Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00860


This item is only available as the following downloads:


Full Text
IHNO XXXI. N. 138.
Por 3 meies adiantados 4,000.
Por 3 mezcs vencidos 4,500.
DIARIO
.
SABBADO 16 DE JUNHO DE 855.

Por ao/u) adianlado 15,000.'
Porte "franco para o subscripto!.
------ lai-ama-----
-S .
PERNAMBUCO

KXCARREG.VDOS U.V SUBSGRIIH'.A'O-
Recite, o proprieterio M. F. d Faria ; Rio de Ja-
neiro, u ?r. Jo.io, Pereira Marlins ; Babia, o Sr. I).
Duprad; Macei, o Sr. Jnaquim Iteniardo de Men-
donca ; Parahih.i, o Sr. Gcrvazio Viclor da ISali%-
dade ; Natal. o Sr.Joaquim Ignacio Pereira Jnior ;
Aracaiy, o Sr. Antonio de I .eraos Braga; Cear, o Sr.
Cicln ano Augusto Borges ; MaranhAo, o Sr. Joa-
i|iiim Marques Rodrigues ; Piauhy, o Sr. Domingos ,
llerculano Ackiles Petaoa Cearence ; Para, oSr. Jus-
tino J. Ramos ; Amazona, o Sr. Jeronymo da Costa. 1
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 1/2 d. por 1$.
l'aris, 3io a 350 rs. por 1 f.
Lisboa.jJS a 100 ppr 100.
Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Acedes do banco 40 0/0 de premio.
da roinpanliia.de Bcberilie ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconio de lettras de 8 a 10 por 0/0.
KETA.ES.
Ouro.Oncas hespanholas- 298000
Molidas de 69400 vellias. 169000
de 69400 novas. 16*000
de4000. 09000
Prata.Patacoes brasileiros. 19940
Pesos columnarios, 1*940
mexicanos..... 19860
PARTIDA DOS CORRER)S.
Olinda, todos os dias
! Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15
V illa-Bella, Boa-Vista, Ex eOuricury, a 13 e 28
Goianna e Parahiba, segundas e sextas-feiras
Victoria e Natal, as quintas-fairas
PRKAHAR DE IM>JE.
Primeira s|6 horas e 6 minutosda manhaa
Segunda s 6 horas e 30 minutos da tarde
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commerrio, segundasequintas-feiras
Relacao, tenjas-feiras e sabbados
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas
1* vara do civel, segundas e sextas ao meio dia
2* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia
EPHEMERIOES.
Junho 7 Qiiartomingunntc as 5 horas 27 mi-
nutse 31 segundos da manhaa.
14 Lua nova aos 8 minutos 31' se-
gundos da tarde
22 Quarto crescente as 2 horas, 32 mi-
nutos e 40 segundos da larde.
39 Lua cheia as S horas 43 minutos e
33 segundos da larde.
DIAS DA SFAIAXA.
11 Segunda. S. Bernab ap. ; S. Parizio monje.
12 Terra. S. Joo deS. Facundo ;"S. Onofrc.
13 Quai la. S. Antonio f.^paeVcftiroda provincia.
14 Quima. S. Basilio Mago b. doutorda I.
lo Sexta. O SS. Coracao de Jess ; S. Vito n.
16 Sabbado. S. Joo Franciscollegis ; S. JuJita.
17 Domingo. 5." depois do Espirito Santo. S.
Tlicresa rainha ; Ss. Manoel, Sabel e Ismael.
PARTE 0FFIC1AL.
COWMANDODAS ARMAS
Qrtel-jeoer*I do commaido das armas de
Pernambuco aa ctaade do lUcife, em 1S de
Jamao de 1865.
OROEM DO DA N. 63.
O marechal de campo commandaole das armas
Un Humeado nesla dala o Sr. rapililo do 6." bata-
lh.o le inf.inlaria, n Mido a i 2. da mesma arma,
Audre Accoli Pinlieiro, para ir render no cumulan
do do destacamento do presidio de Fernando, o Sr.
lente do 9." batalhao Ignacio (ornes de Si Quei-
ioz; e ao Sr. 2. eirurgiao alfercs do corpo de
Hila do exercilo, l)r. Jos Antonio de Andrade,
para substituir no niesino presidio, o Sr. 2. eirur-
giao lente do reforido corpo, l>r. Olegario Cesar
Cajossii, que all se acha destacado. Os humeados
deverlo estar promptos embarcar no dia 22 do
coi rente, designado pela presidencia para a partida
do patacho Pirapama.
Jote Jnaquim Coelho.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudanle de
ordMk encarregado do delalhc.
EXTERIOR.
VierOR HUGO A I.UIZ BONABARTE..
Heproduzimos, a titulo de documento, a carta se-
grate pablicada por Viclor Hugo, antes da chega-
aa de l.uiz Napoleao ao solo britnico. Sem que
psrtilhemos todas as ideas do nosso grande poela,
leaios para usque o nosso papel le chronista iiu-
pircial nos prescreve'o dever de reunir lodos os do-
cimentos para o grande procesio que a posleridadc
lea de julgar.
Oaas cireuuislancias nos faziam.hesitar em fazer
semeHianle publicarlo : a anciauidade do documen-
to e a tentativa de assassiualo de que elle acaba de
ser victima, a,que so dirigem as palavras de Viclor
Higo. Mas, letlecliudo qoe urh jornal lie escripto
para o futuro, asara, como para o presente, nao va-
rillamos em abafir todos os uus-os escrpulos.
O que veos fazer aqui 1 A quem le diriges *
veos Millar a Inglaterra no seu povo ou a Fran-
ca aae seus proscriptos ? Era Jersey, smenle, ja
temo* aterrado nove. Ser o que queres saber ".' O
ultimo charaava-se Flix Bony, e tinlia viole nove
annos; basla-le isto Queres ver o seu tmulo V
O qoe veos fazer aqui, perguulo-te cu '.' Esta lu-
gliterra que tem o solo livre de ferros, esse povo
soberano do si pruprio, essa prn-criprio decimada
e placida uo se importam comug >. Deixa a liber-
dade rapaz. Daixa o exliio tranquillo.
a Nao venlias ; nao. I
Que engodo virias offerecer a esla Ilustre e gc-
uerosa nacao ? Que unlia das da ligrj premeditas
cu lira a Hberdade ingleza ? Che; iras cheio de pro-
raesuscomo em Franca em IKW ? Porveolura le-
ii.is mudad o pantomimo '.'Poras a nulo sobre o co-
auU alliajir* ingleza da mesma sorle que po-
ze-te pe i repui'.ica ? .Viuda usaras a casaca ebotua-
da, a commeuda, sobro a casaca a mo sobre a
conmeuda, o acento pattico, os olhos hmi-
do 1? Porque palavra inaU sagreda vais jurar? Que
aT rmacao de li leudado eterna, que compromiso
imiolavel, que proleslo conlendo o leu exergo, que
juiamenln cuuba.lo na lua elligic pretendes por
aqii em circulacao 1 dize, falso-moedeiro da honra?
o O que Icarias a esta Ierra ? Esla Ierra he a ler-
ia la, Thomaz Horas, dllampleu, de Kradshaw,
de Sluk.pjare, de Milln, de Newton, de Wat, de
N*ty4fc e au Icm necessidade de uin espcimen da
lnraaWboulevard de Muntmarlre. Vcih procurar
un jarreleira ".* Com effiilo, lio al ahi que le sobe
o sangue.
yttsiHf que nao vendas. Aqui nflo estaras em
i lufar. ^5o ignoras que tAa povo he livre. Nao
* Tjente daqui ainda l, escreve, inlcr-
rn.a,.peiisi, grila, cala-se, respira, como kein Me
parece. Uo ii.o se assemellia a inda do que co-
"haces. Utliale observaras as golas das casacas, mo
lh descorr r,5 a prega, causada pela mito do sen-
darme. N.lo, cerUmente, nio oslaras nos leus do-
minio. Eslarias n'umar irrcspiravel para li. Ollia
que nao ha janlssarm aqui, nem tilo pouco janha-
ro. padres, n mu janisaros soldados ; olha que nao
bf jesutas; olha q'uc o juics' aqui faipm juslira ;
A Irbnna falla, os jornaes fallam, a consejen-
cia pobliea falla ; ha sol ueste paiz. Aguia, que vens
fareraciui ? Aqu ha laridade !
n Se queres saber o que este pAvo pensa a leu
respeilo, poc de parte a anianr i. c Ir os scus verda-
deirosjofuaes, os seos jornae, publicados ha dous
anuos.
Visilara, Londres, Irajado como imperador e
como general ? Oulros que tamhem erara impera-
dores e genirae, visitaram-a antes de li, e ahi recc-
fceriim ovares Iriumphiesde diversa nalnreza ; lo-
rias o inesnio icolhimento. Iras a praea Trafalgar ?
lias u prara Walerloo, ponte Watcrloo, a colum-
na Walerloo ? Nicolao ahi foi recebido pelos ve-
relsres. Iras fabrica de cerveja de Perkin? Has -
miu alii fui recebido pelos operarios.
Avivaras a dor de am grande lulo. O desastre de
Stbastoiil abri as eolranhas da Inglaterra mais
proliindeinenle anda do que as enlrauhas da Fran-
ca. O everclo francez esla' agonizando, o eiercilo
inglez esla' morlo ; o que, se dennos crdito a
aquello- que admirara os leus azares, loria inspira-
do a um dos leus hisloriographns a segrate obser-
varlo : sem querer, Tingamos Walerloo. Napo-
b''i III fez mais mal a' Inglaler.a cm um auno de
allianea do que em quin/e anuos de guerra Napo-
leio I. Porque razio .os leus amigos ja' nao dizcm :
o grande ?)
lio verdade que lens aduladores deste genero,
imperador de occaio. Com cfleilo, be urna cousa
extraordinaria esla aventura que chamara leu desti-
no. As palavras fallan! e a genlc cabe n'um abys-
mo de estupor ao pensar que chegasle a crer que es
alguma cousa.ao suppor que tomas ao serio a lua
horrivel tragedia, e que, provavelmenle. julgarias
causar sobre a Europa nao sei que efteilo de pers-
pectiva no dia era que appareceres ao povo inglez
no papel que boje slenlas, mudo, feliz e lusubros
em p sobre a lua tiuvem de crimes, coroado com
una especie de infamia imperial e misteriosa, e tra-
zendo em lua fronlo todas as acriies pavorosas que
sao da competencia do Irovao,
E do tribunal do jury.
Tu entenderos estas cousas verdadeiras. O que
vens fazer aaju ?
Olha, enlre os membros desle governo, que em
cousequencia de razcs diversas* dSu acolhimeuto,
loma o mais enlhusiasla, o mais ebrio, o mais apai-
xonado por li, loma o inglez que brado mais : viva
o imperador vercador, ministro, lord, e dirise-lhe
esla simples pergunla :se nconlccesse ueste paiz
que o linniem que livesse o poder por qualquer l-
lulo, um ministro por cxemplo, he oqueluera>
se acoulecesie que este homem eob pretexto de que
liouvesse jurado lidelidade a' conslilucao peranleos
bonicos e peanlo Dos, agarrasse urna noile a In-
glaterra pela garganta, dissolvesse o parlamento,
dcspe.lacasse a Iribuua, lanijasse os membros invio-
laveis das assembioas as cabanas de Milbank c de
Pewcate, demulisse Wcslminster, Bzesse dos cochins
o Iravesseiro de seu corpo de guarda, expelisse os
jabea a ponUps, alassa pata Iraz as mgos da jusli-
ca, ao.nua-.-e a imprensa, esmagasse os prelos, suf-
forasse os jornaes, cohrisso Londres de canhoes e
debaionelas, despejasse os cofres do Banco as al-
gibeiras dos seus soldados, loraasse as casas de as-
sallo, assassinasse homens, mnlheres, velhos e me-
ninos, uzease de Ihde-Park urna cova de arcabuza-
das nolurnas, melralhasse a Cili; mclralhasse o
Slrand, melralhasse Kegenl-Streel, melralhasse Cha-
ring-Cross, vinle bairros de Londres, viole conda-
dos de Inglaterra, obstruste as ras com os cadve-
res dos passageiros, enchease os depsitos de morios,
c os cemilcrios, derramasse trevas por toda parle,
silencio por toda parle, raale por toda a parle, em
urna palavra cxlinguisse de urna ve/, lei, Hberdade,
direilo, nacao, respiracao, vida, que faria o povo
ingle! a tsle liomem ?Ante qoe a phrase lossc
..ciliada, voiia- targir da Ierra por si aMenia, e le-
vanlar-se diaule de li a escadn do cadafalso !
' He verdilde, o cadafalso. E, por mais hedion-
dos que tejara o crimes que acabo de enumerar,
pronuncio esla palavra com certa conslrangimento
porque o yerbo supremo do progresso, profossado
por lis, demcratas-socialistas, al esla hora nao
lem sido aceito na Inglaterra, e para esle grande
povo insular, parado no nejado dosecnloXIXc
cm cena distaucia do vertir da civHsarSo, a vida
humana ainda nao he iuviolavel.
Releva que o liomem esteja collocado no alto
do exilio c das pmvaces em que estamos, para a-
bracnr lodo o liorisonle da verdade, e para corapre-
liender que loda a vida humana, anda a lua pro-
pria vida humana, malvado, he sagrada.
Em Ora, nao he desla maneira, nem do alio de
um principio, que os leus amigos desle paiz Iralam
das quesles que le dizcm respeilo. Acham mais
breve dizer que nunca houve golpe de estado, que
nio he verdade, que nunca preslasle o menor jura-
mento, que o dous de dezembro nunca existi, que
nao derramou urna golla de sanguo, que Sainl-Ar-
naud, Espina-ee e Maupas sao pcrsjnagcus mylho-
lugicas, que nao ha proscriptos, que Lambessa est
na Lua, e que somos uns mentirosos.
:J)i vclhucos dizem que com efTeilo houve algu-
ma rousa, mas que mis exageramos, que nem lodos
os humen* morios linliam cabellos brancos, que nem
lodas as mulheres moras c tavam grvidas, e quo a
enanca de sete annos da ra Tiquelonne tinlia oito
anuos.
Ainda repilo.
Nao venhasa este paiz.
n Por oulro lado, rellecle na imprudencia que
vas comnielier. A que nao exporias o governo que
te recebesse nos sei inesperadas; proven isla cm 1789, em 1830 e era
1818. O que he que garante ao povo inglez, que
prez .lilamente e com razao, a amizade da Franca,
o que he que garante ao governo britnico que uao
arrcbenlar una revolucao s las cosas, que o de-
coro nao se mudar sbitamente, que esle vellio
desmancha-prazeres do arrabalde S.-Antonio nao a-
cordar de sobresalto ed um ponla-p no impe-
rio, e que, de repente, por um movimenlo do lele-
graplro elctrico, o governo de Inglaterra nao sea-
che de improviso leudo por hospede cm Saint-James
I
C1IW DI-PEORAS. <*>
a*W Hyppolyto Castillo.
/ .Coutinurie.
Bnlretaord n ^iltirlido ea Uevoranle Ion i un
acabado de certr.
litio, fciiva, comcsle lua vonlade ? per-
gunloun ladr,iocnrr.n,'o cooo da companheira.
iiT llJ.m""l1 !'nil'" nio com.o lac bem, respondeu
Ti i. e" esla,a conhn'.e de ianlar rom
\ raema-me" "*"'"* 'm '* diga ? Xs"m!' C00Sa alor"
\ Oqiie.'
V.ThJ^.* 1cnc'r*m-n'. e eslou envergonhada.
Unwrecoiiliecido algnmas pe5soa9 mcu conheci-
Uie, F.isall, a. iorenas behendo com os Ues-
triL fi *m T" Ma" *'"> e Marre que
i". V'"am-nie V*** quando ou eva pequea...
l*no loda essa genle... A* Morenas ufo ,ao malfa-
inha m ttt'S a"mo duque uma gal"
-JST1,0n!!Mrd1a W,\"*. Pois nao clava-
se nell.1 o abalimento ver^o^hoso que via-<0 mo-
renas. Sua alma era.de um tempera lina.- Sua \i
da isenla de acconimodarao cm o vicio rora^-n,,,,,.
ganhada duramente ; ella havia soffrido muilo' -
brelndo havia lulado muilo de modd que a con o,,.
cao nao poda alcanca-lj. A pobro-iulia era um da-
mante broto que poda pensar por um stixo ordina-
rio : mas que nao deinva por aso de le- \tulro de
i o brilhii c a pureza da pedra preciosa.
lamben; eslou ioeaielo, loriiou o Lesltmi lo.
Vi ha pouco Malescot.e desconfo delle. Es alo um
que viveu muilo lempo da furios e roubos coeu :
mas seus negocios perlur,aram-se. celle caion com
a polica, scaundo dizen,
c ** Maleseot inlig,jria-me. disse a mnidija.
Se queres rctiremo-nos dinui.
Sim, retiremo-nos, i,.spondeu o ladro laucan-
do um olhar inquieto em v,nl0 de si. *
Z k'I? s'..,aberia qw forlasle urna correnle de
ouro ha olio das era caja do visende de Tli.iu ? o
velht. senechal so deu-|e ri,e frallcoj por ella, e nao
se lera gabado ; assim ni,em pode sabe-lo.
Has gazelasjodicqrjas-' reailicou o Dcslemi-
5
() Vide o Oan'o n. 1
do. Acaso lodos os ladrees e espias nao as leera ?
He verdade, disse a Kuiva, relircmo-nos quan-
I" aillos. *
O Deslemdo pagoo, e deixou a ra de Bel Air se-
guido da Uevoranle, a qoal nao ousava lomar-llic o
brac,o, c caminhava atraz delle coleando.
As Ires varredoras vendo-os retirar-se, deram uma
nsadinha lgubre.
Senhor marquez grilou a Nariguda.
Apezar de sua repulso, o marquez de Argent-
Coutt chegou-se a mesa, em que bebiam as Ires fu-
rias, e pcrguntou-lhes com a mbauidadc particular
aos udalgof do anligo rgimen, que devia fazer para
o seu servico.
A Nariguda inclinou-se para o saltmbanco, e fal-
fou-lhe ao ouvido. Este Sorrio, o afostou-se apre-
senlando a direila e esquerda sua bandejiiba de
folln de Mandres, na qual dansavam anda os mes-
mos sidos velhos ruidos pelo azinhavre.
O marquez manobran com lana habilidade que
achou-sc em um minute e mui naturalmente diaule
da mesa de Malescol.
O Heslemido furlou uma correte de ouro era
casa do viscinde de Thun, disse elle em voz baixa
apresenlando a bandejinba.
Com arrombamenlo ? murmurou Malescol mel-
lando a mo no bolso.
Com arrombamenlo, e o viscomle queixou-se a
policia.
Pois bem !
Malescol lancau um solJo ua bandejinlia do mar-
que/, de Argeul-Courl, o qual cnnliiiuuu Iranquilla-
raenlc sen peditorio.
O espja leraolou-se, dirigio-se mesa das more-
nas, a dase em meia voz :
Ha aqai alsuem que qneira sanhar cera sidos
ajiiilamlo-mc a prender o Destemido ?
Eu, responden Mal Nutrido.
E en tambero, acrescenlou Uesprez, lilho.
Um bello rapaz pruuunciaram as morenas.
Nao goslo dos bellos rapa/es, replicou Mal Nu-
trido com dureza.
Eolio avanle pelo la Jo esquerdo. raeus ami-
go* lornou Malescol, e sobreludo ardor no trba-
me, pon advirlolhes que o palife he animnso.
Nao leus bro, disse Mangeroua Desprez fi-
mo. \a- ajudar o edoclor de lua irraaa.
E os cen sidos ? araso o dinlieiro nITende a
genle ro-pondeu olio dando uma risada cvnica.
lii! Mal Nolri lo, ion- animo de prender um
bravo como o Deslemdo ?
,nZ P"rcC?m '0l,Jo'' eu P"n'leria o meu inelbor
am.so... Edemais .o posso todrer os bellos rapa-
w dez francnos.rCnaS' Q,'";rem-"os a1ui beberemos
e por conviva no banquete real, nSo a sua mages-
tade o imperador dos I i anee/es ; mas o aecusado
plido e trmulo da Franca c da repblica ? Nao o
Napoleao da columua, mas o Napoleao do pelou-
rnho ?
Mas os leus policas le animam. O golpe de es-
lado lem na algibeira o velho ulho de Vidodq, e
com elle v o intimo das cousas. Me isto o que Ihe
serve de ecuscienria. A polica le responde pelo
povo, da mesma sorle que o padre te responde por
Dos. M. Pilri c M. Sibour le fallara cada um de
seu lado.Esla canallia, a quera chamam povo, ja
mo existe, allirma M. Pilri. Ouizera ver que Dos
se movesse, morraora M. Sibour. Esleja tranquil-
lo vossa magestade ; e tn dizes: Essa he boa es-
tes demagogos eslao sonbaiido. Prelendem metler-
ne nielo com almas do oulro mundo. Ja nao ha
revolucao; Vcnillol coraeu-a. O golpe de eslado
pode dormir tranquillo sobre os dous Iravesseiros
de Ilaroche. l'aris, a populara, os arrabalde-, |e_
nho ludo islo debaixo dos meus pcs. O que impor-
ta islo ?
Com effeilo, leus razao. E o que importa a his-
toria "? O que imporla q posleridadc ? Que baja hoje
un dous de dezembro fazendo parelha com Austci -
litz, um Sebastopol fazendo equilibrio com Maren-
go, que baja um Napoleao grande e oulro Napoleao
se agitando sob o microscopio, que o nosso tioseja o
nosso to ou nao seja, qoe Icnha vivido ou seja mur-
i, que a Inglaterra Ihe lenha posto Wellington so-
bre a cabeca e Hundson-I.owe sobre o pcito. que
mal faz islo? Ja nao oslamos nesse lempo. Islo
pcrlence ao passado ou ao libello. Se somos peque-
no, nao imporla a uinguem. Admi.-am-noi-. NAo
be assim, Troplong ? Sim, senhor. Hoje s se Ira-
la de uma questao : o nosso imperio. S importa
uma nica cousa : provar que somos recebido- ; im-
por o aventureiro a velha casa real de Brun<-
wick ; fazer desappareccr a cilaslropbe da Crimea
debaixo das festas da Inglaterra ; alegrarmo-nos nes-
le crep, cobrir eslaa nfclrallias com um fogo de ar-
tificio ; mostrar a nossa larda de general ande se
vio o nosso basiao do policia ; eslar alegre; dansar
ura pouco em Buckiiighan-Palace. Islo feilo, lu-
do esla feilo.
Por tanto vamos a Londres. Isto he preferi-
vel a urna viagem Crimen ; cm Londres as salvas
serSo de plvora secca. Quinzc dias de galas. Tn-
umphos. P'asseios na-residencias reaes'; em Carl-
lon-House ; emgOsborne, ua ilha de Wighl; em
Windsor onde encontrars a cama do Luz Filippe
a quem deves ala vida e asna bolsa, e sondea,
torre de l.ancaslre.te fallara do imbcil Henrique, e
onde a lorre de York le fallara do assassino Ricar-
do. Depois bailes, ramalheles de flores, orqueslras,
Rule llrilnnia crinado com Partant pour la Sijrie.
Instm acesos, palacios Iluminados, harengas, bur-
rahs. Descriptocs circum-lanciadas dos leus srandes
conloes c das las graras nos jornaes. Bora. A
esles promenores permute que de ane-mao junio eu
oiitros que ehegan de oulro dos teas lugares Iriurapho, de Ciycuua. Os dcporlados esles ho-
mens qoe nao rommelloram oulro crime mais do
que resistir ao leu crirrie, isto he, cumprir o seu de-
ver, e seren bous c valenles cidados os deporla-
dos la eslao jungidos aos calcetas, Irabalhando oilo
lioras por dia sob o baslao dos aguazis, aliraeutados
com meluel e farinha de mandioca, como oulr'ora
os escravos, com a cabeo,i raspada, coberlos de an-
drajos, marcados com T. F. Aquelles que nao que-
rera Irazer nos sapalos em grandes caracleres a pa-
lavra calceta audam descalcos. O dinheiro que se
Ibes remelle Ibes he turnado. Se se esquecem de
lirar o bonete diaule dos m il le lores, os leus agen-
tes que os vigiam, considerara isto caso de castigo,
os ferros, a masmorn, o jejum, a fome, ou eolio
amarram-nos, durante quinze dias, qualro horas
por dia pelo pescoco, pelos peitos, pelos bracos c
pelas pernas, com curdas grossas a um posle. Pop
decreto do Sr. Bonnard, que sequalifica governa-
dur da Cuy aune, em dala de 29 de agosto, fui per-
railtido aos guardas mala-Ios pelo que se chama
" violacao desenlia. Clima lerrivel, co tropical,
aguas pestferas, febre, typho, nostalgia ;-morrem
Irihta e cinco sobre duzeulos, s na Ihola S. Jos,
lauc,am-se os cadveres ao mar. Eis-ahi o que l se
passa, mcu rico senhor.
a Bem sei que eslas repelices continuas e fasti-
diosas do sepulcro (c fazemjjf-imas lu le ris da-
quelles que choram. Covenho que as las vcti-
mas, os orphaoseasviuvasque fazes, os lamulos que
abres, sao cousas mui usadas. Todas estas mortalhas
mostrara a corda. Ja nao tenho nada novo a te olle-
rgeer; o que quereaqoe faca Tu matas, as victi-
mas morreru. Tomemos lodos o nosso partido, soffra-
raos nos o fado, (u o griio ; para nos crimes, para t
especlros. T
e acrescenlam que, se nos os exilados, erguermos a
voz neste momento, seremos expellidos daqni para
lora. Obranam bem. Deve-sc sabir no mesrao ins-
tante que entras. Fra justo.
o Haveria nislo para os expulsos alguma cousa
que se assemelha a gloria.
E depois. como poltica, fora lgico. A melhor
boa-vinda ae proscripto he a perseguidlo dos pros-
criptos. Pode-se lr isto em Machiavel, ou nos leus
olhos.
------------ w-
Ah espera-Ios !... murmurou Mimosa em-
quanto os Ires homens iffastavam-se. Quem sabe
se virao... Se o pobre suecumbir, vollarao ensau-
guenlados como rarniceiros... e quando elles vcem
sangue, o vnho lorua-os lerriveis... Seriamos bati-
das como trigo.
A Devorante ter grande dor, quando o Des-
lemdo for preso, disse a primognita das morenas.
Keliremo-nos, disseram as oulras.
As Ires raparigas levantaram-sc, o ganharam a
planicie a passo leolo e preguicoso.
As varredoras asscnladas debaixo da arvore mais
sombra do Bel Air bebiam a agurdente do velho
Senechal, esperando pela volla de Malescol e de
seus companbeiros. Kiam de quando em quando de
uma maneira, que lea feilo estremecer um de-
funlo.
O Desliando e a Devorante, deixando o Bel Air,
apressaram-se a sanhar os terrenos vagos, que ro-
deara Pars.
lodos conheccm esses pousios coberlos de relva
dc(inhada, de monloes de pedras, c serneados de
arvores, que nao lerao o lempo de crescer. A espe-
culado nao d-se ao Irabalho de culliva-lo-, pe
ahi seu eterno c estril carlaz, dizendo : Terreno
para cender se, e esjira o emprehendedur.
O ladrao e a companheira pararam junio de um
desses campos tristes.
Separcnio-nos agora, disse o Destemido.
A Kuiva abaixou a cabera, e nao responden.
Amanhaa tornaremos a ver-nos, acresceulo
elle.
Para onde.vas ? pergQntou a coxa.
O Destemiilu guardun o silencio, e cncarou a ra-
pariga. Esla comprehendeu sua falla, e disse com
tristeza :
Ku pergunlava-le isso sera p.en-ai. Bem sabes
que anles quererla ser corlada cm podaros do que
vender-le.
-He verdade, lornou o Destemido com tema-
ra. F.s uma boa rapariga, e nada devo occullar-le.
Ab he agradavel saber a genlc que conbccc ncsle
mondo miseravel alguem, em que pode confiar. So-
mos amigos...
Alcmorte! respondeu a Kuiva vollando a
cabeca para uceultar as lagrimas.
lomando as maos um do oulro, elles ienram um
momento immoveis sem se encararem, sem se ral-
laren).
Adcns, disse o Deslemdo fazendo um esforco
para atranear-se as suas reflexcs; vou dormir do
lado de Monlrouge... Ha minias pedieras por l...
e he uma commodidade para os perseguidos.
Qacm ousari jamis perseguir-te '.'
a A caricia mais lerna ao traidor he o insulto aos
'rbidos. O escarro na face de Jess he o sorriso de
Jadas.
Assim faram o que quizerent.
A perseguicao. Venha ella muilo emhora.
Seja qual for esla perseguicao, s"ja qual for a
forma que ella lome, hca cerlo que havemos de aco-
Ihe-la com orgulho e alegra ; e ao passo que le sau-
daren), neta laudaremos. Islo nSo he novo; lodas
as vezes que se bra la .Ice, Crrsan, o echo do gene-
ro humano lem respondido: Ace^tlolor
Seja qual foresta persesuicao, ella nao tirara dos
nossos odos, uem dos odos da Malaria, a sombra he-
dionda que leus feilo. Nao nal. u-i peder de vsla
o (cu governo do dia sesuinle ao golpe de estado, es-
se banquete calholcoe soldadesco, esse festn de mi-
tras c de bonles, essa mistura do seminario e do
quarlel u'uica orgia, essa proiuiscuidade de unifor-
mes impdicos e de lobas ebrias, pue resalile de
hispos e cabos de esquadra era que jningueni ja nao
sabe o que faz, em que Sibour jura, e em que Mas-
nan ora, cm que o padre corla o pajk com o sabr, e
ciu que u soldado bebe na ambola agrada. Nao nos
far perder de visla a cssencia elerna do leu desuno,
essa grande nacao exlncla, essa orle da luz do
mundo, essa desolarlo, esse lutu, esse falso juramen-
to enorme, Mn inarlre que he uaaa monlanha so-
bre o leu liorisonle sioislro, a nurein mmovel dos
espingardeanieulos do Campo-de-Marle, la em bai-
xo, crguendo o seu triangulo negro, as guilholinas
de 18, c, all, aos nossos pes, na obscuridade. e-se
ocano qu* eenduz as suas cscuinas os leus cadve-
res de Cayenna.
Oh a maljcao do porvir lambem he um mar,
e a toa memoria, cadver horrivel, rolar para sem-
pre as suas lgubres vagas !
a Desgranado Tens lu aljama i lea da responsa-
bilidade das almas? Qual he o lea dia seguinle ? O
leu dia seguinle na Ierra ? O leu dia sesuinle no t-
mulo '!O que de que esperas? Cr'es tu em Dos?
v)ucm es lu ?
Algumas vezes, a noile, nao dormindo. o somno
da patria he a insomuia do proscripto,olho para o lio-
risonle negrq da Franca, contemplo o cierno lirma-
menlo, roslo da juslira elerna,- faco perguulas
sombra a leu respeilo, pergunlo as trevas de Heos o
que pensara acerca das las, e tflamenlo, cm pre-
senra do silencio lorruidavel do Kinio.
8 de abril de 186.
/ 'ielor lia.
{Le Courrierdc VEurope.
-------. -
COUKESi'OMlENCIAS DO DIARIO DE PEll-
NAMBLCO.
LISBOA.
30 de maio.
Filialmente no dia 15fui sentenciada pelo jurv a
querella dada pelo duque de Saldaoha. o auno pas-
tado, contra 0 Porlugutz, jornal da opposiao, que
tirilla aecusado violentamonlo o marechal de" ler fa-
vorecido c aolorsado o rapio que se inlenlou fazer da
lilha da viuva Ferreira, da Kesoa.
Foi, como era ddsuppor, uma audiencia lejnpea-
tnosa, inleiessante c longa como havia muilo
linha vislo ero Lisboa.
Comecuu as!) horas da manhaa, o acahoii as .">
da madrusad.i seguinle. Arabas as parles recusa-
ran qiianlus jura los poderam, mas como a paula era
ua sua maioria composla de empregados pblicos,
enlraramnojuryseteilesles, e por signal que genio
bem obscura e de erapregos mui subalternos.
O advnsado defensor do jornal era o cx-deputado
Uollremau, e do duque de Saldanha, o l)r. Ferrei-
ra da Caima, letrado realista. He uolavel. que em
igual querella que o duque deu contra o Pobres do
Pono, fosse advogado do jornal ura grande realista,
Piulo Coelho, c agora oulro realista lomassea de-
feza delle contra.a opposicao, da qual lambem faz
parle a Aariio.
Logo ao principio da audiencia, houve uma grao-
de conleslacao enlre os dous advusa lus, por causa
de um documento viciado que s apresenlou por par-
le do marechal, nenenle que durou perto de 3 ho-
ras. Nao houve inquiridlo--de leslemuuhas, mas
douve a leilura de multas doras, dos depoiincnlos
que se linliam mandado lomar no Porto, e n'oulras
parles, e lambem de infinitos documeulos, car-
las ele, no que ludo se consumirn lloras e do-
ras Os debales oraes coraer.aram pelas 8 lloras e
lerminaram depois das 3. Foram, pois, m lis de 7
duras de fallas! Parece-me que nenhum dos dous
advogados se distingui como pedia oassumplo. Fer-
reira da Cunda, sem ler uenliura rasgo de cloquea-
da, fallou todava por modo e tdeor de quem eslava
expoudo a verdade, e foi esle o principal, senao o
nico,mrito da sua oracao. Uollremau que lie al-
tivo, e% mais aliada lingua do povo, un primeiro
discurso, naoseexcedeu muilo, mas na repra leve
lances de elleilo, a ponto deque foi necessario que
o juizimpozesse sileucio ao auditorio, onde linda
davido murmurios de approvarn quindo lloltrc-
man fallava.
Enifira, |ierto das 3 doras, de que o jury saldo do
seu cubiculo, declarando que o jorual luida levan-
lado ura falso leslemundo ao duque lie Saldanha. e
por ter assim commellido abuso de Hberdade de im-
prensa, o coudemnou o juiz no mnimo da pena,
quesao IDjOlK rs., e as cusas do processo, que
Com tantas dilisencias como as que se fizeram, nao
llie haviam de licar muilo em conta.
Diga-se a verdade. esta causa estava de (al modo
embrutbada, que us jurados nao linliam pravas cla-
ras de que o duque liouvesse tido parle na lenlali-
va do rapio, mas para se formar a convierto de que
elle fra culpado em confiar a negociarlo do casa-
mento de seu lilho, a pessoas indignas, que abusa-
ra m do seu nome e siluacao, para isso havia muilos
