Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00856


This item is only available as the following downloads:


Full Text
-V-
\
ANNO XXXI. N. 134.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
TERCA FEIRA 12 DE JUNHO DE 1855.
m m
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
DIARIO DE
EXCAIVREGADOS DA SCBSCRIPCA'O-
Ueeife, o proprielario M. F. de Faria ; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Joo l'etcira Martin.: Babia, o Sr. D.
Duprad ; Maceiu, o Sr. Joaquiui Bernardo de Men-
douca ; I'arahiba, o Sr. Gervazio Viclor da Nalivi-
dade ; Nalal, o Sr. Joaqun] Ignacio Pereira Jnior;
Aracaly, o Sr. Amonio de l.cmns Draga; Cear, o Sr.
Victoriano Augusto llorges ; Maranhao, o Sr. Joa-
qun! Marques Rodrigues ; Piauhy, o Sr. Domingos
rlcreulano Acivile- l'es-oa Cearence ; Para, oSr. Jus-
tino J. Ramos ; Amazonas, o Sr. Jeronymo da Coala.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 1/2 d. por 1$. .
a Pars, 311 a 350 rs. por 1 f.
< Lisboa, 9S a 100 por 100.
Rio do Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Acedes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Bobeaba ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de letlras de 8 a 10 por 0/0.
MKTAKS.
Ouro.Oncas hespanholas" .
Modas de 63400 velhas.
de 63400 novas.
de 49000. fc *
Prala.Palacetes brasileiros. .
Pesos coluronarios, .
mexicanos. .
29*000
165000
169000
99000
1940
19940
18860
TART1DA DOS CORREIOS.
Olinda, todos os das
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15
Villa-Bella, Boa-Vista, ExeOsnicury, a l.se28
Goianna o Parahiba, secunda* e sextas-feiras
Victoria e Natal, as quintas-feiras
PRF.AMAR DE 1IOJE.
Primeira s 2 horas e 6 minutos da tarde
Segunda s 2 horas e 30 minutos da manha
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundase quintas-feiras
Relacao, tenjas-feiras e sabbados
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas
Juizo de orphaos, segandas e quintas s 10 horas
1" vara do civel, segundas e sextas ao meio dia
2* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia
EPHEMBMDES.
.1 uuli" 7 Quaitomingoante as a horas27mi-
nutos e 31 segundos da manha.
14 La nova aos i minutos 31 se-
gundos da tarde
22 Quariocrescente as 2 horas, 32 mi-
nutos c 40 segundos da larde.
39 La cheia as 8 horas 43 minutos e
33 segundos da lerde.
DLTS DA SEMANA.
11 Segunda. S. Bernab ap.; S. Parizio monje.
12 Terra. S. Joao de S. f cumio ; S. Onofre.
13 Quarta. S. Antoniof., padroeiro'da provincia.
14 (Quinta. S. Basilio Mago b. doutorda I.
15 Sexta. O SS. Coraco de Jess ; S. Vito m.
16 Sabbado. S. Joo Francisco Regis ; S. Julita.
17 Domingo. 5." depois do Espirito Santo. S.
Theresa rainha Ss. Manoel, Sabel e Ismael.
r
EXTERIOR.
PIEMONTE.
t'm rerlo numero de mudantes da Iniversidade
de Turin, reunidos no paleo da mesma, resolvern)
em poucas horas fazer urna demonstrarlo do opi-
niea liberis. Pediram a bandeira nacional que
est depositada uas mitos do director da mesma l ni-
versidade e.como a uao obtivessem, irraejaraui ou-
Ira, e discorrendo pela estradi do P dirigiram-so
prara do castello, dando vivas ao rei c conslui-
r,lu, e invectivando contra o partido denominado
clerical. Os ministros Cavour, Kaltazzi, e Cibrario,
leudo aviso disto, sahirara de palacio e diriuiramse
ao encontr dos estojante. O primeiro disse-lhes.
que nio convinlia que te fizcssein semelhantes de-
inonstracijes, que era mellior esperar que a corda
usasse da sua prerogativa constitucional, visto n3o
correr risco nenlium a poblica lilierdndo ; que era
imprudente promover manifestaras que podiam ser-
vir de pretexto e de adjntorio indirecto para o Iri-
uinplio do partido contrario : e que alm disso nao
podiam ser toleradas de nenlium modo pelo go-
veruo. Que elles deviam aquielar-se, voltaudo para
a Universidadc sem fazer nenhuma oulra demons-
tradlo.
Aquella encllente mocidade, que nenhum in-
teocao linha de faicr desordero cedeu aos eonsetbos
do ministro : o honrado Cibrario acompanliou-os em
pesaoa lioiversidade, onde lites fez nutra falla :
ludo acabou-se por lim dando os estudantes vivas
Constituido eaos ministros demiltidos.
(Gazela Piemonteie.)
e' rendamos gracas ao eco de ter sido o seo resultado
menos funesto do fue podia ser.
Logo depois do acontecimento, o enverno prohibi
a communicaro por va do lelegrapho, antes que
fosse dada a noticia aos Nuncios as cortes e aos de-
legados as provincias. Os primeiros que se servi-
ram do lelegrapho foram os embaixadores. J lemos
lido resposta de Vienna e Pars.S. M. o rei de ap-
les de qualro em quatro horas pede noticias de S.
sanlidade ae quaes sao satisractorias.O sen medico o
Sr, professor Carp, acconsclhou-lhc urna sangra o
que fui elTectuado : nao obstaule o Santo Padre hon-
tetn saino a po passeie peta e ponte MoH* e-Pin-
CO, aonde Indos* viram. E(a manliaa pois fui a
Stxtina para ver se elle assislia a r a pella do sabba-
do em Albis: e com elTeto assistio. e depois da mis-
sa entum o Te Deum em acro de grabas. Faltava
na capclla o cardeal Marini, aquello que entre seis
cardeaes, aclmva-se no lugar da catastrnphe e ficoo
mais maltratado que os oulros, procurei ter infor*
maro a scu respeilo e asseverararo-me que achava-
se igualmente bom.
llonlem a consulta do estado da repartirlo das fi-
naoras volou urna mensagem de dor e de congratu-
laran os mesmo lempo : de dor pelo perigo corrido
e de congratularlo por ter sido lio felizmente apar-
tado. O pavimento ahalnu-se no momento em que o
Papa, leudo em roda os alumno, da Propaganda,
dstriliuia-llics iuterrogando-sc um confeilos, por
um sobre suas patrias.
(Osscrvatore Triestino.)
BOMA 14 DE ABRIL.
Esta manha liouve capella papal do Vaticano,
celebrando niissa de ponlifcat o E f rirdeal Corsi arceliispo de Pisa.
Assistiram sagrada (Onceno a Sanlidade de Nos-
so Senhor, o sacro collegio, os prelados e toda a
magistratura romana.
No lim da missa o Sanio Padre entum o hymno
Ambroziano em ""ello de graras Dos pelo ler sal-
vado do perigo gravissimo do dia 12, sendo o me-
mo cantado tro coiu pelo clero c povo. Hozadas
dapois at preces do costume, S. saulidada bencoou
os assistentes como costme fazer sempre ao ter-
minaren] a unccOes ras capclla.
Apenas tivemos a delicia do grave perigo qoo Sua
Sanlidade cortea, oe emineiilismos e reverendissi-
mos Srs, cardeaese seui ministros drigiram-se lugo
para o Vaticano ; o mesmo pralicaram o Exm. cur-
ti diplomtico, os principes ro junse todas as per-
sonasen disliuclas, desejosos ct'da um Ue expressar
ao Santo Padre o prazer que seatiam de VC-lo sao e
salvo depois de Uto grande perigo.
Esta manha aprcaenlou-se para o mesmo lim o
sacre collegio dos cardeaes, e a pos estes oszlHtereu
tes collegio dos prelados, S. Em. o Sr. D.Joo Co-
lon, painfin jaiirt lite ao Utfuuo. a Euna. m
gistralura romana, a consulta das linanras. e onlras
personagens disliuctas.
Uontem a tarde tivemos a satisfarn de ver pav
sear a Sanlidade de Nosso Senhor da Ponte-Molle
ale a porta del Poplo, e lugo que enlrou no carro
para vollar ao Vaticano, concorreu urna multidao de
pessoas todas satisfeilas de o ver em perfeita saude,
depois da cataslrophe do dia 12. Gazela de Roma.:
Escrevem de Roma (14) gazela oilicial de Ve'ne-
za. Roma est anda preocupada do que aconleceu
ao Papa e ti ana corle; em lodos os rafes, em toda
as casanao se falla senio do Sania lanez, e, come
he natural^ malta* comas se alteram e' eiageram ;
cada qual accrescenla o\(eu hocadinho,pelo que sop-
wtnho que nos jornaes havemos de ler cousas boni-
tas : crea porm Vmc. que quanto Ihe teohe com-
municado he a pura verdade, sem mais nem me-
nos. Grande nomero de pessoas corre ao convento
de Santa Ignez para ver e visitar sa rumas da sala
precipitada: tollos admirarn-se de qde no meio de lao
grande catastroplie, ningem ficasse sepullado. Os
malignos e tambem os mais crdulos fizeram boje
correr o boato do que luviam morriSlo dous dos
alumnos da Propaganda, rfe cahiram junlamealc
com o Papa ; masposso-me\aseverar que casa noti-
cia he falsa, que nenhum do\ jovens se acha em pe-
rigo ; pelo contrario todos qaatro bem que livease Pi-
cado maltratados, j se acharo mellior.
Aquella qne so lancoo da varanda baixo acha-s
hom: he filho de Constanlinopla. Tambem o ge-
neral [ranee, que se dizia feri.lo, acha-sa bom. Fal-
lando do acontecimento todos pergunlam oque (o/
o arrhileclo. Cortamente as aeeusrfie-i contra o
architecto do palario sao graves : todo? o condem-
nam. di/.endo que se nao visitara o local, lie culpado
de imprevidencia, e se o visitara ser culpado de
ignorancia : mas a ignorancia nunca appareceu em
juiio. Asseveram que os monges adyerliram-no
da ponea solidez do local. Seja como for, nao hou-
ve malicia algumi : o caso foi lolalmcnte fortuito,
CHRONICA DA tjUINZENA
Pars 14 de abril. .
OperarOcs de ejrcitos, nognciajoe da diploma-
ca, esforro'supremo de conciliario, -preoccuparOes
polticas, ludo se rene para fazer do momelo ac-
tual o ultimo e eslreito terreno, onde se agita com
urna solemnidade particular a maior queslao, que
pode abalar os poyos, a queslao da paz c da guerra.
Ninguem ha que o nao saiba. nioguem que nao le-
nha o insumi invencivel, de que he por muilo
lempo talvea quo o destinos da Europa vao ser fi-
lados, islo he, que a conferencia reunida em Vien-
na lem ero suas nios os direilos c a seguranza do
Occidente, o equilibrio de todos os poderes, a vida
de miniares de homens, urna multidao de interes-
ses de todo o genero, subordinados sua decisao.
Em urna semelhantc conjunclura,-sondar omyslerio
ile cada entrevista diplomtica, interrogar as varia-
roes do espirito publico, onde cada sopro de a(-
mosphera seria a mais pueril das indagacoes.
At aqu so li urna cnusa certa, e he quo as" con-
ferencias de Vienna r.ouliuuam. sendo boje mais im-
porlaules pela presenta do ministro dos negocios es-
trangeiros de tranco, pela ches ida do ministro dos
negocios estrangeiros de Sublime Porta, e tomam as
proporcoes de um congresso. A paz esta longe de
ser feila, o lalvez seja aiuda um problema, como
no primeiro momento; he esto problema que esl*
a ponto de ser resolvido, jjj. grvida je e\cc,icioual
WTpreaciitesiluarao da Europa resalla justaiene
desle curio espaco donado a incerteza, dessa alterna-
liva de alguna dias eulrc a possibilidade de urna paz
sullicienleiiieule animadora e a necessidade de urna
guerra prolongada, mais geral lalvez, na qual en-
traran inevilavelmcute Oovos elementos, que se po-
dem prever, sem contar com os que ninguem prev.
Porlaulo nao se pode* resumir boje os pontos prin-
cipaes desla siluacSo com suas probabilidades diver-
sas c as djlliculdades, das quaes pode depender an-
da urna solurao favoravel.
Se por acaso se Iralasse de nina queslao llieorca
ettabelccida enlre a paz c* guerra, certa mente rada
am se leria pronunciado logo em sua consciencia,
porque no ha considerarlo que se nao curvasse di-
anle do -.iiigue humano derramado, e do iuteresse
superior de urna prompta pacilicacao; mas infeliz,
mente assim nao he ; nao se trata de urna queslao
Iheorica, que o raeiociuio pode resolver, pondo na
batanea os benecios da paz e os horrores Ua guer-
ra; nao he lo pouco ama desinlclligencia especial
enlre dous povos, nascida de scus resentimenlos le-
remeute excitados, ou do antagonismo momentneo
de-cu. inlercsses; he mais que islo, he urna lula,
na qual se acbam desde o principio, Tranca e mani-
festamente compromellida a independencia da Eu-
ropa de um lado, e do outro a mbicao crescente de
urna potencia,-que ha um seclo, nao lem deiado
do estender-se para o Oriente, cobrindo suas usurpa-
cues com todas as afinidades de raja ou de rrligiao,
consagrando-as pela diplomacia ou pelas armas.
He bem claro dcide entao que o fado discutido
boje em Vienna, he esta preponderancia abusiva da
Russia, c que se a Europa pode transigir sobre os
pormenores, no pode transigir sobre a propria
queslo. Nao foram a Franca e a Inglaterra que
provoraram a lula; foi o ngrandecimcutii perma-
nente da Russia, que vai mudar as con.lires poli-
licasda Europa, e se houvesse misler da pro va, de
que a Frailea e a Inglaterra liveiam razSo para pe-
gar em armas, ella est toda inleira na marcha dos
acontccimenlos, na lenacidadede resistencia da Rus-
vvxtuas \] mamm do mapah. c
f*1*'. d "emoriM de Ale and re Dumai.)
( Cantinuaro. )
Ji fallamps do aaoslolo Mapah. promellemos e-
roi-Ip a s. ,|h de Patl.mo., c dar urna idea de sen
apocalypse. Vamos cumprir uossa palavra.
Jt.u.Jn C?S;' '"," de "-se ease apocalypse
publicado pelos eoidado.de Hertoljlebaixo do titu-
lo de v-trea to noca altianra.
HeUel nio reani, em naja a religiao evadiste, era
simp esmeo e Ca.Ua.r, dupla vantagem a que deven a honra de
lantar mu,t,H vez* com 0 dco, Mapah e sen apost-
lo. He mate qu-arovavel que ,fa ||etzel quem pa-
gava os jant.i
ARCABA NOVA ALLANCA.
-Vio ren/io :er ao povo:
OaiaCeiGto que he de
Ce*ar e e Deo\ o que he de
i Dos porem tenlio dizer a
Cesar: a Oai a Oos o que
Ae de Dos '. u
Quem he Dos? lie o por o!
, O Matah.
Na hora em ano crescem as sombras, vi passar
diante de mim o ultimo apostelo do una religiao dc-
cahida, c cxclamei :
n Para que le affliges, rei pJra que gemes de-
baiio dos dcslroros de la coro'; Para quo te le-
vantas contra aquelles qoo le preripilaram do thro-
no ? Se cabes hoje he orqiio loa hora lio chegada
prolonga-la um ieslanta seria um iu-.ullo magesta-
ile dos ecos. i
II
n Tudo noanlo e\ist* ueste mundo uao lem pila-
ses de vid* e do morir '.' A relva dos valles florece
acaso eternamente ? E depois da eslacaa dos bellos
dias i.ao acontece qne una manha o venlo do oulo-
no dispersa a fulhagem das filias .'
i ">
ic Deixa pois de queixar-te, rei, e de agitar-le
em toa solidao '. Nio fiques espantado de que a tua
estrada esteja deserta, e de que as nacoes se calen
em la passagem, mmo (liante de um cortejo fne-
bre ; nao fallaste la inisso ; smenle ella nca-
bou-w: he o deslini!
IV
Ignoras que a humanidade so vive no foluro ?
Oue imporl.Tao presente o auriflamina de Boavinesl?
Sepullemo-lo junto de leus antepassados, immoves
(*) Video Diario a. 132.
MUTILADO
debajo de seus monumentos. Aos homens do pre-
aenle he necessaria outra bandeira.
V
E quando tivermos sellado com (res sellos a po-
dra que cobrira a magostado do passado, inclinmo-
nos como os povos de Mcmphis dimite do silencio de
suas pyramides, gigantes mudos do deserto ; porem
n3o flquemos como elles com a fronte no p, e sobre
os destrozos dos cultos anligos, lacenlo- nos para o
infinito I -
" Era assim que eu canlava na aurora de minha
vida. Como poeta lamentei sompre os infortunios
uobres, como filho do povo nunca reneguei a gloria.
o Entao este mundo apparecia-me livre e podero-
so debaixo dos cos, e cu pensava que a ultima sau-
daeo do universo aos phaiitasmas do lempo anligo
seria sua primeira aspirarSo s magnificencias do fu-
turo.
a Porm nao foi. assim. O passado abvsmando-se
debaixo da Ierra, no levara"eomsigo lodo o seu cor-
tejo de Irtvas.
Ora fui ,is praias ridas que o Ocano embran-
quece com sua espuma. As gaivotas saudavam com
eus gritos ferozes os rochedos da costa, e a grande
voz do mar era mais agradavel aos meas ouvidos
que a linguagem dos homens...
Depois vem a narrarao das sensarOes do apostlo
posto em contacto com todos os grande aspectos da
iialnreza. Elle passa um anuo longe de Paris ; mas
emfim sua vucarao torna a chama-lo para o meio dos
homens.
o Ora, nessa mesma noite em que, voltaudo de
minha peregrinarlo, eu caminhava pensativo no
meio do l ii mu toda grande cidade do Occidente, mi-
nha alma eslava mais que nunca abatida debaixo do
peso de'sua decadencia.
a Eu via-me como na primavera de minha vida
chela de rnnfianra em eos c no I uturo, e depois
lanrva a vista sobre mim. o homem do prsenle,
eternamente agitado entre am lemor'e urna esperan-
za, entre um desejo e um remorso, eutre a serenida-
de c o deslenlo.
E depois que contemplei-me bem assim. depois
fue revolv com o pensamento lodo esse lodo, levan-
tei o ponlio para o co com urna colera indizivel, e
disse a Dos :
"A quem portence tnlo a Ierra ".'
(i No mesmo instante senti-me abalado com vio-
lencia, e por um movimenlo que nao pode reprimir,
mea braro abaixon-se para ferir : na fare daquel-
le que me acotovelava parecia-me esbofetear este
mundo.
O' sorpreza minha mo em vez de cahir-lhe
lotire a Tace, encenlroii a sua ; um aperlo de amor
'os reuni, c com sua voz gravemente solemne, elle
Pronuncio!! elas palavras :
'. A agua, o ar, a trra e o fogn no perlencem
a niBiiuem, senao a Dos I
Depois enlrcabrindo as dobras do vestido que
cobna-me o peito, apoiou um dedo sobre o lugar,
sia, na immensidade de suas forras militares. A
guerra actual tornou evidente um facto, que se rea-
lisou desde 1813, e ao qual se deu pouca atlenrSo ;
e foi que dorante aquelles annos, emquanlo a Eu-
ropa era agitada por toda a sorle de fermentos revo-
lucionarios, de rivalidades nacionaes, de febres com-
merciaes e induslriaes, havia em o Iforle um gover-
no, que fazia pouro raso da industria, voltava todas
as suas vistas para a guerra, armava suas fortalezas,
enlrelinha o fanatismo religioso o os inslinctos bel-
licosos de scu povo, afim de o ler prompto para mar-
char, c aproveilava-se de todas as occasioes de pro-
segoir seus designios. Em um dia dado, a Russia
jolgou que era chegado o momento de dar mais um
passo para o Oriente, e tentar estabelecer sua su-
premaca por meio de urna viva lula.
Se n Porta cedene as inlmidares do gabinete
do S. Pelersburgo, o suItSo nao era mais senao o
grande vassallo dos czars do Bosphoro. A influen-
cia russa estenda-se sobre todas as populacoes
chislaas do Oriente, ese a Turqua, entregue a si
mesma, resislsse por um esforro heroico, nao be
duvidoso que Uvera suecumbido logo, c entao se te-
ria urna paz, uAo mais de Andrinopla, porm de
Constanlinopla lalvez um phanlasma de imperio ol-
lomano, exisliudo pela boa vonladc da Russia.
He em presenra desla dupla perspectiva qne a
Europa despertou ; a Inglaterra e a Franca loma-
ramas armas e enviaram seus soldados ao Oriente.
Osexercilos alliados entraram no territorio russo e
foram sitiar Sebastopol. A lula se aggravou a me-
dida que os acontccimenlos militares se desenvol-
van! ; resulta dah que depois de se terem limita-
do no primeiro momento a querer deter a Russia
em sua marcha, as duas potencias foram natural-
mente levadaa a considerar sua posir3o na Europa c
no Oriente, e a procurar dar-lhe por limite o inle-
resse do equilibrio geral. Dahi nasceo o pensemen-
lo das proposlas, que se tornaran! o elemento espe-
cial do tratado de 2 de dezembro, eque, depois de
terem sido interpretadas em conimum pela Franca,
Inglaterra e Austria, s3o o objeclo das delibera-
rles da conferencia de Vienna.
Porvenlura a Russia acceitara agora difinitiva-
menle eslas proposlas,cujo principio ella ja 'sanecio-
nou ".' Ah esta o grande poblema. As garantas
reclamadas pela Europa sao crrtamcnle muilo mo-
deradas, mas emfim em seu ailigo principal, resu-
mema moralidade da guerra actual, e esta mora-
dado lie urna reduraodc forras para a Russia, urna
limitar lo de seu poder uo mar-Negro. Neste pon-
to existem hoje todas as difliculdades, como era de
presumir, e a mellior prova de que nao he lao fcil
de conciliar o ioteresse curopeu c o interesse della
he queosespiritos, quemis dtsejama paz, se can-
cam depois de alguns dias em combinacoes, sem
obterem outro resultado seeo demonstrar a gravi-
dade da-queslao. Diminuidlo das forras navaes da
tfhssia, crearo de eslabelerimenlos martimos cu-
ropeus po mar-Negro, abertura dos eslreitos c liher-
dade da navegaeo do Kuxiuiu.lrausl'ormaQo de So-
l i.lnpol em porto de rommercio, eis-aqui as diver-
sas combiuaroes entre as quaes se lem opeo, mas
que infelizmente, quando se tem enumerado todos
estes meios, nao se tem resolvido a dlfllcul-
dade.
Seja como for, ha um faclu superior nesles traba-
Ihos diplomticos, qoe se prosrguem em Vienna, e
he a inlenro sera das potnncias occidentaes de
se preslarem a urna Iransaro equidosa, deareilarem
urna paz, qac possa prolcger os inleresses c os di-
reilos da Eurupa, sem ferir mais vivamente o or-
gulho da Russia. O gabinete de S. Pelersburgo
e-lu |'T\ entura as mesma disposicocs "?' Qoe de-
cidir ellediliniUvamente a respeilo desle principio
de limitai ao do poder russo, no quat elle tem en-
tretanto sobscrito ? Os representantes do czar na
conferencia esperam novas ins.rucroes, segundo di-
zem, e lio lalvez urna parlicularidade bastante eslra
ulia esse pedido de instruccOej- sobra ama qaeshlo
muilo prevista cerlamenle e definida anticipada-
mente. Infelizmente os actos do gabinete de S-
Pelersburgo nao tem desde algom lempo o cunho de
um grande espirito de conciliario, e al parece ha-
ver na Russia urna duplicarao de ardor belliroso, e
o nppcllodo santo synodo ao povo russo em nome
da f orthodoxa nao he o symploma menos significa-
tivo deslas tendencias.
Allirma-se qqe o rei da Prussia se ditigira do um
modo urgente ao imperador Alexandrc, represen-
lando-lhe que, se deixasse escapar urna occasiao fa-
voravel de fazer a paz, a Allemanha poderia ser ar-
racada para as potencias occidentaes e a propria
Prussia se acharia em urna posiro diflicil. O rei
Fredeiico (milhcrme Uvera pedido ao czar.que en-
viasse o Sr. de Nesselrode Vienna ; mas parece
que o chanceller da Russia na*o deve fazer a viagem
para assislir as conferencias, e lalvez seja ainda
aqui permitlido concluir que o gabinete de Pelers-
burgo est pouco disposto para fazer i Europa as
concessoc, sem as quaes enlretaulo nao-ha paeifica-
co possivel.
\ Como se v, pois, na obra n[a conferencia, que
lenta lioje o ultimo esforro de coneiliarao, ludo nao
se aprsenla debaixo de um aspecto favoravel e f-
cil ; as posices desenham-.r com urna grande cla-
reza nesse estado dubio das negoclacoes diplomti-
cas e, debaixo de ama ou de outra forma, a Europa
nao reclama, senio o que ella ja nio pode deixar de
reclamarurna vez que o ron flele se acha Irava-
do, ma garanlia do perigos da poltica russa no
Oriente, um estado de musas tai, qne a forja ag-
gressiva do imperio dos czars deixe do ser urna
anteara permanenlc. Ale aqui a Russe se refugia
por detraz rio qoe ella chama seos direilos de sbe-
la na. para nao Iransegir sobr a i existencia mesmo
dos meios, qoe conslilucm seu pfder. He 'tiestas
coudires, que o negocio se a prescita ao congresso.
Se i paz nao sabir das conferMcias actuar, de
Vieuna, he diflicil saberse donde ella renascer, e
que rurso seguir esta lula forndavel. O artigo
publicado ltimamente no Moniltur sobre as opc-
rares militares da Crimea, sobre o improviso que
liouve, e sobre as difliculdades cerlamenle gravissi-
uias da empreza qoe se prosegue dlaule de Sebasto-
pol, indica porvenlura o pensamento do eflorecer-
se outro fim ao hcroisnio do nossos exercitos, nos
casos da continuarlo da guerra ? Somenle os acon-
i.'.-imenlos po lera i dizer. Em todo o caso, ha ou-
lra queslao que apparece immedi,llmenle e da
qual o rei da Prussia parece ler-ae preoecupado no
appello recente que dirigi ao imperador Alexandre.
II : he a da poltica da Allemanha,'que sera neces-
sariamcule chamada para se pronunciar.
Nao obstante as ipdecses e mottlidades da Prus-
sia, sem embargo da siluacao particular que Ihe foi
feila fura das conferencias, he pooco favoravel ain-
da que o gabinete de Berlim se deixe completa-
mente desviar das potencias occidentaes ; sua pol-
tica est sem duvida longe de ser clara e fcil de
definir-sc, suas negociarse* flucluam um pouco se-
guindo lodos os ventos, e por fim ingueni sabe on-
de eslo seus enviados, mas ha sempre um interes-
se superior evidente, e esta soldariedadeaceita des-
de o principio pela propria Prnssia com lodas as.
unirs potencias da Europa.
A respeilnda Austria, sua lnhade conducta esl
Irarada por etts proprios tratados ; ligada com a
Inglaterra e a Franca pelo tratado de 2 de dezem-
bro, por urna interpretarlo commein das condires
da paz, ella nao pode evidentemente deixar de ron -
formar seus actos com as suas palavras e obrgares
nos rasos em que as conferencias sejam dissolvidas.
Esta franqueza de altltude no pode repugnar ao
gabinete de Vienna, e diremos al que he quasi
um dever. Ninguem pude negar que a Austria al
aqui tem sido muilo hbil ; tem sabido lirar todas
as vanlagcns de una inlervenrao em urna grande
queslo europea, sem incorrer em tadas as suas res-
ponsabilidades ligou-se com as potencias occidentaes
9m romper eom a Russia ; tem aguilhoado o zelo da
Prussia, ralrulando e temperando sua propria ac-
r.ao ; sea concurso lem sido precioso, o que se no
pode duviddr, eana*puliti-a !e:n siju o ho ninrfa
urna das garantas da Europa ; mas finalnicnle sua
parle de arro real e eflecliva lem-se limitado al
boje ocrupaeo muilo livre e muilo pacifica dos
principados. Ella foi 13o feliz que os Russos eva-
cuaram aules della entrar, de modo que nao leve
de combate-Ios, e par urna circunstancia singular
lem-se visto qne a presenra dos Austracos na Mol-
do-Valacba lem inquietado muito pouco a Russi-
pira permillir-lhe levar todas as suas forcas a Cria
mea, de modo que prnseguindo um lim cominum
com as potencias occidentaes, entrando diplomtica-
mente em sua alliaoca, a Austria de um lado pa-
reca indirectameutee sem querer cerlamerttc, crear
novas difliculdades para a aceito militar da Ingla-
terra e da Franca, e favorecer ludo quanlo podia
ser um obstculo para os nossos-exercilos. Tran-
quilla no Pruili, a Russia pode concertar Indos os
seus meios deacr.o na Crimea ; he verdade que os
Russos fizeram amainvaso na Dobrustcha, mas vio-
se que foi um equivoco, explicado sem que o ex-
ercilo austraco houvesse de inlervir.
E qoe se dizia ha pouco oa Prussia por meio d e
recriminarao o talvez de gracejo'.' Dizia-se que a
Austria era muilo bcllicosa, quando ludo pareca
encaminhar-se para um arranjo, o que dava a eiir
tender que era mais pacifica, quando a guerra pa-
reca tornar-se urna necessidade inexoravel. Era
cerlamenle urna vingaeca da Prassia desconcerta-
da por seus erros diplomticos. No dizemns com
efleito islo para diminuir a confianza que deve ins-
pirara decisao da Austria ; a garanta de sua leal-
.dade est em seu interesse, em snas promessas, em
lodas as considerarles de sua siluarTo poltica ; e
se por infelicidad* estas conferencias, que boje lem
lugar em Vienna, devessem ainda urna vez engaar
as esperances da paz, Europa saldra desta pro-
vauca lao resoluta, quanlo lem sido moderada, sa-
hir a com o laru de suas alliancas mais aperlado c
rom a disoosirao de lodas' as suas forras. A pro-
pria Austria arraslara a Allemanha, e nossos exer-
citos estariam promplos para renovar, onde quer
que apparecessem, estes acloi de herosmo, que
onde balia meu corarao, e dello sabio um fogo bri-
lhante, e senti-me alliviado.
a Cheio de admiraran, cxclamei :
yuem s tu, cuja palavra fortifica, e cujo lo
que regenera '!
Esta mesma noile o saberes repondeu-me
elle conliuuando sen caminho.
a Segni-o, e pude conlempla-lo voulade : era
am homem do povo, de costas arqueadas e membros
rorles ; sobre n petlo fluctuava-lhe urna barba incol-
ta, e sua cabera descoberta quasi calva, attestava um
ongo trahalho "e paxOes violentas. Carregava aos
hombros um sacco de gesso, cujo paso curvava-lhe os
ruis.
O apostlo segu entao o dos ; pois o homem qoe
cotisolou-o he o Mapah, segue-o al o lumiar de sua
otiinna, onde elle desapparece.
Era a mesma ofllcina a que conduzira-me Chau-
desaigues no caes Rourbon, na illia de Saint Lois.
Pouco depois a porta dessa ofliciua loma a abrir-
se, e o apostlo pode entrar tambem e assislir ao es-
pectculo que prometleu Ihe o Mapah. Primera-
mente encentra o propro Mapah.
E todava o homem que ahi h.ibitava nolinha
as maneiras de um obreiro vulgar. Era o mesmo
homem do sarco de gesso, de barbas crescidas e de
blusa rola, que enconlrra-me de urna maneira Io
inesperada ; era o mesmo olhar poderoso, as mes-
mas espaduasjargas, a mesma forca de rins ; porm
sobre sua Tronic enrugada, sobre suas faces de gra-
nito, sobre toda a sua pessoa indesrriptivel pairava
urna mageslade sclvagem diante da qual incli-
nei-me.
o E dirigindo-me a elle que eslava deilado em um
leilq pobre, e allumiado por urna lamparilla poda
em om vaso de barro.disse :
o Meslre, quem s tu, cujo toqoe cura e cuja
palavra regenera ".'
o Elle ergueu os olhos para mim, e respoudcu com
simplicidade :
o O mestre no exislc mais ; somos todos li-
Ihos de eos ; cliama-me irmao.
o Entao tornci :
Irmao, quem s '.' ,
-r Soa ai/uetlc i/ue lie. (lomo o gesso em cima
dos pcnliascos ouvi ngrilo da mullicao, o qual as-
semclhava-se ao gemido das ondas durante o equi-
noxio de invern ; ouvi esse grito em meu peilo, e
vim. o
E Icndo-me acenado que me approximasse,
cootinuou :
" Filho da duvida, tu que aemeis a tristeza e
rollies a angustia, que procuras '.' O 8)1 00 a escu-
ridao "! a morle ou a vida '! a e-pera ira, ou o se-
pulcro ?
m Irmao, procuro a verdade. Depois de ter sao-
dado o passado, pcrguutei aos seos abysmos donde
provinba o rumor que chegava al mira, e o passa-
do no deu-me ouvidos.
Porque o passado nao devia otivir-te. Cada
idade leve seus prophetas, e cada paiz leus mouu-
clles pralicaram ainda no scu ultimo combate (lian-
te de ScbnstopqJ em a noite de 22 para 2:1 de mar-
co. S a Russia hoje pode remover esta lerrrvel
alternativa.
Quaesqucr que sejam as perspeclivas que possa
abrir a snlujao to umversalmente esperada, nada
pode demonstrar hoje mclhor a persistencia e a in-
limidade da alliaura da Franca e da Inglaterra, do
que a viagem do imperador e da imperatriz a Lon-
dres. Esla viagem que vai realiar-e nesles dias,
foi precedida na Inglaterra de todas as manifeslac,es
que podem promeller ao ebefe do estado urna recep-
<*ao em harmona com as circumslancias, e na ver-
dade eela viagem, na qaal Napoleao III vai enron-
Irar-se com a rainha Victoria, d a medida a mais
exacta da motlanra das cousas em poucos annos.
Se o imperador parle para Londres, o corpo legis-
lalvo encerra hoje sua sesso, ja duas vezes prolo-
gada. A cmaras comeraram seus trabadlos ha tres
mezes, volando o einpreslimn, que leve Uto bom re-
sultado, e acabou volando a le do orramenio. lima
das principacs lcis sobmetlidas a sua deliberadlo,
como se sabe, he a que substitue a exonerjeo da
parle do eslado subslilniro livre no excrclo, e
que deseuvolve o syalema de renovaran de alista-
mentos. (luirs le discutidas pelo corpo legislativo
uao tem importancia ; urna modifica a organisarao
municipal, fortificando a attloridade adiiiini-trana ;
oulra versa sobre a iu.litui^ao dos jaizes de paz, cu-
ja jurisdirao deseuvolve no seutido mais favoravel,
fazendo inlervir cada vez mais a concillaran. Ha
oulras qujecream novos imposlos, e deste numero he
a que eslabelece urna laxa sobre os caes. Fora difli-
cil saber o que poderia produzir esla laxa lauto in.n.
quauUi a materia, sujeila ao imposto, pode variar
omito, e nao lie fcil de verificar-se, em summa he
esle o menor objeclo da lei, que parece ler principal-
mente por lira diminuir o numero de caes e por
conseguinte o numero dos accideotes; he urna lei
contra a vageacao dos caes.
O corpo legislativo coroou finalmente sua sossO
com a volacau do orcamenlo do anno prximo. Em
que.condes se aprsenla este budgel'! As drspe-
zas sao calculadas em 1,.!IS inilhoes e as receilas em
I,(01 milhous; he este o budgel ordinario, no qual
n io' esiao comprehendidas as despeas exigidas pela
guerra. Eslas despezas enlram na lei das linanras,
aeuao em a soinma dos juros dos dous cmpreslimos
he de hoje em (liante um ons animal de 3j inilhOcs ;
por esaa raiao a contmissao do corpo legislativo se
julgou aulorisada para acooselhar economas. Final-
mente o budgel foi o objeclo de utna elaborarlo se-
ria na coinmissao.e de um consciencioso rclalorio de
seu orgao Mr. de Richemonl.
O relator do corpo legislativo tratou as diversas
questoes, que se referen! a situaran das linanras, in-
sisti sobre o inconveniente' que haveria em aggra-
var o imposto territorial, e deu urna razao, que se
appca at a todo o estado poltico e econmico do
pal/. ; he que odinheiro se re lira da Ierra cada vez
mais para se empregar em lodo os valores movis;
disliibue-sc em todas as operares de industria ede
r uuiuerrio ; o que elle ganha em moralidad/, em
ilcxibilidade, perde-o iufelizmcnte em solidez, e
nao he esle um signal evideule de nussa poca '.'
O prsenle com seus caracteres e seus problemas
uo he outra cousa, senao a routinuarao do passa-
do, ociicadeainenlo desles problemas, destes carac-
teres, he a historia, a qual se rcuiicm constantemen-
te uovos factos. Ora ha una historia lao ctriosa,
(3o cheia do atractivo, e algumas vezes tambem agi-
tada, como a dos fados : he a historia das ideas, dos
sen lmenlos, das paixoes da alma humana. A vida
social he o campo de batalha, onde esles sciitiiueu-
tos o eslas paixes dao um eterno combate ; a lillc-
ralura he urna da formas, debaixo das quaes elles se
exnrimem, e como-esla exprcsso varia com os lem-
pos, com as civilisacoes, com os povos, he inteira-
menle um mtiudo ideal, que vive ao lado do mundo
real ; he a historia do que os homens tem pensado,
lem sentido,ao lado da historia do que elles lem feil'o.
Mr. Saint-Marc-Girardin ho um dos mais habis e
eiigenhosos exploradores desse mundo do espirito ;
he um explorador que se nao parece com nenlium
outro ; elle nao se confunde com os novadores, a
severidade de seu goslo he um como escudo de sua
inlelligencia ; elle confunde-se ainda meuos com os
aualvstas di Jticos ; lem mil diversoes instructivas
ou galy ricas, uas qaaes se reflecte a nriginalidade de
urna inlelligencia luminosa e seusala. A idea do
Cours de lUlcrature dramaliqtu* cujo letceiro vu-
lume publica boje, he um dado simples e fecundo,
favoravel a todos os descnvolvimenlos felizes : he a
historia das paixes no drama, e como para augmen-
tar esse improviso, este lerceiro volme de um Cours
de lilteralur dramatique he coi grande parle a
historia das paixoes uo romance e no drama pasto-
ril ; he purque com cllcito o objeclo dus esludos
chcios de interesse de .Mr. Saint-Marc-tiirardin nao
he tal ou lal forma lilteraria, he a propria alma hu-
mana.
Que experimentou a alma humana na anligaida-
de ou depois do christianismo '.' como exprimi suas
montos ; porm uns e outros desappareceram como
sombras : o quo honlem era a vida, boje he a morle.
Assim no evoques mais o passado, c deixa-o dor-
mir na noile de seus tmulos, e no po de suas so-
lidocs.
e E conlinuci :
le seclo inlerroguei o presente, e elle nao deu-me
ouvidos.
a Porque o prsenle nao detia ouvir-le ; sea
relmpagos sao precursores da lempe-lade.-'e saa lei
oo he a do futuro.
o Irmo, que lei ha essa entao que chinas a
farao nancer, que sol Ihe dar a luz '!
a Dos t'o ensinar.
E designando-mc 'un lugar junio de i, accres-
centou :
Asscnta-le e fica aliento, poi na verdade le
digo, son aquelle quo clama face dos povos : Vi-
ga* a porta de vossas casas, # no adormefais,
porque a hora da recelando est prxima !
Neste momento a ierra treme, a chava acouta as
janellas, o os sinos soam por si mesmos. O apostlo
quer fugir ; mas o medo conserva-o preso junto do
meslre.
Present que ia passar-sc diaote de meus olhos
'alganna cousa extraordinaria, torna elle. Com efli-
lo noiustanlc em que a ultima badalada dos sino
soou no vacuo, um canbi que nio tem echo na lin-
go mortal, um canto agitado, rpido e eivado de
urna zambaria indelinivel, respondeu-lhe debaixo
da trra, c elevando-se de nota em nota desde os
lons mais graves al aos mais agudos, animou-sc,
sallou como uina serpenle ferida, ranceu como urna
sorra, qoe se amla, e emfim diminuiudo perdeu-se
na immensidade.
a Eis o que dizia esse canto :
a He chegado o anno 40, o famoso anno id !
ah ah nh que produzii.i elle '.' que produzira '.'
l'm boi ou um ovo '! Talvez um, lalvez outro !
Ah ah! ah villoes, irregarai as mangas, e vos
rtcos varrei a pedra de voseo fogoes 0 anuo 40
lem fro o auno 40 lem fome o anno lo quer
comer I e lem razo seus denles eslalam, seus
membros lirilam ; seos lilhos estao descalcos e suas
(ilhas uo lem urna fita com que enfeitem o chapeo
domingueiro, nem urna raoetinha com que possara
comprar urna garrafa de. cerveja para regalarem-se
com os noivos 1 Ah 1 ah ah I que miseria seno
fosse ama cou-a lao triste seria ridicula, seno fosse
horrivel, seria jocova. He para ver este mundo as
avessas que voss vem, minha comadre'! Venha,
venlia lego; ha lugar para todos... Veja aquelle
corvo j.mella, e aquelle abulre voando Ah ah !
ah I ah o anno 4(1 lem fri, o anno 10 lem fome,
o anno in quer comer IJue produzira elle '.' que
produzira '!...
i E o canto aparlou-se, e confundio-se com o sus-
surro do vento, que iniirmurava fura...
Depois comecam as appariroes.
K Eram doze, lodos lvidos, carregados de cadeiis,
emoees ? qual foi o carcter palerno '.' como se
produziram lodos os seus senlimentos diversos, a
piedade filial, o culto dos morios, o desgoslo da vi-
da, o amor em suas variares infinitas ; He este o
vasto c inexpugnavel campo que o autof>percorre,
observando os costumes e a litleratura, passandn a
Eurpides por Walter Scotl, da Mapicienne de The-
ocrlo para o Olieron de Wieland, do seculo XVI
on WII para a nossa poca.
Hoje he o amor em anas retardes com a vida real
c a imagnaro, que o autor esluda, e suas analvses
lo penetrantes como novas, conseguetn remojar
obras de om onlro scalo, "que nao liverani menos
brilho, que moitas obras contemporneas, a Aslre
ea Clelie. A originalidadejdo (alent de Mr. Saint
Marr-Ciirardin no esl na indugato dascoosas
mvsteriosase desronhecidas, esla nessa combinaran
de gosto lilteraria e inslinclo moral, que d tanto
encanto s lirr.es do autor. Professor ou cscriplor,
Mr. Saint Marc-Cirardin derramou all essa aulori-
dade persuasiva, qoe conduz ao bem por tantos ca-
minhos hbilmente preparados, e conseguio seu fim.
O aulor do <7urs de littei alare dramatique he
cerlamenle um dos homens mais felizes do seu lem-
po, e o deve ser, porque faz de seu espirito o cm-
plice de sna felicidade; islo he, nao emprega sua
imaginaro em desfazer constantemente su hom
seuso e seu inslinclo moral lem feilo ; elle distingue
a realidado o tambem a imaginario, e lalvez al seja
um pouco demaseado em sua independencia mutua,
em sua separadlo completa e absoluta : meio enge-
nhoso de abrigar a vida pralica com suas reg* e
seus deveres em um lempo, em que lem reinado lo-
das as concepres do espirito.
Mr. Saint Marc Gerardin pensava anles de 1818,
que a socio lade francezr era nleiramentc diversa
do que reprsenla va sua litleratura, que era em tuna
palavra >aa pelos coslumes e smenlo desmoralisa-
da pela imagnaro ; a prava de que assim era, ac-
crescentou elle depois, he que quando a Frailea suc-
cumbio na cilada, que Ihe tinlia armado a desmora-
lisacao do gusto publico, ella se levaulou pela forra
iutima de seus coslumes. Se os coslumes fussem Uo
saos, lao vigorosos, to intactos quanlo julgoa o au-
lor, talvez houvcra sido mais simples que a socieda-
de se preservasse logo por elles, anles de ter de fo-
no tar-a* por elles, masque prora esla certeza de
Mr. Saint Alai c-Uirardin, se nao fur sua fe plena
tas ideas moraes parque, er ua sua eflicacii,
em seu poder Jsalular na vida real mesmo, quan-
do o espirito zomba cruelmente dellas em suas lir-
Soes e em seus disfarces '.'
A sociedade po le ter, he verdade, um modo de .e
conduzir e comprazer-sc na expresso de ideas c de
senlimentos difiranles ; enlretaulo que lempo pode
durar este singular divorcio sem couduzir a alguma
calastropbe .' Ja se fez a experiencia, experiencia
luminosa e lerrivel, que tambem fei Io desastrosa
para a vida ortica, como para a propria imagi-
naran.
Ella nao lem podido servir_.se.uio para esclarcaer
as mais secrelas profuudezas do mundo moral,
licar as ideas, precisar de alguna sortc as coudires
essenciaes, imutaveis da civilua'r.io. Infelizmente
parece que esla luz intu foi rebebida por um joven
escritor, e Mr. Lanfrey, aulor de um livro sobre a
igreja e os pnjlosoplios do seculo XY1II, o qual fez
muilo motilo e leve da sua parle a prelensao de re-
sumir o ideal, o symholo do nos frey he incolcslavelinenle dotado de um enthusias-
moreal, do una certa seiva de imagina^ao mais do
qoe inlelligencia philosophica.o que faz lerabrar Mr.
Michelet; he om desses tlenlos cheios de agilaroes
nervosas c dithyrambicas, que caminham enlre a
invectiva o a apolheose, e que fazendo a caricatura
de seas adversarios, nao cnsenle que so loque na-
quelles quo elle ama. A iufelicidade de Mr. Lanfrey
pregando a philosophia e a tolerancia, he parecer-se
com um seide. Qual he pois o pensamento de seo
livro ".' He urna apologa desenfrciada e exclu-
siva do seculo XVIII. O seculo XVIII be o resu-
mo da civilisaeo; al enlao nada exisle, dessa po-
ca luda cunera ; ainda assim a civilisaeo se res-
tringe algumas vezes de um modo singular porque
no dizer do autor ella est toda em um homem
era Voltaire.
Despi de sua cor lilteraria esses dis(a#es da igre-
ja esses programmas de moral natural e de vago de-
smo, essas apotheoses ardeules que fica em diliniti-
va '.' Nada mais do que urna deelamarao de 1820,
do tempe em que se julgava de bom goslo chamar-se
a Jess Chrislo um eslimavel moralista. Este lerri-
vel espirito, joven pelos annos e velho peas ideas,
nao ve que nao estamos naquclla poca; que he che
gado lempo em que se pode admirar a Voltaire sem
lumar-sc por cdigo Diccionariophitosophico, qoo
a moral ded'Halbach ede Helvecio nao he urna
maravilhosa novidade, ejque em ludo islo lia quasi-
sempre ni ais sombras e phanlasmas que realidades.
Se o livro de Mr. Lanfrey fui feilo na intenrao de
ser urna pintura eiacta de um lempo, a historia lor.
nou-se am opsculo ; se be um manifest em nome
do seculo XVIII tena.rendo,quaes sao eslas idasas-
eitsaitguentados, tendo na mo a cabe.a separada
do corpo, disoltos em urna morlalha esvcrdiiibada
pelo musgo do sepulcro, tendo no rosto o cunho de
dozepaixes grandes, auuel myslico que une o ho-
mem ao Creador.
a Adianlav'am-se como a omina da noile, quan-
do desee sobre as inonlauhas. Era um drsses grupos
lerriveis que avistam-se nos dias de tormenta as
cncruzilhadas da cidade, que ferve quando os ci-
dadaos inlerrogam-se com a visla, e pergunlam uns
aos oulros : a Vides aquellas faces lamenlaveis?
quem sao aquelles homens, e porque vacam como
a especlrqa no meio da mullid,io agitada '.'
a E sobre a cabera do que vinha adianto, e que
pareca um rei decariido, Io magnifica era sua pal-
lidez, e (anta zumbara exprimiam seus labios, br-
Ihava urna corda de fogo com esla palavra escripia
em letlras do sangue : Lacenerimno
a Sempre mudos e guiados por aquelle que pa-
reca seu rei, os phanlasmas reuniram-se em simi-
circulo junto do leito miseravel, como diantc de um
tribunal ; e aquelle que he lendo Atado sobre elles
por alguns instantes scu olhar profundo, inlerro-
gou-os nesles termos :
Quem sois vos ?
Os escolhidos da dor, os apostlos da fome.
Vossos nomes '.'
a Urna lettra misteriosa.
D'onde sahis ?
(i Das trevas.
o Que peds '.'
a Justina.
E os euhos repcliran*: a Ju-iir.. E a am
signal de scu rei, os phanlasmas euloaram em curo
u ni In ni no cstrondoso... n
Esse hvmno nao he fallo de certa mageslade ler-
rivel, de cerlo lerror grandioso ; mas reservamo-nos
para oulras cila^cs. que preferimos aiessa.
a Os phanlasmas calarain-se, torna o apostlo,
cus labios ficaram immoves e celados, c sobre a
fronte maldita desses filhos perdidos do tmulo pa-
rereu fluctuar indecisa a sombra sanguinolento do
passado.
E repentinamente da base ao cuino da escada
mysteriosa hoave um grande-rumor, e novas caras
appnreceram sobre o loraiar*.
" Urna camisa encarnada, um barrete de I.i
grusseira, urnas calcas de algodn manchadas de
suor c de poeira, lal era o vestuario dos recem-che-
gados, os quaes'vinbam carregados de grilhfies, e
tinliam o cunho indelevel de todas as miserias hu-
manas. /
i( (lomo se (ivessem sido evocados pela chamada
de seus antecessores, entraram azendo-lhes ama
sau .irn amigavel. Reparei que Indos tinliam um
ar de neglicencia c de desafio, Irazendo cuidadosa-
mente occollo debaixo dos vestidos um punhal en-
ferrujado.
i( E traziam Iriumphalmente aos hombros um
largo cepo ainda tinelo de sangue negro. E sobre
esse cepo um homem de cara avinhada e pernas li-
sio) reunida em um cdigo nosso '.' Ellas s3o a uega-
rao do chrislianismo, como o proprio autor o confes-
sa ; sao diile-rbristaas pela sua reabililacio dos go-
zos terrestres, porque ellas s3o o desmentido da lei
do peccado original, porque substiluem por to-
da a parle a libordade i autoridade o dever, ao
direito. Mr. Lanfrey vai at muito mais longe, por-
que, supprmindo todo o dogma religioso, nega
tambem a eflicncia de toda a mclhaphysica humana
para chegar a urna certeza, de sortc qne em defini-
tiva fica ,i humanidade a boa lei natural, o inslinc-
te, a libordade de desenvolver-se em comprimento,
em largura e em profandidade, como disse o escrip-
(or, fazendo a injuslica de nao applicar a expresso
sua propria doalrna.
Mr. Lanfrey refere que cerlo poder do seculo
XVII1, redhrinda am Cdigo da Razio, se linha
abatido de fallar da moral christa, ensinando deste
modo aos inimigos do christianismo, como se podia
passar sem ella ; os inimigos do chrislianismo em
geral aprendem pouco e a humanidade, pela sua par-
te, (em aprendido, como nao se dispensa fcilmente
o rhrislianismo. Urna experiencia Iragica Ihe lem
mostrado qne onde a idea religiosa desapparece, os
c-piritos podem cahir as mais vergonhosas supersti-
cOes, qoe a reabililacao dos gozos terrestres conduz
ao materialismo mais de4enfreado, que a embria-
guez do direito individual vai ler a servida.
Se he a isto que Mr. Lanfrey chama as ideas do
seculo XVIII, ha om argumento invencivel para
oppor-se-lhe, he a historia toda inleira do nosso
lempo.
O livro de Mr. Lanfrey,verdaderamente fallando,
he menos carioso em si mesmo, do que como um sig-
nal da poca ; he um symploma do que fermenta
em dras indiligencias, que tomam algumas vagas
aspirarnos por crticas e ideas. Um dos (hemas ha-
bituaos dessas intelligencias, he a fecundidade do fu-
turo. O futuro Ihes pertenre, e ellas marebam para
elle com urna especie de embriaguez, aspirando lo-
das essas aragens,quealravessam a almospbera de ama
poca agitada, sem saberem, donde vem e para on-
de vao. E esse futuro, que he sua felicidade, como
o preparara ellas ? Comerando por ituular ludo
quanto nao satisfaz suas inquetac,es, ludo quanto
nao esta de accordo com seassoohos e seas caprichos;
so imaginaces ao mesmo lempo ardentes e embo-
ladas, fazendo moitas vezes mais eatrondoqae obras,
parecendo agitar mnilas ideas para chegar a um re-
ultado mediocre, e jolgando-so a expresfeo suprema
da civilisaeo, porque aiinnnciam em eslylo prophe-
(co a elevaro do desmoliendo.
Esla escola exisle n philosophia, na historia; por-
venlura nao existir (ambem ua ppesia'.' Estas ten-
dencias singulares nao deixaram seus vestigios em
um recente volume de Mr.Mas.ime du Camp.fc.t Chan-
tsmodernes, que parecem acompanhados do am pre-
facio, especiede manifest da nova escola da mocida-
de e do fu taro Mr. Du Camp, como nutros muilos
espirilos do nosso lempo, lem o seiitimenlo das fra-
quezas duap''o liltorarto da perluilnco que e
tobantes, jocosamente apoiado ao cabo velho de um
machado, cantava em lom fanhoso, saltando eac-
ciunando urna especie de endecha, cujo eslribilho
era este :
O aliar e sacerdote
Atraemos com orgias.
Te que Dos ou o diabo
Pouha termo aos nossos dias.
it Eos companheiros repeliam esse eslribilho em
coro ao som das correnles.
a O que vendo aquelle que he, eetendeu a nio
sobre o apparelho lerrivel, e disse no meio de um
silencio profundo : %
Meu corarao, ocano de vida, do dor e de
amor, he a grande U5.1 da nova alliaura em que
cahiram as lagrimas, o suor e o sangue; c pelas
lagrimas que bauharam, pelo suor que amassou,
pelo -angue que l'ecundoii,forrados C suppliciados,
meus irinaos, sede bemdilos! e espera i.' ahora
" da revelarlo esl prxima!
Que i exclamei com susto, vens pregar o nu-
Bhalt
Nao venlio pregar o punhal; veoho expli-
ca-lo.
o .... E aquelle gue he tornou :
As paixes sao como as doze grandes taboas
da lei das leis, o Amor, sao em harmona a fon te de
todos os bens, em subverso fonle de todos os
males.
Cada cabecn que cahe, conlinuou elle no
meio do silencio, he urna leltra de um verbo ainda
niio comprehendido, euja primeira palavra he pro-
irsiaro; a ultima, expanso apaixotiada integral.
O machado he um fuzil, a cabera do suppliciado urna
pedia, o sangue que salta he o fogo, e a sociedade
una fabrica de plvora.
Todos guardavam o silencio, e elle accrcscentou
pela lerreira vez:
K O tribunal dos jurados he o Uiermomclro da
falsidade da instituidlo social 1 As gales sao para as
sociedades modernas o que era o circo para a antga
Roma: o escravo niorria pela liberdade individual ;
boje o forjado 11101 re pela liberdade integral apaixo-
nada.
1 E ludo cabio no silencio; e pouco lempo depois
a essas palavras succedeu urna voz de cima chei.i de
boudade.
u Esperai, pobres marlyres 1 dizia ella ao cor-
lejo immovcl junio do leito; esperai; a hura esl
prxima!
Eiil.io#vem Ircsliguias uobres: do obreiro. do
agricultor, c do soldado.
O primeiro lem fome: disgutam-lhe o pao que
ganbou.
^O segando tem fome e fri: regateara Ihe o grao
que semeou e a lenha qu? cortou.
O lerceiro pa nos ^ alm disto elle esperou, sua esperanca foi bal-
dada e reprehendem-no pelo seu sangue derramado.
Todos tres trazera sobre o semblante a historia de
(C.'introduzido no dominio da imaginacao, mas"pro-
cura as suas cansas, onde ellas nao se acbam, e nao
onde eslo realmente. Tambem no se iilodc sobre as
\erdadeiras fontcs, onde o espirito litlerario ea
poesia podem rejuvenescer-se. Um dos caractersti-
cos da escola, a queperlencc o aulor dos Chantt mo-
dernes, he nutrir o mais soberbo desprezo por. ludo
quanlo he do passado, e deve-se ver como Mr. Ilu
Camp trata esta pobre Iradro lilteraria, aquelles
que a representara caos que lem 0 seu culto. O au-
lor julga-se muito novel nisto, c no he scnSo o echo
gasto e enfraquecido da inspiraro que, depois de
ler brilbado por um momento ha ti i rita annos, foi
perder-se e enervar-se em todos os excessos.
1'in.ilmcnlr injuriando o passado, proclamando sua
morle, ondecolloca o autor esse futuro maravilhoso,
ao qual pretende dar urna poesia ? Para que mun-
do quer que carainhemos '.' Aqui ha na verdade
pouca invenrao. Sainl-Simon, Fourier, Oven, as
velhas religioes, que se desraoronam, as novas reli-
gies, que nascent, as ideas em trabalho, as Irans-
formaoes maleriaes, a eleclricidade, a galvo-noplas-
lia, a pholograpbia, a liberdade, a democracia por-
venlura he misler de mais para caracterisar esle
mundo ideal ? No entender do autor, he ahi que a
poesia deve rejuvenescer-se, beber novas inspiraroesi
e Mr. Du Camp d o primeiro exemplo era seus can-
tos da malcra, onde o gaz, o chloroformio.a locorao
Uva se eolregam aos monlogos mais eloquente, ce-
lebrando o povo das virtudes augustas. Ha sobre-
todo om fragmento precioso, no qual se revela in-
..eunainente esle triste espirito, he o sacco de dinhei-
ro. Pobre sacco de dinheire, que todos.cubiram e
todos aecusam Entretanto he sem razao que Ihe
attribuem todas as infamias cominellidas em seu Do-
me : se elle nao vai procurar o infeliz, qoe soflre.
alvar o csfamaido,soccorrcr o artista, que espera, he
parque nao lem liberdade, he porque est preso na
lei. Acabai com a heranca, diz elle, e veris se te-
o coragao \ O autor engana-se deum modo es-
iraiiho : o sacco de dinbeiro, que elle faz fallar, nao
leria mais coracao, e os homens o teiiam menos, no
sua vida; todossentcm-se mal no presente ; lodos
esto promplos para pedir a Dos cont de soas
obras; mas quando chega ahora, quando *eu grito
vai elevar-se para o Eterno, um espectro lanra-se
dos limbos do passado: diama-se o eccr. E elles
recuam cheios de susto.
lim sacerdote precede-os, lendo o corpo aperUdo
era om vestido fnebre, andando a passos lentos e
com os olhos baixos. Contraste estranho I elle so-
nha o co e inclina-se para a Ierra Sobre seu peito
le-se: Christianismo! o mais em baiio : Resxg-
narw.
Ei-los ei-los / exclama o apostlo; elles diri-
gem-se aquelle que he. Que dirao, c como ge expri-
mirflo em saa presenra ? Sera saa quexa o profun-
da como sua tristeza '.' No, sua incerteza he muito
grande e elle nao podem atrever-sc a formular seu
pensamento; demais seo peusameulo he a duvida.
Talvez i'allaro mais alto algum dia. Esculemos
religiosamente o hymno qne murmurara seu labios,
livmuo cheio de mageslade ; porm menos harmo-
nios' que a brisa, menos infinito que o ocano. 'Es-
culemos.
Hymno.
a La do meio das nuvens, em qoe o aslro viajan-
0 te appareceu ao Ires res, do fondo do templo,
a onde vigiara (uas imagen, Chrislo, ouves tu a
a nossa voz?
a Se contemplas a miseria da mullido muda ao
a p de leus aliares, ,u:n,i lagrima de sangue deve
a molbar-te as palpebras, e em tua dor austera de-
ves perguntar a ti mesmo, se ha dogmas eternos!
O sacerdote.
a O' Chrislo, lomei muilo lempo tua casa por om
porto seguro, e quiz oceultar no fundo do saoe-
luario minha fronte tumultuosa.
O soldado.
a O' Chrislo, tomei muito lempo por um lar,o no-
li bre a cadeia cmbrulecedora que arraslo agora, e
1 dei meu sangue causa incert* dessa igualdade,
cuja aurora tinha'brilhado.
Viagricultor.
O'Chrislo, lorota muilo lempo por urna larela
-anta ,1 ni le missrBooaria ao meu braro, o du-
(i ranlt! vinle anuos Ip repousar nemqueixar-me,
1 dcixci sobre os sulcVo vestigio de meus passos.
(Morero. *k
a O' Christo, tomei muito lempo por obro raeri-
loria meus dias consumidos em am trabalho sem
fim, e muitas vezes para nao ultrajar la memoria
. sujeitei minha Htoreza as dores la fome'.
O sacerdote,
a A le nu farlou-me a alma I
O soldado.
a A tempesta le v .r rcu lodo o sangue derramado!
(' agricultor.
a Ea semeava o grao e colhi a ortiga !
O obreiro.
o Honlem eu linha am leito, mea amo vendeu-ol
(Coniuiar-se-na.J
ilEGVEl


DIARIO DE PERMMBUCO TERCA FIRA 12 DE JUNHO DE 1855
porque heranr,a material MJa a vida do corarao,
na* porque reprsenla as IradirOcsdolar, oltaballio
do pai para seus filhus, o laco da familia, o culto da
trra nalal, islo-lie, ludo quanlo faz palpitar o cora-
53o, lulo quanto eleva-a alma humana,edescnvol-
vuinlo toda esla parte moral do hornero, conserva as
fonles, Jas quaes pude brotar a poesa no que ella (eni
de mais sagrado e de raais locante. He abolindo
estes elementos fecundos, que Mr. l>u*Camp preten-
de remojar a inspirarao potica!
Eni que medida a iuovaflo e a Iradijao se podem
combinar na poesa '.' Sem duvida nAo ha regra que
o posia dizer, so a inspiradloTiode adiar esta secre-
ta e juila urabinaro, procurando-a. nao ern uro
mundo TnterYamenlc fundado eiu sonhiw, mas em o
mundo inlimo ({a alma, nos senlimentos, que nclle
se a=am,%a> lula profunda das paitos, i'iii lodos
os instintos misteriosos do corarAo. o qual faze.ni vi-
brar o* espectculos da vida ou da ualureza. \ poesa
recolhe os senliminos e os exprime, nAo os crea, nao
os inventa, e lia por ter desconhecdo esta verdade,
que a lilteralura conlcmporanea se tem arremessado
as raais das ve/es nos caminhos da excepto, onde se
debalem anda algumas raa si naques caprichosas, ao
passo que espirilosjusloto sinceros permanecem fiis
s lrac6es da poesa. Mr. I.apra le he um desle5
espirilos, que conservam intactas as raais puras no-
nios da arle e da vida moral; elle tem o tullo dellas,
e este culto passa para seut versos,nos que elle pu-
blica boje com o titulo de Symphonias. como nos
que tem escrito precedemenle,dando-lhes um re-
fiexo generoso.
