Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00857


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Full Text
ANNO XXXI. N. 135.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500-
QUARTA FEIRA 13 DE JUNHO DE 1855.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
MM
DIARIO DE PERNAMBUGO
F.XCAIUIEGAHOS DA SL'IISCRIPCA'O-
Hccife, o proprietorio M. F. de Faria ; Itio de Ja-
neiro, o Sr. Jo3n Pereira Martn*; Baha, o Sr. I).
Iinprad ; Macci, o Sr. Joaquim Heanlo de Men-
donca ; Paralaba, o Sr. Gervazio Vielor da Nativi-
dailc ; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio l'ereira Juoior ;
Araraly, o Sr. Antonio de I.emos Braga; Ceara, o Sr.
Victoriano Augusto Borges; Maranhao, o Sr. Joa-
quim Marques Rodrigues ; Piatihy, o Sr. Domingos
Hrrculano Ackiles l'essoa Cearenee ; Para, oSr. Jus-
tino J. Ramos ; Amazona*, o Sr. Jcronymo da Costa.
CAMBIOS.
Sobre I-ondros, a 27 1/2 d. por 15.
Paris, 3to a 330 rs. por 1 f.
Lisboa, 98 a 100 por 100.
Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Acees do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconlo de lettras de 8 a 10 por 0/0.
UETAES.
Ouro.Onr.as hespanholas- 29000
Modas de 63400 velhas. 105)000
de63i00 novas. 160()0
de 49000. ... 99000
Patacocs brasileiros. t 19940
Pesos columnarios, ... 1 940
mexicanos..... 15*800
Prata.I
PARTIDA DOS CORRE10S.
01 inda, todos os dias
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex eOtiiieury, a 1 e 28
Goianna e Paralaba, segundas e sexias-eiras
Victoria e Natal, as quintas-feiras
PREAMAR DE HOJE.
Primcira s 2 horas e 54 minutos da larde
Segunda s .'! horas e 18 minutos da nianha
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commcrcio, segundase quintas-feiras
Relacao, ter^as-feiras e sallados
Fazenda, tercas e sextas-feifas as 10 horas
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas
1* varado civel, segundas e sextas ao meio dia
2* vara do civel, qi'.artase sabbados ao meio dia
EPIIEMERIIIES: DIAS DA SF.MAXA.
Junio 7 Qnarioininguante as 5 horas 27 mi- 11 Segunda. S. Bernab ap. : S. Patizio monje.
utos e 31 segundos da manbaa. 12 Terc,a. S. Joo deS. Facundo ; S. Unofrc.
i 14 La nova aos 8 minutos 31 se- 13 Quarta. S.Antonio f., padroeiroda provincia.
gundos da tarde i 14 Quinta. S. Basilio Mago l. doutorda I.
S2 Quarto crescente as 2 loras, 32 mi- 15 Sexta. O SS. Coracao de Jess ; S. Vito m.
utos e 40 segundos da larde. [ 16 Sallado. S. Joo Francisco Begis ; S. Julita.
39 La cleia as S horas, 43 minutos el 17 Domingo. 5. depois do Espirito Santo. S.
33 segundos da larde. Thcresa rainha ; Ss. Manoel, Sahel e Ismael.
-
%
x>

*
PARTE OFFICUL.
J


GOVERNQ DA PROVINCIA.
ExpeUleate do da 6 de Janho.
OflieioAo inspector da lliesouraria do fszenda,
transmittindu, para os conveniente* exames, co-
pia da acta do conselho administrativo datada de 22
de maio ultimo.
DitoAo commatidante superior da guarda na-
cional de Nazarelh, declarando que em vista do dis-
posto no arl. 8. do decreto n. 1130 de 12 de marro
ilc t8">3, nao pode ler lugar a reunan dos conselhos
de qualilicarao das parochias d'aqucllemunicipio no
lempo por S. S. indicado.
DitoAo commandante superior de Santo Antiio,
dizendo qae, em vista do disposto nosarls. 8.0e9.''
do decreto n. 1130 de 1. de marro de 1853 nao po-
de ter la ir a reunao dos conselhos de qualilicarao
dai parocliias d'aqnella comarca por S. S. ordenada,
visto que anda nao esl completamente organsadti
a guarda nacional da mesma comarca ncm reconhe-
cidos o ofliciaes dos repeclivos corpos.
DitoAo juiz de direito da 1. vara crime dcsta
cidade. declarando que o recrulas Joao Evangelista,
/.eferino Pinto e Jos dos Aojo, devem ser pnstos
em liberdade, visto terem apreseulado iseneao le-
gal.
DitoAojuiz de direilo da comarca do Rio For-
mse dizendo que, em virtude do aviso circular do
ministerio da jostira de 8de Janeiro desle anno, de-
ve Smc. remeller nAo so ao chefe de polica, mas"
tambem ;i presidencia os mappas estalislicos tic que
trata o citado aviso.Igual ao juiz de direito da
comarca do Breju.
, PortaraCuucedendo ao arrematante do 6." lau-
ro da estrada da Escada Francisco de S e Albuquer-
que quatro mezes de prorogacatt para a couclusao
d'aquella obra, a contar do dia em que se iiudou o
prazomarcado em seu contrato.l'izemm-se as ne-
cessarias commuuicarGes.
DilaO presidente da provincia, conformando-sc
com a proposta do lente coronel commandante
do 2." batalhas de itifanlaria da guarda nacional da
comarca deSanto Antao de G de marro ullimo.e ten-
do em vista o que iifformou o respectivo comman-
dante superior em oico de 8 do mesmo mez, resol-
ve nos termos do arl. 48 da lei n. 602 de 19 de se-
lembro de 18)0 nomear para ofliciaes do referido
balalhao aos cidadaos abaixo declarados.
Bttado-maior.
Tenenle-quarlel-mestreJoao da Rocha de Hollan-
da Cavalcanti.
Alteres secretarioJos Ignacio da Fonscca.
Dito porla-bandeira.Manuel (ornes de Lira.
1.a companhia.
CapilaoAntonio Marques de llollanda Cavalcanti.
lenteJos Cavalcanti I.ins.
AlteresJos Paulino da Silva." i
DitoFrancisco Forreira da Silva.
2.1 companhia.
Uo Jos Sancho lie/erra Cavalcanti.
TenenteJoaqaim Cavalcanti Ribeiro de Lacerda.
AlferesJos Eloy Machado.
DitoJoaquim Rodrigues da Silva.
3." companhia.
CapilaoIldefonso Manuel Guedes dos Santos.
TenenteAlexaudre Jos domes.
AlferesFrancisco Jos Gomes.
DiloJoao Claudiano de fnojoza Varejao.
4.a companhia.
CapilaoFrancisco Cordeiro Falcao.
TenenteThomaz Rodrigues l'ereira.
AlferesJos Anlunio de Moura.
DitoJorgo Clemenlino de Borba Cavalcanti.
5.a companhia.
C ipiloMarceonilo da Silveira Lilis.
TenenteFilippe Benicio Gomes dos Santos.
AlferesSebastian da Cunha Alhuquerque.
DiloAntonio Camello dos Santos,
6.' companhia.
CapilaoManoel da Rocha Lins.
TenenteJos Emilio Cavalcanti Lins.
AlferesFrancisco Sebasliao Paes Brrelo.
DiloJoSo Romarico do Araujo Campos.
7.* companhia.
CapilaoFrancisco Cavalcanti de Albuquerque Lins.
TenenteBenlo Leile Cavalcanti Lins.
AlferesJoo Cavalcanti de Albuquerque Lins.
DitoJos Cavalcanti de Albuquerque.
8." companhia.
Major commandanleJos Gomes da Silva.
TenenteJos Pedro de Oliveira.
AlteresManoel Joaquim da Silva.
DiloAnlnnio Alexandrino Cavalcanti.
Cominonicou-se ao mencionado commandante su-
perior.
DitaO presidente da provincia, conformndo-
se com a proposta do coronel commandanle do 3."
balalhao de infantaria da guarda nacional da comar-
ca de Santo Anlo datada do 1. de marco ultimo,
sobre a qaal'informou o respectivo commandanle
superior "em oflieio de 8 du mesmo mez, rerolve no<
termos do art. 18 da le n. 602 de 19 de selembro de
18M, nnmear para ofliciaes do dito balalhao aos ci-
dadaos seguales.
Estado-maior.
Tenente-quartcl-mestreJos Bezerra de Barros
Cavalcanti.
Alteres secrclarioManoel de Albuquerque Barros
Cavalcanti.
Dilo porla-bandeiraManoel Cavalcanti de Lacer-
da Campello.
1. companhia.
CapilaoPadre Ernesto Rodrigues da Silva.
TenenteJos Camello Pcssoa de Siqueira Caval-
'>n 11 Junior.
AlteresJoao da Rocha Wanderlcy.
DiloManoel Vicente de Lemos Jnior.
2." companhia.
CapilaoTheodozio Jos da Silva Lins.
TenenteManoel l'ereira da Silva Lins.
AlferesFilippe Jos de Lima.
DiloManoel Ignacio de Lima.
3." companhia.
Capilao Bcllarmino Velloso da Silveira Lins.
TenenteAgeo Eduardo Velloso Freir.
AlferesFranklin Velloso de GusmSo Ueha.
DitoFrancisco de Barros Silva e Albuquerque.
i.1 companhia.
('.apilanIlenrique Marques da Silveira Lins.
TenonleAntonio Gomes de liarros e Silva.
AlferesIlenrique Gomes de Barros eSilva.
DiloJos Rodrigues Ponlual.
5:a companhia.
CapiUloAntonio dos Santos Ponlual.
TenenteFrancisco da Rocha Ponlual,
AlferesLeocadio'Alves Ponlual.
DiloJoaquim Coclho da Cosa.
6." companhia.
CapilaoJoao Pereira de Aranjo Carvalho.
TentnteCanuto Jos l'ereira de Lucelia.
AlferesJoao /eferino de Araujo.
DiloManoel Pinto de Almeida.
7." companhia.
CapilaoCincinalo Velloso da Silveira.
TenenteAntonio Mara de Araujo.
AlferesManoel Barbosa Freir.
DiteManoel Piulo de Almeida.
8.a companhia.
CapilaoJos Pereira de Aranjo Junior.
Tenente.Emilio Pereira de Araujo.
Alferes.Flix Pereira de Araujo.
Dilo.Manoel de Arauj Albuquerque.
Communicou-sc ao referido commandanle supe-
rior.
Dila.O presidente da provincia, temi em vista
a proposta do lente coronel commandanle do ba-
lalhao do infantaria da guanta nacional do munici-
pio de Santo Aniao datada do 20 de novemhro do
anno pro\;mo passado, e o que informoii o respecti-
vo ominan I mte superior em oflicios de 10 de de-
jcmbro suhscqueule e "le 2 de Janeiro ultimo, re-
solvc nos lerinos do arl. 48da lei n. f>02 de 10 de
selembro de 1850 nomear para olliciaes do referido
balalhao os cidadaos seguinles.
Eslailo-maior.
Tencnle-qaartcl-ineslreJoaquim Mauricio Wan-
derlcy.
Alferes porla-bandeiraAlexaudre Jos de Ilollau-
da Cavalcanti.
1.' companhia.
CapilaoJbse Thomaz Gonralvrs do Rosario.
TenenteMiguel dos AnjosAIvares dos l'r.izcrcs.
Alferes;Juliao (encalves Lima.
DiloAntonio Correa de Queirnz.
2." companhia.
CapilaoMermes I'linio de Borba Cavalcanti.
TenenteTbom Rodrigues da Cunha.
AlferesManoel Pereira Borge.
DiloGoncjlo Gomes de Souza.
3. companhia.
CapilaoLuiz Cesar Pinto de Farias.
TenenteFrancisco Xavier Salles Cavalcanti e Al-
meida.
Alteresllerculano de Barros Lima.
DitoManoel Pedro da Silva Ferraz.
4." companhia.
TenenteLucio Camello Cavalcanti de Albuquer-*
que.
AlteresJos Correa de Quciroz Barros.
DitoAntonio Marques Evangelista.
5." companhia.
CapilaoFrancisco Jos Alves.
TcnenleJos Correa de Quciroz.
AlferesDativo Francisco Pedro.
DitoJoo da Costa o Silva.
6.a companhia.
CapilaoCaelano Jos Cabral.
TenenteJoSo Carnciro Rodrigues Campello.
AlferesJotquim Gomes do Rogo.
DitoJoaquim Jos Alvares.
7." companhia.
CapilaoJoaquim de Barros Correa de Queiroz.
I Teen leJoao Antonio de llollanda Cavalcanti.
AlferesJoo Rodrigues Doro.
DitoManoel Gomes do llego.
8." companhia.
CapilaoJoaquim Manoel da Silva.
TenenteManoel Thomaz Carneiro Campello.
AlferesJos Marques de Almeida Junior.
DitoManoel da Rocha Ferraz.
Communicou-se ao mencionado commandanle su-
perior.
8
Oflieio Ao Exm. presidente do Rio de Janei-
ro, aecusando recebidos os dous exemplares que
S. Exc. remellen das leis, decretos e rogolamenlos
promulgados naquella provincia durante o anno
passado.
Dilo Ao Exm. director geral da inslrucrao
publica, inleirando-o de haver concedido mais dous
mezes de liecnca, na forma da lei, ao professor pu-
blico da cadeira de primeiras lellras deTacaral,
Miguel Aranjo Pimcnlel, para tratar de sua saudc,
Igual communicarao se fez thesourara provin-
cial.
Dito Ao Exm. conselheiro presidente da rela-
cao, para dar o seu parecer sobre os oflicios de jus-
lica que, na forma das leis, devem ser creados nos
termos da Escada, Buique e Cabrob, visto acha-
rem-se ellos insudados, funecionando as respecti-
vas cmaras, e nomeados os substituios dusjuizes
municipaes.
Dito Ao commandanle superior de Garanhuns.
A proposta inclusa, a que se refere o oflieio de
V. S. de 2 do abril ultimo, nao esta nos termos de
ser approva.la, visto que segundo o disposto no art.
36 "la lei n. (102 de 19 de selembro de 1850, o es-
quadrao de cavallaria da guarda nacional dessa co-
marca deve ler somente duas compauhias ; cumpre
por tanto que V. S. especa suas ordens para que se-
ja reformada a referida proposta de conformidade
com o cilado artigo.
Dilo Ao engenheiro cncarregado das obras
militares, approvando a compra que Smc. fez de la-
boas para as maiijadouras das novas cavallarices
que se eslo edificando em Santo Amaro.
Dilo Aojuiz municipal da primeira vara, in-
(eirando-o de o haver designado para presidir
cxlraccao dos bilheles da primeira parle da primei-
meira loleria da ordem terceira do Carmo dcsla ci-
dade.Communicou-se ao lliesoureiro das loteras.
Dito Ao inspector da thesourara provincial,
para que, vista do recibo qje dovolve em dupl-
cala, mande pagara quanlia do-12-"} rs. que fui dis-
pendida pelo delnjado do termo de Tacaral com
o alugucl da casa que serve de qaartel guarda da
cadeia daquella villa, vencido nos mezes de novem-
hro do anno prximo passado a marc,o ultimo.
Communicou-se ao supra tito delegado.
Dilo Ao mesmo, autorisando-o a desonerar a
Chrislovao da Rocha Cunha Souto-Maior do com-
msso de que se aclia cncarregado naquella thesou-
rara.
Dito Ao mesmo. Tomando em consideradlo
o que, informoii-mc o juiz d* direito de Garanhuns
a respeito da escola de primeiras lellras do sexo fe-
minino frauqueada pelo collcgio do Bom Consclhn
em Papacara is alumnas pobres, lenho a recommen-
dar Vmc. que pela verba evenluaes runde abo-
nar i directora do mesmo collegio a gralificaco de
iOOSrs.k
Dilo -A, A" cmara municipal da Escada, ilizendo
que com a'copia .que remelle do parecer do procu-
rador da croa, soberana c fazenda iiuriou.it res-
ponde ao oflieio em que a mesma cmara pede o
terreno pertencenle aldeia daquella freguezia pa-
ra ser applicado. ao seu patrimonio.
Portara Ao director lo arsenal de guerra, re-
commendando que faja apromptar e entregar ao
chefe do polica seis cadeados Brandes pata correu-
les c 12 pares de algemas com cadeados.Commu-
nicou-se ao mencionado chefe de polica.
Dila Exonerando do cargo de capello do pre-
sidio de Fernando ao padre Luiz Jos d Oliveira
Diniz, e Horneando para subslilui-lo ao padre Ma-
noel Thomaz da Silva.Fizcram-se as necessarias
communicacoes.
Dila Nomeando, de conformidade com a pro-
posta do major commandante da seccao de balalhao
do serviro da reserva da guarda nacional do muni-
cipio de Nazarelh. os cidadans abaixo mencionados
para ofliciaes da referida seccao de balalhao.
1. companhia.
Capilao Antonio Jos de Oliveira Melle.
TencnlcJeronymo de Albuquerque Maranho.
Alferes Martinho da Silva Cosa Junior.
a F'raucisco Sancho Ribciro do Amaral.
2.i companhia.
Capilao Joao Antonio da Silva Cabral.
TcnenleChrislovao de llollanda Cavalcanti,
Alferes Alexandre Severno deSanl'Anna.Com-
municou-se ao respectivo commandanle superior.
Dila Nomeando, de conformidade com a pro-
posla do lenenle-cnroncl commandanle do 1." ba-
lalhao de infantaria da guarda nacional do munici-
pio de Garanhuns, aos cidadaos abaixo declarados
para ofliciaes do sobredlo balalhao.
Eslado-maior.
Tenente quarlel-meslre.Francisco Ai Ionio Mun-
leiro dos Sanios.
Cirurgiao.Jos Prxedes Leile de Veras.
Alferes secretario. Agoslinho Ferreira de Souza
Azevedo.
Dito porla-bandeira. Joo da Porciuncala Va-
lencia.
1.a companhia.
Capilao Antonio Vctor Correa.
Tencnlc Francisco Bezerra de Vasconcellos.
Alferes Joao Teixeira de Mello.
Antonio Baplista de Mello Peinlo.
2." companhia.
Capilao Antonio da Silva Queiroz.
Tenente Laurcntino Anlnnio Ferreira de Araujo.
Alferes Jos de Carvalho da Silva Quciroz.
3.a companhia.
CapilaoMauocl Alves Brrelo.
Tenente Thomaz Ferreira da Silva,
Alferes Antonio Salgado de Vasconcellos.
a Jo,1o Jeronymo Soares de Carvalho-.
4.a companhia.
Capilao Theolonio da Silva Cruz Oliveira.
TenenteAntonio Piulo Correa.
AlferesJoaquim Jos dos Sanios Junior.
.">." companhia.
Capilao Candido Jos de Barros.
TenenteJoao da Santa Cruz Oliveira.
Alferes Manoel Flix de Veras.
" JoaoQuirino dos Sanios.
6.1 companhia.
Capilao Francisco l'ereira de Carvalho.
Tcnenle Luiz Anlero Alves Moreira.
Alferes Joaquim Ferreira da Silvn.
7.a companhia.
Capilao Benlo da Silva Valenr.a.
Teuento Jarintho Teixeira de Maccdo.
AlferesAntonio Ferreira de Moraes.
8.a companhia.
Capilao Jus Aflonso de Macelo.
Tenente Manoel Bernardo da Silva Ferreira.
Alferes Jos Vicente de Almeida Valenra.
" Francisco de llollanda Cavalcanti.Com-
municou-se ao respectivo commandanle superior.
Dita Nomeando, em vista da proposla do le-
ncnle-coronel commandante do balalhao de infan-
taria da guarda nacional da freguezia do Buique
perlenccnte comarca de Garanhuns, aos cidadaos
abaixo mencionados para ofliciaes do referido ba-
lalhao.
Eslado-maior.
Tenente quarlel-mestre Jeronymo Yaz Tenorio.
AlfcressecretarioMiguel Arcanjo Teixeira Ozorio.
a porla-bandeira Jo5o l.ourenco de Mello
Junior.
1. companhia.
Capilao Andr Cavalcanti de Albuquerque Arco-
Verde.
TenenleJos Bezerra Cavalcanti.
AlferesManoel Camello de Siqueira.
a Jos (iomes de Mello.
2.a companhia.
Capilao Paulo Cavalcanti de Albuquerque.
Tcnenle Antonio de Araujo Cavalcanti.
Alferes Manoel de Albuquerque Cavalcanti.
Luiz de Araujo Cavalcanti Jnior.
3.n companhia.
Capilao Antonio do llollanda Cavalcanli.
Tenenle Dorcndo da Cosa l.ima.
Altere-.-*-.los Francisco dos Anjos.
t \l.uiz Ignacio de Araujo.
.1 companhia.
CapilaoEmiliano Cavalcanli de Albuquerque.
TenenleIlenrique da Silva Lobato.
AlferesJoao Luiz Bezerra Cavalcanli.
5.a companhia.
Capilaofrancisco Yaz Cavalcanli.
TenenteManoel Camello da Rocha.
Alferes Honorato de Alhuquerque Cavalcanli.
6." comp.iuhja.
Capilao Joao llippnlvlo de Sonta.
Tenenle Modeslo Bezerra Cavalcanli.
Alferes llomcmbom de Son/.a Magalhaes.
Silvestre Nunes Campos.
Inlcirou-se ao respectivo commandanle superior.
/
AVENTURAS E DOIITRINASDO HAPAH. (*)
(Kxtr, dea Memorial de Alexandre Dumat.)
( Conclusao. )
Silencio lie o venlo da noilc que carrega-lhes
a oracao ? ou sua voz deixou de inleirogar o co ?...
Serao consolados ? Qoem o sabe ? Dos relem an-
da o enigma em suas maos poderosas, eniema lerri-
vel suspenso nos confus de dous mundos : o presen-
te e o faturo.
o Oh nao sern abandonados na estrada em que
a duvida os opprime, em que .i resignarlo os abale.
I-11 tos de Dos elles participaran da vida e do sol ;
Dos ama aquelles que o procuram... n
Depois do sacerdote, do soldado, do lavrador e do
obreiro vem oulros, c o apostlo continua :
E aps duas mulberes, das quaes nma resplan-
deca de adornos e de audacia, c a oulra eslava mu-
da c cubera com um veo, um cortejo no qual o gro-
tesco misturava-si com o terrivel, c o phantasliro
com o real, precipilou-se na sala qde parecen cres-
rer siibilamenle para conler essa mullidao, emquan-
to de sua parle os resignados, cedendo o lugar aos re-
cenichegados, reuniam-se em silencio nao longc de
seus formidaveis antecessores.
a E dispondo-se a fallar-Ibes, aquelle que ht om
delles, que eu nao tinha observado al ento, appro-
ximou-se para responder em nome de seus acu-
lylos.
" E sobre a fronte desse interprete membrudo, de
labios lustrosos e vidos, li em ledras de ouro a pa-
lavra : Macarismo.
i E aquelle i/nr he, perguntou :
Quem sois vis '.'
" Os cscoliiidot do luio, os apostlos da 'ale-
gra.
o Donde vindes !
Da riqueza.
a Para onde ides'.'
Para o piazer.
a O que vos fez tao gordos ?
A infamia.
O que vos lorna Uo alegres '.'
a A impunidade...
O leilor pode adevinhar fcilmente a procisso es-
Iranlia pie apresenla-se aos olhns do apostlo : pri-
meframente a miilher resplandecenle de adornos c
de audacia ; a prosliluta ; a mulher muda e coberla
() Vide o Diarityn. 13*.
com um veo. a adultera ; depois os agiota, os cam-
bistas, os usurarios, todos esses bichos, todos esses
replis, todas essas serpentes emfim que nascem no
lodo das sociedades.
L'm revolva entre os dedos orna grande caixa
de (abaco, sobre cuja lampa eslavam gravadas estas
palavras: Paciencia do poco pulcerisada ; e elle en-
cina terrvelmenle as ventas com isso.
o Outro eslava envollo em um largo capole felpu-
do, sobre o qual hava esla insrripi;ao: Laa corlada
sobre as coilas dos tolo'.
a L'm tercelro de fronle eslreila.Tez amarellada e
faces cabillas, apoiava amorosamente sobre seu enor-
me abdomen, o qual nao era oulra cousa sean um
cofre, as duas maos, cujos dedos eram grossas snn-
cmesugas que torcam-se abrindo horrivelmente as
Irombas como para pedir alimento.
O nariz de muilos meltido entre dous olhns re-
dondos e ferozes e tendo a forma do bico de abiilre.
l-despedacava com voracidade repulsiva um quarlo
de animal morlo c corrupto conservado ao alcance
por urna cadeia de ouro massiro, semelhanle que
brilha sobre o pcilo dos grandes dgnilarios das di-
versas ordens de cavallaria.
No meio de todos havia um que brilhava vestido
dos ornamentos ponliiieacs mais magnficos, c tendo
sobre a caber.a urna mitra redonda era forma de glo-
bo e rcsplaiideccutc do esmeraldas e de rubis. Ti-
nha em urna mao urna espingarda sobre quo apoia-
va-se, e na oulra urna espada que de longe lancava
chammas ; mas appruximamlo-se delle, ouva-sc de-
baixo dos vestidos o ranger dos ossos, e percebia-se
que era um esqueleto fardado, e que a espada e a es-
pingarda eram urna de vidro frgil, oulra de madei-
ra podre.
EXTERIOR.
Repentinamente des-e barro nasceu urna >ydra
de sele caberas, cada nina das quaes linha um nome.
A primeira chamava-seSoberba, a segunda Avarc/a.
a terceira Loxuria, a quarta Ira, a quinta Gola, a
sexta Iiiveja, a stima Pregui^a.
a E erguendo-se, a hydra apertou com seus mil
anneis os membros palpitantes do colosso, o qual tor-
cia-se, grilava, e diriga ao co blasphemias e lamen-
tarte- ; e cada urna das sele boceas do ministro im-
primia-Ihe sobre a carne horriveis dentadas porlia,
na fronte, no coradlo, no vcnlre, na bocea, as ilhar-
gas, nos bracos.
a Eis o passado disse aquelle que he.
ii Irado, exclamei, e qual ser o futuro ?
o Observa respondeu-me elle.
E a hydra linha desapparecido, e as duas for-
mas humanas desenhavam-se entrelazadas e ebeias
de forra, de magestade e de amor no horizonte lu-
minoso da sala ; e os ps do colosso tinham-se con-
venido em marmore da mais brilhanle alvura.
E depois que rnnt-mplci essa forma celeste,
aquelle que he eslendeu nnvamenle as mos, e ella
desappareceu, e a oflicina lornou-se o que era alguns
inslanles antes.
As Ires grandes categoras de nossos visitadores
eslavam anda ahi, mas tranquillas e santamente rc-
colhidas.
o E aquelle que he, disse :
o Quem querquesejais,de qualquerregin que
venhais, da tristexa ou do prazer, do uasccnle es-
plendido ou do poenle sombro, sede bcmvindos, ir-
maos c a tolos bom da, bom anno !... Bom dia,
bom anno a vs reprobos c forrados, meus irmaos '
Protestantes innocentes, eladeadores do circo, Iher-
innmelros vivos da fabidade da nstituica'o social, cs-
" Acuna dessa reunao disforme e indescriplivel | pera I a hora de vossa rehabililac.m esl prxima !
fluctuava uina handeir? sombra, aurillamma ggan-1 O' vos, pobres prostituas, minhas irmaus, bellos dia-
lesco, estandarte phanlasdea movido por um venlo manes coberlos de lodo e de opprobrio, esperai a
peslifero ; e sobre essa bandeira que volvia-se lenla j hora de vossa Iransliguracao esl prxima!... O' vos.
c silenciosamente como a aza de um abutre, lia-se : mulberes adulteras, minhas Irmas que choris e
Cemmonias procidenciaes gemeis as gales conjugaes, esperai, a hora da liber-
E toda essa gente couversava, cantava, ra, cho- "
rava, accionava, dansava e fazia mil gentilezas. Era
urna cousa delirante c horrivel...
Depois vem a descripfflo de una especie de orga
relativamenle qual a de Fausto he inleirainete
falla de imaginadlo.
Mas quainlo julgou que toda essa nenie hava con-
versado, rulo, cantado, chorado, accionado e daan-
do suflicienlemenlc :
a Aquelle que l,e fez um gesto, e todas essas vozes
n3o formaran) mais que urna, todos esses carpos dous
corpos, e todas essas cahecas duas caberas.
E duas formas humanas appareceram de bracos
dados contemplando seus ps que eram uj barro."
dffde est prxima !... O' vs, pobres obreiros, meus
irmaos que Mais em proveilo do senhor que vos de-
vora, que comis u pao que elle vos d, quaudo
vo-lo da, na agona e as torturas do dia soguinle !
Que lievericis ser '.' Tudo Que sois Nada 1 Espe-
rai e ouvi : Desfructar outrem he impiedade, a re-
ugoac,ao he urna blasphemia !... O' vos, pobres agri-
cultores, que lavrais, semeais c colheis para o pro-
prielaro o Irgo de que elle vos deixa o farelo, espe-
rai, a hora do pao mais alvo que a nev esfa prxi-
ma !... O' vos, pobres soldados, meus irmaos, que
fecundis com o vosso langue o grande sulci da hu-
manidade, esperai a hora da paz eterna esla pr-
xima O' vos, pobres sacerdotes, meus irmaos, que
CHRONICA DAQU1NZENA.
30 de abril.
A Europa acaba de passar um mez a pergunlar
com um excesso de anxicdadc, o que podia esperar
dos estorcos de seus exercilos ou das ullimas tenta-
tivas a favor de una soluco salisfacloria da crise
actual, leudo vivido ao mesmo lempo com os olhos
sobre a Crimea, onde o fogo da arlilharia alliada foi
iberio oulra vez conlra Sebastopol, e sobre Vicnna
oude a conferencia deliberava,segundo essa mar-
cha simultanea do cmbale c da negociado, c pro-
curando o que Ihe convinha, a pat ou' a guerra.
Que resultado devia sahir desla situado extrema ?
Hoje lodos o sabem : a guerra segu seu curso por
agora e a diplomacia naufragou inlerrompendo se-
an delinilvamenle ao menos suspendendo e adian-
do seus Irabalhos debaixo da forma de urna delibe-
rarao collecliva.
Lord Johnsllussell deixou Vienna e o minislro
dos negocios eslrangeiros de Franca volla para Pa-
rs ; eis o resultado da segunda conferencia de
Vicnna ; acabou como a primeira, pela fraqneza
diante da inflcxibilidaJc da Russia, sendo as cir-
cumslancas muilo mais serias do quena poca, cm
que o ola proposla ao gabinete era a ultima pala-
vra das exigencias europeas para malar em seu ger-
men urna queslo terrivel.
A pendencia diplomtica suscitada cm Conslaol-
nopla lornou-se a guerra com a Turqua ; da guer-
ra com a Turqua, a torca das cousas fez sabir a
guerra entre a Bussiae as potencias martimas, as-
simeomo a guerra no mar-Negro e na Crimea a forra
das cousas pode fazer sabir a guerra em toda a Eu-
ropa. No principio era urna questao, que todos pto-
curavam Iludir ; urna impaciencia da ambijao rus-
sa fezdclla urna queslan de equilibrio eeral, a qual
dumhia anda hoje as operarnos dos nossos exercilos
como dominava honlem as dclihcraccs diplomuli-
cas da conferencia reunida em Vienna.
A 0 de abril rompen o fogo do todas as balcrias
alliadas conlra Sebastopol e conlinuou o bombar-
deamenlo por tanto lempo interrumpido. Crer que
depois de cinco mezes de Irabalhns cheios de com-
lules incessanles, a empreza sej.i fcil, e que ludo
possa acabar cm un instanle, tora suppr que a
Russia tivera licado cm inacr.lo nesse inlervallo,
mas pelo contrario ella se (orlificou cm seu baluarte.
O que he verdade boje he que nossas esquadras eslo
diante do porto, esperando o momento de obrar, que
quiihenlns canhes cstao cm pnsieao de fulminar as
forlificaccs russas, cqae nestas primeiras opera-
ees do novo bombardeamenlo, nossa arlilharia ad-
querio promptamenle urna superioridade nnlavel
Alm disto deve-se considerar que esle assedio lie
ccitamenle um dos maiores feilos militares desle
secuto; que nossos generaes, um dos quaes, o gene-
ral Bizol, acaba de ser sravemcnle ftido, lem de
medir seu visor mais pelas provises que lem, e pe-
la duracao do alaque, do que pela impaciencia da
npinian europea ou mesmo de seus soldados; que
elles manobran) conla urna cidade que, na falta de
um aconteciinenlo completo, pode com liberdade
refazer sua guarnirlo, seus vivares, suas mnnires.
He islo que explica em duvida a razio porque um
alaque dicisivo ainda nao veio mais promplamenle
auxiliar em seus esforcos os negociadores de Vienna
e porque a'Russia se julgou por sua vez aulorisada
a n,lo aceitar as rondices da Europa i vista da in-
ccrleza las oprameles da guerra.
O assedio segu sen curso cm a nova pitase cm
que entino, e cada dia no'sos soldados se aproximam
de Sebastopol, dessa cidadclla, onde o imperio rus-
so parece ler enllocado seu de-lino,eontentran.lo ahi
todos os elementos de urna resislencia formida-
vel. x
No mciado do mez passado abrio-se a conferen-
cia, cujas mais graves deliberantes lem coincidido
com os mais rcenles incidentes militares ; ella co-
meeava seus Irahalhos debaixo de favoraveis auspi-
cios ; a cxallacao do novo czar pareca protneller
accomroodaces.quc lalvez livessem cusladoao orgu"
Iho do imperador Nicolao ; as potencias occiden-
laes, achando-se na nhriuiic.o de procurar para a
Europa garantas de seguranra, se moslravam
promplas para ceder o que o direilo evidente nao
exiga ;a Inglaterra e a Franca se faziam repre-
sentar nestas negocUcoes por lord John Russell e
Mr. Droiix n de l.huys, encarregados de dizerem a
ullima palavra de sita poltica.
A conferencia de Vienna consesnio por um mo-
mento dispertar esperanzas de paz pelo necordo ge-
ral, que promplamenle se eslabelcceu sobre as pri-
meiras condiees, sobre a transformado do prolec-
'orado dos principados, sobre a liberdade da nave-
gado do Danubio.
A facilidadc sobre osles pontos foi lalvez lano
maor da parle da Russia, qttanlo por elfo desobr-
cava a Allemanha e a Auslria parlicul.irmenle; as
cnmphcacOes, como era fcil de prever, si appare-
ceram no momento, em que se (ratn da questao
esencial, islo he, da limitarlo do poder russo no
mar-Negro.
A Franca c a Inglaterra de accordo nesla parle
com n Austria, deixavam entretanto de parle Se-
bastopol ; tima inlcrprelaro desla garantil sercu-
nia na allernaliva oflerecida i Russia enlrc a redu-
Cao de suas forras navacs no Envino e a nenlralisa-
cao do mar-Negro, islo he, a excluso de todos os
navios de guerra desle mar. Foi entao que os ple-
nipotenciarios russos se julearam se'm inslrttcces
suflicienles, e quando estas instrurrSes vicram de-
pois de alguns dias, os dous tormos da allernaliva
eslavam igualmente declinados.
Desde esse momento a conferencia nada mais linha
que fazer. ncm mesmo disculir a quarla condico
relativa ao estado das popularles chrislaas no Ori-
ento ; sn Ihe reslava dissolver-ic ou adiar-se inde-
nnilamenle, porquanto a recusa da Russia nao dava
o Occidente onlra allernaliva, senao proseguir pe-
las armas a conquista de urna solurao npossivel de
realisar-so por meio das transacres diplomalicas.
Tal he a siluacan actual das cousas.
V-se pois claramente onde esla hoje a dificnlda-
de desla siluacao. Aos olhos dos governos do Oc-
cidente ha um faci ameajador para o equilibrio do
mundo, e para a seguranra c independencia da Eu-
ropa : he a ambicio lixa e ardenle da Russia, pro-
pendendo couslantcmenlc para invadir o Oriento,
marchando para esla conquista por lodos os mcios
pelas influencias religiosas e aflinidades de rara,
creando para a sua accao ceiros quasi inexpugna-
veis por seus cslahelecimcnlos militares, fazendo o
assedio do imperio otlomano ; o elles lem querido
desarmar esla ambico, sem humilhar a Russia em
sua dignidade, impondo-lhe a deslruiQaode seu im-
menso arsenal do mar-Negro. Desde enlao se ocha-
va naturalmente indicado o pensamento, que se de-
via realisar, e que resulla de lodosos factos, de
todas as circunstancias, de todas as condiees da
crise actual, das necessidades as mais evidentes
da defeza da Europa, de todas as considerarles
de seguranra para o Occidente.
Ainda ha urna cousa para nolar-se : lem-se ima-
vos lamentis debaixo do burel, esperai, a hora da
expnnsao para lodos esl prxima !
E depois de um instanle de silencio aquelle que
he aecrescentou aiuda :
Tambem nao vos esquecerei, ditosos do secuto,
escolhidos do prazer. Tundes urna missao que he
santa, pois do cadver do velho mundo sahir o uni-
verso transfigurado... Sede pois bem vindos, irmaos,
e a todos bom dia, bom anno I
o Tendo ouvido estas palavras. lodos os que esla-
vam picsentes dirigiram-se em silencio para a por-
ta, saltiram cheios de esperanza, e seus passos soarao
sobre [os degraos da espirial infinita.
" E o mesmo grito que linha reunido aos meus
ouvidos, ferio o ar segunda vez:
O anno 40 lem fro! o atino 10 tem forae ; o
anno 40 quer comer Que produzir elle? que pro-
duzir-' Ah ah! ah !... o
c Voltei-me para aquelle que he. A uoilc n.io
linha chegado ainda ao (erjo de seu curso, e a luz
erepilava ainda em seu vaso de barro.
E exclamei :
ii Irino, em nome de quem vens reparar todas
esssa miserias?
o Em nome de minha mai, em nome da gran-
da crucificada, respondeu-me aquelle que he.
a E conlinuou :
No priucipio lud ia bem, e todas as mulbe-
res sforniavain uina mulher. Era; e lodos os hmeos
s formav.iiu um homem, Adao; c o reinado de
/Aa-.ldSo, ou da unidade primitiva florescia no
Edn, o a harmouia e o amor eram as nicas leis des-
le mundo, ii
a E aquelle que he disse ainda :
n lia cincoenla anuos apparereu una mulher
mais bella que lo tas, chamada Liberdade, e enc.ir-
noii em um povo chamado a ['ranea. E sobre a
fronte dessa niqjhcr estendeu-se como no anltgo
Edn urna arvorc de ramos verdes denominada ar-
rore da liberdade. E dahiem ihatile Franca e Li-
berdade nn sao mais que um s e mesmo 'termo,
que urna s c mesma idea o
E apresenlando-me uina harpa suspeusa sobre
seu leilo, elle aecrescentou:
a Canta, prophela.'
E eis aqu o que inspirou-mc o espirito de Dcos:
ii Para que* le levantas com o sol, Franca, li-
berdade e para que leus vestidos exhal.un uin chei-
ro delicioso! Para que sobes desde a tiiauliia ,i niott-
lanha?
II
a He para veres no horisonle os segadores nos
campos de trigo maduro ou a respigadora que curva
ginado muilas combinarles diflerenles. lem-se pro-
curado muilos modos de solver esla terrivel qucsiao
um caracler commum a maior parle deslas combi-
nacnea c sohires he qoe ellas vo directamente con-
lra o lim, que se prope, eque quasi sempre c por
urna anomala cslranha, he o sttlian quem paga as
despezas d uuerra. Que a paz de a Europa o di-
reilo de crear grandes eslahelecimentos martimos o
mililares no Oriente, nao he para crer-se que islo
d cuidados Russia, he ccrlo que seria um cargo
immenso para os governos do Occidenle, e em de-
finiliva qual seria n potencia atacada em seu lerri-
lorio'.' Seria a Turqua, cuja inlegridade nossas
armas foram defender. Que a paz proclame a aber-
tura dos eslreilose a liberdade do mar-Negro ; a
poleneias martimas podem, he verdade, mandar
seus navios ao Emiti ; masa Russia entra ao mes-
mo tempo no Mediterrneo, suas esquadras do mat-
Negro e do Bltico se reunem, seu pavlhao pode
fluctuar na cosas da Grecia e no Adrialico, aos
olhos das populacoe, que procura subjugar c por
agora he a independencia da Turqua, queesl.'t araea-
cada, he Constantinopla que est exposta a todos os
insultos, a lodos os ataques.
A proposla dos governos alliados, -removendo es-
tas combinarles, linha o merilo de redimir a (ermos
simples, pralcos e decisivos a questao nascida da
guerra actual, c he sem duvida por islo que a Rus-
sia lem recusado aceita-la ; ella nao lem aceito as
propostas da Europa, e coma disse lord l'almerston
uo parlamento, nao lem rospondido por nenhuma
proposta emanada de sua iniciativa. Entretanto por
um ultimo escrpulo, quasi rompidas as negociaces
o principe GorlchakulT pedio urna nova reunao da
conferencia ; dcrramoo-selogo pela Europa o boato
de nma paz prxima. Sabe-se porvenltira que
meio de lraiisac.au offerecia o representante do czar 1
O principe Gorlchakoll ptopunha a conservarlo do
eneerramenlo actual dos cstreilos, com a faculdade
permitlida ao sultao dcappellar para os seus allia-
dos em caso de perigo, e abrir-lites a entrada do
mar-Negro, islo he, a Russia conceda ao sullo c
aos seus alliados una liberdade, que elles podem lo-
mar por si mesmos, como o exemplo o lem provado ;
masho j'jfUimenle para que desappareja esla cuslosa e
perigosa experiencia que a Europa lem o direilo de
enllocar o Oriente debaixo de garantas mais segu-
ras e nviolaves, pondo-o ao abrigo das invascs e
tentativas de urna ambirJode;medida.
llavera cerlamenlc um meio mtiito nlelhor : e
he que o Oriente fosse forle por s mesmo, queso
podesse defender, oppondo urna civilisagao a/a-
inearas de iuvasao ; infelizmente nao se cria cm
um da esla forja c e-la civlisacito, e he essa a ra-
zlo porque convem uina Russia desarmada de sen
poder aggressvo, ao lado do Oriento lal qual ala
hoje.
Nesla negociadlo diplomtica qae acaba tle ler
lao triste resultado, ha um fado que nao se pode
dcxar de notar. Quando a Russia ha poucos me-
zes adhera s qualro r nidiees interpretadas pela
Franca, Auslria o Inglaterra, cuja allianca acabava
do ser sellada, a limitara') de sua preponderancia no
Oriento eslava no numero deslas condiees, ella
aceitara o principio, e al se poderia dizer quo na-
queHe momelo esle principio se apresenlava de-
bati de um aspecto mais ameaendur para ella. Co
mo he quo ella regeila absolutamente, sem discus-
sao, sem deixar ver a m?dida possvel de suas con-
cesses, o que accilava ha Ires mezes '.' Islo se ex-
plica lalvez mu sitnplesmcnte.
A Russia fez por cansa do tratado de 2 de dezem-
bro o que nao lem deixado do fazer cm lodos os
periodos da crise actual, quando ella se vio muilo
aportada pelas circumslancias, fingi ceder ; des-
viou o perigo mais ilumnenle, .deleve as liga* mais
eflicazes que eslavam para formar-se, e, passado o
prmeiro momento, ticou com o excesso de suas pre-
lencoes c o orgulho de sua poltica. He com esle
jogo de laclca e de sublilezas c subterfugios, que a
Russia zumba do reposo da Europa, ha dous me-
zes, o he dete modo que a necessidade da guerra
renasce fatalmente da fraqueza de cada negocia-
cao, lie evidentsimo que a Russia conla com as
difficuldadcs que eticonlra a nossa expedidlo da
Crimea, com as divises da Europa, com as crises
que podem surgir, e com as neulralidadcs que a ga-
raulein ainda; ella nao fazsctto tornar mais saliente
o caracler da lula actual, e engrandecer o seu al-
cance, desvendando o que ha de incouciliavel entre
a iudependenca do Occidente o a poltica dos cza-
res, e na verdade poder-se-hia dizer, se Sebasto-
pol he impenetravel, enlao convem sobretudo lo-
tna-lo.
MUTI.AD0
se sobre os soleos como um arbusto arootado pplo
vento?
III
He para esculares o canto da colovia ou o sus-
surro do rio, ou para contemplares a aurora bella
como urna virgem de olhos azues ?
IV
Se le levantas com o sol, Franja, liberdade!
nao he para veres no hrisonte os sesadores nos
campos de trigo maduro, nem a respigadora que
curva-se sobre os sulcos.
V
ii Nao he para escutares o canto da colovia ou o
sussurro do rio, nem para contemplares a aurora
bella, como uina virgem de olhos azues.
VI
He porque esperas leu noivo, leo noivo de maos
poderosas, de labios mais corados que o coral dos
mares Ibricos, e de fronle mais lisa que o marmore
de Paros.
VII
Desee dn moulanha, Franca, liberdade! n.to
he ahi que acharas teu noivo. "lias de encontra-lo
na cidade santa no meio da mullidao.
VIII
e Ei-lo que adiaula-sc para ti a passo altivo, e
com o peilo cobcrlo de brottze ; melles-lhe no dedo
o anncl nupcial, pdcs-Ihe sobre a fronte a enroa que
echa-se a leus ps cabida no todo, e o proclamas im-
perador. Assim adornado, lu o coutemplas-com or-
gulho e dizes-lhe:
IX
Mea noivo, s bello como o prmeiro hometn.
ii Tira de minha cabrea o brrele phrxgin, sulisli-
tuc-o por um capacete de pennacho ondeante, cin-
'i ge-mc osrinscom urna espada chammejanlc, e lau-
ra-mc assim armada no meio das naces, alim de
ii que eu cumpra ua dor o myslcrio do amor, segun-
do o quo esl.i escriplo, c que a cabeca da serpete
ii seja estragada por mimln
X
cr O que leudo ouvido. leo noivo responde: nSeja
fcila la volitado, Franca, liberdade !i> E lanca-
te armada atreves das naces, alim de que seja exc-
culada a palavra de Dos.
\1
Porque leu noivo est lao paludo, 6 Franca,
liberdade e porque lita alva Inica esto mancha-
da de suor e le como urna mulher grvida
MI
s He porque ler noivo nao le d descanso, e o
parto esl prximo.
XIII
a Ouvcs no horisonle o vento que muge, e a gran-
i /
O resultado dos ltimos incidenles diplomticos
he a guerra, se a Russia a nao evitar ; mas em que
novas condicOes se proseguir esla guerra ? Que in-
fluencia Mercera o resultado das negociaces de
Vienna sobre a poltica da Allemanha ? Elle nao
pode evidentemente deixar de precisar e determinar
com mais clareza a psito da Austria. Depois da
suspensao dos Irahalhos da conferencia, como du-
rante as negociar;es, o gabinete de Vienna esta in-
teiramentc de accordo com as potencias occideulacs.
Tem-se procurado representar a Austria como
prompla para abracar a ueolralidade ou disposla a
lenlar urna especie de intervengo ; era esquecer
que a Auslria he tima das potencias sjgnalarias do
tratado de 2 de dezembro, que as condiees de paz
adoptadas pela Inglaterra e Franca sao as suas, e
que por seus propnos contratos ella nao he mais
nem mediadora, nem neutra. Esla allianca regola
sua posicao e domina as resolucOes que ella lera de
lomar, e por esla razo a Auslria nao se separou
um s instante da Inglaterra e da t'rtnca as confe-
rencias, e nao foi a ullima em achar derisoria a es-
Iranha proposta, com que o principe Gortchakofl .
lerminou as negociaces. Alem dislo observe-se,
que pelo fado mesmo da impossibilidade de chegar-
se a paz por meios diplomticos, o tratado de 2 de
de/eiiihrn, sem nutra nova cslipularo, torna-se urna
alliaor.t ollensiva e defensiva.
A Austria porlanto esla prompla para obrar e
apoiar com as armas o que lem sustentado pelas
negociaces ? Com ofleilo, nada faz ver que assim
nao seja, mas antes de sezuir essa marcha, a Aus-
tria somenle quer lenlar um esforco supremo, diti-
gindo um ultimtum a S. Petersburgo, e sobre a
nalureza, como sobre os termos desle ultimtum,
ella se acha completamente de accordo com os ple-
nipotenciarios da Franja e da Inglaterra. Todos
roiuprehendcm que fura difflcil dizer em que con-
siste esta peta, mas he ccrlo que ella resume todas
as garantas que a Europa tem reclamado e lem o
direilo de reclamar. Um prazo fio de poucos dias
para a aceilaeflo desle ultimtum deve ser concedido
ao gabinele de S. Pelersburgo, c se a Rossia persis-
tir ainda na poltica, da qual se nao quiz afastar
as conferencias, a Auslria acha-se desde ja com-
promellid.i na aceito commum. Quando o gabinele
de Vicnna fazia chegar o anno passado ao governo
russo essas condr,6es de 8 de agoslo, as quaes foram
repcllidas debaixo de sua primeira forma, como aca-
ban) de o ser debaixo de sua nova forma, podia ri-
gorosamente n,1o ver neslo recurso om motivo de
accao i medala ; ella nao linha ainda continhido a
obrigaco ; hoje ja nao he assim; urna recosa d Rus-
sia leria necesariamente por sanelo a cooperario
da Austria na guerra.
A respeilo da Prussia, sua posicao he cerlamenle
menos franca ; as conferencias comecaram e ter-
minaran) sem ella, e he pooco provavnl que o ga-
binete de Berlim preste um apoio muilo decisivo a
uina obra na qual nao leve parle, depois de ter re-
cusado at aqu fazer algum comprometlimenlo ;'
entretanto ha longe dalli urna separarao com as po-
tencias occidenlacs, e al dizem que OTei Fredeti-
co Guilherme se moslrava disposlo a pedir ao impe-
rador Alexandre II qae areitasse o ultimtum, que
Ihe deve ser enviado,ludo islo elle faz sem nenhn-
ma ohrigac,ao ulterior ; cm ultima palavra, a neu-
tralidade he al aqui o supremo esforco da poltica
prussiana." Resta saber se esla neulralidade ser
sempre possvel, se a Prussia nao ser enllocada por
sua vez em a imperiosa necessidade de tomar orna
r: dueo cm seu inlercsse proprio como no interes-
se da Europa ; nessa dia, se deve vir, a Prussia nao
ser sem duvida de opiuiau, como se disse ltima-
mente oo parlameolc de Berlim, de que lem menos
que recear o czarismo russo do que a Franca.
A situarlo actual da Europa pode pois resumir-
se fcilmente : se a ullima tenlaliva diplomalica
ver a mallograr-se, a guerra fica sendo a 'terrivel
fitalidide do Occidente, e proloogando-se nSo pode
deixar de aggravar-se, se por acaso, |ra>.ida a con-
selhos mais conciliadores e mais moderados pela
ameaea de um rompimenlo difinilivo com a Aus-
lria, a Russia nao sentir tambem o proco de nma
paz, quo ella lalvez nao he mais livre de recusar.
De todos os resultados desla eslrauha guerra, a
mais extraordinaria cerlamenle he esta allianca n-
(ima da Franca e da Inglaterra, fltte se lornou mais
evidente de a'goma sorle por um episodio, que se
refere vida interna das duas naces: a viagem re-
cente do imperador eda imperatriz Londres, Via-
gem feita no meio das honras e das festas. Lina sema -
na se passou nesla excursao ; o povo inglez nao he
prompto no enlhusiasmo, mas quando a elle se ven-
Irega, dir-se-hia que recupera o lempo perdido.
As ras de Londres foram illummadas, e as iniciacs
dos soberanos da Inglaterra- e da Franca brilhavam
unidas sobre um fundo transparente ; o imperador
recebeu da rainha Victoria a ordem da Jrrele ira.
aceitou um banquete que Ihe fo: dadopela cidade
de Londres e respondendo mensagem que Ihe foi
apresenlada por um discurso, no qual elevando a
uniao dos dous povos altura de um faci perma-
nente, disse que levara a impresso desle espec-
tculo mageslosa, que offeroce a Inglaterra, onde
a virtude sobre o lltrono dirige os destinos do paiz,
sol o imperio de urna liberdade sem perigo para
sua grandeza. No fnn do banquete o lord maire
foi creado baronele, e fez-sc observar qoe seme-
lhanle dislincrao nao era concedida ao lord maire .
senao cm commemoracao das visitas do soberanos
inglezes a Cil. Em orna palavra, a Inglaterra re-
cebeu seus hospedes com a solicilode de urna poten-
cia que, para ceder sem duvida aosenlimenlo, nao
esquece seus inleresses, e que aprecia hoje o valor
do concurso dos nossos exercilos.
No dia quasi immedialo ao das festas desla via-
gem, o imperador era o objeclo de um odioso at-
lenlado ; dous (iros de pistola foram disparados
sobre elle, no momento em que passeava a cavallo
nos Cam[,os Elyseos. O prmeiro castigo desle Ins-
to genero de tentativas he quasi nunca acertaren),
e nao he pouco doloroso pensar que em certas ho-
de voz do rio que queixa-se cm sua prisaode aram-
io ? Ouves o gemido das vagas e o grtlodas aves noc-
turnas ? A hora do parlo esta prxima.
XIV
Como nos dias de la pulida Ftanr.i, liber-
dade adorna-te de leus mais bellos vestidos, der-
rama sobre leus cabellos os mais puros perfumes da
Arabia, esgola com leus discpulos a tca da despe-
dida, e dirig-le para leu calvario, onde deve ser sel-
lado o livramenlo do mundo.
XV.
Como chama-sc essa collina que sobes nu meio
dos relmpagos ? He Walerloo! Como chama-se es-
sa planicie manchada de leu sangue ? He a Bella
Allianca! S bemdila para sempre enlre todas as
mulberes, enlre todas as nares, Franca, liber-
dade !
o E tendo ouvido eslas cousas, aquelle gue he
lornou :
O' minha mai, que me dissesle : A morlc
o he o tmulo, he o berro de urna vida maior, de
um amor mais infinito teu grito chegou al inim.
O' minha mai, pela angustia de (cu parto, pelos sof-
frimcnlos de leu marlvrio seja estnagada a cabeca da
serpenle, e a hamanidade seja salva !
ti E vollando-se pira mim, elle aecrescentou :
a Filho de Dos, que procuras ? o sol ou a es-
curid.in ? a morlc ou a vida '.' a esperauca ou o se-
pulcro ?
Irmfio, respond, procuro a verdade.
a E elle lornou :
Em nome da unidade primitiva saudo-le,
apostlo de t-ca-Affio !...
ii E pronunciando eslas palavras, aquelle que he,
evocou o ahvsmo, o qual enlrcabriu-se aa voz.
ii Filh'ode Dcos, disse-me elle, observa atlen-
latnente.
" E vi um navio imroento com um maslro mam-
leseo terminado em forma de sino,e um dos lados do
navio olhava para o occidenle, e o outro pata o
rlenle.
E do lado do occidenle esse navio apniava-se
sobre os cumes nebulosos de Ires motilan lias, cuja
base pcrda-sc em um nur furioso.
ii rada urna dessas monl.inhas linha um nome:
a primeira ehamava-se Golgolha, a segunda motile
de San Jote ; a lereeir Sania Helena :
E no meio do maslro gigantesco 'lo lado do oc-
cidenle havia uina cruz de cinco bracos sobre a qual
expirava urna mulher, cima de ruja cabeca lia-se :
FRANCA;
IS de junho de 181");
Sc.rla-feira sania.
n E cada um dos cinco bracos da cruz represen-
lava urna das cinco partes do mondo: a cabeca da
mulher descancava sobre a Europa, e eslava rodea-
da de orna itiivem.
E do lado do navio que olhava para o oriente as
Irevas nao exisliam, ea quilha eslava parada no lo-
miar da cidade de Dos sobre om arco triumphal
que o sol illuminava com seusraios.
w E a mesma mulher apparceia de novo, mas
transfigurada e radiosa : levanlava a pedra de um
sepulcro sobre a qoal eslava escriplo :
RESTAURACAO, DIA DO TMULO
29 de julho de 1830.
I'ascoa.
tt E o noivo ofTerecia-lhe o braco sorrindo, e am-
bos laneavam-se ao co.
a E do fundo da arca sania sahia urna voz forle
que dizia :
O myslerio do amor consummou-se; todos sao
chamados.' loos escolhidos! lodos rchabilil idos u
Eis o que vi na arca santa, e pouco depois cabio
o veo do ahvsmo, e aquelle que he impondo-me as
maos, disse:
it Vai, meo irmao,'deixa o vestidos de festa e
toma a tnica do Irabalbador ; pois aquelle que nao-
camlnhacom o povo nao eiminha coman, e aquelle
que nao comparlilha de eu Irabalho he inimigo do*
lieos.... Vai .' c s um apostlo fiel da unidade !
o E respond :
lie essa a f em que quero v\er, c que es-
lou promplo para sellar com o ttieu sangue .'
E quando relirei-me o sol desponiava no hori-
sonle.
Julho de 1840.
a Aquello que foi Caillaox.
Tal he o Apocalipse do principal, e ditemos mes-
mu do ntico apo-lnlo dn Mapah.
Eu linha comerado a cscreve-lo com a inlencltode
curlar-lhe tres quarlos,'ereproduzi-o qoasi inteira-
menle.
Ti n ha comecado a escrev-lo com a zombaria no
bico da penna, mas nao live a roragem de zumbar ;
porque no meio de Indo isso ha urna grande dedica-
cao, uina poesa real e pensatneolos nobres.
Que he do homem que escreveu eslas Itnhas ? Nao
sci ;. mas espero que elle nao lera fallado f em
que quera rirer, e que eslava prompto jwra sellar
rom o ." sangue.
He misler que urna sociedade estoja mui tinento
desoroaitisada,'para que honiens desenielhanle inlel-
Iiacnn.1 nao achom nella nutro recurso senao tazar-
se dcos ou apostlo 1 .
FIM.
r*


OIARIO DE PERNAMBUCO QUARTA FEIRA 13 DE JUNHO DE 355
ras os dVslinos. de un paii podem ler por instru-
mento i voolade pervertida de algum phanalco
obscuro.
A vida interna oestes ltimos das termina tiesta
dcploravel tentativa, *e este faci lie suflicicnlc para
esquecer lodos os oulros; entreunto, ha pouco lem-
po linha lugar um acto administrativo que loca eni
um dos intersea ruis graves do paiz : queremos
fallar do deereto que modifica de um modo sensi-
vel a exislencia do Instituto. Petas nosfas disposi.
ees, a sessao publica animal das cinco classes do
Instituto deve ter lugar a 18 de agosto, diadeS.
Napuleo ; todas as sesses publicas particulares
as diversas academias sao reguladas pelo ministro da
iiislrucc,3o publica ;'o concurso dos premios acad-
micos serio juliados pelas formas estabelecidas por
um ordenanra do 1821, isto he, em outros termos,
por um.i conimissao composta de quatro membros
uomeados pelo governo, e do tres ofliciacs da aca-
demia funcciouanilo no 1." de Janeiro. Creoii-sc
uro premio ile 10,000 francos, que ser concedido
obra recouhecida a mais propria para honrar nu
servir o pata. 0> funecionaros da btbltatheca e dos
dilToreoles serviros do Instituto s3o de noniearao
do ministro da instrucrSo publica: uualmeuta ereou-
se na academia das ciencias moraes e poltica-,
urna nova seccAo de dez membros, cora o titulo de
poltica, administradlo e finiuras, c os membros
desta nova seceso foram pela primeira vez nomea-
dos pelo governo.
He fcil de ver os pontos essencia os e bastante
graves desta medida, que tem por lim faier passar
muilas cousas do Instituto paja a seccao adminis-
trativa. O Sr. ministro de nstrucc,3o publica
refurmanilo o ensino, quiz reformar o Instituto ;
entretanto ha -m taes corporales tradcCes que lem
sua forra, e he sempre grave tocar nellas, porque
sao as IraJtres roesmo do espirito edo pensamenlo,
isto be, de duas potencias voluntarias independenles,
as quacs lem sem duvida suas horas de ra fortuna
, mas tem lambem seus dias, em que sao o esplen-
dor e a grandeza de um paiz.
Quando se observa esta sociedade sujeila a lanas
influencias variaveis e arraslada alternativamente
em todas as dircccOes, quando se observa o Irabalho
confuso de seus elementos, de suas torgas e de suas
tendencias, ha urna questao que se levanta incvila-
vclmentc, e que he como a moralidade das revolu-
res ou dos actos, que sesuccedem. De lodos estes
elementos, que podem resumir-se debaixo de um
duplo aspecto, as aspirarles inoraos e materiaes,
no Irabalho dos espirito! e das almas e no Irabalho
dosinleresscs, quaes sao os que vilo em progresso
ou em decadencia ? Em urna palavra, que influ-
encias leuden) a prevalecer na sociedade contem-
pornea '.' Esla questao est em toda a parte, c to-
dos a encontrarlo no liminar da prxima exposirao
universal ; ella nasce de todos os fados, e he lam-
bem o tormento de todas as intelligenctas, occullau-
do-se em um livro singalare instructivo sobre as
reformas que se devem fazer na explorarlo dos ca-
minhos de ferro, no mita de um luxo de clculos,
de minuciosidades leclniicas, de deducooes maravi-
lliosas.
O autor desse livro, sem ler lido a necessidade de
escrever seu nomc na primeira pagina de seu livro
nao se Icria fleado dcsconhecido, todos o haveriam
rcfonhecido fcilmente por um carcter particular,
por essa violencia por assim dizer, de um espirito
extremo e paradoxal ; especie de poeta da contabi-
lidade lodo embriagado de sua algebra social e eco-
nmica, humorista da cifra, mgico da dialrlica, o
qual faz boje s monngraphia do caminho de ferro ou
da funecao vehicular, segundo a sua linguagem, co-
mo tazia onlr'ora a monographia da propriedade ou
a (heuria do commercio. Porvenlara admira o au-
tor esla grande invcurSo do vapor applicado cir-
culaban '.' Dir-lhe-hiam, ao ver o enthusiasmo de
algumas de suas paginas e as concluscs a que elle
se aventura. Pelo conlrario o medo nao faz indeci-
sa a admirado'.' Pergnnlar-lhe-hiam ainda. En-
trclanto, diz alcumas vezes este espirito lerrivel,
pode ser slo urna immensa mvslificarao, e o pro-
gresso social pedera ber consistir ; ao cabo de cer-
ta lempo, na volta as praticas anteriores moment-
neamente abandonadas.
Viajar, mover-sc, passar a melhor parte de sua
existencia em um wagn ou em um barco a vapor,
ser por ventura o fim da humanidade ? He esta a
rcalidade da vida Esta febre de andar errante,
..reta agitaran ardenlc nao ser urna crise passageira?
O segredo destas eonlradicres he bem simples, o
autor vr nos caminhos de ferro um grande instru-
menta de recomposirJo social a seu modo, quando
os considera cm si mesmo, em seu destino ; nao v
nclles mais senao o perigo de urna grande myslfica-
rao on de urna perlurbacao immensa, loso que elle
se xclia diantc das companhias, em cujas mos pao
sao, aos seus olhos, mais do que o instrumento de
um poder absorvcnlo e abusivo, que os desvia de seu
fim amparando todos os inleresses. He rsle o resumo
de en livro, e o autor nao \ mais que o lado eco-
nmico de urna qaestAo, que lem um sentido mais
geral e mais profundo.
Aeiislenria das companhias he effectivamenle um
faci eslranho, nao debaixo do poni de vista cm
que se colloca absolutamente o autor, mas debati
do ponto de vista do estado social. Ha mais de meio
secuta queso prosegue om Irabalho arduo e irresis-
livel de decomposirSo ; de todas as forjas conecti-
vas polticas ou administrativas, moraes e inlellec-
luaes, urna so nao ha que tenha ficado em pe e esca-
pado da aceito das rovolurOes ; ludo quanlo exislia
como corpo desappareceu;'o homem tai reduzido ao
que se chama na linguagem dos caminhos de ferro
urna unidade de commercio, c que se poderia cha-
mar, debaixo de outra relaro, urna unidade admi-
nistrativa. E desta dissolurSo universal, de todas
as forras conectivas antigs, que resulta ".' urna espe-
cie de novo poder, debaixo da forma de orna associ-
aeSo, da qual o dinheiro he o taro e a.raz3o de exis-
tencia.
Nao he somenle um tacto econmico que se pode
combater ou ncutralisar por combinables econmi-
cas ; lio a manifestarse de urna tendencia da socie-
dade ; he a expressSo do dcsenvolv imculo dos ins-
liuctos materiaes, chegados ao poni de constituir a
nica forja collcctiva. Como oppor a este fado, que
ao he tem duvida a ultima expressao da|'civilisac5o,
um contrapaso solTiciente, se n3o for por todos os
impulsos moraes, pelo senlimcnlo vigoroso de lodo*
os deveres da vida poltica e civil,pelo esforro intcl-
lectual ? O mesmo acontece com as applicaces ge-
nes dos caminhos de ferro ; o caminlir de ferro em
si mesmo he um instrumento de recumposirao social,
que deslora e torna a rlassificar alternadamente a,
popularei e os inleresses ?
O aulor do livro das Reformas v format-se de-
baixo de sua fecunda influencia novas associaroes,
grupos mraes, grupos industriaes e al, como a eco-
noma poltica he aos seus olhos a raz de ludo, a tai
geradora das proprias instituirnos polticas, deduz a
forma eo carcter deslas instituirnos ; o modelo da
sociedade poltica, he a sociedade de commercio
anooyma. autor apenas se esquece de urna cousas
he que estas classificarocs e desdassificiices, de que
falla, s.lo um tarto material c nada mais, que ha na
vida social de um povo, inleresses mais elevados,
mais permanentes, c em lodos os caso?, de nalureza
dillerculc aos inleresses submellidos aos estatutos de
uina sociedade de commercio anonyma.
Em urna palavra, estes taminhos de ferro, esla
industria, estes srupos, que sao elles sem o pensa-
menlo moral, que lhesassigna seu papel, os conlem
c dirige ? Onde este pensamenlo nao existe, os
tropos sao agqrocares materiaes, as companhias s.l>
potencias anormaes ; a sociedade mesmo, qualques
que seja o modelo, que se Ihe de, nao he senAo um
todo sem nexo, que marcha sem dirercao, que pode
dissolver-se a cada instante, c que s a forra man-
ten), lie nesta lula que se resume finalmente em
substaucia a historia do nosso lempo. Vigiar na
importancia das concesscs de caminhos de ferro,
abanar as tarifas, conservar as prerogalivas, do es-
ta lo, abracar nutra vez, como prope o aulor, o pen
smenlo que inspiro ,i le de 1812 sobre as liaba!
tarreas, lora sem duvida um resultado, e debaixo de
cerlo ponto de vista nao mudara muito a quesillo
eillMial, que esta toda na amencia do equilibrio ou
da jerarebia entre as influencias moraes e os inslinc-
tos malcriar-.
Mas rollemos a publica.
de defciider-sc contra urna corla oppusicjta. O pre-
sidente da cmara dos representantes o Sr. Delfosse,
fundando-seem que nao poda pnrtilhar as inlenrOes
do novo governo. c que aos seus olhos o presidenta
la cmara devia ter a cor poltica do gabinete, dea
sna demissao. Entreunta nao deia da ser reeleito a
primeira vez c sil depois de urna recusa reiterada de
lomara lomar a presideucia he que tai eleiloo Sr.
Delehaye, um dos amigos politices do miuistero.
t) Cirnante soll'reu lambem por sua vez essa pro-
vnc3o de urna crise ministerial, pela qual a Blgica
paasava ha poucos dias. O gabinete de que o Sr.
conde de Cavour era presidente, acaba de dar sua
demissilo e he esta lerrivel le sobro a suppressao
das curporares (eclesisticas, que (rouxe esla peri-
pecia. A lei sobre a suppressao dos conventas foi
facilmcnl approvada pela cmara dos depulados,
mas bem tange eslava de o ser lambem no senado.
A melhor prova dista he que, enlrc cinco membros,
que rompunham.a commlssao Horneada para elabo-
rar o prejeclo do governo, houve Ires opinif.es dilTc-
reutes, isto he, tres syslemas, um dos quacs era a
margens e illliienles do rio Tocanlins, que eram
mais perseguidos por indios selvagens. Mas, Sr.
presidente, como o governo da provincia deslocou
csse resto de presidios do Araguaxa para o Tocan-
lins e seus anllenles, e eu tenlio ideas de preferen-
cia a respeilo da navegaran do Araguaxa, porque
enlcndo que he o porvir da provincia de Goyaz, nao
quero que essa medida, alias muito til, que o pre-
sidente lomea de remover o resto de presidios do A-
raguax a para o Tocanlins, fique sendo uina medida
definitiva.
Nao desconhceo a ulilidade da medida ; o presi-
dente da provincia fez um servico, porque os ser-
toes de Amaro I.cile, coma disseS. Exc. em seu re-
lalorio, sao infestados por hordas de indios, que im-
possiliiltam muilas vezes a communicajao da capi-
tal com o norte da provincia, ao menos por esse ca-
minho mais curio. S. Exc. fez um relevante servi-
jo provincia) como lem taita outros mullos na sua
Ilustrada administraran. Mas cu nao desejava que
deslrocaudo-se o resta dos presidios do Araguaxa e
collocando essa forra nicamente nos serios de A-
regeicao da tai. Entretanto a discu-slo segua seu maro I.cile o nos aflluentes do Tocanlins, tasse pas-
curso, quando se deu um novo fado. O hispo de
Casal veta olTerecer emnomejdo episcopado piemonlez
urna somma de 90i),0b\) francos para.exonerar o es-
tado das despezas do culta, que tinham estado al
enlio a seu cargo; o presidenta do couselho pedio
lempo para examinar esla proposla: o couselho nao
se pode conciliar sobre o que devia fazer e o gabinete
se rolirou, entretanto um dos seus membros, o gene-
ral Durando, foi cucarregado de (orinar um novo
gabinete, cujo pensamenlo poltico nao dilTerir sem
duvida cssencilmeulc do do gabinete, que acaba de
relirar-se.
(Revue des Deux Mondes.)
A lelgica, como salie-
se, soUreu ultim un -ule urna crise ministerial e for-
mn um novo gabinete, que leudo de passar por
una prova parlamentar, acaba de apresenlar-so as
cmaras, logo que estas se abriram. U relalorio lido
peta Sr. Dedrcker resume o pensamenlo do novo
minislcrio, pensamenlo de conciliarao entre os par-
HIO DE JANEIRO
SENADO.
Da 24 de mato de 1855.
l.ida e approvada a acta da sessao antecedente, o
I." secretario 10 o seguinle expedienta.
L'm oflicio do Sr. ministro da jnslija, remellendo
um dos autographos sanecionados da resolurao da
assemblca geral legislativa, approvandn a aposcnla-
doria concedida a Joaquim dos lcis Pernos.Fica o
senado iuleirado, e manda-se participar i cmara
dos depulados.
Um requerimcnlo do bacharel Jo3o llaplsta dos
Guimares, pedindo ser admitlido nialricula doti.'
anno da escola de medicina da corle.
Oulro de Joflo da Silva Pinheiro Freir, pcdinlo
ser admitlido a fazer acto das maleiias do 5. anuo
da escola de medicina desta corle, o no caso de ser
ipprovado, Ihe srja considerada do 6. anuo a ma-
tricula que novamente fez do 5." anno.A'commis-
s3o de instrucjflo publica.
He lida e approvada a redacr3o da proposirodo
senado, com.as emendas da cmara dos: depulados,
concedende a ordem lerceira de S. Francisco da Pe-
nitencia da cidade de S. Paulo, possuir cm ben de
raz ateo valor de 100:0009, a lim de ser euviada a
proposirao i sancrao imperial.
L-se c vai a imprimir o seguinle parecer :
b As commissoes de fazenda e commercio, a quem
foi remetlido o projeclo do Sr. nrarquez de bran-
les lido na sessao de 9 de agosto do anno passado,
considerando que elle tem por principal lim promo-
ver a retelo de um viveiro de homens habilitados
para o serviro da marinha, e especialmente das em-
barrarles de guerra', e que na udoprao de scmclhan-
tes medidas se deve alleudcr mais s considerarcs
do ordem poltica do que econmica, julgam que a
doutrina do nlesmo projedo pode ser adoptada por
esla augusta enmara.
Todava, como a disposijao do 1., na genera-
lidade com que est concebida, poderia dar aso a um
excesivo acrescimo dos encargos do lliesouro na-
cional, pensam as commissoes que se deveria por ora
restringir a garanta de juros de que Irata o mesmo
paragrapho s tres primeira companhias que se en
corporarcui para o fim indicado no sobredilo pro-
jeclo.
n Pelo que taca sene~m de dircilos de importa-
r o c aos premios de que Iralam os paragraphos 3.
e'i.0, entender tambem as commissoes que os pri-
mnos > deverSo sor concedidos emquanlo nao for
alterado o vicioso systema cslabelerido por nossa le-
gislarao para proteger as fabricas uacionacs ; e os
segundos, se se entender que s assemblas legislati-
vas provincacs nao he permllido (anear direilos de
mporlajo sobro os productos de pesca, que o pro-
jedo do Sr. marquez de branles lem por fim favo-
recer.
As commissoes, poi.i, lem a honra de olTerecer ,i
considerarlo do senado as seguntes emendas, cm
quo concordan) com o ilustrado autor do pro-
jeclo.
Emendus.
a Arl. 1. Em lugar de dizer-scdas Ires primei-
rasdiga-scas Ires primeirase depois da pala-
vraparagensacresccntc-sedevendo ser urna no
norte doltrasil, outra em urna das provincias do cen-
tro, c a 3.a no sul.
Arl. 1. 3. Depois da palavradas compa-
nliiasacrcscenle-se emquanlo nao for alterada
a legislacio que isenla de direilos as materias pri-
mas destinadas ao consumo das fabricas nacio-
nacs.
a Taro do sen ido cm 20 de maio de 18J. J. F.
1'tuitna.N. I', de C. l'cnjueiro. Mrquez de
t'alenca. t'isconde de llaborahy. Marque: de
MbnAlegre.
O Sr. Sileeira da Mplt :. Sr. presidente, o Sr.
ministro do imperio, tratando no seu relalorio de um
assomplo de muila importancia para a provincia-de
Goyaz, qual a navegaran dos rios Araguaya c To-
canlins, emille a esle respeilo urna opinin que jul-
go milita fundada, rcinnhccendo a importancia que
essa navegajao pode ter pira promover os inleresses
daquclla provincia ISo intarnada'no nosso territorio,
c cujo engraiideciinenlo nao pode resultar senao de
facis vias de communicajito, que por ora ella nao
tem.
O Sr. ministro do imperio, tratando da navega-
cao desses dous rios, enuncia a meu ver a opiniao
mais acertada que se tem apresenlado sobre esla
queslau. Parece que S. Exc. recoubece a preferen-
cia que deve merecer a navegaclo do Araguaya so-
bre a do Tocanlins ; mas, sustenta a 'opiniao, que
alias lambem parlillio, deque se ojio deve abando-
nar a navegaran do Tocanlins, senao por oulras ra-
zes, ao menos porque esse rio e seus afiluentcs
principies bauliam a maior parte das povoaroes do
norte que lucram com essa navegarao, embora
ditlicil e imperfeila, que pode haver para o Para e
algumas povoajOes boje da provincia do Mara-
nliiio.
Mas, Sr. presidente, S. Exc. emillindo as suas
ideas a tal respeilo, e apreciando as difliculdades
que se lem oll'erccido couservajao dos presidios,
que administraees anteriores j tinham eslabejeci-
do no Araguaya, e que s3o o unico meio de facili-
tar aquella navegarn, nos declara que lem dcsco-
berlo outros meios de conservar esses presidios, sem
que aponte quacs s3o. Ora, julgaudo esta materia
de summa importancia, Icnciono empregar lodos os
mcus estarros para que dcllaalgum resultado colha
a provincia de Goyaz ; c como S. Exc. nos anuuii-
cia um novo lyatema de meios para essa navegarn,
crendo cu que, so acaso esperar pela presenca de S.
Exc. na dscussao do orramcnlo da sua roparlicao
para pedir-lhe intarmajues a csse respeilo, nao po-
derci tirar ilcssas intarmaroes, no momento de S.
Exc. m'ai dar, o proveilo que epero tirar pela m-
nha reflcxao se as possuir antes dcs fazer um rcquerimenlo, afim de poder habilitarme
com o conhecimenlo das novas medidas que o go-
verno tem lomado sobre tal materia, c das iuslruc-
eoes que S. Exc. (em expedido ao actual presidenta
da provincia de Goyaz, para que ru pnssi na disrus-
su do orramrnlo da reparlirao do imperio discutir
rom proveilo a cllicacia dessas novas medidas o ins-
Irucrrtcs.
Creio que desta maneira me habililarci melhor
para a disrussao, tanto mais quanlo esta mudado o
systema al iplado al as ultimas adminislrares an-
teriores a de S. Exc. a respeilo da navegarao desses
rios.
O actual presidente da provincia ce Goyaz; cuja
administraran Ilustrada, zelosa c activa he rcr'onhe-
cida em Inda aquella provincia no curto esparo cm
que a lem governado, fez ao meu ver um relevante
serviro mudando alguns presidios relaxados que es-
lavara as margens do rio Araguaxa, para fortalecer
sando em jnlgado o abandono da navegacao do rio
Araguaya,
Como posso pois precisar de informarles para pene-
trar o pensamenlo do governo a respeilo desses presi-
dios novos,que cu desejo que sejam collorados no A-
raguaya ; como quero licar habilitado para discutir
essa materia na lei do orcamenln, pero ao senado
que se digue approvaro requeriineulu que vou man-
dar mesa.
He apoiado o approvado o seguinle requeri-
mcnlo :
Requeiro que se pera ao governo copia das or-
den* expedidas ltimamente no presidente da pro-
vincia de Goyaz sobre os presidios do rio Araguaya,
e afiluentcs do Tocanlins. S. R.'Sihtra da
Molla.
Passando-se a ordem do dia, sao approvadas sem
debata, em primeira dscussao para passarem se-
gunda, as proposijes do senado, urna autnrisando o
governo .i paaercarta de nalnralisacao de cidado
brasilcfro ao Dr. Cesar Persiani, e nutra prrmiltimlo
irmandade de .Nossa Senhora do Rosario da cidade
do Destarro possuir em bens de raiz ale o valor de
8 con tos de res, e levanta-se a sessao.
No da 3 nao houve sessao.
He geral o clamor conlra essa caterva infame,mas
nngucm tama a iniciativa, e o mal vai progredin-
do, rcsla-me ao menos a inilignajo quo acompanba
lacs iiion-lms,
O nosso taro ainda se conserva manco c deslocado,
acurvado pelas interinidades, sempre funestas para
Vou coucluir esla, que bem jmassanle se vai lor-
nandn, ipezar de nao ter ainda ess dado o meu ar-
mazem. mas n3n quereudo acabar tudn para ao de-
pois canil em falla, por isso paro aqu, cilaudo des-
de j Vmc. para a primeira que cnviar-lhe.
Saude c felicidades, abundancia do metal sonoro
os litigantes. O Dr. juiz municipal ainda continua que alegra a vista c sensibilisa os limpanos-, eis aqu
a esidir na capital, aomle traa de restabeleccr sua quanlo eslimara goze Vmc. por serem estes os sin-
saude gravemente alterada. ceros votas do
Dizem os meninos da aula do Camillo, e com el- Cosmopolita.
les mais alguns, que a molestia do nosso juiz, he o
corolario de urna senlenra que dera S. S. conlra os
bens encapelados do N. S. do Despacho. Como na-
da ontendo deslas ou'as de juslica, nada posso nar-
' ira Vmc. sobre esta senlonra, que lano nllectau a
bstanles pessoas. Se fura juir. rugira sempre de
envolver-me com negocios tandeles a tantas, que
7 ratamento da feriia de D. Marta,
1.* Visitalima feridinha sarando sobre a facedi-
reila um pouco escura em ruda, segurando apenas
poucos los que se Ihe applicavam.convulsies por cs-
paco de a 15 minlos, que duravam do um a dous
bocea reputada para a direila ollm esquerdo
grralmcnle produzem lerriveis resultados para OS menormandbula cerradadifliculdadc de mover o
fulminante*. j pewoco, c poma febredcu-sc-lhe Ign. por i vetea
A nqpa polica sahindose do dolce-farnienta. (em I com intrn altas de 2 horas.
BALANCODA RECEITA E DESPEZA DOS ESTABELECIMENTOS DE CAIUDADE
VEUIFIGADO NOS MEZES DE ABRIL E MAIO DE 1855.
Receila.
Cor saldo cm 31 de marro, a saber :
I';"1 le'ras.......1:071,-111..
Era recibs por adianlamcnlo 4:9139880
Em cobre e notas. 33S39553
lidos; rointudo houve logo no primeiro dia um 0-1 u rommuniees da capital da provincia como o nor-
e%lente que denota que o gabinete lera sem duvida I le, rollocando-os as margent do rio Maranhao,nas
A
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE PER-
NAMBUCO.
ALAGOAS
Villa do Passo 3 de junho.
Meu rharo senhor. Ao passo que os s"iis illus-
Irados correspondentes das capilaes, aguardam an-
cosos a vnda do ligeiro Tocantins.oa do mailraro e
ronceiro S. Saltador, cu, pobre malulo, habitante
das selvas, tange dos emporios coinmcrciaes, apenas
espreitoo lluxo e relluxn das mares, esperando al-
gum dos nossos vebinrulos flurluuules, taes como,
barcacaf, barcacilas, paquetes, elr., nicos que po-
dem livremcute sulcar o;ameno c potico Caniara:i-
bc. Nao desespero, meu charo, ainda espero ver raiar
o momcnlo feliz e radioso, quando cm a nossa pobre
barra tandearan os vapores da campanilla Pernam-
burana. Dizem que se realizara islo brevemente,
Dos nucir que esta necessidade de primeira intui-
rlo desta provincia, lenha um feliz resultado ; o
lempo demonstrar, nada de prevenir.
J la vai caminho do nada, fazendo ablativo de
viagern, o fallecido mez de maio do anno de t85,
deixando-nos possuidos do jubilo, 13o dillicil foi
a sua rotacao. Se tara seguido o calendario da la-
vra do sabio astrnomo Mr. Augusta Cont, sendo
esse mez dedicado aos apparalos e peripecias mili-
lares, c consagrado na pessoa de Julio Cesar, impe-
rador romano, que,segundo affianra a historia, aca-
bou trgicamente nos punhaes de Bruta e Cassio,
sugeitinhos de tempera diablica, era doesperar por
tanto grande desenvolviraenlo c no globo ; e lano
mais que, excrcilos fortes e aguerridos disputara,
palmo palmo asnpramacia de seus governos. Con-
cluo, pois, emprazando os laes enthusiaslns rnssos c
alliados, para a chegada do primeiro vapor, que
por sem duvida conduzir a espada de Alexndre,
que vira cortar o n gordio de taula aucia, dissipan-
do as lerriveis contrariedades que tanto ha o empan-
sinado o mundo inleiro, exceptuando esle seu cra-
diuho.
Vou miaba miao correspondencia!, oque faro
com goslo c enlbusiasino, e mesmo nao be para me-
nos, se alien ler Vmc. a felicidade que hei lido, nao
colbendo o menor disgosto que embaciasse a minlia
aureolado gloria, antes ludo tem correspondido s
inhibas esperanras. Prociguirei jubiloso meu Ira-
balho, cessandu para apenas me abandonar a benig-
na egide de Vmc, que lauto rae ha broquelado, li-
berlando-me do taro ceslrangulador spleen,que con-
serva-se a capa, aguardando o instante propicio,
para conduzir-me al a morada do velbusco c im-
passvel Charonle. Basta,
Saibam quanlos se diguarcm ler este aranzel, que
a villa do Passo, continua no slatu qoo. sabo-
reando as delicias de urna Iranquillidadc parenne,
o que tem merecido geral approvac,3o dos seus ha-
bilanles, salvas fataes excepres.
Areligi.lo, para que devia marchar .na vereda do
progresso, como que caramba dcsappercebida, feliz-
mente para a salvaeao dos finis ; o unico sacerdote
que aqui temos, o padre Delfino, lomando em con-
sideraran este estado, vai dizeudo algumas misjas
nos dias de semana', vallia-nos esta allcnrao de
S.S.
A ediflcacSo do templo do N. S. da Coneeice
encelada rom tanto furor, cabio no marasmo, e mes-
rao nao mais se traa disso. E como nao apparecer
este ilrafecho, se aquellos que deviain concorrer, 93o
os proprios que, depois de havercra olTerecido seus
auxilios pecuniarios, na occasiao do recebiraculo ne-
garan), ipresenlando duvidas que assaz demonslra-
rara, que nao por espirito religioso e sim por mise
ravel ostentaran, orTereceram laes donativos !
Esle proceder revoltante dep6e bastante contra os
senhores, que devendo dar lodo o impulso a esla
pobre villa, ao conlrario ludo envidara para destruir
seu futuro, que era de esperar fosse bello c radi-
ante.
y.omba, impos da religao de vossospais, despre-
zai seus sacrosantas mjslerios, allende, porem, que
uem sempre surlirao bem laes iniquidades, e ai da-
quellc que na hora final rcpresenlar-so eivado dos
lerriveis efleilos da impiedade, tarde conheccr
seu desengao;
Asalobridadc publica continua acorvada de lerri-
veis padecimenlos, opliltialinias, c al a losse que
al cerlo lempo perseguia 13o smente as enancas,
vai-seeslendendo, e percorrendo em sua fatal esca-
la lodos os Jmiividuos. Homens, mulheres, lodos
soQrciii, lodos se queitam ; mas, como fugir da in-
fluciiMO (leste raedonlio calacblisma".'
Apezar de nao habitar entre nsnenhum medico
ou facultativo hlbil, ao menos possuinos alguns ci-
dad3 cardosos, laes como os 'senhores Itahienso,
Ticira e Magalhaes,que auxiliados pelos glbulos ho-
meopalhicos, ludo envidam para profligarcm a in-
lensidade de,nossos males. Que irnnortam, porin,
osbons desejos destes senhores, se urna praga peior
que a do Eyplo, se urna conrtc infernal de assas-i-
nos sob a forma de curandeiras e benzedeiras no
apogeu da estupidez, ludo levara de vencida, rou-
bando nipiamcnte charas existencias e isto sem
temor da polica, que dorme o somno do indillc-
renti-mo.
Ainda no dia >' do passado e.xpirou D. Auna Ca-
rolina.joveu de Ijamios, a quem sorria brisa faguei-
ra, c para quem lalvez ia despuntar risonba exislen-
cia. Um simples tarimenlo na face foia lerrivel cau-
sa que concurren para sua morle. Applicados os
ponlos, a ferida aprcscnlava um aspecto benigno,
quando foi aconselhada que lavasse com asna nior-
nn. lito fcilo, rapidamcnlo srnlo fortes convulsOos,
a bocea tomn disforme aspecto, apparccendo-lhc o
Irismo. Nesta estado foi chamado o Sr. Magalhaes,
que nicamente movido pelo desejo de mclliorar a
sortc da infeliz doerrle, tratan de applicar-lhe Quan-
lo Ihe sugrrin sua experiencia, auxiliada petas au-
tores da matara.
Para nao ser mais extenso, incluso reraetln-lhe
urna ola que ped ao meu amigo, eda sua leilura
vera Vmc. que lodos os meios foram empregados
para salva-la, al qae as aes rurandeiras, assurai-
rara as horrorosas fenles de carrascos, c decepa-
rarn tao preclara eilslencli. Infusao de coili- verde
ou cabnro, frirres no dorsal de nula untura com-
posta de brodos, oleo de aincndoa e ui^is nao sei que
lerriveis ingredientes. Ei-aqqy o meios emprea-
dos por essas megeras, que sem mais aquella envia-
ran) paraos confus da elurnidade essa joven de cha-
ras esperanras.
dado por pos e por pedras, que nao he para grabas.
Al.n daquella primeira expedirn de 20 pracas que
den em resultado um assassinalo, eque lera dadnque
fazer a muila gente, dizendo mis que o morto de
molu proprio, se espetara as bayonetas, atlirmando
outros que fdra assassina dos lados assaz depoe contra a forra encarroada
dtssa prisao, sabio urna oulra expedicao com-
posla de 60 pracas, inunciada, e commandada
pelo lenle Azevedo Jnior, maichou essa tar-
ca para as mallas com o ltenlo de capturar alguns
assassinos, quo ha tango lempo zambaro das tais.
J l vao oilo das depois da partida, o al esta
dala ainda nao demonslrou para quanto presta, e
uem demonstrar ; e lano mais que csses apparalos
apenas servirn para activar a vigilancia dos perver-
sos e seus protectores, que assz lempo liveram para
occullar-se da persgur.lo policial. Emquanlo pre"-
dominar a impunidade, em quanto os propretario8
liverempor timbre a proleccn aos maltados.para os
seus (os de predominio as eleijCes, he era v3o tan-
lar captura los, lodos os estarcos baquearao por
sem duvida, rmbora os bous desejos das nossas auto-
ridades, que honra Ibes seja taita, I mam assaz iu-
leresse por csse melhoramenlo.
Disserain-me, que um irm.lo do Jal assassnado
resolveu vingar-se por las dou por nefas do sargenta
Costa, a quem allribue a morle de seu irmao. Ainda
mais esta temos, paranlo, as represalias, sempre fa-
laes ; sempre escoltadas da negra falange de atroci-
dades. Dos se amcrce de nos.
O commercio nesla villa continua no mesmo cs-
lagnamenlo de freguezes, c coiiseguintemente mar-
chando para osen perigeu. Naoln um matulo que
venha surtido dos cumquibus incommodar as fazen-
dasc mais genero', quo exislem amonloadns a cs-
2. VisitaA bocea veio mais ao seu luuar
raais inteiriramenlo do pescoroqucixo o olho na
mesmaronvul.-es raais fraras deu-se Mere.
3.* VisitaMuila diminuirn nos ataques que se
parecala com una fadiga momentneaborra qua-
si no seu lugarolho no mesmoeslrcmidados frias
e o corpo menosquculc que o naturaldeu-sg Bry.
4. VisitaNtnhum accessoquantum do corpo e
pulsos regularesmandbula cedendo c permiilindo
lomar raidos e sopabocea no seu lugarolho no
mesmopassou melhor e sem medicamento esle dia,
c ouvindo de ooile urna visita dizer, que dantes no
caso delta nunca cscapavam, impressiunnu-se de
modo que recahio, dando-lhe inmediatamente 3
accessos convulsivospissou a noite mal e sem to-
mar remedio, por nao o procuraran.
5." Visita Recabla convuilsoes aggravarao
geral da molestiadeu-se Ign. por i vezes, nter-
vallo de 2 horas, com o que diminuio a forra das
couvulsoes, iicando como um espreguiraracnlo com
fadiga por alguns segundos.
6.a VisitaPersista no mesmo estadoo circulo
que a ferida linha em roda, era mais coradodeu-
se Rui. por 2 vezes com inlcrvallo de 2 horas e.....
depoislomou conla da docule urna inulher de Pcr-
nambuco.
Recetado do major Manoel do Nasci-
menlo da Coala Monlnro, pelo curati-
vo do prelo Raymtiudo.....
De Jos daCunha", importancia queprn-
diiziram as amostras ,t assuc.-ir extra-
bido.de 10 cauas ,,,, foram pesadas
no trapiche do Cunlia do l. de fevi-
reiro de IS-ii a 10 de taverriro de 55
c Salustiano de Aijuinn Perreira. pela
importancia que produzta a sneiedade
que graluiamenle den ao hospital
Cedro II nos seguntes bilhele* inlei-
ros a saber:
Primeira parle da primeira lotera de
,\. Senhora do Guadalupe os. 1,950 e
JMI' .....
Primeira dita da primeira dita
le Nosa Senhora .lo Rosario
deGuianna us. 3,788, 3,843 e
3,860........ .
Primeira dila da primeira dita
da matriz da Roa Vista na.
2,759 c 3,599. .....
Primeira dita da primeira dita
de Nossa Senhora da Concel-
500 dos Militaies ns. 1,527 e
2,537. ........ -O00
Segunda dita da primeira dila
da matriz de Sanio Anlio ns.
1,530........2*500
93*99171
79f7fi|
800
Despeza.
Pagos aos empregados dos eslabcleri-
menlos le rariladc leus ordenados ata
marro...........1:4l7i00
Ao rsenle do arando hospital pelas
despezas de marco a abril ....
,-".IM
5-3000
CMARA MUNICIPAL DO KECIFE
Sessao ordmarU em 30 de malo.
'residencia do Sr. Barao de Capibarihe.
Presentes os Srs. Reg c Atbuquerque, Vianmt.
Dr. S Pereira, Reg, Mamede, Olivcira, Barata e
Gameiro, abri se a sessao, c tai lida c approvada a
acta da antecedente.
Foi lido o seguinle
EXPEDIENTE.
Um nfficio do Exm. presidente da provincia, di-
zeudo era resposla ao desta cmara de 25 de abril
ultimo, que segundo Ihe declaren o director das
obras publicas, j se achara taitas os reparos ,de que
precisavii a ponledc S. Amaro, na estrada de Oliu-
da.Inlerada.
1 Mitro do subdelegado da freguezia de Santo Ama-
ro de Jaboatao, aecusando a ritcepeao do desla c-
mara de 23 do correnle.InleiraSa.
Oulro do scal da Boa-Vista, informando ser
verdade o que allega em sua peticao Miguel Arcan-
jo Monlciro de Audradc, sobre nao fazer ha lempo,
uso do seu carro de rodas, e haver aununciado
para vende-lo.Mandou'se rcmellcr a pelirao a
contadura para em lempo upporluno allender ao
peticionario, ralo colleclando o carro, no caso de se
adiar este arruinado, ou tara da posse do rc-
querenta.
Oulro do procurador, reflexionando sobre a or-
dem da cmara de Ib do correte, mandando pagar
pela quola de evenluaes a gralifcarao marcada
Augusto Genuino de Figueiredo, no sentido de
achar-se exlincla a mencionada verba, e nao poder-
se fazer por ella a referida despeza e raais oulras.
Que*e pedisse aulorisarao ao Exm. presrlenle da
provincia para se continuar a despender pela mes-
ma quola at o lim do excrcicio crrenle.'
Oulro do major presidente do couselho de qu-li-
braran da guarda nacional da parochia do Recita,
dirigido ao presidente desta cmara, pedindo Ihe
duclarasse se Jos Joaquira Pereira de Campos, es-
tabelecido com casa de negocio na ra da Madre de
Dos, lem sido colleclado desde o auno de 1852 al
agora como brasileirp.Inteirada, por ter o Sr. pre-
sidente declarado que ja huvia salistailo a esla rc-
quisirn com o que consta da contadura.
Outro do liscal do S. Jos, informando que a casa
nu aterro dos A tugado-, na qual pretende Antonio
Jos de Castro eslabeleccr venia de plvora, he a
mesma era que larahcm o pretende fazer Claudio
Dubeux, para o que obteve licenca desta cmara na
sessao pvssada.Despacliou-.se a peticao, mandan-
do-se que o requerimcnlo especilicasse a casa.
Outro do mesmo, declarando que ua semana de
21 a 27 do correte se mataram G50 rezes para con-
sumo desla cidade.Oue se archivasse.
Outro do juiz d paz em cxcrcicio do segundo
distrirto da freguezia de Muribeca, remclleodo
um livro para as nulas d respecliva escrivaoia, a-
liin de ser rubricado oos lerraos da lei de 30 de
ooibro de 1830.Que losse rubricado depois de
sellado a cusa do cscrivao.
(Jutro do actual aterido.- de pesse medidas, dc-
volveiulo a pelirao e mais papis do senador Fran-
cisco de Paula Cavalcanli de Albuquerquc.Inlei-
ra Ja, c deltario-se ao peticionario no sentido de u3o
poder o mesmo aferidor levar pela afericllo de sua
batanea romana maior laxa do que a eslabelccida no
art. 4 do regulamei.to de atarr,ocs.
He lido, e entra em discussao o oflicio transmit-
lido pela presidencia da provincia, para ser infor-
mado, do fiscal da freguezia do Poro, pedindo auto-
risasse S. Exc. a cmara a pagar-lhe o augmento de
IOO5OOO rs. cmseu ordenado, marrado pela mesma.
pera dos freguezes, ludo concorre para a oppreatao
do nosso eommerck, viudo ultimamcute applear o
ullimo e decisivo garrote os laes apparalos poli-
ciaes que, como niio ignora Vmc, assoatam ao ho-
mem pralico de laes peripecias, que diremos do
malulo que lem lano horror da farda como o diabo
da cruz Tu-lo solTre o pobre matulo, ludo encara
mpassivel, mas soldados c bexigas, oh nao he pos-
vcl encarar cura placidez, dao as gambiaj, recolhem-
se s gruas, que nao lia um se quer para sement.
E o caso que he o pobre negociante o unico solTre-
dor, n3o veude, os gneros ah exislem sujeilos a
Iraca e ao mofo e quinta llagello apparecc, as lel-
Iras entretanto estilo correndo e approxiraaodo-se do
impreterivel prazo, nao pode cumprr a palavra, e
alinal ei-lo na duia [ reciso de parausar as suas
transacres, eipoodo-se a irrisAo, esearueo e chufas
do nexoravcl credor, que nesses crilicos iiiomcnlos
julga-se senhor de baraco e ctelo, impamente
zombando das angustias do pobre c honrado rom.
raercianle. E ludo o raais he assin ; e seja Dos
louvadol
Os nossos agricultores j v3o levantando a grim-
pa, o sol lem dalo lempo para as lirapas das plan-
taroes, prcdispoiido-os para a vindoura safra, que
dizem ser coloss.il. He sempre assim, quando que-
rem tornar, supprimentns, a safra lie monstr ; quan-
do o pt >rc negocianle d os cobres, a tanna n3o
renden, ia cheia maln mais de inclade. c oulras fri-
volas desculpas do costume. Admira por certa ver
geote que anda se dcixa dominar dos laes cara pe-
loes.
O Ilustrado correspondente da capital lera por
sera duvida participado a Vine, a partida dos lus-
trarles proprielanos Dr. Olicica e tcnenlc-coronel
Vieira Peixoto, que cusa da provincia, seguiram
para o Rio de Janeiro para all colherem observa-
ees, quero dizer atujaran os meios de simplificar
o methodo do fabrico do assucar, que aqui nesta
provincia ainda he manipulado pela lerrivel rolina,
uasda antas do diluvio. Coiiscrvamo-nos expectan-
tes, aguardando muila cousa, alientas os buos dese-
jos dos senhores cocarregados dessa missao.
Acabo de ler em ura dos ltimos nmeros do "lem-
po um convite assignado peta negocianle Joao de
Almeida Monlciro, convidando subscriptores para a
fundarao de urna caita comroercial e econmica,
que prelendeni orgaoisar na capital, sendo seu fun-
do Ilimitado, c as acues a 33 cada urna..
Folgo de registrar um tacto de que he de aguar-
dar grandes melhoramcotas para a provincia, ludo
concorre para sua rcalisac3o, o nome da pessoa, o
Sr. Joao de Almeida, negociante acreditado e pos-
suidor de fortuna, c raais que t'ido a modicidade
das aeros. Bello oxcelleule quera nao concorre-
r jubiloso para a realisacao dessa associacao philan-
tropica, esse potos de recursos para o pobre nego-
ciante, e o perseguido agricultor que cerlamcnle
v3o ah encontrar os recursos oas suasprecisoes cri-
ticas ludo depende de nos mesinos, disse a assem-
blca geral du imperio, continuemos pois nesta sen-
da que a consequencia ser bem feliz e prespero
porvir.
A longo lemp 1 que nao participo a Vmc. cousas
tendentes ao meu charo aller ego o insigne Campos,
o non plus ultra das excentricidades, em compensa-
cao porem vou agora esleuJer-me, demonstrar que IRVs.lvcu
jamiser.i potsivel olvidar a alta prosapia de S. S.
Da Ihesouraria provincial, importancia
das quolas voladas para o roslcio dos
eslabelecimcntos de caridade, venci-
das de Janeiro a marro.....
Da mesma Ihesouraria, importancia do
curativo das praras do corpo de poli-
ca al abril ollirai.......
D Jos Roberto de Moraes e Silva, im-
portancia do curativo do sen esera-
vo Vicente.........
De Augusto Fredcrico do Olive'ra, pela
importancia de esinola que deu para
a obra do hospital Cedro II. .
De Jos Joaquim de Miranda, por conla
do que deve Jos Flix da Cmara
Pimental, de foros do engenho Btm-
fica........ ."."..
De D. Joaquina Benedicta Vieira da
Silva, pea importando do legado tai-
ta por seu finado marido. Joaquim da
Silva Pereira, ao hostital dos Lazaros
c casa dos Expostas......
De Geraldo Correa l.ima, como fiad ir do
Jo3u dos Santas Torres, importancia
da renda da casa n. 2 da travessa de
San Pedro..........
Do Ihesoureiro do patrimonio dos or-
phaos. importancia da renda do se-
gundo andar da rasa dos expostos, oc-
cupadopetacollegio das orphaas, ven-
cida em 15 de maio ultimo. .
Da cmara municipal desla cidade, im-
portancia do curativo dos Africanos
lvrcs, Daniiau e Francisco, emprega-
dos no cemiterio publico ....
Do procurador do palrijiuuio, por conla
do rendimeulo dos predios. .
259000
4:12.1000
&0S85HX)
1105950
IO5OOO
5008000
Ao dita da casa dos eiposlos, dem no
mez de abril........,
Ao dito dos Lazaros, dem.....
A Antonio Franrsro Pereira, impor-
tancia do enchoval da expona Bal-
bina :......
A Jos da Cuiiha Teixeira, procurador
da adminislrarao do seu ordenado at
marro...........
A Manoel Coelho da Silvn, importancia
de I i riilxoescum os competentes 1ra-
ves-eiros..........
A l.nurenro Jusliniano da Bocha Fcr-
reira per sauguesugas......
A Aurcliano de .\!m 'i la Rodrigues e
Izaac (\ C, por 31 c 1|2 alqueires de
lamilla......
t:l(626(
3357.0
2989020
1509000
1009000
(i'Js200
5X9150
1799550
A I). Fortunata Coelho da Silva, impor-
tancia da renita de um anno do ar-
inazcm do grande hospital, vencido
cm maio..........
A Jo3o Jos de Amorim. procurador do
viscuude de Loores, importancia da
renda da casa dos expostos, vencida
cm 13 de Janeiro do correnle anno .
A Manoel Figueiroa de Faria, por im-
presses........;
A Jo3o Baplisla de Campos, por 100 sac-
eos Com lamilla........
A Russell Mellon & C, por cinco pe-
cas de chita.........
A Manoel Joaquira Alies Pilomba, im-
portancia de gcoeros para a botica. .
A Eduardo Firmino da Silva -por 200
jardas de algodao largo......
Ao procurador da adminislraco. por
colicortos de predios......
A Vas & Leal, por 100 saceos coln fari-
"l'a............ 3009000
36O9OOO' A Manoel Alves Guerra Junior, por 100
alqueires de dita....... 1509000
A Joaquira da Silva Caslro. por 250ar-
roba e 10 libras de carne verde, que
forneceu nos inczes de fevereiru e
mar........... 8799101
963000
2759000
209OOO
2808000
389000
509000
509900
408725
3209250
1 *7#50Q
1005743
6:180B733
23:3169007
Com a obra do hospital Pedro II nos
mezes de abril e maio como consta do
livro respectivo........5;1709557
Saldo em caixa a saber :
Em letras......1:0749945
Em recibos por adianlamcnlo 9:3IK.>S91
Em cobre e notas. ... 1 :.029051
------------11:8959890
23:3I89J07
Adminislraco geral d >9 estabelecimenlos de caridade 8 de junho de 1855.
0 i'sriivao, o Ihesoureiro,
Antonio Jos Gomes 10 Correio. Jos Pires Ferreha.
MAPPA do movimento dos estabelecimentos de caridade no mezes de abril
maio le 1835
GRANDE UOSPITAL.
= I
Exisliam.......
Entrar, un.......
! Curados ....
Melhorados .
Sao curados .
Morrcram-'i" r* '""'f eenlradi
(Depois desla epoca
Exislem.......,
(ii 28
68 25
11 11
11 4
1 2
2 i
10 11
64 2
UOSPITAL l)OS LAZAROS.
Evisliam......
Eulraram.....
i Curados .
Sahiram-J Melhorados .
(.Nao curados.
Morreram .
Exislem......
19 18
1 0
0 0
0 0
0 0
0 1
20 17
CASA DOS EXPOSTOS!
Se.rns.
Exisliam.......
Eulraram......
Sahirauti ..'.....
Morreram-(5M -' l,10"s'1' c","',a
Depois desta poca
Exislem...... .
131 175
7 7
0 0
0 0
11 6
127 17b
300
1
0
h
17
303
Adminislraco geral dos estabelecimenlos de ca-
ridade 8 de junho de 1855.
Como esquecer o lerceiro volume do Meireles e Ben-
tinho, do erudita correspondente p.irahibano o meu
amigo, que incanrivel se ha prestado; auxilindo-
me as arduas funcc.e-s que assumi'.' Seria urna
falta indesculpavel, urna ngralidio ingrata.
Ah meu charo senhor, como expressar a minha
angustia, ohservando o decrepito, o critico estado
do meu amigo? Alquebrado das tarcas, acurvado
dos pozares da vida, manivella do crueis alternativas
e finalmente oscilando cm ura conliuuo fervel opus,
o meu amigo he propriamjnta um esqueleto ambu-
lanle. Apcuas conclue suas diarias orrupares, sa-
be, loma poraqui, por all, dando expans3o a mo-
nolonia, ei-lo breve de |volla, e trancafiando-se no
seu cadoz, adeos, vida minha.
Um dia desies sora uina hora da manlnla, enlrei
nu sen gabinete, se assim posso chamar ao seu po-
bre albergue, auude se encentra uina nomenclatura
expantosa e rara, de quanla exquisilisse por ah ha,
Aqui papis velbos, all alfarrabios.roupas a granel,
um candelabro ministrando urna luz tremolar ali-
nal a verdadeira cova de Caco. Como a conlamta,
eslava assentado, encostado a mesa, acabara de sa-
borear una deliciosa pilada de tabaco, levanlou-se
por um rpido impulso, clhou-me arrogante, mamei
um susto baten na musa,deu tres pinoles c assim
I ia de coiropio foi sentar-secem punbandoa pemia
deu cxpans3o ao combuslivel que havia amonleado.
Resolv penetrar nesse arcado, quiz saber o que
cauaava laes convultos... ala mea charo, o que \ f
P ante p pudi decifrar um cmbroglio que tanto o
alanasava. Veja Vmc.', deu-lhe a pancada para
coinpor, n3o msicas, mas romances, enlrcmczes.
vaudevilles, c ultimamenlc est passando a ultima
escovadella a urna obra que Icio por epitafio
Memorias de um caixeiro.Ah maganao, ah palife
cumpondo umn producrao deslas e callado nflo rae
pude susler, e pnrtanlo m3osa obra, resolv furlar-
Ihe a referida. Nesrio, que eu era!
Pensava que o Campos procurava resolver o pro-
blema da quailralura du circulu, ou que buscava
aucioso o elixir da vida lano lempo procurado pelo
velho Allholas. e o billrc redigia memorias! Nada.
>3o apparecer a lu do dia, queremos ver o Irium-
pho do amigo, e lauto hei de fazer que alcancarei
cleva-lo ao fastigio da grandeza. Nao seja egosta.
Pretenda Iranscrever nesla as duas palavrai que
aos seus leilores dirigi o raen amigo, mas aguardo
a primeira que enviar-lhe e enlio Vine, apreciar a
produccan do Campes, (.lucm melhor do que elle
pode decidir ex calhe Ira nessa matara Caixeiro ha
20 aooos, percorrendo Inda a escala calleara]__oh
s elle podia escrever sobre tal objerlo. Niio quero
gabar muilo para nao cahir cm cnolradcrcs, nao
existir aioda Prospero Dniz, que reunido ao meu
amigo seriara um bello casal de marrecos I...
para S. Exc. decidir como entender.
Foram approvados dous pareceres da comoiissao
de edificarse, para que fosse ouvido o engeneheiro
cordeador acerca .\ peticao de Jo3o llaplsta Fra-
goso, e represenlaro du lenle coronel Franca, or-
gauisaiido quanlo a esle o orramento da obra a que
se refere a reprrscntarao.
Finalmente tai lido umofliciodo Dr. JooJosc Fer-
rara de Aguiar, participando niio s achar-se no-
meado lenta de dreito criminal da F'aculdade de
Direilo, c tazeudo deixacao do lugar de secretario
desla cmara, como protestando sua gralid.lo pela
constante benevolencia e conflanra com que a mes-
ma sempre o (ralou, e oderecendo igualmente seus
servidos no lugar que vai occopar ; em virludc do
que resolveu a cmara proceder a nomearao de
secretario, e correndo o escrulinio tai nomendo cora
unaninidade de volos Manuel Ferreira Acciol para
dita emprego.Mandon-re rcincller a commissSo
de polica os requcrimenlos do Jo da Cosa Dou-
rado c Francisco das Cliagas Monta, pedindo serem
prvidos no luuar de oflicial maior vago pela 110-
meac3o cima, c o de Jos Gonr Ivs de S 110
de amanuense, no caso de ser aquello prvido por
um desies.
Despacharam-sc as pclices de Antonio da Costa
eS, de Antonio S,arcs de CarvaUlO, de Antonio
Jos de Castro, de Alahha Cesar do Espirita Sanio
de Claudio Dcbeux, do senador Francisco de Cauta
Cavalcanli de Albuquerquc, de Jos de Freilai Cal-
lado, de Manoel Rento Barros Wanderlej, de Ma-
noel Filippc da Fonseca Candi, de Marianna da Con-
ceicaa Pereira, de Maria Magdalena dos Pra/.cres,
de Jacinlbo de Almeida e Silva, de Jos Velloso
Soares, de Virialo de Freilas lavares, c levantou-sc
a sessao.
Eu Manoel Ferreira Acciol, secretario a escrevi.
Barrio de Capibarihe, presidenta.Vionna.
Mamede,Rg c Alb'.iqiterque.(Mirara.
- EEPAF.TigAO DA POLICA.
Carie do dia 12 de junho.
Illin. e Exm. Sr.Levo ao conhecimenlo de V.
Exc. que das diflercnles parliciparcs boje rcceln tas
neta reparliril1, consta que foram presos :
Pela lubdotagacia da Ireguezia do Recita, Fran-
cisco Antonio de Jess, por desordem.
Pela subdelegacia da freguezia de S. Jos, Jos
Justino de Olivcira, por insultos.
E pela subdelegara da fr,guezia da Varzea, o
prelo escravo 11 azilio. para averiguarnos policiaes.
Dos guarde a V. Exr. Secretaria da pulira de
Pernainhiieo 12 de junho de 1SV>.lllm. e Exm.
Sr. conselbeiro Jns lenlo da Cimba e Figueiredo,
presidente da provinria.chete de polica /.uiz
Curtos de Paita Teixeira.
COMABCA DE SAMO AMA'!).
Victoria 9 de junio.
Amicc. Principio osla sera prembulo, exordio,
ou cousa que o valha, pois quando ha que diier, nao
se deve perder lempo ; por tanta tara favor de ir
ouvindo o que se lem passado nesle torr.lo. Alguns
amigos daqui cst3o era grao elevado do escandecen-
cia, quero dizer, quasi doudos por causa da bomba-
ra horrivel, que sobre elles lem chUYdo. Nesta ta-
menlavel estado v;1o dando pedradas lorio e a di-
reilo. O lal defensor de quem Ihe fallei na minha
passada, o mais importante de loda furiosa matilha.
he lambem o maior orate que lenho condecido cm
mcus dias. FJfccompaiilo o pobre.
L'm dia desies ouvi ler delta urna inspida e som-
nfera epstola, commuuicado, correspon-leticia,aren-
ga, ou nao sei que, loda recheada de aleives, sendo
o mais bonita da obra querer que se conteste toda
aquella moxinifada. O hroe lauca suas piedesai
v islas i este, ou aqoelle fado, encara-o pelo lad
",ue Iba parece raais favoravel ao seo maligno mane-
jo, e grita muilo ancho e com as bochechas muito
dictascontesta isto, contaste aquilloe vai porte-
ante com urna entunada de conlestafScs, que he
um uunca acabar. Ora, meu charo, nlo merecen-
do o collega conceilo alguin na sociedade dos ho-
mens de bem, claro he, que tambera nao o merece
o que elle diz. J'ode pois clamar no deserta. Em-
quanlo a imparcialidade, e a boa ta niio dirigircm a
sua peona, n3u ter as honras de una respusla, e eu
serc surdo aos seus gritos: com lulo, islo nao me
vedar de provar cxuberanlemente no mundo intei-
ro que o defensor he um mentirosa e calumniador
cierno ; o que brevemente farci. Dexo pois agora
o defensor com as suas miserias para me oceupar de
censas mais importantes c serias.
O mez de malo.
Passou-sc aqu lodo este lempo nos louvaveis e
sanloscxercicosdo.\lez Martanno, de que foi di-
rector o incansavel coadjuclor desta freguezia o pa-
dre Fortunato. Durante estes dias de grara e ben-
rao, n3o obstante graesar espantosamente a peste da
beiiga, que faz afuyentar muila gente, vio-se com
nlguma a4mirar;iio afluir a igreja malfiz grande con-
curso de povo, que mostrou cora a venerarflo rom
que sempre se porlou, senlimentos de fervorosa pie-
dade, c que com leas sinreros applausos demonslrou
as doces ell'iisocs de seu rcrunherimeolo. Os bellos e
variados caticos, e hymnos que lodo os dias se
cnloavam SS. Virgem, reluiohavam doceraente na
abobada do santuario, perdiam-se cm armonas sua
ves n 1 imrneiisida lo dos are-", o iam sussurrando
broudamente expirar junto ao Ihrono do Altissimo.
A Mli de Dos sem duvida os esrnlava loda cari-
nlirxa. As agradaveis pralicas, que quindianamen-
te recitava o director, faziam Irasbordar do ternura
para com a SS. Viraiin a lodos os coracocs. O r-
nalo do templo, assnaves c deliciosas fragran-ias de
mimosas Oores, depositadas em grande copia no al-
iar da Rainba do co, cncantavain todos os sentidos,
c nos allraluam irresislvclmente pira- esla amorosa
e lerna Mai.
Oicconsalaces nao recebe o vcrdactairo christo,
que com fervor e pintado se laura aos seus ps para
reconhecer sua grandeza, celebrar sua sloria c agr,
deccr lanos beneficios rerebidos Tempo 13o san-
tamente empregado deve Irazcr o raais doce leni-
tivo, a esper.inra mais solida ao corarao rio cbrislilo.
Terrainou-seesta santo mez, que sem duvida he ura
dos mais bellos, e grandes triumphns de gloria para
Maria SS., no dia 31 de maio cora solemne, o pom-
poso apparalo. Apczar de estariDJM no invern a
ina Irugada desta dia foi 13o bella como a madrugada
de um dia de primavera.
A igreja eslava plena do povo. que ve todas as
partas a ella concoma. Chegada emliin a liara mar
cada, 3 levitas do Senhor, ornados rom suas vestes
sagradas, subiram ao Monte Santo, onde se ia immo-
lar o Cordeiro Immaculado. A raissa solemne prn-
ripiou... Como s3o edfirantes os arlos de urna reli-
gao, que he como o vinculo de amor enlrc Dos e
o homem, enlrc o co e a trra Oh 1 lado nella
be sublime, pomposo e magnifico Tudo extasa !
Tudo arrebata Os labios mais cloqueulrs derra-
mando torrentes de bellezas nunca poderiam faltar
dignamente de seus encantos irresisliveis !... Depois
do sanio evangelho, que tai ranlado com rxpressiio
O cscrivao
Antonio Jos Gomes do Correio.
locante, ouvi do director do Mez um pequeo dis-
curso, que muilo me agradou e commoveu :' odie
fez ver o director os grandes e imrachsos beneficios
e socorros que lodos os mortacs recebiam da SS.
Virgem : que lendo Ella soberanos litlos para se
fazer digna do nosso amor, Ihe deveriaraos servir
cora a mais lerna, sincera e constante devorad.
Quando elle invocou o co para quo lizesse dcscer
ral graeas,mil benc3o> obr todos os habitantes des-
ta cidade que (inham asiislido a esla santa devoran
com altcncao fervorosa, e no amor de Maria SS. ;
quando disse que louvassemos juntos pela ollima
vez nesle sanio mez a Maria, nqssa terna c carinho-
sa Mai, duas lagrimas borbulharam-me dos olhas,
porque nina r.irte emocito, nascida d'um senlimcnlo
religioso, fez vibrar lodosas libras domen corarno...
Concluio-se a feslividade da manlnla... Houve a lar-
de solemne procissao. Urna imagem mui bella da
SS. Virgem foi levada petas raas desla cidade com
lodo o esplendor c magnificencia.
A irmandade do SS. Sacramenta, e a das Almas
se apresentaram solicitas para acompanharem esta
procissao, que em tudo esleve digna de ver-se. Um
crescidu numero de meninas, vestidas todas com es-
mero e accio, levando muilas deltas lindos penitae.
Mohos de setim azul-claro, em que se vam estam-
pados emblemas e dislieos de Nossa Senhora, algu-
mas salvas cheiai de mimosas flores, e Analmente
outra, velas e elegantes ranialbcles, tazia parle e
rcalcava mais a belleza desta luzda marcha : im-
holisando o cro das virgens que precediam 11 sua
rainha, quando se elevava radiante de gloria, rcrc-
bendo as bomenagens de lodas as jerarebias cdeslcs,
e a veneraraoe o respeilo de todas as nares da Ier-
ra. O bem ornado andor, em que ia collocada a
linda prnceza da celestial SiAo, era conduzido por
4 innocentes virgens, ricamenle veslidas, cada urna
das quaes tinham por dislioctivo urna brilbanle fa-
cha de setim-csrmim com franjas d'ouro : O hom
e devoto povo desla cidade. que s conduzio com
respeilo, n3o se farlava de admirar coosa Uo bella !
Com efiei(o,cra encantadora a visla que appresenta-
va esla bem ordenada marcha do Iriumpho da Vir-
gem Mai de Dos. O Rvm. parodio, zeloso como
todos o conhecem, muilo concorreu, ajudado petas
fiis, para que se lizessem lodos estes actos com a
decencia e sumpluusidade que elles pedem. O Sr.
leoeule Peslaoa merece louvor peta boodade cooi
que se preslou para acompaoliar a procissSo com o
seu destacamento que umita acetado seapprcsenlou.
A msica marcial que acoinpanhou aguarda, lucou
boas e agradaveis pecas. Ao rccolher da proci-s,m
houve s.-rinao, e tudo se concluio por um solemne
Te Deum laudamus. Muilodesrjo que ae continu
com fervor urna dcvocSo 13o bella, ISo edifican le e
que tanto deve agradar a SS. Virgem, e a seu bem
dito Filho nosso Divino Rcdcmplor. Ora, loco ami-
go, passar da noticia do sanio Mez de Maria SS. a
onda qualquer he sallar em um abismo. Porlanlo.
paremos aqu. Smcr.le dir-lhc-hei que n3o vamos
bem dcsalubridade publica, pois as bexicas lem tai-
ta espantoso progresso : deltas tem morrillo bstan-
le gente. As chuvas faltaram no roes passado : o
prsenle principiou cora muilo fri, c nelle ja hou-
veram algumas chuvas que vicram reanimar o aba-
tido coracao dos pobres agricultores.
As feiras de gneros de primeira necessidade (em
estado muilo pequeas, porque havendo bexigas na
cadeia, que he junto, ningnein quer apparerer : es-
tando por esla razAo os comesliveis caros. Ja se ler
vanlou aqu um clamor publico pedindo a mudan-
za da fera, ao menos emquanlo hoiivesacm bexigas
na cadeia, mas a Illm\ cnlendcu na sua alia salic-
doria que naose devia dar ouvidos a semelhanle ni-
nbaria, ficou pois larda como um rochado.
Adeos, meu charo. He muilo seu amigo e servo
. (l / icloiicnse.
P. S. Acabci de saber acora que foram presos
om innocentes claboriosa' enlaciaos, nm deserta-
de linha e oulro suspeilo tadr.ta de escravrs.
{Carta parliculir.'
c
.s'/s. Redaetoret.NJo lencienava eu responder
correspondencia publicada contra mim, pelo Sr.
Lu/ Filippe de Souza I.eo, no n. 115 do seu Dia-
Mil Til AIM


DIARIO DE PERMMBUCO QUARTA FEIRAI3 0E JUNHO D 1855

*
rio, purqiio pareca qua aehando-se iuoliiiila na mes-
ma correspondencia a ewU que dirigir ao Sr. Late
Kilippe, bastava comparar dita carta coi os depoi-
menlos das Icstemunlias para ver que permaneca
intacto o desafio d minha caria e os ditos das leslc-
munhas nem de leve me acoe tarta). Entreunto
ineus amibos toram dcopiniau contraria, o para sa-
tisraie-los rogo a Vmcs. o favor de publicar al-
gunas linlias miabas cm resposla ;i rilada corres-
pondencia.
Date na a l.eo conliecer uma pessoa que nao ca Irabalhador
da estrada da Victoria e a quem en dera JjOOO rs.
para acompanhar-me no di.i 8 de deaeiubeo de 1S.*l>
e assislir como traba Ihsdoc collorarnd.i primeira
pedra da casa de delincan. Desaiici-o que o apre-
onusse. o parecc-mc que al agora nilooconseguio,
como nao coiiscguio, ncm cooseguir provar o maii
que aventurou u.i asscmblra a meu respeito, como
s'ja ter liavidu muitos ornamentos para a ponte de
Gimlalit, ter cu recebido 303000 rs. por cada pon-
lesinlia de embauba fi'ila na varzea do Cabo, etc.,
ele, o que todava Un; seria muilo fcil provar se
foa real, agora que esta de posse das coulas e ar-
cbivo ila repartirn.
He verdade que a teslemunlia Joaquim Soares da
Silva ;a qnal foi inqoerida na minha ausencia) de-
idaniu tor ilo ohriKado, depois de carrejar ferra-
menla dos lrabalhudor;s de Sanl i Anulo para o
Barro, a acompanh.ir o meamos Iraballiadnres al a
casa de delcnrilo onde fui banqueteado pelo enge-
nlieiro. (Recebeu cada operario um pilo e um pe-
daco de queijo, que banquele I o rcebeu depois
13800 rs. Ignoro se b; ira n.iu verd.ideiro o depoi-
incnlo da (eslemanlia, a qual cnlretanlo nao se re-
fere a mim e sim ao feitor Manool Thomnz de Sou-
za \Mo,o aioaa osditera!) c a cirrumslancia de ter sido in-
qoerida s?m eu ser citado faz me duvidar do fado,
porni ainda que fosse real e o feilor o bouvesse le-
vado ein sua companbia levando a pa 011 catada de
algom dos Iraballiadores que deserlaram .110 Barro
011 dos que all ficaram dnentes, isto nao desabona-
ra nem a mim era ao feilor e muiln menos pro va-
ria cu ter pago alguem 55000 rs. para figurar de
Irabalhador.
(Jurnlu ao depoimenlo da Icslemunha Jo- Igna-
cio ile Meira Ferrgo feilor meu da eslrada da Vic-
toria ora 1830, e logo depois feilur do Sr. Luir. l"i-
lippe quando arrematante da nio-ma eslrada) dilo
depoimenlo^bi inleiramenlc conlrapro&urcnlem e se
exige algn Ir.tbalho para ser decifrado, be porque
o Sr. Luiz Filippe que diclava ao escrivlo nao se
cervia dos mesmos termos que a tcslemunlia, c sim
deoulrosque prestavnm-s* a intrpvolac$es mais
conformes nos seus desejog ; c por isso vnu Iraduzir
dito depoimenlo em linguasem usual.
I leclarou a lestcmuuba que baven lo cu cm 00-
veranro de 1830 determinado que os (rabalbadorcs
da lerrcira socciio assisliriam, por erdem do Exm.
presidente de eolio, a calloca^ao da primeira pedra
da csa de delenrio, o.palliou-sc na cida le da Vic-
iar o boato quo exisliam no porto 4 vapores
promplos |iara levarem ao llio Grande os (rabalha-
d oes que inarcliassem, e que em consequenria re-
liraram-se mudos Iraballiadores, pelo que delcrm-
nci aos fcilores que para preeneber essa falla fussem
Itr com os Irabalbadores mais comanles da eslrada,
que moravam na visiuhanca e que entilo arhavam-so
temporariamente fora do servico por cuidaren) das
suas lavouras, pedindo-lbes que voltas.em para essa
orcasian o que com effeito fizeram alguna delles. po-
rcm poueos.de tal sorle que marchou-te com muilo
trenos gente que a que eslava effeetivamente cm
servico nos trabalhos da eslrada. Ditse lambem
queao vollar do Recite ello e mais alguus compa-
nbeiros seus, cojo salario era menor que o dos feito-
rea mais anligos liveram augmento de salario.
Este foi o depoimenlo da lestemunlia Jos Igna-
cio de Meira Ferrfo, e parece-me lodo elle contra-
rio eos lins, de quem a produzio, pois elle quera
mostrar que eu aprcsenlara no Rcife mais senlo do
que linlia na eslrada, e a teslcuiunbaIrazi la com' 20 caitas queijos, 2 ditas couros ; a Manuel Joa-
1
lauto trabalbo declarou o contrario ai perpetuam rei
ntemoriam.
Quanlo as expresses pouco polidas do qoe usa o
Sr. I.uiz Filippe quando refere-se a minha pessoa,
mms-&n lambem jolgo-me muilo acim.i de semelhanles
ataques e 511 lamento que sein oulro fundamento
alejn de un*dizem 011 medisserambaratoe-se com
tanta fcilidade a honra alinda no recinto de uma
assembla legislativa, empregando-se a palavra pre-
varicarlo como scsemclhanle palavra mo precisaste
de provas e provas mui'.o positivas. Sm.Sr. Be-
daclores, etc., ele. //. ./. .l/le.
Piranga ii de maio de 1855.
dao, linho, la.i e chapeos deso dealgodao, 1 embru-
Iho presunto ; a Russell Mellors di Compa-
11I11.1.
2 caitas tecidos de seda o algodao, 18 ditas e 5
fardos ditos de algodao; a J. Keller & Compa-
nbia.
3 caixas manlimenlos, 7 .lilas lecidos de algodao ;
a Rosas Braga 4 C.
5 caiini lencos ; a Timm Morasen & Yi-
nasa.
7 far.los lecidos de lita, 1 caixa piano, 50 barris
IcatrSo, M fardot lecidos do linho. 100 caixas folhas
de ll.indres, i fardos e U caixas lecidos de algodo;
a Paln Nash & C.
2 bairicas ferro ; a Barroca & Caslro.
83 gises e 1 ceslo lo.uca, 1(i .ai\ 1- e 0 fardos le-
cidos de algodao, 1 caita ferro, 50 barris plvora,
I barril agurdenle, 1 caixa prestimos,! dita queijos,
:l jarros patta 2 barris oleo de linhaja, I ceslo miii-
dezas ; a onlem.
:t'J taitas ferro, 1 ealdeirael caixa machnlsno,
30toneladas ear*So ; a I). W. liowman.
9 caitas c 17.fardos lecidos de algodao, I caita
dilusde seda c alsodao ; a II. (iibson.
52 f.inlus e 8 caixas lecid.is de algodao S fardos
lecidos de algoiiao elaia ; a J. Crabtrec & Compa-
niiia.
39 caixas manlimenlos, 1 dita meias, 9 ditas leci-
dos de alsodao, 9 ditas ditos de linho ; a Itoslron
Rooker $ C
2 caixas mcdicamenlus ; a J. SouiD.
2 caixas hiscoil.is, 2 barricas c 2 barris agurden-
le ; a G. Ncstich.
2 caitas cali; ido de berrocha, 1 fardo lona, 21
cnlregarem na mesiua tbe.ouraria, no prato de .10
dias, a conlar do di i da |ir meira puhliracao do pro'.
senle, a imporUncia das quidas com que devem
enliarpaia o calcamenlo das casas da Iravessa de S.
Pedro, conforme o dispotln na lci provincial n. 350.
Advcrlindo quo a falla da enlrega volunlari, ser
punida com o duplo das ri.'feiidas quotas, na con-
formidade do arl. ti do reo. de 22 de dezembro de
1834.
It. 4. Calharina Maria doSena.....57J600
N. (i. Manuel Antonio da Silva Itcis. 19a800
N. 8. Manuel Jos da Molla.....18BO00
N.IO. Mana Rosa da A-ninipran. (iVStiOO
>". |. Manori Uiiarquc de Macedo. 19-wO
E para ronslar se mandn ahitar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretoria dd Ibesonrnria provincial de l'crnam-
buco9 de junho de 1855. O secrela.-io, .//oio
terrtira da .lnitiiiica 0 lllm. Sr. insperlor da Ihesoiuaria provin-
cial em curoprimenlo da rrsolu;ao du junia da fa-
zenda, manda fazer publico, que a a arremalaiao da
oM-a dos canos de Wgto di i ua do caos de Viiollo
toi transferida para u da i i .io corrale.
E para conslar se manduii aflixar o prsenle c Pu-
blicar pelo Mario.
Secretaria da IhcMuraria provincial de Peroam-
buio 8 de limbo de 1855.
o secretario,
Antonio Ferrcira da Annuneiafao.
t) lllm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cumplimento da resaludo leada, manda fazer publico qoe a arremataran do
pedagio das barreira do Cacliaog e Jaboalao foi
transferida para o da I i du corrate.
E para que ebegue ao coubecimeolo dos inleres-
sados se inaudou ahitar o prsenle c publicar pelo
/Mario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de I'ernam-
apparaloiio drama cm 5actos do anhivolhealral de
l.i-ln a. e que se inlilula
0 CIGARO PACHECO.
Pertotutgeni.
O re de Hespanha .
II. Isabel de Soria .
O mude Soria.....
Pacheco u Ogao. .
I). Joan de Memlon^a .
0 ronde do Torcho .
II. Manoel da Silva .
Um criado do conde de Sori,
Rilulos, o cigano velho .
I'edru (Jilo......
1." citano que falla. .
1 i secretario.....
hidalgos, criados do conde, ciganos.
'. -i-na pasea-so em llc-panha.
Os inlervalRM sern preeucliidos com eseolliidas
pecas de mus ;a, c lennioan o espectculo a imuto
engracada comedia cm 1 acto, denominada
0 (.ASTRNOMO.
Principiara i 3 f: horas.
_AVISOS MARITaOS.
Arlores.
t)Sr Mendos.
A Si 1). Leopoldina.
O Sr . Sena.
Bezerra.
a Lisboa.
Piulo.
R.zendo.'
Monleiro,
Scbasliao.
i) I.iina.
ii S.ma Rota.
Aires.
Para o llio de Janeiro
Tive uin cohreiro no ItoMo Sancrei-rne lomei
Meia Palia > fei Benefisi iielumi Vivo Com o
Carpo lodo cheio de pipoca Como canse novo tenho
(ii.tn.le Calror sinln na Cabesa um grande fogo ino
Itoslo mo Corpo eu su lenbo alivio quando lomo
Banhos de l'.abesa Indo li- quaodo pase milhn o
Meu menso nao vein bcui he manto poco pelo grande
Calor lenbo mantos <-.i~ u n.\ Cabesa que cJiesa
l/ivr.i pelo rosto Vito Colando i Canosa io Corpo de
Dia ido Noile nao lenbo rosego ludo is'.o persedido
Du cibreiro ida Caspa.
Um liom sitio.
Quem livor um booi sillo com boa casa, sendo per-
lo da orara e quercn.lo aloga-jp, anmiinr .
Precisa-se alosar uma casa Ierres no bairrodc
Santo Anionio ou San Jos, que nao esceda de Sj
a 99 rs. de aloguel; paga-M adiaulado : quem ti-
ter aonuncie.
Aluga-sa uma casa cora boas eonimodos em
qnalqoer ra desla cidade : quem liver annuncic
para ser procurado.
pecas cabos, 2 ditas ignorar, 5 fardos lecidos de l)uro <> de junho de 18,55. O secretorio, .Inloniu
'inho, 3 barris vinbo, 2 ditos agurdenle, 29 fardosK*Tefroda .ininincianio.
e i 5 caixas lecilos de algodao, 5 barris cerveja, 100 O lllm. Sr. insperlor da Ihesouraria provincial
barricas chumbo de inunicJJ a Adamson Uowie em cumplimento da resotocSn da junla da fazenda,
manda fazer publico, que o impo.do de 20 por ceu-
lo sobre o consumo de aguanienle do municipio do
Uerife, vai novamenle a prsea no dias 21 do cor-
rele.
E para conslar se mandou .Hitar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Sccrelaria da Ihesouraria provincial de Periiain-
buco 6 de junho de 1833.O secretorio,
.1. I', d'.liiminciarao.
O lllm. Sr. inspectora Ihesouraria provin-
cial, cm cumprimenlo da rcsi lujSo da junla da fa-
zenda, manda fazer publico, que as arrcinatorOcs
(las barrenas da ponto dos Ca valhos, Tacarana e
Bujary, viio novamenle a praca no dia 21 do cr-
renle.
E para conslar se mandn ; lx.ir o prsenle c pu-
blicar peto Diario.
Secrelaria da Ihesouraria provincial de Pcrnam-
bucoGde jiinho.le (855. O secretorio, Antonio
Fcrreira Ua Annunciacao.
O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial em cumprimcHIo da ordjm do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 10 do corrale, manda lazej
pubeo.quc vSo novamenle a praca para screm arre-
inalados a quem mais der no dia 21 do correnle, os
pedagios das barrsirasdo UiqoU o Moloculomb,
avahados esto em 2:6689000 rs., c aquello cm 9:180
rs., luda por auno, sendo a arrcmalariio feila por
lempa de 3 anuos, a conlar do primeira de juina,
prximo vindonro i 30 de junho de 185(1.
E para constar se mandou atusar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secrelaria da ihesouraria provincial de Pernain-
buco II dejando de 1855.O secretario,
A. F. 'AmiunHarao.
t&Compauhia. ,
caitas o 51 barricas trraseos, 18 volumes ca-
bos. 5 dilo-lio, :t caixas lecidos de linho ; aJ. llal-
liday.
i caitas meias, 11 dilas lecidos de algodao ; a A.
C. .lo Abren.
I cruhrullio pertenec para csrriplorio, 8 barris
queijos, > embriilbos cabos, 2 caixas escovas ; a D.
It.it monil.
lio barris plvora, 1 caixas couros envemiza-
dos, 15 fardos lecidos ue algodao ; a N. O. Ilicber &
Companbia.
500 barris plvora, 13 fardos lecidos de algodao ;
a C. J. Aslley i\'C.
1 firdo e caixas lecidos de algodao ; a I.. Anto-
nio Siqucira.
18 caixas e 5 fardos lecidos de algodao ; a I'ox
Brothers.
7 caixas queijos, 24 presuntos, 1 barrica conserva,
1 caixa frutas, 2 ditas bisadlos, 4 barris cerveja, 1
cesto jarros de passas ; a Fonle & Irmaos.
10 toneladas ferro bruto, 1 dita ferro.
1 caixa cobre ; a A. M. Mochado.
2 barris alcalrao, 1 dito veruiz, 6 ditos pite, 1 di-
lo oleo ; a J. Caroll.
35 caitas lecidos de algod.lo, 1 fardo cobertores;
a llrunn Praeger & C.
5 caitas objeclos para selleiro, 4 toneladas ferro ;
a S. P. Jolinslou & C.
4 caixas vestidos de cassa ; a l'\ Comes do Oli-
veira.
1 caixa cha, 1 dito farioha, 1 dilo linho, 1 embru-
llio ealearto, 2ditos roupa feila, 2 caixas ignnra-sc ;
aE. I'cnlon.
117 volumes cabos; a J. Curio & Compa-
nbia.
1 barrica ferraseos, i ditos culilaria, I caita me-
ciascopc ; a'E. H. Wyat.
20 Innelailas ferro, 20 barris salitre ; a Me. Cal-
monl i\; C.
fardos lencos de algodao, 5 ditos lecidos de li-
nho, 7(i gigOS, 6 barricas o 2 costos louea, 26 caixas
e 20 fardos lecidos de algodao ; a Jolinslon Paler &
Companbia.
Sn. redactores. Qnan lo eslavamos persuadi-
dos deque os encarregados da testa e prucisso de
N. Senhora da Boa-Hora, erecla na igreja do Rosa-
rio de Santo Vutonio, cunlinnasscni a deplorar sua
miseria, como o faziam, e fossem esconder-se no
interior de suas casas, euvergonhados c resignados
pelo mo etilo de sua prclencao, com gran le ad-
mirarlo vimos iuserto no seu respeilavel jornal de
boje um annuncio por ellos feilo, no qual se desig-
na um oulro dia para aquella procissao, enWo im-
pi-dida por S. Etc. Rvm. o Sr. hispo diocesano,c se
censura ocommamlaule da guarda de honra que pa-
ra all Tora mandada por ordem superior, cm couse-
quencia de se liaver esla rclirado pouco depois de se
haver apresenlado.
Scnhoresredactores, nao llovemos dcitardeso|icr-
cebida lio irreflcrlida quSo inslito rensura, como
cominaiiilaulc que tomos daquella guarda ; C assim
cir. attenco somcnle ao publico, pass unos a etpr
succinlamenle o motivo que nos obrigou a um tal
procedimenlo.
Chegada a hora du coslume, frente da igreja do
Rosario, a guarda de honra sob o nosso conunaado,
all fizemos a cnnlincncia do cslylo, c nessa occa-
si.lo appareceram-nos doos individuos com capa,
ambos trmulos, como se padecessem de convulses,
pedindo-nos senlmelas para diversos pontos, o que
por los foi prompla e urbanamente salistBto, cnsa-
rithadas as armas, deb'andada a genlc, enlramos na
referida igreja, c quil n.lo foi o no-so pasmo, se-
nhores redactores, qinndo all nao enconlramos mais
do que algomas pessoas sem ordem, c nada que se
parecesse com festo Tivemos o dissabur de ver
algnns desordeiros porem-se a ridicularisar o qoe
viam, ou antes os proprios encarregados da fesla ;
pilo que envergunhadus dirigimo-nos aos seuhores
sacerdotes que s achavam na sarrislia, Ibes per-
guulamos o que se pretenda fazer, e em resposla
tivemos que nada maii do que uma simples misa
cantada, por isso qoe a proeiisla hatia sido prohi-
bida por S. Exc. Rvm.". Em visto disto, ouc nos
cumpria fazer,'se nao retirarmo-noj como fizemos,
temi anles participado o succedido ao digno com-
miudanle do rorpo a qu pertenecios '.' E Uta cu-
rial foi esle nosso procedimento, que o no-so digno
commandanle concordando na resoluto que toma-
mos, aflirmou que cbamava sobre il toda a respon-
sahilidade, que desse proceder podesse resollar.
Julgamos.por Unto, nao |cr commetlido falla, ou
irregulaiida le aleunia. que se possa notar, c menos
a censurar, e se nos resolvemos a f^zer publicar as
prsenles linhas, fui cm allenrao nicamente, como
cima dissemos, ao publico a quem respeiamos, c a
(ligiii.l.ule da corporacno a que lemoi a honra de
perlencer.
Queiram, senhores redactores, dar publicidade ao
que levamos expendido, Ipelo que Ibes ficaremos
gratos. ,
Seu conslanle leilor.Tltoma: de Almeida ./-
fwie*.
COMMEHCIO.
'HACA 1K) REC1FB 12 DEJU.NUOAS 3
UUItAS UATAItliE.
Cotaces olliciaes.
Camhio sobre Londresa 27 d. 60 d|v.
ALFANDEOA.
Rendimeulo do dia t a II.....113:61
dem do dia 12.......2i067|350
quii Ramos e Silva.
5 fardos e 3 caitas lecidos de algodao ; a J. By-
der&C.
2 caixas com duas caixas de ferro ; a A. P.
Voule.
4 saceos amostras ; a diversos.
Patacho brasileiro Emularao, viudo do Ararais c
Asm i, consignado a Manoel Goncalves da Silva, ma-
RifotoU o seguinlo :
2.180 meias de sola, 15 couros miudos ; a Manuel
Concalves da Silva.
1 fH meios de sola ; a Antonio Joaquim Rodri-
gues Jnior.
54 ditas de dila ; a Jos Rodrigues lcr-
rei ra.
1,032 ditos de dila ; a Joao Jos de Carvalho Ato-
raos.
120 ditos do dila, 6 couros de bezerro ; a Jo> Pi-
res de Moraes.
2,607 meios de sola, 1 couro curtido c 5 barricas
sebo ; a V. de P. V. de Saboia.
4,201 meios de sola, 500 couros miudos, 7 allana-
dos, (i barricas sebo, 1 cooro de garrote ; a or-
dem. -
Brigue escuna brasileiro Mara, viudo do Rio de
Janeiro, consignado a Machado i_\ Pinhciro, maui-
eslou o eguiule :
10 fardos alfazema, 1,200 meios saceos farioha, 20
ialas bolacha, 4 caixas rap, 70 volumes barricas ra-
zias, 2 meias barricas Cariaba, 18 barris taucinbo,
90 rolos fumo, 2 caitas chapeos, 160 saceos caf ; a
ordem.
20 pipas agua salgada ; a Machado (\; l'i-
iiheiro.
CONSULADO GERAL,
Reudimenlo do dia I a 11.....14:9929983
dem do dia 12 14)91*629
DECLARAIJO'ES.
SOgoe com muiia brevidade brigue brasileiro Cm- t~p *^ S* ''"i" ."'"' ''""""'i *"! 'U'""H
ra na Cumpa, p.r sea baslaille procurador c enenr-
recado de todos os seus negocios nesta praca, o Sr.
Francisco lavares da Silva. Antonio Ignacio de
Medeiro*.
Aos senliores Qscaes !
Parece que esqueoeram-se Vmcs. inleiramenle,
que ha uma postura que prohibe vender-se leile rom
agua ; pois lia iuimenso lempo nao se verifica se
ella he cuinprida, e os pobres habitantes desla infe-
liz cidade, van cahindo cun as cobres para o leile,
que alera d'agua, j.i Iraz de cntolla seu camaraozi-
nho, eha mosmoquem ja enconlrassc alguinas Irahi-
rds lauta he a agua Accordem '. Accosdom !
LOTI-KIA
DA BOA-
reirtiu por ler parlo da carga prompla : para o reslo,
passageiros e escravosj frote, irala-se com Manoel
Altes Guerra Jnior, na ra doTrapichc n. 14.
Para o llio ilc Janeiro sali no dia
13 do corrale, o brigue-SAG1TARIO:
para o resto da carga oti passageiros, tra-
la-se rom Manoel L'iancisco da Silva Car-
ric, na ra do Collegio n, l"J segundo
anclar, ou enm o capito a bofdo.
RIO DE
JANEIRO.
O brigue pacional DAMA O segu ate
meiado.da seguinte semana, ainda recebe
alguma cargae esclavos a cete : para o
que lrala-se com Machado & Pinlieiro, no
largo da Assemhlea n. 12.
Para o Maranho e Para' sabe no dia
S do correnle, o niiiito veleiro brigue
KECIFJS, capitao lanoel Jos' Hibeiro :
para o restante da carga ou passageiros,
trata-se com Manoel Francisco da Silva
C.anieo, na ra do Collegio n. 17 segun-
do andar, ou com o capito a bordo.
Para Lisboa sesue com a maior brevidade pos-
sivel, n muilo veleiro brigue porluguez hiperten- naes, logo que Me f.'.r apresenlado o bilhele iuteiro,
DA MATRIZ
VISTA.
Aos 0:000^000, 2:001)4000, c l;O00$000.
Corre idabilavelmenle sabbado, 2! de junho.
O caulelisla Salusliano de Aquino I'crreira faz
Miente an respeilavel publico, i|ue as suas cautelfl
estilo sujeilas ao descont ili* oilo por rento do im-
posln da lci. Os seos bdlieles inteiros, tendidos em
originaes, nao soiirem o de ilo imposto eeral. Achara se venda as segrales
tojas: na da Cadeia do Kccife n, -2\. 38e .>: pra-
ca da Independencia n. ;>7 e 39 ; roa do l.ivra-
menlo ii. 22 ; ra No*a d. e 16 : ra do Uuei-
madu ii. :s:: e ;', ral estreita do Rosario u. 17, e
no atorro da Boa-Vista n. 71.
BiHieles ."98OO Recebe por inleiro 6:0009
Meics 23800 com desconlo 7608
1:1 lo 1:380)
19160 l:104
720 6909
600 59
:iu 11 276S
O referido caulelisla so he responsavel a pagar os
oilo por rento ila lei nos tres primeiros premios
sraodes sobre os seus bilhctes vendidos em origi-
rjoartos
Quintos
O i la vos
Decimos
N igesir.ins
fia, oqu il lem etcilenles commodoa par passag i-
ros : quem pretender, dirija-se ao bapilAn a bordo
ou aos consignatarios Viova Amorim & Filho, na
na da Cruz 11. 45.
l'ara a Babia segu imprelerivelmenle no dia
lodo correnle. por lera maior parle da carga a bor-
1I0. o veleiro 1*1.11 u (.'astro ; para o resto, trala-sc
com seu consignatario Domingos Alves Malbeus.
LEXLO'ES.
PIVERSAS rllVI.NCIAS.
Ucndimenlo do dia 1 a II.....
Ilem do dia \2...... .
RECKBEDOR1A DU RENDAS INTERNAS OE-
RAES DE 1'KIINAMBICO.
Kendimenlo do dia i a II.....8:379.528.
dem do dia 12.......1:361531
CONSULADO VROVINCIAL.
Rendimentodo dia 1 a 11.
dem do dia 12 .
MOVIMENTO DO PORTO.
A'atio entrados no dia 12.
Acaraco' pelo Asu'23 dias, do itllimo porto 13,
palacbo lirasOciroiiKinolarilo, de 1:14 toneladas,
capitn Antonio (ionios l'er.ura, eqaipagem 10,
carga sola, roums c sal f a Manoel lioncalves da
Silva. uassaceiros, As istinhp tarares Kodova-
Ihn, Kranciseo T*varcs Rodovlbo.
Terra Nova27 dias. hrigiie iiile aDinle, de 180
toneladas, capililo ilirliael Bri.ik.uri.tji', cquipa-
Bem 12, carga baealho ; a Johnslon Paler &
Companhia. Seguio para os pnrtos do sul.
Rio de Janeiro15 dias, brigue escuna brasileiro
Hari,"de'161'toneladas, capitn Manoel Jos
Vieira, equipageu) II, carga farinha de trigo; a
Machado A: l'iheiro.
Colinguiba lias, sumara brasil.ira Flor do An-
geliin.i. iie '.s lonelad is, mestre Joa 1 Rodrigues
dos Santos, equipagem 10, carga assucar ; a Tei-
teira Bastos, l'assageiro, Antonio Carduzo Ro-
mano,
dem3 dias, hiato brasileiro Sergipano, de 47
Os 30 dias ulcis para 11 pagamento borrado
cofre, da dcima urbana dos predios das freguezias
desla cidade c da dos Afosarlos, principia-re a eon-
Inrdol. dej&nho prximo vindouro, linios os quaes
incorrem na mulla de tres por cenia lodos aquclles
que denarera de pagar seos dehilos; o qua se faz
publico dla olsa "do consulado provincial para co-
bccimealodos interetsados.
KANCO DE PEUNAMIiLCO.
O Banco de Pernainbuco toma IclUas
sobre o Kio de Janeiro. Banco de Per-
namouco 7 de abril de 1855.O secre-
tario da direccao,-Joao Ignacio de Me-
detros liego. '
CONSEI.HO ADMINISTRATIVO.
O conselho adminislralito cm virludc de autor-
sar.lo do Exm. presidente da provincia, lem de com
prar os objeclos seguinles :
l'ara o presidio de Fernando.
Farinha de manJica de boa qualulade, alqueires
60) ; dita de trigo marca S S S, barricas 6 ; assucar
branro arrobas. 24 ; arroz, arrobas t ; limas da-
las de roda, 12 ; ditas de meia caima pequeas, 12 ;
dilas murassortidas, 12 ; dilas triangulares sprli-
das, 12; ditosrhatasdc 8 a 10 polegadas, 12 ; dilas
do meia canoa du 5 a 10 dilas, 12; limaloes pequeos
de espingar leiros, 12 ; cslanho, libras 32 ; pregos
caibraes, 10,000.
Msicos do oilavo ballbo.
Boneles, II ; cbarlateiras, pares II.
Provimenlo dos armazens do almotarifado.
Envaines de madeira de qualidade de 20 a 27
palmos de comprimenlo, 20 ; arcosde fero de po-
lega la c meia de. largura, feitcs 5.
Fornecimenlo de lates as eslaeoes militares.
Aznle do carrap.lo, caadas 720 ; dilo de coco,
dilas 16 ; patios, duzias il ; lio de algodao, libras
60; telas de carnauba, libias 221.
, Quem qaizer veudc-los aprsenle assuas propos-
tas em carta fechada na secrelaria do conselho ;is
10 lloras do dia 13 do correnle mcz.
Secretaria do conselho adminislralito para fornc-
cimento do arsenal de guerra 11 de junho de 1835.
Jos de Brilo Iftglez, coronel presidente. Hernar-
do Fereira do Carino Jnior, vogal e secreto-
rio.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo, cm cuniprimento do
arl. 22 do rrgulamcnlo de II de dezembro do 1832,
l.i/.puhlico, que forain accilas as proposlas de Jos;
s; Marcelino TVltes da l'on-cca, Jos Alendes de
Frcits, Francisco Maciel de Souza, Antonio l'erei-
ra de Olivcira tamos, Joao Fernandos l'arenie
Vi.inna c lle.nrt Gihson para foniecorem :
O I., (i canoas de bur para tenas, a 10^000
res.
O 2., 112 covadus de panno verde escuro, a3^0t0
ris.
O 3.", 52 pares de colhurnos, a 2-5300 rs.
0 4.", 2,238 botes convexos grandes de metal
dourado, a 80 rs. ; 1,570 ditos pequeos, a 0 rs. ;
2(:083r4i8 35 bandas de l.ia. a :>-2UD rs. ; 21 cotdos de case-
mira verde, a 19900 rs. .
O 5., 411 pares de luvas, a 400 rs. ; 300 varas
de algndaozinho, a 190.
E avisa aossupradilos vende lores que .evem ro-
colher ao arsenal de guerra o* referidos objeclos no
dia 13 do curente mcz.
Secrelaria do ceascluo adminislralito para f.irne-
rimenlo do arsenal de guerra 8 de junho de 1856.
Bernardo l'ercira do (armo Jnior, vogal e c-
crcario.
S. V. Jdhnslou \ Companhia r.ir.ln leilao, por
inli'rveu^Ao do agente Oliveira, ile um completo sor-
limenlo de ferragens e miodezas : quarla-feira, 13
do correnle, is 10 horas da in.inlwa, no sed arma-
zem, ra da Sen/ala Velha.
O agente Olivcira, tendo sido cnc'umbido pelo
lllm. Sr. dejembargador l'irmino l'ercira Monleiro,
da venda da mobilia da ca*;i de sua residencia, ante-
riormente (iia relira.la desta cidade para a corle,
fnr leilao da mesina, consislindo cm 2 bellos pianos
de ptimas vozes, espelho grande re sala de visitas,
1 consolos grandes e mesa do meio de sala com lam-
pos de pedra niarmore. sola, cadeiras tingelas, ile
bracos o de balando, de jacarando, em prfeilo es-
la.ln, eoolras para interior desalas, loucador c mesa
competente de Jacaranda, 2 lindos guardi-iou'pas,
1li:(ISl5(il2
1:1S7?'.U:1
3S9S71
1:2279601
9A4098IS
leito francez dejacaraod para rasado-', Ircm de co-
zinha, obras de prala, 1 carrinho de 4.redas para 2
pessoas, com arreios e 2 cavallos, I lindo molequiuho
crioolo de 7 a H aansa de idade, e muitos outros ob-
jectoa iadispensaveia paraarraojo de uma casa de
familia : quinla-feira, 1 do correnle, as 10 horas da
ni-inlifla, na indicada casa, ra do Hospicio, antes de
clirgar ao quarlel.
O agente Borjn, cm sen armazem, na ra do
C illegio n. 15, far leilao de uma grande quanlida.le
de objcclo-, como bem : obras de niarrimiria, novas
e usadas, de varias poalidades, obras de ooro c pra-
la. relogios para algibeira, candelabros, laulernas,
cnfeiles para sal, loaras e vidros para servico de
mesa, diversos arranjos para casa, 2 eiccllcnles car-
rojas, v.-rios carriuli.s de u,."io, e outros muitos ob-
jeclos, etc., que se entregara a sem recusa do qual-
quer prcro ollerccido, cm consequencia do dono dos
quaes rclirar-j-e pan fra da provincia ; assim como
lambem ro a leilao Ilgons cscravos de ambos os
setos c um ptimo cavallo de eslribaria mnito gor-
do : : quinls-feia, 1 do correnle, as 10 horas cm
ponto. '
Tasso Irmaos fnr.lo leilao, por intervengas do
agente Oliveira, ile una pallarla com 2 tornos, sila
na ru.i das Cinco Ponas, a qual perlenceu a falleci-
da I). ClaraZeferiua Osar, viuva de Carlos Leoca-
dio Vieira, e declara-sc que o arrematante lera a
posse da casa por 4 anuos, quanlos f.illa'.n para aca-
bar o arrcudameulo : segonda-feira. 18 do correte,
ao nuil, dia em ponto, no lagar .la indicada pidaria.
Hoje, as 11 horas da manilla, se far leilao de
30 caitas com ceblas cm bom estado, chegadas lti-
mamente de Lisboa oo'brigue Experiencia : na 1ra-
vessa di Madre de Dos u. 16, armazem de Agosli-
nbo l-'erreira Scura Guiaiar.les.
.lo Fernaurtes l-'erreira faz leilao de uma por-
r.lo de marrrielada viuda ullimamente de Lisboa, na
porta de bal/Antonio Aune- Jacom. defronte da
alfandtga : quintareir, II do correnle, as 11 horas
cm ponto.
ll.'je, US 11 horas da manlia, se far leilao de
5 caixas com nozes em bom estado, c a vonlade dos
compradons : na Iravcssa da Madre-dc-eos ar-
nii. ni n. 16.
indo o possoidor receber n respectivo premio que
nelle sabir, ua ra do Collegio n. 15, cscriplorio
do Sr. thesoureiro Francisco Antonio de Oliveira.
Pernambaco 1- de junho .1 185o.
SaMtiano de Aquino Fcrreira.
Precisa-se o o m.i rapaz porlogoez pira caiiei-
ro de taberna, quo t^nl a bastante pratica oeste ne-
Socio c il liinloi idneo a saa conducta : qiirtn es-
livor neslas cirrum-lanci.is. dirija-ie ao principio do
Corredor do Sr. Biaao, laberua da (".atoada alta.
Precisa-se alagar uma escrava para lodo servi-
co de uma casa : a tratar em lora de Porlas, ra dos
Guararapes, casa do professor publico.
Desappareccu no dia 16 de jullro de 1831, do
eiigenli.i I.ages, o mulato Vicente, de idade 30 anuos.
lio, grasura regatar, barbado; cabello ao peito,
denles podres na frente, ps grandes, untas grussas,
be muilo descaneado ein tudo, fuma cachimbo, oSo
bebe agurdenle, lem marcas de feridas lias pernos,
mis verguea as cosas, nariz afilado, consto ler dilo
que lima fug.r c sentar prarn : quc o pegar, le-
ve-o a seu senhor Alartinlio de Mello Cavalcanli, no
dito engenbn, oo na roa do Eneanlainentoi taberna
de Manoel Jus do Oliveira, que ganhar lOOtjOOb.
A pessoa qu diz ler adiado um Iraucelim, sir-
va-e annunciar sua inora lo, ou dirigir-se a ra do
Oucimailo n. 33.
Alosa-so'rfma oscrava paradenlra de casa, la-
va, engomma inulto bem. faz toda qualidade de cos-
tara, e co/.inba o diario de uma rasa : a pessoa que
quizer, procure na Iravessa da Madre de Dios, so-
l rado u. .''.i.
Joaquim Jus Dias l'ercira declara que arre-
malou cm leilao de !) do corrento todas as di\i t.is
artivasquo deviam a Antonio da Coala l-'erreira E*-
Irelja, com taberna na ra da Cadeia do Hecife, e
ouvi.la a todos os devedores do dilo Estrella, tanto
da praja como do ni.Iio. para que venli.tm pagar s
ao annuneiaole, coma maior presteza possivel, alim
deevilarem maiores despe/as, pois prometi ler toda
a coulempl.n;.7o rom os que forera mais promptos
nos seus pagamentos, podendo-se dirisir-se ao an-
nuncianlc, no aterro da lioa-Visla, loja n. 14.
Traspassa-se o armazem de mileriaes da roa
da Concordia, que tem Ubolela, ullima casa-, com
lo lusos objeclos a eile perlenceiiles.hem assim 2 car-
roras, 6 bois, 1 cavallo de carga. I canoa que pega
um nnllieiro de alveuaria grossa ; a casa lem buin
comino.'.o para dormida de caixeiro ccarrocetros, e
no quintal boas estribaras para bois e cavallos
quem pretender uegociar tao iulere-- inte eslabele-
cimento, dirija-scao palco do Panii/.o n. 10.
O abaiio as-ignaJo, vendo annuncijila .i venda
nesle Diario n. 133 de II do correnle, uma uietade
MOJMLIASDEALUGUEL.
Alugam-se mebilias roniplelas ou qualquer trasto
separado, lai.ibcm (c aluzara caueirai em grandes
porenes para h.ule, B oficios: na ra Nova arm um
de rosles do HBto.defronleda ra de Santo Amaro.
Precisa-se .".lugar um preto para fazer o sen >-
eo diario de uma cata, pagaado-se mcnsalmeult ou
por semana, o que se a justar: a tratar na ru.i do
Rosario da Boa-Ysla n. 41.
Ouaita-feira, 13 do crrenle, depois da audi-
encia do Dr. juiz munirii.il luppente ,|a stgauda
vara de-la cidade, SO ha de arrematar de teuds a
ineadc di sobrado ii. 2, filo no paira do Cirmn
avahada ein 1:50!'>:>)0. por execujao de Ajitoni
Joaquim Fcrreira llciriz ronra Miguel (ioncalves
ltoilrigues Franca e sua mullier.
Perlenco a meia.le do que sabir nos Jous b-
Ihelet inleirns da ullima parle da 5. lotei a, e 1.
da 8.a da inalriz da 11 ia-\ isla us. 635 e 3899 para as
obras da matriz da Soa-Vista.
0 irm&a da mema matriz.
Aluga-se asobrado de Ires andares e solao di
ra do Vigario u. IS : lrala-se na roa do Crespo
n. 16.
Precisa-se de um caixeiro de 16 a 20 annos.
com pratica de negocio, e que esrreta sollrnclmcnle
para a villa do Passode Camaragibe: a tratar na ra
da Cadeia'do Hecife, loja de feragensn. 41.
Na ra larga do Ilosario, rasa n. 18, segando
au l.ii. precisa-se alugar um crisdo para ccia de mo-
cos snllciros.
No dia 6de maio de correnle fugiram do en-
genbn Maura, rresaezia da villa do Porto Calvo, do
abaito assigbado, 2 escravos rom os signacs seguin-
les: l'raiiciscu,. Angula, i.lade 2 anuos, cor prala,
bailo c cheio do corpo, andar ijm poaco baiizciro, e
de cabera balsa, lera em cima de uma das subrance-
ihas de uin .ios oib.is uma marra de l.ilho que mal se
divulga, lem os pos curtos o largos para os .ledos,
foi comprado cm 27 de noveiubru de 832 a meu pri-
mo Amonio t'.iilislu iie Mello, morador no eogenbo
Manguinhoilc I na. VenUira, eslatdra c corpo regu-
lar, cr meia fula, reprsenla ler 40 anuos, lem falla
de denles na fenle, he rendido de uma verilha, mas
pouco se divulga, be carrelro, fui romprado ao
leuenle-coroiiel Anlouio Paes .la Silva em 17 de
novembro de 1853. Koga-se us autorid dea po-
liciaes, capiues .le rimpo c metmo a qualquer
que dos referidos esi-mvos liverem milicia, ap-
prehende-loi e eblregar ncsl.i rjdade a Tiborcio
Valeriano Baplista, na ci.ladede Macer ao Dr. Jos
Angelu Marcio da Silva, e no eneenlio Muir, pois
que serio generosamente recompensadas. Deosquei-
ra qne estes escravos nao busquein o mesmo escon-
drijo e lenbini a mesina sorle que leve n crioolo d
lime Casemiro, que fgido em j.1 de maio de IS'.'.)
al o pres ule nao apparccu,uem se tem noticia al-
guma, nao obstante os continuados annuncios que se
lem f.ilo. EageuhoMoura 15de mai.. de 1835.
Joaquim Jos le Mello l'imentel.
O salego, autor do annunrio que lem sabido no
i de l'rrwiirhuco, cliiimiml i ao sen devedor
.1. I da C, baja.dedeclarar quanln anles com quem
se enlende o mesmo annuiicio, vislo romo ha raudas
pea Ms, cojos nomes tem as mesillas iuiciaes.
Manoel Fernandes da Crtti.
Precisaba de um pequeo para caiteiro Je la-
berua : a Iratar na ra estreita di Rosario, taberna
n. Iti.
Joaquim ltoilrigues linares d Alel vai Eu-
ropa Iratar de sua saude, e dcixa enc.rregi.do de lo-
dos os seus negocioso seu socio Lima Jnior &
Companhia.
Precisa-se de um criado para pouco servico, c
SO for de 12 a li anuos he prclerivel : ua ra do
Collegio n. 18, lerceiro andar, depois das 10 horas
da maullas achara com quem Ira lar.
Arrcnda-se um grande sitio na eslrada tic Joao
de Barros, cora sua capella, com grande casa nova,
com uro grande pomar de hiraageiras, duas baitas
para capim, um grande viveiro, ceulo e lanos ps
de rnqueiros, c oulros muitos arvoredos ifc boas qua-
lidades : quem o pretender, dirija-se i Soledadai
casa n. 7, do lado da igreja, que achala cora quem
Iratar.
JAUDIM PUBLICO EM PERXAMVUCO
UUA l)A SOLEDADE N- 70.
Iloj, terca e quarla-feira, esta em exposicao uma
llar do dalia, sao convidados os Sr*. amadores a
comparecerem trazendo a nulhor dalia, flor que li-
verem em seus jardn; quem n presentar mais ex-
quisito flor e que liver mais Votos, lera de premio
um p de rosa Slriec Ircs-odoranle, purpura clara
coi:: riscos brancos, a que fr immediata em votos
tero de premio um pe de rosa bl.in.be rortmbif^re;
e>ln rosa se torna recounnenJaiel pela cor," forran c
dispoaco de suas llores.
O abaito assignado como procurador do Sr.
Joaquim Mallas da Cruz Corceia, previne aludas
as autoridades poiiciaes e capilles de campo que dc-
sappareceu ile casa dos Srs. Kcidel Pinto & C. no
dia 7 do correnle pelas 2 linas da larde o moleque
Jos, perlenrenle no mesmo Sr. Correia.o qual lera
naes seguinles : baitu, grosso, pesclo curto,
dade 30 anuos poueo mais ou menos, levou camisa
de miiilapolao, calca di- casemira. e chapeo de pa-
Iba. lem si.lo encontrado pelo paleo da Ribcira, por
lano quem o pegar leve-o a c.isi do mesmo abai-
to assignado na ra da Cruz n. 22. que ser recom-
pensado. Hecife 9 de junho de 1853.
J. Soum.
Os abaixo assisuadosdoDosda nova eonfeilatlt
da roa da Cruz n. 17, icham se sonidos ile.loil.i- ai
qualidades de .lores, como sejain : confeilos e amen-
iloas confeiladiis de ludas as qualidades e core-, --
sim cuino Indas as qualidades de doce da trra, sec-
eos, de calda, jalea, c lo !s as ipialiiiailes c fnclas,
de anans abacarhis i- lo.las es mais qnalidades de
inicias ; os quaes lecebein cncoramendas de ludo
quantn toca a confeitarias lauto pira foi a, como pa-
ra consumo na provincia; e para qne seu-. amigos e
e freguezes os coadjiteni rom suas prolcccoes; c uue
do engenho S.b ro, de Sania Cruz 8:lo na fregaezja farcmos quanlo nos lor po-sivel para cora nrestoca
de Ipojuca, declara para evilarj duvi las t qoesles c cummudidade
'''ii- > i I ntin l.iiifitli.a.i !.._;(., a ___ I _____
18:5063980
3:478*488
. I27:711;'ii:.
Descarregam hoje Vi dt junho.
Barca iuglezaTown of Liverpoolmerca dorias.
Horra inglesa ttorvalbaealnno.
Brigue porluguezIS.rper\enrtadiversos gneros.
Polaca hespanhola'/cretina vinbo e cabos.
Imporlaca'o.
_ Barca ingle/a Town OfCnerpooX, tinda de Liver-
pool, consignada a Johnslon Paler & Companhia,
iiunifeslou o seguinle :
31 taitas ferro, 15 pecas, 3 erabrulhos e 3 c nt.is
machinismo, 47 caixas e 61 fardos lecidos de aigo-
Pela adrainislrai;ai) do correio se faz publico,
que os Srs. assignante que quizerein continuar do
I." de jdlho prximo era diaille, pagarlo INKK) por
inez : aquellos, porni, que mo Ihes convier, ir.an-
dem un lempo avis.r. Correio de Pernainbuco 12
de junho de 1853.O administrador,
Antonio Jos Gomes do Correio.
-
PUBLICACA'O LHTEKAKIA.
Litteratura.
Aeha-sc venda o cumpendio de Theoria e Prali-
loniddas, meslrc llenrique Jos Vieira Ai Silva, ca do Pro.esso Civil feifo pelo Dr. Francisco de Poo-
cquipagein .,, carga assucar ; a Teiteira Bastos, la BaplisU. Esla obra, alera de urna inlrodurrao
l'assageiro, Joao Anlouio Kimos e i escravu a en-
tregar a l'ranciseo Jos Marlins l'ereira.
-n uos sahidn< no mesmo dia.
Acarara'IIale brasileiro oSobralens? mestre Ru-
na, caria facendal e mais gneros. l'assageiro,
Aulonio Ilibeir i da Casta.
I'alinoiilbilrigue iagtei uLavinia, capilao James
Pall, .* r -.i asseear.
ValparaizoBarca inglesa nNaomto, capilao Jamo
Colty, carga assorar.
ArncalvPatacho brasileiro Santa Cruz, meslrc
Marros Jos da Silva, carca fazendas e mais g-
neros. Passageiros, Silvestre Fcrreira dos Sanios,
Itaymundo Pinto .lo HendoncaCaminlia, Atarqui-
na .Muriadi' Jess Caminba, Galdian Jos da Cos-
ta, Manoel Francisco da (",ula. JuAo Alves da
Cruz, Mjiio-.'I l'auslino de Sania Rosa e Joao l'ir-
mino.
EDITAES.~
sobre as acetes e excepcoes em geral, traa do pro-
cesso civel comparado cora o commcrcial, eoulcra
a theoria sobro a applicacao da causa julgada, c un-
irs doutrinas laminosas: vende-ee unicaraenie
na loja de Alanoel Jos Leile, i| roa do Onei-
nni.l.i a. 10, a 6-5 cada cxemplar rubricado pelo
autor.
O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da ordem de Exm. Sr. pre- '
sideule da provincia de 14 de maio ultimo, manda !
convidar aos proprielarios abixo mencionados, a | ouvertora, lera principio a represntacao do novo e
SOCZEDAOE toPwAMATICA.
RECITA EXTRAORDINARIA.
SABBADO 16 DE JIMIO DF. 1855.
Aberla a scena depois da execueo de uma bella
futuras, que lem hypotheca tcito e legal, por
effeito depenhora e etecuclo que ainda nao foi sol-
v.la, em urna das raelaJcs do mesmo engenho mu-
ir oSr. Mahoel Marques da Costa Soares, conseafcor
dessa propriedade. Hecife 11 de junho de 1835.
Jos Marques dd Costa Soares.
A abaito assignada previne ao publico ^espe-
cialmente as autoridades, que lem de coiibeccr das
causas que raove a sen marido Antonio Cirios l'erci-
ra de Burgos Punce de Len, que, seprala delle,
para tratar de seu divorcio perpetuo, mi deixou em
seu poder papel algum rom a su i assignalura, que o
solorise a fazer qualquer transarla i, uin la metm i a
mais insignificante- A anniiueianle loma esla pre-
caacito p .r saber da facilidade quo lem o mesmo Sr.
em imitar o sua leltra. e tambm porque pouco an-
tes della sepiirar-se, elle le\e a inli-iririio de dizer-
Ihe qne baria do fazer a ten la a que i annuneiaole
se oppunba, sem precisar de soa assignalura, porque
ello a sabia suppnr. Martapngipe 5 d- junho de
1855.Thereza llclaiac de Siqueira Cavalcanli.
Precisa-se por aluguel, de um [.reto escravo,
que Irabalbe em masseira de padaria : lrala-se na
ra Direila, padaria n. 79.
Precisa-se de Ana ami que. sailu cozinhar e
fazer lodo servico interno de una casa de pouca fa-
milia : no largo do Ierro n. i i.
Precisa-se de una ama para tratar de uma me-
nina: no largo uo Terco o. i .
Bernardo Fernandes V'ianna vai a provincia
das Alagoas, a negocio.
Antonio Baplisla Nogucira vai a Porlngaf.
Precisare de ama ama p.ira casa do homcm
sollciro: quem preleuder dirija-se a praca da Inde-
pendencia li. 31.
Attenco.
Iraspussam-se as chives du loja He miuilezas da
roa larga do los .rio n. rom cxcelBnlc armariio
nova, propria pina qualquer cstabelecimento : a Ira-
lar na mesma loja ou na ra do Queimado n. 30.
Preciss-sc Contralarcom aleiiui rarrneciro capaz
que quena cucaneg.ir-se de andar cun carraca ms-
AVXSOS DIVERSOS.
INFOHMAgO'ES OU RELAC.O'ES
SEMESTRES,
So vraria n. (i e 8 da praca da In-
dependencia,, vende se reiacoes semes-
traes porpreqocominodo, e (jnerendo res-
nnis vende-se ainda nmis cinconla.
WALBECK.
Esl no prlo o compendio de Inslituliones Juiis
Citilis, por I). 10. Pelri Waldeckque serve de
compendio cadeira de Direilo Komano, instalada
de novo un l'.irulil.ido de Direilo : subscreve-sc n
tHHK) rs. pagos na orcasio da snli-rri[.cao. e para
cummodo dos scnhores acadmicos cntregar-se bao ss
folhiis.iiniire sas de S paginas na vraria da praca
da Independencia n. li c 8, apropjre.!lo que toreas
sahiodo do prlo.
OSr. Loureneo Jos ltomao lem uma caria na
ra do Queimado, loj. de B zerra j Moreira.
- O Sr. Alvaro IVreira de S fae, o obsequio de j [if^ ''.n!^ .StoKS T" fr'c""'"S {Ur ,lc
fallar com Hezerra Moren.....roa do yucLiuto. ^BT ff^AffSt ELrTSS
loja n. li A, para re.elicr uma caria.
No dia 12. as9hoH da manhl.i, na ra do
Ran'gel, entregou-se a um preto para levar na laber-
ua do Rc,Iira, no Caes dn tiimo-, um cavallodc mar-
ca peqaeha, cor ruca, sellado e enfreiado, o sellim
li velho, apparecendo a palba no are.10, com estribos
de lilao ; o dito riv.lli lem as .ceibas seiapre agu-
dus e.miiito esperto, e est carnudo : quera o pegar,
leve-o a ra da itangel, quina di becen do Carcerei- servico : ua ra de S. Francisco n. (S A.
ro, taberna n. .30. Aluga-so ama mulata captiva para o servico
Dejappareceu do Brcjodo l'asundcs no din 20 interno de uma casa de pouca tomilia : a tratar a
n. 30, proceder o competente'ajaslr.
Agencfa de passaportca c folln corrida.
Claudino du Reco Lima, lira passaporte* pura fra
e deutrodo imperio, c lolha corrida : na ra dal'raia
I. andar n. 3.
P.eri.-n-sc alugar ama prcla que engomme e
cozinhe, e um preto que coziuhe c sirva para mais
ruada ti! na n. 86.
Ouein precisar alagar um andar de sobrado
para pequea familia : dirij-se a ra das Cruzes
uumeru 22.
Faze.n-se bolos deS. JoSu : ua ra do Hangel
oumi ro 77.
Aulonio de Paula Fernandes Eiras pede ao
possuidor da Carla que -e ada no lintel da Europa,
O abaito assignado previne a quem interessar de appareeer na sua residencia, ra de S. Fro-
possa, que i o stainto-lbe que Manoel Alves da I cisco 0. 68 A, OU deilea nocorreio.
Silva Pinto, resiante nesla eidade, passiira ama m ,.
proearaeso bastante a cu pai Domingos Alves da Isa.rna. ib' Aguas-Verdes Sobrado de
Silva Piuto.resideiitoaa cidade de Cuimaries reiao umamlar n. !'..
de maio do correte anuo, |um cubra de iioineM.ni-
rii'io. com signaes seguinles : .ailura e rorpo lobu-
lar,cabellos earapiuhos.olhos Kraades,rostO redondo,
oarii grosso, com falla de um denle na parte supe-
rior, c em barba, roga-se aos capilaes de cinipo a
pprehensao do mesmo, podendo dirigir-se ao Breju
do Fagundes n Manoil de Furias Leile, ou a roa
Nova i. 13 a Antonio Roberto, que se recompen-
-ai.i.
-iniKini-:.,- bandeM de
de P.irlue .1, pira o dito Sea pai receber a heram a kllm .. ,,, i^l
q-c ll,e pertence por parle de sua fallecida ma'i. .lloS ^m toda a perletrao e az-se bollo
Mar u Joaquina Teiteira e de sen fallecido ovo, de S. JoiO.
Nicolao Teiteira Guiarles, odiapor della como
Precisa-sede uma ama capaz, que seiba cuzi-
aiiulia : na iuu do Ca-
bera lhe pareeer em prejuizo do abaito assignado ,~ "*-* uma ami
e cama n dito heranes se sebe hjpotiecada ao abai' !"';'.r' ''iira c;l';'' (lc "*
vo assiun 'ilo por muii escriplura publica passada em '"'-'' l0Ja "
li de joi.- de 185! pe a labellio t:,isla Monleiro, ; Quem livir para alaga* ama esrrava de mria
e leealfsmja rasu Indas ai formalidades qne a U\ dade, que entendaalguma cousa de cozinha e eom-
enge : o .iImuo signado roga a quem inieressarj prar un ra, dirija-se sos qoatro cantos da BaVVis-
po- i, que uno recam negocio algara ruin loes he- i ta, laberna n. I, para Halar do ajaste
raneas, viito ler de haver oten dtoheire cm quul- .
auer man onde as ditas I, roncas p-ssam ir parar.' ..~ P**5*1' T10 i,,ln"lll"'nu no jornal de 8 do cor-
Hecife \-2 da junho de 1835!Manoel Joaquim
Dias de Catiro.
yuem annunciou querer entregar urna meni-
na de 5 annos, procure era Olinda, ra da Scnzalla,
na segunda casa, que se dir quemquer o trato.
rento precisar de um siliu perlo da pracS, rmn boa
casa e baila para capim, dirija-se lua'do Collegio
u. 8.
Precisa-se alugar duas escravas : na
na de Santa Cecilia n. 1 \.
nos precos aga tormos aos uossos
amigos e freguezes,Furto j Finio.
Francesco Larco, subdito sarjo, vai a Europa.
A pessoa queteiouesli Itpographia procu-
rar quem queiia alugar ama oaria, aununcie sua
morada.
A pess a ijuo annunciou tor uma menina de
5 anuos para entregar a rompauhia de alguem. di-
rija-se a ruados Marltnos casa de sobrado cabido
derronle do coronel Salguciru.
OSr. r.nizEpifanio Mauricio W.uulerlcy lc-
idia a boiiiladc de appareeer u.i ra Nova no ar-
mazem de trastos do Pinto, a negocio quo lhe diz
respaila.
Joaquina Jeronyma de Jess lem aulorisado
nesla d.la o Sr. Siina.i Jo-u de Azevedo Santos, pa-
ra qne cm seu nome e como se propria fosee,
Iralar com i seu procurador que be e o lem cons'.i-
luido por procurado bastoule, de todos osseusue-
gurios assim no foro romo fora ilelie, fazer as com-
posires que necessaiias forera, cobrar as 'rendas de
suas casas, e receber o que se Ib. deve, o gue faz
publico para iulelligeucia de lodos. Hecife 'J de ju-
nho do 1835,
O Dr. Sabino Olegario l.udgero Pinho,
Q9\ mudou-se lo palacete da ra de. S. Francia*
? co o. t.8A, para o sobrado de dous anda-
na res ii. 6, runde Sanio Amaro, mundo novo.)
-*
O cautelista Salusliano de Aquino
ferreira avisa nos possuidores do bi ltete
inteiro n. 1144 dividido em tresquartos
e cinco vigsimos, da primeira parte da
primeira lotera, da Ordcin-Terceira do
Carmo, em que sabio o premio de
0:OO.sOOO rei, podem vir receb ar em
contiui.'ule na ra do Trapiclic n 56 se-
pind andar, logo que se li/.er a distri-
Inticao das listas ; assim como ao posstu-
dordo bdliele inteiro n.' 770 da cima
mencionada lotera, em que fabio o pre-
mio de OO.sOOO rs. lVirair.buco 11 de
junlio de 1855.O cautelista, Salusliano
de Aquino Ferreira.
O cautelista Vicente Tibitrcio Corne-
lio Ferreira, avisa aos possuidores dos
(piarlos n. 5252 da lotera da Ordem
Terceira do Carino, cutos quaes sabio o
p: linio de 2:000.s000 rs que logo que
tor publicada a respectiva lista, se a pre-
senten] nos lugares do costme pata ic-
leberem a dita quantia.
Joaquim da Silva Mourn previne a quem
intercalar possa, quo lodos os bens do Sr. Jos Dias
Iva, movis, semoventes, c de raz, esla
- ao pagamento do que elle lhe deve, pelo que
nao pode o mesmo aliena-tos, e neta de qu.ilyulr
forma disp i delles, cm prejuizo do asume
que | rotala usar de seo direilo. niilliliciindo qual-
quer venda du (Hspoaic^o den
Sera repelido o presente annaneio apezsr da oe-
clarac.no do Sr. Jos Dias, em o Diario de honlem,
de neo pretender vea i.'i s os bem ; porque j.i um i
vez nao olistoiite i lenlieat declarafoss, elle quizara
vender todos pur intervenr,. d,, corrector atiguel
Caruciro, sem que em os anaaneios te livesso f.ilo
menijrio de seu inune, oque felizmente se soubc s
i de se poder obstar por racii de um arresto,
que se le nos meamoa bens,
O nccord que o Sr. Jos >ias icm feilo pu-
blieor repet las vezes, e ultimamole no Diario de
biinliin. nao privou o ai'.nuiiriaiilc Mourau do dj-
reilo dehaw o ajke elle lhe deve; apenas algas
nao ler sido curial a marcha, gue se Seguir n
ruello de diversos accordaos proferidos por uoanimi-
dade de votos contra o>r. Jos Illas, os quaes soli-
si-lein em seu inteiro vigor, pois qae n.lo forsm e
nem podiam ser derogados por este i que lauto se
soccorre o mesmo seuhor.
Nos autos exislem documentos alguns do proprio
pun.o du Sr. Jos Dia- que deslroem completo-
mente esse lennn de eoneilia{JO mandado publicar
ja tontos vete* por r,le scnlior.Uos mosmus autos
se evidencia ser o Sr. Jos Uiaa realmente devedor
ao anniiiicianle, sendo que quando nao esiatisse
prova clara croncludeiile, bastara o faci que se
deu no ligeiro ajuste, amigavel que preredeu
acro. leudse verificada logo no comeco do mesmo
ajusto sem Irahallio algum ser o Sr. Jos ibas deve-
dor do alguns ionios de rei, como minucia,menle
lepozeram as proptiai leslemunbiis deso senhor,
bastarte a sua recusa era presentar cerlos fivros,
que liie for un eligidos por ilespachos para o ajaste,
e cuja existencia nao poda ser contestada, por caos-
lar de oulros litros que a aqudlcs se roferiam.
\'ai-so continuar na execurao do accnrdo, pro-
ferido na causa principal contra o Sr. Jos Dias, e
o publico ser informado do resultado desla ques-
lao.Joaquim da. Silva Mowo.
_ Dr. liheiro. phtsician by lhe universilt ol
Cambridge, Imiled States, contines lo reside, ai na
da Cruz n. 49, 2." Iloor, and allends especial!) to
lhe eje aod ear's diaeases, he males uccularciamiua-
lion al any hour in prvale reaideuces ; rememher
bal for lhe cxamiiiation of the ear, il requires lhe
hdil of Iba san.
iiAP GROSSO, MEIO GROS-
SO E FIHO.
Viuva Pereirada Cunlia, encarregada
da venda deste rap, avisa a seus fre-
guezes que o deposito se acba prvido de
todas estas qualidades, e que para mais
commodidade acaba de cslal>elecer um
oulro deposito na ra de Apollo, arma-
zem n. 2, onde poderao encontrar todas
os mencionadas qualidades ao prcro ja"
eslabelecido, de 1/J280 o grosso e OO o
lino, de 5 libras para cima.
xposicao uni-
versal de Pariz,
O GUIA PARA UMA VIAGEM A' KL-
ROPA PELO VAPOlt DE SOUTHAM-
PTOX.
liste inlecessante opsculo, 19o ulil na prsenle
padra, em que muitos pessoas com o intento de ios-
truir-se ou recreiar-se pretendem visitar a grande
.'tposiro de Pars, be eserpto pur um dislincto Per-
nambucano, oro residente na capital do imperio tr.in-
cez. Esla eui.i. nova no seu genero, necessaria co-
mo be, aos que leucionam apieciar esse macnifico
ba/.ar da industria humana, porque o recreiu a ins-
liiiii.au qne dulii Ibes pode resultar, lauto melhor
surii aprovcilado, quanlo mais preparados e avisados
forcm os curiosos e viajantes, para visitar nao so
aquella capital como atomnas oulras ridades por on-
de leem de passar ou Ibes ficar nulo ; turna-s
igualmente til a todas as mais pessoas vidas de no-
licias proveitosas.prla iuformacao minuciosa e varia-
da que o Ilustre escriplor aprsenla de diversas ca-
pilaes e cidades nolaveis da Europa. Um volunto
ein brochara, bem impressn, e em bom papel, bor
15^00. A' venia no Hecife, lias livrarias da ra
da Cruz, dos lllms. Srs. Ignacio Francisco dos San-
tos n. .16, Jos liurboza de Mello n: 5a, o I.uiz An-
tonio Siqueira, iua da Cadeia. loja n. 20. Era Sanio
Antonio, livrarias dn ra do Colleaio, dos lllms. Sis.
Ricardo de l'reilas i C. Jos Nogueira de Souza n.
.;, e Ignacio Francisco dos Santos, pateo do Collegio
n. -2, c no atorra da Boa-Vista, loja do lllm. Sr. Gre-
gorio Aniones de Oliveira n. T2 A.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acliam-se a venda os novos billietes da
21 lotera do tlieatro de Nictberoy, quo
devia correr a 2 ou K do porrente inez:
as listas esperam-se pelo veloz vapor TO-
CANTlNS, no dia 1 ti do andante : os pre-
mios serio pagos logo (pie se zer a dis-
tribtiuo das mesmas listas,
EDUCAyA'O DAS'FILMS.
Entre as obras d grande Fcuelon, arcebispo de
Cambra), merere mui-particular inenrile otraliido
da educaco das meninasno qual esle virtuoso
prelado ensilla como asmis devem educar suas li-
bias, para um dia chegarera a occapar o sublime
lugar de mai de familia ; torna-se por lano uma
necessidade para todas as pessoas que desejam gui-
; las no trrdadeiro caminbo da vidr. Esl a rfe-
i ida obra Iraduzida em porluguez, e vende-se na
livrnria da praca da Indcpendeucian.ee 8, peto
diminuto prcro de 800 rs.
AUENCU COMMEBC1AL.
Chrislovao Guilberme Breckenfeld, hati;/,v.io
cora os cunhecimeutos praticos que em materias de
coinmercio lera adquirjdo dorante rauilos auno-,
que as tem exercilado uesla pra^a como ciixeiro,
goarda-livros, e gerente de negocios pruprios e
alheios, offerecc aos negociaiiLs desla e das oulras
pracasdu Brasil, assim como a oulras quaesquer pes-
soas, o seu presumo para o fim de dirigir todo o que
se refere coulabildude, como sejam,rever e (justar
cotilas de qualquer nalureza, organisar balaocus, rc-
-ularisar liquidarnos de sociedades, laleios, rcgula-
i.ies de avarias, iuvcularios c partilhas ainigaveis de
qualquer especie de beas, exlrahr coutas correnli-.
com juros ou sem clles, por em dia escriplura.a.es
atrasadas, lomar conla oe qualquer nova escriplura-
cio por partida delirada, mixto oo simples, arbifra-
lucntos judiciaes, coulraloscomraerriaes de qualquer
nalureza etc. ele. Eucarrega-se oulro sim de diri-
gir qualquer negocio judicialmente, qur pCranle o
juizo commcrcial, qur peraole o tribunal do cum-
mercin, em primeira e seaunda inslancia, par o que
lem a cuoperarao de um dos mais habilitados advo-
cados e de um dos mais probos o diligentes solicito-
dores do foro. Para este fim tem o unnuncianle
.iberio o seu cscriplorio na ra da Cadeia de Santo
Antonio n. 21, omlo pode ser procurado das 8 horas
da mandila as i da larde. O annuncianlo espera
merecer desla c de oulras praras um bom acolhi-
mento, sendo o seu cslahelccimenlo da mais recu-
nhecida ulilidade.
Em selembro de 1825 chegou a esle porto o
bergantn* Bella Fsrolha, que tinha da cidade de
Porto, e daqui seguio para o Marauhao, roga-se por-
toulo aossenhures a quem esle brigue vciu ooaaigna-
do, declararen! pur esto ioTnal a sua morada para se
Ibes fallar.
Miguel Jos Alves, roa do Trapiche, caa n
16, habilitado pelas retornes que tem cum diversas
cusas de commereio de litros. Unto nesle imperio
como no eslrangeiro, cncarrega-sc de raaudar vir do
Kio de Janeiro, Portugal, tranca e Blgica quaes-
quer eucommeudas de obras impressaa ou lylogra-
phadas, ulencilios para cscriplorio c para ofiiciuas de
encadernacao e lytographia, assim como outros arli-
gos de commereio, a condices razoaveis e pela cum-
inissao do esljlo. Na mesma casa eiislein aempre
os catlogos mais moderaos das mdbores casas de
litros do Kio de Janeiro, Lisboa, Porto, Paris e
Bruxcllas.
Em consequencia de nao ler apparecido lici-
tantes os rendas dos predios abaixo declaradas, por
isso to de novamenle praca para serem arrema-
in basta publica, na sala das sessOes do cou-
scllio administrativo rio patrimonio dos orphilos, nos
dias 12, 15 e 11) do crrenle mcz, e por lempo de
um auno, a conlar do l.- de jullio prximo foluro a
10 de junho de 1856, as rendas dos seguinles pre-
dios, ,-i Sdi,er : sala c loja da casa n. 1 do larga do
Collezio ; ra das l.arangeiras, casa n. 5 ; ra do
..in.: i n. li ; ra do Pires o. |:i ; ra da Madre de
lieos us. 22, 21, 27. 33, :i c 36 ; becco das Boias ns.
37, 38 e39 ; ruada Lapa n-. 10 e il ; na da Moc-
da us. 45, ti e 'i7 ; ra do Amnrini ns. 48, 50, 52,
'.i. 53 c 56 ; ra do Azeile do Pcixe ns. 59 c (2 ;
rua do Hurtos ns. 68 e ti'J ; ra do Vigario ns. 71,
72 e 73 : rua ilo Encantamento ns. 74. 75 o 76. c
toja ii. 7(i ; rua da Senzal i Velha ns. 78, 79, 80 o
81 ; rua da Guia ns. 83 e 81; rua do Trapiche n.
ja de Fora de Portas ns. 98, 99 e 105 : sitias,
oiu em i'ainaineirim o. 2, oulro dito na Uirueira
n. 4. Os licuantes cora seus fiadores, bajara de
comparecer no lugar indicado, e as 10 horas da ma-
ullan dos mencionados dias. O secretorio,
Manoel Antonio liegas.
A s.icieJide quo exislia sob ]a firma do
Uavis C cm uin armazem de supprimcutos pa-
ra navios, na rua da Cruz, foi dissolvida amiga-
velmentouo ultimo do mcz prximo paseado, toa-
do sabido de socio da mesma Wn. I.illcy Junior,
licando dita casa errando debaixo da mesma firma
de llivis ,,t, C. e W. A. Davis encarreaado da
liquidacilo da mesma. Hecife 12 de jiinho de 1855.
/('. A. Dad'.
Atoga-H a 10o rs. |ior niez, uma casa terrea
cm liuda, rua da Bica de S. Pedro n. 1, com duas
porlas e duas janeilas de frente, Ires salas, qoatro
quarlos, grande cozinha, quintal Brande murado
com porlo para a rua, eactnba, eslribaria para tres
ou qiialrn cavallos, e casi para preto-, e lambem se
vende : a IraUr com Antonio Jos Kadrigoes de
luiiior noReciri'. rua do Collesio n. 21, pri-
meiro un segundo andar.
IECHASISIO PARA EI8E-
HHO.
MUTIUDD
NA FINDigAO DE FERRO 1)0 ENGE-
NHEIRO DAVID W. HOWNIAN. .HA
RUA DO BRUM, PASSAIfDO O .JIA-
lAHIZ,
ha aempre um grande surlimenlo dos seguinles ob-
jectos de mechanisinus proprios para engenboa, a sa-
ber : moendas e meias jnoendaa da mais moderna
;Ao ; laitas de ferro fundido e balido, de
superior qualidade c de lodos os lamauhos ; rodas
demudas para a-na ou aniases, de todas as propor-
coes ; crivos c boceas de forualhae re-i-lio- de bo-
eiro, aguilhoes, brouzes, parafusos ecuvilhoe, moi-,
nlio de mandioca, etc., ele.
iirniiiri


SiRIO E PtRtUMUCBO. QUAr.TA Fti3A 13 OE JUNHO DE I&55.
Manoel Jos de S Araujo, lendo >!e ir faier
nma viagem a Portugal, deisa durante sua ausen-
ri.i. cncarregado ile scus negocios : em primeiro tu-
sar a seu man Luix Joso deS Araojo ; em segun-
do a Jo Antonio de Araujo ; e em terceiro,
Manoel .Nasrimcnto de Araujo.
BALSAMO MIOCENO SIMPA-
lavor.nelmentc acolhido em Indas as provincia*
do imperio, c ia sw,|| comn ,|evidaniente apreciado
por setas i.liniavci- virtudes,
MOLESTIAS CURA VEIS
POR XEI DESTK l'OKTKMOSO BALSAMO
I EHIIUS DE TODO O C-EKERO, anda que
sejam com laceracios de carne,c queja esjivessem no
oslad,, .le chapas rliromcas, esponjosas e ptridas.
I.oso denota da applicicSo cewanras dores.
I I.CEIIAS E CANCROS VENREOS, escorbu-
to, sarnas, erisipelas, molestias cutneas ou perpe-
tuas, e scirrlios, condecidos pelo falso lime de liba-
do nos pcilos, rlicumalisinv, dielezc de lodas as qua-
lidaries. Rolla, inchacAes e flaqueza as articularoes.
<.'! EIWADIjRAS, qualquer que seja a caus.i e o
objecto que as produzio.
O MESMO BALSAMO se lera applicado com a
maioi vantagem as molestias -csianles: porm ad-
verle-se que so se deve recorrer a elle em casos ex-
tremos, ua falla absoluta ou iropossivel de se obter
a assistencia de um facultativo.
FSTULAS, em qualqucr parle do corpo.
1-OMHKltiAS, nao exceptuando a tenia oo soli-
lana.
MORDEDURAS de qualquer especie, ainda que
un as niais venenosas.
DORES clicas ou de barriga, deliilidade de esto-
mago, obslruceo das glndulas ou enlranhas, e ir-
reguljrtdade ou falta da menslruacao ; e sobretudo,
inllammaces do ligado e do ba,;o.
AFFECCO'ES do peilo, degeneradas em princi-
piad* pthysica etc. Vende-se na ra larca do Ro-
sario n. .'(t.
CHAROPE
DO
BOSQUE
O nico deposito contina a ser na botica de Bar-
tlioloineu Francisco de Sou/.a, n-t ra larga do Rota-
rte n. :16; garrafas grandes59500 e pequeas teOOO.
P6 TA^iTE PA A 0 PIBL CO.
Para cura de phtisica em todos os seus diflerenles
graos, quer motivada por conslipaces, losse, aslh-
ma, pleuriz. escarros de sangue, dor de costados e
peito, palpitaoao no coraran, coqueluche, broncliile
dor na garganta, e lodas as molestias dos orgaos pul-
monares.
t'lBLICACAfl' DO INSTITUTO HO
NEOPATIIIGO DA BRASIL.
THESOURO HOMEOPATHICO
OU
VADE-MECUM DO
HOMEOPATIA.
Mclhodo conciso, claro e seguro de cu-
rar homeopticamente lodas as molestias
que afftigem a especie humana, e parti-
cularmente aquellas que re'mam no Bra-
sil, redigido segundo os melhores trata-
dos de homeopalbia, tanto europeos como
americanos, e segundo a propria experi-
encia, pelo Dr. Sabino Olesario Ludgem
Finho. Esta obra he boje rcconliecida co-
mo a melhor de lodas que Iratain daappli-
cac.lo boiueopatbica no curativo das mo-
lestias. Os curiosos, principalmente, nao
podem dar um passo seguro sem possui-la c
consulta-la. Os pais de familias, os senho-
res de engenho, sacerdotes, viajantes, ca-
pitos de navios, serlanejoselc. etc., devem
te-la i m3o para occorrer promplamenlc a
qualqucr caso de molestia.
Dous volumes em firochura por 103000
encadernados II5OOO
Vende-se nicamente coi casa do autor,
rual de Santo Amaro n. 0. (Mundo No-
vo).
Antonio Rodrigan de Albuqnerque, escriptu-
nrio do consulado provincial, faz scienle aos Srs.
Broprielario* dos predios urbanos das fteguezias de
S. Pr. Pedro Ijnncalves e Santo Antonio, que prin-
cipia a fazer o lancamenln da dcciin., como lam-
bem dos de mais imposlos a cargo da repartirSo, do
anno linanceiro de 1833 a 1Sti, no dia 3 d'e junho
correntc.
Fornecimento de carva'o
A pessoas true se propozerern a sup-
pnr de carvao os vapores da mestna com-
panhia, podem igualmente apresentar
suas propostas no mesmo escriptorio al
o referido dia 15 do correntc.
J. JANE, DENTISTA, S
@ continua a residir na ra .Nova n. 1'.), primei- O
810 andar. y
Frecisa-se alugar urna oluia que lenba' sitio
ou mesmo sera elle, perlo de embarque: quem'liver
aouuncie, ou dirija-sc esta lypograpliia, que acha-
ra com quem tratar.
O Dr. Ribeiro, medico pela universidade de
Cambridse, contina a residir na ra da Cruz do Re-
cife 11. 19, 2. andar, onde pode ser procurado a
qualquer hora, e convida aos pobres para consullas
gratis, c mesmo os visita quando as circumstancias o
exijam, faz especialidade das molestias dus olhos e
ouvidos.
A SANTA CASA DA MISERICORDIA DE
LUANDA.
Os senliores propietarios de predios
euios chaos sao ibicirosa' santa casa da
misericordia, que pelos nmeros dos
mesuios predios e ritas onde se acliam
edificados, foram chamados no mez de
maio ultimo nos ns. 112, 11", 11 i, 115,
122, 123 e 124 do DIARIO DE PER-
NAMBUCO, para virem pagar ao respec-
tivo procurador casa n. C, defronte do
Trapiche-Novo, a importancia que devem
d<- foros vencidos, e ainda o nao zeram :
sao por este annuncio prevenidos que a
nao virem satisfazer ate 15 do cor rente,
teraode ser chamados pelos seus proprios
nomes aim de nao haver mais demora no
pagamento.
COMPAMIIA DE SEGUROS MAJU-
nvo MUtl
Os directores tendo recebido do gover-
110 imperial a approvacao dos estatutos,
i-unvidam aos senhores accionistas para
em rcunio da assembla geral tratarem
dqlinitivrmente sobre a encorporacao da
mesma companhia : no dia 15 docorren-
'c, as 11 horas daimanha, na sala da
associaro coramercial.
Aviso ao respeitavel publico.
Joao I.uiz Ferreira Ribeiro, com padaria no largo
le Santa Cruz n. fi, confronte a igreja, alm do bom
pSo e bolachas de todos os tamanhos, se acba muni-
do de um homein que entende perfeitamente de fa-
/or bolinhos de lodas as qualidades, pasteloes, enfei-
la bandejas pira bailes, amendaas, confeitos, e tildo
inais de sua arte ; por isso avisa o dono do eslahele-
1 miento a lodos os seus freguezes, que vende ludo
por menos preco que em qualquer parte, tanto em
porfi como a retalho ; assim como ua mo-ma pa-
daria se fabrica bolacliinha de ararula milito bem
leita, biscoilos, fatijs Tinas etc.
Precisa-se de urna prela esrrava para ama d
urna caa de familia, que faca o servir., interno e
externo da mesma, pagando-se-lhe 320 rs. por dia :
a tratar na ra do Collegio n. 3, primeiro andar.
C isa de consignacao de esclavos, na rita
dos Quartcis n. 2
Compram-se e recebem-se e/cravos de ambos os
. para se venderem de commis-ao, tanto para a
provincia como para fraJella, offerecendo-se para
sito toda a segurauc.a precisa para os dilos escravos.
COMPANHIA PERNAMBCAN A
DE NAYEGACAO COSTEIRA.
A direcrao tendo de mandar lzer o
id c caes 110 terreno do forte do
Mattos, convida as pessoas que estejam no
casodcaricinaiar as referidas obra*, a en-
viaran as suas propostas ate o dia 15 do
cornate, ao escrjptorio do Sr. F. Cou-
lon, na ra da Eruz 11. 2(i.
Precisa-se alnear akuns escravos, sendo mo-
ros, sadios e posadla para qualquer servico, pa-
gam-se bem : quem os tiver c quizer alugar, dirija-
sc a ra d llorciitina n. 3U, para tratar.
CONSULTORIO DOS POBRES
ftO KUJ. TSQWA 1 AXm&VL SO,
O Dr. P. A. Lobo Mosco/o da consultas bomcopathicas todos os dias aos pobres, desde 9 horas da
manliaa ateo meio dia, c em BUOf exlrtordinarioa a qualquer hora do dia ou Dflite.
Oflerecc-se igualmente para pMticar qualquer operar de rirur^ia. e acudir promptameule a qual-
quer mullicr que esleja mal de parlo, e cujas circumstancias nao permitan) pagar ao medico.
SO NRSDLIDNO DO BU ?. L LOBO I0SC0Z0.
50 RA NOVA SO
VENDE-SE O SEGUIRTE:
Manual completo de meddieiua homeopalhica do Dr. G. H. Jabr, traduzido em por
tugue/, pelo [)r. .Moscozo, qualro vrlumes encadernados em dous c acompanhado de
diccionario dos termos de medicina, cirurgia. anatoma, etc., etc.
--------1-------- ."" -.........-1............. i,..u,.,. u>viiiuuc,luwinM d lutiw ua iia'inros que qui/xTem
expenmeular a ''oulnna de Habncmann, c por si mesmos se convenceren) da verdade d'clla : a lodos os
fazeinleiros e senhores de engcnbo que estaolonge dos recursos dos mediros: a tollosos rapitaesde navio,
que urna ou oulra vez nao podem dcixar de acudir a qualquer inrommodo seu ou de sena tripulantes
a todos os pais de familia que por circumstancias, que nem sempre podem ser prcve)iidas, sao Abriga-
dos a prestar in continenti os primeiros soccorros em suas cufermidades.
O vade-raecum do homeopalha ou tradcelo da medicina domestica do Dr. Ilering,
obra lambem til as pessoas que se dedicam o esludo da homeopalhia, um volu-
rae grande, acompanhado do diccionario dos termos de medicina...... 10SOOO
O diccionario dos termos de medicina, cirursia, anatoma, etc., etc., cucardenado. : Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na ortica da
homeopalbia, e o proprielario desle estabulerimento se lisongeia de Ic-lo o mais bem montado possivcl e
ninguem dnvida boje da graude superiuridade dos seus medicamentos.
Boticas a 12 tubos grande:'.............
Boticas de -ii medicamentos em glbulos,'a 10, 123 e 159000 rs.
Hilas 3C dilos a..........
Ditas 48 dilos a..........
Ditas 60 dilos a..........
Ditas I i I dilos a..........
Tubos avuL-os ....'...... .......
Frascos de meia on^a de lindura...........
Ditos de verdadeira lindura a rnica. ........
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de tubos de rrvstal de diversos tamaTdios
vidros para medicamentos, e aprompta-se qualquer encommenda de medicamentos com toda a brevida-
de c por presos muito commodos.
88000
20.5)00
2.I.3OOO
309000
609000
I9OOO
2JJIKMI
2M00
Novos livrosde homeopalhia uiefrancez, obras
lodasde summa importancia :
llabiieinanu, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
lumes............ 203000
Teste, iroleslias dos meninos.....0,3000
Hering, homeopalhia domestica. ... 70000
Jabr, phaimacnpa homeopalhica. 69000
Jabr, novo manual, 4 volumes .... KisotX)
Jahr, molestias nervosas.......6,3000
Jahr, molestias da pelle.......8SO00
Rapou, historia da homeopalhia, 2 volumes lOjOOO
Harltiiuann, tratado completo das molestias
dos meninos..........10.300o
A Tesle, materia medica homeopalhica. 83OOO
De Favolle, doulrna medica homeopalhica "3000
Clnica de Staoneli ....... 63OOO
Casting, verdade da homeopalhia. 4.3OOO
Diccionario de Nvslen.......IO3/.HK)
Altlas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, conlendo a descripeo
de lodas as parles do corpo humano 303000
vedem-sc lodos estes livros no consultorio liomeopa-
thico do Dr. Lobo Moscoso, ra Nova 11. 50 pri-
meiro audar.

DENTISTA.
Paulo Gaignoux, dentista francez, eslabele
cido na ra larga do Rosario o. 36, segnndo $t
S andar, colloca denles com gengivasartiliciaes, @
" e dentadura completa, ou parle delta, com a 9
presso do ar. ce
Kusario n. 36 secundo andar. Q
AULA E LAT1M.
O padre Vicente Ferrer. de Albuqner-
que iuudou a sua aula para a ra do Kan-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos eexternos desde ja' por m-
dico preco como he publico: quem se
quizer utilisar deseupequeo presumo o,
pode procurar no sirgundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
Esta a sabir a faz no Rio de Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
H0!>1E0PATHA.
EXTBARiDO de ruoff e DOEN-
NINGHAUSEN E OUTROS,
posto em ordem alpliabelica, com a descripeo
abreviada de lodas as molislias, a indicarlo pbjsio-
logica e llierapculira de todos os medicamentos ho-
meopalhiros, seu lempo de ac^ao e concordancia,
segnido de um diccionario da significaran de todos
os termos de medicina e cirurgia, e posto ao alrauce
das pessoas do povo, pelo
DR. A. J. DE MELLO MORAES.
Subscreve-se para esta obra no consultorio borneo,
pathco do Dr. LOBO MOSCOZO, ra Nova n. .10-
primeiro andar, por 5JO00 em brochura, e 63000
eucadernado.
MASSA ADAMANTINA.
Ra do Rosario n. 36, segundo andar, I'aulo (jai-
unoux, dentista francez, chumba os denles com a
inassa adamantina. Essa nova e maravilhosa com-
posirao lem a vantagem de encher sem pressao dolo-
rosa lodas as anfractuosidades do dente, adquirindo
em poucos instantes solidez igual a da pedia mais
dura, e permute restaurar os denles mais estraga-
dos com a forma e a cor primitiva.
Frecisa-se de urna ama forra ou captiva, que
saiba fazer o servico diario de urna casa de pouca
familia : a tratar na ra do Collegio n. 15, arma-
Mlri.
Na ra Bella n. 13, 'precisa-sc de urna ama es-
crava, que saiba cozinhar bem.
"COMPRAS.
I'recisa-sc comprar urna casa terrea, que seja
boa, no hairro de Santo Antonio, em boa ra :
quem tiver c quizer vender, pode dirigir-se ra de
Sania Tbcreza n. 22, que achara com quem tratar.
Compra-se urna ifnprensa de copiar cartas : na
ra do Crespo, toja n. 15.
Compram-se peridicos a 33200 a arroba : no
paleo do Carmo, quina da ra de Moras n. 2, ta-
berna.
Compram-se travs de embiriba pre-
ta com*O palmos de coinprimcnlo e um
em quadro: na 111,1 da Praia, casa ter-
rea jui-toacasa do subdelegado.
Compra-se prata brasileira ou despatillla : na
a da Cadeia do Rccife n. i, loja.
Compra-se urna negra que seja moca, saiba
bem engummar e cozinhar, assim como um'molcque
de 12 a 1f anuos : na ra da Cruz do Recife, n. 23.
Compram-se patacoesbrasileirosc hespar.hoes :
na ra da Cideia do Recife loja de cambio u. 38.
Compram-se efectivamente trastes usados, e
lambem se trocam por novos: na ra Nova, arma-
zem de Irasles do Finio defrontc da ra de Sanio
Amaro.
Compram-se escravos de ambos os sexos de
12 a 23 nnos.sendo bouilas ligoras paga-sc bem: na
ra de Moras n. 60.
VENDAS.
Cheguem freguezes ao que he bom e
barato.
" Na taberna que foi do Malinas na ra Nova n.
>0, lem de ludo borne barato, bolachinba ingleza
muito nova, boa manteiga inglezae Irance, supe-
rior grarha em lata, batatas, (landres com enalbas
c bages, c ludo mais por |>rero que anima aos fic-
guezes.
Vcndcm-se 40 travs pesadas (de fundo" de 10
palmos ; para ver no caes do Ramos: n Iralar na ra
da Cadeia Velha 11. 35.
Vende-se urna armacao e duas mesas grandes
le pinno, propnas para armazem de azendat: na
ra da Cruz do Recife 11. 1.
Vende-se nma prela que cose, lava, rozinha e
engomma alguma cousa : no Hospicio, segundo por-
lao depos da Faculdade do Direito.
Vende-se urna prela boa lavadeia, c lambem
co/.inba : no alerro da Boa-Vista, coiilVonte a ma-
Iriz, sobrado cinzento, no segundo andar.
Vende-se por prejo commodo nma vacra pari-
da de poucos dias : na taberna do Audrc, na encru-
zilliada de Ilelem.
CHEGDBH A FECHINCIU.
Vendem-sc a vonladc dos compradores os gneros
existentes na taberna da ra Direila 11. 2, das 3 horas
da (arde em diaute ; assim como vende-se smente
a nrmacao.
AOS ARTISTAS DRAMTICOS.
\ endem-sc por preco .........In os dramas agua-
ta : O Trbulo das Cen' Dmizellas, em 5 actos: os
Homein de Marinare, em 5 actos ; Ivaiilioc, em 5
actos e D quadros; I). Joao de Maranaa, em .1 actos,
7 quadros c 2 intermedios ; o Allageme de Saola-
rm, em 5 actos ; Thereza. em .1 aclos ; Apstala,
era 4 actos o 8 quadros ; a Madre-silva, em .1 aclos :
Simao o Ladrao, em 4 actos ; Lasare o Faslor, em
i actos e 1 prologo ; o Malfeilor deGadraque, em
aclos : os Dous Serralheiros, em ,1 arlos ; o Valido
Saniiuinai o, ejil 5 aclos ; os Sele Infantes de Lar,
em 5 Otos; o- Ciumcs de l.ni Marido. cm3aclos;
Gaspal Ilmiscr, em aclos; Clara llarlnsse, em 3
ados ; Madamesella de Bellc-Isle, em .1 actos ; a
Estalaeera da Virgero, cin 5 aclos; o Cavalleiro da
Casa Vermelha, em 3 aclos c 12 quadro" ; o Casal
das Gie.las, em 5 actos e 8 quadros : o Dous Mar-
quezes, em 3 aclos e .1 quadros; os Orphaos da l'on-
te de .Nossa Senhora, em 5 aclos e 8 quadros ; Mar-
lim e Bamboche, em 1 actos e 10 quadros; a Alilha-
da do Balito, comedia em 2 actos ; a 'tres Cidras do
Amor, Comedia em i aclos ; as tragedias: Fbcdra,
Andromache c lislhcr, todas em .1 ralos. Os roman-
ces : o l'ilbodo Diabo, por Faulo l'eval ; Han de
Islandia, por Vctor Hiio; Geograpbia, por Vellez;
e porliaullier, Itisloria AnUga, Arillinielica de La-
croi! ; todos estes livros eslao em linm e-tado : quem
os quizer, annuncie para ser procurado.
NOVA ESTAMEMIA.
Vende-se a nova e legitima eslaineuhapara habi-
to dos (crceiros franciscanos, por menos preco do
queja se venden : na ra do Queimado n. 1'J *; on-
de lambem ha um completo o variado sorlimcnto de
fazendas de diversas qualidades, que se vundem por
prert ommodos.
A IHk
Cliegaram alinal i ra Nova n. 10 loja franreza,
talbos de lil de linbo bordados, relucirs do dito
bordadas, assim como romeiras muito lindas de cam-
braia, por pre^o muito commodo.
LINDOS PADROES.
Excellentessedas furia-cores, lindos padres, por
preco mais commododo que cui outraqualqjer par-
le : na ra Nova n. 10, loja franceza.
GRANDE PECHINCH.
Vendem-sc no deposito de pao, bolacha e bola-
chinba da roa do Torres 11. 20, urna porro da ex-
cellente bolacliinha ingleza Ficknick e Crackncll,
muito recommendavel para o e^oinagn, pelo bailo
preco de 120 ri. a libra'; o lambem vende-se um
molecotc crioulo, de idade de 18 a 20 anuos, que
trabalha em massas e enlende de bolear ; adverte-sc
lambem que ha para fender-se 2 excellentes bules
de iud.it e porfo de chapeos Oo Chile com loque
de mordeduras de rato, e dous excelleules sellms
para montara de senhora.
Vende-se um e ueiro, do 15 a 16 anuos, muito bonita ligura, sadio,
sem taclia alguma que se Ihe possa por, muito obe-
diente e fiel, sem vicio.', vende-se porque ha presi-
c,ao : na ra do Rangel n. 21.
REMEDIO l.MCOMPARAVEL
IV. 24.
Na ra dos Quarteis n.24. achar.io
os freguezes um completo sortimento de
quadros com a competente estampa de
santo com vidro c moldura deurada a
160 rs. cada tuna, adverte-se que lie tao
barato, que para se acreditar lie neces-
sario vr-se : portanto convida-se aos
freguezes a virem a loja cima.
A 5.S0 RS. A PECA. #>
w Na ra do Crespn. 9, vendem- W
se pecas de cambraia lisa muito (^
^) mofo, a atlOO rs. (&
VIN1IO CIIERRY EM RARKIS.
Em casa de Samuel P. Jolinslon Si C,
ra da Senzala-Nova n. 42.
liiuiHi Praegerdi C, tem para
vender em sua casa, ra da Cruz
11. 10:
Lonas da Rttssia.
Champagne.
Instrumentos para msica.
Oleados para mesa.
Cliaiutos de llavana verdadeiros.
Cerveja llambiirguez 1.
Gomma lacea.
icos padroes por
muito como lo preco ; na ra No\a n. 10, loja
FEIJAO mdlatinho,
!Sa ra do Ainorim n. :('.), ainiazemde MaiMicl
dos Santos Pinto, ha muito superior feijao inulati-
nbocui sierns : por preco romiiiodu.
Chales de miro, de
muito coi
franceza.
' FUMO EM FOLHA.
Na ra do Amorim 11. :W, armazem de Manoel
dos Santos finio, ha muito superior fumo em follia
de lod.is as qualniadcs para charutos : or precoi ra-
zoaveit.
Na ra das Crozes n. .12. vehJe-U urna escra-
va de uarflo, ile 10 annos. muito possanie, que co-
ziubaelava desablo,c vende na ra,
Vende-se um escravo coziiibeiro : na loja da
ra do Collegio n. 16.
A la iiiode.
Acaba de clicgnr una exeellcnle fazemla denomi-
nada chai), de lindos padroes, e por preco mais
commodo de que em oulra qualquer parles na ra
Nova 11. 10, loja franco/;.
j^*k Vende-se urna casa terrea na rna do Coto"
' H.Vi vello, vende-se meladc ou toda como ron-
vier ao comprador: a tratar o ajuslc em casa de
tiouvea l.eile na ra do CMicimado, armazem de
fazendas 11. 7.
Vende-se una casa terrea, sita na ra Velha
da Capun^a, com 32 palmos de frente, chaos pro-
prios, cora cacimba de boa agua : a tratar na mesma
casa com o Jo3o, marciueiro.
Vende-se nma rasa de taipa, e cede-so a posse
de 60 palmos com um terreno ao lado da mesma ra-
sa, com arvoredos de fruclo. na rna Imperial, Ira-
vessa do Trindade, por preco barato : Irala-se na
mesma casa, ou na 'do n. 120 A.
Vende-se o Tratado da Legislacaoou
expo8c5o das leis geraes por CbarlesCm-
te por o.sOOO rs.. Curso de historia mo-
derna por Guizot por 1-2^000 rcis: na
praca da Independencia liviana n. e S,
se dir' quem vende.
FAZENDAS BARATAS PARA
se acabar com
a
fl-
Rrins trancados de puro linho, rio mnito bonitos
pailroes a 6IKI rs. a vara, ditos tironeos a 700 rs.,
gan(t,aniarelladalndaa300ri. o ovado, selino-
lade cores para calcas epalils, de muito bonitos
padrees c cores Osa* a 300 M. orinado, corle de
muito bonitas easemiraa a 44000, easemira preta
muito lua a 25000 o eovado, marin prelo mnito li-
no a :t?()<)0 o eovado, damasco inglez de laa sem mis-
tura de algodo a VIO rs. o eovado, chales de chita a
800, dilos de algoddo de bonitos padroes a 640, cha-
peos de sol de asteas de btela a 29000, ditos de as-
leas de junco a 15000, chapeos de sol de seda para
senhora. Calenda muito superior a 39600, chapeos
prelos francezes, fazenda muito superior c do mais
modernissimo goslo a 63OUD. lenes franjas a 21300, dos de seda o 'alsodao lambem
rom franjas a 640, lencos de seria para algiBein de
bonitos padroes a 1,-600. dilos de cambraia de linho
a 600 rs., dilos de cambraia a 320, ditos de cassa
pintados a 200 rs., meios chales adamascados, bron-
cos, de cassa a 320, grvalas de seda 6400 18000. di-
las prclas de selim a 1^000, corles de rlleles de se-
lim bordados a 43000, ditos de fasISo, r.izcnda supe-
rior, a I9OOO, chales finos de merino o bastante
grande* a K^MJO, ditos de seda muito boa fazemla ;i
IO3OOO, cortes de vestidos de eda escoceza de bo-
nitos pa ricos a 2OSI1OO, selim preto de Marao a 19600 O CO-
vado, cortes de vestidos de cambraia de dillerentes
mistos I9OOO, boneles para meninos a 400 rs., sus
pensnos linos com lius de seda a 200 rs. o par,
meias de seda brancas para senhora, fazerda supe-
rior, a I36OO, luvas de seda de todas as cores e sem
deleito algum a i|000o par, ditas pretas de torcal
com borla, fazenda inuilissinio boa, c chegadas ulti-
mamcnlc de Lisboa, pelo barato proco de IsUOO o
par, meias branca do algodo, hienda' muito lina,
liara senliora. a Mi e 400 rs., o par, ditas para me-
ninas a:>li meias piulas de algodo para senhora, mullo boa ra-
znela r sem defeilo algum a 200 r-. o par, ditas
croas pita homem a ICO, superiores mantas de reda
para senhora a jJJjOO. camisas lie meia para homein
a 800 rs., priuceza muilissimo fina a 600 rs. o eova-
do, lila preta.fazenda superior, a 320 o eovado, co-
bertores de algo tao para escravos a 700 rs. cada um,
bonitos chales de ajgodilo c seda a 19600. grvalas de
cassa a,200 rs., hrim de linho de quadriuhos a 340
rs. o eovado, lindissiinos corles de vestidos de cassa
com barra a 29000, madapoln de lodas as qualida-
des, chitas (inissimas, alcoddozlnho liso e (raneado,
algodo trancado azul, brin lisos Gnissimos e mais
Srossos, lencos muito linos de sanca encarnada para
tabaco, dilos da fabrica, baca de lodas as cores, al-
godozinho proprio para sarros por ser bastante 011-
corpado, c alera destas outras muilissimas fazendas,
que se vendem inuilo mais baratas do que em oulra
qualquer parte. lista loja foi arrematada em praca,
a iludidlo 1 vista, e como os arrematantes tenhm
de acabar com ella, rogam aos amantes do bom e ba-
to que aproveilem a occasiflo, que de-las pecbiiicbas
appaieccm puncas vezes e depressa se acabam : na
ra do Queimado, nos qualro cantos, toja de fazen-
das 11. 22, delimite do sobrado amarello.
Vende-se superior dore de goiaba : na Iraves-
sa do (Jucimado n. 1.
CEMENTO.
UNGENTO HOKLOWAY.
Milliares de iudividuos de lodas as nacocs podem
leslemunhar as virtudes deste remedio incomparavel.
e provar. em caso necessario, que, pelo uso que dcl-
le lizeram, tem seu corpo c incmbros inicuamente
saos, depois de haver empregado intilmente uniros
Iralameulos. Cada pessoa poder-se-ba convencer
dessas curas maravilhosas pela leitura dos peridicos
que lh'as relatan) lodos os dias ha iiiuilos anuos; e,
a maior parteadlas sao to sorprendentes que admi-
ra m os mdicos mais celebres. Quaitas pessoas re-
cobraram com este soberano remed 1 o uso de seus
bracos e peni ,s, depois de ler permanecido longo
lempo nos bospilacs, onde deviam soD'rer a ampu-
tara 1 '. ellas ha muitas que haveudo ileixado esses
asylosde padecimenlo, para se nao subnietlcrera a
cssa oper.icilo dolorosa. foram curadas completamen-
te, mediante o uso desse precioso remedio. Algu-
mas das tacs pessoas, na efusao de seu rcconbcci-
incuto, declararam estes resultados benficos dianle
do lord corregedor, e oulros magistrados, alim de
mais autenlicarem sua aflirmaliva. .
Minguem desesperara do estado de sua saude se
livesse bstanlo confianra para ensaiar islc remedio
couslantcmentc, seguindo aluum lempo o trala-
meiiloquc necessitasse a iialureza do mal, cojo re-
sullado seria provar inccnleslavelmcntc : One ludo
cura !
O ungento he utl mais particularmente not
seguales casos.
Alporcas. matriz.
Cambras. Lepra.
Callos. Males das pomas.
Canceres.! dos peitos.
Corladuras. de olhos.
Dores de rabera. Mordeduras de replis.
das co-i -. Picadura, de mosquito?.
dos memoras, Pulraee.
Eafermidade* da ciilis Qucimadclas.
em geral. Sarna.
Eyferiniladcs rioanus. Supuraccs pHlrida-,
Krum.oes escorbticas. Tinha, em qualquer par
fstulas no abdomen. te que seja.
Fi laldade 011 falla de ca- Tremor de ervos.
lor as evlrciiiidadcs. Ulceras n;i bocea.
Friciras. do Ggado.
Gengivas escaldadas. das articuladles.
Iiicharoi-. Veas torcidas, ou uda-
Infiammacao do ficado. das as pernas.
da bexiga.
Vende-se este ungento no eslabelecimenlo geral
de Londres. 11. 2ii,6'(rand,c ua loja ticaria*, droguistas e outras pessoas encarregadaede
sua venda em toda a America do S11I, llavana c
llespan..
Vende-se a 800 risr.ida borelinba. conten una
inslrucrao em perliagaei para explicar o modo de
fazer oso Inste nngaenlo.
() deposiio geral he era casa do Sr. Sonm, phar-
maceutico, na ra da Cruz n. 22, em l'ernam-
buco.
\ ende-se superior cemento romano, em barricas
de 10 arrobas, por preco mdico ; no escriptorio de
Eduardo 11. Wyatt, ra do Trapiche Novo n. 18.
Vendem-se 2 escravos moros, ptimos para lo-
do servico, e urna boa escrava quilaudeira : na ra
Dirciti n.3.
MEIAS DE LA COKIPRIDAS,
vendem-se na ra do Crespo n. 17.
ATTEHCAO'.
-Na rna do Queimado 11. 33, loja de fazendas junto
a loja da lama, vendem-se as sesuintes fazendas,
por diminutos precos : riquissinia seda de cores
para vestidos ccollclcs a 19400 o eovado, chales de
seda bastante yrandes, superior fazenda, a H3OOO,
ditos de boa seda, era cariao, a ll);.i(K>, ditos de laa
e seda, grandes, bonitos padroes a :l?200 e 3.3500,
dilos de pansa bordados a 2>!HK). inanias de seda,
lindas, modernos padroes, a 83000 e J5500, corles
decolletes de gorguro e seda, linissima fazenda, a
29300 e 29409o corte, romeiras de cambraia o de fi-
lo a 3-3000, selim prelo marao superior, com 11 in pe-
queo toque de mofo peloavesto a 236OO o eovado,
lencos de sarca e seda a IJOOO. laa dequadroa para
vestido a 13000 o eovado. cambraia lina de salpico*
ile difieren les cores .1 700 rs. a vara, corles de case-
mira de cores, superior lazeii'd, t 43600 o corte,
patino fino prelo, prava de iimfio, a 6500, 5.3OOO,
95Q0 e '13OOO o eovado. easemira preta, boa fazen-
da, u 2B5O0, 232OO e I3OOO o eovado, chapeos fran-
cezes a 69OOO, cambraia de cores pira vestido a 2JJ600
o corle, e outras mais fazendas, quc vista, nao dei-
sar de agradar aos freguezes do bom c barato.
Na ra do Queimado 11. 33, loja de fazendas,
ha para Vender um encllenle mole oe de 6 annos,
muito proprio para mandar ensinar o oflicio.
A BOAIA1A
\ endem-so carleiras propras para viagens por te-
rem todos os rranjos necessarios para liarba, pelo
baratissimo proco de 33)00, reloginhos com mostra-
dores de madrepcrola e porcelana, cousa mullo deli-
cada para cima de mesa a 3000 cada um, toucado-
res rom columnas de jacarando e com excelleules
espedios a 33000. ritos toucados para senhora a
13)00, riquissiinos leques com lindas e Iblissimai
pinturas a 50000 e (v-loi) cada um, vollas prclas para
luto com brinco*, puleciras c allinele, fazenda mni-
to superior, a 49000, ditas mais ordinarias a 13000,
tinleiros c areeiros ile porcelana a 500 rs. o par, pa-
lilus de la de muito bonitos gustos o com guarni-
dle', para meninas e tenhoras a 39000, rqjuissimai
paisas para rap de diversas qualidades a 640, !
I31OO e 29OOO cada nina, grande sortimento de nen-
io- de armacBo de aro a 800 rs. o par, carapucas piu-
ladas, muito finas, para homem 240, meias muito
linas e piuladas para homem n :i0 o par. peales li-
nssimos de (artanica c de muito bonitos gdstos a
iJJOO, .-su) e 595TK)cadaum, han lejas finas de
varios tamanhos de IjjOOOat 53600cada nina, meias
de laia para padres, o melhor que he possivcl haver,
pelo baratissimo preco de SgOOO o par, luvas de se-
da de lodas ai cores, fazenda muito superior e sem
defeito de qoalidade alguma, para homem e senhora
a I920O o par, grvalas de seda de muilo bons gos-
tos. pelo barato preco de 13000 ca.la 11111:1. riqusi-
mas franjas brancas e de cores, rom bodas, propras
para cortinados, escovns muilo Haas pira cabello c
roupa, eslampas de santos em filmo e coloridas, e
alm de ludo to outras muilissimas cousas, ludo
de muito goslo e boas qualidades na rna do Quei-
mado, nos qualro cautos, laja de mioilc/.as da Boa
Fama 11. 33. lista loja he bem condecida porque
sempre venden ludo mais barato do que em oulra
qualqucr parle, c mesmo porque sempre se acha
sorlida da um ludo quanlo se procura.
MANTEIGA.
Vende-se manteiga Ingleza a 19190, e 1.?200 'a II-
Ible, dita francesa a 800 rs., iini.-ichinha ingleza a
360,carae do serian 960 rs,, caixOes dedoce de soia-
ba a 7211, vinho a 180, dito verd a 240 : na taber-
na da ra estrella do Rosario n. 16.
Na casa de Hebrard Si Blandin, ra do Trapi-
che Novo n. 22, vende-se a/ele doce francez de
l'laqninl, verdadeiro salame de l.v 011, muito fresco,
assim como vinho de Bordeaos, champagne, cognac,
ludo por proco razoavel.
Vende se um escravo de meia idade, muilosa-
din : na ra da Cruz 11. 62, primeiro andar.
Kua do Oueitnado n. 55. loja de fazen-
das junto a loja da Faina.
Vendem-se corles de cambraia de lislras rom S ft
varas o corte, pelo diminuto preco de 29600; rhe-
-11 ao, antes que se acabciu.
Vendem-se missaes romanos : na rna do En-
cantamento, armazn! 11. Tli A.
Vende-se melado do engenho Siluro do Santa
Croa na freguesa de Ipojiica, muito bom de agua e
bous partidos, por preco razoavel, a dinheirO ou a
prazo : a fallar na ra "das Crutes n. 40, ou 110 en-
geoho tiaipi'i.
Vendem-se 2 erravos rrioulos de bonitas fi-
gura, sendo una perita encommadoira, cozinheira e
dnceira ; e nutra que rociaba, lava, he oplima qui-
laudeira :11a ra de Hurlas n. 60.
SO' LENDO-SE PODER-SE-HA A VA LIAR.
O Thesouro do Paciencia, obra moral, loria a mi
de f.imilia deve possuir. pnis que a alma quo so vi1
alliicla entrando de pnssagem, mas rom erando fre-
quencia pelo decurso do dia no inoxhaurivel The-
souro rie Paciencia, ao menos com a lembranra do
seu soll'riiuenlo, ronhecera maravilhosa mudanra no
seu coraco. o tirara del le riquezas immensas: adia-
se i venda na ra da Cadeia do Recife lujas ns.
14e20.
Cordocs de ca-
bellos,
elsticos, lisos e enfeilados, por mclade de seu va-
lor : vendem-se na Iravessa da Madre de Dos
Di 19.
Fumo em folha.
Fardos de 3 arroba, de todas as qualidades : ven-
dc-sc no armazem do Rosa, ua Iravessa da Madre de
Dos n. 19.
Cera de carnauha.
Vende-se na ra da Cadeia do Recife 11. 49, pri-
meiro andar.
RA DO CRESPO 1. 19
\ einlem s chote* de Ifla de versas qualidades c
-oslo, por preros rominndos.
DEEM ATTEHCAO' AO BARA-
TEIRO.
Na taberna que fui do Malinas, na ra Nova n.
50, veinlcin-se por muilo commodo* precos, tnlvez
por menos do que em oulra parle, nimios elleitos
pertenriules a taberna : superior vinho Champasne,
Rordeaux a 320 e 100 rs. a garrafa, do Porto muilo
velho, oiigarrafadii, a SIKI rs., cha do Rio e da India
muilo bom, paseas, chourcaa, presunln. velas de
espermarcle francezas e americanas, ditas de car-
nauba pura, vinigre branco e linio de Lisboa, en-
garrafado ede muilo superior qualidade a 280, quei-
jos do reino muilo fresrars, sag, cevadinha, estrel-
linba, fugo da India a .Sebastopol, saldinlia de Nan-
les, vinho muscalel muilo superior a 560 a carrafa,
charutos da Babia, cerveja, bolacliinha de ararula e
outras militas cousas, como licores francezes, sabio
branco do Rio, doce de goiaba bom e de gelca in-
gleza. resmas de papel de boa qualidade, etc. etc.
No patea do Carmo, quina da ra de Moras 11.
2, vendem-se lingoicas do serijo a 250, rhonric,as a
4 50, n07.es a 100 rs.. toucnhu de Lisboa a 320, de
Santos a 2(i, passas a 560, clin a I.36OO; 23OOO e
29560, dito prelo a 29200, traques fortes a 150, man-
leiga a 650, 800, 880, 060 c 1JS200, bolacbnhasNa-
poleao a 480, doce secco de caj a 480, de goiaba
em caivocs de mais de 5 libras a 800 rs., ameivas a
160, gomma a 80 rs., familia de Maranbao a IOOi
cevada a 220, alpista a 200 rs.. azeile doce a 720, di-
to de carrapato a 250, breu a 70 rs. a libra.

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SES a BB *s3 ^ i--". 5 -0 0; U a O 'y.
i/S ZZ w O
a g-I -
Santo Antonio livrando sen pa do pa-
tbulo.
Riquissmn drama original de A. X. F. A., acros-
contario com duas pralicas sobre a vida e modo do
Santo, compostas por Francisco de Frcilas Oamboa,
e primorosamente pregadas por dous dos seus disc-
pulos de menor idade. Acha-sc i venda na nllicina
de encadernaeao do Padre l.emos, no largo do Col-
legio, pelo preco de 1?000, linda impressao, e em
muito bom papel.
RA DO CRESPN. 19.
\ enilom-se bonitas mantas de seda para senhora
a 33OOO cada urna.
PANNO DE LISHOETOALHAS
VINAS DO PORTO.
Vende-se panno de linho de todas as qualidades ;
loalhas adamascadas para mesa, de diversos lama-
nhos ; dilas acolvoadas e lisas para rusto, por preco
commodo : na ra do Crespo, loja da esquina que
volla para a Cadeia.
FAZENDAS DE GOSTO
PARA VKSTIOS DK SEMIORA.
Indiana de quadros muito fina e padroes novos ;
cortes de laa de quadros c flores por prego commo-
do : vende-se na ra do Crespo loja da esquina que
volla para a rna da Cadeia.
CASEMIRA PRETA A 4?500
0 CORTE K CALA.
Vendem-se a ruado Crespo, loja djd esquina que
volca para a ra da Cadeia.
Vcndcm-se saccascom farinha a 4-000 rs.. di-
tas rom arroza ijOOOrs. : no cacada Allanriega ar-
mazem de Anlonio Aunes Jacome Pires.
Chegnn de Franca pelo paquete urna fazenda inte-
ramente nova, toda rie seria, rie quadros e Ostras,
o mais rico possivel, denominada Sebastopol, o
eovado............ l?j(MX)
Adelinas de seda de quadros, o eovado ljjOOO
tjima deseda, aoslo escoeez, o eovado 900
Prnzerpina de seda de qua I ros, 0 eovado 680
Indianas eseocezas, novos padroes, o eovado 400
Chitas francezes, lindos padroes, o eovado 280
Riscado francez, largo, lino, o eovado 260
Cortos de vestidos de seda escoceza, o corte I3O00
Corles de larlaluna de seda, o corle. 6-3000
Cortes de cambraia de seda, o corle. 59000
Selim prelo tavrado para vestido, o eovado 29400
Selim prelo inaco, liso, o eovado. 2-3600
Sara prela hespaonola, o eovado. 2-otio
.Nohreza preta portugueza, o eovado, I38OO
Chales de easemira de cor. lisos..... 49500
Chales de merino, franja de seda. 63000
Chales de merino burilados a seri..... k-Mhi
Chales de merino o mais rico possivel 11,3000
Luvas de seda de odas as qualidades 19290
Orles deeasemira pela selim .... 69OOO
Corles de easemira de cores...... 4-3800
Cortes de easemira mofada...... 23500
Corles de rlleles de fustn fino. .... 600
Lencos de-seda para grvala...... soo
llini lio prelo para panno, o eovado 33000
Cortes de alpaca escoceza, o corle 33000
m ra rio (.Inclinado, em frente do becco da C.on-
Brogarjio, passando a bolica, a seguuda loja de fa-
zendas 11. 40.
Saccas com farinha.
\ endem-se suecas, com superior larinlia
da Ierra, nova, por menos prero do que
em outra qualquer parte: a tratar no
trapiche do I'elourinho, ou na loja n. (i
da ra da Cadeia do Recife, esquina do
Becco-Largo.
A l'IXIIINCIIA.
BsM se acaban lo; ceblas de Lisboa chegadas lti-
mamente a 320, 480,600 rs. o cento, e muitos un-
iros conerns por presos muito razoaveis: no aterro
da Itoa-Vista n. 8, defrontc da noneca.
Vende-se um eabriolel e rinus ravalln--, ludo
junio ou separado, seado os cavallas muilo mansos e
muilo cosluir.ados em ralinolet: para ver, na co-
cheira n. 3, defronle da orriem leiceifa de S. Fran-
cisco, ea tratar C0OI Antonio Jos Rodrisues de Sou-
za Jnior, na ra do Collegio n. 21, primeiro ou se-
gundo audar.
De 2,,000 a 200.SOOO.
lie chogade praca ria Independencia n. 24.e
30. loja de chapeos de Juaquim rie Oliveia Maia,
um grande e variado sortimento de chapeos do Chile,
que a vista de sua boa qualidade se vcmlerao pelo
diminuto preco de29000a 2009000, assim como cha-
peos de castor prelos, pardos e bramos, con, |1C||0 e
raspados, ropas altase baixas, chapeos de Italia, di-
tos de |Ulllia brasileira, dilos amazonas para senhora,
ditos de palha aborta, dilos francezes e da Ierra pan
lomcns o iimunos, ditos de loslre de copa alta e
baiva para pageos, ditos para inarinheiros, o final
mente um bollo sedimento de ludo quai to he pre-
ciso para cabrea, e ludo por precos mais rszoaveis do
que em eutra qualquer parle.
Vendte pipas, harris vaV.ios e baj-
nca infernadas: a tratar oom Manoel
AIms I.una Jnior, na ra do Trapiche
11. 1 .
TENTOS
PARA VOLTARET.
\ endem-se na ra da Cruz 11. 26, primeiro andar
lindas cainas cnvernisads, com lentos para marrar
ogo de vollarele, por preco muito commod c.
Attenc.jo !
Vende-se snperior fumo de milo, segunda e capa,
pelo baratissimo prejo de 39000 a arroba : na ra
Direila n. 76.
Potassa.
No anligo deposito da ra da Cadeia Velha, cs-
criplorio 11. 12, vende-se muilo superior potassa da
Rossia. americana e do Rio de Janeiro, a precos ba-
ratos que he para fechar cuntas.
Na na do Vigario 11. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrillias, valsas, rcdowas, sclio-
tickes, modinlias, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Ji*ieiro.
Vendem-sc ricos e modernos pianos, recente-
mente chegados, de ezcollcnles vozes, e precos com-
modos cm casa de N. O. liieber & Companhia, ra
da Cruz n. 4.
A Boa fama.
Na rita do Queimado loja de miudczs
da boa fama 11. 33, vendem-sc as miudozas abaivo
meiiciouaibs. e alm dessas outras muilissimas que
avista dos seus precos mnilo baratos, nao deivam de
fazer milita conta aos amigos do bom c barato, as-
sim romo borctoiras e mscales: lionas rie nnvellos
ns. SO, 60 e 70 1.3l00a libra, botoes para camisa
a 160 a groza, litas de linho brancas a 40 rs. a pe-
ta, linhasde carrilel de 200 jardas den. 12 a 120a
70 rs. o carrilel, blleles francezes em carines a
80 rs.. lindas de pozo a 100 rs. a mcadinba. dilas
muilo linas para bordar a 160 rs filas do seda la-
vradas de todas as cores a 120 rs. a vara, linhas de
marcar azul e enramada muilo tinas a 280 rs. a
eaixinha com 16 novellos, dilas mais grossas a 150
rs., lapis tinoi envernisados a 120 rs. a duzia, dilos
mais ordinarios a 80 rs. a duza, dedacs para senho-
ra a 100 rs. a duza. caixas para cusloras de se-
nhora a 29000, 39OOO e 39.500, ditas para joias a
300, 200, 120 eSOrs., braceletes encamados a 400
rs., ponnas ri'aro milito linas a 610 rs. a croza, pi-
lilos de fogo a 40 rs. a duzia de maemhos. capachos
piulados a 640 rs., bcngalliuhas de junco rom bonitos
castoes a .500 rs., penles para alar cabello a 19500
a duzia, papel almaco muilo bom a 23600 a resma,
dito de pezo pautado a 3-3600, roirangas miudnbas
a 40 rs. ornado, dilas maiores ed lodas as cores a
120 rs. o maro, suspensorios a 40 rs. o par, grampas
a 60 rs. o massinho, alunles a 100 rs. a carta, po-
dras para escrever a 120 rs.. botos linos para calca
a 280 rs. a groza, brinquedos para meninos a 500
rs. a eaixinha, meias brancas para senhora a 250 rs.
o par, luvas de torcal fazenda superior c com,borlas
a 800 rs. o par, dilas de algodao, brancas, para bo-
inem a 240 res o par, eseovas linas para lenles a
UM) is.. colhcrcs de metal para sopa a 640 rs. a
duzia, espclltos com molduras ilouradas, fazenda su-
perior a 12 c 160 rs., cspelhos de rapa a 800 rs. a
duzia, tesouras para costara a I9OOO rs. a duzia, ca-
ivetes de 2 (ulnas para aparar ponnas fazenda su-
perior a 210 rs., luvasdesoda pretascom pelmas de
cores a 50rs. o par. dilas de algodo de cores mui-
lo linas para homein a 400 rs. o par atjnllteroi do
metal cora agulhas cousa superior a 2O0 rs. torcidas
para candioiro do numero que o comprador qnizet
a 80 rs. a duzia, livelasdourailas,para calca e collete
aliOrs.. peitlcsd balcia para alizar a 28(1 rs., dilos
linissimos paraalarcabolloal3280rs,esporas linasile
nidal a800 r. o par, chicotes linos a 800 e l3MMJ
rs., Dobladuras para rolletes cousa superior a 400,
oOO, 600 e Kli|) rs., (raacellins de borracha para rc-
louios a 100 e 160 rs., camuhas com superiores agu-
lhas francezas a 200 rs., meias de seda pintadas pa-
ra enancas do I a 4 anuos, a 19800 rs. o pir, dilas
piuladas do lio da Escocia de bonitos padroes a 240
e 400 rs. o par, (raneas do seda de todas as cores, li-
las finissimas de lodas as cores, biquiuhos de algo-
dao e rie linho de bonitos,padroes muilo linos, le-
zonras o mais lino que he possivel cnconlrar-se e de
todas as qualidades, luvas e meias de todas as qua-
lidades. e outras moilissimas cousas, ludo do muito
goslo c boas qualidades e por precinhos que muilo
agradam. Esta loja he bcra conhecida nao s por
vender sempre ludo mais barato do que em oulra
qoalqucr parte, como tambeni ser nos qualro cantos
adianto da loja do sobrado amarello, e para melhor
ser conhecida lom na frente urna tablela com a boa
fama pintada.
Capas de panno.
Vendem-se capas de panno, propras para a esla-
cao presente, por commodo preco : na ra do Cres-
po n. 6,
Grande sortimento de brins para quem
pier ser ggmenlio com pouco dmheiro.
Vende-c hrim (raneado do lislras e quadros,de pu
ro linho, a 800 rs. a vara, dito liso a 640, ganga
amarella lisa a 860 o eovado, risrados escuros a imi-
lacilo de easemira a 360 o eovado, dito de linho a
280, dito mais ahaiio a 160, castores de todas as co-
ros a 200, 250 e 320 o cotado : na ra do Crespo
n. 6.
COM PEQUEO TOQUE DE
Algodao de sicupira a 29500 e ..3 : vende-sena
ra do Crespo loja da esquina que volla para a ra
da Cadeia.
Alpaca de seda.
Vende-so alpaca de seda de quadros de bom goslo
a 720 o eovado, corles de 13a dos melhores gustos que
tem viudo no mercado a 19500, ditos de cassa chita
a 10800, sarja prela hespanhola a 29400 e 23200 o
eovado, selim prelo rie Macao a 231OII o 33200, guar-
tlanapos adamascados feilos cm tiuimaraes a 3^600
a duza, loalhas de rosto vindas do mesmo lugar a
O5OOO e 129000 a duzia : na ra do Crespo n. 0.
CHALES DE LAN E ALGODAO,
ESC1B0S A800 RS. CADA LM.
\ endem-se na roa do Crespo loja da esquina que
volla para a ra da Cadeia.
COBERTORES.
\ endem-sc coherlores escuros, grandes e peque-
os, a 13200 e 720 cada um : na ra do Crespo n. 6.
CORTES DE CASEMIRAS
DE CURES ESCURAS E CLARAS A 39000.
\ cudem-se na ra do Crespo, loja da esquina que
volta para a ra da Cadeia.
ma do crespo r.
Vendem-se brins de puro linho, branco ede cores
a 1-3200 a vara, riscadinltos em chita a 63000 a peca,
c 16011 eovado, corles de laa para calc,.a a 19200, as-
sim como organdis e cassas de muilo bom gosto, e
outras muitas fazendas,por precos razoaveis.
' Na ra du Vigario 11. 19, primeiro andar, ven-
de-sc fardo novo, chegado de Lisboa pela barca Cra-
tidao.
ATTENCO.
Na rita do Trapiche 11. ~>V, lia para
vender barra, de ferro ermeticamenle
Fechados, proprios para deposito le le-'
ses ; estes harris sao os melhores que se
tem descoberto para ette lim, por nao
exhalaron o menor cheiro, e apenas pe-
z.am 1 (i libras, e custam o diminuto pre-
ro de i.s'000 rs. cada un.
COGNAC VEKDADEIKO.
Vende-se superior coznac, em garrafal, a 12g000
a duzia, e 1-32S0 a garrafa : na rna dos Tanoeiros n.
2, primeiro andar, defronle do Trapiche Novo.
I ARLXHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saccas que tem um alqueire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazens n. o, 5 e 7 defrontc da escadi-
nlia, c no armazem defrontc da porta da
alandega, ou a tratar no scriptorio de
Novaes & C, na ra do Trapiche n. 3,
primeiro andar.
Chale de merino' de cores, de muito
bom gosto. -
Vendem-se na ra do Crespo, loja da esquina que
volta para a cadeia. H
DEPOSITO DA FABRICA DE TODOS
OS SANTOS DA BAHA.
Vende-se em casa de N. O- liieber &
C, na ra da Cruz n. -i, algodao tran-
cado daquella fabrica muito proprio pa-
ra saceos de assucar e roupa para escra-
vos, por prero commodo,
Em casa de J. Keller&C, na ra
da Cruz n. 55 ha para vender excel-
leules pianos viudos ltimamente de Ham-
burgo.
Vende-se urna balanea romana com todos os
ssiis pertenccs.ein bom uso e de 2,000 libras : qocm
preleuder, dirija-se a ra da Cruz, armazem n. 4.
Moinhos de vento
'ombombasdorepuio para regar horlas e baia,
decapim.nafundicadel). W. Bowraau : na roa
do lJrum ns. 6, 8 c 10.
Taixas part engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de tai.xa de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, asquaes acham-sc a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embaream-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Superior vinho de cbampagneeBor-
deau.v: vende-sc em casa de Schafhei-
tlin & C, ra da Cruzn. 58.
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
ton & C., na ra de Senzala Nova n. 42.
Sellins inglc7.es.
Relogio patente inglez.
Chicotes de carro e de montara.
Caudieiro e castirae* bronzeados.
Chumbo em lenrol, bar a e munieao.
Parello de Lisboa. .
Lonas ingleza.
Fio de sapateiro ede vela.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa n. 97.
@ POTASSA BRASILEIRA.
(g) Vende-sc superior potassa, fa-
(JD bricada no Rio de Janeiro, clie-
( gada recentemente, recommen-
/gL da-se aos senhores de engenhos os
@' seus bons elfeitos ja' experimen- '
tados: na ra da Cruzn. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
B
Deposito de vinho de cham-
agne Chateau-Av, primeira qua-
idade, de propnedade do conde $
^ de Marcuil, ra da Cruz do Re- M
(Q cife n. 20 : este vinho, o melhor
irt W a .sOOO rs. cada caixa, acha-se
nicamente em casa de L. Le-
r eomte Feron & Companhia. N.
' B.As cabras sao marcadas a fo-
W 8oConde de Marcuile os 10-
tffa tulos das garrafas sao azues.
i9ttd$s$:d:|M@$
ATIENCA', QUE HE PARA ACABAR. "
l.aas com lislras de seda, e qualro palmos de lar-
llura, fazemla muito propria para a presente esta-
ca, pelo diminuto prego de 4S0 rs. o eovado ; na
ra da Cadeia do llccife 11. 35.
Deposito do chocolate francez, de urna
das mais acreditadas fabricas de Pars,
cm casa de Victor Lasne, ra da Cruz
11. 27.
Evtra-superior, pura baunilha. 19920
Eltra lino, baunilha. i-on
Superior. 1-^11
Ouem comprar de iO libras para cima, tem um
abate do 20 % : venda-sc aos mesmos precos e con-
dieos. cm casa do Sr. Jlarrelicr, no atorro de Boa-
Vista n. 58,
Vende-se ac cm cnnheles de nm quintal, por
prero muilo commodo : no armatem de Me. Cal-
moni & Compunliia, praca do Corpo Santo n. 11.
Riscado de listas de cores, proprio
para palitos, calcase aquetas, a 160
o eovado.
Vende-se na ra do Crespo, loja da esqoina que
volla para a Meia.
V
*


Vende-se eicelleute taimado de pinho, recen-
teniente chegado da America : narui de Apollo
trapiche do Ferreira. a entnder-se com o adminis
rador do mesmo.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Rednzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, cora gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, cm latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em caa de
N. O. Bieber & Companhia, na ruada
Cruz. n. 4..
A E1.I.ES, ANTES QUF. SE ACABEM.
\ endem-se cortes de easemira de.bom gosto a 29,500
- c 39OOO o corlo ; na ra do Crespo n. 6.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento contina a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, paira
dito.
Vendem-se no armazem n. 60, da rna da Ca-
deia do Recife, de Henry (iibson, os mais snperio-
res relogos fabricados em Inglaterra, por preco
mdicos.
ESCRAVOS FGIDOS""
vi' '
t
acre?!
qucnlo quasi
(Juinta-feira 6 do crranle desap-
pareceu da rea do Queimado n. 17, o
escravo Anlonio.de nac,Jo.que repre-
senta ler,40 annos pouco mais on me-
nos, com os signacssegoinles: fallas
de denles na frente e orna sicalriz
10 rosto do lado direilo, alguna ca-
bellos brancos, o lem no brc.o es-
an pe do hombro um olombinho do
tamaito de nma pitomba ; soppoe-se que fui vesti-
do com calca de easemira de quadros ou.de algodio-
znho de lislras e camisa de algodao trancado bran-
co, he costumado a fugir e a mudar d'e nome, e
quasi sompre diz ser do mallo de algum senhor de
engenho : roga-se por tanto as autoridades polioiaes
e eapitaes do campo,ou a quem o aprehender de lva-
lo i casa mencionada que ser ge llorosamente recom-
pensado.
100&000 rs. a quem pegar o escravo Elias,
crioulo, desapparecido na noile de 9 do correte;
representa ter 23 annos de idade, estatura regular,
rosto oval, sem barba, fallam-lhe qosi todos os den-
tes qoeiiaes, e tem lodos os da frente ; tem tres ji-
calrizes na cabeca, provenientes de cacetadas, ain-
da novas, pannos no pescoco, no peilo e as costas ;
lem as nidesas brancas e cicatrizadas de surras que
levou, levou calca e camisa de algodao azul transa-
do, e mais urna camisa de algodao branco grosso,
urna reroula de alsodao menos encorpido, urna ja-
qoela de casineta alvadia nova, e um chapeo de pa-
lha velho ; este escravo loi do Sr. Francisco Esleves
de Mello, do ensenho Piabas de Cima, da fregur/.ia
de Una, para onde se suppoe que elle fugio : quem
o pegar leve-n a ra da Senzala n. 1(2, no Recife,
que ser gratilicado com a quantia cima.
Do ensenho Bento Velho, propriedade do Dr.
Pedro llollrai). desapparceep a 12 d margo prximo
' o mnlequo (iiiinliliauo. crioulo, deban-
nos, pos apellidados, cor fula, pernas linas, cabera
grande, muilo resrisla e mentiroso ; suppoe-se lr
acompanhado algum comboy de sertauejos para ri-
ma, ou ter sido furia.lo mesmo ahi, e talvez vendido
nesla praga com outro nome : a pessoa que delle
fiver noticia ou o apprehender, dirija-se ao referido
engenho, ou 1 Anlonio Jorge Guerra nesla prara,
que ser devidamenle recompejisaila.
Desappareceo da ra laraa do Rosario n. 12, o
pseravo Vicente, pardo, alio, olhos grandes, com
urna cicatriz no rosto, cabellos e barba grandes ; be
ollicial de sapateiro, anda de calca t jaqueta, calca-
do, e diz-se forro : quem o apprehender c entregar
ao seu senhor, ser recompensado.
PERN. TYP. DE M. F. DE FABJA. -1855
V
iwiitii ann
IIFRIUFI


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