Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00861


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Full Text


ANNO XXXI. N. 139.

:
t
t

v
i
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
SEGUNDA FEIRA 18 DE JUNHO DE 1855.
* ..
Por arfno adiantado 15,000.
Porte franco para o sobscriptoi.
MM
'T*
DIARIO DE PERNAMBUCO
en< : vrrfcAnos i>a subscripc.vo.
Recite, o proprietario M. I--, de Faria ; Rio de Ja-
neiro, o M-. Joao Percira Martina; Babia, n Sr. I).
.>-,-------"---------------.--B. ,,19 f 11,1111.1, .1 OI ,,,
Diiprad.; Macem, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
doiua ; Paralaba, o Sr. C-ervazio Viclor da Nativi-
dado ; Salel, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira Jnior ;
Ar.i.aly, Sr. Antonio do Lemos Braga; Cearn, o Sr.
Victoriano Augusto Borges ; Maranhao, o Sr. Joa-
quim Marques Rodrigues ; Piauhv, o Sr. Domingos
llerculano Ackiles Pessoa Cearenre ; Par, oSr. Jus-
tina J. Ramos ; Amazonas, o Sr. Jeronymo da Cusa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 1/2 d. por 1$.
Paris, 3io a 350 rs. por 1 f.
Lisboa, 98 a 100 por 100.
c Kio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Arcos do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Bcberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de letlras de 8 a 10 por 0/0.
META ES.
Ouro.Oncas hespanholas- 29000
Modas de 63400 velhas. 16J5000
> de 63400 novas. 160()0
do 1*000. 9SOO0
Prata.Patacoes brasleiros. 1!40
Pesos columnarios, 1J940
mexicanos...... 1J860
part da dos corb eios.
Olinda, lodos os dias
Caruar, Bonito e Garaiilmns nos dias 1 el5
VilIa*Bella, Boa-Vista, Ex eOoricury, a 13 e 28
Goianna e Paralaba, secundas e soxias-feiras
Victoria e Natal, as quintas-feiras
. PIIEAMAR DE BOJE.
Pnmeira s 7 horas e 42 minutos di manha
Segunda s 8horas e l> minuta da larde
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundase quintas-feiras
Rclacao, ter^as-feiras e sabbados
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas |
1 vara do civel, segundas e sextas ao mcio dia
2" vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia I
EPIIEMERIDES.
Junho 7 Quaitoininguante as 5 horas27 mi-
nutse 31 segundos da manhaa.
14 l.ua nova aos 8 minutos 31 se-
gundos da tarde
22 Quartocrescenleas 2 horas, 32 mi-
nutos o 40 segundos da tarde.
39 La clieia as 8 horas 43 minutos e
33 segundos da tarde.
pete official
?
GOVERNQ DA PROVINCIA.
Expediente do da 12 de junho.
OflicioAo inspector do arsenal de marinha.
Em qa.itito mitra providencia se nao der Tica a di-
recta do Lzatelo do Pina dehaixo das vistas de
Vroc. sempre qu alli n,n> liaja medico.
13
OflicioAci E\in, commandanle das armas, intei-
rando-ode liaver aulorisaJo i Ihesouraria de fazen-
da 1 mandar adianlar os tres ruc/.es de sold que
pedio o capillo Manuel Uaudino de Uliveira
Cruz.
KiloAo Exm. presidente do conselho adminis-
trativo do patrimonio de orphaos.Em rcsposti ao
oflicio de 8 do correnlc, 110 qual V. Exc. pede au-
lorisas* para conceder a Manuel Jos Culiral, in-
quilinoda casa n. 39, desse patrimonio, o arrenda-
menlode que trata a pelicao quo devolvo, sou a
dizer-he que o ser liom aquilino ser urna razo
para esntinoar, independeute do arrendamcnlo por
i aunas.
Dits^-Ao iuspeelor da Ihesouraria de fazenda,
commauicando-lhc liaver o liacharel Francisco de
SouzajfiirDe Lima juiz municipal e d'orphaos do
lermase Santo A11U0 participado que 110 dia 9 as-
sumira o ejercicio da vara de direilo por ler o res-
pecliro propretariosido Horneado para o lagar de juiz
de direito privativo do commercio desta cidade.
Ig iiilcoimnunicacao fez-so ao E\m. conselliciro pre-
siden le da relajo.
DitoAo mesnio, communicando liaver o Exm.
ciniellieiro presidente da relaru participado que
no dia 7 do correnta fallecer o desembarga-
do! d'aquullo tribunal Antonio Tliumaz de Luna
1'reir.
DitoAo mesmo, (ransniittiud.i o aviso de leltra
n. 51, na imporlaiida de 8605000 rs., saccada pela
thesoararia de fazenda do Rio Grande do Norte, so-
bre aquella o a favor de Joaquim Forreira Nobre
Pcllnca.Communicou-sc ao Exm. presidente d'a-
quella provincia.
DitoAo I)r. chefe de polica, dizcndo-lhe que a
Ibesooraria do fazenda tem ordem pata pagar ao co-
ronel Joao Jos de Gonva, a importancia do prCt
e guias em duplcala, que acompanharam ao oflicio
de S. S. de liontem, n. 139, dos vencimenlos da
forra de guardas uacionacs, que escoltaram para esta
cidade nuve rccrulas para o exercito. Expcdo-se
a ordem de que se (rata.
DitoAo commaudanle da estarlo naval, recom-
menJaii.il> a expedirn de suas ordens para que o
commandsntc do liriguo de guerra Cearcnse, quan-
do tiverde sabir para as Alagoas, recebe do iuspee-
lor do arsenal 'da marinha 10 barris de plvora
grossa para serem entregues ao Exm. vice-presiden-'
(e d'aquclla provincia. Ofllciou-sc a respeilo ao
referido inspeclor.
Dilo Ao inspector da llienn'raria provincial di-
zesdo que, para melhor promover o augmento da
rea do V-.lasio da ponte .lo Caiang.i, con-
vm que Smc. "as clausulas da arremataran do
mesmo pedagio, iuclua a facoldade de poder o ar-
rematante collocar a respectiva barreira uo lu-
gar qne llie parecer mais adaptado 1 boa arreca-
da 5*0.
DitoAo commandanle do corpo de polieia, au-
lorisaudo-o, nao s mudar do prctos para amarel-
los os boles do tardamente de grande parada d'a-
qnelle corpo, mas tambem a mandar vir do Rio de
Janeiro os botos que faltara para o referido farda-
ment.
DitoA cmara municipal de Pao d'Allio.Res-
pondo o Wlicio que Vracs. me dirigiram sob n. 2,
eiiviando-lhes por copia o parecer do consclhciro
preside*'4? relacao datado de 4 de abril nllimo,
recommeidajido-lliej a leitura do art. 3. da lei das
cleicpcj, e dos avisos citados no sohrcdito parecer,
devendo Vmei., as providencias que lem de dar
pira a qualificarao e eleirflo do juiz de par da fre-
gueziada Luz, ter em vista que a meso freguezia
ja se ada cannicamente provida, e com autorida-
des policiaes. Nao ohstante, j ter sido enviada a
essacamara em 18 de setembro do anno passado a,
collecrjio das leis proviociaes do mesmo anno, na
qual est cempreheudida a que reslaurou a mencio-
nada freguezia, novamente lhes transmiti oulro ex-
emplar da referida collecrao.
DiloA cmara municipal da Escada, dizendo
que, rom a copia juuta do parecer do presidente da
relarao, responde ao olDciod'aquella cmara consul-
tando se o vigario da matrii d'aquella villa Smao
de Aicvedi) Campos pode on nao cxereHe cargo de
vereador da mesma camarti.
14
OflicioAo inspeclor da lliesonraria de fazenda,
para mandar abrir naquella Ihesouraria vista da
ola que remelle, os assentainenlos do corneta Fran-
cisco Xavier da Silva, qne se conlratnu para servir
no 1." batalli.lo de infamara da guarda nacional do
muuicipio de Olinda, providenciando ao mesmo lem-
po para que essa praca seja paga dos seus venci-
menlos em os devidos lempos.Communicou-sc ao
respeclivo commaudanle superior.
DiloAo mesmo, devolvendo o requerimenlo em
que Bartliotomcii Francisco de Souza pede, se lite
mande passar titulo dos terrenos de Marinha que
se possam encontrar no que se acha elle de posse na
ra Imperial, e consta da cscriplura que vai annea
ao rilado requerimenlo, alim de que S. S. proceda a
respeito de conformidade com a informaran do -2."
lente Antonio Egidio da Silva e parecer do pro-
curador fiscal, constantes da copia que remelle.
DiloAo mesmo, trausmiltindo os avisos de le-
Iras sol 11. 52 e ."ifi, na mporlaucia de 1:4509000,
sacadas pela Ihesouraria de fazenda da provincia do
Rio Grande do Norte sobre a desta, e a favor de
Joao Chrisoslomo de Oliveira e Tliomaz Gomes da
Silva.l'arlicipou-se ao Exm. presidente daquella
provincia.
DitoAo chefe de polica, inteiraino-o de liaver
expedido ordem ao inspector da Ihesouraria provin-
ciual, para que estando nos termos legaes as coa-
las e recibos que S. S. remelleu, mando pagar a
importancia uao s do que se despenden cora o sus-
tento e curativo dos presos pobres das cadeias da
passagem do Joazeiro o de Cabrob nos mezes de
Janeiro c abril desle anno, mas tambem do aluguel
da casa que serve de cadeia e quartel no termo da
Boa-Vista, vencido noscilados mezes.
DiloAo juiz relator da junta dejustira, envian-
do para ser relatado em setsao da misma junta o
processo verbal feilo na provincia da Paraliiba ao
ansperada Manoel Firmlno e aos soldados Domingos
fheolonio, Antonio (uerino dos Sanios e Manoel
Alves Campos,, lodos pertencentes ao |. batalhau de
infanlaria.l'articipou-se ao Eim. presidente da-
quella provincia.
DiloAo inspeclor do arsenal de marinha, iolei-
rando-o de liaver o Exm. presidente do Maranlulo
participado que foram enlregues naquella provin-
cia os 15 eaiioea, cunlendo differenles artigo que
foram para alli enviados no vapor Guanibara.
DiloAo director das obras publicas, aulorisan-
do-o a receber definitivamente a obra da ponte da
Magdalena, c bem assima passar o competente ccrli-
ficado, alim de que o respeclivo arrcma'antc possa
liaver da Ihesouraria provincial a importancia da ul-
tima prestaran do seu contrato.
DiloAo inspeclor da Ihesouraria provincial, aa-
(orisando-o a mandar adanlar mais ao procurador
fiscal daquella ihesouraria a quanUa de 5008000
por elle pedida para satisfazer as dospezis judicia-
rias.
DiloAo promotor publico da comarca de Sanio
Antao, dcvolveiid.i o mappa que Snf maceta**
afim de ser Iransmillido ao chefe de polica por in-
termedio do juiz do direito daquella coma.-ca, con-
forme o disposlo na circular da reparliro da junta
de fi de uovembro do anno passado.
PorlarUAo agento da companhia das barcas de
vapor, para mandar por a dsposicao do comman-
danle do corpo de polica o soldado desertor du mes-
mo corpo Domingos Gonralves Dias, qae veio para
esta provincia no vapor Imperador.Communicou-
se ao mencionado commandanle.
DitaAo mesmo, rcommendando que maode
dar transporte para a corle em um dos lagares vagos
para passageiros de eslado ao capilao-tenenlc Pedro
Antonio Luiz Ferreira.
DilaAo mesmo, para mandar dar passagem pi-
ra "a corle no vapor que acaba de chegar do norte a
Manoel de Lima, que leve baixa do serviro do ex-
ercito.Igual rerra do alferes o corpo fixo de
Minas Geraes Jos Lihanio de Souza.
DilaMandando admillir ao serviro do exercito
como voluntario, por lempo de um anno, 11 paisano
Manoel Marques Ferreira I.ins, qae perceber alm
dos veocimeolos que por lci lhe competirem o pre-
0110 de 3 uicacfles.
OflicioAo Exm. raarechal commandanle das
armas, auloris indo-o em vista de sua informacao,
a mandar passar escusa do servijo militar ao mosico
de > elasse do %.< balalhao de arlilharia a pe Ber-
nardo Goncalves de Oliveira, aceilandn em seu lu-
gar o soldado por elle offerecido I.ucindo Dias da
Cruz.
MAS DA SEMANA "
18 Segunda. Ss. Leoncio, Tribuno* o heodulo.
19 Terja. S. Julin de Ealfonpr ; S- Gervasio.
20 Quarla. S. Silvano p*m. ; S. Sflvino m.
21 Quinta. S. Luiz Goozaga; S. Albano.
22 Sexia.S. Paulino b. ; S. Niceasb.
23 Sabbado. S. Agripina v. ; Ss, Zenon e Menas
24 Domingo. 4. A pureza de SS. Virgem Mai
do Dos : Nasnmento de S. Joao Baptisia.
mn i)E PEORAS, o
Por Hyppolyto Gastllle.
(Conlinuai;ao.)
Ouandnja Bevoranle n3o oavio mais os passos dos
perseguideresdu Destemid, e julgou-os bem longe,
dea um Itng* sosplro e desenhrio a cahe^a do la-
drao. Cotienplnu muito lempo seu rosto paludo e
ensangueatade ; mas como elle nao respirava, nao
soobe se devia rogar ,1 Dos ou por fira s suas mi-
serias.
A Ruiva'afostou os cabellos que eobriam o rosto
do Desternillo, nxngou com o vestido o sangue que
manchava-Bie a faces e a fronte, e procurando de-
pois com mo trearala a ferida que causara esse dcs-
nwio semelhanle ii rosfe, achou-a .110 cirao do cr-
neo. Era urrti^ari'Juwuris larga qt profunda pro-
diiida, como Icria dilo nm medico por instrumento
contundente, oqiial bem poda ser um simples bas-
tan de carvajo.
A pobre rapariga alimn a ferida, e aton-a como
P"de com o Tenca du pescoco. O sanfiiie eslancou
scmdutidat pwqoc i) Destemido parereu follar i
vida, e deu um suspiro, o {]aA a c.xa rccolhen bem
como um condemndo roorte recec o perdi.
EUe deve oslar muilo mal iiq chao, disse ella
comsigo, e para que o sangue deixe iMeiramente de
correr, sena mislcr qQe a cabera cslivsso mais alia
que o corpo.
Arraslou-se logo de\ joelhos arrarcaalo i dircila
en csjaerda a relva que achava nesse -.impo esle-
ril, Cqnando ajunlon tima qtiantidadc a'is grande,
rez urna cama inclinada. (I mais dHicil efa collocar
Mu n Dcslcmido ; porcm o amor dea logo a ossa po-
bre treatura as forras de nm bomcm c a ternura de
um mal. Ella tomou o kcstemido norbaixo dos
bracos, levanlmi-o braudaimiite airaiamlo-lhe a ca-
ber. em seu rollo, e andaiid para traz, ennte-uin
deiU-lo commodainento 110 Mo improvisado que
lhe Raer. v '
Terminada essa larefa dllicil, novas inqaielars
assallaram-na. O fna era vivo, ? a nevoa hmida
ella lemeu que essa lcmp*aliira dsabrida imped*
.. ferido de recobrar os sentidos ; mas nao perdeu
muito lempo em roflex&es
O que a pobre ooxa fez ra cerlamcnle mui im-
ples, e todava mc-nno pita iUa simplioidade ess HC.
<3o leria feilo acudir lagrins aos olbos quo a tives-
sera visto. Tirou o veslidode chita esfarrapilo e
eslendeu-o sobre o corpodotlcslemido, abrigo nna-
si irrisorio contra o rigor de Dma noile de novem-
bro. Mas a valor de um beajlicio nao mede-se pela
sua importancia.
Despojada da louca. do vcsido e do lenco de pea-
coro, a rapariga licou eiposa nevoa gelada sem
nutra ronpa seoSo urna pessrna camisa e urna saia
curta eila m mil pedacos ;prem soi acc--10 pi(,do.
M enlernecedora animavajTcnm urna alegra IZo
dore que ella nao senlia o fu. Ajoelhou-se junio
do Destemido e aeoardnu se( prtmpiro olhar.
O fendo reanimado sem d,vjda pelos cuidados,
1
l) Vide o Diario 11.13S.
de qae era objeclo, abri lugo os 0II103, c depois do
espanln que segu quas sempre um longo desmaio,
a memoria vollou-lhe, c urna nuvcm sombra pas-
sou-lhe pela fronte.
Poique esls aqu ? pergiinlou elle laucando so-
bre a mendiga um olhar amargo e duro.
A rapariga nao respondeu.
He anda para trahir-me? acrcscenlou o Dcs-
lemido, para ontregar-me aos raeus inimigos e fazer-
mc morrer em orna prisSo t
Ol! perdoa-me exclaniou a mendiga solu-
nando.
.0 pestemdo deaviou a cabera, e continoou de-
pois de um momento de silencio :
-i N.1o lenlio felicidade oeste mundo Desde pe-
queo ensinaram-me a desconfiar dos horneas, c ain-
ua mais das mulliores. Cresci sem amores nem ami-
zades. Nicguem mleressou-se por mim senao pelos
meus producios, pela minha aclividade, minha or-
Ca, mniha audacia e minha sagacidade ; de minha
parte so estimava os oulros pelo seu valor producti-
vo. Ninguem amava-me, c eu nao amava a nin-
guem. Lm da encontr urna pobre rapariga ruiva,
coxa, maara, esfarrapada que um homem grossero
quena espancar, arranco-lh'a das garras e faco-a urna
amiga minha, urna irmaa...
_ Perdoa-nw, Deslemido, repeli a pobre coxa,
nao o liz de proposito '....
Nio o lizesle de propoeito! lornou elle com um
riso sardnico. Eu tinha-me alToiroado i mendi-
ga... e confesso que debaixo de seus trapos julgava
que bata um corarao de tempera superior a dos ou-
lros. Dma comigo : Ella lie feia, disforme c ruiva,
mas mura corarao de ouro. E cria-me reliz, eu
o linio do acaso, o ladrao, o homem sem lei nem
are, sem pai ueni mai, nem amigos, sem ter onde
calur rnorto ; por liaver adiado urna pobre rrealura,
que fazia-me as vezes de lado isso. Ao menos, di-
zia eu comigo, se sou bandido, vagabundo e isolado
enire os yasabundos e bandidos como em urna flo-
resta pengosa, sei quando meu corceo esmorece,
ondeache una mao leal e amiga para apcrlar....
trai'i'.'rrs Kui \ mel,idos na mao para me
Vender-te, Irahir-le, o por dinbeiro I exclamou
a Devorante.
l.ovantou-se apressadamente, e a indignaran bri-
111011 em sua fronte convexa ; porcm o amor fui mais
lorie que o orgulho. Ella recado de joelhos, occol-
Inu o roslo no peilo do Deslemido, e disse salu-
dando :
Queros fazer-me morrer ?... Se eu le boavwe
iraludo, estaras aqu livre como oar.c eu a leus ns
como um cio bel'.' '
EsU simples observaran abri os olhos do Desle-
imdo, o qu.l percebea enl.lo seu erro. 1,'m inimigo
nr-ine-hu estancado o sangue e alado a ferida ?
ler-sc-hia dado ao Irabalho de reunir hervas para
lazer-lhe urna cama ? I'orm quando elle vio sobre
si o vestido da coxa, e esta ajoelhada no chao e meio
i.ua, nao pode conter as lagrimas, c disse com pro-
Tundo seuliinenlu de pezar :
Eu he que devo pedir-te perdao, Ruiva.
111 pe.lires me perdao 1 exclamou ella. Nao
lens o direito de (ratar-me como quizeres '.' Anda
quando meicasligaawa, eu que me vingaria da lodos,
soliuMia e licaria anda ronleute.
Sou um miseravfl | tornou o Deslemido, Eis
n que aconlece a quem vive sempre com os maos,
nao ere em ningueni. Buvidei do melhor corarao
que lenho encontrado em miaba vida ; Dos me pu-
DiloAo mesmo, para mandar avisar tres ofliciaes
superiores, para servircm de vogaes na jimia dejus-
lifa qne lem de reunir-sc no palacio da presidencia
no dia 18 do rorrele s 10 lloras da manhaa. Fi-
zeram-se as necessarias comnninicacOes a res-
peito.
DitoAo chefe de polica, inteirando-o de liaver
Iransmillido aos inspectores das Ihesourarias geral e
provincial, para serem pagas estando nos termos le-
gaes, as coalas que S. S. remelln das despezas fei-
las com o sustento dos presos pobres da cadeia de
Nazarelb, e com o fornecimenlo de luz para a mes-
ma cadeia, e para o destacamento de primeira 11 nlia
alli estacionado. ,
Dilo ao juiz relator da junla de juslira, transmil-
lindo para serem relatados em sessiio da mesma jnu-
la, os processos verbaes dos soldados Manoel Joa-
quim c Marcelino da Silva Ramos, esle do 2. Iia-
talhao de infanlaria, e aquello do i.- de arlilharia
a pe.l'articipou-se ao marechal commandanle das
armas.
DiloAo inspector do arsenal de marinha, dizen-
do que pode elTecluar a compra dos pranches de
pao carga, de que Smc. traa, vislo serem elles pre-
cisos para as obras a cargo daquelle arsenal.Com-
municou-se Ihesouraria de fazenda.
DiloAo bacharcl Antonio Epaminondas de Mel-
lo.Nao tendo Vine, al o prsenle prestado u de-
vido juramento para poder exercer o cargo de 3.
supplenle do juizo municipal da primeira vara des-
la cidade, para o qual fura nomeado por portara
de 10 de maio doaano pssado, cumpre que quanlo
anles venha prestar o mencionado juramento, vislo
assim convir ao servico publico.Iguaes aos hacha-
reis Francisco Gomes Vellozo deAlbuquerque Lias,
4.- supplenle. Antonio Mara de Farias Neves, 5.-
supplenle, e Joaquim Altino dos Santos, 6.- sup-
plenle.
DitoA' cmara manicipal do Recife, (ransmii-
lindo por copia a lei provincial n. 372 de 13 do cor-
rale, pela qual resolveu man lar publicar as postu-
ras addcinnaes daquella cmara.
PortaraNumeaudo ao cirorgio reformado d
armada Francisco Marianno de Araujo Lima, paia
servir na colonia militar de Pimenleiras.
DilaAo agente da companhia das barcas de va-
por, declaran,io que a passagem que por portara de
11 do correnlc, se mandou conceder ao sargeulo-
quartel-meslre do 2.- balalhao de ufantaria Ha\-
mndo de Alnfeida Sampaio, deve ser considerada
por conla do governo, deveiido seguir como passa-
geiro de estado o capiao-lciienle Pedro Antonio
Lilis Ferreira, como se dclcrminou por portara de
honlem.
DilaXomeando de conformidade coaa a propos-
la do lenle coronel commandanle do balalhao de
infanlaria da guarda nacional da freguezia de Pa-
pacara, comarra de Garaiiliuns, aos cidadaos abaxo
declarados para ofliciaes do mesmo balalhao.
Eslad-maior.
Tciienlc-quarlel-aieslre JJcuriauo Alves Fei-
losa.
CirurgiaoJoao de Figueiredo e Alhuqucrque.
Alferes-secrelario Esperidao Gomes de Araujo
Lima.
Dilo porla-bandeiraFrancisco Rodrigos de Mello.
I.5 Companhia.
CapitaoFirmino Soares Vilclla.
TcnenleFrancisco de Souza Nunes.
AlferesManoel Feitosa da Silva.
DiloFrancelino Braziliajio de Figueiredo Lima.
2.a Companhia.
CapitaoPedro Antonio da Costa Vilclla.
TenenteAmerico Cavalcanti de Albuquerqoe.
AlferesManoel Cavalcanti de Alboquerque.
DitoJos de Souza Nunes Jnior.
3.a Companhia.
CapitaoBenlo Americo Leite Cavalcanti,
TcnenleAntonio Anselmo da Cruz Vilella.
Alferes- -Thomaz Tenorio de Albuqucrque Villa-
Nova.
DitoJoaquim Jos de Goes.
4.a Companhia.
CapitaoLourenjo Mililao Tenorio de Albuqaer-
que.
TenenteMiguel Alves Cavalcanti.
AircrcsPedro Tenorio de Sa Cavalcanti.
DiloLourenro .lustiniano Gue.lcs Alcanforado.
5.a Companhia.
CapitnJeronymo Pacs Cavalcanli de Albuqucr-
que Brrelo.
Tenente Manoel Pinto de Miranda.
AlferesJoaquim Pereira de Avilla.
DitoFrancisco de Sales Pinto.
6.a Companhia.
CapilaoManoel Aureliano Cavalcanti de Albu-
querque.
Tenente Francisco da ilva Souto Jnior.
AlferesJoso Leonardo Francez.
DiloAntonio Cavalcanti de Albuqutrque.
Communicoa-sc ao supradilo commandmie supe-
rior.
EXTERIOR.
nir. Se nao qaeres dizer-me que perdoas-rae, Rui-
va, muito me penalisars.
Pos bem, respoadeu ella, com urna alegra
inexpriraivel, perdoo-te... mas com urna condicao.
Qnal he ?... acei(o-a desde j.
Deque le conservars Irauqullo, c faros por
dormir um pouco em quanlo vigiarei... O sangue que
perdesle deve ler-te enfraquecido, e sem duvida sof-
l'rcs anda.
. N3o soflro mais, e eslou apenas nm tanto alur.
dido. (Juero dcscaujar um instante anda ; porm,
tornaras a tomar j leu vestido.
-Nao lenho fri. Bem sabes que eslou acoslu-
mada a supporlar o mao lempo.
Obedece!... assim o quero! lornou o Deste-
mido pcgando-lhe do brajo.
Ella e-e,puli como um passarinho, e exclamou
rindo e sallando:
Fique tranquillo ; voo rondar.
Com efleito aparlou-se, e desappareceu por tris
das pedras, que cululhavam o campo.
O Deslemido licando aozinho, cabio em urna me-
dilarao causada sem duvida pela eslranheza de sua
situadlo.
Quem leria lito, pensou elle, que arrancando
das maos de um miseravcl urna pobre mendiga, eu
creava-me para o futuro urna amiga corajosa como
um homem, fiel, infaligavel e de urna dedicarlo a
loda a prova '.'
Suspirn e conlinuoii a meditar ; mas sem for-
mular verbalmente seu pensamenlo. Sua vista per-
corria o campo, ondo a claridade da la comerkva a
vencer nevoa. As pedras volumosas que ahfeta-
yam emendas, lomavam altitudes phanlaslicas, cu-
ja estranha harmona o olhar mais fri nao consegue
destruir senao mudando o poni de partida do raio
visual. O ferido deilado em seu lelo de relva nao
farlava-se de contemplar esse quadro. As pedras
parcciam-lhe um bando de raparigas vestidas de
branco, que dansavam em lomo delle, o essa isla
mergulliava-o em um ocano de pcnsamenlos ano-
rosos. Durante sua rudo existeocia elle nunca sen-
lira-sc 1.1o forlemenlc absorto. *vida de um ladrao,
mesnio no meio de nossa civilisacao, be assaz fe-
cunda em aventuras ; mas o Deslemido nao fem ir. 1-
va-se de ler-se adiado em um siluarao lao extrava-
gante. Dema] sua imaginacao prestava-lhc talvez
um caracler, que ella nao linha na realidade.
Eulrelanto a coxa, viva como urna barda, renli-
nuava a ronda em Ionio do rampo, perrorrendn lu-
do ao mesmo lempo com seu olhar rpido, la, vi-
nl 1. iuvestigava, e coxeando como urna perdiz fe-
rida na za, sallara sobre as pedras para ver-de mais
alio.
Cliegou assim junio da roda grande dentada, que
servia para a extraccao das pedras. Massas enormes
enlulhavan os arredores da pedreira, e a coxa difll-
cilmente chegou etcavacao. Agarrou-se umi das
barras da roda, e debruQou-sc curiosamenle sobre a
caverna. Essa grua negra, como o inferno, pareca
occullar myslerios impenelraveis, e do fundo sa-
hiam de quando em quando granhidos misturados
de longos suspiros.
A mendiga relirou vivamente a cabera, e depois
Iranquillisou-ae, neis ler-se-ha podido ver a clari-
dade da la seus beiros finos dilalarem-se em um
sorriso. Ella ronheria bem os segredos das msera-
veis, que yagam iucessanleinenle em lorno de Paria
sem jamis penetrar lhe no interior, e nao poda
enganar-se sobre esse rumor. Comprebendeu qne a
pedreira nessa noile serva de asylo a um bando de
l'ROCLAMACA.l. '
Porluguezcs! El-re o Senhor I). Pedro V, acom-
panhailo de sen irmilo o Sr. iiifanlc duque do Tor-
io, vai de novo com aulorisacao das corles da narao
porlugueza, sabir do leino.
I'rou incompleto o proposito da primeira viagem
'le S. M., einprelien.il la cm maio do anno passado.
Invcnciveis obstculos se oppozeram salisfarao
delle.
Esla ausencia durar pouco. Meus augustos li-
|hos visitaram a curte imperial de Franca e oulras
trras nolaveis, sempre com o mesnio lim de ins-
iruir-sc, aperfeiroando deste modo a sua edaracao,
qne lem sido o objeclo dos meus minores desvelos,
como paga de una divida sua c miaba 1 nossa cara
patria.
El-rci o Sr. I). Pedro e seu irmao e Sr. duque do
Porto apartam-sc de nos com verdadeira saudade ;
vo satisfazer completamente ao srande iiiluilo de
sua augusta mai a Sr. D. Maria II, minha adorada
esposa de sempre senlida memoria.
Confio no favor da Divina Providencia que um
dia Colgare* de liaver contribuido para o bem e fe-
licidade da uarao, preparando o augusto herdeiro da
cora para oceupar dignamente o throuo de seus
rraiores. Paro, em 17 de maiu de 1855.Re re-
genle.Rodrigo da Fonseca Magalhaet.
caros lilhos cl-rc o Sr. I). Pedro V, c sua alteza o
Sr. infante duque do Porto, me he Mnimamente
grata.
A cmara sabe avallar qual o sacrificio que faze-
mos ueste apartamento, embora de curia durarao ;
sujeitamo-nos a elle considerando a utildade que
deve resultar A narao de que um monarcha verda-
deramente Ilustrado oceupe o throno portuuez, e
presida aos destines de um povo merecedor, mais
que ncnbuin oulro, de gozar esle beneficio da pro-
videncia.
Discurro do presidente da cmara dos dignos ares
do reino a S. M el-rei regente, por occatiao da
despedida a S. M. el-rei o Sr. D. I'cdro I, en
sua alteza o Sr. infante dm/uc do Porto.
Senhor!A primeira viagem de S. M. el-rei o
Sr. 1). I'edro V, e de sua alleza Real o Sr. infante
duque do Porto, foi lao abundante de preciosos fruc-
tos de esplendor e gloria para o throno e dj mnaslia,
de rsnsolarnu e jubylo para o paternal coradlo de
Vossa Magcslade, e de salisfarao, honra e prosperi-
dade para a narao : que a alia sabedoria e disvclla-
do empenho com que vossa mageslade inccssanle-
menle procura augmentar c asseguraf o bem c feli-
cidade da monarrhia conslitucional'porlugueza, nao
podia dcxar de reconhecer e sentir \ivamenle a 11c-
cessidade de um novo sacrificio de audosa separa-
cao e ausencia dettes seuaaugustos e tao exlrcmosa-
menle amados lilhos pelo lempo necessario para
completaren! sua inlercssanlissima viagem, visitando
anda algunas corles e paires da Europa, abundan-
tea de rslituroes e cstabclecimenlos, cujo perfelo
conbecimenlo tanto pode contribnir pra nossoa
mclhor/inentos Scoliaes, e aondo'o augustos via-
jantes sao j anciosamoiilc desejadus e esperados, e
altamente estimados c venerados pelas luzes, virtu-
des c sublimes doles que os adornam, e a fama pu-
blica lio justa c gloriosamente por toda a paite
spregoa.
A cmara dos pares possuida do maior amor c de-
dicarlo aos augustos viajantes sent na verdade vi-
va solicitude c saudade pela sua, anda que breve,
separaroe ausencia da patria; mas n.lo podendo
dcixar de rtcouhecer as mulas e preciosas vanta-
geos que bao de provir na(io, cora e dymnastia
desta nova viagem, aprecia allamenle a illuslrada e
generosa resolurao de vossa magcslade; e vem ncslc
solemne dia aos pes do llirono reuder reverente e
pura homenagem de seu, profundo reconhecimento,
e expressar com o maior aditamento seusseiilimen-
los, e os fervorosos votos, que dirige ao allissimo,
para que os auguslus viajantes, com a melhor saude
e maior salisfarao, colham lodos os desejados fruclos
ile sua vi&gem ; e vollcm saos o salvos, felizes e glo-
riosos i patria e ao seio da real familia, como todos
haveroos misler, c solcitos e sandosos a'nciosamentc
ilesejamos, supplicamos c esperamos da Divina Pro-
videncia. 1
Digue-se vossa magcslade aceitar benignamente
estes sinceros votos da cmara dos dignos pares, que
nos envia a render esle solemne Icstemunlio de seu
amor e lealdade, e a bejar as reaes maos com o mais
profundo respeito o acatarneulo.U., cardeal pa-
Iriarclia, presidenle.
Itesposla de Sua JpagcsUule.
A expressao dos sentimos da cmara dos dignos
paros do reino, por occasiao da despedida de meas
Discurso do presidente da cmara dos Sis. deputa-
dos da naro porlugueza.
Senhor! Muito mageslade, a proxina partida de seus augustos li-
lhos, que extremosamente presa ; o he a segunda
vez que vossa magistade se resigna a lao punuenle
dor, porque nao querque nada Ibes falle de quanlo
anda possa concorrer para o mais cabal comple-
mento da sua mui'o superior illuslraco.
He pois, anda publica utildade que vossa ma-
geslade novamente faz tamaito sacrificio c he por
isso que a cmara dos deputadus se apressa a agra-
dece-lo a vossa mageslade, e a Iribalar-lhe o maior
c o mais devido reconhecimento.
E de quaula saudade nao he tambem para os por-
luguezcs a ausencia que vai eguir-se!
A que elles sciiliram durante a primeira viagem
de el-rci o Sr. D. Pedro V, e de sua alleza o Sr.
infante duque do Porto, hocerto que mitigada fin-
ja quando se recebia a muito satisfactoria noticia de
que em toda a parte se fazia inleira juslira a eleva-
ran e einineutes qualidades de sua magestade e alle-
za : j quando se saba das muilo dislinctas provas
de alia considerarlo e eslima que Ibes davam os
soberanos, os principesc os grandes dos paizes cm
que viajavam ; ja quando se lia com vivo inlcresse a
desrriprao dos triumphos com que eram recebidos
pelos povos por onde Iransilavam ; sement, porm,
se extingui ao saber-seda sua chegada ao Tejo, e
quando lodos poderam correr a saudaro seu rei, que
ainam rom extrema dedicarlo, c o seu principe que
affccluosamcntc veueram.
Assim acconleccr, assim nao podia deixar de
acoulecer agora.
E tambem agora, como cm 2(i de maio do auno
passado, diajentao designado para lim igual ao de
boje, a cmara dus depulados, renovando a vossa
mageslade os seus protestos de amor c lealdade, faz
ardenles votos pela prospera viagem dcel-re o Sr.
D. Pedro V, e .le sua alleza o Sr. infante duque do
Porto, para que vollem constantemente protegi-
dos pela Divina Providencia, aos bracos de seu ex-
tremoso pai, c ao seio da naclo que sinceramente
os rcspeila c tima.
llespotta de sua mageslade.
De novo exprimo cmara dos Srs dcpnlados da
narao porlugueza os meus sentimciitos de grnlidao
ncslc dia de despedida de meus caros filhos el-rei o
Sr. 1). Pedro V, e sua alleza o Sr. i janlo duque
do l'orlo.
A sua ausencia, que cortamente me he penosa, a
considero um sacrificio necessario, por que espero
ilclla felizes resultados a nossa patria.
lsla be lanilicui a persuasao de meus augustos fi-
lhos ; e folgo de considerar que be igualmente a da
cmara dos Srs. depulados, c por couseguinle a da
nacao, que ella representa, por cuja prospciidade
me inleresso como devo.
vagabundos. Ellas dormiam aperladas urnas s ou-
ras para lerem algum calor.
Habituada a semelhaiiles espectculos, a Devoran-
te nao cuidou cm compadeccr-se da sorle deesas
infolizes. Ella lambem linha procurado lautas ve-
vezes asylo em buracos apenas bnns para caes er-
rantes !
Acabou de percorrer o campo, e voltando para
junto do Deslemido, disse-lhe':
Podes descancar (ranqullamculc ; nao vi nin-
guem, e j be larde.
Nao podes ficar assim, respondeu o ladrao,
quero que tornes a tomar teu vestido.
Nao lenho fro, replicn a rapariga.
Urna ventana que acoiilou-lhe as espaduas nuas,
cansou-lho um eilremecimenlo que desmenta for-
malmente suas palavras, e os denles estalarara-lhe,
inao grado seu. O Deslemido indoou-se, e exi-
lio imperiosamente que ella lornar-se a lomar o
vestido ; mas a coxa nao quiz consentir nsso, di-
zendo :
Eslis (erdo, e nao deves soflrer o fri.
Pois bem, lornou o Destemido, deita-le ao me-
nos junio de mim.
Oh!
quero exclamou a rapariga.
Um vivo rubor succcdcu logo a essa exclamaban,
e a pobrezinha em vez de approximar-se, recu-ou.
Vem, repeli o Destemido.
Ella hesilou anda um instante, e dissimalaudo
seu embarace, agachoa-se junio delle. O ladrao
cohrio-lbc as espadnas com urna parle do vestido, e
passaudo-lhe um brar,o pela cintura attrahio-a ao
peilo.
Tudo sso foi feilo com urna ingenuidade, que
muilas pessoas moraes e civilisadas nao leriam tal-
vez (ido em semelhanle situadlo.
Todava coraquanlo a mendiga estivesse cnlao ao
abrigo do fri, trema romo urna tulla verde.
Que leus pergunluu-lhc o Deslemido.
A rapariga desfex-se em la-rimas. O ladrao admi-
rado ia aparta-la nos braros eacalcnla-la como urna
menina ; mas repentinamente cahiu-lbc a venda dos
olbos. Elle compro lien, leu em loda a sua forca o
amor da mendiga, e senlio quanlo sua situar.Io era
violenta. Enlao nao atreveu-sc mais a approximar-
se da infeliz teniendo assosta-la, nem afaslar se del-
ta, recriando moslrar-lhc que a linha compreben-
dido.
A pobresuia sulTocando as lagrimas, ficou cm
cmplela immobilidadc.
O Destemido poz-sc a refleclir :
Eis a EBZ0 daasa dedicaco sem limites, c dcs-
st perpetua sollicitude. A po'bre rapariga aina-me.
He pena que seja tao (ca Pois eu lambem sim-
me profundamente afleicaado a ella, e muitas vezes
lenho dilo comigo: Se eu fosse o que chama-se um
homem de bem, se livesse urna rasa e um modo de
vida, teria amado a Ruiva para faze-la minha mu-
Ilicr. Nessa agente pode confiar, pois he capaz de
amar e de fazer as vezes de urna duzia de prenles.
Porm ella nao he tao feia como dizem, e nao se se
he por estar habituado a v-la ; mas sen rosto nao
parece-me desagradavel. Muilas vezes al oslo de
contempla-la.
O Deslemido levanlon-se sobre o rolovelo e ron-
li inplnii um momento a coxa, a qual linha fechlo
os olhos, e finga dormir. A la illuminava-lbe o
roslo macilento guarnecido de cabellos ruivos que
davam-lbe um caracler de forja e de vilalidade 110-
lavel. lima especie de distiuccao selvagem a.locada
Discurso da cmara municipal de lisloa.
Sculior, c serenssimo senhor Anda oulra vez
lemos o doloroso senlmeuto de vermosa ajussa* ma-
gcslades e alteza sopararem-se denos, e anda oulra
vez vemos que vossas mageslade o alleza se sujei-
l.'iui go-ln-ns aos inevilaveis incommodos de oulra
viagem s para um dia poderem beneficiar esta na-
rao com as luzes e sciencia, que s dio o uso, e co-
nbecimenlo do grande mundo. Fazemos votos, se-
tibores, pela prospera viagem de vossas mageslade c
alleza, e que brevemente pos-amos aqu vollar para
darmosos sinceros parabeos do vosso feliz regresso,
e termo da nossa saudade.
/esposla de sua mageslade.
Agradeco por mim, e cm nome de meus caros fi-
lhos, el-rei o Sr. 1). Pedro o sua alleza o duque do
Porto, a nobre expressao dos scnlimcnlos da cmara
m111nci11.1l de Lisboa, qoc considero a de lodo o
grande municipio da capital.
Tambem espero como ella, prsperos resultados
para a narao porlugueza da viagem de meus augus-
tos lilhosresultados qua assas bao de compensar o
sacrificio que cu e elle fazemos por esla curia ausen-
cia da nossa palria.
{Peridico dos Pobres no Porto.)
pela languidez do amor, preslava-lhe ao semblante
urna suavidade cslranha.
He admiravcl! murmurou o Deslemido : nao
sei porque... he 1 hez a claridade da la a causa
disso; porcm .1 Ruiva parece-me mais bellaqueas
mulheres que passeam cm carruagem pelas aveni-
das do bosque de Bolonha... Que pena ser ella abi-
jada !
Seu braro esquerdo envolva lao exacfamenlc a
cintura da coxa que forroso foi-lhe reconhecer que
essa ciiiiura delgada era ao mesmo lempo redonda
sera o socorro do esparlilho.
Nao posso crer que ella seja aleijada, disse
comsigo o Deslemido; pos nao teria urna cintura
assim... De oulro iado ella corre 13o bem que nao he
possivel ter urna perna desforme. Sem duvida rece-
ben quando era menina algum pontap nos rins, e
nao he necessario mais para fazer coxear. Meu Dos,
estou certo de qne com descanso, calor e'bom ali-
mento ella ficaria forte e gorda, c andara como to-
dos. Ab quem me dera ser rico para dar-lhe ludo
isso.' Nunca lamenlei lano a sorle que lanc,uu-mc
nesta existencia Ilegitima.... Ella termina na praca
de Saint Jarqucs, bem o sei... E eu quizera tanto
Irabalhar, ser homem honrado, e andar nasruasde
rabera olla Minha pobre Ruiva leria sido minha
mulher, e leriamos creado bellos filhos que nao se
leriam envergonhado de seus pas.
O Deslemido suspirn profundamente, e a mendi-
ga rccolhen esse suspiro com urna esperanza que
fez-lbo palpitar o corai-o. Immovcl e de olbos fe-
chados, ella pareca escular-lheos pensamientos.
Eslis durmindo, Ruiva'.'
- Nao, respondeu ella ; masconservava-me tran-
quilla para deixar-te descansar.
No lenho vootade alguma de dormir, tornou o
ladrao crguendo-se um lano, e preliro conversar,
se queres.
Conversemos, disse ella com alegra.
Sobre que conversaremos 1
Promclleste coiilar-me a tua historia.
Ella he mui triste, minha pobre Ruiva, o cu
antes quizera fallar de oulra cousa.
Oh I nao he por curiosidade que pcro-le isso.
Bem o sei, respon leu o Deslemido aperlaiido-
Ihc a iiiiio ; por isso vou ronlar-te minbas aventuras,
qiiiT Irisles, qor alegres. Onvc-ine bem, c vers,
se cu poda ser ncsle inundo oulra cousa que la-
dra......la encaraslc-ine algum da?
Muilas vezes, respondeu a rapariga, corando.
Minha origen) esla escripia 110 meu semblante,
lornou o Deslemido ; basta-te ronlcmpla-lo um mo-
melo para veres que sou um verdadero lomanit-
ehel.
Nao c<1nher,o so.
Mas conheces o bando hegro '.'
Silo,
O liando ejro e oj Romanitckelt sao .1 mes-
ma causa. Somos da verdadeira rara dos ciganos,
no, easla lorna-sc rara cm Franja, equasi nao a-
clia-se algum de mis senao as gales : he ah que lo-
dos acabamos quando nao terminamos naabbadia do
Moni a Regrel.
A pobre coxa cslremcceu.
Minha historia he a mesma de lodos os de mi-
nha casia, continuou o ladrao. I'm velho Rnmanit-
rhel i'imtou-me que minha mai viajando rom nm
bando de compauheiros di-farr ido, em mscales, foi
alacada das doies de parlo. Confiou-me a urna al-
defia dos Pyiiueos, qual pagou Ires mezes adianta-
dos, e promelleu vollar brevemenle. Mas ninguem
oJournal des Debat exlrahimos o segunle arli-
go acerca do eslado da guerra na Crimea :
k Desojamos fazer conheccr o eslado dos negocios
millares na Crimea na occasiao em queum novo ge-
neral em chefe loma o commando em chefe do nos-
so exercilo no Oriente. Desde o principio do mez
lindo, as operares de sitio recoraeraram com ener-
ga; quarenta e oilo hateras guarnecidas com qua-
Irocenlas peras vomilaram o ferro e o fogo sobre a
praca e conUnaam a canhonea-la, apezar de urna
certa frouxidfio, que nem as pailicipacoe- nem os
despuchos explic.un. As forlilicaroeseomtudo leem
sollrido bastante, e tanto que os Russos leem sida
obrigados a nao as levanlarem de novo, limitan
do-se a abrir fossos em frente das partes demoli-
das.
As crandes obras de contra approchc, exceula
las na parle exterior pelos Russos e guarnecidas de
arlilharia, leem sido tomadas rom admiravel impe-
lo, bem como muilas emboscadas e outras posicOcs
ayancadas. Sobre a esquerda, do lado da Quaren-
lena, os sitiados foram obligados a evacuar lodas as
obras exteriores, exrepcao de urna parle do cemi-
terio sobre o centro; o baluarte do mastro acha-sc
bstanle deteriorado, c a nossa quarla parallcla, do
centro para a esquerda, esla .'.penas a oilenta luc-
iros de recinto. Sobre a extrema dircila proseguem
os Irabathos com vigor, porm os Russos orcupam
anda os rednetos que no mez passado conslruiram
na collina verde, na frente dn torre Malakoff.
O nosso exered desde que recomecuu o foso
acha-se em bom eslado, apezar de algumas febres
que nao linbam caracler epidmico, c o exercilo co-
brou o seu vigor. Com os reforros consideravcische
gados ltimamente, a forra dos dous exerclos he de
100,000 houiens, e novos reforjos que se esperan)
elevaro sua forra a 140,000 honiens, qual deve
addicinnar-se o exercilo turco de Omer Pach, com-
pnsto das melhores Iropas do imperio ollomano, e
cuja forca poder* ebegar a 50,000 boinens. Esle ex-
ercilo, como he sabido occopa a praca de Eupalo
ra, fortica.la com muila Iblelligencia pelo capitao
de engenharia fr.inceza l'ervel. O magnifico eslado
de defeza desta praca conscnlcque dabi possam rba-
mar-se 10 a 15,000 lurcos, que as nus transporta-
ran) para par em frente de Sebastopol dentro de
algumas horas, no caso de se prever alguma tenta-
tiva do exercilo russo pelo lado do Tchernaia. Esle
rpido transporte dos lurcos j leve lugar, mas man-
daram-os retirar novamenie para Eupatora, vislo
que o inimigo que se espcrav.i nao se aprcsenUra.
O porlo de Balaklava, a baha de Kainicsch e a ba-
ha auxiliar de JKisatch, pontos importantes que to-
ram fortificados com esmero, e que serven) de pra-
cas il deposito aos dous exerclos, boje sao verda-
deras cdades onde tumulta una popularan mili-
tar o commcrcal, onde Irabalham incessanlenieule
officinas de diversas especies, onde desembarcan)
continuadamente tropas e peni-oes, e finalmente
onde aecumiilam cm espumosos armazens os v'rvercs,
as iiiunieoe-, c os objectus de armamentos c equipa.
ment necessarios para o bnm xito da guerra e com-
modidade das Iropas. Por tanto a siluarao dos nl-
liados na Crimea he solida e segura.
Em quanlo ao silio propriamonle, o mais quo se
sabe, be que os trabalbos proseguem com tenacida-
de, quedesdeaacrao de lukermann, nao liouve
nenhuma oulra. Porem os propros Irabalhos sao
urna coulnnada baUlha, suslenlada de dia e de uoi-
te pelos soldados de ambas naroes com urna dedica-
rlo e intrepidez, cujo dcsinleresse nao he talvez ad-
mirado na justa medida. A maior parle deslcs cm-
bales excepluando o de 2 de maio, sao na verdade
embales parciacs, e neslas simples refregas, em que
os geueraesnao figuran), he o soldado que faz tudo,
o soldado que muilas vezes nao pensa as promo-
toes.que nao selembra do seu fuluro militar, e qua
eom esforcismo arrosta com a inorlc ou com a horri-
vel mulilacao so pela honra da sua.bandera, pela
gloria da palria.
Os Irabalhos do silio de Sebastopol progridm len-
tamente; mas nao pode deixar de considerar-se esla
lentidao como filha da prudencia, como necessaria
e prcscrpla pelos mcslres, bem como pela experien-
cia e pela rzalo. Em quanle so aguarda algum fac-
i decisivo, o ataque passo a passo progride diaria-
mente.
Quando recommeraram as upcrarcs, ha um mez,
e depois de conhecidos os rebultados le um bombar-
leamento eiecutado pelo espado de 10 dias com 11-
crivcl violencia, e que (piba damnificado bastante as
fortficaroes russas, o exercilo julgava que prestes
ira ao as-alto : eram extraordinarios o ardor -c a
impaciencia dos soldados. Esla impaciencia foi il-
ludida pela diminuro do fogo ou pelos seus resul-
e passado esse lempo minha ama cabio em
quelarao mui natural. Esperou quinze dias,
vollou,
urna inq
um mez, seis semanas, e depois perdeu inteiramen-
le a paciencia, ilepermillidu, dizia ello, roubar as-
sim o leilc de urna pobre mulher ? Creio que ler-
me-liia de boa vontade laucado na ra; mas como
despedir um menino de qualro mezes e meio? Nao
sabendode que maneira se desembarasasse de mim,
essa boa mulher leve a generosidade de conservar-
me. Eniao comecou para mira urna existeucia com-
plelamenle nova. Nos Ires primeros mezes lodos
os canudos me eram prodigalisados ; mas verificado
o meu nbandono, todos os maos tralamenlos torna-
rain-se minha partilha.
Coiladinho murmurou a coxa, se eu livesse
estado ia, como te teria vingado !
Cresci entre os pontapes e 05 pescores, prose-
guio o Deslemido; mas graras ao meu le'mperamcn-
ln, ao qual esse rgimen nao era mui contraro, sou
hoje assz robusto. Desde que pude andar, minha
ama fez-me Irabalhar como um escravo. Nao havia
pretexto que ella nao souhesse inventar para tirar
preveito de mim. Cheguei assim a idade de olo
annos sem aprender a ler nem escrever.e anda hoje
nao o sei. Meus pas nao davam nenhum signal de
exislencia. Mal vestido, mal nutrido e espancado,
eis o meu passado, o meu prsenle e o meu fuluro.
Embora os'e pequeo, eu comecava a fazer refle-
xes assaz tristes sobre minha so'rle. Um dia sen-
tindo-me mais aneciado que de ordinario, soltei a
curda da vacca que levava a paslar pelos valados, e
fui assenlar-mc ,i cxlrcmidade de um bosque. Ti-
11I11 deixado cahir a cabera entre as maos, e fechava
os olhos para meditar melhor, quando um dedo a-
poiou-sc me sobre o hombro, levatuei a cabeca, e
vi diantc de mim um homem de uns qaarenla anuos,
vestido ni ineira dos mscales, e nnlavel pela sua
lez da cor de bistre. Esse homem encarava-rae com
olhos graudes e negros.ao mesmo lempo astutos e se-
rios, que fizeram-me urna impressao profunda. nLe-
vanta-lc, dsse-me elle. I.evanlei-me. Anda An-
dci. Salla esse vallado. Sallei-o. Eu obedeca
sem saber porque. Elle pareceu salsfeilo de minha
,1-ih'l.i.le e de minha uusadia, e depois de examinar
novamenie minha tez semelhanle sua, o meus ca-
bellos negros um lano crespos, murmurou: fie
isso mesmo. Pequeo, tornou-me em voz alia,
picres vir comido! Nao respond. Elle carregou
um pouco osobr'uluo e accresceulou: Vem de boa
vonlade, porque tua resistencia de nada servira.
O'i! respundi-lhe, nao eslou muilo bem em rasa da
ama para recusar; masa vacca?... a Leva-la- hemos
dsse-me elle. Eu nao senta, rctiraado-mc, pregar
essa pera i minha ama ; assim lomei i vacca pela
corda; o o docnnhecido fusligando-a atraz coma
basISo, caminhamos apressadamente. Chegando o
al,lea visinln, meu guia ontrn em urna fazenda, e
offereceu ao f-zendeiro veuder-lhea vacca. O pre-
ro foi muilo discutido, e depois fixado emeem fran-
cos que foram logo cootados ao vendedor. E-te mel-
len o dinbeiro no cinto, e falln de comprar um ca-
vallo. O fazendeiro que" acaaava de fazer um bom
negocio, esperou fazer segundo, e rou da estribara
seu mais bello potro. Quanloraer por elle/ per-
giinlou o desconhecido. -7- Trefeotos francos, res-
ponden o fazendeiro. He muilo raro. He quasi
de graca. Klle he forlo'.' Muilo. Vejamos -e
carregara bem a nos dou*. Experimente, disse o
fazendeiro. O desconhecido montou-me nocavallo,
lanrou-sc alraz de mim, e tomou as redeas. Elle
parece firme; mas troica bem'.' Fara-o trotear.
lados incompletos e pelas fadigus a que anda leem
de expor-se na execucao dos novos Irabalhos. Pre-
ferimos acabar de urna vez com islo, anda que l
ficassem 20:000 dos nossos a coosaniirmovnos nesles
penosos, e rudes Irabalhos, que parece nao lerem
fim. Dcvemos todava dizer que esta linguagem
dos soldados nao indica nem desanimo nem falla de
con.inra nos chefes. ,
He o desejo dos bravos, que despresam os clculos
da arle, para tudo vencerem pela forra, c que prefe-
rem a baionela ao alvao. Mas, porvenlura se o as-
nillo foca praticavel nao se teria dado immedala-
mente Parece que o ullimo combale de arlilharia
nao foi decisivo, que raelade das baleras deveriam
avancar al a distancia de 200 metros do recinto
para que o seu elleilo destruidor seja ellicaz, deven-
do anda abrirem-se sapas e minas, antes que possa
dar-seo assallo com o numero necessario de proba-
bilidades, que, segundo Napoleao, he do 70 sobre
100, para urna balalha. Anda que se quizesse ar-
riscar 20:000 homens, perda muito enorme, nao ha-
vera cerleza de um feliz exilouo estado actual da
pra^a. Mas, dizem, vos perdis essa gente a pouco
c pouco. lie possivel, masa reputatao militar est
salva ; nao ha derrola moral, as vagas coinplelam-
se com os reforros que chegam diariamente, e em-
quanlo que a deslruiro instantnea de 20:000 ho-
mens, deixaria um vacuo enorme, exaltara o inimi-
go e poderia ler funeslssimas consequeneias.
Nao s anda nao soou a hora fatal de Sebastopol
senao que estamos persuadidos que esla praca nao
podia ser tomada de improviso logo queo nosso
exercilo chegou ao p das suas muralhas, apezar do
que lem asseverado muilas pessoas e al mililares,
porque Sebastopol ja tinba a sua cintura de mura-
lhas, a sua torro Malakofl", os seas fortes da Quaren-
tena, os seus principaes baluartes comecados e mui-
tas bateras promptas.
He sabido que no silio de Slslria, os Rnssos nao
poderam tomar urna forlificacao de Ierra, a Arab
labia, apezar dosesforjosvigorosos dajartilharia, de
minase de qualro assaltos. O general Kamiski, em
1810, depois de ter balido as muralhas de Rouls-
chouk, quiz levar do assallo a cidade, nao foi bem
succedido, e perdeu em duas horas 8:000 homens,
obrigando-o esta perda a levantar o silio.
Alacar um exercloaque oceupa posires forles he
sempre urna-operado arriscada, anda que as posi-
ees nao correspondan! a baluartes. Foi assim que
em Hespanha lomos mal succedidos em Talavero,
era Albuera e uo Bussaco. 0 marechal Vctor, as
reprcseiitarocs que lhe enviavam de Talavero, res-
pondeu: Se nao he possivel lomar essas posires
he misler deixarmo-nos de fazer a guerra. Perde-
remos ah 6,000 horneas, se tiverraos de retirar. A
goamirao de Sebastopol he um exercilo em posirjo
bem culrinchcirado, de modo que os intrinchera-
menlos nao poderao ser toreados senao empregandu
lodos os meios da arte de sitiar a praca. Masseua,
apezar deaudacoso, nao leutou o assallo das linlias
do Torres Vedras, porque reconbeccu que care-
ciam de nm sitio regular, c que n.'.o era possivel
ronduzr ilravs de Poriugal um Ireiu de arlilharia
de grande calibre.
Nao sabemos quaes foram os molivos que levaran)
o general Canrobert a dimitlir-se do commando em
chefe, a nao ser um exquisito sentme.nlo de modes-
tia. Pelo menos exerceu-o de um modo muilo hon-
roso.sem commelterfaltas. O exercilo agora acha-se
na oclhorordem e disciplua.oseo esladosanilario he
excellcote, sendo alacado pelos rigores de m crue-
lissimo invern no meio de penosas fadigas, e pro-
seguido incessantemente os trabalbos de sitio, en-
contrando immensas difliculdades no terreno e as
fortificafOes, que o seu successor, esperamo-to con-
fiadamenle, poder vencer, porm que al hoje fo-
ram invendris; porque ainda nao he chegada a
hora propra, e porque o tempo e o Irabalho sao os
melhores elementos de (riumpho n'um sitio. De
resto nao he s do general em chefe qae depende a
direcrao de nm cerco, mas dos generaes de enge-
nharia e arlilharia, contra cuja opoio nao se pode
einprchcnilcr operario alguma decisiva, sob pena de
expor o exercito a um desastre pelo desprezo das re-
gras da arle e dos exemplos que a historia militar
apona. Mas conllnutraos o resumo geral.
Corren) muitos boatos exagerados ou falsos, muilas
opioies errneas acerca do que se passa na Crimea.
Muita genlc persuade-se que Sebastopol porque nao
est lomada ao cabo de seis mezes, nunca ser toma-
da. Al lemos lido nos jornaes inglezes correspon-
dencias do exercilo que positivamente sustentam essa '
asserr,3o. Na lngungem desses individuos desalenta-
dos pelas fadigas de um diuturno cerco, be mister
que se resignem a abandonar o cerco. Se assim he,
reembarquemos a nosja arlilharia, evacuemos Ka-
MUTILADO
O cavallo troleou na ra (fiante da porta. Se elle
anda a galope 13o bem como a trote be um cavallo
perfeilo, disse o meu roubador, pondo o potro a ga-
lope. Tenha cuidado que elle nio desembeste !
lornou o fazendeiro rindo s gargalhadas. O potro
apressou mais a carreira, e o fazendeiro ra com
mais forra; porm seu riso cessou sbitamente
quando vio o hornera vollar galantemente o canto
da ra c desapparecer. Pouco depois perdemos a al-
dea de vista. Que homem sagaz, dizia eu comigo,
achou si ni p I esinenle e sem o menor Irabalho o meio
de furtar-me, de eneber a bolsa, c de adquerir nm
bom cavallo .'
O Deslemido conlou esla aventara com um ar lao
jocoso que a Devorante nao pode deixar de rir. O
ladrao tambem ria ; mas seu riso durou pouco, e
sua fronte enlristeceu-se.
Viajamos lodo o dia e urna parte da noile,
continuou o Destemido, e eu eslava j morto de fa-
diga, quando meu guia apeou-se junto de urna esla-
lagem solada e um pouco distante da estrada. En-
tramos em urna sala, onde adiavam-se muitos ho-
mense mulheres, todos moreoos como o meu guia.
As mulheres lancaram mao de mim, fizeram-me be-
ber e comer bem, e delaram-mc em um Inm lelo.
Eu nanea linha sido tratado assim. Partimos no
da segunle uns de um lado, oulros de oulro, estes
a cavallo, aquelles a p. Como tens podido adevi-
nbar, en eslava enlre os Romanilchels. Desde enlao
passei com elles urna vida nmada. So paravamos
as cslalagens /raneas que pertenrem a homens da
rara negra, o ah l'aziamos trocas com os occullado-
res de furtos. Em summa, percorremos assim a
l'ranra loda vcndciido em urna parle o que linha-
mos furlado na oulra. Qoanto a meu pai, uunca vi fallar a seu respeilo. Ainda que os Romanilchels
s admitlara entre si gente de sua casta, nao tem
nenhum sentimenlo de familia. Todos sao bastar-
dos, e os meninos sao tratados como fui.
Eis urna existencia Irsle c penivel, murmurou
a rapariga.
Para mim, sim ; para elles nao, responden o
Destemido. Se eu fosse dotado como meus compa-
uheiros do carcter aventurciro que impelios a es-
sa vida errante, teria gnsladodasvacens; mas eu li-
nha o iustincto das musas honestas, e minbas meno-
res salisfares foram sempre envenenadas pcla're-
provarao de minha rou-riencia. Um velho Koma-
uilrlicl dsse-me que minha mai morrOra na prjsao.
0 esse fim lgubre impressionon-ine o espirito. Eu
nunca linha conhecido minha mai, mas senlia-me
choto de Insleza pensando nessa infeliz, que soltara
1 ultimo suspiro sobro o lelo isolado de um caree-
re. Tudo isso acaba nial disse ea comigo. Meus
conipanheiros adewnharam sem duvida osescrupu-
los de minha joven consciencia, e nao desprezaram
neiihum mcio para curar-me da inania de refleclir.
Minha educarlo foi muito vigiada : vi furtar e as-
sassinar quasi todos os dias antes da idade da razao.
Com taes exemplos, e laes doutrinas eu nao podia
Ifixar de ser um hornea dslinclo. Acostumei-me
ao furto, e em pouco lempo lornei-me um dos mais
ousados Romanilchels da Franja. Mens companhei-
ros appellidatam-me, Deslemido ; porm eu eslava
desgostoso, e chorava pelas minhas victimas. Eis mi-
aba vida ; lenho rommellido muitos crimes ; mas
cas maos nanea malaram.
A mendiga beijou-as. lima lagrima rorreu dos
oaos do ladrao, o qual lancou alternamente a vista
sobre a planicie.
(Conlimar-sc-ha.)