Esle titulo mesmo de Symphonias indica baslan-
to o espirito das poesas de Mr. Laprade ; ellas sAo
um como resumo lurmonioso dos murmurios e das
graudes vozes da uatureza ; passa-se alternada-
mente de urna symphonia alpestre para o concert
das esUcea ; escotarte por vezes o ruido da corren-
algurf.a dcsintelligenca insignificante, a accAo da
diplomacia podo ser embargada se o primeiro mi-
nistro ou ministro dos negocios eslrangciros no paiz
proferem opiuies mu decididas acercada queslAo
em com luso. Verdade lio que a eipericncia de lord
Palmerslon como diplmala e como ministro dos
negocios eslraogeiros se tem limitado quasi inleira-
menle a pequeas disputas desta especie, a maior
das quaes era insignificante em relaeo i que elle
lem de manejar presentemente, embora prtlendcs-
se rediizir a mais importante aos limites da mais ri-
dicula conlenda. Prtanlo, al esle poni, o nobre
viscoodeest obrando segundos precedentes com
que esl mais familiar, e por esle lado os seus apo-
logistas tem alguma razAo, se podem conlenlar-sc
com taes compararnos.
Mas, a discordia de que as negocateles de Vicua
anda nao sAo um simples episodioporcm a guerra
conlinuou durante lodo o lempohe um negocio de
lAo grande magnitude que nAo pode ser circums-
criplo dentro dos limites de lAo acanhadas regras-
Na sua anciedade cm conformar-sc com os usos di-
plomticos, lord Palmerslon ec esqueceu do eflcito
que o seu silencio e a sua apparenle apalhia (inlian
produzido sobre os inleresses du seu paiz. Foi col-
locado no lugar cm ,quc se acha para um fin espe-
cial. Era necessario que a indguatAo excilada e a
bellicosa ndole do povo inglet se manifeslassem cm
o nosso comporlamenlo para com as potencias es-
Irangeiras, mas especialmente para com o inimigo.
Lord Palmarslou foi escolhido como o hornero que
melhor encamara e exprima esle senlimenlo na-
cional. Qual nAo leria sido o effeilo sobre os esla-
dstas da Russia, quaodo viram que este leAo dos
primeiro das se linha lomado repentinamente um
i' co mudo 1 Saliendo at que poni a vonlade ou
os interesses do povo desle paU s tornam a lei dos
nossos liomcns pblicos, nAo cncoulraria o impera-
te e a voi que falla na relva ; (ora al ma verda- dor da Uus8UI "csla subiu immowlidadc-associada
de dizer-sc que um progresso real se revela nos ver
sos de Mr. Laprade em um cerlo sentido. O autor
das Symphonias sempre amou a nalnreza, e como
aquelles que amam-na, procurara algumas vezes
absorver-se nella, e poda deixar-se levar aos peri-
gosos altraclivos de um panlheismo vago e myste-
rioso. Sua poesa tinha esle rellexo, e era como a
expressao da alma universal dos vlese das monta-
nhas. A medida que sua inspirarao se emancipou
c se fortilicou, leve mais claren e resliluio a cada
toiisa seu lugar e sna posiro no men dos seres vi-
vos. Uiuslincto profundo da uatureza nAo desap-"
pareceu, mas foi regulado, c o elemento humano le-
ve maior lugar na poesia do autor, licando apenas
um ideal fluctuando sobre os espectculos ualurac-.
Um dos caracteres do tlenlo de Mr. Laprade, he
urna certa elevacAo sublime e pora, que nunca lem
tanlo poder, como quando elle reproduz os mais n-
timos mnvimentos do carabao, os senlimcnlos da fa-
milia, como nesle canto A meu pai pelo qual
comecara as Symphonias. Maneira sublime de ex-
primir que o elemento humano he o primeiro, e que
no coraran, onde lodos os inslinclos das bellezas na-
luraes vio dispertar-se para sa Iraduzirem cm poe-
sia, ha em primeiro lugar o tullo das yfl'eiros rao-
raes 1 Sao os mais velhos senlimentos da alma, e
s jo a eterna fonle da poesia, como o bom senso he a
eterna leda poltica, le que infelizmente nem sem-
pre he observada pelos povo- as vicissitudes da vi-
da. Na poltica anda mais que na lilteralura, es-
tes desvio se traduzem em resollados muitas vezes
dolorosos e prolongados.
A historia contempornea da Hespanba (raz o cu-
ndo destns costosas experiencias, mui frequente-
menle renovadas. NAo he bstanle fazer urna revo-
luto, abolir leis que tivera 'ido fcil reformar com
madure/a, excitar as paixes, por ludo em. duvida ;
convem viver no meo desla Incerteza universal.
."Visto he que se tem oceupado o gabinete de Madrid
. desde que existe ; elle lem de defender-se contra
adversarios de mais de urna especie, contra os con-
servadores que, por pouco namerosos que sejam
hoje na scena poltica, nAo conservam menos sua in-
fluencia no paiz, contra os revolucionarios, um pou-
co desanimados, mas sempre promplos para apro-
veRar as uccasies de impellir a Hespanba as agi-
tarse, finalmente contra todas as diversas ambi-
cies, que se reuncm em derredor de um poder no-
vo. "O duque da Victoria leria podido excrcer in-
t iiiicstavelmenle urna influencia decisiva e eflecti-
va, mas para islo devia obrar, cumpria fazer sentir
o peso de sua auloridade a essa assembla que, lia
cinco mezes, discute ao acaso. -A indccisAo de sua
n ilureza Iriumphou em Espartero ; elle preferio cs-
la vaga influencia, que se chama popularidade, que
ninguera lhe contesta, e que nao lem consequencias
porque, para conserva-la, convem sacrificar-lhc lu-
do, mesmo as condicoes as mais cssenciaes do gover-
ni. O duque da Victoria conscg;iio desle modo fl-
caf freulc dos negocios c manlcr seu crdito nos
partidos, mas nAo tem governado ; lera deixado o
paiz como a assembla sem direrrao, e dabi provem
esla incerteza permanente, cujo termo nAo se pode
prever, e que por iiislaulcs se Iraduz em crises pu-
blicas, em discussdes inuleis, cm questes que sAo
por si mesmo um perigo. Nada prova mais mani-
(estamenle do que um dos ultimo-- incidentes sobre-
viudos cm Madrid. Mnitos dos membros do gabi-
nete, os Srs. Sania Cruz, ministro do reino, Luzur-
riaga, iniuistro de estado, Lujan, ministro das o-'
liras publicas, foram, pelo que parece, suspeitos de
perlencerem ao partido moderado. Cerlo numero
de officiaes superiores da milicia nacional fue rain
enlao urna rcuniAo para concordarem em um meio
collectivo junto do duque da Victoria, com o fim de
reclamar a modificacAo do gabinete em um senlido
progressisla mais pronunciado ; as autoridades ad-
' niiuislrativas fzeram abortar esla manifestaran, en-
* tretaato o faci nem por ssodeixava de existir.
A' vsla desle incidente o governo resol ve u aprc-
sentar ao congresso urna lei, que prohibe aos cor-
pos armados deliberar, deixando alem disto aos of-
ficiaes da milicia nacional o direilo do pelirao co-
mo cidadAos. Por ventura esla queslAo por si mes-
ma, nio he das mais eslranhas, 03o he o symplnma
de urna singular alteraran de todas as notes do go-
verno ? Era mais prudente cnlrcgtr um.i dlscos-
sAo apaixonada o que be o primeiro principio do po-
der, sua garanta a mais essencjal Uc fra de
duvida que a Hespanba deve possuir cm sna legs-
larSo os meios de impedir ou de punir a delibera-
rlo dos cornos armado?. Pois que.' se houvrsse no
congresso urna maioria para votai contra a lei pro-
posla pelo governo, por ventura a milicia nacional
Uvera sido rcveslida do dircilo'de iolervir na poli-
tica a designar ou derribar ministerios ? Felizmen-
te a maioria das corles se proounciou a favor do go-
verno e a lei foi votada. Todava houvc em Ma-
drid ajjunlamenlos e scenas tumultuosas que se re-
peiiram muilos das sucressivos durante a discussAo.
e que poderiam ler degenerado em conflictos mais
serios. A manifeslaco do offlciaes da milicia na-
cional, qae deu lugar a apresenlacao da lei c As sce-
nas que seguh-ani-se, linha entretanto um sentido
instruclivo ; nAo signilicava proprameule nada con-
tra os ministros aecusados, mas provava que o go-
verno nAo lomava a iniciativa, senAo em urna silua-
rao cheia de perigbs e ficava em narran. Mas a
mudaoca de alguns ministros dar agora ao gabi-
nete cj que lhe falta'.' He muilo duvidoso ;c enlre-
taolo a Hespanba s acha nesle momento ,-rni cons-
tituirn, sem leis administrativas, com perigos de
roraraoeoes polticas, quo podem revclar-.se a cada
instante, c com finaucas que o espirito do ministro,
o Sr. Modpz, inventivo como for, nAo lem podido
restabeloeer, nao obstante os expedientes, que reca-
liirSo solire o paiz em novos encargos.
(Itevue des Deux Mondes.)
NAo admira que os amigos de lord Palmerslon
procurem desculpas para n sen comporlamenlo ap-
|iarcu(umcnte ioexplicavel. Tinham grande CJlifl-
aiica nelle. o elle lem malogrado lodas as suas rspe-
rancas. Naturalmente, deapjam agora encobrir a
derrota, nao tanlo por amor delle por que os ex-
poz ao ridiculo e i perda do poder poltico como
por amor de si proprios, porque podem rcpcllir esle
ridiculo, e manler urna probabilidade de preservar
esle poder.
Dizem, em favor de lord Palmerslon, que elle
foi obrigado alicar calado acerca da queslAo vital que
aclualmciilc esla a-liando os espirilos dos seus con-
(dadAos, poisque a corle/.ia diplomtica exiaia que I
nenbuma eiprcssAo de opiniAo ho-til a pal fosse ex-
presada cm quanlo as oesociares (estivessem pen-
dentes. I -lo, ainda pnmeira visla, parece um
pretexto. As negociates que foram asila las cm
\ ienna, dilTerein inleiramenlc daquellas qae se
applica a regra apresenlada como desculpa para lord
Palmerslon. Durante um periodo de profunda paz,
, quando dous governos eslAo empenhados em ajostar
,' como seria sluacAo de lord John Russell em Vi-
nalnutra prova deexaccao da Iheoria de seu pai,
de que o povo inglez he tao upaixonado da paz, que
para eoosegui-la, quasi que sacrificara a prupri^
honra? A popularidade de lord Palmerslon no paiz,
e a sua influencia no exterior, dimanara de urna
creda popular na sua intensa nacionalidad!'. Mui-
lai vties no decurso da sua carreira lem-se dilo que
elle ha posto cm risco a seguranca e dlgnidadc do
seu paiz, collocaodo-;e em antagonismo cora os go-
vemadores dos eslados eslrangeiros. Ora, quando
alguns soprns da velha Irombela leriam encbdo de
terror os nossos inimigos, dando realidaile a estas
demnnslraces primitivas, lord Palmerslon permane-
ce lolalmcnle calado, abrigndose sob precedentes
e allegac/esde ircortezia.ii que oulr'ora leria sido o
primeiro a tratar com desprezo, nimia que fosse
ameacado com urna liga europea contra seu paiz por
pralicar desla sorle.
Oufra ile-culpa oflcrecida pelosjapologislas de lord
Palmerslon he, que era obrigado a esperar a volla
ile lord John Kussell, e ceder o passo a este nobre
lord relativamente as explicates. Scmelhantc ma-
nifeslacAo de delicadeza poda lalvez suavisar al-
gm hlente senlimenlo desagradavel entre os dous
eslailislas que ha pouco se achavam em rivaliiladt de-
clara la ; mas, por ventura os inleresses desle paiz
devcro ser sacrificados indulgencia neslas corte-
lias pessoaes Temos commelliilo o nosso carcter
c a nssa honra nacional guarda de lord Palmera-
lou, e nAo podemos ver que sejam manchados ou
avilladosaosolhos do genero hjimano,afim de que elle
possa fazer a cousas agredaveis no gabinete. 1 n-
dubitavelmcnlc, lord Jobo Kussell podecslar promp-
lo a representar no actual ministerio o mesmo pa-
pel que j representou o anno passado. O boalo de
que o imperador franrjz esl prestes a lornar-se
urna especie ile geparalissimo de lodas as forras al-
liadas na Crimea pode ler excitado a mui condecida
aludirn do nobre lord, especialmenlc porque abri-
Ibanlc impossibilidade a dupla funcc.Ao de pleni-
potenciario na Europa central, e chele de lodas as
nossas colonias quo ofluscou-o, servindo sob a
presidencia de lord Palmerslon, he agora desprezada.
le absolutamente possivel que lord Palmerslon nAo
queira orTrecer algum novo combuslivcl de irrita-
rlo a vaidade do nobre lord, aprcsenlan lo-se enlre
elle e o publico no mesmo momento em que est
prestes a dar conta da sua missAo. Mas estas corlezias,
cortc/iasealculadas e conipromissos ofliciaes, por mais
convenientes que possam ser em lempos ordinarios,
s-i i I italmenle fora de lugar n'uma crise semelhanle
a prsenlo, quando o povo inglez espora com ancie-
dade febril algum annuncio da futura poltica do
paiz, ila parle daquclles em quem depusilou a sua
conlianca.
Lnnl Palmerslon nunca usou de semelhanle silen-
cio. Ha poneos annos grande grila se levantou ma-
l a elle em lodo o paiz. por causa da sua derrota cm
urna oppoMrAn nleiramenle oppusla. Pensar elle
que a cmara dos lords proferira agora um vol de
censura contra elle seapreseulasse um pouco do aco-
rarlo e do espirito de um Inglez '! Se fizesse urna
demonsIratAo digna da snaanliga demonslraco, dis-
putara a cmara dos communs durante urna sema-
na inteira leria elle de defender-se nina noilc
cerca da queslAo, se deveria ou nAo ser dcposlo do
cargo, se a confianza da narao lhe seria castada 1
Nao. A menor manifestarlo das qualidades que elle
coslumava apresentar algumas vozes com excesso nos.
seus primitivos das, seria agora saudada com eu-
lhusiasmo pelo povo inteiro, e olhs nAo receia oppo-
licao, nem crilica de nenhuma das cmaras do par-
l.iment'i. Enlao, donde vem esla perversidade *
Ser lord Palmerslon tao orgulhoso que queira lo-
mar coubecirnamlodajopiniao publica 1 Affeclar elle
desprezar a impreusa, ao passo que a lem; ? l)ar-
se-ha caso que se imagine o campean da sua ordem
contra urna democracia ? Se sAo estes os sem desig-
nios csenlimentos, commclte um erro imperdoavel.
NAo ha senlimenlo coulra a aristocracia nesle paiz.
Nao ha desejo de desconceituar aquelles qae, por
coslume, e mais frequentemcnlc por mrito, sAo en-
carregados do manejo dos negocios. Todo o deso-
jo publico he que a lare'fa publica seja bem feila, e
qne o paiz nao seja de-honra lo aos odos das nnres
eslrangeirasj. Estamos mu salisleilos com os nossos
alliados franeczes, mas nAo desejamos ser balidos
por rile- em cousa alguuia. Lord Palmerslon foi
collocado no poder cxpressamcnle para mostrar que
a aristocracia pode execular a obra, se for bem di-
rigida. A sua derrota nao invehe meramente a sua
propria quedalambem pc em risco a da sua or-
dem. {Vnrning Chronicle.)
IHTERIOR.
RIO. DE JANEIRO
SENADO.
Du 21 de malo da 1855.
I.ida e aprovada a acia da sessAo antecedente le-
so o seguinle expediente.
Um officio do Sr. ministro do imperio, remolien-
do um xemplar -do relalorio da rcparlirAo a seu
cugo, apresentado na actual sessAo legislativa.Ao
archivo.
I.'-se e va a imprimir o seguinle parecer :
a Foi prsenle a commissAo de legislarlo o reque-
r meo lo da rmandade de Nossa Senhora do Rosario,
erecla na cidade do Desterro, capital da provincia
de Sania Calharina, no qual allega que o seu patri-
monio consta apenas de i pequeas casas, cujo valor
nAo chegar lalvez a um conlo de reis, sendo loda-
via a escassa renda que ellas produzeiu a nica com
que a mesma irmandade occorre s despezas do cul-
lo na respcclivacapella, que he baslaqle frequen-
lada. E porque o governo imperial declarou re-
ccnlemcnle que nao era appliravcl s rmandades c
confrarias o beneficio do alvara de Hi de selemhro
ilc 1817, recorre a esta augusta cmara, pedindo dis-
pensa da lei da amorli-arao nAo s para poder lirila-
mcnle continuar a possuir as ditas casas, como para
adquirir aiuda mitras propricdailes al o valor de
S;IHK).-s|KX). Moslra-ac a mesma irmaudado legal-
me'ile instituida com o seu comprnraisso composlo
de H captulos com -Ti arligos.approvado pelo his-
po diocesano em pruvisAo de til de oulubro de 1842,
e confirmado pelo governo imperial em O de de-
/a iiiiii u do mesma auno.
ii Enlende a commissu que deve ser atlendida a
irmandade supplicanle com a -dispensa que pede,
iiAnt porque a mesma gratase lem feilo anuirs
muilas rmandades as mesmaM circumslanciaa.romo
porque a limitada renda que lem he insufficienle
p-irx acudir s despezas e decencia do cullo. Por
esle effeilo lem a honra de Merecer a esta augusta
cmara o seguinle projerlo d^ resolucao :
a Arl. I. A irmandade de Nossa Senhora do Ro-
sario da cidaile do Desierro, capital da provincia de
Sania Calharina, fica aulorisada para conliuuar a
possuir as qualro propriedidcs de casas que tem na'
mesma cidade, c para adqurir outros bens de raz
ale o valor de 8:0 leis de amorlisacao que o prohibem.
a Arl. '2. Esla c.inccssao he feila com a clausula
de c converlerern ia--s hens em apolices da divida
publica iualienaveis, realisada nos prazos marcados
pelos cumpeleules juizes decapollas,e reservados s-
menle os terrenos e predios qae forem precisos para
o sorvijo proprioda rmandide.
o Arl. 3. Ficanrrevogadasas disposi(Oes era con-
trario.
1'aco do senado, em '21 de maio de 1855.
vendes dos Sanios.Vi'condede Maranguape.
Vai a imprimir no Jornal do Commercio o seguin-
le projeclo :
n A assembla gcral legislativa resolve :
n Arl. 1. O coverno fica lulorisado a passar car-
la de nainralisu;an de cidadAo brasileiro ao Dr. Ce-
sar Persiani, catbolico rounnos, natural de Bolooha,
na Italia.
Arl. 2. Ficam derogadas as disposites em con-
Irario.
u Paco do senado, 18 de maio de 1855.Mrquez
de Mirantes. l'isconde de Sapucahy. Margue:
de Olinda.l'isconds de Maranguape. liuzebio
de Queiroz Coulinho Maltoso Cmara.Francisco
Concalces Marlins.M. s. M. lallasques.
He approvada a redaccAo das emendas do senado
i proposito da cmara dos depulacms alterando o
decreto n. 671 de 13 de selemhro de 1852 sobre di-
visan de collegios cleiloraes.
Passa a ordem do dia : sao approvadassem dbale,
cm 3" discussAo, as emendas da cmara dos deputa-
dos a proposirAo do senado aulorisando a ordem 3"
de S. Francisca da Penitencia da cidade de S. Pau-
lo a possuir em bens de raz al o valor de cem cou-
los de reis: serido afinal adoplada a propositlo com
as emendas para ser remellida a commissao de re-
darco.
O Sr. Presidente : Est esgolada a ordem'do
dia ; c, na falta de materias, vejo-me obrigado a pe-
parecer sobre os ubjaclos que foram submellidos
sua considerarlo.
Alguns projeclos de muita importancia podiam
ler sido dados para a ordem do dia ; mas tenho jul-
gado prudente nAo conlempla-los por emquanlo,
visto que lew de assislir i sua discussAo os Srs. mi-
nistros que se arliain oCcupados na cmara dos Srs.
depulados com a discussAo da respusta a falla do
Ihrono.
Oulros projeclos lambem importantes podiam ser
discutidos, como sejam o do Sr. viscoude de Albu-
querque, o do Sr. marquoz de branles, e a resolu-
rAo da cmara dos Srs. depulados sobre processos de
Brasileiros que commellerem crimes em pairea es-
lraogeiros; mas estes projeclos foram o anno passa-
do remctlidos as commissOes respectivas, as quaes
ainda nAo deram parecer.
NAo ienho pois absnlulamenlc que dar para a or-
dem do dia. Nao me parece regular dar para a or-
dem do dia Irabalhos de commisses, porque, nao
ha vendo siss.o, poden parecer que foi por falla de
numero lecal. A' visla disto, lalvez fosse melhor
que o senado aulorisasse o seu presideule para em
laes casos declarar que a sessAo ser em lal dia, e le-
vanta i sessao.
- 23 -'
Sao c-loilo- por sorle para a depurarlo que lem de
aprcsenlnr a S. M. o Imperador u vol de grabas do
senado em resposla S fallado Ihrono os Srs. mar-
que/, de Caxias, Miiuiz, visconde de Maranguape e
Silveka da Molla ; fazenilo parle desla dcpiilaro os
Srs. marque/, de branles, barao de Moritiba e
Mendes dos Sanios, redactores do projeclo de res-
po-ta.
Passa-se a ordem do dia, e sAc approvadas sem
dbale, em primeira discussAo para passar segun-
da a resulurilo do senado, aulorisando o governo n
conceder 14 mezes de licen;acom lodos os seus ven-
cimenlos ,io Dr. \nlnnin Polycarpo Cabral, para ir
Europa Iralar do sua saodc ; e em primeira e se-
gunila discussAo para passar a lerceira, a proposirAo
da cmara dos depulados declarando que lem direi-
lo a serem reformados na forma da lei n. 602 de 19
de setembro, o do decrelo n. 72-2 de 25 de oulubro
de 1850, os ofliciaes da guarda policial das provin-
cias do Para e Amazonas que nao foram contempla-
dos na urganisarAo da guarda nacional das mesmas
provincias.
He approvada em I. discussAo a proposirAo da
cmara das depulados concedendu loteras ao dospi-
lal da sania casa da Misericordia e exposlos da mes-
ma sania casa, e dospilal dos lzaros da cidade de
Cuyab ; e entra logo a dila proposirAo em segunda
discussao.
0 Sr. litconde de Gequilinhonha :O senado
sabe que Ienho constantemente volado contra lote-
ras, c sabe lambem quaes as razos desle meu vol
constantemente dadonesla c na oulra cmara. Ven-
do eu, porem, quao senado ora rejeila .projeclo
que concedem loteras, o ora os approva, natural-
mente seguindn o principio da ulilidade, da indi-
gencia, do eslado deploravel de alguma das igrejas,
hospitacs ilecardailc, ele, para que se pede essa
auxilio ; e observando que acaba de approvar esle
projeclj em primeira discussAo e provavelmente o
approvar em segunda, nao desojo que urna das ma-
Irizes desla corle, que se acha no eslado mais misera-
vel, deixe lambem de merecer a benevolencia da ca-
sa, epor sso, conservando os meus principios rela-
tivamente a loteras em geral, pero ao senado que
baja de approvar a concessAo de duas lolcrias para
a frfguezia de S. Francisco Xavier do Engenho-
Vellio.
Vou dizer a V. Ere. e estado em que se acha essa
freguezia.
Nomeando-se-me provedor da irmandade do SS.
San,menlo, cuidou a mesa de mandar examinar o
estado cm quo esta a matriz, e achou-se que esse es-
lado era lal que expunln os fiis que ah fossem ao
risco de um dia perecercm debaixo das ruinas do
templo. Esle paieccr foi dado por engeuheiros de
primeira ordem daqui da corle, como sejam os Srs.
coronel F'rias, eoSr. capilAo ou major Pai ando-.
Em consequencia resolveu-se que nao era possivel
haver fesla do SS. Sacramento esle anno na referi-
da freguezia, nao s porque nAo bavia rendas, co-
mo porque o templo amencavn ruina.
Tomada esta deliberacao, cntendeu-se que se de-
via lambem represcnlar ao governo sobre o eslado
da matriz e pcdir-se-lhe o auxilioindispensavel,nao
para a concertar inleiramenlc, porm ao menos pa-
ra impedir que cahisse em ruinas. Esta represen-
larAoainda nAo foi dirigida ao governo.-mas j est
assiguada e em um desses dias deve ter levada ao
seu deslino.
Ora, se o senado concede loteras para os eslabe-
lecimenlos de caridade ; .se (em constantemente da-
do lolcrias para a edificarlo ou rcparncAo de tem-
plos, com muilo maior razan sem duvida daae volar
duas loteras para a reparar-So do-templo que acabo
de mencionar, porque, a meu ver, he urna verdadei-
ra vergonha o estado cm que se acha urna das prin-
cipaes freguezias da corte, nAo podendo de modo al-
gum, como dsse, lerem all lugar as funrtes do
callo.
Alrcvo-me,porlanlo, a propr ao senado que ba-
ja de approvar duas loteras para a rcparatAo da
igreja malrii da freguezia de S. Francisco Xavier do
Engenho-Velho, conservando eu comludo os mes-
mos principios conlra loteras em gcral. Nesla par-
le nAo me relralo : eslou inleirameule convencido
que melhor seria que o Eslado desse pelo Ihesouro a
subvcnrAo quejulgasse necessaria para a repararAo
dos templos. Mas, como o senado lem constante-
mente approvado loteras; co fallara ao meu dever
de calliolicu c de parochiano daquclla freguezia, se,
arliando-mc no senado, nao prupuzesse estas duas
loteras.
Peto perianto instanlemenle ao senado que baja
1 de volar com benevolencia pela emenda que vou o
ferecer. Se o senado quor volar conlra lodas as lo-
tera.-, bem, nao me incommodo por isso, porque
vola segando os ineusprincipios. Mas, se o sena-
do approvar algumas loteras, peto com a maior
instancia que lambem .ipprovc as que vou pro-
pr.
Os engenbeiros nos-c parecer a que me refer de-
clararam que com menoa de 16 a 20:0009 nao se po-
llera fazer o reparo indispensavel afim de que nAo
baja perigo para os que se acharem naquelle tem-
plo. Ora, as duas loteras darAo pouco mais ou me-
nos a quanlia indispensavel, porque quando se tra-
a de laes orramenlos em geral sempre se orc.a para
meti-, e por consequencia despende-se mais. Se V.
Exc. me d licenea, oflereeo a emenda.
Antes porm de terminar este pequeo discurso,
aquello lumplo he proprio nacional,porque foi cons-
truido com esmolas adqueridas por um de seus re-
verendos e piedosos vinarios. Nao creio que rssas
esmelas dessem o direilo de propriedade ao referido
vigario ; nao podia elle por consequencia dispr des-
se edificio em (estamento, nao linda o padroado
proprio da Igreja, e de laclo nao dispz ; conlinuou
o templo pela mesma forma por que enlao se acha-
va ; e por isso creio que se pode dizer e allinnai que
he um proprio nacional, que nao perlenre nem
irmandade do SS. Sacramento, nem he propriedade
dos vigarios successores daquelle.
Sendo islo cerlo, como he, as lolerias que vAo ser-
vir para reparar a igreja sAo completamente em be-
neficio publico ; nAo s pelo fim da igreja, que he
matriz, como de mais a mais porque a igreja he ver-
daderamente proprio nacional, perlence o seu pa-
droado ao governo, c por isso deve ser reparada pe-
lo proprio goveruo. Se o governo nAo lem meios
de satisfazereste dever, evidentemente deve-se dar-
Ihe o auxilio das lolerias. no caso de entender o se-
nado qae ainda se dore approvar lolerias,
i 1." Propon do duas loteras a irmandade do San
tissimo Sacramento da freguezia de S. Francisco
Xavier do Engenho-Velho para a repararlo e con-
cert daquclla malriz. l'isconde de Gequilinho-
nha.
s 2.'1 Conceda-sc urna lolcria para a reedificarlo
da igreja matriz da cidade ila Granja, na provincia
do Ceara.Baplista de Oliceira.Jos Marliniano
de Alencar.Paula Peswa.o
s 3." Ficam lambem roncedidas duas lolerias ao
hospital da cidade da Cachoeira, da provincia ua
Babia.Carito de Moritiba.
a 4." Emenda addiliva para ser enllocada onde
ennvier.Fica igualmente concedida com as roes-
mas ri:n.litos, urna lotera em favor da igreja ma-
triz da freguezia de Sauta Rila do Rio-Abaixo, na
provincia de Minatieri.es, e nutra em favor da
freguezia de Santiago na mesma provincia.
a O producto deslas lolerias ser converlido cm a-
polices iualienaveis da divida publica, cuja retida se
applcar s desperas do culto, c reparos das roalri-
zes das ditas freguezias. S. R.Mendes dos San-
tos.
Julgada discutida a materia, he approvada a pro-
posir-i para pa-sar lerceira discussAo, e igualmen-
te as emendas dos Srs. senadores.
Enlram em primeira discussao, cada urna por sua
vez, e sAo rejeiladas as proposites da cmara dos
depotados concedendo lolerias : 1 .,-.ao collegio de
S. Luir Gonzaga di villa deObidos ; 2.", ao hospi
lal de caridade ila cidade do Rio Pardo ; 3.a, ao hos-
picio de Pedro II da cidade do Recife ; 4,, i ma-
'rz da cidade do Nalal; 5.a, ao hospital da sania ca-
sa da Misericordia da villa de Valenca; 6.a, aos hos-
pitaes de Misericordia de Olinda e Goianna c aos con-
venios de freirae recolhidos de Iguarass eGaianna
da provincia de Pernambuco; 7.,ao hospital de cari-
dade da villa de Ubaloba; 8.a; ao hospital de carida-
de de Larangeiras, provincia de Sergipe ; 9.", ao
hospital de caridade da cidade da Diamantina ;
10.a, ao hospital da sania casa da Misericordia ila
cidade de Sanios; II., o hospital de caridade da
capital do Cear^ ; 12.a, ao hospital de caridade de
S. Pedro de Alcntara da provincia de Goyaz; 13.*,
igrcja*niatrz da villa de liberaba ; 11.a, igreja
de Nossa Senhora das Morros da cidade da Paradi-
ba do Norle ; 15.', ao dospilal da santa casa da Mi-
sericordia da rapii.il da provincia da Parabiba ; 16',
confraria deS. Vicente de Paulo da provincia da
Babia ; 17.a, malriz da'villa Clin-lina da provin-
cia de Minas-Geraes ; 18*, ao hospital da sania ca-
sa da Misericordia da cidade de Porlo-Alegre ; 19.*,
a malriz de S. Jos do Recife ; 29.a, ao hospital da
sania casa da Misericordia da cidade da Campanha ;
21.a, an imperial hospital de caridade da capital da
provincia de Sania Calharina, e para o hospilal da
cidade de Nossa Senlioro da tirara do rio de S
Francisco do Sol ; 22.*, igreja de Nossa Senhora
das Dores e ao collegio de Santa Thercza da cidade
de Porto Alegre;23.a, ao dospilal de Misericordia
da cidade do Rio Grande da provincia de S. Pedro ;
24.a, ao novo hospilal de caridade da cidade de Ma-
ceiii ; 25.a, ao hospilal de caridade da cidade de Ja-
carahy ; 26-', asauUcasa da Misericordia da capi-
tal do Para ; 27.a, ao hospital do S. Pedro da villa
ila Barra, provincia da Babia ; 28.*, nova malriz
da capdal da Paralaba ; 29.", ao hospital de carida-
de deOuru Prcto ; 30.', malriz de Nossa Senhora
da Conceicao c ao seminario episcopal da cidade da
Barra do Ro Negro ; 31.*, t malriz da villa do Por-
to de Pedros; 32.a, malriz da cidade Diamantina,
no caso de ser elevada a S Episcopal
O Sr. Presidente declara esgolada a ordem do
dia, e levanta a sessao.
Moetra-se por aqui muita gente agradecida aos
Srs. depulados Brandan, Epamiuonlas, e outros qne
votaram os 2:0905 para a obra da nova matriz e col-
legio de Papacara, cssas manifestarnos significan)
vol seguros o meu lio infallivel quer queiram so-
menle a provincial, quer a geral, ou ambas.
Tenho possa, al brevemente.
( Carla particular.)
PERNAMBUCO.
declarei lamben ao senado qne, em minda opiniao,
COMARCA DE GARA\llll\S.
29 de maio.
Ha muilo que lhe naoaacrevo ; que alguma can
sa se deu sufficienle para, conlra muida vonlade ar-
redar-me por alguns dias de suas columnas, he o
que Vmc. deve crer como espero ; que nAo houve
nisso grande perda, nao ser necessario que Vmc.
m'o assevere,'eu o creio. Passemus ao que impor-
ta. Tendo o invern por ca comerado este anno
mais cedo que nos anteriores, sorprenden a muilos,
que nao tinham ainda cuidado em derribar, brocar,
queimar ele, eacontecendo isso em grande escala,
necessariamenlc soBreremos para o lempo adianle,
e ja principiamos a sentir, as consequencias desse
descuido, a que nSo releva certanienle o vir o in-
vern fora de lempo ; islo posto d Vmc. desde ja
como cousa corla a falla de cultura esle anno nesle
nosso lorrao ; registre mais um phenomeno que lem
lugar na actualidade, c vem a ser, que ja nao temos
quasi invern, que o veranico de maio foi forte, ex-
cessivo agora a condusao : mas pode esle racioci-
nio ser falso, pode acontecer que eu lome por causa
aquillo que o nao he : entretanto lodos sao concor-
des com jo e quero com esses mar, assegurando-
Ibe que Icremos grande fome ; mas espero que en-
tre morios, ferdos, e desencarainhados alguem esca-
pe que lhe euvie a noticia.
la pouco lempo as proximidades da villa de
Garauhuns cahio urna chuva de granizo que asso-
lou os campos e as lavouras, maluu a criarAo miuda
e causou onlros prejuizos.
Que imperio as iras tem mesmo entre o' Hu-
mes 1
A/i/in como d o nobre collega do Bonito, para
Iralar a ultima linha a este triste e-boro das nossos
actuaes mi/.crias, forc;a be que lhe conle que hon-
tem avilla do Granbuns quasi inteira esleve a pon-
i de emigrar perseguida do pnico ( at agora pos-
so assim dize-lo ) por se haver desenvolvido ( diz
a villa na cadeia a varila, que se julgou ter ver-
daderamente emigrado dessa cidade em sua quali-
dade de epidemia e contagiosa no cacliac.0 dos pre-
sos que ltimamente para aqui foram enviados pelo
Sr. ebefe de policio : fuuccionava o jury : ja pre-
senciou Vmc. ( com o devido respeito ) o arremel-
ter de urna boiada''. assim fizeram os nubilissimos
pares, quando Ibes chegou a noticia de que exislia
na cadeia um bexigoso ; nada os pode couler, c.....
encerrou-se a sessio.
Foi averiguado o caso ; um preso dos que ltima-
mente vieran) dessa cidade queixara-sc de dores n
rabota, aprescnlava vcrmelbiil.io no roslo ; logo.es-
Uva com a varila, ou pelo menos no periodo da
incubatAo, c como nAo se brinca com semelhanle
Hagello, quer exista ou somenlc ameace, grande foi
e ainda be o terror que reina enlre o povo e que
lem chegado al esla nnssa humilde casa ; ora islo
he um grande mal, que cumprc remover.
Em consequencia desse eslado de con-lernarao,
cm que se achavam lanas familias ( cumpre viver
no naila para bem apreciar estas causa ) o delega-
do e o juiz de direilo sempre solcitos em promo-
ver o bem eslar de lodos, deram algumas providen-
cias especialmente cm rclacAo aos presos da cadeia
em ordem a prevenir o mal nAo convira lalvez
amonloar-se na cadeia da villa minio- presos e as-
sim gerar-se ura foco de nfecrAo ; emlim ellcs me-
lhor sabem desses meios, do que cu o que sei he
que o lasciatc ogni rperanza ro que intraste, que
anle inscrevev nos umbraes do seu Inferno, he
muilo duro de sofirer ao mizero preso, era quem....
la loi cerra un (rere egart ramener et non un
couptblc a punir (I.amennais) enlao, Sr. corres-
pondente, nao eslou dando parle de sabio? nao ha
nada como ludo mais he historia Concluiram-se
ha mais de mez os ltimos reparos da cadeia da vil-
la ; a saber, o assentamenlo das grades, guantas, e
tarimba para o quarlcl ; parecc-rae conveniente que
se mando enllocar 'i lampeos nos ungulos do edi-
ficio, e que scho acendam de dia por economa ;
asiim licaria una obra acabada.
CMARA MUNICIPAL DO RECIFE
SessAo extraordiaarla em 23 de malo.
Presidencia do Sr. Barao de Capiharihe.
Prsenles os Sr. Reg e Albuquerqtie, Vianna.
Mamede, Kego, Olivcira, Barata e Gameiro, abri-
se a sessao, e foi lida c approvada a actada ante-
cedente.
Foi lido o seguinle
EXPEDIENTE.
Um officio do Exm. presidente da provincia, ap-
provando provisoriamcnlc a poslura addicional, que
a cmara lhe epviou, em 16 do correle, designando
a largura que devora lr iulerii,menle as casas que
se edificaren) em terrenos novos, e remetiendo urna
copia della.Inleirada. mauduu-sc publicar e re-
moller copias aos fiscaes.
Ootro do Dr. chcc de polica, dizendo que rero-
nhece, como csla cmara, os inconvenientes que re-
sultan) da permanencia dos mendigos nos mercados
pblicos, e ja ler tentado lomar providencias a esle
respeito, mas que nao linham sido ellas eflectoadas
pela falla de edificio, onde se possam os mendigos
alberaar ; o que todava anda faria, se a cmara
heindicasseo lujar, para ondeos deva fazer re-
mover. Adiado.
Oulro ilo major presidente do conselho de quli-
ficasaoda guarda nacional da parochia do Recife,
dirigido ao presidente desla cmara, requisilando
mesa e r-doua- para o mesmo coii-clho, que se leu-
do reunido desde 20 do correle, nao ciicnnlrara as
commodidades precisas.Inleirada,por ler declarado
o Sr. presidente que j havia respondido no sentido
de nao ser a cmara ohrigada pela lei a prover de
assenlos aos conselhos.
Omro ilo major presidente do conselho de quali-
ficaejio da suarda nacional da parochia ila Boa-Visla,
commuiiican.lo achar-se empregado nos Irabalhos
do mesmo conselho desde 20 do torrente o amanu-
ense desla reparlcAo Hypolilo C.issiano de Vascon-
celos Albuquerqiio MaranbAo.Mandou-se res-
ponder, pe-lindo a dispensa do emprezado pela oe-
cessidade dos seus serviros na reparlirao.
Oulro do fiscal da Boa-Visla, informai.do nao ha-
ver inconveniente em conceder-se a Pascoal Alves
deAguiar licenra para levantar pilares nn oilAo de
leste de sua rasa de laipa na ra da Esperanca, e
que se recordava vagamente de haver o peticionario
ja oklido a liecnta que diz perdido, para dila obra.
MandiMi-se informar a conladoria sobre ler ou
nAo o peticionario pago os direilos municipaes.
Oulro do subdelegado da freguezia de Jaboalao,
remetiendo o lermo que fez lavrar conlra Joaquim
Jos da Cosa no dia 16 do correntc, por acha-lo ne-
gociando em sua taberna rom bilheles de rifas.In-
leirada.
Oulro do mesmo, remoliendo na qnalidade de juiz
de paz presidente da junta qualificadora o livro da
respectiva acia, pedindo providenciasse a cmara
para que fossem a elle memo entregues, sem ser
por intermedio de al ni orre ve-, os oflicios que daqui
lhe forem cxpe.didos, afim de evilar-se algum ex-
travio, requisitaudo oulro sim, um xemplar das
posturas vigenlcs. Mandou-se responder, remet-
iendo a poslura e dizcndo-lhe que ficavam lomadas
as providencias no senlido em que as pede.
Oulro do fiscal de S. Jos, informando que a es-
lacada e alerros de que falla a representarlo do te-
ncnle-coronel Franca, j c-lavam feitosquaodo eo-
trara ooexercicio da t -rali-aran da freguezia, e des-
de eolAo se prestara clles servenlia publica.Que
vollasseio os papis conmissao de edificacAo.
Oulro do mesmo, informando acerca do exame
que fizera na botica de Jos da Rocha Paranhos, di-
zendo ser de foi lia o alambique, que ah, em um te-
lheiro no quintal, achara, proprio para mi-lores de
botica, e lian para dislillar espirito para oulro fim.
Mandou-se remeller por copia a commissao de Ily-
gienne.
Oulro ilo mesmo, declarando que na semana de
11 a 20 do correle se mataram 607 rezes para con-
sumo desla cidade.Que se archivas-e.
Oulro do juiz de paz em exercicio do segundo
districlo da freguezia de Mribcca, pedindolhe
declarassc a cmara se a proposta que fez aquelle
jnizo de Jos l.uiz da Silvcira para escrvAo, acom-
panhou a aulorisaro do juiz do direilo nos termos
do arl. 19 e 42 do regularoenlon. 120 do 31 de Ja-
neiro de 1812.Quesesalisfizessecum oque cons-
taste.
Foi approvado uro parecer da commissao de edi-
ficat.lo, opinando que se cuncedesse a Joan A lliana-
tio Dias, a licenra que pede para lapar um becco
contiguo . nando elle termo, pelo qual ohrigue a dar cumpri-
mento s obrigares a que se sujeila, constantes da
SUa pulirn.
Enlram cm discussAo os dous votos em separado,
que deram os membros da commissao de edificarlo
sobre a lencan de Jos Velloso Soarcs, o do Sr.
Oliveira, sustentando que se devia indeflerir a pre-
tendo por ser conlra a plaa approvada a cons-
truct.io do muro, que o peticionario pretende fazer
em a frente do seo silio na Passagem, e o do Sr.
Mamede, em senlido opposlo, asseveraodo ler-sc di-
rigido ao lugar, e reconbecido ser conveniente a
mencionada con-lrucrao pelo modo por que a quer
fazer o pelicionario.assignando esle termo, pelo qual
se odriguc a rumprir as condires constantes de sua
pelic,o.
Poslo a volos aquelle be rejelado c approvado
esle. O scolior Oliveira maodou mesa a seguioffe
prposla, que depois de bem discutida nao foi ap-
provada por ler decidido a cmara qne o lugar de
secretario nao eslava vago pelo faci de ter sido o
seu proprielario Horneado lente daFaculdadedc Di-
reilo, sera que elle fizesse dcixario. a Devendo
consdcr.ir-se vago o lugar do secretario desla c-
mara pela nomeatAo do Dr. Joao Jos Fcrreira de
Azuiar, que o exercia, para lente da Kaculdade de
Direilo desla cidade, proponbo para o dito lugar ao
officiat maior da referida secretaria Manoel Fcrreira
Accioli, e para esle, emprego ao amanuense Fran-
cisco Canuto da Boa-Vagem.Paco da cmara mu-
nicipal 23 de maio de 1855,Oliceira.
Foram arrematados por 6605900 os reparos da
casa da ra da Florentina por Atalyba Cesar do Es-'
pirito Santo.Mandou-se remetlcr a commissao de
edificaran o requerimenlo vindo da presidencia da
provincia, ile JoAo Baplista Fragozo, pedindo ltalo
de aforninenlo de um terreno de marinha em For8
de Portas.
Marcou-se o dia 30 do correte para ler principio
asegunda sessAo ordinaria desle anno.
Despacbarain-ie as pelires do luchare! Antonio
dos Santos de Siqucira Cavalcauli Jnior, Anlooio
de Barros Correa, Anlooio Valeolim da Silva Bar-
roca, Antonio da Costa e S, Antonio Vicente Gui-
mares, Antonio Jos da Cosa, Angelo Custodio da
Luz, Francisco le S Cavalcauli de Albuquerque,
Francisco de Miranda Leal Seve, Francisco Alves de
Moraes, Guilberraeda Silva GuimarAes, Jos A a
Ionio de Araujo, Joao Smesde Almeida, Jorge da
Sosia Monlciro, Jos Antonio de Souza Queiroz,
Joo Narcizo Leal de Barros. Joaquim Jos de San-
l'Anna, JoSo Simos de Almeida, Joaquim Fernan-
dos de Azeveilo, Jos Rodrigues dos Passos, JoAo
Alhanazid Dias, Jos Vollozo Soares, Irmandade de
N. S. da Solcdadc, Mara Joaquina Candida Xavier,
Manoel Joaqim Ferreira Eslcvcs, Miguel Ar-
canjo Monieiro, Manoel liento de Barros, Pascoal
Alves de Agujar, Rosa Francisca de Miranda, Xislo
Vicira Cocido, c levanlou-so a sessAo.
Eu Manoel Fcrreira Accioii, ollicial maior a cs-
crevi no impedimento do secrelario.llarao de Ca-
pibarihe, presidente.Gameiro.llego Albuquer-
que.Oliceira.I ianna.Mamede.S Pereira.
fego.llarata de Almeida.
vicloriosomente combatido pelos melhores publi-
cistas.
Islo poslo, condecida a necessidade dos poderes
polticos n'um estado, resulla como consequencia ne-
cessaria da sua existencia, o exercicio dcllcs feilo
pelos membros mais preeminentes da aasociacAo, re-
comraendavcU pela sua capacidade e moralida-
de, afim de a ampararen) do cataclisma da anar-
chia.
Tudo islo traz comsigo a idea de erdem, a idea
de governo, que nunca pode ser bem feitb, sem se
dar a cada cidadAo a liberdade precisa para ilefeo-
der-se deolro oa orbila legal, de luda e qoal-
quer violencia nascida du abuso do poder, espe-
cialmente quaodo esle he pralicado pelo fuociooario
publico. /
Um dos poderes que nos parece mais melindroso
in faclu he o judciario; porque a juslita he a pedra
fundamental dasociedade; e quando ella nAo acta,
forra be que a prevaricarlo lavre no coratao du sen
execulor.
Isto be verdade de primeira inluitao que naln-
ralmeutc nos in-linaa. pruio-nus en) observarlo a
respeito do mal remlo que pnderemos* solfrcr, em
rclatao aoinal prsenle que se faz a um nosso com-
patriota, mxime iionierecidanicule.
He esle proceder dictado por urna necessidade
absoluta que minio iofluc para que nos atrevamos
a censurar as autoridades quaodo estas so desmao-
dam.
O repercuti nesla cidade oinqualilicavel procc-
diioeolo do Dr. Nabor Carociro Bezerra Cavalcaoti,
pralicado ha pouco com o seu oollega o milito di-
gno, e nosso distinti amigo o Dr. Joa Francisco
Cuelho Bitaocourt, ioiquamenlc denunciado pelo
rbula Francisca Jus de Figueiredo cm despeilo de
o Dr. Bitancuurt nao fazer causa commum cora elle,
e provar-llie em jui/.u a illcgitinndade do seu mn-
dalo, como advogado nos auditorios da comarca do
l.imoeiro e o3o porcrime de prevaricado como quer
a juslitaNador-l-igueiredo.
Nada dizenms a esle respeito, porque o nosso a-
raigo reserva-se, para em lempo opportuno apresen-
tar sua defeza alim de que, quem bem o nao ronde-
cor, possa julgar se,de ou nAo persegucSo a inslau-
ratao de 2 processos de respunsabildade por crimes
iioagioarios.
Smenle nos oceuparemos de manifestar ao publi-
co que o Dr. Nabor no da 26 de maio prximo pas-
sadu maudou varejar a casa do Ur. Bilancourl para
elle i lo desle ser conduzido debaixo de pristo i sua
presenta, leudo para islo pedido auxilio de forc.a po-
licial ao delegado o capito francisco Amonio de
Souza Cami-ao, que cortamente nesla occasiao, sem
ser furmado em direilo, moslrou saber mais juris-
prudencia que o bacharel Nabor, infelizmente gra-
duado nesla faculJadc para que sera duvida a ua-
tureza nao o lalluii; pois que uo so prestou a esle
devaoeioe quizla la que muilo degrada ao actual
juizde direitu da comarca do l.imoeiro. Continuo as-
sim o Sr. capilAo CamisAo, que muilo merecer dos
seus dislriclaoos, e laindem daquelles que sabem
avaliar ajusticia bem enlendida: obste quaoto pu-
der a loda e qualquer arbilranedadc que se menle
fazer oo Limoeiro com a capa da polica; expurgue
esla bella localidado dos inalfeilercs que a defor-
man), que s assim, a lei ah marchar desempeca-
dameole.
Muito silencioso e taciturno csla o Dr. Nabor; pa-
rece que lem remursos do que fez. Dos o pe milla,
e o queira recon lu/.ir ao bom cainiuho de que o lem
desusado o seu Fidus Achates. '
l.embre-se que perlence urna classe mui nume-
rosa e lAo prestigiosa que lem os destinos do paiz
fechados era sua mo; que esla classe por islo mes-
rao que comprebende a gente dajuslira, nao pode
ver cun iudillereiica ubrar-se urna s aberraco de
lei sera ler pelo menos em pouca capta quem assim
faz, mxime se he um magistrado, e especialmenlc
quando elle se arma da espada da justic,a para em
salisfacAo de mesquinba vingaora ferir a am colle-
ga seu, sobreludo quando este se recummemla por
precedentes lAu honrosos, como o Dr. Bilancourl,
digno na verdade de mellior aorle; mera a altura
co que csla o Dr. Bilancourl e a distancia qae vai
delle ao rbula Figneircdo; aprecie sia pusic/io, e
veja se lhe esl bem, sadindo da sua espdera a ni-
velar-te com um ente (Ao abjeclo, como esso indivi-
duo quem lem oomcado promotor ad hoc, existia-
do alias promotor publico na comarca l.embre-se
finalmente que licar cxcomiuungado dos seus colle-
gas ecarregar cum a maldirm delles se continua
obstinado no mo carainho que h Iridiado. NAo o
esperamos, ainda he bem moc,o, c por islo corrigivel.
Aceite pois esla admoeslaco fraternal que candeal-
mente lhe faz o
Sicopolilano.
l.'dejuubo de 1855.
E Eva lhe responduu :
o Porque Dos, o meu seulior, disse a AdAo-qe
cornessemos do fructo da arvore da sciencia do
bem c do mal, morreriamos de morle.
Eu vos asseguro, relorquio a serpcnle, que Dos
*os engaa ; te cornerdes desea fructo vos seris
como elle-oulro Dos : abraeai o meu conselho ;
come., reparii-o com o vwso compatiheiro, vossos
* abrirlo ; veris u que nunca verieis, sabe-

ou mais do que este Deo, vosto se-
COMISCADOS.
Sempre livemoa por mxima que be bom saber-sc
o que he ulil. Em quanto a nos urna das cunsas que
mais ulilidade Irazem cumsigo he a invesligacAo dos
aclus administrativos a judiciarios; porque vivemos
lodos cm sociedade. eesla oAo pode maolcr-se sem
inslitnires que garantan) os ilircilos do ridadAo em
loda a sua plenilude : de oulro modo bem escusa-
das seriam as leis, .- por ronseqneiiria a represeula-
rAo polilica; e se lal -iloar.ia se p-idesse imaginar
leriamus realisado o wslema de Hobbes 19o digna e
PARTE RELIGIOSA.
PAGINAS SAGRADAS.
O GNESIS.
Crea cao do boaaeoa e diluvia universal.
1
Depois que Dos abenroou o sptimo dia, em o
qual linha-M lindado a creacAo do co c ila Ierra,
com todas as suas maravilhas e bellezas, que o ho-
mem v e senle ; de um pouco de b irro formou o
homem, e communicou-Ilieo balito da vida.
E, o homem vivenespirilualmenle.
U homem era sua obra prima : sua alma, urna di-
minua cenlclbada iolelligencia infinita.
0 homem era orisode Dos ; devia porlantoJ,
ser collocado em um lugar digno de si.
1 "i jardim, um paraizo de delicias, onde rever-
desciam maravilhosaraeule froudo-as e formosas ar-
vores, foi o lugar por Dos determinado para a habi-
UrAo do homem.
No centro ergua-se mageslosa a arcare da vida :
um rio delicioso, do qual dimanavam os soberbes
Fison, (1) Glhon, Tigre e Bu/rales corria por essa
habitculo de encantos celestes.
E Dos disse ao homem, que o borlaste c guar-
daste ; mas impoz-lhc que nao comesse do fruclo da
arvore da sciencia do bem edo mal :
Come de lodos os fruclo-, que vires no pa-
raizo ; mas le ordeno quo oAo comas daquelle que
all est ; porque sa me desobedeceres la caroe se
aoiquillar ; leu espirito se libertara de suas prisOes
maleriacs, e tu... morreras de morle. d
E, nao convindo a Dos que o homem vivesse
solado no'delicioso Edn, que lhe mimoseara, disse:
Paramos um adjtorio semelhanle a elle. .
Cumpria ainda qo Adao nominasse lodos os ani-
maes da Ierra, e as aves do co por seus nomos, que
ainda hoje conservam.
E Dos (rouxe jauto a elle lodos os animaos da
(erra e aves do eco.
Nao ha, mou senhor, disse Adi, d'cnlre csla
vossa crearan um en, que a mim seja semelhanle:
cu n3n sei, cu au uniendo o que clles dizem, o que
ellesquerem ; mas emboto que oa Ierra eu domino
sobre elles. Dai me, meu seulior, um enle vivo que
seja oulro eu. que comigo possa louvar-vos, que en-
teoda o meu querer, que peose como cu...
E Dos disse :
Tu serosorcide lodos os coles oa lern
por mim crendos. _
En le darei urna companheira, um cnle seme-
lhanle a (i, que seja o ossu de leus ossos, a carne
de (na carneque cooliera o leu corarao, que me
adore como tu e me conheca por ludo que vs, c
racionalmente por seu Ucos e seu Senhor.
E Dos infundio em Adao um somno exlalico e
profundo, c de urna de suas coslcll.it formou a
mulhcr.
1,'ma mulher formosa !
E AdAo disse au dispertar, vendo a mulher :
Eis-aqui agora o osso dos meas ossos, a carne
de miohacaroe !
I ni profundo amor, caslo, puro c anglico espar-
sio-se mgicamente, pelos coratcs do par feliz El-
les se amavam, como haviam sido formados|>elu o
amor de Dos.
II
E logo l no panizo urna asquerosa e aslula ser-
pcnle, enviada fiel dus abyimos dis-c, sidilandu em
colera :
o Facimos desgranado o genero liumaoo 1
E logo procurando a primeira mulher lambcu-lhe
fagueira os mimosos pcs.
Eva deixou-se scduzir : libou em laca de onro o
veneno que lhe minislrou a serpcnle.
Eva via e ouvia cora interesse as meiguices e lin-
guagem perniciosa do espirito maligno.
Porque. Ihedizia o astuto animal, vos privareis
de comer um fructo lao saboroso
res lano
tibor...
Poucos iuslanle. depoi, conseguio a adata se-
ductora serpenlc a .eali.acAo de seu leuebroso pro-
JCCl".
Eva bavia comido do troci vedado.
AdAo nao podendo resislir ,,r ^ ^^ ,io.
guagera perniciosa .le sua companheira, delle lam-
bem participa, julgando ler feilo a sua felicida-
de (2)
MI
Ainda bem nao linham saboreado do fruclo ve-
dado, cis que se abrem seus olhns. c ambos cora-
ran), corridos de pejo. Olbaram-se e couheceram
que eslavam o.
F'ulmioados pelo arrepeodimenlo e pelo peso da
vergonha, procuraran) toldas com que se coiopo-
zessero.
E o Senhor, que eslava oo paraizo, cbauoii por
Adao.
Ah meu Senlor Eu ouvi a vossa voz, mas
Uve medo de vos apparecer ; porque eslava n.
O analhema da reprovaro divina cabio sobre os
infelizes, que banidas por cherubius, em vez das
amenas e feriis campias, das fiares odorferas e
dos crysl.alinos regalos do paraizo, nAo encontraran!
seno. melaiirolicu- e ridos descro-, ervas veoeuu-
sas e lodosos charcos.
He qne Dos bavia maldito^ serpenl, o homem
e a mulher. A serpcnle, que andara da raslot, co-
mera Ierra e seria esmagada pelos ps da mulher.
A mulher, que soflreria Irabalhos, seus parios mul-
tiplicados e viveria sob o dominio do homem, e a
homem que veria perdidos Osisues Irabalhos e suas
fadigas, e comera um pAo amargurado com o suor
de seu rOslo.
E Dos lambem disse: ,
Tu comers o (eu p.lo no suor de -tea roslo, al
que le lomes oa Ierra, de que fosle formado : por-
que lu s p e em p lo has de tornar.
IV
Eva nao amou mais a Ado, como a imagen) do
Senhor: a materia dominan e pcccaminosamenlo
ronlieceu-a... Eva foi mil.'
Seu til lio edamou-se Caim, e oulro filtro que de-
pois leve cdamou-sc-Abcl: aquelle lavrava a Ierra'
e este paslava ovclhas ua< prados.
Abel araava e lemiao Senhor: Cairadava-sea
roncupiscencit.
Abel olfereceu ao Senhor as primiciis de seu re-
hanho, c Caim imitou-o rom as primicial de suas
lavouras.
Dos aceitou a oflrcnda de Abel, e regeitou as de
Caim, porque nao parliam do corarao, e sim da
inveja.
Eucolcrisado Caim cura um (al desprezo, profes-
in vngar-se, e trahindo a boa fe de teu innaceole
irmau, maloa-o impamente.
Vio Dos aquelle fralricidio, e pergiinlou a Caim
por seu i i man.
Serei por ventura guarda d meu irmao t dista
Caim ao Senhor.
Caim foi amaldic/iado.
o Senhor chtio de dr ; eu le punirei severaineole.
A (erra que cultivares nio le dar fructot.
Caim Andars vagabunda e fusilivo : tu ma-
taste o meu amado Abel ; Caim, nao veras elcr-
namnnle a face do leu Dos.
Can) comprclicudeu o |>eo desse analhema Icr-
rivel e dis-e ao Seodorque o seu crime era lAo
enorme, quo nio mereca pcrdAo, quo andara va-
gabundo e seria morlo por quem u adiaste.
Mas Dcos asiignalou Caim para que nao o ma-
lassom.
V
Em sua dolorosa e triste peregrinado Caim foi .
habitar o paiz, qae est ao na-cont do Edn. Des-
po-ou-se c leve um filbo, que cdamuii Henocb.
l'undou urna cidade que lhe deu o nomo da teu
lilli > llcooch.
Sua corrupta ilesccndencia, descendencia dos fr*
Ihos ds luiiien-, edegou at I.anicrd, o bigamo, qie
lambem foi homicida e reconhecou que seu crime
mereca setenta vezes sele ser vingado \
A man de Dos pesou sobre a cabera do cheft mal-
dito dessa familia.
VI
Pela lerceira vez concebeu Eva, e deu fz nm
filbo, que chainou Slh. Adiio leve maitos Olbos e
lilil-, c morreu cora 912 annos.
Seth foi querido de Dos; tiua gericao foi aben
toada.
Ens filbo de Selh geruu Cairan ; Canjn gerpo
Malalael ; Malalael, Jared ; mi, lleuocb ; lle-
noch, Melhuzalem ; MalhuXilem, Lamed) ; La-
mech, No ; No gerou Sem. Cao, e Jaffeth, o todos >
asus descendenlVs de Setb tiveram muilos albos e
filhas, e roram chamadas filhos de Dos.
Tendo-se mullplicado a prole ileCaim, e lando
nclla formosrssimas mulheres, os fllrws da Dea re-
solvern) alliar-se a familia d'Cairf.
NAo agradua a Dos essa adiaran e disse:
o O meu espirito nio permanecer para sem pre
no homem ; porque he caie,'* sern os seas dias
120 annos.
Vii
Corrern 6s annos e cumaHet de enrolla a mali-
cia o devassidAo dos hornen}. A allianca dos lilfios
de Selh com as fallx is di Cm; produzio enormes
peccadns, pelos quaes o Senhor se indigoou de tal
sorle que resolveo extinguir 'genero huaiino.
Cresceram as iniquidades, (is escndalo) de poni,
que Dos se arrepeudeu de haver formado o do-
i 1U
mero.
No, e sua familia erara os nicos filltot do Deas,
que observavam toas leis, qne viviam saniamente,
porque nAo se qaizeram corromper.
Y. Dos diste a No :
a Eu innundarc a Ierra com as aguas do dilu-
vio ; cxtermiaarei lodos os vvenles, mas l e la fa-
milia scrAo iientos desse castigo cerlo e rremitsi-
vel. porque l e os leus maagra.lram.
i Faz uma arcado icezeiiloseovador, de, largu-
ra ciocoenla, e de allura trila: Umbem Taris au
lado urna porta.
Tambem a reparlirs cm tres orden.
,, De lodos os anima c aves indislioclanrsnle ta-
ris entrar na arca un casal.
,, Provem-lo de lodo sustento precisa pan \i, e
lu familia e os animan ila arca.
E No proslrado e profundamente humilhado no-
vio r.o Senhor, que o-quena salvar, c cumprio seu
njan lado.
Approximava-se a hora da piiuirai dps boraens.
Ninguem pensava senAo as delicias semuaes.
Os bomans esqueciam-se de Peotpara su lerem
o odos as mnllieret, e o espitilo.nis torpezas.
e cor-
icio. ,-<*
i, a ira do Seahor eslava com $ Iiomens. por Ueos
abafadas
mas suas vozes eraoi
ao Sc-
Os vicios dominaram: ludo era maiuddc
rupclo.
E,
malditos.
No cxhorlava-o,
pelo cscarneo.
No iremia pelo seus semelbanles e disse
ndor :
Elles nAo me ouvcm J
Soou o momcnlo fatal, tremendo e magesloso !
Ningoeiii cria, todos riam c a viaganfa eterna
baixou sobre os horeeus em raedonli.it lorreutcs
de agua.
\
Passados sele ds, prazo que deu Dos a No pa-
ra se rerollier coi) sua familia,
priociniaran as chu\s.
Ao principia ludo pareca natural i depois o me-
do, c o terror invadirara todos os crateos.
As foules dos abismo, e as cal.iractas do co se
abriram para submergrem loda Ierra em um pela-
go tremendo !
Ira larde o arrcpeudimenlo ; a palavra de Deo
cimpria com o maior rigor.
Aqui urna mAi, qae aperlava ao tea teio u fructo.
e animaos a arca.
/
(1) Deixo ao leilor o cuidado de ler as olas dos
expositores da Biblia.
(2) Tal he ainda lioje a torca da lingungem do
mulher, que o homem diz amar; que ,ainda elle
conhecendo que esl com o p sobre um abysmo-
oelle se precipua pela magia de nma voz supp'liran,
le e encantadora !! Desda nossos primeros pas,
que os homens se deixara levar pelas mulhero-...
MHTii flnn


talvez de sua impudicicia, corra para os montes,
fugindo a morle inevitavel.
E nos montes subiam as aguas, o;com ellas a mor-
le que a ia sorprender sem recurso'.
All iim rnaucebo que carrcgnva as costas sua po-
bre e velha mSi, subindo a arvore mais gigantesca,
rheio de terror e pedindo baldados soccorros.
K a arvore he raneada pela frrente'furiosa das
agua, e submergida .nos abismos do furioso ele-
mento !
As morles te succediam, ludo pereca, nao havia
remissao.
E i arca floctuava.
Qoarenta das, e quarcnla noitei nao cessou um
momeuto de chuver com impetuosidad.
As aguas cobriram toda superficie da trra, ludo
que respira sobre ella .pereceo,
As aguas se demoraran) ainda cincoenla dias, tu-
llo eslava acabado e ;i vingnnca de Dos completa.
XI
As aguas desceran); as montanhas mostraram seus
comes, e a arca baixou aos montes da Armenia.
No envin ao esparo um corvo que nao mais vol-
tou ; depois urna p unba foi solta, e regresson por
n*o (er onle pomar.
