Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00854


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Full Text
AUNO XXXI. N. 132.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
HM
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCA'O-
Recite, 0 propretorio M. F. de Faria ; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Joan Pereira Martnt; Babia, o Sr. I).
Duprad ; Mace, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
denra ; Parahiha, o Sr. Gerva/.io Viclor da Nalivi-
dade ; Natal, o Sr. Joaquim 1 anaci l'ereira Jnior;
Araeaty, o Sr. Antonio de Lemos Braga; Cear, o Sr.
Virlori ano Augusto Bornes ; Maranhao, o Sr. Joa-
5uim Marques Rodrigues ; Piauliy, o Sr. Domingos
lerculano Ackles Pessoa Cearence ; Para, oSr. Jus-
tino J. Ramos ; Amazouas, o Sr. Jeronymo da Costa.
CAMBIOS. w
Sobre Londres, a 27 1/2 d. por lj>.
Parta, 3*5 a 350 rs. por 1 f.
c Lisboa, 9S a 100 por 100.
Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 'de rebate.
Acces do banco 40 0/0 de premio.
* da companhia de Bcberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Discerni de lettras de 8 a 10 por 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanholas- .
Modas de 65J400 velhas.
' de 65100 novas.
. de4000. .
Prata.Pataces brasileiros. .
Pesos coliimnaxios, .
mexicanos. .
20JOOO
i6000
16000
95000
1940
19940
19860
SABBADO 9 DE JUNHO DE 1855.
Por auno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO DE PERNAMBUCO
PARTIDA DOS CORR
01 inda, lodos os das
'Caruar, Bonito e Garanhuns nos Jas 1 e 15
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex eOuriaSy, a 13 e 28
Goianna e Parahiba, segundas e sejas-feiras
Victoria e Natal, as quintas-eira.
. PRKAMAR DE HOJfc
Pnmetra as 11 horas e 42. minutos da manhaa
Segunda s 21 horas e 6 minutos da larde
PiRTE OFFICUL.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundase quinlas-feiras
Relacao, terjas-feiras e sabbados
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas
Jui/.o de orphos, segundas e quintas is 10 horas
V'vara do civel, segundas e sextas ao meio dia
2* vara do civel, quarias e sabbados ao meio dia
EPIIEMERIDES.
Junbo 7 Quartominguante as 5horas 27 mi-
nutos e 31 segundos da manhaa.
14 La nova aos 8 minutes 31 se-
gundos da tarde
22 Quarto crescenie as 2 horas, 39 mi-
nulos e 40 segundos da Urde.
39 La cheia as 8 horas, 43 minutos e
33 segundos da tarde.
Dl.tS DA SEMANA.
Segunda. S.Querinob. ; Ss. Ro'telioeDariano
Terca. S. Pacifico f. Ss. Kicacjo e Apolonio.
Ojiara. S. SNorberloh.; Ss. Eutbrgio eCraudio
(Quinta. : Festa do SS. Corpo de Dos.
8 Sexta. S. Maximino ab. ; S. Guldardo.
9 Sabbado. S. Palagiav. ; Ss. Primoe Feliciano
10 Domingo. 2. depois do Espirito Sanio. S.
Margarida rainha ; Ss. Gelulio e Primitivo.
MANDO DAS ARMAS
frmtea eral do coaaanano das >rai da
i oldada o Recita, eos 8 do
> ato 1868.
' ORDEM IX) DIA N. 60.
O naareehal da campo commandante das armas,
recomtnendando a eiccur.no do aviso do ministerio
dos negocios da guerra abaiio Iranscriplo, que por
copia Ib* foi remedido pela presidencia oom Meso
dalada.de 5 do correnle, determina que as gnias das
pracaa que se refere o mesmo aviso, sejam com
urgencia enderezadas aoqoarlelgeneral, afim de te-
rem o competente destino.
Rio de Janeiro.Ministerio dos negocios da guer-
ra em 1* de tnaio de 1855.Illm. e Exm. Sr.Em
resposta ao seu oflicio n. 188 de 2 do eorrenle, co-
briado copia do que Ihe dirigi o marechal de cam-
f coatmandanle das armas dessa provincia em 27
de abril ultimo, declaro a V. Exc, de ordem de S. i
11. I., que as 31 pracas de prcl do 2. balallio de
infintaria, bem como quaesquer oulras do 10. da
mesaaa arma, que por ventura ficasaem na provincia
de S. Potro do Sul, passaui a efleclivas nos corpo
en ase se acharo, enviando V. Exc. a esla secreta-
ria de estado as respectivas guias para torem o des-
tiao conveniente, o qoe V. Exc. cumprir.
Deas guarde a V. EscPedro de Alcntara Bel-
legarde.Sr. presidente da provincia de Pernam-
baco.
Jos Joaquim Coelho.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajadante de
orden euearregado do detalhe.
EXTERIOR.
O IMPERIO DA RUSSIA.
Slo summamenle cariosos, as presentes circums-
lancas, os seguiules dados, qoe publicoo um diario
de provincia, acerca da exlenso, povoarao, movi-
mcnlo eommercial. e rendimentos do imperio russo.
Para queo lelor psssa devidamente apreciar, com
grande copia de dados, a retaceo que ha na exlenso
do dominio dos ciares com a povoarao sobre que do-
minam, e a que se observa n'outros estados de pri-
raeira, segonda e terceia ordem, vamos offerecer-
llies alguns esclarecimenlos geographicos e esladis-
lieos, a maior parle delles etlrahidos do muilo con-
ceitnado diccionario de Maccalh\. Mostraremos
depois o seu gyro mercantil, e recurso pecuniarios,
fazeodo por (im o ensato de um quadro comparati-
vo, e deaaonslralivo do valor da troca que faz dos
sena producios com o da oulras uacoes. e a pro-
porcia qne lem com a* povoac,es respectivas.
A Russi.i, comprehendidos todos as sena reinos e
eotonp, ha o mais extenso imperio do orbe ; he
ligante desmesurado, pois que lem 3,053 leguas
*"ojelr kilmetros lle exlenso; 600 da largo;
'2l7SWiegUMqMiraouwo -ii |i filio ; c (">n mi-
Ihots de hahilanles. Ahranga na sua exlenso, des-
de o ror Rranco, at ao mar Negiu, loda a Europa
inlcrposla enlre ella e a Asia, posicio admiravel que
Ihe d a saa maior importancia, e a influencia fu-
nesta que tem nos destinos da poltica europea. A
Rusta europea, a meridional, o grao-ducado da
Finlandia, e o reino de Polonia oceupam urna su-
perficie de 397,980 leguas quadradas ; a Siberia e
Russia americana a de 448,240, e urna povoarao de
Pmeo mais de dous milhoes de hahilanles.A su-
perficie do reino-ondo da Grao-Brelanhae Irlanda,
lie de 13,465 leguas, e lem urna povoarao de viole
e lo milhdes de habitantes, qe corresponde a
mais de 1.438 individuos por legua, a soperfice da
Franja lie de 37,512 leguas, habitabas pnr li mi-
lhoes de almas, vindo o ser 100 individuos por le-
gua.A do remo da Blgica be de 1,298 leguas,
vivendo nellas 4,200,000 habitantes, mais de 1,827
por legua ; a do reino de Dinamarca 4,681 leguas, c
2,100,000 hahilanles, mais de 570 por legua ; o
Eg*. posto qoe leoha a exlenso letal de 24,000
legasquadradas, onta s 5,880 cullivadas e povoa-
das, as qoaes o Nilo percorre ; e sendo povoado por
tresmilhes de babitontos, contapara cima de 510
pesteas por legua.A oossa Ilespanha ero 27,360
leguas tflslenta quinte millaes de. almas, mais de
586 pessoas por legua.Nao concluiramos se bou-
vessemos de proseguir, fazeudo comparares, todas
ellas em grande desvaolagem da Russia, que he o
estado menos povoado do mundo,' sendo melade del-
la como africana pela sua barbaria. A propria
Turqua Ihe leva nislo grande vantagem. Na sua
lolal exlenso acha-te a povoacao desta na razio de
mais de 284 hihitantes por legua quadrada, sendo
certo que a totalidade esl na Russia em pouco mais
de 40 individoos por legua. A Russia europea, a
meridional. grao-ducado da Finlandia, e reino de
Polonia, oslados que formam a principal forjado
imperio moscovita, contam mais de 150 individuos
poMegoa quldrada.
Vuia a admiravel desproporco do imperio do
autcrata com o numero de scus habitantes, mais ad-
mirara anda o sea pequeo commercio. Todo o
movimento de importarlo sobio no anuo de 1851 a
103,757,61 > rublos de prata, e o de exportarlo a
97,394,431 di los, aos quaet se junlarmos o nume-
rario que subi a 16,402,196 teremos o total de
112,796,635 rubia'. Os principaes gneros expor-
tados foram cereaes, pelles, couros da Russia, linho,
canhamo, modeiras, cobre, ferro, polassa, lila, etc.
O valor dos cereaes exportados da Russia c Polonia
jumamente, subi, no dilo anno de 1851, a...........
20,962,954 rublos ; e cumpre ler bem presente que
he esle o principal artigo de commercio, e a base
dos rendimentos da nobreza e riqueza do imperio.
O termo medio das exportares nos annos que vflo
de 1831 ale 1850 oi de 1,140 reales, tendo quas
melade dellas sido extrahidss para Inglaterra. O
movimcifto peral da navcgajo cm todos os |ior-
tos da Russia no anuo de 1851 merece iixar seria-
menle.a atlenrao. Nos do Bltico eolraram 3,790
embarcacOes, e sahiram 3,781 ; no mar Branco en-
traran) 721 cmbarcacOes, e sahiram 658; nosporlos
do Meio-dia enlraram 2,480, e sairam 2,598 ; e no
mar Caspio enlraram 228, e sahiram 305.Desles per
tencem aos Inglezes 1,875 navios, e 1,019 aos Russos.
Os reslantes repartem-se pelos I.circos, Hollandezes,
(iregos, Suecos, Meklemburguezcs, Prussianos.Dir.a-
marquezes, Sardos, Austracos, e de oulras uarOes,
oceupando pela sua ordem de importancia o primei-
ro lugar a Turqua com urnas 948 embarcarles, que
sao apenas 27 menos que o mesmo colossal imperio
de lodas at Russias. Os dreilos de entrada e ex-
porlarao, cobrados pelas alfandegas mperiaes, sub-
rama 29,152,209 rublos, e a tolalidade deslas ren-
das a 30,529,927 dlos.
Estes dados, assim como os anteriores, sao offi-
ciaes, e exlrahidos das melhores fontes. Apesar dis-
so quas iliivid.unos da sua exaclidao, admirados
dos tenues recursos do i.io exaggerado imperio mos-
covila.
De umexcellcnlearligoda Presse, assignado por
Mr. Leonton Leduc, e intitulado Bht/itci commer-
cial da flussia, colhemos os seguntes dados compa-
rativos do valor das exporlaces que fazem diver-
sos eslados, e entre os quaes oceupa a nicao que he
objeclo das prsenles linhas o ullimo lugar.
A Inglaterra occu'pa o primeiro delles, subindo as
exportarnos i.bjeclos declarados) ao valor de..........
4,625,000,000 francos ; e tendo ella 27 milhocs de
hablanles, corresponde a 171 francos por cabeca.
A Blgica oceupa o sesnndo lugar ; lem 4.200,000
hahilanles, e permutou em valores 491,500,000
francos, ou 120 por cabeca, Os Estados-Unidos da
America oceupam o terceiro : tem 20,000,030 de al-
mas, e os gneros permutados soberna 2,200,000,000
francos, ou I lo por cabeca. A Franca be o qaarlo
estado; tem luna povoacAo de 54,000 milhOes de al -
mas, e permutou 2,3fl;,000,000 francos, ou 66 por
individuo. A Dinamarca he o quinto ; lem.........
2,400,000 almas ; permuta pelo valor francos........
127,470,000, ou 66 por individuo. A liga das al-
fandegas allemri.n he a soila povoacao :> lem 25 mi-
lhdes, e permula no valor de 1,330,000,003 francos,
locando5 a cada individuo. O Ezypto he o sti-
mo : tem 3.0JO,000, e permita pelo valor de____
1fl,9U0HMRI 'Narices, ou a 4 ditos por cabera. A
monarchia da Succia c (fanega oceupa o oitavo lu-
gar : lem 1,252,000 hahilanles. c fez permulares no
valor de 188,370,000 francos, ou 44 e 30 por' cabe-
ra. A Ilespanha oceupa o nono lugar. Conla 15
milhocs de habitantes, e os valores que Irocou su-
biram a 319,992,000 francos, ou 21 francos por ca-
bera. O dcimo lugar he oceupado pelo imperio
austraco, que lem 35,000,000 habitantes, permu-
lando na razode 645.000.000 francos, ou 18 e meio
por caboca. A Turqua est no undcimo lugar, e
com 26 milhes de almas, nao contando com as
provincias trihularas do Danubio, permutou pe;,
quanlia de 453 milhoes de francos, on 17 e meio
por cabera. O duodcimo lugar oceuparo-no os
principados do Danubio com 5 milhoes de hahilan-
les, sendo as trocas commerciaes no valor de........
80,807,000 francos,ou 16 francos por cabera. A
Russia oceupa o ultimo lugar. O imperio de 60
milhoes de hahilanles permulou apenas no valor de
769,000,000 francos, pertencendo a cada Russo 12
francos 80 ceniimos. islohe, urna Ierra parte me-
nos do que o misero e decahido imperio turco,e qua
si Irinla e cinco vozes menos do que o inglez indus
(rioso e livre.
Tal he ocaltasal imperio mo;covila, que oceup;
urna superficie de 1,247:320 leguas quadradas, ,
representa um principio caduco, que pretende dic
lar les ao mundo, desafiando as duasmais poderosas
nares da Ierra. Poderoso c invulneravel as es-
pesuras dos bosques, e no corar.lo dos sens deserlos
havera com annos que infiue nos deslinos da Euro
pa: atlralie de lodosos astados, com grandes nle
ratHN, dando caria de naturalisacSo e honras, 9 lio
mens que tem a necessaria flexibilidade para ven-
derera os seus couhecimentos e experiencia na scien
ca, armas e ledras. A Russia oflerece aos obser-
vadores superficiaes ama grandeza um tanto pora
posa de civilisatiio.artificial, lie sera duvida po-
deroso um imperio de 70 milhoes de habitantes, qu
obedecem pacficos a vonlade omnmoda de um
homem, que, firme na Iradicao poltica da sua casi,
consagra todos os sens recursos, subjugando o serv
com o nico tim de conservar em.armas um exercil
sem segundo em forca, admiravel as revistas, va-
lente as batatn* porm muilo inferior aos bons
exercilos curopeus, por defelos da sua viciosa or-
A.HT11IAS E DOUTRIYAS DO MAPAH. O
(fctr. la* Memoria, de Alexudre Sumas.)
(Conlinuacao. ),
Em M|o nesa velha ilha de Saint l.ons acoulada
por vente fones no caes mais fri dessa fra Titul
errorim ultima rnufa, em urna sala ao rez do
chao, escora e nua, um homem amassa,a e moldava
gesso : era o aollgo (annol.
A salsSrera ao mtvnn tempo oflicina e escola. To-
mavam-se alu lires, de moldura, c eonsullava-se o
Mapah. Era csse, como j dissemos, o norae com
que t.annsl eacelattSan nova existencia.
Itessa sala r^irlio o yrimero manifest, pelo qual
aquelkjue fora Gannol revelava ~.o mundo sua mis-
sao. Qaem esiranhon masisso? Foi certamente o
papa (.reson \VI. toando recebcu um dia sobre
seu tlirooo soberano uro escrplo datado de nono ca-
tre apostlico, o qual aiounciava-lhe que seu lem-
po era pmsado, qnc data em dianle se considerasse
decahido, e que emfim eslavo substituido.
Cumprido esse dever depolidez para com sen pre-
decessor, baiinnt declarou puralc simplesmcnle aos
seos amigos que o tivcssem peVi dos do futuro.
Tinha essa escola, havia donsou, Ires annos, e ,eus
discpulos aram Felix-Pal, Thcre, Chandesai-ncs
ele, etc. A sbita transfrmatelo de Gannol cm
Mapah, sua declararan ao papa, sua apresen! ir.io
coma revelador, alienatam-lhe us aaligos discpulos
foi o atarus hir termo. Todava elleronlinu.iva ina-
balavel o corso de suas presadnos ; jorm julsaniio
que estas nao hasiavam.e que eoavinka acresceniai,
Ibes profis-is de fe impressas, ycndouum dia a rou-
pa, e converteu o pre; em* mauifcslas de guerra
conlra a religiao de Chisto. Di nifeslot pelos scus novas discpulos, elle nao dizia
como Jetos : o Comei e hebei, esle he o raau corpo
c o meu sangue porm: Toma e lle, tis-aaui
minlias camisas e minhai ceroulas I
Desde a venda de suaroupa, os hbitos do sufijo
leaotnham desappareeido interamenle. Em sin 1
passagem de Ganuol a M|pah evaporra-se ludo quaa-
lo conslituia o homem agjgo ; urna blusa subsliluia,
tanto nn invern como n, verlo, o vestuario elegan-
te do jogador, e um chapeo de fellro cnzento co-
bna-lhe a fronte alia e magnifiramenle desenliada.
'Vi?'"1 V"S'"' e"*era *erdadeiramenle bello, scus
olhos azaes aeinzenladoi brilhavam com um fogo
myslico, sea nariz fino de extremidades movis se-
gua urna linha recia e p,ra ; as barbas bastas e vi-
(#) Vide o Diario n.
T

vamenle louras caham-lhe sobre o peito ; suas fa-
ces, bem como as dos mediladores e Iluminados,
eram allrahidas para o alto da cabera por urna espel
re de lens.lo nervosa ; sua nulo era'alva, fina e dis-
lincta, e por um resto de idolatra do homem cle-
ganle, elle Iralava-as com um cuidado particular
scus gcslos nao eram fallos de imperio ; sua voz era
eloquente, auima.la e extravagante. Como prophe-
la da miseria, elle lomara-lbe as insignias ; fizera-se
proletario para ebegar ao corado dos proletarios
vestir a blusa para converler as blusas.
O Mapah nao era um dos simples, porm com-
posto ; nelle havia parle de San Simao, de Foorrier
e de Oweu.
Sen dogma principal era o dogma muilo anlgo do
androgenismo, Jsto be, a anidado do principio "mas-
culino e do'principio femenino em loda a natureza
a unldade do homein e da mulher na sociedade. '
(.hamava sua religiao o Evadismo, de Eva e \dao|-
rbamava I si memo o Mapah de pater e mulcr, e
era nisso que considerava-se superior ao papa, o
qual nos melhores lempos do pontificado, mesmo no
reinarlo de Gregorio VII, nao fra mais do que o pai
dos christaos, ao passo que elle era ao mesmo lem-
po o pai e a mil da humanidade.
Segundo sen sjslema, cjimpria que cada um l-
vesse, nao o nome do pai tmenle, mas a priineira
s> aba do nomo materno combinada com a priineira
ajilaba do nome paterno:
Um dia o Mapah perguntou ao seu discpulo
Ghaudcsaigues :
Como le chamas .'
Cbaadesaignes.
Que nome he psse ?
He o de meu pai.
E tua mai, dcsgrjrado, ina(asle-a '!
Chaudcsaigues abaxau a cabera ; pois nao li-
ha que responder a isso.
.., *ocialis,ni> o dogma do Mapah era a prolcsta-
C-K|. 1 ara elle os assassinos, os ladres, os ronlra-
i),..idisias eram a condfjnoacao viva da ordem moral
conlra que rebellavam-se. Os salteadores de Schil-
I .l'i,c,am.-"'e o lcscnvolvimento mais complelo
de sua iheor.a qe exislia no mundo,
toe apreseninu-se um dia em um bordel, reuni
m,,^1!1""'2'18 "**"" co,no nos dias de saa loucura
mundana reunir1 os criados do botequim llollandez,
fav.m rm"r,S""l0?C,5 I>obrcs "ealuras que espe-
o,B'm nr u1;'",,e 8em ",0,,erem comprehenuer
Ojem era esse sultao que pedia dozc ou quiuze mu-
Ihres ao mesmo lempo, disse-lhes
- Minhas filhas, vosses sabem n que sSo 1
,;. S(,mo,.....re'Poderam as raparigas a'uroa s
leafe'^,"""n'Se' l0rD00 M"Pan' voss sSo pro-
g8nsac,ao. Esle imperio, fra da sua esphera de
anclo, nunca pode manler massas em relarao sua
fama, nem conla com recursos para emprezas ilu-
radouras. Tributario da Inglaterra, que boje de-
safia na venda dea seus productos, machinismos e
armamentos, que elementos Iproprios tem este co-
losso condemnadoa prover sua propria guarda, e
fallo de recursos anda que urna guerra dure pouco?
O leitor nao lem mais do que olhar para os dados
qoe arma mencionamos, que sao aothenlicos, para
enllocar com osen bom juizo, a Russia e o czar no
logar que Ibes compele.
(. de Madrid.)
{Diario do Goterno de Lisboa.)
IHTERIOR.
RIO SE JANEIRO
CARIARA DOS SRS. DEPUTADOS-
Dia 18 de malo do 1855.
I.ida a acta da sesso antecedenle, passa-se ao ex-
pediente.
Um oflicio do Sr. ministro da usura, enviando o
decreto pelo qual bouve por bem declarar S. M.
Imperial que, na aposentadora concedida ao desem-
bargador Pedro Madeira de Abren' Brandao, fique
comprchendido o vcncimenlo que linha comojuiz
conservador dos privilegios do commercio, a con-
tar da dala. A' commissao de penscs e ordena-
dos.
Do mesmo Sr. ministro, enviando o decreto pelo
qual houve por bem S. M. Imperial elevar a 1:0003
o ordenado de 7209, com que fra approvada a apo
senladoria do juiz de direilo l.uiz Paulino da Cos-
ta Lobo. A' commissao de pcoses e ordena-
dos.
Do mesmo Sr. ministro, enviando o requerimento
em que os continuos dusupremo tribunal da juslira
pedem de novo augmenlo de seus ordenados, acom-
panhado da informaran do presidente do mesmu
tribunal. A' commissao de penses e ordena-
dos.
Dous officios do Sr. ministro da guerra, dando as
informarnos, como por esla cmara foram pedidas,
acerca dos requcrimeulos do alteres do meio bala-
Iho do Piauhy Lola Eduardo de Carvallio, que pe-
de passagem para o corpo do eslado-maiorde segun-
da classe ; e do 1. lenle Jos Joaquim Pereira
Magalbaes, que pede melhorameolo de reforma.
A quem fez as requisiret.
Quatro ofiicios do Sr. minslro do imperio, remet-
iendo, afim de que oblenha a approvatao de que
depende exemplaros dos decretos pelos qaaes se con-
cede a Augusto Frederico de Oliveira a # Frrico
Coulon privilegio exelasivo por 15 annos para esta-
beleceram do porto da capital da provirr a de I'er-
nambuco um 011 dous vapores para seren emprega-
dos no servico do mesmo porto ; ao ir. Flippe
Lopes Nelloaulorisar.in c-ira incorporar cma com-
panhia com o (ni de cslahulcrcr no [nrlu da cidade
do Recife, capital da provincia dcPernamiac-, m
eslaleiro palcnle, medanle o privilegio exclusivo
por 10 annos e as demait condires annexas ao mes-
mo decreto ; i Associacao Sergipense privilegio ex-
clusivo por 12 annos, e a subvenrao de 12:000 an-
nuaes para eslabelecer vapores de reboque as bar-
ras da provincia de Sergpe ; e Companhia Pcr-
nambucain privilegio exclusivo para a navegarao
por vapor enlre o porto do Recife al o de Macei
na linha do sul, e o da Forlaleza na do norle.A'
commissao de commercio, industria e arles.
Um requerimento da assemblta legislativa di pro-
vincia do Grao-Para, pedindo a conservarao do im-
posto de cinco por cento sobre os gneros de ex-
portarlo. A' priineira commissao de orja-
mento.
Do Llnente da armada Antonio Jos Pereira
Leal, pedindoquea pensao'que Ihe foi concedida por
decrelo de 2 de dezembro de 1839, Ihe seja paga
desde a data do referido decreto.A' commissao de
pensiles e ordenados.
De Martim Leocadio Cordeiro, pedindo dispensa
para fazer exame do lercero anno medico e matri-
cular-so no quarlo. A' commissao de inslruccao
publica.
De Jos AI ves de Souza Rangel. director do pha-
rol da barra do Recife. pedindo augmento de orde-
nado ; e de Francisco Pereira da Corte, pediudoque
se addicione ao sold de l>.;500, com que foi refor-
mado, a elape que no decreto de sua reforma nao
foi incluida. A' commissao de pensocs e orde-
nados.
Da cmara da villa de Sanlarcm. comarca da ci-
dade de Valenja da provincia da Babia, pedindo a
legua de Ierra onde est col locada a mesma villa pa-
ra patrimonio da referida cmara.A'commissao de
fazenda.
Ofiicios dds Srs. dcpulados Francisco de Assis Pe-
reira Rocha e Francisco Mendcs da Cosa Correa,
commuuicando que nao podem assistir aos trabalh.is
da presente sessao.Quanto ao primeiro he remet-
ldo com urgencia commissao de constituirn e po-
deres ; quaulo ao segundo fica a cmara nleirada,
vislo haver j providenciado sobre esle assumpto.por
occasiaoda participado feilapeloSr. depulado Wan-
derley.
L-se, he julgado objeclo de deliberarlo, e vai a
imprimir para enirar na ordem dot Iraballms. o sc-
guinte parecer :
aminado as pelicfies'e documentos apraaentados a es-
ta cmara pelos estrangeiros Ino Edvrln Roberto e
Guilherme George Harvey, subditos inglezes, o."
residente na cidade do Recife de Perambuco, e o
segando nesta corle ; Chrisliano Emilia Hess, Dina-
marque/, lambein aqu residente, e padre l.uiz De-
grossi, Sanio, residente em Porlo-Alegre, pretcn-
dendo que Ihes seja dispensado o lempo qoe Ibes
falla para oblerem caria de naturalisarao de eida-
daos brasileiros, nos termos da le de 23 de ouluhro
de 1832 ; e achando que os requerenles fizeram pe-
ranle as respectivas cmaras municipas a declara-
r3o exigida pela dila Ici, qoe se arharrpvrcs de cul-
pa, sendo at que 1. e 3. so correctores Hornea-
dos pelos competentes Iribunaes de coajimercio, on-
de lem domicilio provado, he de pareMer que-se a-
dopte a seguiote resoloeao :
A assemMa geral lcgislaliva resorte :
Arl. 1. O governo fica autorisadojtara conceder
caria de n'aluralisarao de cidadaos brasileiros a Ino
Edwin Roberto e Guilherme George Marvey, subdi-
tos inglezes, o primeiro residente na tillado do Re-
cife de Pernambueo, e o segundo nesta cidade ; .1
Chrisliano Emilio Hess, Dnamarqoez.lambem aqui
residente ; e ao padre l.uiz Degrossi, subdito sardo,
domiciliado em Porto-Alegre, provincia do Rio
Grande do Sul.
a Arl. 2. Ficam para isso dispensadas as disposi-
res da lei de 23 de outubro de 1832.
Paro da cmara 15 de maio de 1855. D. Tei-
veira de Macedo.I'asconcellqp.n
Passando-se a priineira parte da ordem do|dia. en-
tra em priineira discussao o projeclo 113 de 1854
que autorita o governo a conceder caria denaturali-
sarao de cidadao brasileiro ao padre Antonio Maria
Mascarenhas, subdito porluguez.
A requerimento do senhor Vieira de Mallos
lem esle prajecto nma s discasssKo ; vao mesa,
lem-sc e apoiam-se as teguinles emendas addi-
livas :
11 Que se lar a extensiva esla resoluto ao subdito
porluguez Francisco Ferreira Cadigs. l'ieira de
Malloi.
a Fica o governo igualmente aulorbndo a conce-
der caria de naluralisarao ao subdito porlugtie/ Joao
da Molla Ribeiro. residenje no distrido do Rio de
S. Joao, fregueza de Roras Novas, na provincia de
Minas Gcraes. Francisco de Paula Santos.
Horla.i)
luguez Francisco Coelho da Fonseca, negociante,
morador na capital da provincia do Cear. Ma-
chado.
O Sr. Dutra /locha :Sr. presidente, en nao du-
vido da juslira que potsa assislir a estes pretenden-
lea a naluralisares ; mas nao sei se esla rr.aneira -le
conceder naluralisares por meio de emendas ,nl-
dilivas a projeclo que foi a urna commissao, qoe
sobre elle deu o seu parecer, be muilo rega-
lar.
Aprsentele na emendas para natnralisaresdc su-
jeilos que ninguem conbece (apoiados) e que nem
se sabe se pediram ou se encnmmendnfam lal favor,
e eu nao se como, em conscicncia. se possa conce
der Ib'as. Militas vezes a naturalstico he mereci-
da ; mas, em oulras, he um padre portuguez que
aqoi chega, e que estando desarraigado qiict urna
Vgararia queja Ihe esl prometlida, e por isso re-
quer a sua naluralisarao...
O Sr. Correa das Aeres : E rouilas vezes nao
sabem ler.
OSr. Dalra ocha : Oulras vezes he um ba-
cbarel porluguez aqui chegado, c que tem jo pro-
cedido um empreso publico ou que esl disposlo a
fruir outros gozos que Ihe nao sao permillidos senao
por meio da naturalisacSo. Apresenla-se desle mo-
do i cmara a naluralisarao por meio de emendas, e
he-lhe concedida a naluralisarao, ora, comquanlo
eu reconheja a necessidade de chamarmos ao paiz
popula^ao estrangera, anda nao me pude conven-
cer da vanlagera de augmentar-se o numero dos
concurrentes aos empregos pblicos com preterirao
dos filhos do paiz.
Porlanto, Sr. prcsdenlc, emquanlo nao fr in-
formado acerca do direilo que assistea estos prelen-
lentcs a naluralisares, vou muilo de proposito vo-
lando contra as emendas addilivas ; e, se eu conlasse
com o assentimento da casa, pedira al que as difle-
renles emendas fo^scm remedidas a commissao res-
pectiva que sobre ellas nos desse o seu parecer ;
mas p^rece-me qoe os Srs. dcpulados nao eslao dis-
postos a volar pelo meu requerimento..
Um Sr. Depulado : Apresenle-o, que eu voto
por elle.
O Sr. Dutra Rocha :Pois bem, vou mandar um
requerimento mesa para que as difTerenles emen-
das vao commissao, para que esla, examinando as
prelcnres destes individuos, uos diga se eslao 110
caso de oblerem urna naluralisarao.
Vai mesa, l-sc, he apoiado, e eolra em discus-
sao o seguinte requerimento :
o Requeiroque as emendas ao projeclo n. 113,
vao commissao respectiva, afim de dar sobre ellas
o seu parecer.
E eni urna linguagem nao falla .le elevacSo e de
cor, elle explicou-lhes de que maneira proteslavam
contra o privilegio das mulheres honestas.
lle intil dizer que proporro que essa doulrina
propagaya-se, causava corla inquielacao ao espirito
dos magistrados, que nao estavam na allura da reli-
giao nova ; pois achavam-se mergulhados as Irma
do chnsliansmo. Duas ou Ires vezes Mapah foi le-
vado a presenca do juz e amearado de um processo ;
mas elle responda sacudindo a blusa com sua m3o
nervosa e delicada, assim como o embaixador roma-
no sacudir a loga :
Prendamme, julguem-me e condemuem-me ;
nao appellarei do tribunal de correcrao para a corle
real ; appellarei de Plalos para o povo !
(.oro efleito quer os juizes tcmessero suas barbas,
sua blusa e sua voz, que na realidade era allraciiva,
quer nao julgassem conveniente dar ao novo doama
o pedeslal da polica correccional ou do jury, deixa-
ram o Mapah tranquillo.
O mais fervoroso dos apostlos evadislas era 071/e/-
Ic que foi Caillau.r, e que publicou a Arca da Soca
Allianra. Era o San Joao do Mapah. A Arca da
Soca Allianra he o evangelho que refere a paixao
da humanidade, a cujos gritos tevanlra-se o Chrislo
da ilha de Saint Louis.
Consagraremos um capitulo a csse evangelho.
nanlo ao Mapah, elle nao entrevia : a excepcSo
de dous ou tres manifeslos datados de seu caire apos-
tlico, nos quaes anuuucava seu apostolado ao man-
do novo, s Tazia quadros e obras de gesso, que qual-
quer teria podido julgar sabidas de algutn templo de
Isis.^ Era ah que remontando origem de sua re-
ttgiao, elle a moslrava debaixo de seu duplo iym-
bolo, desenvolvendo-se de secuto em secuto, fecun-
dando loda a nalureza e emfim resumiudo-se nelle.
loda essa historia escripia em tignaes hieroglyphicos
que lnham a vantagem de poder ser lidos e explica-
dos por lodos, alravessava o buddismo, o paganismo
e o christianismo para ehegar ao evadimo.
Nos ullimos annos do rqjnado de Luiz Filippe o
Mapah enviava seus quadro-, allegoricos e seus sym-
bolos de gesso aos membros da cmara dos dcpula-
dos, e mesmo aes membros da familia real ; porm
uns e outros deixavam as llhograpbias e os symbolos
as maos dos porteiros e dos rriados, os qaaes adorna-
vam com elles seus quartos.O Mapah dizia rom dr :
Elles desprezam a propbceia : Mane, Thecel,
Phares. Ha de acontecer-Ibes alguma desgrana 1
Aconteccu-lhes o que todos sabem.
Lm dia Chaudesaigues, homem bom e pobre, mor-
10 na flor da idade, que nao era meu discpulo, mas
um dos rapares ltleralos que vnham as horas de
miseria aquecer-se ao meu fogo c reslaurar-se mi-
nha mesa, um dia Chaudcsaigues propz conducir-
me casa do Mapah, e aceitei.
Paro da cmara 18 de maio de 1855. Dutra
Rocha.
O Sr. Paula Santos :Sr. presidente, comquan-
lo a doutrina da emenda parrea procedente a certos
respeilos, todava em relarao a urna das emendas que
se discuto, oque foi por mim apresentada, nao po-
de ler lugar. Eu entendo que, sempre que um es-
Irangeiro se aprsenla enlre. nos c manifesla desejos
de naturalsar-se cidadao brasileiro, cumpre que o
aceitemos. [Sao apoiado.)
O Sr: Dalra llw-ha :Ha exceprOes. .
O Sr. Paula Santos :Ha excepres, he verda-
de. mas o que eu quero dizer he que, sempre que
um cidadao industrioso c de bons roslumes moslra
desejos de ser cidadao brasileiro, devemos ateila-lo.
[Apoiados.)
Una das cmeudas que deu-motivo ao requerimen-
to do nobre depulado foi ap/eseDlaila por mim c ver-
sa sobre o porluguez Joo da Multa Ribeiro. Este
individuo existe no Brasil desde 1830 ; he casado com
Brasileira, lem filhos e possue urna boa fortuna. El-
le remllenme ha poucos dias urna procurarao para
tratar da ina naluralisarao, e cu, para poupar Iraba-
Iho, julguei conveniente apresenlar es-a nimba e-
menda, j com a intenrao de dar camaia as in-
formarnos que ella erigiese. Porlanto, se a cmara
em fe as informarnos que acabo de dar-lhc, a
que posto provar com diversos documentos que le-
lil o em casa, espero que approvar a emenda que
offerec ao projeclo.
(.loanio as oulras emendas nada sei, e os seus au-
tores taran casa as informaroesque forem neces-
sarias sobre ellas.
Voto portento, conlra o adiamento.
O Sr. Araujo Lima combate o adiamento, abun-
dando as consideraroes que fizera o precedente 0-
rador. Nao descobro fundamento para a impugna-
cao das naluralisares na deficiencia de popularao
que se d no imperio e no empenlio com que se pro-
move a colouisacjao, nem anda com relaco a sacer-
dotes e hachareis eslrangeiros, que vem sem duvi-
da cxcrcerfuncres para que ha carencia de gente,
sendo quesua preferencia indica seguramente mere-
cimenlo superior, em regra seral.
Onanlo ao individuo sobre que versa a emenda
do honrado inemhru pelo Ceara, observa ser elle es-
labelecdo ha 10 annos no Brasil, negociante, casa-
do rom Brasileira de que lem filhos ; donde se v
que nao esl incluido as excepcSes que esligmati-
sam. Assim que julga de justicia e conveniencia c
approvarao da emenda.
O .Sr. LeilSe da Cunha : Si. presidente, suhs-
crevo completamente a opinin do nobre depulado
pela Baha ; (tosejo ouvir a commissao respectiva a
respeilo das emendas que existen) sobre a mesa
acerca de naluralisarao. E basco a nttnin opiniio
nao s as razes produzidas pelo nobre deputa.ln,
romo na neressdade que. enxergo de eslabelecer-se
um prinpicio geral em que fiquemos acerca desla
materia.
He preciso, meus senhores, pr-se um paradeiro a
os-a mana de conceder-se naluralisares. Temos
urna lei que eslabeleceu regras para a naluralisarao;
esia lei foi tem duvida fondada em boas razos ;
suas disposires o demonstrara. Eiilcndeu-sc de-
pois que o prazo marcado nessa le era muilo longo,
e reduzio-se esle prazo a dous annos. Ora, se to-
mos legislac.lo escripia a respeilo da questao sujeila,
me parece que nao devemos eslabele.'cr cxreprcs
sua disposirAo senao em um nico casoquando
se apresenlar no paiz um estrangeiro cujo alio merc-
cimenlo, cojas enrllenle- quali lados nos demons-
irom a ullidade para o paiz da acquisirao de um
lal cidadao. Mas quaudo se apresenlar qualquer
estrangeiro (n>0 quero por em duvida as boas qua-
lidadcsdaquellcs que ora se apresentam ; para mim
he um argumento muilo favoravel a opiniao em fa-
vor de qualquer membro desla casa ; mas quando,
diza, se aprsenla um individuo sem merecimento
muilo elevado qu o recommeude de pror.iplo, en-
lendo que he mo estarmos eslabelecendo todos os
diasexcepres legislaran escripia que (eraos, por-
que laes exceproes nada menos mporlam que tirar
a forra moral a esst legislneao.
Se passar esle precedente concedendo naluralisa-
res .1 eslranseiros por va" de emendas sobre as
quaes a respectiva commissao nao livor dado o seu
parecer, vejo-me obrigado a ofierecer lambein urna
emenda a respeilo de um subdito hollandez que
existo na captol da minba provincia, o qual, alm
de excellentesqualidades, aprsenla um Ululo a seu
favor, que he leccionar no lycu do I'ar, por va
de um contrato a que, de conformidade com o regu-
lamenlo respectivo, proceden o governo da provin-
cia. Esse homem ensna bem francez e inglez na-
qnellc eslabelecimcnlo e desoja naturalisar-se pra
poder ohler o provmento vitalicio de urna dessas
caderas, o que n3o pode fazer porque be estransei-
ro ; e porque nao leve a precaucjio de procedeitna
forma da lei que eslabeleceu regras para a nalura-
lisarao, me mauifestou o desejo de obter da assem-
blea geral o favor que o projeclo c emendas em dis-
cussao querem qoe se faca a outros. No entretanto
nao aprcsenlarei a emenda emquanlo nao vir|a
quesiao*do adiamento decidida. Nao barateemos,
senhores, os foros de cidadao brasileiro desla manei-
rfl; os nobres depulados podem olferecer emendas
fundadas ero informares menos exactos que liverem
O Mapah reconheceu-me por ler ja-.ado ou ceia-
do urna vez comigo uo tempo em que era Gannol. c
como havia conservado urna boa lembranca desse en-
contr, quiz logo pr-me em relarao com suas fisu-
ras -\ mbolicas e fazer-me penetrar, como os inicia-
dos Egypcios, al ao fundo dos mjslerios mais se-
cretos.
Eu linha casbalmenlc esludado todas as qiiesles
do mundo primitivo, e as grandes guerras sem causa
apparente que affligiram as primeiras idades da liu-
manidade ; assim podia nao s eomprebender per-
feilaraenlc as Ir.idiccoes mais obscuras da religiao do
Mapah, como lambem explica-las a oulros.
Eis o que vou tentar aqui.
Na poca em que os Celias conquislaram a India,
essa av das civilsacoes egypcia, grega e romana,
adiaram eslabelecdo um systema completo de scien-
cias melaphysicas e physicas. Essa cosmogona a-
llanlira referia ludo unidade absolula.e fazia ludo
emanar de um s principio chamado Iswara, o qual
ero puramente espiritual.
Maspouro depois os sabios Indios perreberam com
espanto que esto mundo quo lnham considerado
muilo lempo o producto de urna unidade absoluta,
era nronleslavelmenle o do urna unidade combi-
nada,
Toriam podido, como fez muilo lempo depois del-
les o primeiro Zoroastro, considerar esses dous prin-
cipios, principiados, islo be como filho c Bina de Is-
wara, deixar assim o anlgo Iswara cm seu lugar
apoiando-o sobre as duas columnas docentes oreado-
res, assim como vemos um general romano elevado
sobre dous escudos sustentados pelos seus soldados;
pnriii qaizeram fazer esse- dous principios, princi-
piante, e cuulenlaram-se de casar Iswara com Pra-
criti 011 a Nalureza. Entao ludo foi explicado : Pra-
crli possuio taift, islo he, o poder conceptivo, e o
auligo Iswara o bidia ou o poder gerador.
At ao presento creio ler sido o mais claro que be
possivel. Procurarei continuar minba demonslraeao
com igual clareza, o que nao ser fcil, pois 'e te-
mos a -aii-l'ae.u) de prevenir disso os leitores; traa-
mos da mais alta sciencia, cousa que elles nao pode-
ram suspeilar.
O resultado dessa primeira descoberta dos sabios
Indios, que prodnzio o casamento de Iswara cora
Pracrili, foi fazer considerar o universo como o pro-
ducto desses dous principios. Iswara e Pracrili eram
a Eva e Ado, uao smente da humanidade, mas do
universo.
Esse systema nolavcl pela sua simplicidade, o que
-edu/.ii) o homem dando a ludo o que o rodeava urna
origem scmelbaote sua, acha-se na mor parle dos
povos, que o receberam dot Indios. Sanchohialou
chama seu principio masculino llypsistos, o Allissi-
mo, e seu principio femenino Berouth a Natureza;
os Grcgos chamam seu principio masculino Saturno
e seu principio feminno fhea : uns c oulros corres-
pondem a Iswara e Pracrili.
Isso foi bem durante alguns sceulos; masa ma-
na da controversia, natural ao humem, proluzio as
seguiules questes propostas pelos sabios Indios c que
provocaram a lula de melade do genero humano
conlra a nutra.
.Se o universo, diriam os conlroversislas, he o
resultado desses dous principios, dos quaes un obra
com as qualidades masculinas, c.o oulro com as qua-
lidades femininas, como devemos considerar as re-
tornes que os lgam? Sao independentcs um do ou-
lro '! xistiiam antes da materia c s3o contempor-
neos da eternidade? Ou devemos ver em um a cau-
sa creadora do compaiihciro'.' Se sao independentcs,
como reuniram-se 1 Foi por una forra coerc va 1
Entao que divindade mais poderosa e'xcrca sobre
elles essa pressao ? Foi por sympalliia '.' Porque n,lo
aconlercu isso antes ou depois '! Se nao sao indepeu-
denles, qaal dos dous he sujeilo ao oulro ? Qual he
o primeiro em posirao, anliguidade e cm forra '.' Foi
[twanqnt produzio Pracrili, ou Pracrili que prodn-
zio Iswara '.' Qual delles obra com mais necessidade
e energa na procrearan das cousis inanimada-, e
dos cutos animados '.' Qual dove ser invocado pri-
meiro nos sacrificios que Ibes offereceinos, ou nos
Inmnosqiic Ibes dirigimos? llevemos cnnfuii lir ou
separar o culto que Ibes tribuamos'! Os humen- e as
mulheres devem ler altares para um delles ou para
arabos juntamente?*
Estas qucstes que- dividiram milbos de bomens,
que iizeram correr rios le sangue, parecerao hoje
ociosas e mesmo ridiculas aos nossos Icilores, os
quaes ouvem fallar ta religiao india como de um
mjlho, e da Inilia como de um planeta ; porm na
poca do que traamos, o imperio indio era o centro
do mundo civilisado, e o senhor do mundo conhe-
cido, Assim estas quesles lnham amis alta im-
portancia.
Ellas circu iran ao principio surdaraenlc noimpe-
rio ; mis pouco depois reuniram um numero de
partidarios assaz grande psra que a questao religiosa
apparecesse debaixo de um aspecto poltico. O lam-
ido sacerdocio que al entao se conservara eslrauhn
a loda a controversia sacrificando igualmente a Is-
wara e a Pracrili, ao poder gerador e ao poder con-
ceptivo, o sacerdocio que permauecera muito lempo
neutro enlre o bdja e o sakli foi obrigado a pronun-
riar-se, e como era composlo de horneas, islo he,
de poderes giradores, proclamou o dominio do texo
masculino sabr o feminno.
Esto juizo passou por lyrannico aos olhos dos pra-
rrilislas, islo he, dos partidarios do poderes concepti-
vo ; elles revollaram-se, e como o governo quiz re-
primir a revolla, declarou-se a guerra civil.
recebido de suas provincial; te es braa eputado
assim proceden, a respeile de dous individuos men-
cionados as emendas, oalrot membros da casa da
mesma maneira proceder*, e respeilo de outros es-]
trangeros, afinal teremos revogado implieila-
menle a lei qoe eslabeleceu regras para a nalurali-
sarao.
O arsumcnlo apresenlado pelo nobre depulado
pelo Cear a respeilo da necessidade que tomos de
augmenlo de popularao nao procede ; as naluralisa-
res que por va de regra se concedem ncsla casa
s3o concedidas como muilo bem disse o nobre de-
pulado pela Baha, a bomens qav.s aspirara empre-
sos pblicos. (Apoiados.) Mas nos, meos senhores,
nao precisamos de estrangeiros que queiram empre-
cos pblicos, pelo contrario,.tomos necessidade tle es-
labelecer um paradeiro, seja elle qual fr mana
que se desenvnlve no paiz pelos empregos pblicos.
Sabemos que ninguem quer boje no Brasil ser senao
empregado publico ; os nossos jovens nao se querem
dedicar lavoura, n3o ha quas quem se dedique
aos ofiicios mecnicos. Ora, se a essa chusma de
prctondenlcs nacionaes ajuntarmus pretendemos es-
trangeiros, onde iremos parar? A necessidade qae
temos, senhores, quanto ao augmenlo da popula-
cao, nao he pelo lado que aprsenla o nobre depula-
do pelo Cear ; temos necessidade de augmenlo de
popularas, mas de popularao de bomens industrio-
sos, de bomens que venham applicar-se lavoura,
aos ofiicios mecnicos ; deslcs tomos grande necessi-
de, mas nao dos que venham oceupar empregos
pblicos no paiz ; pelo contrario, be preciso, como
disse, lanrar raao de medidas qoe (endara a* arredar
dos empregos pblicos essa chusma de patricios nos-
sos que rntendem que nao ha profissao honrosa se-
nao a ile empregado publico. He esla urna verdade
condecida por todos nos, e em bem do que acabe de
expender basto lemhrar que todos os estrangeiros
qoe se querem naturalisar lem um titulo que prece-
de u seu nome, como observou o nobre depulado
pela Baha ; todos elles ou sao padres ou hacha-
reis...
O Sr. Paula Sanios : Nao apoiado ; o meu
candidato he fazeudeiro.
O Sr. teitao da Cunha : Se esse he, os oulros
nao o sao.
Sr. presidente, cnlendo que o adiamento he ne-
cessario para ouvirmaea commissao; se os nobre
depulados lem documanlos, lem razes para mostrar
que oshomeos por quem se intcresso n3o querem
empregos pblicos, que vem augmentar a popula-
rao de que precisamos, fornceam estos dados com-
missao ; a commissao que nos venha expender aqui
as razes em que se funda para dar um parecer fa-
voravel a laes prolcnces, e prometi aos nebros de-
pulados que entilo lero racu voto. Emquanlo nao
se apresenlar um parecer ueste sentido vejo-me lor-
iado a volar contra, pelas razes que ja expend:
nao baratear os foros de cidadao brasileiro, n:lo cs-
Urinos a dispensar todos os dias as duas leis que
tomos a respeilo de naturalisaciio, c finalmente uao
augmentar 1. numero de pretondenlc* aos empregos
pblicos, porque, repito, cumpre, a ser possivel,Un-
tar mo de medidas que Icudam a eslreitar o circu-
lo desses prelcndenlcs, dos quaes j tomos abundan-
ca.
Emquanlo a commissao nao nos mostrar que es-
ses homeus lera merecimento real, que elles vem
avolumar a classe de popularao de que mais preci-
samos, nao lenho remedio senao volar a favor do
adiamento proposlo ; os nobres autores das emendas
me perdoarao.
O Sr. F. (Mariano : Fallou muilo bem, mas
creio que cabe o adiamento.
O Sr. l'icira de Mallos : Tendo eu apresen-
lado urna emenda, corre-me o dever de dar aca-
mara alguns esclarecimenlos cm favor do individuo
a que ella se refere.
A objeccao apresenlada pelo nobre depulado que
primcir.imcnle fallou, fundase na ignorancia em
que se acha a cmara a respeilo dos merecimentos
dos individuos proposlos. Em resposta a esta ob-
jecro drei que o individuo que faz objeclo da mi-
nba emenda he subdito porluguez, que reside no
Brasil, lio municipio da cidade do Serr, ha annos,
he casado ha 3 para i annos com Brasileira...
Cm Sr. Depulado : Tem filhos t
OSr. I'ieirade Mallos: J lem nm, so me
nao engao.
O Sr. Ferraz : Eniao t cmara municipal,
c depois dirija-se ao governo.
O Sr. Dutra Bocha : Esl na lellra da le.
O Sr. Xeir de Mallos : Esse homem maui-
festou semjire o desejo de ser cidadao brasileiro ;
vive honestamente ensinando menino- particular-
mente por catas de familias; seu comportamenlo he
muilo regular, lem habililaroes para bem exercer
este magisterio ; mas, exislindo uo lugar intrigas
por causa ile nacionslidade, deseja naturalisar-se
cidadao brasileiro.
Sao esses os motivos por que aprescnlei a emen-
da ; se a cmara precisar de mais informoees cu
Ib'as darei. Nao recusarei admillr o requerimento
do nobre depulado que primeramente fallou, por-
que as mesmas explicac,es e oulras eu darei a com-
missao, e eslou que ella nao recusar o candidato
que aprsenlo.
O Sr. Ferraz : A discussao versa sobre um
Imaginem os leitores em um imperio de muitas
centenas de milhoes de bomens urna guerra como a
dos Albigenses, a dos Vodenses Vaudois. a dos Pro-
testantes.
Entretanto dous principes da dynaslia reinante-
ambos descendemos do re Ougra, o primeiro cha-
mado Tarakhja e o segundo Irshou, dividiram o im-
perio indio, menos por couvicrao que para adquir-
rcra proselvlos. I.'in tomou por signa 1 o bidja, o
oulro o sakli. Os partidarios de cada um desses dous
symbolos reuniram-se no mesmo nstame aquello que
represeutava sua creuca, e a luda Iqve urna guerra
ao mesmo lempo poltica, rivvl e religiosa ; porquan-
to Irshou, o mais moco dos dous irmos.dcclarou po-
silivameulc que rompa cora o sacerdocio, e que
adorara a faculdade concepliva on feminina como a
causa priineira do universo, conccdendo-lhe a aulo-
ridade e a preeminencia sobre a faculdade geradora
011 masculina.
L'ina guerra poltica p le terminar-so por urna
partidla de imperio ; mas urna guerra religiosa nao
tem lira : as seilas exterminam-sc c nao convencem-
se. L'ma guerra sanguinolenta e sem misericordia
dcvaslou pois o imperio. Como Irshou represenlava
a uiiiao popular, o socialismo do lempo, e como seu
exercilo compunha-se era grande parto de padres,
seus partidarios foram chamados pallis, islo he, pas-
tores, do tormo cltico pal que quer uizer rajado.
Irshou foi vencido por Tarakhia, e repellido al
ao Egyplo. O* pallis ah foram a origem das dy-
naaliai primitiva! que duraram duzenlos e sessenla e
um anuos, c que sao coiihecidas pelo nome de dy-
oaslias dos rois pastores. De-la vez a erymologia
era flagrante; assim esperamos uao encontrar ue-
iihuina conlradirr.lo sobre csse ponto.
Dissemos que Irshou tomara para handeira o sig-
nal representativo da dmndadc que glorificara, es.e
-igual em sanscrplo chama-se ;/<"ii, donde deriva
i/oneh, que significa pomba ; e isso explica nolemo-
lo do passagem) como a pomba vcio a ser o passaro
de Venus.
Os bomens que lnham o signal yoni foram cha-
mados yonios, e como o Iraziam sempre symboh-
cunonle sobre urna bandeirinha encarnada, a pur-
pura toroou-sc om Tyro, na Sidonia e na Grecia a
cor real, cor que foi adoptada cm Huma pelos cn-
sules, imperadores e papas, eomlim por todos os
principes reinantes, seja qual for a raja de que des-
cernan, e a religiao que professm.
Preocupado desses grandes debates qae duraram
mais de dous mil anuos e cu-laram a vida a um m-
Ih.lo de bomens, e teniendo que elles renascessera
cm nossos dias era que o pbilanlropo Gannol quera
fundar sb o titulo de Evadismo urna religiao que
reuniste os dous cultos em um s!
Halu as figuras extravagantes que elle moldara
ponto, a respeilo do qual he preciso que a cmara
atienda bem. Os individuos de que fallara as emen-
das pediram para ser cidadaos brasileiros ? fizeram
suas declararos- ?,.
O Sr. Paula Santos : Tenho autorisarao de
um par? pedir.
O Sr. Ferraz : Entao v cmara municipal
respectiva, e depois venha cmara dos Srs. depa-
todos. Ea nao dse jara que o corpo legislativo des-
se o titulo d*e cidadao brasileiro a quem nao o pe-
disse. e a forma de pedir he a deelararao ua cma-
ra municipal.
Eo, Sr. presidente, ja disse nesta cmara algumas
vetes, e repilo : sou muilo favoravel a todos os bo-
mens industriosos que queiram eslabelecer-se no
paiz, mas entend'o que as resoluriles propostas nesta
cmara devem ser nicamente para os homens de
eminente mrito que vierem para o Riasil para, por
assim dizer, illuslrar-nos com ai suas iuzes.cora seus
invenios, com suas industrias. Os outros que mar-
cliein pala forma recolar ; 1 lei marcou um intersti-
cio apenas de dous annos, aproveitem-se delle.
Nao pertenro maioria, ton oppoticionisla, nao de
um minslro, de lodos os mmstros,de lodo o minis-
terio ; mas nao acho bom que os nobret depata-
dos da maioria venham aqui dizer qae, apenas pas-
sam estos resoluc,es concedendo carias de nalurali-
sarao a estrangeiros, hachareis formados ou padres,
immedialamento sao elles empregados. Senhores,
sejamos francos ; quaes desses individoos gozaode
filo grandes vantagens ? quaes os estrangeiros quo de
ura momento para oulro, obtendo cartas de nalura-
lisarao, vao povoar as nossas repartieres ?...
Cm Sr. Depulado : Diz-se que he a iuleorJo
delles, fallou-se em geral.
O Sr. Ferraz : Nao, o faci aqui se apresen-
tou. Ora, se eu apresentaste aqui esto facto, se no-
lassequeem urna repartiro ja slo se deu, bem,
porque pertenro .1 opposir,ao ; mas os nobres depu-
tados nao devem assim proceder, he tirar-me as re-
galas que me pertencem...
O Sr. Correa das Seves: Bem lemhrado.
O Sr. Ferraz : Enirelanio louvo anda aos
nobres depulados que, apezarseo, censurara um ac-
to i,in escandaloso ; nao havero Brasileiros que vio
povoar as nossas reparticocs ? he preciso que os es-
trangeiros se naluralisem para esle lim ? He islo
um escndalo, senhores, mas este escaudalo se lem
dado no ministerio actual.
Nao bavendo mais qutm paca a palavra, d-ae o
requerimento por discutido ; he rejeitado. Conti-
nua a discussao da materia.
O Sr. Conego Silva : Sr. presidente, Antonio
Joaquim Ferreira, morador no municipio da libera-
ba, cm o anno pastado eacreveu-me e padio-me que
requereste a sua naluralisarao ; mandou-nw os pre-
cisos dorumenloi; he elle casado, lem filhos, fea a
sua deelararao na cmara municipal ; em concloso
lem todos os documentos necessarios; mas nao tei por
que fatalidade perd esses documentos,chamo o tette-
inuuho do meu nobre amigo e collega o Sr. Fausto,
que vio esses papis e que os acbou rorreles unas
como elles se perdessem, eu aproveiloo ensejo e vou
mandar emenda mesa.
Sao lidos e*apoados,c enlram conjunctomente em
discussao, os seguntes arligos addlivos :
a Que se conceda carta de cidadao brasileiro ao
subdito hollandez Carlos Kil/.inger, professor da
francez no lycu Paraense.l.eiliio da Cunha.
Fara-se extensiva a graca a Antonio Joaquim
Ferreira', morador no municipio de Uberaba.
Silva.
Nao bavendo mais quem pera a palavra para fal-
lar-se sobre a materia, procede-se volaro por es-
crutinio secreto.
He aprovado o projeclo por 39 votos conlra 30.
O Sr. Presidente : Segue-se a discussao dos ar-
tgos.addilvos, porm a hora esl a dar, e como tem
de se proceder volarao por escrutinio tantas vezes
quanlas sao at emendas ou arligos addlivos que se
achara sobre a mesa, fica adiada a discussao desses
arligos addlivos.
O Sr. Luiz Carlos : Apoiado.
RESPOSTA A' FALLA DO THRONO.
Muitos Srs. Depulados pedem simultneamente
a palavra.
O Sr. 1. Secielariofaz a leilura do voto de gra-
tas, e em seguida l lambem a emenda ofTerccida
pelo Sr. Sayo Lobato,membro da commissao de res-
posta atolla do ihrono, a qual depois de apoiado en-
tra em discussao juntamente com o projeclo. j
O Sr%Presidente:He agora occasao propria pa-
ra se inscreverem aquelles Srs. depulados que dese-
jam lomar parle na discussao.
De novo muitos senhores depulados pedem a pa-
lavra.
O Sf. Sayao Lobalo:Sr. presidenta, devo fun-
damentar peranle a cmara e o pait a emenda que
como membro da commissao de resposla a fallado
throoo olieron, propondo que se incluste no voto de
gracas a idea do mais severa economa 110 dispendio
dos dnheiros pblicos. Em regra, a severa economa
no dispendio dos dnheiros pblicos he sempre o con-
selho de prudencia, he a oondirao necessaria de um
sabio e bom governo; mas circumslaucias ha em que
he a imposieao da imperiosa necessidade, he o reme-
dio extremo de que cumpre|tanc,ar-mao para evitor-
cm gesso, easlithographias excntricas que compu-
nha e execulava sobre papel de cor com a seriedade
de um brahmene sectario do bidja, ou da um Egyp-
cio partidario do sakti.
O Mapah leve grande alegra achando um homem
Lio inleirado dos dogmas de sua religiao e'das des'7
gracas que a discussao desses dogmas acarrelra com-
sigo. Offereceu-me* logo a posirao de seu primeiro
discpulo, islo he, substituir aquelle que fora Cail-
laux ; mas sempre fui inimigo da usurpaban, e nao*
quiz pelo meu exemplo consagrar um principio que
podia algun dia ler de comboter.
Enlo o Mapah oflereceu-me abdicar em meu fa-
vor, c fazer-se meu primeiro discpulo : porm a
posirao nao pareceu-me assaz claramente desenlia-
da cm face das autoridades espirituaes e sobre ludo
temporacs para eu aceilaressa ollera, einbora fosse
seductora. Conleotei-me pois de levar da oflicina
do Mapah um dos mais bellos exemplares do bidja e
do sakli prometiendo expo-los uo lugar mais visivo!
de meu salao (o que estive bem louge do fazer) e re-
lirei-me.
S lornei a ver o Mapah depois da revolaco de
Jt de fevereiro, e foi o acaso que fez-me encontr-
lo no gabinete da Commune de Pa is, onde eu ia
pedir a utersao de m artigo sobre osaeslerrados
em geral, o particularmente sobre os da familia de
Ortoaos ; pois a insersao desse artigo fra-me recu-
sada na \.iberl pelo seu redactor era chefe Mr. Le-
poilevin Saint Alme.
Essa revolucao que Gannol previra linha havido,
e assim eu julgava acha-lo no cumulo da alegra.
Com efleito elle bem diza os tres dias de fevereiro;
mas faza-o com voz traca e coraejo eulorpecido.
Pareceu-me singularmente eufraquecido pelo mys-
lrisrao sensual e extravagante que nelle dava urna
forma dogmtica a lodos osacontcrimciilos. As li-
abas da parle superior de seu rosto estavam mais do
que nunca dirigidas para as proeminciicias fronlaes,
e toda a tua pessoa annunciava um visionario, no
qual a phanlasia de ser dos degenerara em doenra.
Elle defina o terror da classe media a vista do
dia ri'i de fevereiro e das doutrinas do socialismo,
n o medo feroz do porco que seolio sobre o pescoco
o fro da faca.
Seus ullimos annos foram tristes c obscuros.. Elle
duvid.ira emfim de si mesmo, eo: Floh elohi!
lema sabakth anny soava como nm grito de morle
em seu coraran vasio e deseuganado.
Durante o ullimo anno de tua vida elle nao livera
oulro discpulo senao um Auverniano mercader de
castanhas. Foi a esto queo dos moribundo condn
o cuidado de propagar sua doulrina.
Esse acoDlecimeolo leve lugar, no principio de
1851.
(Continuar-it-ha.)
J
MUTILADO


DIARIO OE PERNAMBUCO SBADO 9 DE JUNHO DE 1855
se ruina certa e imminenle; e Iaes sao hojc ascir- Queiftz uo seu relatorio (snpponho que de 1851) an-
ciimslancas do Brasil.
Nunca apparencias ruis liaongciras cncobriram
realidade lio crtliea o menos satisfactoria !