IEGVEI



2

DIARIO OE PERMMBUCO SEGUNDA FEIRA 18 DE JUNHO D 1855
"micscli c Balakliva, Eupatarta nos basta; vamos fa-
zot a guerra ao ceulro da Crimea; temos forjas iguaes
as dos Rusto*; temos, incluiido o exercilo tuico e as
Mam reservas de Conslantinopla, cerca de 200,000
liomcnspara piemcampojvamos corlar o sllimo de
Perecop, rcduiir fone o exercito russo. Iiatc-lo e
expulsa-lo da Crimea* e Sebastopol cahir depois por
um simples liloqacio. Mas est por ventara demons-
trad que o eiercito alliado nunca poder aisenho-
rear-se-dc Scbattopol t pode por ventura acreditar-
se nesga pretendida mposaibilidade, quando os gene-
raes de dual naces 13o 'ilustradas as artes da
guerra como as demaig, osofticiaes de engenhara e
de arlilliaria instruidos e ja' Conhecedore da prara
atacada, insisten) nossa nobre empresa ?
lo crTvel que de boa vontade comecem lamanhos
estorbos, qno sajicni sercm impotentes, e que por
oulro lado i flous governos nao cedessem s razes
allegadas"pelos.generas, se estesjulgassem inuteis
lodos os esforcos para veucer a prai*a ?
Estamos por tanta convencidos que os chafes e os
scus governos nio acliam motivo saflicieute para de-
sesperar do IriumpJio, pois que insisten! no cerco
rom urna constancia iilha sem duvida do conheci-
mento de fados e de circunstancias laes quenio te-
mos.
Mas tambero nio ser possivel,que, devendo con-
tinuar a guerra, o exercito combinado das Ices m-
res, deixando urna forra su(Ticienlc ein frente do
Sebastopol, venlia a exocular urna vigorosa opera-
rio contra o eiercito russo da Crimea? porque esta
grande expeificao de Sebastopol, como j por muilas
vezes temos dito, nilo pode ser nicamente un sitio,
porm urna verdadeira campanha estratgica, tendo
por dupla base lukermann e Eupaloria, por llicatro
o centro da Crimea, o porobjecto Simpheropol c Pe-
recop.
{Jornal do Commercio de Lisboa.)
AS CONFERENCIAS DE VIENNA.
mas explicarnos do governo. de S. M. acerca da na
usual demora que tem tido lugar cid depositar-se
sobre mesa da cmara os documentos relativos as
ultimas infructferas negociaces em favor da paz.
A cmara sabe qua, fosse qual fosse o resultado des-
la* negociables, quer fosse prospero oa adverso
quer os preliminares de paz livessem sido assgnados
ou o resultado tivesse sido tul como parece ter sido
oa documentos relativos s negociaces podiam
ter sido preparados pela cmara, desorle que quan-
do as negociaces fossem terminadas, houvesse so-
mente um protocolo oa dous oa o ultimo despacito
a imprimir, e os documentos podiam ter sido de-
positados sobre a mesa da cmara na mesma imite
em que o secretario das colonias voltou e tomn o
seu assento nesta cmara.
Como acho que este be o actual, pens que pos.
so perguntur ao governo de S. M. porque razio o
processo usual nao tem aido seguido na presente oc-
casiio, e porque razio nio tem bavido essa boa
vontade da parte do governo de S. M. para por o
parlamento na posse da informarlo que tem certa-
meule direilo era lio grave assumplo a possuir as-
sim que osliver no poder do governo produzi-la-
(Apoiados.) Tenho procurado os jornaes que nos
guiam neste objecto, e, como desejo circumscrevcr-
me agora estrictamente dentro dos limites lechni-
cos de urna questio parlamentar, exporei acamara,
se V. Exc. permitlir-me, exactamente o que encon-
tr nos jornaes para nos guiar nesta momeutosa cri-
se ; e enlio pedirei ao governo da S. M. que ex-
plique .i sanara porque razio nesta occasiio nio
tem elle seguido os precedentes que tem sempre
dirigido o comportamcnlo dos ministros em circums-
tancias semelliantes. t
U precedente que tomo para nos gaiar agora nio
varia dos oulros ; mas escolbi este porque he de
data moderna, da mais alta importancia, c em suas
circumstancias opposlo ,i presente conjeclura. To-
mo o precedente do rompimcnlo das ncgociac.e< de
17%. A enmara se recordar, que em IV de onlu-
bro de 1796, o paiz foi-informado de que ,S. M.
enviara o conde de Malmcshury como seu plenipo-
tenciario i Franca afim de negociar um i paz. Fot
islo a 11 de oulubro, e a 20 de dezcinbro soube-se
no paiz que as negociaceg linham sido iiiterrom-
pidas. O conde de Malmcsbury voltouisto be, se-
gunda-feira 27 de dezembroo ministro veio c-
mara com una mensagem da coros, da qunl lerei
orna passagem i cmara.
O presidente.O honrada membro ,teuciona
concluir Don urna proposito ?
Mr. Uisraeli.Concluirei com urna proposijio,
se S. Exc. adiar que nio eslou estrictamente dentro
dos limites de urna questio; mas creio, que V.
Exc. achara que cstou estrictamente dentro dos li-
mites de urna questio. Desejo expr qual foi, sob
circumstancias semelhante's presente, o processo
adoptado pelos ministros, e eulio terei de perguntar
porque razio este processo nao tem sido seguido na
occasiio presente. Mas, se V. Exc. pensar que ei-
tou Irausgrcdindo as regras da cmara, concluirei
por uma propoisao que nio ser inconveniente ao
governo, porque he urna proposcio-que elle pro-
prio lera de fazer no correr da noite. (Applausos.;
Ja chainei .i Iciubranra da cmara que em 20 de
dezembro fra sabido que as uegociares linham
terminado. A 29 de dezembro o nosso plenipoten-
ciario voltou para este paiz ; masdoas das antes, a
27 de dezembro, o secretario Dundas veio cmara
com urna meusagem concebida as pulavras seguin-
les :
munica cmara dos communs, que o seos mais
ardentcs desejos para ellectuar a rcslauracio da paz
form infelizmente frustrados, e que a negociacio
em que se achava'felizmente empenhado, fra sbi-
tamente interrompida pela recusa peremptoria do
governo franrez, que s quera tratar sob urna base
evidentemente inadmissivel. S. M. ordenou, que
os momoriaes e documentos que foram trocados uo
decurso da ultima ducusiSo, e o relatorio (rans-
initlido S. M acerca do resultado linal, fossem
submettidos i consideracio da cmara.
a Ura, os honrados membros venta, se compulsa-
remos jornaes da poca, que os documentos allu-
didog na mensagem roal cram de urna dcscrip^io
mui volumosa. Acuario ah um rolo dos documen-
tos deposlos sobre a mesa, e verio que provavel-
mente, nio s na importancia, as lambem no nu-
mero nio sao inferiores aos documentos que agora
sao anciosa mente esperados. (Apoiados.)
Mr. Rich levantou-se pela ordem. ( Oh !
oh ) Nao quera inlerrompcr o honrado mem-
bro ( aOhta ), porque reputava milito descjavel que
urna plena eiposic,io fosse feila obre este assump-
lo, mas ao roesmo lempo pensava que o honrado
membro nio eslava estrictamente as regras da c-
mara relativamente squeslues. ( Oh I oh )
O presidente.Tendo dito o honrado membro
que concluirei com urna proposito, est perreita-
mentc na ordem. (Applausos estrondosos.)
Mr. Disracli.Lamento que um erro da parte
do honrado membro acerca da exposirio que eu ia
fazendoexposirio que pens dever ser feila pelo
interesse publico, e a qoal tenho sido somenle in-
duzido a fazer por amor do interesse publico c pe-
la honra e vanlageni lo paiz (applausos)me tenha
sujeitado a interruproes. Todava, anda nio de-
sespero de poder tornar o ponto claro diante da c-
mara. Agora lenlarei reunir os los espalhados da
minha, exposirio.
A cmara observara, que no momento em qoc
foi sabido que as negociarles liiiham sido inten (im-
pidas, antes qne o plenipotenciario tivesse volladn,
foi enviada urna mensagem da cora cmara dos
coimuuns, c o ministro ao msino lempo noticin
que no da seguinta depositara lodos os documentos
sobre a mesa (apoiados,)posicio mui dllcrenlc
daquella em que a rariiara 9e aclia agora collocada.
(Apoiados. Mas tai isto ludo qiianlo occorreu 1
Segonda-rcira. 27 de dezembro, foi apresenlada
cmara dos communs a mensngem da cora. Ter-
ra-feira, 28, em deferencia 6 direcrio conlcuda na
ineusagem graciosa de S. M., o m'inistrodeposlou
sobro a mesa da cmara todos os papis relativos i
negociarSo. (Apptaosos.) Mas anda isto nao foi lu-
do. Mr. Canning, snh-secrelnrio de eslado dos ne-
gocios estrangeiros, depositou sobre a mesa da c-
mara para o uso dos membros um documento da
mais alia importancia, acompanhado pelo que elle
cbamava "declararan de S. M. II., na qual S.
M. informnva a cmara de todas as circumstancias
da negociacio e das causas que linham levado i sna
infructfera concluso. Apoiados,)
a Ora, a cmara observar que em 17%, *ob
circumstancias scmelliantes s presentes13o seme-
llianles que a potencia com que tralavamos parece
terse cuuduzido segundo o mesmo espirito descrip-
to pelo nobre lord (lord J. Russell) na oulra noite
no b?eve relatorio que das suas negociacesas ne-
gociare? se terminaran) por urna nscusa peremp-
toria, vislc que s se conceda tratar sobre batea
evidentemente inadmissveis. u A cmara vera que
neste caso, sob circumstancias apparenlemenle nao
s scinclhanlcs, mas at posso dizer idnticas s que
lem justamente occorrido, tivemos no parlamcnlo
urna mensagem da coroa ; tiremos todos os docu-
mento* relativos s negociaces infructferas deposi-
tadas sobre a mesa da cmara dos communs antes
que o negociador tivesse vollado ; tivemos urna de-
claracJTo real, conlendo todos os promanores das ne-
zoriarScs, depositada sobre a mesa para o uso dos
membros, e, mais do que isto, tivemos o ministro,
no proprio da em que foram depositados os docu-
mentos sobre a mesa, que foi terca-feirn, noticiando
para a lerca-feira soguinte urna proposcio afim de
que fossem lomados em considerario. (Applausos.)
Ora, Sr. presidente, como tenho mais liberda-
de para fallar do que esperava, pedirei cmara
que compare a siluacio do parlamento em 17%,
sob circumstancias semelhanles (apoiados) com a
condicao em que a cmara dos communs se a-
cha agora em IS. (Apoiados.) Como temos sido
tratados 1 era bavido a mesma necessidade da
parle do governo de S. M. para dar ao parla-
mento a informaran neressaria en) um momento (io
grave para o destino do paiz? (Applausos.) Terha-
vido, nao s a mema promplidio, mas as mesmas
formalidades e prudente ceremonia, mais communi-
cae,es entre a coroa c o parlamcu to ".' (Apoiados.
Ale o ponto que diz respeito aos actos do parlamcn-
lo, duvido que-tendamos qualquer evidencia anlhcu-
tir (liante de nos de que algumas negociarles le-
nham estado em progresso, c cerlamente nao
temos neste momento a mais ligeira noticia de
quaes fossem as bazes destas negociaces, ou quacs
fossem os pontos graves em disputa. Apoiados e
applausos.)
Pens que a cmara lem direilo de inqnerr por
que razio ha esta diflerenr, siuuulur entre a manca-
ra porque o parlamento tem sido tratado, em cir-
eunisuncias, pelo governo daquella poca e pelo go-
verno de hoje. (Apoiados,) Porque S- M. lambem
lem sido aconselhado a communicar-se com o par-
lamenta quando negociaces para a paz com urna
grande potencia lem sido malograda '.' Porque nao
lem bavido urna mensazem real'.' Porque, no caso
presente, os documentos nio foram preparados du-
rante o intervallo da uegociaejio, como foram pre-
parados pelo ministerio de 179C (apoiados), de sor-
te que quando a concluso das negociaces fosse an-
uunciada, o parlamento podcs mente informado de lodas as circumstancias do caso'.'
Porque, em um negocio que lem lio profundamen-
te agitado o paiz, nio temos tido os mesmos meios
para formar urna opiniao acerca do eslado dos ne-
gocios "f Porque nio lem bavido urna meusagem
real'.' Porque os documentos nio tem sido colloca-
dos sobre a mesa V Porque nio leo) bavido urna
declaracio real, e porque o ministro nio se lem
adianUdo, e com urna pralica conveniente a um
parlamento britnico depositado os documentos so-
bre a mesa da enmara e lixado ura dia cmqueo
parlamento possa toma-Ios em consideracio '! (Ap-
plausos.)
Pensava que poda fazer estas perguntas sem
ullrapassar um privilegio que desrjava que outros
membros gozassem, de propor que a cmara de-
pois de linda a sessio se adiasse al segunda-feira
seguale ; mns agora farei esta proposcio, alim de,
permanecer estrictamente dentro das regras da c-
mara, o lendo felo esta proposcio, espero com iu-
Icrcsso a resposta do nobre lord ts perguntas que
Ihc dirig. (Estrondosos applausos .)
Lord Palmerstou.Pens que a resposta que
terei a dar fra anticipada por quasi todos que ou-
vram as perguntas do honrado membro, os quaes
esli intciraincnte informados das circumstancias
que elle indicou e das circn) dancins que sa refe-
ren) s negociaces recentemenlc dirigidas pelo meu
nobre amigo.
O honrado membro sereferio a um caso em que,
n'uina guerra entre a Inglaterra c a Franca, asnego-
ciaciesforam inceladas directamente ntreos dous
paizescaso emque era perfeitamente claro no cor-
rer das ncuuciarfifs, antes que fossem concluidas,
que nio havia esperanza de paz, e nao havendo
esperanca de pac era do dover do governo
do da appellar para o parlamcnlo para fazer
esforcos mais vigorosos para a continuarlo da
guerra. (Apoiados.)
a Se o meo nobre amigo livc;se ido a S. Peters-
buri'o sem alguma negociacio previa com alguma
oulra potencia, e se o resultado de urna negociacio
de quin/c das ou um mez em S. Petersburgo fosse
somelhanle a aquclte a que o honrado membro
se refere, os casos leriam sido milito mais seme-
lhanles do que silo no ponto de faci. He mui sabi-
dd que a negociacio que o meu nobre amigo em-
prehendeo foi dirigida pela inlervcnjo do amigo
governo d'Austria. He mui sabido quedesde o co-
meco da guerrae at posso dizer antes do coraeco
da guerraa Austria, maniendo relares amigaveis
para com (odas as partes, lia sido incessante em es-
forro para operar urna reconciliario das dilTeren-
cas entre a Inglaterra e a Franca de um lado e a
Russia do nutro, e foi gmenle una corilinnaciu
destes esforcos que occasionon as conferencias ero
que o meu uobre.amigo tonlou parte.
a Todava, postoque estas conferencias nio se
'erniinassem u'uma concluso prospera, nao foram
intcrroiiipidas. Foram adiadas sem que se dcsig-
nasse lempo especificado para sua renovacao ; maa
depois que o meu nobre amigo dcixou Vienna, e
depois que os conferencias foram adiadas sine die,
leve lugar a requerimtnto d'Austria oulra confe-
rencia c os protocolos desta conferencia.
(O nobre. lord neste ponto foi interrompido por
urna observaran de lord John Russell, a qual
nio pode ser ouvida na gallera. A reqnerimcnlo do
ministro russo, oqualdissc que al linha outra pro-
posla a fazer, a conferencia foi novamente reunida,
esem que o respectivo objecto fosse perfeitameu-
deici minadocreio que ale este momento os pro-
Ios circumstanciados ou os registros desta conferen-
cia nio foram recebdos pelo governo de S. M. ; em
todo o caso, se foram recebidos, foi hoje.
a Assim,Sr. presidente, a conferencia foi adiada,
e o mea nobre amigo voltou para este paiz ; mas
ainda exislem em Vienna os elementos de urna con-
ferenciarepresentantes da Inglaterra.da Franca.da
Itussia eda Austria. O procedimenlo que o honrado
membro suggere pode ser ccrtamcnla nm procedi-
menlo mui proprio para ser adoptad, se o governo
desua magesladceslivesse determinado a fechar as
portas a quaesquer meios possves de resolver estas
dffercuras qne motivaran) a guerra.(Apoiados.)Se o
governo de sua magestada tftresM plenamente deter-
minado islo, sob quaesquer circumstancias, e hou-
vesse altenddo a quaesquer propostas ulteriores que
podessem ser fcitas, ou pela Russia pelo intermedio
da Austria, ou pela Austria com o designio ,de sug-
gerr meios de accommodario entre as partes belli-
gerantes, eulio indubitavelmente o processso que o
honrado membro recoinmeuda que o governo desua
magesladc siga, de vir com urna mensagem ao par-
lamcnlo, dizendo que nao havia mais possibilidade
de urna accommodario, c declarando que a paz,
neslas circumstancias, era impossivel, lora este o
processo que sc.devera adoptar.
Mas, Sr. prcsidcnle( nao he esta a posijiocm
que estamos collocados. (Apoiados, e applausos no
lado ministerial.)Fallamos na tentativa que lizemos.
mas nao estou preparado para dizer que nio ha ou-
iros meios pelos quaes; por meio da inlervenrio dos
odiaos amigaveis da Austria, algumas proposires
'ejam feitasquese lome o deve do governo desua
mageshnle tomar seriamente em considrracao, no
intuito de delcrminar, se ainda he possivel, levar as
diilercnras existentes a um lim. (Apoiados.)
i Permilta-me dizer, senhor presidente, que, ain-
da segundo a exposirio do honrado membro, o caso
presente e aquello a que elle se refere nio sio paral-
lelos. Iliz honrado membro que no caso da Fran-
ca, as bases da negociacio foram peremploriameole
recusadas pela Franja ; mas no caso presente as ba-
ses da negociarlo foram aceitas pela Russia. (Apoia-
analogia dos dous casos, slo essencialmcnle difle-
reiitcs nos elementos fuiulamentaes ; e tenho para
iriiin que o governo desua magesladc nio leria cum-
prido o seu dever, se, seguindo a phanlaslica ana-
logia dos casos primitivos, tivesse dado passos qoc
proclamassem ao mundo que temos perdido toda a
esperanza da possibilidade de qualquer accommoda-
rio. (Apoiados.)
Senhor presidente, fora igualmente drsprezar o
meu dever ge eu nutrase falsas esperances que nio'
podern ser rcalisada* ; mag, ao mesmo lempo, julga-
ria que o governo violara inlcramcnle o seu dever
se declararse que lodas as esperanzas de accommoda-
rio estavam acabadas. /Apoiados e risadas da oppo-
scao.) Desejo ter a* portas da negociacio abortas.
(Applausos no lado ministerial.) Nio fecharei a por-
ta a qualquer negociacio poggivel por medidas seme-
lliantes a estas, que o honrado membro aconselha ao
governo de sua mageslade. (Apoiados.)
n Sr. presidente, dissemos que os protocolos se-
rian) aprcsenlados. Estes protocolos serio npresen-
tados, o quando forera aprcsenlados, ser para c-
mara delcrminar se julga conveniente dar algum
passo fundado nislo. listamos anciosos para dar a es- '
EXPEDIENTE.
Um oflicio do administrador do cemiterio publico,
communicando ler-su fcito para all nosdias 22 e2t
desle nez a condcelo dos cadveres de dous cscra-
vos cm cabera de prelos, c em nma carraca, lirada
por bois, sendo a cor.duccio por este ultimo modo
mandada fazer por Joaquim Elias de Moura, e o
cadver lanzado a quem da muralha do ccmilcrio a
7 horas da noite, por terse adiado o portao fechado.
Inteirada, e maodou-sc remelter o oflicio ao fiscal
para proceder convenientemente.
Oulro do mesmo, dizendo que no dia 28 do cor-
renle fora para all conduzido cm a rabera de um
preto o cadver da prvula, Paula escrava de Ma-
noel Joaquim Ferreira Esleves, acompauhado da
guia n. 9320. O mesmo deslino.
Oulro do mesmo, reniellendo a quanlia de 2SHK).
demasa que pagara o tbesoureiro da irmandade do
Divino Espirito Santo, para se poder inhumar em
urna das respectivas catacumbas o cadver de urna
irmka da mesma irmandade. que se refere a guia
n. 9323, lirada para sepultura reservada. Oue
se remellessu ao procurador.
Outro do engenheiro cordeador, informando que
la cmara o ao paiz qualquer informarioque julgar- a valla, de que trata em sua policio llerculano Al-
mos compativel com os inlercsscs pnblicos e com- ves da Silva, existente no seu sitio, he de grande
paliad com a possibilidade de qualquer futuro ajus- ulilidadn c deve ser conservada, porque por ella se
te amigavel dessas diflcrencas, que nos compelliram esgotam as aguas pluviaes, que se ajuntam as estra-
a entrar em urna grande e ardua contenda. Ao pas- das adjaccnles ; mas que carece de ser limpa. In-
so que, por outro lado, estamos determinados a con-
tinuar est conlcnda, al quando Cor inevilavelmen-
Ic necessaria, de urna miniara compativel com a
honra, com a ilignidade c com os inlercsscs do paiz,
assim. por outro lado, nio fecharemos as portas
possibilidade de concluir urna paz honrosa c salis-
fatoria. (Apoiados e applausos.
[Times.)
PERNAIBLCO:
REC1FE 16DEJIMI0 DE 1853.
A'S fi HORAS DA TARDE.
HETROSPECTO SEMASAL.
Lma boa parle da populario desta cidade, sem-
pre vida de novidades para ler com que matar o
lempo, que muilas vezes suhlrahe ao indispensavel
trabalho, levo a semana passada e cm parle desta,
motivo de sobra para dar qne fazer a lingua.
Por occasiio de abrir-se urna das catacumbas
da S de Olinda, para nella sepultar-se nm co-
nego d? mesma S quo fallecer, encontrou-sc o
cadver daquclle que linha de ser substituido no
jazigo dos morios em estado de incompleta dissolu-
rio, por quanlo, nio s as vestes cm que fora amor-
laibado, mas tambera o esqueleto cobcrlo da pclle
que llie eslava adhcrenle, deixavam ver como que
escapo a aejao destruidora do lempo o cadver de
um homem que fallecer ha vinlee dous anuos. Ora,
islo que nio deixa de ser fora do conimum, augmen-
lando-se com o exagerado das dilTcrenlrs narrares,
fez crer a algumas pessoas que o cadver de que tra-
tamos se achata cm perfeilo estado, c que nada se
linha alterado depois do momento cm que fora se-
pultado.
Mil conjecturas enlao so izeram.diHerentes expli-
carles se deram ao caso, o maravilboso nao foi des-
leirada, e mamlou-sc rcmellcr a pelirio ao fiscal pa-
ra providenciar sobre o descnlupimcnto da valla, e
advertir aos moradores visinbos para a nao inulilisa-
rem.
Oulro do mesmo, apremiando o orcamento dos
reparos de que precisa a ribeira da lloa-Visla na
importancia do !:u->>tu : e uin assim quanto a da
freguezia de S. Jos, por julgar superfino, em con-
sequencia de ter a cmara de construir ah um mer-
iendo regular, segundo a aul,irisaran que lem pela
lei do orramento para o anuo futuro. Que fosse
em prara a obra.
Oulro do mesmo, informando acerca da pelirio de
Angelo Custodio da Luz, que nio lhc negara corde-
ario depois do despacho desta cmara de l(i do cor-
rente, e nem o peticionario Ibe apresentara o reque-
rimento e que se este reporta, a declararan qne
lbc fez cm 2 de agosto de 1851, essa lem cessado em
vii ludo do mencionado despacho. Inteirada e ra-
licou-sc o despacho citado.
Oulro do mesmo, informando em sentido favora-
vel a policio do bacharel Antonio dos Sautos Siquei-
ra Cavalcanli Jonior, que olTereceu o lerrcno
preciso para alargamcnto de um hecco na extrema
do sep sitio no Callcreiro, afim de melhorar e fari-
litaro transito publico por alli mediante urna indera-
nisa^io razoavel pelos cofres municipaes. Adia-
do para ser tomado em consideracio em lempo op-
portuno. Lcu-se c mandoii-se ao advogado para
dizer sobre sua materia, urna petiro vinda da pre-
sidencia para ser informada, de Antonio Gonc,alves
de Morje, relativa ao exercicio de capitio de guar-
da nacional com o de juiz de paz. lleolvcu-se
que o engeuheiro cordeador informasse circomslan-
ciadamenlc acercada pelirio do recurso para o go-
verno da provincia, de Nicolao liadanll, pedindoin-
demnisacio do terreno do icu sitio no Manguinho,
que diz ter cedido em beneficio publico.
Despacharam-se as pelires de Angelo Custodio
lembrado.a palavrasantoIrauspirou por mais de,
urna bocea, e algumas beata lalvcz chegassem cm [ daYz, de llerculano Alves da Silva, de Joao Da-
suas rezas a e.,com.eudar-sc ao novo bemavenla- nlasceno Borscs, de Miguel Arcbanjo da Silva, de
" Salusliano Aquino Ferreira, e levantou-se asesgo.
Avista disto, o fcxm. prelado, para cabalmente Eu Mtnoel Ferreira Accioli. secretario a cscrevi.
aver.guar-seoacto, e arroda, qualquer idea su- |,cclaru cril tempo que mandou-se remelter
perst.ciosa, que por ventura se mellesse no pensa- commissai) de policia os rcqnerimenlos dos anana-
ment de .Iguem. encarregou ao medico Jos de enses da sccre|ari| dcsl3 carailra ,,rancisco Canulo
Almeid. Soares de Lima Bastos o I rabal de inves- da Boa_yi:tcm e ,,,,,, Cas4ml!) do VaSConcellos
llP'^f"'M'"""SC':e!"en' **.!* a !'5lad "e Albuquerque Maranbio.pedindoo provimenlo no la
garde otlirial-mainr da mesma secretaria.c o de Au-
gusto Genuino de Figueiredo. no lugar de amanuen-
se. Accioli. o dcrlarei. Ban7o de Capibaribt,
presidenta.Vionna.Mamede, Cameiro di-
veira.
apparente conservarao cm que eslava o cadver.
O examc ininorinsamcnte procedido, cujo resulta-
do deixamos de mencionar aqui, por lhc (erraos da-
do lugar em oulro numero de nosso Diario, mostia
claramente a exagerario dos boatos, e que o fado
nada tem de extraordinario.
>'o dia 15 do corrate ebegou dos portos do norte
o vapor Imperador, e nio obstante Irazer-nos a
apreciavcl notioja de que as provincias desle lado
gozaram do mais perfeilo socego, com tuda algumas
pessoas que se romprazcm cm dar na* noticias, cs-
palliaram o boato de terem-se dado na provincia do
Para, alsuns casos do colera-morbus. lelizmente
para o Para epara oDrasil inteiro, d novo podemos
asseverar aos nossos leitores que sio destituidos de
fundamento e conseguintemenle falsos laes boatos ;
muito estimaramos porm que indinas desta ordem
nunca se origiuassem entre nos, porque nio deixam
de Irazer seus invonvenienles ao menos atqne sio
combatidas.
Tambem chegou esta semana no nosso rorlo .pro-
cedente de Lisboa,o vapor da companliia Luso-bra-
sileira D. Pedro II, o qual pela primeira vez ba-
nhou o sen dorso as aguas do Rf-ife; c poslo que,
pouco adiaamsse ao quo sabamos do tellio mundo,
com ludo esbocaremos.como he nosso cosame,o que
de mais importante nos tronxe.
Ainda contina a estar na mesa do deslino o em-
pale do grande jogo que ha muito tempo se joga em
frente de Sebastopol, eno qual as cartas o os dados
5e Irocaram pelas balas e metralha, e algunas vezes
pela arma branca. Quem o tirar, ningucm o sabe
anda ; o futuro occnltaem denso ven os resultados
desta lula gigantesca, que largas paguas cuslar
por certa ao historiador moderno. A palavra de
paz aiuda se faza ouvir no parlamento da Inglater-
ra, as mas do Pars, e uos conselbos da Russia.
infelizmente porm os artos s respiravam guerra, c
a demissio do importante lugar de chanceller da
Russia, que oblivera u conde Nessclrode, que passa-
va como partidario da paz, he mais urna prova dis-
ta. A Russia anda nao est cansada e lular ; e
os allados nio lhc quercm perdoar o terem sido
menos felizes do que a principio esperavam.
O italiano Panori, que tentara conlia a vida do
imperador Napoleao, fra decapitado no dia 15 de
maio ; sendo para notar que a imperatriz sollicitara
a cominulario da pena do assassino de seo marido'
e que esle recusara o pedido da mulhcr.
Em Portugal snppunham Icr adiado, na groja de
Sant-'Anna; cm Lisboa, os restos morlaes do pico
portuguez Luiz de Cames. Muito desojamos que
os Porluguezcs por ciamos profundos verifiquen) a
exaclidio do preciossimo adiado, e que saibain de-
vidamente venerar, depois de morlo,aquello a quem
seus anlepassados deixaram noesquecimento dota-
dos, morreu victimada pobreza e da mizeria.
Aqui lindam as aMicias do D. I'edro II.
Em nossa revista passada livemos de deplorar a
mortc de um desgrasado mendigo, que suecumbra
pisado por um mnibus ; c, segundo'nos informan),
um acoiitccimeuln da mesma ordem desle, ainda
que menos funesto em seus recultados, dera-se esta
semana. Urna mulhcr que transitava pela ra Nova,
fui alropelada e mallratade por ura cabriolel; feliz-
mente porm nao leve ontras consequencias o fado
que referimos.
Confiamos que o distinclo magistrado, que se
ada i frente da policia da provincia, continuara
a dar terminantes ordens tendentes a que se nao re-
produzam tries fados, l'ma vigilancia severa c a
repressio iullcxivcl contra os bolccros, he sem dun-
da o meio mais conducente ao fim que se deseja.
No dia 10 foi encontrado, junto ponte da Boa-
Vista, o cadver de urna preta ja idosa, e que por
andar fgida, segundo uos disseram, suppc-se ter
morrido afogada voluntariamente, lanrando-se para
csse firo ao rio.
Permutan) uossos leitores que aqui diramos duas
palavras cm particular aos enridoio padeiros desta
cidade, menos com o intuito de censura-Ios, do que
de obter alguma mclhora para o pnvo quesolTre,
Ressentia-sc o mercado de grande falta de farinba
de trigo, e a islo se atlribuia a excessiva diminuirio
do pao que se venda ; entretanto tendo rbegado
grande porrao do genero ruja falla e senta, deven-
elle do por isso ler barateado, parece que igualmente
devia desapparecer o elTeilo observado a dimi-
nuirio do pJo; porm, contra a geral espedativa,
a farinba chegou, diminuio cm prero, c a pequenhez
do pio'condnuou. Sera mi nao usura '.'
Kendcu a alfandega 85:9361950.
dos., Os quatro pontos sobre que a Indaterraca Falleceraln ^ P^soas : 8 honiens, (i mulhcres,
Franca concordaran! negociar foram aceitas pela ,3 >,arvulos livres : I,ome"s. mulhcres, cscravos.
Russia, c al certo ponto a interprelario que a In-
glaterra c a Fraila deram pos qaatr pontos lam-
bem fora aceita pela Russia crfmo fundamento para
a negocario. As difflculdades tem sido quaolo i
manera porque a jusla inldligenca dcslos pontos
deve ser incluida nos arligos circunstanciados da
concordata. v.
Por tanta, Sr. presidente, pens que, qualquer
que seja a opiniao do honrado membro acerca da
MUTILADO
CMARA MUNICIPAL SO RECITE
Sesso ordinaria em 31 de maio.
Presidencia do Sr. torito de Capibaribe.
Presentas os Srs. Reg e Albuquerque, Vianna.
Mamede, e Olivcira, fallando sem causa participada
os mais genitores abrise a sessio, c foi lida c
approvad* a acia da antecedente.
Foilido o seguidle
DIARIO DE PERMITO.
Obsequiaran)-nos com folhas porldguezas de 30
