Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00858


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Full Text
ANNO XXXI. N. 136.
QUINTA FElfiA 14 DE JUNHO OE 1855.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
naaeaao
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
4
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DIARIO
i.\t,viu'.ix.vnos i\ srns7',uu'<;.v<>.
Recite, o proprietario M. I", rie Varia ; Rio de Ja-
neiro, o ir. Jo-'m Pereda Marlins; Babia, o Sr. I).
Duprari; Macoi, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
riuaica ; Pandilla, o Sr. (jervazio Viclor da Valivi-
dalo ; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereda Jnior;
Aracal]. o Sr. Amonio de I.emos Braga; Gearri, o Sr.
Virl-inann Augusto Borges ; MuranhAo, o Sr. Joa-
qiiun Marques Rodrigues ; Piaudy, o Si. Domingos
11 rrciilam. A.ckile Pessoa Ccarence ; Par, oSr. Jus-
tino J. Ramos ; Amazona, o Sr. Jeronymo da Costa.
CAMBIOS.
N)bre Londres, a 27 1/2 d. por 19.
l'aris, 3i5 a 350 rs. por 1 f.
Lisboa, 98 a 100 por 100.
Rio d Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Ae<;6es do banco 40 0/0 de premio.
da rompanhia de Beberibe ao par.
da rompanhia de seguros ao par.
Disconto le lettras de 8 a 10 por 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanholas- 29J000
Modas de 60400 velhas. 169000
de 6300 Dovas. I6J0O0
de 4000. 95000
Prata.Palacoes brasileiros. 13940
Pesos eolumnarios, 1J940
mexicanos..... 135860
PAUTIDA nos CORIUEIOS.
Olinda, lodos os dias
Caruar, Bonito e Garanhnns nos dias 1 e 15
\ illa-liella, Boa-\ isla, Ex cOuriciiry, a 1.1 e 28
Goiam>a e Paraliiba, secundas e sexlas-feiras
Victoria e Natal, as quintas-lenas
PREAHAR DE MOJE.
Primcira s 3 horas e 42 minutos da larde
Segunda s 4 horas e 6 minutos da nianhaa
AIDIEXCIAS.
Tribunal do Commerrio, segundase quinlas-feiras
Relaro, terras-feiras e sabbados
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas
1* varado civel, segundas e sextas ao meio dia
2* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia
EPIiEMERIDES.
JunliO 7 O"1'"'10 minguante as B horas 27 mi-
nutos e 31 Segundos da manha.
* 1 La nova aos 8 minutos 31 se-
gundos da tarde
22 Quario crescenlc as 2 horas. 32 mi-
nutos e 40 segundos da tarde.
39 La cheia as 8 horas 43 minutos e
33 segundos da larde.
MAS DA SEMANA.
11 Segunda. 8. Bernab ap. : S. Parizio monje.
12 Terr;a. S. Joo deS. Facundo ; S. Onofiu.
13 Quarla. S. Antoniof., padroeiruda provincia.
14 Quinta. S. Basilio Mago b. doulorda 1.
lo Scxia.OSS. Corncao de Jess ; S. Vito 111.
16 Sabbado. S. Joo Francisco Regs ; S- Julila.
17 Domingo. 5." dc|M>is do Espirito Santo. S.
Theresa rainba Ss. Manocl, Sak-I c Ismael.
FAEIE 6FF1CIAL.
GOVERNQ DA PROVINCIA.
Expediente do da 9 de Janho.
Ollicio Ao Exm. marechal commandaute das
armas, inleirando-o de haver o E\m. presidente ra
Parahiha declarado, que o paisano Aulonio Jos
Villas-Boas deve ser considerado como rccrula do
exercito.
Hilo.Vo Exm. consclheiro presidente da relac.lo,
tranwnillindo, por copia, o aiiso circular da repar-
licjio da Justina de 9 de maio ultimo, determinando
que d'ora em dianle os juize municipacs depreca-
dos pelo juiz dos fcilos da Fazenda. inandem pmsar
em duplcala as guias eom que os llovedores vu
solver seus dbitos reparlico compelenle.Fez-se
a respeilo o necesario expediente.
DitoAo presidente do conscllio adminislralivo
do patrimonio dos orplulos, declarando, que vista
do disposlo no art. 31 dos respectivos estatuto-, nao
pode ler lugar o arreodamenlo que pretende fazer
a vulva I. Clara Faosliiia Bezerra de Mcnezcs, co-
mo indicnn o uiesmn conselho em sua informaran.
DitoAo inspector da tliesouraria de fazenda,in-
lciiaiido-o de haver o bacliiiel Thcoriuro Ma-
chado Freir Pereira da Silva, participado que no
dia 28 ile maio ultimo, rcassumira o ejercicio da
vara de juiz de urpliaos dos termos do Rio Formo-
so e Serinliacm.Igual commu.nicacio se fe/ ao coii-
sclheiro presidente da relacao.
DitoAo mesmo, aulorisando-n, \isla de sua
inforinacao, a mandar abonar ao I. lente da ar-
mada, Manuel Antonio Vital de Oliveira, como gra-
tificacito, a quantia de 4008 pelos exanios a qu? pro-
cedeu lias barras, canaes, porlos e rios do lilloral
ricsta provincia, devendo essa somiryi sabir da verba
ivcntuaes. Communicou-se ao inspector do ar-
joiial de marinba.
HitoAo mesmo, para mandar adiaular um mez
de vennmentos ao capellAo nomeado para o presi-
dio de Fernando, padre Manuel Thomaz da Silva.
DitoAo comiuandanle da eslacao naval, decla-
rando que o inspector do arsenal de marinba parti-
cipra, que jase adiara concluidos os repeles de que
necessiiam o brgae-barea llamar ac.
DitoAo inspector do arsenal de marinba.Em
presenca, do ollicio de (i do crrenle, em quo Vine,
medeclarouo maior preeo qivc se pule oblcr pelo
rasco e perleuccs do hrigue-rscuna Legalidade, te-
nho a dizer-lhc, que sendo baixa a quantia olTerc-
cida pelo referido brigue, deve Vmc. tomar urna
das diias resoluces propostas na ultima parle do ci
lado ollicio. pareceudo-me mcllior a secunda, para
ser essa embarcarlo empregada como transpone em
s'ih-iiitnr,v,i do patacho Pirapama.
DitoAo lencnte-coronel encarregado das obras
militares, para mandar caiar'c piular com brevida-
de o quartel d> llospicin.l'arlicipou-se ao mare-
cbal couim.uiil nle das armas.
DiloAo mesmo, cunee leudo a aulorisacao que
pr-dio para levantar os muros necessarios para fechar
as cocidas, que se esto edilicando em Santo-Amaro,
lauto polis lados deltas como pela frente, que olba
para a estrada de Olinda.
Dilo-r-Ao -director i uterino da colonia militar de
Pinienleiras, pata reconiinendar ao i.ih- lireclor da
quella colonia, Jo.io Marinlio l.avalcanli de Albu-
querque, que venba a cata capital rom urgencia,
aliui de a-sislir a liquida{Ae das cuntas do ex-di-
rector, cipilio Antonio Francisco de Souza Maga-
Ih.les.Communicou-se a tbesouraria de fazenda.
DitoAojniz de Jireito da comarca do llreo,
dizen lo que, com o parecer, que remelle por Copia,
do consclheiro presidente da relacilo, responde ao
ollicio em que Smc. parlicipou a uomeacjlo-quc li-
zera de Jaciullio It.irboa dos Sanios para exercer.
inleriiiamcnlc n lugar de labelliflo d judicial e no-
la-, rsrivo de orphaos o do jury daquelta co-
marca.
IlitrjAo curador dos Africanos livres, inlciran-
do-o de haver fallecido boolem na enfermara do
arsenal de marinba, segundo consta do documento.
que remelle, o Africano livre de nomo Joaquim,
que se acliav.1 empregado no servico do mesmo ar-
senal.Piieram-se as outras coramuuicacoc?.
PiloAo Inspector da thesouraria provincial, de-
elurando qn, tanda apparecdo quem quizosso arre-
matar o pedagio da ponte da Magdalena por quasi
o dobro da liase apresenlada, compre que lambem
lente-so conseguir augmento na arremalacao dos
pedagios das punte do Molocolomb o tuqui, que
devem por lauto ir de novo praca, marcando se pa-
ra liase d.i aiToinalai;,1o quantia minio mais elevada
que a que foi olTercrida.
HiloAo mesmo, inteirando-u de baver approva-
do a compra,4|ue fez o director das obras publicas.
liara a obra da casTde delen^lo, de Hi alqueires
de cal Veta a 210 rs. cada um, c de ISi ditos da
branca a I-.III rs.Ofliciou-se nc.-lc sentido ao men-
cionado direclor.
DiloAo mesmo,'IraiiMiiillinilo por copia,as clau-
sulas que lem de servir de bise arrematadlo dos
reparos de que precisa a cadeia da cidade de
Olinda.
DiloAomcsmo, inlcirando-o de haver autorisa-
do ao direclor das obras publicas a comprar, para a
ponlc provisoria lo Becife, 10 arrobas de pregos de
costado a.'tWIII a libra. Nesle sentido olliciou-se ao
referido director.
DitoAo mesmo, concedendo a aulorisarao que
pedio, para mandar fazer um armario para guardar
os livros daquella tbesouraria.
HiloAo mesmo, dhando ficar inleirado de baver
Eduardo de Souza Vianna, dando por lia Jorcs Jos
Joaquin Dias Icrnandes e Joaquim Das Fernan-
dez, rremalado o pedagio da barreira da ponle da
Magdalena duranle um (riepnio por 8:001?, e de-
clarando que approva semelhanle arremalacao.
DUoAojuiz de paz presidente da junta reviso-
ra da freguezia da cidade da Victoria, acensando
recebi.la a lista, que Smc femclleu, dpi cidadtos
qualiflcados votantes daquella freguezia.
DiloA cunara municipal de Calirob, autori-
sando-a a despender por cont.i da tbesouraria pro-
viucial a quantia que for absolutamente indispen-
savel com o forneciincnlo d'agua c luz para a ca-
deia daquella villa, visln quo no orcamepto muni-
cipal nao se consignou semelhanle despeta.Com-
municou-se II mencionada tbesouraria.
11
OllicioAo E\m. i'ionmandanle superior da guar-
da nacional do municipio do Recifc, dizen lo que
pode expedir as suas orden*, para que seja postada
em frentuda igrejade Nmsa Senbora do Terco una
guarda do 2." batalhao de infantaria da inesma
guarda nacional, afim de assislir ao funeral do l-
ente do referido batalhao, Antonio Duarte de Oli-
veira Rege Jqnior, c remellcndn a nrdem para o di-
rector do arsenal de guerra forneccr o carluxam"
necessario para as descargas que lem de dar a supra,
dila guarda.
DitoAo Exm. marechal cominandanle das ar-
mas, para mandar apresenlar ao juiz municipal da
segunda vara, um soldado de cavallaria para cou-
du/ir os oflicios relativos a convocacao do jury desle
termo.Communicou-se ao supradilo juiz.
DiloAo inspector da thesouraria, de fazenda, in-
teirauda-o de haver p Exm. commandaute superior
da guarda nacional deate municipio participado, que
em o do crrenle f.ira despedido do serviro, o p-
fano lio batalho do arlilharia da mesma guarda na-
cional, Francisco das dagas, c recommendimdo que
mande fazer as convenientes declaracocs nos astenia-
menlos dessa praca.Respondeu-sc ao mencionado
coininandante superior.
Dito Ao mesmo, rccommendaudo que mande
pagar a Manuel Finnino Ferreira, a quantia d,'.
13^920, que, segundo a rclacAo que remella em du-
plcala, foi dispendida pelo joiz de dtreilo da comar-
ca do Garanhuns com as diarias abonadas aos 4 re-
crulas mencionados na supradita relac.lo. Com-
iminicou-si' ao rcferiilj juia.
DiloAo mesmo, nfeiraodo-o de haver concedi-
do 30 dias de licenca rom-o ordeuado ao juiz muni-
cipal de Igiiarisaii, liacharel Adelino Aulonio de
Luna Freir. Tamtrsni se eommunicoxl baver-sc
cunielido 10 dias de licenca aojuiz municipal do
Brejo, bacb irei Manoel de Albuqucrqoj Marhado,
e fizeram-sc as nutras communicace.
DitoVo mesmo, communicando haver deferido o
reqiieriiiieuto emque o alferrs Oiriolano de Castro c
Silva, pedia permissao para consignar de sen sold
ncsla provincia, a l.auriano Jo de Barros, a quan-
tia mental de l-,,i contar do I- desle mez al o ul-
'mode Miembro.Igual communicae.lr, se fez
marechal rommandante dasarma>.
Dito Ao cliee de polica, declarando que a
tbesouraria provincial (em ordem para pagar, estan-
do nos termos legues, a couta que Smc. remelleu d
despeza fcila com o sustento dos presos pobres na
cadeia do l.iiuoeiro no mez de maio ultimo.
DitoAo commandaute superior da guarda na-
cional do municipio de Nazarelh, nteirando-o de
haver levado ao conliecimenlo do governo imperial
a proposta que S. S. remelleu.
DitoAojuiz relator da junta de jutica,|ransmit
lindo para ser relata lo em scssSo da mesma unta, u
proeOMO verbal rio soldado do 10- batalhao de infan-
lana.JoJp Cune ilves de Jess.Participou-se ao ma
rechal commandaute das armas.
DitoAo inspector do arsenal de maiinha, dizen-
do licarscicnle de baver Smc. mandado embargar os
27 paos de sicupira cnroiilrados na harcaca Fin-
rcnUna com deslino a Francisco (lomes da Silv..
Saraiva, visto rslar hualisado o prazo concedido pa-
ra conducao das madeiras corladas em >ilude d
licenca do governo imperial.
PortariaAo agente da companhia das barcas de
vapor, para mandar dar passagen para a corte no
vapor queso esperado norte emalgum dos lugares
vagos para passagoires de estado, ao sargento quar-
lel me'tre, Raymundo de Almeida Sampaio.
COMISANDO DAS ARMAS
Quartel-senenl do commando das armas de
Pernambaco na cidade do Recifc, em 13 de
janho de 185.
ORDEM DO DIA N. (12.
O marechal de campo commandanta das armas
faz publico, pan que lenha o devidn clleilo, que
nesta dala cunlrahiram novo engajamenlo par'
mais seis anuos, precedendo inspeceo de sau-
de nos lemos do regulamento de ti de dezem-
bro de I8.2, os soldados do 4" lulalbar de arli-
lharia a pe, /..icarias Paz da Encaruacao, e Joo
Teiiefra, este da quinta e aqnelle da oilava compa-
nhias.ns quacs alcm dos veucimcnlo* que por le
es competir, perceberao o premio de 400-3 cada
um. pago na forma du arl. 3-do decreto n. liOl
de 10 de janho do anuo pretrito, e lindo o engaja-
menlo una data de Ierras de 22,500 bracas quadra-
da. Se deseilarcm.licam sujeitos no perdimenln das
vanlasens do premio c daquellas a que tiverem di-
rcilo, sern lirios como rccrularios, e se descontar
no lempo rin cn:ajamei|to o de priso em virlude
de senlenca, averbaudo-sc este descont e a peda
das vanlagens nos respectivos ttulos, como est por
le determinado.
Jos Joaquim Coelho.
Conforme.Candido Ctal Ferreira, ajudantc de
Ordem encarregado do delalhe.
II CUPO DE PEDRA8.
Por Hyppoljrto CuUlle.
A pobre que ser a herona de-ta historia, eslava
asseulada cm um dia de uovembr de IK:!(i mar-
gem de um fosso, quinlieulos ps distante do arroda
Estrella, na magnifica estrada que conriuz ponte
de Neully.
Cbamava-se Perorante. A natureza previdenlc
dolara-a .le deules longos e alvos asss fortes para
mascaren) vidro, e como em sua infancia ella mor-
da cruelmente as pessoai mas (pie a lialiam, adqui-
rir esse sobrenome, o qual foi-lbe mu dillicil per-
der depois, porque nao condeca pai neni m.ll. |o.
norma sua ida le, o lu^ar de seu uasrineulo, e linda
de rommum coni mulos milbes de Francezes o nao
sader ler nein cscrever.
Bmbora rnva, a podre uo era aleijada. Esse dc-
feilo proVinln de um pontap que recedera nos rins
na idade de quatro ou cinco a unos, nica lembran-
ca que conservava de sua familia. Pareca ler de-
zoilo anuos ; mas devemos dzer que a fume enve-
Ibece.
A Devorante eslava assonlada sobre a relva humi-
lla junio de nina arvore despojada das toldas, abrigo
irrisorio conlra o ri^or do lempo. Scus p mis e
vermellios calcados de soceos velhos e sem corroas,
pendiam no fosso. Em torno delta ja/ia em um ler-
reno que eslava cm construccSo, ama graude quan-
lidade das pedras brancas meio quadradas que f.ir-
mam um cinto lo Inste a grande cidade.
Com as mos occultM debaiio do avena!, verda-
deiro andrajo bom para o cesto de um trapeiro, ella
contemplara as carruagens alegantes que potsavam
para o jiosquc de Bdonli.i.
di eavallus eslavam bem nulridos, os criados gor-
dos e alegres. A pobre mo ousava elevar seus de-
sojes ate a condie.to dos lacaios ; mas invejou fran-
camente a sorle dos cavall".
Qaanto as motberet liella- que abaudonavain-sc
aos brandos batneos ussgese astlavam sobre as
rabecas seus eliapclnlios de sol, veidadeiras flore
de soda, a pobre nos sondas mais ambiciosos de sua
jiivenludc comprimida, nunca suppozera que o Crea-
dor a tinlia formado da mesma ro isa. Com eti'eito
como tera oua i r qnalquer cninpraeao
entre seu semillante cor de trra, e' os bellos reatos
amassidos de rosas e lene, que o sol do culona pa-
reca afagar com seus raio- '.'
Com seus odos azues tirando a verde, a pobre-
sinda eguil quanlo podia t tonga lita de estrada que
romera na praciiilia circular do arco da Estrella.
Examinava eom attenc.lo todos os que patsavam, e
emhora tivesse evidentemente um fim para estar as-
Mil TI! AMl
sentada sobre a relva hmida margem de um fos-
so, esse fim mo a absorvia lanto que a impedsse de
pliilosnpdar.
Eram quasi cinco horas, a tarde (inda sido bella, e
os passeadures do bosque de Roluuiaa vollavam para
Pars.
No outono ao pi'udo sol, o fro da note be promp-
lamcnte henlirio. A Devorante que apenas (inda um
vestido de cinta rolo em vinte lugares, comer va a
tiritar, e era mais sensivel frescura do ar, porque
nao davia comido lodo esse dia.
Ergoeu seus longos cabellos ruivos, c apcrlnu o
lenco quo servia-lbe de tonca. Entretanto os co-
eherros parados na estrada, lanc.avam sobre os caval-
los mantas azues guarnecidas de galo de prata. Eo-
lito a Devorante sentin mais vivamente sua miseria,
c leve manir inveja desses animaes.
A Maridado diminua, o fro da naite augmentava,
o as mulhere.i ,,-losa- de suas espaduas, envolviam-
se em seus capoliuhos de la.
Quem me riera lambem um bom capote disse
collsimo a pobre, eujos dentusestalavam como casta-
n trolas,
O resallado ordinario do soflrimenlo be reduzir o
pensamentn humano a urna simples expressao. To-
dava um senlimeiilo curarao da pobre rapariga, a qual eiclamou vendo
passar urna raicea, onde bamhaleavam-se riuas mu-
llieres elesanles :
One lizeram todas essas para seren tao bem
tratadas 1
leudo vivid., semprc rodeada dessa plebe de scl-
agens que vegeta em ama ignorancia completa das
les moraes, ella consilerava o casamento urna pra-
lica usada |ior alguns individuos austeros. Ora, em
sua bocea a qualilicacao que acabava de dar As bellas
passeadoras ,io bosque de Bolonhi, n3o Imba sgni-
hcacao mi. Essa qualilicacao era certamenlo appl-
cavel a maiora das crealurasque pavoneavam-so na
avenida da porta Maillol ; mas a pobre incapaz da
dislinsiiir nina mulber honesta de urna prostitua,
envolva ambas na mesma cathesora.
Sua imaginaeao viajava. Nao ha entes, por mais
desaracados que sejam, que nao loubam entrevisto
em ua hora a repararan c a reliririade.
All qnando vira o repouso 1 exclamou ella.
O repouso ti ni lie feito para dos '.'
E porque nilo? disse urna voz forte ealegre.
Ab : es lo. Deslemido '.' tornou a mendiga vol-
lan lo-se. Eu le csperavi.
Fallando romo um livro... cu n.1o sabia que
raciooinavas tanto.
II" o fro pie me faz raciocinar, disse ella.
O Deslemlo reflcclio"iim instante, e depois disse :
(Jueixas-lc de loa sorle. Seeu nao li\esse sido
la o desgranado, n:o seria agora ladrao... Tinba dis-
posici's pira a mecnica...
I'oste muito desgracario,Deslemido '! interrom-
peu a Devorante com um movimento de ulerease ;
nunca me contaste isso.
Algum da le rnntarei. '
Teras sido um famoso orea i'.' di- a pobre
IHTERiOa.
RIO DE JANEIRO
CARIARA DOS SRS. DEPUTADOS-
Dla 21 de mato de 185S.
Liria e approvada a acia da lessao antecedente,
passa-se ao srgninte expediente.
I"m oflicio do Sr. ministro do imperio, cm confor-
midade ao que por esta cmara fora solicitado, en-
viando as informaeoes riadas pelo presidente do Rio
(rande do Norlc, acerca do requerimenlo em que a
assemblea legislaliva(da referida provincia pede urna
subvcncAo de 100:0005 para serem emprcgailos em
corlas obras na mesma provincia.A' enmmissio de
fazenda, que fez a requsijao.
Do mesmo Sr. ministro, enviando copia rio riecre-
(o pelo qual houve S. M. I. por bem fazer merc ao
furriel reformado no eteroit Francisco l'ereia da
Costa, ria pensilo anuual de 20S, sem prejuizo do
sold que percebe.A' commisso de penses e or-
denado..
Do mesmo senhnr ministro, communicando que
lir.ira inleirado das pessoas que actualmente coni-
poem ainesa desta cmara. Fica a cmara inlci-
raria. B "
Do mfcsmo Sr. minislrn, eommunicandn que se
cxpeilram as ordens necesarias para que o Sr. Ve-
nancio Jos l.isdoa, ricpulado supplente pelo Rio de
Janeiro, vcnlii tomar assento nesta cmara na vaga
dcixada pelo Sr, joito Aulonio de Miranda.I ira a
cmara nleirada.
Do mesmo Sr. ministro, communicando que s? e\-
peiliram as ordena nerefsarias para que se chame o
supplente que pela Babia lem de substituir o Sr.
Francisco Mendes da Cosa Correa. Fica a cmara
ieleirala.
Do I. secretario da assemblea provincial rio Rio
Grande do Norte, enviando a represeulacao cm que
a mesma assemblea pede providencias a melborara
extraccSo e consumo do sal' do Ass e Mosso-
r. A' commisso de commcrcio, industria c ar-
les.
Do seselario da irmaudarie deS. Pedro da cida-
de de Marianua, enviando o requerimenlo em que
os menibros da mesa da mesma irmandade, pedem
um auxilio de loteras para a e lilicarao de um tem-
plo para a mesma irmandade na dita cidade. A'
commisso de fazenda.
Requerimenlo de Aulonio le Padua Cesar de Mal-
tos, pedindo o pagamento de iOOQ, que percebia co-
mo gurda conferente d mesa das diversas rendas
da provincia de Pernambuco,desde o da cm que foi
extineta aquella rQparlicao. A' 1." commisso de
ornamento.
Do juiz de direilo da comarca.de Ico, provincia
do Ce,ii.i, Marco-Aulonio do Marcdo, podindo li-
cenca por riousannos, com os respectivos vencimen-
(os, para tratar de soasante ; ric l'rancisco Antonio
Alvos Mascarcnhas, porteirodo arsenal de guerra da
provincia de Pernamburo, dos sacristas da caldedral
e capclla imperial, e rio cabido ria S Metropolitana,
pedndo augmento de scus ordenados.A' commis-
so de pensoes e ordenados.
De Joaquim Jos de Souza, lenle reformado do
exercite, pedindo passagem para o eslado-maior de
primera classe. A' commisso do marinba c
guerra.
Passando-sca primera parte daorriem do dia, en-
tra a primeira riiscussilo do projeclo ofTcrecido por
um nienibrod.icoiiiniis.au ilejuslira civil, autori-
sandu ao governo a inriemnisar a Jos Joaquim do
Reg Barros e oulros a propriedade do terreno em
que esta edilicario o cemilcrio inglez no lugar San-
to Amaro, na provincia de Pernambuco.
A pedida do Sr. Paes Brrelo tcm osle projeclo
una s riisriissAo, na qual be approva 11 por escru-
tinio por 39 votos contra 19 ; c remedido a com-
missSo de redaccao.
teretso do< captltiltt militares.
Entra em .">." discussao a resolu^ao que redas o
intersticio marcada para o accesao dos ciqcllaes mi-
litares, c be adoptada, sendo remedida a commis-
so de redaccao.
Xaluralisarao de estrangeiro*.
Entra cm primcira discus-ao o seguinlc pro-
jeclo :
b A assemblea geral legislativa resolve :
Art. t.<> lempo de residencij, exigido pelo ar-
duo I. 4. da le de 23 de onlubro de 18:12, para
que possa ler lugar a naturalisacao dos estrangeiros,
fica reduzido a (i mezes.
o Arl. 2. Nos ttulos de residentia dos estrangei-
ros se laucar pela compelenle auluridadc, sem de-
pendencia de emolumep'o algum, urna declararan
na lngiia dos meamos, coiilemlo esla disposicilo e as
da lei da naturalisacao, fazemlo-sc a cada um miles
da entrega do titulo urna explicaran a respeito das
inesma-,
Arl. 3. Se nese acto o eslrangeiro declarar que
desoja naliiralisar-se cidadao brasileiro. se lavrara
logo termo dessa declaracao, sem depcnilen.ia de e-
molumanlo algum, que valera como c fura feila
peanle a respectiva cmara municipal, a qual se
remetiera por copia o termo no menor prazo pos-i-
vel. para ser transcripto nos livros para esse fian des-
tinados.
Art. 4. Sao revogadas todas as leis cm contra-
ri.
Paco ria cmara dos ilepulados em 9 de junlio
de ISi.Candido Mentes de Almeida.*
O Sr. Dulra /ocha :Sr. presidente, esle pro-
jeclo conten materia muito importante. Tra-
la-se de revogar completamente dual leis mui-
lo importantes rio paiz sobre materia de naturali-
sacao.
O arl. 3. do prnjeclo|exprime-sc da seguinlc ma-
neira :
Se nesse aclo o eslranseiro declarar qHC rieseja
nalnralisar-sc cidadao brasileiro, ele.
Por conseguidle, pelo projeclo, diriuindo-se o cs-
Iraugeiro a polica para lomare titulo de residencia,
e declarando que quer ser cidadao brasileiro, imme-
dialanicnte o de. sem se sader se be um grandsimo
tratante, velbaco, ele.
O Sr. Mendes de Almeida :Velo artiga apenas
se toma a dcclaracHo de que quer ser (idadaJ brasi-
leiro, V *W
n Sr. liiiira Roche :Perde-me, logowie elle
nessa oecasiSo declara que quer ser n Jadao brasilei-
re, immedial imente de naturalisario.
((.Sr. Mendes de Almeida :Nao, senhor ; loma-
se sii essa declaracao.
t .SV_ Dulra Jloclia :E demas, como b- que o
nobre depatado concilia a d-sposieao riesle artigo
com a actuad lr.de, em que se acabaran) os lililes ric
residencia'.'
Senboi : -. iii nao riuvido ria ulili lade do projeclo
debati de certo poni de vista ; mas enlcn !o que
llevemos ouvir a alguma commisso da casa a re--
pcito da sua doulrina, para modifica-la on apresen-
lar alguma medida que jotgar mais conveniente.
Nesle sentido vou mainlara mesa um requerimenlo;
e me parece que a commisso de constituirn lie a
mais propria para tratar delta materia. Se porm
alguus dos nobres dcpulados entendercm que deve
ser envida oulra commisso, ou conjiinctamenlc al-
"iima oulra commisso, nao terei duxidade aunuir
a esta idea.
Ei.'lim, o que acbo he que o projeclo na forma
poique esl concebido nao pode ser adoptado pela
cata ; rieve ir a urna commissAo, e nesle sentido
Miando o ilion requerimenlo.
I.6-se e entra .em discussilu, (icanrio no eolanlo
suspensa a da malcra principal, o seguiule requeri-
menlo :
i- Requeiro que o projeclo n. 33 seja rcmcllido
commisso de consliluicAo, para dar sobre elle o seu
parecer.S. R.D. Rochu.
OSr. Mendes de Almeida :Sr. presidente, nao
me opponho a que o projeclo va a alguma commis-
so da casa. Reconlieco, como o nobre ricpulado
que me preceden, a gravidarie ria materia, e acho
muito a proposito o que elle acahou de djzer sobre
a-conveniencia de ser o projeclo bem examinado ;
levan(o-me nicamente para fazer um reparo.
O Sr. Prndenle :Pelo regiment uenhuma dis-
cuss,1o piule comecar sem ser por opposicao. As-iui,
o nobre dcpulado s pode lera palavra se quer fal-
lar conlra o requerimenlo.
OSr. Mendes de Almeida :Desejava apenas fa-
zer um simples reparo.
O Sr. Presidente : S pode fallar cm sentido
contrario.
OSr. Mendade Almeida :Bem ; entao me rc-
coxa contemplando o Deslemido com nina admira-
cao alteeluosa.
O ladrao era um homem de eslijlnra media, mas
de copsliluicilu robusta. A despeito de sua pessima
blusa e do barrete encarnado com nodoas de azeile,
que cobria-lde os cadellos negros e crespos, linda
um ar iutelligenle que previnia a todos cm seu
favor.
Nao fallemos a esse respeito, responden elle.
Vista algum agente de polica nos anedores '.'
Nenhum. Bem sabes que os couhero ; pos
desde que cstou no mundo leuliu vivido seiiipre en-
tre os ladres c as orculladuras de furtos.
Nao eslou tranquillo, tornou n Deslemido lau-
cando ao redor de si um ulbar ilquido.
Vigi sobre li, replicn a mendiga em lom
quasi apaixouarin.
O olbar rpido do ladrao Icrminou sua evolucao, e
(ilou-se um momento sobre a pobre coxa.
Depois do aclo pralicario em casa do visconde,
a juslica prucura-me, murmurnu elle.
Gome edama-se esse visconde '.'
De Tbiin... lie um homem alio c manco, mas
de helio. N'Ao Idc quero mal ; foram os criados que
depozeram.
A Devorante pz un dedo sobre seus beicos finos,
e parecen procurar urna lembranca em sua memo-
ria ; mas esla foi-lbe infiel sem duvida, pois ella dei-
xou loso de interrogaba.
Todos ainam-lc, tornou a pobre, iiingucm le
vender, e bem sabes que he smente por Iraie.io
que se cabe as m.los da polica.
O Deslemido coutcmplou um momento com vaga
inqiiielaeao o horizonte ja semeado de pontos Innsi-'
husos que aniionciavain o comcro da illuminacao
parisiense, 6 exclamou sacududo'sua cabera cabel-
lada :
O diabe leve as ideas tristes! Deves ler fome.
rainba pobre Ruva"?
Sim, responden a coxa cm voz baixa.
Tendo ilezenuve sidos ; loma riez. lornou o
Deslemido metiendo urna mcela de cncoenla cnti-
mos na man da Devorante.
Esla relrou a mo, e riexou a moeria cabr, di-
zenrio :
Nao quero, lio muito. Nao consenlirei... Um
homem come mais do que urna mulber.
Bem veremos se mo a apanlurrl I
O ladrao afaslou-sc vivamente.
Nao apand irei, ttrilou-llie a pobre.
O Deslemido deu linda algumas pastadas, depois
vollou, apanbou a mneda, e disse :
^ Pois bem, comeremos os dezenove suidos jun-
ios, lia -me o braco, lluiva, e vamos celebrar as
jupcias no Bel-Air.
Lina alegra profunda illiimioau a Imnle da De-
vorante, a qual. fazendo esforcos inauditos para di-
simular sua rliudiccao, pz-se a erninhu mais ufa-
na e contente do que se tivesse dado o braco a um
prncipe.
O ladrao c a coxa dirgiram-se para um grupo de
arvores que abriga a eslrauba uccutuulacao de bode-
gas que tem o nome de Bel-Air, e onde rcune-se
loria a pobreza dos arredores para comer e beber.
Oiiando chegaram roa, j ah havia muita gente.
E-roIbamo, um lugar bom, disse o Deslemido
i pobre.
, Em frenlo da msica do marqoez de Arsenl
Courl, responden a Ruva ; elle he tao deleitavcl !
Depois de passar por lorias as mesas j or.cupad.is,
o ladran acdou um lugar au longe do (adiado do
sallimtianco, pedio dous pedacos de pilo, alguus res-
tos de ca ne negra e sem nome, e um caiigir.lo de vi-
udo. Ambos pozeram se a comer com solraguidao
sem fazerem casu dos viziubos, e sem desconlarem
que eram para lodos, desde sua ebegada, o objeelo
de urna attencao particular.
A mesa da esquerda eslava occuparii por tres ra-
parigas irmaas das quaes a mais idosa nao India
vinte e dous anuos. Pcrlcnciain .is descaradas que
vivem perpetuamente vagabundas, e que nao %em
quasi semprc outroasylo senao as pedreiras ou as
adegta das casas cm constroccjlo.
Todas Irrs eram morenas, e pareciain ler promcl-
lidn urna foruiosura de odalisca ; porm, a miseria e
o vicio baviam-nas convertido em Ires creatina, ig-
nobeis. A estupidez, a astucia e a mentira moslra-
vam-se em seus semblantes, onde via-se lambem a
inquietacao vaga, e o riso tolo c perpetuo que dan a
essas piivsiunomias certa exprsalo de eapanto.
Eslavam veslidas de Irapos sem foriu ucm cor ;
seus olbos |'olviam-Se ao acaso, a sen. labios rodea-
dos ric um circulo do vicho permeueciam cnlrca-
berlos.
A mais idosa cbamava-sc Binina, a legenda Man-
gerona, e a ultima Mimosa. Cada una linda a seu
ladu um homem de ma caladura, que excitava-as
beber, o que ellas nao recuiavam.
Pai Desprez, cis-ahi Carlos Malescol, disse lo-
nina mostrando com o dedo a um vcllio hediondo,
queenebia Me o copo, um'liomem de estatura alta,
vestirlo como caixeirO viajante, que passava desric-
nhosamente entre as mesas.
Nao colillero, iniirmurnrl o xelho.
Como! exclamou Maugerona, uio lcaidra-se
de Malescol, o seductor de sua lidia Bardara I
O veldo meoeou a caboja, e drdeu lio can. uio.
Nein mesmo lembrava-se mais da lilda.
Dizem que Malescol esta feilo espia, accretcea-
lou Mimosa.
Meu pai, pergunlou Dcsprc, fillio, quer que
eu va escovar-llio a pellel
Elle devorarla quatro como tu, meu charo, dis-
se iim persou igem de faces descaruadas que iliama-
va-se Mal Nutrido.
Ol! exclamou Bonina, eis-alli i Devorante
rom o Deslemido. A Ruva desenvolve-sc. Uiiein
loria esperado isso delta, que morda a quantus se
Me approximavamI
O Deslemido (em um gosto cxlrav.icanle, urna
cuxa .' exclamou Maugerona.
A ruva he fei, disse Bonina ; mas porla-se
bem, e is-o be um Ihesouro para um ladrao. Tem
olhos de gato, c embora seja coxa, corre como urna
servo para a riiscussilo do projeclo, nflo me opponrio
entrelanlo a que elle va a commisso.
Nao havendo mais quem peca a palavra, e posto a
votos o requerimenlo, de appruvaxlo.
Dispensa das leis de amorlisaeo.
Entra cm I.-1 ilisrussitu o seguinlc projeclo a. 57
do anno pausado :
o Art. I. O governo fica aulorisado a conceder a
quaesquer rorporarocs de ni.io-morla licenca para a
arqnisieao por qualquer titulo dos terrenos ou pro-
priedad's neressarias para edificacao de igrejas, ca-
pellas. ceiniterios extramuros, dospiraes, casas de e-
ducacao, de asylo e quaesquer oulros eslabelecr
lenlos pos.
a Art. -J. Os bens de raz que na forma da Orri.,
I.2.", til. 1K, S '" forem adquiridos pelas mrpora-
ces de mao-morta ser.lo dentro do prazo de (i me-
zes copiados ria dala da sua entrega aldrados. c o
seu producto convertido em apoliecs da divida pu-
blica, sol as penas da mesma ordenacao.
o Arl. 3. A disposicilo do airar de 1( de sclcin-
dro de 1X17 (ica extensiva aos bens de raiz possuidos
ale a dala da presente lei pelas corporacoes de mao-
morla, no caso de dentro de seis mezes os alieiiarcm,
e convcrlerem seu produelo cm apoliecs da divida
publica.
o Arl. i. As corporales de ino-morla serSo o-
briga las a vender os beus de raz que actualmente
possiiem, un possuirem por dispensa da le da amor-
lisacao, cujo rcndimcnlo annual nao exccilcr a seis
por cculo rio seu valor, ou que eslaudo cm estado rie
ruina as despe/.as do seu concert excederem ao du-
plo dn rendimento provavet de '2 anuos, devendo
igualmenle o produelo de sua venda ser convertido
em apolires ria divida publica.
Art. Ficam isentos do imposlo da dcima ur-
bana no municipio ria corle, c da 2." dcima cm to-
do o imperio, os edificios pcrlcneenlrs a corpora-
coes de mao-morta que cslivcreni elleclivamcnle oc-
cuparios oaapplicadat ao tue de enfermaras, hospi-
laese de nutras funeces pias.
Arl. (i. A 2.-i dcima dos predios pcrlcncenles a
corporacoes de mao-morta ser arrecadada na razo
de 20 por cenlo da data desta lei em dianle, e fica
extensiva a rfriaesquer corpor icocs de mao-morta, e
assim aos predios urbano8, como ios rsticos c quaes-
quer bens de raiz, comanlo que eslejam alagados,
arrendados un aforados.
a Arl. 7. Ficam isentos do imposto da siza as ven
das de bens de raiz actoalmei'le pe-suidos por cor-
poracoes de mao-morta, que deudo de um anuo ron-
lado da dala da prsenle lei forem eflecluadas.
(i Arl. S. A nlirigacau do arliao quartn fica e\-
tensva aos esrraxos que nao lizcrcm parte de cu-
geuhos de assocar e oulros cstahelccimeotos aur-
culas que possuiram as referidas carporaees.
Arl. 9. Os iirazos dos arls. 2. e 3." podcr.io ser
pelo governo prologados ate I anno.
Arl. 10. Os bous das ordens religiosas, de ca-
pailas, contrarias e outras corporacoes rie mao-mor-
ta, que po comnii-so ou eomo vagos, na forma da
legulafgo em vigor, se devolveren! ao Estado' serlo
arrematados, e rio seu pcouVcto, depois do converti-
do em apoliecs da divida publica, melado ser p-
plicada ao patrimonio de estabelcrimenlos decarida-
dc do lugar ou provincia onde cslivercro siluadosos
inesiuos bens, e a oulra melade para patrimonio do
Hospicio de Pedro II.
a Arl. II. O enverno fica aulorsario a crear no
municipio da corle autoridades administrativas que
liscalisem a administracilo e economa dos beiis das
capailas, dospilaes, fabricas das rejas, contrarias,
irinandades, e quaesquer nutras corporales de mao-
morta, cessaudo a seo respeito a jurisdcao que ac-
tualmente tem o provedor dus residuos, c ao meimo
lempo para eslabelccer recras que melliorcm a ad-
mnislrarao c economa das mesmas corporacoes,
assim na corle, como nos difTerentcs pontos do im-
perio.
n Art.l2. Fcam revogadas as disposieesem con-
trario.
o Sala das commisses 12 da junlio de 1854.
Silra Ferraz.B. A. de M. Taques.
Sao laindem approvados em I." riiscussio, c pas-
tan para a -2.", os seguintei projerlos :
1." Aolorundo o governo a conceder a irmanda-
de do SS. Sacramento da caldedral ria cidade de S.
I.uiz do Marando faculda le de adryirir bens de
r.n/'ale o valor de 50:000- ; 2.", irmandade do SS.
Sacramento da freguezia de Nossa Senhora da Con-
ceican, de Angra, da provincia rio Rio rie Janeiro,
al o valor de 50:0003 ; 3.", a Ordem Terceira de S.
Francisco da cidade de S. Cbrislovao. capital da pro.
vincia de Scrgipc. al/i valor de 5:000-5 ;L", ao col-
lego de Nossa Senhora do Bom Conselbn, rie Papa-
cara, na provincia de Pernambuco, al o valor de
20:000?.
Crcacio de bispado.
Me lambem .-ipprovada cm I.' discusso, para pas-
sar 2.", a scguinle resolue.lo :
o A assemblea geral legislativa decreta :
Arl. I. Fica o governo aulorisado para irape-
lebre. Alm de que nao come, e nunca embriagon-
sc cm sua vida.
-- hembras-te, Bonina, lornou Maugerona, de
qiiantu softremos com ella em casa dessa miseravel
Uio Iria. bruidora da planicie do Monle Parnazol'
A Devorante nao tema a leiliceii.i. e ale Olor-
dea-Ihe o pescoco no ria em que queramos ajuriara
fusiila da baronesa, urna rapariga que M3o Fra
mallralava por diubero.
E quaudo a Mari-cea tornou a nppaiihar-nos
dcbaixo das arvores do Observatorio, anTcscentoo
Maugerona, foi ella lambem quem deu-nos escpula
por intermedio de Pello rie Cao. I.embras-tc, pai
Desprez, do quiibao que rcrcbcslc da tunda '.'
I.cinbro-me responden Desprez, lilliu, rindo;
mas is-o nao impede-nus de bebennos agora juntos,
Morenas*
Ouviiulo pronunciar seu appellirio de infancia, as
tres raparigas deram um suspiro, beberam um copo,
e pozeram-sc a rir como doadas.
A Devorante, disse Mal Nutrido com voz ca-
vernosa, nao impedir o Deslemido de ser euforcado
qualquer dia.
A conversacSo foi nlerrompida pelo marquez de
Argcnl Courl, que passava entre as mesas sacudindo
quttro sodios velhos cm urna bandejiuha de folda de
Flandres.
O marques Irajava casaca encarnada, calenes ama-
rellos ( meiat azues. Era homem de uus cincocula
anuos, de porte nodre e digno, cujo dislinctivo era
um nariglo aquilino qucellc qualiticava de bourbo-
niano. Cimprazia-se cm conversar confidencial-
mente conios curiosos que o liouravam com algumas
garrafas de viubo, e embora fosse fitho de um barbei-
ro dcaldeia, c de urna guardadora de penis, incnl-
cava-se por fidalgO.
Esle sobrenome trivial de Argcnl Courl, dizia
elle, occulla meu verdadeiro nome, que be muilo
mais bello. Abracci a carreira de sallimbanco por
independencia c philosopbia.
Ouando apcrlavain-iio um lauto, confessava que
condese endia s vezes com'a polica; mas accres-
ccnlava :
He pelo amor da ordem ; pois nos oulros no-
bre--, que vimos a grande revolucao,tememos os me-
n re inotins. Ab.' quem vio correr o sangue de um
re e de unta rainba '....
A estas palaxras o maiqiiez lirava um trapo de
lenco, eenehogava os olhos; porquanlo apezar de
nao ler mais de cincocula anuos, um de scus fracos
era imaginar que vira a revolucao.
Conliiva-lli.- as menores particularidades, dizia de
que maneia Mural punba a grvala, romo Itaillx
espirra a, e rom que grac,a a rainha Mara Anloi-
netle Inmava urna pilada du tabaco. Em una pala-
vra, as aarraces do marqm-7.de Argnt Courl gosa
vam do successo mais legitime, e na verdarie seria
urna obra curiosa a historia da revolucao france/.a
contada por esse danslrino rie corda.
O marquez apreseulou a baiut^jinba a Mal Nutri-
do, o qual fez Ihe urna careta ; roas o philosopbo
que eslava habituado a esse genero de remnneracao,
dar da Santa Se as bull is da rreacilo de um biapadoJ
as provincias das AlagM e Sergipe. o qnal lera a
denominado deRispada das Alagoas,por sede a
cidade rio Penerio, c por limites os das mesmas pro-
vincias.
i Arl. 2. Ficam revogadas as leis e ditpsaifoes em
contrario.
Paco da cmara dos depulaiios IS de agoslo de
iVi.Matheus Catado de Arqufo l.hna Arnaud.
S. /'. de Araujo Jorge.Comes Ribeiro**
OSr. Presidente declara dada a hora para Iralar
da primeira parle da ordem do dia, o paasa sc-
guoda.
Resposta falla do throiw.
O Sr. Margues de Paran [presidente do conse-
Iho) :Peco o palavra.
O Sr. Presidente : Tem a palavra o Sr. presi-
dente do cnnselho. *
O Sr. Presidente do Conselho :Sr. presidente,
a Cunara ouvio dous discursos em opposicao ao mi-
nisterio. O ultimo nao me traria tribuna, pnrque
nao julgoseria a opposicao que elle exprime. O pri-
meiro porm, posto que pareea mostrar-,e cm di-
vergencia com o ministerio sobre quesloes adminis-
trativas, e especialmente pela falla do economa
que, no concedo do nobre ricpulado, o ministerio
aprsenla, revela a meu ver profunda divergencia
poltica. Conseuinteinenle merece particular at-
tencao, e vou procurar responder aos fados que lem
sido-argoidoi ao ministerio.
Nenbuma razao, Sr. presidente, obstara a que o
ministerio acclasss a emenda que o nobre dcpulado
olTereceu a illustre coinniissao; nem nos actos admi-
nistrativos denunciados pelo nobre depuladi-'se po-
llera adiar flagrante opposicao a aceilaeo desta
emenda, nem em tbeoria o ministerio po loria jamis
despiezar a nece-sidade de urna economa.
A oconomia, scudores, de iiectssariit, lie com ef-
fcilu elemento de bom governo; para se porierem
fazer despezas uteis, despezas necessarias e produc-
tivas, cumprc que se economisem os dinbeiros po-
blaos u.iquellas despezas que nao lem esto nieniu
carcter. Mas, porque a illustre commisso nao a-
ceilou a emendado nobre deput.ido, porque nao a-
rela o ministerio a sua emenda c procura defender-
se? Porque a emenda do nobre dcpulado revela
urna divergencia poltica.
O nobre depulailo n.lo esl contente rom a mar-
cha da adininislraeJo; em varios pontos do seu dis-
curso o revelou, e no final delle mili clara e posili-
vainenle. Faz os seus votos para que venda oulra, e
mu ceg ser quem au vir o carcter, as fcicoes
dessa admuislracio que se rieseja. alas, nao obstante
estes desejos rio nodre dcpulado, elle er que ha al-
guma cousa na opiniao publica, c por ventura na
opinio desia cmara, que obstara a que se Btteo7
dsse, a que se concorriasse com elle sobre a necestf
dadede provocar :i queda do ministerio para o subs-
tituir como culende o nobre deputado, se por ven-
l ura as suas ideas, assuas v islas fossem clara e posi-
tivanienle esprimidat.
Era pois nece-s, rio dar urna feicla "diversa, urna
mascara a sua opposicao. A oconomia he essa mas-
cara, l) nobre deputado moslra-so assustado com
enurinidade das despezas publicas, com a enormi-
riadedos encargos que pesamsobreo Ihesouro, com
a marcha que semic a admiiislra'-ao; v suas ten-
dencias e faz por i-so opposicao; pondera cmara
a oecesstdade de acedara sua emenda para dar lu-
gar a una ariminislraeao que unidor satisfar suas
vistas, quer polticas quer econmicas.
O nobre deputado, scnbores, cuten leu que o Ihe-
souro se acbo va oberado. Mas n.lo lu por ora i.rra-
siao rir eldannos no exame dos uosjos encargos, de
sabermos se o Brasil pode salisfazer lodos os encar-
gos; vou principalmente, Sr. presidente, responder
aos tactos argidos admintslrarao, e depois exami-
nare!, quanlo a occasiao opormida, se com effeito os
receios do nobre deputado sobre o estado do paiz
sao bem fundados.
Priuripioii n nobre depulailo por ponderar a in-
conveniencia de ler o Estado de subvencionar una
companhia italiana decaulo. Eu admiro mesmo que
o nobre depulailo a esle respeito nao li/esse anula
melhoros phrases. O que ha que imputar-te neslo
fado actual arimni(rir,ao J Lina administraran
transada, que nao mereca de certo as censuras do
nobre depulailo, nropoz-se a favorecer a edficacu
de um ideado a jque se chamou provisorio ou bar-
raeSo. pur aeces du particulares, e garando a estes
particulares um certo numero de represeulares,
Anda nao eslavamos no ministerio, Sr. presidente,
qu.iplose lomar,>m sobre o ihesouro cslcs encar-
gos. Foram cllcs presentes cmara dos Srs. depu-
ta los, mais de um projeclo de lei passau ncsla cosa
a esle respeito, c se algum embarco encoulrou foi
no leado. Lina commisso aqu achava mesmo que
seriam necessarios 11 eolitos mensaespara a despeza
a fazer-sc com o tdealru italiano. A rosoliicao pas-
sou ncsla cmara, e seria occa-.iao de sa fazerem a>
ponderares necess: ri.s. tpotados.) Mas asada era
anda a occasiao na sessao de 1852, qusndo a cama-
saulou flcugmadcaiiiente e passou adianto. O I les-
ionado deu-lbc um sold.
O marquez fez urna saudaro profunda ao ladrao,
c oulra anda mais profunda pobre coxa. Depois
cmperligou-se, c dirigio-se a oulra mesa, que avs-
lava-se no lugar mais escuro do Bel Air alraz das
arvores; porm com quanlo eslivesse aguerrido,
iiaosendo-se com a roragem de apresenlar a bande-
jiuha as pessoas que a oceupavam. Sallou sobre o pe
esquerdo e vollou para o seu tablado.
Cun clleilo. ah havia deque i ornar. Essa mesa
era oceupada pur tres v arredoras que tinham s cos-
as a p.i c a vassoura em cruz.
A primcira cbamava-se Marreca, porque seu cor-
po curvado pela idade e pelas doeucas ofTcrecia na
lea esquerda urna gibisidade monstruosa. An-
riava cm pe a despeito das leis do equilibrio ; mas
era porque a vatsoora servia-lbe do apoio.
A menos fea das Ires varredons, a Man Fria, li-
nda sodre o odo direilo nm emplastro enorme mal
encoberlo pelas abas rie seu chapeo de pallia lama-
ceuto. O oiido od i era rodeado de um circulo ver-
ineldo, c as bexigas linliain-lde devastado horrivel-
monle o rosto minchado ric cicatrizes azularias.
Entre a Marreca c a Mao Fria eslava assenlada a
lerceira furia, que cbaraava-seNarigada, e liuha so-
bre a cabera um barrete de carabineiro. Seu rosto
era mais amarcllo que o buxo, c alm disso semea-
do de estigmas horrendos.
As tres varredoras beban) agurdenle, e conver-
sa vam em voz baixa.
Maltntei bastante as .Morenas (piando eram
pequeas, dizia Mao Fiia.
Sim, responda a Marreca rindo; mas nao te
sahisle bem com a D;xorante; anda lens no pescoco
a marra de seus denles.
E lu na perita.
Ilcmister vingarem-ce, murmuroua Nariguda
com voz ronca.
Como '.' pcrgunlaram as duas primeras.
Entregando o polica seu amante.
A Devorante enamorada exclamou Mi Fria;
eis una boa farca !
Bem vs que ella cela com o Deslemido, disse
a Nariguda.
Ella he dedicarla aoi Deslemido, pronuncioua
a Maneta ; mas ou enamorada ou nao, elle nao a
querella.
Isso he indillerenlc, lornou a Nariguda, se o
Deslmelo fo-so preso a coxa teiia grandeder.
E elle fezalgoma ron,a' pergoaloa .Mao Fria.
I o: ton una eorrenle de ouro em casa do um
visconde... e renden-a ao vellio Senechal, o occul-
lador da ra da Veri Bois.... Ol! ei-lo justamente
ebegado ao Rel-Air.... Vom passear minias vezes
aqu para procurar clientes... senhorS#oeehatl
Um velhinho curvado dirigia-sc com clleilo s
mesas do Bel Air apoiado na bengala. Oavimlo pro-
nunciar sen nome, erguen a cabera c percorreu a
inultid.io com a visla.
Venda c, senhor Senechil! rer>:tio a Nari-
guda.
ra dos Srs. depulados, reunindo-ee, acdou o thca-
tro provisorio edificado e o governo com os encar-
gos, queja mcncionei, de garantir 300 recitas, por-
quanlo, nao era possivel que urna companhia se
man tivesse sem subvencilo em um (bealro que linda
quasi lodos os scus camarotes e gratule numero de
caderns empenhados a seus accionistas.
Nada porem me parece ler sido ponderado pelo
nobre depulailo para que cnlao a cmara adopla-se
urna medida legislativa mais contarme aos prin-
cipios de economa que elle adopta acerca dos Urea-
Iros.
OS*- Sayo Lobato:Pronunnei-me contra, V.
Exr. esl engaado.
O Sr. Presidente do Conselho:Coro |>ouca elli-
cacia, sem duvida, porque he verdade qOe o aclo
passou na cmara dando 14 contos, e que foi no se-
nado que elle nao passou, como nao linbatn panado
os oulros.
Depois, Sr. presidente, passou tiesta cmara e no
senado urna resolucao mandando subvencionar o
Ihealro italiano com dez contos mensaes.
lie pois re lo que o corpo legislativo arioplou, ap-
proxou os mpenhos lomados pelos govcruus tran-
sados, que m cumplimento das palaxras desses no-
vemos quiz queso disse una subvenco ao Ideado
para que se podessem preeneber eflectivamcule as
trczenlas reprcienlares, e se pagasse aos acciouis-
l.is o i|i*>; se Ibes devia em virlude do contrato ou
ria palavra do governo. O que fez o ministerio ac-
tual '.' Celebren um cpnlrato com urna empreza de
con I ornuilade com esta resolucao do corpo Jgislad-
vo. E, pois, se censura ha, ella recabe forteroenle
sobre a cmara dos Srs. deputados c sobre o senado;
c mais forlcmcnle anda sobre aquelles que, unlrin-
rio semelhanle opiniao, nao lizeram ludo quanlo
em si eslava para obstar emquanto era lempo. {A-
uoiados.)
Mas lia oulra censura que pode recahir sobre o
governo aclual, que he um projeclo de contrato pa-
ra a oridicnoao rie um Ihealro, n,lo j provisorio, mas
permanente.
Senhores, qualquer que seja a ricliberarao do gu-
verno a semeldanlc respeito, he ileliberacao qnc nao
pode surlir clleilo sem rpprovacao da assemblea ge-
ral; a assemblea geral lera enfilo a considerar se esla
capilal pode dispensar um Ihealro italiano, se ha ou
nao necessjdade de edifica-lo por conla do governo.
Pcnsam alguus que nao ha necessidade de subven-
cionar os Ideados, mas entendem ser preciso que as
empre/.as tcniam pelo menos um Ideado gratuito,
um vaslo ial3o em que suas represeulacoessc facam
a costa do publico, c sem subvenco.
O empenho que lornou o governo na edificaran do
Ihealro provisorio foi dispondieso, he verdade, e de
pouco fruclo; u ideado provisorio, como provisorio
que he, nao pode ler lonsa duracao. Diste-sc mes-
mo que ja ainenroii ruina; oseo coverno, direi aqu'
ric passagem, amcacaiido esle Ihealro ruina, man-
dasse fazer os reparos II nao faria mais
que cumplir a sua ohrigarilot nao era 'possivel que
0 governo podesse consentir que lao grande numero
de povo so reuniste cm um edificio que ameac.i-.e
ruina sem lomar providencias que o livrasscm do
perigo.
Mas, vollanrio ao projeclo rio contrato, digo eu
que se be possivel mauler-se una ronipandia lyrca
sem subvenco, he preciso que pelo menos posta ler
qualquer empreza um Ihealro em quede suas repre-
ciiiaccs -"ni pagar aluguel.,Falla esse Ihealro a
esla capilal.
O piojelo de contrato nao trata de subvencionar
a qualquer companhia; trata de promover edifi-
cacao riesse Ihealro. Mas so a occasi o be opporluna,
so ha meio rie conslruir-se sem grvame dos cutres
pblicos, be objeelo que ainda que seja decidido
pelo governo no sentido aliirmativo, a deciso nao
lera'clfeito sem que o corpo legislativo delibere a tc-
melhaMc respeilo.
Nao vejo pois, Sr. presidente, como se revelou a
respeilo do Ihealro italiano essa tendencia ric des-
perdicio que o nonre dcpulado enxerga no governo.
Vejo-o ainda menos nos estatuas dos cursos juridi- (
eos e academias de medicina.
O nobre deputado pensa que,o< ordenados foram
excessivus; oulros fazem censura diversa. Segundo a
lei que Ovemos, o termo do aoruparacao a fazer pa-
ra eslabelccer ordeuado dos lentes era o ordenado
dos desembargadores. Desde que secrcaram os cur-
sos jurdicos, desde que se creram as escolas de
medicina, foi opiniao do corpo legislativo que os len-
tes deviarn 1er os crdenados e as honras dos desem-
bargadores. (Apoiados.)
Da parle do governo, senhores, lem bavido mais
economa do que da parle du corpo legislativo. Os
novemos pastados, para privar os lentes dos ordena-
dos que tinham os desembargadores, tendo logo de-
pois da creacao dos corsos jurdicos de marcar uo-
vos ordenados aos desembargadores, s djiram o au-
gmento como gralilicjjjo; e fundados nislo negaram
ansenles igual coucessao. Apoiados.' Nesse senti-
do mesmo o governo eficaminhou as cousas nesla ca-
Alile- lu', inhiba lilda, respoudeu elle, enfilo
que queres ?
Assenle-sc um pouco aqu.
O velho levanlou as abas do seu capole esfarrapa-
rio, e asscnlou-se ao lado ria furia.
A Marreca e a Mo Fria extminaram-no com
urna attencao profunda, e depois nelinando-se re-
pentinamente para elle, riis Morcego. tornaste a fugir das gales ".'
Esla phrase fez sobre o occu dador o efleilo do raio:
elle licou livido. Mas era homem de carcter a pro-
va de toda a emocao; porquanlo depois de ler en-
carado firmemente as duas turias, respomjeu-lhes
lambem em voz baixa :
Marreca cMao Fria, vosses acabara de pronun-
ciar um nenie que nao lem ido dito ha orto anuos.
Se prezam ainda sua miseravel existencia, aconse-
Ibo-lbes que nao o repilam.
Basta, amigo, disseram ellas, bem sabemos que
romlisn nao so deve gracejar; mas quem trahalhoii
juntamente as emprezas perigosas, reconhece-sc
senipre.
Qucriizcm? inlcrrompeu a Nariguda, vosses
conbecem-sc'
Um pouco, minha tilha, respnndeaooccull.idor
de furtos, e para renovar o conliecimenlo, vou dar-
Ibes um quarlilho de agurdenle, do qual leras lam-
deni leu qiiindlo.
Essa proposta poz as Ires varredoras de tao bello
liumor.que deraro urna risada hurrivelmente discor-
dante.
De que tralavam vosses quaudo cliamaram-
me ? lornou o velho.
Queramos saber se o Deslemido nao le vendeu
ha tres das urna eorrenle que furlou cm casa de
um visconde.
Cala-lc.' lagarella queres perder-me ?
Nao.
E pan que fallas a esse respeilo 'f
Queremos entregar o Deslemido polica para
vingar-nus da Devorante.
Od! nao consiuto que lirem-me um cliente...
um bom cliente .'... um Romanitchel de paro san-
gue !
Quem perrie um; nena dous '.
Vosses sao des feiticeiras. disse o occulliidor
de tartos levaiitando-se. Bem vejo que Irania--'-
aqu alguma cousa : mas se eu nao ficar abrigado,
sentido cm seas ossadas !
O velho croperligou-sc mais da que era de esperar
da parle de um homem apparentemenlc tao filoso, c
rclirou-se lossindo para debaixo das arvores.
Milito bem, disse a Nariguda, vou commi.ni-
car o negocio ao marquez de Argcnl Courl o,qu.il
pelo amor da ordem pora ludo no Meo de Mr. Ma-
lescol, que bebe sn.iuho naquella mesa.
Porm nao se loque no velbo SeneruaL, acirej-
centou a Marreca.
Que careta far a coxa, quando o. l'L-slemido
for apanhado murmurou Mao Fria. /
(Uit t.nuav

FRIUFI


DIARIO DE PERNAMBUCO QUINTA FEIRA14 DE JUNHO DE 1855
_.

sa, e sqoud a necessidade dos lentes se lornou
nrnilo urgente, quando o clamor foi grande, inllu.
enrioii no rorpo legislativo para que se Ihet dsse
urna gratiearflo addicional. .
Era agora occasiflo de rcalisar-se esta anligs pro-
metsa; ma-aind assim, lenhore, os lentes nao fi-
raram 13o bera aquinhoados como e*tflo os desera-
bargadores....
O Sr. Pauta Candido:Apoiado.
O Sr. Prndenteiu Constlho:.- os seos orde-
nados sao menores. Creio que pode djr-se a hypo-
(liese em quesejain igualados, mas nao em rebelo
aos lentes novissimos, mas em relagao aquelles que
tiverem yuncido seu lempo de ensino e tiverem ob-
lidoa permissflo de continuarem a leccionar.
A imputarao, pois, que se fez ao governo de des-
perdigado nesle ponto he injusta. Compre attender
.linda para as localidades onde existen) as academias
de medicina e os cursos jurdicos : as de medicina
as cidades do Rio de Janeiro e Baha, onde os ali-
mentos sao caros; um dos cursos jurdicos, primeiro
em niinda c receulemente no Recita, onde os gne-
ros de primein necessidnde sao lambem caros. A
ridade deS. Paulo, onde est enllocado o onlro cur-
so jurdico, j houve lempo que se considernva urna
Ierra barata; hoje nao lia uinguein que all tenlia li-
Ihos a estudarque naosaiba que os gneros de pr-
* meira necessidade tem lido all grandealteraran, lor-
nando-se inuko mais caros. Todas estas circuns-
tancias das localidades em que se acliam estes esla-
belecimentoa militavam para que se nao amesqui-
nhasse, como parecen entender o nobre depu-
(ado, 01 ordenados de funecionarios 13o impor-
taoles.
Hemais. tenhores, eu me persuado que so nao de-
ve tirar oeslimulo que podem teras grandes capaci-
dades para se dedicarem ao ensino; se as vaotageus
eslabelccidaspara os lentes Tossem mu mesquinlias,
era de presumii que a carreira do magisterio nao
fosee procurada pelas maiores capacidades, qne po-
dessem adiar co.llocagflo em outros misleres.
Mas, Sr. presidente, > respeilo das escolas de me-
dicina liouvc mais aiguma cousa ; crearam-se cadei-
ra imitis na opiniao do nobre depulado. Eu sou
iucompelenle para formar juizo a este respeito; o
que posso asseverar lie que o governo ouvio a todas
as nossas capacidades medicas, e que se erron. errou
com ellas. Certiimente nSo julgou o governo oppor-
luno consultar a aiguma oulra pessoa nao proTes-
shhuI. ouvio as da prolissflo c seguio o juizo da-
quelles queche pareceu fundamculado em melliores
razoes.
Mas para as cadeiras de chimica orgnica, se-
gundo disse o nobre depulado, nomearam-se igno-
ranles, os quaes tivernm do ir aprender a cusa lo
Estado....
O Sr. Sayiio Lobato:Nao fui cu que disse, foi o
Sr. ministro do imperio no sen relalorio.
O Sr.Vresidenle do Conse/ho:... o que o Sr.
ministro oo imperio disse he que esses prolessores iam
a Europa para ae aperfaigoarem, para se habililarem
meihor no magisterio, mas'naoos lachou de ignoran-
tes. Senhores, esses professores sao capacidades co-
nhecidas as sciencias medicas (apoiados); porm
por isso mesmo que a cadeira de cliiroica orgnica he
inteiramenle nova no Brasil, nao juluoir q_ governo
queelles eslivessem completamenle habilitailos na-
quelle ramo do magisterio, e en(3o, zeloso de qne'es-
sa ciiagu produzisse os melhores effelos, julgou
convenienle que elles adquirssem a idoneidade nc-
cessaria, ouvindo os professores da Europa a respei-
lo dasdotilriuai pioprias de uina lal cadeira.
Cren, Sr. presidente, qne foi este un acto de boa
administraran, creo que nao mereca acensara feila
pelo nobre depulado. Neo me reconhcgocompelenle
para dizer se essa cadeira era ou nao dispensavel,
mas me parece que ocorpo legislativo, determinando
queie creassem dous novas cadeiras no curso jur-
dico (a de direito administrativo e a de dircito roma-
no nao quiz excluir a creadlo das cadeiras que se
repulasscm necessarias as escolas de medicina. Pa-
rece-me que fui o primeiro a indicar no senado,
em lempos mais remotos, a erearao dessas duas ca-
deiras nos cursos jurdicos, e ento quando assim
proceda nao tinlia de cerlu em vista excluir a crea-
ra! daquellas cadeira* que fossem precisas as ose-
los de medicina, somenle me julgava incompe-
tcnle, inhabilitado, para apoular as que se devessem
crear.
Vimos vr agora se os nossos disperdicios a res-
peilo da Iluminarlo n ;az sao bem rundamentados.
O minislro que fez o coulrato para substituir a llu
minagu do azeite pela do gal indicno no seu rea-
torio, como refere o nobre depulado, que urna eco-
noma se fnzia, por isso que gaslava a illuminagao
do azeite 31 ou 32 res (por noile disse o nobre de-
pulado por engsno) por hora, c a do gaz ia gastar
27 ris. O ministro, "porin, se bem me record,
porque nao rali o seu relalorio, nao disse ao nobre
depulado, nem a cmara, que no todo da illumina-
gao haveria economa ; eonlcnlou-sc em exprimir
a idea de que havia urna diflerenga de prego entre
a hora da illumnagilo a gaz e a hora da luz por
azeite. Se o ministro livesse dito i cmara que a
despeja no total Picara redolida, nao leria cumpri-
do o seu dever, leria prqpedido cin sentido opposto
quellc que era convenienle para lar plena satisfa-
rn do enganjamenlo qov tnmava peranlo a cma-
ra. Para o ministro cumplir exactamente o seu
pensamento neste caso, se tivesse dito o que parece
entender o nobre depulado (eu creio, aflirmo mesmo
que nao die), seria necesario que ordenasso pes-
soa com quem fez o contrato que sjbsliluissc lam-
pea o de azeile por lampea de gaz, que nao alte-
rarse as distancias. Mas, foi islo o que delerminou '.'
Nju, n que se delerminou foi que o emprezario rs-
labeleccsse os lampeos provisoriamente as distan-
* cas que exittiam em Manchcstcr...
C- Sr. Sayiio lbalo :A distancias deviam
ser determinadas em regulumenlo que nao se Tez.
Q Sr. Presidente do Conselho:Onde esta islo '.'
Se hou>eeste pensamento, nao se exprimi por es-
criplo ; nao leulio o menor conhecimenlo disto ;
guardou-so as iotengoe*, ou o nobre depulado s o
apreseula boje...
O .Sr. Sayo Lobato :Do que est escriplo
so ileprehc-.de exactamente o contrario do que se
fez.
O >r. Sit/ueira Queiroz :Apoiado.
O Sr. Presidente do Conselho :Nao, nao se de-
prchende ; sem llovida o minislro tinha faculdade
de determinar essas distancias, nao o contesto ; mas
o que o ministro deelarou nao foi isto ; veja o no-
bre depulado que he isto o esencial da argumenla-
rio ; nao o trauslomc o nobre depulado nem o seu
apoiaole...
O Sr. Siqueira (Jueiroz :Nao eston acoslumtdo
a (ranstornar argumcntages.
O Sr. Presidente do Conselho :Mas, senhores,
para que a Iluminar a gaz nao licasse mais cara
do que a de azeite, era preciso que urna ordem po-
sitiva slissesse : O lampean de azeile seja substi-
tuido por lampeao de gaz ; as distancias nao se al-
lercm. p Mas, desde que se cstabeleceu, se orde-
uou, qne provisoriamente se observassem as distan-
cias de Manchcster, ja se ve que n.lo poderia assim
er ; era necessario que as distancias de Mancbesler
fossem iguaes dos lampeos de azeile, ou mais es-
parosas, mais longas, para que se podesse dar urna
economa. Veja-ae porcm o qne acontecen : seo
emprezario se excedeu foi nao observando precisa-
mente as distancias de Man'rliesler, foi eslabelecen-
do-as maiores no Rio de Janeiro, enllocando os lam-
pees as mas largas e estreitas em distancias um
pouco maiores do que eslavam enllocados em Man-
cliesler em roas da mesma largura, ele. Em verda-
de, o governo assenlou que para a atmosphera do
Rio de Janeiro a luz que se pretenda era demasia-
da. A esle respeito nos lodos ensalivamos, assim
como o minislro que (ez o contrato, sem o que le-
na precisado as distancias ; fui por isso que o mi-
nistro da repartirn competente s depois que ortica-
mente observnu que a* distancias eslabelecidas pelo
emprezario eram demasiadamente curias em rela-
i.ao a nossa ahnospliera, delerminou um mximo c
mu nilnimo entre os quaes a polica deveria marcar
as novas distancias a observar em rada urna das ras
em que se foise estabelecenlo a iiluiiuiiaea > a
^,\/.
Senhare, cm goral eu creio que a illtiminaeao a
.-./.he mais barata na Europa do que a de azeile ;
ni H cu lenbo minhas duvidas se ella no Brasil pode
ser mais barita.
()\Si: Paula Candido:Sendo igual a inleus-
dade 'ola luz, be.
O Sr\ Mrquez de l'nran :Isso sim : mas en-
to aonife est a grande raotaccm dessa Ilumina-
rao se a rnlcnsidadc da luz fur igual? Oque lie
cerlo he, qu\a o contrato feilo no Brasil acerca desle
a
vaatfagens que apresenlam os feitos na Europa, por-
que estamos em condicoes diversas. O gaz fabri-
ca-se aqu mais caramente. Recordo-mc, que ven-
do ha lempos o prego porqno se fabrica o gaz em
Lisboa, achei que era menos da melade do prego
por que seconlralou entre nos. Depois ha circuns-
tancias particulares que fazem com que as illum-
iiacoes das nossas cidades se lornem muilo mais
caras do que as da Europa. A cidade do Rio de
Janeiro, por exemplo, para a populaeao qde possue,
lem urna vasta superficie ; suas casas em grande
numero sio baixas; e em quasi todas ellas habita
urna s familia, o que be diflerente as cidades da
Europa, aonde a popularao he mais agglomerada e
cada casa asyla numerosas familias ; e havendo
maior demanda de gaz para os particulares, os em-
prezarios vendem o Torneado ao governo mais
barato.
Digo poi. Sr. presidente, que nao houve descu i-
do da parle do actual administrarlo a respeilo desse
servieo.
Foi censurado o governo pela crear.o de cheles
de polica especaes em provincias que nao os l-
nliam, c pola sua tendencia a acorocoar a creacao de
comarcas.
Pelo que loca creacao de chefes de polica espe-
ciaos, a censura cabe sobre o governo sem duvida,
se ella he jusla ; porque de Tacto," o governo delibe-
ro u essa creacilo em varias provincias. Quaes os
motivos que teve o governo paia is direito das capitaes exerciam o cargo de chefes de
policia ; us observnu-se que muilas rezas eram os
presidentes de provincia inhibidos de incumbircm
certas diligencias a esses chefes de polica, por isso
que, tondo elles de sabir das capitaes, ficava em-
barazada a marcha das funcroes dos juizes de direi-
to : c con) este motivo muilas mes bies chefes de
policia cscusavam-se de fazerem por si diligen-
cias e processos que todas as regras da boa admi-
nistrado recommendavam que a elles se ineum-
bi>se.
Quando a lei creou os chefes de policia e Ibes den
a faculdade de formarcm processos em toda a pro-
vincia, leve em vista muilos de commetlem pin comarcas remotas* e que nao podem
ser convenientemente procesados pelas autoridades
locaes, cm razilo das diversas paixGcs de que soem
ser influidas em cerlus casos. Ora, necessariamenle
as provincias em que esla necessidado so dava com
evidencia 'e quasi todas as nossas provincias peque-
na sao desla ordem\ se acbavam os presidentes in-
hibidos de incumbircm aos chefes de polica a for-
marao do lacs processos ; ento a esla necessidade
enlenileii occorrer o Sr. ministro do jnsliea crean-
do rliefcs de policia especiaes. Os juizes de direi-
to das comarcas lem ass.is a fazer com o exercicio
das funcees a seu cargo, principalmente depois que
resulamento das correices ohrigou a lerem-as
abertas por determinado lempo.
Agora, Sr. pre comarcas, nao posso aceitar a censura para o gover-
no ; rejeilo-a.
O nobre depulndo fallou em geral sobre a len-
dencia do governo a acororoar a creacao de comar-
cas ; aprsenlo!] somenle o exemplo da provincia do
Rio de Janeiro, mas Iranslornand-o, desfiguran-
do-e.
He cerlo. que o governo partlbou a opiniao do
Sr. vice-presidenle da provincia do Rio de Janeiro
sobre a conveniencia da creacao das Ires romarcas
qne foram decretadas; mas a iniciativa parti do
Sr. vice-presidenle, e nao do governo. O Sr. vice-
presidente entenda, ou que as comarcas deviam
icar como eslavam, ou quo a fazer-se n divisan, o
augmento de duas nao satisfara ; que fcavnm al-
gnmaa comarcas com lermus de mais para que os
juizes respectivos podessem salisfazer todas ns obri-
gares coudas no regulamenlo das correges ; o
Sr. vice-presidenle ofliciando ao governo emillio
esla opiniao, e o governo annuio lis suasobserva-
ces. Islo be que be verdade ; e o ler o nobre de-
pulado figurad o Sr. visconilc de Baependy como
que arra'la-lo pelo governo para esle desperdicio,
nao foi senao um mein de poupsr o nobre visconde
incriininaudo o governo.
Ja disse as razesqbe podem justificar a creacao
de maior numero de comarcas : s,1o, csse regula-
menlo das correices, os difliculdades que linbam os
juizes ile direito de percorrerem lodos os termos,
abrirem o jury duas vezes no auno e fazerem as cor-
reices por lano lempo quanlo determinas o re-
gulamenlo. Em oulras provincias se lem querido
fazer ignacs augmentes; o governo actual nao lem
prvido os lugares senao quando os presidentes
dessas provincias juslificam completamenle esla
creacao.
Ah esl a provincia da Parabiba que lem, desde
antiga dala, Ires comarcas, que, na verdade, pare-
cero poucas para dezesole termos...
O Sr. Albu'iuerque :Apoiado.
n Sr. Presidente d* Conselho :... porem um
dos senhores presidentes que tem lido essa provin-
ria ponderou ao governo que nao sanecionara a
primeira lei da assemblea provincial que creava
mais Ires comarcas, nao porque n3o reconhecesse a
necessidade da divisan, mas porque entendeu que
cinco comarcas salisfa/.iam essa necessidade : o ac-
tual presidente pensa pelo contrario que n.lo sao de-
masiadas as seis comarcas, mas todava o governo
nao anuuio a islo, e ter> insistido em que se redu-
zam a cinco. Porlaulo, senbnres, persistetn no mi-
nisterio aclual as mesma*. ideas que tiveram os mi-
nisterios anteriores ; nem essas ideas san lao abso-
lutas como pensou o nobre depulado. Nao se ex-
cluo inleiramenle a croaeao de novas comarcas,
enlendeu-se que os presidentes nao deviam sanecio-
nar a crc.igAo de comarcas senao quando fossem
absolutamente necessarias. Se os presidentes infor-
massem ao governo que essas coniarras nao eram
necessarias, nao serlam prvidas, lie esla a dou-
trinaque o governo lem mautido e observado.
<>Sr. Figneira de Mello :Apoiado
O Sr. Presidente do Conselho-.Telegraphia
elctrica. Enlregou-se esle servieo a pessoas in-
capaz, c tem-se feilo nisto despezas inuleis
Confesso ao nobre depulado que lambem n3o es-
tnu muito salsfcilo com o resultado da (clegrapbia
elctrica cnlre mis; com elfeto acho que poucas
vantagens so liraram da despeza com ella feila ;
mas. senhores, donde parle islo '! t'izemos novas no-
meac6cs de pessoas que se cncarregassem deste ser-
vico"' Nao ; a lelegrapliia elctrica (em estado, ro-
mo antes, entregue a quem o ministerio passado lia-
via eucarregado.
Remis, pelo que loca telegraphia aerea, pare-
ce-me, segundo lenbo lido, que fnneciona regular-
mente ; pelo que loca porem a algnns ramos do
syslema subterrneo, julgo que iguaes resollados se
nao obliveram. Ser islo devido impericia, como
pretende o nobre depulado, das pessoas encarrega-
das do servieo, ou ser, como se diz, devido a que
os fios necessarios importados de longa dala se acba-
vam deteriorados quando foram empregados '!
Seria devido a urna cousa ou oulra? Inclino-me
segunda, porque arredilo na pericia dos empre-
gados. Como quer que seja, o ministerio aclual nao
causou essa despeza. Lina vez deliberado pelos
nossos antecessores, adpoladu um syslema e deter-
minada a sua execucao, seria um acto da m admi-
nistraran, depois de comprados esses (ios, nao os
mandar collocar ; fui o que litemos. Em verdade,
pelo que loca a lelegrapbia subterrnea parece nao
se ler oblido bom resultado, mas nem por isso vejo
que a censura deva recahir sobre o ministerio ac-
lual.
Nolon o nobre depulado a facilidade rom que o'
ministerio abre crditos. Sem duvida, senhores,
o ministerio aclual abre crditos, mas quando sao
necessarios, e os procura juslilicar peanle o corpo
legislalivo ; os crditos que (em sido al aqui abar-
los e forem no futuro bao de vir sempre para o cor-
po legislativo, A facilidade consiste em usar de u-
ma facilidade legal que nao dispensa o governo de
justificar o uso desses crditos.
Notou o nobre depirtado particularmente que se
abno um rredilo defeOOB) para a exlincgao do
Iralico, c segundo elle nenbuma despeza houve com
Iral'n o que podesse juslilicar a necessidade desse rre-
dilo. Admira como o nobre depulado rst lao in-
Iciailo dos sesredos da repre'sao do trafico, que diz
que nao houve essa despeza.
Senhores, o crdito abcrlo foi escolado rom csse
objeelo. A despezas com a represlo sao anda
grandes; e o fado de nao ter desembarrado ums
Africano as costas do Brasil uestes ltimos anuos
nao dispensa ao governo da vigilancia e das despe-
zas que essa vigilancia exige.
A circamstancia de haverem traficantes que con-
tinuam a fazor o commercio de escravos para a Ha-
ca, obriga ao governo a estar alerta, e a fazer sentir
que o esla para que nao M aproveilem de qualpuer
descuido, ou de una indevida seguridade, afim de
effecluar desembarques nos lugares em que obser-
ven) que as autoridades se acb.im desapeicebidas.
He pois taren.n, senhores, que. o governo conti-
ne a fazer essas despezas, e nolal que algumas das
provincias do imperio tem reduzido a sua policia,
que em parle se oceupava desse objeelo, allegando
qne essas despezas devem ser fcilas pelos cofres ge-
raes. Tarto que obrignu ai governo a pagar parle da
Torca policial de algumas -provincia. {Apoiados.)
Assim assevero ao nobre depulado que o crdito a-
berlo para a repressao do trafico To realmente des-
tinado a esse objeelo.
Da o nobre depulado a entender que csse crdito
poda ser gasto com a imprensa, tez mesmo a met-
sao de tentativa de corromper-se um cscriplor, e a
nica prova apresenlada he a sua declararan. Eu
nao sei desse objeelo. se exislio be segredo da puli-
ra. Nao sci se o nobni deputa lo enlende que a
tentativa se Tez, mas que nao surti eTfeilo. Na0
sei se o mallogro prove o da ineorruplibili lade do
ccriplor, ou se da escassez da olferta. Sei somenle
que o ministerio aclual lem sido muilo incsquinbo
com a imprensa apoiados }, e a prova be que cm-
pcoes que linbam arompanbado como escriplores aos
outros ministerios abandonam o actual...
O Sr. Sayiio Lobato : Isso nao se pode dirigir
a iiiim.
O gr. Presidente : Enlendo que o Sr. ministro
nao Tez allusaai a iieuhum nicmbro desla casa.
O Sr. Sayao Lobato Jnior :felizmente a pro-
bidade do Sr. Sayao Lobato he muilo coohecida.
(Apoijdos.)
O Sr. Presidente do Conselho : A que vem is-
so f He proclamar urna cousa que ninguem dnvida ;
qual be a illaeao que se pode lirar de minas pala-
vras olfrnsiva ao carcter do Sr. Sajan Lobato?
(apoiado-.)
O Sr. Sayao Ijobalo : V. Exc. falln cm pes-
soas que aconipaoharam aos passados ministerios...
O Sr Presidente do Constlho :Em escriplores ;
ratava-seSlaquellas pessoas quo os acompanharam
pela imprensa, e en disse que parece que o minis-
terio aclual linba sido muilo inesquiniu, porque ti-
nha sido abandonado por aquelles que acompanha-
ram na imprensa a seus antecessores...
O Sr. Sayiio jibato : A csse respeito mesmo
lambem ganhou muilo na (roca.
O Sr. Presidente do Conselho : F.u nao sei, se-
nhores, porque nao perscruto as intenges... ,
II i um aparte.)
O Sr. Ferraz : Deile ai suas barbas de molho.
O Sr. Presidente do Conselho: O que ?
O Sr. Ferraz : >u me dirijo a V. Exc.
O Sr. Presidente d i Conselho : De rcslo, se-
ihor presidente, nao me consta que se fizessem se-
melbantes proposlas a pessoa aiguma.
O governo com franqueza abri um programma...
Lina roz : E tem sido fiel a esse programma ?
O Sr. Presidente do Conselho : ...e a esse pro-
gramma lem sido fiel...
O Sr, Fiyucira de Mello : Apoiado.
OSr. Siqueira Queiroz: Pois nao !
O Sr. Presidente do Cbnselho : Nao be a con-
leilarilo que so me Taz capaz de se manifestar com
provas que possam sustentar o dbale...
O Sr. Sayiio Lobato : Veremos.
O Sr. Siqueira tjueiroz : J nao melle medo !
OSr. Prc'idenle do ConrrlHo : Medo! Eu
nem o quero incnlir, e nem ha muito lempo por
minha parle o tenho.
Urna tos : Eu nunca o Uve.
O Sr. Presidente ilo Conselho : Eu ja o perdi
lia muilos anuos.
l'ma voz : Eu lambem.
O Sr. Presidente : Allenco !
O Sr. Presidente do Conselho : Eu nRo sei
qual h a raa por que o nobre depulado Talla em
medo, eu uio sci o que o ministerio aclual lenba
feilo paraf incnlir medo (apoiado), lalvez que pela
sua poltica branda, porque se propnz a ser modera-
do, e a nao comprimir opiniao aiguma, a tolerar
lodas as manifestares de upInioW...
ti Sr. Sebias : Eniao as adniinislraces passa-
das liaban comprimido, e V. Exc. apoiou lodas
ellas.
O Sr. Presidente do Conselho : Nao se segu
nada disso.
tima roz : Nao falle lile alio.
O Sr. Presidente do Conselho : Tenho direito
de me dirigir nesla tribuna como qualqucr depula-
do, e Tallo alio com meu lom natural para melbor
fazer comprebender os mcus pcnsamenlos, respei-
lamlo sempre a Indos os Srs. dcpiilailos...('/ (Trociim-se inultos apartes.)
O Sr. Ferraz :Vamos ao dbale.
lu Sr. Depulado : He o verdadeiro.
O Sr. Presidente do Conselho : Disse o nobre
depnlailn pelo Rio de Janeiro qne o arsenal de guer-
ra contina como d'autes, que cerlos fornece lores
que.-elle pensa e declara estigmatizado* pela opiniao
publica continuam a Tornecer ao arsenal.
Senhores, a adminstralo passada demillio varios
cniprcL-ados do arsenal de guerra, ^ institoio um
conselho administrativo para fazer as compras dos
Tornerimenlos qne neccs'silasse. O ministerio aclual,
posto que eulendesse que os regulamenlo e syslema
adoptado nao crao os melliores, com ludo pareceu-
Ibe que seria ligeireza allera-los e retormi-los sem
que a experiencia e a pralica livessem demonstrado
essa insuTficienca.
Pelo que loca porcm a nao ler npparecido da par-
presso, e se V. Exc. livesse tido a bou iade de ler o
meu discurso saberia o que era.
O Sr. Pretiientt do ConteXho : Pois bem, pode
ser que esleja engaado, mas nao Tago questao dis-
so. O governo ligando essa linba estrada que Tez
objeelo do primeiro contrato feilo em Londres nao
leve cm visla senao lomar, porque era possivel, a
empreza mais grandiosa c mais vantajosa. O con-
trato nao eslava no caso de ser revogado, pelas cir-
cunstancias que e;i rcTeri, e o governo tinha obri-
gaco de sustenla-lo, mas o emprezario da eslrada
de ferro de Pelrnpolis ao Parabiba tinha solicitado
do governo, cm primeiro lugar, garanta de juros
empreza em segundo lugar. Ora, o governo nao
procedeu lgciramenlc, mandn examinar os planos
da companbia para saber o cusi daquella e as difli-
culdades pralicas a veuccr.
Pelo que Inca aos gastos de eonslrnrrao dessa li-
nba, imporlava ella em 11 ,i Kk i:i un i-; e quanlo s de-
clividades, posto parecessem salisfaelurias em quasi
Inda a extensao da linba, com ludo em um Mear dos
Ponlcs a Bemposla concorram com a declividade
de 1 a i'i, rollas inconveniente*.
Parecen ao governo que com menos de.....
1l,O0O:OO(ls(JO0se poderia nniresla linba oulra, e
que, cm vanlagem dos hbil mies daqnelles lugares,
podia-se estipular no contrato que aquelles que an-
dassem distancias maiores de 20 leguas no caminho
do Trro pagassem menos do que aquelles que an-
dassein s essas distancias. Assim se explica o pro-
ccdimciito do goverpo.
Comprazo-me de que a opiniao do nobre dcpnla-
do nao seja contraria a esle aclo. Na enxergo om
ludo quanlo elle disse rerra de estradas de Trro
senao Talla de iiiTorinaresc de esclarecimeolos. t)
nobre depulado nao teve sem duvida lempo de se
informar devi lamente da marcha do goverdo a esle
respeilo. Fez elle urna censura ao Sr. minislro do
imperio por ler fixado o capital da companbia cm
38,000:0003.
Pergunloi; qual Toi a,base desle calculo, e racio-
cinou dizendo que se esla quanlia era exeessiva,
prejudicava-sc ao Ibesouro sem motivo ou razio suf-
fcicnle, e que se era diminua, prejudicar-sc-hia a
empreza, que se adiara privada da garanta dos
juros correspondentes ao capital gasto na conslrocr,ao
da eslrada que Ihc Toi confiada.
De cerlo, Sr. presidente, que n.lo ha planos nem
orcameutus regulares a respeito desla estrada, e que
quando se Te/, o contrato Pricc, o governo aclual nao
possuia mesmo os planos da linba que Toi (contrata-
da. Esses planos exisliam. mas eslavam em Lon-
dres e eram propriedade particular. Todava he
sabido que houveram diTfercnles engenheiros que
liuran tal ou qual estado, bem que incompleto, so-
bre essa linba, e que os clculos de um dos prioci-
pacs emprezarios que se propunham a tomar essa
liuha monlavam a 32,500:0009, isto he, para a li-
nba como tinha sido imaginada pelo minislro do
imperio antecessor do aclual, e que chegava s ale
a villa da Parabiba pelo lado do norte. Para o se-
guimeiitoda linba ale ao porto do Cunba parec,eu
bastante ao gov:roo aclual accrescentar a somma
de ,">00:000? cm que a orcou, o que ludo prefaz a
quanlia de :(8,l)OO:0003.
Disse o nobre depulado que podamos prejudicar
o Ibesouro, porque esla quantia de 38,000:0009 po-
da ser exeessiva. Vejamos como o actual Sr. mi-
nistro do imperio procurou evitar esse mal. O Ibe-
souro nao garanti os 38,000:000-5 senao como o m-
ximo do qual se nao poderia exceder; porm se a
companbia despender menos na conslrucrao de loda
a linba, a garanlia do Ibesouro limila-se quanlia
dispendida.
Disse, porcm, o nobre depulado que o governo
poda ser logrado, eque urna vez eslsbelecidn csse
mximo, elle havia de ser altingid. Era preciso,
Sr. presidenlc, que a companbia da eslrada de fer-
ro livesse interesses diversos dos interesses do the-
o. vil
a vct
de na vedade por urna ma gerencia ou por prevari-
carlo le inleresscs diversos dos do Ibesouro. mas os
accionistas da companbia lem inleresscs iguaes aos
do Ihesouro, c devem fiscalisar a sua adminislraeao
lano como o proprio Ibesouro, porque quanlo me-
nos cuslar o caminho tanto maiores scrao as som-
mas de lucros a dividir pelos accionistas. (Apoiados.
Demais, senhores, os accionistas e o governo lem
os meamos inleresscs (apoiados); o quando urna m
adminislraeao, a despert do conhecimenlo dos ac-
cionistas da companbia, pudesse ser prejudicial ao
Ibesouro, o presidente da directora da compendia,
que he nomeado pelo governo, Iralaria de rorrigir
lodo e qualquer disperdicio que pdr vculura se len-
lasse. (Anotados.
Depois, senhores, escaso oceupar-me mais larga-
mente desla bypolbrse, porque a meu ver allcmlen-
do-se s grandessommas que serSo necessarias para
passar a serra, e as oulras difliculdades pralicas que
se apresenlam nesle caminho, be muilo mais prova-
vel que a somma de 38,000:000--; seja insnflicienle,
do que que exceda despeza que lem de Tazer a
companbia para eslabeleccr toda a linba contra-
tad?.
.Mas diz o nobre depuladoento prejudicais a
empreza.Nao, nao se prejudicn a empreza ; o go-
verno providenciou da maneira a mais conveniente
para que nenlium prejnizn dahi resullasse nem
companbia nem ao Ibesouro.
De sabido que se o aclo legislativo de 18)2 lives-
se passado dous uu Ires anuos antes, ter-se-biam le-
vantado na Europa capitaes necessarios para a cons-
truccao desla linba com a garanlia de 5 por cenlo
le do ministerio um acto pelo qual se inhibase que j ou mesmo 4 ? por cenlo ; assim podemos snppdr
cerlas po-poslos fossem Teitas por aquello* anligos ijoc se a paz se fizer ser possivel levaular-e na Eu-
ramo de aartico nio pudia apresentar as mesmas l vana, e que lem navios e feilorias na cosa d'Afri-
Tornccedores que o nobre depulado classifica, eu
confesso que nao appareceu um s aclo da adminis-
lraeao que dclerminasse isso, mesmo porque me pa-
rece que a exclusao desses individuos n.lo os inba-
bililava da apreseularcni suas proposlas por leslas
de ferro...
Pelo que loca a promptido e lis:slisag.1o, creio
que o aclual vslema dexa muilo a desojar ; mas
ludo quanlo lenbo ouvido dizer a esse respeito he
vago e indeterminado ; nao orienta por Trraa aigu-
ma a adminislraeao. Manifest ao nobre depulado
o grande desejo que tenho de receber esclarecimcn-
losque possam guiar o meu collega da adminislra-
eao da guerra na perseguir-ao dos malversores, se he
que os ha ; porcm, como ja disse, o que cu lenbo
ouvido he inleiramenle vago, e nao nos d o fin por
onde possamos dirigir-nos em nossas averiguaces-
Asseguro qne ninguem sera poupado se se derem
provas de malvcrsagoes.
O .Sr. Luiz Carlos : O presidente da rommis-
sao he tao probo como o mais probo dos bomens que
eu conhcco ; ecomo nao lenbo a palavra sirva islo
de proleslo.
O .Sr. Presidente do Conselho : Eu son o pro-
prio que o alllrmo, mas digo que lalvez baja aigu-
ma cousa a desejar quanlo ao syslema actualmente
seguido no arsenal. (Apoiados. Sem duvida que
confio muilo na probidade do dircelor do arsenal de
guerra, e confio igualmente na commssAo do com-
pras; mas se o syslema actualmente seguido nessa
repartirlo he o meihor, se he o mais azadu fisca-
lisago, prompldao, c a obterem-se bons forneci-
mcnlos, be o que me parece que a experiencia an-
da naodeinouslrou. (Apoiados.''
Pelo que diz respeilo a pensiles c aposentadoras,
ere o governo aclual qne as que lem dado tem sido
lodas com boa razan, enm muilo fundamento. NSo
ha lalvez neuhum Sr. depulado que nao saiha que
o govsrno nao condescende rom lodos os pedidns
que se Ihe fazem a semelbanle respeilo ; e se essas
penses e .ipnsenladnrias lea sido mal dadas, a
cmara rompartilha a responsahildade do ministe-
rio, porque ellas lem viudo a esla casa c lem sido
julgadas. Muilo poucas rcslo a apresenlar, e se so-
bre aiguma dcllas se deve ser severo, cu nao pedi-
rei cunara que seja rondescendenle.
Vamos a ultima e principal impalagfo feila ao
ministerio aclual, e com a qual se quiz mostrar a
sua na gerencia* 1 rala-se da estrada de Ierro d Rio
ile Janeiro. Priucipiou o nobre depulado que en-
celou a discussAo do projeclo de resposla i Talla do
Ibrono por lecer elogios ao Sr. minislro do imperio
pela maneira por que se liuha havido nesle nego-
cio. Parece-mc que a causa desle elogio Toi porque
o Sr. minislro do imperio, lendo de crear una em-
preza e urna conipanliin para essa eslrada, lgnu a
e.-sa empreza a linba do valle do Parabiba ale o por-
to Novo do Cimba, quo se arhava dada a um onlro
conlratador.
O Sr. Sau/o Lobato : EnlJo he porque V. Exc.
nao me enlenden.
O Sr. Presidente do Conselho Pareceu-me
ser islo o que qaiz dzer o Sr. depulado.
O Sr. Sayiio Lobato : O que eu disse esla im-
ropa os capitaes necessarios para o acabamento da
linba com a mesma garanta. Mas no contrato se
garante s?le por cenlo, dous que paga a provincia
do Rio de Janeiro e cinco o governo gcral ; porm
esl abi determinado que 130,000 acecs que nao
sao j emitlidas nao sejain vendidas senao quando
Tur deliberado pela directora .le accordo com o go-
verno, e que sejam emillidas fra do paiz. Se hoje
nao foi possivel persuadir na Europa aos conlrala-
doresa emprchender a eslrada anda mesmo com a
garanlia addicional da provincia do Rio de Janeiro,
be muito possivel queem 3ou i annns, feita a paz.
estando os juros do banco da Inglaterra a 3, 3 ou
4 por cenlo, se possam lcvanlar capitaes a 5 por
cenlo para esla companbia.
Pois bem, 130,000 aeecs rom o juro de 7 por
cenlo para a renda e que poderiam prodnzir vendi-
das naquella p.raca com 709 de premio que reduz a
garanlia de por cenlo, deviam prodnzir 9,000:0005
e esses 9,000:000? constituirlo o capital da compa-
nbia. Se loda a linba contratada liver cuslado mais
caro, satisfarn tanto quante se houver gastado, e se
a linba costar menos, servirao psra abaler no capi-
tal fixado pelo governo.
Parece-mc que do modo providenciado se ncenr-
reu ; que essas acees, se a paz se lizer, bao de pro-
vavclinenle passar na Europa com o premio que da-
r o capital addicional capaz do sopprir qualquer
falla que se de no mximo do capital fixado pelo go-
verdo; c he mesmo de esperar que d ainda algum
accrescmo a abaler nesse mximo do governo, de
maneira que a garanlia iln Ibesouro venba a redu-
zir-sea 36 ou 3 ,000:000?).
Mas o nobre depulado aqui ter. urna imputaran
grave ao minislro do imperio, dizendo que Tai o cus
desmido ou a sua negligencia que privn o governo
de ler os meios necessarios para poder lixsr esse ca-
pital com toda a certeza ou rom loda a probabilida-
de. Eu creio que islo nao poda ser dilo senao por
falla de InformacSes ; sem duvida n nobre {depulado
nao leu com toda a allencan o coulrato f-ilocom Pe-
lo c uniros, nao sabe quaes eram as obrigaees do
governo ; por isso pretenda que o Sr. minislro do
imperio mandasse fazer esses esludns. O que esla-
va eslabclccido no contrato '.' era que o governo llo-
va mandar fazer bies eslndos ? do que Serviran) el-
les feilos pelo governo .' poderia o governo compel-
lir a companbia a adopli-los ? em quanlo imporla-
riam elles? t) calculo Teito por homens professio-
naes era de cerca de 90:0005 ou 10,000 E porque
Tara o governo essa despeza rom que necessidade '!
por que motivo? o contrato eslabelecia que os em-
prezarios mandariam Tazer seus planos e ornamentos
que os sijbmelleriam a approvagao do governo, que
se o governo approvasse esses planos e orcamcotos
seriam seguidos, c se os nao approvasse, era obriga-
do a indemuisar os emprezarios com 10,000 ; ne-
nlium direilo so dava ao governo do substituir os
planos dos emprezarios por oulros planos. A inten-
rao do governo, quando mandou vir um engenbeiro
capaz de enlrar no cxanie dos plauos e ornamentos
da estrada de Trro, era Tazer acompanbar os enge-
nheiros da companbia por esse engeulieiro para que
desse a sua opiniao lauto a respeito do prego das
obras como a respeilo dos planos que Tossem organi-
zados pelos engenheiros da companbia.
Haveria possibilidade de encarrezar o governo
ao Sr. Lae de Tazer esses planos e orramentiM?
Perdoe-mc o nobre depulado que diga, que me pa-
rece contradictorio quando cha Usuflicientes os
plano da eslrada de S. Paulo organizados por en-
genheiros competentes, quando diz qte nao podiam
elles fazer um esludo cm lempo 1,1o breve, e quan-
do quer a ao mesmo lempo qoe o gorerno mandas-
se fazer pelo Sr. Lae, nico engenbeiro que linba
sua disposieSo para esse Um, esses estudos. Por
quem seria acompanhado o Sr. Lae? Que be dos
bomens competentes para fazer esses orgamentos e
esses planos ? Quanlo lempo seria necessario para
isso? As despezas esiao calculadas em 10,000 ;
entretanto ilevia o governo fjzer esla despeza por
adevnhagao, porque s por adcvinharilo se poderia
uppor que o contrato havia de ficar sem vigor...
O Sr. Sayao Lobato :Era qualquer circumslan-
cia o governo devia estar inteirado sobre a exaclidao
dos planos da companhia.
O Sr. Presidente do Conselho :------ Esses osla-
dos nao eslavam feilos ; para serem feilos, a compa-
nbia que tinha contratado a eslrada havia de man-
dar engenheiros capital do Rio de Janeiro. Nte-
se que o g verno nao poda substituir o seu plano ao
da companbia, segundo o coulrato feilo ; de que va-
leriam pois os planos feilos pelo governo?...
O Sr. Sayao Lobato :Para juigar os da compa-
nbia.
O Sr. Presidente do Conselho :Como poderiam
estados da linba A B servirem para se juigar os da
linba A C?
O Sr. Sayo lobato :Pois o governo conlralou
a liuha sem saber se era a linba ABC?
O Sr. Presidente do Conselho :Sim scnlror...
O Sr. Sayiio Lobato:He nislo que assenla o
meu reparo nao ha no mundo linba contratada por
tal modo.
O Sr. Presidente do Conselho :Ser novidade
'sin para o nobre depulado; sera duvida nao sabe
que n.lo ha nenhum plano conbecdamcnle bom.
cxeculave!, subindo para cima da Sorra ; eu cuidei
que elle sabia disto mais lo que cu proprio, por isso
be novidade para elle que nao exisla nenhum or-
gamenlo, nenhum plano de liuha para levar esla es-
lrada ao Parabib i ; depende islo de estudos, estudos
que se bao de fazer, que o governo far acompanbar
e segoir, c sobre os quaes ha He ciniltir o seu juizo.
Mas, concedendo que islo fosse um mal, pergun-
larei eu : quando o nobre depulado fez esse seu pro-
jecto, se quera que o gnvernn se limilasse a Tazer es-
ses paludos para que eslivesse mais habilitado, por-
que nao se liinitou a aulorisar e ordenar laes rslu-
dos e orraincnlo. c Iratnu logo de marcar a garanlia
de juros e aulorisar a contratar a realisarae da es-
trada por una empreza? porque nao aiilorisou o
governo a mandar contratar engenheiros inglezes.
americanos ou allemaes, para fazer esses estados
competentes ? porque nio guardou a decretaran da
estrada para a poca em que eslivessem feilos esses
planos e orramcnlos ? Mas nao ; ento, como agora,
queria-se apressar essa obra ; entilo, como agora,
uilo se nutria esse pensamento ; o mesmo nobre de-
pulado aecusava o Sr. minislro do imperio de guar-
lar ludo para a ullima hora, paraos ltimos instan-
tes; essas suaspalavras revclavam o desejo decami-
nbar, c caminhar com brevidade...
O Sr. Sayao Lobato :Ha dous anuos que o go-
verno lem sido inerte a esle respeito.
O Sr. Presidente do Conselho :Nao, nao lem si-
do inerle ; se o nobre depulado fosse ministro do
imperio nao teria procedido de oulro modo, seo
fizesse lena procedido muito mal. Primeiramenle
mo lemos pessoas habilitadas para fazer esses pla-
nos e eslndos: de Londres vcio ha pouco lempo om
engenbeiro habilitado para este servieo ; mas esse
engenbeiro por si s nao poda fazer laes esludos ;
era de mister que hoQvessem oulros acoslumados a
esses trabalhos para o ajudarcm ; lemos enuenhei-
ros de iruilo talento, muilo habilitados uas t icoras,
mas que nao tem pratica do eslrada de le ro, que
nunca lizeram um orgamenlo e um plano dellas.
Agora, com que diiibeiro o governo havia de man-
dar Tazer esta despeza ? Nao seria islo um desper-
dicio que o nobre depulado allegara .' Pois o go-
verno (cm um contrato enm essa compauhia que a
obriga a Tazer (aes eslu bu sua cusa para aprc-
senta-los ao governo, nAo lendo esle de iudemnisar
semelbanle do.peza senao oo caso de rejeilar esses
eslndos por insuflicenles, e os manila fazer por sua
eonla, havendo assim urna duplcala! Nao censu-
rara o nobre depulado o governo por esle lado ?
O Sr.Sayiio Lobato: O governo poda enrar-
regar islo a companbia, como fez a respeilo do con-
trato do Sr. Sergio.
O Sr. Presidente do Conselho: O governo an-
da fez mais do que isto : permita o nobre depulado
que eu contine, que eu diga ludo quanlo lia. O
governo fez mais do que slo. Rcconheceu que era
necessario mandar vir engenheiros de Londres ; mas
n.lo os quiz mandar vir s sua custa, porque no
caso de que a companhia quizesse fazer por si as des-
pezas desses esludos teria o governo de pagar duas
despezas de esludos dillercnlcs. Como eslava csla-
belccido no contrato que no caso de que o orgamen-
lo e plano da obra nao fosse.n approvados pelo go-
verno seria a companbia obrigada a pagar ala som-
ma de 10,090 o governo delerminou qu ea com-
panhia nundasse desde logo Tazer esse orgamenlo e
plano, c que Uve adiantaria a somma das 10,000 .
para se Tazcrem os esludos. Se a companhia livesse
de Tazer a obra por esses esludos leria de pagar ao
governo as despezas Teitas ; mas eram planos apre-
senladospor engenheiros da sua conlianga. Se pelo
contrario n.lo se dsse esle caso obrigaloro cm
que a companbia eslava de Tazer a eslrada, e gover-
no ficava carrejando com a despeza que tinha adi-
anlado por esle modo. Mas nada se pdde obler a
esle respeilo, c se o nobre depulado quizer ver os
oflicios que o Sr. minislro do imperio dirigi desde
longo lempo insislindo nesle sentido, nenbuma du-
vida ha em se Ihc mostrar.
O que tez o governo lo juro addicional decreta-
do pela assemblea provincial ? Ordcnou ao Sr.
Sergio que inanTeslasse a companhia que btvia csse
juro, ma que nflo aasignasse contrato algum acerca
deile senao desislindo a companhia da clausula de
nao Tazer a eslrada llorante a guerra, e emqnanlo
ojuro do Banco de Inglaterra Tosse de 4 ", e igual-
mente ila clausula a respeilo das tari Tas qne se dese-
jav.nn mais Tavoraveis lavoura.
Com estas condiges e de uina inspeegilo iminedi-
ala manda o governoque se ollerecessc a garanlia de
2 % volada pela provincia do Rio de Janeiro. Foi
mediante islo que o Sr. Ssrgio obleve a desistencia
do contrato ; mas poderiamos mis saber qne aquel-
les contraanles desistiriam, e que estaramos no ca-
so de aproveilar os esludos que se houvesse feilo
dessa eslrada .' Se o nobre depulado previa islo por
si, Tez mal cm mo nos commuuicar, pois que de cer-
lo no ministerio nao havia pesoa aiguma que pon-
sasse que a garanta addicional de 2*1 sobre 5 ja ga-
rantidos Tana esses bomens desislirem do contrato,
pensavamos o contrario inleiramenle.
Se oflerecemos a garanta de 7 Toi por enten-
demos islo convenienle para apressar a execurao da
eslrada contratada. Nao cogilavamns de cerlo que
essa offerla dsse em resaltado a desistencia da em-
preza, Julgavamos que ainda que os embararos da
guerra Tossem laes que nem com a garanlia do juro
de 7 *, os conlraladores se podessem resolver a co-
mcear a execucao da eslrada, levantando diuheiro
para ella, nem por isso abandonaran! o contrato
que haviam feilo. Porqoanlo rejeilado esse juro,
mo deixavam elles de conservar direilo ao seu cou-
lrato para quando Tosse possivel realisar a obra, le-
vantando diuheiro com a garanlia dos 5 %.
Mas aronleccu o contrario do que poderiamos pen-
sar, desistirn do contrato, lomos sorprendidos
com aquillo que de forma aiguma podamos suspei-
tar que acontecesse.
(I Sr. Sayao Lobato da um uparle que nao pode-
mos ouvir.
O Sr. Presidente do Conselho : Enlao be des-
de que passnu a lei. Mas quando entramos para o
ministerio irbamos essa eslrada presa pelo conlralo;
e nos termos desse coulr.it, que linba a respeilo es-
lipulages positiva*, lacs despezas seriam meros des-
perdicios c enia o nobre depulado leria razan para
declamar,porque nao havia razan aiguma para o en-
verno despender 90:000;, quando esla despeza devia
caber companbia.
O Sr. Sayiio Lobato : Relativamente s eslra-
dae de Ac.ua Prcta c do Joazciro he que o governo
poda proceder largamente ; nao linba embaragos.
O Sr. Presidente do Conselho : Ha ah aigu-
ma Talla ile inTorinaro.
Ja se v pois, Sr.'presidente, que nenbuma pres-
cripcao, nem de boa admiustraro, nem le lei, nos
devia empenhar a fazer as despezas dos planos e es-
bidns competentes para essa eslrada : o contrario se
dava. A regrt da boa administrar nos impedia,
porque era urna dupla despeza ; c havia oulra dif-
liculdade, era que nflo liubahios os bomens profes-
sionaes para Taxerem esses esludos.
O Sr. Sayao Lobato : Entretanto Tez-se cm S.
Paulo. |
O Sr. Presidente do Conselho : Um particular
emprebendeu islo no iilercssede apresentarum pla-
no, e lambem Tea o mesmo a respeilo da eslrada de
Pelrnpolis ; mas esse particular eslava in'.eressado
nisso. A companhia nao cedera os seus engenhei-
ros para estudar urna eslrada que nao Tosse sua.
Houve urna poca cm que o governo quij contra-
tar um desses engenheiros ; mas uo o pode fazer,
porque o particular por cuja cunta servia o enge-
nbeiro nao quiz ceder.
Como dizia.Sr. presidente, nenbuma regra de boa
adminislraeao aulurisava o governo a mandar fazer
scmelhanles esludos a sua cusa ; era uina obrigagao
que tinha sido imposta companhia. E nem os es-
ludos mandados fazer pelognverno podiam ter apro-
veitados, urna vez que o contrato existente se man-
'ivesse. Era necessario, para que o governo em-
prebendesse islo, que mandas.e buscar um corpo
completo de engenheiros.
O .Sr. Sayao Lobato Ai um aparte que nao pode-
mos ouvir.
o Sr. Presidente do Conselho : Foi islo pre-
cisamente o que o governo Tez convidando a com-
panhia a mandar vir esses engenheiros, porque laes
esludos deviam inspirar conlianga nao sao gaverno.
mas companhia : era necessario que ella tivesse
conlianga nesses esludos nflo s quanlo possibili-
dade como quanlo ; quanlia que linba de gastar para
que ella se r-esolvesse a emprehender a obra : Toi
justamente o queogoverno Tez. prometiendo adan-
lar as 10,1)00 libras esterlinas para que, no raso de
que esses esludos Tossem iusuTlicientes, a companhia
nao livesse essa perda do juro, que em lal caso de-
via solfrer. Porlanlo, Sr. presidente, creio ler jus-
tificad o procedimenlo do Sr. minislro do imperio.
(Apoiados.)
Vamos agora tratar da eslrada do Recite Agua
l'rela e dahi ao Joa/eiio. Esla eslrada. Sr. presi-
dente, esta ja com o seu capital Dudo ; mas enga-
na-se o nobre depulado se pensa que Toi fixado a
esmo.
Esle capital foi lixado em visla do orgamenlo e
esludos completos feilos quaudo se eclebrou o con-
lralo. (Apoiados.) O contraanle desla eslrada fo'
o nico que priucipiou por esludar a linba, anles
mesmo de so apresenlar pedindo a empreza. Es-
ses esludos Telos pela parle iulercssada sflo laes que
e aiguma duvida podo haver he considerando como
pequea a quanlia fixada, e nao como exeessiva.
(Apoiados.) O que he verdade be que exi-lem es-
ludoS sobre essa liuha,
O Sr. Sayao Lobato :Pela paile inleressada.'
O Sr. Presidente do Conselho : E qoem os
havia de Tazer? Pmcedeu o nobre depulado se-
gundo o syslema adoptado pela Franca quando Ira-
gou os seus camiubos de l'erro.Tazendo os eslodos por
seus engenheiros olliciaes? Proceden o nobre de-
pulado assim quando apoiou a lei que passou sobre
asle assumpto ?
Islo, senhores, he urna contradceao com todo o
passado.
O Sr. Sayiio Lobato : Perde-me, est na
lei.
O Sr. Augusto de Oliceira : Esl engaado ;
nem se dizia islo em 181.
O .Sr. Presidente de Conselho : As condicoes
da lei ah eslao, nilo ha condigao que mande estudar
com precedencia..,
O Sr. Sayao Lobato:Uso he implcito.
O Sr. Presidente do Conselho:Isso he que he
preciso ser mais explcito do que dizer que nao so
lev.mie o capital sem a approvagao dos esta-
tuios.
. Quanto ao dizer o nobre depulado que o gover-
no devia proceder a lodos os esludos, e que nao de-
via dar urna linba de eslrada a qualquer emprezario
sema ler esludado, que esse era o seu devereo sen-
tido da lei qoe decretou essas liabas, eu ncrgunlarei
para que s3o lodas aquellas disposigoes que vinham
na lei ? para que a garanlia dos juros f c para que
se reservava esse pensa ment de Tazer preceder pla-
nos e orgamentos a qualqucr contrato com empreza-
rios? O que se devia Tazer era aulorisar ao gover-
no a Tazer esses clculos, e nflo devia-se apressar
em eslabelccer o quantum de garanlia.
Digo mais ao nobre depulado qbe, fixando-se es-
sa garanlia dos juros em ,, se impeda que appa-
recesse quem tnmasse essas emprezas com menor ga-
ranlia, ou mesmo sem nenhuma.
O Sr. Sayao Lobato da um aparle.
O Sr. Presidente do Conselho:He isso mesmo
que est determinad para com lodas. as estradas; o
governo s garante os juros do caplalmaximo fixado,
quanlia essaque mo deve ser excedida ; esses or-
gamentos de estradas sao obrigatorio-", o governo os
deve fazer acompanbar, examinar em lodas as sua
parles ; c finalmenle, qualquer que seja o orgamenlo
o goveruo nao garante senao o capital que efiecli-
vamcnleTor despendido com obras cobjeclos usados
em camiobosde Trro, e que se designam no con-
trato.
Um Senhor Depulado:Se o cusi fixado est
aqucn do que realmente deve ter a estrada, neste
caso a companbia perde.
O Sr. Presidente do Conselho:J demonslrei
perfeilamente quanlo ao Rio de Janeiro, e j disse
que.esse capital i.flo he pouco ; quanlo a eslrada de
Pernamhuco, j disse lambem que foram feilos es-
tudos, os quaes foram approvados pelo governo...
O Sr. Sayiio Lobato:V. Exc. ja disse que o
prego fixado nao era bstanle.
O Sr. Presidente do Conselho:Eu disse que nao
era excessivo....
O Sr. Sayao Lobato:Nesse caso eu digo que
deve ter prejuizos a companhia.
I'ozes:Nao lenba ledo disso.
O Sr. Presidente do Conselho:Parece que o no-
bre depnlado quer desacorogoar es-as emprezas...
O Sr. Sayao Lobato da om aparte.
O Sr. Presidente do Conselho:Quando as suas
palavras nflo lenham esse fim, lem o cflelo, porque
sao companbias que estilo por organisar, e essas su-
as palavras podem (azer mal as emprezas ; suas as-
sersoes nao eslao baseadasem calculo algum: eu es-
live em Pernamhuco e vi esses orgamenlos.
Azora quanlo a eslrada do Joazeiro, esl fixado
um capital mximo,esse capital Toi julgado neces-ario
pelos engenheiros que estilo esludandn essa eslrada
c levantando o* planos, e nenhum prejuizo pode re-
sultar, porque a garanta nao se realisar senao pela
quantia effeclivamente despendida dentro do mxi-
mo fixado.
O nobre depulado disse que se devia dar execucao
lei no que loca a provincia do Rio de Janeiro, dahi
lirar-se a experiencia, c depois dar andamento as
oulras estradas.
O Sr. Sayao Lobato i um aparte.
O Sr. Vrcsidentt do Conselho : O .nobre depu-
lado exprimi o desejo de que na experiencia adqui-
rida nos trabalhos dessa eslrada procurassemos saber
se convinba dar andamento as oulras; pois bem be
isso que o nobre depulado devja ponderar em '1853
quando passou aqui a lei que autorisou a reTormar
o conlralo Mornay as snas eslipulaces, e que man-
dou contratar a eslrada da Babia ao Joazeiro garan-
tindo o juro dasprimeiras vinle leguas; enlao be
que devia dizer que convinba esperar um comero de
execugao da eslrada do Rio ele Janeiro, par.- que de-
pois de amestrados com a experiencia nos poupasse
mos a cdhir cm algum erro ;cera nessa occasi.lo que
cabiam as snas observages e nao agora, porquanlo
passada essa lei o goveruo r.an linba direilo de por
embaragos aos bous desejos do* deputados dessas pro-
vincias eaos anhelos do suas populagfies, que que-
riam vera realsag.lo dessas eslrada* mitos apoia-
dos), assim como onobre depulado deseja ver a rea-
lisaco dessa estrada do Rio de Janeiro. Kssrs de-
sejos das populagcs c a pressiocm que a* disposi-
coesdesses aclo* legislativos pu/.eram o governo Ibe
impodiam de por embaragos a evecugilo das estradas
da Baha e l'ernambucu, decretadas pela assemblea
geral como havia sido a eslrada do Rio de Janeiro.
OSr. .Sayiio /.olalo: V. Exc. liuha tanto*
meios de mauler as cotisas em seus justos mcios...
O Sr. Augusto de Oliceira : Que cousas .'
O Sr. Ferreirade .guiar : Sim, podia execu-
lar urna le, c abandonar a oulra ; se pralicasse des-
sa maneira. ia bem.
O .Sr. I'residcufc, io Contelho :O nobre depula-
do, dcpbisyoe lodi-si* raciocinios cm que pretenden
demonsir, que o ",o-*-jio se tinha mal avisado em
estradas de Trro, pergunlou ao minislro da Atienda
se o Ihesouro eslava habilitado a fazer face lodos os
encargos que linbam sido tomados. Primeiramenle,
senhores, cumpre reduziros encargos a seu verdadei-
ro algarismo. Se mmedidlauenle o Ihesouro tives-
se de carregar, nao digo j com os juros do 7 %, como
simp* o nobre depulado,mas com oa de 5 ; do espi
tal garantido a essas companbias, por cerlo que
thesourp por mei dos impostes acluaes n.lo poderia
salisTazer a lodos esses encargos ; era necessario que
o corpo legislativo estabelecesse novoi impostes com
os quaes houvesse de-habilitar ao Ihesouro para os
poder salisfazer.
Mas, senhores, lodos esses caplaes nao vio ser gas.
tos immedialamcnle. (Apoiados.)
A eslrada do Rio de Janeiro, que parece eslar mais
adianlada, porque emfim ha um contrato para a cons-
Irucgilo de >ima secgflo que esl em via de execucao.
lleve ficar lerminada cm setembro de 1857.
Essa secgflo com a exlenso de 37 militas foi em-
preilada por 560,000 t, islo he, cerca de cinco mil
cotilos de reis. Avalie onobre depulado as indemni-
-aces de terreno, e veja qual he a despeza com que
o governo ter de concorrer no lim de 2 anuos; por-
lanlo cumpie nao figurar que vai cahir obre Ibe-
souro desde j lodo o total da garanlia lohrc 00 mil
ionios, ou cousa que o valha, porque esses onus dan-
do, que nenhuus embaragos obslem a exeruga de
indas as estradas coiilraladas, nao se realisar' anles
de 1J anuos, e provavelmenle :nais.
Ento, e ciu as vanlagens que cada om desles ea-
miiibos deve produzir, com o incremeulo que deve
dar n industria, be muilo possivel, be mesmo nalu-
ral que a renda publica lenba algum augmenlo...
< m Sr. Depulado :A nnssa lavoura ha de ler
mais bragas. (Apozados.)
O Sr. Presidente do Constlho : A Deesa lavou-
ras que o nobre depulado figura, lo desprovida de
braros, lem na verdade carencia dclles, como eu re-
conbego ; mas por ora a nossa producgflo nflo se lem
resentido dessa Talla.
O Sr. Sayao Lobato : Mas ilaqui a meia duzia
de anuos ?
O Sr. Vresidentc do Conselho : Enlao, quan
do se tursenlindo a Talla de bracos, o lavrador que
tem caTs para prodnzir 20 mil arrobas, e nao
tem os braco necessarios para colbe-las, ser forga- -
ilo a importar colonos, e estes colonos, virio dar vi-
da eslrada de ferro por onde provavelmenle devem
ser transportados daqui para o interior e por onde
do interior virio para o mercado os gneros por el-
les colbidos.
Um Sr. Depulado : Para o Norte ja os lavra-
dorcssolfrem alguns vexaraes pela Talla de bracos.
0 Sr. Presidente do Conselho : Quil, meus se-
nhores os escravos que tem viudo do norle sao va-
ilius em geral (apoiados); nao silo aquelles qoe la se
oceupam nos trabalhos da lavoura, parque esses nflo
os vendem os lavradores,
1 m Si. Depulado d um aparle que nao uu vimos.
O Sr. Vresidenle do Conselho: Isso sao excep-
goes.
O Sr. Ferraz lambem vem muilascriangas.
O Sr. Vresidenle do Conselho : Essas podem
na verdade Tazer aiguma Taita s provincias do norlo
porque com Tacilidade podem acoslumar-se aos tra-
balhos da lavoura, mas os escravos que em geral nos
vem do norle nflo se oceupam nesle misler.
A nossa propularao, como dizia, n.lo esl por ora
em diminuigilu, e espero que o nilo esleja por* o fu-
turo, porque aquelles que lem productos a colher
mo os dcixar.lo perder s por nao gastaron aiguma
coma na impnrlaro de colonos, de que podem lirar
grande utilidade. (Apoiados.)
O Sr. Sayao I/ibato : Ja se perdem muilos
productos porque nilo lia meio de aproveita-los.
O Sr. Presidente do Conselho : Nao sei de lal
cousa, e no menos no Rio de Janeiro, provincia que
mais ronhecn c de que posso Tallar com mais co-
nhecimenlo de causa, nao me consta que se lenba
ilado esse caso.
O Sr. Sayiio Lbulo : Si) no municipio d* Vas-
souras avullam detonas e dezenasde milliarcs de ar-
robas de cafe,que nilo tem sido aproveiladas por Tal-
la dos meios necessarios para colhe-las.
O Sr. Presidente do Conselho : Mss calcule o
Sr. depulado no fim o total da colheila, e vei : quo
ella na lem por furnia lalguma diminuido. A co-
lheila do anuo passado Toi mui abundante, e, apezar
das grandes chuvas, colheu-se lodu quanlo era pos-
sivel colher.
He sabido que a maior parle do caf colindo no
aun passado esl anda em cima da Serra, porque
caresta dos milbos em impedido que baja Iropas de
Minas que os conduzam, c os Tazendciros lem esla
do, por assim dizer, limitados as suas Iropas para o
ir.msporle dos seus cafes. Todos elles se queixam
de que tem a maior parle dos seus cafs guardados,
sendo alias cerlo que, se laes cafs livessem vindo
ao mercado, leriam completamente Teito bailar o
prego, porque a exporlarao nao podia ser em lao
grande escala como a producgflo do auno passado.
Assim, senhores, ainda que, como he natural, a
peoduegao do caTe seja esle auno diminuta, essa Tai-
ta ser demais compensada pelas multas existencia1
desse genero em cima da serra.
Dizia eu ainda agora que esperava que,quando s9,
desse o caso de se deverem os juros, o Ibesouro esta-
ra habilitado para satisTaze-los. Mas, Sr. presi-
denle, quando o Ihesouro nao se achasse habilitado
para salisfazer a esses empenhos, qual era a obriga-
gao dos representante* da nagao por quem foram ap-
provadas taes emprezas ?
O Sr. Sayiio Lobato da um aparte que nflo ou-
vinios.
O Sr. Presidente do Conselho :. O nobre de-
pulado quer por Torga voltar a mesma questao em
que uo podemos por forma aiguma estar concordes.
Eu, por exemplu, era dos mais retardatarios, da-
quelles que julgava que deviainus primeiro Tazer es-
tradas di; carro, islo he, eslabelccer a rudagem em
boas estradas macadamisadas, e que isso era suflici-
ente para acudir s nossas necessidades ; e que no
futuro viiiain ento os camiulus de ferro por em-
prezas particulares, esem garanlia de
le do goveruo.
O nobre depulado citou a opiniao de um senador,
c disse que elle Taza muila Talla nesla casa para
apoiar as suas ideas; mas eu declaro ao nobre de (
putado que esse Sr. senador nflo s condemnana
hoje as suas ideas de entle, mas al mesmo o pro-
jeclo a que o nobre depulado maior importancia li-
gava, porque enlao exisliam circunstancias que ho-
je nflo cxisle.TJ: a polencia da locomotiva n3o era a
mesma que he hoje. Nao se liiibam enlao anda
adiado os meios de vencer urna certa declividade ;
enteudia-se que os caminhos de ferro deviam ser
quasi planos, eque quando havia aiguma declivi-
dade as despezas de locomogflo lornavam-os dema-
siadamente caros. Alm disso nflo se linba ainda
descobe.rlo o meio de se fazerem vullas Iflo curtas
cm um tao pequeo raio como aquellas que hoje se
Tazcm.
Ora, um espirilo pratico como era odesse senador
repcllia nessa poca esse melboramenlo, mas por is-
so mesmo que elle era espirilo pratico, teria visto
que, depois que o nobre depulado plantn no paiz
o de.ejo dos camiubos de Trro, e procurou mostrar
a necessidade, a conveniencia, a preferencia delies
qualquer oulra via de communicagao, nao era pos-
sivel resistir por forma aiguma pressflo do* dese-
jos ile lodu o paiz, e principalmente das pfovincin*
mais ricas, eque se julgam com a possibilidade de
ojite.r laes melhoramenlos : nflo era possivel que um
espirilo pralico deixasse de (Hender a semelhanles
desejos. (Apoiados.)
Sr. presidente, o Ibesouro nflo lem de snpporlar
immedialamcnle lodo o onus desle juros, nem he
cxaclo o que disse o nobre depulado sobre dever o
Ihesouro pagar o juro ad licin! garantido pelas pro-
vincias. Nilo crciu que a provincia do Rio de Ja-
neiro lenba mais possibilidade de pagar o juro ad-
dicional do que as da Babia e Pernambuco. (Apoia-
dos.)
Se allcndcrmos aditlcrenga das quanlias garan-
tidas, veremos, qoe se o Kio de Janeiro giiranle
38.000:(K>I.'5 rom um renda de (NMMgv, a Babia
garante 16,000:0005 cen urna renda de mil e lanos
COIlloS.
OSr. Taques:Mile cem conlos.
de ris para 16 mil cslAo n'uma rel.ie.lo muilo man
Uvorave! doque mil euilo ceios conlos para...........
33,O00:lXXl5. Muilos apoiados.
O Sr. Sayao lbalo : Perdoe-me V. Exc. A
provincia da Babia tem um terr.torio muilo extenso,
e lem mais necessidade de gastar do que a do Rio
de Janeiro.
O Sr. Taques: Mas nflo gasla. ( Mudas.)
O Sr. Presidente do Conselho:Por ora nflo vejo
,
tjuros puj par-
"I
I
.-"

I
I
i. I
J*
V
MUTILADO I
HEGIVEL


DIARIO OE PEKHAMBUCO QUlfiTl, FEIM 14 (fl JUMO D 855
i
V
razao ao nobre depurado na sua assercao, porque
nao ha ninguera que nao ronheea que I.OUOHIOfJt c-
lao para Hi.OOOrOOOJ em urna relajo mais favura-
vcl do que 1,800:0008 para 38,000:00u\>. Quanlo
provincia da Pernambuco, cuja mida he 800:000,
lambem cita n'uina rclarao muito mais favoravel
para com a importancia da qunntia garantida que
vem a ser 8,000:000. do que a renda da provincia
do Kio de Janeiro pata 38,000:0009. i .Widio (pota-
do). Mas quando assim nlo f,.sse, as assemblas
pmviuciae* cumpliran! o seu dever adoptando os
meios necessarios para que a sua receila soja equi-
librada com as despeas que livercm de fazer.
O Sr. Auguslode Oliceira:Km l'ernambuco s a
verba de obras publicas monta a 300:000.
( lia un uparle que nao oucimo. )
O Sr. Presidente do Conselho:So o governo ga-
rante es juros das estradas de ferro ca Baha,e de
l'ernamboco, be isso urna razao para que os suppri-
menlos se faeam de preferencia aquellas provincias
que nao teem vantagens iguaes a essas da garanta
de juros.
He osla sem duvida uin.i cousa que lia de ser lida
em consideraran, quer pelo governo quamlo liver
de distribuir esses suppiiiiientos, quer |>elo ctrpo le-
gislativo quando liver de decrela-los.
Ni.i espero pois, Sr. presideule, que a garanda
addicional que M provincias lomaram sobre si tcnh.i
de rechir sobre o Ihesouro. M-s dado o raso que
.> asseoiblas provinciae, esquecidasdo seu dever,
deixcoi de decretar os imposto* necessarios, quando
as rendas existentes nao podessem chegar para sa-
lisfazer essa garanta, nao creio que a as.embira
geralda nac,ao dcixassc do mauter os cntralos feilos,
nu o Ihesouro havia de compellir s provnolas a
fater esses pagamentos, ou os lomara sobre si an-
tes do que consentir que fosse o governo aflixado as
praras de Londres por caluleiro. Que mcios pois
haverio ? por ventura us imposlos que temos re-
rabem sobre tudas as rendas de maucira que nao ha
maisobjcctu sobre que se pos-a impor para aalisfazer
as uecessidades publicas, para cumprirem os con-
tratos eiistcules. ? Nos sabemos que os princpaes
imposlos arrecadados pelo governo geral sao aquel-
lea que se cobrara as alfandegas ; que os imposlos
internos sao inulto diminutos, que mo temos nem
contribuidlo pessoal nem con Irib filo sobre as Ier-
ra- ; assim as pruvinrias, principalmente aquellas
que tiverem sido dotadas do inelhorainenlo dos ca-
ininhosde ferro,estilo no caso de poder decretar mais
ilguiis imposlos internos de maneira a fazer face a
despera qoe sobrevier por esle motivo. Se os no-
bresdepulade, volando por essa lei, nao enmprc-
henderam as colisas deslc modo, raciocinaran! muito
mal, c enlo a culpa nao lie da administrarlo, mas
dos nobresdepulados. f
l'oucos objeclo, mais me retlavam tratar rm res-
posla ao Sr. deputado ; pnrem a hora adiaiilada o a
fadiw com que eslou me obrigam a concluir mais
brevemente do que desejava.
Sr. presidente, eu leria lambem de responder ao
discurso do nobre deputado pela minba provincia ;
poda dcmonslrar-llic que interpreten mal o > meii
programma, poda mostrar-lhe que veio um piuco
tarde,com essa interpretado,porque elle j i tinba fclto
outra nm pouco mais acertada,um pouco mais appro-
ximida ao meo verdadeiro peusamrnlo, mas estando
fatigado acho que nao lomo esta larcfa. O discurso do
Sr. deputado fez muito pequea impressao sobre o
governo, sobre as cmaras e provavelmenle far
muito pequea impres-ao sobre o paiz. He Uto fla-
grante a contradicho em que. o Sr. deputado se acba
coinsigo mesmo. que longe de ler eu de justificar o
governo perairte o Sr. deputado, be elle que se lem
de justificar da pitase 13o extraordinaria, (3o inex-
plicavel que aprsenla : eu portanlo dispenso-me de
rais langa resposla.
rosea;Muito bem Muito bem !
A discussao tica adiada pela hora, e Icvanla-se
a itmt nu
os empregados das repartiroes exmelas que man po-
dessem servir as que entilo existan), d'onde enn-
cluo que reconhecida pelo governo a impossibildade
a nieu respeito, pelo faci de me nao ler man dada
servir nessas reparlic&c, leuho dreito a aposenla-
doi la. o que o e'bulho d'estc dreito adquerido na
forma da referida lei dcoulubro de 1831, be urna in-
fracro da consliluirao.
Acrcsce, Srs., que u aviso do 3 de novembro de
IKI2, expedido pelomnislerio da fazenda deconfor.
miiladc com o regimeuto de II de abril ile 1661, de-
clama que os empregados prvidos com a clausula
err. quanto sendo mandar n contrario(clausula com
que Tui prvido) teem direito ,, perpeluidade, sao vi-
talicios.
Eis aqu, Srs., em resumo, as disposiciies em que
se btete minhas reiteradas supplicas 'dirigidas ao
pverno,* ao poder legislativo, c cis-aqui ornea
humilde pensara respailo. Julgai em faro deslal
N. 6. Manuel Anlonio da Silva Iteis.
N. 8. lUooel Jos da Molla.....IKjOOO
N.10. Mariu llosa da Asunipeo. (^nih
N. 1. Manuel uarque de Mace'do. 199800
E para constar se maudou allixar o presenlee pu-
blicar pelo Diarto.
Secretaria da ttiesouraria provincial de Pernam-
buro i de junho de 1855. secretario, AHoniv
Ferreira da Annunciaciio.
.0 lllm. Sr. inspector da Ihesooraria provin-
cial em riiiiipriineiitn da resolucao da junta da fa-
zenda, manda lazer publico, que a a arrema tarSoda
obra dos ranos de esgoto da ra do raes de Apollo.
foi /ranslerula para o da 1 i do rorrete.
E para constar se mandn allixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ibesouraria provincial de Peinara-
buco 8 de |unbo de 1855.
O secretario,
Antonio Ferreira da AnnunciarSi.
O lllm. Sr. inspector da Ibesouraria provin-
cial, em cumpriinenlo da rosolurao da junta da fa-
199800 Pacheco n Cgano. ... Kezena.
I', JoSo de Mendonra Lisboa.
0 conde deTorellos'. a Pialo.
I). Manoel da Silva ... Rnendo.
1 ni criado do conde de Soria n Mouleim.
Itiltilos, o cgano vellm Scbastiao.
Pedro dito...... Lima.
I." cgano que falla. Santa osa.
I m secretario..... Alves.
lidalgos, criados do ronde, rigano*.
A srena passa-se cm Ile-panha.
Ol intervallos sern precnchidns com esculhidas
peras de musir, e terminar o espectculo muilo
engrifada comedia em I arlo, denominada
dispe.ieocs.seadenegaraodaaposenladoria cinques- zenda, manda fazer publico que a arrematadlo do
lo he compativel coma realidade da lei fiindamcn- I'"1,1-'" ,Us ll'irreir'1 J Ctelianga e Jaboatao foi
al; e julgai mesmo, .-.bstrahindo d'cllas, se be justo ''nsferida para o dia 11 do correnlc.
que um empregado que em o requerer, e so por con- E l,i'ril c|uo cne8w ao conher.iineiilo dos iiilcres-
vc.iieacia do serviro publico, foi mandado da conta- "adM sc mal,dou ra*r u presente c publicar pelo
doria dae xtinrla junta da (anuda, onde servia, para \ D""'-
"utra reparlicao, com perda do accesso que alli Ibe Secretaria da Ibesouraria provincial de Pernam-
competia, c das vantagens que Ibe aaseguravam 36 !I)UC0 6 ,le i""1'0 ,lu ,855 *e"elariu, Antonio
anuos de servijo, se por ventura nao h.mvesse sido ; ''"reir da Aimuanarao.
Iianslerido de sua repartidlo primitiva, perda de' O lllm. Sr. in-perlur da thpsouraria provincial
mais mais, sem farlo sen, dore annos de nao inter- em rumprimento da resolorAo da junta da fazenda,
rompido serviro, parle d'etle gratuitamente prestado manila fa/.er publico, que o imposto de :" |ior ceu-
com despozas e privai;Oes continuas, na flor da moci-1,0 sobre o consumo de agurdenle do municipio do
dade, na qual dedicandu-se ao serviro do estado, por j Kecife, vai iiovainenle a prara no das 21 do cor-
elle se inhahilitou para proporcionar-sc outro gene-1 rente.
ro de vida que Ibe oflerecesse um fuloro mais lison-
uciro.
Srs.,e recorro a vos consciodo direilo que me as-
si.le a aposentadorias nos termos do artigo 17 da lei
de deoulubro de I8:l(i, he porque sendo casado e
leudo lillios, a prlvacio do meu ordenado be em
manisfeslodamno e prejnizo d'elles. Por mim.Srs.,
pouco me imporlra o deprero do governo.o despre"
zo da illoslrccommissiio para com este direito, e, se-
guramente, preferir resignar essa aposcnladona, e
oble-las por meiosexlraordnarios que sobremodo m
oooslranoea.
lenho concluido ; dignai-vos desculpar meus
crios.
Antonio deSnuza llangel.
PRAtA DO RECIFE 13 DEJLNUOAS 3
HORAS DA TARDE.
ColafCcs olllciaes.
Cambio sobre Londresa 27 d. 27 1| d. c 27 3|8 d.
60 d|v.
Descont de lettras de pouco lempoa 8 "u ao anno.
Assucar snmeno28100 por arroba.
Aucar mascavado regularI968O idem.
Dilo escolbido18800 e 18850 idem.
t-rete de algndo para Liverpool'J|t( d. por libra.
aLI'ANDEIA.
Keiidimciito do dia 1 a 12. .
Idem do dia 13.....,
PERIWliCO.
HEPARTICJAO DA POLICA.
Parte do dia 13 de junho.
lllm. e Eira. Sr.Levoao conhecimcnlo de V.
Kxc. que das difl'erentes parlicipacocs hoje recebi las
ne-la repartir.1, consta que foram presos :
Pela delegicia do primeiro distrelo dcsle lerrao,
o pardo escravo Anlonio, para avcriguar,oes.
Pela sulxlelegacia da Ircguczia do Rccife, o prelo
escravo Bernardo, lambem para averiguacoes, c o
marojo hamburguez Casi Maustr, a rcquisiran do
respeclivo consjil.
"ca subdelegacia da fregueziade S. Jos, o par-
do Bernardo de Tal, por ebrio, c Antonio daCunba
e Oliveira, por desorden).
E pela subdelegacia da ficguezia da Boa-Vista
Filppc Santiago dos Passos, para averiguarOes.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Prrnambuco 13 de junlio de 18.1..Illra. c Exm.
Sr. conselliciro Jos Bento da Cunha e Figueiredo,
presidente da provincia. O chefe de polica Lui:
Corte de Paita Teixeira.
COMMERCIO.
127:7t|9i:>
2:878J238
140:6239183
Uescarregam hoje Vi de junho.
Rarra iaglezaTomn 0/ Lieerpoolmercadorias.
Barca iaglezaSoreat hacalho.
Polaca hespanbolai'erezinavinlni e azeilonas.
Ilriguo porluguez/{.rpeenetapipas de vinlio.
Patacho brasileiroimitaransoa e couros.
Impor taca o.
Rarra iagleza Sorra!, viuda de Terra Nova, rnn-
siguaila a Johnslon Paler A; Compauhia, manifestou
o segiiinte :
2,560 barrica*hacalho ; aos consignatarios.
i;(lNSI,T.APO GERAL.
lien.lmenlo do dia I a 12. .
dem do dia 13 .
16:0SS E para eooslar se maadou allixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ibesouraria provincial de Pcrr.am-
buco li de junho de 1853.O secretario,
A. F. il'Annuiiriarao.
t) lllm. Sr. inspector da Ibesouraria provin-
cial, cm cumplimento da resulucjlo da junta 1I.1 fa-
zenda, manda fazer publico, que as arrcmatarOe*
das barreiras da ponte dos Carvalbo, Tacaruna e
Bujlry, vo novamcnle a prara no dia 21 do cor-
rente.
E para constar se maudou allixar o presente o pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria d.i Ibesouraria provincial de l'ernam-
boco 6 de junho de 185o. O secretario, Antonio
F'crrcira da Annunciarao.
O lllm. Sr. inspeclor da Ihesooraria provin-
cial em c 11 m primen lo da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da proviucia de 10 do crtenle, manda lazei
publico,quc vao novaraenle a praea para seren arre-
matados a quem inals der no na 21 1I0 correnle, os
pedagios das barreiras do (iiquia c Molocolomb,
avallados este cm 2:6688000 rs., e aquello em '.): 1808
rs., lodo por auno, sendo a arrematarlo feila por
lempo do 3 anuos, a contar do primeiro de jullu,
prximo viiidouro a 30 de junho de 185(1.
E para constar se maudou afiliar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secrclaria da Ihesooraria provincial de Pcrqam-
buco II de junho de 1855.O secretario,
./. /-'. d'AnnunciacSo.
DECLARACO'ES.
Os 30 das uleis para o pagamento hueca do
cofre, da decima urbana dos predios das freguezias
dcsla cidade c da dos Afogados, principia-se a con-
lardol. de junho prximo vinduiiro. lindos os quaes
iuenrrem na mulla de Ires por cenlo todos aquclles
que dcixarcm de pagar seos debilos ; o que se faz
publico pela mesa do consulado provincial para co-
iiliecimeutn dus inleressadns.
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rcndimeuto do da 1 a 12.....
dem do dia 13 .
1:506:580
A PEDIDO.
A' memoria do Sr. tenente-cotonel
Manoel Henriques Wanderley.
Ha das recebemos a infausta noticia do falleci-
menlo do nosso amigo o Sr. Manoel Henriques
Wanderley, do Rio-Formoso.
He mais urna perda sen-ivel para a nossa provin-
cia epara o partido da ordem, que vem juntar-so a
do Sr. Paula de Itapirema, do coronel Pacifico e de
tantos oulros varSes conspicuos. O Sr. Manoel
Henriques, lillio do eapo-mr Manoel de Barros
Wanderley, era um dos caracteres mais respeilaveis
dsta provincia pela sua honradez e pelos relevantes
serviros que prestou com a maior coragem e dedi-
caroem todas as commoroes porque lemos passado.
Tendo no Rio-Formoso urna brilliaule e influenle
c.'relra poltica, o sr- Manoel Henriques, se obteve
dislncres como a de tencnle-coroncl, c ofllcial da
imperial ordem da rosa, lodavia distrahid* pela po-
lilica nunca traloa dos meios de fortuna e nao obs-
tanlc ler herdado de seus pas e sogro, deixa pobres
o seu filho o Sr. Francisca de Barros Wanderley c
mais cinco menores! lima lagrima sabr a campa
deste excellente dadlo, oplimo espuso e incompa-
ravel amigo *
Antonio Duarle de Ofiveira Reg, profnndamen-
te penhurado pelas exequias e honras funerarias,
que a seu filho Antonio Duarle de Oliveira Jnior,
lente do segundo balalhao de guardas naciouaes,
fallecido em Timban no dia 23 do passado mez de
maio, se dignaram fazer na igreja matriz de S. Jos
o lenenle-coronel o lllm. Sr. Rodolpho JoSo Barata
de Almeida, c os muilo dignos senbores offleiaes rio
refer lo corpo : c bem assim penhorado pela assis-
tencia que se dignaram prestar o Exm. Sr. bar.lo da
Boa-Vista, o chafe do.cladu-malor, os Srs.comman-
dants e ofliciaes de differentes rerpns, e mais pes-
soas grailaidesta provincia, recorre a imprrnsa pa-
ra significar Ibes .na profunda gralidao. ignem-
se pois, os respeilaveis enhores, de aceitar o fraco
leslemnnbo, que dor paternal permiti otTercrcr-
lhes, a par da mais dlsticla c subida consideradlo
e respeilo que Ibes tributa. Recife 13 de junho de
1855 Antonio Duarle de Oliveira llego.
Eiras. Srs. depulados a assemblea geral legislativa,
por Pcrnarabuco.Siifto prufuiiilamcnlc, Srs. ser
lon-iraugido pelo governo, e pela nobre commissao
de pensiles c ordenados da cmara dos Srs. depu-
lados, a soccorrcr-mc a esle expediente para rogar-
vos que, menos por mim que pela realidade da cons-
tituir!), vos digneis concorrer para um acto de jiu-
lica que no espaeo do qtiasi dezenove annos, jamis
tenlio podido conseguir pelos meius ordinarios. Mas
o que fazer," Srs., se reqnerendo ao governo a apo-
sentadoria que por lei me rmpete, como emprega-
do de repartirlo extincta, o governo licitamente ma
denrea J () que fazer, se recorrendo ao poder le-
gislaltvo, a referida commissao observa respeilo o
silencio dos turnlos'.'
Srs., a constituirlo no arl. 17!) S 2S ,comu sabeit
perfelainenle; garanti a todo os ci ladaos os direi-
tos adqueridos na forma das leis. De arcordo rom
esta disposirao, firmn a lei de 4 de oulubro de 1831,
nos arligos !>i e 95, a regra de rereberem os empre-
gados de reparlires extinctas.os leus ordenados pro'
poreionalrarnte ao lempo de servido prelado ; e esla
regra estabelccida em virlude do principio sanecio-
nado pela lei fundamental, foi expressa e terminan-
lemenle declarada na lei de 22 de oulubro de 1836,
que no artigo 17 mandou aposentar, segundo u dis-
posto no artigo 'Ji d citada lei de oulubro de 1831,
Exportacao'.
Marselbaj brigue francei Druide, de 265 tonela-
das, rondjzio o seguale :3,700 saceos com 18,500
arrobas de assucar.
lalmoulb, brigue inglez Lavinia, de 263 tone-
ladas, conduzio o segunde : 3,700 saceos cora
18,500 arrobas de assucar.
[tamborito pela Paraluba, brigue inglez aCres-
cer.l, de 3311 tonelada, conduzio o seguintc:200
barricas hacalho, 1 lata farinha de afarola, 1 bar-
ril v olio brauco.
PacAjba, biale brasileiro ciCamCesn, de 31 tonela-
das, conduzio o seguintc : l'J volumes gneros
cstraogeiros e nacieuaes, 1 caxole 10 livros em bran-
co. 7 saceos cafe, 7 ditos arroz, 3 latas rlia, 2dilas
bulachinlias de ararula, 70 arrobas de sebo, 100 di-
las de carne.
Arvcalv, hiato brasileiro Aurora, de 35 tonela-
das, conduzio o seguinte :305 voluiiii's gneros
esliaugeiros e uacionaes, I sarco fin da Rabia, 25
caivas c 18 caixOes dore ilc goiaba, 3 barril garrafas
de licor, I barrica hiscoito, 1 dita com 7 arrobas c 5
libras de assucar.
RECEREDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PF.RNAMR1CO.
Remlimento do dia 1 a 12.....!):05088I5
dem du da 13.......1:3933219
r%34*JOM
0 ASTItOSOMO.
Principiara as 8 horas.
AVISOS MARTIMOS.
Forlaram para amaiiherer o dia 12 deste me/.,
do engcnbo S. Jos, fregue/.ia do l.abo, mu ravalln
rom os seguinles signacs : era rodado, ilepois de cas-
trado licou quasi ruco, lem urna tomadura as ros-
tellas, perlo do espinhaco, esl gordode anca redon-
da, anda baixo, e (ein muito punco rabello no tope-
te, assim como lias rimas, cauda rapada, hu ravallo
de meo.j.i nao he novo, o ferro ignora-se por nao se
ler lirado ; a pessoa que der noticia certa na ra de
Heras 11.114. ou no mesmo engeuho cima a lian-
cisco Carneiro, sera bem recompensada.
Rnga-se ao Sr. M. J. (i. M., que haja de se
compadecer de seu sonrinho J., que se acba mori-
bundo em rasa de um hcm-fcor eslranhu, assim
como Stuc. muilo hem sabe, pois bem se pude lem
br.ir que elle be seusobrinho e niigiieii) mais lem
obrigarao de b tratar que Suir., e j leudo Sinc.
familia, casa com mailos commodos, que basta o so-
tan para o ler a vontade, pois cslou ccrlo que te elle
possaiMe algunsconlecos, j ha muilo o leria levado
para casa, pois bem sabe que a casa .lo bem-fellor
anude elle esta he de mocos aofteiros, que apezai da
boa voiilade.nai) pude seu sobrinbo ser bem tratado,
e sc nao lizer o que sc Ibe pede rollaremos.
O jutliceiro.
Prensa--'1 de um filor para um sitio na Ca-
paaga, o qual deve ser Irabalhador e darconheci-
mriiio Je sua capacidade, afianzando-so bom orde-
nado : a tratar na ra do Livrameiilo 11. 33.
Roga-sc ao Sr. Manuel Jos Pereira de Aum-
rini, raiielro ou Irabalhador da fabrica de sapalos
Fraucezes, o favor de vir pagar a tunea de dous mc-
ZCS e un ilia da rasa da ra do ColovcllO, que por
sua conta leve, 0 ha mais de dous me/e-nue sen fia-
dor pa^ou,e agora ado-ee procurar, u patrSo diz que
estaoceupado e que inora lia Capunga, nao o arre-
I dita muilo ou nao piid mais rom o v-xame nos
. domingos be costoso aebar-se, pois por isao fac 1 es-
1 le, e se nao comparecer, explicare rom eu cabi na
I esparrella, e usarei dos mcios que a lei me lanilla.
li. F. Pittto.
Roga-seaos Srs. Alexamlre i.alj).). Candido
Itabello Pessoa, Claodino dos Santos Lima e ti 10? 1-
Para o Rio de Janeiro
segoe com milita brevidado o brigue brasileiro Con-
CeieSo por ler parle da car-a prompla : para o rcslo,
passageiroi e escravos a frete, Irala-se com Manoel
Alveuiaerra Junioi, na ra do Trapiche 11.14.
Para o Rio de Janeiro salte no dia
!! do correnle, o brigue SAGITARIO:
para O resto da carga ou passageiros, tra-
la-se com Vfanoel Francisco da Silva Car-
ril, na ra do Collemo n. 17 segundo
andar, ou com o capito a bordo.
KIO DE
JANEIRO.
O brigue nacional JXVMA'O segu atl 1? ,",r,',' ^"'i o favor devir pauar os alunoeis que
ueado da seguinte MTOana, anda recebe qe ao pparec?ram mais, assim be que he riVer!
arruma carga i: escravos a lele: par;: o nao concertam oqoe destroem.aem pagam decipias,e
que trata-se com Machado i Pinhetro, nolfr*"" ''"'''"""', ue*1" li'",or' <<"0 <"'>'<"" "'
.' ... i tal e tal parle, e os rertboi provain. c saluran porque
largo da Assemblea n. 12. I o donu nao faz coocerlos; visla das pandas dclles
P_ u 1 n 1 j- cabe o padecciitc na esparrella.e depoisde ( a 7 me-
ara o MaranfaSo trPara salie no da s mudam-sc e s di/.ia que lloure iacoavenica-
IS docorrente, o muito veleiro brigue! les; mandam dizer que logo apparecem e oanea
RECIFE, capitao .Manoel Joscf Ribeiro :! ?"*' e CT. ."I1 Si"l,a,le"les laro esle para lcm-
' i branca.//. /. Pauso.
para o restante da carga ou passageiros,
trata-se com Manoel Francisco da Silva
Carrico, na rtia do Collegio n. 17 segun-
do andar, ou com o capitao a bordo.
Para Lisboa segu rom a maior brevidado pos-
sivel, o muilo veleiro brigue purlugue/. A.iprritn-
cia, o qual lem escellenles commodea para passagei-
ros : quem pretender, dirija-se ao capilSo a bordo
4.011 aos consignatarios Viuva Amorm ^ Filho, na
ra da Crut n. i."..
Para a Babia segu iinprclerivelmcnle no dia
I.') do correnle, por ter maior parle da carga a bor-
do, o veleiro biale Catiro ; para o rcsl, trata-se
com seu consignalario Domingos Alvos Malbeus.
Para o Havre; a linda c velcira barca fraociza
Fl'iiian, capitao Lagrange, com espacosa ramera e
os melhores commodos para passageirob, sabe unpre-
tcrivelmente 110 dia :!0 do rorrente me/.: para Ira-
lar de passagens, no cscriptorio dos consignatarios
J. P. Adour \ Compauhia, ra da Cru/. 11. So.
LEILOES.
CONSULADO PUOVINCIAI..
Rendimentododia 1 a 12..... 2l:985H8
Idem dodia 13....... 3:291S7S
BANGO DE PEUNAMBUCO.
O Banco de Pernambuco loma lellras
sobre o llio de Janeiro. Banco de Per-
nambuco 7 de abril de IS.O sccre-
J:K6:tl> taiio da direccao, Joao Ignacio de Me-
-------------- CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo em virlude de aulor
l:&78604 sarao do Exm. presidente da provincia, temde com-
278J776 prar os objeclos seguintes :
Para o presidio de remando.
Farinha de mandica de boa qualulade, alqueires
600 ; dila de trigo marca S S S, barricas (i; assucar
blanco arrobas. 2J >arroz, arrobas 10 ; limas cha-
las de roda, \'l ; dilas de meia canna pequeas, 12 ;
dilas muras sorldas, 12 ; ditas triangulares surti-
das, 12; ditas chatas de 8a 10 polegadas, 12 ; dilas
de meia canna de 8 a 10 ditas, 12; limalOes pequeos
de espiugardeiros, 12 ; eslanho, libras 32 ; pregos
caibraes, 10,000.
Msicos do oilavo batalho.
Reles, 11 ; cliarlalciras, pares II.
Provimcnlo dos armazens do almoxarifado.
Enxamcs de 111 adeira de qualidade de 20 a 27
palmos de eomprimento, 20 ; arcos de ferro de po-
legada c meia de largura, feixes i.
' l'orncciinento de lu/.cs s cstarcs militares.
Azeite de carrapalo, ranadas 720 ; ililo de coco,
dilas 16; pavios, duilas 9 ; fio de algod.lo, libras
60; velas de carnauba, libras 223.
Qaeai quizer veude-los aprsente assuas propos-
lascm carta fechada lia secretaria do conselho s
10 horas do dia i.3 do correnle mez.
Secretaria doconsclhu administrativo para fornc-
ciincnlo do arsenal de guerra II de junho de 1855.
Jos de tirito Ingle:, coronel presidente. Bernar-
do Pereira do Carino Jnior, vogal e secreta-
rio.
O agente Oliveira, tendo sido enrumbido pelo
lllm. Sr. desembirgador Kirmino Pereira Monleiro,
ila venda da mobilia da casa de sua residencia, ante-
riormente a sua retirada desta cidade para a rrle,
far leilao da inesma. cunsisliudo em 2 bellos pianos
de ptimas vozes, espelho grande de sala de visitas,
i consoles grandes c mesa de ineio de saia rom lam-
pos de pedra inaiinore, sof, raderas singelas. de
bracos eije l)al.mro, de Jacaranda, em perfcilu es-
tado, contras para interior desalas, loucador o mesa
competente do Jacaranda, 2 lindos guarda-rqopas,
guarda-louja, inarquezas, camas para meninos, lelo
de Trro para casados, mesas de janlar elsticas, ap-
paradorea, I esplendida cadeira de arruar, nove,
v.t:\:i de costura com msica, apparelho para cha,
Icilo francez de'jacarand para casados, ireiu de co-
inha, obras de prata, 1 carrinbo de 4 rodas para 2
pessoas, cmn arreios e 2 carelios, 1 lindo rooleaninho
croulo de 7 a S anuos de idade, e muitos oulfis ob-
jectos in.lispensavris para arraujo de uiuawjsa de
familia : quinla-feira, 1 i do correnle, as 10 lloras da
maullan, na indicada casa, ra du Hospicio, ules de
chegar ao quailel.
O ageule Barja, cm seu armazem, na ra do
Collegio 11. 15, far leilan de nina grande quanlidade
de objectos, como bem : obras de marcineiria, novas
o usadas, de varias Dualidades, obras de 011ro c pa-
la, relogios para algibeira, candelabro*; lanlernas,
enfeiles para sala, Kiurr.s e vidros para servido de
mesa, diversos arraujos para rasa, 2 eicelleoU* car-
ruras, varios rarrintios de mito, e oulros muitos ob-
jerlus, etc., que se entregaras sem recusa de qual-
quer prero nllerecido, em consequenria do dono dos
quaes rctirar-sc para fra ila provinria ; assim como
lamben) iro leilan alguns escravos de ambos os
sexos e um oplimo cavallu de estribarla muilo gor-
do : Sexta-feia, 16 do correnle, as 10 horas em
ponto.
l'asso Irmios fnrao leilao, por inlervenrAo do
agente Oliveira, de urna podara com 2 Tornos, sita
na ra das Cinco Ponas, a qual perlenreu a falleci-
da I). ClaraZefcriua Cesar, viuva de Carlos Leoca-
dio Vieira, e declara-se que o arrematante lera a
posse da casa por i annos, quanlos faltan) para aca-
bar o arrendameiito : segunda-feira, 18 do correnle,
ao mein dia em poulu, no lugar da indicada padaria.
Jo' l'ernaivles Ferreira faz leilSo de nina por-
i;ao de inarmelada viuda ltimamente de Lisboa, na
porta de Luiz Antonio Aunes Jacome. defronlc da
alfandrga : quinla-feira, 11 do correnle, as 11 horas
em poni.
2}80tf34
MOVIMENTO DO PORTO.
O conselho de adminislrarao naval conlrtla
para os navios anuidos, enfermarla de marinha,
barca de escavario, e praras dosesealeres do arse-
nal, e africanos livres, o furuecimeulo dos seguintes
gneros : arroz bianro do Mranbao, aisucar brau-
co, dito refinado, azeite doce de Lisboa, dilo de rar-
rapato, agurdenle branca de 20 graos, bacalho
bolacha, cafe em pillo, carne verde, dita secca, fejao
uinlalinh), farinha de mandioca, lenbu de mangue
em aclias, pao, louciubo de Santos, vinagre de Lis-
boa, velas de carteaba, c dilas slearinas, cojo con-
trato sera por tempo de tres mezes, ou por um, -e
assim convier ao conselho, em vista dos procos por
que fo'rem olerecidos : por tanto ronvida-se a quem
possa convir dilo Tornecinaento, a comparecer as 12
horas do da II do crrenle, rom suas propostas,
declarando us ltimos presos, e quem scus fiadores,
bem como as amostras dus gneros, que se propoie-
rem a furheeer.
Sala das scssOes do conselho de ailminislararao
naval em Pernainbuco 13 dejuuhu ilc 1855.0 se-
cretario, Christoro Santiago de Hreira.
O conselho de adminislracao de farda rr.cnto do
corpo de polica precisa comprar o seguinte; 100
covados de patino azul para lrdelas, 200 ditos de
dilo para capoles, c SO ditos de baria verde para
forro : as pessoas que se propozercm vender, llve-
nlo comparecer no da lSdo correle mez pelo meio
. dia, na secretara do mesmo corpo, com suas propos-
!5?.r (Juarlel do corpo de polica 13 de junho de 1853.
Bpiphanio Borges de Mcnczcs Doria, lenle secre-
tario.
A'aeio entrado no dia 13. ,
Parahiba5 das, hiate brasileiro (Tres Irmaos,
de 31 toneladas, meslre Jo, Duarle de Souza,
rquipagem 5, carga loros de mangue e barricas
vasias ; a Joaquim Duarle de Azevedo.
Nuiiox sahido no mesmo dia.
ParahibaHiate brasileiro Caninos, meslre Ma-
nel Suphi.i da Peiiha, carga hacalho mais ge-
nero*. Rassagciro, Joaquim Francisco Pereira.
Buenos-Ayres por MontevideoLugre hamburguez
Emilia, capullo C. Moler, carga assucar.
MarselbaBrigue francez Druide, capiblo His
l.ii-icn Emile liabriel, carga assucar.
Hamhurgo pela ParahibaBrigue inglez Crescenl,
capilga Johii Mellinglon, carga parte da que
Irouxe.
EOITAES.
0 Dr. Jos Quinlino de Castro Lelo, juiz municipal
do rommcrcio do lerfho denla cidade de Olinda
AVISOS DIVERSOS.
1NT0RMAC0 ES OU ULLACOES
SEMESTKES.
\a livrarian. G e 8 da piara da In-
dependencia, vende sc relacAes semes-
Iracs poi-ptecocommodo, e (picrendores-
inas vcude-se ainda mais em cotila.
>VALIIECk.
pcral c Constitucional, qoq Dos guarde, ele.
Faro saber aos que o presente edilal virem. cm
como por esto juizo no dia 20 do enrente, as 10 ho-
ras do dilo dia, em a sala das audiencias, se ha de
arrematar em prara publica, a quem mais der, urna
morada de casa lerrea rom uru otao, avallada em
tsJB|000 rs. ; dnas easinbas ama do Baldo, sendo
orna em caixao; sendo aquella avahada em I50g000
rs., B efiarem 1003000 rs., cujos bens v3o prara
por executflo do commendador M......el Uonralvs
da Silva, conlra o padre Kaphael Antonio CclllO.
lo la pessoa que em lacs bens qui/.er lanrar, o pe-
der fazer no dia iudicado ; esle sera publicado e
aftixadii no lugar do coslumc, c sera lambem publi-
cado pela imprensa na forma da lei. Olinda 9 de
junho de 1855.
En Filippe do Nascmenlo de F'aria escrivao o
sulBcrcvi. Jase Quinlino de Carteo /.c.
O Dr. Custodio Manoel da Silva liuimarfles. juiz de
direito da prmeira vara do conuncrcio. uesla ci-
dade do Recife: de Pernambuco, por S. M. I. e
C. o Senbur I). Pedro II, que Oeos guarde ele.
racotaberqoa por esle juizo, no dia lodo coi-
renta mez, .1 urna dora da larde, s,- ha arrematar
por venda em prara publica, que lera lugar na rasa
das audiencia*, 3 cavallos. sendo I prelo, t foreiro
e 1 rodado, avaludos a 252)000 rs. cada um ; em-
barga lo< a Francisco Lucas Ferreira, por Jesuino
Ferreira da Silva.
E para que chegoe ,1 noticia de todos mandei pas-
sar o presente edilal. quesero poblieado no Diario.
e dous da mesmo Iheor que serio allixados 11,1 piara
do coinmerriii, o na rasa das audiencias1.
Boda e passado nest 1 cidad" do Recife de Pernam-
buco, nos 13 Rapli-ta, escrivao interino o escrevi.
CtHtoaio Manoel da Si.'ca Cuimaraes.
O lllm. Sr. inspeclor da Ibesouraria provin-
cial, cm eomprimento ila ordem de Exm. Sr. pre-
sidente da provinria de II de maio ultimo, manda
convidar aos proprielarios ab.iixo menrionailos. ,1
oulregarem; na mc dias, a conlar do dia da prmeira publicaran do pre-
sente, a importancia das quolas com que devem
entrar para o ralramenlo da-, casas da Iravcssa de S.
Pedro, conforme o diepoato na lei provincial 11. 950.
Advrrlindo que a Talla da eulregn voluntaria, ser
punida rom o duplo das referidas quolas, na con-
Inrmidade do arl. 6 do reg. de 22 dc|dezembro de
1854. i
N. 4. Calliarina Maria doWi. 57-H.00
Pela administracAo do correio se faz publico,
qoe os Sis. assiguanlos que quizerem continuar do
1." de julbo prximo cm dianlc, pasaran IrOK) por
mez : aquclles, pnrm, que nao Ibes convier, man-
dem em lempo avis-i. Correio de Peruambuco 12
de junho de 1853.0 administrador,
Antonio Jos Comes do Cunti.
Pl JLICACA'O LITiElvARIA.
Litteratura.
Arha-se i venda o compendio de Thcoria e Prali-
ca do Proces-o Civil feilo pelo Dr. Francisco de Pau-
la llaplsta. Esla ebra. alm de una introducco
sobre as acres e excepres em geral, Iraia do Bro-
cease civel comparado rom o eommercral, eonlm
a Ihcoria sobre a applil M'J\o da causa julgada, c nu-
tras doulnnas luminosas : vende-se uiiicainenle
na luja de Manoel Jos Leile, na ra do Quei-
mado 11. 10, a 69 cada cxemplar rubricado pelo
autor.
Esl no pelo o compendio de Instiluliones Juris
Civilis, por I). 10. Petri Waldcck que serve de
compendio cadena de Direilo Romano, instalada
de novo na Faruldadc de Direilo : subscreve-se a
69OO r>. pagos na occasiao da sabrri|>ro. c para
commod des seahores acadmicos eulreg u-se-bao as
folhaj impressas de 8 paginas na livraria da prara
da Independencia n. li e S, a proporc/io que forem
sabilulo do pri'-lo.
Quem precisar de um homein para padaria,
para furno on masseira, dirija-se .1 ra do Cabag
n. 2.
Anlonio lolclho Pechero retira-se para Fra da
provincia.
Desappareccu no da II do crrenle, da casa
do abaixo a-sumado, urna prela da Costa, de nomc
Julia, com os signaes seguintes : alta, bem Celta,
lem um signal de qacimadura na mo direita, dous
laidos de *ua nae;lo entre os peilos, o um na planta
de 11 m dos ps dado ha poneos dias, lem um peilo
muilo maior que nutro, fugio rom saia azul : quem
a pegar, leve a na Nova n. 67, primeiro andar,
que ser recompensado.
Antonio Agripino Xavier de Ilrito.
Aluga-sc a grande cas?, sila na travesea do
Monleiro, fregoezia de S. Jo;, ao p da coniboa, 1
qual rasa arba-se muilo limpa, pintada de novo,
conten lo 2 grandes sal*, corredor separado, '1 qftor-
lo, I slela c cozinha : quem pretender alda-
la, dirija-sen travesea do Poueinbo, indo para a ca-
dci nova, armazem de maleriae* n: 2I A.
Ilola-se para qualquei obra 011 alerro, canoas
de arri, por piei;o commodo : na IravCS-a do Poiiri-
11I10, armazem de materiaes n. 26 A, indo para a ca-
deia nova.
Desapparereu no dia 12 do correnle um mula-
linho de nnme t'aetano, rom us sicnaes seguinles :
rosto comprido, cabellos crespos, olhos pelos, com
Idade de II a 12 annos pomo mais uu menos; foi
vestido de caira de casemira de quadros azues c ja-
quela ,1c alpaca verde, ja usada : quem o appre-
hender, e leva-lo a seu senhor ahaixo aesiqnado, na
ra dos Coclhos n. 13, uu ao senhor Manoel Ruar-
que deMaccdo Lima, na ra do Lluramente n. 26,
sera bem recompensado. l'ranciseo Ildefonso Iti-
beiro de Menezes.
A mesa rege lora da irmaudade de N. S. da
ConceicJIo da igreja da Congregarlo, convida a todos
os irniilos em "eral, para que ?e diuuein comparecer
nodomiago, 17 do correle, pelas ;i ||-2 horas da
iii.iuhaa, nlim de eucorporados, ircm buscar cm pro-
cssao o glorioso padre Sanio Anloni* do ano da
ponte do Recife, para a celebrarAo da sua fesla na
inesma igreja'; e convida I iiiibem aos inesmos ir-
mos, para, as 7 horas da noile, assislirem ao Tc-
Deum que lem de se cnloar cin louvor do glorioso
padre Sanio Antonio, pertcnccnlc a mesma igreja da
Congregarlo.
Prtrisa-sede urna ama de leile na ra da Au-
rora ,le Sanio Amaro junio a rasa do Cardozo, rasa
de sobrado cora nina taberna em baixo : quem csli-
ver tiestas circumstaucias, pode apparecer para Ira-
lar se, paga-se bem.
O abaixo assignado. cm reaposta ao anuanrin
que no jornal de liontem Ihe dirigi Manoel Joaquim
Dias de Castro, declara ao mesmo que lal .innunrio,
pelo menos, be superlluo, porque anda dado o caso
da existencia da procuraco cui que folla, issu nao
Ihe lira o direilo que Ihe deu a h\ polheca, que ha
de ser salisfcita quando chegar o seu encmenlo.
Parece que desejava mais alguina cousa, Uto he, as-
senhorcar-se du bolo para pagar-se por-suas proprias
niaes, como os mnleiros, mas a isso Ihe nao da direilo
a hypolbeca. Fique pois desranrado que 11 ningnem
ha de ser vendida a lal bcranra. ReeiTe 13 de junho
de 18-").").Manoel Altes da ilca Pinto.
Fugioal) do correnle. o prelo da Cosa de nftne
llene.helo, idade 35 anuos, he bastante alio, bem
prelo, rosto coinprido, olhos grandes e vermellios, so
lem higode e barba de baixo do qucixo batanle
cumplid.1. p pequeos muilo ilircilos do corpo, o
andar he descansado, leven ralea azul, palito da mes-
illa fazenda, chapeo preto, e quem o v parece cri-
oulo, lem callos nos dedus das ruaos de liabalbar em
padaria. lem cilicio de camaroeiro, lem rede sua com
que costurad pescar por boira de praia c viveii ; o
coutn delle be na ra do Rom Jess das Crioula-
esle prelo foi dos arrematados na padaria de Andr
Nauzer, a pessoa que o descobrir he bpin recompen-
sada'ua ruando Colovcllo n. 29, padaria.
OSr. l.ourepo Jos Romilo lem una carta na
ra do Queimado, luja de Bezerra A: Moreira.
OSr. Alvaro Pereira de S fac.a obsequio de
fallar com Bezerra \ Moreira, na ra doQoeimado,
luja 11. i(\ A, para receher urna caria.
Deiapparecco do Brejo do Fagundes no dia 2!i
de maio do correnle anuo, um cabra de uoineMau-
ricio, com signaes seguinles: altura e corpo rego-
I.ir.cabellos carapinhus,olhos grandes.rostu redolido,
nariz grosso, com falta de um denle na parte supe-
lior, escm barba, roga-se aoscapiles de campo a
apprehenso do mesmo, podendo dirigir-se ao Brejo
do Fagundes a Mano.l de Farias Leile, ou a roa
Nova 11. 13 a Anlouio Roberto, que se recompen-
sara.
( S;tI>bclo 16 do correnle, ib
s 5 horas da tarde, llave-
ra' sesso extraordinaria da
s&vsuiau&Afflia upaiiiaiCio
BPSIIxBl na casa do
coslmue, raa do (ueiuiado
11. 4G. primeiro andar. '<)

SOBRE
AS INSTITICOESDE DIREITO CIVIL,
POR
SOCIEDADE DRAMTICA.
RECITA EXTRAORDINARIA.
SABBADO 16 DE JIMIO DF. 1855.
Abcrla a cena depois da execueo de 01ra bella
ou ver tura, lera principio a represcnlaran do novo e
apparaloso drama em 5actos do arrhivollicalr.il Lisboa, e que se intitula
0 cgano pacheco.
PcrsonagciK.
O rei de llespanbn
I). Isabel de Soria
O conde Soria .
WALDECR.
E*la r'ira muito concorrer.1 para que os estrilan-
tes do primeiro auno da FACl I.UADE DE DI-
.REI'I'O, inelbor possam cumprehender as prelec-
res de sen dignissipio Icnle. Subscreve-se na
prafa da Independencia loja de livros n. 6 c 8, pre-
50 lOjOOO r-., e saldr a prmeira folha logo qu
as assigualuras cliegiiein para o cusi da impressno
do volume.
^} a n ;m: \'o.
!ti Contina aberto o rurso dr Navegarlo
'v) na na de Apollo n. 9, das ? as !1 horas da Vv
i&\ manbfla, e das '1 as 6 da larde: na inesma ((,
, casa lia um oitanle cm bom estado para XL'
f9 veder-se. W
Precisft-se de urna ama para o servi-
cia de nina casa : na 111a Augusta n. 8(i.
O ahaixo assignado previne a quem inleressar
possa, que conslando-tbe que .Manoel Alves da
Silva Pinto, residente Desta cidade, pass.ra ama
procurar ui bastante a sen pai Domingos Alves da
Silva pinio,resid nie na cidade de GuiroarSej reioo
(A j de Portugal, para o dito seu pai rerebor a herauca
V q ie Ibe perlencc por parte de sua fallecida mili,
'^ Mara Joaquina Teixeira e de sen fallecido ov,
N eolio Teixeira GuimarSes, e dispnr drlla como
bem Ibe parecer em prejnizo do abaixo assignado ;
c romo a dita heranca sc acho hv polhecada ao abai-
xo a-signado por vma esenplura publica passida cm
lidcjilho de 1853 peto labelliAo (osla Monleiro,
e legalisada com lodas as formalidades que a lei
exige : o abaixo asignado ruga a quem iuteres-ar.
possa, que nlo feram negocio aigum com laes hc-
rancas, visto ter de baver o sen dinheiro em qual-
quer.inilu onde as ditas leraueas pesaam ir parar.
Ilerife \> do junho de iHj..Manoel Joaquim
Piii de Castro.
Um bom sitio.
Ouem liver um bom sitio com boa casa, sendo per-
lo da prara e que rendo aluga-lo, annuucie.
I'rccisa-se alngir urna casa lerrea no bairrode
Santo Anlonio ou San Jos, que nao exceda do K5
a :>~ rs. de alugucl ; paga-se adianlado : quem li-
Prccsa-se de um caixeiro de 16 a al anuos, \ Vai-se continuar na execuro do accordilo, pro-
rom pralica de negocio, e que escreva sollrivclmente 1 ferido na causa principal contra o Sr. Jos Da-, e
0 publico sera informado do resultado desta ques-
lo.Joaiuiin da Sitia Mou'o.
RAPE GROSSO, MEIO GROS-
SO E FIMO.
Viuva Pereira da Cimlia, enea negada
da venda deste rape, avisa i seus fre-
'iie/.es que o deposito se a<'ha prvido de
todas estas quididades, e pie paca mais
romininlidade acaba de cstabelecer um
outro deposito na ra de Apollo, itma-
/m n. 2, onde poderao encontrar lodas
os mencionadas quididades ao prero ja'
estabelecido, de fj(280o gtosso c 900 o
lino, ile iilft'as para cima.
Exposicao uni-
versal ilc Pariz,
01 fiUIA PARA I MA VlAfEM A' EU-.
ROPA PELO VAPOR DE SOUT1IAM-
PTON.
Esle inlere quadra, em que muilas pessoas com o intento de ins-
Iruir-se ou recreiar-se preleudem visitar a erando
evpusieUo de Pars, be eseriplo por uu, di-liui lo l'er-
namburauo, ora resllenlo na capital do imperio frail-
ee/.. Esla guia, nova lio seu genero, necessaria co-
mo be, aos que icnciouain apreciar csse magnifico
bazar da industria humana, porque o rerreio e ius-
inirran que dalo Ihe* pode retallar, tanto melhor
ser aproveilado, quanto mais preparados e avisados
forem os ruriusos e viajaules, para visitar nao s
nrpieila capital romo algmnas nutras ridados por on-
de leein de passar ou Ibes licar a Dio ; lorna-se
igualmente til a ludas as mais pessoas vidas de oo-
lirias proveilosas.pela ufiirina^o iniuuciosa e varia-
da que o Ilustre escriptor aprsenla de diversas ca-
pilar- c cidades notaveis da Euro. Um volume
em broehnra, hem mpresso, e eW bom papel, por
1QC0O. A' venda no Kecife, uas livraria. da roa
da Cruz, dos litros. Srs. Ignacio Francisco dus San-
ios n. ."al, Jos Barboza de Mello n. .Vi, e l.uiz An-
lonio Siqueira, ra -la Cadcia, loja n. 'JO. Em Santo
Antonio, tivrarias da ra du Collegio, dos lllms. Sea.
Iticardo de l'rcilas& C, Jos Nogoeira de Souza n.
S, e Ignacio francisco dos Santos, paleo do Collegio
u. >, e no aterra da Boa-Vista, loja do lllm. Sr. Gre-
gorio A atunes de Oliveira n. "i \.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acliatu-se a venda os novos billietes da
21 lotera do thatro de Nictherox, que
devia correr a 2 ou V do crtente mez :
as listas esperam-se pelo veloz vapor TO-
CANTINS. no dia I ti do andante : os pre-
mios serao pagos logo que se lizer a dis-
tribuicao das inesmas listas,
EDCAC'O DAS FILHAS.
Entre as obras do grande Kenelon, arrebispo de
Cambra), merece mui particular uiencae omiada
da educaran das meninasno qual este, virtuoso
prelado ensilla romo as mis devem edurar suas li-
Ihas. para um dia chegarera a oceupar o sublime
lugar de nuii de familia ; lorna-se por lauto una
neres-idade para todas as pessoas que desejam gui-
a-las no verdadeiro caminbo da vida. Esl.i a refe-
rida obra Iraduzida em porluguez, e vende-se na
livraria da praea da Independencia n. 6 e 8, pelo
diminuto prero de 800 rs.
ACENCfA COMMF.HCIAI..
Christovo (iiilhcrme Urerkenfeld, habilitado
com os conherimeulos pralicos que em malcras de
conimercio lera adquirido dorante mudes anuos,
que as tcm excrcilado ncsla piara como caixeiro,
guarda-livros, c gercnle de negocios proprios c
alheios, oOerece aus negociantes desia e das oulras
praras de Brasil, assim cbmo a oulrai quaesquer pes-
soas, o seu presumo para o firn de dirigir ludo o que
se refere cuutabilidode, como sejam,rever o ajuslor
cuntas de qualqucr uatureza, organisar balanras, rc-
gulansiir liquidaces de sociedades, raleios, regula-
roes de avarias, invenanos o parlilhas ainiu iveis de
qualqucr especie de bens, extrahir coutas cecenles
com juros ou sem riles, por em dia escripturaeoes
atrasadas, lomar conta ne qualqucr nova escriplura-
rao por partida dobrada, mixta uu simples, arbitra-
mentos judiciaes, contratos conimerr.aes de qualqucr
uatureza etc. ele. Encarrcga-se outro sim de diri-
gir qualqucr negocio judicialmente, qur peraulc o
juizo commercial, qur peraule o tribunal do coni-
merciu, em prmeira o segunda inslancia, para o que
lem a cooperaran ,|e um dos iliais habilitados advo-
cados e de um dos mais probos e diligentes, solicita-
dores do foro. Para osle fin lem o aniiuniianle
aberto o sen cscriptorio na ra da Cadcia de Sanio
Anlonio n. 21, onde pude ser procurado das 8 horas
da mantilla as 4 da tarde. (I annuncianle espera
merecer deslac de oulras praras um-bom acolhi-
meiilo, sendo o seu estabelecimeulo da mais reco-
nhecida ulilidade.
Miguel Jos Alves, roa do Trapiche, rasa u
16, habilitado pelas rclaces que lem com diversas
casas de cummercio de livros, tanto ueslc imperio
como uu eslrangeiro, cucarrega-se de mandar vir do
llin de Janeiro, Portugal, tranca e llelgica quaes-
quer cncommeudas de obras impressas ou lytogra-
I Im la-, ulencilios para escriplonoe para ollicinus de
encaderiiaro e Ijlographia, assim como outrosart-,
gis ile coiitmcTcio, a condiroes razoaveis e pela enm-
missao do csulo. Na mesma casa cxislem semprc
os cahalogos mais modernos das melhores rasas de
livros do Kio de Janeiro, Lisboa, Porto, Pars e
Bruxellas.
Em consequencia de nao ler apparecido lici-
tantes as rendas dos predios abaixo declaradas, por
issu vo de iiovamenle ;i praea para seren arrema-
tados em basta publica, na sala das seesoe? do cea-
seibo administrativo no patrimonio dos orphos, nos
lia- 12, 13 c 19 do correte mez, e por lempo de
um anuo, a contar do !. de julbo prximo Tuturo a
30 de junho de IS.Vi, as rendas dos seguales pre-
dios, a saber : sala e luja da casa n. 1 do largo do
Collegio ; ra das l.arangeiras, rasa n. 5 ; ra do
Itangel n. 0 ; ra do Pires n* 13 ; ra da Madre de
lieos ns. 2, 23, 27, 33, .11 c 36 ; berro das Koias ns.
37, 38 e39 ; ra da l.apa n. 40 e 41 : ra da Moc-
il a o-. 45, ill e 17 ; ra do Amotina ns. 48, 30, .">2,
Vi. .">."> e .Mi; roa do Azeite do Peixe ns. "i'J c 2 ;
ra dn Burgos us. 68 e 69 ; roa do Vgario ns. 71,
~-> c 73 ; na do Enranl.imenlo ns. 74. 7.) e 7li. e
loja ii. 7b' ; ra da Senzala Velha us. 78, 7'J, 80 e
SI ; ra da Guia ns. 8.1 e S ; ra do Trapiche n.
8. ; ra de Fra do Porlas ns. 98, 99 e 105 ; sitios,
um cm Paiiiameiriiu n. 2, outro dito na Mirueira
n. 4. Os licitantes com scus (adores, hajaui do
comparecer no lugar indicado, c as 10 lloras da ma-
nhSa dos mencionados dias. O secretario,
Manoel Antonio I legas.
A socieJado que cxislla sol V firma do
Davs i C. cm um armazem de supprimcnlos pa-
ra navios, na ra da Cruz, fui dissolvida amgt-
velnientc no ullimo do mez prximo passado, leu-
do aludo de socio da mesma Win. I.illej Jnior,
licando dila rasa girando debaixo da mesma tirina
do Davis & C. e YY. A. Ilavis rncaircgado da
liquidasSo da mesma. Kecife 12 de junho de 1835.
II'. A. Dati'.
Aluga-se a 105 rs. por mez, urna casaterrea
em Olinda, roa da Bica de S. Pedro n. I, com dosis
portas c duasjanellas de frcnle, tres salas, quatro
quartos, grande cozinha. quiolal grande murado
rom poi loo para a ra, cacimba, estribara para Ires
ou quatro cavallos, e casa para pretos, e lambem se
vende : a tratar com Antonio Jos Kodrigues de
Souza Jnior no Recife, ra do Collcaio n. 21, pri-
nieiio ou segundo andar.
para villa do Pasto dn Camaragib" : a Iralar na ra
da Cadeia do Kecife, loja de ferragens u. 11.
LOTERA DA MATRIZ DA ROA-
VISTA.
Ao*6:OO|eOO, 2:000#1MM>, e I:(>llll.sll0(l.
(irre iiidiibilavelin-ule ubbado, 2' de junho.
O rautelsta Salasliaao de Aquno l'erreira faz
scientc ao espeitavel publico, que as suas cautelas
esto sujelas ao descomo de oilo |ir cenlo do im-
posto da le. Os eos bilheles nteiroe, vendidos em
origioaes, nao soll'rein o descunlo de oito por rento
do imposto geral. Achara ae venda as teguiole
lujas: na da Cadeia do Iteeifc n. 21. 38 e 15 ; pra-
ra da Independencia u. 37 c 39 ; ra do l.ivra-
menlo u. 22 ; ra Nova n. i e tfi ; ra do (Raci-
mado n. 39 e i i ; ra eslreita do Rosario u. 17, e
no alerro da Boa-Vista u. 7.
Bilheles 38800 Iterebe por nlciro fiiOOOj
Meios 29800 com descont 7tai-
Quartea i-lio IrSp
Quinto* l>liill o 1:104o
Oilavos 720 n 6908
Dedillos u'K) o 55o
Vigsimos 320 o )> 91Spl
O referido cautelista t be responsavel a pagar os i
oilo por cenlo da lei nos tres pnnieiros premins
grasnes sobre os seus bilheles vendidos em origi-
naes, logo que Ihe for aprcsenladn o hilhele inlciro,
indo c possuidor receber o respeclivo premio que
nellc sabir, na ra do Collegio ti. 15, esrriplorio
do Sr. Ihasoureiro Francisca Anlonio de Oliveira.
Pernambuco 12 de juniio de 185").
Salitiano de Aunino Ferreira.
!'recisa-se de um rapaz porluguez para caixei-
ro de taberna, que lenha bstanle pralica deste ne-
gocio e d fiador idneo a -ua conducta : quem es-
tiver neslas rirruiuslanei.is, dirija-se ao ptinripio do
Corredor du Sr. Bispo, taberna da Calcada alta.
Precisa-H alugar una csrrava para lodo servi-
ro de una rasa : a tratar em Fura de Porlas, ra dos
(uararapes, casa do piolessur pobliru.
Desappareceu no da l(> de julbo de 1851, do
eimenbo l.ages, o mualo Vrenle, de idade 30 anuos,
lio, (proseara r.guiar, barbado^ cabello no peilo,
denles podres na frenl**, pos grandes. nn as groasae,
be iiuiilu descancadn em ludo, fuma cachimbo, nao
bebe agurdenle, lem manas de feridas as peinas,
mis verguee uas rostas, nariz alilado, cousla ler dito
que havia l'iigtr e sentar praea : quem o pegar, le-
\e-u a mu senhor Marlinliu de Mellu Cavalr.ml, nu
dilo engenlio, ou na ra do Enranlameiilo, taberna
de Manoel Jos de (tiiveira, que ganhar lOOaOh.
A pessoa que diz ler achilo mu Irancclm, sir-
va-se aiiiiunriar sua inorada, ou dirigii-se i ra do
Queimado n. 53.
Joaquim Jos Dias Pereira declara que arre-
matou cm leilan de 9 do correle lodas as dividas
activas que deviam a Anlonio da Costa l'erreira lis-
Irclla, com taberna na ra da Cadeia do Kecife, e
r uivnla a lodos os llovedores ,|u dn,, Ksirella, tanto
da prara reino do mallo, para que veuliam pagar s
ao annunciantc, coma maior pre-lc/.a possivel, alim
dcevilarein maiores despezas, pois proinctlcler toda
a coiilemplieao com os quo forem mais prnmplos
nos seus pagamentos, podendo-se dirigir-se ao au-
uuiicianle, no alerro da Boa-Vista, loja u. 14.
Tra di Concordia, que lem Ubolcla, ullinia casa, com
lodosa*objectos a elle perlencenles,bem assim 2 car-
iocas. ( hus, I eavallo de cama. 1 canoa que pega
um Oillheiro de alvenaria grossa : a casi le:n bom
commodo para dorm.la de caixeiro ecarroceires, e
no quinlal boas estallaras para hois e cavallos
quem pretender negociar Mo inleressanle eslabele-
eimenlo, dirija-seao paleo do Paraizo n. 10.
A abaixo assgnada previne ao publico c espe-
cialmente as autoridades, quo lem de conhecer das
causa que move a seu mando Anlonio Carlos Perei-
ra de Burgos Pouco de Len, que, separada delle,
para Iralar de sen divorcio perpetuo, nao deixou cm
seo poder papel algum com a sua assiguatura, quen
aulorise a fazi r qualqucr Iraosacro, ainda nie-uio a
mais insigniliraiile. A aniuinriaiile loma es"*-prc-
r.iuro por saber da facilidade que lem u mesn M .
em irnilar a sua lettra, e lambem porque pourn an-
tes dclla separar-se, elle leve a ndiseririlo de dizer-
lhe que havia de fazer a venda n que a aiiniiiiriantc
se oppunha, sem precisar de sua assigiial,ura, porque
elle a sabia supprir. Marlapagipe 5 de junho de
1855.Tliereza Adelaiae de Sii/ueira Catalcanli.
Preria-so por alusuef, de um preto esrravo,
que trabslhe em mxneira de padaria : tratase na
ra Direita, padaria n. 79.
Prerisa-se de una ama que saibi cozinbar e
fazer lodo erric.o interno de nina casa de pouca fa-
milia : no largo do Terco n. ',',.
Prccisa-sc de nina ama para Iralar de urna me-
nina: no largo do Terco n. 14.
Anlonio Baplisla Nogoeira vai a Portugal.
Precisase de orna ama para casa de homein
solleiro : quem pretender dirija-se a praea da Inde-
pendencia n. di.
Agencia de passapoiles e folha corrida.
Claudino do Reg Lima, tira pa-sapoi les para fra
c deiiliod.i ifnperio, e folha corrida : na ra da Praia
I." andar n. 13.
Precisa-sc. alugar urna tirela que engomte e
coziuhe, e um prlo que eozinhc e sirva para mais
serviro : na ra de S. tranrisco n. (>8 A.
Quem precisar alugar um andar de sobrado
para pequcua familia : dirija-so ra das Cruzes
numero 22.
Fazem-se bolos deS. Jo.lo : na na do K.ingel
numero 77.
Antonio de Paula Fernn les Eiras pqde ao
possuidor da caria que >e acba no holcl da Europa,
de apparecer na sua residencia, ra de S. Fran-
cisco n. 68 A, ou deitc-a nocoircio.
Ha ra de Agiras-Verds sobrado de
um ailar u. li, armam-se bandejas de
bollos com toda a perfeirade faz-se bollo
de S. Joo.
Precisa-sede urna ama capaz, que saiba cozi-
nhar, para casa de pequea familia : na ra do Ca-
bag, loja u. 2.
Quem liver para alugar una cscrava de meia
ida le, que entend algunia cousa de cozinha c com-
prar na ra, dirija-se aos qualru ranlos da Boa-Vis-
ta; taberna n. I. para Iralar do ajuste.
A pessoa que aiinuncoii no jornal de 8 du'cor-
rcnle precisar de uro sitio perlo da prari, rom boa
casa e baixa para capim, dirija-se ruado Collegio
n. 8.
Ka ra larga do Rosario, casa n. 18, segando
andar, precisa-se alugar um criado para casa de mo-
rosiolteiros.
Arreiid.i-sc um grande silio na estrada de Jo.lo
de Barros, coro sua capella, eom grande casa nova,
com um grande pomar de laiailgciras, duas bar,a.
para capan, um grande vivciro, cenlo e tantas ps
de coqueiros, e oulros muitos arvoredos de boas qua-
lidade* : quem o pretender, dirija-se a Solcda le,
casa o. 7, uo lado da igreja, que achata cara quem
tratan.
O abaixo assignado como procurador do Sr.
Joaquim Marlins da Cruz Crrela, previne a lodas
as autoridades poticiaese capiles de campo que de-
sappareceu de casa dos Sis. I eidel Piulo ijj C. no
dia 7 do correntc^pclas 2 lenas f\.t larde o rnoleque
Jos, perlencciile no incsino Sr. Corroa,o qual lem
o* signaes seaumtes: baixo, groso, pesroro curio,
dade 30 anuos pouco mais pu menos, levou, camisa
de niadapolao, ralra de casemira, e chapeo de pa-
Iha, lem sido enronira lo pi lo palco da Kibeira, por
lauto quemo pegar l.ve-o a casa do mesmo abai-
xo assignado na ra da Cruz n. 22. que ser recom-
pensado. Kecife du junho de 1855.
J. Soiiiii.
($ O Dr. Sabnu Olegario LCsdgero l'inlio,
if rAudou-se do paliieelc da ra dcS. Iriincis-
?v cu ii. (HA, pnra o sobrado de dous nda-
la ro-u.ti, runde Sanlu Amaro, inuodo novo.
I). Iria Francisca de Lima participa as pessoas
para quem rila engmnma, que se mudou da roa da
Boia, para a na da Lapa, no primeiro andar de um
sobrado qoe lelll Ires andares.
(,'u ni precisar de nina ama para inoro sollei-
ro, para lodo oservico dr casa, nao de piulas para
fora,dirija-se ii travessa do Caldeireiro n. ti).
rlexla-feira, 15, as II horas da manilla, na sala
das anJiencias, peraate o Sr. Dr. juiz de nrphaos,
vai o piara de venda un lerrdho ,le marinha na e--
Irada de .MoiorolumlKi. a reqiierimriilo da viuva de *|aTade, lamb m se aljigam cadeiras em grande*
ver auuuiicie.
Aluga-sa una rasa com Ikiiis commodos em
qualquer ra dcsla cidade : quem liver nnmincic
para ser procurado.
O ahaixo assignado deixa, durante sua demo-
ra na Europa, por sen bastadle procurador e encar-
resado de lodos os seus negocios nesla prara, o Sr.
Francisco lavares da Silva. Autjiw: Ignacio de
Medeiros.
O abaixo assignado, vendo annunciada a venda
neslc Diario n. 133 de II do correnle, nina melado
do engcnbo Sibr, de Sania Cruz, silo na fregiuvia
de Ipojuea, declara para evitar] dnvidas < quesles I
futorag, que lem hypolheea taclla e legal, por
cll'eito depenboia e exeeurao que anda nao foi sul-
vida, em urna das inelades do mesmo engenho ron-
Ira o Si. Manoel Marques da Cosa Soares, consenhor
dessa propriedade. Ilerife n de jamba de 1855.
Jas Marques dd jptta Soares.
I'recisa-se alugar duas cscravas : na
i uu de Santa Cecilia n. 1 i.
.MOIill.lASDKAl.llil.KL.
Aliigam-se mobilias completas ou qualqucr liaste
Joaquim da Silva Mourfin previne a qoem
inlercssar possa, qu lodos os bens do Sr. Jos I lias
da Silva, movis, semoventes, e de raz, eslAo su-
geiles ao pagamento rio que elle Ihe deve, pelo que
nao pinico nicsnio aliena-los, e nem de qualquer
forma dispuf delles, rini prejnizo do annuncianle,
que prolesla usar de seu direilo. niiliilicindu qual-
qurr venda nu dis|H)siro des-es bens.
Ser repelido o prsenle annuncio apcz.ir da de-
rlaraeo do Sr. Jos Dias, cm o Diario de honlem,
de nao pretende ven ler seos bens ; porque j ama
vez nao obstante i leuliras ec!arar/>es, elle quizera
C. STARR&C.
respeilosiuncnle annunciam que no seu extenso es-
labelecimenlo cm Sanio Amaro,coulinuain a fabricar
rom a maior perfeirao e pioniplidao, toda a quanla-,
de de inachiiiismo para o uso da agiicullura, vegar,ao r manufaclura; c que para maior cominoiln
de seus numerosos freguezes e do publico em geral,
teem aberto em un dos grandes armazens no Sr.
M.- pula na ra do Brum, atril du arsenal de ma-
rinlia
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dilo sen estabelecimeulo.
Alli echarlo os compradores um completo snrli-
nienlo de raneadas de raima, rom linios o* niclhora-
meiilot alguns delles novos e oiiginaes) de que a
experiencia de muitns anuos lem mostrado a neces-
vender lodos por iulcrvencJlo do corrertor Miguel sidade. Machinas de vapor/de baisa e alia pressao,
Arlares.
O Sr. Mendos.
A Sr.' I. Leopoldina.
O Sr. Sena.
MUTILADO
Torqnalo lleiiiiques da Silva ; lambem so lar., lei-
lao dus movis ilaquellc tinado.
Frilpaaaa ie nina loja de rharnlns com poneos
fondos, e boa ra de negocio, i!i/-se o niolivo e os
inconvenientes que ha para lal Iraspasso : o tratar
na ra da Penha n. 9.
Prerisa-sc arrendar m engenho. preferindo-
se perlo la praea, ou na comarca de Goianna : quem
u livor, dirija-se ra Direita n. Ii, que se dir
quem pretende.
porrocs para baile* e ullicios: na ra .Nova armazem
de trastes do Piulo, defronlc da ra de Sanio Amaro.
Aluga-se o sobrado de Ires andares e solAo da
ra do Vgario n. 18 : Irala-se na ra do Crespo
n. 1G.
Attcne.io.
I. irneiro, sem que em os Bnnuiii'os se livesse feilo
menrao de sen nome. oque felizmente se soube
lempo de se poder olslarpor meiu de um arresto,
que se fez nos mesmos bens.
O acrordao que o Sr. Josa'; Dias (cm^ fcild pu-
blicar repelidas vezes, e ltimamente no Diario de
hnniem, nao privou o aanunriante UaarUo do di-
reilo de haver o que elle Ibe deve; apenas juljou
nao ter sido curial a marcha, qoe seseoutra naexe-
ruc.io de diversos accerdaos proferidos por iinanitni-
,l ule de velos contra 0 Sr. Jo-e Mas, os quaes sob-
sisleni cinsen inlciro vigor, poli que nao foram e
nem podan) ser derosados por esse a que lauto se
soccorra n mesnao senhor.
Nos aillos axlstem doeumentoa algonj do proprin
ponho do Sr. Jos Das ipie deslinem romplela-
incute csie termo de conciliario manila lo publicar
ja lanas veces por rsle senhor.De- n:e.nios aU|os
se evidencia i ir a Sr. Jos Diai realmente devedor
ao .mniinrianle, seuln que quando nin exististe
prova clara cconcludenli', bastaran fado *jue se
deu no ligeiro ajuste, araigavel que precedeu 6
aceao. leudse verilicado logo no romero do mesmo
ajuste sem Irabalbn algum aer eSr. Jos iiias deve-
dor de alguns cantos doris, como minuciosamente
lepozeram as proprias lesleinunhas desse senhor,
Traspassam-se as rhaves di loja de miuilczas da bastara a su recusa cm aprescnlar cerlos livros,
ra larga do Rosario n. ii, com excellente ermaejo que Ibe foram exigidos por il.sfrjr.bos para o ajuste,
nova, prupria para qualquer eslabelecimciito : a Ira- e cuja existencia nilo poda ser contestada, per coal-
tar na me ma loja ou na ra do Queimado u. 30. I lar de oulros livros que a aquelles se rcferiani.
laivas de todo lamanbo. tanto balilas como fundi-
das, carros de nilo e ditos para conduzir formas de
assurar, marbinas para muer mandioca, prensas pa-
ra dilo, furoes de ferro balido para farinha, arados de
ferro da mais approvadn constnirc,Ho, fundos para
alaml ques. crivos e porlas para fornalbas. anana
inlijidade ile obras de fi-rao, que seria eufadonhu
enumerar. -No mesmo deposito existe una pessoa
inlelligenlc e habilitada para rerelicr lodas as en-
coniinen las, ele, etc., que ns anniinciiule. conlao-
. e iparidadede na- olVuniase n*>cbinismo,
e perina i\f seus olllciaes, sc rninpioinrlleni a lazer
exrcolar, eom a maior presteza, poreirao, ,
ronformidade rom os modelos ou doenhe*,f instn
,.n s que Ibes forem foraecidas.
MASSA ADAMANTINA.
Kua do Rosario n. 30, sesundo andar. Paulo l,.jn-
jiioiix, dentista francez, chumba ns dente
massa adamanliua. Esa nova e maravnh
lem a vanlagcm de encbei rm prc
i osa lodas as anfractuosidades do denle, lONylru o
em poneos instante* solidez igual a da i ruina
dura, e permiite resl>urar o denles mais estraga-
dos com a forma e a cor primitiva.
Precisa-se de urna ama forra cu vapliva, que
aiba fazer o serviro diario de urna -casa da pnuea
familia : a Iralar na ra do C )lle:i(y o. 15, arma
Mili.
IIFfilUl


iACIO E PERR&MUCBO. QUiNTA FEIRA U OE JUNHQ-QE 1855.
I
tOLLEOlO PARA MENINOS, KM WA-
J)SBECK, SlliUKBIODEHAM-
l.UGO.
O abano nsignado (em a honra do participar ao
ablico. que muiiou o seu collegio neele uno. .le
Llambuiso pan Wndabei k. o esla .mura habilitado
<1e pe. le aceitar niais aliium p. nsionista. A
sandavel ile loili ih arrabal-
II.imhurso, c a distan.--, laujo penuil-
i ile lo.i.i, a- vantsgan das < i.l-nles Brandes,
assim cuto ella impnssibilia o su/o das dcsv.iiti.i-
Itens para meninos. Ao entrar no collegio os meni-
M Mo deten) ler excedido ;i idade de 1(1 anuos, e
"i.uor cuidado e zelo se emprimara en) favor dellcs.
, i bem pli\sico como inlellectual,
J5"?* linauas modernas, h<-
'"ri-'. historia natural, malhcmalica,
assim cuino os principie para o coinmcr-
rio, oh mis lincnas antigs, sriencia das anlisitida-
des, pli losnplira, etc., cuino prepara para o estndo
na unlvtrsidade. As desprzas do ensino, sustento c
ni portam em 1,000 marcos^-jOOaOO pouro
"' """ "' >"H"-- O pas deverao dar roupa, assiin
romo pisar musir e ensino de dausa, caso o dese-
tm.~C. II olcktkausen.
Este oltpui.i podemos recommedJar is pessoas que
queitam ilar nina erruencao eien-plar nos seus lilbos,
por ser un dos inelliores na Allemanha, eoUerecc-
ino-nos a dar todas as iufnrmacc.es a quem preci-ar
na i ua da Cruz n. 10.
ao muco. i
No armazem de fazendas bara- 5
tas, ra do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, finas e grossas, por
pfeCOI maij baixos do que emou-
tra quaiquer parte, tanto em por-
i'omo a retallio, amanendo-
se ata compradores um so prego
para todos : este estabelecimento
ahrio-se de combinaciio coin a
niaior parte Gas casas commerciaes
inglezas, lrancezas, allemas e stus-
as, paru#cndcrfa/.endas mais em
tonta do que se tem vendido, epor
isto ollerecendo elle maiores van-
lagensido que outro quaiquer ; o
proprietano deste importante es-
la belecimento convida a' todos os
Beui patricios, c ao publico em ge-
ral, para que venbm (a' bem dos
leu interesses) comprar fazenda
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Sanios & Rolira.
CONSULTORIO DOS POBRE
t) l)r. I'. A. Lobo llosco/o d consultas hunieopathiras lodos os dir,s nos pebres, desale 9 hoces da
Mnhaa aleo meio da, e em rasos extraordinario* quaiquer hora dodia 011 Duile.
Onercee-sa igualmente para praliear .ptalqiier operaran de ciruruia. e acudir prompUmentu a quai-
quer inulhei i|iie eslqa mal de paito, e rujascircumstancias nao pennillam paliar ao medico.
SO CONSULTORIO 80 DR. P. A. LORO lOM
5C RA IMOVA SO
VENDE-SE O SEGOIWTE:
Manual completo de me.l.licma homcopatfica tugue?, pelo Or. Mostazo, quairo volumes encadernados em dous e aeompaoliado dr
um diccionario dos termos de medicina, cirurcia, analomia, etc., ele.
eiperimentar a ..nimia de HahncinaoO, e por si mesmoa se convenceren da verdade d'cl : h todos os
ra.endeirosesenbores.leenacnho que esiaolonse dos records,los medies: a todos os espitaos de navio,
qne urna ou oulra vez nao poden, detxar de acudir a quaiquer ucommodo seu ou de seus tripulantes :
"i .'^Vro r \', co.'Z^'r''8 |,0r c,r'-,"nsli,"c'i,5. "ue nem senipre poden ser prevenidas, sao ob,lui-
dos a prestar tu cnnlmenli os primeiros sorcorros en: soas enlermidadcs
O vade-inccum do boincopalba ou IraduccAo da medicina domestica do' Dr Heriti"
obra lambem til perneas que se dedican) ao estado da homeopalhia, um vol-
mc grande, acompanbado do diccionario dos termos de medicina KfOOO
O diccionario dos lemos de medicina, cirurgia, anatomia, etc., ele, encarden-ido'. '. '.
sem verdaeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na nrarada
homeopalhia, o o propricla,,o leste estabelecimento se lisonja de te-Io U I ,^ f"
nincuem duvida boje da erando superioridade dos seus medicamentos. possl-eje
Boticas a 12 tubos grandes............. auiMi
Bolir.is de 2 medicamentos cmslubulos, a 103, 1-23 e l.'vjOOO rs......... ^^
Manol Jos de S Araujo, ledo de ir lazer
nma viasem a Porlosal, deia duran'tc sua ausen-
cia, onrarregado de seus neaocios : em primeiro lu-
gar 0 sen mano |,ui/. Jos de Sa Araujo ; em sesun-
rto a Jos Aulonio de Araujo ; c em terceiru, a
Marorl Nasriinenlo de Araujo.
'LBLICACAO' DO KSTITUTO H- f)
MEOPATBICO DO BRASIL. 1
THESOL'RO HOMKOPATIHC ^
^ VADE-MECLM 1)0 (fa
# HOMEOPATHA. ^
Ditas 3fi ditos
Hilas is ditos
lulas til ditos
Ditas 111 ditos
Tubos avulsus ,
Frascos de meia mica de
linclura.....
Ditos de venlaileira lindura a rnica.
Na mesmacasa ha sempre venda grande numero de tubos
vidros para medicamento*, e aprumpla-se quaiquer
de e por presos mnito roimnndos.
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Teste, iroleslias dos meninos .....
Ilerins, homeopalhia domestica. .
Jahr, pharmaropr.i lioincnpalhica. ; .
Jahr, novo manual. 4 volumes ....
Jahr, molestias nervosas.......
Jahr, molestias da pclle.......
Kapnn, historia da homeopalhia, volumes
Haiihmann, tratado completo das molestias
do.s meninos..........
A Teste, materia medica homeopalhica. .
De Pajolle, doulrina medica homeopalhica
Clnica de Slaoncli .......
CastbiR, verdade da homeopalhia, .
Diccionario de .Nv sien ... .
Adas completo de analomia com bellas cs-
lampas coloridas, ronlendo a descripeao
de ludas as parles do corpo humano .' .
vedeni-se lodos esles livros no consultorio homeopa-
Ihico do Dr. I.oho Moscoso, ra Nuva n. 50 pri-
meiro audar.
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6-COIX)
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lOCtKX)
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i-si7ii1,'''i'i'.,'m"Sea/e,'',er """"eica "gleza a 00
19000 iflMlk, janeen a XI rs., amendoas com
casca ., .,^0 a libra, cafe ,!_ euroro a |60. ario/, m-
K?l5'I,OTW,,,,,'l"i^ '> 320, pas.a,
iii, venas .te esprnnacele americanas a ilt.'O rs di-
S2i i^'"'.0 ""s(ura,1,) ;l 10 a mi ;, cha prelo a
S7" sab3n 1"'H"CU ^0. dito para hartaros a
4tX por ser mullo alvo, cartas de traques a 1'!l
coinma de eucommar a 80 rs. a libra o 28400 i
roboa : na taberna da ra de Horlas n. i.
Vcndem-se dous ptimos iiis mansos
chcaaram do mallo honlem, c um carrelilo na
clicira da ra da l'lorentiua para ver.
rs.,
ar-
que
co-
Vendem-e dous pianos fortes de
Jacaranda construeco vertical, < com
todos os melilotamsntoa mais modernos,
tendo vindo no ultimo nttvio de Ham-
burgo: na ra da Cidcia, armazem n.
ai.
K WAi.llASiA CONTENTOETESOVKAS.
.Na rua ,-,a Ciuleia do llecile n. S, primeiro an-
-iriplorio de Auunslb (. de Abren, rnnli-
e a vender a 83IXX) o par (prero fixo. as j
1 em roflheci las n ivallis de barba
I ''o hbil I ihricante que li i ir. imadu n.i e\, h
i'e Londres, as quacs uleui irareni eitra/.rdina-
:' on. m'.'. i til.'in o.i na a-* .o d curiar;
lendcm-se cum a eondic.l .-. i iu auradando, po-
deres) os roir.praduros devohe s al 15 das .Kpuis
i'.' compra rcsliluindo-*e o iu porte. Na mcsin.i ca-
sa ha ricas lesonrinlias para unhas,. fritas pelo .,,
i'iii al 'icanle
V i't.
Na rua dos Quarteis n.?. acfaarao
os freguezes um com>l u> sortimelflO de
([UadtxH com a competente estampa de
santo com vidro e moldura dourada a
i60 rs. cada urna, adverte-se qttelnto
barato, (|ite para se- acreditar lie neces-
ario vr-sfl : porlanto convida-se aos
freguezes a \irem a loja cima.
^SS^SS:S^:SsSM
& A .S000 iS. A PECA.
Na rua do Crespn. !>, veridem- &
W se peras de caumraia lisa milito (,A
'$) lina com um pequeo toque de ()
,^ mofo, a .").')00(l rs. V
LWDOS PADROES.
hvcellenles sedas furia-cores, indos padrocs, jior
[ireco in.-.is rnmmododa que em oulra quaiquer par-
le : ni rua Nova n." 10, loja fraucia.
PIANOS FORTES.
llrunn l'racger d| Compahia, rua da Gru n. 10
reromraenilain as pewoasdc hora aoslo, sen esculhl-
do sorliiuciiloil.isnolli.ni- pianos, tanto horis.m-
laes como veilicaes, que por sua sl,li,L, ,on,lrucciin
e harmonios vo/es, assiin romo por sua perfe'ila
olo.i de inao se disiin^ueiii. Todos estos pianos sao
por mcommenda, escolhhjos e examinados,
Islii I irres do quaiquer defeifci que encentra
lumias vexua em os pianos fabricados pai.i espor-
lacf".
\ ende -se um escravo pardojoflni.il do niarci-
uoiro, de 15 a 1(i anuos, milito bolilla lisura, sadio,
sen) tacha ..Imuna iue se llie possa por, miiilo oiie-
dienlc e liel, srm vicios, vpnde-se porque ha presi-
cio : na rua do Kaagel n. 21.
De .sIKIO a iOO.sOOO.
He ebegado i piara da Dulepeiidencia n. i e
30, loja de chapeos de Jiuquim de Ohveira Maia,
um erande e vanado sorlimento de chapeos do Chile,
qoe a vista de toa boa qaalidad..... venderse pelo
.ino.niiio prego ile2a000a 2009000, assim como cha-
peos .le raslnr prelos, pardo*ebraocos, compeDoa
raspadi -. copas alias e baiaaV, chapeos de Italia, di-
tos de p.ilh.. loa-ili'ira, iliins amatonai para senlrara,
lilos da palli.i aliena, calos fraocexes e da Ierra para
homens e incnilin, .liios de lustre de copa lia e
para pe Reo, liles para marinheiros, e linal-
menleatn bello lorliuicnto de lodo qu.inlo hr pre-
ia eaioca. e ludo por precos mis razoaveis do
.pie em eolia quaiquer parle.
:Venda-se pipas, barrisvatios c bar-
ricas inlemadas: a tratar com Manoel
Alv (tierra Jnior, na ruado Trapiche
CEMENTO.
Cheguem freguezes ao que lie bom c
barato.
Na taberna que fui do Slalhias, na rua Nova n.
50, tem de lado borne qaralo, bolachinha maleza
milito nova, boa manicio., ingletae fraoce/i, supe-
rior gracia era lela, hlalas, (landres rom ervilhas
a I a-es. e ludo mais por preco que anima aos fre-
guezes.
Vendem-se 40 travs pesadas de luirlo de4fl
palmos para ^.:r no caes do Hamos: a tratar na rua
da f.ailea Vellia ti. 35.
Veo .-se rima armado e duas mesas pxandei
.lepinho. piopri.s para armazem da fazendas: na
rua da Cruz, do llccife n. 1.
Yonilc.se u:na predi que ose. lava, rzinha e
Melkao conciso, claro e seji/ro re cu-
nar homeopalhicamenle todas as molestias
que afUigr.m a especie humana, e parti-
cularmente aquellas que rcinam no /;, a-
sil, redigtdo legando os melhores Irala-
dos de homeopalhia, lauto europeos romo
americanos, e secundo a propria- cjperi-
encia, pelo Dr. Sabino Olegario l.udgero
Pinhu. Esta obra lie boje recouhecida co-
mo a meljior ,lc Indas que Iralam daappli-
cacao homeopalhica no curativo das rnn-
Os curiosos, principalmente, nao
podeni dar um passo seRiird sem possui-la e
coosulla-la. Os pais de familias, i -
engenho, sacerdotes, n ajantes, ca-
pilaes de navios, scrlanejns ele. ele, devem
te-la a in;io para occorref proiiiplaineule a
quaiquer caso de molestia.
Dous volumes em brochura por 1CJOO0
I enradernados IJODO
Vende-se nicamente em casa do autor,
rua! de Sanio Amaro n. G. (Mundo No-
vo). *;
V
f
g
m
o
i
Fovnecimento de carva'o
Ab pessoas (pie se propozerem a sup-
peir de carvao os vapores da mesma com-
paohia, podem igualmente apresentar
sitas propostas no mesmo escriptorio ate
o leietido da 15 do corrate.
J. JASE, DENTISTA, S
0 contina a residir na rua Nova n. 1 ndac a
l'rensa-sc singar urna olaria que Icnha sitio
smo sem elle, perto de embarque : ou dirija-sc esla lypograpliia, que acha-
ra i oin quem Iratar.
O Dr. Ribeiro, mciliro pela universidade de
Cimbridce, contina a residir na rua rio Cruz do P,e-
cif( n. i'.). %< andar, onde pode ser procurado a
ipiilquer hura, e convida aos pobres para consullas
. e mesmo os visita quando as circunstancias <>
exijam, faz especialidade das molestias dos olbos e
ouvidos.
A SANTA CASA DA MISHIUCOIJIA BE
Os ScnboreS proprietarios de predios
cujos cbos sito fot ei ros a'santa casada
misericordia;*e pie pelos numeros dos
mesuios predios e ras onde se acbam
edificados, foram cbamados no mez de
maio ultmo nos ns 112, lio, 114, 11.7,
122, 125 e 124 do DIAH10 DE PER-
NA.MBUCO, para vircm pagur*ao respec-
tivo procurador casa n. (i, defronte do
rrapicbe-Novo, a importancia (pie devem
de loros vencidos, o anda o nao Jteram
por este anmincio prevenidos que a
nao vircm satisazer ate 15 do coi rente,
terode ser chamados pelos seus proprios
nomes aim de nao liaver mais demora no
pagamento.
mtkW DE SEftlRS MAR-
TIMOS irdunisaboa.
Os directores tendo recebido do gover-
no imperial a apprpvacSo dos estatutos,
ciiividatn aos srnliores accionistas para
i'tn reuniao da asscmblea geral tratarem
deiaUsvmcnte sobre a encorporacao da
mesma compa nbia': no dia 15 do corren-
te, a's 11 doras da manlia, na sala da
associacao commercial.
Aviso ao respeitavel publico.
Jo3o Luiz Ferretra Ribeiro, com padaria no largo
de Sania Cruz n. fi, confronte a igreja, alm do bom
p,to o bolachas de lodos os tamaitos, se acha muni-
do de um horneo que enlendo perfeilamenle de fa-
zer halinhosde todas as qnalidades, pastelees, enfei-
ia bandejas pira bailes, amendoas, conTeitos, o ludo
mais de sua arle : por jsso avisa o dono do eslabele-
cimenlo a lodos os seus freguezes, que vende ludo
I or menos preco que em quidquer parle, lauto em
porjAu como a lelallia ; assiin como na mesma pa-
daria se fabrica bolachinha de aramia limito bem
leda, biscoitos, falias tinas ele.
I'recisa-se de urna prela ewrava para ama de
una casa de familia, que faca o Servc-o interno e
cvlerno da mesma, pauando-se-lhe :!20 rs. por dia :
a tratar na rua do Collegio n. 3, primeiro andar.
C;tsa de cotrsignacao de escravos, na rua
dos Quarteis n. 2-
Compram-sc.e rerebem-se escravos de ambos os
para se venderem de coinmis-ao, lano para a
provincia como para fra delia, ofTerecendo-sc para
silo loila a scoiiranca precisa para os ditos cscra\o-.
C0MPANH14 PEES AIBG ANA
VDE HAYEGAQAO COSTEIRA.
1 A direcqo tendo de mandar lazer o
crio e caes no terreno do forte do
MaVtos, convida as pessoas que estejamno
catoNde arrematar as referidas obras, a en-
as suas propostas at o dia l."> do
corren\te, ao escriptorio do Sr. f. Cou-
lon, naVua da Cruzn. 2(i.
I'recista-se alegar algnns escravos, sendo mo-
ijos, sadins e\possanles para quaiquer serviro, pa-
sam-se bem :\quem os liver e quizer aluzarj dirija-
sc rua i FloKeutina n. 30, para Iratar.
DENTISTA.
V laulo tjaignoux, dentista Iranrez, eslabele
lo na rua larea do Rosario n. :>(i, segnado }>
M andar, enlloca denles com gencivasarlilieiacs,
e dentadura completa, ou parte delta, com a f
pressao ,io ar. jg.
Ilusa rio n. 36scsuiido andar. ai
AULA DE LAT,I.
0 padre Vicente Frrer de Albuquer-
quemudou asna aula para a rua do Kan-
fjel n. 11, ondeconlinua a receber alum-
nos intet nos eexternos desde ja' por m-
dico preco como lie publico: quem se
quizer utilisar deseupeqpenoprcstimoo,
pode procurar no s-gundo andar da refe-
nda casa a' quaiquer bota dosdias uteis.
Esl a sabir a luz no Rio de Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
HGSEQPATHa.
EXTRAHIDO DE RUOFF E BOEX-
N1XGHALSKN E OL'TROS,
posto em ordein alpliabelica, rom a deseripro
abreviada de todas as molestias, a indicaeo physio-
loglca e tlicrapeuiic- de iodos os medicamentos ho-
meopathiros, seu lempo de accao e eoucordancia,
seguido de um diccionario da sicniliracao de lodos
os termos de medicina c cirurgia, c posto ao alcance
das pessoas do povo, pelo
DR. A. J; l)E MELLO HORAES.
bubscreve-se para esla ola no consultorio liomeo,
palluco do Dr. I.OHO MOSCO/.O, rita Nova n. M
primeiro andar, por O00 em brochura, e tfcOOO
eucadernado.
CHAROPE
DO
BOSQUE
O nico deposito contina a ser na botica de l!ar-
Ibolomeu Francisco de Snuza, na rua largado llosa-
rio n. Hff}garrafas grandes jj.jOO e pequeas lljOOO.
Ml0 TAME PA A 0 PIBL CO.
Para cura de phlisica em lodos os seus dillcrcnles
graos, quer molivail.i por conslipaeoes, losse, aslh-
ma, pieuri/. escirros de sangue, ilr de coslados c
peilo, palpilacilo no coracfto. coqueluche, hronchile
dor na garganla, e lodas as molestias dos oreaos pul-
monares.
Na rua Bella n. 13, precisa-se de urna ama es-
crava, quo saiba cozinhar bem.
Noria pelo diminuto preco de 2>j00: na ra
ATTEMCAO',
\ eiide-sc superior violto verde de'l.isl,,,... pelo di- ;
minuto preco de Idilio a canaria, e JW -., -,ral, !
assiin como lanibeiu se vende em barri.de i.o en |
pipa : na praea do Corpo Santo, armazem n. 1. jun-
to a loj i ,lc funileiro. J
\ endem-se saccas de milito do Itio Grande do aomma slgom. causa: no Bospirht, secundo ni i-
rua do \ i- !i,u depois da laculdade de Direilo.
Vende-se urna prela boa Lvadeira, c lambem
leozinha : no sierro da Boa-Yla, confronle a tna-
in/. sobrado cinzentn, no secundo andar.
Vende-se por preco cinnmndo nina vaeca pari-
da de pouro- dias : na laberna do Andr, na citcni-
, zilhaila de ltelem.
CIIECUEM A PECHINCHA.
Veinlem-se a Miniado .los compradores ns seeros
existentes na laberna da roa Dircita n.2, das :t horas
da tardo em diantc ; assim como vende-se smenlc
a arnaeiio.
ROYA ESTAHE\n.\.
Vende-se a nova c Icsdimu eslameiiliapara habi-
to dos Icrceirus franciscanos, por menos prccii do
queja se venden : na rua di Qneimada n. 19 j in-
do lambem ha um completoe variado sorlimcnio de
fazendas de diversas qualidades, que se vendem por
precos coiinnodos.
Atteneao.
Vcn.ic-se
f-COMPEAS.
Precisa-sc comprar urna casa lerrea. que seja
boa, no haiiro de Santo Antonio, em boa rua :
quem liver c quizer vender, pode dirigir-se i rua de
Sania 1 here/a n. >>, qoe achara com quem Iratar.
Compra-se urna imprensa de copiar carias : na
rua do Crespo, loja n. 13.
Conipram-se peridicos a :;200 a arroba : no
paleo do Carmo, quina da rua de Horlas n. ta-
berna.
Compram-se travs de embiriba pre-
til com 50 palmos de compritnento e um
emquadro: na rua da Piala, casa ter-
rea junto a casa do subdelegado.
Compra-se prala brasileira ou hespanhola : na
rua da Cadeia do Itecife n. ,ji, loja.
Compra-so tima negra que seja moca, saiha
bem entornillar e cozinhar, assim romo um moleque
de 12 a.14 annos: na rua da Cruz do Itecife, n. Si.
Compram-se palacOcsbrasileirese hespanhoes :
na rua da Cadeia do Recife loja de cambio n. :is.
Compram-se efleclivanicnle trastes usados, c
lambem se Irocam por novos: na rua Nova, arma-
zem de trastes do Piulo defroule da rua de Sanio
Amaro.
Compram-se escravos de ambos os sevos to
12 a 23 Minns.sen.lo bonitas fisuras paga-se bem: na
rua de Horlas n. (0.
VENDAS.
urna taberna bem afregoetada, e com
poneos fundos, na rua Imperial n. 39: a tratar na
Na rua do l.ivramenlo n. (i, (em para vcuder
um Mcel.-.-i.le escavo cozinheiro de massas......,,
copeiro, sem vicitt algum c i.em achaques, com 20
annos de idade, ligur;, a mell.or nesle gener.
C. G. Hess avisa ao respeitavel publico, uuc
lem para vender 2 carros de ', rodas uinmamonle
acallados, os quacs sito domis moderno ruodello, e
solida conslrncrao : us prelendenles poden, exami-
Ba-los na rua do Pires ,,. >>, f.,,,,!,,, ,lo n,e.,nu
MATF.ItlAES.
\ endem-se lijlos de lodas as qualidades, ral bran-
ca e preta, a ra e barro, ludo por preco muilo enn-
modo, e bola-se sem fretc os inaloriaes as obras -
na lrave-sa do Poucinho, indo para a cadeia Pova.
armazem de ualeriaes u. -Jli A.
No aterro da Boa-Visl. n. SO, vende-se, lti-
mamente cltegado de Lisboa, viiihu PUHa^HOa
parrara, dito muscatel de Belubal, euoarrafado, a
81KI rs. batata a 100 rs. a libra, presuntos e chou-
nca a 100 rs. a libra.
Vende-se uma rasa lerrea na roa da Praia n.
)t. a qual lem armazem de carne : na Gamboa do
Carino n. 1K.
Vendem-se 4 escravos mo;os, da bonitas fisu-
ras, entre riles ditas boas cscrawis quitandehras, e de
ptima conduela, por preco commodo ; na iu. l)i-
itita n. 3.
A
Chesaram alinnl rua Nova n. |n loja Cranceza.
lalhns de fil de linho bordados, lomeiras de dilo
brdalas, assiin comu romeiras muilo lindas de rain-
iraia, por |ireco muilo commodo.
FEIJA IDLAT'IHO,
.Nainia do Am.,iin) II. 39, aiin.i/'ein de Manoe'
dos Sanios Piulo, ha muilo superior feijao inulali-
nltocui sircas : por preco contmodo.
ChMes de miro tle ricos padtes por
muilo co ainodo pr(0 : na rua .Nova il. 10, loja
rranoeaa.
FDBO EM FOLHA.
Na rua do Amorim n. 39, armazem de Manuel
.los Sanios Piulo, lia muilo superior fumo eni faina
de todas as qu lli II leu para cliaruiis : pol precos ra-
roaveis.
i Ha rua daa Cruzes n. -21, vndese uma escra-
vende-se um negro crioulo, moco, e sem acha- j va de nacao, de 50 anuos, muilo possanie, que co-
in : na rua da Assumpeao, confronte a rua du No- linhae lava de abilo.e vende na mi
,ueira, casa u. 50.
Vende-se um escravo colinheiro
rua do Collcsio u. Ib.
na loja da
*$>) Cobre pura forro de 20 ale 2i on- (|
^ cas compremos. t
() Zineo para forro com primos,
jg Cliumboem barrinlias.
% Tinta I

branca.
prela
e verde,
botijas.

as <|iuili- $,
m
um e rlous
d- *
Oleo de liuhaQa em
Papel de embrulbo.
Cemento ama relio.
Armamento de todas
dades.
Arreos para
vallos.
Chicotesjvara cano e esporas
ai;o prateado-
Formas de ferro para Fabrica v V.
assucar. ($
Papel de peso infdez
Champagne marea A A C
i.otiin da India, novo ealv
Pudras Velas stearinas.
innosde'abinetede Jacaranda', '
e con todos os ltimos melho- w
W lamentos. M
t) No armazem de C J. Asllcv iu <'.., &j
^ ni rua da Cacfein. f |
SYSTEMA .MLDICO DE liLLOWAY!
# Pia
A la mode.
Acaba de rhegar nma cxrejlenle f.izenda denomi-
nada clialv. de lindos nadroes. P yv.t preco mais
commodo de que m oulra quaiquer parle :na rua
Nova n. 10. loja trancen,
(S1?? Vende-se uma casa lerrea na rna do Colo-
illiii. vello, vende-se melado ftn (oda' romo cen-
\ or ao comprador: a tratar o ajuste em casa de
Gouvci-i cv l.eile na tita do (Juciinado, armazem de
fazendas u. 7.
Vende-ge wu,i raa lerrea. sita na rita Velha
da Capiii)=a,*cnm 32 palmos de frenle, chaos pro-
prios, rom cacimba de boa asua : a Iratar na mesma
cas;: rom o Joilo, marcineiro.
/g. I Wnde-se nma rasa de laipa. e rede-se a posje
VS>.i l de IV) palmos com um terreno ao lado da mesma ca-
sa, rom rvnredvs de frtelo, na rita Imperial, Iri-
S[|vc t$ mesma casa, on na de n, 12il \.
Wf\
ila pieliiorcpiiilidade, e cheryado uo ulti-
f& rao navio de ilamburgo: vnde-se em
ila, na rua da Cruz n. 10.
CEEM0-R01A\0
0 39 a.
Confronte ao Rosario de Sanio Antonio, val de
aovo no prelo para avisar a seus freguezes e ao res-
petave! publico, qoe he cbesa.lo o s. Joo, e por-
lanto he preciso hahililarem-se lie hallas de estallo
ou amendoas para as mesmas, do que elle maisque
ninsuem se acha soilido, assim como diversos cho-
colates franceses, e para mais de 20 qualidades de
bollos |iara c!i;i, e precos razoaveis.
Vende-se uma baladra' grandes confronte ao
I!osario n. 39 A.
Loja de lodos os santos, rua do Collegio
numero 1. ,
Na mesma loja cima, ainda tem para trocar por
metade deseo valor estampas de santos e sanias, em
poni grande ; a ellas antes que se arahem.
Vende-se una |iorc io de lafels de lifliTcn-
tes cores, por preco muilo baixo, por testaren) prin-
cipiando a mofar : no aterro da Boa-Vista loj.
numero 18.
Ai sjjjnhorcs <|uarto annistas.
Adiase i venda pelo pceo de ^, na rua do Ca-
bulla ti. \, loja de ourives, Insiiiuii'es de Direilo
Civil Lusitano, por IV sboal Jos de'Mello, Iraduc-
Slo de Manoel Corroa Lima.
mimm E GRADES.
I ni lindo e variado sirlimenlo de modellos para
varaodt* e gradaras de gostd modernissimo : na
fundicao da Auiora, em Sanio Amaro, e no deposi-
to da mesnia, na rua do Brum.
PLELAS iiolloway
Eslc incsliaavcl especifico, coniposto inleiramcu-
1c de bervas medicinaes, nao conten mercurio, nem
oulra alguma substancia delecterea. Benigno a mais
leura infancia, e a cotnplei^ao mais delicada, be
igualmente piumplo c seguro para desarraigar o ma-
lla compleicao mais robusta; lie inluiranienle inno-
cente em suas operacese elleilos ; pois Dusca 'c re-
roove as doeucas de quaiquer especie e grao, por
mais antigs e lenazesquesejam.
Entr tnilharcs de pescas curadas com eslc re-
medio, mili las queja estavam as portas da morle,
pciseverando em seu uso, conseguirn) rerohrar a
sadc c torcas, depois de liaver tentado iiiulilmeule
lodos os outros remedios.
As maisallliclasno devem enlregar-sc desispe-
racao ; lacain um competente ensaio dos cllira/.cs
elleilos desta ai-ombrosa medicina, aprestes recu-
peraran o liciielicio da sade.
-Nao se perca lempo cin lomar esse remedio para
quaiquer das scguinlessnfei'inidadcs:
Accidentes epilpticos.
Alporcas. t
Auqiolos.
Arelas nial 'j.
Asuma.
Clicas'.
Convulscs.
Debilidade ou exlenua-
efia.
Debilidade ou falla de
forras para quaiquer
cnusa.
esiuleria.
Dor de garganta.
K de barriga.
ic nos rios. ^
Dures* no Nenlrc.
Enfermidsdes no ligado.
venreas'
Enxaqueca.
llervstpela.
te bies biltosis.
itilcrmilUnlcs.
Pebre lodji especie.
Gola
lleinuri Itoidas.
llydropisia.
Ictericia.
Indigcsltfcs.
Inl,niiniarts
Irregularidades da tnens-
Iroaclto.
Loinbftgas de loda espe-
cie.
Mal-de-pedra.
Manchas na culis.
rtbslruccio de ventre;
Plilhisica ou consuiiipcilo
pulniunai.
Ileleneao (l'oiirina.
liiieiim, lismo.
SvmpUMBas seriinJarios.
Temores.
tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal
Veudem-se estas pilulas no estabeiecmienlo sera
de Londres, n. -li'i, Strand, e na luja d lucios os
boticarios, drosuislas e oulras pessoas eurarregailas
de sua venda em tuda a America do bul, llavana e
ll< spanha.
Veude-se as bocelinhas afcKH) ris. Cada urna del-
Uu conten urna inslmcefio cm pojrtngOM par. ex-
plicar u modo de se usar d'estas pilulas.
O deposito geral he cm casa 'Uo Sr. Soum, phar-
raaceutlco, na rua da Cruz n. 22, em Pcrmtm-
buco.
FIZENBAS BARATAS PARA
scac&barcom
Brins .Iranfados de puto linho, de minio bonitos
padrees a 60!) i-, a vara, ditos brancos a 7011 rs.,
nansa amarella da India a 300 rs o covarto, seltne-
1 is de cores para calcas o palitos, de muilo bonitos
padrCes e cores lixas a 300 rs. o eovado, corles de
muilo bonitas casemiras a SOOO, casemira preta
milito lina a iKMK) u eovado, merino prelo muilo fi-
no a 3O(IO o evado, damasco inslcz de lita sem mis-
tura de atgodi' a 500 rs. o eovado, chales de chita a
Mili, ditos de algoilo de bonitos padres a ti'ill, cha-
ncos de sol de asios de haleia a JOOO, ditos de as-
leas de junco a 1NIIK). chapeos de sol de seda para
enhora, rasemts muilo superior a SjbO, chapeos
pretos francezes, fazetpla muilo superior e do mais
modernissimo gusto a t'oOOO, lene, s de seda com
franjas a 2^200, dilos de seda e "alsodao lambem
com franjas a liO, lencos dse a para alibeira de
bonitos padres a IftiOO, dilos dP eambraia de linho
a (001.., ditos de eambraia a 320, ditos de cassa
pintados a 20(1 ;s., meios chales adamascados, bran-
eos, de cassa a 320, grvalas de seda fi'iOe IJOOO. di-
las prclas de selim a 1SKX), corles de colleles de se-
lim bordados a ;-': O, dilos de fu-lao, fazenda supe-
cor, a 19000, chales linos de merino e bstanle
srandrsaSNKK), daos de seda muilo boa fa/.en 1,1 a
i'-iMK), corles de vestidos de seda cs'coceza de bo-
nitos pndrrs a lijOOO, dilos de seda lavrada. muilo
ti isa Sr-lilX), selim preto de Maro a l-IHK) o co-
crlcs .le vestidos de eambraia de litterentes
a 4800'h boneles para meninos a (00rs.,sns
pensnos /nos com Aos de seda 3 200 rs. o par,
incias de sena brancas para senlior, (azerda supe-
rior, a 1JH500, lu\as de seda de lodas as cor. s c sem
defeito algum a I9OOO0 par, 'litas pretas de loreal
com borla, fazenda muitissimo h 1.1. e chegada. ulli
ament do Lisboa, pelo barato preco de l>fl(Kl o
: r, meiasbrancas de algodao, fazenda mullo lina.
liara seuliora, a i'.HII e 00 rs.. o par, dilas para me-
ninas a 200 is.. dilas para meninos 1160 f. o par,
meias prclas de algodo para seidiora, muilo boa fa-
/.enda c sem deleito algum a 200 r. o par, ditas
pitias paia lioniem a 160, superiores maulas de reda
para seiihora S 59300. camisas de meia para bomem
a 800 rs., prlncez. muiliuimo lina a litio rs. o eova-
do, lila prela, fazenda superior, a o2"t o eovado, co-
bertores de algo lao para escravos a 700 rs. cada um,
benitos cha les de algodo e seda a I96OO, grvalas de
a-sa a 200 rs.. luiin de linho de quadiinlios-a 240
rs. o eovado, lindissimos curies de v< slidos de cassa
com barra a 29000. mndapolao de todas as qnli.la-
les. cintas linis-unas. slsodflotinbo liso e trancado,
algodao llanca lo azul, brins lisos (nissunos e Otis
is, lencos muilo linos de ganga encarnada para
labaco, dilos da fabrica, liarla de lodas as cores, al-
-oilaozinho proprio para -arcos por ser bstanla eu-
corpado, e alem ileslas oolras ihnilisimas fazendas,
que se venden moilo mais I,..ratas dn que em oulra
:pi;!ipior parle. Esla loja foi arrematada cm praea,
a dinheiro a visla, c romo r,;-. arrematantes tenham
de acabar com ella, rogam aos amantes du boiu r ba-
lo que aproveilem aoccasto, qoe deUas pecbinene*
ippaiecem pencas vezes e depressa taacabara: na
rua il Queiniailo, iiosqualro calilos, loj 1 de rsen-
las 11. -2>, defronle do sobrado amarello.
Vcndem-se 2 esrravos mocos, ptimos para to-
lo servico, e uma boa cscrava .pnlaiideira : na rua
L)ii cita 11.3.
vendese superior cemento romano, em barricas
d 10 arlabas, por preco mdico no escriptorio do
Eduardo II. Wjatl, rua do Trapiche Novo 11. IS.
WEIAS DE LAA COIVIPRIAS,
vendem-se na rua do Crespo n. 17.
Na casa de llebrard ; Klandin, rua do Trapi-
che Novo n. 22, vende-se aceita doce franco/ de
1 lasniol, verdadeiro salame de l.von, muilo fresen,
assim como viniio de Bordeaos, champagne, cognac,
ludo por prora razoavt I.
A BOA fAHA
Vendem-se carleiras proprias para viasens por e-
rem todos os ni i mijos nece-sarios para barba, pelo
haralis-iino preco de :-.">U;i, reloginhos rom mostra-
dores re madrcperola c porcelana, cousa muilo deli-
cada para cima de mesa a 40000 cada um, toncado-
res com columnas de jacarando e com encllenles
espelbos a .'INHJO, ricos toucados para .enhora a
IJI500, n.piissinios leqnes con lindas e linis-imas
pi.Huras a gOOO eCfOOQ cada um, vollas pretas |tara
lulo com brincos, pulceiras eallinele, fazenda mui-
lo superior. a*4j00, dilas mais ordinarias a 1-yXH),
tntenos c arceiros de porcelana a ."jOtl rs. o par, pa-
litos de l.la de muilo bonitos gostos e com guarn-
coes, para meninas e senhoras a :l-ooo. riquissimai
caisas para rap de diversas qualidades a (iil), IQOOO,
I95O0 e 29000 cada una. Brande sorlimcnio de ucu-
los de arniacao de aro a 800 rs. u par, cara pura- pm
todas, muilo linas, para boinein .. SO, meias milito
linas e piuladas para limem 320 o par. penles -
iii--niiis de lartarusa c de muilo bonitos goslos a
;>00, 59000 c "0..00 cada um. bandejas linas de
varios lmannos de iMXIOalO ,">000cada urna, meias
de laia para padres, o mellior que hepossivcl liaver,
pelo-barallssimo p.eeo de jO o par, luvas de se-
da de lodas a. core-, fazenda muilo superior e sem
ilcfeilo du qualulade alguma, para honieiit cseiiln.ra
a 19200 o par. grvalas de seda de muilo bous sos-
tos. |,e| barato preco de I5OOO cada una, riqusi-
mas franjas brancas c do cores, com borlas, proprias
paia culi,nados, escovaa muilo finas para cabello e
roupa. estampas de sanios em fumo e coloridas, e
alem de ludo Uto otilms muilissimas colisas, ludo
de muilo goslo e Imas qualidades : na rua do Qnei-
ma.lo. nos quairo cautos, loja de miudezas da Boa
I-ama 11. :!:!. Esla loja lie bem conliecida porque
sempre Venden ludo mnis baralo do que em oulra
quaiquer parte, e mesmo porque sen.pie se echa
surtida, do utn ludo quatilo sC procura.
Veiiilcni-e 2 esrravos crioulos de honilas fi-
sura, sendo uma pcrila ensommadeira, coziheira e
doeeira ; e oulra que roziulia, lava, he ptima qui-
landcira : na roa de Moras n. (JO.
r
a
ca-
bellos,
elsticos, lisos c entonados, por metade de seu va-
lor : vendem-se na Iravessa da Madre de Dos
n. 10.
unm c
.
Pardos de :i arrobas, de lodas as qualidades: ven-
de-se 11T1 armazem do osa, na Irav ssa da '.ladre de
Dos n. I9 -"
Cera de carnauba.
Vende-se 3a rua da Cadeia do Recife 11. !'.), pri-
meiro andar.
DEEffl ATTENCAO" AO BARA-
IE10.
Na taberna que foi do Malinas, na rua Nova 11.
50, vendcin-sc por muito commiulos preces, lalvez
por menos do que em oulra parle, mullos elleilos
perlencenles lab.rn .: superior viulio Champagne,
Bordeauz a 320 e 400 rs. a garrafa, dn Porlo moilo
velho, engarrafado, a f.HO rs.. cha do Kio c da India
muilo bom. passas, chouricas, presiinlo-, velas de
espermacele ai.ii/as e americanas, dilas de car-
nauba pura, vio tu. blanco e tinto .le Lisboa, en-
garrafado ede muilo superior qualidade a -JSO, quei-
|os Jo reino minia IV, sea. s. sag, cevadlllha, eslrel-
Itiih.i, fugo da India a Sebastopol, saldinlia de Nat-
os, viril.....inscatel iimiln superior a 5G0agarrafa,
rli.irulos da Babia; re veja, bolachinha de aramia e
oulras limitas cousa-. como lieoresfrancez.es, .ahilo
liranco do Itio, doce de goiaba bom e de relea 111-
gleza, resinas de papel de boa qualidade, ele. ele.
Ni palca do Carino, quina i\,t nu de Horlas n.
2. vendem-se linuuieas do serian a 250, chombas a
550, nozesa 10!) 1 .. loitriuho de Lisboa a 320, de
Santos a lO, pasas :, :,;o, cita a I9C00, 29000 c
29">C0, dito pi 'o a j-j.Ml. traques feries a 1O, man-
lelga .1 60, 80 ), 880, 900 e IJJ200, bolacbinhas Na-
poleo, a 180, d .ce serco de caj a 480, de goiaba
em eatxoesde mais de ."> libras uBOOrs., amenas a
160, somma a 80 rs., farinha de Marattbao a 160,
nevada a 220, alpisla a 200 rs.. azeile doce a 720, di-
lo de cartapato a 250, breu a 70 rs. u libra.
---------------------__---_
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Santo Antonio livrando sen pai do
lilinlo.
Riquissimo drama original de A. \. I". A., aeres-
cenlado com ditas pralras sobre vid. 1 c morle do
Sanio, compealas por Francisco .le Frailas Uambea,
e primorosamente ptegadas por dous dos seus disc-
pulos de menor dad*. Arha-se a venda na olllcina
de cncailernacito do Padre l.emos, no largo do Col-
legio, pelo preco ,le 1;000, Muda impresso, e em
muilo bom papel.
PAHO DE LINHO E TOALHAS
\1NDAS DO PORTO.
Vende-se panno de linho de todas as qualidades ;
losillas adamascada, para mesa, de diversos tama-
itos ; .lilas icolxiadas o lisas para rosto, por preco
commodo : na rua do Crespo, loja da esquina que
volla para i Cadete.
FAZENDAS DE GOSTO
PARA VESTIDOS DE SKMIOlt.V.
Iiidian.-i.de quailrns muilo lina e padres novos ;
corles de las de quadros c llores por preco commo-
do : vende-se na rua do Crespo toja da esquina que
volla para a rua da Cadeia.
Vcndem-se saccas com farinha a 4."*000 rs.. di-
las com arroi 1 ',- I ii rs. : no caes da Alfandega ar-
mazem de Antonio Anncs Jacomc Pires.
aceas com fartnha.
\ rudein-se suecas com supet or farinha
da Ierra, nova, por menos |irero do que
em otitra quaiquer parte: tratar no
trapiche do Pelourinno, ou na leja a. li
da rna da Cadeia do Heci'e, eiquna do
Hecco-Largo.
A l'KCHINCHA.
Esl se acabando; ceblas de Lisboa ebegadaslti-
mamente a 390, Wl, 600 rs. o eento. e muilos ou-
tros seneros pm precos muilo rnzoaves! no aterr
da Boa-Vista n. 8, defronle da boneca.
Vende-se um Cabriole! e dous cavallo-, ludo
junto ou separado, senda os cavallas muilo mansos c
muilo oo-liinados cm cabriole!: para ver. na co-
ebeira o. :, delronle da ordein lerteira de S. Fran-
cisco, e a Iratar com Antonio Jos Itodrigues de Sou-
za Jnior, ni rua do Collegio 11. 21, primeiro uu se-
gundo andai.
TENTOS
PABA VOLTARET.
\ endem-se na rua da Cruz 11. -iri, primeiro andar
lindas raivas envciuisaiias, com lentos para marcar
ego de vollarcle, por preco moilo cotnniodc.
A t te nra o !
Vende-se saperior fumo de milo, segunda e capa,
pelo haralissimo preco de :jj000 a arroba : na rua
Dircila n. 7 Potaua. 1
No anliso deposito da rua da Cadeia Velha, es-
criptorio n. 12, vende-se muilo superior polassa da
Russia, americana e du Rio de Janeiro, a precos ba-
ratos que he paia fechar conlas.
Na 111a do Vigario n. 1!), primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sirs para piano, violfio e flauta, como
sejam, quadrillia.-., valsas, redowas, sclio-
tickes, modinha tttdo inodernissimo ,
cltegado do Kio de Jp-ieiro.
Vendem-se ricos e modernos pianos, recenlc-
menle cllegados, de excellenk-s vozes, c procos cum-
io o.l s em rasa de N. O. Iiiebcrc\Companhia, rua
ila Cruz n. 4.
A Boa lama.
Na rua do Queimado loja de rmudeEai
da boa lama n. 33, vendem-se as miudezas baile
mencionadas, e alem dessas oulras muilissimas que
avista dos seus precos muilo baratos, nao deixam de
lazer muila cotila aos amigos do hom c baralo, as-
sim como hoceleiras c mscales: linhas de novellos
ns. M. U c 70 a IHOOa libra, boloes para cainia
a IGOii groza, lilas ,le Imito brancas a 50 rs. a po-
;a, liiihasile rarrilcl de-iO jardas den. 12 a 120a
id rs. o earrilel, coWeles francezes em carines a
SO rs.. buhas de pozo a 100 rs. a meadinha. dilas
moilo linas para bordar a 160 rs filas de seda la-
vra las de lodosas cores a 120 rs. a vara, linhas de
marrar azul e encarnada muilo linas a 280 rs. a
caiuuba com lli novellos. .lilas mais grossas a II!)
rs., lapis liutis etiveruisadosa 120 rs. a duzla, dilos
mais ordinarios a 80 rs. a duzi, dedaes para senho-
ra a 100 rs. a dozia, caisas para costaras de sc-
nhora a 2JJ000, 39000 c 330O, ditas para jotas a
.100, 200, 120 eKOrs.. braceleles encarna los a 00
rs., peonas d'ar muilo linas a 640 rs.a groza, pa-
litos de rogo a 50 rs.a duzia de macinhos. capadlos
pintados a 640rs., bcngallinliasdejnncorom bonitos
r.isloes a -kKI rs., penles para .dar rabillo a I; ,KI
a duzia, papel aliuaco muilo bom a 25oOH a resma,
dilo de |iezo paulado a 356OO, mii;anas miudlanas
a iO rs. o maco, ditas maiores e de loda. as cores a
120 rs. o maco, suspensorios a 40 rs. o par, grampas
a l/l 1-. o massinlo-, alliuelesa I(K) is. a caria, pe-
dias para cscrevera 120 rs.. boloes linos pan calca
a -280 rs. a sroza, brinquedos para-meninos a 5(0
is. a camua, meias brancas |,aril jetibora a 210 rs.
0 par. lavas de loreal fazenda superior e coin borlas
a 800 rs. o par. dilas de algodao. brancas, para ho-
mem a 240 res o par, racovas linas para denles a
100 rs.. rulberes de metal para sopa a 640 rs. a
duzia, espelbos i.....1 molduras domadas) fazenda su-
perior a 120 e 160 rs.. espelhos de capa a 800 rs. a
duzia, lesonras ara costura a IJjOOO rs". a duzia, ca-
mvi le de 2 tullas para aparar peonas fazenda su-
perior a 210 rs., luvasde serla prelascom fulmas de
cores a 500rs. upar, dilas de alsodao de cues mili-
to linas pura bomem a 400 rs. o par asullieiros de
melal com ngulhas cousa superior a 200 rs. torcidas
para c.utdieiro do numerorjue o comprador qitizei
a 80 is. 1 duzia, finlasd.ruiades para calca e collele
a 120 rs., penles de balis, para alizar a 2S) rs., dilos
hnissimus para atar cabello a ia2H0 rs, esporas finas de
metal a 800 rs. o pac, chicles linos BoW'C I>1>00
rs., abnlnaduras para rolletes coua superior a 'iOO
-JOO, Rl e 8lRrs tra-icellins debarraclui para te-
lo-ios a 100 e 160 rs., canillitas coin superiores gu-
illas francezas a 200 ts meias de seda piuladas pa-
ta rnaiic.-isde I a 1 annos. a I1J600 rs. o par, dilas
piuladas de lio .la Escocia de bonitos padrocs a 240
e 4011 rs. o pac. trancas de seda de lodas as cotas. B-
las Bliissimas de lodas as cores, biquinhos de algo-
dao e de linho deriionitos padres muilo finos, le-
zouras o mais lino que be pussivcl enconlrar-se e de
lodas as qualidades. luyas c meias de lodas as qua-
lidades. e oulra, niuitis'imas colisas, iodo de moilo
goslo e boas qoalidades epor preciuhoi qu muilo
asradam. Esla loja he bem conliecida nao s por
'ender sempre ludo mais baralo do que un oulra
quaiquer parle, eomo lambem ser nos quairo cantos
adianto da loja do Sobrado amarello, e para mrlhor
_er eoiihecida lem na frente una taldela rom a boa
tama piulada.
Cipas de panno.
_\ endem-se capas de panno, proprias para a esta-
tu presente, por commodo preco : na rua do Cres-
po n. C,
Grande sortiinentQ de brins para quem
quer ser g menlio com pouco dinheiro.
Vende-se brim trancado de listras e quadrps.dc pu
ro Indio, a IS(K1 rs. a vara, dilo liso a liO, ganga
aiifsrclla lisa a 860 o eovado, riscados escores a imi-
latao dera-emira a :k;(Jo ruvado, dito de nlio a
280, dilo mais abjuxo a ICO, caslorcs de lodas as co-
res a -SKI, 2'it) e 320 o eovado : na rua' do Crespo
n. O. '
COM PEQUEO TOQUE DE
CASEMIRA PRETA A 4*500
CURTE HE CUiJi.
1 -o na rua do Crespo, Iota d'.I.
Vendem-se na rua do Crcsp
v.dla para a 1 ua da Cadeia.
lojad
* esquina que
ATTENCO.
-Na na do lrapK-l. 54, l,a p:a
ven,,.-, b.,n,s de fe.ro erinelieamenle
-chanos, proprio pata deposito de Ir-
se* ; estebams s.,,, ,,, meJliore (tt.e se
lemdesoaberto para ete l, p0,- Ino
eNlialaien.omenorel.,,,,., niienas,,,-
/-ani 10 hbras, e.cuslam o diminuto pe-
ro de V.S00.*. eadaum. P
COGNAC VERDAD^]no.
Vende-se superior cosnac, cm garrafa., a 128000
a duna, e l3-JH0 a garrafa : ,a ,|s XanoeirTis ,,
A primeiro andar, defroule do Trapiclie Novo. '
FARINHA DE .MANDIOCA.
Vende-se superior taaba de mandio-
ca, em sanas que tem um alqueire, me-
dida velha, por preco commodo: no
arma/.ens u. 7>, 5c7 defronte da estad 1-
nlia, e no armazemde'ronte da porta da
alfandeffa, ou a tratar no McViptorio de
Nova.s A <]., na rua do Trapiche n. 3>,
primeiro andar.
Chales de merino' de cotes, de muito
bom gosto.
Vendem-se na rua do Crespo, loja .la esquina que
volla para a cadeia. M
DEPOSITO D\ fMK DE TODOS
OS SANTOS DA BAHA.
Vende-se era casa de N. O. Bieber &
C, na rua da Cruz n. i, algodao (ran-
eado daqnella fabrica muito proprio pa-
ra saceos de assucar e roupa para escra-
vos, por preco commodo,
Em casa de J. Keller&C, na rua
da Cruzn. ">.") ha para vender excel-
entes piano* viudos ltimamente de Ham-
burgo.
Vende-se ma balanra romana rom lodos os
s.us perlciiccs.em liom uso e de 000 libras : qoem
preleuder, dina-se rua da Cre, arina/tm 11. 1.
Moinhos de vento
'ombombasde repuio para regar borlase baixa,
dccapim.nafuudiaodeD.W. Bowman : ua rna
do Brum us. 6,8 e 10.
Taixa part enge-nho.
Va fundicao' de ierro de W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua liaver um
completo sortimento de tai\as de ferio
fundido" e batido de' 3 a 8 palmos de
bocea, asquaes acham-se a venda, por
preco commodo c co;n promptidao' :
embarcam-se ou c;;rre;am-se em carro
sem despeza ao comprador.
Superior vinho de champagneeBor-
deaux: vende-se em casa de Scbaflii-
tlin & C, rua da Ci ir/, n. ."58.
Vendem-se em casa de S. I. Joh.is-
ton & C., na rua de Scnzala Nova 11. -i 2.
Sellins itglees.
Itelojjios patente inglcz.
Chicotes de carro c de montara.
Candieirose castt\aes bronzeados.
Chttn'iboem lencol, barra e mimicao.
Fu relio de Lisboa.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiro ede vela.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de >;ra\a n. 97.
s
POTASSA BHASI LLI HA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada 110 Bio de Janeiro, clie-
gada tecentemente, recommen-
da-se aos senhores de engaitos os
seus bous elfeilos. ja' e\peiimen-
' tados: na rua da Cruzn, 2, ar-
^ muzem de L. Leconte l'eron d
1^) Companhia.


Alsodao de sicupita a 2>">00 c 3^ : vciulo-sc na
rua do Crespo loja da esquina que volla para a ros
da Cadeia.
Alpaca desela.
\ endose alpaca de seda de quadros de bom colo
a 720 o royado, cortes de 1,1a dos inelliores Oslusque
leo, Mudo no mercad., a .5JOO, dilos de cassa cltila
a IjhtlO, sarja prela licspanliola .1 2JM00 e 2200 o
eovado, selim preto de Macn a 25-tKI e :l00, citar-
dannpos atlamasrudos feilosem (iuimara.s a '196(10
CHALES DE LAN E ALGODAO,
ESHOSAKOORS.CADAni.
\ endem-se na rua do Crespo loja da squitia que
volla para a rua da Cadeia.
COBERTORES.
Vendem-se cobertores escuros, crandes c peque-
nos, a 1-200 c720 cada um : na rua do Crespo n. 6.
, COSTES DE CASEMIRAS
DE CUBES ESCURAS E CLAKAS A 3000.
\ endem-sc na rua do Crespo, loja da esquina que
Ha para a rua da Cadeia.
J
# Deposito, de vinho de cham-
pagne Chateau-Ay, primeirqua- v
iidade, de propredade do conde &
te
[)topri
Marctiil, rua da Cruz do Rc-
(l*. ci'c 11. -2(1: este vinho, o tnelhor
^ de toda a Champagne, vetide-
v a "n.','!)00 rs. cada caixa, acha-:
tilicamente cm casa de L. I.
w cotnte Feron & Companhia. N.
i! 4. _-.._- _____l_. f
se
se
Le-

B.As faaixas sao mareadas a fo-
;;oConde de M.ircuile os ro-
ffe lulos las garrafas sao azues.
Deposito do> cluicolate francez, de uma
das mais acreditadas labricas re Pars,
em casa de Victo Lasne, rua da Cruz
n. 7.
Kvlrasupcrior, pura baunillta. I|998
Bslra lio", l.aunillia. i-i.imi
Superior. i-jji
Ouctn comprar de 10 libias para cima, lem um
alale de 90 % : venda-sc aos inesmos pn-eos e con-
dii.ies. em casa do Sr. Ilarrelicr, no alriro de Boa-
Vis|a n. ."i2.
Venae-S ac em ennhetM de um qninlal, por
preco muilo commodo : no armazem de .Mr. Cal-
moni ii Companttia, praea do Corpo Sanio n. 11.
Riscado de listi as de cores,
V'cnde-se etccllciile taimado de pinito, lerrtt-
Icmenle checado da America : na rui de Apoll
trapiche do l-erreira. a euteudcr-so com oadminis
rador do mesmo.
AOS SENHORES DE ENGENO.
Reduzido de 640 para 500 r. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stojle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vanlagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas ce l
fibras, junto com o melhodo de emprc-
ga-lo no idioma portuguez, em casti de
.N. O. Bieber d Companhia, na ruada
Cru/.. n. i.
\ ELLES, ANTES QUE SM AC.VBEJI.
Vendem-se cortes .le casemira dc.bom Rosto a 25,."i0
I? c 55000 o corle ; na tua do Crespo Ir. 6.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
.Neste estabelecimento .continua h ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taix'aS de Ierro batido
c coado, de todos os tamauhos. nara
dito. '
Vendem-se no armazem n. 60, da rua da Ca-
deia do Kecife, de llenrj Gibson, os mais superio-
res relosios fabricados cm Inglaterra, por precos
mdicos.
osaeSs-
ESCRAVOS FGIDOS.
(.luinla-feira ( tocorrenlcdcsap-
pareceu da rua daQoeintsdoe. 17,
escravo Aulonio,de na^ao.querepre
senla ter io anuos poucu mais ou me-
nos, com os sinacs.e2uinle : falla-
do denles na (reaM c nnutaicatriz
no rosto do lado direilo, alguns ca-
bellos hranros, e lem 110 braco cs-
quer.lo quasi ao [ do hombro um cnlombinlto do
tamaito de uma pilomha ; suppoe-se que foi vesti-
do ciun calca de casemira de qaadros ou de algodo-
ilnlio do lislras c camisa de tlgodo Iraitcndo tran-
co, be roslumado a fiiir e a mudar de nome, c
quasi sempre diz ser do mallo de alstini senlior de
enpenho : rosa-sc |ior lauto a< aulordades policiaes
e capilaes de ratnpo.ou a quem o aprehender de lva-
lo casa mencionada que sera generosamente recom-
pensado.
IOOjOOO rs. a quem pesar o escravo Elias,
crioulo, desapparecido na imite de'.I do concille;
reprsenla ter 23 annos de idade, e-tal nra rrgular,
rosto oval, sem barba, fallain Ihe qttusi lodos or den-
les qucjvaes. e tem lodos os da frente ; lem tres rt-
calnzes na cabeca, provenientes de raccladas, ain-
da novas, pannos no pescoro, no prilo e ns costos ;
lemasnadesas brencas e cicatrizadas lie surras que
levoit, levou eal^a c camisa de alsodao atol transa-
do, o mais nma camisa de alodao blanco Cl
uma cernula de alsodao menea enrorpdo, nma ja-
qucla de casineta alvadia nova, e mu chapeo de pa-
Iha vellio ; esle escrito lid do Sr. l-'ranrisco Esleves
de Mello, do ensenho Piabas tle Cima, da fresuezia
de t'na, para onde se suppe que elle fusto : quem
o pegar leve-o a rita da Senzala 11. 142, no Recife,
quesera gratificado com a quanlia cima.
Do ensenho lenlo Velho. propriertade do Dr.
Pedro Beltrao, desapparereu a 12 de marro prximo
paseada o moleque (Juintiliann, crioulo, de 13an-
uos, 1 s apalltelados, cor fula, pernas linas, calleen
grande, muito rccrisla e mentiroso ; inppoe-se tpr
acompanhailn alsiini coinhov de serlanejos pira ci
ma, ou ler sido hartada mesrnoahi, e lalvez vendido
ne-la [iraca com oulro nome : a pessoa que delle
liver noliria ou 0 apprelicnder, dirija-se ao referido
propiIO|clieci||in oua Antonio Jorsc (tierra nesla prara,
parapatos, calcase jaquetas, a 160 quesera do idamente recompensada.
o eovado.
Veude-sc na rua do Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
UlITIIAtlfl
_ Venderse meladr doeneiihoSihiro de Santa
t.rui na fre^ttezia de Ipojuca, muito hom le agua e
liini- partidos, por preco ra/oavel, a dinheiro 011 a
prazo : a fallar na lop as Crines 11. tO, ou no en-
genho uaipV
Desappareceu da rua larca do Rosario n. 12. o
o Vicente, pardo, alio, olhos crandrs, rom
orna ricalriz no rosto, cabellos e barbe graneles ; he
oflicial de sapateiro, anda de caira ejaquela, calca-
do, e diz-se forro : quem o appr'dieuder e entregar
nu seu senlior, sera recompensado.
PEBN.
Ti'P.
*.
DE M. F.
ncniici
UE FARIA.
-18.J

\


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