elementos nos autos; e lalvez se possa dizer, que os
jurados nao gravavam a sua consciencia qoer con-
demnassem o jornal quer o absolvessetri. Parece
islo absurdo, mas 13o singular nos parecen este
|n >..e--o. que nao escrupulisamos em sustentar
esta opiniao. Os jurados, foram sem duvida muilo
instados e rogados pelos amigos do duque, porque
era dcsairoso para o marechal e para o ininislerlu a
que elle preside, o ler-se sentado de 13o odiosa ac-
cusacao no Purlo, e vir perder a causa no jur\ de
Lisboa ; linliam a pecha de ser quasi lodos cnipre-
cados dusoverno, mas nao obstante, a condemoacie
do jornal defende-se perfeilamenlc.
O tribunal esleve sempre cheio, desde que a au-
diencia comecoii al que termiuou. Toda a cidade
quiz all ir ver esle (licito IAo follado, e podc-se di-
zer que cm lodo o lempo da sessao, durante o qual
esleve sempre a entrar e a -adir genle, concorreain
Boa-llura mais de cinco rail pessoas.
Como segundo acto desle drama de familia, no i zin de Nossa Senhora da Pena ; informando-sedas
dia 17, recedja-se a' face da igreja de Sania Isabel, tradircies da casa, e examinando loda a isreja, e
o marquez de Saldanha, lili* >lo da que, puf causa : .aitiiuxlumnvs do referido coiiHaBju ; e que, ein \ ir-
do qual lanas berdeiras ricas lem sido falladas e lude il Iodo islo, i cominfssaWB'eonnrmara na
pedidas. E rerebia-se lambem com urna menor!opiniao de que nao pudendo duvidar-sc, de que
respectivas lices c laude-, e depois de ler dilo mis-
so o Exm. chantre de Santa Se Palriarchal, o |ii.
Manoel Jos I 'oriundos Cicouro, a que se seguio a
competente absolvico pelo repousn eterno dus fiis,
cujos despojos ni nlaes foram achadus no choro de-
baixo da mesma igreja, foi ello pelo>presidenle da
eordmiasao, o Exm. visconde de Muncao, que, em
virlude da cilada portara, se havia procedido i
busca dos ossos do Ilustre poela, depois dexollisi-
das pelos membros da commis-fin. todas as noticias,
qoe foi possivel obler,r-lalivas aojazigodos mesraos
ussos, nao so em historias c memortujnipressas,
mas lambem em diversos inanusrriplos ; ao deixan-
do ile ser procuradas as que por ventora pode-- -,u
existir no carlorio *lo niesmo convenio, e da tregue-
dla de Nossa Senhora da Pena ; inun
Persegue-se um animal bravio para ler a pel-
le... e o premio !
Nunca le vi lao agitado ; oda- para lodas as
parles e ests ipquieto, como se livesses fogo debaixo
dos pcs.
Sim, esloo inquieto. Adeos, tornarci a ver-le
amanhaa ao anoilecer a margara da estrada, junio
da arvore... Mas onde vas dormir?
NSo sei, respondeu a coxa ; nao cuido disto,
Acharei sempre um canto de muro, uma adega, ou
um buraco.
A noile ser fra, lornou o Deslemdo, e nao
quero que leuhas fri. Va dormir no Bel Air, c di-
ze ao estalajadeiro, que pagarei por li.
Como s bom para comiso exclamou a coxa.
Desde que eslou no inundo nunca ningaem inda-
gou, se eu linhaJ~rio ou calor.
Al amanhaa, iniulia pobre Kuiva, disse o la-
dran aparl.iiotii.-e.
Se prudente bradou-lbc a mendiga.
O Deslemdo meneou a cabera e desappareceu na
escuridao.
Ella seguio-o muilo lempo com um olhar apaixo-
nado, e quando perdeu-o de visla, assenlnu-se
margena, do campo estril, e abanJonou-se a peusa-
raenlos edeios de Irisleza :
Nao leudo casa, nem pai, nem mili, nem p-
renles. Eslou vestida de (rapos, que muila gente
nao se atrevera a locar, e que nao pre-ervam-me
do calor, nem do fri, nem da inmundicia. Sou
feia, magra, ruiva, coxa e ignorante. Nao leudo
inuita forr i, c aquelles qne euconlram-me encaram-
le com aojo, parecendo querer psar-me como um
hiedo. E com ludo leudo lambem ura coraco um
coracao edeiu de amor, de curagem e de ba Min-
iado !
Liiiquaal i laiuenlav.i-sc, ouvio uns passos. levan-
tou a cabera e vio a dbil claridade da lua as iros
morenas que alravessavam o campo j cheio de ue-
voa. Como uo luudo do coraran da pobre coxa ha-
via sempre, apezar de seus males, um iudelevel seu-
liinento de benevolencia, ella nao pode ver patear as
ires raparigas sem gritar-lhes com voz amigavcl :
Boa noile, morenas.'
Que fazos .ihi, minda pobre ruva? pergunlou
Mangerona vollando a Cabera.
Eu peosava em cousas tristes, que cada nm
guarda para si.
Na verdade he lempo de pensar, dis-o Bombo:
nao sabes que o Destemido esta em perigo?
Malescol e Mal Nalrido omino a procura delle,
accrescentou Mimosa.
Ah meu Dos, exclamou a pobre coxa levan-
tndole de am sallo, elles vflo mala-lo I
,13 anuos, e rica, lilha do conde do Bullan Antonio
.Vives de Sou/.a liuimarSes, nesocianle do Porto.
Esla negocia^ao foi feta rpidamente. O pai da
noiva deu-Uie em dote duzeulos cotilos era inscrip-
Ees, e vinle o cinco em moeda para por a casa,
ira si quiz o titulo de conde e o de marquez para
o mal ido de eua lilha, pora passar a duipic quan-
do o niarcchap'murrcr. I alo islo se fez. Agora os-
la o duque tranquillo, lera o lilho casado, ainda que
de um raudo heiu indecoroso. Nesse mcsiuo da se
casou lambem a filda, condessa de Tavaude, com o
lilho do ronde de Farrobo, como ja Ido linda noli-
ciado, mas es-e nada lem com a poltica, e ninguem
se lem irapoi lado cora isso. Agora' o oulro he que
ainda mis ha de dar que fazer.
Sao oslas as duas novilades mais nolaves, porque
das corles s tenho que Ihe dizer quo eslao adiadas
al 10 de junho, c que uSu lem feilo cou-a que se
lea.
( Ha quem supponha que se acharam os ossos de
Cantdes. Eu duvido. Ahi um breve
aqui tii. publicar a esle respeilo.
Esta- na secretaria a volumosa rcsposla do pro-
vedor da corda sobre o cnsul de Peruambuco.
Tem-se feilo varios prognoslicos sobre o seu con-
teudo. S boje de larde de que o poderci ver, e
no seguinle, senao douvcr resolucao, saliera' o que
elle diz. Ora, he que comecam os prelendenles a
jogar a sua ruinara.
ii Tem sido recebida com alvoroco, mas com des-
conflanra, a nolicin -emi-ollcial da adiada da sepul-
tura de Camoes, c nella parte ilos seus ossos.
Julgamos prudente aguardar a publicacao do rcla-
lorio da laboriosa commissSo, que volunlariaineule
os unos, do poela c\i-li.ini uosrii'wticojjB'.ieo, pelos
anuos de 17311. he isnalmenle fora de dafida. quede
eiihlo paraca nao furam removidos, do qur tinto o
cominian loin folio un relalorio, para ser presente
aosoveruo; e que por isso juntara os ossos,que
achara nn local, aun le Indas as memorias, dignas de
T, desizoam a sua sepultura ; que esles oo. -a, ,,s
(pie eslao no caixao que estava visla. E lugo foi
aborto um caixao prelo, em que estn irellidus us
ossoaque se aedaram, e em que a commi-sao nao
pode deixar de reconliecer, que eslo reslosdo grao-
de poela. Sesuidamente fui o mesmo caixao rollo-
cadn sobre o local aondo jasiam os ossos ; e emsig-
nal de respeilo, fui roberto cora ura panno prelo, e
a suarda delle cncommendada s religiosas do con-
venio, para serem os seos passado para oulro cai-
xao de pao-santo, que nao foi possivel eslar prorap-
to nesla occatiio.e ulleriormenle trasladados para
O novo jaziso, em que o goverro (cnciona depnila-
los, loso cu Joa Tavares de Macedo, membro
artiso que [ da commiss", c que tenho servido de scerelario, fiz
c-de aclo, que comigo assisnaram o dilo Exm. mi-
nistro e secretario de eslado dus negocios do reino,
os membros da commissao. e mais pessoas presentes
a esteaelo.Rodrigo da Fom eoa Magalh.acs.Vis-
cunde de .Monean. Vicoude de Jernmenha. l)r.
Manoel Jos F'-rnandes Cicouro.Carlos da Silva
Maya.JoSo Mara Feij.Jo-e Tavares de Macedo.
Julio Comes da'Silva Sunches, presidenle da cmara
dos depolad*.Joaquira Concalves Mamede, se-
cretario.Carlos Cyrillo Machado, secretario da c-
mara dos depnlados.Antonio da Cunda Soulo-
M ii ir. depiita'o.Jos de Moraes Piulo de Aduci-
da, depulado, -Miguel do Canto Castro, depuladn.
mer.irio levantar duvidas ou repetir as que po ve-
zes so leera suscitado.
Quando, ha boje dous seculos e mo, era 1.195,
se cncarregoii desla larefa. Por em quauto seria le- Joaiuim Helindnrn da Cund Kvara, depulado.
Fredcrico Lean Cahreira, depulado da naco".An-
tonio Alves Marttus, doputado. Antonio Ferreira
de Macedo Pinto, depulado'Jos Silveslro Ribei-
io
D. Cunalo Codlinhe quiz dar honrada sepultura.ao ro. depulado. Dioijo Pereira Forjaz de Sampaii
caulor dos Lutiadas, j lde cuslou mnitu a dar com l'mentel, depnlado.Bazilio Alberlo de Seoza Pin
lo, depulado.J.ise Ferreira Pestaa, depulado.
o coval, onde o pudre poeta, amorlalhado n'um len-
aol.... tioba sido enterrado. E islo quando apenas
haviam decorrido 10 annos depois dn morle daquelle
mesmo homem, que lodos apoiilavaui quando sabia
a ra, por ler publicado um livro de versos, onde 53
chorava D. Ignez de Castro, c se pnlava o Adaanas-
lor, os dous princi[iaes episodios pelos quacs o livro
linha lido tanta voga, que no mesmo auno [157, o
7anles da morle do poeta se linliam feilo duas gran-
des ediees! i
Enlrel inln, |). (ioncalo, apezar da incerteza, re-
coldeu us ossos ach idos no cemilcrio de Sanl'-Auua,
I -ii ibes honrado jazigo e pdz-lhe o epiUphio onde
pela prmeira- vez se chainou pobre a Camoes ; e
cliamou-ldo uin hoincm rico, seu amigo, e que de
corto sabia a penuria em q'ie o poeta se Sonta. Ain-
da nao vimos em nenhum dos lanos biugraphos de
l.uiz de Catnes explicado e-le enigma.
IJue os i n-icos fraiies de >. DoniTlIgns, rom quem
o poela lano pnvava. Ilie na valesscrn. enlen.lc-se,
porque nos /.lisiadas levaram elles uma dua oteada,
mas I). (ioncalo ? c Marlim Concalves da Cmara ?
Ad ouro, ouro, que le nao cundas para comprar
versos !
I'asiaram mais de dous seculos, e pelos annos de
1818, Jos Agoslindo de Macedo, o Zoilo de Camoes,
jaclava-se de saber onde parava a sua sepultura,
apezar do reviramcnlo que o terremoto de 17'm li-
nha dado a Lisboa. Porque artes elle o sabia, isno-
ramo-lo. Mas uin homem dio freiratico e dio ami-
Joaquim Pedro Celestino Soares, depulado.Manuel
da Silva Pastos, depulado-D. Rodrigo Jos de Me-
nezes, depulado.Alberlo Antonio de Moraes Car-
valho, depulado da nacao porliisucza. Antonio
Ko.lrsues Sarapayo, depulado. Barlhalomeu dos
Marlyres Dias a Ronza, depulado da nar-So pbrlu-
sueza,Anlonio Jos Coelho Lonsada, depulado.
Jlo Baplista da Silva FerrSo de Carvalho Harteos.
los Texcira de Queroz, depulado. O padre
Benriqae de Paiva Nunes Leal, confessor das reli-
siesas.O beneficiado Anlonio Amancio de Aje-
vedo.
Asura pergonlamosiro os ossos de Camoes es-
cnn or-se no carneiro de S. X'icente, como os de
Filinlo Elism na aaeriatia da S ?
Almeida (arrcll, consralulanilo se pela adiada
dos restos ninrlaes deCamoes, feila pela commissan
a que preaidia o Sr. A. Feliciano de Caslildo, excla-
mou ; H Dar-llie-lia agora.a naci santuario mais
digno, mais duiavel, e lal que o nao possam vir a
esquecer seus ingratos liios ?
Ve-lo-lieraos.
Lisbao 30 de maio.
Algores das hossascarias anleriores notamos com
interesse as olas do sadinele francez.nesla celedra-
da questao do Oriente, cujo representante era en lao
Mr. Ilrouv o de Lliuys. se dem nos lembra, ava-
go de locutorios, nao he de cslranhar que o livesse i mos-lhes o epteto de arleiras; e mereciam-uo pela
sabido das freirs de Saol*Auna. concisSo, linura e lino coro que eram redigidas ; a
Duzeulos e quarenta annos mais para c, em 1835,
um poela de lana nomcada, e ISo grande admira-
dor de Camoes, o Sr. Caslildo, paopc sociedade
dos Amigos das Lettras, que se busquen) e se riasen-
lerrem os ossos de Luiz de Camoes. Nomeia-se uma
commissao, da qual, por uma coincidencia que cum-
pre notar, fizeram parle dous dos membros da ac-
tual, os Srs. (ioncalo Vaz e Feij, sendo lambem
nesse lempo miuislro do reina o Sr, Rodrigo da Fon-
seca.
Depois de umitas pesquizas e escavaces, em se-
lerobro de 183(>, no silio indicado pela rhronica
franciscana, aedaram-se muilos ossos. n'uma sepul-
tura ladrilha I,i. Kecompozeram-se. NSo prefazlam
um esqueleto completo, havia ossos de mais para
um, e de menos para dous corpm humanos. Toda-
va a commissao julgou que all cstavam indubila-
velmcnte os ossos de Cams ; c o Sr. Garrell, his-
loriandn esla cxlnimacao, n'uma nota ao seu poem,
Ira a probabilidad?, mas que lodas a reforcam. A
revolurao poltica de selemhro desse anuo fez que a
commissao se dispersasse, e que os tradallios se n-
lerrompessera. As cinzas de Camoes lornaram a fi-
car incgnitas e clausuradas no mosleiro de Saut'-
Anna.
(Juando esle anuo se Iralou de erigir um monu-
menlo memoria de Almeida Cairel, lembrou en-
lao o de CaraOes.
Inslallou-se uraa commissao para ir renovar as cs-
cavacoes no convento de Sanl'-Auna, e u resulladn
das suas diligencia, foi o aulo de adiada que se
segu :
Em l.'i de maio de 1S-V>,ua igreja de S rula-Auna
dcsta cidade de Lisboa, pelas 10 haias da manhaa,
eslaudo presente o Esm. ministro a secretario de
estado dos negocios do reino, Rodrigo da Foncera
Magalhaes. c os raerabros da commissao nomeada
pela resia portara de 30 de dezembro de I8">1, para
procurar os ossos de Lniz de Camoes.e igualmente
oulras muitas pessoas. dslnclas, que aodianle assig-
nam ; adi, lendo as religiosas do convenio resudo
um nocturno do officio de def unios, com as suas
Conhccesle eralun o amor? disse Bonina sor-
rindo.
Oh! murmurou a Devoran le pondo a mao so-
bre o peitn.
E's muilo feliz accrescenlou Mangerona sus-
pirando. Ha muilo lempo nao o couhecemos mais.
Eia, minha lilha, lornou Bonina. he misler fa-
zer por salvar o Destemido. Onde est elle*
Do lado de Monlrouse. responden a coxa es-
louva lamenle; corro alla.
Lancou-sc atravezdos campos gritando:
Odrigada. murenas. ^
(Junado esleve mu longe, uma reflesSo lerrivel
interrompcu-lde a carreira.*
Trahi o lleslcinido! exclamou ella cnchusan-
do o suor fri que banhava-lhe a fronte, e filando no
chao os olhos que lipham-se tornado espantados,
senlio a linsua gelar-se-lhe na bocea.
As morenas nao s3o malfazejas, balbacou ella
procurando serenar-se ; mas sao mulles como uma
massu mal cozida... Ai de raim, desgracada que
fz .'
Torceu as maos ve i medias e magras, e den um
longo soluco. ,
. Nao he lempo de chorar, lornou logo devoran-
do as lagrimas; he misler adiar o Desleraido.seja on-
de for, c advert-lo.
Rcuniu lodas as suas forras, e parlio com uma
vonlade desesperada. .\ rapidez da carreira e as es-
Iranbas conlorses que.fazia tiravam-lde lodo o ca-
rcter dumano. Ella perder o lenco da cabeca, c
seus daslos cabelloi luivosondeavam-lde sobre as cs-
paduas com um mudado de cobras. F>a ura espec-
tculo ao niam > lempo jocoso e allliclivo.
Quando as morenas perdern) a pobresiuda de vi--
ta, cunliuuaram seu caraiulio ; mas antes de lerem
dado cera passos encontraran] Iros domens esbafon-
dos que pergunlaram-ld's praguejando. se linliam
visto o Destemido. Era Malescol, Desprez e Mal
Nutrido.
_ NSoo vimos, respondeu a mais velha, vimos
-rnente a Ruva que eslava ssiha.
Se nao explicam-se melhor, receberSo uma
sova, exclamou Mal Nutrido erguendo Ffriamenle,o
braco magro coberlo de pinturas encarnadas e aloes.
As murenas Ircmiam e aperlavam-se unas contra
as oulras. Nao lindan) malvadexa ; mas fallava-ldes
a coragem. Sen primeiro peosamento foi dcxarem-
se V-pauc.ir antes lo que Irallir a Devofanle ; o se-
sundu foi empregar a mentira para evitar os golpes.
Esl.lo prnmplas ? lornou Mal Nutrido.
Nao us dos, responden Bonilla ; vamos diser-
to o sesredo... roas nao nosveuders?
Deixa-le de [aulas palavras! interrompea bru-
talmente Mal .Nutrido.
demissao purera desle ministro, que Ihe participa
mos na nossa ullima, vei > d'-ooriin.ir novas odser-
vac8es. e bem curiosas lalvez. Verificada como es-
ta a demissao do estadista supradiln.concordan) aso-
ra muitas correspondencias em dizer que tacs nolai
eram elaboradas por Mr. de Trouvcnel, chefe da
repartidlo poltica na secretaria respectiva, avanram
mais que este cavalleiro mnslrara-se despeitado pe-
la falla de confianza que nelle fez Mr. Drouyn de
Lliuys durante a sua idmAo diplomtica ; pois que
as |iarlicipar;Oes iam dircclameiile ao imperante,
sendo elle o empregado competente por onde de-
viara correr as mesmas. Seja como fr, a saluda do
ministerio do ministro em questao creou cerla aura
ao subalterno, c nao de lio pouco peso que nao fns-
se escolhdo pelo soberano para o representar no Di-
vn, subslilnindo naquella embaixada o general B.i-
ragoay de Hilliers. Os jornaes hespanhoes commu-
uicarn pelos seus correspondenles que Mr. Drouyn
de Lliuys vira substituir Mr. Turgnt representante
do raonarcha dos F'rancezes junto a curte de Madrid.
I'ur ora he uma ballo.
Nao nos deleremos era consderacoes sobre a reti-
rada de Mr. Drouyn, pouco depois de legar das
conferencias de Vieuna, as opinioes san immensas
e mui differenlcs, o que parece mais crivel he a re-
nuncia dos seus alvilres para se obler a paz, os Le-
los adi eslao comprovandn esta a-sc cao. A guerra
loma nm caracler amearador, apezar de dizerem to-
dos a bocea cheia, que as conferencias eslao inlcr-
rojnpidas e nao rolas como oulros querem. His-
toriamos apenas estes boatos sem mais commenla-
rios. Mr. Velovoski queja seachava era Pars para
se ir a lesla dos negocios como Ihe dssemos.voltou
precipiladamciile a Londres, diacra algumas cartas e
correspondencias, que com o pretexto de r fazer
leilao da sua mobilia. He bem bom este pretexto.
Ha por en muilo quem leia por bous livros, e nao
coma pali anhas. Ignoramos se j vollou do arran-
jozilo que foi fazer.
O general Vaillant, ministro da guerra francez e
que acorapanhou o seu soberano a Londres, que es-
lava iodigilado para substituir Canroberl, fica com
a sua pasla seudo o comraandanle era chele do
exerclo-da Crimea substituido por Pellissier, que
rummandava uma divi-ao do raesmo, Gcaodo a mes-
ma as ordena de Canroberl. Esla mudanca nao
un-ti,i o visor que se d a guerra, mas os pou-
ros crditos militares do anligo general era chefe.
Canroberl he nm valeute bpede, e mais nada: he
e lem -i lo sempre o menino bonilo do imperador.
Em quanln ao novo general em chefe, veremos o que
Jaz; nao esquecendo que a voz publica inculca Bos-
que! como o mais digno. Nao fallaremus as nutras
mudaneas de membros da governacao da Ir,un a por
serem de fraca importancia na pendeucia da Eu-
ropa, cousa que mais interessa hoje, e mesmo por-
que nao alleram a marcha dos negocios interiores
daquelle paiz.
Reschid Pacha deu a sua demis-aode Grao-Vzir,
dizcm uns que por influencia da diplomacia fran-
cexa, que se aproveitara da ausencia de lord Red-
clfle. que melhorou e disse que fura a Crimea. u-
tros aponan) a demissao do adalisado estadista otlo-
niann, como consequerfeia do perdan dado a Mede-
mel Ali Pacda, o qual linda sido desterrado, e -por
manejos do serraldo vallara por graca especial, do
exilia para Onde ja linda partido ; S. Exc. Rescdid
Pacd vio nesle aconlecimenlo um menosprezo da
sua dignidade, pois nao fra consultad como con-
viuda no indulto mencionado. Fosse o que disse, o
certo de, a demissao do respeilavel Grao Vizir. A-
fiane.ain que ir como embaixador para Vieuna.
Aquelles que propalara esla occurrcucia como in-
fluirn franceza. cilam em seu abono a entrada no
divn de Fuail-Ellendi, personagem bem condecida
e segundo consla favoravcl a prepoderancia da Fran-
ca. Lord Rtedcliflc exercia uma alta influencia na
Porta, o sea carcter altivo e violento raanifeslava-se
em todas as occasies, que a isso davam lugar ; mas
d-pnis da figura Irislissima da Inglaterra na cam-
panda da Crimea, nao podendo ostentar a arrogan-
cia dn costuine. afTroolado com a fiducia militar
dos FranceZes, andava muilo conedo, adoeceu de
raiva, logo que melhnrnu como eslava mudado, ra-
ras vezes apparecia, al queannunciou ou antes fez
publico a sua ida ao idealm da guerra; nao sabemos
com que fim. He indubilavcl que reina grande
rivalidade entre as alliadas sobre a influencia que
ambas querom ler no pobre imperio otlomano. O
diplmala inglez obstara com os seus enredos a que
fosem avanle os Irabalho* de Mr. Leseos, que lem
por fim a corladura do Islhmo de Suez: e mais con-
sequencias desla gigantesca erapreza, cujos resulla-
dos sao escasados exarar aqui, por serem obvios ;
ajunlando smenle que completa aquella obra na
alla'cscala em que foi emprchendida, por o remale
ao desfecho que da de ler a lula em que est empe-
ndada a Europa ; salisfazendo as vistas seraes dessa
lransforma(;ao que lanto temos apregoado. Tudo
se predispoe e raancomraona para isso, despeilo
de todas as conlradicces. A Franca lucra no pro-
jeclo do seu fildo. A Inglaterra padece com os seus
j interesses no Mediterrneo, cujas chaves suarda na
cidadella de Cibrallar. Eis aqui ppis explicada uma
das causas das desavengas do divn. Reschid Pacha
impedia com a sua auluridade a > prosecueao dos
d baldos referidos, o xce re do EsiptO n.ln sabia
que fazer visla da ma vonlade de S. Exc. Kiamil-
Pach, presidente do conselho, >ppondo-se aberla-
menle aus successos da compandia franceza. nao ia-
zia mais do que servir de iuslrumento de lord Red-
clille. Loso que o Grao Vizir deu a sua demissao,
foram solas lodas as pessoas presas por sua ordem,
dem cuino respiraran! nsinimigns da sua poltica. Nao
csqoerj dizer que Kiamil-l'acda dera lambem a sua
demissao. Fui um Iriumphn verdadeiro da Frauca.
Muitas oulras observarOes faz lembrar esle assump-
lo. guardamo-los para as opportunida.des que nao
bao de fallar pelo lempo adianto ; accrescenlando
asora que a infeliz Turqua, que lanos sacrificios
lem feilo para se livrar das garras da Kussia, esla a
merco das alliadas que nao a Iralam com mais ce-
remonia ; sem cessar com os seus colonos e pregar a
quem os quer ouvir que eslao defendendo o grao se-
ndor aegreddo pelo czar, e das inquas prelencoes
do genio moscovita. Pasma a genle quando encara
o desirmlli'i de todas eslas vanglorias, e ainda mais
se espanta em ver como o espirito acode a sua mar-
eda prosressiva no meio das miserias individoaes, e
por nina Torea orcnlla, irrcsislivel.hao de dar leslc-
munho da verdade, mesmo debalendo-se na mara-
nda dos seus ruins alvilres.
Assira se despresarr. as ia|es dumanas, esse te-
clado nivsierloso, no qual a Providencia dedilbando
a sua msica imprescrulavel saca as darmouias do
mondo moral; lavor ainda imperceplivel pela pro-
fuudeza com qdo esla trarado ; rueclianisino eslra-
nho, e.cujo desconcert nao de sem.lo apparente,
pois que do fundo radia ordem admravel ; e o po-
der desconhecidn que o dirige, surge fora do alcan-
ce lo homem, deixandu-se apenas admirar na mara-
vilda que transluz das suas produeces.
A desavenca de todas essas potencias renovou a
lula peridica do Oriente e do Occidente, quena
Europa lem sempre acabado por dar nova dirceco
as suas neces-idades, imprimindo-lde oulro carc-
ter, cujo germen, j conlinda no scio mal desen-
volvido.
Na Crimea, regio do Mar-Negro, aedam-se em
conflicto solemne as nacOes mais poderosas da civili-
sacao europea, e o madoraetismo que por seculus
combalcu com esforco sem par o Evangelho. As
cous.is hoje mudaram. o Koran peleja ao lado da
igreja reformada e da calholica, conlra a igreja gre-
sa, que em oulro tempo abafara com os punhos da
sua cemilarra gloriosa ; todava he forra confessar
que o sol do Islam va no seu occaso. A lula (ra-
vou-se. lieos oulorgar.i a. victoria a quem for da
sua graca. a
Eslas syndicares, que nossuggere a siluacao con-
tempornea da humauidade, no ponto do globo on-
de se encontrara as suas maiores manfoslae,es pelo
eduque de ludas ascondices que lde -ao indispen-
saveis, a lula unlini ioevilavel ; emquaiilo nao fo-
rem'determinados e-*com toda precisao, lodosos
seus recursos, ludo aquiilo de quede capaz; por-
que enlao j nao llavera embale, mas conciliacoes ;
Iraz-nos oulra-|de n.lo menor gravidade. Convcm a
saber ; que a historia devera ser esludada, investi-
gada como alta scencia, e como tal ensinada em
corso superior; pode se com ella predizer.e por con-
seguinle previ or muitas cataslrophes; pode-se apon-
lar o deslino de cada povo, lomando com aprero de-
vido o seu ionio de partida, e a arca em que lerao
lusar as suas provaces. A historia est para a es-
pecie como a experiencia para o individuo; logo que
essa experiencia do homem colleclivo esliver gradua-
da nessa altura em que a collocaraos, conseguire-
Pois bem o Destemido disse a Ruiva que ia
dormir em Asnieres.... porque dcsconfiava de... al-
guma cousa contra elle.
A raparisa proferid a mentira com lana hesilaco
que Mal Nutrido nao engodo a pilla. Elle agr-
rou-a por um braco c fazendo-a gyrar (resou qua-
lro vezes sobre s mesma, deu-ldc ura lerrivel ponla-
pc. A desgracada sallou onlra vez, e cadio gri-
la n lo :
l.luem me acode! quem me acode .'
Grita quando quizeres, mas dize-me onde es-
la o Deslemdo ; do contrario vou pisar-le! lornou
u Mal nutrido, marcliaudu para cumprir sua amca-
5a ; mas quando Bonina senlio sobre o pcito o tpa-
lo ferrado, a coragera momentnea abaudonou-a, e
ella arliculnu com uma volubilidade extrema :
Nao me facas mal!.... O Deslemdo disse a
Ruiva que ia para .o lado de Hontrouge.... He s-
menle o que sei.
Mal Nutrido conbeceu de-la vez que a desgracada
nao menta, repellio-a com o p, e foi reunir-se aos
companbeiros, os quaes agoardavam tranquillamen-
te o lim dessa scena caracterstica.
Quando elles contiiiuaram sua carreira, as duas
murenas que linliam fgido vieram levantar a irraia,
e Indas Ires foram-sc suturando. He juslo dizer que
um quarlo de dora depois tiuliam-se esqoecido das
miserias c riam s gargalhadas.
Entretanto a Uevoranle corra em saber onde ia ;
porque nessa noile nebulosa nao era tacil caminliai
em linha recta.
De quando cm quando parava e esculava ; porm
nada ouvia senao o rumor loaginquo de Pars, ru-
mor cheio de Irisleza c que inspira aos misntropos
o desejo de relirarem-se desle mundo vil. A pobre
coxa leria querido possuir uma -voz formidavol. e
gritar de maneira que fosse ouvida de um lim do
mundo ao oulro:
Deslemdo acaulela-le !
Poiem um raomenlo depois lemia que sua voz
embora dbil desse aviso aos que pcrseguiain o la-
drao. F.ulao tutanda entre o temor de trahi-lo eo
desejo de salva-loditia em voz baixa :
Deslemdo,.foge .'
Correu as-im durante mais de uma hora sem sa-
ber onde eslava. Guiara-lde Deosos passos, ou al-
gom demonio prfido Id'os descncaminlira ? Ella o
ignorava, e a espessura da navoa nio permillia-lde
esclarecer suas duvidas.
A i.idisi c a angustia que eaosava-lhe a immi-
nencia do perign parulysaram-llie emfim as forra-.
Ella senlio as pernas enlorpecerem-se-llie, o ouco
depois nao pode por im p diaule do oulro. Us l-
vidos zuniram-lde, o coracao palpilou-lhe como um
passarinlio que quer escapolir da gaiola.
A pobre rapariga parou no momelo preciso, em
que suas forras iradir.im o ultimo arrojo de sua co-
rasem, e murmurou assenlando-se sobre a beira de
uma pedra graude.
Perd o nico homem que leve a meu respeilo
um pensameiilo bom nesle mundo !
Ergueo os olhos tristemente, e lancou a visla em
torno de si para ver em que lugar eslava.* A lua li-
nha esclarecido am pouco a nevoa, e a pobresinha
vio um campo graude coderlo de pedras brancas,
que asseraeid ijam-se a tmulos. No meio erguia-
e uma dessas enormes rodas dentadas que serven)
pai a cxlradir das enlrauhas da Ierra preciosas pe-
dras, sem as quaes Pars leria permanecido uma
bursuezia ; pois a Providencia querendo que uma
Babilonia se elevasse dos dous ados do rio, leve o
cuidado de amonloarem lomo desse lugar predesti-
na lu pedreiras iuexgolaveis.
Esse campo de pedra linda em seu lodo uma ex-
pressao de seceura amarga que augmenten o deses-
pero da mendiga. Ella fechou es olhos para nao ver
esse quadro, e fezaobre si mesma um esforco deses-
perada para parar o movimenlo falal e incessanle
dessa peudula sempre agitada, que chama-se o pen-
samento.
Kepenlinamente.um grito relinio no fundo do
campo, um grito lerrivel, selvagem, cheio de fu-
ror e de desespero.
A Devoranle estremecen da cabe-ja aos ps, sens
olhos arregalaram-se, seu sansue deixoude rreular,
e sua alma prestes a cscapariicou ura momeulosus-
pensa borda da elerniJade, como um -grao de
arcia junio de um abismo.-
Passos irecipilados foram ouvidos, c o Deslemdo
ap|iareccu diaule da rapariga com o roslo coberlo de
sangue. Laiigoo-lhc um olhar cheio de reprcheu-
sao, e eaho-lhe aos ps privado dos sentidos.
A pobresinha leria lalvez endoudecido nesse mo-
melo, se nao livesse oovldo correr no campo do
lado da pedreira.
Ei-los .' disse ella comsigo.
Com elleilo avislou Ires perls na sombra, e ouvio
Mal Nutrido exclamar :
Elle nao esl longe ; feri-o de maneira que
nao correr muilo... Prepara leu premio, Malescol,
tara* o ladrao.
Cadi urna deslas palavras relinio no coraco da
Bniva, como as badaladas de ura enterro. Ella abai-
xou-se lu .indamente, lemou o lleslemido pelos ps,
e arraslou-o para Iras di pedra. Depois deitou-se
sobre elle como querendo prolese-!u com o seo cor-
po. e asiiardou a-sini a vunla le lo Deoa.
Os Ires honiens passaram correndo sem darcm. f
desse grupo luforme occullo pela pedra.
{Contimtar-se-ha.J
llfBlllfl
MUTILADO


