao ; ao
menos nio consta da collecrao das leis.
" Sr. Presidente do Conselho :L esla no meu
relaloro.
O Sr. Ferraz :Narraste-lo apenas, e entao como
nos acemais de ignorantes por nao sabermos aquillo
que nao publicasles !
" Sr. 'resllenle do Comelho :Ninguem o ac-
cusou de ignorante.
O Si: Ferraz :Pareccu-mo que era esse o lint
de V. Eir.
O Sr. Presidente do Conselho :Enganou-se.
') Sr. Ferraz :Enlao, obrgado : o diio por nao
dilo. {Bisadas.)
0 nobre raiiiistro da fazenda se dignar agora ou-
vir-nie na parle que lhe diz respeito. Um denudo
da falla do llirono diz o seguinle :
1 A guerra que infelizmente aleou-se entre as
principaes potencias da Europa nio lem influido so-
bre a renda publica Uo seusivelmenle como erada
recejar. Logo lem infloidoalguraa cousa? Sustentis
e-las ideas ?
0 Sr. Prsidente. do Comelho:Sera dovida, por
sso be que ellas ah estao.
O Sr. Ferraz :Ilaveis de perdoar que eu me
aparle de roa ueste ponto. Eslou que tendes feilo
grande esludo sohre esta materia; ja o anuo passa-
do apresenlasles a guerra do Oriente como a causa
da diminuirao das nossas rendas ; mas allendei bem
as circunstancias, A materia he digna de um eslu-
do, e esle estado be deleilaval. Se a guerra entre a
Kussia c as potencias occidc'ntaes podesse influir so-
bre a nossa renda, haveis de convir corogo que le-
ria influido iguahneote, c moito mais poderosamen-
les sobre a renda da Franca, sobre a da Inglalerra,
sobre a renda dos Estados-unidos, e de outroa pon-
tos que cstao cm relacao mais inmediata com a
propria guerra.
O Sr. Presidente do Conselho .Pode ser que
nao.
(I Sr. Ferraz :Se .Iris que pode ser qoe au,
Sr. ministro, e que somenle influe sobre nossa ren-
da, he porque sois Russo. (litadas.) Se a guerra
fosse martima. 011 ye lavratse pelos territorios dos
nossos prinripaes conaomidores, enlao lories raz.lo
para isso dizer ; mas a guerra nao lavra ainda, nem
se cpera que lavre pelos territorios dos nossos con-
sumidores, nao pode ser marilima, e a iccessao da
Austria a poltica das potencias occidentaes livrou-
nos de qualquer receio. Pode ser que no futuro se
complique a guerra, e ao lavrar pela Allemanha o
receio sera justo, mas no prsenle nao se pode dizer
com fundamento que a deficiencia das nossas rcu-
das provenha da guerra do Oriente.
Perdoai-me, Sr. minislrn, que cu vos diga algu-
ma cousa de bem notavcl sobre esle ponto : a Fran-
ca cm 1853 c 1851 vio allingir soa renda de Impor-
tarlo a urna cifra a que ha muilos anuos nao linha
attingdo, e. desse anuo houve caresta de gneros,
cholera-morbus e guerra.... Em 1816 essa renda
chegou ao termo de 153,900,000 francos ; desse au-
no em dianle foi decrescendo por differenles causas ;
de 1852 em dianle foi cm augmento, al que em
1853 tocou o algarismo de 111,000,000 francos, e
eui 1851 o de 110,300,000 francos! A guerra do
Oriente portanlo ndo inlluio nesse paiz belligeranle
fiara a queda de sua renda, e mis que estamos fra
da guerra como vermos por essa causa nossa renda
decrescer ? Esludai bem, Sr. ministro, as causas des-
se decrcscimenlo, que de ccrlo sao nutras.
Os relatnos des ministros francezes Bineau e
Magne demouslram claramente que a renda da
l'ranra nao diminuto, que ao contrario melhorou.
Na Inglaterra o mesmo succedeu ; as rendas de im-
porlarao, apezar da abolicao dosdireitos sobre o cliu
na imporlancia de 700,000, nao sollreram defi-
ciencia. Nos Estados-Unidos nao houve deficien-
cia ; na Blgica o mesmo se deu ; nos mais Estados
o mesmo se lem dado. Como pois someute esle po-
ltra Brasil odrera com a guerra da Crimea?
O Si: Presidente do Conselho :O senhor sa-
be disso melhor do que eu, sabe quaes sao as difie-
ren ras.
O Sr. Ferraz :Sr. minislro, cslndai bem, vos
eslais engaado; os annos de 1852 a 1853 e 1851 a
1852 foram entro nos de grande prosperidade ; hou-
ve grande colheila (Jo vosso relaloro islo se colli-
houve grande exportadlo de algodao, cujo ar-
homcm elegante, distinelo e suflicientemeute prvi-
do de iusiriirc.io. Casara anda joven com orna mu-
lhcr bella e espirituosa, a qual aruava vivamente e
cuja feliz influencia o conservara cm certa altara
i. l- .1 u.i-iiii; mu uokiuih que amcarava incn- cuja lenz inuueiicia o conservara cm certa altura
nar-se a obesidade. Tinha adoptado ja as modas moral : sua decadencia dalava do dia em que a
.1 O .1 li.nl.,ii>. ,... .. ..l.p...... ........ .. .... .. I .-___1_____.- ... ..___1____
araa-m ^wci-iuaic 1 iiiii, miu]i|dUU 1,1 ai UIOOHS
sem prclenries, o sobrecasaeo e as calcas largas. Es-
se vestuario vulgar acabava de envelhce-lo, e quem
o visse pela primeira vez nao poderla suspeilar que
poucos anuos antes chamavam-no o bello Kcrbrcjcao.
O cavalleiro de .Malla linda pelo contrario um tra-
pe severo, que era quasi o de um olficial de mari-
nda, c linha ainda o mesmo lalhc direilo e firme de
outr'ora quando navegara no Levante as galea de
Malla.
Nesse momenloo lio e o sobrinbo acabavam urna
partida de xadrez, e a rapariguiuha apoiada an co-
tovello uo canto da mesa, procurava seguir com a
Vista as sabias combinaees dos dous adversarios. De-
pois de um quarlo de hora de lula silenciosa,o conde
nassou a m.io sobre o labolciro c perturbou os peiies
com ar resignado.
Nao lindas perdido2absolulamenlc, disse o ca-
ralleii o sorrindo ; queres desforrar-te ?
Agora nao, meu lio, respondeu o conde ; vou
fumar um eharolo fura, esperando pelo janlar.
A estas palavras elle lomou o chapeo eo bastan de
aveleira, e sabio a passo indolente. Irene apoderou-
se logo de seu lugar diante do taboleiro, levanlou os
pees e depois espern que o cavalleiro a csuvidasse
a medire rom elle; mas este ficou silencioso, ten-
do a fronte apoiada na mao, eo semblante pensativo.
Depois do um momento de silenrio a menina per-
guntou-the em voz baixa e fagueira:
Mea lia Pedro, est triste ?
Estou cuidando, minha lillas, respondeu o ve--
Un dando um suspiro.
He lalvez o negpcio da heranra que o alllige
bordar da joven Castellaa e-lava airada'jante da ja-
nella diaute da pollruna em que coslumava assen-
lar-se ; seus livros predilectos cuchiam a pequea
estante ao seu alcance ; c o chapeo de palliulia, com
que ella ia ao lerraro, eslava ainda suspenso da pa-
rede. Os hrinquedos de menino lambem nao linham
detopparecido, e rnlnlhavam ainda o mesmo ramo.
Em face da ebamin bavil um quadro grande que
represenlava madama de Kerbrejean e seus blho ;
ease grupo pareca snrrir aos que restavam, e segu-
tos com lerno olhar.
Esse interior ollerecia estranhos conlrasles. O
perder.
Depois dos primeiros transportes de urna dor ex-
cestiva, o conde cabio sbitamente em urna especie
de resignacao que fez alguns dizerein que tinha-se
consolado brevemente. Enlao seus dabilos muda-
ron; elle afaslbu-se das sociedades, e declarou qoe
dadi cm dianle, cm vez de passar o invern em Bresl
ou em l'aris, ficaria lo.do o auno em Kcrbiejeau. Ao
principio viveu em casa um lano oceupado com a
edurarao da filias e adiando sulicienles dislricroes
na sociedade do cavalleiro ; roas depois dabiloou-se
inscnsivelmeule a i ouversar com seus inferiores, e
descaradamente achou-se bem cutre elles. 'Podases
manhas csse homem que vivera na melhor compa-
nbia passeava pela praia procurando alguna compa-
nheiro com que podesse fallar da chuva c do bello
lempo fumando a primeira cachimbada. Esltndit
assim o passeio al a aldeia de P... e para va dianle
do um eslabelecimenlo adornado com o nome my-
Ihologiro de Hiteqviin de \eptuno, c que na reali-
dade nio era mais do que urna taberna borrivel, on-
de vendase muito mais agurdenle que caf. Ah
linda certeza de encontrar meia duzia de ociosos que
honravam-se de beber e fumar com elle, e de ordi-
nario o conde passava em companbia delles a mor
parle da manha. Muilas vezes depois de meto-da
vollava praia e parara na guarda da alfandcga. A'
larde i.i ainda ao Bolejttiin de Xeptuno e rnrna.pela
bocea pequea, que as vezes das onze horas para a
meia noite, era encontrado, voltando para o caslello
a passo varillante.
<> ravalleiro reparan desde o principio na mi
c.\ que havia as maneiras do lohrinho, e temara
romper por alsuus meios esses novos hbitos ; mas
recoohecera logo a mullidadc de seus esforros, e
desde miiilo lempo limilava-se a uma#liervarao si-
lenciosa. Al esse mmenlo Irene nada percebera;
somenle parccia-lhe vagamente que o pai linha en-
velltecido, c lembrava-ae de le-lo visto mais elegan-
te c mais bello. Su i ternura e seu respeito eram
extremos; mas ella nao procijpv.i sua presenra, por
que eslava acoslumada a (car em torno de seu bom
lio Pedro, assim como o cbamava familiarmente.
Esle concentrara sobre ella toda a sua afTeicao, a af-
feirao viva e lenaz de um velho solteiro que nada
mais (em a amar : Irene era a alegra de sua velhice,
e a ronsolarao dos cuidados amargos e das inquiela-
r.es secretas que rausavam-lbe os hbitos do so-
brindo.
(ConKmiar-sc-fia.y


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DIARIO UE PENAMBUCO QUINTA FIRA 21 OE JUNHO DE 1855
- liga *e achara em trazo, .de assucar, de caf. a-
hi vos tiris raido desse gratulo augmento de ren-
da, augmento que foi superior, muilo superior ao
da* annos anteriores ; nos annos posteriores lem ha-
vido rareslia da gneros de primeira neeetsidade e
menor celheila. Nos. annos de 1851 a 1852 e de
1*52 a tKVJ liouve orna anlecipa^ao de importadlo,
eaaa anteeinacie de imporlacao deve trazcr como
resollado inmediato a queda da mporUs3o nos an-
uos posteriora*.. Vos sbela que aJmporlacSo e
castaa sempre balancear cora a exportadlo ; por
ceaaeqaenci*. ja veris r verdadeira causa desse
grande augmento, c dessa deficiencia que ao prsen-
le parecis recejar.
H**. em verdade, nao tem havido deficiencia ;
jos estis engaado. O que entendis por deficien-
cia aa receita f Sera por ventura nao le ella ido
alem do~orrdo, on ser porque ella nao tem allin-
giee i ruiamia oreada na lei rtsaecliva '? Por sem
devida deve-se reputar deficiencia de renda o faci
da quanlia orvac'i, seguudo o termo medio da ren-
da dos aooos interiores e lixada pela lei do orja-
meolo. nao ter sido realisada ou arrecadada ; mas
eu vos provo que lem havido sobras sobre a receita,
que a arrecadado tem sido sempre, e al agora, su-
perior ao oreado ; vos mesmu apresenlais urna so-
bra de :11:1.000a no exercicio correnle, conforme o
veeeo relalorio Se pois sempre a renda arrecada-
da lem excedido oreada, deverei iusistir no se-
grate corollario, que vem a ser que nao vos dev icis
anortar tanto quer a renda dos anuos prximos pas-
sapos e do presente nao tivesse atlingido o termo da
de IR52 n 1K>:. o anno mais prospero, que exee-
' dea a lodos os clculos e a toda espectaliva por cau-
sas tveoluacs e passageiras.
O Sr. Presidente do Consellto :Tanto nao me
aasosle, que disse que o estado era salisfalorio.
" Sr. Ferraz :(j nobre ministro o rutiles.a, c
assim me dispensa de aprescnlar os dados quo co-
Ihi. Desse* dados (se v que a reuda lem subido
alm da oreada, mas que a despeza lem ido muilo
alm da oreada, absorvendo todas as reservas, todos
a* saldos dos annos anteriores I O anno de 1853 a
(1853 apresenlon uin saldo de mais de (,000:000;; :
doas dos qoaes zeram face despeza do anno an-
terior, anno de sacrificios, e o resto passou para os
anaos posteriores ; mas ludo isto, todo o producto
das economas dos vnssos antecessores, vos tendes
desbaratado, nada existe. Demonstrando que sempre
a receila lem ido alm da ore ida. que a despeza he
que lem sempre muilo crescido, parece que o discurso
da cora no final do seu arl. i. deve entender-se
aro relacao nao guerra do Oriente, nao renda,
asas .i despeza, e ler--e deste modo : O estado dt
nntsas hnanras, apezar de todos os desbaratos, des-
ftzms e dissipaes, he ainda satisfatorio.
Demos grar.is a Dos !
Senhores, se eu digo isto, se deste modo fallo nes-
le panto, be porque me valho das propriaa palavras
_ da ministerio e as interpreto ; mas nao posso con-
cordercom os roen* cobres collegas, quando aecusatn
o ministerio de falta de economa. Nao, nao ha fal-
ta de economa ; atlendei bein. tem havido ccono-
mia e muila economa, en vos aponlarci faclos em
prova desa economa.
As accamularoes de ordenados conlinuam de um
modo espantoso ; nisto ha muita ecouomia ; as ac-
camulacoes de commisses do mesmo modo, espe-
cialmente no ministerio da guerra, onde ha indivi-
duos com tres e mais commisses grande* e impor-
tante* : isto he ama verdadeira economa. O mi-
nisterio he lo econmico que mantera urna com-
missao importante dada a um moco de grande talento
para rnlligir as consullas do eooselho de estado ;
maniera urna commiss3o iroporlantisslraa para colli-
sir as leis de fazcoda, dando ao encarregado dessa
commissao :U)0? mensaes....
O Sr. Presidente do Contelho :yuem he este ->
O Sr. Ferraz:O Sr. desembargador Ernesto
Kerreira Franca.
O Sr. Presidente do Consellio :Nao me codsIb
que receba nada.
O Sr. Ferraz >Maniera ainda o ministerio urna
commissao imporlantissima para colligir a legslaeao
ciiil. criminal e commercial ; urna commissao im-
portautissima que continua al sine fine dicentes pa-
ra colligir a legislarlo militar ; outra para a le-
gislarlo da mariiilia ; outra, e imporlantissima,
para colligir os manuscrlplos do fallecido conselhei-
ro Coila Aguar ; oulra para colligir dados eslalis-
licos sobre a hisloria do Brasil on escrev-la de 1820
para ti, c... nao re mais alera.
Sao commisses imporlantissima-. sao verdadeiras
economas En lenho para mim que muitos dos ho-
rneas que eslao eucarregados das laes commisses
eu conhero era alguns grande capacidade e amor
do Irabajho salisfarSo de un modo digno de lou\or
esses encargo^. Giras porem deslas commisses sao
verdadeiras .ne-cura ; por consequeucia, quein
gasta em sine-cura nao faz disperdcios, ao contra-
ria te moslra muilo econmico. [Hitadas.)
Eatretanlu, Sr. ministro da fazenda o vosso mi-
nisterio he o mais fiscalisador. vos sois o mais eco-
Boarieo. Eu o reconheco, e presto meu testemu-
nbo. Nao deixais porem de fazer algumas destas
ecanomias de que fallo ;. por exemplo, lio urna eco-
norma, qnando a importacan. como dizeis diminue ;
a aaajmenlo de empreados, addidos, collaboradores
para as difterentes repartires, para as alfandcgas e
coa sala dos...
O Sr. 'residente do Conselho : Nao ha nenlnim
escasado.
" *" Ferraz : ... collaboradores prafirantes.
gaardas, guardas supernumerarios, em lempo cm
qire a importarao lem diminuido, quando em oulro
em que o Irabatho era superior e tinha augmentado
a aamero de empreados era snflicicnte...
l> Presidente do Conselho : Tem sido ne-
cesario para a fiscalisarao.
O Sr. Fe raz : Qual he o ministro que nao diz
Mol
O .Sr. Presidente do Conselho : Qual he o ins-
pector que nao diz isto quando est i testa da rc-
partirio '
OSr. Ferraz : A gratificarlo que deu ao ins-
pector interino da alfandeg.n de Paranazun superior
aos vencimenlosdo prnprio inspector da (hesouraria,
asgratificarrs a esses empregados que vSo para as
Ihesourarias de provincias como as de S. l'aulo c
Paran para nada fazerem, essas outras commisses
qae lodos os das estis fazendo nao s3o verdadeiras
economas Sao por sem duvida ; os nobres depu-
i.hIo nao lem razo. .
Mesmo agora acabastes de dar urna commissao pa-
ra Europa para se comprar algumas cousas ; nao he
isto urna verdadeira economa ?...
O Sr. Presidente do Conselho :lie porque tem-
se de pagar commisses a agentes.
" Ferraz : Nao tendes agentes na Europa.'
OSr. Presiden te do Conselho : Nao se pagara
comaiasao a esses agentes'.'
O Sr. Ferraz : Essas commisses, esses venci-
menlos de bispos do thesouro que dais a alguns dos
empregados de vosso peito nao s,1o verdadeiras eco-
aemias 1 Sem duvida pagis bem o Irabalho. (Ri-
sadas. Esse coler que niandasles fazer para a al-
faadega, para augmentar o numero das embarraces
do seu cruzeiro, uSo he urna verdadeira economa ?.
O Sr. Presidente do Conselho : O Sr. quando
era inspector dispeusava isto '.'
O 'Sr. Ferraz : Eu tinha urna escuna qoe ah
. um hiate que existe ainda, e at achci desne-
caasaria a tal escuna.
O Sr. Presidente do Conselho: Nunca repre-
senloa neslc sentido.
O Sr. rerraz : N5o represcnlci nesse sentido
porque era um ciisaio que fazia o vosso antecessor...
"Sr. Presidente dn Conselho : At agora nao
sabia que isto era desnecessario.
(I Sr. Ferra: : Perdoe-me. os dados o demons-
trara ; dizei-me, qual fo a captura que fez a es-
rana da altande-.'a '.'
11 Sr. Presidente do Conselho d;i um aparte que
iiio ouvnnos.
<' >i. Ferra: Sabe o que veda o contrabando ".'
He nina boa pohria secreta : elle se nao faz na cos-
ta, c >im na enlraila c dentro dos porlos.
t ?r. presidente do Conselho : Quando se quer
11 Sr. I erra: : Eu vos eslou drfendendo con-
tra mcus Ilustres collegas que vos acensan de an-
ti-economieo risada' ; eu vos digo que sois o mais
econmico de lodos os ministros ; tendes urna rc-
partiea onde a lscalisaeao lem sido excellente, e
at excessiva sobremodo minuciosa, honra seja fei-
la a seus empregados !
Aiora lenho de ma dirigir a um homem quo ja
M raen amso polico. ao nobre ministro da justira.
Ea vos defenderei.Sr. ministro,da ncnisaeao que vo5
lizerara acerca dos lelegraphos elctricos. Fui nma
verrjadeira economa que lizestes [risadas) ; a gran-
de vanlagem dessa instituirn he ronhecida. he pa-
tente pode o nobre ministro da guefra trocar pa-
lavras com a polica e esta com a Secretaria da jus-
tisa, he urna cousa uecessaria. principalmente no
lempo de cooduar.no e de paz Sim, se vos com
essas linhas telegraphcas procurisseis unir dous cen-
tros de populadlo, dous centros de commercio,
dous centros de administradlo que estivessem a
grande distancia, farieis entao um servieo ant-eco-
noraico e prejudicial ; mas nao, vos tanto vos com-
penetraste* desla necessidade que ainda agora mes-
mo abrsles, ou estis para abrir um crdito de.....
sii-.OOOj para da Europa vrem raais lio- elctrico*
tora temos com ess.i potencia, creou urna missao
especial, grande e iinpnrtante pela pessoa que a or-
cupa, mas desneressaria e muilo dispendiosa Se-
nhores, foi urna necessidade de vida o ministerio
aclual achava-se collorado na mesma posieao cm
que se arliot o ministerio inglez de Castlereagh a
respeilo de Canoiog, lemvel adversario que no par-
lamento o poda esmagar. e entao pode obler que o
rei exigisse de Camiing que aceitasse a missao de
Lisboa. Era misler ver-se, como disse, livre desse
adversario ; o mesmo se deu entre nos. E quero
paga as cuitas de todas estas cousas '.' A nar,1o : o
nobre ministro de estrangeros nao pode deixar por
conseguinle de nceber todos os louvores da nobre
para o servieo das cidades, c desles urna gratificarao mainria como muilo econmico e previdcnlo.
nHo pequeua mensal para essa compra. Ora, ludo
isto He a medida eminentemente econmica; conherc-
sc que o objecto nao presta grande servieo ; he ama
cousa incontestavel ; na, porque continua a nao
prestar ainda servido, deve-s fazer urna despeza que
poda ser de 8:0003 para se fazer de 80:0009 '
Sr. ministro, tendes era mira um grande defensor
risnda< ; sois muilo econmico. Eu convidarei a
cmara, a todos os meus dignos collegas, para me
acompanharem ao vosso hotel.' vossa secretaria,
onde se admira a belleza dos movis, dos vidros de
agua de cheiro.a maneira porque estao,collocido*,
seu lustre, o seu esplendor Essa secretaria se acha
cm estado lal que um dos nossos aristcratas mais
condecidos nos nossos sales pelo seu pico e grac,a o
appellidou de verdadeiro e esplendido litudoir '. !
E nao he urna economa 1 Tem gasto D:l conl-
ele res, e continuar a gastar ; que economa I En-
tretanto o misero tribunal dos jurados se acha em
um estado interamente digno de lastima ; nao ha
all nem cadeirasem que um homem se assente ; o
mesmo quarto em que se recolbem as tcstemunhas
do sexo masculino lambem he oceupado pelas do se-
xo feminno ; all ludo seconfude, ludo lie miseria.
(.tpoiados.) Emquanto pois os ministros fazem gran-
des despezas nassuas secretarias, nesses sens aposen-
tos qoe, permilam-me a contparacao, parecem apo-
sentos reaes pelo luxo com que se achara preparados
e raobiliados, o misero tribunal dos juradosest re-
ducido a um deplorare! estado, de maneira que nao
sei que baja homem algum que possa es(ar all al-
guns momentos sem sollrer incominodo.
O nobre ministro da jostiea he um homem muilo
econmico, as suas audiencias econmicas dadas
imite sao esplendidas, lalvez que para cada una del-
tas o paiz dispenda 5(te cm luzes, etc. Os meus hon-
rados collegas sao portanto inteiramentc injustos
quando cntciidem que o ministerio actual nao he
econmico.
Tem um inspector da lluminac.'io gal c ajudan-
(e com bellos ordenados: o delegado da corte com
bom ordenado, addidos a secretaria qoe elevam a
lespeza aiigmcnlando-a na cifra que determina esse
crdito extraordinario suppleiiicntar que se diz ser
para mpresses. anula- de cusi a lodos os jui-
zesmunicipaes.
O Sr. Figucira de Millo : A lodos ?
O Sr. Ftrrazf. A todos que pedem. Eu nao
sei se o nobre deputado ja pedio para algum que a
nao obtivesse.
O Sr.Figtieira de Mello : Nao ped para ne-
nlnim.
O Sr. Ferraz: l),i grtificaces como presentes
de feslas a seus empregados; e tem augmentado o
numero dos aposentados, de juizes de direilo aval-
aos etc., etc.
Nao fallarei uas despezas com jaraaes, porque o
nobre ministro da fazenda ja a coufcssou quando
disse que o ministerio aclual ni era muilo genero-
so nesle ponto,e ao contrario era inesquiiiho;'mas eu
louvu essa sua economa, porque o nobre ministro
subvenciona aquellos jornaes que n3o tem circula-
rjto alguma ; louvo-o anda mais porque tem dado
urna verdadeira prova ile que he chrisUo. Os jor-
naes que mais o offenderam, que o Irouxeram pelas
ras da amargura, s.lo subvencionados por S. Exc,
queosapplica contra seas adversarios. O nobre mi-
nistro da fazenda hontem nao respondeu a apartes
que se llic deram a esle respeilo ; arcusou as pasu-
da* administrarles, e actualmente o nobre ministro
lem tvpographias arrecadadas na sua secretaria,tem
comprado Ijpographias.
O Sr. Sabuco (ministro da juslica) :Ja l es-
lavara.
O Sr. Ferra: :Senhores, eu nao conlinuarei
neste tpico, apezar de que a circumslancia de de-
fender-vos dara lugar a que me csplanasse; vou
api c-ent ir s nra faci quj mais caractersar.i a ad-
ministraran econmica do nobre ministro da justira:
he o seguinle :
o Ministerio da justira. leudo ouvido a seceso
de justira do cousclho de estado, hc por bem que
se considere comprelieudido as amnistas concedi-
das aos oulros reos de crime de rehelli.lo que leve
lugar na provincia de Peruambuco, o fallecido ba-
charel Antonio Affonso l/cireir, para o efleiro de
competirem i sija vinva e lilhos os ordenados qoe
ao mesmo barbare! competiriain na qualidade de
juiz de direilo, se a amnista llie livesse sido conce-
dida. E'ordeni se deu para pagamento dos orde-
nados a qne nao tinha direilo o dito finado! Seubo-
res, eu peco a cmara que atiente sobre a leitura
deste decreto. As amnistas concedidas anterior-
mente eram especaes a cada individuo: o poder
moderador nao pode influir as decises do poder
administrativo, e neslc decreto se diz:para se pa-
gar o que se dever IO que he que se deve' Esse
juz de direilo que abandonou o seu lugar, que se
laneou no vrtice de ama rebelliao, pode ter direilo
O nobre ministro da guerra he um dos homens
mais dignos de respailo pela sua severa economa.
E, senhores, lem mais um erando mrito ; procla-
ma a todos que, como Scipiao, dorme 10 horas por
da I O nobre ministro da guerra pz sua secre-
taria em ara estado de luxo, de belleza e de ornatos
superior ao da propria secretaria ij justira. Ide l
admirar as bellas cadeiras estofadas, os ricos espe-
Ibus enllocados no gabinete do ministro, na sala do
ollici.il maior, etc. Ide ver o luxo da sua Ilumi-
naran cujos objectos absorveram lalvez mais de
10:0009000, e que rarissimsmentc serviro, porque
a secretaria nao Irabalba de noilc ; ide apreciar o
luxo dos seus lustres ; ide ver como ludo aquillo he
helio e digno de ornar qualquer sabio de baile. E
nao be isto um i verdadeira economia '!
Nao se limita s a isto. Essas coutjnnadas passa-
gens de olllciaes de um para outro lado he urna ver-
dadeira economia! A constante remoeito de varios
corpos sem necessidade de ans pora oulros lugares
Eu poderia continuar, mas os orrimenlos eslao
ahi, cuellos lem os nobres ministros defensores mui-
lo poderoso*.
Eu poderia filiara respeilo dacolonisaro e ou-
tras cousas mais; porm. Sr. ministro da fazenda, en
lenlio muila predilaccao por vos, e fallarei em um
objecto que vos he particular.
Dizem que o ministerio nao lem ieito nada. Tem
feilo muilo. A banca-rola na Europa, era tanto im-
porta a moratoria que o nobre ministro pedio aos
credores da naao !
O Sr. Presidente do Conselho Isio be ve-
llio.
OSr. Ferraz:Mandastes acabar com o Banco do
Marauhao...
O Sr. Santos Almeiia: Foi m,i inlelligen-
cia.
O Sr. Ferraz:Pois pode di/.er-se que seja ma
intelligcncia a lellra do prnprio decreto '!
O Sr. Presidente d Conselho:Nao sei dislo.
O Sr. Ferraz:Ea lerei : a Decreto n. 1580 de
-I de marco do correnle anno, approvando os esta-
tutos da caixa filial do Banco do Brasil noMaranhao.
Art. 46. Distribuidas as acres, e realisada a pri-
meira prestarao, entrara em operarn a caixa fi-
lial, cessando inmediatamente as do Banco do Ma-
ranhao. a *
OSr. Presidente do 6"on.//io:-.Supposta con-
versao.
O Sr. Ferraz:Mas enlo devici- tratar primeiro
da conversan, e depois decreta-la, e n3o sem accor-
do decreta-la.
OSr. Presidente do Conselho:Se n3o bou ver a
conversao, nao se inslalla a caixa.
O Sr. Ferraz:E porque '.' Pois nao poderao
O Sr. ronselheiro Joaquim Francisco Vianoa, di-
rector geral effectivo da contahjldade do Ihcsourn
nacional.
O Sr. conselheiro llerculano l-'erreira Penna,ins-
pector da caixa da amorsaeao.
O Sr. Dr. Jos Antonio Saraiva, procurador-fiscal
da thesotiraria da Babia.
O Sr. Ilr. Joo Tlieudnro Xavier de Mallo*, pro-
curador-fiscal ila thesouraria de S. Paulo.
O Sr. I.uiz Francisco de Mello Cavalcanti, escri-
vao da alfandega de Sergipe.
6
lomos jornaes de Por lo-A legre ale -iTedoRio
Grande al OH do mez passado. Nada de importan-
te ocenrrra naquella provincia, mas sctilimosjer
de dizer que o punlial do assassino contmuava a fa-
zer victimas as vezes pelos motivos mais frivo-
los.
Na carta do Rio Grande, que publicamos na par-
le interior, lerao os nossos assignanles muilo impor-
tantes pormenores sobre os Irabalhos da commissao
de imites com o Estado Oriental.
lio retrospeelo mensal do Correio Mercantil de
Porlo-Alegre extractamos as seguintes noticias :
i O mineJro inglez Johnson, enenrregado da ex-
ploraco do* ja/.igos carbonferos, e que em vjrlude
de ordens da presidencia pralicava sand*gen* em di-
versos ponte* que llie haviam sido indicados, parli-
cipou Diurnamente ter descoberto urna carnada de
excellente carvao de pedra, cuja altura era maior
de i palmos. seL'iiiiido-lhe com curio iutervalln urna
oulra de igual ou maior riqueza. As amostras que
remelteu ronlirmavam a boa qualidade de combnsti-
vcl, e tendo a presidencia encarregado ao Sr. lenen-
le-coronel de engenbeiros Gomes Jardim, qu* acci-
dentalmente se achava nesta cidade, de ir verificar
a natureza do combusMvel uo lugar da exploraran,
algumas experiencias que esse hbil oflicial realisou.
entre outras a evlraccao do gaz, favoreeeram com-
pletamente a informacSodo mineiro. Se, como se
espera, os resultados da exploraras confirmaren! o
que a sonda indica, lera a provincia conseguido um
beneficio de incalculaveis resultados para o seu
be oulra verdadeira economa Essas commisses ; funecionar a caixa do Banco do Brasil e o Banco do ecWll*Wo^ndo*^
ao ordenado de um lugar que nao exerceu? He
conlra a jurisprudencia do paiz.
Em 1835 avisa de 27 de jullio) se declamo pro-
vincia de Minas que a amnista alliviava o reo so-
niente da pena, n3o llie diva direilo a ordenados
que litio (ulia vencido do emprego que nao tinha
exercido. Em outra dala (17 de Janeiro de 18:19 se
eslabeleceu a meama duutrua, que he a crrenle,
a constante, a sustentada e uao contestada pelos ju-
risconsnl(os|e cdininislradores. Qual de vos, juizes
de direilo, tendes receblo ordenados quando nao
eslais na vossa comarca, quaiidu nao vos adiis no
exercicio do vosso emprego, quando des s vossa
brincadeiras ea feslius por algum lempo?
Agora, senhores, nermilti que vos aprsente um
parallelo. I'm oflicial da guarda nacional do Kio
Grande do 9ul, mnrlo em combate, foi considerado
por esta cmara votando-se nma pens3o para sua
pobre mai. que lalvez ignorando que o governo im-
perial llie tinha concedido essa pens.io deixou de ti-
rar cm lempo urna especie de titulo da respectiva
secretaria, tilulo que smente serve para sedar emo-
lumentos aos empregados ; e qua| o resultado '.' O
thesouro deixou de pagar essa pensao pela raz3o de
estar proscripta! Houve deciso da competente
secrao do conselho de estado ; actualmente dando-se
oulro caso, e indo ao conselho de estado pleno, o
nobre ministro da fazenda mandn cassar esse
aviso dirigido ao ministerio do imperio que decla-
rava que a mai de Francisco Jos da Silva, oflicial
da guarda nacional morlo em combale, uao tinha
direilo a pereeber a pensao volada pelo carpo legis-
lativo por estar proscripta Sabis vos o que ainda
raais siiccr.de ? Os ofuciaes militares, pela lei de
1827, lem direilo de deixar o seu meiu odo s
suis familias, mai, mulber, irmaas, etc. ; se acaso
este servidor do estado morrendo deixa o seo sold
sua familia, e esta nao se apresenta m lempo pa-
ra justificar os requisitos exigidos pela lei, ou se se
aprsenla depois de 5 annos, nao perde ella simien-
te o direilo ao venciincnlu animal do lempo de-
corrido, e sim i pensao concedida pela lei !
O Sr. Brandao :He exartissimo.
O Sr, Ferra: :Entretanto a viuva do fallecido
Dr. Antonio Allonso, a quem don toda a considera-
rlo c cuja sorle be igual de muilas outras, obtuve
esta amnista para o seu fallecido marido, afim de
receber os seus ordenados como um premio! Tere
c*fe privilegio Eu poderia ir mai* alem a esle res-
peilo, porm fico aqui.
O nobre ministro de eslrangeiros... relo qne n3o
rsl i na casa ; mas eu devo, apezar disto, fazer a sua
defeza. O nobre ministro de ejlrangeiros he um dos
mais econmicos que temos tido.
I.cinlirai-vos, senhores. que elle ao pasto que vai
promovendu secretarios c addidos a lugares supe-
riores conserva a discriro e sem emprego algum a
ptimos empregados da rorpo diplomtico, que bas-
tantes serviros tem prestado. E estes, senhores, n3o
eslo assira sem que o thesouro despenda ; venrem
os -nos ordenados no forma da lei !
O nobre ministro- de estrangeiros he 13o econ-
mico queaugmentoiros \encmenlos de algumas le-
jaces por mero favor...
O nobre ministro de eslrangeiros he lao ccono-
numico que sem necessidarl, havendo urna iegaro
em Franca que podia tratar as quesloes que por ven-
de fortificares, de exames de armamento, etc., que
reunem urna ol duas vezes de 6 cm G mezes c cu-
jos membros percebem grandes gralicares, sao ou-
tra verdadeira economia Essa gratilicacao de 5003
por ni.'/ ao enmmandante da divisan do exercilo que
se acha na Banda Oriental, alm de ludo quanlo
llie be dado por lei. lie alnla mitra verdadeira eco-
noma E lado isto be punco?...
Senhores, sabis vos o que se passa na Rauda
Oriental em materia de quarteis, o que se gasta com
ellea? Sabis o que se gasta em hosptaes? Tinlia-se
contratado o tratamento de cada enfermo por da
a 3500 rs., oi elevado a :JJ; alem desse hospital
ha um outro de convalescenra. Nesle acontece mor-
rerem algumas das pessoasque para all entrara, no
outro porm iiinguein morre !! Que felicidade !
Eu poderia continuar anda neste assumpto, c em
militas nutras cuusas vos poderia mostrar militas
economas, por exemplo as que se fazem nos fornc-
cmeutos...
O Sr. Ministro do Imperio da um aparte.
O Sr. Ferra: :... mas nao,guardai-me-lici para
o orramento ; o nobre ministro do imperio est bs-
tanle nudoso por ouvir a defeza que cu le'nho de
llie fazer... [Msadn< .
O Sr. Presidente :Altencao.
O Sr. Ferraz :.... c eu nao posso por maneira
alguma furlar-me ao desejo de satisfazer o nobre
ministro; crea elie que o fare com muila amizade.
(Usadas.)
O nnbre ministro do imperio so desvella muilo
pela lscalisaeao, nao manda examinar as conlas
que se llie apresentam senao as operares de artli-
metica risadas,, por urna razio, porque o Irabalho
a respeilo de nioralidade Irz compromeltimenlos,
c o nobre ministro nSo he homem de comprme!-
tmenlos...
lina l'oz :Aprsente fado.
O Si'. Ferrj: :Eu nao quero citar fados.
O Sr. Ministro do Imperio :Aprsente.
O Sr. F'erraz :Urna das grandes in-lilnicons
que nos temos mohecido por sua regularidadc he a
do hospital desaudc da .lurujuba, creado especial-
mente paraos docnles de febre amareila ; o servieo
sanilario be digno de servir de modelo s outras na-
cf.es. He fcil de examinar-seo que digo, vendo-se
a retarao de seus trabalhos que lleve aconipanbar o
relalorio do nobre minislro do impeli. Eu louvo
a dedicaeflo dos mdicos, seus servieo* ningucm po-
de contestar.
He verdade, senhores, que o servieo desses hosp-
taes lera sido mudo vanlajoso ; desde marco do an-
no passado alli n3o ha um s docnle de febre ama-
relia ; mas o servido tem augmentado de tal ma-
neira que foi neressarie mais mdicos, naturalmen-
te porqne lem subido muilo n numero dos docnles :
em dezembro de 1851 esse numero fo de 229, em
novcinhro foi de 229, c cm oulubro fo de 2t>8!
Admira mais ainda, senhores, o resultado do es-
mero dos mediros dignos Je rcspeilo*pela sua phi-
lautropia c dedicarao A morlalidade se ha redu-
zido a 2", fado virgen lalvez, e por cerlo raro no
animes dos hosptaes E o nobre ministro do im-
perio como tem gatillo tal resultado ? Abastecendo
aquello estabelecimento de ludo quanlo he confnrta-
vel, por exemplo, de grande numero de aves, de
charutos, de ovos...
O Sr. Paula Candido : Apoiado.
O Sr. /ierra: : ... de cerveja !...
O Sr. Paula Candido : Apoiado, proposla por
mira.
O Sr. Ferra: : ... o que releva que esse hos-
pital deve ser muilo freqiienlado ; e eo proponho
que para economia deve ir para la presunto, cham-
pagne e pastis de nata, e entao veris que para alli
alHmr.i mais gente do que para o .lardnn Bolanico
ou Passeio Publico. Nao tos faz nu>--1 essas cou-
*as".'
No mez de dezembro de 1851 foram fornecidos
6,000 charutos a bo-pital da Jurujuba, anler or-
menle orna outra quaulidade, c eu nao posso saber
de ludo. Em dezembro de 1854 foram para all e
gaslaram-se :ni lu/.ias de ovos, em Janeiro deste an-
uo 10 duzias de meias garrafas de cerveja, aves e lu-
do o mais em urna quanlidade enorme ; c qual he o
resultado? A allluencia de doeules, quu a morla-
lidade ha de diminuir, e apresenlar um faci es-
pantoso de diminuirn ,
Coiiliiiuai, Sr. ministro, e vnsganliarcis um gran-
de renoine ; os hosptaes que se cousideram nao co-
mo casas da conforto, mas como casas le necessida-
de, eslo no ponto que vos os estabelecestes.
Fallaram nesla casa em biblrotlieca. Foi urna
grande acquisiro, e tendes para gastar pelo menos
50:000?, Eu espero pela resposta do nobre minislro,
porque crco que lera o calculo provavel a este res-
peilo.
Nao vos fallarei, Sr. ministro, em muilas oolras
verdadeiras economia ; nao vos fallarei nessa lim-
peza da cidade cm que gastis grandes -momas ;
n3o vos fallarei na compra da bibliolheca desse ho-
mem do Ro da Prata. porque o que vos poderia di-
zer sobre islo he quo a memoria sobre a navega-
rn do Ro da Prata leve um prero que foi urna
verdadeira economia.
Fallou-so aqui em (healro ; o nobre ministro da
fazenda mustrou de urna maneira muilo inecinta o
que houve a esse respeilo, esqueceu-se da maior
parle da defeza, e vem a ser que tendo passado em
urna lei que se entregara empreza o producto das
loteras conforme fosse liquidado, leudo o minislro
antecessor do nobre ministro do imperio declarado
no senado que nao acelaria emenda alguma que
aulorisasse o pagamento integral do producto des-
sas loteras, elle foi feito. Esqueceu-se o nobre
ministro da fazenda de dizer tambera que o nobre
ministro do imperio cm Boa de dezembro de 1853,
ou principio de jameiro de 1851, abri um crdito
para.o mesmo tliealro...
O Sr. Ministro do Imperio :Acliei as detpezaa
felas.
O Sr. Ferraz: Eu aceito a coofitsao do nobre
ministro ; a despeza ja eslava Celta ; de sorle que
vs abristes crdito para o que j se linha gario, c
estando .iberias as sessos das cmaras .'.' He esse
o costme do nobre ministro do imperio c da fa-
zenda ; autorisa (odas as despezas, e depois diz que
ja eslavam felas.
Agora mesmo o nobre minislro do imperio man-
dn continuar por dma vez as despezas ilin do or-
eado, e ainda ha pouco lempo nHonavia crdito ; o
corpo legislativo est reunido, e o nobre ministro
ainda nao se apreseotou pedindo esse crdito, e
crditos se lem dacretado com antc-dat. !
Eu disse que o nobre ministro era malta fiscali-
sador, por cerlo nesse negocio de tliealro (cm sido ;
elle deva lembrar a cmara em defeza do sen cnl-
lega que tendo-se marcado no contrato du.u com-
panhias, urna decanto e outra de baile, una su ex-
iste Devia-se lembrar tambera que sotre esse no-
vo llicalro que se emprenende, se adoptou o plano
que sobrecarrega o thesouro com mais 800 cont*
de rs., e se abandonou o oulro que era muito mais
vanlajoso, que foi apresenl.ulo pela mesma corapa-
nhia, lendo por base a propriedade do edificio.
Marauhao ao mesmo tempo '.' t) que devieis ter fei- i
o era Iratardes primeiro da conversao, e s decre-
tar a extraern c liquidaco do Banco do Maranbao
depois que ella eslivesse ajustada.
O Sr. Presidente do Canielho:O goveruo n3o
leve iniciativa sobre sso. Quein propoz foi o Banco
do Brasil.
O Sr. Ferra::Como!!.... Pois nao tendes inicia-
tiva, e decretis ? Isto me faz snppor qneandasles
levianamente neste negocio.
Arcusam o Sr. ministro do imperio de nada ter
feito. Eu o defendo oleiraroante. \ favor do com-
mercio muilo tem elle feilo; a favor da agricultura,
immenso; a favor das mais industrias que cer-
rera pela sua repartirlo, lem feito lano que he
digno dos maiores elogios, porque ludo que ha feilo
he zero !
Oh senhores, nao vi'les como o Sr. minislro do
imperio se desvela pelo municipio da corle? N.lo ve-
des a empliase com que elle no seu rotatorio presente
declara que tem fundado a sua pinacolhcra [riladas .'
que nesse acto se celelirram todas as pralicas do
csljln, e que os discpulos do conservatorio canli-
ram composires nacionaes? Nao vales como elle,
dcixando a missao suprema de minislro do imperio,
toma a si a missao de burgo-meslre do municipio
que lem desempenhado tao perfeitamente, que as
calradas, ao passo que se vio fazendo, vo-se des-
manchando oulra vez para assenlar novas consas,
novos aqueductos, etc. ? Nao vedes como o Sr. mi-
nislro do imperio pretend: correr parelhas em zelo
e aclividade com a cmara municipal da corle do
Rio de Janeiro? Nao admiris a emularn 1 Nao
vedes, senhores, o que o Sr. ministro do imperio
faz pela provincia do Rio de Janeiro, por essa gran-
de provincia 13o hella e lao rica ? Nao vedes como
elle se tem empenhado em conservar na administra-
cao dessa provincia o seu actual presidente, que tem
contra si toda a provincia [apo'iados e nao apolados),
c que ltimamente at mandou parar lodas as obras
provinciaes, e que s as vai mandar comerar de no-
vo proporcao que i vedes que ha nisto um grande alcance, c que esse
alcance lodos o couhecem ? O Sr. ministro j foi
presidente da provincia do Rio de Janeiro.., ama-a
mnilo... er as ceblas do Eg\ po, e se desvi v
por... lomar para ella..,
Senhores, eu podia ainda dizer muilo, especial-
mente acerca do ministerio da justira, mas a hora
vai allantada. Direi ainda alguma cousa, mas fal-
larei serio e screi just.
Tendesfeito muito bem, Srs. ministros, eu vos dou
os meus sinceros parabens. Sois ptimos prenles,
ptimos amigos, c estas palavras dizem muilo........
dizem ludo...... Pagasles vossa* dividas eleitoraes
mediante a cniicess3o de grande numero de honras
e de iiiercts; elevaste* as gratifiraces que deviam
aproveilar-vos logo que sahisseis do ministerio; ti-
zesles-vos viscondes c marquezes: cu vos dou os pa-
rabens. Ninguem foi adianle, ninguem foi alem de
vos.... nunca vi neslc poni tanto cvnismo......
A discussao fica adiada pela hora.
l.evanla-se a *e**M s tres horas.
II de pitillo.
O governo imperial resolveu o3o rali tirar os ajus-
tes celebrados pelo Sr. chefe de esquadra Pedro Fer-
reira de Olivcira cura o plenipotenciario do Para-
guay.
Estes ajustes sao : 1.", um tratado de commercio e
naveg.iro. cujas ratificares n.m poderiam ser tro-
cadas senao ao mesmo lempo que o fosseni as do tra-
tado de limites ainda nao celebrado ; i., urna con-
vencao addicion.il em que se xa o prazo de 1 anuo
para a celebrarn deste tratado, e para a troca si-
multanea das ralilirarajcs de um e oulro.
O projerto de tratado de limites oflerecido pelo
governo Imperial m3o foi aceito pelo goveruo do Pa-
raguay, que, n3o apresentando am conlra-projecto,
limilou-se a insistir para que o plenipotenciario hra-
sileiro enlrasse n'uraa discussao preliminar sobre a
deliiiieaii do uli posridetis.
O Sr (befe de esquadra PedroFerreira de Olivei-
ra lie rxonerado do coramando da divls3o nava! es-
tacionada no Rio da Prala, e chamado a corle para
dar conta do seu procedimenlona negociarla dos re-
feridos ajustes.
O Sr. capitn de mar e guerra Francisco Manoel
Barroso da Silva, chele du e-I i lo-maior da mesma
divisao, fica interinamente encarregado do sea cora-
mando.
n N3o obstante o mao lempo, o vapor arreioa o
salva-vidas para salvar a guarniro da barca, e des-
de s 10 horas ale a I hora da madrugada empre-
gou para esse lim lodosos esforros pnssiveis, mas
infelizmente nada pJe conseguir, licaudo salvo
smenle o marinheiro, que na occasio du abalroa-
raenlo se passou para o vapor.
a Este marinheiro deciarou que 13 minutos antes
do desastre viran de bordo da barca as lanlcrnas do
vapor, e que tomaram pelo pharol em Ierra, c ou-
Irosim que nao Untan *gj*j*j especiaes a bordo nem
Inz na proa*
a Do vapor perdeu-se um homem (-2. cuzinhei-
ro ;, que se suppe ter passado para a barca na occa-
sio do abalroamenlo ; a avaria do vapor foi com-
parativamente insignificante. >
Eis a participarao do Sr. capilo do porto do Rio
de Janeiro :
Illm. e Exm. Sr.Devo participar a V. Exc.
que, segando as informares por esla repartirlo ob-
lidas, consta que o vapor Tocanlim, sabido paraos
um mal, que aggravando a* ncrcssijades rtn pnvo
pode fcilmente chamar i si o clamor geral e a pos
esle alguma demonstrado hostil contra a tranquilli-
dade publica.
Em consequeucia de lentarem os ladres'arrombar
o trapiche Gaspar eum armazem a elle contiguo,or-
denou o governo da provincia que o lilloral desla
cidade fosse policiado por meiode ronda* cm escale-
res.
Um caixeiro de urna ca*a commercial desla prara
fui ullimamenlc preso com urna caixa de joias, que
sera ordein d'alfandega condnzia de bordo de urna
barca porlogueza para Ierra : dizem que a dita
rasa lem queda para essas negaras de pagamento de
direitose outras formalidades, por isso nSo importa
que soflra algnm prejoizo, rom a iufracrao dos reg-
lamelos das nena* reparlires fiscaes.
Foi einbararada pela polieia, por denuncia de om
ncgocianle desta praca.uma polaca sarda, que leudo
sabido desle porto para o Rio de Janeiro em dezem-
bro do auno passado, dcscarregara em Londres um
porlos do norte, abalroara pelas 10 horas da noile I carrega.nenlo de pao-brasil em dezembro do mesmo
de honlem, achando-se 35 millias a leste da Raza, anno.
- 4-
l'nr decreto de 28 de maio prximo passado:
F'oi apresentado o padre Agostinho de Mallos Ro-
cha na groja parnchial de N. S. da Picdade de Ma-
go desle bispado.
Foi nomeado major commandante do primeiro es-
qoadio de ravallaria da guarda nacional da pro-
vincia de Minas o capitn Sevcrino Barboza de Oli-
veira.
Por decreto de 31 do mesmo mez foram .iprcsen-
lados as fregueziasde
S. Anna de Ceblas, da provincia e bispado do
Rio de Janeiro, o padre F'raucisco Antonio Nunes.
Naaja Senliora da Apparecida, do municipio de
Mago da mesma provincia e bispado, o padre Joio
Lo i* da Trindade Abreu.
S. Anna dc.Macacii, dllo dito, o padre Virlulino
He/erra Cavalcanti.
S. Isabel do Rio-Prelo, dito dito, o padre Cuitodio
Gomes Carneiro.
Por decreto do l"dejunho correnle foram remo-
vidos:
O juiz de direilo llerculano Amonio Pereira da
Cunba, do lugar de chefe de polieia da provincia do
Rio-Grande do Norte para a comarca de Goiauna,
da de Peruambuco.
O juiz municipal c de orphaos Eduardo Pinda-
hv ba de Mallos, do termo de llaguahy para o de
Mangaran ha. da provincia do Rio de Janeiro, por o
liaver pedido.
Foram recuiiduzidos os juizes municipaes e de or-
phaos :
Domingo* de Olivoira Mala, no termo de Cabo-F'rio
da provincia do Rio de Janeiro.
Francisco Flix Villar de Carvalho, no.termos de
S. Jo3o e Cahaceirasda provincia da Parahiba.
Foram ooraeados:
Chefe de politia da provincia do Rio-Grande do
Norte o juiz de direilo Jos Nicolao Regoeira
Costa.
Juiz municipal e de orphaos. do termo de llagualiv
da provincia do Rio de Janeiro, o hachare! Anizi
Salalicl Carneiro da Canta.
dem, dem, dos termos reunidos de S. Joio do
Principe c Rio-Claro da mesma provincia, o hcha-
le! liriarmino Peregrino da Gama e Mello.
dem idem do termo de Porto Calvo, da provincia
das Alago as, o bacharel Manoel Filippe da Fonseca,
lira ni lo sem efleilo o decret de 15 de dezembro ul-
timo que o havia nomeado para o Icrmo do Santo
Antonio na provincia deS. Pedro.
dem idem dos termos reunidos deS. Jos, Goi-
anniuha c Flor, da provincia do Rio Graude do
Norte, o hachare! I.uiz Rodrigues de Albuqucrque.
dem idm, idem da Independencia c Han,un i-
ras, da provincia da Parahiba, o bacharel Joo Ro-
drigues Chaves.
dem idem do Icrmo de Ca>ab<, capital da pro-
vincia de Mallo-Grosso, o bacharel Joaquim Mendes
Malhciros.
dem idem do termo de Grao Mogor, da provincia
de Minas-Goraes, o bacharel Francisco F'erreira
Torres.
dem idem do termo da Consliluiro da provincia
de S. Paulo, o bacharel Jos Joaquim Rodrigue*
Lopes.
Idem idem do Icrmo de Sanio Antonio, da pro-
vincia de S. Pedro, o bacharel I.uiz Ignacio de Mel-
lo Brrelo.
Tendo viudo ordem do governo imperial para
conceder haixa a lodas as pracas do* corpos de Al-
ienles engajados que as requeressem logo que tin-
dasse osen lempo de servieo, grande numero delta*
assim lizeram, de modo que foi dissolvido o ultimo
bitalhao dessa forra que havia na provincia.
n Ha, todava, esperanrns de renovar, mediante
condices vantajosas, por conta ou dos cofres geracs
ou dos provinciaes, o contrato com a companbia de
ponloneiros, cujos servieo* se tornariam muito
uleis provincia na conslrucrao das ponte* decre-
tadas.
Chegaram durante o mez a esla cidade : o Sr.
marcchal barao do Porta-Alegre, depois de um an-
uo de ausencia na sua fazenda de Misses ; o Sr.
marechal Caldwell conimaudante das armas da pro-
vincia, que lendo permanecidu (i mezes em campa-
nha, reeollieu-se recenlemenle a esta rpita!; e fi-
nalmente o Sr. brigadeiro Arruda, inspector dos
corpos do exercilo.
0 Sr. marcchal do exercilo Beulo Manoel Ribeiro
quereside agora n'uina das chcaras dos suburbios
desla cidade, se acha em bem *ensivel estado de
saude, e nao ha esperanras de que o illuslrc vete-
rano posea resistir muilo tempo a seus multiplicados
paderimentns. #
Sao modernas as nolicias que temos dos diversos
pontos das frouteiras, e cm todas ellas reinava com-
plet socego. lis boatos que rorriam de movimen-
tos revolucionarios na Estado Oriental vao desappa-
recendo. A provincia do Corrientes recobrou a sua
Iranqiiillidadc interna.
8
Temos follias de Montevideo ale 31 do passado. Na
Repblica Oriental conlinuava a reinar perfeilo so-
cego eestavam desvanecidos lodos os receios de um
pronunciamento militar.
O governo oriental concedeu ao Sr. 1). Andr La-
mas a exonerarlo que pedio do cargo de enviado ex-
traordinario c ministro plenipotenciario da Rep-
blica nesla rrle. No decreto de exonerarn apre-
cia devidamente o governo os importantes serviros
prestados a repblica por S. Exc. Diz-se que o
Sr. Dr. Antonio Rodrigues ser o successor do Sr.
I.amis.
O Sr.Cbucarro pedio e obteve demi-san do car-
go de ministro dos negocios eslrangeiros, e foi subs-
tituidu interinamente pelo Sr. Ajell, minislro da fa-
zenda.
O governo oriental conseguio contrahir um em-
presllmo de 130,000 pesos com anlccipaclo da renda
das alfandcgas.
De Buenos-A_v res ha dalas at 28 do passado. Na-
da de atarease ocrorrera naquelle Estado.
II
Por carta imperial de 5 do correnle mez foram
concedidas as honras de couego da imperial capella
ao padre Pedro Meirelles de Barros, vigario da fre-
guezia da Uliveira, da provincia de Minas Geraes.
Por decrelo de 8 do dilo mez foi nomeado juiz
municipal e de orphaos do Icrmo de Castro, da pro-
vincia de Paran, o bacharel Jos de Su Cavalcanti
Lina.
Por decretos de 9 do mesmo mez foram no-
meados :
Capilo qaarlel-meslrc do commando superior da
guarda nacional dos municipios do Serr e Concei-
c3o, da provincia de Minas Geraes, Antonio Jos
lluarle de Araujo Gondini.
Teneiile-coiouc! coinmaiidanlodo iS'.batalhao de
in!.miara da guarda nacional da provincia do Para,
o capilo Francisco Ignacio Pereira Macambua.
Foram reformados :
O capitao secretario geral do commando superior
da guarda nacional dos municipios de Valenca c Pa-
rahiba do Sul. da provincia do Rio de Janeiro, Jo3o
Damasceno Ferreira, no post de major.
O major do exlincto Io corpo de i-avallara da
guarda nacional do municipio da cidade do Desterro
da provincia deSanla Calhariua, Alexaodte Fran-
cisco da Cosa.
Foram concedidas as honras de major da guarda
nacional da provincia de S. Panlo a Manoel Lopes de
Oliveira, que j exerceu esle posto na cidade de So-
roca ba.
F'oi concedidaa Henrique Esleve* a demi-san que
pedio do posto de lenenle-coronel chefe do estado-
maior da guarda nacional da provincia de Sania Ca-
lhariua.
O paquete inglez Camilla, entrado honlem'do Rio
da Prala, traz datas de Montevideo at5 e de Bue-
nos-A v res al 3 do correute. Nos poucos das de-
corridos desde 31 du mez passado, que era a ultima
dala que linhamos, nenlium aconlecimenlo impor-
tante havia occorrldo.
ConfirTna-se a noticia de estai nomeado o Sr. Dr.
Antonio Rodrigues enviado extraordinario e minis-
tro plenipotenciario da Repblica Oriental do Uru-
gunv n.-si i corte. S. Exc. veio de passagem no va-
por Camilla. Acompanha-o o novo secretario de
legaran o Sr. Garca le Zuniga.
O Banco Nacioual de Montevideo, proporio pelo
Sr. Menk, foi approvado com algnmas modificaroes
pelas cmaras Icgislalivas do Estado-Oriental.
O ex-minislro da fazenda e senador da repblica
D. Manoel Acosla > Lara foi acensado perante o se-
nado, por urna commissao da cmara dos deputados,
pelo delicio de malversarlo dos fundos publico*. O
senado orcupar-se-liia brevemente com este as-
sumplo.
Os leilores sahem que o governo oriental pedir
em maio p. p. as cmaras legislativas que aupen-
dessem a san era o de urna lei que eslabelccia o paga-
mento daoilava parte dosdireir.os das alfandcgas em
bilhcles da divida publica, at qoe o Brasil derla-
rasse formalmeiile se auxiliava,ou nao a repblica
com meios pecuniarios. Recebida a resposta nega-
tiva em 18 de maio. pedio o governo s cmaras a
sanecao daquella lei. Os bilhcles da divida publi-
cme barca dinamarqueza 'NtfiaiM,capUo P. lian
dson, viuda de Ilamburgo para esle porto, cuja
barra demandava ; resultando desle abalroamenlo,
nao s a perda cmplela da dita barca, que siibmer-
gira-se era consequeucia du violento (hoque produ-
zido pelo enconlro rom o vapor, o qual nessa occa-
sio levava a marcha de 11 initlias. sendo a da barca
de 9 1|2 milhas.como a infrie de 15 pessoas daequi-
pagem e dous passageiros da mesma, de que ape-
nas salvou-se o marinheiro Pedro Eduardo Peler-
son, tendo desapparecido de bordo do vapor o se-
gundo cozinheiro.
Segundo informa o rommandanledo Tocanllns,
declara o marinheiro salvado, que ,'{ de hora antes
de ler lugar o slnlslro, foram avistados de bordo da
barca os pharoes do vapor, e tomados pelo da Raza,
que deilara ella popa para demanda-lo.
a Diz tambera o dito commandante que fora a
barca descoberto smente quasi un arto da atraca-
rn, nao dando lempo a effecluar manobra alguma,
*isto a grande carreira que levava, apezar de ler-se
feito parar immedialamente a machina ; que os
seus Ire pliarues eslavam acesos, e as competentes
vigas cidlocadas uas posiro-s mais appropriadas,
bem como o oflicial de quarto com a allenrao devi-
da ; o lempo estiva baslanlc escuro.
O vapor perdeu o beque, o gurups e ns obras
adjacenles, e esl de agua aberta.
Sao estas as inlormacdes que chegararo ao meu
ronhecimeolo.
Dos guarde a V. Evr. Capitana do port cm
12 de junbo de 1855.
illm. e Ewn. Sr. conselheiro Dr. Jos Mara
da Silva Prannos, minislro e secretario de estado
dos negocios da marinha. Joaquim .lose Ignacio,
capilo do porto.
( Jornal do Commercio do Rio.)
DE PER-
Por decretos de '2 do correnle foram nomeado* :
ca valiarn al entao 25 reaes por cem pesos! He
provavel que esla medida os faca subir no mer-
cado.
'De Buenos-A}res nada ha de novo. As noticias
das fronleiras rouliuuavam a ser favoraveis Irn
quillidai.e publica.
-13-,
Temos de noticiar um desastre dos mais lamen-
laveis, occorrido na noitc de anle-honlem, 35 mi-
lhas a leste da Raza.
O vapor Tocantiiu, saludo ante-honlem larde
para os porta* do norte, abalroou s 10 horas da
imite a turca dinamarqueza Indiana, procedente de
11niiilmr.ii c mclleu-a a pique. Da tripolarSo,
compastn de 1(i pessoas, e de '2 passageiros, cscapou
apenas 1 marinheiro, que no aclo do abalroamenlo
sallou para o vapor.
Os pruinenores deste infeliz acontecimento acha-
los-ho os leilores as informarnos que aqui publi-
camos, dadas pelo commandante do vapor, oflicial
superior da armada, e muilo condecido pelo sen ze-
lo e por sua pericia nutica, c pelo Sr. capilo do
porto do Rio de Janeiro.
Diz o commandante :
( A barca dinamarqueza Indiana, commandante
laudsnn, com lti pessoas de tripnlarao e 2 passa-
geiros, procedente de llamburgo, Irazendo 35 dias
de viagem, com rarregamenln de carvao, pianos o
oulras mcrcadorias, abalroou com o vapor To'-an-
lins na noite de II do correnle, s 10 horas e 35
millias a E. da Iba Raza, com vent E.'N. E. E.
muilo fresco c mar cavado, de cujo abalroamenlo
resultoii a perda da barra e a morlc de todos a
bordo della. li eicepriu de um inariiihciro por nome
l'elcrson.
a A noile eslava escura c lebrinosa, o n choque
foi exactamente proa rom pr. vindo os dous na-
vios rom rumos oppos os, isto he, o vapor rom proa
de E. c a barra com roa de <>., aquello fazendo
10 l|2 luilhis por hora, e esla 9 I [2. segundo u de-
poimenlo du marinheiro que della se salvou na oc-
casio do abilroanienlo, andando assim um para o
outro 20 militas.
Quando o vapor principiou a andar para (ras,
a barca ainda com o panno cm cheio pelo redondo
comprimio-c pela proa por alguus segundos, e su
quando o vapor, recuanilo, ganliou maior relucida-
de, foi que se pode apartar della, que inmediata-
mente se submergio, sendo Indo isto obra de 2 a 3
minuto*.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO
N.VMIIICO.
Balda.
, 1K de junbo.
Pelo S. Salvador devia Vmc. receber algumas li-
nhas por mim traradas forja de martello, pois ca-
da vez maisabusoda paciencia da penna ; e se o pa-
pel nao fosse um ageate mudo.que n ludo se dobra,
j ha muilo leria coudcmnadn as nimbas rabiscas,
pagando os meu- delinquentes dedos as cusas, ape-
zar do labyrintho das enatas do novo regulamento.
A inesperada chegada do Solent, que aqui entrn
com o Uuanabara dos porlos do norte, deu lugar
que no correio geral alguma cousa houvesse, alm
da demora da entrega dasgazetas c cartas, sendo ne-
cessario intervir a forra requisilada pelo administra-
dor daquella repartirn, para que o servido fosse rae-
llior dirigido, e o publico soubesse quem era o ban-
queiro que dava as carias, e assim mesmo muilos ti-
caram apoulando a banca com o dedo, para desen-
ganar*m-se que naconfuso so gauliam os expertos.
Mal feilo como he aqui esse ramo de servieo publico,
um dos mais importantes onde bu seinclhaule veh-
culo de rummiinirarn. torna-se jiessimo quando
succede o consorcio das malas ; c como o povo quer
em ludo mostrar a sua soberana, viramse em cal-
cas pardas os pobres empregados do correio da Ba-
hia, porque o capricho delles e a imprudencia do!
prelendcnlcs se declararam cora o mesmo direilo a
anarrhia. O meu portador desenganado de que nao
tinha voto na materia, pedio licenra e retirou-se do
tribunal da iuquisic3o, e deixou cm seu lagar um
sogeilo dos que antes querem quebrar que torcer, o
qual pelas 5 horas da tarde entregou-me carias e jor-
naes do norte, quando s especava nbte-los pelo va-
por do sul, romo j lem acontecido.
No dia 1. do correnle entrn no exercicio de suas
funcres o Dr. Prancisco Liberato de Mallo-,ha pou-
co uomeado pelo governo geral para o importante
cargo de chefe de polieia desta cajiilal. Um dos pri-
meiros actos de S. S. foi a demi-so do inspector ge-
ral da illumraaro publica, cujo emprego eslava l-
timamente excrcendo um individuo reconbecido por
lodos como verdadeiro rci de polieia ; e como en-
tre nos muilas vezes appareeem dessa* contrarieda-
des, esquecendo-se o mrito para dar-se valor in-
Capacidade, nao era possivel que o Dr. Liberato, pro-
lio c honesto como he, e conhecendo mais de perlo
que os aeus antecessores o individuo, conservasse-o
em um lagar de tanta responsabilidade.
Alm da demissao do inspector da illuminarao,
outro aclo digno de louvores foi a suspensBo do car-
ccrriin do Aljube, um famigera lo I'eixoto, que pelos
seus feitos tera-se lomado celebre naquella pri-
sao.
Tambcm foram demitlidos alguns subdelegados.
um dos quaes, o da freguezia do Pilar, para agrade-
cer a demissao ofliciou ao aclual chefe de polieia,
dizendo que, aliviado de tas pesado encargo, resta"
va llie a satlsfacao de nunca ter coacorrrdo para
que a Iranquilli iade publica fosse perturbada, nem
jamis pegado em armas contra a integridade do im-
perio, como muitos o lem feilo : semelhanle invec.
liva tem referencia ao Dr. Liberato e a varios mem-
bros de sua familia, que entraran) na nocembrisada;
mas esse desabafo do demilldo ja passou em julga-
do, porque o faci de ser h intem alguem rebelde e
hoje legalista, he o resultado dos aguaceiros de la-
ma que trazem as dissenres intestinas; o que he
cerlo, porm, he que para laes einpregos homens do
carcter do Dr. Liberato sao os mais apropriados ;
nao querendo eu dizer com islo, que os honrados
magistrados que o precederam mo fossem igualmen-
te dignos de oceupar I5n imprtame lugar: porque
ah esto os grandes c valiosos serviros por clles pros-
lados i provincia e pelos quaes mereceram muilos
elogios.
Deu-se ltimamente nesta cidade nm fado, qae
alm de inmoral repugna a natureza a sna concep-
to, quanlo mais a consamaeflo ; mas embora assim
pareca oudeva ser impnssivel, dense o inaudito lac-
lo, e por isso vou noliciar-lbea tentativa de um pai
contra a honra da propria fillia, segundo aqui cor-
reu ; aconlcceudo que a dcsdilosa mo;a, para pou-
par-sc vergonha do monstruoso csrandalo, lantoa-
sede una janclla, ficando da queda alguma cousa
maltratada,por que as- imbrada com o crime do pai,
su assim podia prcveni-lo! O dilo faci leve lugar
no dia 1. do correnle s 10 horas ta noile, e Jos
Maria de Ccrqueira Capiliugui. sapaleiro morador
junio ao tliealro puLlico, he o ilcsualurado pai acu-
sado pela opiniao publica.
Parece que a nossa assembla provincial nao de-
seja acabar os sens trabalhos desla vez, e lano isto
he ama pura verdade, que eulraram ns acadmicos
na 5. prorogar.lo para oseamcs da nova camlidalu-
la, cuja prorogaro so ha de lindar no dia 20 do
correnle. Dahioque s pode concluir he, que obram
os nessos legisladores como a genlc deleixad.i.que se
esquece de fazer o que deve no tempo competente,
para larde e mas horas apresenlar cousas mal aca-
badas ; com quanlo os nobres deputados da lunilla
provincia nao cstejam ne-lc raso, todava arcspeaV
deprorogares nao ha quem 09 exceda. Se n.lo li-
verem o mesmo defeilo os .pie vierem da nova for-
na la, rujas cleireslero lugar cm iiovcmbro prxi-
mo, pode ser que a provincia aproveile mais nos
dous mezes marcados para os seus Irabalhos, do que
as celebres prorogares, c nao sirva o dinheiro dos
cofres pblicos para des ibifo c'e paixcs c exames
arademicos. querendo rada qual mostrar al que
ponto sabe o que aprenden, cqecendo-se do que
convem fazer em ciimprimenl dos seas deveres
como legislador.
ll governo da provincia acaba de ofliciar a cma-
ra municipal desla cidade, pedindo informares
respeilo das causas determinantes da enrestiade g-
neros de primeira necessidade. para qu possa a as-
sembla provincial extinguir, ou ao menos minorar
N3o louvo o carcter de denuncianle, ma* a his-
toria dessa denuncia he una justa represilia do ne-
gociante Carrea contra o Salvi, por ter sido esle
causador dos apuros cm que hoje te acha aquelle -so-
bre negocios da cosa ,1'Africa, etc.: avalia-sc opre-
juizo da polaca, acensada do dito contrabando, em
cerca de 00 conloa de reis, e se antes da deeisao do
pleito nao desapparecer o prejudicio, ,|ex-e ficar de
castos. Ambos os individuos sao ilaano, c a res-
peilo de tranpolinas, n3o sei qual os dous sera me-
Ihor, e como o lapidario he quera omlterc a pedra,
elles l se cntendam, e os tribunaei que julgucmco-
mo for de justira.
Os escrivaes e labelliaes do foro desla cidade vio
dirigir ao governo geral urna repreunlarao, pedin-
do a revogacao do derroto do I. de maio desle an-
no, que crea um escriv3o privativo nua o commer-
cio. He negocio que lira pao da kocca de maitos
para dar i um s, segundo dizem o prejudirado. ;
todava o governo fara o que julgar conveniente, e
se decidir contra os representantes est no seu di-
reilo, porque nem lodo deve ser con a genle pen-
sa. e quer, ficando porm ao livre arbitrio dos po-
bres labelliaes o appellarem para o tribunal da pa-
ciencia, como urna di* condices assenciaes da vida
humana, poii nu he de hoje qne se diz que por es-
sa escaria se atranca o reino do eo, onde ha justira
ampia e bsrala, que, seguudoa lei d.i rrcaco deve
rhegara lodos sem ser preciso procurarlo bstanle,
nem pasamento de cusas.
Vamos ter nesta provincia om instlalo histrico,
debaixo das sabias vistas do nosso sabio metropolita-
no ; be mais um fugele de lagrimas, de cuja pre-
pararlo chimica lerabroa-*e om moco, que dizem
pnssuir algum tlenlo : so fr a cffeito a empreza,
leremos a hisloria da Babia escripia sem inexacli-
jdes, e em exactitsimo itinerario do que ainda nin-
guem lembrou-se de escrever. Deo* o traga para
nosso adianlamcntoe gloria dos fundadores.
Passa aqui por cerlo, que escreve para o Caixei-
ro Sacional ura frade benedictino ainaliro e lido
entre os seus companheiros por grainl* pedante, e
como tal, segando o conecilo que goza, nao pode ser
um discipolo de S. Panlo, ou de S. Bazilio e oulros
exaltados e corajosos apostlos, prOpugnadorcs da
verdade evanglica. Dos conliou principalmente
aos padres o cuidado de nos en.inipm o verdadei-
ro caminho da salvarn, livrando-nos dos ataques
do erro ; mas o redactor do Caisiin Sacional quer
que a poltica, este jogo endiabrado das paixes, per-
teuca tambera ao edificio espiritual, que he a gro-
ja, ignorando om frade quo S. Carlos Barromeu,
qnando urna parle dos povosde Milao e o mesmo
clero eslavam submergidas na ignorancia, o sea ze-
lo fezapparecer a claridad*, e com a verdade evan-
glica reanimou ludas as virtudes, espalhando a ver-
dadeira luz por toda a parte, e nao escrevendo ab-
surdos, nem insultando lodos rom* faz o lal ro-
dador do Caixeiro Sacional, que apezar de ser
muito condecido, pelas suas asneiras aa imprema e
no pulpito, ainda nao tive o goslo do aprecia-ln.
O tribunal do jury desta capital cocorrn os seus
Irabalhos no dia 15 do correnle : fare, pois, em ou-
tra occasio a synopsc dos julgamentos do mesmo
tribunal, caso valha a pena o conhecimrnlo delles.
Acabo aqoi oque permiltio-me dizer-lhe o meu
inslinclo ; fraco em ideas e ainda mais.no drsenvol-
vimenlo ilellas, nao podemos mcus dedos conduiir
a penna mais longe ; lenho porm vonlade de exce-
der-rae alguma vez, o na deficiencia dos meios, ,i-
braro o silencio para nao nullificar-me, mostrando
a minha iucapacidade no alizar das latirs ; com
quanlo seja islo desculpavel em mis oilros, fracos
correspondentes, quando a indulgenciadaquollcs a
quem nos dirigimos faz-nos a devida judica em re-
conhecer os nossos sacrificios c relevar as fallas que
involuntariamente commellerao* no desempenho
desta larefa.
Por hoje, pois, lenho concluido, tediando esla
'dirigido por Morfrn. Aurcwir.
P. S.Aproveilo o Solent, cm constqiienria de
adi.inlar-se ao vapor nacional, qu sabido Rio an-
tes dellc : "3o apanhnu-me descuidado, porqne
quando lenho de cumprir deveres, naj*|*ac.ontrodif-
ficuldade.
He o Tocantins qoe se esperava, oi|ual tendo
sabido para o norte uo dia 11, soffreu am desman-
cho na viagem com o abalroamenlo de um navio di-
namarquez, o Indiana, que suhroergio-se.
DIARIO DE PEB4MBUC0.
Pelo vapor inglez Sofent, ebegado liontem do Rio
de Janeiro, recebemos gjzetas com dalas de 12 a
I i do crrenle; mas femos obsequiados com ns
ns. do Jornal do Commercio de 2f> do passado e do
I" a 11 do correnle.
A noticia de maior vulto, viuda pelo Solent, he
infelizmente a do desastre acontecido a* vapor bra-
sileiro Tocantins e a barca dinamarqueza ndiain,
(funde retullou a perda de algumas vidas, segundo
verao os leilores da nnrrarjo,'que em oulro lugar
vai estampada.
No diafi receben S. M. o Imperador do paro da
ciladeas commisses das cmaras vitalicia e tem-
poraria, que (inham de apresenlar a ravposla falla
do throno. S. M. Imperial dignou-se responder :
Podis manifestar i enmara dos 8rs. deputa-
dos quanto Ihe agradero o apoio que' promelte ao
meu governo: s assim lerao maisptompta re-
compensa os seus desvelos pelo bem da o*C3o.
Foi escolhido senador pela provincia do Par,', ,
tomou assento na respectiva cmara, mi dia 12, u
Sr. conselheiro Bernardo de Sooza Franco.
Tinha passado em secunda discustJ* no senado
ura projcclo, que veda qualquer aclo do processn
eleitoral uos templos ; era apreciado em terceira
oulro, qoe autorisa o governo para rjsmover a en-
cnrporaco de companbia* de pesca. '
Na cmara temporaria havia side npprovadn o
projecto de lixajao das forras de Ierra i e srgundo o
Jornal do Commercio devia ser dadt parn ordem
do dia, logo depois de votar-*e a filjao da* forjas
de mar, o projecto de lei relativo forma hypo-
thecaria.
Na mesma cmara foi apresentado pelo Sr. Car-
neiro de Campos um projecto lobre a reforma eleito-
ral, que daremos em oulro numero.
O Sr. JoaoThomaz Moretrda Coda, fazendeirn
na Barra Mansa, foi condecorad" por S. M. o Im-
perador, com a corameode da.ordeni do Chrislo.
t) Sr. Nicolao AutuniaiNujmeira Valle da liama,
gentilhoraeni da camal dr S. M. I., por ucrasiao
de sua eslada era Lisboa'rol agradado por S. M. cl-
rei regente de Portogil.' enm a roiniiienda de N.
Senhora da Coneeicaii 4 Villa Vicoea.
Arabava de cJie/rar i corla o S. E. Iluel. ex-di-
rcclor dos junios mudos de Bourge. com o designio
de fandar alli nm esralwlccmenlo destinado a edu-
carn dessa classe de infeliicw.
L-se no Jornal dn Comnercio :
Aolas falsas. O Sr. chefe de polica interino
lendo noticia de que a hordoda ultima barca por-
tuguesa procedente do Por! viera um individuo de
nome Joaqom Ignacio Xavier com quanlidade de
notas falsas Iralnii de mandar opreltar seus passos
e ebegaudoao conhecmcslo da verdide preparou-se
para o prender em flagranle, o que de fado conse-
guio honlem.
Diriindo-se Jnaqitm Ignacio a roa Nove do
Imperador, c acbando-sc alli alguns agente* da po-
lica, foi elle prese, e passando-ae-lhe urna busca
eiii-oiitrarain-ap-lhe algumas notas de 50da pri-
meira serie, assignadas or Jos Procnpio Ferreira
l-onles.
Segundo as orden* que o* mesmo* ageules levavara
recolkjeram Joaquim Igsacio \ nier casa de cor-
reccao, esendo infrmalos de que recdia elle em
um quarto da casa da rae do Hospicio n. lsd, ,|e.
ram immedialamenlc pirle ao Sr. chefe de polica
e S. S. dirigindo-se 'eferida ras*, proceden n,',
quarto de Joaquim Ignicio a urna busca rigorosa.
eoconlrou, dentro de un botina, 07 nolaa falsa* do
valor, serie e astigmlara daquella que fr aanre-
liendida a Joaquim Iglacio nu acto da prisao.
Alguns individuos i quem o re comproa obiec
to* para seu uso lem-se aprisenlado com as n0la
falsas que elle Ibes dea em pagamento dese*ob
celos.
O Sr. chefe de polcla interino faz-se crodor do*
maiores elogios pela.arenadas medidas que tomn
para mallograt leniva de falsificador e oara
panha-lo em flagranie.e para '
foubo.Acaba de praticar-*c nesta corle e em



.-.*
OIMIG OE PtRNAMBCO QUINTA FEIRA 21 UEJUNHO OE 355
3
urna ilaa ras mais cenlraes e de maior movimenlo,
iim roubo que pela sua audacia lera caucado grande
sorpresa.
O armazera de fazendas do Sr. Cropp, negociante
iualez. eslabelecido na ra da Allandegu n. 10-2, fai
arrumbad arlincialmenle por pruftssore lio insig-
nes que neni urna burra de ferro de lloward pro-
va de ogoe das garas pode resistir a sua pericia.
Eis o caso :
Bandado larde foi recitado o armazem na forma
do eoilume. Honlen dcmanha"a o caxeiro encarro-
ado do ahri-lo nao nolou .10 chesar porla o me-
nor indicio de arrombamanlo, mas ao meller a eha-
ve na fecliadura vio que ua"o dava volta. Depois
de forcejar um poueo, a porla don de si, o empur-
ran Logoqueeixeiro enlrou reoouheceu quesen
amo eslava roubado. Desde a porla da ra al o
fna do armazn havia um estrado de baetas. e na
extremidad* jazi* a burra arrumbada pelo fundo.
Chegando o Sr. Cropp, passou a examinar a
sua case. No Moalho do escriplorio, situado de-
Ira .le urna porta do armazem que eslava intacta e
onde -e guardara a burra, notou nlguma cal, c dalli
ateo fundo do armazem e por cima do estrado de
bacas umrasloda mesmacal. Era evidente que os
ladr.es linliara tentado arrumbar a burra mesmo no
tsrriptofio, e que receiando fosse ouvido o rui lo
Jue faziam afim de deslaca-la, a baviam Iransporla-
n para o ponto mais distante da ra c por cima de
pecas de lia para que os vizinhjs nao senlissem os
tombos.
Os inlrumcntes que empregaram os ladrees, e
estes deviam ser muilo*, porque levaram para gran-
de distancia urna burra que pesa urna tonelada io-
gleza, sao dos mais gro-seiros... Alguns de que nao
se servirn] deixaram-os embrulliados em um jor-
nal italiauo do anno de 185:1.
O dinheiro que eslava cm caita, cerca de ir.TOftJ,
foi-se. As leltras e mais litlos de valor acliaram-se
ao cisee do armazem.
Fazendas levaran) poucas, mas inutilizaran) al-
guia por mero espirito ilevaudaliino.
o Osvslema por muilos anuos seguido nesla cor-
te de ficnr sempre um caixeiro de pianito as casas
de commercio, foi abandonado pelos negociantes es
trangeiros. Iloje, eslao desamparadas as suas casas
de noile e nos dia. santo*, edesse abandono resullou
o roubo que noticiamos, e resultarlo provavelmente
outros. O casu lie principiaren!.
A' polica est confiada a taref.t de descobrir os la-
(I roe.
(i Fxplotao de gaz. Parece que ncm a todos
Mas...,chegado cis-me ao ultimo terceto,
E, se d'oma visito nao sou lomado,
Aqu n'esle papel leiiho um soneto.
Recife 18 de junho de 185-5.
"".....
/".
GOMMERCIO.
PRACA l)t) KECIFE -H) DE JLMIO AS 3
DORAS DA TARDE.
Cotacoes olliciaes.
il"je nao houveram colajoes.
aLFANDEOA.
Keudimciitn do dia f l!l.....209:497980-2
dem do dia 20.......1.5:50730117
225:00553f>9
Uetearregam Aoje 21 de junho. .
Barca inglezaSeraphinamercadorias.
Polaca liespanliolaSilenciohlalas e ceblas.
Itrigiic fraucezBelemmercadorias.
Patacho brasileirol'alenlei Brigue brasileiroFirmafarinha de trigo.
Hiale brasileiroCorreio do Nortegneros do
paiz.
Importaca'o.
Patacho nacional latente, viudo do llio de Ja-
neiro, consignado a Francisco Nicolao de Araujo,
manifeslou o seguinte :
2,250 volumes farinha de trigo ; a ordem.
CONSULADO GKHAL.
Reudimenlo dodia 1 a 19.....20:1659951
dem do dia 20....... 2:0493701
31:5I5|655
LMVERSAS PROVINCIAS.
Rcndimenlo do dia 1 a 19..... 2:157*86:1
dem do di 20....... Iin-I7:;
3:996*036
Exportacao'.
Parahiba, hiale nacional uTres Irmaos, de .11 lo-
approveitou o cuidado que leve a empreza da illu- noladas, comluiio o seguinte : 366 volumes gene-
niiiiac.io a gaz, dislribtiindo a lodos quantosempre-
gam esla lur. um pequeo impresso, contendo as
potteas e facis precaucoes que ha a lomar para evi-
tar a possihilidade de una explosao.
ff No hotel D.imiani, silo na ra do Onvidnr, no-
lon-seanle-liontemde noitc um clieiro forle de gaz.
Evaniiiuiido-so donde proceda, couheceu-se que
vinh.i ite um quarto que eslava fechadu. Eulraram
elle imprudeiitemeule com urna vela aceza, c o gaz
all aglomerado e que escapara por nma fenda no
cano ctaduclor fez explosao.
Felizmente ningncm ticou le ido. e o pequeo es-
trago qae causou esla explosao servir de aviso aos
imprudentes.
Em oulro lugar acharan os Icilnres alguns despa-
chos publicados pelo ministerio da justica. assim co-
mo as ultimas noticias do Rio Grande do Sul e Mon-
tevideo.
0 vapor Imperatriz devia sabir da corte para os
porlos do norte no dia 14 do corrente, para ronduzir
os pissageiros, carga e encummendas que se haviam
embarcado no Tocantint.
Di Baha nao recebemos jumaos, porcm a carta
da dosso correspondente suppre essa falla.
Tomaram hnnlem posse do lugar de lentes subs-
lilolos da l'aculdade de Direilo desla cidade. para
que foram ltimamente Horneados, 01 Srs. I)r-. Vi-
cente Pereira do Reg, e Braz Florentino llcnri-
ques de Souza.
ros eslrangeiros e naciouaes, II fardos fumo em lo-
llia. 1 sacco cera de carnauba. I machina de ferro
para massas, :i canecos para agua. 5 paitaros, ti pos
le lomear, 6 laboas para padaria, 5 saceos caf, 8
ditos arroz, I barril espirito.
Aracalv, hiale brasileiro Conceico de Mara,
de 27 toneladas, condnzio o seguinte:'10 caitas
pegas de chita, 10 pocotes, 20 fardos e 30 caixas fa
/ondas, 3 ditas garrafas le salsa, (iditas cha, 2 gigos
champagne, 20 resmas c 2 balas papel. 1 caixas rap,
4 ditas vinho. 8 latas holachinha, 6 caixas Iraqaei.
Faluuiulh, barca belga Lucies, de 274 tonela-
das, condozo o seguinte :3,206 saceos com I9.030
arrobas de assucar.
HBCBBBUOK1A DE RENDAS INTERNAS GE-
UAKS DE PRRN'AMHKCO.
Rendimento do dia 1 a 19.....17:5229610
dem do dia 20....... 5229089
Arl. 7. Nenhum carro sera conduzido a correr
tas ponles ; oscavallos devero ir a pequeo trote,
e as ras nao pdenlo ir a galope : os infractores
arta multados em 69OOO rs,'
Arl. 8. A' noitc nenhum carro deiiar de lraer
lanlcrnas com luzes : os infrat lores serao multados
em 69000 rs.
Art. 9. as mas ou lugares da cidade onde I1011-
ver lama ou agua empopada, os cavallos rao a passo:
os infractores serijo uiullados em 69OOO rs.
E para que nao appareca ignorancia de emelh tu-
les disposioes que se acham em perfeilo vigor pe-
las referidas posturas de 30 de junho de 1819, lavrei
o prsenle que sera publicado pelo Diario.
Freguezia de Santo Antonio do Recua 19 de ju-'
nhode1855.O fiscal, Manat Joaquim da Silva
Ribeiro.
Manoel Joaquim da Silva Ribeiro, fiscal da fregue-
sia de Sanio Antonio do termo desta cidade do
Recife etc.
Faco publico para conhccimenlo de quem interes-
sar possa, o arl. abaixo Irauscripto das posturas mu-
nicipaes em vigor.
TITULO 6.
Arl. 6. Fica prohibido den lio da cidade o uso de
roqueiras, bombas e fugo sollo (buscapcsl: os infrac-
tores rao multados em 103000 rs. c solfrcrao dous
dias de prisao.
E para que nSo appareca quem allegue ignoran-
cia de semelhanledisposicn, que iuteiraraenle pro-
hibe o fogo denominado huscaps, lavrei o pressnlc,
que ser publicado pelo Diario.
Freguezia de Santo Antonio do Recife 18 d; ju-
nho de 1855.'O fiscal, Manoel Joaquim da Silva
ftibeiro.
Ignacio Jos Piulo, fiscal da freguezia da Boa-Vista
desla cidade etc.
Faro publico para o devido roiiherimenln de lodos
a quem inleressar possa,a dispusieaodo artigo abaixo
transcripto das posturas municipaes em vigor.
TITULO 6.
Art. 6. Fica prohibido tlenlro ila cidade o uso de
roqueiras, bombase fogo tollo (boeapa ; os infrac-
tores serao multados em IO3OOO rs., e soffrerait dous
dias de prisao.
A cmara municipal por edilacs designara os lu-
gares em que se pnssam soltar os bu*caps, roquei-
ras c bombas de que Irala esle artigo.
E para que nao appareca ignorancia sobre seme-
ntante disposiran, lavrei o presente que sera publi-
cado pelo Diario.'
Fregarzii da Boa-Viaja 19 de junho de 1855.O
Bical, Ignacio Jote l'into.
O l)r. Abilio JoscTavaresda Silva, juiz de orpliHm
e ausenles, ncsla cidade do Rec fe e seu lermo,
por S. M. I. e C. o Sr. D. Pedro II, que Dos
guarde ale.
Faro saber a quem inleressar possa, que, lendo en
18:21(3699
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendiiuenlodo dia 1 a 19..... 11:7653414
dem dodia 20....... &885{St5
Quem os qnizer vender aprsenlo as suas jiropos-
las em carta fechada na secretaria do conselho admi-
nistrativo 10 horas do dia 27 do correnle niez.
Secretaria do conselho administrativo para fornc-
cimento do arsenal de guerra 20 ile junho de 1855.
./ose de frito Ingle:, coronel presidente. Btr-
nardo Pereira do Carino Jnior, vogal c secre-
tario.
O hrigue Recife recebe a mala para Maranhao
e Para no dia 22 ao meio dia.
BANCO DE PERNAHBCO.
O Banco de Petnamhuco toma leltras
LOTERA DO RIO l JAMURO.
Sabionestaprovincia a sorte de 20:000,s
rs. 011 o meio liillieten. 5216, bem 00
um (le l:000.s000 rs. em o meio billietc
n. 4.).">.">, aletn de-outros de 40OJO0O,
-iOO.sOOO e lOD.sOOO re'is: os possuidores
quiram ?ir receber os seus respectivos
premios.
ATTENCVO.
Ftigio no dia 20 do correnle o eteravo por nome
Joaquim, o qual reprsenla ler 40 annos, levou cal-
ca de atgodaozinho azul, camisa do mesmo, tem por
sobre o Rio de Janeiro Banco de Per- s'-nal um p e-querdo inrhado, estatura alta, secci
nambucq 7 de abril de 1855.O leerte ''
tario da diiecrao, Joao Ignacio de Me-
deiros Reg.
PlBLlCAgA'O LITTERARIA.
Acha-se venda o compendio de Theoria e Prali-
ca do Processo Civil feito pelo Dr. Francisco de Pao-
la Baplisla. Esla obra, alm de nma inlroduccao
sobre as acroes e exicpoOes em gcral, Irala do pro-
cesso civel comparado com o roinmercial, eonlcm
a theoria sobre a applicacao da causa julgada, con-
tras doutrinas luminosas: vende-se nicamente
na luja de Manoel Jos Leite, na ra do mado n. 10, a 69 cada exemplar rubricado pelo
autor.
AVISOS MAHITIMOS
PARA O RIO DE JANEIRO.
O brigue escuna MARA seguir' em
poneos dias para aquelle porto, por ter a
inaior parte de sen carregamentO enga-
jada : para o resto da carga e eseravos a
rete, trata-se com os consignatarios Ma-
lareo da Assetnblea
citado & Pinliciro. 110
n. 12.
Maranhao e Para".
Salte em poucos das o brigue Despique de Bci-
riz. por ter a bordo a maior parle de seu carrega-
mctilo ; para o reslo, dirijam-so ao escriplorio do
Sr. Mnoel Joaquim Ramos e Silva.
Para o .\racal_\, no dia 26 do mez correnle, .se-
gu o hiale Sergipano : pira o reslo da carza c pas-
sagriros, Irata-se com Caelano Cvriaco daC. M., ao
lado do Corpo Santo 11. 25.
Para o Araraty sepile o milito velelro c bem
conliecido hiale Kxalar.Ho : a tratar na rita da .Ma-
dre de Dos d. 36.
Para o Maranhao e Para' sahe no da
ii do corrente o milito veleiro brigue
RECIFE, o qual anda recebe alguma car-
ga inda e pjAsngeiros : trata-se com Ma-
nsiauradn processo de prodigalidade contra Gerva- ocl Francisco da Silva Carricp, na ra
l:650;629
MOVIMENTO DOPORTO.
Sr*. redactoret:A senhora I). Leopoldina Ma-
ris da Cosa Kroger, publicando noseu Diario do 18
do rorrenle, as declarantes de seu cunhado Eduardo
da Costa Olivcira, relativas ao pleito que lite movo
pela l. vara do commerrio desla cidade, nao atin-
gi o alvo, qoe collimava, se como disse na sua cor-
respondencia, pretenda s responder aos meus re-
pelidos annuncios.
A onica resposta cahivel era sem duvida a ilemons-
Irac.lo da irrespnnsabilidade dos compradores de
seos predios, cuja venda tem sido annunciada no ca-
so do ser decidido em meu favor o pleito referido.
Essa nao tcnloa a Sr. Leopoldina, nem prova-
velmente tentar em quanlo|nao for reformada, nes-
la parle, a legislaco vigente.
Se porni aquella publicaban foi calculada para
prevenir contra mim os juizes e o publico as ves-
peras do julgamentoda causa, inculcando-sc descu-
larla a supposla Talsidade da lettra.que a dila senho-
ra areitou e eiidtscnntei, cuido que nao prduzio o
desojado elTeilo, sendo que os primeiros hilo de apre-
ciar a materia avista dos autos e das leis, que a rego-
lam, e o ultimo me co'nhece, como conheceu ao de-
clarante, qualilicado pela senlinra I). Leopoldina,
ua cunhad 1, de ladrao, e intiqne 'faltarlo, e sabe
qoe a que para ser decidida sem esludo das allegarOes o pro-
vas dos autos. .
Em Indo ocaso, nao espu resolvido, por ora, a
aceitar na imprensa disetissoea lal respeito, porque
alm de faltar-mc a precisa liberdade para exami-
nar cortos factos praticados em favor da senhora D,
Leopoldina, confio no meu direilo e na Ilustrarlo
dos nnsOs jnizes.
Todava permilla a senhora D. Leopoldina, quede
passagein lite observe que as declararnos dii falleci-
do Eduardo se ettao em perfeila harmona, como
ella disse na sua correspondencia, com os depoi-
mentos dos senliores Dourndo e PeUnto, que alias
inttrvieram em ambas, um como subdelegado e 00-
Iro como leslemunha, acham-se em manifetla oppo-
sirlio aom as carias do declrame, prodozidas pela
propria senhora D.Ijinpoldina nos nulos, as allega-
roes desla e os depoimenlos de suas irmaas c ma-
drasta, segundo os quaes Eduardo niio interieio no
aceite da lellra, o a senhora 1). Leopoldina o escre-
ret peran'e e**as pettoat, que Ihe nao silo suspeila',
i pedido e em favor de seu irmSo Dclllno, de quem
Eduardo houve depois, por endossar, a mesmajlel-
Ira.
One crdito merece om homem des1e,, e que im-
portancia sedevedar declara;es semellianlcs, al-
cancadasde modo lao. extraordinario, e na occasio,
em que a senhora I). Leopoldina, confundida com
seus proprios asserlos, linda necessidade de dar
como falsa a lellra, cujo aceite confeuara os au-
tot, embora alle2asse eniao que o dra a Del fino
por nimii timpliriilade e na tupposifo de ser a
funnfia de 808000 rs. nicamente?
Soja qual for, ocerto beque cssasdeclararOes con-
ciliaram n Sr. D. Leopoldina com seu cunhado
Eduardo, cuja vitiva e filhoseslao boje amparados, e
morando na mema casa da ten/tora D. Leopoldina,
como prova o documento junio : mas nao he menos
certo qoe o publico acuarda o julgamculo da nossa
caosa para lachar o valor dasjlettras eolre nos, se os
respectivos aceitantes, por meios tae-, forero dispen-
sados do paga-las aos portadores, que como cu,
a dcscoatarem de boa l" no mercado.
Sou etc. MathiK f.opet da Costa Main.
Ilir. Malinas-Lope* da Costa Maia, que precisa que
o Sr. inspector de quarleirao da rita de Apollo, na
freguezia de S. Frei Pedro Goncalves desla cidade,
atiesta ao pe deslo te.dosds o falleciuionln de Eduar-
do da (xisla Olivein, oeearrido no principio do cor-
rale inoz, I). IjnihVerniiiia MariailaCosta'Oliveira,
viva do dili. Eduardo e seus filbos menores residen)
na dila rua, 111 ineana casa em que reside D. Leo-
poldina Mariada Costa Kruaer.irmaa e tia de I). Gui-
Ihermina e seo's ftlhs: porlanlo, pede ao Sr. Dr.
delegado do Rectfe lhedelira na forma requerida.
E R. Me. Malillas //pe* da Costa Maia.
litaste, querenjo. Uelcgacla deste primeiro
dislriclo do Recife, os 18 de junho de 1855..
GmmHu.
Alleslo qoe 1. Guilheminl Mari da Cosa
Oliveira reside na rua He Apollo em companhia de
sua irmaa D. Leopoldina Maria da Costil Kruger,
desde o fallecimcnlo de lea marido Eduardo da Cos-
ta Oliveira, e lambein os seus lilhos menore's. Reci-
fe 19 de tinlia de 1855.Claudino Xatitr de OU-
celia, inspector do 13.' quarleirae.
(Eslava rcconhecido.i ,
Socios entrados no dia 20.
Rio de Janeiro e Bahia6 dias. vapor ingles eSo-
lenl, commaiiilanto Jellicoo. Pas-'ageiro para
esta provincia. Jos Joaquim Das Fernandos.
Montevideo28 dias, polaca hespanhola cUniono,
de 212 toneladas, capitn Salvador Paulo, equipa-
Cem 13, carga carne Meca : a Amoro) Irmaos ,\
Companhia. Veio refrescar e segu para llavana.
Nucios tbidos no mesmo dia.
Para pelo Cear.iEscuna brasileira nEmilia, mes-
tre Jos Manuel Rodrigues, carga assucar e mai-
generos.
ParahibaHiale brasileiro Tres Irmaos, muir
Jos Duarle de Souza. carga farinha de trigo e
mais genero*. Passageiros, Francisco 'Lavares
Kerreira, Jos l'rancisco de Souza.
Ararat}Hiale brasileiro Coneei(lo de Maria,
mostr Bernsrdino Jos Randcira, carga Calenda
e mais gneros.
SouthamploH c porlos intermediosVapor inglez
uSoleiilu, commandante Jellicoe. Passageiros
desla provinria, Misuel Jos Aivcs, F. Youle, Ma-
noel Jos de S Araujo, Dr. Arbucklc c sua fami-
lia, C. J. Aslley, e Dragn.
EDITAES.
t) lllm. Sr. inspector da (hesouraria provin-
cial, em cnmprimciilo da ordem de Exm. Sr. pre-
sidente da provincia de 14 de maio ultimo, manda
convidar aos proprielarios abaixo mencionados, a
aulregarem ua mesma Ihesouraria, no prazo de 30
dias, a contar do dia da primeira publicaran do pre-
sente, a importancia das qonlas com que deven)
entrar para o calcamenlo das casas da Iravcssa de S.
Pedro, conforme o disposlo na le provincial 11. 350.
Adverlindo que a talla da entrega voluntaria, ser
punida com o duplo das referidas quolaa, na con-
jio Pires I-erroira, til lio do finado Joao Pires l'errci-
ra, e de sua mnlher II. Maria Francisca Pues Fer-
reira, esl o mesmo tiervasio Pires Fcrreira, inha-
bilitado para fazer qttalquer contrato sobro seus
bens, sem expressa aulorisacao deslejuizo, que ha-
vera por nullo c irrito qualquer nogociaco ein que
elle baja de lomar parle sem a sua iulervencao.
E para constar maudei lavrar diius editaos do
mesmo lltcor, un> dos quaes sora publicado pela im-
prctisa c outro aflixado na porta da casa das audi-
encias. O presente se passou em vlrlude de ntiulia
porlaria*des(a dala, c vai sem sello por ser cx-ofli-
cio. Recife 20 de tijnlio de 185.5. En Floriano Correa
de Brilo, esrrivao o subscrevi.
Abilio Jote Tarares da Suca.
Joao Jos de Moracs, li*cal da freguezia de S. Jos
da cidade do Recife ole.
Vcfi publico para coubecimonlo de quem inleres-
sar possaque se acha em sen inleiro vigor o artigo
de postura municipal abaixo transcripto :
TITULO VI.
Arligo 6.a Fica prohibido dentro da cidade o u'o
de roqueiras, bombas c fogo sollo (buscapes) ; os in-
fractores serao multados em 105000 rs., c soflVcrao
dous dias de prisao.
A cmara municipal, por edilaes designara rs lo-
gares em que se possam soltar os bustapt, roqueiras
e bombas de que Irala este arligo.
Freguezia de S. Jos 20 de junho de 1855.
O/iscal,
Joo Jote de Moraes.
DECLARACOES
Cartas seguras para os Srs.: Arres do Atbu-
querque (jama, Antonio de Souza Lima, Jos ('.ac-
iano de Araujo, Manoel Jos Ribeiro Cavalcanli
Lima.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo, em cumprimenlo do
arl. 22 do regulamenlo de I i de dezembro de 1852,
formlade do arl. 6 do reg. de 22 de dezembro de 1 faz publico, que foram aceila, as proposla* de Clau-
1 dio da Silva Fcrreira, Manoel Antonio Martina Pe-
no Collegio n. 17 segundo andar, ou com
o capitao .Manoel Jos Ribeiro a bordo.
Para o Aracat} segu oom brevidade o hiale
Crrelo do Norte ; recebo carga e passageiros: a
tratar rom Caelano Cyriaco da C. M., ao lado do
Corpo Santo n. 25.
LEILOES
O agenle Borja, em seu armazem, na rua do
Collegio 11. 15, tara leillo de un explendido soili-
menlode obras de inarcineiria de diversas qualida-
dea, 3 ptimo* pianos de armario, obras de ouro c
prala, rcloios para algiboira, vidros c loucas, enfei-
los para sala, varias qniuqiiilbarias o muiliis oulriis
objqcics que impostjvel seria mcncioiia-los, que se
adiaran palenles [i.ir.i exame dos Srs. prclcndcnlos
mi mesmo armasen): qoiula-fcira, 21 do corrale,
as 10 horas em ponto.
LcilTiO.
Jos Fernandes Fcrreira faz leilao tle nina porcao
de inannelada, vinda ullimamenle de Lisboa : qoin-
la-feira, 21 do correnle, ti porla de l.uiz Antonio
Aunes Jacome, defronloda alfaodega,
O agcnlc Horja far leilao em seO armazem, na
rua 1I0 Collegio 11. 15. de um eicellenle sobrado de
um andar com bastantes eommodos, leudo 35 palmos
de fente c 7 a 7o do fundo, em chaos proprios, non
11111 ptimo terreno ao lado', que pdese mui bem
edtlirar nutra rasa, silo na rua de S. Pedro M.irhr
rm'Olinda 11. 58, o qual ser |nlregne pelo maior
prejo que for ollrocido om consequeiicla de ser pa-
ra, liquidarlo; terca-reir, 26 do correnle. as II
horas.
AVISOS DIVERSOS
57?600
fejeoo
18?00
61800
I!ra800
PlRLlfiAf..tt A PEWBfti
SOHETO.
Por lal modo o soneto lit Irab Ihoso.
'.'ue jamis intenlei tamaita empreza ;
E, com ludo elle lendo mtareza,
lie um verso, p'ra mim, lem deleitoso.
Mas smente a um kWag porlenloso
Foi dado conservar loda a grandeza,
Nao faltando, por is.o, a sngoleza
N'enc verso, que he 13o diliculloso !
Em Irabalho, como esse, eimplicado
Jamis me cntromitle, nenme eiitromell".
Deixando p'ra quem for ablusado.
185*.
