Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00863


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Full Text

AMO XXXI. N. 141.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
por 3 mezes vencidos 4,500.
i marunga

DIARIO
QUARTA FEIRA 20 'E JUNHO DE IS55.
?- ,
Por anno adiantado 15,000. .
Porte franco para o subscriptoi.
i tetra aa
..
i:.\i:\iuii:t;\i>os da SBSCRipcvo-
CAMltlOS.
Hecife, o proprietarioM. F. .le I-ana; Rio de Ja- Sobre Londres, a 27 1/4 e 27 i/S d. loor 18.
neiro. o c-r. Jo... Pcreira Martina; Babia, o Sr. I). nar, -* '., "
Duprad: Maceta, o Sr. Joaquim Bernardo de Men- i ans, J.io rs. por 1 I.
c Lisboa, 98 a 100 por 100.
Kio do Janeiro, 2 por 0/0 de rebate.
dones ; Paralaba, o Sr. Gervazio Vctor da Natixi
dado ; Natal, o Sr.Joaquim lenacio l'creira Jnior ;
Aracaiy. o Sr. Amonio de Lemos Braca; Ceara, o Sr. I Acedes do baneo 30 0/0 de premio.
x icUriano Auguslj Borces; Maranhn o Sr I na. i d
quim Marques llodrigues ; Fiaul.v, Sr. Domino, !a cml>anh'a B<*cr.be ao par.
Ilercutano AcUlos Pessoa Ccarenoi> ; Para, oSr. Jus- a companhia de seguros ao par.
lino J. Ramo ; Amazona, o Sr. Jcronymoda Cosa.! Disconto de letlras de 8 a 9 por 0/0.
METAES.
[Ouro.Oncas hespanholas- 29J000
Modas de 69400 velbas. 105000
de 0-3100 novas. lf>'000
de4000. 9S000
Praia.Palacetes brasileiros. 1940
Pesos colnmnarios, ... 19940
mexicanos..... 155SGO
PARTE OFFICIAL.
PARTIDA DOS COKREKS.
Olinda, lodos os das
Caruar, Bonilo e Garanhnns nos das 1 e 15
VilU-Bella, Boa-Vista, E\ eOiiiicefy, a i lie 28
Goianna e Parabiba, segundas e selptos-feiras
Victoria e Natal, as quintas-eiras
reamar ni: ihub.
Primetra s 9 boras e 1S mininos di roanha
Secunda s 9 horas e 42 minutos dftjtra
*- ~
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundase quinlas-feiras
Relacao, termas-tai ras e sabbados
luenda, torras e sextas-feiras s 10 horas
Juizo de orph.ios, segundas e quimas s 10 horas
! vara do civel, segundas e sextas ao mcio dia
| 2' vara do civel, quarlas e sabbados ao meio dia
Kl'IIKMKKIhLS.
Juulu) 7 Qtiartominguanle as 5 horas 27 mi-
nutse 31 segundos da inanha.
14 Lita ora aos 8 minutos a 31 se-
gundos da tarde
i. 22 Quartorrescentcas 21ioras. 32 mi-
nutos o 40 segundos da larde.
39 Loa chiiia ns S horas 43 minutos e
gtindos da lano.
MAS DA SEMANA.
18 Segunda. Ss. Leoncio, Tribuno* e_Th.ndiiln.
19 Terra. S. Juliana de Falconicri; S- Gervasio.
20 Quarta. S. Sil.orin p.m. ;>. Silvano m.
21 Quinta. S. Late Gonzag; v Albano.
22 Sexta.S. i'aulinob. ;*S. Niceasti.
23 Sabbado. S. Agripina v. : Ss, Zenon e Mona;
U Domingo. 4." A pureza da SS. Virgem Mai
do Dos ; Nascimcnlo de S. Joo Baplisla.
lemos do regiilamenlo de 11 do dezerohro de
1832, o soldado da 3." companliia do 2. balalhau de
intentara Damiao Flix da Coala, o qual alcm dos
venciineiilos que por le Hic compelirem, percebe
!o premio de 400J000 pagos na forma do arl. 3."
OOVERJNQ DA PROVINCIA.
Expediente do di* 16 de junho.
. OIBcloAo Eira, presidente do cniselho admi- do decreto n. HOI de 10 de junlio do anuo prelc-
/ instralivo do patrimonio dos orphaos.intiranJo-o de rilo'e pido o eogajamento orna dala de Ierras de
aver deferido tavoravelmeiile o requeriincutu em 22,500 bracas quadradas. No raso de deserlar, fi-
lnjue Jos Felisberlo da Cosa (lomes pedia para se- cara sujeilo a perda das aolagens do premio e da-
rein admillidos uo collegio dos orphib.s os menores
Vasco e Jos, lillips. do fallecido capit.lo Jos Ber-
nardo Fernando. Gama, a reeomineudando que o
faca roaslar ao director do rnsaciona lo collegio.
DitaAo chefe de polica, coinmunicandol haver
Iransmillido thesouraria provincial, para sor paga
estando nos lermea iegaea, a conla'que Smc. remel-
leu da despeta feila no me/, de maio ultimo com o
sustento dos presos pobres da cadeia do Brejo.
DitoAo inspector da tliesouraria do lateada,
a'itorisando-o a mandar pagar, i vista do requeri-
menlo e uiais papis que devolve, ao segundo cirur-
giAo alfares do rorpo de saudc do exercilo, Dr. Joa-
quim da Silva Araujo Amazonas, por cor.U do ere-
dito aber lo para as despetas do ministerio do impe-
rio' no eorreute eiercicio, a uralilicarao de lUgooo
rs., porque leudo ido o mencionado douler em com-
ibnSo ao centro da piovincia, a bein da salubridade
publica atacada pela pesie das bexigas, deixou de
perceberas vantagens que lite compeliam pelo exer-
cicin do seu poslo como addido ao nono balalhau de
nfanlaria.
Dito Ao jui/, relator da junta de juslira, Irans-
mitlindo para aerem relatados em sessao da meSml
juntaos processos verbaes taitasaos soldados do mcio
batatal.' provisorio da Parabiba, Manoel Joaquim
dos Santos e Miguel Jos Bezerra. c bein as-ini
do dcimo batalli.io de inf inlari.i Francisco Ray-
mundo da Miranda.Fizeram-se as necessarias com -
inunicaces a respeilo.
DitoAo inspector do arsenal de marinha, di -
zcudo que pode fazer no lazareto do Vina, as refor-
mas por Smc. indicadas, providenciando ao mesmo
lempo pira que teja substituid por oulra pessoa u
actual eucarregado d'aquclle eslabelccimenlo.
UiloAo mesmo, remetiendo a Smc. os oilicius
sob ns. 1 e 2 e os mais papis a que elles se referem
a lira do que informe sobre a qualidade da farinb.i
que o commandanlc do patacho l'irapama leuou
ltimamente a seu bordo para fbrnecimenlo do pre-
sidio de Fernando, tendo em vista as amostras coli-
ndas em dous (landres lacrados que 'tambera re-
malle.
DiloAo ospertor da thesouraria provincial,
approvanloa arremataran .po fez Amonio Jacinlbo
Borgcs, da obra das eamos .le esgoto da ra do raes
de Apollo com o ali.il; de 3 por cenlo, sobre o val ir
do respectivo orramenlo e sendo fiador Joao Manuel
de Siqoeira.
BiloAo mesmo, accuiando reccbi.lo o oflirio cm
que Sroc. parlicipou haver Antonio Feliz Percira,
dando por liadures o Exin. baro de Suasiona o Ma-
quellas a que liver dircito, sera tido como recru-
lado, dcsconlando-se no lempo do encajaiiiento
o de priso em virlude de seulenra, averbando-
e esle desconlo, e a peda das y-Tilagnaa nos res-
pectivos titulo-, como esla por lei determinado.
Jote Joaquim Cvelho.
Conforme.Candido Leal Fcrreiru, ajudaulc de
ordens eucarregado do dctallie.
EITEBIOR.
DIBBGCAO GERAL DA^ OBItAS PUBLICAS.
Ileparlinto ledinica.
Tara ronlicrimenlo dos navegantes publicam-se as
seaoinles Iradurroes :
Keparlir.lo liydrottrafica, almiranlado, Londres 21
de re.creiro de 1855.
Pharol nomontt Igireldo no porto de s. SbaiMo
de HUeaia em llespanha.
O governo liespanliol parlicipou que, desde o dia
!> de m i o em .liante, se acceodera o referido plia-
r.il, em Mabatilaifio ao que, durante o invern, li-
iiba havido no cailello da Molla.
Fot construido o inesmo pliarol na margen) occi-
denlal da baha de S. Sebaslio, na lalilu.le de 13",
19'. 28" norte, o na longiludede 2", O' do meridia-
no de Greenwich.
O apparelho he caladioplrico de lerceira nrdem ;
a lu/., de cor natural, varia de brillianlismo de dona
em dous minlos e existe a 434 pea de altara obre
o uivel do mar podende por isso ser avistada da cu-
bera de um nata mediano, na distancia de 10 im-
illas, cm tempo claro.
uofl Joao Franciscu Duail-, ollerc i lo pelo pc.lagio
(1 barreira de Jalmatan a i-ianli..-'.' .",:til i -
annuaes por espado de um Irienuio, e declarando
qae |H>de aceilar semelhaule ofl'er.ciinenlo.
DkiAo mesmo, Ji/.cudo licar inlcira.lo de haver
Bernardo Antonio de Miranda, sendo fiadores Vi-
renle Jos de Brilo e Thomat FtTuand.'s da Cruz,
arrematado por um Irienui > epcla qoantia de 1:010?
r-.. annuaes o pedagio da barreira do Cachang, e
declarando que approva semelhinte arrematadlo.
DiloAo mesmo, approvando a arremala;3o da
obra do calcamenlo do 18 lauro da estrada da Vic-
toria,feila por Ai.iaro Fernandas Dallro com o abale
de dous por centono valor do respectivo orramenlo,
c .lando por fiador Bernardo Jos da Cmara.
Port.niaCoucedcndo licenca a Onofre Jos Soa-
res para levar para o Rio Grande do Norte urna du-
zia de l^hou de costado de amarello.
DitaNfandando admittir ao serviro do exercilo
como voluntario por lempo de ti auno.,' o paisano
Joo Antonio Aires de Brilo, que perceber alcm
dos vencimantoa que por lei llie compelirem,o pre-
mio de IIOOSOOO r.Igoal acerca de Jos Cecilio
.Vives de Mendonca,e fizeram-se as necessarias enm-
mtmitares.
DitaO presidente da provincia-allendendo ao
quelberepresciilou ojuizde direilo chee de po-
lica em ollicio de 14 do eorrcnle, sob n. ifi.resolve
considerar vago o lugar de subdelegado da cidade
de Nazarelli e nomear para o dilo lusar ao cidadao
M.irlinho da Silva Cosa Jnior.C'.ramunicou-se
ao referido chefe de polica.
COMMANDO DAS ARMAS.
9**rtel-feoer*l do comatando das armas de
Parnambaco na cidade de Recite, em 19 de
junho da 1855.
OBDEM DO 1)1 \ S. I,,.
O mare-chal da campo coramaadaute das armas
declara, para que lenlia o d-vido cffeilo, que
nesla dala conlrahio novo engajamenlo pnr mais
seis anuos, procedemlo inspecrJo de saude, nos
Heparlir.lo hydrografica, almiranlado, Londres 20
de feverciro de 1855.
I'harol deOtd Hcad u/tinalc, na nula meridio-
nal da Irlanda.
A rorporaro do porto de Dubliu parlicipou, que
desde o da l(i de abril prximo futuro em dianle, o
sector alunuadopelo referido pharol, sera augmen-
tada para o lulo do norte, dentro da baha de Court-
in.u'slierry.
A luz continuar a apresentar-sa bri litante efl-
ia para o lado do ancor.idouro de Kinsale : mostra-
ra porm a cor vermclha ua parle augmentada do
mencionado sector, desde a linlia que pasaar pe
mirada da baha de Courlmatsherry, atoa linhfl
que alrave--ar lors Kock ; para o norlc dcsla ulli-
in.i liuha, o m.o- para o interior da dita baha, tor-
ra a aprosonlar a cor natural.
F.-te pharol demora, cm referen a a ll-ir-e Rock
n.. tumo sueste va.leste, e na di-tanci.i de cinco
militas; era referencia a Black fom Rock, no rumo'
tocsle, tres quaitos Ic-le, e ua distancia de i mi-
llias; e cm referencia a Inner Barris, na extremi-
dade oriental, no rumo de sneste mcio sul. e ua dis-
tancia de 3e mcia milhaa.
Itccommcnda-se que nao nassem, dentro da ba-
ha, no sector allumiado com luz venncllta, os na-
vios que navegaron para o aucuradouro de Courl-
mac-herry.
Adrertc-sc.que ot referidos rumos sao magnti-
cos, e que a variarlo da agulha lie de 28 graos
0 CHPO DE rEIIMS.
Por Heppolyto Castllle.
(Conclusap.)
Kutrclanlo a mendiga nao eslava mora. Ouan-
do lornou a abrir os ollio, vio ajoelhadas jauta de
i as tres morenas, que sutentavam-llic a cabera e
cm torno bando das vagabundas auc assisliru
Iota. H
En bem di ta que ella lem a vida mais dura
que urna inania, disst a mais vclha das morenas
voltan lo.e para a miilli.lao.
("anuo >e qui/.esse juslicar estas palavras, a coxa
levaulou-se repeiilinamrule, c exclainou :
Onde esla o Deslcraido ?
Ksla persnnla loi feita com um loni Ifio eslranlin,
que pinguein alreveu-se a responder.
Quero saber ondo est o Deslemido, repeli
ella em l..m amearador.
Elles levaram ao, re menle.
A mendiga den uro suspiro que rommoveu todos
ese encarnes de-de mnito lempo ralcinados pelo vi'
ci, pelo crime e pola miseria, l'm grande senti-
mento de caanpalsao deseen ao fondo deseas almas
. uno um raio de lu na< tretas, e Mae bando de mi-
seraveis ofierercu i infelH, una un trapo, oulra um
pedaco de pa i velho. oulia algum sold cobrrlo de
azinbavre, c aquellas qui nada absoloUmenle li-
nliah para dar, murmuravam cuiwlari.es.
A pobre ,-ova repellio-as Vn a ma i.'e aparlou-se
rom a fronte feroz c os olhos espantados.
Caininlimi as-int tolo o dia sent rumo nem moti-
vo, e quan.lo auoilereu vollou ao campo das pedras.
l> leal de relv.t sobre que ella depo/rra o Desleini-
d.i, e onde pass.ua urna aoile to ti II, nica estrella
em tu* existencia aeffibria, esse Icilo uo qual pla
priineira vez ueste mando tao povoado para os nu-
tro* e lao des-ro par ella, aleuein em ver de inju-
ria la dis.era-lhe : Amte ; em voz de cspanca-la,
Reijara-lke a face ; esta leito eslava anida alo mor-
nn lalvez, marcado pana dous enrpos e linio na ra-
beceira pelo sangoe da leudo do Deslemido ; mas
esle nao achava-se mais ah.
Duranle Idda a imite ella torceu-se sobre essa ra-
ma hmida, c quan.lo amaiilicrru [iz-sc a raminbo
com o rorpu mais fri que o de urna dofonta.
>l ercuia-ie vrrmelhn enlrc nitvens negral, a
rampa eslava sombro, a vento hmido o furioso. A
mendiga caminbava cano impellida por urna for-
(*) Video Diario n. 140.
oflkto.
Trioy Huuse, Londres primeiro de marro de
1855.
Canal da rainlia.
l'arlicipa-se aos navegantes, qae no dia 1. de raao
prximo futuro lulo de ser feilas as seguinlcs allera-
rors lias boias do sobrcilito canal :
A boia d West Pan Sandsera removida para pe-
quena distancia na direccao sussueste ; e a boia Pan
San Kuoll ha de eliminar-se
As boias West Pan Sand, Pan Sand Spil, Pan
Palcb. e Wesl l'ongre, mudarlo de cor, paseando a
ser pintadas de branco e preto ; e a boia Wedge
deivar a cor vermclha para ser piulada toda de
prclo.
Por esta forma lodas as boias da margena norledo
canal scrio piuladas de branco e preto ; c de preto
totalmente as que exislirem na margem do ral.
A boia Mrgale Spil. que he pialada actualmen-
te de branco e preto, paasarii a se-lo era lisias ver-
licaes das ditas cores.Por ordera, J. Ilerbel. sc-
cretiro.
Direcrio geral das obras publicas, 3i de marro de
18j.O chele da reparlicilo lechnica, Caelano Al-
berto Mata. (Jornal do Commercio de Lisboa.)
Nos Estados-I nidos publicou-sc ltimamente a
estatislca relaliva aos resuliados da pesca da baleia
duranle o anno de 1854.0 seu exame be inleressante,
C iuvencivel, Alguraas golas de cliuva lislravam
o ar.
Pa-soujunlo de urna mulher assentada no chao, e
reconheceu a Marreca, urna das furias que linham
causado a prisao do Deslemido. A miseravel crea-
tura mostrava sobre seu semblante horrendo vesti-
gios de cor vermclha e branca que uodoavam-lhe as
faces desde a espera, esforro monstruoso da velhi-
ce e da fome A Marreca devorava um pedaro de
carne desenterrado em Monlfaucon. c a presenca da
cpxa au cuuscguio distrahi-la de seu appclil de
hyena.
A pobre nao ulgava-se asss tingada, peosoa que
o eco era anda muilo indlgeme, e conlinuou seu
raminho.
Ten lo dado uns cem passos, vio margem de urna
vereda oulra mulher que data uivos alando urna
chaj anliga e asquerosa que linhl no p : ora Mao
Fra. lilla solfria muilo e niio pode v-la.
O desejo da viugaii(;a abandonou inteiramente o
coraran da rapariga, a qual passou avante com um
senlimenlo de asco c de tristeza.
Alravessan.lo um campo de Internas, cnconlrou
una lerceira mulher... ou antes o cadver da Nari-
guda, de cuja bocea sabia una pore.au do relva meio
mascada. A miseravel atacada aera duvida duran-
te a imite de nina dessas romes sbitas c furiosa',
que assallam s vetes os estmagos queimados pelo
alcnol, e nada leudo para applaca-la, pozera-sea cor-
lar a relva como as beatas, o morrera por ler comido
milita.
Em toa queda a Nariguda perder o barrete de
polica que ervia-lhe de tonca, c seu crneo meio
caito deixava ver seos cabellos quasi trancos. Essa
invulsa pelo dombale da vida e da morto, es-
ara olhos toldados, css< bocea, donde sabia a relva,
enclieran do horror, de deslenlo o corado da ra-
pariga.
Movida por ccrlo pudor, ellacolhca urna porra.,
do lu/.erna c liinfoti-a sobre o rosto .1 cadver al'im
do que c-se espe 'taculo nao horronsasM aos que pas-
sissiun. Depois ganhon a estrada da Neuilly, o at-
sentou-se a lieira de um vallado junio de lima ar-
to. m. lugar .:n que dous dia; antes esperara pelo
Deslemido.
Ficou asim com os bracos ernzados al hora em
qur as bellas duquezas du bairro nobre, e as delicio-
sas marquetas irrisorias da ra de Bre.la vao passeai
no busque.
a'l quatro horas duques c duquezas, lees c
anas, banqaeiros burqaexea, primeiroa caiieiros,
vcdiaros, dansarinas.rhesam Uo brilhantes, lo am-
biciusos, tao labios, tao mora.-., lao enfadados, Uo
enfadunlins, lio ile-uuilenles dos oulros, lio conlen-
les de si metinos, i.io preaeeapados, tao negligentes,
13o compadecidos das dores falsas, Uo duros para
rom os sotTrmenlesreaea.iao vaidosoe, lo ridiculos,
lao tolos e Uo m.ios emito sin ordinariamente.
A mendiga eontemtJou um momento essa multi-
dao de caiiu.i-on- riCa, e depois vendo vir urna
mus bolla que as oulras, puxida por dous cavallus
por isso que respeila a um ramo da industria e com-
mercio que exerec grande importancia pelo seu con-
sumo.
As quanlidades de azeile de baleia realiasadas o
importadas nos Estados-l nidos no anuo de 1854,fo-
ram de 322,148 barris, igualando qiasi a cifradas
imporlarics em IK.I, quehavia sido a mais supe-
rior desde 1817. Nao obstante esla grande introduc*
.;ao de azeile, os preros em todas as suas variedades
mautivoram-se elevados, sendo esla mais una prova
de qne osgcuerosem alguns anuos teem augmentado
de valor, nao porque seJiolo a sua falta, roas porque
0 consumo loiuou urna mainr exlenjao, em rclajo
n ulico movimeiilo das Ir*ii'acr6e( do "lobo.
A aeganda observarao que deve fa/.er-se, be que o
augmeiiln das imporlares du azeile nao correspou-
deu aa augmento do numero dos navios empregados
na pesca. O numero destes navios fui de 5S bateas,
2(1 brignes e :! galeolas.havcndo una diminuirao de
IS galeras, 8 brigues e galeotas. C 'inparaiido esta
diminuirao pode julgar-se que houve um augmenlo
na lonelagem em cousequencia da tendencia que bo-
je existe para as conslrucroes uavaes de grandes di-
roensOcs ; mas nao aconlere assiro, porque se apr-
senla una diminuirao de 9,557 toneladas na lolar io
total dos navios empregados na pesca.
As noticias do Ocano rtico, em 1851, siode
um carcter poaco lavoravel. c a pesca elfcctuada
duranle a ultima cslajao docihio milito do lermo
medio ile todos os anuos anteriores. Alguns navios
nao y Miriam exlrabir ateito ; c oulros apenas cunse-
guiram lOil barriscada um. De 18 natos que pro-
vaveliiicule rruzaram o Ocano na ullima etta^ao,
15 D90 importaram ateito. e o insignificante resulta-
do dos oulros nao he sullioienle para compensar o
ensaio da empresa.
No mar de Ocholok osnecesso fui mais feliz, por-
que cada navio, termo medio, consegu.) nrd milhei-
ro de barris. Esle resultado si. por s ronsiderado
! poderia tomar.se como maravilhoso, mas se se tiver
em atlenrao a esculla das operar-oes no mar rtico, o
conjunclo da pesca re.lut-sc lermo medio a 8IK1 Lar-
ris cada navio, o que consliliie urna diminuirn de
IUO barris em cada um, em relacao aoanno ultimo,
em que as duas operarnos liveram um excelleute re-
sultado.
Isio deve malerialmenleaficciar as imporlares do
ateite em 1855, e segundo os clculos mais favora-
veis, a iniporlacao no prsenle auno nao exceder de
llill a 175 mil barris.
As imporla mais frutes do que prometiera ser as do actual, que
ja comer debaixo de urna pe-sima influencia ; mas
considerando o* preces elevados da uiercadoria, c
combinando lamhem n lodo das operaees dos dous
anuos, pode ditor-se que deve ainda lirar-sn cvrel-
l-nie vanlagem. que flcs dous anuos oceuparam
Bm lugardistinclo nevaanaes da pesca americana.
Todava a eoncloslo que osjornaesamericanosjul-
eaiu [loder tirar desloa dados eslalislicos, lie que o
commercio da pesca da halis tem lomado loda a ex-
lensio a que pudta aspirar, c que lem ebegado ao li-
1 mile extremo ; julgendo qne serla pi esento bftptIBaT
um numero maior de navios, a menos que se nao
descobrissem novas pangeos,onde a baleia secucon-
Irassc cm gropos mais numerosos.
A esle respeito, entendemos llover aqui consignar
algumas observaees emillidas pelo jornal denomi-
nado Borton-Daily-Aircriiur, sobre as emigrarnos
peridicas da baleia.
As mais rcenles noticias dos navios americanos
do norle do Pacifico, san taes, que devem allrahr a
alienrii. Acerescenla que as decepoOes que se ofl'e-
recem nao devem surprender, tanlo mais que be
negocio sabido, que as baleias abandonam as para-
gensonde esUo mais familiarisa.las, para serefugia-
rem cm novos espacos mariliraos.
Ha )t dous anuos que urna nnvacolonia de baleias
se diz existir, sem que os raarilimoslenham procura-
do verificar se he fundada a versUo que lem circula-
do a este respeiln.
Este novo viveiro do baleias be o mar de Spitz-
berg, comprelicndido entre a cosa de Spitzberg, o
oeste de Nova-Zamble, c o norte do cabo norle da
Noruega.Se se recorrer ao anno de 17O0,nota-c que
uaquella poca a pesca hollandeta prosperava no-la.
paragens. Algum tempo depois mauifcslou-se urna
dessas emigraees lanas ve/es observadas; as baleias
descriaran) daquelles mares, e os navios dcixaram
lambem de freqoajiia-louaijjiTrRlfeBle.
Mais larde espaimu-... nalo ine os gelos li-
nham '''- '"f..... 'v"' '^'" norte deste mar.
Mas ainda que este fado se dease, o eslado das cou-
sas modilicou-se depois, porque de urna exposir.io
cuidadosamenteesludada. e que foi dirigida socie-
dad.- geographica de Londres, resulta que o mar de
Spitzberg esl actualmente aberlo, e 15o navegave)
como no tempo cm que a pesca bollan.Iota florcscia.
O principal cslabelecimcnto ucsta poca, o de Sch-
mecrenberg, rumiado na parle norle de Spitzberg
pela fru a balieira, tiulia lodas as commodidades ; e
dos documentos autbenlicos consta que all havia
urna especie de barracas instaladas na e-lar.m da pes-
ca, onde os martimos encontravam os meios recos-
anos para occorrer sua sustentarlo.
Segundo um relatarlo do capilao Pdetrtnan, rujas
ns-rrr0es pelo que respeila navegabilidade ik'slas
paragens, eslo confirmadas por nimios oulros teslc-
inunlios nao menos serios, as baleias devem ser boje
muilo mais numerosas do que nunca no-mar do Spitz-
berg, que he o mais largo, caja existencia se condece
no Ocano Polar, c onde as baleias enconlram am
abrigo seguro contra asemprrtas dos pescador.s.Sem
proseguir al alli.podem seguramente oblcr-so resul-
tados muilo ralisfactorios ; purque cid capiles dos
navios ingle/es de commercio, que fazein a viagem
de Arkbangel, relerem que prximo da costa da No-
va /.amble, lem frequcnlcmcnte encontrado baleias
brancas c prctas.
Al boje iiciilium balieira ingle/., nem americano,
ou francas, lem empieliendidu a pesen tiestas regios:
mas, acerescenla Mr. I'clermari, logo que nos pesca-
dores consta que existo um |ionle onde as baleias
abundara, bao de dirigir-sc all sera Tazer cargj das
barreiras de nev fabulosas,com que por muilo lem-
po so pretenden mostrar ojete osles mares estavam fe-
chado*.
Ignoramos al que ponto sin exactas as asserjOes
de Mr. Pelorman; masjulgamns utaVmenciona-las;
porque se as baleias sao reabneiilc lao numerosas no
mar de Spitzberg, romo se pretende, all e encun-
tra urna nota origen) de riqueza sabraarina, que
"uito conten explorar. (Wem.)
Alteitadot dr residencia do jarochos. | losantente, resaltando que os parochos deixem mui-
Euira om 2.' discussao o projeclo n. 111 de 1862, ; las vezes do recebar eases altestados...
que dclormiuique ns altestados dos parochos para
cbranos de suas congruas serSo passados pelos dio-
cesanos, ou por seos delegados.
O lr. fibeiro da I.az:Sr. presidente, nao sei
ajaaes as rates que moveram os nobres membros
da commisr.io a presentar o projeclo em discussao.
Anteriormente ao anuo de I8".l ns parochos. para
Cobraren) s.uis congruas dos cofres pblicos, aprc-
.....avam altestados nicamente das cmaras mani-
epae-; pelo arl. 11. por.-in. da lei do orramenlo do
exerrino de 18">2 a 18VI pemillio-so que elles po-
dessem aptaestar Uunliem aUeilado* d..s vifariea
geraes o dos delegados de polica, e desla sorie per-
suado-me que nenhuma providencia mais so deve
adoptar a osle respeilo. visto que cora esla disposi-
J in d.i lei que anda continua a vigorar, o-l.i i esle
empregados a ..-alvo de qual.pior negativa caprichosa
da parle daquelles que tem de allcslar o cumpli-
mento do MUS dovele-.
O projeclo revogando asditposifoes de lei que ha
sobre esla malcra, determina que os parochos apr-
sentela altestados dos hispes o seus delegados, c esla
providencia, a meu ver, om vez de melhorar a sorle
dos p.ruchos a turna peior.
l'ma co:;Apoiado.
i) Sr. tlibeiro muilo extensas, e por isso muilo diflicil e incommo-
do aera aos parochos mandaron sollicitar dos res-
pectivos prolados os seus alleslado;. e os vigarios da
lima voz :Nunca soube .lisio.
" Sr. ( orria dat Stee$ : Em minha provincia
(enho oiivido algumas rcclamarcs de vigarios pela
dilVuuld.ide de reerber laas atleslados.
(1 meu nobre collega arguinentou, e fui cm que
mus so fundn, com as distancia cm que* arham
os tigarios g raes o o* bispos das freguezias do inte-
rior. Esse argumento nao pode proceder, porque
este ncoiivenieule esl prevenida no projeclo,
quando diz : os hispas ou jeus delegados c as-
sim os bispos ou seus delegados podem dar esses al-
leslad.it: alera deque, as congruas sendo cobradas
nascapitaes, podem os vigarios linter csses aliesla-
ib>s qoando forem, ou maodarem recebo-Ios...
O Sr. fibeiro da l.uz d um aparte.
O Sr. Corr i da* Veces : Ser sso em Minas ;
n i minha provincia elles cobran) as congruas na
thesoararia.
o Sr. Itlbro da Luz d mitro aparte.
" Sr. Corr dat Veces : Se esislem essai ina-
trucres em Mina-, assevero qosMC nao M o mes-
mo na minha provincia, o por tanto naquellcs lu-
em qae nao receben) as colleclorias, cerla-
menle n.u na inconveniente algum de que elles.
quando m in.laiein s capitaei receber as suas con-
gruas, ohtenham dos bispos ou quem sosa vetes li,
zer, o attestados.
Deverci diaer lambem que naquellas provincias
em que os parochos receberem as congruas as cui-
tara que como delegados dosles os devera dar, se- | lectoras, o respectivo hispo providenciar o melhor
gunde o projeclo, de ordinario lem lambem .ornar- aos oteresses dos parochos;
com arnezes do arala, disse mentalmente adeos a es-
le mundo tormentoso, ecorreu a lancar-se no meio
da estrada para que o carro passassc-lbe sobre o
corpo.
O cocheiro que era hbil, parou repriiliuanienle
os cavallos no momento em que pisavam j.i o vesti-
do da mendiga, e acoutaudo-a com o chicote gritou-
Ibo que lossa fazer-se esmagar em oulra parte.
No mo-iiio inslanle a porlnhola abrio-sc, e una
mora loma como o sol c enfeilada como um prado
no mex de maio, sabio do carro sem fazer caso da
loma que raancbou-lhc es sapatiubos de seda azul.
Curren para a mendiga, c ia ja fallar-lbe com urna
voz mais melodiosa que um canto de pas-aiinho,
quando a vista de s?u rosto cslrcmeccu, e disse :
A Devorante !
I'ez um signal e dous criados elegantes que pavn-
neavam-sc atraz do carro loinarara a pobre desmata-
da e tieitaram-na sobre um dos coxins da carruagem.
A moca subi depois dizendo ao ldc.no que (oclua
a poriinhola :
Para a casa toda a pressa !
Os cavallos parliram a galope.
Anles de ruulimiar, pero ao lelor malicioso que
nao imagine que esle incidente occulla alguma in-
lencao salyrca. Essa linda mora nao era irmaa de
caridade nem mulher beata, uom mesmo urna proe-
lilnla de corara., temo ; mas simplesmenle una boa
Saraarilana. una das ero.duras primorosas que Dos
semea ora as classes elevadas, ora lias inferiores,
alim de Berv-irern de modelo a triste luimauidade.
O desmata da mendiga durou muilo lempo, e sa-
hindo ilello ella cabio cm urna tabre acompanliada
de delirio, de sorle que nao leve couscicncia do lu-
gar em que eslava e da mudanca que se operara cm
lornu de. si.
A esse accesso de febre, que fot o medico recciar
alguma grave .locura cerebral, succedeu um somiio
profundo, o qual durou at nove boras. Assim
qnando a mendiga acordou, sua snrpreza nao leve
transiese).
Ella esfregnu ns olhos, c julgnu-se um moinenlo
0 ludibrio de um sonbo. Lembroii-sc depois que
qui/era |ir liiu a sua existencia, c pensou ipie com
ell'.'iio Dcos lendo-a chamado a si, ella acabara de
entrar em um inundo melhor. Para urna infeliz
habituada desde a infancia a dormir exposta ao se-
reno ou em gruas hmidas, o lugar a que achata-
se transportada poda rauito bem pasear por um pa-
raso.
Era um bello q-jarlo forrado de velludo atul, pre-
so nos canlos pnr presos de prata. Sobre a chaminc
de marmore havia um relogio e candelabros primo-
rosos. Mil objerlos de pbanlasia enlulhavara aine-
sinha tullida por duas caryalide* divinamente escul-
pidas |'m tpele felpudo de fundo branco sopea-
do de Tullas e llores de varias odres, cadeiras, eo n-
nio.la- iraciosamenle roberas de mantas brancas
guarnecidas de rendas, om bello rraciflxo de pri le
sobre velludo preto, uiu jarro cheio de llores de per-
fumes iiioffensivos, tal era, pouco mais ou menos, a
RIO DE JANEIRO
CAHIARA DOS SRS. OEPTflOOS.
Da 22 d- malo de 1855.
laso e approva-se a acta da sssao anterior de-
pois que passa-se ao seguale expediente:
Dous odiaos do Sr. ministra da juslira, remellen-
do nina representarte da assemldoa legislativa da
provincia de (ioyaz, pedindo a crearan all de um
seminario para inslrurrao dos que se dc.lir.ira ao
sacerdocio, c um requcrimculo do ller. bispo da di-
ocese da provincia de S. Pedro do Bio (iiandc do
Sol, fatendo Igual pedido.A' commissao de neg-
cios errlesiaslicos.
Di |. secretario da asamblea legistaliva da pro-
vincia de S. Paulo, enviando una repre-entarao dos
moradores do curato de S. Sebaslifcdo Paraizo, do
arraial de Sania Hila de Cuasia, do de S. KraucSco
do Monta Santo, e do cralo de Sania Rila da !',io
Claro, do municipio de Tres Ponas, provincia de
Miuas-lierars, pedindo a nunoxarao do son miini-
pio provincia de S. Paulo.A' coinniis-ao de cs-
tali-tica.
L'ma rcprcsenlar.lo d.i asscmbj|a lsislalita da
provincia de S. Podro, pedindo prov delicia, ronlra
aslcis provinriacs de Paran, S. Paulu c Santa C.i-
tharua, que eslabolcoem impost. na mpoilaja..
de animaos.A' commissSo de asieiobloa pravin-
ciaes.
l'm requeiimeiilode Joao Jos Projicr Philigrel,
natm-aV se naturalizar cidadao brasiloiro.- \' commissao de
r.....liluieao c poderes.
L'ma represeiilajJRo da assembla provincial de S.
Pedro do Rio (raudo do Sul. pedindo os meios ne-
cessarias para dcsobslrucrao do canal da Lagda dos
Palos..V 3,a commissao de orramenlo.
L'm requerimenlo dos varredores, sinciros o mas-
seros da .-apella imperial, pedindo augmenlo de
seus ordenados.A' commissao de pensocs c otde-
nadf.s.
De Manoel Antonio Bastos Ralclff, pedindo pa-
gamento de ordenados que Ihc s.lo devidos.A' com-
missao de pcnses e ordenados.
L-se, enlra cm discusse, e som debata he ap-
provado, o soguinto parecer:
.< A commissao de pensos c ordenados, a vista
do ollicio do ministro da tazeiida de 8 de jnlho de
1854, informando o requerimenlo dos empregados
da secedlo de suhsliluirao e resgale do papel-mocda,
annexa a Caita de araorlisarno, que pedem augmen-
to em seus vencimenlos, be de parecer que o men-
cionado ollicio e mais papis tejam devolvidos ,i
commissao de fazenda, a quem est airelo o pro-
jeclo n. 71 de 1854, que trata do augmento dos or-
denados dos donis empregados da mesm.i caita,
visto conler elle informares que abonam a preten-
do daquellesrequerenles, alim de sera mesina pre-
teurai lomada na devida considerarlo.
a Cmara dos depulados, 21 de maio de 1855.
D. Francisco B. da Silceira.Gomes fibeiro.
J. E. de .Y. S. /."balo, a
PBIMEIRA PAUTE DA ORDEM DO DIA.
Prelent-do de Manoel .Igoslinlio do \ucimenlo.
Enlra em 2." disrussao, e sem dbale be rejeila-
da, a resoluc.ao n. 88de 1851 que declara eslar cora-
prehendido ua resolurao da asscinbla geral legisla-
Uva de 31 de outubro de 1831, Manoel Agosli-
nbo do Nascimenta, escrplurario que fui da ex-
lincta reparlico do sommissariado geral do escr-
oto.
cas muilo vastas, e assiut para aquellcs parochos liae
morarera a grandes distancias sera lambem muilo
iucoininodo poerein obler ns altestados. Al.-m ds-
so, Sr. presidente, nao existindo entre os parochos e
os bispos e sois delegados ama Correspondencia
muilo activa, nao sei como estes poderBe altestar o
eumprimenta dos deveresdaqaelles quan.lo residirem
om lugares remotos, porijue su par elle poderia 81-
bor que os p iroclios tem residido em suas p ir ichias.
c que lem cumprdoseus ..levcrcs. e ueste caso os
bispos e vigarios geraes lecio de dar altestados em
r.-iis.'queiicia do informaros, ou do particulares ou
deauloridades civis, c assim melhor he que conli-
nuem eslasniesinas autoridades a darein soiuelhau-
los altestados, porque o farao sem que precisen)
recorrer a .miras autoridades que lh:s informen).
As cmaras municpacs quando dao alleslado. os
parodio liiiiilam-se n declarar que elles lem (du
residencia formal e material, e se paseando aos bis-
pos c cus delegados a faculdada de darem estas al-
Icslacoes, nao Ion elles do declarar c atlestar senao
o meste que atteslam as cmaras c mais autorida-
des ; lian sel qual vanlagem se pdela colher da in-
ri.ivarflo que lr.it u projeclo, que iiicnleslavclinen-
la torna peior o mais onerosa aseria dosles empre-
gados.
Vol paranlo contra o projeclo.
n Sr. Correa dan .Veres : Sr. presidente, ao
ouvir-se a discussao suscitada pelo meu nobre collc-
a respeilo dease projeclo que me ocrupa, sem
dusiJa Iguioa suppur-se-ba que a.|;niu;-,lraliva n
inenlc fallando elle he de sumino inlercssc para a
boa liscalisaoao e mesmo de summa conveniencia
para que os vigario:. cumpram exacta c rigorosa-
mente os seus deveres ; mas, scuhuros, assim nao he.
Tanto importa administrativamente que os atiesta*
dos sejau, pissados aos vigarios pelad autoridades c-
tis. romo pelas suas respectivas autoridades. Disci-
plinarmenle, porm tallando, cooiorme nossas dis-
posices cannicas, esses atleslados perlencem de
jure as autoridades ccclesiaslicas ; sim. sao os bis-
pos, ou seus delegados as nicas autoridades com-
petentes para alleslarem aus vigarios o exacto cum-
primeulo de seus deveres.
Como pois uciibum inconveniente ha em que es-
ses atleslados, que al boje lem sido passados con-
tra a disciplina polas autoridades civis, o sejam pe-
las laloridades ecclesiasticas ; se osa niudanca na-
da iuflue no cumpriinentu de seus deveres para com
os vigarios. enten lo que esta cmara .leve procurar
estar cm inleiro accordo com s disposicos canni-
cas a lal respeilo.
Alcm de.sse argumento da disciplina ccclcsaslica,
lemos cm favor do projeclo os grandes inconveni-
entes que resultan) aos mesmos vigarios de serem
passados esses atleslados pelas autoridades civi
porque sendo passados elles pelas cmaras muniri-
paes aconteca que as freguezias do interior, mili-
tas das quacs sao distantes das villas, sede das co-
marcas, (liflicilmenle os vigarios podiam receber es-
ses atleslados, ralo s por causa das distancias, co-
mo porque as cmaras inunicipaes nao fooccionam
n:quelles lugares regularmente como devem.
Occnrre mais que os delegados ou subdelegados,
a quem tai perrailtido dar taes atleslados, na ralla
das cmaras municipal-, alcm de nao po.lerem at-
leslar eonsciencioaaaoente seos parochos saoou nao
cumpridores de seus deveros, podem deixar-se [ios-
suir, ou do espirilo do patronato, ou de despeilo,
ou de oulros scnlimeulus que lacam com que, ou
doem altestados inmerecidos, ou ot recuscm despei-
dtsposicjlo do quarl.i a que a bella descouherida li-
tera Iransporlar a mendiga.
Longo de produzir o desencanlo, a realidade ex-
ceda desla vez as promessas da imaginaran. A po-
bresiuba em seus sonhos raas exagerados nunca eu-
Irevira nada seinelhaiilc a isso.
Deilada era um leito inncio e lepldo, rodea la de
corlinas do se.la. cujas dobraa c cor deleilavam a vis-
la, ella experinieulava urna salisfarAu inexpiiinivel,
que lbe (ra descoiihec-la al eniao. L"m tago cla-
ro crepitara na chamin imnnii sobro os movis o
rellexo pbanlasticu de suas labaredas, e os ratas do
sol sallando das janellas sobre o colclifio, brincavam
aos ps da mendiga.
jlergulbada pola primeira vet cm nina almosphe-
ra lepida, perfumada e penclranle, rodeada das
commodidades inaravlliosas invernadas polo engo-
lillo do luxo moderno, a pobresinha lirn muilo lem-
po engaada peta realidade. Koi por urna serie de
nbservaries pbysicas, a sinola do relogio, a depila-
ra o do logo, as allernalivas da sombra e do sol, que
ella convciiccu-sc da existencia desse paraizo lerres-
Ire. Enlao examinou mais allcnlamenlp lodos os
objectos, locou a seda com o dedo e revolveu-Sc em
seus lenroes linos c imprcgnaJos de um leve cbeiro
de vilela.
Enlrclanto una camarista enlrou sobre a pona
dos pos, dirigi se ao leita, e vendo que. a pobre ra-
pariga nao dorma, porguiilou-lbe como eslava. A
mendiga balbuciou algumas palavras ininlelligi-
veis.
t.lucr lomar um banhu'.' lornou a camarista.
A mendiga nao responden, mas deixou so envol-
ver cm um pentea lor delicado. Ao mesmo lempo
enlrou oulra criada, e ambas siislenlando a .lente
por baixo dos bracos condutiraiii-iia' a lima sala de
banho, contigua a ulcova, nudo um banheira cheio
de agua moma o ornado de sea manto dorambr.iia
recebeu o rorpo ibi pobre. As camaristas tun,irani-
Ihe enl.i os caiitlos, iunundaram-nos de oleo per-
fumado, reparlirem-uos, peutearam-oosem todos os
entidos. e fizeram rom ellos inagnilicas paslnhas
que mais de nina lidalga leria pago cura um quailo
de sua riqueza.
Ao cabo do urna hora a mendiga sabio do banho
bella, fresca c remoesda. MaHas raparigas que an-
dam enlaineadas pelas ras, -e fossem submellidas a
mesma varela. saWriam Uo alvos c divinis como
Venus, quando os poetas litoram-na sabir de una
vaga, virgOSO e amorosa.
Proccdeu-se depois ao vestuario. Ah a realidade
perdeu suas pruporcoes tacas e a sabedorla da ben-
teilora moatroo-se iuleiramenle na esculla du Irage
que destinara -i protegida. Ac.iuiisa era de linbo ac-
ta! grosso, mas alva e solida: o vestido de laa pr.-la,
lechado alo ao pescoco e guarnecido de, ama gola
bordada rnni simplirdadc. Calcaram-lhc Metas bran-
cas de .ilgodao, e spalos de sola lorie.
Assim Vestida, a Devuranle nada ron.i-it.it.i de
SUS ex'.ravaganna senao certa orignalidade nao des-
provid.r. de gur.
As duas camaristas rccon.liizirara-na ao quarlo, e
assenlaram-na junto do tago. Aprcsentaram-lhe de-
pois urna chavena de cho-olalo que, pelo seu cbeiro
de baunilha, deleilava tanto o ltalo como o goslo.
.\ mendiga tirando ssinha, acabava de tomar essa
excelleute bebida, quando a inora loura, por cuja
ordem fazia-se todo esse encanlamculo, entrn li-
geira como um pasaarinho, curris i pobre rapariga
c bejjou-lbe a Tronic perguntaudo :
Como ests '!
Contuia de lauta bondade, a mendiga cabio aos
. ps da bemieilura, dizendo:
Oh! a senhora he um anjo sobre a Terra.
Son apenas urna boa Samarilana, respondeu a
| mulher lonr.i; mas para com ligo renuncio a loda a
especie de raereciraenlo. Pago siuente una divida.
Urna divida... balbuciou a pobre.
Sem -luxi-Ja.... mas levanta-te. lie urna lou-
cura ajoelbar-le dianle de inim.... Nao tamos em
algum lempo companheiras de ollicina '! accrcsccn-
lou a beinfeitura com um sorriso admiravel.
A pobre in-ndiga nao romprebondia.
Nao es mais ja., alegre nem tao Iravcssa como
oulr'ora. lornou A senhora acha... balbuciou a mendiga.
Cerlaraente... mas qual be a razilo desse em-
bararo'.' Acaso nao n.e conbeces'.'
Ah lenbo padecido tanto que tenho esquoci-
do rauito.
Collada! Se eu tivesse podido acbar-le mais
rolo, ler-le-bia poupado mullos males! Eia, enca-
ra-mc bem. Lciubras-ic de urna rapariga, Gabriel-
la de Renlx, que tara separada de sua familia desdo
a mais lenra infancia por alguns iniseravcis que ce
biravam sua riqueza? Fui furtada na idade de sois
anuos, podida polos meas roubadores, e novamoiilo
achada qaatarze anuos depois. Ellos arrancaram-
nio a bemf lores generosos que linb ini-ino reco-
Ibiilo e nlroduziran cm minha familia mitra rapa-
riga cm ilion lugar; depois para fa/ereiu-ine inorrrr
a fura de II)'u (ratameulo.tanraraii.-ine era uniaof-
lriu i de pulidoras dirigida por um) loria chamada
-Mii ra, a qual cspaiiiata-nus. o na) data-nos ali-
mento....
A baronesa! cxclam.u a cjxa com om trans-
porta de alegra.
Tumou-llic as milos o beijou-as desfazendo-se cm
lagrimas. A mo^a chorava e sorria ao mesmo lempo.
Kccoiihcccs-mu agora .' lornou ella. Lerabrat-
le de quanlu amavis-mo. diabinho ruivo /
Ama-la-hci anda mais!
Vosees cbamavam-mc a baioncza para comba-
rom de miabas maneiras delicadas ; mas sei que lu
aui.it as-me, pois .qudaslo-me a fugir__ E quando
.\lao l'ria sorprondeii-nos uo mcmeiiio da partida,
laneaate-te sobra ella como verdadeiro diabo que es.
e morderte-le o pescoco las tartemeote que ella
un.na como una tara. K que be [ello da- oulras
apreuiii/es....., ires morenas?
Ellas tein-se degradado la lio que sua raao po-
dera lomar a eleva-las.
Disse o nobre depulado.aae o. bispos eos vigarios
geraes no poderiam sabor se os vigarios tinhaoi re-
sidencia em suas freguezias. Senborcs, o nobre de-
putado no calor da dicusa"0 enunciou um princi-
pio sobrero qual ponderando rom calma vera que
nao tai exacto ; porque dizer-sc que os,bispos e xi-
garios geraes na. podem saber rom certeza da pre-
sentados paradlos em suas treguetas, he o mesane
que dizer-sc que elles nao cumprem com seus de-
veres, o que nos nao devenios dcixar passar. sem
Oflensa juslira que meroron as nossas aulori.lades
crrlesaslicas. porque ellas sao zelosas no cumpli-
mento de sois deveres.
Visto pois, como arabo de dizer, qua uenlium in-
convcnienlc ha cm que cs.a sattarisactlo passe das
autoridades civis para as ceeleseaeliess, que esse pro-
jeclo tai do nleiro accordo com a t'isciplna eccle-
saslica, eu eotendo que a cmara .leve votar por
elle, e ncslo sentido lambem don o meu voto.
ii Sr. ttewriqueA : Sr. presidente, pareceme
que se pude aproveHar a opporlanidade para provi-
deociar-sea respeilo dos atleslados dos juizes muni-
cipacs. Pela lei de i de ontubr de 18.11 lano os
Hites de direiio como os iaizes manicipaes reeebiarn
os seus ordenados msdiaiilc atleetnd n pass dos po-
'' '" licipar I m aviso do rninisterio
da juslica do R'uat Ri nmios allcrou essa dis|Misirlo,
se be qn-- um av-is i poil.i alterar unta dspo..ir;.o Ic-
gislntita ; nas n cerln ha une ese aviso ton siJo
at boje ol'-erva.lo, c osjuies de direilo, cm vez de
roe bereqi < <<;< oi-i. i ilUataitas das c-
maras mnriri-.ics. o y, lliesouraiias das
provincial medanle nm cerlhlra lo de seus escrifl-
es; pralica e-la que me parece inrompalivcl com a
dignidado e decoro detilo aos juizes dcilireilo ,a-
poados injettos eemo r la assim a depen.ierem
de seus subalternos, que em maior depon leuda ain-
da .talles, e no reccio de mu auloamenlo iinmcdia-
lo nao lem outro remedio lenlo ccrlilicarem como
melhor conreaba ais ditos jsizna.
Ora, uina vez que islo esta cm vigora respeilo
dos juizes de direilo ; una vez que o ministerio da
da juslica, recunhecendo os obstculos que se oppu-
nham ao promplo pasamento desses magistrados pe-
la demora na rcuniao das cmaras municipaes, e
allendendo por outro lado a que os ordenados s,1o
applicadns mantenri dos funreinnarios publi-
co-", provdenciou pela maneira referida, prevenin-
do ilcslc modo as precsoes que tal demora poderia
occasiouar ; julgo que dando-se os mesmos incon-
venientes a respeito dos juizes municipaes, deve
aprovcilar-se a opportunidade para allcrar-sca dis-
posicao da loi rigente, delerminaudo-se que elles
sejam pasos por atleslados passados no pelas cama-
ras municipaes, e nem lambem pelos seus cscrives,
mas pelos seus legtimos superiores na comarca, os
juizes do direilo.
l'm Sr. Deputdo : E os juizes de direilo como
devem receber '.'
O Sr. Ilenriquct:Os juites de direilo poderlo
receber os seus ordenados por um alleslado passado
pelo presidenle da rclaraO as provincias que a live-
reni, e pelo presidenle da provincia naquelles em
que nao houvcr relarao.
Ora, sendo os ordenados dos juizes municipaes rc-
conhocidamenta tenues emesquinbes,,.. nlo ignorando
a cmara que assessesdas cmaras m-.iniripaes s,To
peridicas c enconlram miiitos embararos cm suas
reunies, e que por lano muilo lem de soflrer os
juizes municipaes com essa delonga na perceprao dos
sous vencimenlos....
l'm.Sr. Deputdo :No apoiado. Percebeui os
seus ordeuados mediante um alleslado do presiden-
te da cmara municipal.
O Sr. Ilenriques:Perde-me o uobre deputdo.
allirnio-lhe que esta engaado. A respeilo dos juizes
municipaes que sao pagos pelos cofres geraes. quem
atiesta be a cmara municipal : quanto aos emprega-
dos provinciana lie" que as assembleas de algumas
provincias, allendendo as diffrcoldades deque tallei,
(em determinado que elles sejam pagos mediante ai-
testado dos presidentes das cmaras municipaes.
Si. presidenle, ha juizes municipaes que lem pas-
sado .', e (i mezes sem poderem. receber osea ordena-
do ; e se nao me engao represcntae,es existem a
esle respeilo na secretaria da justicia.
Parece-me portadlo que, assim como a cmara al-
lende agora aos inconvenientes que soflrem os paro-
chos com a demora na receptlo de suas congruas,
mandando que sejam pagas por alto-lados dos bispos
diocesanos ou de seus delegados as provincias,
deve altender lambem aos juizes municipaes, que
nao considero menos credores da sua considerarlo
do que os parochos ordenando que elles sejam pagos
por altestados dos juizes de direilo. ,
Nesle sentido raandarei mesa urna emenda que
V. Exr. tere a bondade de submetlcr i consideraran
da casi.
O Sr. Prndente :A emenda do nobre depula-
do he un artigo addilixo ; ser lomado em couside-
rarao na eccasiao npporluna.
O Sr. Paula Candid-i -.Sr. presidente, nao (o-
raarei lempo i casa, couheco mesmo que nao sou
dos mais habilitados para (ralar da qucslo : se de-
va ou nao competir exclusivamente ao diocesano, c
seja mus ooiumodu aos parochos, e em quaquer parle
do imperio, que su elle passe os altestados deque
se trat} para serem os ordeuados cobrados, ou se pe-
lo menos em alguus lugares mais conveuha que
sejam passados laes atleslados por oulras autori-
dades.
Segundo adoulrinorlhodoxa, parece-me que nada
ha mais claro, pois lie muilo mais razoevel que o pda-
lo competente passe esses atleslados; parece-me lam-
bem nao menos evidente que nem sernpre essa dis-
posirao ser.i tavoravel, porque se em alguns logares
pode ser tacilmente eteculada esla disposicao, em
oulros se pode tornar iucomuioda e inconveniente.
Apoiaioi.)
Mas, Sr. presidente, o molivo porque pedi apa-
lavra he porque esta medida releva um vicio muilo
mus geral; releva a desconfianga que parece haver as
auloridadej, em quem alias deve o governo confiar
Nao basta era geral uas nossas roparlirOos que o ebe-
fo rubrique a tajha, he ainda domis preciso que des-
la rubrica, que importa um certificado de bom des-
enapeoho dos empregados, sj junte outro alleslado
especial !.... No tribunal do tbesouro c em oulras
rcparliroes ondoso pagan) ordenados, oxigem-se ai-
-sados pelos dietas das ropartiees, de
sorte quo elles alleslcm esuecifiead.iuicute que o em-
i I ulano .de tal venceu lauto, o alora dioso
que enmprie o seu dever.
Ora, senliores, nao sera islo volitarle de gastar su-
perfluaincule papel e mais papel ? Para quo ser-
vont lodos estos tbipl-Hos attostadon. esle excestn
de formulas e minucias sem as quaes se uau paga
cousa alguma"' O caso be que, se fallar alguma des-
sas superlluidades e de duplicadas formas, vera tago
o erapregado de peniia atraz da urelha e pitada no
dedo e adeos pagamento, tara com o pretndeme.
IHietuUu.)
O .Sr. Ilenriques :Esta engaado ; quando vito
contemplados em folln nao he preciso altestados em
separado.
O Sr. Paula Candido:Se l frem sem allesla-
do sao inmediatamente recambiados, e se ha algu-
ma ox'-epcau a essa regra, declaro ao nobre deputdo
que no Ro de Janeiro uao he assim, ao menos para
n.mas repartiroes....
O Sr. Ilenriques :Eu tenho visto no tbesou-
ro que nao so exigen) atleslados em separado quau-
do os empregados vao em talba. Potso asseverar
islo.
O Sr. /'aula Candido:Ora, senborcs, cpino es-
la engaado o nobre deputdo Como acredilarei
que nao se exigen) altestados, cu que lenho o
ii .di.ilhn de assigoar Tullas e atleslados em separado
lodos os mezes! Sera possivel qae ainda assim eu
ignore'.'
m Sr. Deputdo :E o sello ?
(' Sr. Paula Candido : E ainda o competente
sello (/Usadas.
Senliores, urna das cousas que mais incommodam
as pessoas que vao ao tbesouro, que mesmo serve
para desacreditar o lliosouro e que afugeuta muila
gente de ler com elle Iransacrcs, he essas tricas...
Sr. /'. Iklaviano d um aparte que nao ou-
vimo.
Oh! por mais degradadas que cslejam, sabe-
remos alcance-las... salvaremos almas para Dos. E
a Muda '.'
Desapparereu.... Nao litemos noticias delta
depois que fugimos da casa da oulra luna chamada
Marreca.
Mas dts-me, porque horrvcl acaso escapaste
de ser esmagada debaixo dos pos de mcut cavallos.
.Nao era por acaso, mas por uina vonlade bem
determinada. %
Como, desgrarada, um suicidio .'
Sim, senhora, responden a .mendiga com lora
triste e firme ao mesmo lempo, um suicidio; porque
estou tarta de padecer neslu inundo, e apetar de sua
adorare! bondade lamento le-la visto, lamento ter
sido arrancada inurle ; pois resolv morrer e mor-
rerei brevemente.
(>ue dtes ".' Isso he horrivel .' Ten sollrido
umitas nrivacoes?
* Sun, mas nao he a miseria que determina-me;
pois ainda que eu livesse motado de sua riqueza,
quereria linda morrer.
Mas o que he enlao .'
Ali be urna histeria mu triste e tanga.
Dte sempre. oh.' rogo-lc que m'o digas ex-
clainuu a benifeitora abracando a mendiga, c appro-
ximando-lhe o roslo do sen.
A senhora oquer "f Pois bem, ouca-me.
A rapariga coniou como conhecera o Destemido,
de que maneira elle a livr.ira de um miseravel que
a espancaVa. Depois veio a vida do RomaaHcliel, e
o que passara-sc nos dous dias de que ja tratamos,
Quando a pobre ebegou a essa noile cheia de amor
pino o de scnlunen(os nobres, o bcmfeitara nao pude
licitar do admirar o capricho maratilboso da Provi-
dencia, que tai as yezesnascer as paiftes mais castas
nos lugares mais vis.
Enlao vosees qoerram casar-te, loruar-sc bou-
rados, e vtor pelo Itabalho '.' disse a moca.
O Deslemido ora feilo pira as cansas boas, res-
pundeu coxa ; elle detestava a existencia illegilima
em qne a falalidade oli/.era nascer. lie nm grande
'. senhora !... Nao sobreviverei sua condem-
nardo, o aniquilamenta de nossos projectos de ven-
tura... Quero malar-rae.
Veremos*... Em qne casa ello coramelleu o ul-
timo lurlo que o perdeu ?
Era rasa de um visconde.... espere... .lo vis-
conde de i-un...
Meu marido exrlamnu a mora.
I,raudo Deasl disse a mendiga orcullanJo o
rosto as maos.
Nao loi urna concille de ouro ?
Sim, senhora.
E a quem vendeu-a '.'
\ en.leu-a por tinte trancos ao reino Seneehal,
oirullador da ra ir Veit Bois.
Adeo), minha pobre l.eonia. po- ja que elle
rbamou-le assim, sera sempre esse o leu verdadeiro
nomo, disse a Tisconueasa, Espera om Dos, e se
O Sr. Paula Candido : Se nem sempre se exi-
gein altestados alen) da talha rubricada, exigem-se
algumas vezes, e eutAo a medida fiscal que os exige
he urna incoherencia, he urna inutilidade incommo-
da : porque haver urna talha assignada por um che-
alo amanbaa cu nao te liouver trazido consolacao ef-
licaz, permilto-te que morras.
A pobre beijou a trada do ve.lulo do anjo, o qnal
relirou-se deixando a,traz de si um desses sorrisos
que dizem:Espera. .
No dia segu me ama mao poderosa o dcsconlieci
da abra as portas da priso ao Desterrado, o qoM
sabipdo encontrn um criado sem libr que convi-
dou-o a entrar em um carro, dizendo :
11c a vonlade daquelle qoe o taz sabir daqu.
O Desteinido obedeceu.
l'ma hora depois a carruagem enlrou no paleo de
um patricio que o Bomnnitcbel reconheceu com ter-
ror pela habitarao do visconde de Tliun.
O criadoinlroduziu-o no gabinete do visconde, o
qual e-tata aasenUdo junio do btale, c pareca re-
ficrlir profiiu lamenlo.
(Itiscondc ora h.inon de uns quarenta aunos,
de estatura alia e fronte larga mcio calva. Urna bata
de arlilharia levara-lbe o braco esquerdo na balalha
de Walerloo. Soldado por acaso, orador e philoso-
pho. dolado ao mesmo lempo de urna organisacao
excelleute, e de urna physionomia admiravelmenle
nobre, de inlelligenca c de bondade, Mr. de Thun
he physica c moralmenle, um dos hnmens mais a 1-
miraveis desle lempo.
Atsenle-se, disse elle ao Destemido.
Lxaminou-o um momenlo com urna atlcncao re-
floclida, e acrescenlou :
Vine, tai encarcerado injustamente pelo furto
de urna eorrcnle de ouro que tai adiada..., Ei-ia.
O Deslemido Tvacqpete commovido por (ao gran-
de generosidade, cabio de joelhos, exclamando :
Pcr.loe-me, seuhor visconde !
Levanlc-se, lornou esle. Ouvi dizer que Vroc.
linba frite projectas de teluro.... que queria Iraba-
llu.r. ra-ar-se...
Sun, seuhor. l
Sua resolurao esl bem determinada'.' perguu-
lou o visconde cncarando-o firmemente.
O Destemido sosleutoa ene olhar, c repeli :
Sim, senbor.
EotSo quero aju.la-ln na carreira honrada que
irehender... I'aro-o intendente da minha ta-
biira de Chnlilly.... Qaante a sua mulher, creta
que Vine, j. escollitu-a... Ella ospea-o ; v.
Abrio-se urna porla c o Dcstemido vio no quarlo
vizinho sua l.eonia bolla, fresca, lindamente vesti-
da, que esperave-o anciusa com os bracos abortos. O
mancebo lanrou se nellcs chorando.
111 conde de Thun ternura a vollar para o bofe-
te, mas em vez de Irabalhar, sorria ao papel.....
quando senlo duas luaosinhqs alva apoiarem-se-
Ihe sobre os hombros. Vollou a cabera e recebeu
na face um beijo dado por dous labios mais frescos
que um botSo de rosa do Bengala. Era a tada loura
Ine cbamatase sobro a Ierra: a tiscondessa de
liuu.
I1M.
MUTILADO



fe.d* una reparttaao e ainda serem precisos altes-
tados. he o mesmo que o governo nao confiar nesses
chotas. Ora, seria melhdr dsmilli-los do que obri-
ga-los a fazer alleslados quedenunciam falla de cuu-
lijii<;.i nelles.
Enlendo pois que era lugar desla medida era me-
lhor que viesse^ima^disposicilo geral que dissesse
que os E\ms. diocesanos mandariam mensalmente,
ou no prazo marcado; por si o seus delegados, urna
folha de todo os empregados que devem receber os
seas ordenados, sem serem precisos os alleslados ou
raais cousa alguma.
Acredite o nobre depurado queem niuilos lagares
nao chega a lempo a*(aer,ao do diocesano |; o
lobre depulado sabe;que" ha parochos no interior das
provincias que nao lem acirva e mensal correspon-
dencia con o bispo ; o que bao de fazer, pois, esses
parocubs quaudo liverem de aprescmtar o tal atles-
Udo, e nao houver outro eclesistica, que, delega-
do da E\r(r.Miocesauo, lh'o possa passsr?... nao re-
ce bem
DIARIO DE PLRNAMBCO QUfiRTA FEIRA iOEJUNHOE 355
pronunciar-me contra o artigo addiuv o era discussao
pea sua deficiencia. Me parece que, a oTfereccr-
se un artigo desla natureza, deveria elle conler urna
niedifia\ger.il a respeilo .le allcsfaMus, pofs o qne
existe Ife um verdadeiru cahos. O que quer di-
zer dVi escrivao passar altestado para o seu juiz de
direilo receber ordenado ? Nao comprehendo.
Disse-se, que as cmaras municipaes nao eram
compelen* para pasiarem esses alleslados, porque
as pessoas competentes para passa-los deveriam ler
auloridade Uo lata ou allribuicf.es tao extensas cm
territorio como as autoridades que lem de receber
enes alleslados.
Creio, que foi esla a razan que levou o ministerio
ira juslira a expedir o aviso a que o nobr depulado
se referi ; disse-se, que a cmara municipal nao era
competente, porque, leudo o juiz de direilo jurisdic-
clo em um territorio mais extenso que a cmara
municipal, que a linlia apenas dentro do seu muni-
cipio, nao era corporacao competente para passar
altestado aquellos juizes ; mas, querendo-sc reme-
diar n mal, fez-se a mou ver oulro : incumbio-se
aos escrivaes de passar altestado ao seu juiz de di- Repblica do l'rugua).
reilo.
Que razes justificaran^ isso ".' Ou o juiz de direilo
he incapaz de exigir do Ihesouro publico indevida-
menlc vencimeiilos, ou Dio; no primeiro casodeler-
minc-se que elle receba esses vencimenlos indepen-
denlemeule dcallcslados; mas se se julga que elle he
capaz de exigir aquillo que nao llie he devid.., ha P conforme o seu glorioso passado.
Sr. presidente, eu enlendo que se para alguns pa-
rochos tem o projecto de -ser prove loso, para oulros
para os que viverem cm lugares remlos, onde ne-
nhum delegado do Exm. diocesano possa passar-lhc
o all< -lado, para estes o projecto empciora as con-
dircs. Julgi. |H)is indilTereole quanlo ao proveilo,
n;1o quanlo a doutrina orlhndnxa, que passe ou nao
projecto : empenhar-mc-hia porem por urna me-
dida metra o inconveniente a que alludi.
O Sr. Tagua :Sr.|presidenle. o projeelo que se
discute uao he de pouca importancia, lem por lim
nao altender commodidade do clero, porem i dis-
ciplina da igreja. Em materia de principios a ques-
lo de conveniencia, de commodidade individual he
sempre secundaria.
A doutrina em que se lundou o projeelo me pare-
ce iocontestavel ; devendo ser pagos os parochos de
suas congruas em consequeocia da residencia paro-
chial, esla residencia nao pode ser verificada senao
pelo seu legitimo prelado. A resideheia parocliial
he regalada pelas leis ecclesiaslicas ; sao os cliefes
da igreja os nicos competentes para conhecer da
applicaraodessaslcis, para verificarse seda a resi-
dencia da parle dos parochos. He negocio este que
no peitence ao poder administrativo.
Entre nos se havia eslabelecido, cm alleuc,ao as
dilliculdadesquohavia de procurar alleslados as
sedes episcopaes, que os parochos pudessem cobrar
suas congruas mediante alleslados dos delegados c
jaizes de paz. Esla disposirao foi alacada por todos
os prelados do imperio ; o primaz do Brasil, o ve-
nerando arcebispoda Baha, foi um dos que mais se
oppoz a lal disposirao, que na sua opiniao oflondi-
a as prerogalivas do poder episcopal. Eslou mes-
mo persuadido que boje nao haver parodio que se
aproveilc desta disposirao em vista das pfes-
cripres dos seu rhtfes. Na minlia provincia o pre-
lado lem feilo ver que os parochos devem dirigir-se a
sa auloridade ou a seas provisores e delegados para
Ihesser alteslada a residencia e receberem suas con-
gruas. Parere-me islo de toda a razao ; porque,
como se poderia manler a disciplina ecclesiaslica, o
nexo que deve baver enlrc os bispos e os pastores de
segonla ordem, se estes nao precirassem recorrer aos
ordinarios para obter os alleslados de sua residen-
cia ; mas se pudessem dirigir a qualquer delegado
ou juir de paz '.' Parece-me que a disciplina eccle-
siaslica iria por Ierra. -Conven] que se rcldxem rada
vez mais os tacos que prendem ao prelados os pas-
tores de segunda ordem Parece-me que nao, que
a assemblca geral nao deve concorrer para islo. Nao
enleodo o que sao parochos sem dependencia de
seos rhefes, dos ordinarios ; parece-me que a asscm
bla geral, bem longc de afrouxar esses lacus, deve
procurar aperta-los.
Nio duvido que alguma inconveniencia possa ap-
pareeer.mas nao sei qual teja a medida geral quena
Possj.presentar inconvenicnlcs. O projecto remedia
o* inconvenientes quanlo he possivd,porque eslabele-
ce que os alleslados da residencia dos parochos sejam
pastados pelos diocesanos ou por seus delegados.
Nincuem he mais iuteres que os prelados diocesanos ; a ellas compele ver o
que rodera as conveniencias dos parochos, afim de
ampliar a faculdade de passar alleslados a pessoas
que eslejam em cireumslancias de da-los importuna-
mente.
Os nobres deputados arguraenlam dizendn que ha
parochos que se acham em grande distancia da sede
episcopal, que assim ha necessidade de seren os ai-
testados dados por oolras autoridades que nao pelos
prelado* diocesanos. r>to projeelo sao os prelados
competentes para designar quacs as autoridades a
quem devem recorrer os parochos; os bispos podem
eslabelecer que os alleslados sejaru liados nao s por
seus provisores, como por quaesqner vigarios ou de-
legados a quem elles confiem a auloridade necessa-
ia para esse tiro. Por tanta creio que o projeelo co-
media os inconvenientes ponderados pelos nobres de-
pulado*. era supponho que o poder civil possa
apresenlar-sc mais desvelado em fovor dos parochos
do que o proprio cacto da igreja as diversas dice-
sis ; seria injurioso ao poder episcopal suppor que
poderes civis se inleressam mais a bem .los parochos
do qne o proprios hispos.
Eu porlanlo enlendo que a quclao nao he mera-
mente de conveniencia, he de doutrina,'he de prin-
cipios, que a verdadeira doulrina he.aquella que o
projeelo consagra.
O nobre deputado honrado 1. secretario quer
urna allerarao prefinida na forma porque se verefi- visloI'|e Pz he novo, no paiz ha muilo que fa-
disciilain.is o \olo de grecas, |>cc,o ao uobra prn-
denle do consellio que por algum lempo se aparte
dessespartes que podem provocar urna discussio um
pouco azeda.
Por minha parle eu posso asseverar ao nobre mi-
nistro que disculo com o homem poltico, nun.-a
me separo do homem poltico para alacar o bornen
particular.
Ha um ulerease, senhores, para a cmara, nessa
mancira de discutir, c que a proseguir-se assim pou-
co a pouco vamos perdendo tssa forja moral que de-
vemos sempre conservar. A discussao de honlem
foi urna prova disso.
Entrando em materia, Sr. presidente, eu dividi-
rei o met discurso em duas parles ; una ser re-
lativa aos negocios exteriores, a a outra, a segunda,
sera relativa poltica interna, e a adminislra-
(8o.
A primeira parte, a dos negocios cxlcriore..-, ver-
sara sobre dous pontos, deixarei o mais para o orca-
menlo ; o primeiro ponto sera a queslao do Para-
guay ; a segunda, oeslado de nossas relaces com a
llevo protestar ao nobre ministro dos negocios e
(raugeiros que. quaes<|uer que forcm as minha* ei-
prcsses, nao lenderao a afrouxar as nossas rclarms
de anu/.ade que sempre nos leslcmunhamos, Dio o
lomarci por norte as ininhas opniOes polticas, res-
peitarei com ludo suas intanrf.es considerando-o
de conrordar-se que elle o recebar ainda assim,
porque uao ha asrtalo que possa resistir ao pedido
do juiz, que para elle importa, por via de regra,
urna ordem.
O Sr.*guera de Mello :O escrivlo nao di al-
leslados, certifica.
" Sr. Leitao da Cuiiha : He a mesma cousa.
O juiz de direilo pode deixar de cumprir os seus de-
veres durante 8 ou 10 dias no mez, e no lim delles
dizer ao escrivao Certifique que exerci as minhas
fuoccoes durante o mez lodo, a
Ha um aparle.
O nobre depulado sabe que o juiz .le direilo pode
permanecer na comarca c nao cumprir os seus de-
veres.
O Sr. Figueira de Mello : Nao he islo o que
o escrivao certifica.
O Sr. Uao da Cunha : En lo eslabelecamos
quetrto, O altestado he da residencia do lugar,
ou he do cumprimenlo dos deveres"?
O Sr. Taques: -a*0 ccrlificado he do fado mate-
rial do exercicio. (..potado .
O Sr. Leilao da unha: Mas entao nao admil-
lem os nobres deputados que o juiz de direilo pode
eslar no lugar sem cumprir os deveres do seu cargo
Sem estar em exercicio? Eu jaleo que o cm-
pregaclo que nao cumpre religiosamente os
seus deveres, que deixa de excreer as suas func-
r,6cs por um. dous, ou mais dias, nao lem direilo de
receber no lim do mez o seu ordenado por inleiro ;e
se o alleslado he para islo, nao sei como o escrivao
seja competente para o passar.
O Sr. F. Octaciano da um aparte quenao pode-
mos ouvir.
O Sr. Leitao da Cunlia : Apoiado; a honrada
palavra dojuzdo direilo deveria prevalecer, porque
se ha auloridade que possa dominar completamente
aos seus subordinados be cerlamcnte o juiz de direi-
lo ao seu escrivao.
Touxe islo. senhores, nicamente para mostrar
queem materia de alleslados eslamos em um com-
pleto callos.
Quem passa alleslado ao chefe de polica as pro-
vincias be o presidente.
OSr. Figueira de ello:0 presidente nao
passa altestado alguui.
O Sr. Leitao da Cunha : Na provincia do Pa-
ra acontece isto.
OSr. Paea Brrelo : Em toda a parte.
O Sr. Leilao da Cunha : Diz um nobre depu-
lado que em loda a parte, c enlrelanlc outro diz que
nao Asseguro que as provincias se exige allesla-
do dos .residentes para os dictes de polica recebe-
rem os seus ordeuados.
O Sr. Figueira de Mello diz algumas palavras
que nao podemos ouvir.
O Sr. Leilo da Cunha : Assim, qxier pela de-
ficiencia da materia, quer porque nao julgo que o
juiz de direilo possa alteslar a residencia dos juizes
municipaes fora dos termos em que elle est, vej-
me na necessidade de volar contra o artigo addilivo
do nobre depulado.
A discussao fica adiada pela hora.
SEGUNDA PAUTE DA OKEM DO DA.
Iletpotta falta do throno.
Continua a discussao desla ma:eria.
OSr. Presidente: Tem a palavra o Sr. Farra*.
OSr. Ferra:: iMovimenlo de alienlo. Silen-
cio.) A doulrina que lem lavrado ha algn- anuos de
que o vol degradas he apenas um acto de cortada
a coroa me deu a esperanra de que nao tomasse o
lempo da cmara esla discussao : eu linda como cer-
lo que essa era a pralica que deviamo* seguir pelo
exemplo quedemos o auno passado, pelas palavras
do nobre presidente doronselho proferidas no sena-
do ainda nesle mino. E parercme, Sr. presdanle,
que avisada iria a cmara e o ministerio se quizesse
adoptar essa pratica ; o ministerio que deve procu-
rar por lodas as maneiras preeuchor o nosso lempo
com a discussio de medidas de grande porvfr
ca o semen entre nos, a lim de ser retribuido pelo
estado, quer rcduzir ludo a fallas. Ora, o nobre
depilado deve ponderar que a alteslacao do semen
por meio de tollias nao se pode dar senao a respeilo
de empregados em repartieres, de empregados que
eslo f cnlralisados ; sem duvida as diversas repsr-
tirOes do estado sao pagas era virtude defolhas ; mas
pagar por meio de follias a pessoas que esto disie-
minad is em crande lerrilorio, parecc-mc impossivel
eslabelecer. A idea por consequencia do nobre de-
putado nao me parece aceilavel, nab me parece
roesm.i opportuna.
Eu nao prolongare! o dbale ; reservo-me para
em oulra occasiao fazer algumas consideraroes acer-
ca da emenda ofierecid pelo meu nobre cllcga pe-
la Par.ihiha. Eslou de accordo com o nobre depu-
lado acerca dessp pensameulo, mas parece-me que
a soai-mcnda bao he opporluua: julgo que o pro-
jecto de que se trata nao lera por lim mais que
firmar a verdadeira doulrina cannica, c nesle sen-
tido nao deve -tr embararado por ama materia es-
Iranha....
.sr. //e/irt?ue,:_A materia he do pagamento
de ordenados.
O Sr. Taques :-Sobre a forma dos alleslados
do diversos empregados para cobranra de seos
veocimenlos haveria muilo qoe dizer, que dispor ; o
fira do projecto nao he este propriamente, he lixar a
verdadeira doulrina sobre este objeclo....
O .sr. Ilenriquet:O nobre depulado pode com-
pletar o projeelo.
O .sr. Taques:Creio que ninguem pode encar-
regar islo a outro ; cada um faja o que poder.
Jolgi-se a materia discutida : o artigo be appro-
vado.
Le-se, apoia-se e entra cm discussao o seguinte
artigo addilivo :
Os alleslados para os juizes municipaes recebe-
rem os seos ordenados serao passados pelos juizes
de drilo respectivos.Ilenriquet.
O Sr..Lelau da Cunha,:l.iraiiar-mc-lici, Sr.
presidente, a breves reflexes sobre a artigo addili-
iilra o qual tenho de pronunciar-me, do so
pelas nota apresenladas pelo uebre depulado pela
Babia, como porque nao posso comprelieoder como
quer honrado meml.ro pela Paralaba que os juizes
le direilo sejam competentes para passar alleslados
de residencia aos juizes municipaes.
nobre depulado sabe que os juizes de direilo
zer, e o lempo he curto, he eslreito, a vida breve.
Mas a nobre commissao do vol de grabas pre-
me que foi alm do proprio ilesejo do ministerio ac-
tual. A nobre commissao do vol de gracas quiz
que a cmara desse nm vol de inteira confianza
sabia e Mustiada poltica do denodado Sr. Marque*
.le Paran.!
E ja v a cmara que oceupando eu nm ssWDto
nesla casa, (ndo-rne declarado intenso poltica do
minislerio actual, nao poderia dentar de lomar par-
te nesla discussao.
Verdade he, Sr. presidente, que eu enlendo qoc
esla discussao nada aproveila alenlo o falseamenlo
ilusv-lenii representativo, ltenlo o nosso prop'io
eslado. De que serve a opposicao proferir-sc '.' Di-
que serve essa demonstrado que se desoja Ser el-
la lili da convicrao l Mal se desgarra um membro
da maioria para a opposirao, o nobre presidente do
conselhodirije-se a elle, exige, invoca lodos os prin-
cipios da amiade, da amizade a mais mitiga, para
que nao se aparle das suas lileiras ; se acaso esse
membro resiste ludo e aprcsenla-sc no posto que
procura.... mal delle... Vos vistes ainda honlem
como foi victima um dos membros da cmara, e a
cmara ofTendida na pessoa desse membro !
Que importa, senhores, um vol desles que a no-
bre commissao procura dar ao ministerio que defen-
dc ".' Que importa ? A maioria est por ventu-
ra reunid.i soh a base da verdadeira convicc,flo O
lo que prende lodos os nobres membros da maioria
he o das alleirf.es particulares ; o do qoc prende
os membros da maioria, senhores, digamos a verda-
des, he... o temor, .tpoiados enao apoiados.) He
o temor, meas charos senhores. (Silo apoiados. Eu,
vos todos, pergunlamos : quera substituir ao ac-
lual minislerio '.'Cada um de nspergunlaa si mes-
mo :ha minislerio possivel depois da actual?He
esla a verdade que cu lenho colhido de lodos quan-
toe pensara nos negocios do paiz; he isloo que cu pen
so.E na verdade taco orna grande resistencia, urna
violencia incsmo aos meus seutimenlos, enllocando
me nesla tribuna para fallar acercado prsenle voto
de gracas. O que exprimir elle ?
O vol de urna maioria Dio presa pela convicrao.
e sim por alTeires particulares, por cs;ctcmor sobre
o futuro do paiz.
Cma oulra ponderaran me Cazie hesitar cm tomar
a palavra, e Deseen ella do detejo que lenho de ver
sempre nesla cmara as discusscs lomaren) urna fa-
ce brillianle, caque corra sobre o esparo em que a
"i Ir, la qoe tesa jurisdicrao era urna comar- "rbanidade deve sempre imperar.
ra inteira, que esla comarca pode comprel.ender
um ou tois lerino-, e qse em cada termo deve exis-
tir ata jai/ municipal ; como quer, pois, que o juiz
de dr.eilo. que deve residir ain um termo, possa al-
le-l.ir a residencia de um juiz municipal que retida
em termo diverso ?...
o.sr. llenrique* :Em Ierran desua comarca.
" Sr. /to da Cunha :N.-nlium empregad.
alleslar a residencia^ de outro sena. residindo
ronumclameiile com elles'' Supponba-se que urna
iniiarca tem dous ou tees termos ; cada um destes
termos lem n sea juiz municipal; como poder o
juiz de direilo que resida em um desles termos al-
leslar a residencia do joiz munieip.il residente em
l'-mi) diverso .' Nao posso romprehender ; espe-
ro
iler.
AMl por oulro lado, Sr. presidente, tedia de i
Eu, Sr. presidenta, otes de entrar na malcra,
faro un requcrimcnlo a V. Exc. e um convite ao
nobre presidente do conselho.
A V. Exc. peco para que contra mira dispare In-
das as armas com que o rcgiuieul Ihe ha armado
qujiub. me desusar da discussao. c as nobre presi-
denle do conselbo peco um respeilo sincero.
lodos nos iiasremos para nos eslimar.
O Sr. Ilrundao :Apoiado.
" Sr. Ferros :,... lemos direilo a ser respei-
tados...
Ot Srt. Siqtteira Qmeiros e Brando : A-.
poiado*.
o Sr. Ferrai :... nao sn como homens parli-
ealarai, mas como membros da raniara dos depula-
que o nnlu-e depulado rae explique isto, se po- dos, escoliiidot do pi.vo'. ;
O Sr. Ilimndo :Apoiado .
O Sr. farras : Se, pois,-nhore?, quer-se que
Primeiro poni o Paraguay. Nossas relacf.es
com o Paraguay se achavara rola e estremecidas.
Os pontos principies da divergencia vnham a ser-u
luae.io de limites...
O Sr. Ilrando :Apoiado.
O Sr. Ferraz : O presidente l.opez tinha su-
bordinado a queslao de navegarao de limites...
O .S'r. /Irandiio :Apoiado.
OSr. Ferrar:...depois apparcccu a queslao
Leal, mas a queslao Leal nao fui senao o clieilo di
poltica de lemporisae.So, que lem sido sempre guar-
dada e conservada cm sua maior extensilo pelo pre-
sidente Lpez, ou antes por todos os polticos da
Kio da Prata, das repblicas de rafa hespanhula.
O presidente Lpez nao paula por mancira algu-
ma ceder s nossas prelences ; o sangue brasilein
tinha corrido no Fecho dos Morros, elle tinha pela
primeira vez lemporisado, litili.i fgido de uomear
commissarios para dellas tratar, era preciso galibar
lempo ; de urna occasiao azada se aproveilou e deu
os passaportes ao ministre Leal sob vaos c fuleis
pretextos.
Se nos livessemos nicamente queixa da repbli-
ca do Paraguay pela queslao Leal, loriamos caini -
libado pela mesraa mancira porque camiuliou a In-
glaterra na queslao que houve ainda ha bem pouco
lempo entre ella o a Hcspanba. t'.begaram a um
eslado de inlelligencia sali.factjrio para ambas as
potencias sem moviincnlo de forras, sem demons-
Irarao armadi; mas mis lindamos iuleresse de maior
momeuto, de grande momento, a lixacao de limites,
que be. c sempre sera entre a repblica do Para-
guay e o Brasil o pomo da discordia.
O ministerio se compenetrou da necessidade de
demonslrarao armada para apelar suas prelences.
suas justas rcclan1a5i.es, nos vimos o chrouista do
nobre ministro da marinba declarar que a mais bel"
la esquadra se mova para as aguas do Paraguay, e
aneiosos esperamos por um grande felo...
Faramos juslira ao nobre ministro da mariuha,
com lodo o empenho, com lodo o fervor elle se deu
esse grande desidertum ; cm loda a parle se falla-
va era guerra, e guerra era o clio que repercuta
por lodo o esparo do Brasil : eu, Sr. presidente,
que, confurnic o leslciiianho do nobre ministro de
estrangeirps dado uo senado era 1KH, estudo os ne-
gocios do meu paiz, previ o conlrario, dizia lam-
bemguerra ; sim guerra aos cofres pblicos, e
sempre live que esse serla o resultado da demons-
lr,i. i i armada.
live como cerlo esse resultado que acabo de apon-
lar ; em primeiro lugar pela iiomcaro do diploma-
la chefe de divisao, homem de paz, homem pruden-
te, homem de inteira privanra do nobre ministro
de cslrangeiros, o peiisamcnlo enramado do nobre
ministro, homem cuja lidelidadc he a loda prova, c
que por isso nao poda deixar de seguir era ludo as
hlroeroes do ministro de eslrangeiros ao dirigir-
se as aguas do Paraguay. Sim, senhores, outro nao
poda ser o resultado, suas inslrucrf.es levavam no
final a recommiMidarao de paz a lodo o trance, e o
ministre, ao aprescn(ar-se no Paraguay, declamo
era termos muilo claros :Minha mssao lie jusla,
pacifica, he conciliadora.
A demora da esquadra que daqui sabio em 10 de
dezembro de 1854, e de Montevideo a 15 de Janei-
ro de Ir"), chegando a lde mareo de I8.V>, pelas
10 e meia horas da manilla Assumpcao, era urna
prova dos senlimentos pacficos da expedirlo! O
vapor paraguayo denominado 'laquary fez essa via-
geni de Marlim (jarcia a Asiiuiiprao em 7 dias,a pe-
quea barca Tibagi em l dias! '. Mas.nao,tojas as
apparencias eram de urna intervenrn armada, os
artefactos da guerra, os logeles a;congreve expe-
rimentados na lita de Hornos por varios dias, os
cxcrcicios rcitos duas leguas distante da capital de
Corrientes, desembarques de tropas, a entrada da
esquadra as aguas do Paraguay, o signal do com-
bale dado nessa occasiao, ludo indicava urna de-
monslrarao armada. Por outro lado o movimento de
tropas as provincias do Kio Crandc di. Sul e de
Mallo Grosso, a marcha do lenle Valle com for-
jas c munirfics, por ramiulio do Paran''para Al-
buquerque, ludo demonslrava que o governo que-
ra pela Torra manler a digi.idade do paiz, que nao
cedera ncm urna pollegada do terreno que era con-
testado ; sim, senhores, islo devia asim ser !
A ^" defeyereiro a esquadra com signal de com-
bale enlrou as aguas do Paraguay, brilhava nos
semblantes de lodos os homens de sua cquipagem o
ardor pelo desejo de cada um cumprir o seu dever ;
Desea mmenlo aprsenla-se um emissario do go-
verno do Paraguay, o cncarregado da polica flu-
vial, perguuta ao chefe da esquadra :
Paz ou guerra ?
Paz, foi-lhe;respondido, nos nao queremos bri-
gar, minha missao he pacifica e conciliadora.
Pois sim, nesse caso cnlrai, mas s com Ama
embarcaro, e o mais pura Iraz.
O digno chefe. homem fiel as inslrucroes que ti-
nha, volla-se para as cquipagens com o roslo radi-
ante de alegra, c qual Napiet entrando no Ballico,
llies diz: rapa:iada, amla os ctelos e ide para
atn das Tres Horcas malar mosquitos. (Risadas
gentes.) A esquadra licou alcm das Tres Boceas c
nada mais fez Picoa inlcirameule inulilisada e o
seu chefe, depois de annular o signal de cmbale,
parece que foi examinando tudo quanlo era bailo
para ir turando c encalbaudo...
E dabi em dianle, senhores. nio oblante nao sal.
var .i fortaleza, que linha saudado o nosso (fevilbao,
collocou-s%em urna posicao tao Irisle, cm urna po-
sicao u mais miseravel. s propria de um prisionei-
ro Sim, repitamo-lo, collocou-se cm urna posi-
rao s propria de om verdadeiro prisioneiro !
l'crde-me a cmara, quando fallo neslas cousas
o sangue me ferve, c nao lien com a Iranquillida-
de ncccssaiia para a discussao.
Sim, senhores, logo no passo do Vermclho enca-
lliou o navio, que parece que por ser o menos id-
neo para navegar o rio Paraguay, foi escoiido pa-
ra lal mi-sao, e o chefe da esquadra nao souhe mais
do que linha reilo, nem aonde licava a sua esqua-
dra. Coilado !...
Dirigi depois um escaler para procurar soccor-
ros na esquadra, maso escaler nao foi alm do Ho-
mala : abi licou, nao Ihe foi permiltide seguir.
Ooix mandar ollicios ao seu inmediato, e > Ihe foi
concedido que fossem pela posla, e sendo esses olli-
cios entregues ao ministro, esle reparn que elles
levavam no sobrescripto a direcfloTres Boceas__
e enl.'io nao se pormillio que esses ollicios fossem ao
seu destino, porque ln do direilo do Brasil na- agua- do Paraguay, c o
ollicio foi volvido para ser seu sobrescripto mu-
dado...
A esquadra levava pou.osmanlimenlo.-, c foi pre-
ciso comprar carne fresca. O chefe reqoisiloo ao mi-
nistro cm Assumprao que Ihe concedesse a compra
de carne fresca, e o minislerio em paraguayo ni Ihe
conceden esa licenracom a clausula mnilo evpressa
de que a nosta Iripularaonio desembarcara, ou a-
penas se conservara poneos homens cm Ierra por mi-
uulos em quanlo recebia o gado.
F., senhores, lal era a condirao dos nossas olli-
ciaes c das nossas lripularf.es, que por um boj se
deram :l onr.is, por oulro, > e meia, c por oulro 2,
ou !*>-. 73, e M) A necessidade e a forae os o-
bricnu a lano sacrificio!
E, senhores, aos olhos do commandanle em chefe
da nossa esquadra se desenvolva um syslema de Ira-
hallo- de defensa ; as petas se asscslavara em va-
rios pontos ; pelo vapor Manoelila Rosas se recc-
beram ao mesmo passo mais 25 caolines de Buenos
Avres. que forera assesladns a' vista de toda a nos-
sa Iripularao. Tropas se rcuniam, e parle marchou
para a margan direla do Apa afim Je occupa-la.
O chefe da esquadra ped'o licenca para a viuda
de dous vapores pequeos para de-encalhar o Ama-
zonas ; dillirilnioi.io o olileve ; mas com a condr,ao
de seu immediato regresso para fra das aguas do
Paraguay ; pedio lieenca para que o Ypiranga su-
bisse o rio afim de transbordar pira elle toda a sua
bagascm e seguir para Assumprao, c essa lirenc,a
s loi concedida com a condirao de que o jlmazo-
nas voltaria irnmedialamente a reunir-se s forras
navaes do imperio.
Pedio depois novamente concessao para rabirem
dous vapores, c nada foi possivel obler ; c Icndo
chegado a'Assumprao depois de todas as bumilha-
roes, ainda assim'. a sua comitiva era examinada e
conforme o nome das pessoas qne acnmpaiihavam o
chefe, devia regressar a' esquadra esle ou aquclle
que nao agradara ao governo paraguayo.
Sennores, nao licaram aqu as humilharf.es por
que passamos ; nao. O chefa no meio desles aper-
os. tinha gasto um grande numero de notas que
se trocaram durante os dias de seu Irajccto, e a fi-
nal recebendo por felicidade sua urna nota do mi-
nistro Falcou, que acabara nos seguiules termos,
cxullou de alegra. Eis-aqui as palavras : ola
de o de marco de 1853 eV. Exc. se servir' de a-
ccitar os mais sinceros protestos de boas c amiga-
veis disposires de supremo governo, como tambera
. a expressao da milito distineta consideradlo com
que o abaixo assignadn o salida...
A cmara sabe que ainda mesmo com as relaces
corladasosministros se communicam com taes expres-
soes que sao verdadciraraenlc palavras tabelllas, e o
chefe da nossa esquadra, que ja linha escripia urna
caria do amores ao presidente Lpez, respondeu como
a raniara vai vr (Final da ola de i de marro de
IS.i'r. O abaixo as-ignado julga do seu rigoroso dever
i manifestar a S. Exc. que tomn na mais alia con-
n siderarao, o que lliccausou muilo prazer, o perio-
do final de toa ultima nota, no qual informa ao
abaixo assignadi. dos prolcslos de boas e araigaveis
relaces que o sunramo governo da repblica se
(i dignou dispensar-Mie, os quaesin finitamenteapre-
ca, e respetosamente retrihue.
Esla Ieilura me dispensa rtflexcs....
E como,senhores, se Irataraiu depois os negocios?
Nos linhamos com naca ribeirinba direilo inques-
lionavel navegaran do Paraguay c do Paran .tpo-
iados.) O Paraguay de laclo e de direilo, por fado,
c por tratados o reconheecu expressamenlc; por fac-
i, porque a 11 de maio de ISifi aportaran] As-
sumpcao duas barcas de guerra nossas perlcnccnlcs
flortilha de Mallo Crosso sera hesitar jo, sem duvi-
da alguma da parle do Paraguay. A nica duvida
que se suscitan foi levantada pelo dictador Rosas,
que reclamou em oulubro desse auno ronlra a entra-
da dessas barcas noi Paraguay, porque considerava
esse rio, e lodo o Estado do Paraguay, como dominio
de Buenos Avres.
O fado be pois, como disse, inqucstiotiavel ; o Pa-
raguay por demais linha reconhecido por tratado o
DMM direilo, c islo se prova pelos artigas 2 e 15 do
tratado Celebrado em 25 de dezembro de I8J0, os
quaes pela sua importancia nesta queslao passarei a
ler a cmara t :
" Arl. .I. S. M. o Imperador do Brasil, c o presi-
dente da Repblica do Paraguay, se compromcllem
auxiliar-se reciprocamente alimdeque a navegacao
do rio Paran, al o Kio da Prala fique livre para os
subditas de ambas as naces.
Ve-te, pelo lexto desta artigo, que nunca foi ques.
(3o o direilo que temosa navegacao do Paraguay, e
reconhecido esse direilo reciproco por ambas as po-
tencias, islo lie pelo Brasil e pela Repblica do Pa-
raguay, contrataran] ellas auxiliarcm-se para oble-
rem a navegaran do Paran.
O artigo 15 do mesmo Iratado, vcrsar.do sobre pro-
messa de um tratado futuro que devia celebrar-se
sobre limites, navegacao e commercio, diz apenas :
Kegularisar o commercio c navegarao. u O termo
rcgularisaro commercio e nacegaro prcsuppe o
fado da existencia desse direilo do commercio c na-
vegarao, sem o que nao podia Iralar-se de dar-se-
Ihes resillad' i le (Apoiados.)
Eu, senhores, nesle meu eslvlo tosco, lenho dito o
que sinlo sobre esta materia ; anas peen lirenra .i
:amara para aprcscnlar doulr'n igual, argumcnla-
;ao aiuda maisforle, em mclbor linguagem emelhur
eslvlo. A diejao do Sr. ministro dos negocios eslran-
geiros be roiihcrida por urna das mais bellas : a elle
rae refiro, ao seu relatado desle anuo. Diz S. Exc. :
( He sabido que pelo arligo 3." da convencao de -2>
de dezembro de 1X.">0, celebrada enlre o governo
a imperial ea Repblica do Paraguay, obrigaram-se
osdous governosa auxiliar-se reciprocamcnle. afim
de que a navegacao do rio Paran at o Rio da Pra.
ii la licasse livre para os subditas de ambas as na-
cues.
De-I.i cslipularao resulta que o governo da re-
publica reconbeceii o direilo do imperio a navega-
(i ra do rio Paraguay, eohrgou-se a franquear-llie
a ess;i navegara., c a do Paran na parle desses rtos
ii que Ihe perlence. Se o commerrio brasileiro nao |>e,|ja ,|0 gr. |_ea|.
ao chefe do estado-maior das mesmas forras, cora a
direcraodas Tres Boceas, nao segjio seu deslino, e
foi volvido immediatamenlc para que se mudasse a
direccao ; a ordem foi obedecida, a direcrao foi mu-
dada, em luaar das Tres Boceas su escreveuno Pa-
ran Manifeslou-se urna obediencia c urna obe-
diencia passiva HumilhacAo. a humilharao que
nao se comporta com os brios do ddado brasileiro !
(Apoiado.) Essa iropa, essa briosa mocidade que fa-
zia parle da melhor esquadra da America Meridio-
nal leve de passar pelo desgoslo dn ver a dignidad'
do seu paiz avillada a poni de nao se poder pas-
sar do vapor .tmhznnns paia a esqoadra em um pe-
queo escaler ; o passo Ihe era embargado I Tudo
se fazia, ludo se sofiria rom longanimidade !
Eo que ganhasle mandaste publicar que o Ira-
tado da navegarao eslava taita : donde tiraste esta
noticia ? quaes san as bases deslc Iralado? Quanlo
a mim ettou convencido que serao falaes. A poltica
de lempori-aeo que o presidenta Lpez lera empre-
gado.triuiuphou; as aguas descerara ; a nosst esqua-
dra nio pode fanecionar, nao pode prestar apoio a
essa mistle que vos denominasles pacifica, jusla c
conciliadora l
Oque grabis rom a navegatao sem a lixar.io de
limites? O nobre presidenta do conselho nos dir :
o ,aullamos muilo porque o commercio se enlabola-
r. Sim, senhores, mas o pomo da discordia exis-
tir ; no fuluro taremos de pugnar c taires de pe-
lejar com as ai mas na mo ; o sangue brasileiro lera
de correr ainda urna vez ; as relaces commcrciaes
gandanlo muilo sem duviJa. porem o Brasil prrdc ;
quem se apostar de lodo esse commercio com Mal-
toGroatu ser a praca de Montevideo. A verdadei-
ra via, frtil cm resultado a bem di unan, a bem do
commercio fe Brasil, he aquella qaedo Panno se
dirigir para um poni omaisconscr (aneo da provin-
cia de Mallo-Grosso. Para ahi lodet os sacrificios
serao de prospero resultado.
E taris torra, senhores, pan obler o ufi posside-
(y lereis ineios ra/.oaves para obler os limitas do
ir/i possidel '.' Eu creio que nao. estis muilo en-
gallados, ou liaseis de abandonar es>c ponto ou nao
podereis obler de Lpez a menor concessao se Uves-
seis disso alsuma esperanca.
Vamos desgracadn queslao Leal. Esla queslao
linha litio origem, linha sido o efleilo da poltica de
leraporisacao de Lpez. Tiuha-sc exigido nome?-
c3o de plenipulciiriarios para trataran, de confor-
mdade convencao de 2*> de dezembro de 1H50, os
"justes de navegarao c de limitas; o presidente L-
pez negou-se a nomcarao, temporisou, c a final pro-
co rou pretexto para ganbar lempo, ccxpellio do seu
lerrilorio nosso ministre A meu ver a publica do
governo imperial seria que a queslao de limites e as
oulras quesles nao fussem simultneamente discu-
tidas c concertadas, mas conjunclamcnle, nao devia
lomar urna dinnteira das oulras, porque Lpez nao
tinha por lira ootra cousa senao galibar lempo, Ilu-
dir o encargo, as ohrigarf.es que linha conlrahido
pelo Iralado de 1850.
Ora, como procedemos nos? Eu nao desejo-s or
maueiea alguma que as minhai palavras vos tarara
a menor impres-ao; eu vos peco que consideris bem
a materia; lanrai o olbo por todo? os documentos
que se acham iniprcssos, que correm por lodo o mun-
do, e veris que cusa de nossos sacrificios, de
nottot erros, de nossa inepcia, o presidenta Lpez
ganhon nome de homem de talento, de homem pers-
picaz.
Chegou o nosso ministro Assumprao, nesse da
leve urna entrevista com o presidente Lpez; dias
depois leve oulra entrevista e urna larg convers v-
rao. Foi islo o que publirou o peridico Semana-
rio. Todos sabem qiii o Semanario nao escreve na-
da que deixe do ser dictado pelo presidente Lpez.
O Paraguay, he preciso que confessemos, est tao
disciplinado que nada all se faz que nao seja do go-
verno; o syslema do communismo est all plantado :
o commercio,' a industria, ludo corre como cm S.
Domingos, romo no Egypto, pelas infios. c sob a di-
recrao do governo.
Eu lerei a noticia dada por osse orgSo ofii-
cial.
a Hojc 15 do correnle joiarcn) s 1(1 e meia horas
ii da manhaa.fuiideou cm frente da capitana do por-
too vapor Vpiranga, eleA's da tarde foi in-
ii troduzhlo o Illin. e Exm. Sr. P. F. do Oliveira no
ti. salao do governo, onde S. Exc. o Sr. presidente
o eslava s. O Sr. P. Ferrcira comprimeulou o go-
o verru, e su-eulaljolou uiua ligeira conversarOo
inteiramenle confidencia1, relirando-sc era segu-
ir da s fi o Sr. chefe de esquadra.
Em outro numero se v lambcni o seguinte :
ioiileni 22, s ."i horas da larde, o Exm. Sr. che-
ir fe de esquadra da marinba imperial fez a S. Exc.
o Sr. presidenta da repblica urna visita parlicu-
ii lar. Temos a mais uleira -jlsl'acao de poder au-
u um i.ir ao publico que esta visita ha dado um
ic resultado muilo feliz e raui conducente ao desen-
ii lace amigavel das questes pendentes enlre o Pa-
u rasuay c o Brasil.
ii A visita foi larga, se ha suslcnlado segundo fo-
n mas informados, urna conversarlo muilo inleres-
u santa cm lom e termos os mais amigareis e fran-
g eos, terminando por um accordo confidencial, po-
li rm serio a primeira e mais importante, diploma-
ir ticamente, das quesles pendentes, que he a des-
rorarao,ondc palpitan senlimentos brasileos. Eu
faro ju-lira ao nobre ministro dos negocios eslran-
geiros, seus seiiliiiinilos, suas iuclinar.ies sao para a
paz, mas elle nao desejaria por maneira alguma que
essa patria, por cuja independencia elle pleileou,
soirresscalgum dosar. No entretanto, senhores, os
vil-, i- amigos, no numero dos quaes eu lenho a
honra de alistar-me, veemno vasto procedimeulo, no
actual minislerio, vcem nesse minislerio o vosso t-
mulo poli tiro Sobre elle lanrarei llares, cu o rega-
ioi com lagrimas, em a llene,! o ao vosso passado glo-
rioso !
\ ou locar em urna parle que diz respeilo ao no-
bre ministro da marinba. Faro juslira a sua capa-
^dade, i sus eminente probid.ide, e declaro a c-
mara, que, apezar de nao termos relaces Iravadas,
sao exiguos e limitados; nsos alenlamas atno-
vcml.ro ;c daln cm dianle? Sim, os alenta-
mos ; mas no proprio scio da represenlacao nacio-
nal daquclla repnblica se demonslrou que o recur-
so do governo se tinham esbanjado, que uo se ha-
via felo urna exacta e econmica applicarao deltas,
que n buiget linha crescido, que as despezas iam
sempre em progresso.
E na verdade, senhores, a curiosidade me levon a
examinar de perlo esta negocia, e cu vos direi que
o budjet, permilli-mc esta expressao, que esla boje
quasi universal ; que o osamenta de 18'i fixava,
inclasiveaquanlia de B0O,OIKI palacues para ope-
raras da divida, dous milhas c lanos de pesos, que
o defiril era pequeo, e devia ser precnebido pela
conlriburao directa ; cnlretanlo o orcamenlo pos-
he um dos ministros que rae merece mais respeilo leriormentc apresenlado he excessivo," fui alm de
pela sua applicarlo, pelo seu tlenlo, pelo seu eslu- ludo.... Temo, pois, que nos vejamos erabaracadns
do. (Apoiados.) Lina coma -uniente desrjava, e he I nesla questlo, que um subsidio se peca, que talvcs
'le se esquecesse da posicao de secretario da lega- i algum empreslimo.....V. Exc. Sr. miuslro dos 00-
cao de Montevideo. u.ocios eslrangeiros, perdi'w-me se fallo era erapresli-
A direccao da esquada creio que be negocio inlci- mos : que lalvez algum empreslimo se conlraia
ramele da marinba. Ja vos v -tes que tai tal que maneira daquclle que o nobre ministro da marinba,
mais pareca que nos apromplavamos para urna bel- na qualidade de miuslro do Brasil m Montevideo
la resala do que para a guerra. Partir a 10 de de- contrahio sem autorsacao do corpo legislativo, em-
zembro do porto do Bio de Janeiro, seguir do porta presumo. Sr. ministro, que vos aqu distaste* que
de Montevideo a 15 de Janeiro, c rbegar Assump- i nao foi garantido pelo nosso Igoverno, e que agora
rao a 15 de marco !... oh senhores. be signal de. no vosso relatado confessais que se garanti !
que ou nada eslava preparado, ou ntancan nao ha- j Fui eu um dos que pcrgonlei ao Sr. ministro dos
va de apresenlar esla fiar .las esquadras da Ameri- negocios eslrangeiros, na occasiao cm que odis-
ea Herid.onal de um modo digno do Brasil as I cutia aqui esse sub-idio. se o empreslimo conlrahido
aguas do Paraguay. Ao mesmo lempo era preciso I com a casa filial da do bario de Mau linha sido ga-
parlirem reforcos, n.unices artefaclos bellicos pelo ranlido peio Brasil; o nobre ministro res|K.ndeuque
1 arana O nobre ministro, pela intendencia da ma. nao ; dos papis annexos ao sen relatado apresen-
nulia taz um contrata lesivo o naca,., mas elle foi lado no auno' passado consta nicamente que o no-
ueterrainado pela necessidade da guerra. Vt bem ble ministro da marinba acceder a essa convencao
MDeit, senhores, grande lim se tacrluca tudo do empreslimo, a ella assenlira ; mas vos, Sr. mi-
cu sempre o louvare as suas providencia,; em nislro dos negocios eslrangeiros, desles nleiramenle
..oque pode estar ao seu alcance empregou loda um desmentido a estas eiprestOes no rosto relatado
m r ill." "a 'n"S,r ^ Wtm ,I,l,a de 'lc "" c "csle caso Peuirei """" q",J**i
mandar homens, dinhe.ro ,cre.o que Irinta tontos de sobre-aviso a respeilo desla* consas.
lo- .ros;om",,;T; f.C". "fu aS fr7,erai 'IC lhl- '' nobre n"1,b"" d"s M*> eslrangeiros nos
Me ,C; J a- U'" '",mem C,,am:""' '"' -80i"te scu ""'"" ( tA )
por m rne l 1" U "P ,|Ue "*"* 'le l,c'lir '-"- <> caraira que alienta
por l.m fornecer mcios de guerra ao presidio de mnilo para islo.
Miranda, linha de passar pelos dolibag, BriHian-
te, Grande, Paran e Paraguay, (:elel,rou.sc ,, ^ um ^^
pudesse subir e desccr livremcnlc pelo rio Tara"
ii guay nao haveria reciprocidade naquella estipula.
ii rao, nem inieresse especial para o Brasil, como
o evidentemente se presuppe em tornar-sc livre aos
ir subrlilos deambas asnaces a navegueao daquel.
a les rios. O governo do Paraguay por cuja inde-
pendencia tanta fez o governo imperial, devendo
ii ;'is allianc&s e aos esforcos do Brasil,,sem o menor
a sacrificio de sua parte, o poder navegar o Paran
ale o Rio da Prata, ja concedeu a dilTerenles na-
roes a navegarao de seus rios, mas julsou-se rom
ii direilo e juslira para recusar igual concessao i ban-
ii deira brasileira, etc.. etc.
Esse direilo, pois, na opiniao do Sr. ministro na
opiniao de lodo o mundo, na opiniao dos doulos, na
opiniao dos jurisconsultos nao podia ser discutido,
nao podia ser coulrovcrlido.
Mis infelizmente nos armamos, equipamos a mais
bella esquadra da America Meridional para abando-
na-lo, para rcnuncia-lo.para reconbecer o direilo do
governo de Paraguay negar-nos essa navegacao I !
Sim, senhores, essa forra, essa esquadra', es-a mittao
nao deu um s passo sem licenca previa do presiden-
ta Lope/.! I:ma embarcaran, por mais pequea que
fosse, nao navegoii, nao passou pelas aguas do Para-
guay sem permissao. sem licenca pedida muilo res-
peilosameule, e rom instancia, pelo chele da nossa
esquadra, pelo dieta da mssao brasileira !
E esse direilo qne linhamos foi assim abandonado!
Fizcmos urna dcsislencia muilo formal delle, cslabe-
lecemos um tacto do qual se ha deduzir necessaria-
menle a desistencia desse direilo, e se alguma cousa
obtivermos, obteremos, como obliveram a Franca e
Inglaterrameras concessoes.
As notas do nosso ministro fallam mais alio que a
minha voz ; ellas correm imprcssjs, eu asJerei c-
mara ; perdoai-mc se vos lomo o lempo. Tenho
aqui a nota do ministro do Brasil datada de 28 de
fevereiro de 18V> : rrclla se diz o seguinle : Em
lacs cireumslancias o abaixo assisnado solicita do
Exm. presidenta de repblica elpermisso (licenca)
para mandar vir dous dos vapores menores da esqua-
dra para auxilia-lono servir., queha a desempenhar.<
Na nota de 1" de marro de 1833 se enconlram ett'-
oulras palavras : >'esle raso sera neressario ao
abaixo assiguado mandar vir dous nequenos vapores,
sendo um para nelle seguir iniinedi.il mente em sua
mitttu al a rapilal, e oulro para facilitar e gu lar
os trabalhos do desenralliiinenlo : e por isso rosa a
S. Exc. Ihe quera pcri.illir, ele. A nota de i de
marco de 1833 assim se exprime : n Levo ao conhe-
i menlo de S. Exc, para que faca presenta o expos-
to ao supremo governo da repblica, alim de que se
digne permittir qoe taba o rio o vapor Ypiranga,
para o qual se pastar 0 abaixo assTgiiailo e seguir
para Atsampcllo,, tazendo inmediatamente regres-
sar o vapor AtnaiOHai.
Oulras olas existan no mesmo scnlido. (Juanita
se quiz mandar a noticia do desenlace da queslao
Leal, pois que o ministro linha pressa para que rbc-
gasse as cmaras o conlieciinenlo desta fado, ainda
o vapor Maracaniia nio pode subir o rio sem urna
licenca, sem minios pedidos, sem muilas recusas...
c sem a devida c necesaria licenca...
As- m a nacao brasileira, que linha direilo n.i-
vegario do Paraguay. direilo reconhecido enao
contentado, perdeu esse direilo, rennnciou-o por es-
Amanbaa 23 do correnle, ao uascer do so), a
ii praca saudar o pavilbao brasileiro.....
Nao era o diplmala que fallava, era o homem
particular: nao era a qualidade ollhial que se apre-
senlava. eram as alteiees. O nosso ministro, hbil
como he, lio lial s inslrucces que recebera, e cujo
carcter pacifico nao se pude por cm duvida, tinha
por lim a paz a todo o transe, e cnlao com O jo-
ven requc-la a ara/jTaTTelle reque>loa a P** blo de-
sejada. Sim, senhores, v le as natas do presidenta
Lpez, a quesiac ntfc l'/i lsolvii.i conforme cum-
pria, conforme exisia a dignidade nacional. O ct-
eroplo da Inglaterra com a Hespanha foi despreza-
do; Lpez depois de ter por muilas vezes tido a se-
guraura de que o ministro Leal nao poria o pe- no
lerrilorio paraguayo, anda assim nao disse que re
ceberia o proprio Leal; disse que receberia a qual-
quer, mas nao foi possivel ao nosso mioislro obler
essa declararan a respailo de Leal. E com islo nos
contenamos !
Queris vero ar de (riumpho com que persona-
sens ligadas intimamente cora Lpez fallam? Eu
vos lerei dous Irechos de duas cartas datadas de 2(i
de marro, dirigidas por taes personagens a pessoas
da minha aini-ade. Eu as vi, garanto-as; se he pos-
sivel crer-ni', garanto a fidelidade.
A queslao Leal, ravallo de balalba de que se
servio o Brasil para trazer-nos seus canbes, licou
ii definitivamente acabada.
O almirante a it mis dedans flraducrlo'ca-
bio na corrila .risadas qeraes e perdeu o que
.i deveri.-i ter conservado para qualquer evento. Tra-
ii tamos a queslao Leal separadamente de qualquer
ii outra, e posso aflirmar-lhc que se ha arranjado a
ii nossa completa satisfarao, e que o almirante vio-
se na necessidade de ceder de suas prelences n-
adraissivei-. .)
Oulrai A queslao Leal, prclcxlo de que se
i serviram para Irazcr canhf.es, licou definitivamente
u terminada a nossa satisfarn, c potto diter a vos-
o que nao lem nada de semclhnlc com a transae-
(i cao Itnlw cr, contra o .,'.ie decididamente no- 11 i -
ii venios pronunciado, c o chefe da esquadra houve
ii por hora ceder de suas pretenres.... n
Se S. Evr. para o Sr. Presidente do Conselbo
quer eu direi al o nome, be muilo respeilavel, al
conversn com V. Exc.
O Sr. Mdlo Franco : Entio j sabe quem
he....
( Sr. Feria::.Nao. culi .r.
Quein sanh.m .' Sem duvida o Brasil!... O des-
enlace da queslao Leal, por consequencia, Sr. pre-
sidenta, tai iini i mera farra. I'rocurou-sc colorir es-
sa farra rom os ltiros dados nos-a bainleira. ml
o fumo desses tiros no.loou a bondeira auri-verde,
que por ora nao lem tido manchada nos campos de
combata.
t) Sr. Brando:Apoiado.
O Sr. Ferra::Macaquearan-, uso desta lernio
O nobre presidente do Paran me esta ouvindo,
elle oiihece lodo esse fado. Para embarcar cm
Tibagi eram preeisas canoas ; a expedirlo parti ho-
N.lo ha algum empreslimo a que
o governo lenha prestado garanlias, ou lenha feto
|iromesses'
rao ciclo que de 800:0fl(rS(K)() ao soverno di Banda
Oriental ; nesse empreslimo houve um encontr de
papis daquclle governo que nada valiam ; de sarta
eitaqui, hojc mesmo parti daqui ordem para S.! que esse mesmo empreslimo tai improlicuo para la-
Paulo para se mandaren, conlralar era Porto Feliz xer facer, despezas daquella repblica. Fez-sc
operarios que linham era Tibagi de fazer as canoas
em que linha de seguir essa expedirn '.
Vede, meus senhores, que belleza E o resulla-
do He novo invoco o leslemanno do nobre presi-
denta do Paran ; elle o parlicipou ao goOerno ge-
ral. O en.nmandante da tarca d.in-ou e bailn....
taz urna grande negociada de sal para Mallo-f.ros-
so c oulros negocias, n tarca dividio-se, parle delta
deserlou, a oulra parte tai captura-la, dabi comba-
ta, o sangue brasileiro corren Em que licaram es-
tas supprimentos ? (Jue fim levou o dinheiro ?
" sr. Presidente do Conselho :tomo foi a tarca
batida "
O Sr. Ferraz :Os desertores ha ler,un a oulra
parte, c taram-se rom as mnnires, com o arma-
mento, com tudo que linham.
OSr. Brando:E com os .')(] conlos '.'
0 Sr. Ferraz :(Juera sabe ?... Eu (rouxe csle
tacto para fazer o parallelo com a aclividade do
nobre ministro da marinba ; a cmara que tire a
eondojao.
Vollcmos i esquadra.
A esquadra se tarneceii de nianlimenlos para tres
mezes no porta de Montevideo, mas estes manli-
menlos erara desuados sua cquipagem ,- a tropa
que embarcou nao levou ncm um so pao, nem urna
soracao! lie sorle que cm Corrientes tai preciso
lomar parle das muniri.es que iam cm transporta,
afim de substituir o vacuo que tinham deixado as
gastas com a (ropa de Ierra. Eu sei de ludo slo
averige, Sr. ministro, confio mnito em V. txc,
ver que ludo be verdade.
Tomaram-se transpones para transporte de man-
tiinenlos.
Bem. essas embarcarocs.linham nteres.e cm de-
morar-se, s chegarara com rapidez as que eram
rebocadas ; tinham inieresse sim, porque o frete foi
jusio por mezes, quanlo mais se demoratsem ma
vendara. Daqui a falla de recursos que depois se
sofircu !
Os objeclos carregados nao fu,un entregues em
ludo coinodeviam ser, sollo a libra, conforme a
expressao purlugueza, em um tallaram !Hl arrobas de
bolacha, erh oulro grande quanlidade de carv.lo, ele.
Dahi resullou que as cquipasens taram reduzidas a
:l|( de racao, essas equipagensque lalvez al boje
nao lenbam recetado seus veocimenlos, seus sidos,
porque islo era somcnle dido aos oliciae- e nao a
equipasen.. Alm dislo. a qualidade dos manti-
meulos era terrivcl. He verdade que os fornecedo-
res linham desejos de bem servir, e quem eram el-
les ? Samaran, cunhado do dieta do estado-maior
da esquadra, e o cnsul Pinto, genro do dieta da
mesma esquadra....
1 ma voz :Bons ornecedores !
O Sr. Ferraz :Nao, elles por amor daquella
pessoa a cuja familia perlcnriam linham lodo o de-
sejo, todo o inieresse em bem fornecer, mas lalvez
uo paiz nao houvessc gneros de boa qualidade o
negocio nao admillia demora, era preciso valer-se
de tudoo que se achavu mo, ainda que oro e
mo, ou pessimo fosse....
Permit.un que eu relate todo o occorrido, eos
nol.ris deputados nao me ceiisiu-em dizendo que
metii-ine em urna discussao de azeite ; nada, per-
mutan) que eu diga, o vinagre, a agurdenle, ele,
erara de pessima qualidade : a pobre esquadra rece-
beu por toucinho checas de capivara ( llilari-
dade. )
A barca Berenice leve de tancar tara urna gran-
de quanlidade de bolacha podre. Os cerraos eram
pessimos, o feijao tao duro como o cemento em con-
sistencia, pareca mais destinado a supprir a falta
de balas do que para alimenta da cquipagem ( Hi-
laridad*. )
O Ypiranga esleve prximo a ficar sem rarcs
para a sua Iripularao ; se nao ebegasse o vapor
Manuelita com urna ceda quanlidade de barril de
carne, a sua posicao era Irisle.
Mas, senhores. a vista dista e dcoolras rousas mi-
nuciosas que se passaram c que n3o desejo produ-
zir, cnn*onli que eu me alegre um pouco, porque
essas equjpagen, estes oliciae-, essa briosa mocida-
de que taz parto da nossa marinba de enerra, esta
gente em cujo corarao arde o desejo de cumprirsem-
pre o sen dever, apezar de se ver reduzida a tres
quartas de rac3o, privada de sold, sem poder ir a
Ierra, reduzida misera|condicao em que a tanra-
rain, passaudo por todas as calamidades, essa sonta
deu prova da maior obediencia, de grande subordi-
naran, de muila dedicaclo pelos iuleresses do
paiz.
E permitli, Sr. ministro,que eu vos tara ma
aecusaran. Na talla do throno, peca ministerial,
vos vos lembrastesila parle do nosso exordio que so
acha em Montevideo, dispcn-i.slcs a esses cor pos
lsumas palavras de consolo, alguns elogios que o
soldado mais que oulro qualquer Immem muilo
aprecia ; a respeilo porem dossa esquadaa, dessa no-
bre cenle que tantas trricos lem prestado dessa flor
da America meridional, nem ao menos zesles urna
breve eouimoinni.ie.i-. Oh foi um c-querimenlo
penivel. Eu vos peco que na primeira occasiao sa-
tistacais o desejo daquellcs que aspirara ver-vos sem-
pre bem com a mariuha.
Senhore-, ainda nm attumplo de grande impor-
tancia para nos e de grande dr vai ncrupar-me ;
fallo das nossas retacos cora a Banda Oriental. Sin
to ocrupar-mc desle tapien, mas lenho obrigara0
de o fazer.
Temos felo grandes sacrificios por amor daquella
repblica, lomos despendido mnilo, e cnlretanlo ve-
jo que lodos esses saciilicios vilo eslorelisar-se, eslao
a pique de lornarcm-so irr.prolicuos....
O passo dado pelo governo de manler ama forra
encontr a sabor do muilas pessoas interessadas ; tai
ara feliz empreslimo Mas o governo imperial
mo disso por cscriplo que o tarta camprir pelo go-
verno da Banda Oriental? Parece que houve essa
promessa, que pode ser entendida de um- ou oulro
modo, que como lal empreslimo foi contratado cum
casas brasileas, o goverao prometi a sua prolee-
C3o, proteor,'u> que deve a todos os Brasileos. Mas
se se desse o caso antecedente, parece que isto im-
portada urna verdadeira garanta apenas encapota-
da debati dcitas palavras.... Eu vi daquelle lado
| o orador apona para o lugar em que est assen-
tadoo Sr. landeira de Mello) o nobre depulado
pela provincia do Cear fazer algum reparo na cx-
piess.io garantade que usei. Peco a S. Exc.
que porgante ao sen collega da commissao de ros-
posta talla do (brono, que tai membro da commis-
sao de orcamenlo na sesso do auno passado, se o
Brasil nao pagou ojuro desse empreslimo, esobre
que titulo....,
Nao haver alguma promessa de empreslimo taita
pelo Brasil?
O Sr. Presidente do Consellto:Qoe eu saiba,
nao.
O Sr. Ferraz :Sim, eu creio qne o nobre mi-
nistro llvz ignore ; ms segundo cu colligi de um
parecer do senado, da Banda Oriental, ha alguma
cousa nesle sentido, diz esse parecer, tratando da
divida publica consolidada ; que o Brasil deve cum-
prir com a sua promessa a respeilo dessa divida, as-
sim como a Banda Oriental o fez...
O Sr. Presidente do Conselho :Isso lio urna
inlelscncia errnea que querem dar ao confalo.
O Sr. Ferraz : Eu nao duvido que assim seja,
que luja essa m intdligencia, maso que he fado
beque se diz em toda a parle na Banda Oriental,
as serrelarias, ni. senado, c as praras publicas,
que o Brasil promotteu que contribuira com pade
da amortizaran dos juros da divida consolidada ; o
que he verdade heqac as reclamarf.es esli penden-
tes ; o que he verdade he que lalvez alguma palavra
sola sem discricilo, que urna palavra sola sera rc-
llcxao faca cora que esses homens supponham que
nos temos essa obrigardlo, c lalvez daqui le suscilem
I iw la- c quesles que iuutilisem lodos os sacrificios
que mis tazemosa um grande erro.
Tenho laminado a primeira parle do meu discur-
so na que diz respeilo > nosta poli.ica exlerna.
( Continua. )
que se empresa nos Estados do Kio da Prala a nosso i "aquella repblica pareecu primeira villa oisuo
respeilo, a quetllo Sents da Pernambuco; masque
diHerenra n;lo ha tnlrc um cnsul e um ministra?
Que difirenos! EurUram-se passaportes'.' Nao.
tai um grupo de cid.nl.l.is que linham-se envolvido
na bandeirt (raneen, se insulto houve foi a' banlci-
de louvor ; matt eu receta, os tartas se prrriptain.as
cireumslancias lom un um carcter tal que me ta-
zan muito recetar de que cm vez de umscrvico te-
ndamos taita um desservic".... .
Occupo no meu paiz orna poMoao polilica, nao sei
ra, o b.inleiij llicliioii elegante com a salva de 21 qml sera o meu fuluro ; por consequencia dizendn
tiros dada pelas nossas fortalezas. Mas a queslao Le- eslas palavras nao quero provocar do nobre minis-
se faclu ; a nacao brasileira. que linha direilo a na- lal, qiie.lai.com um eneairosado de negocios, e creio i tro explicaran alguma, chamo (penal tn. altaico
Tesarlo desse rio, rel.aixou-se, pedio permissao para
que su.i-embarrarnos nollo enlraeiu. por elle na-
I vegassem I L'm oflicio dirigido pelo chefe das tarcas
que pleiMpolenciario, he muilo diflerenle. Oh! se- : sobre oslo poni...
nhores, en conhecnn nul.ro presidenta do conselho, 1 O elado da Banda Orienta, nao se pode por mo-
somos iuimigos polticos, maseu taco jaslica ao seu Ido algum manler sem recursos, os recursos proprios
COMARCA DO BOSITO.
'.. de jando.
.S'lr compadre.Je serais bien a".e se esta fnr
adiar vonignoria na posse de boa saude seguida de
mucha felicitad. G o fardo,a nao ir j soffrendo um
poitcarhinhoiW fro, passava bem. mas o signar jn-
nhn, que he relmenle em loda a nossa zona tro-
pical ( sedisser alguma asnein nao faca cato ) nm
dos mexes de fro, neo o quer. Todcia von indo
la la pasurblement. Esla tierra esl no eslalu quo,
it iV, no mesmo eslado, porque ludo segu o famoso
Irilho da Scnhora Pona Paz, que assim sempre se-
ja porquanlo depois da saude e dinheiro, he urna
das boas coasas, qoc eu conhecosaude, paz e di-
nheiro, nada ha melhor para quem sabe apreciar !
Ora, que esta Vmc. com suas massadas, dir at-
gum de scuipiot lelores, cont, Sr. correspondente,
alguma historia de sua comarca, e deixe-se ki OesSM
diragaclet, que pouco importam a nos respeilavel
publico ; poii bem, la vai : Jos Clemente da Silva
liurn eslava ha iranios anuos condemnado em Gt-
ranhuns, sempre, diz elle, vveu de publico, foi juiz
de paz, eleilor, etc. ele. ; e um da desles Ihe
eaAio a asa ; veio passear com sua familia ao Bo-
nita, a polica eslava prevenida de ler o lloro esse
que, e quando passava em trente da rasa do dele-
gado, sahe-lhc osle ao encontr com dous soldados,
oSr. esl preso, e la vai el hombre para i cadeia,
apezar dai rogativas -Jos (dementa da Silva Uuro
nao passa por mo homem, perlence a urna familia
grande em Altinho he irin.io do subdelegado lluro,
que all tai assassinado ). Nao sc como pude alra-
vessar dez annos (julgo eu ) com essa coadimnarao,
a qual se he injusta, como aflinaa, deveria ter pro-
curado minificar cora os recursos que a le permute
era casos lae*. O delegado apenas realisoa a prisfio
evpodio um proprio ao major Omisa, qoe incon-
tinente o mandn buscar, e j honlem segis.
Sempre que tallo no major Camisa "So posso
deixar de dirisii -llie meus encomios pela modo por-
que se ha conduzido, nao s quanlo ao servico pres-
tado i cus dn punirn a respeilo d qne tao elo-
qucnlemenle talla o eslado de (.arankons, segundo
me informan, como pela maneira pnrqoe se ha coM
as autoridades policiaes dos oulres (ermes, a presteza
com que elle acode a qualqner reqosico ileixe-
mos o Camisao ou (..misla, como chamara os
que correm adianto delle.
Koram asarrsdos dous tosquiatorc* de alio* tai-
ta- : Anselmo Pcroira de Locera ha quatro anuos,
s de urna vez malou um cimbado e a propria mn-
Ihcr. estando grvida este Anselmo lem i nilltina-
de de cines morles no dorso. O lenente-coronel Pe-
dro.a, subdelegarlo da liba de Flore, onde estes
riuics so deram ha muilo es,ien urna occasiao sega-
ra, porque a fora Dio dorada duas noiles nn me-ino
ihiI. O Sr. Pedro'a con. esla priao fez um gran-
de servico a soriedade. .
Km Oipocira-, Angelo Cu-Indio, que andava com
o nome de Jauuario, indiciado em morles [ nao me-
nos de31 e roiibni. al conla-so que se evadir da
cadeia de (eianna.
0 correnle nao vai U muilo tavoravcl aos crimi-
nosos.
MEZ IIABfArlNO.
1 e-tejn--.. em lodo o maio o mez Mari.mi,o, *
igreja eslava diariamente clieia, ha lempos nao vejo
lauta gente junio No ultimo dia mista, cantada e
procissao e posso-lbe dizer que cm ludn houve raui-
pi decencia. Pregn o uosto vigario. qpc conforme
as rnolhorcs opinie-, tornou-se digno da escolha que
.talle lizeram para mostrar aos fiis os sublimes at-
Irihulns da Sanlis.iina X irgein, porque fez nm ex-
rellenle sermao. O Rvm. fre I.iirenro|lnmou mnila
parte nessi devorlo, c do dia da fesla s procissao te

'<
MUTILADO


DIARIO OE PERNAMBUCO QIMRTA FEIRA 20 DE JUHHO DE 1855
/
apeseuloii cojn a sua msica, que bastante concor-
ret para lomar esscs actos brilhanles; i musicasinha,
entrara romposla peta maior parle de meninos, es-
ti um pouco cima do loTruel.
JURY.
Foram encerrados os trabathos do jury, desla vez
poneos sahlram sollos. Nao I lie dou o resumo que
llie promel'i, porque o nao pude conseguir do (seri-
al presos voltaram para a capital ; a cadeia
Ikon mais aliviada. Dos os leve i salvamento.
BAILE.
Ha lempos eslavam as tentaras pernas de c em
inercia com perar de muilos, porm lionlem sacia"
rama sede dansante em um baile, que durou at s
l boras da m.mliAa. Disseram que ( dada M l>r. Delfino pelo fado de sua reconduc,So.
Ilmiveram as diplomacias exigidas em semelbantes
rirrumlauci
Era niiiit natural, qne en, acompanbaodo os ritos
m odernos llie dissesse em versos, qual foi a rainba
do baile ; aparto-me, porcm, dessa usanoa por ha-
\cr la algainas Miss dignas do Ululo, c para nao de-
eiar excitar chimes, carrejar com o peso lerrivel
ds Temininas iras ; ainda que militar de lerceira
clasie as fileiras do Sr. Cupido, gusto sempre de
e-tar no lado do seio frgil.
Pesia vez, mon cher compadre, nSo Uve oulro
remedio senio fazer. oullr as jambes em favor de
setsquadrilhas, pe.liram-me... rogaram-me... como
resistir T homo iiim el nihil a me alientan esse pu-
to, alni de qne nao screi, como sabe, nem o pri-
meiro e nem o segundo vclho que da desses destroc-
les, e assnn nao sou digno do risum teneatis, amice,
do poda.
II
Mandn para aqui soltinbo o commanrlaulc do
destacamento de Caruar o soldado que matn o
preso ( eesl.i all prouunciado nesse (rime o qual
soldado foi bontem capturado pelo delegado, que
boje o remclteu para Caruar ao respectivo de l,
que requisiton se.iielhantc prisao.
li.i Serra do Teiieira ( Carabina ) nos cscrevem
.uinle : temos gozado de profunda paz ncsle
municipio com a nomeacao du lencnle-coronel llde-
I miso para delegado, cujos relev lolcs servidos muilo
o recomticndam. O nosso Teiieira em augmeutado
progresivamente com a factura do nssude publico,
e de urna pequen i cadeia, coniquaulo pequea. A
villa, paicm ( Palos ), sempre rival do orgulhoso
Teixeira, continua no mesmo estado em que a dei-
loo, ou lalvez pcior, segundo a opiniao de alguns.
Volteamos o patria : fui absolvido pelo Ur. juiz
de diredo o Muniz, pronunciado na lomada dos
presos da Russa. Tenbo noticias fiescas do amigo
que viaja, e quero deixa-las para oulra necasian :
para ('prsenle ha j malcra su luciente. Adeos.
queirs-ene bem que nada Ibc rusta.
Auretoir.
IV. Jp.O correin dcbaixo chegoo aqui no da 12,
mas em a mala, disse que deixou ludo em Carua-
r. pera onoe fe-lo vollar o agente, o mecum foi, c
al ?ije ( 11) niclis, de forma que eslou sem uu-
liciat dahi.
( Carla particular.)
CMARA MUNICIPAL DO RECIFE
SceiS* ordinaria em < de juno.
Presidencia do Sr. liaran de Capilar ibe.
Prsenles os Srs. Vianua, Mamode, llego Oliveira,
e (jameiro abrio-se a sessao, e foi lida e approva-
da a acia da antecedente.
I.eu-se lindamente um officio do fiscal de San-
aste, participando que se inalaram 592 rezes para
censonimo desla cidade, na semana de 28 de maio
,i :l do correnle ; e nao haveudo mais expediente,
cncerrou-se a se-sao s II '.horas da mannaa. A'
esle lempo comparece o Sr. Reg e Albuquerqiie,
que adiando os seus companbeiros de volla, sabe
lies.
Despachen so a pelioao do alariaima da Conceioao
Pereira.
Eu Manoel Ferreira Accioli, secretario a escrevi.
Bardo de Capibaribc, presidente. l'ianna.
Mamede. Cameiro llego.Oiiret'ra.
REFARTICAO DA POLICA.
Parte do dia 19 de junho. ,
lllm. e Exm. Sr.Levo no conhccimenlo de V.
Kxe. que das diforcnUs parlicipacocs boje recebidas
tiesta reparlira.i.cousla que foram presos:
A minha ordem, o'preto escravo Ignacio, por an-
dar fgido.
Pela delegada do primeiro dislrirto dcste lerm o,
Joao Francisco do Rosario, por desordem.
Pela sobdelegacia da Ireguezia do Rccifc, o par-
do Aalonio Cordoso de Mello, por suspeito.
Pela lubdelegacia da freguezia de Sanio Anin i o.
a parda escrava Calbarina, a requerimenlo da se-
niiora.
E pela subdelegada da freguezia de S. Jos, Am-
nisio Venustiniano Ferreira, pira averiguacoes po-
liciaca,
Por officio de 15 do correnle communicou-mc o
delegado do termo de Goiamia, que o subdelegado
do dislrirto de Timbeaba Ihe participara.que no dia
12 de maio fiudo, fura assassinado o crioulo Tbomaz
de tal, peflreiro. sendo iudigiidos autores de se-
melhaoto allantado Manoel Moreno, Manoel Pe-
queno, Manoel Cindeia, c Miguel, escravo da viuva
1>. Basa de S. Jos, os quaes conseguindo por-se em
fuga ficava o subdelega lo na diligencia do os cap-
turar, e cunlra dles se eslava procedendo nos ter-
mos da le.
Dees guarde a V. E\c. Secretaria da polica de
Pernambuco 19 de junlio de 1855.lllm. e Exm,
ST. conselbeiro Jos liento da Cunta e Figueiredo.
presidente da provincia.O ebefo de polica Luiz
Carla* de. Poica Teixeira.
I
A PEDIDO.
ELEICO UAS PESSOAS QUE TEM DE FES-
TEJAR 0 GLORIOSO SANTO ANTONIO,
ERECTO NESTA MATRIZ DA BOA-VISTA NO
ANNO DE 1855 a 1856.
Juiz.
O lllm. Sr. Francisco Antonio de Oliveira.
Juiza.
A lllm.'' e Exm. Sr.' D. Antonia Mara do Corpo de
Dos, consorte do lllm. Sr. major Manuel do Nas-
cimenln da Costa Monleiro.
Etcriao.
O lllm. Sr. r. Agoslinho Hermenegildo de l.eJt
Jnior.
Thesoureiro.
O lllm. Sr. Jos Canilido de Carvalho Medeiros.
Procuradores.
O lllm. Sr. Cesario Lucio Correa (iadanlt.
O lllm. Sr. Silverio Manoel da Silva.
Juiza de reeleinio.
A lllm.'' c Exm. Sr. 1). Pastora Thcoilorica dos
Santos, consorte do lllm. Sr. Manoel Jos dos
Sanios.
Juizes por ieoofSo.
O lllm. Sr. capitn Antonio Jos Leal Res.
O lllm. Sr. capitn Antonio Augusto da Fonseca.
Escriciio por devorao.
O lllm. Sr. Manoel Jos da Costa Reg.
Juiza' por devorao.
A lllm. e Exm.- Sr." D. Joanua .Mari i de Dos
Mairineh da Silva F'errSo.
A lllm. e Exm. Sr. I). Josefa Clara Rnrgcs.
Mesarios.
O lllm Sr. Jos Antonio Mm eir Dias.
Joaquim Tbeodoro Alves.
o u n Francelino Augusto de llnllauda Cha-
ceo. *
l.uiz da Veiga Pessoa.
ii Bernardo Jos Monleiro.
Joaquim Francisco Franco.
Butino Jos Corroa de Atineida.
Rufino Gomes da Fonseca.
ii ii Jos Alves Lima.
Mordamos e moriomat.
Todosos moradores ,lo aterro da Boa-Yisla.
Prolector.
O lllm.' Sr. Jos Joaquim da Silva Guimarcs.
Boa-Vista 10 de junho de 1855.Esta assiguado
pelo vigario, Manoel Joa>/uim Xavier Sobrcira.
ANACRENTICA.
fumo le arriscas
Por esses ares
A mil azares,
Innocenlinha !
Entra em ineu scio,
Doce Roliuha.
aclo de pbilantropia passar denapercebidn, seriamos
bem dignos de censura, se deixassemos de fazer ebe-
gar ,i i iMulieeiinenlii ,le \ S. nossaralidio como
administradores do mesmo cslabclccimento.
Dos guarde a V. S. Adminislrarao geral dos Es-
labelccmcnlos de Caridadc 18 de junho de 1855.
lllm. Sr. Luiz da Cosa l'orlocarreiro. Monsenhor
Francisco Muniz Tacares, presidente. Antonio
lose Gomes do Crrelo, escrivo.Josi /'res ter-
reir, tlicsoureiro.foao Pinto de Lemos Jnior,
vogal.
COMMERCIO
l'BACA DO BECIFE 19 DE JL'NUOAS 3
HORAS DA TARDE.
ColacGes officiacs.
Cambio sobre Loudres a 27 d. l|i 00 d|v.
ALFANDBUA.'
Rendimcnto do dia 1 a 18. .
dem do dia 19......
190:0529366
19:lio3Wi
209:1973802
) B
) 1 B
) ))
Dcscarregam to/e20 de junho.
Barca ingle/aTowaj o/ LiverpoolmcrcaJorias.
Barra ingle/aXorral bacalhao.
Brieue francezHelemmerradorias.
Brigue brasilciroFirmafarinha de trigo.
llale brasilcirofmio'Ogneros do paiz.
Imporlaca o.
Iliale nacional Comi do Norte, vindodo Ara-
caty o Ah, consignailo a Caelano Cyriaco da Costa
Moreira, manifestoii o seguintc :
28 caixas cera de carnauba em velas, 1 caxa cal-
cado, 234 muros salgados, KM alqucires de sal; a
ordem.
Hiate nacional DucdOSO, vindo do Aracalv o As-
su, consignado a Jos Manoel Martina, maoifes-
lou o seguiulc :
1(19 alqucires de sal. 22 caixas cera de carnauba
em velas, 2 barricas sebo, 1 caixa e :l barricas cal-
cado, 28 molhos esleirs, 198 couros salgadso ; a
ordem.
1 barrica, t feilcl e 1 sacco cobre ; a Antonio
Ferreira lliom.
CONSULADO GERAL.
Itenilimenlo do IT7
dem Jo dia 19....... l:92tiv-77i
29:MSf95l
I-'IVERSAS PROVINCIAS.
Bcudimenlo do dia 1
dem do dia 19 .
a 18.
2:2309311
2279552
2:4579863
DIARIO DE fEBMIBtm_
Demandando bonleoj o paladio nacional latente
o podo desla cidade, procedenledo Rio de Janeiro,
leve de eucalhar a entrada da baira, ao noroeste da
pequea boia, que demonstra aUi a existencia de
ama coro. Molivou esle aconlecimento o nao ler
o naxiu fcilo em lempo o sign.il indicativo da neces-
sUade de pralico, esperando para recebe-lo ; o que
s tez quando ja se achata pedo da brrela, onde o
milito mar e a posieao entre pedras, em que eslava
nao permillia mais que alrirassc a bordo o mesmo
empregado, niio distante os esforeos que de.sua par-
te fea elle para este finj. Soccorrido em semelhanles
'ircumsUaiu pela capitana do porlu, conseguio-se
que s 3 horas da larde ja eslivesse o patacho livre
de todo o penjo.
MRESP0?iDE9iCI\.
Va. redactores.Permitlam que demos urna bre-
ve resposla por inlermedo do seu acreditado jornal
ao escripror do lletrospeclo Semanal do Diario de
Pernambuco de tu-do frrenle, afim de informa-lo
porque partee uto ler noticia des preros das fari-
nhasde trigo no mercado. Ora, Srs. redactores,
posto qne teja exacto o que sle Sr. escriptor diz
acerca da tbeguda o* .familia, todava nao o he
quablu a suppoda hiixa dos preros, porque u ultimo
rarregaroenlo qae. chegoii da America do Norte.
I, ndeii-se de 31 36.-)0rXI "J* Por barrica, porlauto,
que oo li.iiiaram: devia pois, o Sr. escriptor
recorrer aos preces carrentes do meicado para po-
der asseverar o que acaba ilc affirmar. He verdade
que uo mercado lia farinha do Cbilc e de Balvimo-
re, que se vende a :U)MtK) rs mas eslou persuadido
de que sua senhoria nao querera comer Dio fcilo
rom da, por ser muilo e moilo ordinaria. Paren-
me liaver assim justificada o proccdimenlo do meus
collegas padeiros, sem que olfeudesse ao Sr. eserip-
lor do Rdrospeclo, e ja que prncipiei a informa-ln
do que lalie/. ignorasse, roga-lhe que queira dar ere-
dilo ao que vou etpor, que be a pura verdade. Se
as farinbas estilo por preco exliurbilanle, he motiva-
do pelo grande monopolio le alguns Irunklieirusque
leem diegado ao ponto de comprarem e lerein eiu
us armazens :! e i carreguuenlos, e vendern ca-
a barrica com o excessivolucro de 20 por uto.
Es-aqui, rs. rodadores, pirque o povo soflre a fo-
m< e mis a guerra. Nao m.nopolisem escs senlm-
res que ai farinbas baixarai, cetaarii a mesquinhez
do ^5o, e nos lambeni lucradnos. (*)
'm padeiro.
- resposla do Sr. padein, defeudendn-se a s
e aos stis collegas, nlo nos pirtce salisfa'cloria ; por
quanlo norantc.iln estodo do mercad), mostrou-se desme-
inm i.doujii Mo de m.- f. Assevcra esse senhor
que, embira seja verdade o qre diremos em nnsso
relrospecl .obre a ebegada d; (arinha de trigo, to-
dava nSo ti exacto que baixase el la-no preco, \is-
to que ainoj se vende por 349O0! Mas, pergunla
Nao ves de Agores
O desgarrado
Bando esfaimudn,
One i Ii caminba '.'
Entra em ineu scio,
Doce Botinha.
Destrot simulam
Idolalrar-lc,
E a depennar-le
Sallum asnilla.
Entra em mcu sdu,
Doce Bolinba.
Para os combates
.\.'i i leus valeulc
Garra, nem denle.
Opal te convmlia,
Enlra em ineu seio,
Doce iiniinli i.
Aqui robu-lo
Para guan ,r-lc,
E eleruo ainar-le
O Amor se aninlii,
Enlra em mcu scio,
Doce Boliulia.
A Nalureza
Oucr-le amorosa,
Pura, mimosa.
Grata, e niansiiiha.
Entra em ineu seio,
Doce Rolinba.
Oueres alegre
Vida de flores '.'
E dos Amores
Ser a Rainha.
Entre em mcu scio,
Doce Rolinba.
Amante varia,
Sem lino, e pese.
Fina em desprezo,
Triste, e soVmha. .
Enlra em meu seio,
Doce Rolinba.
Olba o aereo
Vulgacho infamo
Nao le proclame
Bella Tonlinha.
Fica em meu seio,
Doce Rolinba.
Por ./. /. de M.
ESTABELECIMENTOS DE CARIDADE.
lllm. Sr.Nao podeudo.o l)r. Jos Bernardo Gal-
vao Alcoforado, advogado desla adminislrarao pro-
mover a insinuacao da escriplura de doacjlo Celia
por II.Joaquina Mara Pereira Vianna aos cslabcle-
cimenlos de Caridade, rogamos a V. S., sirva-se de
requerero que frde direilo para sua validade ; bem
como de cncarregar-se de qualquer quesillo que pos-
sa resultar da prodita doarao, digoando-se commu-
nicar-nos o preco porque lbc convm fazer seme-
llianle trabalbo.
Dos guarde a V. S. Adminislrarao geral do Es-
labetccimcuto de Caridade 15 de junho de 1855.
lllm. Sr. Dr. Gervazio Goncalves da Silva.Monse-
nhor Francisco .Muniz Tacares, presidente.
Antonio Jos Gomes do Crrelo, escrivo.Jos Pi'
res Ferreira, lliesourciro.Joo Pinto de l.tmos
Jnior, vogal.
lllm. Sr.Ainda mais urna prava do seu coracao
bem formado acaba V. S. de dar agora, dirigindo a
esla administracSo geraldosFailabelecimentos de Ca-
ridade, o seu officio com data de 16 do Icorreule, em
que declara, que nao s aceita o patrocinio das cau-
sas qne Ihe indicamos, como ncnliumi remuneracao
deseja.
Qucm assim procede gera a conlianca de que as
causas dos desvalidos terao feliz exilo : quando a
sciencia acompanha a vrlude, nao ha difOculdadc
que se nao supere.
Assim rf esperamos, e desde j anlecipamos a V.
S. os nossos agradecimentos.
Dos guarde a V. S. Adminislrarao geral dos Es-
labclccimenlos de Caridade 19 de junho de 1855.
lllm. Sr. Dr. Gervaxlo Goocalresda Silva.Monse-
nhor Francisco Muniz Tacare, presidente.Anto-
nio Jos Gomes do Concia, escrivo. Jos Pires
Ferrara. Ilicsourdro. Joao Pinto de jemos J-
nior, vogal.
lllm. Sr. Informada esla admiui seu lliesoureiro, que X. S., na qualidade de label
liao publico lavrara gratuitamente a esciiplura de
doaeao feila por I). Joaquina Mara Pereira Yianna
aos Eslabelerimentos de Caridade,e naodcveudo este
Exportar,ao .
Cear el'ar.i.escnn i nacional Einilia, de 111 lo-
nbulas, condu/in o segointe : 5 raixas rap aia i
preta, 1 raixao violas, I sino de bronze, I caixa cha, I
I amarrado laixas de cobre. 12 caleiras e I sof del
jacarando. 4 pipas e III barris vinbo.l pipa c 1 quar-1
tolas vinagre, KM) garrafoes vasios, 50 fcixes arcos de '
ferro. 21 laixas de ferro, 5 safras de dito, :10 fallas
de dito, 2 fules, 2 tornos de ferro, 4 dnzas de pos
de ferro, 12 pesos de dito. 117 barras de dilo, (i s li-
eos pntenla, (i etnbrolhoa gaiba, ervadoce c ferra-
gens, I seirao cravo da India, 21 conbetes lerragens,
I oaixinba pentes de chifre. 71 caixas o 8 eaixoc*
ferragens, fazendase miudezas, 501 barriquinliase.'ill i
talas com 1,815 arrobas e til libras deawicar, KKI
garramo* espirito, 1(1 pipas aguaVdente, 2 ditas e II
barris genrbra, KM) podras de amolar, I caiioes do-
ce e redes, 25 sarcos caf pilado, 1 machina para
pallara, \ caixoes fazendas. piano e livros, 1 caixi-
nha miudezas, I cadeira de piano, 1 cama de jaca-
rando.
aECBBEDORlA DE RENDAS INTERNAS GE-
KAES DE PERNAMBUCO.
Kendimento do dia 1 a 18.....15:8S7?797
dem do dia 19.......1:6349813
17:5229610
CONSULADO PROVINCIAL.
Hendimciilodn dia I a 18.
dem do dia 19 ...
38:0389966
3:72(i:i.'s
11:7659*14
MOVIMENTO DO PORTO.
Hados entrados no'dia 19.
Aracalv pelo AssU"16 dias, hiate brasilciro ccDu-
vidoso, de i:i toneladas, mostr Jo.lo llcnriques
de Almcida, rquipagcm 5, carga couros c sal ; a
Jos Manoel Martina. )
demIG das, hiate brasilciro af.orrcio do Norte,
de 37 toneladas, mostr o pralico Jos Vicente
Ferreira, equipagem i, carga rouros e sal ; a Cae-
lao C.xriaco d*a Costa Moreira. Passageiro, Jos
Francisco Gomes.
Ro do Janeiro9 das, barca americana Sea Brce-
ze, tic t I i tonelada, capillo J. Newell, equipa-
geni 15, carga HnMea e mais seeros ; ao capi-
llo. Conduz 20 passHgeiros. Yeio refrescar e ;e- '
gue para Beslon.
dem11 dias. barra hespanbola Rosa, de 1G8
loncl.ida-. capitao Pablo Roig, equipagem 13, car-
ga carne secca ; a Aranaga & Bryan.
Nova llollanda80 dias, brigue 'nglez Cypras,
de 278 toneladas, capitao Qiarles II irllcx, equipa-
gem 13, carga 13a c mais eneros ; ao capitao.
Condoz a tripolacaoda barca ingleza A&cdon,
naufragada ; seu destino he para Londres.
Liverpool3(i dia, galera ingleza Eclipse, de .VX]
toneladas, capitao Laing, equipagem 18, carga fa-
zendas e mais gneros ; a James Crablree c\, Com-
paubia. Veio a esle porlo por ler desarvorado dos
maslaros de proa ; seu destino he para o Rio de
Janeiro.
Rio de Janeiro20 dias, patache brasileiro Valen-
tn, de 130 toneladas, capitao Francisco Nicolao
de Araujn, equipaem 11, carga farinha de Irigo ;
ao capitao.
Xaeiot tahidos no mesmo dia.
Buenos-Ayres por Montevideo Patacho norue-
giicnse Bor. capil.lo N. Togstad, carga assucar
e mais gneros.
I'.ilmoiilh---Brigue sueco Sirc, capiloC. A. Van-
gren, carga assucar.
EDITAES.
mos nos, ser esse o preco mais elevado a que ebe-
gou a farinha ltimamente nesta cidade'.' Pon-entu-
ra nAosabem todos que, lia cerca de dona inezes pou-
BO mais un menos, vendeu-se o mc4mo genero po-
369000'! F; sendo ato notorio e inconlcslavct. coin-
nus vean Silero Sr. padeiro que o preco da farinha
nfin liaixou'.' Para que, pois, i toa defeza toase sa-
Ustacloria, era misler que, nao c-quecendo um pas-
sado lalv recente, nos provassealea disto que o la-
manlio su anles o peso do pao deve ser o mesmo (se-
nao menor quer a fjriulia se venda por 3(U quer por :li-NMK).
(.luanlo a existencia do monopolio Irapicheiro, de-
nunciado palo Sr. padeiro, nao dimitamos que assim
seja. Desgracadamenle nunca fallam especulado-
res de mao animo, que ate espec nlam com a miseria
e a Tome do povo; mas emquanlo a nossa policio
administrativa n3o loma na devida consideradlo o
abarcamenlo oos gneros alimenticios de primeira
neccssidade par 0 punir e emliararar, esleja cerlo
oSr. padeiro de -|tip, pelo manos, o publico saber
reparlir priiporriirM|inentc a na odiosidade e exe-
crado por aqnellcs que. segundo a* exigencia* da
algibeira, fazem a c.rcslia c a fome a seu (alante.
. E a farinha do Clj|o e de Ballimore (que n.lo
rJeveficaretn esquecnlcn| ,,a ler1 ,,,0 e,lrac.
C.lo 1 Nao se vende ella tr 30,000 rs., e nao be .,,-
hido qun os Srs. padeiros, com|iram para mislura-
lar.un a oulra, desorle qm ehegam i obler por es-
so modo um preco medio cir.re :l e :l? Isi (am-
bem deve ser levado em consrleraso!Os ff
o lllm. Sr. inspector da (liesnuraria provin-
cial, em cumprimcnlo da ordem de Exm. Sr. pre-
sidente da provincia de li de maio nllimo, manda
convidar aos propridarios abaixo mencionados, a
animal em na inclina thesouraria, no prazo de 30
dias, a contar do dia da primeira publicarlo do pr-
senle, a importancia das quotas com que devem
enlrarpara o ralramenlodas casas da travessa de S.
Pedro, conforme o ilisposto na lei provincial n. 350.
Adverlindo que a falta da entrega voluntaria, ser
punida com o duplo das referidas quotas, na con-
formidade do arl. G do reg. de 22 de dezeniliro de
1851.
N. i. Calbarina Maria do Sena. 579600
N. 6. Manoel Antonio da Silva Reis. 199800
N. 8. Manoel Jos da Molla.....I85OO0
NJO. Maria Bosa da Assumpen. 619800
N. I. Manoel Buarque de Slaccd,..... IU38OO
E para constar semaudou allixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 9 de junho de 1855. O secretario, Antonio
Ferreira da Annunriarao.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria provincial
em r,imprmenlo da ordem do Exm. Se. presidente
da provincia de 9 do correnle, manda lazor pu-
blico que no dia 5 dejulho prximo vindoqro, pe-
ranle a junla da fazenda da mosina thesouraria, se
ha de arrematar, aquom por menos lizer, a obra dos
I reparos de que precisa a cmara municipal c cadeia
da cidadode Oliuda. a\aliada em 2:200OOOrs.
A arrematado ser feila na furnia da lei provin-
cial n. 313 de 15 de maio do anuo lindo, c sol as
clausulas especiaos abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arremata-
cao coniparecaiii na sala du (estoca damasina junta
no dia cima declarado pelo meic (lia compolenle-
incule babililadas.
E para constar se mandou aflixar o prsenle e
publicar pelo Diarlo.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam
buco 13 de junho de 1855.O sccrelario.
Antonio /'. U'.lniiiuniaro.
Claiiuio 1, para a arrematacao.
i." As obras para H reparos da cadeia da cidade
de Oliuda sero feilas de runformiJade com o orca-
menlo, approvado pela direcloria em conselbo, e
presentado a approvaclo do Exm. Sr. presidente
da provincia, importando em 2:2005000 rs.
2.a E dias, e linatisarau 110 de seis mezes, ambos contados
I como determina o regulamento da reparlirao das
; Obru publicas. lei provincial 11. 28G.)
ti.-1 O pagamento desla arrematacao ser feito em
duas prestaeoes iguaes, sendo a primeira quando li-
vor sido feitil melade da* obras, e a segunda e Mi-
ma quando forem ludas concluidas, eqiie terao re-
cebidas definitivamente.
*." Para ludo o mais que aqu uao estiver men-
cionado, seguir-se-ba o que determnala lei cima
mencionada.
Conforme.O secretario, A. F. da AnininciarSo.
Custodio Manoel da Silva GuisnarSes.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial em ciimprimento da resolurao da junla da fa-
zenda, manda fazer publico, que no dia 28 do cor-
renle van niamente a praca para sercm airemala-
dus a quem por menos fizer os contratos abaixo de-
clarados.
Impresso dos (rabalbos das reparlicGes provin-
ciaos, poranno.........3:5009000
Capalazia do algod.lo do consulado provincial, por
""["............2:1758000
E para constar se mandn allixar o presen^ c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ibesnuraria provincial de Pernam-
buco 19 de junho de 185.5.
O secretario,
Antonio Ferreira da Annunziaciio.
Manoel Joaquim da Silva Ribeiro, fiscal da frege-
sia de Santo Antonio do lermo da cidade do Re-
cite ele.
Faro publico para conhccimenlo dos dono* de
carros de passeio, as disposices dos arligos das
posluras muuicipaes em vigor, abaixo traos-
cripias.
TITULO 9.
Arl. (i. Ninguema cavllo poder galopar ou cor-
rer pe as ra* e ponles da cidade. exreplo as orde-
nancas montadas e ofliciaes em servio*, sob pena de
pagar 81000 rs. de multa.
Art. 7. Nenbum carro ser condolido a correr
as pontes ; oscavallos devero ir a pequeo trole,
e lias ras nao podero ir a galope: os infractores
serao multados em 69000 rs,
Arl. 8. A" uoile ncuhum carro dcixarn de lrazcr
lanternas com luzes : os infr.11 lores serao multados
em 6S00O rs.
Arl. 9. as mas ou lugares ,1a cidade onde bou-
ver lama ou agua empocada, os avallas irfio a passo:
os infractores serao uinlladns em 69000 rs.
E para que nao appareea ignorancia de semelban-
los disposices que se achara em perfeilo vigor pe-
las referidas posturas de til) de junho de 1819, lavrci
o presente que sera publicado pelo Diario.
Freguezia de Santo Antonio do Becie 19 de ju-
nho de 1855.O liscal, Manoel Joaquim da Siloa
Ribeiro.
Manoel Joaquim da Silva Ribeiro. liscal da Ireguo-
sia de Sanio Antonio do termo desla cidade do
Recife ele.
Faeo publico para conhccimenlo de quem interes-
sar possa. o arl. abaixo transcripto das posluras mu-
uicipaes em vigor.
TITULO (i.
Arl. ti. Fica prohibido dentro da cidade uso de
roqueiras, bombas e fugo sollo buscones] : os infrac-
tores -rao multados em 109000 W. 6 sofl'rcr.lo dous
dias de plisan.
F. para que nao appareea quem allegue ignoran-
cia de senielbanlc ilisposie'm, que iuteiramonte pro-
hibe o fogo denominado boscapec, lavrei o presente,
que (era publicado pelo Diario.
Freguezia de Sanio Antonio do Rccifc 18 de ju-
nho de 1855.O liscal, Manoel Joaquim da Silva
Ribeiro.
Ignacio Jos Pinto, fiscal da freguezia da Boa-Yisla
desla cidade etc.
l'aco publico para o devido conhecimenlo de lodos
a quem inleressar possa,a dispogiefto do artigo abaixo
transcripto das postura! municip es em vigor.
IT1TI LO (i.
Art 6. Fica prohibido dentro da cidade o uso le
roqueiras, bombas e fogo tollo (buscapc* ", os infrac-
tores serao multados era IO5OOO rs., e soOrerao dous
dias de prisao.
A cmara municipal por editaos designara os lu-
gares em que se possani-ollar os buscaps, roquei-
ras c bombas de que trata este arligo.
E para que nao appareea ignorancia sobre seme-
llnnlc disposirao, lavrci o prsenle que ser publi-
cado pelo Diario.
Freguezia da Boa-Yisla 19 de junho de 1855.O
fiscal, Ignacio Jos Piulo.
ERRATA.
No edital do juizo da primeira vara, publicado no
Diario de tegunda-feira, 18 do correnle, relativo aos
itavedores de Geliriel Antonio, em lucar de Leonar-
do Bezerra de Siquoira Cavalcanli 3:180^180, deve
ler-se 13:1809480.
DECLARACOES
o
A administracao do correio precisa engajar pa-
ra o servieo da mesilla 3 liuiucns livres, porm que
sejam robustos : quem estiver nestas circumslan-
cias, dirija-sc arcparlioao cima.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco de Peniamlwco toma lettras
sobre o Bio de Janeiro. Banco de Per-
nambuco 7 de abril de 1853.O secre-
tario da diieccao, Joao Ignacio de Me-
deiros Bego.
O conselbo de adminislracao naval contraa
para os navios armados, enfermara de marinha,
barca de escavaco, c pracas dososcaleres do arse-
nal, c africanos livres. o furiiecimenlo dosNoguiutcs
g"iicros : arroz bramo do Marauhao, a-sucar bran-
co, dilorenado, azeile doce de Lisboa, dilo de car-
rapalo, agurdenle branca de 20 graos, bacalhao
bolacha, caf em grao, carne verde, dila secca, fcijo
mulalinho, farinha de mandioca, lenba de mangue
0111 adas, pao, (oucinbo de Santos, vinagre de Lis-
boa, velas de carnanba, e ditas slcarinas, cujo con-
trato scr.i por lempo de tres mezes, ou por um, se
assim ronvier ao conselbo, em vista dos presos por
que forem olTerecidos : por lauto convida-se a quem
possa convir dilo fornecimenln, a comparecer as 12
lleras do dia 20 do correnle, comsua* propostas,
declarndoos ultimo* presos, c quem seus fiadores,
bem fumo as amostras dos gneros, que se propoze-
rem a firnecer.
Saladas sesses do conselbo deadminislaraco
naval cm Pernambuco 13 de jtinho de 1855.O se-
cretario, Chritlovao Santiago de OUvdra.
I'IBLICACAO LITTERABIA.
Acha-se a venda o compendio do Theuria e Frail-
ea do I'roresso Civil, fcilo pelo Dr. Francisco de Pau-
la Baplista. Esla ebra, alm de urna introdcelo
sobre as accOes ucxcepcocseni geral, traa do pro-
cesso eivel comparado com o commercial, conlm
a Iheoria sobre a applicaeiio da causa julgada, eou-
Iras doulnnas luminosas: vende-se anicameade
na toja de Manoel Jos Leile, na ra do Qoei-
mado n. 10, a (3 cada cxemplar rubricado pelo
autor.
AVISOS MARTIMOS.
Real Companliia de Paquetes Ingleses a
Vapor.
No dia 20
desla mez es-
pera-sc do sul
o vapor Solent,
com mandante
Jellicoe, o qual
depois da de-
mora do coata-
mc seguir pa-
ra a Europa :
para passageiros ele,, (rala-secom os agentes Adain-
son Ilonie i\; C, na ra do Trapiche Novo n. 12.
PARA O RIO DE JANEIRO.
O brigue escuna MARA seguir' em
poneos das para aquelle porto, por lera
maior parte de seu carregainenlo enga-
jada : para o resto da carga e escravos .1
(rete, Irala-se com os consignatarios Ma-
chado n. 12.
Segu para 11 Assu' o patacho EmuiarSo aleo
dia 21 do rorrrnle : para carga e pacHReiroa, traa-
se no escriplurio de Mayoel (ioncal\es >\a Silva, ra
da Cadeia do Recife n. 311, ou a bordo cora o ca-
pilo.
Maranbo e Para*.
Salle em poucos dias o brigue ollespique de Bci-
rizii, por ler a bordo a maior parle de sen carrega-
mculo ; para o resto, dirijani-se ao esenptorio do
>r. .M.uioel Joaquim Ramos o Silva.
Para o Aracalv. no dia :>(; do mez correnle, se
gue o hiato Sergipaiio ; para o resto da carga e pas-
sageiros, Irala-se com Caelano Cxriaco daC. M.. ao
lado do Corpo Sanio n. 23,
Para o Aracaty seguc o inuilo xeleiro e bem
ennhecido hiato l.vahuuo : a tratar 111 roa da Ma-
dre de lieos n. tl!.
Para Maranbao e Para' sabe no dia
i do correnle o mudo veleiro brigue
RECIFE, o (pial ainda recebe algunia car-
ga niiiida e passageiros : trata-secom Ma-
noel Francisco da Silva Carricp, na ra
do Collegto n. 17 segundo andar,,ou com
o capitao Manoel Jos Ribeiro a bordo.
INFORMALES OL RELACOES"
SEMESTRES.
Na livrarian. 6e8 da praca da In-
dependencia, vende-te relacOes seines-
traes porprecocommodo, e (jerendo res-
mas vende-se ainda mais emcona.
WA1KCI.
I-.sta no pelo o compendio de Instiluliones Juris
Civilis. por I). 10. I'etri Waldeck qne serve de
compendio cadeira de Direilo Romano, insudada
de novo na Faruldadc de Direilo miheCUVe 1UU
1 rs. pagos na orcasiao da sobscripcBo, j. para
commodo dea -euhure- acadmicosenlregar-ep-iigok
folbas impresas de 8 paginas na livraiia da |iraea
da Independencia 11. (i e 8, .1 proporcao que forera
sabindo do prlo.
LEILOES
O agente llorja. em sen armazem, na rua do
Collegion. 15, fara Icilao de un esplendido soili-
inenlodc obras de inarcineiria de diversas qualida-
'les, ti ptimos pianos do armario, obras de ouro e
prata. relogios para algfbeirk, vidixx e toncas.enfei-
tes para sala, varias qninqniUurias e muitiis oolros
objeclos que impossivel seria mcnciona-los, que se
ai I1.115o patentes para oxame dos Srs. pretenden!-
no mesmo armazem : quinta-feira, 21 1I0 correle,
as 10 horas em poni.
Leilao.
Jos FcrnanJes Ferreira taz leilao de nma porcao
de niarmelada, viuda ltimamente de Lisboa : quln-
la-leira, 21 do correnle, a porta de Luiz Antonio
Aunes Jacome, defronlc da alfandc. .
Oagcnle Borja far.i leilao em sed armazem, 110
rua du Collegio 11. 15, do um eseellentp (obrado de
um andar com baslanlcs ciinunodos. leudo 35 palmos
de fenle e 7 a 75 de fundo, em cfloa proprios, com
um ptimo terreno ao lado, que pdese mui bem
edificar oulra casa, sito un rua de S. Pedro Marlyr
Oliuda n, 58, o qual ser enlreguc pelo maior
ra
horas.
.^------... ...., 1 .. j^iM ,..,,,_,. iiciu 111 : '1
preco que for oOerecido em consequeocla de ser pa-
ra liquidae.io ; lerea-feira, 2ti do concille, as ti
AVISOS DIVERSOS.
Precisa-si de i;n bomcm para dis-
tribuidor deste DIARIO: na livraria n.
(i e 8 da piara da Independencia.
A SYBILA DE BAJARA,
OTJ
Novo prognostico da sorte, para ser
consultado na noite do grande
precursor de Quisto
S. JOAO BAPTISTA.
SOCIEDADE DRAMTICA.
RECITA EXTRAORDINARIA.
QUARTA FEIRA 20 DE JUNHO D 1855.
Aborta a sceua depois da cxecui;au do una bella
(averiara, tero principio a rcprcsenlacao do novo e
apparatoso drama em 5 actos do archivolheatral do
Lisboa, o que se intitula
0 CIGAHO PACHECO.
PersonagriK.
0 rei de llespanh.i '
I), Isabel de Soria .. .
0 conde Soria.....
Pacheco o Cigano. .
I>. Joao de Mendouca .
O conde deTorcllos .
II. Manoel da Silva .
1 111 criado do conde de Soria
Kitul is, o cigano velho .
l'edro dito......
11. cigano que falla. .
l'in secretario.....
Fidalgos, criados do ron le. citanos.
AaHM passa-sc cm llespaiiha.
Os inlervalloa sero prcenrhdos com escolhidas
peras de msica, e terminar o espectculo a muilo
engrifada comedia em 1 acto, denominada
Actores).
OSr. .Mendos.
A Sr." I). Leopoldina.
O Sr. Sena.
Bezerra.
ii Lisboa.
>' Pinto.
1 llezendo.
11 Monleiro.
o Scbasliao.
u Lima.
a Santa llosa.
> Alves.
0 viASlUfiMi,.
Principiara as 8 horas.
Entre as escavaees de Sebastopol o
encontrado um precioso mamisrripto eni
lingua nao conbecida, para cuja interpre-
tarao se reuni nina assocacSo de sabios,
que depois de invocarem seca e meca.ai-
nal reduzram a Imgua verncula o livre
de sor les, que acaba de ser impresso com
0 tituloA SYBILA DE BAJARA: que
seta' encontrado na livraria n. li e S da
praca da Independencia a 500 rs.
Precisa -se de 2 ofliciaes de charuteiro : no boc-
eo dos .Marlyrios 11. 5.
AOS SRS. SUBDELEGADOS.
Pedimos ha dias aos Srs. lisraes, que allendessem
para os vendedores de leile. qu o venden rarregado
de agua, mas ate agora neniuur.a providencia appa-
receu, e os laes melquelrefes cm lugar de venderem
leile com agua passaram a vender anua com Icite ;
porlauto pedimos sos Srs. subdelegados desla cida le
quescdigneni palear nma revista, e dar urna licao
de execucao dessa pistura, como oulr'ora deram os
pesos e medidas, que foi urna vergonba.
O que no quer ser tesado.
O annuneio publicado no Diario n. 150 de I!)
do correte com as iniciaes J. F. S. J. nao se enten-
de com o abaixo assignado, porque nada deve ao Sr.
Vicente Ferreira da Cosa.
Joaquim Francisco da Silva Cosa.
Desapparecea 110 dia 13 do correnle um escra-
vo de nnme Joan, de Angola, com aignaea seguin-
les : baixo, rosto redondo, com marcas de bci -
que leve lia pouco. sem barba, representa ler 25 a 28
anuos, pouco unis ou monos ; levnu caifa de algo
d,io azul e camisa de algodao de listra. ludo nuvo,
um palito voltio, prelo. rasgado, chapeo de palha vc-
lho, traz sempre na cintura nina palroni c eintorSo
de sola da trra. Esle escravo foi comprado nesta
praca a Floriuda da Costa que morn no becco lapa-
do : ipieui o pegar, leve-o 9 Manoel da Costa Ita-
bello, 110 Arraial. qne ser recompensado.
A leu la da lauoeiro do largo da aswmMoa n.
10, que he adminiatrada pcloSr. Antonio do Espiri-
lo Santo C. muduu-se para a rua do Am irini 11. 19,
c perlence a Franrisco Jos de Paula Carnciro.
lllm. Sr. cx-socin.Nao houve de minha par-
le a menor inieuc.io de offender soseeplibiiidades ;
posso mui bem acreditar que oxistem nutras satis
dignas de aespeito e al de receio ; o Sr. ex-socio
deve coinpreheuiicr-me : se elige mais ampias ei-
pli-aeries busque oulro norte, parque alm de eu ler
oiilrus cuidados n,io (enho a imprensa gl llis, pago
KiO rs. por liulia.O marren.
Pcrmula-se um negro de nacSo, de idade 23
anuos, pouco mais 0 menos, por una negra de meia
idade, que calenda de vender na rua : qucm livor
annunrie para sor procurado.
Precisa-.e de urna ama cozinlicira : na rua da
Cadeia dcSanto Antonio, sobrado 11. I, confronte a
ordem lerceira de S. Francisco.
CIDADE DA \ICTOIUA.
O abaixo assiguado asradeee ao lllm. Sr. Francis-
co do lanos Corris de Ouciroz le-lo proposlo alfe-
res da guarda uaeional, por quanto nao fui com-
suliado nem lbc pedio, antes pelo contrario Ibe man-
dn nina carta pe 1 lllm. Sr. Francisco de Amorim,
pedindo Ihe com toda instancia que o nao propotesse
por quanto liulia do requerer sua reforma de lente
di cM|u;idrao de ravallaria por unitivo justo que li-
nlia a alegar, c desde j declara que nao aceita este
nem nuiru qualquer lagar qoeseja ranoslo porSmc.
Cidade da Victoria 15 de junho de 1855.
Manoel Jote Pereira lloiges.
,.~ l'cdeu-sc no dia 17 do correnle. da rua da
1 m./ii ale a do Col egio, urna puleeira de raro cha-
ta, com qaasi urna aollegada de largura, e esmaltada
de azul claro : que.n a adiar, polci.i levar ruado
Cullegio n.!), qae sera ree impensado.
O Sr. que estove vendo o logo do sobrado da
rua do Crespo n. I-', mande Irazer o chap com fu-
mo e levar a seo, pois hou\e quer presencia-,- as
suaa palavras nao aoho o meu, levo esle, liro-ltic o
rumo eCsl promptoj, bem v que se sabe, c se
boui evitar o nomo cm pablico.
Faz-so bolo de S. Jo.ioe cangica de milbo ver-
il', muilo bem loila : na cidade de Oliuda, atraz do
tVmparo n. II.
.Manoel Jos,- |)jag de Carvalho mudnu a sua ta-
berna da ma Direilan. 93, para a mesma rua n.
o Sr. que mora ama legoa distanlo da cidade,
e passou um vate, faca favor enlendei se com o do-
no, porque o dono nao tem caixeiro de cobranca pa-
ra fra da ridade, do conliai io o seu nome sabira
neste jornal.
OiTerece-(e ......apai pora caixeiro de qual-
quer estabelecimento, prindpalmenle de taberna,
do pie j.1 tem pratica, ou nesta cidade ou fradella:
Irata-secom o mesmo, na rua de S. Jos n. :7.
A pessoa qae diz ler adiado um Ir.nceliin, e
quizerrcsiiiui-l 1 a 1 dono, dirfja-se rua da Ale-
gra 11. 38, que ser bem recompensado.
Alusa-se o Iciceiro andar da casa da rua do
Vigario n. 5, proprio | ara familia : a tratar no pri-
inoiro andar da mesm 1.
Preci-a-se de una ama para casa do pouea fa-
milia, psga-se bem : a ti alar no paleo do ler, -o, so-
brado de um andar n. 13.
S. JOAO.
Bollos de S. Joao ricamente enfeitados
por preco commodo, bous e bem ieitos
pastis de nata, bandejas de bollos de lo-
das as qualidades, enfitadas, com ricos
ramos de allinins, presuntos de fiambre,
bollos e doces d'ovos de todas as qualida-
des, a contento: os pretenden tes dirijam-
se a rua das Cru/.es, casa da esipiina de-
fronlc da praca d,1 Independencia segn*
10 andar, becco da Pote.
Sexta-feira 22 do correnle, depois de Onda a
audiencia do Sr. juiz de direilo da l. vara do ci.el
se lia d= arrematar a nnnacao o mais objerlos oxis-
lentes na loja n. 25 da rua do l.ivramenlo, por
esecncao do proprietario da casa.
Procisa-se de urna preta escrava para ama de
urna casa de pouca familia, que faea oserviro inter-
no c externo da mesma : a halar
taberna n. II.
Koga-se ao J. I'. S. J. do vir pagar a \ cenle
I erren a da Costa, a quanlia de ,70>5(i0 1-.
Na rua Direita (obrado de um andar n. 33 ao
pe da botica, fa/em-se bolos de S. Joao, de diversas
qualidades e bonitos modellos, enfeiudascom ca-
pailas de alfinins, ramos llores : na mesma se taz
bandeijas de bolinhos lauto de armarao romo razas,
enloitadas do bom gosloe baratos procos: lambona se
faz pastis do nata, arroz de leile c doces de lodasas
qualiif
LOTERA DA aiATl/ DA BOA-
VISTA.
Corre respera de S. Joao.
O cautelislada casa da Fama Antonio da Silva
Caimanes avisa ao publico, que a lotera acuna cor-
re 110 ilia 23 do correnle. vespera de s. JoSo : por-
lanto, quem quizer ver a soa sorte babilile-se com
o seu numero, pois a orr.l-iao he proprfa. e acliam-
se a venda bilhetes, meaos, quartos, decimos e xisc-
simos, as scguinle*casas : atorro da Boa-Visli 11.
(8, rua larga do Itosario n. 2i>, praca da Indepen-
dencia n. I! e 16, Tua do Collegion. '.), e ma do
Rangel n. 54. Os seus bilbelcs c cautelas soffrein o
descoulo da lei. *
.
Os horneas que no dia sabbado, li; do correle,
condnziam unsporcos para esta cidade. c que na rua
du Sebo se Ibes deseiicaininlioii um, fugindo para
dentro de um sitio, podeiu ir recebe-lo lio largo da
Trompe, sobrado n. I, que tem taberna por baixo,
o qual foi pegado no mesmo sitio.
o Sr. los Candido de Carvalho Medeiros (em
urna carta na livraria n. (i e 8da praca da Indepen-
dencia.
. Canudo Moreira da Costa declara que nada
deve no Si. Lima Jnior A Cniupauhia. c pode ser
procurado no seu cslabelecimonlo. no paleo do Hos-
pital n. I (i.
Troca-ce nma boa casa lenca feila a moderna,
lem 11 m bom quintal, he bstanle grande, na Boa-
Vista, por oulra no bairro de Sanio Antonio ou S.
Jos : quem Ihe convier osla truca innunrio para sor
procurado.
Xo hotel da Europa d.i-se comida mensalmcnle
por preco razoavei.
No hotel da Europa lem mao de vacca lodos os
d iinin JOS.
Da-.c500;(M)0,-.leo(N.:/XX)ajiiros. com b) po
theca em moa casa no bairro de Sanio Antonio : di-
rijam-se a rua Nova n. 9.
Precisa-so llagar urna ama lona 011 captiva,
para o servieo de casa c rua : na rua do (jueimado
n. 7.
D-se a juros quantias poipionis, (obre penho-
res de ouro e prata : na rua d is Agaas-Verdes. casa
11. 102.
Precisa-se de um fornciro que seja bail para
ir para a P iralba : a tratar na rua Imperial 11. 37.
Furtaram do abaixo kssicnado, residente em
casa de sou patrio o Sr. Joao Kolierl, no lugar du
Chacn, osobjeclos seguinles : 1 tranceliiu com pas-
sador de miro, oulio dito de prata lambem com paa-
sador lingindo um botan, I par de Bvelas de prata
com corroiitcs lambem de prata para suspensorios. 1
innelao de uro (aviado com diamante, 1 botfto de
abertura com diamante pequeo, lambem lavrado, I
correnle de ouro para relogio com chave do meama
metal, assim como a quanlia de M03000, sendo 210S
rs. em ouro, 2 olas do Ihesouru de 100-->000 cada
nina, ( o resto em outras notas iguaesde diversos va-
lores : quem livor noticia desses objeclos ou os ap-
preheiuior, dirija-se ao mesmo abaixo assiguado, que
sera generosamente recompensado.
Antonio Domingucs da Silva.
Prccisa-se comprar ou aforar um terreno de
110a 1(10 bracas do largura, sem bemfeilurias ou
com poucas, a margcni do lio ou prximo a embar-
que, proprio para plaulacoes de caima ; quem o li-
vor e quizer fazer algum dos mencionados negocios,
dirija-se i rua eslreita do Rosario 11.7.
ajrr. redactores.Em resposla aos repelidos
annuucios du Sr. Malinas Lopes da Cosa Maia, nos
quaes elle se inculca meu credor, rogo-Ibes se sir-
vam de publicar as dcclaracoes fcilasjioucosdias an-
lesdosua murte.por Eduardo da Cosa Oliveira, que
estao em perfeita harmona com os depoimcnlos
dos sciihorcs Dr. Jo. da Cosa Honrado e Joaquim
Teixeira Peixotv, ao que accrcscenlarei nicamente
que lendo cu opposlo embargos de falsidade da lel-
traaaeeacquenie move o ditoseubur Malinas.foram
os meus embargos recebidos MU condeinnacao, c
de-la -euienea aggravando de pelijao o mesmo Sr.,
o tribunal da rclaco obrando com a sua coslnmada
jusiiea, deuegou piovirtlcnlo ao seu aggravo. Sou,
senbores redactores, soa alenla veneradora
Leopoldina Maria da Costa h'rger. -
Dis D. Leopoldina Maria da GosUtKranJbJ, que a
bem de seu direilo $P he faz necessari*,T|uc */. S.
mande que o escrivo da sobdelegacia*lbe fasse por
certidao o tbeor dos dous termos de declaradles fei-
las por FZduardo da Costa Oliveira."
P. a V. S. Sr. Dr. subdelegado da freguezia de
Santo Antonio, acim lbc delira. .E R. M.
Pasee.Sobdelegacia de Sanio Antonio 12 de ju-
nho de 1835.Dourado.
Francisco de Uarros Corroa, escrivo da subdeloga-
cia 1I9 freguezia do SS. S. do bairro de Sanio
Antonio do lermo da cidade do Recife de, Per-
nambuco, em virlode da lei ele.
Certifico ser o Ibeor dos termos pedidos por cer-
tidao do Ibeor e forma seguinte :
"lermo de declaracao.Aos 2S dias do mez de
maio de 1855, nesla cidade do Recife de Pernambuco
em a rua das Cruzas, casa da residencia de Eduardo
da Cosa Oliveira, onde foi vindo o subdelegado sup-
plcnle da freguezia de Sanio Amonio, o Dr. Jos da
Cosa Dourado, comigo escrivle do seu cargo, a
rua doUaTel | c"ama''0 (, mesmo Eduardo da Coala Oliveira, ah
por elle,"ni presenra das leslemunhas abaixo assig-
nadas, di-so que aclundo-sc em perigo de vida, e
sendo necessario para descargo de sua consciencia
e poder obler a absolvirao de suas culpas.declarava
livre e exponlaneamenle, visto como se via approxi-
mar o derradeiro instante de sua vida, qae sua cu-
nhaila Leopoldina Maria da Cosa Kruger bavia en-
diosado urna ledra de qualro contos o oilocenlos
mil ris, cuja ledra como nao podesse ler vigor,
visto como ella como viuva que he. n3o podia ser
ei.dnssanle, mas sim acceilanle, inulilisara elle de-
clarante aquella, c lbc apresenlara urna oulra para
que ella arreilasse. ao que ella se negara, e nada
houve que podesse convencer a faze-lo, em conse-
quencia do que houve alguem que se oflerecesse
para Ihe falsificar a firma, o que de fado fez fir-
mando a ledra de igual quanlia, que fora dcscon-
lada. c para cm ma,* de Malinas Lopes da tosa
Maia, que boje acciona a-referida sua cambada para
haver de se pagar da quanlia constante da ledra que
descoulou. assim como lambem declarava que a Id-
Ira que elle derl-ranle bavia descontado a Joaquim
Teixeira Peixolo, firmada e acceda por Malinas Lo-
pes da Cosa Maia. figurando como saccanle elle de-
clarante, era lambem Talsa, cujas dcclaracoes elle la-
zia livre c expoutaneamenle.
E para constar mandou o Dr. subdelegado fazer o
prsenle lermo, em que cu assignei com o decla-
rante, e lestemunhas presentes depois de lid.
Eu Francisco de Barros Correa escrivo o escrevi.
Costa Honrad >.Eduardo da Costa Oliveira.
Antonio Teixeira dos Santos.Joaquim Teixeira
Petxoto.
lermo de declaracao.Aos i dias do mez de ju-
nho de 1855, nesla cidade do Recife de Pernambuco
em a rua das Cruzes, casa da residencia de Eduardo
da Cosa Oliveira, onde foi viudo o subdelegado sup-
pleule da freguezia de Santo Antonio, o Dr. Jos da
Cosa lloarado comigo escrivo de seu cargu, a cha-
mado do mesmo Eduardo, afim de ratificar a decla-
rarn que lizera a respeilnde nina ledra saccada por
elle Eduardo, acceda por I). Leopoldina Mara da
('.osla Kruger. e descontada a Malinas Lopes da Costa
.Maia declarava, que a letlra boda quanlia de qua-
lro tontos oilocenlos e oilenla mil reis, e nao de
quatro contris e oilocenlos mil reis, como declarara
primoirincnle. e 711c recebera do mesmo Malhias
Precisa-sede 2 escravos para os sonidos de um
silio prximo a Casa-Forle, c 2 !u res.com preferen-
cia das libas, para u:na olaria : na rua eslreila do animei cm fe de verdade
Rosario n. 7.
pouco mais de dous contos de ris em descont dessa
letlra, sendo um con|o c tanto cm dinbriro, e o res-
tante em descont do que elle declarante j devia ao
mesmo Malhias, senr^j que na ocesiao do recebi-
mculo, esle i'he pedir para Ibe passar um papel ou
recibo cm que Ihe deplarasse expressamenle ler re-
cebido a quanlia de 1:0005, descont dessa letlraTle
rs., cujo papel ello declarante effectivamenle
pateara, e deve parar cm mo do relerido Malhias
Lope- da Cosa Maia, no sentido cm que elle de-
clarante acaba de expender, c que cm ludo o mais
ratificava sua primeira declaracao: e mais nao disse
e aaaigno com o juiz c teslemunhas presentes.
Eu Francisco de Barros Correa, escrivo o escrevi.
Costa Dourado.Eduardo da Costa Oliveira.Jo-
aquim Pacheco da Silva.Antonio Bazilio dos"
Santos.Joaquim Teixeira Peixoto. '
Nada mais se tonlinha em ditos termos aqui trans-
criptos, que bem e fielmente lirei por certidao do
proprio original, que fica em meu poder e cscriplo-
rio, ao qual me reporlo, e vai na verdade sem cen-
sa que dnvida faca, por mini escriplo e assiguado
nesla cidade do Recife de Pernambuco, aos 12 dias
do mez de junho do auno do nascimenlo de Nosso
Senhor Jess Chrfrlo de 1855, trigsimo quarlo da
independencia e do imperio do Brasil.O escrevi e
A pessoa que annunciou querer dar a menina
de 5 anuos para educar, pode diridr-se Capunga,
a casa de I). Maria, mestra. qne achara com qucm
tratar.
Aloga-se um ptimo preto escravo para criado,
em moco : quem o quizer alugar, enlen la-se com
us Marianno ds Albuquerque, na rua da Uniao.
/ rancisco de Barros Correa.
Casa da afericao,pateo do Terco n. 1(J.
Oabaixo assiguado faz .ver a quem nlcressar pos-
sa, que a rovio fin.-ilis.-ir-so-ha no dia .'10 do corren-
le, segundo o disposto no artigo 2." Ululo II das pos-
luras muuicipaes, e que lindo esle prazo incorreru
os contraventores as ponas do mesmo arligo. Re-
cife l(i de junho de lfs55.
Pro. redes da SUca Gusmao.
I
O arremata ule do imposto de 20 por
cento sobre o consumo das aguas-arden- Joaquim da Silva Mourao previne t quem
1 1 c intereesar possa. que todos os bens do Sr. Jos Dias
tes do municipio do Recite, para evitar da silva, veto, (emoveniei, e de raiz, estao sa-
cuslas taz silente a todosos conliibiliulcs seitos ao pagamento do que elle Ihe deve, pelo qae
do referido imposto, que ate o dia 50 do ^o pode o mesmo aliena-loa, e nem de qualquer
. r forma disnor delles. cm prejuizo do annuiicianle,
crreme venliam pqgar o que" se acliam quc proleda usar de seu direilo, minificando qual-
devendo, lano o vencido como a vencer-; i11" venda ou disposicao desses bens.
se ate o prazo cima marcado, licando LOTERA DA MATRIZ DA BOA-
certosque, (indo o dito prazo, se procede-
r' de eonormidade com o regulamento
(pie rege esle imposto.
Koubaram em dias do mez pastada um rctogio
de patente ingle* de u. 2103, por isso peJe-se ao, .,
senhores relojoeiros ou a oulra qualquer pessoa a nM io\ da praca da Independencia ns. i, 13, 15 e
VISTA.
Aos (i:000.s'000, 2:0O0.sQ00, 1:0()()$000.
As rodas da ultima parte da 5.1 e primeira da 6x
da mal i/, da BoavYisla andam no dia 2.1 do correnle
mez. Os bilhetes o cautelas do cautelisla Antonio
Jos Rodrigues de Souza Jnior acham-se a venda
quem fof ull'crccido, de o lomar c levar a rua do
Crespo, loja 11. I(, que sera gratificado com loda a
geuerosidade.
Lstabecitnentos de caridade.
Os bilhetes inteiros ns. 3825. 4393, 1883 e
(800 da ultima parle da 5.' e 1.' da (i. > iolcria da
matriz da Boa-Vista, a melade dos premios que (shi-
rein pertencem ao hospital.Pedro II.
Os abaixo assignados declaram que dissolveram
amigavolinenle a sociedade qoe tiubaui no armazem
de assucar c cscriplorin, silos na rua da Cruz e do
Brum, sob a firma commercial de Wandcrlev ,\ lr-
mSo, licando a cargo de ambos a liquidadlo lo arli-
vo o passivo da mesma sociedade. Recife 15 do junho
le 185.. trente Maules ll'anderleij, Joao da Cu-
nta IVanderley.
O abaixo assiguado respaila sobremaneira a sua
mulhcr D.Thercza Adelaido do Siquoira Cavalcan-
li, rom a qual casou-se de muilo livre vonlade. e
depois de por em praflea sacrificios de \io\.\ ordem
superior, para travar com ella nina rfiaoaiMSo esran-
10, rua do Oueimado n. :17 A, aterro da Boa-Vis-
la n. 72 A, e as nutras do cnslume. Os aeus hilhc-
les inleiros nao soffrein o descont dos K por cento
nos tres premios grandes, o qual descont s he ap-
pliravel, as suas cautelas.
Bilhetes 5SH00 Recebe por inleiro
com descont
Meios 28M00
Ouartos I310
Oitavos 720
Decimos 600
Vigsimos 1120
(1:0009000
2:7BO000
1::s0a000
80800(1
5528000
'-7113000
O mesmo cautelisla declara, que apenas sr obriga
a pagar os 8 por cenlo, que sabirem em so-as Lideles inleiros em originaes,
devendo o pruandor do lolbelo rocolter do Sr. tlic-
soureiro o seu respectivo premio.
Joias.
C- abaixo assignados, donos da loja de ourives, na
rua lo Cabuga n. II. confronte ao pateo da matriz
c rua Nava, fazem publico, que estao sempre soi-
. dos dos mais ricos e ineltiores gosios de lodas as obras
pelo prclo. Picado, porlanlo, sem respos- de ouro necessarias, Unto para senhoras, romo para
hmense meninas, eonlinuamos procos mesmo ba-
uno lem sido ; piss.ir-se-ba urna conla com
rcsponsabilidadc, especificando a qualidade do ou-
ro ue li a 18 quilate-._ licando .is-un garantido o
comprador se appjroicr qualquer duvi la.
Scrapltiin \ Irmao.
HASSA ADAMANTINA.
Rua do Rosario n. 36, so>:undo andar, Paulo Cai-
gnouz, 1lc.11li.sia.francez, chumba H denlos com a
niaasa adamanUna. Es-a nova o maravilhosa ednt-
po(i{3o lera a rantagem de encboraem iircssao dolo-
roso (odas as anlra'-ions1,ades do denle, ailquiriudu
ta as aggressoes que tlie Eaxem em nome daquclla
scnbora. e loda disrasslo ser foila peranloos Irilm-
nacs o t pnale clles. Nem cu nem minha mullier
nos podemos considerar separad"-, sejam quaes fo-
rem as intrigas para esle lim empregada*. Acredi-
to mesmo. ,p, roubando-ine a mullier, .1, balde pro-
curad roubar me os filaos e a honra.Antonio Car-
tos Pereira de Burgos Possec de Len,
No engenho Paulisla, tres ternas distante desta
cidade, ha dous sitios vasios, proprios para lavrdo-
res, lendo casas de vivenda, senzalas, e com propor-
ra fazer de 10t>a 1,000 paes de assucar, sen-
do de ptima producffjs : .ara [irelcndor qualquer'0111 ponen- iii-lanle- -oble/ goal a da podra mais
delles. pode dirigir-se ao mesmo engenho, a (ralar dura, e pcrmille restaurar OS denles mus etlraga-
1 -"11 o propfielaiio dos mesmo*. dos com a forma e a edr primitiva.
D-se 6009000 a juros rom lupolbeca em urna
casa le rea ua*!loa-\'isla ou Santo Antonio : a quem
convier, dirija-se Boa-Vista, taberna n. 20, qne
-o Ihe dir quem da.
Precisa-se de na feitor portaguez, que enfeu-
da de borla e jardim, para um sitia perlo da |
quem eslivi 1 neciaseveamstaodas, procure para Ira-
lar.iia rua da Cruz.oscriplono n. lili, ou 110 Hanguia
nlio, silio jante a capella de S.
Ci-zinba-se para 4 1111 5peaso(, rom muda per-
fcicao o a go-lode seos dono-, Ozem-M bolos do ?>.
Joao, arroz do leile hem feito e.onfoia lo, e mais o
lario perleiicenle a coainha, o promelle-
lis!a/.er aos que se diunarem procurar, e por prems
coiumodns : qucm preteiiucr, dirija-sc li rua da Ma-
dre de Dos n. lii, que se dir quem quer co/inliar.
Joseph Calvim relira- :e desla proineil.
EDUCADO DAS FILHAS.
Entre as obras do grande Fcnelon, arrebispo de
Cambrax, moroco mui particOajr mencae otratado
da educaran .las meninasn0 qual este virtuoso
prelado ensina como a- mais devem educar suas fi-
llias, para unidla chegarem a occopar o sublime
logar de m". 1 de familia : loma-sc por lano urna
necessidada para lodasas pessoas qoe dnecjim gui-
a-las no verdadeiroeaminno da vida. Est a refe-
rida (Ibn IradmMl em porlusuez, c vende-se na
livraria da praca da Independencia 11. (i e 8, pelo
diminuto proco de 800 rs.
Precisa-se alagar nina casa terrea no bairro de
Sanio Anlonio, ciijii alo-uol nao exceda de IO3OOO
por mez ; paga-se (i me/es ou 1 anno adiautado :
quem lo 01 annuncie.
MUTILADO


; -.


uiRl Q FERUMUCB. QUARTA FEIRA 20 DE JUNHO DE I i 55
IBLKiCAO DO INSTITUTO 110- 1
MEOPATIIIC. DO BRASIL. J
THESOL'RO-HOMEOPATIUCO J_
OU
VADK-MECUM DO $
HOMEOPATHA. ^ $
Mdhodo concito, claro e seguro di cu- ()
rur homeopatkicimente lodas w molestias
que af/ligem a especie humana, e par ti- cularment* oque'las que reinam no lira- (dk
ril, redlgido segundo as melhores Irala- 7
dos ile homeopathia, lano europeos romo ^7
I "americanos, c segundo a pro.ria eper- j?,
ancla, pelo Dr. Sabiuo Olegario i.udgero JT?
I l'inliu. Esla obr.i he linje reronherida co- 10)
rao mglhi de ticiiis que tratara ilaappli- .
cara homenpalhica no cuntiyo das ino- V^
I lestSs. OscarMo*, principalmente, nao
. podem dar um passo seguro sem poMoi-la e l
' coiiulu-ti." Gs pas de familias, nssenho- >tJ9
k res de errScnhe, sacerdotes, viajantes, ca- 0
pitaes de navios, serlanejosetc. ele, devem X
le-l.i rqao para ocrorrer proinplaaienle a (y;
\ qualquer ras de molestia. L
r Dous volumes cin brorhnra por IO5OOO *J
) a enruileruados gOOO '^
Vende-se nicamente cm rasa ilo autor, /jex
roa de Santo Amaro 11. 6. (.Mundo No- <*'
j vo'. s/
CONSULTORIO DOS POBRES
50 BA NOVA % JffttAB. 59.
O Dr. 4". A. I.oho Moscnzo da consullas l.omeopathicas lodo os dias aos pobres, desde i) horas da
manhaa al meio dia, e em casos extraordinarios a qualquer hora do da 011 nuite.
Oflerece--e igualmente para praticar qualquer operar de errorsia. e acudir prumplamenlc a qual-
quer inulber que esleja mal de parto, c cujas circumstaueia? nao permitan! pagar ao medios.
M CilWOKIU DO DK. F. LOBO IQ3CZ0.
)&&-&-:
m
Aviso ao respettavel publico.
Jua l.uiz I-uncir Riheiru, con) pailaria no'largo
de Sania Cruz n. 6, confronte a igreja. alm do bom
pao e bolachas de lodos os tamanhos, se aclia mulli-
do de un homeni que enleude perfeilauenle de fa-
zer bolinhos de todas as qualidades, pastelees, en le
la bandejas para bailes, amendoas, confeilos, e lud
111.1:- de sua arle ; por isso avisa o dono do eslabele-
cimento a todos os seus fregueses, que vende ludo
por menos preco que em qualquer parle, lano cm
purr.'io como a retaliio; assun como na niesma pa-
daria se fabrica bolachiuha de araruta iuuilo bem
fcila, biscoitos, fatias linas ele.
3 J. MI DENTISTA, l
f continua a residir na ra Nova u. 19, primei- ,":;
S$ ro andar. t
s @ e$
l'recisa-se de urna prela escrava para ama de
urna casa de familia, que faca o servico interno e
eilerno da niesma, pacaudo-se-llie i!20 rs. por dia :
a tratar na ra do Collegio n. 3, primeiro audar.
Cata de consignacao de escravos, na ra
dos Quarteis n, 24
Comprain-se e recebem-sc escravos de ambos os
sexos, para se tenderen) de commissao, 1,1 ni para a
provincia como para fra della. offererendo-se para
silo loda a segurauca precisa para os dilos escravos.
No hotel da Europa prcasa-sc de um homem
que tome cunta do porta.,dando-se-lhe roupa, comi-
da, casa, ele.
O l)r. Kibeiro, medico pela universidadede
innliridiie, ronlina a residir na ra da Cruz do IU
cife n. 19, 2."'aiidar, omle pode ser procurado a
qualquer hora, e convida aos pobres para consullas
gratis, e mesmo 01 visita quando as circumslancias o
eiijam, faz especialidade das molestias dos olhos c
nuvidos.
50 RA NOVA 50
VNDESE O SEGUITE:
Manual cmplelo de meiMicina homeopalhica do Dr. G. II. Jabr, traduzido em por
tusuce pelo Dr. Morozo, qualro volumes encadernados cm dous c acompanhadode
um diccionario dos termos de medicina, cirurgia. analomia, ele, ele...... 909000
Esla obra, a maisiniporlanle de lodas as quelralam do estado e pratira da homeopathia, por ser a unir
queeonlcm aba-e fundamental r->'etla doulrinaA PATHOGENESIA OL' E1FEITOS DOS MEDICA-
SEN POS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SAUDEeuuhecimenlos que nao lodem dispensar as pes-
soas ]ue sequerem dedicar ortica da verdadeira medicina, inleressa a todos o- mediros que qui/.rrcni
Biperimeatar a doulrina de llahneinann, e por si mesmos se couvencerem da verdade d'ella : a Unios s
fazendeiros e senhores de enaeuho que esiao longe ru urna ou oulra vez nao podem deisar de acudir a qualquer incommodo seu au de seus Iripntanles :
a' lodos os pas de familia que por circumslancias, que n dos a prestar in continenti os primeiros soccorros em suas enfermidades.
O vade-mecum do homeopalha ou iraduccan da medicina domestica do Dr. Uering,
obra lambern til s pessoas que se dediram ao esludn da bomeopalhia, um vol-
me grande, acompanhado do diccionario dos termos de medicina...... 1(1.-000
O diccionario dos termos de medicina, ciruraia, analomia, ele, ele, encardenado. :telXW
Som verdadeiros c bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo spgnrn na pralica d.i
homeopathia, e o proprielano deslc jestabelerimenlo se lisongeia ile le-lo o mais bem monlado* possivel e
iiinuem dnvida boje da urande superioridaile dos seos medicamento.
Botica* a 1:2 tobos grandes..................... 8JU00
Blicas de -l'i nieJicaiu.enlos cm glbulos, a 10J, i-2r> e lJJOOO rs.
Hilas 'M> dilos a..................
Ditas <8 ditos a.................. 259001)
Dilas 60 dilos a................, .
Ditas t' dilos a..................
Tubos avulsos........................ |-ii:ki
Frascos de meia mica de tinrlnra................... -imhi
Dilos de verdadeira lindura a rnica................. aOOO
Na mesma casa lia sempre venda grande numero de lobos de rryslal de diversos tamanhos,
vidros pura mediramenlos, e aprompla-se qualquer encoinmenda de medicamentoscom loila a bre> ida-
de e por precos muilo commodos.
Yendein-sc 2 jopas ar de adminicule, barris do inesuio. I braco de batan-
ea ile balcio, pesos e medidas da folba, 1 caixi com
vidros u inlrador para lleneros, a onlros objeclos
que rastam : na taberna da ra Direila 11. 2, das 3
lloras da larde cin diaule.
No alorru da Boi-Visla 11. SO, vendem-s la-
las coi saidinhas france/as ulliiuamenlc cnecadas,
rs. a lata, e lucias latas a ISO, nasas a 80 rs. a
libra, pansas museatels n 180 a libra, cha prelo em
macos de meia libra 96t< o maro, muilo superior
chocolate de Lisboa al'iOOr-. a libra.
AttCiifJiO ao barato.
Na na do Crespa 11^ Iti, loja da esquina que volla
para a ra das Ciu/esi vend m--c cas-as franeczas
ile mijito bonj psdroesle faaenda nova 30 rova-
do, saia- bordadas de muilo a-t e superior fazenda
a IfjOOJcada nina, corles de barese de seda com ha-
bidos, lazenda mudernesima, a 88000 o corle, man-
lelcle- de seda prelos elde cores, c de bellos mode-
los a 69000 cada um, Idiirinlios de seda com li aoja
a O i.-.cada mil, tirina de buho rom ptimos p,i-
drSes c faienda inleirimeole nova a tiio a vara, e
outras minia- !a/.oila-. tiur :> vista do comprador
se venderAo por mullo urcuns dj que em oulra qual-
quer parle.
A EI.I.F.S. ANTES QL'B SE ACABH.
Vendem-secorles de ca-emira de(bnrn gesto a :2?,.*>00
i5 c 9OOO o corle ; na ra do Crespo n. (i.
Vendo-se nina carretea com um boi : no sitio
do viveiro do MaorZ.
Cuseni 11 .is
or liza
>p7 O Dr. Sabino Olesario l.udscru l'inliu,
j& mudou-se do palacete da ra de S. Francis-
'w) co 11. OSA, para o sobrado de dous anda-
fSk resn.G, ruade Sanio Amaro, inundo novo.
ty
Novo- livrcs de hinneopalhia mefrancez, obras
lodas de summa importancia :
Hahucmaiin, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
lumes............ 209000
Teste. 11 ok'slias dos meninos.....69OOO
licring. bomeopalhia domestica. .
Jahr, pharniacopiM hoineopalhica. 4>> Jabr, novo manual. '1 volumes .... I69OOO
Jahr, molestias nesosas.......69OOO
Jabr, molestias da pelle........89OOO
Kapou, historia da homeopathia, 1 volumes ItijOOO
llarlliniann, tratado completo das moleslias
dos meninos........... 10900o
A Teste, materia medica homeopalhica. SaOlKI
De Favolle, doulrina medica homeopalhica 79000
Clnica de Slaoneli .......69OOO
Castihg, verdade da bomeopalhia. 4tO(K)
Diccionario de .\\-leu.......1JO00
Aulas rompido de analomia com bellas es-
tampas coloridas, contend) a descripjo
de lodas as liarles do corpo humano 309000
vedem-sc lodos esles livros no consultorio bomcopa-
lliic do Dr. Lobo Moscos, ra Nova 11. 50 pri-
meiro audar.
DENTISTA.
S Paulo Gaignout, dentista franrez, eslabele -''
-,. rulo na ra larua do ltosario 11. 36, seunndo
.1 lar, enlloca denles com genaivasarlilieia -.
c dentadura completa, ou parle della, com a C
if pressio do ar.
la Rosario n. 36segando Sudar. ^
; 14
AULA DE LAT1M.
VENDAS.
LOTE1UA
DA BOA-
DA MATRIZ
VISTA.
Aost:()0()s000, 2:!)().silK!, e I:000.s000.
Corre iudubilavelmenle sabbado, 2 de junho.
cantelisla Salusliane de Aquino Ferreira faz \"<>S internos u externos desde ja por mo-
sriente ao respeilavcl publico, que as suas cautelas dieo preeo Cuino lie publico : t|uem se
padre Vicente Ferrer de Albuquer-
{[ucniidou a sita aula para a ra do tan-
ge! n. 11, onde continua a reeelier almn-
esla snjeilas ao descont de oilo por cenlo do 1111-
paato da Ici. Os seas bilbeles inleiros, vendidos em
urigiuaes. uti soffreu descont de uil por renlo
ilo imposio gerat. Acham se venda as segniulcs
leju roa da Cadeia do Recife n. 24, 'Se i"); pra-
r.i da Independencia 11. 37 e 311 ; ra d Livra-
nicnlo 11. 22; ra Nova 11. i c lii : ra do (Juei-
mado n. 39 e 44 ; ra eslreila do ltosario u. 17, e
110 aterro da Boa-\ isla n. 7i.
Kccebc pur inleiro
com descont
2.-7609
1:1049
6909
5529
2769
pagar os
premios
Bilhetes .ovni
Meios 2SS00
Muarlos |19440
Quintos 19160
t lilavs 720
Decimos 600
\ Igemas 830 t "
O referido caulelisla so lie responsavl a
oilo por cenlo da lei nos tres primeiros
grandes sobre os seus bilhetes vendidos em origi-
naes, logo que Ihc for apreseotado o billiele inleiro,
indo pnsaoidor receber o respectivo premio que
nellc sabir, na ra do Collcgio 11. 15. escriplorio
do Sr. Ihesoorairo Francisco Antonio de Olivcira.
Tcrnambuco 12 de junlio de 1855.
Salufliano de Aquino Ferreira.
IVecisa-se alujar duas esclavas :'na
'rua de Santa Cecilia n. 1 i-,
No hotel da Europa lem salas e quarlos para
uluguel, com comida ou seiu ella, por commodu
prono.
No bolel da Europa lem comida a toda a hora,
pelo prero marcado na tabella, um pelisco de 321)
para cima, cha e torradas 320, caf com leile t torra-
das 320, bife de cebolada 320, dito de grelha 320,
ovos estrellados 240, presunto de Hambre 400 rs.,
peiie 400 rs.
Na ra Bella n. 13, 'precisa-se de urna ama es-
crava, que saiba cozinbar bem.
Joaquim Jos Das l'ereira declara que arre-
matou cm leilao de 9 do correle lodas as dividas
aclivasque deviam a Antonio da Costa Ferreira Es-
trella, com taberna na rua da Cadeia do liecife, e
e ii\nla a todos os devedores do dilo Estrella, lauto
da iraca ramo domado, para que venhain pagar so
ao annuncianlc. coma maior presteza possivel, alini
de evitaren) miares despezas, pois protnelle ler toda
a coulemplarao com os que foreiu inais promplos
nos seus pagamcnlos, portendo-se diricir-se ao an-
nuncianle, no aterro da Roa-Vista, loja n. 1i.
Na rua de Aguas-Verdes sobrado de
uin andar 11. 14, armatn-se bandejas de
Iwllos com toda a perfeirao e faz-se bollo
de S. Jofio.
quizer ltilisar deseupequeo prestimo o,
pode noctli ai' nu segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dosdias uteis.
Est a sabir a In/. no Itio de Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
H0ME0PATHA.
EXTRAHUDO DE KUOFF E BOEN-
NINGHAUSEN E OLTllOS,
r posto em >rlcin ulphabelica. rom a il5tcrip^3o
abrevidda de ludas as mules(Us a Ddica^o pliysio-
logira e ilicrapealic le Iodos os medica roe- to* lio-
meopalluros, seu lempo seguido tle uin diccionario da siuuicac/lo de lodos
os termos >le medicina e cirurgia, c posto ao alcance
das petSOaS do povo, pelo
DR. A. J. DE MELLO 50RAES.
Suhscre\c-se para esla ohra un consultan o humeo,
palhico do Dr. LOBO MOSCOZO, ruq Kova n. 50-
priOMiro andar, pos 5-OOU em hrochura, e (i-OUO
encadenado.
RAPE GROSSO, MEIO GROS-
"SO E FIMO.
Vinva Pereira da Cunba, encarregada
da venda deste rap, avisa a seus fie-
[ue/.es cpie o deposito se aclia prvido de
todas estas quididades, e que para mais
comniodidade acaba de estabelecer um
outro deposito na rita de Apollo, tirma-
zem n. 2, onde poderao encontrar todas
os mencionadas qualidades ao prero ja'
estabeleeido, de ,s80 o grosso e 900 o
lino, de libras para cima.
Sortes para S. Joo a 40 rs. o papel.
Acaban) de sabir do prelo novas surtes para diver-
7*000 '"nenio desle fcslejado dia : vende-Sel iti rs. na li-
a-iwui "aria u. ti c 8 da praea da Independencia.
\ende-se uma laherm na ma da Sen/ala Vc-
Iha n. 15, a dinheirooii a prazo, sendo pessoa capaz,
e seudu a dinlieiro vista comprador podeni fizer
niclhor ne^orio rom a dila taberna : a Iralarua nies-
ma laherua u. 15.
Vende-sc superior vin iode Bordeaos em quar-
lolas e garrafas : no armazn do rua da Cru/. II. 19.
\ endr-se uma escrava que engnmma, cnzinlia,
cose c lava de sahflo : na \ Vmdc-se urna casa de um andar e slito, na
rua do Rannel : qnem pretender comprar, procu-
re na rua doQuebnado n, ID, luja, que e !lie dn.i
ajuera vende.
Vendem-se 5 escravos niortis, ptimos para to-
do servico, enlre ellcs 2 pretas de muilo boa condue-
la na ma Direila n. ::.
Vende-ee uma mulalinha de s a u annos de
idade, de elegante lisura : a tratar na rua de Uangel
n. II, priir.eiro andar.
Vendem-se diversos nhjeclos, perlancenles a
navios,entre os qoaei 3agnlhes de mariar, algumas
handeiras e llgnaes, linio por prero cornmodo : na
rua di Cadeia do ReciCs 11. II, primeiro andar.
IECH1SIQ PIRA E8&S-
1H0.
NA FUMJICAO DE FERKO DO EXGE-
NHEIKO DAVID W-BOWNIAN, \A
RUA DOBRL'M, PASSANDO O MA-
FAUIZ,
ha enipre un grande torUmento. dos seguitites ob-
jeclos d raeehanismos (iroprios para ciiuenho-. a sa-
ber : moendas c meias moendas da inais moderna
cousliurr,"i:' ; laixas de ferro fundido e balido, de
superior (pulida le e de lodosos tamanhos ; rodas
dentadas para agua oo animaee, de todas as propor-
efiet ; crivos e horras de fornalhae registros de bo-
eiro, agnilhSes, bronzes, parafnsoa e cavilhoes, moi-
nho de mandioca, ele, ele.
NAVAI.I1ASA COMENTO E TESORAS.
Na rua da Cadeia do Kecife n. 48, primeiro an-
dar, Iwriplorio de Aueusto C. de Alueu. CTnli-
iiuain-se a vender a SjOOi) o par prero lixo, as a
hein conheridas e afamadas navalhs de barba feilas
pelo hbil fabricanle que foi premiado na e\,iosirao
ile Londres, as qoaes alm de dorarem extraardia-
riamenic, nao se senleni no rosto na aeran ,1 coi lar ;
vendem-M com a condirAu de, nao agradando, po-
lerem os compradorea devolve-las al 1"> diasdepop
pa compra reslituiodo-se o importe. Na mcsmj ca-
sa ha ricas Icsourinhas para uulias, feilas pelo .riel
mu faincanle.
ARADOS DE FERRO.
Na fundirao' de C. Starr. & C. cm
Santo Amaro acba-se para vender ara
--uic yualidade.
ado, padrfies novos, a .sOOl) o corte: na
rua do Queimado loja n. '.().
Vendem-se os novoselementos.de bo-
tnica por A. Richard, por 5#000 rs., Ad-
ditiones aureoeque llustrationes ao qain-
l i livto de pratica lusitana por Feliciano
da Cunba Franca, por 120000 rs., Trata-
do da legislaciio civil e penal por J. Ben-
tliam porli'OOO rs., Manual do direito
coinniciriai ii- Hrav .nd-Vi\ rieres por
Si'OOOreis: na livrariu da piara da In-
depndenGa n. (i e 8, se cura' quem
vende.
Ni LOJA DA BOA FAMA,
lavas de lorrnl de l.i-i
o barato prefo de I9OOO rcis: na ma do Queima-
Na ruada Cruz. n. 54, vendem-se saceos rom
muilo noa lariolia de ui.indiora, por menos preoodo
que em ootra Ijualquer parle, e laubem se veudein
a relalho .le quarla para cima.
He su y lio barato
a 1 $000.
Chales a larlalana, de lindos padriies a 1-tiOO : na
roa do (Jucim'ado u. :;:!, luja unto a da Faina.
Continuante a vender manleiga ingle/a a ;HX)
1.^000 e l-l"-" rs., trancen a SOO rs., amendoas rom
390 a titira, caf de raroroa 1B0, arroz pi-
lado a su is., cei idinba para sopa a 320, pastas a
480, vellM de .-perinncele anieiiranas a itO rs., di-
la aS.">il, foijSo mistorado a JlDa roa, cha |irelua
1 sabAo braiiro a 320, drlo para harlirirus a
i(Hi por ser muilo alvo, carias de traques a I2t) rs.,
goinina de ensoinmar a KO r. a libra e i>i robos : na taberna da rua de Uorlts n. i.
BARATO ADMIRAVEL
CUNADO OJ600.
Panno fino prelo, prava de liinilo, rovado 69300,
rolles de rlleles de gorgnrSo e seda, muilo lina fa-
zenda, pelo diminuto prero deti-ilH) o curte : na rua
do IJueimado n. 3.1, loja junio a da Fama.
Vende-so millio e arroz rom casca a granel : a
bordo da barca Actita, fundiada na rampa do Ha-
mos. Assim romo 35 eiuams de cedro, o rebulos,
por prero commodo.
BARATO NUNCA VISTO, A
2 600
Vende-te evcellenle laboado de pinna, reren-
lemenle ebegado da America : na rui de Apollo
trapiche do le reir, a enlendcr-sc com o udminis
rador do mesmo.
Vciidcin-se em casa de S. P. Jolms-
ton & C, nao'ua de Senzala Nova n. 42.
SeUins in;lezes.
Keloi;ios patente iii;;!e/..
Cliicoli-s de carro e de monlaria.
Candieiiose casticaes bronceados.
Ghumboem leneol, barrae mnnico.
Farello de Lisboa.
Lonas ini;li',;is.
Ko de sapateiro e de vela.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de grasa n. '.".
Na casa de Hebrard A; Blaudiii. rua do Trapi-
che Nono n. :>:>. vende-se azeile dore frailee/, de
Plagniol, verdadeiro salame de l.von, muilo fresco,
assim romo vinho de Bordeaux, ehampague, cognac,
ludo por proro racoatel.
DEPOSITO D\ FABIUCV \M TODOS
OS SANTOS DA BAHA,
Vende-se em casa de X. O. Bieber ii
C, na rua da Cruz n. i, algodao ti an-
eado darptella fabrica milito proprio pa-
ra saceos de assuear e roupa para escla-
vos, por preco commodo,
Em
Moinhos do .vento
'ombombasde repuso para regar borlase baila,
dr rapim.-na fundicaide I). W. Bowiu.ni: na t\t
duBrumnt. 6.8el0.
REMEDIO I.MCOMPARAVEL
r.V.UEXTO 110KLOW AV.
Milhaies de individuos de lodat as naroes podem
leslemiinliar as v irludes deslc remedio incomparavel.
e provar. em raso neressario, que, pela uso que dil-
le lucrain. lem seu corpo e membros iiileiramenle
saos, depois de baver empregado inulilincnli- oulros
Iralameulos. Cada pessoa podcr-se-lia convencer
dessas curasroaravillnisas pela leilorados peridicos
que lU'as relatam lodos os dias ha muilo annos; r,
a mior parle del las sao 18o sorpreedenles que admi-
ram os mdicos inais clebres. Qiuuias iwssous re-
cobraran! com este soberano remedio o uso de seus
bracos e perno, depuis de ler permanecido lonpe
lempo nos hospilaes, onde deviam sorer n anteu-
tae.lo Dallas ha muilas que haveado deixado esses
asj los de p i le nneiilo, para se nj0 submetlerem a
essa operaran dolorusa. forain curadas rompidamen-
te, mediante o uso desse precioso remedio.
V'itdcni-se excellculi
do ii. 33.
Em casa deTimm Momsen \ Vinassa, piara do
Corpo Sanio o. C. ha para vemier um siirliiueulo
cmplelo do livros em branco, vindje de llainbo/go,
Vende-se na lugar das Barreiras do Urum, uma
morada de casa de Uiipa rom muilo bous commodos a
com eslribatia: qnem pretender, dirija-sen mesma.
Veottem-se 8 vaccas par las, gordas c boas Ici-
leiras : qnem as pretender, dija-sc em Santo Ama-
ro, no sillo do Sr. niajor Naseimenlo.
Vende-so nina mulalinbil de 13 a 11 anuos de
idade : na rua da Madre .ie Dees D. :!(i, se dir
quem vende.
Vende-se uma escrava quo corintia, compra o
diario de uma casa e ensabd bem : na Boa-Vista,
Mu \ elia, n. 99.
Vende-so um cavalio que carrega bailo Slc
meio, muilo novo e batanle gordo, por prero com-
modo : quem precisar, dirija-sc a Solcdade, no sitia
dos i lenes, das ii horas em 'liante, ou aiinuneie a sua
morada.
FAZENDAS BARATAS PARA
se Kxibm' coiu
Uoineiras de fil e de ramhraia, com lindos lucos
29600, chales de lila c seda, tunsima faienda, lin-
dse modernos padrftes a 39100, lencos re garra c
seda rom bonitas ramagens a l?O0O, chapeos france-
tea a 69000 : na rua do IJueimado n. 33, loja junio
a da Vaina.
Milita attencao.
Vende-se a loja de barbeiro da rua da Cru/. do Ke-
cife ii. 4:1. com lodos os S"iis perleuces ou sem elles ;
esla casa pelo seu loeal esla propria para qualquer
eslabclerimeiilo. assim comu bilhetes-, loja de calca-
dos, charutos, etc.
Vende-se urna das antigs tabernas, sita na
rua da I.incela n. 10, muilo atresnalada para o mar
e para a Ierra, propria para qualquer principiante
por ler poneos fondos : quema pretender, dirija-se
a mesma para tratar.
BICHAS DE HAMBURGO.
Na rua eslreila do Rosario n. i, loja de harlieirn,
vendem-se aos reios v a relalho bichas de IIanihiir-
go, chegadas pelo iilluuo vapor da Europa.
Al"u-
de J. Kefter&C, na rua mas das Ues pessoas, na efosao de seu raenbeci-
menlo, derlar.iraui esles rcsullados benficos dianla
do lord corregedor, e oulros mai-isUados, lim de
inais autenticaren) sua allirmaliva.
Ningnem desesperara do estado le sua saude se
livesse bstanle cuuliauca para ensar tsle remedio
cunslaiileinenle, seguiudo algum lempo o Irala-
iiienloquc necessilasse analurexa sultado seria provar inconleslavelinenlc : tjue ludo
cura !
O ungento he til tnait particularmente tos
seguales casos.
Alporcas.
Cambras.
Callos.
i
a
5
SSBBI
ao rauco.
No armazem de fazendas bara-
tas, rua do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fa/.endas, linas e (rossas, por
precos mais baixos do que emou-
tra qualquer parte, tanto em por-
ches, como a retalhq, affiancando-
se aos compradores um s preco
para todos : este estal>elecimenlo
abrio-se de combinaco com a
maior parte das casas cominerciaes
inglezas, rance/.as, alletnaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
coleta do que se tem vendido, epor
isto offerecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietano deste importante es-
ta belcebi uto convida a' todos os
seus patricios, eao publico em ge-
rat, para que venham (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendal
bai alas, no armazem da rua do
Collegio n. 2, de
Antonio Luis dos Santos ltolim.
SOBKE
AS 1NST1TU1COES DE DIREITO CIVIL*
l'OR
WALDFXR.
Esla obra muito coucurrera para que os esludan-
les do primeiro anuo da t'ACliLADE UE 1)1-
KErri), melhor possam conipreliender as prclec-
es de seu digmstimo lente. Suhscreve-se na
prara da Independencia loja de livros n. (i e S, pre-
co |n- um rs.. c sibir a primeira folha lugo que
as assignataras ebeguem para o cusi da impressilo
do vulume.
O procurador da cmara municipal
desta cidade, avisa a todas as pessoas en-
carregadas de lirareiu guias de enterros
para o cemiterio publico, que acba-se
todos os dias Uteis no paco da mesma c-
mara, na rua Nova, desde as 9 boras da
manhaa as ."> da larde, para aviar-se de
prompto a lodos que para isso o procura-
ren), e nos das de guarda, na rua de S.
Goneallo, casa terrea n. 11, as mesmas
boras.
CHARAPE
COMPRAS.
. DO
BOSQUE
O iiiiicu deposito coiilina a ser na bolirti de llar-
iliolomeii francisco de Sonta, na rua larga do Rota-
i ilS. :M>; garrafas gran les .'i-iim e pequeas :V
iVORTAm PARA 0 PIBL1C0.
l'ara cura de pliti-ica em todos es seus diflcrenlcs
graoa, quer aM^rada por constipa^oes, losse, asUi-
nia. pleurl/. ecarros de tangue, ddr de costados e
fieito, p.alpitaeao no corarao, coqueluche, bronebite
ddr Da garganta, c ludas as moleslias dos urgaos pul-
monares.
Aluga-se OnTvende-i^ nina casa com
sotao e sitio no lugar da Tone, junto ao
sobrado do Sr. I'eixoto, coiu lodas as com-
rnodidades para (amiba, cochetta, estri-
bara, quarlos para feilor, etc.: na rita
ila Cruz n. 10.
l'recisa-s de urna prela escrava para o servico
interno e cvlerno de urna casa de '1 pessoas : quem
liver para alugar, dirija-se cucheira da Irnassi da
rua Bella d. 2.
l'rccisa-se comprar uma casa lerrea, que seja
as freuue/ias de Sanio Antonio, S. Jos ou Boa-
Visla : quem a livor, dirija-se inspeccao do algo-
d,1o, no I-orle do Mallos, a fallar com Ignacio Jos
Xavier dos Pasaos, marcador da mesma.
Compra-se um prelo bom coiinheiro, que seja
sadio, moro, bonita figura, e tem Vicios! a tratar
com .Manuel Goncalvcs da Silva, rua da Cadeia do
liedle n. 39.
Compra-sc una escrava que saiba engommar,
cozinbar e ensalmar bem, e qneseja de boa condue-
la, uo se olh.i a idade, mas que nao le iba vicios
nem achaques, paga-se bem agradando : na rua das
Cnuas n. 90.
Compratu-setravs de^embiriba pre-
til com r0 palmos de cotnprimento e um
em quadro: na rua da Praia, casa ter-
rea jur-to a casa do subdelegado.
Compra-se prala brasilcira ou hespanliola : na
rua da Cadeia do Recite n. 5i, loja.
Cjmpra-sc um saque sobre I.i-boa de 2:11005
rs. fortes ao cambio, de menos 100 por cenlo : quem
l liver dudidio c Ihc ronvicr, annuiicie para iro
saque no primeiro vapor que para alli seguir.
Compram-se os preparos para u fabrico de ve-
las de carnauba : quem liver c quile/ vender an-
nuncie.
Compra-si* urna escrava que uilo seja muilo
moca, que Icuha de roslume ve.uler agua e pasar se-
mana, para que se dar bom trato : quem liver au-
niincie para se procurar, ou leve i rua larga do Ro-
sario n. 2(i, segundo andar.
Na rua do Queimado loja de miudezas
da boa fama n. 33, vendem-se as miudezas abaiio
mencionadas, e alm dessas oulras imiilissiinas que
avisla dos seus preces muilo baratos, nao deUamde
fazer muita cunla aos amigos do bom e barato, as-
sim como boceleiras e mscales : buhas de novello
ns. 50, 00 e 70 a 19100 libra, bolo.s para camisa
a 160 a groza, lilas de Mullo brancas a 10 rs. a pe-
ca, linha* de carrilel, de 200 jardas le n. \2.\ 130 a.
70 rs. o rairilel, coleles franceses em carines a SO
rs.. linlias de peso a 100 rs. a meadinha, ditas mui-
to linas para bordar a 160 rs., litas de seda lnvradas
do todas as cores a 120 rs. a vara, linha* d marra
azul e encarnada inulto linas a 2S0 rs. a cairinha
com 16 novellos, ditas mais grossas a !',() rs., lapi
linos envernisadoa a 1-Jit rs. a duzia, ditos mais
ordinarios a SO r. a duzia, dedaes para seohora a
100 r. a duzia, caixas para Costaras de s-nhora a
->. 39 e 39300, ditas para joias a 300, 200, 120 e u
rs., braceletes encamados a ino rs., pennas d'aro
muito finas a 640 rs. a groza, palitos de fogo a Iti
rs., a duzia de micinhos.capachos piulados a 610 rs.,
bengallinhas de junco com bonitos ca-loes a *tx> rs.,
peines para atar cabello a 19500 a duzia, papel al-
majo muilo boma 2-600 a resma, dito de peso pau-
tado a :-li(H, micangas iiiiodinhas a iO rs. o maro,
dilas maiores e de lodas as cores a 120 rs. o maro'
suspensorios a 10 rs. o par, grampas a 60 rs. o mas-
sinho, allinetes a 100rs. icaria, pedtaa para eacre-
ver a 120 rs.. boloes linos para ralea a210rs. a gro-
za, brinquedos para meninos a 500 rs. a cairinha, I
meias brancas para senhora a 210 rs. o par, linas
de loiral fazen la superior e Com borlas a 800 rs. o
par, dilas de algodSo, brancas, para homem a 250
rs. o par, escovas linas para denles a 100 rs., colhe-
res de melal para sopa a OH) rs. a duzia, cspelhos
com molduras douradas, fazenda superior a 120 c
160 rs., espelbos de capa a 800 rs. a duzia, letouras
para costuras a l^ rs. a duzia, caivetes de 2 folhas
para aparar pennas, fazenda superior a 240 rs., lu-
as de seda prela- com palmas de cores a 500 rs. o
par, ditas de algodao de cores muilo linas para ho-
meni a 400 rs. o par, asulbeiros de metal com asn-
illas cuusa superior a 200 rs. torcidas para randieiro
do numero que o comprador quizer a 80 rs. a du-
zia, fivelas douradas para calca e cutele a 120 rs.,
penles de baleia para alisar a 280 rs., dilos linissi-
mos para alar cabello a 18280 rs., esporas linas de
nieltl a8(X)rs. o par, chicles linos a 800 e l| rs.,
aboloaduras para rlleles cuusa superior a 400, 500,
600 e 800 rs., Irancellins de borracha para relogios
a 100 e 160 rs.. ramullas com superiores agulhas
france/.as a 200 rs., meias de seda pintadas para cri-
anzas de 1 a anuos, a IgfiOO rs. o par. dilas piu-
ladas de linda Escocia de bonitos padriies a 240 e
00 rs. o par, trancas de seda de todas as cores, li-
las Onissimai de lodas as cores, biquinhot de algodji
e de linho do bonitos padres muilo linos, lesuurn
o mais fuique he possivel enconti; r--e e de lodas
as qualidades, luvasc meias do lodas as qualidades,
e outras muilissimas cousas, ludo de muito goslo e
boas qualidades, e por precinos que muilo agra-
dan). E-la loja he bem conhecida, nao s por ven-
der sempre.'ludo mais barato da que em oulra qual-
quer parle, cumu lambern ser nosqnnlro cantos adi-
anto da loja do sobrado amaiello. e para iiielhor ser
conhecida lem na frente urna labolela com a la fa-
ma piulada. *
lirios Ir.me idos de puro linho, de muito bonitos
padrSeta 600 is. a vara, ditos blancos a 700 rs..
Ranga amarilla da india a 500 is. u rovado, seline-
eores para raleas e palitos, de minios bonito
padreese cores fizas a 300 rs. o co'vado, cortes de
muilo bonitas raseinn 1. rasemira prela
nuilo lina a 2;0::0 o rovOlo, merino prelo muilo fi-
no a 39000o rnvado. damasco inglezde la sem mis-
lura de algodao a 500 rs. u covada, chales de rhila a
isiio. ditos peos do sol de asteas de .alela a 2J00. ditos de as-
leas de juncu a IJ'.ilK), chapeos deso de eda para
senhora, fazeoda inulto supen r a 30600, cliapeos
presos franceses, faxenda nviilo superior e domis
moderiiissimo gottu a 69000, lenros de -eda com
franjas a 2-Ji;i. dilos de seda e algodao lambern
com franjas a tiO. lencos de seda para algibeira de
bonitos padroes a l$600, dilos de cambala de ludio
a 600 rs., ditos de ramliraia a 520. ditos de Casta
pintadus a 201) rs.. meios chales adamascados, bran-
ros, de rassaa 320, grvalas de seda liO e 1)000, di-
tas pretas de selim a i.;000, corb s de colleles dese-
lim bordados a 4$0 1.1. dilo- de fuslilo, fazenda supe-
rior a 19000, chales linos de merino e bstanle
randes a 80000, ditos de seda muilo boa fazenda a
ni 11.K). cortes de vestidos de seda escocesa de boni-
tos padriies a 149000, dilos de seda lavrada, muilo
ricos I 205000. selim prelo de .Manao a I0COO0 ro-
vado, corles de ve-lidos de cambraia de difTerenles
costosa I9OOO, bonetes pala meninos a OO rs., sus-
pensorios linos com lios de seila a 200 rs. o par,
meias de seda bramas para senhora, fazemla supe-
rior, a 19600, luvas de seda de lodas as rores e sem
deleito alcum a l^dlll) o par, dilas pelas de lorfal
rom borla, la/emla muiti-simo boa, e chegadas u 1 li
lilamente de Lisboa, pelo bando prero de IgOOO o
par, meias brancas de algodao. lazenila muilo lina,
para seuhora, a 300 c 00 rs. o par, ditas para me-
ninas a 200 rs.. dilas para meninos a 160 rs, o par,
m*ias pretas de algodao para senhurii, muilo boa fa-
zenda e sem defeilo lilcuin a 200 is. o par, dilas
rruas para homem a 160, superiores maulas de seda
para .euliora a 5-5110. camisas de meia p.ra homem
a 800 rs., princesa mailnaimo lina a 600 rs. o cova-
do.lila prela, fazenda superior, a 320 o rovado, co-
bertores de aleudan para esri vos a 70U rs. cada um,
bonitos chales de algodSoe seda a 1>600, grvalas de
easaa a200it.,brim de linho de qoidrinhot a 2O
rs, o covado, lindissimos corles de vestidos de cassa
com barra a 29000, madapoln de lodas as qualida-
des, chitas linis.imas, algodaozinhQ liso e (rascado,
algodSo trancado azul, brins lisos finissimos e mais
grossos, lem is muilo linos de gaiis encarna la para
tabaco, dilos da fabrica, baela de lodas as cores, al-
godiioziiiho prnprio para saceos por ser bstanle cn-
corpado, c alen) deslas mitras muilissimas fazendas
que se veudein muilo mais baratas do que em oulra
qualquer palle. Esia toja fui arrematada em prara,
dinheiro vista, c como os arremalantra lennam
de acabucom ella, rogam ai s amantes dn borne la-
ralo que aprovci.ein a occasiiio. que deslas pechin-
clias apparecem pouras vi 1 e depressa se acabanu
na rua do (Jucimado, nos qualro raidos, luja de fa-
zendas u. 22. dcfronlc do sobrado ainarcllo.
Clieaeu de tranca pelj paquelc urna fazenda inlc-
ramenlc nova, loda de seda, de quadros e lislras
o mais rico possivel, di nominada Sebastopol, a
rovado............i;fioo
Ad. linas de seda de quadros, o covado I3OOO
Crimea de teda, goslo t-seorez, o rovado 000
l'rozerpina de seda de quadros, n covado 681)
Indianas etcocczas, novos padre-, o covado 100
Chitas franevas, lindos padriies, u covado 280
Kiscado nanee/, larga), lino, n covado 260
CoriMsde vestidos de seda eseoreza, o corte 14^000
Urtes de larlalana de seda, o corle. I
Corles de cambraia de seda, o corle. .
Selim prelo lavrado par vestido, o covado 28100
Selim prelo marn, liso, o covado. 29600
Sarja prela hespsiihola, o covado. 29OOO
Nobreza pela portuguesa, o rovado, listn
Chales de casemira da cr. latos..... i-mo
Chales de merino, franpi de -eda. iNHItl
Ctales de merino bordados a seda 89300
Chalet.de merino o mete rico possivel 11.JOO0
'.uvas deseda de todas as qualidades 19280
Corles de casemira preta selim .... 6.-IKKI
airles deraseiiiini de rores...... 49800
Cortes de casemira Asolada...... -j-an
Cortes de colleles de fustn Ii......... (,(|0
Leeros de seda para grvala...... 800
Durillo pealo para panno, o.covado 39000
Corles de paca eseoreza. o corle 39000
na rua do Queimado, em frente do beren da Con-
gregacjto, pastando a botica, a tegooda loja de fa-
zendas n. 10.
FUMO EM FOLHA.
Na rua do Amorim 11. 30, armazem de .Manuel
dos Santos Pilo, lia muitp superior fumo em folha
de ludas as qualidades para charutos : por precos ra-
zoaveis.
FEIJAS HDLAT1HH0,
Manoc'
mulali-
nt roa do Amurim n. 30, armazem de
dos Sanlus Pinto, ha muilo superior feijo
olio ciu ssccas : por prero roiiuiiudo.
Ctales dermiro de ricos padres por
muilo co/nnodo preco : na rua Nova 11. 10, loja
rranceza.
Cordoes de ca-
bellos,
da Cruz n. ").") lia para vender e\cel-
Icntcs j)iaiiovindosulliniainentcde llam-
biugo.
Vende-te una halanca romana com lodos os
su perlenres.em bom uso e de 2,000 libras : quem
prelender, dirija-se rua da Cruz, armaztm n. 4.
COGNAC VERUAUE1KO.
Vende-*c superier cognac, em garrafa', a 12jO00
a duzia, c l;280 a garrafa : na roa do Tanoeiros u.
2, primeiro andar, defronle do Trapiche Movo.
I Mil MA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinba de mandio-
ca, em saccasque tem um abiueirc, me-
dida velba, por preco commodo: nos
armazensn. 5, 5e7 defronle daescadi-
nba, e no armazem deirente da porta da
aliandc j;a, ou a tratar no escriptorio de
Novaes iV C, na rua do Trapicbe n. V,
primeiro andar.
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volla |iara a cadeia.
CASEMIRA PRETA A 4*500
0 CORTE DE LCA.
\cndem-se na rua do Crespo, bija da esquina que
volla para a rua da Cadeia.
.Na rua do Vgario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se farelo novo, ebegado de Lisboa pela barca Ora-'
tidio,
ATTENGO.
Na rua do Trapicbe n. ."V, lia para
vender barris de Ierro crineticanienle
lechados, proprios para deposito de Te-
ses ; esles barris sao os nielbores que se
lem descoberto para este lim, por nao
exhalaren) o menor ebeiro, e apenas pe-
zam 1 f libras, e custam O diminuto pre-
co (!, .s'DO i-s. cada um.
Cbeguem fregaezes ao une be bom e
bnalo.
.\a taberna que foi do Malllias, na rua Nov n.
50, lem de lado bom o barato, bolachinba iugleza
mono nova, boa manteisa inglezae franceaa, supe-
rior gracha em lata, hlalas, llandrrs rom ervilhas
e bages, c ludu mais por prero que anima aos fre-
guezes.
Vende-se pipas, barris vazios e bar-
ricas internadas: a halar com Manoel
A Ivs Guerra Jnior, na ruado Trapicbe
n. 1V.
Allenrfio !
vende-se superior fuo de milo, secunda e capa,
pelo haralissimo prero de 39000 a arroba : na rua
Direila n. 70.
Potassa.
No autigo deposito da rua da Cadeia Velba, es-
criplorio n. 12, vende-te muilo superior potassa da
Hastia, americana e do Kio de Janeiro, a preros bu-
ralos que he para fechar conlas.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
ticas para piano, violao e flauta, como
scjain, qUaorilhas, valsas, redowas, sebo-
tickes, modinbas t^tdo modernissimo ,
ebegado do Kio dJ-ieiio.
Vendcm-so ricos e moderno! pianos, reccnle-
inenle ohegados, de cxci-llcnli-s vozes, c precos cum-
inodns em casa de K. O. Bieber r Companhia, rua
da Cruz n. 1.
Canceres.
Corladuras.
Dores de rabera.
das costas.
dos membrW.
lCnlrrinidadcs da culis
em cera I.
Enfermidades do anus.
Erunroes escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Frtaldadrou falla de ca-
lor na- o\|i emidadc-.
Irieiras.
liengivas escaldada-.
Inrliarcs.
lullainmaro do Otado.
la heriga.
matriz.
Lepra.
Males das peritas.
dos pellos.
de albos. .
Mordeduras de replis.
l'icadura de mosquilut.
Pulines.
i.tiieimadchis.
Sarna.
Supurares ptridas.
Tihha, em qualquer par
le que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
das arlicul.Hocs.
Veias torcidas, ou noda-
das as pernas.
\ ende-se este unuueulo no cslabeleciinenloccral
de Londres,o. 2!l,67raiid,e na loja de iu,|5 uba-
ln arios, droguistas c oulras pessoas cncarregadasde
sua venda em loda a America do Sul, llavana e
llespan..
\ ende-se a SOO ris cada Imrelinlia, conten urna
inslrucrao em porluguez para esplicar o modo de
fazer Oso desle unguenjo.
O deposito geral he cm casa do Sr. Soum, pbar-
maceulico, na rua da Cruz n. 22, em Periiam-
bllCO.
W POTASSA BRASILEffiA.
(3) Vende-sc superior potassa, fa-
^ bricuda no Hio de Janfo, ebe-
'A fada recentemente, rerjominen-
,.a (la-se aos senbores de enj'enboj os
^ seus bons ell'eitos ja" experimen-
W tados: na rua da Cruza. 20, ar-
mazem de L. LeconteFeron &
Companhia.
0
(3
tt
elsticos, lisos e enfeilados, frr melado de seu va-
lor : vuiidem-so na Iravessa da Madre de Dos
o. 10.
umo
em
tardos de 3 arrobas, de lodas as qualidades : ven-
de-sc no armazem do llosa, na Iravessa da Madre de
Veos n. ii.
Cera de carnauba.
Vende-sc na fu da Cadeia do Hecife n. 10, pri-
meiro andar.
Capas de panno.
Vcndcm-sc rapas de panno, proprias para a esta-
rao presente, por commodu prero : na rua do Cres-
po n. 6,
Grande sortimento de brins
para qufem
quer ser gs menho com pouco dinheiro
Vende-sc brisa ti aneado delistras c quadros.de pu
ro linho, h S00 rs. a vara, dilo liso a bit), ganga
amarella lisa a SOO u covado, riscados escurosa imi-
larrio ite casemira a 300 o rovado, dito de linho a
280, dito mais ahaiio a 1(0, caslores de lodas as co-
res a 200, 210 e 320 o covado : na rua do Crespo
n. ti.
COM PEQUEO TOQUE DE
o
-

o
iS <

ATTEUCAO",
Compram-se escravos de ambos os sexos, de 12 a
'.li anuos, tanto para a provincia como para fura!
sendo bonitas figuras pagare Lem; assim como rece-
heni-se para vender de cortiniissio : na rua de Hur-
las II. til).
Compram-se rolos tre pitia ou oilicica, de um
palmo para mais em dimetro : na fuidirfio de Au-
rora em Santo Amaro, e uo deposilo da mesma, na I noc Ignacio de Oliveira, que
rua do Brum o. 28. ver.
j.aixas pare engennos.
Na fitndicao' i!e ierro de D. W.
Bowmann na rua do Brum, pastan-
do o cbafariz continua baver um
completo sortimento de tai xas de ferro
fundido e balido de a l palmos de
bocea, asquaes acbam-sc ; viuda, por
[iieeo commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vende-se urna prela de meia idade, que sube
lavar de brrela, eusaboa c coziuha sorivel o diario
de uma casa : na rua das Cinco l'onlas u. 51, das 3
lloras da tarde em diaule.
Vende-se ama armacHo propria para hiberna,
na rua Direila n. 93,; a tratar na mesma rua n. 139.
Vende-se uma escrava crioula, de 2t anuos,
>-i'io perita engommadeira, cuzinbcira, doceira e de
oplima conduela ; na rua de llorli.s u. 60.
Viiidein-c Instas nioulas. mansas, de euge-
nho, gordas e linas : quem prelender, dirija-se a
prara do Corpa Santo, casa n. ti, escriplorio de Ma-
dir onde se devem
A Boa Iiuiia,
V indem-sc carteirs proprias para viagens.porjle-
ren ludos os air.nijos necessarios para barba, pelo
bai.ili.-siino prero de 3&500, reloginhos com mostra-
dores de madrcpeiula eporcellana,cousamuilo deli-
cada para cima de mesa a 1;00I) rada um, laocado-
ret com columnas de Jacaranda e rom cxcellenles
espelbos a 3)000, ricos toncados para senhora a
1^300, riquissimos lequea rom lindas e lini-simas
linduras a.59000 e65000 cada um, tollas pretas para
ubi com brincos, pulreiras o alfinele, faienda min-
io superior a 18000, ditas mais ordinarias 4 19000,
tinleiros c areeirusde porcellaua a ."
ubis dj; la de muilo bonitos guslos e com goarni
i.es, para meninas e senhora) :!-ii!io, riquissimas
c i\ i- para rap de diversas qualidades a G'<0, I^OO,
18500 e28000 ceda uma. grande sortimento deocu-
aimaro de aro a SOtl r-\ o par," rarapuras pin-
tadas, mullo linas, pa homem a 210. meias muilo
finase piuladas para homem a 320 o par, penles li-
ni--iniQs de tartaruga e de muilo bonitos gostos a
(8300, 58000 e5?5O0 cada um, bandejas finas de
vario- larmnhos de !>'' O cada urna,meias
de laia para padres, u melhor que he possivel haver
pelo baralistimo pre{ i de 10o par, luvas de -eda
de lodas as cores, fazenda muilo superior e sem
defeiio de qualidade alguma, para homem e senhora
a 1^2IH) o par. grvalas de seda de muilo bons gos-
los, pelo barato preco de I- i rada uuii, riqui-si-
ma- franjas brancas c de Cores rom borlas, nropriai
para cortinados, escovas muilo linas para cabello e
roupa, estampas de santos em fumo o coloridas, e
alm de ludo isto outrasmuilissimas comas, ludo
de muito gosto o boas qualidades : na ma doQuei-
ma lo, nos qualro calilos, loja de miudezas da Boa
Lama n. :;i. Esla luja he bem conhecida, porque
sempre venden ludo mais Paralo do que cm uulra
qnalquei parte, o mesmo porque sempre se arba
surtida de un) lodo quaolo te procura.
Superior vinlio de cbampagnecBor-
deaux : vende-se em casa de Scbafbei-
'lliniS: C, rua da Cruz n. 58.
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Santo Antonio livrando seu pai do pa-
tibulo.
EUquissima drama original de A. X. F. A., acres-
o ureeirosdp^porcellana a SOO rs.o par, pa- rentado com duas pralicas sobre a vida c morlodo
Sanio, composlaspnr Francisco de Freilas tainhoa,
e primorosamente pregada por dous dot seus disc-
pulos de menor ida le. Arha-se a venda na ollirina
de encadernae.i do Padre l.emns. no largo do Col-
legio. pelo prega da IrrO'JO, lind.i impressao, e em
muito bom papel.
PA1N0 DE LIHHOETOALHAS
YiNTus do romo.
Vende-se panno de linho de lodas as qualidades ;
toiilhas adamascadas para mesa, de diversos tama-
nhos ; ditas arolvia las e lisas para rosto, por prero
commodo : na rua do Crespo, loja da esquina que
volla para a Cadeia.
FAZENDAS DE GOSTO
i'aka Vestidos de semiora.
Indiana de quadros muilo lina c padres novos ;
corles de lila de quadros o llores por prero commo-
do : vende-se na rua do Crespo loja da esquiua que
volla para a rua da Cadrj i.
Vendem-se sacras rom farinba a 'iOOO rs., di-
las com arroja 18000ri. : no caes da Alfandega ar-
Diazem de Antonio Anus Jacome Vires.
ijiccas cot arinha.
Vendem-se saccas com lupe iorarinba
da Ierra, nova, por menos preco do que
em oulra qualquer parle: a tratar no
trapiche do Petourinne, ou na loja n. 2(i
da rua da Cadeia Becco-Largo.
Vende-se um cabriole! c dous carvallos, ludo
junio ou separado, sendo es cavallas muilo mansos e
muihi co-tiiii.ad.is em rahriolel: para ver, na co-
ebeira n. 3, defronle da oidem lerceira de S. Fran-
cisco, e a tratar com Antonio Jos Itodrigues de Soo-
za Jnior, na rua do Collegio n. 21, primeiro ou se-
gundo andar.
Algodao de sicupira a 28500 c 39 : vende-se na
rua do Crespo loja da esquina que volla para a rua
da Cadeia.
Alpaca desela.
Vende-se alpaca de seda de quadros de bom cosi
a 720 o covado, cortes de lila dos melhores gs'.os que
(em viudo nu mercado a 48500, dilos de cassa chita
a 18H00, sarja pela despalillla a 23100 e 28200 n
covado, selim pudodeMaco a 28S00 e->-:?200, guar-
dan, ipos adamasr.idos feilos em tiiiimarai a
a duzia, loalbas de rosto viudas du mesmo lugar a
y-5000 c 12C000 a duzia : na rua du Crespo n. 6.
CHALES DE LAN E ALGODAO,
ESI11R0S A800 RS. CADA IM.
\ endem-sc na rua do Crespo loja da esquina que
volta para a rua da Cadeia.
COHERTOHE?.
Vendem-se coberlores escuro, grandes c peque-
nus, a t>20O c 720 cada um : na rua do Crespo n. ti.
CORTES DE CASEMIRAS
DE CURES ESCURAS E CLARAS A 38000.
Ventleiii-e na rua do Crespo, loja da esquina <|ue
volt.) para a rua da Cadeia.
Deposito de vinho de cham- W
pagtie Cliateau-Ay, primeira <|ua- 9
lidade, de propriedade do conde ^
do Maicttil, ruada Cruz do fie- j^
cife n. 20 : estp vinho, o melhor *
de toda a Champagne, vende-se .g|
a Oo'OOO rs. cada caixa, acha-se jj
tnicamente em casa de L. Le- jv
cointe Feron & Companhia. N. I
B.As caixas sao marcadas a fo- s9
{joConde de Marcuile os ro- &
lulos das garrafas sio azuet. &
Vendem-se cadeiras de balance americanas,
com pallnnha.a 12)000cada urna : na rua da Cadeia
do Recite o. 'i'J, primeiro andar.
A lSOOO RS.
Vende-se o resumo da HISTORIA K)
Hit ASI I., pelo baratiss'uno precio de lij.n. :
na rua do r.tespo (oja u. Hi.
Com pequeo loque.
Vendem-se pecas de algodUozinlio a I^KMl.a l>2Ht
a l.^GOO e 2-000 15. era varas a 100 rs., : ua loja du
Pstelo n. 9.
Deposilo do chocolate franrez, de nina
das mais acreditadas fabricas de P iris.
ein casa de Viclor Lasne, rita da Cruz
n. 27.
F.vtrn-snpcrior, pura batinilha. IJ020
Extra lino, baunilha. l-iaxi
Superior.
AOS SEMIOKES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empreado as co-
lonias ingfczas e hollandezas, com {Tan-
de vanfagem para o melhoramento dej
assucar, acha-sc a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo ,de cinprc-
ga-Jb no idioma portuguez, em casa de
N^O. Bieber & Companhia, na ruada
Cru/,. n. 4.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas- para en gen I io, ma-
chinas de vapor, e taixas de l'eno batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vendem-se no armazem n. 60, da rua da Ca-
deia do Kecife, de Jlenry dihson, os mais. superio-
res relogios fabricados'em Inglaterra, pur precos
mdicos. *.
______ESCRAVOS FUGHMfr ~
No dia 10 de maio do curreiile'ASauscnlou-
se da can* dt t. Maria Ignaeia FereerrsV maradora
na Soledade, a sua escrava Fr.uicisg.cryula, de 22
a 2:i anuos de idade, estatura regular, tem os suin-
les signaos : no lado esquerdo dj cara um lalho, e
no lado direilo quasi na [Voiilu urnas bqujha, e au
pe dess.is uin carociuho que parece um lobiuliu, la-
bora chala, os |ies grandes c lanfus, lideoslas das
imVis tero uns lalhos que eslas' quasi apagiindo-e,
muito regrisla. lem por cosame inlilular-se forra,
e por este motivo ja lem swjtfdo de ama em algumas
casas, rutista andr rnm uma carta em que diz ir a
mandado, quando fui Hla por alguma pessoa a seu
pedido : quem della liver noticias uu a apprehender,
dirija-sen rua dotjueimadu n. 25, qoe ser recom-
pensado.
esappareceudosilio Bella-Vista. defronle ibi
l'iiru da l;aiudla,o escravu Antunio, de itii.jo Cassan-
ge, alio, rendido de uma verilha, lem urna verruga
no pescbVb, levou calca de casemira parda c oulras
brancas, camisa de bats azul e oulras trancas ; cs-
le eacruvo foi do Sr. Manoel Cesar .le .Vudrade, Do-
rador nu llreju di Madre de Dos, c dla fugio para
a provincia du Itiu tiraude du "Norte, sor ande an-
dnu mais de dous anuos tic que foi pres e remetlido
para esl cidade. onde foi vendido pele Sr. Joilo do
Santos Nunet l.ima ; por isso rogo--e is autoridades
policiaes e capiles de campo a capturado mencio-
nado escravo, c remeile-lo ao dilo sitio, ou a rua da
Madre de Dos, loja n. 7, que se gratificar.
No dia 17 do crrenle desapparateu uma es-
crava muala, de nome Jo.-epha, de irhie 21 annos,
levando vestido de alpaca do cor vert e chales de
larlalana, segundo as utiras anda cot um soldado
dcserlordo 2.- halalhuo de fuzileiros ijliiem de lal
suuberou pegar, dirija-e-ao alerro djYBoa-Visla n.
07, que ser recompntado.
llesappareceu da roa das Cruzan, i), urna es-
crava de nome Joauua, que reprcseMa 40. annos,
baia c um pouco snagra ; leveutMIido 'vellm e
panno da oosla lambern veiho : queui laprirehendcr,
leve-a dila casa, que ser recompensldo.
Desappircceu no dia 12_de niaioo escravo dn
nnrao, de nome Siiriilo, que rcpreseala ter mais de
.'iO anuos de idade, rom os sign'es tr^uintes : bnt
esiatura. ebeio do cnrpo, caholb* braferm, corlados
muilo rente, barba loda brnii, muiM resrisla, ros-
to um lano descamado, cor prela, esta todos os den-
les ua rrenle, quando apeaipova pnriima perna que
pouco se drjralsa, lev"inliieara e cDa de nlgodiln
de lislras miudirdin ; oqdal'oscnm foi compradu
a Sra. I). Msiia lraiirl-r rires ferreira, e o mes-
mo js csteve luzirie cm lentas do enatnbo Sania Itu-
-i da freguezil de Santo Amaro* Jaboatilo, ecnn
l.i queja esle e em Santo Anillo como- forro,' e que
linha ahi urna pequea casa, Mo rio lempo que o
dilo pcrlencit a din Sra. 1. Maria ; pur isso roga-
se a Indas as autoridades poliearose capilies de>cani-
no, bajain de apfirehende-ln e levar a sen stnhor
l'edro Miliano "a Silveira I.etsa, morador nu enflenho
Caniorim tinedr, freguezia de AgotMPrela, ou aes-
ta prac>. na rua da l'raia r. 20, que ser liem re-
COn)pcus;ido.
Qunlr-feira (i docorren(edesa\i-
pareccu la rua rroQofrmidou. 17, e
csenno.\iilonio.de rcjlo.qne repra
senla br 10 annos poico maisoumr-
nns. oini os signaos stguintes: fallas
de drntes na frente e orna sientriz
norostn dolado direilu. ilgunt ca-
^^,bellos brincos, e teai no braco es-
(feFio qiusi ao pe do lumbru um e&lombinho do
lamqnho de uma pitomb; sijppfie-se que fui vcsli-
do CQin caira de caseminde quadmsou de algodSo
zinfip de lislras c camisa de algodilo Iraucado brar-
, In roslnni.ido a fisir e a madnr de nome.e
Ouem comprar de 10 libras para cima, lem um (|ui 8f.ipre diz ser do mallo de rgnm senhorde
is nirsmos precos e con-1 ,.ngenho : roga-se por tinto as autoridades poliches
abale de 20 %: venda-te au
diroes". em casa do Sr. llarrelicr, no alerro de Iloa-
Visla n. 38.
Vende-se aro em enoheUl d um quinlal, por
ecapilSesde rampo,oc qnem o aprehender de bva-
lu a casa mencionad! .i* sera genorotamenle rcom-
pjasado.
Desapriareccud.-oa Urea do Rosario n.12, o
escravo Vrenle, pardo, alio, olhos crandet com
uma cicatriz no roste, -nbellos c barba graiuH ; be
Riscado de listi as de core, prop M> ,,nirial de sapaleiro, aula de calca jaquetacalca-
a 160 1". S di/-sc forro : quem o apprehender e nlregar
eu senhor, ser rttompensado.
preco muilo commodo : no armazem de Me. Cal-
moiit & Companhia, praea du Csrpo Saulon. 11.
paiapalits, calca*e jaquetas
o covado.
. Veude-se na rua do Crespo, loia da esquina que
volla para a cadeia.
PEKN. TYP. DE M. F. DE FAR&. 1855
MUTILAOO


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