Aluunsdias se passaram, c segunda voz largon
No a innocente incnsageira, trouxe um raminho de
oliveir, e saturnio pela lerceira vez ficou-sc.
XII
No primeiro di.i do primeiro raez do auno 601
procurou No vir a Ierra, e a vio totalmente secca.
No segundo me* no lia 27 man Ion cos, que No
e todos os habitantes da arca sahissem.
Um altar foi polo feliz e santo palriarcha erigido
em accilo de graras e offererido ao Senhor em holo-
causto as rezes e as avel mais limpas.
E Deo dsse a No que bao innundaria mais
Ierra com outro diluvie c que em signal faria o seu
arco apparecer sobre as iiuveus.
Ka porei, dis'so o Senhor, o meu arco as nu-
vense elle sera o signal entre mim e a trra.
(I)a Bib.)
Frei Francisco Duarle.
DIARIO PE PERfUMBCO TERQA FEIR* 12 OE JUNHO D !355
CORRESPONDENCIA.
Sethtret redactores.Pasma ver a devocio c res-
peiloao mesmo lempo, o entusiasmo chrisljo com
que uniformemente correu o povo tiesta comarca a
diferentes jgtej.is.par commemorar o mez de maio,
dedicado a H ainda dos Cos. a Mai Bemtlicta de nos-
so Bedeinptor, Mai e Advogada Nnssa ; essa devo-
cAodirigida pelo reverendissimo Francisco d'Assis
Souza Ramos, que nao poupa trabalhos no servido
da jreja, tem-se tornado cm um progresso espan-
tosa; este auno foi festejado comsolemuidade per-
feila, e no ultimo dia, alero da fesla em a qual pre-
go o'Rv. Antonio Tranquilino do Reg Accioli
hoove urna procissao, onde se via um carro trium-
phanlc ricamente ornado, em que eslava collocada a
iexagcm doS. S. Coraran de Mara, cojos tirantes
eram puiados por doos cordoes de meninas can-
didamente vestidas, irazerulo cada urna sua handei-
riuhi branca, em cojo centro eslava piulado o S. .
Cor-agio de Maria ; grande concurrencia de povo,
onde reinava o respeilo c devorSo, separados os se-
xos, entoavam ao Allissimo hymnos de prazer, cm
Iavor de Mara Sanssima Suida o fogo do ar
em profusAn, o as-im porrorreu a procissao s ras
desta villa, que cslavam tolfc Iluminadas, ludo era
brilltanlismo, ludo era prazer, e pareca mesmo que
o ceo eslava risonlin ; recolheu-so depois na igreja
do Rosario, onde leve lugar o offererimenlo e pra-
liea Ma pelo Kvm. S**ta Ramos ; depois do que
houve um balfto, que sabio rpidamente ; e assim
lindou-se este anuo no nosso Pao d'Alho a santa de-
vocae, dedicada a nosss Mediancira.
t) coraran de Maria Sanftssiroa ser sempre fes-
tejado pelos Pao-d'Alhenses, elle dilalar a existen-
cia do nosso vicario o Rvm. Jos Rufino (lomes Pa-
checo, credor de nossa estima, respeito e amor, para
qne unido com o uosso padre Assis,_e por elles diri-
gidos postamos continuar como mesmo fervor a san-
lissima devorao do mez Marianno.
Dianem-se. Srs. redactores do moito conceitoado
Diario de Pernambuco, Iranscrever em suas colum-
nas o esboco cima dito, om o que tanto merco ao
seu leor assignanle, O Po-if Alhente.
PUBLICACOES a pedido.
O jury respondeu a quarla queslao : nao por t
votos : nao deu-se contra o reo a circumstancia ag-
gravante de superioridade em aunas.
O jury respondeu i quinta queslao: nao por 8
votos : nao deu-se contra o reo a circumstancia ag-
gravante de entrar em casa do infeliz Ordonho para
corametler o crime.
O jury respondeu a soila qursiao : nao por 10
volos : nao deu-se mais eenlra o mesmo rocircums-
laneia aggravantcdo abuso de coiihanca.
O jury responden a stima queslao : nao por sol
vol : nao deu-se mais contra o mesmo reo a cir-
cnmslancia aggravanle de commetler o crime com
sorpreza.
O jury rc-pondeu a oilava questao : nao, por
unanimidade de votos : nao deu-se mais contra o
reo a circumstancia aggravante de ler precedido
ajuste entre elle e mais pessoas, para perpclrar-sc a
delicio.
, O jury respondeu a nona queslao : nao por nove
volos : nao deu-se contra o mesmo reo a circoms-
laucia agravante de ler o reo reincidido em crime
da mesma ualureza. (I)
O jury respondeu a decima queslao : existen) cir-
cumalanriasattenuanlcs a favor do referido reo, nao
ter havido no delnqueme pleno conhccimciilo do
mal, e directa minelo de o pralicar.
A) jury respondeu a undcima queslao : n3o por
10 volos : do tiro desesperado pelo reo Alexandre
Jos llarbosa, mo resullou a morle infallivel na pes-
soa do dito inCeliz Jos Uaptisla Ordonho.
O jury responden a dcima segunda questao : sim
por 8 votos : o mesmo reo Alexandre Jos Barbosa
concorreu directamente para o assassinalo do dito
Ordonho.
Eslaya assignado por 12 juizes defacto.
Sentenri.
A' vista da ilecisio do jury, condemno o roo Ale-
zandre Jos Barbosa a i anuos de prisao com Iraba-
Iho, grao minimado art. 193 do cod. criminal, com-
binado com os artigos 31 e 35 do mesmo cdigo, pa-
gue a municipalidade a metade das cosas, na forma
do art. 99 da lei de 3 de dezembru de 18*1.
Sala das sesse* du jury do l.imoeiro 20 de selem-
bro dd 18>1. Nabor Carneiro Bezerra Cacal-
canli.
COMMERCIO.
PRACA DO RECIPE II DEJUNHOAS 3
HORAS DA TARDE.
Colacoes ofiicaes.
Inje nao bouveram colaroes.
ALFANDEA.
Rendimcnto do dia 1 a 9..... dem do dia II.......23:06552l
115:67T9.>95
Ao meu amigo o Sr. Jos Lacas de
Sonza Rangel Jnior, fallecido a
28 de maio de 1855, na cidade da
Parahiba.
A vida ho um longo tiroci-
nio da morle para aquello que
sabe reflectir. Collocados em
um ponto do circulo da elerni-
dade, tudo quinto nos cerca al-
tela o irosso nada. I'irey.
Morreo. Jos Ucas de Souza'Rangel Jnior, es-
se Paraliinann distincloja nao vive eulre nos; ,.
ou-lhe a hora apresada no reloaio da vida, a parca
itiexoravel asseslou-lhe o golpe final; desenvenci-
lhou-se o espirilv do involucro do corpo ; corridos
os lormcnlos da vida raiou-lbe finalmente a aurora
da elermdade la na morada de Dos.
As grandes parles, que nell j njunlou a nalureza,
nunca jynms licara deixadas ao olvido e a ra-
zoura do lempo nuciath apagara as prendas de
sua alma da memoria dos seus prenles, seus amigos
c de sua esposa, q.ierorta em solueos chora per-
d.iUo cuitosa. No dia 2H de maio, a 1 hora da
nardo, opprunido de urna dor no corac.lo expirou
este cidadao prestante, leudo ido a matriz da ci-
dade di Parahiba assislir. como presidenle do con-
selho da guarda nacional. Deixou sua esposa grvi-
da e dous lillunhos entregues a orphandade e a po-
breza. Jos Lucas, alma generosa e sublime, que
l.1o fielmente soulicstes traduzir as virladcs de leu
veneravel pai, t nao morreste; despiste o veo da
carne, e coiiliouas a vida ntida dos leos innocen-
tes lilhos, passnsles do dominio do ser ao da realida-
dc elerna; rtsolvesle o mysujrioso problema su-
bistesao remuda virlude noasv|0 dos justos. Aquel-
la, que o leu amor casto, a lu dedicado heroica
os leo senlimentos honrosos estolherani como es^
posa, paga-te agora a divida sagrada, que contrado
comtigo, arrailnndo o crep da vhjvez, abre o cali-
cede sua alma as santas meditaroei, e chcia de un-
ci calholica vai ao recinto sagrado na tria lage do
sepulcro amargurar se na saudade) solitaria e tris-
te Mi orar pur ti. Parahibanos, deilai urna lagrima
e oouflor no sepulc ro dessejusto; amigo da mi-
"ba lafancia acula esta saudade.
P. P. P. C.
'T III
JURY DO LIMOEIRO
Setembro de 1854.
.Senil prndenle deile Dr. Sabor C. D. C.
nuesitos e sua resposla.
1."Otfe' Alejandre Jos Barbosa foi um dos
que,lisparim as armas de fogo na pessoa do in-
leliz Joao Baptisla Ordonho ?
^'-0 Resino reo foi quera acabou de malar o di-
to infeliz, com ama facada?
"*."Oen-se eoniraoro a (Srcumslancia aggra-
vanle superioridade de forcas i
1.Deu-se mais contra o reo a circumstancia ag-
gravante de spetiordade de armas '.'
5. eu-'O m lia rquira o reo a circumstancia ag-
gravanle ra commclter o crime 1
6.-Dea-sc hiafi lootra o reo circumslaucia
aggravanle de abuu de connnjta '.'
7.o_ben.sf?rnas tonlrao r((-a circum,Uuca
aggravanle de commetler o crime com sorpreza >
S. -Deu-se mai, ewira o reo a circumslaucia
aggravanle de .ler prendido nje fntre c ,
mais pessoas, para perpecar-se o crime
!l.-tu-e mais conlrt o reo circumslaucia
agnvaato de ler o reo incidido em crrae da
mesma nalureza ?
lO.-Esistem circunstancias allenuanics cm fa-
vor do mpradlto reo?
II.Do lro disparalo pelo ,co Alezandre Jos
Barbosa, resullra anorte infalTivel na pessojJu
diUr infeliz Jo.io Baplisa Ordonio '
12.O mesmo reo Alejandre Bartosa concorreu
directamente para o assassinalo do dito Ordo-
nho 1
Sala das scsses do ju do l.imoeiro 20 de setem-
hrodelSj. Sabor Carneiro fezerra Catal-
anii.
fesponc do jury.
O jury responden a pimeira questao : sim por 7
votos : o reo Alejandre Jos Barbosa foi um do<
qne dispararan! as armare fogo na pessoa do infe-
liz Jos Baplisla OrdoDho
Ojury respondeu, a sejmda questao : sim por 6
votos : o mesmo reo foi (Jem acabou de malar o di-
to iofeliz com urna faca*.
Ojary respondeu a ler,ir, q0lno : nao por 7
volos : nao deu-se conlrs, reo a circumslancia ag-
, gravante de superioridadm rorjas.
Diiearregam ha je 12 dejunho.
Barca inglezaTown of Liverpoolmercader i as.
Brgue inglczMargaret bacalho.
Barca americanaKHzabelhhreu.
Polaca (rancetaContentepipas de vinbo.
Polaca hespanhnlaTerezina vinlio e cabos.
Brgue portuguezlixpcenciadiversos gneros.
Iraporlac o.
Barca americana ilizabetb, vinda de Philadel-
pha, consignada a Malheus Auslin & C, manifes-
tou o seguinle :
1,155 barricas farlnha de Irigo, 51 caitas tecidos
de algodao, 50 caixas velas de espermacete, 59 di-
las ch;i, 217 barricas bolachinlia, 10 barris grana,
200 ditos breu, 25 caixas oleo ; aos consignata-
rios.
Patacho americano filien, vindo de Ballimnre,
consignado a Schraru Whatly & C, manifestou o
seguinle : _
899 barricas e 30 meias dlas familia de Irigo, 150
barris hanha, 30 caixas velas de cspcrmacelc, 50
Saceos pimenta. 12 caixas lecidus de algodao, 1 caxa
amostras ; aos consignatarios.
Polaca licspanliola Therezina, viuda Malaga e
Barcelona, consignada- a Aranaga & Bryan, mani-
festou o'seiiinle :
79 pipas e 22" meias ditas vinbo, 45 pecas cabos,
500 canas, 371 meias litas c 58 quartos passas, 100
barris azeitonas ; aos consignatarios.
Itrisue Contente, vindo de Marselha e Malaga,
consignado a Dragn, manifestou o seguinle :
40 pipas e 30 meias dlis vinbo ; aos consignata-
rios.
CONSULADO OERAL.
Rendimento do dia 1 a 9.....13:3598912
dem do dia 11...... 1:6339011
:992983
Coeos com casca..........ccnlo 3gKWi
Charulos bons........... 18100
ordinarios........ $600
regala e primor .... 9200
Cera de carnauba......... <) 110000
" em velas........... 139000
Cobre novo mao d'obra...... |160
Couros de boi salgados....... a I87>,'
expixados.......... 8200
verdes........... 8100
de onca.......... (jftOOO
b cabra cor I idos..... 8-O
Doccjdc calda.....)..... 5(200
goiaba...........s $160
secco............ 8100
jalea............. d 8320
Estopa nacional.......... g 19380
eslrangeira, mao d'obra IjOOO
Espanadorcs grandes........um 2>O0O
pequeos....... 18000
Fariiiha de mandioca.......alqeire 299(0
a milbu......... @ 28000
a ar.irula........ o 39300
Fcjao...............alqueire 68000
Fumo bom............ gp 78500
ordinario.......... 384X10
cm folha lonii........ o 7>000
ordinario....... o l8(XX)
i) reslolho........ 3900
Ipcracuanha.............> iiski
tiomma..............alq. 39000
Genaftwe............. 3 |$500
l.enha de adas grandes......cenlo -i(H)
b pequeas..... 8900
loros....... 103000
Prancbas de amarillo de 2 costados urna 168000
b loara......... b 78000
Costado de amarello de 35 a 10 p. de
c. c 2 ,' a 3 de I..... b 2Sf000
i) de dito usuacs....... a 1II80IN)
Cosladinlio de dlo........ o 8000
Soalbo de.dito.........,. t tstXX)
Ferro de dito........... I90M
Coslado de louro......... a tjjOOO
Cosladinho de (lito........ b >?20ll
Soalbo de dlo........... '18200
Forro de dlo........... 8200
0 rcho.......... ;l8)00
Toros de lalnjiiba.........quinlal 13280
Varas de p.irrcira.........doxia 18600
agallnadas....... b 19930
b quiris.......... 1j80
Em obras rodas de sicupira para c. par iSaUOO
b cixos i) a ti b 209000
Melaco...............caada 8200
Uno...............alqueire 18600
Pcdra de amolar.........una S6i0
b b filtrar;.......... 63000
b b relilos......... ,5^00
Ponas de boi...........cenlo 48000
l'iassava..............molhu 8320
Sola ou, vaqueta...........mco 28O0
Sebo em rama...........i) 59200
Pelles de carneiro.........urna 8240
Salsa parrflba :........< ssooo
Tapioca.............. a^QO
Unhas de boi...........cenlo j-'2IO
S**...............% |t90
Esleirs de perneri........nma $160
Vinagre pipa........... 308000
Caberas de cachimbo de barro. milheiro 53OOO
MOVIMENTO DO PORTO.
Navio entrados no dia II.
Cotnguiba4 dias, sumaca brasiteira Flor de Co-
linguibaB, de 116 toneladas, meslrc Anlouio Fran-
cisco dos Sanios, eiuipagcm 11, carga assucar ; a
Schramm Wbalely i; Coinpanhia.
demi das, patacho brasileiro aViajanle, de 150
toneladas, meslrc Marliulio Francifcu de Souza,
equipasen) 13, caraa assucar ; a Teixeira Bastos.
ierra Nova33 dias, barca insleza Nerval, de
215 toneladas, capitao James Wallace, equipagem
11, carga 2,560 barricas com bacalh.io ; a Jobus-
ton Paler Compa.ibia.
Nattot talado no mesmo dia.
Canal pela ParahibaEscuna ingleza l.adv Sale,
capitao E. Itnwe. em lastro!
Liverpool por Macen*Barca inaleza Midas, ca-
pitao Thoinaz Wesllake. carga purle da que
trouxe.
EDITAES.
llVERSAS PROVINCIAS.
Rendimento do dia 1 a 9. .
loera do di 11.......
9179699
2709301
1:187;93)
Exportacao'.
Ballimore, hiale americano Rosamond, do 150
toneladas, conduzio o seguinle : 12 toneladas co-
bre velho, 5,000 couros salgados com 150 arrobas e
175 libras.
Valparaizo, barca ingleza Naomi, de 563 tone-
ladas, conduzio o seguinle : 3,114 saceos com
20,986 arrobas e 28 libras de assucar.
Gibraltar pela llha do Faial, chalupa porlogueza
Quilha de Ferro, conduzio o seguinle : 283 bar-
ricas com 2,235 arrobas e 12 libras de assucar, 7 ditas
farinha de mandioca, 25 pipas agurdenle.
Liverpool por Macci, barca ingleza Midas, de
382 toneladas, conduzio o seguinle : 4O0 barricas
bacalbo, 1,750 saceos com 8,750 arrobas de assucar.
Rio Grande do Sul, barca brasileira Ipojaea,
e 275 toneladas, conduzio o seguinle : 100 bar-
ricas e752 meias dilas com 1,108 arrobas e 13 libras
de assucar, 131 1|2 pipas cachaca, 2 dilas, 5 barris e
10 garrames espirito, 3,600 cocos.
Ass, barca brasileira Mathildc, de 233 lonela-
das, conduzio o seguinle : 105 volumes gneros
nacionaes, 55 ditos dilos eslrangeiros.
BECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS E-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do dia 1 a 9. 7:064$150
dem do dia 11 ^ 1:5I5#I34
8:5799281
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimentndo dia I a 9.
dem do dia 11
16:0159360
2:4918620
18:506j980
PALTA
dos preros correntei do astucaf, algodao, e mai*
teneros do paiz, que se despacliam na mesa do
consulado de Pernambuco, na temana de II
,y 16 dejunho de 1855.
Assucar cm caixas branco I." qualidade (>
b 2.
b mase.........
bar. esac. branco. ....., 3
mascavado.....
refinado.......... ,,
Algodflo em pluma de 1.* qualidade
a 2.a
3.
en) carocp......... H
Espirito de agurdenle......caada
Agurdenle cachaca........
si de canua....... n
Ho reino.........
resillada.......
Hencha.............. ,,
B ............
licor ............
.............
Arroz- pilado duas arrobas um alqueire
cm casca...........
Azeile de mamona.....
bolija
caada
garrafa
mendobim
0 de peive .
Carnu ........
Aves araras -^ .
papagaios .
Bolachas......
Biscoilos......
Caf bom......
b resslolho ....
com casia ...
" muido.....
Orne secca ....
c de coco
caada
B

. .
urna
um
9
B

B
B
8
SI
3
8
3
236IM)
18800
38200
59800
594IX)
59OOO
1350
8600
8100
8180
$600
8180
1380
$240
1660
9340
58000
18600
8640
18760
19380
59000
108000
38000
78000
88960
48500
38000
38-500
68400
55OOO
rfldVnSrlt? ,,elJUry a",ecHe,,le 3 ei,e' e '-
Secretaria da lliesouraria provincial de Pernam-
buco II dejunho de 1855.O secretario,
A. F. d'AnnunciafSo.
Luiz Antonio de Siqueira, depulado commercial do
tribunal do commercio da provincia de Pernambu-
co, e juiz commissario.
Facn saber aos que o prsenle edilal virem, que
pelo Iribunal do commercio foi aberla a fallenciado
agente de liloes Vctor Anlouio de Brilo, pelasen-
tema do liicor segoinlc :
Allcndendo noque fica expendido no requermen-
lo do Sr. desefhbargador fiscal, o Iribunal do com-
mercio declara fallidoo agenlel le leiloes Vctor Anto-
nio de Brilo, cidadao brasileiro, com armazem na
ra da'Cruz 23 do bairro do Itcife, e fixam o
termo legal da mesma do dia 18 do rorreule, conli-
nuando-so na apposic.ao dos sellos j ordenados pro-
visoriamente. 11 ".i:.....ni para servk de juiz commis-
sario ou de inslrueeao do respectivo proresso ao Sr. I
depulado commercial I.oiz Aotoqio de Siqueira, c
para escriv.lo ao escriplorario da secretaria do Iri-
bunal Joao Facundo da Silva Guimaracs c nomeiam
para curador fiscal ao commerciaute C-eorge Pal-
cliel, n quem se far aviso para vir prestar o jura-
monto.
Tribunal do commercio de Pernambuco, em ses-
s.lo de 24 de abril de 1855.Basto presidente.Si-
queira.Basto.llego. Umot.
Tcudo sido nomeado segundo escrivao de or-
phaos desla cidade o escriturario Jo3o Facun-
do da Silva Guimaracs, o Iribunal dusienou para
substituir ao amanoense da secretaria Dinamerico
Augusto do Reg Rangel.
E nao toado aceitado o cargo de curador fiscal o
rommercianle George Patchal, o tribunal nomeou
para o snbsliluir anrommcrcianlu Jos Joaquim Pe-
reira Campos, que presin juramento.
Convoco pelo presente a lodos ou credores do re-
rendo fallido, para que comparecam no dia 11 do
correle as 11 horas da manhaa, na casa do minha
resi lencia na roa da Cadeia do bairro do Rccife u.
20. afim de procederem a nomeac^ao do depositario
ou depositarios, que bao de receber provisoriamente
a masa fallida. a
E para que ebegue ao conhecimcnln de todos,
maudei passar o prsenle que ser publicado pelo
Di'irio, e aflixado na prara do commercio, as por-
tas externas do tribunal, e as do armazem do fjl-
lido.
liado epassado ncsla cid.ida da Hecife da pro-
vincia de Pernambuco, aos 8 do mez de junhu de
1855. En Dinamerico Augusto do llego Rangel,.
eserivao juramentado o escrevi. Luiz Antonio de
Siqueira, juiz commissario.
Pela inspeccao da alfaudega se faz publico, que
no dia 12 do correnle. depois do meio da, se bao
de arrematar em hasta publica, a porla da mesma
rcparlicao, sendo a arremalaco livre de dirdllos ao
arrematante, 1,003 molhos de ceblas com cem ce-
bolas cada um, a SI!) rs. o cenlo de ceblas, vinda'
de Lisboa pelo brgue Experiencia, e abandonadas
aos dreilos500 molhos, porFranciseo Severiano Ra-
bello & Filho, e 500 por Novacs & Companhia.
Alfaudega de Pernambuco II de jnnho de 1855.
O inspector Benlo ose Fernanda Barros.
31
-Zl
RIOI>E
JANEIRO.
O brigue nacional DAMA O segu ale
ineado da seguinte semana, anula recebe
alguma carga e escravos a frete : para o
que trata-se com Machado & l'inheiro, no
largo da Assemblea n. 12.
Para o Maranhao e Para' sahe no dia
(8 do corrate, o milito veleiro brigue
HECIFE, capitao Manoel Jos Hibeito :
para o restante da carga ou passageiros,
Irata-se com Manoel Francisco da Silva
Carneo, na ra do Collegio n. 17 segun-
do andar, ou com o'capitao a bordo.
CEAR.V E ACARACL"'.
No dia 12 do correnle segueo palbahnlc Sol/rulen-
se; recebe carga c aassaneiros: Irala-sc com Caelano
Cyraco da C. M. ao lado do Corpo Sanio n. 25.
_ Para 1 Babia segu imprclerivclmenle no da
1.* do correnle. por leca inaior parle da carga a bor-
do, o veleiro hiale Castrt*; para o resln, lrata-se
com seu consignatario Domingos Alvos Malheus.
DECLARAGO'ES.
O Illm.'Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimcnlo da ordem de Exm. Sr. pre-
sidenle da provincia do 14 de maio ultimo, manda
convidar aos proprietarios abaixo mencionados, a
cplrcgarem na mesma Ihesouraria, no prazo de 30
dias, a contar do dia da primeira puhliracao do pr-
senle, a importancia' das quolas com que devem
entrar para o caleamenludas casas da Iravcssa de S.
Pedro, conforme o disposto na lei provincial n. 350.
Adverlindo que a falla da enlrega voluntaria, ser
punida com o duplo das referidas quolas, na con-
formidade do art. 6 do reg. de 22 de dezembro le
18j'i.
N. 1. Catharina Maria do Sena. 573600
N. 6. Manoel Antonio da Silva Res. 1900
N. 8. Manoel Jos da Molla.....188000
N.10. Maria Rosa da Assumprao. 68800
N.l. Manoel Buarque de Mace'do. 198800
E para constar se maudou allixar o presenlee pu-
blicar pelo Diario.
Sccrelaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 9 de junho de 1855. O secretario, Antonio
Ferreira da Annunciacao.
11 llliu. Si..inspector da Ihesouraria provin-
cial em cumprimenlo da resolurao. da junta da fa-
zenda, manda lser publico, qu a a arremalacao da
obra dos canos de osgolo da ra do caes de Apollo,
foi transferida para o da 14 do correnle.'
E para constar se mindou affixar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da tlicsnuraria provincial de Pernam-
buco 8 de )UDho de 1855.
O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da rcsnlucao da junta da la-
teada, manda fazer publico que a arremalacao do
pedagio das barreira do Cachang e Jaboalo foi
transferida para o dia 11 do correnle.
E para que chegue ao conheciraenlo dos inlares-
sados se mandouaflixar o prsenle c publicar pelo
O/aro.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 6 dejunho de 1855. O secretario, Antonio
Ferreira da Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
em cumprimenlo da resoluto da juula da fazenda,
manda fazer publico, que o imposto de 20 por cen-
lo sobre o consumo de agurdente do municipio do
Recife, vai novameule a prara no das 21 do cor-
renle.
E para constar se mandou allixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesour.-iria provincial de Pernam-
buco 6 dejunho de 1855.O secretario,
A. F. d'Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, m cumprimenlo da resolurao da junta da fa-
zenda, inauda fazer publico, que as arronutaees
das barreiras da ponle dos Carvalbos, Tacaruna e
llujary, vo novamente a praca no dia 21 da cor-
rele.
E para constar se mandou afTixar o presente e pu-
blicar pelo Diario:
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 0 de junho de 1855. O secretario, Antonio
Ferreira da Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 2d> correnle, manda con-
vidar as pessoas que quizerem forneer com prompli-
dao toda a cal que fr precisa para as obras cargo
da rcparlicao das obras publicas, a proporcao que
fr sendo/equsilada pelo director da raesma re
partidlo, a comparcccrem na ihesouraria com suas
proposlas cm caria fechada,na qual ollerecam o me-
nor prego porque Ibes faz conl.i fazer dito fomeci-
mcnlo, sendo o prazo marcado para entrega das
mesmas cartas at o dia 0 do correnle.
E para constar se mandou affiar o prsenle e
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 4 de maio de 1855.-0 secretario.
Antonio F. d'Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da tliesouraria provin-
cial em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 10 do correnle, manda lazei
publico,qoc 9o novameule a prara para serem arre-
matados a quem mais der no dia 21 do correnle, os
pedagios das barreiras do Giqui c Molocolomlm,
avahados esle cm 2:66S8>00 rs.,e aquello em 9:iso-
rs., tudo por auno, sendo a arremalacao feila por
lempo de 3 anuos, acontar do primeiro de julho
prximo vindouro a 30da junho de 1856.
E para constar se mandou allixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
CeiPAMHA BRASILEIRA I)E
PAQUETES DE VAPOR.
O vaqor Im-
perador, com-
mand.iule o Io
lenlo Torre-
zo, espera-se
dos porlus do
iiiiiln cm 13 do
correnle, e se-
nuirpara Ma-
cci, Babia e
Rio de Janeiro
no dia seauin-
Ic : agencia na ra do Trapiche n. 10, segundo
andaj.
LEILOES.
Os 30 das uleis para o pagamento .1 bocea do
cofre, da decima urbana dos predios das freguezias
dcsta cidade e da dos Afogados, principia-se a con-
lardol. dejunho prximo vindouro, fimlos os qnaen
inenrrem ua multa de Ires por cenlo todos aquelles
que deixarcm de pagar sos dbitos ; o que se faz
publico pela mesa do consulado provincial para co-
iibecimenlo dos iuleressados.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco de Pernambuco toma lettras
sobre o Rio de Janeiro. Banco de Per-
nambuco 7 de abril de 1855.O secre-
tario da direcrao, Joao Ignacio de Me-
deiros Reg.
CONSEI.HO ADMINISTRATIVO.
O cousellio administrativo em virlude de aulor-
sacao do Exm. presidente da provincia, lemde com-
prar os objeclos seguiules : ^
Para o presidio de Fernando.
Farinha de mandica de boa qualidade, alqucires
600 ; dila de Irigo marca S S S, barricas 6 ; assufjor
branco arrobas. 21 ; arroz, arrobas 10 ; limas cha-
las de roda, 12 ; dilas de meia canni pequeas, 12 ;
dilas murassorlidas, 12 ; dilas triangulares sorli-
das, 12 ; dlaschalasde 8 a 10 polcgadas, 12 ; ditas
de meiacanna de 8 a 10 dils, 12; limalOes pequeos
de cspingard'eiros, 12 ; estanto, libras '12 ; pregos
aibraes, 10,000.
Msicos do oilavo h.-.talho.
Rondes, II ; charlaleiras, pares |1.
Provimenlo dos armazens do almoxarifad).
Enxamcs de madeira duqualidadc de 20 a 27
palmos de compriinenlo, 20 ; areps de ferro c!e po-
legada c meia de largura, fcixes i.
Fornecimenlo de luzes s eslacoes militares.
Azeile de carrapalo, caadas 720 ; dilo de coco,
dilas 16 ; pavios, duzias 9 ; lio de algodao, libras
60; velas de carnauba, libras 223.
Quem quzcr ve.ule-Ios aprsenlo as suas propos-
tas em carta fechada na secretariado consellio s
10 horas do dia 15 do corrale mez.
Secretaria do consclho administrativo para forne-
cimenlo do arsenal de guerra 11 de junho de 1855.
Jos de Brito Inglez, coronel presidente. Bernar-
do Percira do Cormo Jnior, vogal e secreta-
rlo.
Acha-se recolbido cadeia da cidade do Re-
cife, o pardo Bazilio, que diz ser escravo de Luiz
Antonio, morador 110 engenhoFrecheiras,o qual par-
do foi preso com um cavalloque se suppCc furlado:
quem se julaar com direitoao referido pardo e ao ca-
vallo, compareca a esla subdelegada, que proviiudo
seu dominio, Ihescr entregue.
Subdelegada da fragoezia da Vanea II de junho
de 1855.O subdelegado, Francisco Joaquim Ma-
chado. *
CO.NSELHO ADMINISTRATIVO.
O con--clho administrativo, cm cumprimcnlo do
arl. 22 do regulamenlo do 11 de dezembro de 1852,
faz publico, que foram aceitas as proposlas de Jo-
s .Marcelino Alvcs da Fon-oca, Jos Mendes de
I-reilas;:Francisco Maciel du Sou/.a, Antonio Pere-
ra de Oliveira Ramos, Joao Fernandes Pareule
Viann.i o llenry Gibson para fonieerem :
O 1., 6 caooas de birro para tenas, a 108000
ris.
O 2., 112 covadus de panno verde escuro, a 380OO
res.
O 3., 52 pares de colhurnos, a 28500 rs.
O 1., 2,258 boles convexos grandes de melal
dourado, a 80 rs. ; i,570 ditoa pequeos, a10 rs. ;
35 bandas de Ua, a 3820!) rs. ; 21 covados de case-
mira verde, a 1-8900 rs.
O 5., 411 pares de Uvas, a 100 rs. ; 300 varas
de algodaozinho, a l'JO.
E avisa aossupradilos vendedores que devem re-
colherao arsenal de guerra os referidos objeclos no
dia 13 do correnle mez.
Secretaria do conselho administrativo para forne-
cimenlo do arsenal de guerra 8 de junho de 1855.
Bernardo Pereira do Carmo Jnior, vogal e re-
creado.
PUBLICACA'O L.TTERARIA.
Litteratuta.
Acha-se venda o compendio de Tlieoria e Prali-
ca do l'rocesso Civil failo pelo Dr. Francisco de Pao-
la Haplisla. Esla obra, alm de una introdcelo
sobre as aceoes e excepcoes em geral, traa do pro-
resso eivel comparado com o commercial, eonltn
a Ihcoria sobre a applicar.io da causa julgada, cou-
Iras d.mlrinas luminosas:' vende-se nicamente
na luja de Manoel Jos Leile, na ra do Quei-
ranto n. 10, a 63 cada eiemplar rubricado pelo
aulor.
S. P. Jolmslou & Companhia faraojeilao, por
interveacAo do agente Oliveira, de oro completo sor-
limento de ferrageus c miudezas : quarla-feira, 13
do correnle, as 10 horas da manhaa, no se arma-
zem, ra da Senzala Velha.
O agente Oliveira, tendo sido onrumhido pelo
Illm. Sr. desembargador Firmino Pereira Monleiro,
da venda da inobilia da casa de sua residencia, ante-
riormente ua nitrada desta cidade para a corte,
far leilao da mesma, cousislindo cm 2 bellos pianos
de ptimas vozes, espelho grande de sala de visitas,
1 consolos grandes 1! mesa de meio de sala com lam-
pos de pedra marmore. sof, cadeiras sinaclas, de
bracos c de balanco, de Jacaranda, cm perfcilo es-
lado, coulras para interior desalas, loucador e mesa
competente de jacarando. 2 lindos guardi-roupas,
guarda-louca, marquezas, camas para meninos, leilo
de ferro para casados, mesas de janla'r elsticas, ap-
panidores, 1 esplendida radeira de arruar, nova,
caixa de costina com msica, apparelbo para clin,
leilo francez de Jacaranda para casados, (reru de co-
/.inlia, obras do praU, 1 carrinho de rodas para 2
pessoas, com arreios e 2 cavallos, 1 lindo molequinho
crioulo de 7 a 8 anuos de idade, e muilos oulros ob-
jeclos indispensaveis para irranjo de urna casa de
familia : quinta-feira, 14 do correnle, as 10 horas da
manhaa, na indicada casa, ra do Hospicio, antes de
chegar ao quartel.
. O agente Borja, em seu armazem, na ra do
Collegio 11. 15, faro leilao de urna grande quanlidade
de objeclos, como bem : obras de marciociria, novas
o usadas, de varias pualidides, obras de ouro c pra-
la. relogios para algibeira, candelabros, lanlernas,
enfeites para sal, looc.-.s e vidros para servico de
mesa, diversos arranjos para casa, 2 exfolenles cr-
nicas, varios carrinhos de mao, e oulros muilos ob-
jeclos, etc., que so entregaras sem recusa de qual-
quer preco ollerecido, em consequencia do doao dos
qnaes rehrar- liinbeiu irlo a leilao alguns escravos de ambos os
sexos : quinla-fcira, 14 do correnle, as 10 hars em
panto.
Iloje, 12 do coi-rente pelas II horas no caes da
alfaudega llavera leilao du una poieao de vinbo em
barrisque, serau entregues por qualquer preco em
lotes a volitado dos compradores.
AVISOS DIVERSOS.
AVISOS MARTIMOS.
Para o Rio de Janeiro
segu com milita brevidade o brigue brasileiro Con-
ceicao por ter parte da carga prompla : para o resto,
passageiros e escravos a frete, Iraln-se com Manoel
Alvcs C-uerra Jnior, na ra do Trapiche n. 14.
Para o Maranhao com escalo pelo Ceara, segu
viagem o hriuie Despique de Beiriz, capiUo Ehzeo
de Araujo Franca : quem no mesmo quizer carre-
grr ouir de pass.gem, dirija-se ao mesmo capitao,
ou a seu proprielario Anlouio Lopes Rodrigues no
cscriplorio do Sr. Manoel Joaquim Ramos e Silva.
Para o Rio de Janeiro salie no dia
I") do crtente, o brigue SAGITARIO:
para o resto da carga ou passageiros, tra-
ta-se com Manoel Francisco da Silva Car-
rico, na ra do Collegion. 17 segundo
andar, ou com o capitao a bordo.
MUTILADO
INFORMAQO'ES OU RELACO'ES
SEMESTRES.
Na livraria n. C e 8 da praca da In-
dependencia, vende-se relacOes'' sejnes-
traes poipiecocommodo, e querendo res-
mas vende-se ainda mnis emeonta.
WALDECK.
Esli uo prclo o compendio de Instituliones Juiis
Civilis, por 10. Pelri Waldcck que serve de
compendio ;i cadeira de Direilo Romano, instalada
de novo na Faculdade de Direilo : subscreve-sc a
65OOO rs. pagos ua occasiao da subscripto, e para
commodo dos senhores acadmicos enlrega'r-se-hao s
folhas impressas de 8 paginas na livraria da prara
da Independencia n. 6 e 8, 11 proporcao que forera
sahiudo do prlo.
Pcrgunta-se ao Sr. subdelegado dos Afogados
se he permetlido SS. empalar que as pretas q-ie cos-
lumain comprar dilfercnlcs gneros a quem os traz
a esla praja para vender, mandando-as prender^
como o lez no dia 6 do correnle, privando assim o
dirrilo.quc temos de negociar ncslc ou naqucllo ge-
nero, istoquer saber O juiz san juizo.
Onerece-sartima ama para comprar e servir
urna easa : quem pretender dirija-so a Camboa do
Caripo, primeiro hecco ao lado esquerdo.
O Sr. Emilio Xavier Sobrcira de Mello lem 2
cartas na ra larsa do Rosario n. 21.
A ILLM." CMARA, MUNICIPAL.
Os moradores da ra da Roda rogam rcspeiiosa-
meule a Illm." cmara municipal, que se digno dar
as providencias necessarias para fazer cessir" o lo-
dacul formado pela agu rslasnada na dita ra, a
qual loma-s muilo prejudicial a saude das'familias,
um simples, reg no meio da mesma ra, rom suf-
ficienle declive para o rio, remellara o man estado
actual, conlanlo que llio loque a ve de s?r calcada.
Precisa-se de uina ama que tiba cozinhar e
fazer todo servico inierno de urna casa de pouca fa-
milia : no largo do Terco n. 11.
Precisa-sc de urna ama para tralar de urna me-
nina: no largo do Terco n. i.
Bernardo Fernandes Vianna vai a provincia
das Alagoas, a negocio.
Antonio Baplisla Nogoeira vai a Portogal.
A :ommissao encarrecada da precsalo de N. S.
da Boa Hora, fazsciente ao respeilavel publico.que
em consequencia da haver um inconveniente nlo se
pode fazer a procisso, e asim fica transferida para
odia 13 do correnle da mancira que o Exm. Sr.
hispo denecsano den licenri, e a mesma commissao
agradece ao Exm. presidente pela honra que nos
fez do mandar a guarda de honra, a qual relirou-se
e roimuilo notavel ao publicoe'assimpedimosaopu-
hlico desculpa para lal aceao do Sr. commaudanlc
da guarda de honra.
Precisa-se de urna ama para casa de hnmem
solleiro : quem pretender dirija-sea praca da Inde-
pendencia n. 34.
Atteneao.
TraSpassam-se as chave di hija de miudezas da
ra larga do Rosario n. .{fecom excellente armarao
nova, propria para qualquer eslahdecimcnlo : a Ira-
jarna mesma loja ou na ra do Qeimado n. .10.
Preciss-se ronlral.irfom llsnm carrocciro capaa
que queira encarregar-se de andar com carroca nes-
la praca procurar servieo*, 011 freau(2ins, Irt.-ir de
bois, ele. : quem esliver neslas circumslancias apa-
reja no pateo do Paraizo primeiro andar do sobrado
11. 50, proceder o competente ajuste.
Agencia de passaporlis e folha corrida.
Claudino drl Roso Lima, lira passaporles para fra
e ilculro'do imperio, e folha corrida : na roa da Praia
I. .indar n. 1:1.
Quem precisar de urna mulhcr que sabe en-
gominar. cozinhar. e fazer Indo o servico deportas
aradentro: dirija-se a ra das Trinibeiras nu-
mero 5.
Precisa-se alagar urna prcla que cnsomme e
rozinhc, e um prelo que rozinhe e sirva para mais
servico : ua ra de S. Francisco 11. 68 A.
Precisa-se de um fcilor para um silio : na ra
da Cadeia do Recife n. 45.
Aluga-se urna muala captiva para o servico
inierno de urna casa de pouca familia: a tralar ni
ruada Gloria n. 86.
Quem precisar alusar um andar da s,lirado
para pequea familia : dirija-se ra das Cruzes
numero 22.
Fazem-se bolos dcS. JoSu : ua ra do Rangel
numero 11.
Os Srs. Antonio Jos Rodrigues da
Costa, Jos Francisco de Oliveira e Ma-
noel Joaquim Nunes Bairao, teem cartas
no escriptorio de Novacs A: C. ra do
Trapiche n. 3$.
Antonio de Piula Fernandes Eiras pede ao
possuidor da caria que se acba no- hotel da Europa,
de apparerer 11,1 sua residencia, ra de S. Fran-
cisco 11. 68 A, ou deile-a nororreio.
O cautelisla Anlouio da Silv*a Gui-
inaraes vendeu na sua casa da fama, o
bilhete da lotera da Ordem Tci-ceira do
Carmo dividido em (piartos n. il!)
1:000x000 rs., 3*13 200000 rs., 34OT
lOO.sOOO reis: os jiositiidoies podeni vir
receber.
Na ra de Aguas-Verdes sobrado de
um anclar n. 14, arinaiu-se bandejas de
bollos com toda a perfeicao e a/.-se IkjIIo
de S. loao.
lOOfOOO rs. a quem pegar o escravo Elias,
crioulo, desapparecido na aoite de 0 do correnle ;
reprsenla ler 23 anuos de idade, estatura regular,
resto oval, sem tiarba, tallan. Ilie qusi lodos os den-
les queixaes. e lem lodos os da freulo ; tem tres ci-
eatritea na cahei;a. provenientes do cardadas, an-
da novas, pannos no pescoc-o, no peilo c as costas ;
lem as nadegas brancas c cicatrizadas de surras que
Icvou, levou calja e camisa do algodao azul transa-
do, e mais una camisa de algodao branco grosso,
urna ceroula de algodao menos cncorpado, urna ja-
quela de casineta alvadia nova, e um chapeo de pa-
Iha vcllio ; esle escravo fui do Sr. Francisco Esleves
(le Mello, do engenho Piabas de Cima, da freauezia
de Una, para onde se suppOe que elle fugio : quem
0 pegar leve-o a roa da Senzala n. 142, no Recife,
que sera gratificado com a quanlia cima.
Precisa-sede urna ama capaz, que saiba cozi-
nhar, para casa de pequea familia : na ra do Ca-
Doga, loja n. 2.
Quem liver para alocar nma escrava de meia
Idade, que enlemla alguma cousa de coziuha e com-
piar na ra, dirija-so aos qualro cantos da Boa-Vis-
ta, taberna 11. I, para tratar do ajuste.
A pessoa que aniuinriou no jornal de 8"do cr-
renle precisar de um silio perlo da praca, com boa
casa e baixa para capiu, dirija-so ra do Collcgro
n. 8.
Da-so .1(108000 a premio, sobre penhores de
ouro ou prala : na ra Uireila n. 102.
Quarla-fcira, 13 do correnle, depois da audi-
encia do Dr. juiz municipal supplcnle ila secunda
vara desla cidade, se lia de arrematar do venda a
melado do sobrado n. 2, silo no paleo do Carmo,
avahada em 1:3009000, por execucilo de Antonio
Joaquim Ferreira Beiriz contra Miguel Goncalvp
Rodrigues Franca c sua mulhcr.
Pertenrc a melada do que sabir nos dom bi-
Iheles inleirosda ultima parle da .." lotera, c 1.
da 6. da matriz da Boa-Vista i. 655e I1SU9 para as
obras da matriz da Boa-Vista.
. O irmao da mesma matriz.
A luga 4a o sobrado de Ires andares e sotan d 1
ra do Vi,ario n. 18 : Irala-se na ra do Crespo
n. 16.
Precisa-se de um caixeiro de 16 a 20 aqnos,
com prnticu de negocia, e que escreva solfrivelmenlo
para a villa do Passo de Caaragibs : a tralar na ra
da Cadeia do Recite, loja de ferragens n. i i.
Joaquim Jos Marlins julga seu fallecido |*ai
Jo-.- Manoel Marlin- nada dever nesta prara, as pes-
soas que se julsare.....redores queiram ,-iprcsenlar
toas coajes legalnwnte para serem p.igas deatre de
15 dias da dala deste. Pernambuco lldeiunhode
1853.
Na ra larga do Rosario, casa n. 48, secundo
andar, precisarse alugar um criado para casa de mo-
ros aduciros.
Perdeu-se lo abaixo assgna lo, no dia 9 do
correle, una lellsii da quanlia peloSr. Anlouio Lopes Moreira, a vencer cm 28 de
acost do correnle anuo, a favor do abano assigna-
da, e pede-se encarecidamente ao dlo ardante que
a nao paune no caso que lio aeja aprescnlada, pois
ja esla prevenido, so sim ao seu proprio dono.
Jo-e de Souza Braz.
No dia 6 de maio de correnle fuciram do cn-
ceubo Moura, frecue/ia da villa do Porto Calvo, do
abaixo assicuado, 2 escravos com os sicnacs seguin-
les : Francisco, Angola, idade 21 anuos, cor prela,
baixo e cheio do corpo, andar um pouco bauzeiro, e
de cabera baixa, lem cm cima de urna das sobrance-
ihasde un dos olhos urna marra de telhe que mal se
divulga, tem os pes curtos e largos para os dedos,
foi comprado em 27 de noveinbro de 1852 a meu pri-
mo Antonio Calillo de Mello, morador no cncenho
Mancuinho de Una. Ventura, estatura c corpo recu-
lar, cor meia fula, representa ter 10 anuos, lem falla
de denles na frente, be rendido de urna verilha, mas
pouco se divulga, he carreiro, foi comprado jio
tenenle-cnruiiel Anlouio Paes da Silva em 17 de
novembro de 185:1. Roga-se as auloridades pu-
lidor:., capiaes de campo c mesmo a qualquer
que dos referidos escravos liverem noticia, ap-
prehende-los e entregar nesta cidade a Tiliurrio
Valeriano Baplisla, ua cidade de Macei ao Dr. i
Angelo Marcio da Silva, e no encenbo Moura, pois
que ser-lo generosamente recompensados. Dos quei-
ra qne estes escravos nao busquen) o mesmo escon-
drijo e IrAliam a mesma sorlc que leve o crioulo de
nome Cascmiro, que fgido em 22 de maio de 1819
aleo Dreseiile nao apparcreu,urm se lem noticia al-
guma, nao obstante os continuados annuncios que se
lem feilo. Eagenhn Moura 15 de maio de 1856.
Joaquim Jos di Mello Pimenlel.
O galego, aulor do annuncio que lem sabido no
Diario de Pernambwo, chamando ao seu davedor
J. F. da C, baja de declarar quanto antes com quem
se euteiide o mesmo annuncio, vislo como ha muilas
pessoas, cujos mimes tem as mesmas imciacs.
Manoel Fernandes da Cruz.
Precisa-se de um pequeo par.l caixeiro de ta-
berna : a Iratar na ra eslreila do Rosario, taberna
n. 16.
Joaquim Rodrigos lavares de Mello vai-a Eu-
ropa Iralar de sua saude, e dt-isa encarregado de lo-
dos os seus negocioso seu socio Lima Jnior &
Companhia.
Precisa-se de um criado para pouco servico, c
se for de 12 a 11 annos be preferivel: na roa do
Collegio n. 1ST lercelro andar, depois das 10 horas
da manhaa achara com quem Iralar.
Arrenda-se um crande silio na eslrada de Joao
de Barros, com sua capella. com grande casa uova,
com um grande pomar de larangeiras, doas .bailes
para capim, um grande vivero, cenlo o lanos ps
ile coquearos, e outros muilos arvuredos de boas qua-
lidades : quem o pretender, dirija-sen Soledadc,
casa 11. 7, do lado da igreja, que achara cara quem
Iralar.
JARIM PUBLICO KM PERNAMBUCO
RA DA SOLEDADE N. 70.
Iloje, lerja e quarla-fcira, esta em exposic^to urna
flor de dalia, sao convidados os Sr.. amadores a
comparcccrem Irazendo a melhor dalia, flor que li-
varcm em seus jardins; quem apreseular a mais ex-
tjnlsila llor e que liver mais votos, lera de premio
um pe de rosa Slrice tres-odorante, purpura clara
com riscos broncos, a que for immediata em votos
tem de premio um pe de rosa Manche corymbifere;
esta rosa se loma recommendavel pela cor, forma c
disposirao de suas flores.
5 MOBILUSDEALUGUEL.
Alugam-se mobilias completas ou quafquer Irasle
separado, lainbcm e alugam cadeiras cm grandes
porrnes para bailes e oflicios: na ra Nova armazem
de trastes do Pinto, defronteda ra de Sanio Amaro.
Precisa-se alugar um prelo para fazer o servi-
co diario de urna casa, pagando-so mcusahncnle ou
por semana, o que se a justar : a Iralar na ruado
Rosario dajtoa-Visla n. M.
O ahaixo assignado como procurador do Sr.
Joaquim Marlins da Cruz Correia. previne a lodas
as auloridades paliciaese ca pitaes de campo que de-
sapparereu de casa dos Srs. Fcidel Pinto A C. no
dia 7 do cOrrcnte pelas 2 horas da larde o moleque
Jos, perlenccnte uo mesmo Sr. Correia,o qual lem
os signaos sesuinles: baixo, gro-so, pesroco curio,
dade 30 anuos pouco mais ou menos, Icvou camisa
de madapoln, calca do casemira, e chapeo de pa-
Iba. Icm sido encontrado pelo palo da Ribeira, por
lano quem o pegar leve-o a casi do mesmo abai-
xo assicuado na ra da Cruz n. 22, que ser recom-
pensado. Recife 9 de junho de 1853.
J. Soum.
Aluga-se urna prcla escrava que engomma, la-
va, core e cozinha, trata com muilo ceilo de crian-
ras : quem a pretender dirija-se a ra do l.ivrameu-
to loja n. 11,
Os ahaixo assignadosdenos da nova confeitaria
da ra da Cruz n. 17, acham sesorlidos dclodasas
qualidades de doces, coinosejam : confeilose ainon-
doas confciladas de lodas as qualidales e cores, as-
sim romo lodas as qualidades de doce da Ierra, sec-
eos, de calda, jalea, e lodas as qualidades ciruelas,
de anans, abarachis e todas as mais qualidades de
Troclas ; os qu.ies receben) encommendas de ludo
quanto loca a confcilarias lano para fora, como pa-
ra consumo na provincia; e para que seus amigo* c
freguez.es os coadjuvem com suas prolecrcs; e que
faremos quanto nos fr posMvel para qom presteza
ecommodidade nos preros agradarmos aos nossos
amigos e freguezes.Porl \ pinto.
Francesco Larco, lubdilo sardo, vai a Europa.
A pessoa que vcio a esla tvpographia procu-
rar quem queria alugzr orna olaria, annuucie sua
morada.
A pessoa que annunciou ler urna menina de
5 aunos para entrecar a companhia de alguem, di-
rija-sc a ruados Marlyrios casa de sobrado cabido
defronle do coronel Salgueiro.
OSr. Luiz Epifanio Mauricio Wanderlev le-
nha a bondade de apparecer na ra Nova no ar-
mazem de Irasles do Pinta, a negocio quo Ihe diz
respeilo.
Joaquina Jeronyma de Jess lem autorisado
nesta data o Sr. Siman Jos de-Azevedo Sanios, pa-
ra qne em sen nome tr como so propria rosse,
tralar como seu procurador que he e o lem rousli-
luidopor procuraran basVante, de lodos os seus uc-
enos assiir. 110 foro como fora delie, fazer as rom-
DOHfjBea que necessarias forciu, cobrar as rendas de
suas casas, e receber o que se Ihe deve, o que faz
publico para inlelligcnria de Indos. Recife 9 deju-
nho de 1855.
O cautelifta Salustiano de Aquino
Ferreira avisa aos pssuidore% do lillictc
inteiro n. 174i dividido em tres cpiartos
e cinco vigsimos, da primeira parte da
primeira lotera, da Ordem-Terccira do
Carino, em que sabio o premio de
(kOOO'OOO Veis, podem vir receber em
continente na ra do Trapichen- 56 se-
gundo andar, logo que se izer a distri-
buicao das listas; assim como ao possui-
dor do billiete inteiro n. -2770 da cima
mencionada latera, em que. sah*o o pre-
mio de OOsOOO rs. Pernambuco 11 de*
junho de 1855.O cautelista, SaJtKtiano
de Aquino Ferreira.
O cautelista Vicente Tiburcio Corne-
lio Ferreira, avisa ros possu'dores dos
quartos n. .1232 da lotera da Ordem
rerceu-a do Carmo, cm os quaes sabio o
premio de 2:000.s000 rs., que logo que
for publicada a respectiva lista, se apre-
sentem nos lugares do costume pata re-
ceberem a dita tpiantia.
, Joaquim da Silva Mourflo previne a quem
Rltereesar possa, que todos os bens do Sr. Jos Dias
da Silva, movis, semoventes, e de raiz, esli su-
ceitos .10 pagamento do que elle Ihe deve, pelo que
nao pode o mesmo aliena-loa, e nem de qualquer
forma disoiir dclles, em prejuizo do annuncianle,
que protesta usar de seu direilo, nullificindo qual-
quer venda ou disposic/io desses bens.
Ser repetido o prsenle annuncio apezar da de-
claracSo do Sr. Jos la-, em o Diario de hontem,
de nao pretender vender seus bens ; porque ja nma
vez nao'obslanle idnticas declara^es, elle quizera
vender lodos por intervencao do corredor Micuel
Carneiro, sein que em os annnnrios se livesse feilo
menrao de seo nome, oque felizmente se soubc i
lempo de se poder obstar por meio de um arresto,
que se fez nos mesinos bens.
O necordao que.o Sr. Jos Dias lem feilo pu-
blicar repelidas vezes, e ltimamente no Diario de
hontem, nao privn o r.nuucianle Mourao du di-
reilo de haver o que elle Ihe deve; apenas julgou
nao ler sido curial a marcha, que se seguir na exe-
cucito de diversos accordaos proferidos por uuaiiimi-
dade de volos contra o Sr. Jos Dias, os quaes sub-
sistein em sen inteiro vigor, pois que n3o foram e
nem podiam ser derogados por csse a que tanto se
soccorre o mesmo senhor.
Nos nulos exisiem documentos (alguns do proprio
piinbo do Sr. Jos Dias) que dcstroem complela-
mt-nle es-e lermo de ronclliarao mandado publicar
Ja lanas vetes por esle senhor.Dos momos antos
se evidencia ser o Sr. Jos Das realmente devedor
ao annuuciaule, sendo que quaudo nao exislisse
prova i-lara e roiieludento, bastara o facto que se
deu no ligeiro ajuste, r.migavel que preceden
arelo, lendo se verilicido logo no comeco do mesmo
ajuste sem trabalho algum ser o Sr. Jos Dias deve-
dor do alsnns contos de reis, coma minuciosamente
depozeram as proprias leslemunhas desse senhor,
bastara a sua recusa cm apreseular certos livros,
que Ihe foram exigidos por despachos para o ajuste,
e cuja existencia nao poda ser contestada, por cons-
tar de outros livros que aquelles se referalo.
Vai-sc continuar na execucao do accordao, pro-
ferido ua causa principal conlra o Sr. Jos Dias, e
opublico sera informado do resultado desta ques-
lao.Joaquim da Silva Mowao.
Presisa-se de urna ama capaz para acompanhar
um rapaz solleiro para o mallo : quero, se quizer su-
jeilar. dirija-se ao silio dos Alfliclos perlenceule a
Francisco do Carvalho Paes de Andrade, por estes
das.
Precisa-se alugar duas esclavas : na
111a de Santa Cecilia n. 14.
Manoel Jos de S Araojo, lendo de ir fazer
urna viagem a Portugal, deixa dorante sua ausen-
cia, encarregado de seus negocios *em primeiro lu-
gar seu mano Luiz Jos de S Araujo ; cm secun-
do a Jos Anlouio de Araujo ; e em terceiro, a
Manuel Nasciuicnto de Araujo.
Joao Pereira declara, que por haver urna pes-
soa de igual nome, muda o seu para Joao Pereira
dos Sanios, e relira-sc para o Rio de Janeiro.
Precisa-se de urna pessoa de 10 16 annos
de idade, para criado, que soja diligente e de bous
eoslumes : na ra Nova 11. 41, segundo andar.
A' requerimenlo do iuvenlaraute dos bens do
fallecido Miguel Carneiro, vai i praca, no (lia 12 do
correnle mez, a mobilia do dito fallecido, enjarcia-
ran e precos, conslam do escripto que est na mao
do porIciro do juizo Amaro Antonio de Farus, e no
cirluriu do escrivgo tiuimaraes ; a pruira lera logar
aoincio da, na ra dos Ouarleis casa 11"...
O Dr. Sabino Olesario I.udgero Pinho,
mudou-se do palacete da roa deS. Francis-
. co n. OSA, para o sobrado de dous anda- w
ffi resn.6, ruade Sanio Amaro, (muudo novo.) &
-^Jos Antonio de Araujo embarca para o Rio de
Janeiro o seu escravo cabra, de nome Aleixo.
Precisa-sede urna ama forra ou captiva para
cozinhar e fazer lodo o mais servico de urna casa de
pouca familia: a Iralar na ra do Rangel n. II,
primeiro andar.
l)r. Ribciro, pliysician by the universitv o'
Cambridge, United States, conliucs lo reside, alma
da Cruz n. 19, 2. floor, and alenos especial!v lo
theevc aud ear's diseases, hemakesoccularcxaniina-
tiou al any hour in prvale residences ; remember
Ihat for the examioation of the ear, it requeres the
light ofthe son.
Precisa-se alugar urna prela captiva qne saiba
cozinhar eengommar: na ra eslreila do Rosario
RAP GROSSO, MEIO GROS-
SO E FINO.
Viuva Pereira da Cimba, encairegada
da venda deste rap, avisa a seus fre-
guezes que o deposito se acba prvido de
todas estas qualidades, e que para mais
commodicJade acaba de estabelecer uiiu
outro deposito na rita de Apollo, arma-
zem n. 2, onde poderao encontrar todas
os rceucionadas qualidades ao preco ja'
estabelecido, de l.s'280 o grosso e 900 o
fino, dea5 libras pura cima.
Exposicao uni-
versa t ile Pariz,
OL GI.A rAKA UMA VIAGEM A' EU-
ROPA PELO VAPOR DE SOUTHAM-
PTON.
E:do intercssanle opsculo, l.lo til na prsenle
quadr, em que muilas pessoas com o inleuto de ins-
Iruir-se ou rerreiar-se prelendem visitar' a grande
expodrao de Paria, he escriplo por um dislioclo Pcr-
namburaiio, ora residente na capital do imperio frin-
cez. Esta guia, nova no seu genero, neccsssria co-
mo he, aos que tencionam apreciar csse magnifico
ha/.ai da indoslria humana, porque o recreio e ins-
inu o que ilabi Ibes pode resultar, lano melhor
ser iiproveilado, quanto mais preparados e avisados
foram os curiosos e viajantes, para visilar uno so
aquel a capital como algumas outras cidades por on-
de lei-m de passar ou Ibes ficar a mo ; lorna-se
igualmente til a fodas as mais pessoas vidas de no-
licias proyeilusas,pela informado minuciosa e varia-
da que o illuslre escriplpr aprsenla de diversas ca-
pilacsBcidades nolaveis da Europa. Um volunte
em biochura, bem impresto, ecm bom papel, por -
IWiOO. A' venda 110 Recife, lias livrariss da ru.i
da Cruz, dos Illms. Srs. Ignacio l-rancitco do San-
ios n. 56, Jos Barboza de Mello n. 52, e I.uiz An-
tonio Siqueira, ra da Cadeia, loja n. 20. Em Sanio
Anlnij 1, linarias da ra do Collegio. dos lllms. Srs.
Ricardo de l'rcilas & C, Jos Nogoeira de Souza 11.
S, e Ignacio Francisco dos Sanios, paleo do Collegio
n. 2. e no alerro da Boa-Vista, loja do Illm. Sr. Gre-
gorio Anlunesde Oliveira n. 72 A.
1> Maria do Carmo de Moran l.im Peixolo,
MRerisada por procuraj.lo bastante de seu marido o
Sr. Manoel Jos Peixolo dos GuimarSes, vende o seu
silio da ra da Praia da cdadede Guianna.com casa
de viven.la de pedra e cal, dila de fazer farinha,
quarlos para pretos, estribara para 6 cavallos, mais
2 catas pequeas 00 correr da casa crande, perieu-
cenles 10 mesmo sitio.eacirnbi nun boa agua de be-
ber, bastantes frucleiras, 2,010 ps do caf, leudo 30
oraras de largura o 80 de f judo, poueo mais ou
menos, bom lerreno para toda lavoura, Unto para o
vero como para o invern, sendo dilo lerreno fo-
reiro, o qual vende-se por preco commodo : quem o
pretender, dirija-se 1 mesma cidade de (joianns, a
Iralar cem a vendedora.
Os abaixo assisnados Icm contratado sociedade
ron medial em nome culleclivo, para girar ncsla ci-
dade cm a loja do ferragem, na ra da Cadeia do
Recie n fii, c ofliciua de funileiro no fundo da mes-
ma loja, sobre a nova ra do Brum. sol a firma do
Antonio francisco Correia Cardozo & Mcsqoila J-
nior ; as.im como 110 armazem de assucar. na ra
de Apollo, sob a firm de Antonio II delbo Pinto do
Mesquila Jnior & Cardozo, lano em um como em
oulro 1 -1. lo-le.imenlo promellem bem servir aos fre-
suezes que se dignaren) preferi-los, c inciimnir-lhcs
suas enrominendas, na execucito das quaes moslra-
ro o zelo e prornplidao com que desejam captar a
benevolencia de seus amigos. Recite 8 de junho de
1895.Antonio Francisco Correia Cardozo, An-
tonio Bottlho Pinto de Mesquila Jnior.
I.hiem quizer lomar urna menina de .r> annos
em sua companhia, onouncie para se fazer o ajusle.
r
ILEGIVEI


GiARIO DE PERMBMJCBG. TERCA FEIRA l OE JUNHO DE 1855
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acliam-se" a venda os novos bilhcte da
21 lotera do thatro de Nictheroy, que
devia correr a 2 ou i de corrente mez :
as listas es|>cram-se pelo veloz .vapor TO-
CANT1NS. no (lia f ti doandaute : os pre-
mios se rao pagos logo que se lizer a dis-
tribuirao das inesrna listas,
EDUGA(A0 DAS FILHAS.
Entre a obras Canihrey, merece mu particular mencAe otratado
Ta educoslo ilas meninasno qual este virtuoso
{irelado ensiua aouio as tnis deveni educir snas fi-
has,4>ara^ifii dia chegarem a occopar o sublime
lugar a% irm de familia ; lorna-sc por tanto urna
necessidade rftra todas as pessoas que dcsejam gui-
a-las no vcrdadejrg.caniinho da vida. Esta a refe-
rida obra tradjirida em .porluguez, c vende-se na
Ihrraria da praca da Independencia n. 6 e 8, pelo
diminuto preco de 800 rs.
AGENCIA ICOMMERCUI-. *
Christovao (iuilherroe ltreckenfcld, habililado
com os conliccinieulo- praticos que em materias commercio tem -'adquirido dorante muilos anuos,
que as tero ejercitado nesla praca como caixeiro.
guarda-livros, e gerente de neeocios proprios e
albeios. offereee aos negociantes desta e das outras
pracas de Brasil, assim como a outras quaesqucr pes-
soas, o seu presumo para o fim de dirigir todo o que
se refere cnnlabilidude, como sejatn.rever e ajiular
contas de qualquer natureza, organisar balaiica*. rp-
gularisar liquidacjes de sociedades, tateios, regula-
rices de averias, inventarios e parlilhas amigaveis de
qualquer especie de bens, extrahir contas crrenles
com juros ou sem elles, por em dia escripturaces
atrasadas, lomar conta ae qualquer nova escriplura-
oa\o por partida dobrada, mitta ou simples, arbitra-
mentos judiciaes, contratos cnmmerciacs de qualquer
natureza etc. etc. Encarrega-se oulro sim de diri-
gir qualquer negocio judicialmente, qur peranle o
juizo commercial, qur peranle o tribunal do com-
mercio, em primeira e segunda instancia, para o que
tem a cooperario de um dos mais habilitados advo-
gados e de um dos mais probos e diligentes solicita-
dores do foro. Para este fim tem o annunciante
aberto o seu escriptorio na ra da Cadeia de Santo
Antonio n. 21, oude pode ser procurado das 8 horas
. da manira as ? da tarde. O annunciante espera
merecer desta e de outras pracas um bom acolhi-
menlo, sendo o seu estabelccimento da mais reco-
nhecida utilidade.
Continua-se a dar dinheiro a juros razoaveis,
com penhores : na ra estrella do Rosario u. 7.
Em selcmbrn de 1825 chegou a esle porto o
bergantn) Bella Escolha, que vinha da cidade de
Porto, c daqui seguio para o Maranhao, roga-se por-
l.mto aossenhores a quem esle brigue veic consigna-
do, derlararcm por este jornal a sua morada para se
Ibes fallar.
Precisa-se de urna ama que saiba bem engom-
mar e cozinliar. e fazer o roaii servico de urna casa
de pouca familia na ra das Cruzcs n. 20.
O abaixo assignado avisa a todos os seus deve-
dores de mais de 1 anno*, i compareccrera al o dia
15 do corrente junho, para sslisfazcrem seus dbitos
ou reformaren! seus ttulos, sol> pena do mesmo
abaixo assignado usar do direito que a lei lhe con-
cede.Manuel Antonio de Jess.
O abaixo assignado avisa a todas as pessoas que
liveram contas com o finado Antonio Pinto de Jlo-
rats, e que ainda se consideran) credores do mesmo,
de apresentarem suas contas legalisadas, afim de se-
ren altendnias no inventario a que se vai proceder
nos bens do mesmo finado.
Manoel Antonio de Jess.
Diogo Jos Leite liuinarcs tem justo e contra-
tado a compra da loja de selleiro da ra larga do Ro-
sario n. 30, com o Sr. Fideles Jos Correia ; algu-
ma pessoa qui? se jttlgar credur do mesmo Sr. Fide-
les, com quem se nao haja concordado semeanle
compra, queira comparecer na roa Nova, loja de
selleiro n. para tratar a tal respeilo com o aunun-
ciante, no prazo Se 3 dias.
Roga-se a polica c aos capitaes de campo a
apprehensao da preta Luiza, motila, cheia do corpo,
de idade de 40 anuos, cor fula, e com urna grande
cicatriz de queimadura que comprehende toda apa
o brac.0 direito, levando vestido de cltila azul com
barra : na ra do Livrameuto n. 19, sobrado, se gra-
tifica a apprehensao.
Miguel Jos Alves, ra ro Trapiche, casa n
s16, habilitado pelas relaces que tem com diversa%
casas de cummercio de livros, tanto ueste imperio
como noeslrangeiro, encarrega-se de mandar vir do
Rio de Janeiro, Portugal, Franca c Blgica quaes-
quer encommendas de obras impressa ou I) logra-
pitadas, ulencilios para escriptorio e para oflicinasde
eiicadcmacao e lylographia, assim como oulros urli-
gos de commercio, a coadices razoaveis c pela com-
missSo do eslylo. Na mesma casa existen! sempre
os cahalogos mais modernos das rarlhoies casas de
livros do Rio de Janeiro, Lisboa, Porto, Paris e
Braxellas.
Em conseqoencia de n!io ter apparecido lici-
tantes as reudas dos predios abaixo declaradas, por
isso vo de novamente praca para serem arrema-
lados em hasta publica, na sala daS sessies do con-
seibo administrativo do patrimonio dos orphaos, nos
dias 12, 15 c 19 do correlo mez, e por lempo .de
um anuo, a contar do 1.- de julho prximo futuro a
30 de junho de 1856, as reodas dos seguinles pre-
dios, a saber : sala c loja da casa ri*. 1 do largo do
Collegio ; ra das Laraugeirds, casa n. 5 ; ra do
Rangel n. 6 ; ra do Pires n. 13 ; roa da Madre de
Dos ns. 22, 23. 27, 33, 35 e 36 ; becco das Boias ns.
37, 38 e39 ; ruada Lapa ni. 40 *1 ; ra da Mo-
da na. 45, 46 e 47; ra do Amorim ns. 48, 50, 52,
54. 55 e 56 ; ra do .Azeile do Peixe ns. 59 e 62 ;
ra do Burgos ns. 68 e 69 ; ra do Vigario ns. 71,
72 c 73 ; ra do Encantamento ns. 74, 75 e 76, e
loja u. 96 ; ra da Senzala Velha ns. 78, 79, 80 e
81 ; ra da Guia ns. 83 e 81; ra do Trapiche n.
85 ; ra de Fra de Portas ns. 98, 99 e 105 ; sitios,
um em Parnameirim n. 2, oulro dito na Mirueira
n. i. vis licitantes com seus fiadores, finjan) de
comparecer uo lugar indicado, e as 10 horas da ma-
ntisa dos mencionados dias. O secretario,
Manoel Antonio Viegas.
CONSULTORIO DOS POBRES
. 5C BU* NOVA 1 MBAR SO.
O Dr. P. A. Lobo Moscozo d consullas homeopalhicas todos os dias aos pobres, desde 9 horas da
manhaa aleo meio dia, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noite.
Oflerece-#e igualmente pata' pralirar qualquer operacito de cirurgia, e acudir promptamente a qual-
quer mulherque esteja mal de parto, c cujascircumslaucias nao permitan) pagar ao medico.
NO CONSULTORIO DO BU. P. A. LOBO N0SC0Z0.
50 RA NOVA 50
VENDE-SE O SEGUIRTE:
Manual completo de meddicina homcopalhica do Dr. G. II. Jaltr, traduzido em por
tugue/ pelo Dr. Moscozo, qualro volumes encadernados em dous c arompanhado de
um diccionario dos lermos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., ele. ..... 208000
Esta obra, a mais importante de todas as que Iralam do estudo e pralica da homeopalhia, por ser a unir
que conten abase fundamental d'esla doulrinaA l'ATHOGENESIA Ol EFKEITOS DOSMEDICi-
MENTOS NO ORGANISMOEJIESl'ADO DE SAUDEconhecimenlos que nao podem dispensar as pes-
soas que sequercm dedicar a pralica da verdadeira medicina, inleressa a todos os mdicos que quizerem
experimentar a doulrina de Ilahnemann, c por si meamos se convencerem da verdade d'ella : a lodos os
fazendeiros e senhores de_ engenho que eslo longe dos recursos dos mdicos: a lodosos rapitesde uavio,
que urna ou outra vez nao podem donar de acudir a qualquer incommodo seu ou de seus tripulantes :
a todos os pas de familia que por circumslaucias, que nm sempre podem ser prevenidas, sao obriga-
dos a prestar in continenti os primeiros soccorros em suas enfermidades.
O vade-mecum do Itomcopatha ou traducrao da medicina domestica do Dr. Hering,
obra tambem til s pessoas que se dedicam ao esludo da homeopalhia, um volti-
rnc graude, acompanhado do diccionario dos lermos de medicina Jf. lflJOOO
3)000
dos termos de
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., etc., encardenado.
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pralica da
homeopalhia, e o proprielario deslo eslabclerimenlo se lisongeia de (e-lo o mais bem motilado possivel e
8JO00
nir.cuem duvida boje da grande superioridade dos seus medicamentos.
Bolicfs a 12 luhos grandes.............
Boticas de 24 medicamentos em glbulos, a 10$, 128 e 159000 rs.
Ditas 36 "litos a.................. 2OSQ00
Ditas 4H ditos a.................. 259000
Ditas 60 ditos a ............... 30?O00
.ilfis 144 ditos a ................. 605M10
Tubos avulsus......................... *t;iM.
Frascos de meia onc,a de lindura................... 25000
Ditos de verdadeira lindura a rnica................. -~mm
Na mesma e^sn ha sempre ;i venda grande numero de lubos de rrystal de diversos tamaitos,
vidros para medlamenlos, e aprompla-se qualquer eucoinmenda de mcdicaineiiloscom toda a brevida-
de e por presos nimio commodos.
Novos livros de homeopalhia ruefrancez, obras
todas de summa imporlaucia :
Ilahnemann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
lumes............ 2OJO0O
Teste, rrolestias dos meninos.....65 Hering, homeopalhia domestica.....75*KI
Jahr, pliarmacnpahnnieopalhica. fisxio
Jahr, novo manual, 4 volumes .... 168000
Jahr, molestias nervosas.....x, (i>tKHI
Jahr, moleslias ta pclle........S8IKI0
Rapou, historia da homeopalhia, 2 volumes 168000
liarthmann, tratado completo das tnoleMias
tos meninos........" .
A Teste, materia medica homeopalhica. .
De Favolle, doulrina medica homeopalhica
Clinica de Slaoneli .......
Casling, verdade da homeopalhia. .
Diccionario do Nvslen.......
Atllas completo le anatoma com bollases-:
lampas coloridas, couleudo a descripcao
de lodas as parles do corpo humano .
vedem-se todos esles livros uo consultorio homcopa-
Ihico do Dr. Lobo Moscoso, ra Nova u. 50 pri-
meira andar.
A SANTA CASA DA MISERICORDIA DE
LUANDA.
Os senhores proprietarios de predios
ciijos chaos Sao l'oreiros a'santa casa da
misericordia, e <|ue pelos nymeros dos
mesmos predios e nas onde se acham
edificados, foram chamados no mez de
maio ultimo nos ns. 112, 113, 11 i, 115,
122, 123 e 12 i- do DIARIO DE PER-
NAMBUCO, para virem pagar ao"respec-
tivo procurador casa n. C, defronte db
Trapiche-Novo, a importancia que deven
de foros vencidos, e aiinla-o nao li/.eiam ;
sao por este annuncio prevenidos que a
nao virem satisfazer ate 15 do* corrente,
terode ser chamados peloseus proprios
nomes aim de nao ha ver irais demora no
pagamento.
mmmn m seguros mar-
timos IMMNISADORa.
Os directores tendo recebido do gover-
no imperial a approvaoao dos estatutos,
convidam aos senhores accionistas para
em reunio da assembla geral tratarem
deliriitivrmente sobre a encorporacao da
mesma companhia :' no dia 15 do corren-
te, a's 11 horas da manhaa, na sala da
associacao commercial.
Aviso ao respeitavel publico.
Joao Luiz Ferreir.i llifioiro. com padaria no largo
de Santa Cruz n. 6, confronte a igreja, alm do hom
pao o bolachas de lodos os tamaitos, se acha muni-
do de um homem qne erilende perfeitamente de fa-
zer boliuhos de todas as qualidades, pastelocs, cnfeP-
la bandejas p&ra bailes, ainendoas, confeitos, e ludo
mai de sua arte ; por isso avisa o dono do estabele-
cimento a lodos o* seus freguezes, que vende ludo
por menos prero que em qualquer parle, tanto em
porcau como a retalho ; assim como na mesma pa-
llara se fabrica bolachinha-de ararula ramio bem
fcita, biscoitos, fatias finas ele.
Precisa-se de nma preta escrava para ama de
urna casa do familia, que faja o servirlo interno e
externo ta mesma, pagando-se-lhe 320 rs. por dia :
a tratar na ra do Coltegio n. 3, primeiro andar.
Casa de consignarlo de escravos, na ra
dos Ou;"'teis n. 2-
Coropram-se e recebem-se escravos de ambos os
sexos, para e venderem de commissao, tanto para a
provincia como para fra della, offerecendo-se para
sito toda a seguranra precisa para os ditos escravos.
COMPANHIA PERNAMBCAN A
DE NAYEGACAO COSTEIRA.
A direccao tendo de mandar fazer o
aterro e cues no terreno do forte do
! Mal tus, convida as pessoas que estejamno
caso de arrematar as referidas obras, a en-
viarem as sitas propostas ate o da 15 do
corrente, ao escriptorio do Sr. 1'. Cou-
lon, na ra da Criizn. 20.
Precisa-se niear alguus escravos, sendo mo-
ros, sadios e possautes para qualquer trrico, pa-
gam-se bem : quem os liver e qui/.er alugar, dirja-
se ra da Florentina u. 30, para tratar.
lOJOOo
8COIK)
7WMXI
69000
4C 105000
30J000
DENTISTA.
Paulo Gaigiious, dentista francez, estabele
fi cido na ra larga do Rosario n. 36, segnndo 9
R5 andar, colloca denles com gcnglvasarliliciaes, &
te dentadura completa, ou parto della, com a 0
prcsso do ar. $3
g} Rosario n. 3!i scuundo andar. @
AULA DE^ATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuqucr-
quemudou a sua aula para a ra do Ran-
gel n. 11, onde continua ,a receber alum-
nos internse externos desdeja' por m-
dico preco como he publico: quem se
quizer utalisar desettpequeo prestimo o,
pode procurn- no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
Est a sabir a luz no Kio do Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
H0I.1E0PATHA.
EXTRAHIDO DE ROFF E ROEN-
NINGHAUSEN E OL'TROS,
c posto em ordetn alphabetii.-a, com a descripcao
abreviada de lodas as moleslias, a indicara physio-
' lgica e Iherapeulica tle lodos os medicamentos lio-
meopathicos, seu lempo de accHo e concordancia,
seguido de um diccionario da significac^lo de "todos
os termos de medicina e cirurgia, e poslo ao alcance
das pessoas do povo, pejo
DR. A. J. DE MELLO 10RAES.
Subscrevc-se para esla obra no consultorio horneo,
pathico do Dr. LOBO MOSCOZO, na Nova n. 50-
primeiro andar, por 52000 m la ocluir,', e 03000
encadcrnado.
MASSA ADAMANTINA.
Ra do Rosario n. 36, segundo andar, Paulo Gai-
gnoux, dentista francez, chumba os denles com a
massa adamantina. Lsa nova e maravilhosa com-
posiraa tem a vanlagem de encher sem pressao dolo-
rosa todas as anfractuosidades to denle, adquirindo
em poneos instantes solidez igual a da pedra mais
dura, e permute rcslaurar-os denles mais estraga-
dos com a forma e a cor primitiva.
jj 'UBLICAAO DO IKSTITliTO 110
HCOPATIIICO DO BRASIL.
W THESOURO IIOMEOPATHICO
OU
0 VADE-MECl'M DO
<$} HOiSflEOPATHA.
(&} Mtthodo conciso, claro e seguro de cu- (S)
* ra- homeopticamente lodas as molestias /y*
VT que affligem a especie humana, e part- V^
ft culrmente aquellas que rcinam no lira- (fo
22 sil, redigido segundo os melhores trata- /JJ,
^n dos de homeopalhia, lano europeos romo tyj
fjjt americanos, e seaundo a propria experi- fA
? enca, pelo Dr. Sabino Olegario Ludgero
fp9 P'nho. Esla obra lie boje reconhecida co- '<#)
A ino a melltor de lodas que tratam tlaappli- rfif,
'J cacao honieopalliira no curalivo das nio- *v
B) Icslias. Os curiosos, principalmente, nRo iSk
tg, podem dar um passo seguro sem possui-la e A,
V9 consulla-la. Os pais de familias, os senlio- "^
.'^ res de engcnlto, saoerdoles, viajantes, ca- (
Z pitaes de navios, serlanejosclc. etc., devem ,*.
$M te-la man para occorrer -promplaruenle a vjjiv
feft qualquer caso de molestia. gft
TV Dous volumes cm brochura por 103000 J
(gj edeadernados UCOO $
//f. Vende-se nicamente em casa do autor, if.\
? rua| de Santo Amaro n. 6. (Mundo No- w
tt vo). (g,
Urna pessoa habilitada offerecc-se para promo-
ver cobranras fra desta praca. o qual d.i hatlor a sa
conducta : quem de seu presumo se quizer utilisar,
dirija-sea ru Nova, taberna n. 50.
Manual dos terceiros franciscanos.
Acha-se no prclo o manual dos innaos da V. O.
Terceira da Penitencia do S. P. S. Francisco.
A_l.a parle desta obra conlcm a historia da insti-
lutrao daordem, a regra com muilas cipliraces, as
absolvieses, as indulgencias do Sm.-> P. Iteitcdiclo
XIV, as do Sm. P. Pi VI de que ainda nao coza-
vam os terceiros tiesta vasta diocese, e alm disto as
qye pertencem s ortlem terceira do Recife, e ludo
mais que diz respeilo aos terceiros e a ordem.
A >.* parte he um perfeiln devocionario, conten)
o inelhodo de onvir roissa, dccoiifessar-se, a via-sa-
cra, a coroa scraphica, oracoes da manhaa e da noi-
te, um devolo exercicio ott orares ao doloroso cora-
SSo de Muria Sanlissima, indulgenciadas por Pi
VII, algumas outras orares, o responso de Santo
Antonio, a historia e as visitas da Porriuncula, ele.
A 3. parle eontm o modo de ajudar e assistir aos
agonizantes com melifluas e tocantes oracoes, absol-
vicao de Benedicto XIV, dos franciscanos, dos car-
melitas, dos confrades do Rosario e das Dores, c
alsuiuas heneaos.
Esta obra q'ue pela 1." parte perlence aos irmos
terceiros franciscanos, pela 2." e 3. he necessaria a
qualquer cliristlo, e pela 3." indispcnsavel aos Srs.
sacerdotes.
Assigna-se a IgOOO o exemplar em brochara, no
consistorio da ordem terceira, das 9 horas al as 3 da
tarde, na 11 vi aria classica no largo do Cbllegio n. 2,
c na loja de livros na rita do Collegio 11. S.
_ Precisa-se alosar urna cisa terrea no bairro de
Sanio Anlonio, que rulo sejs mttilo pequea, agra-
dando nao se olha para o preco, e pag#*e adianla-
1I0: quem tiver annuncie para'ser procurado.
Qam precisar comprar um cavsllo que carre-
ga baixo, serve para carro, e esla mttilo gordo, an-
nuncie a sua morada para ser procurado.
. Na ra estreita do Rosario u. i, se dir quem
d dmfieiio a premio sobre penhores de ouro, em
qaanlisa do .505000, e por mdicos juros.
Offerede-sc urna mi.lhcr de-boa conduela para
o serviro de cusa de um hnmcm solteito. ainda mes-
mo para 11 m silio pcrlo da praca : quem precisar,
dirija-so ti Boa-Vwla, becco dos Ferreiros n. 4.
Aluga-sc urna prela escrava para todo o servi-
?o de urna caga tle familia, e que uiba cugominar :
quem a liver c quizer, dirija-se ao largo do Paraizo,
ra-a terrea n. i.
Precisa-se de urna ama'forra ou captiva, que
saiba fazer o servido diario de una casa de pouca
familia : a tratar na roa do Collegio n. 15, arma-
zem.
Na ra Bella n. 13, precisa-se de urna ama es-
crava, que saiba cozinliar bem.
Aluga-se a 105 rs. por mez. urna casa terrea
em Oliuda, ruada Rica de S. Pedro n. 1, com duas
portas e duas janclhts de frente, tres salas, qualro
quartos, grande cozinha, quintal grande murado
com porlHo para ra, cacimba, estribara para tres
ou qualro cavallos, e casa para pretus, e lamben) se
vende : a tratar rom Antonio Jos Rodrigues de
Souza Jnior no Recife, ra do Collegio 11. 211 pri-
meiro ou segnndo andar.
Antonio Rodrigues de Albuquerquc, escritu-
rario do cousulado provincial, faz scenle aos Srs.
proprietarios dos predios urbanos das freguezias de
S. F'r. Pedro (ionealves e Santo Antonio, que prin-
cipia a fazer o lancamento da decim, como tam-
bem dos de mais imposlos cargo da reparticao, do
anno financciro de 1855 a 1856, no dia 5 de junho
correute. *
Fornecimento de carva'o
As pessoas <|ue se propozerem a sup-
prir de carvao os vapores-da mesma com-
panhia, pdem igualmente apresenlar
sitas propostas up mesmo escriptorio at
o referido dia 15 do corrente.
1 J. JADE, DENTISTA, f
continua a residir na ra Nova 11. 19, p.rimei-
9 i'" andar. S
Prccia-se tle t-.n. criado que seja fiel e capaz,
para servir cm urna tasa de familia : quem quizer,
dirija-sea praca da Boa-Vista, casa >la quina que
lem entrada para a rita do .\ra;ao n. 32.
Precisa-se alugar urna oaia que lenha sitio
ou mesmo sem elle, perlo de embarque: quem tiver
annuncie, ou dirija-soM esla typograpbia, que acha-
ra rom quem tratar. 0
O Dr. Ribeiro, medico pela universdade de
Cambridge, contina a residir na ra da Citiz to Re-
cife 11. 19, 2.'1 andar, oinle ptle ser procurado a
qualquer hora, e convida aos pobres para consullas
gratis, c mesmo os visita quaudo as circumslaucias o
exijara, faz especialidado das molestias dos olhos e
ouvidos.
COMPRAS.
Compram-se peridicos a 30200 a arroba : no
paleo do Carino, quina da ra de llortas 11. 2, ta-
berna.
Compram-se travs de embiriba pre-
ta com 50 palmos de comprimento e um
emquadro: na ra da Praia, casa ter-
rea juiiloacasa do subdelegado.
Compra-se elTccIivamente bronze, lalao e co-
bre velho: no deposito da fundirao d'Aurora, na
ra do Brum, logo na entrada 11. 28, e na mesma
fundirao em S. Amaro.
Compra-se prala brasileira ou liespanhola : na
ra da Cadeia do Recife 11. 5i, loja.
Compra-se urna negra que seja mora, saiba
hm cngnmmar c cozinliar, assim como um moleqoa
de 12 a l anuos: na ra da Cruz do Recife, n. 23.
Compram-se palacoes hrasileirose hespanhoes :
na ra Ja Cadeia do Recife loja tle cambio 11. :!8.
Compram-se effectivamente trasles usados, e
tambem se trocam por novos: na ma Nova, arma-
zem de trasles do Pinto de fronte da ra de Santo
Amaro.
Compram-se escravos de ambos os sexos de
12 a S> "tinos,~endo bonitas figuras pasa-so bem: na
ra de llortas n. 60.
Compra-se o DIARIO de 2f> de 80-
tembro de 1853, n. 216 : na .-Hvraria n.
0C 8 da praca da Independencia.
VENDAS.
Vende-se urna casa terrea na ra do Coto-
vello, vende-sc melado ou loda (orno con-
vier ao comprador: a iralar o ajusto cm casa de
i'iouvcta c*I.eite ria
fazendas n. 27
ra ra do Qucimado, armazcm de
Vende-se melad* do engenho Sibirn tle Santa
Cruz na fregiie/ia de Ipojtica, inoiln bom de agua e
bous partidos, por preco razoavrl, a tliuheiro ou a
prazo : a fallar na roa das Cruies n. 40, ou 110 en-
genho (iaipi.
Vendem-sc 2 escravos crioulos de bonitas fi-
gura, sende urna perita engotnraadeira, cozinheira e
doreira ; e outra que eozinlia, lava, be ptima qui-
tandeira : na ra de llortas n. 60.
SO- LENDO-SEPODERSE-llA AVaLIAR.
O Theeooro de Paciencia, obra moral, toda .1 mai
de familia deve possuir, pois que a alma que se v
afnela entrando de pessagem, mas rom grande fre-
quencia pelo tlectirso do dia 110 inexhaurivcl The-
souro de Paciencia, ao menos com a lemhranc do
seu soffrimcnlo, conhecerti maravilhosa mu Linea nu
seu coractlo. e tirar delle riquezas inmensas: acha-
se i venda na ra da Cadeia do Recife tojas ns.
FIZENDAS BARITAS PARA
se acabar com
a loja
Brius trancados de puro linlio, de milito bonitos
padroes a tilK rs. a vara, ditos hrancos a 700 rs.,
canea amarella da India a 300 rs. o covado, scline-
las de cores para calcas e paliltis, de niuilo bonihis
patlres e cores lisas a 300 rs. o covado, cortes de
milito bonitas casemiras a 1?0!K), cwemira preta
muito lina a 2-7000 o covndo, merino prelo muilo fi-
no a 3?000 o cgvado. damasco inelez de fila sem mis-
tura tle algodan a 500 rs. o covado, chales de chita a
800, ditos de algodao de bonitos padroes a (iiO, cha-
peos de sol tle asleas de haleia a 29UOO, ditos tic as-
teas tle junco a lgOOO, chapeos do sol de seda para
senhora, hienda muito superior a 3^600, chapeos
prelos francezes, fazcmla muilo superior c do mais
inodernissimo goslo a oyXN), lencos de seda com
franjas a 2Q200, ditos de seda e aleodao tambem
com franjas a (il). lencos de seda pura alzibeira tle
bonitos padroes a l600, ditos tle camhraia tic linho
a 1:00 rs., ditos tle camhraia a 320. ditos tle cassa
piulados a 200 rs., mcios t hales adamascados, hran-
cos, de cas-a a 320, grvalas tle seda tiiOe 1^000, tu-
las prctas de selim a I9OO, corles tic colleles tle se-
liin hordados a4000, tlilosde fusl.io, fizenda supe-
rior, a I9OOO, chales finos de merino c bstanle
grandes a KflOO, rli los de seda muilo boa fazenda a
10? nitos padroes a II9OOO, ditos de seda lavrada. muilo
ricos a 20^000, selim preto tle Miico a 1>(ilH) o co-
vado, cortes de vestidos de camhraia de dillerentes
goslns a 45OOO, boncles para meninos a 400 rs.. sus-
pensorio finos com (ios de seds a 200 rs. o par,
inoias de seda brancas para setilior.i, fazerda supe-
rior, a I5OOO, luvas de seda tle todas as cores e sem
defeilo algom a IfOOOopar, ditas prelu de loreal
com borla, fazenda muilissimo boa, e chegadas lti-
mamente de Lisboa, pelo barata preco de 1-SKK o
par, meias brancas de algodao, fazenda" muito lina,
para senhora, a 300 e 400 rs.,opar, ditas para me-
ninas a 200 rs., dilas para meninos a 160 rs. o par,
meias pretal de algodao para senhora, muilo boa fa-
zenda c sem deleito algum a 200 rs. o par, dilas
cruas paia liomcm a 160, superiores mantas de seda
para seehora a 50500, camisas tle meia para homem
a 800 rs., prinreza muilissimo lina ,1 600 rs. o cova-
do, lila prela, fazenda superior, a 32" o covado, co-
bertores ile algodao para escravos a 700 rs. cada um,
bonitos chales de algodao e seda a lotiOO, grvalas de
cassa a 20(1 rs., hrim de linho de quatlrinhos a 2ill
rs. o covado, lindissimos corles tle veslitlos tic cassa
com barra a 23000. madapoln de todas as quidida-
des, chitas Bninhnas, algoJSozioha liso o. trancado',
algodao trancado azul, brilla lisos linissimos c "mais
grossos, lencos muilo finos do ganga encarnada para
tabaco, ditos da fabrica, baila de lodas as cores, al-
godaozinho proprio para saceos .por ser bastante en-
corpado, e alcm tiestas outras muilissinias lazend.is,
que sevendem muito mais baratas to que cm oulra
qualquer parte. Esta loja foi arrematada cm prara,
a dinheiro a visla, c como os arrematantes icnham
de acabar com ella, rogam aos amantes do bom e ba-
to que aproveitem a orcasiao, que tiestas pechinchas
appaiccem pouras vezes e depresea sc*acabam : na
ra doQueimado, nos qualro canlus. loja de fazen-
das 11. 22, defronle do sobrado amarello.
Vende-se superior doce tle goialia : na Iraves-
sa do Queimado n. I.
Vendem-se superiores palitos de fogo a 640 o
cenia : na ra do Pites n. 5, e oTillm do fabricante
pelas mas tiesta, cidade em um ravallo, os quacs se
rcsponsabilis.un por lodo o lempo, nao se rnolhando.
Vfcndc-se urna casa terrea, sita na ra Velha
da Capiinga. com 32 palmos de frente, chaos pro-
prios, coro cacimba de boa agua : a tratar na misma
casa com o Joao, marrineiro.
Vcinle-se urna casa de taipa, e cede-se a posse
de 60 palmos com um terreno ao lado da mesma ca-
sa, com arvoredos tic frtelo, na ra Imperial, Ira-
vessa do Trindade, por preco barato : trata-sc na
mesma casa, 00 na de n. 120 A.
Na ra das Cruzes n. 22. vende-se urna escra-
va de naeao. de 40 anuos, muito nossanle, queco-
zinhae lava de sil.ao.a vende na rti.
Vende-se um escravu cozinheiro :
ra do Collcsio 11. 16.
na loja; da
A la mode.
Acaba de chegar urna exceliente fazenda denomi-
nada chaly, de Mudos padroes, e por preeo. mais
commodo de que em outra qualquer parle : na ra
Nova n. 10, loja franceza.
1 Chales de miro de
muilo co 1 modo proco
franceza.
ricos padroes por
na ra Nova n. 10, loja
FUMO El FOLH.
Na ra do Amorim n. 39, armazem de .Manpel
do Sinlos J'inlo, ha muilo superior fumo em folha
de lodas as qualidades para charutos : por preros ra-
zoaveis.
. FEMAD MULAT1NH0,
Na ra do Amorim n. 39, armazem de Manoel
dos Sanios Pinto, ha muito superior feijao raulali-
nhoeo siccas : par preco commodo.
Vende-se um molcque de 5 annos, oonila fi-
gura : alraz da matriz da Boa-Vista n. 3.S.
r- Vende-so qm eseravo jardo, oflicial de marci-
nciro, de 15 a 16 anuos, muilo bonita figura, sadio,
sem taclia algtima que se lhe ppssa por, muito obe-
diente e fiel, sem vicios, vencle-se porque ha presi-
C3o : na ra to Rangel n. 21.
Vende-se urna escrava crionla. de 28 annos de
idade pouco mais ou menos, a qual serve para todo
o servico de una casa : na aterro da Roa-Vista nu-
mero 9.
Vende-sc o Tratado da LegislaeQoou
exposieao das leis geraes por Charles Com-
te por 5>;000 rs., Curso de historia mo-
derna por Guizot por 12$00Q reis: na
prara da Independencia livraria 11. (i e 8,
se dir' quem vende.
ARADOS DE FERRO.
Na fiindicao' de C. Starr. & C. em
Santo Amaro acha-se para vender ara-
dos Ai ferro de -'-to" qualidade.
Conloes de ea-
bellos,
elsticos, lisos c enfeitados, por nielado de seo va-
lor : vendeni-s na Iravessa da Madre tle Dos
n. 19.
Fumo em folha.
Fardos de 3 arrobas, de todas as qualidades : ven-
de-sc no armazem do ion, na Iravessa da .Madre de
Dos n. 19.
Cera de carnauha.
Vende-se na rita da Cadeia do Kecife n. 49, pri-
meiro andar.
RUADO CRESPO N. 19
\ eiidcm se ch-!es de lita de diversas qualidades e
goslo, por presos commodos.
RUA DO CBESPO K. I
\ entlem-sc brmsde puro linho, branen ede cores
a I9S00 a vara, riscadinltos em chita a 6?>000 a peca,
e tlin o covado, corles do laa para calca a 19200, as-
sim como nrgandis e cas-as tle muito bou) goslo, e
o ti I ras muilas fazendas, por procos razoaveis.
DEEffl TTENCAO' AO BARA-
TEIfiO.
"Na taberna que foi do Malinas, na ra Nova n.
50, vendeni-se por muilo commodos*preros, tftlvez
por menos do que cm oulra parla, muilos erTeilos
perlencenlcs a taberna : superior viitho Champagne,
Bordeaos, a 320 e 400 rs. a garrafa, do Porto muito
velho, engarrafado, a 8110 rs., cha do Itio c ta India
muilo hotn. panas, chouricas, presuntos, velas de
espermacele franetzas e aincri-anas, dilas de car-
nauba pura, vinsure firanco e linio de Lisboa, en-
Sarrafado ede muito superior qualidade a 280, quei-
jos do reino muilo frescaes, sagti, eevatlintia, estrel-
linha, fogo da India a Sebastopol, saldiuha de ."San-
ie-, vinho moscatel muilo superior a 560 a garrafa,
charutos da Babia, cerveja, bolachinha tle ararula e
outras militas cousas, como licores francezes, sabao
branen do Itio, doce de goiaba bom e de gelca in-
gleza, resmas de papel de boa qualidade, etc. etc.
No pateo do Orino, quina da rus de llortas n.
2, vendem-sc linuuicas do serlo a 2i0, chouricas a
'iO, iiozes a 100 r'., louciiiho de Lisboa a 320, de
Sanios a 20, paseas a 560, cha a IgtOO, 2yi00 e
29360, dito preto a 29200, traques fortes a 140, man-
leiga i OiO, 800, 880, 960 e 1S200, bolachinhasNa-
poleao a 4811, doce secco de caj a 480, de goiaba
em caives tle mais de 5 libras a 800 rs., ameixas a
160, gomma a 80 rs., familia de Marauhao a 160,
cevada a 220, alpisla a 200rt., azeite doce a 720, di-
to de carrapalo a 210, lucir 70 rs. a libra.
Vende-se superior cernelo romano, em barricas
de 10 arrobas, por preco mdico ; no escripturin de
Eduardo 11. Wyatt,ra do Tiapicn Novo n. 18.
Ba do Queimado n. ."ri. loja de fazen-
das jimio a loja da Fama.
\ endem-sc cortes tle cambraia delistras com S '.,
varas o corle, pelo diminuto preco de 2^300 ; ehe-
gitem, antes que se acabem.
\>ndem-se missaes romanos : na ra do En-
caniameiilo, armazem ti. 76 A.
Vendem-se 2 escravos mocos, ptimos para to-
do*rvico, e urna boa escrava quilaudeira : na ra
ireila n. 3.
Vende-se nm eseravo de meia id'ade, muito sa-
dio : n ruada Cruz n. 62, primeiro andar.
MEIAS DE*LA COWPRIII&S,
vendem-se na ra do Crespo n. 17.
ATTENCAO'.
Na ra do (Intimado n. 33" loja de fazendas jonlo
a loja da Fama, vendem-se as seguinles fazendas,
por diminuios preros : riquissima seda de cores
para vestidos e collitesa45>(i(l o covado, chales do
seda bastante grandes, superior fazenda, a H3OOO,
ditos tle boa seda, em carlAo, a IO9.VX), ditos de laa
e seda, grandes, bonitos padroes, a 33200 e 38500,
ditos de ganga bordados a 2&900. mantas de seda!
lindas, modernos patlres, a rSsOOO e 99500, corles
decollles de gorgorito e seda, fuiissima fazenda, a
28500 e 25IOO o corte, romeiras de cambraia e de fi-
l a 39000, selim prelo macan superior, com um pe-
queo toque de mofo pelo avessn a 2X600 o covado,
lencos de garca e seda a'ljOUO, laa de quadros para
vestido a 19900 o covado, cambraia lina de salpicos
de difTereutes cores n 700 rs. a vara, corles de case-
mira do cores, superior fazenda, a 4-^800 o corte,
panno lino prelo, pro va de limao, a 650O, 59II00J
49oOO e -'19OOO o covado. caseinira prela, boa fazen-
da, a 25500. 29200 c I59OO o covado, chpeos fran-,
cezeS a 69OTM), camhraia tle cores pera vestido'a 296OO
o corle, e outras mais fazendas. que .i viste, nodel-
xarde agradar aos fregoezes to bom e barato.
Na ra do (lueimatlo n. 33, loja tle fazendas,
ha para vender um escolenle moleqce de 6 annos,
muilo proprio para mandar ensinar o officio.
A BOA1AHA
Ventlcm-se carleiras propri.-is para viaeens por te-
rem lotlos os tirranjos necessarios para barba, pelo
baratsimo pret;o de 39500, reloginhos com mostra-
dores de madrepcrola e porcelana, eoosa muito deli-
cada para cima de mesa a 4:000 aula nm, toocado-
res com columnas de jacataud'e cotn encllenles
espellius a :J5I)00. ricos toucatlos para senhora a
19500, riquissimos leques com lindas e tinasiina-
pinturas a 5^100 eu>()00 cada um, vollas pretas para
lulo com brincos, pulceiras e alliuole, fazenda mui-
to superior, a 49DOO, ditas' mais ortlinarias a 15000,
linleiros e areciros dforcelana a .500 rs. o par, pa-
lils de laa de muito bonitos goslos e com guarui-
ee--, para meninas e senhoras a 3.3OOO, riquissimas
cajiaa para rap de diversas qualidades a OiO, 1^000,
15500 e -29OOO cada urna, grande sortimenlo de ocu-
ltis de armaran deat;o a 800rs. o par, carapu;as piu-
ladas, muito finas, para homem a 240, meias muito
linas e piuladas para homem a 320 o par, pentes li-
nissimos de tartaruga e de muito bonitos gostus a
19-500, .55000 e 5.55OO cada um. bandejas linas de
varios tamaitos de lOOOale 5-^000cada una, meias
de laia para padres, o melhor que he possivel haver,
pelo baratissimo preco de 29000 o par, luvas de se-
da de lodas a< cores, fazenda muilo superior e sem
defeilo de qualidade alguma, para homem c senhora
a I92OO o par, grvalas de leda de muilo bous gos-
tos, pelo barato prero tle I5OC1O cada urna, riquissi-
mas franjas brancas c do cores, com borlas, proprias
para cortinados, cscovas mui'.o finas para cabello e
rotipa, eslampas de sanios cm fumo e coloridas, e
alm de ludo islo oulras inuilissiinas cousas, ludo
de muilo gosto e boas qualidades : na ra do Quei-
mado, nos qualro cauto, loja de miudezas da Boa
Fama n. 33. Esla loja he bem condecida porque
sempre vendeu tudo mais barato do que em oulra
qualquer parte, e mesmo porque sempre se acha
sorlida da um tudo quanto so procura.
Vendem-se os livros seguintes: A nova lle-
loiza, 4 v. por 69000 ; As DesRracas da Inconstan-
cia, 2 v. por I9OOO ; As Mais Kivaes ou a Calumnia
2 v. por 29OOO ; Evaristo e Theodoro, 4 v. por 25 ;
O viajante Sueco e os Solitarios de Murria. 1 v. por
610 ; o Sonrio o o Amor Silencioso, por 320; o Ju-
deu Errante, por 800 ; Os Votos Temerarios ou o
Enlltusiasmo, 2 v. por 1.->600 ; o Diabo Amoroso, I
v. por 19000 ;. A Caverna ta Morle, por 18000 ;
Claudfcia, uovella saboyarda, por 320 ;~~Monsicur
Uotte, 2 v. por 15000: Celestina, novclla llespa-
nliola, por 320; Auna de Areoana, 1 v. por I900O;
o Silio da Kochclla, 2 v. por 29000 ; Memento das
questes de philosophia, por lJOOO ; rhetorica por
Freir de Carvalho, por 1>000 ; altas para Historia
Sagrada, por 9J0M ; selecta latina, por 640 ; Fbu-
las de la Foiiltiine, por l90O-J:'na ra das Flores
leja de marcinaria n. 25. Na mesma casa vende-sc
urna arinacao tle palaniiuim da Babia, propria para
ser robera por eslar muilo forte, e por commodo
pret;o.
HANTEIGAj
Venile-se manleiga ingiera a 15120, e 19300 "a li-
lua, dila franceza a 81)1) rs., bolachinha tni;leza a
.".00, carne do serlHo 21X1 rs., caixoes tle doce de goia-
ba a 720, vinho a 180. dilo verde a 240 : na taber-
na da rna estrella do Kosario 11. 16.
Na casa de Ilebrard & Blandl, ra to Trapi-
che Novo n.SB, Vende-te ireite doce francez de
Piagniol, verdadeiro.salame le l.yon, muito fresco,
assim como vinho de Ilordcauv, champagne, cognac,
ludo por proco razoavel.
..
-; 0
-S ~-i s> 2 0 .
a-* OH % c
c 0
c 0 C/5
X .a O
tsm i _ a &
-^ c i-bm OO cz **
C3 ^ pe; y ~ """ C9 -8 ce
C3 co <^ P -c
pq -- V m 0 H 0
J^ E^fe . ca a T3
ca CJ id em 2 .4>
as u 9 * K* -=J a a
^ co 2 3 "2 U O 0
(O ' 5S O 0. y.
es 3 S
Santo Antonio livrando seu pai do pa-
tbulo.
Riquissimo drama original tle A. X. F. A., acres-
cenlado com duas pralicas sobre a vida e morle do
Santo, composlas por Francisco tle Freitas tiamhoa,
e primorosamente pregadas por dous tos seus disc-
pulos de-menor idade. Acha-se a venda 11,1 ollicina
de eucrfdcrnacfto do Padre l.emos. no largo do Col-
legio, pelo prero de I5OOO, linda impressao, e em
muito bom papel.
Vende-se urna boa escrava de elegante huma,
sailia, de-20 annos, sem vicios, sti lem una pequea
belide em um olho, urna prela de 16 annos, um lan-
o feia de feicoes, e sem defeilo, por preco commo-
do : na ru.i )art.a ,1o Kosario n. 21.
RUADO CRESPN. 19,
- Veiiilem-se bonit.is maulas de seda para senhora
a :.SiJ.n cada una.
PAHNO DE LISHOETOALHAS
V1NDAS DO POHIO.
Vende-se panno de linho de lodas as qualidades ;
toalhas adamascadas para mesa, de diversos lma-
nnos ; dilas acohoadas e lisas para rosto, por preco
commodo : na ra do Crespo, toja da esquina que
VOlta para Cadeia.
FAZENDAS DE GOSTO
PARA VESTIDOS DE SEMIORA.
Indiana de quadros muilo (na e padroes novos ;
corles de liu de quadi o e llores por prego commo-
do : vende-se na ra do Crespo loja da esquina que
votla para a ra da Gideia.
CASEMIRA PRETA A 4*500
0 CORTE DE CALCA.
\ endem-se na ra do Crespo, loja da esquina que
volta para a ra da Ct.tlcia.
Vendem-se saccas com f.irinha a 4-3000 rs., di-
las rom arroza i;ilJ0 rs. : no caes d.i Alfandcga ar-
mazem de Anlonio Aunes Jacome Pires.
Em casa de T'tmm Momsen & Vinassa,
piara do Corpo Santo, n. 13, lia para
vender:
Um sortiraento completo de livros em
br.mco, vindos de llamburrjo.
Chegou ile Franca pelo paquete urna fazenda inlci-
ramentc nova, loda de seda, tle quadros e lislras,
o mais rico possivel, denominada Sebastopol, o
I5OOO
19OOO
900
OSO
wo
280
260
covado.
Adelinas de seda de quadros, o covado 4
Crimea de seda, gosto escocez, o covatlo .
i'rnzerpina de seda de qnadros, o covado .
Indianas cscocezas, novos patlres, o covado
Chitas fraucezas, liados padroes, o covado
Riscatlo francez, largo, fino, o covado .
Corles de vestidos tle seda cscoceza, o corle .fldOOO
Corles de larlaltina de seda, o corle. "BjtOOO
Corles de cambraia tle seda, o corle. 5000
Selim prelo lavrado para vestido, o covado 2?i00
Selim prelo maco, liso, o covatlo. i-OOO
Sarja preta nespanhola. o covatlo. l^KJO
Nobreza prela pnrtugueza, o covado, 1&800
Chales de casemira de cor. lisos..... -ijTiOO
Chales de merino, franja de seda. .3OOO
Chales de merino bordados a seda 83500
Chales de merino o mais rico possivel II.3OOO
l.uvas de seda de todas as qualidades 19280
Corles de casemira prela selim .... O3OOO
Corles de casemira tle cores...... i?6O0
Cortes d casemira mofada...... 2*>">O0
Corles de colleles de fttslo fino. .... 600
I.'cncos de seda para grvala...... 800
Ourello prelo para panno, o envado fcOO
Corles de alpaca escoceza, o corle :1NH)0
na ra do Queimado, cm frente do becco da Con-
grogacao, passandoa botica, a seguuda loja de fa-
zendas n. iO.
CEMENTO ROMANO A 8.000.
Vende-secemen'o Romano a 85000 a barrica ; na
ra ta Cruz n. 13, armazem de Joao Carlos Aogus-
lo da Silva.
TINTA BARATA. A
Vende-se tinta vermelha. em latas da 28 libras,
propria para apparclho, pintura de canoas, lanchas
ele1., a 100 rs. a libra : na ra ta Cruz n. 13, arma-
zem de J. C. Auguslo da Silva.
Saccas com arinha.
Vendem-se saccas cora superiorarinlia
da tena, nova, por menos preco do que
cm outra qualquer parte; a tratar no
trapiche do I'elourinho, 011 na loja n. 2(j
da ra da Cadeia do Recife, estptina do
llecco-Larfjo.
A PECIMNCIIA.
Est se acabando; ceblas de Lisboa chozadas lti-
mamente a 32H. fnO, 600 rs. o cento, e muilos ou-
lros gneros pm preros muilo razoaveis : no aterro
da Boa-Vista n. 8, defrun.eda boneca.
Vende-se um cabriole! e dous cavallos, tudo
junto ou separado, sendo os cavallos muilo mansos e
muilo coslurr.ados em calmlo!: para ver, na co-
cheira n. 3, defronle da ordem terceira de S. Fran-
cisco, c a tratar com Antonio Jos Rodrigues de Sou-
za Jnnior, na ra do Collegio n. 21, primeiro ou se-
gundo andar.
De jjOOO a OO.fOOO.
He chegado praca da Independencia n. 24 c
30, loja de chapeos de Joaquim de Oliveia Maia,
um grande e variado surtiniento de chapeos do Chile,
que a vista de sua boa qualidade se vendern pelo
diminuto preco de^HMKIa 2003000. assim como cha-
peos de castor prelo-, pardos e hrancos, com pello e
raspados, copas altas e baixas, chapeos de Italia, di-
to- de plha brasileira, ditos amazonas para senhora,
tlilosde patita abcrla. ditos francezes e d.i Ierra para
hnmens e meninos, ditos de lustre de copa alta e
baila para pageos, Jilos para marinheiros, e final-
mente um bello sorlimcitlo de tudo quanlo he pre-
ciso para calicha, e ludo por precos mais razoaveis do
que cm eulra qualquer parle.
Vende-se pipas, barris vazios e bar-
ricas internadas: a tratar com Manoel
Alves Guerra Jnior, na ra do Trapiche
n. U.
TENTOS
par voltaret.
Vendem-se na roa da Cruz n. 26, primeiro andar
lindel caixas envernisadas, com lentos para marcar
ogo de vollarele, por predominio commod c.
Altenco !
Vende-se superior fumo de milo, segunda e capa,
pelo baralissimo preco de 35000 a arroba : na roa
ireila n. 76.
Potassa.
No antigo deposito ta ra da Cadeia Velha, es-
criptorio n. 12, vende-sc muilo superior potassa da
Hussia, americana e d Kio tle Janeiro, a procos ba-
ratos que he par fechar contas.
Xa rita do Vifjario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicaspara piano, violao flauta, como
8cjam,(|uadrillias, valsas, redowas, sclio-
tickes, modinhas tudo modemissimo ,
chegado do Rio de Jpneiro.
Vendem-sc ricos e modernos pianos, rccenle-
menlc chegados, de excellentt-s vozes, e presos com-
modos em casa de N. O. llieber & Companhia, na
da Cruz n. 4.
A Boa Fama.
Na ra do Queimado loja de miudezas
da boa fama 11. 33, vendem-sc as miudezas abaixo
mencionadas, c alm dessas oulras muilissimas que
avisla dos seus procos muito baralos, nao deisam de
fazer muila coula aos amigos do borne barato, as-
sim como boceleiras e mscales: ludias de novellos
ns. .">0, 60 e 70 a l-IO0a libra, bolftes para camisa
a 160 a gtoza, litas de linho brancas a O rs. a pe-
ca, linhas de carrlel de 200 jardas tle n. 12 a 120 a
70 rs. o carrilel, colietes francezes em carines a
80 rs.. linhasde pczoaiOOrs. a meadinha. dilas
muilo finas para bordar a 160 rs fitas de seda la-
vradas tle todas as cores a 120 rs. a vara, lindas de
marcar azul e encarnada muito finas a 280 rs. a
caixioba com 16 novellos, dita* mais grossas a 1 i
rs., iapis linos envernisados a 120 rs. a duzin, dilos
mais ordinarios a 80 rs. a duzia, dedaes para senho-
ra a 100 rs. a duzia. caisas para costuras de se-
nhora a 25000, :15000 e 3>VW, ditas para joias a
300, 200, 120 e 80 rs., braceletes enramado- a 400
rs., 1 en na- d'aro muilo finas a 610 rs. a gruza, pa-
litos de fogo a 10 rs. a duzia de macinhos. capachos
pistados a 610 rs., hengallinhasdejuncocom bonitos
castt.es a 500 rs., penlcs para .-dar cabello a 1*500
a tluzia, papel alinaco muilo bom a 25600 a resma,
dito de pezo paulado a 3o600, micangas miudinhas
a 10 rs. o mac, dilas maioresede lodas as cores a
12(1 is. o maro, suspensorios a 40 rs. o par, grampas
a 60 rs. o masstnho, alnetesa 100 rs. a carta, pe-
dras para escrever a 120 rs.. boles linos para calija
a 280 rs. a groza. brinquedes para meninos a 50
rs. a caisinha, meias brancas para senhora a 2i0 r-.
e par, luvas de loreal Tazenda superior e com borlas
a 800 rs. o par, dilas de algodao, brancas, para ho-
mem a 210 reis o par, estovas finas para tientes a
100 rs., colliercs de metal para sopa a 610 rs. a
duzia, espelltos com molduras douradas, fazenda su-
perior a 120 c 100 rs., espelhos de capa a 800 rs. a
duzia, tesoiiras para costura a lJOOO rs. a duzia, ca-
ivetes de i fullias para aparar peonas fazenda su-
perior a 210 r., luvasde seda prelascom primas tle
corps a.'iOOrs. o par, ditas tle algodao tle cores mili-
to finas pura homem a 400 rs. o par agulheiros de
metal com agulhas cousa superior a 200 rs. torcidas
liara candieiro do numero que o comprador quizer
.1 SO rs. a duzia, livelasdouradas para calca e folele
a 120 rs.. pentes tle baleia para alizar a 280 rs., ditos
linissimos paraalarcabello a 1-5280 rs,espora, finas de
metal .1 soo rs. o par, chicotes fin os a 800 e I9OOO
rs., aholoaditras para colleles cora superior a 400.
500, 000 e 800 rs.. Iraicellins de borracha para re-
logios a 100 e 160 rs., caixiuhas com superiores agu-
lhas fraucezas a 200 rs., meias de seda pintadas pa-
ra enancas tle 1 a annos. a 1*800 rs. o par, dilas
pintadas de lio da Escocia de bonitos padroes a 210
e 400 rs. o par, trancas de setla tle todas as cores, fi-
tas linissimas de todas as cores, bquinhos de algo-
dilo c de linho tic bonitos parirnos muito finos, te-
zouras o mais lino que he possivel eucontrar-se e de
todas as qualidades, luvas e meias de (odas aa qua-
lidades. e outras muilissimas cousas, tudo de muito
gosto c boas qualidades e por precinhos que muito
agradan). Esla loja he bem contienda nao por
vender sempre ludo mais barato do que em oulra
qualquer parle, como lamben) ser nos qualro cantos
adiaiite da loja do sobrado amarello, c para mrlhor
ser conhccitla lem na trente una laboleta com a boa
fama pintada.
Capas de panno.
_ Vendem-se rapas de panno, proprias para a csla-
cao presente, por commodo proco : na ra do Cres-
po n. G,
Grande sortimento de brins para quem
quer ser gmenlio com pouco dinheiro.
Vende-se hrim trancado de lislras e quadros.de pu
ro linho, a SOO ra. vara, dilo liso a 640, ganga
amarella lisa a 860 o covado. riscados escures a imi-
lacao de casemira a 360o covado, dilo de linho a
280, dito mais aba i so a 160, castores de lodas as co-
res a 200, 2(0 e 320 b covado : na ra do Crespo
COM PEQUEO TOQUE DE
Na roe do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se trelo novo, cliegado da Lisboa pela barca Gra-
tidao.
TTENCaO.
Na ra db Trapiche p. 3i, ha para
vender barris d ferro ermetica'mente
techados, proprios para deposito de le-
les ; estes barris sao os .melliores que se
tem descoberto para este fim, por nao
exhalaiem o menor cheiro, c apenas pe-
/.am l(i libras, e cus,ara o diminuto pc-
eo de 'i.sOOO rs. eada um.
COGNAC VEKIMDEIKO.
\ endo-se superior coenac. em garrafas, a I29OOO
a duzia, e 1S280 a garrafa : rq, dog Tail0tjrqt u.
2, primeiro andar, defronle do Trapiche Novo.
FAMNIIA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saccas que tem umalqueire', me-
dida velha, por preco commod0: nos
arma/.ens n. 3, 5 e 7 defronte da escac-
nha, e no armazem defronte da porta da
alfandcga, ou a tratar no escriptorio de
Novaes 4C.,na ra do Trapiche n. 5i,
primeiro andar.
Chales de merino' de cores, de muilo
bom gosto.
Vendem-se na na do Crespo, loja da esquina que
volta para a cadeia. ,
DEPOSITO DA FABRICA DE TODOS
OS SANTOS DA BAHA.
Vende-se em casa de N. 0. Bieber &
C, na ra da Crua n4, algodao tran-
cado claquella fabrica Jluito proprio pa-
ra saceos de assucar e rou'pa para escra-
vos, por piteo commodo,
Em casa de J. KellerrSC, na ra
da Cruz n. 55 /lia para vender exced-
ientes piano wiidos ltimamente de Ham-
buigo.
Vcndc-*e urna balanca romana com todos os
sus perlenres.em bom uso e tic 2,000 libras : quem
prcleudcr, dirija-se ra da Cruz, armazem 11. 4.
Moinhos de vento
'om bombasde repuso par"a regar horlas e bata,
decapim. nafandicade D. W. Bowman : na ra
do Brum ns. 6, Se 10.
Tabeas par& engentaos.
Na fundirao' de ferro do D. W.
Bowmann, na ra do Brum, pastan-
do o cjiafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, asquaes acham-sc a venda, por
preco commodo e com protoptidao' :
embarca m-se ou carregam-le em carro
sem despeza ao comprador.
Superior vinho de champagne eBor-
deaux : vende-se em casa fk Schafhei-
tlin y. C, ra da Cruz p. T,%.
Vendem-se em casa de S. P. Jolms-
ton -\ C.....1 ra"de Scnaila Nova n. 42.
Sellins inglezes.
Belogios patente irfglez.
Chicotes decano e de montar a.
Candieiros e castteaes bronzeados.
Chumbo em lencol, baria e munico.
Farello de Lisboa.
Lonas inglezas.
Fio de sapa tetro e de vela.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de frr\a n. 97.
E
Altao de sicupira a 2?.">00 e 38 : vende-sc na
ra do Crespo loja da esquina que v olla para a ra
da Cadeia.
Alpaca de seda.
Vende-se alpaca de seda de quadros de bom goslo
a 720 o covado, corles deba dos melhores gslosque
lem indo no mercado a folOO, ditos de cassa chita
a l>S00, sarja pela hespanhola 1 2->iOO e 2-5200 o
covado, selim prelo de Macnu a 2JS00 e 33200, nuar-
tlanapos adamascados feilos era Guimaraes a 35600
a tluzia. lunillas de rosto virulas do mesmo lugar a
'.1-5000 e I25OOO a duzia : na ra do Crespo n. 6.
CHALES DE LAN E ALGODAO,
ESHOSASOORS.CADVIW.
Vendem-se na roa do Crespo loja da esquina que
volta para a ra da Cadeia.
CdBERTOBES.
Vendem-se cobertores escuro-, grandes e peque-
nos, a 19200 eT20 cada um : na ra do Crespo o. 6.
GOETES DE CASEMIRAS
DE 80RES ESCARAS E CLARAS A 39000.
Vendem-se na roa do Crespo, loja da esquirla que
volta para a ra da Cadeia.
Deposito de vinho de cham- ^
jagne Chateau-Ay, primeira qua- <
, idade, de propriedade do conde
^ de Marcuil, ra da Cruz do Re- m
A cife n. 20: este vinho, o melhor 4
^ de toda a Champagne, vende-se S
'; ti )6S000 rs. cada caixa, acha-se !
nicamente em casa de L. Le- J
comte Feron &.Companhia. N.- W
^ B.As caixas sao marcadas a fo- $
^ goConde de Marcuile os ro- Sk
->;; lulos das garrafas sao azue. M
ATTENCAO', QUE HE PAIt.V ACABAR. '
l.tlas com lislras de seda, e quatro palmos de lar-
gura, fazenda muilo propria para a presente esta-
cao, pelo diminuto prec,o de 440 rs. o covado : na
ra da Cadeia do Kecife n. 33. ,
Deposito do chocolate francez, de nma
das mais acreditadas fabricas de Paris,
em casa de Vctor Lasne, ra da Cruz
n. '27.
E\ti-n-stiperor, pura bauuilha. 15920
Extra lino, bannilha. 1-OO
Superior. 15280
Quem comprar de 10 libras para cima, tem um
bate de 20 % : vendn-sc aos mesmos precos e con-
dices, em casa do Sr. Barrelicr, no aterro de Boa-
Vista n. ."i2.
Vende-se .ico em cuuheles de nm quintal, por
preco muilo commodo : no armazem tle Me. Cal-
moni i\ Compendia, praca do Corpo Sanio n. 11.
Riscado de Iistras de cores, prop o
para palitos, calcas ejaqnetas, a 16*
o covado.
Vende-se na ra do Crespo, loja da esqoina ue
volta para a cadeia.
Barris de fjraxa n.
m POTASSA BRASILEIRA.
(t$ Vende-se superior potassa, fa-
ft bricada no Rio de Janeiro, che-
gk gada recentemente, recommen-
S aa-se aos senhores de en gentos os
JjT seus bons elfeitos ja' experimen-
W tados: na ra da Cruzn. 20, ar-
w) ma/.em de L. Leconte Feron t&
(9) Companhia.
t
Vende-sc escellenlc taboado de piuho, recen-
temente chegado da America : na mi de ipolto
trapiche do Ferreira. a eolender-so com oadminis
redor do mesmo.
AOS SENHORES DE ENGEHHO.
Redzido de 640 para 500 r. a libra
, Do arcano da invencao' do 3r. Eduar-
do Stolle em Berln, empreado as co-
lonias inglezas e hollandezas, COff gran-
de vantagem para o melnoramento do
assucar, acha-se a venda, em,lates de 10
libras, junto com o metbodo de entpre-
ga-lo no idioma portugus, m casa de
.\. O. Bieber & Companhia)' na ra da
Cruz. n. 4.
A ELLES. ANTES Q',E J ACABEM.
Vendem-sH cortes do casemira t*V>om gosto a 29,500
1-3 e 5000 o corte ; na r oVCrespo n. 6.
AOL.VCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um cetajrieto sortimento de moen-
das e meias moenda,s para cniho, ma-
chinas de vapor, e tai xas de ferro batido
e coado, de todos os tamaulios, para
dito.
Vendem-se no armazem n. 60, da ra da Ca-
deia do Kecife, de Ilcnry (ibson, os miis superio-
res relogios radicados'cm Inglaterra, por presos
mdicos.
Vende-se urna tas mais eleganle*cesas de so-
brado edificada ha pouco lempo, sita jsa estrada de
S. Josc to Maiigiiiiiho. a qual lem tods as commo-
didades para familia, cocheira, estriban*! !'o com
muilas fructeiras e flores etc. etc. : i Iralar d ra
da Cruz n. 10.
ESCRAVOS FUG0OS. "
------------------------------------_------------T------------
Quinta-feira 6 do careen! desap
pareceu da rita doQotmadot. 17, o
eseravo Antfinio.de nacSo.qoe repr-
senla le U\ annos poeto manen re-
nos, tmn m sigmeaeointei: ralla
de denles na frente* mni sitairiz
no rosto do lado direito, algnnS ca -
_ bellos brancos, e lem no raco e-.
querdo quasi ao p do hombre calombieho do
tamaito de urna pilomba ; sueefie-e oe ros vesti-
do com calca deeasemiradeajiiwros de attodao-
zinho de lislras-ecamiaa deatadSo mocado brao-
co, lie coslumad a fugir e a moeJrde ame, e
quasi empro diz ser do malta de algeen senborde
enurnhn roga-ee por lail S nat^dattes pociaes
ecapilaes detampo.ou rqasm iirlieiiler de lva-
lo i casa meeicionade qaesrrt at/eoawserrejnte recom-
pensado.
Nndis 23 de ma9 sa da casa do kbaito signado o 'moleqoe Vocadio,
crioolo. de idade de W a 20 ancos, pouco mais ou
menos, ofllcel de .-/rapia, e ctrl os signaes seguin-
les : baixo, cor M, grosso do mrpo, tendo o cost-
me de qtiando anda olhar pin o chSo : roca-se aos
capillos de caa e nais pessas,_ qne o vendo, p-
prehendam t terem ao abaia assignado, que grali-
ticar ; e o* molcque perfee a heranca tfa" jlha-
da It. M.-ri Francisca de tlmeida, de cuja heranca
he o abei*o assignado in*ntarinle. Recife t.-Je
junho de 1165.Fruncido Mamede de Almeida.
Desiirpareceu dr engenho (iuararapes, na
inanlt ta de 31 devnaioo negro Job, da Costa, bem
moco, altara recular,secco, natos denles, cara ta-
lliada. falla muilo iwl, quaiKo anda arqueia nm
pouco as pcruas,e lem o segundo dedo do pVj esquer-
de corlado na prineira jiinl; ; tem desappareeido
por diversas vczei e vai ter se-npre ao Kecife.
l>o en sen ha liento Vello, propriedade do Dr.
Pedro Bellra"o, desapparcecu; 12 da marco prximo
passatt" o moteqtie (juinfiliato, crionlo, de 13 an-
uos, pos apalhetados, cor ful;, pernas tinas, cabeca
srainte, luilo renrisla c mmireso ; suppoe-se ter
acompaahatlo algnm combo.- de serlenejos para ci-
ma, ou ter sido furtado mesno ahi, lalvez vendido
lasa praca com oulro none : a pessoa que delle
fiur noticia ou o apprehendr, dirija-se ao referido
etgenlio, ou a Antonio Joge Guerra neste prara,
qie sera devidamente recuipensada.
Desappareoeu da ra arge do Rosario n. 12, o
eseravo Vicente, pardo, ali, olhos grandes, rom
urna cicatriz no rosto, cahahs e lssrba grandes ; he
oflicial de apateiro, anda c calca ejaqueta, calca-
do, c diz-se forro : quem (apprchendere entregar
ao seu similor, ser recompesado.
l'EBN. TVP. PE M. F. DE FARIA. 1855.

MUTILADO
"
EGIVE1


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID E6MZ1Q3WY_VSZRWA INGEST_TIME 2013-03-25T14:58:06Z PACKAGE AA00011611_00856
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES