Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00855


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Full Text
AfiNO XXXI. N. 133.
\
'i
SEGUNDA FEIRA II DE JUNHO DE 1855.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
Por anjqp adiantado 15,000..
Porte -franco para o subscripto!,
\
DIARIO DE
KNCARREGADOS DA SlltSC.tlPC.VO-
Itetifc, o proprictario M. 1". de Faria ; Kio de Ja-
neiro, o Sr. Joan Pereira Martin ; Baha, o Sr. 1).
Duprad ; Macei, o Sr. Joaquim liern.irdo de Men-
loii;a ", Parahiba, o Sr. Gervazio Viclor da Nalixi-
dade ; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio l'ereira Juuior;
Aracaly, o Sr. Antonio de Leinos Brasa; Cear, o Sr.
Vii'.toiiano Augusto Borge ; Maranhao, o Sr. Joa-
qun Marques Rodrigues ; Pianhy, o Sr. Domneos
llerculano Ackiles Pessoa Cearence ; Para, oSr. Jus-
tillo J. Ramos ; Amazonas, o Sr. Jeronymo da Costa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 1/2 d. por Id.
Pars, 3i5 a 350 rs. por 1 f.
Lisboa, 98 a 100 por 100.
Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 do rebate.
Acedes do banco 40 0/0 de premio.
da companliia de Bcberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras de 8 a 10 por 0/0.
META ES.
Ouro.Oncas hespanholas- 291)000
Modas de 63400 vellias. 1G000
de 65400 novas. 10JOOO
de 49000. 93000
Prata.Palacoes brasileiros. 1940
Pesos columnarios, .* 1J940
mexicanos..... 158C0
PARTIDA DOS COHIIEIOS.
01 inda, todos os dias
Caruarii, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15
^ illa-Bella, Boa-Vista, Ex eOuricury, a 13 e 28
Goianna e Paralaba, secundas e sexlas-feiras
Victoria e Natal, as quintas-feiras
PREAMAR DE MOJE. I
Primcira 1 hora a 18 minutos da larde
Segunda 1 hora e 42 minutos da maha
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundase quintas-feiras
Relaro, terrjas-feiras e sabbados
Fazenda, tercas a sextas-foiras s 10 horas
Juizo de orpluios, segundas e quintas s 10 horas
1* vara do civcl, segundas e sextas ao mciodia
2* vara do civel, quartase sabbados ao meio dia
EPHEMERIES.
Junlio 7 Quartominguanie as o horas 27 mi-
nutse 31 segundos da inanha.
14 La nova aos 8 minutos 31 se-
gundos da larde
22 Ruarlo crescente as 2 huras, 32 mi-
nutos e 40 segundos da tarde.
39 La cheia as 8 horas 43 minutos e
33 segundos da larde.
DIAS DA SEMANA.
III. II. W.1I.MS,
11 Segunda. S. Bernab ap. ; S. Parizio monje,.
12 Ter^a. S. Joao de S. Fachudo ; "S. Onofre.
13 Quarta. S. Antonio f.,,paJjoeiroda provincia.
14 Quima. S. Basilio Mago b. Worda L
15 Sexta. OSS. Coracio de Jess ; S. Vito ni.
16 Sabbado. S. Joo Francisco Regs ; S. Julil.i.
17 Domingo. 5. depois do Espirito Santo. S.
Theresa rainha ; Ss. Manuel, Sabel e Ismael.
I
I
PARTE OfFlCIU.
GOVEHNQ DA PROVINCIA.
Expediente do da 4 de jan no.
AMRc.ioAo Em. couselheiro presideulo da rela-
cen, communicaudo que, por decrelo de 18 de maio
ultimo, segundo conslou de parliriparao da secreta-
ria do ministerio da juslica, foi nomeadoo juiz de di-
rcito da comarca do Santo Autao Anselmo Francisco
l'eretli para juiz especial do commercio.Fzeram-
se as oulras r.ommunicac,oes.
DitoAo Exm. marechal commandanto das ar-
mas, dizendo que. pela leilura doaviso que remelle
por copia expelido pela reparlirao da guerra, licar.i
S. Etc. certo de qne se mandou'addir ao I." bala-
llio de infanlaria o alteres do 2. da mesma arma
l'edre Marti ni.
B. Jo
4. Jos
Soatat de Mello Avelino.
francisco dos Sanios.
DloAo mesmo, remoliendo com copia do aviso
do ministerio da guerra de l'.i de maio ultimo, para
ler o conveniente destino, a f de ollir-io do alte-
res do 5. balalhao de infantaria Luiz de Queiroz
Coullnho. Communicou-se ;i iliesouraria de fa-
zenda.
HiloAo mesmo, Iransmitlindo por copia o aviso
da repartido da guerra de 15 de maio ultimo, do
qual consta que leve passagem para o. balalhao
de arlilliiria a p o particular do 10. de infantaria
PiBlufeo Gom-alvcs Rodrigues Franr.i, que se aclia
na corle.
Bilo Ao mesmo, remelleiulo copia do aviso
da repartido da guerra de 11 do maio prximo lin-
do, do qial consta, que por decreto de 14 de abril
ultimo forana promovidos a capilAes par a 8. com-
paoliia do ;t." batalllo de infantaria o lenle do
innino Manuel Claudino de livera Cruz e para a
S. do 10." batalhao da mesma arma o lenle do
indino batalhao do Piauhy Jos Aurelio de Moura.
Inteirou-se a' thesouraria do fazeuda.
DiloAo mesmo, enviando com copia do aviso do
ministerio da guerra de 19 de maio deslc anuo, as
lalas da* alleraces que liveram em differenles me-
za* os oftici.ies e pracas do etercilo constantes da
relajo que tambera remelle por copia.
DiloAo mesmo, para recommendar ao alferes
lleorique Eduardo da Cosa dama que trate de pa-
gar, vista da nota que remede por copia, a impor-
tancia dos emolumentos quo esl a dever pela paa-
sagem, que, segando o aviso que lambem remelle
por copia, obleve do meio batalhao do Cear para
o !).' batalhao rie infantaria.Neste senlido ollic-
ou-e a' thesouraria de fazenda.
DitoAo mesmo, remetiendo, com copia do aviso
do ministerio di guerra de 12 de maio ultimo, um
exemplar do Jornal do Commercio, cin que foi pu-
blicada a distribuirlo pelos diirerenles corpos do ex-
ercilo dos lenles e alferes promovidos por decrelo
de 14 de abril dcsle anno.
DiloAo mesmo, Iransmitlindo por copia o aviso
da reparlirao da guerra de 15 de maio ultimo, de-
terminando que seja addido a um dos corpos em
gnarnicao nesla provincia o alferes do .1. balalhao
de infantaria, Luiz de (Jiieiniz Couliuho.
DiloAo mesmo, para habilitar a presidencia de
mudo a poder satisfacer o que acerca do lenle do
9. batalhao de infamara Alexandre Jo< da Rocha
foi exigido no aviso da reparlirao da guerra de
I'l de maio ultimo, constante da copia que re-
melle.
DiloAo mesmo, aulorisando-o, a vista de sua
informal;-io e dos documentos que devolve, a mandar
salisfazer as despezas testas com o l.azarelo do Pina
durante o mez de abril ullimo.
DoAo presidente do conselbo administrativo,
i ei ommonduiido quo promova a compra dos objec-
in mencionados na relariu que .remelle, os quaes
io necesarios para foniecimciiio do arsenal de
guerra.FUeram-se as necetaaria cominunicarcs
a respelo.
HiloAo chefe de plicia, remcllendo por copia o
avisoi circular da reparlb-ao dajuslioi de 24 de maio
prximo findo, recoinraeu Jando qu nos mappas dos
crimes e relos mais uolaveis que occorrereni nesta
provitcia, se especifique d'ora em diaute a qualidade
dos rciimenlo* que se pr.iliearem.
HiloAo juiz relator da jaula de justicia, remet-
iendo para icrem relatados em sessilo da mesma
mua, o* (rocessos verbaes dos soldados Jos Malinas,
Sebastian .Virques, Joaquim Pinto da Silva c Domin-
gos de Souz. Lima, esle do 10." batalhao de infanta-
ria e aqucllesdo 8. da mesma arma.Participouse
ao marechal cmmandante das armas.
HiloAo capia,, do porlo, remetiendo para ter a
llovida publicidad, copia; nao so do aviso circular do
rainisltrm da maFnhii de 1!) de abril ullimo, mas
tamlieiu da traduc aa notificaran insera no sup-
plemenlo da gazet *e Londres "do dia 2 de man,
deste auno a respelo *, bloqueo establecido nos
porto rnssos no mar-Nevo pelas forras uavaes com-
binadas da lira Brelanhae Franca.
DiloAo juiz municipal a0 ler'rao de Sanio An-
uo, dizeudo quea thesouraria de fazenda j expedio
ordem para fazer cessar a pralica abusiva sobre que
represenlnu Soc acercada arrecadacSo do sello das
ccrlides.
DiloA administraran dos e.tahclecimculos de
caridade, declarafedo que por ora nao podem ser ad-
mitlidos na companhia de aprendixes menores do
arsenal de guerra os exaostos de que trata a mesma
administraran, visto nao existir vaga.
DitoA cmara municipal do Recite, concelendo
a aulnrisarao que podio para continuar a despen-
der al o Ora do ejercicio crrante o que for preciso
pela verba de eventuaes.
HiloA cmara municipal do Bnique, dizendo'
que, com o parecer que remelle por copia do pro-
curador liaeallda thesouraria de fazenda, responde ,io
oflicio era que a mesma cmara communica ha-
ver lomado posse de um sitio denominado Caj-
eiro.
PortaraAo director do arsenal de guerra, rc-
commcndaodo que faca apromplar com urgencia
afim de seren enviados ao 8. batalhao de infantaria
os artigos de fardamenlo mencionados no pedido
que remelle.l'arlicipou se ao Exin. presidente das
Alagoas.
HilaO presidente da provincia, attendendo ao
quelhe represenlou o chefe de polica em ofTicio de
idocorrenle sol) u. 423, resolve desonerar do cargo
delegado do lermu do f.sbu ao culada > Uomingos
rraaciscode Souza I.eo, por assim o haver pedido,
e flamear pan o referido lugar ao bacharel llernes-
toiTAquino Fenseca que alli exerec o lugar de juiz
municipal.Participou-se ao referido chefe de po-
lica.
l>flc_AoExm. presidente do Maranhao, re-
meilemipor copia o olcio do marechal conaman-
daule d|lrma, d 31 de maio ultimo, e em origi-
nal o di ammandanle do 2." balalhao de infantaria
de 30 dinamo mez, afuu de que S. Exc. se digne
mandar proceder s averiguarles que julgar conve-
niente pt,< se verificar se pertonce ao referido ba-
'niloo sollado Miguel Heuriques Ferrcira, que
actualmeale se acha addido ao 5. do infantaria em
guarmeao D'cqaeiia pravucia.
DiloAo Evm. e Rvin. hispo diocesano, commu-
mc.udo que.sciinno consloa de aviso da repartico
dajurtuadeotMle abril ullimo, e prorogou por
mais um anuo cate respectiva congrua, a I cenca
que te concedeu So parodio da freguezia de Santa-
Auna do Aaaieal na provincia da Baha, Maaoel
.vi *'*r'"'-a tratar de sua saode.
linoAo txm. .orninandante superior da guarda
nacional do muni.,01Uo Recjf a;uris.iud*.0 em
vista de aa informa*,, a mandar dispensar do ser-
vico da mesma guatd. nacional o guarda do arsenal
de marinliaGedcacn rjas de l.,cerda. nos diasem
que elle cWivcr ocupado n'aquella reparlirao.-
ConMnDaicou-seaorepeC|vo mp^tOT,' v
IMlo-Ao inspecto. da Uiesonraria de fazenda,
(rausnillindopor COp, 0 avis((da rc (|o
peno de 2o de mato utimo, do qua| consta que fdra
approvada a resolano q,c a pre.identiatomou de
aalorisar sol, sua resnonsasidade a connu.cjo das
despezas a fazer-se com a ,,|0Ilia mUiUr de f
(airas.
HiloAo mesmo, teinelle.do para seucouheci-
mento, copiada nota qoc acjmpanliou o Ululo de
delegado do cirurgao-mor do crcilo nesU provin-
cia, Dr. Manoel Adriano da Siha Rootet, o qual r.,i
enviado com aviso da repartirle da uuerra da 2
? maio ultimo.
HiloAo inspectordo arsenal de marinha, iplei-
raudo-o de haver aulorisaJo ao nsptclar da lltesoii-
raria de fazeuda a maidar pagar a ussociarilo dos
pralicos a quanlia de jue Irala o olUciode Smc. da-
tado de honleni. uma vez que e.luja nos termos
lgaos a conla que accmpanhou ao riladopfliciu.
Portara Djniittiud, de cuuformidade roni a
proposla do clief" depolicia, do cargo de 2. vip-
plentedo delegado d. termo de Caruar, edel."
supplentado subdelegado do l."dislricto da frsguj.
'/ia do mesmo lime, \ Claudino Jos de Ol ve-ir
e nomeando para siibsltui-lo em dito* cargos aoc,
(lailn Angelo de Souziilveira. Commuuicou-siJ
ao suprailito chela.
HilaNomeando pai supplenles do jniz munici-
pal e de orphaos do Utmo de Cabrolx na comarca
ila Boa-Visla, os cidad.as abaixo declarado.
I." Manoel Hibeiro Ciruja.
2.o Amonio da Silva e Souza Araquan.
5. Manoel Ricardo da Paixao Quinaquina.
6. F'rancisco Salusliano Granja.
Fizcram-seas necessarias communicares a res-
peilo.
COHHANDODAS ARMAS.
Qnartel-geiieral do commando da armas de
Pernambaco na cldade do Recite, em 9 de
Junho de 1855.
ORHEM DO DIA N. 61.
O marechal do campo coinmamlaule <1S armas,
declara para que tcnlia o-devido elleito, que boje
coitlraltio novo engajamento por mais (i aunos, prc-
cedeudo n*,Micfo du saudr nos tuuuM uo leguta-Ln-ndiamento hesem preju'zo
menlu le 14 de dezembro de 1852, o furriel da
iriim ira companhia do V balalhao de infantaria,
Antonio Machado Pereira V'ianna, o qual pero-hura
alia dos vcncimcnlos, que por le lhe compelirem,
o premio de iOO-> panos na formado arl. 3" do de-
creto n. HOI de 1(1 de junho do anuo pretrito, e
lindo o engajamento ama dala de ierras de 22,,00
bracas quadradas. Desertando perder as vantagens
do premio e aquellas a que livor direito. sera tido
como recrulado, descnulando-sc no lempo do enga-
jamento o de prisao em virludc de senleiira, e aver-
bando-so esle descont no respectivo titulo, como
he por le determinado.
J7><* Joaquim Coetho.
Conforme.Candido l.eal Famira, ajudanle de
ordcns-cncarrcgailo do detalhe.
IITERIOR.
RIO BE JANEIRO
CMARA DOS SRS. DEPUTADOS-
Da 19 de maio de 1855.
Lida a acia da antecedente, passa-se ao seguale
expediente.
L'm oflicio do Sr. minislro da juslica, enviando
um cilicio du presidente da provincia de Minasc-
raes, cobrindo o rcqueriineuto em que o Revm. his-
po de Marianu i pede o pagamento da quantia de
3:200-3, que lhe he devida, e ao seminario episco-
pal. A' segunda comniissAo de nrcamenlo.
Ho mesmo Sr. ministro, enviando copia da consul-
ta do conselbo do estado sobre os eguiotes qnestos :
1., se a le de 10 de junho de 183.", eslava implci-
tamente revogada pela de l) de oulubro do dlo an-
uo, quanlo aos crimes cmmeltidos por escravos as
fronleiras, e se por consequeucia compelia ao jury
ou ao juiz de direito o julgamento desses crimes;
2., se competindo aos juizes de direito, subsista
todava a(disposicAo da dita le de 10 de junho, que
nega aos escravos condemnados quaesquer recursos.
A' commissdde joslira criminal.
Du primeiro Jecretano da assemhlca legislativa
da provincia de S. Paulo, enviando o requerimen-
lo c'm quea mesma assemblca pede a crearan de
um banco, e a conce-s-au de uma linha de estrada de
ferro de Santos pata o interior da provincia, com
favores igu.ies aos concedidos s provincias do Rio
de Janeiro, Baha e Peruambuco.A' commissaode
fazenda.
Um requeriiuenlo de Jos Gregorio dos Sanio,
vigaro collado da freguezia de S. Francisco das
Chagas da villa da JJarra do Ro Grande, provincia
da Babia, pedindn a coufignarao de 22:OO0pfJOOpa-
ra cdilicacao de uma nutriz. A' commissao de fa-
zenda.
De Joao dj Milla Ribiro Te\eira~iubillo por-
lagoes, pedindo dispensa lia li-i du n iluralis olo.
.V commissao di- cuilsllluic,3u e podure. .
Le-see\ai a imprimir, a iequormeuto do Sr.
Waiulerle;.. o aeguinte p-trecer :
A commissao de polica, iceonhecendo ;i neces-
sidade de marcar-se nos termos do arl. 207 do regi-
ment, o numero elTectivo dosempregados subalter-
nos da cmara, afim do que cesse a incerteza que
existe a tal respelo, visto como ha limito nao existe
ro.-rii, alguina que se deva observar no provimeolo
dos limare- vagos, como acontece com os dous de
continuo qoc deixaraip Joao SalernoToscano de Al-
meidae Francisco JaciulhoFernandes, por haverem
passado o primeiro a porleiro da secretaria em 14
de agosto de 18,",2, e o segundo a porleiro mor da
cmara em 20 do mesmo mez eanno; e conside-
rando que e-les dous lugares, bein como outros
dous de ajudanle do porleiruda secretaria, que an-
da sao oceupados por individuos que ha muito le
acham impossibililados para o servido, podem ser su-
primidos sein inconveniente algum, ao passo que
torna-se de absoluta necessidade a crcaolo de dous
lugares de guarda das galeras, he do parecer que
esla augusta cmara adopte as dsposres seguin-
les :
1.ai O numero dosempregados subalternos da c-
mara lca filado eiu nove, a saber :
a 1 porteiro-imr.
3 coutiiiuos do sabio.
ii 2 guardas das galeras.
> 1 porleiro da secretaria.
o 1 ajudanle do mesmo que servir igualmente de
coulinuo.
1 rurreio.
a Os dous logaros de ajudanto do porleiro da se-
cretaria, que ora silo oceupados por Francisco Jos
da Silva Vargas c Jos Mara Pinto, os quaes, por
motivo de molestia, ficam dispensados do servrij,
nHo serao prvidos desde que vagarcm.
3. O ordenado dos guardas das galeras ser de
bOO-iOOO, eagralilicacaode 200JJOOO. Os mais em-
pregados conlinuarao a perceber os vencimeulos es-
labeleridiis.
4." Os empregados que d'ora em diaute a cma-
ra dispensar do servios por motivo de molestia, nao
perceberao a gralihcacao a que lera direilo pelo ex-
ercicio.
Paro da cmara dos depalado em III do maio
de 18j.">. I isronde de llaepeiuly, presidente.
francisco de Paula Candido, primeiro secrclario.
.-nlouo .ion- Machado, segundo secretario.
Luidolfo Jos Cotra das Secet, lerceiro secrcla-
rio. Francisco Jos de Lima, quarto secreta-
rio.
Passando-se a primeira parle da ordem do da,
enlram em discussao os artigos additivos apoia-
dos as sessao antecedente coucedendo naturalisa-
Ses.
O Sr. Paula Sanios (pela ordem; : Ped a'pa-
lavra para declarar cmara que sobre a mes exis-
'* om,- requerimenlo documenlado de Joao da
Mulla Teixera, um dos preleudeules nalaralisi-
cao...
OSr. i. Secretario :Veio hoje.
O Sr. Paula Santos :Dos documentos que apre-
seola consla que elle enviou uma procuracao aulo-
rfsando a pedir a sua naluralisacAo ; em segundo lu-
gar, um allesladodo coiis.il portuguez no Rio de Ja-
neiro, pelo qual se vi que o pretndeme veio para
o Rio do Janeiro em 1830 ; em lerceiro lugar, o al-
testado do vigaro da freguezia, que prova que he ca-
sado. Com estes documentos pretendo que seja a-
doptada a emenda que envicia mesa. Limilo-mea
estas informacoes, para que acamara fique saliendo
que o que eu disse hontem he comprovado cornos
documenlos a que me redro e que ficam sobre a
mesa para serem cousultados. Podia esse subdito
portuguez apresenl.r-se na cmara municipal mani-
festando o desejo de ser cidadao brasilciro, como a
lei pcrmille, mas acamara sabe que a le estabelece
lanos tramites...
O Sr. Presidente. :A discussao nao pode prin-
cipiar sean por opposicao.
"Sr. Paula San los : Como ningucm falluu
contra...
O Sr. Presidente :Poriso mesmo nao pode fal-
lar a favor. .
O Sr. Paula Santos : Bem ; limlo-me a Tallar
pela ordem, e a declarar que existem documentos na
mesa que justifica a a pretcncao.
Sao lidos e apoiados os seguinles artigos addili-
vos :
o Eslenda-se o mesmo favor a Ignacio Francis-
co de Souza, subdito portuguez, e residente na pro-
vincia do .Maranhao. S. a R. Mcndes de Al-
Dkhrfi.
a Eslenda-sc o mesmo favor a Joao Luiz Korra-
Iho, subdito portuguez, e piloto. .ofendes de tl-
iiici,a.n
O Sr. Dulra /locha :Acha-se sobre a mesa um
humero l.il de emendas concedendo naturalisacOes
que, a ler a casa de volar sobre cada uma dolas em
escrutinio sotcIo, terciaos de gasl ir urnas poucas de
sessoes, entreunto que esle lempo pode ser aprnvei-
lado em consai mais ulois. Ha na casa um projecto
oirerecido pelo nobre depulado pelo Maranhao o
Sr. Candido Mendos sobre naluralisjroes ; naoea-
to'i bem cerlo as su is disposicoes, ras crcio que
sao no senlido de aulorisar o gnverno a conceder
ras de naluralisarao ao eslrangeirns que a reque-
re rem, apreciando devidamenle os direitos dos pre-
endenles. Anda que hontem Tui infeliz no requeri-
leulo que apresenle. auimo-me a aprescnlar oulro
"- adiamenlo, at deeisao do projeclo do uobre de-
Paado pelo Maranhao.
mu l'oz : Mas alguns dclleslem pressa.
) Sr. Dulra llocha :Ncslc senlido vou mandar
o meu requerimenlo.
lie lido e apoiado o seguidle requerimenlo :
lequeiro que aeadie a discussio das emendas
att a deeisao do projeclo ollererido pelo nobre depu-
lado o Sr. Candido Mondes sobre as naturalisares.
Dulra llocha.n
O Sr. Presidente :Eu Icnho duvda sobre a ma-
teria que devo siibmcller vularao da cmara. Sabe
o nobre deputado que as emendas a que se refere,
foi .un ollerccidas a um projeclo que fui dcliuliva-
menlc approvado.
fina l'oz :Salvas as emendes.
(l Sr. Presidente :Ora, como as emendas foram
ollerccidas como arligos additivos a rsse projeclo.
desojara que o n-ilire deputado me ileclarasse se
do projecto ja appro-
vado.
O Sr. Dulra lorha :O projeclo nao foi appro-
vado pela cunara '.'
O Sr. Presidente :Sim, senhor.
l> Sr. Dulra /locha :Pois ciiUlohc sem prejiizu
do projeclo, esl bem visto.
Posto .i vi-iacao o requerimenlo no senlido lem-
hrado pelo Sr. presidente, sem prejuizn do projeclo
volado, he approvado por Iriula votos contra vnte
sele.
< projeclo he remcllido commissao de redac-
(8o.
Pretenrao i/c Jos Joaquim do /lego /arres.
Entra em primeira discussao o parecer da com-
missao de juslica civil n. 103 do anno passado, inda*
ferindoa prclencao de Jos Joaquim do Reg llar-
ros e oulros herdeiros do murgado Jo3o do Reg
Barros, pedindo ser indemnisados pelo cofres p-
blicos do valor de um terreno silo em Sanio Amaro,
na provincia de Pcrnambucn, era que esl edifica-
do o ccmilerio inglcz.
He apoiado como emenda, c entra conjunctamen-
te em discussao o seguale projeclo oflerecido por
um meiiibro da mesma commissao :
Arl. nico. Fiea o governo autorisado a indem-
nsar a prnpriedade do terreno em que est edifica-
do o cemiterio inglcz no lugar Sanio Amaro, na
provincia de Peruambuco, c que para esle fin fui
inloi mariies a este respelo.
Eu dcixo de parle por ora o que diz respelo ao
ministerio lo imperio quanlo a obras publicas e es-
tradas de ferro.
deslio ido pelo aviso regio de vinle -de novem-
bro de 1813, revogadas as disposicoes em con-
trario.
e l'aco da cmara dos depurados 31 de jullio de
18 i4.Francisco de Astis Pereira Rocha.
O Sr. Ferrcira de Aguiar pronuncia um discur-
so que publicaremos depois.
Pruccde-se volarlo por escrutinio do parecer, e
he mellado, obleado 20 votos pro e 45 contra. He
julgado o projecto objeelo de deliberado, litando
adiada pela hora a sua discussao.
SEGUNDA PARTE DA ORDEM 1)0 DIA.
fesposla d falla do throno.
Contina a discussao desta materia.
O Sr. Carneiro de Campos (profundo silencio):
Sr. presidente, he semprc louvavel que os represen-
laules da uanio procuren) fiscalisar o dispendio dos
dinheiros pblicos. Esscs dinheiros sao minias ve-
les lirados pelo Ihesouro nacioual de Uto pequeninas
fortunas, e fazem lana falta aos que os pagam, que
o sen emprego ou o seu dispendio lleve ser escrupu-
losamente feito, e merecer ludo o cuidado e desvello
da i'-piesenlaeao nacional. Naont pois com o lim de
contrariar o pensamunlo de umalscalisarao severa e
proveilosa desses dinheiros que eu tomo aclualmeu-
lu a palavra para me oppdr emenda oerecida a
respola a falla do llirouo por om dos memhros da
commissao, em queso rerommeuda ao goyexoo pou-
p.iur.1 ou economa dos dinheiros pulilicos. l'enho
porcia motivos, e me persuado bastante allendivois,
para n3o prestar meu vol a essa emenda.
Ha uJ poucos anuos, as discussoej Ja resposla
falla do throno, ij lea sido apre-suulado peusa-
iiieuto igual ao que se formula neM.t c.uenda, nem
por parle da maioria uem por parle da opposir.io
que tem havido na cmara dos Srs. depulados. O
pensamento de re-coinmendar ao gnverno que seja
mais econmico no dispendio dos dinheiros pblicos
P -i lenco a anuos da nossa historia parlamentar que
ja licam um pouco distantes.
Recordo-mc que foi sobro ludo nos ullmcs minos
da regencia, que a opposicao oa cmara dos depula-
dos procurava abalar os ministerios inculcando |ue
os dinheiros pblicos erara disperdiQados, recom-
mendandoque clles fossem mais bem dispendidos, e
procurando introduzr e formular esse seu pensa-
menlo as resposlasqufenlose dirigiram a cora...
O Sr. Ferraz : Em 1813 lambem.
O Sr. Carneiro de Campos : Hoje apparece
uma prclencan semellianlc, e que, segundo agora
me informa o nobre depulado, lambem em 1843 se
renovou.
He claro, porm, Sr. presidente, que um reparo
desta-ordem nao pode deixar de ler um lim e um al-
cance bstanle grande : e senaohouvesse razao para
o fazer, tal rec.ommendac.ao ao governo nao nos se-
ria proposta. Deve-se pois pensar que o governo
Icm (ao mal adminislrailo os dinheiros publico, as
despezas lera sido lao excessivas. que he necessario
faze-lo arripiar carrea e chama-lo a um empreo
mais legal desses dinheiros, a ama poupanja dellcs
mais severa.
Coiivcm porlanto, Sr. presidente, saber se esse re-
paro, que quanlo a mim actualmeale pode ler con-
scqiiencias bastante graves se for justo, o he rosl-
mente ; e se a cmara dos depulado deve affirmar
ao paizque as suas iiiMiicasestao, pode-se dizer, em
perigo.e que esle perico avultar com a execurao
las grande obras de vas de commuaicacao, para
que se tem encorporado ese trata de eucorpurar com-
panhas importantes.
Sr. piesideulc, eu entendo que lodos os estados
tem necessidade de ver suas finanzas acreditadas.
Nao he pois iudillereule que os representantes da
naca i nil -recam ao uosso paz e ao eslrangeiro um
quadro das nnssas linaucas que seja pouco lisongei-
ro. A i-nii-n la que se propde tende a inculcar nm
eslado de cousas pouco satisfactorio a este respailo,
inculca que as rendas do Eslado nao serosufnCien-
t'-s, que cedo se podera dar uma deficiencia entre a
receita e a despeza ordinaria ; inculca lambem que
os encarregados de despender os dinheiros pblicos
nao lisealisam convenientemente esse dispendio, e
com ra3os largas os desperdiram.
Esle eslado linauceiro, quesera mao para qual-
quer paiz, para o uosso, sobretudo as circumstan-
cias acluaes, acho que pode Irazer mesmo o maior
detriuienlo .ao uosso desenvolvimento, irapedindo
melhorainentos cuja importancia e urgencia todos
seutem ; c as consideracoes que hontem tive a hon-
ra de ouvir ao nobre depulado pelo Rio de Janeiro,
a quera eslimo como amigo, anda mais me conven-
cern! de que, haveudo iiipislica na imputadlo fe-
ta ao governo, ha alcm disto grande perigo em dei-
xa-la correr. (Apoiados.)
O nobre depulado disse que depois da nossa inde-
pendencia o inleresse maior que se apresenlava a sa-
lisfazer era o do melhoramenlo dos meiosde trans-
porte do nossa paiz ; e por isso veio elle a tratar de
todas essas emprezas mais avulladas que hoje se
apresenlam enlrc nos para melhorar os meios de
lucomorao. Pois lhe mesmo em relac.lo a essas em-
[irezas e a esses inieresses 18o grandes a que o mea
Ilustrado e nobre amigo se refere, que eu julgo que
ha perigo em deixar correr a impulaco que, a meu
ver sem fundamento, quer quo se faja ao ministe-
rio. Nao he por cerlo quaudo todas essas emprezas
sao convidadas o oblidaspor uma banca do Ihesouro
nacional e das Ihcsourarias proviuciaes, que convm,
sem maior examc, aptesentarao paiz e ao eslrangei-
ro os nossos thesouros exhaustos e mal cuidados,
(.poiadoj.)
O nobre deputado, as consideracfies que fe.pre-
(endeu, que com as novas empresas de que actual-
mente se trata,os encargos que viran a recalar sobre o
Ihesouro nocional e Ihesourarias proviuciaes poderSo
subir a 7,000:000;...
O Sr. Sayao tbalo : Esl equivocado, nao
apresenle semellianle cifra.
OSr. Carnefro de (ampos : Eu entend que o
nobre deputado, fazendo uma conla de lodos os ca-
hedacs oreados para as diversas emprezas de estra-
das de ferro, sendo a do Rio de Janeiro de ,'iN mil
conlos, sendo a de Peruambuco de 8milcoiilos,seu-
do a da Babia superior a 16 mil conlos, relerado-se
a uma que se tem em visla para S. Paulo, enlrc o
porto de Santos c o interior, lazia o computo de lo-
dos esses ornamentos elevar-se a algans 80 mil con-
los ; e sendo assim, he claro que a garanta de 7 por
cenlo se approximaria a 7 mil conlos.
" iSr. Sayan Lobato :Nao conlemplei a de S.
Paulo, nao sabendo que esse negocio eslava lo
adiantado.
O Sr. Carneiro de Campos:Suppondo a ac-
lualidade das garantas dadas que se referem as em-
prezas do Ro de Janeiro, Babia e Pernambuce,
nesle caso, sendo o capital de .,0 a lio mil conlos,
os juros garantidos pelos cofres geraes e proviu-
ciaes snhem a cerco de mil conlos.
O Sr. Sayan Lobato :A pouco mais de 4,000.
O Sr. Carneiro de Campos :Quatro mil du-
zentos e tantos. Esto cifra assim reduzda ainda
reforja mais o meu argumento.
Ora, ser convenieule, quando se trata de cha-
mar cabedaes para essas emprezas, ollerecer-lhes
um Ihesouro exhausto para garantir um lucro ou
um juro de 4 a mil coutos ? Eu peuso que seria
isso rapaz de fazer desanimar de laes emprezas ; xia ; mas oailim, o Sr. ministro competente dar as
afugentaria por cerlo todos os cabedaes de .se aven-
turaren! em um erapenho do qual nao leriam de
esperar senao crises e detrimenlo. He pois mesmo
em oonsequencia desses grandes inieresses de <|ue
falln o nobre deputado, que eu acho qu nao con-
vm, sem o mais rigoroso examc, que a cmara dos
depulados aceite uma emenda scmelhante.
Nao digo porm, Sr. presidenle, que sfossc ovar-
lo que os dinheiros pblicos houvessem sido dilapi-
dados ou desperdigados, ou que o cofre nacinu.il se
achasse cmapuros, us Iralassemos du nao Descubrir
isso ; o por isto mesmo julgo que se devo examinar
a queslao e moslrarque. ao menos pelas considera-
;oes hontem feitas, nao se provou que nossa liuan-
'.a- i-lrjam em pengu ; nao so provou a impulaco
dirigida o ministerio, c que quanU*-*- disse sobre
esles dous punios licou limito luuge de ser o oslado
exacto das cousas.
Iralarei primeiro das consideracoes que foram
feilas para mostrar que as rendas tendera antes a
diminuir do que a crescer, e que portanto prxima-
mente se lar um dficit.
Nos vemos que ao orcamenlo ltimamente apre-
senlado esse dficit uo apparece. Kola-se, he ver-
dade ( e parece que o oopre depulado se lirmou em
parle nssn ), uma diroiuuicao de renda relaliva-
incnle ao anno de 1852 a 1853 ; mas, em primeiro
lusar, essa uperioridade de rendimenlo do auno de
1852 a 1853 sobre o ullimo anuo fiuancoiro denota-
r por si s uma diminui^Jo de renda, uma perla
gradual o inoessante para o Ihesouro ? Julgo que
lian.
I) anoo de 1852 a 1853 offereceu uma supeyri-
dadede rendimenlo na imporlac;ilo relaliv;inenie
aos oulro annos por causas que nao devem se'.' dea'
prezadas nesle calculo, llouve uma grande, snpe-
rabuiiilante inlroduccao de gneros que, sendo des-
pachados em profuso, fizerain avullar en lao a ren-
da ; mas esla mesma profuso com quo o merca-
dos foram fnrnccidos enlaodevia produzir uma de-
ficiencia nos annos que se segnissem, mas nao raos-
Ira que as uossas rendas van gradualmente descen-
dn, nao nos induz a que auppouhamo que no anno
seguiulo a renda ainda ha de ser menor ; nao, por
enterrar lodas as estradas, e dar-seso incremento i
estrada do Rio le Janeiro.
O Sr. Sayao Lobato:Proleslo contra essa iulclli-
gencia que V. E\c. da as minhas palavras.
it Sr. Presidente do ConseUio :O seu discurso
No'ministerio da Justina fallon-se acerca do gran- ha de ser impresso.
de dispendio com a illuininarao a gaz. Nao foi de j O Sr. Sayao Lobalo :Nao foi esse o meu pensa-
iiiciito, o o publico sensato me juUar.
O Sr. Presidente do Conselho :lie um
ora a renda nao he menor em consequeucia da
diminuidlo de nosa producrao nem era consequen-
ci.i i!a diiuinuicao do uosso commercio. Emboraa
guerra esleja actuando, felizmente a guerra actual
tem sido conduzida debaixo de principios lao gene-
rosos, com respelo lal aos direitos das oulras na-
ees, que pouco tem influido para que o nossu com-
mercio e de oalras iiaces se resinlam dola..
(i .sr. J. /. da Rocha :Apoiado.
O Sr. Carneiro de Campos :Eo allribuo em
grande parle essa superioridade de renda que hou-
ve ne.-se anuo passado, a queja me refer, a grande
excessiva inlroduccao de gneros que eoto lime,
o que fez con queso neceuile hoje de menos in-
lroduccao nos nossos mercados ; mas, acabado esle
siipprimeulo, as cousas eulrarao ua sua marcha re-
gular.
Fez-se ver, Sr. presidenle, que as despezai tambera
deviam crescer, e crescer por motivo, a meu ver,
muito justo. Uisse-se que em ge-ral os empregados
pblicos necessilavam de um augmento ou de um
melhoramenlo nos seus vcocimentos.
Eu recouheco, Sr. presidente, que he esla uma
observaran muilo justa ; mas iljqui a pouco mostra-
rei que esse augmenlo mcsino, que os empregados
publico ilovem esperar nos seus vencimeulos, de-
pende das habililaces do Ihesouro : e nao poder
ser efectivamente pago se em poucos annos nao se
realisarein e-is emprezas. al-iumas ilas quaes o no-
bre depul ido pareceu condemnar. Nao pens, Sr.
presidenle. que deixando correr a nossa Industria
pelo caminno al agora por ella supportado, eses
vencimeulos se possam manter avallados c sullici-
enles ; clles bao de ser pagos pelas iinposioes lin-
eadas los nossos prouuclures ; lieand.. e-sle's emba-
razados como esto, lalvez dentro de poucos anuos
se vejam bem baldos para (ornecer a despezas mui-
lo menores ; o augmenlo de rditos para o thesnu-
ro depende pois da melhor sorle dos nossos produc-
tores ; he preciso acudir-Ibes ; e o meio mais im-
portante que vejo para se Ibes dar auxilio, he abrir-
Ibes lodos os meios facis do (rausporte das suas pro-
diirres ccommercio. (Apoiados. )
Depois, Sr. presidente, eu tornarei as considera-
coes que se referem a essas imprtanles obras pu-
blicas, a procurare! mostrar qne, ainda mesmo que
o Ihesouro nacional se achasse obrigado dos primea-
ros annos a pagara lotalidade da garanti de 7 por
cenlo a essas empresas, assim mesmo havia um lu-
cro muilo superior para o paiz, e que os lucros que
em consequencia dos melhores meios de transporte
tem de pertencer aoj diversos productores sobrepu-
jara, excedem, s,lo ramio maiores que essi soninia
que se nos aprsenla espantosa de 7,000:000j)000 de
garanta, quando ella fosse prestada gradualmente.
Por agora passare a examinar se he justa a impula-
>;ao fetaao governo de desperdirar os dinheiros p-
blicos.
Eu nao tenho presente lodas as assereos do no-
bre depulado, dirci mesmo com franqueza que sobr
uma ou outrade suas opinies poderei elar de atur-
do, direi apenas que nao ha motivo da censura para
o ministerio. Lcmbrn-rae que o nobre depulado
quiz mostrar desperdicios oa reparlirao da juslica e
na reparlirao do imperio; por exeraplo, na repartirlo
do imperio falln sobre asconcessoes de pensoes, fal-
ln sobre a pie-cipiUicao com que se proceda ua en-
corporacao das companhias, na garanta dojuro sem
orcamenlo sufiicie ule, sem exame seguro. Quanlo
a reparlirao dajuslira, re ferio-se a illiiminacAo a
gaz, aos telcgraphos elctrico, a creacao de comar-
cas, a nomeurfs de chefes de polica para' lodas as
provincias. Nao me lembra se alguma cous.i mais
disse ; os Sr. ministros poderao por si responder.
Rcferindo-se s reformas das academias, o nobre
"depulado observou que o ministerio apenas se con-
tentara coma approvarao das tabellas que augmen-
layara os vencimeulos ilosempragailos dessas acade-
mias : quanlo porm ao essencial, a reforma dos es-
tatuios, do ensno, da disciplina, da polica das aca-
demias, etc., al o Sr. minislro pedia que a sua ap-
provarao ae adiasse. Eu entendo, Sr. presidente,que
nao lia juslira nesla censura ; o governo tanto mos-
tra iiiteressar-se pelo que o nobre depulado chamou
essencial na reforma, que mesmo antes de sujeilar i
approvarao do corpo legislativo a tabella dos veuci-
raenlns, mandou praticar essa reforma, mandou por
em execurao os npvos estatuios, ellesestao em exe-
curao desde muito antes da tabella dos vencimeulos
ser approvado. N8o houve pois prelcricao daqqilo
que era mais interessantc ; as academiaseslSo se re-
gendo pelos estatuios que reformaram a legislacao
anterior. Quanto ao Sr. ministro pedir qoe por ora
se u3o approvc definitivamente a reforma dos esta-
tutos, eu acho que he isto louvavel, para que pri-
meiro a pralica de algum lempo mostr os defei-
tos dessa reforma ; em segundo lugar, o Sr. minis-
lro, que foi autor dclla, he o mesmo que pede se
nao approve anda ; era mais nalural que elle qui-
zcssej.i ver o seu trabalho approvado ; mas desoja,
julgo eu, qoe sobre elle corra algum lempo de pra-
lica para se descubrir o que lem de bom ou de mo.
Quanlo tabella dos vencimenlos, ella foi discutida
no corpo legislativo, houve occasio de emenda-la
se uaoera razoavcl.
Fallou-se no theatro lyrico, e he um dos pontos
era qoe estou na opiniao do nobre deputado, mas
nao na censura que fez ; o governo nao pode ser
censurado pelo que praticou, antes ao meu ver fez
o quo podia fazer de melhor. En pens como o no-
bre deputado, que quando os primeiros gneros de
subsistencia podem fallar a muilos cidadaos, he alta-
mente inconvenienlc que se despenda grande sora-
ma para diverlimenlo de alguns ; cu por isso nao
volei por lliealros nem voto ; entendo que quem
quizer ler este divertimenlo pagueo a sua cusa e
nao o tenha i cusa das forjas do cofre nacioual.
Mas disto vai muito longo a lancar a ramo do go-
verno o mal que disto provrnha ; a lei linha estabe-
lecdo uma sabvenro do 10:0003 para o theatro ;
alera disto constitua o governo como gerente, ad-
ministrador dessa empresa, dando lugar a que quan-
do os 10:0003 n8o fossem sullicienles, anda elle li-
vesso de fornecer mais subsidio. O que fez pois o
governo leudo de executar a le t Commelleu esle
negocio a uma empreza, e s presta aquillo que a
lei mandou preslar...
O Sr. SayHo /.;lito :Al mandou concertar o
Ibealro, propriedade dos acciooislas.
O Sr. Mrquez de Paran (presidente do conse-
lho :Propriedade dos accionistas nao, he inexac-
to ; elles lem o uso-fruclo. Nao enxcrgou essas cou-
sas nos anuos anteriores, s cnxcrgnn agora Nos
veremos tu do isto.
O Sr. Sayta Lobato:Eu refer todo o passado.
O Sr. Carneiro de Campos :Foi censurado o
minislcrio pela concessao da pensiles. Eu uao tenho
noticia do grande numero de pensoes concedidas pe-
lo governo lia um anno ou mais a esla parle : nao
posso ali.mear que nao se concedessem, mas
nao tenho visto. \s pensoes concedidas at o prin-
cipio do anuo passado foram apreciadas pelo poder
legislativo ; sobre estal paree-me que nao se po-
de fazer censura ao governo sem que su censure ao
mesmo lempo o corpo legislativo. Do anno passado
para c nao tenho visto qoe se concedesse grande
numero de pensOe, lalvez uem cheguem a meia du-
cerlo o goveruo actual que promoveu M fez decretar
a realisarao desse inleressanle servido. Se pois a
despeza que rom elle se faz he excessiva, pcrgunlo
eu, qual a impulaco que pode cahir sobre o go-
verno actual '.'
Se se di/. pornjJlue ha mais dez ou vinte lam-
pcdesilo que ilevcni haver. pomtiularei. he isto mo-
tivo para qoc o ministerio seja substituido por oulro
quando assim fosse '.' Pois em lodos os ramos da ad-
niinislratao publica ha alguma cousa perl'eila'.'
OJ0. Presidente do Conselho :S partidos
da obscuridade he que nao poderao gostar demnior
expansao nasse serviro.
O Sr. Carneiro de Campos:E sobretodo quan-
do se trata de un serviro pie pela primeira vez se
exeeula no paiz, c em que he prenso, segundo su mu
tem infrmalo, caminharcom lodo o cuidado para
nao haver sinislros graves. Eu pens qoe rom a
experieuria pequenina que ha ainda nao se pode
formar um juizo a respelo.
Fallon-se da creac/io de novas comarcas, c como
qucsejtilgou que o ministerio contribua para esse
augmento de comarcas, c assim para o disperdicio
dos dinheiros pblicos. Eu entendo que nao pcrlcn-
rondo a crearan das comarcas exclusivamente aos
senles do poder, mas lambem as as.einblas pro-
viuciaes, essa creajao assenta-se ordinariamente em
inieresses reaes das provincias. Pode sur que em
um ou oulro caso tenha havido facili lado na rroa-
Cao de urna ou oulra comarca ; mas nao he isso em
lao grande numero que seja motivo de reparo.
Ora, i-ini|iianl > ao Sr. ministro da jusljica, eu de-
vo informar que sei que se oppoz crcaciio de co-
marcas m S. Paulo. Cunsla-iue que, seodo consul-
tado pelo presidente daquella -provincia S. Exc.
responder que nao annuisse a crear-ao le novas co-
marcas. Deraais, Sr. presidente, em quasi lodas as
provincias ainda hoje muilas comarcas esiao em cir-
curaslancias, ou de serem subdivdidas, para que o
servico publicse fa(a bom, ou de se preterir ludo
isso que se exige dos juizes de direito c da adminis-
lrac,9o da'juslica. (Apoiado..
Nao he pois com fundamento que se pode dizer
leoi-se multiplicado as comarcas de um modo incon-
veniente e desnecessario.
A provincia a que pertenco necessita de orna no-
va diviso de comarcas : ha lugares era que o jury
se nao rene porque nao lie pussivel ao juiz de direi-
to l ir; e assim em minias oulras provincias.
Apoiado.) Ha muilos embaraces, lia muilos Ion ge,
o difficuldade de transportes. Parcce-mc que estes
foram os reparos principaes feilos pelo nobre depu
lado relativamente ao ministerio da juslica.
Acerca de estradas de ferro, o nobre depulado jtal
gou que havia imprudencia em realisar a um lempo
a encorporac.lo das emprezas para a factura das es-
Iradasde ferro do valle do Paralaba, de Ai:ua Prela
e do Joa/.eiro. eque anda o perigo se apresenlava
maior cora a idea ou inleuran de realisar uma es-
Irada ilo ferro enlre o porlo de Santos e a povoa-
rao de S. Joao do Ro Claro, na provincia do S.
Paulo.
O Sr. Sayao Lobato :Perdoc-me, nao foi esla a
minha observado, censurei o modo por quo se a
pralicando.
julgando imprudente fazer isto a un, lempo c de
uma vez, lambem noton que. com |aanto o governo
a final lomasse o melhor espediente relativamente
i e-iada do Itio de Janeiro, comludo sobre todas
enterro
provisorio.
O Sr. Presidente :Alientan !
o Sr. Carneiro de Campos :Deixando esta parle
da queslao eu apreciarei pelo lado dos untamos a que
o Ihesouro national e o paiz possam vir a litar su-
jeilos em cooscquunca da gaeauUa dos juros.
Cu quando ha ponto disse- qe anula mesmo que se
pagasse a tolalidade das garantas, haveriaiu ao uu>-
niu lempo Iutatt lies i: lao reaes qu* o peso densas
garantas 03o podia ser levado em corita"pan-erem
preleridas emprr/.as des-a nalure-za. Apoiados.
Basta allender-se a nm poni siimcnle das vautageus
que esse melhoramenlo pode procurar relativamente:
refiro-me ao preco dos transporles. Em S.- Paulo e
em Minas estes pretos varain de i$ a 1?">UO iior ar-
roba. Ipoiados.)
Vina voz :E ha quem nao queira.
U Sr. Carneiro de Campos :E ques sao os g-
neros que se podem vender boje por proco que salisfa
ca a es-as despezas'.' K nole-se,ncm mesmo esse proco
do transporte aprov ella muilo ao Iropeiro. porque
elle compra os animaos por procos muilo allos, com-
pra quem conduz a tropa lambem por procos muito
allos. compra o inilho para o suslenlo dcslcs lambern
muilo caro, de sorle que em resultado nem mesmo
a elle aproveila o preco ailissimo do transporte,
l-'acamos applicacao provincia le S. Paulo, o falle-
mos do porlo de Sanios. Me parece que nao soa ex-
cessivo oreando o inovimenti, daquellc porlo em 3
mi limes de arrobas; suppouhamos que a estrada de
ferro para reduzir o piuco da cunduccan quarla
parle, e que em arroba, era termo medio, se possa
fazer urna poupauc.a de mil res; a que ponto c a que
quantilativo nao chesaria essa- poupanra.' (luanlas
centenas de couliK du res nao fieSo Ha bolsa do pro-
ductor sem causar prejuizo a pessoa alguma, porque
na i -ao lirados a ninguem'.' Apoiado<.
A iapnrlancia do commercio externo do paiz nun-
ca he superior a do sen commercio interno, antes
esle he semprc superior ao oulro; e se para este se
movein 3 milhoes de arrobas para o consumo de en-
tradas e sabidas, pelo menos outro lano se ha de mu-
ver indepeudeulo disso, e a quauUs centenas de eoli-
tos nao ha de chegar essa poupaura em producto do
agricultor? [Apoiados. Considere-se por oulro lado o
inconveniente que Iciia todo eslu movinienlo sendo
ossivcl aproveitar-sc ale seeros buje perdidos. Sup-
onhamos o milho, de taocitsloso transporte *.' Nao
o poderiamos cultivar para consumo ale europeo '!
Como pralicini o- Estados-Luidos, com o milho do
nosso paiz cora que criassumus animaes fariamos a-
vulla las cxporlanoes em salgase ahaslcceriamos os
nossos c alheios marcados. Arredilai, seohores, que
o que faz delinhar a u issi lavoura he o alio prefo do
transporte e-sua m qualidadee inora ^apoiados,) de-
mora que faz birabemcoiiiquca nalureza c a qualida-
de dos genero se altere, o que he sempre em pre-
juizo do productor ; ludo isso desapparece com a ra-
pidez e boa qualidade d transporte, eo resultado bu
a emergencia de grandes lucros aonde lioje appare-
eem quasi sempr prejuizos; lucros que su podem ti-
rar sem causar prejuizo a ninguem, e que sao a con-
di;aodo bem estar crescenle do Ihesouro nacional,
porque quem fornece ao thesuuro para | mar essas
quaulias garantidas sao os productores brasileiros.usses
quelPiude lucrar com a melhor con.lucrao dos gne-
ros. Kiicrciu mesmo que so pode proineltcr a quum ti-
ver cabedal, que a emprego lolle nesta empresa e
essas obras linha caininhado sem da los sullicienles
que o orienla-wcni...
O Sr. Saijao Lobalo :Esla foi a minha ob-
servadlo.
OSr. Carneiro de Campos:...sem os trabalhos
precisos, n3o podendo apresenlar uma probabliiUde
quajquer quanto ao orcamenlo, c quo por isso essa
desgnatelo de Irnta e oitp mil conlos, por exemplo,
pa a estrada do valle do Paralliba. podia litar
quem ou alin da necessidade. e ser muilo d,miosa
au Ihesouro ou aos empre/arios. Oavi mesmo ao
nobre depulado dizer que o governo devia ler adia-
do eslas emprezas, excepto a do valle do Parahiba ;
e que isso era acnnselliado al pelo motivo de se
obter com a experiencia o coiiliecimeulo dos incon-
venientes que o contrato apresenlava na sua pra-
lica. .
O Sr. Sayao Lobalo :Nao disse claramente as-
sim ; nicamente disse que a mora nao era coose-
qoencia prejudicial.
" Sr. Carneiro de Campos :Sr. presidente, eu
tratara era primeiro lugar da imputarao feiln ao go-
veruo, de contratar sem dados e sem informarnos
que o hahilitassein para conhecer aquillo a que se
devia -compromeller, em que devia empeiihar o Ihe-
souro, c aquillo que podia esperar da realisarao da
empreza. Olanlo a esla estrada do valle do Para-
laba curapre indar qie ella nao foi emprehendida,
ou por oulra, que a idea desta obra nao he levanta-
da ha pouco lempo. Ja ha algans (res para quatro
anuos que so Irala desta empreza'; diversos interes-
sados empciiliarain-se em exanies, e exames serios ;
enlre clles o Sr. Teixera Leite e outros colheran
iuforniares, em virlude das quaes se apresenlavam
al como emprezarios da obra ; hnuveram oulros
roneurrcnles, c estas informa<;oes foram fornreidas
por cnguiibeiros de grandes notas como os Srs. Chapa-
va, Davies, ele.
Arcrcsco a i-lo que o governo. pelo contrato, era
desobrigado du todas as despezas de exploraees,
plaas, orcnnienlos. e|c que deviam ser feitas pela
companhia, e subir a quantias avultadas, que ludos
os dias se annunciava da Europa a vinda dos enge-
nheiros da eompanhi.i para esses trabalhos prelimi-
nares. Como pois exigir do goveruo que lomasse
encargos dispendiosos que pcrlenciam companhia ?
Ora, pelos contratos, o governo reserva para ser ven-
dida posteriormente uma somma tal de aeces, que
he de suppdr que o resultado seja muilo vaolajoso,
reserva que lalvez ciiegue a cinco ou a seis mil con-
los ; c ao que pelo contrato he applicado o lucro
proveniente desta reserva '! Ao caso em que o orca-
menlo seja deficiente ou superior a realidade. Ou.ni-
doa companhia venha a gastar mais du trala e oito
mil conlos, esle lucro que ella ohtcui pela reserva
feila do ce-uto c Irinta mil acees vem a compeusar
O que gaslar de mais. Mas se a companhia gastar
menos, o Ihesouro nacional, entao exonerado, em
comsequencia do lacro que a companhia lem por
esla reserva departe da sua garanta, vem a garan-
tir o rendimenlo de um capital muilo menor.
V, pois, o uobre depulado que os coinprometti-
menlos do goveruo foram feilos com a previsao des-
sas duas crcumstancias em que o orcamenlo podes-
se ser inferior ou superior realidade, servindo para
isso de correctivo ou compensador o expediente que
Jomou de reservar 130,000 acces para serem vendi-
das quando liverem um agio na prara.
Quanto s oulras estradas, tambera o governo
procedeu pouco mais ou meuos do mesmo modo ; e
alcm disso em lodas ellas procuran ler o meio de
uma inspect;3o incessanle, pois que lem agentes ou
empregados seus fazendo parle das admiuislrares
dos trabalhos c da economa das companhias que lem
a seu cargo essas estradas.
Uefei iudo-nie agora a essa lal ou qual preferen-
cia que o nobre depulado quera que so desse a
algumas d'enlre eslas emprezas, declarei que pen-
s que ao governo nao perlencia dar lal prefe-
rencia.
O Sr. Sayao Lobalo :Seguramente a lei mesmo
he que a linha dado.
O Sr. Augusto de Olireir :Nao apoiado.
(' Sr. Sayiio Lobato :A le de 26 de junho deu.
JOs Srs. inarquez de Paran e Sayao Lobato tro-
cao algumas palacras que nao podemos oucir.)
O Si. /'residente :Alleocao.
O Si: Carneiro de Campos :Em verdade a es-
trada do vallo do Parahiba aprescnla-se como que a
primeira recoramendada ; porem o que acouteceu
acerca das oulras tO corpo legislativo decretou que
se promovesse a eucorporae,ao das rompauhias, mas
que viesse ludo ao seu couheciracntn, para resolver
defiuilivamente; depois, porem, pressurosa pula fac-
tura dessas estradas, nao esperou por isso, e por uma
lei ordenou que o governo realisa.se a empreza en-
corpnrando as compauhias. c as levasse a eOeilo.
V-se pois o desejo, a instancia com que o corpo
legislativo impellio o goveruo para realisar as empre-
zas de Pernaraburo e Haba ( apoiados) ; e pergunto
eu, deveria o governo retardar ou (pode-se di/ei vio-
lar a lei (apoiados] aiiiiullando as esperanzas do cor-
po legislativo que procurava servir aos inieresses de
diversos pontos do imperio? (Apoiados.) Julgo que
nao, c al seria mesmo mo axemph, o contrario do
que fez ; e, senhores, lalvez que no futuro os dba-
les nesla cmara fossem oulros qoando se Iratasse de
ohjeclos semolliaule* ; porque dando o uoverno pre-
ferencia a ninas ou oulras estradas igualmente pros-
criptas, islo poderia uffendur as susceptibilidades des-
tas ou I.upiellas provincias, oque sempre d um mo
resultado ; portanto o goveruo uao devia proceder de
oulra maueira...
O Sr. Presidente do Conselho :Nao, devia-se
oulras bem pensadas ha de liiar o lucro de mais Je
[anotados, e nem julgo que o governo lera mes-
mo uccessidade lejnpo escessivo e integralmente. Penan que o movi-
nicnio nalural far.i eom quo essas cniprczas nao le-
nliain que receber dos cofres pblicos a garanta que
esle livor de lhe dar.
Eu disse, senhores, que os empregados pblicos
nao poderiam fruir permanoulemenlu melhores ven-
menjus sem que essas e oulras providencias se des-
seni, e me parece que islo esta demonstrado ; o
Ihesouro nacional nao se fornece por suas proprias
torgas, elle ho o resultado do que he tirado pelos
impuslos dos productores do paz, e esles leudo di-
minuirn em seus rditos nao podem forneecr srau-
les meios ao Ihesouro; e eu penseque, esses redlos
bao de diminuir se essas emprezss nao proseguirem,
porque he Irapossivel que a uossa lavoara possa con-
tinuar com a falla de ludo, como hoje soflrc ; temos
un, exemplo do que acoolcccu an algodao du Per-
nambuco ; lirada dalli a sement no lim do seculo
passado, quando Peruambuco como que fiorescia
nesa lavoura. lirada dalli a sement do algodao da
melhor qualidade pelos Estados Luidos, boje esles
Estados fomecemas duas tercas parles lo algodaoque
se consom no globo, einqiiauto que em l'e-inanibu-
co esse ramo de riqueza esl estacionado.
Quando lodas asdiflculdades de prnduccio vexam
a nossa industria, quando nao nos he pussivel mul-
tiplicar tiraros voulade, he preciso f.iruliarmos os
meios para que essa mulliplirarao que ha de ser fei-
la logo que a passagem de um poni para ostro no
interior do paiz se lome mais fcil e segura ; por-
tanto,sendo essas providenciasadia das por ou (i an-
uos, esse adianienli, importara, senao a morle da
industria, ao menos colloca-la lao atraz da dos ou-
lros paizes que produzeiu objeelo simulares, que
muilo se assemelharia ao eslado de morle, onde e
nunca os chegareraos a acompanhar (apoiados);
cumpre pois fazer boje esforros para pdennos acom-
panhar a esses que sao nossos concurrentes, o que
ja enconlram menores difDculdades em todos os g-
neros a suas prodiitroes.
Senhores, nos estamos vendo um movimenlo, uma
direccao nova que lalvez transime lodas as dirce-
coes acluaes do commercio no mundo ; julgo que
os liomcus de estado providentes nao devem ser in-
dilferentes ao que se pas-a naquelh-s paizes que do-
minara o movimenlo do commercio ; n vemos os
Americanos Inglezes procurar uma passagem no
i-llano de Panam, c ns Euinp.-us lenlarem o mes-
mo no slhmo de Suez ; bu de crer que essas empre-
zas se realisem porque mis conbecemos o genio em-
prehendedor delles, e que os primeiros nunca re-
a mi ,i emprez. is importantes. Que dii erran nova
porem tomar o contraen io realizadas laes empre-
zas '! Quaes serao os paizes que mais mao lioarao
nesse camiiiho ? Quaes poderao ser as producidos
desses paizes? Serao concurrentes que ollcrecam
gneros como os nosos, melhores, mais baratos, e
mais porlo na passagem ? Quem vira entao procu-
rar os nossos'.' e em lies crcumstancias haveraos
de licar batendo o passo no mesmo terreuo em que
nascemos e al hoje vivemos ?
Resumindo, direi, Sr. presidente, que nao he jas-
la a imputarn feta ao governo ; o eslado das uos-
sas fumaras nao he amearador, e muilo prosperara
quando os grandes mclhoramenlos maleriaes que se
inli-nl un se fizerem .ell'uclivos ; e portanto que a
ioipulai^o he injusta e sobrenuneira inconveniente,
por se fundar em motivos e produzir circumslancias
contrarias prosperidade publica, podendo impedir,
embararar c demorar melhoramcntos iraporlautes.
Vozes : Muito bem, limito bem !
OSr. J. J. da Rocha : Sr. presidenle, se quan-
do ped a palavra para fallar contra o vol de gra-
bas tivessoera visla oceupar-me exclusivamente com
as quesloes de industria, bsler-me-hi;i por cerlo
de fallar, debaixo daimpressao que acaba de produ-
zir sobre mis lodosa bella preleceo que acerca das
vanlagens das estradas de ferro acabamos de ouvir.
A cmara, porem permitlir-me-ha que me retire
completamente desse campo, e que v para um ou-
tro, em anuos anteriores tao Ii libado pelos seus ora-
dores, mas que de cerlo lempo para c est de lodo
esquecido : o campo da poltica.
Sr. presidonte, corra o anoo de 18.13. O anno de
18.",l linha vislo a completa ruina de uma revoluril,
que suslcnlara com as armas as preleoroes as mais
misadas. Essa li^lo severa, e depois a arrao latente
dos aronlecimeiilos europeas, e nao meos a ndole
nobre c esquecedora dos Brasileiros, tinhain Ira/ido
uma-eral amuislia de todos para lodos; un com-
pleto csquecimeiito das quesloes polticas e dos odios
por ellas suscitados. Ncstas circumslancias o parluli
que vencer eslava como esse que vira sumirc o
iuimigo cora quum linha lulado ; c nao leudo
mais objeelo, senhor de lodas as suas forras, inquie-
to por nao saber que deslino dar Ibes, ia-as gastan-
do em pequea- lulas intestinas : foi o que acou-
teceu em piincipios do anno de |S"i i.
l'ormon-se um partido no parlamento, que sed-
zia partido parlamentar : houve reunines dos repre-
sentantes do paiz ea divenas pars para examinar
que lim commum nos vinculara, pois desejavaraos
Indos estar sempre unidos ; mas esse desejo de l-
bulos nao su realisava, porque e/a impossivel. Nes-
taslulas prolongadas o vehomentissimas rclirou--e o
formuladores dos dogmas do sen credo poltico, o
senhor hoje marque/, de Paran.
O Sr. marquez de Paran tomou para colicas ri-
d.alaos dislinclos, que se nem semprc linham esla-
do, cstavnra de corlo nossa occasio em relaroes in-
limas i omnojco, com os que nao queriam scises do
partido e contra elles lutavam. Os nobres acluaes
ministros sahiram desse gremio.
Cora o nome dos ministros, c especialmente com
o do nobre presidente do conselho, fez-se em todos
espirito, ou pelo menos no meo, uma grande espec-
lacan, porque da sua alta iutelligencia e de seu
grande patriotismo podia-se esperar a explicacao do
segredo dessa anciosa actualidade e o termo dola.
Espare-i, esperei anroso. Nao me enganei : pou-
co depois du orgauisado o gabinete, e na tribuna
do senado foi por esse estadista apresemado o pro-
gramma do governo e esse programma foi para mim
a luz. Nelle se dizia : a Nao ha mais naqnarc-
m,is nem luzias ; as lulas passadas csto exme-
las ; o goveruo lie conservador-progressisla, oa
progressisla conservador ; aceita todas as qus-
quesh'ies polticas qne tem sido pontos de divergen-
cia al agora, para, na calma das paixOes, nessa
abstinencia geral le odio polticos, disculi-las e re-
solve-las ; a lempo de evitar que no futuro liquen,
como occasio de novas fermenlaces, de novos o-
dios. Conserva-lor-progressisla, eu dou a banca do
meu nome e do meu passado aos conservadores ; aos
progressislas, porm, a quem nao posso dar a mes-
ma lianca, asseguro-lhes que os convencere! dando
os primeiros passos ao seu encontr.
Quando estas palavras, era poca cm que as ques-
loes polticas cstaxam tao fra da ordem do dia na
inprcnsa c no parlamento, me soram aos ouvidos,
enrln-m-! de satisfarn e disse : Eis-aqui explica-
da a causa de toda essa confusSo quo ha as nossas
pbalauges ; o muso chele no-la mostra, boje nao
existem mais as'quesles antigs, e portanto nao ha
mais a anliga baodeira ; cumpre-nos tomar uma
ban le r a nova, c a i auditorio sobre as necessidades
do paiz no-la entrega : be a bandeira da conserva-
cao progressisla. Paremos onde estamos, volvamos
os olhos em redor de nos c vejamos que temos fci-
lo. Examinemos se as necessidades da lula, se nes-
ses ui i asimlenlos das paixoes, Se nesses crios da l-
gica que os paralos maas vezes commeltem, nos,
defensores do principio daconservacao, nos, bomens
da auloridade, nao descarregamos golpes por dentis
pesados as uslitai(es qoc garanlem a liberdade.
Nosso lele nao pode deixar de ler razao ; examine-
mos ,puis. n
Sr. presidente, o resultado desse exame foi o se-
guiulo : .Havia muilo lempo que o partido democr-
tico dominava, e dominava tao complelamciile que
por toda a parle tlnha amoblado a auloridade sua
fi-icHo. Tmba po-lo ao pe da torra de liaba, que
procurava dissolver e animllar. a guarda nacional,
por elle armada, exercilo democralico que elle pro-
prio elega os chefes temporarios a quem quera obe-
decer. Km substituirn da grande unidade poltica
do imperio unidade brasileira deu-nos um arre-
medo de fedcrar.o republicana ; eslabeleccu corpos
legislativos provincnes, creando assim a divertida-
de provincial, lalvez para o fularo a diversidade
do legislacao.
Tinha ido por dianle ; nao se all'oilando a lomar
para si aescolha dos delezados immediatos do poder
central, coolenlou-se cora a escolha dos seas substi-
lutos ; nao eleguo os presidentes de provincia ; mas
como estes vinham para o parlamento, e deixavam
vagos os seus lugares durante seis ou oilo mezas, va
passar o poder cxeculivo provincial para as luSos de
suas vice-presidenles.
O poder judiciarin era seu adversario ; conslluia,
segundo elle, uma aristocracia, cuntra elle dirigi os
mais pesados golpes ; subordiiiou os magistrados as
legislatura proviuciaes ; organisou a jury a quem
enlregou lodas as causas criminaes ate aquellas era
qoo eram reos os tmpre-ados pblicos nos criraes
vulgarsienle chamados de rtsponsabilidade : o seu
zelo foi anda maior. u A formacilo do processo, dis-
se, be um direilo que a ninguem concedo, hao de
ser hmeos escollados por mim e que dovam servir
u m anno, os novos formadores dos processos, os a-
geutesdas funeces policiaes.
Esses excessos da accao democrtica, dos quaes
muilos Iracos me escapara, e necessariamcnle me
hio de escapar, porque nao sei preparar discursos,
e veuho nara aqu dizer o qoc occorre ao meu espi-
rito na inspirarlo do improviso, esses excessos da
accao democrtica trnuxeram, pois necessanamenle
deviam traze-la, a reacrao no sentido contrario :
uella loraei a parle que pude. Eu va que a nossa
sncicilade nao ia bem, porque ludo se prccipilava
na dissolucau, e da dissolm-ao nunca sahe liberdade
nem ordem, mas sim fraqueza e ruina.
Era enlao inda moco, e vinha s tribunas desta
casa lomar nota do que diziain os representantes da
uarao. Recorda-me de que quando o presidente do
conselho de hojee os -cus collegos deenlo diziam :
o llasla : paremos aqai ; cu repela cora elles:
I* Ha-la : piremos aqu. Sr. presilente, sao condi-
gnos infalliveis das sociedades qne se organisam, sao
periodos talaos a que nunca escapan! es-esa atejo
preponderante de um elemento, a reacrao violenta
de oulro, e por lim a transacro entre ambos, tra-
zendo tudo a seos cixos, e igualmente na propongo
da vehemencia da accao est a vehemencia na reac-
rao, esl a dilliciildaile da lransaci;ao ; ora, a accao
democralica fra forlissima : devia ser forlissima a
reaejao da auloridade. E de feito ; o que acnte-
te'.! ? Excluio a democracia de lodas as suas con-
quistas, e lomou-as para si. Tinha ella creado o seu
exercilo, aguarda nacional, c aniquilado o exercilo
du linha : restaurou-sc o exercilo de linha, e da guar-
da nacional se fez nm segundo exercilo com a per-
petuidade dos poslos c a nomearao dos olliciaes pe-
lo governo, o nesse segundo exercilo tiveram prata
de soldados todos os Brasileiros de lodo o imperio.
{I/a um aparte que nao oucimos.J
O Sr. J J. da Rocha : De 1831, a 183-1.
" Sr. Figucira e Mello : De 1831..
lia nutro aj irte que nao oucimos.)
o Sr. J. f. da Rocha : Pois pensa o nobre de-
pulado que cu eslou enfeodado ao passado; eque
porque em taes e laes circumslaocia, em frente le
laes ou taes necessidades do paiz pensei de um mo-
do, devo pensar do mesmo modo quando as circums-
lancias sao oulras, e diametralmcule oppostas as ne-
cessidades Posso asseverar ao nobre depulado que
o meu passado lem muilos dias, quo nem sempre
suube o que sei hoje ; houve lempo em que uem
sabia formar os sous, repelir as palavras, quando
era crianra de pei lo (risadas.) Pode no meu passado
haver muila puerilidade, muila asneira (hilaridade),
agora oulro lano nao se poder.i dizer ; o que o no-
bre depalado podera dizer he que como velho estou
tresvairando. (Hilaridade.)
Foses: Nao, senhor.
O Sr../..'. da Rocha : Mas digam-o embora.
(lia um aparte que nao ouvimos.)
O Sr.y. J. da Rocha. Nesse poni permitla-me
o nobre depalado que eu folgue, porque nao se deu
um s golpe na instituido democralica da guarda
nacional para o qual eu coucorresse.
Na imprensa conservadora eu eotao dizia qoe ra
a guarda nacional qual a queriam organisar era mais
fcil haver liberdade oa Turqua do que no Brasil,
caqui nesta cantara combat como pudo a lei quo
complclou essa organiscSo.
Conseguiram os senhores o resultado dos seus
apartes, desviaram-me tao completamente do Irlbo
que ia seguindo, que nao sei como o lornarei a
adiar. Ah sim, sim eshorava eu a obra da reacrao.
ii ihroilo do iulervir aa .escolha dos ageoles do
poder cxeculivo pela nomearao do vico-presidcnles
fui igualmeute arrancada a democracia : a aulorida-
de policial dos juizes de paz foi arrancada a demo-
cracia, e feocenlrada na mao e no arbitrio do gover-
no ; e para fortificar a sua accao policial achava-sc
organisado, a par do governo, forte como elle, re-
vestido de ampias atlribuires, porem sempre lelle
depeudenle o corpo da magistratura com asua vila-
liciedade, a sua independencia e o seu foro privile-
giado. Foi cerceada a jun-dir^ao do jury, centregue
a essa masistratura e a essa polica,na maior parledos
casos graves e importantes; grande numero das allri-
!niiri\es municipaes foram as tmaras e passadas para
raaos de agentes do uoveruo, Iluminae.io. iiislrutrao
primaria, salubridadu publica; por toda a parle a
aci.'o, a interferencia, a conquista do governo.
E observando ludo is-o. exclamei : Muilo lon-
ge limos ido o ; com sota ja razao disse o nobre pre-
sidenle do conselho que bu necessario ser conserva-
dor progressisla.
Tiuhamo dado esses golpes porque vamos a or-
ilt'iu publica cm perigo ; libamos orgauisado assim
a auloridade, porque a auloridade eslava constante
menteameacada ; boje porem que ha calma, que
ha sncego, que nao ha paixcs polticas, bem baja o
Ilustre prr-idenle do conselbo que vem lembrar-nos
a necessidade do progresso e da eonservOCjaV, para
que evitemos futuras lulas dos elementos constilu-
cionaes, demos a cada um o seu qunhao, e pela
lransac;.o e entre i-ssus elementos tragamos oequi-



ministerio que tinha o mximo apoio parlamentar, librio, aliremos na bUtoria do passado para semprc,
e relirou-se imprcvislarseule: enllo a sahedora da
corda,leudo de formar o novo gabinete.chamau|uma
das principaes nolabil!adesdo paiz, um dos horaens
que maiores e mais seguras garantas tinha dadoao
partido, aiudu uo poder, e que alo linha sido um dos
ac;oesc reaccoes.
Aguardamos pois o desenvolvimento pralico do
programma : aguardamos dcbalde; dias se passa-
ram, enada ; o parlamento reaue-se ; que quesl)es
de poltica progressiva nos foram Irazidas ? Que
UEGiVfl
MUTILADO



JJIARlO DE PERMMBUCO SEGUNDA FEIRA II DE JUNHO DE 1855
he dessas reformas que deviam acabar com asean-
sas da* lulas antigs dos ptfi-rSJcs, que deviam fazer
cum que saqoaremas o luzias fossem homens do pas-
tado, que ii.io se fallasse mais nelle ? Apresentou-
se ura nico projeclo de le pnlilico. E esse no era
genio mn progreasu da rcacrio, urna concenlracao
absoluta do poder judicial na mao da autoridade.
" Sr. Ferrar.A'.nda peior.
" Sr ./. J. ia Rocha:ExageracJo dos principios
reactivos e mais nada.
No ralervalle da sessa nm golpe se projecta, ser*
a bem da conservarlo progrossiita t .Nao tai elle
atacar a ultima iuslilnirao que, alm 3o parlamento,
inda lie electiva a cmara municipal1 Creava-se
poder conlra poder, poalos 4 frente um do oulro, tim
escolhido pelo governo, entregue a polica, o oulro
lilho de elcicao; uin com o auxilio sem limites dos
cofres do thesouro, o oulro dispondo apenas do min-
guados recursos da municipalidade. Conservador
progrejjistaisje cnlao: u V>, uo lie por alii que
avernos caminhar, conservadores progreasistas, o
nosso programina est iracado, lie o mesmo que es-
bocou^otli-iu) chele do gabinete, o mesmo que eslava
como que na couscienca de loiRs. Tomemos essas
quesloes do ehie,ae directa e por crculos, vejamos o
que ha nellasde Inm, de possivcl, que traga em re-
sullado'a liberdade .lo poy.u; tomemos estas quesloes
de Irihunaes especiaos, de juriadicccs anmalas pa-
ra julgar crimesespeeiaes, e vejamos se nao he in-
dlapetpevel conceder alguma cousa a democracia,
islo be, a n* lodos, a bem da fotura paz c da cotiso-
lnlai.ao da ordem.
Todas estas quesloes estavam na mente de todos,
mullo sobre ellas se linha escripto e fallado; aguac-
il.ivam a suasolur.lo, ainda a aguardan)'.....
Se o presidente do conselbn nao fosse para mim
una das personagens que lia de dominar no futuro
histrico do Brasil, que esl muito anima do com-
nium, do vulgar dos estadistas, eu diria. vendo o
proceder que seguio-se assuas pnlavras, que S. Exc.
dcpois de ler visto o bom, depois de !cr andido a
gloria, depois do ter desojado ser no Brasil mais do
que Roberto Pecl na Inglaterra, esmorecer dian-
te da sublimidade da larefa, e a linda abandona-
do, dcivando o futuro por conta do futuro, e Od-
iando ir as cousas para onde iam.
E para onde iam, senhores?
Ha dissolocjD naosahe senao dissolnclo, niio sabe
prosperidade, e Indo caminbava para a disso-
luc.io.
Os nexos anligos do partidos eslavara desatados;
a acrSo democrtica eslava excluida, a reacrao nao
poda ir pur dlante, e se o genio nao nproveilava o
ensejo a bem do equilibrio, a vasa incerteza do
futuro iria maniendo esso marasmo inquieto c des-
golleto, que be feirao dominante da actoalidade, ate
IrazernovascmaUealamilosasreacces. Para onde r-
ritos, onde Urdamos chegado .'Aqu estamos lodos, al-
liados de hontem, colliainos unpara osoulros, e nao
sabemos com quem estamos, e menos contra q uem es-
tamos; nao gustamos da aclualidade, e nao compre-
hendoo que se Ibe seguir, nemoquedevemosquorer,
adherimos a essa actualidade. Una drto-lbenm apoio,
porm fri, sem dedicacao; outros Ih'o negara... Eu
proprio, cu proprio que eslou faljendo, de-me ver
que, lid ao programma progressiita conservador,
acho-me omopposicao ao bomem enjo prestigio me
Tez reconhecer a necessidade poltica desse program-
ma, acho-me em opposicaoa homens a cujo lado es-
live, erabora sem oulro inerecimenlo que nao o de
ter ajudado um punco a limpar o caroinho por ondw
passava o carro Iriumphal em que iam clles disse-
miuaiido bcneficioi ao psiz.
Ciminhavamos, senhores, dominados pela grande
necessidade da salvsrao da ordem, da salvaco da
sociedade atacada pelo espirilo revolucionario, e
cliegamo* s viziuhaucas e proximidades do absolu-
tismo. Rerlamacoes, risadas.) Sim, refleclium nou-
co, conteslai-me, dizei-me vos mesmos rindo se nao
estamos as vizinhancas do absolutismo!..
Vma voz :Isio s exisle na sua cabera.
O Sr. Presidente do Conselho: Sao snnhos!
desde quando... (NSo om-mos o reto da pergunta.
O Sr. J. J. da Rocha:Desde que V. Exc. fal-
len no senado. Acha V. Exc. que quem o ouve
fallar nao pensa duas vezes sobre suas pala-
bras? Pois engana-se, eu pens muito e' muito no
que V. Exc. diz, mesmo em razio do profundo res-
peilo que Ihe tributo, .('.llegamos, dizia, as vzi-
nhancas do absdlutismo.
O Sr. IFanderley : Um absolnlismo hurroroso !
(Riso. Ha outros apartes.)
O Sr. J. J. da Rocha : Meus senhores, quan-
lo ao passado, disse o veneravel Sr. llrnrique- de
Kcscnde rom muita eloquencia, he um armazem
velho cheiu de falo cobeiio de luna e de poera cm
que nio he bom entrar. O passado da opiniao a que
seniora fui adheso. eu o eslou historiando por um
modo nobre, digno desta tribuna e do paiz ; se.al-
guem o quizer historiar pilo lado torpe faca-o a
seu arliilrio, que en nao oacompanho.
Eu disse que estovamos na vizinhlnca do absolu-
lismn. E algunsde vos eslranharam a palavra. que
lalvez esteja no coracao de inuilos. (Ira, o que he
u absolutismo ? Ifc a concenlracao de lodo o po-
der social as raos de um homcm ou de urna cor-
poracJo ; pois en vo digo que osle absolutismo qua-
si existe. Existe no governo, no governo cm cujas
maos tudo esla concenlrado.
E notem como sieual ceiio da sua existencia as
tendeurias que se manifestara. O governo em lodo
so cnvolve, de tudo se oceupa, no mais pequeo co-
mo no maior inioreise imlividual ou sucial, elle le
intrometto e quer ludo dominar, c renlamentar.
Vede o ministerio, o deade o tbeatro ale as estradas
de fanVf desd a navegico do* rios alo a remoi;,lo
do lixo das roas, desde a grandeprolecco s ledas,
sar(c> o u ciencias al i veriltcarao'de melbodns
de ensino primario, acba-lo-heis em ludo, em ludo
apparccendn com um reuulamcnlo, com um subsi-
dio, e s vF7.ee com um imposto.
O Sr. Figueira de Mello :Em quesloes admieis-
Iralivas est no seu dirco, uo legisla najn julga.
<< Sr. 'rendente do Conselho : Islo he urna
palinodia do passado.
Sr. J. J. da Rocha : He palinodia '.'... demos
que soja. Pois V. Exc. ja nao quer que quamln o
peccador se arrepeqde tenba coulriccao Anda me
lemhro de um dos das do meu passado. dodia em
que daquella tribuna ouvi desla cmara um mea
culpa...
O Sr. Presidente do Conselho : De cerlo que
mo he rr.eu esse passado. {Pausa.)
(I Sr. Presidente: Eu pego ao nobre diputado
que contine o seu discurso.
O Sr. .1. .1. da Rocha : .V. Exc. pede que cm
contina, o meu discurso ? Nao a mim deveria VI
Etc. fazer esso pedido .- deverii pedir que nao me
iiilerrompessem, como V. E\c. vfi quo eslao fazeo-
do. Sou un orador muito fraco, urna iiilelliseiici
muito aci nhada ; quando se me d.i uro aparte he-
me indisponsavel alteudc-lo, c faz-me islo mal, pois
intcrrnmpe o lio de minhas ideas ; creia que se eu
nao livesse de explicar-me, se n.lo seulisse esa im-
periosa necessidade, ja me leria sentado no raeio
deslas bellas interriipcies com que me honra o Sr.
presidente do conselho.
la pois eu diaende, para mostrar o carador do
absolutismo do governo, que nada deixa elle fazer
som que aprsente sua areno. Dizei-me, 'senho-
res, qunl he a qnesto que 'se discute boje no paiz
em que se nao veja o governo mandando sobre el-
la t Aatoeiaees '.' elle as fa/, d.vlhes regulainenlos,
escollie-llres empreileiros, ajusla-lhes vencimentos,
econj lauta pena de sf, que at impoe-se o juro
usurario de :t ao mez cm caso de alguma demora
nos paganicntus a que se obriga. A inslruccao pu-
blica'; elle a organna, crea om tiumal, frente
lelle colloca um carcter respeitavet, e dos seus
membros, menos nm que sou eu, lodos s5o habilis-
simos ; ehega-nos porm um bomem que diz que
traz um novo, maravilhoso syslema de inslruccao
primaria ; nada mais natural do que manda-lo que
se enleudcne com a corporarHo encrre-'ada dos ne-
gocios da inslrnrr io publica; mas o governo n.loquiz
que ella se oceupasse com n experiencia do ine-
ihodo l.astilho ; tonino sobre si fazer a rem.iao, con-
vidar pesaoas para ella, perdeu pelo meuos o seu
tempe.
Urna garrado pelo governo ?
(' Sr. ./. ./. ia Rocha : So livesse sido feila
pelo Sr. visconde de llaborahv, como devia ser esla
experiencia do 8m melhodo de ensino, talvez outros
resultados se livesscm tirado. Mu, cmlini. o gover-
no qoiz. faze-la, presidir-lhe elle proprio ; e o con-
selho da iuslrncsso publica, creacJo do raesmo go-
verno, e a quem isso naturalmente compela, foi
alheio a essas experiencias.
Ha urna exposicao da induslria na Europa; o go-
verno nJo sci se sollicitoii dos nossos productores
qoe mandassem alguma amqetra da ni^si industria,
O ."r, i iriatol:Esse ohjcrlo pcrlencc tanibem
ao Sr. chefe de polica.
O or^Ferraz :La no Maranhao^
O Sr. } irialo :Km loda a parle do mundo c-
vilisado.
O Sr. Ferraz d um aparte que nao ouvimos,
O Sr. l'irtalo :Eslou aqu para argumentar com
loda a scriedade.
f'mi ro; :Com qncm t
ii Sr. tfrinlo :Com o Sr. chefe da minora.
(' .Sr. Presidtntc :Attenrao !
O Sr. J. J. da Rocha :Mas, senhores, como
creon a Sr. ministro do imperio esa sua nova polica
municipal ou edilidade policial t que decreto appa-
ceu '.'...
O Sr. Figueira de Mello iPor causa do cholera
morbos.
(' Sr. J. .1. da Rocha :Stnliors, nunca o des-
CDlism.i se apresentou senlo prometiendo grandes
eneticos : se elle apresentttse logo o azorragiic,
Dio conseguira o seu lim ; semprc se aprsenla com
mil promessas ele beneficios, c as vezes al realisan-
do alnuns ; depois... Mas continuemos. O gover-
no lem lido em mente, ou ja lein havido projectos
pelo qual ao p c cima da cmara municipal func-
cionasse una autoridade de sua escolha : mas este
Brojedo.tinlia li~do embrulhado em dilTiculdadcs,
lirkha-inorrido nos limbo, linda em sermn.
Os supposlos receios do cbolera-morbus davam
pois boa occasiAo, venlia a polica municipal, a imi-
tae.1o da prefeilura de Pars. Mas que decrelo bou-
ve creando' esta nova cdilidade'.' Eu nao vi decreto
nonlium dessa creacao ; apenas vi um aviso dizcu-
do no Sr. chefe do policia quo fosse fa/endo a iles-
peza necessari.i para remover o lixo da cidade, e
proincliendo brevemente mandar-lhe o regulamen-
to necessario.
O decrelo creando e organizando esse servco, de-
lerniiiiaiiilo a sua despeza naoappareccu, al mesmo
n hrercmcnle do regula ment anda nao cheaou.
Entretanto sobre o fundamento dcslc aviso, so-
bre cssa anlorisacao para prevenir despezas, deu-
se o golpe dividindo a cidade du Rio de Ja-
neiro cm duas parles, a cargo de duas autori-
dades edis de diversa origcm; a parto beira
mar, que be da autoridade do Sr. chefe de po-
lica, creada por esse aviso ; a parle do centro
anda da autoridade da amara municipal eleita pe-
lo povo (le confunuiJade com a le c com a ronsli-
tuicao.
Senhores, anligamenle ludo islo so ex plica va;
faziam-se decretos, marcavam-sc despezas, exami
nava-so cida lervico ; hoje isto enlrc nos he um
mystcrio! Nomcou-se urna pessoa muito rapa/,
muito digna, mutu lialiil para administrar a lim-
peza policial da cidade; nomcaram-se amanuenses,
pcdealres para acompanhar o administrador ; desli-
naram-se ,j(l Africanos |iara osle Irabalho ; carroeas
foram atusadas uao sci por que preco : fretaram-se
barcos de vapor para rebocar as inmudicias ; cm-
flm lodo esle servir costa dinlieiro, e recciu que
cusle muito, porque o nobre ministro do imperio
(honlem mal livo lempo de passar os olhos palo seu
relatorio' moslra que est com muito medo da enor-
mi lade da despeza que crenu E quando a autori-
dade vai procedendu desle modo, mostris espanlar-
vos, senhores, qoando diso que estamos nasvlsi-
nhanfas do absolutismo '.' O qoe lie tinto i-lo '. I'm
aviso manda crear urna rorporarflo. gasta dinheiro,
aulorisa despezis promelle urn resulamenlo no fu-
Inro, futuro que nilo checa ; o que lie ludo islo ?
He rgimen constitucional lepresenlalivo, no qual
a lei se fazaqui c no senado com a salieran impe-
rial, no qual as despezas se decrctam aqui' e no se-
nado com a sancrao imperial'!
O Sr. Figueira 4e Mello d um aparle que nao
ouvimos.
O Sr.J../. da Rocha :Nao crimino o ministe-
rio ; Dos me livre disto ; dcscrevo a actualidad*.
Onde porem mais se desenlia o absolutismo he na
suppressao da liherdade individual. Se em lodasas
partes do Brasil ncm semprc deixaram de haver
abusos de prises arbitraria, ao menos as cidades
populosas, ou le lia certa illaslracao, cerla forra de
opiniao, n?o era fcil agarrar em un bomem," sem
attendera falla que faz asna ramilia, s inquieta-
cosque vai produzir, mauda-lo passar alguus das
na cadea ; era cousa que o lto de Janeiro nao es-
lava acoslnmado a presenciar ; anda ah o des polis-
mo ulico nilo liavia reapparecido.
Um da urna folln ministerial d noticia de uro.
aclo de clemencia do nobre chele de polica ; susci^
la-seqiieslau acerca de pristes ; npparece a coulissao
completa do despotismo, eslranliando que Ihe con-
testem os sens direilos, proclamando-os com loda a
franqueza, com loda a sem ceremonia.
Na sexla-feira santa, cm coinraeniorac.ao do a'lto
mystcrio da redempeao dos homens, S. M. o Impe-
rador usa da sua imperial clemencia em favor de
alguus rondemnados : esle anuo, no mesmo da, o
9r. chefe de polica mandn soltar alguus presos, no
que foi acompanhadu persigui subdelegado. To-
dos o eslranharam ; e urna folha de grande circula-
cao e do partido ministerial aculheu urna corres-
pondencia manifestando esse esvanhameiilo, e isso
per urna razao muito simples; dizia-se ; n Ou cslrs
presos estilo legalmcnle presos, e cnlao a policia nflo
deve solla-los, ou estn illegalmente presos, e n.lo
devia prendc-los. Algnem sabio em deleza do Sr.-
chefe de policia e deelarou que, lodos prendiam no
Rio de Janeiro ; que as rondas e autoridades subal-
terna prendiam a ordem do Sr. chefe de pulira
que o Sr. chefe de policia mandnva no dia seguin-
Ic vir sua presenca es-cs presos e procurava apu-
ra-los; aos que nao estavam bem presos S. Exc.
mandava-os emborn.
Dos uniros, os que n.lu tinham dado motivo sufll-
cientc para serem processados, mas quo eulrctando
careciain de alguus dias de lirao, S. Exc. os manda-
va paternalmente licar alguna i^ias na cadea. {Ri-
sadas.) O paternalmente he.meu, mas a doulriua l
vem ; diase-se que S. Exc. deixava licar csses pr
sos na cadea ate que com o poder discricionario que
lem os siippozessc sullicienlemenla castigados.
Ora, os seiilimeiilos reUgiptos do Sr. ebefe de
policia bem o podiain determinar a que nessa seita-
feira santa mandasse soltar aos que estavam discri-
cionaria e paternalmente presos, entendendo que
alguna que meredam 8 dias de correcro licassem
penlondos antes desse prazo, em eoinmciiiora;a0 do
dia ;lliluridadeprolongadas
\ os ves rides com esla exposicao ; mas cu vos di-
go que is|o he horriyel, que por nao ter sido prulica-
do o aclo comgo ncm com meus amigos, nem com
s alins. mas lalvez com entes da mais baixapo-
ccnlr.iin se ellos no fundo do Bltico e do mar Negro,
onde na temos relares commerciaes; a gueira do
Oriente, no meio da qual a industria e o rommcrcio
florcren), poda diminuir alguna dos consumidores
dos nossos gneros do expoliadlo, retardar o movi-
mento do nnsso commrrrio,atacar a nossa industria?
Nao ; quem poder soffrer um pinico com essa guer-
ra sao os que commerciam directamente rom a Rus-
sia ; os navios russos que navegavam nesses mares
poiloiii ser tomados pelo cruzadores ingieres ; alguns
ja o foram no Bltico; mas isto o qoe lem coinnus-
eo? (l que temos he que desse movimenlo das naces
da Europa podamos ter-nns aproveitado; podamos
nelle adiar nm grande evcilamenlo de cmigrarilo.
Entretanto fcliritaino nos quando nos chegam duas
ou Ires dalias de colonos, assustamo-mos se chegam
em maior numero.
Oh I que nos nilo chegnem aos 300 ou aos :i(lfl pois
nilo lemos destino que dar-lhcs, nem estamos pre-
parados para rccelw-los !
Vejamos agora as quesloes do Occidente. Senho-
res, na America ha duas nacoes que lem diante de
si um grande futuro; o Brasil e os Eslados-Doidos,
Eu suppoojM que a minha patria lem um futuro glo-
rioso; quero mOrrer com esta esperaiifu consoladora.
Pois bem; aqui como sao as noasas relefOest Sabis
em que pcesliloellascom os Eslados-Unidos, o maior
e o mais til consumidor dos nosns gneros, pois
que a ha I anca ro nmerrial enlrc o Brasil e aquello
paiz pende a nosso favor, vitoqiip para all expor-
tamos em cafe pirio de 2(1 mil conios animalmente,
entretallo que a importadlo n,lu vai alm de 7 mil
conloa; e au fallamos na borracha e oulros gneros
qoe para all mandamos em valores avulladissimos :
em que eslado se acha comnosco esse paiz?
Por loda a parte, na America.o adiamos nao mili
favoravel a nossas pretencoes. No Paraguav lauto
recejamos a sua latente hostilidade, que qoando sou-
hemos que o governo paraguav o liavia rom don- ao
laseos airpdado as sympathias dos Americanos,
houve nm moiiient > de salisfariio. Velieilamo-noa
por ver qua o nosso adversario da\a aos que lalvez
nos n.lo quizessem adiar razio, motivos pessoaca c
directos para reconhecer que a linhamos; fdicitamo-
nos...
O Sr. Presidente dn Conselho:Qoem se blicilon'.'
O Sr. J. J. da'Rnr/ta :A opiniao; assegoro que
em real felicilaino-nos por ver imh nosso adversa-
rio ainda tratava peior aos seus amigos duque nos
hava tratado a nos.
O Sr. Presidente do Conselho :A opinio E
sendo assim, o que eu duvido, o que lem o governo
nisto J
O Sr. J. J. da Rocha :Continuemos. Apparece
quesillo da navegara do Amazonas, de accordo
com o Per, ah ipparor-iu os Estados-Uudos. lia
injustas indisposifes da llolivia contra ns; rcrcia-
mos iiilluencia secVeta americana; por toda a parle
ou encontramos ostensiva, ou a suspeilamos oc-
culla.
Aindamis : quorem .tirar ao nosso caf o di-
rcilo de entrada livre nos seus porlos, querem one-
ra-lo cum impo-liis de alfandega. E nissu no que-
rem urna medida financi-ira, pois la nao lia necessi-
dade de dinheiro, a Piifermidade h npposla, os seus
flnanreiros procuram remedios ;i pltora do thesou-
ro publico. K eulrclanto, apezar de procuraren)
esto remedio e de nao o acharen), qner-se carregar o
uossn rafe com impostes '.'
O Sr. Presidente do Comellm : D'onde deduz
islo ?
O Sr. .1 ,/. da Rocha : Eu nilo entro no segre-
do das secretarlas; mas V. E\c. pode negar esla in-
tenco da parle dos Estados-Lnidos?
o Sr. Presidente d Conselho: N3o me
consla. i
O Sr. J.J.da Rocha: Se V. Eic. negar, a-
credilarei na; oas paladas.
O Sr. Preii-lent do Conselho : O senhor he
qoe diz que la.
O Sr. .1. J. da Rocha : lie nma demonstraran
00 carcter piuco alfeduoso que vai tomando contra
nos esse governo.
O Sr. Presidente do Cnselho : He urna su-
posirSo sua.
O Sr. J. J. da Rocha : Tanto n3o lie supposicSn,
queja em una nota quo 0 gabinete actual fez inse-
rir o auno passado no relatorio do nobre ministro de
eslrangeiros, vem urnas pbrasezinhas sobre falla de
esecucan deleis, ,|o valor da palavra do governo.
ele, etc., quo sao um tanto dolorosas ao Brasil. O
nobre minislio, que (em tanta sagacidade e melin-
dre, ao ler essas phrases, disso eslou cerlo, leria de
muito preferido que ellas mo hoiivesseui ah sido es-
cripias.
_Isto qnanlo aos Estados-ruidos ; a sua Ifeprensa
niio nos he amavel, o seu governo duesta-nos em
una ola diplomtica, Irala-sc do carregar de im-
puslns os nossos gneros; em loda a parle, na Ame-
rica do Sul aondo vamos o adiamos; nao me parece
que seja muito boa esla posjrJo.
Agora na America do Sul," entre os nossos visi-
nhus, temus sido lao felizes aue ganhemo- alleiices.
amisade eveneraco .' temos gas o dinheiro, temos
empreslaiTo a larga a Montevideo, l lemos urna di-
visao do exercilu brasiieiro. E aqui me lemhro da
palavra de um grande estadista ingle?. Quando se
fallava de una expedico, creio que para Cooslan-
UtWpla, dizia elle : Nao ha dnvd.i que parece
muito hom maudar-se essa expedicao; me opponhu
porem, porque se he fcil manda-la, dilliciliiuo sera
tiro-ia d ah. i> Anda hoje Franca conserva em
Roma urna divisao do seu excrcito, e Dos sabe
quan lo a podira tirar do serviro do papa.
Olanlo lempo ainda continuar este auxilio do
Brasil a Montevideo'.' O que acontecer quando elle
fur retiradot Pifa aprcciar-mo-lo, senhores, mude-
mos o quadro, vejamos essa mesma forra, poieui de
farda vermelln ou de farda verde, aqn'i na cidade
do Rio e Janeiro, em um desse*. das de nossas lu-
las polticas.
. A Inglaterra, nossa al fiada, linha mnudado por
unrdens do givernodo Brasil, para ajudara sua pa-
lcia. urna porraa de casacas vermellias; aqoelles o
quoni fosse dada e>se auxilio podiam com o pro es-
quecer o conlra qnanlo eslivessem em publico,
mas quando osljvessein em particular haviam
Je" sentir nao sai 'que de fri e- do triste em
seus coraroes patriticos; aquellos contra quem fosse
dado esse auxilio, haviam de licar mais irritados con-
tra os seus adversarios, e especialmente contra os ca-
sacas vermelba-.
1 Para apreciar ossenlimenlos de um povo cmico
por isludar quacs seriara, us nossos em igaes cir-
cuni-laiicias, e oque dara entre nos, se comnosco
su.ao da sociedade, nilodciva de ser horrivel ; diaoj Sconleccssc a mesma cousa; isso lia de darse neces-
VOI que amaiiliaa oulro tinto pode acontecer contra
ira, contra qnalquer de nos.
E, senliores, estabelpreu-se, em consequencia do
despoiismo contra a liherdade individual, um vicio
social, vicio dn qual lalvez nos lodos leudamos sido
cmplices, lie o vino ,1 as cartas do empeiibo ; o
preso discricionario pelo Sr. cliefede policia, ou peios
subdelegados ou pelos inspectores dequaruirao, lien
na cadea al que mil carias de emp.-e!io curran),
andera, vorae mcam'abrir as portas do carrere. O
abuso conlra a liberdade Individual chegou a ponto
que um dos dignos antecessores do actual Sr. chele
Vlu pulida, indo cadea, l achuu um preso que,
de ha perlo de (res me/es, jazia na cnxovia ; inda-
gando a causa da sua priso, souhe que essehonsan
linha escripto urna carta ao subdelegado da fregue-
zia riueixando-se do inspector de quarteirao por in-
triga* domeslicas !... O Sr. subdelegado considerou
esta carta como ameaca ao inspector; mairluu para
a cadejau mi-ero que a escrevera, mafidoifautoa-lo;
a caria autuada no cartorle, o misero posto na
cadeia, licariam eternamenle se pur fdicidade do
pebre humera u Sr. dsembargador chefe do policia
nao viesse no conhecimnlo de tudo.
VSr. PresiUc/iiedo Comelho :O peridico Bra-
sil noiiciou esle fado?
O Sr. J. J. da Rocha :O peridico Brasil nao
era folha noticiosa, eia folha de dsrnssao; as Jolhas
nolicio-as da cidade So :l ou O que V, Eac. me
poderia perganlar emporqu nu calei tanto lempo
com esle laclo; mas j 'respuudi porque nesse lempo
a necessidade de dar forca i.autoridade nos im-
puuhadiv iss deveres. Hoja porem V. Exc. o reco-
Iheccii eprodamoo no seu prugramma le progres-
sisla conservador, tal necessidade nao existe, ; cum-
pre pelo conlrariocolibiiosdesregraraenlos ra au-
lornlade.
Emlim, senhores, eui lodo a auloridjde se lem iu-
trmcllidu, at no valor dos artistas do Ihealro, as
paleadas e nos applausos. l'ui desenterrar uu fundo
das livrariasa autoridade de Dunover para provar
quo nao bavia direilo de iusullar os artistas, e que os
anulas eram insultados pelas paleadas; e ent.To a po-
lica, consulerando-se defensora nala dc-ses insulta-
dos, fulmiuoii pristi peremptoria, sem (onualidade
na, e sem prazo cerlo contra os insultadores, ou
mas elle ah mauda urna amostra sua. l.i manda os que Ii,es '." P'^ceesaem!:.
urna commissao.
Lina folha d.i a noticia de que o cholera-morbos
prVfe aqu chepir, porque, diz ella, a linha cqui-
nocial nSo he, como se aiippunha. barreira que nos
defenda. E logo o nobre ministro do. imperio as-
susta-se todo. Oh o cholcra-morl.us pude vir ao
Brasil ; depressa, depressa, vapor tiara la, vapor
paraca; eslude-se esla'cosla do Rio de Janeiro.
escolha-se o ponto em que se deve construir a for-
taleza donde os eanhoes da medicina possam repel-
Hr o monslro senos quizer visitar; raaos a obra !
E atada aterrado cora o cholera-morbus, o governo
acha occasiSo opporluna para dar ora golpe as al-
Inbuices da cmara municipal ; lulorisa por raeio
le um aviso o Sr. chefe de policia para lomar a si
allribuiroes que pertencem a municipalidade.
O Sr. Figueira de Mello : Fni urna coadiu-
vaeao.
O Sr. J. .1. da Rocha : Foi nma coadjuvaco !
nuuca me cnadjnvcm daiulo minhas attnhoitjoes a
algnem para overelas em meu lugar Coadjuvar
leria sido prestar .i cmara municipal algum auxi-
lio, vigiando o dispendio dclle ; a cmara munici-
pal, que lera bcrn merecido da cidade do Riu de Ja-
neiro...
Urna en-.: Nao he isso que dizem por ah.
Jr\,Jm "-, locha : Oque me parece he
que V. Exc. naosahe quando esl na cidade do Kio
de Janeiro, so e,l.i na cidade da cmara municipal
ou ae esta ni cidade do Sr. chele de polica, porque
aqu ha duas cidades do Rio de Janeiro. Itisadas.'i
Dessa coadjuvar o., por pequea que fos-e, o zelo
da cmara municipal leria conseguido tirr.r grandes
vanlagens para a cidade. Mas quiz o governo para
si at este mesqainho quinhao da autoridade edil :
dirigi-ce ao Sr. chefe de polica.
Agora atiendo : o Sr. chefe de policia he subor-
dinado ao Sr. mimslro da juslica ; o governo mo guerra do Oriente, U
esleve por essa regnlarldade : o chefe de policia pas-,
sou per nr-idens na parle emque sesubslilnc a nu-
nicipalidade a ficar em relaces deservir au sei
de que especie com o Sr. ministro do imperio : fez-
se mn arraujo que nocomprehcndo...
Eis-ah ate onde ae deseen'. E chegamos a poni
(al que lorias as nuiles, ao recolhermo-nos, devenios
dar eraras a Dos porque nenhuin inspector de qn>r-
teiran, uu agente do Sr. diere de polica, uenhuma
das aulondadea prendeduras, se houvesse lembrado
le mandar-nos para a cadeia, entregando-nos depois
.i paternal discricilo do Sr. chefe de policia que de-
cidisae qnantos das nella deveriamos fica!
.Mas, senhores, emquanlo asan proceda no inte-
rior esse mnislcrio, aomcii'-s colino-oo. de gloria
no exterior ? pmmovcu bem os iuleresses brasieirus-
caminbou no enlido de elevar a nossa palria ao gr
de prosperidade, de influencia e de importanjia que
ella deve ter no coiilinenle cm que se acha colloeada'.'
O ministerio diz-nos, e d/.-nos cora muila talsia-
Sao, que as queslics do Crenle nao lem tido as fi-
naoras do paiz a influencia que era de receiar. E as
quesloes do Occi lente '.'
a Tratemos pnmeiramenlo da guerra do Oriente.
Sr. presdeme, o ministerio n.lo comprchendeu bem
o qne liavia para elle e para o Brasil na guerra do
Oriente. As glandes quesloes da Europa, esses abal-
les fortes nos quaes se acharn coniproineltidrs na- -
consideraveis de grandes nacoes, assuslao os capilaei,
.issusiio a populaiao pacifica ; cnlao ha para os pai-
zes que eslo em paz urna allluenria necessaria de
rapilaes, de individuos que so querem sublrahira
lorca ahsorvenle da guerra. Talvez o cngraiideci-
iii'Miio dos 1.-lados-Unidos, esse mesmo rpido errs-
cinieutn que la Uveram a popularan, a induslria e
as arles, fosse cm muila parte devido ao iiiovimenlo
das cnalisies pennamcnloa dessa guerra de gigantes
que a Europa armou contra Franca.
O mesmo fado poderia dar-se agora: e fizerr.os mis
por ventura alguna,-! cousa pa/a provoca-lo, pai.iapro-
vciU-lo? Felicitamo-nos po(qoc a guerra rio Ori-
ente rulo diminuiu -,i nussa renda! Com effcilo, a
unamente com os outros. A estada des-a divisao no
Balado Oriental nao ha de puis ser inulo boj, para
afianzar-nos svnipalhia.
O Sr. Presidente do Conselho : E o seu fo-
Hielo ?
O Sr. J. J. ia Rocha : O raen Tldelo, l
vou...
I'na ro; : E fez folbclos ?
" Si: J. J.fa Rocha:lie verda.le.liz ura folhe-
lo no qual prev.iva que o Brasilera muito sin-ero
aune de Montevideo ; que a sua poltica para com
aiimdle Estado he mullo franca ( apados i e mui-
to generosa ; que nada desejava senao que clles se
arianja.-om amigavelmenle ; isso escrevi, isso disse.
digo, direi semprc ; e su lamento nito ler talento
bastante para a ledos convencer. Infelizmente uem
lodos parlilh.-im essa minha intima conviccao, e lan-
o que a|ienas no Brasil, era alguma villa,' nu mais
ignorado lugar, um mpresso, por mais desconheci-
do que seja, sola alguma impriidenlepalavra acer-
cada coiiquistadaCsplalina.inllammam-seein Mon-
tevideo o rcsenlimeiilos, c su temos nolicia da ag-
gressilo vendo a v hemencia da represalia. Canba-
mns com csses sacrificios as sympathias dess povo ;
veja-se o tom cora que elle falla dos sacrificios pe-
cuniario- de que querem que nos onearreguem i. cm
sen favor. Nao pedem : exigem, mandara ; espe-
rara que o Brasil enmura os seus deveres com a re-
pblica, dando Ibes dinheiro para etica gaslarein.
O Sr. Mini-Ira da Marinlia i\ um aparle.
(I Sr. .1. .1. da .'locha :Eis aqui <> que temos u-
tido em Montevideo ; temos um partido conlra na,
e no oulro temos lyropalhia dessa ordem.
Agora, seuliore, vejamos as duas parles em que
se acha dividida a anliga Confederaro Argentina .;
fomos neutros c litemos bem rio oer as questoes
que a dividiram; leremoaporem entre ellas gaeho
alleir-oes '.' O governo de Buenos-Avre eo governo
de I rquiz.i. e os povos qne obedecem a esses gover-
nos, ter-nos lim dado as uas -vuipathias '.' Bastam
para aprecia-lo os raros trechos das aua discussoes
que se imprimen! em nossas Mitas, bastam para
mostrar cuno ellos estn sempre cm desconlianca,
desconfalo; i quasi hostil conlra nos, ronlra a nossa
acrao, por mais ii;nocente e justa, e mil vezes ex-
plicarla que Ibes seja. A poltica re Rosas para o
Brasil continua sem esse hornera'; a chican a, a m
vonlade continuara a existir. A nica dilfereiira
he nao existir Rosas.
ram 13o mal combinarlos, Mn mal dirigidos, que nao
se conseguir) o resultarlo : o Fecho ros Morros nao
foi oceupado ; os aprestos que a erquadra levava
para fulilicar-sc esse poni c (ornar definitiva a
occuparSo firaram inutilsados; as tropas qne deviam
desear rio Mallo-Gfoeso nao rlesceram ; o rio nao
qoiz supporlar o peso da nossa esquadra : Lpez.
esperando o beneficio do rio, Ir.ilou de ganhar lem-
po, esparando a eancluflo das quesloes ; por luu
obli vemos a fortuna do ver saudada a uossa bandei-
ra por 21 Uros...
O Sr. Ferraz:Qaarenla e dous.
OSr.J.J. da Rocha:i-J Uros de irlilhaiia
paraguaya cm desaggravo ras olas extraordinarias
que cima meucionei... e a quealao dos limites lcou
adiada, eo Fecho ros Morros... c a honra da bandei-
ra brasileira, que nunca deve marchar sean i|uan-
do lem um lim nobre c justo, mas que ii.lo deve pa-
rar senao quando conseguido esse lim...
(Ha. um aparte.)
Assm pois, sajihnres, eis-ah o quadro da actoa-
lidade : no ulterior, a falla de seguram;,i individual,
os ataques reiterados c desregrados aos ltimos res-
quicios do poder popular, a concenlracao de loda a
autoridade na secretaria do imperio. No exterior
isso que vimos, e a conliniiacao de todo sso que
devenios temer ; e portante cu rlirci ao ministerio
que nao lem ido bem, que quem se oceupa cora
muila cousa nada faz hora, que era inclbor que na
pusicao cm que se ada, rom as capacidades labo-
riosas que lem cm seu seio, era raellior que se oc-
eupasse com alguma ras grandes, vcrdadciramrnte
grandes quesloes nacio'naes, e nao a abadonasse
antes de a ver completamente res olvido, r. posto a
bom caminbo.
Deixeo ministerio na sua liberdade oa iolcresses
particulares, deixe a industria na liherdade de seus
clculos, nflo se aprsenle pur tuda a parle com um
coulratu cum subsidio, nu om imposto ; nao, nao
Tara rcgojaraeulos sobre regulamenlos, contratos
e mais contratos, ajustes o mais ajustes...
O .Sr. Presidente lo Conselho :E o quo lem a
dzer sobre os contratos?
O Sr.' J. J. da Pocha :O numero.
O Sr. Presidente do Conselho :Numere quaes
s.lo os dimiin-ns.
O Sr. J.J. da Rocha :Direi que toda a vez que
o governo interven! e quer s-r lulor da induslria,
cxpe-se a gravissimos riscos ; he man governo o
governo que muito quer governar.
O Sr. Presjgcnlc do Conselho:Isso he una
hanalidade.
O Sr. /. J. da Rocha : Oh oh 1 oh I
O Sr; Presidente :Allcnrao !
O Sr. J. J. da Rocha :Uuauto mais, o governo
quer ser tutor do interesse individual peior governo
he; isso segundo os principios de economa poliiu-a
que aprend...
O Sr. Presidente do Conselho :Isso he urna
Irivialidade.
O Sr. J.J, da Roelia :Pcc-o ao nobre ministro
da fazenda que nao lomo as minhas palavras como
orna aggressao pessoal a S. Ex., e menos a S. Exc.
do que a alguus dos seus collegas. O quo valhu eu
para assim querer excilar as iras do nubre Sr. mar-
quez de Paran? ,
Um Sr, Debutado :Vele muilu.
Q^Sr. Presidente do Conselho d um aparle que
na^ vimos.
O y,: Presidente :.Altenco.
O Sr. J. J. da Rocha :.v'h! sim ; debales bous,
bonitus. brilh.'iulct foram os da sess.lo passadi no
senado ; l, sim, passarnm-se, sceuas bonitas e glo-
riosas ; mas duvido que aqui se reproduzara Nao
Callemos nisso. (Suuurro.)
(Ha um aparte que nao ouvimos.
.0 Sr. Presidente :Peco altenco 1
(Cruzm-se diversos apartes.)
O Sr.J. J. da Rocha :Eu continuo.
O Sr. Sigueira ijnciroz : Continu. Nao Icnha
medo.
O Si: ./. J. da Rocha iEn ler merlo !... depois
de velho hci de comecar a ser medroso t '. E medo
de quem '! do Sr. marquez de Paran ?
O Sr. Presidente do Conselho :'O senhor he
que parece quererme metler medo. (Cruzam-se
varios apartes.)
O Sr. Presidente :Allenro !
" Sr. .1. I. da Rocha :Eu metter medo a V.
Exc. _Ali ah al) I pois eu que ainda o nao 1ra-
lei senao com todas as altences possiveis. eu que le-
nho mil vezes dito que V. Exc. foi meu chefe, he
de ler medo de V. Exc. '! Isso n.lo ha pos.mi.
E V. Exc. ainda leria, lalvez anda tenha re ser o
meu chele ; se-lo-ha quando se lcmbrar da execu-
cao do sen programma ; ia acercando-se das minhas
dniiniius quando fallou no senado na necessidade
ra viuda para o Brasil... rain me record bem, nao
pude preparar-me revendo os pape* cm que se
achara registradas essas cousas... urnas cousas rela-
tivas a S. A. I. a"Sra. D. I anuaria...
(Ha um aparle que nao ouvimos.)
(' Sr. Ferraz :Elle eslava sonbando.
O Sr, Presidente do Conselho d ora aparte que
nao ouvimos.
ti Sr, Ferraz :Sustenta o que disse'!
O Sr. Presidente, do Conselho d oulro aparte
que nao ouvimos.
O Sr, Presidente :Pero atlcnrao.
(' Sr. J. J. da Rocha :*-Sr. presidente, vou con-
cluir, porque lenho por demais cansado a paciencia
ra cmara ; e us aparles corlaram mil vezes o fio
de minhas ideas, Cancaram-me : peco ao ministerio
quo concentre a sua attenrao, e veste c.ipacidade de
seus membros, em alguma causa grandiosa, tac..) re-
alisa-Ia, conclua-a, e nao se oceupe com mil e unta
cousas a um lempo, poique o rcsultadotser nadala-
ler e ludo perturbar. Itecommendo-lbc especial-
mente que quando pretenda fazer alguma cousa, por
mais bella, grandiosa, gigantesca que seja, veja pri-
raeiro se vai de encontr a alguma lei.
Veja larabeui se pude restaurar um poucoa liber-
dade individual, mora de ha lempos a esla parte.
Tenbo concluido. ,
Alguns Srs. Diputados : Muilo bem, muito
bem.
'Fice a discussao adiada pela bora.'e levanta-sc a
aess-T.0. '
que alm de ser cegn eslava embriagado. O bnleiro
que-diriga o mesmo mnibus, de mime Manuel
Domiogues llenes idos, pondo-^c eui fdga, pode pe-
las diligencias dn polica ser preso perlo de meia
nolc rio mesmo dia. na freguezia do Poco, e adia-
se rrrnlbidn cidria para ser procesando. Mui-
(as vezes lemos fallado pela maneira reprehen-
sivel e perigoM porque se portara a mamr parle dos
bulieiros desla cidade. e parece-nos que se fosse um
pnuen mais altendido o que lemos dito, por cerlo
nao leriamos re lamentar com tanta frequenca suc-
resaos deala ordem.
Esla semana fallecern ainda 00 pesaoas, sendo
27 homens l'l muflieres e'2() meninos.
A alfandega rendeu 64:5273751.
REPAHTigAO DA POLICA.
Parlo rio dia '.l de junho.
1 lim. e Exm. Sr.l.evoao conhecimnlo de V.
Exc. que das diflcrenles partiripares hoje recebidas
nesla reparlic'consta que foram presos:
Pela subdelegada da freguezia de S. Jo-. .Icio
Evangelista Seares, e Vicente Fcrreira de Barros
Prala, por rleardem.
E pe|a aubdelegacia da freguezia da Boa-Vista,
Mana Isabel da Conceir-Jn, para averguaee-.
O delegado do primeiro dialriclo deste termo,
parlicpou-mc em oflrio desla dala que. pelo subde-
legado ila (regoe/ia da II la-Vista, Ihe fora rominii-
nicide que hontem as i l|i horas da larde fora pi-
sado o mendigo Jos Maria deOliveira. que alera de
ceg eslava embriagado, pelo mnibus denominado
Olindade Claudio Diiheux. do que resultara fal-
lecer o referido mendigo, rendo que n.io obstante
(er-se posto em tuca o bolieiro do mesmo mnibus
Mannol llnmingues Beneviiles. esle foi preso perlo
de meia imite na freguezia do Poro e acha-sc reco-
lliido a cadeia para ser proressado".
Dos guarrle a V. Exc. Secrelaria ra policio ,lc
Pernambiici 9 de junho de I8S5.Illm. e Evm.
Sr. eonselhoiro .lose Benlo da Cuoha el'iguererlo,
presidente de provincia.O chefe rio polica /.'ii:
Carlos de Paira Tei.ieira.
CpiMCVIMiS.
uia guerra romo bem disse
Ilustre orador minialorial que acabarle ser ouviilo,
urna guerra de ciylisajflo, que foi procedida pela
proclaiiiHcao de principios rio direito das gentes relati-
vo i navegaran dos neutros-, e ao cominercio inter-
nacional ; una guerra em que, se ha exressoa, con-
O Si: Ministre da Marlnha : Ea nossa expe-
dir,!.. passuu sem difllciildadef. Rosas a dcixaria
passar dn mesmo modo .'
(J Sr../. /. da Rocha :Sem difliculdades Ve-
jam-se as discussies que lera havido. E quanlo ao
Paraguav,no si|encj0 cm que a opiniao deixa cutre
nos as qucstf exteriores, quando Ulppunhamos
qoeo Paraguay ao menos era nosso amigo, e fazia
juslica s nossas internles, vcio-nos sorprender
publicaco de algnmas olas... extraordinarias, ex-
Iraordinari.is fie a nica qualilic icrlj que Ibes devo
dar, man dadas p. r esso governo ao ministril brasi-
ieiro, e com a nolicia de que em consequencia dcs-
sas notas ah vinha o novo ministro, o estavam sus-
pensas ,,s rclacoea do Brasil rom o Paraguav. Sus-
pensas Rearan) ellas muito lempo; /allnu-se depois
queaeprepateva urna Cpcdic/Jo hn!lianle,que servi-
ra de lilolode ufi na ao Sr. ministro rio mariuha. O
Sr. V iranhos ri-se). Essa evpcdicao. dizia-sc, por-
que nada Iranspirava no publico, "ia pedir lima sa-
lisfarflo de um insulto frito ao mini-lro brasiieiro :
Icpos us conversas indiscrclos cotnccarain a revelar
mais alguma cousa : soobe-se que a questau do in-
sullo era um inei.lente : que as nossas irla, oes
com o Paraguas, liavia um ponto lao delicado quilo
importante, e que o Paraguay, apealado para dar
soluco a esse punto, tiuha recorrido a esse rompi-
meiito com o nussu ministro como um subterfugio,
como um mem de ganhar lempo c de enredar o
negocio re modo a desviar a attenrao ibis ponto,
capilacs. Soube-se enlo que a nossa hrilhanle es-
quadra ia bascar a -olin-ao dcliniit a dessa quesiae
lo importante, visto que nos ra no rio Paraguav, o
dominando a Sua navegaran, um poni donde p-
denlos neulralis.ir as mus voniades que conlra nos
podem apparecur na llolivia, ou que ja appare-
cerain.
Tralava-se pois ile oceupar o feeSo dos Horros
Essa orcup.i^,lo nao poda ser Coosegoida sem que
aos inovimentusda nosaa esquadra correspondessein
inov iraenlos de Iropa : esses moviraeulos porm fo-
THE A.TRO DE SANTA ISABEL.
Empreza futura.
Esl.i linda a empreza da sociedade dramtica em-
pre/.aria, e he justo que nos congratulemos com el-
la, pela maneira honrosa c satisfactoria com que
rlcsempcnhoii. ja para com o publico, j para cora o
enverno, c j linalnicnlo para com Indos os seus em-
pregados as oltrigacoes que liavia coulrahido.
Digamos agora alguma cousa sobre as proposlas
apreaenladas ao governo para a nova empreza.
Tres sao os competidores, eguudo nos consta: a
sociedade dramtica, os Srs. Res e fiermano, e tam-
bera oSr. I.'icci. Principiemos pelo ahurlod'estc ul-
timo.
Algnmas pcssoasj sabeh quaes as bases ila pro-
pnsla l.urri, mas para conhecimnlo das que igno-
ran), dar-llie-bemo. alguns esclarecimentos.
(I Sr. I.ucci requer o Ihealro poroilo anuos e sem
subsidio; prope-se a dar n'ellc jugos de vispora etc.,
etc., ele. c tamben) us espectculos que Ihe convier,
pudendo almV) dar iienh um, se julg.ir conveniente.
Nao presta conlas a ninguein da marcha que seguir
na sua empreza, e quer o Ihealro desde ja, pe lindo
porm, viole mezes de espera para formar a compa-
nhia.
.'oigamos que a vista do que lavemos expnslo, o
publico nos dispensara de aualisarinus 15o absurda
proposta.
Na verdad.'.ou ogovernojulga necessario urna boa
r.ompanhia no tbeatro de Santa Isabel, c que d es-
pectculos todas as semanas, para oque lem sempre
votado um subsidio a asseroD|a provincial, e ueste
caso naopuile contratar com o Sr, I.ucci. ou enlao
scjulga dever fa/.er a provincia a economa da pres-
tarlo volarla para o Ihealro, o que nao acreditamos,
antes o feche rio que entregar um edificio publico
avallado hoje em mais de qiiinhentus cuntas, a um
bomem que ujn estando na pusicao de prestar Banca
re cual quantia. enaoquerendo inspeccao de qua-
lidarle alguma rlurante osseiisoilo anuos, peder a
seu bel-prazer dispor da casa, ros movis, e de ludo
mais que n'ella exslir, arrumando-a completamente,
visto convcrlc-la n'um lupanar de jogo; nu inciu de
ludo isto o governo, nao Ihe podera lomar salisfa-
Cflese acabara por gestar mais nos reparos do mes-
mo edificio rio que n impoile rio subsidio que o Sr.
I.ucci quer economisar ao mesmo governo.
Certaraente que s a audacia do Sr. I.ucci poderia
reqoerer o ihealro para fazer d'elle um butequim.ca-
f.ou cousa que o valb.i. Na verdade.se um despacho
merece u requerimeolo do Sr. I.ucci deve ser o se-
guinle :O suoplicante dece serremettido ao Hos-
pital dr Pedro II.
Vejamos agora os Srs. Heis, e Germano. OSr.
Res, ex-inerabro da sociedade dramtica emprc/.a-
ria, depois do fado por elle pratrradona Babia, para
vingar-se de seus corapanheims rpie enrao boinens
de bro e sentinienlus, rcpelrau) o sea procedimen-
to, embarcuu para esta ciJade, e ile'la para o Ma-
ranhao, onde fa/.enrlopalos como seu anligo inini-
co, o Sr. Germano, ligou-se com elle para, sua
sombra, poder guerrear aquellos mesmos, que contra
a opinia.0 publica o tinham acolhido. e chara ido pa-
ra o seu gremio, apezar de todos os seus preceden-
tes. O Sr. Reis, presenlando-se em Pernambuco
quando era omprezarioo Sr. tiermano, fni por elle
engajado, t punco- mezes depois fa/.ia urna guerra
ingrata conlra o liomeiu que Uto amicavelmeiite o
linha recelado; o pur ultimo, quebrando o contrato
embarcoo para a Baha, onde adiando urna aasocia-
r.ln de artistas no tliealra de S. Joad1, aprsenlouo
pedindo um beneficio que Ihe fui concedido; porm
passados viuto dias, nu um mez, o Sr. Reis, que lia-
via esbanjado o que liavia ganho, qoiz que a socie-
dade Ibecunceilesse milro beneficie, e como esta nao
quizesso aiiniiir, pois qne ncm p ira subsistir ganha-
vara.vislo na i lerem subsidio, o Sr. Bcisc-quecendo
ingralamenle o beneficio rccehtdo, e Icnibraudo se
somenle da 1,1o justa rccus.it tratou do hostilisar a
pobre conipaniia, romo hoje esta pralcando' ja pe-
la imprensa, ja requeren lo a empreza promettendo
mundos e fundes, e ohrigando-se a dourar al o
panno de bocea to tbeatro, para ver se assim sedu-
zia o governo; porm este, qu perfeitamente ru-
nbecia os precedentes rio preteOdende, e o unicn
UM. J L JIMIO DE 18. mUso ,,ue 0 ,,_ sl0 ,,,,, v',gar-se, fazendo
A'S 6 HORAS DA TARDE. d'cllo governo o seu instrumento, lornoue surdo
IIV TII AC n l' p T A t V U 1 v I I 3 '"''o' os pe'idus e preferio a pobre companliia s
Iir. IIUM Lh 10 SLIAA AL. grandes vautageos que Ihe propunba o Sr. Reis, des-
Vamos oceupar .i allcnrao de nossos leilores cora peJiudo-o a este de urna maneira punco agrada-
um fado, sem duvida digno della pela sua importan- vel.
eia. Os esiabcleciineuios de carilla le desta cidade Desacororriado e desapuntado voltou elle para
acabam de receber orna doarao de vinte e tres pre- Pernamboco, deftS de alguns mezes de ausencia, e
rlios ( rlezo sobrados e onze casas lerrcaa ) no valor aqui chegou pelo fios da empreza do Sr. Dr. Corva-
do nvenla e setc conloa de res, dnacito que foi feila Ibo, a quem rogo, e supplicnn Ihe desse um hene-
pcla Sr.a I). Joaquina Maria Perora Vianna, e acei- licio, o qual Ihe fei concedirlo. I inda a empreza do
la pela administrarlo dos mesmos estahelecimentos Sr. Dr. Carvalho, o Sr. Reis apresenlou-se como
de earidade, do que se passou escriplura publica, no candidato, tendo por antagonista o Sr. Agr, canda
da 5 do corrente. desla vez nada alcuirou. A empreza foi darla ao seu
A doadora cedendo o dominio que sobre os ditos competidor, porem o Sr. Res, n.io obstante o odio
predios linha, o fez sob as comlic/ies seguidles, que que nutra contra o seo adversario, lingio-se hypu-
foram igualmente aceitas :j.r, Os rslabelecmt-n- crilamciitc seu amigo, c supplicou-lhe que o enga-
to* de earilade ficam obriga los a dar bemfeitora, jasse, porque nao tinba de que viver. O Sr. Agr,
emquanto v ver, Ires contos re ris para seas alimen- levo coniiseracn d'elle. o acolhcu em seu seio a vi-
tos, pagos em qnartes, cuja importancia deyer ser hora, que Ihe moveu semprc a mais sorda guerra de
levada a casa da mesma bemfeilora al o dia dez do baixo de capa, roncorreudo o mais que poda para
mez segunlea em qu" se lindar o quarlel ; 2.1, pelo a ruina da empreta.
fado da doarao lien a deudora i-enta de tomar pars Tendo era lim a coinpanhia dramtica tomado a si
era qnalquer quesillo, que por ventura se Ihe possa o Ihealro, e oslando o Sr. Reis desemproga lo, tratou
mover a respeilo dos bens doados; 3.a, o pagamento de couvida-ln. repelimos ainda,contra a vonlade po-
da dcima ila casa tai que mora a doadora correr blica que augurava ludo que lem sticccdido) e ha-
por ronla do patrimonio dos estabelecimenlos de ca- vendo elle .munido, eulrou pedindo logo aos seus
ridade ; l.'i, os alugueres corrcspoudentesaiis predios collegas um hneliri). rpie Ihe concedern!, alle-
doados, que esliverem vencidos al a dala da doa^io, gamlo qoe eslava desentpregado o por isso muito en-
perlenccrio ainda a doadora, a quera sero entre- dividado, e apena- se aclmu servido, deixou passar
gues pela a.lminislrarao dos eslabelecmentos de ca- alguns mezes para u.o Tazer a cousa escandalosa;
rirlade, a medida que forero sendo recebidos ; .>.". desmascarou-se, ei-lo ihsavindo com o seus collegas,
na falla de cumprimentn da primeir.i edirao, os procurando depois por lodos us ineius lomar d'elle*'
meamos estabelecimenlos de earidade fiearao priva- urna vinganra. porque como homens de brio repro-
dos dos rendnicntos dos predios al que a saliste- varam o seu procediuenlo desleal.
cara ; (i.a, flnalinenle, o liquido dos rendmenloa ros Parece inr-rivel quo o Sr. liis blazonando por lo1
predios doados ser destinarlo i conclusan o preparos da a parle ler inairucro, so desraentisse publica-
do hospital Pedro II, lindo o qual, passar para a mente d'orna nraueira pui'-n digna, e faltando a to-
reccita coral dos eslabclccimciitos de earidade, des- das as leisdo decoro, no centro d'uma sociedade de
conlando-se delle annualmenle a quantia re qualro pcasoas que, pelo sen conhecidn cnmporlaraeuto. o
conloa de ris, qoe devem ser applicadoa em dotes Sr. Reis devia re-pitar e acatar como scussuperio-1
para casamento de qualro esposla, a cada uraa das res. E he semelliantc bomem que se aprsenla baje
quaes ae dani um cont de ris ; quaudo porm se requerendo a empreza '.' Elle que tendo assicnado
nao realisarcm Indos os casarhenlos, sera a importan- com os seus companbeiros um contrato cora o gover-
cia dos doles correspondentes aoa que faltaren!, de- no, acaba de o quebrar embarcan lo em auto i-acao
pnsilada no Banco, sendo dita importancia e seus para o Maranho onde fez um beneficio, e Irabalhoo
renilirnenlos applicaas sempre ao mesmo fim. Taes para a empreza; c volt", querendo agora perccbr a
foram as coudices impostas pela doadora, a tiaal parte dos lucros que a 6ociedade.de queelle se dcsli-
ainda cedeu mais em favor dos mesmos estabeleci- gou, tinba lidu na sua ausencia; diegando a sua ini-
nientos de earidade o direilo que tent em sete causas pudenciaa nonio ile requercrao Evm. Sr. presi leu*
civeis. que move a diversas possoas, perante os tri- te um embargo no subsidio do iiitim > mez da em-
bunaes desla cidade ; como tambera doou mais orna preza, a que a sociedade emprezaria lem lorio o di-
morada de casa terrea.no valor de Ires contos de reito pelo cumpriinejilo evado do sen contrato'.'!
res, ao hospital de Caridad* da cidade de Macei. Semelhante preceder he inquallicavel.
NSo podemos dexar publica o nome da Sr. i). Joaquina Maria Pereira possivcl que elle baja cedido o seu nomepara iju lar
Vianna pela acc.lo generosa que pralicnu ; e oxaln oa planos do Sr. Res ; parece-nos impusaivcl qoe o
qoe do mesmo modoprnec lessem aquelles que, como Sr. Germano, que conla na companhia dramtica a-
ella favorecidos da fortuni. conaeguem ai cumular migofatTeicoedose amigos companbeiros de ludo se
fortunas consideraveis, e umitas ve/es nem a mais esqueresse, s para apaiar a enorme amhicao, e o
insigiiirieaiite quantia deivam para obras pias. Po- desmedido nrcullio do Sr. Iteis, a quem elle conlic-
dc-se esperar agora que os eslabelecmentos de cari- codemasiadamente, para querer ligar-se cora elle a
dade, com o auxilio que acabara de receber, aug- ponto lie sor eu socio. Jnlgamos antes que o pra-
mentem em proporeflo, e que os beneficios de tao zer de ver o seu amigo nimign e detractor pedir-
util e philantropica iusliloiro se fajara sentir mais llio perdao.e coofssar-se arrcpemli lo. o lez annuir
abiin I iiiiemenle para o fuluro. au que esle Ihe pedio, e i-lo I mo mais fcilmente,
No dia 7 do correle, quiuta-feira, celebrou-se na quanlo elle, preveudo o mao resultado des-e uego-
icreja matriz deStnto Anlonio, a festa do Santissi- ci, a vista da. bellas quaMdaies e habilitarles rio
nio Corpo de Deas, que foi muilo emeorrida, como I seu socio, dcixoo-se ficar no Ceara na especlaliva
era de esperar ra devoran e piedad;: do nosso bom do desenlace.
povo, que nunca deixa de pressuioso apresentar-se Vejamos finalmente a sociedade dramtica ex-cm-
cm taes actos. Levaram todos o mesmo espirito de prezaria. Nove mezes de provas, em que nao faltn
religiosidadc, oo iriam alguns smenle para oslen- a nina so do mas ohrigares ; scenerio, e guarda
lar o hora gosto dos vestidos c o primor das joas '.'! roupa augmenladus ; c-larcm pagos e aatisfeilos tu-
lle urna quesillo que aepdc acilar, porm nao re- dos oa seus eenpregados ; nao haver marlynsado o
PERNAMBUCO.
solver cab'dineiile : f" Heos o sabe. Voltando porm
fasta, devemos, para honra dos qoe delta se en-
carregaram. declarar que eslevo 'uilhaute pelo
areio que houve na armaran, na qunl parece que
se empregaram smente- objectos nevos. Con-
rluula a festa houve procissan, que si roulcn-
lou aoa^ moradores da ra Nova, porque au-
mente a ella so estn leu ; e nnle rompletou a
solcmnidade um bem entoado Tc-Denm. estando a
igreja batanle illumnada inlerna e evtcriorracnle.
Era liiilo hunve abundancia, al nos costumeiros e
eiccssivoa repigues. i|ue por algum lempo esliveram
esqincidos, mas desla vez soaram fortemeute sera
gran le intermitencia. Insoppnrtavcl he a mania de
supporem que o muilo repicar de sinos concorre pa-
ra o esplendor das eslas I
No da 8 fallereo, pizado pelos cavallo*. que pu-
xav.uii o omnibii- Olinda, de proprieJade do Sr.
i.lau Jio Dubeux, o mendigo Jos Maria de ('liten a.
publico com o "anligo rhiiveiro d beneficios, verda-
deira pragathe.it! al ; aer a juncrac mais completa do
artistas das eompatniias hoje evislenle- no. diverso;
Iheatres do imperio, tira, a vista disto, nao estaca
em pos ira i e-I a ocierladc, muito superiora de aeua
compel Inies, cujas, proposlas cxagerailas deivam
ver claramente mi si, que nunca sern rumpridas!
Acrediininus que sim, e temos eonvieeao que o nos-
so governoillustrado, v jnstocomo he. ido prete-
rir a sociedade empretana que cumprio os seus
devere, que se lernou per seu com|>ortameulo, ere-
dora da estima puldica, para proteger a esses que
nilo leudo nada a perder, e ludo a ganhar, querem
especular rom a coouenea. do governo, e o suor dos
pobres arlisla*.
Einfim. dizem pur ah os novoa pretendenlea
empreza futura, que, -e forem altcndirlos pelo go-
verno, e obliverem o thealm, alm dns actores da
companhia adua! que ss quizerem conlralar, hae de
apresenlar una companhia rpie sera urna das melho-
n-do imperio, eseripturando tiermano, Manoella
Ribcrn. .Nones. Kavmundo e outros. Kio conles-
lamos que esle* eetores qne esli no .Norte qoenm
ser eanlratadj para o thealiinle Sania Isabel, mas
sccom cfiito riles lem seinellianle deseo, sapno-
mns que ev-socir tade emprezaria, no raso ,|e con-
tinuar, nao lera duvida de escriplurar alguns de-tes
artistas que julgar conveniente ; lemus para uns que
elles nio hesitarlo cm fa/.er parte de urna compa-
nhia dramtica, aob o* auspicios responsabilidad* de
homens que finalisaram a empreza lera dever real
aos seo* companbeiros artistas, nem a parlicalere*,
o que nao pode dzer iieuliuina das rinpre/as prc-
cedeillcs.ii excepcao da do Si. Dr. Carvalho, por
que todas as nutras acabara era banca-rola, de-
ven lo a adores e a part, nlares, c fallando as obri-
garoes a que ss eomproaietteram para om O enver-
no o o publico. O imvqrcial.
Consta-nos que o Exm. Sr. Dr. Anselmo Francis-
co Perelli, joiz de direilo desla comarca da Villora,
bu-a iionieado juiz de direilo de commercio do Re-
eife.
I.ma (al nnmeacao muilo honra ao governo. o nao
menos quede integro joiz, que he um ros tlurcs
da magistralnra brasileira, e que ja mutusservicos ha
prestado aopah. Durante o lempo qoe exerteu'o lu-
gar de juiz re diroito nesli ruinara desde Isi
nunca a ninguein fallou rom a juslica. lie ura des-
ses caracteres dos lempos anligos que dillicilmenle
scenconlra boje. \|rn de sua inlelligencia e o-
nhecraenlos variados, nao Ihe falla firmeza; ello
coiihece que a flaqueza nos jui/es ruilas vezes
produz os mesmoseSeitos queamaldade, ea timidez,
.-iilta lo, iguacs aos da Ivrannia. Sem a rigidez de
Clao que degenerava n'unia auslcriilade rudc, elle
lera a sua probidade.
Ue urna afabilidade temperada, evita franquezas
improprias, porque alm de seu genio, sabe que as
partes nao deixam passar um pensamenlo, urna pa-
lavra, um gesto, sem que o pezcm, u dccoinponham,
analxscm, c sera que dahi ileduzam arguraeutos
conlra s. ou a seu favor, receios militas vezes mal
lundudos, temores importunos ou chimeneas espe-
ranras. .Nunca torren se pela rigidez de seus prin-
cipios, e parece que sempre lem em memoria as pa-
lavras rio, eccle-iaslico. n Nao pretendas ser juiz se
niio leus valor para romperos com esforro por en-
tre as iniquidades, para que nao ternas acaso a face
do poderoso, c ponhas lorpecos na tila cqudade",
Combate! alea morle pela juslica. o Dos combale-
ra por VOS.
Os habitantes desla comarca senlcm a saluda de
sua cxcellencia, c do os parabens aos da comarca
do Recite, especialmente ao corpo commercial, ele.
_____ L.
RPIDO BNSAIOSOBBE A POESA ELEGIACA
Tendo para mim que oa Threnos ou I imnptirni
re Jeremas san o mais alto parlo de pcrfeirSo a que
pude chegar a iniaginacan le poeta no genero senti-
mental : sao lalvez o monumento mais pomposo de
loda casa poe-ia anliga, que lano sobresee no revol-
ver dos serillos, romo um dos dos elementes da pri-
mitiva rivlisacao. Ah ha minios loques de me-
lancola profunda, d'cesa tristeza intima que lem
tanto poder no coraran como a alegra mais requin-
tada : ha ah de sol qn traeos de inefavrl docura,
laes como nunca hoiivera, "por cerlo, nos variis sn-
nhos da mylhologia pagua, contrastes os mus vivos
e enrgicos, descripces que o mesmo he ver o ob-
jcclo descrpto que le-las, ilescnvolvimento vastissi-
mo de coucepces elevadas, e urna cerla cor natural
de iraageus e pinturas que rrrasliam a iraaginacao c
elevam o espirito. Onde ah se ira encontrar urna
obra mais pathelica, mais enlcrneredora? O prophe-
la, arrojado pelo fugo do eco, cuino orna deseas exis-
tencias mystenesas, depois de haver derramado toda
a sua alma nos eloquenles animncius que lizera *
arlado prostituida, depois de Ihe haver mtreado um
por um os annns de sua vida (ulura, se foi a medi-
tar como o de-torrado, ou qual trovador afci'o ao
silencio e aos sepulcros ; e sdirc aquella mesma qoe
liavia sido a sede da opulencia, e rainha de Indo o
Oriente, fez ouvir asna voz melanclica e chorou
sem consol. Oh.'quanli poe-ia nesse pranlo do
pruphela, ao cabo de sua misaao tremenda E esse
pranlo,assim desentranhado d'alma, he romo o com-
pendio de todas as agonas pungentes do povo Israe-
lita .' e esse pranto he hoje um de* mais reos parirea
de poesa, nao dessa que sabio do cerebro dos tjre-
gos, mas da que falla do coracao.
Aquello que bavia pre lelo ira mensos males a Je-
riisalm. e que viera enviarlo |ir Dos para aniinn-
car tambera a nacao corrupta o seu lim trgico, sur-
gi e foi pastando, echante I aquellacidade sobrb.i
parou o arebanjo da morle, e sobre ella rlcsfechou
o castigo: e aps esse' quadro horrivcl, o praulear
sem consolacao, o gem-r anejado, o suspirar, o desa-
bafo de queixas e ao lim de ludo ura grande litro
cum grande poema para a humanidade!
Nem vejo cousa que se Ihe assemelhc nesses oulros
poemas, que nos legn a anligui lude. Ahi estn
com todo usen hrilhar e vico dliradouro, ah cunera
no mundo essas pro liiccoes doa.mais abausados ce-
ios que leem apparecdo : e o qoe sao ellas, e o que
valem, quandu comparadas com o singelo desabro-
char das penas de Jeremas'.' Se houvera de encelar-
se um exame analtlco de loda essa poesa creg e
romana, c fasse posto como termo de comparaeao
aquelle poema, a victoria seria por elle : aos olhos
da critica iienhun composieaii valed i tanto. Co-
mo lypo de poesa sentimental cu nao v|0 nada que
ihe etiegue; e creio que no sen genero he urna in-
sigue elega a lamenlacao sobre a rlesgrara la Salera.
Remontando al o quasi prim-iro desenvoivmen-
to da poesa entre os povos pig.io*. nao se de-cobri-
i.i. por cerlo, urna coraposico lao rica de coito e de
entntenlo. A musa do velho de Ascra he mulo
menos ferlil n'csses contrastes de iimginac.au, cm
que bem se da a couhecer o poeta, nessa expanslo
re afectos ntimos e palhcliros, Je conrcpces profun-
das e arrebatadoras : as 06ra.s t oa Dias eslu mul-
lo abaixo do Threnos, anda quando se queira espe-
cialmenla observar os lances de ternura, as ciprs-
ues de magua que, por ventura, possam all appare-
cer. Aquello raesmo por quem cornil derain sete ei-
darles da (ireria, como se cunta, aquello lao celebra-
do ceg de Sinvrua, esla muilo longo lo prophet i.
A sua llliada, a sua Odystei e csses oulros rasgos de
sua iiiiagiiiagao amamantada cora as feicea ravtho-
logcaa, podera ser considera la- como monumentos
signilicalivos duanligo engenho em materias do ar-
te, mas nao ha all trajo de taula ternura, loque de
lao rnacoada Iri-leza, impretsao de tinto imaginar
doloroso, lao profundo, tao onlraohavel. cuino a cada
passo no-Ios aprcsenlaj aquelle bellissiino poema.
Ouando Tirgiho nos enternece pelas suas da- :ip.
jOes tao abundantes de transporte.; quando mesmo
no comecar da sua irainurlal epnpa so pe a referir
consternado aquella tao tonga biiitoria das de-veulu--
rasdeTroia, aquello cvadir-sc precipitarlo do pie-
rios lilho re Auchises que o leva canegado atrevec
das sombras com o pequeo As.miio : quando nos
faz ver ora as saudades de ceracdlo sen-ivel rtanle dr
tmulo de Polvdoro, sombrearlo pela arvoro que go-
leja cura o proprio sangue desse hroe, ora as ma-
gnas e a desesperaciio de ido, depois da fuga do
seu querido Eneas, ora a morle oe 1 orno; e quan-
do verte lagrimasac rbi-, e canlcs scnlirtosdo fundo
d'alma sobre os desastres dos jovens amigo- .Nvso e
Euryalo. falla elle ao corac*ao de tal forma que o
sensibilse io poni de la rleixar enraizada a melan-
cola, inscparavcl das grandes sceuas c dos grandes
raovimentos'.' Ahi nesse Uto vasto e immensj turaul-
tuar das paixucs lurtes,ahi n'esse !iu bello descrever
le graves e importantes luccessus, o que ha que se
compare cora as iMinenUiroes de Jeremas'.' E con
ser esse d entre os poetas pago- (;.. que temos n(i-
cia, o de mais -entiraenlo, cuino o diz o elocuente
Chaleaobriand, u j aos moslra non seu* suiiimes cs>
criplos urna pagina, um i linha se quer ,M tanta poe-
sa intima I he Virginio que ce le a pilma au vene-
rando anciOo, inspirado, quasi halijado pur Dos.
Esse poeta de fecundsimo engenho, de imagioa-
ro arrebatada, que se ror.Hiu com as rosas do amor,
depois de Ihe haver olle lado ledas as harmonias de
sua alma, aquerida ao sol das paixi e- ; esse Ovidio,
crcadurdas Mr/ainorph)"-s, lilulo h.i-taute para a
segoranr;a de sua gloria, lem um lim dado pelo pro-
prio sentir que s vezes lie expre-sivo re m-iis: suas
aOioriDes elle as traduz n'uma linguagein qu* por
ventura he quasi sempre mais sublime Jo que pa-
thelica. Pa leceu, supportou muilo. foi martyr de
coracao, c ilo fundo do coradlo insr'yrisado fez bro-
tar muila poesa eminente; mas no pranto do pro-
phela ha o que quer que seja, que mais desci.volve
as paixes, que mais as explica, pir um sculi r in-
cnnleslavelracnle superior. O mesmo livro ras Tris-
tezas, que elle ex ilou desterrado no Poni, romo o
hvmno do sen amor infeliz, ou maguada suspiro de
-uu Iv r.i em l.lo violento estado, osla bem longo de
poder entrar cm parrtelo cora a iuspiraco prophe-,
licaresultado do gtave e profundo imaginar ata
quelle vale sagrado. Assim he fora de controver-
sia que os Threnos, encarados sob o verdarleiro as-
pecto de um poema inleiramenle senliraeulal, exce-
ilem inulto a lodos de igual ualurcza nas lteralu-
ras greca e romana, eslflo muilo cima re qnaesquer
eo'iiposicoes de sciitimenlo, de que se possa ter dea:
e ainda mais me confirmara ueste aiuizar, se me
dsse ai" Irabalho de cunfronlar o indicado poema
com ludo quanlo nos lem podo diente dos ulhos essa
poesa robusta, que appareceu depnia do movimeiito
lilterariu das naces antigs. De lelo, a poesa fran-
reza, a allema, a iugle/a. a portogoeze, a hespa-
nhola e a italiana, cultivadas cora laoto esmero, du-
rante o longo espaco de lempo que decorre da que-
da do imperio romano ale es nossos rlias, n3o encer-
rara nos seus vastos dominios cousa que possa ser
equiparada a aquelle rico poema das Lamrnlacfies :
nem os Tassos. os Milln, os klopstock, os Ityron, os
Hacine, os Comedio, os Shakspeare, os Lamarti-
ne, os Camoes. os Frcires, oa Kibciros des Sanie- e
as Alrippos, oflerecem produrres de tanto enli-
in.'iilo, io profundamente mergulhadas na feote
d,is inspirares.
I'o le sor que no que levo dito naja desagradado a
opiniao de algueni, pulo ser mesmo que "> "Ihos
de algum eminente lillcralo cu len'ii rommcllido
peecado grave, contra o hom go-lo-e a i1'1'' do bello.
Nao ser esla, por ventura,* enicaeerasiaeem que
me hija desusado do sentir deste ou t.aqurlle culti-
vador d'aile: se o lenho feito, sr- ainda agora ofaco.
he por minha prepria ons'-ina ', se assim |Htsso di-
ze-lo, cm malcra de peeaft.
Para mim he opiniao forma la I que enuiu iei, an-
da Uais porque cu creia que a Biblia, por -i.
a ludo quanlo era puesi.i se lenh.i escripto, e a tudo
quanlo se possa escrever ; e como sastre p"nso, le-
nho como cerlo que ai LamenUe&aa de Jeremas for-
inam runa das parles mais bellas e impdante* da
Suellc livro divino: no seu genero, coroolvp'
e sentmcnlo e melancola, sao ellas qoe mais pr
dem encher a imaginadlo e penetrar o espirito.&
ja que he tocado ueste ponto, direi que assim romo
a inspiraran de Jeremas figura de modelo puchen,
pelo que diz respeito ao sentimenlo doloroso, em
geril, a /il'lia he modelo para lodos o. gneros de
poesa. O mesmo Gnesis, que vale como a sua in-
troducrao, c a que o erudito Schlegel nflo duvidou
chamar a primeira de todas as hi-lorias. niio he ja
ura bellissiino prospeclo detU'Obra manvilhosa, que
lem assombiado todas as gwacues, e qoe, Irarando
o destino da humanidade, he ao mesmo lempo o seu
maior pasmot Nao -e podera dzer qne o Cntico
dos Cuntroi he o hvmno mais rico de transpones
de alegra, a harmona mais suave, m.ais anglica,
mais propria para fazer subir em estasis a imagina-
can du poeta na regiOes (ia eleriiidade? Nao he elle
que nos chega. na expressao do profundo Poojoolal,
como um perfume do rolle de Saron, conm urna
graciosa curio da Jwlca em seus dias mais felizes ,
base* psalraos do Prophe la Re nao se poderao dzer
mimilaveis, nicos na sua especie lia ahi nos li-
jaros dos poetas iiispiracoes mais natoraes, quemis
fallera ao coracSo, votos demais unrrilo e piedade '.'
Acaso ja se fallou a lieos rom tanto amor, cora
(aula esperanra, rom lauta ternura t ha em lorio
esse jardim mylhologico nina flor siquer. j n.io di-
go um ramalhele. de lana fragancia, re lo rucan-
ladora belleza Esses nsalmes que shj u linguagein
do poeta e do renle, ou antes, a linguagein rio ver-
dadeiro chrislau, o modular mais puro e cadencioso
da nalureza ante a idea rio Creador, o supplicar
mais constante e fervoroso rio bomem na su.i degra-
daeto prirailiva, nunca seao excedidos, nHo han de
-cr jamis gualadns. Niio temos no Feelcsiasles
a historia mais simples, mais singela e fiel da vida
humana, concebida com todas ai auas phasea nos
bellos paineis da mais elevada poesa lvrjra?No
vemos 'io livro de Ruth, romo diz o mesmo esenp-
tor ha pouco citado, esse idyllio-encantador que
faz pensar na primeira primavera do mundo 1
E quanta poezia nesse gemer piadoso re Job, nes-
se amargurado suspirar do pobre, no seu lelo OB
angustias, a sus cora os mais lluros ealrnzes raarly-
rios, c com a mais apurada padeoeja .' He livro
que falla muilo rio chrisUo, que ahi vai pela Ierra
frraslrendoo viver le peregrino, sobo peso dostra-
balhos e das calamidades, esse livro do pobre Job ;
e be tambera um poema de agona nfima e ale pro-
funda resicnac.lo. Todas essas propJtecias, o que sao
ellas, era ultima inalxse? Sobre serem o vatici-
nio, a pregarao da verda le, qne nao respeito os li-
mites rio lempo, c desenrola o veo do fuluro ; so-
bre serem orculos infalliveis, e nao mentidos em-
bustes de Svbilla, ou licrcs deValara e.Delphos,
resumom nos seusquadros muila belleza, moilo en-
canto : e prouvera a Dos que lodos os poetas fu-sera
corno os prophetas de que falla a lliblia I
Deixandnde parle o mais qoe houvera de dizer-
se ainda por lito frtil assumplo, limitar-me-hei a
ponderar, quenwle seculo inesmu,em que se diz que
ludo he novo, que ludo be do progresso e lilho rio
romanti-mo. aquelle grandioso livro, cora o qual
combinara as adeudas era loria a sua eitensao, e du
qual mis' eram como as ralbas do tronco vigoroso,
aquelle livro que deu o primeiro impulso ao genio
no desenvinviinenlo das lellras, foi o que lambein
abrioo c.rainho o moderna poesa, e lem Ira/ido n
Bosta, polindo-o, desempeeendo-o de lodos os obst-
culos, atravez de lano lidar e esforco, aos nohres e
robustos cultores da vinha intellrclual.
./. R. de 'lorres Bandcira.
i
LHLIC\r(\0 A PEDIDO.
AO PUBLICO.
Quando pago o qoe devo, lenho direilo a licar
tranquillo, e a nao dever-se-mc eslorqair cousa al-
guma, ou ficar devendo obsequio a quem quer que
seja, inclusivamente a niliciacs de juslica; porem
assim nio succede: he o caso, que pasan' a expor,
para o que gaslare mais uns lautos ris com a sua
publicaco.
Tenlio ha alguns anuo- o meu eslaktleri-
rnenlu de espritus ua ra Direila n. 17,
bairro de Sanio Antonio, e paguci o devi-
do imposto de :l "., nu dia 1 de sitarobro
de IS.I no consulado provincial, (-. .i-li
Pelo auno de 185~2 a 1853, foi ixeculado
e paguei notamente o raesmo opo-to, e
pelo mesmo anuo em 11 re abril do
ISV>. re-............|:t5>760
Fui citado com pena de panhora (que
por muilo obsequio se me oao fez aiuda
avista do couhocimento datado de i! de
seterabro de 185i), em ;! de maio de iS.'),
para pagar o raesmo imposto e cusas, e
pelo mesmo auno na qnanlia de ris. 3S0XK)
Os documentos ns. I, fe] provam que be ludo
pela fabrica le eapirilos ra rua Direila n. 17, e du
anuo de IKxl a 185S, e que lenho direilo e dever de
rugar a quem compele baj de ter vigilancia para
que se nao repiUm estas violencias. Paguei a se-
cunda vez aquelle imposlo, para me poupar a per-
der lempo e augmentar cusas, mas terecira, lvi-
do rae -ujeilar a esta alternativa, pur ver descoberlo
o moto cenlinuo o e applicada a exigirem o im-
posto do aeiio de 1S.V2 a I8J; para evitar o que
faro tambera publico tal aconlecimeoto.
los loaquim /.tina llairao.
DOCUMENTO N. 1.
Conhecinicnlo du consulado provincial
n. 372. datado era I de setembro de
185!, ris............SJJ60
N. 2.
Cerlidao do roubeciinenlo do consulado
provincial n. dil, datado cm 27 de abril
do I.S.V., ris. .........'. 13076(1
N. 3.
Cirlifico, que em compriinento ao manrladuexecu-
livo etislenlc em meu poder conlra Beiri ti C,
cilei a Jos Joaquini Cima lairan no dia 3 de maio
de I8.V), para pagar a quantia de 3*000 rs do ira-
posto re 3 por cento de seu eelabelecimeato na rua
Direila n. 17 do auno de 1832 a I8a3.
Rerifo ."i de jonbn re tSbj. Em fe ic verdade, o
nllieial de juzo, Manoel do Nascinunto Rodrigues
Franca.
COMMERCIO.
PKACA Ut) RECIFK O ufi JUNUO AS 3
HORAS DA/ARUE.
Cotacoes olliciaes.
iloje nao houveraui c/tares.
Al.FANDKliA.
Kendimentn do da 1 a 8.....80:771
dem do dia 9.......* 11:84(1*743
2:612907 i
Desearregam hoje ll*e junho.
Barca ioglezaTmo of Lirerfollercadoras.
(jalera ingleta//ermione-^J*calhao.
Ilrigue inglezCresc.ent*">
Brigue inglzMargare!-'dem.
Polaca fiancezaro/iVor/epipaa devinlie.
Polaca hespanbolaTcrczina dem.
Ilrigue porluguez/^"ienriridiversos gneros.
CONSULADO UERAL.
Remlimeelo-ddia 1 *8.....12:488963.1
dem do dia O.......' 871287
i:i::l!5!H2
-----------
IIVERSAS PROVINCIAS.
Aciidiraei.lu dodia I a 8. 8-Jli-IV
dem do dia 9....... 9I*55
.
917.3620
BECERED0D4A DE RENDAS INTERNAS OE-
KAES DE PI.UNAMHUflf).
Rendimenlo do dia 1 a 8.....4:3fi6*J0A.>
dem do dia ) .....2:7sjei5
7:utj*130
CONSULADO PK0VINCIA1..
ftendimentododie 1 a 8.....U:I3.V35()()
dem dodia 9....... I:8."i986(l
tf:()l.j36
Assucar -
PRACA DO RECIPE 9 DE Jl/JIOJiB 1835,
AS 3 HORAS DA TARDE:
Revista nemanil-
Cambios Fizerani-sepegaeDatlraesaccOes a
27 e 27 t|4 d. Pr 4<>00. Tendo a
IbesourariJ a/enrla de tomar
lettras solee, legitima, ran lern
podidaanDSKnveB que desisla
dp prirRegle qMella scjulga ter
re preferencia a qutlqucr uulrn
rredor, iu> caso de rraanihio ; do
runlrario so paferu o|ler lellras a
ura cambio milito balso: o esta
Iran-accao a trecluai-se qaer re
un. quer d.' oulro inodi,, deve
cansar baixa, e levar oa eempra-
aores a fazereat suas reaiessas era
moeda mclalira.
Algodau K'drarara t*> saecs, q*e foram
vendidas ; o regular a 59S0, <.
boma 3jt/>, c o superior a 3j8lH)
rs. por arOba.
Flzeran-se vendas importante,
do mas-ava lo regular de lN,;,u ,
IJJ720 cdoinclbora 13800, e al-
gum uperior a 23 rs. por arroba,
rio I......** segunda sorte a 3-3000,
da erecira boa 2?I.MH). terecira re-
gn.rr a --'-rS'ii, e quieta e sexla a
9200 ; foi mais proruradu, e o
il'pu-ilo esli mu reduzidn.
A do 21 IrJ grao veudeu-se por
10 a pia.
l'ivemos Ir s carregamentus, dos
quaes 2 segurara para os porto, do
Sul, e 1 ficta ate perlo. Temo* cm
s. r 11,000 ia rricna, co consumo
lera sido iliiiiniiu, por haver abun-
dancia de carne secta ; (endo-se
rclalhado barril I.
C ue -eca- As vendasteis regulado! de 3cS0O
aji9000 pa do Rio Grendr
i'oMiOila Wpor arroba pela de Bue-
nos Av n-; licaramcni ser 34,000
arrobas di primeira e 1,000 da se-
gunda.
I'.ii inlia de Irigo- VeuderaajVse por atacado a 27>^)00
m da de Ballmore e 278 da do Chi-
li; e a rtalho da de riiiladel-
Aguardeule- -
Bacallao -


HEClVl
I
MUTILADO



DIARIO OE PERMMBUCO SEGUNDA FEIRA II E JUNHO DE S55
3
J
phia de 33 a 360. da de Wew-
Vork a 34, e da de Ballimore de
30> a 319 por barrica; ba em ser
3,800 barrica?, scodo 1,900 da ul-
tima, 800 da penltima e 500 da
antepenltima.
i, .-- Vcnderam-se a 50500 a caia.
Viiihos------------ dem um canecamente de Hespa-
nia icerca|da 1809 por pipa, cas-
cos iguaes aM porluguezes.
Dicoolo Kcl.ateram-se lelras de 8 a 9 por
re rio a o nniio.
Freles------------Bem que leohamos falla lem-se (conservado baixos; nao
tendo havido Tretamenlo por mais
de iO por tonelada.
Acrta do Bauto- Veiideram-se a :) por ccnlo de
premio.
uam no pon 2 embarcares com bacalh.io, 1
rom aieilc de peite, 1 com gneros o 1 com assucar
indo da Baha.
ICulraram 3 com seeros de oulras provincias, i
r,.tn carr.gamentos da Europa, 1 .le ramilla de IriRO
e I de bacalhto.
Sahiram 8 com carregamenlos para oulras provin-
cias, 2 em lastro, (i com caiTegameulos para porlos
eslrangeiros, 1 para o Maranhao com parle da carga
que Irouve e I transporte do governo um com-
NII'-JH.
fcvislem no porto 50 embarcacoej, saber: 2 a-
menranas, 1 belga, Obrasilciras, 3 france/a-, :'.
hamburguezas, i hespanholas, 10 iaglezas, 1 uoruc-
gnensc, 1 porugueza, e 1 sueca.
_Para o Rio de Janeiro salie no (lia
13 do crtente, o brigue SAGITARIO :
para o resto da carga ou passageiros, tra-
ta-se com Manocl Francisco da Silva Car-
neo, na ra do Collcgio n. 17 segundo
andar, ou com o capilao a bordo.
_LEELO'ES.
MQTCMEMTO PQ PORTO.
Nados sahidos no dia 9.
AssuBarca brasileira almpcratriz do Brasil*, c,l-
piUlo Manuel da Agona Lopes, em lastro.
demBrigue brasileiro feliz Destino, capililo
Joaquim Soarcs Eslauislao, em lastro, l'assageiro,
Manocl domes da Silva.
LiverpoolBarca inglez* Esko, capilao James Pe-
ten, carga algodao e guano.
Vacos ntidos no dia 16*.
AssifBarca brasileira Malhildc, capilao Jero-
nymo Jos Telles,' carga varios genero* e laslro.
Passageiros, Joao Francisco Pereira e I (ilbo. An-
tonio Lino I'creira, Joao Francisco dos Santos lia-^
vi,io. Antonio I.uiz Ferrcira Toscano e a familia*
do capilao.
Rio Grande do nlBarca brasileira alpojuca), ca-
pita Fructuoso Pereira Dulra, carga assucar e
agurdenle.
EDITAES
O Illm. Sr. inspeclor da Ibesnuraria provin-
cial, cm eninpmiienio da ordem de Eim. Sr. pre-
sidenta da provincia de 14 de main iillimo, manda
convidar aos proprielarios abmxo mencionados, a
eniregarem na mesma Ihesouraria, no prazo de :'()
Has, a contar do dia da primeira publicarlo do pr-
senle, a importancia das qunlas com qoe devem
eolrarpara o cslcamenlo das casas da Iravessa de S.
Pedro, conforme o disposto na lei provincial n. 350.
Adverlido que a falta da entrega voluntaria, ser
panilla com o duplo das referidas quotas, na con-
ftrmidade do art. (i do reg. de >> de dezembro de
Jf. 4. Camarina Maria do Sena. 579600
H. 6. Maeoel Antonio da Silva Keis. 199800
N. 8. Manuel Jos da Molla.....189000
N.10. Mana Rosa da A'sumprao. 619800
H. I. Manad Buarque de Macdn. 190800
E para constar se maudou allixar o prewnlee pu-
blicar pelo Diario.
Sccrelarit da Ihesouraria provincial de l'ernam-
huco 9 de jenhn de 1855. O secretario, Amonio
Ferretra da Annunciacao.
O Illm. Sr. inspeclor da Ihesouraria provin-
cial em cuinprimcnlo da resolucSo da junta da fa-
zenda, manda fazer publico, que a a arremal.iraoda
obra dos canos de esgolo da ra do caes de Apollo
foi transferida para o dia 1 do correte.
E para constar se mandn allixar o prsenle e' nu-
blirar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de I'ernam-
bnco 8 de joulm de 1855.
O seceetario,
Amonio Ferrcira da Aimunciaro.
Joao l'inlo de l.emos, commndador da ordem de
Christo, cornmerriaiite matriculado, depulado
commercial do tnbuunl do commcreio da provin-
cia de Pernambuco, c juiz cummissario.
raco saber que nao leudo comparecido na reuniilo
que leve logar no di I!) de Janeiro do crrenle au-
no, os credores da casa commerc al fallida de Deane
yule &,.', que residem f,a deslc imperio ou
dentrodelle, mas em domicilios n conbecidos, por
naotersidoa convocaran feila segundo o artigo 135
do regalamenlo 738 de 5 de novembro de 1850,
convoco pelo prsenle edita I os di los credoros, para
que comparecam no da II de junlio do crrenle le-
las II norasda manbaa, ni casa da residencia dos
mesmos ralllos, na ra da Cadeia do bairrodo Ke-
cife n. .,-2, alim de que reunidos em minba presenca
lodos os credores da referida casa fallida verifiquen!
osseus crditos deliberen! -obre a concordata ou for-
men o contraa de uniao e procodam anciuear-So-ue
adiuinisiradure dos bous da dita rasa fallida ; ad-
venindo que neiihum credor sera admiltido por
procurador, se esto nao liver poderes especiaos para
acto, a que a procurado nao pode ser dada a pes-
naq seja devedora aos fallidos, nem um mes-
n procurador representar por dous diversos cre-
an cumprimenlo do que, todos a credores da
rtteivda casa Mlida, comparecam em dilo dia e lu-
gar lenguado, sob pena de se proceder as suas reve-
E paruque chegue ao conlieciioanU) de todos
Zl ZTJT" ""'"'senUcd.lal, que aer aflUado
na placa docunnnerew e publicado pelo Diario.
uauo e pasado nesla oidade do Becifc de Per-
namb.co. aos 1 ,|e fevereiro de 1855. Eu Din.me-
reo Augusto dHego Rangel, jnrameulado o escre-
H.-JM Pinto, ijmm, juiz commissario.
decxara^oes
- patacho Santa Cru; fecha a mala para o
Aracalj, boje as 4 horas. *
- O paihabola Sobralen*. para o Acarac, le-
cha a mala hoje as 4 horas.
- Os 30 dias uleis para opagamenlo a bucea do
cofre, ,1a dcima urbana dos predi, das freguetia
desla cidade e ado. A fugados, principie-te a cop-
iar do 1. de junlio prximo vindonro, lindos o. quae
inconcm na mulla de tras por ceulo wdos aqoelles
que deiiarem do pagar seus dbitos ; o que se faz
publuo pela mesa do consulado provincial para co-
nheciincnlo dos inleressadot.
BANCO DE l'J'RNAMCUCO.
Banco de PcrnamlKico toma lettras
sobre o Rio de Janeiro. Banco de Per-
nambuco 7 de abril de 1855__0 secre-
l.Mioda (It.ecco, Joo Ignacio de ftle-
deiros Reg.
O agente Borja, de ordem co Illm. Sr. Dr.
juiz de direilo da l.'vara do commercio Custodio
Manocl da Silva duimaracs, a rcquerimenlo de Ma-
noel dos Santos Pinto e oulros, far;i leilo das divi-
das da taberna, sila na ra Direila 11. que foi de
Manocl Das Pinlio : segn la-fcira, II du crrente,
as 10 lloras, na ra do Col'.egio n. 15.
LEILAO DE ARROZ DO
MAHNHAO.
Por nao se ter acabado tabbado, con-
tinua segunda-l'eiiii: nocaesila alfande-
ga, arma/.em de Paula Lopes, ao un in-
dia.
S. P. Jolinslou i\ Campanilla yfarjo leilao, por
inlervenciio do agente Oliveira, de 1*11 c.....pelo sor-
limenln de ferragens c miudezas : tpiaila-feira, 13
do corrente, as 10 horas da manbaa, no sen arma-
zem, ra da Senzala Velhn.
O agente Oliveira, tendo sido cncumbido pelo
Illm. Sr. deseinkargadur Firmino Pereira Monleiro,
da venda da mobilia da casa de sua residencia, anle-
rinrmenlc sua retirada desla cidade pura a corle,
far leilao da mesma, consislindo em > bellos pianos
de ptimas vozes, espelbo grande de sala de visitas,
4 consolos gratules c mesa do mcio ilc sala com lam-
pos de pedra marinare, sof, cadeira) singelas, do
bracos c de balanco, de jacarando, cm prrfcilo es-
tado, eoulras para interior desalas, mocador c mesa
compelen le do Jacaranda. > lindos guarda-roupas,
guarda-louca, marquezas, camas para meninos, leito
de ferro para casados, mesas de jantar elsticas, ap-
paradores, I esplendida cadeira de arruar, nova,
caixa de costina com msica, appareiho para cha,
leito francez de Jacaranda para casados, trera de co-
zinlia, obras da prata, t carrinho de i rodas para -2
pessoas, com arreios e 2 cavallos, I lindo moleqoinlio
crioulo de 7 a S a un os de dada, e muilos oulros ob-
jeclus indispensaveis para*arranjo de urna casa de
familia : quinla-feira, 14 do correnle. as 10 horas da
manbaa, na indicada casa, ra do Hospicio, anles de
cliegar ao quarlel.
O agente Borja, em sen armazem, na ra do
Collcgio 11. 15, fara leilao de urna grande quaulida le
de objeclos, como bem : obras de marcioeiria, novas
o usadas, de varias poalidades, obras de ouro e paa-
la. relogios para algibeira, canilclabros, lanlernas,
enfeitcs para sala, lougas e vidros para serviro de
mesa, diversos arranjos para casa, > excellenlei car-
rosas, varios carrinlios de mao, e oulros muilos ob-
jeclos, ele, que se enlregarao senrrecusa do qual-
quer preco oITcrccido, em coiiseqiiencia do dono dos
quaes retirare para fra da provincia ; a-sim como
Unibem iro a leilao alguns cscravos sexos : quinla-feira, 14 do corrente, as 10 horas cm
poni.
AVISOS MARTIMOS.
Para o Rio de Janeiro
segu com muita brevidade .. briguo brasileiro Con-
ctalo por ter partida carga proq,ia : para o resto.
,-eiroseescravosa frote, Irala-se com .Manocl
Alves duerra Jnior, na ra do Trapiche 11. 14.
Para o liaranhao com escalo pelo Cear, segu
viagemo brigne Dcspti/vede Vciri;, capilao Elizeo
de Araajo Franca : quein no nesmo quizer carre-
grr ou de pa.gem, dirija-seao mesriro capilao,
011 a senproprielano Amonio Lopes Rodrigues no
escnploio do Sr. Manocl Joaquim llaaios e Silva.
I CEABA' E ACARACL'.
No ditto (l0 correnle sogueo palhahole Sohralen-
sf", rece* carga e passageiros: Irala-so cora Caelano
Cvnacoj C. M. ao lado do Corpo Sanio n. 25.
Cara a Baha segu improlerivelmenle no dia
iodo crrenle, por lera maior parle da carga a bor-
do, o veleiro luatc Castro ; para o resto, Irala-se
comu consignatario Domingos Alves Malheua.
RIO DE
JANEIRO
Li.gtK nacional DAMA/O segu ate
memlodaaeguinte mana, anda receBe
alglna cargae^scravos a f.ete : para o
oua Irata-sc com fachado A l'inheiro, 0
l.-ugoda Assemlilcu 11. 12.
COIl'AMHV M.4SIUIR1 l)E
PAQUEES BE VAPOR.
O vaqor /,-
peradnr, com-
mandaoa o 1
lente Torrc-
zao, espera-.e
'los porlos i
iioitc ciu 13 d
carro ule, e sc-
-""> paraMa-
'eiu, Babia e'
II iu de Janeiro
no da seguin-
te : agencia na ru 1 Irapicbe n. 40, segundo
andaa.
Para o Mr iiiio ePara' sabe notia
18 do corrente. 1 muilo veleiro brgie
HECIFE, tapituo Manoel Jos Ribeirtv
para o restante '! raiga 011 )iassageitos,
trata-se com Mainel Francisco da Silva
Qwriop, na ra ( > Collegio n. 17 segun-
do andar, out'>m o capitito a bordo.
AVISOS DIVERSOS.
IXFORMACO ES OL MLACO'ES
SEMESTRES.^
Na livraria 11. (i e S da praQa da In-
dependencia, vndese relaeoes ternes-
traes por preco commodo, e fpierendo res-
mas vende-se ainda mais emeonta.
WALDECK.
Est no prlo o. compendio l; Itisliluliones Juiis
lavilis, por 10. Pelri M aldeck que serve de
compendio cadeira de Direilo Romano, instalada
ile novo na Kaculdade de Direilo : subscreve-sc a
jOOO rs. pagos na occasiao da subscriprao, e para
commodu dossenliures acadmicos entieu.i'r-se-bao s
follias iniiircnaa de S paginas na livraria da praca
da Independencia n. licS, .1 proparciio q le loren
sahiudo do prclo.
Perdeu-se do abaixo asignado, no dia 9 do
corrente, urna lellrn da quaiilia de 2219130, aceita
peloSr. Antonio Lopes Moreira, a vencer em 2K de
agosto do correle auno, a favor do abaixo assigua-
da, c pede-se encarecidamente ao dito aceilanta que
a nao pagne uo caso qne Ibe soja apresentada, pois
ja esta prevenido, $6 stm ao seu proprio dono.
Jos de Sou/11 Braz.
No dia C de ma\ft de correnle fugiram do pn-
genho Moura, frcguezr'da villa dd Porlo Calvo, do
abaixo assicnado. 2 cscravos rom os signaos seguin-
ics : Francisca, Angola, idade 23 anuos, cor pula.
bailo e'cheio do corpo, andar um pouco banzeiro. e
decabeca baixa, lem em cima do urna das sobrance-
ras do um dos olbos nina marca de lallio que mal se
divulga, lem os pos curios c largos para os dedos,
f i comprado ero 27 de novembro de 1S52 a meu pri-
me Antonio Caliste de Mello, morador no engenbo
Mauguinliode I na.' Vcuiufa, estatura o corpo regu-
lar, cor meia fula, representa 1er 40 anuos, lem falla
de .lentes na fronte, lie rjndidodeuma verilha. mas
pouco se divulga, he csrreiro, foi comprado ao
leneiite-coroiiel Amonio Paes da Silva em 17 de
novembro de 1S53. Ruga-te as autoridades po-
liciacs, capitaos de campo c mesmo a qualquer
qae dos referidos cscravos tiverem noticia, an-
prelitnde-los e entregar nesla ciliado a Tiburcio
Valeriano liaplisla, na cidade du Macelo ao r. Jos
Angelo Marcio da Silva, enoeuaenho Moura, pois
que serao generosanienle recompensados. Dos qnei-
ra que estes cscravos nao busquen) o mesmo escon-
drijo e lenham a mesma torta que leve o crioulo d
nomo Cascmiru, que fgido em 22 de maio de 1849
al o prsenle nao apparecea,nem se lem noticia al-
guma, nao obstante os continuados annimo- que se
lem feilo. EaueuboMoura 15 do maio do lsv>.
loaquim Jos de Mello Pimentel.
- O galego, autor do annuncio que lem sabido no
Diario de l'emambuco, chamaud > ao seu devedor
J. I'. daC, haja de declarar quanln antes com quein
se enlende o mesmo annuncio, visto como ha mullas
pessoas, cojos nomes lem as mesmas iinciaes.
Manoel Fernanda da Cruz.
A pcasnn que quer dar a meuina de 5 annos,
pode dirigir-se u praca da Boa-Vista n. JO, para Ira-
lar do ajuste.
Precisn-se de um perjacno para caixeiro do la-
berna: a tratar na ra eslreila do Itosariu, taberna
11. 1fi.
JoIjaim Rodrigues lavares de Mello vai Eu-
ropa Iralar de sua siudc, e deixa encarreg ido de lo-
dos os seus negocios o seu socio Lima Jnior &
l.unipanliia.
Precisa-se da um criado para pomo servics, e
se for de 12 a II annos he prefenvel : na ra do
Collegio n. |s, terceiro andar, depois das 10 horas
da manbaa adiara com quem tratar.
Arrenda-sc mu grande sitio na estrada do Joao
de Barros, rom sua capella. com grande casa nova,
com um grande pomar de laraogeiras, duas bailas
para capim, um grande viveiro, cont e lanos ps
de coquciros, e oulros muilos arvoredos de boas qua-
lidades^ quem o pretender, dirija-se Soledaile,
casa n. ,, do lado da igreja, que achara cam quem
tratar.
Unie. 11 do correnle, depois de (Inda a audien-
cia do Illm. .sr. Dr. juiz do civel, na sala da mes-
ma, se ha de arrematar a casa terrea 11. 88. sita ya
ra das Cinco Puntas, peniorada a Antonio Rodri-
gues Brrelo etua miilbcr, por execucao de Manocl
de Souza Tavares. EscrivSo Sanios. *
AVISO RELIGIOSO.
A fcsla do milagroso Sanio Antonio do arco da
ponte do Reciro, liea transferida para domingo 17
do corrente, nao so podeudo dar o [irogramma da
fesla por ser bastante extenso, e pede-se aos mora-
dores da ra do Crespo, para mais explendor (leste
Erando dia, tenbam suas jancllss ornadas de grande
IARIM PUBLICO EM PKRNAMRL'CO
REA DA SOEEDADE N. 70.
Uoj, terca e quarta-feira, osla em expsito orna
flor de dalia, sao convidados os Srs. amadores a
comparcccrcm Ira/ondoa mellior dalia, flor que. ti-
verem em seus jardins; quem a presentar a mais e
qeiaila flor a que liver mais votos, lera de premio
oni p,- de rosa Slriec Ires-udnranle, purpura clara
rom riscos breos, a que fr immediala cm votos
lera de premio um p,- do rosa hlanrbe rorMiiliifere;
osla rosa se torna rccnmmendavel pela cor," forma c
aisposu.ao de suas llores.
MOBILIASIIEALCEL.
Alugam-se mobilias completas ou qualquer Irssle
separado, lamhrm se alugam cideh-as em grandes
porrucs para bailes e nfllrins: na ra Nova armazem
de trastes do Piulo, defronle da ra de Sanio Amaro.
Precisa-ea alagar um prclo para fazer o servi-
ro diario de urna rasa, pagando-se mcitsalmente ou
por semana, o qne se a justar: a Iralar na ruado
Kosauo da Boa-Visla n. II.
O abaixo atsignado como procurador do Sr.
Joaquim ll.'irliiis da Cruz Correia, previne aludas
as aiiiundadcs poliriaes e ca pitaes de campo qae dc-
sappareccu deexa dos Si., lei.lil Pinto & C. lio
'lia i do corrente pelas 2 lloras da larde o moleqoa
Jo-i, perlciireulc ao mesmo Sr. Correia,o ijual lem
?, s!s"o'.!'s '-nmles: luuo, gro-so, pesci.ro curto,
Idade .10 anuos pouco mais ou menos, levou camisa
de madapolilo, calca de catemira, o cbario de pa
Iba. lem sido encontrado pelo pateo da Ribeira, por
tanto quem o pegar leve-o a cas. do mesmo abai-
xo assignad na roa da Cruz 11. 22. que ser rccoiu-
pensado. Rccife 9 de jnnlio de 1855.
/. 'num.
Aluga-se urna prcla escrava que engomma, la-
va, coze e cozmha, traa com muito eciio de crian-
*: quem a prelender dirija-se a ra do l.ivramen-
l"\oju 11. H.
\
, Joaquim da Silva Mourao previno a quem
inlercssar possa, que lodos os bens do Sr. Jos Dias
da Silva, movis, semoventes, c de raiz, eslilo su-
geilos ao pagamenlo do que elle Ibo deve, pelo que
nao pode o mesmo alieua-los, e nem de qualquer
forma dispnr d I les, cm prejuizo do aniiunciaule,
que protesta usar de sen direilo, nullilicndo qual-
quer venda ou disposicno desses bens.r
Ser repelido o presente annuncio apezar da de-
rla ra rao do Sr. Jos Dias, cm o Diario de lionlem,
de nao prelender vender seus lien; porque ja urna
vez nao obstante idnticas declarac.Oes, elle quizera
vender lodos por inervcnc.ao du corrector Miguel
Carneiro, sem que em os anniincins se livesso feilo
menean de sen nome, oque felizmente se soubc
lempo de se poder obstar por ineio de um arresto,
que se fez nos meemos bens.
O aecordSo que o Sr. lose Dias tem feilo pu-
blicar repelidas vezes, e ltimamente 110 Diario de
bonicm, nao privou o aniiunri.inlo Mourao do di-
reilo nao ler sido curial a marcha, que se seguir na ov-
llelo de diversos accordaos proferidos por unanimi-
dade de volos contra o Sr. Jos Dias, os quaes sub-
sislem em sen intelro vigor, pois que nao foram e
nem podiam'scr derosados por csse a que lano se
soceorre o mesmo senbor.
Nos autos exislem dorumcnlos alguns do proprio
punlio do Sr. Jos Dias) que dcslrocm complela-
mcule esse termo de cnuciiiacao mandado publicar
ja lautas vezes por este senhor.Dos mesmos autos
se evidencia ser o Sr. Jos Das realmente devedor
ao annuncianle, sendo que piando 11 lo existase
prova clara ecimeliidcnte, baslaria o fado que se
deu no ligeiro ajuste, amigavel que precedeu
acclo, leudse verificado logo un comeco do mesmo
ajuste sem trabalho algum ser o Sr. Jos Das deve-
dor de alguns rentos de ro-, .(uno minuciosamente
depo/eram as pioprias lesleiniinbas deste s<'nhor,
baslaria a sua recusa em apreseolar crios livros,,
que llie foram exigidos por despachos para o oju-te,
e cuja existencia nao pudia ser contestada, por cons-
tar de oulros livros que a aquellos se referiain.
Vai-sc continuar na execurAo do accordilo, pro-
ferido na causa principal contra o Sr. Jos Dias, e
o publico ser informado do resultado desla ques-
lao.Joaquim da Siha Mowiio.
O Sr. lente los dos Sanios Nevos queira
comparecer a reparlieilo do correio, alim de receber
urna caria.
O Sr. Antonio de Paula Fcrnandes Eiras lem
urna caria no bolel de Europa.
Ouem precisar de una ama de leilc, dirija-se
a Iravessa do Vigario n. 3.
Os abaixo assignados denos da nova cunfeilaria
da ra da Cruz n. 17, acbam se surtidos dellodas as
qualidades de doces, como sejam : confeilos e amen-
doas confciladas de lodas as qualida les e cores, as-
sim como todas as qualidades de doce da Ierra, sec-
eos, de calda, jalea, c lodas as qualidades e fructai
de ananas, abacacliis c todas asmis qualidades iw
troclas ; os quaes recebem encommendas de ludo
quanln loca a confeitarias tanto p ira fora, romo pa-
ra consumo na pruvineia; c para que seus amigos e
freguezes os roadjuvem rom suas proteccocs; e que
taremos qnanto nos for possivel para com presteza
e couimodidade nos precos agradarmos aos nossos
amigos e freguezes.Porlo (\- l'inlo.
Francesco I,arco, subdito sardo, vai a Europa.
A pessoa que veio a esli lypographia procu-
rar quem quera atager una olaria; nimuiicie sua
morada.
Aluga-se um cscravocoziniciro c lie), com-
pra, c faz lodo servico : na rua Direila 11. 21, segun-
do andar.
A pessoa que annuneion ler uina menina de
5 anuos para entregar a companhia de alguem, di-
rija-se a rua dos Marlvrios casa de sobrado cabido
defronle do roroeel Salgueiro.
O Sr. I.uiz Epifanio Mauricio Wanderley te-
lilla a bondade de appareccr na rua Nova no ar-
mazem de trastes do Piulo, a negocio que llie diz
respeilo.
A pessoa que procura um Irancclim dando os
signaes llie sera entregue.
A pessoa que annunriou querer dar urna me-
niiia em casa particular : dirija-se a rua do Rangel
u. 77, priuieiro andar.
Precisa-se alagar urna prcta : na roa da Paz,
taberna n. 2, se dir quem precisa.
Precisa-se de urna ama que saiba bem cozi-
nhar, sendo somenle para este servico : quem pre-
tender dirija-se a rua Augusta n. 3, sobrado. -.
Joaquina Jeronyma de Jess lem aulorisado
nesla dala o Sr. Simao Jos de \zevedo Sanios, pa-
ra qne em seu nome e como se propria l'osse,
tratar como seu procurador que he e o lem consti-
luidopor prociiracA 1 bastante, de lodos os seus nc-
gocios assim no foro como fora del o, fazer as com-
posires que necessarias forem, cobrar as {rendas de
suas casas, e receber o qirt; se Ihe deve, o que faz
publico para inlelligencia detodos, itecife 9 deju-
nlio de 1855.
LOTERAS Di riiUWii
-Illm. Sr. llicsottreiro fjeral djts lo-
lerias desta provincia manda fazer pu-
blico, que se ncliaia a venda na ihesoura-
ria das loteras os hilhetes da ultima parte
da quinta e primeira da sexta lotera, a
beneficio das obras da matuiz da Boa-Vis-
ta, cujas rodas anclara, no dia '2~< do cor-
rente. Secretaria da Ihesouraria das lo-
teras; 11 dcjunlio de IS5.Oescrivto
das loteras, Luiz Antonio Kodrifjiies de
Almeida.
O cautelista Salustiano de Aquino-
Ferrcira avisa aos possuidores do billiete
nteiro n. ll'i dividido cm tres quartos
e cinco vifjesinios, da primeira parle da
primeira lotera, (la rdcm-Terteira do
Carino, cm que sabio o premio de
G:000.s0IHI res, podem vir receber cm
continente na rua do Trapiche n. 36 se-
gundo andar, loj;o que se zer a disri-
buicao das listas; assim como ao possut-
dordo bilbele inteiro'sft'. 2770 da cima
mencionada lotera, em que sabio o pre-
mio de &OO.s junbo de IS.").O cautelista, Salustiano
de Aquino Ferrcira.
O cautelista Vicente Tiburcio Come-
lo lerreira, avisa aos possuidore dos
quartos ti. .Vi da lotera da Ordem
lcrceira do Carino, em os quaes sabio o
premio de 2:0().sOOO rs que logo, que
ior publicada a respectiva lisia, se apre-
sentem nos lugares do costume para e-
ceberem a dita quantia.
Precisa-se alngar alguns c-eravos, sendo mo-
cos, sadios e possanles para qualquer servico, pa-
gam --o bem : quem os liver e quizer alugaj, dirija-
e a rua da florentina n. 30. para Iralar,
Presisa-sede urna aun capaz paraacoinpanbar
nm rapaz solteiro para o mallo : quein se quizer su-
jeilar. dirija-se ao sitio dos AUlictos perlencenle a
Francisco do Carvalho l'aes de Andrade, por esles
dias.
Preclsa-se alugar duas escravas : na
rua de Santa Cecilia n. 14.
Manoel Jos de S.i Araojo, tendo de ir fazer
urna viagem a Portugal, deisft durante sua ausen-
cia, encarregado de seus negocios : em primeiro lo-
gar seo mmi.i I.uiz Jos deS Araujo ; em segun-
do a Jos Antonio de Araujo ; e em lercciro,
Manocl Nesrimciilu de Araujo.
Jno Pereira declara, que por liaver urna pes-
soa de igual nome, muda o sen para Julio Pereira
dos Sanios, e relira-se para o Itiu de Janeiro.
Precisa-se do una pessoa de 10 lt> anuos
de idade, para criado, que seja diligente c do bous
coslumes : ua rua Nova n. 41, segundo andar.
O abaixo assignad respeita sobre-mancira a
sua mnllier 1.'Hiere/. 1 Adelaide de Siqucira Caval-
canti, coma qual casou-se da muilo livre vonlade,
c depois de por em platica sacrificios de urna orden
superior, para trovar com ella urna discussao,escan-
dalosa pelo prclo. l'icarao, porlanlo, sem esposla,
asaggiessoesque llie l'azein em nomedaqiiellasenlin-
ra ; e toda a discussfio sera feila peranle o triliu-
naes, c si'i peranle elle-. .Nem eu, nem minba mu-
Iber, nos podemos considerar separados, sejam
quaes l'orem as intrigas para eslo lim emprendas,
Acredilo mesmo, que rci-baiido-ine a mulber, de-
balde procuraran roubar-me os lilhos e a honra.
Antonia Carlos lYien-a c largos Poncede m.
A' requerinicnl 1 do iiivenlariaiile dos bens do
fallecido Miguel Carneiro, vai 1 iraca......:,,, 2 ,10
corrente mez, a midiilia do tilo fallecido, cuja rea-
nme precos, conslaiii do escriplo que est na mao
do porlciro do juizo Amaro Anlonio de Ferias, c 110
cartorio do escrivao Guimarae ; < pcica lera legar
aomeio dia, na rua do- Quarleis es.......
(JlV O Dr. Sabino Oleeario .udgcro Pin 10, ($)
/A mudou-sc do palacete da rua de S. Iran is- ,J\
jZ ru 11. (inA, para o sobrado de dous anda- W
v7 'esn.li, ruade Santo Amaro, .mundo novo.' aft
Jos Antonio de Araujo embarca para o Kio de
Janeiro o seu escravo cabra, de nome Alixo.
Precisa-se de urna ama forra na captiva para !
cozinbar e fazer todo o mais servico de una casa de |
pouca familia : a tratar na rua "do Rangel n. 11, i
primeiro audar.
_ Dr. Bibeiro, physician bj llie univcrsilv ol
Cambridge, L'niled Slaes, contines lo reside, ai rua
da Cruz n. M, 2. Iloor, and alteuds pspccialh lo
Ihe evo andcar'sdiseases, beiiiakesocciilaream'ina-
ion at any bonr in privale residences ; rcmcniber
llial for Ihe evamiuation of llie car, il requires Ihe
gbl of Ihe sun.
Precisa-se alugar urna prela captiva que saiba
cozinhareengommar: na rua eslreila do Rosario
n. .
RAP GROSSO, MEIO GROS-
SO E FISO.
Vi uva Pereira da Cimba, encarregada
da venda dette rape', avisa a seus fre-
guezes (pie o deposito se ^cha prvido de
lodas eslas qualidades, e que para mais
comtnodidade acaba de estabelecer um
oulro deposito na rua de Apollo, arma-
zem n. 2, onde poderao encontrar todas
os mencionadas tpialidades ao preco ja'
cstabelecido, de l.s'2S o grosso e 900 o
lino, de5 libras para cima.
IJuem quizer lomar urna menina de anuos
em sua companhia, annuncio para se fazer o ajuste.
Precisa-se alirfear urna cusa terrea no bairrode
Sanio Antonio, que nao seja muito pequea, agr-
dand'naosealba para o preco, e paga-sc adianla-
do: quem liver annuncie para ser procurado.
Quem precisar comprar um cavallo que carn-
ea haixo, serve para carro, c esta muito gordo, an-
nuncie a sua morada para ser procurado.
Na rua eslreila do Rosario n. i, se dir quem
d.i diuliciro apremio sobre penliores de ouro, em
quantisa de (l?)00, c por mdicos juros.
Kxposicao uni-
versal de Pariz,
OL CETA PARA CMA VIAGEM A' l'U-
ItUPA PELO VAPOR DE SOL'TilA.M-
PTON.
l'.sle inleressanle opsculo, lo ulit na prsenle
quadra, em que minias pessoas com n inteulo de ins-
truir-so ou recreiar-se pretendem visitar a erando
cxpiisijto de l'aris, be escriplo por nui disliuclo Per-
nambocano, ora residente ua capital do imperio frail-
ee/.. Esta guia, nova no sea gcuero, necessaria co-
nio be, aos que lencioium apreciar esse magnifico
bazar da industria humana, porque o recrciu e ius-
Irueceo que dahi Ihes pode resultar, taulo mellior
sera aprovcilado, quinlo mais preparados e avisados
forem os curiosos c viajantes, para visilar nSo so
aquella capital como alguma- oulras cidades por on-
de leom ilepassar mi Ibes licar a mao; tornase
igualmente til a todas as mais pessoas vidas do 110-
iicias proveili)sas,prlo informacao minuciosa e varia-
d que o Ilustre escriplor aprsenla de diversas ca-
pilaes c cidades nolavcis da jBoropa. Tin volume
em brorbura, bem impresso, ecm bom papel, por
IcS'OO. A' venda no Itecife, as livrarias da rua
da Cuz, dos lllms. Srs. Ignacio Francisco dos San-
ios 11. li, Jos iiarbuza de Mello 11 r ~r, e Luii An-
lonio Siqueira, rua da Cadeia, loja n. O. Em Santo
Amonio, livrarias da rua do Collegio, dos lllms. Sis.
Ricardo de Kreitat & C, Jos Nogueira de S"uza n.
S, c Ignacio Francisco dos Sanios, paleo do Collegio
11. -i, c no aterro da Boa- Vista, loja do Illm. Sr. Gre-
gorio An lunes de Oliveira 11. 72 A.
Juera perdeu no dia 8 do correnle nm bolSo.
de ouro, na ruado Cantaran, dando os signaes cerlos
o recebera, dirigindo-se a praca da Independencia
n. (i e 8, das 10 boias ao mcio da.
I). Maria do (jimio de Moracs l.ins PeUoto,
aulorisada por procuracao bastante de sen marido o
Sr. .Manoel Jo.-o Peinlo dos (iuimaraes, vende o seu
sitio da rua da Praia da cidade de Goianna, com casa
de viveinia.de pedra e cal, dila de fazer familia,
(piarlos pan prelos. estribara para (i cavallos, mais
- ca-is pequeas 110 correr da rasa grande, perlen-
cenle s ao mesmo silio.cacimtu com boa agua de be-
ber, bastantes fructeira, 2,000 ps de caf, leudo 50
bracas de largura c SO de fundo, poui.....tais 011
menos, bom terreno para toda lavoura, lauto para o
vero como para o invern, sendo dilo terreno lo-
reiro, o qual vende-se por preco rommodo : quem o
prelender, dirija-se a mesilla cidade de Coiaiiua, a
Iralar com a vendedora.
Oirerece-so una mulber de boa conducta para
o seivijo de casa de um hornera solteiro, anda mes-
mo para um sitio porto da praca: quem precisar,
uirija-se a lioa-Vista, boceo dos i'enciros 11. '1.
Alugq-se una prela escrava para lodo Oeervi'
(0 de umaasa de familia, oque s-iba engomma r :
quem a liver e quizer,tlirija-so ao largo do Panizo,
Basa terrea n. '1.
O abaixo assignados lem contratado sociedade
commercial em neme cullcclivo, para gytar nesla ci-
dade em a Ibja de rerrageus, na rua da Cadeia do
Kecife n. ti, eofllciua de funileiro no fundo da mes-
ma loja, sobre a nova rua do Brom, sob a fiema de
Antonio Francisco Correia Cardozu Ov Mesquila J-
nior ; assim como 110 armazem de assucar, na rua
de Apollo, sob a firma de Anlonio lldeibo Piulo de
-Mesquila Jnior et Cardozo, taulo em um como cm
oulro cslabelecimeiilo prometlem bem servir aos fre-
guezes que se dimiarciu prcfcri-los, e incoioDir-llies
suas eacommend.is, na execucao das quaes mostra-
ran o Z(lo e promplidao co. que dosejam captara
benevolencia de seus amigos. Kecife 8 de junbo de
lS.j.). inloHio Francisco Correia Cardozo, An*
lomo Uutelho Pinto de Mesquita Jnior.
Precisa-se de urna ama que saiba bem engom-
mar e cozinliar. e fazer o mais servico de urna casa
de pouca familia : na rua das Cruzes n. 20.
O abaixo assignad avisa a todos os seos Heve-
dures do mais de anuos, eompafcrciem al o dia
I", do correnle junbo, para salisfazerem seus dbiles
011 reforniarem seus ttulos, sob pena do mesmo
abaixo iissignado usar do direilo que a lei Ihe con-
cede.Manuel Anlonio de Jess.
O abaixo assignad avisa a todas as pessoas que
liveram conlas com o finado Antonio Piulo de .Ma-
raes, e que ainda se considerara credores do mesmo,
de apresenlarem suas conlas leSJalisadas, alim de se-
ren alteudidas no inventario a que so vai proceder
nos bens do mesmo finado.
Manoel Antonio de Jess.
Oiogo Jos I.eileGaimaiaes lem justo e centra-
lado a compra da lujada selleiro da rua larga do Ro-
s.irin 11. :10, com o Srr Fideles Jos Concia ; alum-
ina pessoa que se julgar credor do mesmo Sr. Fide-
les, tm quem se nao baja concordado seraelbanle
compra, queira comparecer na rua Nova, loja de
selleira 11. 5, para Iralar a (al respeilo com o aiuiun-
ciaiiie, no pazo de :) dias.
itoga-te a polica e aos capilcs de c?mpoa
appri beiisao da prela l.ui/.a, eiioula, cheia do corpo,
de idade de tennos, rr lula, e Com urna grande
cicilri/. de queimadura que romjirclieiiile toda a p,i
e hra.o direilo, levando vestido de dula azul ruin
barra : ua rua do l.iv runenlo n. 19, sobrado, se gra-
liliru a apprehcnsao.
Miguel Jos Alves, roa do Trapiche, casa 11
l(i, habilitado pelas rea, oes que lem cora diversas
casas doenminercia de livros, tanto ueste imperio
como iioe.-liangeiro, enrarrega-se de mandar vir do
ltio de Janeiro, Pprlogal, ranea e Blgica quacs-
quer ehcomnifiidas do olir.is impiessas ou hlograi-
phadas, ulciicilios para rscriplunee para nllicinas de
encaileriiaco e Ijlograpliia, assim rimo oatrus arti-
gos de commercio, a condieoos r.izoaveis e pela com-
iiiis-.io do eslvlo. Na mrsma eas.i exislem stmpre
os cabalogos mais moderno- das nulliores casas de
livros do Kio de Janeiro, Lisboa, Porlo, Paris c
Bruxdlas.
Miguel Jos Alves, rua do Trapiche, casa n.
Id, recebe signaturas para as seguinles publicaces
luteranas de Portugal, do cujas euiprezas be ecnle
nesla cidade : Panorania, iievta Popular, dila Mi-
litar, dazela dos Trniuacs. Fastos da Igiej.i, poe-
sas de Horage, Historia de Portugal, Historia Uni-
versal por Canlu, Ira linca,,. Historia do Consulado
e do Imperio, dila, Ceno do Christi, nismo.dila.
Pedimos a a.tuol empreado Ibealro de Sania
Isabel, que leve .i siena atirara de Dos fazcu-
do a parle de Chonchn a dislincla atriz Maria Leo-
poldina.O constante.
I) -c CiOOtOOO a juros cm hxpolheca em urna
casa I 1 rea nesla .cidade. preferilido-se na Boa-Vis-
la; n tratar 110 aterro da Bja-Visla. lalicrna n. 20.
Aluga-se o sobrado de [res andares e solSo da
rua do Vigario 11. Ib : liala-sc na rua do Crespo
n. 16.
Constando que o Sr. Francisco Antonio de Car-
valho Siqueirapretende vender o seu -dio dos Ar-
roinba lo.-, se faz publico que o dito Sr. o nao pode
vender sem que primeiro pago ao abaixo assignad
principal e juros que deve de tpa hxpotheea feila no
moma sitio, aos y ,iag do mez de selembro de I8.1J.
Carlos Freilerico da .iitca Pinto.
Km consequencia de nao ler ajiparecido lici-
lantes rendas dos predios abaixo declaradas, por
isso vao de novamente praca para serem arrema-
lailos em hasta publica, na sala das sessfles do con-
selbo administrativo do patrimonio dos orptiHos, nos
dias _', |5 c 10 do correnle mez, e por lempo de
um anuo, a contar do !. de jiilho prximo futuro a
30 de jiuilio de 1S56, as rendas dos srjuintes pre-
dios, a saber : sala e loja da casa 11. 1 do largo do
Collegio; rua das l.arangeira, catan. 5; Ka do
Kangel n. Ii ; roa do Pires 11. 13 ; rua da Madre de
Dos ns. 22, 23, 27, :i:i, :; e :i(i: Incoo das Bolas ns.
e89 : ruada Lapa ns. id e i I ; rua da Uoc-
da ns. i.">. i; e ',-; ru-, ,i,, Aniorim ns. <, 50, 52,
>'. 55 1: M ; rua do Azeile dn l'eixc ns. .7,1 e 02 ; i
rua do Berilos ns, 68 e (0 ; rua do Vigario ns. 71,
72 e ,:l ; rua do Encaulamrnlu ns. 7'i. 75 c 7li. e,
loja 11. 76 ; rua da Senzala Velba n. 78, 70, SO e '
81 ; rua da Guia ns. s:l e 81 ; rua do Trapiche 11.
S5 ; rua ile 1"im de Parlas ns. 98, 99e 105 ; sitio-,
um em Parnameirim 11. 2, oulro dilo na Mirueiral
n. 1. Os lirilanles com seus fiadores, bajara del
comparecer no lugar indicado, c as 10 hnr is da mi- i
ubaa dos mencionados dias. U secrelario,
Manoel Antonio Ciegas, I
Francisco Jos Dias rclira-so par a Kuropa a
Iralar de sua saude.
A SANTA CASA UA MISERICORDIA DE
L0AND1.
Os genitores proprietario enjos chaos sito foteirosa' sania casa da
misericordia, e qu pelos nmeros dos
mesmos |iredios e ritas onde se acham
edificados, foram cliamados no mez de
maio ultimo nos ns. 112, 113, 11 i, li,
122, 125 o 12* do DIARIO DE 'l'EIi-
NA Al BUCO, para virem pagar ao respec-
tivo procurador casa n. li, delionle do
Trapiche-Novo, a importancia que de\em
di- loros vencidos, e ainda o nao izeram ;
sao por este annuncio prevenidos que a
nao virem satislazer ate 15 do corrente,
1 teraode ser chamados pelos seus pro|iti"s
nomes alim de nao haver mais demora no
<\MHA DE SECAROS M\BI-
TIMOS l^i)[Mi\(SAI)OR\.
Os directores tendo recebidodo gover-
no imperial a approvaeao dos csta.tutos,
con vidam aos senhores aceionistas para
em retiniao da assemhlea eral trata rom
delinitivrmente sobre a entxjrpracao da
mesma companhia : no dia lo do corren-
le, a's 11 horas da manliaa, na sala ta
associarao commercial.
Aviso ao respeitavel publico.
Joo Luiz Kerrcira llibeiro, com padaria no larga
de Sania Cruz 11. (i, confronte n iureja, alelo do bom
pao e bolachas de lodos os lamanhus, -e arlia muni-
do de um bomem (pie enlende pe fetaiucnle de fa-
zer bolinhus de lodas'as qualidades, pastelees, enfei-
la bandejas para bailes, ainendoas, confeilos, e tndn
mais ue sua arle ; por isso avisa o dono do cslsbele-
cimento a lodos os seus frezuezes, que vende ludo
por menos preco que cm qtislquer parle, tanto em
poreu como a rclalho; assim como na mesma pa-
daria se fabrica bolachinha de aramia muilo bem
feila, biscoilos, falias finas ele.
Precisa-se de urna prela escrava para ama de
urna casa ,!o familia, que faca o servico interno e
externo da mesma. pauaiido-se'-lbe :2I) rs. por dia :
a tratar na rua do Collegio 11. 3, primeiro andar.
Casa de congignaeao do cscravos, na rua
do Quartcis.n. 'I':
Corapram-se e rerebem-se escr. vos de ambos os
sexos, para se venderom de commisso, lano para a
provincia como para fora delta, odercrondo-se para
silo toda a afgtirauca precisa para es ditos escravos.
COMPANHIA PEBXAlBDCAIi
DE NATE6ACA0 COSTEIRA.
A direcrao tendo de mandar fa/.er o
aterro e caes no terreno do forte do
Alattos, convida as pessoas que estejanio
caso de arrematar as rele idas obras, a en-
viarem as suas pvoposlas ate o dia 15 do
corrente, ao escriptorio do Sr. E. Cou-
lon, na rua da Cruz n.2(i.
LOTERA DO KIO DE JANEIRO.
Acham-sc a venda ns novo hilhetes da
21 lotria do theatro de Nictheroy, que
devia correr a 2 ou i- do corrente 11107. :
as listas cs|ieiain-se pelo veloz vapor TO-
CAN'TINS. no dia I doandanle : os pre^
mios serio pagos logo que se li/.er a dis-
tribuieao das mesmas listas,
EDUCADO DAS FLHAS.
Enlrc as obras do grande Iciielon, arcebispo de
Cambra), merece mui particular menrjlv otralndo
da educaeao das meninasno qual fsle virtuoso
prelado eiisina romo as mis devem educar suas li-
llias, para 11111 dia chegarem a oceupar o sublimo
lugar de mai de familia ; lorna-sc por lano urna
necessidade para lodas as pessoas que desojan! gui-
a-las no verdadeiro caiiiinho da vida. Est a refe-
rida obra Iraduzida em portuduez, e vende-se na
livraria da prata da Independencia n. (it S, pelo
diminuto preco de 800 rs.
AGENCIA COMMEP.CIAI-.
Ohrislovo (iuilhermo ilieckenfeld, habilitado
com os conhecimciilos pralicos que em materias de
c iiiniercio lem adquirido durante muilos anuos,
que as lem exercilado nesla praca romo caixeiro,
guarda-livros, c gerente de negocios proprios e
allieios, olTerece aos negociantes desla c das oulras
pracasdo Brasil, assim como a oulras quaesquer pes-
soas, o seu prestimo para o fim de dirigir ludo o qne
se refere a cuutabilidade, como sejam.rever e ajuslar
coirlas de qualquer nalureza, nrsanisar balantes, re-
gularisnr liquidaeoes de sociedades, raleios, regula-
toes de avarias. inveulai ios c pa/tilhas ainigaveis de
qualquer especie de bens, evlrahir conlas correnles
com juros ou sem clles, por em dia escripiuiaoiies
atrasadas, lomar conta de quali|iicr nova escriplura-
cao por parlida dohrada, mixta ou simple*, arbitra-
mentos judiciaes, contratos commerciaes de qualquer
naturc/.a ele. etc. Encarrcga-se oulro sim de diri-
gir qualquer negocio judicialmente, qur peranle o
juizo commercial, qur peranle o tribunal do coiim
merciu, em primeira c segunda instancia, para o qurf
lem a cooperacao de um dos mais habituados ailvo-
gados e de um dos mais probos c diligentes solicita-
dores do foro, Para esle fim lem o annuorianle
.-borlo o seu escriptorio na rua da Cadeia de Santo
Antonio n. 21, onde pude ser procurado das 8 horas
da manbaa as i da larde. O aiiuuiiriaii^.- espera
merecer desla e (te oulras pracas nm bom acolhi-
mento, sendo o sCU eslabclccimenlo da mais reco-
nhecida ulilidade.
Conlinua-sea dar dinheiro a juros razoaveis,
com penliores: na rua eslreila do Kosaiio 11. 7.
Em selembro de 1825. cbenou a esle porto o
herganlim Iclla Ksrolhn, que viulia da cidade de
1'oVlo, edequi teguio para o Marabhno, roga-sc por-
lanlo aos senhores a quem esle brigue veio consigna-
de, declararen) por esle jornal a sua morada para se
Ibes fallar.
Novos livros de homeopalJjjia luefrancez, obras
lodas de summa importancia :
llahuemaon, tratado das molestias ebronicas, 4 vo-
lumes............203OOO
Teste, rrolcslias dos meninos.....(SOOO
llcring. bomeopalhia domestica.....79000
Jabr, pliaimaenpcnliomeopalliica. KHHXI
Jabr, novo manual, i voluntes .... ItiNKKt
Jabr, molcsliaslrvosas.......(i?(K)0
Jabr, uiolcslins da pello.......
Rapou, hisleria da bomeopalhia, 2 vidnrncs Ki^lHMI
llai llimaiiu, halado completo da- uiole-lias
dos meninos. .-.....
A Tesle. malcra medica homeopetbica. .
I)c I avolle. doiilriiia medicaaomcopalhica
Clnica de Staonel .......
Casling. verdade da bomeopalhia. .
Diccionario de Nyslcn.......
AIIIjs compiulo de anahunia rom bellas es-
tampas coloridas, rnnlcntlo a dr-crip^ao
de lodas as parles do corpo hiiiuaiui .
vedem-se lodo osles livros no consultorio hnmeopa-
Ihlco do Dr. l.obO Aloscoso, rua Nova 11. 50 pri-
meiro andar.
Precita-sc de urna ama forra ou captiva, que
saiba fazer o smiro diario de urna raja ife pouca
fantllia : a iralar ua rua do Collcgio n. t., arma-
zem. *
Na rua Bella n. t.l, prccisa-sc de urna ama es-
crava, que saiba cozinliar bem.
Aluga-se 1 10J r.. por mez, urna casa (errea
em Olinda, ruada Bica de S. Pedro n. 1, com duas
norias o duasjanellas de frente, Ires salas, qoalro
quartos, grande eozinha. quintal grande murado
com porlo para rua, cacimba, estribara para (res
ou ipialro cavallos, e casa para prefo-. e lamb 111 se
vende : a Iralar com Anlonio Jos itodrigues de
Souza Jnior lio Kecife, rua do Collegio n. 21, pri-
meiro 011 segundo andar.
M.YSSA ADAMANTINA.
Ibi.i do Rosario n. 30, segundo ,111 lar, Paulo Gai-
gnoux, dentista francez, chumba os denles cim a
masa adamantina. Essa nova o maravilbusa com-
posieo lem a vantagem do eiichcr sem press.-io dolo-
n 1 bulas as anfractuosidades doliente, adquirindo
cm [muros inslantrs solidez igual a da pedra mais
dura, e permiilo restaurar os denles mais estraga-
dos rom a forma e a cor primitiva. *
$ .'LIUJCACAO' DO INSTITUTO 110- g
iOI'AKll M BRASIL.
TIIESOL'HO IIOMEOPATIIICO
OU
VADE-MF.CIM DO
IIOMMOl'ATHA. Q
() Methodo conciso, claro c seguro de cu- (Su
itt- rar homcopnlhicamente todas as molestias ,,t.
^1 '/ue afpigem a especie humana, e part- W
alrmente aquellas que reinam no lira- 'At
f0, ""' redigido segundo os melliores traa- *
' : des de bomeupalhia, lauto ruropens como >Jjpy
/A americanos, e segundo a propria experi- ^
*..i enra, pelo Dr. Sabate Olegario .udgcro ?J'
Pinbu. Esta obra he hoje reconbecida co- p
mo a mellior de todas que Iralam daappli- ,-k
cacao lioineopalbica no curativo das mo- 'wf
leslias. Os curiosos, priucipalmenle, nao al
podem dar um easso seguro sem possui-la c
cousiilia-la. Os pais de familias, os senho-
res de engenho, sacerdotes, viajantes, ca- fh
|.iljcs de uavios, /terianejosclc. elr., dev.em jV
Ic-la imo para occorrer pronipUiueete a yfil
8

qualquer caso de moleslia.
1)os volunicscni brochura por 10?O00
ii ciic.i lernedo* llcOOO
Vende-se nicamente em casado autor,
ruaj de Santo Amaro n. (Mundo No-
vo).

Anlonio Kodrignes de Albnquerque, escriplu-
rario do consulado provincial, faz scienle aos brs.
proprielarios dos predios urbanos das freguezia de
S. I'r. Pedro Gonealves e Santo Anlonio, que prin-
cipia a fazer o lanramenlo da decim, como lam-
bem dos de mais impostos .i cargo da reparlicllo, do
auno nanceiro de 1 A a ISti, no dia de junbo
correnle.
Fornecimento .de carva'o
quem
10*K10
s-tiikl
7SHKI
(i-?tHIO
laooo
10*100
mooo
9E8TISTA. I
W Paulo GaignoiM, dentista trance/, estabele "-'
50 cidu na rua larga do Kosario n. :i, segundo S
,; andar, colloca denles com gngivas artiliciaes, K
e dentadura completa, on parle della, com a Jl
fj pressao do ar.
5 Rosario o. lllifeguiiilo andar.
AULA DE LAT1M.
O padre Vicente Ferrer de Albuqucr-
ijtie nitttiou a sua aula para a rua do kan-
gel n. II, onde continua a receber alum-
nos intet nos ecxlernos desde ja' por m-
dico preco como lie publico: quem se
quizer uiili.sar de seu pequeo prestimo o,
pode procurar no segundo anda da refe-
rida casa a' onalquer hora dos dias uleis.
Esl a sabir a luz no liio de Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
HOfSfiEOPATHA.
EXTUAHIDO DE 11LOFF E BOEX-
NINGHALSEN E OUTHOS,
c pislo em ordem alphabclica, rom a desrripcao
abreviada de lodas as molestias, a indicarao plivslo-
loglca e llierapeulica de lodos os uiedicamenlos ho-
meopalhiros, seu lempo de accao c concordancia.
seguido de um diccionario da siguilicaco de lodos
os termos de medicina e cirurgia, c po.-to ao alcance
iias pessoas do povo, pelo
liR. A. J. DE HELIO UORAES.
Subscreve-se para esta obra no consultorio horneo,
palhico do Dr. I.OBO MOSCO/U, rua Nova n. 50-
primeiro andar, por *W0 em brochura, e (*KH)
eucaderuado.
As pessoas t|ue se propozerem a sttp-
prir de carvao os vapores da meetiia com-
panhia, podem igualmente a presentar
suas propostas no mesmo escriptorio ate
o reei ido dia 1 "> do correnle.
S5-. :::? 3#3:
1 l mi DEMSAi i
conlinua ;\ rosiilir 11,1 nii Nova n. iy, primei- @
@ ro andar. 2

Precisa-te de um criado que soja fiel e capaz,
para servir em una rasa de familia : quem quizer,
dirija-se praca da Boa-Visla, casa da quina que
lem entrada para a rua do Arago n. 32.
Precisa-se alugar urna otaria que lenha silio
OU mesmo sem elle, perlo de embarque: quem liver
annuncie, ou dirija-se esla lypographia, que acha-
ra com quem Iralar.
Precisarse de wn feitor para sitio,
perto desta praca: na taberna que la/
(puna para a cadeia-nova'se dir
precisa.
O Dr. llibeiro, medico pela universidaded*
Cambridge, contina a residir na rua da Cruz do Re-
cito n. i'.); 2." andar, onde pode ser procurado a
qulqu r lima, c convida aos pobres para consultas
gratis, c mesmo os visita quando as ciiciiiiislancias o
exijam, faz especialidade das molestias dos olhos c
omidos.
Manoel I.uiz Concalves da bunio, subdito pur-
tuguez, vai Portugal.
Manoel Nunesda Silva, subdito porlnguez, vai
a Portugal.
Manoel JoscdeS Araujo, subdito purluguez,
vai i Portugal.
Anlonio llenriques Rodrigues, subdilo porlu-
guez. vai i Portugal.
lima pessoa habilitada oli'ercce-se. para promo-
ver cobraneas fora desla praca. o qual da fiador a -na
conduela : quem de seu prestimo se quizer ulilisar,
dirija-se a rua Nova, taberna u. 50.
Perdeu-se, hontem 8 do corrente,
11 m meto bilbete n. 12fl da lotera da or-
dem tercena do Carino, e roga-se a quem
o aeltou o especial obsequio de leva-lo
as Cinco Puntas n.l I S ipte se recompensa-
ra generosamente ; e aos Srs. cautelista,
especialmente ao Sr. Fortnalo a quem
ib i comprado, pede-se que naopaguem o
dito mcio billtete sem que provem exu-
berantemente ser seu legitimo doBO.
Manual dos terceii os franciscano.
Acba-se no prclo o manual dos irmaos da V. O.
lerreira da Penitencia do S. P. S. I lancisco.
A I.' parle desla obra conlm a hispira da insli-
luieiio da ordem, a regia com muilas eplicaroes, a-
absolvicoes, as indulgencias do Sm.o f. Benedicta
NIV, as do Sm." P. Pi VI de que ainda nao go/a-
vam os lercciros desla vasta diocesc, e alm dslo as
que perlencem s i ordem lerceira do Recite, c ludo
mais qne diz respeilo aos Ierren os c a ordem.
A 2." parle he um perfeilo devocionario, conlm
o ielbodo de ouvir missa, decoufessar-se, a via-sc-
cra, a coroa scraphico, oraeocs da manbaa e da nti-
le. um devoto ejercicio ou oraeocs ao doloroso cora-
ran de Maria Saalissima, indulgenciada-, por Pir-
VII, algunas oulras ornedes, o responso de Santo
Anlonio, a historia c as visilas da Purriuiiciila, ele.
A ''.' parto conlm o modo du ajudar o assistir aos
agonizantes cora melifluas c locantes uraces, absol-
v, m de Benedicto XIV, dos franciscanos, dos car-
melitas, dos confrades do Kosario e das Dores, e
11 gumas heneaos.
Esla obra que pela I.' parlc-poclence ao iriniO
teicriros franciscanos, pela 2. ea he necessaria a
qualquer chiisljo, e pela 3. indispcnsavcl aos Sis.
sacerdotes.
Assigua-sc a t*K)0 o excuiplar cm brochara, no
coiisi-! ,i).i ,|n ordem lerceira, das 9 horas at as .'I da
larde, na livraria classira no largo do Collegio n. 2,
e na I .a do livros na rua lo Collegio n. ,S. ~
FAZENDAS^'BARATAS PARA
se acabar com
a loja.
Brins trancados de puro linho. de muilo bonitos
padres a fiu.i rs. a vara, dilos broncos a 700 rs.,
ganga amarella da India a 300 rs. o covado, seline-
tas de cores para cagase palitos, de-muito bonitos
padres e cores fixas a 300 rs. o covado, cortes de
muito bonitas casemiras a *)00, caseinira prela
muilo fina a 25000 o covado, merino prelo muilo fi-
no a 39000 o covado" dai ascu inglez de Ua sem mis-
tura de algodao a 500 rs. o covado, ch.cs de chita a
00, dilos de avsodo de honilot padrees a~640, cha-
pos de sol de oslis de laleia a 2000, dilos de as-
leas de junco .1 irOIK), chapeos di sol de-seda para
seiihora, fazenda. niiiiln. superior a 3 prelos franre/e--. fazenda uyiilo superior e do mais
modernissimo goslo a 6JO0O, lencos de seda com
franjas a 22200, dilos de,seda c algodao lambem
rom franjas a li 10, lenco de seda para algibeira de
bonitos padres a I36OO. dilos de cambraia de linho
a 600 rs., ditos de cambraia a 320, dilos de cass.i
I piulados a 200 rs., meios chales adamascados, brau-
cos, de cassa a 320, grvalas de seda 640 e 15000. di-
las prelas de selim a 1;>000, corles de collctes de se-
liin bordados aSOOO, dilos de fusISo, fazenda supe-
rior, i 1-MI00, chales linos de merino e bstanle
randes a K3OUD, dilos de seda muilo boa fazenda a
OSKH), corles de vestidos de teda eseoceza de bo-
lillos padres a 1 iaOOU, dilos de seda lavrada, muilo
ricos a 20S0O, selim prelo de Maco a t600 O co-
vado, corle- de vestidos d; cambraia de dilTerenles
gslos a IjlnX, bonetes para meninos a 400 rs., sus-
pensurios finos com fios de seda a 200 rs. o par,
sacias de se la brancas para senbora, fazenda supe-
rior, a Iftlhii, luvas de seda de lodas as cores e sem
defeilo algum a lj)000 o pa-, ditas prelaidctorc.il
com borla, fazenda moitissimo boa, e ebegadas ul'li-
mamente de Lisboa, pelo baralo prego de 180IX) o
par, meias brancas de algodiio, fazenda' muilo fina,
para senbora, a 30!) e 400 rs., o par, dilas para me-
ninas a -gHK) rs., dilas para meninos a 100 rs. o par,
meias prelas do algo lau para senbora, muilo boa Ta-
zenda e sem deleilo algum a 200 rs. o par, dilas
cruas paia bomuin a ICO, superiores mantas de teda
para senbora a JOO, camisis de meia |iara bomem
a 800 rs., primeza mnilissimo fina a 600 rs. o cova-
do, lila prela. lajeada superior, a 320 o covado, co-
bertores de algodao para escravos a 700 rs. cada um,
bonitos chales de alsodao e s;da a I5OOO, grvalas do
cassa a 200 rs., brim de linho de quadriuhos a 2in
n. o covado, liiidissimos corles de ve9lidos de cassa
com barra a 25OOO, raadapolao de todas as qualida-
des. (lulas finissimas, algodSozinho liso c trancado,
algodao trancado azul, brim lisos linissimos e mais
gio-sos. lencos muito linos de zanga encarnada para
tabaco, ditos da fabrica, hacia de lodas as cores, al-
godaozinho proprio iara sacos por ser bstanle en-
j rorpauo, c alm deslas oulras muilissimas fazendas,
que se eesidem muilo mais baratas du que em oulra
qualquer parle. Esta loja foi arrematada cm praca,
a dinheiro a vista, c como os arrematantes tenbam
de acabar com ella, rogam aos amantes do bom e ba-
lo que aprovcHem'a orcasiilo que deslas peebinchas
appaiecem puncas vezes e depressa se acabam : na
rua du CJueiroado, nos qualru cantos, loja de fazen-
das n. 22, defronle do sobrado amarello.
- Vende-se superior doce de goiaba : na Iraves-
sa do Queiinado n. i*fl
COMPRAS.
Comprn-sc urna {jeomeltia de La-
cro\: tpiem tiver annuncie.
Compra-so urna prela que saiba bem coser c
seja moca : na rea rio va 11, 07.
Coiopra-se prala brasileira ou hespaulioia : na
rua da Cadeia do Itecife 11. oi, loja.
Compram-se escravos do ambos c sexos de 12
a 22 unios, pagam-so bem na roa Uneita 11." lili.
Compra-so urna negra que seja moca, saiba
bem engoinmar c cozinliar, assim romo 11111 moleque
de 12 a H alios: na rua da Cruz do Itecife, 11. l.
Conipram-sc palarcs brasileiros c hcspanlioes :
na rua da Cadeia do Itecife loja de cambio 11. 3X.
Compram-se effeclivamciilu trastes usados, e
Iambem se Irocam por noves: 0,1 rua Nova, ai ni 1-
zem de trasles do Pinto defronle da roa de Santo
Amaro.
Compram-se escravos de ambos os seos de
12 a 23 minos,sendo bonitas ligaras paga-se bem: na
rna de liarlas n. 0.
Compra-seo D1AKIO de 20 de se-
tembro de 1853, n. 216: na livraria n.
(i c S da praca da Independencia.
VENAS7~
GEIEHTO.
Vende-se superior cemento romano, em barricas
de |(i arrobas, por preo mdico ; no escriptorio de
Eduardo II. Wyatt, rua do Trapiche .Novo 11. 18.
llua do Queimado n. 33. loja de tazen-
das junto a loja da Tama.
Vcndem-se corles de cambraia de lislras com 8 ,'
varas o rerle, pelo diminuto prer,o de 2)600 ; ch-
giiem, antes qoo se acabem.
Vendem-se miseaes romanos : na rua do En-
canlamento, armazem n. 76 A.
Vendem-sc 2 escravos mogos,'ptimos para lo-
do serviro, o orna boa escrava quilandeira : na rua
Direila 11..I.
Vende-se um escravo de meia idade, muilosa-
dio : in, runda Cruz 11. (12, primeiro andar.
Meias de laa compridas.
Vendem-se na rua do Crespo n. 17.
TTENCAO',
Von!o-se melado do cngeuho Sabir de Santa
Cr iz na Ireguczia de Ipojuca, muiMim de agua e
bous parlidos, |IOr preco ra/oavel. a dinheiro 011 a
prazo ; a filiar 111 roa dasCruies n. 10, ou lio en-
genho i,aipio.
Vendem-se 2 esrrtve crionlos de bonitas fi-
gura, scnlo una fierila eogominadeira, cozinheira c
loceira : e nutra que eozinha, lava, be ptima qui-
landeira : 11,. rua de Hurlas 11. G).
SO' I.EN1KJ SE POER-8E-IIA ijAVALIAR.
O 'l'liesoiiro de Paciencia, obra mural, loda a 111.11
de familia deve possnir, pois qne a alma que se v
afnela entrando de passagenr, mas rom grande fre-
cuencia p-lo decurso do dia fto iucsliaurivcl The-
souro de Paciencia, ao menee com a lembrauca do
seu solVriineulo, conhecer maravilhosa mu lae.1 no
seu coraclo. e tirar delle riquezas immensas: adia-
se venda ua rua da Cadeia Jo Uecifc lojas in,
lie 20.
Na rna do Queimado n. 33, toja de fazendas jonlo
a loja da fama, vendem-se as seguinles fazenda-.
por diminutos precos : riquissima seda de cores
para vestidos c cnllelcsa l.~ilN) o envado, chales de
seda batanle grandes, superior fazeuda, a liJOOO,
dilos de boa seda, em carillo, a 109500, ditos do laa
e seda, grandes, bonitos padrn, a 35200 e 39500,
ditos de ganga bordados a 23900, mantas de seda,
lindas, modernos padres, a K5OOO c 9.J500, corles
de colletes do ro gurilo e sed, liiiissiin.i fazenda, a
>jOO e 29OO n corle, roineiras Je cambraia e de fi-
lo a 30000, selim prelo maco superior, com um pe-
queo loque de molo pelotvesso a 20600 o covado,
IciiQosdegarsa o seda a 1*000, laa dequadros para
veslido a I5OOO o covado, cambraia lina de Hpicos
de diuerentes cores a 700 rs. a vara, corles de case-
inira de cores, superior fazenda, a 40800 0 curte,
pauno fino prelo, prova de lima >, a Cg50, 50000,
05OO o 4.-!na 1 evado, casemira prela, boa fazen-
da, a 20.500. 292OO e I5OOO e covado, cha|ieos fran-
cezese 60000, cambraia de cores pera vestido a 2t*00
o corle, e oulras mais fazendas, que visls. nao dei-
*ar de agradar aos Iregoezes do bom e baralo.
Na rua do Queimado n. 33, loja de azendas.
ha para vender um encllenle moleque de 6 anuos,
muito pruprio para mandar ensillar o officio.
ABOAMMA
Vendem-se carteir.is propras para viagens por le-
jcni lodos es irrmjos necessarios para barba, pelo
laralissiiim prec.i de 30500, rcloginbos com mostra-
dores de midreperola e porcelana, cousa muilo deli-
cada para cima de mesa a 40000 cada um, loucado-
res com coliunn is de Jacaranda e com encllenles
espelhos a 3900(1, ricos toucados para senbora a
IOjOO, riqoissin os leques com lindas e finissimas
pinturas a 59000 e O9OOO cada um, volls prelas para
ulo com brincos, pulceiras e allinele, fazeu.la mui-
lo superior, a 51KO, ditas mais ordinarias a 10000,
linleiros e areeir js de porcelana a 500 rs. o par, pa-
lilos de laa de iiuilo bonitos goslot'ecom guarni-
'.oes, para menina-e seuhoras a 30000, riquissiina.
caitas para rap de diversas qualidades a 050,10000,
10500 e 2900M cada una, grande sorlimciilo de ocu-
los de armafao de ac a S00 rs. o par, rarapuras piu-
ladas, milito linas, para bomem a 250, meias muilo
linas e pintadas para liomein a 320 o par, penles fi-
nissimos de tarLiruga c de muilo honilos goslos a
ij-OO, ~<*X)ii e ."jj.iOO caifa um, bandejas finas de
varios tamaitos de IpOOOal 50000cada una, meias
de laia para padres, o mellior que be possivel haver,
pelo baiaUssimo proco de 29000 o par. luvas de se-
da de lodas ,-n cores, fazenda muilo superior e sem
defeilo de qualidade alguma, para homem esenbora
a 10200 o par, grvalas de seda de muilo bons gos-
los, pelo barato preca de 10000 cada urna, riqusi-
mas franjas brancas e de cores, com borlas, proprias
para cortinados, escoras muilo finas para cabello e
roupa, estampas de santos em fumo e coloridas, e
alcm de ludo islo oulras muilissimas cousas, ludo
de muilo goslo e boas qualidades : na rua do Quei-
mado. nos qualro cantos, loja de miudezas da Boa
Faina o. 33. Esta loja be bem condecida porque
sempre venden ludo mais baralo do que em oulra
pialqucr parle, e mesmo porque sempre se acha
sorlida da um ludo quanln se procura.
Vende-se um moleque de bonita figura, crioulo
de idade ti [ara 7 anuos, por prero commodo: na
rua aira/, da lualriz da Roa-Vista n. 40, se dir
quem vende.
Vendem-se os livros seguinles: A nova He-
ioiza, -i v. por (i.-^KX) ; As l> sgr.n. is da Inconstan-
cia, 2 v. por 19000 ; As .Mais Kivacs ou a Calumnia
2 v. por 2SO ) ; Evaristo e I bcodoru. 4 v. por 20 ;
11 vieja ule Sueco e ns Solitarios de Murcia, I v. por
(>50 ; o Sniifio e o Amor Silencioso, por 320; oju
leu Errante, por 800 ; Os Votos Temerarios ou o
linlhiisu-ino, 2 v. por 10000 : o liabo Amoroso; 1
v. por 10000; A Caverna da Mol te, por 10000 ;
Claudina, novclla sabojarda, por 320; Monsieur
Holl, 2 v. por 10000: Celestina, mvella llespa-
nlnila, por :ig1i: Anua de Arcouoa. I v. por I9OOO;
o Sitio .1,1 Ki-hella, 2 v. por 29000 ; Memento das
questes'dc pdilosophia, por ljOOO ; rhelnrica por
freir de Carvalho, por 10000 ; alias para Historia
Sagrada, por ItgOOO ; selecta latira, por (ilO ; Fbu-
las de la.r'oiilaine, por 10080: u.i rua das llores
loja de marcinaria n. 2~i. Na mesma casa vcude-se
orna .iiii.n_.il, de patanquin da Rabia, propria para
ser coberta por eslar muito ferie, e por commodo
preco.
MANTE1GA.
Ven le-sc manlcign in-glezi a 10120, c 10200 "a li-
bia, dila francoza a W rs., bolachinha mgleza a
ItO, carne do serillo 200 r'., caitocsd doce de coia-
ba a 720, viudo a 'iSU. dito verde a 210 :"na 4aber-
nj du rua eslreila do itosariu n. 16.
TAI XAS I)K FERRO.
Na fnndicao' d'Amora em Santo
Amaro, e tamlicra no DEPOSITO na
rua do IJrmn logo na entrada, e defron
le to Arsenal de Marinba ha' sempre
nm glande sorlimento de laiclias taulo
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, petRMSias,
razas, e fundas ; e l,#.:i ambos os logares
e.vistcm (uindaslcs, para carregar ca-
noas, ou canos livres de despe/.a. O
precos sao' os mais commodos.
mm nm%
da mellior ipialidade, e chegado no ulti-
mo navio de llamhurgo: vende-se em
conta, na rua da Cruz n. 10.
,
IIEGIVEI


MUTILADO


DIARIO DE PERNJMUCRO. SEGUNDA FEIRA II DE JNHO DE 1855
Santo Antonio livrando ceu pai do pa-
tbulo.
Kiquissimo drama original de A. X. F. A., acres-
ceulado com duas- pralicas sobre a vida e niorle do
Santo, compostas por Francisco de Freitas uamhoa,
primorosamente pregadas por dous-dos seus di i-
pulos de menor idada. Acha-so venda na ollicina
de cucadornaclo do Padre l.emos, no largo do Col-
leio, pelo preco de 19000, linda impresso, e era
muilo bom papel.
NAVAI.HASIA CONTENTO E TESOl RAS.
Na ra da Cadeia do Recjfe n. s, primeiro an-
dar, escriplorio do Auensto C. de Alireu, conli-
nuam-se a >ender a SaOOO o par (preco fixo> as ja
liemcondecidas e afamadas navalhs de barba feilas
pelo hbil rubricante que foi premiado na exposirao
de Londres, as quaes alem riroenle, naosesenlem no roslo na accilo d corlar ;
vendem-M com % cndilo de, nao acradando, po-
dercm os Compradores devolve-las al 15 diasdepois
pa compra, restiluindo-se o importe. Na mesma ca-
sa ha ricas lesoara unhas, feilas pelo >nes
mo fak'cante.
Vendetc-se" dous pianos fortes de
Jacaranda", construccao vertical, e com
todos os melhoramcntos mais modernos,
tendo v indo 110 ultimo navio de llain-
burgo: na ra da Cadeia, armazem n.
21.
Vende-ie urna parte do engenho Tres Bracos,
na frecuezia daEscada, com tOescravos de servietf,
16 bois mansos, 3 carros ferrados eni bom estado, a
vista do comprador Iratar-se-ha do ajuste : a tr.ii.tr
110 mesmo engenho com seu proprietario Antouio
l'ereir da Silva, ou nosvAfo?adus com Antonio de
Souza Jiarrozo.
Veode-se urna boa escrava do elegante lisura,
sadia.de 20 anuos, sem vicios, so lern urna pequea
belide em um 0II10, orna prela de l(i anuos, um tan-
to fei.i de feices, e sem defeito, por prero comino -
do : na ra larga do Rosario n. 24.
Vaude-se um 'molcqne de 3 anuos de idade, 1 Vendem-se 2 cscravos baratos e bous : na ra
bonita figura, e por preco enmmodo : nawua do Hos-
picio, sitio da Sra. Viuva Cunha.
RDA DO CRESPN. 19,
Vendem-se bonilas mantas de seda para senhora
a 35000 cada .una.
Vendc-sa um lerreuo na ra da Aurora com
34 palmos de lenle.: a tratar na Iravessa da ra das
Cruzes n.8.
PAIIO DE LIIHOETOALHAS
VINDAS DO PODIO.
Vende-se panno de linlio de todas is qualidades ;
toalhas adamascadas para mesa, de diversos (una-
unos ; ditas acolxoadas c lisas para rosto, por preco
commodo : na ra do Crespo, loja da esquina que
volla para a Cadeia.
FAZENDAS DE GOST
PAKA VESTIDOS DF. SEMIOllA.
Ddiana de quadros muito fina e padrocs novos ;
corles de 13a de quadros e flores por preco commo-
do : vende-se na ra do Crespo loja da esquina que
volla para a ra da Cadeia.
CASEMIRA PRETA A 4*500
0 CORTE DE CUCA.
Vendem-se na ra do Crespo, loja da esquina que
volla para a rut da Cadeia.
Vendem-se saccas com farinba a 49000 rs., di-
las com arroza 49000 rs. : no caes da Alfandega ar-
mazem de Autouio Annes Jacome l'ires.
Em
cusa
& VlI'USSil,
1 lia pata
O
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^^ e/> T -0 11
a_ 9 J o' 0 CS 0 2
es Q 9 *>- S w
de Timm Momsen
pratja do Corpo Santo n.
vender:
Um sort'unento completo de livros em
branco, viudos de llatnburgo.
Cliegou de Franca pelo paquete uina faicuda inlei-
rameule nova, toda de seda, de quadros e lislras,
o mais rico possivel, denominada Sebastopol, o
Cordoes de ca-
bellos,
elsticos, lisos e enfeitados, por metade de seu va-
lor: veudem-sc ua Iravessa da Madre de Dos
u. 19.
Fumo em lblka.
Fardos de 3 arrobas, de todas as qualidades : ven-
de-se no arinazem do Rosa, na Iravessa da Madre de
Dos n. 19.
Cera de carnauha.
Vende-se :ia ra da Cadeia do Recife n. 49, pri-
meiro audar.
RA DO CRESPO N. 19
Vendem-se chales de laa de diversas qualidades e
gosto, por preros commodos.
covado........,,_. INHK)
Adelinas de seda de quadros, ocovado I-11..1
Crimea de seda, gosto escocez, o covado 900
Prnzerpiua de seda de quadros, o covado (80
Indianas escocezas, novos padrcs, o covado 400
Chitas francezat, lindos padres, o covado 2K0
Kiscado francez, largo, lino, o covailo 260
Cortes de vestidos de seda cscoceza, o corle 145000
Cortes de larlalana de seda, o corte. 09OOO
Corles de cambraia de seda, o corte. 59OOO
Selim prelo lavrado para vestido, o covado ?(lO
Selim prelo maco, liso, o covado. 29000
Sarja prela heepanhola, o covado. 23000
Nobreza preta porlugueza, o covado, 1J8O0
Chales de casemira de cr. lisos..... 49500
Chales de merino, franja de seda. GgOOO
Chales de merino bordados a seda X>">00
Chales de merino o mais rico possivel II9000
l.uvasdescda de todas as qnalidades I92KO
Corles de dksemira prela selim .... GsOOO
Cortes de casemira do cores...... l^KUO
Corles de casemira mofada...... -j~ M 1.1
Corles de colletcs de fuslo lino. .... 600
Lencos de seda para grvala...... 800
Ourello preto para panno, o covado 38000
Corles de alpaca escoceza. o corle 38000
na ra do yuciinado, em lenle do beccn da Con-
^regaeSo, passaudo a botica, a seguuda loja de fa-
zendas n. 40.
CEMENTO ROMANO A 8.000.
Vende-se cemcn'o Komano a 88000 e barrica ; na
roa da Cruz n. 1.1, armazem de Joao Carlus Augus-
to da Silva.
TINTA BARATA.
Direila n. 66.
Vendem-se ceblas muilo bardas, para fechar
contal : na Iravessa da Madre de Dios 11. 1(i, arma-
zem de Agostinho Ferreira Senra Guimaraes.
Vende-se pipas, barris va/.ios e bar-'
ricas internadas: a tratar com Manoel
A Ivs Guerra Jnior, na ruado Trapiche
n. H.
TENTOS
PARA VOLTARET.
Vendem-se na ra da Cruz 11. 26, primeiro andar
lindas caixas cnveinisadas, com teios para marcar
jogo de vollarele, por preco muilo conimodc.
Attcneio !
Vende-se superior fumo de milo, segunda c cipa,
pelo baralissimo preco de 38000 a arroba : ua roa
Direila 11. 76.
Potassa.
No antigo deposito da ra da Cadeia Vellia, es-
criplorio n. 12, vende-se muilo superior potassa da
Kossia, americana e do Kio de Janeiro, a precos ba-
ratos que he para fechar comas.
Na ra do Vgario ni 19, primei-
ro andar, .tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violo e (lauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, sclio-
tickes, modinbas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Jpneiro.
Vendem-se ricos e modernos pianos, recenle-
nicnlc chegados, de exccllcntes vozes, e presos com-
modos em casa de N. O. Ilieber \ Corapanhia, ra
da Cruz n. 4.
A Boa fama.
Na ra do Queimado loja de iniudezr.s
da boa fama n. 33, vendem-se as miudezas abaixo
mencionadas, e alm dessas otilras muilissimas que
avala dos seus precos muilo baratos, nao deivam de
fazer muila cola aos amigos do bom e barato, as-
si ni como boceteiras e mscales: linhas de novellos
ns. 50, (0 e 70 a 18100 a libra, boloes para camisa
a 160 a groza, filas de liuho brancas a 40 rs. a pe-
ca, Imlias de carrilel de 200 jardas de 11. 12 a 120 a
70 rs. o carritel, colxeles francezes em cartoes a
80 rs.. linhas de pezo a KM) rs. a meadinha, ditas
muilo finas para bordar a 160 rs lilas de seda la-
vradas de todas as cores a 120 rs. a vara, linhas de
marcar azul e encarnada muilo linas a 280 rs. a
eaiiinh 1 com 16 novellos, ditas mais grossas a 140
rs., lapis linos envernisados a 120 rs. a dnzia, ditos
mais ordinarios a 80 rs. a duzia, dedaes para senho-
ra a 100 rs. a dozia, caixas para costuras de se-
nhora a 28000, 39000 e 38300. dilas para joias a
300, 200,120 e 80 rs., braceleles encarnados a 400
rs., pennas dato muilo finas a (i'itl rs. a groza, pa-
ulo- de fogo a 40 rs. .i'duzia de marinaos, capachos
pintados a 640 rs., bengalliabas de junco com bonitos
casloes a 300 rs., peales para alar cabello a I30OO
a duzia, papel almajo muito bom a 28600 a resma,
dito de pezo paulado a 38600, mijangas miudinhas
a 40 rs. o majo, dilas maiores o de todas as cores a
120 rs. o majo, suspensorios a 40 rs. o par, grampas
Alpaca de seda.
Vndese alpaca de seda de quadros de bom goslo
a 720 o covado, cortes de laa dos melhores gslosque
tem viudo no mercado a l->"iOO, ditos de cassa chita
a 1)800, sarja prela hespanhola a 28400 e 28200 o
cova.lo, selim prelo de Macao a 28S00 e :i8200, guar-
daoapos adamascados feilosem Cuimaraes a 39600
a duzia, loalhas de roslo viudas do mesmo lugar a
99OOO e 128000 a duzia : na ra do Crespo n. 6.
CHALES DE LAN E ALGODAO,
ESClK0SA80!iS,C\|)\ni.
Vendem-sc ama do Crespo loja da esquina que
volla para a ruada Cadeia.
DO CRESPO 1
Vendem-se brinsdo puro liuho, branco ede cores
a 192OO a vara, riscadinhos em cliila a 68000 a peca,
c 160 o covado, corles de laa para cahja a l.jOO. as-
siaicomo organdis c cassas de muilo bom gosto, e
uulras muitas fazendas.por precos razoaveis.
DEEH ATTENCAO'AO 6ARA-
TEI'RO.
Na taberna que foi do MalliKi-, na ra Nova n.
.V), vendem-se por, muilo commodos precos, lalvoz
por menos do que em oulra parle, muiios effeilos
pcrlenceulcs a lalierna : superior vinho Champagne,
Bordeaux a 320 e 400 rs. a garrafa, do l'urlo muilo
velho, engarrafado, a 800 rs., cha do Kio e da ludia
muilo bom, passas, chouricas, presuntos, velas de
espermacete francezas e americanas, dilas de car-
nauba pura, vinagre branco e linio de Lisboa, en-
garrafado ede muito superior qualidade a 280, quei-
jos do reino muilo frescacs, sag, cevadinha, estrel-
linha, fogo da India a Sebaslopol, saldinha de Nan-
tes, vinho muscalel muilo superior a 60 a garrafa,
charutos da Baha, cerveja, bolachinha de araruta e
Vende-so lila vennellia, em latas da 28 libras,
propria para apparcllio, pintura de canoa", lanchas
etc., a 100 rs. a libra : na ra da Cruz n. 13, arma-
zem de 1. C. Augusto da Silva.
Saccas com farinba.
Vendem-se saccas com superior farinba
da trra, nova, por menos prero do que
em entra (jtialcruer parte : a tratar no
COBERTOUES.
Vendcm-se cobertores escuras, grandes e peque-
nos, a 18200 c 720%ada um : ua ra do Crespo n. 6.
CORTES DE CASEMIRAS
DE COUES ESCORAS E CLARAS A 38000.
Veudem-sc na ra do Crespo, loja da esquina que
volla para a ra da Cadeia.
Deposito de vinbo de cliam-
fiagneChateau-Av, primeiraqua- ^
idade, de propriedade do conde ^
de Marcuil, ra da Cruz do Re- -J|
cife 11. 20: este vinho, o melliA- (
de toda a Champagne, vende-se S
a G$000 rs. cada caixa, acha-se 1
nicamente em casa de L. Le- J
comte Pern S; Companbia. N. w
B.As caixas sao marcadas a fo- (&
(joConde de Marcuile os 10- J
lulos das garrafas sao azues. rt
ATTENCAO', ULE HE PARA ACABAIt.
Lilas com lislras de seda, e qualro palmos de lar-
gura, fazenda muilo propria para a prsenle esla-
cjlo, pelo diminuto preco de 440 rs. o covado : na
.' ra da Cadoia do Hccife u. 33.
Deposito do chocolate francez, de urna
das mais acreditadas fabricas deParis,
em rasa de Victor Lasne, ra da Cruz
n. -27.
Evlra-superior, pura bauuilha. 19920
Exlra lino, baunilha. l-iam
Superior. 19280
Ouein comprar de 10 libras para cima, lem um
ibale de 20 %: venda-te aos mesmos precos c con-
dicoes, em casa do Sr. Bar elier, 00 aterro de Boa-
Visla n. :>!.
Vende-se ac em cimbeles de um quintal, por
preco muito commodo : no armazem de Me. Cal-
moni & Companbia, praca do Corpo Sanio 11. 11.
ATTENCAO.
Na ra do Trapiche 11. 't, ha para
vender barris de ierro ermeticamente
fechados, nroprios para deposito de fe-
?es ; estes barr* sao os melhores que se
tem descoberto para este lim, por nao
Taixas par& engenhos.
Na fundicao' de ferro de W.
Bowmann, na rua do liruin, pastan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimenlo de taixas de ferro
fundido C3 batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acbam-se a venda, por
proco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Superior vinho de cbampagnec Bor-
deaux : vende-se em casa de Schafliei-
llin & C, rua da Cruz 11. 58.
Vendem-se cm casa de S. P. Johns-
lon 8 C., na rua de Senzala Nova n. 42.
Sellins ingleses.
{elogios patente ingle/..
Chicotes de carro e de montana.
Candieirose casticaes bronzeados.
Chumbo em lenrol, barra e munieao.
Farelio de Lisboa.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiro e de vela.
Vaquelas de lustre para carro.
Barris de graxa n. 97.
i
I
BALSAMO llOHOtiEMO SVMPV-
0
a 60 rs. o massinho, allinciesa 100 rs. a carta, pe- exbalaiem o menor ebeiro, e apenas pe-
oras para escrevewa 120 rs.. botos linos para calca L ,. r
a280rs. a -roza, brinquedos para meninos a 500 zam 10 libras, e custam O diminuto pre-
rs. a caixiuha, meias brancas para senhora a 240 rs.
o par, luvas de torcal fazenda superior e com borlas
a 800 rs. o par, dilas de algodo, brancas, para ho-
mem a 240 ris o par, escovas linas para denles a
100 rs., collieres de melal para sopa a CO rs. a
duzia, espelhos com molduras douiadas, fazenda su-
perior a 120 e 100 rs., espelhos do capa, a 800 rs. a
duzia, lesouras para coslura a IsOOO rs. a duzia, ca-
ivete de 2 folbas para aparar pennas fazenda su-
to finas pura bomem a lim rs. o par agulheiros de
metal com azulhas cousa superior a 200 rs. torcidas
para candieiro do numero que o comprador quizer
a SO rs. a duzia, fivelasdouradas para calca ecollele
a 120 rs., pcnlos de baleia para alizar a 280 rs., ditos
liuissimos paraalarcabello a18280 rs,esporaslinasde
melal a 800 rs. o par, chicles linos a S00 e IJOIH)
rs., aho(oaduras para rlleles cousa superior a 400,
"00, <}00 e 800 rs., Ira'icellins do borracha para re-
loijios a 100 e 100 rs., caiviubas com superiores gu-
illas francezas a 200 rs., meias de seda pinladas pa-
trapiche do"Pelo"urinho, ou na loja n. 26"J?^j?"",' f' ,a Va"""*', ',**," P1""' d"*J
, J pintadas de lio da Escocia de bonitos padrocs a 240
da rua da Cadeia do Kecilc, esquina do,e 400 rs. o par, trancas do seda de todas as cores, li-
co de i.s'000 rs. cada um.
COGNAC VERDADE'.RO.
Vende-se superior coenac, cm carrafas, a 12cO00
a duzia. e t?280 a garrafa : na rua dos Tanoeiros u.
2, primeiro andar, defnale doTrapiclie Novo.
FAKIN'IIA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinlia de inandio-
^"2'2"..luvM.toeda proli.com pilrnaa de ca, em saccas (mo tem um alqueire, me-
cores a oOOr. o par, dilas de algodao de cores mu- .. ,, l a ~"i ">.
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Kio de Janeiro, che-
gail.i iicenlcinenle, recommen-
da-se aos senhores de engenhos os
seus bons ell'citos ja' experimen- jt
lados: na rua da Cruz 11. 20, ai- **>*
mazem de L. Lcconte Feron & (&
Companlua. ip)
\'cnde-se excellenlc taimado de pinho, recen-
Icnienle che^ado da America : na rui de Apollo
trapiche do l'orrcira. a euleuder-sc com o adminis
rador do niesuio.
AOS SENHORES DE EXGENIIO.
Reduzido de 640 para 500 rs- a libra
, Do arcano da inveneao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas c hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acba-se a venda, em latas de 10
libras, junto cun o melhodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
-N. O. Bieber & Companbia, na ruada
Cruz. n. 4.
A ELLES, AMES QCE SE ACABEM.
Vendem-se corte* ilc casemira i!p,bom soslo a 28,500
4-8 e 35OOO o corle ; na rua do Crespo 11. (i.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimenlo continua u ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e ieas moendas para engenbo, ma-
chi as de vapor, c taixas de ferro balido
c coado, de todos os lama 11 los, para
dito.
I .miravelmculc acolbido em todas as provincias
do imperio, e lo eral como devidamenic apreciado
por suas adiniravei* virtudes.
MOLESTIAS CRAVEIS
POR HEIIIIIKSTE PORTENTOSO BALSVMO
I CUIDAS DE TOUt O GENEKO, anida que
sejam com laceradnos de < arne,e queja efUvessem no
eslaila de chacas rhronicas, esponjosas e ptridas.
Loao depois da applicar.io cessam as dores.
ULCERAS E CANCHOS VENREOS, escorbu-
to, sarnas, erisipelas, iiiolcslias cutneas ou perpe-
tua-, e scirrho-, colihecidos pelo falso nome de hita-
do nos peilos, rheuinalismo, dicleze de todas as qua-
lidanes, Rolla, nchacoes e fraqueza lias arliculacoes.
QUEIMA1H RAS, qoalquer que seja a causa e o
objeclo que a- produzio,
0 ESMU BALSAMO se lem applicado com a
maioi vaula^em as molo-lia- seguintei: poroui ad-
veile-se que s se deve recorrer a elle cm casos ex-
tremos, ua falla absoluta ou impOMivel de se obter
a astiflencia de um facultativo.
FSTULAS, em qualqucr parle do corpo.
I.i HllKlij As. o3o exceptuando a tenia ou soli-
laria.
MORDEDURAS de qualquer especie, anda que
sejam as mais venenosas.
DORES clicas ou de barrica, debilidade de esto-
mas, obstrucc.o das glndulas ou enlranhas, e ir-
reuularidade ou falla da menstrua^ao ; c sobretudo,
iiillainmaces do libado e do li.no.
Al'IECCO'ES do peito, deseneradas cm princi-
pio de plliv sica etc. Vende-sena rua larsa do Ro-
sario n. 30.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr & Companhiu
cm Santo Amaro, acha-se para vender
moendas decannas todas de ferro, de um
modello e construccao muito superiore
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. & C. em
Santo A mino acba-se para vender ara
dos cV ferro de --ni- qualidade.
Booaoaoosot un
Ji 111111 Praeger&C., tem para
vender em sua casa, rua da Cruz
Becco-Largo.
De 2.sf>00 a 200.s000.
lie ebegado i praca da Independencia n. 24 e
30, loja de chapeos de Joaquim de Olivara Maia,
um grande e variado sortimenlo de chapeos do Chile,
que i vista de sua boa qualidade se venderflo pelo
diminuto pre;o de2U00a 2005000, assim como cha-
peos de castor prelos, pardos e branco-, com pello e
raspados, copas altas e baixas, chapeos de Italia, di-
tos de palha brasilcira, ditos amazonas para senhora,
ditos de palha aborta, dilos francezes c da Ierra para
hnmens e meninos, dilos de luslre de copa alia e
baixa para paseas. Jilos para marinheiros, e final-
mente um bello soi tmenlo de tudo quanlo be pre-
ciso para cabeca, e tudo por precos mais razoaveis do
que cm eutra qualquer parle.
Na casa de llebrard & Blamlin, rua do Trapi-
che Novo n. 22, vende-se azeilc doce francez de
Plaguiol, verdadeiro salame de L> on, muilo fresco,
oulras muilas cousas, como licores francezes. sabo assim como vinho do lordeaux, champagne, coguac,
branco do Rio, doce de goiaba bom e de gelca in- ludo por proco razoavel.
gleza, resmas do papel de boa qualidade, ele. ele.
Litteratura.
Acha-se venda o compendio de I 'beor 1 e Prali-
ca do Processo Civil feilo pelo Dr. francisco de Pau-,
la Baplista. Esta obra, altan de urna inlroduccao
sobre as accoes e excepretem geral, trata do pro-
cesso civel comparado com o commercial, conlm
a Iheoria sobre a applicacao da causa julgada, eoa-
Iras doulnuas luminosas : vende-so nicamente
na loja de Manoel Jos Leile, na rua do Quei-
mado n. 10, a (5 cada exemplar rubricado pelo
aulor.
A PECllINCHA.
Esl se acabando; ceblas de Lisboa chegadas lti-
mamente a 320, 480, 600 rs. o cenlo,' e muiios ou-
tros seeros por precos muilo razoaveis: no aterro
da Boa-Vista n. 8, defronle da noneca.
* Veude-se um cabriolel e dous cavallo--, tudo
junio ou separado, sendo os cavallos muilo mansos e
muilo coslumados em cabriolel: para ver, na co-
ebeira u. 3, defronle da ordem lerceira de S. Fran-
cisco, e a Iralar com Antonio Jos Rodrigues de Sou-
za Jnior, na rua do Collegio 11. 21, primeiro ou se-
gundo audar.
las finissimas de todas as cores, biquiuhos de algo-
dSo o de linlio de bonitos padres muilo linos, le-
zouras o mais lino que be possivel encoulrar-se e de
lodas as qualidades, luvas c meias de lodas as qua-
lidades. e oulras muilissimas rousas. ludo de muito
goslo e boas qualidades e por precinos que muilo
agradam. Esla loja be bem condecida nao s por
vendersemprc ludo mais barato do que em oulra
qoalquer parle, como lamben) ser nos qualro canlos
adiante da loja do sobrado amarello, e para melhor
ser condecida tem na irente urna laboleta com 1 boa
fama pintada.
Capas de panno.
Vendcm-se capas de panno, proprias para a e-la-
cao presente, por commodo preso: na rua do Cres-
po 11. 6.
Grande sortimento de brins para tpiem
quer ser gsmenho com pouco dinheiro.
Vende-se brim Iraiuado de lislras e quadros,de pu
ro liuho, a 800 rs. a vara, dito liso a CU), ganga
amarella lisa a 860 o covado, riscados escuros a imi-
larao de casemira a 360 o covado, dilo de liuho a
280, dilo oais abaixo a 160, castores de lodas as co-
res a 200, 2i0 e 320 o covado : na rua do Crespo
n. 6.
COM PEQUEO TOQUE DE
Alsodao de sicupira a -2?"iOO c 35 : vende-se na
rua do Crespo loja da esquina quo volla para a rua
da Cadeia.
dida velha, por preco commodo: nos
armazens 11. 5 e 7 defronle da escadi-
nha, e no armazem defronte da porta da
alandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaos & C, na rua do Trapiche n. 3i,
primeiro andar.
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
DEPOSITO DA FABRICA DE TODOS
OS SANTOS DA MIMA.
Vende-se em casa de N. O. Bieber c\
C, na rua da Cruz n. -i-, algodao tran-
cado daquetla fabrica muito proprio pa-
ra saceos de assucar e roupa para escra-
vos, por preco commodo,
Em casa de J. Keller&C., na rua
da Cruz n. 55 lia para vender excel-
lentes pianos vindos ltimamente de Ham-
burgo.
Vende-se urna balanca romana com todos os
mus perlcnces.em bom uso e de 2,000 libras : quem
pretender, dirija-se i rua da Cruz, armazem n. 4.
Vendem-se no armazem n. 60, da rua da Ca-
deia do Kecifc, de llenrv Cibson, os mais superio-
rea 1 elogios fabticados em Inglaterra, por presos
mdicos.
B n. 10:
.% Lonas da Russia.
^ Champagne.
jjgg Instrumentos para msica.
'0 Oleados para mesa.
I Cliarutos de llavana verdadeiros.
| Cerveja llamburgueza.
SI Gomma lacra.
mmmzm mmm mmmmaaa
VARAMS E GRADES.
L'm lindo c variado snrliincnlo de modellos para
varandas c gradaras de goslo modernissimo 1 na
fundicao da Aurora, cm Saulo Amaro, o no deposi-
to da inesiiia, na rua do Brum.
ITOIMJIA E MAIS MIMA.
NA RUA NOVA N. S, LOJA DE
Jos Joaquim Moreira-
Acaba de receber pelo ultimo navio francez, om
magnifico sorlmeuto de borzegnins para senhora,
lodos de duraque. mas que pela delicadeza com que
dao fcilos e consistencia da obra, muito devem agra-
dar ; accreaeendo alcm dislo o preco, que apenas he
de 25OO rs. o par, bem como, sapalos de couro de
luslre para senhora a (?000, dilos de cordavao mui-
lo novos a IjOOO ris, pagos ua occasiao da en-
trega.
*k. STARR c5( C.
respeitosamente annuuciam que no seu extenso es-
tabelecimenlo cm Saulo Amaro.cnuliniiam a fabricar
com a raaior perfeiso e promptido, toda a quaida-,
de de machinisnio para o uso da agricultura, na-
vegado e manufactura; c que para maior commodo
de seus numerosos freguezes e do publico em geral,
teem aberto em um dos grandes armazeus do Sr.
Mesquila ua rua do Brum, alraz do arsenal de ma-
riuha ,
(^ Cobre para forro de 20 at 24 011- $
($) cas com pregos. (^
3k Zinco para furro com pregos. ft
U Chumbo em bar inhas. M
^ Alvaiade de chumbo.
|g Tinta branca, preta e verde.
w Oleo de buhara em botijas. ^
W Papel de embrulbo. &
0 Cemento amarello. (p
S Armamento de todas as quali- ($i
dades. vt
Arreos para um c dous ca- S
vallot.
Cbicotes-para carro e espetas de 2
aro prateado. & .
Formas de ferro para fabrica de
assucar. (jj)
Papel de peso inglez. (gj)
Champagne marca A &C. (A
Rotim da India, novo calvo. (t%
Pedras de marmore.
Velas sica 1 lias.
ranos de gabinete de Jacaranda', j
ecom todos os ltimos melbo- W
ramentos. $)
No armazem de C J. Astley & C., tt
na rua da Cadeia. (A,
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dilo seu eslabelecimenlo.
All achatan os compradores om completo sorli-
mento de moendas de caima, com todos os melbora-
- Vende-fe a casa de paslo da rua das Cruzes n. meatos .alguns delles novos c originaes) de que a
39, muilo bem freguezada : a tratar na mesma ca- *PWw l'e mullos anuos lem moslrado a neces-
sa a qualquer hora do dia. I slJauc- -Machinas de vaporfde baila e alia pressao,
., I laixas de lodo lamanho, lano batidas como fundi-
Vcnde--e um bonito escravo, moco, ptimo das, carros de unioe ditos para conduzir formas de
marcineiro. e alem disso cozniha e be hbil para todo assucar, machinas para moer mandioca, prensas oa-
scrvico, c .le excellenle conduela, o qusl lie vendido ra ,lilo, tornos de ierro balido para farinba, arados de
por preciao : ua rua da Praia n. 43, primeiro an- ferro da mais approvada constrocciio, fundo- pira
llac' alambiques, crivos e porlas para "foriialbas. e urna
P- iiilinidadc de obras de ferro, que seria eufadonho
al'l V'fc,^I II l *! enumerar. No mesmo dcpofilo exisle nina pessoa
11 Cl TIjJHUUCIi ] inlclligeule e habililada para receber lodas as en-
commendas, etc., etc., que os annuociaiiles coman-
do com a capacidadede suas oflicinas e machinisnio,
e pericia de seus olliciaes, se compromcltem a fazer
execular, com a maior presteza, perfcicflo, e exaela
canformidade com os modelos ou desenhos.e ioslruc-
rOes que Ibes forem Torneadas.
CHAROPE
DO
BOSQUE
vento
regar borlas e baila,
Bowman : na rua
Moinhos de
'om bombasde repuxo para
decapim, na fundicao de 1). W.
do Brum ns. 6, 8 e 10.
Riscado de listras de cores, proprio
para palitos, calcase jaquetas, a 160
o covado.
Vende-se na rua do Crespo, loja da esquina que
\olla para a cadeia.
Na roa do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
do-te farelo novo, chegado de Lisboa pela barca Gra-
lido.
Nn rua do Queimado, loja de fazendas n. 1(1 A,
de Itezerra 6: Moreira", vende-se eicellenle seila de
quadros, fazenda inleiramrnle nova e de lindos e
Variados padrees, pelo diminuto preco de 1?200 o
covado. Dao-se as amostras.
IECHANSMO PARA ESSE-
HHO.
NA FUNDICAO DE FERRO DO ENGE-
NHEIHO* DAVID W. BOWNIAN. i\A
RUA DO BRUM, PASSANDO O v,HA-
FAR1Z,
ha semprc um grande sorlimenlo dos seguinles ob-
jcclos de mecbanismos proprios para engenhos, a sa-
ber : moendas e meias moendas da mais moderna
construccao ; taixas de ferro fondido o batido, de
superior qualidade c de lodosos tamaitos ; rodas*
dentadas para agua ou animaeg.Mle todas as propor-
coes ; cr\os c boceas de fornalhe registros de bo-
eiro, aguilhoes, brouzes, parafusos e caOlhoes, moi-
nbo de mandioca,, ele, ele.
NA MESMA Fl NDICA'O.
se execularo. todas as cncommeudas com a sopero-
1 idade ja conhecida. c com a devida prestezae com-
modidade cm preco.
VINHO CHERRV EM BARRIS.
Em casa de Samuel P. Jbhnston & C,
na da Senzala-Nova 11. 42.
O nico deposito continua a ser na botica de Bar-
Iholomeu Francisco de Souza, na rua larga do Rosa-
rio o. 3(1; garrafas grandes .Vr'iiHi u pcqueuag 3JJ000.
IMPORTANTE PARA 0 PIRLICO.
Para cura de phlisica em lodos os seus dillereiilefl
graos, quer motivada por constipaedes, losse, aslh-
ma, pleuriz. escarros de saugue, dor de costados e
peito, palpitado no coraco, coqueluche, bronchile
dor na garganta, e todas as molestias dos orgaos pul-
monares.
Vende-se urna das mais elegantes casas de so-
brado edilicada ha pouco lempo, tila na e-Irada de
S. Jos do Maiiguinho, a qual lem todas as commo-
didades para familia, cocheira, estribarla, sitio com
muilas frucleras e llores ele. etc. : a Iralar na rua
da Cruz n. 10.
ESGRATOS FGIDOS.
Quinla-fera 6 do crrenle desap
parcreu da rua doQoeimadon. 17, o
escravo Antonio,de naro.que repre-
senta ter/iO anuos pouco mais ou me-
nos, com os siguaessegaintes: fallas
de denle, na frenle e orna siealriz
no roslo do lado direilo, alguns ca-
I oii-,s brincos, e lera no braco es-
querdo quasi an p do hombro um caiooihinho do
tamaito de urna pilomba ; suppoe-se que foi vesti-
do com calca de casemira do quadros ou de algodo-
nni.o de lislras e camisa de algothlo trancado bran-
co, he costumado a fui:ir e a mudar de nome, e
quasi semprc diz ser do mallo de algum senbor de
engenbo : roga-se por lano as autoridades policiaes
e capilaes de campo,ou a quem o aprehender de lva-
lo casa mencionada qne ser geuorosamenle recom-
pensado.
No da 23 de maio do correnle amo ausenlou-
sa da casa do abaixo assignado o moleqoe Leocadio,
crinlo, de idade de 18 a 20 annos, pouco mais ou
menos, oflicial de carapina, e com osslgnaes seguin-
les : baixo, cor fula, grosso do corpo. Jando o coslu-
me da quando anda ciliar para o cha : roga-se aos
capilcs de campo c mais pessoas, qae o vendo, ap-
prehendam e levem ao abaixo assignado, que grati-
ficar ; o qual molcqne perfence a neranca da fina-
da D. Mara Prnuaisca de Almeida, de cuja beranca
he o abaixo assgnadn inv'eulariinJe. Recife l.1 de
junbo de 1855.Francisco JUamede de Almeida.
Desappareceu do engento Guararapes, na
maulia de 31 de maio o negro Jb, da Cosa, bem
moco, allura regular, seceo, raaos denles, cara la-
Ibada. falla muilo mal, quaudo anda arqueia um
pouco as pcruas,e lem o segando dedo do p esquer-
tlo cortado oa primeira junta ; lem desappareeido
por diversas vezes c vai 1er sempre ao Recife.
10(^000 DE GBATIFICACA'O.
Fiifjiodo engenbo GAIl'lO' da fregue-
a de Ipojuca, em in de dezembro ul-
timo, um escravo carapina de nome Jacin-
tlio, de Angola, alto, corpulento, pou-
ca barba e nao muito preto ; este esc a-
vo lbi do fallecido Jos Ramos de Olivei-
ra, t rabal I ioi i depois de estar fgido, em
algumas obras aqu na rulado e por al-
guns sitios : roga-se aos mestres de obras
a quem elle pode Iludir e aos capilaes de
campo, que opegireine levem-no ao pro-
prietario do engenho cima, que recebe-
no lOO.sOOO reis de gratiicacao, ou a
Jos Joaquim de Miranda na rua da Ca-
deia do Recife n- 4G, que dar' a mesma
gratiicacao depois do escravo'entregue
uo dito engenho, para onde facilitara' a
conducao a quem o apresentar- Jos
Joaquim de Miranda*
Do engenho Benlo Velho, propstdade do Dr.
Pedro Beitrao, desappareceu a 12 iA"V> prximo
passado o moleque Quiulliano, croulo, de 13 an-
nos, pes apalhelailos, cor fula, per>as finas, cabeca
grande, muito rcgrisla e meulir^o ; suppoe-*e ler
acompanhado algum coinbov d serlauejos para ci-
ma, ou ler sido furlado mesm.ahi, e laivezvendido
ncsla praca com oulro uorji* : a pessoa.qtte delle
fiver nolicia ou o apprehen/er, dirija-se ao referido
engenho, ou a Antonio Jorge (juerra cesta praca,
que aera devidamenle ricompensada.
Desappareceu di rua larga do Ifsario n. 12, n
escravo Vicente, pardo, alio, olhefgrandes, com
urna cicatriz uo rslo, cabellos Q bjfba grandes ; he
ollicial de sapateiro, anda de cala t jaquila. calca-
do, e diz-se rorro : quem o app/ebendere entregar
ao seu senhor, ser recompensad'.
DOS PREMIOS DA 1. P1RTE Di 1. LOTERA CONCEDIDA A BENEFICIO DA ORDEM TERCEIRA DE N. S. DO CARMO, EXTRAHIDA NO DIA 9 DE JDNHO DE 1855.
NS. I'ItEMS.
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4B3
RERN.: TYI. DE M. F. DE FARIA. -1855.


MUTILADO


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