Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00853


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Full Text
ANNO XXXI. N. 131.
\
Por 3 mezes atalantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
Wiei
SEXTA FEIRA 8 DE JUNHO DE 1855. -
Por anuo adiantado 15,000/
Porte* franco para o subscriptor.
/
DIARIO
kncakkkuauos da si-bsc.iuim vo.
e, o proprietprio M. de Fariii ; Ko 'le Ja-
neiro, O 8rJoRo Pereira Martn*; lliliia, o Sr. I>.
Dnprad; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
donra;Mtahiba,o Sr. Uervazio Vctor da Nalixi-
lal, o Sr. Joaquim lenario Pereira Jnniur ;
Araealy. oSr. Antonio de tamos Brasa; ('.caro, o Sr.
Victoriano Augusto Rorges; Maranhn, o Sr. Joa-
quim Marques Rodrigues ; Piauhv, Sr. Domneos
Her.-ulano Ackiles Pessoa Cearenre ; Para, oSr. Jus-
tino J. Ramos ; Amazonas, o Sr. Jcronj moda Cusa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 1/2 d. por 15.
Pars, 3il> a 350 rs. por 1 f.
Lisboa, 08 a 100 por 100.
Kio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebale.
Acedes do banco 40 0/0 do premio.
da Qpnipanhia de Beberibe ao par.
da companhia do seguros ao par.
Disconto do leilras de 8 a 10 por 0/0.
HETAES.
Ouro.Oncas hespanholas* .
Modas de GrMOO vclhas.
de 63100 novas.
de 49000. .
Trata.raiacocs brasileiros. ,
Pesos colutnnarios, .
mexicanos. .
29000
163000
ir'. io
13860
PARTIDA DOS COR1EIOS.
01 inda, lodos os dias
Caruar, Bonito o Garanbnns nos dias 1 e 15
161000 | \ illa-Bella, Boa-Vista, Ex eOdeury, a 13 e 28
93000 IGoianna e Parahiba, secundas e sexlas-fciras
t'JiO Victoria e Natal, as quintas-feiras
PRBAMAB DE 1I04F..
Primeira s 10 horas e 54 minutos da manbaa
Segunda s 11 horas e 18 minutos da larde
PARTE OFFICUL.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commcrcio, segundase quintas-feiras
Relacao, teiQas-feiras e sabbados
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas
1* vara do civel, segundas e sextas ao mciodia
2* vara do civel, quarlas e sabbados ao meio dia
EPEMERIDES.
Junlio 7 Quarto minsuantc as 5 horas 27 mi-
nutos e 31 segundos da nianha.
li La nova ans 8 minutos o 31 se-
gundos da tarde
22 (Quarto crescenlc as 2 horas, 32 mi-
nutos e 40 segundos da tarde.
39 La cheia as 8 horas, 43 minutos e
33 segundos da larde.
OAS DA SEMANA.
4 Segunda. S.'Querino 1.: Ss. RotelioeDaciano
i Terca. S. Pacilico f. ; Ss. Nicario e polonio.
6 Quarta. S. \orbertob\: *. Egtorgio eClaudio
7 (Quinta. ^ Fcsla do SS. Corpde Dos.
8 Sexta. S. Maximino ab. ; S. Geldardo.
9 Sabbado. S. Palagiav.; Ss. Primo e Feliciano
10 Domingo. S. depois do Espirito Santo. S.
Margarida ra'nha ; Ss. (Jclulio c Primitivo.
OOVERTJQ DA PROVINCIA.
Expedientado dia I de Junho
, OfflcioAo K\in. commandanle superior daguar-
da nacional du innnicipin ]. Herite, recommen-
daudo que mande postar cm fredo do arco de Santo
A nl'onio da ponle o Recite no dia 17 do crrenle
asoito horas da manhla uma suarda de honra lira-
da de um dos rnrpos da mesma guarda nacion.nl, a
qual devera assislir a fesla do mesmo Saulo e a-
< oinpaiiha-lo cmprociss.io._-'Iftiriou-se ao director
do arsenal de guerra para fornecer o carluxame de
munqnetaria sera bala que Por preciso para as salvas
qnc se tem de dar na referida fcsla.
DilOr-Ao chefe de polica, aulorisandii-o nao so
a canaprar para o uso dos presos pobres existente9
na casa de deiencao e limpeza da mesma casa os
oh eclos .mencionados na relacao que remeltc, mas
lanheiD fazer a .lespeza que for necessaria para as-
sein das ditos presos.Commuiiicou-sc a lliesoura-
ril protincial.
loAo mesmo, inleirnndo-o de liaver expedido
otdatmao director das obras publicas para nao so
remover quanlo anles para o andar terreo da cadeia
vellia os ohjeclos que exislem nos armazem do cala-
bouco velho, mas tamben) entregar a adminislracao
dos estabeleeimentos de caridade as chaves dos dilo
armazens alim de servrem do abrigo aos men-
digos.Neslc sentido ofliciou-se ao mencionado di-
reclor e a mesma adminislracao.
DiloAo inspector da thesouraria do facenda,
devolveudo os papis relativos a despeza com o eu-
lernmenlo do cadver do capitao reformado Joio
Baptisla do Amaral e Mello alim de conformidade
com a informar io ministrada por S. S. mande in-
demnisar o 4." balalhao de artilharia a p da qoan-
lia de40#.Gomniunicou-se ao m.ireclial commnn-
dante das armas.
DiloAojan relator da junta de juslica, trans-
mitlindu pora aerem relatados ero. sessao da mesma
junta os processos verbaes feilos ans soldados Ma-
nuel Joaquim de Saiil'Aiina e Hilario Dia-, este do
2." Iialalhao de intentara e aqnelle do 9.a da mes-
ma arma.l'arlicipon-se ao marechal comman-
danle das armas.
I loAo command inte da eslacao naval, man-
dando apresenlara S. S. para tero conveniente de-
Ihio o preso Jos Mara da Silveira que tendo rindo
preso da comarca do,Cabo como rccrula, declarou
cr desertor da curvla Berlioga, onde liaba orara
de grumete.
DiloAn commandanle superior da guarda na-
cional do municipio deGoiantia dizendo que para
poder ler lugar o pagamento dos vf ncimenlos do
corneta Flix Nones dos Sanios faz-so necesario
qtieS. S. mande satisfacer o que exige o ronladur
da llicsourari.i de telenda na informarao annexa
aos papis que remelle os quaes deverao ser devol-
vidos. ^^^^aaV'
DitoAo director, da* !) |MnCw
do-o a mandui l;nnir o Ir: ino de rocelnmiitu .1 ili-
nilivu da obra da punte sobre o rio Pirapama, e in-
leirando-o de liaver expedido ordem ao inspector da
thesouraria para que vista do competente certifi-
cado mande pagaran arrcmalante daquella obra a
imporlancia da ultima prestaran a que lera direilo.
DiluAo idspeclur da thesouraria provincial, re-
commendando que vist do nr^ameulo qoe re-
remetle por copia, mande por em hasta publica os
retaros de que precisa a casa da cmara municipa'
. e cadeia da cidado de Olinda.Communicou-se ao
director das ohras publicas.
__2__
OucioAo marechal commandanle das armas,
iitcirauio-o de liaver concedido os 30 dias delicen-
ra regi*taa que pedio o soldado da companhia fi-
ja (c cavallaria Manoel Pereira Garca para ir a
Garaohu ns.
DitoAo mesmo, commuuicando que o al fe res
Jo;! Antonio l.eitao apresenlou conhecimento de
baver pago sa recebedoria de rendas internas os
emuluincutos correspondentes a passagem que oble-
ve do a. batalhio de inteularia para a companhia
(ixa da Parahibe.'V
DiloAo Exm. presidente do conseibo adminis-
trativo do patrimonio dos orphosAccuso recebi-
do o oicio que V. Exc. dirisio-me coi o 1. do cor-
rente por parle do cunselbftadminislralivo do patri-
monio dos orphaos acerca da doarao que a viuva
D. Joaquina Maria Pereifa Vianna pretende tezer
em beneficio do patrimonio dos mesinos orphaos, e
cm resposta tenho a dizer-lhe.
One urna vez que a 5. condicao seja reformada
no sentido denao sendo natisfeila a !.> condirao
snllrerem m ndministraci)e beneficiadas a pena de
perdorm o rendimenlo dosWedioi doados alo o cl-
fecUoo embolso d pensilo por mo das ditas admi-
nistracfiese de ser a mesma doarjo garantida pela
Ierra da doadora, julgo estar n caso de ser aceita na
ferina pnrqae Ibc he offerecida.
Dilo^lo inspector da Ihesonraria de fazenda.
Visto q^segundo sedeprcheftda do ulliciode V. S.
solu. 335 e datado le 30 de maio ullimo o sold
dojeredilos aberlos a esta provincia para asdeepez;
do yrciidio de Fernando he insufliriente para rcali-
sar^e J compra dos gneros e ohjeclos mencionados
no pedido jiiulo sob n. 1 e adianlamcnlo da quantia
deqqc Irata o pedido da n. 2, a qual o commandan-
le do mesmo presidio julga necessaria para occorrer
uto lo- veinimentos da resperliva guar-
nirJo e dos sci lenciados alli existentes al o fim do
prsenle tierrieio, o auloriso a mandar despender
sob mi tifia reipotstbitidade as sommas que excedeu-
do do referido sollo forem neeessarias para salisfa-
c,3o de laes pedidos.
DiloAo mesmo, inleirando-n de baver o bacba-
rel Delfino Augusto Civalcanli de Alhuquerque par-
ticipado que no dia 1i de maio ullimo entrara no
novo exercicio do cargo de juiz municipal do lermo
do ltonilo para o qual foi rcconduzido.Ignal com-
munirarJu se fez ao Exm. conselheiro presidente
da relacao.
DiloAo mesmo, deferinda o ni requerimento cm
que o nlferes da companliia fixa da Parahiba Joao
Antonio LeilAo pedio permisso para consignar de
eu toldo nesla provincia COTitar do 1. de julbo'
ale 30 de setembro vindouro a quantia de 08 res
mensaes para ser entresuc ao seu procurador Fran-
cisco Jos Joaquim de Barros, auloriso a V. S. para
mandar abonar cssa consignadlo em os ilevidos lem-
pos, providenciando V. S. ao mesmu lempo para
que se adianlc ao referido alferes os vencimentos
correspondentes ao mez rorrele passando-se-lhe
guia de soccorrimenlo com as neeessarias declara-
rles alim de poder seguir ao seu destino.l'artici-
pou-se no marechal commandanle das armas.
DiloAo presidente do conselho administrativo,
reromuicudandn que promooe a compra dos gneros
mais objectos mencionados no pedido que remelle
por copia, os qnaes sao necessarios para forueci-
mento doalmoxarifido do presidio de Fernando.
DitoAo jnlz relator da junta de justica, Irans-
millindo para ^erem relatados em sessao da mesma
junta os processos verbaes dos reos Carlos Cyriaco
Kadech e'l'liomaz Pereira Piulo pertencentes ao "
balalhao de inteularia.Parlicipou-se ao Exm. ma-
rechal cmiimandanlc das armas.
DiloAo presidente da cornmissao de hygiene
publica, dizendo que com .oaoflicios que remelle
por copia do marechal commandanle das armas e
do lenente-corenel commandanta do 1(1." balalhao
de inteularia responde ao de 19 de maio ultimo em
que Smc. lembra a bem da salubridade publica a
remoran do dte balalhao para fora do, centro da
cidade.
DiloAo inspector da thesouraria provincial, re-
comiucii.lando a expedirlo de suas ordens para qoe
pela mesma Ihesonraria seja fornecida cotn prorap-
lidao toda a ral que for precisa para as obras a car-
go da reparlicao das obras publica, a propongo
que for sendo fcquisilada pelo respectivo director.
i".oiiiiiiunicou-sc a esle.
DiloAo mesmo, transmlindo para o fim con-
veniente a relacao das despezas feilas para o expe-
ilienle e aneib da reparlicao das obras publicas.
DiloAo commandante do corpo de polica, aa-
lorisando-o a passar escusa ao soldadoJaqnelle cor-
po JoJo Patricio de Alhuquerque, visto que por
molestia acha-se impossibilitado de continuar no
servro.
DiloAo prcsdenle da junta revisora da l'rcgoe-
zia de Papacara, acensando recebida a capia quo
Smc. remellen da raviso da qualilicarao daqoe|la
rroguoia.
['orlaraAo tenle da eomiMiih das liarras de
vapor para mandar dar paatagem para a Parahna
no vapor que se espera do Sul ao alferes Juao An-
tonio l.eilau c sua familia composla de mollier e
seis filhos menores.Parlicipou-se ao marechal com-
mandanle das armas.
OilaO presidente da provincia, conformndo-
se com a proposta do inajor commandanle da sec-
r.u. de Utalliio da suarda nario.ial de reserva do
iiiunicipRfflHHmbres datada de 20 de abril ulli-
mo, e lendo em vista o qu informou o respectivo
commandanle superior em ofiicio mez, resolve nos termos .lo artigo is da lei n. 002
de 19 de setembro de 1850 nomcar para ofiiciaes da
seccao de balalhao aos cidadaos abaixo declarados :
1. companhia.
Capitao Antonio Rodrigues Valcnra.
Teen le Franrisco Rodrigues Valcnra.
Alferes Balbino Bezerra Cavalcanli.
Jos Antonio Rodrigues \"leiica.
2." companhia.
Capil.to l.uiz Cavalcanle de Alhuquerque.
Tcncnle Tertuliano Severinu Pereira de Souza.
Alteres Custodio de Olivcira Ledo.
a Virginio Ferrera de Mello.
Communicou-se ao supradito commandanle su-
perior.
AIEATIRW Y. DdlTRIWSDO MVPAII.
(Ettr. du Memorias a Alesaadre Samas.)
0 Maoali foi unidos deoses mais excntricos que
apparcreram de lt a'1845.
Otinligos dividiam.seujj^jj,,, riu m(l;orcSi c
du mtwjret o Manat era um dos minor : mas nao
era por ksii menos fliverlido.
Mipal, era o lime predilecto do dos, aqnelle
del.ano do qual desej.va ,cr adorado ; mas no es-
qucccn.Io que lora borrem antes de ser dos, deixa-
Ta-s**umildo e modestamente chamar, e ate is \e-
zeseamava-sc existencia : aijiieUc Com efleilo. elle Imha ou antes tivera dnas exis
(encas mui dislinrlas : a do homem e a do dees
O homem iiasceta em 1K00 ou a,, meno^ par'ecia
quasi da nimba idide quand* zerque tornando dos, suslinlava quefia ri\~-
temporaneo le todas os sendos, e existir dehaixo
dessa Torma dupla, tayinholir antinde AdSoc Eva
nos quaes enrarnou-se quando c pai c a mai io ce-
ntro humano foiniivain uma so pi
O humcn fura N|o, elegante, Irciiucnl.idor do
passcio publico de (and, apaixnnado pelos ra vallo.
adorador das mullurcs e idolatra do jogo. Era \.i'-
bil em lodos os jotjos, principaimenii- jin bilhar :
mas nao quero diz rom isso que ainaon rpeim- us
jogos de azar que o,de destreza : amava'iunaliiRii-
te todos o josos. 1
1 'lidia l ida. as il|soes dos jugadores. Kintuem
mellior que elle fu nava uin charolo, nem ra/.iaxui-
uer as bta< -obre ascalradassuubaudo fortu
ravilhosas, carruasls pasadas por cavallos (en,i-
dos de prata, casas, quinlas, palarins, ele... Por.\TI
iufelizmente, einbor Rauhasse muitas vexes sommaj
consideraveis, viviiqoasi semprede llerodes par4
Plalos, imrque o dineiro ganho eorria-lbe das m;o
como
COMKAHDOLAS ARMAS.
Quanel-geoeral do commando das armas de
Pernambuco na cidade do Recife, em 6 de
Junho de 18SS.
OKDEM DO DIA N. 50.
Ghegou ao conhecimento do marechal do campo
commaiidantb das armas, porinlcrmedio doSr. l-
ente coronel commaudante do dcimo balalhao de
inteularia, que o eonimandanlc da quarta compa-
nhia o Sr. lente Alexandre Jos da Rocha lendo
cobrado da thesouraria de fazenda a priineira pres-
tarlo do engajado Fauslino Jos Ignacio da Luz.
<>&000 rs.) na terma prescripla no arl. :l do decre-
lo n. li()l de 10 de junho do auno pretrito, cm vez
de tezer entrega, comolhe cumpria, De toda a quan-
tia ao engajado, sera ordem ou asscntimcnlo supe-
rior, lomara por si > deliberarlo de, com esse di-
oheiro.mandar comprar para o mesmo encajado rou-
pas e ulensis na imporlancia de 293000, viudo assim
a receber somcnteemdnheiro quasi melade da pres-
tarlo.
Esl.i provado em conselho de nve.itigacao, que
aipielle Sr. lenle coronel commandanle naandou
fazer, procedimento lao irregular, he digno de pu-
nicaoe nesla conformidade o mesmo marechal de
ao mais, era bom ami^o e sempro promplo para pres-
tar serviros, lanrava a bolsa ao vento, o corarao as
mullieres e a uda a ludo, mo sospeilava ainda sua
dmndade futura, mas fazia j. loda a sorle de mi-
labres.
Tal era Gannot qoando live a honra de conhcro-lo
em 1830 ou ls:ll do bulcquim de Pars.
Anda menos que elle, eu presenta sua divindade
falara, e quem me tivesse dito as duas horas da nia-
drugada, quandn o dcixei para vollar ao meu apo-
sento da ra da I niversidade, que acabava de apel-
lar a mi a mu dos, ler-me-hia cerlamenle causa-
do grande espanto.
Eu diese que mesmo anles de ser dos, Gannoi fa-
zia milagros. Vou contar um dos que o vi iiuasi
fazer. '
No anuo de ls:ll am amigo, ara innocente que
devia a primeira letra de cambio, veio ter com elle
e expoz-lhe seu aperlo em termos dolorosos. Gan-
noi era um dos homens que a kciiIc consulta de boa
vonlade nos momen'ns dilliceis ; linha um espirito
frtil em expedientes, um olhar rcrlo c firme.
nlelizmcnlc eslava em um de -rus dias de pobre-
za, c nesses dias leria excedido a Job. A-sim comr-
ronrnnfes-ihdu sua uullidade pessoal, c como o ami-
go allliji.i--e, disse-lhc :
Oh Ionios visto muitos uniros |
Tal era o dilu de Gaimol, o qual com elleilo vira
levu.lnres de ludas as qualidades.
.Mas, percunlou o amigo, como livrar-me-hei
desse veante '.'
leus algum objeclo de qualqner valor, que
pnssa reduzii-sc a dinlicro, ainda que seja smenle
viutc, de/, on cinco francos 1
Ah responden o mancebo, tenho o men re-
logio...
De prala ou de ouro "
De our...
Quanlo vale ?
,JT V,,zen,? franrns mas apenas acharei por elle
esseula, e a letra de cambio he de qninhentos..
sesse
= E,Ie1,t"leUrelOSOaOM0nl'1Vo7
ao agua. A org tambera nao desagradavalbe ; Trar.' ,,',: ,- .
s devia ter proprcoes gigantescas como o feslim Lr elle 'r
de Irymalcion, ou bodas de Gamache. Quanlo I Edcpois?
iro que hoaveres recehido
Campo determinando que oSr. tcnente Rocha conti-
ne preso no estado maior do seu respectivo quartel
por Rtai* 15 dias, recommenda aos Srs. commmi-
dantes de corpos todo o escrpulo nos pagamentos
das preslares aos encajados, para que estas Ibes se-
jam abonadas integralmenle. e nunca pela ma-
neir.i que so acaba de pralicar rom o soldado Luz.
Derlara marechal de campo commandanle das
armas que, nesla data, nos termos da imperial reso-
lucao de '.27 de novenibro de 1852 conlralou para
servir por mais lae* anuos na banda de msica do
secundo balalhao de intentara na mesma qnalidade
de msico de segunda classe. a Honorato Pereira
dos Santos, que finalisou o seu engajamenlo.compc-
tindo-lhc alem dos vcncimenlos a que por lei tiver
lireilo, o premio de 00? rs.. paco segundo o arl. :l j
do rilado decreto n. 1401 de 10 de junho do anuo
paseado, c que de conformidade com o regulamcnlo
de I i de dezembro de iK'yl rontrahio novo engaja-
menlo por mais fi annos o soldado da primeira com-
panhia do mesmo balalhao, Jos |Alcxandre da Cos-
a, o qual perrebera alem dos vencimenlos que por
lei Ihc compelirem, o premio de IOO5 rs., que Ihe
erasatisfeito pela maneira indicada no decrelo i
pra mencionado, e lindo o cngajamenlo uma dala!
de trras do 2.Mi) brajas quadradas ; desertando 1
esl sujeito a perda das vanlagens do premio, c j
d'aqurllasa que tiver direilo, e a ser considerado
como recrulado, descontatHo-se no lempo do en-
gajainenlo o de prisao em virludedc scnlcnja, aver-
bandn-se esle descont e a perda das vanlagens no
respectivo titulo, como he por lei determinado.
Jos Joaquim Coclho.
Conforme.Candido Leal t'erreira, ajudanle de
ordens encarrecado do delalhe.
EITEHIOR.
ROMA.
1:1 de abril.
O (Jornale di liorna, depois de referir a visita
que o Santo Padre (izera honlem s calacotnbas ulli-
mamcnle desroberlas a seto milhas desla cidade em
uma das rasas desla associasao de Propaganda ti-
de, contina assitn a narracao do accidente aconte-
cido S. S. :
O Sanio Padre diricio-se Santa Ignez, e sendo
ahi recehido pelo cuiincntissimo e reverendissimo de
Andrea, cardcal Ulular, culrou na igreja, onde fez
adoraco ao Sanlissmo Sacrameulo, parando lam-
bem depois diante do aliar da sania marlxr.
Depois no claustro conligoo dos conegos regularos
laleranenses, *dignou-se de admitlir sua mesa,
alem dos canjeaos e pessoas da nobre snle-ramara,
os diflorcnles personacens que merecer,-m a eleva-
da honra de poderem joiitamenle com elle visitar
as catacumbas. Entre e-les persnnagens achavam-
se osExms. Srs. arcebispo principe' de Vicua, ar-
erbispode, Diiblin, hispo de Verona, bis 10 de New-
Porl, bispo de Burhinglars, e larobein S. Ex. o Sr.
Ll-neral Allouvmu Nordral oua.....Innle do
excrcilo francez cm Roma eS.Exco Sr. general
Hoyos, commandanle da guarnirao austraca em
Ancona.
Depoi do janlar, o Sanio Padre dignoti-se admit-
lir a bcijar-lhc o pe lodos os jovens do caltegio da
Propaganda ; e em quanto rodeado pela maior parle
daquellcs que linbiin tido a honra de senlar-se com
elle a mc um pai amoroso 110 meio de seus filhos, enlrelinha-
se com esses alumnos, que provenientes de todas as
parles do mundo sao destinados a serem os apost-
los do Evangelho cm suas patrias, repentinamente
quebrou-se a trave raeslre que sustenlava o pavi-
mento da sala onde se achavam, e lodos ( nao me-
mos de 130 pessoas) foram precipitadas no andar in-
ferior. O caso foi asustador, grando e terrivel o
perigo ; mas a divina Providencia quiz salvar tan-
las vidas preciosas, pois nao so leve que deplorar
nenhuma victima ; apenas algumas pessoas soffre-
ram leves contiisoes, e d'enlre os alumnos poneos
foram os que ficaram maltratados. Sua sanlidade
foi tirado das minas sao c salvo, o com elle lambem
os eminentissimos eardeaes e todos os mais persona-
gens. Nao se podende altrihuir senito a um verda-
deiro milagre o lerem sabido assim inclumes de om
perico tamaito, o Snmmo Ponlifice couvidou a to-
los a cntrarcm no prximo templo, c l entoou em
voz alta c com grande calma o hvrano de agradeci-
mentoao Senlior da vida c da morte, recebendo
por fim a bencao doSanlissimo Sacramenlo dada por
Monsenbor Fizzani. Depois das cinco horas c meia
da larde sna santidade voltou sua resi lencia no
Vaticano, e temos oprazer de annunciar que se a-
cha cm perfeila saode. Varias pessoas que se acha-
vam com o sanio Padre, muitos Rumanos e cslran-
geirns que estavam daquelle lado consideravam de
seu dever'acompanhar i casa em seus carros lodos
os alumnos docollegioda Propaganda, que sahiram
inclumes daquelle desasir.
De urna correspondencia da Gazela Oflkial de
Veneza eilrahimos asscguintss particularidades rc-
lalivas ao mesmo acontccimenlo :
O assoalho abateu-se c lodos os que nelle se acha-
vam foram cahir no andar terreo, excepluando-se
apenas uns poueos, entre os quaes notam-se o cor-
dea I arcebispo de Praga, e o arcebispo de Nisibi.
lodos firaram no meio das ruinas, como sepultados
no p que se levanlou como uma espessa nuvem por
causa dessa horrvel queda. Quem leve a felicida-
de de nao cahir, senlio um espanto terrivel, jolgan-
do morios lodos os que haviam sido precipitados com
o pavimento.
Nao sou visionario ; goslo sim de considerar as
Dar-nie-has melade.
E depois ?
Veremos o que deveras fazer... Val, e sobre-
todo nao gastes nem um cntimo da sorama I
O mancebo parti correndo, e voltou com -cenla
francos. Era bom agoaro,
Gannot tomou-os, e meltcu-os mageslosamenle na
alcibeira.
Que fazos ? pergunlou-lhe o amigo.
Bem o vs.
Mas parece-mc que disseslc que repartira-
mos...
Mais larde... Sao seis horas, vamos jantar.
Que I vamos janlar.
Men cliarc as pessoas nobres necessilam de
janlar bem para lerem ideas.
Gannot diricio-se ao Palais Royal acompanbadn
do amigo, e ebegando ah, entrn na hospearia de
I-reres Provenraux.
O mancebo tenlou puxa-lo pelo hraro ; mas Gan-
noi belisroiillic a mSo : forcosp foi se'cuir.
Gannot formn a lisia, c jaulou largamente com
grande InqoiclacJo do amigo, o qual tocava lauto
menos nos manjares quanlo eram mais delicados.
> futuro Mapali comen pordeus.
Emfim rbecou o quarto do hora de Rabclais : a
somma subi a Irinla e cinco francos.
Gannoi lancou dousloizes sobre a mesa, e quando
qoizeram dar-lhe o troco, elle acrcscenlou :
Nao he preciso ; os cinco francos sao para o
rapaz.
O mancebo mencava melanclicamente a cabera,
murmurando :
Nao he esse o meio de pagar minha letra de
cambio.
Gannoi nao pareca reparar nem nesses monlo-
gos, nem nos meneios de cabera.
Sahindo, Gannot caminhava adiante com o paulo
na burra, u amigo seauia-o silencioso e triste como
11111:1 victima resignada, (".licuando Rotunda, Gan-
not assentou-se, odereccu uma cadena ao amigo, e
baleudo sobre a mesa de marmore, pedio caf, lico-
res e os raelhores charolo?) que houvesse.
O consomo subi a cinco francos.
Dos setenta reslavam viute e cinco.
eousas, por isso digo c romlgo diz loda a popularao
de Roma, que foi um verdadeiro milasre. No meio
de tantas pessoas que cabiram, nenhuma morreo,
nenhuma sabio cravemenle ferida. Muitos indivi-
duos correram logo ao andar terreo para acndjrem
s pessoas cabidas, e por entre a densa nuvem de p
que nao pcrmitlia distinguir cousa alcuina, aclta-
ram entre as ruinas o Pagt ja era pe, tranquillo,
confortando os companheiros, e dizendo : nao be
nada, nao he nada. Pouco e poueo foram lirados
os eardeaes e os prelado-*, mis n;m sapalos, uns
com ds baliuas rasgadas, e lodos cbrlos de>. do
eali{8. O general francez Allouvcau sabio com uma
pequea ferida 110 hombro e na orelha ; monse-
nbor Bernab, secretario da Propaganda, com uma
conlusao no peito ; o cardeal Marini com duas pe-
queas feridas na cabeca. Os que ficaram mais mal-
tratados foram qualro a cinco alumnos do cullecio
da Propaganda. Um delles, quando senlio abalar-
se o pavimento, atirou-sc da varanda abaixo e ficou
pela queda um pouen cxo. Ningnem se acba em
perico lissiino lerem escapado inclumes 1:10 pessoas de
uma calaslropbe capaz de malar a maior parle ".'
(I Papa, quandn vio que lodos eslavam salvos,
ordenou que se ranlasse na igreja vizinha sim Te
Drum, cm acrao de eraras a Deo?, c elle propro o
enlou com aquella voz sonora, que Uie he propria.
vollando depois ao Vaticano, nutro tanto fizeram
os eardeaes, e os mais vollando para suas casas e
pudendo dizer MUeriiordia Domini guia non str
mut cansumpti. Muitos Komauos e cslrangeiros
que se achavam naquelles paracens, aonde mui por-
to faziam-se as corridas, sabendo do desasir, offe-
receram lodos os seus carros, alim de que os alum-
nos nao voltassem ao collegio a p.
Eis oacontecimento que tem occapado/a cidade
Sania : nao se falla cm oulra cousa, lodos querem
ser bem informados a respoilu do occorrido. F.mhai-
xadores, cavalleiros c pessoas de toilas aacondiees
diricem-sc sem cessar s casas dos que se acharam
no meio daquella calastrophe que poda vir a sor
mui gravo para a Roma e para lodo o mundo calho-
lico.
Ha (res seclos e meio que nenhom Pontfice se
tem adiado em igual perigo. Em 1500, Alexandre
VI, 110 dia de S. JoSo e Paulo, vio seJCahir o assoa-
lho do qoarlo, onde se acbaxa com mu la gente.
Dogs caedeaes ficaram morios c muitos feridos. Sa-
benioa quo Benedicto XIII lirn sepultado dehaixo
das ruinas do edificio episcopal de Benevento na
poca'do terremoto ; uns quau lo i-.ii sucreden nao
era anda papa, era arrebispo. Tildo quanlo vos
tenho escripto lie ;i historia genuina do fado aqu
acontecido, nem mais nem menos.
(Obsercatore TriatHna.)
Os minislros parecem so eslar esforzando doran-
te a sessao, no intuilp somenlc de ganhar lempo.
Parece que lera conscienria de n.lo passar le om
goveruo pruriorio, nmmifolaii lo ln.I> varillara 1 m
politira, c loda a Iraqoez.i rxeculva, dcslas insli-
luiocs anmalas. Considerando o prestigio pastado
de lord Palmerslon, sorprende bastante que elle te-
lilla encontrado tamaita difUcoldade cm organisar
uma adminislraro, segundo parece. Em verdade,
lalvez so diga que he de mais fallar a este respeilo
como de um lodocomplelo. Mugaem vio urna lisia
ebria dos seus membros. Em consefnenria de alguma
cousa que o publico conhece, um ou oulro lord po-
de anda eslar separado para oceupar algum posto
superior ou subordinado, esquecido actualmente por
causa de negligencia no cumprimento dos seus de-
veres. lia orna phrase de que os polticos usam
a de ministros de S. M. As pessoas que ocru-
pam presentemente os altos cargos do estadoserao
por ventura os ministros da cora, ou somonte os
satlites de lord Palmerslon 1
O govemo pelos partidos he o m'achiniemo da
consliluicao incleza. Sem islo, o nosso systema rc-
preseulalivo e as funecocs do soberano se tornam
um esrarnco. He smenle pelo antagonismo piltre
os parlidos que as nossas instiluicoes governamen-
laes Irabalham. Desta discordia apparenle resalla a
harmona e o vigor de aceito que tem fcilo da lecis-
lacao ingleza a-dmiracao do mondo rivilisado, e
(em inspirado a muitas nacfles o desejo de imilar-
nes a esle respeilo.' A condirao iraplkila da aceita-
ran do cargo de primero minislro he que elle le-
lil ,1 urna poltica. Somente cm mui raros casos
bem como o de Willam Pili no comeco da sua car-
reira ministerial, e o de Sir Roberl Pili quando fez
a sua primeira corajosa resistencia aos Whigs em
1834he permillido a um esladisa revest lo com
o poder de formar uma adminislraro nao (er maio-
ria na cmara dos communs. Um ministerio que oc-
cupa o cargo por tolerancia nunca ler.i o respeilo do
paiz. L'm ministerio com um syslema de governo
claramente definido ainda pode oceupar o lugar
sem a confianca do parlamento, se parecer ao sobe-
rano e ao povo em geral, que dentro em pouco con-
quistar repignancias e (era a coadjuvaci. publica.
Mas um ministerio sen, uma politita presente ou
fulura be uma anomala que nunca foi prevista pe-
los autores da nossa consliluirao; nem ca em a
ualureza das cousas que elle possa ter a confianra da
narao, nem agora nem depois.
Se olharmos para o estado dos negocios do paiz
as suas relaees com as naces estraugekas. lica-
mos pcrplexos e confusos para saberntos sob qoe
respeilo as pessoas que conrpoem o miilslerio de
lord Palmerslon pudem ser chama-las minislrus da
coraainda menos, como poden er considerados,
possuindo a confianza do povo. A semana passada
Gannot melleu dez na mo do amigo, c guardou
os uniros na alguien a.
Entao ?|ferguiilou o amigo.
Sobe com esses dez francos ao lercciro andar
daquella casa n. 113.
Que casa he aquella '.'
He uma casa de jogo.
Ejogarei'.'
Sim, logars, e a meia nole qur (cultas ga-
nhado, qur perdido, volla aqu.... has de cncon-
Irar-mc.
O mancebo eslava lao aniquilado quo se Gannot
lhe houvesse dilo : Vai lanrar-le no rio, o leria fci-
lo. Execnlou pois poutnalmeiilc a ordem que rece-
bera. Nunca linha entrado em casa de jogo, c dizem
que a fortuna favoreco os innocentes. Jogou e ca-
iibnu :
Nao linha-sc esquecido da ordem do mcslre, pelo
qual comefava a scnlir nma especie do respeilo su-
pcrslicioso. A's onze horas e tres quartoi sabio com
asalgibeiras chelas de ouro ; o coraran sallava-lhe
de alegra.
Gannot passeava dianlc do polal fumando Iran-
quillameiile um charulo.
Apenas o rapaz avislou-o, exrlamoii:
-Oh! meu amigo, que feliridmle! ganhei mil e
quindenios francos ; paga a ledra de cambio, res-
(ar-me-bao anda mil francos!.... eixa-meabracar-
le, devo-te a vida.
Gannot rcpelho-o brandamente com ajmao.convi-
daiido-o a moderar os transportes de seu recunlicri-
menlo, e dis-e-lbedepois:
Agora podemos ir lomar um copo de punche,
nao he assim'.'
Tantos quantos quizeres.... Son rico : paga a
minha lellra de cambio e desempenha I> o meu relo-
gio, restar-me-bflo ainda....
J me dissesto isso.
Ah I meu amigo, eslou lao contente que nao
poderia repeli-lo domis,'
E o mancebo ,diandonoii- dida ao pauso que bello, tranquillo e allixo. Gannot
suba a escada que ronduzia ao botequim bollandez,
nico que eslava aberlo depois de meia nole.
Gannoi achou o bolcquim ebeio de gente, e cha-
mou os criados. Um delles apresenlou-se, mas Gan-
not quera todos.
lornou evidente o estado real dos seiitimpnlos do so-
berano e dos seus subditos. Se se objeclar que a
cora, secundo o espirito da nossa consliluirao, no
deve ler opinio acerca dos negocios do estado, a
resposta he obvia que islo pode ser nma mui boa
recra quando o soberano tem um ministro com uma
poltica definida, com que permanece e cabe diante
1I0 povo. Mas na ausencia de semelhanle conselliei-
ro he usurpado por algum preguiroso, o re 011 a
rainba entao se torna o guarda dos inleresses do pn-
vo, ou responsavel pelo seu abandono. He cxaela-
mcnle. em scmelbaulo occasiflo, quando a rora e o
poro jnlgando segundo as demonstrarnos da sema-
na passada sao unnimes relativamente ao rom-
portamenlo que o paiz deve adoptar n'uma crise de
erando perigo, que he necessaria alguma autorida-
rfe que chame a conlas um ministerio quesxslcma-
licamentc evita a sua rcspunsabilidade, c se livra
do castigo parlamentar por meio da arle Ignobil das
lhl,'.roe. *
Onde esl a dislincla polilca estrangeira do paiz
110 momento presente ".' Ser encontrada nos actos
pblicos dos arredilado, conselberros da rora ".' Dif-
liclmenle. Anles devenios ve-la na accilacao cor-
neal, pela rainlia e pela nseflo juntamente, do rc-
prescnlanle coreado dos uussos allados, um dos
quaes objectos viudo aqui notoriamente foi estimu-
lar a enflaquecida inercia do ministro, a quem o
povo linha por acclama^o corffiadn a trela de fa-
zer a sua vonlade conhecida ao mundo, c por cm
execucao a sua bellicosa resoluto. A apathia de
lord Palmerstou a esle respeilo he inexplicavel. Te
r elle dispendido lodo o seu ardor em fazer discur-
sos revolucionarios, loda a sua energa diplomtica
cm pequeas intrigas para laucar as naces estran-
geiras cm disseuroes." Seria apenas o sen blasona-
do vigor romo ministro dos negocios eslrangciros
nma Irairo syslematica das n iciooalMWcs oppri-
midas n ou urna serie de manobras astadas para a-
brir novos mercados de algodo ? F.m lempos ordi-
narios o publico pode tolerar esta especie de engodo
ministerial, como d'antos desprezivelmenla se sob-
metlcu a muitos ; mas no momento prsenle osla-
mos em urna difllcutdade muilo mais grave do que
parece na superliric das cousas. A aclualidade nao
he para bobos esporlos, ou meros adeptos em intri-
gas parlamentaros 00 diplomticas. O paiz exige
um estadista, grande nos tus e forte na vonlade.
Ja 11,10 podemos viver por mais lempo de (radicos,
ou confiar em as nossas fortunas nacionaes para ex-
pellir repulaces.
Estamos vagando n'um rodomoinho poltico, sob
a direcrao de um pillo ndillVrenle 011 imbcil. J
la se foi quasi um mez, e ninguoin saho qual deva
ser objeclo da sessge. A data da malanra an-
imal dos iinocenles esla prxima. Mas esto an-
uo nao ha innocentes para serem sacrificado-,
salvo se for o bando de lord que aceilaram os em-
pregos da cora sob a fe do-presligio de lord Pal-
merslon. Nao ser uma irrizao do parlamento, fal-
lar-* coi iljsslucan da legitlaliira S-e n i,,in,si,
viente, i cmara dos coinmons, dizeu lo rrancamen-
Ic que lo la a sua energa era consagrada ao desen-
volximcnto da guerra, c que ronsiderava o lempo
deaf.ivoravcl para propostas de planos de legislacao
domesticafora islo um procedimeolo que o publi-
co podia entender, cnibora se ri Ihanles prelenres. Mas, as pequeas manobras a
que recorreu o actual ministerio, para dispensar
(oda a acrao e superintendencia parlamentar, a-se-
menka-se somenlc :is mais humildes formas de cs-
perlczas diplomticas, l'mas ferias de quasi tres
semanas be seguida por uma semana de i 11 acrao par-
laraentir, no pleito em que a poltica se tem enfla-
quecido porsuslenlteao! Verdade he que oorramenlo
j foi proposlo, mas islo era uma necessidade. Sem
dioheiro, ainda um ministerio liu-nolbiiig nao po-
dia consegui-lo. Considerando os actos do nosso
parlamento desde a abertura da sesso, sob que rc-
larno as nossas inslilures rcpresenlalivas s:lo su-
periores as de Franra na aclualidade".' O corpo le-
gislativo ao menos adopla uleis medidas domes-
ticasa cmara dos communs s vota dinlicro. L'm
i-ump imenio mais delicado ao imperador Napolclo
III mal leria sido concebido !
He claro que a cantara dos communs nSo con-
sentir que as suas funccAes eslejaui alienadas por
muito lempo. Empresa muilo lempo para exliao-
rir uma rcpularao seinelhantea que lord Palmers-
tou gozata quando foi elevado ao poder sobre os
hombros do povo. Os seus representantes al boje
bao depositado confianra 110 minislro. Apparenle-
ineiiii'. lord Palmerslou considera que a crise foi
feila para elle, e nilo elle para ,1 crise A nacSo
n:ioo fez primero ministro meramcnlc para salis-
fazer o seu natural desejo de oceupar enielhanlc
cargo. Nem o soberano eonfiou-lhe o supremo po-
der para que elle prcenehesse todos os cargos do es-
lado rom as suas proprias relafOes. Indobitavet-
mcnle era uma grande .cousa arvorar n Pal-
merslon n como uma especie de estandarte, pira
mostrar que a narao lenciona condnzir os negocios
al a exlremidade contra o inimiso commum. Mas
esla grande arma ha sido disparada, e o novu impe-
rador da Russia anda nao succombio. Estamos
quasi no mesmo estado em que nos achavamos rela-
livamenle aos negocios eslrangciros, e muilo peior
acerca dos negocios domesiiro,. Presentemente, o
ministerio Palmerslon s lem feilo tirar a forca ao
parlamento, c proaurar esmasar a imprensa. He
esle o pequeo solpe de estado do nobre lord.
Ora, o Napolconismo he mui boa cousa no oulro la-
do do eslreilo, mas comludo /linda nao nos temos
mostrado lao incorrigiveis que islo seja parodiado
aqoi. .Worning Chroiiiclc.)
HTER10R.
RIO DE JANEIRO
SENADO.
Da 18 de malo da 18SS.
Lilla e approvada a acta anterior, o 1. secretario
lo o -i'gninie espediente.
A assemblea L-er:il legislativa resolve :
Arl, nico. (1 govemo (ica autorisado a conce-
der qualorze 111cz.es de tironea com lodos os veoci-
ineulosao Dr. Antonio Polxcarpo Cabral, lente ca-
Ibedralieo de clnica medicada faculdade de me-
dicina da Babia, para ir Europa tratar de sua
saode.
Paco do senado em 16 de maio de 1855./Van-
risco (anralrrs Martin'.Jos Marl'ns da Cruz
Jobim.M. ,s". M. I'allasquei. IlarSo da Mori-
liba.C. S. de M. Mallos.
Pica o senado inteirado da participado do in-
eommodo de nade do Sr. senador Cimba Vascon-
celos.
Passando a ordem do dia, uo approvadas sem d-
bale, em ullima discuto as emendas novas, feitas e
approvadas na 3." discussflo da proposicao da cma-
ra dos dcpulados, alian lo o decrelo n. 671 de 13
de selembro de IS52, sobre divisao de colleginsclei-
loracs, sendo a final adoptada a proposlrao como foi
emendada para vollar cmara dos dcpulados, indo
primeiramenle cornmissao de redaceao. x
Discuitao do rolo de graras.
Entra em ultima disenssao o projeclo de resposta
falla do Ihroito. .
Resposta d falla do (Aro/10,
Entra em segunda discussSo a resposla i falla do
throno.
U Sr. Visconde de Abael ministro dos negocios
estrangeiros) :Tenho de dar algumas explicaees
ao nobre senador pela provincia do Maranhao, que
impugnou o voto de gracas cm urnas das sessoes an-
teriores.
Sinto a direcrao que parece ir tomando esla dis-
cussao, eiilrcvejii nella Undenria. que podem pre-
judicar gravemente o servico publico. Pela minha
parle serei muilo breve rws observaeflef que tenho
de fazer ao discurso do nobre senador pola provin-
cia do Maranhao ; nao quero iucorrer- la culpa que
censuro.
Pouco dirci a respeilo do exordio de discurso em
que o nobre senador cnlcndeu deve comparar o
paiz grua de Polyphcnio, por oocasi de analy-
sar a parle da falla do llirono em que sb diz que o
paiz goza de paz. Esla expressao do nobre senador
pode ler o-merto da poesa, e he sabido que aos poe-
tas e aos pintores be licita ousar ludo q lauto qui/.e-
rcm. f) nobre senador .poda subslitu r esta nova
expressao por oulras de que j Icni un do ; poderia
dizer que a paz de quo goza o paiz lie 1 paz dos lu-
mulos, he a paz de Varsovja ; mas dela vea quiz
la/.er uma innovacao 110 inoilo de exprmir-se, usou
ilenUra |thras_c. Nao he ella renos IPCcj. postu
que nada signifiqu," nada demonstre*. fWMMff
r]ne o paiz goza de paz. e tranquillidade, :omo se pro-
Va pelos farns o pelo relalorio do Sr. minislro da
juslir.i. Poilanlo nada mais dirci aren a desse ex-
ordio.
Euten le o nobre senador qoe dos ra s conselhei-
ros devem recciar-se os grandes priocipes. Esla
proposcao s pdc ler applicacSo, qu ndo muilo,
aos governosque nao sao ropresenlalivis. Nos go-
vemos representativos, onde ha Iribo ta, onde ha
imprcosa, oiule ha lanas oulras garant is, eu reccio
menos dos mos consclheiros dos prior pos do qoe
dos mos conselheiros do povo, dos tribi nos ambici-
osos que earrficam o bem publico ao sex particular
uIitpssc, 00 daquellcs que aspiram celcbridade,
ai uda que seja pondo foso ao templo de Diana.
Tratando das rclarcs exteriores, pert unlou o no-
bre senador se o paiz eslava em paz ou em guerra ;
c, se eslava em paz, porque razao linha havido esse
apparato de uma expedirlo mandarta a4 Paraguay.
11 poca em
olvidado de
s ao corpo
em lomado
o Paraguay'.'
Parece que o nobre senador nao vive
que vivemos, 011 que esl inteiramente
fados imprtenles que lem sido prcsenl
legislativo, e em que o nobre senador
parle entrando na diseado delles.
Porque foi mandada uma expedirn ;
O nobre senador sabe que as relarOesJ entre o im-
perio c aquella repblica liubam sido interrumpi-
das depois que o governo paraguayo envin os pas-
sapnrlcs ao cncarregado de negocios d Brasil que
all se achava arredilado cm 1853. Quando esle fac-
i so deu, as cmaras e fra dellasse disse que era
um desar para o imperio esse procedimento do go-
verno paraguayo, e que o governo do Brasil devia
exigir e procurar obler uma repararc.
O governo do Paraguay mandn os lassaportes ao
nosso encarrecado de negocio em 1:
1853, c limitou-sc a dar conhecimento
goxerno imperial. Desde agosta de 1853* at o fim
do auno de tsVi o governo paraguayo nau procuran
ler oulra alguma inlelUgcncia com enverno do
Brasil, como be pratica em casos seme liantes. Tanlo
mais era isso necessario no caso de que se traa,
quanlo lie corlo quo pelo fado dos pas aportes dados
ao encarrecado de negocios do Brasil tinltam ficado
inlerrompidas quesles imprtenles qi e havia a re-
solver com aquello goveroo, quaes a c a navegacao
do rio Paraguay e a da xaro dos lin les entre o.
dous paizes.
Algum tempo depois daquelle laclo passon por es-
ta corte o lillio do presidente daquel a repblica :
era occasio de se darem ao governo imperial algu-
mas cxplicaccs sobre aquella desagradavel oceur-
de agosto de
desse acto ao
Foram chamados tres que estavam oecupados em
fazer gelados, e dous que ja dormiam. Vieram
quinze.
Gannoi contou-os c disse-lhes :
Pois bem.passcem de mesa cm mesa c porsun-
lom a esses senhores e senhoras o que desejam.
Entao, senlior....
Sou cu que pago .' tornou Gannot mageslosa-
menle.
n gracejo foi accedo, c achado mesmo r!c bom gos-
lo ; s o amigo ra na pona dos beicos vendo quan-
to absorvia-se de limonadas, liquores c cafe.
As mesas renuvavam-se, e os recem-rhegadns
eram convidados pelo ampblryao a consultar ,1 lista
e a farla-sc de gelados, limonadas, deludo aleda
agua ue Sella.
Emfim as tres horas, quandn nada mais havia no
osialielerimento, Gannot pedio a ronla do consumo.
Esla elevava-se a ralle oilocenlos fcaucos.
E a letra de cambio?...
U mancebo mais morlo que vivo mellen mai hiu:l-
menle a 111:10 no bolso, embora soubesso que elle so
conlinba mil c quinhenlos francos; mas Gannoi
abri a carleir.i, lirou dous bilheles de mii francos e
disse :
Tornera, rapaz.es, o rosto he para vo- is.
E xollando-so para o discpulo que desde o prin-
cipio 11S0 cessara de puxar-lbe a manca u mallratar-
Ihe o pe, accrcscenlou :
Eu quiz dar-te uma licito.... para entinar-fe
que um bom jugador nao de\e maravilhare do que
ganha, o sobre ludo deve gastar largamente.
Com os quinze francos que reservara do dinlicro
do amigo, Gannoi fra lambem jogar em oulra par-
le, e gndara dous mil francos.
J vimos em que os empregoo.
Foi esse o seu milagre das bodas de Cann.
Mas fcilmente comprehende-se que cssa riqueza
aleatoria linha revezes crueis. A exislcnria de Gan-
not era cheia de crises: elle viva de lodos os oxees-
sos Mais de uma vez no meio dessa vida tempes-
tuosa os pensaaaantos mais sioislrosalravesaram-lhe
o cerebro. Novo Karl Moor, novo Joo Sbocar, no-
vo Jaromir, qoe planos leriveis nao formava elle
enlao '.' Atacar os viajantes as estradas, e lanrar so-
bre a mesa de jogo ouro manchado de sanguejoi em
noitcs febris,
ue a divinda-
nbrios da hu-
1 nutra menos
inc Nouvelle,
insignia uma
artista pintara
mais de uma derrota o sonho de sua
c a esperanca de seu dia seguidle.
Eu ia, dizia elle mesmo depois
de o livrou de lodos esses vapores so
manidade, cu ia tropezando na estrada do crkne, e
approximaria as vezes a cabeca do cul ;llo ; era mis-
ler que passasse por todas essas prova para qno do
ullimo dos patifes sahsse o primei o dos protes-
tantes.
A' industria do jogo Gannoi reuni
evcnliial. No passeio publico de Bo
onde ent.to resida, via-se servindo de|
cabera, sobre cujo crneo calvo um
com linla azul e encarnada a lopogripbia cerebral
das faeuldades. dos sentimenlot e dos tiisi'/i-los.
Essa cabeca cabalstica indicava, que ahi davam-se
consultas de phrenologia.
Agora convem que digamos como Gannoi chegara
ao apogeo datriencia dos Gall c dos Spurzbeim.
Filbo de um chapoleiro, elle observara na loja do
pai as formas 13o diversas dos ehaposL relativamente
s formas lao variadas das caberas, ef formara assim
un sxslenis pbrenologico que descravolveu depois
pelo oslado saperlirial da anatoma.
Gannot era medico, ou para mella
desande. O quo aprender oceupa
em sua memoria ; mas. dolada de u
e pendrante, analysava os carcter
que achava a in.iu.
l'm dia que opprimido por uma p
ro que tivera no jogo, e n:lo adan
dizer, nftirial
pouco lugar
lino delicado
e as ciberas
rda de dinhei-
lo dianle de si
mais que miseria c desespero, aliando lava-se as mais
sombras"resolures, uma mulher mora, rica e for-
mosa desceu da r n macera, subi a scada e bateu-
Ihe porta : vinha consultar o ai evinbo sobre a
buena dicha de sua cabeca.
Embora pila fosse uma crealora r lagnifica, Gan-
not nao vio nem sua belleza, nem si a perturbarlo,
nem sen peo. Ella asscnlou-se, tiroi o chapeo, des-
conrio admiraveis cabellos lotiros, e entrecou a ca-
beca ao phrenologisia.
O doulor myslerioso passou ner ligenlemcnle a
m.lo por essas ondas de ouro : eu es| irlo eslava cm
out ra parle.
Todava nada era mais rico do que, os planos pcon-
tornos qiiesedesenxolviam debaito lo laclo do mes-
tre. Quando sua mSo chegou a um lugar situado na
MUTILADO
renria ; mas assim nao aconlecnu. n filho do presi-
dente Lpez foi para a Europa, e pouco depoiscons-
lou que elle alli tratara de prover-se de armamen-
to que roandava para o seu paiz, eque procurava
comprar vapores do guerra.
Estas circumslancias deviam sem duvida desper-
tar ainda mais a aliene do governo imperial, que
linha de prover seguranca da provincia de Malto-
Grosso. A defeza desla provincia seria sem duvida
possivel nao se realisando as novas circumslancias a
que acabo de recrir-ma ; mas, miAiindo-se o gover-
no paraguayo de vapores qne se dizia ter ido encar-
regado de comprar o filho do presidente Lpez, e
empregjodo aquella repblica outros meios de que
se provia, seria impossivel ao goveroo imperial pro-
ver seguranra e defeza daquella provincia. Assim
he que a forra que acompanhou a raissao que seen-
viou ao Paraguay, nao s era uma condcao 'indis-
peusavel de dignidade para a missao, mas lambem
era um meio de altender a oulros inleresses assaz
importantes do imperio.
Por essa occasio disse o nobre senador: Qoan-
doo filho do presidente Lpez passou por esta corle,
na volta da sua viagem Europa, os ministros se
apressaram cm fazer-lbe visitas de comprimento.n
OSr. Bario de Mudar :En nSo disse que se
apressaram.
O Sr. Ministro dos Negocio* i: : n
nobre senador disse o seguin^e. I.; Emfim, creio
que a idea be esta-..
OSr. Barao de I'indar':Ea nao digo qne foi
mandado um emissario, mas sei que oulros eolen-
demque era emissario mandado pelo Sr. ministro :
e isto digo c assevero.
O Sr. Minislro dos Negocios Ustrangeiros :
Parcce-me pois que o peusamento he este : o nobre
senador pelo Maranhao declarou que chocando a es-
la corte o filho do presidente Lpez, o ministro
mandn um emissario' sua casa para desculpa-lode
nao ter ido immediatamenle visita-lo. Isto que dis-
se o nobre senador pela provincia do Maranhao com-
bina com eertos boatos que se espalharam em Mon-
tevideo e na Repblica Argentina. Se eu nao sou-
besse que o nobre senador nao lem correspondencia
para Montevideo e Buenos-Ayres, dira qoo elle se
lem fcilo echo desses boatos, dissas intrigas.
Por esla razan, mais do que (telo que disse o no-
bre senador pela provincia doMaranhlo, pero licen-
ra ao senado para referir o qoe occorre na occa-
sio em que o filho do presidente Lpez passou por
esla corle.
Senhores, nao creio que fosse motivo de censura
que um minislro procurasse visitar e comprimeular
o filho do presidente de urna das repblicas vizi-
uhas ; ado, pelo contrario, que'scria um acto nao
s de civilidado, rnasdo louvavel poltica podendo
concorrer para cuuciliar desinlelligencias e para fa-
cilitar os meios do as resolver.
O Sr. Barao de 'aviare':Apoiado.
<' Sr. Ministro rfol Seg-min Ustrangeiros : n
i. senador apeja esla opiniao, euleude qua ella h
Meilavel. Pois bem, se eutende assim, pira que
vert rom essa p.-qucimu- coasas, i.izendo-se echo
do que se disse em Montevideo e m Buenos-Ayres'?
Se aconlcccssc isso, concorda o nobre senador em
que nao havia motivo para censurar o aoverno. Pois
entao porque motivoIraz o nobre senador para dis-
cussao urna materia ou um acto que n.-lo julga cen-
suravel!
O Sr. Bardo de l'indare' :Explicarei.
O Sr. Ministro do< Negocios Ustrangeiros :Es-
lou persuadido que o nobre senador (ave por fim
censurar osmioistros, entendendo que se elles assim
tvessem procedido se tnhan)humilhado. do pelo contrario.que se elle-, assim livessem pralica-
do nao havia motivo algum para urna justa censura.
Como quer que seja, peco lieenca para referir ao se-
nado ludo quanlo se passou a esle respeilo.
Loco que chegou a esla corte o Sr. general L-
pez, o cnsul da repblica do Paraguay nesla corle
dirigio-rae a seguihle caria :
n Exm. amigo e Sr.n general Lpez, que (em
contados os seus momentos de demora nesla corle,
deseja moilo dar duas palavras aV\ Exc, e lhe pe-
de perraissao para o procurar esla tarde das '4 para
s 5 horas. Se V. Exc. se dignar recebe-lo, ficar-
Ihe-ha obrigado o de V. Exc. criado e amigo re'co-
nhecido.
" ManoU Moreira de Castro,
a Rio, dezemliro 23 de 185i.n
Respond a esla carta nos seguinles termos:
n Htm. Sr. Caslio.Acabo nesle momento de re-
reber a carta que V. S. dirigio-me boje, participan-
do- ae a chegada do Sr. general Lpez e que o
mesmo senlior lendo contados os seus momentos do
demora nesla corle, deseja muilo dar-me duas pala-
vras, e lenciona para esle fim procorar-me boje das
i para s 5 horas da larde.
Ja havia pedido ao Sr. etnselheiro Azambnja,
offical-maior da secretaria de estado dos negocios
eslrangciros, que fosse tezer ao Sr. general Lpez os
meu|cnnprimeiilos, nao a podendo eu fazer esla
manbaa por ser dia de despacho. Chego agora da
S. Christovao, e recebo a sua carta, ecomo oSr. ge-
neral Lpez pretende ir minha casa das 1 para as
5 horas, terei mu la salistecao de estar i hora indi-
cada disposiao de S. Exc.
Reitero a V. S. as exprcsses de particular esti-
ma, rom que sou, etc. o l'isconde de Abaete'.
t S. C, 2:1 de dezembro de 1851.
O Sr. general Lpez foi com effeilo rt-.inba casa;
e o fim para que me procurou fot para pedir-mc
qne oblivesse de S. M. Imperial dia, hora, e lugar
para o receber, por isso que desejava apresenlar seos
base do crneo que o volgo chama noca, e a qne os
sabios d3o o nome de orgo da amalividade, qur ja
tivesse visto Gannot desde muito lempo, qur fosse
urna sympalbia magntica c tepentina, essa mulher
dcifez-se em lagrimas, e hincando os bracos em tor-
no do pescoco do futuro Mapah, exclaraou:
Ah amo-le!
Fi um raio no\o na xila desaa homem.
Al entao Gannoi cpnlietera as mulheres; mas
n.io conhecera a molhor..A uma vii de loncas dc-
vassides, de jogo e de emocOes violentes succedeit
uma vida solitaria ; pois elle amou extremosamente
essa bella desconhecida.
Essa mulher era casada, e mnilas vezes em suas
horas de delirio, qoando chesava o momento de se-
pararem-se, tendo os olhos alogados em lagrimas, e
o peilo cheio de solucos, ambos machinaram 1 morle
do homem que servia de obstculo sua paixao em-
briagadora ; pnreni ficaram 110 peusamento do cri-
me. Ao menos a mulher quiz fngir rom elle, a fogi-
da fui decidida c o dia marcado; mas nesse dia ella
chegou a casa de Gannot com um maco de bilheles
de banco (irados da carteira do marido, Gannot leve
horror do forto, e recusou o dinlicro.
No dia scguinle ella veio smente com o vestido
que linha no corpo, sem correulc de ouro ao pesco-
ro, nem aunelno dedo, e cnian Gannoi levou-a.
A vida desse homem complicada por esse novo
elemento vooo mais que nunca alravcs de regios
impu-siveis : era uma das ndoles que amam todos os
arrebaiamentos. Se he verdadeiro este principio de
Mr. Guizot: a gente cabe sempre para o lado a
que inclina-so. o Mapah nao poda deixar de cahir
qualquer dia ; pois inclinava-se para lodos os lados.
O jogo e o amor salisfa/iant maravilhosamente os
instinetos dessa vida excntrica ; as casis de jogo fe-
charam-se! a mulher que elle an. 0,1 morreu I
Foi cntAo qoe nasceu nelle o dos do amante in-
consolavel e do jogador aposentado.
Teve uma grande doenr 1. durante a qual o espec-
tro da amante vsitou-o lodas as noites.e revelou-lhe
os dogmas de sna nova religin. Dominado por essas
allucinaces do amor e da febre. Gannot ouvia a si
mesmo na voz que fallava-lhp. Pnrm nao era mais
Gannoi : Irauscurava-se.
Deitara-se homem, e devia levantar-se Mapah.
( Conftnuar-se-Aa.)
ILEGIVEL



respeitosos comprmanlos ao^iqesmo augusto senhor-,
rodido este a que depois respond da seguinle ma-
neira :
O visconde de Abaet, ministro e secretario de
estado dos negocios eslrangeiros, faz os seui altencio-
sos comprimcnlos a S. Ese. o Sr. genenl D Solano
Lpez, e apresta-te a prevenir a.S. Ec. dt que S.
M. o Imperador o recebar amauhai 2i docorrenle,
era S. ChrslovSo, pelas 5 horas di tarde. O mesmo
ministro, satisfitendo assim os desojos manifestados
por S. Exc. o Sr. general D. Solano Lpez, preva-
lece-se desla oppertunidade" para oflerecer-lhe as
expressoes da sua perfeila ettiina e distincta con-
sideradlo, llio de Janeiro, cm 23 de dezembro de
1854.
Assim, pois, a conterencia que livo com o sc-
nernl Lpez verscm sobre o objecto que acabo de
inouciotmr ; He uenlium outro se Ijatou nessa confe-
rencia.
O iiobre leador disse que o general Lpez 1ra-
tou das qoetlOes*]uc~pen,liMn entre O governo do
Brasil e o governo do Paraguay. Se tralou n.lo fui
comiso.
Sr. Barao de Pindarc : Nem eu disse que
foi com V. Exc.
O .Sr. Ministro dos negocios lislrangeirm :
Mas digo cu. Sei que o Sr. general Lpez este vi-
era casa dos Srs. raarquez de l'aran.'i e visconde do
Uruguay ; mas, como nao assisli as visitas que elle
fez a cuses senhores, ikIo sei se tralou ou mo com
ellos dessas quesloes. O que posso asseverar be que
elle nio vinhaautorisado para tratar dellas, nao li-
nlia plenos poderes para o fazer.
O Sr. Barao de Pindar: Apoiado.
O'Sr. Mmjttro dos negocios Eslrangeiros:Mas
o nobre senador disse no seu discurso urna cousa que
ho o contrario do que est agora apoiando. O nobre
senador declarou que sabia que o general Lpez li-
ulia dito: Ha tres questilea resolver. Quanto 1.,
que he a quesilluda satisfarn por causa dos passapor-
tesdados ao enearregado de negocios do Brasil, ado
que ano pode liaver duvida algmna a este respeil;
ludo quauto eu tizar ser approvadn. Quanlo 2."
questao, tambem enleudo que nao he cousa dillicil,
que se Rodera muito bem regular. A grande dilli-
culdade est na questio de limites.
O Sr. llanto de l'iiuiar : Porque para essa jera
necessario nomear-ie um diplmala, fisto que ella
dio o era.
O Sr. Ministro ios Negocio' E'lrangtirot:Mas
quaudo o general Lpez houvcsse dito isso, que nao
sei fci diste, acha. o nobre leador que mesmo quan-
to|as iluas prmieiras quesloes os ministros deviam
entrar em negociarnos a retpcilo dellas com o fllhu
do piesident da Hcpubiica do Paraguay, que nem
ao menos tinlia as necestarias inslruccoes para po-
der esol ver es-.t-. qiiestdM ?
Id cerdo-roe de que o nbre senador perleuceu ao
numero daquelles quelzerura nma grave censura ao
ministerio deJ8i2 ou 1813 por ter celebrado um
tratado com o plenipotenciario da Confederarlo Ar-
gentina) que nao eslava, segundo diziara, autorisado
para isso. Creio que o nobre senador alroou esta ca-
sa com censuras fortissimas contra os ministros dessa
poca, porque, nao tendo o ministro da Confedera-
os Argentina plenos poderes para essa negociado,
o governo imperial linha, nao obstante, celebrado
com elle urna convengan.
EiilreUuto bavia urna raza o da grande dfferenca,
e era que, se o ministro da Confederadlo Argentina
nao linha plenos poderes para celebrar esse tratado,
tiiihg ao meuos instrnccOes mui positivas sobre o ne-
gocio que fez objecl da convenrao. Esqaacendo-se
dislo, quera agora o nobre senador que os ministros
resol veste m a qucsl.lo da satisfaco e a da navegajao
do Paraguay cot urna pessoa que uem linha plenos
poderes para resolver estas quesloes, que mu mesmo
especie alguma da iuslruccoas que podewem gua-
la Achoque'o uobre sonador he contradictorio, e
be contradictorio porque, quau lo lera de fazer oppo-
sc.lo aogovorno, na i s? importa muilo ilc ficar em
oppesicio comtigo mesmo. Vio llie gabo o goslo;
nera Ihc iuvejo 'procedimcnto.
('anuo pastado deu-sc muila importancia a que-
li) la salisfacao quo o governo do Brasil devia exi-
gir do governo do Paraguay em consequeneia dos
pa-siporlct dados ao nosso encarregad'de negocios;
buje, que o soverno brasileiro olitevo es!a si>i;?faco,
dii-se que esle negocio era de pouca ou nenhuma
importancia I Eslou persuadido do que, na opini.ln
do uobre senador a do oatros membros que fazem
opposiritu ao governo, essa queslao se teria conver-
tido na mais importante do todas, anda mais im-
portante do que a da navegado e a do limites, se por
venturo o governo imperial nao livesse oblido urna
repararlo t3o plena como obteve.
J dei os motivos por que a missao qvo o gover-
no imperial mandou ao Paraguay nao poda dei- I
xar de ser ncompanhada de orna pequea forra na-
val.
O nobre senador perguntou em quanlo imporla-
vuru as desp.-zas dessactpediro, qualosaerilicio que
o Brasil fez com ella.
Enlendo que nao he pela despeza maior ou menor
que se pone fazer cm conseuuencia de urna medida
nocestaria quo esta deve ser aliada e julgada. Se
era necesario mandar sa nma expedidlo ao Para-
guay,os ministros deviam lomar a responsabilidad*
do o fazer, embira dahi rcsullassc algum augmento
de despeza publica. N.1o ululante porm esta obser-
varlo, persuado-roa de que os sacrificios que se fue-
rain com essa ef pe licu nao avultam tanto como
suppoc o nobre senador pela provincia do Mara-
nhae.
A leda litara de forras do mar aulorisa ao go-
verno i ter em circumslaucias ordinarias :),000 pia-
ras e em circmnslanrias extraordinarias .OOO pa-
cas. IlrelaWioque ja se distribuio do Sr. mi-
nistro dt mariuha, creio que o nobro senador hava
de ver que ha umpequciio excesso enlre o numero
de pracas para circunstancias ordinarias e aquclle
que exisle em effeclivo servico {le:)
Qnel he pois o excesso d despeza? Uir-te-lia que
lie o qiicdevc corresponder a 561Jprac,as que exis-
tem de mais; cuigpre porm alien ler anda a duas
consideradles: a 1." I* que mesmo em rircomslaii-
daa ordinarias as pracas da armada sempre excede-
rn) alguraa cousa de 3,000, como se pode verificar
pela despez elfeclivamenla feita. Embora na lei se
rque o numero de j\U00 pracas para cirftims-
icias ordinaria*, sempre este numero foi excedido.
He isto tambem o que diz o Sr. ministro da mar-
nlia. fe.)
Porlanlo ja ve o nobre senador que, ainda mesmo
quo nao tivessemos necessiddo de mandar essa pe-
quea expedidlo ao Paraguay, o numero das pracas
embarcadas excedera alguma cousa de 3,000.
Assim he, que a differenca que se nota para mais
as pracas da armada nao he rigorosamente -de 501,
MARIO DE PERMMBUCO SEXTA FEIRA OE 8 JUNHO DE 1855
que efcjulgou dever remelter logo que termioou a
primeirt queslao-, disse qucliavia desor-siesada a-car-
la que veio* nessa occasiSo, porque fui necessario vi-
na doos ofTicia-i. Sepesadaueste caso he syno-
nimo de importante, drei ao uobe senador que
erain importantes as cominunicacOes que Irouxoram
dllciaev porque ellas continham a solurao da
pruneira questAu que o nosso enviado resolvcu no
Paraguay, questao alias que considero importanlis-
sima.
Cabe-me iuformar ainda o seguinlc : um desses
ofliciaes pertence ao corpo da armada o foi com o
ebefe de esquadra como seu ajudante d'ordens; che-
gando a Uucuos-Ayres adoereu gravemente de urna
nflammar.io de olhos, e apezar disso este oflicial
quera aconipaiihar o cliefe, nao obstante o risco de
perder a sua vista; foi uccessario que o clicfc lhe
impuzesse como ordem que ficasse em Baraoft-Ayreas
que nao o acompanbasse na expedirlo. Cito este
facto, porque na verdade he um arto digno do maior
louvor pralicado por esle official de mariuha. l)e-
pois que melhorou alguma cousa, mas nao estando
jinda inteiramentc reslabelecido, instou com o en-
earregado de negocios do Brasil em Bucnos-Ayres
para o niii lar para o seu poslo nadivisao. O enrar-
rcgailo de negocios do Brasil acceden, as las instan-
cias e mandon-o com despachos ao Paraguay.
U nobre senador disse que essa olllcial ti lilla
desembarcado em urna das forlificaccs do rio
Paraguay, a que eliamou forlilo, que examinou
es'ii fortillcacaa, c que lendo este aclo sido de-
nunciado ao presidente l.opez, ello dera- ordem
para cslc oflicial nao desembarcar.... Creio que disse
itto.
O Si\ Barao de Piniare : Esl engaado,leni
alli-rado loda a miulia falla.
O Sr. Ministro dos Negocioi Hstrangeirot : O
nobre senador he lao potico, que suas palavras p-
dem ler...'(re o trecho do discurso a que se referee
Eu nao digo ludo he potico. O que significa
isto?
O Sr. larilo de l'indnrc : Eu responderei
O Sr. Ministro dos .\cgovius listrtmgttrot ( de-
pos de acabar a lcitura ) : Eis aqu porque cu
responda ao nobre senador. Se o nobre senador en-
lende que mo he ovado o que eu digo, esleja pelas
oulras ioformuedes que lhe deram, na certeza de
que sobre fados, depois que os liver explicado, mo
respondo mais ao nobre senador.
O Sr. Bario de 'indur : Al me admiro co-
mo boje se reslveu a explicar.
O Sr. Mlnisirn dos Scgorios listrangeiros;So-
bre fados nao respondo mais, porque lenho mais di-
reilo de ser acreditado do que aquelles que lhe man-
dara informac.6es.
Porm este oflicial tendo seguido de Buenos-Ay-
res para Paraguay em um vapor mercante chama-
do BuenoV/tyres, e passando por essa fortificaran,
foi elle com outros passageiro convidado pelo coni-
mandanle para ir a Ierra. Os oidros foram passear ;
esle oflicial, creio que a convilc.'do coinuiandautc
do forte, foi examiuar o forle.
O Sr. Barao del'indar : O commandante be
que Ih'o moslrou.
O Sr. Ministro ios Xcgociox Eslrangeiros : O
oflicial i:\aminau-o, nao olliou para elle como boi
para palacio ; como leve occasiao de entrar nesse
forle examinoii-o. O oflicial brasileiro cliogou As-
sumpejk. Um coronel do mane Barrios linlia com-
mullicado ao comuaaii lanle da guarda do caes do
desembarque, que n.lo comjrinlia que esse oflicial'
desrmbarcassejhias nao dava por motivo ler elle
examinado o forlim a que se refere o nobre senador.
Esla ordem communir ida icio coronel Barrios ao
coirimandanle da guarda do caes de desembarque,
foi annunciada lamheui a autoridade superior da
prara. Esla auloiidadc superior da praca irr.me-
dialamenle revogou. Porm n3o foi a ravogncnn
feita a lempo ou com anticipara > tal, que podes-o
evitar que quando o ollinal ia desembarcar nao se
ihe intimassea ordem de nao saltar em Ierra.
L:u consequeucia desle faci, que, segundo cons-
ta ollicialnienlc, nao le\e a Causa que o nobre sena-
dor declarou, mas nina cania ftil, romo fui dizor-
so que cssolTicial a bordo vapor de Buenos-Agres
linha fallado mal dos Paraguayos, em consequeucia
desle laclo, digo cu, leve o oflicial de vallar para
Uordo. O c.MTinia:idaiiln drt divisa -oxigio aatira<-3o
|ior esto acto, e esta salisfacao foi-llio dada comple-
tamente, declarando-se-lhe todas estas' eircumstan-
cias que lenho referido, islo he, que a ordem tinha
sido intimada pelo coronel Barrios ao commandante
da guarda, que saliendo islo a auloridade superior
da pra^a alinda immediatameiile revogado, e que
o governo confirmara esla revogarao e permillira
aquello oflicial ir a Ierra todas as ve/.esque quzesse,
e assim acouteceu.
Por conscqucncia, este fado referido pelo nobre
laenador me parece que, se significa alguma cousa,
ho que o governo do Paraguay so lem prestado a
dar reparacao todas as vezes que se pratica algum
aclo contra o qual o plenipotenciario do Ikasil re-
clama. ?
J di-se'u lo quanlo me pareceu coavenienlc a
respeilo desse oflicial de mariuha, cumprihdoijiagora
ncrescenlar que su elle, depnis do faclu que refer de
ter estado gravemente docnlc,c de ler sido necessario
que o commandante da expcdic.au Ihc inlimasse a
ordem de ficar para que ello expirado a sua vida
nao o acompanbasse, veio trazer a communicarao a
que me lenho referido, lie porque o enviado do Bra-
sil i luimandanlc da expedicu, como me declara
em caria particular, eslava convencido de quo as
quesloes que tnlia a resolver haviam de ser resol-
vidas pacificamente. Estou ccrlo de que se nao fosse
esta circunstancia annunciada pelo commandaule
da espodicao c sabida por esse oflicial, elle seria o
priniciro que nao aceitara a missao de vir trazer a
noticia a que me lenho referido. Parece-mc que o
uobre senador quera dirigir alguma especie de cen-
sura aos ofliciaes que antes de terminar a missao do
Paraguay foram mandados para a corle ; o amor da
jusfica c o ennliecimcnln dos faclos que Uulio refe-
r lo ao nobre senador me jmpocm o daMt-dc fa-
7er esla declaradlo, de reivindicar para cate ofli-
cial os elogios c louvores que ello lito dignamcnlc
merece. <."'
Tralaado dos neaorios do Eslado Oriental, o no-
bre senador refero-se a fictos de urna poca muiln
airearte, exlramou asinslruccfies que se dizcm ci-
pe lida* em 1829 ou 18:10, com as qoaea pretendo o
nobre senador provar que a polilira do governo ac-
tual lem por fim a iucorporacao daquelle Eslado ao
Brasil. He justamente isto que os adversarios, os
inimigo do trasil, espallnni na r.onl'ederara.-...
O Sr. Barao it Pivdare : Como son eu !...
O Sr. Ministro dos negocios littrangeiros :Es-
lou persuadido que niio, mas descaradamente lia
homens dolados das mclhores intcncOes que he pos-
he de muilo menos, visto como o servco oidmario 'vel ler-sc, mas que, sem mesmo terem esse fim,
lem em outros anuos exigido mais do que tres nt cnoperam com outros cujas intenees s.lo evidenlc-
pracflf
A oulra observarn que lenho a fazer he que essa
despeza nao comprebende um alio inleiro. O no.
bre senador u disse que liarlo da esquadra se li-
li lia relirado, o que declaro que nao me consta ofll-
cialmenle.
O Sr. Barao de Pindar : Nem a raim.
O Sr. Miniftr^ Kcgocios Hstrangeirot:Como
o nobre senador t* julga mais bem informado nestas
noticias di que M'ministros, podo ser que esse fac-
i da retirada de parlo da armada sa lenlia verifica-
do. Mas, quer se lenha retirado, quer nao, a ver-
dado be quo lia do retirar-te, e que o excesso de
despeza nao poden enmprehender mais de teis mo-
zos. Pelo que se o excesso de despeza com 56i- pracas
for calculado em duzentos conlas mais ou menos du-
rante um anno, dever a despeza reduzir-se mela-
dc duranle seis mozos.
Parece-me pois que lica demonstrado que o nobre
senador, 1,1o zeloso como dove ser pelos dinheiros
pblicos, n.lo -lem loda a razo para assnslar-se com
essa despeza. Nao supponho que o nobre senador
quera que os vapores de guerra e ot mais vasos que
se mandar un construir, que fazem parle da nossa
armada, n.lo fossem destinados a algum servico, e
licissein apulrccendo nos porlos. So esla he a opi-
ni.io do nobre senador, posso asievcrar-lhe qee nes.
te caso o barato saldra raro, porque perder-sc-hiam
cases vasos, e por consequeucia as grandes sommas
que elles cuslaram.
O nobre senador lem dito aqu diversa* vezes que
o Brasil deve tratar muilo de sua marinha, de fa-
zer-se poderoso pela marinha. Sendo assim, creio
tambem que o nobre senador nao deve chorar lano
como chora esse augmento de despeza que te fez
com esle ramo de ervico publico.
mente m. lio isso o que en lastimo n,lo s- no no-
bre senador pela provincia do Maiaiih.lo, como cm
oulras peanas de cujps senlimcn'.os patriticos cstou
intimamente convencido, nao posso absolutamente
duvidar; infelizmente, porm, o fado lo- quc.quaes-
quer que sjam as boas iniencoes do algumas pes-
soa, nSo deixain de coadjnvar a muilos que au
lem as mrsraasboas inteuees.
Sr. prOidcnle, as inslruccoes do 182!) em que fal-
lou o nobre senador ja por diversas vezos lem sido
explicadas ueste casa. He um faci que se passouha
mais de umquarlode seclo. Quando estas instruc-
cfltt podessem ter a intelligcnria quo lhe quer dar o
nobre senador, mas que nao lem, rulo podiam pro-
var que a polilica que o governo actual segu be a
mesma quo se soguio n'oulra poca. Exisle urna di-
visao Urasilcira na capital da repblica do Uruguay,
porm o nobro senador nlo pede duvidar : I.1-, que
essa forra entren no Ion dorio oriental requisir.lo
do sen proprio governo ; 2.", que a permanencia
dessa forra est regulada por ura protocolo celebra-
do enlre o enviado extraordinario e Ministro pleni-
potenciario daauetla repblica c o ministro ds ne
gocios eslrangeiros do Brasil. Conforme um dos
afliges do prolocnlo. a divis.lo nao pode conservar-
se alli senao al 12 de marco de IHti, porque uesse
da leruiim. o biennio pelo qual foi i-leilo o aclual
presidente da repblica. Em lerceiro lugar, doler-
mina se mais que a divisie possa relirar-se qu nido
a sua retirada fr nolilirada, antes mesmo de termi-
nado esse prazo, pelo governo Oriental ao do Brasil,
ou pelo governo do Brasil no Oriental.
Ainda se n.lo tenninou o Iflcnnio dentro doe)na)
devo estar em Montevideo aquella forra ; o gover-
no do Brasil ainda nao receben nolificacao alguma
para que ella se relire ; porlanlo de.slcfaclo nao po-
At relarijes enlre o governo do Brasil e o Eslado
Oriental etlSo reguladas por diHerentes tratados,
lodus de 12 do ottlubro de 18.">l ; estes tratados, 3t-
tim como o de 27 de agoslo de 1828, sao oulras lan-
as garantas que lem o Eslado Oriental de que o
governo do Brasil nao lem a menor inlan{ao de
augmenlar o seu territorio cusa do terrilorio dos
Eslados vizinhus. Em 1800 enlraram tiopas bnisi-
loiras no Estado Oriental a pedido do governo da-
quella repblica, e o nobre teuador nao pode igno-
rar que assim que se consesuio o objeclo para o qual
as for(a brasileiras enlraram naquelle paiz, imme-
dialamenle ellas se roliraram. Toda a influ-
encia que o governo do Brasil lem excrcido des-
de 18,00 sobro a Kcpublica Oriental lem ido urna in-
fluencia benfica c inteiramentc dcsuleressda. O
Brasil lem feilo os sacrificios que lera eslado a
seu alcance, com approvac.lo do corpo legislativo,
para concorrer para a ronservacao e ronsolidac.lo
da paz daquelle paiz, como nico mcio que elle lem
de. poder prosperar c engrandecer-se. He esle o
fim da polilira aclual do gabinete do Brasil, assim
como lem sido dos gabinetes anteriores. Acho pois
muilo fura de proposito que o nobre senador queira
cgamar a descoulianca c a suspeita sobra esta polili-
ca, como Iralam de chamar os adversarios do Brasil
lano na Kcpublica Oriental do Uruguay como na
Confederac.lo Argentina. A missao do Sr. vi-conde
do Uruguay nada xeiu coro o Eslado Oriental. O
teu lim be regular os limites enlre o imperio e a
(iiiiana Franceza.
Citou o nobre senador o trecho de urna gazcla
em que sSo convidados os Orientaos para assislir ao
enterro da consliluicao, o onde tambera be convida-
da part esle fim a divis.lo brasileira. Nao sei que
lim, que significaran lenha esla diario foi la pelo
nobro teidor. A forra brasileira que se acha em
Moulivido nlo lera lomado parle alauma no go-
verno interno do paiz, tem-se limitado aos fins para
quo fui requisilada. Nlo so piide jamis allribuir
permanencia dessa forra a marcha que alli posssam
seguir os negocios pblicos : essa marcha be impri-
mida pelo governo da repblica, que ho lao inde-
pendente cm seusaclos como seria se cssi forra lulo
eslivi-sse all estacionada.
t O nobre senador por esla occasiao referi que ihe
conslava que India sido na campanil i dos Eslado
Oriental preso e fuzilado ura brasileiro, o que mos-
Irava a ndisposic,auquc bavia naquelle paiz cnica
os brasileiros. Eu uo sei so o uobre senador leu
esle fado onde o li, Herordo-me que o Jornal do
Coinmercio do mez do abril extrado ura artigado
Mercantil de Porlo-Alcgre quo dizia quo linha sido
na campanlia iloEsladoOriunlal fu/ila lo- um brasilei-
roem coiisequeaciade homicidios que linha pralicado
N.lo sei se o nobre senador receben n noticia da
ni -ni i origem por onde cu a live, ou se i.-lo lhe foi
participado do-Estado Oriental por caria do algum
dos seus amigos...,
O Sr. Bario de Pindarc:He provavcl !...
O Sr. Ministro dos negocio* Eslrangeiros : .
e que e-teja aqu,sem o querer, como sucredtt a
muila genio boa, servindo de echo a esses boatos e
mitigas que te urdem contra o paiz....
O Sr. Barao de Pindart dii oulro uparle que nao
ouvimos.
OSr. Ministro dos negocios Eslrangeiros :
As vezes aconlece isso.
Mas, se a origem he a mesma, dirci ao nobre se-
nador o seguinle : O queprova este fado?'Nada.
I.ogo que cu li o artigo do Jornal do CommerciO
ofliciei, lano ao nosso ministro cm Monlivido co-
mo aopresideifle da provincia do Kio (randedo!
Sul, para me informaren! acerca do fac >, e ao pri-
meiru accroscenlci que o caso de ser o fado ver
dadeiro, fizesse as necessarias reclainacet. au li-
ve ainda resposla do presideute do Rio Grande, live
porm resposla do nosso minislro em Montevideo.
Sinlo nlo ler aqu o olticio, prociirei-o ua secretaria
porm com o Irabalho do relaloiio esl tudo to con-
fundido que nao o pu le adiar. Se continuar a dis-
cussao hci de lraze-lo, porque creio que o nobre se-
nador lie como S. Thomquer ver para crer,e
faz muilo bem. [mmedialameiile que li no Jornal
do. Coinmercio o arligo que elle Iranscreveu do
Mercantil de Purlo-Alcgre, aoflicci ao nosso minis-
lro em Montevideo ; ofliciei logo que se publijou a
noticia, lanto assim queja cteme responden. Ja
v o nobre senador quo nlo me demorei. A noticia
foi publicada em abril. Se livesse havido alguma
demora de miaba narle cm pedir infonnacoes, nao
era pos-ivel que eu ja as livesso era principios de
mam viudas de Monlevidco.
O minislro do Brasil era Montevideo respondeu-
mc que linha procedido s averiguacoes necessarias,
que mo duvidava que fosse assim, porm que nao
linha nenhumas informaees que pudessem confir-
mar a existencia do fado ; recommoudei-lhc nova-
mente que contiuuasse nos exames e invcsligaccs,
e no caso de ser verdade fizesse urna reclamarlo em
Icrmos. Devo accresccnlar que o governo do Eslado
Oriental linha-sc prestado a expedintprdcns t au-
toridades dos diflerenles departamentos, pedindo-
lhes informaees. As que linham nlo cmifirmavam
a existencia do fado ; mas como he possivcl que
ellas o gnbrasiem nessa occasiao, en nlo me dei
por salisfeilo, c neste scnlido dei inslrucccs ao nos-
so ministro cm .Montevideo. Ao mesmo lempo que
assim proced, ofliciei laml-cm-tin presidente da pro-
vincia do Bio Grande do Sul, vislo como sendo essa
noticia transcripta de um |ornal da capital daquella
provincia, elle pelos mcios qne livesse ao seu al-
cance, procurasse indagar se o fado era ou nao
verdadeiro, o que me iuforirasse de ludo, bem co-
mo ao ministro que eslava cm Monlevidco. Eis-
aqui o que sei e o que lenho feilo. Se o nobre so-
nador leve informaees .mais cirrumstanciadas, mais
veiiriicns, por carlys que recebesso de s.eus amigos de
Monlivi Ico ou Bio tirando, far-mc-ba muilo favor
c servico ao paiz dando-as para ellas servirem de fio
que baja de guiar-nos no dcseiivolvimenlo da ver-
dade.
Sr. prc-idenlc, cu n.lo JBe record qne baja no
discur-n do nobre sen i lor mais iilgum potito impor-
lanle a que eu deva responder. Ja expliquei os rao-
livos qoc leve o governo dirigiudo as negociaciles
com o Paraguay peln mtido por que o fez. Ja jus-
lifiq-jci os fins da polilica do governo para com o
Estado Oriental. Ja repondi a alguns faclos'qoe o
nobre senador cilou, mi inleirainenlo inexactos, ou
grandemente adulterados, por conscqucncia nada
mais lenho a acrrcscenlar ao que tuibo dilo, e limi-
lo-mc a declarar que voto pola resposla a falla do
Ihrono.
O Sr. Barao dp Piniri : Sr. presidente, se
eu nao seguir pasto a passo, se nao cubrir mesmo
pegada porpegado nobre minislro que ac?ba de fal-
lar, desde ja pero humildemente perdilo a S. Exc.
assegnrando-lhe que islonasrc da fraqueza.da minha
memoria, que lie c-enrreaada.
I'iquei pasmado, Sr. presidente, de que o minis-
tro, que oulr'ora esleve ligado comigo aos mesmos
principios de liberdade, de rcpenle se proniinciassc
conlra mira S. Exc. rhamou-mc poeta, como se o
ser poda fosse ura viluperio. Ovala que en fosse
poela do c.inbo do illuslre senador pela Babia ( O
Sr. rimonie de Georflinhontu |. Se eu fosse na
reali ladc poela, diria que s desestima.
Mas nao son s poela, eslou ligado rom os homens
de Montevideo, coraos ininiigos do Brasil. Nao acre-
dito no que ilizcm os Srs. ministros, Senhores, acru-
sao > tilo fortes, tanta indisposirao, lauta audacia
n'um minislro era ferir-me por estv inancira, he cou-
sa que me faz pasmar Qual be a minha posicao
nqui ? Qual a minha bandeiral A nflnha bandeira
nao he senao a bandeira do senado : o rotulo da mi-
nha bandeira he aquclle rotulo quo o hesloriador
mais imparcial enlre os Romanos, Tacin, applicou
ao imperador Trajino : Pricipatum ac liberlalcm
rer ofn de sociabilt miscuil. Nao' sei se me recor-
d bem da cilacilu latina ; mas Tcito elogiava Tra-
jino por ler esposado o principiado com a liberdade,
colisas aiiligamcnlc incconrialivcis. Tai lie tambem
a minha" bandeira : casar o prinripado com a liber-
dade. E qual he a estola que liga cslc consorcio-; A
consliluicao : nao a constHolClO em lelra mora mas
a observancia evada da constituirn.
Sr. mini-lro, eu nao son vosso inimigo, poslo que
descrtanles das nossaa bandearas; se eu o lora, lalvcz
que vos dissesteo qucPym disse ao ooude dcSla'ord,
islo be : Tu nos abandonaste ; porem ou au te
abandonarei em quanto a tiia cabera esliver sentada
que eslranhasse estas expressoes, e eu eutau lhe per-
doaria ; porem nao lert o nobre senador lido em
muilos publicistas que um paiz se pode comparar
com a cova de Polypbemo quando, apezar de appa-
rcnlar a paz, um cidadao he perseguido boje, oulro
amanilla, oulro depois '.' Eu lenho lido islo ; i ex-
prcss.lo nao he minha, he de muilos publicistas que
cu podia cilar.
O nobre senador poder julgar em paz um paiz
onde um cidadao he sacrificado hnje, oulro amanliaa;
oulro preso por espaco de um anno, sem culpa for-
mada, viudo depois um habeas-corpus, e cando
impune a auloridade que assim abusou .' Nao so as-
semelbar este paiz i cova em que os compauheiros
de Ulysses eram devorados, boje um, amanhaa ou-
lro, depois oulro, entretanto que eslavam muilo so-
cegados 1 E quem usa dcslas expressoes he algum
poela ? Eis nqui como se torna um bomem poela !
Nao ; o uobre ministro asseutou que eu era seu capa-
cho, c quiz-se divertir comigo. Porem cu desculpo
ao nobro ministro ; alcgrei-me mesmo por ser achu-
lado cm consequencia de usar de expressoes de pu-
blicittas. I.enibra-me que Moulaigue roslumava
relatar as suas obras pensamenlos e palavras de
illuslre autores sem os citar, c depois quando era ata-
cado dizia que folgava muito dever Sneca, Scrates
e Plalao acoulados na sua pessoa.
Sr. presidente, cu cilei faclos a que o nobre sena-
dor devia dar resposla ; elle deviadizer: o No Brasil
nao se den issu ; ningucm lem sido preso sem culpa
formada, ningueni lem sufrido cinco ou seis metes
de pcisao sob qualqucr pretexto f o til, e depois pediu-
do habeas-corpus sahisse da prissao, dan lo-se laes
fados sem que a auloridade que ordcuoii laes pri-es
fosse punida. O nohre minislro devia dizer-nos que
esse reptil credos em despostas, que assim lera pro-
cedido, temsido castigados; nislo he que o nobre mi-
nislro devia empregar lodo o seu cuidado. Porem
julgonmelhor diverlir-se comigo !
Passando a oulros ponlos, vou explicar, com toda a
franqueza, o que disse acerca de Montevideo. Nao
ha muilos mezes que um habilaute do Rio da l'rala,
indo em companhia de amigos meus passear ao jar-
dim bolanico, eslevo co:n elles na minha casa. Esse
individuo apresculou em conversa alguuias queixas
conlra o Brasil, e eu live de defender a minha pa-
Itia, allegando aquillo que entenda. Depois de al-
guns pormenores, disse-me elle : que cu diga ludo quanlo pens? n A islo Ibo respon-
d : pois nao que mal ha nisso ".' Piidedizer ludo
quanlo quizer sobre o Brasil, com a rondirJJo porem
de que hade sojeilar-sc lambem a ouvir o'* que cu
entender que devo responder a lal respeilo, sem nos
allcrarmos.
Foi por occasiao desla conversa que elle me falln
acerca dessa erpeilirlp ao Paraguay. Elle eslava
bem informado do que se linha passado entre o fi-
llio do presidense Lpez e alguns dos Srs. ministros,
e arcresrenloa : Para que foi neeesaria essa expe-
dieao? Nao esleve aqui ha pouco o lilho do presiden-
le Lpez ?a Respondi-lbe : nha eslado esse individuo. E elle tornou-me : Pois
bem 1 elle aqo esleve, mas nao o leudo ncnbum dos
ministros visitado apparereu-lbe um individuo que
Paraguay negava salisfar.es f Creio que nao ; esla-
va promplo a da-las como drli.
Sobre a queslao dos limites nada fez a esquadri-
llia, ao menos qu eu saiba. Eu ja disse, que um
forlilo siluado a 10 leguas de dislancia do fogar pa-
ra onde foram osliossos navios, e que linha nao 2
pecas (1), como disse o Jornal do Cominercio,
mas 20...
Eu peco aos Srs. lachygraphos (oda a allencao pa-
ra as minhas palavras mesmo a lim de que ellas nao
sirvam ao Sr. ministro para me argir ; c nao acon-
Icca collocar-se um aparte cm lugar nao comp-
lanla, como succcdcu com um do Sr. raarquez de
Olinda, o qual da inancira por que se acha altera o
sentido de minhas palavras. Eu nolava, que quan-
do a rommissao de consliluicao declarou que nada
sabia sobre o projeelo creando uovos rollegios elei-
(oracs, o nobre senador se limilasse a dizer ; o Eu
creio, que he boin. E pergunlei so isso era ar-
ligo de fe, se era como a Trindadc, que a nossa
razio, sendo roesquiiba, nao pode enmprehender.
Aqui vem esle aparle do nobre marque/.: o lie de
fe. o E proseguo o mcu discurso ncslos termos:
Ssrri para V. Exc. ; para mim n.lo. lie inanci-
ra que parece que para mim n.lo he arligo de fe a
1 lindado ; quando o que eu obscrv.iva era que se
o nobre minislro para ju.(ficar o projeelo se limi-
tara a dizer : Eu creio que lio bom, cu bem
podia responder; o E eu nlo creio. Este be o
sentido da minha resposla aquello aparle, c islo nao
esta bem claro no que se publicou.
Ora, senhores, o quo cu aqui disse foi : Para
que tanta fanfarronada '.' O que colbesles vs disso'!
l-'oi gaslar-se, e gaslar-sc muilo. >i Mas a esle meu
argumento respondeu S. Exc. : ct Enta"o nao era
meilior gaslar-se isso do que deixar os vasos da ar-
mada apodreccrom ahi por esses porlos'.' Oh !
senhores. os vasos da armada podiam ler oulro em-
prego mais nobre, mais til, sem se fazer semelhan-
le fanfarronada. Para nao npodrecercm nos porlos,
julgou o Sr. ministro que era melhor manda-Ios
afolar as aras He boa 1
No dia 18 de feverriro, se bem me lembro, aneo-
roa a esqutdrilha a 10 leguas desse forlilo. No dia
20 lcvanlou ancora c fez-se signal dceslar a posto*.
licparlio-sc acsquadrillia em 5 divises. O vapor
lal tinha enrabixado esla e aquella cmbarc,i{o ; o
vapor lal esla o aqiieU'oulra, ele, c assim seguiram
at-cliegar perla do forlilo. Nessa occasiao alguns
dos fuzileiros queriam fazer foao das gaveas, para
o que obliveram licenca do commandante da expe-
didlo. Neste arreganho bellico a esquadra chegou-
se para mais perlo do forlilo ; mas o que aconlc-
eeu ? D6 forlilo gritaran] : Alio la a esquadri-
Iha nao pode passar para dianle. Enlao aconleceu
o que sabemos. O ebefe da expedicu enleoilcu-se
com o commanilaiile do forlilo, e esle com o presi-
dente l.opez, e veio a resposla de que sil poderia
passar o chefe no vapor em que vinha. Proseguio
elle no vapor Amazonas, que encalhou a primeira
vez, e com muila dilliculdade safou-sc ; encalhou
segunda vez cjulguu-se at perdido : de sorle que
foi necessario vir ordem rara que o Ypiranga. que
era o menor dos vapores, fosse conduzir o chefe, e
oafianca hoje he fu-
i Irqui/.a '.' O nobre
na a-sonlado minha
o Brasil proteger a um
Sim, senhor, o nobre
i o Brasil alliou-se a
e o que aconleceu de-
fui o resultado da eler
liuuou elle, que a nossa des
dada, s
O que diremos a respeilo
senador pela Babia, que se a
esquerda, clamava : n Ha de
rebelde ".' lallava de Urquizaj
O Sr. Monlezuma :Eu
O Sr. Barao de Pindar i
senador mesmo.. Entreten
liquiza ; Rosas foi vencido
pois era Monjevido '.' Qua
rao '.' a Islo ino perguntou cs.c llespanhol a quo me
rcliro... E arcrcscenlou : leiro que suslenlou com a sua presenca o presidente
Flores, e o presidcnle pode fazer o que fez as clei-
cics. Apparcccu em una gante um arligo ata-
cando fortementc o nosso minislro ; c sondo preso o
redactor delta, um dos ministros do Sr. l-'lros disse-
Ibe: o senhor alara a imprenta, c se assim con-
linua nlo podemos ter governo livre. Esle mi-
nislro foi dcmillido. He assim que se quer eslabc-
leccr alli o sysiema constitacidnal? Quemcarrega
com a carga de ludo isto be o nosso exercilo, sem
para isso concorrer.
elle ou a seus amigos pareceu ser emissario dos. assim mesmo encalhou algumas vezes !
O nobre senador notou que o chefe commandanle de o nobre senador concluirle nlo que as inlenoos
desla forc,a mandaste corle dous ofliciaes, um da do governo do Brasil sao auxiliar ou cooperar para
armada, oulro do exercilo, com as commuoicaces I que i paz publica se cousolido no Eslado Oriental.
sobre os leus hombros. Mas n.lo ; eu nnnea direi
semellianles palavras.
Principiou o nobre senador o seu discurso dizen-
do que o Brasil eslava era paz, que eu com expres-
oes poticas comparara rom a cova de Polyphemo.
Ora, senhores, se o uobre minislro fosse um ho-
mem menos lido nos publicistas, nao me admirava
Srs. ministros. Nole-se bom que eu nao aflirmei qoe
fura mandado por elles ; disto que pareceu a alguem
ler sido mandado. Esse individuo di-su ao gener,i|
Lpez : V. Exc. nao vai visitar os ministros ? elles
sao bonicos |,io occupadosl n A itto respondeu o ge-
neral Lpez : O BOU. 1)
Passados poneos dias appareccu cm casa do gene-
ral Lpez om bilbele de visita do Sr. marque/, de Pa-
ran, e algum-tenipo depois foi o general Lpez ;'i
casa do Sr. marque/ de Paran pagar-lhe a visita.
Islo he o que se me disse; se he mentira, o mais que
os senhores podcni dizer be : Quem le deu essas
informadles cnganou-le.
Por essa occasiao lralou-se das tres quesloes do
Brasil cora o Paraguay, nao cuino diplmala, porqae
elle au (razia credeuciaos, eslava aqui de passagem
leudo vindo da Europa. Mas. que mal bavia era
quo um minislro ou qualqucr oulro individuo, dis-
cuiisse amigavelmcnle sobre quesloes polticas com
aquclle geuerai '. Creio at que be esta urna das ma-
neiras de resolverem-se cerlas 'qnestGes, nao sendo
necessario que se roduza ludo diplomacia: medi-
ante conversas com pessoas quo lem lalou qual influ-
encia podeni disculir-se esses negocios,aplainar iniiilas
difliculdados, o muilas vezes assim se assgura a so-
lurlode quesloes imporlanle-.
l;allou-se enISn sobre as tres questes que tomos
com o Paraguay. Quanlo questao Leal, disse o
general Lpez que isso ora urna cousa de fcil solu-
cao, porque nem-Mu pai, nem ninguem no Paraguay
leve intencode insultar o Brasil, c que por conse-
quencia todaras salisfaees seriam dadas, como de
fado >e deram.
Quanlo IT segunda queslao, a da navegarao dos
rios, lambem elle nlejulgava liaver muila duvida ;
mas quanlo Ierren a. a da demarcac.lo dos limiles,
seria necessario nomcar um diplmala que della tra-
lasse, porque liaba teu* bices. A isso respeudeu
o Sr. marque* de Paran: ()u tu lo ou nada, ba-
lendo com a mo sobro a mesa. Ao menos foi o que
me disseram; eu nao sei deslas conversas particula-
res ; digo apenas o que me cantaran).
A vista da resposla do Sr. raarquez, replicou
aquclle general que se se mandassem forras ao Para-
guay seria mais fcil o Paraguay reduzir-se a urna
provincia da Confedcraco Argentina do que deixar
humilhar-se.
Ainda a islo S. Exc. o Sr. marqaei de Paran res-
ponden :
n Poisfacailo j Ao que aquello general re-
lorquio :
Nao be necessario licenca de V'15*e. ; mis fa-
rcino! o quo calndennos. E relirou-sc.
Ora, senhores, eis oque referi. Como he enlao
que se me diz qae eslou unido com esses hoir.eus de
Boenos-A> res e Montevideo, inimigns de nossa pa-
tria '.' Puis'repelir urna conversa sabida por todos be
molivo bstanle para que eu sejapregoado como um
bomem qne osl unido com os ininiigos do Brasil .'
He enararado !
He cedo, que esse general tinha viudo da Europa
em um vapor paraguayo, Irazendo, segundo so disse,
alguns ofliciaes eslrangeiros engajados, o foi-se em-
bora quando a nossa espedirlo ja li'atM ido. Mas
pergenio eu ao uobre mini-lro, qtsaes foram os
meios concilialoriosque antes dessa ostentaran do Tor-
ra se empregaram para obler a salisfacao devida
lgnoro-os; creio qllc foram neiibuns, porque n.lo
acredito que tal salisfacao pudesse ser negada ; e
lanto assim, que logo que fai pedida fui dada ; o
por cerro nao "subleve esse resollado por meio da
nossa esquadrilba.
Eis aqui ludo quinto eu disso : eis o que repilo.
Ora. nao poderei.df saber pelos meus amigos c po-
las pessoas que tem rolarnos com os meus amigos
qual o eslado dos negocios que inlercssam minha
patria? S por isso me torno inimigo do Brasil,
uno-mc com os humen- de Montevideo e Paraguay
para oITcndcr ao Brasil'.' Islo be illaelo de S. Exc.
que est acoslumado a zurrir, c por isso ousa dizer,
que um senador do. imperio acha-se ligado com os
inimigos do Brasil.
Diga o Sr. minislro o que lhe parecer, mas lem-
bre-sc, que desde o principio da minha carreira
nunca urna s vez as sugidades anarchicat me en-
xovalharam as vestes ; e se isso aconleceu, te algu-
ma vez eu concurr para a anarchia, peco ao nobre
ministro para que bem claramente diga : a Vos
cm tal ou lal lempo concorreslos para esla ou aquel-
la desordem ; vs em lal ou lal lempo cooperaste;
para arnarbisar o imperio. Desalio ao nohre mi-
nislro que o diga. Pre/.o muilo a liberdade ; mas
liberdade mo he licenca. Pre/.o muiln a liberdade,
porem aborrec) a anarchia, e por isso, Sr. presiden-
te, quando ao longo ouco herrar una trovoada poli-
O, as carnes se me ampian! de ludo quanlo I. se
pana e interesta.
Arhou o nobre minislrn, qoe eu pareca ignorar,
que as naciOcs civilisadas raudas vezes pediain salis-
fares mandando forja armada. Sei, que os Fran-
cezes nos mandaran) urna divisio naval pedindo nma
salisfacao pela quetlffo Com o seu cnsul cm Pernam-
boco : sei, que deram vige, e um liros bandeira
franceza, apezar do cnsul ter insultado as nossas
autoridades cm Pernarabuco ; sei tudo islo, e en-
lendo, que se fosse necessario gastar muilo dinheiro
para xigr salisfaees de quem livesse offondido a
honra da naci brasileira. elle se devia gastar, por-
que urna narao tem honra nao pode existir na lisia
das nadies ; nina naejlo que se torna o ludibrio das
oulras nao podo ser nacao. Mas fanfarronadas, he
o que eu eslranho.
Para que foi esla etqandrilha ao Paraguay ? Diz-
se, que para pedir salisfacoes : pois o governo do
Agora pergunlo, se ludo itlo%ssim he, como deve
saber o Sr. ministro, que linha um l'dlio na exped-
can, o que n3o se digna informar-me ; assim como
deve saber o nobre senador pela Babia, que lambem
lem um lilho na nossa armada ; se ludo islo assim
he, porque o governo nao tomou as medidas neces-
sarias para n.lo expr os nossos vasos de guerra a
ficarcm enterrados as aras daquelle rio '.'
Consla-me, que a esquadra levava qualro dos
mclhores pralicos, os quaes diziam: barcaees eslao sendo engolillas pelas aras ; e peior
ser daqui em diante, porque no fim de maio e no
mez de junho as aguas seccam muilo. Por sso
foi que eu disse, qoe o commandanle bavia de ter
dado ordem para qoe as embarcarnos se relirassem.
Se acaso elle lal ordem nao deo, corria resnela
abrigaran aos Srs. ministros de mandarem que essas
embarcacet regressassem inmediatamente, pare
nSo lican m enterradas as aras.
Eu ja ;>crianli- nqui qual foi urna das mais va-
lenles causas porque o Brasil fez oulr'ora essa ver-
gonhosa paz com Buenos- Aytcs'! Urna das princi-
pacs causas, Sr. presidente, foi ter o Brasil mandado
enibarraroesTHlerosat para navegaren) cm mares cs-
pareelladoc
Agora, pergunlo eu ; Nao devia o Sr. ministro sa-
ber ou mandar saber qual o fundo daquellas aguas,
sc a nossa armada podia navegar livremenic ou se
ficaria cncalhada as aras'.' Nao era esla urna das
primeiras nhrigaces do Sr. minislro lendo de mau-
dar urna expedirn navegar naquelle rio '!
Mas para qoe essa expedirn, senhores ? Acaso o
presidente do Paraguay oppunha-se a dar-nos urna
salisfacao ? Parece que elle, apezar de eslar aqucl-
le paiz lao atrasado em rclacao ao nosso, era co-
nhecimenlos, deu lic.lo ao Brasil, dizendo : Alio
l Ningucm enlre ; fiquem l fra ; vamos Iralar
j.rimeiro diplomticamente.
Eis aqui o que eu disse. Ora islo ser engrossar
as vozes dos inimigos do Brasil ? Nao, senhores ; o
que eu quero belivrar a minha palria dos males que
considero cm ludo islo.
Eu ja disse o que aconleceu. Nao lionvc comba-
te ; o chefe foi recebido com toda a poltica ; deci-
dio-se o dia em qne ello devia aprescular-se ofli-
cialmenle ; e foram Horneados para Iralar com elle
diplomticamente esse general que aqui esleve c
oulra pessoa. Arranjou-se com loda a facilidade a
quesillo relativa ao nosso enearregado de negocios ;
depois Iraluu-sc da segunda questao, a da navega-
53o do rio Paraguav ; fez-se um tralndo a esle res-
peilo, e foi esse trata lo apresenlado ao presidente,
o qual disse: Acho bom.Enlao assignai. Nao;
esperom, he preciso Iralar primeramente da ques-
tao do limites '.
Ahi osla porque cu ja pergunlei aos nobros mi-
nistros : o Quando se acabar isso ? quando se re-
solver essa qucsl.lo de limiles com o Paraguay?
Eslamos vendo o que vai aconleccndo a respeilo de
Montevideo, sobre cujos limiles com o imperio ain-
da nada sc decidi, tendo parado a qucsl.lo por cau-
sa das duvidas que se suscitaran! relativamente a
ccrlos monlcs. Pelo menos eu nada mais sei quan-
to a islo, porque os Srs. ministros nao nos dao infor-
madles sobro esle poni. Oxala, queeu livesse verda-
deros amigos em Montevideo, que me dessom todas
as informaees necessarias Muito estimara eu is-
to, porque desojo oslar ao fado das cou-as que lano
inleressam ao meu paiz I
Fallci cm u'm oflicial que be lilho do nobre sena-
dor pela Babia. Diste, qee esse oflicial, lendo Aci-
do doenle em Buenos-Ayres, depois partir en> um
navio inglcz, c que chegando ao p do forlilo, o
commandanle do navio lhe dissera : n Vamos Ier-
ra ?Vamos ; (ornou elle. Sallou em torra esse
oflicial sem insignias militares. O commandanle do
forte moslrou as tinte peras de calibre (i, o paiol,
ele., ostentando a sua grandeza ; mas ouvindo o
oflicial brasileTo algumas palavras solas, por causa
das duvidas, como he moco de juizo, tralou de reli-
rar-sc. Iinmedialaiiicntc o coramandanle do forle
mandou dizer para a Assumprlo que ura oflicial
brasileiro linha disfarradameule salladn alli para
observar ludo. Daqui nasccu essa intrigo, esse dcsa-
guizado de nao querrrem na Assumprao aquclle
oflicial, porque o repulavain um espan, de sorle
que o chefe pedio urna salisfacao e ella lhe foi
dada.
Em que pois oflendi a esse oflicial '.' Em qne o
alaquei na sua honra '.' l Koi doenle ; he pessoa
muiln capaz ; n.lo qniz ficar, foi necessario ser abri-
gado, ele. n Ora, Sr. minislro, V. Exc. rom essas
COOsai pateco querer dar a entender que cu aecusci
esse ollicial de molino '.' Qiierern V. lixr. que esses
ofliciaes me Mo I ihe/. desaliar 1 Eu nao goslo de
brisar. Oh senhor pelo amor de Dos '. Sempre
tialei com minio respeilo quer a esse quer a oulro
qualqucr olllcial.
Agora tratemos do Monlevidco. Esse
rebulico no povo na occasiao da missa de madruga-
da, motivado por um ataque de golla, que solTreu
repeulinamenle um devoto dos oflicio do Mez Ma-
rianno. As mulheret que, neste, casos, tem a pri-
mana, abriram o queixo e pozeram-te a grilar-mi-
scricordia-crescendo em maca para cima do Rvdm.
padre Francisco, que se vio cm apuros para appla-
car o terror femenil, que ameaeava esfflaga-lo. A
muilo cusi conseguio o Rvd. pacificar o seu reba-
00 e ditsipir o lerror de que eslava apoderado. O
MelMar,a"""aeorreu com muila placidez esle
anno, e sera confuiente mudar a solemnidado no
futuro para oulra hora, quc assim ,e evilar.lo as de-
sordeuse mais desacato, qe ,e,n havido, do con-
rano serao elles r.pe,idoj|po ^ _
los ora vez de d.minuir anenla prodigiosiraen.e.
Cmila Menees que uo lermo do K,nc succedeu
o fado segundo :
Cm individuo casado denome Joao Evangelista,
morado na .erra Escura, disl.n.e daquella villa 20
leguas, leve de fazer urna viagen. di^3n.- ..;,.
=** dittanle e parti
le ca para clecla-la, deiande ehara ,elarie
oda laminosa, sem dovida pela aaseoej.que ia sof-
rcr. .n.ii) m_'i porque incidcnle fori t
O que lemos pois lucrado, senhores, rom lanos voltou do caminho pela madrugada a a- "?.
sacrificios rollos para rom .Montevideo ? O lucro be o roncaado-Ihc ,inho$0 Das ,1 d'a ,eofnlei
' ** i.....I ha pouco fuzilado um Brasileiro con, cm casa con, a Pr"f-0T00 e,"rar
loda a sem ceremonia.
do da
maior sabtilc/.a do
cron.ona. S. Exc. disso que tinha pe- conlrou o seu l.igarln|rtiiaido...n7r71 Zh7
< lo logo mformacil.s ; mas o nobro minislro ja po- caz, esl enlendi lo.que dorma Lr,c,inL2 ,
lia ler uoticia exacla a se respeilo, quando mais
nao fosse, por iulermodio
da do Ro tirando do Sul I-Esperemos Espere- gravemente ferido, e assassin
mos !He assim que fazeis caso da vida dos dadlos cadas .r..^.. / -i~i___..
brasileiros?
infame adultera. O paciente ceg vela ro-
da presidente da provin- lera descarregon o bacamarle-a^,,!,,^^,, lie,,..
s apenas. O dele.-,do do lern^c n.lo gos-
lou sem duvida da grara, deu injdfatamenle ,s
neeessanas providencias pata a ca/i,a do lal sel-
vagem miliario.
Gorou-seni Melpomenense o especiadlo que Ihc
annuuciei, cm consequcnrla do que trr-i v,
Oulras cousas man me disse o llespanhol, que sem a narr.icao qoc Ihe^romell.
() que digo he que be bom qu faramns dcappa-
recer ludo c qualquer molivo de desconlianra, para
que nao so persuadam que queremos reunir Monte-
video ao Brasil.
em tempe revelarel, sobre um banco projeclado
por fulano c sicrano para Montevideo ; por ora nao
oulro nisso.
Parece que desla inancira os nobres miuislros V&O
seguindo a polilica dos miuislros do Sr. I). Joao VI-
Esses minislros convenecram ao Sr. I). Jlo VI de
que devia mandar buscar (ropas a Portugal para
sustentar a guerra e tomar Montevideo. Ora, qual
foi o fructo dessa polilica qual foi o fruclo de lanto
sangue, de tanto dinheiro derramado V Tornar-se
Montevideo repblica, e recoohecermos a sua inda-
pendencia.
Hoje esluu vendo qne esse negocio sc tem com-
plicado cada vez mais, pois que ni-lo s#ni duvida
nao serao indiflervnles os governo francer e
inglcz.
Enlendo, eeuhores, que esla que-lao pode ser
muilo prejodicial minha palria. Enlendo, que
mo sao rios, nao sao montes, nao 6.1o valles que fa-
zem a teguranca dos eslados; o qoe faz a seguran-
ra dos eslados he o bom governo idenlilicando-se
com o povo para fazer a felicidado da nacao. Eu
que pens assim, eu que enlendo que nao necess-
lamos de mais terrenos, cu que enlendo que a me-
lado do dinheiro que se lem derramado i,essas re-
pblicas desordetrae, se fosse empregado na nossa
palria, o Brasil teria fiorescido muilo, nao posso
deixar de fallar conlra esse eslado do cousas.
E quem usa detta liuguagem quer anarchia '! acu-
la o povo'! Pensis vos, que o povo brasileiro he ce-
g? Pensis vos que o povo brasileiro deixa-se le-
var por esla ou aquella proposicao anarchica quanda
apparec.a ? O puvo ol,a para a vossa anarchia, paro
ot golpes que vai sofl'rcndo a constituirlo. O qoe
anarchisa o povo he ver que a contWuioao lhe ga-
rante laes e laes dirctlos, c que estes direilos lhe s3o
roubados.
Peco ao Sr. minislrn, que he 1,1o bem conceilua-
do no Brasil, e que sc abandonou ao partido a que
pertencia foi porque te convencen de que caminha-
Ya errado, o que pro va o quanlo elle he dcil ra-
zo; pe$o a S. Exc, digo, que lenha d desle po-
bre e rnesquiuho Costa Fcrrcira, nao queira aconta-
ba face do senado, torrendo as sua palavras a ti-
rando illaces avessas. O nobro minislro enveneoou
ludo quanlo eu linha dilo em ini-u discurso. Com-
pare-se o mea discurso e o que disse o nobre minis-
lro, e ver-se-ha se S. Exc. repeli alguraa coata se-
mentante aoque eu disse na casa.
Calo-mc.
Nao haveudo mais quem peca a palavra encerra-
se e discussao, e apprva-sc o projeelo de resposla
falla do Ihrono.
O Sr. presidente declara esgotada a ordem do dia;
convida aos Srs. senadores a Irabalbarem as eom-
missoes ; e da para ordem do dia seguinle a :t." dis-
cussao das emendas da cmara dos depulados pro-
po-irlo do senado que permiti a Ordem Terceira
da Penilenria da cidade de S. Paulo possuir em bens
de raiz at o valor de 1(K):(HXI-, e lcvanla a sesso.
No dia 19 nao houve scsso.
mi;
PER-
fl
CORRESPONDENCIA 1)0 DIARIO
NAMBLCO.
Pai ahib i 28 de mato.
Escrevi-lhc pelo caucada Cuunabara, ilando-lbe
nolidas desle apreciavcl iniindinbo, e hoje lorno
a sua apreciaval, com o lira nico de estabelecer a
anliga regularidade de que me aflastei, espera da-
quella pessima c vascolejadora carraca de lama.'
Suppuz que com a lal demora mollia una linca
era frica, c que adianlaria ura quantum na chro-
uica'da Ierra, mas creio que me enganci redonda-
mente e que oblivc um resullado diamelralmenle
opposlo. Sao censas do mundo, das quaes ninguem
osla livre. Entrelanli) promello-lbecom loda a so-
leinnidadc nao eahir em oulra corrila, e, quando
mesmo lenha de i-scieier-lbo por algum deslcs iu-
cerlos vehculos, naodcixarei todava de fazo-lo ad
caulelam, no dia convencionado.
Diz o velho adagio quegalo escaldado d'agua
fria lem medo, por isso de.vanee i o receio que
possa ler de alguma reincidencia no fuluro, assim
seja.
Esqueci-me dizer-lhe na minha passada missiva,
que o lal Guanabara nada de novo nos Irouxc do
norte, cxcepc.lo do Esm. presidente do Para, que
seguio para o sul alim de lomar assenlo na cmara
qiiairieiiii.il, de que he digno momhro por essa pro-
vincia. S. Exc. nao quz dar-nos o pra/.er de sal-
lar nesla cpilal, sem duvida pelo iiicommodo que
liria em vir aterra, a vista da dislancia em que an-
co nu o vapor, 'todava o Exm. I)r. Flavio man-
dou bordo o seu ajudante de ordens cumprimen-
la-lo e oflerecer-lhe os teus servidos.
Meiretes, que eslvc a bordo do vapor, licou hor-
rorisado da quanlidade de patsageiros que observou.
Era'uma misturada inqualificavel, urna confusao
diablica, finalmente o propio inferno! Diz elle
que nao embarcara alli, nem que o csfoilassem.
Cora ludo, apezar do nao ler o vapor capacidade pa-
ra admillir a seu bordo a gcuie que ja (razia, cm-
barcou sem conscicncia aqui, mais de vinle |i'a geiros de re, igual numero do cscravos e cerca de
trinta rocrulas, soldados, ele. !
tirande paite dotpatsageiros de re, segundo an-
da Meircles, iam apinbados como sardinha cm li-
edla, aera camarotes ou belicbcs dormiudo ao r-
tenlo eetposlos completamente ao lempo!
V. ningucm para vedar semclbanle 'escndalo !
A companhia be cgoisla, nao ambiciona mais que
dinheiro, venha dinheiro! e que lhe importa que
surceda nina calaslrophc, se ella esl bem desean-
cada no seu escriptorio. so lulo he lucro.' Vi\a
Dos! Oh lempira, oh inores.'
Quando houver no mar algum lamentoso sueces-
so n'um (testes vapores he que enlao se darlo as
devidas providencias, e sc abrigarlo os ronunan-
daiiles dellcs receber a ac bordo a quanlidade
de passageiros relativa a tonclagem e capacidade da
cmbarcaclo. Porem quao tarda n.lo sera essa me-
dida !
He coslume porlnso7. (nttgodeixar furlar o ca-
vallo para depois por ferrolbos na cavallarire.
Meireles diz que fo/iu. eslranhada, por a|gon,
animaos de don, portera peonas, as minhas obse -
vacies relalivasa/fandoga.e que >J pub|car-se,
naoseiquedorfmrirtoseom o lira de neulralisar
rainhasasseredes. Espero ver iS0 sob o dominio
publico parreslender-me enlao sobre o asturoplo, c
ao terei/emedio que individuali.-ar, e par no olho
darua-uehronicade ,|gnem, 0 me ficilu(|(J
Unlnro a escandalosa do mocAo de folhinha, que ho
r nerfl leltras. Meo-amigo.,,*, vnharn
boscarlaa para depois harem cuqueado.. Nao foi
o desejo de morder, como alguem irreflcetidamenle
d.sse, que me obrigou a Iralar da alfandega ; foi sim
-niaadm.msir.aoqucporveimtem .ido de-
sabonada.
Saude, patacos, e gordura na.ruicao d, innme-
ras felicidades Ihc detejo, ele.
PEUNAHBUGO.
bomem, qne digo, que estevecomigo em minha cha- ^Uem sa,"! ,oa scus "'1o sc Ptece eom os c-lrau/ms
diz o rirao, c cu por experiencia de casa, arredilo
cara, esse llespanhol que foi para a Europa, conli-
iiuaudo a conversar, disse-me : A marcha dos sc.
nhores nlo he muito tnsala ; o Brasil tem sido
prfido para Montevideo.Porque tO Brasil nlo
lem tratado com Montevideo, no qual sc decla-
rou que aquclle pai/. seria independcnle c esco-
llieria o governo que quzesse i* Tem. Como
enlao pnuen lempo depnis de feilo esse tratado man-
que he assitn.
Honlem os devotos de S. Benedicto lizeram a sua
fcsla no convenio de S. Francisco, qn foi mui con- de ngelilisrongcnila.
REPARTIfJAO DA POiaciA.
Parte do dia (i de junho.
Iilm. e Exm. Sr.Levo aooubecimeolo de V.
Exc. que das dinerenles parlicpacoet htje recebidas
nesla reparlicao consta que foram presos:
Pelo juizo de direilo da prn eir vira, Joao Lo-
pes Joso de Mello, para recrula.
-E pela subdelegacia da freguezia da Boa-Viste,
Jos Antonio Franco, para averiguaos policiacs.
0 delegado do primeiro dislricto dcste termo
communicou-me.era offlcio desta la com referen-
cia que lhe fuera subdelegado; da freguezia da
Boa-Vista, que honlem apparecezi no porto do Ja-
cobina na Capunga.o cadver de om prelo j em es-
lado de pulrefacao, c que procededn-se aicom,ic-
lenle vestoria declararan) os facultativos, que pelos
signaes que apresentra o mesmo cadver pareca
ter sido proveniente da afogara solo.
iloos guarde a V. Eic Secictaria da policio de
Pernambuco t de junko de 1853.lllm. e Exm.
Sr. conselheiro JoscBenloda Cunta e Figucircdn
presidente da provincia.O chefe de polica Luiz
Carlos de. Paiva Teixeira.
'i s mis ni ------
Retamo dot baplisado da matriz de Santo Anto-
nio do-Recife, So me: de maio de 185.,.
Dia 5.Francisco, pardo, nasci lo ha 2 annos.
dem CJoaquina, branca, nascida a 18 de no-
vembro de 1833.
dem Vfreinii, branca, rascida a n de marco
do anuo p. passado.
dem.Miguel, crioulo, escravo, uascido cm ou-
lubro do anno p. passado.
dem.Carolina, parda, nascida ha 9 mezes.
dem.Firmino, pardo, nascio a 26 de sclem-
bro de W58.
1 lem T. l!'nigua, parda, escrava, nascida lia 3
mezes.
dem.Mara, parda, nascida a 15de agoslo de
1853.
dem.Bianr, pardo, escravo,nascido ha 3 mezes
e 7 das.
dem 8.Tbercza, crioula, nascida ha 7 mezes.
dem. Flavio, branco, nascido no dia antece-
dente
dem 9.Joao, pardo, nascido a 30 de maio de
185-2.
dem 1:1.Euslaquio, bra.ac,nascido la !) mezes.
dem.Orelina, branca, nascida luyannos.
dem.Conslanlina, branca, nascid/a 2 de Janei-
ro do correle anno.
dem.Clara, parda, nascida ha/m anno.
dem IG.Josepha, branca, uatddaha 5mezes.
dem 17. Sebastian, branca; nascido a 26 de
agoslo do anno p. passado. i
dem.Macario, crioulo, Scravo. nascido a8de
dezembro do anno proximamassado.
I lem 20.Honorio, crfcu o, escravo, nascido a
I-' ile Janeiro do corren.ie.anno.
dem.Cbrislianr.'parda, ecrava, nacida a 13 de
mare, do crrenle anno.
dem.Emilia, parda, nascida a 13* agosto de
1853.
tem Marcolino, branco,
dem.Jos, crioulo
corrcnleLa
demJoao, nardo, Sanios leos, jutiido a _'<;
de junho de 1818.
dem 21.Imbelioa, parda, cscravaj nascida lia
mez c meio.
dem 2').Josepha, branca, nascida* 23 d- abril
de 1813. Sanios teos.
dem 26.Pedro, pardo, nascido
do anno p. passado.
dem 27.Francisca, parda, nasci 1<> de abril
do crranle anno.
dem.Maria parda, nascida ai** dezembro
do anno p. passado.
dem.Francisco, branco, nascidR 16 de oulu-
bro do auno p. passado.
dem.Francisco, crioulo, nasci* a 23 de Janei-
ro do cm rente anno.
dem.Forlonato, branco, aafcidoa 23de abril
do 1853. Santos leos.
dem.i'rbano, branco, nstfido a9>danbri| do
crrante anno.
dem 27.Joaquina, braoT", nasria a 12 de de-
zembro do anno n. pastad*
dem 28.Joaqoina.cnVula, cscVara, lateida ha 3
mezes.
dem 31.Esmeril, crionla, escrava, nacidaa5
do crranle.
Ao todo 37.
Fregue/.iadeSmto-AidoninifoHecire 31 de majo
de 1655.O confgevigario, tetando llcniiqm de
Bestnde.
Hchrao das olos da frtftKia de Santo-Antonio
do ffeife en maio de 185'.
(lias ;
1.Dami'ao, ificano, escravo, idade 28 anuos;
de .-itaquccercbr.il.
dem.Ignacio, prdo, livre, idade de 6 mezes ;
fallecen de gota.
' 2.Manocl tarares do Siqoera. pardo, solleiro,
id^de de 32 aones ; de bexigas, cora lodus otSacra-
mentof.
Idem.-^uslodia, parda esenva, idadede 1 anno;
branco, nascido ha, mezes.
lo, nascido a 17 ie.marro do
faSSdcjniihu
corrida principalmente pelosrmaotrliarissimos. Pre-
go u ao cvan.grIho Frei EpiphantO. A ora;ao etleve
brilbanle e adequida ao assuniplo. Pena foi o Kvd.
eslar ura tanlo eucitharrado, que ponto dei xa va
do,, o governo do Brasil um enviado a Europa con- i PereeberHO. Paciencia, em otra occas.lo o des
vidar um principe para governar a repblica visi- f""'cmos melhor. A tarde sabio pola, roas da
nha, dizendo, qne urna das coutas indispensaveis era cidade al,a e bi"ia' a ,m'1gem d Sa"l c,n proc"
lornar-se a ligar Montevideo ao Brasil l'-lsso sao Par,re qu.e C5,C am, na l,0"veram aJin,",s .,'-} a'nc, M^"8 "'" ""o, solleiro,
quesloes nlMai, respond cu.-Islo mostea, con- I """men,e cscoros.como cm oulr.. occasiao ,e apro- idade de 8 anno. ; de bexigas,rccebeu o, aacramci-
' senlaram, porm Meirelct allitina que marcharan
alguns de dubia cr.
Refere tambem Meireles quu honlem houve onro
dem.Auna, branca, idadede annos ; de febre
liph.de.
i.N cenle, crioulo, escrav Idade de8 mezes
de fillammac/io.
.dcm.Maria do Carmo bouor, branca, viuva
ia.de de 03 aunos; de molesta interior, re'cebeu a
pula-L'ncao.

!
V
(1) J'ur erro tgpographko te disse 2. No origi-
nal eslava 21).
tos.
dem.Laureana, parda, ivre, idade de 18 me-
zes ; de bexigas, (pobre).
MUTILADO
liFRIUfl


DIARIO OE PEBMHIBUC SEXTA FEIRA 8 t JUNHO E !S55
>
^
dem. Manoel, pardo, livrc, nasudo hi 2 dias;
(roano de angas (pobre).
6.Ignacia, crioula, escrava, idade do 20 anuos ;
pMhysica, com lodos 01 Sacramento*.
7.Mara, parda, escrava, idade de 20 annos ; do
rrialdade, reerheu a Sania Uncan.
dem.l.oiirtnro da Silva l'iineiilel, pardo sol-
leiro, Idade, de :U) annos ; de phlhyca pulmonar.
8.- Pedro, branco, idade de l mezes ; de be-
atpn
9.rsula, pardn, idade de 6 annos ; de be-
rgns.
dem.Mara Joaquina de Vaseoncellos, branca,
sollcira,idade de 66 anuos ; plUhysica, com lodos os
Sacramento!.
dem.Joo, pardo, estrato, idade de 6 mezes ;
de molestia interior.
dem.Roque, crinulo, escravo, idade de 26 au-
aniius ; de asles, sem Sacramentos.
dem.Joao, branco, idade de II mezes ; de um
aposlhcma.
dem.Alcxandra Maria da Paz, parda, viuva,
Hade de 40 anuos ; de bergas (pobre).
10.Francisco l.uii de Siqueira l'.ivalranli, bran-
co, solleiro, idade de 12 annos ; de febre, com lo-
dos os Sacramentos.
dem.Manoel, branco, idade de 2 annos ; de
hvdropisiu.
II.Koa l'.iula llolinda, parda, sollora, idade
do 25 Ilutas ; de liexi^ns, recebeu a Sania-l'ncao.
dem.Benigna, crioula, escrava, idade de tres
mexei ; de febre eclica.
12.Jos Percira Lagos, branco, casado, idade de
5(1 annos ; de febre.
dem.Calbarina, crioula, escrava, idade de 40
annos; de urna ferida.
14.i-ahio, branco, idade de .1 annos ; de urna
qo limadura.
dem.Leopoldo, pardo, idade do 4 annos ; de
beiigas.
dem.- -Carolina, crioula, dado de 3 annos ; de
beiigae.
dem.l"m cadver de prvulo, adiado na por-
ta da igreja do Carmo (pobre.)
15.Agoslinho. branco, idade de 3 annos ; de in-
digesllo.
dem.Miguel, africano, escravo, idade de 55
anuos ; de beiigas, recebeu a Santa-L'iicAo.
dem.Luiza Mana .Barlholcza, parda, selteira,
idade de 4 annos ; de hrrysipla, recebeu a Sania
L'n<;ao.
16.Candida, branca, idade de I mez ; de ma-
gra, (pobre.)
18.Isidro, pardo, idade de 18 mezes ; de bexi-
i.obre.)
dem. Manoel Jos do Natcimentn, pardb, sol-
leiro, dado de 20 annos ; de febre.
I'.'. Joaqui.il Comes, africano, liberto, idade de
35 annos ; de scphallites, (pobre.)
dem.Francisco, pardo, idade de 2 annos ; de
verme.
211.Sebastian Affonso da Silva, branco. solleiro,
idado de 22 annos ; de febre, sem os Sacramen-
tos.
dem.Alejandra Maria da Conceicao, parda,sol-
teira ; idade 20 annos ; de molestia interna, sem
os Sacramentos, (pobre.)
21.Kapliael fortnalo de Mello, crioulo. sollei-
ro, dde de 60 anuos ; de estupor, recebeu aSan-
la-L'urao, .pobre.)
dem.Uionisia, africana, escrava^idade de 50
.unios ; de Maldad*, confessou-se e ungio-se.
22. Vieencia, parda, escrava, idadede 10 annos ;
com lodos os Sacramentos.
23.Maria, branca, idade de 5 me/e; de mal dos
denles.
24.Joaquim Rodrigues do Sanla-Ann i. branco,
solleiro, idada de 42 annos ; de diarrhea, recebeu
a Sanla-UncAo. ,
25.Jcroiiiina, branca, idade de 1 annos ; de
heugas.
26.Joanna llosa l!iplisl:i, parda casada, idade
32 annos; phlbysica, recebeu lodos os Sacramen-
tas.
27.Francisco de Paula'Corra de Araujo, bran-
co viuvo, idade 70 anuos ; de bypertrofia, confes-
soo-se.
28.Pedro, crioulo escravo, idade de 13 mezes ;
de cmaras de sangue.
20.Innocencia, crioula, escrava, idade de 28
atinus ; tubrculos pulmonares, seui os Sacramen-
tos.
30.Benedicto, crioulo, escravo, idade de-lian-
nos; confessou-sc.
dem. Juliauna, parda, escrava; idade de 20
annos ; de febre, com lodos os Sacramentos.
31.Sabino, branco, idade de i annos ; de febre.
Ao lodo 53.
Sinlo-Aiitonio do llcrife 4 de junho do 1855.O
conrgo vigario, refranero Ilenriques de Resende.
lia 37
mezesbarca americana Viuilanle. de 280 lo-
nelndas, capMIe Debella, equipasen! 23, carga
azeile ; ao capilao. Veio refrescar c segu pira
New-Bedford.
Navios takidot no mesma da.
MaranliaoHiato brasileiro Lindo Paquelp, capi-
lo Jos Pinto Nunes, carta Besucar c inais tene-
ros. Passageiro, Antonio Fcrreira Ramos Snhri-
nbo.
Rio de JaneiroEscuna hra-ncin I ,mega, capi-
lao Manoel dos Sanios Pereda p Silva, carta as-
sucar e mais gneros, Passa. i l ., foiicsco
Corrcia da Silva.
Rto de JaneiroHiale brasileiro Venus ilre
Joaquim Antonia Gnncalle* dos San,
sacar. Passageiro, Manoel Jorseda Silva -
Falinoiitli Briguo inglez Polka, capitSo Coihead,
carga assucar. Suspenden do lanieirau.
Natos entrados no dial.
Calhno de Lima 70 dias, brgoe hamhursne/
Nayed, d 259 toneladas, capilao Peter floesen,
eqaipagcm II, carga Roano ; ao capo. Veio re-
frescar e segu para Conree.
Babia5 dias. galera ingleza Margare! Deane, de
466 toneladas, capilao James Ailkin, equipagrm
13, carga assurnr e mais gneros ; ao capilao.
Veio recebar ordons eseguio para o Canal.
Marselba e Malaga(2 dias, polaca franceza Con-
tena, de 171 tonelada, capilao Luziere, equipa-
gem 10, carga vinlio c inafs gencros ; a Dragao.
Natiot saludos no mesmo da.
Gibr.illar pela liba do Faial Chalupa porliigueza
Quillin do Ferro, capillo Antonio Jacintbo Vel-
loso, carta assucar e mala seeros.
CearHiale brasileiro Anaelica, mestre Jos Joa-
quim Alves da Silva, carga fazendas e mais gne-
ros. Passageiro, o menor Laurcntino Augusto
Horcos.
BaltimorpHiale americano Rosamnnd, mestre
N. L. Ellis, carga couros e mais seeros.
Em cominissaoEscuna brasileira Lindoias, com-
mandante Joaquim Alves Moreira.
EDITAES.
CORRESP(DEM\.
Senhores redactores. Lendo liontcm o seu jor-
nal, deparei com um commnnicado assignado O
Imparcial noqual, por parte da sociedade do ac-
tores do thealro de Santa-Isabel de que fi parle, se
me fazeni accosaeOes, a que be forra responder sem
para isso acubertar-mecnm o veo do aniioniuo, por
quanlo o meu nome pode sem escrpulo apparecer
a lace do publico.
PiSo bu a priineira vez que o punhal da IraioSo se
ergue sobre mim para me ferir, uem tambem a pu-
l ira occasiao em que a voz da calumnia se faz ou-
vir para desconceiluar-me aos ollios do mundo. Re-
vcslido de toda a coragem de um espirslo forle. e so-
branceiro a essa falalidade que o Imparcial diz per-
seguir-me, eu caminho com orgullio (releve-se a ei-
pressao) por cima de lodos esses abysinos aberlos di-
aute de mim, e em cujo fundo pretndelo mergo-
lliar-me com a minha.dignidade.
Nao se consegue ido fcilmente quando ha nma
vuulade forle, e resignacuo para a fatalidade.
Niuguein citranbe esta linguagem :sou bomem
antes de ludo, e consentir que me abocanlicm seyi
fundamentos legaes, seria cobarda alm de contes-
sar a culpa que nilo ersle. No campo do racioci-
nio nao sleme a Torca brula, as armas podem ser
iguacs e o combale pode lornar-se leal.
Assim, eu nSo laucara man da pennapara publi-
car algumas verdades* se o Imparcial, comeprncu-
i.idor da sociedade dotadores, me mo cbamasse ;i
arena da imprensa, onde lealincute vou combater.
Nao pretendo entrar na quesUo de preferencias i
emprez' do thealro de Santa Isabel ; o boro senso do
Enm. Sr. presidcnle da provincia lie mais que com-
petente para resolver entre as proposlas dos conenr-
rcnles, e livre-me Dos 1er o arrojo de censurar ac-
tos da MI sabia administrarlo, muito mais antes
delles sereoainda pralicados.
Nesle ponto deiso a sociedade dos actores o.i ao
scu sabio procurador, tarefa 13o cspinliwa, pos nao
Iba falte eloquencia bastante, e |irova-se aso pelo
marorilAoto dosenvolvimenlo do seu communicado !
Quanlo porm, a parlo qoe me diz respeilo, passo
a responder ao Imparcial nu aos seus protegidos,
para que o publico nao fique ignorando os motivos
dessa tal fatalidade, que en coufesso aeompanhar-
inc por ler o infortunio de perlenrer a urna rlasse
onde hatantat creaturas fataes... e onde ludo he
sempre fatalidade!... Diz o Imparcial, que en
sou incompetente para dirigir urna empreza lliea-
tnl...he quesillo esta que me nao compre ventilar,
poi. s a pralica poderia juslilicar-mc, mas creiu
que nenbum dos acloresque abi seacliam ronlralou-
sc r.imsigo algum dia para haver direilo a julga-
rero-me inhabilitado. Pelo contraro, quando o au-
no passado csses mesmos actores prctenderam for-
mar a empreza social.soccorreram-seamim, eguian-
do-se pelas minhas ideas calgunslrabalhos que fiara
isso aprosentei, en ma porque deviam conduzir-se, cuja forma s fui,
ale boje seguida apparenlementc. Note-se, que na
poca em que o actores me procurarampara a crea-
caoda sociedade emprezaria, cu duvidei acompanha-
Irr dlfaadl Ihli. que duvidava muilo do resultado,
porqnanlo nao julgava ainda os artistas preparados
para cffeetuarain una assoriarilo, em que naohlvia
sn responiabilidade para com o enverno c p publico,
inaslanibem de mis para comouiros. Files iiisisliram
buscando convencer-me do contrario, een deixei-me
arrastar para me nao darem injustamente o nome de
cgoisia.se preferiste o projecto que entilo reinava de
correr a empreza por administraran do governo.
Bem conbecia eu, que era isto o que mais convinha
aos actores e ao publico, mas desla vez nao quiz ser
mais o calera de Medusa da companhia como se
expressa por parle da mesma companhia o espiri-
tuoso Imparcial. Infelizmente justificaram-se os
porque ah a venios rednz'da no monopolio de meia | Mar Pacifico, lendo sabido de Ncw-Bcdford
du/ia de artistas, que julgando-so os melbores do
imperio prrruram affaslar de si aquellos a qnem o
publico oulr'ora conceden foros de maior valia. O
Imparcial ronliece claramente estas verdades, que
sao exlrabdas da opinilo publica, mas quiz, aboca-
nhando-me, dar urna prova aulbenlica da sua impar-
cialidade! Accusa-mc elle lambem de dcsavci.as
com o Sr. (iermano e Aera, pretritos emprezario*
doSanli Izahel, e diz ltimamente que na Babia oo
me deshoute com os companheros, c que afinal me
deslinuei nao s da companhia, como da empreza :
Eniao, Sr. Imparrial. fui en que me desheuve com
os companheros': lem disso informacoes exactas, nu
ser preciso que eu Ibas de?.. Muilo sentira que
me i'hrieassem a isso, mas em caso de necessidade
se me usligarem, nilo recuarei na defeza. Fui cu
lambem que me desiignei da companhia ou da em-
preza'.'.. Creiu que 9. Me. es|;', mal informado a
esle respeilo, ou antes os sem prplogidos qui/.cram
comprometle-lo confundindo a verdade. Onanlo
ao Sr. Germano, as razOes que tvemos f"i dscutin-
do inlcrcsscs relativos, que apenas consolidados nen-
hum raneor dciiou de parle a parle. Com o Sr. A-
gr.i, se me malquisle na sua empreza, foi porque
recusando pagar-mc ordenados vencidos, c usando
eo dosmeios competentes para receho-los. elle ( nao
por si, que boje faco-lbe jusliea ) inlontou negar a
ctistencia de um contrato que hava entro nos. De-
visen, ;'i vista dislo, liear modo, quando era grave-
mente prejudicado em mcus inleresses t Ningueui
levara a virtudc a um ponto lao sublime, nem mes-
mo a companhia que o domandon lambem para que
ellelho pagasse, servmlo-se dos mesm.is meios, que
eu boje emprezo para haver os meus direitos.
Ac\-sociedade emprezaria do lliealra ile Sania
Isabel, :i qual ileiie de pcrlcncer desde o da 31 de
maio do correnle anuo, ndispoz-sc tambem comign
,e isto porque 'fporque eu requeiro como socio da
empreza a parte que me corresponde dos inleresses
da sociedade. pela mesma forma que a sociedade ou
o gMerno com queni ella se contraluu, poda fa-
zcr-eic respansavel pela parle correspandenlc dos
prejuizoshavendo-os.
J.i vio alguem desfazerem-so contratos tempora-
rios i!e sociedade sem o commum areordo de lodos
os socios 1 J vio alguem prorogar-se esses contratos
sem o mesmo commum accordo 1 6 por fin, vio-se
ja dosmanctiar-se una sociedade ou aparlar-se della
algum socio, sem que aillos dhso se prestein cnnlas
legalraentc no se proceda'' a urna liquidacHo em for-
ma ? A sociedade dos actores ou o Imparcial em
scu nome, entender de ludo, eslarii habililido pa-
ra indo, menos para julgar qucstes de direilo : per-'
miltam ao menos que nesla parle as autoridades
competentes pronuncien] o que for dejustlca.
Accrescc ainda urna necusaco do Imparcial : diz
queeu vollci a Pernambucopara hoslilisar os meus
companheros, procurando a empreza do Sania Isa-
bel,mas he porqnc o Imparcial iznora que na pe-
licSo feila por mim e o Sr. Germano ao Exm. Sr,
presidente da provincia, nos obrigamos formalmente
a contratar, para o trrico do (liealro, os artistas ue
mcrecimento que aqu se acbarcm e quizerem pro-
esuir na sua profissao de actores. Quem sabe se a
companhia, requerendo a empreza, prometi lam-
bem contratar os actores disponiveis e de mereci-
inento, que se acharem no norte 1 Parece que nao,
porque o Imparcial eonfessa haverem antipatas
da companhia com csses actores, levando a sever-
dade a ponto do julga -los incompetentes para diri-
gir urna emprei.i thtatral. l)ci\o esse juizo opi-
nio publica e alta consideraran de S. Exc. o Sr.
presidente da provincia, que farao de nos mellior
conceilo e perceherao que temos recursos do sobra
para organisar urna companhia 71e quasl duplicada
forja que a actual, e que possa sem peijo represen-
lar espectculos desde a tragedia al a baua co-
media.
N*o quero rom isto dizer que seremos mis os pre-
feridos, al mesmo nos jaleamos qnasi inhabilitados,
poi, romo diz o lotparrial,\ empreza lleve ser dada
sociedade dos actores por contarem scu gremio
os mclhores artistas para a organisacao de urna in-
tcrossanle companhia.Todava, convm que o pu-
blico >.iilin1. que seo coverno se inclinar a favor da
pretencao de Germano c Itei, por ser ella de mais
vantagens que oulra qualquer ao thealro e ao mes-
mo publico, haver ( s ento ) na provincia urna
das iiielluirr- companbias do imperio ; porque alcm
do artistas que se quizerem contratar da actual so-
cidide, unir-se-ho Germano, liis, Manoela, Car-
mella, Ribeiro, .Nunes, Raymundo e oulros, que
esiai conlralados com o emprezarin Germano, e que
se apreseutaro aqu logo que o governo se decida a
contrate! eamooseo a empreza do Santa Isabel.
V-sc, portantn, que a sociedade dos dous artistas,
que so propoem a empreza. nao tcm inlencAo algu-
inn do hoslilisar a presente companhia, como asse-
vera o Imparcial, antes pelo contrario as suas iulcn-
ciies s,1o francas, como acabo de expender.
O publico, julgo eu, nao pode ncm deve ser nun-
ca prejudicado com as antipathias dos adores, e
por isso votarei constantemente contra o monopnli0
que se prclcnde edificar no llieatnrile Santa-Isabel.
(', iiicluo aqu, Srs. redaclores, pedindolhcs des-
culpa do mal alado das minhas ideas, e ccrtilicaudo-
Ihcs que nao mais vollarei a quesiao, embora sobre
mim caiam todas as potencias do Santa-Isabel. Res-
ponder aos para.loxos que possain seguir-se a esta
mnha defeza, que serve de declararlo ao publico, s
. o faria quem eslivesse em circunislancus de ser re-
colhido a um hospital de alienados.
Sou, Srs. redactores, etc.O actor,
Jos da Suca neis.
presentes clausulas nem no i remenlo, seguir-sc-ha
o quo iliipe a respeilo a lei n. 28fi.
Conforme.O secretario, A. F. di Annvnciaf&O.
O Illm. Sr. inspector da llicsouraria provin-
cial, em ciimprimeuto da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia da 2 do eorrente, Dunda con-
vidar as pessoas que quizerem forncer com prompli-
dao toda a cal que fr precisa pira as obras a corto
da rcparticSo das obras publicas, a proporcao que
fr sondo requisitada pelo director da mesma re
parlidao, a comparoccrem na llicsouraria com suas
proposlas em carta fccbada.ua qual offrrer,am o me-
nor prero porque Ibes faz conla fazer di|p forneri-
incnlo, sondo o prazo marcado para entrega das
Husmas cartas al o dia 9 do correnle.
E para constar so mandn aflhar o presente c
publicar pelo D'urlo.
S i rela.i di tliesouraria provincial de Pem.irn-
huco de man. do 1855.U secrelario.
Ionio F. d'AimunciarSo.
aOECLAUACO ES
de sanio
Para o Rio de Janeiro
segu com milita brevidade o britue brasileiro Con-
Ceico por ler part da carta proinpla : para o resto,
passageiros a cscravos a froto, Irata-se rom Manuel
Alves Guerra Jnior, na ra do Trapiche n. 11.
Para o Maranbao rom escale pelo Cear, segu
viagem o bricne Despique de llelrt:, capilao Elizeo
de Araujo Franca : quem no mesmo quizer carra-
grr ou ir de pass.giiiii, dirija-se ao mesmo capilao,
ou a seu pruprielario Antonio I a) pea Rodrigues no
esriplorio do Sr. Manoel Joaquim Ramos c Silva.
PARA OAIIAI.ATV
segu no dia 11 do correnle o patache Santa Cruz,
pora o reslo da carga e pas>ageiro Irata-se com
Caclano Cyrjaco da C. M., ao lado do C-irpo Sanio
u. 25.
CEAR.V E ACAUACC.
No dia 12 do correnle segu o palbabole Sohrulen-
se; recebe carga c passageiros: Irala-sc com Caclano
Cyriaco da C. M. ao lado do Corpo Santo n. 95.
Vende-seo bcrgantim americano I-.len, de lote
de 143 toneladas : a tratar rom os consignatario!
Schramm Whalely & Companhia.
LEILOEST
O Dr. l'ranciscori'Asis OlivciraMaciel, juiz munici-
pal da sciinda vara, preparador dos processos do
jurj do termo desla cidade do Rerife de Pernam-
buco, por S. M. o Imperador, que Dcos guar-
de, etc.
Face saber que pelo Dr. juiz de direilo da sesunda
vara criminal desla rnmarca me foiruininunicado ler
convocado a lerceira sesa.ijudiciaria do jury deslc
termo para n dia 22 do correnle, pelas 10 horas da
inanbaa, cujo sorleanieiilo leve boje rugar, e sahiram
sorteados para servirem na referida sessao os juizes
de fado sesuintes :
Jos MandesCnrneird da Cunh.i.
Filippe Benicio Cavalranli deAlbuquorque.
Ignacio Jos d'Assumpcso.
Joo Antonio de Figaciredo.
Dr. Gabriel So ares Raposo da Cmara.
Manoel Francisco de Muir.
Manoel da Silva Mcndanha.
Jos Gorconbo Pacs Bnrrclo.
Felishino deCarvalho Raposo.
M.moel Joaquim de Siqoelra Pitanza.
Thomaz Antonio Maciel Mmileiro.
Rulino Jos Corroa de Almeida.
Jos Roberto de Moraes e Silva.
Antonio Nobre de Almeida.
Francisco de Paula e Silva.
Tliemoleo Piulo l.cil.
Angelo Custodio dos Sanios.
Pedro de Alcntara Abreo c Lima.
Manoel Antonio Simos do Amaral.
Dr. Jo.lo Ferreira da Silva.
Manoel Lobo de Miranda Ilenriques.
Jos Antonio Gonealvesde Mello.
Antonio Uoealves de Morae.
Anselmo Jos Pinto de Sonza.
Dr. Antonio Alves deSonza Carvalho.
Antonio Ferreira de Faria.
I .ii i z Jos Gonralvea da Luz.
Dr. Joao Maria Sevc.
Francisco Antonio de F'igueircdo.
Ifipollito Cassiano de Albuquerquc Maranbao.
Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinbo.
Dr. Francisco do Itet" Barros de Lacerda.
Joao Jenaein de Medeiros Reso.
JoaoChrisosiomo Fcrn.iudes \ i, una.
Mariano de Si e Albuquerquc.
Joan Carnciro llodrigues Campello.
Dr. Antonio Wilruvio Pinto de Vasconcelos.
Manoel Tlmm iz de Barros Campcllo.
Jos Antonio de Araujo.
Capilao Joao Itikeiro l'e-soa de Lacerda.
Francisco de Paula Carneiro Lefio.
Jos Innocencia Pereira da Cosa.
Francisco Rafael de Mello Reto.
Joao de l'reitas Barbosa.
Antonio luiu/ 'lavares.
FranriscolXavicr de Oliveira.
Jos Alvcble Sonza Rangcl.
Dr. Anldl^i Maria de Farias Ncves. '
Os quaes bo itc servir na referida sesso, para o
que sao pelo presenl convidados, devendo compa-
recer, assim como lodosos inlerawados.
E para que ebegue noticia de Indos, niaiidei pas-
tar o prsenle, que ser publicado nrli impreusa e
aliado nos lugares mais pblicos deslo termo.
Dado e passado nesla criado do Recito de l'crnani-
buco aos 6 dias do mez de junlio de 1855.
Eu Joaquim Francisco de Paula Esleves Clemente
escrivao o subscrevi.FrancUco de Astis de Ulicet-
ra Maciel.
Pela subdelesacia de SViln Antonio se faz pu-
blico, une fra recolhida ao deposito gcral desea ci-
liado a preta Archanja, de nacao Costa, a qual an-
dera fgida, e diz ser escrava de Jos Bernardo de
Lima; casado com D. Maria de tal, os quaes mora-
ram no bigardo Cajuciro, em Ierras do engolillo IV-
rcirinlia, e de prsenle no lugar denominado Pesca-
dor, em Ierras do eugeulio Varzca Grande, de Filip-
pe Raymundo de Lima, o outros ns freguezia de
Agua'Prela : quem for seu legitimo donn, comparc-
Ca, que provando, llie sera entregue. Subdeletacia
deSautu Antonio do Recife 3 de junho de 1855.
Jos da Cosa Dourado.
Os 30 dias uleis para o pagamento a bocea do
cafre, da decima urbana dos predios das freguezias
desla cidade c da des Afogados, principia-sc a con-
tar do 1. de junho prximo vindouro, lindos os quaes
nrorrem na multa de tres por cenlo lodos aqoenes
que dcixarcm de pagar seus dbitos ; o que se faz
publico pela mesa do consulado provincial para co-
uhccimenlo dos inlcressados.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco de Pernamlnico toma lettrai
sobre o Kio de Janeiro. Baijco de Pci-
n.lmbuco 7 de abril de 1855.O secre-
tario da clirecrSo, Joao Ijjnacio de .Me-
deiros IU'jjo.
CONSEI.UO ADMINISTRATIVO.
'I ronselho administrativo, em tirlude de aulori-
sarao do Exm. Sr. presidente da provincia, tcm do
comprar lisonjelos seguidles :
Para foroecimeuto do almoxarifado do presidio de
Fernando.
Papel almaco, reamas 8 ; pennas do ganro, 4O0 ;
liula prela, garrafas 20 ; folhinhas de algibeira do
correnle anuo, 2.
Qncm osqnizer vender aprsenle as suas propos-
las ornearla fechada, na secretaria do conselho s
10 horas do dia II do correnle mez.
Secretaria do conselho administrativo para furnc-
rinieuto do arsenal de guerra 2de junho de 1855.
Jos' de Brili Ingle;, coronel presidente. ISer-
uardj Pereira do Carmo Jnior, vogal c secre-
tario.
O Illm. o Si. capilao do porto, manda fazer
publico, em virlude do aviso circular da reparlii.ao
da m H inhi de 19 de abril lindo, e ordem da presi-
dencia de 4 do correte mez, a traduc,i da notifica-
\in a tazla de Londres do dia 2 de marco deslo
iiiini, acerca do bloqueio eslabelecido nos porlos rus-
sos no mar Negro, pelas forras navaes combina las
da Graa-Brctanln o Franca, constante da copia
junta.
Secretaria da capitana do porto de Pcrnambuco
oni 5 dejando de 1855.O secretario,
Alexandre Rodrigue dos Alijos.
Iraitmrd,
Eu Jos AgostmboBarbosa, cidadao brasileiro, Ira-
ductor publico c interprete comuiercal juramen-
la lo da iraca :
Certifico qu<* me foi apresentado o^sopplepiento
d
I
sa
Tradacc.80.Ministerio dos negocios estrangeiros
3 de marco de 1855.Pelo presente se faz publico,
<1 agenta Oliveira farlcilao, por despacho do
respectivo juizo, a reqncrimciilo de Tasso I rmaos
na qaalidade de administradores da massa fall Ja de
Antonio-da Costa Ferreira Estrella, de todas as di-
vidas activas da taberna da (lila ma-sa, na importan-
cia tula] de cerca de 5:9005 rs., constante! do na-
lauro quo se acha em poder do mesmo senle para
I" Moexame dospreleudeiilcs : iabbado9 do cor-
renle ao meio dia em ponto, no seu escriplorio na
roa de Cadeia do Recile.
O agenta Borja, de ordem do Illm. Sr. Dr.
juil de direilo da I.-1 vara do commerrio Custodio
Manoel da Silva Gumarcs, a requei miento de Ma-
noel di- Slnlo I'miiq e outrus, tar leilao das din-
ATTENCAO,
Oabai\u assfrnado, cantelisla djs lo-
teras desla provincia, eonstaiido-liiu (|iie
se lem espalliado (jiie elle nao parjou o
premio de 6:000/JOOO rs., sahido no n.
r>2-2() d,l loteria da matri/. de Santo An-
to, corrida a i 2 de maio, eqtie pedir
rit) dias de espera, declara cpie be calum-
nia semelhante boato, e que s pode p tt-
tir de alpum inm{jo gratuito, ou de al-
guem (|iie quira por este meio ver se
desacredita as suas cautelas (o que nao
receta b abai\o asignado), porque leudo
corrido a loleria no dia sabbado 12 de
maio, lin-am pagos os quatro quai'tos no
da 15 do mesmo tuez aos possuidores, e
ueste di.rtambem foi pago'0 meio billtele
n. 5404, la loteria do (iiiadelupc, que se
acliava em Laga-Nova, e *|tie por este
jornal foi prevenido ao abaixo assignado
para nao pagar senio aos dous socios cine
se aebavam assignados no mesmo meio
billiete, os quaes vieram ambos e recebe-
rain o seu importe. Kespondam os pos-
suidores que lbram dosliillietcs, sendo lie
verdade o que o abai\o assignado decla-
ra : as suas cautelas sao pagas logo que
se apreaenfam. Boa-Vi*ta,6 de junb
de I8.").Antonio da Silva Guinares.
la na ra Uircila n. 2. que foi de
das da taberna,
Manoel Das Piuho : seguuda-fcira, 11 do" corren le,
as 10 horas, na na do Colcgio n. 15.
O agente Borja lara leilao om scu armzero
M ra do Oaspo u. 15 de nina inliniladc de ob-
jcclos de difrerciilcs qualidades, como bem: obras
de marcinaria novase usad,i-, ornas de'oaro e orate,
rologius para algibeira, loucas e vidros e| ., e oulros
muitos objecios que se 'acharaopatentes i jmesmoar-
mazem. assim como una porcAo de poi france-
zes linos, os quaes ae entregarAo pelo maior prero
que for offerecido; ao meio-dia em poni irao 'taui-
lieni a leilao lies ptimos erravos, sen lo urna p ir-
da, de elegante lisura com 20 anuos de idade, una
preta lambem com 20 aqnos e urna dita de meia
idade : sexla feira 8 do crrente as il) horas.
lam na prara :
Certifico que me foi apresentado o^soppleniento
Ja /.'iiigon Oasette, de sexta -feira 2 Uc aiarco,
[MiblicaiL per ordem superior, a (pial com dita de
sabhadui3dc marco transrrcvc c publica o seauinte:
Alexandre Angosta de Fras Villar, nflicial do osla-
do maior do exercilo, niajor cummandanlc interi-
no do balalbao do arlilharia da guarda nacional
desla cidade c presidente do conselho de qualili-
caciio da freguezia de San Frci Pedro Concalves,'
etc., ele.
' l'aco saber a qnem convier, que a conselho de re-
visan e qualiliracao da freguezia de San Frei Podro
(ionrahes, concluid os trabalhos da priineira rou-
niao e se acham allixadns no interior da Igreja ma-
triz as listas dos cidadaos qualilicados : o que a sc-
guuda reuniao tora losar no dia 20 do correnle, pe-, sufliciciilea das c-quadras alliadas da Franr.i. e In-
COMMERCIO
las '.I lloras da manliaa, no consistorio da mesma
igreja: quem livor a fazer icrlamaroes devera ob-
servar o quo dispe o artigo 20 do decreto n. ICIO
de 12 de marco de 1833.
Alexandre Augusto de Fras Villar.
que se receben participaran oflici.it do almirante Sir
Lduard LvonsG. C. B. commaudanle das fmcas na-
vaes de S. M. no mar Negro datada do bordo do na-
vio de S. M., Agamenn, ein Trono de Sebastopol a
II de fevereiro de 1855, declarando que do 1.
de fevereiro prximo passado, a entrada do rio
Deuiesler, os porlos do Akcreiian, Ovidiopol, Udes-
sa, tolos os porlos situados entre a pona do Ocha-
kor pona de Kiorbaoro, inclusive os. porlos de
Nicolair e Kherson, os ros Bouge Duriper; igual-
monte os porlos enlre a pona de Kenboaru e Cabo
Tarkan, inclusive os porlos no golfo de Pcrekop, o
porto do Sebastopol, os porlos comprobendidos enlro
o Cabo-Aia, e o Estreito de Kerlch, inclusivo os de
Jalla, Alocesbla, Sondak, KalTa ou Theodonii. O
porlo de Kerlrh, o cstreilo de Kerlch, as entradas e
lodos os portas no mar de Azoff, incluiudo espccial-
nienle os portos de Bcrdiansk, Tagauroy e Arabat,
o,rio Don assim como ns pollos de Aapa e Soujali,
se aehavam restrictamente bloqueados por forjas
PRAGA 110 RECIFB (i DE JLNIIO AS 3
1IOIIAS DATAIIDE.
ColasGes olliciaes.
Desconlo de letlras da Ierra de i mezesa S ,'. ao
auno.
Assucar masciivado regular I96OO e 1?bG0 por ar-
roba.
Dilo escollado18780 dem.
Al.FANDKGA.
Rendimenlo do dia 1 a 5.....43:7379361
dem do dia 6.......17:132*638
6l:l7(tl99
Descarrefam hnje 8 de junho.
Barca inglezaTote f Uverpoolniercadorias.
Galera inglezallermkmebacalhao.
Barca inslczaMidasdem.
Itriiie inulezCresrentdem.
Brigue inglezMargaret idem.
Barca americanaHlizabelhfarinlia de trigo e fa-
zeada.s.
Patacho americanoLienpimenla e banba.
Polaca hcspanholaTerczinapipas devinho.
Brisue porluRuczExperienciaceblas, batatas e
farclln. '
CONSULAIH GEitAL.
. 7:C24cofi
. 2:2195098
B.endimento do dia 1 a
dem do dia 6 .
9:8139961
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo dn dia 1 a 3..... 6I49S30
dem do din 0....... B6j}8l 13
7335032
Exportacao .
Ceara, hiale brasileiro (Anglica, de S2 tonela-
das, eoiiduzio o seguinle :342 volunie gneros
estrangeiros < hacionaes, 1 alambique de cobre e seus
pertences, 1 lorneira dr metal, I chave paro parafu-
sos, 8 caixas charutos, 3 nioinhos de ferro para moer
mandioca, 5 fundos de cobra para alambique, 38
laixosde enlire, 1 serpentina de cslanbo, 4 espuma-
deuas de fnltia, t lorneira de bronze com calino de
cobre, 1 sino de bronze, 1 lenrjol de cobre, 1 caixa
violas, 12 pedras d< amolar, 5 pipas agurdente, 56
camos ile rcrr0 fundido, 1 C4i9e parafusos para os
mesmos.
RECEBEBOR1A DE RENDAS INTERNAS GE-
KAES DF. PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 1 a 5.....3:1123712
dem do dia 6....... 570J8I3
3:0239555
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimentodo dia t a o.
dem do dia 6 ...
7:23?6'iii
4:1639*85
11:3968131
MOVIMENTO DO PORTO.
A'actos entrados no dia 6.
Tarahibalidia, hiate brasileiro Conecico de Ma-
ria, de 27 toneladas.mestre ltornaidino Joso Ban-
deira, e,quipagom 5, carga assucar ; a Paulo Jos
BafsUsta.
Lisboa:W dias, brigue porluguez ((Experiencia, de
0 toneladas, capilao Joaquim da Silva Reine,
tuoso imparcial. inienzmenie justuicaram-se es equipagem 11, carga vinll e mas gneros ;
meus preseii'.imenlos quanlo ao xito da associacao, I Viuva Ainorira & l'ilhos.
O Illm. Sr. inspector da llicsouraria provin-
cial, em cumplimento da re-olucao da junla da fa-
zonda, manda fazer publico que a arrcnialacao do
pedagio das barreira do Cchans e Jaboalao foi
transferida para o dia li do correnle.
E para que cheguc ao conhcr.imcnto dos interes-
sados se man Ion nflixar o presente c publicar pelo
Diario.
Sccrelaria da llicsouraria provincial de Pcrnam-
buco 6 de junho de 1855. O sccrelariu, Antonio
Ferreira da Anniinciarao.
O Illm. Sr. insjieclnr da llicsouraria provincial,
em cunipriinenlo da resolueaa da junla da fazenda,
manda fazer publico, que ) imposto de 20 por cen-
lo sobre consftmo de aguirdente do municipio do
Recife, vai novamcnle a prara 110 dias 21 do cor-
renle.
E para constar se manduu aflivar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ih-souraria provincial de Pcrnam-
buco 6 de junho de 1853.O secrelario,
A. /'. d'lnniinriaro.
O Itlm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, cm cumprimento da rcsoluc,an da junta da l'a-
zciila, manda fazer publico, que as arrcm.itaros
das barreiras da ponte do Carvalhos, Tacaruna e
Bujary, vo novamcnle a praca 110 dia 21 do cor-
renle.
E para constar so mandn aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernain
buco C de junho de 1855. O secretario, Antonio
Ferreira da Aununciaro.
0 Illm. Sr. inspector da thesouraria provincial
em cumprimeolo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia de 19 do correnle. manda fazer pu-
blico que no dia 21 de jnubo prximo vindouro, pi-
rante a junta da fazenda da. mesma llicsouraria, se
lia de arrematar, a qnem por menos fizrr, a obra
dos reparos do 7." lance- da estrada do sul, avallada
em 4:89-Vn
A arronialacan ser falta na turma da lei provin-
cial n. 343 de 15 de maio do auno lindo, e soh as
elausulas especiaos abaixo copiadas.
As pessoas que se propo/.crein a esla arremata-
rn comparcram na sala i'.as sc-soes da mesma junla
no dia cima declarado pelo meio dia coiiipelenlc-
mciite habilitadas.
E para constar se mandnu afsar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario,
Secretaria da llicsouraria provincial de Pcrnam-
buco 22 de maio de 1855.
O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciariio.
Clausulas eepcies para a arrematanio.
1." Os reparos do 7." Moro da estrada do sul far-
e-bao de cnnforinidadc com o orcamento c porfiz
approvados pela directora cm conselho, e apresen-
lados approvarjlo do Exm. Sr. presidcnle da pro-
vincia, na importancia do4:893s.
2." O arrematante dar i principio s obras no pra-
zo de 15 dias c as concluir no de 3 mozos ambos
contados pela [arma do art. 31 da lei n. 286.
3. O pagamento da importancia da arrematarn
verificar-se-ha em duas preslar,es iguaes, a pri-
meira quando esliver prompta metade da obra, ea
egunda depois de concluidos os reparos.
4. Nao havera prazo de responsabilidade.
3.* Metade do pessoai da obra sera de gente
livre.
ti.' Para ludo o que nSo se adiar determinado as
slalerra.Que os porlos de liupaloria, Stroltrka,
Kaminch, Tzatela e Balaclava se aehavam, estn c
coutiiiuarao abcitos e livres de lodo bloqueio, al
nova participoslo, que todas as mcdid.is auorisadas
pelas leis das naces e os respectivos Ire.iados entre
S, M. a rainba da Grla-Brctanha e Irlanda, e S. M.
I. o imperador dos l'rancczcs, c as demais potencias
neolraes, serio adoptadas c executadas a respeilo de
todas as embarcaees que tcnlarem violar 011 forrar
o bloqueio. E nada mais coulinha ou dedarava a
lila publicaran,que bem e belmente (radiizi do pro-
prio original cscriplo em inglez,ao qual me reporto,
e depois de haver examinado rom este c adiado
conforme o lornci a entregar a quem me o apre-
sen lo 11.
Em f do que passei a presente,quo as-ignei e sel-
lei com o sello do meu ollicio nesla muilo leal e he-
roica cidade do S. Scbasliao do Rio de Janeiro aos
15 do abril do anuo de Nosso Senhordc 1835./os
Ago'liiilto llarbosa, traductor publico e inlerprcte
cumiiiercial juramentado. Conforme, Framdsco
Xavier llomlcmno.Conforme, Antonio Leile de
I'iriko.Conforme o secretario Alexandre Rodri-
gues dos Alijos.
SOCIEDADE DRAMTICA.
SABBADO 9 DE JUNHO DE 1855.
Depois da execuro do urna das melbores ouver-
lura subir a secna o cspcclaculo j anuunciado ( e
que por molestia da actriz D. Orsal nao leveefleilo}
o drama novoem 3 actos, intitulado
0 EHPRESTIHO
DE
5 BAMOS.
Fioalisar o cspcclaculo com a engracada comedia
cm 2 ados.
oleii porfa um <:\c\.
Principiara s 8 horas.
AVISOS MARTIMOS.
Coiiiimiihia
E R1VI6ACA0 A VAPOR
LUSO BRASILEIRA.
0 YAPOR D. PEDRO II.
AVISOS DIVERSOS
INFOHMACO'ES 01 HKLACOES
-SEHBSTKES.
Na livrarian. Ge8 da piarada In-
4ependencia, vende-se rclacVtcs semes-
tracs por prero comtnodo, e querendo res-
mas vende-se ainda mais emeonta.
WALDECK.
Esl 110 prclo o compendio de Inslituliones Juris
Civilis, porl). 10. l'elri Waldcrk que serve de
compendio cadena de Direilo Romano, instalada
de noso na FaeuIdade de Dircito : subsrreve-sc a
li-jOO rs. pagos na occasiao da subscripcilo, e para
commodo dos senhorc* acadmicos antregar-se-lio s
folhas impresas de 8 pfcg'nas na liiraria da prara
da Independencia n. ti e 8, a propjrrAo que forein
saliindo do prclo.
Manual dos terceiros franciscanos.
Arha-se no prelo o manual dos irma-p. da V. O.
Terrrira da Penitencia do S. P. S. Francisco.
A 1.a parle desla obra rontcm a historia da insli-
Inico da ordem, a regra com mu i tas expliraces, as
ahsnlvirors, as indiilsenrlns do Sin." P. Benedicto
XIV, as do Sm. P. Pi VI de que ainda mo aoza-
vam os terceiros desla vasla diorese, e alla disto as
que perteneca s a ordem terecira do Kecife.c ludo
mais que diz respeilo aos terceiros fe a ordem.
A 2. parle he um perfeilo devocionario, conlcm
o inelho.lo do ouvir missa, deconfessar-se, a via-sa-
cra, a coroa seraphici, oracoes da manhaa e da noi-
Ic, um devolo exercicio 011 oraroes ao doloroso cora-
ran de Maria Saotissima, indtnsenciadas por Pi
VII, algnmas nutras orares, o rcs|iniiso de Santo
Antonio, a historia e as visitas da Porciuurula, etc.
A 3.' parte conlein o molo ,|e ajudar e assistir aos
asnniznntes rom meliPuas e locantes oraees, aiwol-
vii;ao de Benedicto XIV, dos franciscanos, dos car-
melitas, dos confrades do Rosario e das Dores, e
algumas bea$aee.
Esta obra que pela I. parle perlence un irmoi
lercciros franciscano-, pela e 3. he Oecessaria a
qualquer chrislao, o pela 3.^ indispen-arel aos Srs.
sacerilule-.
Assigna-se a 18900 o exemplar em broehura, no
consistorio da ordem lerceira, das 9 horas al as 3 da
tardo, na liviana classica 110 lamo do Collegio 11. 2,
o na loja de livros na rua do Coiiemo rr 8.
Miguel Jos Alves, rua do Trapicho, casa u-
Iti, habilitado | ras rolarnos que lem rom diversas
casas de commerrio de livros, lano ueste imperio
como 110 eatrangeiro, encarroga-se de mandar vir do
Kio de Janeiro, Portugal, Franca c Blgica quaes-
quer encommen las de obras impressas ou lylogra-
phadas, utencilios para escriptorroc para ofReinai de
cncadcrnacao e lytograpbia. assim como oulros nrli-
go* de commercio, a condicoes razoaveis c pela com-
misso do csiylo. Na mesma cosa existan sempre
os cahalogos mais modernos das melbores 'casa* de
livros do Rio de Janeiro, Lisboa, Porlo, Paris c
Bruxellas.
Miguel Jo Alvos, rua do Trapiche, rasa n.
Iti, recebe assi^iialuras para as seguintes puhlicacrs
lillerarias da Porlugal. de cujas emprezas lie senla
nesta cidade : Panorama, Reviola Popular, 'lila Mi-
litar, Cawta dos EribOiiae?, Fastos da Isrcja, poe-
sas de Borage, Historia de Pertu-nl. Historia L'ui-
versal por Cauro, Iraducca, Hisioria do Consulado
e do Imperio, dita, (ionio do Chrislisnismo.dita.
Pedimos a a.-lual empreza do thealro do Sania
Isabel, que leje secna a(iraca de Dcosfazen-
do a parte de Chonchn a dislincl alriz Maria Leo-
poldina.O constante.
D.i-se a premio de 100^000 ate 1:01)05000 : na
rua Direila n. 33.
D-se 6OO9OOO a juros com livpolhcca em urna
casa lerrea nesta cidade, preferindo-se 'na Boa-Vis-
ta ; a tratar no alerro da Boa-Vista', taberna 11. 20.
Aluga-se o sobrado de tres andares e sol.lo da
na do Vigario 11. 18 : Irala-so na rua do Crespo
n. 16. 1 '
Constandoqpe o Sr. Francisco Antonio de Car-
valho Siqueira pretende vender o sen rombados, se faz publico que o dito Sr. o nao pode
vender sem que pripieiro pagua ao abaixo assignado
principal e juros quo dove do sua bjpolboca fetta no
mesmo sitio, aos y dias do mez de selemhrn do 1853.
Carlos Frcdcrico da Silca Pinto.
O Sr. que prometleu GOlrjOOO pela rasa da rua
do arcal de .Y S. do 'llar 11. i. querendo anida
p ir essa quantia, dirija-so uestes dous dias i rua do
Pilar n. 101, para fechar o negocio.
Prcrisa-sc de um caixoiro para taberna, que
tenha aluuuu pralica e que saiba ler : na rua da
Cuia n. 9.
Quem livor um bom sitio pcrlo da praca, com
boa casa e baixa para capim, auiiuncie.
Qnem livor una boa casa lerrea, com bom
quintal, prefere-se no bairro da Boa-Vista, aniiun-
eie.
HojeSi as 11 horas, na sala das audiencias, de-
pois de linda a do Sr: Dr. juiz de orphaos, se ha de
arrematar um terreno de marmita no lunar de Mo-
tooolomb, assim com) havera leilao dos movis, lu-
do pertenecido ao finado Torqualo Ilenriques da
Silva, a requeriineuto da viuva.
Em consequencu de uo ler appareeido lici-
tantes as rom! is dos predios abaixo declaradas, por
isso vo de novaiiicnto i prara para serem arrema-
lados em ha.a publica, na sala das sossos do con-
selho administrativo do patrimonio dos orphos, nos
dias I >, 15 e 19 do correnle mez, e por lempo de
um anuo, a coutar do 1.- de jullm prximo fuluro a
30 de junho de 1856, as rendas dos seguinles pre-
dios, a saber : sala e loja da casa n. I do largo do
Collegio ; rua das l.araugeira-, casa n. 5 ; rua do
Rangcl n. (i ; rua do Pires n. 13 ; roa da Madre de
Dos ns. :!_', J3, 37, :', i. 31 e :;ii ; becco das Bous ns.
37. 38 o39 ; ruada l.apa n-. 10 a l ; rua da Mu-
da u-. 13, i(i o 17 ; rua do Ainorim ns. 18, 59, 52,
51. 35 c 'iti : rua do Azeile do Paira ns. 59 e 62 ;
rua ii" Burgos 11-. 68 e69 ; rua do Vigario ns. 71,
~- c 73 ; rua do Eiicinlamenlo ns. 7. 75 o 76. c
loja 11. 76 ; rua da Souzala Velli.i as. 7H. 79, 80 c
SI ; roa da Guia ns.83et rua do Trapiche 11.
85 ; rua de Fra de Portas ns. 98, 99 e 1(15 ; sitio.
um 0111 l'ainaineiiim 11. -2, oulro dilo na Mirueira
n. i. (Is Mellantes com seus fiadores, bajara de
A SAMA CASA DA MISMUICOUDIA DE
L0AND1.
Os sen ores proprietarios de predios
cttjos chaos sao oteiros a' sania casa da
misericordia, e (|iii' pelos nmeros dos
mesmos predios e ritas onde se acham
edificados, foram chamados no mez de
maio ultimo nos us. 112, 113, 11 i, li,
122, 12.c 12- do DIARIO DE PER-
NAMl (.0. para virem pagar ao res|>ec-
tivo procurador casa n. 6, defronte do
Trapiclie-Novo. ., importancia que clevem
de loros vencidos, e ainda o nao i/.eram ;
sao por este annuncio prevenidos que a
no vjrem satisfazerate l do eorrente,
teraodu ser cliaiiiidos oelusseus proprios
nomes afira de nao haver mais demora no
pagamento.
LOTERU
DE N. S. DA ORDEM-TERGEIRA
Aiiianhcla, sabbado 9
d junlio, he o inTubitavei
andamento da referida lo-
tera, pelas9 c meia at 10
horas da numhfut, no c;ou-
sistorio di igreja de N. S.
do Livrainen'n, os meus
biihetes e cautelas esla o
exposfos a venda at a re-
ferida hora ; a eles que
esto no resto. Pernain-
biico de junho de 1855.
O eautelista, Saluslhnio de
. quino Ferreira.
IWIMIA DE SEGUROS ,IU.I-
THIOS IMOMSAHOIU.
Os directores tendo recebido do gover-
no imperial a approvacao dos estatuios,
convidan aos senhores accionistas pira
em reuniao da assemblea geral tratarem
deliiiitivrmente sobre a encorporaeao da
iesma companhia : no dia 13 do corren-
le, a's 11 horas da manhaa, na sala da
associaeao commercial.
LOTERAS DA PR0VI1U.
0 Illm. Sr. thesoureiro manda fazer
constar ao publico, que sabbado 9 do
eorrente. as !l horas da manhaa, no Con-
sislonoda igreja de N. S. do Livrameno.
andan: as rodas da priineira parte dapri-
meira loleria, da Ordem-Terceira do Car-
ino. Xhesoiiraria das loteras, 8 de ju-
nho de 1855.O escrivao das loteras,
Lniz Antonio Rodrigues de Almeida.
OsSt's. Antonio Jos Rodrigesela
Cunha, Jos' Francisco de Oliveira, Manoel
Joaquim Nunes Raimo, tectn cartas noes-
criptorio de Novacs & C, rita do Tra-
piche n. .~)'i.
'Dr. Kiheiro, ph>sician hy Ihe university of
Cambridge, United States, continuos lo reside, of rua
da Cruz n. 49. 2. fioor, and altends especialh la
ihe eze andeare Asales, lie mates neenlar eiamina-
tion alany hour in prirala residences ; reraemher
lliot for tlie examiuation of tlic car, il requires Ihe
lighl of Ihe.san.
O Dr. Kiheiro, medico pela nniver-idado de
('amliiidac, coulimia a residir na rua da Cruz do Ite-
cife n. 19, 2." andar, onde podo ser procurado a
<|ual(|ocr hora, e convida aos pobres para eom-nlias
gralia, e mesmo os visita Ojuando as circumstancias o
i-xij im. faz espocialidado das molestias dos olhos e
midos.
Fredenco Kohilliard faz scienle que mudou o
seu escriplorio da rua da Cadeia do Kecife para a rua
do Torres n. 20,
Manoel Lniz (ionralvesda Vonseca I'onle, sub-
dito portuguez, vai Portugal.
Manoel Nunes da Silva, subdito porlnguoz, vai
a Portugal.
Manoel .los de S Araujo, subdito porluguez,-
vai a Portugal.
Antonio Ilenriques Rodrigues, subdito porlu-
guez, vai a Porlimal.
Urna pessoa habilitada offerore-se para promo-
ver robranras fra desla praca. o qual da fiador a sua
conducta : quem de seu presumo so qnizcr ulilisar,
dirijaso .< rin Nova, taberna n. 00.
A abaixo assignada previne ao pablico, o espo-
cialineule as autoridades, que tcm le conlitcer das
causas que move a seu marido Antonio Carlos IV-
reira de Sargos Ponre do l.eon, que, separada dclle,
par tratar de scu divorcio perpetuo, nao deixou em
scu poder papel algnm com a sua assiCnalura, que o
autorise a fazer qualquer Irausaccao. ainda mesmo a
mais insignificante. A aniinnciautc toma esla prc-
caucao por saber da facilidade que tcm o mesmo
l.eo cm imitar a sua lellra. e lambem porque pon-
en -inles della separar-so, elle leve a indiscricao de
dizor-lbc que havia de fazer a venda que a annuii-
ciantc pois que elle a saina supprir. Martapaglpe ."> de ju-
nho de 1835. Thereza Adelaiie de Siqueira i',a-
calcantl.
Na rua Direila, sobrado de um andar n. :>:. ao
pe da bolica, fazem-se bolos de S. Joao enlejiados
Pierisa-se de um hnmem que ontenda de plan-
lacao de sitio, para administrar uns pretos em um si-
lio na Passagem : a tratar na rua da Cadeia do Ke-
cife n. .">i, loja.
Aviso ao respeitavel publico.
Jo.1o !.ni/ Ferreira Rftieiro, compadaria no largo
de Santa Cruz n. (i, confronte a igreja, alcm do bom
pao o bolachas do todos os lamanbos, se acha muni-
do de um bomem que enlcnde perCeitameule de fa-
zer bonillos de todas as qunljdudes, pasteles, enfei-
la bandejas para bailes, amondnas, ronfeilos, e ludo
mai de sua arle ; por isso avisa o dono do eslabele-
cimento a lodos os seus freguezes, que vende ludu
por menos proco que em qualquer parte, tanto em
poreflo como a relalho; assim como na mesma pa-
itara se fabrica bolachtnha de ararula muilo bem
fcila, biseoitos, falias finas ele.
Em setembro de 1825 chegou a esle porlo o
bergantn Bella lisrolha, que vinha da cidado de
Porto, e daqui seguio para o Maranbao, roga-se pul-
anlo aos senhores a quem esto brigue veio consigna-
do, declararon) por1 esle jornal a sua morada para se
Ibes fallar.
Ainda esla para se alucar urna casa terrea na
cidade de Olimia, ladeira da Misericordia n. 12. em
muilo bom estado : para ajuslar, na rua do Kangel
n. 2r.
Uucm anuunciou querer comprar um capole
do borracba ja servido, ainda precisaudo, procure ua
rua do Rangcl n. 21, a qualquer hora.
< O bello elogio leilo aos iliuslres Srs. acadmi-
cos, por madama Deperiuc. no Ihcalro de Santa-Isa-
bel desla ri-i ule, icha-se ricamente impresso em l'a*
ris, c na rasa da rua largado Rosario u. 28, primei-
ro andar.
Precisa-se de urna ama forra, que saiba bem
entornillar o cozinhar, para urna casa de pouca fa-
nilia : na rua das Cruza n. 28, primeiro andar.
LOTERA da ordem terceira do
CARMO.
Aos G:000.s000 2:000s000 e 1:000x000.
O caulelisla Antonio da Silva Guimaraes faz s-
culo ao publico, que sabbado. 9 do correnle, andam
a rodas da loleria da ordem lerceira do Carmo, e
que elle lem ciposlo i venda um resto dos seus bi-
ihetes, meios, quarlos, decimos e vigsimos, nos lu-
cares do cnslume : alerro da Boa-Vista n. 48 ; rua do
Cabug n. 2 11 : rua larga do Rosario n. 2t>; praca
da In lepcndencia n. lie 16 ; rua do Collegio n. 9;
rua do Kansel n. 51 ; paga lodos os premios com o, -
desconlo da lei. O mesmo eautelista lem esperanca
do tornar a vender oulra vez a sorte grande como de
nutras mullas que tein vendido, a vista da variada
numerac.ao que lem.
AdENClA COMMERCIAL.
Chrislovao (iuilbermc Brerkeufeld, habilitado
com os conbecimoulos pralico que em materias de
commercio lem adquirido durante muilos annos,
qiie as lem evercilado nesta praca como caiveiro,
guarda-livros, e gerente de negocios proprios e
albcios, ofl'erecc aos negociantes desla e dasoulras
pracasilo llrasi!, assim como a oulra* quaesquer pes-
spas, o seu preslimn para o fim de diricir ludo o quo
sj> refere a coulabilida le, como sejam.rever e ijiailaf
cnnlas de qualquer natureza. orcanisar balanzas, rc-
glularisar liqnidaces de sociedades, raleios, recula-
mes de avarias, invenanos c parlilhas amigaveis de
qualquer especie de bens, eitrahir conlas correles
cbm juros ou sem elles, por em dia eseripturares
atrasadas, lomar conla ne qualquer nova escriplura-
rRo por partida dohrada, milla ou simples, arbilra'-
nicolos jiidiciacs, contratos cnnimertiacs de qualquer
natureza etc. ele. Encarroga-se oulro sim de diri-
2r qualquer negocio judicialmente! qur peranle o
jtti/.o commercial, qur peraule o tribunal do com-
nierriii. em primeira e segunda instancia, para o quo
lem a cooperacSo de um dos mais liabililados advo-
2*dos e de um dos mais probos e diligentes solicita -
dores do foro. Para oslo lun lem a amiiiiirianto
aborto o seu escriplorio na rua da Cadeia do Sanio
Aulorfib n. 21, mide pde sor procurado das 8 huras
da manhaa as i da larde. O annuncianle espera
merecer desla e de unirs praras um hom acolbi-
moulo, sendo o scu cslabelcciniciilo da mais reco-
nliecida ulilidade.
Aluga-se una boa sala e alcova em urna casa
do bairro do Recife. por 83OOO mensaes : quem pre-
cisar nnuuncie para ser procurado.
lioberto Arbucke, Dr. em medicina, relira-se
para Europa com a sua familia, lavando cm sua
companhia urna criada.
Roberto Arbuckle, Dr. em medicina, retirn-
dose para a Europa, deisa por seu bastante procu-
rador o Sr. Th. A. Dammeyer.
{- Da-se dinheiro a premio rom peuhores de onro
ou prala, cm porcSo de lOOaOOO alo (KK)OO : as
Cilico Poutas 11. 71, so dir quera da.
r flerece-s urna mulherde idade para ama da
c.i-a de hnmem olleiro ou de pouca familia : no
atcjrro da Boa-Vista loja 11. li. ,
t Coutinua-se a dar dinheiro a juros razoaveis,
pcnbores : na rua eslreita do Rosario n. 7.
Joaquim da Silva Mourao previne a qnem inle-
resiar possa, que lodos 05 bens do Sr. Jos Dias da
Silt/a, movis, semoveules e de raz, estao sujeitos
ao pagamento do que elle Ihe deve, pelo qoe nao
poufe o mesmo aliena-los, e nem de qualquer forma
dispor delles cm prejuizo do annuncianle. que pro-
testa usar de seu direilo, minificando qualquer ven-
da, lou disposlcao desses bens.
Spr repelido o prsenle annuncio, spezar da dc-
claraeo do Sr. Jos Dias, em o Diario de hontem,
do iiio pretender vender seus bous; porque ja orna
vez,[nao obstante idntica* declaracdes, ollequizora
vender lodos, por intervcncilo do corrector Miguel
C.irneiro, sem qoe cm os annuncios se livosse feito
raenr;ao de seu nome, o que felizmente se soube
lempo de se poder obstar por meio de um areslo,
qoe se fez nos mesmos bens.
accordao que o Sr. Jos Dias lem feito publicar
repelidas veze>, e ltimamente 110 Diario de bon-
l.iii. nao privn o annuncianle Mourao do direilo
de haver oque elle Ihe deve: apena, julgou nao ler
sido curial a marcha, que se seguir na excoucao do
diversos aecordaos proferidos por ouanimidde de
votos contra o Sr. Josc Dias, os qaaes snbsislem em
sen inlciro vigor, poisqnc nao foram e nem podiam
sor dorrogados por esse, a que tanto se soccorre o
metano Sr.
Nos autos eiisteni documentos, (alguna do proprin
punho do Sr. Jos Das que deslroem completamen-
te este termo de coiioiliacao, mandado publicar ja
lanas ve/es por esle senlior. Dos mesmos autos se
evidencia er o Sr Joso Das realmente drvedor ao
annuncianle ; sondo que quando najp exislissc prova
clara e roucludente, bastara o fado que se deu ao
ligeiro ajuste amigavel, qoe precedeu a accao, len-
do-sa verificado logo 110 comeen (lo mesmo ajuste,
sem (rabalbo algum. sor o Sr. Jos Dias deve 'or de
alsons roulos de ris, como minuciosamente depo-
zeram as proprias leslemunlias dense Sr., baslaria a
sua recusa em aprescnlar cerlos livros, que Ihe foram
rgidos por despache para o ajuste, e cuja eiislen-
Eslc ele-
gante, novo
e riquissi-
1110 vapor o
segundo da
companhia;
com 111 a-
ilante o l-
enle Vie-
sas do O',
leudo en-
trado cm
na^aWaana\\\V\Sg> |.is|,0a pro-
cedente de Inglaterra em 11 de maio, e pretenden-
do encelar a sua primeara viagem 1 24, dovcr.i a
esta cfcegar al odia 9 do eorrente, teguindo para
a Babia o Rio de Janeiro depois da com|tetentc de-
rjiora. Para passageiros e encommendas p.lcm di-
rigir-se ao agftnlo Manoel Duarto Rodrigues, rua
do Trapiche n. fi.
Para o Aracaty sabe 110 dia 9 do correnle o
hiale Aurora; ainda recebo alguma carga : (rata-se
na rua do Vigario o. 11.
con.parecer ,luga7 hm ado7 c a 7 hora?Z "m C*Pe^,C a"Mm- "" "" f ue">
nbaa dos mencionados dias. O secretar o. I1""1','" '""lc loS ,mraa* *'"* ""cumm" Tam-
i;.n,/ ii;. 1 I,CI" f'1"'1!1^0 ramos, llores e maisaalanlarus.e tam-
Manoel Antonio I tegas. em M Ulam b,n (.luinli-feira (> de'earrenledesap-
paieceu da roa deQoeimadon. 17, o
escravo Aiilonio.de nacilo.quc rqire-
seula ter.O anuos pouco mais ou me-
nos, C(,m s signaos seguintes: fallas
de denle na frente c una siralriz
no rosto do lado direilo, alonsis ea -
"otabcllns brancos, e lem no braco es-
querdo qua.i ao p do hombro um cilombinhu do
(amaiiho de nina pilomba ", suppc-se que fui vesti-
do com calca de casemira de quadros ou de alooda-
zinho de lislraa e camisa de alsodao trancado bran-
co, ha eosliim ido a fuair e a mular de nome, e
quasi sempre diz ser do mallo de algum sonhor de
engeuho : roga-se por lano as auiorfBacle. policiaes
ecapilaesde rampo.oua quem o aprehender de lva-
lo casa mencionada que ser genorosamenlc recom-
pensado.
Francisco Jos Dias relira-se pira a Europa a
tratar de sua saude.
singlas, de bom gesto. Na mesma cesa se vendem
doces seceos c do cabla, sendo de auauz, mangaba,
maracuj o cajii.
c.i-a
cor-
N.ii so lendo rlTe.-loado a arrems'.acao da
n. 8S, sila na rua das Cinco Ponas, no di. i do
rente, por nao (cr havido audiencia, lora lugar no
dia 8 do correnle mez, no bagar e hora do cosi-
me, cuja casa \.11 pi ac por execueao do Manuel
de Souza levares contra Antonio Rodrigues Br-
relo e sua miilhcr. Esrrivjo Santos.
Precisa-sc de um i'eitor j)ara sitio,
perto desta praca: na taberna eme faz
quina para a cadeia-nova se dir cpicm
precisa.
Quem precisar de urna ama capaz, para casa
de pouca familia, ou mesmo para esludaulos, dirja-
se a rua da Cadeia do Recife, loja u. 53, que achar
com quem tratar.
cia n3o podia ser contestada, por constar de oulros
livros quo ,1 aquellos se referiam 1
Vai-se continuar na eiecuco do accordao proferi-
do na causa principal contra o Sr. Jos Das ; e o,
publico ser iuformado do resultado desla queslao.
Joaguim da Silca Mourao.
O abaiso assignado pedo ao Sr. J.K. daC
que lenlia a bnndade do mandar pagar a quantia,
que n3o ignora, na laberna da rua da Cruz n. 28, do
contrario lera de ver o seu numa por extenso uesle
jornal..mir Barbosa Soares.
Precisa-se de um caiiciro de 12 a 14 annos
para laberna, quo lenha alguna pralica do mesmo
negocio : na rua da (jru/. n. 28.
Precisa-se alugar urna ama que seiba engum-
mar e cosiuhar o diario do urna cata de pouca fa-
milia : na rua das Aguas- Verdes, sobrado junto ao
do escrivao Posliiumo.
Purlaram da praca da ribeira da freguezia de
Sanio Antonio, um cavallo caslanho, grande, capa-
do, com urna man e um p calcados : roga-se a todas
as autoridades policiacs a capturado diloladrSo. Es-
te cavallo perlence a Jos Soares do Mello, lavrador
do engenbo Penedo de cima.
EDCACA'O DiS FILHiS.
Enlre as obras do crasyte Fenelon, arcebispo de
C.iinbrav. merece mu particular incnCalo atratado
I, tducacao das meninasno qual este virtuoso
prelado eusiua como as mais devana educar suas fi-
Ibas, para um dia chogarem a ocrupar o sublime
lugar de mi i de familia ; loiua-sc por lano nma
ne:essidade para todas as pessoas que dewjam gui-
a-las no verdadeiro caminho da vida. Esla a refe-
rida obra Iraduzida em porluguez, e vende-se na
liviana da praca da I111loponde11cian.ee 8, pelo
diminuto proco de 800 rs.
Conslaudo-me que a Sra. D. Leopoldina Maria
da Cusa Kruscr pretende alienar seos bens de ra/,
pre-.iuo aos que os quizerem comprar, de que meare
"contra a dila sendera accao ili-ceinlial polo juizo da
primeira vara do commcn 10 do Recife, para me pa-
gar da quantia de 4:S80$O0O c dos juros vencidos, o
que esses bens estilo sujeitos ao referido pasamento,
afim de nao se chamarciu os compradores cm lempo
algum ignorancia. Recife 10 de maio.da 1855,
Mtlhias Lopes da Cosa Maia.
PECHWCIIA E MAIS i'HIIIMIh.
,NA RUA NOVA N. S, LOJA DE
Jos Joaquim Moreira.
Acaba de receber polo ultimo navio francez, um
magnifico sorlimiiln de bom guias para senhnra,
le duraque, mas que pela delicadeza com que
sao leiios o consistencia da obra, muilo devem agra-
dar ; accrescendo alm dislo o pre;o, qoe apenas he
di 23400 rs. o par. bem como, sapatos de rouro de
lustro para sonhora a 1860>), dilos de cordavao mui-
lo nuvos a I5OOO ris, pagos na occasiao da en-
trega.
Alu<;a-se 011 vende-se una casa com
BOt&O e sitio no lugar da Torre, junto ao
sobrado do Sr. Peixolo, com todas as com-
modidades para lamilla, cocheira, estri-
bar a, quartot para feitor, etc.: na rua
da Cruz 11. 10.
MUTILADO
IIFRIUFI


DIARIO OE PLRMBUCBQ, SEXTA FEIRA 8 DE JUNHO E 855.
Bilhetes OSOO
Meios 29800
(.toarlos 1MO
Ouinlos 1*160
Oilavos ' 720
Dcimo* 600
Vigsimos 3M
LOTERA DA OKDKM TERCEIRA DO
CARMO.
Aos 6:0005000, 2:0009000, 1:0009000.
Corre iudubilavelmcnle sabliado, t de junlio.
O caulelitU Salostiano de Aquino Ferreira faz
sriente ao respeittvei publico, que as suas cautelas
estao sujeitas au descomo de oilo por cenln iln im-
posto geral. Os eu bilhetes inleiros, vencidos cn
originaes, nAo soll'rein o descont de oilo por cenlo
do imposto eral nos (res primeiros premios Grandes.
Acham-se venda as seguiutes tojas : na da Ca-
deia do Recifc n. 21 e ,1a Independen-
cia n. 37 e 9; ra do Livramcnlo n. 2 ; ra
Nova n. ? e 16 ; na do (Jueimado n. :t9 e 44 ; ra
eslreila do Rosario 17, o no aterro da Boa-Vista
n. 7*.
Recebe por inteiro 6:000$
com descont 2:760(1
1:38f
o 1:104-5
690
552
2769
O referido cautelisla s lie respon oilo por cenlo da lei, sobre os tres primeims pre-
mios grandes nos seas bilhetes inleiros vendidos em
oriciiMM, logo que llie for (presentado o bilhele,
indo o pnssuidor receber o respectivo, premio que
nelle sabir, na ra do Collegio n. 15, eseriplorio
do Sr. thetourciro Francisco Antonio de liveira.
l'crnambnco 31 de maio de 1855.
lotera da ordem terceira do
CARMO.
4Vos 6:000.s'000, 2:000$000, l:000.s0()0.
No da U do correnle andam as rodas de-la lotera.
Os bilhetes oeaulelas do caolelista Amonio Joso Ro-
drisues de Souza Jnior acham-se i venda na praea
da Independencia, lojas ns. 4, 13, 15 c 40, ra do
Oueimado n. 37 A, aterro da Roa-Vista n. 72 A, e
as outras do costume. Os seas bilhetes inleiros nao
soflrem o descont dos 8 por cenlo da lei nos pre-
mios grandes, e sim as suas cautelas.
Hieles 53800 Recebe por inleiro
com descont
i>
Meios 29800
Cuartos 1&4O
Oilavos 720
Decimos 600
Vicsimos 320
6:0009001)
2:7605001)
1::1S(WHI
6909000
55J00Q
276J000
O mesmo cautelisla declara, que apenas se ohriga
a pagar os 8 por cenlo, dos premios [candes que sa-
liirem em sens bilheles inleiros, em originaes, de-
vendo o possuidor receber do Sr. Ihesoureiro o seu
tes pectivo premio.
D.-sc a quanlu de 509000 a juros com penlio-
res : a tratar na ra Nova n. 12, loja, de meio dia
as 2 horas da tarde.
Precisa-se de urna prcla cscrava para ama de
urna casa de familia, que faca o servico interno e
externo da mesma, pagando-se-llie 320 rs. por dia :
a tratar na ra do Collegio n. 3. primeiro andar.
Casa de consignarlo de escravos, na ra
dos Quarteis n. 2i
Compram-sc e recebem-se escravos de ambos os
sexos, para se venderem de comraissito, lano part a
provincia como para fra della, oflerecendo-se para
silo loda a seguranza precisa para os ditos escravos.
F. Dragn relira-se para a I'ranea.
RECREIO MILITAR.
l'rcvine-se aos senhores socios, que a partida lera
lugac.no dia 16, e as proposlas para conviles ser.lo
entregues at o dia 7 em casa do abaixo assignado,
na ra do Aragao n. 12. O secretario, alferes
-Barro.
Barbara Maria de Castro Lopes, tenciona ndo
comprar urna pequea casa de laipa, sita no becco
do Ouiahn da povoacao do Monleiro, pertencente a
D. Maria da Rosa Ferreira. faz o prsenle annuu-
cio para quemse julgar comdireiln a referida casa,
reclamar opportiinamente.
COIPAHHIi PERHAMBDCAN A
DE NAVEGADO COSTEIRA.
A direcro tendo de mandar fazer o
atorro e caes no terreno do forte do
Mattos, convida as peisoas que estejam no
caso de arrematar as referidas obras, a en-
viarem as suas propostas ate o dia 15 do
corrente, ao escriptorio do Sr. F. Cou-
lon, na rua da Cruz. 2(i.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acliam-se a venda os novos bilhetes da
21 lotera do theatro de Nictheroy, que
devia correr a 2 ou 4 do crtente mez :
as listas esperam-se telo veloz vapor TO-
CANTINS. no dia Iti do andante: os pre-
mios sero pagos logo eme se izer a dis-
tribuico das mesmas listas,
A pessoa que perdeu am chapeo de sol na rua
'lo llego em Santo Amaro, queira enlendcr-se com
Antonio Jos (jomes do Correio, que he ser en-
Ircgue.
- Andr de Abreo Porto, declara a aquelles que
o denominara Fajante. que elle nao lem este
sobrenome.
CONSULTORIO DOS POBRE!
50 BA HO?A 1 AXm*,B. SO*
O r. P. A. Lo Mosco/o d consullas liomeopalhicas lodo os diss aos pobres desde 9 horas da
manlilia aleo meio dia, e em casos extraordinarios a qualqucr hora do dia ou noile.
(Mlerecc-se igualmente para pralicar qualquer operado do cirurgia, e acudir'promnlamenle a qual-
qucr mulhei que esleja mal de parlo, e cujas circumslancias nao permitalo pagar ao medica.
M COlllLTOIO DO DR. I A. IB0 OSITO.
50 RUA NOVA 50
VNDESE O SEGINTE:
Manual completo de aeddicini homeopalhica do Dr. G. I. Jahr, Iraduzido em por
tugue/, polo Dr. Moscoztf, quatro volumes encadernados em dous e acompaiihado ile
um diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, ele ele OSOO0
Esta obra, a maisimprtante de todas as qoetratam do eslodo e pralica da'homerathi, pr ser n nica
que conten abase lundamcnlal d esla doulrinaA I'ATIlOtiF.NK-q \ Ol" KKI 1i IOS IHW MFIllf V
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SAUDE-conl,e',e,",lo) que nao poden,d'p^.ls ^1
soas qoe sequeren dedicar ..pralica da verdadeira medicina, interessa a lodos os mdicos que qui/orem
experimentar a doulrina de llahnemann, e por si mesmos se convencereni da verdade d'ella: a lodos os
fazendeirose senhores deengenho que estao ionge dos recursos dos mediros: a lodosos capitaes dc navio
que urna ou oulra vez nao podem deixar de acudir a qualquer incommodo seu ou de seus tripulantes :
a todos os pas de familia que por circ.imslancias, que nm sempre podem ser prevenidas, sao obrica-
dos a prestar in continenli os primeiros socenrros em snas enfermidades.
O vade-rnecum do homcopatha ou Iraducrao da medicina domestica do Dr. Hering,
obra tambem til s pessoas que se dediram aoestudo da homeopathia, um volu-
mc grande, aconipanhado do diccionario dos termos de medicina 10.1000
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., ele, encadenado. '. '. ^hiO
Semverdadeiros c bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pralica da
e
homeopatbia, e o propriclario deslc eslabclccimcnlo se iisongei'a'de" *4oTiuahibem montado DOBrira
nniHuem duvida boje da grande superioridade dos seus medicamentos.
Roticas a 12 tubos grandes............
Rolicas de 2i medicamentos em glbulos, a 10, 129 e 150(K) rs. '
...........
ditos
ditos
8CO00
Ditas
Ditas GO ditos a '. .' .' .* .' '.'i'. '.".'.''*'*' ^52
Dita' I1 dilos a....... i' S,
Tubosavulsos ...... ,s..............' i^kw
Frasco de meia 0115a de lindura.......'.....t o2um
Dilos de verdadeira lindura a rnica........"......... ">nhk
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de tubos' de cryta d'e diversos lamaoios
^B^ritr-ass^qua,quc'eucommenda dc z saa
Novos livros de homeo'pathia uicfranccz, obras
todas de summa imporlancia :
llaluiemann, tratado das moleslias
lumes..........
Tesle, nrolestias tos meninos.....
Hering, homeopathia domestica.....
Jahr, pharmaenpea homeopalhica. .
Jahr, novo manual, 4 volumes ....
Jahr, molestias nervosas.......
Jahr, molestias da pelle.......
liapou, historia da homeopathia, 2 volumes
llarthmann, tratado completo das moleslias
dos meninos...... .
A Tesle, materia medica homeopalhica. .
Dc Favollc, doulrina medica homeopalhica
Clinica de Slaoneli ...'....
Casling, verdade da homeopathia. .
Diccionario de Njslcn.......
Alllas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, contando a dcscripjo
de todas as parles do corpo humano .
vedem-sc lodos cslcs livros no consultorio horaeopa-
lliico do Dr. l.obo.Moscoso, rua Nova n. 50 pri-
meiro audar.
chronicas, vo-
. 2OJO00
. osOOO
. 75000
. 6j()00
. 165OOO
. 6S000
89OOO
165000
109000
89000
79OOO
ujeoo
49000
109000
309000
DENTISTA.

Paulo (iaignoux, dentista francez, estahele
cido na rua larga do Rosario n. :16, secnodo
JJ andar, enlloca denlescomgengivasarliliciaes,
@ e dentadura completa, ou parle della, com a S
9 pressao do ar. q
D Rosario 11. 36 segando andar. S
COMPRAS.
Compra-sc urna {;eomelria de La-
croix : quem tiver annuncc.
Compra-se nma prcla que saiha bem coser c
seja mora : na rua Nova 11. 67.
Cimpram-se palnedes brasileiros e hespanhoes:
na rua da Cadea do Recife, loja de eambio n. :t8.
Compram-se ctTerlivamente trastes novos e
usados: na ruada Cadeia de Saulo Antonio n. 18.
Na mesma loj. tambem se alofam mobilias e outros
quaesquer trastes, assim como se vendem por mais
barato preco do que em oulra qualqucr parle.
Compra-se prnla'brasileira ou hespanhola : un
rua da Cadeia do Kecife n. 54, loja.
Compram-se escravos de ambos os sexos de 12
a 22 anuos, pagam-se bem 11a rua Direila n. 6C~.
Compra-sc um esrravo dc nado, que seja la-
dro, forle, sem virios e que lenluvJa 2o annos : na
praea da fioa-Visla n. 5.
VENDAS.
Vende-se urna taberna ua rua da l.ingm-ta 11.
0 : quem a pretender dirija-se a mesma taberna,
que achara com quem tratar.
J. JANE, DENTISTA, I
9 eonlina a residir na roa Nova n. 19, primei-
ro andar. r S,
CHAROPE
DO
BOSQUE
O nico deposito contina a ser na botica de Bar-
tholomeu Francisco .de Souza, na rua largado llosa-
rio n.:; garrafas grandes 09OO e pequeas 39000.
IMPORTANTE PARA 0 PUBLICO.
Para cura de phtisica em lodos os seus dillcrentes
graos, quer molfvada por conslipa^oes, losse, aslh-
ma, pleuriz. escarns de sangue, dr de costados e
pello, palpitarlo no coracao, coqueluche, brouchite
dor na garganta, e todas as molestias dos orgaes pul-
monares.

i
1
H0(0PATIIIA.
Uemedios ellicacissimos contra
as be\igas.
9
9 (Gratuitos para os pobres.)
No consultorio central homoeopalbico, rua j$
Sde S. Franchco (mundo novo) n. 68A. S
Dr. Sabino Olegario Lugero Pinho. 0
COLLEGIO PARA MENINOS, EM VVA-
DSBECK, SUBURBIOEHAM-
URGO.
O abaixo assignado tein a honra de participar ao
Culi!ico, que madou o seu collegio nesteauno, de
lamhurgo para Wandsbeck, e est agora habilitado
de poder aceitar mais algn* pensionistas. A situa-
rlo do lagar he a mais saudavel de lodos os arrabal-
des de Itambargo, ei distancia dessa cidade permu-
te o gozo de todas as vanlagens das cidades grandes,
assim como ella impossibilita o gozo das desvanla-
gitns para meninos. Ao entrar no collegio os meni-
ni- nao devem ter excedido a idade de 10 annos, e
inaior cuidada e zelo se empregaru em favor delles.
nao s para o seu bem physico como inlelleclual,
E les lenlo licoes em todas as linguas modernas, his-
toria, geographia, historia natural, mathemalica,
assim como os principios necessurins para o commei-
cio, ou as linguas auligas, sciencia das autiguida-
des, philosophia, ele, como preparos para o esludo
na universidade. As despeas do ensino, sustento e
caa imporlam em 1,000 marcos,5009000 pouco
mais ou menos. Os pas deverao dar roupa, assim
como pagar msica c ensino de dansa, caso o dese-
jem.C. liolckshausen.
Este collegio podemos recormcd Jar s pessoas que
queiram dar urna educac^to exeroplar aos seus fillios,
por ser un dos melhorcs na Allemanha, e oOcrece-
nio-uos a dar todas as informarles a quem precisar:
ua rua da Cruz n. 10.
PIANOS FORTES.
Bronn i'raeger & Companhia, rua da Cruz n. 10
recomraendam as pessoas de bom goslo, seu escoll-
do sorlimento dos melbores pianos, lanto horison-
taes como verticaes, que por sua solida conslruccan
e harraoniosas vozes. assim como por soa perfeila
obra de mao se dislinsuem. Todos estes pianos sao
feitos por eucommenda, escolhidos e examinados,
e por isto livres de qualquer defeito que se encunlra
umitas veies em os taeio.
IIOHePATIII.4. 1
FEBRE AMAREI.I.A. W
Algnoa caaos de FEBRE AMAREI.l.A
se tein ltimamente manifestado uesta ci-
dade. OlratameiUo liomu-opalliico bem W
dirigido lem mostrado sua superioridade ^
n antiga medicina. Os .lenles, pois, que Z
a homn-opalliia qui/erem recorrer, pode- ^>
lo-hao fazer, sendo soccorridos de preferen- (A
cu aquelles que nenlium remedio hajam j'
lomado. (\
Consultorio central liomnMpalhico, roa (L
de S. Francisco mundo novo) n. l!8__A. '89
Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho. M
Precisa-se de um criado que seja fiel e capaz,
para servir em urna casa de familia : quem qnzer,
dirija-se a prara da Hoa-Visla, casa da quina que
lem entrada para a rua do Arag3o n,* 32.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
quemudou a sua aula para a rua do Ran-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos eexternos desde ja' por me-
dico prero como lie publico: quem se
quizer utinsar de sen pequeo prestimoo,
pode procurar no segundo andar da rel'e-
iidacasa a' qualquer hora dos das uteis.
O escripturario da Companhia de
Beberibe, encarrega-sede comprare ven-
der accoesda mesma companhia : na rii
Nova, sobrado n. 7.
Est a sabir a luz no Rio de Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
EXTRAHIUO DE RUOFF E BOEN-
NINGHAUSEN E OUTROS,
o posto em or.lem alphabelica, com a descripeo
abreviada de todas as moleslias, a indicacao phvsio-
logica e Iherapeulica de lodos os medicamentos ho-
meopalhieos, seu lempo de aerflo e concordancia,
seguido de um diccionario da s'inilicacao de lodos
os termos de medicina e cirurgia, c posto ao alcance
das pessoas do povo, pelo
DR. A. J. DE MELLO MORAES.
Subscreve-sc para esta obra no consultorio horneo,
palhiro do Dr. I.DIIO MOSCOZO, rua Nova n. 50-
primeiro andar, por SJOOO em brochura, e 69OOO
eucademado.
T VreC,a"se (,e uma "m* forra U cP''v. le
saiba azer o servico diario de uma rasa do pouca
familia : a tratar ua roa do Collegio n. 15, arma-
zem. .
i
i
i
'IBLICAtAO DO KST.TIT0 IHI
NKAPATIIICO DO ItRASIL. 1
THESOURO HOMEOPATHICO 5
ou O
VADE-MECUM DO <$
HOMEOPATHA. (,
rar
que
cu~
sil, redigido segundo os melbores trata-
dos de homeopathia, tanto europeos como (f)
americanos, e segundo a prupria experi- >A
eucia, pelo Dr. Sabino Olesario l.udgero ,*?'
Pinhu. Esla obra he boje recouhecida co- (S)
roo a inelhor .le'lodas que Iratain daappli- j*.
cacao homeopalhica no curativo das mo- Vv
lesi in-. Os curiosos, principalmente, nao Si
podem dar um passo seguro sem possui-la e (Z
consulta-la. Os pas de familias, os senho- ?7
res_ de engolillo, saccrdolcs, viajantes, ca- <^|
pitaes dc navios, serlanejos ele. etc., devem tJ"
le-la mao para occorrer promplamenle a O
qualqucr caso de molestia. ua,
Dous volumes cm brochura por IO9OOO W
> encadernados U9OO (Sk
Vendc-se nicamente cm casa do autor, /v*.
9 no palacete da rua dc S. francisco (Muu- W
1$) do Novo) n. 68 A. ((
Na rua Bella n. 13, precisa-se de uma ama es-
crava, que saiba cozinhar bem.
Aluga-se a 109 rs. por mez, uma casa terrea
em Olinda, rua da Bica de S. Pedro n. I. com duas
porlas e duas janclhis de frente, tres salas, quatro
quarlos, grande cozinha, quintal grande murado
com portao para rua, cacimba, eslribaria para tres
ou quatro cavallos, e casa para prelus, e lamhem se
vende: a tratar com Amonio Jos Kodri^ucs de
Souza Jnior no Recife, rua do Collegio 11. J| pri-
raeiio ou segundo andar.
MASSA ADAMANTINA.
Rua do Kosario a. 36, segundo andar, Paulo Gai-
gnoux, dentista francez, chumba os denles com a
massa adamantina. Essa nova e maravilhosa com-
posi^ao lem a vantagem de enchersem pressao dolo-
rosa todas as anfractuosidades do denle, adquiriudo
em poucos instantes solidez igual a da pedra mais
dura, e permiile restaurar os denles mais estraga-
dos com a forma e a cor primitiva.
Antonio Rodrigues de Albuquerque, escripln-
rario do consulado provincial, faz scienle aos Srs.
proprietarios dos predios urbanos das freguc/.is re
S. 'r. Pedro Goncalves e Santo Antonio, que prin-
cipia a fazer o lancamento da dcciini, como tam-
bem dos de mais impostos cargo da repartirlo, do
anuo linanceiro de lbo a 186, no dia 5 de junho
corrente.
Fornecimento de carva'o
As pessoas que se propo/.erem a sttp-
prir de carvao os vapores da mesma com-
panhia, podem igualmente apresentar
suas propostas no mesmo escriptorio ate
o referido dia l do crtente.
Na taberna n. 6 da rua da Concei-
c9o se dir'quem precisa de urna ama for-
ra 011 captiva para fazer as compras c o
mais servico de uma familia de tres pes-
soas, paga-se bem.
Quem precisar de uma ama forra pa-
ra casa de pequea familia
largo do Parai/.o, sobrado 11
Precisa-se alugar uma olaria que lenha sitio
ou mesmo sera elle, perlo de embarque: quem tiver
anuuucie, ou dirija-se esU lypographia, que acha-
ra com quem tratar.
W
o -
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'^Z ,.- ! w rr.
X en feo 11 K O o 03 fc 01 O O u -3 p '< s 0 *, H
PQ V3 -3 U 0 173 1 es g
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S
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5
o
I
5
o
y.
Gordoes de
bellos,
ca-
dirija-se ao
13.-
elaslicos, lisos c enfeilados, por melado de seu va-
lor : vcudem-sc na Iravessa da Madre dc cos
n. 11).
Fumo em folha.
Fardos de 3 arrobas, de todas as qualidades : ven-
de-se no armazem do Bosa, na Iravessa da Madre de
Dos 11. 19.
Vende-sc um molcque de 3 annos de idade,
bonita figura, e por preco commodo : na rua do Hos-
picio, sitio da Sra. Viuva Coalla.
DEEM ATTENCiO' AO BARA-
TEI'RO."
^a taberna que foi do Malinas, na rua Nova n.
5Q, veiidem-sc por muilo rommodos preeos, lalve
por menos do que em oulra parle, muiios elleilos
perlencenles a taberna : superior viulio Ctempasne.
Bordeauxa,:W0e<00rs. agarrafa, do Porto muilo
velho, engarrafado, a 800 rs.. cha do Rio e da ludia
muito bom, passas, chouricas, presuntos velas de
esperncete fraucezas e americanas, ditas de car-
nauba pura, vin.gre branco e Unto de Lisboa, en-
garrafado e de milito superior qualidade a 2X0, quei-
cliarulos da Babia, cerveja, bolachinha de ararula' e
outras minias cousas, como licores francezes, sabao
branco do K10, docs de goiaba bom e de uelea ni
gleza, resillas de papel de boa qualidade, ce. etc.
Cera de carnauba.
Vende-se na rua da Cadea da Recife n. i'.l, pri-
meiro andar.
Vende' sol] \. dc corda : na eiicru/.ilhada de Belem, labcrna do An-
drc.
LOJA !)A RUA DO QUEMADO N. 19.
Vei.dc-se rico cortes dc easemira de novos pa-
dioes pelo diminuto preco de 59500 rs. o corle,
meus pinladu ntiudo seda ft 300 rs. o par, grava-
las de telira a lytOO rs., hrim de linho branco han -
eadode lonna a 13.'00 rs. a vara, chapeos de sol dc
seda finia cores a 69300 rs., e outras moilas fazen-
das que se csISo vendendo por milito diminutos
precos.
Conliniia-se a vender miiculinas dc enre- pa-
ra vestido a 300 rs. o cavado : na loii dc i porlas na
na do Quemado li. 10.
vende-sa um lerreuo na rua da Aurora com
11 palmoa de lente : a tratar ua IravesM da rua das
Cruzcs n. S.
Vendc-se vinho venta da melhor qualidade
que ha no merend, pelo iliinmiito preco e 2W rs.
a garrafa : na ruado Caldcirciro os9*.
JSos quatro canlns da Hoa-Visla dehaixo do so-
brado, vendem-se carias dc logo da Chi.iaa i0.
Vende-Se nm nitantede u boas de Callcl de naveo^.io: na rua do Ranccl
n. 21. r *
Vcnde-se moa porla e rotula da postura da c-
mara, uma llave de 31 palmos dc qualidade, 3
etnamcs dc3o palmus cada um: na rna do ttangcl
n.2l. ^
Vendem-se mis livros espiritle*. Horas Ma-
riannas, Avoz de Jcsns (;iiri>to. pelo parodio. Vi la
de Jess Chrislo, o Beliro espiritual, o MezMarian-
no, e calhecismo de Monlpelier :na rua do Kangel
n. 21.
PAMO DE LINHO E TOALHAS
VlNDAS DO POK'l'O.
Vende-se panno dc linho do todas as qualidades ;
toalhas adamascadas para mesa, de diversos lama-
nhos ; ditas acolviadas e lisas para rosto, por preco
commodo : na rua do Crespo, toja da esquina que
volta para H Cadea.
FAZENDAS DE GOST
PAKA VESTIDOS DE SENiIORA.
Indiana de quadrns muilo fiua -e padrues novos ;
cortes de lila de quadros e llores por preco commo-
do : vende-se na rua do Crespo loja da esquina que
volta para a rua .da Cadea.
CASEMIRA PRETA A 4*500
0 CORTE I)E CALCA.
\ endem-se n rua do Crespo, loja da esquina que
volta |iara a rua da Cadeia.
Vcndcni-se sacras com farinha a 4SI00 rs., di-
las rom arroza ^OOOrs. : no caes da Allandcga ar-
mazem de Antonio Annes Jacomc Pires.
RUA DO CRESPO N. 21.
Vendem-se superiores palitos pretos de
easemira, viudos de encommenda, e por
preco mttito razoavel.
Vcndc-sc um famosa esrrava cabra, de 3e
anuos, de muilo boa conduela, saliendo engommar,
coser chao c ensalmar, com uma cria de 5 annos
peca muito linda, propria para criar-se, por ser
muilo esperta : na rua dos Mari\ ros n. 11.
1.EI1E PURO.
Do dia 6em diante vendei-se ha muilo bom leile
sem agua : na rua do l.ivramenlo n. '20 a 200 rs. a
garral);
Vendem-se 2 escravos de bonitas figuras c mui-
lo mocos, e 1 dita quitnndeira, por preco commodo:
na rua Direila n. 3.
Em casa de Timm Momsen & Vinassa,
prara do Corpo Santo n. 15, ha para
vender:
Um soitimento completo de livros cm
branco, vindos de llaiiiburtro.
Cheeiiu ile Franca pelo paquete nina fazeuda inlci-
raujenlc nova, loda de sedo, de quadros e tislras,
o ifait rico po-sivel, deuomiunda SebiVopol, o
19000
rov: do.
Adelinas de seda de quadros. u rovado .
Crimea de seda, goslo escocez, o covado .
I'rnzerpina ile seda dequadro'. i>, covado .
Indianas escoeczas, novos padroe, o covado
t.lulas fraucezas, lindos padrocs, o covado
Kisrado franrer, larao, lino, o covado .
(.orles de vestidos do seda cscorc/.a, o corle
Cortes de larlalana de seda, o corle. .
Corles de cambraia de seda, o corle. .
Selim prelo lavrado para Vestido, o covado
Selim preto maco, liso, o covado. .
Sara prela hespanliohi, o covado. .
Nobreza preta porlugoeza, o covado, .
Chales dc easemira de cor. lisos.....
Chales de merino, franja dc seda. .
Chales de merino bordados a seda .
Chales de merino o mais rico possivcl .
I.uvasdescda de todas as qualidades .
Corlea de easemira pela selim N .
Corles de easemira dc cores......
Corles dc eagemira mofada.....'.
Corles de rolletes de fuslo fnn......
Lencos de seda para grvala......
Ourello prato para panno, o covado .
Corles ile alpaca escuce/.a. o coi ie .
na rua do Qoeimado, em frente do becco da Con-
gregacilo, pausando a botica, a seguuda loja de fa-
zendas n. 10.
CEMENTO ROMANO A 8.000.
lOOO
000
680
400
280
260
14-3000
65000
58000
29400
28600
29000
18800
48)00
sgooo
B8300
II8000
Ni rua das Croles n. S3, vendem-se 2 escrava,
sendo nma da Coso, inora. o|ilima para lodo ser-
vico, tanto dc casa, como de roa ; e oulra ile meia
idade de nai;io Angola, que cozinha e lava, e he
mullo possanle.
Vendem-se 2 canoa", sendo uma de rarreira c
oulra de um s pao ; por ire;o diminuto : no pa-
leo do Paraizo 11. 18.
Na casa dc llebrird j lllandin, rua do Trapi-
che Novo n.22. \Lii'le~-c a/eile doce francez de
Plaguiol, verdadeiro salame de I.yon, milito fresco,
assim como viudo de Bordeauv, champagne, cognac,
ludo por proco razoavel.
A PECIHMIIA.
Est se acabando; ceblas de Lisboa chocadas lti-
mamente a 320, 480. 600 rs. o rento, e muilus O-
Iros ceneros poi preeos mu o razoaveis : no aterro
da Boa-Vista n. 8, defronte da boneca.
V'ndem-sc no Hospicio, segundo portao de-
pos da raculdade, 2 e-cravas ipie cosem hem, lavam
e eugommam. sendo nina perita no engommado.
Vendc-se a taberna, sila na rua Direila u. 2.
defronte da torre do Livrainento, muilo bom local
por se vender para ,-. Ierra e mallo, vende-se a prazo
ou a dinlieiro ; assun como quem pretender para
oulro qualquer eslabeleciineDto por o lugar convi-
dar, lirain-se lodos os gneros : a tratar na rua do
Qoeimado n. 12. loja, ou na Iravessa da- Madre de
Dos, armazem n. 15.
Vcnde-se um cahriolet c dous cavallos, Indo
junto ou separado, sendo os cavallos muito mansos c
muilo costuicados em cahriolet: para ver, na co-
cheara n. 3, defronte da ordem terceira de S. Fran-
cisco, e a tratar rom Antonio Jos Rodrigues de Sou-
za Jnior, na rua do Collegio n. 21, primeiro ou se-
gundo andar.
Vendcm-se. 2 escravos baratos e bous: na rua
Direila n. 66.
Vendem-se ceblas moilo baratas, para fechar
cenias : na travesa da Madre de Dos n. 16, arma-
zem de Agnslinho Ferreira Scnra Cuimaracs.
Vendcm-se 5 escravos, sendo 1 mulatinha de
16 annos, de bonita figura, a qual cose c engomma,
1 inulalinhn de 10 anuos, muilo lindo para pagein,
2 escravas de 2 anuos, sendo una perita eugomma-
deira c rozinheira, 1 dita de meia idade, dc ptima
conducta : na rua de Hurtas n. 60.
Vende-se pipas, barris yazios e bar-
ricas internadas: a tratar com Manoel
Alvos Guerra Jnior, n rua do Trapiche
n. H.
MEIAS DE LAA COMPRIDAS.
vendem-se na rua do Crespo n. 17.
0*100
4.3800
25500
hiin
800
3.-000
35OOO
B.unn Praeger&eV, ampara &
vender em sua casa, rua da Cruz ^
10: M
^
n.
Lonas da Kussia.
Champagne.
H Instrumentos para msica.
M Oleados para mesa.
S Charutos de llavana verdadeiros.
Cerveja Hamburgueza.
M Comina lacea.
VAlitmiS E GRADES.
Um lindo e variado sorlimento dc modellos para
varaudas e gradaras dc goslo modrnissimo : na
undicito da Aurora, era Sanio Amaro, e no deposi-
to da mesma, na rna do Brum.
VINHO C1IERRY EM BARRIS.
Em casa de Samuel P. Joinston & C,
rua da Senza la-Nova n. 42.
. ROA DO CRESPO H. 19
\ endem-se chales de 1,1a de diversas qualidades e
gosto, por preeos commodos.
RUA DO CRESPO N. 19
Vendem-se brinsde puro linho, branco ede corea
a IgflOO a vara, riscadinhosem chita a tOfM) a peca,
c 160 o covado, corles dc l.a para calca a 1j?2(K). as-
sim como organdis e cascas de muito bom goslo, e
unirs muilas fazendas,por preeos razoaveis.
RUA DO CRESPO N. 19,
A endem-se bonitas mantas de seda para seu hora
a 35000 cada una.
Vendc-se uma boa casa terrea, sila na rua da
Conccicao da Boa-Vista : a tratar na rua Nova u. 67.
Vendcm-se organdis, fazenda nova o bom gor
lo propria para vestido de senhora : da-sa amostras
com penhores : na rua do Queimado, loja da esqui-
na do becco da Congregajao n. 41.
Litteratura.
Acha-se venda o compendio de Theoria e Prali-
ca do J'rocesso Civil feito pelo Dr. Francisco de Pau-
la Baplista.' Esta ebra, alm de uma introduccao
sobr as acroes e cxcejieOes em geral, trata do pro-
cesso civel comparado com o commercial, conlcm
a Iheoria sobre a applicacao da causa julgada, c ou-
lra doulrinas luminosas : vende-se nicamente
ua loja de Mjinoel Jos Leile, na rua do Qoei-
mado n. ID, a 65 cada ejemplar rubricado pelo
autor.
NOTOS { 2,000.
Corles de chita larga franceza a 25000 cala um :
na loja de 4 portas da rua do Queimado n. 10.
Vende-se cementa Bomauo a 85OOO a barrica ; 1
rua da Cruz 11. 13, armazem dc Joau Carlos Augus-
to da Silva.
, TIHTARARA1A.
Vende-se tinta vermclha, em latas d 28 libras,
propria para apparelho, pintura de canoas, lanchas
etc., a 100 rs. a libra : na rua da Cruz n. 13, arma-
zem de J. C. Augusto da Silva.
Vendem-se e aluaam-se bichas, eheqadas ul-
lunamenlc dc ilamburgo, viudas no vapor inglez,
por menos preco do que em oulra qualquer parte :
ua Iravessa da rua do Vigaiio, loja de haiheiio 11. 1.
De 2S000 a 200$000. '
He chegado i praea da Independencia n. 21 e
30, loja de chapeos de Joaquim de Oliveia Maia,
um Brande e \ aado sortmenlo de chapeos do Chile,
que a vista de soa boa qualidade se vendern pelo
diminuto preco de29000a 2OU300O, assim como cha-
peos de castor pretos, pardos e branco?, com pello e
raspados, ropas alias c baixa, chapeos de Italia, di-
tos de palha brasileira, ditos ama/opas para senhora,
ditos de palha abcrla. ditos francezes c da trra para
homens e meninos, ditos de lustre de copa alta e
baixa para pagens, dilos para luariuheiros, c final-
mente um bello sorlimento dc ludo quanlu he pre-
ciso para caheca, e ludo por precos mais razoaveis do
qoe cm eulra qualquer parte.
Saccas com farinha.
\ endem-se saccas com supefior farinha
da trra, nova, por menos preco do que
em outra qualquer parte; a tratar no
trapiche do Pelourinho, 011 na loja n. 26
da rua da Cadeia do Recife, esquina do
Becco-La rgo.
4 BOA PIL
V endemse superiores meias de laia para padres,
fazenda como ha muilo lempo nao appareceno mer-
cado, e pelo baralissimo prego de 25OOO rs. o par,
luvas de seda brancas o arr.arellas para senhora, fa-
zenda dc milito boa qnalidadee sem deeilo algum
pelo baralinho preco de I52OO rs. o par: na ruado
Queimado nos quatro cantos loja dc miudezas da
boa faina n. 33.
A BOA IAHA
>coJem-se carleiras proprias para viageog por
Icrein lodos os orraiijos necess 11 ios para hacha, pelo
baralissimo preco de39-300.relogiokos com mostrado-
res de madreperola e porcelana, cousa muito delica-
da para cima de mesa a 49000 cada um. loucadures
com columnas de Jacaranda c rom cxcellenles eape-.
Uros h 3JOO0, ricos loucados para senhora a I5O,
riquissimos lequcs com lindas e linissimas pinturas a
.">COO0 o 09000 cada um, volta prclas para lulo com
brincos, pulcera c alfioele, fazenda muilo superior
raSOOO, ditas mais ordinarias a 19000, liulcirose
areeiros de porcelana a OO i>. o par, quizeuas de
laa de muilo bonitos goslos e coni guaniicoes para
meninas c senhoras a ajOOO, ricas caixas para rape
de diversas qualidades a (W), I9O0O. I300 e 251KXI
cada uma, oculos de armaeao de aeo, que pela gran-
dc qiianlidadc que ha as pessoa- q'ue prficisarem uao
levaran de encontrar a mailu,o;ao que sirva, pelo
barato preco de 800 rs., camparas pintadas e muilo
linas para lionicm a 2i0, meias linas pintadas para
homem a .120 o par, penles fmissimos de larlarusa o
de bonitos padroea para atar cabella a 4>5()0, .55000
e 5>500 cada um. bandejas finas de varios tamaitos
do IjOOOato 59OOO cada uma, liquissimas franjas com
borlas brancas c dc cores, proprias para cortina-
dos, escovas muilo finas para cabello c roupa, es-
tampas dc sanios em fumo e coloridas, e alm de
lodo HlO outras muitissiiiias musas, ludo de muilo
Roete e boas qualidadea : oa rua do Queimado, nos
quatro cantos, loja de miudezas da lina tama 11. 33.
Esta loja he hem conhecida porque sempre venden
ludo mais barato do que em oulra qualquer parle, e
mesmo porque seiupre se arha surtida dc um ludo
quaulo se prucura.
MiiTiiann
Vende-se no armazem de Jos Joaquim
Pe 1 eir de Mello, no caes da alfandejja.
TENTOS
PARA YOLTARET.
Vendem-se ua roa da Cruz 11. 26. primeiro andar
Mudas caixas cnverni jogo de voltarele, por preco muito commodc.
. Attencao 1 !
Vende-se superior fumo de milo, sesunda e rapg,
pelo baralissimo prec,o de 35000 a arroba
Direila n. 76.
Potassa.
No ulico deposito da rua da Cadeia Velha, es-
criptorio n. 12, veude-se muilo superior potassa da
Russia, americana c do Uio de Janeiro, a precos ba-
ratos que he para fechar conlas.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para venden- diversas m-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, (vuadrilhag, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas tudo modernissim ,
chegado do Rio de Janeiro.
Vendcm-sc ricos e modernos pianos, recente-
mente chegados, de excedentes vozes, e precos com-
mod.is cm casa do N. O. Jiiebcr & Companhia, rua
da Cruz n. .
A Boa Fama.
Na rua do Queimado loja de .liudez&s
da boa fama n. 33, vendcm-sc as miudezas abaixo
mencionadas, e alm dessas outras muitissimas que
avista dos seus preces muilo baratos, nao deixam de
fazer muila conla aos amigos do bom e barato, as-
sim como boceleiras e mas-ates: linhas de novel los
us. O, 60 o 70 a I9I0O a libra, boloes para camisa
a 160 u groza, lilas lu linho brancas' 401* a pe-
ca, linlias de carrilel de 200 jardas de n. 12 a 120 a
70 rs. o carrilel, cuteles francezes em carines a
80 rs.. linhas de pezo a 100 rs. a meadinha, ditas
muito finas para bordar a KKI rs filas de seda la-
vradas de todas a< coVes a 120-rs. a vara, linhas de
marcar azul c encarnada muilo linas a 280 rs. a
cantaba com 16 novellos, dilas mais grossas a 140
rs., lapis lino, envemisados a 120 rs. a doli, dilos
mais ordinarios a 80 rs. a duzia, dedacs para senho-
ra a 100 rs. a dozia. caixas para costuras de se-
.",.... '" iw 1.-. uu/.ia. cincos para eos
'5-;' nliora a 2S000, 3S00O o riflOO. dilas
I
1
8U-
rs. a
para joias a
300, 200, 120 e 80 rs.. hrareleles encarnados a 400
rs., pennai d'.iro muilo linas a fiiO rs. a gruza, pa-
litos de fugo a 40 rs. a duzia de macinhos. capachos
pintados a 640 rs., bengalliliuas de joncorom bonitos
casloes a .500 rs.. penles para alar cabello a I5.51KI
a duzia, papel almaro muilo .hora a 25600 a resma,
dito de pozo paulado a 35600, micaogas miudinhas
a 10 rs. o maco, dilas maiores e dc tortas as cores a
120 rs. o maco, suspensorios a 40 rs. o par, grampas
a 60 rs. o massinho, alliuelcs a 1IKI rs. a carta, pe-
dras para escrever a 120 rs.. boloes linos para caira
a280rs.a groza. brinquedos para meninos a .500
rs. a raivinjiii. meias brancas para senhora a 210 rs.
o par, luvas de loreal fazenda superior c com borlas
a 800 rs. o par, dilas de algodao, brancas, para ho-
mem a 210 res o par, escovas linas para denles
100 rs., rolheres de metal para sopa a 640 rs.
duzia, espoln eoni moldura-domada.-, fazenda
perior a 120 e 160 rs., espedios de capa a 800
duzia, tesouras para costura a IJOOO s. a dozia, ca-
ivetes de 2 follias para aparar pennas fazenda su-
perior a 210) rs., luvasdesoda pretascom primas de
cores a 500rs. o par, dilas de alumino de cores mui-
lo tinas para homcm a iim rs. o par asulheiros de
metal com agulhas cousa superior a 200 rs. torcidas
para candieiro do numero que o comprador quizer
a 80 rs. a duzia, vclasdgurad#para calca e rollete
a 120 rs.. penles de haleia para alizar a 28I rs., ditos
linissimos para alar cabello a 19280 rs, esporas linas de
metal a 800 rs. o par, chicotes lili ot a 800 c 19000
rs., aboloaduras para rlleles cooa superior a 400,
.5011, 600 c 800 rs., tra-icelluis de borracha para re-
oslos a 100 e 160 rs.. crixinhas com superiores agu-
Ihas'franrezas a 200 rs., meias de seda pintadas pa-
ra enancas de 1 a 4 annos, a I58OO rs. o par, dilas
piuladas de lio da Escocia de bonitos padroes a 20
e KM) rs. o par, llancas de seda de todas as cores, fi-
las linissimas de todas as cores, biquinhos de algo-
dao e de linho dc bonitos padres muito finos, le-
zouras o mais lino que he possivel cncontrar-se e de
Indas as qualidades, luvas c meias de todas as qua-
lidades, e oulras muilis-imas cousas, tudo de muilo
goslo e boas qualidades c por precinhos que muilo
agradam. Esla toja he bem conhecida nao s por
vender sempre tudo mais, barato do qoe em oulra
qualquer parle, como lainbcm ser nos quatro cantos
adianto da loja do sobrado amarello, e para melhor
ser conhecida lem na frente una labolela com a boa
fama pintada.
Capas de panno.
Vendcm-sc capas de panno, proprias para a csla-
eao prsenle, por commodo prejo : na rua do Cres-
po 11. 6,
Vende-se uma rarroea e um par de rodas, em
bom uso, 3 gneos, 1 macho c duas femeas, e pesdo
abacate : ua cocheira da rua da Florentina.
Alpaca desela.
Vende-se alpaca de seda dc quadros de bom goslo
a 720 o covado, cortes de 13a dos melbores costos qoe
tem vindo no mercado a 49500, ditos de cassa chita
a I98OO, sarja prela hespanhola a 25KMJ c 29200 o
covado, selim prelo de Iface a 29S00 e 35200, guar-
danapos adamascados feitos cm l.uimaraes a 39600
a duzia, toalhas de rosto viudas do mesmo tugara
99OOO e 129000 a duzia : na rua do Crespo n. 6.
(irande sortimento de brins para quem
quer ser gEmenho com pouco dinheiro.
Vende-se hrim trancado de Mstras e quadros.de pu
ro linho, a 800 rs. a vara, dilo liso a 640, ganga
amarelia lisa a Stl o rovado, riscados escures a imi-
lacao de easemira a 360 o covado, dito de linho a
280, dilo mais abaixo a 160, castores de todas as co-
res a 200, 20 e 320 o covado : na rua do Crespo
n. 6. '
COBfRTORfS.
Vendem-se cobertores escures, grandes c peqne-
ios, a I52OO e720 cada iu,'. : na rua do Crespo n. 6.
CORTES DE CASEMIRAS
DE CORES ESCURAS E CLAMAS A 39000.
Vendem-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volla'para a rua da Cadeia.
CHALES DE LAN E ALGODAO,
ESCIROS A X00 RS. CADA 111.
^ L'iidera-se na ro do Crespo loja da esquina que
votla para a rua ta Cadeia.
COM PEQUEO TOQUE DE
Deposito de vinho de cham- 0
pagne Chateau-Av, primeiraqua- ^|
iitlade, de propriedade do conde {J
de Marcuil, ruada Cruz do Re- 2
ile 11. 20: este vinho, o melhor
de toda a Champagne, vende-se
a 56$000 rs. cada caixa, acha-se
nicamente em casa de L. Le-
comte Feron cv Companhia. N.
B.As caixas sao marcadas a fi-
goConde dc Marcuile os ro- A)
tillo das garrafas sio a/.ucs. A
.VITENCAlT, QUE HE PARA ACABAR.
Lias rom lislras de seda, c quatro palmos de lar-
cura, fazenda moito pri^pria para a presente esta-
can, pelo diminuto, proc/i de 110 rs. o covado : na
rua da Cadeia do Kecife n. 35.
Deposito do chocolate francez, de uma
das mais acreditadas fabricas deParis,
em casa de Vctor Lasne, rua da Crij
n. -27.
Evtra-superior, pura liaunillia. 191120
Eilra fino, baunilha. 1.^600
Superior. 19280
l.lucm comprar de 10 libras para cima, tem um
abale de 20 %: venda-se aos mesmos presos c con-
dicoes, cm casa do Sr. Barrelicr, no aterro de Boa-
Vista n. 52.
Vcnde-se ac em cunlieles dc um quintal, por
prec/> muilo commodo : no armazem de Me. Cat-
mont & Companhia, pra?a do Corpo Saulo n. 11.
ATTENCO.
Na rua do Trapiche n. 54, ha para
vender barris de ferro emticamente
fechados, proprios pata deposito de lo-
ses ; estes barris sao os melbores que se
tetn dcscoberto para este lim, por nao
exhalaiem o menor chebo, e apenas pe-
zam l libras, e custam o diminuto pre-
co de JS000 rs. cada um. N
COGNAC VERDADEIRO.
Vcnde-se superior cognac, em garrafa-, a 12S000
a doiia, c 15280 a garrafa : na roa dos lanoeiros n.
2, primeiro andar, defronte doTrapicha.Novn.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saccas que tem um alqueire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazens n. 3, 5 e 7 defronte da escadi-
nba, e no armazem defronte da porta da
alandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes primeiro andar.
Chales de merino' de cores, de moito
bom gosto.
Vendcm-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volta para a cadeia.
DEPOSITO DA FABRICA DE TODOS
OS SANTOS DA BAHA.
Vende-se em casa de N. O. Bieber &
C, na rua da Cruz n. i, algodao lian-
cado daquella fabrica muito proprio pa-
ra saceos de assucar e roupa para escla-
vos, por preco commodo,
Em casa de J. KelIer&C, na rua
da Cruz n. 55 ha para vender excel-
entes pianos viudos ltimamente de Ilam-
burgo.
Vendc-se uma batanea romana com lodos os
saus perlcnres,cin linm uso e de 2,000 libias : quem
pretender, dirija-se i rua da Cruz, arnia/.tm n. h.
Para vestidos.
N* rua do Queimado, loja de fazendas n. 16 A,
de Bezerra & .Morcira, veude-se evcellenlc seda de
quadros, la/.enda inleiimenle nova e de lindo* e
variados padroes, pelo diminuto preco de 19200 o
covado. Dao-se as amostras.
Veude-se a casa de pasto da rua das Cruzcs n.
39, muito hem afresuezada: a tratar na mesma ca-
sa a qualquer hora do dia.
Vendc-se um bonito escravo, moro, ptimo
marcineiro, e alera disto cozinha c he hbil para todo
servico, e de excellenle conducta, o qual he vendido
por precisao : ua rua da l'raia n. 43, primeiro an-
dar.
A ELLES, ANTES QUE SE AC.VBE.M.
Vendem-so cortes de easemira de|hnm goslo a 29,500
19 e SBOM o corte ; na rua do Crespo n. 6.
Superior vinho de champagne e Bor-
deauv : vende-se em casa de Schafhei-
tlin & C, rua da Cruzn. 58.
Vendem-se em casa de S. P. Jolms-
ton & C, na rua dc Senzala Nova n. 4 2.
Sellins ngieces.
elogios patente inglez.
Chicles de carro e de montara.
Candieirose casticaes bromeados.
Chumbo em lenco!, barra e mumeao-
Furelio de Lisboa.
Lonas inglesas.
Fio de sapateiro e de vela.
Vaquetas de lustre paraicarro.
Barris de grasa n. 97. ,'
Tai xa parr. engenhos.
Na fundicao' de ferro de l). W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua baver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, asquaes acham-se a venda, por
prero commodo e com promptidao" :
embarpam-se ou carregam-se era carro
sera despeza ao comprador.
Moinhos de vento -
'ombambasdcrepuxopara regar borlase baixa,
derapim. na fundica del). W. Bowman : na rua
do Brum us. 6,8 e 10.
Riscado de listras de cores, proprio
parapalhs, calcase jaquetas, a 160
o covado.
Vende-sc na roa do Crespo, loja da esqoina qoe
volta para a cadeis.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, vcn-
de-se trelo novo, chegado do Lisboa pela barca Gra-
lidao.
do
por
BALSAMO HOMOGENIO SVWPA-
THICO
I avnravelmcule acolhido em todas as provincias
.....""">; cUo Heral "'no devidamente apreciado
suas admiraveis virtudes. w,u
MOLESTIAS CURAVEIS
i'iir icio wnm mtmm busivo
11-ltlDAS DE lOlK) O t.E.NEKO, anda "que
sejam com aceraeoesderarne.e quejaeslive*m
estado dc rhag-s clironicas, esp.mjo.as a pulh.Us
Louo depois da a|i|.licacao eessam as duies
UlfEKAS E CANCHOS VENREOS,* escorbu-
to, sarnas, ensipelas, molestias cuUneas ou pernc-
luas, e scirrho,, coi.liecido* pelo falso uome de liga-
do nos pellos, rheuni.lismo, dieleze de todas as qua-
aif'iu vii'.'h ':**s I fri"1uc'a "" We.taoe.
Ql.fc,I.MAULRAS, qualqucr que wja a cauau e o
objeclo que as piodnzio.
O MESMO BALSAMO se lera applicado com a
maioi vantagem as molestias seguinle : porn id-
verle-se que so se deve recorrer a elle em casos ex-
tremos, na falla absoluta ou impossivel de se obler
a assisleneia de um tacullalivo.
FSTULAS, em qualquer parle do corpo.
I.OMUHKjAS, nj exceptuando a tenia ou soli-
taria.
MORDEDURAS Ce qualquer especie, anda que
scpim as nuil venenosas.
DORES clicas ou de barriga, debilidade dc esto-
mago, obstruceo da>. glndulas ou enlranhas, e r-
regulandade ou falU da menstruacAo : e aobrelodo,
innammacdes do lgalo e do haro.
AthECCO'ES do peito, desueradas em princi-
pio do plhvsica etc. Vende-se na rua larg. do Ro-
sario n. 36.
MECHANISIO PARA EKGE-
1IH0.
NA Fl'NDIQAO DE FEKRQ 1)0 ENGE-
NHEIRO DAVID W. BOWMAN. ,nA
RUA DO BRUiM, PASSANDO O vJIA-
FAR1Z,
ha sempre um grande sortimento dos seguiules ob-
jeclo de mechanismos proprios para encentras, a sa-
ber : moendas e meiaii moendas da mais moderna
construccao ; (aixai ele ferro rundido e batido, de
superior qualidade e de lodos os tamanhos ; rodas
dentadas para agua ou animaes, de todas as propor-
rdes ; crivos e boceas de fornalha e registros de oo-
eiro, aguilhocs, bromes, parafusos e cavilhoes, moi-
nho de mandioca, etc., etc.
NA MESMA FUNDICAO.
e evecutam todas as eacomfneudas com a superio-
ridade j conhecida, e com a devida presteza e com-
niodidade em preco.
NAVALAS A CONTENTOE TESOURAS.
Ha rua da Cadeia do Recife n. 48, primeiro an-
dar, escriptorio de Auansto C. de Ahrcu, conti-
nuam-se a vender a H800) o par (preco fixo, as ja
bem cojiliecidas e afamadas navalhns de barba feilas
peto hbil fabricante que foi premiado na eiposic.lo
de Londres, as quaes alm de duraren) extraordina-
riamente, nao se seulero no rosto ni aceito d corlar;
vendera-se com a condicJo dc, nao agradando, po-
derem os compradores devolve-las al 15 diasdeimis
pa compra reslituiudo-H- o importe. Na mesma ca-
sa ha ricas tesourmlias para unhas, feilas pelo mes
mo fai'icaule.
Vendem-se dous pianos fortes de
Jacaranda constr jecao vertical, e com
todos os melboramentos mais modernos,
temi viudo no ultimo navio de Ham-
burgo: na rtia da Cadeia, armazem n.
21.
Chapeo* de molla de superior qua-
lidade, chegados no va por inglez SOLENT:
os senhores que lizeram suas encommen-
das podem vir escolher na rua do Crespo
n. 17, loja de Jos dos Santos Neves.
Na rua do Queimado,
nos quatro cantos, toja de fazendas u. 22, defronte
do sobrado amarello, vendcm-sc as fazendas abaixo
menciouadas, todas de muito boas qualidades, e em
mnilo bom estado, e os precos sao os seguinles: brius
trancados de cores, den uito bonitos padroes, dc pu-
ro linho a 600 rs. a via, ditos broncos a 800 rs.,
ditos lisos moito finos a 480 c 390, ganga amarella
da India a ;HX) ra.o coviuto, cortea de casemiras para
calca-, la/.enda milito superior e de bonitas padroes
a 15000, easemira prcta muito fina a 29000 o covado,
merino preto muilo fino a 3MK) o covado, damasco
de lila sem mistura de algodao a 600 rs. o covado,
chitas moito Tinas em ralhos a 160 o covado, dilas
ditas ci.rlando-se dc peeas a 200 e 210, chales de me-
Iim a 610, ditos de chil.i a 800 e IJOOO. ditos de aj-
godiio muito hoafazenca a 700 rs., chapeos de sol do
seda para senhora o tnelhor qoe pode haver a 38000,
dilos de pauniuho de asteas de haleia para homen a
25000, dilos ditos de ai leas de junco a 1S20O, cha-
llos prelos francezes, fazendx muito superior e do
mais modernissimo goto a (EJOOO, lencos de seda
com franjas para senhora a 29200, ditos de algodao
c seda tambem com franjas a 610, dilos de pura seda
para algibeira a 29000, ditos brancos de cambraia de
linho a fc'iO, grvalas de seda muito bonitas a 640 o
800 rs., ditas de cassa a 210, meio* lencos de selim
preto e de cores, muilo boa fazenda, a 640 c 15200,
corles de colleles de gorcurao de seda, fazenda limi-
to superior, a 29000, ditos bordados de selim a 59000,
ditos dc fuslAo muito firo a 19000, chales fmissimos
dc merino a 69000 e 10)000, ditos de seda muilo su-
periores a 109000, corles de vestidos de seda esco-
ceza a I89OOO, ditos de w-da lavrada, fazenda muito
superior, a 21&000, selim pelo de Maco, fazenda
moito boa, a 29OOO o covado, corles de vestidos de
easaa fina com barra 29OOO. dilos ditos a I9.VK).
corles de cambraia com hahados a 49OOO, ditos de
cassa chita a 19800. bomiles para meninos a 400 rs.,
suspensorio finos de borracha 3 200 rs. o par, cami-
sas dc meia a 800 r=., meias de seda brancas para
senhora, fazerdi soperior, a I98OO o par, luvas de
seda para senhora pcrl't Hmenle boas c de todas as
cores a I9OOO0 par, mei; s linas brancas para meni-
nos a 160, ditas para meninas a 200 rs., dilas muilo
hnas p.ra senhora a 300 u 400 rs., dilas prela de
alsodfto para senhora, fa/enda boa e sem defeito, a
200 rs., ditas cruase branca paia homem a 160, e
outras muitissimas fazendns, que i vista de aua mui-
to boa qualidade e diminutos precos, os freguezes,
amigos do bom e barato, nao deixarao de comprar,
hcando certos os Srs. freguezes, que se vendem todas
as razendas muito baratas por lerem sido animala-
das cm Icilao, a dinheiro a vista, e lamhem por se
querer acabar com a loja. Esta advertencia se faz
para que os freguezes n.to se demorcm a vir as
pecliinchas, pois o que he bom e barato depreisa se
araba; adverlindo-se mais, que s se vende a di-
nheiro a vista, qoe fiado lorna-se mararoca.
ESCRAVOS FGIDOS.
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada ecentcmente, recommen-
da-se aos senhores de engenbos os
seus bous eli'eitos ja' experimen-
tados : na rua da, Cruz n. 20. ar-
ma /.em de L. Leconte Feron &
Companhia.
Algodao de sirupira a 2&.'>0O e 1)5 : veude-se na
rua do Crespo loja da esquina que volta para a rua
da Cadeia.
Vcnde-se excellenle tabnado de pinho, recen-
lemente chegado da America : na ni 1 de Apollo
trapiche do Ferreira. a enlender-sc com o adiuinis
rador do mesmo.
AOS SENHORES DE ENGENliO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o metbodo dc emprc-
ga-lo no, idioma portugus:, em casa de
N. O. Bicbcr Cruz. 11. 4.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabeleciment continua a ha-
ver um completo sortimento dc moen-
das e metas moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito. K
V endem-se no armazem n. 60, da rua da Ca-
deia do Kecilr, de Henrv Gibson, os mais superio-
res relogios ^fabricado em Inglaterra, por precos
mdicos. ,,
No dia 23 de maio do trrenle anno ausenlou-
sa da casa do abaixo assignado o molcque Leocadio,
crinlo, de idade de 18 a 2U annos, pouco mais ou
menos, ollicial de carapina, e com ossignaes segoin-
les : baivo, cor fula, grosso do corpo, leudo o cost-
me de quando anda olhar pura o chao : roga-se aos
capitaes de campo e mais penavas, que o veudo, ap-
prcheudam e levem ao abaixo assignado, que grati-
ficar ; o qual moleque perfence a heranca da lina-
da l). .Maria Francisca de Almeida, de coja heranca
tico abaixo assiguadn inven ariante. Recife 1. d'e
junho de 1855.Francisco Mamede de Almeida.
Desappareceu do engenho Guararapes, oa
manbaa de :)1 de maio o ngio Job, da Cosa, bem
moco, altura regular, seceo, mos denles, cara la-
Ihada, falla muito mal, quando anda arqueta um
pouco as pernas.e tem o segundo dedo do p esqurr-
do corlado na primeira junto ; tem desapparecido
por diversas vezes e vai ler sempre ao Recife.
1000000 DE GRATIFICACA'O.
Fugiodo engenho GAIPIO" da fregue-
sa de Ipojuca, em fins de dezembro ul-
timo, umeseravo carapina de nome Jacin-
tho, de Angola, alto, corpulento, pou-
ca barba enao muito pieto ; este escla-
vo foi do fallecido Jos Ramos de Olivei-
ra, trabalbou depois de estar fgido, em
algumas obras aqui na cidade e por al-
;iiiis sitios: roga-se aos mes tres de obras
a quem elle pode Iludir e aos capitaes de
campo, queopegueme levem-no ao pro-
prietan'o do engenho cima, que recebe-
i-ao lOO.vOOOris de graticacao, ou a
Jos Joaquim de Miranda na rua da Ca-
deia do Recife n- i(j, que dar' a mesma
gratificarlo depois do escravo entregue
no dito engenho, para onde facilitara' a
condueao a quem o apresentar.Jos
Joaquim de .Miranda-
Do engenho Henlo Velho, propriedade do Dr.
Pedro Itellrao, desappareceu a 12 de marco prximo
passadn o moleque Ouintiliano, irinulo; de L'l an-
nos, pes 1 p.-libelados, cor fula, nemas fiiaa, cabera
grande, muilo regrisla o mentiroso ; tuppoe-^ie lr
acompanhado algum combo; de serlanejos para ci-
ma, ou ler sido furlado mesmo alai, e lalvez vendido
nesla prora com oulro nome : a pessoa que delle
fiver noticia ou o apprehender, dirija-se ao referido
engenho, 00 a Antonio Jorge liuerra nesla prac,
que sera .levidamcnle recompensada.
Desippareceu da roa larca do Rosario n. 12, o
escravo Vrenle, pardo, alto, ollms grandes, com
uma licalriz no rosto, cabellos e barba grandes ; he
nllirial de sapateiro, anda decalca e jaquela, relia-
do, e diz-se forro : quem o apprehender e enlreJar
no seu sei hor, ser recompensado.
PERN. TYP. DE M. F. DE I -ARIA. 1855.
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*
4
r
t
i
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