4. Catharoa Maria do Sena. .
N. 6. Manoel Antonio da Silva liis.
N. 8. Manoel Jos da Molla. .
N-IO. Mara Rosa da AssutnprSo. .
N. 1. Manoel Ruarquo de Macedo. .
E pan constar se maudou aflixar o presentee pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 9 de junho de 1855. O secretario, Antonio
Firreira da .tnnunciac&o.
O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial'
em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia de 9 do corrente, manda fazer pu-
blico que no dia 5 de julho prximo vindouro, pe-
ranle a junta da fazenda da mos'ma Ihesouraria, se
ha de arrematar, a quem por menos lizer, a obra dos
reparos de que precisa a cmara municipal e cadeia
da cidade de Olinda, avaliada em 2:2O0jO00 rs.
A arremalar.io ser feila na forma da le provin-
cial n. 343 de 15 de maio do anno lindo, e sol as
clausulas especiacs abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem esla arrem.il.i-
So comparejam na sala das sessoes da mesma juila
no dia cima declarado pelo meio'dia compelente-
meiUe habilitadas.
E para constar se luandou afinar o prsenle e
publicar pelo Diaria,
Secretaria da Ihesouraria provincial de *Pernam
buco 13 dejunbo de 185.5.O secrelario.
Antonio F. WAnnunciarao.
Clautulm especiacs para a arrematado.
i.' As obras para os reparos da cadeia da cidade
de Olinda serao feila de conformidade com o nrra-
mcnlo, approvado pela directora em conselho, e
presentado a appravarao do Exm. Sr. presidente
da provincia, importando em 2:200:000 rs.
2. Estas obra principiadlo no prazo fe trinla
dias, e linalisaro nu de seis inezes, ambos contados
como determina o regulamenlo da reparlicao das
obi-as publicas, ( Ici provincial 11. 9B6.]
3. O pagamento desla arrematarlo sera feilo em
duas prestaroos iguaes, sendo a primeira quando li-
ver sido feila melade das obras, c a segunda e ulti-
ma quando forera lodas concluidas, eque serio re-
cebidas delictivamente.
." Para ludo o mais qoe aqu nao esliver men-
cionado, seguir-se-ha o que determina a Ici cima
mencionada.
Conforme.O secrelario, A. F. da Annunciarao.
O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial em cumprimenlo da resolucAo da junta da fa-
zenda, manda fazer publico, que no dia 28 do cor-
rele vao novamente a praja para screm arremata-
dos quem por menos fizer os contratos abaixo de-
clarados.
Impressao dos Irabalhos das repartieses provin-
cial*, por anno.........' 3:,500j000
Capalazia do algodao do consulado provincial, por
,Bn?............2:4759000
E para constar se mindou aflixor o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria prqvineUI de Pernam-
buco 13 de juuhode 18.55.
O secrelario,
Antonio Fcrreira da Annunciarao.
Manoel Joaquim da Silva Ribeiro, (i,cal da frogne-
*a de Saulo Antonio do termo da tidade do Re-
cife ele.
Faco publico para conhccimenlo dos dooos de
carros de passeio, as dispnsioOcs tos arligos das
posturas municipaes em vigor, abiio Irans-
criptas.
TULLO II.
Art. 6. Ninguem acavallo podera galopar ou cor-
rer peUs mas e pootesdg cidade, excepto as ordo-
nancas montadas e ofilcnes em servico. sob pena de
pagar SjOOO rs. de mulla.
reir, Souza & lrmao, Joaquim Jos Dias Pereira e
Joao Francisco Monleiro, para foruucercm :
0 1., 6 barricas com .farinha de Irigo, a 36j000
rs. ; 400 saceos de farinha de mandioca, de 3|1 cada
urna, a 39OOU rs. ; 10 arrobas de arroz, a 25900
rcis.
O 2.", 24 arroba de assucar bramo, a 33700 rs. ;
20 cnxames de 25 palmos, de madeira de qualulade,
a l'>",iO rs.
0 3., limas chalas de roda de 5 polcgadas, 12 por
960 rs.; 12 ditas meia canoa sortidas. por I3O8O rs.j
12 ditas triangulares sortidas. por 19300; 12 ditas
chatas ditas, por 2>2ill rs. ; 12 ditas incia caima di-
las, por 22W rs.; 12 limaloes de espingardeiro,
por 19.590 rs. ; 10,030 pregos caibracs, a .>950 rs.
o milheiro, 4 feixes de arcos de ferro de 1 l|2 polc-
gadas, a 45980 rs. ; 32 libras de oslanho, a 800
ris.
O l.o,7-20 caadas de azeile do carrapalo, medida
uova, a 630 rs.; 46ditas de dito de coco, a 19999
rs. ; Oduzias de pavios, a 100 rs. ; 60 libras de lio
de algodao, a 550 rs.
O 5.", 223 libras de vela' de carnauba ; a 180
ris.
E avisa aos supradilos vendedores que devem re-
colher ao arsenal de guerra os referidos objeclos no
dia 22 do corrente mez.
Secretaria do conselho administrativo para lorite-
cimenlo do arsenal de guerra l'J do junho de 1855.
Bernardo Pereira do Carino Jnior, vogal e sc-
irclario.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo, em virlude de autori-
sacao do Exm. prosldenlo da provincia, lem decum-
prar os objeclos seguales:
Para o hospital regiincnlal desla pro\incia.
Brim branco liso lino para lencc, camisolas c
loalhas, varas 6,31 ;colxesde brim deriscado,57 ;
Iravesseiros de dito, 51; chinelas razas, pa-
res 200.
Oilavo balalbSo de infanlaria.
Manas de l.ia o algodao, 355 ; panno verde es-
curo entrefino, Avado* 1,871.
Msicos do mesmo batalhao.
Bonetes, 11 ; cbarlaleiras, paraos 11.
Meio batalhao do Cear.i.
Minias de lAa, 312 ; tpalo*, pares 100; panno
verde escuro para sohrecasacas o cairas do dcimo
halalho de infanlaria, eovades 158 ; maulas de 13a
ou algodao, 253 ; sapalos para o quarto batalho de
arlilharia, nono o dcimo de infanlaria, pares 1,301;
boinas convexos grandes de metal hrouzcado com o
n. 10 de metal amarello, 2,282; ditos pequeos com
o mesmo numero. 1956.
dcimo batalhao de infantaria.
Manas de Ua, .50.
Segando batalhio de infanlaria.
Panno azul mesclado, corados, 153 ; manas de
13a, 11 ; sapalos, pares 57 ; capotes de panno alva-
dio, 63.
Recrnlas em deposito do niNim batalhao.
Sapalos, pares .50.
Nono balalhao de infanlaria.
Mantas de laa, 376 ; panno verde escuro entreli-
o, covados 1,468.
Meio halalli.io da Paralaba.
Mantas de laa. 71.
Companhia de srlIBces.
Maulas de laa, 72.
(Juarlo batalhao de arlilharia.
Panno carmczim para vivos o vistas cova-
dos 90.
Compauhia de cavallaria.
Manas de laa. II. .
Escola de primeira? lellra- do nono batalhao.
Areia preta, libras C : compendio de arilhmelioa
por Avila, 3.
A SYBILA OE BAJARA,
Oti
Novo progaostico da sorte, para ser
consultado na noite do grande
precursor de Christo
S. JOAO BAPTISTA.
Entre as escavaoStjsj de Sebastopol i'oi
encontrado um pt celoso macuscrpto em
lingua nao conhecida, para cuja interpre-
tacao se reuni urna associacao de sabios,
que depois de iiivocarem seca e meea.ali-
nal rediizuam a lingua verncula o livro
de sor tes, que acaba de ser impresso rom
o tituloA SYBILA DE BAJABA: que
sera' encontrado na livraria n. li c 8 da
piara da Independencia a 500 rs.
Regiment de cusas.
Sahio a lii7.'o regiment das distas jttdi-
ciacs, annotadocom os avisos tpte oalte-
rarain: vende-se a 500 rcis, na livraria
n. (i e 8 da piara da Independencia.
Uusa-tjs autoridades policiaes o capilaes de
campo a capturadle um moleque de nome Manoel,
esrravo, que reprsenla ler 18 anuos do idade, esta-
tura resillar; levou jaqueta calca de panno de laa
com que anda, enculca-sa ser forro, e suppoe-se
que se acha servindo em casa de algum esludante
com.1 alugadn ; j.i Irabslhou no caos da cscadinha
da Alfandega: quem o pegar leve-o o pateo do
C.irmo n. 9, primeira andar, que ser.i gratili-
rado.
l'rccita-se tic um sobrado primeiro 011 segundo
andar as ras: Nova. Calinga. Oueim: do, Crutu,
Cadeia de Sanio Antonio ou do Reci e. com eom-
modos para familia, nao seolha o preco do aluguel ;
011 troca-se por um de um andar, soia 1 e luja : nu
pateo do Carino n. ;i, primeiro andar, s dir.t quein
faz esle negocio.
Aliina-se urna preta forra ou car (va, para o
servico interno e externo de nma casa fe pooca fa-
milia ; paga-ac bem: 110 paleo do llosiilal do Pa-
raso, sobrado novo de um andar.
Precisa-sc de om criado pira o sehrieo do casa
MlNDgeira, e que seja bora boliciro, n rua d
Cruz n. 1.
FRONTISPICIO DO CARm).
Os Inlhcles'em quarlos de os. 4IOKc 1171, da lo-
teria quo corre no dia 23 do corrente, ricrlcnccm
sociedade Frontispicio do Citrino. 1
Precisa-sc de um fcilor que entenda de plan-
tnr|s o de fiador de sua 1......lucia, para 11111 silio
iiiuWo porlo desta cidade : a tratar no porto do Po-
riiiho n. 26 A, armazem de materiaes, indo para u
Cadeia Nova.
Na rua Nova n. 52, se faz Inda o qualquor obra
do alf.iialo, o lamben se il panno para casaca, cal-
ca e rllele ; s se eneommenda fjdinhoiro.
O abaixoassigna la declara.quo nunca leve, nem
lem presentemente sociedade alguma do negocio
com o seinW Francisco Jos Germano, com eslabe-
leciinenlo de relojoeiro na rua Nova./,. I'uyi.
OITerece-se nma mulher de boa conduela para
o servico de rasa de um homem wlteiro, anda mes-
mo puta um silio perloda praca : quem precisar di-
rija-so a Boa-Villa, becco do Ferroiro n.4.
o annnncio publicado no Diario n. 140 do m
do corrente rom as iniciaos .1. F. S. .1, nao te eiilon-
dei com o abaixo assignado, porque nada deve ao
Vicente Fcrreira da Cusa.
Joaquim Franeitco da Sika Jnior.
O Sr. quo mura urna legos disl.inle da cidade,
e passou um rale, faca faror do entender-te com o
dono, porque o dono nao lem caixeiros de cobranra
para fura da cidade, e do contrario o seu nomo sala-
r ueste jornal.
Qoem tnnuncioii querer alugar urna casa no
hairro do Santo Antonio ou S. Jo-.que o aluguel nao
exrode.~-o de IQ3OOO, dando, li mezes adiaitlados 00
um anno, se qoizer anda, procure na rua do Itangel
'n. 2.
l'rrcis.i-se de um rapaz pnrlugnez para 1 aixei-
ro de lahrrna, que lonlia pratica de negocio, c dt*
li.idui .1 sus conduela : no lim di roa do Pires, ta-
berna da calcada alta.
Preeiu-ae alugar um primeiro 00 segundo an-
dar, de proru de 1 i a ItJJOOt) por invi. no bairro de
Sanio Antonio : quem livor, pJc aununciar pelo
Diario.
Aluia-ee um bom armazem na rua da Praia
n. 53 : a tratar na mi anliga do* Quarle n. 1 i.
Precisase do timo senhora que queira ser ama
de unta tasa de pouca familia : a tratar na rua an-
liga dos i.iu irli-i- n. 14.
lipinho do Rio Formoso. e julga-se ter tomado o
destino do mesmo lugar, juntamente com urna negra
lamben fusiila : roga-so por tinto a todas as auto-
ridades policiaes e capilaes do campo para o levar
a rua larga do Rosario n. 48. que se gratificar ge-
nerosamente.
No dia 22 do correnle se bao de arrematar,por
sera ultima prac. peraule n lllm. Sr. Dr. Juiz de
direilo do civel da primeira vara, unta armaran de
taberna no aterro da Boa Vista, o a armacao inver-
nisada e onvidraoada com algumas iniudo/as da
loja de Thoma/. Pereira de Milus Eslima, a quem
fnraiii dito*bens penhorados por cxccucan do D. Ma-
ria Felisniina do llego Cornos, para pagamento de
alugucis diis casas em que se acham os mesmos
objeclos: os prclondenles poder.in examinar o escrito
em mo do portoiro Jos deis Sanios "forres, e com-
pareeereo na casa das audiencias a horas do cort-
me, onde deve ler lugar a mesma arremalaoao.
JARDIM PUBLICO F.M PKHNAMBUCO, RL'A
DA SOLEDADE NUMERO 70.
Todos os dias pelas 6 huras da manida h muilo
bellos figos de comadre, para fa/.er prsenles a com-
padres. Por em quanlo anda I a dispnivei* mul-
las qualidailes doroseiras novas ehegadas de Franca,
aasim lamltom dalias eoulras flores. Tambem ha
grandes pos do sapola c sapotis, fructa p.lo, parrei-
ras de qualida los novas. .
Miuuel Jo^ Alvrs vai fazer tima viagem a Eu-
ropa, c roga a toda* as pessoas a quem pufsa ser de-
vctlor, queiain aprcsenlar-se-llic para sercm pagas.
Miguel Jos Alves doixa por seus bastantes
procuradores, dorante a ana ausencia desla cidade,
aos senliores Anlniio de Almcidn(lomes & C.
Miunel Jos Alvos doixa como eiicaire-u in,
durantaasua ausencia, da aequisiesjo deassisoaturas
oda n elida de diversas publicacOeS liltrrarias. do que
he agente n*la cidade, ao Sr. Jos Nogueira de
Souza com loja de livro* na rua do Collegio n. S.
Miguel Jos Alves rtirando-se desta cidade
por alguna lempo, o nao podendo deipedir-se de Ui-
dos os seu amigos e mais pessoas a quem he reco-
nherido edevo alliti'rios pelo ponco lempo quo pa-
ra isso leve, pfde-lhe* desculpa tiesta falla involun-
taria, e nfferoi'o-'lios son pooquisrtfno proslimo para
o qoe lies poder ser ulil, mide elle se achar.csperan-
do por occ. siao da soa volta poder agradecer-Ibes
pcssoalmcnlc mais esta prora da benevolencia dos
mesmo* senliores.
Offercre-se un rapas portugus para caixeiro
de tahernaViu oulro qoalqnereslabelccmenlo para
tomar conta por bataneo ou sem elle, para o que
lem bastante pratica: qoem de seu proslimo se qni-
zer ulilisar dirija se a prac-i da Independencia n. 10,
que achara com quem tralar.
O Sr. Dr. Jos Antonio de .vidrado lem orna
eneommenda vinda do Rio do Janeiro pelo patacho
Sonla Crus, capilo Mareos Jos da Silva, aolado
do Corpo S mo. loja de mas-ames n. 25.
Signaet caractersticos de um patsaporl passado
nc cidade de Arca.
Idade 18 anuos conforme disse. de boa ertatur* e
do pouca (urnicao, roslo nao muilo clieio tirando a
comprtdo, cabellos preto* tirando ncaslanhados,
olbos entro prolos e pardos, nariz grosso aquilino,
bocea grande nao multo, labios urossos. e o dehaixo
parece maior, denles l-trg k. e lem 111 frente de ci-
ma a diroila um dent ja putrBcado. rr parda e
nao lem barba, e por nao saber ler, a seu rogo assig-
noii o negociante o eidadaoF.
IRMANDADE DO DIVINO ESPIRITO SANTO.
O secrelario da irmandade do Divino Espirito
Santo, erecta no convento de Santo Antonio do Re-
cife, por deliberaran dt mesa regedora, fazscienle a
luda- as pessoas que se acham rom termo* iberios o
j.i assignado* pura irmao desta irin inda le, o que sin-
da au pagaram as suas jotas, hajam tle as vir pa-
gar ta pubbrarao desje a l.> dias. c nao o fazendo
perderlo o dueilo de enlrarem pela quantia de 3)
rs., e lindando este prazo s poderao fenlrar pela
quanlia de 209980 como marca o novo eompromiss i,
que |.i < acha coiilirmado pelo Kxm. presidente da
proviucia ; assim como tambem fai ver a iodos os ir-
maos que i receberam as sua- carias paleules o que
anda nao deram a quota marcada pela mesa, que he
.i?000,para a edilicaoao de calacumb.is. hajam de o
fa/.er, pois o nao fazendo niio terao direilo as mes-
m.ts, porque nao havendu esta coiilriliuirno lera tic
ficar esla importante obra parada, e sem irmanda-
de poder finalisa-la por llio fallnrom os meios ; < as-
sim como lodos os irmaos que anda nao receberam
a* mostnasarlas por se ignorar i- sin- morada*, ha-
jam de procura-las na rua oslreil.i do Rosario, so-
brado n. 11, ou na rua tle Aguas-Verdes u. 11. Re-
cife idcjunhu de I8jj.
O abaixo assignaJo fjz publico, que lendo di--
solvido a sociedade que liulia com sen mano Vicente
Mentios Wanderley, no armazem de as-ucar da rua
do Bruin n. 20, contina por si sii, e sob sua tirina e
responsabilidade com o mesmo armazem, e espera
que nao deitara tle merecer a confianoa com que os
satis freguezes o teem honrado. Recife 20 dejunbo
de I8V>.Joo da Cunha ll'anderley.
_Aluga-se o segundo andar da rua do Padre
Floriano n. 21 : a tratar na rua do Collegio n. 1,
loja.
Precisa-se de urna mulher de moia idade para
o servico de urna casa de pouca familia, tanto de ca-
sa como de rua : na rua dos Martyrios, taberna
a. 36.
Precisase de um feilor que enteuia tic planla-
cOes : a Iralar na rua do l.ivrameuto n. 14. Baga-
se bem.
yuem annuncion nesle Diario querer comprar
formas e mais preparo* de fazer velas de carnauba,
dirijaso a rua do Qucimadu n. 30.
Quem precisar de om caixeiro brasileiro, que
sabe oscrever, Tallar correctamente a lingoa francesa,
c igualmente possttindo totlos os requisitos necessn-
rios para poder escrever o Tallar com a maior perfei-
cao a lingua portuguezi, enlendendo alguma cousa
da lingoa injloza. dinja-se rua to Trapiche n. 36,
segundo .ni lar, das 9 horas da manhaa al as 3 da
larde.
Prccisa-se de urna ama enzinheira : na ruji dt
Cadeia de Santo Anlonio, sobrado n. 1, confronte a
ordcmJerccirnie S. Francisco. -
CIDADE DA iTCTORlA.
O abaixo assignado agradece ao lllm. Sr. Francis-
co de Barros Correia do (Jueiroz te-lo proposlo alte-
res da guarda nacional, por quanlo nao foi com-
suliado nem Ihe pedio, ante* pelo contrario loe man-
dou urna carta pelo lllm. Sr. Francisco Ce Amorim,
pcdinilo-lhf ooiii loda instancia que o nao propozesse.
por quanlo tinha tleroquercr sua reforma de lente
do eaquadrSo de eavallttia por motivo justo que li-
nli.i i alegar, e desde j declara que nao aceita osle
nem outro qualquer lugar que seja proposlo por Siur.
Cidade da Victoria 15 dejunbo de IB35.
Manuel Jos Pereira^Borges.
Perdeo-se no dia 17 do corrente, da rua da
Dorio at a do Collegio, orna poloMra de ouro cha-
Jolas.
Os abaixo asiignadus, dooos da loja de ourives, na
rua Jo Cabus n. II, confronte ao pateo da matriz
e roa Nu\af f.tzein publico, qu estn sempre sorli-
do- doi mais ricos e inelhorcs foslos de loda* as obra*
de ouro iiecossarias, tanto para senhoras, como para
hoiiuiis c meninas, .oalinaaoi os precos memo ba-
ralus tumo lem sido ; passar-se-ha nina conl com
responsabilidade, especificando a qualidade do ou-
ro ue 11 a l&quilates, ftcando assim garantido o
coiiipradorse apparocer qualquer duvida.
Seraphim Irmao.
Os abaixo assignadus derlarnin que dissolveram
ainigavelmeule a sociedade quetin'ham no arinazeD)
tle assucar e cscriplorin, silus na rua da Cruz e do
, lii um, sob a firma commercial de Wandjirley & Ir-
la, rom quasi una poilegada tle largara, e esmaltada mo, ticando a caigo tle ambos a liquidadlo lo acli-
de azul claro : quem a adiar, peder levar ;i ruado voe passivo da mesma sociedade. Recife 1.1 de juulf.t
Collegio n. 9, que sn recompensado. ; tle 1855.I'iienle Mendes llanderlvj, Joao da Cu-
13'J.
Aluga-se o torooiro andar da casa da rua da
\ tgano n. .,, proprio para familia : a tratar no
meiro andar d.i mesma.
pri-
O Sr. que eslevo vendo o fogo do sobrado da "'"* "<""lerl*y- .
to7B V7 SU!?.6 'ra"r Ci>av Cm U_ No c"Senho ,'ali5la- Istoadistanto desla
ru,sndaVr, nVn 11 qnen.presencia* as cl,,a,|e, ha dous sitios vasios, proprio para lavrado-
nto'ee YZnu iZ' 'eV es'e; "r0-"'C re<- "'"lo vivend*.5enz*ala,.'com propor-
^eVo'Z^p.Z^'''*'^- "" Ces para fazer d.iOO al.ts-l paes fe assuca^ seo-
H 'utii-o- do de ptima produrco : quem pretender qualquer
Faz-se bolo tic S. Joaoe cangira i\c milho ver- delles. pode dirigir-se ao mesmo -jngeuho, a tratar
de, muilo bem feila : ua cidade de Olinda, atraz do ro1." proprelario dos mesmos.
Amparo n. 11. .. ,
Cozuilia-se para i ou .> pessoas, com mulla per-
Manoel Jos Dias de Carvalhn mudou a sita la- fcirSo e a gostode seus douos, fazom-sc bolos de S.
a rua, Direita n. 93, para a mesma roa n. | 'oSo, arroz de leite bem feito e enfeilado, e mais o
necenario perlencentc i eozinba, e promelle-se sa-
tisf.i/.cr aos que se dignarem procurar, v por presos
eommodos : quem pielendcr, dirija-se rua da Ma-
dre de Dos n. 36, que se dir quem quer cozinhar.
Srs. redactores.Em resposta aos repetidos
annuncios do Sr. Miilhias Lopes da Costa Maia, no*
quaes elle se inculca meu credor, rogu-Ihes se sir-
van) de publicar as declaraoOes feilas.poucosdias an-
ua muri.por Eduardo da Cn-la Oliveira. que
em perfeila harmona com os depoimenlos
dos -enhores Dr. Jos da Costa lloarado e Joaquim
Teixeira Peixolu, ao que accrcsccntarei nicamente
que leudo cu opposto embargos de falsidade da lel-
lra a acrao queme niove o tJito'senlior Malhi.is.loram
os meus embargos recebidos sem condemoacao, o
desta sentenca aggravando de pelic.io o mesm Sr
o tribunal da retaran obrando com a sua coslumada
juslii a, denegou proviincnto ao seu aggravo. Sou,
senliores redaelores, sua alienta veneradora
Leopoldina Maria da Costa Kruger.
Diz 1). Leopoldina Maria da Costa kruger, que a
bem de sen direilo se Ihe faz necessario, que V. S.
mande que o cscrivao ta subdelegara lite passe por
ccilidao o lltcor tos dous termos tle di-rlaranjcs fei-
las por Eduardo da Cosa Oliveira.
P. a V. S. Sr. Dr. subdelegado da freguezia de
Santo Antonio, assim Ihe defira. E R. M.
P.isse.Subdelegara de Sauto Antonio 12 de ju-
nho de 18.1.1.Dourado.
Francisco de Jarros porrea, cscrivao da subdelega-
ra da freguezia do SS. S. do bairro do Sanio
Antonio do termo d.i cidade do Recife de Per-
nambui'o, em virlude da le ele.
Certifico ser o Ihcor dos termos pedidos por rer-
lido do theor c forma segninlc :
Termo .le declarado.Aos 28 dias do mez de
maio de 18>1, uesla cidade do Recife de Pernambuco
em a roa das Onzas, casa da residencia de Eduardo
da Curta Oliveira, onde foi viudo o subdelegado sup-
plenle da freguezia de Sanio Anlonio, o Dr. Jcs da
Costa Dourado, comigo escriv.'to do seu cargo, a
chamado do mesmo Eduardo da Cosa Oliveira, alii
por elle,om presenca da lestemunhas abaixo assig-
.nadas, disse que achai do-se em perigo de vida, e
sendo necessario para descargo de sua conscicncia
e poder obter a absolvicao de suas culpas.declarava
vre ecxponlaneanionte, visto como se via approxi-
mar o derradeiro instante do sua vida, que sua en-
tibada Leopoldina Maril da Costa Kruger havia en-
dossado urna lellra de qualro conlos e oilocenlos
mil ris, cuja lellra como nao podesse ler vigor,
visto como ella comoviuva que he, nao poda ser
ci. lii.-ante, mas sini acceilante, inulilisara elle de-
clarante aquella, c Ihe aprcsenlara urna outra para
que ella acceitasse, ao que ella se negara, c nada
Precisa-se de urna ama para rasa do pouca fa-
milia, paga-so bem : a tratar no paleo do Terco, so-
brado de um andar n. 13.
INTORMAgO'ES OU RELACO'ES
SEMESTRES.
Na livraria n. fj e 8 da praqada In-
dependencia, veride-se relaces ternes-
traes por preco txtmmodo, e querendo res-
mas vende-se anda mais om conta.
WrMEOL
Esla n.i prtlo o compendio de Inslilutiones Juris
Civilis. por D. lo. Petri Waldeck que serve de
compendio ,i cadeira i\c Direilo Romane, instalada
de novo na Facultlade de Direilo snbsereve-sen
i-, pagos naoccasao da sobscripfSo, apara
conimoihi to- senliores acadmico*enlregar-ee-hao is
fulhas impressas de K paginas n.. livraria da praca
da Independencia n. 6 c 8, n proporejto que lorem
salando do nrlu.
s.
lo.
Rollosde S. Joao ricamente enfeilados
|ior preco cominodo, Ihjhs e heni (ettos
pasl sde nafa. Iiaiitlejas di; bollos de tO-
das as qualdades, enfriadas, com ricos
ramos de atlinins, prezunlosdc liambre,
bollos c doces d'ovos de todas as qualda-
des, a contento : os prMendenles dirijam-
se a iita das Cruzes, Casa da esquina de-
fronte da praca da Independencia segun-
ro andar, becco da Poli:'.
Precisa-se de urna preta cscrava para ama de
urna casa de pouca familia, que faca o servico inter-
no c externo de mesma : a Iralar ua rua do Rongel
taberna n. II.
Roga-se ao J. F. S. J. de vir pagar a Vicente
Fcrreira da Costa, a quanlia tic 7(*>j6(> rs.
Na roa Direita sobrado tle um andar n. 33 ao
p da botica, faz.cm-se bolos de S. Joao, de diverS II
qualidades-e bonitos modello*, cnleiladas com ca-
pellas do allinits, ramos llores ; ni mesma se laz
bandeijas de bolinhos lano do armacao romo raas,
enlodadas do bom gosloe baratos precos; lambcm -o
faz pastis de nala, arroz de leite e doces de lodas as
qualidades.
LOTERA DA MATRIZ DA BOA-
VISTA .
/' Corre \espera de S. Joao.
O caulelisla da casa da Fama Anlonio da Silva ,
t.muanles avisa ao publico, que a lotera cima cor-1ll0,,vc 1|le P^esse convencer a faze-lo, em come-
r nu dia 23 do corrente, respede 9. JoSo ; por-1 flU" do que houve alguom que so olTerecesse
tanto, qoem qoizer vera *ua sorte habiliU-se com para Ihe falsificar a firma, o que de fado Tez llr-
o son numero, pota > occasiiU.....propria, e acham-; mailu0 a tettra de igual quanlta, que fora descon-
se a venda bilhelt-s, meio", quarlos, decimos e rige- ; ., ... _
rimes, as segointe* caos: aterre da Boa-Virta-n. U *'* em roSo 'le Malhias Lopes da Costa
18, roa larga do Rosario n. 26, praca da Indepen- Maia. que boje acciona a referida sua runhada para
dencia n. 11 cid. rua do Collegio u. 9, o rua do i haver de se pagar da quanlia constante da lellra que
Rouge! i., .-.i. Os son- bilhelcs e cntelas solTrcm o desconloo, as.m como tambem deelarava que a 1*1-
Sr.
Pergunla-se ao Sr. adinini-lrador da mesa de
renda, se mandando a lei inalricular de novo os es-
critos de .*) em ."> anuos, se elle deve servir-se da
matricula velha, pois ueste (aso nao he matricular
e sim rever como se eostoma fazer animalmente.
Quando a lei nao distingue ningucm podo distin-
guir, c mandando osla matricular de novo, claro lica
que de naJa vale a matricula antecedente.
O prejudicado.
O Sr. Francisco Soller de Figueircdo Castro
queira procurar urna carta me lem, vinda do Rio
Grande do Sul, na rua do Collegio n. J, visto nio se
saber de sua morada.
Precisa-se por aluguel do tuna es.-rava que sai-
ha engommar e coziuhar : quem livor annuncie.
.lo-c Francisco Arruda da Cmara pude ser pro-
curado por quem quer que desejar faljar-lhe sobre
nogocin ou otitrrt qualquer cousa, Jas 1) horas da ma-
nilla alo n 6 da larde, em seu escriplorio, rua es-
trella do Rosario n. I!).
Faz-se cangica de milho verde muilo bem fei-
la : na rua Velha n. 36,
O abaixo assignado responde ao infame e in-
sultuosn annnncio. quo contra elle tem feilo publi-
car o Sr. Joao Francisco de Araujo, que em cccatiSo
opportnoa mostrar qual dos dous ser o mentiroso.
se elle Joo Francisco de Araujo ou o abaixo assigna-
do como calumniosamente pretende fazer acreditar o
mesmo Sr. Joao Francisco,ficandu ccrlo o ditoSr. que
o mesmo abis i assignado nao se intimida de suas
bravatas, assim ruino que elle nao he daquolles que
eostoma-Comprar duzenlos e dizer que foram qua-
Iroeenlos.Franeitco Jos de sanl'Anna.
Roga-se ao Sr. GscaMa freguezia de S. Pedro
M.irlyr de Olinda, que lance suas \ islas para a rua
da hita de S. Pedro, c prohiba a pratica abusiva de
se laxar roupa na bica : oulro sim que deas compe-
tentes ortlen* par* o devido aceio, visto que tanta
emundicie incommotla aos moradnro-.
descont da lei.
O Sr. Jos Candido deCarvalno Meleiroitem
urna caria na livraria n. f, e 8da praea da Indepen-
dencia.
Candido Mofeira da Cosa declara que nada
deve ao Sr. Lima Jnior & Companhia, e pode ser
procurado no seu eslabelccimenlo, mi palco do Hos-
pital n. 16.
Troca-se urna boa casa terrea feila a moderna,
tem mu bou) quintal, lu bastante grande, na Roa-
Vista, por outra no bairro de Santo Antonio ou S.
Jos : quem Ihe convier esta Iroca annuncie para ser
procurado.
No hotel da Europa d.i-se comida inensalmente
por preco razoevel.
No hotel da Europa lem mo de racca lodos os
domingos.
Precisa-se alugar una ama loira ou captiva,
para o servico de casa c rua : ua rua do Qucimado
n. 7.
D-se a juros quanlias pequeas, sobre penho-
res de ouro e prata : na na das Aguas-Verdes, casa
o. OJ.
1- urlaram do abaixo *ssignado, residente em
casa de seu pairan o Sr. JoAo Robert, no lugar do
Chacn, o- objeclos seguinte* : 1 tranceln) com pas-
sadorde ouro, oulro tlilo de prata lamheiii rom pas-
sador liugindii um holn, 1 par tle livclas do prata
com coirenles tambem tle prala para suspensorios, 1
anuelao tle ouro lavrado com diamante, 1 botAo de
abertura rom diamante pequeo, laiubem lavrado, 1
corrente do ouro para rologio com chavo do mesmo
metal, .i-sim como a quanlia de 8<)?00(), sendo 109
rs. om ouro, > notas do lliesouro de 101)2000 cada
urna, e o reslo em oulras notas iguaes de diversos va-
lores : quem liver noticia riesses objeclos ou os ap-
preheuder, dirija-se ao mesmo abaixo assignado, que
sera geuerusamenlo recompensado.
Antonio Dominguet da Silva.
Precisa-se comprar ou aforar um terreno de
110 a 160 bracas de largura, sem bemfeitoiias ou
com puncas, a margem to rio ou prximo a embar-
que, proprio para plantarles de caima ; quem o li-
vor o qtitior fazer algum dos mencionados negocios,
dirija-se rua estrella do Rosario n.7.
Precisa-sede -1 cscravo* para os serviros de nm
sitio prximo a Casa-Forlc, c'2 livres.com preferen-
cia da* libas, para urna olaria : ua rua eslreiu do
Rosario 11. 7.
Casa da aleiico,paleo do Terco n. Ili.
O abaixo assignado faz \er a tpi'.m inleressar pos-
sa, que a reviso finalisur-se-ha 110 dia :l(l do corren-
le, segundo o di-posto 110 artigo 2." titulo II tas pos-
turas municipaes, e que Pind este prazo incorrero
os conlravenlores as penas do mesmo arligo. Re-
rife 16 dejunbo de 1NV>.
Pra.redc% da SUca tusmiio.
Joaquim da Silva Mour.lo previne a qoem
interessar possa, que lodos os bens do Sr. Jo* Dias
da Silva, movis, semoventes, e de raz, estilo su-
goilos ao pagamento do que elle Ihe deve, pelo que
nao pode o mesmo alicna-los, c nem tle qualquer
forma dispar delles, em prejnizo do annuncianle,
que protesta asar de seu direilo, nullilicando qual-
quer venda ou disposicao desses bens.
LOTERA DA MATRIZ DA ROA-
VISTA.
Aos As rodas da ultima parte da ."i." c primeira da 6."
da matriz da iloa-Visla andam no dia -23 do corrale
mez. Os bilhelcs e cautelas do caulelisla Antonio
i que
Ira que elle declarante iava descontado a Joaquim
Teixeira Peixolo, firmada eacceila por Malinas Lo-
pes ta Costa Maia, figurando como saccanlc elle de-
clarante, era tambem falsa, cujas declararnos elle (a-
zia livre c expontancamente.
E para constar mandn o Dr. subdelegado fazer o
presente termo, em que cu assignci com o decla-
rante, e teslemunlias piesenles depois de lido.
Eu l'rancisco de Barros Correa esrrivao o escrevi.
Cotia Dourado.Eduardo da Cotia Oliceira.
Antonio Teixeira dos Sanios.Joaquim Teixeira
Petxoto.
Termo de declaraco.Aos i dias do mez deju-
nbo de 185.), nesla cidade do Recife de Petnamhuco
cm a rua das Cruzes, casa da residencia-de Eduardo
da Cosa Oliveira, onde foi vinde o subdelegado sup-
plenle da freguezia de Saivlo Antonio, o Dr. Jos da
Cosa Dourado comigo cscrivao de seu cargo, a cha-
mado do mesmo Eduardo, afim de ratificar a decla-
r.ico que fizera a respeito de urna lellra saccada por
elle Eduardo, cceila por 1). Leopoldina Mari da
Costa kruger, e descontada a Malhias Lopes da Costa
Maia deelarava, qu a lellra he da quanlia de qua-
lro conlos oilocenlos e ctenla aiil ris, e nSo-de
qualro conlos e bilocenloi muris, como declarara
primeirmeute, e que recebera do mesmo Malhias
pouco mais de dous conlos de rcis cm descont detsa
letlra, sendo um cont e tanto cm dinheiro, e o rs-
tanle em descont do que elle declarante j devia ao
mesmo Malhias, sendo quo na occisiao do recebi-
mcnlo, este Ihe pedir para lite passar um papel ou
recibo cm que Ihe declara-se expressamente ter re-
celado a quaulia tle i:000, descont dessa le,tlra de
1:8809 t5-' cujo papel elle declarante effeclivamenle
passara, edeve parar em mao do relerido Malhias
Lopes ta Costa Maia, no sentido cm que elle de-
claradle acaba de expender, c que em ludo o mais
ralificava sua primeira declaraco; emais nao disse
c assignou com o juiz c leslemunhas prsenles.
Eu Francisco de Barros Corroa, cscrivao o escrevi.
Costa Dourado.Eduardo da Costa Oliceira.Jo-
aquim Pacheco da Silca.Antonio Bezilio dos
Sanios.Joaquim Teixeira Peixolo.
Nada mais se conlinha em ditos termos aqu trans-
criptos, que bom e fielmente lirei por certidao do
proprio original, que fica om meu poder e escripto-
rio, ao qual rae reporto, e vai na verdade sem cou-
sa que duvida faca, por mim cscriplo o assignado
nesla cidade do Recife de Pernambuco, aos 1 dias
do mez de junho do auno do i.ascimenlo de Kosso
Senhor Jess Christo de 1855, trigsimo quarlo da
independencia e do imperio do Brasil.O escrevi e
assignci cm f de verdade.
trancisco de Barros Correa.
MASSA ADAMANTINA.
Rua do Rosario n. 36, segundo andar, Paulo Gai-
gnotii, dentista fraucez, chumba os denles com a
mana adamantina. Essa nova e maravilhosa com-
posicAa lem a vantagem tle enchersem presso dolo-
rosa indas as anfractuosidades to denle, adquirindo
em poucos instantes solidez igual a da pedra mais
dura, e permute restaurar os denles mais estraga-
dos coma forma e a or primitiva.
Precisa-se ahisar ifma casa terrea no bairro de
Jos Rodrigues de Souza Jnior acbam-se a venda | Sanio Antonio, cujo aluguel nao exceda de IOjOIHI
mis lujas da praca da Independencia os. i, 13, I i e
10, rua do Oueimado n. 37 A, atorro da Boa-Vi
(a n. 72 A, e as unirs do costume. Os seus bhe-
les inleiros nao sofl'rem o descuido tos 8 por cenlo
nos tres premios grandes, o qual descont s he ap-
plici vol a- -ua- caolela*.
Ililhctcs 59600 Recebe por Inleiro
Meio* 29800 s com descont
Quarlos 19140
Oitavos 72 i>
Decimos 600 o
Vigsimos 320
6:00(1-000
2:760sO(IO
l:-'W0s000
6909000
5529000
O mesmo caulelisla declara, que apenas se obriga
a pagar os 8 por cenlo, da Ici nos premios grandes
0 iifojnmadado.
tanas.
Jo3o P. Vogflev avisa ao re-pcitave! publica, que
om sua caga, na rua Nova n. II, primeiro cidar,
acha-se um sorlimentn do piano- do Jacaranda o
moeno, os melhores que tem alo agora apparecido
ercado, tanto pela sua harmoniosa c forle voz,
como ocla sua con-truccao, do armario e liorisonlal,
dos melhores autor.:- de Londres o i\c llamborgo, os
.|ine- vendo por preco razoavol. O annuncianle
contina a afinar e concertar pianos com perfeiclle.
Precisa-sc de 2olliciaes de eharuleiro; no bec-
co dos Mar!; ros u. 5.
A leuda de lanuciro do largo di asscmbloa n.
In, quo he administrada peloSr. Anlonio do espiri-
to Santo C. modou-se para a rua to Amorim n. 19, ]
e pcrlcucc a Francisco Jos de Paula Cameiro.
l'erniula-se um negro to uao.u. de idade 251
pouco mais on menos, por urna negra de moia \ Entra as obras do grande Feneton, arcehispo de
idade, que entenda de vender n i rua : quem liver Cambra]. merece mui particular meneje o(rajado
da educaran das meninasno qual este virtuoso
pro! ido ensina rumo asmis devem educar sua- fi-
por mez ; paga-se 6 mezes ou 1 anuo adiaolado :
quem liver annuncie.
SOBRE
AS INSTITWCO'ES Di: DIKEITO CIVIL,
POR
WALDECK.
Esla obra muilo concorrera para que os estudan-
l"- do primeiro anno da FACDLBADB DK Dl-
RKIIO. melhor possam comprehendei as prelec-
ees de seu diguissimn lente. Subscrcvc-sc na
que sabirem em seus bilhelcs Inleiros em originaos,
devendo o possuidor do bilhele receber do Sr. ihe- \ praca da IndepauieDcia leja dr*livroVn. urt-
- riroiru o sen respectivo premio. 0 IO9OOO rs.. e salara a primeira folha logo que
No hotel da Europa lem saiaa o quarlos para
aluguel, com comida ou sem ella, por commodo
preco.
EDUCADO DAS FILHAS.
annuncie para -er procurado.
A pe-oa quo aniiimriou querer dar a menina
do 5 aiino- para educar, pode dirigir-se .1 Capunga,
1 casi de D. Maria. mertra, que achara 00111 quem
tratar.
Aluga-se um ptimo prclo e=crnvo para criado,
bem moco : quemoquizer alug.ir. eitenda-se com
Jos Marinnno ds Albuquerque, na rua 'la i 'nio.
ibas, para um tlia chegarem a oceupar o sublime
lugar de mi tle familia : lorna-se por tanto nina
neeossidade para toda as pssonsejoe tlesejam bq-
a-las no verdadeiroraminho da vida, fisl a refe-
rida obra tradatid t^) portaguez, o vende-se na
livraria da pra^a da independencia n. C e 8, pelo
diminuto preco de 800 rs.
a- Bsgnatoras cbci:iicm para o cusi da impres-au
do voluinc.
O procurador da cunara municipal
desla cidade, ava a todas as pessoas en-
carregadas detirarem ntas de culinns
para 0 remteos publico, que aclia-s<:
todos os dias uteis no paco da nesrr.a c-
mara, na 111a Nova, desde as 9 liorasda
manhaa as Ti da tarde, para aviar-se de
prompto a todos que para isso o procura-
iem, e nos dias de guarda, na rua'de S.
Gonciill, casa terrea n. II, as mesmas
horas.
_^^



r r* \
JiniOSt PEiftUlUCBO, QUINTA FEIRA 21 fc JUNHO t 8b5


MrOPATHUO 1)0 BRASIL.
TIIESGUKO HOMEOPATHICO W
ou 0
VADE-MECl 1 1)0 <$>
HOMEOPATHA. <$
Mtlhoo concito, claro c seguro de cu- (sj
rar hnmeopathicumente lodo* as\totfslia /.*
que af/tigem a especie humana, c part- "?
) ciilr.rntente aquella le reinan! no Bra- A
. sil, redigido- segundo os melhoies traa- ;*7
I dos de homeopathia, Linio europeos romo sjv)
i americanos, e segundo propria ciperi- *.
*i:cia,, pelo Ur. Sabino Olegario I.misero "''
I l'ithc Esta obra lie boje resonhecida co- ^)
i ido a inelbor de todas que Iralain daappli- a
' cacijo homeopalhica no curativo das inn- *#*>
| leslias. '.O curiosos, principalmente, uao &i
podam dar um passo seguro sem possni-ln c 75,
coasu|U-ra. Os'pais de familias, os senlio- *
| res de encubo,, sacerdotes, viajantes, ca- V
pitaes de Havios, serlenejos etc. ele, devem rL
te-la Bato para, occorrer prompUmcntc a $7
| qualqucr caso de molestia. //*
ous volume! cm brochura por 103000 jj*
) cnc.idernados 115000 lA
i Vende-se nicamente em casado autor, A
ra de Santo Amaro n. 6. (Mundo Io- W
II
Aviso ao respettavel publico.
JoSo Lu* Ferreira Ribeiro, com padaria no largo
de Santa Cruz n. 6, confronte a igreja, alm do bom
pao e bolachas de lodos os tamanlios, se aclia muni-
do de um liomem que enlendc perfeilamcnle de fa-
zer botinbos de todas as qualidades, pasteloes, enfei-
ta bandejas pira bailes, amendoas, confeitos, e ludo
inais de sua arte ; por isso avisa o dono do eslabele-
cimento a todos os saos freguezes, que vende ludo
por menos preco que em qualqucr parle, tanto em
porc,.io como a retalho ; assim como na me-ma pa-
daria se fabrica bolachinba de araruta muilo bem
fcila, biscoitos, fatias linas ele.
I J. JANE, DENTISTA, S
tft routiima a residir oa ra Nova n. 19, primei- i$
$ 10 .mJar.
rs i
Precisase de urna prela esrrava para ama de
una casa de familia, quo faca o servieo interno e
externo da inesma, pacaudo-se-lhe 320 rs. por ia :
a tratar na ra do Collcgio n. 3, primeiro andar.
Casa de consignacao de esclavos, na* ra
dos Quartcis n. 2-V
Compram-se e recebem-se escravos de ambos os
t-eos, para se venderem de commissao, tanto para a
provincia como para fra della, ofleiccendo-sc para
sito toda a segurauea precisa para os ditos escravos.
No hotel da Europa pre:isa-se de um liomem
que tome conta do porta, daiido-sc-llie roupa, comi-
da, casa, etc.
O Dr. Ribeiro, medico pela uuiversidadede
Cambridge, contina a residir na ra da Cruz do Re-
cite n. 49, i," andar, onde pode ser procurado a
qualquer hora, e convida aos pobres para consultas
gratis, c mesmo os visilaquaodo as circunstancias o
eiijara, faz especialidade das molestias dos olbos c
ouvidos.
($7 O Ur. Sabino Olegario langero l'inlio, (i)
iA mudou-se do palacete da ra de S. Francia- ftg.
co n. 68A, para o sobrado de dous auda- W
resn.ti, ruade Sanio Amaro, inundo novo. (55
CONSULTORIO DOS POBRES
5 muj. xffov*& & amB 5.
O Dr. P. A. Lobo Uoscozo di consultas bomeopalbicas lodos os dias aos pobres, desde 'J betas da
inanli.ia alc.o meio dia, e em casas extraordinarios a qualquer hora do da ou noite.
Ollcrecc-sc igualmente para praticar qualquer operaran de cirurcia, t acudir promplamente a qual-
quer mullier que esteja mal de parto, c cujas circumslaucias nao permitalo pagar ao medico.
SO CONSULTORIO DO DR. T. A. LOBO fflOSCOZO.
50 RA NOVA 50
VENDE-SE O SEGUIRTE:
completo de meddicina homeopathira do Dr. (1. II. Jabr, traduzido em por
Manual
luguez pelo Dr. Moscozo, qualro voluntes encadernados em dous c acompanbado de
um diccionario dos termos de medicina, rirurgia, anatoma, etc., etc.
20JO00
Esta obra, a mais importante de todas asquetratam do esludo c pralica dabomeopatbia, por ser a unir
qup rnnlein abase fnndamcnlal d'esla doutriuaA PATilOlirEINESIA OC EI-TEITOS OSMEDICX-
MENTOS N<' RGANISM0E1I ESTADO DE SAL" 1)3ronhecimenlos que nao podem dispensar as pea-
loas que sequerem dedicar i pralica da verdadeira medicina, inleressa a todos os mdicos que quizerein
experimentara rfoulriua de llabncmann. e por si metaos se coiivencereni da verdade d'ella: a todos os
fazendeirosesenhores de_ engenho que esl.tolonge dos recursos dos mdicos: a lodosos ca pitaos .Ir navio,
que urna ou oulra vez nao podem deixar de acudir a qualquer inrommodo sea ou de scus tripulantes :
a todos os pais de familia que por cirrumstaucias, que nim sempre podem ser prevenidas, sao Abriga-
dos a prestar in conlinenli os primeiros soccorros em suas cufermidades.
O vade-merum do bomeopalba ou tradcelo da medicina domestica do Dr. Hering,
obra lambem til s pessoas que se dedicam ao esludo da bomeopalbia, um volu-
nte grande, acompanhado do diccionario dos termos de medicina...... KQOOO
O diccionario dos termos de medicina, cirurcia, anatoma, ele., ele, encardenailo.. Me Sem verdaileiros e liern preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro Da pralica di
bomeopatbia, c o proprielario deste cstabcleeimcnlo se lisongeia de le-lo o mais bem montado possivel e
nineuem duvida boje da grande superioridade dos seos ni. dic menlos.
Rolicas a V2 lobos grandes..................... SJiOOO
Boticas de -2i medicamentos cm glbulos, a 10J, li* e l>5000 rs.
Ditas 36 ditos a.................. ^OJtKX)
Ditas 48 ditos a.................. "?ihh>
Ditas 60 ditos a................ :i(l>(KKI
Ditas 14i ditos a.................. BOSUO
Tubos avulsos.......... .............. 5 (., 1
Frascos de meia nuca de lindura................... SjaOOO
Ditos de verdadeira tinctura a rnica.................. ^)tNt
Namesmacasa lia sempre i venda grande numero de tubos de eryslal vidros para medicamentos, e aprompta-sc qualqucr ciirommenda de medicamentos com loda a brevida-
dc e por presos muilo romtuodos.
Novos livros de bomeopalbia uicfranecz, obras
todas de sumira importancia :
ll.ihiieniann, tratado das molestias ebroniras, 4 vo-
LOTEHiA DA MATRIZ DA BOA-
VISTA.
Ao$:OOOsOOO, 2:000000, e l:000000.
Corre indiibilavelmenle sibbado, >", de jiinbo.
O raulclista Salustiauo de Aquino Ferreira faz
- iciile ao respeitavel publico, que as suas cautelas
esli sujeilas ao dcscoulo deloilo por cento do im-
posto da Ici. Os seos bilhetcb inteiros, vendidos era
originaes, nao sofTrem o desoonto de oilo por rento
do imposto Reral. Affhafi sea venda naa seguinlcs
lojas: ra da Cadeia do Recil 11. 2, :I8 c Vi ; pra-
ca da Independencia 11. 37 1 3!' ; ra do l.ivra-
mento n. 2 ; ra Nova 11. i c 16 ; ra do Quci-
mado n. :t!t e 44 ; ra estreil 1 do Rosario n. IT, c
no aterro da Boa-Vista n. 74.
Bilbetes 5s8t)tt Rece Cl por inleiro 6:O0OJ
Meios 580(1 ni Jesconlo 2:7603
Ooarlos |l?ii4 u 1
Ouinlos i-iro <> 1:10*
Oilavos 7 JO ML-.
Decimos 600 552
\ igesimos 320 > >> 271.5
O referido caulelisla s be responsavel a pagar os
01 to por cento da lei nos tres primeiros premios
grandes sobre os seus bilbetes >elididos em origi-
naes, logo que Ibe fr aprescnladn o bilhete inleiro,
indo o possuidor receber o respectivo premio que
netle sabir, na ra do Collcgio n. 15, escriplorio
do Sr. tbesourciro Francisco Antonio de Oliveira.
IVciiambuco ti! de junlio de 1855.
Salusliano de quino Ferreira.
Precisa-se alujar ditas escravas : na
tita de Santa Cecilia n. 1 \.
aocooo
69000
750IH)
690 m
69600
S?IHXt
ICjtflK
lumes............
leste, irolestias dos meninos .
Hering, bomcopaibia domestica.....
Jal.r, pharmacopnbomeopatbica. .
Jabr, novo malina!, 4 voluntes ....
Jalir, molestias nci \osas.......
Jabr, molestias da pelle.......
Bapou, historia da bomeopalbia. 2volumcs
llarlhmann. tratado completo das molestias
dos meninos..........
A Teste, materia radica liomcopathica. .
De Favolle, doulrina medica hoineopalbica
Clnica de Slaoneli .......
Casting, verdade da homcopalhia. .
Diccionario de N>sten.......
Attlas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, contendo a descripc,ao
de todas as parles do corpo humano .
vedem-se lodos estes livros 110 consultorio homeopa-
lliico do Dr. 4.ol.o iloscoso, z^ua Psova n. 50 pri-
meiro auilar.
10500o
8c000
75OOO
69000
45000
10*000
309000
Na ra Bella n. 13, precisa-sc de una ama cs-
crava, que saiba cuziuhar bem.
Joaquim Jos Dias Tereira declara que arre-
matou em lcil,1 > Je 9 do correte todas as dividas
activas que deviam a Antonio da Costa Ferreira F^s-
Irella. com taberna na ra da Cadeia do Recife, e
- nivida a lodos os devedores do dito Estrella, lano
da raracomo do mallo, para que venham panai s
ao annuncianlc, com a maior presteza possivel, 11111
decvilarem maiores despeias, pois prometteter toda
a coulemplarlo com os que forem mais promptos
na- seus pagamentos, podendo-se dirigir-se ao an-
nuncianle, no aterr 1 da Boa-Vista, loja n. I '1.
Na rua de Aguas-Verdes sobrado de
mn andar 11. ii, arinain-se banilejas de
bollos rom toda a perfeirao c faz-se bollo
de S. Joo.
COLLEGIO PARA MENINOS, EM VVA-
DSBECK, SL'BUKBIODEIIAM-
URCO.
0 abaiio nssignado tem a honra de participar ao
publico, que luiidou o seu collcgio ueste anuo, de
llamburgo para Wandsbeck, e esl agora habilitado
de poder aceitar mais alguns pensionistas. A situa-
rlo do lagar he a mais saudavel de todos os arrabal-
des de llamburgo, c a distancia dessa ridade permit-
a o gozo de todas as vanlagens das ridades grandes,
assim como ella iinpossibiiita o gozo das desvanta-
gens para meninos. Ao entrar ro rollegio os meni-
nos nao doran ter excedido a idade de 10 annos, e
maior cuidado e zelo se cinpregara em favor debes,
nao s para o seu bem physico como intclleclual,
Falles lera* lices em todas as lincuas modernas, his-
toria, geographia, historia natural, malhcmalica,
1--1111 como os principios necessirios para o coi........-
ci, ou as linguas antigs, sciencia das antiguida-
ik", pliitosophia, etc., como prepaios para o esludo
na universidade. Ai despezas do ensino. sustento e
asa importara cm 1,000 marcos,5005000 pouco
mais ou meuos. Os pais deverao dar roupa, as-im
como pagar msica c ensillo de dan-a, caso o dese-
jem.C. ft'olckthausen.
Eslc collcgio podemos recnmmedJar .is pessoas que
queiram dar urna cducarAo ciemplar aos scus Tilhos,
por ser um dos melborcs na Allemanha, e ollerece-
mo-nos a dar todas as ioformaces a quem precisar :
11a rua da Cruz n. 10.
PIANOS FORTES.
Bruno l'raeger & Companbia, rua da Cruz 11. 10
lecommendan as pessoas de bom gnslo, seu escollii-
\q sortimento dos melhores pianos, tanto borison-
taes como verlicaes, que por sua solida ronstrnrcao
e barmoniosas vozes, assim como por sua perfcila
obra de mao se dislinguciii. Todos estes pianos sao
leitos por encommenda, escolbidos e examiuados,
e por istu 1 iv res de qualquer deleito que se encoulra
limitas vetes em os pianos fabricados para expor-
tado.
C. STALIK & C.
respetosamente annunciam que no seu ezlcuso es-
labelccimcnlo em Santo Ainaro.roiitiuiiam a fabricar
com a maior perfeirao e promptidao, toda a quaida-,
de de machinisiiio para o uso da agricultura, na-
vegaeta e manufactura; c que para maior commodo
de seus numerosos freguezese do publico cm gecl,
teem aberlo cm um dos grandes armazens no Sr.
Mcsquila na rua do Bruiu, atraz *do arsenal de uu-
rioha
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dito seu estabeleciineulo.
All ucbaMo os compradores um completo orli-
ment de moendas de caima, com lodos os meliiora-
nicnto- abuns dcllcs uovos e originaM] de que a
experiencia de Mitos anuos Icm mostrado a mi es-
-idade. Machinas de vapordc baix.i e alia pri -<.
I.uxas de lodo lam.inho. tauln batida) como fundi-
d,i-, cirros de mao o ditos para conduzir lorina- de
assucar, sMchiBtB para moer mandioca, preis pa-
ra dito, fornos de ferro batido para farinha, arados de
ferro da mais appiovada constiiM'cao, fundos para
alambiquen, envos o portas pala loinalbas, o urna
inlinidade de obras de ferro, que seria enfadonlio
enamcrar. No mesino deposito existe una pessoa
lotelligenlc c habilitada para receber Indas as en-
i-ommendas, ele, etc., que os ainiuncianles contan-
do com a capacidade- ile suas ollicinas e macbinismo,
e pericia de seus ofliciacs, se comprometiera a fazer
execular. com a maior presteza, perfeirao, e exacta
cooformidade com os modelos ou deseubos.c inslruc-
(001 que Ibes forem forneridas.
NA MESMA II NMCA'O.
se execulam todas as cncomnicndas com a superio-
1 idade j couhecida, e com a devida presteza c com-
modidade em preco.
DENTISTA. 1
V l'aulo daigiioiix, dentista francez, eslabele w
9 cido#na rua larga do Kosario'n. 36, segundo
8) andar, enlloca lenles com gengi vasar ti lii'i.ies, ft
@ e dentadura completa, 011 parte della, com a
St pressan do ar. Qf
g Rosaiio n. 30segundo andar.
W9 i; S @ K ?; ct -. S 2 C" 3 tf
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrar de Albuquer-
ijiu'imikIoii a sua aula para a rua do la 11-
gel 11. 11, onde continua a receber alum-
nos internos ec.v temos desdeja' por me-
dico preco como lie publico: (tiicn se
quizer ulilisar deseu pequeo prest i 1110 o,
pode procurar no secundo andar ta refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias ulcis.
Est a sabir a luz no i'.io de Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
EXTKAHIDO DE RUOFF E BOEN-
NINGHAUSEN E OTROS,
c posto em ordein alpbabeli.-a, com a dCdipcao
abreviada de todas as molatiaa, a iudicac.10 pbvsio-
losica e lli.-rapeutica de lodos oS medicamentos lio-
meopalhicos, seu lempo de acejio e concordancia,
seguido de ura diccionario da signilicac^o de todos
os termos de medicina e cirurgia, c posto ao alcance
das pessoas do povo, pelo
DR. A. J. DE MELLO MORAES.
Subscrevc-sc pura esta obra no consultorio humeo,
palltico do Di. LOBO MOSCO/O, rua Nova n. 50-
primeiro mular, por 55000 em brochura, e t>5000
eucadernado.
RAPE GROSSO, MEIO GROS-
SO E FINO.
Viuva Pereira da Cttnba, cncarregada
da venda deste rap, avisa a seus fre-
guesa que o deposito se aclia prvido de
todas estas qualidades, e que para mais
commodidade acaba de estabelecer um
outro deposito na rua de' Apollo, arma-
zem n. 2, onde poderao encontrar todas
os mencionadas qualidades ao preco ja'
estabelecido, de I|280 o grosso e 900 o
lin, de o libras para cima.
No hotel da Europa Icm comida a toda a hora,
pelo prejo marcado na tabella, um pelisco de 320
para cima, cha e torradas 3J0, caf com leitc e torra-
das 320, bife de cebolada 1120, dito de grclba 320,
ovos estrellados 2i0, presunto de hambre 100 rs.,
pcixe 400 rs.
Vende-se ana prela de meia idade, que sabe
lavar de brrela, eii-al.oa e coxinua sollrivel o diario
de ulna rasa : na rua das Cinco l'otilas 11. das 3
horas da taide cm diaule.
Vende-te uma arroacAo propria para taberna
na rua Diieita 11. 93; a tratar na inesma rua 11.139.
\cnde-se nina esrrava nimia, de 2(> anuos,
sendo perita engoniraadeira, cozuibeira, doceira e de
"plana conduela ; na rua de Hurlas 11. .
Vndein-e be-tas crioulas, mansas, de engr-
nliu, gordas e boas : quem pretender, dirija-.e ..
praca do Corpo Sanio, ca-a n. (i, escriplorio de Ma-
noel Ignacio de Oliveira, que .lira onde se di vera
ver.
Vendcm-se 2 pipas arqueadas .le ferro, do aun
de agurdenle, 3 b.rris do me.-nio. i braco de Imbui-
r de balean, pesos c medidas dr f.lia, 1 callao com
vidros 011 mostrador para gneros, e oulros ohjrclos
que restara : na taberna da rua Direila n. 2, das 3
horas da larde em (liante.
No aterro da Boa-Vista 11. SO, Tcudem-se la-
tas rom sardinlias france/.as. ltimamente ebegadas
a 700 rs. a lala, o meias latas a 480, nozes a sil rs. I
libra, passas moscitois a SII a libra, cli.i prelo em
niazos de meia libra a 960 maco, muilo superior
chocolate de Lisboa a lOOrs. a libra.
Attencao ao barato.
Na rua do Crespo n. lti, loja da esqoina que volla
para a rua das Cru/es, vendem-so cas.os francezas
de milito bous pa.lres e fa/.enda nova a 320 o cava-
do, saias bordadas de muilo costo o superior fazenda
a '155OO cada una, cric- de bares* de seda com ba-
bados, fazeuda modernissima, a 85000 o corle, man-
telete* de seda pretns e de cues, e de bullus mde-
los a (5OOO cada um, lenrinhog de seda com franja
* 500 rs.cada um, bros de linbo comnpiinos pa-
droes c fa/i'ii I 1 inteiraiii. lile nova a (iiO a vara, o
cidras militas fazendas. que .i Vista do comprador
se vendern por muilo monos do (ue cm oulra qual-
quer parle.
A El.l.KS. ANTES QUE SE ACABE1I.
Vcndem-secorles de casemira de|bom goslo a 29,500
I- r 5|00O-o corle ; na rua do Crespo 11. 6.
Vende-se uma carraca com um boi :
do viM-iro do Muniz.
no sitio
COMPRAS.
Compram-sc palacfles brasileiros e besparihes,
mexicanos e moedas de 5 francos : na ruada Cadeia
loja de cambio n. 38.
Compra-se a historia sagrada por Rayaomon-
le, diccionario inglez por Vieira, c seleela l'ranceza,
ludo cm meio uso : 11.1 roa Nova 11. I.
Comprae elementos de geometra cm portu-
guc/, por Lacrois : na rua do Collcgio n. ti.
Casa de comtnissao de escravos na rua do
Livramento n. \.
Compram-sc scravoi de ambos os sesos, de 12 a
30 anuos, sendo boas figuras pagase bem, lambem -e
.recebara para vender de commissao para dentro c
fura da provincia, ollercceudo-se toda a seguraina
precisa para os ditos escr-vus.
Compra-se prata brasileira ou Jiespanhola : na
rua da Cadeia do Kecife n. 5i, loja.
Compram-sc qs preparas para o fabrico de ve-
las de carnauba : quera livor e quizer vender an-
nuneie.
Compra-sc uma esrrava que uao seja mudo
moca, que tenba de costme ve jiler agua e pagar se-
mana, para que se dar bom (rato : quem tiver an-
nnnrie para se procurar, ou levo rua larga do Ro-
sario n. 20, segundo andar.
J1IVI VUI
Chegi.u .te Franca pelo paquete nina faienda rlei_-
1 menle nova, loda de seda, de quadrus a li-lras
o mais rico possivel, denominada Sebastopol, o
covado............ 1 -11 (i
Adelinas de seda de qua.lros, o covado fflOOO
Crimea de se la, gusto escocez, o covado !)!>
l'ro/erpina de seda dequadros, o covado OSO
Indianas escoeczas, novos padri.es, o rova.lo 100
Chitas fraiiczas, lindos padrSes, o coVado 280
Kiscado francez, largo, lino, o covado 200
t'01 les de vestidos de seda escoce/a, o corle 115000
Corles de cambraia do seda, o corle. 59000
Sttim preto lavrado para vestido, o covado 20Ofl
Setim prelo raaco, liso, o covado. 28600
Sara prela hespanbola, o covado. 25OOO
Nobreza prela portugueza, o covado, I98O
Chales le casemira de cor. lisos......5.50O
Chales de merino, franja de seda, com barra "5OOO
Chales de merino bordados a sed.1 89500
Chales de merino o mais riro possivel 119000
Corles de casemira prela setim .... tiQOOO
Cortea de clleles de fuslao lino. .... coo
Lencos de seda para grvala....... 800
Ourello prelo para panno, o corado 39000
Corles de alpaca escoceza, o corle .
Alpaca preta de lustre........ (io
Chales de seda de peso.......IO9OOI-
l.encos ile seda de peso.......1^000
Lencos de cambraia de tinlio, pequeos. .{00
na rua do (jueimado, cm frente do bureo da Con-
gregarlo, passando a botica, a s. guuda loja de fa-
zendas n. (O.
Vendem-se boas cadeiras hollandezas de|pa-
II.ii.ba. obra muilo propria para escriplorio, e de|to-
do qualquer u-o, por preco muilo liara ... assim co-
mo um 1 mobilia de Jacaranda usada, contendo um
sof, 12 cadeiraf, uma banca redonda e 2 dilas de
abrir, ludo por IOO5: na rua do Rosario 11. 12.
Vendem-se pipas abatidas, na rua Nova n. 55:
a fallar com larcellino Jos Aniones.
SURTES EYGiSiTiCS,
DEDICADAS AO BELLO SEXO
Araba de sabir do prelo urna excellenle eolleceao
de surtes envginalicas.para o ciilretcniiienlo do bel-
lo sexo em a uoile de S. J0S0, as qoaes serio expos-
las a venda sexta-eira (22) nos lugares que serio
aiiiiunciados.
Ol que boa trincha ,
.Na rua do Caldeireiro n. Di, vende-so carne do
serlo a 220 rs. a libra, uianleiga mgle/.a a 1-3I20 a
libra, de priraeira surle, dita fiMnceza da nova a 8N.
AOS l'ADRKS PREGADORES.
Na rua do Collcgio n. 8, aleni de muitas oulras
obras do pulpito francez e portuguez, esUu i venda
as Homilas sobre os Evangelhos para os domingos
do anuo, por Mr. Fortn, approvadas pelo arrebispo
de Seos, as obras completas de .Mr. Ilorderes, hispo
de Versailles, os elogios fnebres do general Drouot
c de Daniel O' Counell,por Mr. I.acordaire.
PUR LA1NE.
Acaba de ebegar na rua Nova n. 10. loj 1 francesa,
nina cxcell'i.tc fazenda denominada Castorinas, de
lindos pa.lres, e assemelha-se muilo as sedas esco-
cesas, ; a ellas, que >3o a vapor.
Vende-se'uma excellenle vacea bem gorda, fi-
llia do pasto, e dando leile, com cria de cerca de 45
dias de parida : trata-sena rua Augusta 11. 72, de-
fronte do chafarit, a qualquer hura, c para tirar o
leile e ver-se ale horas.
Anda esta vendan escravo queso aniiuneiou
na rua do Kangel. bonila figura, com ofliciode mar-
cneiro ou carapina, minio bom para alguin senlior,
que pode servir de pagem quando nao trabalhar pelo
otl'icio : na rua cima n. 21.
\ en.tc-se sl do Assi a bordo do hiato Ccrreio
do Norte : a tratar com Caotauo Cvriaco da C. M.,
ao lailo do Corpo Santo n. 25.
Na rua do Crespo, loja 11. 12, gtndem-se hons
cobcrlores de algodao, branros, de pello a I500, e
scnlo em porcSo fa/.-se algoma differenca 1 o preco :
tambera vendem-se sedas escoce/as a I--2 K) 11 covado,
bonitos padres e sem defeilo.
Vpndcse um escravo de Oacao, de idade 23
annos : a tratar na rua do rilar 11. til, a qualquer
hora do.dia.
Vende-se uma casa de um andar c solao. na
rua do llanael : quem a pretender comprar, proco-
re' na rua do Qucimado u. 10, loja, qnc se ie dir
quem vende.
II,
Casemii-as de cor lizas e de liana ao
lado, padroes novo, a -SOOO o corte: jia
rua do Queimado luja n. W*.
Vendem-se o novos elementos de bo-
lanica por A. Kicbard, pm- 5.^000 n., Ail-
ditiones aureurque illustrationes ao qain-
to livro de pratica luzitana por Feliciano
da Citnlia Franca, por Is000 r., Trata-
do da legislaco civil e penal por J. Ben-
tham |ioi- l.sOOO rs., Manual do direito
commercial por Bravard-Vej rieres por
S.s'000 reis: na livraria da praca da In-
dependencia n. ( e S, se ilira' quem
vende.
HA LOJA DA BOA FAMA,
Vndeni-sccxcellenk's |uvs .le lorcal de Lisboa, pe-
'o barato preco de 1
1I0 n. 33.'
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de <",. Starr A Companliis
Cm Santo Amaro., k ha. para vcndi-r
moendas de caimas todas de ferro, de um
taoilello econstruccao muilo superiores
VI.MIi) CUERIY EM BARRIS.
Em casa de Samuel P. JoonstonA C,
uta da Senzala-Nosa 11. '\i.

Vendeni-sr dous pianos fortes de
Jacaranda', construcfSo vertical, e com
todos OS mellioranclitos mais modernos,
lendo viudo no ultimo navio de llam-
burgo: na rua da Cadeia, armazem n.
'VAIIIMIAS E GRADES.
Ti lindu c variada sortimento de modellos pitra
varandu p ftradariaa de posto modemifuimo : na
rundiriiii <).i Aurora, rm Santo Am.iro, e no dcpsi-
lo la mesnii, na rua di Brom.
CEMEOTO RONAMO
da melhor qualidade, e'chegado no ulti-
mo navio de llnmburrjo: vende-se cm
conta, na rua da Cruzn. 10.
Vende-se uma t.t#rna na rua da Sen/ala Ve-
llii n. 15, a dinheirnoii a pra/o, sendo pessoa rapa/,
e sendo a iliulieiro vista "comprador poder faier
melbor negocio com a dita taberna :'a tratar na mes-
raa taberna 11. 15.
Vende-se -unerior viudo de Bor.leauv em quar-
lolas e carrafas no arma/.em da rua da Cruz 11. 10.
1
8
i
un
da mcllior qualidade: vende-se
cm casa de liriinn Prae{fer& C,, rua
la Cruz n. 10.
il;a
m
;IHH) res: na rua do Qaeima-
Veiidern---' cMravvs mocos, ptimos para to-
llo servir... entre el lea 2 prelas de muilo boa condue-
la : na rua Direila n. 3.
Ven.le-se un,a mal itinha de 8 a '.1 anuos de
idade, de elegante ligara : a tratar na rua do Kangel
n. 11, priii.eiro andar.
Vendem--e diversos ohjeclos, pcrli'iieenles a
navios, entre os quaes llasulhes .le mariar, allomas
lian lena- e sgnaos, ludo por preco commodo : na
rua da Cadeia do Kecife 11. ti, primeiro andar.
Taixas pars. engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua liaver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de T> a 8 palmos de
bodca, asquaes acbam-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-sc ou carregain-sc em carro
tem despeza ao comprador.
Moinhos de vento
omhombasde repuso para regar borlase baia,
decipin, na fundirn de I). \V. lioman : na rus
do llrumns. O.SelO.
Na ruada Cruz. n. .ii, vendem-se .ceos com
milito n.ia farinha .te mandioca, por menos precedo
que em oulra qualqucr pariere lambem se vendem
a retalho de quarla paia cima.
He miiilo harato
1 ^ooo.
Chales a larlatan.i, de lindos padrSes a 19000 : na
rua do tjuciiiiado 11. 33, loja junto a da Fama.
Vende-se milho c arroz rom ra-ra a granel :Ja
bordo da barca .Irrtala fundiada na rampa do Ra-
mos. Assim romo 53 enxama de cedro e relilos,
por preco commodo.
Milita allcucao.
Vende-se a loja de barheiro da rua da Crol do Ke-
cife n. 43, com todos os seos perlences ou sem elles ;
e-la casa pelo seu local esta propria para qualquer
estabeleriinento, assim como liilhelcs, loja decalca-
dos, charutos, etc. ,
FDHO EH FOLHA.
Na rua do Aioorim n. 30, armazem de Manuel
dos Santos Pinta, ha muilo superior fumo em folha
de todas as qualidades para charutos : por precos ra-
zoaveis. .
FEIJA MLATINHO,
Na-rua do Ainorini n. 39, armazem de Manne'
dos Santos Pinto, ha muilo superior feijio mulali-
nhocui sartas : por preco coinniodo.
Chales di- miro de ricos padroes por
inulto co iino.lo preco pa rua Nova n. 10, loja
frauecza.
1
(

^oraoes tle
bellos,
ca-
ATTENCAO',
Compram-se escravos di
arabos os sexos, de 12 a
30 anuos, tanto para a provincia como para [ora,
sendo bonitas figuras paga-se bem; assim como rece-
bem-se para vender de commissSo : ira rua de Hur-
tas n. 00.
Compram-sc rulos de pitia ou oiticica, do um
palmo para mais em dimetro : na fundicao de Au-
rora cm Santo Amaro? c no deposito da inesma. na
rua do Hiuin n. 28. ,
VENDAS.
Surtes para S. Joo a O rs. o papel.
Acabam e sabir do prelo novas orles para diver-
limenlo deste lesiijadn dia : vende-se a lo rs. na li-
vraria u. Ce8da praca da Independencia.
BICHAS \) 1AMKUU.0.
Na rua eslrela do Rosario 11. 2. loja de harheiro,
vcndem-se aos rentos i- a retalho bichas de llambur-
go, rhegadas |.clo ultimo vapor da Europa.
Em rasa de'l'imni Momsen| Vinassa. praca do
Corpo Sanio n. 13, ha para veinte.- um sortimento
completo de livros em bramo, indos de Hamburgo.
Vcndem-se K vaccas paridas, gordas c boas lei-
leiras: quem as pretender, dirija--c em Santo Ama-
ro, no sitio do Sr. maior Nascimenlo.
FAZENDAS BARATAS PARA
se acabar com
i a loja.
Krius trancados de puro Indio, de muilo bonitos
padroes a (iOO is. a vara, ditos blancos a "00 rs..
zanca amarella da India a 300 is. o covado, seline-
las de cores para calcas e palitos, de inuloa bonito
padreesecores livasa 3tKI is. .. evado, corles de
muilo bonitas casemiraa a 15000, casimira preta
muilo lina a -sllllll o covado, merino prelo muilo li-
no 38000 o covado. damasco inglez de lia em mis-
tura de llgodSo a 500 rs. u covado, chales de cllila.a
800. dilos de alodao de bonitos padroes a 640, cha-
peos Je sol de saleas de baleia a 29OOO, ditos de as-
teas de unco a I9OOO, chapeos .te sol de seda para
senhora. fa/enda minio sopen", a 3)600, chapeos
presosfrancezes, (atonda muito superior e do mais
inodirnissiino Rosto a li^OOO, lencos de eda com
franjas a 220O, ditos de seda e algod3o lambem
com franjas a 640, lencos de seda para algibeira de
boniu.s padroes a I96OO, ilitos .! cambraia de Indio
a 000 rs., ditos ilc cambraia a ;20, ditos ile cassa
pintados a 200 rs.. meios chales adamascados, bran-
cos, de cassa a 320, grvalas de seda 640 e 15000, di-
la-- prelas de setim a IJOOO, cortes de rlleles de se-
tim bordados a 4-*}0u0, dito- ile Instar., fa/enda supe-
riur a I^OOO, diales linos de merino e bstanle
grandes a 89000, ditos de seda muilo boa fazemla a
IOoOOO, cortes de vestidos de seda escocer de boni-
los padroes a 149000, ditos de seda lavrada, muilo
ricos a 20SKMI. setim prelo de Macan a I.NiOO o co-
vado, corles de ve-lidos de cambraia de ilillerentes
costosa 1:1100. buneles para menino-a 100 rs., sus-
pensorios linos com los de seda a 200 rs. o par,
meias de seda brancas para senhora, fazenda supe-
rior, a IMiOO, luvas de seda de todas as cores c sem
defeilo almiin a 1^003 o par, ditas prelas ,fe lorcal
com borla, fazenda rnullissimn boa, echegada ulli-
111.menle de Lisboa, pelo barato preco de 1:-000 o
par, meias brancas de algodao, la;enda moilo lina,
para seuhora, a :MK) c iOOrs. o par, ditas para me-
ninas a 200 rs., dilas para meninos a 11.0 rs, o par,
meias prelas de algodao para senhora, muito boa fa-
zenda e sem defeilo akum a -200 is. o par, dilas
croas para liomem a 100. superiores maulas de seda
para seuhora a 5S500, camisas de meia para hoinein
a bilO rs., princesa moilissimn lina a OOO rs. o cova-
do, lila prela. fazenda superior, a 320 o covado, pu-
benores de alsod.lu para esc ivus .1 7011 rs. cada um,
bonitos chales de also'dSoe seda a 1>000. grvalas de
cassa a 200 rs., brim de linbo de quadrinhos a 210
rs, o covado, Itndissimos corles le vestidos de cassa
cora barra a 29000, madapolode todas as qualida-
des, dulas nissimss, slgodSoxinho liso e trancado,
algodSO trancado azul, lirins lisos linissimos e'mais
urossos, lencos muilo linos de ganas encarnada para
tabaco, ditos da fabrica, baela de todas as cores, al-
godSozinlio proprio para saceos por ser bastante en-
cornado, c alera deslas outras inuilis-iinas (azoadas
chas appaicccm poucas vezes e depressa se acaban):
na rua do Queimado, nos qualro cantos, loja de fa-
zendas U.22, defnale do sobrado amarello.
A Boa Fama.
Vendem-se carleiras proprias para viagens.por Ic-
rein lodos cft arranjos necesarios para barba, pelo
baratissiino preco de 30)00, reloginlu.s com mostra-
dores de madrepetola e porcellana, cousa muito deli-
cada para cima de mesa a i-JOOO cada um, toncado-
res cora columnas de Jacaranda e ronl encllenles
espelhos a 3NMK1, ricos toncado- para senhora a
19500, riqoissimos leques com lindas e nissimas
pinturas a590110 e69000 cada um, rollas prelas para
lulo com brincos, puleelras e alhnpte, fazenda min-
io supe i.n a cOOO, ditas mais ordinarias a t|tO,
tinteiro- e areeirosde porcellaqa a 500rB. par. pa-
litos de la de muilo bonitos costos o com guarni-I Santo, composlas por Francisco da Frailas Uamboa,
toes, para meninas e senhoras a :'.-tMI0, riquissimas ] e priinorosamente pregadas por dous do* seus disci-
c..ivas para rap de diversa- qualidade. a tiln. 19000, polos de menor idade, Acha-se n venda na ollirina
l>500 e 2^000 caila uma, arando sorlimcnlo de ocu- ; l'e eucadernaco do Padre Lemas, no largo do Col-
los de armaran de ac a SOllr-. o par. carapucas pin- legio, pelo precn da I^IKMI. linda irapressao, e cm
Udas, muilo linas, para homem a l 0, in.ias muilo
linas e piuladas para homem a 30 o par, pentes II-
uissimos de larlarasa e de muilo bonitos -estos a
19500,59000 039300 cada um, bandejas linas de
varios lmannos de 19000 al ."-Molleada uma,meias
de laia pira padres. ,. melhor que lie possivel haver
pelo baratsimo pri co de 29O00 o par, luvas de seda
de Indas as cores, fa/.enda muilo superior e sem
que se venden! muito mais Innatas do que cm oulra
. qualquer paite. Esta loja foi arrematada em praca,
Na rua do Queimado loja de mitnlc/.as dinheiro a vista, c como os arrematantes leajiam
da boa lama n. 33, vendem-se as miudzas abaixo inencioiadas, e alein d^ssas oulras niinli-.inias que | r*' I110 aprovcilein a oceasiaa, que deslas pechiu-
avista dos seus precos mullo baratos, nao deizamde
fazer muila cunta aos amigos do bom c barato, as-
sim como boceleiras c mscales : Indias de novello
ns. 50, liO c 70 a 19100 a libra, boles para camisa
a 160a sroza, litas do linbo brancas _a 10 rs. a pe-
ca, ludias de carritel, de 200 jardas d 11. 12;il20a
70 rs. o carritel, colictes francezes em caili-s a 80
rs.. lindas do peso a 100 rs. a ineadinha, ditas mui-
lo finas para bordar n 160 rs., lilas ile seda lavradas
ile lodas as cores a 120 rs. a vara, linhai de marca
azul e encarnada muilo finas a 280 Is. a cailinKl
com 16 novellos. dilas mais grossas a 140 rs., Lipis
lino- envernisados a J20 rs. a duzia, ditos mais
ordinarios a SO rs. a duzia, dedaes para senhora a
loo 1-. a duzia. caisas para costuras de sen lora a
2-, 39 e 395OO, dilas para joia a 300, 200, 123 e 80
rs., braceletes encarnados a 100 rs., peonas d'aro
muito finas a OO rs. a groza, palitos de foso a '0
rs., a duzia de nnein!,o-.rapachos piulados a fi'iO rs.,
bengaJllnlMS de junco com bonitos eastdea a 500 rs.,
peniespara atar cabello a I550O a duzia, papel al-
maco multo hora a 2?(i()0 a resma, ilito de peso pau-
lada a 39600, micangas miudinhas a 40 rs. o maco,
I dilas maiores a deludas as c.....> a 120 rs. o naco'
I suspensorios a 50 rs. o par, grampas a 60 rs. o ma's-
sinho, allincles a IOOrs. a carta, peorasJiara esrre-
ver I Jll rs., boles finos para ralea a 2S'I rs. -ro-
za, brinqurdos para meninos a 500 rs. a caiinha,
meias brancas para seuhora a 210 rs. o par. linas
de lorcal fazenda superior e com borlas a SIKI rs. o
par, ditas de algodao, brancas, para homem a 240
rs. o par. escovas linas para denles a 100 rs.. luihe-
res de melal para sopa a 640 rs. a duzia, espellios
com molduras dooradas, fazenda superior a 120 c
100 rs., espelhos do capa a SOO rs. a duzia, tesDnrai
para Costaras a I9 rs. a duzia, caivetes de 2 folhas
para aparar penna* fa/enda si:p< liorna 240 rs., |u-
\.i- .1.; teda prelas cora palmas de cores a 501) r. o
par. ditas de algodao de cores muilo linas para ho-
rnera .1 i(M rs. o par. aeiilheiros de melal com asn-
illas rail.,! -uperior a 200 rs. trridas para eaodieiro
do numero que o comprador quizer a SO rs. a du-
zia, fivclas .Inoradas para caira e rllele a 120 rs.,
penlcs de baleia para alisar a 2B0 rs., dilos linissi-
mos para alar cabello a 13280 rs., e-poras linas .le
niel. I a 800 i>. 0 par, chicotes linos a K11O o I- 1-..
aholoaduras para rolletes cousa superior a 400, 5(Wi,
600 e SOO rs., irancellins de borracha para relogius
a IIKl e 160 r-.. laiviiihas com superiores a:nlli,is
elsticos, lisos c enfeilados, por melade de seu va-
lor : vendem-sc na liavessa da Mndie de Ocus
n. 19.
Fumo em folha.
Fardos de Jarrabas, de todas as qualidades: ven-
de-se no armazem do lt;>-a, na Iravcssa da Madre de
heos n. 1!".
Cera tle carnauba.
Vende-se :ia rua da Cadeia do Kecife n. i'J, pri-
meiro andar.
V.-n le-se eveellenle taimado de piuho, recen-
lemenle chegado da America: na rin de Apollo
trapiche do I erren,1. a culcnder-sc com oadminisl
radu r do mesmo. t
Vcndem-se em casa de S. P. Jolms-
lon C. na rita de Sen/.ala Nova n. 42.
Scllius ingleses.
Rclogios patente ingle
Chicles de carro c de montara.
Candieirose nastiras bron/.eados.
Chumbo em leneol, liara e inunicao.
Farelio dr Lisboa.
Lonas inglesas.
Fio de sapateiro e de vela.
Vaquetas le lustre pata carro.
Barril de grasa n. 'JT.
>.ca-a de llr-brard \ lil.indin. rua do Trapi-
che Novo n. 22, vende-e ../cite doce francez de
Plagniol, verdadeiro salame de Lyon, muilo fresco,
a.sim como vinho de Bordeaui, champagne, cognac,
ludo poc proco razoavel.
DEPOSITO D\ FABRICA DE TODOS
OS SANTOS DA BAHA.
Vende-se em casa de N. O. Bieber &
C, na 111a da Cruz 11. i, algodiio tran-
cado daquella fabrica muito proprio pa-
la suecos de assucar e roupa para escra-
vos, por preco commodo,
Km casa de J. KellenV. C, na rua
da Cruz n. ,j ha para vender excel-
lenlcs p'rano" vindos ltimamente de llam-
i '
liiii '-o.
Vende-se uma balanea romana com lodos os
stus perlences.em bom uso e de 2,000 libras : qoem
pretender, dirija-e a rua da Cruz, armazem n. 4.
COliXAC VERDADBIRO.
\cnde--e superior cosnac, em garrafa', a liNHiO
a duzia, c l$280 a garrafa : na rua dos Tanorirns n.
2, primeiro andar, defronle do Trapiche Novo.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saccasque tem um alqueire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazensn. 5, pe7 defroute daescadi-
nha, e no arma/.em dclronte da porta da
aUandega, ou a tratar no escriplorio de
Novacs iV C, na rua do Trapiche n. ~t\,
primeiro andar.
Chales de merino' de cores, de muito
bom goslo.
Vendem-sc na rua do Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
CASEMIRA PRETA A 4-?S00
0 CORTE DE CALCA.
\ .ulem-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volla para a rua da Cadeia.
Na rua do Vinal io n. 19, primeiro andar, ven-
de-se farde novo, chegado de Lisboa pela barca Gra-
tid'w.
ATTENCAO.
Na rua do Trapiche n. 34, ha para
vender barris de ferro ermeticamente
fechados, prpprios para deposito de fo-
ses ; estes barris sao os melhores que se
tem descoberlo para este fitn, por nao
e\halaiem o menor ebeiro, e apenas pe-
zam 1 ( libras, e custam o diminuto pre-
co de 4000 rs. cada um.
Cheguem freguezes ao que be bom e
btalo.
Na taberna que foi do .Malinas, na tua Nova n.
30, Icm de ludo bom e barato, l.olacliinha npleza
muilo nova, boa mantelos inglezae francero, supe-
rior crarl.....in lala. batatas, llandrrs com ervilhas
e bages, c ludo mais por preco que anima aos fre-
guezes.
Vende-se pipas, barris va/.ios e bar-
ricas internadas: a tratar com Manoel
Alves titierra Jnior, na ruado Tiapiche
n. I i.
Attencao !
Vende-se superior fumo de milo, sesnnda e capa,
pelo baralissiuio prero de ;l^HJO a arroba : na ma.
Direila 11. Tti.
Polassa.
NoanligO deposito da rua da Cadeia Velha, es-
criplorio n. 12, vende-se muilo superior polassa da
liussia, americana e do Kin de Janeiro, a precos h-
lalos que he par fechar contas.
Na rua do Vigario 11. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, qUadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, motlinhas tttdo modernissimo ,
chegado do Itio deJ?'ieiro.
Vrn em-e ricos e modernos pianos, "recente-
mente chocados, de excellenles vozes, e presos com-
mod.is em casa de N. O. Bieber ii Companbia, rua
da Cruz n. 4.
Capas de panno.
_Vendcni-sc capas de panno, proprias para a csta-
r;ao presente, por commodo preco: na rua do Cres-
po 11. (i,
Grande, sortimento de brins para quem
quer ser gimctiho com pouco dinJieiro.
Vende-se brim Ii aneado de lis-tras e quailros.de pu
ro linho, o 800 rs. a vara, dito lis a t'.io. ganga
amarella li.-a a SOO o covado, riscados escurus a imi-
ta;ilo de casemira a 360 o covado, dilo de linho a
2X0, dilo mais abaixo a 160, castores de lodas as co-
res a 200, 210 c :I20 o novado : na rua do Crespo
n. G.
COM PEQUEO TOQUE DE
pa-
Santo Antonio livrando sen pai do
libulo.
Kiqsiissimn drama encinal de A. \. V. A., acres-
centado com iluas pralicas sobre a vid.-i c moi-te 1I0
Cobre para forro de 20 ate 2 on-
cas compregos.
Zinco para ibrro com prego*. (,
Cliumlx) em barrinhas. u0
Alvaiade de chumbo.
Tinta branca, preta e verde.
Oleo de hlihaca cm Imlij.is.
Papel de embrnlho. W
Cemento amarello. (iw
Armamento de todas as quali- ($}
dades. (gj
Arreos para um e dous ca- /v..
vallo*.
Chicotes para carro e esporas dtfjg
acu plateado.
Formas de ferro para labrica de
assucar.
I'a pol de peso ingle/.
Champagne marca AivC.
Rotunda India, novo Calvo.
Pedras de marmore.
\ elas stearinas.
Pianos de gabinete de Jacaranda",
ecom todos os ltimos melbo-
ramentos.
No armazem de C J. Astley & C,
na rua da Cadeia.
SYSTOIA MEDICO DE IIOLLOWAV
PLELAS "HOLLOWAV
Este iueslimavel c-pccilici., coiuposto inleiiaineu-
te de bervas meilicinaes, nao conloa] mercurio, nem
oulra algoma sud/lancia deierlerra. lieni^n.... mais
leura infancia, e a csmpleicSo mais ilelicada, he
igualinenle promplo e seguro para desarraigar o ma-
na compleicaOiiiais robusta; he inleirainenle inno-
cente em suas operaroeseclicitos ; pois busca e rc-
move as doenca de qualqucr especie e grao, por
mais autgas e lenazc que-ejaiu.
Knlre milhares de pessoas curadas rom esle re-
medio, mullas queja eslavam as podas da morle,
perseverando em seu uso, couseguiram recobrar a
salidor, loicas, depois de liaver tentado intilmente
todos os oulros remedios.
As maisaniiclasno devem enlregar-se desespe-
rarlo ; faram um competente clisan, dos eflicazes
elleilos desla assombrosa medicina, e prestes recu-
peraio o henelicio da sade.
Nao se perca lempo cm lomar csse remedio para
qualquer das seguiutesf nfertuidades :
Accidculcsepilepticos.
Alporcas.
Amputas.
Arelas nial d').
Aslhma.
Coliras.
C01iMils1.es.
Debilidade ou extenua-
ro.
l;ebre loda especie.
Gula
ilemorrboidas.
Iljdrupisia.
Ictericia,
luiligesles.
InHammaces.
irregularidades da mens-
trua rao.
-.- ............
Debilidad* ou falla de Lombrigas.de (oda espe-
forras para qualquer
cousa.
Desinteria.
Dor de garganta.
.1 de barriga.
11 nos mis.
Dureza no vcnlrc.
Eoferraidades noligadei
11 venreas
Enxaqaeca.
Ilervsipela.
Icbres biliosis.
iiitcrmittenlcs.
ce.
Mal-de-ptdra.
Manchas >a culis.
t'l.slruccao de venlrc.
l'hlhjsiraoii consunipi.ao
piilnionai.
Itelencao d'onrina.
liheiiinalisnio.
S\mplomas secundan....
Temores.
Tico doloroso.
Cceras.
Venreo mal .
muito bom papel.
PAMODELIflHOETOALHAS
Algodao ilc sicupira a 2>">00 e 39 : \en.le-se na
rua do Crespo loja da esquina que volla para a rua
da Cadeia.
Alpaca desela.
Vendej-se alpaca de seda de qua.lros de bom gnVIo
a 720 o covado, corles de Ma dos melhores gustos que
lem viudo 110 mercado a ->">00, dilos de cassa chita
a I^BOOJ sarja prela hespanbola a 2)i00 e 252IH) o
covado, setim prelo de Maco a 2-JSOO e:lj2UO, gu..r-
danapos adamascados feilosem liuimar.les a :i?lilK
a duzia, tnalhas de rosto viudas do mesmo lugar a
!);O0 e 12-rOOO a duzia : na rua do Crespo n. (i.
CHALES DE LAN E ALGODAO,
ES(;ii.osAxoi)Rs.(;\i)\ni.
\ euilern-se 11a rua do Crespo loja da esquina que
volla pa ra a rua da Cadeia.
COBERTORES.
Vendern-sc cobertores escuros, grandes c peque-
os, a IVi" c 70 cada um : na rua do <.re[<> n. 6.
CORTES DE CASEMIRAS
DE CORES ESCURAS E CLARAS A 39000.
Vendem-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volla para a rua da Cadeia.
Ven
toalha
lili
\ INDAS W PORTO.
le-se panno de linho de lodas as qualidades ;
adama-radas para mesa, de diversot lama-
.lilas acolvoadas e lisas para rosto, por preco
defeilo de qualidade alguina, para homem e senhora I commodo : na rua do Crespo, l"ja da esquina que
VWAl.MASA CONTENTO E TESOBAS.
Na rua da Cadeia iln Kecife n. 18, primeiro an-
dar, escriplorio de Augusto C. de Abren, conti-
nuam-sc ;\ vendei a S-rOOO o par (preco liso, asjii ( raneetaS a 200 rs.! meias de seda pi'lad para'.'n'-
ancas de I a i anuos, a I^SIM) rs. o par. dilas pin-
bem '-ouhecidas e alainadas navalii.is de barba feitas
pelo hbil fabrcanle que foi premiado na evposicao
de Londres, as quaes alera de ilurarcm eitrurdina-
riamciile, nao se sentara no rosto na accSo d ro lar;
vendem-se com a condicao de, luto agradanilo, po-
deiem os compradores devolvc-las al l.'i dias depois
pa compra resliluiudo-se o imp'orle. Na mesmj ca-
sa lia ricas lesourinhas para ni.li.f, feilas pelo mes
mo fah'icante.
ARADOS bE FERRO.

Na fundicao' de C. Starr. & C. em
Santo Arnaco aclia-se ^ara vender ara
dos de; fci-io de -ronrievqualidade.
a 1^200 o par, grvalas de seda de muito bons gos-
los. pelo barato preco de IJJOOO rada una. riqin-si-
nias franjas brancas e .le cores >'^m lanas, propriai
para cortinados, escoras muilo linas para cabello e
roupa, eslampas de sanios em luino t- colorida-, o
alem de ludo fslO nutras rouilissimns rniisas, ludo
do muito goslo e boas qualidades : na i na do Quei-
mado, aos qualro cantos, loja de miudzas da Iloa
Faina n. 33. Esta loja he liini condecida, porque
sempre venden ludo mais barato do que em oulra
qualquer parte, e mesmo porque -einpre se acha
surtida de um ludo quanlo sa procura.
Superior vinho de champa{fiiceBor-
deau\ : vende-se em casa de Schafhei-
ilin i\ C., rua da Cruz n. 38.
I.nas de lida Escocia ile bolillos padroes a 20 c
lin r-. o par, Iranras de seda de todas as co -es, li-
las lii.issiiuas ile ludas as cores, biquinhiis de a godao
e de linho de bonitos padroes muito lios, lesouras
o mais lino que he possivel enconlrar-sc e de lodas
as qualidades, luvase meias do todas as qualidades,
c oulras inuitissimas cousas, ludo de muilo foslo e r
boas qualidades. e por preciiihns que muilo aga- WiAMI-. pelo liaiatlSSllllO |nvcO lie l.S IS. :
dam. Esta loja he bem conhecida, na., -o por veo-' na rua do Crespo lua n. I ti.
der sempre ludo mais barato da que em oulra qual-
quer parte, como tambem ser nos qualro cantes adi-
Vendem-se c.deiras de bnlaoco americanas,
cun palhiiilia.a I2r"00cada urna : na rua da Cadeia
do Kecife n. 9, primeiro andar.
A 10000 RS.
Vende-se o resumo da HISTORIA DO
ante da loja do sobrado amaiclln, e para melhor ser
conhecida lem na frente uma labolela com a Loa fa-
ma piulada.
Com pequeo loque.
Vendem-se pecas de slgodSozinho a 1;OO0.a 19280
a IjliOO e 2VOO0 rs. em varas a 100 rs., : na loja do
Passeio u. 9.
volta para a Cadeia.
FAZENDAS DE GOSTO
PAI!A VESTIDOS DE SENHORA.
Indiana de quadros muito lina e padres novos;
rnrlrs .le |;.i de quadros e llore-por prero commo-
do : vende-te na rua do Crespo loja da esquina que
volla para a rua da Cadeia.
Vendcm-se saecascom farinha a liOOOrs., di-
las com arroza ifOOOrs.: no caes da Alftndcga ar-
mazem ilc Antonio Aunes Jacome Pires.
Saccas com farinha.
Vendem-se saecas tora superiorarinha
da Ierra, nova, por menos preco do que
em outra qualquer parle: a tratar no
trapiche do Pelourinlio, ou na loja n. (
ila rua ila Cadeia do Recite, esquina do
Becco-Largo.
\ende-se um eabriolel e don:, csvallos, ludo
junio ou separado, sendo os cavad..-, muilo mansos e
muito coslmr.a.tos em cabriole!: para ver, na co-
cheira n. 3, defronle ila or.lem lerceira de S. fran-
cisco, c a Iratar com Antonio J6s Rodrigues de Sou-
za Jnior, na rua do Collegio n. 21, primeiro ou se-
gundo audar.
Deposito de vinlio de cham-
'ip pa;;ne Cliateau-Av, ptimeirarpia-
) lidade, de proprtedade do conde
( de Marcuil, ruada Cruz do Re-
^ cije n. 20 : este vinho, o melhor
^ de loda a Champagne, vende-se
Tjr a Oo'OOO rs. cada cai.xa, acha-se
^ tnicamente em casa de L. I.e-
w comte Feron & Companhia. N.
; B.As i'aixas sao marcadas a fo-
ffjoCumie de .Marcuile os ro-
llos das par-rafas sao a/.ttes.
m
W
Deposito do chocolate francez, de uma
das mais acreditadas fabrica! deParis,
cm casa de Vctor Lasne, rua da Cruz
n. "27.
Evlra-superior, pora baunilba. I~'.i2ti
Eilra lino, baunilba. IJ600
Superior. .lOdKO
Ijuem comprar de 10 libras para cima, tem um
abale de 20 % : venda-so aos mesmos precos e con-
diees. era casa do Sr. Ilarrelier, no aterro de Boa-
Vista n. 52.
Vende-se aro em conhetes de um quintal, por
preco muito commodo : no armazei* de Me. Cal-
inoi'it & Companbia, praca do Corpo Sanio n. 11.
Riseado de listras de cores, proprio
pai a palitos, calcase/aquetas, a 160
o covado.
Ven.le-se na rua do Crespo, loia di esqoina que
volta pura a CadeUl
\ cudemse eslas'pilulas no estalieecmento aera
de Londres, n. 2i, Stran, e na luja de lodos os
boticarios, dioguislas e oulras pessoasencairega.hu
de sua venda cm loda a America do Sal, Ilavanu e
llespanha.
Vende-se as bocetinhas acHH) ris. Cada uma del-
tas conlm nina iustruc^an em portuguez para e\-
plicar o modo de se usar d'eslas pillas.
O deposito geral he em casa .lo Sr. Soum, phar-
m iceullco, na rua da Cruz n. 22, ca Peinam-
buco.
'$) ROTASSA BRASILEIRA. $
(3) Vende-se superior potassa, fa- (A
(gj bricada no Rio de Janeiro, che-
(. gada i ecentemente, recoininen- S|
* da-se aos senhores de engenhos os !
^ seus hons elfeitos ja' e\|>eriraen- JJ
w lados: na ma da Cruzn. 20, ar- '
9 ma/.em de L.f Leconte Feron &
Companhia.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr .Eduar-
do Stoile dm Bcriin, cmpregado.flas co-
lonias inglczas e hollandezas, ama gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com p methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, cm casa de
V. O. Birbcr 4 Companhia, n ruada
Cruz. n. 4.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
.' ver um completo sortimento de moen-
das c metas moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de terra' batido
c coado, de todos os tamauhos, para
dito. '
Vcndem-se no armazem n. 60, da rua da Ca-
deia do Kecife, de llcnry (ibson, os mais superio-
res relogius fabricados em Inglaterra, par prero
mdicos.
______
ESCRAVOS FGIDOS.
Desapparercu no dia 13 do correle orn escra-
vo de nome Joo, de Angola, com o signaes segra-
les : baiso, rosto redondo, com marcas de bexigas
que leve ha pouco. sem barba, representa ler 2-> a 28
anuos, pouco mais ou menos; levou calca de algo-
dao azul c camisa de algodao de lislra, do novo,
oin palito velho, prelo, rasqado, chapeo dtpalha \e-
llio, Ira/, sempre Va cintura uma patronee cinlurao
de sola da Ierra. Este escravo lu comprado nesla
pruna a llorinda da Cosa que morou no fcecco lapa-
do : quem o pegar, leve-o a .Manuel da Costa Ba-
licho, no Arraial, que sera recompenssdo.
Dcsappareceu no dia 12 de nain i. es.ravo de
narao. de uorac Sima, que ri^ireseln t*r mais Ja
"O annos de idade, cora os sjgnaes.seguinles : boa
estatura, cheio do corpo, cabellos brancus, corlados
minio rente, barba toda l>ranra>rftiln rerisla, ros-
to ura lano descamado, ceprejajeobi tolos oden-
les na trente, quando amia*puva'prirlim'perua o,ae
pouco se divulga, levou caijjLBanjia de algodao
de lislras miuifinhas ; oqdar escravo foi comprado
a Sra. I). Maria Irn, isca l'isfs Ferreini, e o n.t---
mo j eslev fgido em Ierras do engenho Santa Bo-
-i da freguciia do Santa Amaro de Jaboalao, e cons-
ta queja esleve em Sanio Aullo cono forro, e que
ludia alii uma pequea casa. slo no lempo que o
dilo perlencia a dita Sr. 1. Mara ; p r isso rosa-
se a todas as aeloriitades policinese. caj.ilaes de cam-
po, bajara de ap|>reheude-lo e leyar a seu senhor
iv.lro MdianodaSilveira l.esa,mnrador do engenho
. Cainoriin (rand, freguezia de Agua-I'reta, ou nes-
la prae, na rua da Praia n. 20, que ser bem re-
compensado.
uinla-feira do ,-orrente desap-
pareccu da roa dnQaeimsdon. 17. p
escravo Anlrnio.de nac.lo.que.repi,,
senla ter iOannos pooco raaisoume-
nos, com os tignaesseguales: fallas
de denle, na frente e umasiralii/
no mslo ilo lado direito, ilguiis ca-
bellos hrancos, e lem no braco es-
querdo quasj ao I da hombro um csloBihinhn do
lamanho itr uma pilomba : suppc-se que foi venti-
] do com crra de casemira de piadros ou de alsml.-o *
i/inlio de hslras e camisa dealgorhlo trancado bran-
.-.., ha castmnado a fugire a modar de nome, e
I quas sempre diz ser do mallo de algum senhor de
I eiigenlH): roga-se fior lantoas aulondades policiacs
e capitiesde campo.un a quim o aprehender de lva-
lo casa mencionada que se-.i gmorosimsntc recom-
pensado.
Dcsappareceu da roa ama do Bosario n. 12, o
escravo Vicente, pardo, alo, olbos grandes, cum
nma cicatriz no rosto, calalos e barba grandes ; he
o II ir a I .le sapateiro, anda decalca e jaquela, calca-
do, e diz-se forro : quem o apprehendere entregar
ao seu senhor, ser recoiop?nado.
l'EBN. TVP. DE M. F. UE I ARIA. -1855
fc


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