do passado c neslas bem como as que recebemos
acharaos mais os seguinles fados, que acrescenla-
remns aos que ja no numero anterior desle Diario
foram publicados.
O general Canrobert nio aceilou o commando do
corpo do general Pelissicr, que o subsliluio no pos-
to de commandante em chele das tropas francezas na
Crimea, e pedio ficar apenas reduzido ao comman-
do de urna s divisan. O imperador anuuio a este
pedido, e noraeou-o para commandar a divisan do
general do Salles, elevando-o ao mesmo lempo
dignidade de grio-cruz da Legiio de Honra.
A ser verdade que o dislincto general soffreu em
sua saude a ponto de nio poder continuar no poslo
supremo que exercia, pensara alguns que com razio
nio quer tornar sobre si a responsabilidade bastante
grave que pesa sobre aquellc que acha-se frente
de am grande corpo de Iropas.
Oulros, porm, nio creemoessa falla de saude do
general, e atlribnem a sua demissio a ura desaccor-
do com o governo relativamente ao svslema ucral
das operaces na Crimea. Em apoio desta opiniio
rlizem que, lendo sido concertado entre o imperador
Napoleao c o marcchal Vaillanl, actual ministro da
guerra, um novo plano de campanha, fra e*te le-
vado ao Oriente por Mr. Fasi, dieta de esquadrio
de arlilliaria, official as ordens do imperador, sendo
as cxplicaces que liveram lugar entre este official
e o general Canrobert que deram cm resultado a
demissio'dc que tratamos.
Todos os preparativos denunriavam que a guerra
;a tomar grande animario, o que com cftailo est
inteiramcnle de accordo cora o carcter fogoso do
novo commandante em chefe francez. Todas a* tro-
pas alliadas que estavam em Conslantinopla haviam
embarcado sem se saber para onde.
Em o numero passado dissemos que os Francezes
haviam abandonado as emboscadas russas que loma-
ran) em abril, mas que a 2 de maio couseguiram
apossar-se de outras postando nellas cm balera li-
ma* 40 pecas de arlilliaria, nio foi de dia que esle
fcito de armas leve lugar, mas de noite. Eis-aqui
como exprimio-sc a este respeito o general Canro-
bert em ordem do dia dirigida ao exercito :
" O priraeiro corpo do exercito acrescenla am fei-
lo glorioso aos quo ja lem illa-Irada as nossas armas
nesta campauha. O iniraigo havia cstabelecido em
frente dos nossos ataques da esquerda ama serie, de
postas fortificados, que ligara com a maior solidez,
aprcsenlando o seu descnvolvimento nos ltimos
dias, o aspecto de nma obra saliente, de recinto du-
plicado, amcarando as nossas construeces mais pr-
ximas da prara V era defendida por alguns hala
lhes.
Em a noite de 1 para 2 de maio esta defensa
foi tomada de assallo por tres columnas, compostas
do Mi. de linha, coronel (ianll, e de destacamentos
do 1." regiment da legiio eslrangeira dos 52., 43.,
79 c 9H, de linha e 0. batalhio de cacadores sob
as ordens directas do general de divisan Salles, se-
cundado pelos generaes Rsame c de la Motlerouge.
o As tropas, conduzidas hbil e vigorosamente,
marcharan) na melhor ordem e ao mesmo tempo
rom irrcsislivel iinpcluosidade. Fzeram recuar o in-
migO, c o arrojaran) para dentro da pracn ; os on-
geuhciros, cujos perigosos trabalhos foram ordena-
dos com energa admiravcl pelo tenenlc-coronel
tueriu, firmaran) a oceuparao definitivamente as
mencionadas obras, cujas defezas destruirn). O co-
ronel Viennot, do primeiro regiment da legiio es"
Irangeira, morreu gloriosamente com a espada na
man frente do sen regiment.
n Agradero aos gencracs.olliciacs c soldados o sen
procedimenlo valeroso, que confirma o ascendente
qua a nossa constancia e tantos combates rcuhidos
lem ganho sobre o inimigo.
Em especial agradero ao ucneral l'elissier, com-
maiidantc do primeiro corpo do exercito, as deslras
o firmes disposires de corabinarao perfidia com que
preparou o resultado que acabamos de alcanzar.
o Hoje, o inimigo, auxiliado pela arlilhari i da
prara, tentn reconquistar o terreno que perder.
n Os seos esforros esbarrarara do encontr va-
lenta dos nossos soldados e a pericia dos tiros da
nossa arlilliaria.
A orden) do dia especial far conheccr ao exor-
dio os nome dos valentes que mereceram menean
honrosa. Ouarlcl general superior em frenlc de
Sebastopol, 2 de maio de 1855.
O general em chefe Canrobert.
O mesmo general escrevendo ao minislro ao im-
perador sobre este mesmo objecto diz o seguinte :
Ouarlcl general S de maio.
Sr. marechal. Na roinln caria do dia 4, vos
follei dos nossos brilhantcs combates do 1 e 2 de
maio.
Apczar dos esforros que o inimigo empregou
para retamar a obra conquista pelos nossos soldados,
quer dirigindo ataques de viva' forc.a, quer rompen-
do um violentittimo fogo que tornava bem diflicil a
orcupacio das obra* conquistadas, todava esses es-
forjo* nio foram coroados de xito.
Ficamo* senhores dessa posiqio, que forma hoje
urna prara de armas cojos parapeitoa estio prova
de arlilliaria. As nossa* perdas ueste ponto impor-
tante sio actualmente muito menos sensiveis, e sao
apenas occasionadas pelos projedis oucos que o gui-
ndo para arfii arroja em grande quanlidade.
o Acerca dos mesmos combates de 1 e 2 de maio,
o general Canrobert escreven acimperador :
a No glorioso coinhale sustentado em 2 de maio
contra una forte sortida dos Russos que avanjavan
para retomar a obra fortificada quo na vespera Ibes
haviam tomado os nossos soldados, os aliadores da
vossa guarda, sire, que estando de reserva liiiban
sido chamados, causaran) a admirar in do exercilo
pelo seu corajoso arrojo. Tive muila salisfario de
os poder mencionar por via da ordera geral.
Eis-aqui agora como os Russos annunciam o re-
sultado do mesmo conflicto, que depois da bala-
Iha de Inkerman, he o mais renhido que lem bavi-
do enlrc as tropag inimigas.
o Desde 30 de abril al o 1." de maio o logo do
inimigo foi moderado, porm na noite do I." lor-
nou-se milito vivo contra os bastios i e .">. Na noi-
te seguinte os cercadores concentraran) uns 1(1 mil
liomcus contra as no'sas obras avanzadas na frente
do bastillo 5, assenhorearam-se dolas depois de um
vigoroso aloque c lomaran) nove pequeos morlei-
ros Cohorn.
Foram impedidos de avanzar mais pelo fugo das
nossas baleras.
Em 2 de maio o inimigo sustenlou um fogo
mailo vilenlo contra os baslies i e 5 e forlilira-
Coea adjacentes, porm todo o estrago que no) can
aran foi reparado durante a noite, e cinco vezes
empregamos com successo bailas fumeganles coolra
as suas ravdadcs.u
L'ma caria de Sebastopol diz que (odas as ras
''aquella cidade lem barricadas de pedras guarneci-
das de tropas, que em tudos os largos suscepliveis
ile defeza construiram-se bateras, c que as rasas
sio urna especie do baluarte de modo que os sitian-
tes, caso se resolvam a as-altar a prara, serio obli-
gado* a conquistar todos os pontos da cidade uns
aps og uniros.
Calcolem os leitores que morlaudadc nao haver
de parle a parle, vista de tantas forlificaciies e do
encarriiramenlo que ha em defende-las, ajuntam a
sao mais de 300,000 horaens que ja lem morrido na
lula, quer de fermentos, quer de doenra, quer de
cansado, quer mesmo por falla de commodos, e acha-
nta com uosco que maior calamidade nio podia pe-
sar sobr'a populario da velha Europa, e ludo isso
por vontade dos homens !
Dizemos que lem morrido mais de 300,000 ho-
mens. porque, segundo aflirmou lord I.ansdownc na
cmara alia de Inglaterra, tomento a Russia lem
perdido 217,000
Assegoram que um relatorio apreseotado ao czar
cm abril prximo passado diz, que as perdas al 31
do marro cram de 250,000 homens. Companhias
inleiras haviam morrido em resultado dos gelos en-
tre Odna e Perckop bem como enlre S. Pelcrs-
hurgoe osul do imperio,
Todava o Invalido lusto calcula apenas em
15,123 os individuos de sua naci que leem sido fc-
ridos na Crimea desde o principio da campanha al
ao I. de marro prximo passado.
Noticiando a renovacio do bomhardeamenlo de
Sebastopol de 9 de abril do corrente anno, tivemos
ocessio de communicar aos leitores o extraordina-
rio numero de liros di-parados diariamente de parte
parle ; atora verao elles da scgoiiile carta publi-
cada pelo Moming-Herald a enorme quanlidade de
projedis arrojados pelos alijados contra cssa orga-
Ihosa fortaleza, e a plvora por elles consumida den-
tro do pequeo espaco de 6 dias.
o Sebastopol 11 de abril:
Os vossot leitores poderio fazer idea do bom-
bardeamento quando souberem, que at egla larde,
as baleras francezas arrojaran! 16 a 17,1)00 balas
ou granadas, de 32 e de 68; 7,800 bombas de 15
pollegadas, e i00 bombas de 10 pollesadas; islo
he mais de 2,200 toneladas de ferro e de 500 tonela-
das de plvora. As bateras ioglezas contam 151
pecas e raorleros, e os Francezes leem 258, de sorte
que se pode computar o consumo desta semana em
5,000 toneladas de ferro e 1,500 a 1,600 toneladas
de plvora.
Acrescenle-sc a isso o fogo dos Russos, e ler-se-ha
por ludo mais de40,000 balas ou granadas c mais de
30,000 bomba, o que da, pouco mais ou menos,
3,000 toneladas de plvora e 10,000 toneladas de fer-
ro consum'mMasem menos de urna semana entre-
tanto anda acbam cm Franca que isso nada be, o
CoHstilutioiuiel publica um arligo, no qual l-se o
seguinte paragrapho :
o A guerra em que oslamos empenhado contra a
Russia, diz elle, nao be ainda urna grande guerra;
a grande guerra somenle rumorar no dia em que,
sendo definitivamente abandonadas as negociaces.
nos operarraos cm unan cora a Austria. Entio os
nossos ataques contra a Russia nio so reitringirio
as extrmala les dos dominios desta potencia, he o
centro do seu imperio, o seu ponto mais vulnen-vel,
qne atacaremos. 0 campo de batalha ser trans-
portado para a Polonia ; nio he urna simples cidade.
mas slm o destino delodo o imperio russo que ha de
ser posto cm jogo.
Um peridico portuguez referiudo-sc ao qu diz o
articulista francez, eiprime-sc como se segu :
n Com islo coincide tambem a noticia de que se
a formar em Franca nm exercilo de 60,000 ho-
mens, destinado a invadir as fronleiras n'issas; noti-
cia que tara ganhado Unto crdito, que o jornal ci-
ma citado, chega a indicar os meios pelos quaes esta
forra pode ser enviada ao thcalro da guerra; e nos
ainda mais valor lbe damos, pelo grande numero de
transportes que o governo inglez acaba de fretar
pois sio nada menos de 223 navios, 100 de veta c
123 a vapor.
Combinen) os leitores o que fica dito com o que
adianto Irauscrcvemos communicado de Londres com
data de 17 de maio, c decidam se o auno de 1855
est ou nao destinado a ver acontecraentos ainda
maiores do que os que assignalaram o seu prede-
cegsor.
O Morniag Potl, orgiode lord Palmerslon, pu-
blica um ai ligo no qual tratando de hesitaces da
Auslria, annuncia a possibilidade de que se suble-
ven! a Hungra e a Polonia uo dia em que as poten-
cias occidenlacs soccorram pecuniariamente os emi-
grados de ambos os paizes.
a Este artigo causou bastante SPisacio. e ainda
maior ao saber-se que o Siedt de Paris, pnblicou ao
mesmo lempo oulro arligo concebido em termos mui
parecidos, n
Pelo qne perlcncc Polonia, parece que seos II-
Ihos residentes em Franca, esli agora mais qne nun-
ca esperanrosos de ver a resturreicao dessa palria
adorada.
Eis o que a eslo respeito se l cm um peridico
portuguez dr 21 de maio prximo paisa lo :
O Monilcur puhljca dous documentos do mui-
la importancia no actual estado de cousas, e que
produziniin o su cilcilo cm Paris; he urna felici-
tac,3o dirigida ao imperador dos Francezes pelo* Po-
lacos residentes tta corle, cm consequenaia do alien-
lado do italiano Ti mor, c urna carta do generalera
chefe do exercilo pnlato, sobre o mesmo objecto.
o Na felicitarlo, o Polacos pauam cora ardor
um tributo de rcconhccimenlo ao chele do paiz que
Ibes concede urna lio generosa hospilalidadc, ao so-
brinho do hroe que foi regenerador da sua palria,
ao glorioso iinpcradorque faz palpitar de esperanza
lodos os corares polacos.i>
o A caria do general Rigbiucki, he mais extensa e
mais acentuada. Eis os seus mais nolaveis paragra-
phos :
a A esperanca de um fuluro sereno e prospero,
que prcocrupa a Europa nesle momento, uio pode
ser realisada, sire, sean pela vossa iniciativa ver-
daderamente providencial e heroica. Srm vos, a Eu-
ropa se parausara ou cahria no ahysmo; comvosco,
seu chefe verdadeiro, ella caminbar aftautameute
para os seus novos destinos.
- A Polonia, lem conservado religiosamente, com
amor e vencracin, essas Iradiccftei gloriosa, que ex-
altadas c desenvolvida* por V. M. I., ahrem nma
nova (poca para a Franca e para a Polonia, e, pela
uniio destes dous p ;Ues, para a grande familua eu-
ropea.
Sire : a Polonia espera ludo da Jostica Divina ;
e, na sua f em V. M., ella est convencida que es-
la juslira nao sera excrcid* senio por vos.
Os senlimenlos quecu respetosamente aprsen-
lo n V. M. I., em nomo dos officiaes c soldados do
amigo exercito pataco, sio partilhados, nio duvido
assegura-lo, rea Polonia inteira. Ella nio me des-
mentira, se tivesse lihcrdide para exprimir o seu
pensamento. Sin, lire, ella soflre, e ella olha para
o occidente, onde nio v e nio ama senio a V. M. I.
a O* solTriincnlos indi/.iveis de lodo nm povo, as
suas esperanca* e o sen reconhiraenlo, dirigirte
uas preces a Dos, alim deque elle se digne conser-
var, fortificar e inspirar V. M. 1.1
e Lma correspondencia de Vienna, dirigida ao
Timo, imputa ao general lless-i;inacrioda Auslria.
Parece que esle general dirigir urna memoria ao
imperador Francisco Jos cipoudo-lhe da parta da Auslria urna imprudencia declarar a
guerra a Russia, sem que os seus allados da confe-
derarlo germnica se livessera compromcltido a sus-
lenla-la.
O Morning .l'lverl'ssicr publica o seguinte des-
pacho :
Vienna. II de maio.
a Afiirraa-se com algum fundamento que a Aus-
tria resolven responder a pergunta da Inglaterra e
da Franca, que esta resol vida a inanler a sua neu-
Iralidade, c a defender a parta da fronleira turca
que so encarregou de defender cm v ii lude de um
tratado. Porm nenhuma medida ollcusiva lomava,
se a isso nio for obrigada pela Russia
O 'limes, parece que preveudo qual sem o proce-
dimenlo da Auslria, publicara ltimamente um D0-
tavel arligo, do qual o Jornal do Commercio de Lis-
boa extrabe os seguidles periodos :
A primeira rousa que salta aos olhos he que
nos envolvemos ncsla lula sem Icrmns a certeza da
allianra da Austria, confiando na forca das poten-
cias alliadas, ejulgando que mais valia primeiro
qne ludo oppor urna lurreira elliraz as aggreitoea
com que a Russia nos anrearava, que esperar que
se dsse um impulso activo aos moviraenlos vagaro-
sos c pesados de urna potencia, lutando com inn-
meras difliculdades liiiaiiecinis, e que nao pode
ostentar-te seno cusa de immensos esforcos pa-
ra annular, coutrapoudo-os uns aos oulros, os inle-
resses contradictorios de diversas nacionalidades, que
mutuamente se odiam. Se entio Moheceremos,
como boje, as nlencSes da Austria, teriamos segui-
do outro proceder Por certo que seria possivel que
bonvessemos poslo algumas, objecres a oceupario
dos principados por una potencia lio pouco dispos-
ta a prestar o seu concurso s nicas medidas que
postan garantir de um modo permancnle a segu-
ranca dos prinoipados. Tambem lalvez livessemo-
esperado antes de intentar a expedicio da Crimea,
se souberamos que a Auslria se contentara de in-
lerpor as suas forjas entre os Russos e o* Turcos,
eporcouseguinle deixando aquelles livres para di-
rigirein sobre os llancos oi sobre a retaguarda das
Iropas que sitiara Sebastopol, o exercilo que oc-
r-upava os principados. Mas depois disto, de-
pois do ler carregado pelo espaco de dezeseis me-
zes, com lodos os onus da guerra sem a coope-
rario da Austria, c ap.ezar da diversio feila em
favor da Russia pela oceupario dos principados,
pergunlareraos sem hesitar se existo alguma ra-
zio para por termo a urna guerra romerada sem a
cooperado da Auslria, porque esta cooperario pare-
ce mais remota c menos provavel que nao pareca
uo principio ? Estamos porveutun resolvidos a con-
fessar que fomos lio inconsiderados e lio temera-
rios, e que calculamos lio mal as nossas tarcas e as
do iuimigo, que a cooperario sem a qual sahimos a
campo sem hesitar, tornou-se indispensavel, e que
por tanto s nos resta pedir que nos deiiem vergo-
nhosamente emhainbar as nossas espadas '! He esta
a importante alterario, fruclo dos 16 mezes decor-
ridos deveremos Irocar a nossa primeira atlilude
amearadora por uraa posirio humillante "! devere-
mos, esquecen lo a confianca propria e o profiri
respeilo, abandonar o papel que n'um momento de
sincera magnanimidade, ms passageira, quizemos
aprescnlar ?
n He verdade que era resultado de lima desastrosa
campanha de invern, aggravada com a mais cri-
minosa negligencia da nossa adminislracio, perde-
mos uns vinta mil dos nossos melhnres soldados. Na
cosa inhspita da Crimea perdemos ura numer;,
consideravcl de transportas : encontramos o elimo
do Orienta mais funesto a saude do que suppunha-
mos, e osTnrcos menos preparados, menos aptos
para acudirem as necessidades de homens rivilisn-
dos do que previramos. Por experiencia sabemos
que a maior parte dos nossos abasleciraenlos devem
continuar a vir de Inglaterra e que se qaizermos
liraralgum partido do paiz que fomos defender, he
preciso que abramos cslradas, que eslabelecamos
meios de communicario e lan.porte, e mer-
cados para nosso uso. Alcm disso tamos visto que os
Estados secundarios, e nesle numero deve conlar-sc
a Prussia, receiam inuilo raais a forja e a preponde-
rancia da Riigsia, do que deviainos suppr. De fado,
dar-se-ia que as fronleiras desse despotismo passaram
do Nievren para o Rheno, eque a instruida,a civili-
sada, a artista e pbylnsophica Allcmanha se resigna
a fumar o seu cachimbo, e a beber a sna cerveja sob
a proleccio slava. A Europa ja lenlou a repblica,
agora faz-secossaca para dar razio ao dito de Napo-
leao.
'...., as circumstancias actuaes a paz qne nio
definisse do modo mais evidente qoe as potencias oc"
cidentaes leem forja para impor um limita aos pro-
gressos da iovasio russa.seria urna traijo absoluta,c
a ruina da causa da liberdade, da jo-lira c da civi-
l'nario do mundo.
Todava ningucm pode ainda allirmar com certe-
za qual sera a futura atlilude da Austria na guerra
do Oriente, e segundo parlicipam de Berliin, lodos
os indicios levara a crer que as negociaces decisi-
vas a esta res; cito, terio lugar era Francfort, por-
quauto allega aquella potencia que para poder en-
trar em acrao, carece qne primeiro esteja segura da
Al! ornan ha.
A esquadra ingleza, que par'ira para o Bltico,
achava-sc ja no golpbo de Bolhnia, c a franceza
composta das naos Duqueme, Amterlitz, Tottritlle,
e da corveta d'.-ttsa linha ancorado no porto de
Kiel a 13 do passado.
No Jornal do Commercio de Usina encontramos
o seguinte, acerca da raauguracTto da expsito fran-
ceza :
De urna correspondencia de Paris publicada pela
Independencia belga, acerca da inauguraran da ex-
posijao universal, exlrabimos as seguinles noticias :
O tempo nio fui propicio abertura da exposi-
rio universal. O dia esteve brusco e chuvoso e o as-
tro das festas nio quiz mostrar-se, para dar maior
esplendor solemnldade. O terreno em redor do
palacio e o macadam cram um lago lamacenlo.
Por certa qne entre nos nio ha falta desolda-
dos era de empregados de policia para vigiaren) os
silioa onde se agglomera o povo. Porm as ordens
nem sempre sio dadas ou execuladas com o neces-
sario criterio, de sorte que muitas vezes os que dc-
viara manter a ordem, sao causa de desorden). De-
ve confessar-se que a chegada dos convidados ao pa-
lacio da industria foi urna verdadeira confuso, que
de resto a administraro do palacio nio sedera ao
trabalho de procurar evitar, porque iienhunias dis-
posires se lomaram para receber e<-es Ilustres vi-
sitantes que a commissio imperial convidara. Vimos
assenhoras mais disuadas c mais bem vestidas, cu-
jas equipagen nao podiam chegar, obrigadas a
apcar-se na meio da grande avenida, alolando-se na
lama, repcllidas pelas sciilincllas, c couseguiudo
cbcgir debaixo do peristylo a' cusa de muila colo-
vcllada e cncoidro, ejulgandoc muilo talizes de
nao perderen algum sapato no tolcirn. Ilouvc um
momento de verdadeiro terror, foi quando cente-
nares de senhoras em grande toilette se achavam li-
diando no meio dos enconlres, enlre as suas car-
ruagens. a porta do palacio ainda fechada e de pe-
sadas e negras nuvens que amearavain alagar lio
intempestivamente aquelles ricos toilelltt.
O lugar destinado a' ceremonia, ocenpava o
centro da nave principal.
O Ihrono levanlava-se sobre nm estrado com
muitas degraos c debaixo de am rico dorel, em fen-
le do Ihrono imperial corra una espacosa cochia,
lendo a' dreita e a' esquerda a-ente- desliuados ao*
altos fuirc ouarios. Os nssCiitns mais provimos do
Ihrono cram de espaldar, c destinados ao corpo di-
plomtico e 'as esposas dos dignilaiios. Todos o*
lugares linham inscripres indicando as diversas
rorporaces do estado que dewam occuna-loi. A
direit* e a' esquerda do renlro destinado a' ceremo-
nia, licavam as barraras, as vidrajas e balcesdos
expositores, achando-se aiuda melade por guarne-
cer. Muila geole nolou que a conprida ra do
meio linha o aspeclo de um cemiterio por .estar a
lulhada de monumentos golbicos, de palpita*, de
altares e pedras raonuraenlaes.
Emquanto durou a ceremonia a orcheslra, com-
porta de instrumentos de Sai tocou varios trecho:
deCailhermc Tcll, e a entrada do imperador o
hymno a Parlant ponr laSyrie.
o O imperador trajava a farda de general, com cai-
ra enramada. A imperatriz tratia um loilelle ri-
quissimo.O veslido com muila roda.era de geda ver-
de, guarnecido de largos vojanleide areuda o aberlo
adianle. Sobre o seu collolbrilhav amriquissimo col-
tar e um magnifico d'iadema de brilhaiiles llie orna-
va a fronte. Vinha lindamente ptllc ida com o ca-
bello annelado. Trazia a gtio.crez du ordem hes-
panhola de Mara Luiza. F.,tava Unda.
Parece que nio se linha preparado nenhuma
salta para SS. MM. porque foi no mei0 da ra, no
meio do* altas funecionaros. em enfusao causada
pela cur.os.dade e pela falta do ne.Mario regula-
menta para o final da ceremonia, qie a imperairi/
recebeu a sua pellica de velludo verde, desde esto
momento acahou toda a etiqueta, e 0s personagens
da corle estavam alli como a genle i,e sabida da
opera espera que cheguem as suas terruagens.
a Ainda talla bastante para que ludo esleja aca-
bado, e todos os productos se achem ios seus resper-
livos reparlimeulo. A exposirio est quasi poujpla.
Outra correspondencia de Paris, pul.i<-,,,r,i pelo
mesmo peridico com dala de 17 deuaio, diz o se-
guinte :
Correa o boato de que a ciposiraa fechara hoje '
e licaria fechada al 1 dejunho. Tohvia o palacio
de industria esta aberlo ao publico, que a elle nio
concorre.
/i
Islo nao lio para admirar, hontemdurante lodo
odia cabio urna chuvinha que transfonnou os Cam-
pos Elysios n'um lago de lama. As rruagens p-
ravam na distancia de cinooenta passo* da entrada
do palacio, e as senhoras eram obrigadw a alraves-
saresle esparo a pe com agua al as (ornozelo, e
esperando o momento de entrar, sem abrigo algum.
Hoje est, he verdade. um dia soberbt; he dia de
fesla, e todo o Par est nos Campos Elysios, e ape-
zar disto ha pvuca gente no palacio da industria. O
prejo da entrada he cinco francos, he caro para s "
ver a dcima parle da exposicao.
Os visitantes percorrem o palacio envolvido* em
nuvens de p esbranquirado, queso iulrodnz no falo
hmido ; ha urna bulla infernal de gritas e marta-
ladas dos operarios, alera dos onrontrese pisadellag
que se apandara no meio daquella chusma le Iraba-
Ihadores, c todo esle incommodo para nio ver quasi
nada, pnrqne. o pouco que ha exposto esta coberlo
por causa do p.
Homem as duas exposijes renderaan l!i, 9
francos; hoje at s qnalro horas tinliamproduzido
22,000. Metade das pessoas que audan ao palacio
sio operarios e expositores.
Nota-te que no palacio so fallan) lodatos linguas
menos a franceza. S os estrangeiros e provincia-
nos concorrem a visita-lo.
o O Ixpodominanle entre egses corajosos visitantes
he o do inglez, do inglez genuino, que nunca
vio Pars seno em sonhos, oa n'.dgimu grava-
ra. Que bellos perfis, que magnificas casaras
Oue -oberbiis chapeos nio'sao os da9 milberes To-
dos acreditavam que essa moda se perder de todo
desde 1814 E que serenidade, que sstisfacao de si
proprio*, como estes dignos insulares parecen) dizer
comsigo, brincando cora o cabo do sea guarda chuva.
tfC.ivis romanus sum. Os Parisienses esperam pou
calculo, que a exposijio ejleja completa, e que o
prero da entrada seja mais barato para concor-
rerem.
A administraran do palacio esta descontente,
conlava passar uta mil hilheles de asignatura por
dia, e na segunda-feira, aiuda que o escriptorio es-
leja aberlo ha quin/.c dias, apenas linha passado
1:500. E he de notar qne esles bit hele* sio muilo
baratas, quo dio direilo a entrar as duas expAsi-
cies.
Na Valachia o conde Coronini, commandante em
dieta do exercito austraco, de oceupaciu dos Prin-
cipados Danubianos, prodamou a lei marcial, dizem
que esla medida fra lomada em conseqaencia de
urna conspiracio que se dcscobrira quasi ajo ponto de
arrchenlar.
No Piemonle passira no senado o projedo de tai
que acaba com os conventos d'alli.
Em aples e lienova reinava grande agitaran.
De Stockholmo confirmam a nolicia do ultim-
tum apresentado Suecia pelas potencias alliadas, e
acrcsccntam que foram dadas logo as ordens neces-
saria* para a imroediata nobilisajao de loda aini-
liria.
Kiamil-Pach, presidente do conselhs quocon-
demnou Mcbcmct-Ali-Pach pedia a demissio, que
io tai aceita.
Vely-Pach chegou a Conslantinopla.
Os palriarcbas e os rabinos foram convttadospa-
ra Ibes ser communicado o decreta qua isujeila os
raas ao servico militar. A maior parla das raas
querem livrar-se desla obrigajio pagatd* o im-
posto.
O Khan do Kliiva sitiava a cidade psrsa Meros,
quando por Irairao de seas adiados os Jurcomanos,
fui apunhalado de noite. Em consequeotia desta as-
sassinalo, os Persas cahiram sobre o. campo Khivia-
no, matando e multando o qre cnc/nlraram, e dis-
persando o exercilo. Os Persas iterara 20:000 pri-
sioneros, eapoderaram-se de ^51 camellos. Os
dietas turcomanos foram recompensados.
Pela mala da India que chegra a Trieste a 13
de maio, (razendo noticias! de Calcula allO de abril
e de Bombaim ata 7 recebcu-sc o seguinle :
<> Mr. Lacorence assignou um tratado com Hyder
Kban em Peshawar cm 30 de marco ; coaita de tres
arligo* :
a 1. Paz perpetua enlre Dost Mahomd c os In-
glezes.
a 2. Oslngle/.es respcilam os (errilortes de Dost
Mahomed.
a 3. Dost Mahomed recouhecc os Icrrilorius.da
corapanhia Oriental das Indias.
a Gorrem boalos de preparativos liosos em Ava
contra os Inglezes.
Tem bavido cmbales entre Gbolab Sjngh esea
sobrinho.
Os Afredees tarara severamente punatas pelo co-
ronel Craigie.
Tivemos tambem noticias dos Estajos-Luidos,
mas todas resumem-se no seguinte artitf que Irans-
rrevemos do Jornal do Commercio deD'boa de 22
le mio prximo passado.
u As noticias dos Estados-Unidos alulCra ata 21.
n Emquanto s relares dos Estados^nidos com
a llespanhapor causa da ilha de Cuba, lada ha de
positivo ; os jornaes referen) boalos, ora) era sentido
pacifico, oulros em sentido guerreiro ; alas lio ape-
nas boalos. Todava, o partido quo dejsja annexa-
rio da Cuba Irahalha ncessanleoenla, e al em
Nova-Vorjv abri um alislaraenlo de soldados desti-
nados guerra contra Cuba. ,
Os adversarios da iulrodurro do* estravos nos
novos lerritorios de hauar e Nebrask. 'encontrara
grande opposic1o.
No dia 21 do abril, -JO pessoas do condado de
l'lalto reuniram-ie em l'arksville, Missouri, e de-
pois de lerem dcstruirfo todo o material do jornal
l.uminary. do partida abolicionista, atiraram com o
prlo ao rio Yissour; felizmente os editare* esta-
vam ausentes,porque os tumultuosos os maltraU-
riara. Reum*-se logo um mediug, a tomou-se
seguinte rcsolnrio :
o O Lumitarg he um niommodo publico, e os
scus ediloressio traidores se forcm encontrados em
l'arksville no prazo de 3 manas, serio lanzados ao
ro, e se forem a Kamas.serao enforcados.
a Tomaran) outra* diliberaces neste meeling, e
enlre ellas a de prohitir que nenhum sacerdote me-
lnidi-la pregue no erndado, 10b pena de ser besun-
lado de alcalrao e coberlo de pennas pela primeira
vez, c ejiforcado em caso de reincidencia.
ce A lei contra a venda do* liquides espirituosos,
volada I"la legislatura de Alhany g comer a produ-
cir os seus resultados. Ja/lioave desorden* serias, e
cmque correu sangue. Ouasucccdcr.i quando a qui-
zcrem por era vigor em Neva-Vork, onde as3 quar-
tas partes da populacaoihe sao adversas, e onde
30.11)0 peaoa* vivera desye trafico ? J.i muilas esta-
brlerimcnlos pblicos eiannanciam venda on pa-
ra traspasse, e era resutado disto as propriedades
leem solTrido graude deirscajio. Os vinhos e de-
mais lquidos oitarecidoj venda em lcilo, leem si-
Jo comprados por am Ierra menos do sen valor.
i Em Chuago, em consquencia da lei de tempo-
rnea volada pela legislaura de Alban>,houve serio

ItEGIVEl


DIARIO DE PERMMBUCO SEGUNDA FEIRA 18 QE JUNHO OE 1855
!
1
tumulto-. Sabio n ra uma procis*ao de Allomaos
e Irlumlezes, meio embriagados, levando na sua
Trente ure tambor e um pfano como urna manifes-
taran solemne contra a referida le; a policia inter-
vcio, liuuve uma escaramuza, ficando alguns no cam-
po, oulros ftidos ; a policia consegoio restable-
cer o jocego, pretiriendo alguns dos sediciosos, de-
pois de urna segunda manifestaran em que lamben)
liuuve morios feridos. >>
Csairc 4* Pajea' 2 di Juno de 1855.
Em urna quadra cm que lie Uto frequenlc o abu-
so da farda, deve-se urna palavra de encomio e aoa-
tamento a fodo n militar qne.comprehendendo a hon-
ra de sua nobro missao, que lie defender a lei no in-
lerior, c a incito no exterior, soube elevar-se i altu-
ra delta, collocando-ie cima dos partidos e das pai-
xrtes, para s ver o pait a rpiemlscrve, a quem deve
servir. Entao, o militar com sua vida de abnegado
e sacrificios, impoe respeito e conquista o affectn de
todo* aquelles que nao. qnecem desnaturar o bello
destino dessa illustre classe, fazendo della um sim-
ple* morteiro, nu mero escabello do poder, ou esca-
rias (acedes.
lie nesla* circumstancias que se acha o Sr. alferes
iiuilherme Marques de Soasa, que acaba de relirar-
sedesta comarca. O Sr. alferes Marques, fiel as vis-
tas do governo provincial, que sao nicamente, mo-
ralisar esta comarca, restabelerer a repulacao desle
povo (Jo desacreditado, aeha-se corr direito a todo
o elogio, pela conducta ejemplar cora que sempre
se poriou, quer como official militar, e quer como
particular ; sua actividade, zelo, probdadee manei-
ras pollida as diligencias pnliciaos o mais servidos a
sen encargo, o appresentaiu como militar de mere-
rimento e liomem de educarn acurad -como um
eavalleiro.
-V verdade dosle elogio para aquelles que nos nao
rnnliecem, aeha-se afiaucada pelo officio abaixo
transcripto, do punlio do Sr. r. Cunara Tamarin-
do, delegado cjuiz municipal de Tacaral.
Nao he prohibido, e antes conforme com a natu-
reza humana que um militar pense, e mesmo, falle
' obredeste ou daquelle modo sobre os negocios nn-
Idicosdc seupaiz, com tanto que conserve a lealda-
dades, lei e a patria, que be o seu verdadeiro bra-
Jo de honra: querer reduzis o militar a umb ronco
in lillerentismo politico.a um embrutecimiento, a urna
degradarlo moral. Fallemos mais explcitamente
Una vez que o militar cun jira osseus deveres, fica-
Ihe direilo quanln ao mais, a amar este nu aquelle
[>artido poltico : a ojdniao contraria vem afinal a
rcpouzar|no absurdo de que u homein, ao jurar ban-
deira, perdeU o iustincto do patriotismo, e abdicou
a razo.
Entretanto, para ludo prevenir quando se Irala
de abrigar urna reputarlo contra a calumnia,convem
declarar o Sr. alferes Marques niioapresentou nesla
enmarca cor poltica, seus seiilimcnlos a tal respeita
nAo fnram manifestamenlc condecidos,!
Finalmente, que se erga de qualquer partido
poltico desle Paje, ao menos uina voz a depor
contra o Sr. alteres (luilherme Marques de Souza !
Praza aos ceos que este brado imparcial que hoje
aleamos, chegue at osouvidos do governo, que lal-
vez a estatuir medita cnlrovar a tarreira de lito
digna militar. He o votojde um Pajeuense impar-
4:8808 rs., cujo papel ello declarante efl'ecliv ament
pas-ara, e deve parar em nio do referido Malhias
Lopes da Cosa Maa, no sentido cm que elle de-
claraste acaba de expender, e que em ludo o mais
ratificava sua primelra declararan; emais nao dsse
e assignou com o juiz e teslcmunha* presentes.
Eu Francisco de Barros Correa, escrivo o escrevi.
Costa DourdBo.Eduardo da Costa Oliceira.Jo-
aquim Pacheco da Silva.Antonio Basilio ios
Santos.Joaquim Teixeira Pei'xolo.
Hada mais se coolinha cirTditos lermns aqu Irans-
criptos. que bem e fielmente tirei por certidjo do
proprio original, que fica em mcu poder e oscriplo-
rio, ao qual me reporto, e \ai na verdade sem coli-
sa qne dnvida faca, por mim escriplo e assignado
nesla cidade do Recife de Pcrnambuco, aos 12 das
do mez de junho do anuo d nascimento de Nosso
Senhor Jess Chri-lo de IBS, Irigesimo quarto da
independencia e do imperio do Brasil.O escrevi c
assiguei cm fe de verdade.
Francisco de Barros Correa.
jial.
O/ficio.
O Sr. alferes Ouilhermc Marques de Snuza segu
para essa villa com o destacamento sol) osen com-
iiMiulo, ficando subsliliiindu em seu lugar o alferes
Aurelio Joaquim Pinto, como foi dele rminado por
V. S. Aquelle official lie digno de lodos os enco-
mios da clatse a que pertence.
Amigo c Sr. Hoje faz um mez jii'tozinlio que
Ihc escrevi sobre cerlos ohjcctos, dos quaes ja me
n3o record, e so sei bem que, nao lendo eu pedi-
do segredo, Vmc. o guardn 1,1o bem guardado que
ninguem soube do que eu Ihc disse : d-llie por
ahi, met amigo, cm quanlo assim formos ninguem
se zangar comnosco, nao he assim '.'
Como sabe, eu so devo ahi comparecer qnando li-
ver algum ajudalorio a fazer ao collega, de algum
fado de que elle se esqueccr, nu rectificar algum
nulro. do qual elle mal informado transmillir ao
publico de um modo avesso, ou quasi daquelle por
que deve ser. Saiba, pos, que a Dossa illuslrissima
esla fiinccionando, quero dizer, eslao reuiindo-sc
alguns volados pan camaristas, o o presidente da
dila esl decretando ; entende ele novo modo de
fazer vereaees'.' Pos quer sim, qoer nao enlenda.
a cousa acontece assim : comparecem qoatr mem-
bros (aualphabetot) o presidente he a quinlo mem-
bro, c q je he entendido, instruido, flnorio e polili-
m : abre-se a sessiio, e diz o presidente verbi gra-
tia : a Srs. camaristas, eu acho justo... (aqu faz
urna pequea pansa, cuspe, alinipa os heicos com
um leneinlin mui bem dobrado, c continua,! acho
justo, dala cu-, que esta cmara ouicic S. Ese. o
Sr. presidente da provincia para que faca reunir...
(oulra pausa igual...) na casa que outr'ora servio
para o mercado publico, ns lalbos das carnes ver-
des ; Vos deveis conliccer bem. Srs. camaristas, pe-
'asvo-ssas iltustracoes (cacuada) quanlo este.pnsso he
em favor de nossos munici|ies: cnnlio em vossa i'ir
telligencia (peior he cssa !) que approvareis este meu
peiisameiilu : os nossos miinicipanos por veics Jes-
tas Balara* lem presenciado vossos lirilhanles de-
cursos (nao pode subir mais alto a mangaeao !) em
prol de seu bem estar : faca esta cmara mais esle
beneficio, que nao he pequeo, espero a vossa sabia
( elle a dar-lhe ) approvacao diz Mcirelcs,
inbur sim, apoiado : segu Pedro Mataco, cu, sim
enli, digo o mesmo ; continua Jos da Costa, pois
nao sinh, he rauilo justo : fecha a votae*n o Sa-
les com sen porle modesto, c sem palavra dizer, le-
vanla-se um pnuro, corteja civilmente ao Sr. pre-
sidente, sem se vollar para elle, e logo senla-se.
Est pois discutida e apptovada a materia, e em
ri.alineiilc se oflicia a S. Ese. Ora pois, nao acha
Vmc. este um modo lao fcil de discutir sem aquel-
las delongas, que apresculam os doulures Ora lo-
mera esta lic,fio : c assim lem sido todas as 10**8*1
da nossa illuslrissima, desde que os prinjeiros vola-
dos nao quizeram mais comparecer. I)e vemos islo,
e vamos a mais alguuia cousa que o collega nao lem
dito.
conlas, proco de presente*, e por fim de laes contal
vein a recober o Esculapio IHfOOO rs., de que pat-
ina recibo, e nao romo se diste, do restar o Escula-
pio ,->fiO rs.
Acabou-seo papel, al logo, o Cyreno.
GOMMERCIO
PRAGA DO RECIFE 16 DE JLNUOAS 3
HORAS DA TARDE,
Colaces ofliciacs.
Hoje nao houvcram colacocs.
ALFAMlEOA.
Hendimenio do dia 1 a 15.....4 (i: ((875
dem do dia 10.......I*j07149
178:539*021
Descarrega hoje 18 de junho.
Barca iuglezaToum o/ Uettpoolmercaduras.
CONSULADO tiEHAL.
Rendimentododia 1 a lo.....2&8949S38
dem do dia 1(>....... 1:1iU>li::t
33:9961871
imversas provincias.
Kcndnicnln do dia I a 15.....
dem do din lti.......
0099655
259*61
2:-23et16
Esportacao*.
Buenos-A > res por Montevideo, polaca hespanho-
la Cleinenlina, de Si~ limpiadas, condtizio o sc-
gninte : ',1SS barricas, 2S-"> ineias ditas e i saceos
com 9,253 arrobas e H libras de assucar, 70 pipa*
aguardante, :io ditas espirito.
Falmoiilb, bricue sueco dSiiii, de '.YI\ loneladas,
rondu/.io o seguinte : 1,200 saceos com 21,000
arrobas de assucar.
KECEBIiUOItlA HE RENDAS INTERNAS tiE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendiinento do dia I a 1">.....13:741)860
dem do dia IU....... 170S046
14:2113906
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlododia t a 15,
dem do da lti .
lieos guarde a V. S. muilosanuos. Drlcgacia do
termo de Tacaral cm 20 do feverciro de 1H">.).
Illm. Sr. capitn Manoel da Cunha Wanderlcj, dig-
no delegado de policia do termo de villa Baila.
Wnroi Concia da Cmara Tamarindo,delega-
do desle termo de Tacaral. (Eslava reeonhida.)
.Sr. redactores.Em resposta aos repetidos
annuncios do Sr. Malinas Lopes da Cosa Maia, uns
quaes elle se inculca meu credor, rogo-Ibes se sir-
van* de publicar as declararle* feitas.poucosdia* an-
tes de sua morle,por Eduardo da Costa Oliveira, que
eslao em perfeila harmona com os depoimentos
dos senhore* Dr. Jos da Cosa Dourado c Joaquim
Teixeira Peixotu, ao quo accrescentarei unicamenle
que tendo eu opposlo embargos de Talsidaile da lel-
traiaci;ao queme move o dilo'senhur Malhias.foram
os meus embargos recebidos sem condemna^ao, e
desla scnlenea aggravando de peticSo o mesmo Sr.,
o tribunal da relacao obrando com a sua coslum'da
jusliea, denegou provimento ao seu aggravo. Sou,
senhores redaclores, sua ltenla veneradora
leopoldina .Varia da Costa Krugcr.
Diz I). Leopoldina alaria da Cosa Krucer, que a
bem de seu direilo se Ihc faz necessario, que V. S.
mande que o escrivSo da subdelegada llie passe por
rerlidan o Iheor dos dons termos de declaraeoes fei-
las por Eduardo'la Costa Oliveira.'
P. a V. S. Sr. Bt. subdelegado da freiue/.a de
Santo Antonio, assim l!ie delira. E I!. M.
Passe.Subdelegacia de Sanio Antonio 12 ile ju-
nho de 1855.Dourado.
Francisco de Barros Corroa, cscrivao da subdelega-
cia da frrgaezia do SS. S. do bairro de Santo
Antonio do termo da cidade do Recife de Per-
nambuco, cm virtndc da lei ele.
Certifico ser o Iheor dos termos pedidos por cer-
tidao do theor e forma seguinte :
Termo de declaraeao.Aos 2S das do mez de
maio de 1855, nesla cidade do Recife de Pernambuco
em a ra das Gruzes, casa da residencia de Eduardo
da tjjsla liveir, onde foi viudo o subdelegado sup-
plenle da freguezia de Santo Antonio, o Dr. Jos da
Costa Dourado, comigo escrivao dn seu cargo, a
chamado do mesmo Eduardo da Costa Oliveira, ahi
por elle,era presenta das tcsleniuuhas abaixo assig-
nadas, disse que achando-sc em perigo de vida, c
sondo necessario para descargo de sua cnnscicncia
e poder obter a absolvilo de suas culpas,dcclarava
livre e exponlancamcnle, vislo como se via approxi-
marn derradeiro Instante de sua vida, r)uc sua co-
nliaoa Leopoldina Maria da Cosa Krucer havia en-
dossado urna lellra de qnatro contose oilocenlos
mil rcis, coja lellra como nao podesse ler vigor,
vislo como ella como viuva que he, nao poda ser
ei.dossanle, mas sim acceitanle, iuulilisara elle de-
clarante aquella, e llie aprcsenlara nina oulra para
que ella acreilasse, ao que ella c negara, e nada
luinve que podesse convencer a fazc-lo, em cousc-
quenria do que liuuve algucm que se offerecc para Ihc falsificar a tirina, o quo de fado fez fir-
mando a leltra de goal quamia, que tora descon-
tada, c para em inflo de Malhias Lopes da Cosa
Maia, qne li 'je acciona a referida sua cunhada gara
haver de se pagar da quanlia cnnslante da lellra que
desconlni. assim eomii tambera declarava que a lel-
lra que elle declarante havia descontado a Joaquim
Teixeira Peixolo, firmada e aeccla por Malinas Lo-
pes da Costa Maia, figurando como saccanle elle de-
clarante, era lambcm falsa, cujas deelaraees elle la-
lia livre i: espontneamente.
E para constar mandou o Dr. subdelegado fazer o
presente termo, em qne cu awignci com o decla-
' ranle, e leslemunhas presentes depois de lido.
Eu Francisco de Barros Correa escrv.ao o escrevi.
Costa Dourado.Eduardo da Costa Uliccira.
Autanio Teixeira dos Sanios.Joaquim Teixeira
l'eixolo.
Termo de derlaracu.Aos i das do mez de ju-
ilin de *MVi. nesla cd.ide do Recife de Pcrnambtiro
cm a ra das C.ru/.es, rasa da residencia de Eduardo
da Costa Oliveira, onde fui inda o subdelegado su|i-
plenle da fregoeza'de Santo Antonio, o Dr. Jos da
Cada Honrado comign escrivito de seu cargo, a cha-
mado do mesmo Eduardo, alim de ratificar a decla-
raeao que fizera a respeilode urna lellra saccada por
elle Eduardo, acceda pnr I). Leopoldina Mari da
Costa krugcr, cdesconl ida a Malhias Lopes da Coala
Maia declarava, que a leltra he da qnanlia de qua-
Iroconlos oiloccntus c oilenla qualro conlns e oilocenlos mil res, como declarara
primeirmenle. e que rereliera do mesmo tathiai
pouco mais de dons cotilos dercit em descont dena
letlra, sendo um cont e lanto cm dinli'iro, e o rc-
l.uile cm descont lo que elle declarante j devia ao
mesmo Malhias, sendo que na oecitiao do recebi-
mcnlo, esle llie pedir para llie pasear um papel ou
recibo em que llie declarasse expressamenle ler re-
tenida a quantia de 4:0005, deseclo dessa leltra de
Tivcmos no dia 2K do passado mez de senlir c la-
mentar a morle de um nosso patricio, o Sr. Jos
Lucas de Souza Rangel. capitn da guarda nacional
e amanuense da secretaria da repartiera de rendas
provinciaes ; esle moco era dolado de muito boa*
qualidades moraes e civil ; casado de puncos anuos,
lendo ja dons lilhinlios c sua consorte prestes a dar
a luz oulro : estando elle no consistorio da matriz
presidiudo a um eonselhu de recurso ( ou como quer
que seja seu mime de guardas nacionaes, deu-lhe
urna cousa, e cabio redondamente no chao sem sen-
tidos, sem movimenlo c sem cr : correm algumas
pessoas cm busca de nm medico qualquer, o que
cora mais proroptidAo pode comparecer foi o ho-
meopalha Sr. Baviera, |mxa pela rarteira, de que
sempre anda munido, lauca alguns glbulos do re-
medio pro|irio na lingua do paderente, e poxando
pelo seu relogio diz, daqui a cinco minutos e elle
abrir os olbos, gemer, oo fallar, lerei esperanras de
rcslitoMo ; sem duvida, meu amigo, o Sr. Rangel
abri os olhos no praza marcado, gemeu c fallou
somenle cm quanlo invocava a Providencia Divina -
esperava o Sr. Baviera o espaco de meia hora para
applicar ao doenlc segunda dosc, quando antes dis-
so chegain Ircs allopalas, dous mdicos c um c-
rurgiao-miir, esle depois de nm breve exnmc, disse :
Nao he nada, uao passa de nma verligem !:
A e*lc dilo acudi o Sr. Baviera e disse, nao, nao
he verligem, mas sim urna forlo contracelo nervosa
nncoiaco. (o qaeostacs aflirmavam depois da iner-
te, complelando-se a meia hora que esperava o Sr.
Baviera, pede permissao para dar segunda dse, e
com toda a sem-ceremonia c falla de cndale llie
he negada, dizendo-se que nao era necessaria : oh !
que deshumauidade Pois j.i niln tinlia o Sr. Lucas
mclhorado coma primeira dse? Nao era de espe-
rar que com a segunda se aagmentasaa a melhora.'
Em que coniplicava cssa secunda dse rom os re-
medios, que tinliam os Srs. allopalhu a applicar? O
resultado foi que o Sr. Baviera rclirou-sc, os tres
Esculapios consuiniram alguns minutos em confe-
rencias, cmquanlo mandaram fervor urna pouca de
agua, o depois della assim preparada, ap|dicaram-
na as plantas dos pes do paciente, nao sei se sim-
plesmcule, ou se dentro de garrafas, o caso he qne o
ra lamento foi quentura extraordinaria nos pus, c
agua fria pela bocea a beber; o pobre moco, por
um esforro superior ao natural naquclla occasiao,
rompeu em grilos que fd/.iam horror e causavam d
ao corarAo mais gelado: c no fim de hora e raa
desle marlvrio deu alma ao Creador Ora, mcu ami-
go, se fosse possivel eu quizera que os senhores al-
ionadlas dea*em a razan porque nao consentirn! dar
asegunda dse homeopatha, visto tera primeira da-
do j lao bas esperancas ;cu pens, mas nSo que-
ro arriscar-me a errar. E a razan porque o Sr. Jo-
s Francisco de Salles Baviera nao deu sua segunda
dose.' A ra/.Jo que elle deu a um seu amigo, que o
arguio dessa falla, foi a de nflo ter urna carta ao
menos de cirurgiao, porque se a (veste, elle nao
pedira tal permissao, c lalvez tivessa salvado o fal-
lecido Lucas.
32360)011
t.-603|965
33:8631276
TRACA DO RECIFE 16 DE JIMIO DE 1855,
AS 3 HORAS DA I ARDE.
fecisla semanal. #
Cambio) Sacou-se a 27. 27 l|i e 27 :i|iS so-
bre Londres ; e negoriaram-se al-
guns saques vindos das nutras pro-
cos do imperio a 27 l]2 c 27 5f8.
A Ihesouraria no lem |iodido en-
trar no movimenlo da praca, pelas
razoes espendidas na ulliina revis-
ta. Tambera sacou-se a 396 sobre
Paris.
Assucar---------Vio cm diminuirlo as enlradas,
e a jirocura foi menor. A junta de
correctores cotou os mascavados
regularesi de l^iOt) a 1,-x68(), csco-
lliidn de l>7 iH a 11860, e sume-
nos a 2(100 por arroba.
Algod.io--------- Fntraram 531 sarcas, que fnram
vendidas a 59400 |>or arroba do
reghlar, 53ti00 do mclhor, c fi-
nalmente aS|800 o superior. Nao
lia deposilo.
Agurdenle Foi procurado e obteve de 7K-> i
809 por pipa.
Bacalhao A venda lem sido fraca por haver
abundancia de carne secca. Rela-
Ibou-so por difl 1 rules jireros,
conforma a qualidade, de 5jJ 8"j
por barrica.
Carne secca- Vcndeu-se de 3#500 a i-200 por
arroba do Rio Grande, e de -2IU1
,1 39500 da de Rueos Ayres ; Ti-
ran lo cin ser is,000 arrollas da
primeira e 1,000 da nutra.
Familia de Irigo- Tivcmos 1,2110 ineios saceos da de
Valdaraizo,vindos pelo Rio de Ja-
neiro, dos quaes venderam-se 'iiKI
a 30) por arrobas. Vcndeu-se a
de Ballimore de|:lO"j a 1123, ea de
New York a 353 ; ficando era ser
200 barricas desla, e 1,800 da-
quclla.
Vinhos---------- Os precos vao lornandn-sc mais
baixos, vendendo-sc ns de Lisboa
de 1603 a 250) por pipa.
Disconlo Kehaleram-se letras de 8 a !) por
cento ao anuo.
Frclcs-----------Do algodao para Liverpool il-li.
Tocaram no pnrtn e seguiram: I navio con baca-
lhao, 1 vapor hrasilciro e oulro poitugucz.
Entraran): 1 de barallln, 7 con gneros de 011-
Iras provincias o 1 cm lastro.
Sahiram 5 e-mi gneros para os parios cslrangei-
ros, 11 para os portosdo imperio c Ircs cm lastro.
Existen) no porto ;19 embarcarnos, a saber: 2 a-
(
mericanas, 1 belga, 21 brasileiras, 1 france/.a, 2
licspanbolas, 5 iuglezas, 1 norucgiiense, 2 porugu-
zas e 1 sueca.
MOVXMENTO DO POHTO.
Xacios xahidos no dia 16.
Araralylliate hrasilciro luvcncivel, mestre An-
tonio Manoel Alfonso, carga fazendas c mais g-
neros. Passageiros, JosAttonso Larangeira, Vi-
cente (jrugel do Amaral c seu tilho.
Rio da PrataPolaca hcspanhola t,
capiao Jaynie Sonsa!, carga assucar e mais le-
eros.
Torra Nova Bngue inglez Margare!, capilao
Julin Filzgerald, em lastro.
Babia tf Rio de JaneiroVapor porlugucz Pe-
dro II, commandanle Joaquim Viega* do (V.
Passageiros dcsta provincia, o Exm. Antonio Coe-
Iho de S c Albuquerquc e I criado, Dr. Francis-
co de Paula Baptista el criado, Antonio llenn
ques Rodrigues, Domingos Rodrigues de Carvalho.
EDXTAES.
Pelo qne, meu amico, se Vmc. sabe que ahi baja
algucm, ou alguma associarAo aulorisada a passar
taes carias, conle-lhc este faci e dica-lhc que o Sr.
Baviera he digno de possuir una caria dessas, pois
que he moco de muila intelligeneix, o nessa arl
de curar lem feilo execllentcs e complicadas curas.
NAo quero comisto dizer que seja elle o nico, nao;
louge de mim tal pensamento, vislo como aqui te-
mos oulros, e cnlrc elle muilo se distingue o Rvm-
padre Monra, lainbem lem muila inlelligencia, lam-
ben) lem aprcsenlado maravilhosas curas, c he mui-
to cuidadoso e assuluo as visitas de seus dociilcs:
se em mim ostivesse o poder de passar laes cartas,
eu sem perda de lempo passaria duis a ces senho-
res, que muito dignamente as mercrcm. Vire folha,
j foi entregue a nossa illuslrissima a nova casa do
mercado, andn em pfaeo o sen rehdimeoto, c foi
arrematado por 1:1203000 rcis anuuaes, e poslo que
o eollega note alguma coosa a quem dizque ella
est pequea, e accrescenta denlro della ; a isso diz o Pestaa que n'uma pe-
quea ligella tambem cabera 200 sardinhas, c nao est
bem respondido? Quem pode negar que a casa iicou
eslreila? Embnra sediga que assim mesmo he mclhor
do qne ncnliuina, sem dnvida; jiorcn poda licor
melhor.
Resla-mc agora fazer nmpoqaeno reparo ao col-
leca a umadr suas missiva, ondeconlaa historia do
procurador da casaca verde com boles amarcllns c
seu Esculapio : foi mal informado, o Mcireles desla
vezeincou, pelo que quando por la apparecer, passe-
llic um Una ijus, ouvio f llouve a cura ; mas o
procurador percuntou quanlo devia, e o Esculapio
moslrou-se nllen lido com tal |iergunta, mas i nslado
responden, que nada llie devia o Sr. procurador, e
islo se pas menlos etc., ele, cm rafeas mandou o procurador
um prsenle, depois oolro, depois oulro; c assim
por diante, como quem quera prefazer o que deve-
ria ler paco pela cura : quando agora em abril man-
da o E avenca entre a familia do procur dor e a da sogra e
sogro do Esculapio, despert! > 13o dcu-se".ajuslcde
O Illm. Sr. inspector da tliesoui nria- provin-
cial, cm cumprimenlo da ordem de l'.\m. Sr. prc-
sidenle da provincia de 1 i de maio iillimo, manda
convidar aos proprielariqs abaixo mencionados, a
aulregarem ua mesma Ihesouraria, no prazo de .11
das, a coular do dia da primeira publicado do pr-
seme, a imporUucia das quolas com que devem
entrar para o calraraenlo das casas da Iravessa de S.
Pedro, confo,rme o disposto ua lei provincial 11. 350.
Advertiudn que a falla da entrega voluntaria, ser
punida com o duplo das referidas quolas, na con-
formidade do arl. 6 do rcg. de 22 de dezembro de
1851.
N. 4. Calharina Maria do Sena. ... 57o600
N. 6. Manoel Antonio da Silva liis. 195800
N. S. Manoel Jos da Molla.....1.3300o
N.10. Mapa Rosa da AfSomp$lo. 64)800
N. 1. Manoel Buaique de Maccdo. 19)800
E para constar se rnaudou allixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Sccrelaria da Ihcsonraril provincial de Pcrnam-
buco ',) de junho de 1855. O sccrelario, Antonio
Perreira da JimuneiacSo.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 10 do concille, manda fazei
publico,que vao novainentc a praca para screm arre-
matados a quem mais der no dia 21 dn crrente, ns
jiedagios das barreiras do Ciqui c .Molocolomb,
avahados este en 2:668)000 rs.,e aqaellc em 94809
rs., ludo por auno, sendo a arrcmalaro folla por
lempo de 3 anuos, a contar do primeiro de julho,
prximo vindouro 30 de junho de 1856.
E para constar se mandou allkar o prsenle c pu-
blicar pelo Diarto.
Sccrelaria da Ibesonraria provincial de ,'ernam-
buco II de junho de 1855.O secretario,
./. /'. d'.innuniianio.
O [Un. Sr. inspector da Uicaouraria provincial,
cm cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia de !1 do correle, manda fazer pu-
blico que no dia 5 de julho prximo vindouro, pe-
ranle a junta da fazenda da mesma Ihesouraria, se
ha de arrcmitar, a quem por menos fizer, a obra dos
reparos de que precisa a cmara municipal e cadeia
da cidade de Olinda, avaliada em 2:2003000 rs.
A arrcmalaro ser feita na furnia da lei provin-
cial n. 343 de 15 de maio do anuo lindo, e sol as
clausulas especiaes abaixo cnpiada'-.
As pessoas qne se propozercm 11 esta arremata-
ran comparceam na nladaaaasaeel da mesma junta
no dia cima declarado pelo meic dia com|ietenle-
mente habituadas.
E para constar se mandou aflixiir o prcenle e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesooraria provincial de Pernam-
buco 13 de junho de 1855.( sccrelario.
Antonio F. d'.lnnunciacao.
Clausulas especiaes para a arrcmatunuj.
i.' As obras para os reparos da cadeia da cidade
de Olinda serio feilas de ronformidade com o orca-
menlo, approvado pela directora cm consellin, e
presentado a approvacBo da provincia, importando em 2:200>O0O rs.
2.'1 Estas obras principianta no prazo de Irinla
dias, e linalisarao un de seis mezes, ambos contados
como determina o reculamenlo da repartidlo das
ob'as publicas, { lei provincial 11. 286.)
3." O pagamento desla arremataban sera feiln cm
duas prcslacoes icuae-, sendo a primeira quando ti-
ver -ido feita metade das obras, e a secunda c ulti-
ma qnando fnrem (oda* concluidas, eque sern re-
celmlas definitivamente.
!. Pan ludo0 mais que aqui nao esliver men-
cionado, seguir-sc-ha o que determina a lei cima
mencionada.
Conforme.O secretario, .1. F. da Annuiiciariin.
Domneos Alfonso Neri Ferreira. rommendador da
imperial ordem da Rosa, coronel e commandanle
do l. balalho de infanlaria da guarda nacional
do municipio do Recife, presidente do conselbo
de qualificaro da frecuezia de Sanio Antonio etc.
Faro sabrr a quem inleressar que o conselbo de
revisan e qualificaro da guarda uacioqal da fregue-
zia de Santo Antonio, conclnio ns Iralialhnsdc sua
liriinelra reunan, c scach-ni allixadas no interior da
igreja matriz as h-las dos cidadios qualicados c il-
uminados ; c que a segunda reunio lera Ingir no
dia 22 do correle, pelas uove horas da manota no
consistorio da mesma matriz.
Quartel do commando do 1." balalho de infanla-
ria da guarda nacional do Recife !1 de junho de 1855.
Domingos Alfonso Neri da Fonscca.
O Dr. Custodio Manoel da Silva Ciuimares, juiz de
direilo da 1.a vara do civel e coinmercio desla ci-
dade do Recife de Pernambuco, por S. M. I. e C.
que Dos guarde, ele.
Fajo saber aos que a jiresenlc carta de cditos vi-
ren), ou della noticia lvercm,em como Manoel Joa-
quim Ramos e Silva, me fez a pelieao do Iheor se-
guinte :
Diz Manoel Joaquim Kamns e Silva, que llie sen-
do devedor Campos Oy Almeida, da quanlia de 4659
rs., proveniente de duas lellras, ama da quanlia de
340)000 rs. c oulra da quanlia 225)000 rs., as quaes
eslao ha muilo vencidas, lamben) I lie sendo deve-
dores Jnanna Francisca da Trindadc Carneiro, e
Joaquim Coelho Cintra, da quanlia de2:480)000 rs.
cm moeda de prala a I3i O rs. por pataoao constan-
te de urna lellra. a qual esla ja ha muilo vencida, e
como os supplicados eslao ausentes cm parle inserta,
e nao sabida, e esta a espirar o termo marcado pelo
cdigo, para 1 jirescrijiro das referidas lellras, por
isso requer a V. S. o supplicante, para nao ficar
prejndieadoem seu direilo, digne-so mandar lavrar
pur lermuo protesto das referidas lellras, sendo este
intimado aos supplicados por edilaes na forma do
arl. 301 do decreto 11. 737 de 5 ijo novembro de
1850, alim de ser iulerrompida a prcscri|>co ; por
laido pode a V. S. Illm. S. Dr. juiz do civel, c com-
inercin da primeira vara, que Ihc delira.E 11. Mr.
O ailvogado Martnis l'creirn.
D. Como requer. Rerife 13 do junho de 1855.
Silca GtnJmarSet.A Cimba.OUeefra.
Termo de protesto.
Aos 13 de junho de 1855, nesla cidade do llccifc,
em meu escri|ilorio vcio Manoel Joaquim Ramos e
Silva, c disse em presenra das leslemunhas abaixo
1 las, que elle protestase conlra os lupplieadoa
por todo o conteudo, declarado'na pelieao iclro, c
ua ronformidade da mesma pruleslado lem, alim
de produzir o devido cffcilo. E de como assim
o disse, e proleslou, liz esle Ierran era que assignou
com dilas Icsleraunhas. Eu Pedro Tertuliano da
Cimba, cscrivao o escrevi.Manoel Joaquim Ramos
e Silva.Joo Manoel Mendos da Cunha Aupado.
.loa 1 Jos M
160 rs. Red
Limoeiro.
Em cumprimenlo do qual se passou a prsenle
caria de edictos com o prazo de 30, dias pelo theor
da qual hei por citados os sii|ijilicados,para se proce-
der i accjlo que o Bopplicantc vai propor, constan-
te de sua pelieao supra.alira deconiparecerem por si
011 seu procurador primeira audiencia destejuizn,
que lera lugar a inmediata depois de (indo o dito
prazo, sob pena de correr a causa a sua revelia, al
final sen tenca, e sua execueio.
Pelo (pie, loda a qualquer pcsoa prsenle, ami-
gos ou conhecidos dos supplicados, o poderjo fazer
scienlc do que fica exposto, e o porteiro respectivo
publicara e afiliar nos logaredesignados pelo cod.
do riimmercio, e sera publicado pelo Diario de Per-
nambuco.
Dado e passado nesla cidade do Recife 16 de ju-
nho de 1855. Eu;PedroTertuliano da Cunha, cscri-
vao o escrevi.
Custodio Manoel da Silca Guitnartt.
O Dr. Custodio Manoel da Silva direo da primeira vara do civel e coinmercio
nesla cidade do Recife e seu termo, por S. M. I. e
C, que Dos guarde, etc.
Fajo saber aos que a prsenle caria de editus vi-
ren) ou della noticia liverem, emcomoGrabriel An-
tonio, me dirigi por escriplo a pelieao do (licor se
guinte :
Diz (rabiel Antonio, que sendo Domingos Lopes
de Sena, Leonardo Bezerra de Siqneira Cavalcauli.
Jo do Reco Barros, o fallecido Manoel llonrique
Waiidcrlcy e Joaquim Corroa de Araujo, seus deve-
dores de lellras j 1 vencidas, .a dn primeiro cm 27 de
Janeiro de 1810, na importancia de 2:750)090 rs.; a
do secundo, em 28 de marco de 1841, na importan-
cia 3:1803180 rs. ; a do lercciro, cm 13 de oulubro
de 1838, na importancia de 3:1003000 rs. ; duas do
quarlu, urna em 22 de abril de 188, na importancia
de 1:701)410 rs. ; oulra, cm 22 do maio de 1848, na
importancia I:450sti20rs; ; c a do ultimo, cm 26 de
dezembro de 1843, na importancia de 1649692 rs.;
c por conla de livro, 2703000 rs. ; c nao saliendo o
snpplicaute pnde raoram ditusseus devedores, pre.
risa que V. S. mande ClUF-Io por caria edilal, lim
de que se interroinpa a prescripeo marrada no arl.
'1 I da cdigo do comm., mandando passar caria de
editas para dilo fira.
P. a V. S. Illm. Sr. Dr. juiz do coinmercio da pri-
meira ara, Ihc d defcrimcnlo.F; R. M.Aleo fo-
rado.
Nada mais se cnnliuha cm dita petiro, a qual
sendo-me apresen/Ida, nella dei o mcu despacho do
llicor segrale : >
Distriboida; como requer, Recife 11 de junho de
1855.Silva (' 11 im"riic.
Nada mais se continha cm dilo mea despacho, cm
cumprimenlo do qual se pasean a prsenle caria de
editos. e pelo seu Iheor hei por citados o< supplca-
dosdcclarados na pelieao nesla nccrla, para Indo o
conteudo da mesma, c alim de qne rumpareram por
si ou por seus procuradores dentro de 30 dias, prazo,
pelo qual esta se p;.s--a, i'ara allegaren) o que live-
rem, c nao o fazendo a gda>revelia, correr a ac-
rao qne ao suppliranlc baja de Inrai, e na primeira
audiencia que se seguir depois de indo o dilo prazo,
se acciraiao dilas cilaccs, pelo que, Inda e qual-
quer jics-ioa, prenles, amigos e conhecidos do* ditos
supplicados. os faro siicnle dn que cima lica eipos-
|o.
Armazem 11. 6.
Marra SA. n. \, I caixa viuda na barca porlugue-
za llrarhaieii'e, enlrada emOdc novembro de 1853;
a Antonio Joaquim dos Sanios Andradc.
Marca A&C, sem numero, 22 oaitas viudas no
bricue poflaguel Ijxia //.entradas em 29 de/enibro
de 1854 ; a Luiz Jn- da Cosa Araorim.
Marca SM, sem numero, 390 |>arolcras viudas no
mesmo navio, enlradas na meimndata ; a Francisco
Severiano Itabello & Filho,
Marca Lelrciro, sem Damero, 3 raixes vindos na
barca porlugue/.a San/a Crin, entrados cm 19 de
dezembro de 1853 ; a Manoel Joaquim Ramos e
Silva.
Marra SM.. sem numero, 1 emhrulhn viudo na
barca pnrlucue/.a lloal iagnn. entrada em 20 de
abril de 1851 ; a Domneos Jo-e Pililo.
Marca VVY, sem numero, '1 barris vindos no bri-
cue portncuc/. San Manoel I, entrados em 22 de
abril de 1854 : Deane Voole i\ C.
Marca SM, sem numero, 12 taboas viudas no bri-
gue ilnamarqiii'z Auna Calliuiina, entradas era 16
de abril de (S"ii ; a Itrunn i'racger oV C.
Marca C, sera numero, 5 saceos viudos na barca
americana l-jch/n. entrado*OIU 30 de oulubro de
ls."i ; a llenn Fusilera C.
Marra B&C, n. I c 2. 2 raixas viudas .110 bricue
portuguez Tarujo. enlradas em II de novembro de
18)1 ; a Polycarpo Jos l.ax no.
Armazem n. 7.
Marca Lelrciro, sera numero, I cmbrulbn vindo
na liaro franceza llarrc, entrado em 31 de maio de
1853 ; a L. Leconte Feron \- C.
Marca D&C, n. 374| I caixa viuda na mesmo na-
vio, entrada em i de junho do 1853 ; a J. II.
Dencker.
Armazem n. 9.
Marca S, senv numero. 22 fogareiros vindos na
baria ingleza (.Viien'crr.cnlradoseni 7 de Janeiro de
1852 ; a II. liihson. #
Marca SM, sera numero, 15 rodas de pao viudas
na barca iugleza Helia, entradas em 17 de Janei-
ro de 1852 ; a W. heller.
Marca SP. sem numero, 1 cesto vindo na galera
ingiera Linda, entrado no l. do marco do 185! ; a
V.. Jolinslon.
-Marca CP, sem numero. 1 barrica viuda na calera
nglcza Helia, cidrada cm 25 de maio de 1853 ; a D.
Youlc c\ C.
Mura J.I I,, sem numero, 2 eaixas viudas na gale-
ra porlucueza Margarida.enIrada* em de abril de
1853 ; a uniera.
Marra SM, sem numero, 2 siccos viudos no pata-
cho portuguez Saudade, entrados em 7 de feverciro
de I85J ; a Manoel Joaquim llamse Silva.
Alfandcga de Pernambuco 1.5 de junho de 1855.
O inspector, lenlo Josr Fernandez Barro*.
18 do(Diiciilo, o muito velciro brirjue
RECIFE, capitao .Manoel Jos Ribeiro
para o tosanle da carga ou nassagdfo,
Irala-e com Manoel Francisco da Silva
Carriro, na ra do Collegio n. 17 secun-
do andar, ou com o capitao a'bocdo.
Para Lisboa sesui- com a maior brevidade po-
sivel, o muilo velciro bricue porlucuez Experien-
cia, o qual lem excedentes commodus para passagei-
ros : quem pretender, dirija-se ao capitn a bordo
011 aos eonsicnalanoj \ luva Amorim (.V Filho, na
roa da Cruz n. 15.
Para Lisboa seguir no lira dn crrenle me/ a
barra |mi (uciieza l.igeira, cora bous e aceiados
coinmodos para passageiroi: quem pretender lomar
paoMgem, pode dirigir-se ao capitn, na praca do
coinmercio, ou ao consignatario Vicente AI ves de
Souza Carvalho, na ra da Cadeia do Rccifrn. 39,
segundo andar.
. PARA O RIO DE JANEIRO.
O brigue escuna HARA seguir' em
ponos dias para aquelle porto, por lera
muir parte de sen Car pegamento enga-
jada : para o resto da carga e escravoi a
Irete, trata-ce cotn os consignatarios Ma-
chado & Pinlieiro, no largo da Astemblea
n. 12.
Para o Aracaly secne com brevidade o hiale
brasileiro Sergipano : quem no mesmo quizer car-
regar ou ir de pasaagem. dirija-se ra do TiMjiicke
n. 17, ou ao mcslrc a bordo.
Secue para o Asso' o patacho Emula/o aleo
da 21 do correte : liara carca c |)assaceiros, trata-
se 1111 pscrplorio de Manoel Goncalves da Silva, ra
da Cadeia do Recife n. 39, ou a bordo com o ca-
pilao.
No engenho Paulisl*, Ircs lecoas distante desla
cidade. lia dous sitios vasios, [iroprios para lavrado-
res. leudo casas de vivenda.seuzala, e com propnr-
roe. para fazer de 100 .1 1,000 pacs de assucar, sen-
ilodeoplim) prnducflo : quem pretender qualquer
della*, pode dirigir-se no mesmo engenho, a tratar
com o pruprielariu dos mesmos.
D.i-se (itKbiOO a juros com hypolheea em uma
casa terrea na Uoj-Vielaoa Sanio Antonio : aquein
ennvier. dirija-se i Boa-Visla, taberna n. 20, que
se llie dir quem da.
Joseph Calvim rclira-se desta provincia.
Manoel Joaquim llamos o Silva, na qualidade
de teslameiiteiro do fallecido Joaqun) Jos Ferrei-
ra. declara que leudo requerido para serem citados
por carta de editos os devedore- por lellras aceas a
favor do mesmo fallecido, por encano foi contempla-
do na mesma relarilo o reverendo Sr. Fr. Lino do
Monle Carmello cora a quantia de 75^280 ; c comu
esle Sr. nSo deve ao mesmo casal quantia algorua,
apressa-sc a fazer esla declararan.
LOTERA DA MATRIZ DA BOA-
VISTA.
Aos 6:000000, 2:0000600, l:(KHlsOOil.
As rodas da ultima parle da 5.a e primeira da 6."
da matriz da Boa-Vista andam no dia 23 do correnle
mez. Os bilbeles e cautelas do caotelisla Antonio
Jos Kndricues de Snuza Jnior arbam-se venda
lias lejas da praca da Independencia ns. H, 13, 15 o
10, ra do Oueimado n. 37 A, aterro da Boa-Vis-
la n. 72 A, e as oulras do coslume. Os seus bilbe-
les inleiros uso soffrem o descunto dos.8 por cento
nos tres premios grande*, o qual descont s he ap-
plicavel ns sii.ii cutelas.
Ililbeles 59809 Recebe por inleiro
com descont
LEILOES.
Meio* _'-' i
Ouarlos 1?i0
Oitavos 720
Decimos 000
Vicsimos 320
liiOOOflOO
2:7(>O.^H)
1:3805000
6909000
5525000
276SO00
declaracoe:
io .uanoei Biennos ua i.unlia Azevcov..
I iodo* da SilvaK." 89100Pagou
fe l de junho de 1855.Carvuho.
ADMINISTRACAO* DO CORREIO.
o hiale brasileiro Conceifo de Maria recclic a
mala |iara o Araralx boje 18/ ao meio dia.
Cartas securas, viudas do norte para o Srs. :
Francisco Marques de Carvalho, Francisco Pendra
de lanos c Silva, Jerouyinu Juse Ferreira, Joio An-
iones de Alcncar llodovalho, l.udgero (iourilves
Das.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco de Pernambuco toma lellras
sobre o Rio de Janeiro. Banco de Per-
nambuco 7 de abril de lS.jj.O secre-
tario da dracco, Joao Ignacio de Me-
deiros liego.
O conselbo de adminisIraQao naval contraa
para os navios armados, enfermara de marinha,
barca de e-cavaeu, c praca* dos escalercs do arse-
nal, e africanos livre*, o forneciincnto dos scgninlcs
ceiros: arroz branco do Uaranhlo, aisocar bran-
co, diloreGnado, axelle] duro de Lisboa, dilo de car-
rapalo, agurdente branca de 20 graos, bacalbo
bolacha, caf cm crfio, canieverde, dila secca, feijo
iiiulalinho, farinba de mandioca, Icnha de mangue
em achas, pao, loucinho de Saiilos.'Mnacre de Lis-
boa, velas do rarnanba, e dilas slearinas, cujo con-
trato sera por tcm|>o de tres mezes, ou por um, se
assim convier ao conselbo, em vista dos precos por
que forcm offerecidos : por lano convida-so a quem
possa convir dito fnrnecimcntn, a comparecers 12
horas do dia 20 do correnle, consona* proposlas.
declarndoos ltimos presos, c quem seus fiadores,
bem como as atnoslras dos gneros, que se propoze-
rcm a fornecer.
Saladas sesses do conselbo dcadminislararao
naval cm Pernambuco 13 de junho de 1855.O se-
cretario, Chrisloiao Santiago de OHcciri.
Pela subdelegada da frecuezia dos Afogado* se
faz publico, que se acha depositado um eavallo ro-
silho, apprehendido no sitio de Joaquim (onralvcs
Vicira (uimaraes na Estrada Nova, no dia 9 do
correnle. Quem sejulgar com direito compareca,
que provando legalmcnle Ihc ser enlregue. Subde-
legada da freguezia dos Afogodos 12 de junho de
1855.O subdelegado supplculc em escrcicio, Se-
rafn Pereira da Silca Monleiro.
Pela mesma se faz publico, que se acha igual-
mente depositado um eavallo alazflo, dinas brancas,
a|iprelicndido nu dia 10 do correnle pela guarda da
barreira do (iiqui.i, por o sup|ior furtadn. Subde-
legacia da freguezia dos Afogados 12 de junho de
1853.O subdelegado supplente em ejercicio, Se
ra/im Pereira da silca Monleiro.
--o-ses-cnstv--------,
I'lliLICACAO LITERARIA.
Acba-se venda o compendio de Theoria e Prali-
ca do ProcoHO Civil feilo pelo Dr. Francisco de Pau.
la liaplisla. Esla obra, alera de uma inlrodunvo
sobre as acrocs e exrepres era geral, traa do |iro-
cesso civel comparado com o commercial, eontm
a Ihcoria sobre a applica^ao da causa julgada, e ou-
lras doulrinas luminosas : venJc-se unicamenle
na luja de Manoel Jos Lcile, na ra do yue-
mado n. 10, a 65 cada ciemplar rubricado pelo
aulor.
lasso Irmaos faro leilao, por intervenido do
acenle Oliveira, de nina piulara com 2 fornos'. sila
n 1 ra das Cinco Ponas, a qual perlenccu a fallcc-
di |) ciara Zeferoa Cesar, viuva de Carlos Leoca-
dio Vieira. e declara-se que o arrematante lera a
posse da casa por 1 annos, quanlos fallara para aca-
bar o arreadamente : segonda-feira, is do correnle,
as 11 horas da mandan em punto, no locar da indica-
da nadara.
C J. Asllex ('.ompanbia faro leilao, por
inlervencao do agente Oliveira, de parejo de tintas
para pintar, sendo branca e verde era latas, c prela
em liarri- : secnml.i-fMra, is do correnle, a 1 hora
depois do meio da, no armazem da ra da Moeda,
no Kecife, n. lo.
T1MSF!\.
Novaes&C, tr-ansferiram para terca-
teira 19 do corrente, o grande leilao an-
nunciado para o dia J(i, ipie !'a/.i.-in por
intervencao do agente Robferts, dos salva-
dos do brigue nacional M.MiANO, per-
dido ao sul de Hacei, e que se acliam
pateles ao e\ame dos pretendentes: no
trapiche do Ferreira. taes de Apollo.
O acenle liorja, em seu armazerr., na ruado
Collegio 11. 15, far leilao de um c\plcndi,lo soil-
mentode obras de marcineiria de diversis qualida-
des, 3 O|ilimos pianos de armario,'obras de ouro c
prala, relosios para algilieira, vidros c louras, enfei-
lesparaaala, varias qoinquilbariaa,e moilos oulros
obiectos que impossivel seria menciona-Jos, que se
acharan paleles para exame dos Srs. prelendenles
no mesmo armazem : quinta-feira, 21 do correnle,
B* lo boras pin ponto.
AVISOS DIVERSOS.
IPtFORMAgOES OU RELACO'ES
SEMESTRES.
Na livraria 11. (i e 8 da praea da In-
dependencia, vndese rclacoes kemes-
Iraes por pieeocommodo, e cjticrcndo res-
mas vende-se anda mais cm conla.
AVALDECK-.
Est no prlo o com|>cndio delnstiluliones Juris
Civilis, por 1). IO. Pelr Waldeck que serve de
compendio i ea leira de Direilo Romano, instaiaUa
do novo na Faculdade de Direilo : subscreve-ie a
(0000 r*. pacos na occasiao da sub-rriprao. ojiara
roramodn do; saibores acadmicos cnlrcc ir-*e bao as
fnlbas iiiipii'ssas di: S pginas na livraria da praca
da Independencia n. ti e 8, ,1 prnparfao que foren
sabindo do jirclo.
Offercce-se para ser ama de lelc, uma parda
solleira : na rna da Cruz 11. 30.
Uma moca de boa conducta oll'et-c-
ce-se para ama seria de meninos: quem
do seu presumo se quizer ulilisar, dirija-
se ao largo do Paraazo sobrado n. 13.
Prccisa-se de um caijeiro hahililado para um
armazem de fazendas : a Iralar com Barroca & Cas-
tro, na rui da Cadeia do Kecife n. .
Offercec-se um homem para feilor de um sitio,
oqual di (iador a sua conducta: nu ra de Apollo
n. 3.
Precisa-sc de uma ama que saiba bem cncom-
mar e cezinliar, p;ira servro de ponas a denlro, pa-
ra uma casa .le |uuca familia : na ra das Cruzes n.
2S, primeiro andar.
Dm criada do conde de Soria
li n porteiro do auditorio publicar c afiliar o Rilulos, o cigano velbo .
SOCIEDADE DRAMTICA.
RECITA EXTRAORDINARIA.
OUARTA I EIRA 20 DE JUM10 DE l8j5.
Aborta a scena depois da cxecurilu de nma bella
ouverlora, lera principio a representado do novo e
apparatoso drama cm5aclosdo archivollicalral de
Lisboa, c que se intitula
0 CIGANO PACHECO.
Pcrsonageus. Actores.
O re de llcspanba OSr. Menilc-.
D. Isabel d Soria A Sr.* D. Leopoldina.
O condenara.....O Sr. Sena.
Bezerra.
Lisboa.
Piulo.
Rexendn.
Monleiro.
Pacheco "o Cigano. .
D. Joan de .M.Midoiira
O cunde de Torcllos .
II. Manoel da Silva .
presente no fugar do costme, sendo tambem pu-'Pedro dilo .
blicadonela imprensa, l.o cigano que falla.
Dado nesla cidade do Rerife em 1 do junho de L'm sccrelario.
1855.
Eu Joaquim Jos Pereira dos Sanios escrixilo
snbscrevi. Custodio Manoel da .S/ra Cufma-
r^cs.
Numero"?1(10pagon 160 rs. Kecife 15 de
junho de 1*355.Carvalho..s'cui.
Nada mais se continha em dila caria de editos aqui
(cimente iranscripla do proprio original, ao qual
me reporto, c vai a prsenlo sem cousa qne dnvida
fara, conferida a concertada na forma do eslvlu, e
por mim MbscripU e assianada nesla cidade do Ktcife
de Pernambuco em 15 dejunlio de 1855, tricsimo
i|ii:ilo da independencia e do imperio do Brasil.
suhscrevi c aasigaei em fe de verdade.Joaquim Jo-
s Pereira dos Santos.
Pela inspectora da altndola se faz publico,
que oxiden) nos armazens da mesma os volumes
abai<.o declaradoi alcm do lempo marrado no regu-
lamento, c pelo prsenle silo avisados os seus res-
pectivos donos, para que os despachera no prazo de
30 dias contados desla dala, fiado o qual scrao arre-
matado* em hasta publica na forma do arl. 271 do
regulamenlo, sem que em lempo algum possa haver
.reclamacilo conlra oelfeilo dessa Venda.
Sebastiio.
Lima,
Santa Rosp.
... o Alves.
Fdiilgos, criados do conde, cigano*.
A scena passa-sc cm Ifespaoha.
Os iiilervallos sero preonchidos com cscolliidas
pecas de msica, c terminara o especlenlo a muilo
engraeada comedia em I arlo, denumiiiada
0 GASTRNOMO.
. Principiara s 8 horas.
AVISOS MARTIMOS
Real Compatrliia de Paquetes luglezes a
Vapor.
No da 20
desle mez es-
pera-se do sul
o vapor Soleni,
commandanle
Jellicoej) qual
depois da de-
mora do coslu-
me seiuir pa-
ra a Europa :
para p.issa;erns ele,, Irala-secom ns asentes Adam-
son Bowie A C, na ra do Trapiche Novo 11. 12.
, Para o Majatihao ePara' salie no dia
MHTKflnn
O arrematante do imposto de 20 por
ceuto sobre o consumo das aguas-arden-
tes do municipio do Recife, para evitar
custasfazscientea lodosos contribitintes
do rel'eriilo imposlo, que ate o dia 30 do
corrente venham pagar o que se achara
devendo, lano o vencido como a vencer-
se ate o prazo cima marcado, icando
oertosque, (indo o dito prazo; se procede-
r' de conformidadecom o regulamenlo
tpte rege este imposto.
Desappareceu da ra das Cruzes n. i), uma es-
clava de nome Joanna, que re|ircsenta 10 annos,
haixa c um pouco magra; levou vestido velbo e
panno da rosta lambem veibo : quera a apprehendcr,
leve a a dila casa, que ser recompensado.
. Rnubaram em dias do mez passado um reloaiu
de patente inglez de n. 21 i 1:1, por isso pede-se ios
senhores rclojoeins 011 a oulra qnulquer peasoa a
quem for olferecido, de o tomar o levar ra do
Crespo, loja n. lti, que sera gmlicado com loda a
generosidade.
'Consla-nos que prelende fechar-se a mui anliga c
bem OOnceitnada sala do dan-a. que Inncciona sob a
adininislracao do Sr. Mira. A disciplina e o decoro
quese observa cmdita sala (orna-a iniutissimo prc-
ferivel a nutras militas que actualmente' existen) :
na- a insulliciencia do numero dos assicnanles e o
deleito de alguna desies no vcucimento das respec-
tiva* ineusaldados, impossibilila a conservaran da
mencionada sala, cujo cosleio excede o duplo do re-
dlo.
Estabepimentos de caridade.
Os4 bilbeles inleiros ns. ;;-;_):.. :li):|, .',823 c
tfJO da ultima parlo da 5. e 1.a da 6. lotera da
matriz da Boa-Vista, amela le dos premios que sabi-
rein perlencrm ao hnspilal Pedro II.
Os abaixo assisnados declarara que disolvern)
amigavelmnte a snciedadeque tinnaoi no armazem
de assucar e escriplorin, sitos na rna da Cruz c dn
llrum, sob a firma commercial de Wanderley ,x, Ir-
milo, ficando a cargo de ambos a liquidadlo do acti-
vo e passivo da mesma snciedade. Recife 15 de junhn
de Itii.f'tcenteMendet 11'andciieg, Joao da Cu-
nha ll'anderleij.
O abaixo assignado respaila sobrennneira a sua
mulber D.Thereca Adelaide de Siqneira Cavalcau-
li, coma qual casou-se de muilo .livre vonla le, 1
depois de por cm praiiea sai rifn ios de uma ordem
superior, pava Iravar enm ella mu 1 iiscussao escan-
daloia pelu prclo. KicaSo, portanLOj sem rcspns-
la as aggressoea que Ibe fdzein era nome daqoelU
senhora, c loda aiscnsBio ser.i fcila peranlcos Iribu-
naesc sii peanle elles. Ncm cu ncm minha mulber
nos podemos ousiderat separados, sejam quaes fo-
rcm ais intrigas para rite nm cmnrejadas: "Acredi-
lu mesmo, que ronbando-tne a mulber, d>dialde pro-
riiram roubarme ns filhos e a honra.Antonio Car-
Um /'. reir de Hurgo* Ponce de Len.
So dia 10 de maio rio correnle r.nr.o ausentou-
50 da casa do I). .Mua Iguaria Ferreira, moradora
na Snledade, a sua escrava Francisca, crioula, de 22
a 2 1 annos de idade. estatura recular, lem os seguin-
les signaos : noladoesqoerdo dacar um lallm, c
no lado direilo quasi na fronte urnas bnrhulhas, c ao
pe dessas nm carucinbo que parece um Inbinho, ea-
in'i..i dala, o* ps grandes-e !..->. na* costa* das
niaos lem uns lalhos que esto quasi apaaandn-se,
muilo resrisla, lem por coslume otitnlar-sa forra,
c por esle motivo j lem servido de ama em alconas
casas, consta andar eom nma caria em que di
mandado, quando foi feita |ir alguma peasoa a seo
pe lido : quem della livor noticias ou a appreajender,
dirija-se a ra doQueimado n. 25, que ser recoin-
pensado.
Deeappareceu-do sitio Bella-Vista, defronte do
Pico da I'amlla.n c-cravo Anlonio.de narao Caasan-
sc, alio, rendido de una verlha, lem uma verruga
no pescoro, levou calca de casemira parda e ostra*
brancas, camisa de bat* azul e oulras brancas ; es-
le escravn foi doSr. Manuel Cesar de Andradc, mo-
rador 110 Brejo da Madre de Dos, c de 11 fuuio para
a provincia do Rio drande da Norte, por ando an-
dn mais de dous annos ule que foi preso e remedido
para esla cidade, onde foi vendido pelo Sr. Joilo dos
Sanios Nunes Lima ; por i*so ruga-sc as autoridades
|i dici*os e capiuea de campo a captura di mencio-
nado escravo, c remclte-lo ao dito sitio, ou ra da
Madre de Dos, loja n. 7, que se gratifica/.'.
O mesmo caulelista declara, que apenas se obriga
a pagar os 8 por cento, da lei nos premio* grandes
que sabirem em seus bilbeles inleiros em originaes,
devendo o possuidor do bilhetc receber do Sr. tbe-
sourciro o seu respectivo premio.
Precisa-se de um feilor portuguez, qno enlen-
da de borla e jardim, para um silio perlo da praca :
quem esliverneslas circumstancias, procure para Ira-
lar,na ra da Cruz.escrip'.orio n. (i(i, ou no Mamau.1
nbo. silio junto a capella de S. Jos.
O Dr..Francisco de Paula Baptista, nSo poden-
do ilcspcdir-se pessoalmcnto de todas as pessoas de
sua amizade em consequencia .da presleza de sua
viagciu para o Bio de Janeiro, o faz pelo presente
auniincio, ofTcrecendo a lodosps seus amigos os seus
servicns na corle.
Cozinha-se para 4ou 5 pessoas, rom muila per-
feii.So e a goslode seus donos, fazem-se bolos de S.
Jo,1o, arroz de leile bem feilo e enfeilado, e mais o
necessario pertenrenlc cozinha, c prometle-se sa-
(isfater aos que se dignaren procurar, e por precos
coinmodns : quem pielender, dirija-se a ra da Ma-
dre de fieos 11. li, que se dir quem quer cozinhar.
Pergnn(a-sc ao Sr. cmico sublimado para
onde segu viageni.se he para Sebastopol. Islo de-e-
ja saberti emprezarw cn/orquilhado.
LOTERAS da provincia.
O abaixo assignado, tliesoureiro das.lo-
terias da provincia, constando-llie que
apparecera em poder do Sr. cautelista
Salustiano de Aquino Ferreira, dous bi-
llietes iguaes do ns. r>8()8, sendo um del-
les do livro n. 7'j e outro do livro n- iO,
que de|ois de ccnfeiidos* pelos respecti-
vos taloes recoulieccu-se ser-tun dos nu-
| meros .1808 (do livro Ojser 51(08 e nao
~)8)8 : o mesmo thesoureiro faz publico
o conleiido para (|ue pessoas malignas 1180
approveitem-se desse engao, para enve-
nenarem um facto que foi avista do Sr.
caulelista Salustiano, reconliecidopor um
equivoco do cscrivao enca regado dajiu-
merariio, que em tuga* de numerar no
bilhetepertencente ao livron.o, 3908,
numerou 8O81 o mesmo abaixo assig-
nado approveita-se da occasiao para de-
clarar que todas as \e-/.es que apparece-
tem destes ou outros equvocos, pie 1c-
vem immediatamente ao conbeciraento ou
do Exm. Sr. presidente da nrovincia ou
do Illm. Sr. Dr. cliefedc policia, pois elle
lendo oonsciencia de seus actos, nao que--
pie lacios idnticos passem em silencio,
para que por este modo as pessoas acostu-
madas a taes vellineadas gloriem-se cm
t-lo em suas ileiras.O thesoureiro,
Francisco Antonio de Oliveira.
Pelo prsenle silo convidados a rcunir-se no
consistorio da V. O. T. de S. Francisco lodos os ir-
maos novicos, alim de Iralar-se a respeilo da fesla
de nossa padrueira a Senhora da Ajuda, porque so
a visinba o dia de sua sulemnidade. He juslo o fim
para qi?n silo chamados, e alm disto os reliciosos
seiilimeniojde que silo lodos animados, faz esperar
que nilo se uesarao a apreseular-so no dia" I do
correnta, pelas 5 horas da tarde.
O irmo mestre.
O abaiio assignado, lendo vislo no jornal de
hnntcni o seu unme |iublicado na rele^So dos deve-'
dores do fallecido Joaquim Jos Ferreira, declara
que nao se entende eom elle, estabelecido na ra do
Cabiig. Becifc 15 de junho de 1855.
Joaquim Marlin/ da Silta.
Offercce-se uma mulber de boa conduela para
o serviro de casa de nm liomem solleiro, anda mes-
mo para um sitio perlo da prac,a : quem quizer, di-
rija-se a lina-Vista, becen dos Ferciros n, 4.
Casa da afercao,pa,te do Terco n. If>.
t) abaixo assignado faz ver a quem inleressar pos-
sa, que a revisan fin dis.ir-se-ha no dia :M) do corren-
te, sesundo o disposlo no arlio,o -'." Ululo 11 daspos-
(uras miinicipacs, e que (indo esle prazo incorrero
os contri ventores as penas do mesmo artigo. Bc-
cife lti de junho de 1855,
Pnvedc ia Silca Gusmao.
Alusa-se p primeiro andar do sobrado da roa
do Padre Floriano n. 71, com commodos para peque-
a familia : quem pretender, dirija-se ao palco dn
Carmo n. i), primeiro andar.
Alusa-sc ou troca-se um sobrado de nm andar
e sotflo, por oulro ou primeiro ou segundo andar,
em as ras Nova, Crespo, Queimado ou das Cru/e- :
quem pretender, dirija-se ao palco do Carmo 11. 5>,
primeiro andar, que se dir quem deseja.
Prerisa-se alugar urna casa lerrea no bairro de
Sanio Antonio, cujn nluguel mo exceda de lOgOOU
por mez ; paga-se ti mezes ou I anuo adianlado :
quem (ver annuncic.
ti oas.
1 fmstj uitinvF t ni nma caria o'm quo diz ira 'proinnl'* >\ UkJo lDG para SSO O pi'OClira-
lili IIUtlKn fil fcila rWsr flIrVniM-i ...,.-.-.. _._ J* J I 1
rem, e dos dias.deguarda, na ra de S.
Goncailo, casa terrea 11. 11, as mesmas
horas.
Os abaixo assignado*, donns da loja de ourives, na
ra Jo Cabuga 11. 11, confroule ao paleo da matriz
c ra Nuva, fazem publico, que eslan sempre soni-
do dos mais fieos e me Inores goslos de todas as obras
de ourn iiecessarins, tanto para senhoras, como para
hmense meninas,-continan)os precos mesmo ba-
ralos como tem sido ; pi responsabilidade, especilicandn a qualidade do ou-
muei a (K quilates, (cando assim garantido o
cunijiradorsc apparecer qualquer duvida.
Semphim & Ir mi.
SOBKE
AS INSTITUICO'ES DE DIUEITO CIVIL,
POB
WALDEGK.
Esla obra mnilo concurrera para que ns esliidan-
1- do primeiro auno da FACliLuAOE E 1)1-
BEITO, mclhor possam comprebendi r as prelec-
ees de -en dignissimo lenle. Snliscrevc-sc na
|ir,ira da Independencia loja de livros n. ti cS. pro-
co tO'XW) r., c s.ibira a |uiuieirs folha logu que
as assignaturas cb^gucm para o cusi da iraprestau
do volume.
Arrenda-so o engenho Para, na frecuezia de
Ipojucn :<|uem o prctnder, dirija-se nesla cidade ao
corredor do Btopo, silio em qne inora o promotor
publico, ou no cugeidin Pantorra na freguezia do
Cabo, qne achara com quem Iralar.
O procurador da cmara- municipal
desta cidade, avisa a todas as pessoas en-
' allegadas de lirarcui guias de enteiTOS
para o cemiterio publico, que acha-sc
hadosoS dias iiliis no paco da tncsir.a ca-
mara, na rna Nova, desde as ',) boras da
majibaa as ." da larde, para aviar-se de
Aluga-sc uma loja na rna do ijueimado, ou-
Ir'nra Pracinha do l.ivramento n. (!> : a tratar na
ra do Cabui'.i n. 1 C.
flieophiln Schmidli embarca para os Eslados-
Lnidos.

Joaquim da Suva Slour.'io previne a quem
inleressar possa, que Indos os bens do Sr. Jos Dio*
da Silva, movis, semovstes, e de raiz, eslao su-
ceilos ao pagamento do^ue elle Ibe deve, pelo que
nao podco niesmo alicna-los, e nem de qualquer
forma dispr delles, em prejuizo do anniiuciaiile,
que protesta usar de seu direilo, millilicaiido qual-
quer veuda ou disposic.io destes bens.
s
I
I


,
DIARIO DE PERNtMUCBO. SEGUNDA FEIRA 18 DE JUNHO DE 1855.

Precisa-se de nina prela escrava para o scrviro
interno o alterno de urna casa de 2 pessoas : qucin
livcr para alugar, dirija-se cocheira da travesa da
ra Bell* ii. 2.
No da 19 do correnle, depois da audiencia do
Sr. Dr. juii de orpliios, na sala da mesilla, Icm de se
cflectuar a armnalacjo do renda animal do sobrado
le 2 andan- da'rtra da Mu la n. ti, a requcrimcn-
lo da totora dos orphaus do tinado Antonio Francis-
co dos Santos Braga ; lio a ultima prara : os prclcn-
dcntcs appareram que o prcen he commodo, VMll
da bondade da fopriadaae."
MASSV ADAMANTINA.
Kua .lo Rosario n. :W, >e:;itu>l<> andar; Paulo Gai-
snoux, dentista francez, chumba os denles com a
massa adamantina. Beta nova e maravilhesa rom-
posir.io lem a vantaeem de enclier sem prendo duln-
rosa lodas as anfractuosidades do denle, ailquirindu
em penaos insianles solide/ i-nal a da pedra mais
dura, e permiti restaurar .>s denles inais eslragn-
dos com a forma e a .-.ir primitiva.
Km ronsequencia de nao ter appareciilo lici-
tantes ns rendas dos predios abaixo declaradas, por
isaovOde novameute 'prara para seren arrema-
tado* em hasta publica, na sala das sessfies do con-
sellioadministrativo do patrimonio dos orphilos, nos
dias 19) |S e 19 do correnle me/., e por lempo de
um anuo, a contar do I." de jullio prximo futuro a
'10 de juuho do 18T>(>, as rendas dos seguimos pre-
dios, a saber : sala c luja da casa n. i do largo do
Collcgio ; ra das Larangeira, casa n. ."> roa do
Kangel n. f> ; ra do Pires ti. 13 ; ra da Madre de
ra .lo Burdos ns. 68 e 69 ; ra do Vigario ns. 71,
72 c "'.I ; na do Kiicinlaineiilo ns. Ti. T.'i o "Ii. o
loia n. 7b" ; rua da Senzala Velha ns. 78, 79, SU e
Si ; rua da Guia ns. Kt e 8i ; rua do Trapiche n.
85 ; rua de Fura .le Porta* ns. 98, 99 e l(>."> : sitios,
un em Parnameirim n. 2, oirtro dito na Mirueira
n. 4. Os licitantes com scus fiadores, hajam de
comparecer no lugar indicado, e as 10 horas da ma-
nhila dos mencionados dias. O secretario,
Manoel Antonio Viegat.
Desapparoeeu do Brcjo do Fagun.lcs no .lia 29
de maio do correnle anuo, jum cabra de lime Mau-
ricio, com signaes segninlcs: altura ecorno regu-
lar.cabellos carapinhos.olhos grandes.rosln redondo,
nariz grosso, com falta de um denle na pa/te supe-
linr, e sem barba, roga-se aoscapitiies de campo a
apprehenslo do mesmo, podendodirigir-se ao Brcjo
do Fauin.les a Mauoel de barias Leile, ou a rua
Nova ii. 13 a Antonio Roberto, que se recompon-
EDUCACAO DAS FILHAS.
Entre as obras do grande l-enclon, arcebispo de
Cambray, merece mui particular niencao oHalado
da educaran das meninasno qual esto virtuoso
prelado ensilla como as mis devem educar soas li-
Ibas, para um da chegarem a oceupar o sublime
lagar de mai des familia ; torua-sc por tanto urna
necessidade para todas as pessoas que desejam gui-
a-las no verdadeir.iraminho da \i.la. Est a refe-
rida obra traduzida em porlugne/, e vende-se na
Iivraria da praca da Independencia n. Ge 8, pelo
diminuto prec,o de 800 rs.
CONSULTORIO DOS POBRES
SO aUA 78QWA 1 JLHHalk& 5.
0 Dr. I*. A. Lobo Moscnzo d consullas Immcopathicas lodo* os dias aos pobres, desde 9 horas da
manha ateo meio dia, c em rasos extraordinarios a qualquer hura do dia un iioile.
Ollerece-sc igualmente par.' platicar qn.dqiter operarf.o de cirurgia. e acudir promptamenlc a qual-
quer mullier que estoja nial de parto, c cujacircumstan.-ias no permitam pagar ao medico.
M 6NSDLHN0 DO DR. P. L LOBO HSOOZO.
50 RUA NOVA 50
VENDE-SE O SEGDINTE:
Manual completo de me.l.licina homeonalhica do Dr. (I. II. Jahr, traduzido em por
tugue/, pelo Di. Moscozo, qualro'voliimcs cncadernados em dous e irnmpanhadode
um diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., etc...... 2IIJO00
Esta obra, a mai*importante de todas asquclratam do estado e pralica da homeopalhia, por ser a unir
que conten a liase fundamental .''osla doutrinaA PATHOGENESIA OU EFFEITOS DOS MEDICA-
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SAI DEroiihccimentos que no podem dispensar as pes-
soas que sequerem dedicar a pralica da ver.la.lria medicina, interessa a todos os medico* que qoizerem
experimentara doutrina de Ilalini-niunn, o por si mesmos se convenceren! da verdade d'ella : a lu.los os
fazendeiros e senhores de_ engenho que eslito lonee dos recursos dos mediros: a lodosos capiles de navio,
que urna ou outra vez nao podem deixar de acudir a qualquer nrommodo sen ou de seus tripulantes :
a lodos os pais de familia que por circiimstancias, que nuil sempre podem ser prevenidas, silo obriga-
dos a prestar ih cnntinenli os primearos socorros em suas riilcrniidades. "
O vade-mecum do iionicopalha ou Iradurcao da medicina domestica do Dr. Ilering,
obra laniheni t.l s pessoas que se dedican) ao esludo da homeopalhia, um volu-
me grande, acompanhado do diccionario dos termo* de medicina...... lOtfOOO
O diccionario dos lermos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., etc., cncardenado. 3)01X1
Sem verdadeiios e hom preparados modimmentos nao se pode dar um passo seguro na pralna da
homeopalhia, e o proprietario .leste cslabclc.-imentn se lisoogeia de te-!o o mais bem montado possivel e
ninguem dnvida boje da grande superim idade dos seus medicamentos.
Boticas a 12 tubos grandes..................... 8J000
Boticas de 21 medicamento* em glbulos, a 10, lis c 155000 rs.
Ditas 3G ditos a
Dilas 48 ditos a .
Ditas 00 ditos a .
Ditas 11'i ditos a .
Tubos avulsus.........
Frascos do meia onra de lindura. .
Ditos de verdadera lindura a rnica.
209000
25*000
309000
(iONKM)
If(HH)
28000
2S000
Na mesma casa ha sempre ii venda crande numero de tubos de cr\-slal de diversos lamanhos.
vidros para medicamentos, c aprompla-se qualquer encommenda de medicamentos com toda a brevida-
de e por prejos milito eommodos.
Si'UBLICACAO DO l\STITtT0 110
MKOIUTIIICO DO BRASIL.
THESOURO HOMEOPATIIICO ^
< OU 0
tal VADE-MECl M DO II
0 HOMEOPAXHA. ^
^p Mtthodo concito, claro e seguro de cu- (&/
Srar homeopathicamentc Indas as moteslias />>
fM af/ligem a especie humana, c parli- >rv
culurmentc aquellas que reinam no lira- f&
til, redigido segundo os melhores Irata- S.
dos de homeopalhia, lauto europeos romo X
(A americanos, e segnndo a propria expri- (<
Z encia, pelo Dr. Sabino Olegario l.udgero .W
^ff I'inho. Esta obra he boje recouhecida co- $)
M 1110 a melhor de todas que Ira'lam daappli- /.
*? carao homeopatluca no curativo das mo- sr^
^ leslias. Os curiosos, principalmente, nilo (ffl
podem dar um passo seguro sem possui-Ia c /l
consulta-la. Os pais de familias, os senho- 43;
(A res de engenho, sacerdotes, viajante-, ca- <^
)p. pilScs de navios, scrlanejosetc. ele;, dc.cm %
>) te-la i mito para occorrer promptamenlc a (^
qualquer caso de molestia. Mk
Doos volumcs em broehura por ll'rMioO J
)) em-ailernadiis 11cOOO fQ
Vende-se nicamente em rasado autor, /<*
rua de Safio Amaro n. (i. (Mundo o- w
Novo* livrosde homeopalhia tuefraucez, obras
todas de summa imiiorlancia :
liahnemann, tratado das molestias rbroniras, i vn-
lumes............ 209OOO
Testo, rrolcstias dos meninos..... 69000
Ilering, homeopalhia domestira...... 79000
Jahr, phaimacop,;. homeopathica. 69000
Jahr, novo manual, 4 voluraes .... 1ii~t)(KI
Jahr, molestias nervosas....... (Ijimki
Jahr, molestias da pelle....... S?(HHI
liapou, historia da homeopalhia, 2voluntes I63OOO
llai tliinann, tratado completo das molestias
dos meninos.......... 10$00()
A Teste, materia medica homcopathica. 89OOO
De Fayolle, doutrina medica hoineopalhica 79000
Clnica de Slaoneli ....... 63OOO
Casling, verdade da homeopalhia. .^XHl
Diccionario de Nyslen....... IO5OUO
A tilas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, conlendo a desrrip^ao
de todas as parles do corpo humano 30JO00
vedem-se lodos estes livros no consultorio homcopa-
Ihir. do Dr. Lobo Moscoso, rua Nova D. 30 pri-
meiro andar. '
i
J. JANE, DENTISTA, g
M contina a residir na rua Nova n. 19, primei-
SS ro andar. rf
I'recisa-se alugar urna olaria que lenha sitio
ou mamo sem elle, perlo de embarque: quem tiver
aniiuncie, ou dirija-se esta lypographia, que acha-
ra com quetu Indar.
Aviso ao respeitavel publico.
Joo l.iii/. Ferreira Kiheiru, com padaria no largo
deSauta Cruz n. 6, confronte a igreja, alm do hom
bolachas de todos os tamaitos, se acha muni-
do de um bomem que enlende perfeilamente de fa-
zer boiinhos de todas as qualidades, pastelees, enfe-
la bandejas pira bailes, amendoas, confcilos, e ludo
mais de sua arte ; por isso avisa o dono do eslabele-
cimcnlo a lodos os seus freguezes, que vende ludo
por menos preco que em qualquer parto, tanto em
porr.io como a retalho ;. assim como na mesma pa-
daria se fabrica bolachinlia de ararula muito bem
fcita, biscoitos, falias tinas etc.
Precisase do urna prela escrava para ama de
urna casa de familia, que fai;a o sen ii;o interno e
externo da mesma, pagando-se-lhe 320 rs. por dia :
a tratar na na do Cotlegio n. 3, primeiro andar.
Casa de corisignac^ao de esclavos, na rua
dos Quartcis n. 24
Compram-se e recebem-sc escravos de ambos os
para se venderem do commissilo, tanto para a
provincia como para fura dola, offererendn-se para
sito toda a seguranza precisa para os ditos escravos.
ROB I.AFFE0TELR.
O nico autorisado por decisao do contelho real i
decreto imperial.
Os mdicos dos hospitaes rccommcmlam o Arrobe
de l.allecteur, como sendo o titiir autorisado pelo
goveroo, e pela real sociedade de medicina. Este
medicamento d'um gosto agradavel, e fcil a lomar
em secreto, esla em uso na marinha real desde mais
de tiO anuos; cura radi.-almenle cm pouco lempo,
00111 pouca despeza, sem mercurio, as aleccoes da
pelle, impigens, as consequencias das sarnas, ulce-
ras, e s accidentes dos parloS, da idade critica, c da
aertmouia hereditaria dos humores; couvcm aos ca-
tarrhos, a l.eviga, as coulracrnos, e flaqueza dos
orlos, procedida do abuso das injecres ou de son-
da*. Como anli-s; pliililico, o arrobe cura cm pouco
lempo os lluxos recentes ou rebeldes, que volvem
incessanles em consequencia do efnprcgo da copai-
ba, da cubeba, ou das Dj'ecc,0es que representem o
virus sem uoulralisa-lo. O arrobe Lall'cclcur he
C'pecialmeute recommendado contra as .lenlas, in-
veteradas ou rebeldes, ao mercurio e ao iodureto de
polassio. I.isboune. V'eude-se na botica de Barrate de
Antonio Feliciano Alves de Azevedo.prarade D. Pe-
dro n. 88, onde acaba de clicgaruma grande porrilo
de garrafas grandese peqoenas viudas direetamele
de Paris, de casa do dito Boyveau-I.allccteur 12, me
Bicheo a Pars. Os formularios dao-se gratis ni
ao agente Silva na prafa de D. Pedro, n. 82.
Porto, Joaquim Araujo ; Babia, Lima & Irmflos ;
Pcrnamburo, Sum; Rio de Janeiro, Rocha A; li-
lhos; el Moreira, loja de drogas; Villa Nova. J0A0
Pcreira do Magates Leile; Rio Grande, Irn de
Paulo Couto iV C-
Alu;;a-se ou vende-e urna casa com
Mijito e silto no lugar da Torre, junto ao
sobrado do Sr. Peixoto, com todas as com-
modidades pura lamilia, cocheira, estri-
bara, quartoa para l'eilor, etc.: na rita
CHAROPE
DO
BOSQUE
O nico deposito continua a ser na bolica de Bar-
tholomeu Irn, seo do Sonta, na rua larga do Reda-
rlo n. 36 ; carrafas grande* 59500 e pequeas SgOOO.
IMPORTANTE PARA 0 PIBLICO.
Para cura de phttsica em lodos os seus dillerenlcs
graos, quer motivada por coiistipares, tosse, aslh-
ma, pleurii. escarro* de tangue, lr de costados e
r '' Balpili i no corac.Ho, coqueluche, bronrhile
dt na garganta, e todas as molestias dos orgSes pul-
uionaris.
Precua-se de tuna ama para o lervi-
><> de urna casa : na uta Augusta n. 8(J.
Roga-se ao Sr. Candido Moreira da Costa, que
que ira appareccr na rua da Cruz o. 28, casa, de Li-
ma Jnior & Companhia, sobre negocios de seu in-
ii-i.sse, do contrario queira annunciar sua morada
Para setprocurado.
Precisa-se de urna ama para lozinhare engom-
m" : na rua da Cadeia Velha d Rerife n. i8, se-
guaoe andar. ,
No hotel da Europa prc:isa-se de um bomem
que tomeCO|lla doportao,daudo-se-llic roupa, comi-
da, casa, te.

DHITISTA,
Paulo Gaignoua, dentista francez, estahele 9
cido na rua larga do Rosario n. 36, segnndo
andar, colloca denlesconfgcnsivasarliiiriaes,
e dcnladiira completa, ou parle della, com a 9
pressaodoar. tj
Rosario n. oscsando andar. {f>
ALL DE LATIM.
0 padre Vicente Ferrer de Albuquer-
picimulou a sua aula para a rua do lan-
ftel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos ecxlernos desdeja' por me-
dico prero como lie publico: quem se
quizer utilisar de seu pequeo prestimo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer liora dos dias uteis.
Eslii a sabir a luz no Rio de Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
EXTRAIIIDO DE RUOFF E BOEN-
NINGIIALSENT E OLTKOS,
c posto em ordem alphabetira, rom a dcscripro
abreviada de todas as molestias, a indicaran physio-
logira c llierpeulica de lodos os medicamentos he-
meopalbiros, seu lem|io de ac^lo e concordancia,
seguido do um diccionario da significacSo de todos
os termos de medicina e cirurga, e jiosl ao alcance
das pessoas do povo, pelo
DK. A. J. DE MELLO HORAES.
Subscrevc-sc para esla obra no consultorio horneo,
pathico do Dr. LOBO MOSCO/.O, rua Nova n. 50-
primeiro andar, por 55000 em broehura, e 65OOO
encademado.
Na rua Relian. 13, 'precisa-sc de una ama es-
crava, que saiba cuzinhar bem.
Joaquim Jos Das Pereira declara que arre-
malou em leilao de 0 do crrante lodas as dividas
activas que deviam a Antonio da Costa Ferreira Es-
trella, com taberna na rua da Cadeia do Itccife, e
convida a lodos os deveores do dito Estrella, tanto
da j.rara como do mallo, para que venbam pagar s
ao aiiuuncianle. com a maior presteza possivel, nlim
deevitarem maiores despezas, pos promelleter toda
a conlemplaro com os que forcm mais promplos
nos seus pagameutos, podendo-se dirigir-se ao an-
nunciaote, no aterro da Boa-Vista, loja 11. 14.
Precisa-se de una ama que saiba cozinhar e
fazer lodo serviro intern de urna casa de pouca fa-
milia : no largo do Terc,o n. I .
Agencia de passaportcs e folha corrida.
Claudiuo do Reg Lima, lira passaporles para f.ira
e denlrodo imperio, o folha corrida : na rua dal'raia
I. andar n. 13.
Na rua de Aguas-Verdes sobrado de
um andar n. 14, armam-se bandejas de
bollos com toda a pcrfejcao e l'a/.-se bollo
de S. Joao.
^ >" Sabino Olegario l.udgero Piulio, {&)
i mudou-se do | alacete da rua deS. Francia- rf
w co 11.6KA, para o sobrado de dous anda- *>'
1 resn., ruade Santo Amaro, mundo novo, fcj)
LOTERA DA MATRIZ DA BOA-
VISTA.
Aos6:()00.s000, :000s000, c l:000,s000.
Corre indubilavclmcnte sabbado, 23 de juAlio.
O caulelista Salustiauo de Aquino Ferreira faz
scienle ao respeitavel publico, que as suas cautelas
esiao sujeitas ao descont de oilo por cenlo do im-
posto da le. Os seus bilheles inteiros, vendidos em
originaes, 11S0 soirrem o ilesconto de oito por cenlo
do imposto geral. Acham se venda as seguinles
tojas: rua da Cadeia do Recite n. 2i, 38 e 15 ; pra-
ra da Independencia 11. 37 e 3! ; rua do Livra-
menlo n. 22 ; rua Nova n. 4 o 16 ; rua do Quei-
mado n. 39 e ii ; rua eslreita do Rosario u. 17, c
uo aterro da Boa-Vista 11. 71.
Bilheles 5)1600 Recebe por inteiro 6:0009
Meios 2j|00 culll descont 2:760*
Quaros 9UO |tj2
Outntos lomo j.KKg
Oitavos 720 d ,,,,(,-
Decimos (/I ,, -,-,.,,
\i4.'esimos 320 %j&
O referido caulelista s he responsavel ,1 pagaros
oilo por cenlo da le nos tres primeiro* premios
grandes subre os seus bilheles Tendido* em origi-
naes, logo que Ihc fdr apresanlado o hilhete inteiro,
indo o penoidor receber o respeclno premio que'
nelle salur, na rua do Collcgio n. 15, eseriplorio
do Sr. Ihesoureiro Francisco Antonio de Olivera
Pernatnbuco 12 de junlio de 1S.">.">.
Saln-tiano de Aquino Ferreira.
Precisa-sc de una ama para tratar do urna me-
nina: 110 largo do Ierro n. ii.
Dr. Riheiro, physician bj tho universiu ol
Cambridge, L'uiled Slales, contines to reside, al rua
da Cruz 11. i!), 2. floor, and attends espccialh- lo
Ihe e>e and ear's discases, heiitakesocrularcxamina-
tion al any hour in prvate reaidenoes ; remember
tbat for i lie examiualion of Ihc car, il rcuuircs Ihe
ligbt of Ihe sun.
Ptecisa-se alugar ditas esclavas : na
rua de Santa Cecilia 11. I .
No hotel da Europa lem salas c qtrarlos para
aluguel, rom comida ou sem ella, por coinniodu
prero.
Precisa-se alagar um criado para scrviro de
om hornera sollciro : na rua de S. Francisco 11.
Paga-se IO9OOO por urna ama forra ou escrava,
para o servido externo e interno de una casa de i
pess;iS do familia : Irala-sc na rua Anguila n. 2, se-
gundo andar.
Alaga-se urna ama que lenha bom lele, nao
se olha a preco : na rua do l.i\lamento 11, i.
No hotel da Europa lem comida a toda a hora,
pelo prero mrcalo na tabella, um pelisco de 320
para cima, cha e torradas320, caf com lele e torra-
das 320, bife de rcb.dad.i 320, dito de grelha 32,
ovos estrellados 240, presunto de fiambre 100 rs.,
peixe 1110 1 .
.No hotelda Europad-secomida raensalmente
por preso razoavcl.
Kohotel da Europa tem mo de vacca lodosos
domingos.
Os Srs. Jos Claudino Leile,Joo liypolilo Mr.i-
ra Lima. Jos Lopes liuimanlcs c Jos alaria Boor-
bon de Vasconcello?, queiram appareeer no (gerjp-
lorio da Ivpographia do Echo Pernambucano, para
pagarcm as assisnaluras do Eeho, visto que os seus
correspondentes so recusaran-! a pasar por Ss. Ss. K
os Sis. Antonio Jos Habello Gniraaries do Par),
Joan Carlos Damasceno (dilo), Antonio Paei da Silva
de Porto Calvo], Jos Joaquim lavares ..lit.r, eCos-
me Bezerra Baplbla da Cusa do Evii queiram
mandar pasar : os dous primeiros 1S-U0O cada ......
o lerceiro IK3OOO, o quarto 209000, e o quinto i;
rs., que devemdisassignaturas do /:'c7io Pernambu-
cano,
Precisa-se de 60O;000 a juros, dando-se hvpo-
Iheca em urna casa no areal do Brum. ruin 3 quarlos
grandes,2salas, enzinha fra e um grande quintal
murado : quem quizer fazer csse negocio, dirija-se
mesma rua 11. 3.
D-se 3005000 at 6OO9OOO a jaros, com hypo-
Iheca em nina casa 110 bairro de Santo Antonio : ili-
rijam-se rua Nova n. 9.
Perdeu-se da rua de Borla* al a rua Imperial
um emhrullio de papel, conlendo copia de una es-
criptura de um terreno e urna casa, oulra de urna
rasi, eum papel de foro de um terreno: quem os
tiver adiado, enlregando-os a Francisco Jos da Cos-
a Campello, receber 205000 de gratilicarao.
Eu abaixo assignado, roco as pessoas que me
eslao devendo, hajam de vir satisfaeer suas cotilas
no prazo de 15 das, e nao o fazendo usarei dos mcius
que a lei faculta. Recife l.)dejuitHode 1855.
Antonio I'inlo de Souza.
Antonio Pinto de Snuza participa as pessoas,
que lem penhorea em sua milo, hajam de ns vir res-
galarno prazo de 15 dias, do contrario serio vendi-
dos para principal e juros de seu real embolso. Ie-
cife 15 de junho de 1855.
RAPE GROSSO, MSIO GROS-
SO E riso.
Viuvi Pereira da Cunlia, encarreada
da venda de"ste rape, avisa a seus fre-
guezes que o deposito se acha prvido de
todas esta! qualidades, e que .para mais
commodidaile acaba de estabelecer um
011 tro deposito na rua de Apollo, arma-
zem n. 2, onde poderao encontrar todas
os mencionadas qualidades ao tireeo ja"
estabelecido, de l|280 o grosjo e 900 o>
lino, de 5 libras para cima.
COMPRAS.
Precisa-se comprar urna casa lerrea, que seja
as freguezias de Sanio Antonio, S. Jos ou lloa-
Visla : quem a tiver. dirija-se ,i inspeccao do algo-
dao, no Forte do Mallos, a fallar com Ignacio Joso
Xavier dos Passos, marcador da mesma.*
Compra-so um prelo bom cozinheiro, que seja
sadio, moro, bonita figura, e sem vicios : a Irslar
com Manoel Gohcahre* da Silva, rua da Cadeia do
Recife o. 39.
Compram-se rolos de pili ou oiltrica, de nm
palmo para mais em dimetro : na fundirao dB Au-
rora em Santo Amaro, e 110 deposito da mesma, na
rua do Brum n. 28.
Compra-sc urna escrava que saiba engommar,
cozinhar e ensaboar bem, e que seja de boa conduc-
ta, nao se olha a idade, mas que nao le-iha vicios
era achaques, paga-so bem agradando : na rua das
Cruzes n. 20.
Compram-se peridicos a 39200 a arroba : no
paleo do Carmo, quina da rua de Horlas 11. 2. la-
berna.
Compram-se escravos de ambos os sexos, de 12
a 30 anuos, sendo boas figuras pagase bem, e tam-
bera se receliem de commisiSo na rua do Livra-
ineiitn 11.1.
Compram-se ti aves de embiriba pre-
ta com 30 palmos de comprimento e um
cmquadro: na rua da Praia, casa ter-
rea junto a casa do subdelegado.
Compra-se prata brasileira ou hcspanhola : na
rua da Cadeia do Recife n. -Vi, loja.
Compra-se tima negra que seja mura, saiba
bemcniiinraar e cozinhar, assim como iim'molcque
de 12 a l anuos: na rua da Cruz do Recife, 11. 23.
VENDAS.
Sortes para S. Joao a VO rs. o papel.
Acabara de sabir do prclo novas sortes para diver-
timento deste festejado dia : vende-se a 40 rs. na Ii-
vraria 11. Ii e 8 da prara da Independencia.
BICHAS DE imill 1I,I>.
Na rua cstreila do Rosario n. 2, loja de harheiro.
vendem-se aos ceios c a retalho bichas de llainbur-
go, chegadas pelo ultimo vapor da Europa.
Vende-se um ptimo sitio rom urna excellentc
casa de sobrado cora lojss repartidas, conlendo J -.
las, ti quartos e cozinha fra, e no sobrado 2 salas, 2
gabinetes, 2 alcovas. ti quarlos inclusive una grande
dispensa c cozinha fra, leudo a casa 50 palmus .le
frente c 95 de fundo.c o terreuo 17(i de frente e 700
de fundo em chaos livres de foro, com um grande
vivelro cora peixes e arvoredos fructferos etc.. si->
luado em Santo Amarinho, fregoe/ia da Boa-Vista :
a Iratar na rua do Collcgio n. 15, armazem, com o
agente Borja.
Vende-se um cavado que carrega baxo al
tncio, muito novo e bastante gordo, por prero com-
mo.lo : quem precisar, dirija-se a Soledade, no sitio
dos i lees, das3 horas cm danle, ou annunrie a sua
inorada.
Vende-se urna das inligas labcrnas, sla na
rua da Liogoeta n. 10, muito afreguezada para o mar
e para a Ierra, propria para qualquer principiante
por lerpoucos rondo* : quem a pretender, dirija-se
a mesma para Iratar.
Vende-se milito o arroz rom casca a granel : a
bordo da barca .ctica, fundia.la na rampa do lla-
mos. Assim romo .V, ensa* de cedro e rebulos,
por prt'ro commodo.
BARATO NUNCA VISTO, A
2 600
r.oiiieiras de fil o de cambraia, com lindos Irnos
.1 2*600, chales de laa c seda, linissima razenda, lin-
dte modernos padroes a 3*400, lenco* de garra c
seda com bonita* raraagens'a I-000. chapeos Iraiicc-
zes a 0-2000 : na rua do Oucimado 11. 33, loja junto
a da Fama.
BARATO ABMIIiAVEL.
COVAUO 6JJ500.
Panno fino prelo. prova de limSo, covado 69500,
curtes de cullelcs de gorgurSo e seda, muito fina fa-
zenda, pelo diminuto prec.0 de29400 o corle : na rua
do Queimado n. 33, loja junio a da I-ama.
_ Ainda se vende um escravo pardo, moro, de
15 a l anuos, com oflicio, bonita figura, est" 1.....1
para paqem ou outra qualquer oceuparflo por ser
muito intelligente, e lambem boa saude," bonita phi-
sionomia, e muilo agradavel : na rua do Rangel n.
21, a qualquer hora.
FAZENDAS BARATAS PARA
se acabar coiu
a loja
Bros (raneados de puro linlm, de muito bonitos
padroes a (o<> rs. a vara, ditos braneos a 700 rs..
nanga anMrella da India .1 :t(i rs. > invado,
la* decores para calcas o palitos, de mnilos bonito
padroes e en re* 0uM3tH)rs. n -ovado, .-orles de
minio bonitas rasemiras .1 i 30,1, caaemira preta
muito lina a 2JWO0 n cova In, n.....no prelo muito fi-
lloa 3^KKlo covado, dama-rn inulcs de la sem mia-
lura de algodilo a 500 rs. n iv; do, chales de chita a
S00, dilos do algodao de bonitos padroes a GIO, clia-
peo* de sol de asteas de baleia .1 jjsOOO, tlilos de as-
leas de junco a I9OOO, chapeos .!.-ul de seda para
senhora, razenda muito superior a 30600, chapeos
preso*fcancezes, fazenda muito superior e .lo mais
modernissimo Bosta a 69OUO, lencos de seda rom
franjas .1 28200, dito* de seda e alaedSo lambem
rom franjas .1 t t), leos de leda para algiheira de
honitcs padroes a I96OO, ditos de cambraia de linho
a600rs., ditos de cambraia a 32", dito* de cana
pintados a 2O0 rs.. meios chales adamascados, bran-
c.is, de ras-aa 320, grvalas de sedaCIO e I9000, di-
tas prelas de selini .1 I9OOO, corles de colleles dese-
tim bordados ^ IdOOO, dilo. de l'uslao, fazenda supe-
rior a IJ)OO0, chal* linos de merino c bastante
grandes a 89000, ditos de sola muito boa fazenda a
llljtKHl, rolles .le vestidos de soda escoceza de boni-
tos p.olrors a 149000, dilos de seda lavrarla, mullo
riros a 209000, seliir. prelo de Macan a 19600 o Po-
yado, corle* de vellidos de cambraia de .lill'erentcs
goslos a 19000, honclcs para meninos a i00 rs., sus-
pensorios linos cun lios de seda a 200 r,. o par.
meias .lo seta brancas para sculiora,'fazenda supe-
rior, a 19600, loria* de seda de Indas as cures e sem
defeiloalgum a I9OOO0 par, dilas prelas de lorral
rom borla, fazenda mojilsimo boa, e chegadas lti-
mamente .le Lisboa, pelo haralo prero ile I9OOO0
par, meias brancasd alendan, fazend* muito lina,
para senhora, a 3110 o (K) rs. o par, dilas para me-
ninas a 200 rs., ditas para meninos a IGO rs, o par,
meias pretasde algodo para senhora. muito boa fa-
zenda c sem defeito al-.-um a 200 rs. o par, dilas
Cfiias para honiein a I lili, superiores maulas de lela
para senhora a 59500, raniisas de meia pira bomem
a MOO rs., princesa muilissimo fina a (00 rs. o cova-
do, lila preta, fazenda superior, a 320 o covado, cu-
berlores de algodan para escrava* a TOO rs. cada um.
bonitos chales de ahrodsoe seda a I9COO, grvalas .le
caiga a 2i!ll ts.. linni de linho .te quadrinhos a 2(l
rs, o covado, lindissiinos corles de vestidos de cassa
com barra a 29000, madapoln de lodas as qualida-
des, chitas Snissjmas, alejodaotinlio liso c trancado,
algodao trancado azul, brin* lisos Onissimos c'mais
grossos, lencos muito linos de ganga encarnada para
tabaco, ditos da fabrica, baela de todas as cores, al-
go lozinho proprio para sarros por ser baslnnte cn-
corpado, e alem deslas oulras inuitisshnas fazcn.las
que se vendem minio mais baratas do que em oulra
qualquer parte, lista toja fui arrematada em prara,
.. diniieirn a vista, e romo os arrematantes lenhm
de acabar rom ella, rogam aos amantes do bom c ba-
ralo que aproveilem a occasiito, que deslas pechin-
ilias apparecem piucas v-zes c depressa se acabara:
na rua do (Jaeimado, nos quatro cantos, loja de fa-
zendas n. 22, defronle do sobrado amarcllu.
A Boa Fama.
\endcm-se carleiras proprias para via^ens,por le-
rem lodo* os arranjos nere-sarios pira barba, pelo
baralissimo preco de 39500, reloginhos commoslra-
dores de madrcpeola e purcellana,cousa muilo deli-
cada para cima de mesa a 19000 cada um, loucado-
res cora columnas de Jacaranda e com excellenles
espclhos a 39000, ricos louradns para senhora a
19500, riqui*Bimos leques com lindas e Oniuima*
pintura* 05*000 b69000 rada um, rollas prelas para
luto com brinros, pulceiras O alliuele. fazenda mui-
lo superior a I9OOO, ditas mais ordinarias I9OOO,
linteiros e areeinsde porrellana a 500 rs.o par. pa-
litos de laa de muito bonitos costos e com guariii-
'.es. para meninas anboras a 3#00, riquiuimas
Clixas para rap de diversas qualidades a 6*0, I-00 I,
19500 e 2c00 cada urna, grande sortimcnlo de ocu-
los de armaran de aro a 80GV. o par, carapuca* pin-
tadas, muilo linas, para bomem a StO, meias" muilo
linas e pintadas para bomem a 320 o par, Denles li-
nissimo* de tartaruga c de muilo bonitos aoslos a
I95OO, 59OOO e59">00 cada um, bandejas linas de
vanos lamanhos de I9OOO at59060cada una, meias
de laja paca padres, o melhor que he possivel haver
pelo baralissimo preco de 2.-OOO0 par, luvas de seda
de loi(as as cores, razenda mullo superior e sem
defeili- de qualidade alloma, para bomem e senhora
a 19300 o 1 ir, grvalas de seda de muilo bons cos-
tos, pelo barato prero de I9OOO rada nina, riquissi-
mas Iranjas brancas e de cores rom borlas, propriai
para cortinados, escovas muilo linas para cabello e
roupa, estampas de smi.is em tumo e coloridas, e
alem de ludo islo nutras miiilissini.is cousas, ludo
de muilo goslo c boas qualidades : na rua do Ouei-
inado. nos quatro cantos, loja de iniudezas da Boa
1 n. 33. Esta luja he bem conhecida, porque
Chegnu de Franca pelo paquete uma fazenda inlc-
ramenle nova, lo,la de seda, de quadros e li-lras
o mata rico possivel, denominada Sebastopol, o
covado............ 19OOO
Adcliuas de seda de quadros, o covado !
Crimea de seda, costo csrnrez, o covado !KJO
I'rnzerpioa de seda de quadro, o covado 680
Indiana* escoce/.1-, nevos padroes, o covado 400
Chitas francesa*, lindos pa.lres, o covado 280
Riirado franeez, largo, fino, o covado 260
(".irles de >estilles de seda escocer, o crl? 1490OO
Curtes de tarlalnna le seda, o corle. .
Crtenle cambraia .'e leda, o rnrte. .',SHM)
Selim prelo lavrado para vestido, o covado 2940(1
Selini pelo iiiac.in, liso, o covado. 9600
Sara preta hespannole, o covado. 2^000
Nobreza pfela porlogueza, o covado, I98OO
Chalos de casemira de r.">r. lisos..... 1
Chales de merino-, franja .le sosia. ti-un
Chales de merino bordados a aeda 89300
Chales de merino o mais rico possivel IInkmi
Luvas ile se,la de indas as qualidades 19280
Corles de casemira prela setim .... (.nhki
Corles de casemira de cores...... l-.vui
Cortes de casemira mofada...... 29500
Corle* de colleles de fostSo fino. .... 600
l.enros de seda para grvala...... SIKI
Ourello prelo para panno, o covado 39000
Corles de alpaca escoceza, o corle 33OOO
na rua do Queimado, em frente, do berro da Con-
gregarao, passando a bolica, a seguuda loja de fa-
zen.las n. 10.
FUMO M FOLHA.
Na roa do Amorim n. 39, armazem de Manoel
.los Sanios Pinto, ha muito superior fumo em folha
de todas as qualidades para charutos : por preros ra-
zoaveis.
A la mode.
Acaba de rhegar uma exccllcnte fazenda denomi-
nada clialv, de lindos padres, e por prero mais
commodo de que em outra qualquer parle : na rua
Nova n. 10, loja francesa.
A FINAL.
C.licgaram afinal rua Nova n. 10 loja franceza,
tainos de fil de linho burilados, romeiraa de dito
bordada*, assim como romeiras muilo lindas de cam-
braia, por prero muilo commodo,
FEIJAO MLATINHO,
Na rua do Amorim 11. 39, armazem de Manoe1
do* Sanios Plnlo.'ha muito superior feijao mulati-
nbo era sircas : pnr pi ero c nmmodo.
Chales de miro de neos padroes por
muilo coiimodo prero : na rua Nova n. 10, loja
Iranceza.
v NOVA ESTAMEMIA. .
Vende-se a nova < legitima estamenha pata habi-
to dos ferceiros franciscano*, por menos prero do
queja se vendeu : na rua do Queimado n. 10 ; on-
de lambem ha um completoe variado sortimcnlo de
lazendas de diversa*qualidades, que se vendem pnr
preco* eommodos.
Vende-se urna prela que rose, lava, cozinha e
cngnmma alguma consa : no Hospicio, scguudo por-
lao depois da l-'aculdado de Direito.
MEIAS DE LAA COMPRIDAS,
vendem-se na rua do Crespo n. 17.
Na casa do Ilebrard & Blandi, rua do Trapi-
che Novo n.22. vende-se -./cite doce francez de
l'lagniol, verda.lciro salame de I.yon, muilo fresco,
assim como vinho de Bordeaux, champagne,cognac.
ludo poi proro razoavel.
Conloes de ca-
bellos,
sempre vendeu ludo mais barato do que em oulra
qualquer paite, e mc-ino porque sempre se acha
surtida de um ludo quanto se procura.
Superior vinho de champagne eBor-
deaux : vende-sc em casa de Scliafli-
lltn & C, rua da Cruan. .18.
CEMEMO
da melhor qualidade: vende-se &
emwsadeBriinnPracger&C,, rua 1
da Cruz 11. 10. B
mwttammsem
A I5OOO HS.
Vende-se o 1 estimo da HISTORIA DO
BRASIL, pelo baralissimo prero de l.S rs. :
na rua do Crespo loja n. 16.
- i"T ^ Clu'e"88 nm raoleque crioolo, de l(i annos de
idade, robusto, sadoi, e proprio para lodo o serviro,
saliendo cozinhar a comida diaria do uma casa : na
rua da Cadeia do Kecifc. loja do lazendas n. 41.
Vende-sc um moleque crioujo, de i) a 10 an-
uos minio proprio para presente por ser muilo bo-
nilinho : no alerro da lfoa-Visla, loja n. 74.
Vemle-se nm boi gordo e manso para carreja :
no palco do Paraizo, primeiro andar, junio a igreja.
Vende-se uma porjo.de barr vasios em mur-
i bom estado, e saceos com mifho, dilos de familia
de mandioca, ludo muilo mais barato do que em ou-
tra qualquer parle, por se querer acabar com o res-
lanle : no armazem de Antonio I'inlo deSouza, bec-
co do Carioca.
Furello novo.
ebegado ltimamente de Lisboa pelo brigue porlu-
--'iie/. Experiencia, por commodo preco : na rua do
Vigario 11. 10, primeiro audar.
Na rua da Cruz n. 54. vendem-sc sarros om
muilo nua familia i!e mandioca, por menos prero do
que em oulra qualquer parte, c lambem se \eiidcm
a retalho de .piarla para cima.
Muila atieiirfo.
Vende-se a loja de barbeifu .t rua da Cruz do Ke-
cifc n. 43, com todos os seus pcrlenccs ou sem elles ;
esla casa pelo seu local est propria para qualquer
estabelecimento, assim como bilheles, loja de caba-
llo-, charutos, etc.
He iiKsito barato
a 1 #000.
diales a larlalana, de lindos padroes a I5OOO : Da
rua doOueimado 11. 33, loja junio .1 da Fama.
Vende-se um prelo, de idade 35 anuos, muilo
bonita figura, e trabalha muilo bem de masseira
ao comprador se dir o motivo por que se vende :
na rua do Mondcgo 11. 20.
0 39a.
Confronto ao Rosario de Sanio Antonio, vai de
novo ao pelo para avisara seo* freguezes o ao res.
peitavel publico, que be ehegado o S. Joan, epor-
lanlo be preciso hcihiliiarcm-se de bailas de estallo
on ameiiil. as para as mesma*, do que elle maisque
ninguem se acha sorlido, assim como diversos cho-
colates rrancezes, e pira mais de 20 qualidades de
bollos para cha, e preces razoavei*.
Vende-se uma pon-o de tafels de diferen-
tes cores, por prero muilo baixo, por estarem prin-
cipiando a mofar : no aterro da Boa-Vista toja
numero 18.
Vendem-se 4 escravos mojos, de bonitas figu-
ras, entre elles duas boas cscravas quilaiideiras, e de
ptima conducta, por prero commodo ; na rua D-
reila n. 3.
Continna-se a vender manleiga inglesa a '.mi
l>000 e 1-120 rs., franceza a 800 rs.. amenddascom
1 a 320 a libra, caf de carojo a 180, arroz pi-
lado a so ts., eevadinha para sopa a 32t). nassai 1
'fStt, ella* de espermacele americana* a '.Mo rs., di-
tas a8j0, feijao misturado a 240a cuia. cha prelo a
i'.-OSO, sabUo lirancn.il 320, dito para barbeiros a
itHI por ser muilo alvo, eajataa de traques a 120 rs.,
gorama de engommar a 80 rs. a libra o 2S400 a ar-
reboa : na taberna da rua de Horlas n. 1.
ATTENCAO',
Vende-se superior vinho verde de Lisboa, pelo di-
minuto prero de 18600 a ranada, a 240 a garrafa ;
a-sim como tambera se vende cm larris de cm
pipa na prara do Corpo Santo, armazem u. 4, juu-
to a loja de funiletro.
elsticos, lisos .' enlejiados, por melado de seu va-
lor : vendem-se na (ravessa da Madre de Dos
n. 19.
un o em
fonia.
l'ar.K.s dr : arrobas, de lodas as qualidades : ven-
de-se no armazem do llosa, na travessa da Madre de
Dos n. 19.
Cera de carnaulia.
Vende-sc :.a rua da Cadeia do Recife n. 59, pri-
meiro andar.
DEEM ATTENCAO' AO BARA-
TERO.
Na taberna qne foi do Malillas, na rua Nova n.
50, vendem-se por muilo eommodos preros, lalvez
por menos do que em oulra parle, minios elleilus
perlencenles a taberna : superior vinho Champagne,
Bordeaos, a 320 e 400 n. a garrafa, do Porto muito
velho, engarrafado, a 800 rs., cha do Rio e da India
muilo bom, passas, chouriras, presuntos1, velas de
espermacele francezas o americanas, dilas de car-
nauba pura, vinagra blanco c tinto de Lisboa, en-
garrafado e de muito superior qualidade a 280, quei-
jos do reino muilo frescaes, sag, eevadinha, eslrel-
Imli i, fugo .In India a Sebastopol, saldinha de Nan-
les, vinho moscatel muilo superior a 500 a garrafa,
charutos da Babia, cerveja, bolacbinha de ararula e
oulras militas rousas, como licores francezes, sabao
branco do llio, doce de guiaba bom e de scla in-
gleza, resmas de papel de boa qualidade, ele. ele.
No palco do Carino, quina da rus de Horlas n.
2. vendem-sc linguicas do serlo a 20. chouriras a
410, nozes a 100 rs., tourinno de Lisboa a 320, di-
santos a 210, passas a 500, cha a IJtOO, 2SKHI c
2J560, dito preto a 28200, traques fortes a 140,'man-
leica ,i 640, 800, 880, 900 e IJBOO, bidarliiiihas a-
ples a is.i, .luce secco de caj a 180, de goiaba
cm caixes de mais de 5 libras a 800 rs., ameixas a
160, somma a 80 rs., familia de Maraohio a 100,
cevada a 220, aloisia a 200rs., azeilo doce a 720, di-
to de carrapalo a 210, breu a TO rs. a libra.
Vendem-se cadeiras de balanrn americanas,
com palhinlia.a !2S0(Nicada uma : na rua da Cadeia
do Recife n. i'.l, primeiro andar.
Vendem-se velas de carnauba do Aracaly : ni
rua do Queimado n, 39. '
DEPOSITO \\\ FABRICA IIK TODOS
OS SANTOS DA I1AII1A.
Vende-se era casa de N. O." I!i. L. i 4
C, na rita da Cruz. n. algodo tran-
sido dii|tiella fabrica muito proprio pa-
ra saceos de assuca r e roupa para escra-
vos*, por prero commodo,
Em casa de J. Keller&C, mi rua
da Cruz n. Tt lia para vender excet-
lentes piano vihdos ltimamente de Ham-
burgo.
Vende-sc uma batanea romana com lodos os
stus perleiKis.ein hom uso e de 2,000 libras : quem
pretender, dirija-se i rua da Cruz, armazem n. .
COGNAC VERDADBIBO.
Vendese superior cognac, em garrafas, a 12rO00
a du/.ia, o t>280 a garrafa : na na dos Tanoeiros n.
2, primeiro andar, defronle do Trapiche Novo.
I AISIMIA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinlia de mandio-
ca, em saccasque tem um alqueire, me-
dula velha, por preco commodo: nos
armazens n. 7,, 5 e 7 defi onte da escadi-
nlta, c no armazemde'ronte da porta da
alfandega, on o tratar no escriptorib de
Novaes Ov C, na rua do Trapiche n. 7>\,
primeiro andar.
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-sc na rua do Crespo, loja da esquina que
vulla para a cadeia.
CASEMIRA PRETA A 4-7500
0 CORTE DE CMA.
\ endem-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volla para a rita da Cadeia.
Na rua do Vinario n. 19, primeiro andar, %en-
de-sc farelo novo, ehegado de Lisboa pela barca Cra-
tid~to.
Na rua
I.
ATTENC&O.
' Trapiche n. i,
o
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n. -ii-, na para
vender barris de ferro ermeiieamente
fechados, proprios para deposito de fe-
ses ; estes barris sao os melhores que se
tem descoberto para este im, por nao
exhalaiem o menor cheiro, e apenas pe-
zam 1( libras, e custam o diminuto pre-
co tle ,s()0(> rs. cada um.
Chejpiem freguezes ao que lie bom e
barato.
Na taberna que foi do Malinas, na rua Nova n.
50, tem de todo borne barato, bolacbinha inglesa
niuitn nova, boa manleiga ingiera o franceza, supe-
rior crarha cm lata, baldas, liendre* com crvilhas
e bages, c ludo mais por preco que anima aos fre-
guezes.
LINDOS ADROES.
Excellenles sedas forta-cores, lindos padroes, por
prero mais commododn que em oulra qualquer par-
le : na rua Nova u. 10, loja franceza.
N. 24.
Na rua dos Quarteis n.24. acharSo
os freguezes um completo rortimento de
quadros coin a competente estampa de
sanio com vidro e moldura delirada a
IGO rs. cada uma. adverte-se que he rao
barato, que para se acreditar he neces-
sarin vr-se : portante convida-se aos
freguezes a virem a loja cima.
Vende-se pipas, barris vazios e bar-
ricas internadas: a Iratar com Manoel
Alves liucrra Jnior, na rua do Trapiche
n. Ii.
Attencao !
\ ende-se superior fumo de milo, segunda e capa,
pelo baralissimo prero de 35UOO a arroba : na roa
Direila n. 70.
i
Potassa.
No antigo deposito da rua da Cadeia Velha, es-
cnptorio n. 12, vende-se muito superior potasas da
Rnssia, americana c do Itio de Janeiro, a precos ba-
ratos que he para fechar cotilas.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam,quadnlhas, valsas, rcdowas, scho-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
ehegado do llio de Janeiro.
Vendem-se ricos e modernos pianos, recente-
mente chegados, de excellenles vozes, e precos eom-
modos em casa deN. O. l!ieber& Companhia, rua-
da Cruz n. 4.
Capas de panno.
_ Vendem-sc capas de panno, proprias para a csla-
rao presente, por commodo pre^o : na rua do Cres-
po n. 0,
Grande sortimcnlo de brrns para quem
quer ser gsmenho com pouco dinheiro.
Vende-se hrim ti aneado delislras e quadros.de pu
ro linho, a 800 rs. a vara, dilo liso a MO, ganga
amarella lisa a 860 o covado, riscades escaros a imi-
tacao de casemira a 360 o covado, dito de linho a
280, dito mais abaixo a 100, castores de lodas as co-
res a 200, 210 c .I2() o covado : na rua do Crespo
n. 6. '
COM PEQUEO TOQUE DE
A Boa lama.
Na rua do Qneimailo loja de miudezas
la boa fama n. 33, vendem-se as miudezas abaixo
mencionadas, c alera dessas oulras muiliwimas que
avista .los seus precos muito baratos, n(o deixum de
fizei -inulta cunta aos amigos (lo hom barato, as-
sim como boceteiras e mscate, linhas de nuvello
ns. 50, i.o e 70 15100 a libra, botoes para camisa
a 160 grosa, litas do linho brancas a W rs. a pc-
^a, linhas de carrilel, de 200 jardas de n. 12 a 120 a
i*> i-, u cairtel, colxeles francezes em cart&es a 80
rwlinlias de peso a 100 rs. a mcadinha, ditas mui-
lo hnas para bordar a 100 rs., lilas de seda lavradas
do todas as cores a 120 rs. a vara, linhas de marca
aul e enramada muilo finas a '280 rs. a caixinha
rom tC novellos. dilas mais ercasa* a 110 rs. lapis
linos envernisados a 120 rs. a duzia, dito*' mais
ordinario '80 rs. a duiia, dedaes para senhora a
11*1 r.. a duzia, caixas para costuras de senhora a
_-. to e :fc>.-|00, dilas para joias n 300, '200, 120 e 80
rs., braceletes encarnados a 100 rs., peonas d'aco
muilo linas a 640 rs. a croza, palitos de fugo a 40
rs., adii/ia de micinhos.capacbos pintados a 040 rs.,
Ii.-n.al linhas de junco com bonitos easle* a 500 rs.,
penles para alar cabello a 1.>}00 a du/.ia, papel al-
majo muilo boma 23600 a resma, dilo de peso pau-.
lado a :i-5(i00, miraneas miodinhas a 10 rs. o maeu,
dilas maiores e de lodos as cores a 120 rs.o maro'
suspensorios a 10 rs. o par, grampas a 00 rs. o mas-
sinlio, allineles a 100rs. a caria, pedras para escre-
ver a 120 rs., botoes linos para calca a 280 rs. gro-
za, liriiiqiiedos para meninos a 500 rs. a caixinha,
meias blancas para senhora a 20 rs. o par, lavas
de lorral fazenda superior e com borlas a 800 rs. o
par, dilas de algodao, brancas, para homem a 240
rs. o par, escovas linas para denles a 100 rs., colhe-
res de metal para sopa a 640 r. a dozia, espedios
com molduras doura.las, fazenda superior a 120 e
160 r-., espedios de capa a800rs. a duzia, lesouras
para costuras a l rs. a duzia. ranivele* de 2 folhas
[ara aparar pennas, fazenda superior n 24(1 rs., lu-
vas de seda prelas cora palmas de cores a 500 rs. o
par, dilas de aleodSo de cares mnilo linas para ho-
mem a 400 rs. o par, acutheirM de metal com agn-
Ihas consa superior a 200 rs. torcidas para candieiro
do numero que o comprador quizer a 80 r. a du-
zia, velasdouradas para calca e rllele a 120 rs.,
peulc .le baleia para alisar a 280 rs., dilos linissi-
mos para atar cabello a 1?>280 r., esporas finas de
metal a 800 rs. o par, chicotes finos a 800 e 1 rs.,
a boleadoras para rllele* censa superior a 400, 500,
(00 e 800 rs.. Irancellins de borracha para relogios
a 100 e 160 rs., cailiuhas com superiores agulhas
francezas a 200 rs., meias de seda pintada* para en-
ancas de tai annos, a IrsKOO rs. o par, dilas piu-
ladas de lio da Escocia de bonitos pa.lres a 240 e
1(K) rs. o par, trancas de seda de lodas as cores, fi-
tas linissimas de todas as cores, biquinhos de algodo
e de linho de bonitos padroes muilo fios, lesouras
o mais hnoque he possivel enconlrar-se e de todas
as qualidades, luvas e meias de lodas as qualidades,
e oulras inuilissimas rousas, ludo de muilo gosto e
boas qualidades, e por precinhos que muilo agra-
dara. Ela loja he bem conhecida, iio so por ven-
der sempreflu.lo mais barato do que em oulra qual-
quer parle, como lambem ser nos quatro cantos adi-
anto da loja da sobrado amaiclln, e para melhor ser
conhecida lem na frente uma tabulis com a boa fa-
ma pintada.
Vendem-se em casa de S. P. Jolins-
ton & C, na ru de Senzala Nova n. 42.
Sel luis injjlezes.
Relogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montara.
Candicirose casticaes bronzeados.
Chumbo em lenco!, barra c munico.
Farelio de Lisboa.
Lonas inglez.
Fio de sapateiro e de vela.
Vaquetas de lustre para carro.
Ilarris degraxa n. !>".
W POTASSA BKAS1LEIKA.
jpl) Vende-se superior potassa, fa- 0
(ty bricada no Rio de Janeiro, che- jk
<& T-U'a recentemente, recomnieu-
i. da-se aos senhores de engenhos os
S seus bons cH'eitos ja* experimeri-
W tados: na rua da Cruzn. "20, ar-
'$) mazem de L. Leconte Feron i\
O Companhia.
16
a
5 e>-
-
Sanio Antonio livrando seu
liliulo.
do
pa-
Kiquissimo drama original de A. N. !'. A., acres-
centado com duas praticas sobre a vida e morle do
- tuto, compostas por francisco de Frailas tiamboa,
e primorosamente pregadas por dous dos seus disc-
pulo* de menor ida.le. Aebe-se a venda na oflicina
de encadein.i.-.oi do Padre l.cmos, no largo do Col-
legio, pelo proco de 18000, linda impresso, e cm
muilo bom papel.
PARI DE LINHO ETOALHAS
V1NDAS DO rOUTO.
Vende-se panno de linho de todas as qualidades ;
loalhas adamascadas para me-a, de diversos lama-
nhos : ditas acolitadas e lis^s para rosto, por preco
commodo: na rua do Crespo, toja da esquina que
volta para Cadeia.
FAZENDAS DE GOSTO
PARA VESTIDOS Di: SENHORA.
Indiana de quadros muilo fina e padroes novos ;
corles de Uta de quadros e lloros por proco commo-
do : vende-se na rua do Crespo loja da esquina que
volta para a rua da Cadeia.
Vendem-se saccascom feriaba i -ooors., di-
las rom arrota l-HOlrs. : no raes da Alfandega ar-
mazem de Antonio AnnesJacome Pires.
becas com farinha.
Vendem-se saccas com superior arinlia
da Ierra, nova, por menos preco do qu
em oulra qualquer parte: a tratar no
trapiche do Pelourinho, ou na loja n. ili
da rua da Cadeia do Recife, esquina do
Becco-Laryo.
Vende-se un (abrile! c dous cavallos, tudo
junio ou separado, sendo os cavallos muilo mansos c
muilo costomados em cahriolet: para ver, na c.o-
cheia n. I!, defronle da ordem tercena de S. Fran-
cisco, e a Iratar com Antonio Jos Rodrigues de Sou-
za Jnior, na rua do Collegio n. 21, primeiro ou se-
gundo andar.
v'eude-se excellentc laboado de pinho, recen-
lemento ehegado da America : na rui de Apollo
trapiche do Ferreira. a cntender-se com o adminis
rador do mesino.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Bcrlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucnr, aclia-se.a venda, em latas de 10
libras, junto com. o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
. O. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz. n. 4.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Nesle estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de inoen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor}- e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vendem-se no armazem n. 60, da rua da Ca-
deia do Itecife, de llenry (iihson, os mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por nreco
mdicos.
ESCRAVOS FGIDOS.
Algodao de sicupira a -J^iOO e 3-5 : vende-se na
rua do Crespo luja da esquiua que volla para a i iia
da Cadeia.
Alpaca de seda.
\ endese alpaca de seda de quadros de bom cosi
a 730 o covado, corles de laa dos melhores godos qne
lem viudo no mercado a 9300, ditos de cassa chita
a IJHOO, sarja prela hespanhola a 5100 e i00 o
cova lo, selim prelo de Macao a J5SOO c :i-?200, suar-
danapos adamascados feilos em l.uiniaraes a IINKKI
a du/.ia, loalhas de rosto viudas do mesmo lugar a
99OUO c (5000 a duzia : na rua do Crespo n. t.
CHALES DE LAN E ALGODAO,
HSIROS A800RS. (VlUni.
Vendem-se na rua do Crespo loja da esquina que
volla para a rua da Cadeia.
COBERTORES.
Vendem-sc cobertores escuro-, grandes e peque-
uos, a I5200 c 720 cada um : na rua do Crespo n. ti.
CORTES DE CASEMIRAS
DE CORES ESCURAS E CLARAS A 3000.
Vendem-sc na rua do Crespo, loja da esquina que
volla para a rua da Cadeia.
Deposito de vinho de cham- O
pagne Chatcau-Ay, prinieiraqua- $p
lidade, de propriedade do conde (gf
de Marcuil, rua da Cruz do Re- fji
cif'e n. 20: este vinho, o melhor
de toda a Champagne, vende-se
a oo.S'OO rs. cada caixa, aclia-se
emicamente em casa de L. Le-
cointe Feron & Companhia. N.
B.As caixas sao marcadas a lo-
goConde de Marcuilc os ro-
t lulos das garrafas sao azues-
Deposito do chocolate francez, de uma
tas mais acreditadas fabricas de Para,
em casa de Victor Lasne, rua da Cruz
n. 27.
Kvlra-superior, pura baiinilba. I9J990
Kxlra tino, baunilba. tNiOO
Superior. l->'t
Ouem comprar de til libras para rima, lem um
bale de 0 % : venda-sc aos mesmos precos e con- 'l'Vi'
dietas, em casa do Sr. Harrelier, no aterro de Boa- de ^'"- ',0 cnsei,l, P,rt" de C,ma- "
\ isla n. 52.
Vende-se .ico em cunhcles de um quintal, por
prero muilo commodo : no armazem de Slc. Cal-
monl ijc Companhia, prara do Corpo Santo n. 11.
Riscado de listras de cores, proprio
_ a r i'iiiiiui iiv, |miimiih uii-iii av in iva *. J"'! uitO) Xl' e*-
para palitos, calcase 'aquetas, a 160 do, e liz-se forro : quem o apprehendere entregar
O COVado. ao seu senbor, ser recompensado.
Vende-se na rua d Crespo, loia da esqoioa qoe
volta 1 a cadei.
i
i
,.5
. "esappareceu do engenho Machrdo, jonto a
Itio-l-orinoso, no dia 2idede/embro de 1851, o par-
do Selorinno, de idade 30 annos, pouco mais ou me-
nos, estatura regular, ou pouco cima de regular,
corpolcnto, desdentado na frente, um pouco gago,
he muilo coohecido no dislriclo de Agaa-Preta em
razan de haver sempre acompanliado o capilao Pe-
dro Ivo durante a revolta, e onde ltimamente lem
andado tirando subscripcao para se forrar, trabalha
de carapina, e be muilo coiiversdor, principalmente
emanas proezas na revolla de 5! : quem o apprc-
hender, leve-o ao dito engenho JUariado, a. I.auren-
iino Jos de Miranda, ou no Kccife a Jos Joaquim
de Miranda, na roa da Cadeia do Recife, oude era
qualquer parle ser bem recompensado.
Desappareceu no dia 12 de maio o escravo de
nacao. de nome Sini.To. que reprsenla ter mais de
oO annos de idade, com os signaes seguinles : boa
estatura, cheio do corpo, cabellos braucos, corlados
minio rente, barba loda branca, muilo regrisla^os-
to um lano descarnado, cor prela, com todos osle ti-
les na frente, quan.lo anda puxa por uma perua que
pouco se divulga, levou calca c camisa de algodo"
de listras rmudinhas ; o qual escravo foi comprado
a Sra. I). Mana francisca Pires Ferreira, e o mes-
moja esleve fgido em Ierras do engenho Sania Ko-
sa da freguezia de Sanio Amaro de JaboalSo, econs-
la queja esleve em Santo Anlflo como forro, e que
ttnha alu urna pequea casa, islo no lempo que o
dilo perlencia a dita Sra. I>. Mara ; pr isso roga-
se a todas as autoridades policiaese capitaes de cam-
po, hajam de apprehende-lo e levar a ten senbor
Pedro Miliano da Silveira l.essa,morador no engenho
(.amorim Crande, freguezia de Agua-Preta, ou nes-
la prae*. na rua da Praia n. 20, que ser bem re-
compensado.
Qoiota-feira 6 do correnle desap-
pareceu da rua duQueiraadnn. 17, e
escravo Antonio,de na^ao,que repta
scnla ter;10 annos pouco mais ou me-
nos, com os signaes seguinles: fallas
le dente na frente e umasicalrj
no rosto do lado direilo, alguns ca-
bellos braneos, e lem no braco es-
quer.lo quasi ao p do hombro um calomhinliu do
lamanho de uma pilomba ; suppe-Se que fui velli-
do com calca de casemira de quadros oude algodo-
linho de listras ecamisa de ilgod.lo trancado bran-
co. nc coslumado a fuxir e a mudar de nome, c
quasi sempredix ter dn mallo de algum senbor de
engenho : roca-sc por tanto as auioiida.tes policiaes
e capiles de campo.ou a quem o aprehender de lva-
lo casa mencionada qne ser ge llorosamente recom-
pensado.
IOft-000 rs. a quem pegar o escravo Elias,
crioule, desapparecido na noile de SI do con/enlc ;
representa ter-J anuos de idade, estatura regular,
roslo oval, sem barba, fallam Ihe quasi todos os den-
tes qneixaes. c lem todos os da frente ; lem (res ri-
ratrizesacabera, provenientes de caceladas, an-
da noves, pannos 110-pescoco. no peito c as cosas ;
tem as nadegas brancas e cicatrizadas de surras que .
levou, levou calca e camisa de algodSo azul transa-
do, e mais uma camisa de alsod.lo branco gross-',
uma ceroula de algodo menos cnrnrpido, nma ja-
qucla de casineta alvadia nova, e um chapeo de pa-
lha velho ; este escravo loi do Sr. Francisco Esleves
freguezia
de lina, para onde se suppe que elle fugio : quem
o pegar leve-o .1 ruada Senzala n. 112, no Kecifc,
que sera gratificado cora a quanlia cima.
Dcsappareceo da rua larca do Itosario n. 12, o
escravo Viccule, pardo, alio, olhos grandes, cora
uma ciralriz no roslo, cabellos c barba grandes ; he
nllirial de sapalciro, anda de ralea e jaqueta, calca-

PEKN. TVP. DE M. F. DE F.VKIA. 1855
yiiTimnn


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