->
mes por urna engcnlinsa combinarlo dos termos co-
nhecido deparai com os di coniiecidos. A razao
munida da sriencia e da arlo prestar-lhe-ha os seus
auxilios, e com todas ella*" reunid-i iracan urna
tlteoiieaido engenho humano, na qual se obsorvem
om luminosa escala, coordenadas, lodas as potencias
de inluicAn redeslo. Dos loovado, ludoeedis-
pe pata i-.,,. ||o esi'i questao de lana trausceu-
dencia em philoeopkra, que nos, dispensa de quaes -
quer oulros aponlamculos. E inuitn meaos preco-
UIS !-l,l.
Prosigamos rom as musas milicia*;.
Avisani-io na nossa passada da probabilidade,
que baria do domissSes, Demos-the j parta das
da hu* importancia da l'ranca. Tova lugar urna
entre ouiras na llu-sia, de uSr pequeo valor na
cunjuncrao actual.
i-la :
O coudeJSesselrode ehanceller do imperio, e lia
- aune a frente dos negocio- cstraugeiros la
Russia deu a ua demissAo, que foi aceita pelo mo-
narca*, nomcaiwte para desempenhar as funcc/ics
da vaalTir,o principe Ycrmolofl, personagom de
grande raprasenlacao no sen paii, e que viva reli-
ndo em Mosco ; lia" pinico lempo que fura esro-
lludo para commaiidar em chele a milicia da cida-
de onde mi.lig, com jera1, conleiilamenlo i! aecla-
nia;Aes; servio no Caocaso com grandes crdi-
tos.
Bala aaeoUia icn. umita significarn na presento
circiimstancia, eassignala claramente o Iriumpho da
itidade rnssiana que quer a guerra cotmodo
rigor. Em prega ni-se lodos os ineios ueste sen-
tido.
Vnllando ao grande estadista, cuja demissao regis-
tramos, lom lodo ojos, senAo a eslima, aotfcnenos e
admirara., pela sua intetligcneia superior ; coevo da
Talleirau.I e Mellcrinch, cantarada deste ultimo nao
coooorreram punco pira a queda de NapoleAo, c
quando nao ia feilocomo au-lriaco, dava-llie que
fazer. Sirva paia prova a emancipaeao da Creca,
em que elle desenvolveu-se com prfidas insinua-
para oengodar. Nao o conseguio que Metler-
nich va lio louge como o ehanceller. Mas nao ha-i
via oulro remedio.
A Grecia cmancipou-sc ; e como ficou t lili esla
como a doninln na bocea do sapo :joguete da Kus-
sia, e escabello do eosrandecimenle moscovita.
o conde de Nesselrode uo he de casia me,
mas Saionia, nasccu cm Lisboa, o bordo de um na-
vio ingle/., onde seu pai fidalgo ailo eslava ao ser-
vico niocidadc servio com milita distincelo como addi.lo
DIARIO DE PERNAMBUCO SBADO 16 OE JUNHO DE 1855
es bem constituidos ; alguns fados criminosos con-
tra a-vida e fortuna dos cidadlos coiijuiuam ajipare-
cer, sobrctuilo as reunios dos sernTgueiros, c ua
ilha de Maraj, onde lambem o roubo dogado s0 nao
'em podido extinguir, nao obstante as medidas j
para esse lim lumadas.Todavia esses males, j so nao
apressntam na mesma escala quo d'antes, e nao ser
difiioil remedia los de todo loso que a presidencia seja
habilitada com torca sufJlcienle para distribuir dili-
gencias e destacamentos por diversos pontos quedel-
les inais precisara. Para bom salisfazer-se a aoM e
Nitral mullas necesidades da administr.icSo, con-
viria por-so a dispnsirao da presidencia, om peque-
o barco de vapor, eduascanhoneiras, e completar-
se o numero de pracas e officiacs do) corpos de li-
nha da guarnido.
No entretanto ai torgas quer de mar, quer de Ier-
ra aqu cxi-lentes nao teem lido augnienlo. O gover-
no imperial mandn ha pouco passar para o ti bala-
limo de inhalara 1:20 pravas do balalhlodo Mara-
i'li.lt. masellas ainda nao vierain, enera sei quatido
virao, aopasso que do mesin batalhao 11 foram
desligadas as que se achavara na provincia das Ala-
gas. Se V. lixe. uiais feliz do que cu consegu1"
aquelles meios de melbor fazer respeilar a lei, e a
auloridade publica, fienr habilitado para fazer gran-
des beneficios sua provincia, empeuho no qual lia
de ser certamenle apoiado por loda a sua populadlo
laboriosa e sensata, e poderosamente roadjuvado pe-
las proprias autoridades subalterna, das quaes mul-
las uas circumslancias ,-iclnaee, desprovidas de tor-
cas, veetn-se (req lientamente obrigadas a fingir 2
norancia dos dimes, ou a pacluar com os crimino-
sos.
A guarda nacional no esl ainda completamente
organizada, e meo ver nAo Miar como deve, em
quantn nao fr alterado o processo da qualificagAo,
pois s eullo ser possivel corlarem-se os abusos de.
vidos nao s ao pouco zelode a'gons cousclhos.como
ao desejo de se augmentar o numero de guardas,
para ilesla sorle seren creadas mais companhias ou
corpos e haver maiur numero de ofiiciaes, alm do
a diferentes cmbaivaJas ila patria "que p pai ndop- patronato |ielo qoal se lem incluido ridadlos.qoe es-
tara. Especialmente como eonselheiro da embai-
xada em Paris, e all muilo considerado pelo con-
quistador durante as lul.is do imperio napolenico.
Correo boato que fra demillido por'icr incli-
nado ao partido conciliatorio ; na somos deste pare-
cer, e adinittiudii o como um contrapeso, a dolas
razos atlribuimos a principal da deraissao do ehan-
celler. Nao fol s Nesselrode o demillido cm S.
Petcrshargn. oulros caracteres de influencia lambem
o foram. O partido allemao leve um choque.
Aguardamos hiforman.es ulteriores, e ernlo mais
pormenores Ihe daremos sobre isso que rhamam na
Hoona partido allemtlo. que a nosso ver tem loda a
inlluencia com o ministro decahido. Agora o que
he cerlo he o ascendente do partido da*"uuerra.
Da Inglaterra pouco lia. e a nao ser o chaqu ma-
te que levuu a mocSo de lord Ellemhorotuh, as
tentativas anaas de lord Palmerslon para dar lom
a secretaria da guerra, que naquclle paiz monea me-
recen atlencao particular aos invernantes por
mudos motivos, e onde reinava uliimanienle com-
pleta desordem. A mooao do lord Grcv para se
lomar em consideradlo as proposlas de paz, que
aprsenla a Kussia. A boas horas falluu mvlord.
A Russia eslo sempre prumpta para dar pro'poslaa
le paz. Lase emende. Os dous bareps voltios que
guardavnm o reino Unido, l'orj c Wig vao em tem-
poral destello. rVrderam o tino.
f) regicida l'iauori ja foi eveculailo (14 de maio ,
lio Picmnntez, e lo Koinano como Ihe noticiamos.
Procedeu-se a c\ecutSo laso pela mnnhiTa com lodo
o silencio.
A |5 de maio leve lugar a abcilura da expmiro
universal em Pars, o lempo eslava mo, chovia
bastante. A Imperalriz eslava muito abatida, com
ar do iju?in tinlia -oirrdo. muitissmo. Dizem que
lizera lodoo possivel da sua parte, alim de obler a
commularfio da pena capital a Pianori. O Impe-
rador foi ineioravel. quaudo assslio a ceremonia da
abertura pareca triste e pensativo. Que cui-
da !os.
A fallar a verdade, cusa a crer que aos uossos
das eliogae anida o descoco de cerlos hamens a pon-
i do qu -rerem engrandecer o seu partido, e faze-
lo (ri'jmphir por meio do assassinio.
Pianori era instrumento de urna vasta cunjoracao.
l> inquorilo abj edil para se ver. Ilouve at urna
commana em que se dispozeram'as autoradeadando
vivas indirectos.
Pianori foi assassinar ; Nupolcao nao leve a gran-
deza o' ilrm de perdoar. Mizeria sobre mizeria.
O perdi daqnclle dcsgracalo era um acto de sa-
heiloria, e delonga mira de um profundo poltico.
Elle Ihe har o erro. O homem verdaderamente
niiiilehe aquelle que sabe ser pctenle e humilde
qo inda couveiu.
lando as circumilanrias de pertencerem aos corpos
de iinlialliadorcs, so qualilicadus guardas uacionaes,
nao cnnheeendo aquellos que assim praliram adupla
desvantagem de om proredimeiilo IA o contrario as
conveniencias da inatiluieao, e aos inleressesda pro-
vincia. -
lonbo ltimamente man lado fornecer alanm ar-
mamcnlo o corrame aos halaioeo de Camela, Gu-
rupa, Porlo de Mz e Macap ; o que veio da Euro-
pa foi distribuido pelos corpos da capital.
O corpo provincial de polica contina a prestar
regularmente o servico a que he destinado ; nao foi
possivel levar-se o numero de suas pracas ao esta-
do completo, decretado pela le n. -260 d 6 de oulu-
bro ultimo, e nem cslabelccer-sc por ora a compa-
nbia que tem de ser empreasda na polica da itlia
de Ibraj, de que a misma lerrala, por nao se ler
ahjda cfrecluin'.oa reforma do.regolamenlo de 10 de
dezembro de IH.">:.
A i -troi-cao pubiiea contina cm sen tardo pro-
greso pelas razOes par inim j,i ependidas 110 meu
cita relalnrio.: foram creadasdepois delle mais 5
'escolas.(loasde menina* para Obidose Porto de Moz,
e loas de meninos pira n s gando ditjtriclo da capi-
tal e para niganca, e su par mida a de grammatica
franceza de Saularein por julaa-la comprehendda
na dispusicao JO artigo 10 de lei 11. 237 de 28 de
(lercmhro do 1S53, vi-to estar exerci la por umpro"
fe-sor iiileVtio.
Com qu.inlo 11 assembla li'gi-lativn da provincia
nada deliberasse acerca da idea que emilli no meu
rilado rclati.rio.de se icfuiulir o Ijcu Paracnse em
um collcgio onde se admita o inlernato, recommen-
do-a ao Ilustrado juizo de V. Exc, pois me parece
que pode trazer imroensa vantagem inslruccao da
moridade da provincia.
O culto publico resenle-se da falta de bons sacer-
dotes para o preenclmncuto das freguezias e das
missocs. ConlinuBiido a inaior parle das matrizes a
carecer de reparos, tnnlio lambem continuado a for-
neccr-lhesasquan'.ias necessarias para esso fim, c
para a edificaba o das novas mandei tirar a planta c
orriimento d'uma que sirva de modellu, casando-sc
po esta forma a regulan lade de tacs eJificaccs com
expcrieocia sao precisas, sobreludo em urna provin-
cia como esla, para adquerir-se coiihecimento per-
feitu da menor maneira de remediar-so semelhanle
nconvcnienle.
Coloni.ac.Jto propriamenie dila nao 1 lemos ainda
na provincia, mas apenas algumas colonias militares
elbelecidas, como V. Exc. sabe, em annoi anterio-
res, e pouco lom progredido; de moderna dala te-
mos a que ltimamente mandou-se fundar as pro-
ximid desda cidade deObidos.
Para ella tem de vir colonos purluguezes, dos
quaes ha pouco chegararuO.scguindc para o seu des-
tino 38 por lerem 12 rescindido seus conlratas, na
forma do um de seus artigus.Para esses j se acham
all promplas as necessarias accomrnoda;Oes, como
acabei de observar, quandoalli estufe ltimamente,
ebemassim oulrascslao concluidas ou delineadas,
como V. Exc. podera ver das plantas ullimamenle
remeltidas pelo respectivo director e de suas commu*
nicacoes sobre este nssumpto, que so acham no archi-
vo da repartidlo das obras publicas. A colonia re-
senle-se da falla de bracos necessaros pera os seus
Irabalho, e lambem da da alguus ertipregailos.cujos
lugares nao se lem podido preencher cm razAo de
seus diminuios vencimento*.
Sa a emigra^ao da Europa espantaron contina a
ser muilo diminua, e 11A0 d esperancas de desen-
volver-90 cm grande escala, a inlrodaoco de emi-
grados por meio de contratos lem lido alguin incre-
mento uestes ltimos lempos. Umrknle a minlii ad-
mnislraAo lem entrado na provincia por aquelle
meio mais de mil Portuguezes c Gallegos, c alguns
AllemAes parle conlraladns com a 'presidencia para
o servico das obras publicas, e parte como- negoci-
antes desta prosa Silva A; Picaneo pata o manejo de
seus cslabeleciinenlos, e com a companhia de nave-
gacao c coniiii -i ro do Amazonas para os seus da
villa da Serpa e oulros servico?.
Espero que aquella cifra augmonjar.i ainda nSo
s cm ra/ilodo novo contrato da mesma coinpanbia
com o governo imperial, mas lambem peleo que ha
pouco Oz com os cidadAos Jo3o Augusto Correa e
Joao Pinta de Arauj 1. que se/obrigaram a inlrodo-
zir dentro de prazos ilctei minados o primeir.i 20, e
o segundo 800, Sob as cundieres que formolei em
12 de Janeiro c i de novembro do anuo prximo pas-
\s .il!!m..s ,,.,v.is imponioteespeetaento da cvposirao nao lem corref-
poudidonn que se esperava. A caresta dos vveres
he insuporiavel. Gritos sediciosos rruzam-se pelos
bairros mais frequentados.
Mr. Itonrre. ministro francez na Persia, leve or-
deindo sen aovernn para vollar a Franca, onde di-
zem uns que substluir Mr. Truvenel, oulros, que
vinioccuparolugardeMr.de Lisie de Sry, mi-
nistro do Kr.imM em Lisboa. Nao lia certeza" sen.lo
em afrmarem todos que Mr. Itourre he um homem
hbil. Jaque fallamos na Persia dir-lhe-bemos que
o Khaudde Kbiva levado por alcilruis da Kussia,
marchara contra a primeira a testa de 30 mil ho-
ineiis. mas ua marcha" oi assassinado com os seas
lilhos e mais persorTagcns superiores pelos lurco-
manos. que os acnmpanhavam e alinal desbarata I"-
petos Persas que sahiram ao encontr. Foi urna
la uerrol^
Entremos poPPorlugal. A grande nojfidodo qoe
Iraz todos de bocea aborta, apotra de eteandal. a
ordem dodiaem lim, hoo ciis.iiiiciilo dos fillios do
duque de Saalanlia, que ja llie paneripao ; e que
(iveram lugar as cremauias religio-is no oa 16
do correle. O marecbal de fardalho a p, depois
do meio da, e lambem depois de lerem todos dado
ao dente n'um lunrh ricamente servido, cercado de
seus amigos eeaminhou-se da sua csa.quehenaes-
quina da roa de S. Ambrollo, para Santa Isabel,
a fim do assistir ao despozorio de seus queridos filhos
que elle ama ternanienle. O joven otado de
Saldanha foi nomeado marqez do mesmn Ululo.
E o nobre duque seu pai agraciado com o ducado
dejuree bordado, vindoojoven marquez a tirar
com essa honrara, logo que >cj 1 Dees servido cha-
mar a sua presenca o digno 111arerh.il. a quem jor-
naes inimigos deram em chamar I). Joao 7."
No da 17 dcsle mesmo mez deu a familia real
um Ctttasso baile, a 18 houve boijamio, e no dJa O
embarciram os augustos principes para sua vage*
a Pars. Foram por ilordeaux.
-1 nomeado goveOoador geral da India o bri-
gadero de cavallaiia Cesar de Vasconcellos, do par-
tido progressista da silnacSo. e muilo acreditado
entre os seus ; lm como secretario umjornalisla do
governo actual Kicardo Guimar.tr*.
As cmaras proroaaram--e ate 10 dejniiho. Cbe-
gou o eogentieiro hydraulico Ren\. .le grandes
crditos na sua especialidad, afim de observar o es-
lado da barra .lo Porto, e apresenlir o que eulende
se deva fazer para o melhoramento da mesma.
O Joaqnnn Pedro, joven conde de Farrolm, deu
um brilhantc serao na quinta .las Lurangciras no
dia 26.
De llespanha sao bem tristes as noticias, as cor-
ronascarlislas que ale acora nao assnsiavam pela
pouca gente que acuda aos bandos, que allravcssam
as provincias, vao lomando um aspecto mais arave. '
e dAo serias inquietaees. Baragos, Burgos, Na- aaministracAo municipal pouc melhoranienlo
varra foram declaradas em estado (ic guerra, trucos |le,n lill deiundo algumas camnrw, espeeialmenle
OTeSa^^,,d,"ra2^-'"i,!eYi,d0S- '''''**" daCachoeira e Chaves, de faoccionar
presagia novas dcsgiarasem Hespanha. rn.,iti,i. -. 1^-. 1 r
O general Durando que se eocarregara de formar re-nl'lr",c:,lc n3n l>slnnte os e-fonjos por mira etn-
um novo ministerio no Piemonle, nao o podendo Pre?;|i!os para compelli-las a cumprirem a lei de seu
conscauir, resignou lunanho encargo. Os jornaes
ja o dAo em caminlin para a Crimea como ufiicial do
Em.execucao da le provincial n. 271 de 10 de
outubro do auno pastado mandei ellectuar para os
lugares nella indicados, a mudanca das sedes das
tres freguezias ltimamente creadas 110municipio de
Camel, nao obstante as representaroes dos respec-
tivos parochos. Para assento de urna dellas. a de
Santa thereza de Curuca, e da sua mariz, foram
ltimamente doados por I). Margarida Juanna Pa-
checo.da cniade de Camela, e aceitas pela presiden-
cia, 100 iracas de trras cm quadro, como V. Exc.
ver da correspondencia ;i semelhanle rcspeilo.e da
compelentocschplura que mandei archivar no the-
sonro publico pravinei?!.
oslado da saude publica he felizmente salisfacto-
0 ; oenbuina das molestias contagiosas se lem ma-
-nifcstadu, .1 nao ser um ou onttocaso de febre ama-
relia, que nao nos devo causar reccios.porqoe pelos
mappas dos morios desde o principio do auna se ve
que fallecern! della apenas cm Janeiro j, era feve-
reiro l.em marco 3 e cm abril ti. As intermitientes
porcm teem-se tornado endmicas em alauns luga-
res, principalmente ondeos punanos nflo se acham
esgotados, e ondo a popularlo, desconhecedora de
seus iuleresses. vive por sea negligencia e das cania-
ras respectivas, cercada de elementos de infeccAo.
A Sinln Casa da Misericordia ainda no se ada
no estado em que deve. e deseja colloca-la a sua ad-
uiinislraco, nao sqnanlo aos seus ren Nmentos, co-
mo ao melhor arranjo de seus hospitaes, perm con-
fiado em seus esforcosespero que brevemente o ser.
Os lie. ceios de mis mandados dar pela le do
orcomento vigente para o comerlo e preparos inter-
nos do hospital do Scnhor Itom Jess, j foram pos-
tos ,1 sua dsposicAo.
A illuminacAo da capital lem mclhorado ; oslam-
peoes e columnas de ferro por mim ciicommendadas
cm Pernambuco, ja aqu chegaram, e estao collo-
cados.
T-tido finalisado o lempo do contrato da parle da
illniinacao feila por azeile, enoapparecendo quem
a qTzesso novamentc arrematar, mandei faze-la por
dininisirarao. A oulra parte Teila a goz liquido,
foi eoDlralada como cidailAo Joao de Pontee Snu/a,
segundo o que determina a lei u. 261 110 seu artigo
*!, como V. E*. ver do respectivo contrato. ^
lade se lem prestado ao desempenho dessa com-
misso.
A estrada projeclada enlre esla cidade c a de Rra-
ganca, de tilo palpitante ulilidade, nao pode ser
ainda cITecluada, apezar dos esforcos que nesse sen-
tido Iculio empregadn. O lenle Liscke, ongcnh'ei-
ro da repartidlo de obras pahlicas, a quem havia
incumbido da abertura da picada, depois de partir
duas vezes com esse fim para Braganea e Ourem.
pouco ou nada cumpro do que eu Ihe havia lerroi-
nanlemcnle ordenado, em consequencia do que o
liz voltar para a curte. Nesse entretanto u subdele-
gado de Ourem, de combinaran com dous nego-
ciantes do seu dislricto, emprehendernm a sua aber-
tura por oulra direccAo, e Irouxeram-na t o porlo
do Aura. Para rcconheec-la e exemina-la mandei
um anligs pillo anualmente empregadn na repar-
lijao de obras publicas, que na volla nformou-me
que linha sido mal feila na parean de tres leguas
pouco mais ou menos, que observou, visto nSo ler
podido percorrer toda por ter aioccido 110 caminlio.
Essas informaces mesmo assim incompleUs, com
oulras ja anleriormenle fornecidas pelo sobrodto
lente Liscke, reiiielti-a aquella reparlicAo alim
de preparar sobre ellas algum Irabalho relativo
referida estrada e Usar a sua melhor direccAo ; por
isso e porque eslacA ja nAo era propria para exe-
cula-la, .1 V. Exc. cabera a gloriosa tarefa de em
lempo npporluno leva-la 11 cITeilo, com o que fara
certamenle um releanle servico 1 sua provincia,
fic.ando-me a mim nicamente a boa vonlade que
tive nesse negocio. A estrada de Macap para a co-
lonia de Pedro II foi ullimamenle examinada pelo
lenle commandanle daquella praca, c a vista da
sua inforinaciio que a deu por pruiipta, e na forma
estipulada, mandei pagar ao seu emprezaro o Ic-
uculc-coronel Procopio Antonio Kola a importan-
cia da 2." prcstacAo da quantia porque fra contra-
tada a sua factura. Sub-islem ainda as inesmas ra-
zes de que tralci no meu relalnrio i assemldci
provincial, pelas quaes nao poderam ler ainda prin-
cipio a abertura da estrada projeclada cutre o Campo
dos Fradcs a o rio Capini, em cuja direrco abri-
rn) no entretanto os indios de nina maloca da tri-
bu lemb, dirigidos pelo missionario de Sania The-
reza do Tocanlin, a picada de que fallci no mesmo
sado pla autorisacAo das cis provincia ns. 220 de rela,"r'('' a I""1 lambem nAo pode ser linda evami-
10 do dezembro de 1853 o 26.1 de 13 de ontubro de na',a"
1854. Tantas e IAn iroportunlce obras e melhoramenlos
Alim do fiscalsar-sc q cumprimenlo desses con- j s" P0 cursos a rcparlijAo do obras publicas se adiar pro-
ii la de lodos os enaenheiros que Ihe sAo necessa-
ros, e da cuja falla mudse retente.
O eugenheiro francez Mr. Ode, contralado em Pa-
na, por iiitcriu" lio do ministro brasileiro, para o
servico daquella repartilo, c que vista das ulli-
lmas communiearoes do mesmo ministro ja devera
estar aqui, ofliciou-me ltimamente de Cayenna,
pedindo-mc transporte para esta capital, em consc-
quencia do que exped para esse lim'o brigue de
guerra Cliope que devera eonduzi-'o, a sua fami-
lia c a nove jardloeiros, que coip elle veem, igual-
mente contratados n:\ sobredila cidade, para se em-
pregartn cm irabalhos de sua prufissSo, que pro-
jeclava 110 Horlo Botnico, e nos terrenos provn-
ciaes da estrada de S. Jos, a que V. Exc. podera
dar o conveniente andamento. Na secretaria do go-
verno encontrar V. Ele. loda a correspondencia e
mais papis relativos a este negocio, sobre os quaes
deliberara em lempo qpportuno, como julgar acer-
tado.
Os corpos de Irabalbadores Irm melhorado alguma
consa depois das medidas que nesse senlido lenho
empregadn, c da poblicacAo do rcgulamcnlo de 15de
novembro do anuo prximo passado, que organisei
para os mesmos. Todava ainda muilo falta pa-
ra collocn-los no pe desejavel, c no qual podcrSo
prestar immensos servicos a provincia ; os alista-
menlos nAo lem sido ainda fe i tos com regularidade.
e muilo o tem conlrariado as qualicaces indevi-
das na guarda nacional, como fica dito. V. Evo.
com o seu reronhecido patriotismo e energa procu
tratos, reraelti copia dalles aos cnsules geraes do
Brasil em,Lisboa e Barcellona, rogando-Ibes sua 111-
tervencio nesse senlido.
A calhcrheso c civilisac.to de indiaeoas continua
no inesm estado, e a lular com os meamos embara-
(00, de qoe dei conla assemldi provincial, e en-
tre clb's a dilliculdade de acharem-sj pessoas que se
encarregueiii das directoras parciaes, 00 que dts-
empenhem seus deveres quaudo dellas revestidas.
I llimamenlc live parlicipacAo de que para a missAo
de Sai.la Thereza do Tocanlins baviam desodo
uns 8U0 indgenas da Irib u tjuvies e que .1 re-
quisic.lu do respeclivo missionario, t|ne manifestara
rereios, linha ida al la com algumas pracas, das
quaes dexoii algiimas, o coinmandante do destaca-
mento de S. Jnao de Araguaia. O dito missionario
por occasiAo dessa mesma descida icpresenlou-ine
.sobre a necessnlade de crearse all um dislriclo de
pft, e de sub lelegacia de polica, h ?m como de um
destacamento mais forte ; reconhecando fundamen-
tos ueste pedido, nao pude annuir ultima parle
delle a vista da pouca forea de linha de que boje dis-
pe a provioca,; no entretanto coiisullei-i sobre
pessoa que pdesse ser nnraeada subdelegado na n-
lencau de crear o dislricto de polica, e resolver pos-
teriormente sobre o de paz ; a V. Exc. cabera a t-
rela de prover a eisa necessidadti daqnclle) lugares
tao afastados da accao da auloridade.
O cominercio c navegaste da provincia conlinuam
no sen (Irsenvolvmenlo, devendo o do interior re-
ceber grande impulso de contrato celebrado ullima-
menle com a coinpanbia NavegacoeCommcrcio
do A111 izonas pelo qual foram eslendidos a oulros
pontos desta provincia e da do Amazonas os benefi-
cios resallantes de urna eotnmiinicaruo rpida e
commoila.
Berniiherciido a necessidade de collocar-so boias
c pharoletes em alguns dos ponlos da navegaco in-
terna, officei ullimamenle aoSr. ministro da mari-
nlia iiidic.indo-Ihe aquelbs qu; me parcriam mais
proprins para esse fim, segundo as infurmaces que
di om 28 de novembro o reaulamentopara afisrali-
sacAo dnmpo.lo a quo for.im lojeitas as canoas em-
pregadas no commerrio denominado de reaatAo.e ha
pouco recouimcndei as autoridades policiaes do
interior que praticassem pela sua parte todas as
diligencias para serem cumpridas as suas dsposi-
es.
A reforma das rollccloriasde rendas provinciana,
a ilorisad pelo mesmo artiga lo, ainda nAo foi le-
gada a ofleilo, lenho porcm incumbido ao inspector
do lli-siluro poltico provincial aprcsenlacAo dos
dados necessarios para sobre elles formular-sc o res-
pecllvo regulameiilo, e espero que V. Exc. licar
hrevcmenle habilitado para organisa-lo.
O artigo 31 da mesma lei lambem nAo foi execu-
tadn, mas lenho recommendadn ao diguo capitn do
porlo o emprego dus meios de fazer acabar com os
inconvenientes que Iracema lisralisacAo das rendas,
OS desembarques nos fundos das casas que delam
para o rio.
A vista do adianlamento que tem lido os Iraba-
lhos da doca do reduelo feitos pelos Irabalbadores,
mandei cstabelecer ah o ponto de conferencia de
que Irata o -."i do referido artigo.
Em oflicio do 1. de fevereiro do correnle anuo
preslou-me o nosso ministro em i'.ins asnformaces
que Ihe pedir, alim de dar evecueo is leis 11. 2V>
de II de selembro, c 277 de O de outubro do anuo
p.issadn,-que aulorisou a pre-idencia a contratar na
Europa ulgumas inn.las de caridade e urna parlotea
prolVs-ioii.il para servircm na provincia. Dessas in-
forniac:s"resulta que as primeiras nAo se poderao
obler em quanto durar a guerra-do Oriente, por 10-
rem multas asfequisiciles dellas pelo governo fran-
cs para os hospitaes daCiima, e que a ullini.i, ma-
dame Clianfuiii nie/. cujas habililaces alnna o mes-
mo ministro, propde condicoes laes que nAo julauci
conveniente coiitratn-la, parecetido-me mais fa.il
cnnscgiii-la de alguma das nossis pravincias, so-
bre o que V. Exc. deliberar como melhor ente l-
der.
rendo mandado sobrestar, em cumprimenlo do S
II do artigo W citado, na venda das eineoenla ac-
Socada compauhiaNavegacAo ccommereiodo A-
'nazonasperlcnceiiles esta provincia,-foi a miiihu
ordem recebidu anda lempa c rontinuam as mes-
ma. a existir cm poder do procurador por mim es
colindo, o negociante do Kio de Janeiro, Jos Lopes
Pereira Babia.
Das desapropriacfs decretadas pela lei n. 2*7 de
o deselenibro do auno prximo pnssdo, estao urnas
cmtndamenlo e outrns etreeindas, entre estas a la
pequea variada cterreno do convento de Sanio
Antonio, da que trata a mesma le. para que oblive
a comneonlo autorisacAo do governo imperial, e a
do terreno contiguo ao predio que pertancia <> l)r.
Canija, situado no largo do quartel. Esle predio fu
tamhem comprado pela quantia de 2"> conlus de res
para nello eslabelecer-se o collegio de educandas, e
as obras que mindci fazer no mismo para servi
aquello lim, acham.se bastante adianladas. Ao lado
delle exlsfe una pequea porrilo de terreno, ruja
annexarao Ihe he necessaria. Se V. E\c. conseguir
elfecluir a sua compra, csloii cerlo que a assembla
legislativa provincial approvar essa medida lo
til. Inlentci-a, mas depois de ajustado o proco,
foi desfeilo o ajo-te pelos procuradores do propie-
tario.
Em eiecucAo do sdire lito artigo 40 SO celebrei
um contialo com o ador Francisco, de Salles Gui-
inarAes ef.unha, cm 15 de fevereiro ultimo, pelo
qul se sojeilou, alm de oulras, s diversas con-
dicoes declaradas no mesmo $, e para a fiscalisaco
deste contrato nomee inspector do Ihealro, na form
de um de seus artisos, o Dr. Francisco Jos Fur-
ia do.
Tratando de dar cxecucAo a lei n. 250de 25 de
selembro 4o auno prximo passadoique derlarou 11-
compativcio exercicio deprofessor publico com o de
oulros empreaos, fz ver a diversos professores do
lyceu Paraensc, que rieviam optar entre esses luga-
res e outros que oerupavam for delle, em conse-
tanlo algumas informaces sobre a materia da
mesma, a declarando-lbe que leviria ao coiiheci-
mento d'assemhla provincial, para lom ida em con-
sideracao; o ojie V. Exc. f.ir. se assim o entender
acertado.
Anles de linalisor esta evposieo, jolgo conveni-
ente informrr gualinenle a V. Exc. que certas exi-
gencias do consol log|a lie4|, cdaq-e, lendo ullima-
menle diflicultado os enterramenlos no cemilerio
prolcstante, varios cidada ,s eslraugeros desl.. e de
onlras religu.es, ,q.j residentes, acham-se revividos
a fundar outro. e pareoe-mo mnto acertado pres-
Irar-se-lhe. Indo o anillo para o conseg.i.rcm.
Con, isso nao s lucrara a Hade publica, como lum-
bemaadministr.ieao, por que evilar-se-hao certas
complraces queja por vezes lem apparocido. E
lano mais necessaria he essa medida na poca pr-
senle em que a emigrara-i romee.1 e lera de deseo-
volver-*} para o futuro, u novo cemitorio pode ser
edificado ao lado e no mesmo alinliaiocuto do ac-
luaj, c bom s^ra que >". Exc. continu a emnreg ,r
algum meio para facilitar o sau aforamenlo oq cessao
para aquelle fim.
Nada mais lenho que acrescentir para instruir
a V. Exc. sobre o estado di a.fmini-trario desta i -
leresiute provincia, que me foi confiada", e por ru-
la |.rasperidade S3 mais uilo li, foi por que nao pu-
de. V. Exc. qu m-lhor conh ce seus elementos de
progresso e seus recursos, quej por vetos a tem di-
rigido com lanto palriolismi, e imparciatidade, lu-
de por cerlo ainda agora rater-Iha grandes benefi-
cios, e procurar elva-la i podeao de que he digna;
pelo que desde ja felicito a V. Exc.
Dos guarde a X. Exc. Palacio do governo da
provincia do Para IV de maio le 1855.
.s>6-is/io do fego Barros.

REPAKT15AO DA POLICA.
Parle do dia 15 de junlio.
_ lllm. e Exm. Sr.Levo ao ronheeimento d V.
Exc. que das differenles pail-ripncoeshoje recelo ti-
nesta reparts!'', consta que foram presos :
Pela subdelegaeia da Ireguezia de S. Frei Pedro
Goncalvesdo Recife, os prelus cscravos Manoel c
Dominaos, por estarem furtando vfltba cm una pi-
pa que se achava junio a alfan.lega.
i)eos guarde a V. Exc. Secretaria da policio de
Pernambuco l de junlio de 1855.lllm. e Exm.
Sr. cnnselheiro Jos lenlo da Ciiuliu e Figucircdo,
presidente da provincia.O clirfe de polica Lu;
Carlos dr. Paita Teixeira.
DIARIO E PERMIBlCT
rara sem duvida remediar esse e oulros males que | qoeoca ,,liqae pe.o professorato o bacharc
all'ertam urna inslilui;Ao tAo til, e que lem por ef-
reilo immcdialo habilitar ao Irabalho e a subor-
dinado elasses ociosas e ignoranta, em proveilo
proprio e publico. Pelos documenlos existeules no
archivo da sectelaria, infelizmente poucos e incom-
pletos, podera' V. Exc. inieirar-se de alguma ma-
neira do estada om que esses corpos se acham, c da
J0X0Baptista Passos, professor de Historia e Geogra-
pliia, que aecumtil iva o emprego de juiz de orphAos
do termo da capital. O professor de geometra Jnao
Baptista de Fgueiredo Tenreiro Aranha declarou-
me, porcm, i|ue nptava pelo seu lugar de inspector
do (hesouro publico provincial, alvo o seu direilo j
vitaliriedade inherente ao magisterio, que elle julga
forra dispon.vol de que se compoem. Pouco aval- rtfo po ler serprejudicada pela dila lei. por nao de-
la, mas inesmo assim ja esta capital e muilos d
me foram prestadas pelo gerenle da referida com- tridos de fra lem adiado nella recursos para suas
panhia. obras.
O cidadAo dos Estados Unidos Tilomas Hainey
propOo-se a cstabelecer urna linhi de vapores entre
o porlo desla capital coda cidarte do New-York,
Tenlio procurado de accordo com o administrador
da corrcio melhorar o servico desta reparlico, e se
bem que ainda nao esleja elle estabclccido como con-
como V. xc. ver de documenlos existentes no ar- j vem a promptidAo e regularidade da corresponden-
conlingente sardo Ficou p;r c .nsegointe o mi-
nisterio C.avour. Dimos a boa nova que c-l a par-
tir desla o vapor/). I'edro/I. da compauhia Luso-
lirasileira, por cuja mala remeliem se aos endere-
zamos a Vmc. O vapor D. Mara II. aqui abicou
no dia 26. .// iaciui_
L
PARA
ExposicAo appro.coUda pelo Exm. Sr. consellieiro
SebastiAo do llego Hat ente da provincia
do GrAo-P.-iro, por occaslo de paas.r a admiuis-
IrarAo da mesma provinciaao T." vice-presi lente o
Exm. Sr. Ilr. Angelo Custodio Gorrca. ^
lllm. e Exm. Sr.Pactando a-V. Exc. aadaanis-
t provincia, lenho a honra de apreseu-
lar-lhe em cumprimenlo do aviso i!o ministerio do
rio do II de man;o de I guate espa-
11 eslado, edas priiviilencias que ultima-
moada Nnaodadoporaaexecurodas dfvrraas 41-
Sislativa, c oedens do governo imperial,
que liie .-.lo comcvi nenies, a bem assim offerecer
i-.iisidciaeAo de V. Cvc. algumas medidas que me is",!lc ,!"cs disse no meu mencionado relalnrio.
regiment.
A la capital continua a esforcar-se bem dos
melliiirainenlos desla cidade, sobre ludo no que diz
respeilo ao calcameulo das ras, como V. Exc. ter
OCcasISo de nolar.
Nao leudo a lei do orjamenlo municipal n. 272
marcado quantia algoma para um advogado de par-
tido da mesma, julgaei conveniente mandar que se
anniincijsse, a ver se compareci algum que e pro-
pozesse a tratar das suas causas e lombamento ; e
como, nao obslanlc repelidos annuncios, s se apre-
senla-se urna proposla do advogado bachnrel Tilo
Franco de Almcida, ffue acamara jnlaou vanUjo-
sa. auliirisei-a a a'eeila-la por ser una medida neces-
saria. V. Exc. a acham no archivo da secretaria com
a correspondencia que Ihe dia respeilo, c cm lempo
competente a levar ao coiihecimento da assembla
legislativa provincial, com :is reflejos que entender
justas.
Em comprinienio doartig '). da mesma lei man-
dei faier o orcameulo do concert preciso casa de
suassesSuea, c Jli'o rcmclti rua que dessa principio
alada em l::37!l>7:!0 re--. Ouanlo ao
mais relativo a calas Corpor.i.a,es, lelire-mc ao que
chivo da secretaria. Se pira essa fin obtiver do go
verno imperial as concesses que pretende, crcio
que ..mito lucrar,lo as relaces commerciaes da pro-
vincia com aquelle* oslados.
Temjo mediado pouto lempo da dala do meu ul-
luno relalorio 1 assembla nao pn-so olferecer con-
sideraran de V. E\r. oulros documenlos, alem do'
que all se acham, relativos a estes importantes ra-
mos da riqueza publica.
Nao obstante esse desenvolvimento qoe lem lido a
navegar I e'commerrio, a renda provincial lem sof-
frido alguma diminuirlo, romo V. Exc. ver dos ul-
quencia da baixa do proco da gomma elaslica, islo
porem nao deve inspirar receio de que a provincia
se veja impossibilila.la de occorrer as despezas dc-
cretadas para o correnle anno linauceir, em razio
do-avullado saldo que passou do anno anterior ;
mas compre atlender (ue se nao altear o preco da-
quella mercadura, e nAo melhorarcm oulros rmos
de renda, ser indispensavel lancar-se inAo de al-
gum expediente p^ra reslabelecer-sc o cqjiilibrio
enlre a receila c a despea.
As obras publicas quer geraes quer provinciaes
conlinuam a progredir, n,n. ob-lanle lolar-se sem-
pre rom a escassez de operarios, pelo que ainda nao
foi possivel dar-se principio a algumas importantes,
laes como : o encanamenlo 'azua polavel, o raes
da cidade de Camela e o mercada publico, acham-sc
110 entretanto estas obras oreadas, e com os respec-
tivos planos organisados. A primeira he inroules-
tavclmeute 1 de mais palpilanb: necessidade, c mo
esla ja cm andamento por nao lar apparecido col-
prezario ou compauhia que a qulzesse empreliend'r,
c por que me parecen conveniente esperar pela
diegada do engenheiro qua mandei contratar em
Par, para ouvir a ana opiuiao- a lal respeilo antes
de coineca-la por adminislrarao. Quanto a segun-
da, varios negociantes e profHetario* de Camela-
propozeram-mc ha pouco por neio de orna pelicao.
cia oflicial e particular como he de absoluta necessi.
dade em nm paiz bem constituido, acba-se comludo
em melbor p,depois da creaeao das agencias da Vi-
ga c llraganca, quo esto ja fonecionando. Poste-
riormente mandei estabelccer lambem urna agencia
na villa da Cachoeira de Marojo, e comprar mais
nina canoa para o servico da de Macap, afim de
poder-se cflecluarduas viagens por mez daquella vil-
la para esta capital, em vez'de urna como al aqui.
E na 1 sendo as rendas dessas diversas agencias suf-
icientes para gratificar os seus encartegados, assig-
nei-lhes veneiinenios fixos, submetlcudo-os ao co-
timos bataneles do Ihesouro provincial, em conse- nhecimciilo do governo imperial, que, espero, ap-
provar essa miuli.i deliberacao.
Alm do qae lenlio dito cm oulros lugares desla
expasicAo conccrnenle a] execucAo do diversas leis
ltimamente decretadas, passo a informar a V. Exc.
do que lem lido as demais.
Para a crearAo da compauhia de Pescadores de
que Irata a lei n. 2i5 de O de selembro do anno pss-
sado dirig circulares diversas autoridades pedin-
do-lhesinformasOasquc meonenlasspm sobre esl
materia, e como mui puncas reeebi, nada pude fazer
ejulgo mesmo que rae seria difliell leva-las a efleilo
em razio de dCitros embaracos que prevejo. V. Exc.
mais eonbf redor do que eu de sua provincia podera'
ser lambem mais feliz em realisar .hcm della esse
nellioraineuto.
Mo se pode lambe:u>verific.,r anda a execucAo da
lei Ok.3U0 de 20 de dezembro de 185:1 e 251 de 27
leoetembro do anuo passado, nao obstante ter fei-
10 esforcos'para isso, e ler cliogado a um accordo com
os negociantes J0A0 Augusto Correa e Joaquim An-
tonio Alves sobre as bases de un contrate para o es-
labelecimento de navegacAo n' vapor destinada n
con lucco de gado da ilha de Maraj para esla capi-
tal, porem ainda nutro cspeia:i(a de que venha a rc-
aliar-se, para poder melhor informar assembla
provincial a esle respeilo no caso da nao realisai-ao
:o contrato, ped ao nosso ministro em Londres in-
inenmbir-se de Icva-li a effoilo urna vez que se re-' formaces relalivasa' obtenrlo de um vapor que
purecem da mais argente necessidade ao bom onda-
mcnlo do, negocios pblicos; e cerlo de quo V. Exc.
mais habilita lo qae eu para bem conliece-los e ro-
ge-los. nao s soppriru, mas lamben: dar. desculpa
.1- fallas, ue p0r ventura en houver commatlMo no
'desempenho da missAo que me foi confiada.
A Irauquillidade publica lem coutinuado inallc-
rada. Ascl ice. quo liverim lugar para o preen-
i'himenio da vaga que deixouno sennd.i o finado se-
nador Jos Clemente Pereira, foram feilas rom loda
a libordade c sor go : as autoridades cumpriram o
que eu lites havia reeommendado segundo as ordens
de governo impecajl, o se por ventura alguma se
qui-i e-ii-ar. foi immedialanienle chamada a seus
devire-.
A sag:mea in Hvidaal, e de propriedade nao he
ainda nesla provincia como se deve desejar em pai-
As divisfs civil e ecc.'csiaslic,, da provincia ne-
nliuina alteraste soOrcram ullimamenle ; a judicia-
ria porem foi alterada em virlude da execujAo da
lei provincial n. 273 de 23 de outubro do auno pas-
sido, que creou a comarca de Marojo composta dos
tenr.es silgadas na ilha daquclle nomit, c desiigou
da capital o termo amiexo de Ourem, reiinindo-o
,1 de llraganca. Pura a dita comarca acha-se j no-
racadu juiz de direilo, segundo me foi commnnicado
pela secrelaria de estado dos negocios das iustica,
mas ainda uAoso apreseutou na pi-ovincia esse ma-
gistrado.
A bem d.; servico puhHco crcei lambem ullima-
ronsi lerasse o orsamcnlo feilo ha lempos, a vista da
alia de precos qae se encontra para c lem lido os
male iaes. Neste senlido expedi ordem ao major de
enaenheiros Marcos Pereira de Salles, a quem en-
viei o dita petiza.'.
Aquella proposla merece ser aem acolhida, nao s
.1 viste des motivos que-a delerminaram, e dos ter-
mos em que he concebida, como porque pens que
lie esso o mais prnprfosenao o nico meio de elfec-
tuar aquelle melhoramento. Para supprir-se a fal-
ta do mercado publico, talvez conviesse conslruir-sc
um provisorio ao lado da Dora do Ver-o-peso, obra
que est oreada em :!:i 139300.
Ilavcndo-se concluido a ponte de pedras, mandei
dar principio i coiitinuacAu do caes desta cidade,
da sobrcdila dora para o castetlo, nina das mais im-
portantes. Mandei lambem continuar, c acha-sc
em andamento o Ihealro que oxislia comecado jun-
to do palacio do governo, vislo ler a assembla dc-
cr. lado a sen Bcabamenlo, e nao dcixar que o lempo
arruine o que rxisto feilo. L'lliinamenle foi contra-
tada cem o cidadle Viclorio de Figueircdo de Vas-
ara a vista dellas deli-
prcenchesse o fim desojado,
berar como mais conveniente fosse ; essas infonna-
Siesja me foram remeltidas, sendo esso Irabalho fei-
to pelo Io lente da nos.a mariiilin o paraense Pe-
dro LcilAo da Cunha,
Em virtode da autorisacAo do artigo 3o da sobre-
dita lei 01251 Iralei de laucar mAo de oulros meios
leudeiilcs a abastecer de carnes verdes o mercado
da Capital,e para MO ped informaces aos presi-
dentes das provincias do MaranhlO, Ceara', Piauhv
e Parahiba sbreos presos e custo do transporte do
gdo daquellas para esla provincia; recebi as ilos
dous primeiros, e a vista dellas celebrei com o mes-
mo negociante Joo Augusto Correa o contrato
qi c V. Exc. encontrara' na secrelaria, c que ate ao
presento nao leve resultado algum.
Para evecuco da lei 11. 2O de 6 de i.nlubro ulti-
mo, que aulorisou ,1 reforma do regtilamenlo de 10
de dezembro de 1852, nomeei urna commissls com-
po.la dos cidados Dr. Ambro/.io l.r itr,., ,|, landia.
Joio Baptista de Fgueiredo Tenreiro Aranha, e An-
tonio Ricardo da Carvalho Peona, incumbida de
ver ler esta eneilo retroactivo, e mesmo vista dos
termos em que he concebido o sen artigo 1.", em
que so traa de incompalibilula le de exercicio; al-
tendeudo a estas r izes.que me pareceram fundadas,
provi interinamenle a cadeira que era por elle re-
gida, deixaudn 1 decisAo final desta questAo a as-
sembla provincial, a cujo cnnhccimciiln V. Exc. a
levar.
Quanto ao professor de inglcz Jlo Wilrkens de
Mallos, enlendo que abaudonou a sua cadeira, c que
esta se deve considerar vaga, e no caso de ser pro-
vida, visto romo deixou o mesmo de ser domiciliario
desta provincia, pastando a se-lo da do Amazonas,
onde alm de oulros rmpregos, exerce o de ebefo de
c-t.i lo-in,iiiir da gojrda nacional que exige aquella
Condicio.
Nao usei da aulorisacAn que me foi conferida pela
lei n. 270 de 10 de outubro do armo passado, para
conceder aposcnladorU aos professores padre Jacob
Pestaa de Yasroncellos, Morccllo Horges Trovo, e
professo'ra I). Anaslacia do Espirito Santo de An-
drade, contamlo-se-llics o lempo que ensinaram par-
liculannenle, por qoe me 11A0 parece justa seme-
lhanle dispusicao.
Acha-se em execucAo a tabella de emolumen-
tes da secrelaria do auserno; organizada em mi hule
da lei n. 255 de O do sonceiito moa, leudo sido
di.tribuido pelos seus empregados, segundo ah
se .lispe, os cmolamenlos que existiam arre-
cadados ero mo do ofticial-maior. O pessoal desta
reparlicAo foi elevado em conforjnidade dasobredila
lei.
As ordens imperiacs de que me parece necessario
fazer aqui menco especial, s"iu as que se reforcm
execucAo da lei e regulamenlo das larras publicas,
ao estabelecimento do corte de madeiras do dislric-
lo do Acara e orgauisacao da compauhia de apren-
dizes mariulieiros.
A execucAo da sobrcdila lei e regulamenlo das
Ierras publicas rnmeca a ellecluar-se nesla evteusis-
sima provincia, embura talando j rom diflicul lades
provenientes da falla de exceucao da- auloii.lades a
quem incumbe prestar as informaces necessaria.'
Todava em litis de fevereiro parti o inspector ge-
ral das medicos, e un us seos empregados, para os
municipios de Brasnri e Ourem. que me pareceu
rcunirem con lices mais proprias para lerem a pre-
ferencia. A reparlicAo naOse arha ainda completa-
mente montada na capital, e nao lem podido por
ora funrriunar, visto como isso suppe a onferciio
de Irabalhos preliminares, que s podem ler lugar
depois de oblidos todos os esclarecimenlos das au-
toridades cima desjgnada*. Neslas circumslancias
prover desde j lodos os logare d'aquclla reparli-
cAo que se acham creados, seria sobrecarregar o
Estado com urna de fazer depois do confeccionados aquelles Irabalhos,
e dos que forera executdos pela inspectora das me-
diees.
Para dar principio ao corle da madtiras no dis-
lriclo cima .'csjgoado.partio allimamenle o director
nomedo, capildO lenle Achules I.acoinbe, mas os
embaracos que lem encontrado cm obler irab.illiado-
res, 11,10 obstante as providencias por mim expedi-
das, lem dado motivo a quP Irabalhos preparalo-
riosda lio ulil eslab leciincnlo olo mar.licm com a
convcnienle presteza, c para con-egni-lo sera neces-
sario empregar-se medidas enrgicas.
l'ii.i levar-se a effeilo .1 'Og misaran da ('Uiipa-
uhia de aprendices marinheiroa, tenhg expedido as
diees porque se podero obler all urna barca de
escavaeao para ser entongada na limpeza e abertura
de alguus rios e finos, como foi decretado na lei do
orcameulo vigente, e comparando-as com as que an-
teriormente me baviam sido prestadas de Pernam-
buco pelo digno inspector do arsenal demarinha,
mente un novo di.rielo de suid-legaca na povoa- julguei conveniente encommenda-la naquelles Es-
concellos a eonclusAo do lazareto da ilha de Tatu- M>*MI*r-M un, irabalho sobre o qual confeccio-lCOIlvenicI1|PS orileng incumbindo ao inspector de
ca.obra de ha mullo reclamada pela saude publica, '^-f deliml.vamenle um novo regulamenlo; esle marraba nesla capital, o ao capilAo.de mar e guerra
irabalho acha-se pedente da ullima reviste da com- Pedro da Cunha em Obid-s, c nos demais muniri-
missuo, e breve sera apresentado ; Ba' V. E\c. per-1 ios oi m
lencera' a larefa de reduzi-Io a regulamenlo e de
ciecolar suas disposir s e providencias que deven.
ser enrgicas para cxlirpar-se de urna vez o roubo
pouco as iuform.ices pedidas an ministro brasileiro. 1"* dWma o gado daquella ilha e promover-sc a
uns E-lados luidos acerca do preco, lempo e con- sua produceAo.
bem como o lie igualmente a oollocacaf de compor-
tas as valas desla cidade, afim de darem escoamen-
lo ao terrenos adjacenlcs, baixos c alagados, sem
reeeberera as aguas das endientes do rio que os con-
vertem em focos de miasmas. Tendu recebidu ha
la de Itailuba. lisia divisa, r.. satisfaz anda as
oeeessIdadnda teottea o eosnnlodaMnde dos povos, e
ainda a oulras, mas V. Exc. sabu quanto lempo, e
lados, para o que acabo de ir.andar por pelo Ihesou-
ro provincial a quantia de 211 cantos de res & dis-
pusiste do mesmo ministro, que da inelhor von-
Ein conseqiieneia da aulorisarao do artigo OS 15
da lei do organiento vigenle, elevei por portara de
27 de outubro do anno passado a I20risaiaxa da
libra de carne verde com as iledaraces constantes
do inesmo $. De eolia para ca lem havido regu-
larmente carne no mercado, salvas pequeas nter-
in pjos, 11A0 posso ali.uiar a V. Exc, mas he de
crer que aquella medula conliibuisse do algum modo
para esle resaltado.
Einexecco do 2 do artigo cima cilado, expe-
pios aos re-peclivos juizos mumcipaes, o alista-
monto dos menores que devcni comp-la. na forma
do decreto de Sua crearn 11. 1517 de de Janeiro
ultimo.
Devo por ultimo informar a V. Exc, que em 17
de oulubro do auno prximo passado me diri-
gi de Lisboa Clemente A. de O. Mendos d'Almei-
da urna proposta pela qual se obriga a exlrahir dos
archivos de Lisboa, medanle certas con lice. cons-
tantes da mesma proposla. copias aullienlicas de do-
cumentos importantes que al existem relativos a
esla provincia, alim de serem recolhidas ao da se-
cretaria da governo. Como a accilaeao dessa pro-
posla, alius digna de aroll.iinenlii, exiga despezas
para as quaes nao eslava aulorisado, assim o flz
saber ao Jilo Mendes d'Alineida, pedindo-lhe enlrc-
l'elo vapoi portoguez Pedro II entrado Imnlcm
de Lisboa, via Uadcira, Tenerife e San Vicente, re-
cebemos as Carlas .enossos correspondentes daquella
corle que ficun iFaiisciiplas em uulro lugar deste
Diario, e mais varias gozlas porluguc/..isque alcan-
camal 2S de maio prximo passado.
Como sabemos que os leitores eslo aocioiospor
saberem noticias da quesillo oriental, comecaremos
por dizer-Ihes o que ha a este respeilo.
Sebastopol ainda resiste c responde ao fogo dos a|-
liados, o qoal bem que mais rao lera lo que ao prin-
cipio, todava na 1 I ai cessado um s dia.
Os Francezcs abandonaram as embosca las russas
que haviaiii lomado, segundo noticiamos cliegada
do Solenl, mas 110 dia 2 (te maio c .aquistaran] oulras
e nellas postaram em batera amas Vi pecas de r-
lilheria.
O sitio da fortaleza vai-se estrellando cada vez
mais; entretanto sua guariiieAo quasi todas as noiles
faz novas sorlidas.
De nina c oulra parte lem-se feilo sallar dirteren-
(es minas; varios depsitos de plvora lem feilo ei-
plosAo, lano as Bleiras adiadas, como as russas, e
apezar de IAo destrnetivoa meio-, nenhuma vanla-
gem cousideravel lem sido obtida.
Tinham sido transportadas para Sebastopol
2,400,000 libras de plvora e 700 carros carregados
de material de guerra.
O exercito russo fura dessa fortaleza era avaliado
cm 180.UO homens e segundo participan) de t) les-
sa o general Osteu-Sacken s?u commandanle, o qual
acaba de ser nomeado conde pelo czar Alcxandre II,
conlata com elles poder atacar nsalliados com feliz
xito, pondo termo ero breve lula. Todava pen-
samos qoe isso he mais fcil de dizer-se quo de effec-
luar-se, p .reanlo a ser verdide o t[\~; publiram as
folhas ingle/ase Iraucczas,o cxcrcilo alliado acha-se
boje em grande tersa e bom prvido de lodo o nece-
sario.
O Timet tratando deste ponto, exprime-se do mo-
do seguinte :
Neste momento ludo depende do emprego que
se lizer do bello exereilo alliado, reunido na Cri-
mea. O general Bosque! dispe de :SO,OO0 bonicos
d infaularia,3,000 de cavallaria, e ',10 pecas de ar-
lilharia.
O corpr> (lo generai Pelissier xonl 1 20,090 ho-
mens.
As reservas do caminho de Conslanlinopla mori-
tam pelo menos a 20,000 humen-, niel unido o exer-
cito desilio, as fui ca- dos uos-os alliados nAo sAo in-
feriores a cem mil hometw.
O exercito inglez lem a loica que tinha quando
desemharcou; se acrescenlarmoi a estas foreas o con-
tingente sardo de 10 a 12,00.) Iio.'ucus, o o exercito
de Omer-Pacln, v-so que os generaos adiados dis-
pem de tersas siillicienies para emprehenderem urna
operaslo imprtente contra as exercilos mssos que
estao em campo, sem serem obrigados a levantar o
sitio de Sebastepol. n
Alm desla forca j i existente na Crimea, espera-
va-se brevemente all um rf terco de 80,000 horneas,
O general Canroberl que succedera no cumulan-
do das (ropas franceza- ao fallecido Saint Ai nau 1,
acaba de dar a sua demissAo deslc po-lo, permane-
ceiulo lodavia no r.imp da honra a comparlilliar o
perigo com seus cantaradas.
Eis fomo elle pedio a sua demissAo e a resposla
que Ihe foi dada :
a Crimea 10 de maio.
o A miaba saude exhausln nAo pcrmillc continuar
no enramando em chefe ; portante, o dever para
com o meu soberano e o meu paiz obriga-me a sol-
licuar que Vmc. digno confiar esle romm.ndo ao ge-
neral Pelissier, chefe hbil c de cousummsda expe-
riencia. O exereilo, que Ihe enlregarei, esla telar-
lo, aguerrido, fervoroso e cheio de conli nica, i
Kogo ao imperador que me deixe nelle.um lu-
gar do combalenlc a te-la de urna divisan.
a O ministro da guerra dirigi ao general Can-
roberl esta reepoata :
o l'aris 10 de maio. s 11 horas da noile.
O imperador aceita o vossa demissAo, magua-
se tte que estaja alterada a vossa ssde. Felicito-vos
peteseniimei.il. que vos more a querer licar no ex-
ercito ; cnmmandarcHnn urna divisAo simplesmen-
de, mas o corpo do enramando do general Pelissier.
Enlreaai a esle general o cumulando em chefe.
t) con! de Ness-lrodo fra demillido do cargo de
ehanceller que ha tantos anuos excrci.
Eis qoe se l a este respeilo no Jornal do Com-
merrio de Lisboa:
0 Morning Herald,'repilindo a noticia j sabida
da demissAo do conde de Nesselrode accrescenta :
ir l) despacho que nos trantoiitle o nosso correa-
denle de Vienna he mui importante, porque 111 .-Ira
a resolu^An do governo russo de proseguir a (ierra
com vigor. Tu dossabem que o conde de Nessflrodc
era nm partidario declarado da paz com as polcu-
eiasoccidentaes ; a sua retirada do gabinete c a es-
colha do principe Vermoloff para substlloi-lo sao
iguaimene sianilicvalias.11
Km virlude de lerem a Franca e Inglaterra rejei -
lado as ultimas propostas enviadas pela Austria, pa-
rece que esta potenciase conservar neutral na lula
empntenla e que essa mesma linha de rondurla ter
toda a AHeroanha, era quanto a Kussia a nao nhri-
gasse ao contrario. Corra que as duas primeiras
potencias Ihe tinham enviado um ultimtum exiain-
1I0 a sua decisAo, entretente o czar querendo dar a
..Mlemanha provas convincentes de amiza te e con-
jidcracAo, declarara ullimamenle que, qoalquer que
fosse o resulladi daactuabguerra, manlcria pur sua
parle os dous primeiros ponlos concordados as con-
ferencias de Vienna.
A mesma cansa que dora lugar modilicacVi do
ministerio francez parece que produziru urna igual
operadlo no ingtez.
Lord Johu Kussell acha-se divergente de sem cal-
lea .s. Elle bem como Mr. Drouvn de l.huys, ple-
nipotenciario Srancez nas conl reacias de Vienna,
erao de opioilo qoe as proposlas russas dcviam ser
aceitas, pois ontinham condicoes sobre as qiaes so
podio coulralar para ler a paz, entretanto os respec-
tivos govcrnosdecidirnm de oulro modo como j sa-
bem os lilores.
Acea disso importe di/.er que ultimam.nle se
organisra na luglaleira um parlido denominado
da paz, que vai leudo grande incremente.
Eis o que a este respeilo se le na InUfpendeiidi
felga :
Mas temos de noticiar urna proposla das mais
importantes de que o conde (ire> tomou a iniciati-
va na cmara dos tenis. (I nobre lord auniinciou
que proporia a' assembla que volasse urna mensa-
gem a' rainha, na qual a cmara doctorease que as
contra-popostas da Kussia coii'liluem urna base que
pode accilar-se para coutinuarcm as negocia{e< da
paz.
" loduOaabaan que o conde Grey ho um esladisla
serio, um dos cl.efes do partido VVigh ; foi ja por
differenles vezes ministro da coroa, c podocora ra-
7."'ii suppor-seque |s* "''" animara hiconblerada-
m-nte a um passo desla oatlircza. Se ai iiiiuciou
urna proposla no sentido pacifico mais franco, he
porque sabe que ha mais alguem que a sustentara*.
Pulanlo, o patudo da paz levanta .. sen estandarte
sem rebnco n'uma das duas camnas do parlamenta
de Inglaterra.
a lie um fado muil"|imporlanle. lie um sv mp-
tema de qneaopinia 1 .pie desoja a paz vai lomando
incremente o Inglaterra, na proprii occasilo em
que a rejeicio das propostas austracas pelos gabine-
tes de Londres e de l'aris pare-o drsvancrer ludas
as esperanzas pacificas. I) inesmo modo de pensar
exista lambem em Franca, e muila gente acrcdila
qoe anda nAo esla' de lodo perdida a pns.ibilidade
ile-e cliegar a um accordo; bastara, diiem, um
inrnnmn um pouco sigoiliralivs na Crimea por meio
do qual a honra militar das potencias occi tenase
rcrebesse a salisfacao a que lem direilo. para que el-
las se roostrassem mais facis em transigir com a
Kussia. o
No Jornal do Commercio de Lisboa de23 do pas-
sado le se O segralo ;
Na sessi de I na enmara dos lords, lord El-
tenborouah apresenlou a sua proposla tendente a
censurar o ministerio pelo modo porque lem dirigi-
do a guerra, c a pedir rainba que esculla para os
seus couselhos homens que salham e possain dirigir
a guerra com mais feliz caito do que os actuaes mi-
nislros. O aulor da proposla saslenlou-a n'um vio-
lento discurso, dizendo que lord Palmerslon fruslrou
as esperancas de lodos quanlos julgavam achar ueste
o liomem que devia por a guerra .-, bom caminho. O
nobre lord censurou as principies operaces da guer-
ra, a espedirlo de Eupaloria ede Sebastopol, tem
romo a do Bltico por falla da necessaria previslo
para bem a dirigir.
Lord Panmure responde enrgicamente ao lord da
npposeflo, c diz que se admira que o nobre par se
couslila orcao da opinilo publica para censurar o
minialono, eaqaecendo-se que elle 0, seus amigos
arada ha pouco lempo ao conamiram organiiar
um miiiisleno ; o ministra da goerr. repellu depois
nimias da. razies ja allegadas pelo ,|uquede Nc-
casllc. e oulras para justificar ale cerlo ponte os
desastres e a roa direccao da guerra. Oolros lords
, diseorroram em diversos sentidos, e afinal foi regei-
rontr -r,opOS,a de '"rd EUenl.or.iugi, llor 18) Volos
, ''I' '-" '?o'le maio ro-se exposiro universal
de l ari.. O imperador e a impeOUriz as.isliram a
! esle aclo solemne. -O principe Najotaao, presiden-
te da eommissAo imperial, pronuncio,, um discorso,
expondo succwlamenteos Irabalhos da eommissAo.
\^"'a SS ?"e 0i l'M-*'lores alo slo menos do
TZErluSr'" qUi""' Perle,,cei Franca, eo
eslo lO.aOO aos paires eslrangeiroa.
Apresenlaram-se alguns exposili,, russrs. que
teram collocados eulie as Iribus eOlavonias, vislo
11A0 se ter reservado espaso para a Rasiia.
O imperador respoudcu : .
Meu charo primo :
Collocan lo-vos a frente de urna 150 importante
oommissao. quiz dar-vos urna prora evidente da mi-
nha couliaiie.i, e lisunaeio-me de que a justificareis.
Kogo-vos que em meu nome apresaateis os meus
azradccimenlos cuinmissao po zelo infaligavel e
iiilclligente que lem desenvolvido.
Congratuln-mc por abrir este temple da paz, que
convida a concordia Indas as naces. '
No dia 10 o lord-inairc deu um banquete a..s mi-
Bislros,
Os convidados eram 270.
O correspondenl*do Time* de l'aris di conla da
execucao do regicida Pianori. Foi decapitado is .".
horas da iiianiAa do da l. na praca da pri.o a es-
se lira destinad. Mu poucos espectadores assisli-
ram a cxccupTo.
O prucurilor da cora visilou-o unu hura antes
da cxecuslo, para saber se elle linha algumas de-
elarasoel qne tezer. Kespon leu com urna srrea ne-
galiva. Vesliram-lhea camisola dos parriciJas, co-
briram-lhe a face com um veo, e marchou descalco.
la bastante pallido. mas nos ses ademanes mo.lra-
va serenidade, ainda que revellava algum e-forco
para aparentar Irauquillidade, o q ie bem se Ihe c.'.-
nhecia pela contraer 1 .los msculos da parle infe-
rior da faee.
Quando rhegoii an cadafalso bradoa Viva arc-
publica. Nos o fauboufgs corr* que olo fora
Pianori o eiecutado, mas um manequira, sendoo
ver ladeiro Pianori mandado para fora do paiz com
um paasaporte .'
Pianori recusou por muite lempo ossoccorros es-
piril.mes que Ihe oterecia o capellAo da priso. Pu-
rera quando se (tesenganou de -que ia morrer, cou-
scnlio em ouvir a consolarnos de igreja.
Nlose sabe se fez algumas declaraees a o sacer-
dote. Disse apenasCoofesso quesou'culpado, mas
sabere morrer.Pedio que o dinlieiro que Iho en-
c nlr iram quando fui preso, seja rcmclti lo a sua fa-
milia, porque disse elle, o Ihe matar a teme por al-
guns das 11 porm nAo moslrou grande sedimento
alludin to a os seus.
A Hespanha Bcra era mo estado. Os carlistas
levanlaram o eslaudarte da revolla era varios luga -
res, mas o congresso declarou que habilitara o ao
verno com lodos os meios necessarios para debe-
la-los.
>'o seguinle numero seremos mais minuciosos.
ERRATAS.
No relalorio medico, publica.lo boolem ruislc Dia-
rio, logo na i a linha (la l. columna, onde se l 20
annoslase22 a n nos; na 80 Imitas da 2.'co-
lumna, onde se l 70 anuosla-se78 annos ; na
3." conclusao, mi te s1 l subslituiudola-se-u!.-
sislindo ; na G.'i conclusao, onde se l fortuitos
li-sefortuitas; e onde se l e que de cerlola-
seo que de certo.
xv.eclamic.ao' do juiz de direlto do Rio For-
moso contra as Inexactido'es da copla de
sai sentenca tmprcsaa no Diario de 28 de
malo ultimo.
lllm'. Sr*. redactare*.Kio Formoso jdejunbo
de 1855.Hon'em chegaram as minltas maus os al.
limos nmeros do seu aprecia lissimu Diario, de que
siu assignanle.
Acbei no de 28 do mez passado impressa a minlia
sentenca de pruviinenlo de aggravo enlre parjes, os
seuhores coronel Menezes de Urummondc lenenle-
coronel Ban.leira de Mello, sendo precedida de urna
cpigraphc que a d como prova de illutlrarao. A-
grade^o muito os bons desejos do editor., Mas. co-
mo ape/.ar de mens esforcos anda nAo pude allin-
gir aquella quali.la.te, elle (sem o querer) expz a
sentenca ao severo rigor de analyse que Iloracoexi-
ae uaquella sua aposlrophe da arle pnetica ^lld
iliguum feret hie lanto promssor hiattt! E o re-
sollado sera o prognoslicado pelo mesa), poeta. Os
hmeos da setnela hlo de encontrar oaflarienca de.
folios de que cu nAo posso salva-la,porfe sao filhos
de minha invcncivel insufliciencia progn'a. Eu uo
quizera pois vc-los ainda mais vubjtrisados pelo
prelo. A ssnlensa he um docomeo publico, 11A0
lenho direito de impedir impreco della; mas
ninguem me podo anferir o de c"8'r. ene a copia
s.'ja fiel ao origioaJ. .Nolaveu ^conformidades ap-
pareceraio, e he isso o que W obriga presente re-
clamante publica, proleslanato antes de ludo, que
f..So inleira juslis.i s inleuoSes do editor, islo be,
de que nao leve o fun de submeller-me ao talego da
critica, de cujo rigor j lere sido victima inuocente.
na parte que (oca a essas desconformidades que pen-
s serem-me piejudiciaes. A assentuacl) e ponlua-
SAo lii-crepaiu do original ; mas, discreas lilores
sabem perfeitameuteque aquelles pequeas caracte-
res fcilmente e muita< vezes escapara vista, e ao
correr do bico da penna ; e, por lano, te-los-bo
snpprido, quer os atlnbuissem ao original, quera
i 1. O inesmo direi das lellras trocadas amas por
oulras, quando nao facam mu lauca e alterara) ao
senlido das palavras ou phrases. Mas, allro da subs-
lil lisio do algumas palavras, o que nos pude aca-
bar cumig.i, fui o deixar passar era silencio os adtfi-
Itrncntot, esobre ludo um delles, de .de fallare)
em ullima lugarr Quanto a poiiluasM.frfiro para
cxemplo a seguinle dn original. O < he pois dr.
aggrato c lomo delle cmihecimr.nio. tfroccssailo
pelo juiz municipal de Serinhacm elC A copia
uli-tiluo aquelle punto por dous pona ecuhcroi.-
le consigo mesma comer" o segundo agriado por
lellra pequea. Nos ablativos latinos dique usei na*
palavrasare aut injuria nm tepli e simulta-
neo descuido da copia sub rabio o asento circum-
flexo, c mu ni a -\ il.iln"i em ir (||teiigo, escre-
vendo por lantojura aut injttrke-f
Ouanlo a substituisoes de palivr di, por cxem-
plo, o original flagrante perlirlarf da ordem
publica que releca oppr tim'emedit'promp.o
A copia dizreleva por um rgnedio. Por o op-
por nAo slo svnonimos.
Nada importa ; mas nem ,r isso li menos urna
desconformidade a ene resala da seguinle suppres-
sa e simullaneo adilainanlo : da; o origina) en_
Ir o aggracanle coronel Mencse' e o aggrataio
lenle coronel lindara de MMi. A copia omit-
i as palavras Unenlt cjiroml. as-suioslilut nctMS
pilavras Fra*(f*co .inlonio.
Em oulra rt' diz o origina. I'rrantr. eili
oraron para rrlar'io o corotet Mcuete*. A ro-
piit diz Pritrnl este agg**Km. Assim (i.1.,1
iniulelligvel senlido da itiiiha exprsalo. Pai 1
agora aosiililamentos.
A siinplis assgnalura io meu nomo prepoz a co-
pia as palavras Ojuird' direilo palavras eslas
que en all alo escrevi por fidclidade ao cslylu im-
memorial, c nunca in.arrompid'i de tedas os jui/.s
que no fim da senlaacas sdeo mi ajeniar as suas
assignaluras as declarasoOs de emprego. E ninguem
sor rapaz do apresentar com lal 011 seiaeHiaute de-
clarac.i" una s sentenca mlaha de lautas que pro-
fer em tres provincias do imperio no decorso de 12
anuos, desde quo son magistrado temporario oo per-
petuo. Alas islo he nad, quando por algum lapso
eu infringisse aquella pralifa, pedia absolvilo, al-
leaiiii.'o nina excepcAo nova fundada 110 principio__
c/uod ibundul non nocet. o que lomei em maior
considerarlo foi o figurar me a copia como havendo
dado ao superior tribunal da relacio denominadlo
de-I'aculdadc. Cousa liagular lliz a copia Olaa
tanda a extrema do ten Ur,,, mr,v,< ,lr\r, legua*
da nao o mim, compet a devano .' Eutreianlo o ori-
I1EGVE1
MUTILADO


OIMIO OE PEfiMHBUCO SBADO iGUEJNHODL !S>5
dual so du(i esta e nao mim compile a deciso.
lso em mim nao Tora Km simple neologismo, s
vezes loleravcl ;is vezes necessarin ; fura pin alrevi-
rnento inexcusavcl, por emprestar aquella carpo ju-
dicial um nome cxlranhn ao legal e acram-nlal ilo
trihunai. Tal nome saben lodos, so lem perlencido
a corpas Jo pinino de ciencias clavadas : lie por i-
so, que o p> ler legislativo ilo nosso imperi,ha puu-
i'o, mudou .ios iossas Cursas me licui e jurdico* o
nome de academia' pelo de faculdadei, l.a csla a
minha Mulenga escripia ni* fallas dos autos scm ne-
nhum horrAo, rasura, emendas, uem enlrelinhas,
visla por lanos desde o momento de sua publica-
cao e reeolhimenlo ao carlorio. Nao ha la urna so
vez a palavra farnldadc.
Concluirei pedindo encareridamenle a quanlos
porataum monte queiram puhlicar e imprimir as
entonce* de minha l.ivra, que as copiemlacs quaes
para que eu nao carregue cora as eonseqeencias de
descuidos e erros uniros que nao sejam os meus pro-
prio.
Dos h 'novlo- leilores solicito a descolpa do enfa-
do que Ihes dei coma minha defeza, e lalvez a de
verem de novo transcripta a tal sentones igual a dos
oos, qna| sabio da minln traca peona, en liver
lempo de lralnda-la, implorandu para a mesma a
possivel indulgencia.
Sou, com muito respeito e esliun, de Vmcs. leilor
.'s-tananlc, e menor dos cria los. Joo Baplisla
Goarahs Campot.
Aggravado foi o gravante coronel Gaspar de
Menezes Va-concllos de Drummond. pelo despa-
cho proferido a tullas :kl v. polo juta municipal :!."
suppleule 1 ste termo do Kio Kormoso. rois.com
quinto na forma MtriDMOj des-e despacho, ojuiz
'/no pareja adiar a declaracao de sua compelen -
cia oa incompetencia e a consecuente solucAo do
conflicto que Iravou com seu'collega de Serinhaem,
lie com ludo certo que, na substancia desse despa-
cho, elta.indirecl ament indelerio a policio do ag-
gravanlr que llie requer que se ulguc incompeten-
te. Esse indi'fiimeulo prodoz o grave inconve-
niente de permanecer por mais lempo a inlerven-
cao s'mnllanea de dous juizes iguaes e de diversos
lerrios dando ordeua e decisocs encontradas sobre o
niesino objerlo, o que importa urna flagrante per-
lurbaeAo da ordem publica, que releva oppor nm
remedio promplo. A eiisteocia dos tartos ronsum-
m idos nos processos da quesillo de manulenr.Ao de
posse enlre o agravante coronel Meoezes e o ac-
gravado lenle coronel Bandeira de Mello he in-
dubilavel : e na questao de competencia ou incum-
peteuria. que agora se agita, -o resta anplicar a dis-
posigo de direilo.
A materia consistente em direjlo he de persi mes-
ma provada, e basla ser allegada scm necessidade
de ser articulada. He paranlo comporlavel a Tor-
il) a da pelicao do assravanle a lis. 15 e Ib, e por
coii-cqiiucia digna de ser decidida ealhegoricmen-
le, com mor razAo depois de onvidas sobre ella am-
bas as parles liliganles, como Toram mandadas ou-
vir pelo despacho a lis. ">, e a vista da impugnadlo
e -ii-lenlacie de sua materia lis. 2~ v., 6 e -27. O
caso puis he de ageravo, e dellc tomo conhecimenlo.
Procestado pelo juiz municipal supih?nte de Seri-
nhaem o interdicto i possidetis a roquirmenle do
aggravanle coronel Menezes, cnlra o aggravado le-
nenle-coronel Bandeira, concodcu aquelle juizman"
dado de manetencAo de posse das Ierras quesltona-
das ao autor coronel Menezes.
No proces-o oppoi o reo Bandeira excepcAo de-
i iinatoria fori, que foi recetada pelo Dr. juiz iiiu-
nii;ipal de ambos os lermos (Serinhaem e Rio l-'or-
m.iso); mas, retirado este juiz para a ses*Ao da as-
scmhta.i legislativa provincial de que he membro,
reassumio o juiz municipal supplenlc de Serinhaem
a jorisdircAo plena no -en termo ac : do decreto
u. 278 de i- de marco de 1843. IVrante esle, ag-
gravou de pelicao para a reliaran o coronel Menezes,
do despacho de reccbimenlo da excepcio proferido
|iclo juiz eflectivo.
No processo daquelle aggravo, enlcnden o juiz
supplenlc i ^uo de Serinhaem dever reformar, como
rcfueinou.o despacho domesmo juiz eftoclivo.ecnnse-
quenlcmenta regeitou a excepe,au (arligo 20 do regu-
lamento de t."> de marco de 18.V2.)
Por seu turno, o reo excipiente Bandeira, aggra-
vou lambem desse ultimo despacho de nao recehi-
menlo da excepcao ; mas anda cnlo o juizsuppleu-
tcouode Serinhaem repellio a expedirlo desse
aggravo.
Nao me cumpre aqu examinar se elle assim "sem-
pre obrou jure mil injuria, e menos coiihecer se
bem ou mal sustcnlou-se competente ; por qu.m-
lo, distan 11 a etlrem ilo seu termo menos de
1"> leguas da sede do Iribunal da reanlo, esla e
nao a mim compele a decisao Regulamenlo de l
de marro de 182. artigo 8. n. 2.
Asaim se cousummou aquelle fjrlo. de litar o ju-
iz de Serinhaem na ponso exclusiva de juri'dicrao
sobre a qnesto do ioterdiclo i pott&tUl, que
processon e prevenio mire o aulor Menezes e o
reo Bandeira. sobre limiles di- terral do cngeuho
Garrapato, pejtencenle ao segando, e o engenho Ja-
cyni do de dominio do primeiro, e ludo prximo is
cxlrems dos lermos contiguos Itio Kurmoso e Seri-
nhaem. Bita farlo exclue a qnalquer oulro juiz
igual, de inaerir-sc na mesma materia. A esle juizo
dedireilo rabe boje pronunciar e nianler esle fac-
i como tal, Viajo como ao inesmo jui/o nao compe-
te conh?cer do direilo da competencia daquelle
jui/.
Assim, pois, cslahclecido e manli io o fado da
pos-e diquella jiinsdiccao, (ka nianiT-sla aexclusAo
do juiz municipal topplenie do Kio Formoso, para
inlo poder ingerir-se, como se ingerio, na raaleria
da compelencia ou da prevencao do juiz de Seri-
nhaem, e menos para conceder, como concedeu ao
reo, ora aulor,lian l ir i de Mello, un igual manda-
do de BUnutencao de posse na mesmas Ierras da
queslao, visto romo o rotando Bandeira ou nerdeu
ou deixou sopitar em Serinhaem os seus recursos. .
l'orlanlo, mando que o juiz (i t/uo suppleute do
Kio Formoso, reforme seu despacho, declarc-se in-
competente ou iuhinilo em tal causa, anuulle rou-
scquenlemenle lodo o prores.adu, e mande por de
ncnhiim ell'eilo o eu manda lo de niMiulonrao que
concedeu ao autor Bandeira d.Mello, pagas s a us-
as por esle.
Kio Formoso II de miio de 1855.
Jnn BaptUta GoHpalce Campos.
"ImcTPEDiDO.
e 96 meiaiditn agurdente, 20 pipas espirita. 63SI arralis. Para exporljcSo niln acomia que hon-l Vianna de Barros, dili-.'i.- M-iimi-I Benlnde Arao-1
-liceos i. IMI h'll Il.-ilB fnt,* O IIUIl ..-^....... n .( l:l____i ..- .._... i......._~,..\.... I \............... < i
saceos e 100 barricas com :!.!M0 arrobas e -_' jibraa vesseni Ir .ii-ano -. O- prefoa reguiam, o hranco de
le as-ucar, 160sacras com 855 arrollas c 21 libras de
2.000 courinhos ile cabra, 70 sarcos Teij.lo, 2l(i coi-
xas velas.de carnauba, 1*,ooo cocos com casca.
Parama, hiale brasileiro ol'lor do Brasil", de 28
tonelada*, conduzio osegaiute : 100 volumes g-
neros pslrangeiros e nariona >, l> s icos arroz, 1
dilo cola da Baha, -2 rolos taiga parailha, l caixAo
velas decarnauba, 30 coros para agua, 1 portlo e I
bomba de tarn. 5 sacros efe, J ditos carnauba.
Aracaly, hiale hrasileiro ainfanrivelo, de 37 to-
neladas, conduzio o seguinle : 2.18 i-olumes gene-
Irangeiroa e uaeionaes, 7:1 caixOesdocada goia-
!ia. I mesa de pinho.
KUVEBEBOKIA DB RENDAS INTERNAS GE- para onceos, dellf a 127 para oa espichad
KAES DE PEKNAMBUCO. "2 *H7 para os salgados.
18700 99000n.. a o mascava lo de 1*200 a 19350 rs.
a arroba.
Arroz.Odo Maraiihao e Para vcijitaii-se. des-
pachado de 59OOO a 59800, c o .lo Goa de .V>000 a
.ijSO o quii*!- A lulali lade despachada para 1 in-
sumo tai de 63,913 arralis, o nacional regula de
19050 a I930O ra. a arroba.
Caf.Reaiisaram-se algomas vendas. Para re-
evporlacaii despacliaram-se |70sarefi, e para o con
amo 90,725 arralis, do Rm e Baha eaSeu-sc
por baldearan deiiO, .1 Js'nK) a arroba, o o He Li-
bo Verde despachado a i
Cornos.Despach..ram-se para o n.mmerrio in-
terno I.K08. Os procos reguiam de *77 a 207 rs.
,e de
llrllililileiiln <|(i dia 1
dem do dia 15 .
I-07OS3IOIi^fi"''enil'ro;!Ml|a renda. Sahfram da amarella
'!-,"-;; i""033 ""Heiapara Genova, e Da preparada era ve-
1./ / lc.-i" laseem sruino Sil arralis para n Para a '. ">!l dilns
... -,'tZ,n Wfa Baha. O proco da am iridia regula de 270 a
U: Gomma copal. Deseinbarcaram-ae I92accas
CONSULADO PROVINCIAL. para exporlacao. O-procos conservamse pelos da<
Hon irr.eniodo da I a 14..... 37:9219366 "R'roaa cotacOes.
dem do dia 15....... 1:3381615 -)';i'liin. O leposilo he pequeo e despncharam-
I >e ,is denle- para llanilnirgo. e 27 para Londres. O
de prinieira suri" regula a 19350 o arralel. O meiao a
19 e n es ravel de 600 a8(Hlis,
32:2609011
BOLETIM.
LISBOA 30 DE .Milu.
Prtcot corrale do* genero* deiinportarodo
Brasil.
Por haldeaeo'.
Algod.oi ih> Pernambuco. .
Hilo do MaraubJ.........
Dita da Babia..........
Dilodj Para. ........
Dito dilo de machina.....
Gaco..............
Cata do itio primrira aorle. .
Hilo dito segunda dita.....
Dilo dilo lerccira dila.....
Dilo dito eseollia boa......
DHo di Babia.........
Couros seceos em cabello 28 32
Hilos .liles J'i a 27.......
Ditos ditas 18 a 2:!. ..:...
DilOS seceos l'spichailns.....
Ditos amlg. Babia e Para 28 a 32.
Hilos dilos dilo 26 a 211.....
Hilo- dlosde P. e Ceu. 28 i 12
Dilos dilos dilo 26 a 20 ... .
Hilos dilos do Maranlio JS a :|J.
Gravo girota..........
Dilo do Miianhan.......
Gomma copal.........
fpec icuanlia..........
Ouruc...........
Sal-a parrilha superior..... a. I
Dila dila mediana....... a
Dila dila inferior ....... o
Captieo* de ttireilos.
ucar de Pernambuco .... a>
125 130
120
110 120
110 120
lio
13850
39550 39650
29300 39300
-J"KHI 2o 100
1910 i 19100
39300 29500
I77 207
177 207
157 177
II7 127
II2 I7
II2 I7
!I2 147
112 1i7
117 117
200
loo 110
2?000 59500
800
I i/.ella. O deposito he grande. Kll-rtuaram-se
algnmas vendas e sahiram SOsaccas para Londres, e
132 pua II inileirgo. A de Angola vendeu-se de
li.-jon a 6-iiii n quintal, c a de llensuella de 6*50 I
a 69800.
O mercado de lanos conserva os procos da ulli-
1301 ma semana. Os Ires por reala lieam de :18 1|2 a :.'.!
l|, e a divida denla da IS a 18 l|1 em muela
melalica.
Em aerees de compalibias poucas Irans.ieeea se
realisaram. A-do Baucodc Portugal lieam de tila
M69OOO.
Os cambios efleclaaram-sa sobre Londres a 54
f| a30 dia, vista, a 54 l|2 a 60 das, e .1 51 5|8a90
da, e -obre Paria a 538 is. a 100 dias da dala.
MOVIMENTO 13O PORTO.
A
Dito da Baha..........
Dilo do Paca, bruto.......
Dito mascavado.........
Dilo relinado no paiz em formas
Hilo dilo quebrado .pil .
Hilo dilo em p (rap)......
Vaquetas de Pern. e Ceara1 1
Ditas do Kio..........
Dilas do Maranhao.......
Chifrcs do Brasil pequeos. .
DnptFlwdos
Airo/ do Maranhao e Para ord.
Dilo dito do melhor......
Dilo dilo superior.........
Dilo dilo 11,111 lo.........
Dila do Kio de Janeiro......
Pao campe, lo'.........
Tapioca............
'!'!
@
h 39600 39650
llq. 900 19000
n 8'XI
i 700
1 10 600
B 800 l~l:m
100 800
39800
394OO
1) 19300
2a600
39600
'1J. .i 111
105 110
mol I3:i00 19340
>i 19300 19350
lywo 19358
ti 295
a 271) 280
340
0 380
alai 39100
P.33WJ00
caix. 83000 B95O0
Prerot correales dos gneros de exporliifSo para
o Brasil.
Giplivos de direitos.
Amendoa cm minio dore do Al-
gane.............
Dila em casca couca.......
Dila dila mular.........
Dila dila durazia........
Notes..............
Figos do Algarve emcaixa .
Ameivas........; .
Presuntos, a bordo.......
ChouricoS, em liarril, idem. .
Carne cnsacca la por 6 .1 i lem
roucinbo em barril, idem. .
Ilinliide porco em barril.idem.
Dila coi rama idem, idem .
Pntenla de Goa.........
Sal grns-ii a bordo.......
Dito redondo idem.......
Dilo Irsueiro grosso idem .
Cera Inanca o'.Vagla por hab.
Dila amarella idem.......
Dila eol grume g bordo.....
Dita em vi I is idem.......
Azeile idem..........
Agurdenle SDCasca la 30 gr.'ios.
Vinbo niuss-alel ile Selubal. .
Dilo linio marca F. S. a bordo, pipa 1189000
Dita dilo, dito idem......anc. 1399000
Dilodilo marca I!, e F., idem. pipa 1309000
Dita dilo dilo, idem......anc. 1339000
Dilo dilo T. P. c l'ilhos, idem. pipa 1109000
Dilodilo dilo, idem ...... anc. II2M00
Dito luanco marca I". S. idem pipa I lis-. <0
Dito dito idem idem......anc. I209OOO
Hilo marra II. I'., idem .... plp. lili-lia
Dilodilo dio. idem......anc. 1339000
Dilo dilo marca P. G., idem. pipa 120)000
Dilodilo dito, idem......anc. 1339000
Dito marca T. P.eFilhos, idem. pipa lltlgOOO
Dito dilo, idem.........anc. IIJ
Vinagre tinto marca F.eS. idem pipa 4K3OOO
Dilo marca |i. e i-'., idem pipa 10-000
Dita marca !'. G.. idem .... pipa 149000
Dilodilo marcaTP. e F.", idem pipa 369000
Hito branco F. e S.. idem. pipa 89OO 1
Dilo dilo marca B. I'., idem pipa 10;/000
Dilo dilo marca P. G., idem. pipa ViSOOO
Dilodilo dilo T. P. el." idem. pipa :fcs9000
MOVIMENTO MARTIMO.
BmbarcarSet ntrala!.
Maio 14 do Rio de Janeiro, galera porlusueza
Gralidjo, capilAo S. C. de Souza.
Idem da Babia, barca portugue'za Figueiren-
sen, capilAo J. 11. dos Santos.
Mein 20 do Pernambuco, brigue escuna portu-
gus 11 Atrevido, capilAo J. V. Pereira.
iVocio entra-Jo no dia 15.
Lisboa e porto* intermedios15 das, vapor portu-
g iiv. Pedro II, commaudante Joaqoim Viesas
doO'. Paasageir 1 parosla provincia, Lina Ker-
reir Pinto, D. Angdiea Maris rio Carino. Hara
Rosa, Joaquim Rodrigues da Cosa. Antonio Joa-
qoim de Souza Ramos, Antonio Alves Veameale,
Domingos J'.s ti incalve Pereira, Lino Ferrein
da Silva, Jos (i mi; Ive- Torres. Joaquim Gon-
calvesTorres, Antonio Baplisla Pires, Jos l.ins
Alves, .Manuel AlvOS.
AVrv'os sd/i.i/os no menino dia.
100 18") Parabiballiate brasileiru (("lor do Brasil, metre
i'SMU I--HIKI Joao Francisco Marlins, carga lariuba de Irigo.
09600 IOS ilKI l'assaeeiro, Antonio Jos d.^ Silva.
69500 89OOO Kio de JaneiroBriue brasileiru Sagitario, capi-
lAo Francisca de .Vs-i- Uoucaives Peona, caiga
39OOO assuear a mais gneros. Conduz 3 passageiros e
19850 ." escravos a entregar.
Rio de Janeiro e portos intermediosVapor brasi-
leiro a I m perador, comman I inte o lenle Tor-
rezno. Passageiros desta provincia, Victorino
Jase de Souza, r. Manuel Filippe da Fonseca,
Sabina Mara da Conceirao, quarlcl-meslre Ray-
inundo de Almcida Sampaio, major Renvennlo de
Souza Marinho. 3 menores Mana, Joanna e Isa-
bel, B'inardiiio de Senna e Sanios. JoaoSimocs
da Silva Samango, Jo.lo Jo da Cosa e Lentos,
Bernardo Fcinaories Vianna. Mu le Teixeiri da
Silva Azcvedo, altares Jos Lib.iuio deSouza e I
i'-rr 1V0, Uenriqje Luiz e 2 c-cravos, Man el
Marlins de Miranda capililo-tciienle Pedro Amo-
nio l.oi/ Ferreira e I escravo, Joaquim Bernardo
Meudoaea e t criado, o africano Goilberme Jo-
Filippe, Joao Pereira dos Sanios, i rccrulas, 1
deseilor, I menor. 1 ex [iraca, -r praea*, 6 piara-
p ira .1 marinlia, di escravos.
1-VI.I
19700
1-200
I-21111
r'oo
39000
39000
I9300
18800
19300
I93OO
I955O
I96OO
39OOO
mil 289000 50-000
59000
69400
39600
5930O
23600
19100
59300
69000
698OO
9000
.i-l:ll
39300
l-'l!
EOITAES.
O Dr. Custodio Manuel da Silva GuimarAes, ;1:i ,!..
direilo da primeira vara civel desla cidade do
Recita de Pernambuco por S. M. I. c C. ele.
Face saber aos que a presante caria da editas vi-
ren) ou della milicia livetem, que par parle de Ma-
nuel Joaqiii.n Ramos e Silva me tai taita a pelicao
lo Oieor seguinle :
Manoel loaqui n Ramos a Silva, teslamenleiro do
finado Joaquim Jo- Ferreira, conservan lo em seu
poder diversa- ttulos de crdito, perteocenles a
heranca del dilo fallecido, c nAo quercudo c
com a resfbasabilidade de 1 es titules, vinlofsereni
os devedores em grande numero pessoas deaconho-
cidas, de residencias iuccrlas, c das qnaei nao lem
noticia, vem reqiercra V. S. que segundo oque
dispone 3 asi. 453 do cdigo commercial, mande
pas-ar caria de e.hlos para vc'cot os dilos devedores
correr prescripcao, acompanhau lo relaco nomi-
nal, e jiinlaniente declaradas as quaotias e dalas do
vencimenlo. Pede ao lilm. Sr. Dr. juiz do civel da
primeira vara deferimenlo sendo, distribuida por
dependencia ao e-crivao Molla.E R. M..l/'.v-
forado.
E mais senao conliuha em dita pelicao cm virlude
da qual dei o despacho do tbcor seguate :
Deferida. Recita 8 de junho de 1855.Suca Gui.
maraes.
E mais senao eontinha em dita despacho (tapuis do
que se via a dislrihuicao seguinle :MullaOlivei-
jo, dila Mil- ; Manoel Alvo- da Silva, dila 549 : Ma-
no i Francisco da Silva, lellra 909; Manuel Barbosa
le Soma, 2dila. 309 ; Manuel M.irianuo de L-pin-
dola. dila 509 ; Manuel Simplicio Correia Leal, res-
to de I dila 18?; Mainel das Ncves Vialra,dita 56 ;
Manoel Francisco do Haicimeolo, dila 639700; Ma-
nuel Antonio da Silva, di! i lli-; .Manoel Jos de
Siqoeira, resto de dita 509 -Miguel Torres Ga'.liode,
dila 309 ; Manoel Ignacio Paulo da Silva, dila 50) :
Mannl Ignacio da Silv.. 2 dilas II? ; Manoel Al-
vesCardse,dila 119130; Usnoel Rodrigues Lima,
dila 22-; Miguel Gomes da ('.osla, dita 339900 j
Marcelino Lopes de Souza, dita 119809; Manoel
Antonio Ribeiro, dila 109; .Manuel Lopes da Silva,
10- : Manoel Xavier Caroeio da Cnnli a. dila .
3759570 ; Manoel Eliai Barbosa, dila 1649940Ma-
noel Francisco de Souza, dila lo- Manoel Antonio
da Fonseca, dila 1419060; Manuel Joaquim de
Mello, dila 16-700 ; Mono I Macriado de Souza,
dila 05-160 ; Leandro Comes le/erra, dita 209S
Lau-aliiio Alvos da Aullado, dila 919; Pedro
Paulo Jos, resto de dita 109 ; Pedro Alexandre de!
Barros, dila 559 Salvador Francisco da Silva, dita
i ; Severiao dos Sanios Nogueira, dila 1509 :
Valerio Nunes da Silva, dila 508; Jos Soares de
Amorini, dila 205 ; JoAo l.cile de Ohveira, dita 609;
Joao Carlos Cesarlo, dila 159600; Joao Carlos da
Silva, dila 67)300 ; Jos l.-uirenjo de Gouveia, lel-
lra 509; Joaquim los da Silva, :l dilas 2:i- ; Joa-
quim Jos de A guiar, dita 100- ; osc Soares da Sil-
va, dila 20j, Antonio Duarle Ribeiro, dita 10- ; An-
tonio'Francisco Tarares, 2 dilas 30) ; Antonio Fer-
reira da Silva, lila 103 ; Frei Lino do Monta Car-
melo, dila 759380 ; Leonardo Bezerra Siqueira Ca-
valcanli, :! ditas 3:0009 ; Joao Florenlino Cavalcan-
li de Alimquerque, dita IO-7O : I). Auna Maria
do Nascimcnlo, resto dila 149330: Fraocisro Ribei-
ro de MeUo Jnior, conla e dita 3003; Alexandre
Jos do Nasriineuio, 133O; Antonio Martius de
Carvalhe, 1199090; Jos elementada Rocha 1892 10;
lira/ de Oliveira Carneiro Pessoa, 8869930 : Ralla-
zar dos Sanios Barbota 1^119575 : Hilario Rodri-
gues de Mello, 449600'; Joao Jos de Carvalho,
I 14)136 : M ni le Jos ttenriques. 39911 I : Manoel
I seo Pontea, 709080 M moel Ferreira Rabel-
lo. GOftSOO; Manuel Jos Correia, 112--; Manoel
Francisco da Sih 27? ; l>. Clara Cavalcanli de Al-
biiquerqiie. 509040; l.aurcntiiio de Barros Wan-
derlcv, 7K-.
E mais se nao eontinha em dila relarao aqui co-
diada e em virlude do despacho cima transcripto
mandou o escrivAo (pie esla suhscrevea |iassar a
presenle.pela qual e sen theor so chama e cita para o
couleodo na mesma pelieAa com o prazo de 30 dias
da aflixarfio c publicaran desta, c pira que clicgue a
noticia de lodos mandel passar oilitos que serao afD-
xados nos lugares do cosame, c publicado pela im-
prensa.
Dado e passado oesla cidade do Recita de Per-
nambueo nos de junho de 1855.Eu Manoel Jo-
s da Molla, escrivSh o robscrevi.
('utodto Manoel da Suca Giiimarilet.
O Dr. Jos Quinlino de Caslro l.co, jui/. iniinii ip I
do rommcrcin do lefnio desta cidade de Olinda,
comarca do Ri-cita .le Pernambuco, por S. M. Im-
perial e Constitucional, que Den. guarde, ele.
Face saber aos que o prsenle e iilal vircm, cm
como por esle jui/o no dia 20 do correle, a- 10 ho-
ras do dilo Cia, em a sala das audiencias, se ha de
arrematar em praea publica, a qoem mais dcr. una
morada de casa terrea com um seto, avaliada em
2: S-000 rs. ; duas c sin has na ra do Baldo, sendo
urna em caixAo ; sendo aquella avallada em 150)000
r ., e esta ein KHjWK)') rs., cujos bens vAo i praea
por execucao do commendador M moel Gonralves
da Silva, contra o padre Raphael Amonio Coelbo.
To la a pessoa que em laes bens qui/er laucar, o po-
der fa/er no lia indicado ; este sera publicado e
aullado no lugar do coslume, e sera lambem publi-
cado pela imprensa na formada tai.
junho de IK.7.J.
Eu Filippe do Nascimcnlo de
sn'isrrcvi.Jote ijuinliro de Caslro Leao.
O Illm. Sr. inspector da tbesnuraria provin-
cial, em cumpriinenlo di ordem de Exra. Sr. pre-
sidenta da provincia de I de maio ultimo, manda
convidar aos pro prieta ros abaixo mencionados, a
autregarem na mesma ll.esouraria, no praw de 30
dias, a contar do dia da primeira publicacAo do pre-
sente, a importancia das quillas cum que devem
entrar para o calcamento das rasas da iravessa de S.
Pedro, contarme o disposto na lei provincial n. 350.
AdvectiodO que a falla da entrega voluntaria, ser
punida com o duplo das referidas quolas, na con-
lormidade do arl. 6 do rey. de 11 de de/.enibro de
1854,
N. i. Calhariiia Mara do Sena. '.
i\. 6. Manoel Antonio da Silva Reis.
.'. 8. Manuel Jos da Molla. .
o lauuyui pui/ii-
lei. Olinda 9 de
Feria cswivo o
ra e a rolaran ibs devedores Bcguinles:
Pedro Aiex.indriiiu d'AssumpcAo, resto de I lellra "'" *lir'a Ko.-a da Assumpeao.
3059300 ; Filippe Jos de Miranda, 20 ditas K- Manorl Buarquc de Macedo.
-'i! l-uii ; Domingos Guncsda Silva, dit 109000 : ^ Para conslar se mandn allixar o prcsenlec pu-
Dionizio R idrigues Jacobina, dila 1031)00 ; llereu- Wwar pelo Diario.
573600
19)800
18)00o
61)800
199890
lao Marlins da Cunlia, dita 10)000; Paulo I-e
Sones, dita 139000 ; Victorino Jos de Agolar, di-
la 103'130 ; Francisco Jo-e GuimarihM, dila 50)000
Flix Justino de Mello, dita 20.5OOO ; Fernandcs
Jos da Silva, dilaSOpiOO ; Francisco M libias de
A/.evedo, dita 5(l>'!00 ; Francisco Antonio da Silva.
dita liil'MOO : F.Hi\ da l'onseca Franco, dita 52.- ;
Feliz Rodrigues da Silva, dilr. 26)000 ; Francisco
Leao Teixeira, 20 ditas 70)000 ; Francisco Jos
Mondes Jnior, dita 25)000 ; Francisco Beulo Te-
Sccreiaria da ihesouraria provincial de Pcrnam-
bucu II de junho de 1853. O secretario, .lnlonio
Ferreira da .Imninciacdo.
O Illm. Sr. inspector da thesoorara provin-
cial ein rumprimeuto da ordem do Exm. Sr. presi-
denta da provincia de 10 do renle, manda lazej
publico,que va 1 novamenie a praea para seren arre-
matados a quern mais dcr nc dia 21 do rorrente, os
pedagios das barreirasdo Gtqui e Molocelorobo,
iodos este em 2:688-3000 rs., e aquelle em 9:180)
1 i ni 21 idem. brigue porlugez EsperaBcao, '"irio de Albuquerque, 20 dilas 2053000 ; Francisco rs., ludo por aun ., sendo a arrematarn taita por
''dem ''-'' u'll.h'iT'hriJ.'.n ,n vi ., JoS l"''s B,c*1 "''"' lle dUa **>*>0; l-'rancisco lempo de 3 anuos. ., r!llU:ir ,, pnn.jiro de julho,
a Jian O. F. de Camp;?' P "g M,,lortU- de Sales IBorges, dila 30)000 ; Francisco Antoni prximo vindouro a :;o de j......o de 1856.
Ettabelecimentos de caridade.
Illma. Sra.es he a tanta inexbaurivel de lodo
n hem ; a elle nicamente devenios render cracas :
Imlavia a pasaiM benificenle lorna-se credora de pro-
fun lo ifconheciinenio, e adquire inccnlestavel di-
reilo as nossas hoinenagcns. V. S. acaba de faier
grande beneficio.! Iiumani lade.doando aoa hospilacs
e a casa dos evposlos desla ciliado as snas priiprieda-
dcs. A admimsIracAo gcral dos eslabelerimentos de
caridade, que deltas toinou posse, deixaria de cum-
plir u seu dever. se, em nome dos desvalidos, nao
maiutaslasse a V. S. os seus rrspeiinos agradeci-
nienios. As obras de caridade, Illma. Sra., san liie-
soiiios, que nem os vermes roem, ncm os scelerados
roubaiii ; elles sao guardados no co para plena re-
compon-a. Dos felicita e guarde a V, S. por mul-
lo* anoos. AdminisIracAo geral dos eslalieleciiii'n-
los de caridade 11 de junho de 1855.Illma. Sni.
I). Joaquina Maria Pereira Vianna.Mr.Francisco
VIaniz Tazares, presidente.Antonio Jote Gomes
do i.'o/Teo, escrivao.Jos 'res ferreira. Ihesou-
reiro.,/oio Pinto de bum> Jmiior. vogal.
COMMERCIO
PRACA DO REC1FE 15 DE JUNHO AS 3
HORAS DA TARDE.
Colaces ofliciacs.
ilojr n.iu louveram colaeoe-.
ALFANDEtiA.
Rcnlmenlo do dia I a 11.....153:2699395
Idrii! do dia 15.......11:l!l7:'iMI
capuao U. K. de Camp-
Idem l>:1 de Pcruamburn. barca porlugucta
Flor da Maia. capitao J. A. Canario.
dem brigue portugoez ciTarujo la, capilAo M.
O. Faneco.
Mcm idem, brigue p irluguez Clarau, capilAo
M. ,1. da Silva.
Iileu 25 do Rio de Janeiro, Babia e Pernam-
buco, vapor porlugurz eD. Mari, II, capitao A. I".
R. GuimarAes.
Sahidas.
Maio IS para Pernambuco, Babia e Rio de Ja-
neiro, vapor inglez "Sotan, capitao J. H. Jellicoe.
dem 16 para a Rabia, brigue brasileiru An-
ua. capilAo M. D. Pinheiro.
Idem 17 para o Kio de Janeiro, barca belga
Packl, rapil.io F. Valdentela.
Idem 20 para Pernambuco, patacho porlnguez
(illrillianleii. capillo A. B. P,
dem para o Rio, salera brasileira (Paloma,
capilAo J. A. da Silva Mariel.
dem 211 para Pernambuco, patache porlugez
Rapi Ion, capilAo F. P. II. Genui.
Llem 21 pira o Rio Grande do Sul, escuna in-
gle/a Marv Walin-i), capiUoJ. Wibon.
A' carga.
Para o Maranhaoescuela brasileira cLuzilania'i
Para l'cruanibuco brigue porluuez Viajante.o
Para o Par patacho porlugez Induslna.u
Para o Rio de Janeiro, barra portuguc/.a Paque-
te Sa11dade.11
Para o Rio de Janeiro barca porluguc/a Vil-
la da Praia.ii
Para Pernambuco brigue porlugner Robim.
PRACA HF. LISBOA :10 HE MAIO.
O mercado esleve pouco animado no decurso da
semana, e as.lransacces coinmerciaes foram infe-
rieres as das semanas antecedentes. Concorrea para
isio o mao lempo, que fez paralysar as Iransaccoes
para a exporlacAo.
O vinbo roulinua em apalhia, e as noticias rece-
tadas do Brasil pelo vapor II. Maria Un devem ne-
ce-iaiiaioenle alleclar ainda mais a sitoae.ni desle
ramo do iios-o crfmmercio. No Rio de Janeiro os 120)000 ; Jos de Mello Albo......rquo, dila
precos iiiiliam dcscido. c os depsitos eram conside-
raveis. Esle estado desastroso he devido "s remessaa
taitasdaqui sem calculo, que Irouvei.im em resul-
tado sua di preci.nao, que nunca leria lugar se li-
li
104:466967;
Oescarregam hojeili itjnkho.
liana ingle/.aTo:' 1 0/ l.iicrpoalinercadorias.
Brigue brasileiruMariafamilia de Irigo.
CONSULAHO GERAL.
Reolimcnlo do i!ia I
dem do dia 15 .
a 15.
30*119782
2:206c271
Rabello Carneiro. 1 di a- 55)000 ; Francisco Bezer-
ra de Araujo, redo dila LI-SSj ; Francisco de Car-
valho Chacn, dita 14)300 : Antonio Curdeiro Fal-
cAo, dila 3009000 ; Antonio Joaquim dos Reis, dila
10)000; Antonio Jos de Siqueira, dila 1009000 ;
Andr Pereira da Silva, dila 1009000; Alexandre
Ferreira Selle, dila 30)000 : An! onio Damiao Cha-
' ve-, dila 41)800 ; And ro Francisco de Paula Car-
valho, dila 10:!>XX) : Antonio dos Sanios Silva, di-
la IO9OOO ; Antonio Joaquim Ribeiro, dita 8(9920
Aulunio FlorencioCordere l-'an-eca, dita 50]
Aulouio Francisco Lima", resta de 2 lellras 2j;2iK) ;
Antonia Teheira Borba, dita 50)000; Anlonio Men-
des Boiba, II dilas 7.'C'K)0; Antonio Francisco Perei-
ra, (lila 44)000 ; Antonio Joaquim Dutr, 2 dilas
2959500 ; Antonio das Chasis C inicuo Pessoa, dita
3000U00 ; Aulor io Bilelho de \guiar, dita 3 I
Antonio Barra, dila 509900; Antonio da Rocha
Wanderlev. dila 30)000 ; Jos Francisco .de Miran-
da, dila 515500 : Jos Alves Bezerra, dila 33)400 ;
Jote Joaquim de Lima, dila 38)300; Jo-e Sjares
da Silva, 2 dilas 35.-HWO ; Joso Francisco Gomes, di-
11 I7920O ; Joai Alenlo da Cmara Cisneire, dita
38)000; Jos Francisco dos Saulos, dila 16)000
Jos Victorino da ConceieAo Auxela, dita 50
Jos Manoel da Assumpeao, dita 30)000; JoAo da
Croz de Mendonca,dita :t09000; jos Maria da
Silva Lisboa, dila lld-yxi.); Joao Gonralves da Silva
Bastos, dila 309000 ; Jos Alves da Silva, dita 50) ;
Jos da Gonceicao, dila 2(1)000 ; -lose Ignacio Cor-
reia, dila I7>020 ; Jos Severino dos Sanios, dita
OO-rslIOO ; Jos Mulheus Villa Nova, dila 309000 ; Jo-
s Soares de Freilas, dila 50)000 ; JoAo Antonio
E p..i.i conslar se man loa aflixat o presenta e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da lliesooraria provincial de Pernam-
biien 11 lejunho de 1855.O secretario,
./. F. '.lununciarao.
'! Illm. Sr. inspector da liesouraria provincial.
em cumplimenta da nrdein flo Exm. Sr. presidente
da provincia de 9 do correnta, muida Tazer pu-
blico que no dia 5 de julho prximo vindouro, pe-
rauta a juntada fizenda da mesma thesoorara, se
ha ilc arrematar, a qoem por menos fizer, a obra dos
uparos de que precisa a cmara municipal e cadeia
da cidade de Olinda, avaliada em 2:'OOJOOO rs.
A ar.vinal.icao ser taita na forma da lei provin-
cial n. :;',:! de 15 de maio do auno lindo, e sob as
clausub.s especiaos abaixo copiadas.
As pessoas que se prupozerem csla arramala-
cAn compareeam na sala das sc-ses da mesma junta
no da cima declarado pelo meie dia compelenlc-
menle habilitadas.
V, para conslar se mandou allixar o presente e
publicar pelo Diaria.
Secretaria da Iheseorarid provincial de Pernam-
buco 1:1 de junho de 1855.O secretario.
.lnlonio F. d .Innaw iarao.
Clausulas esplciaes para a arremataran.
1." A1 obras para oa reparos da cadeia da cidade
de Olinda serao taitas de conformidade com o orca-
nieulo, approvado pela directora cm conselho. c
apresenlado a appravafSo do Exm. Sr. presidenta
da provincia, importando cm 3:300)000 rs.
2.a E-las obras principiaiao no prazo de trinla
da Silva. 3 ditas 149000 ; Joao Gualterio de Souza dias, e linalsarao no de seis matea, ambos contados
Velho, dita 20)000 ; Jo-e Vicenta Ferreira,' dita
JoAoJose Velbo. dila 30)000; Ignacio Francisco
Lima, dila 2:16.-11.1 ; Ignacio Baplisla de Oliveira.
dita 25)000 ; Joa piim Jos de Oliveira Calaran, lel-
ve-s,. libido ,a,s prudencia da parle dos arroga- ira em poder de M.uoel Jos de Souza, i:;;
dures, fc csic eslado nAo aiircsenlava indicios de um i ,- ,, ,
termo prximo, porque o deposita longo de diminuir Joao.....""Itos, dita 39000; Joaquim Jos
do Nascimenlo, 2 ditas em puder de Jos Cardo/o
Cavalcanli, 172)140 ; Francisco Antonio de Sinta
Ignez,dila 30/001); Esta vio Jos Camello, dila
porque o deposita tange de diminu
augmeetava. Nos ltimos dias antes da partida do
eD. Maria liabam all ebegado 5 carregameiitas de
Lisboa cem 1.396 pipas, Os precos regulavam para
os superiores de 290 a 30d.j009 reis, e para os nrdi- .
Barios a> 250 a 2S0-IXMI. a mana que iiha me- FM Antonio da Silva, dita 3o)000; Francisco
lhor venda era a F i\ S. Os embarqnes eOecluadesI BotoUle de Viveiros, dita 509000; Francisco Jos
aqui date a semana moniaram a 9.815 almudes, Becerra, dita 193K330; Jvo Leite de Facas dita
miW^!' (i-''^ ^Precos regulan, de |9480; Jee Goma, da Cunha, dita 10)980; Joao
A laranj'a coiit'iua a ler prompta venia. Expor- XwierB*rboM> <**** 10)000; Jos Francisco da
laram-se 3.818 caixas. Os precos reguiam de 2)200 SIlTa, dila 10,-00 I ; .lo.lo Marinbo Falcao. publica
a 2)400 ris por caixa. forma duas dilas 400); Jos Caelano de Oliveira,
O sal leve menos sabida, mas os precos conser-
vam-se firmes de 15200 a 1)500 o mota.
40.5; Jos Thomai de Oliveira, resta dita 559830 ;
O azeile regula por .t-100 reis o almn le. caplivo 0-'reir i^V** Ramoe, dila 21) ; Jeto I lan-
-0.1 deiiireitos. Exporlarsm-sr do nacional 184 almu-: cisco < I-hagas, 2 dilas 25) ; Joao Vidal dos San-
ClVERSAS PROVINCIAS.
Reiiiliiiieulo do da 1 a i. .
Idem do dii 15 ....
La 16-502
73)253

Exportacao*.
Rio de Janeiro, brigue brasileiroaSagitarioii.de
266 toneladas, conduzio o seguinle: 58 pipas Assucar.-Desp.-tcliarnm-sr para cotiurtio 383,121
como determina o regulamenlo da repartirn das
oh' publicas, lei provincial n. 286.)
o.1 O pagamento de.i.i arrernalaco ser taita em
duas preslajoes iguaes, sendo a primeira quinde li-
ver sido taita niel-, le das nina-, ( a segunda e ulti-
ma qiian.io forein lo las i uirtaid..-. eque .i rao re-
cebidas delinilivameule.
i." Para ludo o mais que aqui nao esliver men-
cionailo, seguir-sc-ha oque determina a lei cima
mencionada.
Cuufurme.O secretario, -/. /'. da .Innunciaiao.
DSCLARACOE3.
co, dita relinado. a/.eile dore de Lisboa, dilo de car-
rapalo, agurdente branca de 90 gnos, bacalho
bolacha, cale emgrSO, Caree verde, dila serca, feijao
mnlaliiiho. farfolla de man linca, Icnlia de mangue
em achas, pao, loucinho de Sanios, vinagre de Lis-
boa, velas de carnauba, e ditas stearinas, cojo con-
trato sen por lempo de Ires mezes, ou por um, se
assim convier ao corisdlio, em visla dos precos por
que forem oCferccidos : por lano ronvida-se a quern
potsa convir dita fornecimento, a comparecers 12
lloras do dia 30 do ntrenle, comsuas pmposlas,
declarndoos ollimos precio, c quern -cus liadorcs,
bem como as amostras dos gneros, que se propoze-
rcm a tarnecer.
Sitadas se....es do eonselho deadmiiiislararo
naval em Pernambuco 13 de junho de 1855.O se-
cretario, Chtistotilo Santiago de Ucetra.
O eouselh i de admita.Uac.o ata farda menta do
corpo de polica precisa comprar o seguinle; 100
eovados de ['anuo azul para lrdelas, 200 dilos de
dilo para capoles, e 80 dilos de bala verde para
forro.: as pessoas que se propozerem vender, deve-
rao comparecer no dia 18 dn rorrele niez peta meta
dia. na secretaria do mesmo carpo, com snas prop s-
las ein cario fe liada, com as conipelenles amostras.
Ouar'el do corpn de polica 13 de janhode (855.
Epipbanio II irges de Menezes Doria, lenle secre-
tario.
Pela subdelegara da freguezia dos Afosado* se
faz publico, que se echa depnsitado um (avallo ro-
llho, apprehendido no sitio de Joaquim Gonralves
Vieira GuimarAes na Estrada Nova, no dia 9 do
rorrelo. Ouciii *e jolgar com direilo compareja,
que provando legalmenle Ihe sera entregue. Su'b le-
legaeia da freguezia dos Afogodos 12 de junho de
1855.O subdelegado supplenlc cm exercici 5
rapm Pereira da Silca Montetro.
Pela mesma se faz publico, que se acha ign.l-
menle depositado um cavaljo alszao, dinas brancas,
apprehendido no dia 10 do correnle pela guarda da
barreira do Giqui.i, por osuppor Curiado. Subde-
legada da frrguezia doi Afogado, 12de junho de
Is o o subdelegado lupplcnle em excrcicio, Se-
rn/im Pereira da Silca Monteiro.
Pela subdelegara da li.gue/ia de S. Jos se
taz publico, que acha-so em deposito um cavallo ru-
co pedrez., car.....lo, Orel has acabaadas, sellado e
mu-ciado, que no dia 12 do correnle. pelas lll llora-
da maiil.aa um preto que Irajava camisa de bala
venta e chapeo de palha, deixou no corredor .le um;.
casa de-ia freguezia, dizendo logo o vii buscar, e co-
mo alenlAo nAo lenha apparecida, so fax publico,
para que seu dono, joslili-ando, Ibe seja enlrogue.
Subdelegada da freguezia de S. Jos do Recita 14
de junho de 1855 O subdelegado.
Eduardo Frederko Banks.
rasreso aab-------
PUBLICAQA'O LlTTERAJvlA
Aclia-se venda o compendio de Tbeoria e Prali-
ca do Prores-i. Civil taita pelo Dr. Francisco de Pau-
la Baplisla. Esta obra, alm de urna introdcelo
sobre as accocs e excepees em geral, trata do pro-
cesso civel comparado com o commercial, conloan
a Iheoria sobre a applicacSo da causa julgada, c nu-
tras doulrinas luminosas: vende-se nicamente
na deja de Manuel Jos Leite, na ra do Ouei-
lu. lo n. 10, a 6?cada exempiar rubricado pelo
aulor.
.".CSWBt5
LOTERAS DA PROVINCIA. I -PrecM- & << p o r,,
O abaiioaasignado, ihesouieno ,las lo-i'- O vapor porlugez 1'cJro II. recebe as malas
para o Itio de Janeiro c Babia boje (16 as '.I l|2 ho-
ras do dia.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco de Pernambuco toma lettras
obre o Rio .......-...'. -(..... ..-< -a.- i iirtv-iunai ir a mu- U,LU "^ '.....'"' UM" -w 1 mu loa, nos jan- .(,, U I 11 i,
des para o itio de Janeiro, ereexpor.aram-se do es- !, di.a 300* ; Jos Maria Bezerra, dita 500 : JoAo "- ^ JanTO. BaDCO de Per-
Iraiiaciro 118 almudes. EslAo dous navios prximos i* da flva resta de dita ->- Ion. l-eiiv Iti WBlbuCO i de alinl du IS).Osicic-
,-alrp,rooMo,ado,eMa,aglo.T,e,s,!|I>, ,,*,':.,,**' ->u JoAo 1 eliv lli.po |ni..: ,1,. M
consla. van buscar para aqui duas earregacosj des- Cavaleaali, dila 1009 : loSe I ramisco SintOes, dila ,, 'ux'>i<)>. Jod(> l'h'- "' Me-
te genero. 11738500 ; Joo Lopes da Costa Jnior, dila :|:l> :'lcllos KegO.
' I '.'.o 'r'^tafrri'nhac'oiiTM,"10'. f,2? de J"a,|U,n "*"" S',Y!'- ,nU ; ,"" BrboM ~ co",el,l ,le "'nislr.6Jo naval contrata
-llmotns. A ti- l-ir'iiii.i ron*!-, o em l'M) harnea r,^,nii. .1,, ui,- m. 1,1-
paraaBhia, MarauhAo eParo. Camello, 20 ditas l'l- : .1 es ( ,,l; ., de Aranj... p- ; para oS navios armado, enfermarla de mnrinha,
blica forma dila 4(1 ; Manoel Simia i Civalaanli, barca de escavaeSo, e praeas dos esetleres do arse-
Em gneros coloniaes o estado da mercado he o
seguinle: /
A sociedade dramalicaavisa ao respeilavel publico
de que o novo drama O CIU ANO PACHECO, que
fot publicado para Sanbado 6 do correnle. dcixa de
ira cena por Causa do baile des Srs. militares, de
varias fuocjoes que ha nesse dia, e nao dar lambem
prompta o novo vestuario qoe se esta preparando
para o dito drama, por iiso lera loga! o espectculo
na quarla feira 20 do correnle.
AVISOS MARTIMOS.
'
'


Real Companhia de Paquetes Injle/.es a
Vapor.
No desle mer. es-
pera-se do sul
o vapor Solent,
cotn mandante
.lellieoe, O qual
di pois da d"-
inora'do coslu
me seguir pa-
ra a Europa :
para passageiros ele,, Irata-se rom os agentas Adam-
son liu'.vie A; C, na ra do Trapiche .Novo n. 12.
PARA.O RIO DE JANEIRO
segu mpreierivelmeiile, sabbado 16 do
crtenle, o brigue CONCEE^A'O. so
podereceberpassageiroseescravos a fie-
te,para o.cpie tem encellen tes commodos:
trata-se cotn Manoel Alves Guerra Jnior,
na rita do Trapielic-Novo n. 1 \.
Para o Maranhao c Para' salte no dia
18 do corrente, o muito veleiro brigue
RECIFE, capitao Manoel Jos Ribeiro :
para o restante da carga ou passageiros,
trata-se com ManOcl Francisco da Silva
Carrieo, na rua do Collegio n. 17 segun-
do andar, ou com o capitao a bordo.
Para l.i-biia segu com a maior brevidade pos-
sivel, o muilo veleiro brigue porlugtie/. F.rperiru-
cia, o qual tem escolenles commodos para passagei-
ros : quern pretender, dirija-se ao capitn a bordo
mi eos consignatario* Vtuva Amorim & lilbo, na
rua da Cvui n. i.
O vapor
porlugurz.
/). Pedro
II. recelic
.. do cornio
;.- malas
fe?V para liabia



i*ei. deJa-
K*n\fcB*^uei
eirn bo-
je 16 doroirenlej. as til horas da mauhaa : pua pas-
sageiros. trata-se na agencia, roa do Trapiche n. 2C.
Para Lisboa seguir no lim do correle me/, a
barca porlugueza \Agcira, cum bous e aeeiados
commodos para passageiros: quern pretender tomar
lem, po io din-irse ao capilAo, aa praea do
roininciciu, n ao ronsignalario Vicente Alves de
Sonsa Carvalho. na rua da Cadeia de Kecife n. 39,
segundo andar.
LEILOES
resto dita 2251.jl ; Manoel Joaquim Pereira. dita
? ; Manoel Soares da Silva, dila 20a Mximo
nii. e sfriranos livres, o fomecimeoto dos seguiutes
gneros : arroz branco do Maranhao, assuear brau-
la-so Luais far.io leilflo, |ior iiileiveiieao do
agente Oliveira, Ve urna ptidarra com 2 tornos, lila
na roa das Cinco Ponas. qual perlenreu a falleci-
da D.Clara Zeferua Cesar, viuva de Carlos Leoca-
dio \ ieira. c dfctara-se que o arrematante lera a
I isee da casa por i anuos, quanlos fallam para aca-
bar o arreiidameulo : s-gunda-lcira, IS do correnle,
as ti horas da manhaa em ponto, no lugar da indica-
da padaria.
Novada C. taran leilo, por inlervenrao do
agente Koberlo e por conla e risco de quein pe'rlen-
i ir. s. |) ,,.ui 16 <] correnle as on/e horas em ponto,
de lulos os salvados do brigue nacional Magano,
naufragado ao sul de Maeein, consislin la em vegas,
mastros, pannos, maSsames, leine, cobre dr torro,
agulha de ni irear, bilacula, bule, agua la, amarras.
ferro, camarotes, c demais perteucea que i
paleles ao exaine dos prelendentes no trapiche do
I-crr. ra, caes ita Apollo.
C J. IsUex 4 Companhia farao leillo, |ior
ii'.en.ncao do senle Oliveira, de porcjlo de nulas
para piular, sendo branca c verde em latas, u preta
em barril Kgonda-feira, IS dn correnle, a i li ita|iois do meio dia, no armazem da rua da Hoida,
no Kecife, n. 140.
AVISOS DIVERSOS
INFRMALO i'S OL RELACO KS
SEMESTRES.
a.i linaria n. (i e S da prarada ln-
dependencia, vende-se reiaces semes-
iraes porprecocommodo, equerendores-
mas vende-se ainda maisemeonta.
iV.UrMk.
Esta no prln o compendio de lusliluliones Juris
Civilis, por I). IO. Pctri Waldcrk que serve de
compendio a cadeira de Direilo Eomaoo, instalada
de novo na l'aculdade do Direilo : -iih-ercv-sea
beUOO re. pagos ua eccasijlo da subscripcao. e para
cummodo dos senhures acadmicos entresar-se-hio ts
folhas impressas de H paginas na livraria da praea
da Independencia n. Be 8, a proparfSo qie forem
sahinilo do pelo.
Oflerece-se para ser ama de taita, nma parda
solkira ; na rua da Cruz n. 39.
HEGIVfl
teria* da provincia, costando-lhe que
appareeera cm poder do Sr. e.uitelista
Saftistiano de Aquino l'eireia, do is bt-
Ihetes iglwes dos ns. -"SOS, sendo um del-
les do livro n. 59 e outro do livro n. l),
que tlepois de conferidos pelos respecti-
vos tales reconlieceu-se ser un dos n-
meros 5808 (do livro 40, ser 3908 e nao
5808: o mesmo thesour^eiro faz publico
ocoutedo para que Mftoas malignas nao
approveitem-se desse enfjano, paraenve-
nenarem um facto Catitelista Salustiano, reconbectdo por um
equivoco do escrivao encarregado da nu-
meraco, queem lugar de numerar no
bilhetepertencente ao livron. 40, 5008.
niimerou 5808; o mesmo abaixo assig-
nadoapproveita-se da occasiao pata de-
clarar que todas as vezes que apparece-
iem destes ou outros equvocos, (pie le-
veni immediatamenteao conhecimento ou
i! i Exm. Sr. presidente da provincia ou
dn Illm Sr. Dr. chele de polica, poiselle
leudo consciencia de seus actos, naoqner
eme netos idnticos passero em silencio,
para que por esle tfiodo as pessoasacostu-
manas a laes velhacadas gloriem-se em
le-lo em snas (ileiras.O tbesoureiro,
Francisco Antonio de Oliveira.
I
t*
W
.*, i L1 j.. >i;\ eas'a no
?2! !i l (ineiiiiado
i. >. pritu Iro :: ilnr.
O abaixo assignado nao pode deixai
ao Sr. Eduardo Ferreira
Koga-se ao Sr. Candido Moreira da Osla, que
queira appareeer na rua.da Crus n. 28, casa de la-
ma Jnior < loiinpanliia, sobre negocios de seu in
leresse, do contraria queira annunciar sua morada
para ser procurado.
Precisa-se deupia ?ma para coiinbarc ongom-
in o : ii i ni a d. Cadeia Velba do lenlo n. 18, se-
gundo andar.
Precisa-se de um raiieiro para taberna, com
pratica, e que seiba ler : na rua da Guia n. 30.
No bolel da Europa pre:isa-se de um homcm
que lome conla doporlAo,daiido-se-lhe roupa, comi-
da, casa, etc.
No hotel di Europa lem salas e quarlos para
aluguel, com comida ou sem ella, por commudu
precn.
Precisa-se alagar um criado para serviro de
um homem solleiro : ua rua de S. Francisco n.
08 A.
Pase-te lOfOOO por nma ama forra on escrava.
para oservico externo e interno de urna casa de 4
pessoas de familia : Irata-se na rua Augusta o. 2, se-
gundo andar.
Aluga-se urna ama que lenha bom leite, nAo
se olha a preco : na rua do l.ivramenlo o, i.
No hotel k Europa lem comida a loda a hora,
pelo preco marcado na tabella, um pelisco de -ill)
para cuna, cha e lorradas 1120, caf com leite e torra-
da- 320, bita de cebolala 320, dilo de srelha 320,
ovos estrellados 210, presunta de fiambre 100 rs.,
peine 400 rs.
No hotel da Europa d.i-sesomida mensalmcnle
por preco razoavcl.
No hotel da Europa tem mao de vacca lodos os
domingos. ,
',
$
abaixo assig
de agradec
Bailar, a urliauidade e I) >m trata ment
que se dignou prodigalisar-lhe durante o
lempo em que foi seu carxeiro: e para
mostrar a gratidao de quevai penliorado,
desde ja' oll'ereee ao mesmo Sr. Hallar o
diminuto prestimn de seus servieos na
provincia de Macei, onde pretende Usar
sua residencia. Recife 15 de junho de
1855.J. J. Costa e Lemos.
Urna moca de Iwa conduela olleie-
ce-sc para ama tecca de meninos: quetn
doseu prest po sequizer titisar, dirija-
se ao largo do Pnraizo sobrado n. 15.
Precisa-se de um caixeiro habilitado para um
armazem d i f /en las : a tratar com Barrera Cas-
lro. na rua da Cadeia .lo Recita n. i.
Offcreee-se um Immem para feilnr de nm sitio,
o qual di fiador a sua conduela: na rua de Apollo
ii. 3.
Precisa-sc de una ama que saiba bem engom-
iiinsj-iu ue una ama une saina uem engam- ..... -. ,. : J :
mar c cozinhar, para servijo de ponas a dentro, pa- l'""'<""' Francisco de Araujo
correspondentes se recusaram a pagar por Ss. Ss. E
os Srs. Antonio Jos llabello (inimarAes (do P.na .
Joio Carlos Damaseeno (dito), Antonio Paes da Silva
ole Porto Calvo), Jos Joaquun lavares (dilo), eCos-
me liezerra Baplisla da Costa (do E\), queiram
mandar pagar : us dona primeims 18S0O0 cada um,
o lercciro 169000, o quarto 203000, e o quinto229
rs., que devem d>sass;;ualuras do Echo Pernambu-
cano.
Precisa-se de (JOOSIKIO a joros, dando-se hypo-
llicci em urna casa no areal do Itrnm, com 3qorlos
grandes. 2 -atas, co/inha fura e om grande quintal
murado : quern qutacr tazer esse negocio, dirija-se i
mesma rua n. 3.
:i-se fJOSOOO al OOIteOUO a juros, com hypo-
theca em nina casa un bairro do Santo Antonio : di-
rijam-se a rua Nova n. 9.
O abaixo assignado responde'ao Sr. Francisco
Jos deSaavAnna, que para vender a parle qoe lem
na propriedade Mourisro nesla cidade da Victoria,
niio precisa que o comprador se calenda com o mes-
mo Sr., que falsamcnle declarou em seu annuncio
inserta no Diario n. 12t! do 1." do correnle, que pos-
suia a meiaeio em ditas ierras alm da casa grande
por Ululo de posse, qnando sii lem 15l$123 no valor,
c o abaixo assignado 28X.>">77. qual he a vossa meia-
{Ao, Sr. Sanl'Anna '.' menlis despejadamente para
assim querer Iludirnpublico. Tamben falsamente
vos consideris senhnr da casa por titulo de posse ;
pois bem. os ttulos do abaiio assignado convencern
da legalidade com que o abaixo assignado be possui-
dor da maior parle do sitio, inclusiva as casas, eos
vossos neiihiima legalidade lem para presumrdes de
na rua das Cruzes n.
ra nma rasa de pouca familia :
28, primeiro andar.
Pelo prsenle sao convidados a reunir-seno
roii-islnrio da V. O. T. de S. Francisco lodos os ir-
ihaos u xicos, alim de Iralar-se a respeilo da fesla
de mis:a padroeira a Scnliora da Ajudo," |iorque se
avisinha o da de sua irtcmnidade. He juaioo lim
para que sao chama los. e alm dislo os religio.os
aenlimcnlosde que alo io tos tmm idos, fat esperar
que nao se negaran a apresenlar-se
eerrente, pelas ;i horas i'..\ manhaa.
0 irmAo mestre.
O .abaixo a-signado, leudo visto no jornal de
Ii ni'em o seu nome publicado na relccao dos deve-
dores do fllenlo Joaquim Jos Ferreira. declara
que nSo se entende com elle, estabelecido na rua do
Cabug. Recite 15 de jnnho de 1S55.
./ii/iiii.o Martinida Silca.
Offereeo-se urna mu'her de boa conduela para
o servico de casa de um hoin-m ollciro, ainda mes-
mo pera um sido perto da praea : quern qnizer, di-
rija-se a Bni-\ isla, beceo dos Ferreiros n. 1.
Casa da aferico,pateo do Terco n. I (i.
0 abaixo assisnado faz veraquein inleressar pos-
sa, que a revisan liualisar-se-lia no dia .'10 do corren-
le. segundo o disposlo no artigo !. lilulo 11 das pos-
taras muaricipaes, e que lindo este prazo inrorrero
es conlraxentores as penas du mesmo "arligo. Re-
cita l(j de junho de 1855.
Prxedes da silca Gusmao.
Jos da Silva Reis. ador dramtico, declara
que nao be o mesmo que honlem annunciou por esta
jornal rclirar-sc.
Desapparcceu no dia 12 de maio o escravo de
le nome SimAn, que representa ler mais de
o i anuos .le Made, rom us signaos seguintes : tan
estatura, ebeio do enrpo, cabellos brancas, corlados
muilo renle, barba tola branca, multo rcarisla, ros-
ta um lano descarnado, cor preta, com Indos o* den-
les na frente, quuu lo an ta puxa por nina perita que
pooro so divulga, levan caica e camisa de alg i de lislras miudinhas ; a qual escravo foi comprado
Perdeu-se da rua de (lorias al a roa Imperial
um embrulho de papel, contando copia de urna es-
criplura de um terreno e urna casa, outra de urna
casa, eum papel de foro de um, terreno : qoem os
liver adiado, eulreg,.ndo-os a F'rancisco Jos da Cos-
ta Campello, receber i 2O5OOO de RralilicasSo.
Eu abaixo assignado, rego as pessoas que me
eslAo devendo, hajam de vir sali-fa/.er snas coatas
no prazo de 15 dias.e nao o fazendo usarei dos meios
1 dia 17 do que a lei facu'la.Recife 15 de junho de 1855.
.lnlonio Pinto de "souza.
Antonio Pinta de Souza participa as pessoas,
que tem penhores em sua mAo, hajam de os vir res-
g llar 110 prazo de 15 dias, d contrario serAo vendi-
dos para principal e juros da seu real embolso. Re-
cita 15 de junho de 1855.
Desapparcceu di engenho Machado, jnnlo a
Itio-Formoso, no dia 2 dedezembro de 1854, o par-
do Sclurnino, de idade 110 anuos, pouco mais ou me-
nos, estatura regular, ou pouco cima da regular,
corpulento, desdentado na frente, um pouco gago,
be muito couhecidn no distrelo de Agua-Prela em
ra/.Ao de haver semprc acompauhado o capilAo Pe-
dro vo durante a revolta, e onde ltimamente tem
andado lirandosobscriprao para se forrar, Irabalha
de campia, e he muilo conversador, principalmente
em suas proezas na revolla de !l : quem o appro-
hender, leve-o ao dilo engenho Machado, a l.auren-
lino Jos de. Miranda, ou no Recife a Jos Joaquim
de .Miran la, na roa da Cadeia do Recita, onde cm
qnalquer parte ser bem recompensado.
Theophilo Sclunidii embarca para os Fritaran
Unidos.
Traspassa-se urna taja de charutos com poucos
fondos, e boa rua de negocio, diz-se o motivo e os
incoa venientes que ha para tal iraspasso : tratar
na rua da Peuba n. 9.
Furlaram para amanherer o dia 12 deste mez,
do eiigenbo S. Jos, freguezia do Cabo, um cavallo
cora os seguimos signaos : era rodado, depois de cas-
Irado licou quasi ruco, lem urna tomadura as cus-
idla-', perto do espinhaco, est gordo de anca redon-
a Sra. I). Maria Francisca Pires Ferreira, e o mes- a, anda baixo, c lem muilo pouco cabello no lope-
ino j r-steve fgido em Ierras do engenho Santa Ro-
sa da freguezia de Santo Amaro de Jaboalao, e cons-
la quej esleve em Sanio Anlan como forro, e que
linli.i abi urna pequea casa, islo no lempo que o
dilo pcrlcncia a dita Sra. D. Uaria ; p r isso roga-
se a 1 olas as autoridades policiaesc capiles de cam-
po, hajarn de apprebeode-ta e levar a seu senhor
Pedro Miliano da Silveira Lcssa,morador no engenho
Camorim Grande, freguezia de Agua-Prela. 011 nes-
la prae\ na rua da l'raia n. 20, que ser bem re-
compensado.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da roa
d Padre Florano n. 71, com commodos para peque-
a 1 imilia : quem pretender, dnja-se ao paleo dn
Carino n. 9, primeiro andar.
Atnea-sc ou troca-se um sobrado de um andar
lo, por outro ou primeiro ou segundo an lar,
cm as ras Nova, Crespo, Ondulado ou das Cruzes :
quem preleuder, dirija-se ao paleo do Carmo n. 9,
primeiro andar, que ai dir quem desoja.
De-cja-se saber quem be o herdeiro ou legiti-
mamenle encarregado da liquidac,3o dos negocio* do
fallecido Bernardo ATfonso de Almeida: qum liver
esse direilo, aunuacie seu nome e murada para ser
procurado.
Precisa-se alagar urna casa Ierres no bairro de
Sanio Antonio, cujo alugud^nao exceda de IO5OOO
por mez ; paga-se 6 metes ou 1 auno adiantado :
quem lixer annuncio.
Joias.
Os abiito as agnados, donos da taja de ourives, na
rua Jo Cabs n. 11, confronte ao paleo da malriz
e rua .Nova, fatem publico, que cslfiu sempre surli-
dos dos mais rico, t melhores gostas de todas as obras
de ouro necessarias, tanto para senboras, como para
dmense meninas, centnuam 05 jirecos mesmo ba-
ralos como lera sido ; passar-se-ha urna corita com
ie-piinsabilidade. especificando a qualidade do ou-
roue 14-a 18quilates, licamio a-un garantido o
comprador se appareeer qualqoer duvi la.
Seraphim A; Irotao.
Iloje, l do correnle, devem ser arrematados
por ser a ptima praea, varios movis p nliorados a
Antonio Baplisla \ ieira, per exerucAo de Francisco
Jos de Pauta Carneiro, peta jnizo de paz do segun-
do disinti, as horas e lugar do coslume
s"
SOBRE
AS INSTITICO'ES I)K DIREITO CIVIL,
POR
WALDECR.
I-1 n obra muilo roncorrera para que os cslud; li-
le- do pmueiro anuo da FACULDADE Oh lil-
REITO, mcllior possara coropreliender as prelec-
de sen ilisnissimo lenta. Sob*creve-fe na
prara da Independencia leja de livros u (i c 8, pc-
eo 109008 i-,. 1 sibila a primeira folba logo que
as a.gu.ilur.is di-.-iieni pala o CUSIe da iiiipressao
do volme.
Arrenda-se o engenho Para, na freguezia de
Ipnjura : quem o pretender, nii.j 1 sf nesla cidade ao
C irredor do Hispo, sitio em que mora o promotor
publico, ou no engenho Pantorra na freguezia do
Cabo, que achara com quem tratar.
O procurador da cmara municipal
desla cidade, avisa a tudas as pcSSOai 1 11-
carregadas de tirarcra "ias de enterro
le, assim como as cimas, cauda rapada, he cavallo
de meio ja 11A0 he novo, o ferro ignora se por nao se
ler lirado ; a pessoa qoe dar noticia certa na na de
Heras n. 114. ou no mcsiiio engenho cima a Frau-
11-10 CarniMio. sera bem recompensada.
Precisa-se de um feilor para um sitio na Ca-
puugi.o qual deve ser trabalhador e dar coubeci-
mento de sua capacidade, aliancando-.su hem orde-
nado : a tratar na rua do l.ivramenlo n. 33.
Antonio Uotelbo Pediere relira-se para tarada
provincia.
A masa regedora ila irraandade de N. S. da
ConceieAo da igreja da Congregarlo, convida a lodos
os irniAus em geral, para que se dignem comparecer
no domingo, 17 do correnle, pelas '.II |2 horas da ,
inanhA, alim de encorporados, irem buscar em pro-
cissAo o glorioso padre Sanio Antonio do arco da
ponte do Recita, para a celebracAo da sua tasla ca
mesma igreja ; o convida tambera aos mesmos ir-
maos, para, as 7 horas da noilc, assislirerii ao Te-
Deum que lem de se enloar ern louvor do glorioso
padre Santo Antonio, pcrlenccule a mesma igreja da
Congregarlo.
Joaquim da Silva Mourao previne a quem
interessac |>ossa. que todos os bens dor. Jos Diae
da Silva, movis, semoventes, e de raiz, eslAo su-
geilos ao pagamento do que elle lhe deve. pelo que
11.10 pode o mesmo aliena-los, e uem de qiialquer
forma dispar deltas, em prejuizo do annuncianle,
que protesta usar de seu direilo, nnllilicando qual-
quer venda ou disposicAo desses bens.
Ser repelido o prsenle annuncio apezar da de-f
claracAo do Sr. Jos Dias, em o Diario de honlem,"
de nAo pretender vender seus bens ; porque ja un*
vez nAo obstante idnticas declaraccs, elle quizera
vender todus por intervengo du "corrector Miguel
Carneiro, sem que era os enuuucios se livesnc fcilo
inencao de seu nome, o que felizmente se soube
lempo de se poder obstar por meia de um arresto,
que se taz nos mesmos bens.
O accordAo que o Sr. Jos Dias lem feilo pu-
blicar repelidas vezes, e ltimamente no Diario de
h.mlem, nAo prvou o ai.nunciaute .Mourao do di-
reilo de haver o que elle llic deve ; apenas julgou
11A0 ler sido curial a marcha, que se seguir oa exe-
cugAo de diversos accordos proferidos por unaninii-
dade de votos contra oSr. Jos Das, os quaes sub-
sislein em sen inleiro vigor, pois que nao foram e
nem podiam ser derogados por esse a que lano se
soccorre o inesmo senhor.
Nos aolns exislem documentos >lguns do proprio
punhn do Sr. Jos Dias que deslroera complela-
mcnle es-e termo de ronciliacao mandado publicar
ja lautas vives por esle senhor.Dos mesmos aulos
se evidencia ser o Sr. Jos Das relmenle devedor
ao annuncianle, sendo que piando nao exi-lisse
prova clara econcludenle, bastara o tacto que se
deu 110 ligeiro ajusto, amjgavel que preceden a
accAo. ten lose verificado logo no comeen do mesmo
ajuslc sem (rabalbo atonin ser o Sr. .lose Das deve-
dor dfl alguna cenias depozeram as propriae Lesleniunfaas desse seuhur,
bastara a sua recusa em apresantar certas livros,
que Ibe loiaui exigidos por despechos para o aju.le,
e cuja existencia nao poda ser contestada, por cons-
tar de uniros livros que a aquellos so retaiiam.
Vai-sc continuar na extcujo do accordie, pro-
ferid) na causa principal eenlra o Sr. Jee Dias, e
n publico s. ra informado do resultado desta ques-
1 o.Joaquim da Sitia Motpo.
RAPE GROSSO, MEIO GROS-
SO E FIHO.
para o cemiterio publico, que acba-te
todos os dias nleis no paro da loesna c-
mara, na rua Nova, desde ;* borasda
manila.1 as ~, da larde, tiara aviar-si' de
prompta a todos que para so o procura-
ren!, e dos dias de guarda, na rua de S.
Goncll, 'isa terrea ij* 11, as mesmas
lunas. \
Aluct-se urna toja na roa do (ueimado, ou-
Ir'ora Braeinha do l.ivramenlo n. 09: a tratar na
rua do Cabuca n. I C.
Viioa Pereira da Cunha, eacacregada
da venda desle rap, avisa a seus fre-
os ..-ue/es que o deposito se acha prvido de
odas estas qaahdades, e que para mais
commodidade acaba de estaheleccr um
outro deposito ni rua tle Apollo, arma-
zem b. i, onde podero encontrar toda*
os mencionadas, finalidades ao preco ja'
isialx-leeido, de 1|280 o jrosso e !>0 o
lino, de o libra! para cima.
Precisa-se alngar tlguDs escravos, sendo mo-
oiios e 1..... ule- para quatouer servido, pa-
gam-se bem : quem os liver e qui/er alug.ir, dirija-
se a rua da Floreul na n. 3g, para tratar.

;
MiiTiiann


MMIO OE PIRMIUCB4. SBADO 16 L'fc JUNH tic 8bb.


LOTERA RIO DF JANEIRO.
Acnam-se i venda os ovos bilhetes da
21 lotera do thcatro de Nictheiov, que
devia coi re- a 2 ou do correte me/.:
as lisias esperam-t pelo velo/, vapor 10-
CANTINS. no dia 1t> do andante : os pre-
mios serio pagos logo que se li/.er a dis-
tribualo das mesmas lisias,
MASS.V ADAMANTINA.
Kua do Ksurio n. :H, segundo andar, Paulo Gni-
gnoui, dentista francez, chumba os denles com a
inassa adamantina. Esa nova e maravilliosa com-
posirjo tem a vanlagem de encher sen) presado riolo-
rosa lodas as anfracloosblaries ddente, adquiriurio
ni pomos instantes solide/, igual a da perira mais
dura, e permiite restaurar os denles mais estraga-
do* com a furnia e a cor primitiva.
Em consequencia de nao ler appareeido lici-
l mies as reudas dos predios abaiio declaradas, por
issii vio de novamente praca para serem arrenia-
tados em hasta publica, na sala das sesses do con-
sellio admiuistralivo do patrimonio dos orphaos, nos
dias 12, 15 e 19 dn rurrente mea, e por lempo de
mu auno, a contar do 1." de jullio prximo fuluro a
'MI de iuiiIio de 1856, as rendas dos seguintcs pre-
dio, a saber : sala e toja da casa n. t do largo do
Collegio ; ra das Laraugeiras, casa n. 5 ; ra do
Kangel n. (i ; rua do Pires n. l:l ; roa da Madre de
Ueos us. 22, 23, 27, 33, 34 e 3G ; becco das lloias ns.
37. :I8 o3'J ; rua da I.apa us. 40 e 41 ; rua da Mo-
da us. 43, 46 e 47; rua do Amorim ns. 48, 50. 52,
Vi. o e 56 ; roa do Azeile do Pci\e ns. 5!) e 112 ;
rua do Burgos m. 68 e 60 ; rua do Vigario ns. 71,
72e73; rua do Encantamento ns. 74. 75 e 76, e
toja n. 76 ; rua da Senzala Vellia us. 78. 79, 80 e
SI ; rua da Guia ns. 83 e 84; rua do Trapiche n.
85 ; rua de Fra de Porlas ns. 98, 99 e 105 ; sitios,
um em i'arnameirim n. 2, outro dito na Mirueira
rf. Os licitantes com seos fiadores, liajam de
comparecer no lugar indicado, c as 10 horas da ma-
nilla dos mencionados dias. O secretario,
Manoel Antonio Viega*.
Deiappareceu do Brejo do Fagundes no dia 29
de maio do correnle auno, um cabra de nomeMau-
ricio, com signaes segninles: altura e corpo recu-
lar, cabellos carapinhos.plhos grandes,rosto redondo,
nariz grosso, com falla de um denle na parle supe-
rior, e sem barba, roga-sc aosctipiles de campo a
ipprehenso do niesmo, podenrio dirigire ao Brejo
do Fagundes a Manoi 1 de Farias Leile, ou a rua
Nova n. 13 a Antonio Koberlo, que se recompen-
sara.
EDCAA'O DAS FILHAS.
Entre as obras do grande Fenelon, arcebispo de
Cambray, merece mu particular mencSc otratado
la educacao das meninasno qual "este virtuoso
prelado eusina como asmis devem educar suas fi-
llias, para um dia cliegarem a oceupar o sublime
lugar de mai de familia ; lorna-se por lano una
necessidade para lodas as pessoas que desejam iiui-
a-las no verdadeiro carainho da vida. Esl a refe-
rida obra traducida em porlucuez, e \enile-se na
livraria da praca da Independencia n. 6 c 8, pelo
diminuto preco de 800 rs.
.'LBLICACAO' DO INSTITUTO 110 g
MEOPATIIICO DO BRASIL. f>
TJIESOURO HOMEOPATliiCO
OU ( W
VADE-MECIM DO
IIOMEOPATIJA.
(} Mcihodo concito, claro e seguro de cu- \5)
4*\ rar komeopathicamcnle lodatas molestias /,
9 que affligem a especie humana, e part- V?)
n cularmente aquellas que reinam no Bra- t
' f, redigido segundo ns melnores traa- 1"
dos de homeopalhia, lano europeos romo V^J
americanos, e segundo a propria eiperi- %
enca, pelo Dr. Sabino Olegario Ludgero JjjJ
Pinho. Esta obra lie boje reconhecida co- (ffi
rao a raelhor de todas que tratara daappli- tA.
cagao liomeopatluca no curativo das mu- W
leslias. Os curiosos, principalmente, nao s)
podem dar um passo seguro scm possui-la e /a
consulta-la. Os pais de familias, os son lio- 10
res de cngenlio, sacerdotes, viajantes, <-a- (.
pitaes de uav ios, scrlanejos etc. etc., devem ^
te-la mSo para occorrer promplamcnle a {^1
qualqucr caso de molestia. M
Dous voluntes em brochura por KijOOO T
f encadernados iljOOO
Vendc-se nicamente em casa do autor, /(*,
ruaj de Santo Amaro n. 6. (Mundo No- *V
voi. n
CONSULTORIO DOS P0SRES
SO *UA ffOVA 1 JU* 1**J. TO.
O Dr. P. A. Lobo Moscnzo d consullas liomeopatliiras lodos os dias aos pobres, desde 0 horas da
manha atoo meio dia, c em casos extraordinarios a qualqucr hora do dia ou noile.
Ofleroce-se igualmente para praticar qualqucr operacao de cirurgia. r acudir promplamcnle a nual-
quer mulherque esleja mal de parlo, o cujascircumstancias nao permitan) pagar ao medico.
so cmniio do dr. f. a. lobo mozo.
50 RUA NOVA 50
VNDESE O SEGUINTE:
Manual completo de meddicina horneopalhica do l)r. (1. 11. Jahr, Iraduiido em por
tuguez pelo Dr. Moscozo, qualro votumes encadernados em dous c acompanhado de
um diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., etc.
ilIjOiHI
Esta obra, a maisimportanle de todas as quclratam do esludo o pratira da bomconalhia, por ser a nica
que conten abase fundamental d'esla doiitrinaA PATHOGENESIA OU EFFEITOS UOSMEDIC \-
MEN TOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SAUDEconhocimenloi que nao podem dispensar a> pes-
soas que sequercm dedicar a pralica da verdadeira medicina, iuteressa a lodos os mediros que quizerem
experimentar a donlrina de llahnemann, c por si mesuras se convenerrem da verdade d'ella : a lodos os
fazcndcirosesenliores de eneenho que cslaolonae dos recursos dos mdicos: a lodosos capilesde navio.
que urna ou oulra vez nao podem deixar de acudir a qualqucr ineommodo seu ou de seos tripulantes
sao obriga-
IOSO00
.IWHK)
lodos os pais de familia que por circumstancias. que nein sempre podem ser prevenidas,
dos a prestar in ronlfncnli os primeiros sorcorros em suas enfermidades.
O vade-mecum do homcopalha ou traducan da medicina domesjiea co Dr. Ilering,
obra lambem til s pessoas que se dediram ao esludo da homeopUhia, um volu-
me grande, acompanhado rio diccionario dos termos de medicina......
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., etc., encardenado. ".
Sem verdadeiros c bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pratiJi da
homcopathia, e o proprictano desle eslahclecimcnto se lisongeia de le-lo o mais bem montado pos\e! e
ninuuem duvida boje da grande superioridade dos seus medicamentos.
Boticas a 12 tubos grandes..................... SNKl
Boticas de 2 medicamentos em glbulos, a 10, 12? e 15JO00 rs.
Ditas 36 ditos a.................. 209060
Ditas 48 ditos a................ 259(100
"ilas 60 ditos a.................. 303000
Dilas 144 ditos a.................. 'W(MNI
lubos avulsos .......... ... t^iuu,
Irascos de meia 0115a de lindura................... 28000
Ditos de verdadeira lindura a rnica...............'..' 29000
Namesmacasa ha sempre i venda grande numero de tubos de cryslal de diversos lmannos,
vidros para medicamentos, e aprompla-se qualquer encommenda de medicamentos com toda a brevida-
de e por precos muilo commodos.
N'ovos livrosde homeopalhia uiefrancez, obras
lodas de summa imiortancia :
llahnemann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-

J. JANE, DENTISTA,
js continita a residir na rua Nova n. 19, primei- 0
f-3 ro andar. t*
Precisa-se alagar urna olaria "que lenlia sitio
ou niesmo sem elle, perlo de embarque: quem tiver
annuurie, ou dirija-se a esta (ypographia', que acha-
ra com quem tratar.
Aviso ao respeitavel publico.
Jo3o Luiz Ferreira Kibeiro, com padaria no largo
de Santa Cruz n. 6, confroute a iroja, alm do bom
pSo e bolachas de lodos os tamanhos, se acha muni-
do de um hornera que entende perfeitamente de fa-
cer botinhos de todas as qualidades, pastelees, enfe
la bandejas para bailes, amendoas, cunfeilos, e ludo
mais de sua arle ; por isso avisa o dono do estabele-
eimenlo a todos os seus freguezes, que vende ludo
por menos preco que em qualquer parle, tanto em
porjan como a relalho; assim como na mesma pa-
daria se fabrica holachinha de araruta muilo bem
fcila, biscoilos, falias finas ele.
Precisase de urna prela escrava para ama de
urna casa de familia, que faca o servjco interno e
externo da mesma, pagaudo-se-llie 320 rs. por dia :
a tratar na rua do Collegio n. 3, primeiro andar.
Casa de consignarlo de esclavos, na rua
dos Quarteis n 05.
Compraro-s? e recebemse escravos de ambos os
sexos, para se venderem de comraissao, tanto para a
provincia como para fra riella. oflercrendo-se para
silo loda a seguranca precisa para os ditos escravos.
200000
138000
79OOO
I69600
6?0(HI
89000
Ki.-WII
turnes............
Teste, rroleslias dos meninos.....
Merina, homeopalhia domestica.....
Jahr, pharmacopea horneopalhica. .
Jahr, novo manual, 4 vulumes ....
Jahr, molestias ncr\osas.......
Jahr, molestias da pelle.......
Itapou. historia da homeopalhia, 2 volamos
llai lliinann. tratado completo das molestias
dos meninos. ........
A Teste, materia medica horneopalhica. .
De Favolle, doulrina medica homeopalliira
Cliuica de Slaoneli .......
Gasling, verdade da homeopalhia. .
Diccionario de N\ sien.......
Alllas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, conleiido a descriprao
de lodas as parles do corpo humano .
vedem-se lodos esles livros no consultorio homeopa-
lliicodo Dr. Lobo Moscoso, rua Nova 11. 50 pri-
meiro audar.
Compram-se escravos de ambos os sexos de
12 a 25 Miuos.senrio bonilas figuras paga-te bem: na
rua de Hortas n. 6(1.
Compram-se escravos de ambos os sexos, de 12
a 30 annos, sendo boas lisuras pasase bem. e lam-
ben se recehem de conimissao: na rua do Livra-
mento n. 4.
Compram-se Iraves de embiriba pre-
O mas barato possfvei he lencos de parca ese-
da a 19000, romeiras de lindo, gostos a 3gO0O, cha-
les de |aa e seda, o- mais bonitos que tem appareei-
do no mercado a 39500, reles de vestidos de cam-
braia conr8 1|2 varas por 29600: na rua do Ond-
ulado 11. 33, loja junto ti da Fama.
0 39 a.
Confronte ao Rosario de Sanio Antonio, vai de
novo ao prelo para avisar a -eos freguejes e ao res-
peitavel publico, que lie chcgarioMi S. Joo, capor-
tante he preciso habilitaren!c de bailas de estallo
ou amendoas para as me mas, do que elle maisque
ninsuem se acha sortido, assim co......liversos cho-
colates france/os, e para 10 ;. de 20 qualidades de
bollos para eli.i, e precos ra^oaveis.
Loja detodosos santos, rua numero I.
Na mesma loja cima, anda tem para trocar por
melada de seu valor eslampas de sanios a santas, em
ponto grande ; a ella- antes que se acabem.
Vende-se urna porcio de lafeliis de diflereu-
les cores, por pre;o rr.uilo bailo, por ealartnvnrin-
cipiandn a mofar : no aterro da Boa-Visla loi
numero 18.
Vendee nina casa terrea na rua da Praia n.
54, a qual tem arma/.cm de carne: na Gamboa do
Carino n. IS.
Vendem-se 4 escravos 11 ojos, de bonitas lgu-
las, entre elles duas boas escravas qnilandeiras, c de
ptima conduela, por preco coramodo ; na rua Di-
reila 11. 3.
\ ende-se um negro croolo, moco, e sem acha-
que : na rua da Assumpcao, c infronl a rua do No-
gucira, casa n. 50.
C. ti. Hess avisa ao rcspeildvel publico, que
tem para vender 2 carros de 4 rodas ltimamente
acabados, os quaes sao do mais moderno modello, e
solida construcciio : os prelendenlcs podem exami-
nados na roa do Pires n. 22, fabrica do mesmo
MATEBTAES.
Vendem-se lijlos de lodas as qualidades. cal bran-
ca e preta, ara e barro, ludo por preco muilo com-
modo. e hnla-se sem frele os materias as obras :
na Irave-sa do Poucinho, indo para a cadeia nova,
armaiem de msleriaei n. 26 A.
No aterro da Roa-Vista 11. 80, vende-se, ulli-
mamenlc chegado .le Lisboa, viiiho PBH a 180 a
carrafa, dito moscatel de Schihal, engarrafado, a
806 rs.. batatal a 100 rs. a libra, presuntos e chou-
rtca a ilK) rs. a libra.
XOVA ESTVMEMIA.
Vendc-se a nova c legitima estameohapara habi-
to dos tercena., franciscanos, por menos preco do
queja se venden : na rua do Oueimado n. 19 ; on-
de lambem ha um completo a vanado sortimcuio de
faxendas de diversas qualidades, que se venriem por
preco* commodos.
^ Vendem-se saecas de milho do Rio (irande do
Norte pelo diminuto preco de 28500: na rua do Vi-
gario 11. I .
Vende-se una prela que cose, I iva. cozinha e
engomma alqoma cousa : no Hospicio, segundo por-
lo depois da Faciildado de Direilo.
Vende-se por preco commodo urna vacca pari-
da de poneos dias : na taberna doAudr, ua eucru-
zilhada de lteleui.
CHEi',1 KM a PECU1NCBA.
Vendem-se a vontade dos compradores os gneros
existentes na taberna da rua Direita n. 2, das 3 horas
da larde em diante ; assim como vende-so smente
a armarau.
CEMENTO.
6.-000
48000
OJOOO
308000
DENTISTA.
9
9
Paulo Gaignoux, dentista francez, eslabele
fj cido na rua larea do Rosario n. 3(i, segnndo
i< andar, colloca denles com gensivas artifiriaes,
y e dentadura completa, ou parle delta, com a
f presso do ar.
Rosario n. 3li segundo andar.
m
AO PIBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, rua do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de azendas, linas e grossas, por
precos mais baixos do que emou-
Ir <|ualquer parte, tanto em por-
<;<5es, como a -etallio, alliancando-
se aos compradores um s preco
rjara ^todos : este estabelcci ment
ahrio-sc de combinarao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, Irancezas, allemaas e 8uis-
sas, para vender fa/.endas mus em
conta do que se tem vendido, epor
isto oirerecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualqucr ; o
proprictano deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em {je-
ral, para .que venham (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da rua do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
COLLECIO PARA MENINOS, EM WA-
SUECK, SUBURBIO UEIIA M-
I BGO.
O abaixo assignA tem a honra de participar ao
publico, que mudou o seu colleaio nesleanno.de
llainbiirgu para W'andbecU. e esta acora habilitado
de poder aceitar mais alguna pensionistas. A situa-
;ao do lagar he a mais saudavcl de lodos os arrabal-
iles de Hamburzo, e a distancia dessa cidade permu-
te o gozo de lodas as vanlagens das cidades grandes,
avisa como ella imposibilita o gozo das desvanta-
^ens para meninos. Ao entrar uo collegio os meni-
nos nao devem ler excedido a idade de 10 anuos, e
maior cuidado c zelo se nmpregar em favor debes.
1110 s para o seu bem pnvsico como intclteclu.il
Elles tciai lices em lodas as lincuas modernas, his-
loria, geoarapliia, historia natural, inalhemalica,
assim como os principios necessarios para o coinmer-
cio, ou as Maguas antigs, sriencia das anliguida-
-des, philosophia, ele, romo preparos para o esludo
na uuiversidade. As despezas do ensillo, sustento e
importara em 1,000 marros,:>(X)8000 pouco
oais ou menos. Os pais deverao dar roupa, assim
como pagar mostea e emano de dansa, caso o dese-
|em.C. ft'elctshtmen.
Este collegio podemos recoromoddar u pessoas que
.pieiram dar urna educacao cxemplar aos "seus lilhos.
poi ser um dos nielhorcs ua Alleinanha, c oilerece-
ino-uos a dar todas as iaformacees a quem precisar:
ua rua da i'.rui n. 10.
PIANOS FORTES.
Broun Praeger \ Companliia, rua da Cruz 11. 10
recomraeiidain as pessoas de bom costo, sen escollii-
do sorlimento dos raelliorcs pianos, lano boriseo-
laes como verli.aes, que por sua solida r.instiuce.io
o harmouiosas vozes, assim como por sua perfc'ila
obrada man se dislinsiiem. Todos esles piano- sao
feilos por encommenda, eacolhidos e examinados,
e por isto livres de qualquer deleito que se encontra
minias tezes era os piauos fabricados para exnor-
laco. '
3!lr.Sr>e3.35
AULA DE LATM.
O padre Vicente Ferrer de Alliuquer-
jiieinuclou a sua aula para a rua do Ran-
gel n. i i, onde continua a receber alum-
nos ititei nos e externos desde ja' por m-
dico preco como be publico: quem se
quizer utilisar descu pequeo prestimo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
Esl a sabir a luz 110 Rio de Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
HOSHEOPATHA.
EXTRAHIDO UE ROFF E ROEN-,
NINCIIAUSEN E OLTROS,
pesio em arriera alphahetica, cora a dcscripeo
abreviada de ledas as molestias, a imlicacao phvsio-
logica e Iherapeutira de lodos os medicamentos ho-
meopathiros, seu lempo de acc.no e concordancia.
segnido de um diccionario da signilicacao de lodos
os termos de medicina e cirurgia, e posto ao alcance
das pessoas do povo, pelo
DR. A. I DE MELLO NORAES.
Subscreve-sc para esla obra no consultorio horneo,
pathico do Dr. LOBO MOSCOZO, ma Nova n. 50-
primeiro andar, por ..50OO em brochura, e 6^)00
encadernado.
Na rua Bella n. 13, 'precisa-se de urna ama es-
crava, que saiba cuzinhar bem.
Joaquim Jos Dias Pereira declara que arre-
matou em Icilao de 'J do correle todas as dividas
activas que deviam a Antonio da Cosa Ferreira Es-
trella, com taberna na rua da Cadeia do Recife, e
convida a lodos os devedores do dito Estrella, tanto
da pracacomo rio mallo, para que venham pagar s
ao anuunciantc, com a maior presteza possivel, alim
de evitarem maiores despezas, pois prometlc ler loria
a conlemplaco com os que forem mais proraptos
nos seus pagameulos, podendo-se diricir-se ao an-
nunciaute, no aterro da Boa-Visla, loja 11. li.
Precisare de urna ama que saiba cozinhar e
fazer lodo servico inlcrno de urna casa de pouca fa-
milia : 00 largo do Terco 11. 44.
Precisa-se de urna ama para casa de homem
solleiro quem pretender dirija-se a prara da Inde-
pendencia 11. 34.
Agencia de passaportes e follia corrida.
Claudino do Reg Lima, tira passaportes para fra
e denlro.do imperio, e folha corrida : na rua da Praia
1." andar n. 43.
Na rua de Aguas-Verdes sobrado de
um anclar n. 14, aimam-se bandejas de
bollos com toda a perleicao e 'az-se bollo
de S..Joao.
Precisa-sede una ama de Icite na rua da Au-
rora de Santo Amaro junto a casa do Cardo, casa
de torrado com urna taberna era baivo : quera csti-
ver neetas circumstancias, pode apparecer para 1ra-
lar-se, paga-se bem.
Conlinoa-se a vender manteisa ingleza a !)0O
I5OOO e l-t-!0 rs.. franceza a 800 rs., amendoas com
csea a 320 a libra, caf de enroco a 180, arroz pi-
ta com ou palmos de comprimenlo e um lado a so ,-.. revadinha para sopa a 320, passas a
em qtladro: na rua da Praia, casa ter-f**' elide espermacete americanas a 900 rs.,di.
1 as a850, feijao misturado a 2'0a cuia, cha pretua
?0SI). sab.io bra neo a 320, dilu para barlieiros a
100 l">r ser muilo alvo, carias de traquea a 120 rs.,
gomnia de encommar a MO rs. a libra c-i-iOo a ar-
roboa : na taberna da rua de Hurtas 11. i.
IO90O0 rea junto a casa do subdelegado.
-~!L'! Compra-se praia brasileira ou hcspaul
'JO O rua ja Cadeia do Recife 11. j, loja.
ula : na
Compra-se urna
negra que soja mora, saiba
bem engommar c cozinhar, assim como um'moleque
de 12 a l airaos: na rua da Cruz do Recife, 11. 23.
Compram-se palacoesbrasileirose liespanhocs:
na rua da Cadeia do Recife loja de cambio 11. 38.
Compram-se efectivamente Irasles usados, e
lamliem se trocam por novos: na rua fiova, arma-
zem de trastes do Pinto defronte da rua de Santo
Amaro.
VENDAS.
BICHAS DE IIA1IRIR(.0.
Na rua eslreita do Rosario n. -2. loja de barbeiro,
vendem-se aos ceios c a relalho bichas de llambui -
go, chegadas pelo ultimo vapor da Europa.
A LsOOO RS.
Vende-se o resumo da HISTORIA 00
BRASIL, pelobaratissimo preco de l.srs. :
na rua do Crespo loja n. 10. *
Vende-se um moleque crioulo, de 16 anuos de
iriade, robusto, sadoi, e proprio para lodo o servico,
saben lo cozinhar a comida diaria de lima casa : na
rua da Cadeia do Recife. loja do fazendas n. l.
Vende-se um moleque crioulo, de '.I .1 10 ali-
os, muilo proprio para presente por ser muilo bo-
nilinho : no aterro da Boa-Visla, loja n. 7,4.
Vende-se um boi gordo e manso para carrosa :
no paleo do l'arjiizo, primeiro andar, junto a igreja.
Vendc-se urna porcao de barril vasioa em mili-
to bom estado, e saceos com milho, ditos de lariiiba
ile mandioca, ludo muilo mais barato do que em ou-
lra qualquer parle, por se querer acabar cun o res-
lanle : no armazem de Autuuio Pinto de Souza, bec-
co rio Carioca.
Farello novo.
chegado ltimamente de Lisboa pelo brigue porlu-
guez Experiencia, por commodo preco : na rua do
Vigario n. 1'J, primeiro andar.
Na ruada Croa 11. .">, vendem-sc saceos com
muilo noa familia de mandioca, por menos preco do
que em oulra qualqucr parle, e tambero se venriem
a relalho Je quarta para cima.
Milita attenco.
Vende-se a loja de baibeiro da rua da Cruz ri 1 Re-
cife n. 43, com lodos os seus peitences ou sem elles ;
esla casa pelo seu local esla propria para qualquer
estabclecimenlo, assim como bilhelcs, loja de calca-
dos, charutos, etc.
He muito barato
a 1 $OO.
Chales a larlalana, de lindos padres a I5OOO : na
rua do Queimado n. 33, loja junto a da Fama.
Vende-se um prelo, de idade 35 annos, muilo
bonita fisura, e (rabalha muito bem de mas-eira ;
ao comprador se dir o motivo por que se vende
na rua do Moudego n. J9.
isYiinn Praeger & C, tem para
vender m sua casa, rua da Cruz
n. 10:
Lonas da Russia.
Champagne.
Instrumentos para msica.
Oleados para mesa.
Charutos de Havana verdadeiros.
Cervja Hamburgueza.
Gomma lacea.
O Dr. Sabino Olegario l.udzcro Pinho,.()
fc mudou-se do palacete da rua deS. Fra'ncrs- 7
7 co n.68A, para o sobrado de dous anda- 1
9 res n. c, ruade Sanio Amaro, inundo novo.)
ATTEKCAO',
V ende-se superior vinho verde de Lisboa, pelo di-
minuto preco de 15600 a caada, e 240 a garrafa ;
assim romo lambem se vende em brri de 4. em
pipa : ua prosa do Corpo Santo, armazem n. jun-
to a loja de funilciro.
J1U1WI ULI
Chesuu de Iranea pelo paquete urna fazenda inle-
ramente nova, loda de seda, de quadros e lisuras
o mais rico possivel, denominada Sebastopol, o
, fovado............i.yioo
Adelinas de seda de quadros, o covado .
Crimea de seda, roslo escocez, o covado .
Prnzerpina de seda de quadros, o covado .
Indianas escocesas, novos pudrocs o covado
Chitas Irancezas, lindos padrOes, o covado
Riscado francez, largo, lino, o covado .
Corlea de vestidos de seda escoceza, o corle
Corles de larlalana. de seda, o corte. .
Cdrlesde cambraia de. seda, o corle. .
Selirjl prelo lavrado para vestido, o covado
Selim prelo niaco. liso, o covado. .
Sara preta hespanhola, o covado. .
Nobleza prela porlugueza, o covado. .
Chales de casemira de cor. Ii.os.....
Chalen de merino, franja de seda. .
Olales' de merino bordados a seda .
Chales~ l.iivasMeseda de todas as qualidades .
Corles de casemira prelaselim.....
(airtes de casemira de cores......
Corles de casemira mofada ......
Crtek de col leles de fustn lino. ,
Lencos de seda para grvala......
Ourello prelo para panno, o covado .
Corles de alpaca escocc/a, o corle .
na rua do (Jueimario, em frenle rio
Vende-se superior cemento romano, em barricas
de 10 arroba-, por preco mdico ; no escriplorio de
Edoardo II. vvjatl, roa do Trapiche Novo o. 1*.
IYIEIAS DE LAA COMPRIMAS,
vendem-se na rua do Crespo n. 17.
Na casa de Ilebrard & Blandi, rua rio Trapi-
cha Novo 11. _'J. vende-se a/eile doce francez de
Plagniol. verdadeiro salame de I.von, muilo fresco,
assim como violto de Bordeaos, champagne, cognac,
ludo por proco razoavel.
A BOA fAMA
Vendem-sc carleiras proprias para viagens por le-
rem todos os arranjos necessarios para barba, pelo
baralis.im.1 preco de 3>j00, relouinhos com mostra-
dores de raadreperola c porcelana, cousa muilo deli-
cada para cima de mesa a l-jOOO cada um, (oucado-
res com columnas de Jacaranda e cora eicellenles
esperos a 39000, ricos loucarios para senhora a
18500, riqohsirnos leqoes coro lindas e finissimaa
pinturas a .150OO c 69OOO cada um, voltas prelas para
lulo cora brincos, pulreiras e allinele, fazenda mui-
lo superior, a 13000, dilas mais ordinarias a ISOOO,
liuleiros e areeiros de porcelana a 5(10 rs. o par, pa-
litos de laa de 11 .dito bonitos gOltM e com guarui-
coes, para meninas e senboras a 3-rOOO. riqoissimas
caixaa para rape de diversas qualidades aliio, I- KJO,
19500 e 29000 cola urna, crande sorlimento de len-
los de armacao de ac aXOO rs. u par, carapufas pin
todas, muito Pinas, para humem a 240, meias muilo
finas e pioladas para hornera a 320 o par, pontea li-
nis-imos de tartaruga e de muito bonitos goslos a
)>>00, 53000 e 53500 cada um. bandejas tinas de
varios tamanhos de IgOOOal .5>000cada urna, lucias
de laia para palies o raelhor que he possivel liaver,
pelo baralissimo preco de 29000 o par, luvas'da se-
da de todas a. cores, fazenda muilo superior e sem
defeilo le qoalidade alguma, para homem esenhora
a 13200 o par, grvalas de seda de muito bous os-
lo, pelo paralo preco de flJOOO caria urna, riquissi-
mas franjas bramas e de cores, rom borlas, proprias
para cortinados, escovas muilo tinas para cabello e
roupa, estampas de santos em fumo e coloridas, e
alm de ludo isto oulras muilissimas cousas, ludo
de muilo posto e boas qualidades : na rua do Ouei-
mado. Dos qualro cantos, loja deatiodezas da Boa
I'ama 11. 33. Esla loja he bem conbecida porque
sempre venden ludo mi. barato rio que em oulra
qualquer parle, c mesmo porque sempre se acha
surtida da um ludo quanto se procura.
Vendem-se 2 escravos crioulos de bonitas fi-
gura, senrio uraa perita enumninadeira, cozinheira e
doceira ; e ontra que cozinha, lava, he ptima qui-
tandcira : na rua de Dorias n. 60.
I5OOO
000
680
400
280
260
O9000
68000
59000
29400
28600
19800
19500
BgOOO
8351H)
119000
19280
69000
19800
295OO
600
800
39OOO
39000
becco da Con-
cresaciio, passanrio a botica, a segoada loja de fa-
zendas n. 40.
LOTERA DA MATRIZ DA ROA-
VISTA.
Aos:000.s0iJ0, :000x000, e i.-OOOsOOO.
Corre indubilavelmente sabbado, 2' rie junho.
U caulelisla Salustiano rie Aquino Ferreira faz
sciente ao respeitavel publico, que as suas cautelas
esiao sujcilas ao descomo de oilo por cenlo do im-
posto da le. Os seus bilbctes inleirus, vendidos em
ongiiiaes, nTo sollrera o descont de oilo por cenlo
do imposto gcral. Acham se venda nas seguinles
rajas: rua da Cadeia do Hocie n. 21. 38e 45 ; pra-
ca da Independencia 11. 37 e 3!) ; rua do l.ivra-
mento n. 22 ; rua Nova n. 4 e 16 : rua do Ouei-
mado n. 39 e 44 ; rua eslreila do Ko
no aterro da Boa-Visla n. 71.
Kccebc por inleiro
cora descont
osario o. 17, c
6:0009
2:700,1
1:3803
1:1043
6909
5329
2769
pasar os
premios
Bilheles 59800
Meios 2?8(KI
Ouarlos i-s',10
Ouintos I9I6O
Oilavos 720 b
Decimos 600 b
Vigsimos 320 i>
K3O referido cautelisia so he reaponsavel a
oilo por cenlo da le nos tres primeiros
grandes sobre os seus bilheles vendidos era origi-
naes, logo que |he fr apresenlado o bilhclc inleiro,
indo o pc.ssuidor receber o respectivo premio que
uello sabir, na rua do Collegio n. 15, escriplorio
do Sr. lhesouriro Francisco Anlooio do Oliveira.
Pcrnambuco 12 de junho de 1855.
Saltatiano de .iquino Ferreira.
Precisa-se de urna ama para (ratar de urna me-
nina: no]largodo Terco n. 41.
_~ "r- Hilieiro, physieiap bj Ibc universilv ol
Cambridge, Uniled Slales, conliues lo reside, ai rua
da Cruz n /,!>, J.o iior, HllJ >UeBds esoeciallj lo
me eve and car sdiseases, hemakesocculai evani'ina-
uon al any bour m prvale residences ; reineinber
bal for lie evamination of ll.c car, il requires Ihe
hgbl of llie suu. '
IVecisa-se aluear duas escravas : na
rita de Santa Cecilia n. 1 '1.
MORJLIASDEALUGUEL
Alugam-se mebilias completas ou qualquer liaste
separado, lambem se alogam cadeirai era grandes
porroes para bailes c onicios: na rua Nova armazem
de trastes rio Pinto,dclrontcda rua de Sanio Amaro.
COMPRAS.
Compram-se peridicos a
paleo do Carino, quina da rua
berna.
392OO a arroba : 110
de Hortas u. 2, la-
PEr.lfKC.IA E MUS rECHlACIlA
NA RUA NOVA N. 8, LOJA DE
Jos Joaquim Moreira.
Acaba rie receber pelo ultimo navio francez, um
maguilico sorlimento de burzeguins para senhora,
lodos de duraque, masque pela delicadeza cora que
dito feilos e consistencia da obra, muilo devem agra-
dar ; accrescendo alm disto o preco, que apenas he
de 2>0O rs. o par, bem romo, sapatos rie couro rie
lustre para senhora a 1360"), ditos de cordavao raui-
lo novos a 13000 ris, pagos na oecaeiao da en-
trega.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr & Companliie
em Santo Amaro, achante para vender
moendas de caimas todas de ferro, de um
modello e construccao muito superiores
ARADOS DE FEIIRO.
Na fundicao' de C. Starr. Si C. em
Santo Amaro acha-se para vender ara
dos (.'-ferro de -rc qualidade.
VAIUNDAS E GRADES.
I 111 lindo c variado sorlimcnlo de mndellos para
varanda c gradaras de goslo modernissimo : na
luiulicfio da Aurora, em Sanio Amaro, e no deposi-
to da mesma, na rua do lrum.
CEMENTO ROMANO
da mellior qualidade, e chegado no ulti-
mo navio de Ilambtirgo: vende-se em
cotila, na rua da Cruz 11. 10.
Vendem-se dous pianos Cotes de
)acaranda:, construccao vertical, e com
todos( mellioramentos mais modernos,
leudo viudo no ultimo navio de llam-
burgo: na rua da Cadeia, armazem n.
21. .
NAVAI.IIASIA CONTENTO E TESLE AS.
Na rua da Cadeia do Hccife 11. iS primeiro an-
A FINAL
Cbegaram afinal a rua Aova n. 10 loja franceza,
lalboa de lil de linho borda los, romeiras de dito
bordadas, assim como romeiras muiloliudas de cam-
braia, por preco muilo commodo.
FEIJAO MULAT1NH0,
Na rua do Amorim 11. :(!), armazem rie Manoel
ilos Santos l'inlo, ha mailo superior feijao mulati-
iihocui saecas : por preco coraraodo.
diales de miro de ricos padres por
muito con modo preco : na rua Nova 11. 10, loja
franceza.
FUMO EH FOLHA.
Na rua do Amorim n. :19, armazem de Manoel
dos Santos l'inlo, ha muilo superior furao em folha
de todas as qualidades para charutos : por precos ra-
zoaveis.
A la modo.
Acaba de chegar urna excedente fazenda denomi-
nada chaly, de lindos padrSes, e por preco mais
commodo de que era oulra qualqucr parle:"na rua
Nova n. 10. loja franceza.
Vendem-se cideiras le balanco americanas,
com pallnnha.a 128000 cada urna : na rua da Cadeia
do Recife 11. 10, primeiro andar.
Vendem-se velas de carnauba do Aracal) : m
rua do Qoeimado n. 3!).
FAZENDAS .BARATAS PARA
se acabar com
a loja.
Urina trancados de puro linho, de muilo bonitos
padrees a (00 rs. a vara, ditos brancos a 700 rs.,
sansa amarclla da ludia a 300 rs. o covado, scline-
las de cores para calcas e palitos, de milito bonitos
padres e cores lisas a 300 rs. o covado, cortes de
muilo bonitas casemiras a };O00, casemira prela
milito lina a 25OOII o covado, merino prelo muilo li-
no a 3^000 o covado, damasco ioclez de laa sera mis-
tara de algodln a .100 rs. o covado, chales de chita a
800, ditos de alsodiio de bonitos padres a (i 10, cha-
peos de sol de asteas rie baleia a 2S000, ditos de as-
leas de junco a 13000. chapeos de sol .le seda para
senhora, fazenda muito superior a 3?00n, chapeos
prelos franrezes. fazenda muilo superior e do mais
modernissimo goslo a GJOOO. lencos de seda cora
franjas a 2--200, ditos de seda c algodo lambem
com franjas a 610, lencos de seda para alsibeira de
Corrios rie
bellos,
ca-
pn-
elaslicos, lisos v. enfeitados, por metade de seu va-
lor : vendem-sc na Iraves-a da Madre de Dos
u. 19.
Fumo em folha.
Fardos de : arrobas, de todas as qualidades: ven-
dc-se in armazem do Rasa, na travesea da .Madre de
Dos 1. 19.
Cera de carnauha.
Vende-se Da roa da Cadeia 1I0 Kecil'e n. 19,
meiro andar.
DEEI ATTENCO AO BARA-
TEI'RO.
Na taberna que foi do Malinas, na rua Nova n.
10, vendem-se por muito commodos precos, lalve/.
por menos do que em oulra parle, muiios effeilos
perlencenles a taberna : superior vinho Champagne,
Bordea ns a 320 e 100 rs. a garrafa, rio l'orto muito
velho, engarrafado, a ISOO rs., cha do Kio e da India
muilo bom, passas, chouricas, presuntos, velas de
espermarcle fraileas e americanas, dilas de car-
nauba pura, vinigre branro e linto de Lisboa, en-
garrafado e de muilo superior qualidade a 280, quei-
jos do reino muito frescars, sag, cevadinba, eslrel-
linlia, fogo da India a Sebastopol, salriinba rieNan-
les, vinho moscatel muilu superior a .ICO a garrafa,
charutos da Babia, cerveja. holachinha de aramia e
unirs umitas cousas, como licores franrezes, sabao
brauco do Kio, doce de goiaba bom c de gela in-
gleza. resmas de papel de boa qualidade, ele. etc.
No pateo do Carmo, quina da rua de Hurlas n.
2, vendem-se lingoicas do serian a 20, choortcaa a
i 10. nuzes a 100 r*., loiiriiiho de Lisboa a 320, de
Santos a 210. passas a 60, cha a 16()0, 2j()00 e
29b'0, dilo preto a 29200, Iraques fortes a 140, inan-
leiaa a 640, 00, KSl), 0(10 e lc;200, bnlacliinhas Na-
poleao a 180, doce secco de caj a 480, de goiaba
em caixoes de mais de .1 libras a 800 rs.. amenas a
ICO, gomma a 80 rs., farinha do Maranhao a liiO,
cevada a 220, alpista a 200rs.. azeile doce a 720, di-
lo de carrapalo a Mf, breu a 70 rs. a libra.
Clvcrjuem freguezes aoquti lie bom e
Innato.
Na taberna que loi do Malinas, na rua Nov n.
30, iein de indo bom e barate, bolachinha inaleza
minio nova, boa manteisa ingleza e franceza, supe-
rior gracba em lata, baldas, flaudres com ervillias
e bagas, c ludo mais por preco que anima aos fre-
guezes.
UNIOS P...
Excellen tes sedas furia-cores, lindos padres, por
preco mais commodo do que em oulra qualqaer par-
le : na rua Nova n." 10, loja franceza.
Y 14.
Ni rua dos Otiarteis 11.24. acharSo
os fregueses um completo ortimeelo de
quadros pone a competente estatnpa de
tanto com vidro e moldura* deuradu a
I lio rs. cada tima, adverle-se que lie tLo
barato, que para se acreditar lie neoes-
sario ver-se : ]ortanto eonvida-se aos
freguezes a virem a loja cima.
Vende-se pipas, bairis va/.ios e bar-
ricas internadas: a tratar com Manoel
AlvesGuerra Jnior, na ruado Trapiche
... l.
Attenco !
Vendc-se superior furao de milo, segoada e capa,
pelo baralissimo preco de 35OOO a arroba : na rita
Unc. 1,1 11. 7C.
Potassa.
No antigo deposito ria rua da Cadeia Vclha, es-
criplorio n. 12, vende-se muilo superior polassa da
Kussia, americana e rio Kio de Janeiro, a precos ba-
ratos que he para ferhar contas.
Xa rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violo e flauta, como
acjam, quadrilhas, valsas, redowas, sclio-
tickes, modinkas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Vendem-se ricos e modernos pianos, recento-
menie chegados, de excedentes vozes. c presos com-
modos em casa rie N. O. Bichero Companhia, rua
da Cruz 11. .
A Boa lama.
Na rua do Queimado loja de miudezas
da boa rama n. 33, vendem-se as miudezas aballo
mencionadas, c alm ilcssas unirs muilissimas que
avisla dos seus preces muito baratos, nao deiiam de
fazer raiiila conla aos amigos do hora e barato, as-
sim romo boceteiras c mscales: lindas de ijovellos
ns. 30, 60 e 70 a 1,-)l()0a libra, boles para camisa
a ICO a (troza, litas de linho brancas a lo rs. a pe-
c.a. linhasde rarrilel de 200 jardas rie 11. 12 a 120a
O rs. o ranilel, colxeles francezes era carines a
80 r... linhasde pezo a 100 rs. a meadinha* dilas
muilo linas para bordar a 100 rs lilas do seda la-
vradas de todas as cores a 120 rs. a vara, liuhas de
marcar azul e encamada muilo finas a 280 rs. a
camnha rom 16 novellos, dilas mais grossas a 110
rs., lapis liiiorcnvernisados a 120 rs. a dozia, ditos
mais ordinarios a 80 rs. a duzia, dedaes para senho-
ra alOrs. a duzia. caixas para cosluras de se-
nhora a 2?l)00, 3-5000 e 3.>100, dilas para joias a
300, 200, 120 e 80 rs., braceletes encarna los a 400
rs.. pennas d'aro jmiilo linas a 610 rs.a groza, pa-
litos de fogo a 1(1 rs. a duzia de maciulios. capachos
piulados a 640 rs., bcngallinhasdejuncnconi bonitos
casidas a 500 ra., nenies pon alar cabello a 15.100
a duzia, papel altuaeo muito bom a 28600 a resma,
dilo de pezo paulado a 39600, mrcaogas miodinbas
a 10 rs. o maco, ditas maiores e rie todas as cores a
120 rs. o maco, suspensorios a 40 rs. o par, raninas
a CO rs. o massinho, alneles a 100 rs. a carta, pe-
draspara escrever a 1211 rs.. bolees linos para calca
a 280 rs. a groza, brinqoedos para meninos a 500
rs. a ramulla, meias brancas para senhora a 210 rs.
o par. Ir/vas de loreal fazenda superior c com borlas
a,800 rs. o par, dilas de algodao, brancas, para ho-
inem a 2i( reis o par, escovas linas para denles a
100 rs.. eolheres de metal para sopa a 010 rs. a
duzia, espelhos cora molduras douradas. fazenda su-
perior a 120 c 160 r., espelhos de capa a 800 rs. a
dozia, leaooraa para costura a isOOO rs. a duzia, ca-
ivetes de 2 folhas para aparar pennas fazenda su-
perior a 240 rs., lo vas de seda prclascom pelmas de
cores a .idOrs. o par, dilas de algodao de cores' mui-
lo linas para hoiiiem a 40(1 rs. o par agollieiros de
metal cora agulhas cousa superior a 200 rs. torcidas
para eandieire dn numero que o comprador quizer
w" rs. a duzia, livclas douradas para calca c collelc

trt J^
es
5 (^
tst
u
oa
c u
60
1-
-?1
60
a
0 Q O
Q <
U 7S.
2
_ aasaa
V 0

'/)
- <
u.

p 01 -3
tB 1 E
4>
tt a
00 s

p^i ea
c 0
Santo Antonio livrando seu pai do pa-
tbulo.
Riqiissiinn drama oiigiual de A. \. F. A., acres-
cenlado com duas pralicas sobre a vida e inorle do
Sanio, composlas por Francisco de Freilas uamboa,
e primorosamente pregadas por dous dos seus disc-
pulos de menor ida '
de. Acha-se i venda na oflicina
bonitos padres a 18600, ditos de cambraia de linho de cncadernarao do l'adre l.emos, no largo do Col-
flOOrs., ditos rie cambraia a 320, ditos de cassa i lt,2l0< P""1" Ir(".' tl 13000, linda impressao, e em
piulados a 200 rs., meios chales adamascados, bran- i mu,l uom Ppel.
PAHNfl DE LINHO ETOLHAS
las prelas re selim a 1.NM10. corles de rolletes de se-
lim bordados a 1*000, dilos de tostao. fazenda supe-
rior, a 18000, chales linos de merino e bastante
grandes a 88000, dilos de seda muilo boa fazenda a
IONMH), corles de vestidos rie seda escoceza de bo-
nitos padres a MgOOO, dilos de eda lamda, muilo
ricos a 908000, selim prelo de .Mamo a 19600 o co-
vado, corles de vestidos de cambraia de dulcientes
oslos a 48OO. bonetes para meninos a ion rs.. sus-
pensorio finos cora fios de seda 3 200 rs. o par,
meias de seria brancas para senhora, fazerda supe-
rior, a 18600, lavas de seda de lorias as cores e sem
defeilo algum a I^OlKIo par, dilas prelas de lorc.ai
com borla, fazenda muilis-imo boa, c chegadas lilii-
mmente de Lisboa, pelo baralo preco de I9OOO 0
par, meias brancas de algodao, fazenda" muilo lina,
para senhora, a 300 e 100 rs.. o par, dilas para me-
ninas a 200 rs., dilas para meninos a ICO rs. o par,
meias pelas rie alRodo para lenhora, muilo boa fa-
zeuda c sera defeilo algum a 200 rs. o par, dilas
1 rua- paia homem a ICO, superiores mantas de seda
para senhora a 58500, camisas de meia para homem
a 8(K1 rs., prince/a mailissimo lina a COO rs. o cova-
do, lila prela. fazenda superior, a 320 o covado, co-
bertores de algodao para escravos a700 rs. cada um,
bonitos chales de algodao e seria a IftiOD, grvalas de
raaaa a 200 rs., brim d
rs. o covado, lindi
cora barra a 25000. madapolio de lodas asqulida
des, dulas Qnistimas, algodozinbo liso o trancado,
alindan trancado atol, brins lisos fraissimos e mais
grossos, lencos muilo linos de ganga encarnada para
\ INDAS DO PORTO.
Vende-se panno de linho de lodas as qualidaries ;
toalhas adamascadas para mesa, de diversos tama-
nhos ; dilas acolitadas e lisas para rosto, por preco
commodo : ua rua do Crespo, loja da esquina que
rolla para Cadeia.
FAZENDAS DE GOSTO
PAKA VESTIDOS DE SENHORA.
Indiana de quadros muilo lina e padres novos ;
corles de laa rie qu iriros e llores por preco commo-
do : vende-se na rua rio Crespo loja ria esquina
vulta para a rua d,i Cadeia.
que
Vendem-se saecas com farinha a 4-^000 rs., di-
las com arroza igODOrs. : 110 caes da Aliando ar-
mazem de Antonio Aunes Jacome Pires.
Saecas com farinha.
Vendem-se s tecas com superior arinba
da torra, nova, por menos preco do (pie
(ni oulra qualquer parte a tratar no
ni do linio, de qoadriohoa a 2401 trapiche db Felourinho, ou naioian -li)
ssimos corles de vestidos de cassa ,1a .., ,1., r .! ,! 11 1
, madapolio de lodas as aulida- ',!'1 "la lla Ci,tleii do Recife, e|Ullia do
Becco-Largo.
dar, escriplorio de Aucuslo C. de Abreu, conti- tabaco, ditos da fabrica, baria de todas OS COICS.' al-
l uam-se a vender a 85000 o par (preco fivo, as j.i ] godSozinho proprio para sarcos por ser bastante en-
bemMohecidas eafamadasnavalhe de barba feihisIcorpado, e alm dealas oolras moiaasimaa azendas,
pelo hbil fabricante que foi premiad 1 na ezposirSo que se vendeni muilo mais baratas do que em oulra
de Londres, as quaes alm de doraren eatraerdina- qualqoer i>ar(e. Esta loja foi arrematada em praca
">.....",e- naosesentein no rosto na ac.ao ri corlar; aduibeiro a vista, e com os arrematantes lenhni
veiidem-sscom a condicSode, nao agradando, po-1 de acabar com ella, rogam aos amantes do bom c ba-
derem os compradores devolve-las at 15 das depois tu que aproveilem a uccasiao, que deslas pechiochss
pa compra resliluindo-se o importe. Na mcsraa'ca-
sa ha ricas lesovrinhas para unbas, fritas pelo
mo ijk'icanle.
appaieceni poueas ve/es edipre-sa se acabara : ni
rua do Queimado, nos qualro cantos, loja de fazen-
das i). 22, rielroute do sobrado araarello.
A l'KCIIINCUA.
Esl se acabando; ceblas rie Lisboa chegadas ulli-
mamenle 1 32 I, 180, 600 rs. o cenlo, e muitos 011-
Iros searos por preco moito razoevei*: no aterro
da Boa-Visla n. S. del'ronle da Lomea.
Vende-so um cabriole] r dous cavallos, ludo
junto ou separado, sendo os ravallos muilo manso, e
11111Ilo ro'.lun.arios em cabiiolrl : par., ver, na co
eheira o. 3, defronte da or.lem ei reir dr S. Fran-
cisco, e a tratar rom Antonio Jos Rodrigues de Sou-
za Jnior, na 1 ua do Collegio n. 21, primeiro ou se-
gundo audar.
a 80 rs. a
a ra rs.,
, pcnles de baleia para alizar a 280 rs. ditos
Inussimos para atar cabello a l->280 rs, esporas linas de
metal a 800 m. o par, chicotes fin os a 800 e 18000
rs., abotoaduras para rolletes coma superior a 400,
>00, COO e 800 rs., Ira-iccllins de borracho para re-
oslos a 100 e ICO rs. caixiubas com superiores agu-
lhas trancezas a 200 rs., meias de seda pintadas pa-
ra enancas de 1 a i annos. a 18800 rs. o par, dilas
pioladas de lio ria Escoria rie bonitos parirocs a 210
e 400 rs. n par, trancas rie seria rie (odas as cores, li-
las linissiiiias de lodas as cores, biquinhos de algu-
dfio e de linho de bonitos padres muilo finos, le-
zouras o mais lino que he possivel encontrarse r de
lorias as qualidades, luvas e meias rie lodas as qua-
lidades. e uutras muilissimas cousas, tudo de muito
goslo e boas qualidades epor prerinhos que muilo
agradam. Esta loja he bem conbecida nao s por
vender sempre ludo mais baralo do que em oulra
qualquer parte, cuino lambem ser nos quatru cantos
adenle da toja do sobrado araarello, e para raelhor
>er mohecida lera na tronle una taboleta com a boa
fama piulada.
Capas de panno.
Vendem-se capas de panno, proprias para a esla-
cao presente, por commodo preco : na rua do Cres-
po 11. C,
Grande sortimcuio de brins para quem
quer ser gsmeoho com pouco dinbeuo.
Vende-se brim trancado de lislras e quadros,de pu
ro tinlio, a 800 rs. a vara, dilo liso, a OiO, ganga
amarella lisa a SCO o covado, risrarios escures a imi-
Ucito rie casemira a 360 o covado, dilo de linho a
280, dito mais abano a ICO, castores de lodas as co-
res a 200, 210 e 320 o covado : na rua do Crespo
II. b.
COM PEQUEO TOQUE DE
CASEMIRA PRETA A 4*500
v 0 CORTE DE CALCi.
Nendcm-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volla para a rua da Cadeia.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, vrn-
rie-se lardo novo, chegado dt Lisboa pela barca (,ra-
lidau.
ATTENC&O.
Na i na do Trapicbe n. 7>\, |,a jm,.a
vender barris de ferro ermelicamentu
lechados, proprios para deposito de fe-
ses ; estes barris sao os mlriores que se
tem descoberto para este lim, por nao
e\balaiem o menor ebeiro, e apenas pe-
zam I'i libras, ecustam o diminuto pc-
eo de IsOOO rs. cada um.
COGNAC VERDADEIKO.
Vende-se superior coanac, em garrafa, a 128000
a duzia, e 18280 a garrafa : na rua dos Tanociros o.
2, primeiro andar, ilefronle do Trapiche Novo.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saecas que tem um alqueire, me-
dida vclha, por preco commodo: nos
armazens n. 5 e 7 defronte da escadi-
nlia, e no armazem defronte da porta da
alandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes & C, na rua do Trapiche n. 34,
primeiro andar.
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
DEPOSITO D\ FABRICA DE TODOS
OS SANTOS DA BAHA.
Vende-se em casa de N. O. Bieber \
C, na rua da Cruz n. 4, algodao tran-
cado daquella fabrica muito proprio pa-
ra suecos de asaltear e roupa para escra-
vos, por preco commodo,
Em casa de J. Keller&C, na roa
da Cruzn. 55 ha para vender excel-
entes pianos vindos ultima mente de Ham-
burgo.
Vendc-se urna balanca romana com todos os
stus pertcnces.em bom uso e de 2,000 libras : quem
pretender, dinia-se rua da Cruz, armazem n. 4.
Moinhoa de vento
ombombasderepuiopara regar horlas e baixa,
dccapim. na fundicao de D.W. Bowman : na rua
do lrum ns. 6, 8e 10.
Taixas pare, engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
owmann, na rua do Brum, passan-
do o cbaiariz continua liaver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acbam-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Superior vinho de champagne e Bor-
dea u\ : vende-se em casa de Schafhei-
tlin & C rua da Cruz n. 58.
Vendem-se em casa de S. P. Jolms-
ton & C, na rua de Senzala Nova n. 42.
Sellins inglezes.
Helogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montaria.
Candicirose castigaes bronzeados.
Chumbo em lenco!, barra e municao.
Farello de Lisboa.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiroedevela.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa n. 97.
'to POTASSA BKASILEIBA. (S
{$) Vende-se superior polassa, la- J)
(^ bricada no Kio de Janeiro, che- A
(A gada i ecentemente, recommen- a
^ da-se aos senhores de engenhos os 2
^ seus bons eiieitos ja' experimen- J
/A lalios: na raa da C,uzn- 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron i
Companhia.
Algodao rie sicupira a 2sJ00 e 3-5 : vende-se na
rua do Crespo loja da esquina que volla para a rua
da Cadeia.
Alpaca de seda.
Venciese alpaca rie seria de quadros de hora goslo
a i20 o covado, corles de laa Jos melhores gstosqoe
tem vindo no mercado a fcjjOO, titos rie cassa chila
aljHOO, sarja prela hespanhola a 200e 2>20(l o
covado, selim prelo de .Macu a 2-v>00 e3s200, guar-
danapos ariamascadus feilos em l.oimarrtes a TfiOO
a duzia. loalhas de rosto viudas rio mesmo locara
0.-J0O0 e 123000 a duzia : na rua do Crespo n. 6.
CHALES DE LAN E ALGODAO,
ESCIKOS A800 RS. CADA l'M.
Vendem-se na rua rio Crespo loja da esquina que
volta para a rua da Cadeia.
COBERTORES.
lemc cobertores escuros, granries e peque-
15200 c720 cada um : na rua do Crespo n. (i.
Vendan
nos, a
CORTES DE CASEMIRAS
DE CORES ESCURAS E CLARAS A 3000.
Veodem-e na rua do Crespo, loja da esquina que
volta para a rua ria Cadeia.
W Deposito de vinho de ctaam- 0
W P'gneChateau-Av, primeiraqua- $
r^ lidade, de propredade do conde tk
(jfo de Marcuil, rua da Cruz do Re- m
^A cife n. 20 : este vinho, o melhor 2
de toda a Champagne, vende-se
a ."(isOOO rs. cada caixa, acha-se
* nicamente em casa de L. Le-
w comte Feron & Companhia. N.
B.As caixas sao marcadas a fo-
goConde de Marcuile os r-
tulos das garrafas sao azues.
Deposito do chocolate francez, de urna
das mais acreditadas fabricas de Pars,
em casa de Victor Lasne, rua da Cruz
11. 27. .
Evlra-superior, pura baunilba. 19090
luir lino, baunilba. I96OO
Superior. 1>2S0
(.luem comprar de 10 libras para cima, lem um
abale de 20 % : venda-sc aos mesmos precos e con-
dicoes, em casa do Sr. Barrelicr, no aterro de Boa-
v isla 11. 52.
Vende-se ac em eunlieles rie um quintal, por
preco muito commodo : no armazem rie Me. Cal-
moni f\ Companhia, prac,a rio Corpo Sanio n. II.
Riscado de Hstras de cores, propiio
pa palitos, calcas ejaquelas, a 160
o covado.
Venric-Si na rua i|> Crespo, loia da esquina que
volta para a cadeia.
Vende-se excellenle taboado de pinho, recen-
lemente chegado da America : na ro de Apollo
trapiche do Ferreira. a enlender-sc com o adrarais
rador do mesmo.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Redundo de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado nas co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melboramento do
asaltear, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ruada
Cruz. n. 4.
A EI.I.ES, ANTES QUE SE ACABEM.
Vendem-se cortes de casemira de.bnm goslo a 2?,500
i- e 5;>000 o corle ; na rua do Crespo n. 6.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenbo, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de; todos os tamauhos, para
dito.
Vendem-se no armazem n. 60, da rua da Ca-
deia do Kecife, de Henrv ibson, os mais superio-
res relosios fabricados em Inglaterra, por precos
mdicos.
Vende-se urna das mais elegantes casas de so-
brado edificada ha pouco lempo, sila na estrada de
S. Jos rio Maiigninho, a qual lem ludas as commo-
riidades para familia, cocheira, eslribaria, silio com
muilas frucleiras e llores 'ele. ele. : a Iralar na roa
da Cruz 11. 10.
VINHO CHERRY EM BARRIS.
Em casa de Samuel P. Johnston rua da Senzala-Nova n. 42.
ESCRAVOS FGIDOS.
HEGIVfl

Qninla-feira 6 do correnle dcsap-
pareceu da rua rio Oueimado n. 17, e
escravo Anlooio.de nacito.querepra
senla ler 1(1 annoa pouco mais ou me-
nos, com os signaos seg i 11 les: fallas
de denles na frenle e orna siealriz
no rosto do lado direilo, alguos ea -
bellos brancos, e lem no braco es-
queriio quasi ao pe do hombro um calombiiilui do
lamanlio rio urna pilomba ; supiOe-se que foi vesti-
do com calca de casemira de rju. riros ou de algodo-
zinho rie lislras e camisa de algodao trancado brau-
co. he coslomado a fuir o a mudar de ame, e
quasi sempre diz aer do mallo de algum senhor de
engenbo : roga-se por tanto as autoridades policiars
e capiles de campo.ou a quem o aprehender de lva-
lo a casa mencionada que sera ge llorosamente recom-
pensado.
IOOjOOO rs. a quem pegar o escravo Elias,
crioulo, desapparecido na noile de !) do correnle ;
reprsenla ler 23 annos de idade, estatura regular,
rosto oval, sem barba, faltam-lhe quasi todos os den-
tes qoeiiaes. e lem lodos os da frente ; lera tres r-
calri/.es na cabeca, provenientes de caceladas. an-
da novas, pannos no pescoro, un peilo e nas costas ;
lem as nariegas brancas e cicatrizadas de sorras que
levou, leven calca c camisa de alaodao azul transa-
do, e mais uraa camisa de algodao brauco fjreai,
una cernula ile algodao menos encorpsdo, lima ja-
quela rie casineta alvariia nova, e um chapeo de pa-
Iha velho ; esle escrevft loi rio Sr. Francisco Estcves
rie Mello, rio en Arabo Piabas de Cima, d* fregue/ia
de Una, para onde se suppoe que cile fugio : quera
o pegar leve-o a rua da Senzala n. 142, no Recife,
quesera gratificado com a quanlia cima.
Desappareceu da rua larea do Rosario n. 12, o
escravo Vrente, pardo, alio, olhos grandes, cum
urna cicalriz no rosto, cabellos e barba grandes; be
ollirial desapaleiro, anda decalca ejaquela, calca-
do. di/ e turril : quem o appreheudere entregar
00 seu senhor, sera rerompensado.
rLHN. TVP. DE M. F. UE FAMA. -1855

MUTILADO


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EUVJT550D_HQSYOE INGEST_TIME 2013-03-25T14:15:49Z PACKAGE AA00011611_00860
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES