Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00859


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Full Text
ANNO XXXI. N. 137.
SEXTA FEIRA -15 DE JUNHO OE 1855.
/
f
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<

Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
.....*atai i------
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripta.
DIARIO
E\C.\UREi;ADOS DA SUBSCRIPC.VO-
Recite, o proprielario M.'F. de Paria ; Rio ile Ja-
neiro, o Sr. loan l'ereira Mnrliii*; Rabia, o Sr. I).
Duprad ; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
ilom-n ; Parahiba*o Sr. Oervazio Viclor da Nativi-
dad*) ; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio l'ereira Jnior;
Ararat y, o Sr. Amonio de I.emos Braga; Cearn. Virtnriano Augusto Borges; Marauhao, o Sr. Joa-
quim Marques Rodrigues ; Piauhy, t Sr. Domingas
Herrulano Aeliile? Pessoa Ceareiire ; Para. oSr. Jus-
tino J. Ramos ; Amazona, o Sr. Jcronymoda Cosa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 1/2 d; por l.
Pars, 3io a 3,">0 rs. por 1 f.
Lisboa, 98 a 100 por 100.
Rio de Janeiro, 2 t/2 por 0/0 de rebato.
Acces do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Seberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Discord de I"liras de 8 a 10 por 0 0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanholas* .
Modas de 60400 velhas
> de 69400 novas
de 49000. .
Prala.Patarras brasileiros.
Pesos columnarios,
mexicanos. .
PARTIDA DOS COHHEIOS.
29000 jOlinrla, lodos os das
169000 j Caruar, Bonito e Garanlmns nos dias 1 e 15
ITOOO Vlia-Helia, Boa-Vista, ExeOurictiry, al.'ic28
Goiamfa e Parahiba, segundas c sextas-eiras
Victoria e Natal, as quimas-feiras
l'ltEAMAIt'llE IIOJE.
Primeira s 5 horas* 18 minulosda manha
Segunda as 5 horas e 4-2 minutos da larde
90000
19940
18940
.19860
At'DIEXCIAS.
Tribunal do Commerrio, segundasequintas-feiras
Relafo, terr;.as-feiras e saldados
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas
Ju7.o de orphos, segundas e quintas s 10 horas
1* vara do civcl, segundas e sextas ao mcio dia
2* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia
IPIICIMHIDCS.
mas da semana.
JunliO 7 Quartominpiinnleaso* horas 27 mi- II Segunda. S. Bcrnabap. ; S. Parizio monje.
12 Terca. S. Joao deS. Facundo ; S. Onofrc.
13 Quarta. S. Antonio f., padroeiroda provincia.
14 (Quinta. S. Basilio Mago b. doutorda 1.
15 Sexia.OSS. Coracao de Jess ; S. Vilo m.
16 Sabbado. S. Joo Francisco Regis ; S. Julila.
17 Domingo. 5." depois do Espirito Santo. S.
Theresa rainlia ; Ss. Manocl, Sabel e Ismael.
utos e 31 segundos da manha.
14 La nova aos 8 minutos a 31 se-
gundos da tarde
22 (Ruarlo rrescente as 2 horas, 32 mi-
nutos e 40 segundos da tarde.
39 La chota as S horas, 43 minutos e
33 segundos da tarde.
PASTE OFFICUL
GOVERNQ DA PROVINCIA.
Expediente do dia 12 de janho.
(Mido Ai E\m. hispo diocesano, remetiendo
em satisfac^o saa requisieo, copia do projeclo do
Sr. deputado Antonio Epaminondas de Mello, acer-
ca dos limites da freguezia do Bonito.
Dito Ao Exrn. commamlanle superior da guar-
da nacional do m micipin .lo Recife, autorisando-o,
a visla de sua iuformacAo, a mandar dispensar do
servido da mesma suarda nacional, o estndanle Ale-
>andre dos Sanios da Silva Cavalcanti.
Dito Ao mesmo, dizen lo licar inleirado de lis-
ver S. Etc. aadido ao qu propoz o lenenle-coro-
nl commandante do batalho de infanlaria da fre-
guezia de Santo Amaro de JaboalAo, acerca da revi-
ala da qiialiliracav da guarda nacional da inesnia
rrcgnezia.
Dito Ao inspector da lliasouraria de fazenda,
mteirando-o de haver o bacharel Joao AntuuesCor-
rri Lins Wnnderley participado que, no dia -> de
m lio ultimo, entrara no exercicio do cargo de juiz
municipal do termo do Ouricurv. Igual commuui-
cogfto se fea aoeousellieiro presidente da relacjlu.
Dilo Ao mesmo, ommunicando liaver o cum-
maudanlo superior da guarda nacional de Oliuda
participado, que f.-a despeJido do servico n enme-
la do primeira halalliAo de infanlaria da mesma
guarda, Francisco Antonio de Sant'Anna.
Dilo Ao mescao, devnlvendo o reqiterimenlo
era que Isabel Francisca Manleiro de Albuquerque
p oulros. herdeiros do finado Silvestre Ribeiro de
Albuquerque, pedem se Ibes mande passar titulo de
aforamenlo de um terreno de marinha na ra Impe-
rial, afina Ue que proceda a res'peilo de conf.irmi-
dade coui o parecer que remelle pnr copia do se-
gundo lente, Antonio Egidio da Silva, mandan-
do novamente medir o avallar o mencionado ter-
reno.
Dilo Ao mesmo, communicando haver,-m
vista de sua inforroarAo, deferido favoravelmenle o
reqnerimenloem que Silvana Mara Fernandes Eiras
pede licenca para vender a Antonio Jacinlho Bor-
ges pela quantia de 600 rs. o dominio nlil do ter-
reno de marinha n. 33 A, silo na ra de Santo Ama-
ro deata cidade.
Dilo Ao chcfo de polica, inleirando-o de ha-
Jfer expedido ordem ao inspector da thesouraria pro-
vincial para mandar pagara Manoel l.uiz (inolves
Jniora quanlia de WJ0O0 rs. que. segundo a conla
que Sinc. remellen, se dispemleu com o curativo dos
presos pobres da eadia do terinn do l.imoeiro ataca-
dos da varioh, desde 16 d marro al 12 demaio
desle anno.
Dilo Ao juiz relator da jnnla de jusliea, trans
mi I linio para ser relatad em aosian da mesma jun-
ta, o processo verbal do soldado M .noel Antonio .Ma-
chado, pertei.cenle ao i)." balalhao de infanlaria.
1'articipou-sc ao marcchal connnaii Jante das ar-
mas.
Dito Ao inspector do arsenal de marinha, in-
(eiraudo-o de ter dado scicncia thesouraria de fa-
zenda de liaver aquella inspectora Horneado em 25
do majo ultim a Alfonso Alves do Reg Villela pa-
Fa exercer inleriiumcnle o emprego de escrivAo do
l.rigue de guerra Clrente. Olliciou-so neslc sen-
tido a mcsuia tlicsouraria.
Dilo Ao mesmo, recomnendando a expodc,o
de suas ordens, para que o patacho Virapama esteja
prompto a partir para o presidio de Fernando no
dia 22 do corren te, devendo o respectivo comm.in-
daule enteiidcr-ae com o presidente do cunselhn ad-
inini-lrativo acerca (lo embarque dos gneros desti-
nados ao mesmo presidio. F'izeram-se as necessa-
rias communicares a respeito.
Dilo Ao (cuente-coronel cucarregado das 0"
bras militares, autorisando-o a mandar fazer na pru-
na que Oca cutre as cocinas de Santo Amaro o aterro
deque trata o fficio de Sinc, n. 171, e bem as-
sim a cacimba e aqueducto, que julgar neres-arios
para levar agua ao-. cano! existenles abiixo das esti-
vas das estribaras, podendo einpregar na referida
cacimba a bomba que existe na do quintal do quar-
iel du Hospicio.Comtnunicon-se ao marechal coiu-
manilaiile das armas.
Dilo Ao inspector da thesouraria provincial,
para contratar com os herdeiros de JoAo Mara Sevc
a compra do terreno, de que trata a uta junta,
preciso para a construcr,Ao do edificio em que tem
de funeciunar o (jymnasio provincial.
Dilo Ao commandante do corno de polica,
recommendando que mande apre-cutar ao marcchal
commandante das ar.nas, o paisano Antonio Jos
Villas-Boas, que se acba dolido no calabouro do
qu artel daquellc curpo. Inteirou se ao referido
na reclu.
Dito Ao mesmo, dizendo que podo passar es-
cusa ao soldado daquclle corpo,'Vicente Fcrreira de
Santiago, vi.io que leudo BaaKsado o tea engajn-
menlo, declarou uno querer continuar no servico do
mesmo corpo.
Dilo Ao juiz de paz do primeiro dislriclo da
freguezia de Csbrob... aecusaudo recebida a copia
aullientica que Sinc. remetleu dos cidadaos quali-
lirados votantes uaquella freguezia.
Portara Ao geme da companhia das barcas
de vapor, para mandar dar nina pJassagem para a
corle no vapor que se espera do norte, ao bacharel
Manoel Fibppc da Fonceca, caso exisla lugar vago
para passaseiro de estado.
EXTERIOR.
A apparicao da magnifica esquadra ingleza no mar
Bltico tem parausado .mais urna vez o commerrio
da Bussia, c imposto s forras navaes daquetle im-
perio a humiliadora alternativa de permanecer sob
o conveniente abrigo das muradlas de uranilo de
Constadl e Sweabnrg, ou soffrer deslrui^ao certa,
aprescnlainlo-se em mar aberto. Urna aclividade
louvavel ha sido desenvolvida pelo Comodore Wat-
son e pelo veloz esquadro do seu commando. ca-
ininliando para diaule, a despeito das dilliculdades
da navegaran, e dos obstculos creados pelo gelo.
Este esquadro antecipar a partida dos navios rus-
sos que estao esperando o dcrretiincnto do gelo pira
escapar n vigilancia dos nossos cruzeiros. Poucos
destes navios cliegarao ao seu dr.lino, e aopasso
qae om inesperado numero de prezas valiosas re-
compensar a promptidao e aclividade dos nusso,
navias, a marinln ccmunerrial da Kassiattcar inu-
tilisa "> almirante Dundas assimalou ,i sua chegada ao
porto de Kicl. proiliinan lo o eslticlo liloqueio de
I.iban, e de lodos os porlos ao longo do liltoral al
Riga. Sem duvid um vigoroso blnqueio ao longo
de toda a cosa ser reforcado, e recelamos que a is-
to >e limitein o serviros que polo ni ser razoavel-
menle esperados da esquadra do Bltico. .Nao que
estes sejam insignilicantoa, pois que dao em resul-
tado a completa neutraliiarao da cxii lencia das cs-
quadras do inimigo, e a dcstruicao da marinha mer-
canlil da Rossia. Autecipar oulros resultados fra
loucura ; e fura igualmente falta de palriolismo ani-
mar o publico a cr-r que um ataque 6u em Cons-
tad! ou em Sneahorg he praticavel.
A impregnabilidade de Constad! he admiltida
pelos juizes maiscompelenles.eSwcaborg be apenas
poueo inferior sob a relcelo da Torca. Sir Charles
Napier acisadainenlc ronsiilerou que fra impru-
dente arriscar a existencia da sua esquadra, c a re-
putaban da marinha britnica, n'uma empreza que
ollerecia lito poucas probabilidades de triuuipho. e
Pm que lia quasi urna certeza de desastrosa derrola.
As circumstanciasnao se tem tornado favoraveispara
nos, depois ilo cruzeiro prece lente ; pelo contrario.
imillando o evcmpl.i ih> principe Htnscliikoh*, afun-
dando unos nos pontos que dao passagem, os com-
mandantcs russostem augmentado o formidavel ca-
racter-das suas fortificaOes sctemplrionacs. Verda-
dc beque a ciencia moderna lem ministrado ao al-
mirante inglexmeios de ollensa at boje desconlieri-
dos, mas a efficacia dessas invenroes anda nao e-la
provada, e*ne seriamente coolestada. As'canbonei-
ras armadas com pecas e morteiros podem prestar
grande servico em mudas occasioes, mas o seu nu-
mero be mili limitado para dar alguin resultado de-
cisivo contra qualqoer dasduas grandes forlificacoes
russas. (.inania as pesadas bateras fluctuanles, o
seu bom exilo be mui problemtico ; e recelamos
que a especializa publica, excitada pela novidade c
grandeza deslas baleras, sja condemnada a grande
deceprao. A immcns espes.uira deslas fluctuanles
baleras de ierro, as ter induhitaveluicnlc tornado
mpenelravcis a bala e bombas, mas o elTeito que
pode resultar do abalo desles projectis anda nflo
est averiguado.
He lambem um assumpto de seria considerarlo se
as enormes bateras, sendo aliviadas do immeuso pe-
so do armamento e muniQoes, podem resistir ao
mais brando mar, e receia-e que o destino dellas sc-
ja acoderado pelas mesmas qualidades que as torntil
i n vulnera veis.
Verdadeheque a esquadra do Bltico pode amea-
car destruir Abo e oulros portos russos de menor
importancia, mas semelhante empreza nem aug-
meularia os Iones da marinha britnica, nemap-
pressara a ronclusAo da goerra. Induhitavelmenle
grande copia de males recahiria sobre os interesses
particulares da na^flo russa, pelo bombardeamento
de Abo, mas a poltica de semelhante aceito seria
mui qaestionavel. Qoanlo a Odessa, cidade,po-to que
pre-cininenleinenlc couunercal.isto dara ao inimi-
go immeii'OS recursos, de que elle se aproveilaria
largamente ; a historia e a|conscieucia publica leste-
miinhariain a sui destruirn sem censura, sellan com
applausos. Mas, quanlo aos pequeos porlos de
commmercio que guarnecen] as praias do Bltico,
onde os interesses particulares so seriam prejudica-
dos por aggressao, qualquer operaeflo olfensiva da
parte da marinha britnica, fora totalmente indiana
da sua alia fatua. O ataque de Boinarsund excitoo
universal ridiculo nesle piz c em Franca. O de-
senvolvimenlo de l.lo inmensa Inrca contra um pe-
queo forte, valentcincnte defendido por urna guar-
ni(o ebria, nmslrou evidentemente que a gravi-
daile ilos no-sos denodados aliiados, c al que o |ovo
dcste paiz, posto qnesempre prompto para exagerar
os triumphns nacionacs', aceitavam a queda de Bo-
marsund com nin triste silencio.
He certo que moa pequea empreza lenta la pelo
almianle Dundas, encontrara dcsapprovarao geral
ne-lepaiz. O oruulho'nacional sera alfeclado se os
servico*da esplendida esquadra actualmente ancora-
da em Kel se iimitarem a meras aventuras de pira-
tas, ao passu que dillkiildadcs invenciveis se oppoe
qualquer operacao de cons-quencia. Nao s:r evi-
denlc qnevisserviros da estpiadra inaleza se limita-
rlo a reforjar um estrelo bloqueio da costa t E a
(orea numrica desla esquadra nao sera extravagan-
temente fora de proporcio com o objecto cin consi-
rarSo, e um Ierro do pequeo esquadro a hlice au
fra melbor empregado em Iranspirlar tropas e ma-
(eriacs scena da guerra no Oriente ?
Se as armas dos aliiados se lornarem Iriomptiantei
peranle Sebaslo|iol, entAo, iudubilavclmeiile, toda a
euergia da Franca e da Cinlo-llretanh seria dirigida
para as praxiurias seplcntrionaes da Russia, o pon-
to mais vulueravel do imperio. Mas, empenhados
como estamos em urna terrivel conten la na Crimea,
que exige toda a nossa coragm e ingenuidad, mo
lloveremos deplorar que lodos os nossos recursos mo
lenhan sido concentrados naquelle ponto vilal'!
Indubilavelmcnle o inimigo empregou com proveilo
os mezes lerriveis do invern em reforrar a sua po-
sieflo un Bltico, na> tanto pelas apprchenses de
um serio desembarque dos aliiados uaquella costa,
como para permillir a transferencia de grande porcao
do exercito russo. que deTcnden as provincias lialli-
cas em pontos do imp 'rio mais aher'.amenlc nmea-
cados. Presentemente, exceptu das guarnires
regulares das fortalezas blticas, um pequeo corpo
de Cossacos irregulares e de Barchikirs, o vast ex-
ercito que foi concentrado o anuo passado no Norle
marchnu para o reino da Polonia, c para a frnnleira
germnica. Se eslive-se no poder dos alliadcs d.is-
por de una grande forca mililar, mu golpe mora]
poda ser destechado na Hnssia na approximarao da
campanha, e be para lamentar que nat'ureza torer-
a dasrelares diplomticas da Franca e da Prussia
embarace os recursos do primeiro paiz. O exercito
francez do Norte, de 80,000 homens, transportado
as piovincias blticas por um csqaadrilo britnico,
mudara rcpenlinainenlc o aspecto dos negocios, e
atrancara um Iriumpbo mais decisivo do que talvez
posta ser anticipado na Crimea.
(Morning Chronicle,
I!!' ----
PIEMONTE.
Urna correspondencia de Turin de 28 do pgssado,
da particularidades importantes a repcto da origem
dos acontecimeiitos que causaram a demissdn do ga-
binete piemonlez. Depois de ter narrado os parti-
culares j conhecidos da opposc,ao do senado lei
dos conventos e da proposla do bispo de Csale, que
fez suspender discussan da mesma,o corresponden-
te assim se exprime : He isso o que se lem re-
presentado em publico ; mas qocm, penetrar por
entre os bastidores, observar todos os preparativos,
lodos os moxiniciitos que tiveraui lugar para che-
gar-se a este resultado.
o Se a memoria me mo falla, recordo-me de que
aniiunciando-lhe a triste noticia da moile das nos-
sas duas augustas raiuhas, disse-lhe i|ue nosso sobe-
rano havia pronieltido sua querida mili, fazer ludo
quanlo dclle dependesse, para supprimiressa lei Ra-
la,zi de sinistro presagio. Isso conslou-mc por in-
formacio de pessoa llmenle enllocada, e pode
\ inc. estar re (o de que, se assim n1o fosse, cu nada
Ihe leria escriplo a respeilo.
a Os jomaos subalpinos riram-se, c entre elles a
(iazea del 'opolo piodigalisou-me injurias de sua
lavra, entretanto, cis que agora principia a appare-
cer a_ verda le. 11 rei, -un lo lanilicm me consta
ile boa fonte, foi quem provocou o incidente do Sr.
Caiabiana, porque era de sua vuntade desfazer-te,
fosse de que modo fo-se, da le Ralazzi. Foi elle
quemrccorreu ao venerando prelado, rogando-lhe
COW infancia que lizesse com que o papa n9o livcs-
se mais motivos de quei\ir-se do coinportameiilo do
Picm nde. O egregio pontfice se foi logo a confe-
renciar con, seos collegas, e depois de algumas dis-
cusses, propostas e contra-proposlas, decidio-se que
o episcopado oflereceria ao rei pagar lodos os an-
uos os 918 mil francos de sua caixa, esperando que o
ministerio, o qual quizeraapropriar-se dos bens do
clero e innprimir as communidades religiosas, para
tirar do orcamento dita quantia, visU de (Ao ge-
nerosa proposla, abandonara a idea* concebida.
Mostraram-sc contrarios ao 'projeclo o A'ccbispo de
Turin monseiihor Fransoni e monsenhor Moreno,
bispo de Ivrea, o fondador e patrono da Armona ;
segundo a opiniao desles icnh^a.s, no se devia fa-
/er canee-sao algnina, -en lo "lh ir deis" ir ludo!
em ruina, dn que ceder um si. pa'so. Afinal, movi- receber o navio. Apezar do justo motivo, com que
los pelos rogos e supplica, declararan! que cede- se abonam c tcem direito a ser por todus recello
riam, logo que a corle de Roma n.lo si mostrasse
mais contraria aos designios do episcopado. Pedie
rin-se, portanto, com toda a pressa inslrurc,es d-
Roma, e o Santo Padre seinpre bondadoso e con-
desceriilcnle, responden que se lizcsscm todas assor-
les de coucesses, c lodos os sacrificios, afim de po-
der (cr-se a esperanea de ver novamente o Tie-
monle em boas relaces com a Santa S; visla dis-
80, abaixarain a cabeca o arcebispo de Turin e o
hispo de Ivrea. O rei soube logo da reposta de Ro-
ma e dos bonsofiicios do episcopado, o que muilo
o alegroo. Annunciou, pois,o uccorrido a Cavour c
Rallazzi, os quacs disseram que nessa ronligencia,
nao podiam mais por delicadeza conservar as pastas.
Os bispos por outro lado j haviam annunciado a
proposla, dizendo que por intermedio do senador
Caiabiana, a cxpnriain publicamente na sessAo de-Ji
de abril, o que leve com elfeile lugar, e smente
para seguir os usos parlamentares, os ministros fin-
giram ignorar tuto, e respondern! ao Caiabiana
que, antes de darem a sua opinia i sobre a proposta
dos bispos, deviam consultar primeiro rora. Em
quanlo assim fallav.im elles e todos os seus collegas,
Ja haviam dado suas demisses.
k No dia seguinle, xeaio-se o senado para ouvir
ofllcialmcntc o resultado da proposirao do episco-
pado. Nunca so vio tanto povo correr para saber
do exilo de urna queslAn ; duas horas antes da ren-
niAo do senado, ja s galeras se achavam apnhadas
de gente, e no meio dn ltenlo s lencio do publico,
oconde Cavour annunciouque o ministerio havia da-
do em massa a sua demissAo. Annunciando ao se-
nado essa resol ocio, elle observava que a acclaco
da proposta do senhor Caiabiana conduzia a facer
novos tratados com a corte de Roma, cousa a que os
actuaos ministros nao podiam annuir ; pelo que que-
rendo deixar a coroa livra na escolha, haviam re-
signada os seus poderes as mAos de S. M.
As demisses fnrnm aceitas pelo rei ; os minis-
tros conlinnaram lodavia em suas rnnrcf.es, at que
um novo ministerio seja romprsto. No entretanto,
a lei Rallazzi lica adiada, e > senado oceupa-se da
lei sobre a rlassificacAo das estradas.
o Quacs serAo os novos ministres, he ilfflcil de
adevinhar, o general Durando fui encarregado de
formar o gabinete. Ha quem falle de Azeglio-,
quem de Sclnpis, quem ile Revel ; nada, porm. lia
de ccrlp. Se o rei unisse sua bondade um punco d
firmeza, de proposito, seria o momento de formar
um ministerio da direila, conforme j tentara em 00-
lohrodc 1853; eslou, porm. que tal nao acontece-
r, e psrece-ihe ale bem prnvavel.ane depois de
alguns 4> .s Cavour conlintiar cm sitas f>
como o'nico bnmem ncoesiario as aolu.es cir-
onmstanoias. n
/.'/pe;n er saber que a proposla dos bispos h
concebida do modo seguinle :
1. Renunciar para sompro dea deaboliar'as
corporan.es religioas sem previo conscnlimenlo de
Roma, e ronseguinlemente a retirada di le Ral-
lazzi ;
2, Prover pela quantia dos 028 mil francos para
M congruas paroehiaei em (erra firme rom os tres
expedientes seguimos,: OO mil francos lirados das
como sgnal de boa f ; consta-meque annunciando
leilAo, se divulgara a noticia entre o commercio de
que era este dns ohjerlos vindos a bordo da galera,
e que apenas venden o valor de 2009, e islo em eou-
'as que se presumi nAo viren] no referido barco, e
o que julgo sor verdade, porque me diz o Malheus,
que fp um lote de chitas.
Depoisdc mil subterfugios resolveu-se o cnsul por-
tugueza instaurar o processo d famigerado capilAo
do patacho Minerra. Jos Joaquim da Silva, a re-
qucriincnlo do passageiro JosNunes de Faria,espan-
cido, como ltimamente Ihc innuuciei, por aquelle
capilAo a bordo do referido patacho Minerva. De-
puzeram ."> lesteinunhas contestes cm fado, losar e
lempo, cm presenca do que o capilAo val lambem
produzir testemunhas para destruir aquellas ; mas
confiando pouro, oque parece, na sua innocencia,
anda allicando-as. prnmellendo .V Parece que
esta inquiridlo devia sor secreta, para O.que, segun-
do ilizo Diirio, do h Mnenle prealava o cnsul ;
mas divulgou-sc o negocio por um dos aluciados, e
adeos minlias encommeiidas !
O inspector da thesouraria de fazenda, despeitado
porque eu (ve o arrojo de locar na sua inviolavel
pes'oa, ejulgandoquu eu too o chefe de secjAo Ben-
anda nao dehutaram e eu nao gosto de anlecipar
jilizns ; depois de os ver Ihe coinmiinirarei o que
Ao ; porque eu apezar de velho lenlio predilecr;Ao
pelos lilbns deTlialia, e enfilo j. se dcixa ver que
nao perderci recitas, e mesmo porque a minha com-
panheira (saibaqoe sou casado apraz-seem faicr-ine
menucios salgados, pnis que. como mais cima Ihe
disse, nSo temos carne verde, como lambem para
elles concorra a grande raima surda que lem havi-
do, api dad i das exalacoes que prodozem as climas
leves, que cosluniam cahir pelo declinar da larde.
Apezar fiestas nlocrvncocs ha e-pintos Mo tim-
os vontades, e como pen-a que eu son apaivunado ratos que acredilam no mal exlerminadnr. e parece
se aprazem em divulgar a idea que conceberam.
Pela minha parle acredito tanto no rlmlea, como
do Ibealro, meprevenio que assignasse e que quera
na 2.' ordem, que he aquella justamente queco
aborrego, porque l se alojam os arslocralas, e cu
tenhoa mana de me nAo misturar rom essa sent ;
sabido do povo, gosto da viver com ello.
lia uns poneos de dias que o beef se aiHcnlou de
nos, esl o maladoiirn publico na falla dos boi, oc-
cupado por cAes, cabras, e quanlo animaNnho o
arredilo queestou ah no son Pernamburo, e se cu
tivessea honra de ser polica,havia de fazer arrepen-
der os lacs propalantes do personagem errante de
Mr. Eugenio Suc.
Agora Odiara de cousa nova, e nao se admire,
porque sou um eittttinha inleiramenle URtreniuf
easusa da iltanlriuima lem podido all enrurra- I Pesco ilc ludo; logo, sou lambem enciclopdico ? !
lar, para depois os malar a fume Parece, que en-
vejou o proceder do commandante da Defensora, e
como o nAo poda imitar as croaluras, buscn os
indefezosaninacs '. Que os mandae agarrar segun-
do a le Ihe pres-reve, bem ; mas que os mate To-
me lem alsiima cousa disto a que se chama malva-
do?. ; c se nao respondam os entendedores.*.! materia.
En creio que S- S. conprehende o que be humani-
dailc, c que ella se eslende al os rraeionae*. Agora
mcsmomedizumamigo.qneba iou3 dias vio de DO-
bula no gnajara urnas7 cabras das que mnrreram de
jamim, nao ces-a de prodigalisar-llie mos. tratos I fome no curro; se islo he verdade, depe muilo contra
A urna admoeslacAo, alias corlez e|por demais sua- | a nossa j desenvolvida civilisacAo, e cm nome della
ve, responde elle aun insultos ao seu empregadu. so
porque sonhou jer este o seu correspondente Te-
nbo sympalhia pelo Sr. Benjamn, e cusla-ine que
"obre elle recaiam os despeitos do Sr. inspector.
Previno, porm, a este senhor, que nAo sou empre-
gadu, e menos lei.lio pretcnres a se-lo ; pnr conse-
queuca nao me inHmidam as bravatas de S. S. Se
se portar como cavalleiro para com seus subordina-
dos, especialmente com aquellos a quem vota des-
alfei(Ao, ha de ser respeilado, do contrario lia le ler
paciencia que eu, como unparcial, aprecie os actos
do reaccionarlo publico, e os estygmalise sempre
que disso forem dignos.
O Diario do Crao Para, porque as vezes tem a
coragem de estampar em suas columnas verdades,
que amargan) a algcem, foi ltimamente chamado
responsabilidadepor duas vaseis o fado : Com
a chegada da Defensora publican elle um artigo
oh o UluloHORROR, no qual depois de algu-
mas consideraces, dizia : estrondoso desperta as autoridades competentes do
seu pesado e criminoso somiio de indolencia .. A
promotoria, ruja allencflo linli i anleriormente sido
chamada sobro o negocio do patacho Minerva, C ca-
so algum havia feito, porauo realmente /ian era
competente, o que tcitamente tiuha sandinna o,
julga se offendida depois, o'cbama o jornal fn esplf-
caces.
O Mendos Cix-allciro conipareeeu, c fez sentir
promotoria que. leudo sanecinnado tcitamente bao gacfio e commercio do Amaionas nesla provin
ouso cu pedir a S. S. que modere o seu furor ca-
brum-canino.
A a.lministracao do correio dcsta boa Ierra foi es-
lygmalisada uttimameiilc pela redarcAu do Diario
por ler deivado sepullos cas suas catacumbas rorres-
pundeiiciacs os jomaos dosta provincia. O caso be
assaz melindroso, eu nAo posso deisa-lo imjiune.
A rcparlicTio do correio, deve ler empresados mui
habis, e expeditos, C a desla provincia conla a pe-
nas um desles,que he o contador l.nurenro Juslinia-
no da Gama. Os mais sao urna suciasinha de hada-
mecos, sen excluir mesmo o malcreado e orglhoso
chefe da repartoslo. Duvido que haja no imperio
quem, cm semelhante lugar, se queira arrogar tan-
la importancia. A correspondencia be distribuida
cuino um favor, as parles, c se alguma cabe na cs-
parrei.i de expender o direito que Ihe assiste, nao
tem correspondencia naquelle di..;! Repito, quem al-
lende as parles e as Irata com urbanidade be o con-
tador, c he cscusado ler-me pnr apaxonado desle,
porqucdeclarn altoe bom som que nao llio sou alte-
lo ; oque digo, pois, delle, be merajuslira, assim
romo ludo o mais que censuro lem o cunho da ver-
dade, c senilo que o diga o commercio desla provin-
cia, que o diga mesmo a mnrensa, que s vezes, lie
a ultima serv la, leudo romo iiejujo, n direito de
preferencia para transmitlir com precissAo as noti-
cias seus leilores.
CoiHta-me, que agerencia da companhia de nave-
cia,
ser auloridade no negocio, quan lu se Iralou da iptes
l.lo do paladn Minera, rabia agora em palpavel
contradicho, chamando o jornal explioaces ; ou
que, se com elfeito era competente para conhecer do
acontecido, havia de Concordar em que realmente
dormia o psalo e criminoso somno de ndolenrl I..,
A' vista de respnsia lAo phrsante, e para assim di-
mezas episcopaes. JOt) mil francos lirados dos be- i '" irrespondivel, a promotoria den-lbc urna sntis- pratica, pois s assim lie que leremos colonos bem
neficios superiores, satisfazendo Veeonomnl o res- fwM i mellen a viola nosacco. e foi-sc tratados duranlo a viagem.
A segunda via foi um tal Rio-|),lo, caixeiro do 'r.
ponderara pelo passado paquete a direcloria geral,
cm vista dos maos tratos que quasi lodos os navios
portugueses prodigalfsam aos engajados colonos, nAo
convinha que conliniiassem a transportarse nelles,
e que seria proveiloso comprar um ou mais navios
para n cominean dos colones.
Este espediente merece ser approvado e posto em
lanle.
3. Renunciar por parte do governo do drcilo.dl
avocar a si a administracAo dos beneficios vacantes.
{Ob.'enatore Triestino
IITERIOR.
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE PER
NAMBUCO.
PARA
Bclm 1- dejunho.
Moa rl,er.- A quesillo do dia, depois da ininlia
ultima, tem sido e contina a ser a galera Defenso-
ra, oo o brbaro e deshumano procedimenlo do seu
capilao ftaphael Antonio Pe eir Calda, nome a
qoem lano a presente como as vndouras geraeftes
vnlaiAo eterna exccracAn No passado paquete,
dando Ihc esla noticia, chamc Sacramento galera,
mas consolo-me, porque nAo fui smente en que
cahi no equivoco ; as propriis autoridades andaram
a semclhaiile respeilo, como cu, s apalpadellas.
As victimas sacrificadas polo capilAo da galera
maldita, nAo Toram, como Ihe notcei. 30 e (antas
iufelizmen'e o numero crescen e elevou-se a 17 1'!
Em verdade. daquelles que llnham embarcado le-
galmenle, islo he, com passaporles, s-i rallereram
36, mas havendo-o feito grande numero sem elle,
posto que o reprebo o ueguc, os passigeiros o .asse-
J. M. da S. Pinganillo, que, vendo em dous reros-
pecios do Diario urnas historias de raloneirns o la-
drdes, que ninguem personalisavam,'cncai\a o Far-
relo na desmiolada cachola, e Jiulga-se aggravaifo !
(I Cavalleiro, paseando a dar-Ihc ns cvplcac.cs,
disse que ninguem melhor do que elle qne'noso em
sua conscinencia,' poda saber se com effeto era ou
nlo ladrAo ; porque, nos dous relrosprrtos argpidos,
nao se lia o nnme delle. c nem latirs qn por
q inlquer comhinacalo o prefizessem : qnc nao sabia
mesmo com que auloridade o linba elle queixoso
Informa-me pe=oa fidedigna, que vai sabir .. luz
um jornal sob o (iluto de Voro Diarii, com o lirrf
nico de sa malar o do r.riio-Par,'porque diz ver.
dados que costara s roer algnem. ... (fe forte ma.
nia esla de assassinar aos oulros .' Eu fico fazendo
votes, para que o seu pa'riarcha nao snlira por ah
alguma deslas arrancada; posto esteja convencido,
que o tal oco Mario ha de tero mesmo fus que
leven um celebre Jornal ih ttmuneios, que dnroii
3 mezes, perdendo os seus instituidores urna ronl-
nlia ralada !
O mais saliente de ludo islo he, que nm dos so-
chamado aquello tribunal, a r.o ser que eslivesse j cios do Diario da CrSo-Par, Supponlio que ornee-
pouco seguro de sua conscienca, c que esta, sendo
juiz severo de nossas acces. Ihc suggcrisse tal lem-
branca : que realmente aquellas historias contadas
nos relrospectos se entendiam com um caixeiro la-
dr.lo, que abusando da ronliane i que seu patrio de-
positara nellc havia apreseniado cuntas, que Jai ti-
nbain sido pagas tres e qualro vezes ao Srs. Dr. F.
c M. F. e que aquelle linda por isso dcixado de ser
freguez da loja ; ao que, o queixoso lodo ii.flamma-
do, respondeuNAo deixou, nAo senhor... Erso, o-
queixoso sabe, quem he o Dr. F., e quem o caixeiro
ladran, que Ihe apresentou a conla, queja tiuha s-
do latisfeila Este Mendes Cavalleiro lem geilo
para descobrir os larapios !
O ralAo do Malheus, diz que o Diario do Mendes,
que lautas angustias causa aos limpinho de cons-
veram, c igualmente quedesses avulsos perecern) ciencia, se fabrica n'uma casinhola das da ra Nova
II, prefazendo desla forma o av.illad.i cumpnto de dcSanla-Anna, esquerda indo para o largo de pa-
iz inelizes. que suecumbiram fome, sede, es-
pancamenlos, c segundo o juizo ltimamente dado
pela comnjissAn de liygiene publica desto provincia,
depois ilo ova me a que proceden nos monumentos e
caldeirasa bordo da infamada galera, envenenados
pelo chlorurelo de cobre, o qual fui geral em lodos
quanlos parliciparam das comidas feitis em aquel-
las fatdicas caldeiras, hacend apenas escapado
da eminencia do mal os que /atiant sea rancho em
separado em pequeas marmitas de folha de ferro.
O monslro, capilAo Caldas, acha-se com voz de
lacio, a qual est lAo esburacada que nao tardar lal-
vez muilo a que os molcqus Ihc entrem l de nole
e l!ie couduzam com os lypos, porque elle Mendes
nao mora l. Eu, diz o Malheus, quando all entro
demoro-me pouco, mas nao lano que nao tenbo po-
dido observar os altos e baixos da sala, onde cslAo
ns compositores, c cojas paredes sao negras como
breo. Passando a saleta imme lala divisam-se logo
duas banquetas velhas entre as quaes demora o prelo
em que se imprime o Diario, que be soffrivel, e di-
rigndo-se a genle varanda acha-sc n'um lahyrin-
prisAo a bordo daquelle matadouro humano, apezar "'o inexlricavel, montes de typo, bancos velhos, um
HEGVEl
deja lerom 28 dos passageiros, que liveram a ven-
tura de resistir, requerido ao cnsul a sua reclnsao
na cadeia, como explcitamente determina a segun-
da parle do art. 108 do Reaul. Consular Portugus ;
mas Sane, despachou a pelicAo n'um-seiildo intei-
ramculc diverso daquillo que se Ihe pedia, com a
lei na mito, e diz que s depois de Ihe formar a
culpa he que o reeolher, como se um crime de tan-
la monta exigisse culpa formada para se poder ef-
fectuar a prisAo !! Queira Dos, que lanta compla-
cencia nao venha no futuro a causir-lhe alguns
amargos de bocea, sendo certo que Sinc. nao passa
de um rucim onde cavalga a eu talante o caritati-
vo vice-consol, Flix Jos Pereira Sergedello, que
abusando da confianca em si depositada, illudc enm
o mais inqualificavel cynismo o paparrolAo do Fer-
nando Jos da Silva, que o nico presumo qoe lem
he Iraflcar em carne humana, embora para isso se
vaina da firma de Silva & Pieaneo, porque ella, co-
mo j o Diario do (rao-Par Ihe disse, nada mais
he do que o cnsul porluguez e seu lilho A prova
do que enuncio acha-sc no relalorio com que o Exm.
consellieiro Reg Barros passon a adminsIracAo des-
la provincia ao El'm. commeudador Angelo Cus-
todio.
Se, pois, o capilAo algor tiver a audacia de eva-
dir-sr, iiingueiu mais ser o res|iosavet disso senAo
o consol do S. M. Fidelissima nesla provincia ; a
elle he que a sociedade deve pergunlar pelo homi
cida Caldas, a cujas mAos perecern) 17 desgraca-
dos Porluguezes.
A indesculpavel negligencia da< autoridades por-
tuguezas-Ao tugaron porto d'onde desaferrou a em-
barcaro. e nAo menos pela avareza do dono do na-
vio e desmaze-lo do commandante, deu causa a
que presenciassemos esta catastrophe inaudita, iua-
crcdilavel no seculo XIX !
Como Ihe nolicici, os Srs. Costa & Filhos nAo
queriam receber a ennsignarao do navio infamado,
mas como aquellos a quem vinba com ausencia fi-
zessera outro tanto, c leudo elles respondido aflir-
mativamente ao aviso da coDsigoacAo, liveram de
outro prelo, que julgo estar ja reformado, jornaes .le
lodosos tamaitos, potes com agua, Imiss com dita,
em suinma um einbroglio de mil diab/w,
F'oi nomeado oflicial-maior da secretaria do go-
verno, Ray mundo Alves da Cunh?, empregado da
mesma reparticAo, e secretario interino do governo o
olliri.il -manir reformado, Manoel Roque Jorge Ri-
beiro.
Com estas nomcares eslrcou-se a idminislracio
do Exm. commeudador, Angelo t'.ustodio, esuppos-
In se diga que honve preterii;5o na priineira, cu
relo que S. Exc. fez juslica, porque o preterido
oceupa, alm do lugar que lem uaquella cslacAo, o
de collcclor dos pr.lios urbanos, lugar at que Ihe
rouba bstanle lempo, c que nao he possirel fosse
desempenlujdo satisfactoriamente com o de oflicial-
maior, que he, como se sabe, muilo pensionado de
(rahalho ; por consequencia fica iludida qualquer
censura que se possa fazer S. Exc. cujo carcter
e iiuparcialiilade be cima do commuin e do que
lem dado nAo equivocas provas.
E, pois, que se ollercceu occasiAo de fallar no
administrador da provincia, nao me posso furlai ,i
ri.gar-lhc que procure levar a efl'eito o encan,men-
lo da agua putavel, decretado pola assembb-a do an-
no lindo, bem como o caes da cidade de Camela, e
a obra dadoca do reduelo.que se acba em inconclusa
fazendo que ella, torta desde o seu comeco, se endi-
reile azora, se lano for posuvcl ; com o que presta-
ra S. Esc. um abalisado servico sua provincia,
pelo qual Ihe surjo gratos todos os.lilhos della.
Vamos, finalmente lerconpanbia dramtica : pra-
sa a Deo, que ella na forma do costme, se nAo
desmantele logo.
O prosramraa ja foi publicado, apezar-da ausen-
cia do empresario, que n,io he l muilo boa cousa,
pelo menos assim o diz o Malheus ; prega snllriveis
monos, e eu creio"quo islo lem seus qufts de verosi-
mllhance, porque aiuda;ha poucos dias Ihe ouvi cor-
lar na pelle sem d nem piedade, o pareceu-me que
o queixo, pelo que expendeu, linha caadas du ra-
zie. Nada Ihe digo dos adores o actrices, porque
Ichrc (uimaraes, abusando da boa f do outro", o
Mondes Cavalleiro, compiou urna I; pographia, di-
zendo que era para recrear a dn Diario, mas afi-
nal, diz que he sua, c ron o segundo o contrato que
ha entre elles nAo pode por outro jornal, pegou d'um
(esla de ferro, c quer ir pnr Ji.inie; sendo bem de
presumir, que nada consiga, potqoe, nAo s ha de
ler pouquisiimos subscriptores, mas alm disso se
diz, que o redactor he o padre Francisco Li-
barlo Fernnndes, que, segando Ihe diste na passada
missiva. ignora os principios mais trivial! da
grammatira ; como porque os abusos de confunca
desdouram o homem peranle o egregio tribunal da
opiniao publica, c dcsta forma nenhuma f merece
ofal tiuimaraes, porque, aquilln que hoje fazao a-
ci pode a ni milla fazc-lo aos asignantes.
No largo do palacio desla cidade acham-sc plan-
tados em bella symetria, e ja prodigalisando ptima
sombra alguns copudos arbustos, que alm do bene-
ficio que dispensan), olferecem deliciosas perspec-
tivas aos olhos do botnico, que he, c na minha
opiniao, quem bem aprecia estas cousas ; convinha
porm, no meu limitado entender, que a primeira
roda de galbos Ibes fosse cortada para que as de
mais prosperasen), visto que aquella est a mui
lisura distancia do solo. Capada essa roda, deve a
arvore crescer e deseuvolver-se com mais energa ;
e senAo que no-lo digam os homens da sciencia.
Creio qqe S. Exc. lera lido alguma obra de botnica,
e que concordando no que digo, mandar salisfazer
o meu pedido.
O director da colonia de Obidos, capilAo de mar
e guerra Pedro da Cunta, que reuna a aquelle car-
go o da delegado de polica,parece que abusava sum-
mamente desle ultimo, em consequencia do que, foi
dali fustigado acremente em urna corresponra inserta
no Diario avista da qual julgou S. Exc. exonra-
lo do lugar de delegado. Se com elTeito he verdade
quanlo a seu respeito se disse, nAo acho qoe a de.
missAo fosse sullciente ; lie porm de suppr qnc
houvesse exageracao em alguns ponlos, e que S. Evc.
Ihe desse o devido descont.
Por cartas,que tenbo prsenles,datadas da villa da
Carboeira em Marojo, linha allisido assassinado um
moro porluguez de nome Manoel dos Sanios, sem
qoe at agorase lenba podido descobrir o autor de
lAo nefando crime ; entretanto as autoridades poli-
ciaes do lugar empregavam loda a diligencia, afim
de conhece-lo para Ihe applicar o que merece, e por
iss.. convm nAo desesperar, e aguardar o resultado
das invesluaces.
No dia 20 de maio, appareceu um cadver na
ponte, oulr'ora de pedras. A'primeira vista julgou-
se que leria afugado-so na nnile de 2S, mas proce-
dendo-se o corpo de delicio declaram os peritos ter
sido apunhalado !
O infeliz apresentou o rosto horrivelincnte corla-
do, estando, segundo me diz pessoa que vio, lodo o
resto do corpo intacto, e sem urna golla d'agua no
venlre. Os feinienlos no roste foram em numen,
de 131II Era porluguez. Al agora nAo me cons-
ta que a polica descobrisse o assassino.crcio, porm,
que nada poupara pira que elle seja conhecido e ler
o premio correspondente sua obra de iniquidade.
Cm (error pnico lem apoderado-se da popularlo
desla capital, procedido de alguns casos de morte
quasi sbita, e como em taes emergencias nunca
lallam commcnladores, disseram logo.que eraocAo-
lera morbus '.
A commissAo de hygene reunio-se para proce-
der a exame em um dos morios, e decidi, que os
ataques eram provenietles nAo s dos gneros ali-
Apezar do ser eu um grande apologista doamigo
dos francesesque diz, que o poeta be mais capaz
de vicios do que de virtudes, posto que lambem diga
na epigraphe de sua obra.Je peu.r toul commc un
aulrr, acoir eu la berttie.NAo posso deixar de
manifeslnr-lbe o goslnho interno que tenho expe-
rimentado ao ler as diversas producces poticas,
que ullimamenle lecm apparerido insorias no L'ia-
rio du Grito Para, e principalmente urna intitu-
ladaEtfrida. que he do Uedeiros Branca. Ela
na verdade, lurna-se credora de especial mencAo
pela sua harmona, suavidadee metrificacao.
Se a bocea do povo nao romcrasse por ahi a
rbamar-me vira casaca, por Dos, que pegara no
lal livro e quemava-o deilando as cinzas ao mar. e
loca a fazer versos, para o que nAo deixo de ler
minha queda ob .' lenho urna veia puelica, q'ie
se inflamma vico-versa das outras, cm noile escura
e pluviosa Veja Vine, a diderenca e a divergencia
que lia enlre iiiim e ns verdadeiros entendedores ca
cousa Estes htiscam urna noile diaphaua afim de
que as suas inspiraces sejam mais cadenciosas e
enrgicas, enm o auxilio do argentino e mereniorin
clarAoda cotia Diva, cercada de mimosas e genlis
saphiras cm puro eco de nuil ; veja, que de poe-
sa j pnr aqu soltoi!.... ,
Mas tratemos de Elfrida, romance histrico, po-
tico, dedicado pelo sea autor ao Mendes Caval-
leiro.
Esla composico lyrira, para encartar razc, he
nina das m. Ihores. senao a primeira desle joven po-
eta, que a continuar assim, breve oocupata um lu-
gar distincln n Iliteraria repblica, e cu desdo j
me congratulo com o novo propbeta da mmorlal
Ulyssa, cujo futuro se I be anlolln perenne de glo-
ria.
J,. que Ihe falle! em poesa, contraa aqui a ob-
gaco de no secuiitc paquete dar-llic urna re-i-nha
dos puolas nacionacs c esiransoiros, que cu conheen
i'.i no meu turran abeocoa 10.
A nossa polica prcslou n'uma das pastadas nuiles
um abalisado servido.ICis o caso:
Aqui, assim corno em Inda a par', rostiimam as
musical ir locar o recollicr na porta do presidente,
e lal fugo lomaran 'as do 11 balalbao de infanlaria
o o" de arlilharia. que se ia desenvolvendo una es-
pecie de antagonismo entre ellas c as pracaa dns
dous corpos ; era qual dellas havia de brilhar mais
fogos, vivas, seu supapilo a mistura ele, vai senao
quando, a polica faz um corro, quando se achavam
no auge du sen enthusasmo, edeilou ogalasio a urna
sofrivel porcao, leva-os para o quarlel, aparta os
que sAo escravos, a quem applica urna furibunda
dosc de sipo, c manda-os para rasa de seus senlmres,
e quanlo aos Uves, diz o Clele, que precisa muilo
de gente para formara quarta companhia, c por isso
lie de presumir que la liquen). IJe, porein, de crer.
que ainda continueni os ajuulamentos, e para s
profligar ochava eu, se fosse auloridade competente,
um meio obvioera dispensar na porta de minha
residencia o loque le recolher.
No dia 30 ebegou ilo Porto, reino de Portugal, a
barca porlugueza Carolina conduzindo cerca de 180
colonos, que qualquer delles pem o capilAo //io-
nio I entura dos Sanios .Veces, o mais alto que he
possivel com os elogios que Ihe tributan), eeslc re-
Iribiiindu-lhes com igual afleclo, d-lhea o doce no-
me de lilhos e amigos! Extraordinario contraste
faz este capilao com os dos patachos Arrogante, Mi-
nerta e galera Defensora Aquelle he coberlo de
benraos, cmqn .uto que estes o s,1o de eterna e odi-
osa execracao
Imiltem nscapilacs de navios o procedimenlo do
Sr. Santos Netet, capilao da Carolina, que a socie-
dade se ufanar era dar-Ibes as oblarnos que ora
dispensa a este.
Hendimento das rcparUret desla provincia
7io me: de maio.
Alfandcga......" 120:972>27
Recebcdoria de rendas P. 38:17:^010 l|
dem" .. I. 4:60:i--r>:i
Ver-o-peso.......2:280*918 3|i
O Cuaiarense.
Piauhy.
Therczina iti de maio.
Saudc, venturas e longos annet de vida appe-
lego a Vmc
Desla vez sorei mnito lacnico, pois que s 1 ho-
ras da tarde monto cavallo partir para o interior
da provincia, como ja Ihe coramuuiquei ha rruitos
dias.
Urna pessoa de ptima aptidAo e habili lado,
ir (ransmitlindo a Vmc. noticias desla lerriuha, e
dos fados que uclla occorrerem, e por certo sera
Vmc. mais bem servido.
Esta provincia esla em perfeita paz, e. pois, vamos
aqui viven.lo trauquillamenle, e tamben) no lelhar-
go da mais relrogada indilTercnja, relativamente
marcha do progresso. que, em as mais provincias de
nossa patriao gigante Brasilcaminha pressuroso,
activo, incansavcl.
Novidades. essas mo as ha.
11 I.acamarle e faca de puna, oulr'ora cm
guerra aberta com a nossa saciedade, vAo sendo es-
quecidos, e eis porque nao se onve referir com ter-
ror fados alrozes de ferimentos e assassinalos, que
horrorisam e revoltam o coraran .'...
A agricullara vai no mesmo p de lotina, e ne-
idmm melhoramenlo apparece... porque nao se o
procura} para dar-lhe incremento. Tudo o mais,
orafini, jaz no indilferentismo e na apathia, por
nada mais, senAo por culpa des nossos homens do
Piauhy. Assim, cousa alguma de novidade inleres-
sante tenhoa rel'erir-llie.Novidades sobre assassi-
nalos, porcm, nunca as desejo tu.
Na tarde de huntem IV leve lugar o casamen-
to di. Dr. Carlos de Souza Mar lins. com a bella jo-
ven l'. Rosa Virginia, filha do Sr. coronel Francia-
co da Cimba C i(cllo-Ilr..nco. o mais rico proprie-
lario desle terina, urna de suas mais iniporlanles m-
llucncias, c digno hnmeni da geral estima, de que
realmente goza nesta localidadc. A juncrilo dos la-
ros de h'jminea seguio-se um magnifico baile, qoe
deu o Sr. coronel Cunh i, para o qual concorrerara
cerca de 300pessoas, avultando nSo pouco nesle nu-
mero o bello sexo. A msica dos educandos, dirigi-
da pelo seu digno c hal.il mestre, Manoel Joaquim
llarbosa, e que foi contratada para e-se firn, corres-
ponden cabalmente a especlaliva, e den ptimo re-
alce este evccllcnte feslim. O Sr. Cunha, com a
sua polidez e boas Daaueiras, deixou lodos os cora-
ees penhorados pela melhor sympalhia. I. no meio
dos convivas, estere este humilde servo de Vmc,
formando o bom designio de Ihc contar islo. Escu-
so referir-lhe, que o asscio, o apparato, a profusao
de boas bebidas, doces, etc., etc., foram grandes ;
porque Vmc. sabe o que he um baile, e um baile
dado por um rico senhor.
A nossa thesouraria provincial stiro de atro-
pina, e nAo sei quando ella lera cura : larvas que
s quando for loda arrecadada a divida constante dos
dizimos desde 1840 at 1851, a qual orc.a em 300 e
tantos cotilos de rs.
O recrotamento cm varios pontos da provin-
cia ha estado activo, e muilos perallinhasvAo caldu-
do as cordas.
Ha ponen fallecen em Campo-Maior o pro-
motor publico interino Antonio Apolinirio Furlado
de l.oyola.
Estou informado, que o acude de Cimpo-Maior
foi levado pela endiente do rio Surubiin, dentro do
qual era construido, como Ihe disse anteriormen-
te ; e perdeu a provincia urna grande quantia com
essa obra dispendid, e eslao o< Campo-maiorenses
expostos mesma neceasidade d'agua potavel l pa-
ra selenibrn, e dahi at o invern seguinle !
As bexigas continuara a ceifar vidas na cidade
da Parnahiba, apezar dasolicitode do Exm. Sr. Pe-
reira de Carvalho, que ha empregado os meios
seu alcance, para fazer cessar cse terrivel fla-
gello....
O Exm. Sr. Pereira de Carvalho, este homem
digno e virtuoso a lodos os respeitos, acha-se entre-
gue mais acerba e profunda dor pela infausta e ir"
reparavel perda de sua esposa, que fallecen cm Per-
nambuco no dia 20 de marco prximo pretrito.
Dos se digne piedoso entornar sobre seu sensivel e
magoado coracao o balsamo da consolacAo !
Consta-roe qoe S. Exc. desoja largar a adminis-
(rarSo desla provincia : he um pesar que, por ven-
tura iinoiiiniai menle,, nos quer dar ; por quanto
lem S. Exc. sabido administrar louvavelmenlc a
provincia, e se feito credor da estima e respeilo de
seus habitante*.
Termino esla tosca carta, por nAo ter pYnra
nada mais a acrecentar, n de novo Ihe peco o obse-
quio de presentar os meus cortejos de eslima, sym-
palhia e cnnsideraclo aoseu velho correspondente
di capital da Parahiba.
Adeos meu Ilustrado e bom senhor, at oulra
vez, que supponbo ser tardnnha.
Reilero-lhe ingenuamente os firmes protestos de
minha estima c gratidao, e creia Vmc. que sempre
se assignar son criado Alcino Cynlhio.
N. B.Acabo de saber que, licando vsgo o cargo
de promotor da villa de Campo-Maior, pela morte
lo Antonio Apolinario, de que cima Ihe fallo, foi
omcdo interinamente para o mesmo advogad0
A. (encalves Meneu. Essa nomeaci foi feila pelo
digno juiz de direito daquella comarc.1, o Dr. Joao
ci Carvalho Fernn Ics'Vicira, a que n honra c lou-
vores sejam tributados pnr urna medola tSo acertada
quAo jusliceira. J.. Vmc. abe qoeai he o Sr. Me-
n"u ; porque, era favor n qualidades, (i-
ve de falla. -Ihe en, un... de m fl kj interiores car-
las, lis desalTeicoait..s desle bom ridadAorprovam a
sua nonieacAo; mas nAo valem credilar-se a este
respeilo. pois o que nao .lira um ir.ilViigo de outro
inimigo '.' Mal, e sempre mal.
Continua robustez, milito dinheiro e vida lon-
ga Ihc desejo, e sempre Ihe desejiir este aeu dervo
./. (gnlhio.
CEARA'.
Fortaleza 9 de jucho,
Depois que liz com Vmc. aquelle contrato, de
que o publico ou os seos leilores, ainda nao tem eo-
nhecimento. lenho lido veleidades de voltar a pala-
vra ao cor|>o, como dizen) por c os terlanejos, mas
leuihrandii-rae de qoe Vine, segurou-me logo pela
palavra, nao ha remedio senAo passar aocumprimen-
lo della, fazendo de correspondente, senAo chistoso,
como sao muilos dos que escrevem para o sen con-
cetuado jornal, ao menos noticioso do pouco que se
pode noticiar desla trra cscassa, onde em vez de
ebuveragua, chovom raios, consumieses e dores.
Ja que fallci em chova, come^arci desta vez o meu
catalogo noticioso'polo invern, o qnal foi inteira-
mente mo, deisando-nos, como l li/em. no me-
lhor dn gosto, e quando mais delle precisavam ns
legumes, pelo que a nossa eolheita de cereaes tem
le ser muito m ; todava, nAo sirva istu de prclex-
lo para desanimar aquellos dessa e oulres provin-
cias, que lem relaces commcrcia'es com esla, por-
que primciramenle tendo sido as pocras chovas suf-
icientes para crear pasto e mandioca, certo be que
leremos carne c familia cm abundancia, o que j
mo he lo pouco ; em segundo lugar a safra do as-
suear promelle ser boa, e a do caf, qua regula-se
pelo invern do anno anterior, nao resta mais duvi-
da qae ser ptima, e estas sapprirAo qualquer fal-
ta que possa liaver na du algndAo, para que nAo sof-
fra diminnicAo a renda da provincia, que felizmen-
te tem ido can.iuliando progresivamente. O dizimo
dos gados grossos, seu principal rendimenlo pro-
duzio no corrente anno em arrematado**, carca de
ii:0003000 rs.. a que unidos os 20:0iJ03000;dos cha-
mados quartos, montar, a mais de (0:0009000 rs. A
receila quasi eventual do imposto sobre os escravos
que embarcam, que o anno p. exceden de 30:0009, '
no corrente espera-se que nAo ser inferior, porque,
romquanto supponha-se que a eiporlacao seja me-
nor, lodavia o imposto foi elevado de 609000 rs.
que era a 1009000.
Foi lambem creado um imposto sobre a gomma
clstica { por cento na exportoslo.) Este producto
comecou do anno passado para c,a ser extrahido em
grande escala, porm este anno agouravam-no mal,
porque geralracnte suppunham que, pelo mo pro-
cesso de que usaram, as seringoeiras tinham morri-
llo, encano, morreu um ouonlro p, os'demais eslao
sAos e bem vivos, e demais, pelo serlAo dizem que
ha lugares, em que esla arvore he a principal ma-
ta, 110 entonto, que por l ainds nAo ebegou a in-
dustria de exlraliir a gomma.
O rendimenlo da alfaodega no mez passado foi da
00:0003000, o maior na verdade, que temos (ido,
mas ha esperancas de que ir em progreso, nAo,suc-
eessivanienle, porque o commercio daqui por ora
he inccrlo, mas no lempo dos carrogamenlos e da
safra.
Como eslou por ora muilo novel na minha car-
reira, furto-rae a narrar-lhc alguns fados particu-
lares, comprindoassim asna recommendajAo, quan-
do me pe.le que seja mais extenso sobre fados com-
merciaes e dados eslatislicos. Porlsulb, vamos a el-
los, ou ao menos dizendo do que sei.
Os gneros desta praca, cujos presos correntes,
mais podem inleressar a essa sAo os couros, algodio
e caf, porque dos oulros decxporlacao poucos em-
barcara para ahi. Todava direi os presos destes e
mais alguna, etc. Coaros, jOOO rs. ; caf, 49800 ;
mas talvez lenha de subir, porque dizem quenoPar.i
dra ltimamente 9;O00 rs., c o nosso mais alguma
rousa sobre o dessa provincia ; algodAo, 59500 ; ar-
roz pilado I9OOO r*.; agurdeme, 708000 rs. pi-
na ; assucar I.raneo, 29800 a 39000 rs.; miscava-
lo, 1-000 a 1&20O rs. ; cera de carnauba, 89OOO a
99000 rs. ; carne verde, 29560 ; secca, 39810 ; quei-
jos, libra 200a20rs., ele. etc.
Antes de findar esla, quero logo nolciar-lh que
o Cear esta de posse (ainda que por^pouco lempo de
urna boa companhia dramtica, a qual compe-se do
Sr.Germano.como director,D.D. Carmellac Manoel-
ia, Ray mundo e mais actores, vindos do Maranhao.
Aos j referidos nAo be preciso fazer oeiogio, pois
sao bem conhecidos dos seus leilores ; os de mais,
sao soflriveis, como artistas.morigerados acorn cida-
daos. Estrearam pelo 1). Cesar de Bina, c antes
~r
MHTflnn


01ARI0 OE PERNAMBUCO SEXTA FEIRA I5DEJUNH0 OE !855
lo hoiilem levuram a tcena a Gr.ua de Dos cm
beneficio da D. Manoclla. O publico ficou salisfei-
Inda exer.ucao, i eiceprao de umou oulro mais e\-
(enlc, ocreio que a beneficiada tambera nao ficara
desgoslosa, porque leve boa endiente.
l-ir.e c-qucccodo dizcr-lhe, que folgae milito de
ver a niii lia ultima estampada as paginas do leu
conceitnac'o jornal, para a- quaes escrevem Iflo beru
aparadas peanas, entre as quaes muito me lionra
ver as mis bal rabiscas ; mas devo prevenilo de quo
us sciif compositores eslo em desinleliigencia com
a niiiilia Ultra ; pois quando en, t para mira, es-
crevo nina rousa, elles la para si soletrain oulra. Es-
pero, pois, que Vmc, que se moslrou iao benvolo
para comiso, inferpora a su autoridade, afim de
que se eslahcleca entre elles e os meus bornes, me-
llior inicl igeaeb e liannonia ; pois quero |iou-
par-mcao (rabalho de cliama los a juizo conciliato-
rio ; peca-lhes, pois, de mtulia parle, que nao faram
com que as minbas mistivas, alm de mal alinha-
vadas, saiam lambem tora pontos falsos I.cmbre-
1 los qae un velho, tenbo falla de vi-la e de muitos
oulros mi-lercs para caracterizar bera a Ultra.
I'cixo de fallar as erratas da passada, para oceu-
ps-los antes com raelhor impressao desta e se-
guale-.
Adcosvsandc e patacos, etc.
N. U. Cnm a chegada do vapor viudo dos porlos
do norte, trouxeram os passageirot urna triste noti-
cia, e be que no Tara reina urna perniciosa e vio-
lenta febre, que faz victimas ein2i boras, e que ja
tcm sido fatal a grande parte da populacho ; di-
zem os facultativos que be a mesma febre amarella,
apear de qae em muitos casos falaes se lem mani-
festado com os prdromos do cholera quod Deus
acorta!.
E-lamiuha chara patria, que oulr'ora dava e ven-
da nade, e-U tambero assas doentia, pois o coque-
luche e as diarrheas, teemsido falaes aos meninos
' aos vclhos, ele.
Rio Grande do Norte
Natal 12 dejunho.
Que immenso lempo ha que llie nao escrevo I E
este mcii silencio que conjecturas nao ter creado".'
Vmc. sem duvida, que lera attribuido a pregaba
minba : os charos Uitorcs (de ca, pois que os de l,
ed'oulros lugares, pouco ou nada apreciarn as no-
ticias desle cantinbo) sem duvida, que mil caslellos
terao formado, al lia muito quem diga, e eu queja
ouvi, que tinlia ido prohibido de escrevcr-lhe! '.
ora estes, que assim pensam, quanlo a mim, nao an-
dam muito errados; nao por que lenha havido qnem
tal emprchendesse e nem havera lal poder sobre a
(erra, mas por que nada mais fcil subtrahindo s
ininhasmissvas.comoaconleceu a urna bem estirada,
e que me cuslou bous cuclillos, e que nao live a di-
ta dea ver em seu imporlantissimo Diario : a peca
nao he ma, mas eu llie protesto, que heide pilhar o
ralo, e enlao quem for o culpado se llavera comigo,
que cnm o favor de Dos todo poderoso, o hei de fa-
zer bem conhecido pelo seu Diario, para que nao
repila a graea : voltando porm ao meu cavaco, dir-
lhe-liei que Ihe lenho deivado de escrever por Ires
vaporea, bao s por que mnha saude me nao lem
perrailtido, cerno por quo negocios domsticos me
chamaram lora da capital, donde nao o podia fa-
cer.
Concluio-se o jury de S. Jos, ao qual responde-
rn- nove reos e, segundo rae communicou o Manga-
beira, foram tres condemnados e seis absolvidos !
Se nao houve prnporcao entre a- absolviese?, e con-
demnaroes, ao menos hoove unifurmidade na sem-
pre iuvariavel benevolencia do jury, que anda desla
ve/, nao desmentid sen tao fundado crdito. J aqui
esta de volla o Dr. joiz de dircilo, c segu a abrir a
1." sesso em S. tioncalo.
Em dias do mez passado um individuo de uome
liurarape, deu em Pona-Negra urna facada cm um
oulro de nomc Suassuna : ojuiz municipal e dele-
gado proceden inmediatamente vesloria.c segundo
allirma o Hucha, ja Coi pronunciado o rielinquen-
te : (tea mais este i disposicao do clcmcntissiino
jury.
Esla prxima a reftaiao don pais da patria, islo
lie, da nossa assemblea provincial : Dos queira que
ella uos legue lanl-.s baa como da vez passada; por
quo nada fizeram: anda que eu j ouco dizer que se
hade apresenlar um projecto transferindo a capital
para S.Jos de Mipibo', com o que muito concordo
cu e mesmo sem ser drgnissimo voto pelo projecto;
n3o pelos fortissimos argumentos de harer capim
para cu raijos, salve Dos lal lugar, que urna capital
s precise alimentar semelhantei animacs! Oulras
saoasventagens, o militas as razOes, que rievem acon-
selhar urna tal inudanca, que s censuro nao ter
sido lembrada h mais lempo.
Na que me foi Ufada avenlurei algninas proposi-
cet cm rcsposla a urna correspondencia dos Srs.
1. Pater & Companhia, acerca do naufragio do bri-
-ue inglez /''uro, e como nao fosse aquella mnha
missiva publicada pela razao j dita, e eu agora nao
posto repetir ludo quanlo nella disse, fique por urna
vez respondido que o seu correspondente nada mais
lez do que repetir os corolarios, que a popularan
crenu e que por. elles nao responde; mas se Ss. Ss.
quierem..... apreciaremos os promenores desse
naufragio e etc. etc.
i'or esla quero tambera reparar una injuslica que
fiz ao Sr. mez d' abril, quando ludo aqui andava
naufragado, que Ihe altribui a sua influencia os nau-
fragios : tambem uanfraguc eu quando assim pen-
sei, e escrevi; mas como comiso muila genlc nau-
Iragou, estamos pois no Sr. juuho, foi a pique den-
tro do porto desla cidade a escunaSexta-feira apprc-
hendid i como destinada ao trafico da costa d'Afrira.em
1S )2: para um genio apreciador, essa escuna oflerc-
ce grandes commc.ntarios, parece que ab eterno es.
lava destinada a lindar scus dias nesta provincia ;
por que sendo ella de origen] llanoweriana, aqui
uaufragou : foi arrematada per negociantes dessa
praea.e de novo monlada.maseis senao quando o r.
Pnang, qu entilo eslava interinamente na polica,
bifou-a como criminosa (notando Vmc. que os donos
foram julgados innocentes) ejulgada boa presa, a
philasophia do Dr. a conservou aqu ancorada com
lodos os seas perlenccs, al que sexta-feira passada
luergullinn sem a menor saudade dos donos Resla
pois ao governo, ou a quem competir, manda-la
quanlo antes remover do logar cm que se ncha, do
contrario terao muito breve de verem o porto iuu-
tilisado.
Sao incalculaveis os males que resutlam da vacan-
cia ein que esla ha 2 para II anuos o termo de S.
Jos, po9 que ha muito lendo sido nomeado o Dr.
Jos Marlius Alvos para o lusar de juiz municipal
e de orphos, creio que renuuciou o lugar, pois que
nem mandou se quer tomar posse. ra, Vmc. nao
ignora o que sao, principalmente no mato, os Srs.
juizea substitutos, felizmente o de S. Jos he cidadao
probo e honrado a loda prova, porm os oulros ter-
mos que Ihe sao anexos '! o que de decepces por
la nao corre Seria pois moilo conveniente que S.
Exe. o Sr. ministro da juslica lomasse isso em sua
alta considerado.
Finalmente a companhia Pernambocana acaba de
iiomear seus ageutes nesla provincia a Fabricio
(enros t$ C. segundo cu havia previsto : a no-
niearao honra a companhia, e eu espero que a po-
ca em que a companhia der coraeco a sua empreza,
marque tambem um fuoro de prosperidade c cn-
gt-andecimoiilu para e-la provincia, que possiindo
muitos elementos de riqueza, nao os pode, sem esse
poderoso auxiliar, desenvolver e aprovoila-los.
Reata agora da parte Jo Exm. Sr. Passos, e d'assem-
lilca provincial, que auxiliem a companhia, afim de
que a empreza assimanimada, maiores favores pona
conceder-nos; nao he que queira duvidar das boas
inlcDcOcs dos notaos depulados, antes por elles me
respon-ali ii i. mas principalmente muilo confio uos
Goianninha 0 dejunho.
Seja tdo pelo amor do Dos Depois d mu i lo
esperar, t quasi perder a paciencia, chegaram os ns.
ilo seu Diario E que boa manada nSo foi esla! Nao
sei quo fraga achou Vme,M mandar o VhriO pelo
vapor, desprezando o correjo de Ierra; (). este passan-
do aqui Indas as semana,.aquelle locando na capital
uina vez por mez Anda mais esla Se Vmc. es-
livcsse como nos outros c no mallo, condemnados
nal > iila cm ludo montona, conhecera quan sen-
sivel nos lio esla Iroca^ Mas que Vmc. l esl na
sua cidade do Recite, onde lodos os passatempos c
dislraccoes sao de sohejo, e onde a falla de um Dia-
rio lem-se cm pouco ; e romo esl farlo, onlende
que ningucm poder ler Tome Seja ludo pelo amor
de Deoa!
l'assou-sc lodo o mez de maio sem urna pinga de
chuva : isto quer dizer que lodos eslavamos com o
credona bocea, vendo que as nossas esperanzas co-
mceavam a agonizar. Mas apparcceu o benfico
mez de aiiho, Irazendo em sua comitiva algumas
chinas : Dos permuta que ellas conlnuem. .
As sezes, os plcurizes e cmaras de sangue lem i
ccifado muilas vidas, mxime das creanea. A ho-
meopalhia anda em um ferKCl opus.
O presidente da provincia mandou orc,.ir a obra
da cadeia de9la villa : o ornamento foi remettido
com presteza : consla-mc, que S. Exc. comprchen-
dendo a ivecessidedc ilcste edificio se lem dado pres-
sa ao seu coraeco. Ao menos ficara esla villa deve-
dora S. Exc. da allcncao que Ihe mereceu.
Nada se lem sabido do resudado do proceso de
falsidade de que ja Ihe Irale, e no qual ficaram
comprehondidos, segundo o ilepoimculo das (esle-
mimlie-, o vigario da villa de S. Benlo, o ex-suh-
delegado supplcnle de Nova Cruz, c o escrivao Joo
Ignacio, que por peccados se ada na cadeia da ca-
pital. O'.... me disse que o processo foi re-
mettido ao promotor : vallia a verdade.
I'or fallar no 1'.,.. quero communicar-lhc 0
que onco dizer ; e desde logo advirto, que vendo
pela carregacao. Dizcm que aqui anda um sujeili-
nho que docuinenta-se para dar urna denuncia con-
tra o tal meu amigo, por cerlides falsas que elle
lem passado ; lanramento de cartas de liberdade
em notas sem despacho do juiz, c sem o pasamento
do sello ; e oulras muilas queijandas de que agora
me nao record. Mas eu faro votos a Dos para
que aborte a lal denuncia ; porque, em aliono da
verdade o |P.... he urna pessoa muilo inleres-
anle. E o que ser desla villa, se elle (izer abla-
tivo de viagein ?
I'or aqui andou amoila.lo o Joaquim Jos da Casia
Mallos, com pretences de se vrar em recurso do
crime de tentativa de morle na pessoa do vigario
desla freguezia ; e quera com seus pes de laa sa-
cudir o p do crime que sobre o cogote Ihe pesa ;
mas por arle do diabo nada ceuseguio ; porque se
elle chega a cahir na corrila de metlcr-se em pri-
s3o, dizem os meninos da Mondinha, que outros
muitos crimes sihiriam a publico. Quanlo a mim,
achava bom que se passasse urna esponja sobre lu-
do, e o pozessem no gozo de seus direilos civis e po-
lticos, a.
Saber mais que no primeiro de julho sera inslal-
lada a assemblca desla provincia. Quem me dera
estar na capital, paracommunicar-lhe o que visse, e
ouvsse 1
Os escrivSes eslao dando o cavaco com as erratas
na nova tabella dos emolumenlos: aclio-lhes ra-
llo ; mas cm lim bocado bom nilo he para soldado.
Anda n3o appareceu na capital a lypographa, de
que Ihe fallei : nao Ihe sei dar a razao da demora :
os redactores cstao promplos, c as pennas aparadas.
Adeos.
A.
gor espantoso, e que duvida muito que seja ronquis-1 ella c os otaos correspondentes. Nao pude immedia-
lamenle reconheerra natureza desse carpo. Procc-
Parahiba.
13 dejunho.
Tcm sido lau demorada a publicacao das minbas
duas ultimas epstolas no sen acreditado Diario, que
faz-me seriamenlc desconfiar de alguma experien-
cia na agencia, ou de oulra qualqucr relardarao que
d motivo a semelhnnle delonga.
Cerlo da benevolencia que me dispensa, nao pos-
an nem devo allribuir a demora de que falle a essa
lypographa, visto que eslou plenamente convencido
de sua solicilude a rc mir que oulra causa differente existe originara des-
les atrasos e he contra ella que cu me pronuncio.
Sirvam, pois, eslas duas palavras de reclamacao,
cerlilicando-lhe que fico a espreila do coiihccer
exactamente oempalmndor para Ihe por a calva i
moslra. Prometi ensiiiar-lhe a respeilar a proprio-
dadcalheia, al agora menosprezada a seu lalanle.
Oulra reclamacao lenho a fazer, e he ella relativa
aos scus compositores que tiveram a habilidad* de
operar urna transformadlo tamaita as duas referi-
das epstolas, augmentando e trocando Ultras en-
gaitado oulras, fazendo parnsraphos destarados, al-
teran lo a ordem grammalical das orac/ies, ele, que
foi-me muito didicil se nao quasi impossivcl conlie-
ccr o que havia produzido. Verdade lie que a mi-
nlia idade avanzada e --y -lem i nervoso poem-me s
vezes na dora crise de nao perceber mesmo o que
escrevo ; mas apezar disso nao eslou boje de hu-
mor a dcsculpar a amalgama qu fizeram persuadi-
do de quedeviam estar mais acoslumados a deeitra-
So das minhas rabiscas. Nesta conformidade pe-
co-lhcs maisum poucachilo de compaixao para com
o prximo, e receberSo merc.
Pelo seu Diario de :t0 do passado, souhemos as
noticias da Europa vndas no Solent, e tiramos intei-
rados de ludo que lem succedidn pelo vcllio mundo,
c muito principalmente de que Sebastopol, a des-
peilodc lodos os esfon-os permaneca em pe, com os
seusoito ceios canhoes de grosso calibre vomitando
melralha e loda a sorle deprojeclis contra osalliados,
que, collados continuavam, a namorarscm resultado
a orgulhosa cidadella ; que o general russo Os-
len Sackcn, recetando um ataque gcral, mandara
sabir da prara (odasasniulhcrrsc criane.']oidonando
ncssa occasiao o grao-duque Nicolao, que se dislri-
Imisse de seu bolsinho certa quanlia aquellas, segun-
do o seu estailo e condigoes :que os refon;os chc-
gavara de todos os lados.tanto para Russos como pa-
ra alliados, mas que os daquelles cram mais nume-
rosos ; que as conferencias de Vicnna deram em
agua de varrela, como* era de esperar rpois, s em
cablas escandecidas, entrara a possibilidade de
ai-quiescencia da Russia ao dcslcmpero do lerceiro
poni;que o Sr. Drouyn del.linys foi demillido do
cargo de ministro do estrangeiros de tranca, em con-
sequencia de chegar a Pars Ires dias depois do Sr.
de Bouquernay, e por so Ihe suppor tendencias fa-
voraveis, relativas a poltica d'AnsIria ; que o so-
brnho do to, no seu regresso da Inglaterra, on le
Ihe fizeram muila zumbaia, escapou de dar conlas a
Dos das asneiras que por ca lem feito ; que o
Sr. Pianoni autor da tal brincadeira foi sentenciado
pena dos parricidas, por motivo de ser pe-simo ati-
rador; que o Santo Padre, rapou bem bom sus-
to com o abatimentodo soalho do palacio da Propa-
ganda, cm que se achava com a sua comitiva ; mas
que nao foi cousa de cuidado ; que a Austria pro-
segue na sua poltica de furia-cores, ilodndo os
godeines que eslavam muilo conchos, e siippunham
ter mellido una lauca cm frica com o tratado de -1
de dezembrg;que o tal tratado nio presta para
nada, que nada quer dizer, e que os Inglczes lecm
provado a evidencia que, comas armas na mao sao
ppssima cousa ; que o Ballico persista gela-
do, e que Mr. Dundas olhava para Cronstal c de
longe ; c finalmente que u grande capoeira Napier
conlinuava, na trra das batatas, trepando a lingua
no pobre lord do al.mi aula lo. de lal forma que o
lem posto cm peticao de miseria !
Ora, ah lem Vmc. as noticias que mais deram no
goto ao Meireles, o qual depois que as leu tanto me
lem matraqueado com ellas que ja nao sei como o
Dada esla hy polhese, -oflrcrao osalliados o inver-
n futuro na Crimea, ou daro de mao a sua gigan-
le-ca empreza '.' Ahi he que esla a difiiculdade, ac-
cresrenla Meireles, que nao admille urna retirada,
C que, se a fizerem, qualifica-a de vergonhos., a vis-
la de lautas fanfarronada ipregoada, e sacrificios
fritos. Kicar all suppc elle que he muilo arriscar
em face dos exemplosdcploraveis do ultimo inver-
n. Que fazer, que partido lomar'.' A isso Ihe le-
nho cu espondido espere, mais larde saliera, ou
senao a vida Ihe aislara porque os successos preci-'
pilara-se cada vez mais.
A Iranqullidade publica nao lem sido allerada,
continuando garantida a seguranca individual. Os
'Ini/'/s parece lercm-sc convenido em homius de
bom, pois de suas obras nada mais lenho sahid).
A saluhridadc continua pessima. Temos alguma,
inlermillcnlcs, e oulras febrculas de diverso gneros
muilas bexigas, e alguns casos de estupor. Enlre es-
tes lenho a noliciar-lhc dgus bem laraenlaveis.
O r. capil.lo Jos Lucas de Souza Raugcl Jnior,
aniamtcn-c d'adminislrar,ao de rendas provinciaes,
indo a matriz no (lia N do passado, para assistir ao
consclho de qualiliearao da guarda nacional d'esla
cidade, espirou repentinamente, deixando mergulha-
dos na mais acerba dr sua familia, c seus numero-
sos amigos. Era um moepem lodo o vigor da vida
e estimado gcrnlmente. Sua morle foi sentida mes-
mo por aquellas pessoas, que com elle manlinhan
distantes rclac/ies.
(. ni-l.i-iiie que appareccram mais de vinte candi-
datos requeren !n logo o emprego que exerria o fina-
do. D'estes, como he de suppor canlou victoria
um, que segundo diz Meireles, mais ncccssilava. por-
que esta prestes, a figurar na classe dos honicns de
cara de asscnlo, c foi preciso dolar o hornera para
haver com que arranjar a casa.
Fallecen tambem repentinamente o Sr. Silverioda
Cosa Lime, felor conferente da nossa alfandega
deixando sua numerosa familia em bem criticas cirl
cumstancias. Homeni honrado, com foi, c he nolo-
namenlo sabido, servidor zelloso da fazenda, jamis
se prevalecen do seu emprego, para obler lucras lu-
cilos. Foi acompanhado ao seu ultimo jazigo, com
a pompa da amizade.
Di/. Meireles que este vapor vai recheiado de re-
qiiernicntos ao governo solliclando o emprego que
vagou. Os prelendenles sao mais de quinze, c todos
no caso de serem despachados ;porque hoje procu-
rara-se os cuipresiis para o- honiens, e nao' li unen-
par, i os eir.pregos. bonito ser se da corle vem
alsum afilhado munido do decreto, l-lo lie que he
cavaco para o Serapio que foi rcrommemlado pelo
macho de folhinha, que tambem para si requercu o
1 n l i r |
As obras publicas vao-se adiantandosegundo aexi.
guidade dos cofres. A casa do mercado fui j entre-
gue a illuslrissima mumcipalidade, que poz era pra-
ra os seus rendimeutos. A .arrematado suliio al
res 1:120/00(1. e est submeltida a S. Exc. para a
competenteppruvarao. Nao sei sobre que base pro-
cedern! aquella arremataran, visto que anda nao se
confecrionaram posturas sobr* o que se deve cobrar
dos efleitos all v elididos. Foi cousa feila ad ralorem.
A fcslividade do mez Maranno acabou nu dia pro-
prio com missa cantada, sei mo. proemio c Te"
Deum. A concurrencia de pessoas de ambos os sexos
foi grande, apezar da estacan invernosa. A procis-
so foi accompauliada de grande numero de mulhe-
res, que psalmiavam o bemdilo.
Foi demillido o sohdelesado da villa de Souza,
sendo nomeado para subslilui-lo o Sr. lente Alves,
que lera ja desempenhaiio salisfartoriamcnlc com-
misses idnticas.
Segundo cartas que Meireles receben do Brejo, fo-
ram pr< ^iniciados, pelo juiz de direilo respectivo, os
subdelegados d'Areia.Campina c Alagoa Nova. Mei-
reles ignora o molivo de semcllianles pronuncias,
mas diz, que segundo varias opinies, nao s3o elle'
bastan le justificados.
O vapor S. Salvador, cuja viagem me sorpren-
deu visto ser o peior da companhia, trouxe o perdao
oulorsado pelo poder moderador ao ex-lferes de po.
licia Manoel Jo.tquim de Souza, do lempo que Ihe
fallava ciimprir da senlenca a que fa condemnado
por fgida de presos, em remuneradlo da ac^Ho que
pratirou na occasiao da rebellilo dos presos na ca-
deia desta cidade, do que em lempo competente Ihe
dei conla. He una bella acrao do Exm. Sr. Paes
Brrelo, que nao lancnu ao c-quecimenlo o que ha-
va promellido, mesmo no ccnlro das illusilcs c en-
cantos da corte.
Segu para a corle n'cslo vapor Imperador o Sr_
Dr. Antonio Carlos de Almeida e Albuquerque, mo-
co'de muila capacidade, o bastante Ilustrado, que
muila honra faz a esla Ierra que o vio nascer. Di-
zem, que vai lomar assenlo na cmara qoalriennal
como primeiro suppleule depularao por esta pro-
vincia, era lugar do Sr. Dr. Assis, que c licnu esla
essao.
Dos o fade bem, c que os venios Ihe sejara propi-
cios.
Saude. patacos, c muila ventura lhc apclcco ele
MAMO E PERMITO.
Chesou honlcm dos porlos de) norte o vapor Im-
perador, Irazeudo-nos gaztlas do Para que alean
jam ao 1. do correte, do Mafanhao a 5 e doaCeani
a 7.
To las as provincias desse lado continuara a gozar
de sncego ; e como nada adianlem as gazelas recebi-
das ao que nos communicain no--as correspondentes,
em suas cartas transcriptas em oulro lugar, por isso
a ellas remellemos simplesniente os leilores.
He inleiramcnle destituido de fuidamculo o boa-
to espalhado, com a checa la do Imperador,de ha-
ver apparecido o colcra-morhus no I'ar, como se
pode ver da caria do nusso correspondente ncssa pro-
vincia.
Abaixo offereremos coiisidcraK'io ilo publico o
relatarlo apresentaoo a S. Exc. Revdm.1 pelo me-
dico encarregado de examinar o cadver do couegn
FranciscoPercira l.opcs, conhecido gcralmcntc por
Cachang, ( pela razao de ler sido proprietario das
Ierras daquellc povoado ) e que leudo fallecido no
dia 30 de Janeiro do 183:1, com 78 anuos de idade,
foi adiado o seu corpo, no dia 5 do corrale, no es-
tado que vai descrplo, occurrcncia cslai sobre que
muilo se lem fallado, fazendo-sc as narracoes maisJ
exageradas e os juizos mais excntricos, como cm oc-
casiors lacs costuma succeder.
\
patriticos desejose illuslracao do Sr. Pasaos, quem alore. Ntsin com islo se contenta, pedo-mc o Dia-
i.io podeni escapar as innmeras vanlaseus que nos
Iraz a navegaco cosleira, c em relacao a ellas
quanlo ficara compensada qualquer quanlia com que
a provincia auxilie a empreza : faco pois votos para
que a empreza progrida.
Nada mais me occorre di/rr-ihe por esla vez, i
nao que o invern par mis lem sido pouco bom, o
sos lugares lanos nossos serles em queja cansa
muitosprejnizo. a sua falla.
Se livor porlador>cguro recarainende-mc ao col-
lega correspondente de Ipojuca.
Saudc. e com que se biiilia no|vaidu.j mundo, Ihe
deseja quem he ele. etc.
N. B. Se vir ollr. Braz Florentino queira dar-lhe
01 meu- pn.inens.pelasua cscollia para a Facaldade.
pnia que muilo me alegro quando o gorerno do meu
paiz sem mais altruces premia ao merilo.
rio, o anda rom elle daqui para acola, moslrando-
o aos SCUS cantaradas, e segundo diz, o cnlhusias-
mo he lauto que se o autocrala souhes.se poderia en-
sajar aqui com loda a facilidade. urna Ugiao para os
scus exercilos Benlinho anda nao me appareceu
sem duvida por temer quesloes rom o Meireles. que
vai logo as do cabo. He partidista damnado : nao
admille s'plii-ma. Oca-1 he que elle faz nos seus
lucidos inlcrvallos algumas reflexocs bem pouco res-
pondiveis. Por exemplo, diz elle, e he exaclo, que
a paz fez rispara, e que temos de observar grandes
aconlccimentos. Que S diaslnpnl resiste com um vi-
Se assiin aconteceu, n3o foi corlamenle por
RBI.ATORIO.
Exm. e Rvm. Sr. Encarregado por V. Exc.
Bvm. de investigar as causas que podsscm toTilado
lugar conservarn do cadver do conego Francisco
Percira l.opcs Caxang, sepultado ha -20 anuos em
urna das catacumbas da S de Olieida, c enconlrado
nltimamente cm estado de apparente nlcgrdadc-
lendo-me dirigido a Ouda no dia 9 do correule,
com o lim de verificar o fado c proceder s necessa-
rias averiguacoes. cumpre-me rclalar a V. Exc. o
queeucoulrci, eo que pens a respeto.
Guiado sala do cabido pelo Rvm. Sr. de3o da Se,
a quem apresenlei a ordem de V. Exc, foi-me pelo
mesmo Sr. apresenlado um cadver, que me allir-
raarain ser o do mencionado conego, involto anda
cm grande parle as vestes saecrdolacs. com que fd-
ra sepultado, e apparenlcmenle conservado na sua
lolalidade, salvas as scgiiinles alleraees: desappa-
recimenlo dos globos aculares, nariz, lingua, unhas
e denles.
Os anlehroeos conservavam-sc era meia llexao so-
bre o pcilo o as maos com as suas faces palmares
juxla postas, e os dedos cruzados entre si pareciam
nao ler sollrido o menor desvio da posicto, que lie
uso dar-sc-lhes enlre nos no primeiro momento que
sc segu mo-U. Aqui assim como tambem no roa-
la a palle achava-se destituida de epi.lcrme, -erra
coricea c immediatamente solncposla aos ossos.
Pareca Icr-se operado ahi um verdadeiro (rabalho
de muinifiearao.
O derme piloso conservava na fronte c lemporas
srande porrao de cabellos amarclladns e sulciente-
menlc adlierculcs para nao cederem as primeiras
lenlativis de avulsao ; phenomeno que tambem se
nolava no ment, apresenlaudo os cabellos nesla rc-
giao um ligcro comeco de crescimeiilo, plausvel-
menlc cxplicavel pelo estado de retrai e.io cm que sc
achava a pello.
Na parle superior das pernas, e na quasi lolalida-
di depois eilracrao dos vestidos, que encontrei cor-
rodos, esburacados e elisios do envolucrns de larvas
al a altura da regiao polaca, conservados porm
dahi para cima e 13o resistentes que me foi preciso
por vezes empregar a thesoura para consegoir des-
cmhararar-me dellec.
Descubr enlao alguns depsitos de Ierra negra e
gorduroia, produelo manifest de malcras anima",
putrefactas, sendo os mais consderaveis, um as vi-
nilianras do anu, oulro na parte posterior e externa
da regiao (huraco-abdominal; e oulros ao longo das
extremidades tanto superiores como inferiores.
Em summa pode dizer-se que lo la a pclle seacha
va anteriormente conservada, a excepcjlo das allera-
ees j descriplas, e de um circulo que se desenhava
na parte superior do pescoco, onde a cabeca assenla-
va imuicdialamenlc sobre o caheem, e onde os te-
gumentos se aprescntavain perfurados em diversos
ponlos, c como que usados pslacompressilu. As par-
les genitaes apresenlavam tambera intacto o seu in-
volucro exterior, porm milito reduzido e irrcsiilar-
menle dobrado sobre si mesmo.
Pareca provavel que as cntranhas livessem pas'a-
do pelos mesmns phenomenos de exseccacao porque
paitara a pello, mas a percussao cuidadosamente fei-
la em lodas as cavidades sphl.in le-iieas deu me urna
sonoredade lympanilica.que me fez desconfiar muilo
ou do sen completo desapparecimenlo, ou da sua ex-
trema re luce.o. 4
Vollando cuiao o cadver em pronacao para pro-
ceder ao came das regioes polerores, vi que nao
olislanle ter -se a pell; conservado aqui tambem na
sua maior parle, apresenlava no entanto consdera-
veis ernses, sendo as principacs ; urna maior que se
esleudia das apophysis espinhosas das primeiras ver-
tebras costacs. al a altara da regiao splenica, cami-
nhandn de cima para baixo, e de dentro para fra,
terminando cm urna larga abertura irregalarmente
circular, a qual dcixava ver faciluicnle ambas as ca-
vidades do peilo e vcnlre, as quaes encontrei com-
pletamente vasias, roas distinclas pela conservaban
do diaphragma, que nada soflrera em sua conlinui-
dade, que conservara lodas as suas inserces, mas
que apresenlava c mesmo aspecto c consistencia co-
ricea da pelle. FYira justainente|ahi que cu encon-
trara a maior colleecan terrosa de que fallei. O ori-
ficio anal achava-se tambem corrodo e muito accres-
cido em suas dimeotSe*.
Em cada urna das extremidades, tanto superiores,
como inferiores, notavam-se igualmente duas largas
aberturas, carresponiUndo urna ao braca, oulra ao
anlcliraco as primeiras ; urna i coxa, oulra pema
na-segunda. As dos bracos eslavam situadas cima
do sangradouro, c um pouco para dentro no lugar
cm que os vasos costeando o osso para gutiharem a
face anterior do membio mais se aproximara da pel-
le ; as dos anlehrac.os no seu terco superior e loso
abaixo do seu bordo radial ; as das cuxas tambem
no seu terco superior enlre a longa e Curia porcSo do
bicpite pouco mais ou menos; as das pernas enlre
o longo e melio peroneos. A cada uina dessas aber-
tura- corresponda um deposito terroso maior ou me-
nor, e levando os dedos ao seu interior fui enlo que
reconheci a ualureza desse corpo, que no cornejo do
exame se merevelara a pressao. Tinhamdesappareci-
do lodos os vestigios de lecido muscular. O corpo,
que se eulerpuiiha entre a pelle e ossos dessas re-
sines, era anda Ierra mi-turada com fragmentos de
lecidos fibrosos dos que serven* naturalmente in-
sercao e divisan das massas musculares. No occipul
os cabellos cstavam despegados, a pclle luiha desap-
parecido, o os ossos do crneo apresentavam-sc em
completa nudez.
Julguei conveniente dar aqui por concluido o
meu exame nesla parte, cuja maior ampliaran pren-
da com a mulilacf.o do cadver, operacao esta fa-
miliar o comesinha cm urna banca anatmica, mas
repulsiva e al com visos de irreverente na sala de
urna cateara! c na pessoa de una dignidade ccclc-
siaslica. -
Indaguci depois da consliliiijao. habitas, idade,
rgimen c genero de morle do mencionado conego,
c sube que era naturalmente sobrio, saudavel, ma-
gro e que morrera com 70 anuos de idade.e quasi de
repente, de nra ataque apopltica.
Visilei em ultimo lugar o carneiro da S, e a ca-
tacumba donde fra exlrahido o cadver.
O carneiro he um pequeo parallelogrammo con-
tiguo ao edicio'da S, e assombrado por osle na par-
le que olha para o nasrente ; mas apenas o sol co-
mer a desc.ihir do seu zenth vai relUclir-sc in-
mediatamente na pare le do poenlc, e essa parle do
carneiro fica assim exposla accao solar desde 1
hora da larde at as t ; 5 horas por da pouco mais
ou menos. Eslas cirrumslancias fazcm com que a
certas horas do dia ah se eleve muilo a temperatu-
ra, c se conserve mais tempo pelo abrigo que Ihe
presta o edificio a urna venlilarao forte. Ha de
mais a mais na pare.de do poenlc iimi larga abertu-
ra por onde o sol mais larde entra no recinto do car-
neiro, e vai liaier de encontr a parede do atean-
te. A calacuinha emquesiao achava-se nesta parede
e fronteira a essa abertura.
De todos estes elementos combinados con-
clu :
1. Que cm virlude dessas circunstancias pregres-
sas de vida, idade, hbitos e genero de morle do re-
ferido conego se achava o cadver em favoraveis
circnmslancias para passar por um (rabalho de com-
plela mumiiicaco.
2." Que nao obstante isso, fra elle assnltado de pu-
trefacto como o prova o desapparecimenlo de alguns
orgos da face, de lodas as enlranha, e de lodo o
lecido muscular, c a existencia dedepo-ilos terrosos
caractersticos encontrados as aberturas de romm'u-
nicaeAodas grandes cavidades e espessura dos mem-
bros com o exterior.
3." Que o processo do decomposieai aqai seguirlo
pela natureza foi o ordinario cm tacs alleraees ao
ar livre, caldudo primeiramenlc em pulrilagem os
lecidos molles, e substilulndo depois a pelle, os le-
oidos fibrosos, e os ossos.
i. Qae esse (rabalho cm vez de progredir, Ib i de-
pois suspenso. Prova-o a conservaban posterior dcs-
ses orgaos, que poderam resistir aos primeiros insul-
tos da decomposi^So.
i." Que esa suspensao leve lugar nas circunstan-
cias mais communs, isto he, quando o cadver in-
vadido de decomposicao interna pode desembara-
ear-se desses lquidos corruptos pelas aberturas, que
accidentalmente Ihe olereceram os diversos ponlos
da pclle, que se encontraran! alterada-.
(>.<> Que nao obstante o nao ser fcil a explicacao
do fado de acharcm-se lodas etsas aberturas na par-
le posterior do corpo parece verosmil, que logo de-
pois da morle, ou no acto da colocarao do cadver
na calacumba, se livessem dado choques c oflensas
fortuitos contra essas resines, e que de cerlo apres-
tarla muito nellas o (rabalho de decomposicao.
7." Que collorado o cadver nas circumslancias
que vem dilasa acr.lo calorfica dos raios solares mui-
lo provavelmcnlc fez o reslo.
Terminare ponderando a V. Exc, qoe a -ciencia
po.-ue em seus archivos fados desla ordem muilo
mais singulares e inexplicaveis, (que nao cito a V.
Exc. para nao Fatiga-la mais e que neslcs mesmos
manda ella recoircr a disposiees indivduaes, sera
deixar-se levar do maravlhoso, embora nem sempre
seja feliz cm suas pesquisa-.
Dos guarde a V. Exc. Rvm'. Pernanibuco II
de junho de 1855.
Jotf de .llmeida Soartt de Urna Bailas.
COMMINICADOS.
vapor
Os lili.
aquella ligeiramenle pressao e parecendo asscular
sobre um corpo moilc, mas friavel. inlernoslo enlre
A IIOMEOPATHIA PROVADA POR SEIS AD-
VERSARIOS.
Velo Dr. Oabalda.
Ja por militas vezes o Jornal da 'sociedad'. Cal-
licana tem citado casos d? ;ura, referidos nos jor-
naes da medicina oflical quo neiihuma oulra cousa
eramque exemplosde melicacao homeopalhica mais
ou menos disfarrada.Os fados dcsle genero tornam-
se cada vez mais frequenles, c nao sc pode por assim
dizer abrir um jornal de medicina sem encontrar ai-
Suma observacao que venda cm apoio da (heoria de
Hahnemann. Por causa desla mulliplicidade mes-
mo, parecera inulil, a primeira visla, nolar seine-
Ihantes fados, porcm pens de nutra maneira. Creio
antes, que he bom fazer de lempos em lempos urna
especie de inventario e verificar os prozressos da
medicina por este raminhoda homeopalhia involun-
taria. Se me eslvessc demonstrado que anaf
presidia s u cssescinprcstimos tomados a nos-a don
Iriua. cu me deixaria de attignalar cs-a tendencia e
de verificar fados que s me poderiam levara re-
criininaecs esteris de triste resultado para adigui-
dade do nossa i.rntU* '.n Pnr.'.m oci ~ ,:-'-
que he antes a ignorancia que cnlrelcm esse erro de-'
ploravet em virlu le do qual muilos mdicos, consi-
derando de muilo boa f a homeopalhia como um
,il>-,ur.lo, adoplam comtudo, sera saber, as conse-
quencias pralicas da mesma (heoria: os espiritos sin-
ceros nos agradecerao que Ibes palenlcemos esla
iuconscqnencia.
Creio, almdisso, que devemos procurar, para a
demonslraeao de nossa opinilo lodas asprovase par-
licularmcnle aquellas que sao fornecidas pelos nos-
sos adversarios. Os fados c as observaees colindas
por elles meamos nao Ibes podeao ser suspeitaa.
O exame destes fados demonstra que a reforma
llicrapeulica de Hahnemann sc faz unversalmcnle,
c que iusensivelmenle modifica nao s a pratica dos
mdicos allopatha-, suas formulas e prepararics
pharmaceuiicas, porm aiuda suas llicorias e lin-
guagem.
He o que pasto a ver se provo:
Na primeira parle deste iralmlho cilarci cxcmplos
de medicaco homeopalhica involiinlaria.
Na segiimla, referirci observaees colhidas, romo
as precedenles por mdicos allopathas e que provam
a verdade dos fados exarados na materia medica
pura de Hahnomann.
Ni Icrccira emlim aponlarci as revoluces que lem
apparecido uestes ltimos lempos nas formulas e
preparan.es pharmaceulicas, sol) a influencia da ho-
meopalhia.
11.
Exemplos de homeopalhia involuiilaria.
I'rimeira otiserraro. limprrgn da alronina nas
affecres dolorosos da face. The laurel. Gazelle
medical*, maio de I8S ll Bol. de therap,, julho de
IHW. lima senhora soflria no lado direilo do roslo
e da testa, e especialmente ao redor da orbila, um
fri intenso acompanhado de dor aguda. A sensa-
cao de fri dcsapareceu, porm a dor persisti, ape-
zar do ns das aforaentacesquenles e dos rfcmedios
mais usados em lal ca-o. M. Hrool.es recorren en-
lao a una pomada composla de : atropina, cinco
graos ; banln (res oilavps ; essencia de rosas nina
soda. Fez-te (res um ee- por dia cora um boca-
dinho desla pomada' de (amauho de urna hervilha.
Desde a segunda applicacao que a dor dimnuo :
mas colln noite seguinte com miis dolencia que
antes. Con(inuou-sc a medicaran e oo lim de dous
das a dor havia desaparecido inleiraraente. Havia
muilas semanas que a cura eslava feila quando o
fado foi publicado.
A obs?rvacao precedente he um exemplo ncon-
teslavcl produzdores nevralgicas no roslo e pnn-iplmenle
no ervo sub-orbilario. e nao ha urn medico homeo-
palha que nao tenlia tdo muilas vezes occasiao de tirar
proveilo desla indicacao c curar nevralgias faciaes
com a beladona. Dentis, a cura, fez-sc conforme
a lei estabelerida por Hahnemann, porque vemos
que ella foi precedida da asravacao produzda por
urna dsc muito grande de medicamento. Notemos
de passascm que esla aggravarao manfeslou-se s
noite, o que he urna das feiees caracleristicas da
beladona. a A dor rolla ti noite seguinte com mais
dolencia que a"'antes n ; depois dcsappnreceu.
Segunda obsercaeo : {ILitrahido das actas da
sociedade medica do 12." quarleirao. Sessao de 7
de dezemhrn de 1850.) M. Ganncau fez socie-
dade a segunde communicacao: Fui chamado no
dia 7 de julho ultimo para ver urna senhora afectada
de urna erysipcla do conro cabelludo. A lenao dos
'esumentos c a dor erara extremas. live a idea de
Ihe oppr a dupla propriedade sedativa e temperan
te da beladona. Ajunte este medicamento banha
lano para fixar acc,ao d'clle sobre as parles como,
para preserva-las do cunlaclo do ar. Eis como for-
mule! :
Banha, Irinla gram.
Exlraclo de beladona, duas gram.
O afrouxamculo dos lecidos ea cessaeao do sof-
frmcnlo foram iuimedialos ao uso d'esla pomada
cm untura. Tve occasiao depois de em^rega-ll
era mais oito casos com o mesmo resultado, c,uijunc-
laraenle rom oulros nicios muilo simples pedilu-
vios, bebidas acidulas, purganles oleosos e salinos.)
Parlicipci a minha formula a um collega meu
Al. Meral, que obleve os mesmos resultados que eu.
Este meio uiui simple* pareceu aligeirar a duraran
da erysipcla, e mesmo em alguns casos fazer abortar
a flegmasa.o
A prop'osilo desta communicac.o, M. Cullericr
iliz : i Ajuntei muilas vezes o extracto de beladona
ao ungento mercurial, que emprego contra as pe-
rilonites. Veriliquei entao o poder desla substancia
contra as dores. (/'. Gazelte des llospilaux, 15
d julho de 1851 .)
tfil. Ganncau ignora sera duvida'quea beladona
he um dos principacs medicamentos empregados
pelos homeopalhas contra a erysipela, e que a acrao
desla substancia he realmente homeopalhica nesles
casos, porque a beladona administrada ao hornera
s3o produz symplomas que lem analoga com os da
erysipela. Talvez que M. Ganneau instruido des-
le fados recuse, com oulros muilos, adherir a urna
llicoria que elle acha ridicula, e prefira allribuir
dupla accao sedativa e temp rante da beladona, sua
eflicacia no tralamculo da erysipela. Permilta-se-
Ibe suhslituir, a urna hypothese sem fundamenlo por
um dado experimental e scienlifico : porm, per-
mi Ita-se-nos, em (roca, servirmo-nos dos fados que
elle ohscrvoii por provar que a beladona lem una
ac(ao curativa manifesla contra a erysipcla. e que
estes fados vem apoiar o que Hahnemann foi o pri-
meiro que alirmou sobre esle ponto therapeulico.
Todava, ss qoizestemot ir mais longe e dcmonslrar
a M. Ganneau, que se poda muilo bem allribuir '
ellicacia curativa da beladona na erysipela a oulras
causas que s suas propriedades sedativa c temperan-
te cilar-lhe a observac.aiseguinle.que nao he lirada
da pralicade homeopalhas, e que se acha consignada
cm dous jornaesde medicina a IleiUta medica cirur-
gir.a (maio do IHSeo /.' iletim delherapeutica de 18
de julhode tSIS. Esla observacao.be intercalante por
mais de um motivo, emais importante anda para a
(hese que sustentamos.
Terceira obsercuriio '.' [lirysiptla dos recem-
nascidos tratada pela belladona. ) Em um
caso grave de erysipcla que appareceu em urna me-
nina, o Sr. Dr. Vvaren d'Afinhaa, cnlcndcu que de-
via recorrer, era ultimo dc-cspcro, a um agente the-
rapeulico, cujo emprego era desusado ate o pre-
sentea belladona.... A molestia liaba principiado
por dous aecessos de febre que se declaravam ludos
os dias tarde. A erysipela mauifestou-sc no ler-
ceiro dia. Desde principio a eslensao e a intensi-
dad! do cxanlhcuia, o desenvolvimcnlo enorme, o
endurccimcnlo extremo do tecido celular suh-
jacenlc, a frieza das roaos, a pequenhez c rapidez do
pulso fizeram temer una terminaran funesta. O
estado da menina aggravou-se anda mais no dia
suhscqucnlc, em que sc manifeslaram voniilot se-
guidos do um rcsfriamenlo -'eral, com seceura na
pclle, pulso filiforme com ISO pancadas, ele. No
segundo dia da invaso da erysipela, M. Vvaren
prescreveu urna gota de tintara de belladona dis-
solvda'em cen sraminas de agua assucarada para
lomar scolhcies de hora cm hora. Esta prescrip-
cao continuada nos dias seguiules foi augmentada
no stimo da cm duas sotas. Depois de quarcnla
e cinco dias, durante os qoaes a crisypela percorreu
o corpo lo lo da menina, a molestia Icrminou-se fe-
lizmente.
O relator do fado acre-rcnla : a idea de recor-
rer belladona foi inspirada a M. Vvaren ;iea pro-
priedade de que goza esta substancia de prodaztr
frequelemenle na pelle um rubor rico, escarlali-
ni forme, erisgpetatoso, o que o i i alia levado a pen-
sar que ella poderia actuar maneira das medi-
cantes substitutivas. Seja la como for esla iiier-
prelaco hypotetica do modo de acc,ao da belladona
em isuaescasos, basta-nos dizer que M. Vvaren t.
nha ja reconhecido, em muilos casos aualogos p nem
menos graves, que a belladona linha abreviado a
duraran media da erysipela.
Assim M. Vvaren deu una gota de tintura de bel-
ladona di-solvida em cera grainmas de agua ; po-
rcm elle ilc cerlo nao quiz pralicar a homeopalhia,
porque elle allirma desde principio quo esta mtdi-
carao era completamente desusada ale. o presnte
cm iguacs casos. Perianto elle declara no lim que
a idea de recorrer a belladona lhc foi inspirada pela
propriedade de que goza esla substancia de produ-
zir freguenlemcnle na pelle um rubor vivo, escarta-
tiniforme, erisipelatoso c que este fado o levar a
pensar que ella poderia actuar maneira das me-
dicantes subslitnliras. He impossivel ser mais
claro c mais inconsiderado ao mesmo lempo, c ape-
zar de nossa boa ventada, mo podemos dcixar de
ver na- linhas que prccedcni senao um miseravcl
plagalo.
homeopalhico involuntario da belladona, porque ha
poneos medicamentos que fornecain lanos exem-
plo como esle. Mas limilar-nos-emos aos que prc-
cedeni para nao exceder os limites de uro artigo de
jornal. Comtudo nao queremos deixar esle assump-
lo tem clar um exemplo que prova o interese que
alguns pralicos tem em dissimnlar os emprcslimos
que elles julsam poder lomar a homeopalhia. To-
maremos esle exemplo em una memoria sobe a bel-
ladona, publicada pelo Dr. Martin l.azer.
He pela via da homeopalhia, diz Hahnemann, is-
Iqohe, segundo o quadro dos symplomas da febre
escarlatina em algurn lempo contagiosa e de lempos
em lempos epidmica na Europa, qae eu arhei um
especifico seguro contra esla aflecrao nas mais le-
liles dosel da beltaiona, que lem por si mesmo a
propriedade de excitar urna febre miiiio semelbanti
aquella com rubor da pelle.,, V. Mal. med., 1. 1,
p. 30, das origens da mal. raed, ord.)
Esla passagem de Uahneraann he muito explcita
c niugucm, que Mitanes, contestn esta dcscoberla
do inventor da homeopalhia. Muilos autores, pelo
contrario, mesmo entre os adversarios da homeopa-
lhia, tem reconhecido a cP.icacia preservaliva e cu-
rativa da belladona contra a escarlatina. M. Guer-
sanl, cm seu arligodo/fVyirtonn tfczi Scienciat Me-
dicas sobre a escarlalina, reconheceu esla iiuporlan-
le propriedade, e allribuio a gloria da descoberla ao
seu autor. Mas boje nao se pratica mais d'esla ma-
neira. Importa fazer esquecer a homeopalhia e a-
qucllo que a inventuu, apoderan lo-se dos seus pro-
cesaos e eis o que se faz :
Muilos medicoi alternaos tem considerado a bel-
ladona como um preservativo da escarlatina. Hufe-
anliga cidade de Pernambuco, leve de ceder pri-
masia a cidade do Recite.
Um Icrremolo derribou o colosso de Rhodct; a
exallae.lo do Recife fez com que Olinda decahisse :
desagradavel illatSo !
O Recife, pois. aUrahio todo o esplendor de Olin-
da, que se despio de tuas gallas ; e hoje nao he mata
do que urna cidade abandonada, ou ama liabilaco
monaatica : Olinda leve I sorle de asiros que bri-
Iham, c sao festejados no Orienle ; para ao depois
eclypiarem-sc c serem apedrejados no Occaso.
O Unci do tempo envolvo ludo cm nublada
alinosphera, c faz com que litonseirit esperancas fe-
necam debaixado seu maulo nnslerioso !...
Olinda, porem, anda conserva: a S, o palacio
episcopal, icmplos mageslosos. mosteiros estupendo-,
convento de freirs, casa de educandos, seminario
c urna insliluirao religiosa de caridade.
O Sr. hispo diocesano, anciao venerando, resido
no Recife em um lugar pouco retirado denominado
Soledade, ;2', onde lem nm formlo palacio lalvez
primeiro palacio episcopal do Brasil, cercado de
nina gradara de ferro com laucas ponleasu las,
guarnecido com lorrees enlre oa quaes fica equi-
distante a porla principal, e por cima urna janella
sobre a qual se desenlia cm na parede cor de clium-
bo a insignias episcopaes :i mitra e o rajado.
Estas armas symbolisam a morada do pastor da
igrejal
O porvir de Pernambuco, desta lern cheia de
monumenlos e rica de tradiees heroicas, saltava
mgicamente aos olhos de todos que o viam com
profunda allcncao, e ningucm podia dovidar seria-
mente, de que ella seria o que be actualmente, e o

land partilhava d'esla crenca. A mor parle dos aulo- I que ser daqui a um scculo.
res francezes nao lem envergado n'isso senao um sn-
nhoallemao. Entre uns e outros nao he duvidosa
nossa cscolha : queremos antes crer com aqoclles
que nao virara que negar com aqucllesque te nao
tem dignado de repetir as experiencias.,, E mais
longe l-se no mesmo arliso :
Sahe-se que o uso da belladona produz na pel-
udos meninos um rulnr miis ou menos fugaz, cir-
cunstancia de que II ilineinaiiii lirou todo o partido
possivcl cm favor da homeopalhia. Elle vio n'isso a
acrao preservaliva da belladona.,, M irlins l.au-
zer. Jornal dos conli. mei-dr., 15 de Janeiro de
1850, pag. 37.
Assim nao foi Hahnemann que feza dcscoberla de
que se Irala. Foram muitos mdicos allemes que
consideravam a belladona com> o preservativo da
escarlalina,,. Porque ra/.aoe cm virlude deque pro-
priedades esles me lieos tura atlribudo esla virlude
a bcltidona '.' o autor do artigo dcixou de n-lo en-
sillar. Todavia esla formula : ,, Muilos mdicos nos
parece bcmescolhida. Mas a seguate he anda mais
engenhosa ede mais ImbildaJc: Sabe-te que a bel-
ladona produz sobre a pelle rubores, ele. circuns-
tancia de que llalineai um Ijrou todo o partido pos-
si vel era favor da hoai.-opalhia. Quem piteriadu-
vidar, depois de ler esla exposieao, que Hahnemann
nao he relmenle o autor d'esla importante desco-
berla '.' Quem nao creria pelo contrario que elle fez
em ludo isso um papel muilo secundario Sic vos
non robu.
(Continua.)
Apezar do seu dcsenvolvimenlo moral c material,
o seu destino foi por longo lempo presidido por m
estrella, c o espirito salanico baio sobre elle para
amolina-loe fazer com qae os liomont em continua
c encarnicada guerra se deslroissem como animaes
bravios. Ainda nao ha decorrido muilo lempo
que paixes febris e odios inveterados brotaram (or-
pe vinganra !...
Islo poslo, cumpre-nos observar agora, que Per-
nambuco nao he hoje una Ierra de barbaros e ds-
solulos : a religio chrisiaa dissipou as Irevas do
oosso espirito, arre lou-nos do abyimo da ignoran-
ciacivilisou-nos.
A Providencia se disvcla pelo chrislianitmo, por-
lanto marchemos em busca da felicidade que no,
aguarda. .
Recife 20 de maio de 1855.
F, V. C.
Urna idea succinta de Pernambuco.
Para meus pais lerem.
I.
Alcxandre Domas, o illoslre aulor de innumera-
veis obras, escrvendo o romance que lem por titulo
Olympia de Cleves, revclou a lodas as luzes a
incomparavel sublimidade de sen genio, que o torna
inquestionavelmenle um escriplor sem igual cm seu
genero.
Eis como elle comeca:admirai-o !
Ver aples e morrer, dizem os Napolitanos.
Quem mo vio Seviiha. na I i vio, dizcm os Andalu-
zes. Ficar porta de Avinhao e nao entrar, lie ficar
porla do paraizo lerrcal. dizcm os l'rovencaes.
Com effeito, diz o celebre romancista, dar-se
crdito ao hi-loria lnr da cidade papal, Avinhao he
nao s a pr'ineira cidade do Mcio-dia, como tam-
bem da I"ranea, e al de Indo o mundo.
Oucamos, prosegue elle, o seu pomposo elo-
gio:
Avinhao he nobre por sua anlisuidade, agrada-
ve I por seu asseio, soberha pelos seus muros, riso-
nha pela fertilidade dn seu solo, encantadora pela
meiguce dos seus habitantes, magnifica pelos seus
palacios, bella pelas soas grandes rua, maravilhosa
pela estructura da sin ponte, rica pelo seu commcr-
cio, e condecida por toda a Ierra.
Na verdade quem vir esta dcscripcao, e procurar
fazer a do Kecifc de Pernambuco, encontrar urna
tal ou qual semelhanra:allendei-:ios.
O Recife he nobre. porque leve seu bcrp no he-
rosmo de suas acte.; apra-ivcl pelo seu asseio, ch-
ina e Walidade; orsulhoso por urna muralh.i natu-
ral de rochedos que ahrisa o seu porto dos furores
das ondas, e defondo iodo o seu lilloral; risonho pe-
lo pilteresro dos cus arrabables, aliraclivo pela a(-
fabilidadedos seus habilaules,sumpliioso pela elegan-
cia dos seas edificios, lindo pela rcgularidade de suas
espacosas ras, maravillioso pela perfeila estruelura
das suas magnificas pmilcs.oppulenlo pela aclividade
do sea commcrcio, nvejado e celebrado por lodos
os que o vem.
Este esboro, com quanlo seja fiel, nao deixa com
ludo de ser um pouco exagerado : mas ser isso ra-
zao para se tachar de inexacto '.' Que o diga o va-
lioso Ustemunho de lodos, que tcem contemplado o
Recife com seria reflexao, e de-inlcressada sollici-
ludc.
II.
O naula Chrislovdo Jarques, explorando depois de
Pedro Alvares Cabral as desertas rostas do Brasil,
sulcou as crespas aguas do Alian!i-o, e foi o primei-
ro porluguez, que no anno de 1501 desembarcou
era varios pontos de Pcrnainhiiro.
Qnal ser a origein d'esle nomo'.' Serao aecaso
os cscolhos e arrecifes, que Ihe d.io o nome que
lera
Digamo-la, se not permute a indulgencia dos lei-
lores, escudados na historia que s pode neslc poni
condiizir-nosa verdade.
Alsiins escriplores, notaveis pela sua exadidao,
buscando aelymologia, quereni quo seja derivado de
Paranabuca, palavra do idioma dos Indios Cbe-
les que eslavam de po-se dcsle paiz, ao lempo em
que foi descoberlo, a qual signilicava--Kochcdo ca-
vado das aguas do rio ou do mar.
Sendo esla a origem do nomc de Pernambuco, ve-
jamos agora como recurso da mesma historia, qual
a razao porque Olinda assim se chama.
Olinda, urna das cidades mais antigs do Brasil o
primeira capital de Pernambuco, foi cm 153i capi-
tana^ povoada por seu donatario Duarte Coelho Pc-
reira, que Ihe den o nome, por que anda boje he
conbeci la. por ser linda a sua -lloaran.
Em Ki30 a patria dos Camaroes i Hcnriquc Dias
apresenlava um aspecto mu diflercnle, nao re nava
mais a innocencia c pureza dos sens primeiros fun-
dadores, e urna guerra cruenta e mortfera a asso-
lava.
Ncsse mesmo auno o porlugncz Joo F'ernindes
Vieira, mancebo deslemido, e contando aperas 17
anuos, balen-se valerosamente, arompaiihadodx! vin-
le, voluntarios com os HvIlaiuU/.cs ; esle foi o pri-
meiro feito d'armas, precursor da grande empreza,
na qual alcancou por sua inlrcpiUz o honorilho (i-
(ulo deRestaurador de Pernambuco,e assim per-
petuou seu nome, ligando o as domadas paginas da
historia do vasto imperio de Sania Cruz. (1)
III.
Apnpulosa e piloresra calado do Recife he pre-
sentemente a capital da heroica provincia de Per-
nambuco. Cercada de agua por toda a parle, c
aformosC.ida pela ramilicacao do rio Capibaribc,
ostonta-se radiante de graras, c como que forma ou-
lra Veneza.
Ou.lo bella he a sua planicie cubera de verde
relva c frondosos arvoredo- no centro de crystalinos
ribeiro-, que a regara rom suas aguas !
O navesanle'que demanda pela primeira vezo
ancoradouro do lUrife, nao pode deivar de pasmar
ao ver surgir de urna presappetti enteada a masliea-
e.lo dos navios que all eslo fuudeados, e pouco
pouco a Iniraensa rasara que te vai suhi'ergoendo
a lona d'agua, al que a velha Olinda como que
por encanto aprsenla a seus olhus o mais rico e va-
riegado painel.
All pouco*se v a indu-lria humana ; aqu nao
apparece se;iAo a mao da natureza, liber.ilisando
lanas maravlhas !
Olinda, porem, anexardfcser a primeira emais
(1) Om^mos alsiin fados, porque o nosso n-
M
'i
>
1IIL VIRO DESAMA ISABEL.
A empreza do thealro he a ordem do dia: nao ha
holeqnm, luja, praja ou reparlirao publica onde
nao se disculam os detUuos do llieatro, lodos inda-
gara c quercm saber quem he o fuluroemprezario ;
disculera-se preferencias, mritos, rivalidades e liu-
dara as quesloes por lodos concordarem, que achau-
lo-se o thealro em completa decadencia, deve a em-
preza ser dada a quem o mclbore no material arlis-
lico, com preferencia a oulro qualquer pretndanle.
A imprenta oceupa-ae diariamente com as brigas
dos cmicos, com essas guerras de phantasia cutre
uns e oalros, com esses odios particulares e mal en-
lendidos, entretanto-que, 'o publico acoslumado j. a
essas intrigas dos adores, ri dos argumentos que se
empregam de parte a parle, e vai-se etquecendo de
que ha um llieatro, da mesma forma que os actores
scesquecem de cumprir comis tu as ob'rigacoetem
agradar-nos. Por nossa parte, fainos sempre indi-
ferentes a essa chamada intriga dos bastidores, e
nunca nos importamos com as quesloes dos represen-
tantes : porm hoje, qae a actual companhia pre-
tende por meio da calumnia e da maldad destruir
lodas as propostas offerecidas ao governo, c que en-
cerram mas vanlageus do qoe ella tem apresenlado,
hoje, dizemot, sahimos acampo pela primeira vez,
afim de fazermos algumas reflexet acerca da ei-so-
ciedade emprezaria que, sdn a capa do Impardal,
lem figurado lando nas columnas desle jornal.
Urna reuni.lo de adores requeres e obleve o an-
no passado a empreza do thealro ; islo depou de
certificarcm-se, que nenhum particular eslava dis-
posloacarrer-llic o risco ; c lana iudulgeucia cha-
ram elles da parte do governo, tantas foram as con-
cesses vanlajosas e 13o poueos ot compromissos do
contrato, que mesmo sem esforro algum para cha-
mar a concurrencia do publico, cumia-nos lerem el-
les gaulio muilo alm dos-ordenados respectivos.
Urna prestaraode dous conloa de reit mentosnos
mezes que linhain obrigaco de (rabalhar, foi o sub-
sidio conferido sociedade emprezaria ; no enlanlo,
que sendo de lodas as emprezas a mais bem aqm-
nhoa.la, nenhum servieo releva ule prcslou ao Ihra-
Iro, antea pelo contraro o leve fechado por h me-
zes, faltando-nos al com espectculos nos dias de
galla nacional. Vallando da Babia, ondectlivera,
estreou-se aqui a companhia com dous dramas, alias
bem escriptos. mas pessimamenle representados ; o
que demonstra o pouco caso qoe fez a companhia te
ifosso publico, pois estando ausente lanlot mezes de
Pernambuco nao leve lempo de ensaiar um drama
d- goslo para apresentar-noi na sua volla- t) I).
Cesar de llazan o oulras pejas ja por nos lirias da
cor, eis.a novidade que nos trouxe a companhia ;
entretanto que pa Babia, oade nao pcrr.cbiam sub-
sidio algum, poderam motilar pecas novas de gran-
de espectculo, como nos consta pelos jomacs da-
quella cidade.
Ufanase a companhia de ler pago ponliialmcnle
aos scus empregados, como se alguma causafizcs.se
cima do seu dever ; como so podes-e allegar que
lac serviros pre-lou ao thealro, lies quanlia- des-
pendeu para salisfazer s exigencias do publico,
que ainda apezar de graves prejuizosella paguu res-
trictamente i os seus attalariadoa.
, Mas nao he isloainda o que lem irritado o animo do
publico : nao ha nada mais curiosoda parle da com-
panhia. do que esse ridiculo a que ella te Um en-
tregado no tro manifest, e na preleneao irrisoria
de querer [orea a empreza do thealro, ame.acando
al o governo da provincia de relirar-se para oulra
parle, caso nio ihe satisfacam esla sua exigencia. He
escandaloso como esles liomeus, que dependem lodos
do governo, e que lanos favores devem ao Exm.
Sr. presidente da provincia, leem o arrujo de im-
pr condices sob a forma de una ameaca. A com-
panhia parece ler perdido o sizo, pois nao param
anda aqui as suas louciiras.
Sob a capa doauoiiymo Icin-sc atirado as colum-
nas desle jornal, e scrvindo.se da arma propria o
Iraicoeira, tere dcsapicdadamenle a (orlo e a direilo
quem cnconlra no sen caminho, iulentando dteon-
ceituar na opiniao publica os concurrentes empre-
za, para o que empresa calumnias c intrigas as mais
torpes bailas, proprias s de humen., que anda
ha dous anuos permilliam que a sua honra fosse um
diverltmenlc. do publico, com tanto que elles clic
gassem aos fin a que se propuuham.
Quem pode ler tem nrrignacao o Imparcial no
Diario de 11 do correule ? Arrsslado por essas ca-
beras de Medusa, que o foram lambem na empreza
dn Sr. Dr. Carvalho ; o Imparcial contente em ser
o vil instrumento de homens, qoe bl.zonando de
briol e de tenlimeiilos de honra. dei\; am bona-
chcJramcnle oulr'ora, que Ih'a chafu, das-em nos
charcos inmundos. Nao inventamos : o publico sa-
be perfeil ir lenle das iinjenlas intrigas c baixas des-
cumposluras, qne nessa poca os actores te deram
pelas folhat uns aos oulros; c quem leve pudenda e
descergonluimenlo para onvir cnmUoda a impassbi-
lidadc os 7 nmeros dos f'arrcleiros.nSo pode (liante
de nos, apr-icoar lirio- c senlimentns de honra. O
Sr. Reis he o alvo em quem o Imparcial descarria
toda a colera da companhia ; fall i-no- em cerlo ac-
to praliea I > por elle na Balda, que deu molivo a
apartarse de scus rompanheiros ; quan lo eslamot
mui hem inform,fdos, de que outro, que nao elle,
foi o autor de certa coincri'a inventada smente pa-
ra intimidar o sr. Res, eair.isla-lo daquelles, quo
ciosot do sen mcrecimcnlo arlislico, procuravain de
lia muilo nesla me-ma provincia um meio qual-
quer de descartar- dclle. Felizmente, para os que
nao entraran) nes conloio, o Sr. Ris romprehen-
deu as inleafoei de -eos nimigns, e senao fus-e lao
generoso em perdnar-lhes, de cerlo qie elles paga.
ri.un caro a oHensa que Ihe dirigiram.
O Sr. liis, qne viven sempre enlre mis gozando
da estima e sviupafbia gcral do publico, nao podia
porum acoiilecimciiio premeditado entre algvns da
companhia, revosar aos seus inlcres-es parliculares
e affastar-se para sempre do nosso thealro, que o
acoliten benignamente em lodas as poca; como
-2 Deste lugar foi disparada na lulaitanguinolen-
la do dia 2 de feverein. de 1SV.>, a 1)4 que fez -uc-
cumbir em Belem o chele do pulido liberal, desem-
-'
IIEPIIICI
miitii nn


.
r.
DIARIO DE PERNAMBUCO SEXTA FlRilb DE JUNHO DE 1855
yix
compela as mo alto merecimento. E'n o molivo
porque o Sr. Re, proseando no empenho, que
sempre Ihe eonheceroos, de organisar o lliealro da
nossi provincia de umi frma mais conveniente
do agrado do publico e aos iiilcresses dos pro-
prio actores, alfaslou-se da companhia e par-
lindo par o Maraah.1i> onde associou-sc ao Sr. Ger-
mano, concordaran! entre si requercr juntos a em-
prcudo inealro de Sania Isabel. Eis aqui a podra
de cndalo da companhia eroprezaria ; eis o moti-
vo de toda esa melrallia que por parte da -mesma
companhia o Imparcial arromessa desapiedadamcu-
le sobre o Sr. Reis; eis finalmente porque o Sr.
Reis lie argido calumniosamente, huscando-se at
om a miio de jalo indisp-lo de novo cora o Sr.
Jerniano.
O ImparciaX nio goslou talvci que o Sr. Reis ap-
.n-ecesse as columnas desle jornal com loda a
[anqueza e IcaMade. Mignaodo o sen nomc, mas o
publico sensato e verttadeiramentc imparcial ap-
plaudio o Sr. Reis, que nio precisa de mascara para
encarar seus gratuitos inimigos, nem tilo pouco de
esYude para aparar-lhe os golpes tcairociros, o Sr.
liis, aparlando-se da companhia emprezaria, por-
tou-se com a dgnidade que Ihe era devida, solici-
lando a emprea de sociedade; com o Sr. Germano
lo? nao o que faria qualquer em pro dos seus
interesses, mas anda um beneficio ao theatro e ao
publico, se o governo da provincia llies conferir a
c.fipreta. Agora, pelo que diz respeito ao mani-
fest do clores, islo he, que nenhum ett resoleido
a contratar-! cim nutro empre: elle teja, isso sao petas qoe o publico j nao acredita
c protestos que se quebrara no momento de cada um
cuidar dos seus interesses. Veja-se, como prova.o que
por ah hume naeraprezadnSr. Dr. Carvalho, Cosas
o.Monleirosandaram q o asi a facadas.he verdadeque
nao cliegaram a vias de fado, porque sahiam que a
polica de l'ernainbuco nao era para gracas, mas
entretanto corlavam-sehorrivelmcnle, sem que isso
obstasena quemis larde ossem amigos de casa c
meza Por isso o que nos emendemos razoavel,
he que o governo ,lcve olhar com indifferenca para
todas estas quesles suscitlas enlre os actores, (as
quacsspodemler cabimento nos bastidores do theatro
e altea lcr somente as justas reclamaron do publico
que exiga urna companhia de artistas que reprsen-
le boas drama* e bolrs vaudevilles, e nao urna
rompanlria.fraca, montona e cansada, como a que
ah tent, onde o l'arsola representa 1)ramios, o ly-
raaod faz galas, e a priinera dama repouza tran-
quilla por nao ter adores com quem representar.
O Justo.
Nihe para lecer um panegrico quem bem o
meree, qne escrevxi eslas linhas. Nao he para ana-
l\sar o arl. do llepubltco n. 118 que lera por objee-
lo a ova org.anisac.ao das cadeiras na encola de di-
rcito do Recfe.^que ergo raais alto a ininha voz, e
desejava que ella se epercutisse em todos os ponto*
onde nm juizo errado talvez a nao queira receber, e
a despreze, nao eren lo n'ella : nao, um seiitimcnto
so tem lutado por milito lempo dentro era mim, c a
final impelio-me a escrever estas liuhasesse sen-
liineuto foi ver o mrito depreciado c a indiligencia
menuda.A minlia peona, he de certo muito Traca
mas o ssntimento lie|grande, assim esle resultado nao
he m.iis dn que o echo d'esse sonlimenlo.
Como poderia callar o ardeute desejo de destruir
ese juizo, que o llepublico faz do Ilustrado Sr. Dr.
Nuno? Se o callassu, seria demasiadamente fraco,
nao salisfazendo i nm impulso que com tanta forja
me, impcl iii.
Dizcndc o Repblica no n. 118 no arl. escola do
direito do Reeife que o Ilustrado Sr. Dr. Nudo he
nullidadedisse um paradoxo, mentro, o conslran-"
geu-se : disse um paradoxo, porque he esse juizo con-
(Tario ao de lodos aquellos que o Conhecem, c que o
tem sabid i ajuizar :raenlio, porque exprimi o que
nao sent;, a menos que urna vonlude determinada
de offendc-lo, o nao dispozesse islo; conslrangeu-
sc, porquj estando a costumado : fallar, franca e 1-
vremente, urna liugiiagem verdadeira, e baseada em
bons principios, agora nao foi guiado pela mesma
bussola, c por consegrante fallaram-lheas bases.
Hilhi-l.ido tenlc da segunda cadeira do 4. anno
nao he, n;m pode ser nullidade, quando satisfaz ple-
namente os seus deveres magislraes.quando fazos seus
dcscipulos lieh-rem urna doutrinaem fonlesques elle
a* tem sabido preparar, ja bemdesenvolvendo a ma-
lcra qoe eosina, ja conciliando a bondade de mestre
com o rigor de juiz, que tem de velar na moralida-
dc de seui discpulos e do que tem em resultado o
respailo, e dedicarlo deque hecredor.
S um desejo excessivo de malqusla-lo, poderia
levar o Repblica dizer que o Ilustrado Sr. Dr.
Nono he nullidade !! Mas se o llepublico julgou
que ntalcoislsva-o, c assim destrua o conceilo que
dellc fam todos os sensatos, enganou-se: o seu con-
ceilo de lente Ilustrado e hornera probo he um pe-
deslal, cija dissolucSo he bem difficil !! c nao he 'o
veneno do repiil laucado esmoque mata aquella
quesabe desviar-se delleo Ilustrado tente da 2." ra-
deira do *. anno desviou-_se da atrevida e.rpresscUi
do Republino, desprozando-a : elle len o artigo, c o
ilesprezc cjcompiixao foram sua nica resposla, conr
padeceo-se do infructfero meio, que procurou o
Republizo para oende-lo !! Diz o llepublico que o
lloslraco Sr. l)r. Numi he nullidadeV. e como se
atreven tanto ? pois o Repblica nao vio que dizia
um absurdo "? que muitoso renegariam, c lodos se
compdfceriam ? oao vio que esle meio de ollensa
Ihe trana aborrecimento, o talvez odio? nao d"
aquello qoe quiz manchar, parque o desprezo he o
maior castigo que pode dar, mas do publico sensato
que o OhMieee, c sabe quem he o Sr. Dr. Nono.' nao
se lembrou sem duvida de quem fallara, ou nao sabe
o qoe h: ser nullidade... c p,r lano, Irate de conhe-
ce-lo, e retire a expressao mal fundada, e grosseira,
com a /nal pretenden manchara reputado do Ilus-
trada lenlc da 2. cadeira do 1anno o Sr. I ir. N-
no, nao por elle, mas por urna salisfacaoa si mes-
"- P. B.
RKCKBKD0R1A DE RENDAS INTERNAS GE-
UAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 1 a 13.....11:31*9031
dem do dia 14....... 626)306
11:970*340
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlodo dia 1 a 13..... 2.">:280923i
dem do dia II....... 2:6119132
27:921*366
MOVIMENTO DO PORTO.
fiados entrados no dia If.
Ri de Janeiroludas, barra portmiuczaI.igeira,
de 185toneladas, capilao Rapliael lionjalve llran-
c>, equipagem I,">, em lastro ; a Vicente Alves de
S ui/.a f'.arvallio.
Para e porlos intermediosII das e (i Inras, vapor
brasilero ulinpcradorn, corainaiidanle o leuenle
Torrezno. Passageiros paia esta provoeii, Leonel
da Silva Fernandes, Jos Pacheco de-Medeiros,
Joan Joaquim Pagello, Antonio l.uit Pereira Ta-
varea, Fabrieh Gomes Pedresa e 2 filhos, Baltazar
Moura c Silva, vicecnsul inglet Walrons Wedenl-
ar\. Joao Lilis Pereira Lima, Eduardo t'errera
de Paria, Facundo Haciel de Kreilas, Raj mundo
Marlins, Geraldo Pereira, I/.aleias 'l'eixefra, Joo
Gomes, Jauquim Rodrigues Fcrreira, Antonio
Fernandes Thomc, Francisco 'lavares Ferrcira.
Manoel Arroda de Mederns, Jos Francisco de
Sonta, Vicente Honorato dos Santos Leal, Joa-
quim Thomaz de Aquino. Joaquim da Silva Bar-
boza, Jos Francisco de Aleucar Acantareias, Joa-
quim ('. irneii-ii de Azcvedo, Antonio Francisco de
Oliveira Jnior, Luciano da Paz, Francisco An-
tonio de Araujo, 1 escravo do capilao Jo* Tho-
maz enriques, 2 praeas de polica, 3 presos, 2
soldados, sendo um desertor. Seguem para o sul,
Dr. Amonio Carlos de Almcida Alhuquerque e I
esclavo, capilao Jos Thomaz llcnrique*, capilao
Jos Saturnino Gaspar, 2.- cadete Joao Belarmino
Casoar, rommi-sari.. da armada Miguel Marques
da Sonta, eserirlea da armada Francisco Mauoe'.
Tcixcira Kabello e Vctor Jos Mara, dspenseiro
da dita Joaquim Barboza do Nascimcnlo, mcslre
da dita Ignacio Francisco da Silva, Amnelo An-
tonio Ferrcira de Souza menor). Alabiados Ca-
bral Raposo da Cmara e 1 escravo, Francisco Jo-
s de Alcntara. Manoel Custodio Sociro, Jo3o da
Silva, Daniel Pedro Ferrcira Cardozo, Alvaro do
Reg To do exercito, 2 permanentes, 61 escra'vo a entre-
gar.
Xacios sahidos no memo dia.
Aracalylliate brasilero Auroran, mestre Estado
Mendes da Silva, cafaa varios gneros. Conduzio
7 passageiros, levando um Mi familia.
MartinicaPolaca franceza oConlcnto, capillo La-
tiera Eduard, em lastro.
EDITIS.-
COMMERCIO
PRAGA DO RECIFE U DE JUNHO AS 3
HORAS A TARDE.
ColacCes. ofTiciacs.
Cambia sabr Londresa 21|4 d. 60 d|v.
Dito sobredito27 3|S d. 110 d|v. ledras de fra.
Dcsconloielellris de e .'> mezes8 ao anno.
flitn de ditas de 7 mezesO'*; idem.
Assucar niscavado cscolhido da America1,-j750
por arroba,
Dito tito neniar1^600 idem. ,
ALIAN DEGA.
Rendinenle do ni I a 13.....110:623)183
dem ao dia 1*.......12:61(i;2IJ
isKsatfNS
DaciT#m boje 13 dejunho.
Barca i oglenTWii o/ Licer/ioolmcrcadorias.
Harca iigleM\arnalbacallio.
BriSue, brasitcir*-Mariafarinha de IrifO.
hnporlacao.
Vaptr nacional Imperador, vindo dos porlos do
norte, consignado a asencia, manfestou o se-
gtmtte
1 caira ignorase; a Gnilhtrme da Silva Gnima-
raes.
1 dilii isnora-se ; a I. II. Gaensley.
i.barns maiileiga ; i Manoel Alves Guerra Ju-
mor.
I rolos salsa ; a Antonio de Almcida Gomes &
Lompinhia, x
""I iIIm ; s Manoel Doarlt Koilrisucs.
1 esabrulho ; a Fedtl Pinl c.
1 dlo; a A. A. Lacerda Clamante.
1 barrica : a J. R. Lasserre tV (;.
1 caixa ; a D. AutoniaMaria Uodrigue-.
3 ditas velas ; a francisco Ignacio Fcrreira
Dias.
1 ditas miora-se ; a siqueira *, Pereira.
I ilila ianora-ea ; a R, Depperrnan.
1 einbrulho ; a F. C 1. I.accrda.
1 raixole ; ao padre Aliones.
I lito ; a Jo3o l'.ardosi Avres.
ditos -, a Aajlonio lu. ,ios Sanios.
1 raixa -. a James Crabtcr & C.
CONSI I.AU) GERAL-
Rennimanto do dia 1 a 1J ,
dem do dia 1* .1....
17:9*7873
2:0Gi;(Hs
20:6119782
DIVERSAS PIIOVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1 a 13
dem de di II
f:506#j90
29W2I
1:9369102
O Dr. Custodio Manoel da Silva Guimaracs, juiz d
direito da priraeira vara civcl desla cidade do
Reeife de Pernarabuco por S. M. I. e C. ele.
Faeo saber aos que a presente caria de editas vi-
rem ou tulla noticia liveiem, que por parta de Ma-
uoel Joaquim Ramos e Silva me foi feita pelijao
lo llieor segunte :
-Manoel Joaquim Ramos e Silva, lestamentciro do
finado Joaquim Jos F'errcira, conservando em seu
poder diversos Ululo de ^crdito, pertencentes a
bcranra de dito fallecido, e mo querendo carrcg.ir
com a respunsabiliiUde de taes ttulos, visto seren
os devedores em grande numero |pcssoas desconlie-
cida-, de residencias ncerlas, e das quaes nao tem
noticia, vera requercr a V. S. que segundo o que
lispe o S3 arl. 13 do cdigo commercal, mande
passar carta de edilos para verem os ditos devedores
correr iirescripeao, acoinpanhando relacn nomi-
nal, e juntamente declaradas as quantias e datas do
vencimento. Pede ao lllm. Sr. Dr..jui/. docvel da
primeira vara deferimentu sendo, distribuida por
dependencia ao escrWao Molla.E R. M.Aleo-
forado.
E mais senao conlinba em dita pel;aoem virtude
da qual dei o despacho do llieor segunte :
Deferida. Reeife 8 de junbo de 183...Si'lr.-i Gui-
maraes.
E mais -enao conlinba em dito despacho depois do
que se va a distribuirlo seguinte :MollaOlivei-
ra e a relacao dos devedores seguinles :
Pedro Alexandrino d'Assumpgao, reslo de 1 Ictlra
2039200 ; Filippc Jos de Miranda, 20 lilas ....
20:i3l2ll ; Domingos Gomes da Silva, dila IO.3OOO ;
Dionizio Rudriiiucs Jacobina, dila 40?000 ; Htrcu-
lao Marlins da Cunba, dila O-JOOO; Paulo Jos
Soares, dita ItOjO ; Violoiino Jos de Aguiar, di-
ta 4O9OOO ; Francisco Jusc Guroaraes, dita .308000 ;
Flix Justino de .Mello, dita 2tt?0;K) ; Fernandes
Jos da Silva, lila 200100 ; Francisco Malinas de
Aacvedo, dita 30>000; Francisco Antonio da Silva,
dila 20-TOOO ; Flix da Fonscca Franco, Jila 325 ;
Flix Rodrigues da Silva, dita 26000 ; Francisco
LeSo leixeira. 20 ditas 705000 ; Francisco Jos
Mondes Jnior, dita 23*000 ; Francisco Bento Te-
norio de Albiiquerquc, 20 ditas 3031000; Francisco
Jos Dias Balcao, resto de dita 13.39380 ; Francisco
de Sales IBorges, dila 20900J; Francisco Antonio
Kabello Cameiro, 2 litas .3.33OOO : Francisco Bezer-.
ra de Araojo, reslo dita 13;S8rl ; Francisco de Car-
valho Chacn, dita 119200 ; Antonio Cordeiro Fal-
cao, dila 2009000 ; Antonio Joaquim dos Reis, dita
109000; Antonio Jos de Siqueira, dila 1009000 ;
Audr Pereira da Silva, dita IOO9OOO ; Alexandre
Ferreira Selle, dila 20&000 ; Antonio. DamiSo Clia-
ves, dila 419803 ; Anlero Francisco de Paula Car-
valliu, dila OlteOOO t Antonio dos Santos Silva, di-
ta 109000 ; Antonio Joaquim Ribciro, dila 8I>'20 ;
Antonio Florencio Cordeiro Fanseca, dita .309000;
Antonio Francisco Lima, resto le 2 letlrss 23>200 ;
Antonio Teixeira Borba, dita jOjOOO; Anlouio Men-
des Borba, 3 ra, dila I90OO ; Antonio Joaquim Dutra, 2 ditas
293&300 ; Antonio das ChagM Carneiro Pessoa, dila
2009000 ; Anlonio ButeUio de Aguiar, dila 33.91)00;
Anlonio Barra, dita j090i)0 ; Antonio da Rocha
Wanderlcv, dita 209000 ; Jos Francisco [de Miran-
da, dita 519300 ; Jos Alves Be/erra, dila 229IOO ;
Jos Joaquim de Lima, dita 2*5000 ; Jos Soares
da Silva, 2 ditas 339OOO ; Jos Francisco Gomes, di-
ta I792OO ; Joao Alterna da Cmara Cisnciro, dila
385000 ; JosjFrancisco dos Santos, dita 169000 ;
Jos Victuriifbda Conceii.ao Aiixefat d''a 309000 ;
Jos Manoel da Assump^ao, dila 209000; Jo3o da
Cruz de Mcndonra, lila 309000; Jos Maria da
Silva Lisboa, dila 3O5OOO; Joao Goncalvcs da Silva
Baslos, dita 2O9OOO ; Jus Alves da Silva, dila 509 i
Jos da Conceicao, dila 209000 ; Jos Ignacio Cor-
reia, dila 179920; Jos Severino dos Sanios, dita
309O0D ; Josllaiheus Villa Nova, dila 2O5OOO ; Jo-
s Soares de Freilas, dita 309000 ; JoSo Antonio
da Silva. 3 dilas |i|000 : Joao Gualberlo de Souza
Velho, dila 209000 ; Josc Vicente Ferrcira, lila
20900(1; Jos de Mello Albuquerque, dila 1090IX) :
Joao Jos Velho, dila 209000 ; Ignacio Francisco
Lima, dita 236qOOO ; Ignacio Baplisla de Oliveira,
dita 239OOO ; Joaquim Jos de Oliveira Calarao, let-
tra em poder de Manoel Jos de Souza, 1349000;
Joao Gomes de Mallos, dila 29000; Joaquim Jos
do Nascimenlo, 2 dilas em puder de Jos Cardozo
Cavalcauti, 172oM0 ; Francisco Antonio de Santa
Isncz.dila 20^000 ; Eslevao Jos Camello, dila 309;
Francisco Anlonio da Silva, dila 239100 ; Francisco
Bolelho le Viveiros, dila ,309000 ; francisco Jos
Bezcrra, dila 1039320; Joao Leitf.de Barias, dita
199480; Jos Gomes da Cnnha, dila 10J980 ; iJoao
Xavier Barbosa, dila 109000 ; Jos Fraucisco da
Silva, dila 109000 ; Jo.lo Marinbo Falcan, publica
forma duas dilas 1009 ; Jos Caetano de Oliveira,
409; Jos Thomaz de Oliveira, resto dila 558820;
J09 Pereira Lopes Ramos, lila 2I9 ; Joao Fran-
cisco das Chngas, 2 dilas 259 i Jo.lo Vidal dos San-
ios, dila 300; ; los Maria Bezerra, dila 509 ? [Joo
Jos da Silva, reslo de dita 209; Joan" Flix Bi*po
Cavalcanli, dila 1009 ; Joo Francisco Simdet, dita
17.V-300 ; Joao Lopes ila Costa Jnior, dila 339:
Joaquim Marlins da Silva, dila 258 ; Joao Barbosa
Camello, 20 lilas 10-s ; JotCorreia de Araujo, pu-
blica forma dila 100- ; Manoel Simia.i Ciralaanli.
reslo dila 22943O ; Manoel Joaquim Pereira, dita
109 ; Manoel Soares da Silva, dila 20- : Mximo
Viauna de Barros, dila 20.- ; Manoel Bento de Ar.m-
jn, dila 309 ; Manoel Alves da Silva, dila 5i- ; Ma-
noel Francisco da Silva, Ictlra 209 ; Manoel Barbosa
de Sooza, 2 dilas llir} ; Manoel Marianno de Espin-
dola, dila 508 : ManOel Simplicio Corroa Leal, re<-
l> de I dila ls-; M nmcl das Nev* Vieira.dila 5li- ;
Manoel Francisco do Nalnienlo, dita 02-700 ; Ma-
noel Anlonio da Silva, dila I0j ; Manoel Jos de
Siqueira, reslo de dita 509 ; Miguel Torres GaMindo,
dila 309 ; Manoel Ignacio Paulo da Silva, dila 509
Manoel Ignacio da Silva, 2 ditas 118; Manoel Al-
"*(:,r'lo'<'.....a 119.20 ; Manoel RodrijUjis Lima,
dita 229; Miguel Gomes da Cosa, dila 339000 ;
Marcelino Lopes de Souza, dita II98OO; Manoel
Anlonio Ribeiro, dita IO9; Maunel Lopes da Silva,
10- ; Manoel Xavier Carneiro da Cunha. dita .
37j>570 ; Manoel Elias Barbosa, dila 1649910 ; Ma-
noel Francisco do Souza, dila 109 ; Manoel Antonio
da Fonseca, dita 1418060; Manoel Joaquim de
McllO, dila 169700; Monoel Machado de Souza,
dita 959160; Leandro Gomes Bezerra, dila 209 ;
Laurentmo Alves de Andrade, dita 919 ; Pedro
Paulo Jos, reslo de lila 109 ; Pedro Alexandre de
Barros, dita 558 ; Salvador Francisco da Silva, dila
329S80 ; Severino dos Santos Noguelra, dita 1509
Valerio Nunes da Silva, dita 509: Jos Soarns de
Amorim, dila 205; Joao Lcite de Oliveira, diti J09;
Joao Carlos Cesario, dita 159600 ; Joao Carlos d
Silva, dila 678200 ; Jos Loureeco de Gooveia, lel-
Ira ,505 ; Joaquim Jos da Silva, 3 lilas 22? ; Joa-
quim Jos de Aguiar, dila 1009 ; Jusc Soares dn Sil-
va, lila 209, Antonio Duarlc Ribciro, dita 109 ; An-
tonio Francisco Tarares, 2 dilas 205 ; Antonio Fer-
reira da Suva, dila 109 ; Frci Lino do Monte Car-
melo, dita 759280 ; l.eonanlo Bezerra Siqueiri Ca-
valcanti, 3 ditas 3:0009 : Joao Florentino Cavalcan-
li de Albuquerque, dita 1019710 : 1). Anna Maria
do Nascimenlo; reslo dila 119:120: Francisco Ribei-
ro de Mello Jnior, canta c dila 3009; Alexandre
Jos do Nascimcnlo, 1319110 ; Antonio Marlins de
Carvalho, 119.5OOO ; Jos Clemente da Rocha 189200
Braz de Oliveira Carneiro Pessoa, 8869930 ; Baila-
zar dos Sanios Barbosa 1:5115575 ; Hilario Rodri-
gues de Mello, I96OO; Joao Jos de Carvalho.
048436 ; Manoel Jos lleuriqucs, 398140 : Manoel
Francisco Ponles, 708080 ; Manoel Ferreira Kabel-
lo, 609800 ; Manuel Jos Correia, 1129; Manoel
Francisco da Silva 279; I). Clara Cavaleanli dn Al-
buquerque, 5O5OO; Laurcnliuo de Barros Wan-
derlcy, 7s-.
E raais se nao conlinba era dila relacao aqu co-
diada e era virtude do despacho cima transcripto
man loa o escrivao que esla subscreveu passar a
presente,pela qual e sen theor se chaina e cita para o
ronleudo na mesma peti;ao com o prazo de 30 dias
da aunaran e publicarlo desla, c para que chegue a
noticia de lodos mandei passar editosque serio affi-,
xados nos lugares do costume, c publicado pela im-
prensa.
Dado e passado ncsla cidade lo Reeife de Per-
nambuco aos 1 i dejunho de 1855.Eu Manuel Jo-
s da Molla, escrivao o subscrevi.
Custodio Manoel da S'ha Guimaraes.
O Dr. Cu-indio Manoel da Silva Guimaracs juiz de
direito da 1a vara do commcrcio ncsla cidade do
Reeife de Pcrnambiico por S. M. I. c C. o Sr. D.
Pedro II que Dos guarde ele.
F'ajo saber que por esle juiz se ha' de arre nato
por venda a quem mais der cni prava publica que
lera lugar na casa das audiencia no dia 1.5 dejunho
prximo seguinte a urna hora, 1 buhar forrado de
panno verde avallado por 1505OO0, 12 cadeira!.ame-
ricanas por 129000, e 1 relogio de parede por 258000
pcniiorados a Adolpho Regord, por execurao de
Tasso Irmaos.
E para que chegue a noticia de lodos mandei pas-
sar edilaes que serao publicados no jornal, e aflixa-
dos na prara do commcrcio c na casa das audien-
cias.
Dado e passado nesla cidade do Reeife de Pe -
nambuco aos 26 do maiodc 1833.Eu Manoel Joa-
quim Baplisla, escrivao interino o csrrevi, Cuso-
dio .Manoel da Silra fmnuirnes.
O Dr. Jos Quinlino de Caslro Lc.o, juiz municipal
do commcrcio do termo desla cidade de Olinda,
comarca do Reeife le Peraarabuco, por S. M. Im-
perial c Constitucional, que Dos goarde, ele.
Faro saber aos que o prsenle e.lilal virein. em
como por esle juizo no dia 20 do correnle, as 10 ho-
ras do dito dia, em a sala das audiencias, se ha de
I arrematar em prara publica, a quem mais der, una
plorada de casa lerrca com um sotao, avahada em
2:1 R-jOOO rs. ; duas casinbas narua do Baldo, sendo
una em caixao; sendo aquellaavahada em 150-9000
rs., c esta em lOOsOOO rs., ojos bens vao prara
por execucao do commendador Manoel Gonralves
da Silva, cnulra o padre Rapliael Antonio Coelho.
Toda pessoa que em laes bensquizer laucar, o po-
llera fazer no dia indicado ; esle sera publicado e
aflixado 110 lugar do costume, c sera tambera publi-
cado pela imprensa na forma da lei. (Hinda 9 de
junbo de 1855.
Eu Filippc lo Nascimcnlo de Faria escrivao o
subscrevi.Josc Quintinode Castro Leo.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da ordem de Exm. Sr. pre-
sdeme da provincia de 14 ij_c malo ultimo, manda'
convidar aos proprielarios aJjaixo mencionados, a
aulregarem na mesma theson'raria, no prazu de :0
dias, a contar do dia da primeira publicac/Jo do pr-
senle, a importancia das quolas rom qdci devem
entrar para o ralraraenlo das casas da travesea de S.
Pedro, conforme o disposto na lei provincial n. 350.
Adverlindo que a falla da enlrega voluntaria, ser
punida com o duplo das referidas qnolas, na con-
formidade do arl. 6 do reg. de 22 de dezerobro le
1851.
H. 4. enharina Maria 1I0 Sena. 379600
N. 6. Manoel Antonio da Silva Reis. 199800
N. 8. Manoel Jos da Molla.....lRjOOn
N.10. Maria Rosa da Aseumpcgo. '. 619800
N. 1. Manoel Biiarqoc te Macedo. 199800
E para constar se maudou aOixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 9 de junhn de 18.33. O secretario, Anlonio
Ferreira da Annuncia;So.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da resolmjao da junla da fa-
zenda, manda fazer publico que a arrematarla do
pedagiodas barreira do Caehang o Jaboablo foi
transferida para odia I i do correte.
E para que chegue ao conhecimento dos inleres-
sadoe se mandou afxar o presente c publicar pelo
Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
Buco 6 dejunho de 1855. 1) secretario, Antonio
Ferreira da Annunciarao.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria provincial
em cumprimenlo da resoIocAo da junla da fazenda.
manda fazer publico, que o imposto de 20 por ceu-
lo sobre o consumo de agurdenle do municipio do
Reeife, vai novamenle a praea 110 dias 21 do cor-
rente.
E pata constar se mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ujesoraria provincial de Pcrnam-
buco 6 de junho de 1833.O secretario,
A. F. d'Annunciailio.
O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, cm cumprimenlo da resolue.lo da junla da fa-
zenda, manda fazer publico, que as arrcmalarOcs
das barreiras da ponte das Carvalhos, Tacaruna c
Bujary, vo novamenle a praea no dia 21 do cor-
renle.
E para constar se mandou allixar o prsenle c pu-
blicar peloyjan'o.
Secretaria da Ihesouraria provincial de .Fcrnam-
bucolide junhode 1855. O secrelario, Antonio
/ rrcira da AnnunriarSo. \
O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial m cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presi-
denlc da provincia de 10 do correnle, manda fazej
publico,qne vao novanieiiteapraea para screm arre-
matados a quem mais der no dia 21 do correnle, os
pedagiosdas barreiras do Qtqui e Molocolombo.
avahados este cm 2:668900 rs.,e aquella em 9:1805
rs., ludo por anno, sendo a arromalaco reila por
lempo de 3 annos, acontar do primeiro de julho,
prximo vindouro 30 >le junln de 1856.
E fara constarse mandou aflixar o presen!; c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
bucoll dejunho de 1855.O secrelario,
. /. /-'. d'Annunciarno.
O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria pro- incial
cm cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia de 9 do correnle. manda fazer pu-
blico que no dia 5 de jnllio prximo vin Ionio, pe-
rmite a junla da fazenda da mesma thesouraria, c
ha de arrematar, a quem pormenos Oler, a obra dos
reparos de que precisa a cmara municipal e eadeij
da cidade de Olinda, avaliada em 2:2009000 rs.
A arrcinalaro.snr feila na forma da lei 1 rovin-
eial n. 343 de 15 de maio do auno lindo, e sob as
; clausulas especiaes aliaixo copiadas.
As pessoas que se propoterem a esla arremala-
' rao compareram na rala das setsoes da mesma junla
no dia cima declarado pelo mcie dia compelenle-
I mente habilitadas.
E para constar se mandou afliva" o prsenle e
publicar pelo Diarlo.
Serrelaria da Ihcsourari.i provincial de Pcrnam-
hucol3 de junho de 1855.O secrelario.
Antonio /'. d'Auiaiiciaeiio.
Clausulas especiaes para a cremataro.
1." As obras para os reparos daideia da cidade
de Olinda serao feitas de conforraidle com o orna-
mento, approvado pela directora na conselho, c
aprcsenlado a appr.ivarao do Exm Sr. presidente
da provincia, importando cm 2:200)00 rs.
2." Estas obras principiarao no irazo de Irinla
dias, c linalisai.io no de seis mezes, nbos contados
como determina o regulamenlo da eparticao das
>ias pubiioaaj |c provinrial 11. 96.
3." O pagamenlo desta arreraalac: sera feilo em
dXias preslarOes iguaes, sendo a prinirnquandoli-
ver sido feila melade das obras, e a iguuda e ulti-
ma quando forera ludas concluidas, que serao re-
celndas definitivamente.
i.' Para ludo o mais que aqui nibeslivcr men-
cionado, seguir-se-ha o que delerroia .1 lei cima
mencionada.
Conforme.O secrelario. A. F. dalnnunciaciio.
O lllm. Sr. iiispcc.or da Ihesouiria de fazen-
da mandar fazer publico, que esla atorisado para
sacar sobre a thesouraria do Cear ala quanlia de
ittOOOg rs., afim de que as pessoas a nem coiivier
lomar alguns saques al essa quanlia,compareeim
na mesma thesouraria al o dia 25 do-orrente.
Secretaria da Ihesouraria de fazend de l'crnam-
bueo 11 dejunho de 1835. O ollicia-maior, Em-
lia \acier Sohreira de Mello.
-^-
DECLARACOE
varias funcroes que ha nesse dia, e nao dar tambem
prompto o novo vestuario que se esla preparando
para o dito drama, por isso lera lujar o especluculu
na quarla feira 20 do concille.
AVISOS MARTIMOS
CORRER) GERAL.
As malas que deve rondutir o vapr Imperador
para os porlos do sul, principiam-sia fechar boje
[13) ao meio dia, e depois des-a hora at o mome-
lo de lacrar, rccelieni-se correspon^ncias com o
porte duplo ; os jornaes deverao acl-se no correio
3 horas ante?.
Os 30 dias uleis para o pagamnlo a bocea do
cofre, da decima urbana dos predi* das freguezias
desla cidade c da dos Afogados, pmcipia-SC a con-
(ar do I. dejunho prximo vindoui, fuios os quaes
incorrem na mulla de tres por ceto todos aquelles
que deixarem de pagar seus debbs ; o que se faz
publico pela mesa do consulado prv ricial para co-
nhecimento dos Dteressados.
BANCO DE PEIfNAlIUCO.
O Banco de Pcrnambuo loma lettras
sobre o Ho de Janeiro. Janeo de Pct-
nambuco 7 de abril de 1&3.O secre-
tario da diiecrao, Joao Inacio de \Ie-
deirrjj Reg.
CONSEI.HO ADMINIST ATIVO.
O conselho adminislralivo cm x-linle de aulor-
sarao do Exm. presdeme da provicia, lera de com
prar os objectus sesuinles :
Para o presidio de l'ernndo.
Farinha de mandica de boa quailadc, alqucircs
600 ; dila de Irigo marca S S S, barieasO ; assucar
branco arrobas. 21 ; arroz, arrobaslO ; limas cha-
tas de roda, 12 ; dilas de incia cann pequeas, 12 ;
dilas muras sorlidas, 12 ; dilas Iruigularcs sorli-
das, 12; dilaschalasdc 8 a 10 poleadas, 12 ; dilas
de meiacanna de 8 a 10 dils, 12; lnaloes pequeos
de espingardeiros, 12 ; eslanhc, lilas 32 ; pregos
caibraes, 10,000.
Msicos do oilavo balaiao.
Bonetes, II ; cbarlaleiras, pares I.
Provimenlo dos armazens do anoxarifado.
Kuvamcs de madeia de qualiade de 20 a 27
palmus de comprimenlo, 20 ; reosle ferro de po-
legada e meia de largura, feixes .
l'ornecimerilo de lotes as estajes militares.
Azcile de carrapalo, caadas 72 ; dilo le coco,
dilas 16 ; pavios, duzias 9 ; fio d algodao, libras
110; velas de carnauba, libras 223
Oliera quizer vndelos apresenli assua propos-
lasem carta fechada na secrelariedo conselho ,is
10 horas do dia 13 do correnle rae.
Sccrelaria do conselho administr.livo para fornc-
cimenlo do arsenal de guerra 11 de unho de IS5>.
Jos de Rrito nglez, coronel presiente. Remar-
do l'ereira do Carmo Jnior, vogai e secreta-
rio.
O conselho de administrara, naval contraa
para os navios armados, enfermara de marinba,
barca de etcavacSo, e prados dosecaleres do arse-
nal, c africanos livres, o foruecinier.o dos seguinles
gneros : arroz branco do Miranbji, assucar bran-
co, dilo refinado, azeile doce de l.iboa, dito de car-
rapaloj agurdenle branca de 20 graos, liacalho
bolacha, caf em grao, canleverdcdila seeca, feijao
mulalinbo, farinha le mandioca, enha de mangue
em aehas, pao, loucinlio de Sanios vinagre de l.is-
loa, velas de carnauba, c dilajMterinas, cuj o con-
tralosera por lempo de (res mez*, 011 par um, se
assim convier ao consellb, em v:sl dos precos por
que forem oOerecidos: por tanto ceavi.la-se a quera
possa convir dito fornecimento, i ornparecer s 12
horas do dia 20 do correnle, consuas proposlas,
declarndoos ltimos precos, eqnim seus fiadores,
bem como as amostras dos gneros que se propoze-
rcm a fornecer.
Sala das sessocs do conselho t administararo
naval em Pernambuco 13 de junbo crelario, Chritlocao Santiago OeOUceira.
O conselho de administradlo m fardamcnlo do
corpo le polica precisa comprar > scsuinle ; 100
covados de panno azul para fardeBs, 200 ditos de
dilo para capoles, c 80 ditos de lala verde para
forro : as pessoas que se propozeren vender, deve-
rao comparecer no dia 18 do correite mez pelo meio
lia, na secretaria do mesmo corpo,com suas propos-
las em carta fechada, com as com|Mteoles amoslras.
Quarlel lo corpo da polica 13 dejunho de 18,35.
Epiphanio Borges de Menezcs Dora, lenle secre-
tario.
Pela administrarjlo do correio se faz publico,
que os Srs. assignantes que quizerem continuar do
I." de jullio prximo cmdiantc, ragarao I9OOO por
mez : aquelles, porcm, que nao lies convier, man-
dein cm lempo avisar. Correio d; Pernambuco 12
le junbo de 1&>5.o administrador,
Antonio Josc Gomes do Correio.
Pela subdelegada da fretroezia dos Afogados se
ra publico, que se cha depositado um Orvallo ro-
silbo.apprebendidonosilo .de Jjaquim Gonralves
Vieira* Guimaraes na Eslrada Nava, no dia 9 do
correnle. Quem sC ju|onr com relo compreca,
que provando lesalmenle Ihe ser cnlreane. Subde-
legada da fregueza dos Afogodos 12 de junho de
185.5l) subdelegado supplenle em ejercicio, Se-
rafn Pereira da Silva .Monteiro.
Pela mesma se faz publico, que se acha igual-
mente depositad}) um cavallo alazao, dinas braucas,
apprebendido no dia 10 do correle pola guarda da
barreira do Giqui.i, por o'suppor furlado. Subde-
legara da freguezia dos Afogados 12 de junhode
1855.O subdelegado supplenle em cxercieio, Se-
rafnn Pereira da Silva Monteiro.
Pela subdelegada da fresueza de S. Jo- se
faz publico, que adiase em deposito um cavallo ru-
co pedrez, carnudo, orcinas acabaadas, sellailo e
nfreJado, que no dia 12 do correnle. pelas 10 horas
da manhaa um prelo que trajava camisa de baeta
verde e chapeo de palha, deixou no corredor de umn
casa desla freguezia, dizendo logo o vir buscar, e co-
mo at i-mao no lenha apparerido. se faz publico,
para |ii" seu dono, justificando, Ihe seja enlrcgiie'.
Sabdelcsacia da freanezia de S. Jos do Reeife II
de junhode 1835 Osubdelegado.
Eduardo Frcderico Ran/.s.
;-. ---------------------------
ITLICACAO LITTEfiABIA.
Lrtteraura.
Acba-se .1 venda o compendio de i iicoria e Prali-
ca do l'rocesso Civil feito pelo Dr. Francisco de Pau-
la Itapli-la. Esla obra, alera de nma introdcele
sobre as aeees e exceprOes cm geral, Irata do pro-
coso ci\,l comparado cun o cnmmercial, eonlm
a Ilusoria sobre a applicac|fj di causa julgada, ce-
irs doulrinas luminosas: vende-se unicamenle
na luja de Manoel Jos Caite, na ra do (Juei-
mado 11. 10, a 69 cada cxeniplar rubricado pelo
autor.
Real Companliia de Paquetes lnglezes n
Vapor.
No dia 20
desle mez es-
pera-se do sul
o vapor Solcnt,
cnminandante
Jellicoe, o qual
depois da de-
rnnra do costu-
me seguir pa-
ra a Europa :
para passageiros ole,, Irala-seconi os asentes Adam-
son llovvie & C, na rila do Trapiche Novo n. 12.
PARA-O RIO DE JANEIRO
setjue impreterivelmente, sabbado 16 do
correnle, o brigue CONCEICA O. su
pode receber passageiros c escravo a re-
te.para o pie tem encllenles commodos :
liala-se com Manoel Alves (nena Jnior,
na ra doTr.ipiehe-N'ovo n. \.
Para O Haranliao e Para' sabe no dia
18 do corrente, o muito veleini brigue
RECIFE, capitao Manoel Jos Ribeiro :
para o restante da carga ou passageiros,
tratante com Manoel Francisco da Silva
Carricp, na ra do Collegio h. 17 segun-
do andar, ou com o capitao abordo.
Para Lisboa -segu com a maior brevidade pos-
svel, o milito veleiro brigue porluguez Experien-
cia, o qual lem cxeellenles commodos para passagei-
ros : quem pretender, dirija-sc ao capilao a bordo
ou aos consiguaiarios Viuva Amorim A; Filho, na
ra da Cruz n. 15.
Para a Babia segu imprclcnvelmcnle no dia
15do correnle, por lera maior parle da carga a bor-
do, o veleiro lliate Castro ; para o reslo, Irala-se
com seu consignatario Domingos Alves Malhcns.
LEILOES
O agente Borja. cm seu armazem, na ra do
Collegio n. (5. farleilao de una grande quanlidadc
de objeclos, como bem : obras de marrineiria. novas
e usadas, de varias puali i.nie-, obras de ouro e pra-
la. rclogios para algibeira, candelabros laiilcrua,
enfeiles para sala, louras p vidros para servico de
mesa, diversos arranjoa para casa, 2 excellentes car-
rojas, varios carrinbos de mao, c onlros muitos ob-
jeclos, ele, que se entregarao sem recusa de qual-
quer prero ollerccido, em consequeneia do dono dos
quacs rclirar-se para fura da provincia ; assim como
tmnbem rao a leilao alguns escravos de ambos os
sexos c um ptimo cavallo de estribara muito gor-
lo : Sexla-fcira, 16 do correnle, as 10 horas cm
poni.
Tasso Irmaos falto leilao, por inlervencao do
agente Oliveira, de urna podara com 2 tornos, sila
na ra las Cinco Ponas, a qual perlenceu a Talleci-
da D. Clara /.eferiua Cesar, viuva de Carlos Leoca-
dio Veira, e declara-se que arrematante tera a
posse da casa por 1 annos. qoanlos fallara para aca-
bar o arrendamento : segunda-feir, 18 do correnle,
ao meio dia em ponto, no lugar da indicada padaria.
LEILAO.
Hqje l do corre te,
lia leilao por intervngalo
do agente Roberts, de ba-
ealho chegado ultima-
nientc pela galera inglesa
Hcrmione : no rmazeni
do Sr.fJos Duarte das
Neves, no becco do Gon-
calves.
Novaes & C. farao cilio, por nlcrvenjao do
agente lloberlo e por cunta e risco de quem perlcn-
cer, sabbado lli do correnle as onxe horas cm poni,
de todos os Salvados do brigue nacional Magano,
naufragado ao sul de Macei, consistnido em vergas,
maslros, pannos, iftassamcs, Icme, cobre de forro,
a-ulha de marear, bilacula, bolo, aguada, amarras,
ferro, camarotes, e demais pbrlcnccs que eslarao
palenles ao exame dos prelendcntes no trapiche do
i'erreira, caes de Apollo.
Precisa-sfT de u
ma ama para o jjrvi-
AVISOS DIVERSOS
1NF0KMAC0ES 0L KELAQO'ES
SEUESTKES.
Na livraria n. 6 e 8 da piara da In-
dependencia, vende-se relaees seincs-
traes por preco commodo; e querendo res-
mas vende-se ainda mais emeonta.
WALDECk.
Esla no prdo o compendio de Instilulinnes Juris
Civilis, por D. 10. Petri Waldeck qno serve de
compendio a cadeira de Direito Itomano, instalada
de novo na l'aeuldadc de Direito : subscreve-sc a
(jOOO rs. pagos na occasulo da subscripcio. e para
commodo dos senhoret acadmicos entregnr-se-brio is
folhas impressas de S pi.ginas na livraria da praea
da Independencia n. 6 e 8, i propjrcjlo que forem
sahiodo do prclo.
!& iSabbndo 16 do corrente, fi
JL s 5 horas da tarde, llave- Z
v3' ra' sessao extraordinaria da W
(S) SvJJOUlfflJJSj^.lfiJia lg>ISI23Q;a ')
@SLlHIlH3li : na casa do S
costume, na do (neimado w
(9; n. 4G, priinciro andar. '$)
SOBRE
AS INSTITUIQO'ES DE DIREITO CIVIL,
POR
A sociedade Iramalnaavisa ao rcspeilavcl publico
WALDECK.
Esla obra muilo concorrer.i para que os csludan-
les do priinciro anno.di rACUT)ADE DE 1)1-
ItEITO, imdbor possam coiuprehender as prelec-
ees de seu lianissimo lente. Subscreve-sc na
praea da Independencia loja de linos n. 6 e 8. prc-
;o HI>'KH) rs., c s.ihir a primeira folh.,log> que
as assignatoras cheguen para o custo da mpresso
do volume.
Arrenda-se o engenho Para, na freguezia de
Ipojnra : quem o pretender, dirija-se nesta cidade ao
corredor publico, uu no engenho Pantorra na freguezia do
Cabo, que achar com quera tratar.
O procurador da cmara municipal
desta cidade, avisa a todas as pessoas en-
anegadas de tirarem guias de enterros
para o cemiteiio publico, rp-.e acha-se
todos os dias uleis no paro da niesrra ca-
trntra, narua Nova, desde as 9 lioras da
manhaa as o da larde, para aviar-se de
prompto a lodos rem, e nos dias de guarda, na ra de S.
Goncallo, casa terrea n. 11, as mesmas
horas. ,
Aluga-se urna loja na ra do Qucimado, ou-
Ir'ora Pracinha lo l.ivramcnto n. li'J : a tratar na
ra do Cabula n. I C.
Pieri-a-se alugar um criado para servien de
um homcm sollciro : na ra de S. Francisco n.
08 A.
' l'aga-se 10>0(l() por una ama forra ou escrava.
para o servir MlAmo c interno de uina casa de
pessoas de familia : trala-se na ra Augusla n. ->, se-
gundo andar.
Aloga-sc urna ama que tenlia bom leite, nSo
se olba a preco : na ra do l.ivrainenlo n, .
Hojc, 1.") do concille, linda a audiencia do
lllm. .Si. Dr. juiz do ci'.el. deve ser arrematada por
ser a ullima praja, a rasa terrea n. B8, ni rnajdas
Cinco Ponjas, por c\i.ueao de Manuel de Souxa la-
vares contra Antonio Rodrigues Brrelo e sua ma-
Iher. Escrivao Sales.
De ordem do Sr. director da sociedade das ar-
les mecnicas e liberaos desla cidade, fajo scienle ao*
respectivos socios, que domingo, 17 do corrente, na
sala das sesses da meanusocieda le. wdeverao reu-
nir para se proceder a eleirao da nova' direcro le
conrormidsde eom o disposlo cm seus eslalulos. Sc-
crelaria da sociedade das arles mecnicas e liberaes
de Pernambucc 1."> de junho de 1855,Ricardo Ja-
vare- Ferrcira Bitpo, \.- secretario,
I'crgiinta-so ao Sr. Jo3o Antonio Coraos (iui-
uinraes, ou para inelhor ser conliecido, pnis assim o
he, Joao de Pars, se elle he oenrarregado de alsom
QO de urna casa: na ra Augusta n. 8G.
Roga-se ao Sr. Candido Moreira da Costa, que
queira apparecer na ra da Cruz u. 28, casa de Li-
ma Jnior & Companhia, sobre negocios de seu in-
teresse, do contrario queira aonunciar sua morada
para ser procurado.
Precisa-sede urna ama para coziohare ngom-
m r : na ra d Cadeia N'ellra do Reeife n. 18, se-
guudo anilar.
Precisa-se de um caieiro para taberna, com
pratica, e que saiba ler : na ra da Guia n. M\.
Quem annunciou querer entregar urna menina
ile.'i anno?. procure na Camboa do Carra i n. 82, que
se dir (|uem quer.
l'recisa-se de urna ama, preferindo-se escrava,
para o servico de nma casa de familia : a tratar na
ra da Aurora n. 110.
.\o hotel da Europa pre;isa-se de um liomeui
que lome coula. do porlAo,dandu-sc-llie roupa, comi-
da, casa, etc.
No holel da Europa tem saias c quarlos para
alusuci, com comida ou sem ella, por commodo
preco.
No hotel da Europa tem comida a loda a hora,
pelo preco marcado na- tabella, um pitisco do :1II
para cuna, cha e lorradas 30, caf com lcite e tarra-
das 320, bife de cebolada 320, drto de srellia 320,
ovos eslrellados 210, presunto de Hambre 100 rs.,
peine 40p rs.
No hotel da Europa d.i-se comida monsalmenle,
por |ircru razoavel.
No holel da Europa tem mao de vacca todos os
domingos.
Os Srs. Josc Clan lino l.eile.Joao Ilvpnlito Mci-
a Lima, Jos Lopes Ouimaraes c Jos Maria Bour-
bou de Vasconcellos, qneiram appareccr no escrip-
torio da typugraphia do Echo Pernamhucano, para
pacarem as assisnaluras do Echo, vislo que os seus
correspondentes so recusaran) a pagar por Ss. S. E
os Srs. Anlonio Jos Kabello Cninarae.s do Para,
Joan Carlos Dainasceuo (dito Anlonio Paes da Silva
(de Porlo Calvo Jos Joaquim lavares (dilo c Cos-
me Bezerra Baplisla la Cosa (do Exti;, queiram
mandar pagar : os dous primeiros 19000 cada um.
o lercciro 10500(1, o quarlo 2O?000, e o qoinlo 23
rs., que devem das assignaluras dvEcho Pernambu-
cano.
Precisa-se de (iOiH)'H) a juros, dando-sc livpo-
theca em urna casa no areal lo Ilrum, com 3quartos
grandes, 2 salas, cozinha f(ra e um grande quintal
murado : quem quizer fazer esse negocio, dirija-se i
mesma na n. 3.
Da-se 5005000 al 6009000 a joros, com hypo-
Iheea em urna casa no bairro de Santo Antonio : di-
rijam-se ra Nova n.!).
O abaixo assignado responde ao Sr. Francisco
Jos daSa.it'Anna, que para vender a parte que tem
na propriedade Mouiisco ncsla cidade da \ doria,
nao precisa que o comprador se culeuja com o mes-
mo Sr., que falsamente declaren em sen annunciu
inserto no Diario n. 12U do 1.- do corrente, que pos-
tula a meia;io in dilas Ierras alm da casa graude
por titulo de posse,quaudo s'. lem 1.">l9i23no valor,
e o abaixo assignado 2889577. qual be a vossa meia-
(lo, Sr. Sanl'Anna '.' meuii- despejadaineutc para
assim querer Iludir ao publico. Tambem falsamente'
vos consideris senbor da casa por titulo de posse ;
pois bem, os ttulos do abaixo assignado convencern
da legalidade com que o abaixo assignado lie possui-
dnr da maior parle du sitio, inclusive as casas, o os
vossos ueoliuina legalidade lem para presumirdes de
lano.yoda) Francisco de Araujo.
Perdco-se da ra de llorlas ale a ra Imperial
um einbrulho de papel, cnntendn copia de urna cs-
criplura de ura^erreno e urna casa, outra de urna
casa, eum papel de fiiro le um terreno ; quem os
liver achado, entregndoos a Francisco Jos da Cos-
ta Campello, receben! 209000 de gralificac^o.
Jos da Silva Reis, nao podendo despedir-se de
lodosos seus amigos, olTcrece seu presumo naquolla
cidade.
Eu abaixo assignado, rogo as pessons que me
eslao devendo, hajaia de vir s itisfazer suas conlas
no prazo de 15 liss, e nao o fazendo osarei dos raeios
quo a lei faculta.Kccife 15 de junbo de 1855.
Antonio Pinto de Sou;a. .
Anlonio Pinlo de-Souza participa as pessoas,
que lem penbores em sua mao, bajara de os vir res-
galar no prazi. de 15 lias, do contrario serao vendi-
dos para principa! e juros de seu real embolso. Re-
eife 15 de junho de 1855.
Desapparcceu do 'engenho Hachado, junto a
Kio-I'ormoso, no dia 21 dedezembro de 1854, o par-
do Seloroino, de ida le 30 anuos, pouco mais ou me-
nos, estatura regular, ou pouco cima de resillar,
corpulento, desdentado na frente, um ponto gago,
be muilo couhecnlo.no districto de Agua-Prcla em
razio de haver sempre acompanhado o capIHo Pe-
dro Ivo durante a revolta, e onde ullimamenle lem
andado tirando subscripto para so forrar, Irabatkn
de carapina, e he muilo conversador, principalmente
em suas proezas' na revolta de 1!) quem o apprc-
hender, leve-n ao dilo engenho Machado, a l.aureu-
tino Jos do Miranda, ou no Reeife a Jos Joaquim
de .Miranda, na roa da Cadeia do Reeife, onde em
qualquer parle ser bem recompensado.
Theopbilo Schmidli embarca para os Estados-
Unidos.
O abaixo assignado, em resposla aoanmincio
qcc no jornal de boiitcm Ihe dirigi Manoel Alves
da Silva Piulo, e com etpecialklade aonde 6 ine-nio
senhor diz npnreceque desejava mais alguma cnn-i,
islo he, assenhorear-se do bolo para pagar^se por
suas proprias mos, como os moleiros, islo n3o sao
exprs-Oes que S. me. use comigo. vislo que eu nao
liz mais do que o meu dever em prevenir a quem
inleressar portesse, e mesmo prevenir queslrtes que
para o futuro sepodessera lomar muilo complicadas.
Emquanto ao que sua merc diz cm euquerer-me pa-
gar por minhas proprias mitos, repudio a expressao,
nao me perlencc, e gracas a divina Providencia, ale
boje nao lenho o mais pequeo rabo de palha por
onde sua merc me pegue, cxceplp se sua merc en-
lende que. eu querer toda a seguranza para o meu
dinheiro, seja crime. .l/anocl Joaquim Dias de
Castro.
Sexla-feira, 15, as 11 horas da manhaa, na sala
das audiencias, pcranle o Sr. Dr. juiz de orphaos,
vai a piafa de venda um terreno de marinba na es-
trada de Mntocolomb. a rqoerimenlo la viuva de
Torqualo Henriques da Sirva ; tambera se fari lei-
lao dos movis riaqucllc finado.
Traspassa-sc urna loja de charutos com poneos
fondos, e boa ra de negocio, di'- o motivo e os
inconvenientes que ha para tal traspasso : a tratar
na ra da Peuha n. 9.
Furtaram para amaiihcrer o dia 12 deste mez,
do engenho S. Jos, freguezia do Cabo, um cavallo
con os seguinles signaes : era rodado, depois de cas-
trado licou quasi ruro, tem urna tomadura as cos-
lellas, perlo do espinhaco, esl gordo de anca redon-
da, anda baixo, e tern muilo pouco cabello no tpe-
le, assim como as dinas, cauda rapada, he cavallo
de meio.ja nao he novo, o ferro ignorase por nao se
ler tirado; a pessoa que der noticia certa na ra de
Heras u. 1II, ou no mesmo eimenho cima a Fran-
cisco Carneiro, sera bem recompensada.
Precisa-ce de nm feilor para um silio na Ca-
punga, o qual deve ser Iraballrador c dar conheci-
meulo de sua capacidade, afranc,ando-sc bom orde-
nado : a tratar na ra do Livraiiicnto n. 33.
Quem precisar de um hornera para padaria,
paia furuo on masseira, dirija-se ra do Cabng
ii. 2.
Antonio Bolelho Pecheco rclira-se para fra da
provincia.
Aluga-se a grande casa, sila r.a Iravessa do
Monteiro, freguezia de S. Jos, ao p da camboa, n
qual casa arba-se muilo limpa, pintada de novo,
corriendo 2 grandes salas, corredor separado, 4 quar-
los, 1 slela e '.cozinha;. quem pretender aluga-
la, dirija-se Iravessa do Poucinbo, indo para a ca-
lida nova, armazem tle maleriaes n: 26 A.
Bola-se para qualquer obra ou aterro, canoas
de ara, por preeo commodo : nn Iravessa do Pouci-
nbo, armazem de materiacs n. 2( A, ndo para a ca-
deia nova.
A mesa regeJora da irmeudado de N. S. da
Conccicjlo da igreja da CongregacJo, convida a todos
ns irmaos em geral, para que e dignen comparecer
no domingo, 17 do correnle, pelas !) 1|2 lioras da
manhaa, alim de encorporados, rem buscar em pro-
rissilo o glorioso padre Saulo Anlonio do arco da
ponte do Reeife, para a celebradlo da sua l.-la na
mesma igreja ; e convida tambem aos meamos ir-
iiimis, para, as 7 horas da noitc. assislirem ao Te-
Deura que tem de se culoar em louvor do glorioso
padre Sanio Autonio, perlencenle a mesma igreja da
Congregacao.
Precisa-sede urna ama de leile na roa da Au-
rora de Sanio Amaro junio a casa do Cardla, casa
de sobraIo com urna taberna em baixo : quem csli-
\i-r ueslas rircumslancias, pode apparecer para Ira-
lar se. paga-se bem.
Joaquim da Silva Mouro previne a quem
inleressar possa, que lodos os bens do Sr. Jos Dias
da Silva, movis, semoventes, e de raz, e-lao sn-
geilos ao parlamento do que elle Ihe dee, pelo que
nao pode o mesmo alena-los, e alera de qualquer
forma dispr dellcs, cm preji.izo do aiiiiunciaule,
que prole-1.1 usar de se- direilo, minificando qual-
quer venda ou dhpesiogo lesses bens.
Ser repelido o preseulc auuuncio apezar da dc-
clararao do Sr. J*, Dias, em o Diario de bontem,
de nao pretender vender seas bens ; porque j.i urna
vez nSO ohslaide idnticas dodara(;ocs, elle quizera
umi ler lodos por irilervcneao do corredor Miguel
Carneiro, sem quedin os annuncios se livesse feito
meneao de seu nome, o que felizmente se soubc
lempo de se poder obstar por meio de um arresto,
que se fez nos mesmns beus.
O accordao que oSr. Jos Dias lem feilo pu- .
blicar repelidas vezes, e ullimamenle no Diario de
bniitein, nSo privou o ar.nuiicianlc Murjo-d di-
reito de haver o que eile Ihe deve ; apenas julgou
nao ler sido curial almarcha, que.se sesuira n- exe-
cucao de dnersos accordos proferidos por iinaninii-
dade de votos contra o Sr. Jos tliasv os yuaes sab-
sislcm em sen ialeiro vigor, pois qoe nao foram e
nem jiodiam ser derogados por esse a que tanto se
soccorre o mesmo senhor. .
Nos autos existem documentos (alguns do prnprio
piinho do Sr. Jos Dias) que dcstroem completa-
mente esse termo de runciliai.ao mandado publicar
j lautas vezes por esle senhor.Dos mesmos autos
se evidencia ser o Sr. Jos Dias realmente devedor
ao annuiicianle, sendo que quando nao exististe
prova clara e concludenlc, bastada o fado que se
den no ligeiro ajusle, amigavel que precedeu i
acco. lendo se verilicado logo no conieco do mesmo
ajusle sem trabadlo algum ser o Sr. Jos Dias deve*-
dor de alguns conlos de reis, como minucrasamente
depozeram as proprias leslcmunbas desse senhor,
baslaria a sua recusa em apresenlar cerlos livros,
que Pie foram exigidos por despachos para o aju-le,
e cuja existencia nao poda ser ennleslada, por cons-
tar de onlros livros que a aquelles se referiam.
Va -se continuar na execucao do accordao, pro-
ferido na causa principal contra o Sr. Jos Dias, e
0 publico ser informado do resultado desla ques-
tao.Joaquim da Silra .tfomro.
RAPE GROSSO, MEIO GROS-
SO FINO.
Viuva Pereira da Cunha, encarregada
da verija deste rape, avisa a seus re-
gue/.cs<|iie odeposilo se aclia prvido de
todas estas qualidades, e que para mais
commodidade acaba de estahclccer um
oulro deposito na ra de Apollo, arma-
zem n. !, onde podero encontrar lodas
os mencionadas (jiiuliilades ao preco ja'
esLabelecido, de I.s280 o grosso c 900 o
lino, de 5 libras para cima.
Exposicao uni-
versal de Pariz9
01 GUIA PARA MA VIAGEM A' EU-
UOPA PELO VAPOll DE SOT11AM-
PTN.
Esle uleressanle opsculo, U til na prsenle
qnadra, em que muitas pessoas com o intento de ns-
Iruir-sc on recreiar-se preleudem visitar a erando
exposirao de Pars, he escripto por um dislinclo I'er-
nambuca no, ora residente na capital do imperio fran- '
ez. Esla guia, nova no seu genero, necessaria co-*
mo be, aos que tencionam apreciar esse magniDco
bazar da industria humana, porque o recreio e ns-
trucrao que dahi Ibes pode resultar, tanto melhor
ser aproveitado. quanto mais preparados e avisados
forem os curiosos e viajantes, para visitar nio s
aquella capital como algumas oulras cidades por on-
de leem de passar nu Ibes ticar mao ; lorna-se
gualmenle mil a lodas as mais pes-oas ,-ividas de no-
licias proveilusas.pela infnrmafo minuciosa e varia-
da que e, illuslre escriptor aprsenla de diversas ca-
pilacs c cidades nolaveis da Europa. Um volnme
em broebura, bem mpressn, e em bom papel, por
1*IK). A' venda no Kccife, as livrarias da ru.r
da Cruz, dos Illms. Srs. Ignacio Francisco do San-
tos n. G, Jos Barboza de Mello n. 32, c Luiz An-
lonio Siqueira, ra da Cadeia. loja n, 30. Em Sanio
Anlonio, livrarias da rua do Collegio, dos Illms. Srs.
Kicardo de Freilas \ C, Jos Nogneira de Souza n.
S, e Ignacio Francisco dos Sanios, pateo do Collegio
n. 2, e uo alerr.i da Boa-Vista, leja do lllm. Sr. lire-
gorio Anlunes de Oliveira n. 72 A.
i'recrsa-sc alngar alsuns escravos, sendo mo-
jos, sadios e possanles para qualquer servico, pa-
gam-se bem : quem os liver e quizer alugar, dirja-
se a rua da Floreulina n. 30, para tratar.
O abaixo assignado previne a quem inleressar
possa, que conslando-llie que Manoel Alves da
Silva Piulo, residente nesla cidade, pascla urna
procaracao bstanle a seu pai Domingos Alves .da
Silva Piulo,residente na cidade de (niniaraes reino
le Portugal, para o dito seu pai receber a heranra
que Ihe perlencc por parle de sua fallecido mii,
Maria Joaquina leixeira e de seu fallecido avd,
Nicolao Teixeira tnimaraes, e dispor ella corno
eerri Ihe parecer em prejuizo do abaixo assignado;
como a dita herauea|be acbe h\ pothecada ao abai-
xo assignado por vina escriplura publica passida em
lidcjulho de Is.i.'l pelo labdliao Costa Monteiro,
e legalisada com lodas as formalidades qne a lei
exige : o abaixo assignado roga a quera inleressar
possa, que nao feram negocio algum com laes hc-
raiiQas, visto ler de haver o seu dinheiro em qual-
quer mao oo.de as'ditas herancas pessam ir parar.
Reeife 12 de junbo de 18j!Manoel Joaquim
Dias de Caslro.
Fugio a!) do correnle o prelo da Cosa de nome
Benedicto, idade Vi anuos, be haslante alio, bem
prelo, rosto comprido, olhos grandes e vermellios, s
lm bigode e barba de baixo do queixo ba-iaule
comprida, ps pequeos" muilo direilos do corpo, o
andar he descausadn. levou calca azul, patito da mes-
ma fazenda, chapeo preto, e quem o v parece cri-
oulo, lem callos nos dedos das unos de Irabalhar em
padaria. tem inicio de camaroeiro, lem rede sua com
que cosluma pescar por beira de praia e viveiros ; o
couto delle he na rua Mo Bom Jess da* Crinlas :
esle prelo foi dos arrematados na padaria de Andr
Naozer, a pessoa que o desrohrir he bem recompen-
sada na i ua do Culovello n. 29, padaria.
Desapparcceu do Brejo do Fagundcs no dia 29
de maio do correnle anno. um cabra de uomeMau-
iicio, com signaes seguinles: aliara e corpo regu-
lar.cabellos ca apiolis,olhos grandes.roslo redondo,
nadz grosso, com falla de um denle na parle supe-
rior, e sem -barba, roga-se aos capiles de campo a
apprehensao do mesmo, podendo djrigir-se ao Brejo
i!n Pagpndes a Manoel de Varias Leile, ou a rua
Nova n. 13 a Antonio Roberto, que se recompen-
sara.
O abaixo assignado, vendo annunciada venda
nesle Diario n. 133 de 11 do correnle, urna metade
do encenbo Siluro, de Santa Cruz, silo na fregoezia
de Ipojuca, declara para evitar) duv idas e quesloes
futuras, que tem bypotheca taclla c legal, por
cffeito leponhora e execucao que ainda nao foi sol-
vida, cm urna das melades do mesmo engenho con-
tra o Sr. Mainel Marques da Cosa Soares, consenhor
dessa propriedade. Reeife 11 de junho de 18V.
Jos Marques dd Costa Soares.
Precisa-se alugar duas escrava : na
rua de Santa Cecilia n. 11.
MOBILIAS DE ALUGUEL.
Alugam-se mohilias completas nu qualquer traste
separarlo, tambem se alugam cadeiras era grandes
porrocs para bailes e ollicios: na ma Nova armazem
de Iraslesdo Pinto, defronleda rua de Sanio Amaro.
Aluga-se o sobrado de Ires andares e solilo da
rua do Vicaria n. 18 : trata-se na rua do Crespo
n. 16.
LOTERA da matriz da boa-
VISTA.
Aos 6:000*000, ->:0OO.S'00(>, e 1:000*0(10.
Corre indubitavelmente sabbado, 21 de junho.
O cautetisla Salustiano de Aquino Ferreira faz
scieiitc ao rcspeilavcl publico, que as suas cautelas
estao siijeilas ao descont de oilo por cenlo do im-
posto da lei. Os seus lolhetes inteiros, vendidos em
originaos, nao sollrein o de'scoulo de oilo por cento
do imposto geral. Acharase venda as secuiules
lojas: rua da Cadea,do Reeife n. 21. 3S c 13 ; pra-
ea da Independencia n. 37 e 39 ; roa do I.ivra-
incnlo n. 22 ; rua Nova n. 4 e 16 ; rua do C?ue-
mado n. 39 e i ; rua eslreila do Rosario u. 17, e
no aterro da Boa-Visla n. 7i.
n O Dr. Sabino Olegario l.udgero Pinbo, ^!1
* mudou-sc do palacete da roa des. Francia- /^
* eo u. 68A, para o sobrado de dous anda- v
j) reSD.fi, ni ule Sanio Amaro, mundo novo..1 f9
I1EGIVF1
L'in bom sitio.
Uucm liver um bom sitio com boa casa, sendo per-
lo da praea c querendo aloua-lo, annuneie.
Precisa-se alocar ama casa lerrea no bairro de
Sanio Antonio ou San Jase, que nao exceda de S-
a '.i- r-. le aluguel ; paga-se adianlado : quem li-
ver annuneie.
Aluga-sa urna casa com bons commodos em
qualquer rua desta cidade : quem liver annuneie
para ser procurado.
O abaixo aasfgnada deixa, durante sua demo-
ra na Europa, por seu bstanle procurador e encar-
regado de lodos os seus negocios nesla praea, o Sr.
Francisco lavares da Silva. Antonio Ignacio de
Medciros^^^^^^^^^^^^^^0^
Bilbeles 5J6O0 Recebe por inleiiii 6:O0O.J
Meios f2*jrj00 i> com descoulo 2:7601
Cuartos I-i ii 1:3809
Qainlos 1)160 M o 1:1111-3
Oitavos 7211 D i 6909
Decimos 600 1) :.:-2
\ l-"-lllllli sao l> o 276
lo caulcila so he raaponsnel a pagar os
oilo por canto da lc nos (res primeiros premios
grandes sobre ns seus bilhotcs verfttidB cm ori::i-
naes, logo (pie Ihe fr aprcsenlado o bilhele inicien,
indo o possuidor receber o respectivo premio que
nelle sabir, na rua do Collegio n. 15, aterlptorio
dn Sr. tesourciro Franctwo Anlonio de Oliveira.
l'eruambiico 12 de junho de 1855.
Sali,-l)ai,'i de Aquino Ferrcira.
Precisa:alujar urna os,- rava para lodo servi-
co de urna casa : a Iralar em Fura de Portas, rua dos
liuararapes. casa do professor publico.
Desappareceu no dia 16 da jtrlho de IS'ii, do
enaenho l.ages, o mualo Vicente, de ktarhfSOannos,
alio, grossnra regular, barbado, cabello no pello,
denles podres na frente, ps grar.de-. juntas groasa,
be muilo descansado em ludo, fuma cachimbo, nao
bebe agurdenle, tem marcas de feridas uas psVnjM,
mis verguea as gastas, nariz afilado, consta ler dilo
que havia fugir c sentar praea : quem o penar, le-
ve-n a seu senhor Marlinho de Mello Cavalcanti, no
dilo engenho, ou na roa do Encantamento, taberna
de Manoel Jos de Oliveira, que sauhar.i 100-300h.
l'recisa-se de urna ama para tratar de urna me-
nina: no largo do Terco n. -11.
amiiTii Ann




s.
CURIO DE PEmUlUCO, SEXTA FEIRA 15 DE JUNHO DE 1855.
LOTERA DO RIO Dt JANEIRO.
Acham-se a venda os novos bilhetes da
21 lotera-do theatro de Niotheroy, deviacorro a*2ou i- do corrente me/.:
as listas espcram-se polo veloz vapor TO-
CANTINS. no da 10 do andante : ot pre-
mios serio pagos logo que s.e fizer a dis-
tribuidlo das inesmas listas,
MASSA ADAMANTINA.
Roa do Rosario n. 36, segundo andar, Paulo Gai-
. gnouv, dentista francez, chumba os denles rom a
i adamantina. EssS nova e maravillosa com-
OjOefejtoaieisV a vanlagem de enrhersem pressilo doln-
rosa.lods as anfractuosidades do denle, ariquiriudu
em poneos inslanles solide/: igual a da pedra inais
dura^ e persnile restaurar os dente* mata estraga-
do* cont;f forma e a cor primitiva.
. Treeiaa-se d una ama fqrra ou captiva, que
saiba fazer o servido diario de urna casa de pouca
familia : alr5l,fr n.; rua do Collegio n. 15, arma-
zem.
Em consequencia de nao ter apparecido lici-
lanles as reiiiia--. dus predios abaixo declaradas, por
isso vo de novamente prac. para serem arrema-
tados em liasla publica, na sala das sessoes do con-
seibo adminislralivo rio patrimonio dos orpbaos, nos
das 12, 15 e 19 do correnle mez, e por lempo de
um auno, a conlar do 1.- de julbo prximo futuro a
30 de junho de 1856, as rendas dos segoinlcs pre-
dio, a saber : sala e loja da casa n. 1 do largo do
Collegio ; ra das riarangeiras, casa n. 5 ; ra do
Kangel n. 6 ; ra do Pires n. 13 ; ra da Madre de
Dos ns. 22, 23. 27, 33, 34 e 36 ; beeco das Hoias ns.
3i, 38 e39 ; ra da Lapa n,. 10 e 11 ; ra da Mo-
da ns. 45, ib c 47 ; ra do Amorim ns. 8, 50, 52,
54, 55 c 56 ; ra do Azeite do Teie ns. 5! e 02 ;
ra do Burgos ns. 68 e 69 ; ra do Vigario ns. 71,
72 c 73 ; ra do Encantamento ns. 74. 75 c 76. c
loja n. 76 ; ra da Senzala Vellia ns. 78, 79, 80 e
81 ; ra da Guia ns. 83 e 81 ; ra do Trapiche n.
85 ; ra de Fra de Porlas ns. 98, 99 e 105 ; sitios,
um em i'arnameirim n. 2, oulro dilo na Mirueira
ii. 4. Os licitantes com seus fiadores, liajam de
comparecer no lugar indicado, c as 10 horas da ma-
nliaa dos mencionados dias. O secretario,
Manoel .liilonio liegas.
A sncieJade que existid sob *a lirma de
Davis & C. em um armazem de supprimentos pa-
ra navios, na ra da Cruz, foi dissolvida amiga-
velmenle no ultimo do mez prximo pastado, leu-
do sabido ilc socio da incsma WmUllev, Jnior,
licando dila casa girando riebaiao da mesma firma
de Davis J[ CT, e W. A. Davis eiicarregailo da
liquidac.au da mesma. Recifc 12 do junho de 1855.
II'. A. Datis.
Aluga-se a 103 rs. por mez, orna casa terrea
em (Mirilla, ruada Rica de S. Pedron. 1. com duas
portas e duasjanellus de frente, Ircs salas, qoalro
quartos, grande rozinha. quintal grande murado
com pollito para .i ra, cacimba, eslribaria para Ir*
uu qnatro cavallos, e casa para prelos, e lamliem se
veude : a tratar com Antonio Jos Rodrigues de
Souza Jnior no Recite, ra do Collegio n. 21, pri-
meiro ou segundo andar.
AGENCIA COMMERCIAI..
Christovao Cuilberme Brerkenfcld, habilitado
com os conher mentes praticos que em materias de
commerrio tem adquirido durante mudos anuos,
que as tem excrcitado nesla praca como ciixeiro,
guarda-livros, e gcrenle de negocios proprios c
alheios, olferece aos negocinnteaKaia e das oulras
primas do Brasil, assim como a outra quaesquer pes-
soas, o scu presumo para o fim de dirigir lodo o que
se refere couabilidade, como sejam,rever e ajusfar
coutas de qualquer uatoreza, nrgaajnr balances, re-
gularisnr liquidacoes de sociedades, rleios, regula-
Mies de avirian, Inventarios c parlilhas ainigaveis de
qualquer espe:ie de bens, extrabir cenias correles
com juros ou sem elles, por em dia escripluraces
atrasadas, torrar conla oequalquer nova cscriplura-
cao por partid i doblada, mixta uu simples, arbilra-
mcnlos judicic es. contratos commerciacs de qualquer
nalureza ele. ele. Encarrega-se oulro sim de diri-
gir qualquer negocio judicialmente, qur peranle o
joizo commercial. qur peranle o tribunal do com-
merciu, em primeira c segunda instancia, para o que
lem a cooperarlo de um dos mais habilitados advo-
gados e de um Jos mais probos c diligentes solicita-
dores do foro. Para esle fim tem o annuncianle
aberlo o sen escriptorio na ra da Cadeia de Santo
Antonio n. 21, onde pode ser procurado das 8 horas
da manh.'ta ss 4 da tarde. O annuncianle espera
merecer desla e de oulras praras um. bom acollii-
menlo, sendo o seu estabclccimenlu da mais reco-
nhecida utilidade.
EDUCADO DAS FILHAS.
Entro as obras do grande tencin, arcebispo de
Cambrax. merece mui particular mencao otralado
da educarlo das meninasno qual este virtuoso
Eirelado ensiua como as mais devem educar suas fi-
lias, para um dia fchegarem a oceupar o sublime
lugar de mi de familia ; torna-se por tanto urna
uecessidade para todas as pessoas que desejam gui-
a-las no verdadeiro caminho da vida, lisia a refe-
rida obra traduiida em porluguez, e vende-se na
liviana da praca da Independencia n. 6 e 8, pelo
diminuto preso de 800 rs.
Manoel Jos de S Araujo, lendo de ir fjzer
nina viagem a Portugal, deixa durante sua ausen-
cia, eucarregado de seus negocios : em primeiro lu-
gar i seo mano Luiz Jos deS Araujo ; em segun-
do a Jos Antonio de Araujo ; e em lercciro,
Manoel Nsscimenlo de Araujo.
>'ovos livrosde homenpalhia uiefranrez, obras
(odasde summa importancia :
llabncmann, tratado das moleslias ebronicas, 4 vo-
lumcs............2lfc000
Teste, irolestias dos meninos.....0JO00
liering, homeopathia duineslina.....'- "'
Jahr, phariuaonpcn hoinonpalhica. 65000
Jahr, novo manual. 4 volnmes .... 168000
Jahr, molestias nervosas.......(8000
Jahr, molestias da pelle.......KsOOO
Rapnu, historia da hoineopathia, 2 voluntes 16;000
llarlhniann, tratado completo das molestias
dos meninos..........
A Teste, materia medica homeopalhica. .
De Favulle, doulrina mdica homeopalhica
Clnica de Slaoneli .......
Caaling, verdade da homeopathia. .
Diccionario deT\\sien.......
Alllas completo de anatoma com bellas es-
lampas coloridas, conlendo a descripejo
de todas as parles rio eurpo humano .
vedem-se lodos estes livros 00 consultorio homeopa-
Ihico .lo Dr..J.obo Mostoso, ra Nova 11. 50 pri-
meiro auriar.
t'lBLICAtAO' DO h'STITITO HO
MROPATIIICO lMi IM'.ASIL.
THESOURO OMEOPAThlCO
O
VADE-MECLM DO
HOMEOPATHA.
Mclhodo conciso, claro e tejuro'dc cu-
rar homcopalhicamentl todas as molestias
que affligem a especie humana, e parti-
cularmente aquellas que reinan no Bra-
sil, redigido segundo os melhores trata-
dos de homeopathia, lauto europeos como
americanos, e segundo a prupria experi-
ein i,1, pido l)r. Sabino Olegario l.udgera
Pinho. Esta obra he boje reconherida co-
I mo a melhor de todas que tratam daappli-
cacao horneopathica no curativo das mo-
lestias. Os curiosos, principalmente, nao
podem dar um passo seguro sem possui-la c
consulta-U. Os pais de familias, os senhc
res de en.enlio, sacerdotes, viajantes, ca-
pilcs de navios, scrlanejoselc. ele, devem
e-la mSo para occorrer promplamente a
qualquer taso de molestia.
ous volumes em broebura por lOfOOO
encadernados UcOOO
Vende-siunicamenteem casado autor, ,
rua de Santo Amaro 11. 6. (Mundo No- '
vo). I
Fon ecimento de c;irva'o
As pessoas que se pro[)o/.erem a snp-
prir de carvo os vapores da mesma cotn-
panlna, podem igualmente apresentar
suas propostas 110 uiesmo escriptorio at
o referido dia 15 do crtente.
I J. JANE, DENTISTA, %
% continua a residir na ra Nova n. 19, primei- @
" ro andar.
Precisa-se alugar urna olaria que lenlia sitio
ou mesmo sem elle, perto de embarque: quem liver
aiinuucie, ou dirija-se esta lypographia, que acha-
ra com quem Iratar.
O Dr. Ribeiro, medico pela universidadede
Cambridge, contina a residir na ru.n da Cruz do Re-
cite n. 49, 2." andar, onde pode ser procurado a
qualquer hora, e convida aos pobres para consullas
gratis, e mesmo os visita quando as circunstancias o
exijam, faz especialidude da moleslias dos olhos e
ouvidos.
Avis ao respeitavel publico.
Jo3o Luiz Ferreir.i Riueiro, com padaria no largo
de Santa Cruz 11. 6, confronte a igreja, alm do bom
pao e bolachas de lodos os tamaitos, -e acba muni-
do de um homem que enlemle rrfeitamenlH de fa-
zer balinhos de todas as qualidades, pa-leloes, enfei
la bandejas pira bailes, amendoas, eonfeilos, c ludo
mais de sua arle ; por isso avisa o dono do estabelc-
cimculo a lodos os seus freguezes, que vende ludo
por menos preco que em qualquer parle, tanto em
porrao como a retalho ; ssim como na mesma pa-
daria se fabrica bolaebinha de aramia muilo bem
fcila, biscoitos, falias linas ele.
Precisa-se de urna prela escrava para aflb de
urna casa de familia, que faca o servir alterno e
externo da mesma, pagaudo^se-lhe 320 "rs. por dia :
a tratar na ra do Collegio n. 3, primeiro andar.
Caa de consignarao de escravos, na ra
dos Quartcis n. 2 i
Compram-se c rerebem-se escravos de ambos os
-e\os. para sevenderem de coininissan, lauto para a
provincia como para tora della, ofiererendo-se para
sito toda a seguranza precisa para os dilos escravos.
COMPANHIA PERNAHBUGAN A
DE NAVEGADO COSTEIRA.
A direcrao leudo de mandar fazer o
aterro e ces no terreno do forte do
Mattos, convida as pessoas que eslejam no
caso de arrematar as referidas obras, a en-
viaren, as suas propostas ate o dia 15 do
corrente, ao escriptorio do Sr. F. Con-
loo, na ra da Cruzn. 20.
CONSULTORIO DOS POBRES
O BU* ESTOVA 1 AUPAR 50.
O Dr. T. A. Lobo Moscozo d consullas homeopatbicas lodos os dias aos pobres, desde 9 horas da
manha al o meio Uia, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noite.
Oflerece-se igualmente para pralicar"qualquer operacao de cirurgia. e acudir promplamente a qual-
quer mulhcr que esteje mal de parlo, e cujascircumstancias nao permillam pagar ao medico.
80 MUITORI DO DR. P. A. LODO I0SC0Z0.
50 RA NOVA 50
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual completo de meddicina homeopalhica do Dr. ti. II. Jahr, traduzido em por
luguez pelo Dr. Mosrozo, qnatro volumes encadernados em dous e acompaithado de
um diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., etc.
-HljOOO
.hsla obra, a maisintporlanle de toda as quetralam do esludo e pralica da homconalhia, por ser a nica
qtieconlem abase liindanienlal d esta doulrinaA PATHOtiE.NESIA Ol KttETOS I)OSMEDIt"\-
MEISTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SAUDE-conhecimenlos que nao podem dispensar as oes-
toas que sequerem dedicar 1 pralica da verdadeira medicina, inlcressa a todos os mdicos que qui?creui
cxpermienlar a doulrina de HaTinemann, e por si meninos se convenceren! da verdade d'ella : a lodos os
fazcndeiros c srnliores deensenho que esto lonae dos recursos dos mediros: a todos os capitacs de navio
que urna ou oulra vez nao podem deixar de acudir a qualquer inrommorio seu ou de seus tripulantes :
a lodos os pas de familia que por circumstancias. que nem sempre podem ser prevenidas, sao obrisa-
dos a prestar in conttnenti os primearos soccorros em suas enfermidades.
O vade-mecum do homeopalha ou traducan da medicina domestica do Dr. Bering,
obra tambein til as pessoas que se dedicam ao esludo da bomeopalbia. um volu-
me grande, aconipanhado do diccionario dos termos de medicina...... 10*000
O diccionario dos termos de medicinn, ciruxRia, anatoma, ele, ele, encardenado'. ". ". liaOllO
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um pa*m securo na pralica da
homeopathia, e o proprielano deslc estabelecimento se lisongeia de tc-lo o mais bem monlado possivel e
mnguem duvida hoje da grande superioriilade das seus medicamentos.
Rolicas a 1:2 tubos grandes.............
Boticas de -2i medicamentos em glbulos, a 10J, 12 e CiJOOO rs.
I)il;" 3 ......'.....' J'i.-IHKt
........... 303000
............. 60,-MKK)
............. 18000
............. :8000
.......... 3*000
limero de (ubos de rrystal de diversos lamanhos,
vidros para medicamentos, e aprompla-se qualquer cnrommcnda.de niedieamenloscom to.la a brevida-
de e por presos minio commodos.
KStKKJ
dilos
ditos
dilos
Hilas 48
. Ditas 60
Ditas til
Tubos avulsos.........
Irascos de meia 011ra de lindura. .
Dilos de verdadeira lindura a rnica.
Na mesma casa ha sempre venda Brande
IOJOOo
1.9000
70000
68000
43OOO
OJOOO
30*000
3
. DENTISTA. i
3 Panlo Gaignoux, dentista francez, eslahele
S5 cido lia ra larua do Rosario n. 36, [cumulo 9
.-3 andar, colloca denticom genuivasarliliciaes,
e dentadura completa, ou parte della, com a
pre-so do ar. ^
Rosario 9.3sepuihlo andar. 9
- AULA DE LATIM.
O paire Vicente Ferrer de Albuquer-
(|ucniudou a sua aula para a rita do lan-
ge! n. 1.1, onde continua a receber alum-
nos internos eexternos desde ja' por me-
dico preco como lie publico: quem se
quj/.er tttilisar deseo pequeo prestiino o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer Iiora dos dias uteis.
Est a saliir a Inz no Rio de Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
EXTRAHIDO DE RUOFE, E BOEX-
XIXIillAL'SEN i; OLTHOS,
posto em ordem alphabelka, rom a dcscripeo
abreviada de todas as molestias, a indicacao plixsTo-
losica e Iherapeutira meopathiros, seu lempo de aejao e concorrituteia.
seguido de um diccionario da significacao de todos
os termos de medicina e cirurgia, e posto ao alcance
das pessoas do povo, pelo
DR. A. 4. DE MELLO lORAES.
Subscreve-se para esla obra no consultorio humeo,
palhico do Dr. LOBO MOSCOZO, ra Nova n. 50-
primeiro andar, por 5JJO00 em brochura, e 05000
eucadernado.
Na ra Bella n. 13, 'precisa-sc de urna ama es-
crava, que saiba cuzinhar bem.
A pessoa que diz ter adiado nm trancem, sir-
va-se annunciar sua morada, ou dirigir-se a ra do
Queimado 11. 53.
Joaquim Jas Dias Pereira declara que arre-
matoo em Icilao de 9 do corrente todas as dividas
activas que deviam a Antonio da Costa l'erreira Es-
trella, com taberna na ra da Cadeia do Recife, e
convida a lodos os devedores do dito Estrella, tanto
da praracomo do mallo, para que venham pagar s
ao annuncianle. coma maior presteza possivel, afira
de evilarem maiorej despezas, pois promelle ter loda
a coulemplarao coraos que forem mais promptos
nos seus pagamentos, podendo-se dirigir-se ao an-
nunciaute, no aterro da Boa-Vista, loja n. 11.
. A abaivo assisnada previne ao publico e espe-
cialmente as auloridadcs, que tem de conbecer das
causas qu^move a scu marido Antonio Carlos Perei-
ra de Burgos Ponce de Len, que, separada delle,
para tratar de seu divorcio perpetuo, nao deiiou em
seu poder papel algurn com a sua assiunalura, que o
aulorisea fazer qualquer tran-arrao, ainda mesmo a
mais insisnilicanle. A annuncianle loma esta pre-
canc/io por saber da facilidade que tem o mesmo Sr.
em imitar a sua ledra, e tambem porque pouco an-
tes della separar-se, elle leve a iudiscrirao de dizer-
Ihc que havia de fazer a venda i que a annuncianle
se oppunha, sem precisar de sua assignatura, porque
elle a sabia supprir. Marlapagipc 5 de junho dp
185.>.Thereza Adelaine de Siqueira Cacalcanti.
Precisa-se por aluguel, de 11111 prelo escravo,
que Iraballie em masseira de padaria : Irata-se na
ra Direila, padaria 11. 79.
Precisa-se de urna ama que saiba coziuliar e
fazer todo servico interno de urna casa de pouca fa-
milia : no largo do Terco n. i i.
Precisa-se de urna ama para casa de homem
solteiro 1 quem pretender dirtja-se a praca da Inde-
pendencia u. 34.
Agencia de passaportcs e folha corrida.
Claudino do Reg Lima, tira passaporles para fra
e ilen tro do imperio, e folha corrida : na ra dal'raia
I. andar n. 13.
O ahaixo assiguado como procurador do Sr.
Joaquim Marlins da Cruz Correa, previne a todas
as auloridadcs poliriacs e capujes de campo que dc-
sappareceu de casa dos Sr*. Keidel Pinto t C. no
dia 7 do corrente pelas > horas da larde o moleque
Jos, perlenccnle ao mesmo Sr. Correia.oqual tem
os signaes segumtes: baixu, grqsso, pesclo curto,
dade 30 anuos pouco mais ou menos, levou camisa
de madapoln, caira do caseinira, e chapeo d pa-
llia, lem sido enconlrado pelo pal da Ribeira, por
tanto quem o pegar leve-o a casa do mesmo ahai-
xo assignado na roa da Cruz n. 22. que ser recom-
pensado. Recite 9 de junho de 1855.
J. Soum.
Na ra de Aguas-Ycnles sobrado de
um anclar 11. 14, arinain-se bandejas de
bollos com toda a perfeieo e 'az-se bollo
de S. Joao.
Precisa-se da quanlia de 700 a8003 ", sobre
hvpotheca em uiua parle de um sobrado : queo li-
ver annuncie para ser procurado.
COMPRAS.
Compram-se escravo* de ambos os sesos de
1-2 a 25 "imos.sendo boniliis guras paga-se bem: na
ra de Hurlas 11. 60.
Compram-se escravos de ambos os sexos, de 12
a 30 annos, sendo boas liguras pagase bem. e tam-
bem se rerebem de commisso : na ra do Livra-
iiienlo II. 4. I
VENDAS.
BICHAS DE ..AlBUMO.
Na ra eslreila do Rosario n. 2. loja de harbeiro,
vendem-sc aos ccnlose a lelalho bichas de l'lainbur-
go, chegadas pelo ultimo vapor da Europa.
Vende-se um en gen lio em Seri-
nliaem, comarca do Uio-Fortnoso, com
boas obras, safra e animaes : os preten-
den tes dirijam-se a uta do Queimado n.
~>, que se dir' com quem sedeve tratar.
A Ia'OOO RS.
Vende-se o resumo da HISTORIA DO
BRASIL, peto baratissimo preco de l.s rs. :
na ra do Crespo loja n. l(j.
r* Vende-se um molei.ue crioulo, de 1(i annos de
Hde, robusto, sadoi, e proprio para lodo o servico,
saliendo coziuliar a comida diaria de urna rasa : na
roa da Cadeia do Recifc, loja de fazendas o. il.
Vende-se um moleqoe crioulo, de 9 a 10 an-
nos, muilo proprio para frsenle por ser muilo bo-
nitmbo : no aterro da Boa-Vista, loja n. 7.
Vende-se um hoi gordo e manso para carroea :
no paleo do Paraizo. primeiro andar, junto a igreja.
Vende-se urna porrao de barris vasios em mui-
lo bom estado, e sacros com inilho, dilos de feriaba.
do mandioca, ludo muilo mais barato do que em ou-
lra qualquer parle, por se querer acahai rom o res-
tante : no armazera de Antonio Pinto de Souza, bee-
co do Carioca.
Farello novo
chegado ltimamente de Lisboa pelo brigue porlu-
guez Experiencia, por commodo prero : na ra do
Vigario n. 19, primeiro andar.
Na ruada Cruz 11. 51, vendem-sc saceos rom
muilo nua familia de mandioca, por menos prero do
que em oulra qualquer parte, e Uitihem se vendan
a retalho de quarla para cima.
Muita attcnco.
Vende-se a loja de barbeiro da rua da Cruz do Re
cife u. 1:1, com lodos os seus perteuces ou sem elles ;
esla casa pelo seu local esla propria para, qualquer
eslabclecimeiilo, assim como bilhetes, loja de calca-
dos, charutos, etc.
O mais baralo possivel he lencos de garra e se-
da a IjlHK), romeiras de lindos goslos a 3gOO, cha-
les de lia e seda, os mais bonitos que lem appareci-
do no mercado a 3&5UO, corles de vestidos de cani-
braia com 8 l|2 varas por 2SI00: na rua do Quei-
mado n. 33. loja junto a da Faina.
lECHANISfflO FARA EHGE-
HHO.
XA FUNDICAO DE FERRO DO EXGE-
NIIE1RO DAVID W. BOWN1AX. ,\A
,. RUA DO BRUM, PASSAXDO O olIA-
FAR1Z,
ha sempre um grande sorlimenlo dos seguinlcs ob-
jeclos de mechanismos proprios para eni,enlios, a sa-
ber : munidas c meias munidas da mais moderna
conslrucco ; laixas de ferro fundido e batido, de
superior qualidade e de lodosos lamanhos ; rodas
"dentadas para agua ou animaes, de todas as propor-
res ; crivos c boceas de fonialbae registros de Pu-
dro, aguilhoes, bronzes, parafusos ecavilhoes, moi-
nho de mandioca, etc., etc.
Conliiiua-sc a vender manleiga ingleza a 900
1WHX) e I.?I20 rs., trncela a 800 rs., amendoas com
casca a 320 a libra, caf de carocoa 1GO, arroz pi-
lado a 80 rs., cevadinha para sopa a 320, pascas h
480, velias de espermaceti! americanas a 900 rs., di-
las 850, feijao misturad!, a 2i0a cuia, cb prelo a
508fl, sabao braoco a 321), dilo para barbeiros a
400 por ser niuito alvo, cartas de traques a 120 rs.,
gemina de engommar a 80 rs. a libra c 2&100 a ar-
roboa : na taberna da rua de Ilortas n. 4.
ATTENQO,
801)
ri>
Prceisa-sc comprar unta casa lerrca. que seja
boa, no bairro de Santo Antonio, em boa rua :
quem livor o quizer vender, pude dirigir-se a rua de
Sania Thereza n. 22, que adiara ruin quem Iratar.
Compra-se urna imprensa de copiar carias : na
rua do Crespo, loja n. 15.
Comprain-sc peridicos a 39200 a arroba : no
palco do Carino, quina da rua de Hurlas u. 2, ta-
berna.
Compram-se travs de embirtba ne-
ta com 00 palmos de comprimento e um
em qiiadro: na na da Praia. rasa ler-
na junto a casa do subdelegado.
Compra-se prata brasilcira ou despatillla : na
rua da Cadeia do Recife n. 54, loja.
Compra-se unta jicgra qfie seja mora, saiba
bem engommar c coziuliar, assiai como aun moleque
de 12 a 11 anuos: na ra da Cruz do Recife, n. 23-
Comprum-sc pataces hr.Tsileirosc hesparihoes :
na rua da Cadeia do Recife loja de cambio 11. 38.
Compram-se elleclivainenlc trastes usados, e
tambem se trocam por novos: na rua Nova, arma-
zem de trastes do Pinto defronle da rua de Santo
Amaro.
Vende-se superior vinho verdede Lisboa, pelo di-
miiiiilp prero de ljsbUO a caada, e 210 a garrafa ;
assim como tambem se vende em barril de 1." em
pipa na prafa do Corpo Santo, armazcm u. i, jun-
to a loja de funileiro.
Attencao.
Vende-se urna taberna bem afreguezada, e com
poucos fondos, na rua Icaperial u. 39 : a tratar na
mesma.

Na rua do Livraraemo n. 26, lem para vender
um excedente escravo cozinbeiro de massas, ptimo
copeiro, sem vicio algurn v. nem achaques, com 20
annos de idade, figura a m ilbor nesle genero.
C. (i. Hess avisa ao respeilavel publico, que
lem para vender 2 carros de rodas ultimameute
acabados, os quaes sao do mais moderno modello, .
sol la roiistruccao : os prelendentes podem exami-
na-los na rua do Pires n. 22, fabrica do mesmo
MATEBIAES.
Vendcni-se lijlos de todas as qualidades, cal bran-
ca e prela, ara e barro, ludo por preco muilo com-
modo, e bola-se sem frete os materiaes as obras :
na Iravessa do l'oucinho, indo para a cadeia nova,
rmazeni de materiaes u. 26 A.
No aterro da Boa-Vida 11. 80, vende-se, ulli-
mmncnle rhegado de Lisboa, vinho PRR a 180 a
garrafa, dilo moscatel de Sclubal, engarrafado, a
H) rs., batatas a 100 rs. a libra, presuntos e chou-
iras a 400 rs. a libra.
Vende-se urna casa terrea na rua da Praia n.
54, a qual lem armazcm de carne : na Carabea do
Carino 11. 18.
Vendem-sc i escravos mojos, de bonitas figu-
ras, cutre elles duas boas escravas quilandeiras, o de
ptima couducta, por prero roinmodo ; na rui Di-
reila n. 3.
Vende-se um negro crioulo, moro, e sem acha-
que : na rua da Assumpcac, confronte a rua do No-
gucira, rasa n. 50.
0 39 a,
Confronte ao Rosario de Sanio Antonio, val de
novo ao prelo para avisar a seus froguezes e ao res-
peitavel publico, que he chegado o S. Joao, c pnr-
tanlo he preciso habililarcin-sc do hallas" de cslallo
uu amendoas para as mesmas, do que elle maisque
ninguem se arha soclido, assim como diversos cho-
colates francezes, e para mais de 20 qualidades de
bollos para cha, e preros razoavcis.
Vende-se urna bahna grande, confronte ao
Rosario n. 39*A.
Loja de todos os santos, rua do Collegio
numero I.
Na mesma loja cima, ainda tem para trocar por
metade de scu valor eslampas de sanios e sanias, em
ponto grande ; ellas antes que se acahem.
Vende-se urna porrao de tlelas de diferen-
tes cores, por preco muilo baixo, por eslarem piin-
cipiando a mofar : no aterro da Boa-Vista loja
numero 18.
PFCHIMH E MAIS PECIIIMJIA
NA RL7 NOVA N. 8, LOJA DE
Jos< Joaquim Moreira.
Acaba de rffiber pelo ultimo navio francez, um
magnifico sorheulo de liorzeguins para sendera,
lodos de rioraoe. mas que pela delicadeza rom que
dao fcitos e co-islencia da obra, muilo devem agra-
dar : secretee lo alm dislo o preco, que apenas be
rs. c,iar, bem como, -apalos de rouro de
lustre para sesora a i;6o 1, dilos da rdavae mui-
lo novos al)00ris, pagos na orcasiao da en-
trega.
Vende-s nma das mais elezarlrs casa de so-
brado edifica ha pouco I ipo, sila na estrada de
S. Jos do Uagliinho, a qual lem Indas as coinmo-
didades para imilia, eorhoira, eslribaria, lili com
muilas frucleas e llores ele. ele. : a tratar na rua
da Crnz 11. 1. -
VIMI' piIERRY EM BARRIS.
Em casde Samuel P. Jpbnston & C,
rua da Serala-Nova 11. 'r2.
BfUB l'iae;;er & C lem para
vender:m sua casa, rua da Cruz,
n. 10:
Lonas n Russia.
Cliampfjne.
Instiunenlos pata musir.
Oleadospara mesa.
Cliarubt de Havana verdadeiros.
CervejaHamburgueza.
(jommalacca.
Vende-se um esrravu coiioheiro : na loja da
rua do Collegio 11. 16.
Cbeguera fi-eguezes aoque be bom c
barato.
Na taberna que foi do .Malinas, na rua Nov n.
50, lem de ludo bom e baralo. bolaebinha inglesa
muilo nova, boa manlcica ingierae france/i, supe-
rior uraeh.i em lata, btala-, flandres rom ervtllias
e haces, e ludo mais por |,rero que anima aos fre-
cue/is.
Vendem-se 10 travs pesadas de fundo) de 10
palmos ;para ver no cacsilu Ramos: a tratar na rua
da Caricia Velha u. 35.
Veiule-se nma armaran e duas mesas Brandas
depinhn. proprias para armazcm de Tazendas: na
rua da Cruz do Recife 11. 1.
LIMIOSIMIIROES.
Encllenles seda* furia-cores, lindos pailres, por
preco mais rommnriorin que em oulra qualqaer par-
le : na rua Nova a.' 10, loja francezn.
CEMENTO.
Chegou de Frant pelo paquete nina fazenda inle-
ramenle iiovajoda de s'da, de quadros listras
o 111 ns rico pssivcl, denominada Sebastopol, o
covario............ tierno
Adelinas de sdale quadros, o rovario I9OOO
Crimcs de seda, oslo escorez. n mvado 901)
Prnzerpina de sea dequadru-. n eovado 080
Indianas escocczi, novos padres. o eovado 400
Chitas Irantvzas,indos palmo-, o eovado ;>si)
Riscailo franco*.arco, fino, o eovado 260
Corles de veslidode seda cscorc/a, o corle liQOOO
Corles de larlalua de seda, o corle. fSjOOO
Orles de cambrai de seda, o corle. 59000
Seliin prelo lavrJo para vestido, o eovado 2)400
Setiin pelo mace, liso, o'-ovado. 2MJ0
Sarja prela hespahola, o collado. 2>000
Nol.re/a prela pdugueza, o eovado, I98OO
Chales de casemii rie cor. lisos..... 4jx500
Chales de nieriii, franja de seda. ^lOO
Chales de inerinibordadns a seria 8S500
Chales de merino mais rico possivel IL5OOO
l.uvas de seda ilctodas as qualidades I?2N0
Corles de casemii prela selim r, (IKX)
Corles de casemia de cores. ..... 4--?s<>0
Corles de caserna mofada...... 2(500
Cuites de collel de fuslao fino. 600
Lencos de seda>ara grvala...... 800
Durello preto p.-a panno,.o eovado 3O0O0
Corles de alpacjcsroccza, o corle 3SO00
na rua do (Jueiado, em frente do beeco da Con-
gregarlo, pi-sido a botica, a seguuda loja de fa-
zendas n. 1(1.
Vcndem-3 saccas de milho do Rio di ande do
Norle pelo dimmlo preco de 2;500 : na rua do Vi-
gario n. I 1.
Vcnde-seima prela que rose, lava, cozinha e
engomma algum consa : no Hospicio, segundo por-
tan depois da Pculdade de Direito.
Vende-se rna prela loa lavadeira.c lambem
cozinha : no alrro da Roa-Vista, confronte a ma-
triz, sobrado ciccnlo, no secundo andar.
\ ende-se nr prero commodo urna vacca pari-
da de""poucos riis : na taberna do Andr, na eneru-
zilliada de Rele.
CUEfJEU A PIXIIINCIIA.
* Tcndcm-se a'ODlade do* cnuiprartores os seeros
Mstenles na labrna da rua Uireila n. -2y das .'J horas
da larde em dale ; assim como vcmle-sc smenle
a iriiiarao.
N0T\ EST\IEMI\.
\ ende-se a nova c legitima eslamenhapara habi-
to dos terceiros franciscanos, por menos pre;o do
queja se vendei : na rua do Oueimario 11. 19 on-
de tambem ha un cmplelo e variado sorlimenlo de
fazendas de divisas qualidades, que se vendem por
precos cimmudo.
Vende-se superior cemento romano, em barricas
de 10 arrobas, por precu mdico ; no escriptorio de
Eduardo II. Wvall, rua do Trapiche Novo n. 1S.
MEIAS DE LAA COMPRIUAS,
\endem-se na rua do Crespo 11. 17.
Na casa de llebrard c Blandi, rua do Trapi-
che Novo n.22. vende-se a/eite doce francs de
Plagniol, verdadeiro salame de Lvon, muilo fresco,
assim como vinho de Bordeaos, champagne, cognac,
ludo por proco razoavet,
A BOA iAMA
Vendem-se carleiras proprias para viacens por le-
rem lodos os arranjos necessarios para barba, pelo
baratissimo preco de :i?5U0, rcloainhos com moslra-
dores de madreperola c porcelana, cousa muilo deli-
cada para cima de mesa a 49000 cada um, toucado-
res com columnas de jadiando c com excellenles
espelhos a 3rtK)0. ricos toncados para senhora a
IVilHI, riquissimos leques com lindas e tunsimas
pinturas a SguljOe6jK100 cada um, votlas pretas para
lulo com brincos, pulceiras callinele, fazcn.ta mui-
lo superior, a i^HK), ditas mais ordinarias ,1 I.3000,
linleiros e areeirus de porcelana a 500 rs. o.par, pa-
litos rie laa de muilo bonitos gostos c com guarui-
eoes, para meninas c senhoras a 3?000. riquianmai
caisas para rap de diversas qualidades a tilo, I9OOO,
,15)00 e 2KKK) rada urna, grande sorlimenlo de ocu-
los de armacao de aru a 800 rs. o par, carapofas pin
la las, milito linas, para homem a 240, meias muilo
linas e piuladas para limnem 320 o par. penles li-
oi-Miuos de tartaruga c de muilo bonitos goslos a
KfOO, 580W' 59500 cada nm, bandejas linas de
varios tamaitos de 10000at 58000cada urna, meias
de laia para padres, o melhor que he possivel haver,
pelo baratissimo pieeo .te 2^itMKi o par, luvas de .se-
da de todas as cores, fazenda milito superior e sem
defeilo de qualidade alguma, para homem e senhora
a 1-5200 o par, grvalas de seda de mnilo bous gos-
los, pelo baralo prero de 1JO00 rada orna, riqusi-
mas franjas brancas c de cores, rom borlas, proprias
para cortinados, esrovas muilo tinas para cabello e
ronpa, estampas de sanios em fumo e coloridas, e
alm de ludo ito oulras muilissimas cousas, ludo
de inuilu gosto e boas qualidades : na rua do Quei-
mado, nos qualro cantos, loja de miudezas' da Boa
Faina n. 33. Esta loja be bem couhecida porque
sempre venden ludo maU baralo rio que em oulra
qualquer parle, e mesmo porque sempre se acba
surtida do um ludo quanlo se procura.
Vendem-se 2 escravos crioulos de bonitas fi-
sura, sendo unta perita engommadeird, cor.inlieir.i c
doreira ; c oulra que cozinha, lava, he ptima qui-
lauricira : na rua de Ilortas 11. 00.
FL 24.
Na rua dos Quarteis n.24. acbat-ao
ns fregueses um completo sortimeato de
cjuailros cote a competente estampa tle
santo cora vidro c moldura delirada a
160 rs. cada urna, adveile-se que lie tao
barato, i|ne para se acreditai- lie necee*
gario vr-se : portanto COnvida-se aos
freguezes virem a loja cima.
De 2<{000 a 200//000.
He chegado praca da Independenc a n. 21 e
30, loja de chapeos de Joaquim de Olivi iia Mala.
I^im grande e variado sorlimenlo rio chapeos do Chile,
que a vista de sua boa qualnlade se venderao pelo
diminuto preco de23000a 20O5OOO, assim como cha-
peos rie caslor prelos, pardos e brancas, com pello e
raspados, ropas alias e bailas, chapeos de Italia, di-
tos de palh 1 brasilcira, dilos amazona* pala senhora,
dilos ile palha aborta, ditos francezes e da Ierra para
hnmens e meninos, dilos de lustro de ropa alta e
baila para pageos, ditos para marinheiros, e final-
mente um bello sorlimeuto de ludo quanlo he pre-
ciso para rabera, e ludo por preros mais razoaveis do
que em eulra qualquer parle.
Vendse pipas, barris va/.ics e bar-
ricas internadas: a tratar com Manoel
Alvi's Guerra Jnior, na rua do Trapiche
n. 14.
A Henean !
\ ende-se superior fumo de minio, segunda e rapa.
pelo baratissimo prero de 3SO00 a arroba : na rua
Direila n. 70.
Potassa.
No anligo deposito da rua da Cadeia Velha, es-
rriplorio 11. 12, vende-se mnilo superior polassa da
Russia, americana n do Kio de Janeiro, a preros ba-
ratos que he para fechar ronlas.
Na
A FINAL.
Chcgaram alinl rua Nova n. 10 loja franre/a,
lalhos de filo de Imito bordados, romeiras de dilo
bordadas, assim -orno romeiras muilo lindas de cam-
braia,-por preco noito commodo.
FEIJA) MULATINHO,
Ns1 rua do Amrim n. 39, armazem de Manoel
dns Sanios Piulo, ha muilo superior feijo mulali-
nbo eui saccas : pr preco roinmodo.
Chales de niro de ricos padroes ]ior
muito ro ..iinodo preco : na rua Nova n. 10, loja
francesa-
FIM El FOLHA.
Na rua do Amirim n. 39. armazcm de Manoel
dos Santos Piulo, ha muito superior fumo em folha
de lorias as qualiikdcs para charutos : por precos ra-
zoaveis.
A la niode.
Acaba de rhegir orna cicellenle fazenda denomi-
nada chalv, de liidos padres, c por prero mais
rommodo de que>m outra qualquer parte :"na rna
Nova 11. 10, loja ranceza.
I**"* Vcnde-as urna casa lenca na rua do Colo-
'"'" vello, venle-sc melade 011 Inda como coir
vici ao comprado:: a Iratar o ajusto em'casa de
fiouvea & l-eite a rua do tjiieiinaclo, armazem de
fa/enrias n. 27.
Vende-se una casa de laipa, c cede-se a posse
de 00 palmos comnm terreno ao lado da mesma ca-
sa, com arvoredosde frurln. na rua Imperial, Ira-
vessa do Trindad;, por prero baralo: Irala-se na
mesma rasa, ou ni de 11. 120 A.
FAZENDAS BARATAS PARA
se acabar com
Cordoes de
helios,
ca-
elsticos, lisos e enfeitados, por metade rie sen va-
lor : vendem-sc na Iravessa da Madre de Dos
n. 19.
Fumoem folha.
Fardos de 3 arrobas, le lorias as qualidades : ven-
de-se no armazcm do llosa, na Iravessa da Madre de
Heos n. 19.
Cera de carnauba.
Vende-se na rua da Cadeia do Kecife 11. i'.), pri-
meiro andar.
a loja.
DEEM ATTENCAO' AO BARA-
TERO.
Na taberna que foi do Malinas, na rua Nova n.
50, vendem-se por mu lo commodos preros, l.dvez
por menos do que em oulia parle, muilos clleilos
perlencenles a taberna : superior vinho Champagne,
Bordeaux a 320 e 100 rs. a garrafa, do Porto muito
velho, engarrafado, a 8tH) rs., cb do Rin c da India
muilo bom, passas, rhouriras, presuntos, velas de
espermaeele fraucezas c americanas, ditas de car-
nauba pura, vinegre branro e linio do Lisboa, en-
garrafado e de Bailo superior qualidade a 280, quei-
jos do reino muito frescars, sag, cevadinha, eslrel-
linha, fugo da India a Sebastopol, saldinha de Nan-
les, vinho muscatel muilo superior a 500 a garrafa,
charutos da Babia, cerveja, bolaebinha de aramia e
oulras muilas cousa-, como,licores francezes, sabao
branco rio Kio, doce de goaba bom e rie gela in-
gleza. resina de papel de boa qualidade, ele. etc.
No palco do Carmu, quina da rua de Ilortas n.
2. vendem-se littguieas do serto a 210, rhouriras a
110, nozes a 100 rs.. loucitiho de Lisboa a 320, de
Santos a 210, pastas a 500, cha a 1)600, 2JO0O e
25560, dito prelo a 25200, traques fortes a 110, man-
leiga a 640, 800, 880, 960 e I&200, holachinhas Na-
poleao 1 180, dure sirco de caj a 180, de gniaba
em caisoes de mtiis de 5 libras a 800 rs., iniciva- a
160, gomma a 80 rs., farinlia de Maranho a liti,
cevada a 220, alpista a 200rs., a/.cilu doce a 720, di-
to rie carrapato a 210, breu a 70 rs. a libra.
o
8
a rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sirs para piano, vioio e flauta, como
seja ni, quadrilhas, valsas, redorras, sclio-
tickes, modinhas tudo modernissimo
chegado do Rio de Jieiro.
Vendem-sc ricos e modernos pianos, rccenlc-
menlc chegados, de exaellenles voze, epiceus com-
mori.s em casa de N. O. Ilieber A. Comiiaulua, rua
da Cruz n. -1.
A Boa fama.
Na na do Queimado loja da boa fama n. 33, vendem-se as mfcdezas abaio
mencionadas, e alem desaas mitras muilissimas que
ansia dos seus precos muilo baratos, nlo deixam de
fazer muita conla aos amigos do bom e barvlo, as-
sim como boceleiras e mscales: linhas de novellos
ns. afl, (o c 70 a l5l()()a libra, boles para camisa
a 160 ,1 groza, filas de In..... brancas a 40 r. a pe-
a, linliasdc rarrilel de 200 jardas de n. 12a t20a
70 rs. o carrilel. colieles francezes em carles a
HO rs.. linhas de pezo a 100 rs. a meadinha, dilas
muilo linas para bordar a 160 rs fitas de seda la-
vradas de todas as cores a 120 rs. a vara, linhas de
marrar azol c encarnada muito linas a 280 rs. a
Misiona com 16 novellos. dilas mais crossas a 110
rs., lapts linos en\emisarios a 120 rs. a duzia. dilos
mais ordinarios a SO rs. a duzia, dedaes para senho-
ra a 100 rs. a duzia. caisas para costuras de se-
nhora a 9000, 3J000 ,, 39505, ajias p,nra jiils
300, 200, 120 e 80 rs., braceletes encarnados a 100
rs., pelmas d'ur., muilo linas a 610 rs.a zroza, pa-
litos de fugo a 10 rs. a duzia de macinhos. capachos
pintkdosa 610 rs., hcngallinhas de junco com bonitos
castoes a 500 rs., pentes para alar cabello a 13500
a duzia, papel almaco mullo bom a 2O0 a resma,
dilo tle pezo paulado a 356OO, miraogas miudinhas
a O rs. o maro, dilas mainres c d lodas as cores a
120 rs. o maro, suspensorios a 10 rs. o par, grampas
a 60 rs. o massimio, lmeles a 100 rs. a carta, pe-
draspara esnevera 121) rs.. holes linos para calca
a 280 rs. a groza. brinquedus para meninos v 50
rs. a caixinha, meias brancas para senhora a 210 r.
o par. luvas rie lorjal faznida superior c com borlas
a 800 rs. o par, ditas de algoriiio, brancas, para ho-
mem a 210 reis o par, escovaa linas para denles a
100 rs.. rollicrcs de nidal para sopa a 610 rs. a
duzia, espelhos com molduras douradas, fazenda su-
perior a 120 e 160 rs., espelhos de capa a 800 rs. a
duna, Ipsouras para costura a I5OOO rs. a duzia, ca-
ivetes de 2 tullas para aparar pelmas fazenda su-
perior a 240 rs., luvasdeseda prelascom primas de
cores a .TOOrs. o par, dilas de algodilo de corea mui-
to finas para homem a 100 rs. o par aeulheiros de
metal com aculhas cousa superior a 200 rs. torcidas
para candieiro do numero que o comprador quizer
a SO rs. a duzia, livelas douradas nars calca ecollelc
a 120 rs., penles de baleia para alizar a 280 rs., dilos
lioi-sintos para atar cabello a I528O rs, espora, lio M 1 e
metal a 800 rs. o par, chicotes lili os a 800 e 13000
r-., ahotoaduras para rlleles cousa soperior a 400,
500, 600 c 800 rs., tra'icellins de borracha pasa re-
logios a 100 e 160 rs., caixinhas com superiores agu-
llias fraucezas a 200 rs., meias de seda pintadas pa-
ra enancas rie 1 a 1 anuos, a 13800 rs. o par, dilas
piuladas de lio da Escoria de bonitos padres a 240
e iOOrs. opa, Iranras de seda rie lodas as cores, li-
las linissimas de todas as cores, biquinhos de algo-
dao c de linho de bonitos padres muilo linos, le-
zouras o mais lino que he possivel eucontrar-se e de
todas as qualidades, luvas e meias de lodas as qua-
lidades. e oulras muilissimas cousas, tudo de muilo
gosln e boas qualidades e por precinhos que muilo
agradam. Esla loja llt bem conhecida nao s por
vender sempre ludo mais barato do que em ontra
qualquer parle, como tambem ser nos qualro cantos
adianle da loja do sobrado amarello, e para melhor
ser conhecida lem na Ircnle urna laboleta com 1 boa
fama pintada.
IX

te
3 3 3
o
u
OQ =5 3
te
r-
CQ
O
'<
i
O
r.
n

lirias (raneados de puro linho. de muito bonitos
padroes a 600 rs. 1 varA dilos brancos a 7IK) rs.,
ganga amarclla da 111 lia a 300 rs. o eovado, s%line-
tas de cores para calcas e palitos, de muilo bonitos
patlre^e cores lixas a 300 rs. o eovado, corles de
muilo bonitas casemiras a 4(000, casemira prela
muilo fina a 25OOO o eovado, merino prelo muilo fi-
no a 33000 o eovado, damasco inglez de 13a sem mis-
tura de algod.to a 500 rs. o coy.ido, chales de chita a
800, dilos de algodilo de bonitos padres a 610, cha-
peos de sol de asteas de baleia a 25000, dilos de as-
leas de junco a IjOOO, chapeos de sol de seda para
senhora, fazenda muilo superior 3;60ii, chapeos
prelos francezes, fazenda muilo superior e do mais
modernissimo goslo a 61(000, lenros de seda com
franjas a 23200, ditos de seda c 'alcodao tambem
com franjas a 610, lenros de seda para algibeira de
honilos padres a I36OO, dilos de rambraia de linho
a 600 rs., ditos rie cambraia a 320, dilos de cassa
piolados a 200 rs., meios chales adamascados, bran-
cos, de cassa a 320, grvalas de seda 610c I3OOU, di-
las pretas de selim a I5OOO, corles de rlleles de se-
lim bordados a 4:000, riitosdc fuslao, fazenda supe-
rior, a 1(000, chales fine de merino c bstanle
grandes a 83000, dilos de seda muilo boa fazenda a
103000, curies rie vestidos de seda escoceza de ho-
nilos padroes a 14(000, dilo- de soda lavraria, muilo
ricos a 203000, setim prelo de Maeo a 15000 o eo-
vado. corles de vestidos de cambraia de dill'ereules
goslos a 3000, boucles para meninos a 100 rs., sus-
pensorios linos rom fios de serii 3 200 rs. o par,
meias de seda brancas para senhora, fazerria supe-
rior, a 1(600, linas de seda de lodas as cores e sem
riefrtlo algum a InOOOopar, dilas prelas de torra I
com borla, far.cn la muilissimo boa, e rhegada* ulli-
mamenle de Lisboa, pelo barato prero de I5OOO o
par, meias brancas de algodilo, fazenda muilo lina,
para senhora. a 300 e 100 rs., o par, dilas para me-
ninas a 200 rs.. ditas para meninos a 160 rs. o par,
meias prelas de algodan para senhora, muilo boa fa-
zenda e sem deleito algum a 200 rs. o par, dilas
croas paia homem a 160, superiores 'mantas de seda
para senhora a 5(500. ramisas de lucia para homem
a 800 rs.. princesa muilissimo lina a 600 rs. o eova-
do, lila prela. fazenda superior, a 320 o eovado, co-
bertores de algodao para escravos a 700 rs. cada um,
honilos chales de algodSo e seda a 1(600, grvalas de
1 .i-a a 200 rs., brim de linho de quadrinhos a Jiu
rs. o eovado, lu lissimos curies qjt vrs|idos de cassa
com barra a 2(000, madapoln de lodas as qualida-
des, cintas finissimas, algodoziuho liso c trancado,
algudio tranrado azul, lirins lisos finissimos c mais
grossos, lenros muilo linos rie ganga encarnada para
tabaco, dilos da fabrica, bada de lodas as cores, al- j
godaozinho proprio para saceos por ser bstanle en- |
rorpado, e alem desljs oulras muilissimas fazenda-,
=3 O -. aa oq cd "3 a
' A u ib ea n -a Bj ** V Vi 1 r.i a s SI 0
c m
t^M h- >*"
zsz ~S.
Sanio Antonio livi'ando seu pai do pa-
tihulo.
Riquissimo drama encinal rie A. \. 1". A., acres-
cenlado com duas pralicas sobre a vida c morlc rio
Sanio, compostas por francisco de Freilas liamboa,
e primorosamente pregada por dous dos seus disc-
pulos de menor idade. Achs-se vendalia ofiicina
de cncadernncao do Padre Lemos, no largo do Col-
.legio, pelo pr'cco de I3OOO, linda impressao, e em
muito bom papel.
PAEN DE LINHO ETOALHAS
vindas no romo.
Vende-se panno de linho de todas as qualidades ;
loalhas adamascadas para mesa, rie diversos lama-
nhos ; dilas acolviadas e lis:is para rosto, por preco
commodo : na rua do Crespo, toja da esquina que
volta para Caricia.
FAZENDAS DE GOSTO
PAliA VESTIDOS DE SENHORA.
Indiana rio quadros muilo fina e padroes novos ;
corles de lila rie quadros c flores por preco commo-
do : vende-se na rua do Crespo loja da esquina que
volta para a rua da Cadeia.
Venricm-se saccas com farinha a 1-000 rs., di-
las com arroza IJOOO r-. : no caes da Alfandega ar-
mazcm de Antonio Aunes Jacome Tires.
Saccas com 'farinha.
Vendem-se saccas com superior farinha
da torra, nova, por menos prero do <|iie
em unir i|iial(|iiiT parle ; a tratar no
trapiche do Pelurinbo, ou na loja 11. 2
da rna da Cadeia do Itoeile, esquina do
Becco-Larjo.
A PIXIIINCIIA.
BsU se acallando; ceblas de Lisboa chcgatlasulli-
inamenlc a 321. -SO, 600 rs. o rento, e muilos 011-
CASEMIRA PRETA A 4*500
0 CORTE DE CALCA.
Vendem-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volta para ama da Cadeia.
Na rna do Vicario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se Trelo novo, chegado de Lisboa pela barca Gra-
ic'o.
ATTENCO.
Na rua do Trapiche n. 3i, ha para
vender barris de ferro ertneticamente
lechados, proprios para deposito de li-
ses; estes barris sao os melhores que se
tem dcscoberto para este im, por nii
cxlialaiem o menor cheiro, apena* j>e-
/.am I (j libras, e custam o'diminuto pro-
co de AsOOO rs. cada um.
COGNAC VEKIUbEIKO.
Vende-se superior cocine, era garrafa', a 12?00O
....."' e '5*0 garrafa : na roa dos Tanoeiros n.
2, primeiro andar, defronle do Trapiche Novo.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saccas(|ue tem uialqueire, me-
elida velha, por preco commodo: nos
armazem n. e 7 defronte da escadi-
nha, e no armazem defronte da porta da
alfandega, ou a tratar no escriptorio de
U va es & C, na rna do Trapiche n. 3*,
primeiro andar.
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volta para a cadeia.
DEPOSITO DA FABRICA DE TODOS
OS SANTOS DA BAHA.
Vende-se em casa de N. O- Bieber A
C, na rua da Cruz n. i, ulgodao tran-
cado daquclla fabrica muito proprio pa-
ra sai eos deassucar e* rotipa para escra-
vos, por preco commodo,
Em casa de J. Kelleri C, na rua
da Cruzn. 5."i ha para vender excel-
lentes piano* viudos ltimamente de Ham-
burgo.
Vende-se urna lialanca romana com lodos os
sus perlcnces.em bom uso e de -2,000 libras : quem
pretender, dirija-se a rua da Cru/., armaum n. 4.
Moiahos de vento
'ombonibasde repuso para regar borlase baia,
deeapim, na fundirarie D*. W. Ilowman : na rua
do Brum ns. 6, 8e 10.
Taixas pare engenhos.
Na fundicao' de ferro ^de D. W.
lovvinann, na rua do-Brum, passan-
do o chafariz continua liaver um
completo sortimento de taitas de ferio
fundido e batido de 3 a i palmos de
bocea,. as quaes acham-se a renda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregain-sc em carro
sem despeza ao comprador.
Stiperiorvinlio de champagneeBor-
dcaux : vende-se etn rasa de Schaflui-
tlin & C, rua da Cniz D. "iS.
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
ton & C, na rua de Senzala Nova n. 42.
Sellins iuglezes.
Belogios patente inglez.
Chiootes de carro c de montara.
Candieirose casticaes bronzeados.
Chumbo em lencol, barra e municao.
Farello de Lisboa.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiro e de vela.
Vaquetas de lustre para carro.
Barril de graxa n. I7.
Capas de panno. ?
Vendem-se capas de panno, proprias para a csta-
c,ao prsenle, por commodo prejo : na rua do Cres-
po n. 6,
tirando sorlimenlo de brins
para quem
Iros seeros por preros muilo ra/oaveis: no alerro
que se vendem muiln mais baratas do que em oulra i da lloa-Visla n. S. defronle da boneca.
qualquer parle. Esla loja foi arrematada em prara, ,- ,, .,.
v ende-se nm cabriole! e dous cavallos, (mo
junto ou separado, sendo os ravallos muilo mansos e
muilo rosluir.ndos em cabnolct: para ver, na co-
ebeira n. :t, defronle da orriem lerccira de S. Fran-
a ilinheiro a visla, c coma os arremalanles tenham
de acabar com ella, rogam aos amantes do bom c ha-
lo que aproveilem aoccasiao, que dc-tas pechinehas
appaiecem poucas vezes e depressa se acabam : ni
rua rio Queimado, nos qualro cantos, loja de fazen-
das n. -22, defronle do sobrado amarello.
cisco, ealralar com Antonio Jos Rodrigues de Sou-
za Jnior, na rua do Collegio n. 21, primeiro ou se-
gundo andar.
qtter ser grmenho com pouco dinlieiro.
Vende-se brim (laucado delislrase quadros.de pu
ro linho, a 00 rs. a vara, dito liso a 610, gansb
amarella lisa a 800 o eovado, riseados escaros a imi-
tecSo de casemira a 1160 o eovado, dilo de linho a
280, dilo mais abaiio a 160, castores de lodas as co-
res a 200, 210 c .120 o eovado : na rua do Crespo
n. 6.
COM PEQUEO TOQUE DE
Alsndo de sicupira a 2>">00 e 3-5 : vende-se na
rua do Crespo loja da esquina que volla para a rua
da Cadeia.
Alpaca desela.
Vende-se alpaca rie seda de quadros de bom (oslo
a 720 o eovado, curtes de lila dos melhores gustos que
tem viudo no mercado a 1.500, dilos de cassa chita
a IjNOO, sarja prela hespanholu a 2JM00 e 25200 o
eovado, selim prelo de Maco a 25W e 3-5200, guar-
danapos adamascados feilosem liuimarAes a 3C600
a duzia, loalhas de rosto vindas do mesmo lugar a
9,5000 e 12-5000 a duzia : na rua do Crespo n. 6.
CHALES DE LAN E ALGODAO,
ES(;iR0SA800RS.CADAlM.
\endem-se na rua do Crespo loja da esquina que
volla para a rua da Cadeia.
COBERTORES.
Vendem-se cobertores escuros, grandes c peque-
nos, a 1?200 e720 cada um : na rua do Crespo n. 6.
CORTES DE CASEMIRAS
DE CORES ESCURAS E CLAUAS A 38000.
Vendem-sc na rua do Crespo, loja da esquina que
volla para a rua da Cadeia.
"&.' Deposito de vinho de cham- \
g pague Chatcau-Av, primeira qua- t
(0f lidade, de propredade do conde (
(, de Marcuil, ruada Cruz do Re- 6
u* cife n. 20: esle vinho, o melhor i
g. de toda a Champagne, vende-se
a 56JO00 rs. cada caixa, aqha-se
nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N.
B.As caixas sao marcadas a fo-
goConde de Marcuile os ro-
Jfe tulos das garrafas sito azues.
B POTASSA BRASILEIRA.
($) Vende-se superior |otassa, fa-
ft bricada no Rio de Janeiro, chc-
e\ gada i ecentemente, recommen-
S da-se aos senhores de engenhos os
^ seus bons ell'eitos ja' e\p:rimen-
w tados: na rfia da Cruzn. 20, ar-
W mazem de L. Leconte Feron &
{$ Companhia.
Vende-se excellenle lauoado de pinko, recen-
temenlo cheaado da America : Da rui de Apollo
trapiche do Ferreira. a enlender-se coai o adminis
i.i I" r do mesmo.
AOS SENHORES DE EN6BNHO.
Reduzido de 640 gara 500 rs- a libra
Do arcano da invenrao' doDr. Eduar-
do Stolle em Berlin, emprendo as co-
lonias inglezas e hollandezai, com gran-
de vantagem para o mejAoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o met^odo de empre-
ga-lo no idroma portuguez,.em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz. n. 4.
A EI.I.ES, ANTES QUE SB AC BEM.
Vendem-se corles de casemira de.bnm gesto ^ fc.OO
45 c j-5000 o corle ; na rua do Crespo a. 6.
Deposito do chocolate francez, de uma
das mais acreditadas fabricas. deParis,
em casa de Vctor Lasne, rua da Cruz
n. 27.
Extra-superior, para baunilha. IJO20
Extra lino, baunilha. INiOO
Superior. t~2S0
Quem comprar de 10 libras para cima, lem nm
abate de 20 J : vcuda-sc aos m.-mos precos e coa-
diees, em casa do Sr. Barrelier, no aterro de Boa-
Visla n. 53.
V'endc-se ac em cimbeles rie um quintal, por
preco muilo commodo : no armazem rie Me. Cal-
nionl & Companhia, praca do Corpo Sanio n. 11.
Riscado de listras de cores, proprio
pai a palitos, calcase j aqueta s, a 160
o eovado.
Vende-se na rua do Crespo, loja da esquina que
vulta para a cadeia.

1EGVE1
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 43.
Ncste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento .de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coa do, de todos os tamauhos, pan
dito.
Vendem-se no armaron n. 60, d na da Ca-
deia do Kecife, de Henry tiihson. os sis superio-
res relogios lahricarios.cm Inglaterra, por prejos
mdicos.
ESCRAVOS FGJjKWT" '"
Quinta-feira 6 dasVientc desap
parecen da rua doQofMsdon. 17,
escravo Antonio,de nsolo.que repr8
senla ter,10 annos poero mais ou me"
nos, com os sigo*|ie|lointos: falta5
'de denles na fre*r osna sicalrii
no rosto, do lado diVi'o, algn* ca-
__> bellos brancas^te leitno brafo es-
querdo qnasi an pe do hombro om cilombinlio do
tamaito de nma pitomba ; sppe-se que fui vesti-
do com calca de casemira deqedros ou de algodo-
linho de listras e camisa de ilodlo lianrado bran-
co, he coslumado a futir a in44'r,uB nome, e
quasi sempre diz ser do mallo de ajgura senhorde
engenho : roga-s'c por lano as animidades poiiciaes
ecapilaesde campo,ou a" floem o aprehender de lva-
lo i casa mencionada qne sera ge llorosamente recom-
pensado.
IOO3OOO rs. a juem pegar o escravo Elias,
crioulo, desapparecido na noilede ',) do crrenle ;
representa ter 23asnos de idade, esUtura regula 1
roslo oval,sel barita, fallam-ili qusi todos w den-
les quciiaes, e lm lol|os os d|freiitc ; tem tres ri-
calrizes na cabrea, provenientes de csceUdas, aisi-
la novas, pa.'titos 110 pcscncu.no peilo e as cosa ;
tem as ndegas brancas e cifttlriiarias de turras que
levou, levou calc,a e camisr de algodfio axol transa-
do e mais ama camisa de alaodilo blanco arusso,
una cerouUdealgodaonenos encorp4o, nm j.i-
auela de cjsinela alvada nova, e um chapeo de pa-
lha velho ; este escrav foi do Sr. Iraucisco fcsleves
de Mello, do engenho Piabas de Cima, da fresue/.ia
de Una, para onde si suppoi qoe elle fugio : quem
upor leve-o a rm da Senzala n. 112, no Recife,
que sera gratificado com a quanlia cima.
Doengeiiho Benlo Velho, ntppriedade do Dr.
Pedro BcUrJo, desappareces a 12 de I jare prximo
passadn o moleque Quinliliano, crioulo, de 13 aa.
nos,'ps a pal helados, edr futa, pernal finas, cabera
grande, muilo reirrista o neutiroso ; suppoc-se ler
acumpanhado algum comlov de erlauejo para ct
tita. 011 ler sido furtado misino abi, e (alvez vestdlilu
nesta praca com oulro nsme : a pessoa que delle
fiver noticia ou o appreheider, i'iuMilin, ou a Antonio Jorce Gnerra nesta paa^a,
qur sera devidamente recompensada.
Ucsapparcccu da ru t.iraa do Rosario n. 12, n
escravo Vicente, pardo, alio, olhos grandes, com
uma cicatriz no rosto, cabellos e barba grandes ; lie
oftlcial desapsleiro, and de calca ejaquela, calca-
do, e diz-se forro : quera o appreheuder e entregar
ao seu senhor, seta recompensado.
_______________________1-------------,---------------------ai ------------------
PERN. TYP. PE H. F. DE FARIA. 1855
MUTaADO
';
t
,


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