Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00851


This item is only available as the following downloads:


Full Text
INNO XXXI. N. 129.
Por 3 meses adiantados 4,000.
Por 3 meses venados 4,500.
TERCA FEIRA 5 DE JUNHO DE 1855.

Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
-
DIARIO DE PERNAMBUCO
ENCAaHESABOS DA SL'BSCRII'CA'O-
Recife, o proprietrio M. F. de Faria ; Rio le Ja-
neiro, o Sr. Joao Pereira Marlins; Baha, o Sr. I).
Duprad ; Mace, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
donca ; Parahiba, o Sr. Gervazio Viclor da Naltvi-
Ud ; Natal, o Sr. Joaqdim Ignacio Pereira Jnior;
Araeaty, o Sr. Anton-o de Lcmos Braga, Ceara, o Sr.
Victoriano Augusto Borges; Maranhao, o Sr. Joa-
qnim Marque Rodrigoes ; Piauhy, o Sr. Dominsos
lien-alano Adules Pe*oa Cearence ; Para, oSr. Jus-
tino J. R.mos ; Amar.ouas, o Sr. Jeronymoda Cusa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 1/2 d. por 1$.
Pars, 3o a 350 rs. por 1 f.
Lisboa, 98 a 100 por 100.
Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Aproes do bam-.o 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras de 8 a 10 por 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanholas*
Modas de 63400 velhas.
de 635400 novas.
* do 13000. .
Prala.Patacocs brasileiros. .
Pesos columnarios,
mexicanos. .
TARTIDA DOS CORREIOS.
29*000 Olinda, todos os dias
1635000 Camar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15
16J000 Villa-Bella, Boa-Vista, ExeOiiricury, a 13 c 28
935000 Goianna e Parahiba, secundas e sextas-feiras
1940 Victoria e Natal, as quintas-feiras
1 8940 PREAMAR DE HOJE.
155860 Primeira s 8 horas e 30 minutos da manha
! Segunda s 8 horas e I minutos da tarde
A 0 DI ENCAS.
Tribunal do Commcreio, segundase quintas-feiras
Relajo, tcrras-feiras e sabbados
Fazenda, terc-as e sextas-feiras s 10 horas
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas
1* vara do civel, segundas e sextas ao meio dia
2* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia
EPIIEMERIDES.
Junlio 7 Quarto minguante as 5 horas 27 mi-
nulos e 31 segundos da manha.
14 La nova aos 8 minutos 31 se-
gundos da tarde
22 Quarto erescente as 2 horas. 32 mi-
nutos c 40 segundos da tarde.
30 La choia as 8 horas 43 minutos e
33 segundos da tarde.
DIAS DA SEMANA.
4 Segunda. S.Querinob.; Ss. RotelioeDaciano
5 Terrea. S. Pacifico f. ; Ss. Nicacio e Apolonio.
6 Quarta. S. Norbertob.; Ss. Eutorgio eClaudio
7 Quint. >5< Fest do SS. Corpo de Dos.
8 Sexta. S. Maximino ab. ; S. Geldardo.
9 Sabbado. S. Palagiav.; Ss. Primo e Feliciano
10 Domingo. 9." depois do Espirito Santo. S.
Margarida ra'nha ; Ss. Gelulio e Primitivo.
HBTE 0FFKI1L.
GrOVEKNO DA PROVINCIA.
Expedanla do da 29 da malo.
OflieioAo director das obras publicas, inleiran-
mendado no inspector da thesnurana provincial, que
mande pagar a quanlia de 109060 rs. que, segund-
a cont que Sruc. rcinetleu, se est a dever a Jos
da Cost de Albuquerque Mello, como arrematante
de fornecimenlo de madeiras para a casa de de-
teen.
DitoAo inspector da thesouraria provincial, re-
comuiendando que, vista do certificado passado pe-
la directora das obras publicas, mande Smc. pasar
ao arrematante da obra da ponte dos Afogados, An-
tonio Gonjalves de Moraes, o que se lite esliver a
dever, proveniente daquella ohra.
PortaraNomeando o Dr. Jos Soar.es de Azeve-
do para servir de examinador no concurso que se
tem de proceder amanhaa, para prnvimento do lugar
vago de amanuense di secretaria do governo.Com"
municou-se ao nomeado.
DitaConcedcndo .i Antonio Pereira Barrozo de
Moraes, arrematante ila segunda parle lo 1. Unco
da estrada do norte, mas6 mezcs de proroaajao pa-
ra conctosao daquella obra.Fizeram-se as conve-
nientes communicarSes.
bitaAo agente da companhia dos paquetes
vapor, recommendando a espedido de suas ordens,
para serem transporlac os para a Parahiba no vapor
que ae espera do tul, o criminoso Joaqnim Jos de
Santa Anna, e dona soldados do corpo de polica que
tem de escoltar o referido criminoso al a capital
daquella provincia.Officiou-se ao commaodante do
corpo de polica para fornecer as pravas de que se
trat, e communicou-s ao chefe le polica.
30
OflieioAo Exm. eonmamlante superior da guar-
da nacional do municipio do Recife, para mandar
dispensar do servied d> mesnia guarda nacional, ao
estallante Vicente da Maraes Mello Juuior.
DitoAo inspector d.i thesouraria d fazenda, de"
volvendo o requerimenlo e papis da divida de que
pede pagamento o 2. ciroxgio tenante doulor Mi-
BH Joaqnim de Castro Mascarenhas, para que man-
de indemnisar o referido doulor da quantia que ds-
penden com a gandujan da ambulancia que levou
para a comarca de Floros, negando-lhe o pagamen-
to dadespeza (eitacom aluguel decavallos para sua
condcelo e de sua bacagem, visto que percebe elle
pelo serviro em que se arlu vanlagens de commis-
sSo activa, uas quaes esto comprehendidas as de
transporte.
DitoAo mesmo, communicando que, segundo
conslou de parlicipajao do marechal commandanle
da* armas, que no dia ;!7 do corrente fallecer o ca-
piUo do 2. hatalhao de i ruinara a pe Feliciano de
Souza e Agninr.
DitoAo presidente do conselho adminislralivo,
recoinmendando que promova a compra dos objec
tos mencionados uo pedido que remelle, ifim de se-
rem enviados para o presidio de Fernando.Commu-
nicou-se thesouraria do fazenda.
DitoAo director das obras publicas, approvan-
do a compra le 620 alqueires de cal prela a i20
rs. cada om. para as obras a cargo daquella repar-
lirao.Communicou-se thesouraria provincial.
DitoAo juiz de dimito do Brejo, para que in-
forme com urgencia, eia que dia foi preso no ter-
mo de Cimbres, o desertor \> 9. balalhao de infan-
laria Antonio Heraldo Barbosa, a que se refere o seu
oflieio n. 26 de 20 do corrente.
DitoAo juiz de direilo da Boa-Vista, dizendo
que com a copia, que remelle, do parecer do conse-
llieiro presideuto da relajao, responde ao oflieio de
Smc. de 21 de fevereiro prximo passado,participan-
de nao se haver procedido nessa comarca qoalifi-
cagau dos jurados, como determina o arl. 228 do re-
gulamenio n. 120 de 31 de Janeiro de 1842.
DitoAo inspector da thesouraria provincia,com-
iiHinicaiido-llie que mandara abonar ao oflicial-
niaior da secretaria do guvernn Joaquim Pires Ma
eludo Portel la, os vencimentos de secretario, a con-
tar de 3 do corrente, visto ter tomado assento na c-
mara temporaria, como depulado tupplenle por es-
la provincia, a secretario Honorio Pereira de Aze-
redo Coulinbo, *e reconimendando-lhe que mande
abonar os vencimentos de oflieiat maior a contardo
referido dia 3, ao offlcial chefe da 1" scejao Antonio
I.eile de Pinlio, qne, nos termos ^do regulamento de
26 de Janeiro de 1853. so acha exercendo aquelle
lugar.
PortaraNomeando a Firmii o Herculanu Bap-
tisla Kibeiro, para o lugar vago de amanueuse da
secretara do governu, visto ler sido jalgado apio no
concurso a que se procedeu. Fez-se respeito o
expediente do estylo.
DitaMandando addir a secretaria do governo,
para roadjavar os respectivos trabadlos, a Brasiliano
Magalhaes de Castro.Common:cou-se thesouraria
da fazenda provincial.
DitaConsiderando vagos os lugares del. sup-
plente'do delegado da cidaile de Olinda, e de sub-
delegado da freguezia da S.por se ter modado para
esta capital o bacharel Jos l.ourenco Meira de Vas-
concelos que os eiercia, e nomeando para o 1. da-
quelles lugares ao tenente oronel Manoel Antonio
dos Pasaos e Silva, e para o 2. an bacharel Mauoel
Antonio dos Pasaos e Silva, do delegado que Oca vago, ao m; jor Salvador II en-
I rique de Albuquerque.Commuuicou se ao chefe
de polica.
DitaMandando admiltir ao servido do ejercito
como voluntario por fi unos, ao paisano Sebastian
Lourengo Pereira de Carvalho, abonando-se-lhe
alm dos venrimenlos da le, o premio di- 3009000
rs.Fizcram-sc as convenientes communicajes.
DitaAo director do arsenal de guerra, para
mandar entregar ao delegado do termo de Caruar,
20 armas do adarme 17 com bandoleiras, igual nu-
mero de patraas, mil rartuxos embalados do refe-
rido adarme, e 12 pares de algemas com cadeado.
Communicou-se an Dr. chefe de polica.
31
OfficioAo Exm. marechal commandanla das ar-
mas, interando-o do haver mandado indemnisar
os alferes Jos d'Avila Bitancourl Neiva e Joaquim
Cavalcanli de Albuquerque Bello, da importancia
das despezas de que trata o officio de S. Exc.sob n.
631, urna vez que estejam nos lermos legaes os do-
cumentos api escolados por csses ofliciaes.
DloAomesmo, transmtlindo para os conveni-
enles exames as copias das acias do conselho admi-
nistrativo datadas de 8 e 12 do corrente.
DitoAo chefe de polica, anlorisando-o a alugar
urna das casas da povoajao da Escada com os preci-
sos commodos, para servir de cadeia, .sendo o respec-
tivo aluguel pago pela thesouraria provincial.Com-
municou-se a esta.
DiloAo inspector do arsenal de marinha, dizen-
do que deveser entregue ao thesoureiro da compa-
nhia de Beberibe os 129020 rs. provenientes da agua
vendida na cidade de Olinda as occasioes em que
all houve falla della.
DiloAo capilao do porto, transmtlindo para ter
a conveniente publicidade, copia nao s do aviso cir-
cular do ministerio da marinha de 30 do abril ulti-
mo, maslambem do regulamento de signaes que se
uiamlou observar no Para para a commitnicajao da
pralicagem cornos navios que pedirem pralico, afim
de enlrarem no porlo da capital d'aquella provincia.
DiCoAo director das obras publicas, concedendo
a aulori-acao que pedio para comprar por 189000 rs.
um nivel para os traballios daquella repartirn.
Communicou-se a thesouraria provincial.
HiloAn presidente do conselho de qualificaco
da guarda nacional da freguezia do Recife, envian-
do por copia o parecer do procurador da croa, so-
berana e fazenda nacional.de qoe trata o seu oflieio
de 23 do correnle.o declarando que da nota.'que re-
melle, consta que Josa Joaquim Pereira Campos,
sendo proposlo e approvado em 23 de Janeiro de
1838, para alferes do balalliao de guardas nacionaes
de Monis, pcrlvncenle ao municipio de Goianna, nao
solicilou patente.
Dilo- Ao inspector da thesouraria provincial, dc-
volvendo as papis relativos i impressao do catalo-
go doslivros da bibliotheca publica desla cidade,afini
de que, avistado arbitramente foito, ajuste e pague
semelhantc impressao, aos proprictarios da Hpogra-
phia Universal pelo menor pre-o que poder obter.
DiloAo mesmo, inleiramlo-o de haver, cm vis-
la de sua iuformac.au, lanceado no requerimenlo eni
que Francisco Pereira de Carvalho, pedia que se rc-
levasse a mulla cm que incorreu por n3o ter dado
principio a obra do 12." lauco da estrada do sul,
dentro do prazo do scu contrato, o despacho seguin-
te :Como requer. sendo eslo apresenlado ao Sr.
director das obras publicas, para seo conhccimenlo,
e afim de que marque ao supplicanle breve prazo
para dar comeco obra de que se trata.
PortaraConcedendo ao arrematante do 13. lan-
ceo da estrada do Pao d'Alho Francisco Rodrigues
do Passo, mais dous inezes de prorogarjlo para a con-
clnsao das obras do seu contrato. Fizeram-se as
Aecessarias communicacoes.
Dita Concedendo ao arrematante de 17. Utico
da estrada de|Po d'Alho, Manoel Caetano de Medei-
ro--, ma's 3 mezes de prorogajao para a conclusao
municacoes a este respeilo.
S- ------
GOWMANDO DAS ARMAS.
Quartel-teneral do comnaaado das araaat de
Pemambnco na cidade do Recife, em 3 de
junho de 1855.
OBDEM DO DI N. 37.
O marechal de campo commandanle das armas
determina que fique desligado do nono batalhao de
infanlaria. ao qual se acha addido, o Sr. alferes Joo
Antonio l.eitao, visto como tem boje de embarcar
para a provincia da Parahiba a reunirse ao seu res-
pectivo corpo.
Jote Joaquim Coelho.
Panudo Leal Ferrtira, ajudanle de ordens eu-
carregado do'dctallie.
EXTERIOR.
CITACO-ES DOS JORNAES.
O Journal des Debata.
Por que razo se tem retardado o asfalto de Se-
bastopol t
Desde 9 deste mez, dia em que rompeu novamen-
te o fogo contra Sebastopol, al 23, data dos lti-
mos despachos, contam-se treze dias de bombrdea-
meoto. Ouasi todos os das despachos ou correspon-
dencias trazemalguns promenores acerca desla gran,
de operaran, e todas as vezes os leitores esperam que
se Ibes annuncie um assalto victorioso. Entretanto
um assedio nao opera com a rapidez de urna campa-
nha de invasao. He forja obrar methodicameole,
caminhar com paciencia, segundo as regras da arle,
para ganhar terreno palmo a palmo. Desfarlecon-
segue-se aperlar o -iliado no recinto que oceupa,
encerra-lo ah por meio de Irabalhcs de entrinchei-
laiucnios, ao passo que se o fulmina com o canhao,
at o dia em que o sitiante se acha bastante aproxi-
mado para lanrar-se de repente sobre elle pelas
brechas ou pelos desmoronamentos que o canhao
tem formado. Acrescentemos anda que antes do si-
liante ahi cligar, varias das baleras do assedio sao
ordinariamente mudadasde lugar para serem aproxi-
madas la forlificacao e reconstruidas sobre os terre-
nos conquistados pelos traballios das sapas e fossos,
s urna i-minina la em curta distancia pode executar
demolc/ies profundas c irrcparaveis.
A lenlidau dos processus he urna condic.ao de bom
xito, e conduz com cerleza a este resultado. Poslo
que a arllharia e as armas de foso estejam mu a-
perfeiroadas, depois do seculo XVII, os principios
estabelecidos por Vauban no seu tratado do ataque
das praras, nem por isso sao os mesruos, e vemos
que sao seguidos danle de Sebastopol. Se nao hou-
vesse um melAodoe regras d'arte para tomar-seuma
cidade toda fricada de fortficacies, construidas
lambem segundo os principios de urna arle melho-
dica, om exerciln ousaria avaner debaixo das
suas muralhas com a preleuro de acanhoa-la e to-
ma-la. sem proteser o ataque por meio le longos
e dolorosos Irabalhos ? Este exerciln suecumbiria ou
ver-sc-hia vergonhosameple consteangido a levantar
o assedio, como a historia olTerece mais de um exem-
plo a este respeito. Sao verdades triviaes, mas releva
refeii-las aos impacientes.
Asiim, os leitores devem ler paciencia, e imitar
a esle respeilo os Roldados dos exercilos alliados, que
supportam cora dedicarlo e confianra heroicas as
rudes fadigas e os perigos quotidianos de um assedio
que dura ha seis mezes. Quanlo a esta longa dura-
cao, devemos observar que o assedio foi interrum-
pido durante um invern longo e mui rigoroso, e
que na occasiao do primeiro rompimenlo do fogo, a
17 de outubro do anno passado, os alliados nao li-
nham urna arllharia bastante forte cm numero nem
em calibre para combaler vanlajosamente contra a
da prara. Hoje a situarao mudou.
O que se fez na primeira parle do assedio al 9
de abril, pondo de parte as inlerrupi.-oes forjadas e a
natureza pedregosa do terreno, representa quarenta
dias de Irabalhos preliminares que consislcm na
abertura dos fossos, dos caminhos e das parallelas,
n'uma exlensao de 10 leguas ;it kilmetros), traba-
ho immen.so c da conslrucjao, armamento c abas-
leciiiienlo de quarenta c oilo bateras. Por tanto, na
repetirao do fogo comer asegunda parle do assedio,
a i|iiala*i.li' durar muilo lempo ainda anle que se-
jam'oi slnhores da cidade |o do porto, por |causa la
defoza eiirarinca la dos BlHHM, e especialmente por
que a prara recebe quotidianamente vveres, refor-
cos o inunicfie-, visto que sii podia ser cercada com-
pletamente com dous exercilos de assedio.
Presume-se que os Uussos defenderao a cidade
casa por casa, como em Saragoja, c que nao se Ihes
poder impur capitularlo, porque urna primeira re-
tirada Ibes he assegurada nos fortes da cidade que
bordam o ancoradouru, que poderAo atravnsar de-
pois para refu^iar-se do oulro lado nos fortes do
norte; mas urna resistencia deste genero nao polle-
ra retardar muilo a oceupajao da cidade e do por-
to, se as principies fortilicajOes forcm demolidas e
lomadas. A primeira operar jo requerida dever con-
sistir em arruinar-se as (riucheiras do inimigo, em
abrir brecha para se occo par algumas das grandes
obras avanzadas da praja, laes como a Quarentena,
o bastiao Central, o bastiao do Ma. em fim a torre MalakofT, ou ao menos os Ires novos
reductos construidos pelos Russos adiante desle
porlo.
As grandes obras citadas servem boje de alvo a
canhonada fulminante que rompeu a 9 de abril. Se
as nossas bateras, as soas posices actuaes, sao bas-
tante aproximadas para produzirem lodo o seu effei-
lo, ou se os rcenles progressos das trincheiras per-
muten) transportar duas ou tres baleras para diante
a 200 metros da prara, teremos noticia em algum
dia do mez prximo da ruina e la lomada de algu-
mas destas obras. Um Iribmpbo desle genero, o
nico acto decisivo que se ter realisado depois cornejo do assedio, lem-se tornado ao mesmo lem-
po urna necessidade moral e material. O fogo
da arlilberia e os rcenles Irabalhos dos enga-
nbeiros lendem sem duvda a esle resultado.
J iia-data das ultimas correspondencias, as tro-
pas se repulavam cm lado de consegui-lo, dizem
que escadas de assallo ja eslavam reunidas no depo-
sito do corpo de eogenheiros, assim como faxinas
para obstruir os fossos ; madeiras para transporos
entrincheiramentns. Mas parece qoe difliculdades
de diversa natureza d-'moraram a operarao. Nin-
guem poderia censurar urna demora que tem por
alvo augmentar as probabilidades de lriumpho,e di-
minuir os perigos dos v denles,'promplos a se sacri-
ficar pela honra e gloria das duas grandes uajes
que representan!.
Mas, por outro lado linda se nao pode alirar em
brecha, someole se (em conlra-pelejado, isto he,
alirado contra as baleras iiiimigas, cujas pecas bao
sido desmontadas era grande numero. Na data de
23. ncuhuin assallo ti /ora lugar, porque as forlili-
caces ainda nao pareciam estar suficientemente
desmanteladas. Nesla mesmadata, segundo um des-
pacho russo, os a/liados tinham afronxado o fogo,
recoiihccendo a inullidade dos seus esforros. Esla
versao nan he aceilavcl. Com cffeilo, o fogo sear-
refeceu em certos momentos, e al antes de 23 de
abril houve intermitencias na sua aclividade, sesnn-
ilo disseram as correspondencias ; mas, como be pos-
ivel que bouvesse esta especie de renuncia que pa-
reca implicar o' despacho russo ? Pelo menos fora
misler que as nossas bateras tvessem sido desmon-
tadas e reduzidas ao silencio ; ora, he o que nao diz
este despacito, e he o que elle nao leria deixado de
dizer se o fogo da praj tivesse podido apagar o dos
alliados.
Pode-se suppor ou que os sitiantes julgaram de-
ver poupar as suas municoes al as prximas ebega-
das, as quaes sao quasi quotidianas ; ou que aguar-
dama conclusao das novas sapas e trincheiras des-
tinadas a rentar de mais perlo os fortes exteriores ;
ou emfim queestao oceupados em mudar de lugar
algumas das suas bateras menos vanlajosamente
enllocadas do que nutras, ou para mellior convergir
sobre os pontos atacados, ou para transportaras boc-
eas le fogo para sitios mais aproximados, c d'ora em
vante cobertos por trincheiras que ltimamente fo-
ram poxadas para diante sob o abrigo da canhona-
da. O uso uos assedios sempre tem sido transpor as-
sm as baleras medida que os Irabalhos -ao leva-
dos mais adianle. Os novos caminhos parecem des-
onvulver-se com vanlagem depois do rompimenlo
do fogo. Cavou-se dianle da porjao da recinto com-
prehendido entre a Quarentena eo bastiao Central,
urna quarta parallela que se liga aos caminhos diri-
gidos contra o bastiao do Maslro ; urna min-i prali-
cada desle lado para estender mais promplameule
esla parallela produzio por meio da sua explosao
um fosso mui longo que as tropas em breve aperfei-
joarm ; urna quebrada que abrigava as columnas
russas de surtida foi lomada e coroada, slo he, a
sua reborda, do nosso lado, foi guarnecida com nma
espalda de gabies, e le saceos de areia pela fitzla"
ra, resultado cuja importancia foi justamente apre-
ciada por um despacho : emfim,- varias das embos-
cada dos- Russos ho sido oceupadas, e Usadas por
meio de Irabalhos activos ao systema das nossas trin-
cheiras. As emboscadas, de que se tem fallado mul-
tas vezes, sao obras de areia, especie de flexas tri-
angulares com espalda e losso, eslabelecidas adiante
no campo sob a prolecjao do fogo dos baslies. Es-
tas obras podem conler varias cenlcnas de homens,
e servem para abrigar as columnas de sortida. lia
anda outros reductos menos importantes que con-
sisten! n'um resalto de terreno que alcuns lalhos de
piran-la formaram para servir de emboscada a um
pelolao. Tudu islo favorece as surtidas russas e im-
pe extrema vigilancia as nossas guardas de Irin-
cheira. A>sm para descobrir o inimigo, as nossas
senluielas estao enllocadas fura, deitadas dabruen
he brohibido fa/x-r fogo em caso de surtida", devem
eniao vollar para as Irincheiras e dar o aviso em
as trincheiras
voz baxa -, immedatamenle as (ropas goarnerein o
parapeito. esperam os Russos para alirar le paula-
ra ecarrega-los depois a baionela.
. Em resumo, ludo conduz a crer que esta repel-
cao ainda recente do assedio progredir cada dia
com vigor c bom exilo. Pode-se especialmente at-
(ribur -ciencia dos nossos ofliciaes de engenharia
c de arllharia, aos quaes a longa pralica do terreno
de Sebastopol e o conhecimenlo d'ora em vante
bem adquirido das suas forlificacOes deverao sem
duvida inspirar algitmas dessas habis combinaces
da arle,que sao para um assedio o que urna inspira-
rlo estratgica he para urna batalha.
Saint-Ange.
(Courrier de L'Europe).
0 PARAIZO DAS MUHERES. (*)
For Paario Feral.
TKRCEIRA. PARTE.
IMHTUR IX PIIIO.
CAPITULO XIV
Fecha ot olhos, aire i bocea.
Chifln e I.oriol eslavam a ni I leguas dessas trage-
dias, l.oriot paasra por vicisHtudes em sua existen-
cia parisiense ; mas Chilln, extepcao das dores do
primeiro dia, s adiara felicitte em seu camiulin.
Sabia pelo manuscriplo de Solanje c lambem pelas
Harrares de Virginia, que Pars iie semeado de es-
clitos ; mas para ella esses escollos linham-se com-
pldceiiicmeuie occullado debaixo le rosas. A fortu-
na tomara-a pela man, como una favorita, para con-
duzi-U por cainitihos sempre juntados de flores.
Era para Chifln qne Pars era vcrdadeiramcnlc o
paraizo das mulheres.
l-'azia o que quera desde a m inliaa al a noilc,
ludo sorria-llie, ludo obedeca llic e era a querida
de todos. O re Truffc amava-a ;ocamente, e re-
pelia-lhe quanlo podia que seria a mtilher de Joao
le Hustan, Juqueza, e mais rica do que orna rainha.
Nao eslava na ndole de Chifln deslumbrar-se :
era tnuito honesta para isso, e na<> conhecia o prejo
. dos bens deste mundo, sao necesarios alguns pon-
tos de compararlo para produzir;m a embriaguez
moral, e Chifln dera da priroeirt vez um sallo tal
que nao comprehendia o intervallo passado.
Tinham-Ute dado rnestrea. Ella aprenda a ler, a
cscrever e a fallar o francez. Saina ja executar no
piano a Saboleute de Lamballe, e va esse Canto muilo orisinal.
Ease professor, mancebo paludo, magro e desgre-
nhado que trajava um palito saceo cheio de carcter,
nnalava um cheiro violento de cigarro, linha al-
titudes artsticas que incendiavam < coracao de Vir-
() Video Diario d. 127.
ginia. Chamava-se Benedicto, e a camarista Ilitera-
ta sorprendia-se s vezes pensando queElhelred mu-
dara o nome.
Chilln nao dava milita altenro ao senhor Bene-
dicto ; mas em desforra occopava-se consideravel-
inenle com o seu futuro marido, Joao de Rostan.
Nao lorrVir.i a ver Fernando desde o primeiro serao
passado em casa do rci Truffc ; mas como esle falla-
va incrssanlemenle de Joo de Rostan, e para ella
esse nome applicava-se a Fernando, nao podia dei-
xar de pensar nelle desde a manha al i noite.
Fernando fizera-lhe orna impressao das mais favora-
veis : ella achava-o bello, brilhanle e gracioso. Sem-
pre que enlrava nn salao era commovida, porque es-
perava adiar ahi Fernando, mas esle la nao eslava.
Chifln tornava-se pensativa, e perguntava a si mes-
ma porque elle nao apparecia mais.
Nao linha-lhe vindo a.idea recusar a ruo de Fer-
nando, e suas medilajes nao chegavam talvez a lan-
o. O rertn he que ella pensava em Loriol muilo
mais que em Fernando.
Nan cncarregamo-nos de resolver lgicamente cs-
sas iuconsequencias de um corarao de raparisunha.
Como o saberiamns, se ellas mesmas nao o sabem ?
Tnilas as manhas Roblol ia visitar madamesella
Mara de Rostan, e coulava-lhe ludo o que l.oriot fi-
zera na ve-pera. Isso n3o era muilo variado ; l.o-
nao
po-
da, pasaeava le dia com a bengalinha. e de noite
adormeca no Ihcalro ; a bolsa de Chifln salisfazia
essas despezas.
E Loriol eslava convencido de que a princeza es-
Iranaeira enamorada delle o cumulava de beneficios.
Sabemos que elle nao era altivo. Sua coiiscienca
permaneca em repouso.
Nena tarde madamesella Mara de Rostan ap-
parecera urna vez no salao do rei Truffe. O duque
dera-lhe a entender que os banbos eslavam prxi-
mos, e fallara mesmo de contrato. Pela primeira
vez Chifln sentio o coraj.lo cerrado au pensamenlo
dessa uniSo ; a imazem de Loriol veio enllocarse
entre ella e Joo de Rostan. A rapariguinha delxou
o circulo logo depois de janlar, e refugou-se em seo
quarto.
Nada linha comido. Despedio Virginia que que-
ra fallar-lite, apoiou-se no colovelo contra a mesa e
poz-se a chorar.
Solange vai lambem casar, dizia comsigo; por-
que esla lio alegre e (ao contente ? '
Senta-ie triste a poni de desanjmar-se. To-
SITUACAO INTELLECTAL DA SLISSA.
A Snissia apezar das suas commojoes internas, se
tem sustentado al o prsenle, de urna maneira assaz
nolavel na ordem dos estados mais favorecidos nn lo-
carte a instrnecao publica. Nesles ltimos annus
mesmo, se o arrojo revolu|conario fui mais ou me-
nos prejiidicil aos estudos superiores, o numero das
esrolas primarias cresceu consideravelmenle. A este
respeito os canles tcem rivalisado em zelo.e para al-
guns especialmente, como Lucerna, Frborgo.os Gri-
ses e Valais, era um melhoramenlo muito urgente.
Na mor parle dos cantees a inslrucjao primaria be
gratuila, e em alguns he al mesmo obligatoria; mas
a ullilidade destas duas medidas anda he muilo du-
vidosa, e a segunda principalmente aprsenla mais
inconvenientes que vantagens. Conseguir-se-hia me-
llior o fim fixando-se urna mdica coutribuirao, e fa-
zendo-se do saber lere escrever condieo indspensa-
vel para o exerccio dos direilos eleiloraes. Como
quer que seja, aSnissa cont presentemente cerca de
seis mil escolas primaras, e o numero dos meninos
que as frequentam, he de mais de trezentos e cincu-
enta mil, o que d um escolar sobre sele habitantes-
F.siati-lira universitaria e litleraria.O numero dos
eslabelecimentos de instrnecao secundara, collegios,
gymnasios e escolas industriaos be de 238, e san estes
eslabelecimentos frecuentados por perlo de 10,000
alumnos. Alem disso, em muitos canles ha insl-
luicesili. mesmo genero lodependenles do governo,
e sustentadas com subscripjOes particulares. Assim
Cenebra lem um gymnasio livre para os estudos clas-
sicos, urna escola para o sexo lirmimno, onde ensinao
se historia, gcographia, calculo e as lnguas vives,(em
mais um conservatorio de msica fundado por Bar-
Iholomv. Lnusanna lambem lem um gymnasio lvre
e urna escola para o ensiuo das mathematicas abdi-
cadas a iudtislria.
Quanto a inslruccao superior, a Suissa possue tres'
universidades : as de Bale, ile/urich e de Bcfne. As
academiasleGenebra e de I.ausanana, posto que nao
abracem 13o vatio campo de estudos, merecem com-
ludo serclassificadas na mesma calhesoria. A uni-
versidade de Bale he a mais anlisa, ella dala de H60
f. chegnu ao apogeo da sua gloria no comeco do secu-
lo 1 ; mas o arrojo do espirito mercantil e a concur-
rencia da Allemanha trouxeram-lhe a decadencia '
e hoje o numero dos seusesludantes pouco passa de
120. As de Berue e de Zurich.de funda;ao inleira-
mente rcenle, sao muito mais frequenladas, c a se-
gunda sobreludo quanto phlologia.e as sriencias na-
turaesgoza de certa nomeada.
As academias de Cenebra e de l.ausanna dalo do
secuto Ifi. Ella deveratn reformaos seus primei-
ros Iriumphos. Com acolhcr cm seu seio os lio.
mens distintos rcpcliidos de Franca pela perseguirn,
ellas tonaram-se de sbito os fucos de luz, que alra-
Itiram a javentude protestante de lodos os paizes. on-
de pezava o jugo da intolerancia religiosa. Expos-
las a continuos ataques dos adversarios, que as con-
sideravam com razao cidadellas do protestantismo"
mui honrosamente suslcnlaram a lula. A vida nun-
ca dellas se retiro.uninda mesmo as mais desfavora-
veis rircumslancias. Genebra soube conservar a
sua arailerriia no lempo da Inminarao franceza, e
l.aitsanna salvan a sua lo naufragio da mitiga confe-
derarlo helvtica. Ambas na verdade, soflreram
crueis golpes nestes ltimos lempos, poisnan as pou-
pou o espirito revoluncionario, mas lambem desper-
tou-se o antagonismo confessionsla, que tende a es-
limula-las, c rcslliiir-lheso apoio, e as synipalhias
de que a pnlitca radical as hava privado.
A Suissa felizmente achou na liberdade de associa-
jao um valioso amparo contra os maiores perigos da
crise que acaba de alravessar. O radicalismo, lao
promplo em por man em ludo que eslava mais ou
menos dependente do governo, rceoou diantc desse
obstculo. Em sua audacia assombrado das resisten-
cias particulares, se lem contentado de as combaler,
ja com mesquinhas vexaces, ja cora a concurrencia,
queso seria legitima, se a caixa do estado nao tives-
se de supporlar as despezas. Assim, em Genebra,
por excmplo, Mr. James Fazy com o intuito de cau-
sar prejuizo Sociedades das Artes, que lite nao
agradava, creou um instituto nacional, instituirn
sobremanera pretenciosa para esse pequeo canillo
le 60,0110 almas, e na qual nao liguram precisamen-
te as notabilidades scienlilicas do paiz. Todava seme.
Ihanles expedientes nao podem prevalecer sobre os
hbitos e as Iradiccoes da anliga liberdade; e o seu
nico resultado he reanimar o zelo dos cidadaos ajun-
lando-lhc o altralivo da opposicao.
Innmeras silo na Suissa a sociedades que se
preucenpam do bem publico. Cada caniao lem as
suas sociedades, que lomam cunta do esludan-
e, apenas sahe do cnllegio, c o preparan) aller-
nalivamenle para a discussilo das quesles lutera-
nas, scienlilicas, in lu-triae-, commerciacs, econ-
micas, o de admuistracao linauceira, ele. Ssmc-
lltanle aprendizado da vida republicana lorna quasi
impossivel comprimir o vo da aclividade indivi-
dual. Nenhum ohjeclo importante de ulilidade pu-
blica nao pode ser desprezado pelo governo, que lo-
go nao se forme urna associajo para supprir essa
negligencia. Ha sempre homens promptos a con-
sagrar o scu lempo s exigencias de urna tarefa nao
menos fastidiosa que laboriosa, e os sacrificios pecu-
niarios s3o cousa mui commum entre os cidadaos de
todas as classes. E por isso, apezar da accao funes-
ta das agilajes revolucionarias, bem se pode ainda
hoje dizer cora Ch. Monnard. que a pequea e mo-
desla Suissa revela Europa o poder do espirito
de a-soriacan, e lhe fornecc o modelo das sociedades
livres e dedicadas ao bem publico a (1)
He a este elemento de patriotismo que os canles
suissos devem o poder combaler os progressos da de-
cadencia inlellectual c moral. Tem sido esle o es-
clito mais lerrivel para a poltica radical. Os sens
adversarios, que ella pretenda excluir de toda par-
ticpatelo do poder, crearem-se fcilmente oulros
mcos de influencia, e seus esforcos nao tardaram em
modificar a opini.lo publica. A Suissa, a tantos
respeitos cruelmente experimentada, nao perdeu ao
menos a sua artiv ida le inlellectual, que parece pe-
lo contrario lendcr antes a se desenvolver. Zurich,
Heme, Lausanna e Genebra sao os principan- focos
dessa aclividade. Cada urna destas cidades foruece
o scu contingente de Irabalhos apreciaveis. Em
Bcrne, apezar de menos fecunda, o commcreio dos
lvros vai lomando exlensao, e dos seus prlos sahi-
ram o anno passado muilas publicares francezas de
merilo.
He Bcrne, alm disso, que possue o escfiplor
mais popular da Suissa, Jeremas Golthelf, de quem
foram recenlemenle traduzidas duas novas obras:
A voUa de Jacob e l'tlrich o rendeiro. Zurich,
mais exclusivamente alleni.ia. propende sobreludo
para as nvestigaces scienlilicas. Quanto a Lau-
sanna e Genebra is quaes se pode ajuntar Neuchalel
suas numerosas flublicaces se dividem asss igual-
mente entre a sciencia e a 1 literatura. Dentre as
que pertencem a primeira deslas duas calhegorias,
assignalaremosa edijao franceza do tratado de elec-
trteidade de Augusto de la Rhiva, as memorias de
Paleontologa de F. J. Piclet, a monographia das
cespas suciaes de Saussure, o trabalho de Vogt
sobre os auimaet inferiores que vivem no Mediter-
rneo, a bella carta da confederadlo suitsa publ i-I bres senadores para comigo. Como os seus dscur-
cada sob a lreccao do general Dufour, ; da qual
j sahiram a luz onze folhas, emfim tima obra im-
portante que se prende anles a arte, a historia da
architectura sagrada des do quarto ao dcimo s-
calo nos antigos bispaos de Genebra, lAUtanna e
Sion, por Ulavignac.
As produccML- Iliteraria--, muilo mais abundantes
n.lo oflerecem em geral urna supernridade 13o no-
lavel. Comludo algumas merecem ser menciona-
das. Entre nutras cilaremos Julio ou o fim de um
seculo por Bungener, quadro curioso dos nltimos
anuos do seculo XVIII; os estudos dos e'criplores
francezes da reforma, por Sayous, obra t.Io elogia-
da pela miprensa franceza ; a historia da igreja de
Genebra desde a poca da reforma ate I81, por
Gahercl, trabalho muilo inleressante pelos male-
riaes curiosos, a mor parte medidos, que contm ;
a historia da inslruccao publica no paiz de Vaud,
por Gindroz, a cUronica friburgueza, Iradnzida do
lalim, por Baemy de Berligny; a historia do con-
dado de Gruyere por 11 i-sel > ; a Ai.storia dos mo-
numentos do bispado de Bale, por Trouill.it.
Por este rpido exposto das publicaces suissas ve-
se que na Suissa as obras serias dominam. De lem-
pos a lempos apparece algum volume le poesa
quer em Genebra, quer em Lausanna c em Bcrne;
mas em geral sao ensaios assaz mediocres, fallos de
vigor e e de orginalidade. Os escriptores da Sus"
sa franceza peceam militas vezes pelo etlylo ; nelles
a graja e a elegancia sao formas mui raras, elles se
distingucm antes pelo merilo do pensamenlo, pelo
esludo aprofundado das linguas e da litleratura es-
Irangeiras, e por urna grande independencia. A po-
sico que oceupam fra do circulo da cenlralisarao
parisiense, Ibes permute escapar influencia das
companhias, e sacudir ojugo da moda. Tambera
eslao menos expostos s miserias da vida do ho-
rnera de lettras ; porquanlo. a lilteralnra para elles
nao pode ser um oflieio.
Emfim, se a pequenez do paiz Ihes nao offerece
probabilidade de snecessos mu brnanles, o desejo
de estender a sua nomeada alm das fronleira.s, he
um estimulo, que os incita a fazer continuos esfor-
ros. Estas vanlagens nao sao Ilusorias, e a prava
he o grande numero de homens dtstinclos qoe a Su-
issa tem dado quer as lettras quer s scieocias. S-
mente cumpre nao exagerar-lhes a comprehensao :
os cscriplores suissos moslram algumas vezes urna
superioridade inconleslavel nos Irabalhos, que exi-
gen) oh-ervacao. investigaces, um juizo firme e jus-
to : elles naufragam as mais das vezes as obras de
imaginaran. O seu cunho nacional he de al guia
sorle anlipathico litleratura simples ; Topfler he
talvez o nico que lenlta sido bem suceedido al
hoje em superar esta difliculdade. Com tudo o do-
minio pie os cscriplores suissos cxplnram com fe-
licidade he assaz vasto para que nao tenham motivu
para se quci\.irem,e sua tendencia cm se manieren)
nessa va que demanda grandes estudos nos parece
apresentar o symptnma mais Iranquilisadur para o
futuro da Suissa.
l/f/Mtitire des dux nwnies.)
#.,.. .... .(^,vid, laso nao era imiiiu vrtimuo ,
riot leria querido porlar-secomo um patife ; mas
o sabia. Coma como um glotao, beba quanlo
davia um sorriso brilhuu-lhe enlre as lagrimas,
ella disse ainda respondendo ao seu proprio pensa-
menlo :
l.oriot he muilo menino... nao pode-se'casar
com um menino !
Vejara os leitores como eslava a Chiflbnninha a-
dianlada Oulora esses escrpulos tao prudentes
na*lhe leriara certameulc vinilu
No fina de meia hora chamou Virginia, e dis-
se-lhe :
Quero fallar ao doulor Sulpicio.
Elle sahio, responden a criada.
E minha prima Irene ?...
Tambem sahio.
Vai chamar-me Roblol.
Nao o tenhn visto desde houtem... Elle nao jau-
ln com os criados.
Chifln bateu com o p: no chao, e acenou a Virgi-
nia que sahisse. Esta ria i surdina : eslava vin-
gada.
Anles della ler passado o humar, Chifln excla-
mou :
Meit Dos meu Dos quanto sou infeliz !
Virginia paroo, e disse :
Infeliz he impossivel !... Mas a nalureza lio-
mana be um problema eternamente inexpliravel...
Na Falsa /rana ha urna joven princeza que infastia-
sc de ser muito feliz...
Vem cu, Virginia, inlerrcmpcu Chifln repen-
tinamente.
E acrescenlou encarando a criada.
Amas-rae ?
Virginia pz a man sobre o corarao, e respondeu :
Tenhn visto nos livros muitas camaristas, mui-
las confidentes, mas nunca achei nenhuma, cuja de-
dicaran sincera e profunda possa ser comparada
minha.
Chifln tinha-se levantado ; mas pareca hesitar.
Certamente ella vai commetler alguma Iravcs-
sura, disse Virginia comsigo ; tanto mellior !
Veste-rae ordenou Chifln de repente.
Bravo! disse comsigo Virginia... Se ella po-
desse ter a idea de ir ao baile Montesquieu 1
Que vestido quer Vmc. ? pcrguntott-lhc cm
voz alt.
O mais bello.
E que joias'.'
Chiflan corou forlemenle. Virginia sallou ao co-
fresinho e abrio-o.
-*- Deixa isso exclamla Chifln.
Porm j era larde.
Fique tranquilla, disse Virginia corando o bal-
eo ; a genle necessifa s vezes de dinheiro... essas
joias pertenciam-lhe... Vmc. linha o direilo...
Cala-te interrumpen Chifln.
Eu nao disse isso para offende-la...
Cala-te!
Chifln lornou a assenlar-se junto do fogao. Sua
phaiitazia linha passado;mas a phanlasia vollou-lhe.
Oh I eiclamou ella, que me import essa ra-
pariga?... Sou senhora de mim mesma.... Senao fi-
carem contentes, dispejam-me !... D-me o vestido!
Virginia, branda como urna luva, apresentou-lhe
um bello vestido de seda. Chifln linha sido penlea-
da anles do janlar; assim preparou-se rpidamente,
contemplou-se no espelho e ficou consolada.
Tem ordens a dar-me'.' perguulou Virginia.
Tenho urna fome de lobo !
Virginia admirada julgou ler ouvidoml, e tornou:
He para ceiar scizinha em seu quarto que Vmc.
veslio-se ?
Sim, respondeu Chifln sorrindo c corando, he
para ceiar... mas nao ssinha.
Virginia cuchen as bochechas e disse :
Ah !... compreltendo.
Que comprebendes ?
Ha de vir alguem.
Nao... Has de ir chama-lu.
Quem;...
Ouve-me bem ptimeiramenle, disse Chifln em
lom resoluto. Pouco imporla-me que me (raas ou
nao...
Eu Irahi-la 1 exclamou Virginia.
Poisbem, supponhainos que nao me Irahirs...
nesse casodar-le-hei um vestido... Quero ceiar com
o meu Louriol...
Com... balburiou a camarista.
Quero 1 essa resolucAo esta lomada.
Certamente nao compete-me.... comecou Vir-
ginia.
Cala-te! interrompeu Chifln imperiosamente.
Todava Virginia arabou I
Eu ia dizer qoe V me. tem razao!
Virginia sahio um instante, e voltou com o chale
eo chapeo. Achou Chifln junio da chamin com a
caliera apiada na mo, e disse comsigo:
A reflexao pode vir ; aquejamos o negocio -''
Onde devo ir chamar o senhor I...
Nao ha um senhor, responden Chifln sueca-
mente ; he o meu Lorio! I
Onde devo ir chaiua-lu '.'
(I) Historia de Confederajao Suissa, t. XV.
63 70.
I)ize-me primeiramenle...
O que ;
Porm nao sabes a esse respeito mais do que
en...
Talvez.
Se quizesses convidar alguem para ceiar ?
I ria casa de paslo.
Nao, disse Chifln seriamente, nao posso ir
casa.de paslo com o meu l.oriot.
Oh! a senhora nao deixou-me acabar.... Eu
iria casa de paslo, encoramendaria o que quizesse,
e mandara que ludo fosse Irazido a minha casa.
Chifln achou a idea tao boa que sallou de alegra.
Pois bem, lornou ella, irs primeiramenle
casa de paslo... Dirs ao rapaz que enlre pela port
do leu quarlo que d para o paleo...
Porm, objeclou Virginia... minha reputaran...
Perde-se a repulajao por isso ? perguulou
Chifln de boa f.
Com rlleilo, respondeu a camarista, um diver-
limenln delicado nao he um crime.... Sacrifico-me,
senhora... que devo encommendar '.'
Chifln abri vivamente a bocea para fallar, e de-
pois abaixou os olhos como envergonhada.
Pergunlo... lornou Virginia. ,
J.-i ouvi; interrompeu Chifln.
Depois accrcscentou em voz baixa sem poder Sei-
xar de i ir.
Isso me he indiflcrenle, com auto que baja
carne cozida. assada, guizada, sopa, btalas e ovos
(ritos em loucinho.
Era a lista exacta e religiosamente reprodtizida da
famosa ceia que Chifln e seu amigo l.oriot nao li-
nhara comido na hospedara le Maintenon. Tudo
ah eslava ; mesmo essa ainavi-1 desordetn que nao
era um effeilq da arle, c na qual a. gulodice ingenua
dos dous pequeos Breles coUocra a sopa entre a
carne guizada e os legumes.
Virginia cooservousua seriedade ; mas disse :
He urna ceia jocosa !
Ella nao sabia que adubo a lembranja havia de
dar a essa lisia indigest.
Ah disse Chifln deixando o canto da chami-
n para vollar as cosas ao fogo como um rapazinho,
aitciimmendao que quizeres... caja, tobaras da Ier-
ra, vinho de Champagne.
Muilo bem, respondeu Virginia.
Elle he guloso, accrescenlou Chifln, regula-te
por isso... e nao me fajas esperar!
Virginia prometteu apretsar-se, e parti. Mada-
HTERIOR.
RIO DE JANEIRO
SENADO.
Dia 15 de malo de 1865,
Lida c approvada aarta da antecedente passa-se a
ordem do dia, re-posta a falla do Ihrono.
Entra era discussflo o projeclo de resposta falla
do Ihrono.
O Sr. Barao de Pindar : Sr. presidente, na
mudez da noite passada conversava eu com o meo
Iravesseiro a respeilo do estado lo nosso paiz, e,
considerando allenlamente o que se passa na nossa
patria, cxrlamei : a Ah Brasil Ah iterum Bra-
sil Depois de muito pensar, enlendi que nao de-
va dar palavra sobre a resposla a falla do ihrono ;
porm, Sr. presidente, repentinamente me acudi
reminiscencia certa passagem de um discurso pro-
ferido nesla casa por um Ilustre senador, que. com-
quar.lo livesse o corpo paralylico e as pernas bam-
bas, linha a cabeja saa. riiscorria perfeitamenle ;
tanto assim que era o commandanle em chefe do
partido saquarema. Disse elle daquelle lugar....
Anda lenhn as suas palavras gravadas na me-
moria :
Tanto da c'o marlello o carpinleiro,
a Que crava o prego n'alma do madeirti. a
Eslas palavras proferidas por esse nobre senador
qne lana saudade nos causa, o Sr. Va-cnm ellos,
podem ser Iraduzidas leste modo : Costa Forrei-
ra, leima um pouco. E era cnnseqnencia disto re-
sulvi fallar.
Mas, vejo que a discussAo da resposta falla do
Ihrono sem preceder a presen tacan dos rea torios dos
Srs, minislros he um combale as escuras. O que he
falla do Ihrono ueste sentido ? He um deserto de
ideas, alagado de um diluvio de palavras. Para p-
dennos a tal respeilo dizer alguma cousa, he neces-
sario olharraos para us rolatorios dos Srs. minislros;
e he islo mesmo o que recommenda a falla do Ihro-
no, quando nos diz que os Srs. ministros nosapre-
senlarao os seus relatnos. Ha cerlos esclarecinicn-
(os qoe eu desejara obler, e osles esclarecimentos
os posso colher fcilmente depois de ler os relalorios
dos Srs. minislros.
V. Exc. sabe qual o procedimento de certos no-
sos sempre raiam por cima dos meo, quando s ve-
zes Ihes dirijo algumas pergunlas, ou Ihes peco al-
guns esclarecimenlos, o senado sabe o que elles fa-
zem ? Leotbram-se daqnelles caes com qoe o cele-
bre rei Porus prenden a Alexandre. Esse grande
rci, graude no corpo, grande na alma, prenden a
Alexandre com alguns caes da Albania, que nnnea
empregaram as soas forras senao contra lefles; e en-
tao muilas vezes esses nobres senadores, cujos dis-
cursos sempre raiam sobre os meus, quando Ihes
pergunlo alguma cousa, dizem comsigo: i Ora,quem
falla he o Cost Ferreira, e eu t costnrao medir-me
com lees, a (Para o Sr. risconde de Genuilinho-
nha) V. Exc. ri-se, porque nao esla no meo caso,
quando falla, elles dizem comsigo : a Este he leao ;
vamos j responder-lhe.
Ora, Sr. presidenle, segundo os precedentes des-
la casa, nunca se d para ordem do dia a resposla
falla do Himno sem que tenham apparecido os rea-
torios dos Srs. minislros. O anno passado mandoo-
se mesa um adiamento baseado em nao lerem sido
ainda distribuidos esses relalorios, e o senado con-
cordou com a lembranja. Portnto, entendo que
os senhores, que tanto seguem a regra dos prece-
dentes, sera duvida ho de votar pelo adiamento
qoe vou ter a honra de mandar a mesa.
Eu, Sr. presidente, nao trato ainda da maletia
principal, porque, como j disse, tenho medo de en-
trar em combale as Irevas, visto que em laes Iotas
muitas vezes os que pelejam ferem-se a si proprios.
Limilo-me pois a mandar mesa um requerimenlo,
afim de ser adiada esta dscussao at qoe apparejam
os relalorios. (Para o Sr. risconde de Gegkilinho-
nha.) Se V. Exc. quizesse ter a hondade de offre-
cer um requerimenlo neste sentido, eslou cerlo que
elle seria inmediatamente approvado...
O Sr. Visconde de Gequitinhonha : Mande V.
Exc. mesmo.
O Sr. Barao de Pindar : Assim seja ; suc-
ceda o que succeder.
Lc-se, apoia-sc e entra cm dscussao o reqoeri-
m.inin de adiamento apresenlado pelo Sr. barao de
Pindar.
O Sr. Mrquez de Paran : Nao julgo que se-
ja necessaria a leitura dos'relatorios para se respon-
der ao Ihrono pela maneira por que o fez a nobre
rommissao ; nan sn porque a resposla, segando se
acha red i gi da. nao entrou em minuciosidades para as
qnaessejam indispensaveis as informajes que po-
dem ser colindas nos relalorios,como porque,achan-
do-se na casa dous minislros, elles eslao promptos a
dar os esclarecimentos qoe forem exigidos pelos Srs.
senadores.
O Sr. Baro de Pindar: Sr. presidenta, o
chefe do ministerio, o Sr. marque/, de Paran, disse
que nao he precisa a leitura dos relalorios, porque
nao temos de entrar agora em particularidades a este
respeito. EnlAo. senhores, a resposta talla do
Ihrono he mera zumhaia '.' Para se fazer urna zum-
baia, ousalema, leva-se a milo direila ierra, abai-
xa-se a cabeja al os joelhos, islo por tres vezes, an-
tes de chegar ao senhor c por-lhe a cabera entre as
in,los, em signal de que ella lhe dea entregue ; mas
nao he disto que se trat. Estamos aqu para dis-
cutir ; e se me engao, se se trata de urna mera cor-
lezia, enlao votemos j sem dar Orna palavra ; faja-
se as competentes zumbaias, ajoclhe-se.
Ora, senhores, que raines ha para s mudar de
repente os precedentes que se tem observado nest
casa ? que razoes ha para semelhante innovajao, se-
nhores ? Eu neccssilo fazer algumas pergunlas que
me sao indispensaveis, e que jolgo nao poderem ser
satisfeitas pelos honrados membros da cotomisaSo da
resposta a falla do throno ; porque entSo nos que-
rem privar da leitura dos relatnos ?
Emfim, o Sr. marqaez de Paran quer... o Sr.
raarquez entende que se deve votar sem se fallar...
O senado pode postergar os seus precedentes e vo-
lar como entender de juslica, porqae esta he a opf-
nio do Sr. marqnez.
O Sr.Viscon de deGequitinkonha:Sr. presiden-
te, creo que se pode harmonisar a opiniao do no-
bre barao,senador pelo MaraohJo.e a opiniao do no-
bre raarquez senador pela provincia de Minas; e
hrmonisadas eslas opinies acredito qne s poda eo-
rr.erar hoje a dscussao da resposla i falla do Ihrono
e recusar o adiamento.
Quando digoharmonisarhe porque jolgo que
o nobre barao senador pelo Maranhao tem razao, i
vista da maneira por que encara a quesiao, e que o
nobre marquez de Paran [em tambera razao, se-
gundo o modo por que entende o objecto. Voo ver
se posso dar ao senado a razio do que acabo de
dizer.
Senhores, nos paizes representativos o senado me-
llior do que eu sabe qoe quando se trata da resposla
falla do throno, nao se discute o estado em qne se
acha ,t nacao pelo que diz respeito i poltica ou ad-
ministrsjao. He um cumplimento e nao urna zum-
haia (o nobre barao, raen amigo, ha de permiltir
que reforme sua expresso,) he um comprmanlo
feilo pelo corpo legislativo ao chefe do Estado que
abri a sesso.
O Sr. EuzeMo : Apoiado.
O Sr. Visconde de Gequitinhonha:Na Inglater-
ra, por exemplo, aberta a sessao pelo chefe do Es-
tado, nm dos membros da raiioria offerece a respos-
ta, isto he, o voto de grajas, e um outro merabro da
maiora sustenta ou apoia o voto de grajas. Se ha
mesella Mara de Bostn seguio al escada para re-
coramendar-lhe que lomas-e urna carruagem e fosse
rpidamente.
Apenas Virginia desappnreceu. Chifln perdeu a
firmeza c ficou mui pensativa. A idea mundana que
eiprime-se pelo verbo reflexivo comprometler-se
nunca tinha-lhe entrado no espirito. Chifln s con-
tara com sua consciencia. Ora, sna consciencia co-
mci.-ava a civilisar-se. A consciencia das raparigas
das'chartiecas nao he a mesma que a das mujas de
nossos bairros elegantes.
Examinai orna rosa selvagem e urna camelia, e
comprehendereis o prodigioso poder da cultura.
Ainda mellior, se comerdes urna pera brava da Baixa
Normandia, e urna das nossas peras manteigosas.
A consciencia de Chifln murmurava ura pouco ;
mas ja era muilo. Sem o enxerlo fra necessarin
um seculo para tirar o sabor amargo da pera brava,
e a educaran, esse enxerlo humano, nada fizera an-
da pela nossa Chifln.
Ella leve pois nao um remorso, nem mesmo om
escrpulo ; mas um resfriamento pela idea Irium-
phante de ceiar particularmente com Loriot, seu
amigo.
Que disse comsigo, Icnhnum mez de mais!...
Era mao o que lizemos no palheiro?
E a lembranja dessa ca lempo da miseria, reconciliou-a.com sigo mesma e
com o seu projeclo.
Enlrelanto Virginia lendo encommendado a ceia,
dirigia-se repimpada em urna carruagem de aluguel
gao domicilio do feliz Loriot, fazendo reflexes philo--
sophicas e edificando castellos no ar.
Quando urna camarista torna-se indispensavel,
dizia eila comsigo, tudo vai bem.... Tenho o exem-
plo de Justina na Rainha dos Carpes... Ella faz un
cimente sua fortuna descobrindo o namoro da prin-
ceza Cornelia com o archeiro Estcvo... e casa com
o seu Gregorio... Praza a Dos que eu ache Ethel-
red e ficarei contente !
Loriot eslava recostado em sua poltrona, quando
Virginia bateu a port, perguntava a si mesmo, se
iriaaoOdeon ou ao Lazary. Seu primeiro pensa-
menlo foi que Virginia era'a princeza que inleressa-
va-se por elle.
A camarista enlrou rnm um ar digno e discreto ;
porm Loriot (emeu, porque nao sabia aiuda fallar
as mulheres.
Virginia que vira representar em Pars a Torre
de Selle exprimio-sc nesles termos :
algnm objecto de grande importancia toca-sa nelle,
e o voto de grajas passa ordinariamente na mesflV
Meu (dalgo he (So galante qoaoto bem apes-
soado, tao bravo qoaoto galante?...
Essa he boa disse Loriot.... nSo sei.... Que
quer'!
Urna moja nobre e rica disliuguio-u, tornou
Virginia... Quer tentar urna aventura 1
Loriot fra j distinguido por urna princeza, e nao
quera decahir ; por isso pergontoo:
Quem he ella ?
lie madamesella Mara de Rostan, respondeu
Virginia.
Loriot leve um movimenlo de alegra; mas o or-
gulho prevaleceu, e elle pergontoo anda.
Que quer ella comigo?
Tres dias antes elle paseara seis horas com os pos
na lama e a cabeja chuva para sorprender um
ciliar .le Chiflbo; porm depois desse lempo soas ac-
jOes tinham-se elevado. Os prsenles da princeza
mysteriosa faziam-lhe andar a cabeja roda.
Eu bem sabia qoe a Cbiffonoha nao poderia
passar sem mira 1 dizia elle comsigo... He bella con-
sa ser madamesella de Rostan Eu lambem j o fui:
nao he o Per.'
Quem vio jamis fazer-se las pergunlas 1 ex-
clamou Virginia e-candalisada. Que lhe quer ella!...
Convida-o para' ceiar.'
Acabei agora de janlar, respondeu Loriol.
Virginia poz o piinho sobre a anca e disse com in-
dignaro :
Enlao recosa ?... bem feilo.' Quem vai procu-
rar fanqueiros as hospedatiai merece ser affronla-
da... Ah Jess saElhelred fizesse-me urna cousa
ssim... Tenha saude, meu charo, Vmc. o inven-
tar jamis a plvora!
Virginia dirigio-se para a port; mas Loriot tor-
nou a chama-la, direndo :
Espere, quero ir, embora nao tenha fome...
Onde he I
Tenho urna cirruagem embaixo, disse Virgi-
nia, a qual accrescenlou entre os deules: Se eo fos-
se madamesella de Rostan, nao o qoereria nem pa-
ra pilafreneirii !
Snbiraoi ao carro. Virginia assentou-se graciosa-
mente, l.oriot afaslnu-se delU quanto pude e ficou
em um canto. Nonca Virginia vira em nenhum ro-
mance um rapaz Uo incivil.
( Confintiar-se-Aa.)
MIITIIAIM


iito ; rara veies he discutido por mais de um
dia.
Ni nao temos assim considerado |i vol de gracas;
temos feilo ordinariamente essi ditcussao tomando
em considerarlo todo o estado do pal.lanlo pelo que
diz respeilo poltica inUrna,o eiternlcotaopeloqoe
he relativo i parte administrativa. Nena mesms
discu-.lo trtate da reformas, moalrn-ae a neeossi-
dade ou nao ueeessid.nlc dellas, .. e,atocia, publi-
cas, em urna palavra, folhea-e ttdo o livro nacional
politico e administrativo, e emilte-se opiniao a res-
peitodelle.
Paree* queissim he que o nobn, baro sensdor pelo
Marannaoentende a queslao : e, eulandendo assinr
nao pode deixar de ler razio, quando exige que os
rea torios sejam primeramente aprese itados ao cor-
po legislativo, para depois ser discutida i resposta i
fallado (lirono. Mas ser isto ama opniao'fuurta-
da, ser urna opiniao que o senado dev.i adoptar
O Sr. Baro de Pindar : Al agora lem adop-
Udo.
O Sr. Visconde de Gequitlnhonha : Ser con-
forme eom todos os precedentes do senado. Creio
que nao tem sido este o modo por que c senado lem
encarado ;i queslao. U nobre senador pelo Mara-
nhao lia do permitlir que migue q je el e est olvi-
dado, onqne nao pode bern examinar cerno o sena-
do lem discutido a resposta filia do llirono.
O Sr. Baro de Pindar : Olhe |mra o anno
passado.
O Sr. Vitconde de Gequitinhinha: Creio que
tenho melhor entendido qual a maneira porque o se-
nado cosan discutir resposta fall do Ihrono.
O senado a lem discutido tocando noi principios
geraes, tratando de pontos de poltica ii lerna e c-
tenla, ou administrativos ; mas, em geral, por for-
ma tal, que nao pode de maneira alguma necessilar
do auiilio dos relatorios, porque os relatnos nao
podero deiiar de confirmar as ptopo-icei geraes, os
principios eiposlo na resposta falla do llirono.
Por esta forma o nobre marqnez do Paran lem
razio ; porque, se nao livermos de examinar o mi-
nucioso da adminisirar;,io, se nao dvrrmoi de tomar
conlas do eslailo em que se aclia a politi interna
e da maneira porque sa lem decidido os negocios ex-
ternos do rn.ss. paiz ; so u3o livermos luje de exa-
minar qual o futuro de nossa patria ; se nao liver-
mos de saber quaes as reformas que a ad nnslraco
lem de apresentar ao corpo legislativo, n se apenas
livermos de lomar em consideraran os principios ge-
raea, esse, factos concebidos pela corda e exposlos
na folla do llirono, para que os relatorios t
O .Sr. Barrio de /'indur :Isso Ir um quinao ao
procedimeuto do senado o anno passailo.
O Sr. yitconde de Gequilinhonha :Os relalo-
ri*s nao desmeotem as proposites emitidas 11:1 fal-
la do llirono, nem o senado pode de maneira algu-
ma crer que ellas nao sao verdadeiras; responde
pois a cssas proposiriles, diz que sao exaclas, e con-
gratularse rom a eoroa a respilo dellas ; nao eulra
por coiisequcucia no exame do minucioso da admi-
nistraran e da poltica interna ou externa, porquo es-
tes ohjeclos, tanihem, creia o nobre burilo senador
pelo Maranhao,nan h.lo de deiiar de occopar a alien-
tan do senado; nos tomaremos conlas 10 governo a
esse respeilo quando disentirmos os diversos orca-
menlos. Entao entraremos no minucioso da admi-
nistraran, eniao examinaremos como he que csses
factos aprcscnlados em geral psla cora foram de-
senvolvidos pelos ministros ; entao censuraremos ou
louvaremos aos ministros pela maneira porque elles
administraran) o paiz.
Atsiin pois, Sr. presidente, creio que a discussao
da resposta (alia do ihrono nao pode versar sobre
o minucioso daadminstracao, c sim apenas sbreos
factos geralmente referidos na falla do Ihrono ; e is-
lo he tan exacto que a propria corda derlsrou no fin
da falla da abertura que nos relatorios achara a as-
-cmhlot geral ludo quanlo he indispensavel para
que forme um juizn a respeilo da administraran. Nos
iramos contra este conselho, centra este aviso, con-
tra esta propnsicao emltida pela cora, so acaso en-
trassemos desde j no exame minucioso ds adminis-
trarlo.
Sopponho |is, Sr. presidente, qu as duas opi-
nioes, tanto a do nobre harto senador dj Maranhao,
como a do nobre marqnez senador pela provincia de
Minas, pndem ser sustentadas e eslao de accordo ;
apenas diflerem segundo o modo porque cada um
ciilcndc on julga que deve ser discutida u resposta
falla do Ihrono...
O Sr. Baro de Pindar:Quem me enganou
foi o senado com a sua volarlo do anno passado.
O Sr. Visconde de Gequilinhonha; L'm quer
que a resposta soja a expressao da opiniao do senado
relativa ao.procedimenlopoltico c administrativo do
goTerno ; e o ootro enlende que nflo he este o mo-
mento propr o decxaminar-sequest&es, porque ellas
devem ser ventiladas quando se tratar dos orramen-
tos.
Scnhores, o que acabo de dizer nao pode signifi-
car de forma algum, que na discussao da re-posta a
fallado Ihrono se nao loque em um ou nutro fado,
se nao discuta um on oulro principio poltico ; mas
islo n5o eslal'clecc a regra, heapen:is a urcprao, e
0 senado, leudo hoje por ordem do dia a discuss.ln
da resposta falla dolhrorro, esti na regra geral,
nao est na cxceprAn, comquanto a excepco nao
posaa ser de forma alguma considerada fra da dis-
c mato.
En, por excmplo, se liver de lomar parte na dis-
v cirssao da resposta, lotnarei em um oulro fado, e a
expliracao minuciosa desses factos ser sem dnvida
dada pelos nobres ministros da corda que tem assen-
lo no cenado. Onde est pois o inconveniente lem-
brado pelo nobre senador pela provincia do Mara-
nhln ? Nao o posso encontrar. Se o nobre senador
tem iliium fado que expender, sobre o qual neces-
s la fazer suas obserracSes, apresenle-n e peca cx-
plicaccs aos liebres ministros. Tem o nobre sena-
dor abruma dnvida sobre as proposites emiltidas
na respocla falla do Ihrono, Irabalbo esle que nao
lie oulra coma d que resposta aos tpicos da falla
do Ihrono ? Pois bem, aprsenle esta duvida, pera
cxplicacOcs, e os Srs. ministros nao deixnrao de llie
responder.
O contrario di>lo nSo seria proficuo, o creio que se
opporia marcha senilmente seguida no nosso paiz
para a discussao da resposta falla do llirono, nao
estoa ccrlo no que determina o nosso regiment a
este respeilo ; mas recorda-me de que no da cmara
dos deputados se dizque seja a primeira con que
se discuta.
Ora, sendo assim, com > se ha de esperar pelos re-
latorios* Elles sao apresentados at ao dia 1. de
maio, c he necessario qoe sejam esludados, porque
a leilura simples c rpida dos relatorios nao he suf-
1 ojien te psra ochar nelles .ludo quanlo he indispen-
savel formadlo do jnizo sobre a poltica c a admi-
nistraran do paiz. J se ve que nao be compalivcl
o qoe pretende o nobre senador pela provincia do
MaranhAo com aquillo que na rcalidade se deve fa-
zcr ; eque a anahse da administraran nao pode ser
faili senao na occasiao da discussao dos diversos or-
ramenlns dos diversos ministerios. lio entao que o
nobre senador deve examinar os relatorios, esluda-
los convenienlcmcnle. descubrir as conlradires e
irregularidades que formem n -\ -tema das observa-
rnos que liver de expr ao^senado.
Portanlo, Sr. presidente, creio que armonizadas
assim as dnas pinies, e egando en a opiniao con-
traria do nobre senador pelo Maranhao, islo he,
nao quorendos que a discussao da rrsposlaja falla do
Ihrono seja o exame analtico de lodos os actos mi-
nisleriaes, jjlgo qne o adiamenlo nao pode ler lu-
gar, e que deve continuar a discussao.
O nobre ha rae naturalmente ha de lomar parle na
discussao. e nos lercmos a salisfacao de o oavr. Eu
talvez lambeni lome parte nclla, e talvez nao tome,
porque >e nao (ver duvidas a respeilo da falla do
Ihronoesperarei pelos relatorios,para fazer algumas
rtacVi i. r cxpr nlgumasdavidasquando selra-
tar di orramcnlo.
I) Sr. l'ergHriro :Ah qoer esperar...
O Sr. f-'isconde da (/r/iiilinhonha :Quero es-
perar para cniao, porque enlendo que esla nao be a
occasiao de proceder-se a anaiyse da administraran ;
he simo ensrjo de se locar em geral em alguns por.-
los.aaem todoe os de que trata a falla do Uirono.
porque o minucioso da administrarlo pcrlence aos
relatorios, e este he satamente o pensameuto da co-
roa quando diz :
Os ineus ministros dar-vos-hio circninslanciadas
informaces sobre o estado dos dirferentes ramos da
publica adminislracio. e suas mais urgentes necesi-
dades :n
l^igo. aquillo que nao lie circnmstaaiciado he so-
bre que ordinariamente versa r. discossio de hoje,
nao tirando comilo impedidos os nobressenadoros,
e eu lamben), de apresentar algum fado e a respeilo
DIARIO OE PERMMBUCO TERCA FEIRA 5OEJUNH0DE 1355
delle exigir minuciosas e cirrumslauriadas infor-
maos.
Poslo a volns o adiamenlo he rejeitado.
Cenlinua a discussao do projecto de rosposta fal-
la do Ihrono.
O Sr. Baro de fiandare :Sr. presidente, peco
perdao casa por ler feilo que se perdeos* lempo 15o
precioso com urna queslao de nonada, como se aca-
ba de ver. Mas, senhorea, qnem foi o causador do
meu erro ? quem fez com que se gastaste esse lem-
po intilmente ? Foi o senado; porque inda o an-
no patudo julgoo indispensavel o que eu pedia no
meu requerimento. E se digo islo do senado he por.
que vejo que elle he composlo de horneas qne po-
dem enganar-se. Ora, disse o nobre senador, que eu
NO tinha respeilo ao senado ; cu que procuro sem-
pre respeita-lo Mas qoe digo? exprime bem o meu pensameuto; portanlo, retiro
esla expn:,s,-|o, e digo : Eu que alilo todo o meu
juizoemmoslrarao senado, que o respeilo nao po-
da nunca e por forma alguma desconsiderar a pri-
meira corporacao do paiz. E o nobre visconde que
combateu o adinmentn que propuz, lambem deve
fa/er acto de contradicho ( rizadas ), porque o an-
uo passado nao volou assim ; Ijulgou enllo necessaj
rios os relatorios.
0Sr. Ittconde d Geqnilinhonlia diz algumas
palavras que nao ouvimos.
O Sr. Bardo de Pindar : V. Exc. lem sunima
babilidade, e j tenho dito que he capaz de mostrar
que urna cousa he branca, e logo depois provar que
ella he prela. ( Risada*. )
O Sr. Presidente :Lcmbro ao honrado membro
que deve dirigir-so semprc mesa.
O Sr. Bario de Pindari :Eu entro j na ma-
teria.
O Sr. Presidente :Mas peco-lhc que se dirija
mesa.
O Sr. Baro de Pindari- : Obcdeco a V. Exc,
porque para mim V. Exc. bo o reEimcnlo vivo.
As lagrimas de um povo acalcauhado e afilelo sao
vapores.quecriam os raios; raios.Sr. presidente, que
esmagam naces; raios quedespedaram Ihronos, c o
peor he que minias vezes fazem baquear por Ierra
nao so as cabecas desses mnnnrchas que aos thronos su-
birn! pela escada que Agrippina fnrjou para a su-
bida do seu querido ero ao Ihrono rumano, como
muilos daquclles monarchas que, sentados nessas re-
gias alturas, poderiam fazer a ventura dos povos. po-
deri.im ser reputados Tilos mudemos, se livessem a
fortuna de ler conselheiros alilados e probos. Feliz
seria eu, mil vezes eullaria, se era minhaijdade, se
na poca em que vivemos, nao pudesse alionar o
que ai anco com tristes exemplos, como o do despe-
dazado ihrono de um dos melhores res de Franca,
Luiz l'iilippe.e com a decepada caliera do bom o des-
gravado Luiz XVI! Esses monarchas leriam sido fe.
Ins se livessem (ido conselheiros afilados e probos.
Nunca pensei, Sr. presidente, que hoje se Iratasse
desta materia; mas emfim vou dizer alguma cousa.
(/.c.) O senado se regozija e congralula-se com V.
M. I. pelo estado de paz em que permanece o impe-
rio. >i V. Ex. (diriji/ido-se ao Sr. visconde de Ge-
quitinlionha.) que diz que nao sao precisos os rea"
torios, nao me air o que vem a ser este no-s esla.
do de paz '.' Ser a paz o n3o lerem apparecido essas
rusgas lontas lias provincias, ora excitadas por uus,
ora por outros? Se a paz he etla. convenho ; mas
diga-mc V. Exc, se eslivesse na cova de Polj phemo,
onde cada um dos companheiros de L'lysscs ia sendo
devorado muilo quietamente, V. Exc. julgava que
eslava cm eslado de paz* (Dirigindo-se ao Sr. ba-
ro de Murrliba) E V. Exc. que he um dos autores
do projecto de resposta falla do Ihrono, diria que
existia a paz naquellc antro '.'
Se assim he, o Brasil esla em paz. Pois algucm po-
der* julgar em paz um paiz.oude um desses despolas
locaes agarra um homem, lem-o preso um anno, e
no fim apparece um liabeas-corpus da relaciio que
diz que o homem est innocente, he elle sollo, e tica
impune o juiz que mandou a prisao c nella conser-
vou por espato de um anno 'um cidadilo brasileiro
que nao tinha a menor culpa"! julgar algucm em
paz um paiz onde se dao a raiudo casos desta ordem
Sr. presidente, nao quero cansar o senado com a ci-
taran de muilos fados anlogos quclle de que aca-
bei de fallar, porque, o que ganharia cu com isso ?
Nao se me respondera, lauto mais que isso he hoje
j um pouco mais desculpavel, porque os cegos e os
mouros ale ha bem pouco lempo linham s urna es-
cola em Taris, mas agora ja tem lambem urna entre
nos. Risadas.'
Tciiho-me referido al agora paz interna ; veja-
mos porem o que ha acerca da nossa paz exlerna.
Estaremos noi em paz? S estamos em paz, entao
perguntarei ao nobre ministro dos negocios eslran-
geiros para que foi essa esquadra que l est
oas aguas do Paraguay, alonada em arca, a ponto
de l licar al agora '! O que foi ella fazer ao Para-
guay Quanlo gastamos com cssa expedicSo l Ira
ella la para amedronla aquellos povos nossos vizi-
nlios-.' V. Exc. peusaque elles estao esquecdos da-
qucllas celebres inslrurres dadas ao marqnez de
Santo Amaro'! Infelizmente nao. Eu aqi as te-
nho ; mas de que serve ] Se bem que o que lenho
dilo me parece ler lodo o fundamento, talvez nao
mereja resposta do Sr. ministro dos negocios eslran-
geiros.
Sr. presidente, ha pouco, segundo me consta, esle-
ve entre nos nm homem, creio que general do Para-
guay e filho do presidente l.opez. Esse hornera, acos-
turnado scln duvida s pralicas do seu paiz, povo que
foi educado pelos Jesutas, que os aroilavam em lou-
vor deS. Iguacio, e que depois pi.ssou a ser governa-
do por Francia, que quasi os Iralav do mesmo mo-
do em nome da repblica, e que boje he governado
por seo pai, chegando aqu da Europa onde se de-
moruu dous anuos, eslranhou que os Srs. ministros o
nao fossem visitar. Islo conslou aos Srs. ministros, e
segundo as informaces que tenho, e me foram mi-
nistradas por um migo, foi-lhe enviado um emisa-
rio, o qual disse ao lilho do Sr. I.opcz que nao devia
cslr.inbar que os ministros o nao fossem visitar, por-
que bem sabia que elles eslavam muilo oceupados, c
nao podiamdesvUir-sedos seus importantes afazeres.
Ouvindo islo esse general paraguayo, respondeu :
Pois se os Srs. ministros estao oceupados, lambem
eu estou. Estas sao as informarnos que lenlw; tal-
vez estoja engaado, cqne he muilo possivcl, porque
se cu me enganei com o senado sobre o ohjeclo da
minha prnposta de adimenlo, n,1o he muilo que
orna pessoa, mesmo na boa fe, me engnnasse a esse
respeilo. (/adas.)Mas, oo esleja ou n3o engaado,
he islo o que me consta.
O qae depois se passuu nao sei; mas dizem-me que
o Sr. ministro fui procurar o general, e deixou-lhe
um bilhele,o entao o general mi pagar a risla. Fal.
Ion-so sobre as qocslocs do Paraguay, e a proposito
disse o general; a A queslao Leal he cousa de pouca
imporlancia, que eu po-o al decidir aqu, na certe-
za de que meu pai se dar por satisfeilo com o que
cu fizer, porque elle uonca leve em visla oflender o
Brasil. Quanlo queslao de navegado, lambem nao
aprsenla maiores difliruldades ; loda duvida he so-
bre i queslao de lmites, e para resolve-la he preciso
que v om enviado ao Paraguay.
Espalhou-se que o Sr. ministro moslrou-se indig-
nado, c hatendo sobre a mesa disse: Oo lado ou
nada.Bellamente, llie responden o general, mas o
que pusso alianrar ao Sr. minielro he que, se man-
daren! ao Paraguay aluura encarregado de negocios
para tratar das questoes pendeules, acompanhado de
forra par* coagi-lo o fazer conccsses, he mais fcil
lornar-sc o Paraguay urna provincia da confedera-
dlo argenlina do que sujeitar-sc a isso.
Diz-sc lambem que o Sr. ministro llie responden
Pois faco iso ja; o e que o general dizendo :
Nao he precisolicenca de V. Exc, nos farcinos o
que cnlendermos, se retirara muilo enfadado.
Ora, deve nolar o senado que quaudo islo leve lu-
gar j.i a esquadra brasileira tinha parlidu, loma bas-
tantes das, para o Rio da Prata. Mas, quanlo nos
rustou esta armada, e que noticias ha delli ? Deso-
jara ipie o Sr. ministro respondrsse n esl pergunta.
O qu sabemos be que, dez leguas antes de che-
gar ao forte Ilumaitn, a no'sa esquadra den fundo aj
1S do revereiro, e no dia 2() suspendeu ancoras
lendo o enmmandante feilo signal de ludo se por a'
po-Io; ten lo a esquadra rcparlida em cinco dvi-
ses, levando cada vapor urna ou duas embarcaces
de vela etirahitadas. No mcio deste bellico Indicio
dous valenfcs soldados brasileiros de om curpo de
fuzileiros disseram : a Vamos ao combale, e faremos
fogo do cima do cesto de gsvea : desojamos licenra
para iso O commsndanle do navio disse-Hies:
Sim, senborcs, dou-lhes licenca; eelles subiram
para o ceslo de gavea. Segnip a esquadra, e chegan-
do ao p das Tres-Boceas, fez-se signa! de larsarem
os postos.
Ora, por que razio todas cssas ordens foram man-
dadas suspender ? Por susto,' por asedo, de certo
au foi, porque creio que os fiihos daquelles que nao
(iveram medo da carranca do Adamstor, lambem
nao leriam medo daqoellss Tres-Boceas arreganha-
das. Nao foi pois por medo; porque seria entao.' O
Sr. ministro poder dizer-nos islo se quizer, as-
sim como podero responder: nNflo me embaraeo com
as snas palavras. Se fosse o Sr. visconde de Oequi-
tinhonlia, o Sr. ministro daria lodo o peso ao que
elle dis-esse ; mas, como so eu, S. Exc. dir
o Podes diaer n que le parecer, que eu nao le res-
pondo
Mas vou por diante. Depois aconlcceu o que lo-
dos sabemos com o commandante do forlito, e o
chefesegaio no Amazonas, mandando fondear a es-
quadra em paragera que, se o commandante u3o a
mandn j retirar para Montevideo, l ficar enter-
rada na arta. O Amazona* quando subi enralhou :
pela primeira vez descncalbou; mas da segunda vez
enralhou de (al sortc que corren o boato de que se
tinha perdido, e entao seden 'ordem para subir um
nutro vaso que demanda menos agua, c creio ser o
Ypiranga; nao sei bem, mas he um vaso que de-
molida nove pos e meio dt agua, e foi nesse que
anda rom difliculdade nassou o Sr. chefe de d-
vsao.
A esquadra porcm est em lal ponto que os prali-
cns nao cessam de dizer que as aguas eslo baixando
extraordinariamente, e que baixam muilo mais no
fun de maio ejuuho; que navios j ha enterrados na
arca, e que, se se nao der ordem para rclirarem-se,
denlru em breve ser iuteiramente impossivel que a
esquadra saia do meio das arcas. Estou persuadido
que o commandante dessa divisan j lera mandado
retirar ao menos alguns vasos; os oflicices dizcm que
isso be convenicnle, mesmo porque a sua posro
naquella paragem he bstanle precaria, que j sof-
frem precises, e que ludo quanlo precisam Ihes he
fornecido a peso de ouro.
Um oicil, creio q-ie tilho de um nobre senador
que veio com essa carta, que muilo devia pesar,
porque foi preciso dous ofliciaes para (raze-la, cons-
la-me que ficou doenlc cm Montevideo, e viudo em
um vaso inglez foi Ierra visitar a nm forlinho feito
de arria c capim, ou cousa que o valha... Senhores,
eu nao quero fallar muilo dessas cousas militares
porque lembro-me que aquella celebre forlalcza da
Crimea enganou os melhores polticos da Europa,que
diziam que ella era de pedra molle; mas depuis vi-
ran) qoe se (ornou de pedra dura. (Risadas.)
Comludo conlarei o fado. Esse forlinho feilo de
capim e de arca lem 2 pecas de calibre 6. O filho do
nobre senador a quem ha pouco me refer, indo vi-
sitar, como disse, essa fortaleza a convite do rom-
mandante do navio em que ia, ujo levou insignias.
O bom do commandante do forlito quiz mostrar a
sna graudeza, e cutio fez-llio ver a arlilharia, o
paiol, etc. Sabendo, porm, depois (porque nlguem
deu com a lingua nos denles) que era um oflicia'
da marinha brasileira, mandou dizer ludo para a
Assumpro; c o nosso odicial, ouvindo certas pala-
vras safon-se logo, e teve juizo. Quando esle oflicio
chegou Assurapjao houve o quer que seja, e al-
guem pedio urna satisfaedo, vista do que o lal of-
licialdo forlinho tinha m.iudado dizer quo um es-
piSo brasileiro, disfarrado, e que era ofticial de ma-
rinha, lilil,i examinado a fortaleza e suas municocs.
Chegou a liaver porparle da populacho alaquesa ess*
oflicial, a poni do cliefo pedir salisfaces ao presi-
dente e obl-las. Nutc-se bem ludo islo.
Chegando o Sr. diere de divisao encarregado das
ncgociares, foi fallar ao presidenle Lpez. (Eu nao
quero fazer a dcscripro deste presidente, porque eu
respeilo muilo ludas as autoridades das naces visi-
nhas.) Eslava elle Motado, provavelmcntc na sua
cadeira, veio o commandante da esqoadra, foi rece-
bido com umita alientan, ele, e combinaran) o din
para a aprcsenlacao ofticial, que supponho foi o im-
medialo, ou dahi a tres das.
Susciloa-se a queslao Leal, i qual respondeu a-
quelle presidente Sim, lie urna queslao (ao
mesquinha que estamos promptos a dar essa salisfa-
rSo; para islo nao era necessario esse apparalo.
Ajuslaram-se os lacs tiros, a excmplo do que se fez
em Pernambuco; com a dilTerenja, porcm, que no
Paraguay fizerara-nos juslira, e cm Pernambuco
summamcnle nos rebaixmns, porque lodos sahem
que ocoikuI francczalli linha insultado os nossos
juizes. Mas, cmflm, deram-se ns salvas.
A questao d.i n ivegarao dos rios foi lambem 1ra-
zida; porcm a esla responden elle: a Sim; traga-me
um esnoru. Apresenlou-se-lhc o;esbor;o, e elle res
pondeu : Est bom: approvo. Tornaram-lhe :
" Pois enlo queira assignar. E elle disse : Nao;
para que cu assigneisto depende da dem.irr.irjo dos
limites, c he sobre este potito quo devenios tratar
com mais vagar.
Eis-aqui como as musas eslao : perguntarei ago.
ra aos nobres miuislros : para que se fez lana fan-
farronada ? O nobre ministro dos negocios estran-
geiros esqueceu-se sem duvida da mxima do pri-
meirosoldalo dos nossos dias, talvez mesmo, nao sei
se o diga, do primeirosoldado do mundo. Napolc >
dizla, nao se dever desemhainhar a espada seno no
terreno do inimigo, j fazendo-lhe senlir o peso.
Para que pois sio semelhanles antearas?.Para que
sao estas fanfarronadas ? para se alcanrar aquilina
que csses bomens esliveram semprc promptos '! Pelo
menos eu nao vejo mais nada,* lomara j saber qual
o drsfccho e o custo de ludo islo.
Senhors, lenho muilo medo do modo por que se
est platicando ; porque com elle se esl* promoven-
do a desennfiauca nessas pequeas repblicas da
lingua hespanhola ; ollas nao se esquecem de que,
Icndo-se assignado em nome da Sanlissima Trinda-
da, um tratado em que se estipulara que a provin-
cia Cisplatina ficaria independenle e escolheria o
goVerno que bem llie parecesse, anda a letlra da ia-
lificac.ao nao eslava onxala, ja se mandavam irs-
truccoes que tenho prsenles, dando ordem para
procurar unir Monlevido ao Brasil; islo quando,
scnhores, repilo, a ledra desse tratado nao eslava
enxula, quando se havia dilo que a provincia Cis-
platina ficaria independenle e eicolheria a forma de
governo que bem quizesse !
Nao posso dcixar de ler esle artigo dessas inslruc-
ces : a Quanlo ao novo Eslado Oriental, ou pro-
vincia Cispl.ilina, que nao Taz parle do lerrilorio
argentino, que ja esleve encorporado ao Brasil e
que nao pode existir independenleode oulro eslado,
V. Ex. tratar importunamente, e com franqueza,
de provar a uecessidade de encorpora-la oulra vez
ao imperio...
Ora vejam o que se dizia quando se acabava de
fazer um tratado :
He o nico lado vulneravel do Brasil...
Ora. nos tiuhamos acabado de contratar em no-
me da Sanlissima Trindade que aquella provincia
ficaria independente, c davamos eslas instrucrOes !
a He difticil, se nao impossivel, reprimir as hos-
tilidades reciprocas e obstar mutua impunidade
dos habitantes milfazejns de orna e oulra fronteira.
He o limite natural do imperio, he emfim o
meio efficaz de remover e prevenir ulleriores moti-
vos de discordia entre o Brasil e os eslados dosul.
Ah .' meu Dos He verdade, en creio que mares,
rios, Alpes, moules, elr., ele, ludo isto nada va-
le para a seguranca dos estados ; sen.lo cu uer"un-
larei : para que os Italianos soffram o que tem
soiTi ido, de que Ibes tem servido os Alpes ? e os
Hespanhes o que tem servido os Pirineos ? Ora
rios, senhores, nao 3o montes, e estes nao d,1o se-
guranza aos eslados ; o que do scguratira aos esla-
dos he o governo identificarse com a narao ; isso
he quo ha de dar segoranra a um eslado.
Senhores, se queremos ser livres, sejamos joslos :
e por csla.occasiao perguntarei ao Sr. ministro se he
cerlo que um Brasileiro foi fazilado assim repenti-
namente c sem ceremonia nos campos de Monlevi-
do : disic-se-nie qoe um Brasileiro, tendo cora-
mellido um crime, fra preso c se llie lizcra fugo
sem mais ceremonia. Sera islo certo ? Nos lemos
l um exercilu de qualrn mil homens para manter a
seguranca daquclle paiz c a ordem, mas apezar del-
le um Brasileiro foi fuzilado Desejo saher se islo
lie verdadeiro ou falso, apezar de que al o nome
do homem me foi dado.
Senhores, lodas eslas medidas quo se lem tomado
nada mais fazem, nada mais produzem do que
desconlianra de que queremos apossar-nos dos esta-
dos dos nossos viziunos : c he por isso, que boje em
dia, Sr. presidenle, quo boje em dia as gazelas de
Monlevido dizem o que passo a ler :
o Efterro funeral no fim do anno__No domin-
go 10 do correle em lodas as igrejas da capital e
campanha lera lugar o enlerro funeral uo fim do
anno, qoe ha de celebrar-sc pela consliluicAo do es-
tado, mora violentamente em -20 de novembro ul-
timo em consequencia do rozilamenlo qae recebeu
pelas cosas em 18 de julho de 1853. Os empregados
civis e militares coocorrerao a este acto, devendo
levar urna fila encarnada no braco direilo o oulra
azul no pello. O exercilo brasileiro em grande pa-
rada presUr as honras fan*bres elevando preces ao
Dos das misericordias para que se radiquen) os ac-
tos constitucionaes em a provincia Cisplatina do Bio
da Prala.
Senhores, as nossas (ropas tem sem duvida algu-
ma comporlado-se o melhor possivel, a at creio qne
com urna prudencia tal, que nao sei se llie pode dar
oulro nome ; mas apezar disso a inlriga lavra all e
convida-se o exercito brasileiro para fazer as honras
fnebres da consliluicao do eslado!
Nao ha muilo lempo eu eslive com um individuo
de Monlevido qae ia para a Europa, e esle me dis-
se muilas cousas, e enire' ellas que estando um ol-
rial brasileiro sentado em urna cadeira em um di-
verlimento publico. Ihe foi cssa exigida por um in-
dividuo de Montevideo, e aquello Ih'a cedeu, que-
rendo evitar pretexto* de desorden). Com ludo, ape-
zer desta prudencia, a inlriga e a desconfianca con-
linuam.
Srs. ministros sabis vos o qae lendes feilo ?
He cobrir as pegadas dos miuislroi do Sr. D. Jo3o
VI. Os ministros do Sr. D. Joo VI, quando aqu
chegaram, disseram : No devemos lomar cunta
daquelle eslado. Vierarh trup.uv de Fortugal, o to-
maran). O que sucredeu depois todos o sahem :
foi litar aquella provincia republicana ; assim como
sabem os sacrificios e o dinheiro que se depende-
rn i.
Senhores, he (al a desennfiane,* que all existe,
que espalha-se em Montevideo que o nosso collega
que foi em missSo especial Europa est encarre-
gado de promover a aunexaro de Monlevido ao
Brasil : eu vi carias ueste sentido.
Anda hoje creio que foi um erro grande ler-se
abandonado Gir : estes ataques de gazelas, esles
pasquins contra o exercilo e contra os ministros fo-
ram altribiiidos ao nosso ministro ; mas cu nao que-
ro dizer que o Sr. Amaral fora quem exigi o que
alli lem tdo lugar contra a imprensa ; nao, eu co-
nhero de pcrlo o Sr. Amaral ; eslou persuadido que
elle nao poda eiigir que se algemasse a imprensa,
porque o Sr. Amaral sabe bellamente quo a liberdade
da imprensa he a respiracito dos povos, e porlaulo
nao poda concorrer para que se abafasse imprensa
e se persrguissem as gazelas de Montevideo. Mas
qusl foi o resultado disso ? A demissao do minislro,
intrigas de cmaras, demissao do presidente do se-
nado, etc.. podis, pois, esperar que islo lenha
um exilo feliz? Sr. ministro dos negocios estrangei-
ros, eu creio que vos sois limpo deseas indignida-
des, que vos sois limpo de traiees ; mas elles pen-
sao que vos sois lo sujo de perfidia como os utios
miuislros que quzeram unir aquello lerrilorio ao
Brasil. Elles pensam assim. llevemos lular para
desvanecer semelhanles suspeitas.
Quanlo seria bello, quanlo lucrara o Brasil, se
esses qualro mil homens que se acham em Monte-
video fossem eslabelecer qmrenla colonias militares;
digo, se esse exercito Je qualro mil homens fosse di-
vidido por quarenla colonias militares !
Eu j aqu repel o que disse Luiz XIV a respei-
lo do cerla repubtiquela desordeira, que se lhe que-
ra entregar. Beconhecendo elle ns ms consequen-
cias que disto resudara, disse : Que se entregue
ao dinbo ; eu nao a quero.
Vamos cuidar as nossas cousas. Com esse dinhei-
ro que temos gasto com Montevideo podamos ler
eslabelecido colonias militares, e assim narao lu-
crara muitas e grandes colonias militares, vindo
ellas a fazer verdadeira inveja aos nossos vzinhos.
Pois, scnhores, pode-se negar que o Brasil lem
proporcoes talvez para ser no futuro o primeiro im-
perio do mundo ? Porm para isso de cerlo nao ha
de marchar por csics tortuosos trilhos de nlripn-
nhas. Para quo pois seguirmos essa poltica errada,
poltica que incatiram no Brasil csses homens, quo
oulr'ora vicram de Portugal, homens a respeilo dos
quacs os seus proprios patricios diziam : Fa-
gina os vclhacos para a Ierra dos macacos!
Essa poltica errada foi inculida por csses homens ;
e Invenios de estar hoje cohrndo as suas pegadas
ruinosas? Elles nada mais fizeram do que plantar a
desorden, entre nos.
Senhores, acreditai que, se fallo assim, nao he pe-
lo goslo de fazer opposirAo aos Srs. miuislros ; mas
por entender ha muilo que esse deve ser o nosso ca-
niinho. Quando appareceu cssa celebre opposirao
parlamentar, que nao sei o qoe he nem o que foi,
assim como nada sei a respeilo dessa opposirao mi-
nisterial, que, segundo me consta, se est forjando,
eu muilas vezes disse : Nada emendo disso
porque, senhores, o meu caminho he dizer ao go-
verno : Creio que esla he a verdade : mmlai de
conduela ; nao podis marchar assim. Ide, conver-
sai em particular com lodos estes senhores ; elles di.
rao o que ha a esle respeilo. Eu quera adantar
mais alguma cousa, porm tenho medo, e limit-
me a dizer que olheis atlenlamenle para o nosso
estido.
Porque vos esqueceslcs de tratar na falla do Ihro-
no de nm objeclo qae he o principal : as eleicdcs ?
Qual o motivo desse esquccmcnlo ? Descnnheceis
vos a imporlancia desle objeclo ? o que lendes feilo
a esle respeilo? ser bastante pra satisfarao dessa
grande uecessidade aquello projecto de que traa-
mos na ultima sess.ii, creando novos collegios elei-
toraes ? Cortamente que n3o.
E a respeilo desle projecto, senhores, quaes foram
as razes presentadas em seu favor ? A nobre cora-
missao respectiva disse : Eu nada sei ; faram l o
qoe bem quizerem.'
Pois a nobre ronuni-s.lu nao devia ter-se entendi-
do a este respeilo com os Srs. ministros ? Dous no-
bres senadores que tomaran) parle no dbale disse-
ram : o He necessario o collegio que no projecto he
creado para a minha provincia ; e quanlo aos uniros
presumo qne so necessarios, poslo que eu nada sai-
ha a este respeilo. Ora, he assim que o senado
pode volar a respeilo de materia tao imporlanle ?
Eu naquella occasiao nao ouvi liem o discurso do
nobre marquez de Olinda ; mas o li depois, e vi
que a nica razao que S. Exc. aprescnlou em fa-
vor desse projecto foi que era bom n.lo demora-lo ;
mas islo ser razao snflicienle, senhores ? Sera por
paix.lo ou por inleresse que o nobre marquez assim
se exprimi ? Nao, que elle tem um corarlo limpo
e generoso. Sera por ralla de razes plausives ?
lambem nao, porque a sua cabera he recheada de
grandes conhecimentos. Enlo para que csli razao
acho bom que nao se demore ? Ah minha pa-
tria Ah Brasil! Ah ilerum Brasil!
Ora, senhores, isso pode marchar assim '.' Melle a
man na vossa consciencia. Os nobres senadores pen-
sam que o povo do Brasil mlc lem os olhos sobre
nos ? Por ipi,mas horas, por quanlos dias, nao le-
mos aqui dexado de Irabalhar por falla de nego-
cios ? Pois nao seria melhor que durante todas cs-
sas horas, durante lodos esses dias, us examinasse-
mos esse projecto de tanta importancia, como he o
nosso primeiro dever ? Nao o reconhecen por vezes
nos annos passados a falla do Ihrono ? O Sr.minslio
presidenle do conscll.o nao reconheceu que era ne-
cessario tom,rmos medidas sobre lciroes ? E o que
he que se lem foitoa esse respeilo ? Nada.
Eu desojara que os senhores qoe assiguaram o
projecto de resposta dssem explicaces a respeilo
deste tpico de seu trahalho relativamente ao Para-
guay ; he por caridade que Ibes peco sto (l).
( O nobre orador, fazendo mais algumas reflexes,
declara nao poder continuar por estar fatigado, e
que tomar a palavra na segunda discussao ; e con-
clue da seguinte maneira :)
So acresecnto, Sr. presidenle. que a nossa consti-
tuido diz que no principio de cada sessao os minis-
tros apresenlarao ao corpo legislativo relatorios cir-
ctimslanciados por onde se veja qual o estado dos di-
versos ramos da administrarn do paiz. Examincm-
se pois esses relatorios. O que he, senhores, a falla
do Ihrono -cuan o resumo de ludo quanlo se passon
desde que as cmaras se cucerraram ale qoe de novo
se abriram ; um resumo que mostr qual o rumo
que os ministros querem seguir, gaiando a oo do
estado? Islo he que he a falla do Ihrono. Diz-se al-
guma cousa dislo? examinan-se ? Nao querem.
Parabens, rail parahens a mnba patria. O nobre
visconde ( dirigindo-se ao Sr. Visconde de Gequi-
tinhonha ) esla esle auno identificado com o Sr. mi-
nistro da fazenda, quando o anno passado disse que
nao poda votar sem que viessem ao senado os rela-
torios. Hoje um ministro levanta a voz c diz : Os
relatorios nao sao necessarios. neo senado todo re-
pele : o Os relatorios nao sao necessarios : vole-se
a falla do Ihrono)!
He julgada a malaria disentida, e approvado o
projedo era primeira dscassAo.
"O Sr. D. Mannel manda mesa a declararlo de
que volou contra o projedo de resposta falla do
Ihrono, e levaola-se a sessao por nao haver casa.
IM1MI
CARIARA DOS SRS. DEPUTADOS.
Da 15 de malo.
Lida e approvada acia da anterior, lo-se o se-
guinte expediente.
Um oflicio do Sr. minislro do imperio, remetien-
do a le n. 316 promulgada pela assembla legislati-
va da provincia de Peruambuco, que conlm, segun-
do a consultada seceso dos negocios do imperio do
conselho de eslado, cuja copia lambem remelle, ar-
raos dignos de reparo ; afim de que o poder legisla-
lvo baja de resolver romo julgar acertado.A'scom-
missoes de conslituic,ao e asscmblas proviuciae.
Do mesmo Sr. ministro, enviando o oflicio do pre-
sidente da provincia das Alagoas, acompanhado de
um requerimento em que o Bev. frei Jos de Sania
Engracia, guardin do convento de S. Francisco da
cidadedas Alagas, pede um auxilio peouniario para
reparados estragos cansados pela tropa do l. linha
que esleve aquarlcllada em grande parle do edificio
desde 1821 "al o fim de 1839.A' comraissao de fa-
zenda.
Do mesmo Sr. minislro, remetiendo o oflicio do
presidenle da provincia do Taran, acompanhado de
urna represenlaco em que a assembla legislativa da
mesma provincia pede definitiva resolucao s duvi-
das que cxislem. relativamente queslao delimites
cutre a mesma provincia e a de Sania Catharina.A
commissao de estatislica.
DoSr. ministro da guerra, dando as informanoe5
por esta cmara exigidas acerca da. distribuirlo do
detalhe da forca do exercito, e remetiendo, para me-
lhor se comprehender, urna colleccflo de mappas de
recentci dalas, onde se enconlram os destinos das
pracasde cda ura dos corpos de linha.A qnem fez
a requisirSo.
Do Sr. minislro da juslira, enviando o requeri-
mento em que o cabido da calhedral da diocese de
S. Luiz do Maranhao pede augmento de soas con-
gruas, e juntamente copia da informacao dada pelo
Rvd. bispo ilaquella diocese.A' commissao de pen-
soes e ordenados.
Do me-mn Sr. minislro, enviando o ofllcie em que
o bispo de Mari nina reclama o pagamento, a contar
da data da sua confirniac,o, da quantia de 8009 con-
cedida aos bhpos daquclla diocese por decretos de 3
de Janeiro de 1750, e 3 de abril de 1752, e pravMo
de 7 de ngostode 18i, para casas, ofliciaes da caria,
esmolas e seminario episcopal.A' i'." commissao de
ornamento.
Do mesmo Sr. minislro, enviando o requerimento
err. que Manoel Perera da Molla se propOe a fundar
na cidade de Porlo Alegre um asylo para mendinos
e indigentes, c pede, alm de um auxilio pecuniario,
que de lodos os voluntes despachados na alfandega
daquella cidade se receba 'JO rs., sendo esle rondi-
menloapplicado em beneficio do dito asylo.A' 1-
commissao de or$amento.
Um requerimento de Manoel Alves de Oliveira Pe-
rera, pedindo o lugar de continuo desta cmara.
A' mesa.
De Domingos Jacomc Ferreira, tabelllo do judi-
cial e olas na cidade de Santo Amaro, na provincia
da Babia, pedndn urna providencia que discrimine
o emprego de labelliao das funcres de escrivao da
provedoria. A' commisaao de jastica civil.
De Joaqun) Francisco dos Santos, segundo eserip-
turaro da alfandeg da cidade da Fortaleza, pedin-
do um empresiimn de nma quantia sufliciente para
urna entrada no monte-po geral dns servidores do
Estado, descontando-se-lhe pela 5. parte de seas
vencimenlos al conclusao do pagamento do di-
lo empreslimo. A' commissao de pensiles e orde-
nados.
Urna represcnlar,ao de diversos, renovando o seu
pedido acerca do systema da arrecadaco dos direito'
da agurdenle do paiz.A' commissao a que se aclia
affeclo esle negocio.
Passa-sea ordem do da, e procede-se volaran do
projedo que autorisa o governo n conceder caria de
naluralisar.'io de cidaiblo brasileiro ao subdito portu-
guez bacharcl Gaspar de trollas Sampiio, cuja dis-
cussao ficou encerrada na sessao de 14.
lie apr-rovado o projecto em 1.a disruss o para
passar a :
/:./ tincro de margado.
Volacao do projecto que extingue o morgado das
Larangeiras, na provincia do Maranhao, cuja discus-
sao ficra encerrada na sessao de 9 de seleinbro de
1854.
O projedo he rejeilado, ficando prejudicada a se-
guinte emenda ofTerccida pela commiss3o dejuslica
civil em sessao de IKi.
Os bens do morgado arrematados em hasta pu
Mira serlo redozidos a apolices ioalienaveis da di"
vida publica, que por morle da actual admnislzado-
ra sern repartidas pelos legtimos successores do
morgado.
N'ufuraiijafoes.
Primeira discussao do projedo qne autorisa o go-
verno a conceder carta de naluralisarau de cidadSo
brasileiro a Carlos Frodcrico Adao Heefer, subdilo
prussiano.
O Sr. Cnneiro de Campos requerque o projecto
lenha una s discussao.
Approvado este reqnerimenlo.'e entrando era dis-
cussao o projecto, o Sr. Carneiro de Campos offerece
como emenda addiliva a resolano n. 147 do anno
prximo passado que autorisa ao governo a fazer
i2ii.il concessJo ao Dr. Frcdcrico Jos Carlos Ralli.
subdilo allem.10.
O Sr. Rodrigues /loria offerece lambem como e-
menda addiliva a resolucao n. 148 do anno prximo
passado, que d aulorisaraoao governo para fazer a
mesma concessao aos subditos inglezes Samuel Sou-
Iham e Hanorlh Soulhsm.
Apoiadas as emendas enlram em discussao junta-
mente com o projecto, e sem dbale he o projedo
principal approvado por S8 votos 'contra 1G, a pri-
meira emenda por 48 votos contra 11, e asegunda
por 48 conlia 10, e rc'mcllido ludo commissao de
redacrao.
Apresenlarao de relatorios.
Sao inlroduzidos com as formalidades do eslylo,
cada um de per si, os Srs. ministros da guerra, es-
(rangeiroi, juslira, marinha o imperio, que Km os
seus relatorios e retir..... se enm as mesmas formali-
dades.
O Sr. presidenle declara que os relatorios so re-
medidos s contmisses respectivas.
Pretenro de ilanoel Agoslinho do Sascimcnto.
Entra em 1.a discussao. na qual he approvado sem
debate, o seguinte projedo :
Arl. nico. Manoel Agoslinho do Nnscimento,
que foi esrriplararo da extincta reparlicao do com-
missariado geral do exercilo, esl comprehendidona
rc-uliirio da assembla geral legislativa de31 de on-
lubro de 1831.
o Paro da cmara dos deputados em 15 de maiode
1854.J. A. Miranda.J. .W. Pereira da Silca.
A. C. Sera.
Premio a Manoel Rodrigues Borgen.
Enlra em segunda discussao o arl. 1. do seguinte
projecto :
Arl. 1. O governo fica aulorisado para dispender,
nos termos do decrelo de-28 de Janeiro da ISo, n.
921, 10:0005 concedidos pelo mesmo decrelo a Ma-
noel Rodrigues Borges, como premio pela vulgarisa-
ro dos procesaos que descobrio para o fabrico do
cha peko,' ou prelo de ponas brancas.
a Arl. 2. Esta despeza sera paga pelos meios vola-
dos na le do orjamenlo doexercicio em que ella se
eflecluar.
Arl. 3. Ficara revogadas as disposi^Oes cm con-
trario.
Paro do senado em 11 de julho de I8>(. Ma-
nuel Ignacio ('acalcan!! de l.acerda, presidente.
Jos da Silva Mafra. 1. secretario. Manoel dos
Sontos Mariin~ l'allasqucs, 2. secretario.u
O Sr. I'iriato :Sr. presidente, fazia lenro de
dizer muilo contra esse projedo, mas um dos meus
collegas acaba de declnrar-mc que nflo era isso mis_
ler, porque a cmara se aclia disposta a volar contra
elle...
I'ozrs :Oh I Oh] Como sabe disso ?
O Sr. I'iriato :... todava dirci semprc cma-
ra que nao he a primeira vez que essa Idea aqui ap-
parece.
Como membro da commissao do cummercio, indus.
Ira e arles, foi-me apresentado um |requerimento de
um individuo pedindo um premio pela descoberla
que dizia haver feilo no fabrico do cha ; en e um
dos meus collcgas da commissao demos o nosso pare-
cer, ou o emittimos, segundo me record, contra a
pretencan. O prelendente desanimou e dingio-s*
cmara alia.
OA'r. Ferraz :A' cmara alia 1
O Sr. I'iriato :Ao senado...
O Sr. Ferraz : A' cmara alta .' Esla nao !ie
baixa. .
O Sr. I'iriato :Esqueca-se o nobre depultdo da
denominadlo qne dei ao seuado ; tome-a por urna
expressao qae a discussao produzio, a discussao so-
mente.
Como dizia, Sr. presidente, o pretenden!* pedio ao
senado o premio a que asprava, e foi l mais feliz
qae aqui.
Quando tratamos desta materia, soubemos que es.
10 invento nao mereca o premio exigido, porque nao
he invento verdadeiramenle fallando. Soubemos mes-
roo que esse individuo uaoalcanrou fazer aqualida-
de de cha que aprega, roi infeliz em certas ex-
periencias que executou peranle pessoas enten-
didas. *
Nao quero cansar a cmara referindo mais oulra-
razes quemililam contra este projedo ; tenho con
seguido realisar o meu desejo de juslira. que he pro-
hibir que se deum premio indevido, sendo cerlo que
n3o ha invenrao de induslria, e que o pedido nao
achou apoio entre ns.
O Sr. Ferraz :Sr. presidente, eu desejo que a
cmara se compenetre da necessidade de favoceceras
novas induslrias.e principalmente as novas descober-
tas ; e para procedermos em regra a respeilo do ob-
jeclo do prsenle projedo be preciso que a discussao
nos.rsrlarera, de sorle que os nossos volos sejam da-
dos segundo a luz qne della se colher.
O nobre depalado por Millo-tirossosunccinlamen-
|e nos expoz alguma consa sobre a materia de que se
Irata, mas eu pedira ao nobre dcpulado qoe fosse
mais explcito, que nos onentasse sobre o voto que
devemos dar, declarasse as bases de seus juzoi, uos
dissesse quaes os documentos que temos, de que mo-
do se procedeu, e de que maneira procedeu o gover-
no sobre esla prelenc.lo, afim de que nos com tac-
hases possamos dar um vol digno desta casa.
Nao posso por maneira algumacrer que a cmara
que o nobre depolado dengnou alta, porque talvez
queira dar a esta o titulo de baia...
O Sr. I'iriato :He ama illacao foronda.
O Sr. Ferraz :Nao posso suppor que osenado
brasileiro votasse por grande maioria em um objeclo
dessa ordem...
O Sr. Virialo :He urna censura indirecta ao se-
nado que elle quer fazer.
O Sr. Ferraz : ... sc ler aprotundado a ma-
'eria.
Eu nao quero fazer censuras ao senado, pelo con-
trario lhe Taco jusca ; ao contrario julgo que o no-
bre depulado com o seu aparlc apenas quiz dar mos-
tra de que pode manear bem o epigramma.
Pela razao qae dei, de sorle alguma posso annoir
ao seu aparte.
Ser verdade, senhores, e pero ao liebre depulado
relator da commissao de commercio, industria e ar-
les, que me diga se esse agricullor pode uniera qua-
ldade de cha lao apreciavcl de qne falla...
Vina Voz :J se disse que nao.
O Sr. Ferraz :Quaes os processosde que se lan-
con mao para se conseguir esse desidertum ?
OSr. / iriatod um aparte.
O Sr. Ferraz : Ilouvo commissao do governo
nomeada para verificar isso?
lima Voz :Houve.
O Sr. Ferraz:O quedeclarou a-commissao ?
O Sr. Gomes,Ribeiro :Que o cha nao era perfei-
to, e que linha o goslo herbceo.
OSr. Ferraz :Diz o nobre depulado pelas Ala-
goas ler a commissao declarado existir qosto herb-
ceo nesse cha ; pois bem, o nobre membro relator da
commissao fazia um grande servido ao paiz se lesse
esses exames e nos dissesse quaes as pessoas que os fi-
zeram, e se elles foram feilos em regra.
Sr. presidente, cu vou contra lodos os presentes qne
se coslamam fazer em ohjeclos dessa nalureza (apoc-
ados), e he bom que a cmara dos Srs. depulades e o
corpo legislativo dm este exemplo a quem os faz to-
dos os dias...
O Sr. Paula Candido : Se he dever imperioso,
Sr. presidente, do governo, bem como dos represen.
tantea da nacao, proteger a induslria, he por esse
mesmo dever que nao deve concederle proteeres a
esmo ; mas s quando, claramente demonstrada,boa
ver exuberanlc conviccao deque he'merecida a pro-
lecrao reclamada.
Trala-se de um premio para n pessoa que diz ter
descoberto o processo do fabrico do cha prelo de pon.
las brancas ; a cmara deve saber qae j em Minas
se tem fabricado ha bastantes annosmuilo cha prelo.
O Sr. Nebias:E em S. Paulo lambem.
O Sr. Paula Candido :E lambem em S. Paulo,
be muilo exacto. As pessoas que procedern) a esse
fabrico nao lem vindo pedir protocolo alguma ao cor-
po legislativo, porque essas pessoas conlavan? que
prolcccao Ihes viria dos poderes geraes, como j ef.
feclivaraenle lem acnnlecido, lanrando-se imposto
pesados sobre o cha eslrangeiro. Nolare que se der-
mos pessoa de que Irata o projedo a proleccan por
ella pedida mataramos as fabricas irm.ias as mes-
mas circumslaneias em Minas e S. Paulo : ora, a
igualdade e as ptolecces devem ser iguaes para lo-
dns os Brasilciros.
Pedio-se primeiramente pela descoberta do fabrico
do cha prelo cerca de 40:0009; o individuo allega*
ier consumido loda sua fortuna na descoberla desse
processo: ora, foi logo aconlecer a desceberla s
quando lhe reslava o ullirao vinlem, porque.dz elle,
que s depois de sua fortuna consumida he que elle
descobrio o processo .' Mas nao insisto ateste argu-
mento, porquanlo he possivel que s as ultimas ten.
talivas o peticionario conseguir realmente o que dc-
sejava ; porm o que he necessario sabermos he
quaes sao os prucessos para o fabrico do cha prelo.
Pergunlo senhores, te essa commissao qae oi en-
carregada de examinar essa queslao disse, qne com
elleito o pretndeme descobrio o verdadeiro proces-
so do fabrico do cha prelo? Nao ouvi dizer, c nem
ao menos se impe no projedo a obrigacao desse in-
dividuo declarar os seus processos para enlao se lhe
dar os 10:0009. D-se esse dinheiro, porm depois
que esteja provada bondadedo projecto {apoiados,)
depois de licar elle pertencendo ao dominio pu-
blico.
Quando se perpassam os livios que tratara dessa
industna, v-se que apresentam difiranles opera-
respars se conseguir o fabrico do cha prelo ; que-
rem uns quesejam diflerenles especies do mesmo ge-
nero vegetal, querem ouIros quesejam maneiras de-
ferentes de Iralarem as folhas do mesmo arbusto
thtea viridis. Ainda ha oulros procetsos ou oulras
supposires que eu nao quero subineller. cmara
para a nao enfadar.
Nada se disse, senhores, sobre islo ; entretanto nm
modesto e distinclo Brasileiro qae morrea cm Ouro
Prelo, fez muilo clin prelo naquella capital, e a sua
viuva l esla desgrarada cm Marianna (apoiados,}
vivendo do modesto Irahalho de fazer pSo...e enlre-
lanto mais vai merecer as maos de oulros cssa in-
dustria 1 (Apoiados.)
Em vista do que lenho dito, entendo que a cma-
ra deve ser moilu circumspecta em conceder esse
premio pedido ; eu daria um, dous, mil volos se os
livesse, em favor dessa pretenrln, porm s depois
de muito provada ; por emqoanlo declaro que vola-
rci contra a medida proposla no projecto de lei, vis-
to nao estar convencido da juslira c da necessidade
della.
O Sr. Carneiro de Campos: O que disseram os
nobres depulados que anteriormente fallaran) de-
monstra qoe nao eslao orienta los sobre os motivos
que levaran) o ministerio do Sr. marquez de Muot'-
Alegre a fazer a concessao do premio de que se Ira-
la, c que nduziram tamben) o senado a approvar cs-
sa concessao ; e assim julgo. que nao he conveniente
dar-se j urna decislo, c s cegaspprovar-se oo re-
jcilar-se sem informaedesa resolucao. Se houve mo-
livo para se fazer a concessao deste premio, parecc-
me que a cmara cumpre o seu dever approvando
ess concessao ; se nao houve, rejeite-.i, mas antes
disto inslitua um exame conveniente. Porque razao
ha dea cmara dos depulados rejeilar a resolucao do
senado ? Por que motivo ha de approra-l.i .' Per-
gunlo eu, sabe-se alguma cousa a esle respeilo ? Es-
le negocio nao foi remedido a commissao alguma da
casa ; o que esla em discussao he simplesmenlc a re-
solucao vinda do senado, sem exposirao alguma que
esclarec a cmara.
O Sr. Augusto de Oliveira : Nao apoiado ; ja
foi opvida urna commissao da cmara sobre esla ma-
teria.
O Sr. I'iriato : O orador referc-se a acluali-
dade.
OSr. Carneiro de Campos : Pens, portanlo,
que a derisi,, deve ser dada e tomada sobre melhor
conhecimento da materia ; e conseguiilemenle pro-
ponho que a resolac* do senado seja remedida a
commissao de industria para inlerpr o sea parecer.
Vai i mesa, l-so. he apoiado, entra em discussao
e sem debate lie approvado o seguinle requerimento :
< Requeiro/que o projedo v commissao de in-
duslria para inlerpr seu parecer.Carneiro de
'ampos.c
Pagamento de sidos atrasados.
Enlra em 3a dseoMSo, na qual he approvada por
volos contra 31, a re^oln5ao que autorisa o gover-
no a pagar ao 1. lenle da armada Augusto Mxi-
mo Rolao de Almeid TorrezJo os toldos atrasados
|ue lhe forem dovidps : ando o projecto remelli-
los i commissao de cedacero.
Dada a hora o Sr. presidente marca ordem do
lia e levanta sessao.
PERNAMBICO.
COjURCI DO LI10EIR0.
20 de maio.
Embora me lenham por um imperlinenle inda-
gador das novidade. desla abencoada lerriuha; com-
ludo tenho o prazer de que ningoem oflendo,
por nao ler espirito de invenrao, mu s cont ca-
sos succedidos, c existiles no dominio do publico,
orno o intuito de conservar em .ua paret. o bon,
cosame, e arredar os ranos habito*, to pernicio-
sos a sociedade humara. Se pela nalureza da mi-
ha profissao alguem me brindar com Ululo de
vellio importuno, nao me agaslare, porque a ver-
dade deve ser estimada e presada, como a luz do
ol que nao aborrece por apparecer todo, o, dias.
tXZxr*lomcraM a piud-e
De salubridad* pubhca vamos com pouca melbo-
ra, por causa da varila, que rndenle e teiraosa,
ao quer ceder de .uaposicao ; quan,0 a tegu.
ranea mdmdual, algumas coasas temos a exhibir,
gr.S a grande bond.de do, mgico, vidrinho,.
No da U do mez passado assassinaran brbara-
mente a cacetadas, no lugar de Muruabeba desle
termo, pelas sete horas da noile, Aut0o Barbosa
Je Lucena, em sua propria casa, e dizem qae o
malador foi seuproprio irmao, que he roomdor em
oalra com.-rca, por causa de nao querer que mi
infeliz herdasse de seu proprio Dai, que poucos
das havia morrido, e deixando dina boa heranra -
a polica dando um varejo na. esas duquelle lugar,
pode capturar dous indiciados nesse crime horroroso
de nomesJos Pereira de Lucena, e Vgostinho Pe-
reira de Luceua, que icam seudo proceasado. pela
delegada.
Joao de l'oiile,. inspector de Gameleira desl* ter-
mo, ha pouco lempo foi a casa de un seu vizinho
chamado Joan Barbosa Berinsuel, prendeu em
ser criminoso ; c em lugar de levar o preso a ca-
de.a publica, da qual dstava urna legua, pelo con-
Irario o couduzio a casa do subdelegado Waoder-
ley, morador em Pin loba, distante tro. leguas
da villa, e ah p01 esse honrado pai da familia
preo no tronco, onde perm.neceu dia e noite, e
depois foi sollo, seudo o seu crime suppor este ins-
pector, que o referido Bjringucl fosse o anatmico
de sen burrinho, a quem lhe corlar.m a, orelh.s : a
vi.U dessa violencia te homem pr*,e,i0u oma
quena em juizo, mas diz Burity, que o homem pan-
cada alto prolestou ludo acabar.
Foi chamado a responstbilidade o ei-jaiz muni-
cipal do Limoeiro, por denuncia do promotor inte-
rino por ter comprado urna escrava ao Dr. Claro,
lendo esle n havido do padre Antonio, a qnem fot
dada em partidlas para pagamento de divida, e va-
rias capellas de mista ; e igualmente por (r o dito
ei-juiz em sua casa um eteravo allugado, perlencen-
le a um Sousa Rabello, moiador nesta comarca, que
houve por compra a um-Jot Alve, a quem foi da-
do em parlilhas para pagamento de sua meaeao, no
inventario feto por morte de sua mnlher : fl para
isso lembrada certa liquidaran de larracha pelo lal
denunciante, a qual somente serve para comprimir
a mgica cabera do seu inventor, que causa petar
ser objeclo tao volumoso para ler levado a exposirao,
do palacio Cryslal de Londres: mas felizmente sua*
obra, oriunda da lal cachola, foi fundada em falso
terreno, e araeaca ruina por hsr desaprumado urna
de suas paredes principie.
Ja que tocamot no artigo reiponubilidide, lem-
bro ao dignissimo e eolelligenle...... que chame a
conlas certo subdelegado da comarca, qoe he mora-
dor no desdido da comarca de Nazaretli, e aqui
exerce a subdelegada, esle como diz Burity, que
lendo o cdigo penal esl compnhendid* na raucho
de responsabilidade.
No di 18 do corrrente mez enlrou om exercicio
de delegado da comarca.o comma idante do destaca-
mento, o capilo Francisco Antonio ds Sousa Gami-
tan : temos firme esperanza da vur melhorados os
negocio da delegacia desle termo, pela tua boa,
qnalidades,* pela sympatina, que lhe Iributam ,
homens honestos e sisu.los da comarca ; nao pode-
mos deixar de agradecer o governo tao acertada es-
collia para esla Ierra feftil de novidides.
Nao he sem fundamento, quemado devemos con-
fiar do nosso aclnal delegado, pois be publico, que
no segundo dia do sea exercicio detcobrio ni cideia
deta villa um grande monopolio pr.ticad* pelo for-
necedor dos presos, que devendo dac a cada preso
a racao diaria de 160 ris, como he di lei, .omento
dava 80 ris por dia, (icaode oulra ignal parle par
seu bolsinho, com prejuizo do* cnearcerados ; |he
um arto de juslira que muilo devemoi agradecer
(ao disidida antoridade.
Tivemos soUrivel feira de.gado,e lodo bem iusido,
desmido a eirne verde de mu alio pceo ; o* legu-
mes ficam no mesmo preco da quinzena passada.
Fesla com regalo, acompanhadi de bon. peneos,
com reserva de minha ptrle, lhe appeleco sen sin-
cero, c anlgo camarada o Astrlogo.
( Carta par ti cal-ir. )
REPAHTigAO DA POLICA.
Parle do dia i de junho.
Illm. e.Exm. Sr.Levoao conhecimeolo de V.
Exc. que das diflerenles participarnos honlem enoje
receblas nesti repartir.) consta que foram presos :
Pela delegacia do primeiro distrido deste lermn,
Policarpo Ramos de Jesos, por briga, e Manoel Joa-
qun), por oflensas.
Pela subdelegada da Iregueti do liedle, a prelo
cscravo Leocadio, para averiiiuacoes policiaes.
Pela subdelegada da freguezia de Santo Antonio.
Luiz Manuel Floriano, por suspeilo de ser cscravo,
e um prelo cojo nome ignora, por espancamento.
Pela subdelegada da freguezia de S. Jos. B.ir-
tholnmeo Jos da Cosa, Joao de Dos da Silva Pes-
soa, Joaqum Dniz Perera Cavalcanli, Evergislo
Fortunato do Carmo. Feliciano Antonio da Silva, o
prelo cscravo Francisco, e nm africano livre rujo
nomo lambem se ignora, por jogos prohibidos, e s
prelo Paulo, por ser encontrado fora de horas dor-
mindo na porta da igreja dos Marix rios, a prela
Thereza de Jess, e a pardi Igncz da Coneeicao.
E pela subdelegada da freguezia da Boa-Visl.i,
Mara Joaquina da Coneeicao, Mara Hot* da Con-
eeicao, Joaqun) Jos da Silva, c o prelo Joaqum,
lodos para averisuatfies. ,
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica .le
Pernambuco 4 de junho de 18V>.Illm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Benlo da Cimba eFigocredo
presidente da provincia. O chefe de polica Luiz
Carlos de Poica Teixeira.
TIIESOURARIA DA FAZENDA PROVINCIAL.
I'emoiisiracii i do saldo existente ua caixa do exerci-
cio de 1854 a 18.x> cm 31 maio de 18j.
Saldo rm 30 de abril
prximo passado 173:423921
Rcccila no rorrcnle roc iN:(M.>l l-_!
--------------2-2l:4i(te>3:i6
Despeza dem.........7(): Em robre.
olas.
Saldo.........1(1:3039127
81*127
. 111:41 !>?0t)U
141:3039137
O thesoureiro,
Thomaz /ot da Silva Guimao'.
0 eserivSo da rocail* e despeza,
Antonio Oardoso de tjueiroz Fonseca.
Demonstraran do raido existente na caixa de depu-
silos om III de maio de I8V).
Saldo cm dllde abril pr-
ximo passado. 380:0949322
Rcccila no crrenle mez. J
------------gJBMgj
Despeza idem .... /4:<>27
Saldo........,
Em olas...... fw.VjOOO
lelra.......278:oit-Yr,
9T9*ISjo95
279:3109305
O thesoureiro,
Thomaz Jos da Silva Giism o.
O rsrriv.lo da receita e despeza,
. tnto.tio Cardozo de Queiroz Fomeca.
Demonstracito do sabio existente na caixa especial
da runslriic -o da pon le do Recite em 31 de inai*
de 185.3.
Saldo em 30 de abril pr-
ximo pasta*. 33:5189433
Rereila no correnlc mez. 9
--------------33:5189433
Dcs|>eza ideiu..... 1:7409900
1
- /
,|
A

Saldo.........31:7779533

'
Mil TI! Afn


DIARIO DE fERNAMBUCO TtRgft FtIRA 5 DE JUNHO DE 1855.
Em cobre.
nulas.
103*533
3l:6740OO
31:7775533
>.
O Ihesoureiro,
Thomaz Jos da Silva Gusinao'.
O esrrivSo da recelta o despeza,
Antonio Cantoso de Queirot Fonseca.
Demonstraran do Mido exilenle na ca a especial
do calcnenlo das ra* detla cidade em 31 de
maio de 1855.
Saldo cm 30 de abril
prximo panado. 1:0509863
ltcccila no.corrcnle mei. 8:28J*>060
Despeza dem
Saldo.
Em cohrc.
olas .
!>:338M3
3:4739960
1269063
5:7388000
5tM0963
5:86ii)3
O thesoureiro,
TKomaz Jote da Silva Cusma" o.
O escrivlo da rereila e despeza.
Inlomo Cariozo de Queiroz Fonseca.
Demonstrarlo do saldo existente na caixa especial
das loteras desta provincia em 31 de maio de
1855.
Saldo em 30 de abril
prximo patudo ... 1:9M?000
Receita no correnle mez. 853000
Despeza dem.........
Saldo........
Em cobra.'..... 500
Em nulas ... ... 1:6149000
2:02!?000
4148500
1:011-5500
1:6145.500
O Ihesoureiro,
Thomaz Jote da Silva Gutmao
O cscrivo da recula e despeza.
Antonio Cardozo de Queiroz Fonseca.
COMUNICADO.
Santo Mez Marianno.
Terminuu-se, qoarU-feira 31 de maio, o Sanio
Mez Marianno, mas como lerminou ? com missas
solemnes as igrejas, em que se tinha celebrado du-
rante lodo mez : passemos a narrar o que observa-
mos. A concurrencia do povo foi tal, que s pode
crer quem o vio, nao fol posaivel s rejas conler o
numero, grande parle do povo ficou nos pateos, on-
de ouviramja santa missa;; lendo nos Tallado do nl-
linra di* parece de ratfto que demos conla de todo
mez. Durante lodo elle as igrejas foram semprc
muito concorridas, e alii rezava-se o terco do Rosa-
rio cantado, ahi se entnavam huimos, salves e pre-
ces aa oais bellas, que scrviam de deleitar o ouvi-
rto, e abrazar o confio no amor de M.iria Sanlisai-
raa e de seu divino Filbo, que se manifeslava pela
diligencia com qoe para esse santo exercicio se con-
coma, porque coslumava a principiar muito de ma-
drigada, e conlinuava al amanbecer, tictn o som-
no, e mesmo a cliuva que em alguns dias parecia
'pedir, /foram capazes de obstar a Crequencia do
povo, o qual parece que nao se satisfazla sotnente
com a devocSo praticuda nos templos, parque i noi-
tc, nats casas, por todas as ras ouviam-se retumbar
os devotos louvores da Rniiha do universo, mas o
que ntanos com goslo foi a modestia, com que i,
mulberes se apresenlavam nos seus vestidos, pois
trajavam todas com semellianca, trazcndo a cabera
coberta com um lenco brauco, em signal de rcspei-
to ii saolidade do templo, e a dlvindade do sanio sa-
crificio da missa, a que assisliam cumprinlo assim
o preceito do apostlo S. Paulo : Mulicres. veate
rpita retira in eccletia propter Angelot; anda
apreaenlamos oulra passagem : Modestia tetlra no-
ta it mnibus nominibut, com razft commenda a modestia no vestuario, porque nao so
he urna virtude moral do cliristianismo, por isso que
oppoe-ae vaidade, c garante al cerlo ponto a cas-
lidade, roas tambero be orna virtude civil, porque
o luxo triz eomeigo muitas miserias, como qoehra-
deras, fraudes, furtos, roobos, mancebas, deslo-
ramenlos, oorrompeodo e deslruindo assim as vir-
tude mornes, como civis, porque induz a uns a imi-
tar tal vaidade, o cnvcrgouha a oulros, que nao pu-
dem igualar, a desta forma afogcnta d templo o
honrado e honeslo ; mas, graeas a Dos, a pere-
veranea do missionario* capuchinbos por dez annos
a esta parle, e Je alguns sacerdotes zelosos da san-
lidade da casa do Senlior, ja lem conseguido unifor-
misar o irajo, com que se deve ir ao templo com ai-
Rama exeepcAO, ou de alguma mulher soberbs ou
rica, ou de alguma prostituta, que suppce nao Ihe
rouvir tal trajo. Que commodo nao he para um pai
de familia honesto o vestir sua familia com modeslia,
quanlo nao economisa I O laxo foi sempre causa
da ruina das familias e das narOes, e he lau cerlo,
que se pode dizer sem errar, um signal da prxima
ruina das iracoea, ele.
Esperemos, e contemos com as heneaos do co,
que a Mai de misericordia no deixar de enviar-
nos, aejaroos-lhe gratos pela pureza de nossa vida e
cordoal amor ; nunca nos esquejamos de Iribular-
Ihe justo reconbecimenlo *de seus favores e eraras
que a cada momento recebemos, anda mesmo sem
seutirmot e oem tonbecermos.
Sabendo o comtnandaute dessa encamisada, clin
mou ambos ao seu quarlcl e os admoeslou com
muila prudencia, e ao padre subre ludo, porjamoade
seu pai, pedio-lhe que uaodesse a homens incorregi-
veis, como eram pela maior parle os sentenciados,
exemplo de oulro escndalo semelhante. Ambos
prometieran) emmendar-se; mas pass'ado algum
lempo repelram as vaquejndas anda com mais des-
vergonha e por successiveis vezes. Eniao no era
s urna extravagancia, ou aclo de descaramenlo, era
muito mais, porque era urna desobediencia formal
ou um aclo de insubordinaran ; e o commaodaule
leve que reprimi-lo por urna ordem do dia, em que
sem embargo omillia o nome do padre capellao.
Puis bem, fora islo bastante para ascender as iras
do Sr. padre Diniz, e desde enlAo n.lo ha loucura
nem desaforo, nem acto de impudencia, que elle
nao pralique, a ponto de desrcspeilar a auloridade
do Sr. Pinto, c provoca-lo acinrosamente por mane-
jos indignos de um sacerdote. O Sr. Piulo lem mos-
trado nessa lula individual urna longanimidarie, que
nos nao Ihe louvamos, lalvez em altenr.lo ao vcllio
pai do lal padreco, ou mesmo por seu carcter ni-
miamente bondadoso ; mas se fora em lempo do Sr.
brigadeiro Sergio, uu do Sr. coronel Mar luis ou
mesmo do Sr. tcncutc-coronel Leal, o padre Diniz
lea levado urna licito, de que se lembraria em lu-
da a sua vida.
Esle, e oulros exemplos detla nalureza, devem
advertir ao governo para mo permillir em Fernan-
do sean empregados militares com inleira subordi-
narlo a seus ebefes ; para islo lem elle o corpo ec-
clesiaslico do exercilo donde pode lirar capelhles,
que destaquem para o presidio de tres em tres me-
zes ; e assim escrivlo, almoxarife, ele, lodos devem
ser lirados das classes dos sargentos ou mesmo ofli-
ciaesreformados.que desejariam esse* empregos por
causa das gratificacoes. Exista o mesmo vicio a res-
peilo dos cirurgies, e foi um amigo nossoque lem-
brou a idea de fazer destacar do corpo de saude um
cirurgiAo mililar para aquelle presidio, como agora
se pralica.
Acabam de dizer-nos que no Echo Vernambucano
sahira oulra correspondencia ferina conlrao mesmo
Sr. tenenle-coronel Pinto; e pelo que nosexpozeram
heevidenle queella parte dos taes vivandeiros ou ne"
loriantes, que vao ilha vender salo p-ir lebre, e
querem de mais a mais que Irabalhcm para elles as
ollicinas publicas, e que o commandanle Ihes sirva
de juiz de paz para cobrarem suas dividas. He um
escndalo semelhante negocala, c mulo mais a per-
missao de peruianecerein no ilha por muito lempo
pessoas estranhas ao presidio, em contado com os
sentenciados, e mollas vezes lisongeando suas pai-
xes.e unirs declamando contra a auloridade, e in-
Iroduziudo a sisania e a discordia entre os propros
empregados, e lalvez promovendn a fuga ou estimu-
lando a insubordinaran entre a tropa e entre os mal-
feilores.
lie miste acabar com esle escndalo, e esperamos
que o governo nao permuta mais que va i ilha de
Fernando pessoa eslranha ao presidio, ou que nao
esteja immediatamente subordinada ao commandan-
le, do contrario esle nao pode ser responsavel pela
Iranquillidade ou pela seguranca dos sentenciados.
Nao he s com cena homens de tropa que se guar-
dam mais de 400 facinerosos, mas com forja moral
e com o prestigio ;d auloridade, e esla nao pode
vigorar nem manter-se sendo avillada e menoscaba-
da lodos os dias por pessoas que vivem dentro do
mesmo presidio. Dos permita que o governo
nos oura para prevenir mal muilo maior, e lalvez
irreparavel quaudo elle appareca repenlinamenlc
sem sor esperado. Oolra medida do governo deve
ser a exlac^o de um pequeo barco de guerra as
aguas de Femando, do contrario impossivel S loma
evitar as fugas dos condemnadus.
O Sr. tenenle-coronel Pinto ha mais de anno,
que deseja a sua demiss.lo, e ha me/es a pedio olH-
cialmente ao governo supremo, empenhando seus
amigos para que quanlo anles o lirem daquelle in-
ferno ; porlanto nesla defeza nao temos em vista a
sua p.-rmaneocia all, nem elle temo menor inle-
resse cm all estar ; sendo revoltanle calumnia ludo
quanlo dizem a respeito de neeocios e ganancias que
elle nao faz, e que de bom grado dara de prsenle
aos seos torpes calumniadores. Ora, pois, se laes
calumniadores valem alguma cousa, facam com que
elle seja immediatamenle mudado, e elle Ibes per-
doar ludo pelo amor de Dos ; es-abi urna vigan-
c,a mais nobre, purera nao minlam uem calumnelo,
porque nao o faro impunemente.
Recfe 2 de maio de J855.
116 pipas e 150 barris vazios. 46 volumes barricas
vazias, I barrica pregas; a ordem.
Hiate Sobralense. viudo do Aracaty, consignado a
Caelano C. da Cosa Moreira, maifetlon o te-
guinle :
6,938 meios desoa, 4 couros de garrote, 4 atana-
dos, 40 alquoiresdetal, 7massos couros miudos, 3
barris sebo, 3 feixes aduelas ; a ordem.
CONSULADO liKKAL.
Ueudimento do dia I a 2..... 3:5759662
dem do da 4....... 2:2133200
5:81858.52
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1 a 2.....
dem do da 4 ,
.5371039
119569
.5119628
RECEBEDORI.V DE RUNDAS INTERNAS lili-
l A !> DE PERNAMBCO.
Rendimenlo do dia 1 a 2.....1:0038366
dem do dia 4 ....... 4619185
l:639il
CONSULADO PROVINCIAL.
Hcndiinenlododia 1 a 2..... 2:4979197
dem do dia 4....... 2:4113376
13060573
MOVIMENTO DO PORTO.
Naviot entrados no dia 3.
Terra Nova13 dias, brigue inglez Crcscenl, de
202 toneladas, capiao John Wcllinglon, equipa-
cem 12, carca bacalho ; a James Crabtrec &
Companhia. Checou honlem a este porto.
Parahiba9 dias, hiate bratleiro Flor co Braulio,
de 28 toneladas, meslrc Jo3o Francisco Martins.
equipagem 4, carga assucar ; a Vicente Ferreira
da Cosa.
ii'acios saludos no mesmo dia.
AracatyHiato brasileiro Capibaribe, meslre An-
tonio Rodrigues da Silva, carga fazendas c mais
gneros. Passageiros, Manocl Brasi'.iano de An-
drade Pogges, D. Mara Magdalena Facanha.
Para e porlos inlermediosVapor brasileiro nS. Sal-
vador, commandanle o capitao-teuenle Cardoso.
Passageiros, alferes Joao Antonio Leilao. sua se-
nhora e 6 fillios, Jos Lnlz Perera Lima e sua
familia, Joan Rodrigues do Pniva, l.uiz Francisco
de Vascnnecllus, Dr. Sebastian do Reg Barros de
I.acerda e 1 escravo, Dr. Simplicio Antonio Ma-
vignier, sua senhora, 1 (ilbo, 1 criado e 2 cscra-
vos, Francisco Dulra Macedo, Jos Antonio Fer-
reira Vinagre, sua senhora, I fallao e 2 escravus,
Jos Jacintbo dus Reis.
Xavios sabidos no dia 1.
FalrnoulhBrisue inslez iWelligton, rapilao Da-
vid Cumming. carga assucar.
BahaCaropeira brasiieiraLivraoao, meslre Joa-
quim de Souza Cnolo, carga aceita de carrapalo e
mais gneros. Passagciro, Bernardino Aulonio de
Azevedo Fernandcs.
HavreBarra franceza Palanquim. capilo Pa-
lanque. carga assucar. Passageiro, Beraager.
EDITAES.
consulado provincial, avaliado em 2:4759000 rs. por
anno.
A arremataran sera fela pur lempo de Ires annos,
acontar do 1. de jullio do correnle auno a 30 de
junhn de 1858.
As pessoas que se propojerem a esla arremalarao
rompareram na sala das sesses da mesma junta nos
dias cima indicados pelumeio dia, competenlemcu-
(e habilitadas.
E para constar se maudou afiliar o prsenle c pu-
blicar pelo Diario.
Secrelaria da Ihesouraria provincial de Fernam-
buco 21 de maio de 1855. O secrclaro, Antonio
Ferreira da Anmtnriarao.
Peraute a cmara municipal desta cidade esta-
r era praca nos dias 2, 4 e 5 de junho seuuinle, a
obra dos coneerlos de que precisa a ribeira do hair-
ro da Boa-Vista, urrnda em 130)000 rs. Os preleu-
dentes que quizerem consultar o orraraeiiln, Jiri-
jam-se a societaria da mesma cmara. Paro da c-
mara municipal do Recite em ses3o ordinaria de
.11 de maio de 1855.Bario tic Capibaribe, presi-
dente Mauoel Ferreira Accioli, secretario.
O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em ruiiiprimento da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 2 du correnle, manda con-
vidar as pessoas queftjuizercm furneer com proinpli-
dao toda a cal que fr precisa para as obras cargo
da repartirn das obras publicas, a proporcao que
fr sendo requisita.!,! pelo director da incsma re-
partida*), a cumpareccrem na ihesouraria com suas
propostas em caria fechada,na qual oflerecaun o me-
nor preco porque Ibes faz cunta fazer dito forneci-
incnlo, sendo o pra/.o marcado para entrega das
mesmas cartas at o dia 9 do crrenle.
E para constar se ni iiidnu allixar o prsenle e
publicar pclu Diarlo.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pcrnam-
bucu4 de maiu de 1855.O secretario.
Antonio F. d'Annunciacao. forma leudo caima,turcusde madeira na
Rodolpho Joao Barata de Almeida.ravalleiro da or- i Pl'a- e ** (e"<> "< borda, duas rama-
dem deCliristo.ullicial da imperial urdem da Rosa, i ras, bailo, tres oseotilhas, urna hilacu-
(le-la cidade c da dos Afogados, priucipia-se a con-
tar do 1. de junho prximo vindourn, fin.los os quae*
inenrrem na mulla de (res por cenlo lodos aquelle
que deixarem de pagar seus dbitos ; o que se faz
publico pela mesa do consulado provincial para co-
nhccimenlodos interessados.
Nao lendo comparecido alguem nos dias 2b, 28
e 29 do correnle,para a compra do brigue escuna de
guerra Legalidade com os seus perlences de nave-
gado, cuja venda em iraca publica fura em 22 an-
nunciada para os ditos dias ; manda o lllm. Sr.
inspector do arsenal de mariuha, fazer constar que
novas praras liavero para o mesmo fim cm 4, .5 o 6
do mez de junho prximo s 11 horas da manilla,
feila a venda dos referidos objeclos cm tres toles so-
bre os valores meiicionn.los na reanlo junla eflcc-
tu ula porin na ultima praca.
Secretaria da inspccrfiu du arsenal de mantilla de
Pernainbucu 30 de aiinio de 1855.O secretario,.-/ic-
xandrt Rodrigue dos Aojo-.
liil.icau dus ohjeclos pnslos a venda em praca pu-
blica nos das i, "i e ti de junho prximo, e aos
quaes referc-se a declararn desla secrelaria cm
data de boje.
I'rimciro lote.
i I casco do brizne escuna de guerra
Legalidade. lendo esle navio sido desar-
mado ueste porto pelo seu oslado denti-
na, porte de 111 toneladas cujas di-
menses sao 87 pes de cnmpriineulo no
convez, 68 na qililha, 20 na bocea, II
de liaha d'agoa carresado c 10 de pon-
a!, o fundo al o lume d'agua forrado
e pregadu de cobre, o leinc pela mesma
lente curonel commandanle do* secundo bata-
lllo da guarda uaciunal dcsla cidade,e presiden-
te do consclho de qualficarto.da freguezia de S.
Jos etc.
Faca) saber aos que o prsenle dilal virem e a
quem interessar pona, que o cunsclho de revisao e
qii.dilicac.ao da freguezia de S. Jos, concluio os
Irabalhoa da primeira reunan buje 3 de junho,
adiando se os cidadaos residente* em dita freiiuczia
qualilicadusna forma es|iecilica.la as listas allixadas
do interior da igreja de N. S. do Terco, que serve
de matriz, e que a segunda reunao deve ter lugar
no dia 19 do correte pelas 9 horas da manlia ao
consistorio da mesma igreja; pulanlo lodos os cida-
daos que liverem a fazer reciamaccs, deverao ter
em vista o que dispe o arl.20 do decreto u. 11:10
le 12 de inarr;o de 1853.E en Joaquim de Alhu-
la, un fogSo, duas lalrinas, as ahilas e
escovens forrados de ferro, onlras ferra-
gens mais e duas bombas grandes com-
pletas : ludo no valor de.....
Segundo lote.
Mnslreac.au c apparellms fixos do so-
bredilo navio, sendo todos estes ohjeclos
os seguinles : maslru grande, dito do Ira-
quete, grupo,relranra.maslareo de vela-
xo, dito de gavea, dilo dejoauete, leu-
do osles mnstarcos os competentes vaos,
sexto de gaveai pecas c borlas ; pao de
bojarronn, dilo deeiba, verga de Ira-
9009000
trata-te com Hanoel Francisco da Silva I
Cairiijo, na ra do Collegio n. 17, segun-
do andar, ou como capitao a bordo-
Para o Rio de Janeiro
segu com muila brevidada u brigue brasileiro Con-
ceinw pur ler parte da carga prompla : para o resto,
passageiros e escravos a frele, Irata-se com Mauoel
Alvos Guerra Jnior, na ra do Trapiche n. 14.
Para a Babia segu em poneos dias o veleiro
hiate Caj/ro.por j ler a maior parle da carga prom-
pla ; para u reslo, Irata-se com seu consignatario
Domiugus AlvcsMalheus, na ra da Cruz n. 54.
Para o Cear sabe mprelerivelmcnlc na se-
suinle semana o hiate Anglica ; para passageirus,
lrata-c na ra de Cadeia du Recife n. 19, primeiro
andar.
Comiiaiihia
DE K1VEGACA0 A VAPOR
LUSO BRASILEIRA.
0 VAPOR D. PEDRO II.
Esle elc-
ganlc, novo
e riqussi-
ino vapor o
sciiiindo da
rompanhia;
tominaii-
danto l-
enle Vie-
jas do O',
lendo en-
tra.In em
Lisboa pro-
redenle de Inglaterra em I i de ipaio, e prctenden-
do encelar a sua primeira viagem a 24, dever a
RA DO CRESPO H, 21.
Vendem-se superiores palitos pretos de
casemira, vindosde encommenda, e por
prero muito razoavel.
?m\mm e mais pfxiim ii\.
NA RA NOVA N. 8, LOJA DE
Jos Joaquim Moreira
Acaba de receber pelo ultimo navio francez, um
magnifico sorlimenlo de borzegtiins para senhora,
todo de uuraqiir. mas que pela delicadeza com que
s<1o foilos e consistencia da obra, muito devem agra-
dar ; arrrescendo alm disto o preco, que apenas he
de 2-iki rs. o par, liem como, spalos de couro da
lustre para senhora a laOOO, ditos de cordaxao mui-
lo novos a 1?000 res, pagos na occisiao da en-
trega.
Ouarla-feira, B do correnle, depos da audien-
cia do lllm. Sr. Dr. juiz dos feitos da lazeuda. qoe
ter lugar as 10 horas do dia, arrematam-se por ven-
da os seguinles bens : A parle do sobrado de
un andar, na ra da Scnzala Velba u. lOOTpor
1:248$04, dada a fazenda provincial em pagamento
de sello de beranra nu inventario do fallecido padre
Domingos Aflunsu Regueira ; 1 mesa redonda de
amarello. envernisada de prelo, por lOJaOOO ; 2 ban-
cas de angico idem, por 10SOOO ; 12 cadeiras de Ja-
caranda por 2'i;000, por execuc ; 1 casa terrea na
freguezia da Boa-Vida, na ra do Mondego, com 20
palmos !i de frente o 00 de fundo, com cozinha fu-
ra, quintal murado c cacimba propria, por 1:0005,
penlinrada aus berdeiros de Francisco Jos AI ves ;
1 dila, sila na ra do Pilar n. 26, com 2S palmos de
frente e 70 de fundo, cozinha fra e pequeo quin-
tal com porta para ra do Brura, por 7009000,
penhorada a Isabel Francisca por Francisco Jos S-
miles ; 1 dita de laipa no lugar da Caponga n. 43 A,
cum quintal em aberlo e solo proprio, por 2508000,
penhorada a Anua Jacinlha da Cosa ; 1 terreno no
becco do Quiabo n. 52, na freguezia dos Afogados,
CORRESPONDENCIA.
i
OLIC.4CA0 A PEDIDO.
O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial
manda convidar aos possuidores de cautelas das lo-
teras da provincia, vendidas pelo caulelisla Antonio
Ferreira de Lima e Mello, para apresenlarem suas
reelamsces na mesma Ihesouraria no prazo de 30
dias, a contar da dala desle, alim de ler lugar a des-
nnorarau do fiador do mesmo caulelisla, que assim
o requereu.
E para constar a qoem interessar possa se man-
dn allixar o prsenle e publicar pelo Diario.
Secrelaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
hnco 28 demaio de 1855.O secrelario, A. Ferrei-
ra da Annunciacao.
O lllm. Sr. inspector da Ihesooraria provincial
em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia de 19 do correnle, manda fazer pu-
blico que no dia 21 de junho prximo vindouru, pe-
ranle a junla da fazenda da mesma Ihesouraria, se
ha de arrematar, a quem por menos lizer. a obra
dos reparos do 7. lanco da estrada do sul, avaliada
em i:fci95o.
A arremataran ser feila na forma da le provin-
cial n. .11:.
clausulas
As pe
rao comp,
tt3.de I
isfcieci
!SsA (|l;
iparacati
de maio do aniiu lindo, e iaes abaixo copiadas,
lae se propo/.erem esla arrema la-
ram na sala das sesses da mesma junla
Sn. redaetoret.Acabamos de ler um libello
defamiitorio, no Liberal de 31 do mez ultimo, con-
tra a pessoa do Sr. tenenle-coronel Jos Antonio
Pinto, digno commandanle do presidio de Fernan-
do, c asolanado pelo padre Loiz Jos de Oliveira
Diniz, capellao do mesmo presidio. Bastar ler-se
aquelle libello para qualilicar e caraelcrisar o de-
famador. sem necessidade de saber-se qual a sua
conducta, ea maneira porque se lem tornado nota-
vel em Fernando, nao como capellao, mas como nm
hornean sem bro nem pudor, oflerecendo em sna vi-
da desrograda a prova mais convincente de sua im-
moralidade.
Nao traamos aqu de defender ao Sr. tenenle-
coronel Pinto, porque sna conduela como oflici.il
superior do exercilo, o como bom pai de familia, esl
isenta de loda e qualquer mancha, nem o podo cons-
purcar a baba impura da calumnia ; mas tilo so-
monte desmascarar o torpe calumniador, que esque-
cendo-so do seu carcter sacerdotal, perjura nien-
liodo i face de Dos e dos homens para deuegiir a
reputarlo duquelle que Ihe servir de pai o de bem-
feilor, quando fdra em sua companhia para Fer-
nando. Temos em nossas maos documentos valiosos
para confundir ao Sr. padre Dnz, entre ellos va-
rias cartas originaes de seo proprio pai, pedindo
perdAo ao Sr. leneole-corouel Pinlo pelat loucuras
e pela ingraliiHo desso filho, que na sua liogoagem
sentida de pai Ihe cania lana vergonba.
Para mostrarmoa qoem he o Sr. padre Dirfiz, bas-
ta um pequeo paragrapho de urna das cartas do
Sr. Diniz pai ao Sr. tenenle-coronel Pinto, qoe he
como senoe Eu mesmo em pessoa deveria ir,
romo ja linha determinado, porm infelizmente foi
transtornada a viagem por nao ir o Pirapama, que
nao perder! occasao quando elle tornar para ahi
viajar, nao s para visitar a V. S. como ao meu fi-
lho to pdre Diniz), e acabar rom elle, se me quizer
ouvir, estas loucura* que delle parte para com V.
S.; elle lem sido ingrato com V. S. ; eu nao dcs-
culpo por ser meu filho, anles lenbo por muitas
vezes, o em todas as cartas que Ihe escrevo, man-
dado-lhe dizer, que continu a viver em paz e ar-
mona com todos, muilo principalmente com V. S.
que ah be o seu nico pai e protector. Bem pre-
sente estou e me record, que nn embarque de V. S.
e delle para essa ilha, fui a bordo e com Ingrimas
me desped, pedindo a V. S., que o Iralasse como
seu filho, e V. S. respondeu-me que o tratara como
seu capellao, o qoe assim tem cumprido ; porem
elle despresando os ineus conse'hos e a protercao
de V. S., a quem son eternamente obrigado pelo
bom tralamento que Ihe deu. tem feilo ludo quanlo
quer sem mais attenrao aos mcus conselhos que cou-
(inuadaoienle Ihe don. V. S como um pai torno.
amante de sua familia o bom esposo, queira des-
culpar c relevar todas eslas fallas e erros que meu
filbo lem commeltido para com V. S., carregando
sobre mim lodos estes crimes de insubordinarlo, que
ella lem commeltido.
Bis ahi o que he o Sr. padre Diniz, celebrrimo
capellao de Fernando, qoe calumnia torpemente ao
seu superior, a quem paga com injurias os beneficios
quesea proprio pai agradece com sincero reconbeci-
menlo. Vejamos agora a cansa porque o padre Di-
niz se deelarou em abarla hosllidado contra o seu
bemfeilor. Esse padra be um moco estouvado, e
rhegandoa Fernando unio-se em estrellas relacues
com om lal Godoy, escrivao do presidio, ISo doudo
como elle. Em um dia vesliram-se ambos de couro
e foram a eavallo fazer urna vaquejada do gado da
ilha, e foi tal a folia eom os vaquejadore senten-
ciados, que o Godoy levoo urna tremenda qneda,
que o impossibilitou por muilos dias de eicrcer o
seu emprego, e o padre sabio lodo arranhado e ro-
lo, apoDlo de, para vir para casa, lomar om desvio
para que ninedem o visse.
A o nien Hitiigx) o Si-.
I helexforo Augusto Nil verlo de
Alenciar, fullcciilo cin a le
junho le 185, de fe
lre miiai'i'Ilu.
Tao fro !... gelado... lao mudo qual marmor !...
Parece urna estatua de cera na cor !
Meu Dos!... Quem dira .'... Quem vendo-o assim,
(Jue fora urna vida enfada inda em flor ? I
Seas labios de rosa, sorrindo aos amigos
lia pouco inda os vi... Meu Dos, ja fechados
Nao podem jamis fallar, nem mover-se !
Seus olhos nao veem... da luz slao privados!!!...
A pesie maligna roubou-lhe urna vida,
Que era os enclalos dos pas carinhosos,
Dos... tristes que ficam entregues a dor,
Carpi.In seus sonhos, rarpindo sudosos.
S rcsta-Ihc um corpo p'ra paslo dos vermes,
t)ue ascosos no lum'lo o cslo esperando !
tjue.a alma que linha, que he filha de Dos
Voou-se ao Empreo, na trra o deixando.
Amigo.' Uns justos na sania morada
L donde entre os anjos lu fosle habitar ;
Ah V, que deixasle transidos de dor,
Prenles e amigos geiuendo a chorar .'
Dos vicios do inundo vivendo incorrupto,
O Chrislo chamou-le p'ra junio de si.
Com dezoilo annos !... Si tantos coulavns,
A vida finaste, fugisle d'aqui !
Porem si esle mundo nao pode baver juslos
Com antas virtudes, que ter promettas.
O Dos, que creou-le, te vendo crescer
Julgou que na-Ierra viver nao devas. .
L tens urna c'roa par'as lasvirtmies /
Laurel immurcbavel, de luz resplendenle,
Que o Chrislo oulorgou-le pendente da cruz,
De qoem In morreste como um fiel crenlc.
A m3i !... Inda a linlias 1 A triste irmilasinlia
>ilo vem mais leus olhos!! Nao ouves chamar-te!...
Seus tristes gemidos, que vao tributar-te
Nao podem do somno, em que ests acordar-te !'.
Do mundo a illnsao que esval-se no nada
Do seio ests vendo l da elernidade.
Morreo o leu corpo, mas a alma ficou-le
Porque a alma n3o morre. Ficou-le a verdade !
L do cemlrrio no triste, recinto
Lancai^ amigos, do amigo finado
No lom'lo que o encerra, na cova mesquinha,
Um xolo de amor De trra um punbado !
Morreu !...' E que be a tr.orte ?! Falal desengao,
As porlas p'ra os juslos .ilcitas do ceo.
Seccai vossos prntos, amigos, seccai !
Louvai a Jess, que um justo morreu !
3 de junho de 1855. f, e M.
COMMEKCIO
PRACA DO RECIFE 4 DE JL'NHO AS 3
HORAS DA TARDE.
Colaces oltictaes.
Hojc nao houvcram cotacOes.
ALFANDEGA.
Rendimenlo do dia 1 a 2.....28:08i>323
dem do dia 4 ...'.... 8:5*3*166
3:(2W789
Detcarregam hojc 5 de junho.
Barca belgaLudemercadrias.
Barca ingleza fftrmtoiia-~beallaao. *
Barca inglezaMidasdem.
Brigue inglez^-Creacea/idem.
Brigue inglez Margare!idem.
Patacho americanoAVeiifarinha e mercadrias.
Barca brasiieiraImperatrizpipas vasias.
Imporlacao.
Brigue Inceii'icel. vindodo Araralj. consignado
a Joaquim Jos Martina, manifeslon oseguinte :
147 slccos cera de carnauba, 1l mullios couri-
nbosde cabra, 140 meiosde sola, 17 molbos eateiras,
2 barris sebo, 13 caixas velas de carnauba, 10 pipas
abatidas ; a ordem.
146 molhos cournhos de cabra ; a Antonio Joa-
quim de.Souza Kibeiro.
2 fardos sapatos, 2 ditos chapeos, 19 molhos cou-
rnhos, 1 sacco cera de abelha ; a Joaquim Fran-
cisco d'Alm.
67 meios de sola, 8 molhos cournhos de cabra ; a
Carninho & Filho..
Brigue MalhiUe, vindodo Rio de Janeiro, con-
signado a Manoel Alves Guerra Jnior. Smanifesloo
o seguinle: \
no da cima declarado pelo meie dia competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandn allixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario,
Secrelaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 22 de maio de 1855.
O secrelario,
Antonio Ferreira da Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arrematacao.
1. Os reparos do 7. lanco da estrada do sul far-
c-h.lo de conformidade com o urcaraento e perfiz
approvados pela directora em conselho, e apresen-
tados approxaran do Exm. Sr. presidente da pro-
vincia, na imput(aiieiu de4:8958.
2." O arrematante dar principio s obras no pra-
zo de 15 dias c as concluir no de 3 mezes ambos
contados pela forma do art. 31 da lci n. 286.
3. O pagamento da importancia da arrematarlo
verificar-se-ha cm duas prcslacoes iguaes, a pri-
meira quando estiver prompta melade da obr, o a
egunda depos do concluidos os reparos.
4. Nao llavera prazo de responsabilidade.
5.* Melade do pessoal da obra sera de gente
livre.
6.* Para ludo o que nao se adiar delerminado as
'prsenles clausulas nem no ornamento, seguir-sr;-ha
o que dispe a resprilo a le n. 286.'
Conforme.O secretario, A. F. da Annunciacao.
O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria proviucialt
cm cumprimenlo da resolurao da jonla da fazenda
da mesma Ihesouraria, manda fazer publico, que nos
dias 12, 13 c 11 de junho prximo vindourn, se ha
de arrematar a quem por menos fizer, as mpresies
dos Iraballtns das diversas repartirles publicas pro-
vinciacs, avahadas em 3:.50O5O00 rs.
A arremataran sera feila por lempo de un anno,,
a conlar do 1. de julho prximo vindouro, ao lini
de jmilio de 1856.
As pessoas que se propozerem a esta arremalacjio
coiupareram na saladas sessoes da mesma junla nos
dias cima indicados pelo meio dia coinpelenlemen-
e habilitadas.
Secrelaria da Ihesouraria provincial de l'ernam-
buco 21 de malo de 1855. O secretario, Antonio
Ferreira da Annunciacao.
O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial cm cumprimenlo da resnlucau da junta da fa-
zenda da mesma Ihesouraria,poe novamentc em pra-
ca a obra dos reparos urgentes de que precisa o acu-
de de Caruar, avaliada em 1:OI2gO00 rs.
A arremataran lera lugar no da. 21 de junho pr-
ximo futuro.
E para constarse mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secrelaria da Ihesouraria provincial de Pornam-
buco 19 do maio de 1855.O secretario,
A. F. d'Annunciacao.
O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da resolurao da junla da fa-
zenda, manda fazer publico que nn dia 11 de junhn
prximo futuro, vai novameule a praca para ser ar-
rematada a quem por menos lizer a obra do calca-
roenlo do 18 lanco da estrada da Victoria, avaliada
em 8:3608000 rs.
E para constar se mandou allixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam
buco 19 de maio de 1855.O secrelario,
A. F. d'Annunciacao.
Olllm. Sr. inspector da Ihesouraria provincia,
em cumprimenlo da resoluc,ao'da junla da fazenda,
manda fazer publico, que nos dias 12, 13 e 11 de
junho prximo vindouru, perarlc a mesma junla se
ha de arrematar a quem por menos fizer, o forneci-
meulo dos medicamentos e utensis para a enfermara
da cadeia desla cidade, por lempo de um anno a
contar do I. de julho do correnle anno 30 de ju-
nho de 1856.
Aspessoas que se propozerem a esla arrematarlo
coiupareram na sala das sesses da mesma junta nos
dias cima declarados pelo meio dia, compele lile-
mente habilitadas, que ahi Ihe sern prsenles o for-
mulario e condirnes da arrematacao.
E para constar se mandou afiliar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secrelaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buoo 21 de maio de 1855. O secrelario, Antonio
Ferreira da Annunciacao.
O lllm. Sr. inspector da thesonraria provin-
cial, cm cumprimento da resolurao da junta da fa-
zenda, manda fazer publico, que nos dias 12", 13 o
14 de junho prximo vindouro, se ha de arrematar
em hasta publica, peranle a mesma junta a quem
por menos fizer, o servir-o da capataiia do algodao do
querque Mello, capitao da primeira companhia c 1llc|e. dito do velaxo, dila do juanete
secrelario do conselho o subscrevi.fodolpho Jo'io
Barata de Almeida, lenle coronel presidente.
DECLARACOES
CORREIO.
O palhbole Lindo Paquete recebe as malas
P i a Marnhan e Para boje ao meio dia.
O biale I cnus recebe a mala para o Rio de
Janeiro boje ao meio dia.
Pola subdelegada de Sanio Antonio se faz pu-
blico, que fura recoiida ao deposito geral desta ci-
dade a preta Archanja, de nacao Cosa, n qual an-
dava fgida, e di/ ser cscrava de Jos Bernardo de
Lima, casado com I). Maria de lal, o quaes mora-
ram no lugar do Cajueiro, em Ierras do cugenho Pe-
reirinhi, e de presente no lugar denominado Pesca-
dor, em Ierras do engenho Varzea Grande, de Filip-
pc Raymundo de Lima, e oulros na freguezia de
Agua-Prela: quem for seu legitimo dono, compre-
la, que provando, Ihe sera entregue. Subdclegacia
de Santo Anlonio do Recife 3 de junhn de 1S55.
Jos da Costa Dourado.
A pessoa que bolou na caixa da adminislrarao
do rorreio orna caria para Marianno Machado Frei-
r, na Granja, com o sello j servido, e inferior ao
devnlo,queira comparecer ua mesAia repartirlo,alim
de salisfazer sen devido porte.
Pe/ante o conselho administrativo do patrimo-
nio dos nrphaos se ha de arrematar a quem mais
der em hasta publica, na sala de suas sessce em o
dia 5 de junho vindouro, a renda das casas un ana-
me iyirimnino abaixo mencionadas, por lempo de
um anno, que lem de decorrer do 1. de julho pr-
ximo (aturo, a 30 de junho de. 1856, a saber: ra
de Fora de Portas ns, 91,92, 93,94, 95, 96, 97, 98,
99, 100, 101, 102, 103, 101 e 105, sitios um no lu-
gar de Parnameirim n. 2, nm dito no Bosarinbo n.
3, um dito na Mirueira u. 4, c um dito no Foruo da
Cal, em tiln la n. 5. (I- .licitantes bajam de cmo<
parecer com seus fiadores em a sala das sesses do
mesmo conselho s 10 horas da mauliai do mencio-
nado da 5.
mora. Para passageiros o cncommendas pdem di-
rgir-s ao agente Manoel Duarte Rodrigues, ra
do Trapiche n. 26.
Vcndc-se o bergantn) americano Lien, de lole
de 143 toneladas : a tratar com os consignatarios
Schrsmtn Wh#(ulx i\ Companhia.
LEILOES.
de proa, dita secca, dila de gavea, dila
de juanete grande, carangueija do lau-
na gnnde, dita do lalino de proa, ap-
parelbados lodosos objeclos cima de
enlarda*, cslaes, cabrate, palarrazes
de ferro e cobre, hrandaes.amanlilhos c
bracos, ludo no valor de.....1:0188000
Terceiro lote.
Veame e oulros objeclos de manobras
e serviro do dilo naxio, constando da
vela grande, dila de iviraes,troquele re
-ondo, dilo lalino, bojarrona, giba, re-
laxo, joancle de proa, gavea, joanelc
grande. 2 varredoures, 2 rtilos de ve-
laxo, lodos eslesobjeelos cornos compe-
tentes poliames, malaguelss de ferro o
pao, c cabos de laborar, como escolas,
adiieas, eslingues, bres c rarregadei-
ras: apparelho de cinco gomes para
suspender com as necessarias bocas e
patullas, Ires loldos rom seus verguei-
ros e amarrilhos ; 1 escaler, 2 talhas do
rabilo, c 3 ancoras de 7 a 8 quiulaes,
leudo as compclcnlcs amarras e eslas
1 ganchos e punzes, tudo no valor de. 8508<)0<
com 30 palmos de frente e 80 de fundo, e urna por-
cao de telhas que foram da casa de taipa no dilo
terreno, por 258000, penhoradas aos filbos de Bento
esta chegar al o dia 9 do correnle,'agiiindo para iaq"n de Carvalho ; com o abale da le as casas
a Babia e Rio de Janeiro depois da competente de- I ,eTreas ns. 29, 31, 33, 35 c 37, sitas ua ra do Bom
Goslo da freguezia dos Afogados, perteocenles aos
herileiros de Joaquim Caelano da Luz, as qoaes fo-
ram adjudicadas a mesma fazenda, todas em 1058 ;
a renda animal da casa terrea meia-agoa, na ra da
Senzala Nova n. 3, por 488000, por exccurAu coulra
os herdeiros de Joaquina Mara da Conceirao; idem
idem da casa terrea na raa da Alegra n. 20, por
723(100, por rxecurao contra Ignacio Joaquim Ri-
lieiro ; idem idem da casa de sobrado da um andar,
rom grande quintal, na ra do Hospicio ai. 6, por
6 zia na ra da Conceirao da Boa-Vasta n. 45, por 1208,
por ex rur.in conlra,Jo*c de nulas Barbuza ", ideui
idem da casa lerrca na ra da Gloria n. 27, por exe-
cucao contra os herdeiros do padre Goncalo Jos de
Oliveira, por 1209000 : quem quizer arrematar os
bens aiiiiuuriados, comparara no losar do cosame.
Recife 2 de junho de 1855.U solicitador da fazenda
provincial, Jote Mariano de Altmqucrque.
Aluga-se urna boa sala e alcpva em urna casa
do b.iirro do Recife. por 83OOO meosaes : quem pre-
cisar annuncie para ser procurado.
Secretaria do conselho admin istrativo do patri-
monio dos orphaos 22 de maio de 1855.O secreta-
rio, Manoel Antonio liegas.
CONSELHO ADMINISTKATIVO.
O conselho administrativo cm virtude de aulor-
sar,ao do Exm. presidente da provincia, lem de con-
tratar o seguiile :
Concert e enx idracamentn do nicho do glorioso
San Joao Baplista, padrociro da capclla du fortaleza
""o lriim.
Eucarnacao da imagem do mesmo santo, bem co-
mo a da Senhora do Remedio, com sen menino
Dos e duas imagens do Senhor.
Quem quizer encarregar-se de lal serviro, apr-
sente a sua proposla em carta fechada na secretaria
do conselho s 10 horas do dia 8 de jonho pr-
ximo futuro.
Secrelaria do conselho administrativo para forne-
eimenlo do arsenal de guerra 30 de maio de 1855.
Jote de Brilo ingle:, coronel presidente. Bernar-
do Vercira do Carmo Jnior, vogal e secreta-
rio.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo, cm virtude de aulo-
risarao do Exm. Sr. presidente da provincia, lem de
comprar os objeclos seguinles :
Para o presidio de Fernando.
Barro para telhas, canoas 6.
Meio halalhu do Cear. ,
Mantas de laa ou algodao, 312 ; sapalos, pare
100 ; clcheles prelos, pares 200 ; botOes arandes
convexos de metal dourado de 7 Indias de dimetro,
1,600 ; dilos pequeos de dilo, 1,100 ; casemira ver-
de para vivos, covados 21 ; panno verde escuro pa-
ra sohrecasacas e calcas do 10. balalhao de infanta-
ria, covados 158 ; bandas de la para o 1. balalhao
de artharia, 35 ; maulas de laa ou algodao para o
4. balalhao de arlilharia, 9." e 10. de nfautaria,
companhia de'artfices e de cavallaria, 253 ; sapatos
para os mesmos, pares 1,301 ; luvas brancas de algo-
dao para a companhia de cavallaria, pares 165 ; co-
Ihurnus para a mesma companhia, pares 52 ; bolco
convexos grandes de metal bronzeado com o 11.10 de
metal amarello, 2,282 ; dilos pequeos com o mes-
mo 11. 1,956; dilos grandes convexos de metal
dourado para a companhia de cavallaria, 658 ; dilos
pequeuos para a mesma companhia, 470 ; clcheles
pretos, pares 211.
10. balalhao de infanlaria.
Mantas de laa, 50.
2. batalhao de infanlaria.
Panno azul mesdado, covados 135 ; manas de 1.1a
ou algodao, 41 ; spalos, pares 57 ; capules de pan-
no alvadio, 63.
Recluas em deposito nn mesmo balalhao.
Algodaoziuho, varas 300 ; sapatos, pares 50.
8. balalhao de infanlaria.
Manas lo laa ou algodao, 355 ; panno verde es-
curo entrefino, covados 1,983.
9. balalhao.
Maulas da Ula ou algodao, 376 ; paono verde es-
curo entrelio, cuvados 1,468.
Meio batalhao da Parahiba.
Maulas de laa ou algodao, 71.
Companhia de artfices.
Mantas de la, 72.
4. balalhao de arlilharia.
Panno rarmesiin para vivos o vislas, cova-
dos 90.
Companhia de cavallaria.
Maulas de laa, 11.
Escola de primeras lellras do 2. balalhao de in-
fantana.
Areia prota, libras 6; compendios de aiilhmelica
por Avila, 3.
Quem quizer vender estes objeclos aprsenle as
suas proposlas em caria fechada na secretaria do
conselho iis 10 horas do dia 6 de junho prximo vin-
donio,
Secretaria do conselho administrativo para forne-
cimenln do arsenal de guerra 30 do maio de 1855.
yos de Jlrito Digle:, coronel presidente. Bernar-
do Pereira do Carmo Jnior vogal e secre-
tario.
Os 30 dias otis para va pagamento bocea do
cofre, da decima urbana dos predios das freguezias
2:7'.ISMHKI
Secretaria da inspeceo do arsenal de mariuha
de Pernambuco 30 de maio de D'55. O secre-
tario, Alexandrc Rodl Iguit dus llt/ot.
BANCO !)E PEiWA&ICO,
O Banco de iVriianib"t-'o tomev,lettr
sobre o Bio de Janeiro. Banco de Per-
nambuco 7 de abril de 18-35.() secre-
tario da diroccao, Joao Igncic de Me-
dciros Reg. / <
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo, em virtude de aulori-
-ar.lo do F.xm. Sr. presidente da provincia, lem de
comprar os objeclos seguinles :
Para forncciinenlo do alinoxarifado do presidio de
l'ernando.
Papel almacn, resmas 8 ; pennas de ganco, 100 ;
linta preta, garrafas 20 ; folhinhas de algibeira du
correnle auno, 2.
Ouem os quizer veuder aprsenle as suas propos-
las cm carta fechada, na secrelaria du conselho ;s
10 horas do dia 11 do correnle mez.
Secrelaria do conselho administrativo para forne-
cimenlo do arsenal de guerra 2 de junho de 1855.
Jos1 de Brito Inglez, coronel presidente. Ber-
nardo Pereira do Carmo Jnior, vogal c secre-
tario.
Vctor Lasne, lendo de fazer urna viacm a
Enropa. far leilao. por inlervencao do agente Oli-
veira, da mobilia do casa .le sua residencia, consis-
lindo em sof, cadeiras, dalas de balan o de bra-
cos, mesa redonda, consolns, bancas de joco, cumino-
das, guarda-vestidos, lavatorios, urna rica cama de
casal, urna linda carleira para cscrever, cspelhos,
loucadnres, suarda-loura, mesa de janlar, aparado-
res, candieiro de globo, laulcrnas, 1 quadro de rclo-
gio, filtrador d'agoa, garrafas, copos, Uem de cozi-
nha, carros de i rodas com aireios e 2 ravallos, e
algumas obras de prala : quarla-feira, (i de junho
do correte, as 10 horas da manhaa, na referida
casa n. 22, na ra da Aurora.
O agenta Ilorja far.i leilao em seu armazr-m
11 ra do Crespo 11. l de una infinidade de ob-
jeclos de tlilTercntes qualidades, cuino bem: obras
de hiarcincria novas e usadas, onras dcouro c prala,
relogios para algibeira, bracas e vidrosclc, e oulros
muilos objeclos que se acharaopatelas tiomesmoar-
mazem, o quaes se entregaran pelo maior preco
que for olferccido : seila reir 8 do correnle as 10
horas.
LEILAO DE ARROZ DO
MARANHAO.
Quarta-feira (i do correnle se fara' lei-
lao de nina pequea porcao desaceas com
superior arroz re.centemente ebegado no
ultimo vapor, em lotes a vontade dos com-
pradores: no caes da al'andega. arma-
/.ein de Paula Lopes.
O ageule Oliveira far leilao, por despacho do
respectivo juizo, a requerimrulo de Tasso Irmos
na qualdade de administradores da massa fallida de
Antonio da Costa Ferreira Eitrella, de todas as di-
''''- i\h- .1 :,,;,. 1 na .la dita massa, na importan-
cia (nial ne earea de 5:9004 r?., musanles du ba-
qun se acha etn luderdo tnesiuu agente para
previo examc dus prclendeiiles : sabhado 9 do cor-
ute ao meio ilia em ponto, no seu escriplorio ua
1 la da Cadeia du Recite.
SOCIEDADE DRAMTICA.
Recib extraordinaria.
QUARTA FEIRA 6 DE JUNHO DE 1855.
Depos da execuro tic urna das inclhorcs ouver-
turas, rcprescnlar-se-ha pela primeira vez neste Ihe-
atroo novo e muito inlcressante drama em 3 actos,
intitulado
0 EHFRESTIMO
5 mneos.
Esrripto em francez por M. M. Alberl e F. La-
brousse, e Iraduzido.em porluguez na corle do Rio
de Janeiro por
Personagens.
Brcmonl, lente reformado. .
Analolo de Mibray.....
Paulo Jouherl, sargento. ,
.VJfredo de Si. Kemy. ,
tiuuiel.......
Cm medico......
Um meirinbo.....,
Adelle, lilha de Brcmonl. .
Mcelle, amiga de Adele .
l'm criado......
A accao passa-se na Franca.
l-iiiali-aiu o especlaculocora a engrarada comedia
cm 2 artos.
01 m porfa matv c\?\.
Principiar s 8 horas.
Adores.
O Sr.' Senna.
Mendes.
o I!./.erra.
u Lisboa.
Mouleiro.
Pinto.
Scbasliao.
A Sr. I). Orsat.
Amalia.
O Sr. Lima.
AVISOS DIVERSOS.
AVISOS MARTIMOS.
PARA OARACATY
segu no dia 11 do correnle o palacho .s'anla Cruz,
pora o resto da carga e passageiros Irala-se com
Caelano Cyriaco da C. M., au lado do Carpo Sanio
n. 2.5.
A escuna nacional TAME.A segu pa-
ra o |{o de Janeiro terea-feira 5 do cor-
rente, s pode receber esci-avos a fretc.
para osquaes tem excellenles commodos :
trata-se com os consigtarios Xovaes & C,
na rita do Trapiche n. 5i.
CEARA' E ACARACU'.
No dia 12 do correnle seaueo palhbole Sobralen-
se; recebe carga c passageiros: Irala-so com Caelano
Cyriaco da C. M. ao lado do Corpo Sanio n. 25.
Para o Aracaly sabe no dia 9 do correnle u,
hiate Aurora: anida recebe alguma carga : (rata-se
na ra do Vigario n. II.
Para Maranlio e Para' s.ilie com
muita brevidade o muito veleiro brigue
RECIFE, capitao Manoel Jos Ribeiro, o
qual ja' tem a maior parte de seu carre-
gamenio prompto : para o restante e
passageiros, trata-se na rita, do Collegio
n. 17 segundo andar, ou com o capitao
a bordo.
Para o Rio de Janeiro sabe com
muita brevidade o brigue nacional SA-
GITARIO, de primeira classe, o qual tem
prompta a maior parte de seu carrega-
mento: para o restante e passageiros,
l.NFORMACO'ES OU RELACO'ES
SEMESTRES.
Na livraria n. 6 e 8 da praca da In-
dependencia, vende-se relacfies semes-
traes por prero commodo, e qucredo res-
inas vende-se anda man emeonta.
WAUK.
Est no prlo o compendio de Insliluliones Jurs
Civilis, por I). 10. i'elri Waideck que serve de
compendio ca.leira de Direito Romano, instalada
de novo na Faculdadc de Dimito : subscreve-se a
6-?00 rs. pagos na occasao da subscripeo, e para
commodo dos scnbores acadmicos enlregar-so-bao as
folhas impressas de 8 paginas na livraria da praca
da Independencia 11. 6 c 8, n proporcjlo que forem
sahindo do prlo.
RECREIO MILITAR.
Previne-se aos scuhores socios, que a partida ter
lugar no dia 1i, e as propostas para conviles serao
ciitrcgnes al o dia 7 eincasi du abaixo ssisnhdo,
na ra do Arago n. 12.O secretario, alteres
Barren.
barbara Maria de Castro Lopes, lencinuando
comprar urna pequea rasa de laipa, sila 110 braca
do Ouiabn da pnvnac.ln dn Monleiro, perlencente a
D. Maria da Rosa Ferreira. faz o presente annun-
cio ..na cjuoin julgar comdireiln a referida casa,
reclamar upportunamenle.
Dcsappareccu do engenho tiuararapes. na
manhaa .k> :l de malo o negro Job, |da Costa, bem
moco, altura regular, secco, maos denles, cara la-
Iha.la, falla muilo mal, quaudo anda arqueia um
pouco as peruas.e lem o Segando dedo do p esquer-
do corlado na primeira jimia ; Um desapparecido
pur diversas vezes c vai lar sempic ao Recife.
COMPANHIA PERNAMBCANA
DE NAVEGAGA COSTEIRA.
A direccao tendo e mandar fazer o
aterro e caes no terreno do forte do
.Ma'toS, convida as pessoas que cstejam no
caso de arrematar as referidas obras, a en-
viarem as sitas propostas ate o dia 15 do
crtente, ao escriptorio do Sr. F. Cou-
lon, na ra da Cruz a. 2(i.
Fornecimenlo de carva'o
As pessoas pje se propo/.erem a sup-
prir de carvao os vapores da mesma com-
panhia, podem igualmente apresentar
suas propostas no mesmo escriptorio at
o referido dia l do crtente.
Na taberna n. C da rita da Concei-
rao se dir' quem precisa de urna ama for-
ra ou captiva para fazer as compras e o
mais serviro de urna familia de tres pes-
soas, paga-se bem.
Quem precisar de nina ama forra pa-
ra casa de pequea familia : dirija-se ao
largo do Paraso, sobrado n. 15.
LOTERA DO RIO F JANEIRO.
Acbam-sc a venda os novos bilhetcs da
21 lotera do tlieatro de Nictlierov, que
devia correr a 2 011 i do correnle mez :
as listas esperam-sc pelo veloz vapor TO-
CANTINS. no dia ludo andante: os pre-
mios serao pagos logo que se lizer a dis-
Iribiiieao das mesmas listas,
OHerece-se una mulher de idade para ama de
casa de hninem sulleiio 011 de pouca familia : no
aterro da Boa-Yisla loja n. ti.'i.
A pessoa que perdeu nm chapeo de sol na ra
do Reg em Santo Amaro, queira enlender-se com
Aittonio Jos C-omesdo Corrcio, que Jhe ser en-
tregue.
Andr de Abreu Porto, declara a aquelles que
o denominam Paxanlc, que ello nao lem este
sobrenome.
O Sr. irmao devoto, qoe tanto se moslra zeloso
da confraria do Senhor Bom Jess da Via Sacra,
peder requerer .1 mesa o que qui/or.quc immedia-
ameitte sera defe ridn o seu re,pin miento.
Precisa-so alogar urna olaria que tenha silio
11 mesmo sem elle, perlo de embarque: quem liver
"nnuncie, ou dirja-sc u esta lypograpbia, qoe acba-
ar com quem Iratar.
F. Dragn relira-se para a Franca.
Roberto Arbucke, Dr. em medicina, relira-se
para a Europa com n sua familia, lavando era sua
companhia uina criada.
Roberln Arbuckle, Dr. em medicina, relran-
do-so para a Europa, deina por seo bastante procu-
rador o Sr. Th. A. Dammeyer.
FurtaraVn do abaixo assignado, na noile de
sexta-feira para amanbecer sabbado, 2 do correte,
do lugar de Agua-Fra de Fragoso, da cidade de O-
linda, de dentro da estribara, i cavallos, levando
os la.lr.'ies lainbem 2 scllins que acharam na eslri-
i 111,1. e lem os ravallos os signaes seguinles : um
ruco, pequeo, grosso, estradeiro baixo, ardenle do
queixo, lem o ferro de umLlio quarlo esquerdo,
c tambem com oulro ferro dillereiile no lado direi-
to ; o oulro eavallo pequeo, de cor cardao, carre-
gador baixo, com um sutaque na perna esquerda, o
bom esquipador, lem em ambas as pas urna mancha
igual, e com urnas piulas do pe-coco para a cabera,
com dinas repartidas, e com maior porcao do lado
esquerdo; ambos em crjo ; cujos cavallos ha noticia
de lerem os ladros nelles seguido pela estrada d
norle, por lerem sido seguidus al Pasmado : qual-
quer pe-soa que dclles liver noticia ou os apprehen-
der, dirija-se ao dilo lugar de Agua-Fri?, ao abai-
xo aasignado, que recompensar generosamente.
Manoel Cavalcauli de Albuquerque Mello.
Da-se dinheiro a premio com penhores de ouro
011 prala, cm porcao de 1O0OOO al 601)90(10 : as
Cinco Ponas 11. 7), se dir quem da.
Precisa-se do um criado que seja fiel e capas,
para servir em urna casa de familia : quem quizer,
dirija-se praca da Boa-Vista, casa da quina que
(em entrada para a ra do Aragao n. 32.
Qoem precisar de urna ama para casa de no-
mam solleiro, dirija-se i travesa da ra do Caldei-
reirn, casa n. 10.
O regente do grande hospital de caridade par-
ticipa aos Sr--. delegados e subdeleaados, que quan-
do liouvcrem de mandar 'duentes para o hospital, na
conformidade das ordens do Exm, Sr. presidente da
provincia, devem dirigir-se a administracau. ou ao
membro que estiver de semana, e nao ao regente que
os nao pode receber sem ordem da administrarlo ou
membro de semana, como determina o regulamenlo
que rege a esle eslabelccimento, e nao deve ser la-
chado du imprudente o rcenle quaudo cumprecom
asrdeos c S"ii dever. Grande hospital de caridade
1 de junbn de 1S j,>.
Antonio Germano Cavaicanti de Albuquerque.
S
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, raa do Collegio n. 2,
vende-se um completo sor timen lo
de fazendas, finas e grossas, por
preros mais baixos do queemou-
ti-a qualquer parte, tanto em por-
ces, como a reUillio, alliancando-
se aos compradores um, s preco
para todos : este estabeleciment
abrio-se de combinaco- com a
maior part, das casas commerciaes
inglezas, rancezas, ullcmans e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, e por
isto oferecendo elle maiores van-
lagens do que outro qualquer ; o
proprietano deste importante e-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
Preciaa-se de urna ama livre, de boa conducta,
para o servido de urna casa de duas pessoas sem me-
ninos : no pateo do Carmo, secundo andar do sobra-
do n. 20.
Perdeu-se na madrugada de quiola-foira, 31 de
maio, ao entrar ua igreja da Peaba, auna ataca do*
cornalinas ou cora/es lapidados, cravados em ouro :
roca-so a pessoa de ennsciencia qoe a quizer resti-
tuir, ou noticia liver. dirigir-se ao armazem de tras-
tes, na ra Nova 11. 67, que sari generosamente re-
cumpeusado.
OTerece-se ombomem casado para administra-
cao de qualquer agricultura, o qual promelle desena-
penhar bem o seu lugar, que para isso lem a pralica
necc-sana : quem pretender, dirija-se ruado Ran-
gel, sobrado de um andar n. 6.
Conslando-rae que a Sra. D. Leopoldina Mara
da Cosa Kruger pretende alienar seus bens de raz,
previno aus que os quizerem comprar, de que movo
conlra a dita senhora accao dccendial pelo juizo da .
primeira vara do comruercio do Recife, para me pa-
gar da quanlia de i:K805000 e dos juros vencidos, e
que esses bens eslao sojeilos ao referido pagamento,
alim de nao se chamarem os compradores em Ump
algum ignorancia. Recife 10 de maio da 1855,
Malhiat Lapes da Cotia Maia.
ti-abaixo assignados participan)au publico,que
tem nesla cidade eslabelecido o sea armazem de sec-
eos e in.dha.los. que vendem por grosso e a retalho,
sito na ra da Boa-Vista, canto do largo do Pelouri-
nho, cujo esiabeleciinenlo gxra debaixo da firma de
Ferreira & Salvador. Os msanos bao resolvido re-
ceber de conla e comiuiso, lodo e qualquer gene-
ro, para o que lem empreado capital suflicienle,
para de prumplo cumprirem orden* eu pedidos de
seoscommiteutes que se dicncm cousiguar-lbes seus
gneros proporcionando-Ibes prompla venda : leu-
do semprc em considerar,~:o a repula-Ios pelo inelli.ir
preco que se ollereca 110 mercado.. Far 10 de maio
de 1855.Antonio Joaquim Ferreira, Jos Antonio
Salvador.
CarolinoM. Poingdeslre relira-se para logia-
Ierra.
Joao Antonio de Moraes saentilica
ao respeitavel publico e com especialid-nle
ao corpo de conimercio desta praea, que
se aclia livre de toda a responsabilida-
de do debito da extincta lirmaMORA-
ES i\ SOARESetn conteqoencu de llie
liaverem seus ciedores dado plena e geral
Perdeu-se no dia scxla-fcira, n ra larga do quitacao, como consta do abaixo tissigna-
Miitii nnn
Rosario, uinlcordo de noro rom 9oilavas: qoem o
dilo cordao achoo. e querendo restituir, leve a mes-
ma roa, terceiro andar n. 30, que sera generosamen-
te recompensado,

do por todos, em data de 10 de maio
do corrente anno.Joao Antonio de Mo-
raes-


CURIO DE PERMIUCBO. TERCA FEIRA 5 Ct JUNHO DE 1855
i
No dia 2.'1 de maio do corrcnte mino ausenlou-
se da casa do abaito assignario o molcque Leocadio,
criotilo, de idade de 18 a 20 minos, pouco mais ou
muios, ollirial de carapina, e com ossignaes seguin-
tes : baixo, cor fula, rosno do corpo, leudo o coslu-
me de quaudo auda olliar para o chao : roga-se aw
capitaes de campo c mais pessoas, que o Yendo, ap-
prehen .un o leveni ao abaixo signado, que erati-
licara ; o qnal noleqne pertenre a herauga da lina-
da D. Mari Francisca de Almeida. .le cuja herauga
he o aliaivo astignailo invenlariante. Recife 1."du
junlio ile 1 X5&.Francisco Mametlc de Almeida.
Quera liver cotilas com a galera nacional Feli-
ciana, naufragada nesle purlo, sirva-se apresenta-
las ale o dia 6 de junho, no aacriplorio de Domingos
Alves Mallteus, para seren fagas.
Traspassa-se o arrendamcnlo de urna das me-
lhores cavallariras do Recife, e vendem-se namesma
2 cavallos e 2 carreras, a dinheiro ou a prazo : na
ruada Guia n. 64.
LOTERA DA ORDEM TERCEIRA DO
GARMO.
Ans (:00(Vj!.)00, 2:0009000, 1:0005000.
Corre iiidubilavclmenle sabbado, 9 de junlio.
(Wcaulelisla Salustiano de Aquino Ferreira faz
sciente ao respeilavel publico, que as suas cautelas
esli siijcilas ao descont de oilo por cenlo do int-
poslo geral. Os seos bilbeles inleiros, vendidos cm
originaes, nao soffrent o descont de oilo por cenlo
do imposto geral nos tres primeiros premios grandes.
Achamse veinla as segundes lujas : ra da Ca-
deia do Recife n. ii e 15 ; praga da Independen-
cia n. 37 e 30 ; ra do l.ivramentn n. 22 ; rua
Nova n. 4 e 16 ; rua do Queimado n. 39 e 44 ; rua
cstreila do Rosario u. 17, e no aterro da Boa-\'isla
n. 71.
Bilhetes 5800 Recebe por inleiro 6:0009
Meios 23800 com descont 2:760-3
Quartos 1V40 1:3803
Quintos ljll.il a 1:1043
Oitavos 720 D 6903
Decimos 600 I) 5529
Visesimos 320 1) i) 276
O referido cautelista s he responsavel a pagar os
oilo por cento da lei, sobre os Ir primeiros pre-
mios grandes nos seus bilbeles inleiros vendidos em
originaes, logo que lhe for apresenlado o hilbele,
indo o prasaidor receber o respectivo premio que
nelle sahir, na rua do Collegio n. 15, escriplorio
t do Sr. Ihesourciro Francisco Antonio de Oliveira.
I'crnamburo 31 de maio de 1855.
No segundo andar do sobrado amarell defron-
te da matriz da Boa-Vista, precisa-se de urna boa
ama secca livre ou escrava, para cuidar de una
enanca.
Precisa-se de timo ama forra ou captiva, para
coznhar e eugommar : a tratar no aterro da Boa-
Vista u. 33, segundo andar.
LOTERA DA ORDEM TERCEIRA DO
CARMO.
Aos 6:000<;000, -2:01)05000, .:000>000.
No dia 9 do correle andam as rodas desla loteria.
Os bilbeles eraulelas do cautelista Antonio Jos Ro-
drigues de Souza Jnior acbam-se a venda na praca
da Independencia, tojas ns. 4, 13, 15 e 40, rua do
Queimado n. 37 A, aterro da Boa-Vista n. 72 A, e
as nutras do costume. Os seus bilhetes inleiros nao
soffrem o descont dos 8 por cenlo da lei nos pre-
mios grandes, e sini as suas cautelas.
Bilbeles .50800 Recebe por inleiro
ii cora descont

CONSULTORIO DOS POBRES
50 BA NOVA 1 JbJETBAB 50.
O Dr. V. A. Lobo Moscozo d consullas I omeopatliicas lodos os dias aos pobres, desde 9 huras da
manhaa ale o meio dia, e cmr i-ms extraordinarios a qualquer hora do dia ou imite.
Oflerecc-sn igualmente para praticar qualquer operaran de cirurgia, e acudir promplamcnte a qual-
quer mulher que esteja mal de parlo, e cujascircnmslaiiria* nao permittan pagar ao medico.
NO COllMORIO DO DR. F. i. LOBO HOMO.
50 RUA NOVA 50
VNDESE O SEGUINTE:
Manual completo de meddicina homeopalhica do Dr. (i. II. Jahr, Iraduzido em por
luguez pelo Dr. Moscozo, quatro voluntes encadernados em dous c acompanha.lo de
um dicciotiario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, ele, etc. 20JOO0
Esta obra, a mais importante de todas as quetralam do estado c pralica da hnmcnr.athin, por sera unir
qneconlcm abase fundamental d'esla doitliinaA PATBOGENESIA OU EFFETTOS DOS MEDICA-
MENTOS NO ORCiANISMOEM ESTADO DE SALDEconhccimenlos que nao pndem dispensar as pea-
soas que sequerem dedicar a pralica da verdadeira medicina, interessa a lodos os mediros que quizerern
experimentar a i*outrina do liahneinann, e por si meamos se convcncereni da vrnlade d'ella: a todos ..s
fazendeiros c senhores deengenboque esiao lonue dos recursos dos mcilicos: a lodos os eapilaesde navio,
que urna oifoutra vez nao podem deixar de acudir a qualquer inrommodo seu ou de seus tripulantes :
a lodos os pais de familia que por cirenmstaucias, que ucm sempre pndem ser prevenidas, silo Abriga-
dos a prestar in continenti os primeiros soccorros em suas en Tenuidades.
O vade-mecum do homcopalha ou tradcelo da medicina domestica do Dr. Hcrnc,
obra 4amhem til as pessoas que se dedicam ao esludo da bomeopalhia, um volu-
me grande, acompanhado do diccionario dos lemos de medicina...... 109000
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., etc., encardenado. 33000
Scm verdadeiros c bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pralica da
homeopatbia, e o proprielario deste estahelecimento se lisonceia de tc-ld o mais bem montado possivel e
nineuem duvida boje da grande superioridade dos seus medicamentos.
Boticas a 12 tubos grandes..................... 88000
Boticas do 21 medicamentos cm glbulos, a 108, 123 e 159000 rs.
Ditas 36 ditos a.................. 909000
Ditas 48 dilos a.................. 259000
Dilas 60 ditos a................, :',ii-.hki
Ditas 144 dilos a.................. 609000
Tubos avulsos........................ 13000
Frascos de meia nnca de lindura................... (KM)
Ditos de verdadeira lindura a rnica................. 2)000
Na mesma casa ha sempre i venda grande numero de lubos de rryslal de diversas lamanhos,
vidros para medicamentos, e aprompta-se qualquer eucomtiienda de medicamentos com toda a brevida-
de e por pregos muito commodos.
Vende-se um famnsa e-rrava cabra, de 35
.unios, de muilo boa conducta, sltenlo eugommar e
coser cb.lo ensaboai, com urna cria de 5 auno,
peca muilo linda, propria para criar-se, por ser
innitu esperta : na rua dos Marlyrios 11. 14.
I.EITE PURO.
Do dia l em dianle vendei-se-ha muito boni leite
sein amia : na rua do l.ivrmiienlo n. 26 a 200 rs. a
iiarraf.
Vendem-se 2 cscravos de bonitas figuras c mili-
to moros, e1 dila quilandeira, por |irei;o cominodu :
na rua Direil n. 3.
A l'ECIll.NCHA.
Est se acabando; ceblas de Lisboa chegadas ulli-
mamcnle a 320, 180, 600 rs. ,, cenlo. e muilos 011-
Iros cener.is poi prego, minio r.izoaveis : 110 aterro
da Boa-Vista n. 8, defronle da boneca.
Em casa de Timm Momscn 18 Vinassa,
piara do Corpo Santo 11. 15, ha para
vender :
Um sorlimenlo completo do livros em
braoco, viudos de Hamburgo.
Vendein-se ceblas muilo baratas, para fechar
eonla* : n I bravease da Madre de Deus n. 16, arma-
zem de Agoslinho Ferreira Senra (Juimarcs.
Venilem-sc 5 escravos, sendo 1 miilalinba de
16 limos, de bonita figura, a qual cose e engomma,
1 11n1l.1ii1.il.1 ile II) anuos, muilo lindo para pagem,
2 escrava* de 24 anuos, sendo una perita engomina-
deira e cozinheira, 1 dita de meia idade, de ptima
conducta : na rua de Horlas n. 60.
Vendse pipas, barris vazios e bar-
ricas internadas: a tratar com Manoel
Alves Guerra Jnior, na rua do Trapiche
11. IV.
MEIAS DE LAA COMPRIDAS.
vendem-se na rua do Crespo n. 17.
s
o
Deposito de vinlio de cham-
iagne Chateau-Ay, primeira qua-
idade, de proprtedade do conde
de Marcuil, rua da Cruz do Re- 2
cife n. 20: este vinlio, o mellior S
de toda a Champagne, vende-se
a 56#000 r. cada caixa, acha-se
nicamente en casa de L. Le-
comte Pern & Companhia. N.
R.As ca xas sao marcadas a fo-
goConde de Marcuile os vo-
lidos das garrafas sao azues.
Meios 29800
Quarlos W40
Oitavos 720
Decimos 600
Vigsimos 320
6:0009000
2:7609000
1:3803000
690901H)
5529000
2769000
O mesmo cautelista declara, que apenas se obriga
a pagar os 8 por cento, dos premios grandes que sa-
birem em seos bilbeles inleiros, em inquines, J-
vendo o possuidor receber do Sr. tliesoureiro o seu
respectivo premio.
Alnga-se o sobrado de tres andares e solflo da
rua do Vigario 11. 18 : trala-sc na rua do Crespo
n. 16.
Oflerece-se urna criada para ser viro de urna
casa de pnuca familia, de portas dentro : delraz da
matriz da Boa-Vista n. 26.
OfTerece-se urna mulher para ama de urna casa
de pouca familia : ua rua da Cadeia de Santo Anto-
nio, laberna 1.- anpar n. 26.
D-sea quantude 503000 a juros com penho-
res : a tratar na rua Nova 11. 12, loja, de meio dia
as 2 horas da larde.
Precisa-se de um caixeiro de 10 a 14 annos pa-
ra taberna, com alguma pralica, preferc-se porlu-
cuez : quera pretender, dirija-se a rua da Moda n.
9, segundo andar, que achara com quem tratar.
Precisa-se alagar una escrava de meia idade
para comprar, coznhar o diario de urna rasa, e en-
saboar alsumas toalhas da cozinha : quem a liver,
dirija-se ao pateo do Carmo, fabrica de charutos n.1.
C. J. Aetley vaia Europa, e deia na sua au-
sencia como procuradores de sua ca (j. Kladl em 1.- lugar, e Bodolpho Kruckenberg cm
segundo.
Antonio Rodrigues de Albuquerque, ccriplu-
rario do consulado provincial,'f.iz sciente aos Srs.
propietarios dos predios urbanos das rresuezias de
S. Fr. Pedro Uoncalves e Sanio Antonio, que prin-
cipia a fazer o lancamcnln da dcima, como lam-
ben) dos de mais imposlos a cargo da reparlicHo, do
anuo (nauceiro de 1855 a 1856, no da 5 de junho
crrenle.
Novos livros de bomeopalhia oiefrancez, obras
(odas de summa importancia :
llahncmann, tratado das molestias
lumes............
Teste, molestias dos meninos.....
llcring, homeopatbia domestica. .*.
Jahr, pharmacopa homeopalhica.
Jahr, novo manual, 4 voluraes ....
Jahr, molestias nervosas.......
Jahr, molestias da pclle.......
Rapou, historia da bomeopalhia, 2 voluntes
llarllimanii, tratado completo das molestias
dos meninos........" .
A Teste, materia medica homeopalhica. .
De Fayollc, doutriua medica homeopalhica
Clnica de Slaoneli .......
Casliug, verdade da bomeopalhia. .
Diccionario de Nj sien.......
Alllas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, contendo a descripejio
de todas as parles do corpo humano .
vedem-se todos estes livros no consultorio homeopa-
Ihicn do Dr. Lobo Moscuso, rua Nova u. 0 pri-
meiro audar.
1
@-@ss
Q
<
1
FERR AMARELLA.
Algqm casos-de FEIII1E AMARELLA
se lera ulliinamenlc manifestado tiesta ci-
dade. Olratatncnlo homa-opalhico bem
tSk dirigido lem mostrado sua superioridade
gn aotiga medicina. Os doenles. pois.que
a homii'opalhia quizerem recorrer, pode-
lo-hao fazer, sendo soccorridos de preferen-
. ria aquelles que nenhum remedio hajam
ij9 tomado. *
jA Consultorio central homieopalhico, rua
2 de S. Francisco mundo novo) n. 68-A. ^W
tgj) Dr. Sabino Olegario Ludgera Pinho. f)
BALSAMO HOXOfiENIO SVMPA-
11114 0
Favoravelnfenle acolhido cm todas as provincias
dn imperio, e tilo geral como devidimenie apreciado
por suas admiraveis virtudes.
MOLESTIAS CURAVEIS
POR MEIO DKSTK l'ORTEMOSO BALSAMO
FERIDAS DE TODO O (ENERO, anida que
sejam com laccrnc,oes de carne,e queja eslivessem no
estada de-chagas ebronicas, esponjosas e ptridas.
Logo depois da applicacio cessam as dores.
ULCERAS E CANCROS VENREOS, escorbu-
lo, saruas, erisipelas, molestias culaueas ou perpe-
tuas, e scirrbos, conhecidos pelo falso nome de figa-
do nos pcitos. rhcumalismo, dictezc de todas as qua-
lidades, golta, incha<;oes e flaqueza as arliculacoes.
QIICIMADRAS, qualquer que seja a causa e o
onjeclo que as produzio.
O MESMO BALSAMO se tem applicado com a
maioi vanlagem as molestias seguinles: porm ad-
verle-se que s se deve recorrer a elle em casos ex-
tremos, na falta absolula ou imposivel de se obter
a assislencia de um facultativo.
FSTULAS, em qualquer parte do corpo.
I.OMBRlliAS, ralo exceptuando a tenia ou soli-
taria.
MORDEDURAS de qualquer especie, anda que
sejam as mais venenosas.
DORES clicas ou de barriga, debilidade de esto-
mago, obslrucco das glndulas ou enlranhas, e ir-
regolaridade ou falta da menslrua;ao ; e sobretodo
inflammacoes do figado e do baco.
AKIEt;cO'ES do peilo, degeneradas em princi-
pio de pujysica etc. Vende-se 111 rua larga do Ro.-
sario n. 36.
i
IIOMOPATIIIA.
Remedios etlicacissimos contra
as bexigas.
(Cratuitot para ospobret.)
(> No consultorio central homu'opalhiro, rua
Q) de S. Francisco (mundo novo) n. 68A.
0* Dr. Sabino Olegario I.udgero Pinito. $
HECHANISHO PARA ENSE-
NfiO.
NA FU.NDigAO DE FERRO DO ENGE-
NHEIRO DAVID W. BOWNIAN. *A
RUA DO BRUM, PASSANDO O ,HA-
FARIZ,
ha sempre um grande sorlimenlo dos seguinles ob-
jectos de mechanismos proprios para en^enhos, a sa-
ber : moendas c meias moeudas da mais moderna
conslruccao ; taixas de ferro fundido c balido, de
raparior qualidade e de lodos os tamanbos ; rodas
dentadas para agua ou auiraaes, do todas as propor-
res ; crivos e boceas de forualha e rcgislros de bo-
eiro, aguilhes, brouzes, parafusos c cavilhes, moi-
11I10 de mandioca, etc., etc.
NA MESMA FU.NDICAO.
se execulam todas as eucommendas com a superio-
ridade j conhecida, e com a devida presteza e com-
modidade em preco.
Precisare de urna prela escrava para ama de
urna casa de familia, que faca o servido interno e
externo da mesma, pagando-se-llie 320 rs. por dia :
a tratar na rua do Collegio n. 3. primeiro andar.
Aluj;a-se ou vende-se urna casa com
soto e sitio no lugar da Torre, junto ao
sobrado do Sr. Pei.voto, com todas as com-
modidades para familia, coeheira, estri-
barla, quartos para fcitor, etc.: na rua
da Cruz n. 10.
chronicas, 4 vo-
. 209OOO
. 69000
. 79000
. 69000
. 169OOO
. 69OOO
. 89OOO
169OOO
IO9OOO
89000
79000
69OOO
49OOO
109000
309000
S^^ *>$9@*9
1 DENTISTA.
W Paulo Gaignoux, dentista francez, eslabele 9
3 cido na rua larca do Rosario n. 36, secundo
JS andar, colloca denles com gencivasarlifriaes,
e dentadura completa, ou parle della, com a 9
pressao do ar.
rs Rosario n. 36 secundo andar.
:- siSSKKif-fMH str4
Acha-se a venda o MANUAL do Guarda
Nacional, ou collecco de lodos as lei, regu- S
lamentos, ordens e avisos concerneiilcs a mes- .ja
ma guarda micional, oraanisado pelo capilflo am
gf secretario do rommaiido superior da guarda
y nacional da capilai da provincia de Pernam- a,
a) buco Firmino Jos de Oliveira, desde a na
1 nova organisacflo ale 31 de dezerabro de 1
* 18S, relativos nao s 110 process.i da qualili- 0?
cacao, recurso de revista ele. ele, senao .1 eco-
W nomia dos curpos, organisacSo por municipios.
batallies. companbias ; com mappas, mu-
dlos ele, ele.: vende-se unicaraenlc 110 pa- '*
teodo Carmo n.9 1." andar 5JO00 res por ta
C*' cada Miluuie.
6
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
que mudou a sua aula para a rua do Ran-
ga n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos eexternos -desde ja' por m-
dico prero como he publico: quemte
quizer utilisar deseupequeoprestimo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
O escripturario da Companhia de
Beberibe, encarrega-sede comprare ven-
der a cees da mesma companhia : na rua
Nova, sobrado n. 7.
Esl a sabir a luz no Rio de Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
EXTRAH1DO DE RLOFF E BOEN-
NINGHAUSEN E OUTROS,
o posto cm ordein alpbahelica, com a dcscripeo
abreviada de todas as molestias, a iudicacAo physio-
logica e llierapeulira de todos os medicamentos ho-
meopalhicos, seu lempo de achilo e concordancia,
seguido de um diccionario da sigiiilicacAn de lodos
os termos de medicina c cirurgia, c pasto ao alcance
das pessoas do pnvo, pelo
DR. A. .1. DE MELLO MORAES.
Subscrevc-se para esta obra no consultorio horneo,
palhico do Dr. LOBO MOSCOZO, rua Nova n. 50-
primeiro andar, por 59000 em hrochura, e 69000
encadernado.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva, que
saiba fazer o servido diario de tima caja de pouca
familia : a tratar na rua do Collegiu n. 15, arma
zem.
S@S@@S-7SSS^
' .'IBLICAfAO' DO INSTITUTO 110- ^
MEOPATIIIGO DO BRASIL.
THESOURO HOMEOPATHICO
O
VADE-MECUM DO
HOMEOPATHA.
Mclhodo conciso, claro e seguro de cu-
rar homeopabicamente lodas as molestias
giie af/ligrm i especie humana, c parti-
cularmente aquellas que reinan no Dra- (
til, redicido secundo os melhores Irata- }*
dos de bomeopalhia, tanto europeos romo americanos, e segundo a propria eiperi-
encia, pelo Dr. Sabino Olegario I.udgero vr*
Pinho. Esla obra be boje reconhecida co- W)
mo a mellior .le lodas que tratara daappli- iK
cacao homeopalhica no curativo das mo- W
loslias. Os curiosos, principalmente, no
podem dar um passo seguro sem posstti-la e
consulla-la. Os pais de familias, os senho-
res de enaenho, sacerdotes, viajantes, ea-
pilaesde navios, scrlanejoselc. etc., devem
te-la i m3o para occorrer promplamcnlc a
qualquer caso de molestia.
Dous voluraes cm hrochura por 109000
encadernados 119000
Vende-se nicamente em casa do autor,
no palacete da rua de S. Francisco (Mun-
do Novo) n. 68 A.
<
i
i
i
Na rua Bella n. 13, precisa-se de tima ama es-
crava, que saiba cozinhar bem.
O cautelista ahaitoassignndo.qnerendo desone-
rar na Ibcsouraria geral o seu liador, convida a qual-
quer pessoa que poasair cautelas suas premiadas, das
loleriasria provincia, que no prazo de :|0 dias venha
receber sita importancia. Recife 5 de maio de 1855
Silcestre Pereira da SOoa Guimaraes.
Preisa-se de urna ama que lenha bom leite :
no Hospicio, casa terrea junio ao Sr. deserabargador
Santiago.
Aluga-se a IO9 rs. por mez, urna casa terrea
em Ol 1 oda, rua da Rica de S. Pedro 11. 1, com duas
portase duasjanellas de frente, tres salas, quatro
quarlos, grande cozinha, quintal grande murado
com |inrlao para rua, cacimba, estribara para Ires
ou quatro cavallos, c casa para prelus, e lamhem se
vende : a tratar com Antonio Jos Rodricues de
Souza Jnior no Recife, rua do Collegio n. -I, pri-
meiro ou segundo andar.
MASSA ADAMANTINA.
Rua do Rosario n. 36, segundo andar, Paulo (i.i-
cnoux, dentista francez, chumba os denles com a
massa adamantina. Essa nova e maravilhosa com-
posicSo tem a vanlagem de enchersem pressao dolo-
rosa lodas as anfractuosidades do dente, adquiriudo
em poneos instantes solidez igual a da pedra mais
dura, e permiile restaurar os denles mais estraga-
dos com a forma e a cor primitiva.
No dia 5, as II horas, na sala das audiencias,
depois de finda a do Sr. Dr. juiz de orphHos, se lulo
de arrematar os movis, escravos, e um terreno de
marraba no logar de Molocolomb, ludo pertencen-
(e ao Tinado Torqualo llenriqnes da Silva, a reque-
rimenlo da viuva e do lulor das menores.
Aluga-sc o armazem da rua da Senzala n. 36:
a tratar na rua larga do Rosario n. 30, segundo an-
dar.
Arrenda-se o armazem da rua da Cuia n. 3, e
o primeiro andar do sobrado na mesma rua n. 5 :
nesla mesma casa, das 6 horas as 0 do dia, e das da
larde em di&ule.
Precisa-se alugar una ama que saiba cozinhar
a fazer lodo o maisservico de casa : na rua das Cin-
co Piolas n. '1 i.
Victorino Jos de Souza retira-se para o Rio
de Janeiro, e avisa ,10 Sr. Joaquim Jos dos Sanios
que faca o favor de apparerer no prazo do 4 dias
para ajusfar suas contas, e mais qualquer um que se
julsar ter alguma conti com o dito senlior.
EUCACA'O DAS FILHAS.
Entre as obras do grande r-Vuelon, arcebispo de
Cambra). merece mu particular mencae tratado
da educacao das meninasno qual "este, virtuoso
prelado ensina como asmis devem educar suas fi-
Ibas, para um dia chegarem a oceupar o sublime
lugar de mii de familia ; toma-sc por lano urna
necessidade para lodas as pessoas que desejam gui-
a-las no verdadeirocaminho da vida. Esla a refe-
rida obra Iraduzida em portogara, c vende-se na
livraria da praca da Independencia n. 6 e 8, pelo
diminuto preco de 800 rs.
Precisa-se de urna ama para o serviro interno
de urna casa de pequea familia : quem p'reicndcr,
dirija-se rua eslreila do Rosario n. 10, tereciro
andar.
va/.tos.
le
lu n-
Barris
Na rua da Praia, becco do Carioca, armazem
Aulonio Pinto de Souza, ha para so vender b
vazios de varios lamanhos e em conla.
J. JANE, DENTISTA,
1. *.inii, nr umt,
continua a residir na rua Nova 11. 19, priniei-
$| ro andar.
MMt#Mi
S
Casa de COB*gnac^o de escravos, na rua
dos Quartei n. 2i
Compram-se e recebem-sc escravos de ambos os
sexos, para se venderem de commissao, tanto para a
provincia .orru piara fura della, offerecendo-sc para
silo toda a s-'gurai,a precisa para o dilos aacravo*.
Nttua do Rane| ,,. :s ^ dir., (,em da di-
nheirus a juros, sobre penhores de ouro e prala.
O" haiio asiCnado participa ao rcfMavel
publico une o SI, Jos Alfonso de Azevcdo Campos,
deiiou de seic son caixeiro dcsle o I do curanto
mez. \ /mo da Si lea Furia.
Quem qnizer lomar em sua companhia um
menino de peilo para crea-lo com leite, dirjase a
rua do Nogueira n.23 ou aununcie para ser pro-
curado.
COMPRAS.
Compram-sc escravos de ambos os sesos de 12
a 2 annos, pagam-se bem '. na rua Direila 11." 66.
Na rua Imperial, casa n. 185, compra-se nma
prcla que saiba cozinhar e eugommar, sendo moca e
nao leudo vicios ucm achaques.
Compra-se um escravo de nacAo, que seja sn-
dio, forte, sem vicios e que lenha-2a -25 annos : na
praca da Roa-Vista n. 5.
Compra-se um filcfro, que csteja em bom
uso de venda, e vende-se un candiciro francez cm
muilo bom eslado, de duas luzes; na laberna da
quina da rua da Roda, largo doCapim, n. 27.
VENDAS.
PANNO DE LIHHOETOALHAS
VINDAS DO PORTO.
Vende-se panno de linho de lodas as qualidades ;
toalhas adamascadas para mesa, de diversos lama-
nhos ; dilas acolxoadas e lisas para rosto, por prero
commodo: na rua do Crespo, loja da esquina que
volla para Cadeia.
FAZENDAS DE GOSTO
PARA VKSTIDOS DE SEN1101U.
Indiana de quadrns muilo fina e padres novos 5
cortes de laa de quadros e flores por preco coiumo-
do : vende-se na rua do Crespo loja da esquina que
volla para a rua da Cadeia.
CASEMIRA PRETA A 47500
, O.' CORTE DE CALA.
\ endem-se na rua do Crespo, loja d., esquina que
volla para a rua da Cadeia.
n CORTES DE CASEMIRAS
DE CORES ESCURAS E CLARAS A 39000.
Vendem-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volla para a rua da Cadeia.
cales de lan e algodao,
ESCUDOS A 800 RS. CADA HI.
> endem-se na rua do Crespo loja da esquina q
volla para a rua da Cadeia.
que
COM PEQUEO TOQUE DE
Algodao de sicupira a 23500 e 3 : vcTde-se na
rua do Crespo loja da esquina que volla para a rua
da Cadeia.
Vendem-se saccascom farinha a 4>000 rs., di-
las com arroza IJOOOrs. : mi caes da Alfande-a ar-
mazem de Antonio AnncsJacome Pires.
Na rua das Cruzes n. 22. vendem-sc 2 escrava,
sendo urna da Costa, moca, ptima para todo ser-
vido, tanto de casa, como de rua ; e outra de meia
idade de nacao Angola, que cozinha e tava, e he
muito possanle.
Vcudem-se vaccas, novilhos e garrotes por
preco callanudo,na ilha do Nogucira : quem as qui-
zer, dirija-se ;i rua Imperial, silio do viveiro, que
achara com quem tratar.
Na rua eslreila do Rosario n. 12, vendem-se
muito boas cadeiras de palha, sendo madeira de oleo
e Jacaranda, a_ cinco e seis mil e tantos reis, lambem
se alugam cm'pequeas c grandes porees, assim co-
mo se vende (mhcm um cao de raca," proprio para
sitio.
Vendem-se 2 canoas, sendo urna de carreira c
oulra de um s pao ; por preco diminuto : no pa-
teo do Paraizo n. 18.
Na casa de Hebrard che Novo u. 22, vende-te a/cile doce francez de
Plagniol, verdadeiro salame de I.) ou, muito fresco,
assim como vinho de Bordeaui, champagne, cognac,
lado por proco razoavel.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
rua do Bruin logo na entrada, e defron
te do Arsenal de Maiinha lia' sempre
um grande sortimento de taichas finito
de la linca nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, peciuenas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
evistem quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. O
precos sao' os mais commodos.
Cliegou de Franca pelo paquete urna fazenda intei-
rameule nova, toda de seda, de quadrns e lislras,
o mais rico possivel, denominada Sebastopol, o
coy'ado............ISKM)
Adelinas de seda de quadros, o covado IjOOO
Crimea de seda, costo escocez, o covado 1)00
l'io/erpina de seda do quadros, o covado (Mi
Indianas cscocczas, novos padroes, o covado 4(K)
ChilaS francezas, lindos padroes, o covado 280
Kiscado francez, largo, fino, o covado 260
Corles ih vestidos de seda osroreza, o corle 149000
Cortes de larlalana de seda, o corle. (igOOO
Corles de camhraia de seda. O corte. 59000
Selim prclo lavrado para vestido, o covado 29100
Selim piolo mar^o, liso, o covado. 29600
Sarja prela hespanhola, o covado. 25000
Nohreza prcla portucueza, o covado, I98OO
Chales de casemira de cor. lisos. ". 19300
Chales de merino, fraeja de seda. 69OOO
Chales de merino burilados a seda 8-9500
Chales de merino o mais rico possivel 11gOOO
l.uvas de seda de lodas as qualidades 1g280
Corles de casemira prela selim .... (igOOO
Corles de casemira de cores......498OO
Corles de casemira mofada......2?lM)
Corles de collclcs de fnslo fino. .... 600
Lencos de seda para cravala...... 800
Oitrello prclo para panno, o covado 39OIK)
Corles de alpaca cscoccza. o corle SQOOO
na rua do Queimado, cm frente do becco da Con-
grecaeflo, pastando a botica, a seguuda loja de fa-
/.en.las n. 10.
CEMENTO ROMANO A 8.000.
Vende-se cemcn'o Romano a 89OOO a barrica ; na
run da Cruz 11. 13, armazem de J0A0 Carlos Augus-
to da Silva.
TINTA BARATA.
\ende-se linla verniclha. em latas da 28 libras,
propria para apparelho, pintura de canoas, lauchas
ele, a 100 rs'. a libra : jia rua da Cruz n. 13, arma-
zem de J. C. Augusto da Silva.
Vende-se bolachinha de aramia a OO rs. a li-
bra, muilo superior hiscollo da moma qualidade :
na rua Direita n. 69, padaria.
CHAPEOS JSL DE MOLLA
brancos e prelos com completa, numeracilo, de todos
os lamanhos, dilos fie castor Thibel copa alia, dilos
de dito com pello, ditos de castor copa baixa, sendo
de dillercntes cores, dilos de fellro enfeitados para
crianra, dilos de fellro mulle, dilos de dito de lodas
as cores, tanto para hornera como para meninos, di-
los de palha da Ilalia com ricos enfeiles para meni-
nas c meninos, fnzeuda anda nao apparecida nesle
mercado, bonetes de seda para 'lomera, ditos de pa-
lha para dilos, dilosde panno para meninos, e fin-
irs limitas qualidades de fa/.endas proprias do es-
labelecimcnto, na rua Nova n. 44, loja -de Chrislia-
11 i i\ 11 111.10.
Vcndem-sc c nlugam-se bichas, chegadas l-
timamente de Hamburgo, viltdas no vapor inglez,
por menos prego fio que em oulra qualquc parle :
ua Iravessa da rua do Vigario, loja de harheiro 11. 1.
1 De 2J0O0 a OO.sOOO. I
He llegado praca da Ifidcpcndencia n. 24 e
30, hija de chapeos de Joaquim de Oliveira Hala,
um grande e \ aliado sorlimenlo de chapeos do Chile,
que a vista de soa boa qualidade se vcnderlo pelo
diminuto prego de 2g000a 20II9H00. assim como cha-
peos de castor prelos, pardos e brancos, com pello e
raspados, copas atlas e haixas, chapeos de Italia, di-
tos de palha brasileira, dilos amazonas para seubora,
ditos de palha aberla. dilos francezes c da Ierra para
hnmens e meninos, ditos de lustre de copa alta e
baila para pagens, Jilos para marinbeiros, e final-
mente um bello sortimento de ludu quanlo be pre-
ciso para cabeca, e ludo por precos mais razoaveis do
que em eulra qualquer parle.
Saqeas com Crinh.
Vendem-se saccas com superior farinha
da trra, nova, por menos preco do que
em outra qualquer parte: a tratar no
trapiche do l'elourinlio, ou na loja n. 2
da rua da Cadeia do Recife, esquina do
Becco-La rgo.
\ BOA FAMA.
Vendem-se superiores meias de laia para padres,
fazenda como ha muito lempo nao appareceno mer-
cado, e pelo baratissiino pre(o de 29000 rs. o par,
luvas de seda brancas c arr.arellas para senhora. fa-
zenda de muilo boa qualidade c sem defetto alciim
pelo baralinho prero de 19200 rs. o par: na rua do
Queimado nos quatro cantos loja de miudezas da
boa fama 11. 33.
A BOA f A!lA
Vendem-se carleiras proprias para viagens por
Icrem todos os arranjos necessarios para barba, pelo
baralissimo preco de 3g500.reluginhos commoslrado-
res de madreperola e porcelana, cotisa muito delica-
da para cima de mesa a '19OOO caila un, loucadores
com columnas de Jacaranda c com encllenles e*pe-
Ilos a 39lX)0, ricos loucados para senhora a Ir500,
riquissimns leques com lindas c linissimas pintoras a
591100 e 69OOO cada tim, vollas arelas para lulo com
brincos, pulecira e alfincle, fazen.ia muilo superior
I i )(XI, dilas mais ordinarias a 19000, tiuleiros e
areeirns de'porcelana a 500 rs. o par, quizenas de
.Ifla de muilo bonitos gosios e roiti guarnigOes para
meninas c senhuras a 3-9000, ricas caias para rap
de diversas qualidades a OD, I9OOO. 19500 e 2*000
cada una, orillos de armaraodc ac, que pela gran-
de quanlidade que lia as pessoas que precisarem nao
deixarao de encontrar a cradnarao que sirva, pelo
barato prego de 800 rs., carapncas pintadas c muilo
linas para hnniem a 2iu. meias finas pintadas para
homem a .120 o par, penlcs finissimos de tartauca e
de bonitos padroes para atar cabello a 59500, 59000
c 5-9500 cada um, bandejas finas de varios tamaitos
da INKKIal aNKKIcada urna, riquissioias franjas com
borlas brancas e de cores, proprias para cortina-
dos, escovas muilo finas para cabello e roupa, es-
tampas de santos em fumo e coloridas, e alcm de
ludo islo oulras muilissimas colisas, ludo de muilo
goslo e boas qualidatle-. : na roa do Queimado, nos
quatro cantos, loja de miudezas da iioa Fama n. 33.
Esta loja be bem conhecida porque sempre vendeu
ludo mais barato do que em outra qualquer parle, e
mesmo porque sempre se aeha sorlida de um tudo
(planto se procura.
Vendem-sc no Hospicio, segundo porlito de-
pois da farol la k\ 2 escravas que coscm hura, lavam
e engommam, sendo urna perita no engommado.
Vende-se a taberna, sita na rua Direita n. 2,
defronle da torro do l.ivramento, minio bom local
por se vender para a Ierra e mallo, vende-so a prazo
ou a dinheiro ; ansim como quem pretender para
oulro qualquer estahelecimento por o lugar convi-
dar, liram-se lodos|os seeros : a tratar na rua do
Queimado u. 42, loja, ou na Iravessa da Madre de
Heos, armazem o. 15.
Vende-se um cabriole! o dous cavallos, ludo
junto ou separado, sendo os ravallas muilo mansos c
muito costuir.ados em cabriole!: para ver, na co-
eheira n. 3, defronle da ordein lerceira de S. fran-
cisco, e a tratar com Antonio Jos Rodrigues de Sou-
za Jnior, na rua do Collegiu n. 21, primeiro ou se-
gundo andar. f
Atteneao.
Vende-se urna coeheira, sita na rua de Horlas,
cora commodos para 10 a 12 cavallos, por prego com-
modo : a pessoa que a pretender, dirija-se iravessa
da rua Bella, coeheira de Joaquim Izidoro da Silva.
Vende-se nma mulalinha de 8 a 9 annos, boni-
la lisura : na rua do Kangel n. II, primeiro andar,
se dir quem Vende.
Vendem-se 2 cscravos baralos e bons : na rua
Direita n. 66.
Attencao.
Na laberna que foi do Mathias, na rua Nova n. 50,
ha s venda por minio commodos pregos, superior vi-
nho Champagne, dito Bordeau\ engarrafado, em por-
go a 320 e 100 rs. a grrafa, dito do Porto engarra-
fado muilo vclho a 900 rs. a garrafa, ditas vasias a
6-9500 e 79000 o cenlo, pastas, chouriga, presuntos,
velas de espermacele franeczas c americanas, e de
carnauba pura, cha, vinagre branco c linio de Lis-
boa, engarrafados, queijos do reiuo muilo frescaes,
sag, cevadinha, cslrellinha c fogo di India a Se-
bastopol, e oulras muitas cousas.
Vcndc-se I sof novo, de Jacaranda, 1 mesa re-
donda de meio de sala, de amarelln, 1 carleira a imi-
lagao de secretaria, tambem de amarelln. e 2 can-
dieiros de meio de sala, ludo por muilo barato pie-
Jo : a Iralar na rua Nova, laberna n. 50.
-Vende-se no armazem de Jos Joaquim
Pereira de Mello, no caes da alandega.
7arsoviana,
A 200 rs. o covado.
Fazenda moderuissima para vestidos raseiros, de
palmos de largara : vende-se nicamente na ma
do Queimado, loja n. 2, esquina do becco do Peie
I-rilo.
Grande sorlimenlo de sapalosdc borracha,ame-
ricanos para homem,senhora e menino : vende-se na
rua da Cadeia do Kecifc n. 20.
TENTOS
PASA VOLTARET.
Vendem-se na rua da Cruz u. 26, primeiro andar
lindas caixas enveruisadas, cora lentos para marrar
jogo de vollarele, por prego mnito coramodc.
lie de graca.
Eiisfc na rua do Collegio n. 12, um resto de latas
cOnleiido cada tima 4 libras de massa de lmales em
eslado perfeilissinio. que para se acabar, vendem-se
pelo barato prego de I.96OO cada urna.
Attencao !
Vende-se superior fumo de milo, segunda e capa,
pelo baralissimo prego de 39000 a arroba : na rua
Direila 11. 76.
Potassa.
No anlico tleposilo da rua da Cadeia Velha, es-
rriptorio 11. 12, vende-se muilo superior potassa da
Kussia, americana e do Kio de Janeiro, a pregos ba-
ralos que be para lechar cotilas.
Vendem-sc no armazem n. 60, da rua da Ca-
deia do Recife, de llcnrj (iibson, os mais superio-
res 1 elocios fabricados em Inglaterra, por pregos
mdicos.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrillias, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas tudo modernissimo
cliegado do Rio de J>-ieiro.
Vendem-sc ricos e modernos pianos, recente-
mente chegados, de exccllentcs vozes, e pregos com-
moflns em rasa do N. O. Iliebcr & Companhia, rua
da Cruz n. 4.
A Boa fama.
Na rua do Queimado loja de miudezas
da boa fama 11. 33, vendem-se as miudezas abaiso
mencionadas, c alm dessas oulras muilissimas que
aviste dos seus pregos muito baralos, n3o dei\am de
fazer milita eonla aos amigos do bom e barato, as-
sim como boceteiras e mscales: ludias de nove
ns. 50, 60 c 70 a I9IOO a libra, bolOes para camisa
a 160 a groza, fitas de linho brancas a 40 r. a pe-
ga, linhas de rarrilel de 200 jardas den. 19 a 120 a
70 rs. o carrttel, cuteles francezes em carloes a
80 rs.. linhas de pezo a 100 rs. a meadiuha, dilas
muifo finas para bordar a 160 rs fitas de seda la-
vradas de lodas as cores a 120 rs. a vara, linhas de
marcar azul c encarnada muilo finas a 280 rs. a
caixiiiha com 16 uovellos, dilas mais grossas*a 140
rs., lapis ("mos euvernisados a 120 rs. a duzia, dilos
mais ordinarios a 80 rs. a duzia, dedaes para senho-
ra a 1 X) rs. a duzia. calas para cosieras de se-
nhora a 29(100, :i-9tH)0 e 39500, ditas ;' ra joias a
30J), 200, 120 e 8(1 rs., braceletes encarlos a 400
rs., pelmas d'agn muilo finas a 610 rs. a*?ror.a, pa-
utes de fogo a 40 rs. a duzia de macinhos. capachos
piulados a 640 rs., bongallinhasdejuncocom bonitos
castes a 500 rs., pentcs para alar cabello a 19500
a duzia, papel almago muilo bom a 29600 a resma,
dilo de pezo paulado a 39600, migaogas miudinhas
a 10 rs. o mago, dilas maiores c de todas as cores a
120 rs. o maco, suspensorios a 40 rs. o par, grampas
a (O rs. o mas-inho, allineles a 100 rs. a carta, pe-
flras para escrever a 120 rs.. boloes linos para caiga
a 280 rs. a graca, hrinquedos para meninos a 500
rs. a caixiuha, meias brancas para senhora a 210 rs.
o par, luvas de lorgal fazenda superior e com borlas
a 800 rs. o par, dilas de algodao, brancas, para ho-
mem a 240 rcis o par, escovas finas para flenles a
100 rs., rolhcres de melal para sopa a 640 rs. a
duzia, espelhoscom molduras douradas, fazenda su-
perior a 120 e 160 rs., espclhos de capa a 800 rs. a
1H1/1.1. lesouras para costura a IgOOO rs. a duzia, ca-
ivetes de 2 fulhas para aparar peonas fazenda su-
perior a 2101 rs., luvasdcseda|prelascom primas de
cores a500rs. o par, dilas de algodao de cores mui-
lo finas para homem a 400 rs. o par agtilheiros de
metal com agulhas cousa superior a 200 rs. torcidas
para candieiro do numero que o comprador quizer
a 80 rs. a duzia, fivclas douradas para caiga e collele
a 120 rs., penles de haleia para alizar a 280 rs., ditos
liuissimos paraatercabeilo a 1.9280 rs, esporas linas de
melal a 800 rs. o par, chicles finos a 800 c IgOOO
rl., abaleaduras para rlleles cousa superior a 400,
500, 600 c 800 rs., Ira'icellins de borracha para re-
logios 100 c 160 rs., caisiuhas com superiores agu-
lhas franco/ i> a 200 rs., meias de seda pintadas pa-
ra criangas de I a 4 annos, a '.9800 rs. o par, .lilas.
pintadas de fio da Escocia ele bonitos padroes a 240
e 400 rs. o par.'lrangas de seda de lodas as cores, fi-
las linissimas de todas as cores, biquinhos de algo-
dao e de linho de bonitos padroes muilo finos, le-
zouras o mais lino que he. possivel cuconlrar-se e de
todas as qualidades, luvas e meias tle lodas as qua-
lidades. e oulras muilissimas cousas, ludo de mnito
goslo e boas qualidades e por precinhos que muilo
acradam. Esla loja he bem conhecida nao s por
vender sempre ludo mais barato do que era oulra
qualquer parte, como tambem ser nos quatro cantos
adiante da loja do sobrado amarelln, e para mellior
ser conheri la lem na Irenlc urna tablela com a boa
fama piulada.
Capas de panno.
Vendem-sc capas de panno, proprias para a csla-
go presente, por commodo prego : na rua do Cres-
po n. 6,
PICHINCHA PARA QUEM SE QUIZER
ESTABELECER.
Vende-se muilo bem conhecida e acredita ta-
berna que foi de Andr Nauzer. na Boa-Visla rua
do Camarn, urna das melhores lauto pela localida-
de como porque est muito afreguezada : a Iralar
no Sierro da Boa-Visla n. 14.
Vende-se urna carroga e um par de rodas, em
bom uso, 3 gangos, 1 macho e duas.femeas, e pesde
abcale : na coeheira da rua da Florentina.
No armazem de Tasso Irmaos, ha
a venda:
Superior vinho champagne em gigos.
Dito Rordeos emquartolas.
Dito, dito em garrafoes.
Agurdente cognac, um cai.xas de duzia.
Licores linos francezes, dem.
Azeite retinado Pagniol, idem.
Garrafas va/.ias em gigos.
Papel al maco- verdadeii o de Georg Mag-
nani.
Dito de copiar cartas, as resmas.
Farinha de mandioca.
Aro em cunhetes.
Tudo hom por prero mdico.
Alpaca de seda.
Vende-se alpaca de seda de quadros de bom gosto
a 720 o covado, cortes de lila dos melhores gustos que
lem viudo no mercado, a 49500, dilos de cassa chita
a 11800, sarja prela hespanhola a 29400 e 29200 o
covado, selim preto de Macan a 29S00 e 3-9200, guar-
danapos adamascados feilos em (inimarnes a 39600
a duzia, toalhas de rosto viudas do mesmo logara
lOaOOO e 129000 1 duzia : na rua do Crespo n. 6.
Grande sortimento de hiins para quem
quer ser grmenho com pouco dinheiro.
Vende-se lirim liangado de lislras c quadrns.de pu
ro linho, n 800 rs. a vara, dilo liso a 640, ganga
amarella lisa a 860 o covado, risrados escuras a imi-
lagao de casemira a 360 o covado, dito de linho a
280, dilo mais aballo a 160, castores de lodas as co-
res a 200, 210 c 320 o covado : na rua do Crespo
n. 6.
Farinha de mandioca de Santa Camarina
Vende-se muito superior em saccas:
a tratar na rua da Cruz do Recife n. 49
primeiro andar, ou nos armazens em
frente da alfandega e do guindaste da
mesma.
COBERTORES.
Vendem-se cobertores escaros, crandes e peque-
os, a 19200 e 720 cada um : na rua do Crespo o. 6.
ROMANO
da mellior qualidade, e chegado no ulti-
mo navio de Hamburgo, vende-se em
tunta : ua rua da Cruz n. 10.
rrad
egls.
e 20 at 24 on-
0
i
Venden:-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem de N. O. Rieher&C.. rua da
Cruz 11. 4.
ATTENCAO-, QI'E HE PARA ACABAR.
Lilas rom lislras de seda, e quatro palmos de lar-
gura, fazenda muilo propria para a prsenle esla-
gAo, pelo diminuto prego de 440 rs. o covado : na
rua da Cadeia do Recife n. 35.
Deposito do chocolate francez, de urna
das mais acreditadas fabricas de Pars,
em casa de Vctor Lasne, rua da Cruz
n. 27.
Exlra-superior, pura baunilha. 19020
Extra Tino, baunilha. 1-9600
Superior. 19280
Quem comprar de 10 libras para cima, lem um
bale de 20 % : vciida-se aos mesmos pregos e con-
digoes, em casa do Sr. Ilarrelicr, no alerro de Boa-
Visla n. 52.
Vende-se agn em cimbeles de um quintal, por
prego muilo commodo : no armazem de Me. Cal-
mont & Companhia, praga do Corpo Sanio n. 11.
ATTENQO.
Na rua do Trapiche n. oi, ha para
vender barrs de ferro ermeticamente
fechados, proprios para deposito de fe-
ses ; estes barrs sao os melhores que se
tem descoberto para este lim, por nao
e\halaiem o menor chero, e apenas pe-
zam 16 libras, ecustam o diminuto pre-
co de 4.SU0 rs. cada um.
COGNAC VERDADEIRO.
Vendc-se superior cognac, em garrafas, a 129000
a duzia, e I928O a garrafa : na rua dos Tanoeirns n.
2, primeiro audar, defronle do Trapiche Novo.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saccas que tem um alqueire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazens n. o, 5 e 7 defronte da escadi-
nha, e no armazem defronte da porta da
alandega, ou a tratar no escrptorio de
Novaes & C, na rua do Trapiche n. 54,
primeiro andar.
CEMENTO ROMANO.
\ ende-se superior cemento em barricas grandes ;
assim como tambem vendem-se as tinas : alraz do
Iheatro. armazem de Joaquim Lopes de Almeida.
s
Cobre para loi-
cas compre:
Zinco para forro cora pregos
A Chumbo em barrinhas.
Z Alvaiade de chumbo.
a Tinta branca, preta e verde.
Oleo fie buhara em botijas,
g Papel de embrulho.
9 Cemento amarello.
^ Armamento de todas as qual-
) dades.
Arreos para um e dous ca-
g> vallos.
Chicotes para carro e esporas de
aro prateado.
IP Formas de ferro para fabrica de w
9 assucar. (f)
#) Papel de peso inglez 0
$ Champpgne marca A &C.
M) Rotim da India, novo e alvo.
tA Pudras de marmore.'
l Velas stearinas.
g Pianos de gabinete de Jacaranda', ^
e com todos os ltimos melljo- W
W lamentos. (j$
id No armazem de C J. Astley & C, 0
<) na rua da Cadeia. {efe
VARASDAS E GRADES.
Cm lindo e variado sortimento de modellos para
varanda e gradaras de goslo modernissimo : na
fundico da Aurora, em sanio Amaro, e no deposi-
to da mesma, na rua do Un ni.

Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volta para a cadeia.
DEPOSITO DA FABRICA DE
OS SANTOS DA BAHA.
Ve"nde-se em casa de N. O. Bieber &
C, na rua da Cruz n. 4, algodao tran-
cado daquella fabrica muito proprio pa-
ra saceos de assucar e roupa para escra-
vos, por prero commodo,
Em casa de J. Keller&C, na roa
da Cruz n. 55 ha para vender e\eel-
lentes piano* viudos ltimamente de Ham-
burgo.
Vendc-se urna batanea romana com lodos os
seus perlences.em bom uso e de 2,000 libras : quem
pretender, dirija-se i roa da Cruz, armazem n. i.
CEME\T0 romano rramo.
Vende-se cemento romano branco, chegado agora,
de superior qualidade, mnito superior ao do consu-
mo, era barricas e as tinas : alraz do Ibeairo, arma-
zem de taboas de pinho.
A ELI.ES. ANTES QUE SE ACABEM.
Vendcm-se corte* de casemira de|hom goslo a 29,500
43 e 53OOO o corle ; na rua do Crespo n. 6.
Superior vinho de champagne eBor-
dcauv: vende-se" em casa de Schafhei-
tlin & C, rua da Cruz n. 58.
Vendem-se em casa de S. P. Jolms-
ton & C., na rua de Senzala Nova n. 42.
Sellins inglezes.
Relogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montara.
Candieirose casticaes bronzeados.
Chumbo em lenco!, barra e municao.
Farello de Lisboa.
Lonas nglezas.
Fo de sapateiro e de vela.
Vaquetas de lustre para carro.
Barrs de graxa n, 97.
Taixas pare engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8. palmos de
bocea, asquaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Moinhos de vento
'nmbombasderepuxopara regar borlase baixa,
decapim, na fundicao de D. W. Bowman : na roa
do Brum ns. 6, 8el0.
Riscado de lis ti as de cores, proprio
para palitos, calcas e jaquetas, a 160
o covado.
Vende-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volta para a cadeia.
A 28000 O CORTE.
Vendem-se corles de meia casemira, lindos pa-
droes, c ltimamente despachados, a 23000:110 ater-
ro da Boa-Vi.la, defronle da boneca n. 10.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se Trelo novo, chegado d Lisboa pela barca Gra-
tido.
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada lecentemente, recommen-
ua-se aos senhores de engenhos os
seus bons elleitos ja' experimen-
tados : na rua da Cruzn. 20, ar-
mazem de L... Leconte Feron &
Companhia.
liiiiiiii Praegeri C, tem para
vender em sua casa, rua da Cruz
n. 10:
Lonas da Russia.
Champagne.
Instrumentos para msica.
Oleados para mesa.
Charutos de Havana verdadeiros.
Cerveja Hamburgueza.
Gomma lacea.
rara!
Vende-se exrellente laboado de pinho, recen-
temenlo chegado da America : na ruj de Apollo
trapicho do Ferreira. a enlender-se com o adminis
rador do mesmo.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzdo de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle cm Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de emprc-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber ck Companhia, na rua da
Cruz. n. 4.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento contina a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado," de todos os tamauhos, para
dito.
NAVALHAS A CONTENTO E TESOURAS.
Na ma da Cadeia do Recife n. 48, primeiro an-
dar, escrptorio de Aoauslo C. de Abreu, conli-
nuam-se a vender a 88000 o par (prego llxo, as j
bem conbecidas e afamadas navalhs de barba feilas
pelo hbil fabricante que foi premiado na ex,iosicao
de Londres, as quaes alm de durarem extraordina-
riamente, naoseseulem no roslo na aegao d corlar ;
vendem-se com a condigao de, nao agradando, po-
derem os compradores devolve-las at 15 dias depois
pa compra restilniado-se o importe. a mesma ca-
sa ha ricas lesouriuhas para unhas, feilae pelo mes
mo fak'icante.
CEMENTO
da mellior qualidade: vende-se S
J em casadeBrunnPraeger&C,, rua J
jg da Cruzn. 10. m
ytTtuvnstrxTKTtrvr&[ w^c jsxayjtfiairiynr*^^
Chapeos de molla de superior qua-
lidade, chegados no vapor inglez SOLENT:
os senhores que fizeram suas encommeu-
das podem vir escolher na rua do Crespo
n. 17, loja de Jos dos Santos Neves.
Na rua do Queimado,
in.-i quatro cantos, loja de fazendas n. 22, defronle
do obrado amarello, vendem-se as fazendas abaiio
menciouadas, lodas de muito boas qualidades, e em
muilo bom eslado, e os precos sao os seguinles: brini
1 raneados de cores, de mnito hondos padroes, de pu-
ro linho a GOO rs. a vara, dilos brancos a 800 re.,
tilos lisos muito finos a 480 e 520, ganga amarella
da India a 300 rs. o covado, cortes de casemiras para
caigas, fazenda mnito superior e de bonitos padroes
a 150011, casemira prela muilo fina a 29000 o covado,
merm preto muilo fino a 39000 o covado, damasco
de 1.1a sem mistura de algodao a 600 rs. o covado,
chitas muilo finas em retalhos a 160 o covado, ditas
dilas corlando-se de pegase 200 e 240, chales de me-
lim a 640, dilos de chita a 800 e 19000. dilos de al-
-odao muito boa fazenda a 700 rs., chapeos de sol de
seda para senhora o mellior que pode haver 1 3JH>00,
dilos de panniuho de asleas de baleia para homem a
5000, ditos ditos de" asidas de junco a 19200, cha-
lieos prelos francezes, fazenda muilo superior e do
mais modernissimo goslo a (9000^ lencos de seda
com franjas para senhora a 29200, ditos de algodao
e seda lambem rom franjas a 610, ditos de pura seda
para algibeira a 29000, ditos brancos de catnbraia de
linho a 640, gravada de seda muilo bonitas a 640 e
800 rs., dilas preto e de cores, muilo boa fazenda, a 640 e (9200,
corles de colleles de gorgurao de sed, fazenda mui-
lo superior, a 29000, ditos bordados de selim a.J9000,
dilosde fustn muito fino a 19000, chales finissimos
de merino a 69000 e IO9OOO, dilos de seda muilo su-
periores a IO9OOO, corles de veslidos de seda csco-
ceza a I89OOO, dilos de seda lavrada, fazenda muilo
superior, a 24?O00, selim preto de Maco, fazenda
muilo boa, a 29OOO o covade, corles de vestido de
cassa fina com barra a -J9OOO, dilos ditos a 19500.
corles de camhraia com babado* a 43OOO, ditos de
cassa chita a I98OO. bonetes para meninos a 400 rs.,
suspensorio finos de borracha a 200 rs. o par, cami-
sas de meia a 80u rs., meias de seda brancas para
senhora, fazrrda superior, I98OO o par, luvas de
seda para senhora pcrfeilaraenle boas e de lodas as
cores a 19000 o par, meias tinas brancas para meni-
nos a 160, dilas para meninas a 200 rs., dilas muilo
finas pjra senhora a 300 e 400 rs., dilas prelas de
algodao para senhora, fazenda boa e sem defeilo, a
200 rs., dilas cruas e brancas paia homem a 160, e
oulras muilissimas fazendas, que vista de sua mul-
to boa qualidade e diminutos pregos, os freguetes,
amigos do bom e barato, nao deixarao de comprar,
tirando cerlos os Srs. fregnezes, qne sevendem todas
as fazendas muilo baratas por terem sido arremata-
das em leilao, a dinheiro a vista, e lambem por se
querer acabar com a loja. Esla advertencia se faz
para que os freguezes nao se demorem a vir as
pechinchas, pois o que be bom e barato depressa se
araba ; advertindo-se mais, qne s se vende a di-
nheiro vista, que fiado lorna-se macaroca.
ESCRAVOS FGIDOS. ~
IOOjJOOO DE GRATIFICAgA'O.
Fugiodo engenho 4jAI PI' da fregue-
zia de Ipojuca, em ins de dezembro ul-
timo, um escravo carapina de nome Jacin-
tho, de Angola, alto, corpulento, pou-
ca barba e nao muito preto ; este escra-
vo foi do fallecido Jos Ramos de Olivei-
ra, trabalhou depois de estar fgido, em
algumas obras aqui na cidade e por al-
guns sitios : roga-se aos mestres de obras
a quem elle pode Iludir e aos capitaes de
:ampo, que o pegeme levem-no ao pro-
prietario do engenho cima, que recebe-
rao lllil.sOOO ris de graticacao, ou a
Jos Joaquim de Miranda na rua da Ca-
deia do Recife n- 46, que dar' a mesma
graticacao depois do escravo entregue
no dito engenho, para onde facilitara' a
conducao a quem o a presentar.Jos
Joaquim de Miranda- .
No dia 26 de abril proiimo pastado desappa-
receu do engenho Muribequinha o mulato Joaquim,
com os sisnaes segointes : baixo, secco do corpo, ca-
bellos annelados, denles alvos, cara redonda, p e
maos pequeos, sabe ler e escrever ; o qual mualo
foi escravo do Sr. Manuel Joaquim Baranda, mora-
dor nos Afogidos: roga-se aa autoridades policiaes e
capitaes de campo o fagam apprehender c conilu/i-
lo ao mesmo ensenho, ou nos A focados, em casa do
rapi.lu Manoel Eleuterio do Reg Barros, que ser,lo
bem recompensados.
l)o engenho Bento Vclho, propriedade do I)r.
Pedro BeltrAo, desappareccu a 12 da margo proiiino
passado o ntoleque Qoinliliano. rrioulo, de lan-
nos, ps ap.ilhelados, cor fula, pernas finas, cibera
grande, muilo regrisla e mentiroso ; suppoe-ae ter
acompanhailo algum eomboy de serlanejos para ci-
ma, ou ler sido furlado mesmo ah. e lalvez vendido
nesta praga com oulro nome : a pessoa que delle
fiver noticia ou o apprehender, dirija-se ao referido
engenho, ou a Antonio Jorfe Guerra nesla praca,
que sera devidamenle recompensada.
Desappareceu da ma larga do Rosario n. 12, o
escravo Vicente, pardo, alto, olhos grandes, com
urna cicatriz no roslo, cabellos e barha grandes; he
ollirial de apaleiro, anda de caiga c jaqueta, calca-
do, c di-se forro : quem o apprehender e entregar
ao seu senlior, ser recompensado.
PERN. TVP. l)E M. F. DE FAMA. 1855.

lillTimnn


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID ENZJL2K48_RJQZQ9 INGEST_TIME 2013-03-25T13:35:55Z PACKAGE AA00011611_00851
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES