Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00852


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Full Text
AUNO XXXI. N. 130.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
'
DIARIO DE
CUARTA FEIRA 6 DE JUNHO DE [855.
Por ano adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
M
F.NCARREOAUOS DA SL'BSCRIl:.VO.
Kecife, o proprieUrio M. F. de Farin ; Rio de Ja-
neiro, o Sr.Joao l'ereira Martins ; Bahia, o Sr. D.
Duprad : Maceio, o Sr. Jonquim Bernardo de Men-
donea ; Paraliiba, o Sr. ervazio Virlor da Nalivi-
dade ; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio l'ereira Jnior;
Awcaiy, o Si. Antonio de l.emos Braga; Cear, o Sr.
Victoriano Augusto Borges ; MaranliHo, o Sr. Joa-
quim Marques Rodrigues ; Piauhv, o Sr. Domingos
Hercuiano Ackiles Pessoa Cearence; Para, oSr. Ju*-
liso J. Ramos ; Amazonas, o Sr. Jeronymo da Cosa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 1/2 d. por 15.
Paris, 3*5 a 350 rs. por 1 f.
Lisboa, 98 a 100 por 100.
. Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Accoes do banco 40 0/0 de premio.
da coinpanhia de Bcberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de ledras de 8 a 10 por 0/0.
METAGS.
Ouro,Oncas hespanholas* .
Modas de 69400 vcllias.
de 69400 novas.
da4000. .
Prata.Patacoes brasileiros. .
Pesos columnarios, .
mexicanos. ,
PARTIDA DOS CORRE10S.
29000|Olinda, lodos os das
169000 Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15
16000 \ illa-Bella, Boa-Visia, ExeOuricury, a 13 e 28
95000 Goianna e Prabiba, segundas e sexUs-feiras
1J940 Victoria e Natal, as quintas-feiras
i*or L MU5AMAR DE IIOJE.
15>8u Primeira as 9 horas 18 minutos da manha
I Segunda s 9 horas e 42 minutos da tarde
PARTE OFFICIAL
COMMANDO DAS ARMAS.
Qaartel-feoertl do commando das armas de
Peim.mb.co cld.de do Recito, esa 5 de
Jaaho de 1855.
ORDEM DO DA N. 58.
O mareclial de campo commandaute das armas,
em vista das communicaccs recebidas da presiden-
cia na data de hontem, faz publico para conhec-
iitenlo da guarnirn e devido efletlo, que S. M. o
Imperador houve por bem, por decreto de 14 de
abril p. Qndo, promover a capiaes para a 8.a com-
panhia do 9. balallijo de infanlaria o Sr. lente
domesao Manoel Ctaudino de Oliveira Cruz, e pa-
ra a 8.' de 10. batalhito Ja dita arma, o Si. lenle
de meio batalhao do Piauhv Jos Aurelio de Mou
ra ; e por aviso do ministerio da guerra de 12 de
man ullirco, distribuir pelos corposdo eiercito aqu
disientes os Srs. lenles e alteres promovidos na-
quella dala pela maneira seguale :
Cacallaria.
Para o 5." rgimen lo.
0 Sr. alteres Dionizio Jos de Oliveira.
Infamara.
Para o 2. batalhao.
Oa Srs. Icuenle Augusto Lopes Villas Boas, al-
teres Pedro Marlini, Manuel Mara Cardozo e Ma-
uoel Francisco Imperial, para secretario.
Par} o 4. batalhao.
O Sr. lenlo Tilo Litio da Silva.
Para o 9. batalhao.
Os Srs. tenente Mauncl Carneiro Machado Freir,
e alteres Herculano'Geraldo de Souza Magalhaes e
Manoel Eraimo Carvalho de Moura.
, Para o 10. batalhao.
Os Srs. lenles Domingos Eustaquio da Cunha
e Manoel Alexandrino de Albuquerque Pila.
Para o baudhao do deposito da corle.
O Sr. tenenle Pedro Joao Refugio.
Para o meio batalbao do Cear.
Os Srs. alteres Malhiis Barbosa dos Sanios e Co-
rolano de Castro e Silva.
O oiusmo mareclial de campo declara, que o go-
verne oi servido, por aviso da reparticao da guerra
de 14 de abril do correle anno, conceder passagem
pira o 9.* batalhao de infanta! ia o Sr. alteres do
meio batalhao do Cear Henriquc Eduardo da Cos-
ta (jara., que, se acha com liceiica na corle ; por
avia de 14 de maio fiado mandar servir como addi-
do ees im dos cornos desla guarnirn, o Sr. alferes
de 5.' batalhao l.uiz de Queiroz Coutinho, ora exis-
tente nata cidade, o qual licar. ligado ao 10. de
infaularia ; e finalmente determinar por aviso de 22
do citado mez, que o Sr. alferes do 2. batalhao Pe-
dro Marlini, que se acha oa corle, sirva como ad-
iko no mencionado 10. batalhao.
Jote Joaquim Coelho.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajadanlo de
ateo en .anegad, to fleialaa.
EXTERIOE.
lie agora seriamente dito em varias paragensqne
a Inglaterra he incapaz de fazer guerra. Temos
visto argido com muita philosophia e muila Ilus-
traran pralica que, propongo que nos temos tor-
nado mus livres, mais conslitucionaes e mais com-
merciaes temos perdido essa unidado de designio,
esse ardor de sciiliineulo, e essa agudeza de acrao
neoessaria aos Iriumphos militares. Cada um faz
agora aquillo que llie parece justo, e islo he um es-
tado mui agradavel, mas nao he a organisarao pol-
tica que prospera na guerra. Podemos operar pode-
rosamente cerno individuos, ou pela forra da opi-
uiio pnblica, ou pela influencia dos partidos e das
classes, das escolas e das sociedades, mas ao psso
que estas diflereules torcas estao em mo vi ment as
seas respectivas direcces, se agilain urnas contra as
oulras, e oresutlado he urna grande perda de poder.
O Itomem proprio para levar a guerra a effeito he
aquello que podi dizer : a O estado'. $ou cu.
N'boj imperio onde a palavra tem urna g-
nificacao real, o soberano he absoluto; o ministro
da guerra he eu humilde servo, mas, abaixo dall,
be absoluto sobre todas as repartirles que lem corre-
iaflocoma guerra.
Ora, niuguem neste paiz deseja um Imperador,
mas sem um ministro da guerra que obre como o
ministro da guerra de um imperador, apenas gasta-
remos os nossos milhoes c as nossas myriadas de ho-
mens. O ministro da guerra deve ser capaz de com-
roaadar no paiz tao livremeule como o commau Jan-
te em chele nolheatro da guerra. Cerlaineule he
islo em verdade a theora do cargo, e nao duvida-
mos que um ministro com ai qualidades pessoaes
requeridas encontr as reparlic.6es subordinada, suf-
licienleniente a sua disposicao, e bastante prompta
para exocaUf as suas ordens. Mis enlao devo ser
um homem que teuha o coracao e a alma na guer-
ra, que ande adiante dis conjecturas, que nao se
abala com os revezes, e prosiga com instancia na
guerra em vez de licar alraz. Semelhanle ministro
da geerra cerlamcule nao livemos o anno passado.
Nem leos agora. Cremos que ueste momento o
eiercilo inglez na Crimea est to desprevenido para
quafquor mudaocade operacoes, como esleve duran-
te algara teopo no anno passado.
0 PI4IZ0 DAS HLIIERES. (*)
Por Paulo Feval.
TKRCEIBA PARTE.
UAITOK tHJLPICIO.
CAPITULO XIV
Fecha osoVtos, abre a bocea.
,,....' t'nlinuatao. )
Quando Virginia e Lonol chegaram ra de Tour-
noi. os rapazes da oa-a de paslo eslavam j porla.
Lonol desceu com a biugalinha c a l.nela, passou
a mao pelos cabellos, e icin Uncou um olhar desile-
U lao'iruT" em COnsl,uetf0' onde Passara urna uoi-
Subam todos comigo, disse Virginia *
Chifln esperava a porla ealreaberta de seu nuar-
te ; mas ouvindo o romor do passos, enlrou ani-
sadamente e assenlou-ae no caito da cltamiu aro-
curando lomar um ar tranquilla. '
Mr. de l.oriol 1 annunciou Virginia Baliciosa-
nenle.
O conc.ao de Mr. de Uriol palplava mui forte-
menle ; mas nao lailo quanlo o de Chilln, a qual
lnga-se iodifferenle. Mr. hengalinha na mao a a luneta no olho. ReDunci.
raos a pintar seu ar rnido e ao incsmo lempo aire-
vido. '
Virginia linli.i licafa sobre o lumiar.
Cuida na ceia, bsse-lhe Chilln.
E fecha a porta! acrescenlou Loriol.
(nde porei a moa ? pcrgunlou a carnauba.
No meu camaria... Vai I
Vid repeli Uriol agitando sua hengalijn
de casto de comalita, prsenle da princeza rau
deira.
Chilln contempla* justamente a furto essa ben-
calinita, e as calcas eis bolas lustrosas, c o sobreca-J ""_' "\
saco grac|o,o,_Loriot,nconlr.ra um peino diimV lllla quando nece'S^e li'"0"
Se tomarmos Sebastopol, ou abandonarmo-la por
agora, he muilo provavel que julguemos necessario
tomar o campo e pendrar no paiz. Para islo nao
estamos re lamente preparados. Nao temos numero
suflicieule de animacs, de vehculos, ou oulras equi-
pagens. At nem temos roupa de vero que ueste
lempo deve ser necessario, se Tormos para o campo
ou manlivermos a uossa actual posicao em frente de
Sebastopol- Em verdado desejariamos estar em er-
ro a este ranpeilo ; mas temos para nos que, se um
consellio de guerra decidir quo lomemos o campo
aasimqs iw pwaivol, sera Meoeaairi eaporar m
periodo indefinilo pela chegada de supprimenlos
propros remcllidos desle paiz. Ouando afinal estes
supprimeulos chegarem, a opportunidae pode ter
passado, novas dilUculdades podem ter apparecido,
o eiercilo russo no campo pode ler sido duplicado
ou triplicado, e outro consellto de guerra pode de-
cidir oulro curso, para o qual o uosso exercito nao
estar igualmente preparado.
Inconlestavelruciite o duque de NewcasUe fez lu-
jo quanlo pode ; mas, como elle apparece na sua
propria evidencia, via sempre obstculos que era
incapaz do remoer, e debalde prelendiaeslabelecer
ordem e unidade do acro as reparlites da guerra
e suas complicadas formas. Raras vezes temos li-
douma narrado mais dolorosa. ComelTeilo, as au-
toridades na Crimea, acensadas d m directo, po-
dem agora aponlar triumphalraenle para a confusao
do paiz. Desde o principio al o fun n duque pare-
ce ler estado descontente com o estado e relacies de
todasasreparlicocs que lemrefereucia com a guerra.
Foi desnrezado pelos liuardas a cavallo. Repulava
todo o systema da reparticilo medical extremamen-
te mi, e anmalo osvstema de enviar provisOes me-
dicaes pelo intermedio do almiranlado. Nao podia
obter iufurmacao das autoridades medicaes, mas so-
raeule negativas que nao eram verdadeiras. Nao es-
Uva salisreilo com a organisasao das reparti<;es,
medical, da arlilltaria, do commissariado c dos
transportes, oulro lano nao podemos dizer actu-
almente. Lembrou remedios, admillio formulas, e
fez alguma cousa sob a sua responsabilidade pes-
aoal. Mas desle ou daquelle modo, as suas medidas
ajuiladas nao conseguiram reiullado algum. Teve
juslasduvdas, mas de nada lite servram. Por exem-
plo, sempre desconfiou, segundo diz, do numero
das mulheres dos soldados mandadas com o eierci-
lo, mas foi dominado pelos precedentes e loucos
desejos dos soldados, e repulou os seus propros de-
signios mui bem justificados pelo resultado. Aden-
se abandouado pelos seu* coltegas em agosto e se-
lembro paseados, e teria preferido alguna conselhos
de gabinete ; lalvez diga elle que islo nada signifi-
cavaislo he, u'uin periodo que enctiia o embarque
das tropas do Varna, o desembarque na Crimea, e
i balalha do Alma. Soffreu do conselho de artima-
a a mesilla insobordinaco que dos guardas a ca-
vallo, na forma de urna ordem peremploria daquel-
la repartiro, suspendeudo o fabrico de barracas de
ovara que tuHtM ordenad* sob toa resuonaibili-
dade. Em ambos os casos os ofliciaes insubordina-
dos deviain ler sido iuslanlanearhcnle demillidos do
servico publico, mas o duque de NewcasUe, nao os
leudo chamado conlas, pagou as cusas, como em
verdade devia ser. Se ha algumacousa em que lord
Ragln parece ser cuidadoso e bem informado, he
quanlo eslacao. Assiin que comecou o mez de ou-
lubro, sua Esc. cuncebeu logo um dcsfavoravel de-
igmo acerca desle assumplo, c ncsla conformidade
escreveu par aqui. A presciencia do duque de New-
casUe, lautas vezes manifestada em cousas de peque-
a moula, fallou-lhe lolalmeole desla vez, e nao
julgava que um iuyeruo na Crimea fosse iao formi-
davel como linha sido representado, posto que qual-
quer menino de e,cola llie podesse ter dilo qne o
clima inhspito do Euxiuio era proverbial desde a
mais remota aulguidade.
Nao he larefa mu agradavel Iracar as fallas de
um miuislro, que fez ludo quanlo pode era urna qua-
Ira de diflicultlade. O duque de NewcasUe achou
a sua reparticao n'ura estado de desorganisacao ;
achou os guardas a cavallo insubordinados, a 'arli-
Iharia sob o commando de um chefe na distancia de
tres mil milhas, c o commissariado reduzido a maior
mina, obrigado a reunir um eslado maior das colo-
nias, o accrcscenta-lo com os pralicanles da thesou-
rana, com os empregados da alfandega, e policas,
ao passo que eslava encarregado da guarda de provi-
soes de loda especie, e da compra do ludo que era
necessario para o exercilo. Achou a reparticao me-
dical insulliciente, desorgaoisada, e sem os mcios de
sal.sfazer as suas necessidades. Nao achou corpo de
ambulancia, nem servicos de transporte, excepto so-
menlc aqoelle, que o commissariado era autorisado a
crear, em addiceso aos seus oulros deveres, por or-
dem do commaudantc das Torcas. Achou que com
quanto no paiz lenha sido resolvido que a guerra
fosse proseguida com maior vigor, era a opinia'o geral
do exercilo e da armada no Qrienle, inclusive os
>ous mais dislinlosofliciaes, que nadase podia fazer.
Quasiqueiiao enconlrava difliculdade alguma phisica
ou moral. l)ar-se-ha caso que por isso esleja elle des-
culpado Nao certamente. Meias medidas em po-
ltica c em guerra nao admillem desculpa. Seme-
lhanle coroporlaraenlo deve ser repellido. As dila-
Ce que cusiaosvidas demudares de homens e a
ruina ou perda de urna graude causa nao podem ser
dcsculpadas. Estar no leme e nao ver o rochedo
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundasequintas-feiras
Relacao, tercas-feiras e sabbados
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas
1* vara do civel, segundas e sextas ao meio dia .
2* vara do civel, quarla e sabbados ao meio dia
K.PIIF.MF.IUDF.S.
Junho 7 Quariominguanlc as o horas 27 mi-
nutse 31 segundos da manhaa.
14 Lita nova aos 8 minutos a 31 se-
gundos da tarde
22 Quartocrescenle as 2 horas. 32 mi-
nutos e 40 segundos da larde.
39 La rheia as 8 horas 43 minutos e
33 segundos da larde.
DAS DA SKMAAAV
4 Segunda. S.Querinob. ; Ss. RoleliocDaciano
!> Terrea. S. Pacifico f. Ss. Pica^io e Apolonio.
0 Quera, g, \orbertob.; Ss. Eutorgio eClaudio
7 Quima, .gi FestadoSS. Corpo de Dos.
8 Sexta.S. Maximino ab. ; S. Gcldardo.
9 Sabbado. S. Palagiav. ; S. Primo e Feliciano
10 Domingo. 2.^ depois do Espirito Sanio. S.
Margarida ra'nha ; Ss. Gelulio o Primitivo.
do perigo jiao he desrulpavel. Ser supremo em au-
toridade e noem energa, intelligeucia e poder,n i
he desculpavel. Descuidos sao faltas na guerra. O
que pode desculpar um homem de cabir em urna
emboscada e perder a vida ? O que pode desculpa-
lo por ler perdido as vidas dos seus concdadaos por
dez militares ? Um homem que nada emprehende,
pode ser desculpado se nada faz. O duque de New-
casUe emprehendeu a direcrio da guerra, al o pon-
to em que eslava ao alcance de Inglaterra. Pedio
a confianca de Irinla milhOesde horoens.e negarani-
na guerra. Por consequencia leve consciencia dislo
quaudo, tendo a escolha das pastas das colonias e da
cuerra escolheu a ullima. Anda n'este ponto nao foi
sorprendido e por tanto nao lia desculpa se errou
no seu hlenlo.
(Tinte.)
Se a paz livesse sido concluida em Vicua noi ter-
mos que foram oOerecidos aceitajao da Russia
pelos representantes das potencias alijadas, indebi-J principal autor das perlurbaces actuaos da Europa
tavclmenle grandes dierencas do opiiao loriara si- K* *' *- "
do manifesladas nesle paiz, acerca do valor de urna
paz desl'arte oblida. Os adversarios polticos da ac-
tual adminslrac,Jo, e os mais excitada* partidarios
e promotores da guerra actual leria.ni denunciado
qualquer compromisso semelhanle ao que foi recen-
temenle proposto como um vil abandono da honra
desla nacao, e um parto epheroero para una paz
simulada. As pessoas de opinies mais moderadas
podiam ter pensado, que os resallados da guerra,
se ella livesse sido terminada desla maneira, nao le-
riam proporcao adequada ao espirilo em que foi co-
mecadn, o aos sacrilicios que ja nos lem cuitado ;
ao passo que o poder e a influencia da Russia le-
riam sido anles augmentados do que diminuido8
pelu resistencia enrgica que al boje ella tem op-
poslo coinbiuarao formiuavel organisada contra
ella. Nem se podia depositar granda confianca nos
propros termos que a conferencia de Vien'na foi
nduzida a oflerecer, porque, com lord Malmes-
bury observou terca-feira note, u3o feriamos ga-
ranlia material relativamenle limilasao das forcas
navaes da Russia, e se, como provavelmente teria
acontecido, ella violasse ou meuosprezasse o seo
compromisso a otle respeito, o rest da Europa nao
obteria reparacoes sem novo appello as armas. Por
oulro lado, os partidarios da paz teriarn ganliado
for5a, recobrando esta benefe ineslimavet, e urna
porcAo consideravel da cammunliSo uto teria vislo
com muita salsfa^o as naturezas das concesses que
llie proporeionaram a cessacao dos encargos Mora-
do pela guerra sabr o paiz.
Mas, posto que estas dilferencas de opiniao se li-
vossem manifestado instantneamente na conclusao
da paz, presumimos, que a extensao que as poten-
cias alliadas esiao disposlas a dar as suas concc.ses
pode agora ser considerada sob um untco aspecto,
hilas tem anoslra i. Unto desejos para flUe a lermi-
"a^odeJUcoiitenJa fosse sincera, q loriara as-
a Kuss.a os encargos ou as humillares de urna der-
rota. Nao exigen cesso al^uioa do lerrilorio ; em
virludeda negociara, deixavam os forles Je Sebas-
topol miados ; nao agitavam a qdfesiao de indemni-
aCaoa lurquia ou asi propri.s para as despezas da
guerra, e se coiilcutavam com repr as cousas qoaai
no eslado em que eslavam aules do comeco das hos-
tilidades. Nunca se usou de maior paciencia e
moderacao para com um ni migo e um aggressor,
especialmente quando nos lembramos que loda a
forcadasleiuimigo lie de fensiva, e quo nao lemos
absolulamen le nada que temer das forcas da Russia
conlra nos. Com ludo, estas propostas foram feilas
emvao, eos pleuipoten ciarios russoregeilaram-a
tao perentoriamente, como se envolvessem algom
seno sacrificio da dignidade ou dos interesses do sen
soberano. Poder alguma c ousa demonslrar com
evidencia mais irresislivcl que a nica causa da du-
rado da guerra consiste na obstinada e inveterada
resistencia da Russia aos termos mais justos de paz
que a responsabilidade da prolongado da guerra
perlence int eirmenle ao inimigo, e que nao lemos
oulra alternativa senao empregar forra para obrigar
o governo russo a fazer a paz segundo os termos
que a juslica c a segura nca publica exigirem !
Esla larefa he diflicil, e pode requerer muilo
lempo para ler uma concl ni*o prospera ; mas esle
paiz nao esla acoslumado a afrontar os seus esTor-
Sos paraobler um grande objecto poltico, e o nos-
so uiflexivel solTrimenlo e res olurllo ja lera reali-
sado Irabalhos maiores do quo esles. As esperan-
cas de terminar a guerra por u m compromisso esiao
concluidas; d'ora em va nle loroa-se um processo
le torca entre a Russia e as potencias alliadas, o
qual so po le ser terminado pelo enfraquccimenlo
de um ou de oulro dos beligerantes. He escusado
acrescenlar que, led |evado as nossas olleras de
concessao aos ullimos limites da paciencia, nao nos
podemos por um-insume retirar da posicao que
d ora em vante temos a defender, e que faze'r a paz
era oulros termos fura entregar universal aseen-
denca da Rossia lodos esles interesses que he rteaso
objecto proteger conlra a sua rapacidade o ambicao.
Podemos ter calculado mal a Torca do nosso oppo-
silor nos momentos primitivos deste conflicto, pois
que a derrota dos exercilos russos as suas prmei-
ras operacoes -no Danubio deram ao muudo mui
Ella esperou mais de um minuto, e Loriol em p
a Ires ou qualro passos della, suava copiosamenle.
fcotao ; disse emlim Chilln com impaciencia.
lom da, ChilTonniiha... quero dizer, perdoe-
me, desculpe-me... muitos cumprimenlos, senhora...
balbuciou Lorio! perturbado.
Asienle-se, interrorapeu Chiffon.
O rapaztnho assenlou-se no canto da cadeira aue
ella indicava-lhe. H
Tinha entrado com as melhores inlences de mos-
Irar-selirme e mesmo inslenle.
E o chapeo conserva-se sobre a cabeca ? per-
gunlou Chilln franzindo as sobrancelhas
Loriol melteu o chapeo de seda entro as pernas, e
Uhiffoo voliou-se para rr vista desses bellos an-
nets lotiros que lanas vezes afagar.t em sua infancia.
I erdoe-me, disse Lorio! em voz baixa : anlisa-
meiite vosse nao diiia-rae que lirasse o brrele
Voss '-
em
humilde opiniao da sua pericia e coragem. Mas,
se o poder da Russia for maior do que ao principio
era supposlo, a necessidade mais urgente he rcJu-
zi-lo dentro de limiles lacs, que o Impossibililem
do ameacar a independencia dos outros paizes.
Como a regeic.o pela Russia dos termos modera-
dos olTerecidos pelas potencias adiadas he umajus-
lificarao decisiva da guerra em que a Franca e a
Inglaterra estao empenhadas, da mesma sorle esla
eventuatidade, segundos principios de lgica e de
boa f, dove exorcer uma influencia decisiva sobre
a P"*'" ewles allemaas. I'.Uas-tem Jcslemu-
nhado desde o comeco desias disputas* mais arden-
te desojo de levar estas disputas a ama conclusao
amigavel, a Prussia couservando-se inleiramenle
fra da contenda, e a Austria concordando em lo-
mar uma parle mais acliva nesla lula, se a paz nao
podesse ser alcancada pelos meios que agora foram
leutado* e malogrados. Depois da propria Russia,
que he o primeiro molor e a nica causa original
destas calamidades, he impossivel duvidar, quo o
he el-rei da Prnssa. Se elle houvesse firmemente
adherido aos priocipios que outr'ora adoplou nos
protocolos de Vienna ; se houvesse Irabalhado, de
accordo com a Austria, par. manter a unifio e a
dignidade da confederac,ao germnica; se houvesse
convocado as forcas militares do seu reino ; e se
livesse (rito sentir ao governo russo, que a conlinua-
c3o desta guerra o enllocara em oppusirao directa
a loda a Europa, he impossivel duvidar, 'que a paz
aules disto (aria sido restabelecida, ou talvez a guerra
naolivesecomesado. Mas, a separacao da Prussia e
a divisao da Allemanha habilitaran] a Russia, alm
disso, a paralj sar a Austria e resistir s potencias
occidenlaes, anda quando as suas exigencias fossem
reduzidas s condic/es mais liraiudaa em que uma
oegociasao podesse ser conduzida. So houvesse ho-
neslidade ou juizo uos conselhos da Prossia, esles
fados anda podiam ler algum peso sobre ella ;
mas, as condiees em que esla corte se acha agora
reduzida, s o medo llie regular o comporta-
meuto.
Asiluacoda Austria he totalmente diflcrenle.
1 ave parle e presidio n conferencia, que foi aberla a
instancias suas. Concordou at o lio nos termos
qae a Russia regelou. Proclamo* as suas ius-
lrucc.ao ao mundo por meio das suas olas, e
obrigou-se por Iralado o proseguir na allianc com
as potencias belligeraulcs para a compleU consccu'
cao do seu commum objecto. Reuni para este fim
um dos mais bellos exercilos da Europa, montando
certamente a 500,000 homens efleclivos ; e adque-
rio agota a certeza deque a Russia nao se submet-
lera a termos de paz, que dem garaulas olidas
Europa, a nao ser coagida. O caso a que loda a
sua poltica e todas as suas preparacoes bao tendido
durante os ullimos 18 mezes he aclualmenlo com-
pleto. Um grande golpe pode coHocn-la frente da
opiniao publica na Allemanha, pou* firmar a allian-
c com a Franca por meio de lacM-indissoluveis e
pode transmitir aojoveitiinperadm^a Austria unta
influencia muilo pouco inferior a que gozara o falle-
cido imperador Nicolao na melhor parle da sua vi-
da. Possuirscmelhanles cartas, e nao joga-lasler
lal palma ao alcance, e nao apanha-Usentir o po-
der de prestar semelhanle servico ao genero hu-
mano c nao faze-losao erros que obscurecem o
resto de uma existencia, etornam a mais conspicua
posicao no muudo a menos honrosa e que menos
desejos inspira. Eis ahi o que a noUvel moderacao
dos termos proposlos pelos plenipolenciarios das cor-
les occidenlaes diz com irresislvel efleito. Por mais
moderados que sejam a obrigaejio daAustriaem apoia-
los he ainda mais forte, porque a sua moderado
foi mais cordeal e sincera em admilli-lo; e como osi
governo inglez e francez dentro de 15 dias deverSo
convidar o gabinete de Vienna a entrar no curapri-
menlo das estipulares do Iralado de tlous de de-
zembro, he impossivel a aquella corto relirar-se com
honra do compromisso em vrlude do qual deve to-
mar medidas eflicazes para a coosecucjlo do objecto
da allianc, qne lodos os meio pacifico foram im-
potentes para realisar.
dem.
INTERIOR.
uma bella ceia, disse elle
me
conTvoz Iremur ^"'v1" ? pM*,ntou Cm
Nao sei se Loriol linha realmcnle vonlade de cho-
rar; porcm cuxugou os olhos, Chifln approxiraou
delle sua poltrona. K
Maligno disse ella cora lagrimas na face
O gelo eslava desfeilo. Quando Virginia foi an-
nunciar que a ceia eslava prompla, i.oriol deilado
no sor. balia com a hengalinha sobre a pona das bo-
tas. Turnara a ganbar cenlo por ccnlo, e a cania.
rula ouvjo-o chamar madamesclla Maria de Roslan,
1 .hllIiiiitKii hi '
r,m, EU q"e '" bc"0' disse l-orio1 entrando no
c^uenlc' sct7o !,tf";,"' acrescen,ou Lot'01- 'olio melhor apo-
alUvez'1"3 Cr?Ueu S l,ombros-,I-)r'"' m'sse-lhe com
de li, e so impeda-, de contemplar Chifln.
Ao romor da porlaque Virginia fecha va, elle sen-
lio uma inguslia poiiodoo corpor Qae devia fa-
zer e dizer? Chiffonisperava.
() Vida o Diario i, 127.
- Patricia, v ver se vou l cmbaiio....
rtoViriSf. LSa"*0"1 (lcr-me suas ordens... que-
ra v irginia replicar.
; tocarei a compai-
" hfco'nm'nn-'H ^S Vir=ini'1 re'irando-
tor 1T, mi0!eiioni- O doutor
ua7o0oTco"o".Se,ea,OU '"""monte o guar-
^ Ei uuia nena ceia, isse elle ; mas jantei
m~LAh.' in'errompeu Chifln, leus muilo dinheiro,
Sim, respondeu este.
Isso veio-ie repentinamenle ; pois ouvi Hilar
ue uma noile em que dormiste sobre os cavacos...
Bu Imita bebido muilo, disse Loriol corando
cprclertndo gabar-se do um vicio a confessar sua
Enlao anda bebes ?
Ah Chiffonninha, a esse respeilo sou ainda o
Mas o dinheiro qae lens ? tornou ChilTon oc-
cullainlu um sorriso.
Oh oh respondeu Loriot. Paris lambem he
o Barateo dos rapazes bellos, minha ChilTonuinha I
nT m\lsso' (lisse Chifln oirerecendo-lhc
um copo de vinho de Madeira depois da sopa.
Isso le penalisaria lalvez.
Me penalisaria "... Porque ?
Essa he boa !... amavas-me muilo anliga-
lu ?
Eu amava-le muilo... mas u3o lano.
Meu pobre Loriol, disse Chifln tocando o co-
po com os labios, eramos meninos.
He verdade...
Tenhn vonlade de rir quando cuido nesse
lempo.
Eu lambem.
Loriol bebeu o copo de vinho, c pergunlou :
Amasa aban oulro, ChilTonniiha ?
Sem llovida respondeu a rapariguinha.
Ah disse Loriol, e conheco-o '!
Sim, conheces !
O senhor Fernando lalvez '!
JusUmenle .'
Loriol fez uma careta, e tornou :
Oh esse, se eu fosse mulher, nao o amara !
Porque ?... iierguulou Chifln fingndo-se des-
coulenle.
Porque elle he vil... paludo... maligno... o ar-
ruivascado...
Chifln encarou-o cora arde escarneo, e disse-lhe :
Parece ler inveja delle !
Desla vez Loriol defeudeu-se como um bello dia-
binho.
Tcnho inveja exclamou com um desprezo so-
berano... Ah minha rica, leoho ludo o que me he
uecessario.
Recoslou-se na cadeira, e moslrou que aprender
a servir-se do palito.
RIO SE JANEIRO
SENADO.
Dia 16 de malo de 1S56.
Lida e approvada a acia da sessao antecedente, o
1. secretario le o seguinte expediente.
Dous ofllcios do primeiro secretario da cmara
dos depulados, acompanhando as seguintes propo-
sices :
A assemblca geral legislalva resolve :
Ar!. nico. Fica concedida em beneficio to hos-
pital da sania casa de Misericordia, da capilal da
provincia da Parahiba, uma loleria, que se oxlrahi-
r. na corle, conforme o plano das que se concede-
r i sania casa de Misericordia da cidade do Rio
da Janeiro, revogadas para esle fim as disposc,f.es
em contrario.
Paco da cmara dos depulados H de maio de
de 1855. Fisconde de Baependy, presidente.
Francisco de Paula Candido, primeiro secretario.
Antonio Jote Machado, segundo secretario.
IIEGIVEI
Ah !... tornou a rapariga, leus ludo o que le
he necessario, meu Loriol!
Sem duvida !
Conllevo-a t
Nao.
He bonita'!
Isso nao se pergunU !
He mura ?
Assim o crein.
Onde achaste-a ?
Es mui curiosa !
Se n3o queres dizcr-me.i.
Oh disse Loriol, nao ha aCTronla nisso... Nao
fui eu que acheia-a, foi ella.
I)e veras ?... Ella foi la casa ?
Nao... enviou-me um homem de sua confian-
ca... com ouro e prata... e ludo...
E aceitaste I pergunlou ChilTon fingindo-se ad-
mirada.
Vislo que ella he princeza e rendeira, respon-
deu Loriot, e que he para casar-nos.
ChilTon releve um sorriso. Melhor do que nin-
guem ella podia dcscobrir o ponto preciso, em que
Loriol cessava de dizer a verdade.
Eia. falla francamente, tornou ella; visle-a ?
Loriot heslou, e depois respondeu :
Nao a vi ; mas eslou muilo enamorado della !
Oh meu Loriol, disse ChilTon alcgremenle lo-
cando com o seu copo no do rapazinho como para fa-
zer satide, vas casar com uma princeza, e eu vou ca-
sar com um homem qoe ser duque... Ah meu
eos, se alguem nos livesse dilo isso l na estrada da
Urelanha !...
Ondehavia lana lama!
Tu choravas, meu pobre Loriol.
E tu canlavas.Chiflonninha... eras mais forte
do que cu...
Porque no fim do caminho eu senlia o paraizo
das mulheres 1
Ldrol suspirou, e disse em voz baixa :
Sim, sim, sers muilo feliz.
E lu?
Nao vi ainda a princeza.
Oh ella he joven, formosa e rica... Lembras-
te quando chegavamos s fazendas, que graude fome
Imitamos'.'
Os cSes ladravam... s lu os fazia calar,
llebeu um copo de vinho, e poz-sea cuidar. Chif-
fon observava-o sordina.
Pedamos ceia e cama, tornou ella, o que nos
era muilas vezes recusado ao principio... En tao fa-
zas cainbalitlas...
Sim, interrompea loriot, e fechavam-nos a
A asscmhla geral legislativa resolve :
Arl. I.So concedidas cm favor das obras da
matriz de Nossa Senhora da Conceicao da cidade da
Barra do Rio Negro, e do seminario episcopal cre-
ado na dita cidade, dnas loteras extraltidas ucsla
corle.
n Art. 2. O governo determinar a ordem cm que
devam ser exlrahidas, applicando-lhcs as leis ora em
vigor a respeilu.
Paco da cmara dos depulados cm 1-2 de maio de
de 1H.V3. lisconde de llaepeiuly, presidente.
Francpeo de 'aula Candido, primeiro secretario.
Antonio Jote Machado, segundo .secretario, a
A assembla geral legislativa resulve :
Arl. nico. Sao concedidas duas loteras guaes
s da sania casa da Misericordia, que sero exlrahi-
das nesla corte, para ser o seu producto liquidoem-
pregado no reparo da malriz da cidade do Natal d.
provincia do llio Grande do Norte, e nos ohjcctos
iudspensaveis ao cullo divino, revogadas para este
fim asdisposijes cm contrario.
Pa^o da cmara dos depulados em 12 de maio
pe ISj.j. Vitcond* de Haependy, presidente.
Francisco de Paula Candido, primeiro secretario.
Antonio Jote Machado, segundo secretario.
o A assembla geral legislativa resulve :
a Arl. nico. Ficam concedidas cm beneficio do
hospital de carilla lo da villa de I balaba, provincia
de S. Paulo, duas loteras, que so exlrabirao na
corle, conforme o plano das que se concedern!
saula casada Misericordia da cidade do Rio de Ja-
neiro ; revogadas para este fim as disposicoes em
contrario.
a Paco da cmara dosdepuladoi em 12 do maio
de IHjj./ isconde de Baependy, presidente.
Francisco de Paula Candido, primeiro secretario.
Antonio Jos Machado, segundo sccrelario.
A assemblca ceral legislativa resolve :
or Arl. nico. Ficam concedidas em beneficio das
obras da malriz da villa Christna, provincia de Mi-
nas Ceraes. duas lolcrias, que se exlrabirao ua cor-
te, conforme o plano das que so coucederam santa
casa.de Misericordia da cidade do Rio de Janeiro ;
revogadas para este fim as disposicoes em coulra-
ro.
Paco da cmara dos depulados cm 12 de maio
de 1855. VUconde de Baependy, presidente,
Francisco de Paula Candido, primeiro secretario.
Antonio lose Machado, segundo secretario.
A assembla geral legislativa resolve :
Arl. nico. Fiea concedida uma loleria par o
hospital decaridadeda cidade de Larangeras, pro-
vincia de Sergipc, que ser exlrahida na corle, con-
forme o plano das concedidas a. Misericordia desla
cidade j revogadas para esle fim as disposicoes cm
contrario.
Paco da cmara dos depulados em 12 de maio
de 18.V>.i iscone de Baependy, presidente.
Francisco de Paula Candido, primeiro secretario.
Antonio Jote Mmhado, segundo secretario, n
a A assembla geral legislativa resolve :
Arl. 1. Sao concedida ao imperial hospital de
caridade da capilal da provincia de Santa Calhari-
na tres loteras, c uma para a obra do hospital da
cidade de Nossa Senhora da liraca do Rio de S.
Francisco do Sul, as quaesserao exlrahidas na cor-
le, conforme o plano das concedidas sania casa da
Misericordia.
Arl. 2. O produelo de uma das Ires loteras con-
cedidas ao imperial hospital ser applicado con-
clusao da obra do mesmo hospital, e o das oulras 2
ser empregado em apolices da divida publica, que
servirao de fundo do eslabelecimento, podendo a
respectiva administracao dispor nicamente dos ju-
ros das mesmas.
Arl. 3 Ficam revogadas as disposicoes em con-
trario.
a Paco da cmara dos depulados em li de maiode
1855.I 'isconde de Baependy, presidente.Fran-
cisco de Paula Candido, primeiro secretario.An-
tonio Jos Machado, segundo secretario.
A assembla geral legislativa resolve :
a Arl. |. Fica concedida ao hospital de S'. Pedro
da villa da Barra, da provincia da.Bahia, uma lo-
leria Igual s da sania casa da Misericordia, c que
ser exlrahida nesla corle.
a Art. 2. O seu producto ser convertido em apo-
lices da divida publica para palrimonio do mesmo
hospital.
a Arl. 3. Ficam revogadas as disposicoes em con-
trario.
Paco da cmara dos depulados cm H de maio
de 1855. l'iscondc de Baependy, presidente.
Francisco de Paula Candido, primeiro secretario.
Antonio Jos Machado, segundo sccrelario.
A assembla geral legislalva resolve :
a Art. nico. Ficam concedidas a contraria de S.
Vicente de Paulo, da provincia da Bahia, duas ole-
ras do capilal de cenlo e viole cotilos de reis cada
uma, pelo plano das oulrasjdc igual quantia, as quaes
loteras tleverao correr na cidade do Rio de Janei-
ro; revogadas para esle fim as disposicaes em con-
Irario.
Paco da cmara dos depulados em 11 de maio
de 1855.l'iscondc de Baependy, presidente.
Francisco de Paula Candido, primeiro secretario.
Antonio Jos Machado, segundo secretario.
A assembla geral legislativa resolve .
Art. nico. Sao concedidas em beneficio das o-
porta... Era necessaria la cancao dosfilhos de Loc-
min para faze-la abrir novamenle.
E dansavamos a Sabotense de Lamballe.
Ou a Otra de Ploermel....
Ou a dansa dos debulhadores de Irigo...
Ou a Chevrette.... Oh! meu Dos! a Che-
vrelte !
Chilln levan(ou-sc viva e risonha, e Loriot lam-
bem.
I)a-me a mao, disse ChilTon.
De boa vonlade, respondeu Loriol.
E ambos pozeram-se a dansar em lorno da mesa.
E yon loulou, digue, digue, diguedou !
Obi quem nunca dansou a Checrette ignora os
deleites da dansa.
Fallas da walsa, da polka... Conheceis a Che-
vrette ?
lorpsvchore invcnlou-a em uma viagera que fez a
(Juimper sem o conhecimenlo de Apollo.
A porta abrio-se repentinamente, Chifln e Loriot
pararam cshaforidos.
Sou cu, disse Virginia; vitilta ver se Vmcs. nao
pecessilavam de alguma cousa.
De nada.... rclira-le, disse ChilTon.
Mais apressada accresccnlou Loriol.
Ambos cahiram sobre seus assentos. Chifln en-
chcu os copos:
A ultima vez que a dansmos.... comecou e/la
com melancola.
Ah! lembro-me bem! exclamou Loriol. Foi
em Mainlenon junto do palheiro.
E liuhamos bom appclile.
Com pouca cousa para comer... pao c queijo.
Nao tens r.enhuma fume, meu Loriol?
Oh ella vem-me acora... parecc-me que cu
ceiaria bem, se quizesses fazer aquclle divcrlimeiito
que sabes, ChilToniuha.
Os olhos e as faces brilhavam-lhe. Essa Chc-
vretle!....
Qual? pergunlou Chifln modestamente.
Como naquclla noile, respondeu Loriol, o de
fecha os olhos, abre a bcca.
Mas na nossa posicao... disse a rapariguinha.
Ah !... um pouquinho smenlc!
Pois bem ; mas- um pouquinhu smenle.
Tornaram a as-enlar-se mesa.
Quera comeca? pergunlou ChilTon.
Tu, respondeu Loriot, romo cm -Mainlenon.
Enlao fecha os olhos. abre a bocea.
Loriot fechou os olhos. Chilln poz um pedaco de
perdiglo sobre oulro de pao, e disse:
Eis-aqui o primeiro boceado de nosso queijo.
Loriol comeu, mas nao abri os olhos. Esperava o
beijo. ,
liras da greja de NotM Senhcra das Mercs, da ci-
dade da Parahiba do Norte,, duas loteras conforme
o plano das da santa casa da Misericordia desta cor-
le, onde serao exlrahidas ; revogadas para este fim
as disposicoes cm contrario.
Paco da cmara dos depulados em 1 de maio
de 1855. I isconde de Baependy, presidente.
Francisco de Paula Candido, primeiro secretario.
Antonio Jos Machado, segundo secretario.
A assembla geral legislativa resolve :
rtico nico. Ficam concedidas cm beneficio
das obras do hospital de caridade da cidade do Rio
Pardo, provincia de S. Pedro, duas loleria que se
extrahirao na corte conforme o plano das que se
coucederam a sania casa da Misericordia da cidade
do Rio de Janeiro ; revogadas para esle fim as dis-
posicoes em contrario,
Paco da cmara dos depulados em li de maio de
de 18.').").J'isro/id" de Baependy, presidente.
Francisco de Paula Candido, primeiro secrclario.
Antonio Jos Machado, segunde secretario.
A assemblca geral legislativa resolve :
0 Artigo nico. Ficam concedidas em bcneficR)
da obra da matriz da villa do Porto de Pedras, pro-
vincia das Alagoas, duas loteras, iguaesem plauo as
concedidas a santa casa da Misericordia da corte ;
revogadas para este fim as disposicoes em con-
trario.
' Paco da cmara dos depulados em 1 i de maio
de 1855. Visr.onde de Baependy, presidente.
Francisco de Paula Candido, primeiro secretario.
Antonio Jos Machado, segundo secretario.
1 A assembla geral legislativa resolve :
% Artigo nico. Ficam concedidas em beneficio
da sania casa da Misericordia da capilal da provin-
cia do Para, duas loteras, que se cxlrahirao na cor-
te, conforme o plano das que se concederam sania
casa da Misericordia da cidade do Rio de Janeiro ;
revogadas para esle fim as disposicoes em con-
trario,
i Paco da cmara dos depulados 1 i de maio de
de 1855. l'iscondc de Baependy, presidente.
Francisco de Paula Candido, primeiro secretario.
-r-Anlonio Jos Machado, segundo sccrelario-
Vao imprimir.
Passa-sc a ordem do dia, e he sem debate appro-
vado em ullima discussao o parecer da commissao
de consliluicAo, sobre o oflico do Sr. senador Fran-
cisco de Paula de Almeida Albuquerque, datado de
25 de fevereiro do anno passado.
Entra em terceira discussfto a proposicio da c-
mara dos depulados, modificando o decreto n. 671
de 13 desetembro de 1852, sobre a divisao dos col-
legios eleiloraes, conjunclaraente com a emenda dos
Srs. baraode Anlonina, Fonceca, e Silveira da Mol-
la, approvada na segunda discussao.
OSr. I'isconde de t'beraba:Alguus meus pa-
tricios li/.erain-me a honra de pedir-me que oflere-
cesse a consideraco do senado um addilamcnlo ao
projeclo que enlra em 3" discussao. Aonuindo a
esli- pedido, que considero de juslica, exporei as ra-
/oes que me levanta pensar assim, servirao ellas
de esclareciuienlo sobre a materia, a fim de qne o
senado em sua sabedoria se decida com eonhecimenlo
de causa sobre a adopeo ou rejeicao da emenda
que vou oflerecer.
Eis o caso. Na provincia de Minas, u'uma parle
do lerrilorio da villa do Mar de Hespanha, j de-
pois de promulgada a le novissima sobre a divisao
dos collcgios eleiloraes, c mesmo depois de ler pas-
sado na cmara dos Srs. depulados esle projeclo que
tem por fim altera-la, e que ora se discale, foi crea-
da a villa Leopoldina cujo municipio, composlo de
3 freguezias e 5 cralos, d 10 eleilores. Ora, se
e-tes forera como dantes ao collcgio da villa do Mar
de Hespanha, ter.lo na sua maiorpartodcandarde20
a 301cguas por pessimoscamiuhos; quando, se forera
Votara villa Leopoldina, os que liverera de fazer
maior viagem apenas teraa. de percorrer 8 leguas de
bom caminho.
A emenda pois que vou mandar > nresa, e que se
acha assignada por alguns dos meus nobres colle-
gas, tem por fim crear um novo collegio na villa
Leopoldina. Vislo que dahi resulta commodidade
para os povos, ha raz3o nos meus patricios que me
fizeram esse pedido.
Sao apoiadas as seguinles emenda :
l. Emenda additiva, que lera collocada onde
convier, salva a redaccio.
Na villa Leopoldina, cm Minas Ceraes, llave-
ra um collegio eleiloral, composlo dos eleilores das
freguezias e curatos que se contera no municipio
respeclivo. Paro do seoado, aos 14 de maiode
1855.Fisctnde de liberaba. 'isconiti Saputahy
Souza famos.
2." 6.o Rio de Janeiro. Acrescente-se :
Fica creado um collegio eleitoral na villa de S. F-
delis, composlo das freguezias do municipio da
mesma villa.16 de maio de 1855.Salva a redac-
cao. I'ianna.Miranda.I'isconde de Itabora-
hySouza e Mello. Eazebio de Queiroz Couti-
nho Maltoso Cmara.
O Sr. Barao de Pindarc : Sr. presidente, eu
bem desejra unir o meu vol ao qne o senado deu
sobre esla materia, porem nao me he isso possivel.
Eu disse, quando fallei pela primeira vez a res-
peito desle projeclo, qae o senado nao sabia o que
queria que passasse, eque nao Ihe he dado dizer :
(i Quero, porque quero ; he preciso que d a ra-
E depois'.' pergunlou elle.
Agora a la vez, meu Loriot.
- Ah disse o rapazinho tristemente, o queijo
aqui nao he tao bom como cm Mainlenon....
Que.' perdigoto !
F'alla-lheo molho, disse Loriol.
Agora a tua vez, repeli Chifln fingindo nao
comprehender.
Loriot arraojou uma bella codea, sobre a qual poz
um pedacinho de carne de cabrito e disse :
Eis o que tambera he queijo.
E quiz dar o beijo, mis Chifln recuou:
Enlao nao brinco mais, murmurou elle com
lagrimas nos olhos.
Porque ?
Porque nao queres fazer o divertraeulo.
E a princeza"?.... pergunlou Chiffon sorrindo
com malignidade.
7 Nao faco caso da princeza .'
Tao joven. Uto rica e lao bella'.'... *
Assevero-lc que nao faco caso della.... Ah se
nao amasses o leu duque !...
Que haveria".'...
Nos nos casaramos, Chiffoninha.
Seriamos pobres.
Que importa isso'.'
Nao teriamo outro recurso senao o de vollar-
mos para a Urelanha.
Tanto melhor I '
Fallas -eiajnenle, meu Loriol ?
Sim, minha ChilToninha !
Ficaram um inslanle mudos encarando-se. Esla-
vam lindos como dous amores.
Enlao, disse ChilTon solemnemenle, fecha os
olho, abre a bocea !
Tomou um pedaco de pao secco e pondo-o enlrc
os labios ebegoo-se assim a Loriol, o qual continuo- i
gou rindo e chorando. Quando nao houve mais pao,
seus labios encoulraranvse.
Eutao ouvio-so um rumor fra, e a voz grave do
doutor clevoti-se dzendo:
Joao de Roslan el ahi !
Meu llho, respondeu uma voz de mulher, res-
tiltia-me meu llho 1
Ao mesmo lempo Virginia enliou muilo assuslada
por oulra porla o exclamou : .
Eia! separem-se ja .' ".
Chifln rnileou|l.oriol-. (iui|-eu-'bi aeos respondendo:
Acontece o que acontecer nao nos separaremos
mais.... Prefiro meu Woriot e a miseria a Joao de
llostan e riqueza !
Porem as filhas do Carvalho lirande e ps pastores
do Treguz debalde sao desinteresadas: a felicidade
agarra-os pelos cabellos.
zao por que quer. Entretanto o senado julgoa de-
ver approvar esle projeclo em a primeira e segunda
discussao.
Ora, bom he que opovo brasileiro saiba como he
que o senado vola sobre um objeclo de primeira
importancia, objeclo que lem dado occasiao a rus-
gas, ferimenlos e raerles ; bom he que o povo bra-
sileiro saiba como o senado encara esla quesUto.
Vamos ver. Eu desejra que o povo brasileiro al-
lendesse bem ao que vou ler.
Dando-sc a commissao ao exame dos documentos
quo se pozeram ao seu alcance, e que podiam ins-
trui-la fcerea da conveniencia e opportunidade das
alleraces qne ae IraUm de reisilar, ella nao en-
controu os precisos esclareeimemos seno relativa-
menle s modilirarf.es que se pr.ipuem para os col-
legios de Matto-rosso.
Eu desejo que o Sr. lachigrapho transcrwa o que
acabo de ler, para que o povo brasileiro saiba como
o senado decide sobre um objecto de tanto peso. A
commissao procurou examinar, como di*e, allen-
tamenle esle projeclo, e ivlo achou documento algum
senao relativamenle a Matlo-llrosso. Etsa provin-
cia marchou como devia -marchar ; mu a nutras
procederam do mesmo modo ? Vamos a ver o que
sobre as demais nos disse a coranisso.
A commissao nao enconlrou documento algum
reparai bem,.scnliores) que a esclarecesse, e con-
fessa nao possur bases suflicienles para poder bem
avallar a conveniencia de laes alleraces ; pela qual
razao a sua primeira idea foi propr ao seriado a-
doplasse somante aquella parte da resolucao que se
refere provincia de Mallo-Gosso, c ppruvasse
um requerimenio que ella faria ao mesmo lempo
para se pedir informacoes ao govirno. Tadavia, re-
fledindo depois que os Srs. senadores pelas provin-
cias a que perlenccm esse oulns collegios podiam
supprir a falla de dados que senle a commissao, o
fornecessera esclarecimeulos que postara encaminhar
o senado na sua deliberarlo, ella he de parecer que
se ponha cm discussao esta materia.
Isso foi o que dUse a commissao ; e o que fez o
senado ? Disse : a Passe a resolucao ; que temos
mis com informacoes ? Passe.
Examinemos agora o que disserao os senhores se-
nadores por essas oulras provincia que lambem exi-
ge m novo collegios.
Senhores, confeso ingenuamente quo me aca-
nho,' fico alado, fico lolhido quando tenho de fallar
conlra o que diz nesla casa o nohre marque/ deO-
lnda. Ainda me lembro que elle, quando visconde,
aqui me zurzio, dizendo que eu lallava coutra'o se-
nado ; mas emlim que remedio, se o acicale do de-
ver me estimula, me obriga ? Vamos a ver o que
o nobre senador disse sobre esla malcra ; lenho
aqui o seu discurso.
Principioo a fallar sobre a emenda assignada
pelo Sr. barao de Anlonina e oulro nobre senador,
creando lambem um nuvo collegi) ; emenda que se
fez sobre o jodii .oque nao foi a commissao para
ser examinada. Em loda a parle do mundo Uese-
mendas vao a uma commissao, esla pede esclareci-
meulos ao governo, que consulta as autoridades que
podem estar ao laclo dessas cousas, e depois de lu-
do sso he que se decide ; ora, entre nos acontece
assim "> estamos vendo que nao.
Mas, principiando o Sr. marqu;/. por fallar sobre
essa emenda, avancou o que aqui est, e que eu
n.lo acrcdiUrjg se nao visse escrplo, porque sao ra-
zoes que s poderiam servir para acalcnlar enancas
e nao para esclarecer o senado (IC) : A emenda
podr ser mui conveniente (reparai bem. nao diz
que he convenienle, pode ser ); mas, adopUda el-
la, esle projeclo lera de vollar a cmara dos Sr. de-
pulados, e vamos ainda demorar i adopcao de uma
le que sVtem reconhecdo necessaria.
Pois enlao porque se demora uma boa lei por
poucos dia, segue-se que nao se quer que passe ?.
Pelo que respeila as duvidas que o nobre sena-
dor sujeilou (o Sr. Dantas) sobre a necessidade de
pedir-so informacoes ae governo, enlendoqoe alguns
dos Srs. senadores presentes poderlo conveniente-
mente ministrar-nos essas informar .r-.o
Eu pergunlo : algum nobre senador minislrou-
nos informacoes'.' Kenbum.
He materia j IraUda o anno passado ; he mui-
lo provavel que os Srs. senadores lenham conserva-
do ideas a esle respeito com que nos possam es-
clarecer.
He provavel, mas nenhum consirvou essa ideas
ueiihum se levanlou para apresenlar razf.es, ao me-
nos plausiveis, em favor da resoluc-io. E um legis-
lador como o Sr. marque/, encanecido nos Irabalhos
legislativos, da-nos sera el han tes raines Eu pasmo.
Ainda nao he ludo ; allcndei para diante ; quero
que o povo brasileiro fique bem ao fado dislo.
Acho, pelo que diz respeito a Pernambuco, lo-
calidade que mais conhec i, que esla disposicoes do
projeclo sao boas...
Acho que sao boas Nao seria convenienle e ne-
cessario que o nobre senador dissesso : a Acho que
sao boas por esles e aquelles motivos 1 | Isso he
o mesmo que o nobre senador dizei : Deveis acre-
ditar ua minha palavra. Emlim sao boas, porque
V. Exc. assim o diz... e, como crein (islo he que he
galante ) que o tucano acontece a respeito das mais
provincias, desejo que elle passe.
Isso he razao a mais galante do mundo f A com-
missao disse que inda sabia a esle respeito e appel-
A porta principal abrio-se, e o diutor appireceu
sustentando uma pobre mulher d&greuhada e pal-
uda, a qual Loriot e ChilTon reconhecerain logo.
Para esla era adouda do pavilhao; para aquclle eia
a descoohecida que quizera abraca-lo junio da porta.
Alraz do doutor vinham Irene, Solanee e o caval-
leiro Rogerio de Marlroy. O le Trufle apoiava-se
nellesdous.
Emquanto a pobre mulher lanca- a-se para Chif-
fon e Loriol, e aperlava-os reunido sobre seu cora-
cao. o doutor disse aq duque :
Eis-aqui Joao e Mara de RosUn. Quer que
elle* casem-se e sejam seus filhos '.'
Quero, responden o rei Trufle ilerttecido.
Sulpicio f Sulpicio I griUva Magdalena; Dos
le abeucoe! nao eslou man doida !
O re Trufle tinlia os olhos hmidos. Reuni as
mos de Bogerio e de Solange e disse:
Quem me dera vivar para ver lacla felici-
dade!....
Era depoi deste longo serao chelo de emocOes ale-
gres. O contenlameulo de ChilTon c Loriol era con
lagioso bem como o- jubilo de Magdalena. O rei
Trufle sentio-st remorado dez anuos : Sulpicio pro-
mellera-lhe a vida. Solange amada e reconciliada
comecava a crer no paraizo das mulheres.
Todos tuibara-e retirado ; Irene e o doutor
permanecan] nosaiao, ambos paludos e tristes.
Nao me engae, disse emlim Irene, rompendo
o silencio.
Nunca enganci-a, respondeu Sulpicio.
Meu pai foi morlo r
Sim.
Irene eslremeceu, e accrcscculou tremendo i
Pela sua mao ".'
Nao... assevcro-lhe.
Houve ura silencio, depois do qual Irene perguu-
t"li ainda:
Por sua vonlade '...
Em Vez de responder, Sulpicio tomou uma das
duat i.internas que eslavam acecsas, e chegou-se a
mulher para dar-lbe o beijo da noile.
Irene oflereceu-lhe a face e disse-lhe em voz baixa:
Minha mai fui salva por voss.... Hei de ama-
lo al a minha ullima hora.
Sulpicio saino. Irene loraou a oulra lanlernae re-
tirou-sc ao quarto onde dorma a pequea Magdale-
na. Ficou muilo lempo junio do berco chorando.
Quando o dia seguinle sorprendeu-a no mesmo lu-
gar, ella beijou a fronte da menina dizendo.
Dormc, minha lilha ; Dos faca-te grande e
conserve-le tua mai... Nao leras irmaa nerairmio!...
FIM.
MOTILADO


DIARIO DE PERMNBUCO QUARTA FIRA 6 DE JUNHO DE 1855
lou para as informaees dos rs.seuadores por aquel-
las provincias ; os no tires senadores oio no* deram
esclarecimenlns.de qualidade alguma, e o nobre se-
nador dii: a Eu croiq. Pois isto he artigo de f T
he como a Trindadc. que a.nossa razao, sendo roes-
quinha, nao podo compreheudef "f
O Sr. Mrquez de Olinda :He do t.
O Sr. UarSo it Pinitri Ser.para V. Exc.,
pan miro nao ; e por isso chamo i alinelo do po-
yo brasileiroparaaoinelhjnte votacSodo senado,em-
bora V. Exc dissesse o nno passado que eu quero
agglomerar a popularan nai pragas. Isto he que tu-
la o povo, nio he o que *u digo. Veja, Sr. marquez,
que Ihe.lenjjo InclinacSo...
O Sr. Presidente : O regiment nao pctmillo
que o orador seirija a>enhom dos senhores sena-
doros.Kr.s smenlc no senado oe. a mesa.
O Sr.'BarSi de Pindar : Obedezo a V. Exc.
Foram pois essas, Sr.jiresidenle, as nicas razes
ipresenlad.is pilo nobre marquez em favor da reso-
lu^flo. Ora, he ssini que se legisla pira o Brasil
sobre um objecto do lano peso Onde iremos parar ?
Eu nao sci.
O ouiro oobre senador observen que em geral nilo
sabia do projecto, porem pelo que dizia respeilo i
sua provincia o achava bom. Mas nilo se conlenlou
com islo, Irouxc, para sustentar a sua opiniao, o
que devia allegar e oque eu quizera qne lodos li-
zouem ; porque elle disse, edisie muilu bom, o que
passo a ler :
t'ouco ou nada sei a respeilo da necessldade da
creacao de novos collegios eleitoraes em Indas as
provincias de que Talla o projecto : mas eslou con-
vencido da uicessidade da creai.Hu de mais de um
na proviucia de que lenho a honra de ser represen-
tante no senado.
Est convencido : mas porque ? Elle aqu o diz
tarabem :
Esla necessidade prova-se pelo grande iocom-
modo que di aos povos a distancia em que se acham
as villas de'que falla o projecto cidade|da Victoria-
onde aquellos povos sao olir i sai los a ir volar: esla
distancia, por pessimos caminhos, he a Lindares de
24 leguas, a Sania Cruz de 12, e a Nova Almeida de
8, constando o collegio eleitoral que se qner formar
de 15 eleilores pouco mais ou menos ; por que llo-
vemos poii de querer que esses eleilores coonlinem
a p;ssar lamanho incommodo, v indo a cidade da
Victoria, quando aero inconveniente algum peder
tirar na villa de Santa Cruz, que o projecto eslabe-
lece que seja a sede do nevo collegio eleitoral? o
Islo acho bom ; porque o nobre senador allega
qne a commodidade dos povos exige que se forme
(Mae novo collegio para que os eleilores nilo tenham
de percorrer urna distancia lo grande e por maos
caminhos. Allegou pois o nobre senador molivo em
relarao asua provincia, e accrescenlou que eslava
persrldido que o que dizia respeilo s mais provin-
cia achava-se no mesmo caso.
O nobre senador por l'ernambnco, porem, disse
apenas que quanlo a sua provincia a diviso era
boa ; nao nos deu as razes porque a achava boa, e
apexardisso o senado approvou o projecto I
Alom do nobre senador, ninguem mais deu infor-
marlos ao senado, e comludu nova emenda se aprc-
senlou, que lambem foi approvada.
Ora, senhores, aqu tenho urna carta em que se
me pedo com instancia a creacao de novos collegios
para a minha provincia ; diz-se-me que mande in-
mediatamente emendas ueste sentido, que as cscreva
sabr ojoelho, assim comoosnulros praticam, que
procure faze-las passar. Ainda nSo respond a ette
meu amigo, mas hei de mandar dizer-lhe : Isso
nao vai assim, nao vai de afogadilno; he precise
examinar com cuidado e vagar.
Se o senado acha que este modo de legislar he
bom, que vai de accordo com o bem gcral dos po-
vos, ser assim ; mas declaro altamente qne nao
volo-ior semellianles divisos feitas por esla manei-
ra.
Entendo que o que se devera fazer ere mandar
vollar a commUs.10 esta projecto, alimde que a com-
missSo consultasse ao governo, aos nobres senado-
res qne querem crear esles collagiot, aos deputados
e a oulras pessons quo estn ao faci deste nogocio,
para depon decidir maduramente.
Em toda a parte assim se faz ; e a razio por que
ha boas leis em Inglaterra he porque os projeclos
vio a commissoes, estas procuram informar-se, con-
sullam as pessoas que poilem dar-Ibes informaees,
eiaminam ludo com cuidado, e final cscrevem um
grande relatado, dando as razOes em que se funda
a lei. Enlre nos porem a commissau diz que s sa-
be ulguma cousa acerca de Mallo-Urosto, que quan-
lo es mais provincias ludo ignora ; e o senado nao
tendo lambem recelado infonnacc-. pprova, diz:
a Passc mais osla lei o ; lei de praga, que assim Ihe
posso chamar, porque desgraciadamente a esperien-
cia nos tem mostrado quo mullas vezes um influen-
te de eleiees diz : He bom dividir-se esle e n-
quelle collegio, fazer-se um collegio all ou acula,
porque assim poderemns vencer, e o nosso partido
ira a vanle. Islo vena para o sonado, o senado
manda-o a urna commissao ; a commissao diz : Na-
d,a sei, nao lenho informaees nenhumas, nem do
governo, nem de pessoa alguma ; a mas o senado
vola. Ora islo.'...
Senhores, se islo he legislar, han sei onde iremos
parar. Islo he que pode servir de pretexto a esses
homens que procuram ferir o crdito dcsta primita
corporaeo do estado, a onica qne, como disse um
nobre senador (cu nao quero elliar para elle), lem
uobreza, porque lado o mais sao cogumelos : V.
Ex. bem ouvlo...
Um Sr. Senador : Quera foi? Eu noa ouvi
isso.
O Sr. Bariio de Pindar: Um nobre senador
disse aqu que a nica corporacao que liaba nobre-
za era o seuado ; que ludo o mais eram cogumelos;
e eo perguntei de quaes, porque uns sao bons e
oulros causam pesia Ora, he esla primeira corpos
rac.ln do estado que merecen os elogios do nobre-
senador, a mesma quo legisla desle modo !... Se
assim he o povo dir : a Se aquclles que nao sao co-
gumelos, se a primeira corporacao do estado legis-
la com os ollios techados, o que se deve esperar dos
oulros ?
Eu ja lenho lito muitas vezes que respeilo muilo
o voto do senado, embnra as vezes nao seja, confor-
me com o meu modo de pensar; porque o erro pode
eslar da minha parto .' os nobres senadores sabem
pcrfeilamente que mesmo una maioria muilo forte,
e al a maioria de tima nano pode eslar em erro ;
c a prova disto (emosj no que se passava no lempo
da sania .inquisr'o.
Quem ouaava dizer nm palavra quando aquello
paires mandavam queimar os homenj? Niuguem,
porque a opiniao que vogava cnlo, era que aquello
tribunal era muito jasto. Esta era a opiniao gera!,
o que prova que mullas vezes a maioria pode eslar
cm erro.
Julgo que o senado marchando assim nao vai
bem ; pode ser que o erro esleja da minha parle, e
que o senado ache-sc bem esclarecido ; mas, se as-
sim he, ensinii-me com boas razes, que eu ficarei
obrigado.
O Sr. Souza Ramos : Sr. presidente, parece-
rae que nao procedo a impugnacao ao projecto que
foi approvado na cmara dos depotados desde que
se nao anresenlam ruzOes que conlrariem o motivo
de suas disposioes. I'ar crienlar o senado em sua
deliberarlo he muilo sufliciente o leitemunho dos
representes das respeclivas provincias que approva-
ram este projecto na cmara dos depulados: se por
ventura algum dos nobres deputados livesse conhe-
Fimcnlo da Inconveniencia das disposices dn pro-
jecto, enlan seria razoavel sua opposi,1o, e o senado
devidamente a apreciara ; mas s porque algum ou
alguna dos nobres senadores nao lom informaees
completas sobre as conveniencias das alteradles pro-
poslas, alias justificadas ja pelo voto de amadas c-
maras, nao julgo procedente a impugnacao. Entre-
tanto, para salisfazer a Ilustre comroissao do eslalis-
lislica, o cm vista de suAxigencia, eu sou obriga-
do, como representante pela provincia de Minas,
a dizer alguma cousa a respeilo do artigo relativo a
esla provincia.
Muilo boas, Sr. presidente, sao as razes que dic-
taran) a allcracao approvada pela cmara dos depu-
lados ; ella he necessara, absolutamente necessara
i commodidade dos povos. Perlcncem actualmen-
te ao collegio do lu laia os eleilores da freguezla de
Santo Antonio dos Palos que o projecto annexa ao
cnllegio do Patrocinio, quando esla freguezia disla
do Patrocinio, de cujn municipio faz parte, poucas
leguas, e para onde ha facidade de communicacao
como naturalmente se v, exercendo algn* dos elei-
lores empregos monicipaes naqnella villa, e do In-
da, enllocado fora do seu municipio e ato de co-
marca differenle, dista mais de Irinla leguas, que
tem de ser percorrida por maos caminhos com a pas-
sagem le rios^que no lempo das ebeiar se torn3 im-
praticavef.
He pois manifest que est na commodidade dos
eleilores desta freguezia perlenccrem ao collegio da
villa do Palrocinio, como parle do respectivo muni-
cipio aonde> fcilmente podem comparecer.
Se fosse nocessario justificar de um modo mais
completo a juslica desla medida, eu appeilaria para
as actas que existem no archivo do senado, pelas
quaes se mostra que as elciees a que all se tem
procedido ordinariamente comparecer poucos elei-
lores desta freguezia, alias populosa; na ultima
elcic,ao, se bem me record, concorreram qualro
eleilores, dando esla freguezia dezeseis.
Prelende-se lambem que fiquem perlencendo a*
collegio da villa de Piranga os eleilores da freguezia
das Dores, do Torvo : esla freguezia qaasi cm sua
(olaljdade perlence ao municipio de Piranga, aon-
dc se reuuiam os eleilores muilo fcil e commoda-
nienle: por urna lei|provincial se alteraram os limi-
tes desta freguezia. o a sede dclla licou perlencendo
ao municipio da Pomba ; pela mudanca da sede da
freguezia licaram os teus eleilores perlencendo lam-
bem ao collegio da Pomba, onde Ihes he muilo in-
commodo comparecer pela distancia e difliculdade
dos caminhos, entretanto que lhes he muito fcil
comparecer no collegio le Piranga, aonde volantn
sempre e para onde ha toda a facidade de commu-
bicacoes; as difliculdades sao lanas, Sr. presiden-
te, no comparecimenlo desles eleilores no novo col-
legio a que licaram perleucendo em virlude da mu-
danca da sede da freguezia, que eu devo manifestar
casa urna irregularidade a que ellas lem dado cau-
sa ; esles eleilores continuaran! a volar no eollegio
de Piranga e lem sido approvadas laes elcicScs.
Em vista disto, Sr. presidente, me parece bem
justificada a disposicJio relativa as duas alteraces
que 6e pretende fazer nos collegios eleitoraes da
proviucia de Minas.
A respeilo da provincia de Pernambuco ja um no-
bre senador daquellj proviucia deu as cxplcaces
aecessarias....
O Si: llaro de Pindar : Disse que era bom,
mas nao deu a razao porque...
O Sr. Souza Ramo/ : Nos nio sabemos o con-
traro, devenios dar-lhe o crdito que elle merece.
Quanlo a provincia do Espirito Santo, outro no-
bre senador juslificou t parle quelite diz respei-
lo ; nio vejo razes produzidas contra as disposices
do projecto, que possain induzir o senado i sua re-
jeisao.
O Sr. Margue: de Olinda : Sr. presidente, eu
continuo a votar pelo projecto ; a razao que lenho
he que a respeilo das alteraces que se fazem nos
collegios de Pernambuco acho-as-boas, e a respeilo
das oulras provincias creio que lambem sao boas.
O oobre senador que me fez a honra de oceupar-
se com as poucas palavras que eu profer na ultima
sessao, queixou-se amargamente de que eu nao pro-
duzissc raxes para confirmar a bondade qne acha-
va no projecto; eu.nao lenho de produzir razes,
leudo ruin tocan de que san boas as alteraces que
se prope nos collegios de Pernambuco ; ninguem
impiignuii islo ; que lenho eu que demouslrar ''
Pois nos queremos eslabelecer a regra de demonstrar
a verdade do todas as proposioes que entram em
discusslu '.' He pralica recebida que logo que nao
ha impugnacao volar-se, enlende-se que lodos tem
feiloo seu juizo ou a favor ou contra, e vota-se, e
cada um vota conforme a sua conscicncia enlende ;
mas pretender que se demonstre sempre a verdade
das proposices que entram em dscusso. islo be
urna regra nova do regiment, e aqu faz-me lem-
brar o artigo do regiment da cmara dos depulados
que nunca me tinha occorrido que fosso uecessario
no senado ; mas agora vejo que ha necessidade del-
le. Na cantata dos deputados estatu o seu regimen-
t que a disenssao ha do comecar sempre pela oppo-
sicjlo ; quereremos eslabelecer esle arligo ? de cerlo
ninguem quor, nao sei pois como defender aquillo
que ninguem combaleu. O nobre senador nao im-
pugnou o projecto, pede apenas informaees, nin-
guem o impugnou, como defendc-lo ? O nobre se-
nador fez-me a honra de analysar palavra por pala-
vra o que cu aqu disse, honra que eu muito Ihe
gradeen ; eu nAo vi o Jornal do Commercio, nao
sei o que elle inserio, nao sei como Iranscreveu o
meu discurso, nao sei se esla exacto, porque o n3o
li ; mas o nobre senador insisti muito na eren;
a qiic cu me soccorri, e diz que nao quer volar por
crtica. Eu digo ao nobre senador que lenho volado
muitas vezes por crcnra,calrevo-me a dizer que o no-
bre senador mesmo tem volado muitas vezes porcren-
ca,e que nos lodos votamos muitas vezes por crenca;
pois he possivel que nos lenhamos conscicncia de
(aulas materias como sao aquellas de que nos oceu-
pamos'.'
Nao, nos lonvamos o nosso vol no de oulras pes-
soas cm quem confiamos, porque he Impossivel que
mis estejamos sufiicientemcnlo habilitados para dar
nm voto conscienciosu sobre todas as materias de
que traa ; acreditamos nos conhecimcnlos de ootras
pessoas, e confiando nclles damos o nosso vol, e o
nobre senador assim ha de ler procedido muilas
vezes. *
Sr. presidenl. ninguem impugnou o projecto,
por consequencia n cus?ao tendo por fim suslenta-lo, a nAo ser para con-
sumir tempo sem proveito publico.
Nenhum dos nobres senadores impugnou as al-
teraces feitas nos collegios de Pernambuco, razo
porque as nao susleutei, e quanlo as demais provin-
cias o mesmo se tem dado ; agora mesmo se apr-
senla urna allcracao com rclacao provincia do Rio
de Janeiro, ninguem a impugna, nem mesmo o no-
bre serrador a quem lenliu-mc referido; para que
pois perdermos lempo ? Sr. presidente, eu vol pe-
lo projecto : appareceram ja duas emendas ; cu vo-
lara conlra as que hoje foram apresenladasse ja nSo
livesse passado onlra na segunda discusso ; mas co-
mo por essa causa o projecto ja tem de vollar a ou-
Ira cmara, eu vol por ella. Senhores, o slleecio
do seuado sobre as disposires do projecto demons-
tra plenamente que elle tem conscicncia do que vo-
la, c o mesmo silencio Importa a confissao de que
approva o projecto.
Discutida a materia, he approvada a proposito
com as emendas.
O Sr. Presidente declara esgolada a ordem do dia,
convida aos Srs. senadores para Irabalharem as
commissoes, e d para ordem do dia 18 a ultima dis-
cusso das emendas novas fcilas e approvadas na
lerccira discusso da propositlo relativa a divisilo
de collegios eleitoraes, e a ultima discusso do pro-
jecto de resposla falla do Minino.
I.evanla-se a sessao ao meio dia.
Nn roda da fortuna I
Oo lancei duas ancoras forreabas
No lirme pego, zombn das desdi las,
Ninguem, le qui, ninguem sizudo disse I#
{Felino.)
29
Hoje eitlraram em julgamenlo dous mocos, cu-
jos rmaosTomm assassinados com os 4 Convens no
anno passado, ntquella quesISo de que Ihe fallei, Fo-
ram absolvidos, o jttiz appellou.
O processo da palrulda do Antonio Mulatinho ja
eslii concluido, e enlrou em julgamenlo Hermano,
que dclla fez parle, foi absolvido ; o juiz appel-
lou.
Tambem j est acabado o proccs escravo do cngnh Thcsc.
O jury ahsolveu o Muniz da lomada dos presos da
Sorra da Kussa ; o promotor appellou.
Os iteltres foram absolvidos, roas leem de res-
ponder por soltura de recrutas, nao sei peranlc
quem he isto.
O invern pelos brrjos solTre-se. porm pela calin-
ga nao vai como principian. Em muitas parles os le-
gamos eslSo perdidos.
Do Cariri Velho me dizem estamos mal de
plantar/ies c pastos, nao ha l essas abundan-
cias.
D loniliraneis ao collcga de lt.Mianoir.a-. diga que
Ihe agradeoo seus cumprimenlos, me curvo s suas
.iltenoes. e desejo continu a advogar os inters-
sos de urna Ierra, digna sem duvida de boa sorle.
Quando estive na cidade d'Areia nunca fui Bana-
neiras; sempre mo deram de I i boas informa-
gbes.
Ao seu de Souza.(.allega, V. nao he o J. P. que
foi o que eu que j fui cm B. de A., nao livcmos
igual entrada na mesma casa, lembra-se de mim '!
Saudades minbas,gasto um pouco do sea Rio do Pei-
xe. Mande dizer se he cerlo eslar para se marier
se assim.'fcr, mcus emhoras.suficit por hoje.
' VARIEDADES.
Esle mundo he um grande Ihealro, onde se re-
presentan] tragedias e comedias ; estas se passam no
sal a o dos ricos ; c aquellas ua triste choupana dos
pobres.
Um parado.ro da especie humana.
Bajle chamava a Pascal um paradoxo da especie
humana pola sua demasiada sabedoria.
Viniechiffrabie bele.
Sheridao experimcnlava, quando moco, muilas
variar;Zea em seus goslos, a ponto de s vezes nao se
julgar o mesmo individuo ; elle chamava a si I.'in-
dechiffrablc ble.
Urna alegra excessira.
O sugeilo que descobrio o pntasrium experimen-
lou nessa occasiao lo grande alegra, que dansou no
seu laboratorio.
I.penalidades.
Segundo Aulo Gelio, Cesar compoz um Iraclado de
grammalica de analoga.
Richelieu mova a Europa com sen grande saber
poltico, e fazia e suslenlava Dieses de amor no hotel
Rabouillel.
Baumarcliais foi o inventor de um novo processo
de pndulas, e ao mesmo lempo o mais espirituoso
intrigante, e o mclhor commercianle da Franca.
Tdomaz Paine, o celebre demcrata, publicou
urna col lee lo de madrigaes.
O celebre chimico Uumphry Davyensaion, um
poema pico.
Haller anatomista e phisiologista, fez um excel-
lenle poema sobre os Alpes.
Miguel Angelo era um grande poeta.
A dos. au recoir .
N. B. J ha porc carias vindis dahi,|p;dindo su-
ffragios eleitoraes he muila antecedencia s
vezes se perde por carta de mais.
{Carta parlicu\ar.)
iiniut id iiiiMiii.
21 de maio ou 1 prairal.
Sir compadre.porcioMe.iei elatbienlranquil-
'.0 jury contina regularmente, e com bstanle nu-
mero para os trabalhos. Tem barrido absolvimentos,
a alguns |z>m sabido o jui/. de direilo a encontr com
o fatal appello. Os da on;a foram : o Bspo con-
demnado a iannos e i mezes, e os dous absolvidos ;
nao era l essas injuslicas.se o primeiro lambem o
fosse, mas a decisAo nao foi m. Hojo veto i barra
um de merlo. Basta de jury.
Houveo veraozinho de maio, mas de hontem para
<, a atmosphera volluii ao serio, reveslio-se do seu
carrancifdo e invernoso semblante.
2f
Aqu cliegaram dous portadores do I.imoeiro dan-
do cafa a um Francisco Mara, que alm de ser cri-
minoso all, Irazia comsigo a Daniela, cscrava de
Dellina Rosa, moradora naquelle termo. O delega-
do na mesma noile em quo cliegaram os porladores,
mandou urna forcinda agarrar ao cujo Francisco,
quo apezar dos fuios de valenle, disse peinas,
liara que le quero,elle sempre dorma no malo; fe-
lizmente se apprehendcu a escravioha, que logo foi
entregue a um irmo dessa senhnra. Tomou-se lam-
HOMEOPATHIA.
Xitudos sobre a ao^ao' electiva do acnito 5jbre a ca-
beca r os ervos da face, em suas relaco'esantiDe-
vralgicas d'este medieamento ,por Mr. ik. Imbert.
Gourbayle, prafessor supplente da escola prepara-
toria de medicina de Clcrmont-Fcrrand:
.Continuaran.
Schneller.Schnellcr, medico alloman, deu-sc a
numerosas experiencias acerca do acnito, da bella-
dona, da cicula, do meimendro e da datura stramo-
nium, experiencias feitas em si mesmo com o maior
cuidado, augmentando gradualmente as dses e esla-
belccendo longos inlervallos entre cada experiencia
muilas vezes repelida com o mesmo medicamento.
Elle publicou os seus trabalhos no jornsl allcmao
Zeitich. derli. k. geselUchafl der aerzte zu ll'ien,
18i6.Nao me quer parecer que elle prtenos es-
cola d'Hahnemann.
Esle medico experimenlou o aconilo, em extracto
alcoolico, em abril de 18ij, comecando a lomar
meio grao por dia, e augmentan Jo cada dia a mesma
quantidado al 9 graus e meio, depois at 20 graos
e meio, e finalmente al 26 e meio por dia, ao lodo
188 ,'j.
Al a dse de graos, senlio o medico allemao c-
licas e algum calor abdominal: de 5 a 9, dor pro-
gresiva occipito-fronlal, sobreludo ao mulo dia.com
calor geral, algumas palpitaces, pulso mais cheio e
anxiedade de espirilo....; aos 9 graos, conjunclva
de ambos os olhps muilo ujectada.... Sob a influ-
encia das qualro ultimas dses, muilo mais elevadas
que as anteriores, augmento notavel dos clicas t.da
coplialalgia, com addicao de intenso rheumatsmo
lumbar, e de alguns oulros symplomai cuja indi-
viduac.ao, por demasiado extensa, deixo de aqai
mencionar.
U. Moldan, medico do hospital de Reros, quil
experimentar o extracto de acnito preparado pelu
melhodu de M. tiran I val. pharmaceulicu do mesmo
hospital, tanto mais quinto quinte anno. antes ha-
va elle, sob a direeso deM. Aruiral, experimenta-
do este medicamento em numerosissimos casos,
em elevadas dses, e com resultados quasi nega-
tivos.
a Com o extracto na dse de 2 a 30 cenlgr., lo-
dos os doenlesse queixam de verligens. de atordoa-
mentos. Se a dse he augmentada, ou mesmo conti-
nuada, sao lodos unnimes emsenlir um alquebra-
menlo nos membros, um cfleilo geral da prostracao
e fraquezacomo se lUet Ucessem moido o eorpo
com pancadassegundo a expressaodu um delles.
Alguns leem lido abuniancia de suor. i> (Bulle!, de
tlierap., 15 de noi:, 1851.)
Schroff ;o professor), de Vienna.
O professor Schroff, de Vienna, publicou, no
correr do anno prximo passado, urna imporlantissi-
ma incimria acerca do acnito. Esse Irabalho appa-
recen no I ierleljahrschrifl fur die prakt. keilkunde
e foi tratlu/.i lo na Union medcale (17 e 2i de ju-
ndo, 6, II e 27 de juldo de 1 kt,(..
Nem urna s palavra diz o professor de Vienna so-
bre as experiencias dos mdicos, seus compatriotas,
que o precedern! ; comtudo os ensaios physiolo-
gicos sobre o hnmem sao, a que elle se entregou, aju-
dado dos seus discpulos, Mrs. Dworzak e lleiBrick,
veem confirmar amplamente a exaclidaoe verdade
dos trabalhos de seus antecessores.
As experiencias foram feitas ora com aconilina.
ora com o extracto de acnito.
Immcdalamenle depois da IdgettBd da aconilina,
enlre oulros symplomas acbela e o roslo tornaram-
se de repente mui quentes..., nina sensaro parti-
cular de repto llmenlo, de pressao, produzio-se as
laces, no queixo superior, na testa, cm summa as
parles animadas pelo uervo ingenien. Essa sensa-
rao augmenta pouco a pouco de inlensi I tde, e se
Iransforma ao principio em urna dor remitiente que
muda de lugar, e depois em urna dor cunt uta bas-
tante intensa...
Pelo que diz respeilo dSfferenra dos phenome-
milligr. e d'abi para baixo a dor de cabeca e a da
face existiam apenas levemente.
Com 10 centigr. de extracto de aconilo, eulre ou-
tro- s\ mpioinas, dislinguem-se os segnnles : cabe-
ja tomada, sensarao de repuchamenlo e de lensu
sobre o trajelo do ervo Irigemco, que cede cm pou-
co a urna dor lancinante que muda muilas vezes de
lugar, e se lorn.t depois continua. Esles mesmos
symptomas sao constantementereproduzidos emires
experiencias Teilas com 10 centigr. de extracto da
raiz de aconilo.
Em Mr. lleinrwh, em um caso, exlensao das do-
res de cabeca e da face ao rcslo do corpo.
Terminando a sua memoria, o professor Schroff
eslabelece numerosas concluses, e entre oulras a
presente : o acnito, da mesma sorle que a aconi-
lina, dados em quanlidad sufliciente, parerem ler
urna aecao electiva o especial sobre o ervo Irige-
meo ; elles produzem, em lodas as parles anima-
das pelos ramos sensiveis desle ervo, sensares par-
ticulares, s mais das vezes dolo rosas.
O Irabillio do professor do Vienna he sem con-
tr.idicclo um dos melhores que sobre a materia tem
apparecido. Muilo me lem locado a conformi-
dade das suas experiencias com a de Halinemann e
dos experimentadores de Vienna; emtim, he evi-
dente que otrabaldo de Mr. Scliroff tira a sua ori-
gem de Hadnemann. Sabe-se que em Franja pde-
se fcilmente dissimular essa origei cconformida-
de ; o que nao he possivel no soio da illuslrada Al-
lemanba, e particularmente em Vienna. Que signi-
fica pois o silencio calculado de Mr. Schroff acerca
dos trabalhos dos seus successores.' Tal procediraen-
lo no seio da repblica scienlifica, essas rivalidades
e mentiras de escola, sao de corlo deploraveis. Pros-
crevem-se nao smente as duutrnas, nao somenle
os bomens, como al os proprios fados, que eviden-
temente de nada sao causa. O mundo Ilustrado est
cheio dessai iniquidades. Nao he e.ta a forma de
proceder para eom a vardadeira sciencia: o silencio
identifico he um roubo desfajado.
Experiencias e observarte* do autor.
Ha alguns mezes me propuz a fazer algumas ex-
periencias pdysiologicas sobre o aconilo, de accor-
do com alguns discpulo* da nossa escola de medi-
cina de Clermont-Ferrand, que quizeram ler a bon-
dade de preslar-me o seu concurso inleliigenle. Eis
o resultado dellas :
ny- Experiencia /. a Em 13 de outabro lo-
mei, de manilla em jejum, vinle golas de alcoolilo
de acnito diluidas em algumas colheresd'agua.
Em todo o dia, c durante alguns segundos so-
menle, sent formigamentos e lanceadas dolorosas
na bossa frontal direita.
De H a 30 golas. Cabega pesada com sepsacao
de tensan e de calor na face esquerda ; s vezes, por
momentos, pela manhaa lanceadas agudas nos dan-
tes ; dor leraporo-frontal muidisludamente senti-
das durante alguns segundos.
* He i.i a .Vi golas. Peso de cabeca durante o
dia, e mormenle pela manhaa cedo; ligeiras picadas
nos membros.
De 16 a 40. Resultado nenhum. u
Experiencia II. no do hospilnl.
n Em 12 de oulubro, 10 golas ; elle senlio nesse
dia, durante um quarto de hora, sensacao deformi-
gamento na face esquerda, como te urna mosca an-
dasse nella.
o Em 13, li, 13 e 16 de oalubro, 20, 30, 40 e50
golas.Resultado nenhum. >
Experiencia III. < Mr. Cdabory, discpulo in-
terno.
a Em 12, 13, li e 16 de oulubro, 10, 20, 30, 40
golas. Nenhum resultado, alm de ter elle orinado
limito mais vezes no dia 13,
Experiencia IV. Mr. I.abastdo, esludanle de
medicina.
Em 14, 30 gotas.Peso de cabera frontal du-
rante cinco minutos.
Em 15, 50 gotas.Pesode cabeja pela manhaa
calor nos dedos com algumas ligeiras lanceadas.
Em 16, 60 gotas.Rerultado nenhum.
Taes sao as primeiras experiencias, que leem sitio
qjiasi nendumas, e islo devido a urna causa inlei-
rameute particular, a qualidade do alcoalalo que
eu linda erradamente empregado. Elle dalava
de mais de aiinoe bavia sido resta com acnitos que
ja tinham dado flor e eslavam om ementes:
este alcoolato bavia sido feilo no 1. de setembro.
Essas experiencias conlirmam os dados pharma-
ceuticos bem condecidos doje, a saber ; que os alcoa-
latos para seren activos nao devem ser feitos senao
no cornejo da florescencia ; como prova a experien-
cia que fiz a sos comigo.
Experiencia V. a Em 26 do oulubro, de ma-
nhaa em jejum, lomei 13 golas de alcoolato feila um
anno anles, no 1. de juldd.No primeiro dia o re-
sultado foi nenhum.
Em 27, a mesma dse, peso de cabeca durante o
dia ; rcpucdamenlos pronunciados no brajo esquer-
do, cima do cotovlo, durante dous oa tres minu-
tos ; idem na barriga da perita esquerda durante o
mesmo lempo.
tr Em 28, igual dose. Peso de cabece ; cepha-
lalga pressiva em ambas as fonles, com lanceadas
pouco pronunciadas de lempos em lempos; mui no-
tavel reheumalismo lombar. Esles phenomenus sen-
li-os de urna mancira assis dislincla durante (oda a
manhaa. Por momentos a dor de cabeca foi apenas
super-orbitaria e do lado esquerdo, e muitas vezes
pela manhaa senli dores em ambosos olhos, no fun-
do das orbitaa. Anles do meio dia sent urna lan-
ceada rpida, dolorosissima, em toda a face esquer-
da. De larde a dor de cabera e o rheumatsmo
lombar dminuiram ; mas sent lanceadas frequen-
tes e passsgeiras, bastante dolorosas, nos dedos pol-
legar e ndex da mSo direita. Ao mesmo lempo,
fraqueza geral.
a A 29, nao tomei o alcoolato. Alguma rigeza
as cadeiras, picadas dolorosas e pissageiras na fon-
te direila.
nos que segucm M dtVee, a sonsacan de repucha-
menlo e de tensao nas partes animadas pelo ervo
bem um cavallo o urna lilla do Vaimado. Depois I Irigemco he um pheunmeno constante ; na dose de
dislo, constando a polica que o criminoso ainda cru-
zava por certas mares, botaram-se piquetes, mas
qaal! creio que o amigo j so devolveu para a Ier-
ra que o co Miagar ; qUe io vo||e maj ao ,ne.
nos suma-se de c. '
Anles de houlem chegou de Caruir o velho Bel-
Irlo, cuitado veio encontrarse na cadeia com dous
filhos dizem que a secna foi um pooco pattica :
liidtio. pai, morou uo Tadoleiro desle termo, era
liiiinciii arranjado ; re cerlo_lempo para c caho-lho
a infelicidade em casa, e ci-lo por portas (suppo-
nho), e perseguido com seut lilbos pela juslica I
Quem de nos no bataneo dos successos
Desle mar empolado c naufragoso,
Pode dizer seguro : puz um cravo
4 milligr. j.i se observa calor, peso|e dor de cabeca ;
mas estes -;. niplotna- nao persslcm mais que algu-
mas horas,entretanto que na dose de urna cenligram
ma elles rcpro conscqucncia de qualquer esforjo do espirilo ou do
corpo. O mesmo aronlcce com 2 ou 3 rcnit.gr. O
estado normal smenlc so rcslabelece depois do se-
gundo dia. aps da experiencia.
Na frle dse de "i centigr., Mr. Ileinrch presen*
ceou, enlre oulros symptomas, que deixo de enume-
rar, um scnlimenlo de formigamonlo ede dr na
ace, e dores de cabeca, continuando dorante a noi-
le as dores, menos o formigamenlo. Em doses mais
pequeas, ainda as mesmas dores, mormeute sobre o
trajelo do nerco superorbitario. Na dose de 4
encia he sobreludo manifestado pelo ihetimalisino
lombar, lano mais notavel para mim porque at en-
lao nunca o tinha toffrido. Elle consista mrmen-
te em una rijeza mais oppressora que dolorosa, e
em certas posjes em que eu licava firme como
urna estaca.
'Saoestas as curias experiencias por mim feilas.
Sem lomar a peilo proseguir nellas, nem verificar
por largo tempo a serie dos pheuomcnos que o aco-
nilo pode produzir no hnmem sao, cu somenle quiz
experimentar de passagem em um ou dous ensaios,
algumas das arenes electivas desle medicamento
para poder julgar das sensares diversas que sofl're-
ram lodos o experimentadores cojos trabalhos le-
nho cilado. Esle foi o meu flm.
Como lenho de longo lempo administrado o ac-
nito em grande numero de adecenes diversas, le-
nho podido verificar nos proprios doentes urna gran-
de parte das aeces electivas descriptas por meus
antecessores; e assim posso affirmar, de accordo
com nsminhis observarles, que|elles lem dito a ver-
dade.
Quanlo accao electiva especial do acnito sobre
a cabeca o a face, lom-mu acontecido igualmente
verifica-la muilas \eicf. Eis, como espcimen, al-
gumas observajes cxIrabiJas das minhas notas. Em
duas dellas cilo oulras acones electivas elranhas a
quesian que nos oceupa, devendo servirem-me para
os oulros trabalbos que hei de publicar sobre o aco-
nilo. *
O&iMTOfo /. Em 3 de marco de 18"i4, fui
edamado casa da Sra. N... tiran la febre a Ires
das com amygdalile. Prescrevi xaropo de acnito
do monte Dore mera colder de hora em hora. Des-
de a primeira dse Sra. N.... senlio aguda dor ne-
vralgica em luda a face direita, dor que ella nunca
bavia sentido, e que durou toda a noile.
a No dia seguinte, a febre bavia declinado, o mal
da garganta diminuido; comtudo a Sra. N... senta
ainda uns restos da sua nevralgia.
Obscrcarao II. Ha tres mezes, assisli no Ho-
lel-Dieu a um mojo que soflria. algum lempo de
palpilares em consequencia de um resfriamenlo,
palpitadles quasi continuas, e que o ohrigavam a
oslar de cama. Eslcvc perlo de tres semanas em
tratamcnlo, lomando por dia urna dose de 10 gotas
de alcoolato. O mal desappareccu rpidamente sob
a influencia dn acnito; e durante todo o lempo da
cura senlio dores muito fortes nas fonles e cm am-
bas as faces; cousa que elle nunca havia soflrido.
Observarlo III. N..., entrado a qualro mezes
no Holel-Hieu. Apyrexia, molestia simulada. Dei-
Ihe um dia por mera experiencia 10 golas de al-
coolato.
No dia seguinte, sem que eu nada Ihe perguntas-
te, queixou-se de urna dor jagudissima, que Ihe ha-
via apparecido na vespera, cima da rbita es-
querda.
Obsercarao IV. Barral, militar, 22 annos, en-
lrou no Hotel-Dicu em 19 de dezembro de 18,54.
Convaiescenle a Ires mezes de febre lyphoide, quei-
xando-se de dores geraes e de batimentos de co-
rajflo.
4 De 20 a 30 de dezembro, 10 gotas de alcoolato
de aconilo por dia, cm qoalro dozes, em um veh-
culo assucarado.
Em 31 do dezembro declamo que soffria, desde
que entrou no IMcl-Dieu, de urna cepdalalgia agu-
da, com lanceadas mormenle nas fonles.I.igeiro
epislaxis durante a noile.
Obserrar'io I'.tf Dubois, artillteiro, 21 auno
entrado cm 27 de dezembro do 18"i. Apyrexia,
bom appetilc; queixando-se somenle de palpi-
'ajes.
alcoolato de aconilo.
a No dia seguidle, 18, na occasiao da visita, o
docnte qncixou-se. anles mesmo de ser interrogado,
de ler lido, desde o dia anterior, grande dor de ca-
bera, indicando mu dislinclamenle com o dejo a
parte inferior de cada rbita como um ponto do-
loroso.
Em 19, a mesma doze; dores mais tracas.
k Ktii 20, deixou de tomar por esquepimcnlo a
porrao de acnito; porem no dia 21, tomando-a,
senlio as mesmas dores.
a Em 22, menor cephalalgia ; as mesmas dores
Sobre c sub-orbilarias ; mas desde honlera appare-
ceram-lhe nos bracos manchas d'urticaria ; empeo
geral dorante a noile. Na occasiao da visita, am-
bos os ante-bracos em sua face anterior, eslavam
cederlos de largas manchas. O roslo eslava igual-
mente coberlo aqui e all de grandes barbulla- ver-
mellias, largas e chalas. Suppressao do acnito.
i< Era 23% rosto levemente opado, apresentando
as mesmas borbuldas. A mesma erupjo dos bra-
jos.
r Nos tres djas seguintei a erupcAo urticaria tor-
nava-se ao meio dia regular por lodo o corpo, (can-
do assim por tres horas, mas acorapanhada de mui-
la rnmiohao.
Parece-me hoje demonstrado pela minha obser-
vaon pessoal que a accao electiva do acnito sobre
a cabera e a face, sob a forma de dores errantes,
be urna das acones mais frnq tientes desle medica-
'ment. Creio tambem daver observado, que de lo-
das as dores locaes a mais frequenle he a suh-orbi-
taria. Muitas vezes vi os doentes me indicarem a
cova Sob-orbilaria como um ponto doloroso e foco
do urna dor que se Ibes irradiava pela testa. O
mesmo acontece com o arsnico, como espero de-
monslra-lo para a liante, pois nao he s o acnito
o nico medicamento que lem accao electiva espe-
cial sobre o ervo trigemeo : ha anda mulos ou-
lros que gozam desla propriedade, e mui provavel-
mente nm esludo mais ltenlo das aeces palhoge-
nesicas dos medicamentos demonstrara que esta
propriedade se estende a muito maior numero
delles.
Termino agora esla longa enumeradlo de autores
e mdicos de todas as escolas ; elles viera m de lo-
dos os cantos da Europa illuslradada Franca, In-
glaterra, Suecia, Allemanha, etc., prestar um teste-
munlin em favor da accao electiva exercida pelo a-
conilo sobre a cabeca e a face. Eu nao condeco fac-
i physiologico de arco medicamentosa melhor-
mente demonstrado que esse.
I'rorurc ser extenso, e o mais aathentico possivel
na materia, porque esses fados e oulros semelhan-
tes teem sido contestados e negados com lanl a levi-
andade quanla ignorancia; e cerlo de que nao he
sen3o pelo conhecimenln exacto e intimo das pro-
priedade* dos medicamenlos que se pode conseguir
fundar urna Iherapeutica verdaderamente racional.
Concluses e consideraes divergas.
Em minha primeira memoria demonslrei que o
acnito cura as nevralgias ; nesla segunda creio ha-
ver suflicienlcinenle provado que goza lambem da
propriedade de desenvolver dores nevralgicas sobre
o trajelo dos ervos, particularmente da face. Esla
singular analoga entre os elTeitos therapeutico e
physiologico, he o que se chamalei de semelhanoa,
a qual se acha aqui demonstrada da maneira mais
evidente.
Seja qual for o mime que se d a esta analoga,
quer appellidama lei homeopalhica, le de subs-
liiucao, de analoga, ou de parallelitmo, oiiome
nao faz nada ao caso, se a relaoao entre os efleilos
physiologicos e Mlierapeulicos for inconleslavel.
Comludo, como em tal materia os nomos devem re-
presentar fielmente as cousas, nenhum da a meu ver
13o bem escolhido como o delei de semelhanca. He
de origem hypocralica ; compre conserva-lo de pre-
ferencia, mormenle palavra subslituiro, a qual
nada mais he que urna explicarlo artificiosa do fado
Iherapeulico, e de forma alguma exprime a analoga
que existe entre este ultimo effeito e o effeilo pa-
thogenelico. (Sim senKor, o de semelhanca he o que
concern : esla lei de semelhanca nao he invenco
de Hahnemann : llijpocrates e antros j della ha-
viam fallado ; Hahnemann o que fe: foi ettuda-la,
desenvoke-la erig-la em systema: e at mesmo
como anligitidade deve ser conservada, porque a
palacra substituidlo ou medicado substitutiva foi
adoptada por Irousseau e oulros s para nao dize-
rem semellianra ou dumeopatdia: chaman como
quizerem, que a questao nao lie de nome, he de sci-
encia c de fados : e bom he que minios mdicos j
rao reconhecendo que a homeopathia deve ser alu-
nada, por que, mesmo nao querendo confessar sua
superioridade em ludo medicina offidal, ao me-
nos nao hito deixar de dizer que em muitissimas
partes a excede a perder de vista : o tempo, o tem-
po he quem ha de vencer ludo...
Quando se quer ficar limitado aos fados, quando
se vive de observadlo e nao de inspirajao, nao se
pode deixar de recondecer a lei de semelhanca. De
lodas as -.lieorias apresenladas acerca da accao dos
mcdicamenlos.esla he, no meu entender,a nica que
tem cmseu favor a razao dos fados : se qnizerem,
deixem de dar-lhe o nome lAo pretencioso de le,
limile-se ainda a sua demasiada gener.tusaran, e nao
sera menos verdade que al o prsenle he ellaa
nica Iheoria que lanca alguma luz sobre o myste-
rio das aeces medicamentosas. ( Misericordia,
misericordia, que blasphemia! '. Esle Sr. Coui -
beire ainda passa pelo dissabor de ser preso a forra
como dolido pelos homens da racional, e peipegam-
Ihe com urna centena de custicos que o escanga-
Iham : como he que se insulta assim a medicina of-
fidal Islo nao se foffre... apre ) Esla ma-
neira de encarar as cousas Irar em, resultado cha-
mar a atlenjao para urna multidao de propriedades
curiosissimas dos medicamenlos, o que sera ja um
grande servijo prestado sciencia.
Os ciiidus de materia medica sao difliceis no que
toca i observadlo dos symptomas desenvolvidos pe-
los-medicamentos : elles o sao ainda mais no estado
palhologico, em razao da mistura dos symplumas
mrbidos e medicamentos^ d'abi a necessidade de
pralicar experiencias no homem sao. ( Sao est
mo : entilo ja he preciso experimentar no homem
sao ? nao est mo : enlaoja o numero dos visio-
narios vai augmentando J% niio lie t llahnnemann
que quer que di experiencias do medicamentos se-
jam feitas nos saos e nao nos moribundos e nao se
espere que brete e muilo breve muila gente rege
pela mama rariilhaija rao apparecendo mnito
boas disposirr,cs,e fetizmente de gente, (mesmo
entre uns ) que sabe o qae di: eo queescrete;
Quanlo a csses numerosos symplomas revelados
pelas experiencias pathogenesicas seria importante
determinar nao sua frequenda como seu carac-
terstico, o que, constilnc o que se chama digni-
dade dosxmptoms, ou, por oulra forma o seu va-
lor. Por exemplo :
O arsnico, ph<>siologicamentc deseuvolve dores
no roslo ; mas esta acdlo cllecliva ser a mais fre-
quenle do todas quanlas o arsnico desenvolve ? Eis
a frequenciat\o svmploma.
O arsnico desenvolve muilas vezes essas dores
com urna sensacao dear.ior e nbrasamenlo ; se slo
for verdadeiro o lialiual, eis um caracterstico que
servir talvez para o difl'erencar do aconilo, bellado-
na, ele, que occasionam lambem dores no roslo.
Para determinar a dignidade do nm svmploma
ou sen valor, aedam-se em verdade nos trabalhos de
Hahnemann grandes recursos. Mas como nao he
dado perfeic.no original, nenhumasdas suas patdo-
genesias he verdaderamente completa ; algumas
mesmo sao mais que incompletas, e iro passam de
um catalogo de sxmptomas emprestados de orna ou
duas olwei varcs feitas no domem ou nos animaes.
( Veja-ae a minha nota acerca das propriedades do
AMMONI AC..Uo des Uopil, 1854, n. 79.
Geralmenle as diversas aeces electivas nao eslo es-
ludadas e designadas em relaoao sua frequencia e
caracterstico. Sunt bona mirla malis, e eu com-
paro lodos esses Irabalh is a um vasto montao de
areia aurfera que carece ser joeirada e lavada :
adjieiamus ourum aura.
O medico deve ser o homem dos fados, antes de
o ser das llieorias. Os fados sao immulaveis, entre-
tanto que os Ihcorias se transforman!.
Sao as Histerias que fazem as escolas : Dio temos
mais que qualro escolas tderapeuticasO empirismo,
o ratorUmo, o rademarheris.no e o hanehman-
nismo. ( Esquereu-se de urna O RACIONA-
LISMO ea AI.LOPATII1SMO eu bem digo que
o Sr. Gourbeyre esta em risco de ir para a ca-
sinha: entilo visto isto os meus Sis. da o/filial,
iSo consiituemttms'jstema therapeutico, o Sr. Covr-
beyre t falla em guaira systcmas: ora para classi-
fica-los no empijrismo, isso niio : Dos nos salve :
yiiem obra racionalmente, nao pode ser lacltado
de empijrico e seria uina afronta grave : para ctas-
sifica-los na escola de Razori, tambem nao; porque
sta escola por nao seriiiteramente racional e chei-
rar alguma cousa a similia snnilibus esta hoje quasi
esquecida : na de Itademacher ainda menos porque
ainda est nais em contalo rom a ultima A DE
HAHNEMANN: Santo Dos, por ahi nao, esta
nem querem ellet onde fallar: anteg quereriam que
lhes chamassem algum nome feio do que de Hahne-
manniannos: enlaoonde ficam elles? Ficamno esque-
emento, pelo qae rejo : este Sr. Courbeyre he com
effeilo umliomem af.iito '.! os racionaes islo he mdi-
cos sem escola theraptulka ou na precisa, de se-
ren empyricos ou homeopalhas : isto tambem he de-
mais, Sr. Goubeijre: tenhapenadelles.
O empyrismo leva a sua iheoria a ponto de nao a
ler : he o efleito Iherapeulico bruto, cora ignorancia
ou incuria do fado phvsiologico.
O rasorismo he a negarlo, a confusao das especies
medicamentosas em um geuero commum dicholo-
mico.
O rademacherlsmo de o medicamento esludado
em urna acdlo electiva solada e limitada a algum
orgao razamente generalsada : de fraejaode um lo-
do, revestida de urna linguagem inslita e extrava-
gante.
O hahnemannnismo he o mcdicair,eulo|estutado uo
todo de suas acones electivas,ao darn da lei de seme-
lhanca, que nasce naturalmente da compararn do
fado physiologico e Iherapeulico.
A sciencia medica deve inlerroaar a lodos esses
syslemas c augmentar a sua fortuna com todas as
verdades novas, c com as descoberlas que eslas Ihe
trazem. Rainha e senhora de lodas as escolas, ella
nao he serva de nenhuma em particular.
Foi sob o imperio, de laes deas que eu compuz
esla memoria, em a qual toco em importantes ques-
'es doutrinaes, e em que nao lemo, ao contrario do
costume francez, interrogar amplamente a Hahne-
mann e de seus discpulos. Se por um lado, c acerca
decerlos pontos, desconfo do enlhusiasmo e exagera-
cao naluraes a qualquer escola ; pelo nutro descon-
fio desse exclusivismo mesquinho e apaixonado, que
proscrevendo doulrinas, homens e fados, alaca a in-
dependencia scienlifica, a dignidade profesional e o
verdadeiro progresso. ( Di/se ludo. )
Ainda que eslrauho i escola de Hahnemann, dei-
me ao Irabalho de cstuda-la a fundo para ler o di-
reilo de fallar d'ella scientemenle. Esforce-me em
fazer salientes alguns pontos que mo parecem incon-
tesiaveis. e em tancar alguma luz sobre quesles
pouco couhec.idas e mal julgadas. A respeilo de es-
colas eu perlenro medicina, que as comprehende
lodas, e nada mais ambiciono do que o ser medico.
Traduzido da Gazela medica de Paris pelo DR.
LOBO MOSCOZO.
A futura empieza do Theatro de
Santa-Isabel.
He tempo qne a mprensa chame a alinelo do
publico e do governo para esla questao, alim de que
ambos nao venham a ser victimas de algum erro
fatal.
Quaes sao os prelcndenles a empreza? Citam-se
tres. Digamos alguma cousa sodre elles.
Os patronos do Sr. Rapdael l.ucci ofaoam-se de
que sera elle que da de Iriumpdar nessa concurren-
cia ; porque, dizem elles, a assemblca impoz ao go-
verno a obrigacilo do contratar com elle. Parece-
nos que exisle erro neste modo de pensar. A as-
sembla nao r*ot"uqae a empreza fose dada ao
Sr. l.ucci; a asscmbla autorisou apenas egoverno
a contratar com elle na forma do seu reqoerimenlo,
ou como julgasse conceninteiO Sr. Lucci reque-
reu a empreza por uns poucos de auoos sem subsi-
dio. Urna commissau da asscmbla, nao nos lembra-
mos quaes os seus membros, deu um parecer repel-
lindo semelhanle proposla por exprimir, em alguns
le seusarligos, a idea immorat do reduzir o theatro
a casa do tabolagem. Todava alguns senhores jul-
garam lo importante a dispensa por alcuns annos
do grande subsidio do Ihealro, que foram de opiniao
de que nao se devia- repeHir in fimine a proposla, c
sim entrega-la no exame do governo, aulorisando-o
a contratar a empreza com o Sr. l.ucci, se julgasse
isso conveniente, se se podesse fazer sem immorali-
dade e daino algum.
Que urna aulorisacao incluida na lei do orcamen-
lo nao ohriga o governo a execular aquillo para qae
ficou aulorisado.be urna verdade que nio nos cansa-
remos emylemonslrar. Qaanlasaulorisaces noexis.
temiihi em todas as leis do orramenlo, algumas al
annualmeole repetidas, das quaes o governo nao lem
osado por nao julgar conveniente '.' Enlan aquella
que diz respeilo oo Sr. Lucci he que pode merecer
esse respeilo religioso '.' Enganam-se, pois, os alTei-
eoados do'Sr. Lacci ; o governo nao esla obrigado a
dar-lhe a empreza ; evidentemente elle s usar da
aulorisacao que leve se, depois de um exame serio,
julgar conveniente faze-lo.
O governo, que tem grandes deveros a cumprir, e
qae tem sobre si ama pesada o cruel rcsponsabilida-
de, da qaal, nesle caso nao se pode eximir, o go-
verno, dizemos, ha de ler toda a prodencia e dis-
cernimenlo neste negocio.
A prova mais palpavel de qae foi ao cuidado del-
le, qu a assemblea o deixou, he te-lo lambem aulo-
rsado a gastar com o subsidio do Ihealro dote con-
loa de ris, ao passo quo a dea capital da proposla
do Sr. l.ucci, a nica quo excito a altoucSo da as-
semblca, era dar especlaculos lyricos, dramticos e
de dansa sem subsidio. Se a assemblca enlendesse
que o contrato devia ser feilo neccssariamenle com
o Sr. l.ucci, est visto que nao marcara subsidio.
Mas concedamos mesmo que o governo, medanle
laes garantas e tamaitas vaulagens, julgue conve-
niente dar a empreza ao Sr. l.ucci. Elle para nr-
ganisar as suas Ires companliias pede vinle mezes,
e he claro qae lodo esse tempo, em a Henean aos
planos mais que phantasticos do Sr. l.ucci, o thea-
tro nao ha de estar fechado, o o publico nao pode
ficar privado desse diverlimcnlo. Portanlo, mesmo
dando o governo a empreza ao Sr. l.ucci, elle lem
de contratar orna empreza annual anles de come-
rarem os espectculosl.ncci.
Para essa empreza annual aprcsenlam-se duas
prelences: a do Sr. (ierinauo e a da coropanhia
emprezaria. cujo contrato ha pouco findou.
Ora, enlre o Sr. Cermann, cuja empreza aqui,nao
ha muilo lempo, acabou cm bancarrota, e enlre a
compaohia emprezaria, que pela sua organisarao
em socedade esl livre de um lal exilo, e que tem
sido em Pernambucn, na nnssa opiniao, a mclhor
de todas as empresas, a escolda nao pode ser davi-
dosa. Julgamos, pois, que a companhia emprezaria
de quem dever odler a cmprezi por mais um an-
uo anles do Sr. Lucci comecar a sua, se rom elle
o governo julgar conveniente fazer contrato algum.
Si ossi compandia podera '.alvoz livrar os actores, b
publico e o governo das tristes decepees porque
passaram na penltima empreza. 7..
durante qaasi dous annos, prazo nunca concedido a
empresario algum, nem ainda na inauguraran do
nosso ihealro, quando a arte dramtica eslava qaasi
mora entre nos, e nao poisoiamos actor algum. S
urna imaginadlo infantil e leviana poderia aspirar
a semelhanle prelencAo. Com effeito, se o Sr. Ra-
phael Lucci nio sofTre alguma perturbaco mental,
ndo podemos conceber como he que tem a eslullire
de exigir que a provincia Ihe de um Ihealro, qae
Ihe esla perlo de .W:0OtJ80O0 rs. pira que o Sr.
Lucci dispona delle como sua propriedade, e o des-
fructe a seu bol prazer. Cremos que semelhanle
prelcncSo io passou de um son lio anles da madru-
gada, que segundo os poelns, sao os mais monstruo-
sos absurdos.
Se o Ihealro fosse concedido ao Sr. Lucci nsseon-
diees que elle prope, nao i (caria convertido
u'uma rasa de laholagem por meio de sea quino,
como paseara a servir para presepes de sombra,
para reprcsenlacoes desalliinbancos que por aqu
apparecessem ; e para qualquer eslravagancia que
oceurresse imaginadlo do Sr. Lacc.
A principal vantagem qu-j um emprezario pos*a
ofl'erecer, he niio sobrecarregar os -cofres pblicos
com indemnisaees para ocenrrer a alcances de qual-
quer empreza ; e por isso nao cessaremns de aaeeve-
rar que o Sr. Lucci, no caso de obter a emprezas, o
que nao he presumivel, porque confiamos na juslica
e imparcialidad* que raracterisa o actoaC admiuit-
trador da provincia, ha de en ultima anal} se exi-
gir, nao s o subsidio volado para o Ihealro, como
mais alguma cousa para salisfazer a prejuizos ima-
ginarios, ou a preleslo de ilgayn melhoramenlo
phantaslico reasado por elle./
Consla-nos igualmente que o Sr. Jos da Silva
Res, ohegailo ltimamente do norte, reunir os seus
esforcos aos do Sr. Lucci, afim de obter a empreza.
Somos os prmeiros a canfossar o merecimento ar-
tstico do Sr. Reis, ms vista dos successos que ha
lido lugar n,.s campanillas de que esle sonhor lem
feilo parte, e deccrla fatalidade que parece persc-
goi-lo, suppomosque he mti incompetente para
dirigir urna empreza thealral. Nao phanlasiamos mo-
tivos para indabilta-lo. O Sr. Reis foi escripturadn
pelo Sr. (i.'miao na sua primeira empreza,e poucos
mezes depois da sua escriplura cabio das grajos do
primeiro emprezario de Sania Isabel, e appareceu a
desharmonia enlre ambos. Foi nscriplurado pelo Sr.
Agra.e em breve malquislou-se com o emprezario, e
foi a cabeca de Medusa da comptnhia. Sendo um dos
socios da empreza actual, e seguindo a companhia,
como membro respectivo, na exeursao arlistica
Baha, lase deshouve com os soos companheiros, o
alinal desligou-se nao s da companhia como da em-
preza, e aqui edegou sosinho, daqut parti para o
Maranhao onde fez beneficio em seu f.vor. e traba-
lliou igualmente sem aulorisacao algama da soce-
dade dramtica emprezaria do theatro de Pernam-
buco, o qne nao podia fazer, entretanto vollou para
aqu onde hoslilisa seus companheiros, procurando
a empreza do Sania Isabel, e com o maior escndalo
o impudencia exigimlo que us emprezarios Ihe pa-
guem o subsidio de 6 imites, nas quaes lomou tanta
parle, como lomara enlre o duelo de Caim e Abel.
Ora, em presenea de taes aconteciraenfos, que sao
notoriosa toda genle, e da autipalhia que reina en-
tre oSr. Reise os artistas di actual companhia, af-
lirmamos sem medo de errar, que nem elle, pelas
razes cima -allegadas, nem o Sr. Lucci, pelo que
lemos demostrado a sea respeilo, poderlo organisar
urna companhia dramtica nesla provincia ou fora
della.
Assim otilen lomos que as proposlas aprsenla las
pela actual empreza silo as nicas qae do garantas
solidas, e por isso devem ser receblas de preferen-
cia as apresenladas at hoje. Alm das vanlagens
linanceiras que a empreza tem em seu favor, eonla
em seu gremio os melhoros artistas para a organist'co
los que a Sra. Mara Leopoldina, a Sra. Orsal, a
Sra. Amalia, etc., etc., etc., bao de ser escriplura-
das porque silo a comiicAo indispensavel, para exis-
tencia da empreza. Cada urna deslas artistas tem o
seu genero especial, no qual se podem reputar mui
felizes, porque nao tem rivaes. O quecouveiu to-
rnete he que a empreza procure pecas em quecada
um desdes tlenlos diversos encoiflro condices van-
tajosas ao sea desenvolvimenlo. Ninguem -melhor
do que a commissau do Ihealro est habilitada para
julgar do direilo queassisle actual empreza, pois
que tem Ic-lcmanhado a pontualidade com que lia
(em satisfactoriamente desempendado seas de
vVi os. e por isso temos para nos que Ihe ha de ser
favoravel quando tiver de informar a seo respeilo,
dando-Ib* a preferencia entre lodas as proposlas of-
ferecidas. Mas, se ludo isto faltar, o qae nao es-
peramos, appellaremos para a reclidao de S. Exc; e
nesle caso contamos qae o Iriampho ser em favor
daqoolles que durante um anno,nos lem dado noiles
de deliciosas dislraroes
O Imparcial.
THEATRO DE SANTA ISABEL.
Ainda nao vimos as condices proposbis pelo Sr.
Raphael Lucci para obler a empreza futura s* Ihea-
lro ; mas segundo nos consta so a> mais absurdas
que se possam imaginar. Pretende o theatro por 8
anuos. e s se ohriga a dar reprcsenlacoes depois
de 22 mezes, a partir da poca cm que receber o
Ihealro; visto que durante esse longo mlcrvallo tcn-
ciona ir i Europa uraanisar uina rompandia. Exige
faculdade ampia p?ra dar espectculos quando bem
quizer, e, no lempo que elle proprio julgar conve-
niente ; e nos 8 annos da sua empreza nao admille
oulra superintendencia que nao seja o
pessoal.
Posto que ignoremos quaes sejam as oulras cond-
Ces proposlas pelo Sr. Raphael l.ucci, as propo"-
Ces indicadas sSo sufficientes para repellir laois-
candalosa prelencSo. Em primeiro lugar, fica o
publico privado do nico passa lempo que psaue
Srs. redactores.Ha muilo que deseflmoi dizer
alguma cousa relativamente aos tratados lopo-hy-
drogriphicos do Sr. i. teoente ManoefAntonio Vital
de Oliveira, vislo nos parecer trabalb/interessante, e
cabalmente desempenhado ; aguar*vamos, porem,
que algueru mais habilitado nos paicedesse, emiltin-
do sua opiniao a respeilo ; espejeo lemos at hoje,
em qne o mais profundo silena'o lem reinado, sem
sJuvida, por ser o Sr. Vital d-tOliveir offlcial vJa tre-
mada brasileifa, quando a quadra he de completo
eslrangeirismo. Se o Sr. 1 tal de Oliveira, a quem
assisle capacidade e Ufen*, desempenhando satisra-
loriamente lodas as coinmisses de qe ha sido n-
carrcgsdo, livesse a alta proteccSo, qoe eostnma
rodear a esles qu psra nossa Ierra ve impr cim-
dcoes, e depois de se locupletarem settrem-se, xando aps de si um -ampielo de pkhira-, logres,
empanzinaraes, etc., elle leria um merecimenlo ex-
traordinario; mas ao Sr. Vital de Olivira niio acon-
tece isso, elle nao alardea mais do j(oe sabe, cir-
cumspedo e sisado, como verdadeiro militar lem
sabido dcsempenliar lodas as cornmiss*s*e qne tem
sido incumbido ; vemos porem comMoT que com
elle ainda ama vez se verificam asjjlavtas de que
ninguem be prnpheta na sua tena.
Aguardavamos, que alguem nos rtedcsse, (co-
mo dssemosi em tributar os mel**' elogios ao
Sr. Vital de Oliveira, at que finlWnl* pparece
o n. 5 do Brasil Martimo, em qfc 0 Sr. Vital de
Oliveira he apreciado pelos seus tojefl*', verdader
ros arbitros de sua. capacidade, jUisV insospeilos de
seo tino e tlenlo : publicando eeti prazer o qoe
all se enconlra, felicitamos ao Sr. filal e QlHei-
ra pela publicarlo da soa deserietpo da coala do
Brasil, de Pilimhi a S. BenloJaeHido sin que nao
arrefeca da senda que encelou.
Consla-nos, que o Sr. Vital di Oliveira, nenhuma
gratificacao receben do govars quer geral, quer
provincial pelos seus trahalfts*, otar-neg asi o ca-
paco de um anno, vencen*samunle o solda'de offi-
cial embarcado ; lemos, jxirem. que S. Exc o Sr.
presidente da pmvrncia, greciana mrito de tao
digno oflicial, n.'io deixar* de o IJAnmerar com al-
guma gratificacao, nao romo pj|| de ju Irabalho,
mas para snavisar as depexaiirivares que sflT-
freu no desempenhode 13o auto eumnMflo.
Por agora presrolamos nrieatntinte a publicaran
do Brasil Marilfho, esparfrls as nossas reKcxes
para diante, aun de que seja o mrito sempre apre-
ciado.
Com n phlfcarSo deslisPihas muilo permorfrUoo
Justnt.
Recfe 1." de junho de18.'i.
BIBLNM.RAPniA.
Pescriprao da coste >o Brasil da Pona de S. Be-
lo Pitimb pe Sr. 1. lente da armada ,
Manoel Antonio Vital de Oliveira.
Com esle Ululo icaba le publicarse na lypogra-
phia do Sr. M. T. de Firia nesla cidade, am inlc-
ressanlr rldelo de 80 paginas in 8." francez.
Esle inip-riante Irabalho actnipanhou a bellissima
carta dessa parle de nossa tosa, levantada pelo
mcsoin. Sr. i. lente com todo o esmero e nitidez,
depois de ler percorridu Inda ella .cm urna barcarj,
snfkeriJa bastantes privaces.
Io dislrihuido pela presidencia da provincia aos
Sc>. depulados provincines, e remedido o aologra-
pio, bem romo a indicada arla S. Exc o Sr.
.nitiistro da marinha, que ossubmetleu au juizo da
u arbitrio wnniissao do melhoramenli do material e pessoal
da armada.
1
O Sr. Vital be um dos ollicaes de dislincla inlel-
ligeDcia que actualmente poeue a marinha impe-
rial. Por mais de urna vez o tem demonstrado e
agora sobreludo, acaba de aijnirr completo jus
este imparcial juizo, que etriendainos eom inlimii
UEGIVEI
MUTILADO



DIARIO OE PERNAMBUCO QUARTA FEIRA 5 E JUNHO DE 1855
satisfizo, desejando poder (er ocoasifto de reuder-
mos idnticas homenagens a todos os nossos cantara-
das, no mnior numero dos quaes, bcra que reconhc-
camos muilo mrito, nAo deixamos de notar comludo
minio pouca indulgencia e excesiva propensao ,
criticar, criticar sempre.
rara o que cousideram nico servico valioso no
oflicial de marinhi .1 de vigiar mais 011 menos bom
o sru quarto, os servicos desta natureza sao apenas
clasificados como pintura de intua, 011 do padre
Simao, nio se lembramln osles sanliores, de que
qucui os vi, interiormente fica fazentlo delles um
Irstissimo coneeito 1
Nos, porem, diversamente pensamos, entendemos,
que por todas as maneiras convem animar-se estas
tendencias, que se vao desabrochando e apresenlan-
do Ido salisfalorios resultados.
Teamos ra ora urna obra como esta ; ajumamos at nlgun9
maleriaes para isso, relativos i costa da Babia, ma
Tomos precedidos por um nosso cantarada1, que cm
a maior sent ceremonia servio-se dalles, e os publ-
cou como loua, o que llio perdoamos, conso laud-
nos rom este caracterstico versinb :
Oh*90 ntenlo* feci MU ailer honores etc.
Continu oSr. Vital na senda quecncelou, e Ihe
prosiioslicaremos um nolavcl lugar entre os Piinen-
teis, Roussin. Purdy, Costa e Almeida e senador Sa-
turnino, citados 110 seu roleiro como autoridades na
materia.

COMMERCIO.
PRACA DO KECIFE 5 l)E JUNHO AS i
BOBAS DA TARDE.
Colaefies ofliciaes.
Assucar mascavado escnlhido1?J800 por arrobo.
AI.FAMtEGA.
Rendimento do dia 1 a i.....3fi:fi26S789
dem do dia 5....._. 7:1105772
43:7375561
DescarreaMm hoje 6 de junho.
Rarea belsaLudemercadorias.
(alera tosierallermionebacalbo.
Barca inglezaMidasidem.
Brigue inglezCrescentidem.
Brigue inglezMargaretidem. .
Barca americanaFAlzabtlhr.-rinli.. de trigo.
I'alaeho americano1-Aniidem.
Imporlacao.
Barca belga I .tute, viada da Baha, consignada a
J. keller <\ C, man festn o seguinle :
100 caixas vidros ; a Alfredo Willors.
213 barris pregos, 21 caixas espingardas, 46 fardos
papel de embrulho, 2 caixas clavinotes ; a or-
deno.
1 caita papel piulado, 1 fardo panno de laa, 1(
caixas c 5o cestos vidros, 5 barricas ferragens, 300
cadeiras, 1 caiiinlia amostras ; a J. Keller & Com-
panhia.
1 caita panno de Ida, 3 barricas o 1 caixas farra
gens e quinquilharias, 31 caitas lazarinas, !) dilas
clavinotes, espingardas e esporas, 14!) barris pregos,
1 embrulho amostras ; a Brender a Brandis & Com-
panltia.
2 fardos tecidos de lila e algodao, 1 embrulho
amostras ; a .sdiallcillin \ C.
14 caitas tecidos de laa e alindan, 1 dita lilas de
seda, 2 dilas amostras; a Timm Momsen i!y Vi-
nassa.
2 caitas arame,2 dilas papel. 123 fardos dito de
embrulho, 22 caitas espingardas e ferragens ; a N.
O. Bieber & C.
CONSULADO GEHAL.
Reiidimanto do dia t a 4..... 5:8183862
Idam do dia 5....... 1:8068004
7:624j86fi
1-MVERSAS PROVINCIAS.
Rendimento do dia 1 al..... 5i1}628
dem do di. ,i ...... 1029602
643230
Exportacao .
Buenos-Avres por Montevideo, brigue hambur-
gus Hein, del 312 toneladas, conduzio o seguin-
te : 170 pip.w.agurdenle, 30 ditas espirito, 1,250
barricas e 200 barriquinlus com 10,701 arrobas e
K libras de assucar.
Havre, barca franceza Palanquim, conduzio o
seguinic : 4,100 saceos com 20,500 arrobas de as-
sucar.
dem, brigua francez George, de 305 toneladas,
conduzio o seguinle : 4,100 saceos com 20,300 ar-
robas de astucar.
Para com escala por Maranhito, hiate brasileiro
Lindo Paquete-, de 205 toneladas, conduzio o se-
guinle : 1 caixole um trombone, 17 caitas vidros
em chapas, 2 barricas salitre, 1 fardo couros enver-
nisados, 1 calite pastas para escriplorio e lellras
Ivloaraphadas, .500 garrames espirito, 1,175 barri-
cas e 190 latas com 5,336 arrobas e 5 libras de assu-
car, 1 bocea de fornalha de ferro, 3 aguilhoes de
dito, 4 carretas de ililo, 1 cruzela de dito, 1 caitao
ferragens, 1 caixa de ferro, 1 forno de dito, 26 latas
oleo de ricino, 1 sacco cera de carnauba c resina de
anejeo, 1 lorrador de ferro para caf, 284 saceos caf,
1 pcete doce do goiaba, 600 caitas charutos, 1 em-
hrnllio saceos vasios. 1 cando urna lapide e calde-
ra de cobre, 10 pipas agotrdenle. 1 carroca e seus
perlcnces.
Falmoulh, brigue inglez nWellington. de 298
lunel.iiiasf conduzio o seguinle : 4,100 sac:os com
20,500 arrobas de assucar.
Rio de Jauciro, escuna brasileiro Tamega, de
116 toneladas, couduzo o segointe : 335 volumes
gneros estranieiros e naconses, 16 pipas agur-
denle, 250 eaixas velas de carnauba, 1.312 meies de
vaquetas, 250 saceos assucar, 70 rolos de salsa, 20
saccas algodao, 17 saceos feijdo, 240 duzias de cocos
de beber agua, 36 caixas velas.
RECEBEDORU DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do dia 1 a 4.....1:4639451
dem do dia 5...... I:619j29l
3:1129752
CONSULADO PROVINCIAL.
Reiidimenlododia I a 4..... 4:9089573
Idem do dia 5....... 2:321-073
7S32#646
MOVIMENTO DO PORTO.
Ataste* entrados no dia 5.
l'arahiba10 dias, hiate brasileiro CamSes, de 37
toneladas, meslre Manoel Sophio da Penda, equi-
pageml, carga assucar ; aa mestre.
Terra Nova10 dias, barca ingleza Selina, de 287
toneladas, capitn D. Le Page, equipagem 13,
carga bacaihao ; a Bieber & Compauhia. Seguio
para os portos do sur.
Moni36 din, brizne iiigz E-llier Anna, de 174
lanciadas, capilao Wm. Smilh.cpuipasem 10, car-
ia bacalbo : a Ale. C dmoiil ^ Compauhia. Se-
feio para s porlos do sul.
I'hilidelphia52 diis, barca americana Elizabelhn,
de 166 tontladas, capitn Kenny, equipagem 10,
cana farinb.i de trito e mais gneros ; a Malhcus
AalM c> Compauhia.
Birccllana e .Malaga61 dias, polaca liespanhola
Therezina, de 152 (oreladas, capilao Francisco
Maristan>,equipagem 11, carga vinho e mais g-
neros ; a Aranaga Unan & Companbia.
I.iverpotl50 das, baa ingleza Town of Liver-
pool, ale 338 toneladas, capilao W. \V. Slepben-
son, equipactm 15, carga fazendas e mais gneros;
a Johnstnn Pater fi Compauhia.
Verte fallidos un mesmo dia.
Anulan pelo MaranhoBarca franceza uJoseph,
WpMo llaudet, carga parle da que troute.
l'araliibaHiate brsiliro Conceirilo Flor das Vir-
ladam, mt*e Izidoro Brrelo de Mello, carga
fariuha de tiigo e mais gneros. Passageiro, An-
tonio Fernaatiles da Silva.
BamaragilpeUiale brasileiro Novo Deslino, mes-
tre Est.vSO Riheiro. raiga bacathn c mais gene-
ro*. Passasclre, Cypriano Laiz Moreira, sua se-
nhora c 1 lili.
EDITAES.
E para constar se mandou alitar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario,
Secretaria da lhesourar9 provincial de I'ernam-
buco 22 de maio de 1855.
O secretario,
Antonio Ferreira da /innunciarao.
Clausulas especiaes para a arremataran.
1.a Os reparos do 7." lanc,o da estrada do sul far-
e-hdo de conformidade com o orcamento e perfiz
approvados pela directora em conselbo, e apresen-
lados approvacSo do Etm. Sr. presideule da pro-
viucia, na impurlancia de 1:8959.
2." O arrcmataulc dar principio s obras no pra-
zo de 15 dias c as concluir no do 3 mezes ambos
contados pela forma do arl. 31 da lei n. 286.
3.a O pagamento da importancia da arremalacdo
verilicar-se-ha em duas prcslacdes iguaes, a pri-
meira quando esliver prompta melade da obra, e a
egunda depois.de concluidos os reparos.
4.-' Ndo havera prazo de responsabilidade.
5.a Melade do pessoal da obra -cr.i de gcute
livre.
6.'1 Para ludo o que ndo se adiar determinado as
presentes clausulas nem noorramcnlo, seguir-se-ha
o que dispoe a respeilu a lei 11. 286.
Conforme.O secretario, A. F. da Annunciarilo.
O Illin. Sr. inspector da Ibcsouraria provincial!
em cumprimculo da resolurdo da junta da fazenda
da mesma thesuuraria, manda fazer publico, que nos
dias 12,13 e 14 de junho protimo vindouro.se ha
de arrematar a quem por menos fizer, as irapresses
dos Irabalhos das diversas repartieses publicas pro-
viuciaes, avahadas em 3:5009000 rs.
A arremataran acra feila por lempo de um anno,
a contar do 1." de julho protimo vindouro, ao fim
de junho de 1856.
As pessoas que se propozercm a esta arrematando
compareram na saladas ses-es da mesma junta nos
dias cima indicados pelo meio dia competentemen-
e habilitadas. .
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 21 de malo de 1855. O secretario, Antonio
Ferreira da AnnunciarSo.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial em cuinprimcnto-da resolurdo da junta da fa-
zenda ila mesma thesouraria,pie novamenle em pra-
ea a obra dos reparos urgentes de que precisa o acu-
de do Caruar, avahada em 1:0129000 rs.
A arremataran lera lugar no dia 21 de junho pro-
timo futuro. *
E para constarse mandou aflhar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial da Pcrnam-
buco 19 de maio de 185.5.O secretario,
A. F. iVAnnunciacao.
O lllm. Sr. inspector da Ihesnuraria provin-
cial, em cumprimento da resnluco da junta da fa-
zenda, manda fazer publico que no dia If de junho
protimo futuro, vai novamenle a praca para ser ar-
rematada a quem por menos fizer a obra do calca-
menlo do 18" lanco da estrada da Victoria, avaliada
em 8:3609000 rs.
E para constar se mandou aullar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam
buco 19 de maio de 1855.O secretario,
A. F. d'Annundacao.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria provincia,
em cumprimento da resolurdo da junta da fazenda.
manda fazer publico, que nos dias 12, 13 e 14 de
junho prximo vindouro, perantc a mesma jnnta se
ha do arrematar a quem por menos fizer, o forneci-
menlo dos medicamentos e ntensis para a enfermara
da cadeia desta cidade, por lempo de um annn a
contar do 1. de julho do correle anuo a 30 de ju-
nho de 18.56.
As pessoas que se propozerem a esla arremataran
compareram na sala das sesses da mesma junla nos
diascimadeclarados pelo meio dia, competente-
mente habilitadas, que ahi Ihe serao presentes o for-
mulario e cnndires da arfcmalardo.
E para constar se mandou afiitar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Sccrelaria da thesouraria provincial do Pernam-
buco 21 de maio de 1855. O secretario, Antonio
Ferreira da Annunciarilo.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimento da resnlucao da junta da fa-
zenda, manda fazer publico, que nos dias. 12, 13 e
14 de junho prximo vindouro, se ha de arrematar
em hasta publica, peranle a mesma junla a quem
por menos lizer, o servico da capatazia do algodao do
consulado provincial, avahado em 2:17.59000 rs. por
anno.
A arremalacdo sera feila por lempo de Ires anuos,
a contar do 1. de julho do rorrele anno a 30 de
junho de 1858.
As pessoas que se propozerem a esta arremalai-o
compareram na sala das sesses da mesma junta nos
diascima indicados pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas.
E para constar so mandou allixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial do Pernam-
bnco 21 de maio de 1855. O secretario, Antonio
Ferreira da AnnunciarSo.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cuntprimcntoda ordem do Etm. Sr. presi-
dente da provincia de 2 do corrente, manda con-
vidar as pessoas qne quizerem forneer com prompli-
ddo toda a cal que fr precisa para as obras cargo
da repartico das obras publicas, a proporrdo que
fr sendo requisilada pelo director da mesma re-
partidlo, a comparecerem na thesouraria com suas
propostas em carta fechada,na qual oflerecam o me-
nor preco porque Ihes faz conla fazer dilo forneci-
mcnlo, sendo o prazo marcado au entrega das
mcsm.-is cartas ate o dia 9 do correute.
E para constar se mandou allixar o prsenle e
publicar pelo D;arlo.
Secretaria da thesouraria provincial de Pcrnam-
buco i de maio de 1855.O secretario.
Antonio F. d'AnnunciarSo.
Rodolpho Joao Barata de Almeida.cavalleiro da or-
dem de Chrislo.oiricial da imperial ordem da Rosa,
lente coronel commandante do segundo bala -
lhao da guarda nacional desta cidade.o presiden-
ledo conselbo de qualificacdo da freguezia de S.
Jos etc.
Faro saber aos que o presente edilal virem e a
quem inlcressar possa, que o conselho de revisao e
qualificarao da freguezia de S. Jos, concluio os
Irabalhos da primeira reunido hoje 3 de junho,
achando-sc os cidaddos residentes em dita fre^uezia
qoalificadosna forma especificada as lisla's all)\adas
no interior da igreja de N.S. do Terco, que serve
de matriz, e que a segunda reunido deve ter lugar
no dia 19 do corrente pelas 9 horas da manhaa ao
consistorio da mesma igreja; portanlo todos os cida-
daosque tiverem a fazer reclamar/jes, daverao ter
em vista o que dispeo arl. 20 do decrelo/ n. 1130
de 12 de marco de 1853.E eu Joaquim de Albu-
querqitc Mello, capildo da primeira companbia e
secretario do conselho o subscrevi.Rodolpho J0S0
Barata de Almeida, tenante coronel presidente.
) Dr.Custodio Manoel da Silva Guimardes, juiz de
do civcl desta cidade, por
S-
S
.
DECLARACO ES
O lllm. Sr. mpector da Ihcsouraria provincial
raauda convidar aos possuidores de cautelas das lo-
teras da provincia, vendidas pelo caulelisla Antonio
lerrcira de Lima e Mello, para aprewntarcm suas
rcclamsries na mesma wsouraria no prazo de 30
dias, a conlar da dala desc, alim de ter lugar a des-
oneraoao do fiador do mesmo cautelista, que assim
o requereu.
E para constar a quem interessar possa se" man-
dn affitar o pre-enlc e publicar pelo Diario.
Secretaria da I beso orarla proviucial de Ptrnam-
huco 28 de maio d 1855.O secretario, A. ferrei-
ra da Aiiiiiinciacii).
O lllm. Sr. inipeclor da thesouraria provincial
em cumprimento U ordem do Etm. Sr. presidente
da provincia de fl do correle, manda fazer pu-
blico que no dia -ide jnnlio prximo vindouro, pe-
ranle a junta da fafenda da mesma thesoutaria, se
lia de arrematar, aqnem por menos lizer, iobra
dos reparos do 7. anco da estrada do sul, avalada
em 1:8954.
A arrcmalardo sta Teja na forma da lei provin-
cial n. 343 de 15 d-maio do anno lindo, e sob J.
clausulas espeeiaesabaito copiadas.
As pessoas que_$i propozerem .a esla arremala-
53o compareram nasala das sesses da mesma junta
de direito da I.a vara
S. M. I. e C. ele.
I-aro saber em como por esle juizo se ha de arre-
malar por venda aquem mais der, undosos dias da
le, e praras necessarias, a armarao envernisada e
envidracada, com algamaa miudezas da toja n. 51
ola no aterro da Boa-Vista, e armaran da taberna
n. 49 cita na misma ra, ronslanle do escripto em
m.lo do pnrleiro do juizo, eoioa bens vao a prara por
c*eeuc,ao de D. Maria Fclismina do lego (lomes.
contra rhnmaz Pereira de Mallos Estima.
E para que chegue a noticia de todos niai.dei pas-
sar 0 prsenle, qne sera ahitado no losar do costu-
me, e publicado pela imprensa.
Dado e passado aos 15 de maio de 1855.Bu Ma-
noel Jora da Molla, esrrivilo o subscrevi.
Custodio Manoel da Sflt Guimares
O Dr. Castalio Manoel da Silva Guimardcs juiz de
direito da !' vara do commercio ncsla cidade do
Recife de Pcrnamboco por S. M. 1. e C. o Sr. I).
Pedro II que Dos guarde ele. ?
Faro saber que por este juiz se ha de arrematar
por venda a quem mais der em praca publica que
lera [usar na casa das audiencia na ilia 13 de junho
protimo seguinte a urna hora, 1 bilhar forrado de
panno verde avahado por 1309000. 12 cadeirasame-
ncanas por 1290(10, e 1 relogio de parede por 2.59000
pcii.iora.lo. Adolpho Regord, por execuedo de
Tasso IrmJos. '
E para que chegue a noticia de todos mandei pas-
sar edilaes que atrito publicados no jorual, e agua-
dos na praca do commercio e na casa das audien-
cia.
Dado e passado nesla cidade do Recife de
no ducima declaitdo pelo meio dia competente- Vrab"cu f. de maio de 1855Eu Manoel
.i. h.t.iii.rf UnirnBnptista. escr.vdo ,merino o csrrevi. C
menle habilitadas.
1 Manoel da Silva CuimarSes.
Per-
Joa-
Custo-
CORRED).
Carlas seguras para Francisco Jos de Amorim,
na cidade de Goiaiina ; Antonio Vasconretlos Me-
nezes de Drummond. coronel llenrique Pereira de
Lurena, no Limoeiro ; Jos Roberto de Moraese
Silva, em Munbeca ; conego Marcelino Dornellas ;
lente Jos Antonio Ferreira AdriAo.; Francisca
Senhorinha de Mello Alhuqucrque : Antonio llen-
rique Marra ; Antonio Goncalves Ferreira e Jos
Antonio Pinto.
Pela subdelegada de Santo Antonio se faz pu-
blico, que fra recoiida ao deposito geral desta ci-
dade a prcla Arrhanja, de naeda Costa, a qual an-
dava fgida, e diz ser escrava de Jns Bernardo de
Lima, casado com I). Maria de tal, os quaes mora-
ran) no lugar do Cajueiro, em Ierras do cngculio Pe-
reiriuha, e de prsenle 110 lugar denominado Pesca-
dor, em Ierras do eiigenho Vanea Grande, de Filio*
pe Ray mundo de Lima, c oulros na freguezia de
Agua'Prela: quem for seu legitimo dono, compre-
la, que provando, Ihe sera entregue. Subdelegacia
de Santo Antonio do Recife 3 de junho de 1855.
Jos da Costa Domado.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo cm virluilc de autor-
sai.lo do Exm. presideule da provincia, (em de con-
tratar 'osegninto :
Concert e envidrarameulo 1I0 nicho do glorioso
San Joao Baplisla, padroeiro da capclla da fortaleza
do Brum.
Encarnaran da imagem do inesmo sanio, bem ro-
mo a da Senhora do Remedio, com seu menino
Dos e duas Imagen* do Senhor.
Quem quizer encarregar-se de lal servico, apr-
sente a sua proposla em carta fechada na secretaria
do conselho is 10 horas do dia 8 de junho pro-
timo futuro.
Secretaria do conselho administrativo para fomc-
cimcnlo do arsenal de guerra 30 de maio do 1855.
Jos de Drito Inglez, coronel presidente. Bernar-
do Vereira do Carmo Jnior, vogal o secreta-
rio.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo, era virtude de auto-
risardn do Etm. Sr. presidente da provincia, lem de
comprar os objeclos seguinlcs :
Para o presidio de Fernando.
Barro para telhas, canoas 6.
Meio batalhdo do Cear.
Mantas de Ida ou algoddo, 312 : sapalos, pare
100 ; clcheles prctos. pares 200 ; boloes grandes
convexos de metal douradn de 7 linhas de dimetro,
1,600 ; ditos pequeos de dilo, 1,100 ; casemira far-
do para vivos, covados 21 ; panno verde escuro pa-
ra sohrecasacas e calcas do 10." balalliao de infanta-
ra, covaMos 158 ; bandas de Ida para o i." batalhdo
de arlilharia, 35 ; maulas de Ida ou algodao para o
4. batalhdo de arlilharia, 9. c 10." de infanlaria,
companbia de artfices e de cavallaria, 253 ; sapatos
para os meamos, pares 1,301 ; luvas brancas de algo-
dao para a compauhia de cavallaria, pares 165 ; co-
Ihurnos para a mesma companbia, pares 52; bolco
convexos grandes de metal bronzeado com o n. 10de
metal amarello, 2,282 ; ditos pequeos com o mes-
mo 11. 1,956; d.tos grandes convexos de mela
dourado para a compa*nhia de cavallaria, 608 ; ditos
pequeos para a mesma compauhia, 470 ; clcheles
pretos, pares 211.
10. batalhaode infanlaria.
Manas de laa, 50.
2. liaUlliao de infantaria.
Panno azul mesclado, covados 133 ; maulas de laa
ou algodao, 41 ; sapatos, pares 57 ; capotes do pan-
no alvadio, 63.
Herrlas cm deposito no mesmo balalbdo.
Algodaozinho, varas 300 ; sapalos, pares 50.
8." batalho deinfanlafia.
Mantas de Ida ou algodao, 3.55 ; panno verde es-
curo entrefino, covados 1,983.
9. batalho.
Manas da Ida ou algodao, 376 ; panno verde es-
curo entrelio, covados 1,468.
Meio batalho da Parahiba.
Mantas de 1,1a ou algodao, 74.
Companbia de artifiees.
Maulas de Ida, 72.
i." balalbdo elearlilli ir/
Panno carraesim para vivos e vistas,, cova-
dos 90.
Companbia de cavallaria.
Mantas de laa, 11.
Escola de primeiras lellras do 2. batalho do in-
fanlaria.
Areia prela, libras 6; compendios de arithmelica
por Avila, 3.
Quem quizer vender estes objeclos aprsenle as
suas proposlas em caria fechada na secretoria do
conselho s 10 horas do dia (> de junho protimo vin-
douro,
Secretaria do conselho administrativo para torne-
cimento do arsenal de guerra 30 de maio de 1855.
Jos de llrilo Ingle:, coronel presidente. Bernar-
do Pereira do Carmo Jnior vogal e secre-
tario. '
Os 30 dios uleis para o pagamento ;\ bocea do
cofre, da decima urbana dos predios das freguezias
desla cidade e da dos Afogados, principia-ae a con-
tar do 1. de junho prximo vindouro, lindos os quaes
incorrem na mulla de tres por cento todos aquellos
que deitarem de pagar seos dbitos ; o que se faz
publico pela mesa do consulado provincial'para co-
nhecimenlodos inlressados.
Nao leudo comparecido algucm nos dias 26, 28
e 29 do corrente,para a compra do brigue escuna de
guerra Legalidade com os seus ncrlences do nave-
gado, cuja venda em jirafa publica fra em 22 an-
nunciada para os ditos dias ; manda o lllm. Sr.
inspector do arsenal de marinha, fazer constar que
novas praras haverao para o mesmo fim cm 4, .5 e 6
do mez de junho prozimo as 11 horas da manhaa,
feila a venda dos referidos objeclos cm Ires toles so-
bre os valores mencionadps na relarao junla clluc-
luadaporm na ultima praca.
Secretaria da inspeccao do arsenal de marinha de
Pernamhnco 30 de maio de 1855.O secretario,Ale-
jandre Rodrigues dos Anjot.
Relacao dos objeclos postos a venda em praca pu-
blica nos dias '1, 5 e 6 de junho protimo, e aos
quaes refere-se a declararan desla secretaria cm
data de hoje.
Primeira lote.
O casco do brigue escuna de guerra
Legalidade, lendo esle navio sido desar-
mado neste porto pelo seu estado derui-
na, porte de 111 toneladas, cujas di-
menses sAo 87 pes de cnniprimenlo no
convez, 68 na quilha, 20 na bocea, 11
de linha d'agua carregado e 10 de pon-
la!, o fundo at o lume d'agua forrado
c pregado de cobre, o leme pela mesma
forma teodo canoa,turcosde madeira na
popa, c de ferro ua borda, duas cama-
ras, bailo, tres cscollhas, urna bilacu-
'a, um fogo, duas latrinas, as ahilas e
cscovens forrados de ferro, onlras ferra-
gens mais e doas bombas grandes com-
pletos : ludo no valor de..... 9009000
Segundo lote.
Mastreacao c apparelbos titos do so-
hrcdilo navio, sendo lodos esles objeclos
o* se-uinles: mastrn grande, dilo dolra-
quete, grup,rclranca,mastaio de vea-
te, dilo de gavea, dilo dejoauele, leu-
do esles maslaros os competentes \n,n,
sexto de gavea, pecas e borlas; pao de
bojarrona, dilo de giba, verga do Ira-
quete. dilo do relato, dila do joanele
de proa, dila secca, dila de gavea, dila
de joanele grande, rarangueija do lati-
no gnnde, dila do latino de proa, ap-
parelhados todos os objeclos cima de
enxarcias, eslaos, cabrestos, palarrazes
de ferro c cobre, hrandacs.amantilhos e
bracos, tudo no valor de ._.... 1:018-2000
Terceiro lote.
Veame e oulros objeclos de manobras
c servico do dito navio, constando da
vela grande, dita dcestraes.lraquetc re-
-ondo, dilo latino, bojarrona, giba, re-
laxo, joanele de proa, gavea, joanele
grande, 2 varredoures, 2 culilos de ve-
laxo, todos estes objeclos com o< compe-
tentes poliantea, malacuelas de ferro e
pao, e cabos de laborar, como escolas,
adricac, eslingues, bres e carregadei-
ras: apparelho de cinco gomes para
suspender com as necessarias horas e
patollat, tres toldos eom seos verguei-
ros e amarrilhos ; 1 escaler, 2 tallias do
rabito, e 3 ancoras de 7 a 8 quintaos,
tendo as competentes amarras e estas
i ganchos e punces, ludo 110 valor de.
8500000
2:7!IN,-(MK)
Secretaria da inspeccao do arsenal do marinha
'le Pernamburo 30 de maio do 1855.O secre-
tario, Alexandre Rodrigues dos Alijos.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco de Pcrnambuco toma leltrtis
sobre o Bio de Janeiro. Banco de Pct-
nanilmco 7 de abril de i8.jr>.o secre-
tario da direccSo, Joao Ignacio de Me-
tinos Reg.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo, cm virtude de aulori-
sarao do Exm. Sr. presidente da provincia, lem de
comprar os objeclos segoinlM :
Para fornccimenlo do almoxarifado do presidio dc
Fernando.
Papel abnaro, resmas 8 ; pennas de ganro, 100 ;
Unta prcla, garrafas 20 ; folhinhas de algibeira do
correlo anuo, 2.
Quem os quizer vender aprsenle as suas propos-
las ornearla fechada, na secretoria do conselho ;s
10 huras do dia 11 do corrente mez.
Secretaria do conselho administrativo para forne-
cimenlo do arsenal dc guerra 2de junho de 1855.
./..(' dc llrilo Ingle:, coronel presidente. Ber-
narda Pereira do Carmo lunior, vogal c secre-
tario.
SOCIEDADE DRAMTICA.
Recita extraordinaria.
i.)l ARTA FEIRA 6 DE JUNHO DE 1855.
Depois da execuro dc urna das melhores ouver-
turas, represcnlar-sc-ha pela primeira vez ueste the-
atroo novo o milito interessante drama em 3 actos,
iulilulado
0 EMPRSTITO
DE
5 fBANCOS.
Escripto em francez por M. M. Alberl e F. I.a-
bronsse, o Iraduzidoera portuguez na corle do Rio
dc Janeiro por
l'ersonagens.
Brcmonl, lenle reformado.
Analole de Mibray. .
Paulo Joubert, sargento. ,
Alfredo de Si. Remy. .
(inilel.......
Um medico......
Um meirinho.....
Adelle, fdha de Brcmonl .
Nicelle, amiga de Adele .
Um criado......
A arrao passa-sc na Franca.
Finalisar o espectculo com a engracada comedia
em 2 actos.
WEK PORFA MATA CACA.
Principiar s 8 horas.
Actores.
OSr. Senna.
M endes.
11 Bezerra.
Lisboa.
n Monteiro.
u Pinto.
Sebasliao.
A Sr. 1). Orsal.
Amalia.
0 Sr Lima.
AVISOS MARTIMOS.
PARA OARACATV
segu no dia 11 do corrente o patacho Sania Cruz,
porao resto da carga e passageiros Irala-se com
('.aciano Cyriaco da C. M., ao lado do Carpo Santo
11. 25.
A escuna nacional TAMECA segu pa-
ta o Bio (le Janeiro terca-eit'a 5 do cor-
rente, s pode receber escravos a frete.
pata os quaes tetn cxcellentes commodos :
trata-te com os consigtarios Novaes&C,
na ra lo Trapiche n. \.
CEA HA' E ACARACU'. *
No dia 12 do crrenle segu o palhabole Solirakn-
se; recebo carga e passageiros: trata-se com ('.aciano
Cyriaco da C. M. ao lado do Corpo Sanio n. 25. .
Para o Aracaly sabe no dia !) do correnle o
hiate Aurora: anda recebe alguma carga : Irata-se
na ra do Vigarin n. 11.
Para o Bio de Janeiro
segu com muila brevidade o brigue brasileiro Con-
ceirao por ter parle da carca prompla : para o resto,
passageiros e escravos a frele, Irata-se com Manoel
Alves (iuerra Jnior, ua ra do Trapiche n. 14.
Para o Cear sahe imprclerivelmenlc na se-
guinle semana o hiate Anglica ; para passageiros,
irata-se na ra da Cadeia do Recito n. i'J, priineiro
andar.
Comiuiiiliia
DE NAYIGMAO A VAPOR
LUSO BBASILEIRA.
OVAPOlD.rEDROI!.
Esle ele-
gante, novo
riqusi-
mo vapor o
segundo da
conipanhia;
comn an-
dante o l-
enle Vie-
sas do O',
leudo en-
trado em
Lisboa pro-
cedente de Inglaterra em lide maio, o prcleiiden-
do encelar a sua primeira viagem a 21, devcr.i a
esta chegar ale odia !l do correte, seguindo para
a Babia e Rio de Janeiro depois da rompelente de-
mora. Para passageiros p cnconimendas ixiilein di-
rigir-so ao agento Manoel Duarlo Rodrigues, ra
do Trapiche n. 2(i.
Vende-seo berganlim americano l-.len, de lote
de 113 toneladas : a tratar com os consignatarios
Sclirsrom Whatclx & Companbia.
Para o Maranho com escalo pelo Cear, segu
viasem obtiene Despv/uede Beiri:, capilao Blizeo
de Araujo Franja :| quem no mesmo quizer rarre-
grr ou ir dc passagem, dirija-M o mesmo capilao,
011 a seu proprielario Antonio Lopes Rodrigues 110
escriplorio do Sr. Manoel Joaquim Ramos e Silva.
LEILOES.
Vctor Lasne, leudo de fazer urna viagem a
Europa, far leilao, por inlervencao do agente Oli-
veira, da mobilia da casa dc sua residencia, consis-
t ndo em sof, cadeiras, ditas de bataneo e de lira-
ros, mesa redonda, consolos, bancas de joco, Commo-
das, guarda-vestidos", lavatorios, uina rica cania de
rasal, urna linda carleira para rscrever. espedios,
toucadores. auarda-loura, mesa de janlar. aparado-
res, candieiro de globo, lanlcmas, 1 quadro de relo-
gio, (illrador d'agoa, garrafas, copos, trem de cozi-
nhn, carros de 1 rodas com arreios e 2 cavados, c
algumas obras de piala : quarla-fcira, 6 de junho
do corrale, as 10 horas da manhaa, na referida
casa 11. 22, na ra da Aurora.
LEILAO DE ARROZ DO
MARANHO.
Oiiai la-leira l> lao de tuna pet|uena porrSo de saccas com
superior ario/, recenlemenle cliefjado no
ultimo vapor, cm lotes a vontade dos com-
pradores: no caes da allandega. aima-
zem de Paula Lopes.
O agcnle Oliveira far leilao, por despacho do
respectivo juno, a rcquerimenlu de Tasto lrmos
na qualidade de administradores da massa fallida de
Antonio da Costa Ferreira Estrella, de todas as di-
vidas activas da taberna da dita massa, na importan-
cia lolal dc cerca dc 5:9009 rs., constantes do ba-
lando quo se a.-ha cm poder do mesmo agento para
previo exame dos prctpudentes : sabbado !) do cor-
rente ao meio dia em ponto, no seu escriplorio na
ra da Cadeia do Recife.
O agente Borja lar.i leilao em sen armazcm
na ra do Crespo n. 15 dc urna infinidnde de ob-
jeclos de differeutes qualidades, comu bem: obras
do marr 1 noria novase usadas, onras denuro e prala,
relogios para algibeira, loucase vidros ele, e oulros
miiilos objeclos que se acharHopalenfes nomesmoar-
mazem, assim como urna porrao de chapeos franec-
zes linos, <> quaes se entregarAo pelo maior prero
que for olferecido : seila reir 8 do corrente as 10
horas.
AVISOS DIVERSOS.
Acba-se impresso i\ sera' entregue
hoje de 9 botas da manhaa em diante, a
terceira follia do Waldeck, que abrange
o til. 7, paragrapbo 84.
INFOHMACOES 01) HlLACO ES
SEMESTRES.
Xa liviana n. 0 e S da piara da In-
dependencia, vende-se relaeoes semes-
traes por preco coiniuodo, e quertjndo res-
mas vende-se anda mais emeonta.
WALDECK.
Est no prlo o compendio ilu Instituliones Juris
Civilis, por I). 10. l'elri Waldeck que serve le
compendio cadeira dc Direiln Homann, instalada
de novo na Faruldade de Dirito : siibscrcve-se a
fiajOOO rs. pagos na occasiAo da suhscriprao, e para
rominudo dos senhores acadmicos enlresar-se-lijo ss
folhas impressas dc 8 paginas na livraria da prara
da Independencia n. (i c 8, a proparcao que forcm
sahindo do prlo.
Srs.reilailorcs.-SAn eiicoiitrando-se mesmo duas
existencias seno em um su ponto, he suflicicnte S
ve/es esla pouca analoga para que tocado o notad
envido por nina expressao fuuiliva, urna rccordaro,
una lembranca, (carios allrahidos sxmpalhica-
mento para aquella existencia, a qual, como um
espelho aprsenla oeuexo de nossas proprias ideas.
Eusouindiiiia desla Ierra, tapuio. como Vine, bem
sabe,lillio daquelles donos legitimo*, porem fracos
b i ivenluradoi deatas lindasregies, qoe com Mas
Iradicce-*, crenras c dxnastias, suas industrias, e
lodo o edificio de um oslado social e polticodcs-
apparocerain seni vestigio, dianleda invasao iniqua,
violenta e barbara dos llcspanhes, e mais larde
do vossos avos. Os llespanlnics couservaram-se
liis ao seu lime e seu carcter, nal parles deste
para elles, novo mundo, que oceuparam; os Portu-
gueses transformaram-secn lirasilciros, nos, porem,
temo-nos conservado estrangeiros no nosso pro-
prio dominio licamos lapuios. Conservando-nos
ncm contrariando, nem ajodan lo, mas vendo com
nlho indilleronte e impassivel, oque em icdorde
nos se' faz,he por isso mesmo que aquello entre
nos a quem ama ventura especial lem transportado
em (enra idade, por anuos, para oulros continen-
tes, e que la lem aprendido a coinpreliendcr algu-
na cousa do progresso do secuto, v com imparcia-
lidade o remecher das adminslracOes c das pesa i is,
as cousas c os fados por fim, que apparcccm nos
nossoa serle:, e que com mais ou menos direito
procuram, na opiniao publica, regida pelos prtos
de Vine, ede seuscompanheiros na crle, encomios
e glorias, s quaes nos aqu bem sabemos quem me-
rece quem nao. O nosso poni de vista abrange, do-
minando a posicao do presidente de honlcm e do
vice-presidente do hoje, o partido qoe est e o par-
tido que fui, e as pequeas c mesquinhas machina-
toesdaquelles que recorren) atoes expedientes
o real inlercsse da torra, c visa, alravs do pr-
senle, a um melhor futuro. O nosso ponto de vista
por fim, lvrn de estrellas prevenidos, do bairrismo
nacional, reconbece a qualqicr o mesmo direito de
morar entre nosnao faz dillerenra cnlre os brau-
cos que chcgaran hnntem e aqoelles que nos ehe-
gam mais cada dia,so por esla circiiinslancia. e se
temos motivas de comparaees, he com um particu-
lar inlercsse que nos dirigirmoi para os novos, para
co^ithece-los e avalia-los,visto que os de honlemjn
conhecemos, j temos visto na obra c sabemos o que
elles sahem, o que valcm. e o quo o nosso paiz po-
de delles com razo esperar.
Assim he que reconheceudo o valor, a uccessida-
de ile progresso, cuja alpha apenas nos dcsles, mas
rujo omega nem dc Vmcs. ncm da raca luzlana ou
romana, devemos cspeaVr. nao podemos deixar de
sxmpalhisar cornos dos recem-chegadns, que pa-
ra cvem com especialidades lechnicas e professio-
aes, para Irabalharcm como pioneiros da civili-
sacao na ardua larefa de fazer mover a ingenie mo-
la do nosso desenvolvimento. Esta he a analoga do
tapuio com o colonodo indio com o barlavenlo c
comoEuropeu.esla liea sua sympathia ; eespero da
suaamizade que ino permiltir.i formular livremen-
(e nestas conununicacoes a minha opiniio dc tapuio,
com a crua franqueza e jans gr'ne do lidio do
mallo.
Vine, esl informado por oulros e por mim mes-
mo, todas as vetea que pausando para la lenlio o
prazer de enconlra-lo. que nossa pobre provincia es-
la' perecendo do inanicao, material c moral. Por
algum lempo livemosa ventura de ter ueste triste
eslado um medico, conhecedor da consliluico do
(lenle e das suas uecessidades, um daquelles mdi-
cos que se conciliam o amor dos duentcs que tralam,
diriiicm e mesmo consngcm, que Ihes dan os
socenrros quo a sciencia humana lem em seu poder,
e que cm casos nao comprchendidos nos limites del-
la, Icnlam com cautela e prudencia expedientes no-
vos, prudencia esla bern dill'ereule daquella de cer-
los oulros doutores, que por excesso de prudencia
acham mais prudente nao cuidar dndoenle de lodo.
Sim, o nosso I'Cnna foi um daquelles homens que
deveram servir de modelo a oulros, e lio muilo a
deplorar-se que a sua benignidade, c a delicadeza
rcreiosa de locar pessoas na sua vaidade c inters-
ses, o impedio de por nos livros dos Vice, cuidando
cm lempo, quando se decidi dc nos deixar de, se
nao podesso esperar o seu sucecs-or,ao menos pro-
videnciar para sentirmos menos a circumslancia de
elle estar substituido.
A que servem agora os fios que com aquella sua
especia! actividadee perseverancia elle eslemba no
lear. se os seus succesores, por prudencia que Ihe
reconbece a Estrella do Amazontt, receam e nao
sahem liar impulso barquinha ou liram al, em
ccrlos caso-, das maos proprias, para a remelter a
curiosos.
lie com um verdadeiro inlercsse p. e. que vejo
o monopolio m "lerioso confianca escuro com
o qual a i'prudencia do Exm. I.a vire-presidente
que deven substituir n ao nosso Pcnna k con-
venientemente resolveu de Iralicar com as obras
publicas c a lula que ao eslraugeiro novo, quo no
servico da uarao mereceu do governo central a'con-
fianca de ser a incumbido desla larefa, prepara a ig-
norante vaidade, soberba c segura no cu poder, e a
maliciosidade astuta e intrigante, lorte na sua h\ po-
crisia daquelles oulros estrangeiros, ha quasi um ou
dous anuos passados entre nos em mais do que o lal
conde anda a meu ver dc mondurucudo, nao
dao litote suflicienle para monopolisar para si mais
algum espertalhao portuguez de traflcancia, esta Ier-
ra (i que nao os vio nasccr.
Digo que com interesse prosigo a observar eslas
machinarnos, porque obras nos sao necessarias, n-
dis|>eiisaveis, c porque he intcressanlc saher-sc ah-
onde a perversa c astuta ignorancia d'aquelles pru-
denles a da Estrella do Amazonas, podera levar o
abuso da autoridade cm desrespeilo das ordens as
mais positivas do governo.
Nao llic escrevi ainda sobre o as-umplo do nosso
quarlel, c cis-aqu a occasiAo de remediar aquella
lacuna na minha correspondencia. A nonomidtdt
de urna guarnicaosulliciente para nossa seguridade e
as exigencias lo ervii;o, foi pinJerada pelo conse-
Ihciro Benna logo que linha lomado posse desla pre-
sidencia ; mandou-se, portanlo, o engenbeiro que
o imperial governo mamlava naquclla occasiao para
couduzir as obras da provincia, projeclar e comecar
os conccrlos necessarios no quarlel do lamo do Pe-
looriolio, |iara all collocar companhias guar-
nir'm | reanmivel desta capital.
O conde Itodouski ,o lal engenbeiro), projerlou
unas obras leves e facis de exeeutar-sc em har-
mona com a coiislrucrao loda deste quarlel, que he
pcssiina : (paredes dc esleio e encliimenlo de bar-
ro e comecoo dc cxecula-la conforme urna planta
approvada pelo consclheiro Penna e pilo ministro
da guerra., la na corle ; dcixando elle esta capi-
tal para fazer sua viagem de explorarlo a Nauta, c
nao havQiidoaqui pessoa propriamenle profesional,
incumbi o consclheiro Penna da direceo das obras,
e da do quarlel, especialmente oflirial uns ha-
hililado da guarnirn. () conde, xollandn dc Nanla,
c acabado os trabadlos relativos aquella raminis-ao,
pedio voltar para a crle por conveniencia de fami-
liae as obras continuaran! at sua volla na direc-
eo daquelle offieial, que sem pralica suflicienle de
engenharia c de archileclura especialmentefez,
sem plaa, calculo ou risco, abaler as paredes de
esteios, para substtui-las com paredes de pedra el
cal; idea, cerlamenle louvavel ; na execucao
da qual, porem, devia ser seguida a boa pralica da
arte, como no seu projeclo, a devda crcumspccco;
ora.j lhedissc que todas estas reformas foram come-
radas sem risco, sem planta.sem melhodo.e exentada
com a maior negligencia ; do modo, que dando-se
im da de clrava, ha ligua mezes, parle *dquellas
paredes, levanladas custa de alguns "contos de
reis desaharam.e as oulras cederam ao movmenlo do
terreno, de lal modo,que. conforme o parecer de pe-
ritos o ordem da presidencia, foram demolidas, e
que licamos depois de um consideravel gasto, o qual
naopoder cerlamenle ser compensado ao cofre pu-
blico pelos direilos da patente do cavalheiro da Ro-
saconferida recenlemenle quelle oflicial, mais
di-lanles de tormos um quarlel, do que quando se
lem comecado faze-lo.
Esla expeiencia seria mesmo urna vanlagem pa-
ra a fazenda publica, se livesso servido a desengaar
os a prudentes ("dos seus prnprios rticos na / ..-
trella do Amazonas e no Treze de Maio), que a
engenharia he urna especialidade, c que nao he uma
tal i]iialquer, que, nao lendo especialidade ou habi-
lilarao alguma, ter semprc a qualificarao sufiicien-
te-para fazer dc a ensenheiro. Porem, he o que
aqui nos acontece, os meus cuidados patricios viudos
a torca de Indas as parles, allingiveis frca aulori-
dade do gnverno e que devein Irabalhar a meia
pataca diaria para as obras publicas, sao roparli-
Joaquim da Silva Mmiran previne a quem inte-
ressar possa, que todos os bens do Sr. Jos,l)ias da
Silva, movis, semoyeules e de raiz, estao sujeilos
ao pagamento do que elle Ihe de*e, pelo que nao
pode o mesmo aliena-los, e nem de qaalquer forma
dispor delles em prejuizo do annuqcianle, que pro-
testa usar de seu direito, nullilicando qualquer ven-
da, ou disposego desses bens.
Ser repelido o prsenlo anniincio, apezar da de-
clararo do Sr. Jos Das, cm o Diario de honlein,
de nio pretender vender seus bens; porque ja uma
vez, nao obslaule idnticas declaracOes, elle quizer
vender lodos, por iuterVcncaa do corrector Miguet
Carneiro, sem que em os annuiicios se livesse feilo
menean de seu nome, o que felizmente se soobe
lempo do se poder obstar por meio de um areslo,
que se fez nos mesmos bens.
(I iceordflo qiffio sr. Jos Dias tem leilo publicar
repetidas vezes. e ltimamente no Diario de hon-
lcm, nao privou oannuncianle Slourio-do direito
ile haver o que ella Ihe deve : apenas julsnu na 1er
sido curial a marcha, qne se esuira.ua eiscurao de
diversos accordaos proferidos por uuanimidade de
votos contra o Sr. Jos Das*. os>quaes subsistem em
sen inteiro vigor, pois qnE nao foram e nem podara
ser derrngados |ior esse, a que Unto se soccorre o
mesmo Sr.
Nos autos existein documentos, (alguns do propriu
piinlio do Sr. Jos Das, que destroem complelamen-
dos amaveluicnlc entre os amigos dos pruden- I le esse tormo de concicao, mandado publicar ja
les i) para seus arranjos particulares, emquanto as lanas vezes por esle senhor. Dos mesmos autos se
obrase oulras exigencias dolserviro publico, licain eWeaea aer o Sr Jos Dias realmente devedor ao
iiumn,ri c t i l iiinonciante; sendo que quando nao exislisse prova
desamparadas, sem braco ncnl.um ; os engenheiros ; c,.,ra e f nc|udente. b.s.aria o tocto que se du no
naturalmente semprc veucendo seus ordenados, sen- lgeiro ajuste amigavel, que preceden a arrao, ten-
do que o governo central, que nada pode presumir do-se verificado logo no comer > do mesmo ajusto,
de tacs prudencias a para c,i os mandou. se,m l^a,,a,l", lum? "' Sr. Joso Das devedor de
,, ,,-j. ., ,'. alauns contos de res, como minuciosamente depo-
lorque temos dous;-csla vez ve.o com o conde I ,pranl as pro|,rjas tetlemunh.s desse Sr., bastara a
un altores para ser empregado como ajudanle e fa- sua recusa em apresentar certos livros, quelhe foram
zer as suas vezes conforme as necessidades das obras- i exigidos por despachos para o ajaste, c cuja eiislen-
-Apezar dsso reaolveram os prudentes raZPr cja nao poda ser contestada, por constar de oulros
' livros que a aquellos se referan! !
agora obras tora de toda asistencia de engenbeiro,
sua cabeca; uma d'cllas feila a ttulo da confralcr-
nidade da N"o*sa Senhora dos Remedios, porra com
eslcios lirados ordem carbol dada pelo Exm aos
fcilnresio Quarlel, com laboas serradas na Dia-
ria, e com os Indios e carpinleiros lirados das obras,
c pasos it cusa da olana;proimivda pelo desvelo
religioso c dirigida pelo ensenliciro Bolelho (o ins-
pector da thesouraria, prcpa'ssa os limites aos quaes
se poderla presumir que a mais presumptuosa igno-
rancia, podesse chegar na sua tontice; esta ponte so-
bre o igarap dos Remedios, com cerca dc -20 bra-
cos de comprimcnlo, e dc i bracas de altara, pela
qual deveri pasear a procissia do Espirito Santo,
ii i p 's-n qualificar ilc nutro mo lo se nao de alten-
lado indirecto vida dos habitantes da Barra
cego nicamente na idea de que aquella festa cabe
no lempo da maior endiente,c que nos oulros nao
a pagaremos por corto, porque tapuio nunca afToga.
Nao sera lalvet o mesmo com alguma branca mu-
Iher ou cri.inca,e cahirao victimas da engenharia
do thesoureiro.Porem que quercm que eu faca?
quem Dcus perder, vuld dementa!. Decidirao es-
tes sabios dWbdcza de demonslrar pralicamenfb que
nao se precisa de engenheiros que o governo c
manda para fazer pontea,e vfloa fazer em risco de
se quehrarem o pescoco na sua obra!Uma oulra,
nao menos nteressanto pelo modo do qual le'pega-
rio a ella, he a cslra.la do Rio-llranco; escolhcu-sc
por isso um cultivador la dos campos; o bom velho
prev que Ihe seria preciso levar um engenbeiro que
Ihe indicasse a eireeoSo para acertar com a barra
quando esliver no malo virgem, c que Ihe soubesse
di/er aonde se adiara, em caso de din ida;porem
esla objeccao he jalgada de tilo pouca monta, que
nao merecen a attenco do Exm. e do conselho ab-
derilanol ir o homem e Dos Ih'o ajudeque as
cartas c o rumo da agulha por fim poderiam ser de
alguma necessidade, que seria conveniente fixar a
psc,ao geodsica do poni da sabida e do da che-
,'ad i,separado, de urna distancia de lalvez muilas le-
guas, e de lixar prcviamenle o rumo que invara-
velmenle uma lal expedicaodeve seguir para ccono-
msar lempo, torcas, e mantimentosdo qoe depen-
de, afinal, a chegada ao um pro|ios(o,ponderar
ludo isso nao passa pela cabeca do no'so prudenle
Vicee assim por dianle.
Uma oulr.i vez quero Ihe escrever mais e sobre
variados assumplos de nao menor inleresse, e nao
faltare! annenctar-Ute em sou lempo a calaslrophe
da ponle do engenbeiro Bolelho, c o presumivel
exilo da expedcao d vedi) Henifica, da qual cm
quanlo utilidadc publica, resultara tanto de pro-
velavel como d'aquclla do memoravel sapaleiro
Salgadoo qual foi por um oulro prudenle Exm.
mandado explorar o rio Punsde onde vollou coro
una carga de salsaarranjada nos lagos do bai-
xo Poros, e com uma extemporaciio nleressante pe-
to sua singela e estupida sem-vergonba, intitulada
Hoteiro narrando cousas nao vislas, e praias nao
passadasa origcm da cuja nomenclatura, at o Sr.
Salgado, nao apparecida em geogrphia- ou caria nc-
imuma elle prudentemente deixqu de nos fazer cons-
tar.Nao foram porom as tartarugas que Ihe conta-
ran! de Paraban, Mamusihan, Tumehan, Learikan,
Cumarihau, Parehan, bis Ciinhuariban, Maquira-
han, Calarrahan, Terranan, Siluahan, ele, e pode-
mos agora em quanlo aos -crios entre a Barra e os
campos do ro Branca, esperar nutras lanas men-
tira-hans, com as quaes vai enriquecer a gcozraphia
do glofco, o relalorio das expedices promovidas pe-
lo excellenlissimo senhor doutor Manoel Gomes
Correa de Miranda.Acabo por hoje desojando-,he
saude, e muila prosperidade.
Cururacaibeur.
Barra do Bio Negro 28 de abril de I8.
Precisa-se de um feitor para si I o,
pe to desta piara: na taberna que faz
quina para a cadeia-nova se dita quem
precisa.
Joaquim Jos Marlins, Manoel Jos Marlins,
e lodos es mais irmaos, filos c genro do fallecido
Jos Manoel Marliu--, iicuhorados por os obsequios
que receberam tanto dos seus amigos como dos do
mesmo fallecido, e mui particularmente do mnilo
disnopadre uuanliane loda comunidade do convento
de S. Francisco desta cidade, por terem asaasUdo ao
funeral e enterro do referido seu pai, e acompa-
nlurcm ao cemilerio e visilacao da cova do stimo
da, vem por meio do presente asradecer-lhes, visto
naopoderem pe-soalmenle o fazer.
AOS PEDESTRES E CAPITAES DE
CAMPO.
Domingo:! do corrente dcsappareccu um escravo
de nom Antonio, crioulo, bem prelo, odios gran-
des, estafara regular, barba pouca c (ao someote d-
banle do queixo, levou camisa branca de panninlio
c calca dc riscauinho deshotado, de serte que parece
branca ; esle negro amestrado em fugas muda mu-
tas vezes o seu verdadeiro nome por outro supposlo,
intilula-se forro e assim faz crcr a primeira vista pe-
lo seu desembarazo ear acapadocado ; desconfia-se
que estoja acodado mesmo aqui pela praca ou em
seus arrabal les como: Poro da Panella, Apipucos,
ele, visto ser muilo conhere.lnr de lodos esse* luga-
res, da-sc uma grande e generosa gratificarlo a quem
delle der noticia certa ou lvala a ra larga do Ro-
sario 11.28, segundo andar.
Uuem precisar de una ama rapaz., para casa
dc pouca familia, ou mesmo psra cstudanlcs, dirja-
se a ra da Cadeia do Kecfe, toja n. 53, que achara
com quem tratar.
Continua se a dar dinheiro a juros razoavels,
com peuhores: na ra eslreita do Rosario n. 7.
,*) O arligo de fundo do n. 111 da Estrella, he
concebido uestes termos :
Arba-sc na adminislracao da proviuca, desde o
adia 11 do correle pela terceira vez o Exm. Sr.
Di. Manoel (lomes Cerris de Miranda.
(i Suas Istaes,sen p-ln iii-mo, or.inheciinenlu que
o lem da provincia, o sobre ludo o grande numero
de amigos verdadeiros que conla desde sua chegl-
o da aqui em 1851, presagiam-nos que sua admiuis-
ii Irarao, posto que possa ser de pcqupna duracao,
sera memoravel pela prudencia e acerloque "bao
de diciar seus actos.
Nosso orgo he mu frico, mas a ingenuidade
de nossas expres'essera rcconliecida por S. Esc,
a quem tributamos nossos humildes respeilos, fa-
,i zendo ao mesmo lempo i provincia inlcira os de-
vides elogios, por achar-se no lmao na sua admi-
nlstracSo lao conspicuo cidadio.
& correspondencia daqui publicada no n. 16:1
do Trizeilc Main, cania na mesma gamma... Suhs-
tiluc o sonselheiro Penna -, por emqnanto, como
I. vcc-prcjidenle o Exm. Sr. Dr. Miranda, ci-
dadao asss conbecido uessa provincia, ediguo de
encomios pela prudencia com que sella seus actos
e mais adianto :
Felizmente o detonado do director coral das
Vai-se continuar na execucao do aecordo proferi-
do na causa principal contra o Sr. Jos Dias ; e o
publico sera iiilormado du resultado desla questao.
Joaquim da Silva Mourao.
O abaixo assignado pede ao Sr. J. F. da C.
que lenha a bnndade de mandar pagar a quanlia,
que nao ignora, na taberna da ra da Cruz n. 28, do
contrario lera de ver o seu nome por extenso neste
jornal.Andrc Barbosa Soares.
Psecisa-se de um caixeiro de 12 a 1* annos
para taberna, que lenha alguma pralica do mesmo
negocio : ua ra da Cruz n. 28.
O Sr. J. A II. venha no prazo de '.i dias con-
cluir o negocio, qne di/ia lindar no fim de maio pr-
ximo passado, do contrario lera de ver o seu nome
por extenso ncsle jornal.
No ultimo do mez de maio desappareceu um
so- I pavao do sobrado da ra dos Martyrios n. 4 : quem
delle der noticia ser gratificado.
Precisa-se alujar nma ama qoe seiba engom-
mar e cosinhar o diario de uma casa de pouca fa-
milia : na ra das Aguas-Verdes, sobrado junio ao
do escrivao Poslhumo.
Desencaminbaram-se duas lellras da quanlia
de 5OO5O0O, sendo uma de 1503000 c oolr de 2503,
sacadas por Bernardina Jo Pereira Guerra, e acei-
tas por Joao Martins Bibeiro, a vencer-se uma
no lint de outubro do correte anno o a .mira no
fim de fevereiro do anno prximo fuluro ; pede-se a
quem quer que as lenha adiado, as venha entregar,
en publico que nenhum negocio ou (ransaccio faca
com ellas, visto que o aceitante est sciente deltas se
(erein deseucaminhado, e s pagar ao dilo sacador :
quem as ochar, poder entregar na ra de Santa Bi-
ta n. 8, ou no aterro da Boa-Vista n. 78 A, quesera
recompensado.
Fartaram da praca da ribeira da freguezia de
Sanio Antonio, um cavado caslanbo, grande, capa-
do, com uma mao e um p calcados : roga-se a todas
as autoridades policiaes a capturado diloladrao. Es-
le cavado perlence a Jos Soares de Mello, lavrador
do engsuho Penedo de cima.
O abaixo assignado, tendo emootubro de 1852
comprado ao Sr. Antonio Jos Maria Bibeiro l'ara-
suass o escravo crioulo, de nome Tilo, com a con-
dicode quando huuvesse de vender dilo escravo,dar
a preferencia ao mesmo Sr. Paraguassii, avisa ao
mesmo Sr. que esl resolvido a vender dito escravo,
e por isso quereado ler a preferencia, dirija-se nes-
tes :! dias .1 Olinda, em casa do abaixo assigriado,
para effecluar a compra..uiz Jos Pinto da Cmta.
Quem deixou uma argola com 12 chaves no
escriplorio de Bolhe (Si Bidoulac, ra do Trapiche
n. 12, pode mandar buscar, dando os signaes.
Precisa-se de om homem que enlenda de plan-
tario de sitio, para administrar mis pretos em om si-
tio na Passagem,: a tratar na ra da Cadeia do Be-
cife n. 51, toja.
Aviso ao respeitavel publico.
Joao I ,ii i y. Ferreira Bibeiro, com padaria no largo
de Santa Cruz n. 6, confronto a sreja, alm do bom
pao o bolachas de todos os lamanhos, se acha muni-
do dc um homem que entende perfeilamente de fa-
zer boliuhos de lodas as qualidades, pastelees, enfei-
la bandejas para bailes, amendoas, confeilos, e ludo
mais de sua arle ; por isso avisa o dono do cslabele-
cimenlo a lodos os seus freguezes, qoe vende ludo
por menos preco que em qualquer parte, lauto cm
porrao como a retadlo; assim edmo na mesma pa-
llara se fabrica bolachinba de ararula mudo bem
feila, biscoitos, falias finas etc.
Em selembro de 1825 cheaon a este porto o
beruanlim Bella Escolha, que vinha da cidade de
Porto, e daqui seguio para o Maranho, roga-se por-
tanlo aos senhores a quem esle brigue veio consigna-
do, derlararem por esle jornal a sua morada para se
Ihes fallar.
Ainda esl para se aluear uma casa torrea na
cidade de Olinda, ladeira da Misericordia n. 12. em
muilo bom eslado : para ajuslar, na ra do Banscl
n.2l.
Quem aniiunciou querer comprar nm capole
de borracha ja servido, ainda precisando, procure na
ra do Batigcl n. 21, a qualquer hora.
O bello elogio leilo aos diuslres Srs. acadmi-
co, por madama Deperine, no theatro de Santa-Isa-
bel desla cidade,acha-se ricamente impresso em Pa-
rs, o na casa da roa larga do Bosario o. 28, primei-
ra andar.
Precisa-se de uma ama forra, que saiba bem
engommar e cozinbar, para uma casa de pouca fa-
milia : na ra das Cruzes n. 28, priineiro andar.
LOTEKIA DA ORDEM TERCEIRA DO
CARMO.
Aos 6:000.s<)00 2:00u$000 e 1:000.?000.
O caulelisla Antonio da S"ilva Ouimaraes faz sci-
eule ao publico, que sabbado. 9 do correute, andam
as rodas da loleria da ordem terceira do Carmo, e
que elle lem expnslo a venda um resto dos seus hi-
Iheles, meins, quarlos, decimos e vigsimos, nos te-
sares do coslume: aterro da Boa-Vista n. 48 ; roa do
Cabug n. j II ; ra larga do Bosario n. 2(i; prara
da Independencia n. 14 e 16 ; ra do Collegio n. 9;
ra do Bausel n. 51 ; paga todos os premios com o
descont da lei. O mesmo caulelisla tem esperanza
dc (ornar a vender oulra vez a sorle urande como de
oulras muilas que lem vendido, a vista da variada
numeraran que tem.
AGENCIA COMMERCIAI..
Christovao Guilhermc Breckenfeld, habilitado
com os ronhecimeiitos pralieos que em materias de
commercio tem adquirido durante mudos anuos,
que as lem exercitado nesla praca como caixeiro,
miarda-livrns, e gerente dc necocios proprios e
silicios, offerece aos negociantes desta e das oulras
pravas do Brasil, assim como a oulras quaesquer pes-
soas, o seu presumo para o fim de dirigir tudo o qoe
se refere cuulabilid.ide, como si jam.rever e ajuslar
conlas de qualquer natureza, oreanisar balanzas, re-
gularisor liquidarles de sociedades, rateios, regula-
res de avarias, inventarios c parlilhas ainigaves de
qnalqucr especie de bens, exlrahir conlas correles
com juros ou sem elles, por cm da escriplnracoes
atrasadas, tomar conla oe qualquer nova escriplura-
rao por partida dobrada, mixta oo simples, arbitra-
mentos judiciaes, contratos commerciaes de qualquer
natureza etc. etc. Encarrega-se oulro sim de diri-
gir qualquer negocio judicialmente, qur perantc o
juizo commercial. qnr perantc o tribunal do com-
mercio, em primeira c segunda instancia, para o que
lem a cooperaran dc um dos mais habilitados advo-
zados e de um dos mais probos e diligentes solicito -
lores do toro. Para este lim tem o annuoeiante
aberto o seu escriplorio na ra da Cadeia de Santo
Intento n. 21, mide pode ser procurado das 8 horas
da manhaa as 4 da larde. O anuunrianlc espera
merecer desta e de oulras praras um bom acolhi-
rnenlo, sendo o seu estabclecirocnte da mais reco-
uhecida ulilidade.
Alnga-se uma boa sala e alrova em uma casa
do bairro do Becife. por RgOllO mensaes : quem pre-
cisar anonade para.ser procuraJo.
Boberto Arburke, Dr. em medicina, relira-se
para a Europa com a sua familia, lavando em sua
companbia uma criada.
Boberto Arbuckle, Dr. em medicina, reliran-
do-so para a Europa, deixa por seu bastante procu-
rador o Sr. Tb. A. Dammeyer.
Da-sc dinheiro a premio rom penbores de ouro
ou prata.emporcao dc IOO3OOO ale BOOjOO : as
Cinco Ponas u. 71, se .dir quem da.
Precisa-se de um criado que seja fiel e capaz,
liara servir em urna casa de familia : quem quizer,
dirija-se praca da Boa-Vista, rasa da quina que
lem entrada para a ra do AragflO 11. 12.
torras publica'1 nesta provincia.o Sr. Wilkens, ~" .0saD8.'*n assiinados porliripam ao puhlico.que
he dolado de prudencia bastante, e conhece as ; lem nestac.dade estabelecido o seu armazera de sec-
.1 parcialidades locacs, ele, ele, ele. s s moteados, que vendem P"r grosso c a relalho,
Ora,'um Mura bem ladino, meu compadre. var. : "I" a a da llon-X isla, canto do larco do Pelouri-
rendola as secreIaras,clieOTu a poder assegorar-me, !'-ho' r"J eslsbeleciinento gyra dehaixo da firma dc
que a /s/rc/u do Amazonas, he redimida no pala-1 'e"c"-< & Salvador. Os mesmos bao resolvido re-
cio mesmo, isso lic.noabinele do presidente, c que '*b" ,,e conla e com"""". <"do e qualquer nene-
a lal correspondencia, do Treu de Maio, he devida r0- F?" qU i hbil penna do mesmo Sr. Wilkens. ;|);,r<' rie PPo cumpr.rem ordens ou pedidos de
Me duro, uppor.ho, depois da fa liga de lecer os 1 **"* commilenles que se dignem consienar-lliea seus
seus proprios elogios, cahimo ridiculo de achar-se f"5 proporcionando-lhes prompla venda : len-
exposlo nesla interessante oceupacaa aos olhos indis- \ emr,re em """deracao a repula-los pelo melhor
crelos do publico ; nao foi, porm, de oulro modo, 're"1ue w <*< !"> mercado. Para lOde maio
fazer constar aos pru'denles que pondo-se no in- '.,,K" 4"""" Joaquim Ferreira, Jos Antonio
lento de nsensar a si mesmos, devem para o futuro '>alca('or-
fazer-se mais ladinos, pois que seria intil de lodo; Oderece-se uma inullierde idade para ama de
chama-Ios modestia, esle infallivel accessorio do casa de homem solteiro ou de pouca familia no
verdadeiro mcrilo,. I aterro da Boa-Vista toja 11. (J5.
DATA INCORRETA
MUTILADO


4
OIARIO DE PERMRUCBO, QUARTA FEIRA 6 L JUNHO DE 1*55
LOTERA DA OllDEM TERCEIRA DO
CARMO.
Aos biOOCJOOO, 2.OUO5OOO, i :00O9000.
Corre indi.bilavel.nenie sabbado, 9 de junho.
O oautelista Salusliano de Aquino Ferreira fax
scienle ao respCilavel publico, qisu a suas cautelas
estao sujeitas ao desronlo de oilo por cento do im-
pasto (eral. Os seus bilheles inleiros, vendidos em
originaes*. nao soflrem o descont de Hilo por cenlo
do imposto geral us (res prime.rus premias grandes.
Acham-se venda as seguiules lojas : ra da Ca-
deia do Kosifc n. 21 c 45 ? piara da wdependen-
cia n. 37 e 39 ; ra do Livramenlo n. 22 ; ra
Nova n. i e 16 ; ra do (Juei.nario n. .19 e 11 ; ra
estrrita do Rosario n. 17, e no aterro da Boa-Visla
n. 7*. Bilheles* 5800 Kecebc DO r inleiro .:O0OS
Meios 98H00 H CUIII descont 2:7608
Ouarlos . l-i'.u u 1:380
Quint? I--IIH . i) 1:10.0
Oitavoa . n i> 6909
Herimos 600 5523)
\ gatuno! . &o 276a
O referido cjulclisia solio rrsponsavel a pagar os
oilo por cento da lei, sobre os tres primeirns pre-
mios grandes nosseus bilheles inleiros vendidos em
uriiuaes, logo que Ihe fr aprescnlado o bilbete.
indo o pnssuidor receber o respectivo premio que
nelle saliir, na ra do Collegio n. 15, escriptorio
do Sr. IhesQurciro Francisco Antonio de Oiiveira.
Pernambuco 3t de mam de I85.
LOTERA DA ORDEM TERCEIRA DO
CARMO.
Aos 6:000S000, 2:000000, l:000f}000.
No dia 9 do correte andar as rodas dosta lotera.
Os bilheles ecautelas do cautelisla Antonio Jos Ro-
drigues de Souza Jnior acham-se a venda na prara
da Independencia, lojas ns. i, 13, 15 e 40, ra do
Queimado n. 37 A, aterro da Boa-Vista o. 72 A, e
lias outras do rostume. Os scus bilheles inleiros i.So
sofTrem o descont dos 8 por cento da lei nos pre-
mios grandes, e sim as suas cautelas.
Bilheles 50800 Recebe por iuleiro 6:0002000
.Meios 29800 com descont 2:7(105000
Quarlos 1i40 n l:380o000
Oilsvos 720 n 6909000
Decimos 600 o 552S00O
Vigsimos 320 d 2769000
O mesino cautelisla declara, que apenas se obriga
a pagar os 8 por cento, los premios grandes que sa-
hirein em seus bilheles inleiros, em origiitaea, de-
vendo o possuidor receber do Sr. llusoureiro o seu
respectivo premio.
Offerece-se urna criada para servido de urna
casa de pouca familia, de portas a dentro : delraz da
matriz da Boa-Vista n. 26.
Oflerece-se ama mulher para ama de urna casa
de pouca familia : ua ra da Cadeia de Santo Anto-
nio, taberna 1.- anpar u. 26.
D-sea quanliade 508000 a juros com penho-
rei : a tratar na ra Nova o. 12 luja, de meio di
ai 2 horas da tarde. ,
Precisa-se alugar urna escrava de meia idade
para comprar, cozinliar o diario tic urna casa, e en-
saboar algumas loadlas da cozinlia : quem a liver,
dirija-se au paleo do Carroo, fabrica de charutos n.f.
C. J. Aelley vai a Europa, e deixa na sua au-
sencia como procuradores de sua caa aos Srs. J. F.
O. kladlem 1.' lugar, e Kodolpho Krurkenberg em
segundo.
l'recisa-se de urna prela escrava para ama de
urna cata de familia, que faca o serviro interno e
e.xterno da mesma, pagando-se-lhe 320 rs. por dia :
a tratar na ra do Collegio n. 3, primeiro andar.
Casa de consignadle- de esclavos, na ra
dos Quarteis n. 2i
Corapram-se e recebem-se escravos de ambos os
sexos, para se venderem de commissilo, tanto para a
provincia como para fra della, oll'erecendo-se para
kilo toda a seguranza precisa para os ditos escravos.
F. Dragn relira-se para a Franja.
RECREIO MILITAR. J
l'revine-se aos senhores socios, que a partida lera
lugar no dia 16, e as propostas para convites serilo
entregues al o dia 7 em casa du abanto assgnado,
na ra do Aragao n. 12.O secretario," aderes
Barros.
Barbara Mara de Castro Lopes, tencin ando
comprar urna pequea casa de taipa, sila no becco
do Quiabo da povoacSo do Montciro, pertenceiite a
l). Mara da Rosa Frrreia, faz o presente annun-
cio paraquemse julgar comdireito a referida casa,
.'('( Limar uppurluiiaiiieiile.
COMPANHIAPERNAMBUCAM
DE NAVEGADO COSTEIRA.
A diteccao tendo de mandar fater o
aterro e caes no terreno do forte do
Mattos, convida as pessoas que cstejaui no
caso de arrematar asreferidas obras, a viaretn assuas propostas ate o dia 15 do
corrente, ao escriptorio do Sr. F. Cou-
lon, na ra da Cruz n. 20.
CONSULTORIO DOS POBRES
ttO &UA STOT7A 1 4D& 5<0.
O Dr. P. A. Lobo Moscozo da consullas liomcopalbiras Indos os dias ao pobres, desde 9 horas da
maulla al n meio dia, e em casos extraordinarios a qualqucr hora do dia ou noile.
Ollerecc-^e igualmente para praticar qualquer o|>eraca,i de cirurgia. e acudir piomplamentc a qual-
qucr mulher que esteja mal de parto, e cujascircumstancias nilo permiltain pagar ao medico.
M consultorio' d m. f. L LOBO HOSCOZi.
5o ra nova 5o
VENDE-SE O SEGUIRTE:
Manual completo de meddicina homcopalhica do Dr. G. II. Jalir, tratando em por
luguez pelo Dr. Moscozo, quatro voluntes encadernados em dous e acompauhadode
un diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., ele...... 208000
Esta obra, a mais importante de Indas asquelralam do estado c platicada homoopa I hia, por ser a nica
queconlm a base fiinilamcnlal d'esla doutrinaA P ATHOENESIA OU EFFEITOS DOS MEDICA-
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO I)F. SALDEcouhccimenlos que nao podem riispeusar as pes-
soas que se querem dedicar a pralica da-verdadeira medicina, interessa a lodos os mdicos que qaizerem
experimentar a doulrina de liahnemann, e por si mesmos se convencereni da verdade ri'ella: a lodos os
fazendeiros c senhores deengenho que eslao longe dos recursos dos mdicos: allos os eapilcsric navio,
que urna ou outra vez nao podem deixar de acudir a qualquer incommodo seu ou de seus tripulantes :
a lodos os pas de familia que por efremnstaucias, que ncn sempre podem ser prevenidas, silo obriga-
dos a prestar in eonlinenti os primeiros soccorros em suas enrermidades.
O vade-niecum do homeopalha ou Iraducr.lo da medicina domestica do Dr. llering,
obra lanibem ulili pessoas que se dedicam ao estudo da homeopalhia, um volu-
me grande, acompanhado do diccionario dos lermos de medicina......
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., etc., encirdcnado. .
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pratira da
homcopatuia, e o proprielario deslc estabelecimenlo se lisongeia de le-lo o mais bem montado possivcl e
ninguem d'uvida boje da grande superiuridade dos seus medicamentos.
Boticas a 12 tubos grandes...............
Boticas de 21 medicamentos em glbulos, a 10$, 12o e 139000 rs.
Ditas 36 ditos a............
Ditas 48
Ditas 60
Ditas 144
Tubos avulsus.........
Frascos de meia onca de lindura. .
Ditos de verdadeira lindura a rnica.
Namesmacasa ha sempre veuda grande numero de lobos de crysta de diversos lamanTuis,
vidros para medicamentos, e aprompta-se qualquer cncommenda de medicamentos com toda a brevida-
dc e por presos muilo commodos.
Acha-se a venda o MANUAL do Guarda .;
$ Nacional, ou codecrao de todas as leis, regu- 9
9 lamentos, orden* c avisos concedientes a mes-
9 ma guarda nacional, nrganisado pelo capitao 9
i secretario do commando superior da guarda
9 nacional da capital da provincia de Pernam-
f$ buco Firmino Jos de Oiiveira, desde a sua m
1 nova organUacAo at 31 de dezeinbro de 1
9 18ji, relativos nao 10 ao processo da qualili-
9 ca(au, recurso de revista ele. ele, senao n eco- A
# nomia dos curpos, organisarao porinuuicipios, 9
0 bataliies, companhias ; com rnappas, mo- %
# dlos etc., etc.: vende-sc nicamente no pa-' 9
"* leo do Canno u. S 1. andar 03OOO res por ~
cada volume.
Fomecimento de curva'o
As pessoas que se propo/.erem a sup-
prir de carvao os vapores da mesma com-
panhia, podem igualmente apresentar
suas propostas no mesmo escriptorio ate
0 referido dia 15 do correte.
Na taberna n. 6 da ra da Concei-
cao se dir' quem precisa de urna ama for-
ra ou captiva para fazer as compras e o
maisservioo de urna familia de tres pes-
soas, paga-se bem:
Quem precisar de urna ama forra pa-
ra casa de pequea familia : dirija-se ao
largo do Paraizo, sobrado n. 13.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acham-se a venda os novos billictcs da
21 lotera do theatro de Nictlieroy, que
devia correr a 2 ou \ do corrente mez :
as listas esperam-se pelo veloz vapor TO-
'CANTINS, 110 dia ludo andante: os pre-
mios serao pagos logo que se izer a dis-
tribuicao das mesmas listas,
A pessa que perdeu um chapeo de sol na roa
do Reg em Sanio Amaro, queira enlender-se com
Antonio Jos Gomes do Correio, que Ihe ser en-
tregue.
Andr de Abren Porto, declara a aquelles que
o denominan Payante, que elle ndo tem esle
sobrenomc.
Precisa-se alugar urna olaria que lenlia sitio
ou mesmo sem elle, perto de embarque: quem liver
aununcie, ou dirija-se esta lypographTa, que acha-
ra com quem tratar.
' Qaarta-feira, 6 do corrente, depois da aadien-
cia do lllm. Sr. Dr. juiz dos feilos ila fazenda, que
lera lugar as 10 horas do dia, arremalam-se por ven-
da os seguinlcs bens: A parte do sobrado de
um andar, na ra da Senzala Vellia n. 100, por
1:2489204, riada a fazenda provincial em pagamento
de sello de I eranca no inventario rio fallecido padre
Domingos Allonso Regueira ; I mesa redonda de
amarello, eovernisada de prelo, por 108000 ; 2 ban-
cas de angico idem, por 108000 ; 12 cadeiras de ja-
caranda por 249OOO, por execueo ; 1 casa terrea na
freguezia da Boa-Visla. na ra do Mondego, com 20
palmos %' de frente o 60 de fundo, com cozinha fu-
ra, quintal murado c cacimba proprio, por 1:0009,
penhorada a js herdeiros de Francisco Jos Alves ;
1 dita, sila na ra do Pilar n. 26, com 2S palmos de
frente e 70 de fundo, cozinha fi'ira e pequeo quin-
tal com purl.lo para a ra do Brum, por 700-jlXK),
penhorada a Isabel Francisca por Francisco Jos Si-
ines; 1 dita do taipa no lugar da Capunga n. 43 A,
com quintal em aberloe sojo proprio, por ">09000,
penhorada a Anua Jaciotha da Cosa ; I lerreuo no
becco (lo Quiabo n. 32, na freguezia dos Afogados,
rom 30 palmos de frente e 80 de fundo, e urna por-
r.lo de tedias que for.im da rasa de taipa no dito
terreno, por 255000, penhoradas aos lillios de lenlo
Joaquim de Carvallm : com o abale da lei as caas
terreas ns. 29, 31, 3, 35 o 37, sitas na ra do Bom
liosto da freguezia dos Afogados, perlencculcs aos
licrdtiros de Joaquim Caetano da Luz, as quaes fo-
ram adju licadis .1 mesma fazenda, todas em I05J ;
a renda annual da casa lerrea meia-agua, na ra da
Senzala Nova 11. 3. por iti-SHXI, por execueSo conlra
us herdeiros de Joaquina Alaria da Cuuceirao; idem
idem da casa lerre.i na ra da Alegra u. 20, por
729000, por execurao conlra Ignacio Joaquim Ri-
beiro ; idem dem da casa de sobrado de um andar,
com grande quintal, na ra du Hospicio n. 6, por
6009000, por execueo conlra D. Francisca Thoma-
zia da Coiueiro Cunha ; idem idem da casa lerrea
na ruada Conceiro da Boa-Vista n. 45, por 1209,
por execueo contra Jo> de Freilas Barhoza ; dem
idem da casa lerrea na ra da (loria n. 27, por exe-
cueo conlra os herdeiros do padre Gonralo Jos de
Oiiveira, por 120g000 : quem quizer arremataros
bens annuuciados, comparera no lugar do coslumc.
Kecife 2 de junho de 1855.O solicitador da fazeoda
' provincial, Jote Mariano de Albuquerque.
dilos a
ditos a
dilos a
109000
:1300o
88000
209000
259000
305000
609000
I9O00
25000
25000
>'ovos livros de homeopalhia uicfraucez, obras
(odas de summa importancia :
liahnemann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
lumes............2O9OOO
Teste, rrolcstias dos meninos.....69000
llering, homeopalhia domestica....."5OOO
Jalir, pharmacopeahomeopalhica. 69000
Jahr, novo manual, 4 volumes .... 169000
Jahr,-molestias nervosas.......65000
Jahr, molestias da pelle. ....... K.5000
Rapou, historia da homeopalhia, 2 volumes I65OOO
Ilarllimann, tratado complelu das molestias
dos meniuos..........
A Teste, materia medica homeopalhca. .
De Fayolle, doutrina medica hoineopalhica
Clnica de Slaoneli .......
Casling, verdade da homeopalhia. .
Diccionario de Nj sien.......
.Villas completo de aualnniia com bellas es-
lampas coloridas, conlendo a descripeo
da* todas as parles do corpo humano .
vedem-sc lodos estes livros no consultorio homeopa-
thicu do Dr. Lobo Moscuso, ra Nova o. 50 pri-
meiro audar.
1050XH)
8000
"90(HI
liSOtK)
45 10JO00
309000
DENTISTA,
Paulo Gaiguoux, denlisla francez, eslabele @
cido.na ra larga do Rosario 11. 'Mi, spgnudo 9
andar, colloca denles com gengivasarliHciaes, 6
e dentadura completa, ou parle della, com a 9
pressao do ar. <
Rosario n. 36 segundo andar. 0$
ALL DE LATIM.
O padre "Vicente Ferrer de Albuquer-
quemudou a sua aula para a ra do Rati-
gcl n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos eexternos desde ja' por m-
dico preco como be publico: quem se
quizer utilisar deseupequeo prestimo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
O escripturario da Companbia de
Beberibe, encarrega-sede comprare ven-
der acrOes da mesma companbia : na ra
Nova, sobrado 11, 7.
Esl a sabir a luz no Rio de Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
H0B1E0PATHA.
. EXTRAHIDO DE RL'OFF E BOEN-
NINGHAU8EN E OLTROS,
poslo em ordem alphabeliea, com a descripeo
abreviada de todas as molestias, a indicacao phyMO-
logica e Iherapeutica de lodos os medicamentos ho-
meopalhieos; seu lempo de accao e concordancia,
seguido do um diccionario da signilicaeo de lodos
os lermos de medicina e cirurgia, e poslo ao alcance
das pessoas do povo, pelo
DR. A. J. DE MELLO MORAES.
Subscreve-se para esla obra no consultorio horneo,
pathiro do Dr. LOBO MOSCOZO, ra Nova n. 50-
pnmeiro andar, por 5JJO00 era, brochura, e 69000
eucadernado.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva, que
saiba fazer o serviro diario de urna casa de pouca
familia : a tratar ua ra do Collegio 11. 15, arma-
zem.
EDUUCA'O DAS FILHS.
Entre as obr.is do grande Fenelou, arcebispo de
Cambra), merece mui particular menre otratado
da educarn das meninasno qual esle virtuoso
prelado eusiua como as niAis devem educar suas li-
Ihas, para um dia chegarem a oceupar o sublime
lugar de mai de familia ; loina-se por lano urna
uecessidade para todas as pessoas que desejam gui-
a-las no venlade.ro cammho da vida. Esl a refe-
rida obra Iraduzida em porluguez, e vende-se na
livr.ina da prai-i da Independencia n. 6 e 8, pelo
diminuto preco de 800 rs.
Conslando-me que a Sra. D. Leopoldina Maria
da Costa Kruger pretende alienar seus bens de raz,
previno aos que os quizercn comprar, de que movo
conlra a dila senliora areAo decendial pelo juizo da
primeira vara do commerrio do Recife, para me pa-
gar da quantia de 4:8805000 e dos juros vencidos, e
que csses bens eslo sujeitos ao referido pagamento,
afim de nao se chamaron os compradores em lempo
algum ignorancia. Recife 10 de tritio de 18.55,
Malinas fj>pes da Cosa Main.

i
f*
tt
IBLICAfAO' DO NSTITiTO H0-
HL0PATII1C0 DO BRASIL.
* THESOURO HOMEOPATIIICO
w OU
'$) VADE-MECUM DO
HOMEOPATHA.
IQf Mtlhodo comiso, claro e seguro de cu-
i rar homeopalhicamente todas as molestias
V que affligem a especie humana, e parli-
(jra cularmciiie aquellas que reinan no Bra-
sil, redigido segundo os melhorcs trata- ,
dos de homeopalhia, lauto europeos como &
{A americanos, e segundo a propria experi- ie*
79 enca, pelo Dr. Sabino Olegario Ludgero v*|f
^ Pinho. lisia obra he boje reconhecida ro- {gl
/A mo a inelhor de lorias que Iratam daappli-
\f cac^o homeopalhca no curativo rias. mo-
() leslias. Os curiosos, prncipalmeule, nao
podem dar um passo seguro sem possui-la e
consulta-la. Os pais de familias, os seuho-
i A ra de engeiiho, sacerdotes, % janles, ca- [.
?Z pitaes de navios, serlancjos ele. etc., devem j
^ le-la mo para occorrer promplamenle a <&)
(. qualquer caso de moles lia. g
W Uous volumes em brochura por 109000 W
'$>) encadernados 119000 ()
4t Vende-se nicamente em casa do autor, a,
H^' no palacete da ra de S. Francisco (Man- Wf
@J rio Novo) n. 68 A. (&
Na ra Bella n. 13, precisa-se de urna ama es-
crava, que saiba cozinliar bem.
O cautelisla abaixoassignado.querendo desoue-
rar na thesouraria geral o seu fiador, couvida a qual-
quer pessoa que possuir cautelas suas premiadas, das
loteras da provincia, que no prazu de :Ki dias venha
receber sua imporlancia. Recife 5 de maiu de 1855
Sihestre Vertir da Silca uimarues.
Aluga-se a 109 rs. por mez, urna casa lerrea
em Oliuda, ra da Itica de S. Pedro n. 1, com duas
portas e>duasjancllas de frente, Ires salas, quatro
quartos, grande cozinha, quintal grande murado
com porino para i ra, cacimba, estribara para Ires
ou quatro cavallos, e casa para pretos, e lamben se
vende : a tratar com Antonio Jos Rodrigues de
Souza Jnior no Recife, ra do Collegio n. 21, pri-
meiro ou segundo andar.
MASSA ADAMANTINA.
Ra do Rosario n. 36, segundo andar, Paulo Gai-
gnoux, denlisla francez, chumba os denles com a
massa adamantina. Essa nova e maravilhosa com-
posirao tem a vantagem de enchersem pressao dolo-
rosa todas as anfraclnosidadcs do dente, adquirindu
cm poucos instantes solidez igual a da pedra mais
dura, e permilte restaurar os dentes mais estraga-
dos com a forma e a cor primitiva.
Precisa-se alugar una ama que saiba rnzinhar
3 fazer todo o mais serviro de casa : na ra das Cin-
co Pollas n. H.
Victorino Jos_ de Souza relira-se para o Ro
de Janeiro, e avisa o Sr. Joaquim Jos dos Sanios
que fara o favor do apparecer no prazo de i dias
para ajustar suas cenias, e mais qualquer um que se
julgar ler alguma conta com o dito seohor.
Quem liver ronlas com a galera nacional Feli-
ciana, naufraga,la ueste porlo. sirva-se aprcsenla-
las alo o dialidc juulio, 110 escriplurio de Domingos
Alve Malheus, para screm paga-.
Traspasa-sc o arrendamenlo do urna das me-
lhorcs ravallariras do Recife, vendem-se na mesma
2 cavallosc 2 carrurasl a dinheiro ou a prazo : na
ra da Guia n. C,.
Anlonio Rodrigues de Albuquerque, escripla-
rariu do consulado provinciah. faz scienle aos Srs.
proprietarios dos predios urbanos das freguezias de
S. Fr. Pedro Gonralves e Santo Antonio, que prin-
cipia a fazer o lane.imenlu da decima, como tam-
bera dos de mais imposlos .1 cargo da repartirlo, do
anrfo financeiro de 1855 a 1856, no dia 5 de junho
corrente.
CORTES DE CASEMIRAS
DE CORES ESCURAS F, CLARAS A 39000.
Vendem-se ua ra do Crespo, leja da csquiua que
volla para a ra da Cadeia.
CHALES DE LA E ALGDAO,
ESH'ROS A 800 RS. CAUU.il.
Vendem-se na ra do Crespo loja da esquina que
volla para a ra da Cadeia.
COM PEQUEO TOQUE DE
Algodo de sicupira a 2>"i()(l e 39 : vende-se na
ra iln Crespo loja da esquina que volla para a ra
da Cadeia.
Vendem-se saccascom farinha a -000 rs., I
tas rom arroza41000 rs. : no caes da Alfandega ar-
inazeni de Amonio Aunes Jacome Pires.
Na ruadasCruz.es n. 2. vendem-se 2 escrava",
sendo urna da Cnsla, mura, oplima para lodo ser-
vido, lano de casa, como" de ra ; e outra de meia
idade de narao Angola, que cozinha e lava, e he
inulto possaute.
Vendem-se vareas, novflllOS e garrotes por
preeo caminodo.na ilha do Nogucira : quem as qui-
zer, dirija-se ra Imperial, sitio do viveiro, que
adiara com quem tratar.
\ endeni-se 2 canoas, sendo urna de carreira c
oulra de um s pao ; por prern diminuto : no pa-
leo do Paraizo 11. 18.
Na casa de Ilebrard & Blandin, ra do Trapi-
che Novo 11. 22, vende-te a/eile doce francez de
l'lagniol, verriadero salame de L> 011, muilo fresco,
astim como vinho de Bordeaux, champagne, cognac,
ludo por proro razoavcl.
RA DO CRESPO N. 21.
Vendem-se superiores palitos pretos de
casemira, viudos de encommenda, e por
prero muito razoavel.
Barris v.^/.ios.
Na ra da Praia. becco do Carioca, arma/.em ile
Antonio Pinto de Souza, ha para se vender barris
vazios de varios tamaitos c em con la.
Vende-se um famosa escrava cabra, de 3e
anuos, de ninilo boa conducta, saliendo engouimar,
coser chao e ensalmar, com urna cria de 5 annos
pera muilo linda, propria para eriar-sc, por ser
muilo esperta : n ra dos Mari) ros n. 14.
LEITE PURO.
Do dia 6era dianle vender-so-ha muito bom Icile
sem agua : na ra do Livramenlo n. 26 a 200 rs. a
garrafa.
Vendem-se 2 esrraves de bonitas figuras e mui-
to moco, e 1 dila quilandeira, por prero commodo :
na ra Direila n. 3.
Em casa de Timm Mocasen & Vinassa,
prara do Corpo Santo n. 1.1, lia para
vender:
Um soitimento completo de livros em
bronco, vindos de Uamburgo.
COMPRAS.
Compra-se urna geometra de La-
crois : fjaern ti ver annuncie.
Compra-se urna preta que saiba bem coser e
seja moja : na ra Nova n. 67.
Compram-se cITeclvaraenle trastes novos e
usados : na ru.i da Cadeia de Santo Antonio n. 18.
Na mesma loja tarabem se alugam raobilias e oulros
quaesquer Irasies, assiin como se vendem por mais
baralo preco do que cm oulra qualquer parle.
Compra-se prala brasilera ou hcspaiihula : na
ra da Cadeia do Recife n. 54, loja.
Compram-se escravos de ambos os sexos de 13
a 22 annos, pagam-se bem na ,rua Direila n.66.
Compra-so um escravo de narao, que seja sa-
dio, forte, sem virios e que lenlia 20a 25 annos : na
praca da Boa-Visla n. 5.
Compra-se um filelro, que sleja cm bom
uso de venda, e vende-so um candieiro francez era
muilo bora estado, de duas luzes ;. ua taberna da
quina da ra da Roda, largo doCapui, n. 27.
VENDAS.
Vende-se Ma vacca parida de Ires dias. mansa
de corda: nauoruzlliadadeBelem, taberna-da An-
dr.
RA DO CRESPO N. 19
\ endem-se chles de 13a de diversas finalidades e
goslo, por preros comuiodos.
KLA DO CRESPO N. 1
Vendem-se brnsde puro linho, branro ede cores
a l>200 a vara, risraduhoscm chita a G9000 a peca,
e 160 o covado, corles de hia para calca a I92OO. s-
siincunio organdis e cascas de muil bom goslo, c
oulras umitas fazeudas.por preros razoaveis.
RA DO CRESPN. 19.
Vendem-se bonitas maulas de seda para senliora
a 3jO00 cada una.
Vende-se una boa casa lerrea, sila na ra da
Conceiro da Boa-Visla: a tratar ua ra Nova u.67.
CEMENTO ROMAJO
da melhor qualidade, e chegado no ulti-
mo* navio de Uamburgo: vende-se em
conta, na ra da Cruz n. 10.
Vende-se um escravo de meia idade : na ra
larga do Rosario n. 36. lerceiro andar.
.Vendem-se organdis, fazenda nova e bom gos-
lo propria para veslido de senhora ; d-sa amo-lias
com penhores : na ra do Queimado, loja da esqui-
na do becco da Cougregacu n. 41.
Litteratura.
Acha-se venda o compendio de Uarla e Prali-
ca do Processo Civil feito pelo Dr. Francisco de Pau-
la Baplista. Esla obra, alera de urna inlroducrao
sobre as arroes e exceproes cm geral, trata do pro-
cesso civel comparado cora o eommcrcial, conlcm
a Iheoria sobre a applirar.o da causa juluaria, c ou-
tras doutnuas luminosas : vende-se nicamente
na luja de Manoel Jos Leile, mado 11. 10, a 69 cada exemplar rubricado pelo
autor.
VESTIDOS A 2,000.
Cortes de chita larga franeeza a 29001) cada um :
na loja de portas daTua do Queimado u. 10.
LOJA DA RA DO QUEIMADO N\ 49.
Vende-se ricos corles de casemira de novos pa-
droes pelo diminulo prero de ."o,")00 rs. o corle,
meias piuladas finsndo seda a 500 rs. o par, grava-
las de selim a I9OOO rs., briol de linho branca Irau-
radode louna a I92OO rs. a vara, chapeos de sol de-
seda fulla cores a 6J500 rs., e outras muilas fazen-
das que se eslao \ endeudo por muito diminutos
precos.
Conlinna-se a vender murulnas de cores pa-
ra veslido a 300 rs. o covado: na loj de i portas na
ra do Oiu-imado u. 10.
Veude-sa um lerreuo na ra da Aurora com
:l palmos de frente : a tratar ua travessa da ra das
Cruzes 11. 8.
Vende-se vinho verde da melhor qualidade
que ha 110 mercado, pelo diminuto precio de 240 rs.
a garrafa : na ra do Caldeireiro u. 94.
Vende-se urna escrava de narao Angola, boa
lavadeira, sabe vender na ra qualquer objecto que
se Ihe encarregar e muido cuidadosa : quem a pre-
tender comprar dirija-se a Soledade, a tratar com
lelo Ignacio Rodrigues da Costa, sobrado 11. 15, ra
de Joo Fernandos Vieira.
Nosqualro cautos da Boa-Visla debaiaa do so-
brado, vendem-se cartas de fogo da Chi.iaa 120.
Vende-se nm nilanle de uso, novo.e urnas la-
boas de,Callel de uavegarao: na ra do iiaugel
0.21.
Vende-se urna porla c rotula da poslura da c-
mara, uma trave le 31 palmos de qualidade, 3
euxams de 36 palmo; cada um: ua ra do Rangel
n.2l.
Vendem-se ons livros espiriluaes, lloras Ma-
riannas, Avoz de Jess Christo, pelo parodio. Vida
de Jess Christo, o Retiro espiritual, o Mez Haran.
no, e calhecismo de Monlpelier :11a ra do Rangel
n. 21.
PANO BE LINHO ETOALHAS
VIUDAS DO PORTO.
Vende-se panno de linho de lorias as qoalidades ;
loalhas adamascadas para mesa, de diversos lma-
nnos ; ditas aculxiadas e lisas para rosto, por prero
cummodo : na ra do Crespo, loja da esquina que
volla para a Cadeia.
FAZENDAS DE GOSTO
PARA VESTIDOS. DE SEMIORA.
Indiana de quadros muilo (iu.i e padroes novos ;
corles de la de quadros c llores por prero commo-
do : vcudc-sc na ra do Crespo loja da esquina que
volla para a ra da Cadeia.
CASEMIRA PRETA A W00
0 CORTE DE CALCA.
Vendem-se na ra do Crespo, loja da esquina que
volla para a ra da Cadeia.
Chegou de Franca pelo paquete uma fazenda intei-
ramente nura. Mida de seda, de quadros e Ostras,
o mais rico po-sivel, denominada Sebastopol, o
covado. .......... 19000
Adelinas de seda de quadros. o covado 5OOO
Crimea de seda, goslo escoce/., o covado 900
l'rnzerpina de seda de quadros, n covado 680
Indianas escocezas, novos padrocso covado 400
Chilas francezas, lindos padres, o covado 280
Riscado franflaz, largo, fino, n covado 260
Corles de vestidos de seda cscoccza, o corle 149000
Corles dj larlalana de seria, o corle. 1
Curies de cambraia de seda, o corte. 50(10
Setm prelo lavrario fiara \eslido, o covado 29400
Selim prelo maco, liso, o covado. 28600
Sara prela hespsnhola. o rosado. ... 29000
Nobreza prela porlugueza, o covado, I98OO
Chales de casemira de cor. lisos..... 49500
Chales de merino, franja de seda. 69OOO
Chales de merino bordados a sed..... 89500
Chales de merino o mais rico possivel II9OOO
Lavas de seda de todas as qualidades 19280
Curtes de casemira prela selim .... 69OOO
Corles de casemira de cores...... 498OO
Corles de casemira mofada...... 2J500
Corles de rolletes de fustn fino. .... 600
Lencas de seda para grvala...... 800
(Mirello prelo para pauno, o covado 3J000
Corles de alpaca escoecza. o cor 39000
na ra do Mueiinailn, em frente do becco da CoB-
gregaeflo, paaaaado a botica, a seguuda loja de fa-
zendas n. 40.
CEMENTO ROMAHO A 8.000.
V enrie-se,cem,enlo Humano a S9OOO a barrica ; na
ra da Cruz 11. 13, armazn de JoiO Carlos Augus-
to da Silva.
TINTA BARATA.
\ende-se tinta vcrmelha. em talas da 28 libras,
propria para apparelho, pintura de canoas, lanchas
ele, a 100 rs. a libra : na ra da Cruz D. 13, arrua-
zem de J. C. Augusto da Silva.
Vende-se bolachinha de aramia a 500 rs. a li-
bra, muilo superior biscolln da mesma qualidade :
na ra Direila u. 69, padaria.
CHAPEOS JL DE MOLLA
brancos e prelos com completa numerarito, de lodos
os tamaitos, dilos de castor .Thibet) copa alta, ditos
de dito com pello, dilos de castor copa baixa, sendo
de dill'erenles cores, dilos de feltro enfeitados para
criaura, dilos de feltro mulle, ditos de dito de (odas
ascores, lanto para hornero como para meninos, di-
tos de palha da Italia com ricos cnfeiles para meni-
nas e meninos, fazenda anda mo apparerida ueste
mercado, bonetes de seda para horoem, dilos de pa-
lha |iara dilos, dilo- de panno para meninos, e nu-
tras nimias qaalidades de lazendas .proprias do es-
labelecimento, na ra Nova n. i i, loja de Chrislia-
ni (\ Irmao.
Vendem-se c alagam-se bichas, chegadas ul-
limamentc de Uamburgo, viudas no vapor inglez,
por menos pre^o rio que em oulra qualquer parte :
na travesa da ra do Vigarie, loja de barbeiro 11. 1.
De .sOOO a -20(),;000.
He checado prara da Independencia n. 24 e
30, loja de chapeos de Joaquim de Oiiveira Maia,
um grande e variado sorliinento de chapeos do Chile,
que vista de sua boa qualidade se vndenlo pelo
diminulo prero de 29000 a 2003000, assim como cha-
peos de castor pretos, pardos e brancos, com pello e
raspados, copas aliase baius, chapeos de Dalia, di-
los de palha brasilea, ditos amazonas para senliora,
dilo-.le palha aherla. dilos fraucezes a n Ierra para
humen- c meninos, ditos de lustre da copa alta e
baila para pagens, .tilos para marinhetros, e final-
mente um bello soilimenlo de ludo q'uanlo he pre-
ciso para rabera, e ludo por preros mais razoaveis do
que em eulra qualquer parle.
Saccas com farinha.
Vendem-se saccas com superior farinlia
da tena, nova, .por menos preco do que
em outra qualquer parle r a tratar no
trapiclie do Pelquriiilto, 011 na loja ri. 2(i
da ra da Cadeia do Kecife, esquina do
Becco-La rgo.
A BOA FAj3A.
Vendem-se superiores meias de laia para padres,
fazenda como ha muilo lempo nao apparece 110 mer-
cado, e pelo baralissisao preco de 29000 rs. o par,
lnvas de soil.i brancas e air.arell- para senliora, fa-
zenda de muilo boa qtkilidade e -em deleito algum
pelo liaralinho prero de 1>2O0 rs. o par: ua ra do
i.iueiiii.elo nos qualro cantos loja de miudezas da
boa finia B* 33.
A BOA FAMA
Vcndcm-se carteiras proprias para viacens por
terein lodos os arrunjos necessarios para barba, pelo
baratissiruo prero de 395O0.relogiuhos cora mostrado-
res de madreperola e porcelana, eaosa muilo delica-
da para cima de mesa a igOOO cada um, Inucadores
com columnas de jacarando e com exccllenles cipe-
lliosa 39000, ricos loucados para senliora a 18500,
riquissimos leques cora lindas e lmi--im.i- pinturas a
59000 e OsOOO cada um, vollas pretas para lulo cora
brincos, pulceira c allinele, fazenda muilo superior
0, Jilas mais ordinarias a I9H00, linleiros e
areeiros de porcelana a 500 rs. o par, quizenas de
lia du muilo homlos goslos o com guarnicOs para
meninas e spnhoras a 39000, ricas raivas'para rape
de diversas qualidades a (O, 15000. I>'i00 e 2^000
cada uma, oculos de armarJlodc ara, que pela gran-
de quanlidadc que ha Hficssnas que prucisarem u.io
deixarao de encontrar a graduadlo que sirva, pelo
barato preyo de 800 rs., carapueas piuladas e muilo
linas para homem a 240, meias linas piuladas para
hornera a 320 o par, penles finissimos de larlarusa e
de bonitos padrocs para alar cabello a 9.MK), ."i~(mio
c 59500 cada um, bandejas finas de varios lamanhos
de I.-oHi ale ."i-OOOcada uma, riquissimas franjas com
borlas brancas e de cores, proprias para cortina-
dos, e-rusa- muito finas para cabello e roupa, es-
lampas de sanios em fumo e coloridas, e alm de
ludo isto oulras muilissimas colisas, ludo de muilo
goslo e boas qualidades : na ra rio (.laciniado, nos
qualro canlos, loja de miudezas da Boa Fama n. 33.
Esla loja he bem condecida porque sempre vendeu
ludo mais barato do que em oulra qualquer parle, c
mesmo porque sempre se acha sorlids de um ludo
qujiiio se procura.
MUTILADO
A PECBINCHA.
Estte acabando; ceblas de Lisboa chegadas lti-
mamente a 320, 480, 600 rs. o canto, e muflo* ou-
lros gneros poi procos muilo razoaveis : no aterro
da I'. ,a-Vi-ta n. 8, dcfronle da .'ioueca.
Vendem-se no Hospicio, segundo portan de-
pois da l-'arulriadc, 2 escravas que cuseiii bem, lavan
c eugonimain, sendo uma perita uo cugomiuado.
Vend-se a hiberna, sila na ra Direila n. 2,
riefrontc da lorre rio Livramenlo, muilo bom local
por se vender para a Ierra e mallo, vendo-se a prazo
OU a dinheiro ; assim como quera pretender para
outro qualquer pslaheleriiieulo por o lugar convi-
dar, Uram-sc lorio- os gneros : a tratar na ra do
nueimailo n. 12, luja, ou na Iravassa da .Madre de
lieos, arma/.cm 11. 15. ,
Vende-se um cabriulet e dous ravallos, ludo
junio ou separado, sendo ns ravallos iiiuilu mausus e
inulto rusliiu.adus em c.ilu lolct: para ver, na co-
cheira 11. 3, defronte da ordenl lerceira de S. I'rau-
eiseo, a a tratar com Antonio Jos Koririgues de Sou-
za Jnior, na ra do Collegio n. 21, primen u ou se-
gundo andar.
Attencao.
Vende-sc uma cocheira, sita na ra de Hurlas.
com commodos para 10 a 12 cavado-, por preco com-
modo : a pessoa que a pretender, dirja-se travessa
da ra lteila, rochora de Joaquim Iziduro da Silva.
Vende-se uma mulalinha de 8 a !l annos, boni-
ta figura : na ra rio Rangel n. II, primeiro andar,
se dir quem vende.
Vendem-se 2 escravos baratos e bons : na ra
Direila n. 66.
Vendem-se ceblas muilo baratas, para fechar
emitas : ua travessa da Madre de Dos n. 16, arma-
zn de Agoslinho Ferreirs Seura Uuimares.
Veudem-se 5 escraus, sendo I mulalinha de
16 annos, de bonita figura,, a qual cose a eiigomina,
1 mulalinha de 10 anuos, muilo lindo para pagem,
2 escravas de 24 anuos, sendo uma perita engumma-
deira e cozinheira, 1 dila de meia idade. de oplima
conducta : na ra de Dorias n. 60.
Vende-sc pipas, barris vazios e bar-
ricas internadas: a tratar com Manoel
Alves Guerra Jnior, na ra do Trapiche
n. 14.
MEIAS DE UA COMPRIDAS.
vendem-se na ra do Crespo a. 17.
* JE Jeta m ar .
Vende-se noarmazem de Jos Joaquim
Pereirade Mello, no caes da alfandega.
TENTOS
PASA VOLTARET.
>endem-se ua rus da Cruz n. 26, primeiro andar
lindas eaias envernisadas, com teios para marcar
jogo de vollarele, por preeo muilo commodc.
Attencao !
Vende-se superior fumo de minio, segunda e capa,
pelo haratissiino prero de 39000 a arroba : na ma
Direila n. 76.
Potasta.
No antigo deposito da ra da Cadeia Velha, es-
criplorio 11. 12, vende-se muito superior polassa da
Russia, americana e do Rio de Janeiro, a preros ba-
ratos que he para fechar contas.
Vendem-se no armnzcm n. 60, da ra da Ca-
ricia do Itecife, de Henry (luisn, os mais superio-
res lelngios fabricados em Inglaterra, por prejos
mdicos
la-ra do Vijjario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violo e flauta, como
sejam, quadrilbas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
chegado.do Rio de Jj~ieiro.
.^ Vendem-se ricos e modernos panos, recente-
mente chegadoj, de exeellcnlcs vnzes, e precos com-
modns em rasa de N. O. Biebcr & Companbia, roa
da Cruz n. 4.
A Boa fama.
Na ruado Queimado loja de miudezos
da boa fama 11. 31, vendem-se as miudezas abaixo
mencionadas, e alm riessas oulras muilissimas que
avista dos seus precos milito baratos, nilo deixam de
fazer muila conla aos amigos do bom e barato, as-
sim romo bXeteiras e mscales: linhas de novellos
ns. .10, 60 e TI-a 19100 a libra, holfies para camisa
a 160 groa, lilas de linho brancas a 40 rs. a pe-
ta, linhas de carrlcl de 200 jardas de n. 12 a 120 a
70 rs. o carritel, colxetes fraucezes em carines a
80 rs.. linhas de pezo a 100 rs. a meariinha, dilas
muilo finas para bordar a 160 rs litas de seria la-
vrarias de todas as cores a 120 rs. a vara, linhas de
marcar azul e enramada moiio finas a 280 rs. a
caixiiiha rom 16 novellos, dilas mais grossas a 140
rs.. lapis finos eDvernisadoa a 120 rs. a duza, dilos
mais ordinario- a 80 rs. a duzia, dedaes para senho-
ra a 100 rs. a duzia. caifas para costuras de se-
nliora a 2-9000, 390(10 e 31560, dilas |iara joias a
300, 200, 120 eKOrs.. braceletes encarnarlos a 400
rs., pennas d'aco muilo linas a 610 rs. a groza, pa-
litos de fugo a 40 rs. a duzia de macinhos. capachos
pintados a (Ors., bengallinhasdejuncocom bonitos
casles a 500 rs., penles para alar cabello a 19500
a duzia, papel alinaro muilo hora a 29600 a resma,
dilo de pezo paulado a 33600, mirangas miudinhas
a 40 rs. o maco, ditas maiores e de todas as cores a
120 rs. o maro, suspensorios a 40 rs. o par,- grarapas
a 60 rs. o niassinho, alfinetcsa 100 rs. a caria, pe-
dras para escrevera 120 rs.. holocs linos para caira
a 280 rs. a groza, brinquedos para meninos a 500
rs. a caixinha, meias brancas para senhora a 210 rs.
o par, luvas de lurral fazenda superior e com borlas
a 800 rs. o par, dilas de algoriao, brancas, para ho-
mem a 2i0 rcis o par, estovas finas para Mentes a
100 rs., colheres de melal para sopa a 610 rs. a
duzia, espelhos com molduras douradas, fazenda su-
perior a 120 e 160 rs., espelhos de capa a 800 rs. a
duzia, tesooras para coslura a 1JOO0 rs. a duzia, ca-
ivetes de 2 fulhas para aparar pennas fazenda su-
perior a 2!0| rs., luvasdeseda prelascom primas de
cores a 500ra. o par, dilas de algodo de rores mili-
to finas para homem a 400 rs. o par agulheiros de
melal com Sgulhas cousa superior a 200 rs. torcidas
para candieiro do numero que o comprador quizer
a 80 rs. a duzia, livelas douradas para caira c cullete
a 120 rs., penles de baleia para alizar a 280 rs., ditos
finissimos para alar cabello a 19280 rs, esporas finas de
melal a 800 rs. o par, chicotes finos a 800 e 19000
rs., aboloaduras para rlleles cousa superior a 400,
500, 600 e 800 rs., Ira'icellins de borradla para re-
logus a 100 e 160 rs., caixluhas com superiores agu-
Ihas francezas a 200 rs., meias de seda piuladas pa-
ra crisncaa de I a i anuos, a l,>800rs. o par, dilas
piuladas de lio da Escocia de bonitos pudres a 240
c 400 rs. o par, trancas de seda de todas as cores, fi-
tas finissimas de ludas as cores, biquiuhns de ala-
Jilo e de linho de bonitos padroes muilo linos, le-
zouras o mais lino que he possivcl cncontrar-se e de
todas as qualidades, luvas e meias de todas as qua-
lidades. e outras muilissimas cuusas, tudo de muilo
goslo c boas qualidades e por precinhos que muilo
agradara. Esla loja he bem cpnhecida nilo s por
vender sempre ludo mais barato duque em oulra
qualquer parle, como tambera ser nos quatro cantos
adiaute da loja do sobrado amarello, e para melhor
ser contienda lera na trente uma tablela com u boa
fama pintada.
Capas de panno.
Vendem-se capas de panno, proprias para a esla-
cao prsenle, por commodo prero : na ra do Cres-
po 11. 6,
Vende-sc uma carroca e um par de rodas, em
bom uso, 3 ganros, 1 macho e duas.femeas, e pesde
abacale : na cocheira da ra da l-'loreuliua.
No arma/.em de Tasso I raos, ha
a venda:
Superior vinliochampagne em gifjos.
Dito brdeos em quurtolas.
Dilo, dito em, garrafoes.
Agurdente cognac, cmcai\as de duzia-
Licores linos fraucezes, idem.
Azeite refinado Pagniol, dem.
Garrafas va/.ias cm gigos.
Papel alinaco verdadeiio de Georg Mag-
na ni.
Dito de copiar caitas, as resmas.
Farinha de mandioca.
Ac em cunhetes.
Tudo bom por preco mdico.
Alpaca de seda.
_Vende-se alpaca de seda de quadros de bom goslo
a 720 o covado, cortes deba dos melhorcs gstosojoe
tem viudo no mercado .1 i.>KI0, dilos de cassa chita
a I9SOO, sarja pela liespanhola aJWOOc 29200 o
covado, selim prelo de-Mace 1 a 29800.6 39200, guar-
danapos adamascados feilos em (juiniaraes a :i>(i(KI
a dii/ia, loalhas de rosto viudas do mesmo lugar a
!>;O00 e I29OO a duzia : na ra do Crespo n. 6.
Grande sortimenio de brins para quem
quer ser gtrnenho com pouco dinheiro.
\ ende-se brim tranrado de lislras e quadros,dc pu
ro linho, n 800 rs. avara, dito liso a 640, ganga
amarella lisa a 860 o-covado, risrados escoros a imi-
lar.lo de casemira a 360 o covado, dilo de linho a
280, dito mais abaixo a 160, castores de todas as co-
res a 200, 210 e 320 o covado : na ra do Crespo
n. 6.
COUERTORES.
Vendem-se cobertores cscuros, grandes c peque-
nos, a I92O e720 cada om : na ra do Crespo o. 6.
m
Deposito de vinho de cham-
R pague Chaleau-Av, primeira qua-
(^ iidade, de propriedade do conde
de Marcuil, ra da Cruz do Re-
ig* cite n. 20: esle vinho, o melhor
jjl de toda a Champagne, vende-se
T? a 36$000 rs. cada caixa, acha-se
W nicamente em casa de L. Le-
Qv cointe Feron di Companhia. N.
tl-As caixas sao marcadas a lo-
goConde de Marcuile 0$ r-
tulos das garrafas sao azues.
Vendem-se lonas da Russia ]>or preco
commodo, e di; superior qualidade: no
armazem de N. O. Bicher&C,, ra da
Cruz 11. 4.
ATTENCAO', QI E HE PARA ACABAR.
Lilas com lislras de seda, e qualro palmos de lar-
gura, fazenda muilo propria para a presente esta-
cao, pelo diminulo preco de O rs. o covado : na
ra da Cadeia do Recife n. 35.
Deposito do chocolate francez, de uma
das mais acreditadas fabricas de Pars,
em casa de Vctor Lasne, ra da Cruz
11. 27.
Evlra-superior, pura baunilha. 19020
Extra fino, baunilha. i-miu
Superior. 1f280
Quem comprar de 10 libras para cima, tem um
abate de 20 Z' venda-sc aos mesmos precos e con-
dicoes, era casa do Sr. Barrelier, no aterro de Boa-
Visla 11. 52.
. Vende-se aro em cimbeles de nm quintal, por
privo muito commodo : no armazem de Me. Cal-
moni Na
ATTENCAO.
do Trapiche n. JaV,
b
na ra uo irapicue n. d, lia para
vender barris de ferro ermeticamente
fechados, propros para deposito de fe-
ses ; estes barris sao os melhorcs que se
tem descoberto para ejste lim, por nao
exhalaiem o menor cheiro, e apenas pe-
zam 16 libras, e custara o diminuto pre-
co de i.s'000 rs. cada^um.
COGNAC VERDAE1RO.
Vende-se superior cognac, em garra a, 12^000
a duzia, e 19280 a garrafa : na ra dos Tnnoeiros o.
2, primeiro andar, defronte do Trapiche Novo.
FARINHA DE MANIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saccas que tem iimalqueirc, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazens n. 7>, 5 e 7 defronte da escadi-
nha, e no armazem defronte da porta da
alfandega, ou a tratar no escriptorio de
Nova es A; C, na ra do Trapiche n. 5V,
primeiro andar.
. EMEHTO ROMARO.
Vende-se superior cemento em barricas grandes;
assim como lambem vendem-se as linas : atrazdo
theatro. armazem de Joaquim Lopes de Aducida.
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-se na ra do Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia..
DEPOSITO DA FABRICA DE TODOS
OS SANTOS DA BAHA.
Vende-se em casa de N. O. Bieber &
C, na ra da Cruz n. 4, algodao tran-
cado daquella fabrica muito proprio pa-
ra saceos de assucar e roupa para escra-
vos,. por preco commodo,
Em casa de J. Keller&C, na ra
da Cruz n. 53 ha para vender excel-
lentes pianos vindos ltimamente de Ham-
burgo.
Vende-se uma batanea romana com todos os
sus per le ices,em bom uso ede 2,000 libras : qu>m
pretender, dirija-se ra da Cruz, armazem 11. 5
CEMENTO ROMANO BRANCO.
Vende-se cemento romano branco, cnegario apora,
de superior qualidade, muilo superior ao do consu-
mo, em barricas e as tinas : atraz do theatro, arma-
zem de (aboas de piuho.
A Kl.l.f.S. ANTES QUE SE ACAIIKM.
Vendem-se corle* de casemira 1. rhnm costo a 29,500
IS e 5.^)00 o corte ; na ra do CrespVo. 6.
Superior vinho de champagne e Bor-
deaux. : vende-se em casa de Schafliei-
tlin & C, ra da Cruz n. 58.
- Vende-se urna das mais elegantes casas de so-
brado ed.hcada ha pooco lempo, sita na estrada de
Sidaritr^Sl^^S/^nnrcrn
SYSTEMA MEDICO DE HOLLOWAY
Mi
PILULAS HOLLOWAY
Esle inesliraavel especifico, compo.io inleiramen-
le de hervas medicinaes, nao conten, mercurio, era
outra1 alguma subsUnc.a delecleres. Benigno a mais
laura ...lauca, e s compleicSo mais delicada, he
igualmriile promplo aseguro para desarraigar o ma-
na comple.raomais robusta; he n.leiran.enle inno-
cente en. suas operaroc e effeilos ; pois busra e re-
move as doenras de qualquer especia e arso. por
raais antigs e lenazes quespjam.
Eulra inilhares de pessoas curadas rom esle re-
med.o, muilas queja eslavam asparlas da morle,
perseverando em seu uso, couseauiram recobrar a
sai.de e forras, depois de baver Itulado iuutilmenla
lodos os oulros remedios.
As mais alllicUsno devem culregar-e itdesespe-
racao ; faCara um competente en..,. ellieazes
elle.los desla assombrosa medicina, a prestes recu-
per.11,10 o beneficio da saiide.
Nao se perca lempo em lomar esa/remedio
qualnuer das seguinlcs rnfermidada
para
Accidentes epileplicos.
Alporras.
Ampolas.
Areas mal d').
Aslhma.
Cal ices.
Couvulsoes.
I ebrelrda especie.
Cola
lloiaorrboidas.
Uyilropisii.
/ciencia.
Indigcsles.
Inflammares.
Oebilnlade ou exlenaa- Irregularidades da meus-
". /
Uebilidade ou falta de
forras para analquer
cousa. '
Uesinleria. /
IKir de garasnla.
11 de barriga.
K nos ruis.
Dureza no ventre.
Enormidades no ligado.
a venreas
ajaqueca.
Herysipela.
l-'ebres biliosas.
nter.nillenlcs.
Iruaeflo.
I.ombnga de toda espe-
cie.
Mal-de^iedra.
Manchas na calis.
Obslrucro de venlrr.
I'hlhiseaou cousu.npcao
pulmonar.
Hele.nao d'ourina.
Rheumalismo.
Symptomas secundarios.
Temores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
e com promptidao' :
carregam-se em carro
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
ton & C, na ra de Senzala Nova n. 42.
Sellins nglczes.
Kelogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montara.
Candieiros c casticaes bronzeados.
Chumbo em lencol, barra e munirao.
Farello de Lisboa.
Lonas nglezas.
Fio de sapateiro e de vela.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa n. 97.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Brum, passan-
do o chafan/. continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo
embarca m-se ou
sem despeza ao comprador.
Moinbos de vento
'ombombasderepuxopara regar borlase baixa,
derapini. na fundirn de D. W. Bowman : ua ra
do Brum ns. 6, 8el0.
Riscado de listras de cores, proprio
para palitos, calcase jaque ti s. a 160
o covado.
Vende-se na ra do Crespo, loja da esquina qoe
volla para a cadeia.
A 29000 O CORTE.
Vendem-se corles de meia casemira. lindos pa-
droes, e uli.mmenle despachados, a 2^100 : no ater-
ro da Boa-Visla, defronte da boneca u. 10.
Na ra do Vgario n. 19, primeiro andar, ven-'
de-se farelo novo, chegado de Lisboa pela barca Gra-
lidao.
POTASSA BRASILEIBA. $y
Vende-se superior potassa, fa- (^
bricada no Rio de Janeiro, che- A
(&. gada 1 ecentemente, recommen- g%
^L da-se aos senhores de engenhos os 2
i seus bons elleitos ja' experimen-

w tados: na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
() Com|ianli.a. ()
Vende-se c\celleule laboado de pinho, recen-
lemente chegado da America : na ru 1 de Apollo
lr.ipiclie.il" I-'erreira, a enteuder-se com o adminis
rador do mesmo.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle cm Berln, empregado as co-
lonias inglezas c hollanduzas, com gran-
de vantagem para o melhoramenlo do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo 110 idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ruada
Cruz. n. 4.
Vendem se estas pilulas no esta beleemienlo g
de Londres, n. 2, .Sroiid, |j, de lodos os
boticarios, droguistas e oulras pessoas encarregad.is
de sua venda em toda a Americano Sul. Ilavana e
llespanha.
Vende-se as bocelinhas a 800 ris. Cada uma deb-
as conten, urna inslrucrao em portugoez para ex-
pdcaro modo de se usar d'estas pilula.
O deposito geral he em casa rio Sr. Soam, phar-
maceullco, na ra da Cruz 11. 22, en Pernam-
buco.
Chapeos de molla de superior qua-
lidade, chegados no vapor inglez SOLENT:
os senhores que fizeram suas encommen-
das podem vfr escolber na ra do Crespo
n. 1", loja de Jos dos Santos Neves.
Na ra do Queimado,
nosqualro cantos, loja de fazenda n. 22, defronle
do sobrado amarello, vendem-se as fazendas abaiio
menciouadas, todas de muilo boas qualidades, e em
muilo bom estado, e os precos sarjas seguinles: brins
trancados de cores, de muilo bonitos padroes, de pu-
ro 11 iilu, a 600 r. a vara, dilos brancos a 800 rs.,
dilos lisos muilo linos a 180 s 520, ganga amarella
da India a 300 rs. o covado, orle de casemiras para
calcas, fazenda muilo superior e de bonitas padroes
a 43000, casemira preta muito Una a 29000 o covado,
merino prelo muito Guo a 39000 o covado, damasco
de lila sem mistura ds algodao a 600 rs. o covado,
chitas muito finas em rea I bus a 160 o covado, dilas
ditas cortanrio-se de pecas a 200 e 2id, chales de me-
dra a 640, ditos de chita a 800 e 19000. dilos de al-
godao muilo hoa fazenda a "00 rs., chapeos.de sol de
seda para senhora o melhor que pode haver a 396O0,
dilos de pai.nii.hu de asleas de baleia par homem a
29000, dilos ditos de asteas de junco a I3200, cha-
peos prelos fraucezes, fazenda muilo superior e no
mai? inoderuissimo gosto a (icOOO, lencos de seda
com franjas para senhora a 28200, dilos de algodao
e seda lambem com franjas a 640, ditos de pura seda
para alg.beira a 29000. dilos brancos de cambraia de
linho a 640, grvalas de seda muilo bonitas a 640 e
800 r.. ditas de casa a 250, meios lencos de selim
prelo e de cores, muito boa fazenda, a 640 e 19200,
cortes de cuteles de gorgurao de seda, fazenda mui-
lo superior, a29000, dilos bordados de sel.m agOOO,
ditos de fuslo muilo fino a 19000, chales finissimos
de merino a 69OOO e IO9OOO, dilos de seda muilo su-
periores a 109000, corles de vestidos de seda eseo-
ceza a IS^OOO, ditos de seda lavrada, fazeoda muila
superior, a 24cdOO, selim prelo de Macao, fazeoda
muito hoa, a 20000 o covado. corles de vestidos de
cassa lina com barra a 28000, dilos ditos a I90OO.
corles de cambraia com babados a 48000, dilos de
cassa chita a I98OO, bonetes para meninos a 400 rs.,
suspensorio! linos de borracha a 200 rs. o par, cami-
sas de meia a 800 rs., meias de seda brancas para
senhora, fazerda superior, a I9KOO0 par, luvas de
seda para senhora perei lamente boas e do lodas as
cores a 1-J000 o par, meias linas brancas para meni-
nos a ido, d finas para senhora a 300 e 400 rs., dita*'arelas de
algodao para senhora, fazenda boa e sen deleito, a
200 rs., ditas rruas e brancas paia homem a 160, e
oulras muilissimas fazendas, que vala 0% sua mui-
lo boa qualidade e diminutos preros, o> fregueses,
amigos do bora e baralo, nao deixarao de comprar,
brando rertos os Srs. freguezes, que savendem lodas
as fazendas muiln baratas por Irrerosido arremata-
das em leilo, a dinheiro a vista, /lamben, por se
querer acabar com a loja. Esta a/verte..ca se faz
para que os freguezes nao se rtmorem a rr w
pechinrl.as, pois o que he bom e barato depressa se
acaba ; adverlindo-se mais, a* se vende a di-
nheiro s vista, que fiado lorns'sc macaroca.
--------------^------__ v
ESCRAVOS FGIDOS.
No dia 23 de maio do corrente anao ausenlou-
-0 da casa de abis* assigoado o mnlcqae Leocadio,
crinlo, de idade de 18 a 20 annos, poseo mais ou
mallos, ollici.il de carapina, e com os sigues seguin-
les : baixo, cor fula, grosso do corpo, lalo o coslu-
mc de qnaiida anda odiar para o chao :irega-se aos
capilacs de c rapo e mais pessoas, que a vendo, ap-
priliemlam e levem ao abaiio assignado, que arali-
lic, r ; o qual moleque perlence a heraca da Ima-
da u. Mara francisca de Almeida, da aja heranra
he 1 abaiio .issignads inventar.ante. Be*sfet.de
ji.nl.o de i S55.Francisco Mamede de Almeida.
Desappnreceu do engenho Uualarspes, na
uia.il.aa de :ll de maio o negro Job, (diTCosla, bem
moro, altura regular, seeVo, mos dnt, cara la-
Ihaua, falla muito mal, quandu andaariueia um
pouco as pernas.e lem o segundo dedo* pe eaqaer-
rio cortado ua primeira junta ; lem lesapparecido
por diversas vezes e vai ler sempre ajRecife.
100^000 DE GRAyiFIcirV'O.
Fugiodo enrjenlio GAIPIQv> fregue-
zia de Ipojuca, em lins de desfembro ul-
timo, umewrravo carapina deiTpme Jac'n-
tho, de Angola, alto, corpifonto, pou-
ca barba e nao muito prctoj este escla-
vo foi do fallecido Jos Banjos de Oiivei-
ra. trabalhou depois de atat frgido, em
algumas obras aqui na cisiade & por al-
funs sitios : rosa-se aoaesU3e obras
a quem elle pode Iludir aos capitaes de
campo, que o peguerae leerjy^o ao pro-
prietario do engenho cima, me recbe-
nlo lOOsOOO reis de grifRBK^ad,1 ou a
.liis(; Joarptim de Miranda "na ra da Ca-
deia do Recife n- O, quedara' a mesma
gratilieacao depois do osoravo entregue
no dito engenho, para ode facilitara'a
conducao a Joaquim de Miranda-
No dia 26 de abril pronmo pastado desappa-
receu doengehlw Horibeq"ha o mualo Joaqun,
enrr. oi2n' segainles : iaiio, secco do corpa, ca-
hel lo anneladosi, denles vos, cara redonda, ps e
ninas pequeos, sabe lere escrever ; o qual mulato
fui escravo do Sr. Manat Joaquim Baranda, mora-
dor nqs Afogados: rog-seas autoridades policiaes o
capilaes do campo a .'aram apprehender e conduzi-
lo ao mesmo emienJM, ou nos Afogados, em casa do
capitn .Manoel EUlerio do Kego Barros, que serao
bem recompensados.
lio ensenan, Benlcj Vcll.o, propriedade do Dr.
Pedro Ucltrilo, iktsappareeeu a 12 de mirco prximo
passado o moleque Qqinliliauo, crioulo, de 13 an-
uos, ps apallfttados, cor fula, pamas finas, rabera
grande, mui acompanhado algum comboy detrlauejbs para ci-
ma, ou ler sido furtado mesmo aii, e lalvez vendido
..esta praca core oulro norae : a pessoa que delle
fvernolicia ou o apprehender, lirija-se ao referido
e.iroko, ou a Anlonio Jorge Cuerra ncsla prara,
quesera devidamente reconipersaua.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste cstabelecmento contina a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido.ao seu sen,lor- sen" recoml""1*
e coado, de todos os tamauhos, par;------------------------------------_.
dito. PERN. TCT. DE M. F. DI FAB.IA. 1855.
Desappareciiu ds roa breado Rosario n. 12, o
eravo Vicente, pardo, alto, odios grandes, com
.na cicatriz no rosto, cabellos (barba grandes; he
flicial de sapateiro, anda de caca jsqueta, calca-
do, e diz-se forro : quem o aprehender e entregar


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