Quem, illenlanrlo pAra o estado de alia ern que
se conserva!!) as a plices do governo o a animado
que aprese nlam os capilaes particulares, buscando
empreo em quaasquer oniprna; quem,consideran-
do o estado das nossas rendas, nao obstante a guerra
desastrosa que te Taz na Europa, disser rom o go-
verno imperial que o estado finaneciro do paiz lio
satisfactorio o esperanzoso, entender que tudo vii
bem, que nAo convem mudar.de rumo, muilo se II
ludir.
mO nobre nTinistro da fjenla e presidente do con-
sellio em seu relatorio comidera i guorT cm que se
acbamj|incipas naces da Europa como urna cir-
cumslanga de muita ponderac;lo,"o que pode'ser de
malfica influencia para as finabas do Estado. E
com raiAo he d/ reeeiar-qiie se essa circumslancia
ainda oo nos (tome todos os mos resultados, este
podem apparecer prupiircAo que a guerra for lo-
mando maior desevolvimento, a que as potencias
europeas nella compromctlidas nuil soflram de suas
terriveis cousequencias; entilo DOS outros, que faze-
mos um comnaercio 1,1o importante com ell.i-, eque
precisamos dos meios da navegaejio de longo curso
para transporte dos nossos productos, devenios ne-
cesariamente inais resentir-nos das cousequencias
dessa guerra.
He por cerlo do muita ponderaeao a circunstancia
da guerra europea, mas infelizmente nao be para
nos a principal causa que ameaca de um futuro des-
astroso as fiuanras do paiz; essa est no interior : be
o critico estado ila nossa lavoura; he a progressiva
falla de bracos e o quasi nenlium supprimentn dos
bra$os escravos que nos vjo fallando poj bracos li-
vres. He por ahi que a renda publica se v amea-
cada na sua principal base, e disto resultar imme-
diata e directamente nao s o desfalque da nossa
renda, como um grande veame que cahir- obre to-
da a popularlo, seguindo-se lambem necessari.imen-
le um grande augmento de despeza.
Sr. prcesidenle, denhaiido a lavoura com a falta
de bracos que roteen) as (erras, sendo ella a princi-
pal industria do paiz, a foule de toda a nossa ri-
queza particular e publica, deve minguar necesaria-
mente a renda. Dermis, Sr. presidente, se fallan)
bracos, se os poneos que existen) convergem para a
lavoura ilaquelles gneros que mais inleresse deixam
ao lavrador, como sejara o caf e o assucar, segue-se
dalii que neeessariamenlediminuir a producr.lodos
cereaes, e que augmentara espantosamente o prero
dos gneros alimenticios, o que importar o maior
.exatnc para loda a populara que no prsenle j
muilo soffre,e anda dislo resultar infallivelmen-
U um augmento de despeza.
Sr. presidente, na capital do imperio ja a ctape
da pracasde prel se elevou a urna pataca diaria, c
diz-te que nao he bastante. Se este mal progredir (e
ha todas razies para que progrida), est claro que
muilos fiinccionaros pblicos nao poderao com os
seus parcos ordenados acudir s mais urgentes ne-
cesidades .la vida.e o Estado nao poder detxar de
soccorrer nao s a essesfunecionarios pblicos,como
mesnio cm geral a toda a popularan : quanlo nao
er necessario despender !
Deve-so pois contar com grande augmcnlo ile des-
peza ecom urn aran le desfalque na rrceita. E, se-
nlrores, poderao consiJcrar-se isoogera, ou mesmo
salisfaclorias nestas circunstancias, as financas do
Estado? Estar o qna Iro que rpidamente tracei
carregado de mais ? Nao, Sr. presidente, destaca-
damente eu lenho a conscieucia de ter dito urna ver-
dade que lio a grave apprehen de todos os espi-
rilos sensatos que olliam com pers|>icacia para o nos-
so estado.
i'areco-me, pois, que reconbecer e invocar o nico
remedio que pode servir a taniaobo mal, islo he, a
economa mais severa e mais estricta, nao era fora
de proposito. Mas, dir-se-ha : mesmo por Corea da
evidencia dessa verdade par todos reconhecida, e
principalmente pelo proprio governoque lesla dos
negocios mellior sabe apreciar as circunstancias do
paiz, he que he escolado recommenda-la : o con-
trario dara a entender que a cmara, atirandn-a
face do governo, exprobra-lhc que elle precisa ser
chamado com prehonsSo da necessidade de urna se-
vera economa. Parece-meque be esta a grande ob-
jecsjpque os meas nobres evllegas liverain para nao
admiltir no voto de gracas a idea de severa econo-
ma; en ilevo justificar o proposito da iiiclusao desta
idea, devoccm loda a franqueza dar'is razes por
que insisto em que a cmara a inclua novlo de
gracascomoinn pregtoda primeira nrccsaidnde pu-
blica, como o verdadeiro programrna que a cmara
levanta por bem da causa publica, que realmente
est em eslado muilo crilico. Naturalmente as mi-
nhas palavras nAo podem ser lisongeiras- as pessoas
dos nobres ministros, mas lamhcrn nao ser.Va nem
injustas nem descomedida, vilo que em miro nflo
falla o despeilo, nenhma ofensa hei recebido dos
nobres ministros : rnuilas atlenrcs, e mesmo ami-
sade,,devo algmn, nao lenho ambicio de querer
fazer praca de provocar a qu la do ministerio com
vista de inleresse pesoal, porque he bem patente
que nem as forras do meu corpo nem as do meo es-
pirito me habilitan para pretender tal posirAo;
he a intima comieran, he o estricto dever de re-
presonlante do paiz, de advogar a caus publica
muilo c muilo amearada, que guia o meu procmli-
inenlo.
Seniores, eu cnlenJoque as circumslamlas finan-
ceirasdo paiz sao muilo criticas, que lia necessidade
absoluta de se fazer a economa a mais severa, que
lie caso ate de se coarctar o mesmo necessario, quan-
lo mais o que for superiluo. Nao basta jusllicar-sc
a simples conveniencia de qualquer despeza par
que po-saser approvada, be de misler a .enion.tra-
cto da sua urgente necessidade ; no esiadjj crilico
em que se acba o paiz ealendo que no governo deve
dominar a idea fita da mais estrela economa como
nico meio salvador; a raiugua de recursos llnan-
ceiros be urna verdadeira espada de Damorlcs que
deve pender sobre a rabera do governo. Ora, alten-
lando para os actos dos nobres ministros,en nao vejo
que elles ettqam d minados desta idea, nao vejo que
ellos contemplen) com o mesmo terror o horizonte
carregado que aprsenla o imperio pelo lado finau-
ceiro.
Passarei rpidamente a considerar alguns aclos do
governo,e em cada un delles assignalarei nina prova
de que o goveroo. nao enlendc a necessidade da eco-
noma severa, coma as circunstancias muilo es-
peciaes do pin, recommendam, impoern e delcrmi-
nam.
Thealro italiano.Scidiores, a manlenra de um
llicalr italiano a cusa de canlenasde contos doris
despendidas pelo Ihesouro publico as crcumstancias
adunes conslilue um fado verdaderamente escan-
daloso.. Ipoiados.) Quando o povb sonre fome no
apuro das crcumstancias finaneciras do paiz, qoan lo
a prudencia nos recommenda que at mesmo o ne-
cessario seja cortado quanlo for possivel, nao pode
Inver razflo, nao po-le Inver principio nenbum que
aulorise um tal dispen lio. Nm so diga que cm fran-
ca sempre a scena lyrica (o alimentada por suhven-
coes du llicsoiiro; nem os recursos Hntnccirot da
l'ranea'sa i os nossos, nem as crcumstancias lcaos
sao as metrnts. Em I-ranea o governo faz muilo born
negocio, allende muilo au bem das finaiica* do paiz
protegen.lo eslanelecimeulos como este do thealro
italiano com sommas quo directamente o Ihesouro
despende, porque he sabido quo ha mais de O.IKW
eslan:.ros que v.lo desfruclar as delicias que apr-
senla a Alhena* moderna, centenares de milbes Silo
dcspcn ramosda Industria. Ora, Basto 409ou 500,1)00 fran-
cos que por anuo de,penda o budget francez com a
inanlenca ou subven'A do thealro italiano sao por
cerlo compensarlos por rnuilas e mailas qnanlias que
de dMerenlM modos reverlein para o Ihesouro Ora,
clrenlas no, oas memas circiim-lunas t Ser
mesmo neta Hierro italiaao estabclecimeiilo publi-
co, que cslcji aherlo a todas a* familias .' Nao be
beMOcio I! rnefa docia de tojoilM que lograran fa-
zer negocio de alto inleresse cusa do Ihesouro pu-
blico '.'
E.scnbares quanlo es ! no vai lomando proporeoc que assuslam, quando o
nobre ministro do imperio no sen relatorio nos d
parle que fez urn contrato cm que o Ihesouro pu-
bliro he interessado, quando se v lal mime proprio
envolvido ou protegen.lo semelhanle estabcleeiinen-
lo, e se conhece os recursos de que ilispoe, e os mui-
lo-; ttulos que lem para merecer todas as deferen-
cias e boas gracas do ministerio, uao he de recriar
que muilo anda se venha a dispender escandalosa-
mente com tal Ihealro 1!
nunriavaao paiz o grande servieo que linha feilo;
elle dizia : Conlralci a Rlomina^o a gaz para a
cidade do Rio de Janeiro, e contralei-a vantajos-
menle, logrando esla capital do imperio um melho-
ramenlo laU-oino nao pode haver superior, trocando
os inmundos caudveiros de azeile por combuslores
de gaz, combuslores lemelbanles aos.de Mancbesler,
c nunca interiores aos que ha em Londres; fez-se
esla acquisirjio para a capital do imperio, anda pou-
pando sommas eon-ideraveis ao Ihesouro. O Sr.
En-i'liio ileinonslrava que alm do grande beneficio
da illuniinaeao a gaz viria pata o Ihesouro urna eco-
noma na raz.lo de I x menos, porque se cada can-
deeiro rleazc'ilecu-lava 31 rs. por noile, pelo con-
ralo feilo cslpulava-se que eiida combuslor de saz,
representando orna luz pelo monos de (> bugas, de-
via custar ao Ihesouro 7 rs., e entao, se nao falla
a arilhinelica, havin urna ermioinia na ra/lo de mais
de I (S. Se a illuminacao como al all era feilacom
azeile cuslava ao Ihesouro UOlOOOf a 1|:i:IKK)s> an-
nualmenli', se pelo conlralo feilo deveria esle ser-
vico ser na ra/.a i de l|S ou anda menos, segue-se que
a illuminacao a gaz levia cuslarao Ihesouro 100:0005
ou .mida menos de 100:0005; como he pois que boje
se propOe, so pretende obler rio corpo legisla-
tivo a quana de 300:0003 para a illuminacao a
gal?...
O Sr. Ferraz.Talvez anda seja pouco.
O Sr. Sayito Lobato :... como se d esle facto
*e o contrato foi feilo com parle que inspira confian-
ca, que lem lodos os meios de o executar, se da
parle do governo existe o melhordireilu de pugnar,
de fazer elleclva a execur-ilo desle contrato For-
cos> he confe.ssar_que na exccu,lo desle contrato o
governo mo se lem havido com aquella discric^lo
e lento que era de mister, sobreludo atlcndendo para
as drcunislaucias dominantes, para a necessidade de
urna severa economa. Explica-sc este augmento de
de-peza da Iluminaran publica nao obstante um
contrato ISo vanlajoso, porque o governo nao atien-
den para a colloracao dos combuslores, deixou islo
ao bel prazer, di-ei cao da parle interessada, resul-
lando nos rl* maior concurrencia, se collocasscm combuslo-
res cm lao pequea distancia que cnnslilucm urna
verdadeira illuminacao festiva cm dias ordinarios ;
Iaes sao o bairros do Cllele, Flameugo, Bolafogo e
outros. As nuiles de luar, que dispensam esla illumi-
nacao nao merecern) nenliiima illeneao do govorno;
enlcndeii elle que deviam os combuslores de gaz ar-
der mesmo as imites de luar mais puro, desse luae
tropi.-al em que rnesnn o luzciro do gaz nao po Ir
preslar servido nenhum seno o de dar urna idea bem
triste dos desperdicios do governo Nem se diga que
na Europa nao se salvam as nuiles de luar ; sabe-se
que os ucvoeros de Londres e almosphera opaca
em geral da Europa na i estao as mesmas cond-
5es das noiles de luar no Urasil ; eu assevero, e
o simplei li un senso esti duendo, que se em Lon-
dres, cm Parto e oulras cidades europeas onde arde
o gaz bouvessein noiles de luar como no Rio de
Janeiro, n.lo se havi.im de acender os combuslores
de gaz.
feforma dos escolas de medicina e de. direilo.
Senhorcs, a le linha encarregado ao governo a lare-
fa importante de refirmar as escolas de medicina e
os cursos jurdicos ; muilo -e ron lia va na rliscricilo
do nobre ministro do imperio especialmente encar-
regado rlesta larcfa ; mas, senhore-:, pelo modo por
que se elfecluou esla reforma, forroso be confessar,
que a idea que com o bem do casino devia domiirar,
devia acompanhar ao nobre ministro como pensa-
mcnlo (Ixo, como essa espada de Damorlesqoe pen-
de sobre o governo lirasileiroa idea de severa
economa do eslado nSo Mi atlendida ; o nobre mi-
nislro, sem duvida alguma as melhorcs intenres,
pelo amor das Kienclas eutendeu, que fazia un
bom servido ao paiz fazendo a reforma lal qual a
exectilou.
Mas, senhores, llevemos rcconheccr que da econo-
ma so prescindi, e prescindio-se lano mais nola-
velmciile quanlo o mesmo nobre minislro levou o
plauo de sua reforma a um poni de lino que chega
ao desnecessario e ao inronciliavel com as circuns-
tancias do Brasil.
Sr. presidente, o nobie ministro augmenloa para
as escolas de medicina mais quatro cadeiras, sendo
de notar urna de chimra orgnica, que em Franca,
na universiilade de Parto, nessa universidade extra-
ordinaria, e que el cima de ludo quanlo a seme-
lliaule respeilo existe, na Europa, fra creada cx-
traordinariamonle, nao como urna necessidade reco-
nhecida para o ensillo medico, mas como urna ho-
menagem fcila ao mrito transcendente, para que a
universda le fo-se honrada com o illnslrc chimico
Dumns, oceupando nella urna cadeira. E tanto ns-
sim que, desde que elle foi chamado a oulras fe-
nles publicas que o desviaran) do magisterio, imme-
dialamentc supprimio-se essa cadeira. Aqu no
Brasil, senhores, crea-se nina lal cadeira por mero
rnalo, por mera pompa das escalas de medicina !
E o nobre ministro nos diz em o seu relatorio que,
nao bavendo no paiz pessoas capazes ou habilitadas
para regerem cadeiras, havia enviarlo Europa os
prof.ssores nnmeados para irein all aprender as res-
pedirs materias, afim de que depois as viessem
aqui ensinar \
lie nolavel, senhores, que em Franca a creacaoda
cadeira le chimica orgnica fosse determinada lao
somenle como umn humenagem que se renda ao
mrito do um abio consummado ; e no Brasil, s
por va ostentaran, para nao diz"r ridiculo 'arreme-
do, as mesmas cadeiras sao creadas para seren dadas
a Ignorantes,' que proetiaaa aprender!
Quanlo s oulras cadeiras igualmente acrrescenla-
das pelo nobre ministro, son informado qne nao sao
indispensaveis, nem mesmo n -.-c,-arias ; em algu-
mas por duplcala se ciisinam as mesmas malcras,
como por exemplo a pharmacia, malcra ensillada
na cadeira de materia medica ; como por exemplo a
anatoma paihologica, bem escusada, porejue a,Ui mes-
mo nao pode ser realmente pralicado emquanlo n,1o
liver a escola de medicina, um muse lodos os ins-
trumentos proprio;-, o que cerlamante nao poder
obler nimia por muito lempo.
Alm dislo o nobre ministro parece ler prescindido
da restricta observancia da Ici que o aulorison a fa-
zer a reforma. Por csse acto legislativo muito espii-
cilamenlc se eslatuio que scram augmenlados 03
cursos jurdicos com mais duas cadeiras de direilo
romano e de direilo administrativo, e liada de seme-
lhanle foi indicado para as escolas de medicina, por-
lanlo, parece que era bem clara aiulcneao do legis-
lador que nao se creassem mais cadeiras, que a refor-
ma se fizesse no circulo ja tragado. No enlrelanlo
fez-se a reforma ; e o que vimos nos fins da sesslo
do anno passado'.' Quasi nos ltimos dias dessa ses-
lo fez-se passar urna rcsoluc/io especial ap-
provando reforma feila Uto sume 11 le na parle dos
ordenados demasiadamente elevarlos ; punha-se de
parle o mais da reforma. O nobre minislro agora
mesmo no seu relatorio ainda diz, que nao se trate
da approvacao definitiva dessa reforma, porque an--j
da uao houvo a experiencia precisa para se saber se
convem fazer oujiilo alguma modificarlo ; no que
honre pressa, o que era sobreludo urgente, he que
por acto legislativo licass? firmado o augmento dos
ordenados...
O Sr. Si'/ueira Queirnz:Apelado.
O Sr. Suy.0 Lobato:... que* ficasse valiosa e
perfeita a collacao dos direlos que no nosso paiz
sempre se recouheee cm lodos aquellos que urna vez
cbegain a ler assento nas folhas do Ihesouro. Nislo,
Sr. presdanle, be minhn convicc,ao que a Idea de
economa severa, anda muilo e muilo subordi-
nada a lodos vanlagens do ensino, nao merecen a
menor alienen.. Eu eoucliiirei esla parle relativa-
mente s reformas das academias de medicina e de
direilo com urna simples refleio ; que prescindir
da prova do concurso para enllocar no magisterio
individuos incapar.es de anVontarcm essa prova, qu
ser lodos | reenclnd s condignamente, sendo em nu-
mero extraordinario, levou o legislador, na
saeo do cdigo do processo e na reforma feila pela
lei de 3 de dezembro, levou a todos os ministros en-
carrrgados nos differcnles lempos da rcparligao dos
negocios .la u.-liea a consideraren! como urna neces-
sidade a maulen; desses circuios vastos. Mas, se-
nhores, o que vimos pralicado pelo ministerio ac-
tual ? I'or aclo proprio arcresrenlou mis 8 ou 9
lugares especiaes de chofes le polica em todas
essas provincias de pequeua importancia em que
Iaes lugares eram servidos cumulativamente pelos
juizes de direilo da capital. Astim foi que no Es-
pirito Sanio, Santa Calharina. Paran, Sergipe, Rio
Grande do Norte, Piauhy, Goyaz, Mallo-Grosso, e
al no Amazonas, foram postos cheles de polica
especaos, lugares estes que sao rerdadeiras sine-
curas....
O Sr. Lieriimentn :Apenado.
O S. Sayii'i Lolialn :... que imporlam consi-
dcravel augmento de despeza para o Ihesoure, e que
realmente po trouicram inelhoramento nlgum pelo
lado do trrico, que marcha do mesmo modo.
O nobre ministro donato lem dado fomento a essa
pronunciada inclinarlo que lecni as assemblas pro-
vincaes do augmentar as comarcas; e para da-
moustrar esta rainha proposirao, Sr. presidente, cu
PCfO a V. Exe. licer.e.i para trazer casa umfaclo
que he pessoal a V. Exc, e que serve muilo para
fazer ver o pensamenlo que o governo lem 11 este
respeilo. Ouso apostar ele fado que diz respeilo a
V. Exe., porque onlenilo qu nas suas circumslan-
lancias nao Ihe vero nenhum desar. Qucm conhece
e aprecia a pessoa de V. Exc. que se recommenda
por lautos titules venerarlo le lodos, bem v que
V. Exc. est escuimado de loda a responsabilidade,
que n,1o foi seno um mero inlerprele do pensamen-
lo do governo.
Senhores," o honrado visconde que tao dignamente
oceupa a cadeira da presidencia desta cmara, por
algnni dias, nosflna da anuo passado, exerceu a pre-
sidencia da provincia lo Rio de Janeiro turante o
impedimento do actual Sr. presidente ; entilo a res-
pectiva assembla provincial tomou a deliberarlo
de augmentar as comarcas da provincia creando mais
duas.
E nole-se, senhores, que na provincia do Rio de
Janeiro nao havia comarca que livesse mais de qua-
tro termos, n.lo havia comarca em que o termo
mais lonamqno eslivcsse na dislancia do oulro alm
de G 011 7 horas de eaminho ; enlrelanlo, sem, por
conseguinte, granilc necessidade, mas por motivos
facis de se conipreliemler, deliberou a assembla
provincial a crearlo de mais rluas comarcas. Subin-
do esla rcsolucilo presidencia para ser saneciona-
da, foi reenviada assembla provincial com a ra-
zad de que a presidencia negava a saoso a esle ac-
lo da assembla porque entenda necessaria e con-
veniente a creacao de mais urna comarca, islo he,
que cm lugar de diviam ser creadas 3 comarcas; e
assim se fez !
Ha pouco rlisse eu, e repilo, quem conhece o no-
bre visconde de Baependy, a sua dtoercio, quem
alenla para as circumslancus em que esle dislinclo
cidadao se vio collorado oceupando por lao poucos
dias a presidencia da provincia do Rio de Janeiro,
v que elle nao poda ler um pensamenlo proprio a
esle respeilo no sentido em que resolveu.
(Ha um aparte que niio podemos ourir.)
Perdoe-me, he urna vordada que acabo da enun-
ciar ; estando cm conlaclo immedialo com o governo
geral em una lal materia, era bem natural que se
enlendessc e recebesse inspiragoes do mesmo go-
verno.
O Sr. F. Orlaviano :As orden?, he mellior di-
zer, se o arlo era contrario sua upiniao.
O Sr. Siyao Lobato :Sr. presidente, V. Exc.
deve comprehender bem que ha posiges qoe im-
impe molla liscriro, muila condescendencia.
O Si: Siqueira Queiroz:Apoiado.
O Sr. Sor/So Lobato :Qucm conhece a consum-
mada prudencia do nobre visconde de Baependy
bem v que elle nao havia de fazer questo escanda-
losa cm assampto seinellmnle.
O quo be cerlo, senhores, he que na-'eireumsUn-
cias em quo edav o nobre visconde nao foi elle
seilo um mero inlerprele do pensamenlo do gover-
no ; as comarcas se erigiram e crcaram por ordena
desle (aceitando a phrase rio r.obre depulado), e o
demonstra perfeitamente o aclo posterior do nobre
ministro dajusla 110 tocante a essas comarcas.
Comarcas na provincia do Rio de Janeiro, nas po-
siriVs mais recommendaveis, tiradas da 3. enlran-
cia e da !>. foram clarificadas om 1. enlrancia !...
O Sr. Ferraz :He um escndalo.
O Sr. Sayilo Lobato :... e bem se v que para
um lal abuso nao podia haver ontra razao senao o
destino que selhesqueria dar; e esleempenho explica
o porque era mister a sua creacao.
Aqui, Sr. prcsidenle, vem a proposito ponderar
que loda vantagem e ulilidade que havia no sxslem
de classilicaco de comarcas em I., de -2." e S. en-
rancia, desappareceu. A classificatilo das comarcas
(iiha por fim regular o arbitrio do governo na re-
mocao dos juizes de direilo sem maior vexame destes,
e linha por fim (ambem facilitar o prnvimenlo das
comarcas menos vanlajusasque pela maior parle das
vezesjaziam abandonadas: invertidas (odas as re-
gras que cmnpria guardar uessa classificaciio, em vez
de um bem be um verdadeiro mal o syslema das en-
irancias. Objeclo esle que lano cuidado merecen
ao digno Sr. Ensebio de Queiroz !
Agora, por fallar no- digno Sr. Eusebio, lembrn-
me o quanlo se esfnrcou elle para que nao se creas-
sem novas comarcas ; reconhrcendo o pender que
inauifcslavam algumas ass-mbleas provineiaes para
Iaes cnanto, elle rccommendou por circulares a lo-
dos os presidentes le provincias que se oppuzessem
subdivisao das comarcas ; chegou mesmo a declarar-
Ibes que elle da sua parle nao provena a essas co-
marcas que fossom creadas, nao obstante a opposicao
dos presidentes re provincias ; tal era o proceder de
um minislro que 18o bem comprchendia as cirrums-
HMda linaneciras o paiz e as necessidades do ser-
vico : Prtanlo, senhores, cumpre reconbecer que
110*1,1 parle o ministerio nao lem provado ler como
norma de conducta, como principio eardeal, a idea
de economa severa.
Senhores, com a farilidade que ha de se laen
mi do expediente de crditos suppleinentarcs, ex-
pediente esse alorisado smenle para se acudir a
despezas imprevistas e urgenlissimas, mas que se
pre-la lamhcrn a ser o meio seguro, fcil e proraplo
de que a despeza se fa{a ; com esse meio, senio-
res, e rom a facilidade que ha de se lanrar en urna
verba despezas feilas em assumplo muilo dificrenle,
ha muito que receur-se de lesvio de sommas im-
portantes, infelizmente sem que possa haver urna
qualquer liscalsarao. Assim be, Sr. presidente,
que as mais graves appreheusOes exislem a respeilo
dos crditos supplcmcnlarrs de que nos d conla
o nobre ministro em seu relatorio, por exemplo,
quanlo ao credilo de 5:0005 na verbarepressao d
Iraflco; pcrdo.e-me o nobre minislro se exponho as
minlias apprehenses a esse respeilo, apprrhciisOcs
que lem fundamento c se escudam de razes mui
relevantes, c quasi que posso dizer que esl.1ona cons-
cieucia publica : assevero a enmara que essa quan-
lia de 25:000 nao foi empregada na repress.lo do
Iralico re Africanos, e para o provar basla dizer que
nao havia necessidade de se gastar lal quanlia com
a repressao do Iralico, que realmente ja nao exisle ;
e o mesmo governo be o primeiro a reconbecer e
proclamar nos arlos mais solemnes, como seja na
falla da abertura do corpo legislativo e nos seu
relatorio', que mesmo nenhuma tentativa re trafico
de Africanos lem havido ; todos nos tambera da-
mos lesleinuiihos de que em verdade lian ha mais
tentativas Ir. Iralico ; e por conseguinte o governo
nao podia ler necessidad- le meios extraordinarios
para occorr.T contra elle. Ha razes. Sr. presiden-
em n 11-1 publico, e ale parece que ouou fazer a mesilla de-
orgeni- claracao direclamenle por carta dirigida ao chefe
do Eslado. O cerlo he que essas declararnos n3o
foram desmentidas, nao foram tratadas com a im-
portancia que mereciam e que exiga a honra e a\-
nidade do governo ( apoiados ), 13o compromelli-
das.
O Sr. Figueira de Mello :fsso he urna falsi-
dade.
O Sr. Say'to Lobato : Tttegraphoi elctrico
Senhores, a creacao de telegraphos elctricos nesla
cidade realmente o que Irpuxe foi a perda de alguns
contos de ris. Como aprcndi'agem seguramente
que nao deviam ser eslabelccidos como foram ; como
meio de servieo activo e necessario nao he juslifi-
cavel (al erecto ; o resullado foi, como disse, o
dispendio inconsiderado de alguns cotilos te ris,
e a prova de falla de conhecimenlos professiohaes
em pessoas qu deviam mostrar oulros conhecimen-
los que nao provaram.
Conlinuat-iio aos desperdicios dos arsenaei de
guerra.
Senhores, ouro dizer a pessoas que inspirara
conliaiie.1, e que eslo no caso de ler coiihecimenlo
dessa materia, que a economa do arsenal de guer-
ra da corle corre pelo mesmo modo como oulr'ora
quando foram verificados os escandalosos desperdi-
cios que se ile ,1111 uaqulla rcparlielo, e quando o
governo imperial, entrando no conbecimenlo de tal
Icressasse o Brasil como dos caminhos de ferro;
questao do seu futuro, queslAo de sua prosperidade,
quesillo de ser o Brasil um paiz civilisado na eilen-
s3o da palavra, de ser o que deve ser, o grande im-
perio da America. Entrando nesle assumplo prn-
poiilio-inc a faza-lo com loda a lealdadu, porque o
meu proposito nao he damnar as intences do gover-
no, ralo he acbu-lo em erro ; he sim pugnar pelos
mus altos inleresses pblicos, dus quaes pende o
futuro do paiz, he cumprir dever que pesa sobre
lodos H representantes do pavz e especialmente so-
bre aquellos que, como eu liveram a honra de pro-
vocar por um modo nolavel a adopcao de mclbora-
meulos srmelbanles. Eu que, com a minha voz,
com a minha penna e com o meu voto servi a can-
sa da conslruccao de estradas de ferro no Brasil, re-
celo muito qbe aronleca a mais lamenlavel rlecep-
5lo, o mais revollanle contrasenso, e que .iquilla
que devia ser o inslrumenlo de prosperidade c feli-
ridade publica, se converla em causa da ruina e do
descrdito do paiz. Nunca foi Irlo verdadeira a m-
xima de que a corrupto do oplimo he o pessimu co-
mo no caso das estradas .le ferro.
Em meiados desle scula. Sr. presidente, for-
mou-se convicr;,1o deque era chegada a poca em
que o Brasil devia ser um paiz verdadciramenle ci-
vilisado no senlido em que o definen) os eeonomis-
las. H'jc a conlicao. a divisa de um paiz civilisa-
do Jie o ler as vias frreas, a locomncilo a vapor. En
assumplo, fez m.lo baixa cm muilos empregados le,"leu-se que issn era urna necessidade, e com loda
provando por lal modo que eram fundadas as ar- a razilo, porque todos os paizes do mundo civilisado
buco, me oceuparei da estrada do valle do Para-
hiba.
Em principios de abril ou fins de marco chegou o
vapor da Europa trazendo urna noticia que para
muilos era inesperada, qual a de haver o Sr. Sergio
Teixeira de Macedo oblido a resciso do conlralo
primeiro feilo para a conslrucelo da estrada do val-
le do Parabiba, e que immedialamenle linha feilo
um oulro contrato, nao para a encorporafflo de urna
companbia que prestasse os capitaes necessarios, po-
rm sim com a constructor inglez Price, para que
este fizesse a primeira sercSo da estrada que deve se-
guir da corle ao valle do Parabiba, obrigando-sc o
governo pelo Ihesouro publico a pagara quanlia es-
tipulada.
Sr. presidente, com 011 sem autorisaeo do go-
verno, o enrarrejadu do Brasil fez esse conlralo ; o
governo com ou sem eslranheza [se nao f d negocio
encommendado devia causar-lhe eslranheza rece-
governo eslivesse em lal inlelligencia, porque o
mesmo nobre minislro disse nesla cmara que o go-
verno procurava desembarazar a realisaro desta
e-Irada ; e he cerlo que volanlo a assembla provin-
cial do Rio de Janeiro um augmento de premio co-
mo incentivo de prompla execufao da obra, o go-
verno se ajiroveilou desle meio, e medanle elle pro-
curava e devia contar com a prxima execuco do
projecto. Ou finalmente o governo enlendeu que
bem se podia prescindir de quaesquor inquirirnos.
da plaa e ornamento da estrada contratada, e a ca-
pricho fu ir um preco convencional. E me julgo
alorisado a crer que o governo assim o entend*,
porque tal foi o seu nroredimenlo n.lo s quanlo 11
estada do valle do Parabiba, como tambera para com
as estradas de Pcrnamburo c da Babia, a respeilo
das quaes nao so vio elle empenludo cora a mesina
urgencia qoe resultou do conlralo de Sr. Sergio-
O meu reparo be que se o governo allende
___esse, co-
heu a rommnmcacAo desse acto importante fcito por j mo devia, para esla obra, devia por nella loda a
sua conta c responsabilidade. vigilancia e cuidarlo, e desde que enlrou para a ad-
N.lo entro agora na apreriarao, na anal)-e desle
conlralo feito pelo Sr. Sergio, era islo Irabalbo que
ministrado iralaria de sobre ella fazer o serio estu-
fo que era de misler par reconhecer a sua impor-
demandaria muito lempo, e que requer mesmo inna (ancia, e poder com to.lo o coiihecimenlo da causa
giiices que se lizerain de desperdicios consideraveis
e o que aconlece agora com a providencia de urna
commisstlo encarregada de provar sobre os suppr-
menlos de quaesquer gneros que devam ser tor-
neados ao arsenal.'.'....
Nole-se que es bons cootos de ris que se gastara em gratilicacrles
dadas aos respeclhl os membros, despeza esla queso
pode ser justificada com o nielhorainenlo do servieo
daquella repartirn. Mas o que se diz be, que boje
em da ainlivs.lu remecedores do arsenal de guerra
do Rio le Janeiro os mesmos individuos que era
lempos escandalosos o lomen.un.
Senhores, esses fornecedores de que fallo s3o
muiloconhecidos na praca do Rio de Janeiro...Aqu
farei urna observarlo nola-se a facilidade com que
na alfandega do Rio se eca entrada a (aes e Iaes
despachantes porque se lomaran) su-peilns de qual-
quer fraude no desvio de algum genero, ou porque
cm alguma occasiilo se comportaran! menos allcnla-
menle ; o governo pois enleude que assim lhe be
dado proceder discricionariameule sem maior al-
teneao para com os inleres porque razao nao ha le pralicar o mesmo para com
esses fornecedores do arsenal de guerra da corle de
que lenho fallado ? Porque n,1o se loma a mesma
deliberado para com esses homens que se lornar.im
mais que suspeilos, queja foram por aclos do pro-
prio governo implcitamente reconhecidos autores
ou cmplices de graves prejuizos fazenda publica .'
Nao era isso urna salisfacao que se dava ao publico,
lao escandalisado com os desperdicios do arse
nal?!
Sr. presidente, nao he que eu enlenda qne nesses
prejuizos da fazenda um inleresse ignobl do nobre
minislro pudesse entrar, nao ; facn-lbe juslira : mas
he de miler que urna -vontade firme c urna vigilan-
cia discrela'alteuda para nma reparlirao que lano
inleressa ao Ihesouro.
Enlendo, ;r. presidente, que csse meio empregi-
do da commissilo para os fornecimenlos lo arsenal,
n3o presta por mnilo moroso, niio he o conveniente
para a expedirn rpida dos negocios, ainda dndo-
se, como qnero edevo reconbecer, toda a probidade
e inlcireza dos membros que a compoeir. ; digo que
esle syslema nao he o mais conveniente, porque
rnuilas vezes se precisa do provimenlo de um objec-
lo qualquer, como, por exemplo certa materia pri-
ma para a conclusa.! de urna obra, he preciso que se
rena a enmmissao, que delibere, e ludo isso rSo pre-
juizos para o servi;o publico ; he muilo convenien-
te que o governo alten.1.1 mellior para os negocios do
arsenal e faca deprimir alaros, que he voz pnblica
continan) a exislir.
Muilo de proposito, Sr. presidente, abslenho-me
de considerar a poltica do gabinete no tocante
economa dos dinheiros pblicos nos negocios do
Rio da Prala ; reconhe;o, senhores, que esse as-
sumplo he muilo delicado, impe muila reserva, e
qualquer indiscreio pode constituir um grande in-
conveniente ; e fu, se niio lisongeio as pessoas dos
Srs. ministros, son muilo ltenlo e cauteloso cm nao
enfraquerer a sua auloridade legitima. A esle res-
peilo. Sr. presidente, de coraran me reno aos
meus collegas da commissan'da resposla fallado
Himno, ecom elles me limito a fazer votos para qoe
os sacrificios feitos pela poltica generosa e amiga-
vel do Brasil lenham todos os resultados que devem
ler. porque, se nao tiverem esses resultados, o que
ser verdade he que os sacrificios estilo consumma-
dos, que foram gastos milbes em pura perda, e
eniao a poltlica generosa do governo sera antes urna
poltica prodiga,porque sem nenhuma ulilidade lan-
o despenden.
.Senhores, lempo houve em que nesla cmara
qualquer medida qve Irouiesse augmento de despeza
desperlava muilo a atlene.10, desafiava porfiadas
disrussoes. ( Afolado.) Urna simples penso, ain-
da de quanlia muito Icnue, urna aposentadoria,
eram objectos de vivas con-iderares e de muila im-
pugnaran.
Mas, senhores, recunhecendo que boje em da
us honrados mrmbros no seu interior nao tem menos
dedicaejo ao paiz, nao lem menos cuidado,nem zelo
pela bolsa publica, forroso be confessar que actual-
mente qualquer pensao, qualquer aposenladnria n.lo
desafia a mesma iillcne.io, nio provoca as mesmas
discusses. [Apoiado.)
Para islo conrorre, Sr. presidente, o desanimo de
muilos que lem a eonsciencia de nao poderem op-
pr barrenas a lanos desperdirios ; a eqoidade mi
generis de outros que cuten tem que, se lano d-
nheiro por all se esbanja, ao menos se faca bem a
lal individuo ou familia, e por fim esla bunhomi
13o propria do curaran dos brasileros de sempre
pender com facilidade para as medidas benfica,
emhor.i algumas vezes com aberraran de" principios
que sobreludo cumpria aliender ; he assim que eu
explico essa mullidao de penses e de apnsentado-
rias que tem sido approvadas nao obstante o escn-
dalo com que lem sido feilas, embora o governo far;a
por um lado a aposcnladoria, e pelo oulro empre-
gue o iudiv idiio aposentado em cargos que nao exi-
gen) menos aclividade, nem menos applicacao de
espirito ; e^wra o aposntalo vi com a sna pensao
aproveitar os seu' conhecimenlos em Irabalhos mui-
lo mais arduos e aturados, e com grande escndalo
esteja despendendn Torcas de grande capacidade in-
lelleclnal sem servir o paiz de quem era empregado,
e lendo no enlanlo as vanlagens de nm empregado
publico.
E, senhores, e-te espirito de novidade un da aber-
rarlo dos antigos hbitos que se nota maisou menos
entre nos, representantes do paiz, lamben) se des-
cobre na nuera geral da populacSo. Especialmen-
te esla praca do Kio de Janeiro de lempos a esta
pariese tem feilo nolavel por pbenomenos c cha-
mo-lhe pheirameiios porque mo quero indagar, nem
agora reconbecer as causas de Iaes fados, por phe-
nomenos, digo, que nierecem ser ob'ervadns. Se-
nhores, vc-se pronunciar-sc na praca do llio de Ja-
neiro urna tendencia temeraria avenlureira que
nao presagia nada de bom para os solidos e rcaes in-
leresses da industria, do rommercio e lo paiz. V
prescindir da habilitacao lo grao Iliterario que as te, para se lemer qne essa quanlia fosse gasla cm
leis e os eslylos em lodos os paizes civilisados sem-
pre e-latuiram e recoohecerara romo acotidiran cs-
seucial lo professor, mo me parece que possa ser
ar 'i 1.1 lo proceder, nem o raais couseulaiieo ao bem
da Mlruc(ie publica.
Creacao de lugares especiaes de che fes de polica
em todas as provincias 1 multiplicacao. das comar-
'ri(.St'iiliores. quem considerar a exlensap do im-
perio 1I11 Brasil, a popularan escassa derramada por
lamanha superficie, bem coraprebender a razao por
que sempre se marraran! ojrculos l.lo extensos para
lidies exnrrer jurfsdiceao a magistratura da t. ins-
tancia. Nao he que"se desconhecesse a conveniencia
que havia de limitar os circuios para que os magis-
trados enearregados de administrar juslira mellior
podetsem funecionar ; nao, a necessidade de se al-
era adoplado estes nielbnramentos, e com elles lem
vi'lo lodos os seus recursos crescer e avullar de um
modo prodigioso. Demais, fora mesmo das grandes
naeas, em urna colonia hespanhola, na ilha de Cu-
ba, ja linha sido construida urna estrada de ferro e
havia prndiizido os raais lisongeiros resultados; e,
modestia parte, Sr. presidente, podia-se bem acre-
ditar que as circumstancias do Brasil em rnuilas lo-
calidades ero bstanle si-periorcs as da ilha de
Cuba.
Entre lo.las se recommendava muilo especialmen-
te por suas circunstancias notaveis .1 |..calida le a
que se refere a lei de 20 de junho determinando a
conslruccao de urna estrada de ferro que, parlando
da corle, suba a serra do Mar, se dirija margem do
Parabiba, e por ahi passe aos territorios de S. Paulo
e Minas ; nesla localidade ha um considciavel n-
cleo de populaeilo. ha producto em maior escala
que no presente bflerere o paiz; he o poni de tran-
sito por orrde nal oralmente vm todos e ludo o que
do interior converge para a capital do imperio, este
grande cenlro commercial e administrativo joulo
immensa baha le Nilherohy, qoe parece talbada
pela natureza para ser o grande emporio do com-
mercio da America do Sul.
Era porlanln esta localidade a mais propria para
nella ser esl ibelerida a primeira via frrea que se
conslruisse no Brasil ;. todas as suas noloriss c lao
especiaos condices qonsliluiam urna verdadeira ga-
randa de lucro ao* immensos capilacs que neeessa-
riamenle deviam ser despendidos ; foi com esle 13o
solido fundamenlo que o corpo legislativo positivo e
terminantemente approvou a lei de 26 de junho.
Depois de promulgada a lei de 26 de junho que
decrelou a conslruceiln da primeira o verdadeira es-
Irada de ferro que se devia eslabelecer no Brasil,
sin rmdieeiilas as circumslaneias impropicias,.nefas-
tas rnesinoqueeslorvavan a prompla execin^io desta
lei e realisacjio de urn melboramenlo 1,1o necessario
ao paiz; nao passou a Ici na se5s3o em que poderia
ser volada c ler real e prompla execu;o, foi pro-
craslinada para a sessao scguiule; depois u,lo se 1ra-
lou de dar a mais acertada eier.uc.ln a ella ; o go-
verno de entilo fez um contrato de que por difieren-
tes vezes lenho lido occasio de oceupar a al-
lencn da cmara,e o goveru ule boje se cncarregou
de dar prova de todas as rainbas asserciles a este res-
paile, porque praticamenle reconheceu as verdades
dcllas, o que se acba pe fe; lamen le demonstrado pe-
las medidas qucaliii.il loinou.
O conlraloenlo feilo com Ireno, hoje barilo de
Mau, era contrario a lei, absurdo por inexrquivel.
e lilamente inconveniente, porque por elle orna rui-
nosa concurrencia Se levaulava estrada do valle
do Parahybi, pelo mesmo contrato truncada no seu
ramal principal, islo he, naquelle que devera se di-
figir al a provincia de Minas (.eraos. O governo,
de-iis de haver assim complicado a conslruccao da
estra dade.ferrolposilivainenle decretada pela lei de 26
de junho. nada aqui resolveu, rcinctlcu este nego-
cio para Londres commellendo-o ao nosso enviado
extraordinario. Sabe-M qual foi o primeiro conlra-
lo que fez o Sr. Sergio, sabc'se que o resullado des-
se conlralo foi que ficasse em suspensao a estrada do
valle do Parabiba, que nao fosse excculada, porque
eram clausulas do mesmo conlralo qoe emquanlo
durasse a guerra ou oulras circumnslancias exlraor-
linarias, ou para mellior dizer, emquanlo aprouves
se aos eontraladure-, a estrada nao se faria ; da par-
te do governoimperial alo havia meio|de conipellir a
oulra parle contraante a fazer a obra, nem podia
por oulro modo providenciar que ella se fizetse ;
deu-se esle verdadeiro conlrasenso, que um contra-
to feilo psra a conslruccao de urna eslrada de ferro
se rouverless cm urna eslipulic.io de era fazerem
a obra os quealiaviara contrata.lo. nem poder ella
ser feila de qualquer oulro modo !
Pelo mesmo lempo ja o governo imperial, alori-
sado pela lei de 26|le junho em seu artigo 2, havia
contraa do a conslruccao da eslrada de ferro chama-
da da Agua Prela com os irraaos Mornay, conlralo
esle pelo qual o governo garanta o minimo inleres-
se na ra/.io de 5 por cenlo do capital que se despen-
desse nessa obra. Dapoisdesle contrado da estrada
da A.ua l'reta, que ainda foi feilo pelo ministerio
aulecedenlc ao dual, seguio-se adecretacAo da ou-
lra estrada de ferro na provincia da Babia chamada
do Joazciro ; esla foi contratada pelo actual gover-
no, garanlindo-sc lamhem o minimo de 5 por cenlo
do capital despendido nas primeiras 20 leguas.
Senhores, naturalmente a assembla provincial
da Babia (e insto procedeu com grande zelo) ligou a
mais alta importancia ao melboramenlo proposlo
para a sua provincia, desejou favorecc-lo, provca-
lo para a mais prompla realisacilo rio modo possivcl;
assim enlendeu que era conveniente acoro^oar a exe-
cuco desla obra ainda mediante um sacrificio pe-
cuniario que elle fizesse de suas rendas. E aqui,
Sr. presidente, devo com franqueza fazer urna ob-
servarlo, e he que houve lano maior facilidade cm
votar-se um auxilio pecuniario a favor da empreza
da eslrada do Joazciro da parle da provincia da Ba-
bia, quanlo era cerlo que a mesma provincia
descancava nos supprimenlos do Ihesouro publico.
He bem visto que se a provincia da Babia se viss-
sc alada siinplesmenlc ao quantum de sua renda
provincial, talvez nao enlendesse que lhe era dado
deliberar 13o Silgadamente, volando urna garanta
de inleresses que em verdade em muilo milla.
Dado esle paso pela provincia da Babia, era na-
tural consequencia que a de Pernambuco, que liga-
va o mesmo inleresse a esse oulro melhorameulo da
sua provincia, se visse brigada i mesma operaban,
porque nessa concurrencia de se obler capitaes e
meios da execuc,ao da obra, era necessario n.lo ficar
debaixo e oflereccr lano ou mais, porque s assim se
obleria o resultado desejado; assim, pois, a provin-
cia de Pernambuco lambem votou um augmento de
garanta na razao dc2porccoto para a eslrada da
Agua-Prela.
A provincia do Rio da Janeiro, |ue via que pe-
lo primeiro conlralo do Sr. Sergio a estrada do valle
do Parabiba eslava condeimiada talvez a urna eter-
na suspensao, enlendeu que segnindo o exemplo das
se qne o espirito de especulacao, csse irmAo ha.lardo da Babia e Pernambuco poderia desde logo obler a
e usurpador do patrimonio do espirito de fnixra. I TinniQli! di nliri qilO Ut inlcres-anle lhe era ; si-
lender s forens do ihesouro, a conveniencia mesmo
Ulummarao o ga:.-0 digno Sr. Eusebio de I de nao se mulliplicarem lugares que nao poderlara
assumplo muilo diverso, e que com ella a aulorida-
de lambem gaslasse a fonja moral que lauto lhe
convem ler para desempenhar sua missAo 5 he de
receiar que Iaes qnanlias fissem applicadas em su-
blimar a mprensa, rtsullaudo o fado escandaloso
que na im irensa peridica se .levanlasse lal cam-
pean pelo governo, cuja adherencia sua causa
conslilue um insulto vivo i dignidade do mesmo go-
verno...
O Sr. Ferraz : Apoiado.
O Si: Say&o Lobato:Aindta outra provados
desperdicios do governo corrompendo a imprens.i :
esta no dominio publico que o tedaclor do fepu-
blsco, esse fantico sustentador de urna doalriua
intnsala, foi tentada pela auloridade policial da
corle para se vender ao actual gihinele...
Vozet:He falso. Nanea toso existi.
O Sr. Sayao Lobato .Elle assim o declarou ao
pretende tudo dominar : as operables, ainda js
mais arriscadas de urna nalore/.1 loda alheatoria __
c allrahccm massa muilos c muilos individuos. E
n3o he si o escndalo de que um esperlalhAo faca
urna for luna improvisada a custa daquelles que por
seu Irahalhn e por litulos legtimos a linham ;*,lo
he s o risco de que muitas familias vejam asiuas
fortunas arruinadas ; ha ainda um mal mais grave
a receiar-se.o beque se desacrcdilcra, que se preju.
diquera para sempre emprezas que lano interes-
sam e que silo necessarias a prosperidade publica,
para que esle imperio seja o que deve ser. Se o
governo nAo liver (enlo, se, em ver. de refrear, liver
a facilidade .le deixaro espirito de especularn usur-
par os dominios du espirito de empreza, o governo
sacrificar os mato claros eos maisessenciaesinleres-
ses do paiz.
Sr. prcsidenle, naturalmente cheguei ao poni de
Iralar da quesl.lo mais inlcressanle, mais importan-
te para o paiz. Senhores. desde os dias gloriosos da
nossa,conslituic.ao poltica, depois da grande queslAo
do nasrimenlo poltico e da nossa existencia como
nacao, ainda nao houve urna questao que lano iu-
tiiu lambem pelo Rio de Janeiro se votou a eleva-
Cl dos 2 por cenlo aisjjj garantidos pelo Ihe-
souro pu lrico; todas as Ires estradas de ferro, do
valle do Parabiba, do Joazciro e de Agua-Prela. li-
carara perianto garantidas pelo Ihesouro publico de
um premio le 7 por cenlo do capital nellas despen-
dido. Digo o Mi-'sumo publico, porque mesmo a
parle que realmente possa locar x provincia do Rio
de Janeiro, e que segunde os meios de que ella dis-
pie he possivel que pague, conslilue urna parle i ti
legrante da fortuna publica, he lainbrm Ihesouro
publico. Quanlo as partesque di/.em respeilo Ba-
bia e Pernambuco, he negocio primo viso que lem
re ser lirada inteuament do Ihesouro publico; em
lodo caso, ainda que saiain da receila provincial da
Babia e Pernambuco. consliluem a fortuna publica,
e importa, inleressa lano ao paiz a liscalisarAo e
aproveilamento dessas quantias como se fossem da
renda geral.
Tenho fielmente expnslo o quo tem occorrido
acerca das Ires linhas le ferro contrata.I is -, agora,
deixando por um momento da parle a eslrada de
Joazeiro na Babia e a de Agua-Prela em Peruam-
li-rii ,io especial, assigna-lo 'meute esle conlralo
corao a circumslaucia que delermi'iou o procedi-
menl.1 que era ultimo lugar o governo leve a res-
peilo da eslrada do Parabiba. O governo de repen-
lo aio-se despertado-pelo segundo conlralo do Sr.
Sergio, achou-se a bracos com a" necessidade de
Iralar elTeclivamenle da realisaeAo da respectiva es-
lrada. Aceitando o conlralo do Sr. Sergio, o go-
verno vio-se propriamente medido era um prazo
fatal, muito resnelo, obrigado desde logo u acudir
a despezas avulladas. Por oulrj lado o governo,
considerando as disposiees da lei de 26 de junho,
seguramente devia entender que n3i> era elle o pro-
prio para ser o empreilciro desla obra. A lei sim-
plesmcnte o aulorisava para eucrporar companbias
que lomassem a si urna tal empreza: mas o go-
verno, pelo conlralo feito pelo Sr. Sergio, cmisli-
luio-sc empreiteiroe na nece-sidade de fornecer de
prompto os capitaes. Aqui, Sr. presi lenir, compre
reconbecer qne o nobre minislro lo imperio fez
o que justamente mais ronvinha fazer-se. Nao podia
ser outro o procedimcnlo do governo, elle cuten leu
que cumpria quanlo anle Iralar da encorporarAo de
urna companhia que fosse a emprezaria do eaminho
de ferro, i qual encarregasse o conlralo feilo pelo
Sr. Sergio, que convinha por rnuilas razos que a
lei de 26 do junho fosse execulada em loda a sua
plenitude, que lodo o plano da eslrada do valle do
Parabiba fosse realisa.lo, nAo comando de modo al-
gum limilar-se a conslrncc,Ao i primeira seclo, a
qual distando bstanle 11,10 poderia Irazer lodos os
resultados sslisfaclnrios ; nao era o gran le melbora-
menlo requerido pelo Brasil. \ ,..(,. respeilo s le-
nho elogios a tributar ao procedimeulodo nobre mi-
nislro ; em verdade consullou bem Indas as necessi-
dades poblicas, foi ptimamente inspirado quando
entendeu que se devia logo encorporar urna compa-
nbia, e quando enlendeu que i projeccao da eslrada
devia ser ale a provincia de S. Paulo e a de Minas,
e que o seu ramal mais importante, aquclle que se
dirige aproviuria de Minas, nao devia parar na villa
da Parahiba do Sul, como eslava no primitivo con-
lralo. (Apoiado.)
Emfim, o procedimenlo que leve o governo na ul-
lima hora nes'.e assumplo foi lodo pautado pelo bem
enlen.lido inleresse do paiz ; e eu pela mii.lia parle
como representante do Brasil rendo-lbe os mereci-
dos elogios, declarando que 1 posleridade ha de re-
conbecer o importante servido feito com as ultimas
medidas que lomoo.
Mas, senhores, ser islo bastante ? Entender, o
governo quo o que praticou foi o completo deserape-
nb 1 do que devia fazer, lo que era de esperar que
selizes.se a (al respeilo ? Pajeo a fazef algumas ob-
servarles que me parecem dignas da alinelo da c-
mara era um objeclo que inleressa lauto 10 paiz.
O governo ultima hora fez ludo que podia e
que levia fazer : porm elle se havia descuidado,
nao linha procedido com a devida previdencia para
que podesse, em lodos os senlulos, satisfactoriamen-
te desempenhar a larefa, que em parle somenle des-
empenhon. He assim que eu pergunlo ao nobre mi-
nistro do imperio, em que se fundou elle para ar-
bilrara quanlia de 38,000:0005 como capilal que de-
via ser dispendido nesla importan!- obra da eslrada
de ferro do valle do Parabiba ? Pois, senhores, urna
quanlia dessa importancia he ti xa la a esmo? Ha
considerarles as mais relevantes por bem das finan-
eas do estado, ha considerables as mais relevantes
por bem da empreza, e finalmente ha considerarles
as mais relevantes pelo crc.lilo do paiz, para que o
governo em assumplo lal procedesse com loda a gra-
vidade.
Se esla quanlia foi fix.ida alm do cusi real da
eslrada, todo o mundo deve reconbecer o prejuizo
que ha para o Ihesouro.
Nem se diga que urna ulterior fiscalisacao acaute-
lar que as despezas da conslruccao da estrada sejam
feilas 6ona fide. Sabe-se, senhores quaes s3o os
meios que soe o governo do Brasil empregar para
liscalisar ainda os objeclns de menor importancia,
objeclos que eslAo debaixo de sua linmediata vista ;
em um negocio semelhanle nao pode haver, nem he
possivel que haju fiscalisacAo que ponha acoberlo o
Ihesouro publico de muilos c muilos prejuizos.
Urna vez flx*do o mximo por qua o governo se
obriga a garantir os respectivos inleresses compa-
nliii, acredilai, senhores, que lies-o mximo ha de
ser alliugid 1 ; e Dos queira que ainda 11A0 se ve-
nda pedir adjutorios e favores, com em tantas ou-
lras circumslaneias.
Mas, senhores, se .1 quanlia lixada como mximo
por que responde o governo he inferior e mnilo in-
ferior s necessidades da construccAo da eslrada, en-
filo vede que lal procedimenlo prejudica a empreza,
e a prejudica por um mudo muilo grave ; porque
aquelles, que confiados mesnio nessa garanta do
governo, acreditando ut discri;1o e grvida.le qie
devHi presidir em materia filo imporlanle, aquelles
qoe empregarem seus capitaes confiados nessa ga-
ranta do governo, o que colherao ? A obra nao po-
der ser continuada nem realisada, lodo n capilal
dispendido ser em pura perda, porque he bem sa-
bido que se urna empreza desla ordem nao for leva-
da avante depois de corneja da nao pode deiiar de
prejudicar muilo e muilo aquelles qu* se enipenlia-
ram nella ; e enlAo, senhores, .com o mallogro de
urna lal empreza, primeira que propriamcqle se
lenta no Brasil em circumslaneias tilo lisongeras
como especiaes, be visto que para sempre Iaes em-
prezas ficatAo desacrediladas.
Por lim, senhores, eu lamhem dis.e que soflrera
muito com o crdito publico ; vede que idea poder
fazer o eslrangeiro de quem se pe lem os capitaes e
os meios para a execuco de urna lal obra, quando
tomando coiihecimenlo das deliberarlo do governo
em assumplo IAo grave notar a li-viandade, a facili-
dSde com que uo Brasil se resoivcui qucsloes desla
orden) ? Nao vedes vos que isto compromelte muilo
ao credlo do Brasil ? Nao he de receiar que em um
um lal procedimenlo se lome a medida da levianda-
de do nosso governo anda nos arlos que lhe deviam
merecer a maior ponderado ? Senhores, islo he
negocio muilo serio.
Keconhecendo que. o governo aliii.il, c para assim
ilizer, empurrado pelo conlralo do Sr. Sergio, se vio
torrado a proceder as pressas, e cm lal urgencia nAo
podia deixar de improvisar as medidas que lhe cum-
pria lomar, nem por isso leixa de ser elle muilo
ceusuravel pela iraprevideuca e inercia com que al
enlAo se houve ; porque o Enverno previ.leiilemen-
le, corao Ibes cumpria, nao se premuni para urna
emergencia semelhanle ? por que razao o governo,
que ha quasi dous anuos esla administrando os ne-
gocios pblicos c devia ligar loda a importancia a
esses melhoramcntos, nao Ibes leu a allenro que
mereciam? E nena lhe fallaran) meios de satisfac-
toriamente prover a este respeilo : de ha muito que
havia chegado a esla corle, engajado pelo mesmo vemo, o engolillen o price ; era elle o mais proprio,
pelas suas habilitarles especiaes. para tai oncarre-
gado de lodos os exames o lnve*liglt,CQ.i afim de
que licasse inleirado do que lhe era misler saber no
locante .1 eslrada de ferro do valle d Parahiba ou
Pedro II.
Me parece que, segundo o procedimenlo do go-
delibcrar e prover sobre o poni que lano inleres-
sa ao Ihesouro, le sorle que nem viessem ao Ihe-
souro maiores encargos do que aquelles resultantes
da garanta prestada por elle, e nrm lao pouco pa-
ra que essa garanta Tosse nina iltusAo, um engao
para a companhia que emprehemlesse a obra.
O governo, Sr. presidente, linha lodos os meios -
seu dispr ; alm do cugenheiro especial Price, po-
dia mandar pelos emgenlieiros du paiz levantara
planta e nivelamenlo, do terreno, ou ao menos fa-
zer me li-lo ; mas nada disto fez, e eu eslou con-
vencido que se pergunlar ao nobre minislro do im-
perio qual a exlensao que lem de ser corlada pelas
e-Irada-, elle roe nAo ibera responder .'
Se o nobre minislro eslivesse habilitado como de-
va com lodos as informaces necessarias a esse
grande assumplo, elle nao seria tratado IAo sem fun-
damenlo como foi ; e o que be mais, Sr. presiden-
te, nao se constituira um precedente fatal nesla
Ierra, anude os precedentes sao invocados com mais
Torca e confianza do que as rlsposinies das leis.
Se o g ivemo por forra do segundo conlralo do
fsr. Sergio, e confiando nas especiaes circumslaneias
da localidade que deve ser percorrida pela estrada
de ferro de Pedro II, fez o contrato pata 1 execu-
co della sem as informanle* necessarias, a conse-
cuencia he que logo se repula que o governo est na
obrigacAn de ler o mesmo procedimenlo para con) as
estradas de Pernambuco e Baha, e qualquer outra.
As estradas de Pernambuco e Babia devem mere-
cer a mais sera alteneAo do go-ierno, porque esl
visto qne aquellas estradas, cojas crcumstancias uln
sAo 13o Itoongeiraa como a de Pedro II, devem cus-
tar ao Ihesouro o sacrificio de sommas avulladas.
No enlrelanlo o governo procedeu a seu respeilo
com a mesma facilidade e precipilacalo com que se
houve para com a do valle do l'araluka ; diz-nos o
nobre mimislro em seu relatorio que rstanlo as
\ inte leguas garantidas eslrada di Joazeiro um
inlilo c llrenlas mil libras esterlinas, islo' he,
raais de dezeseis mil contos, e que per estes dias ex-
pedir esle negocio Por oulro la I snu informado
qne foi lixada a quanlia deoilocent.se setenta e cin-
co rail libras esterlinas para a estrada de Agua Pre-
la. Assim eulre as duas se obriga o governo por um
juro na razao de 7, do capilal dtvinle e quatro mil
e lanos conloa.
Senhores, estas quantias sao muilo importantes,
lano mais porque ellas so consliluem o juro que o
governo se obriga a pagar aos accionistas das res-
pectivas estradas, sem fallar-se em gastos de conser-
vadlo e de cosido a que) governo lera lambem de
occorrer, porque nao fel provado que essas estra-
das se possam maiiter com a sua renda propria.
Agora pergunlo eo ao nobre ministro presidente
do coiisellio. e que dirige a repartirlo da fazenda
com a perspicacia que todos lhe reconheccra, nas
circumslaneiasacluaes, piando as rendas tendera a
minguar, quando devem crescer a< despezas, nesta
quadra critica comportara o Ihesouro publico um
arre-cuno lal de despezas?
Eu bem vejo, Sr. presidente, que o nobre mi-
nistro mo dir que esla nao he a queslAo, c nem a-
gora cabe dscutir-se a conveniencia da realisaeAo
dessas estradas segundo as forjas do Inesonro, vist
que ellas foram aulorisadas c cuntraladas pelo go-
verno do paiz, e(agora forja be cumprir as obri-
garales do conlralo.
Senhores, nAo desconheco esla obrigarAo, e aceito
a questao no terreno em que se acba. lieconbero
queo crdito do Brasil, que o governo d Brasil esl
empenhado por contratos a fazer cooslruir essas es-
tradas ; mas porque o crdito do Brasil esl empe-
nhado, segundo os contratos do governo, he que se
deve assim alropeladainenle apressar a realisaeAo
dessas obras? Enlendo quenao. Devem precede-
las lodas as infrmateles q*e forem necessarias pa-
ra que sejam feilas cio convem que o sejara ; por
isso mesmo que sobre o governo pesa a obrigaean
perfeita, o levar rigoroso de levar aeneiloasobras
queconlralou, he qoe deve ser muilo solicito e cui-
dadoso em apurar lodos os meios de poder desempe-
nhar a ardua larefa de que se oneroa.
Mas, seuhorrs, lorias as investigareis e averigua-
cues, um plano de obras, um orcaeieiilo exacto, c
emliiii o cortejo de lodas as circeoslancias qoantas
cumpre conhecer e examinar pa* que com lodo o
coiihecimenlo le causa'se fizesse a obra coulralad,
eram do mais rigoroso dever governo colligir, ja
para que 1 quesillo fosse pcrftlamente esclarecida e
discretamente resolvida, e j porqoe qualquer de-
mora que houvesse na reaftsaeo dessa obra nao era
um inconveniente deploravcl. quando he certa que.
segundo as forjas do Ihesouro nos apuros financei-
ros lo paiz, 11A0 dexava de ser al prove tosa qual-
quer demora na realisacao della. En enlendo, Sr.
presidente, ooe realmente se ganbava te fosse possi-
vel sobrestar na execueAo di obra contratada al que
se lirasse urna prova da realisaeAo la eslrada de
Pedro II porqoe se a despeilo de errumslanciis
(lo especiaes e notorias esla eslrada n dsse ledos
os resudados satisfilorios, seria enfilo en pharol que
Iluminara o governo e essas compaabris empereza-
ras de oulras estradas, para nao se epenbarem na
realisarSn de obras semclhanles queetcessariameu-
le devem dar peiores resultados... I
O Sr. A. de Oliceira: Faea-se si a uo Rio do
Janeiro.
O Sr. Sayao Lobato :Perdoee o nobre de-
pulado. J vejo que, ou nao rae k* prestado al-
lenro, ounao melenho feilo enlcnrtr. En nAortlou
advog ando a feitura exclusiva di adrada d* Pedtj)
II; e enlendo pelo contrario que 1 realisaeAo das
estradas de ferro rio Joazeiro e Ase*-P**la que in-
(eressam inmediatamente s provicias i Baha e
Pernambuco (anda mmo na pequeua escala em
que essas estradas por emqusol' v:lo wr construi-
das), inleressam igualmente a lodo o Inperio, por
que o eu fuluro depended* estradas de ferro eda
colnnisaco. Mas, senhores, he da miiler, mesmo
para a segura realsaeao d> obra fue lodtt deseja-
raos, que ellas 11A0 tejam atropelidamenle nnpre-
hendidas ; he preciso consullar loda) as citziinislan-
cias e escolher a opporiunida.e. Se fossf p-ssvel
desde logo realisar lodos os nieMoramiulos quejul-
gamos uleis c vanitj-soe a esta vasta saperucie lo
imperio, que de raemimeints teriamtt nos uAo s
nesla corle como em Indas as provincias |!... Mas
isso nao he po-sitt'1.
Senhores, Im una lei que domina ludo, nao he
simples precedo qoe impon he em si mesma urna
forja viva qc se faz res>elar, e ai do insensato
qiieuJoareconhcce e llieuao obedeceheaoitrcma
necessidade. O intensa-1 quo emprehemlesse im-
possivel, depoit de s: rer esgotadn em esbirro, vins,
si colbcria por pre-uu de sua lemeridade tuina e
iicnra !
Senhores, as lircumslancias linanreiras do Brasil
sAo muilo chicas, os no-sos meios escatsos; este
apure do circunstancias do Ihesoure deve pesar so-
bre a eebeca lo governo codo a verdadeira espada
de llamodes: deve ser; a idea lixa que o acompanhc
c o domine. E n,lo se diga, Sr. presidente, que por
isso racimo que as circuti-iaiiciat linanceirw do
ruiz eslo nesse estado, he qne he misler empregar
neio-muito conducentes 1 Irater urna nova poca
vemo a lal respeilo, eu posso considera-lo cm Ires de prosperidade, e que eseslradas de ferro terAo es-
h\ potbeses : ou o governo eslava de animo feito e *e meio seguro que Iranio a colonisacio, o engmen-
proposilo deliberado de i3o dar execuco eslrada lo da produccao, ele.
do valle do Parahiba, c enlo cuhercnlemctile presj Ninguem he mais enthtsiasta do que eu das es-
cinda de fazer qualquer trabalho a mfpeilo por de-1 Iradas de ferro ; e na milha curta vida publica le-
necessario. Ou o governo entenda que presa e nho dado algumas provas disto. Mit, como en j o
estrada como se achava pelo conlradc do Sr. Seie disse aqu, como nunca se v a verdade da mxima :
era desnecessario entrar em quaesquer investgales ; A corrupcAo do ptimo he o pes-imo, nAo te
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a respeilo, visto que ella na aclualidade n3o pen*
,er execotada, e por isso nAo era oportuno lrf-r-se
crea que as tiradas de ferro de per ai s tSo um
cono mgico qne, posto em qualquer localidade,
de qualquer trabalho a respeilo ; nao creic que o ha de fazer sallar da Ierre a popalacao como ce den-

MUTILADO



DIARIO DE PtRNMIBUCQ SBADO 9 O JUNHO OE 1355
3
*f
f
tes da drago 4a fbula ; naose creia qno ellas s l>er si tragara esse augmento de producrao que ve-
nda abastecer us nossos mercadas e encher o Ihesou-
ro. Na, senhures, as estradas de ferro do Jo.izeiro
na provincia da Babia, c de Agiu-Prela "a de Per-
namboco nleressam muilu as respectivas provin-
cias, eportanto a indo o Brasil ; mas realmente nao
vo traicr essa nova poca de prosperidade promp-
la e infallivel.
Senhores, as vinle leguas de estrada da Baha que
daquella capital e dirige pelo municipio de S. Fran-
cisco at Mata de S. Joao, oa por ah algores, nao
imporlam para aquella provincia mais do que um
meio fcil de locomooAn para todos os asneros de
producrao daqnellas lie,dila les por ondepassaa
estrada de ferro.
Eu quero seppot que essas localidades a<> muilo
imrorlantes, e que lucrando muilo rom essa estrada
de ferro, ja um grande resultado se lera consegui-
do ; mas cumprc nao exagerar, nao serreta que el-
la s de per si elevara toda a provincia da Babia a
tim ario de prosperidade como se um cndilo mgi-
co houvese outorgado lodos os lliesouros de Cresso.
eslibelecimento de urna estrada de ferro be sem-
pr de gran.ro importancia local, mas nao be ludo.
Senhores, que outras circunstancias sao necena
ras alero da facilidade da locomocao para que haja
augmento de popularan e de producrao, cu o mos-
tr com esta simples observaeao. Lineal as vistas
per ease litoral do imperio, e vede quantcs portos
iflerccem una fcil navegaeo : allendci a que
mesmo as margens desses portos se levantam flo-
re tas ticosas que cobren o solo mais frtil que he
possivel desejar-se.
Abi, se boutesse producrao, nao era necessario o
sertieo do transporte de grandes distancias, porque
o embarque esta ao p da porta ; e agora dizei-mc :
porqnc raiao ha tanto lempo eslo virgen essa* ma-
las, e terrenos ferlilissimos nao eslo aprotei-
tados 1 Porque razao nao tem apparecido essa co-
leniMcao fecunda*
OSr. ministro do imperio, que esleve na provin-
cia de Espirito Santo e visjou por lodo esse litoral,
tete muita occasiau de observar localidades mo
as qoe acabo de mencionar.
>'5o he, senhores, s pela facilidade da locomo-
cit, nao be > pelos meios promplos de transporte,
be lamben anda por futras rondires que a popu-
lacose agglomera eavulla a producrao. Naosesup-
ponha que cu eslou agora combatendo o emprego
ric litadas de ferro : eu combato o scu abuso, por
qi-reconhcro o quanlo importa acaulolar que os
prlmeirns ensaios de um tal melhorarrenlo no Bra-
sil sejamcoroado dos mais fclizci resultados.
(toando, como na localidade onde deve ser cons-
truida a estrada de Pedro II, ha ja urna populacho
importante ; quanlo o solo por cumiirOes muito es-
peeiaes reeonhecida* 'e apreciadas tem reunido urna
jopulnrAo cousideravel que ah se eslaheleceu ;
quan.lo ama producrao era grande escala ja erisle,
entao, para que essa localidade asim predisposla se-
j levada ao ultimo ponto da sua prosperidade, a
todo o seu engrandec ment, he necessario dar-lhe
UM prompla locomorao, um meio fcil e barato de
transporte dos seus productos. Nesse caso as linhas
frreas sSo um grande beneficio ferio < localidades.
s3o um grande instrumento de producrao e de ani-
maeao que se Mies aprsenla, e era si mesmo sao
emprezas muilo lucrativas.
Era todos os honrados.memhros representantes
pelas provincias da Babia e Pernambuco reconheco
muila farra de razao, muito bon'seuso, muilo pa-
triotismo, para enlen ler que elles nao podem que-
rer sacrificar o todo pela realisarao de un principio
de estrada do ferro ein sua provincias. Senhores,
todos nos sonos representantes do Brasil, faemos
votos para que tac* estradas se faram, mas devenus
attender para o estado em que se aclia o paiz; con
as clausulas ondosas com que os contratos Coran
Ceilos, com a eecur,ao que o governo atropellada-
mente traa de dar, animando talve emprezas sen
Cundamcnlo.
O Sr. Ifandcrlty : Esperamos que a nossa ga-
ranlia seja nominal.
*0 Sr. Say&o Lobato :Isto he negocio muilo se-
rio. Eu torno a dirigir-mu ao nobre ministro da Ca-
lendavos que (ende- os cordiies da bolsa publica,
que ronheceis os recursos fmanceiros leodee a responsabllidade do poder, que sois ames-
Irado no manejo dos negocios, qne leudes n indepen-
dercia do caracler e da posicao, entendis que o go-
verno pode prudentemente dcscinpeuliar esse encar-
go as*m laura lo de chofre, ede tropel, sobre o the-
souro pablico? entendis que o procedinenlo havido
no tocaul a oslas tres estradas contratadas tem sido
perfeilamcue regular, c cm todos os sentiilos salis-
Caclorio 1
Seuhores, en i-emo nao tanto pelo que est Ceto,
cuno pelo que aii.ia se pode Ca/.er. O nobre mi-
lilitro do imperio cn..u relalorioj nos disse que
para a provincia de S. t'aulo ha a prelenc/io de una
esirada de Cerro que de J^nius vii ter a Jundiahv ;
disse-uosque a liona ja ro ludada, que se achan
pronptos os respectivas planas e ornamentos, que
parecen kilos com u maor esmero e eiaclidao. Sr.
presidente, un ore,amento, um plano de cunslrucc io
de estrada de ferro na provincia de S. Paulo, do
porlo de Sautosa Jundiahv, Ceilo tom a maior exac-
linao na me parece cousa tao fcil ; eu suppu-
nlia mesmo impossivel que j se leuha improvisado
semelhanle obra con o meios que de prsenle exis-
tem na provincia de S. Paulo.
lato revela a facilidade que eu deploro que haja
da parle do governo a respeito de estradas de ferro.
Prncedeo-se pelo modo porque expui quanlo es-
trada de Pedro II. equautu as da Babia c de Per-
nambuco; diz-nos o nobre ministro do imperio que
j lia plano para oulra na provincia de S. Paulo >
entender o governo que he azada i circunstancia
p.ua se decretar una cslrada de ferro era S. Paulo
com as mesmas coudirdesoueros,is con que estilo de-
cretadas as tres existentes'!
O Sr. Presidente do Conselho :Ja foi apresen-
Udo o projecto no^scuado.
O Si: Sayao Lobato:Assim, Sr. presidente, pra-
(/carneute vrju que erara fundadas as miuhas appre-
Uenses sobre o precedente fatal qne o governo es-
at-cleceu ueste negocio de estradas de ferro Para
a provincia de S. Paulo la vai tamben una estrada
de ferro casta do thesouro ; para qualquer oulra
provincia amairliAa pelas nesmas raides se decretar
mili oulra estrada de ferro ; e entao nao ha mais que
fai.tr mralos senelbanles, einpenhar o thesouro
pubticae a te do governo em laes contratos, e de-
poil ciiinr os bracos ti!...
Seunf/es, por tal ctnniuho a consequencia he nem
se ohieatm agora as estradas de ferro, uen para o
futuro tosieren ser alcanradas ; por tal neio estas
emprezMen vez de seren executadas serio prejudi-
eadas, fturao desacreditadas, os capilaes atenora-
dos fu gira o de um tal enprego ; entao se conhecer
lotio conceilo da maxina a corrupriio do ptimo
he o pessimo; Mlaa estrdas, que deverian ser o ins-
IruTMnlo da prosp'riila.le do Brasil, serio un ins-
Iru-nenlo deraina, serao a fonte do descrdito do
pau.
cios do paiz, que eu ouso con minha voz rude e tos-
ca apresenlar a vcrd.iJe das suas circunstancias.
Senhores.eu cuten.lo que cssas circunstancias a
aesque pela sua ponderarlo devem impor a lodos ;
'iuleresses individuaes, alienles pessoaes nSo poden
prevalecer sobre a causa publica, al porque boje
nao ha precunceitos polticos de lodos os nais nobre s
e ale um cerlo ponto raioavcis ; o ninislerio acta
nao pode negiiranicnte invocar pelo respeito de prin-
cipios polticos esta adhesAo que leva os memhros de
om partido militante, que se t a tiraros com nutro
partido, de adoptar umitas me lijas contra a opiniao
individual pela ncressldade de manler a aniso qoe
naiiiburaiin.he'ii emprezarin que devo vollar para o
Santa-Isabel ; c se be verdade que elle requeren a
empreza do nosso l|ieatfO, estamos certos que o
Exin, governo da provincia nao ir de encontr aos
deaejoi de lodo o pulilco,que senipie reconheceu no
Sr. tiernano, alm do seu alio nexecinento arlisli-
co, todas as condicoes requeridas, para ser un op-
tino enprezario. Y.
COHRESPONDENdV.
Srs. redartore*.Apena ne constou quemeu
mui prendo mano Antonio Duarln de Olivcira lle-
go Jnior perigara gravemento em sua saude em
Timbaba, para onde se transmillio desla prara
Bisa Corra ; boje em dia as cores polticas desappare- \ Por ronselh.i dos mdicos, corr ale l:i para o acon-
, fn-, fcM ._ ,i _... I panbar en^o.los ospassos do una noleslia tao gra- <
eCogo emque ardeu o animo de gente U. alferrao pulmonar : de Crio he ndizivel a dr coi,
ceram, esse Togo emque ardeu o animo
nuilo desinleressada e patritica de un c outro par-
tido ja se extingui ; nao dei
desengao, o desanimo e a der
j n.io lemos partidos noliliros ; o ninislerio aclunl
' .. que durante os das da approxunarao de sua niorte,
he disto docunenlo vivo nellc esl nobre presi-1 rrescido numero de petsoai gradas do lugar concr-
denle do eoMelbo e o nobre ministro da jnslira, re- i reu a visila-lo, lentindo profundamente seus pi
prcsenlanles nao suspeilos de un anligo parlido po-! declnenlos, cunprc-me por inlernedio de seu jor
nal agradecer lana amizada o lauta dedicado, j
E para constar se inaudou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Sccrelaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 1 de naio de 1853.O secretario.
Antonio F. d'AnnunciacHo.
Joan Pinto de I.eraos, commendador da ordem de
Christo, commerciaute matriculado, deputado
r.unmercial do tribunal do comraerelo i i.i de Pernambuco, c juiz evmmlturio,
l'aro saber que nao leudo comparecido na rennijo
que leve lugar uu din lJ de Janeiro do correle Mi-
no, os credores da casa eomineir. al fallida de Ueane
Youle & C, que residem fra de-te imperio mi
dnilrodelle, mas em domirilios mo ronhecidos, por
naolT sido a Ciivorarao feila segando o artigo 135
do fi'Eulamcnlo n. 738 de "> de novembro de 1830,
" voco pelo prsenle edilal os dilos credores, para
trata-se com Manoel Francisco da Silva
Carrico, na rna do Collegio n. 17 segun-
do andar, ou com o canilao a bordo.
Para o Rio de Janeiro salie no dia
15 do corrente, o brigue SAGITARIO :
para o resto da carga ou passageiros, tra-
ta-sc com Manuel Francisco da Silva Car-
rico, na ra do Collegio. n. 17 segundo
andar, ou com o capito a bordo.
eiloss.-
dir ilc um c outro par- qoe vlio nloll corarju, yendo a cada passo mais se <|uc comparec.m no xcu por cinzas senilo o I aagravar oseo estada, e a (al poni que no dia >\ do l,1s horas da mauliaa, ni rasa da residencia dos \ Antonio da t.o
eceiirao boje no naiz correnle malo fez u seu passainnln, deixando-m c niesmos fallidos, na ra da Cadeia do bnirrodo Be- i vidas activas d
,'mi'nii.ri,, -,c 1..-11 a sua chara familia na mais vilenla dr. E. por n. 52, alin de que reunidas em minha presenca f b>u' llc cn
O agente Olivcira f.u.i Iril.'o, par despacho do
respectivo jallo, a rcquerimrnlo de Tassn lnnos
na qualidade de administradores da massa fall '.i de
".osla Ferreira Eslrella, de toda as di-
da taberna da silla massa, na imporlan-
cerca de 3:'.HMl? rs roHSlanles do ha-
, -- .......... ,fi voiiiin i "*
lodos os -redores da referirla casa fallida vcrifiqueui '"'"'." 1uo s0 1c'|a en pdenlo me>iDO agente p ra
os seus crditos deliberem sobre a concordata ou for- ; Previo exane dos preleudcnles : sabbado < do cor
meui o conlrato de unian o pruceilam ononearande rentc ao meio dia em poni, no seu esrriplorio na
adninwtradores dos beni da dila rasa fallida'; ad- ma da Cadeia do Kecil'e.
plico que j se foi ; nelle est o nobre minl-lro dos
negocios eslrangeiros e o nobre ministro da marinbn,
que representaran! outro parlido que lambem de-
sapparecen.. .
I"mo ro; :Nao, nSo desapparecen.
O Sr. Sayao Lobato :Ao menos nao he mais mi-
litante. E, Sr. piesidenle, se o ministerio assim cons-
tituido no- actos da sua gerencia nAo se moslrar es-
trenuo propugnador da mais severa erononia na or-
dem material; se na ordem moral o ministerio actual
nao ten outros planos s/enao o projecto da reforma
udiciaMaaprescnlada pelo nobre ministro dajusli-
ca, a que esta caara ja den un voto que ousare
dizer arrancado da deferencia levada qoasi coaccBo,
e nao d.i intima convicro que deveria caraclerisar
urna lei (Ao importante (tipaiado* e nao apoiadoa; )
eu rom a nao na conscieucia direi que o ninislerio
actual nao satisfaz as necessidades publicas, que, pa-
ra que se salve o legado da gloriosa geracao de 1820,
para que prospere o grande imperio da America, he
de mister oulra direcrao. ( Apniadoi e nao apota-:
dos.)
A discussAo fica adiada pela hora.
O Sr. Presidente marca a orden do dia e levanta
a sesso.
____t_________________________.________,________________
PERNAMBUCO.
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que possoalmnnle ne lio impossivel obsequiar um a
um. Roeoa Vmcs. hajam de dar publicidade a es-
tas ilua linhas do eu conslaulc leilor. Jos Duar-
te de Olireira llego.
Tinbaba :1U de inaiu de 18"i.i.
COMMERCIO.
i'BAt-V PO RECIPE 8 DE JCN1I0 AS 3
HORAS DATAItE.
Cotaces olliciaes.
A-mi ,ir raascavadoa 1S71H) e 1572(1
ALPAIxUEGA.
Rendimento do dia 1 a 6. .
dem do dia-8......
01:1703199
19:6018130
80:771#329
c ~.
verlindo que nenhun credor ser admillido por
procurador, se esle nao liver po lores especiaos para
o arlo, e que a preeuraeSo nao pode ser dada a pes-
soa que seja devedora ios fallidos, nem om mes-
mo piocurador representar por dous diversos cre-
dores.
Em cumprimento do que, tolos os cre.lnres da
referida casa fallida, comparecam rm dito dia e lu-
gar designado, sob pena de se oroceder as suas reve-
|ias.
E para que chegne ao ronhurimanlo de lodos
mandei passar o presnle edilal, que ser airnado
na praea do comnerein e publicado pelo Diario.
Dado e passado nesla cidade do ReciTe de Per-
nambuco, aos 9 de fevereirode 1855. Eu Diuuiie-
rico Aususto do Reg Rangel, juramentado o escre-
vi.Joao Piulo de Lentos, juiz commissario.
DECLAHACO'ES.
2-1
5 ^
S 2

?i
7
------" 1____C CP
-^-ai,S
IOICIO ICl

Descarrrgom hoje 9 de junho.
Barca inglezaTo* o/ Liverpoolmercaduras.
Galera instetallermionebacalho.
Brigue inglezCrescentidem.
Barca-americanaBUsabtlhferiaba de trigo.
Polaca francezaCimientepipas de viuha.
Brigue portuguezExperienciadiversos gneros.
Importacao-
Briguc inglez Maraarel, viudo de Terra Nova,
consignado a Johnslon Paler A; C-, manifestou o se-
guinle :
2,130 barricas bacalho ; aos consignatarios.
Galera ingleza termine, vinda de Terra Nova,
consignada a James Crabtrec i\ C, manifeslou o se-
uiynlc :
1,010 hanicasbacalho e 5,000 lijlos ; aos con-
signatarios.
ilriuc ingles Creteenl, viudo de Terra Nova,
esnaionado a James Crabtree iSi C, inaniteslou o se-
gunde :
2,230 barricas bacalho ; aos consigoalarios.
Brigue portugus li.rpcrienria, viudo de Lisboa,
consignada a Viuva Amoriin & l'iihos, manifestou o
seguinte :
31 barril manicio* de porto, 12 pipas lobo, :!'i
harria dilo, lis aucorelas dito, 3110 siccos semeas. 2S
lucias pipa e 12 barril aducas, 20 barris azeilc do-
ce, 20 dilos toucinho ; a Thomaz de Aquino l'anse-
ca A; l'ilho.
8 meias pipas vinho. 2i ditas dilo, 21 barris dilo,
10 dilos dilo branm, 10 dilos azeilc doce, dilos
palos,.25 ditos bouricas, 500 mullios ceblas ; a
Francisco Severiano Rabello ; Filho.
11 barris vinho, I caita capsulas ; a Auguslo Ce-
sar de Abreu.
1 barril presuntos, 1 caixote bracos de balanca,
brochas, rebfque, ; a Joao Jo- de Carvalho Mo-
raes. .
1 barril viuho, I dilo vinagre, 2 dilos azeilc, 1
fardo macella, 2 caixas drogas, 1 lardo flor de sabu-
go ; a Jo,1o da Cinclelo Bravo.
50 barricas rliouri^as, l.jpipas vinho ; a Manoel
Joaquina Ramos e Silva.
1 rana srrginlha ; a Jos Juaquini de Faria Ma-
chado.
50 barricas farinha de Irigo, 100 canastras hlalas,
50 pipas abatidas, i barricas ceyada ; a Anloiiio
l.uiz ile Olivcira Azevedo.
1 caiAo litros ; ao gabinete portuguez.
2 caias drogas ; a B..Francisco de Sonta.
I dila drusas, '. dita pciicirase drogas, 1 (lila agua
mulera, 1 dita pao deouro, 1 fardo pellica, 3 dilos
dores mediciuaes ; a Jos Alexandra Ribeiro.
1 caixa brochas, 2 ditas drogas, 1 dita mana, 1 di-
la vidros tallos, 1 dila liuhaca, 1 fardo pao campe-
che, 1 dito .l /un. a Mauocl Elian de Moura.
1 caivao rape ; a Jos Velloso Soares.
KOcaixas cera em velas ; .i Barroc A; Castro.
100 barris toucinho, 30 dilos rhouriras, 30 caixas
ceblas; a LuizJosda Costa Amorim.
50 canaslrasbalatas ; a Manoel do Reg Lima.
I raixinha drogas, 1 dila auna ingleza, 1 dila sa-
buco, 1 dila folhetos ; a Vicente Jusde Brilo.
I caixa vidros, 1 dila fio de Iludo ; a Moreira A;
Fragoso.
1 caixa drogas, 1 fardo alecrim, 2 'lilas macella ;
a Joflo Soiiui.
500 mullios cebollas; a Novars & Compa-
nhia.
8 barris vinho linio, 2 ditos branco. 10 e meia pi-
pas vinagre, !."> barris toucinho, 20 saceos farcllos ;
a Anioino Jo npiiin de Souza Ribeiro.
53 canastras balalas ; a Antonio Alves Vilella.
20 pipas vinagre ; a ordem.
100 canaslras balalas, 5 barricas carvao aninal ?a
Mieuel Joaquim da l'.o-t.i.
100 caixas batatas ; a Domingos Jos Ferreira Co-
mes.
9 caixotes cantara, 1 dilo livros e navalias ; a
Manoel Joaquim Ranos e Silva.
10 raixinhas hlalas ; a Viuva Amorim.
100 caoaslras batatas ; a Jos Fernanda Fer-
reira.
CONSULADO GF.HAI-
Os 30 dial ulcis para o pagamento a bocea do
cofre, da dcima urbana dos predios das freguezias
desla cidade e da dos Afogados, principia-se a con-
tar do 1. de junho prximo viudouro, lindos os quae.s
incorrem na multa de Ires por cnlo todos aquellcs
que deixarem de pagar seos dbitos ; o que se fa*
publico pela mesa do consulado provincial para co-ij
iiherimenlodos iuleressados.
O agente Borja, de orden do Illn. Sr. Itr.
juiz de diieilo da I .a vara do commcrcio Custodio
Manoel da Silva liuiniar.ics, a requerimento de Ma-
nuel dos Santos J'inlo e oulros, far leilo das divi-
das da taberna, sita na ra Direila n. 2. que foi de
Manoel Das Pinbo : seuunda-feira, 11 do correnle,
as III horas, na na do Col'rgio n. 15.
DE ARROZ DO
MAMNHO.
Por nao se ter acabado sabbado, con-
tinua segmida-l'eira : no caes da allaiulc-
ga, annazem de Paula Lopes, ao meio-
dia.
--------------------------------------------,I-----------1-----------_
Manual des terceiros i'ranciscanos.
Acha-se no prelo o nanual do irmaos da V. O.
Terrei.-a da Penitencia do S. P. S. Francisco.
A |.i parle desla obra coiilm a historia da insti-
tuieao absolviris, as indulgencias do Sn." P. Benedicto
XIV, ai. do Sm.o I'.-Pio VI de que ainda nao goza-
vam os terceiros desla vasta diocese, e alm disto as
qoe perlcncem s .i ordom lerceira do Rerife, e ludo
Mil que diz frspeilo aos terceiros e a ordem.
A 2." parte he um perf.ilo devocionario, contm
o inetl.odo de ouvir missa, de conCessar-se, a via-sa-
cra, a coroa seraphien, oacocs di manhaa e da noi-
Ic, um devoto exefciolo ou oraroes ao doloroso cora-
ran de Maria Saulissyna, indulscuciadas por Po
Vil, algunas oulras oracoes, o responso de Sanio
Antonio, a bistur c as visitas da Porciuncula, etc.
A 3.a parle rofTrn o modo de ajudar e assislir ao>
adonizantes com nuiliChia e lorantcs orsces, absol-
vn;ao de B-iiiedicto XIV, dos franciscano*, -dos car-
melil.i, dos confi les do Rosario e das Dores, e
alsumas heneaos. ,
Esta obra que pela I." parle pertence ao irmos
terceiros francisranis, pela .n e3. |fe necessaria a
qualquer chrislao, 9 pela* .')." indispemavel aos Srs.
sacrriloles.
Assigna-se a l$000 o exemplar, cm brochara, no
lonsisiorio da ordem lerceira. das 9 horas al as 3 da
larde, na liviaria rl.issica no largo do Collegio o. 2,
e na luja de livros na ra do Collegio n. 8.
Miguel Jos Alves, ra lo Trapiche, casa n.
16, habilitado pelas lelaccs que tem com diversas
casas de commerrio do livros, lano ueste imperio
como no estrangeiro, cncarrega-se de mandar vir do
i Rio de Janeiro, Portugal, Franca e Blgica quaes-
quer encommendas de obras impressas ou lytogra-
' pitadas, ulencilos para escriptorioe para oflieinasdc
| encadcrnario e ljlof.raphia, assim como aulros arli-
g s de commercio, a rondiees razoaveis c pela com-
tnissao do csljlo. Na mesina casa existen sempre
i os cahalogos mais modernos das mrlbores casas de
AVISOS DIVERSOS.
BANCO DE PEKNAMRUGO.
0 Banco de Pernambuco toma lettras
sobre o Rio de Janeiro. Banco de Per-
nambuco T de abril de 18-").O secre-
tario da direccao, Joao Ignacio de Me-
deiros Reg.
CONSEI.HO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo, em rirlude de aulori-
sarao do Exm. Sr. presidente da provincia, (cm de
comprar os objerlos segantes :
Para foruccimento do almoxarifado do presidio de
Fernando.
Papel almaro, resmas 8 ; pennas de ganco, 400 ;
Una prcla, garrafas 20 ; folhinhas de algibeira do
correnle anno, 2.
Oiiem os quizer vender aprsenlo as suas propon-
as en carta (echada, na secretaria do conselho s
10horas do dia II do curenle inez.
Secretaria do conselho adininislralivo para Corne-
cimeolo do arsenal de guerra 2 de junho de 1855.
Jos' njrdi Pertlra do Carmo Jnior, legal c secre-
tario.
WALDECK.
Os Srs. assignantes queiram mandar receber a
qiurla fulha de iHipressao. qu-.> chega ao S 104 : na
livrana n. ti o 8 da piarada Independencia.
[NFORHAgO'ES OL KELACO ES
SEMESTRES.
Na Traria n. Ge S da piara da In-
dependencia, vende-sc relacjtes sranes-
traes por pceo comtnodo, e q\ lerendo res-
mas vende-sc anda mais emeonta.
LOTERA
DEN.S.DHORDEM-TERCHRA
H(.H5, sabbado O de
jmillo, lie o iiidubitavel
iiHaaiento da referida lo-
tera, pelas9e meia at 10
horas da iiianllita, :jo coi -
sistorio dii igreja de N. S.
do Livrameiito, os meas
bi I he tes e cautelas estao
expostos a venda at a re-
ferida hora ; a elles que
estao no resto. Pernam-
buco 9 de junho de 1855.
O eautelista, Saluslion de
Aquino Ferreira.
RAP GROSSO, MEIO GROS-
Ol II X litU vros ilo Rio de Janeiro, Lisboa, Porlo, Paria e
Viuva Pereira da Cunlia, encarrejjada Urmellas.
da venda deste rape, avisa a seus lie-' Wgnel Josa Altos, ra do Trapiche, casan.
BOOM lite O deposito se ada prvido de r,r?u' ^.-"''-f P" pintes publicares
..' I Iliterarias de Purlosal, de ruja emprezas be agenle
todas estas qualidades, e que para mais nesta cidade : Panorama, Retuta Popnlar, diaMi-
coinmodidade acaba de estabelecer um lilar- Oazeta dos Tribnnaea, Fastos da Igreja, poc-
-, i i i >ias do Bocaje, liislona de l'uilugal, Historia Lni-
OUtro deposito na rita de Apollo, arma-) versal porCiin|Ui ,rdducca.., Historia do Consulado
/.em n. 2, onde poderflo encontrar todas e do Imperio, dila, Genio do Chnslianismo.dila.
OS mencionadas ualidadeS ao pretJO ja' | Pedimos a atlua^: empreza do thealro de Sania
estabelecido, de lJ280 o p-rosso e 900 o KMw' ioe ':* *" "-?* de Deos-fazen-
c__ i 1:1_______ -:_- do a parle de Chonchn a distincla alnz Mana Leo-
poldina.O constante.
l)--e C00?000 a juros com hypolheca em urna
WAL1IECK.
SOCIEiJADE 1>RAMATCA.
t.VBBAU 9 DE JUNHO DB is.:,.
Uepuis da execui.o de urna das inclborc ouver-
lura subir a scena o especlaculo j annuiiciado ( e
que por molestia da actriz I). Orsat nao tevecITcilo)
o drama novoem 3 artos, intitulado
0 EMPBESH10
DE
5 iBAICOS.
Finalisar o espectculo com a engranada comedia
em -1 aclos.
QL'EM PORFA M\T\ i;\(\.
Principiars 8 horas.,
AVISOS MABITI&IOS.
Rendimento do dia 1 a 6.
dem do dia 8 ...
!lJsi:)?9f.'i
-i:lili56(ll
12:4885 DIARIO DE PERNAMBUCO.
Foram houlcni sepultados os restos mortaes doSr.
Dezembargador da relarlo desla cidade, Antonio
Thmaz de Luna Freir, fallecido no dia antece-
dente repentinamente. Peroambucano boneslo c
virtuoso, bom psi de familia e magistrado honrado,
o Senbor Dezembargador 'l.una deixou urna nu-
merosa familia falta dos meios de subsis-
tencia, pois que nos lugares de magistratura
que percorreu, jamis auferio outros lucros fora do8
seus legilimos vencimenlus ;c sollrendo diferentes
molcslias, s deijou de cumprir seus deveres, quan-
do ellas o levavam a cama.
A futur
ra
IMVEIISAS PROVINCIAS.
Rendimento do dial a 6..... 733*083
dem do di 8....... 93S14S
8ti-3l7i
Coiiiiiaiihia
DE HiYBGiCAG A VAPOR
LUSO BRASILEIRA.
0 VAPOR I). PEDRO II.
E~portacao'.
Liverpool, burea inulea Esko, de 322 tonela-
das, condiizin o seguinte : 20l toneladas de gua-
no, t'iOI saccas rom 3,329 arrobas e 2 libras de al -
godau.
HECEHKDOIllA DE RENDAS INTERNAS (E-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 1 a 6.....3:683*355
dem do dia S....... 882j',8I)
Senhores, eu lenhv a cunvicr.lo de ira I u/u as ap
prehensei da Rente mais seria, mais grave, mais
perspicaz do |mi/....
IHna ro; :Do Rio de Janeiro.
fio de que sou mesmo acompanhadopelo pensamen-
lo i iluno, sincero tlus nohres memhros ; elles nao po-
dem-desconhecer a imponancia, o serio desle ne-
gocio.
9r; presidente, cada ez deploro mnis a lulta, a la-
cuna que deiiou una cataridjede que.se existisse en-
tre n', teria posto seo pulso forle c tulvez demorar
do o carro que parece precipilar-se: fallo do tenado-
econselbeirode eslido Bcroirdo Pereira de Vis-
roncillos, o ouai, com a capatidade vasla que .nin-
guem Ihe nogou, encarava a quisiao de estradas de
ferropor um modo muito serio; pareca qe era
propheta, levava suai epprebeasdsw a ponto de nao
admillir a possibilids-le da coostrucao de urna fU
estrada de ferro no Ira-il; a priori teptllia islo ; pa-
rece que esse grandi bomem com a vistas longas e
persp:cazes que linhi. j alcanr.iva oiieonveuien-
les, ou eatkaraene qujsi iMonerateis que iivera pa-
ra inlroduzir no pa mclhoramenlo desla ordem.
Invocando a autornUe do conselheiro V.i eu nao lenho em visa senilo reforrar a minha raca
voz ; fai;o islo porqu, lenho conscicnrla de qoe ifl0
posso imprimir na Ojinioc que emilto o valor re
devenam ler para moecer a attencao da cmara;
lenho consciencia qoj nie falla o prestigia da elo
quencia para poder Oivcnrcr c fazer v.lcr os argn
renlos que expouho; he s pela intima conviccao
empreza do theatro de
Sania Isabsl.
ntreos concorrenles a futura empreza do thea-
lro de Santa-Isabel, consta-no que se apresenlara o
Sr. Germana assnrisdo rom o Sr. Reis.
Vm artigo do Diartt de 6 do correnle, assjgnado
~'' diz que o Sr. Germano acabara aqu um
das suas emprezas em bancarrota. Ora. he cm favor
do Sr. Germano, que corremos a imprensa para de-
monstrar ao publico a falsidade de semelhanle a*ser-
cao. He notorio como o Sr. Germana se liouvc
cbcio de emharacos na sua ultima empreza nesle
thealro : urna longa serie de runlralempos impre-
vistos, occasionados pela guerra, que entao se Ihe
movia do llieatro de Apolla, fez com qoe o Sr.
Germano nao podesse cumprir inlezranlemente o
conlralo, que havia celebrado com o goterno da
provincia. I.igeiras fallas, molivadas por furra
maior, servirnm de preleslo ao governo para deixr
de pagar ao Sr. Germano os subsidios vencidos ; e
qnando no fin da empreza quiz pr-se quilo com
os actores e com a praca nao o p.ide la/.er, porque
aclirui-so alcancado as preslaroes, que o goveruo
reciisnu pagar-lhe. Koi obrigad. portanlo.-a licar
devemlo al que a fortuna Ihe fosse mais propicia ;
e p.iiliu.lo daqui para o Harannio, conlialou all a
empreza do lliealro de San-I.tiiz, d'onde nos cans-
a, que lem pago a lodos, ou quasi todos os seus
credores, nao alistante nao ter recebido os subsidios
que eram detidos, e que o governo devera pagar-
lhe se nao se comprazese em molestar o artista, a
quem lanos servicos detia o nosso thealro.
4:560803.
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimentododia 1 a6..... 1I:,T9R?11I
dem do dia 8....... 2:739:309
1i:1.V">5300
MOVIMENTO DO PORTO.
jNo lia 8 nao houveram enlrddas nem saludas.
EDITAES.
A'visla disto, pode com verdade dizer-sc, quo u
Sr. Germano foi um bancarroleiro ? S aqiiclles
que deuam dominar-se por odios particulares pe-
den avanrar semelhanle proposiejh.
O Sr. Germano, a nosso ver, he o cniprezario que
mais convinn ao thealro de Snula Isabel c quemis
garandas oflerecc para a orpnisarao de nina boa
companhia. Consnltc-sea este respeito a opiniao pu-
blica, c contamos de cerlo, que dirao lodosa una
voz, qu deve ser preferida-a empreza em que lo-
mar parte oSr. Germano.
Duvidara algu-m das suas babililares para esle
fim Ningucmem consciencia o aflir'mar : e para
prova de sua rapacidade, vejam-sc as daos cnipie-
z.is da Marar.hao, qne limlaram ambas sem a mais
pequea qoeixa da parte dos actores no cumprimen-
to de seus conidios.
O artiguisla foi em duvida instigado poi alqumas
almas mesquinhas, para na ausencia do Sr.Germano,
descarresarem sohrc elle loda a bilis r. licorosa que
os acompanha. Porm.in'is que conheremos de perlo
ao Sr. Germano, e que sabemos a tuaneira honrada
porqne elle se tem havido com os cu credores, in
dignamo-nos ao velo aecusado Iraieoeir.-imenlc. e
nnramos mao da penna para Irarar estas linhas cm
defeza.
em que eslou he de nister atlender-sc com muita
consideraco, com mil, ponderao paraos neg- o SrTOeriinno, ni oplnio de lodo o publico
O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cuniprimcnln da rcsolurao da junta da fa
zenda, manda fazer publico que a arrematarlo do
pedagio das barreira do Cacbang e Jahoaiao foi
transferida para o dia II do correnle.
E para que cheguc ao coiiherimcnlo dos iuleres-
sados se mandou ailivar o presente ti publicar pelo
Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 6 de junho de 1853. O serrelario, Antonio
Ferreira da AnnnnciafSo. *
O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
em cumprimento da resolurao da junla da tazenda.
manda fazer publico, que o impn-lo de 3) por cen-
ia sobre o consumo de agurdente do municipio do
ilecife, vai notamente a praca no dias 21 do cor-
renle.
E para constar se mandou affhar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 6 de junho de 1853.O secretario,
.;. /'. iCAitnnnria-ao.
O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, cm cunipriinenlo da rcsolucao da junla da fa-
zenda, manda "fazer publico, que as arremalacocs
das barreirai da ponle du Caivalhos", Tacaruna e
Bujary, tio Dotamenle a praca no dia 21 do cr-
renle.
E para constar se mandou ailivar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Sccrelaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 6 de junho de 1855. O secrelario, Antonio
Ferreira da Annunciarao.
O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em Cumprimento da ordem do Exm. Si. presi-
dente da provincia de 2 do correnle, manda con-
vidar as pessoas que quizerem furneer com prompti-
dilo loda a cal que for precisa para as obras cargo
da repartido das obras publicas, a proporcJo que
fr sendo requisilada pelo director da rrfesma re
parlidao, a comparecerem na Ihesouraria cem suas
proposlas em carta fechada,na qual olferecam o me-
nor preco porque Ibes faz conla fazer dilo forneci-
mcnio, scudo o prazo marcado para entrega das
mesmas cartas at o dia 9 do correte.
Esle ele-
gante, novo
e riquis'i-
mo vapor o
segundo da
companhia;
c o m m a n-
danla o l-
enle Vie-
uas do O',
leudo en-
trado em
Lisboa pro-
cedente de Inglaterra em I de maio, e prelenden-
do encelar a sua primean viagem a 24, dever.i a
esta rhegar at o lia 9 do corrente, seguindo para
a Babia e Rio de Janeiro depois da competente de-
mora. Para nassaueirus e encommendas pdem di-
rigir-se ao agente Manoel Duarle Rodrigues, ra
do Trapiche n. 2(i.
Para o Kio de Janeiro
segu ci m muila brevidade o brigue brasileiro Con-
ceiro por ler parte du carga prumpla : para o resto,
passageiros e estratos a frete, Irtla-se com Manoel
Alves Guerra Jnior, na rus do Trapiche u. 14.
Para o Maranhao com escalo pelo Cearu, segu
viagem o brigne Despu/ue de tleiri:. capitao Elizeo
de Araujo Franca :; quem no mesmo quizer carre-
grr ou ir ilc pass.sem, dirija-Sf ao mesmo capitao,
ou a seu proprielario Antonio Lopes Rodrigues no
escriptorin do Sr. Manoel Joaquim Ramos e Silva.
PARA O.UUCATV
segu no dia 11 do correte o patacho Sania Cruz,
pora o resto da carga e passageiros Irata-se cun
Caelauo Cvriaco da C. M.. ao lado do l/irpo Sanio
n. ",.
CEABA' E ACARACU*.
No dia 12 se; recebe carua o passafieiros: trata-sc com Caclano
Cvriaco da C. M. ao lado do Carpo Sanio n. 25.
Para a Babia segu imprciorivelmcnle no dia
!5do corrente. por lera maior parte da carga a bor-
do, o veleiro Male Cintro ; pira o resto, Irala-sc
com scu consign.itario Domingos Altee Mathcus.
RIO DE
JANEIRO.
O brigue nacional DAMA O segu at
meia Jo da seguate semana, ainda recebe
alffuma cargae escravoa frete: para o
((lie Irala-sc rom Machado & I'inheiro, no
largo da Assemblea n. 12.
mmm{ bkasileira e
PAQUETES DE VAPOR.
. O taqor Im-
pennl.ii, ciuii-
mandauleo I"
lenlo Torre-
zno, esperare
dos porlus do
noile em 13 de
rorrenlo, e se-
guir para Ma-
_ cei, Babia e
ez Kio de Janeiro
no dia seguin-
te : agencia na ra do Trapiche n. 40, segundo
aridaj.
Para o Maratihao e Para* salie no dia
18 do corrente, o muilo veleiro brigue
RECIPE, capitao Manoel Jos l.ibeiro :
para o restante da caiga ou passageiros,
Est no prelo o rompen lio de Inslilulioncs Juiis
Civilis. por II. 10. Petri YValdCck qoe serve de
compendio cadeira de Itireilo Romauo, instalada
de noto na Farnldade' de Direilo : subscreve-sea
(>-?'.)lK) rii. pagos na occasiao da subscriprao, e para
commodo dos senhnrcs acadeuncosenlresar-se bao s
folhas impressas de 8 paginas na livraria da praea
da Indepeiidcnria n. (i c S, a piopjrrfio que lm em
sahindo do prlo.
Perdeu-se, liontem 8 do corrente,
um meio bilhete n. 1277 ta loteriada or-
dem terceira do Carmo. e rojja-se a quem
o achou o especial obset[Uio de leva-lo
as Cinco Puntas n. 11 8 que se recompensa-
ra' generosamente ; e aos Srs cautelislas,
especialmente ao Sr. Fortunato a quem
i'ot comprado, pede-te (pie nao pagiiem o
dito meio bilhete sem que provena exu-
berantemente ser seu legitimo dono.
Precisa-sc alugarduas escravas : na
rua de Santa Cecilia n. 14.
Vendo no Diario de Pernnniburn de boje n.
1^1 um aniumrio do Sr. Antonio da Silva Guima-
i.les, caulelisl.i desla prara, em que este Sr. qnei-
va-so de ter sido calumniado de na i ler pago a?
ratelas emque sahin.ia a surte de :0IKl> de ruis.
da lotera da matriz de Santa Antao, qne uliima-
menle corren, rreorrendo o mesmo Sr. pan o leste-
mtinho uas pessoas a quem pertenciim equrllasrau-
lelas, e como seja para mira COUSI mui melindrosa
a reputadlo dos homeus. nioruu ut-- as circumstan-
cia do Sr. Guimaraes, apresso-mo em declarar ao
publico que lendo eu comprada para urna pesoa
um meio biibete em 2 qnarlos ) daqoella lotera
na casa du Sr. Guimaraas, eorriudo a lotera no dia
2G do mez passado ( sabbado na segunda feira 2S
Tui a casa do Sr. Guimaraes receber, m.is por n."..i
querer demorar-me mais onupniiro em quanlo elle
se desoecupava de outros ailareres, nao recchi nesse
dia ; porem no dia aegninlo t.-rc.i feira 21), apenas
preseotei-lhe as cautelas, fui immedialamcnle
pago ; por Imito nao lem por essa parle o Sr. Gui-
marfles, que receir clleilo alguin contra si proveni-
enle dena calumnia argida por alguem que Ihe he
desall'erlo, pois ella s a esse he que podo prejudicar
tillo que a verdade he superior a ludo. Recife 8
de junho de i&yj.Manoel d'Assumpco e S. Ti-
ago.
Ilusti'irnos Scnr. Ilcdactores.Permiao-inc
qe responda no seu eslimavel jornal mu arligo
que deparei no Feo Pcrnambucuno de 5 do corren-
te. com a epgrafeO mtodo .te leilqra repentina
caslilho e o Snr. Gamboa.Nao me cumpre por
m.i mu i alguruu eisprer;ar aos Ilustre redatores do
Eco o ineu Bgradecimeulo, por consi.ler:r-mc in-
digno dos elogios qe I-S. me prsdigalizao, por ser o
mtodo caslilho couza Ufo fa- il.sogundo (ieinouslra o
seu insigne aulor, a paginas \l da sua 3.* curan
o qc (pinlqer pe^oa qe naoAfor totalmente distiluida
de lian senso, p le meditando aqele litro de pagi-
na, a pagina ensillar a oulrcm perfeilaineuie, inde-
pendenle de aver acistido a curso ..I:uin. i Por
lano nao me cabe gloria alenma em conceller o qe
c-l.i a pardo inteligencias mediocres, em cujo nu-
mera me contemplo. A gloria pretenre loda ao Eis-
celenlicimn Snr. concelheiro Antonio l-'eliciano de
Caslilho, e logo aps d'ele so Ilustro cscriplor pu-
blico, qe pelo vrirulo da imprensa fas eisfortos por
dicipar as Irevas da ignorancia, proclamando a eil-
celenciade um mtodo, qe,qual caminho de ferro...
inda mais, qual fioclelrico conduz a puerjria, romo
por encante, is portas da instrurao secundaria:
um tal Escritor bein merece da Patria, pois nao su
difunde a sicncia mas estimula os demai Profeso-
res indicar um mtodo de leilura qe, segundo a
encraira fraze de SS. aprczenla nm aproveila-
menln lio maravilhosn, qe a nAo sertbto, parecera
fantaslico!! E'porem para lastimar qe ao paro
qe a llaia, Macei e Kio-lurmozo aprezeulao escolas
pelo mtodo Caslilho, cm noca rapital, qe supera-
bunda em eximios profernres", cujas inteligencias
muilo respeito, nao se deliberem a fazer a analite
deste mtodo, para recbela ou reftalo ; e qe sem
renhecimentu de causa uns o louvem, oulrns o vilu-
perem Presciiidindo de ludo o mais qe SS. rela-
lao no seu judirioso arligo, perinilao-me qe cm no-
me do Eiscelcnlicimo Senbor Conselheiro Antonia
I ol.-1.11111 ilc Caslilho agradera a SS. o bom concei-
lo qe Ibes merece o insigne motado de leitura re-
penlina, ca atciir;ao qe se dgalo ter com a nula
enlidade do seu muilo venerador e indigno
servo. Francisco de Frcilas Gamboa.
lino, de "i libras para cima.
'Quem qui/.er lomar urna menina de 5 anuo
em mm companhia, annnncie para se fazer o ajuie.
Precisa-se alagar una cesa terrea no hairro de
Sanio Anloiiio, que nao seja muito peqoeni, aara-
dandn nao so olh;i para o prero, e paca-so adianta-
do: quem livor aniiunrie para ser procurado.
Qunin precisar comprar um eavsllo que carro-
sa bailo, serve para carro, c es'.a milito gurdo, an-
nuncic a sua morada para ser procurado.
Na rua estrella do Rosario n. 4, se dini quem
d;i dinlieiro a premia sabr penhores de ouro, em
quanlisa de .VKXSOII.'), e pafemodic-is juros.
H
'J*
posicao uni-
versal le Pariz,
OL GUIA PARA MA VIAGEM A' EU-
ROPA PELO VAPOIl DE SOUTHAH-
PTON.
Esle interessinte opsculo, tao ntil na prsenle
quadra, em que mnitn pessoas com o intenta de ins-
truir-so ou recreiar-se prelendem visitar airando
cxposir.u, de Pars, he escripia por Din distinelo Per-
namburano, ora residente na capital do imperio fran-
ro?. Esta guia, nava no scu cuero, necessaria co-
mo he, aos que [euci.-ir.am apreciar esse magnifico
bazar da industria humana, porque u recrcio e ins-
trurrao que dalii Ibes pode resallar, lano inelbor
era aprovcilado, quanlo mais preparados c avisadas
furem os ruriosos e viajantes, p^ra visitar nao s
aquella rapital romo allomas oulras ridades por on-
de lecm de pass.ir ou Ibes licar a mao ; torna se
igualmente mil a lodas as mais pessoas vidas de no
lirias proveilosas.pcla iiiformarSo minuciosa c taria-
da que o illustre escriplor Ipreseoll de diversa ca-
pilaes c cidades nolavois da Europa. Um volume
im brochara, heui iinpiesso, e em bom papel, por
1*600. A1 venta no Ilecife. nas litnrill da rua
da Cruz, dos lllnis. Srs. Ignacio Francisco dos San-
ios n. ."ili, Jos Barbota de .Mello n. .">2, c l.uiz vil-
Ionio Siqueira, rua da Cadeia, luja u. 20. Em Sanio
Antoiiio, livrarias du rua do Collegio, dos lliius. Srs.
Ricardo de predas & C-, Jos .Noguoir.i 8, o Iguaria l'ranci-ru dos Sanios, paleo do Collegio
o. 2, e no aterro da Boa-Visla. laja do lllm. Sr. Gre-
gorio Aiiliincs de Olivcira n. 72 A. *
(Juem perdeu nu dia 8 do correnle um imiao
de ouro, na ruad i Camarao, dando os siguaes certos
o raceber, dirisindo-se prara da Iudepcudeucia
o. (i e o, das 10 horas ao meio da.
Perdeu-sc urna lellra vencida no mez de abril,
sacada por Francisca Tavares l.ima e acoil-t pelo Dr.
Candido Casado l.im.i, da quanlia de um cont qua-
trocenlos c lanos, e previue-se que ninguem a ne-
gocie por estar ja paga.
Maria do Carino de Moran Uns Peisolo,
aulorisada por procurarlo bastante de seu marido o
Sr. Manoel Jos Pei\oto dos Guimaraes, vende o seu
sitio da rna da Praia da cidade de Goiauna, com casa
de viven la de pedra c ral, dila de faier farinha,
qu.irlos para prelos, estriban* para fi cavallos, mais
2 casas pequeas no correr da casa grande, perlen-
ceutes io mesmo sitio.cacimba com boa agua de be-
ber, bastantes frucleiras, 2,OiH) ps de caf, leudo 50
bracas de largura e 80 de fundo, ponen mais ou
menos, bom terreno para loda lavoura, lano para o
v.T.i j como para o iuverno, senda dilo lerreno (o-
reiro, o qual veudc-sepor prero commodo : quem o
pretender, dirija-se a inesma cidade de Goiauna, a
tratar roai a vendedora.
(Jirerore-se urna ama para casa de bomem sol-
teiro, ou de pouca familia : na rua de llorlas ao p
da igreja dos Marlyrios.
OITerece-sc una mulher de boa conducta para
o servicu de casa de um h unem solleiro, ainda mes-
mo para um sifio perlo da prara : quem precisar,
dirija-se a Boa-Visla, beceo das Ferraros n. i.
M.iuoel Jos de S Araujo, leado de ir fazer
urna viagem a Porlugal, deixa durante sua ausen-
cia, cucarregado de seus negocios : em primeiro lu-
gar scu mano l.uiz Jos dcS Araujo ; em segun-
do a Jos Antonio de Araujo ; c em lerceiro,
Manoel > i- -menta de Araujo.
Joao Pereira declara, que por hatee urna pes-
son de igual nomc, muda o eu para Joao Pereira
dos Sanios, e rclira-se para o Rio de Janeiro.
Precisa-se de urna pessoa de 10 1G anuos
de idade, para criado, que seja diligente c de bous
costumes : na rua Nova n. ti,segando andar.
O abaiie asignado respeiia sobre-maneiri a
sua mn'.li-r l). Tborcza Adelaida de Siqueira Caval-
cauli, com a qual casou-se de muilo livre vonlado,
e depois de |>or cm pralica sacrificios de orna ordem
superior, pura tratar com ella urna discussao escan-
dalosa pelo prlo. Firaraa, porlaulo, sem espr.sta,
asaggressesque Ihe lazem cm nomedaquellasenho-
ra ; e toda a discussao sera feila permite us Iribu-
uaes, e superante elles. Nem eu, nem minha mu-
lher, nos podemos considerar separados,' sejam
qaaes f'irem a intrigas para esle tiin enapregada.
Arredilo mesmo, que ruuhando-uie a mulher, de-
bahle procnrarSe roubar-me o< Blhos e a honra.
Antonia Carlos Psriira de Hurgo* I''once de Len.
Osquartosns.' 1,01:1, 2,001, 171, 2.000, 1052,
955, 1050 c 3886 da lotera da Ordem Terceira do
Carmo, qne corre boje, perlcncem ,-i Nona Scnhora
do Pilar de Fra de Porta, o que se faz publico pa-
ra sriencia A' rrqurrimento do nvenlarante dos bens d-i
fallecido .Miguel Cafneiro, vai i prara, no dja 12 do
rorrenionic/, a mubilia io dilo fallerido, cuja rola-
rn c procos, conslam do escripia que est na mao
do porteiro do juizo Amaro Antonio de l-'nrias, e nu
c.irloriu ilo osenvao Guimaraes : a praca ter.i logar
aomeio dia, na rua dos 'Jnartei- casa n....
Pretine-M ao Sr. Salusliano de Aquino Fer-
reira que nao pague, caso sala premiado, o quarto
u. litij da I." paridla I. lotera concedida a ordem
lerceira do Carino, por perteuccr ao aballe as-i.iii.i-
do, o qu.it foi comprado na laja do Sr. Azetedu, na
rua estrella do Rosario, e lem o nomc do Sr. I.agus
nas cutas do mismo analto poslo pela raiseira do
mesmo Sr. Azevedo na occasiao cm que foi aparta-
do, pois julga-sc ler-se perdido ou sido loriado, cuja
lotera corre a 9 do corrente.Joao Pereira Lagos.
Aluga-sc urna prcla escrita para lodo o servi-
co de urna casa de familia, c que laiba eugoinmar :
quem a tiver e quizer, dirija-se ao largo do Parjizo,
casa torrea o. 4.
O abaiio assignado, morador na rua Augusta
u. 52, previne aos Srs. cautelislas que nao paguera
o que por surte sabir ao quarlo n. 3254, a beneficio
da ordem lerceira do Carino, o qual o perdeu, estan-
do assignado pelo mesmo.
Romaneo l.uiz de Freitas.
il-ahaivo assisnidos tem contratado sociedade
corr.inercial em nome collectivo, para gyrar nesla ci-
dade om a luja de ferragens, na rua da Cadeia do
Kecife n. 01, e ofticina de funileiro no fundo da ines-
ma ioja, sobre a nova rua do Brum, soh a firma de
Antonio Francisco Correia Cardozo & Me-quila J-
nior ; assim como no armazcm de assucar, na rua
de Apolla, sob a firma de Antonio ltotelho Piulo de
Mesquia Jnior & Cardozo, tanto em um como em
outro eslabelerimcnlo promettem bem servir ao fre-
guezes que se dignaren] prefer-los, e inenmoir-lhes
sii.is curoinmend-s, na exorur.io das quae mo-tra
rao o zelo e prumplidao- com que desejam captar a
benevolencia de seus amigos. Kecife 8 de junho de
1655.Antonio Francisco Correia Cardozo, An-
Ionio tlulellio Piulo de Mesi/uita Jnior.
Precisa-se de urna ama para cas de homem
solteiro: na rua Angosta o. 2. primeiro andar.
Prcrisa-se de uina am:i forra oa captiva para
cozinhar e fazer lodo o mais sertieo de urna casa de
pouca familia.: a iralar na rua do Rango) n. II,
primeiro andar.
Precisa-se do urna ama que saiha bom engom-
mar e cozinhar, e fazer o mais cvico de ana casa
de pouca familia : na rua das Cruzcs n. 20.
O abaito assignado avisa a lodos os seus deve-
dores de mais de I Minos, comp.ioccrein ate n dia
15 do correle junlia, para s disfazerem seus debitas
ou reformarem cus titules, soh p-na do mesmo
abnixo assignado usar do direiluque a lei Ihe coti-
cede.Manuel Antonio dt Jess.
rasa terrea nesla cidade, preferindo-se na Boa-Vis-
la ; a Iralar no aterro ola Boa-Vista, taberna u. 20.
Aluga-se o sobrado de tres andares e solao da
rua do Vigario n. 18 : Irala-se na rua do Crespo
n. 16.
Constando qoe o Sr. Francisco Antonio de Car-
valho Siqueira pretende tender o seu sitio dos Ar-
rumbado, se faz publico que o dito Sr. o nao pode
tender sem que primeiro pague ao abaiso assiguado
principal e juros que deve du sua hypolheca feita no
mesmo sitio, aos ;i das do mez de setembro de 1853.
Carlos Frederieo da Silva Pinto.
O Sr. que promettvo 6009000 pela casa da rua
do areal de N. S. do Pilar n. 22. querrndo ainda
Por essa quanlia, dirija-se uestes dous dias i rua do
ilar n. 101, para fechar o negocio.
Quem liver urna br,i casa terrea, com bom
quintil, pref-re-e no hairro da Boa-Vi-ta, annun-
cie.
Em consequencia du nao ter sppirerido lici-
tantes us rendas dos predios abaixo declaradas, por
liso vio de novainciile praca para seren arrema-
lados em hasta publica, na sala das sessocs do con-
selliuadmiuislrulivo uo patrimonio dos orphSos, nos
dias 12, 15 c 10 do correnle mez,' e por lempo de
um atino, a contar do 1.* de julho prximo futuro a
:t(l de junho de 1856, as rendas dos seguinles pre-
dio, a saber : sala c loja da casa n. 1 do largo do
Collegio ; rua das l.arangcira, casa n. 5 : rua do
Rangel n. 6 ; rua do Pires o. 13 ; rua da Madre de
lieos ns. 22,2!. -1, 33, 34 e :M1 ; becco das Boias ns.
37, 38 e 39 ; roa da Lapa n.-. 40 141 ; rua da Mo-
da ns. 45, 16 e 47 ; rua do Amorim ns. 48, 50, 52,
51. 55 e 56 ; rua do Azeile do Peise ns. 59 e 62 ;
rua do Burgos ns. gfj e 69 ; rua do Vicario ns. 71,
72 c 73 ; rua do Encantamento ns. 71. 75 e 76, e
lojj n. 76 ; ru i di Sentad Velha u. 78. 79, 80 e
81 ; rua da Guia ns. 83 e 84; rua do Trapiche n.
8."i ; na de Fra de Porlas ns. 98, 99 e 105 ; sitios,
um cm Pninameirim n. 2, outro dilo na Mirueira
n. 4. Os licitantes com seus fiadores, bajara de
comparecer no tugar iudiradu, e as 10 horas da ma-
nhaa dos mencionados riias. O secrelario,
Manoel Antonio liegas.
Francisco Jo6 Dias retira-M para a Europa a
Iralar de sua aude.
ATTEN^O.
O abaixo assi<;nado, cautelista das lo-
teras desta provincia, constando-llie ojue
se tem espalliadoqne elle nao pagou o
premio de (i:000g00() rs., sabido no n.
1220 da Lotera da matriz de Santo An-
tao, corrida a 2 de maio, e que pedir
00 dias de espera, declara que lie calum-
nia semejbante boato, e que s pode p ai-
tirde alguin inimigo gratuito, ou de al-
guem que queira por este meio ver se
desacredita as suas cautelas (o que nao
recela o abaixo assignado), porque tendo
corrido a lotera no dia sabbado 26 de
maio, foram pagos os quatro quaj-tos no
da 29 do mesmo mez aos possuidores, e
neste dia tambem foi pago o meio biibete
n. VI) i, da lotera do Guadelupe, que se
acbava em Laga-Nova, e que por este
jornal ib I prevenido ao abai\o assignado
para nao pagar senao aos dous socios que
se achavam assignados no mesmo meio
biibete, os quaes vieran ambos e recebe-
ram o seu importe. Hespondam os pos-
suidores que i'oram dos billietes, se nao be
verdade o que o abaixo assignado decla-
ra : as suas cautelas sao pagas logo que
se apresentam. Boa-Vista b" de jurbo
de 1855.-Antonio da Silva Guimaraes.
Sf
g) O llr. Sabino Olegario l.udgcro I'iulio, i$i
mudou-se do palacete da rua deS. Francia- u*
jW co n.68A, para o sobrado do dous anda- jr.!
Jn resn.6, ruade Santo Amaro, inundo novo.' fB
O abaixo assignado avisa a lod is as pessoasque
tiveram contal com o finado Antonio Piulo de Ma-
raes, c que ainda se consideram credores do mesmo,
de presentaren] suas contas legalisada, alim de se-
rein alten Hd.is no inventario a qoe se vai proceder
nos bens do mesmo tinado.
Manoel Antonio de Jess.
Diogo Jos I.ciletiiiimaraes lem justo e contra-
tado a comprada loja d-selleiroda roa larga do Ro-
sario n. 30, com o Sr. Fideles Jos Correia ; algu-
ma pessoa que se julgar credor do mesmo Sr. 1 i o-
Ics. com quem se nao haja concordado semelhanle
compra, queira comparecer na rua Jiot
A SANTA CASA DA MISERICORDIA DE
LUANDA.
Os senliores proprietarios de predios
cujos cbaos sao ioieirosa' santa casa da
misericordia, e que pelos nmeros dos
mesan predios e ras onde se acham
edificados, i'oram cbamados no mez de
maio ultim nos ns. 112, li, 114, 115,
122, 125 e 124 do DIARIO DE PER-
NAMBUCO, para tiran pagar ao respec-
tivo procurador casa n. (i, defronte do
Trapiclie-Novo, a importancia quedevem
de foros vencidos, e ainda o nao izeram;
sao por este annuncio prevenidos que a
nao virem satislazer ate 15 do corrente,
teraodc ser cbamados pelos seus proprios
nomes alim de no baver mais demora no
paga meato.
(MPlNlliA DE SEGMS MARI-
Os directores tendo recebido do gover-
no imperial oapprovarao dos estatutos,
coiividam aos senliores accionistas para
em reuniao da assembla geral tratarem
deinitiv rmonte sobre a eiicorporarao da
mesma compaiibip.: no dia 13 do corren-
te, a's 11 boras da manhiia, na sala da
associarao commercial.
-elleim u. .'>, para Iralar a tal respeito com o annun-
' ciante, no pruzo de 3 dias.
-Jos Antonio de Araujo embarca para o Kio de |lo.a-sa a polica e aos capilac* de campos
Jaiiciio o seu cscravo cabra, de nomc Aleivo.
Precisa-se alugar urna prela captiva que saiba
cozinhar e engoinmar : na rua estrella do Kosario
n. i.
Dr. Hiheiro, pbvaician hv Ule univcrsily of
Cambridge, Dnilcd Slates, contines (o resido, airua
da Crol n. '.i, 2. floor, and allends eperiall\ lo
Ihe eve and rar's discase, he malvas orrulareainiiii-
lion al any hour in nrifla residences; reiueinlicr
ili.il for Ihe eiamiualioii of Ihe car, il requires (he
lighl of ihe san.
Os Srs. Antonio Jos Rodrigues da
Cunlia, Jos Francisco de Oliveira, Manoel
Joaquim Nunes Bairo, teem cartas noes-
criptorio de Novaes & C, rua do Tra-
piclie n. ~i\.
Aviso ao respeitavel publico.
Joao l.uiz Ferreira Hiheiro, com podara no largo
de Sania Cruz n. 6, cunfronte a igreja, alm do bom
pi e bolachas de lo los ai l.imanhos, se acba muni-
do de um homem que euleudu perfeilamente de fa-
zer lio.n lm de todas as qualidade. pastelees, enfei-
(a baudejas p ra liados, ameiiiloas, confcilos, e ludo
loja de mais de sua arle ; por isso avisa o dono do estsbelc-
cimenlA a todos os seus freguezes, qoe Acude tildo
por meaos prero qoe em qurdqaer parle, tanto em
porcjlo coma a retalho ; assim como ni mesma pa-
apprebensao da preU l.uiza, crioula, cheia do carpo, darla se fabrica^ bolachinba de ararul.i muilo bem
de idlde de il) anuos, "cor fula, c com urna grande
cicatriz re qucimadiifti que comprelicndc Inda a p.i
o braco direilo, levando vestido de chita azul com
barra : na rua do l.ivramenlu u. l'J, sobrado, se gra-
tifica a apprehen-ao. ,.
feila, bisroilos, faltas Unas ele.
Aiida esl para se atorar nina casa terrea na
Precisa-se de um eaiveiro para taberna, que
l 'iilm algiiini pralica e que saiba ler : na rua di
Guia n. 0.
cidade de Olinda, ladeira da Misericordia n. 12, em
muilo bom estado : para ajusfar, na rua do Rangel
n. 21.
O b-llo elogio leilo ao iliuslre Srs. acadmi-
co, por madama llcperine, ne thealro de Santa-Isa-
bel dosla ridade,acha-se ricamente impresso em Pa-
Quem tiver um bom sitio perlo da prara, com j ris, e na casa da rua lirg" lo Rosario n. 28, primei-
boa casa e baia para capira, aiinoncie. | ro andar.
MUTILADO




DIARIO t)E PERMMUCBu, SABA:0 9 l JUNHO 2fc 1855.
lotera da ordem terceira do
CARMO.
Aos 6:()00s000, 2:000000, 1:000.>'000.
No dia II do correte andam as rodasdcla lotera.
Os bilhelese cautelas do cautelisla Antonio Jos Ro-
drigues de Soma Jnior achante a venda na praca
ra Independencia, tojas ds. i, 13, 15 e 40, roa do
Jueimado n. 37 A, aterro da Boa-Vista n. 72 A, e
las outras do coslume. Os seus hilhcte inteiros nflo
sotTrem o descunln dos 8 por cento da lei nos pre-
mios gra.uhs, e sim as suas cautelas,
llilhctes 5$800 Kecebe (tbr iateiro 6:(M)IIS00
Meios 2B00 coui descont 2:7601000
guarios 1,1*40 o j, 1::lS5U()
Oilavos 720 i) 690s000
Decimos %600 5528000
YigesiirJos 320 ,, 2768000
O mcsinn caulelisla declara, que apenas se obriga
a pagarais^ j)or cento, dos premios grandes que sa-
hirememseus bilbetes inteiros,- em nriginaes, de-
vendo o*po*Hudor reeeber do Sr. thesoureiro o seu
respectivo premio.
Prccisa-SS de uma-prela cscrava para ama de
urna casa de familia, que faca o servido interno e
externo da mesma, pagaudo-se-lhe 320 rs. por dia :
a tratar na ra do Collegio n. 3, primeiro andar.
Casa de consignacao de escravos, na ra
dos Quarteis n. 2i
Compram-se e recebem-se escravos de ambos os
sexos, para >e venderem de commissao, tanto para a
provincia como para fra della, ouerecendo-se para
sito toda a segurancia precisa para os ditos escravos.
COMPANHIA PERNAMBGAN A
DE NAVEGA?A COSTEIRA.
A direcrSo tendo de mandar fazer o
aterro e caes no terreno do forte do
Mattos, convida as pessoas que estejam no
caso de arrematar as referidas obras, a en-
viarem as suas propostas ate o dia 15 do
corrente, ao escriptorio do Sr. F. Cou-
lon, na ra da Cruzn. 2.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acham-se a venda os novos bilhetes da
21 lotera do tlieatro de Nictheroy, que
de vi a correr a 2 ou i do corrente mez :
as listas esperam-se pelo veloz vapor TO-
CANTINS, no dia 1(3 doandante : os pre-
mios serao pagos logo que se lizer a dis-
tribtiirao das mesmas listas,
CONSULTORIO DOS POBRES
ao mu* ova i jjnAa so.
O Dr.r. A. Lobo Moscnzo d> consullas homeopalhicas todos os dias aos pobres, desde i) boras da
manhaa aleo meio dia, c cm casos extraordinario* a qualquer liora do dia ou noile.
Oflerece-sc igualmenle para pratiear qualquer operario de cirurgia, e acudir promplamenle a qual-
quer raulher que esleja mal de parlo, e cujascircumslancias nao perniillain pagar ao medico.
SO C01ULT0RI DO DR. P. A. LOBO IOS.
50 RA NOVA 50
VNDESE O SEGINTE:
Manual completo de meddicina homeopalhica do Dr. G. II. Jahr, traduzido em por
tugue/, pelo Dr. Moscozo, qualro volumes eDcadernados em dous e acompanhadode
om diccionario dos termos de medicina, cirurgia, aualomia, etc., ele......
20*000
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, roa do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, finas e grossas, por
precos raais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
coes, como a retalho, afiiangandc-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabelccimento
abric-se de combinarlo com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, raneczas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epor
isto olferecendo elle maiores van-
tagem deque outro qualquer ; o
proprietano deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem dos
seus inleresses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
EDCACA'O DAS FILHAS.
Entre as obras do grande Fenclon, arcebispo de
Cambray, merece mui particular mencac otratado
da educaran das meninasno qual este virtuoso
prelado ensilla como asmis devem educir suas fi-
Ihas. para um dia chogarem a oceupar o sublime
lugar de mi do familia ; loma-se por lano urna
necessidade para todas as pessoas que desejam gui-
a-las no verdadeirocamiubo da vida. sU'i a refe-
rida obra Iraduzida em porlugoez, e vende-se na
livr;iria da praca da Iodepeudencia n. 0 e 8, pelo
diminulo prec,o de 800 rs.
Conslando-me que a Sra. D. Leopoldina Mara
da Usa Kruger pretende alienar seus bens de raz,
previno aos que os quizerem comprar, de que movo
contra a dita enliora accSo decendial pelo joizo da
primeira vira do commerco do Recife, para me pa-
gar da quana de 4:88O0OO e dos juros vencidos, e
que esses bens eslo sujeilos au referido pagamento,
afim de nao se chamaren) os compradores em lempo
algum i ignorancia. Kecife 10 de maio de 1853,
Mathios Lopes da Costa*Maia.
AGENCIA COMMERCIAL.
. Christovao Guilherme Breckenfeld, habilitado
com os conhecimeutos praticos que em materias de
commerco tem adquirido durante muilos anuos,
que as tem exercilado nesla praca como'caixeiro,
guarda-livros, e gerente de negocios proprios
alheios, .offerece aos negociantes desta c das oulras
prarasdo Brasil, assim como a oulras quaesquer pes-
soas, o seu presumo para o fim de dirigir ludo o que
se refere coutabilidade, como sejam.rever e ajuslar
conlas de qualquer nalureu, orgauisar bataneas re-
gularisar liquidaces de sociedades, raleios, regula-
res de avarias, inventarios e partilhas amiga veis da
qualquer especie de bens, exlrahir contas correnles
com jaros ou sem elles, por em dia escripluraces
atrasadas, lomar coota oe qualquer nova cscriplura-
rao por partida dobrada, milla ou simples, arbitra-
mentos judiciaes, contratos commerciaes de qualquer
iialureza ele. etc. Encarrega-se oulro sim de diri-
gir qualquer negocio judicialmente, qur peranle o
juizo commercial, qor peranle o tribunal do com-
merciu, em primeira c segunda instancia, para o que
tem a cooperario de om dos mais habilitados advo-
cados e de um dos mais probos e diligentes solicita-
dores do foro. Para este fin tem o annuncianle
aborto o seu escriptorio na ra da Cadeia de Sanio
Antonio n. 21, oude pode ser procurado das 8 horas
da manhaa as i da tarde. O annunciaule espera
merecer desta e de oulras praras om bom acolh-
meuto, sendo o seu estabelecimenlo da mais reco-
nhecida ulilidade.
Coiiliuua-se a dar dinheiro a juros razoaveis
com penhores : na ra eslreila do Rosario n. 7.
Joaquim da Silva Mourao previne a quem inle-
ressar possa, que todos os bens do Sr. Jo- Uias da
Silva, movis, semoventes e de raiz, estap lujeilos
ao pagamento do que elle llie deve, pelo que nflo
pode o mesmo aliena-los, e nem de gualquer forma
dispor delles em prejuizo do annuncianle, que pro-
testa usar de seu direito, nulliGcando qualquer ven-
da,on disposicao desses bens.
Ser repetido o presente annuncio, apezar da de-
claracjo do Sr. Jos Uias, em o Diario de hontem
de nao pretender vender seus bens; porque ja urna
vez, nao obstante idnticas declarares, ellequizera
vender lodos, por inlervencflo do corredor Miguel
Carueiro, sem que em os aouuncios se Jivesse felo
inenc^o de seu nome, o que felizmente se soube
lempo de se poder obstar por meio de um aresto
que se fez nos inesmos bens.
O accordao qoeo Sr. Jos Dias tem feito publicar
repetidas vezes, e ltimamente no Diario de hou-
leni, nao privou o annuncianle Mourao do direilo
debaver oque elle lhe deve: apenas julgou uao ler
sido curial a marcha, que se seguir na execu<;ao de
diversos accotdaos proferidos por uuanimidde de
volos contra o Sr. Jos Dias, os quaes subsislem em
sen inteiro vigor, poisqne nao forani e nem podara
ser derrogados por esse, a que tanto se soccorre o
mesmo Sr.
Nos autos eiistem documentos, (alguns do proprio
punho do Sr. Jos Pas) que destroem completameu-
le csc termo de conciliario, mandado publicar ja
lanas vezes por este senhor. Pos mesmos autos se
evidencia ser o Sr Jos Dias realmente devedor ao
annuncianle ; sendo que quando d3o ezislissc prova
clara e concludenle, bastara o fado que se deu no
ligeiro ajuste amigavel, que precedeu a accao, leu-
dle verificado logo no comero do mesmo ajaste,
sem tiabalho algum, sor o Sr. Jos Dias devedor de
alguns conlos de ris, como minuciosamente depo-
zeram as proprias teslemuuhas desse Sr., bastara a
sua recosa em apresentar cerlos livros, que lhe foram
exigidos por despachos para o ajuste, c cuja eiisten-
cia nao poda ser contestada, por constar de outros
livros que u aquellos so referiam !
\at-se continuar na ezecurao do accordao proferi-
do ua causa principal conlra o Sr. Jos Das ; e o
publico sera informado do resultado desta questdo.
Joaqutm da Silta Mourao.
Oabaiio assignado pede ao Sr. J. F. daC.
que tenha a bnndade de mandar pagar a quantia
que nilo ignora, na taberna da ra da Cruz n. -J8, do
contrario lera de ver o seu nome por extenso neste
jornal.Anre. Barbosa Snare*.
Precisa-se de um caixeiro de 1-2 a li aonos
para l.berna, que tenha alguina pralica do mesmo
negocio : ua ra da Cruz n. 2H.
Precisa-se alugar urna ama que seiba engom-
mar e cosiuhar o diario de urna casa de pouca fa-
milia : na roa das Aguas-Verdes, sobrado junio ao
do esrrivao Posliiumo.
Em setembro de 1825 chegou a esle porlo o
bcrcanlim Bella Escolha, que vinha da cidade de
I orlo, e daqui seguio para o Maranhao, roga-se por-
lanto aossenhores a quem esle briguc veio consigna-
do, declararen! por esle jornal a sua morada para se
. Ibes tallar.
sua- que sequercm ueoicar a p
experimentar a doulrina de llahnemaun, e por si mesmos se convencerem da verdade d'ell: a'lodos os
fazendeiros c senborcs de engenho que estao longe dos recursos dos mdicos: a lodos os capiles de navio,
que urna on outra vez nao podem deixar de acudir a qualquer incommodo seu ou de seus tripulantes :
a todos os pais de familia que por circumslancias, que nem sempre podem ser prevenidas, s3o obriga-
dos "a prestar in eontinenli os primeiros soccorros em saas enfermidades.
O vade-mecum do homeopatha ou traduccao da medicina domestica do Dr. llering,
obra lamhem nlit as pessoas que se dediram ao estudo da homeopathia, um volu-
me grande, acompanhado do diccionario dos termos de medicina...... O'-OOO
O diccionario dos termode medicina, cirurgia, anatoma, ele, etc., encardenado: ,nkki
Sem verdaderos c bem preparados medicamentos nao se pode dar um.passo seguro na pralica da
homeopatbia, e o propietario deste estahelerimenlo se lisongeia de le-lo o mais bem montado possivel e
ninguem duvida boje da grande superioridade dos seus medicamentos.
Rolicas a 12 lobos grandes.............
Boticas de 24 medicamentos em glbulos, a 10, 12} e 159000 rs.
Ditas 36 ditos a..........
Ditas 48 ditos a..........
Ditas 60 ditos a.........
Dilas 144 ditos a..........
Tubos avulsos.......... .....#
Frascos de meia onca de lindura...........
Ditos de verdadeira lindara a rnica.........
Na mesma casa*a sempre vqnda graude numero de lubos de crystal de diversos laman"hos"
vidros para medicamentos, e aprompla-se qualquer encommenda de medicamentos com loda a brevida-
de e por precos muilo commodos.
8JO00
aa?ooo
253 30,'SHK)
60SIKM)
18000
25000
25000
Novos livros de homeopathia uiefrancez, obras
Indas de summa importancia :
Hahneruanu, tratado das molestias dirimirs, 4 vo-
lumes............ 2OCO00
Teste, molestias dos meninos.....tt-^OOO
Merina, homeopathia domestica......79000
Jahr, pharmacnpa homeopalhica. 69000
Jahr, novo manual, 4 volumes .... I69OOO
Jahr, molestias nervosas.......69000
Jahr, molcslias da pelle.......891HX)
Kapou, historia da homeopathia, 2 volumes I6900O
llarthmann, tratado completo das molestias
dos meninos..........109000
A Teste, materia medica homeopalhica. 88000
De Fayolle, doulrina medica homeopalhica 78000
Clnica de Slaonelj .......69OOO
Casting, verdade da homeopathia. 48000
Diccionario de Nyslen.......IO9OOO
Aulas completo de anafomia com bellas es-
tampas coloridas, enmend a descripcao
de todas a parles do corpo humano 308000
vedem-se lodos estes livros no consultorio homeopa-
Ihico do I)r. Lobo Moscoso, ra Nova u. 50 pri-
meiro audar.
DENTISTA.
Paulo liagnoui, dentista francez, estabele
9 cido ua ra larga do Rosario n. 36, sesnudo 0
3t andar, enlloca denles com gengi vas arlihcaes,
e dentadura completa, ouparle della, com a 9
Spresso do ar.
Rosario n. 36 segundo andar.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
quemudou a sua aula para a ra do Rau-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internse externos desdeja' por me-
dico preco como lie publico: quem se
quizer utilisar de sen pequeo presumo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
O escripturario da Companhia de
Reberibe, encarrega-se de comprare ven-
der aceesda mesma companhia : na ra
Nova, sobrado n. 7.
Est a sabir a luz no Rio de Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
EXTRAIIIDO DE RUOFF E BOEN-
NINGHAUSKN E OUTROS,
c posto cm ordem alphabelica, com a descripcao
abreviada de todas as molestias, a indicarlo pbvsio-
logica e therapeutica de lodos os medicamentos ho-
meopalhicos, seu lempo de acrao e concordancia,
seguido de um diccionario da sianilicacao de lodos
os termos de medicina e cirurgia, e pesio ao alcance
das pessoas do povo, pelo
DR. A. J. DE MELLO MORAES.
Subscrove-se para esla obra no consultorio horneo,
pallnco do Dr. LOBO MOSCOZO, ra Nova n. 50-
pnmeiro andar, por 5000 em brochura, e 68000
eucadernado.
Precisa-se de urna ama forra ou capliva, que
jaiba fazer o servico diario de urna casa de pouca
ramilla: a tratar na ra do Collegio n. 15, arma-
zem.
fllBLICACAO" DO KSTITITO 110
MEOPATIIICO DO BRASIL.
THESOURO H0ME0P*ATII1C0
O ($)
VADE-MECUM DO ($)
HOMEOPATHA.
Melhodo conciso, claro e seguro de cu- {\
rar homeopathicamente todas as molestias 2
que affligem a especie humana, e parti- W
cularmente aquellas que reinam no B.rn- k
sil, redigido seguudo os melhores trata- j2.
dos de homeopathia, lano europeos romo (5
americanos, e segundo a propria ejperi- t.
encia, pelo Ur. Sabino Olegario Ludgere ^
Pinho. Esla obra he hoje recouhecida co- (0
mo a melhor de lodas que Iratam daappli- />,
ca;ao homeopalhica no curativo das nm- w
leslias. Os curiosos, principalmenle, nao 6&
podem dar um passo seguro sem possui-la e 32
consulta-la. Os pas de familias, os senlio- (ff?
res de engcnlio, sacerdotes, viajantes, ca- i(
pitaes de navios, sertanejos etc. etc., devem V
te-la i man para occorrer promplamenle a (S)
qualquer caso de molestia. *
Dous volumes cm brochura por 109000 W
o encadernados 118000 (k
Vende-se nicamente em casa do autor, 2Z
rua| de Santo Amaro n. 6. (Mundo No- W
vo). ^
Na ra Relia n. 13, precisa-se de urna ame es-
crava, que saiba cozinhar bem.
Aluga-se a 108 rs. por mez. urna casa terrea
em Ol.nda, roa da B.ca de S. Pedro n. 1. com duas
portas e duas lanellas de frenle, tres salas, qualro
quarlos, grande cozinha, quintal grande murado
comporlao para a ra, cacimba, estribara para tres
ou qualro cavallos, e casa para pre.los, e lamhem se
vende : a tratar com Antonio Jse Rodrigues de
Souza Jnior noRecifc,rua do Collegio n. 21, pri-
meiro ou segundo andar.
HASSA ADAMANTINA.
Ra do Rosario 11. 36, segundo andar. Paulo (lai-
snoux, dentista francez, chumba os denles com a
malta adamantina. Essa nova e maravilbosa com-
posicao lem a vantagem de enchersem pressao dolo-
rosa todas as anfractuosidades do deute, adquirindu
em poucos instantes solidez igual a da pedra mais
dura, e permute restaurar os denles mais estraga-
dos coma forma e a ciir primitiva.
Antonio Rodrigues de Albuquerque, escriptu-
rario do consulado provincial, faz sciente aos Srs.
proprielarios dos predios urbanos das fregueziss de
S. ir. Pedro tionc,alves c Sanio Antonio, que prin-
cipia a fazer o laii(amcnlo da decima, como lam-
bem dos de mais inipostos a cargo da reparlicao, do
auno tinanceiro de 1855 a 1856, no diaSdeiunho
correle.
Fomecimento de carva'o
As pessoas pie se propozerem a sup-
prir de carvao os vapores da mesma com-
panhia, podem igualmente apresentar
suas propostas no mesmo escriptorio at
o referido dia 15 do corrente.
8 J. JANE, RENTISTA, %
0 contina a residir na roa Nova 11. 19, primel- ft
5* ro andar. a
Precisa-se de um.criado que seja fiel e capaz,
para servir em urna casa de familia : quem quizer,
dirija-sei praca da Boa-Vista*, casa da quiua que
tem enlrada para a ra do Arag.To 11. 32.
Precisa-se alugar orna laria que tenha sitio
ou mesmo sem elle, perto do embarque: quem tiver
anuuucie, ou dirija-se esta typographia, que acha-
ra com quem tratar, -r o r .1
Precisa-se de um feitor para sitio,
pa to desta praca: na taberna que faz
quina para a cadeia-nova se dir' nuera
precisa.
quem
Quem precisar de una ama capaz, para casa
de pouca familia, ou mesmo pra esludanlcs, dirja-
se a ra da Cadeia do Recife, loja n. 53, que achara
com quem tratar.
Precisa-se de om homem que entolda de plan-
tadlo de sitio, para administrar uns prelos em um si-
tio na Passagem : a tratar na ra da Cadeia do Re-
cife n. 5, loja.
. ~ 9 ,,)r-. Rilieiro, medico pela universidade de
Lambndsc, contina a residir na ra da Cruz do Re-
cife n. 19, -2." andar, onde pode ser procurado a
qualquer llora, e convida aos pobres para consultas
gratis, e mesmo os visita quando as circumslancias o
exijam, faz especialidade das molestias dos orlos e
ouvidos.
Manoel Luiz (ionralves da Fonte, subdito oor-
tuguez, vai Portugal.
Manoel Nuuesda Silva, subdito porlneuez. vai
a Portugal.
Manoel Jos de S Araujo, subdito portuguez,
vai ,-t Portugal.
Antonio llenriques Rodrigues, subdito portu-
guez, vai .1 Portugal.
Urna pessoa habilitada offerece-sc para promo-
ver cobrancas Tora desta praca. o qual d; fiador a sua
conducta : quem de seo preslimo se quizer utilisar.
dirija-se a ru Nova, taberna n. .50.
Na roa Direila, sobrado de um andar n. 33, ao
pe da botica, fazem-se bolos de S. Joan enfeitados
com capellasdc alfinim, de diversos modcilos ; quem
quizer pode lego-fazer as suas encommendas. Tam-
bem fazem-se ramos, llores e maisgahntarias.e Um-
bem se fazem bandejas .le bolinhos de armacoes e
angelas, de bom goslo. Na mesma casa se veudem
doce* seceos c de calda, sendo de auanaz, mangaba,
maraciij t caj.
Precisa-se de urna ama forra, que saiba bem
engommar e cozinhar, para urna casa de pouca fa-
milia : na ra das Cruzes 11. 28, primeiro andar.
COMPRAS.
Compra-se urna geometra de La-
croi\ : quem tiver annuncie.
Compra-se urna rela que saiba bem coser c
seja moc-a : na ra Nova 11. 67.
Compram-se cffeclivamenle Irastet novos e
usados : na ra da Cadeia de Sanio Amonio n. 18.
Na mesma loja lambem se alugara mobilias e oulros
quaesquer trastes, assim como se vendem por mais
barato prejo do que em outra qualquer parle.
Compra-se prala brasileira ou hespjnhola : na
ra da Cadeia do Kecife 11. 5i, loja.
Compram-se escravos de ambos os sexos de 12
a22annos, pajzam-se bem na ma Direila 11. 66.
Compra-se urna negra que seja moca, saiba
bem engommar e cozinhar, assim como um moleque
de 12 a li aiuios: na ra da Cruz do Recife, n. 23.
VENDAS.
Sanio Antonio livrando seu pai do pa-
tbulo.
Riqiissimo drama original de A. X. F. A., acres-
cenlado com duas pralica* sobre a vida c morlc do
Santo, compostas por Francisco de Freitas amboa,
e primorosamente pregadas por dous dos seus disc-
pulos de menor idade. Acha-se > venda na ollirina
de cncadernacao do Padre Lemos, no largo do Col-
legio, pelo preco de 18000, linda impresso, e em
muilo bom papel.
NAVALIIASIA CONTENTO E TESIJt'RAS.
Na ra da Cadeia do Recife 11. 48, piimeim an-
dar, escriptorio de Ansuslo C. de Abrcu, conli-
nuam-se a vender a 88000 o par (preco fivo, as j
bem conhecldas e afamadas navalbas de barba feilas
pelo hbil fabricante que fo premiado na exposijao
de Londres, as quaes alm de duraren! exlraerdia-
riamcnle, naosesenlem no rosto na accao d corlar ;
vendem-s* com a cndilo de, nao agnidando, ,io-
dercm os compradores devolve-las alo 15 dias depois
pa compra restiloiudo-se o importe. Na mesma ca-
sa ha ricas tesourinhas para unhas, feilas pelo mes
mofa!'cante.
Vendem-se dous pianos fortes de
Jacaranda', construcrao vertical, e com
todos os melhoramentos mais modernos,
tendo vindo no ultimo navio 'de Ilam-
burgo: na ra da Cadeia, armazem n.
Vende-se urna parle do engenho Tres Uracos,
na freguezia daEscada, com 10 escravos-de servico,
16 bois mansos, 3 carros ferrados em boai eslado, .1
visla do comprador tralar-se-ha do ajusle : a tratar
no mesmo engenho com seu proprietaro Antonio
I ereira da Silva, ou nos Afogados com Antonio de
Souza llarrozo.
Vende-se urna boa esrrava de elegnnle figura,
sadia, de 20 annos, sem vicios, s lem una pequea
belide em un olbo, ama prela de 16 anuos, um lan-
o feia de feicoes, e sem defeilo, per preco coramo-
do : na ra larga do Rosario n. 24.
\ ende-se um "mideque de 3 annos de idade.
bonita figura, c por preco cmnmodo : na ra do Hos-
picio, sitio da Sra. Viuva Cimba.
MA CRESPN. 1
Vendem-se brinsde puro linho, bronco e de cores
a 18200 a vara, riscalinhos cm chita a 68000 a peca,
c 160 o covado, corles de Ua para calca a 18200. as-
sim como organdis c cas*as de muilo bom gosto, e
oulras minia- fazcndas.por procos razoaveis.
DEEM ATTENGAO" AO BARA-
ftftQ,
Na taberna que fo do Malinas, na rua Nova 11.
30, vendem-se por muilo commodos piceos, l.lvez
por menos do que em outra parle, muilos cllcilos
pcrtenrcnles a labtrna : mperior vinho Champagne,
llordeauv a 320 c OO rs. a garrofa, do Porto muilo
velho, engarrafado, a 800 rs., cha do Rio e da ludia
muilo bom, passa-, chourieas, presuntos, velas de
espermaceti: fraurezas e americanas, dilas de car-
nauba pora, vinagre branro c linio de Lisboa, en-
earrafado ede muilo superior qualidade a 280, quei-
jos do reiuo muilo frescars, sag, ccvadiutia, eslrel-
linha, fogo da ludia a Sebastopol, saldinha de Nan-
les, vinho muscalel muilo superior a 560 a garrafa,
charutos da Babia, cerveja, bnlacliinha de aramia e
outras muitas cousas, como licores francezes, sabao
branco do Rio, doce de guiaba bom e de gela in-
glesa, resmas de papel de boa qualidade, etc. ele.
Litteratura.
Acba-sc i venda o compendio de Theoria e Prali-
ca do Proresso Civil feile pelo Dr. Francisco de Pau-
la llaplista. Esla rbra. alm de urna introdcelo
sobre as aceces e oicepres em geraf, trata do pro-
cesso civel comparado com o commercial, conlcm
a Ihcoria sobre a applicaco da causa julgada, e ou-
lras doulrinas luminosas : vende-se nicamente
na luja de Manoel Jos l.eile, 'ia rua do Quei-
mado n. 10, a 68 cada ciemplar rubricado pelo
autor.
VESTIDOS V 2.000.
Corles de chita larga franre/a a 28000 cada um :
na loja de i portas da rua do Oueimado 11. 10.
RUADO CRESPN. 19,
Vendem-se bonitas manas de seda para scnliora
a 38000 cada una.
Vende-se urna boa casa terrea, sila na rua da
Coin-eieao da Roa-Vista: a tratar na rua Nova 11. 67.
Vendem-se organdis, fazenda nova e bom gos"
lo propria para vestido de senhora ; d-sa amostras
com penhores : na rua do (Jueimado, loja da esqui-
na do becco da Congregatao n.r 51.
Vende-se urna vacca parida de Ires dias, mansa
de corda: naencruzilhadade llelem,'taberna do An-
dr.
LOJA DA RUA DO QUEIMADO N. ).
Veiide-sc ricos cortes de casemra de novos pa-
vees pelo diminuto preco de 53500 rs. o corte,
meias piuladas linundo seda a 500 rs. o par, grava-
las de selim a 1-8000 rs., brim de linho branco Iran-
eado .le luena a 18200 rs. a vara, chapeos de sol de
seda furia core a 68500 rs., e outras muitas fazen-
das que se estao veudndo por muilo diminutos
presos.
Conlinua-se a vender mnculinas de cores pa-
ra vestido a 300 rs. o covado: na loja de 4 portas na
rna do Queimado n. 10.
Vcndo-sa um lerrruo na rua da Aurora com
34 palmos de frenle : a tratar na Iravessa da rua das
Cruzes n. 8.
Vende-se vinho verde da melhor qualidade
que ha no mercado, pelo diminulo preco de 20 rs.
a garrafa : na rua do Caldeireiro u. 94.
Vende-se nm nilante 'le uso, novo.e urnas la-
boas de Calle! do navegarao: na ru do Rangcl
n. 21.
Vende-se una porla e retola da postura da c-
mara, urna travo de 34 palmos de "qualidade, 3
envaines de 36 palmos cada um: na rua do Rangcl
n. 21.
Vendem se on vros <-*piriluaes, Horas Ma-
riannas, Avoz de Jess Chrlsto, pelo parocho.-Vida
de Jess Chrislo, o Reliro espirilual, o Mez.Marian-
no, e calhecismo de Monlpclier :na rua do Raugel
n. 21.
PANNO DE LINHOETOALHAS
VINDAS DO PORTO.
Vende-se pinino de linho de lodas as qualidades ;
loalhas adamascadas para mesa, de diversos tama-
itos ; dilas acolitadas e lisas para rosto, por preco
conimodo : na rua do Crespo, loja da esquina que
volla para a Cadeia.
FAZENDAS DE GOSTO
PARA VESTIDOS DE SEMI ORA.
Indiana de quadros muilo fina e padroes novos ;
corles de laa de quailio- e flores por preco commo-
do : vende-se ua rua do Crespo loja da esquina que
volla para a rua da Cadeia.
CASEMIRA PRETA A 4*500
0 CORTE Hi CALCA.
Vendem-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volla para a rua da Cadeia.
I Vendem-se saccascom farinha a i-flOO rs di-
las com arroza 4000r.: no caes da Alfandega ar-
mazem de Amonio Annes Jacome Pires.
Em casa de Timm Momscn & Vinassa,
piara do Corpo Santo n. I Ti, ha para
vender:
Um sortimento completo de livros em
branco, \indos de llatnliti/go.
U o
^^ ^_; c-
W SSi 9 r
V id bd O-O
X! 04 ws A O s - i ir es 9 a C6 te r-ffl u a o g K B O C" o -a ni O '< es O 1/3 i/3
(=Q '-J- <=5
C=5 9 fiB esi 3
9 bd ~ 2 s
o B. ZS * a i) U5 fe ;-
^ w er, 2 -3
5 -- 3 O
1

-:
Gordoes de ca-
bellos,
elsticos, lisos e cnfeilados, por melade de seu va-
lor : vendem-sc na Iravessa da Madre de Dcos
n. 10.
Fumo em folha.
Fardos de 3 arrobas, de todas as qualidades : ven-
de-se no armazem do Rosa, na Iravessa da Madre de
Dos n. 19.
Cera de carnauba.
Vende-se na rua da Cadeia do Recife n. i9, pri-
meiro andar.
RUA DO CRESPO N. 19
Vendem-sc chales de laa de diversas qualidades e
gosto, por precos commodos.
Chegou de Franca pelo paquete nina fazenda ntei-
ranienle nova, loda de seda, de qdadros e lislras,
o mais rico possivel, denominada Sebastopol, o
covado............ijiOOO
Adelinas de seda de quadros, o covado 1;-000
Crimea de seda, goslo escoeez, o covado 900
Prozerpina de seda dequadro, o covado C80
Indianas escocezas, novos padrcs, o covado 400
Chilas francesas, lindos padroes, o covado 280
Riscado francez, largo, fino, o covado 260
Cortes de vestidos de seda escoceza, o corle 149000
Corles de larlalana de seda, o corle. &3000
Cortes de camhraia de seda, o curie. ,>&0oo
Selim prelo lavrado pora veslido, o covado 29100
Selim prelo maco. liso, o covado. 2?(00
Sarja prela hespanhola, o covado. 2g000
Nobrcza prela pnrlucucza, o invado, 1j800
Chales de casemira de cor. lisos..... ->00
Chales de merino, franja do seda. jooo
Chales de merino bordados a seda 83300
Chales ric merino o mais rico possivel II5OOO
l.uvasdeseda de todas as qualidades I928O
Corles de casemira. preta selim .... (000
Corles de casemira de cores......4-800
Corles de casemira mofada......29500
Corles de colletes de fuslo fino. .... fjoo
Lencos de seda para Bravata...... goo
Ourello preto para panno, o covado 3?000
Cortes de alpaca escoceza. o corle 35000
na rua do Queimado, em frenle do becco da Con-
gregatao, passaudo a botica, a segunda loja de fa-
zendas n. 40.
CEMENTO ROMANO A 8.000.
Vende-se cemcn'o Romauo a 89OOO a barrica ; na
rua da Cruz u. 13, armazem
lo da Silva.
de Jo3o Carlos Ausus-
4 BOA FAMA.
Vendem-se superiores meins de laia para padres
fazenda como ha moilo lempo nao apparece 110 mer-
cado, e pelo baralissimo preco de 29000 rs. o par
luvas de seda brancas e arr.arellas para senhora, fa-
zenda de muilo boa qualidade c sem defeilo alsnm
pelo baralinho preco de 1>200 r. o par: ua ruado
Queimado nos qualro canlos loja de miudezas da
boa runa n. 83.
A BOA iAMA
Vendem-se carteirai proprias para viaaens por
lerem lodos os arranjos necessarioi para barba, pelo
baralissimo preco de3J00.reloginhos commoslrado-
res de madreperola e porcelana, coasa muilo delica-
da para cima de mesa a 4o000 cadi um. loucadores
com columnas de Jacaranda e com rxcellenles e-pe-
Ihos a 39OOO, ricos toncados para senhora a I9.JO,
riquissimos leques com lindas e lini-simas pinturas a
">>IIO0 e O9OOO eada um, vollas prelas para luto com
brincos, pulceira c alflnele, fazenda muilo superior
a '19000, dilas mais ordinarias a I9OOO, linteiros e
areeiros de |>orcelana a 500 rs. o par, quizenas de
laa de innilo bonitos golos c com guarnicocs para
meninas e senhoras a 39000, ricas caias para rap
de diversas qualidades a 640, 1S00O, 19.500 e 29OOO
cadauma, oculos de armsraodc aro, que pela gran-
de quanlidade que ha as pessoas que precisaren! nao
deixarao de encontrar a graduaeao que sirva, pelo
barato preco de 800 rs., carapucas piuladas e muilo
fioai para, hornero a 240, meias finas piuladas para
homem a 320 o par, puntes liuissimos de larlaruea e
de bonitos padroes para atar cabello a '1?500. ">>000
e 593OO cada 11111, bandejas finas de varios lamahos
de 1?O00al j^HMIcada una, riquis-dmas franjas com
borlas brancas c de cores, proprias para cortina-
dos, escovas muilo tinas para cabello e roupa, es-
lampas de sanios em fumo e coloridas, e alm de
ludo isto oulras muilissimas cousas, ludo de muilo
goslo c boas qualidades : na rua do Queimado, nos
qualro cantos, loja de miudezas da Roa Fama n. 33.
Esla loja be bem condecida porque sempre venden
ludo mais barato do que em outra qualquer parle, e
mesmo porque sempre se acha sorlids de um ludo
quanlo se procura.
MUTILADO
TINTA BARATA.
Vende-se tinta vermelha, em lalas da 28 libras,
propria para apparelho, pintura de canoas, lanchas
etc., a 100 rs. a libra : na roa da Cruz u. 13, arma-
zem de J. C. Augusto da Silva.
$acea com farinha.
Vendem-se saccas com superior farinha
da tena, nova, por menos preco do que
em.outo cpialipter parte: a tratar 110
trapiche do l'elmirinlio, ou na loja n. G
da rua da Cadeia do Recife, esquina do
Becco-Largo.
De 20000 a 2000000*
He chi'uado pr.ua da Independencia n. 24 e
30, loja de chapeos de Joaquim de Oliveila Maia.
um grande e variado sortimento de chapeos do Chile,
que 1 villa de sua boa qualidade se vndenlo pelo
diminuto preco de 29000 a 2009000, assim como cha-
peos de castor prelos, pardos c hrancos, com pello c
raspados, copas alias e baisas, chapeos de Italia, di-
tos de palha brasileira, ditos amazonas para senhora,
ditos de palha aberta, ditos francezes e da trra para
homens c meninos, dilos de luslre de copa alia e
baixa para pagen. Jilos para marinheiros, e final-
mente um bello mu -lmenlo de lodo quanlo be pre-
ciso para raheca, e ludo por precos mais razoaveis do
que em eulra qualquer parle.
Nos qualro canlos la Boa-Vista dehaiso do so-
brado, vendem-sc cartas de fogo da Chi.iaa 120.
Na casa de llebrard \- Blaudin, rua do Trapi-
che Novo n. 22, vende-se aceite doce francez de
l'lagniol. verdadeiro salame de l.jon, muilo fresco,
assim como vinho de Bordcaui, champagne, cognac,
ludo por proco razoavel.
A I'ECIHNCIIA.
Esl se acallando; ceblas de Lisboa chegada lti-
mamente a 320, iSD, 600 rs. o cento, p muilos ou-
lros gneros por precos muilo razoaveis: no aterro
da Boa-Vista n. 8. defronte da boneca.
Vende-se um cabriole! e dous cavallos, ludo
junto ou separado, sendo os cavallos muilo mansos e
muilo costurcailos em cabnolct: para ver, na co-
cheira n. 3. dcfronle da ordem terceira d"e S. Fran-
cisco, c a tratar rom Antonio Jos Ilud Le- de Sou-
za Jnior, na rua do Collegio n. 21, primciro'ou se-
gundo andar.
Vendem-se 2 escravos baratos e bnns : ua rua
Direila n. 66.
Vendem-se ceblas muilo baratas, para fechar
conlas : na Iravessa da Madre de Dos n. 16, arma-
zem de Agostnho Ferrcira Senra Guimaraes.
Vendse pipas, barrisvazios e bar-
ricas internadas: a tratar com Manoel
A Ivs Guerra Jnior, na rua do TrapicTie
n. li.
TESTOS
PARA YOLTARET.
Vendem-se na rua da Cruz 11. 26, primeiro andar
lindas saisas envernisadas, com lentos para marcar
jogo de. vollarele, por preco muilo comniodc.
Allcncao !
Vende-se superior fumo de midi, segunda e capa,
pelo baralissimo preco de 39000 a arroba : na rua
Direila n. 76. .
Potassa.
No anligo deposito da roa da Cadeia Velha, es-
criptorio 11. 12, vende-se muilo superior polassa da
Russia, americana c do Rio de Jancirir, a precos ba-
ratos que he para (echar conlas.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas pata piano, violao e flauta, como
sejam, quadrillias, valsas, redowas, sclio-
tickes, modinlias tttdo modernissimo ,
chegado do Rio deJpneiro.
Vendem-se ricos e modernos pianos, recenle-
meutc chegados, de exceUentea vozes, e pregos com-
modos em casa do N. O.. Biebcr & Companhia, rua
da Cruz n. i.
A Boa faina,
Na ruado Oueimado loja de miudezas
da boa fama n. 33, vendem-se as miudezas abaiso
mencionadas, c alm dessas oulras muilissimas que
avista dos seos precos moito baratos, nao deitam de
fazer muifa conta aos amigos do bom e barato, as-
sim como beete'iras e mscales: liuhas le novellos
ns. .50, 60 e 70 a I9IOO a libra, bolcs para camisa
a 160 a groza, lilas do linho brancas a 40 r. a pe-
a, linhas de carrilel de 200 jardas de n. 12 a 120 a
70 rs. o carrilel, cuteles francezes em carines a
80 rs.. linhas de pozo a 100 rs. a meadinha, dilas
muilo finas para bordar a 160 rs filas de seda la-
vradas de lodas as cores a 120 rs. a vara, linhas de
marcar azul c encamada moilo finas a 280 rs. a
cahinha com 16 novellos, dilas mais grossas a 140
rs., lapis finos envemisados a 120 rs. a duzia, dilos
mais ordinarios a 80 rs. a duzia, dedaes para senho-
ra a 100 rs. a duzia. caitas para costuras de se-
nhora a 290OO, 39000 e 39.500, ditas para joias a
300, 200,120 e 80 rs., braceletes encarnados a 400
rs., peonas d'aro muilo finas a 640 rs. a groza, pa-
litos de fogo a 40 rs. a duzia de macinlios. capachos
pintados a 640 rs., bcngallinhisdejancorom benitos
easloes a 500 rs., nenies para alar cabello a 19.500
a duzia, papel almarjo muilo bom a 29600 a resma,
dito de pe/ 1 paubido a 39600, micaouas miudinhas
a 40 rs. o majo, dilas maiores e de todas as cores a
120 rs. o maro, suspensorios a 40 rs. o par, grampas
a 60 rs. o massinho, alfiuelesa 100 rs. a caria, pe-
dra- para escrevera 120 rs.. botes linos para calca
a 280 rs. a groza, brinquedos para meninos a 500
rs. a raixinha, meias brancas para senhora a 210 n.
o par, luvas de torca! fazenda superior e com borlas
a 800 rs. o par, dilas de algodao, brancas, para ho-
mem a 240 res o par, escovas linas para denles a
10(1 rs., colhercs de metal para sopa a 610 rs. a
duzia, espelhos com molduras douradas, fazenda su-
perior a 120 e 160 rs., espelhos de rapa a' 800 rs. a
duzia, tesonras para costura a 1>000 rs. a duzia, ca-
ivetes de 2 folhas para aparar pennas fazenda su-
perior a 2-0 rs., lutasdeseda prelascom pilmas ele
cores aOOrs. o par, ditas de algodao de cores mui-
lo finas para homem a 400 rs. o par azulheiros de
metal com agulhas cousa superior n 200 rs. torcidas
para candieiro do numero que o comprador quizer
a 80 rs. a duzia. (velas douradas para calca e collele
a 120 rs., peutes de haleia para alizar a 280 rs., ditos
linissimos paraalarcabello a I928O rs,esporas finas de
metal a 800 rs. o par, chicotes fin os a 800 c I9OOO
rs., aboloaduras para rolletes cousa superior a 400,
500, 600 e 800 rs., traicellins de borracha 'para re-
lo&ios a 100 e 160 rs., caixiuhas com superiores agu-
lhas francesas a 200 rs., meias de seda pintadas pa-
ra criantes de 1 a 4 annos, a 19800 rs. o par, dilas
pintadas de fio da Esencia de bonitos padroes a 240
e 400 rs. o par, trancas de seda de lodas as cores, fi-
tas linissimas de ludas as cores, biquinhos de algo-
dao e de linho de bonitos padroes muilo linos, te-
zouras o mais fino que he possivel enconlrar-se e de
lodas as qualidades, luvas e meias de todas as qua-
lidades. e oulras muilissimas cousas, ludo de muilo
goslo c bous qualidades e por precinhos que muilo
agradan). Esla loja he bem ronhecida nao s por
vender sempre ludo mais barato do que em outra
qualquer parte, como lambem ser nos qualro canlos
adianto da loja do sobrado amarello, e para melhor
ser conhecida lem na trente urna taboleta com a boa
fama pintada.
Capas de panno.
Vendem-se capas de panno, proprias para a esta-
jo prsenle, por commodo prego : na rua do Cres-
po n. 6,
Vende-se urna carraca e um par de rodas, em
bom uso, 3 gneos, 1 macho c dnas_femeas, e pesde
abacale : na cochefra da rua da Florentina.
Alpaca desela.
Vende-se alpaca de seda de quadros de bom goslo
a 720 o covado, curtes de hla dos melhnres cusios qoe
lem viudo no mercado a 19-500, dilos de casia chita
a 19800, sarja prela hespanhola a 29400 e 29200 0
covado, selim prelo de .51 ac> a 29100 e39200, guar-
danapos adamascados feitos em (iuimaraes a 39600
a duzia, loalhas de rosto vindas do mesmo lugar a
99OOO e I29OOO a duzia : na rua do Crespo n. 6.
Glande sortimento de brins para (|tiem
quer ser gsmenlio com pouco dinheiro.
Vende-se brim trancado de lislras c ipiadros.de pu
ro linho, n 800 rs. avara, dilo liso a OiO, ganga
amarella lisa a 860 o covado, riscados escuras a imi-
lacSo de casemira a 360 o covado, dito le linho a
280, dito mais abaiso a 160, castores.de lodas as co-
res a 200, 2'(P e 320 o covado : na rua do Crespo
n. 6.
BOBERTORES.
VeriUcm-se cobertores oscuros, grandes c peque-
nos, a 11900 c720 cala um : na rua'do Crespo n. 6.
CORTES DE CASEMIRAS
DE CORES ESCURAS E CLARAS A 39000.
Vendem-sc na rua do Crespo, loja da esquina que
volla para a rua da Cadeia.
CHALES DE LAN E ALGODAO,
ESCIROS A S00 KS. CADA LM.
\ endem-se na rua do Crespo loja da esquina que
volla para a rua da Cadeia.
COM PEQUEO TOQUE DE
Algodao de sicupira a 29500 e 39 : vende-se na
rua do Crespo loja da esquina que volla para a rua
da Cadeia.
& Deposito de vinho de cliam- 19
JP pague Chateau-Ay, primeira qua- |
J| lidade, de propredade do conde {)
(A de Marcuil, rua da Cruz do Re- M
4* cite n. 20: este vinho, o melhor S
a de toda a Champagne, vende-se ,
W a TiSOO rs. cada caixa, acha-se 3
J nicamente em casa de L. Le- J
W comte Fcron & Companhia. N. 9
8 ILAs ca i xas sao marcadas a ib-
9 joConde de Marcuile os ro- ^
t lulos das garrafas sao azues. &
ATTBNCAO', gi E HE PARA ACABAR.
Lia- rom lislras de seda, c qualro palmos de lar-
gura, fazenda muilo propria para a presente esta-
can, pelo diminuto prec,o de O rs. o covado : na
rua da Cadeia do Kecife n. 35.
Deposito do chocolate francez, de urna
das mais acreditadas fabricas deParis,
em casa de Vctor Lasne, rua da Cruz
n. 27.
Extra-superior, pura baunilha. 19930
Eltra lino, baunilha. 19600
Superior. 19280
guem comprar de 10 libras para cima, tem um
hale de 20 %: venda-sc aos mesrdes presos e con-
dices, cm casa do Sr. Barrelier, no aterro de Boa-
> ista n. .52.
Vende-se aro em moliles de um quintal, por
preco muito commodo : no armazem de Me. Cal-
moni & Companhia, praca do Corpo Sanio n..11.
ATTENQO.
, Na rua do Trapiche n. 34, ha para
vender barril de ferr ermeticamente
fechados, proprios para deposito de fe-
ses ; estes barris sao os melhores que se
tem descoberto para este lim, por nao
evhalaiem o menor cheiro, e apenas pe-
zam 1 (i libras, e custam o diminuto MO-
CO de a'OOO rs. cada um.
COGNAC VERDADEIRO.
Vende-se superior cognac, em garrafas, a 129000
a duzia, e 19280 a garrafa : na roa dos Tanoeirns n.
2, primeiro andar, defroule do Trapiche Novo.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saccas que tem um alqueire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazens n. o, 5 e 7 defronte da escadi-
nlia, e no armazem defronte da porta da
alfandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes iVC, na rua do Trapiche n. i,
primeiro andar.
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volla para cadeia.
DEPOSITO DA FABRICA DE TODOS
OS SANTOS DA BAHA.
Vend-se em casa de N. O. ieber &
C, na rua da Cruz n.* i, algodao tran-
cado daquella fabrica muito proprio pa-
ra saceos de assucar e roupa para escra-
vos, por preco commodo,
Em casado J. KellerAC, na rua
da Cruzn. 55 ha para vender excel-
leutes piano viudos ltimamente de Ham-
buifjo.
Vende-se urna halanra romana com todos os
stus pertences.em bom uso c de 8,000 libras : quem
pretender, dirjja-se a rua da Cruz, armazam n. .
Para vestidos.
.Na rua de gueimado, |oja de fazendas ti. 46 A,
de Bezerra t Moreira, vende-se escellente seda de
quadros, fazenda inleiramenlc nova e de lindos e
variados padroes, pelo diminuto preo de 19200 o
covado. I)ao-e as amostras.
Vende-se a casa de pasto da rua das Cruzes n.
39, muilo bem afreguezada: a tratar na mesma ca-
sa a qualquer hora do dia.
Vende-se um bonilo escravo, moco, ptimo
marcioeiro, e alem disso cozinha e he hbil para lodo
servijo, e de excedente conducta, o qual lie vendido
por precisa : ua rua da Pra)a n. 43, primeiro an-
dar.
A ELLES, ANTES QUE SE ACABEN!.
\ ondem-secorles de casemira detlioin goslo a 29,500
49 e 59000 o corle ; na rua do Crespo n. 6.
Superior vinho de champagne eBor-
deau\: vende-se em casa de Schafhei-
tlin & C, rua da Cruz 11. 08.
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
ton & C, na rua de Senzala Nova n. 42.
Sellins inglezes.
Relogios patente inglez.
Chicotes decano e de montarla.
Candieiros rnsticacs brpnzeados.
Chumbo em leneot, barra e muniro.
Farelio de Lisboa.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiro e devela.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa n. 7.
Taixas par: engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passn-
do o chafariz continua liaver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Moinhos de vento
'om bomba sde repuxo para regar borlase baia,
decapim, ua fundirade D. W. fiowman ; na rua
do Brum ns. 6, 8 e 10.
Riscado de listras de cores, proprio
para palitos, calcase jaquel is. a 160
o covado.
Vende-se na rua do Crespo, loja da esquina qne
volla para a cadeia.
Na roa do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se farelo novo, chegado de Lisboa pela barca Gra-
tidao.
!$ POTASSA BRASILEIRA.
A Vende-se superior potassa, fa- (A
(g) bricada no Rio de Janeiro, che- Q
I*, gada ecentemente, recommen- f&
T da-se aos senhores de engenhos os S
? seus bons ell'eitos ja' experimen- 2
W tados: na rua da Cruzn. 20, ar- '
(0 mazem de L. Leconte Feron &
til Companhia. >j
. CEMENTO ROMANO
da melhor qualidade, e chegado no ulti-
mo navio de Hamburgo: vende-se em
conta, na rua da Cru/.n. 10.
W Cobre para forro de 20 ate 2 ion- ,
$ <;as compregos. (A
(^ Zimo para lbrro compregos. tA
0 Chuinbuembarrinlias.
iAt Alvaiade dechumlio.
t 1,1ntu Juanea, prela e verde.
W Oleo de nhacaera botijas.
< Papel de embrulho.
Cemento amarello. '
Q Armamento de todas as quali-
IA dades.
^ A netos para um e dous 01-
Z*. vatios.
W Chicotes para cano e esporas de
Jg ac prateado.
W Formas de Ierro para fabrica de
(0 assucar.
'^) Papel de peso inglez.
|| Champagne marca A &C
Uk Rotim da India, novo e alvo.
a Pedras de marmore.
J2 Velas stearinas. '
W Pianos de gabinete de Jacaranda', W
Se com todos os ultimo melho- "
ramentos.
No armazem de C J. Astley fA na rua da Cadeia.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr & Companhi
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de caimas todas de foro, de um
raodello econstrccao muito superiore
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. Starri & C. em
Santo Amaro acha-se para Tender ara
dos d. ferro de -*>,r- qualidade
CEMEMO
i da melhor qualidade: vende-se- 3
Uf emcasadeBrunnPraeger&C, rua j|[
3 da Cruz n. 10.
, Ve1^e uma da' ma,s elegautes casas de so-
brado edificada ha pouco lempo, sita na estrada de
S. Jos do Manguind, a qual 1ero todas > commo-
didades para familia, cocheira, estribarla, silio com
mnitas frucleiras e flores ele. etc. : a tratar na roa
da Cruz n. 10.
Na rua do Queimado,
nos qualro cantos, loja de fazendas 11. 22, defroule
do sobrado amarello, vendem-se as fazendas aliaito
menciouadas, todas de muilo boas qualidades, e em
muilo bom eslado, e os precos sao os sigoinles: bros
trancados de cores, de muito bonitos pUroes, de pu-
ro linho a (00 rs. a vara, dilos bascos a 800 rs.,
dilos lisos muilo linos a 480 e 520, ganga amarella
da India a 300 rs. o covado, corle dk casemira para
caifas, fazenda mnito superior e di bonitos padroes
a 49000, caeemira preta muilo lina a 28000 o covado,
merino prelo muito fino :1.900o covado, damasco
de laa sem mistura de algodao a 600 rs. o covado,
chitas muilo finas em relalhos a 160 o covado, ditas
dilas corlando-se de pecas a 200 e 210, chales de me-
tim a 640, ditos de cinta a 800 e I5OOO. ditos d al-
godao muilo boa fazenda a 700 rs.. chapeos de sol de
seda para senhora o melhor qoe pode haver a 3&600,
ditos de panniuho de asteas de baleia para homem a
25OOO, dilos dilos de asteas de junco a 1^200, cha-
peos prelos francezes, fazenda muito superior e do
iiihs modernissimo gosf a tigOOO, lencos de seda
com franjas para senhora"'a 29200, ditos de algodao
c seda lambem com franjas a 610, dilos de pura seda
para alpibeira a 2V0OO, ditos hrancos de camhraia de
linho a 640, itravatas de seda muilo bonitas a 640 e
800 rs., ditas de cass a 240, meios lencos de selim
prelo e de cores, muito boa fazenda, a 640 e 1J200,
corles de colleles de gorgurao de seda, fazenda mui-
lo superior, a2SO00, dilos bordadosde selim aofeODO,
ditos de fii'lao muito fino a 19000, chales finissimos
de merino a 6SO00 e IO9OOO, dilos de seda muilo su-
periores a IO9OOO, cortes de vestidos de seda esco-
ceza a 188000, ditos de seda lavrada, fazenda muilo
superior, a 249000, selim prelo ds Maco, fazenda
muito boa, a 2cO00 o covado, corles de vestidos de
cassa fina com barra a 29000, dilos ditos a 19500.
corles de camhraia com babados a 49000, dilos de
cassa chita a I98OO, bonetes para meninos a 40C rs.,
suspensorio finos de borracha a 200 ra. o par, cami-
sas de meia a 800 rs., meias de seda brancas para
senhora, fazerda superior, a 19800 o par, Uvas de
seda para senhora perleilamenle boas e ^ lodas as
cores a I9OOO o par, meia fina branca para meni-
nos a 160, dilas para meninas a 200 rs. dilas muito
linas para tenhora a 300 e 400 rs., Has prelas de
algodao para senhora, fazenda boa e sem defeilo, a
200 rs., dilas cruas e brancas pai; homem a 160, e
outras muilissimas fazendas, qu' v'sla de sua mui-
lo boa qualidade e dimiuulos precos, os freguezes,
amigos do bom e barato, mV deixarao de comprar,
licando cerlos os Srs. fregueses, que se vendem todas
as fazenda muito barates por lerem sido arremata-
das em Icilio, a dinluiro visla, e lamben por se
querer acabar com loja. Esta advertencia se faz
para que os freguezes nao se demorem a vir ai
pechincha, pois o que he bom e barato depreraa se
araba; adverlindo-se mais, que s se vende a di-
nheiro a visla, qoe fiado torna-se roastroca.
ESCRAVOS FUGBDOS.
-*-
Vende-se eicellenle taboado de pinho, recen-
Icmenle chegadn da America : na rui de Apollo
trapicllc do Ferreira. a enlender-sc com o adminis
rador do mesmo.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as cc-
'onias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de einprc-
ga-Io no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber dt Companhia,*na ruada
Cruz. n. 4.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimenlo continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vendem-sc no armazem n. 60, da rua da Ca
deia do Recife, de llenry (.ibson, os mais superir
res relogios fabricados em Inglaterra, por pre'
mdicos.
Qoiola-feira 6to correle desap-
pareceu da roa diQueimadon. 17,
escravo Antonavde nacao.que repre*
senla ler;40 aseos pouco mais ou me-
nos, com osaignaesseguinles : fallas
de denles an frente e urna sieatriz
no rosto do lado direito, alguns ca -
bellos hrancos, e lem no braco es-
querdo quasi ao pe do hombro um cilombinho do
1 a man lio de. uma prtomba ; suppoe-se qie foi vesti-
do com calca de casemira de quadros oude algodo-
zinho de lislras e camisa de algodao trancado bran-
co, he costumado a fugir e a mudante nome, e
quasi sempre diz ser do mallo de algn senhor de
engenho : roga-se por lano as autoridades policiam
ecapites de campo,ou a quem o aprehender de leva-
|i>a casa mencionada qne ser geiiorosamenle recom-
pensado.
No dia 23 de maio do corrente anuo ausenlorf-
sa da casa do abaiso assignado o moleqae I.eocailio,
crioulo, de idade de 18 a 20 annos, puco mais cu
menos, ollicial de cara pina, e com os sitiaes segua-
les : bai\o, cor fula, grosso do corpo, fcndo o cosa-
me de quando anda olhar para o chao.: roga-je aos
capiaes de campo e mais pessoas, que vendo, ap_
prehendam e levem ao abaixo assignasV, que grati-
ficar ; o qual moleque perlence a hertnca da fina-
da ll. Maria Francisca de Almeida, dscaja heranca
he o abaixo assignado invenlarianle. Hecife 1.0 ,|e
jutiho de 183.Francisco Mamcde4f Almeiia,
Desappareceu do engenho Gsararapes, na
manhaa de 31 de maio o negro Job, i Coala, bem
moco, altura regular, secco, maos denles, csra la-
Ihada, falla muito mal, quando anda argucia um
pouco as pemas.e lem o secundo dedo do pcesquer-
do corlado na primeira junta ; le desaparecido
por diversas vezes e vai ter sempre o Kecife.
100^000 DE GRATFICACA'O.
Fugiodo engenho GAIPIO'Ja fregue-
zia de Ipojuca, em iin de deembro ul-
timo, um escravocarapina de.notne Jagin-
tho, de Angola, alto, corpulento, pou-
ca barba e nao muito preto este, escra-
vo foi do lallecido J<*e Raaos de Olivei-
ra, trabaIhou depois de e*tr fgido, em
algumas obras aqui na cidade e por al-
guns sitios: roea-se aos iuestre de obras
a quem elle pwe Iludir <" aos capitaesde
campo, que o pegeme je vem-no ao pro-
prietario do engenho jcima, que recelxv
rao 100.VOOO ris de gratilicaqao, ou a
Jos'Joaquim de Mipmda na rua da Ca-
deia do Recife n- M!, que dar' a mesma
giatilicarao depois do escravo entregue
iiodito engenho, para onde facilitara' a
condurao a qsem o apresentar.Jos
Joaquim de M randa'-
Do engenho Rento Velho, propredade do Dr.
Pedro Bellrao, desappareceu a '2 de marjo prximo
passade o molrque Qoinlilianc, crioulo, de 13 an-
uos. \erna finas, cabera
grande, moita regrisla c menSrow ; suppoe-se ler
acompanhido algum comboy le serluuejos pura ci-
ma, ou Irr sido furtado mesmcahi, e lalvez vendido
nes praca com outro nome: a pessoa que delle
fivci nliria ou o apprehender, dirija-se ao referido
Antonio Jorge Guerra nesta praca
mente recompensada.
eniMino, ou
qu ser devidamc
Desappareceu da rua lana do R jsariu n. 12 o
cravo Vicente, pardo, alio olhos grandes, e'om
ma ricalriz no roslo. cabelle? e barba' grandes he
inicial de sapaleiro, anda d -alca e jaqueta, ca'lca-
do. c diz-sc forro : quem o aprehender e entregar
ao seu senhor, ser* recompenslo.
Vi
4
i
PERN. TP. DE M. F. )E FAMA. 1855.
I


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