Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00850


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Full Text
ANNO XXXI. N. 128.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
5U.UIUJA I" ti KA 4 Ut Jnnu Ut 1633.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
V
DIARIO DE PERNAMBUCO
ENCARREGADOS DA SUBSO.RIPCA'O-
Kecife, o proprietario M. F. de Faria ; Rio da Ja-
neiro, o Sr. Joao Pereira Marlins; Bahia, o Sr. D.
Duprad ; Macci, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
donra ; Parahiba, o Sr. Garvazio Viclor da Nalivi-
dad ; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira Jnior;
Aracaty, o Sr. Antonio de Lemos Braga; Cear, o Sr.
Victoriano Augusto Borges ; Maranhao, o Sr. Joa-
quim Marques Rodrigues ; Piauhy, o Sr. Domingos
Herculano Ackile? Pewoa Cearenc* Par, oSr. Jus-
tino J. Ramos ; Amazona., o Sr. Jeronymo da Coala.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 1/2 d. por 1.
Paris, 3*5 a 350 rs. por 1 f.
Lisboa, 98 a 100 por iOO.
Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Accoes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
> da companhia de seguros ao par.
Disconto de le tiras de 8 a 10 por 0/0.
METAES.
Ouro. Oncas hespanholas- 29J000
Modas de 69400 velhas. 169000
de 69400 novas. 169000
de400p. 99000
Prata.Patacoes brasileiros. 11940
Pesos columnarios, 19940
mexicanos..... 19860
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dias
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15
Villa-Bella, Boa-Vista, ExeOuricury, a 13 e 28
Goianna e Parahiba, segundas e sextas-feiras
Victoria e Natal, as quintas-feiras
PREAMAR DE IIOJE.
Pri metra s 7 horas e 42 minutos da manha
Segunda s 8 horas e 6 minutos da tarde
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundasequintas-feiras
Relacao, terjas-feiras e sabbados
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas
1* varado civel, segundas e sextas ao meiodia
2* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia
EPIIEMERIDES.
Junho 7 Quarto minguante as 5 horas 27 mi-
nutos e 31 segundos da manha.
14 La nova aos 8 minutos a 31 se-
gundos da tarde
52 Quarto crescente as 2 horas, 32 mi-
nutos e 40 segundos da tarde.
39 La cheia as 8 horas 43 minutos e
33 segundos da tarde.
DIAS DA SEMANA.
4 Segunda. S.Querinol). ;Ss. RotelioeDaciano
5 Tere*. S. Pacifico f. ; Ss. Nicacio e Apolonio.
6 Quarta. S. >orbertob.; Ss. Eutorgio eaudio
7 Quinta. >}f FestadoSS. Corpode Dos.
8 Sexta. S. Maximino ab. ; S. Geldardo.
9 Sabbado. S. Palagiav.; Ss. Primo e Feliciano
10 Domingo. 2." depois do Espirito Santo. S.
Margarida ra'nha ; Ss. Getulio e Primitivo.
\
r
r\
i't

*
pete orncm.
MINISTERIO DA JUSTICA.
DECRETO N. 1609 DE 19 DE MAIO DE 1855.
Declara de 3. tntrancia os lugares dejuir.es de di-
reilo do commercio da capital do imperio e das
provincia* da Bahia t Pernambuco.
Hei por bem declarar de 3.* entraocia os lugares
dejuizesde direito aspeciaes do commercio, crea-
dos na capital do imperio, as provincial de Bahia
a Pernambuco.
Jos Thomaz Nabuco de Araujo, do mea conse-
lko, ministro e secretario de estado dos negocios da
jostica, ssim o tenha entendido a Taca execular.
Palacio do Rio de Janeiro, em 19 da maio de 1855,
31." da independencia e do imperio.Com a rnbri-
c de S. M. o Imperador.Jos Thomaz Nabuco de
Araujo.
DECRETO N. 1608 DE 19 DE MAIO DE 1855.
Extingu o lugar dejuiz de direito da 3. rara
civel do municipio da corle.
Hei por bem, asando da allribaicao que me cern-
iere o art. 102 12 da conslitoicao do imperio, e
em conformidad* da lei de 3 de dezembro de 1841,
dar por exlinclo a lugar de joiz de direito da 3.'
vara civel do municipio da corle.
Jas Thomaz Nabuco de Araujo, do meu conse-
lho, ministro a secretario de estado dos negocios da
justica, a.sim o tenha entendido e faja execnlar.
Palacio do Rio de Janeiro, rm 19 de maio de 1855.
Com a rubrica de S. M. o Imperador. Jott Tho-
mat Nabuco de Araujo.
Ministerio doa negocios da justica.Rio de Ja-
neiro, em 27 de abril d a 1855.
Illm. e Exm. Sr.A' presenta de S. M. o Impe-
nder foram levadas as seguiotes duvidas suscitadas
por diversas autoridades das provincias : I.'1, sobre
a legalidade da existencia dos oflicios de curadoro9
geraes do orphos, e no caso aflirmativo, por quem
devem alies ser nomeados ; 2.", sobre a autoridade
complanle para nomear os fabriqueiros das malri-
xe ; 3.", s he incompativel que sirvam no mesmu
aoditorio um escrivao e um procurador, sendo pa-
raules; 4.", sobre quem deve ministrar os livros ne-
ceesarios para os assenlos de baplismos, casamento*
a obiloa.
O mesmo augusto senhor, tendo ouvido ao con-
selheiro procurador da cora a (al respeilo, e sec-
eo de jostica do conselho de estado, houve por
bem, pela sua immediata e imperial resoluco de 21
do correnle mez, tomada sobre consulla da
referida seccao, decidir, quanlo 1. davida,
que os cilicios de caradores geraes dos orphos
so podem ser considerados lecalmenle existen-
tes a vitalicios nos termos em que elles (em sido
creados por leis expressas; mas, que mesmo nesses
termos nao estilo os juizes dos orph.los inhibidos de
mimearem curadoras i Htem, qoando paroslo oc-
corram razoes jurdicas. Que nos termos, pnrem,
onde nao existir lei que tenha creado esses oflicios
vitalicios, serao elles prvidos temporariamente pe-
los juilas dos orphos, como ha costume, devendo
ser preferidos os promotores pblicos nos termos em
que residirem. Pelo que respaila 2." duvida-
que, emquanlo nao hoaver providencia legislativa,
e salvas as leis provinciaes anteriores i lei da inter-
pretarlo do acto addicinnal ainda nao derogadas,
subsiste o coslume de seren os fabriqueiros das ma-
trizes-nomeados pelos bispos, sendo que todava essa
noroeacao nio compreliende a lomada de contas'
as qoaes deverSo ser prestadas no juizo temporal.
Relativamente 3. duvida, que nao lia incompali-
bilidade em servir?m do mesmo juizo como solici-
tador de causas e escrivao qoaesqner prenles.
Ouantn finalmente 4.a duvida, que os livros para
os assantos parochiaes de oascimentos, casamento*
e)obitos devera ser prestados pelas fabricas das ros-
trizes, ou palos parodio* na impossibilida dellas.
O-que communico a V. Exc. para sua iotelligencia,
a para oUazer constar s autoridades dessa provin-
cia a .aera competir. Dos gaarde a V. Exc.Jos
Tkowtz Nabuco de Araujo.Sr. presidente da pro-
vincia de...
MINISTERIO DA FAZENDA.
Expediente do dia 4 de abril de 1855.
A'slliesourarias. Circular n. 4. O marquez
de Paran, etc., am addilamenlo ao disposto no
18 do art. 115 do reg. de 22 de junho de 1836, de-
clara aos Srs. inspectores das (hesoorarias de fazen-
da da imperio, para que o facam ejecutar na* respec-
tivas alfaodegas, que, alero do nao deverem estas en-
cerrar aa livre de sua escripturacSo (indos os 12 me-
zes do exercicio a que pertencerem, cumprindo que
continen) a escriptarar nelles a renda que arreca-
darem no semestre addicional, devem outrosim. re-
meller quadros da mesma renda i directora geral
das rendas publicas, depois de encerrados defini-
tivamente os livros no fim do dito semestre addi-
cional.
A' Ihesonraria de Pernambuco, declarando,
visto lar sido defiendo o requarimenlo de D. Fran-
cisca Mara, m3i e herdeira do finado Jos Francisco
Collares, que o sello de que se Iratou na relacao em
que fai incluida a divida da sopplicante, e que
acompanhou a ordem n. 103 do 1. de outubro do
anno pastado, lie o proporcional dos quinhes here-
ditarios a que esl sujeita, nio s a dila divida, como
qualquer outra importancia que lenha a supplicanle
arrecadado como herdeira do finado Collares.
A' de San Paulo, declarando, qne, qoando de-
lerminou em portara de 13 de novembro de 1853,
dirigida mesa de rendas de Igjape, quaes os direi-
tos a cobrar pelas licences concedidas para calamen-
tos pela autoridade competente, foi irregular o seu
procedimeoto na parle em que ordena a cobranza de
novns e velhos direilos, pois que a tabella a que se
referem os arts. 24 e 37 da lei de 30 de novembro de
1841, na parte 3.' n. 41, iropoe a laxa de 20D000 pe-
lo snpprimento deeonsentimento do pai ou tutor pa-
ra casamento, mas nao menciona nem a licenra do
pai ou tutor, nem a do joiz de orphos para tal fim ;
desorle que em regra Ins licencas nao estao sujei-
tas a novos a velhos direilos pela legislado actual,
nem o forara pela passada. Quanlo ao sello que
cumpre pagar, o reg. de 10 de julho de 1850 he cla-
ro ; no arl. 47, n. 12, trata da dispensa ou suppri-
meulo do coosenlimento dos pas, tutores e curado-
res : no art. 48 falla das tcenlas em geral ; o sallo
a cobrar-se por cada urna he de 29000.
Ao inspector da Ihesourarai de S. Panlo, declarando
que bem procedeu exigindo do Ihesoureiro da alfan-
degade Sanios a ralificaco da lianc qee presin,na
couformidade do arl. 36 7 do reg. de 22 de junho
de 1836, apezar de nao haver sospeila alguma acerca
do proced ment do dito Ihesoureiro, nem a menor
duvida a respeilo da idoaeidade dos (adore*; de-
veudo prorogar razoavelmenle o prazo que para e-
se fim Ihe foi concedido, e ficando na inlelligencia
de que a sobredita fianza nao sera prestada por es-
criptura publica, mas assignando os fiadores o com-
petente termo nalliesouraria, por siou por seas pro-
. caradores, caso nao sabsliluam a mesma nanea pelo
lijpolheca especial de seus bens, como Ihas faculia a
circular de 4 de abril do anno (indo.
9
A' presidencia do Para, commuoicando, para
faze-lo constar ao inleretsado, ter >do nomeado o
quarlo escriplurario da Ihesouraria Francisco de
Panla Bello, segunda escriplurario da do Amazonas,
onde encontrara o complanle Ululo; mandndose
jhe abonar 200J000 de ajada de cosi pan despeza
de viagem. Cornmoncoa-se presidencia do
Amazonas, enviando-se o sobredito decreto de no-
mea c,o.
10
Ao ministerio do imperio.respondendn s duvi-
das apresentadas no aviso de 3 de Janeiro ultimo, de
conlormidade com a imperial resoluto tomada so-
bre consulta da seccao de fazenda do conselho de es-
tado, lo he, que os arls. 16 da lei n. 586 de 6 de
selembro de 1850 e 22 da de 28 de setembro de
1853, n. "19, nao isentam dos impostse emolumen-
los da secrelaria as condecorares, ltalos e honras
concedidas aos ofliciaes e pravas do exercilo, armada
e guarda n.icioii.il em destacamentos ou cornos desta-
cados, senflo quando conferidas em remunerado de
servicos militares, e declarada essa circumslancia no
proprio decreto da merc, ou em aviso do ministerio
respectivo ; sendo, purm, escasada, pelo que toca
s condecorantes da ordem de San Bento de Aviz,
pois que, nos termos do alvar de 16 de dezembro
de 1790, s podem ellas ser concedidas ero remune-
rado de servicos militares.
A'thesonraria do Maranhao, declarando que, a
visla das razoes por ella prodazidas, oo pode ler
lugar a transferencia da fazenda de San Bernardo
para o Alio Mearim, a nem a venda da mesma fa-
zenda, por depender isso de aulorisacSo de poder
legislativo ; mas que cumpre exercer a mais enrgi-
ca fi?calisac.ao sobre as fazendas nacionaes e seus ad-
ministradores, propondo presidencia a demissAo
daquelles que se mostraren) negligentes ou incapa-
zes no desempenho de seas deveres.
A' presidencia des Alagoas, declarando que,
nao sendo procedentes nem as razOes expostas em
seu odicio de 27 de fevereiro fiado em favor do em-
presario da corte dos tres rail quinlaes de p.io brasil
era as dos empreados do consulado que fizerara a
segunda escolha da mesma madeira, deve ser execu-
lada a ordem deste ministerio de 25 de Janeiro* ulti-
mo, cojos fundamentos subsistem em seu inleiro vi-
gor, sendo que o mesmo emprezario ja foi favoreci-
do na prorogaciio de prazos, no allivio de multas a
de viras condicoesonerosas.
MINISTERIO DA GUERRA.
BOLETIM DO I. A 15 DE Max IO DE 1855.
Nomeacoes.
Ajudanle do corpo de artfices da corle, o primei-
ro lenle do mesmo corpo Manoel Muria Camisn.
Segundo cirurgiao do hospital militar da guarni-
cao da corle, o Dr. Francisco Ferreira deAbreu.
O bacharel Theodoro Antonio de Oliveira, para
professor da aula provisoria de chimica da escola de
applicarao. V
Approva-se a Hornearlo do pa Ir Prudente Jos
da Costa Araujo para capellao da guarnirlo |de Ca-
xias.
Approva-se a do lenle do eslado maior de se-
Rnnda clas.se Candido Francisco Carpes, para o com-
mando interino da fortaleza de Sanios.
Commissoes.
O alferes de infanlaria Pedro Joaquim Nunes de
Mesquila continua no exercicio em que se acha no
arsenakdc guerra da corle.
O capilao Antonio Jos do maral lie nomeado
para substituir, no lugar de vice-direclor do dito ar-
senal de guerra, o major Jos Pedro Ileilor, que se
acha com parle de doenle.
Approva-se a deliberarlo lomada pelo presidente
da provincia de San Paulo, mandando addir ao cor-
po de guarnirn (lia, o capilao do quarlo regiment
de cavallaria ligeira Jos Crispiniano Conlreiras e
Silva, quo estava com liceuc,a.
Manda-se empregar, como desenhador, no archivo
militar, o primeiro lenle do corpo de engenheiros
Carlos Jos Pereira das Neves.'
Vai servir no quarlo regiment de cavallaria o ca-
pilao do quinto da mesma arma, Carlos Bethz de
Oliveira Nery, a em um dos corpos da guarnido de
Pernambuco, o aiferes do quinto balalhao de infan-
laria Leopoldo Borges GalvSo Uchoa, cuja matricu-
la na escola militar se manda trancar.
Antiguidade de prora.
Por imperial resolucilo de 9 do correnle se manda
que ao lempo de pra;a do capilao do eslado-maior
de primeira classe Antonio Mara Cabral de Mello,
se junte o lempo decorrido do L ie marco de 1834
al21 de novembro de 1835, de 7 de marco de 1837
a 16 de novembro de 1838, e de 3 de marco de 1839
al 20 de novembro do mesmo anno.
Reforma.
*An major graduado e aggregado a arma de infan-
laria Telesforo Semeao Pereira do I-ago, no poslo de
major com o respectivo sold.
I'assagcnt.
O lente do primeiro batalho de infanlaria Jos
Joaquim .Nunes, para o primeiro da mesma arma.
O lenle do primeiro regiment de cavallaria li-
geira Francisco Jos de Souza e Silva para o corpo
de guarnicao fiza da Bahia.
O primeiro cadete do primeiro regiment de ca-
vallaria iigeira Rodrigo da Costa Almeida, pira o
predilo corpo.
Aos cadetes do oitavo balalhao de infanlaria Pe-
dro de Barros Cavalcanli de Lacerda, e Alfredo de
Barros Cavalcanli de Lacerda, para o quarlo de ar-
tilharia a p.
Ao soldado do balalhao do deposito Angelo Alves
de Lima, para o oilavode infanlaria.
Ao segundo cadete segundo sargento do oitavo ba-
lalhao de infanlaria Jos Francisco Soares, para o
primeiro da mesma arma, sendo rebaixado quanda
nao haja vaga.
Os alferes do nono balalhao de infanlaria, Jos
Antonio Leitao e da companhia fixa da Parahiba,
Henriqae Jor Borges Soydo Irocam de corpos, e
igualmente os alferes Dionisio Amor, do primeiro
regiment de cavallaria ligeira, e Pedro do Reg
Barros, do corpo de guarnido fixa de San Paulo.
O alferes do quinto regiment de cavallaria ligeira
Carlos Augusto Pereira deCarvalho, para o corpo de
guarnicao fixa da Bahia.
Ao segundo cadete do balalhao do deposito da cor-
le, Albino Jos de Faria, para o primeiro regiment
de arlilharia a cavallo.
Ao alferes do meio balalhao do Cearu, llenriqoe
Eduardo da Cosa Gama, para o nono balalhao de
infanlaria.
Ao segando cadete do terceiro balalhao de arlilha-
ria a p. Antonio Barbuza Cordciro Feitosa, para o
primeiro da mesma arma.
Ao primeiro cadele do balalhao de arlilharia de
Mallo Grosso, Jos Jacinlho de Carvalho J.inior, pa-
ra esludar o curso da arma na escota mililar.
Aos soldados do primeiro balalhao de arlilharia a
p Jos Bernardes Chaves e Domingos Rodrigues
Maciel, para o meio balalhao do Cear, precedendo
engajamenlo.
Aos soldados do corpo de artfices, Esmeraldo Jo-
s da Veiga e Felicissimo Celestino de Meneies, para
o batalho de engenheiros, como sargentos manda-
dores.
Ao sargento qnarlel-mestre do meio balalhio pro-
visorio da Parahiba, I.aurenlino de San Pedro Neves,
para o primeiro balalhao de infanlaria.
Delermina-se que passem a effectivas nos corpos a
que estao addidas, as praras do segando e dcimo ba-
talhes de infanlaria que se acharem no sal.
Ao cadete do batalho de caradores de Malo Gros-
so, Francisco de Paula Duarle Pinhairo, para o cor-
po de guarnicao fixa de San Paulo.
Ao particular do dcimo batalhao^e infaolaria,
Francisco Gnncalves Rodrigues Franja, para o pri-
meiro de arlilharia a p.
Demissao.
Ao lenenle-coronel commandanle do segundo re-
giment de arlilharia a cavallo, Guido de Hcld, por
have-la pedido.
Baias.
Ao segundo sai genio do balalhao de caladores de
Mallo Grosso, Joao Fernandos Lopes ; e por inca-
pacidade phisica, ao segundo cadele Raj mundo Ro-
mao da Molla, e soldados Manoel Rodrigues, Feli-
ciano Alves de Almeida. Francisco Pereira do Nas-
cimento, Filippe Gonzaga, Pulycarpo Jos de Sonza,
Bazilio Gomes da Crnz, Jos Henriques Pereira, Se-
basliao Ferreila da Silva, Vicente Florindo Gomes
e Raymundo de Campos, do quinto balalhao de in-
fanlaria.
Otilar.
O capelln de primeira classe Fr. Antonio de San-
la Rosa Lima, a 15; o capilao reformado Jlo Bap-
lista do Amaral, a 19 ; e o lenle de infanfaria Ar-
senin de Sanl'Anna l.eiao, a 21, ludo de abril, e em
Pernambuco ; e o lenle reformado Joaquim Fer-
reira de Almeida, era Minas Geraes, a 1 de maio.
licencas.
Ao primeiro cadete do primeiro regiment de ca-
vallaria ligeira, Herculano Carlos Ferreira Penna,
para esludar o primeiro anno mililar da escola de
applicaco.
Ao alferes do mesmo regiment, Benlo Machado
Gomes, para esludar. comnouvinle na escola mililar.
Ao particular do oitavo batalho de infa'nlaria. Ti-
lo Alexandre Ferreira Passos, tres mezes, recolhen-
do-sc ao seu corpo.
Ao alferes ajudanle do batalho de deposito Joao
Carlos Alvares Horta tres mezes para Iralar de sua
saude.
Aos soldados do primeiro balalhao de arlilharia a
p, Delmiro l.vcurgnda Cruz e Manoel Joaquim da
Cosa, para continnarem a esludar na escola militar-
Ao sargentn-quartel-meslre do 2o balalhao de in-
fanlaria, Raymundo de Almeida Sampaio, tres me-
zes de favor para vir corle.
Ao coronel do eslado maior de segunda classe,
Francisco Jos Marlins, por tres mezes,
Ao 2. cirurgiao Rodrigo Jos Mauricio, por 30
dias.
Ao major do primeiro regiment de cavallaria li-
geira, Joao da Costa Barros Mascarenhas, tres me-
zes com sold..
Ao alferes do estado maior de segunda classe,
Joaquina Antonio da Cunha, piorogacao por tres
mezes.
Ao lente do 5 regiment de cavallaria ligeira,
Leocadio Jos de Figueiredo, prorogac3o por um
mez.
Aosargeiiloilolialalli.il> do deposito,^Josc Joao
Alvea prorocacao por dous mezes.
Maida-se considerar com sold por inleiro o com
que veio i\ corte o capilao do 5" balalhao de infan-
laria Joao do Reg Barros Falcao.
Ao capilao do 1 batalho de arlilharia Joao An-
tonio Nolasco Pereira da Cunha. Ires mezes com
sold simples.
Ao 1 cadele do balalhao do deposito, Eduardo
Gomes da Silva, um mez de favor
Ao soldado do 1 balalhao de arlilharia, Jos Au-
gusto de Castro Marlins, para esludar o curso de
sua arma.
Ao Io cirergio ^Jos Sergio Ferreira, para acei-
tar o lugar de secretario da junta de hygiene do
Maranhao.
Ao alferes do 5o regiment de cavallaria ligeira,
Domingos Alves Braneo Mooiz Brrelo, am mez
com sold e elape.
Ao alferes do 1 regiment de cavallaria, Gaspar
Jos Menna Brrelo, tres mezes para ir a o Rio
Grande.
Ao 1 cadele do 1 balalhao de arlilharia a p, Pe-
dro Ribeiro de Souza Razende, para eslndar na es-
cola militar.
Ao servente do arsenal de guerra da corle, Joa-
quim Pereira de Souza Caldas, dous mezes com
vencimento.
Ao amanuense do hospital militar. Paulino Al-
ves Barbosa, Ires mezes sem vencimento.
Ao addido a secretaria do mesmo hospital, Joa-
quim Leile de Souza Bastos, Ires mezes sem venci-
mento.
Dsposicoet geraes.
Delermina-se que o alferes do eslado-maior de se-
gunda classe, Segismando de Aguiar, passe a servir
na diviso auxiliadora.
Manda-se por a disposicao do director interino da
escola d. applicaco o sargento do balalhao do de-
posito Adelo Elias,para ser empregado como coad-
juvador, e bem assim que oulro sargento do mesmo
corpo. Adelo Francisco dos Reis, seja addido ao
balalhao de engenheiros.
Delermina-se ae os alferes alumnos aquarlcla-
dos na escola pralica vencam addicional e elape, e
que os uniros alumnos a quem compele a graduaran
de sargentos percebara os sidos augmentados pela
lei n. 54-2 de 21 de maio de 1850, sendo uns eoulros
pagos pela folha e prt do .balalhao de .engenheiros
a que sero addidos.
Passa a servir no balalhao di engenheiros o
1 cirurgiao Thomaz Cardoso de Almeida.
Fica disposicao do director interino do arsenal
de guerra da corte o soldado do 1 balalhao de arli-
lharia a p Antonio Tolenlino.
He desligado da fortaleza de S. Joao o alferes do
eslado-maior de segunda classe Jacinlho Candido
da Silva.
Manda-se lonvar o capilao do eslado maior de pri-
meira classe Franklin Antonio da Costa Ferreira,
pelo sea seu trabalho na copia e melhoramelo da
carta do Maranhao.
Aulorisa-se o director da escola mililar convi-
dar os lentes jubilados para o acto de defeza de
iheses.
Manda-se recolher a Montevideo o capilao do 12
balalhao de infan(aria;Jos Leitao de Almeida.
Aciso.
Rio de Janeiro.Ministerio dos negocios da
guerra em 16 de abril de 1855.Ilavendo por bem
S. M. o Imperador upprovar as inclusas inslrucroes
provisoria?, pelas quaes se dever reger a escola de
applicarao do exercilo, assim o communico a Vmc.
paja seo conhecimento e devida execurfi.
Dos gaarde a Vmc. Pedro de Alcntara Bel'
egarde. Sr. director interino da escola de appli-
caco.
INSTRUCCO'ES PROVISORIAS PARA A ESCO-
LA DE APPLICACO DO EXERCITO.
CAPITULO I.
Distribuir-nodo lempo.
Art. 1. Antes do nascer do sol se levantarn os
alumnos, depois da formalura e de alguai exercicio,
ter lagar o almoco as 8 horas da manha.
Art. 2. Depois do almoco, haver parada geral d
corpo acadmico, na qual ser distribuido o servido
e dahi marcharan os alumnos para as aulas theoricaa,
que devem comejar as 9 horas.
Art. 3. As aulas Iheorieas durarao urna e meia ho-
ra, e depois de um quarlo de hora de descanso, le-
ra logar a do dasenho por 2 horas.
Arl. 4. Para os alumnos da aula preparatoria, a
aula primaria dorar tres horas, e a de desenlio
ama.
Arl. 5. O janlar ser ama hora e mei da tar-
d, e depois delle ter lagar o descanso al hora e
meia antes do sol poslo.
Arl. 6. Acabado o descanso haver formalura dos
alumnos, onde serao distribuidas, s segundas, quar-
las e sextas-feiras, para osexercicios de arma, lices
de francez e nutros ensinos accessorios, al s \ ve-
Mana. Ale essa mesma hora lera lugar, as lerdas,
quintas e sabbados, o exercicio topographico ou de
manobras no campo, e se o lempo o nao prrmitlir,
ser substituido pelos que se podem fazer dentro'dos
qoarleis, ou pelas recordarOe* e resoluces de pro-
blemas proposlos pelos inslrnclores de primeira
classe. A's quinta-feiras, quando o lempo der lugar
sahir da escola urna turma em exercicio lopogra-
phico e rccouhecimcnlos militares por todo o dia.
Arl. 7. Meia hora ante* do loque de recoiherler
lugar a cea, passando depois os alumnos |ao estudo
al urna hora alm do roesmo toque. Este estudo
ser inspeccionado pelo instructor da primeira classe
de dia.
Arl. i*. Nos damingos, dias de guarda e quintas-
feiras das semanas quo nao tiverem dias de guarda,
nio haver licoes Iheorieas. O director determina-
r em que se deverao ocrupar os alumnos durante o
resto da manha, sendo as tardes para exercicios at
s Ave Mara. Nesles dias o servido de praca ser
feito pelos alumnos.
Arl. 9. Nos domingos e dias de guarda a mis-
sa em forma ser us oito horas, e o almoco as
nove.
Arl. 10. O director poder, as vesperas de feria-
dos, facultar o recreio al duas horas depois do lo-
que de recolher.
Arl. 11. as quintas-feiras em qne hoaver feriado
o director poder conceder licencas para sabir da es-
cola at a um quarlo dos alumnos ; e nos domingos
a dias de guarda al a um terco : nao tocando a ra-
da alumno mais de Ires licencas em um mer. O lem-
po destas licencas nao exceder de vinle quatro ho-
ras contadas da vespera s Ave-Mara.
Arl. 12. As ferias de pasclioa serao de urna sema-
na, contada da quarla-feira santa, e as do natal de
24 de dezembro a 7 de Janeiro. Aos dias feriados sao
applicaveis as disposices dos arl, 8, 9 e 10. Doran-
te eslas ferias as licencas poderao ser dadas al os 2
tercos dos alumnos, e por lempo al 3 dias.
Art. 13. Os-exercicios geraes do corpo acadmico,
fura da escola e em marcha, lero lugar em o lem-
po decorrido de 15 de maio a 15 de julho, c durarao
15 a 20 dias. Os grandes exercicios especiaes de ar-
lilharia se farao tambera fra da escola, em o mez
de seteitthro ou oulubro, e durarao de oito a doze
dias.
Art. 11. O exercicio geral de ataque e defeza de
praca* e minas se far no terreno d escola em o
mez de dezembro, e durar de oilo a 12 dias.
Arl. 15. O mez de Janeiro he destinado s recor-
dacTies geraes dos esludo? e aus exames.
CAPITULO II. k
Doulrinas do ensino e exames, f
Arl. 16. Ficam adoptados provisoriamenle na c?-
rrrla de applicaco os compendios que se acham ap-
provados para as mesmas doulrinas na escola mi-
litar.
Arl. 17. A ordem do ensino das doulrinas Iheori-
eas sera a que se acha designada no regnlamento de
23 de Janeiro do correnle anno ; com a exoepeao de
que se seguirao as nocGes de mecnica do primeiro
anno, logo depois das de topographia.
Art. 18. Os problemas de que trata o art. 6. se-
rao proporcionados ao adiantamento dosnlamnos ; e
constaran dos de calculo e geometra, relativos lc-
tica e forlilicacao ; de administrarlo de corpos e sua
contabilidade ; de manobras das diflerenles armas,
resolvidos grficamente ou por meio de rectngulos
ou nutras figuras de madeira, representando as de-
ferentes unidades de forca ou parles de um exercilo
em posicao ; e em geral, de quaesquer problemas
concedientes arte e seiencia da guerra. Poderao
ser substituidos os problemas referidos por leituras
em alta voz por um dos alumnos das vidas de gene-
raes famoso?, de discripces de batalhas, ceros, mar-
chas ou outrasquaesqner operacoe? mililarcs: bem
como por exercicios escriptos, analysando estas ope-
rarles.
Arl. 19. Os exames anuuaes da anla preparaloi13
serao presididos pelo vice-direclor, sendo examina-
dores o lente respectivo, o lente da aula provisoria
e um instructor de primeira classe. Os dos anuos
militares serao presididos pelo director, examinan-
do os lentes respectivos, e um dos n-irurlores de 1."
classe. *
Art. 20. No aclo dos exames serao presentes os
escriptos- e oulrns trabadlos graphicos dos examinan-
dos, para lambem setem sobre elles pergunti-
dos.
Arl. 21. Cada examinador dever pergunlar ao me-
nos 20 minutos, e nunca mais de 30 ; devendo o ins-
tructor de 1.* classe argir mais especialmente sobre
os trabalhos praticos que tiver o examinando apren-
dido no anno. *
Arl. 22. O presidente poder lambem argir o a-
lumno pelo lempo que julgar conveniente, al vinle
minutos.
Arl. 23. As approvacOes resultaran da votarao por
espheras, conforme a disposicao seguiule : cada um
dos quairo membros da commissao de exame laucar
Ires espheras na orna : das dbze espheras resultantes,
se houver mais de seis negras, ficar o examinando
reprovado ; se de duas a seis.approvado simplesmen-
te ; se urna somenle ser approvado plenamente ;
emfim, se obliver lodas as doze espheras bran-
cas, se laucara no termo de exame a ola com
louvor. |
Arl. 21. O presidente e examinadores, para regu-
lar a sua volacao, lerao em vista o nproveilametilo.
assidnidade e conducta do examinando, tanto no es-
tudo Iheorico como no pralico ; e bem assim em
qualquer servirode que lenha sido encarregado.
Art. 25. Depois dos exames se farao relaces dos
alumnos approvado? em cada anno, por graos, se-
gundo a ordem do numero de espheras brancas que
tiverem oblido.
Arl. 26. Para a classiflcac,ao definitiva ordinal dos
alumnos que completaren] os respectivo? cursos se
eslabeleoer am syslema de concurso entre os de
igual nota, ou numero de e?pheras brancas.
CAPITULO III.
.. Adminislracao.
Art. 27. Os instructores de segunda classe subs-
lituem os de primeira, e aquellos os ofliciaes alum-
nos do segundo anno militar.
Art. 28. Os instructores de primeira classe serao
todos obrigados directo diaria dos exercicio? pra-
lirof. Farao dia por escala, para a fiscalisarao e
boa ordem de lodo o servico do? alumnos.
Arl. 29. Os inslruclores de segunda classe serao
semelhanlemente distribuidos.
Arl. 30. Em cadi Inrma, oo seccao ou alojamen-
lo, haver um alumno, de dia; responsavel pela boa
ordem e asseio respectivo.
Art. 31. A mesa dos ofliciaes e cadetes ser pre-
sidida pelo instructor de primeira classe de dia, aja-
dado pelo de segunda. A dos alumnos praca* de
pret s-lo-ha pelo inferior respectivo de dia. As
bebidas espirituosas sao prohibidas.
Arl. 32. Na parle diaria se mencionar a quali-
dade e suficiencia do rancho.
Art. 33. A conlilbuicSo com que, alero da elape
(em de entrar os alumnos para sua raanutencao, he
pelo correnle anno escolar 1'nada.em lo; por mez
para os ofliciaes; de 300 rs. diarios para os que go-
zarem vencimentoa da primeiro? sargaolos, e de 160
r?. para os que liverem os da segundos sargentos.
Os descontos se farao no acto do pagamento.
Com as mesmas condicoes poderao ser admiltidos
ao rancho os empregados militares.
Arl. 3i. Aos empregados civis, residentes na es-
cola, se abonar etape. e entraran para o rancho
com as coutribuicOe? correspondentes as sua? cate-
gora*.
Arl. 35. A adminislracao do rancho de todo o
corpo acadmico, bem como a das forracens, se far
em commum pelo conselho econmico da escola.
Secretaria de eslado dos negocio? da guerra em
l de abril de 1855.Libanio Augusto da Cunha
Mattos.
Rio de Janeiro. Ministerio dos negocios da
guerra, em 5 e maio de 1855.Illm. e Exm. Sr.
De conformidade com o que ?e determinou a res-
peilo do cuialivo das pracas da companhia de pe-
destres de Gequitinonha, determina S. M. o Impe-
rador, em deferimento a supplica do lente refor-
mado Luiz da Conlia Menezes, cojo requerimento
V. Exc. infurmou em odicio n. 118 de 12 de dezcm
bro do anno findo que V. Exc. contrate com o dito
lenle o curativo da? praras da companhia de pe-
destre* do Rm Doce, arbilrando-lhe V. Exc. urna
gralilicacao pelo servido ja prestado.
Deo guarde a V. ExcPedro de Alcntara Bel-
legarde.Sr. presidente da provincia de Minas-
Gcrae?.
Rio de Janeiro. Ministerio do? negocios da
guerra, em 5 de maio de 1855.Illm. e Exm. Sr.
l'esso as maas de V. Exc. a inclusa tabella dos aog-
mentosdecredilo concedidos no correnle exercicio
para diversa? rubrica? de despeja das provincias do
l'iauliv. Parahiba, e Sergipe, na imporlaucia de
I0:787j>410. afina deque V. Exc. se sirva mandar
fazr effeclivos tos ditos augmentos s respectivas
Ihcsourarias.
Dos guarde a V. ExcPedro ae Alcntara Bel-
legarde:Sr. Marquez de Paran.
Rio de Janeiro. Ministerio do? negocios da
guerra em 12 de maio do 1855.Illm. e Exm. Sr.
Tendo sido augmentado o credlio aberlo a provincia
de Santa Calharina, no correnle exercicio, com a
quaulia de 6:5939510, como consta da lab. lia in-
clusa, rogo a V. Exc. haja de expedir a? sua? or-
dens Ihesouraria da mesma provincia, afim de qne
se torne edeclivo o referido augmento.
Dos guarde a V. Exc.Pedro de Alcntara Bel-
legarde.Sr. Marquez de Paran.
Resumo do mappa dos recrutat no me: de abril.
Qualidade da praca.
Voluntarios.............13
Recrulados.............33
Somma. ... 46
Resumo do mappa do hospital militar no mez de
abril.
Exisliam lo mez antecedente.......260
Kulraram.............301
>a.iirain curados...........299
morios...........14,
Ficam exislindo. ,........218
(A tabella dosjulgameuto? acha-se no fim desle
jornal.)
COMMAHDODAS ARMAS.
Quartel-general do commando das armas de
Pernambuco na cldade do Recite, em 2 de
janhode 1855.
ORDEM DO DIA N. 5fi.
O raarechal de campo commandanle das armas
determina que reverta para o servico do segundo ba-
lalhao de infanlaria, ao qual se acha addido.o Sr. se-
gundo cirurgiao lente do corpo de saude do exer-
eiIo, Dr. Jos Muniz Cordeiro Gilaliy, que pela or-
dem do dia n. 213 de 10 de fevereiro ultimo foi man-
dado funecionar no balalhao nono da mesma arma,
a que o Sr. segundo cirurgiao alferes do dilo corpo,
Dr. Jos Augusto de Souza Pitanga, seja desligado
do referido balalhao segundo, vislo como se acha
exercendo o emprego de assislente do delegado do ci-
rurgio-mr do exercilo nesla provincia.
Jote Joaquim Coelho.
Candido Leal Ferreira, ajudanle de orden* en-
carregado do detalhe.
liluir a de azeile it onde o permillissem os appare-
Iho? existentes.
A distancia marcada pelo governotpor os lampe-
oes collocados de dezembro ultimo em dianle foi,
para o primeiro perimalro, de 15 brabas e de 20 o
mximo ; e para o segundo, 20 bracas e 25 o m-
ximo. A commissao nomeada para fiscalisar a eie-
cocao do contrato entende que a nlen?idadde da
luz doscombusloreshe superior do combuslores
de Londres, e nao inferior ao? de Manchester.
Temos ainda 1,225 larapees de azeite em ser-
visso.
A guarda nacional do imperio j erganisada
anda i>or 383,977 homens de servido activo, e 77,000
da reserva. A maior parle desla forja nao est far-
dada e nem armada, e nao lem regularidade e dis-
ciplina alguma.
O corpo municipal permanente desla corle lem
actualmente 517 praca-, inclusive os olliciae*. De
818 doenles tratados no seu hospital o anno passado
srt fall i-erain 12.
S ha urna casa de detencao propriamenle lal
em lodo o imperio lie a da capital da provincia
do Rio de Janeiro.
Estao por prover Ires bispados, os do Cear,
Diamantina e Goyaz. O digno sacerdote Joao Qui-
rino Gomes, nomeado para o bispado do Cear, nao
o aceilou.
21
IHTERIOR.
RIO SE JANEIRO
18 de malo.
Segundo o relatorio do Sr. ministro da jusfa, hou-
ve no anno de 1854 no imperio :
Homicidios.......731
Tentativas de homicidio 137
Ferimenlo? graves. 418
Resistencias......60
Tiradas de presos. ... 20
Roiih.i*.......65
Os homicidios sao repartidos pelas provincias des-
le modo:
Minas Geraes.....153
Pernambuco.....98
Bahia........94 .
S. Paulo.......54
Parahiba.......54
Rio Grande do Sol 50
Rio*de Janeiro.....is
Maranhao.......38
Alagas.......35
Ceara........21
Piauhj.......16
Rio Grande do Norte. 16
Gojaz........ 9
Sergipe........ 8
Mallo-Grosso...... 8
Paran........ 8
Corle........ 8
Sania Calharina .... 7
Espirilo-Sanlo..... 6
Para........ 2
Amazonas...... 1
ou os hom cidios teem do em prosres-.no. on a
autoridade tem-se desvelado mais em verifica-las e
persegui-los. Os dados dos anuos anteriores de-
monstran) que em 1852 houve (verificados) 312, a
183 em 1853.
Portanto, os homicidiosde 1851 foram dous lanos
e um terco dos de 1852, e quasi dous lanos dos de
1853!
Segundo o mesmo relalorio, nenhum desembar-
que de Africano? leve lugar em poni algum da
cosa do Brasil de maio do anno passado al boje.
Tem-se concedido cartas de emanc|>ar.aoa211 Afri-
canos livres, cojos serviros haviamjsido arremata-
dos por particulares.
O supremo tribunal julgou o anno passado 186
revistas : conceden 14 somenle ; denegou 172.
As quatro rel.ices do imperio julsar.un 1,937 >p-
pell.irocs, 173 recursos e 131 habeas-corpus. Das
appellares 984 foram julgadas pela relacao de?la
corle. Causa eslranheza > grande numero de babeas-
corpus julgados o relacao da Bahia ; porque lendo
a do Rio Janeiro julgado 11, a de Pernambuco 7, a
do Maranhao 5, a da Bahia julsoo 108. *
Os juizes de direito anualmente em exercicio
*3o em nmero de 181; osmunicipacs e de orphos
em numero de 280 ; e os promolores em numero de
149.
He um total de 413 hachareis empregados.
Houve o anno passado em lodas as provincias
67 suicidios e 137 tentativas de suicidio.
Durante o anno de 1854 o movimento do porlo
do Rio de Janeiro, quanlo i popnlaco, foi o se-
guinte :
Entrados de portos eslrangeiros. 16,623
Sabidos para portos eslrangeiros. 9,508
Entrados de portos nacionaes.....31,801
Sahidos para portas naeionaes .... 30,631
Resulta destes dados que enlraram 18,429 indivi-
duos, esahir.im 40,142.
Enlraram no mesmo espaeo de lempo, dor por-
tos nacionaes, 14,374 escravos, e sahiram para es di-
tos portos 12,292. Deviam ler Picado pois 1,982,
rouitos dos quaes poderiam ter ido por trra para as
provincias limilrophes.
Aleo ultimo de abrilaceodiam-se 1,718lampe-
os de gaz. A despeza desse servico em abril foi da
15:6175353. Por um novo contrato celebrado com
o bario da Mau estipulou-se a .eitensao da illomi-
1135.10 a gaz, alm do primeiro permetro, para subs-
V
MUTILADO
Por decreto de 18 do correnle foi exonerado Pe-
dro Maria de Almeida Portugal do cargo de 2. sup-
plente do subdelegado de polica da freguezia da
Laga desla corle.
Foi declarado vago o cilicio de escrivao dos or-
phos casenles da cidade de Alcntara da provin-
cia do Maranhao, pela impossibilidade em que se
acha de o servir, Joaquim Antonio Gomes Cruz, ao
qual lica obrigado a pagar a terca parte da respec-
tiva lotaca.i o serventuario que para elle for no-
meado!
Foi apresenlado o padre Joao Maria Ozorio Pinto
na nova igreja parochial de Nossa Senhora da Con-
ceico do Passa-Tres, deste bispado.
Foram reconduzidos os juizes rauoicipaes e de or-
phos :
Benlo Jos Fernandes de Almeida, do termo de
Ilaparira, da provincia da Bahia.
Francisco Maria Xavier de Menezes, no? termos
reunidos de Propri e S. Pedro do Porlo de Folha,
da provincia de Sergipe.
Foram nomeados :
Juiz especial do commercio da capital do impe-
rio, o juiz de direito Carlos Antonio de Bulhoes Ri-
beiro.
dem idem da provincia de Perhambuco, o juiz
de direito Anselmo Francisco Peretti.
dem idem da provincia da Bahia, o juiz de di-
reito Innocencio Marque? de Araujo Ges.
Cliefe de polica da mesma provincia, o juiz de di-
reito Francisco Liberato de Mattos.
Subdelegado de policia da fregoezia da Guarati-
ba, do municipio da corte, Joaquim Luiz Rangel.
2." Siippleule do subdelegado de polica da fre-
guezia da Laga do dilo municipio, Francisco de
Paula Corle.
Major commandanle da seccSo de batalho da
guarda nacional do municipio de Barcellos, da pro-
vincia do Amazonas, Manoel Ribeiro de Vascon-
celos.
Majores ajudanle- d'onlens do commando snperior
da guarda nacional do municipio da Barra da pro-
vincia do Piauhy, Joaquim das Sanios Rabello, e
Candido Jos de Oliveira.
Capilao secretario geral do dilo commando, Ma-
noel Patricio da Silva Reg.
Capilao quartel-mestre dilo dilo, Marianno Men-
des da Silva.
Capilao secretario geral do commando superior da
guarda nacional dos municipios da capital de S-
I Hncalo, Extremoz cTouro?, da provincia do Rio
Grande do Norte, o lente Pedro de Alcntara de
Oliveira Sicupira.
Capilao quarlel-meslre do dilo commando, o l-
enle Miguel Benevide? Seabra de Mello.
Capilao cirnrsiao-iin'ir dilo dito, I.udgero Joa-
quim de Almeida.
Capilao quaitel-meslre do commando superior da
guarda nacional da comarca da Maioridade, da pro-
vincia do Rio Grande do Norte, Ignacio Danlas de
Oliveira.
Commandanle superior da suarda racional do mu-
nicipio da Boa-Visla, Cabrob e Ooricury, da pro-
vincia de Pernambuco, Manoel Ribeiro Granja.
Cliefe do eslado-maior do dilo commando, Ma-
noel Nunes de Barros.
Tcnenle-coronel commandanle do batalho do
municipio da Boa-Visla, Doraiciano Pereira Bran-
do.
Tenenle-coronel commandanle do balalhao do
municipio de Cabrob, Mauoel da Silva Souza Ara-
quam.
Tenenle-corouel commandanle do corno de caval-
laria, do municipio de Ouricury, Alvaro Ernesto
de Carvalho Granja.
Tenenle-coronel commandanle d'o balalhao de in-
fanlaria, do mesmo municipio, Dimas Lopes d
Siqueira.
Major commandanle da seceo do balalhao da re-
serva do mesmo municipio, Libralo Ribeiro Granja.
Tenenle-coronel commandanle do balalhao 9 da
guarda nacional da proviatcia das Alagas, o capi-
lao MaUias Coelho de Andrade Lima.
Capilao secretario geral do commando snperior da
guarda nacional do? municipios de Larangeiras e
"Sanio Amaro, da provincia de Sergipe, Jos Perei-
ra de Magalhaes.
Capitao quarlel-meslre do dilo commando, Anto-
nio Luiz de Araujo Maciel.
Capilao cirurgiao-mr dilo dilo, Dr. Antonio da
Silva Dallro.
Tenenle-coronel chefe do eslado-maior do com-
mando superior da guarda nacional do municipio de
Valenca, da provincia da Babia, o major Joao Ma-
noel do Nascimenlo*
Majores ajudanles de ordens do commando supe-
rior da guarda nacional do municipio de Inhambu-
pe, da mesma provincia, Antonio Jos dos Sanios,
e Serafim Pinto de Souza.
Capilao secretario geral do mesmo commando,
Francisco Muniz Machado.
Capitao quarlel-meslre dito dito, Pedro Nunes
dos Santos.
Capilao cirurgiao-mr dito dito, o Dr. Jos Lu-
cio da Silva Dias.
Capitao secretario geral do commando superior
da guarda nacional do municipio de Jaguaripe, dc1
dila provipcia, o lenle Theodoro Americo Ran-
gel.
Major commandanle da seccao de balalhao n. 3
da guarda nacional da reserva da dita provincia,
Raymundo Pereira de Carvalho.
Majores ajudanles de ordens do commando supe-
rior de guarda? nacionaes dos municipios de Barba,
cena e Santo Antonio da Parahybuna, -da provincia
de Minas Geraes, Antonio Jos de Maicedo Moura,
e Jos Caetano de Oliveira Horta.
Capitao secretario geral do dito commando, Fran-
cisco Hioui-jo Fortes.
Cnpitao quarlel mestre dilo dilo, >aaudro Barbo-
sa Teixeira.
Capitao cirorgiao-mr dito dito^ o Dr. Antonio
Joaquim de Miranda e Gama.
Tenenle-coronel chefe de eslr.do-maior do com-
mando superior da guarda sacio nal do municipio do
Mar de liespanha, da mesma provincia, Matliei
Herculaoo Monfeiro de Caslro.
Tenante-coronel chefe do 1 slado-afcior do cem-
mando superior da guarda 1 lacional da comarca de

pintos, da provincia de S. Paulo, o capilao Ber-
nardino Ferreira da Silva.
Majores ajudanles de ordens do dito commando,
Francisco Marlins dos Santos e Hygino Jos Bote-
lho de Carvalho.
Capitao secretario geral dito dito, o lenle Jos
Antonio Pereira dos Santos.
Capilao quarlel-meslre dilo dito, Antonio Mar-
ques de S-ies.
Capitao cirurgiao-mr dito dito, o Dr. Firmino
Jos Maria Xavier.
Major ajudanle de ordens do commando superior
da guarda nacional da comarca de Jacarehj, da
mesma provincia, o capitao Joao Rodrigues Mu-
nhoz.
Foram reformados:
O lenenle-coronel do extinelo 1." batalho da
guarda nacional do municipio de Alcntara, d*
provincia do Maranhao. Manoel Goncjlves de S.
I O major da extinela legiao da guarda nacional do
municipio do Cabo, da provincia de Pernarbuco,
Antonio Juvencio Pires Falcao, no posto de tenan-
le-cpronel.
O major do extincto balalhao da guarda nacional
do dito municipio do Cabo, Loiz Pires Ferreira.
U major da anliga guarda nacional do dilo mu-
nicipio, Theotonio da Silva Vieira.
O major da exlincla legiao da guarda nacional
du municipio de Goianna, da dila provincia, An-
tonio Francisco Paes Brralo.
O capitao do balalhao n. 16 da guarda nacional
da provincia das Alegas, Azaria? Carlos de Carva-
lho Gama, no posto de major.
O major da exlincla legiao da guarda nacional do
municipio da Carolina, da provincia da Bahia, For-
tunato Jos Ferreira Gomes, no poslo de lenenle-
coronel.
O lenenle-coronel da antiga guarda nacional do
municipio da Jacobina, da mesma provincia, Ma-
uoel Joaquim de Carvalho.
. O lenenle-coronel do exlinclo balalhao de infan-
laria da guarda nacional do manipin de Gnaralin-
guel, da provincia de S. Paulo, Joao Francisco
Vianna Novara.
O major do exlinclo balalhao de infanlaria da
guarda nacional, da villa do Rio Claro, da mesma
provincia, Marceilino de Godoy Bueno.
Temos folhas de New-York al 31 de marco.
Conlinuava-se a assegurar, que o gabinete se reti-
rara em massa, e que o Sr. Dallas seria nomeado
secretario de eslado
O Sr. Sol linha publicado a sua corresponden-
cia ollcial, como ministro da Uniae Norte-Ameri-
cana em Madrid, e a atiendo da imprensa periodo
ca oceupava-se quasi exclusivamente com essa cor-
respondencia.
Da Uavana ha dalas al 17 de marco. A ilha de
Cuba acha-se ainda em eslado de sitio, mas o exci-
lamento cansado pelo receio de urna iovasio (inha
grandemonle diminuido.
De Vera Cruz alcan;am as noticias a 22 da mar-
co. As folhas do Mxico anuunciam em data de
19, qne o general Alvarez, chefe da sublevaran
contra Santa Anna, fra por esle batido e rugir pa-
ra Acapnlco.
Do relalorio do Sr. ministro da guerra consta
que foram no anno lindo recrulados 2,673 individuos
para 0 exercilo, conlribuindo cada provincia com 0
segainle contingente : 69 151
I'rov. do Rio de Janeiro.
Espirito-Santo .... , 17
Bahia....... '257
Sergipe ...... . 95
139
Parahiba...... 316
150
Rio Grande do Norte. . 155 .
Cear....... 263
Maranhao...... 335
Piauhy...... . 263
Para....... . 90
Amozonas..... . - 0
Govaz....... . 30
Matlo-Grosso .... 32
Minas-Geraes .... 190
S. Paulo...... . 56
1 9
Santa-Catharina . . 20
Rio Grande do Sul. . 136
Consta do mesmo relalorio, que o exercilo bra-
sileiro cunta 4 lenenles-seneraes, 8 marechaes de
campo, 14 brigadeiros, 37 coronis, 63 leenles-co-
ronels, 91 majores, 36 ajudanles, 29 quarleii-mes-
Ires, 323 capilaes, 322 lenles e 538 alferes. A
forra do mesmo exercilo he de 20,324 homens, a sa-
ber : arlilharia 3,128 ; cavallaria 2,457 ; infanlaria
11,095 : companhia de ponloneiro? 47 ; dila de trans-
portes 77; dila de recrolasde Porlo-Alegre 110 ;
ditas de pedestres 939 ; guarda nacional destacada
2,044 ; eslado-maior-general 26 ; corpo da ense-
nheiros95; balalhao da engenheiros 2; eslado-maior
de primeira classe 55 ; dilo de segunda classe 126 ;
reparlicito eclesistica 22 e corpos de sanda 101.
A inslruccao primaria, remunerada pelos co-
fres pblicos, contava no anno de 1854 1,506 escolas
e 61,700 discpulos. Estes algarismos dividem-sc
pelas 20 provincias da segninle maneira :
Escolas. Ditcips.
Minas-Geraes.....232 ,235
Bahia........200 7,687
Rio de Janeiro (corle e prov.) 177 16,236
S. Paulo.......162 5,559
Pernambuco......103 3,801
3,732
3,481
2,700
2.572
2,227
1,860
1,393
1,345
1,312
1,306
956
755
700
429
414
A inslruccao publica primaria e secundaria do
imperio, nao incluindo as escolas regimeolaes e as
aula? dependentes do ministerio da juslica, compre-
hendia ero 1854 :
Escolas primarias......
Lyceos..........
Aulas avulsas secundarias. .
Alagas..... . 73
Rio Grande do Sol. . . 97
Sergipe..... . 54
Cear ...... . 53

Para...... . 45
Govaz...... . 31
Parahiba ..... . 37
Sanla-Catharina. . . *40
Rio Grande do Norte . . 3
Espirito-Santo . . 28
Paran...... . 25
Piauhy..... . 33
Mallo-Grosso . . 13
. 14-
Discpulos de inslruccao primara.
dem de inslruccao secundaria. .
61,700
3,713
65,413
Total dos discpulos.
O movimento do ensino particular, que clicgou ao
conhecimento do governo, he o seguinle :
Provincias. Discpulos.
Rio de Janeiro (corle e prov.) 7,088
Mina.........6,027
Bahia.........3,532
S. Paulo........1,475
Rio Grande do Sul ... 902
Cear......... 857
Pernambuco...... 736
Para......... 658
S.-nla-Calharina..... 588
Maranhao....... 573
Mallo-Grosso.....V 400
Alagas........ 330
Parahiba do Norte .... 313
Rio Grande do Norte. ... 82
Total. 23,641
Esta somma reunida do ensino publico d o to-
tal geral de 89,641.
O estado tuautem 26 escolas primarias no mu-
nicipio da corta, das quaes 17 para meninos e 9 pa-
ra meninas. A? primeiras foram frequenladas du-
rante o anno de 1854 por 909 disdpulos e as segun-
das o foram por 555 meninas.
Quanlo instroccio secundara, alm do col-
legio de Pedro II, ha ainda por conla dos cofres
pblicos as segoinles aulas,que apresentaram no an-
no findo apenas 97 discpulos a saber:
1 da francez. ... 16
3 de lalim..... 49
1 de inglez. ... 30
1 de rhetorca. 2


DIARIO OE PERNAiBUCO SEGUNDA FEIRA 4 OE JUNHO DE 1855.
A_ inslroccio particular no mesmo municipio
cenia 97 casas, tenue 51 para alronos do seto mas-
culino e 46 para o sexo femenino. O numero de
alumnos dessas casas foi no anno Ando da 4,190,
sendo -2,864 do seto ma-culino e 1,626 do feme-
nino.
O collegio de Pedro II foi frequenlado por 187
alumnos. Oestes foram plenamente approvado 46
c simplesmnte 39, Toflurim o grao de bacha-
rel 14.
Na aula do commercio matricul,iram-se 27 a-
lumnns, sendo 16 no primeiro anno e 11 no segun-
do. Foram plenamente approvados 8, simplemen-
te 6, e reprovados 3.
Na academia das bellaa arles maUicularam-M
60 alumnos, dos q un es 7 foram premiados, e distin-
guram-s 20. I'erderam o anno 14.
As aulas do instituto dos cegos foram frecuen-
tadas por 12 alumnos, sendo 10 do seto masculino e
"-2 do raineiiiiiu. Sao 4 da corle, 7 da provincia do
Rio de Janeiro e 1 do Cear.
22
A REGATA.
Teve hootem lugar a regata do Bolifogo, que a
cliuva impedir na quinta-feira passada.
Como era de esperar, um concurso immenso acu-
di pressuroao e alegre a gozar a bella e graciosa
festa. A formosura do sitio redobrava o encinto da
reste.
Todos mis conhecemos o Bolafogo : as mansas on-
d.-.s do (juanabara adormecem tranquillas uesse pla-
cido remanso, como fonuosas odaliscas cin um ha-
rem deleitoso, enlrada do qual, como um enuu-
cho sombro, vela inabalavel o Pao d'Assucar.
Alm do mar estende-se uina planicie encantado-
ra perfumada pelo respirar das flores de mil jardn*,
enlreineiaila de.bosques apraziveis, alcatifada de re-
va sempre verde, bafejada por suaves brizas, e lerm-
nando-se emfin ao sope de monlanhas gigantescas e
sublimes.
Os musulmanos julgariam encontrar alii u parai-
ao habitado pelas houris do propheU. Os poetas abi
coliocafiara a mando da saudade.
O ihcairo uao poda ser mefhor escolhido.
Etn freuto do campo marcado para a festiva lula
naval motlrava-se o palacete oceupado porSS. MM.
II., lodo brilhanle e orgulhoso de seus augustos ha-
bitadores.
Em loda a exlensao da corva e formosa praia
viam-se as casas com las janelas plenas de senho-
ras e de cavalhciros, radiando de prazer e de curio-
sidaile.
Nos jardins lambem as senhoras apparecam de
mistura com as llores.
A praia eslava atopetada de curiosos de ambos os
sexos, que, fallando todas as linguas, linliam entre-
tanto lodos um s pensamento.
O mar mostrava-se coberto de vapores, de esca-i >*l i'm d" mez !...
leres, de botes e de urna infinidade de barqiiinhos
qoe Icm vinle d.euomina(9es diversas, o que pare-
can! todos suspensos sobre as ondas pelo desojo de
ver come;ar a festa.
A inosica soava'no mar a bordo dos vapores, tao
bella, lito cheia de suave magia, como em noile de
luar ouviiU em deshoras uo encanto da solidao t fa-
vorecida pelo silencio.
O espaco em que deviara executar-se os preos
eslava'completamente fechado de arabos os lados:
do lado ilo mar pelos vapores, boles e escaleres
cheios de alegres espectadores, u aiguns dos primea-
ros de um grande numero de Convidados presos pe-
los olhos ao espectculo que se Ibes qiTerecia.c pelos
coraroes aos obsequios e a perfeila delicadeza dos
dignos directores: do lado de tetra pela multidao
jubilosa que O conlenlaininlii de todo csse mundo, a avidez de
todos esos olhos. a curiosidade de ldas estas alma-
tilo palpitantes se mostravam, que ; se deviam con-
siderar inferiores a elegancia, ao hrillianiisiiio e ao
primor das senhoras.
Todas estas caberas eslavatn oceupadas de urna s
ideaa resala.
O momento chegou. A's 3 horas n caler Guarany
fez ouvir o tiro que devia marcar o principio da
lula, c a festa coinccou... n3o, a fusta nao, n festa
havia comedido ha muito lempo.
Foram os preos que comecaram
l'rimeiro pareo.
Sele escaleres do* navios de guitrra nacionaes e
um caler de euerra ingle*. Venceu a canoa de se-
to remos da fragata ConstituirSo ; patrio, lenle
liarla.
Segundo pareo.
Tres escalera, tripulados por marinheirns, a sa-
ber : Thereza Chritlina Mara. Ptdro lie Totay.
Venceu Pedro // de 4 remos ; pairan. Barbosa.
lerceiro pareo.
O guigue baleeira Belleza do brigue Express,
com qualro escaleres de guerra nacionaes e um de
guerra inglez. Vencen o guiguc inglez Belleza de 6
remo* ; patrao, o lente Rouche.
(.toarlo pareo.
Tres escaieres tripulados por am dores, n saber :
Circe, .Irnos e llenrii/uetu. Venc u o Algos de 6
remos ; patrao, Camacho.
Quinto pareo.
Oous escaleres de madores, i:m lie guerra nacio-
nal e *>i) escaler de guerra iugiez, i saber : Anlo-
nela, com oilo remos ; AnJarahy. rom qualro re-
mos ; um esraler do Parahibunae um da frasala
insiera Indrfaligable. Venceu o ,tr,loneta ; patrao,
Campos, 1. lenle da mariuha poi tugue/a.
Sexto pareo.
Oous escaleres de guerra franceses, um inglaz c
doos de guerra nacionaes. Venceu o escaler francez
da coverla Thisbe, com 14 remos ; patrio, Evens
Mors.
Stimo ultimo paro.
Tin escaler de guerra francez e doi,s de guerra im
gleze*. Vencen o francez.
lindos os preos, os directores, juizes t vencedo-
res, liveram a honra de compriiiiciil ir a SS. MM.
II. Regres*ahdo depois para bordo dn vapor Santa
Crtss, ahi foram distribuidos os pren.ios da maneira
sostiiiiie !
O Argos leve por premio um lallier e um copo de
prata. '
O {! loneta urna chicara, um piro, o urna eolher
de prata.
O Pedro 11 um copo de praia donn da.
A rana da frasala ConstituirSo um mate de
praia !
Ofcsealer da Thisbe um copo de praia.
i> snigue baleeira do brigue Express, um servido
de praia donrada para almoro.
Ihsirihuidos que foram os premios, a banda de
musir que se Moar .1 bordo do vapor Santa Cruz
tocn o hymno nacional. Finalisando assim a festa
naval coinccou a terrestre, dirigndo-se todas as fa-
milias convidadas para casa do Sr. I.oite, onde foi
servido um riqnissimo cupo d'agua.
, WMI -
S. PAULO-
16 de maio
Principare! boje pelo correio.
Foi muito applaudida a sua gazelill.a, porque ella
revclla animo de fazer embretes s idminisIrarOcs
do correio, em prol de nossas necessidades e presteza
dt cvrnmunicaces.
Esle novo, pois, lite agradece, que os benencios de-
0 arenles de sua gazclilha sejam lambem extensivos
a nos nutras os caipiras ou caiporas.
Fui verificar uo cootralo ; o qtte lia de verificad0
he que o estafeta (em quinze horas pan atravessar a
estrada dj Santos capital, sendo bom o lempo; sen-
do mi, lem tinte horas'. He muito. No lempa
do Sr. Nubuco fazia-se viagem sempre em dez lio-
rar-sc um individuo que leve a desgrana de nascer
homem; sim porque o castraram desapedadamenle,
e oom um mcete Eli !
Ignoro as minuciosidades do fado, que ainda est
reservado; o que heeerlo lio que semelhanle brinca-
deira, se nao he um erime definido no cdigo, he ao
menos um alicotado contra o fuluro numero de ha-
blantt.
Em. ltapetininga hoovram grandes festejos por
occasiao de instaurar-so na nova calhegoria de cida"
de. De 14 rao eicrevem assim :
Sio duas liorai da madrugada, e Ihe escrevo esta
debaixo das imprestOes dos festejos que hojo tiveram
logar, em applauo nova cidade, eujos habitantes,
por quasi um seculo, permaneceram no foro de vil-
la. Esleve hoje lindissima a nossa joven cidade; o
povo demonslrou um enlhusiasmo pouco commnm.
Comecaram liontem os festejos, e conlinuarnut hoje
em maiur proporrlo ; amauhaa findaose com um
baile, para o qual ha grandes apromplardes. Nesla
comarca vai ludo em socego.
Muilo progresso ganhar a nova cidade se ella
for animada pelo governo; se nao houver algum
caiporismo, denlro em breve ltapetininga ser urna
rica cidade da provincia, inormcnle se continuar
aqu a fazer-se o neeocio de animaes, se parle da
feira nella se fuer ; para o que nao concorre pouco
o eslabeleciraento da barreira no lugar em que se
ach, graras aos esforcos e influencia, na asscmbla,
do nosso depilado provincial Manoel Alfonso Pc-
reira Chaves. '
Annuncia urna folba de Santos que algumas
pessoa viram na noile de 6 do crranle um arco
iris formado sobre a serra do Cubalao, em directo
oeste daquella cidade. O firmamento eslava es-
trellado e claro, e o arco se distingua em lodo o
seu semi-cireulo, com as mesmas cores usuaes. A
Gazeta Commercial menciona islo, mas declina da
eiplicacao desse phenomeno maravilhoso da nalu-
reza. Eu lambem declino, porque lenho para isso
cem razoes: a primeira be sabir j a mala do Para-
hybtma.
A petalogica lem ejercido lodas as suas unc-
COes em relaco sorle do minislerio.
Se diz por aqui qoe ha na cmara dus depulados
una liuha de 29 atiradores; que tomam Sebastopol
En que levanlei esta lebre sem malicia, e anica-
menlepara pedir um mcllwramcntotinho para nos
lodos que pagamos impostus cuslosos, explicare! a ra-
a porque o admiuistrador do correio 1 a capilal fo
forjado a fazer um contrato em lacs temos, c teuho
f que elle se modificar, alenla a .solii iludo dcsle
empregado, que he digno.
Nio se conlava com sabida de mala loje, mas o
Sr. Luz, que he o primeiro a dar mostras le boa von-
laleua ficilidailc denossas communicarOss, ordenou
quenm porta-mala faja d'aqui a pouco tiagem, que
cootiniiarj com noile, para alcanzar o vapor que
amanhaa larga de Santos. E, pois, escrevo esta com
pressa, nicamente para adiantardata.
Eslamosem interregno. As portariat presiden-
riaes liveram ja urna substituirn de nonie. O Sr.
Kolierto de Almeida comeos a fonecionar.
II Sr. Sarn a parle nesla madrugada, o creio chc-
gar a Santos com demora. Consla-me qoe se de-
mora em niguas pontos da estrad 1 de S utos par"
examina-la, e queseguiri para a corle no dia 21 a
bordo do Joscphina.
Tomou conia da polica o juiz de direilc de San-
tos, Fernando da Foncecn. Pedimos a Oros que o
illnmiue ; S. Paulo j lie urna cidade que nao pode
prescindir de urna polica ri'jilnnle. Dizin-se, e ai-
guns aiiidadizem, que ella se pode governa dormin-
do; he por isso que os Iadres nos' atacan quando
i'.ijuns dormiiido. S. S. j encoulra na eilrca um
bom b*co de obra.
lie o caso. Tem voado o hoaln qoe na Serra de
Cartartira, a : leguas d'aqui, esl insultada urna
pequea quadrilha de ladiur-, que, masciuada, ata-
ca e rouba os viandantes. Consta mesmo ^ueja al-
gnem teve de preWMiw om encontr.
Se assim he, inde-rulpavel se (orna aus.'ncia de
medidas policiaca que dissolva, ao menos, >ssa ins-
tituirlo de cavallaria que, nos bisodes do governot
vem representar as secuas ilos salteadores de SchHler.
A estrada da capital a Braganca he m lito fre-
quentada ; muito lucro lerao esses raascartidos. O
(trama comeeoii a reprc sem qoe orna participarn ofcial vie governo.
Por denaacia do um particular, o Sr. San iva aca-
ba de dar ordena convenienles.
Coula-sp que em urna das comarcas vhinhas se
rommelleu um faci comtco-hurricel. O promolar
respectivo l anda em holanda* para saber 10 cerlo
do caso, qoe nao he ruis nem menos do que agar-
Oizem outros que nao, pois que ngo lem graca
nenhuma urna dissolucao, mormenle quando, se-
gundo noticias frescas da Europa, os sorvetes ahi na
corle serao superfinos.
Oemais, vai nascer nm radiante Ihealro italiano,
e para o anno em dienta valer a pena estar no Rio.
Quauloa mim, direi que ludo se arranjar do me-
Ihor modo. Aposto com Vine. He boa Ninguem
esl para ser Caldo.
19
Reparo que Ihe escrevi anles de hontem pela ma-
la do l'arahibuna, que o Sr. I.uz tn sahir desla
a loda a bride, para alcanrar o navio em
Sanios ; e que esle S. Paulo nao be tao variado que
no breve inlervallo decorrido, baja panno para
mangas.
1 Mas eu que quero andar em da com os seus
compqsitores, escreverei agora, de no que der.
E dahi estes correspondentes de provincia sao
tao prestantes, que em falla de materia, enchem a
larea com fareloriosc desculpas.
a Pois quem Ibes manda escrever?
Oispunba-me en para alaviar esla, senlava-me
carleira para lavrar o auto dos acontecimenlos do
da, quando encontr o Irecho sopra, sobre esla tira
de papel, que um amigo por distraern lancou.
Tcrminava elle : Pois quem Ihcs manda escre-
ver ?
Ora. he verdade, quem me marida t O patrio-
tismo, meo charo senhnr, o patriotismo, movel de
lodas as nnssas aceftes : algum sacrificio se far pelo
paiz. Nao ve como os nossos depulados das provin-
cias larsam os seus dnmmodos para ir lomar sorve-
tes no Rio de Janeiro '! Como um presidente vai
ganhar meia duzia de contos de fres para usnlrur
urna posic.lo ? Como um senador das maos a pal-
maloria confessando ler mais de 40 annos, rtocaudo
a fama de mocetao galhardo por urna uinharia de
un* mil cruzados? Como um leule do curso jurdi-
co se sujeila a carregar com o peso de umamocidade
ardonlc. por um pingue vcncimenlo que nao d
para luvas ?
He o patriotismo que Iranslorna a cabera de loda
esla gente ; pois cu derlaro-me igualmente Irans-
tornado, e victima do patriotismo vou escrevendo
carias em bem do paiz.
E, aqu para nos, Vmc. mesmo nao he urna victi-
ma do fogo patritico, quando li a cada um de nos
o gigante da imprensa, em rada madrugada ?
Pois eu lambem quero ser inmolado no aliar da
patria, dando nolicias da patria ; e se por ahi al-
gum inlrometlido Uvera lerrivel lemhranra de que-
rer pagar estas locubraroes com algum habito, ainda
que seja de S. F/ancsco, declaro que nao quero:
faro03 meus serviros de graca, como todos; nao hci
de abrir urna esceprao.
Apre! que exordio Quando eu fizer algum ca-
derno de rheloricn hei de abolir a primeira parle da
orarao,c classifica-la na iirdcm das pulhas ; creio
que o servro publico gauliaria com esla ovencao
mai do que com a tal do cha preto com ponas
brancas. Se aqullo nao he gaialice... nao he
nutra cousa. Tambem Ihe declaro, se passa aquella,
daqni a das eu peda igualmente um premio pelo
modo porque escrevo oslas uiinhas carias, E pedi-
ra ao Sr. Paula Candido que propuzesse urna sdis-
cusslio. Viremos folba : eslou-me compromet-
'enilo.
I.a se foi o Sr. Saraiva ; parti daqui honlem
e ha de viajar com eslas liulias, pois que me consla-
cstar parado no Cubato em conferencia sobre es-
trada.
Se nao eslivesse com alguma pressa, podia aqui
dar-lhe una descriprao do bota fora e das honras
da sabida. Nao pense que s na Babia se fazem
cllcs chibantes, como nos pinlou o seu corresponden-
te respectivo ; faz-se por aqui igualmente o seu ba_
rullio.
No largo de S. Gonraloposta-sc|obaUlliao que faz
urna contineucia-com maior oumenor empnaie.segun-
do vai o presidente demittido ou s chamado. No pri-
meiro caso o cumprimento he assim mais frgido,
com eiccprao em favor do Sr. Josino, cujo acom-
penhamenlo significou o grao em que era estimado
em S. Paulo : foi o nico presidente decahido que
recibeu dous grandes bailes em despedida, e oulras
manifeslacoes que nao deixam de valer para quem
j nao d pao-de-l.
Como dizia, mais alcm, nos campos do cemiterio
postase urna cousa que, se me nao engao, he par-
que de artlharia, que d osignal de despedida com
o seu 1 bombo, que as vezes d com o costado do
cavallcro cm Ierra, lendo um verdadeiro i/u
(ora
Ainda mais adiante, o povo, que ve desfilar o pres-
tito, e ouve a musicala que resoa pelas monlanhas
das abas da cidade.
Cbega-seas campias do Ypiranga, onde cada um
torna-se ndependenle do presidente que vai ;
ahi seab'arim os amigos, os verdadeiro? e falsos,
os aduladores e os indi drenles, e lambem o acum-
panhamculo ollicial ou reione.
Eis aqui como se faz por c a fesla.
Oeiiou-nns, pois, o Sr. Saraiva ; ahi comejam as
reflciOespliilosophicas. Vira, ou ficaru ?
Dividcm-se as opinies. Querem uns que nao:
ha permuta, e o Sr. Saraiva nao se aclimalou ; ou-
lros alrinam que sim ; nao pode deiiar os grandes
Irabalhos que germinou de-criprao de um succes-
sor que comprehendeni ou nao seu pensameuto ;
que viciar seus projectos o viciara aos olhos do po-
vo, que lera dereceber algum queda corle venha 03-
tudar primeiro a provincia e seus homens.
F.i- aqui o sssnmplo que boje corre na cidade : os
afleicoados esperara a sua volla, porque enlendem
que o Sr. Saraiva podo fazer bem provincia ; os
desairelos fazem vol para que ca nao volle, c
Ihe applicam o dilo do vulgachodefunto gue tai
nao tolla.
Mas quem lem razao, quem adivinha !
\111r. poder.1 nos dizer alguma cousa ?
Quera agora referir-lhe urna verdadeira ex-
Iravnsanria.
prepara-se-lhc para hojea repclicao (Je pateada que
soffrcii ullimamenle. Os combalenles esiao dispos-
tos para a lija ; entre estes liguram estudantes que
pretenden! oarejar o arraial contrario.
Quem peid* com eslas frioleiras he o nosso publi-
co, que poder perder urna boa compaahia que aqol
emos, a do Sr. Macedo, que conla no seu registro
um aclor genio, oSr. Joaqulm Augusto. Se preva-
lecer o genio bellicoso na platea, os espectculos se
converlcrao em scenasde palmas e apopadas.
Mas eu descanso na polica, que lem a faca e quei-
jo na mao, quero dizer, a cadea no largo de S. Gon-
zalo e o regulamento na cabece.
Estes belligeranlea, sentindo ocheiro do xadrez,
enlram em tratados ; aposto que amanhaa ji elles se
entdbolam.
Eslou na porta do Sr. Or. Cerqoeira. N'3o me
lire o dirciln de replicar, mormenle quando pugno
por um serciro publico.
Vi a explicarlo desle senhor : n3o procede.
n Importa pouco, diz elle, a demora do trajelo
da mala de Santos a S. Paulo : 05 conductores nun-
ca fzem a viagem de modo que a corresponden-
cia possa st entregue no mesmo dia da sabida de
Sanios, o
Mas he islo, senhor, que nao se quer; o mal re-
side na lenlidao da viagem em 15 e mais horas ;
porque a marcha vagarosa faz que o correio aqui
chi-gue alta noile, guando nao pode ser aberto. De
que nos vale estar a mala em S. Paulo adrada no
corpo da suarda de palacio a meia noile, se ella s
vai ahrir-se 110 dia segrale as 8 ou 9 horas'.' En-
13o he iniifftrcnte que se conceda ao estfela 20
horas de viagem, pois que so precisamos dello is 8
hoiasdo ilia seguiule. Fajn-se o trajelo em 10
horas ou 11 nesse ptimo caminho ; ja no lempo do
Sr. Nabuco se servia melhor ueste ramo. E a con-
ducrao era do mesmo genero da de boje,costas de
animaes, animaes puxados.
O desidertum nao he proprismeolecbegara ma-
la 110 mesmo dia, pois que o vapor pode chegjr mais
larde ; he sim chegar em 10 ou II floras, porque
chegar com lempo de ser franqueada. Nole-se que
as malas achara conducrao prompla.para islo paga-se
generosamente o arrematante. Quando os vapores
chegarem a Santos pola Mofeta, immedialaineule
coiidiiznla a mala, revesados os animaes 110 Ponto
Alto, como succede, poli que o arrematante lili
mora, pode aqui chegar com lempo de entregar-se a
correspondencia, ainda que seja s Ate Alaria, evi-
lando-se a espera de urna noile.
OSr. doutor q8e me perdde^stas impertinencias;
a eousa podemelhorar ; he humanamente possivel ;
o Sr. Nabuco que o diga. Se nao querem inlerpel-
lar o ministro, pergunlem estas cousas aoconsclhci-
ru ollicial-maior, que. nao me dcixar mal. E, pois,
a gazelilha lem razao, e tis Ihe agradecemos.
O Sr. Dr. Cerqueira he sem duvida um emprega-
do cujo zelo nao ha a contestar. He por isso que es-
le povo falla: ao conlrariu mellia a viola uo sacco.
E Vmc. v lambem despulpando esta curiosa dis-
serlacao, que leve por fin demonstrar que te ptido
vir do Santos em 10 horas, que o servro do correio
deve melhorar, eque um s minuto de ndiaulameu-
lo vale.
Esles negocios de correio sao muilo delicados : o
povo Icm direito de rcsmtngar : elle paga seis vin-
lenspor urna folha de papel. Eu pago doze : devo
Sillar. {Carta particular.)
( Jornal do Commcrcio do Ro. )
Nfci temos aqu charlons ncui casalonis ; pois.
meo charo senhor, esl .-iberia urna guerra encar-
nirada enlre dous partidos Iheatrae, qoe pode dar
com mtiila rabeen quebrada. Que plagiarios ridi-
culo* !
Eslreou aqu a actriz Maria Magdalena, qoe, sem
duvid, he conhecedora da arte. A plala, que nes-
se dia eslava, como dizem, com eos burros, pa-
lenu a dcbajjkiile. Daqoi o pomo da discordia no
meio de nos : a actriz Minervina deve pagar o palo
CORRESPONDENCIAS 00 DIARIO DE
PERNAMBUCO.
Rio de Janeiro.
2.1 de maio.
Caro moQuasi de lodo desanimado de conseguir
o fim, que metrouxe esla bella cidade de.S'. Sebas-
Itao, lenho cedido forra da attrarrao. que faz aqui
amnuloar innumerosdesocriipados,e vouconcorrendo
como mcu todo para augmentar o numero dos curio-
sos, frequenladores dos Ihealros, buhares, cafs, pas-
sein publico, rouzeo, ou outro qualquer canto, cm
quesurredaun aconleriracnln importante, v. R. eahir
urna nula, cu um bacchante psalmear versculos em
honra do ride. Nao ha oniciomelhor, que mais con-
currentes tenha, c que menos mova entre elles a ri-
val idade.
Eslou pois como ha muilo me desejava, e senilo
fora a cliuva, a lama de genero dubio, e um pouco
de humidade atraospherica que me lem Iranstorna-
do os planos, e feito cora que deixem de apparecer
i maior parte das folias annunciadas, cerlamente
que muilo Seria gozado no inlervallo de minha ul-
tima caria.
Nao sabe o quanlo he prosaica e aborrida tima
cliuva nesla corle.
Se saio a pe, corro risco|em cada ra de ser engo-
lillo por um tremedal de aspecto carrancudo, c cor
sinislra, que me lineara, ou de receber urna asper-
gi copiosa do tal mi.rlo da alchima cortesa. Se
tomo um lliburv, silln os tormentos do rodado,
porque o tal vehculo deslisando-se pela superficie
desigual do calrameulo deslas ras, que he como
o Mac Adam de cylindro de realejo, joga comigo
de encontr aos qualro lados, em risco manifeslo de
arrojar-me sem ceremonia, e collocar-me enlre o
chao c suas rodas Eu lenho adoptado a prudente
resolucao de deixar-me em casa em quani'o chova*.
O11I1'ora o suor das ras desla grande capilal es-
lava sob as gorilas vistas da municipalidade Ilustre ;
mas hoje para receber-se com limpeza a Sra. .
clwlera, ou o Sr. conselhero Morbus, passaram as
lamas /luen/r* airada da policia, que nada lem
podido contra aquellas lquidos peles de lecido
singular.
A lama 70111 bou da policia, e dcixou-se ficar des-
pola, em seus dominios amarando mesmo (qoe ou-
sadi.i I) a regiao nubre da Exma. policia ; e ou o a
cholera mangou do Exm. do imperio, e da recep-
tan que Ihe preparava, nao acceilando o convite ;
somonte quem nao zombou foi o Ihesouro, que re-
ceben boa ferela feila pelas ranuras, c pequeos
vapores encarregados de conduzir a lama ao exilio,
que Ihef oi destinado l para Nictehrov.
Deixemos a lama e a policia, dcixemos a desfei-
la do, ou da cholera, e ludo o mais quanlo a antig
musa canta, c passemos ao qoe inleressa. Dizem os
Srs. encarregados de curar-nos, que vamos bem
quanlo salubridade publica, e queesl provado
evidencia que esle clima, apesar dos miasmas com-
plexos qoe superabundara na atmusphcra, apesar da
humidade, que a resfria, da neventilarao que lem, he
um dos mais benignos do mundo ; o que eu iiip
quero contestar, mxime aos herdeiros ; porcm dir-
Ihe-hei que os tubrculos, e a inunda'variedade dos
ites, mosiram diariamente um ornamento mais gi-
gantesco do qoe o de um ministro de fazenda, que
nao he muilo econmico, de um dessts ministros,
cuja raca perdeu-se no Brasil.
Emquauto me nao chegar por casa algum dos in-
nmeros meios de partir dcsta para a pesor, cu di-
rei com enlhusiasmo, em choro com a academia me-
dica, he esle um dos inelhores climas. Assim seja.
Fui ver, em urna das salas terreas do museo, a ex-
po-irao da aiguns productos da industria anglo-
americana, desses nossos perigosos visiuhos.
Sao em verdade, aiguns primores d'arlc ; mas nao
encontrei lidies aquella solidez, e interesse das 0-
brasinglezas. Parece que sendo os Americanos in-
glezcs um amalgama de lodas as naroes, parlilham
de lodos os defeos librenles a cada uina dolas ;
sohresahiiido a uconslancia e turbulencia devida ao
clima, ou adoptada da Franca, en amor a ganancia,
bordad da Inglaterra. Se nao lenho razao, nao d
multa importancia a esla observado, e passe adi-
ante.
Fui regata que leve lugar na praia do Bola-
Fogo no dia 21 do andante, a nada pude ver, alm
do imnfen'o concurso dos curiosos.
He verdade. que s elle valen a pena .do ncom-
modo ; porque vi ale agrupado quanlo ha de bello
no sexo amavel nesla grande capilal.
Ai Fluminenses sao nteres antissimas por seus
dotes de espirito, e inlere*santes por soa bel-
leza. Nao quero fazer comparar?* odiosas ; mas
he sem duvida bairrsmo. eu acho mais atlractivos
nos rostes de nossa* amaveis patricias do Norte, que
em concurso com as dcsta capital, serao sem duvi-
da vencidas pelo toilete e jago dos encantos. Estas
sabem ajudar a na tu reza ; aquellas confiara em seu
mrito. Estas lem o disfarce da ci vilisariio. aquellas
a franqueza da simplicidade.
Qoal dellas merece o ureo pono ? Felizmente
n3u sou Pars.
Relrei-me noile sem procurar saber qoacs fo-
ram os vencedores no pareo ; mas a minha velhinha
Icn-me no dia seguinte o Jornal do Commercio na
parle em que Irata desse diverlmento ; prtenlo te
lem interesse em sabe-lo lea o Jornal de 22.
O recinlo do* anciaos da patria lera calmo
e tranquillo, sem davlda propler plueiam. 0 fri
lem arrefecido os velliinhot.
O barrio de Pndar (oim Costa FerreiraJ que he
da tempera anlga, tem respingado e posto em cir-
culado mullos lexlos de lalim do secnlo passado, e
casos do ten Calignla ; mas o Exm. Limpo d'Abreu
{qui wcatur bario do Atael) com a imperlorba-
vel calma qoe Ihe assisle, vai refugaudo ai merca-
dorias do rollega bario. Foi, nao foi, disse, n.1ndii-
se, ele. tem seguido all lem maior novidade, a res-
posla falla do llirono. Como mudamos lempos 1
A tempeslade reina na dignissima, ondeoutr'ora
dominou a unta pal.
Tem-se ella empregado, com calma, na factura
de aiguns cidadaoibrasileiros, recanhanio-os, dei-
xe passar o termo ; porque nao bao de ser lmenle
os poetas,e os Exins, que ciirii|uecam a lingua. Sa-
bio da fundir um padre, e mais dous ; porm a
machina emperrou no cuiihar orna duzia de apres-
sados, c ficaram para a primeira opporlunidade. Se
eu Ihe conlasse o que me disse miuha hospede acer-
ca do tal naluralisado sacerdote! Oh O fri hor-
ror Ihe faria saecudir os membros. Assim, sem as
menores informacoes, vamos dando nalurasarao a
individuos, aos qaaes a policia deveria dar resi-
dencia.
Afora esses lucidos inlervallosde calma, a dignis-
sima, como disse, vai urdenle. O dignissimo Savao
fez urna emenda ao voto de grasas, na qual re-
commendava, assim como quem na quer a cousa,
a santa economa au governo ; mas esle que nao
gosta, que usem de phrases ociosas, nao quiz accei-
tar a recommendaro.
Na occasiao do ser posla em dscussao a tal res-
posla, houve urna aluviao de sequiosos de palavra
pro.econlra quo lordoou o Exm. presdeme, e
dignissimo Paula Candido, que n3o he l dos que
mais se assusla com um accesso febril. O dignissi-
mo Sayao Lobato, que rompen o fogo, pd o gover-
no inminoribus. Arrumou-lhecom a subvensSo
da imprensa, esse licito e honesto modas titendi do
pobre escriplor publico, como se nac fosse obra de
caridade dar de comer a quem lem fome ; e alen-
lar as artes obrigacao do governo ; assim como aca-
lenlaros que ralham obrigacao do poltico. Foi
com elle s estradas de ferro, e all esleve urna
elernidade. Conduzio-o ao arsenal de guerra, e
provou que aquellas mencionadas ralasanas, des-
coberta do Mello Franco, nao foram comidas pelos
gatos do Exm. da guerra. S. Exc. assevera o con-
trario, e sostena, que he mais fcil achar um mas-
tadonte, do que um rato no seu arsenal.
O Exm. marquez de Paran provou, que do ven-
Ire dos aulos consta que ludo aquillo, e o mais que
se poder dizer he falso, e que o governo s teve um
erro, e foi em ser econom ico coma imprensa, em
nao azeilar seus exos, para nao ranger pelo atrito.
Essa ralla, que S. Exc. confessa, mperrou urnas, e
fez com que oulras incommodassem a vizinhansa.
O dignissimo Rocha-, redactor doex-Brasil Soto
e Vtlho, suslenlou, que hoje quer absolvisao de
seus anligospeccados, pela simples razao, de que
quando era menino disse muilaasneira ; e que urna
vez absolvido, suslenti/ia que estamos com o abso-
lutismo > porta, porque o governo est como urna
esponja absorvendo quanla humidade se Ihe apro-
xima. Saudou i polica, que asa de clemencia na
Sexta-reir Santa, que vai a par da municipalidade
Ilustre, leudo urna cidade sua, ele, etc. ele.
O Exm. marquez do Paran, vendo o penitente
conlriclo,aplicou-lhea devida penilencia.e agite po-
mlentiam..... O governo leve outra- ralla, e (o
a de nao ser um pooquinho mais spero com os
renitentes, c malandros. Quem tem onvidos,
oura!
O dignissimo Ferraz moslrou, que nos tambem
tivemos nossa Crimea em ponto pequeo, e que nao
foi smente o exercilo inglez, que soflreu fome de
rareiro em frente de Sebastopol. FeijOes derimen-
lo, e cabecas de capicara foram, diz elle, aplicadas
a nossa raarinha, como sustento de sueco.
Moslrou que a tal eipedicao foi uina verdadeira
macaquice, ratice, ou cousa que ovalha ; e que na-
da adianlau quanlo ao resollado' final de nossas
qucsles om o Paraguay. Mostrea finalmente, que
o commaiidanle de nossa esquadra, qual outro A'a-
pier mandou arapazeada amollar os culellos ; mas
para seguir para tora das Tres Boceas.
O dignissimo Taques, morlrou que tal nao houve,
que ludo caminha no progresso, e que sao mais as
oozes do que as \ o/es. '
Eem verdade quem acreditara,que a secretaria de
justica seja ara budoir, em que se gastaasem Imita
contos de res? Quem acreditar, que a da guerra
seja um toilette, que s em lustres,pingenles e crys-
tacs, consumi dez coutos 1 Certamen. ninguem
ainda o mais crdulo Sebaslanisla.
Que os telegraphos elctricos nao- preslam, v
qualquer, com licenca do Sr. Caupanema; mas como
fossem um ensaio, nada ha a dizer-lhes.
O dignissimo Sayao, qoe s quer estradas de fer-
ro no Rio de Janeiro, e passando l por cerlo lu-
gar, que elle quer^ e feilas por cerlas companhias,
que elle enlende, e sob condicsOes, que lembra, Inr-
nou a carga dos carris ; e fez nm sermao quaresinal,
que quasi Taz chorar minha hospede.
O dignissimo de Paranagu, que estere no come-
So das discusses, arrebatado, ro aconselhado, ou
aconselhou-se, a moslrar-se mais calmo, no que em
verdade muilo ganhou, pois os dignissimos, erobora
sejara muito camardas, ngo quereni em publico
muila ramiliardade. Acho-lhes razao ; porque diz
o riroamigos amigos, negocios a parle. Eu gos-
to muilo do mperlurbavel, e marmreo serio do
Exm. I.impo do Abael, da amabildade graciosa do
Exm. Pedreira ; da allensaorelloctida do Exm. Pa-
ranhos ; da aflectada timidez do Exm. Nabuco; da
concisao malhemalca, e porte syslematico do Exm.
Belegarde ; mas nao goslo muito do ar arrebatado e
imperativo do Exm. do Paran. O meu systema
nervoso he assim ; o que hei de fazer-lhe ? Guar-
de isso l para si, ao menos em quanlo ando ci pela
corte.porque nao quero vizitar ochefede policia,her
deiro universal do finado A rasan.
Hontem o Exm. I.impo, digo Abael, defendeu
o nosso vice-almirarBe do Rio da Praia, e tanto Tal-
lou, quequasi nio pode conlnoar,reslando-lbe ainda
alguma cousa pira hoje. Vio-se obrigado a sentar-
se com licenca dos dignissimos. Na primeira Ihe di-
rei o efieito, que la.
Disponha do presumo de seu amigo, e lenhi sau-
de, e dioheiro.
No dia 27 do mez passado iuslallou-se assem-
bla legislativa provincial. O presidenle, Dr. Vas-
concellos, leu o seu excedente relatorio, em que
mostra o patritico desojo, que lem, de fazer che-
gar esla perra da Ierra da Santa Cruz ao apogeu
da civilisacao.
Em orna das sessoos apresenlon um depulado cm
projecto, pelo qoal esla proviocia nssigna ou d a
quanlia de cinco contos de res para o monumento
que se tem de erigir memoria do immortal fun-
dador do nosso imperio : o projecto passou em pri-
meira dscussao.
O presidenle Dr. Vasconcellos nao vai ueste anno
lomar asiente no (parlamento, por incommodo de
saude de pessoa de sua familia.
O invern, lempo fro e secco, quero dizer, que
nao chove, bale a porta : porem aqui ainda nSo faz
rrio.
Eis-aqui o quo tenho dizer-lhe presentemente
e do futuro o que ocrorrer, brevemente.
BAHA.
30 de maio.
Escrevi-Ihe pelo ullimo vapor, e desojando roos-
lrar-mn cnnslanle. Ionio a fazer hoje o mesmo, pa-
ra que o S. Saltador seja portador desla.
Galvauisar nos lypos o que a peona delineou, aju-
ddiulo as ideas o nosso enlbimema, hclarela, couhe-
ro, para .1 qual uo eslou habilidad ; todava,
quercudo abracar o gigante da imprensa na alia py-
ramid! do joru.ilismo, forra he fazer algum sacrifi-
cio nesla indurrao dos tactos, para atirar luz da
publcela le as minhas aran hadas riel Iras, despidas
da indispensavel lgica, que he o apoio da eloquen-
cia, e a alma do discurso 011 do escriplo, o na falla
de tao s.ilutar preservativo, console-se com o que
correr da minha pobre penna.
Nao se como julgariam os seus numerosos leilo-
res as minhas loscas rabiscas, e n3o inculcando-me
ncllas como grande cousa, porque vvu na obscur-
dade Iliteraria, persuado-me que a benevolencia
seria a parlilha de minha primeira missiva.
As chuvas teem nllimamente sido aqui quasi in-
cessantes, e como he de presumir, que o desman-
cho das aguas occasione desgracas,- a exemplo do
que ha pouco aconlcceu na l'rosuira, cojo facto no-
ticie! na passada, ordenou o governo da provincia,
que os engenheiros Asmar e Pereira se encarregas-
sem da vestoria das prnpriedades que ameacam rui-
na, para a sua dcnmlrn ou segurara; 1 ; e concor-
rendo bastante para taes desabamentos o deleixo
dos proprielarios, muito lerao elles de so I'rer com
13o acertada providencia,
Um Columbiano de nome Aparicio Paredes foi
ullimamcnla preso no hoterdo Commercio, onde se
achava hospedado, por assim julgar a policia conve-
niente, em consequeocia de detenninarao do gover-
no geral, qoe em aviso do ministerio da jnstira de
28 de Janeiro do 1851, havia ordenado a captura do
dilo criminoso.
Sahio luz o primeiro volume das trovas do in-
signe poela bahiano Francisco Muniz Brrelo ; obra
digna de 'er-se, pelas sublimes producres de (3o
incomparavel genio, modelo da poesa e da lltera-
lora, assas apreciado pelos que sabm dar valor s
le lias. Sinlo cm mm certo orgulho patritico,
quando tenho de fallar de um llrasileiro Ilustrado,
e ainda mais, possnindo elle os uob-es predicados
do Sr. Muniz Brrelo,talento fecundo, cidad.lo
denle tem incommodo na sua importante saude ;
porque a epidemia a [que dan o nome de febre
amarella, com quanlo bastante rebelde e teimosa
seja, s he prejudicial aos eslranhos, sondo raroi os
casos que enlre nos se do, e se fr sempre anm,
conven) nao lembrar-roe della nem ella de mis, fi-
Ihoi de to abeiiQoado lorrlo.
Al o seguinte vapor.
Minas Geraes.
Conceioau do Serr 28 de abril.
Post tantos tantos que labores tenit tndem ap-
lata dics: Sim,moa amigo,chegou emfim o dia dese-
jado.em quellepois de lanos e tantos Irabalhos,quaes
os de minha longa viagem, eu me ligo a Vmc, e aos
leilores do seu estimavel jorual. Mas, nao pe use
alguem que houve ah algum laso sacramental, que
nos prenda elernamenle.nao ; nem, que eslejamos
ligados por algum fio elctrico, por meio do qual eu
Ihe communique as nolicias desla Ierra, tambem
nao; nem tambera, que por meio de urna correte
magntica eslejamos nos ligados, e assim Iransmit-
la-lheeu os meus pensamenlos e imprcsses, tam-
bem ainda nao ; nada disto he ; simplesmcnle por
via do seu Diario he que me ligo com Vmc. e com
todos os seus leilores. He, por conseguinte, urna
machina pennograpliica e lypographica, o que nos
liga. Eu ando, vejo, leio, o pennographo noticias
de factos, viagem e notabilidades, que Vmc. typo-
grapha la no seu papelassu', (como diriam os nos-
sos avs Tupinamb<). Hc'uma cousa admiravel,
que agora eslou principiando comprehender I
Esl dilo ; sou seu correspondente ; e porque
nao? Porque uao lerei cu o i 111 incuso prazer de ver
e saber que as inhibas missivas sao lidas as cinco
parles do mundo t
Porque lulo hei de entrar eu tambem na arena,
em que tantos hroes lem batalhado batalhas com bi-
en* de peonas ?
Sou seu correspondente ; esl dilo ; ainda que se
conjure contra mim o mundo intoiro.
Deixando aira/ o que esta dilo e escriplo, passo
adiante.
Tenho a subida honra do commuuicar-lhe qoe es-
la provincia permanece no gozo de inalteravel Iran-
quillidade ; e islo para que Vmc. quanlo anles faca
chegar a curiosidade, digo, ao couheciraento dos 1-
lustres leilores do seu honrado Diario.
Esla provincia sempre se distingui pelos seas h-
bitos de paz ; sim, senhor ; he verdade que em ai-
guns lempos, que Dos os haja na sua eterntdade,
(para Iraz) houveeam por aqni snas rasgas ; mas
porque ama nuvem passa dianle (oo atraz) do sol,
diremos, que elle nao he a estrella, que nos Iraz o
da ? Porque ha troroada : segae-se que o lempo
seja mo ?
til c probo, e cantor sincero da liberdade, que he
para elle seu ni, seu nume e sua gloria,alm das
delicadas maneira* e atavel trato, que o tornam urna
completa notabilidade brasileira.
Assim expressando-me, nada exagero, e se me
fosse dado avahar devidamente o mrito di dita
obra, di-lo-hia. que em poesa e lilteralura he o
que melhor acabam de publicar os prelos desla pro-
vincia, e quisa do imperio. O segando volume
brevemenle saldr luz, de cujo Irabalho se acha
encarregado um dos primeros eslabelecimenlos ty-
pogrnphcos da Ji.ihia, de que sil proprielarios os
Srs. Masson & C, que muilo se esmerara no primor
d'arte.
Ja deram principio a seus Irabalhos os encarrega-
dos das fulcsOes dn Dous de Julho, anniversario dan
nossa independencia, e expulsao das tropas lusili-
nas desla provincia. Como filho da Baha, e amigo
da liberdade bem entendida, que he a que se basca
na ordem c sustentara das nossas instituiroe*, nao
posso deixar de louvar o enlhusiasmo do povo as
festas de julho na minha patria. Coslnmam os Ba-
ha nos na nflle do dia 1. do dito mez, conduzir 1
Lapinha o carro triumphal, formados em brilhantes
balalhSes, denominados patriticos, reinando duran-
te o transito, desde Piedade at aquello lugar,
muila ordem edemonstrarles proprias de um povo
livre, Ilustrado c respeilador das leis, sem o que,
nao se apreclam as vanlagens da independencia c
liberdade.
A caba de ordenar o governo da provincia, qoe as
autoridades, os proprielarios, e lavradores dos luga-
res em direccao estrada de trro do Joazeiro. pros-
ternaos engenheiros ingleses todos os soccorros 0-
dispensaveis, e Ibes facdilom qualquer corle de cau-
nas e oulros desmanchos que embarasarera os Ira-
balhos da referida estrada, mediante a indemnisa-
co dosprejuzos que os seus proprielarios solTrerem,
caso o exijam.
No dia 19 do correte (omaram posse das tuas
cadeiras na Facaldade de Medicina desla capital, os
Srs. Drs. Jo.lo Antonio de F re i tas e Antonio Jos
Alves, da secso cirnrgica ; Dr*. Antonio Januario
de Faria e Domingos Rodrigues Seixas, da seccao
medica ; Drs. Antonio de Cerqueira Pinto e Alexan-
dre Braulio de Magallries Taques, da secr.lo acces-
soria,nomcados por decreto de 26 de abril do cor-
renle anno.
A nossa ii--eml.de.1 provincial anda foi prorosa-
da al o dia 31 do correte : trabalham muilo esses
corpo* deliberantes, se valesse a pena o que fazem,
bem eslava ; porm infelizmente para nos o resalta-
do dessa lide legislativa s aproveita aos dignissi-
mos porque alem de se habilitaren), recebem a in-
dispensavel diaria que,sendo para o auno mais van-
lajosa, mais ampias serao nrallivclmente as proro-
gaces; e como sem esse addendo do aclo addicio-
nal no seremos naso, fasa-ie a vonlade aos que
cabalara para adquirir um banco res assemblas.
Foi preso ltimamente na cidade da Cachueira.
Manoel Marlins de Olivera.por antonomasia cobra,
que com mais dous individuos que tambem foram
presos como cmplices no erime, vendiam aos po-
bres tabareos objertos Talsos galvanisados: de in-
dustriosos n3o ha Talla aqui, mas o peior do nego-
cio he a poNcla naodexa-los abusar da lei por muito
lempo,dando o conveniente destino esses mal feitores
embora as franquezas da nossa legislarn mvoresam
os delinquenles e a proleccao ao erime seja um dos
maiores defetos da nossa Ierra.
Aiguns proprielarios de predios desla cidade diri-
girn! urna representasen asscmbla provincial,
pedindo a abolirn das leis das calcad; s, taxando-as
de iniquas, t\ raimas e ante-sociaes, porque obriga-
vam-os ao sacrificio de dispenderem com o melhora-
menlo das suas propriedades algumas quantias, se-
gundo 9 raleio feito pelos respectivos engenheiros ;
porm entendendo as commissoes que deram o pare-
cer a respeito-da dita representara, que as leis ac-
ensadas nem por isso *a 13o defeituosas como ima-
ginramos representantes, indeferiram a sua pro-
tones mostrando que, revertendo o prejuizo dos
proprielarios contra os seus inquelinos, foi al urna
fortuna que taes leis apparecessem, porque casas
que at entao pagavam mensalmcnle 103 rs. foram
elevadas a 158 e nesta disproporrao de lucros 15o
vanlajosa aos representantes, est baseado o direito
ou o clamar contra as leis das ralradas, cujo parecer
das commissoes de fazenda, ju*ls e obras publicas,
desfazendo o engao em quelaboram os prejudica-
dos, conclue assim:
-.....Iiniiiinenlc as commissoes ponderam,
que a materia conlida na di la ropro-ontaca sujei-
la he de alguma maneira repellida pelo regiment
interno desta assembla, urna vez que versa esseu-
cialmenle sobre dous pontos consliluitivos de um
projecto que na presente sessao foi reprovado; sen-
do que s com mmlicares esseuciaes podia a ma-
teria ser novamenlo sobmettida a dscussao.
Por todas estas razes o pelas mais, que serao
snppridos pela sahedoria desla assembla, s3o as
commissoes de parecer que se indefira os represen-
tantes quanto revogacao pedida; recommendan-
do-se porm ao governo da provincia que nao fasa
applicaveis as leis citadas senAo aquellas ras, ca-
jos proprielarios requeiram essa applicac3o.
He o que possa hoje imliciar-lhe e se mais largo
espaco nao occopo no sea Diario, he isto devido
lalla de novidadei; e como nada agora occorre-me
alem do que ahi fica eseripto, para fazer crescer es-
la desataviada missiva, saiba por ultimo que a Ba-
ha fica em perfeila paz, e o seu fraco correspon-
ALAGOAS.
Macei 1. dejunho.
Esla he tao somante para nao deixar de escrever-
Ihe : o S. Sallador desla feita escoimou-se comple-
tamente da pecha de carro de lama com que seus
correspondenles o mimoseavam conslanlemcnle,
vindo pilhar-me descalso, e o que he ainda mais
lamcnlavel, inteiramenle baldo a novidades.
Estamos em calmara podre, nem ao menos lenho
para uoliciar-lhe alguma inleressanlc falcalrua, al-
gum opparo janlar, succulenla ceia ou divertido
soirec : aqui esl outra vez com as soporferas azas
pstendidas sonre esla cidade a horrenda insipidez,
que eu suppunha bem espaucada e para sempre des-
terrada deslas plagas !
O l.o vice-prcsidenle da provincia vai em sua
marcha administrativa com muilp lino, sizudez e
acert, mo grado a viperina lingua da baixn in-
veja !
OSr. Dr. Roberlo Calhciros de Mello lorna-se ca-
da vez mais credorda eslima c consideraro de seus
concidadaos pela reclid.lo, juslisa e imprcialidade
com que tem presidido e continua a presidir a sua
provincia; mesmo aquelle* que por antigs inimi-a-
des de familia Ihe eram oulr'ora desareicoadoi, de-
pondo a rivalidade, pronunciam-ie a respeito do il-
luslrado alagoano pelo seguinte modo : ...... V.
Exc. permillir qoe eu nao occulle o prolundo pe-
zar que me resta de o nao acompanhar nessa larcra
durante sua benfica adcninislracSo; porque conhe-
cendo, como conhero, a pureza de suas inlensOes e
que se inleressa pelo bem-estar e progresso da Ierra
que nos vio nascer, desejava eu estar mais em con-
tacto com V. Exc. e preslar-lhe orna coadjuvacao
mais immediata e proficua afim de que podes-e lor-
nar-se cada vez mascredor da eslima publica de que
goza, o da coofiansa e alta consideraso do governo
imperial.... Eslas palavra- sao do digno juiz de
direilo da capital ao deixar a adminslracao da poli-
cia, que exercra inieriuamenle.
O lindo Gaanabara trouse o nosso eslimado chefe
de policia, que foi aqui recebdo com os braros a-
berlos: o Sr. Dr. M. J. da Silva Neiva deve eslar
bailante satisfeito pelas nao equivocas pravas de
sympathia e amsade que tero gemlmenle recebido
em seu regresso; o Or. Matheus Casado d'Araujo
Lima A. retomoa no dia 30 a vara de direitu da ca-
pital, lendo ejercido cerca de 3 mezes o cargo de
chele de policia com muila probidade ecom applanso
e salisfasao de lodos; o Dr. Casado o3o he desses ho-
mens que sabem aprovelar as occasies para exercer
miseraveis e pequeas vingausas; em nosso entender
demonslrou elle muila uobreza de carcter durante
o seu exercicio de chefe de policia; preparava-se
para ir para a corle como 1." sopplente que he dos
depulados assembla geral por esta provincia, e ja
havia "feito suas despedidas, quando reoebeu-se a no-
ticia de que fora pelo goveruo imperial aceita a de-
missilo que pedir o presidente do Rio Grande do
Sul, o Exm Cansansio do Sinimb, que se prepa-
rava para ir tomar seu assenlo na cmara quatrien-
nal.
A segoranca individual anda prosegue d'um mo-
do lisongeiro; do/ante todo o mez prximo findo
apenas houve urna morte, resullante da resistencia
feila por um criminoso, ao qual lentavam prender :
contara que o criminoso vendo-se cercado pela escol*
la resistir e sealirra sobre as bayonetas dos solda-
dos; cusa a engolir a pilla, no entanlo nao ouso
lazerjuizos temerarios!
A hygiene pobiiea vai sem nolavel allerasao, lou-
vado seja Dos I
rale.
Renden a alfandega 65:6249978 rs.
Falleceram 59 pessoas: 16 homem, 8 mnlheres e
22 prvulos livres ; 6 homrm, mnlheres e 3 pr-
vulos eacravos.
REPARTigAO DA POLICA.
Parte do dia 2 de junho.
Illm. e Eim. Sr.Levo ao couhecimenlo de V.
Exc. que das diferentes participasOes hoje recebidas
nesla reparlifa coaita que foram presos :
Pela subdelegaba da fregoezia da Santo Antonio.
Pedro Francisco do Rosario, Jos Bezerra da Mo-
rao-, Joilo Francisco, Manoel da Paixo, Estev3o
Vieira da Silva, Manoel Joaqun] Duarle, Joaquim
F'erreira da Maia, e o porluguez Jerouymo Manoel
de Oliveira.
Pela subdelegacia da rregaezia de S. Jos, o pre-
I) eteravo Mamede.
E pela subdelegacia da freguezia da Boa-Visla,
Saiiasti3o Jos da Palxan, todos para avriguacoes
policiaes.
O delegado do primeiru dislricto desle termo,
communicou-me por oflicio de hontem datado com
referencia a participacao qoe Ihe Hiera o subdele-
gado da freguesia de Santo Antonio, qoe em a noite
da dia 30 de maio findo rara espancadu com om
i>io na ra do Collegio, Joan Ferreira de Brilo por
Jos Cesar de Menezcs, resultando de semelhanle
espancamento sahir o dilo Brilo com a cabsa bs-
tanle Madurada..e que sendo logo preso o aotor do
erime, coulra elle se vai instaurar o competente
-iiuiiiiario. '
Igualmente commonicou-me o mesmo delegado
que hornera pelas 6 horas d mmhta, indo fazer
despejo no caes do Ramos a parda Silvana, escrava
de Manoel Ferreira Ramos, escorregara e cahira ao
no, e que nessa occasiao um individuo que te acha-
va uo mesmo lugar em urna jangada lancaudo-se
i agua para a salvar resultara que aquella agarran-
do se ji esle depois de orna Iota desappa recera m
ambos, sendo que poucas horas depon fora arrojado
a praia o corpo da referida parda, nao lendo ainda
appartcido o do homem que a procurara salvar. E
como na occasiao em.que ambos latavam exisliam
all algous barcaceiros, sem que se prestawem a
soccorrer a aquelle* infelizes nao obstante a* recla-
marues e exigencias do inspector dequarleirjo, jul-
gou convamenle o respectivo subdelegado mnda-
los recolher a cadea como desobedientes.
eos guarde a V. Exc. Secretaria da policio de
l'i.'roainbiico 2 de junho de 1855.Illm. e Exm.
Sr. conselhero Josc liento da Cunh a e Figueircde
presidente da proviucia.O chefe de policia Luis
Carlos- de Paita Teixeira.
DIARIO E raiVUIlILCO.
PERNAMBUCO.
Pelo vapor S. 5afcador,chegado no dia 2 dos por-
ios do sul, recebemos ornaos do Rio de Janeare al
25 do passado, da Baha at 30 e de Alagoas at 31.
Tinham sido approvados no sonad,era ultimadis-
cus*ao, o projecto de resposla n falla do throno, e a
resolusao que altera o decreto u... sobre os eollegioi
cletoraes.
Em sessao de 22 do passado regeitou a meima c-
mara 32resolucOes, concedendo 93 loteras a diver-
sos eslabelecimenlos e izrejas!
Na cmara dos depulados conlinoava a discussao
do projecto de resposla lalla do Ihrono, comecada
no da 18. *
O governo acabava de nomear urna commUsSo
para asaslix a expsito universal de Parii. Essa
comraissao compo-se dos Srs. Ors. Antonio Gon-
Salves Oas, official da secretaria de estado dos ne-
ocios eslrangeiros, Dr. Cuilhorme Schucu de Opa-
nema, leote substituto de sciencias naturaes da es-
cola militar, eGiacomo Raja GabagliaLlnente da
armada, e lente substituto de malhemalicas da aca-
demia de raarinha.
O Sr. marechal de campo Francisco Xavier Cal-
inon da Silva Cabral foi noreado membro da com-
mis'ao de proinoi.es, durante o impedimento de Sr.
marechal do exercilo baraode Cacapava.
O Sr.2. lente da armada Joao Moreira da Cos-
a Lima, foi nomeado lenle da companhia de
aprendizes marinheiros da Bahia.
O Sr. Llnente Jo3o Carlos de Souza Machado
obleve dous annos de licenca para ir a Europa ap-
plicar-se a fabricicao e raonlagem das machina* de
vapor, e aos melhoramenlos operados na conslruerao
naval.
Foi condecorado com o habilo da imperial erdem
da Rosa, o Sr. Benlo Jos de Farias, morador em
l'orio-Aicgre. A mesma condecorarlo alcancen o
Sr. J. L. F. Winkler, ex-pastor da igreja allemaa,
que se relirou para a Europa.
Em nutra parte achara os leilores varios despa-
chos publicados pelo minislerio da jostica.
Na Bahia conlinuava a funecionar respectiva as-
sembla provincial, como vero os leilores da carta
do nosso correspondente transcripta em lugar pro-
prio. e a qual nada lemos que acresceolar vista
dosjornaes recebidos.
De Alagoas nada ha que se possa mencionar.
RECIFE 2 E JUNHO DE 1855.
A'S 6 HORAS DA TARDE.
RETROSPECTO SEIAXAL.
Mais urna semana vai unir-se ao passado, mais
urna revista devenios a nossos leilores; e bem que
algumas vezes soja-nos diflicil satisfazer esta obri-
gacao, comludosempre o temos feito com a melhor
vonlade, visto que espontneamente a ella nos su-
jeitamos.
Principiaremos referndo a celebrasSo da fasta
do Espirito Sanio, que no domindo 27 de maio, le-
vo lugar na igreja da Coucoirao dos militares; e
entendemos que a narrarao de lacios desla ordem
naodeixa de ler sua olilidade. porque exhibiudo as-
sim urna prova de que o senlimeolo religioso, 19o
necessario a ordem publica e a folicidade do estado,
u3o esl amortecido entre nos, procuramos de al-
gum modo faz-lo reviver onde quer que elle seache
apagado. Tivemos pois na Conces3.) a fesla do Es-
pirito Sanio: a igreja esleve, sen3o ricamente orna-
da, ao menos com goslo; a larde hoave procissAo, a
qoal, enfcitada por um grande numero de aojos,
esteve brilhanle.
No mesmo da 27 chegou dos porlos do norle o
vapor Gaanabara, pelo qual soubemos qoe lodas
as provincias desle lado do imperio gozavam socego.
A bordo do Guanabara vieram o Exm. Sr. conse-
Iheiro Sebaslio do Reg Barros, presidente da pro-
vincia do Para, e seu digno secretario, o Sr. Dr.
Jo3o da Silveira e Souza, qoe deve sem duvida
aqui ficar, por ler sido nomeado lenle suhslilut > da
Facnldadede Direilo desla cidade, como j noticia-
mos.
Nasegunda-feira 28, leve lugar na Facaldade de
Direito a inaugurarlo da cadeira da Direito Roma-
no. Seu dislinclo professor, o Sr. desembargador
Manoel Mendes da Cunha Azevedo, a quem coube
a'honra de, com o seu nome, marcar a era do ensino
publico do Direilo Romano enlre nos, ocoupou-se
neste dia, em dirigir a seus jovens alumnos, um bem
delineado eeloqaenle discurso, em que, dermis de
Ibes fazer sentir importancia o sublimidad da
maleria, acoiiselhou-lhes o amor sincero ao cstudo,
como o nico meio de fazer sabios, e ao mesmo passo
u abandono das distraernos, a que Unto mito pres-
ta urna boa parte dos nossos estudantes. A
prudencia do anciao. a sabedoria do raestre, e
a religiosidade do calholco formara o lodo desle dis-
curso, o qual ja I i vemos o prazer de inserir em nos-
sas nasin.i-. Diversas pessoas dislinclas foram a l'a-
culdade assislir o arlo deque fallamos, e lodas, se;
gundo parece, reliraram-se salisfaitas. Dos qoeira
que a-lices do Sr. Dr. Mendes produzam os fruc-
los que desojamos, c que sao de esperar das quali-
dades do mestre c da docilidade dos discpulos.
O vapor Solent, procedente da Europa, chegou
aqui no dia 29, e entre oulras noticias, trouxe-nos
como mais importantes as seguimos: o imperador dos
Franceze NapoleSo III, Tarto das demonstrarles de
publico regnzijo, a que soa ebegada em Londres do-
ra lugar, linlia reeressadn Pars ; elogn depois de
sua chegada fora victima de urna tentativa de assas-
sinalo, de que felizmente escapara sem a menor of-
fena. O autor conhecido de6ta barbara acs8o fora
immediatamenle preso, e ja se achava condemnado
a pena dos parricidas. O papa Po IX correr
grande perigo de vida, em conseqaencia de se
ler abatido o pavimento do edificio onde se
achava com oulras umita- pessoas de 13o fu-
nesto acontecimenlo mo resultou mais do que nm
leve ferimenlo que sollrou S. sanlidade, e outros
mais ou menos graves parlilhados entre as pessoas
que no mesmo pavimento estavau. A lula travada
em frente das muralhas de Scbaslopoi conlinoava,
se n3o om proporees mais avantajadas, ao menos
com maior obstnas3o de ambos os lados. Os reforsos
(era sido communs assim para os Russos, como para
os Alliados. A paz, pelo qne parece he agora mais do
que nunca geralmente desojada ; porcm !ie cerlo
que se n3o lem chegado a um accordo, e por isso
disolvera-se o congresso de Vienna.
Vollemos a nossa Ierra. Fimlou no dia 31 de maio
a devorao do mez Martimo, e seus numerosos con-
currentes, mais ou menos soranolenlos. foram cons-
tantes. Nos conventos da Penha, do Carmo e S.
Francisco, e oulras igrejas mais foi solemnemente
festejado o ultimo dia. A proposito, teja-nos per-
millido dizer que seria para desejar que o mez de
maio fosse trocado por outro qualqoer, que nao of-
forecesse os meamos inconvenientes de cliuva, ven-
tana e fro, que parecem hilar com a piedade de
ans, o alfasl.ir della a oulros. Nada repngna coma
Iraca, porque, se, a devosSo do mez de Maria s tem
por fim consagrar exclusivamente a adorara da
M3i de Dos um dos mezes do anno, lano po-
de ser em maio como em oolro qualquer mez.
Na Europa foi escolhido o mez de maio por ser da
primavera, e por ter-se observado que neste mez se
desenvolva, na Italia, em maior escala a dissiparao
doscoslumes ; entretanto eslas raides se nao do en-
lre mis; o mez de maio he de invern, e a dissiparao
nao o altela especialmente.
Asim, pois, lembramos, por exemplo, o mez do
carnaval, ou o immediatamente anterior, porque nao
s se enfrearia a desenvoltura dos apaixonados des-
le pernicioso brinque.!, como melhor se disporiam
os nimos para a celehrar3o da qtiaresma, lempo
qoe, mais do que oolro qualquer, deve ser emprega-
do na pralica de aeces piedosas.
Da parle da policia, que com esle vai publicada,
verao os leilores as desagradaveis e tristes occorren-
cias que. no penltimo dia da semana, tiveram la-
gar, e qoe, s para evilarmos icpelices, deixamos
de mencionar aqui.
As chuvas, qoe haviam dcsapparecido, voltaram
com o mez de junho, e por ellas lemos sido bem re-
frigeridos. a
CORKESPOSPBCIAS.
Srs. redactores.Com quanlo sobre meas hom-
bros ja pesem mais de tlenla janeiros, comludo. a
gralidao, esse bello ornamento do corarao hnmano,
ainda em mim se nio extingui, e impedido por esse
dever santo, en venho hoje oceupar as paginas i!o
sea Diario, narran to-lhes um facto comigo spece-
dido, que jamis cnnsenlire fique sepultada no es-
quecimento.
Na noile de 16 do passado, querendo exlrahir da
bexisa nma porrao da ourina, por fatalidade lansei
mao de ama algalia ingleza de gomraa elstica ja ve-
Iha e abandonada, i> apenas a lirei, conheci qoe Ihe
fallava polegada e meia no comprimenlo, e que esle
pedaro havia tlcado na hexiga ; assuttado rom este
incidente, om desanimo total se a poder ou de mim,
julguei que os meas dins eetavam contados, e che-
guei mesmo a conceber a falsa idea, de que a Pro-
videncia Divina haria-se servido desle meio para
me terminar a existencia, lano mais que, sabia de
um infeliz arraatado a sepultura victima de nm in-
cidente igual ao meu.
Afilelo, consulte! aiguns prtieos desta cidade, e
depois busquei um amigo dedicado, a quem conlei
occorrido, proslraeao, Iraloo de me animar, aponlando como
capaz de fazer esla operario delicada, ao muilo dis.
lindo Sr. Dr. Carolino Francisco de Lima Santos ;
immediatamenle procorei este senhor, o qual, de-
pois de me ouvir urbana e altenciosamenle, se en-
carregoa de me (rafr e eu em suas maos rae enlre-
Suei com Ilimitada confanos.
Finalmente, depoil de poheos dias de applicac9es
preparativas, e ama delicada operasSo hbilmente
manejada, eu live afortuna de collier as maos o
podar da algalia, que dias antes me havia ficado
na bexig ; durante os quaes experimente! os mes-
mos efleilos dolorosos, que oulr'ora senlia, quando
padec da pedra nesse lugar.
No pequeo cabedal de eonhecimenles de qae dis-
ponho, eu nao enqordro expressoes, que astas pro-
vem a minha gralidao para com l.1o dilinclo medi-
co, nSo s pelo zelo a interesse qae tomo pelo mea
restabelecimento, como lambem pela delicadeza e
pericia medica, que disenvolveu na operasao, com
a qual me snsleve de abysmo, em que preste* ia
precipitar-me.
tjueira a Providencia Divina velar sobre seos pre-
ciosos dias tao neeeaurios a bumauidade afilela,
que eu, no restante da minha vida, serei ineansavel
em beradizer a beneficente e preslimosa mo, que
poz termo aos meus sofirimenlos.
Com a publieacao da preseute, far especial fa-
vor ao seu venerador e criado
Jos ipolinario da Cunha.
Boa-Visla 2 de junho de 1855.
Alienan sunl ptecatores a rutea, erratt-
runl ab ulero, loculi sunl falta. Furor
illis secundum simililudinem serpentis,...-
(Psal. 57v. 3 e 4.
Ja do seio materno corrompidos
A' luz viestes, prfidos falsarios
Mil vezes mentirosos;
Ao mal alheio sempre indilTerenles,
Ou furiosos, qaaei crois serpenles.
Marque/a d'Alorna.1
Srs. redactores.Ketirndo do holicio do mando,
saboreava as delicias de uina vida tranquilla, e des-
cansada: assim, vivendo isento do delirios das pai-
xOes humanas, nao fazia idea de qae o homem r-
vilsado e ceg, e dominado por ellas podesse chegar
a um ponto lal de degenerarlo, qne sobrepagaste
aos povos mais barbaros di; incultas (erras al nive-
lar-se com os rcionaes : n3o suppunha que hou-
vesse homem de lal maneira destituido de seoso na-
tural e commum, qae denconhecesse o licilo, e o
honesto, a juslisa e a verdade. Nao jolgava que al-
guem se prosliluisse at eahir no lamaral immundo
de infames torpezas. Desgraradamcnte de lado ha
nesta miscravel habitaso da Ierra Disto eslou a-
gora convencido (triste ronsideraco! observando o
que minha vista se passa nesta cidade da Vicio-
ra, onde homens, coberlos de cara-rosas ulceras, que
lhes lem corrodo o corasac' e a conrciencia, entes,
verdadeiros carrascos da raiao^e da verdade, levan-
tara asquerosos guinchos para deturparem ludo
quante ha de mais santo e mais justo. Foi esle es-
tado de cousas, que me revollando.atc o intimo d'al-
ma, rae obrigou a sahir da soregada vida, que leva-
va, e me fax romper j urna vez, e agora, o silencio
sepulcral, em qae jazia. para elevar a minha dbil
voz em prol da juslisa, qeej nesla (erra eomecou a
florir, porque do Ihrono eterno a Justina suprema

MUTILADO

- ...-: .. T^


DIARIO E PERMMBUCO SEGUNDA FEIRA 4 OE JUNHO DE 1355

i

atleula observa, o pooco tardar que o i\<\pio seja
irremediavelmeule confundido, pois que nunca dcL
xou de o mt. Os vagalhes do mar furioat tenlam
m vao abalar a firme rocha com seus coi tiouadus
assallos: baixos detractores debalde iutentim ibo-
canhar com seus ti granudo o mrito i reputa-
dlo de pessoas Rrtvet a circunspectas, d* magis-
trados jusliceiros,<]ue lumbim do raivoso embate da
calumnia, e deaprezap embustes. Oshomens hones-
tos, e honrados desta comarca altribuem ci>m justa
razio tranquilidad e seguranca, de que todos
gozam, a recta, e igual dislribuicao da jmlica, ao
espirito de conciliacao, que com prudencia, e tino
eiercemaqui (o illuslrados funccionarios, cmo sao
os benemritos juiz de direito Dr. Perelli e juiz
municipal Dr. Cirne. E quem ousa gritar que ha na
comarca perseguirOes ?
Iuiqoos, que nao temem o raio de Dos, juerem
que se proslilua ajuslica : malvados, que ibomi-
iijra o que he honesto, t se deleilam em fr ludes :
egostas, qu desejariam eilcar aos ps a sooiedade
inteira para se collucarem ufanos cima de si as rui-
nas : impostores, que ardern de inveja, vendo coroa-
do Je couros o verdadeiro mrito, contra qiedes-
liUam a baba impura da maledicencia : c:gos e
loucoi, que lendo vendado os olhos da inteligencia,
esconheccra o brilhanle clarao da verdade.
Retistiodo aos encantos
e Que a maga persuasivo benigna empresa,
Com que os mais duros nimos* socega.
Eis u alimaas, que crguem contra a jusli ;a d'a-
qui rauquenho bradn, que so acharn echo em cora-
ses Un dolosos, como os seus, qoe nao temem a co-
lora celeste, qoauto mais njuslica humana; roas se
d'esta os depravadosescaparem. d'aquella bao de in-
r, llivelmente ser* punidos, porque o co nunca deixa
li inmphar. o criminoso. Louvores mil sejam dados a
e-se enrgico, e valente Vicloriense, quem quor que
elle seja, correspondente do Diario de Pernai.ibucn,
porque lem sido o orgio fiel depuras verdiales, e
tem sabido apreciar o verdadeiro mrito sem descer
i vilisonjas.Queiram, Srs. redactores, anda por
esta vez (e talvez por mais alguma) inserir ira seu
respeilavel jornal as toscas linhasdo
Amigada juslira.
Cidade da Victoria 30 de maio de 1855.
COMMERCIO
PRACA DO RECIFE 2 DE JUNHO AS 3
HORAS DA TARDE.
Celarles ofliciaes.
Hoje nao houveram colarles.
ALFANDEGA.
Reodimento do dia i.....
dem do dia 2......
13:8828.129
14:2019994
ordinario...... >.
restolho......
28:081}32:t
Detearregam hoje 4 de junho.
Barca ingleza .Midasbacalho,
Barca belgaAuciemercadorias.
Hiato brasileiroSobralensegneros do paiz.
CONSULADO GEKAL.
Reudimento do dia 1...... 2:0325617
dem do dia 2....... :5430.">
3:5755662
IIVEUSAS PROVINCIAS..
Reudimento do dial...... 2808900
dem do dia 2....... 2168159
527505U
Sr$. redactores.Tendo a minlia senhora soffri-
do urna constipado, resultoo qoe no lim de alguna
dias apparecesse tao grande accesso do febre e de
oulroa s) Diplomas, que nao sei descrever, que a
proslou por maneira tal que desaoimei, e enlao ja
sabedor das muitissimas curas homa'opalhicas fei-
t.is nesta cidade pelo lllm. Sr. Joaquim Xavier Pe-
rjira deOliveira, a elle imroediatamente reeorri; e
prompto como sempre paia acudir aos desvrldos,
veio a minha casa, examinou a doenle com exces-
sivo cuidado, reanimou-me de esperances, acari-
ando at meus lenros filhinhos, e ministrou n
dDente os remedios qne jolgou acertados, cem lal
felicidade, felicidade que o tem sempre aci mpa-
nliado, como he notorio, que no lim de 4 dias, stava
ella restablecida 1 I
Ora, senhores redactores, um homem que he
amante de aua familia, que ve salva das garras da
morle sua larna e fiel esposa, a mai carihhosa de
seus lenros filhos, e que por sua pobreza nao pode
ser generoso, o que fazer para provar seu eterro re-
conhecimenlo? recorr ao prlo, nao s para naior
prora da minha gralidao, como pira bem-dizer a
hera era que esse digno senhor veio habitar entre
os Olindenses, que tanto precisan) de seus socarros.
Queiram portanto, Srs. redactores, publicar estas
tosco tinhat,com o que muito obrigarao o sen cons-
tante leilorJoao Gonralves Pereira.
Olinda 21 de maio de 1853.
Exportacao'.
Bahia, garopeira brasileira Livracao, conduzio
0 seguinle: 1 caixa saboneles, 50 barra vinho, 1
caita mercurio, ditas lencos de chita, 1 dita pecas
de fita, 20 barricas cerveja. 30 Higos champagne, 20
ditos uieias garrafas de dita, 50 garrafoes vdIio Bor-
dame, 10 caitas cha hys-on, 6 ditas peras de algo-
dao, 2 pipas, 1 quarlola, 7 barris de 4., 1 tonelete,
1 dito pequeo, 2 barris de 7., 1 dito de 5., 1 dito
de 10 com 3,042 medidas de azeite de mamona e car-
rapalo, 9 barris maulen: <. 10 toneletes, 10 barricas
com 56 arrobas e 25 libras de sebo, 32 saceos com
134 arrobas de cera de carnauba.
Liverpool, galera ingleza Medora, de 596 tone-
ladas, conduzio o seguinle :1,560 saccas com 8,508
arrobas e 23 libras de algodao, 2,400 saceos com
13,000 arrobas de assucar, 458 couros salgados, 5
barricas ferragens, 3 caixas e 7 fardos liu.
Paco de Camaragibe, hiate brasileiro Novo Des-
lino, de 24 toneladas, conduzio o seguinle : 61
volumes gneros cstrangeiros e oacionaes, 25 saceos
bolacha, 21 caixas sab3o, > saceos caf.
HKCEBEDORA DE RENDAS INTERNAS E-
KAES DE PERNAMBUCO.
RemlimcDto do dia 1...... 4348210
dem do dia 2....... 568c056
1:0028266
CONSULADO
Rendimentodo dia 1 .
dem do dia 2 .
PROVINCIAL.
1:5888620
9088577
2:4978(97
PUBLICARES A PEDIDO.
ANACRENTICA
O Go tao lindo,
Ah quem pode-o
lnsensivel contemplar.'
Flores, o aromas
De um Prado ameno,
A quem deixam da encantar !
S o Ente espreo.
Que os nula fri,
Fri, Nise, le ha de olhar.
Que eu enlevado,
O' Flor celeste,
Vivo s para le amar.
OUTRA.
Foge Cidade,
Onde ai Facc/ies
F'el se revessam,
E arman trairGcs.
He no Retiro
Verde, sombroso
Que o Homem vive
Sao, e diloso.
Aqoi s Musas
Dio merbdia,
Silencio frtil,
Mansa Alegra.
E os innocentes
Lindos Amores'!
Brincan] felizes
Por entre as flore.
Por A. J. de Mello.
USB
B B B
Ipecacuanha...........
(ionima.............. alq.
Gengibre.............. (>
Leuhu de aclias grandes...... cento
b pequeas.....
toros.......
Pranchas de amarello de 2 costados urna
o Ion r t>......... B
Costado de amarello de 35 a 40 p. de
c. e 2 # a 3 de I..... b
de dito usuaes....... b
Costadinho de dito ........ >
Soalho de dito........... b
Ferro de dito...........
Costado de louro.........
Costadinho de dito .
Soalho de dilo ....
Forro de dilo ....
cedro .
Toros de tatajulia .
Varas de parreira .
b aguiltiadas........ a
quiris..........
Em obras rodas de sicupira para c. par
b eixos
Melaro............... caada
Milho............... alqueirc
Pedra de amolar......... urna
b filtrar..........
rebolos.........
Ponas de boi........... rento
Piassava.............. mnlho
Sola oh vaqueta.......... meio
Sebo em rama........... a
Pelles de carneiro......... urna
Salsa patrlia........... @
Tapioca..............
L'nhas de boi........... ceuln
Sabio............. %
Esleirs de perperi........ urna
Vinagre pipa...........
Caberas de cachimbo de barro. milheiro
b
o


quintal
du/.ia
48000
38000
408000
38000
1500
28400
8900
108000
168000
78000
258000
108000
98000
6)000
48000
"ftjOOO
59900
38200
28200
35000
19380
18600
18920
19380
415000
208000
8200
19600
5610
68000
8800
48000
9320
25100
5000
8210
18-5000
35200
3210
9130
5160
308000
58000
RIO E JANEIRO 24 DE MAIO.
Cambios. .
Londres 27 1|4 a 27 1|2 nominal.
Pars 855 a 60 e 90 djas idem.
Lisboa nominal.
Hamburgo 658 a 660 90 dias idem.
FRETES.
PRACA DO RECIFE 2 DE JUNHO DE 1855,
AS 3 HORAS DA TARDE.
Revista semanal.
Cambios---------- Mui pouco se fez nesla semana,
continuando a servir de base 27
1|2 d. por 18.
AlgodAo Entraram 451 saccas, que foraui
vendidas de 58400 a 5:600 o regu-
lar, e 58800 por arroba do supe-
rior.
Assucar F'oram pouco procurado, princi-
palmente as qualidadrs bailas, das
quaes se li/.eram mui pequeas
vendas; as qualidades superiores
liveram algum movimenlo, prin-
cipalmente para os portos do sul.
Os brancos conlrnuaram de 28100
a 38, e os mascavados de 18500 a
. 18950 por arroba, porm estes pre-
ces consideraram-se frouxos.
Agurdente--------Venden se a 758 por pipa.
Couros------------- dem de 185 a 190 rs. por libra
dos seceos salgados.
Bacallio O mercado est bem supprido, por
que ha em ser cerca de 5,500 bar-
ricas alm de quatro carregamen-
tos com 11,000 barrica s.queao es-
crever estas linhas esiao no porlo
em iluviiia se ficarao ; o que sen-
do aconleca leremos 16,500 bar-
ricas. Dizem que um carreKa-
mento foi vendido prximamente
a 128. Retalhou-se de 139 a 145
por barrica.
Carne secca- Ha em ser hoje 60.000 arrobas do
Rio Grande do Sul, e 2,000 de
Buenos Ayres; os presos da pri-
raeira ainda semto firmaran), po-
rm pode-so colar de 48 a 48500
por arroba, e da sesunda a 49.
Farinha de (rigo- Venderam-se os 600 saceos e 400
barricas viudas na semana anterior
a 288 para os padeiros. Tambem
se vendern) 900 barricas chega-
das no jiatacho EUen a preco occul-
lo, e ha em ser 2,000 barricas,
sendo 1.000 de Baltimore e 1.000
de New York; aquella retalhoo-se
de 30 a 319 e ella a 319 por bar-
rica.
Vinhos--------------Conliuuam a baixar, leodo-seven-
dido os de Lisboa PRR a 2508 por
pipa, e de outros autores de 1608
a 2009, a exceprao do do outor
Joao de Brilo, que obteve 2108; e
o de Cette 1618 por pipa.
Freles---------------Sem alteraran.
Disconlo Conliuuam de 8 a 12 por cenlo ao
anno.
Demandaram. nosso porlo 24 embarcaees, das
quaes licam ainda rielle 19, sendo 1 vapor do sul, 4
em lastro, 4 com carne serca, 5 com bacalho, 4
com gneros de outras provincias e 1 com farinha
de Irigo.
Tocaran) e seguirn) para outros destinos 1 vapor
brasileiro, 1 inglez e 1 navio precedente de Sidney,
e 2 com bacalho.
Saliiram 12 com carregamentos de gneros do paiz
para portos estraugeiros, 2 com ditos para o imperio
e 1 em lastro,
Existem no ar.coradouro 57, a saber: 2 ameri-
canas, 1 belga, 33 brasileiras, 4 francezas, 1 ham-
burgueza, 2 hespanliolas, 11 inglezas, 1 norueguen-
se, 1 porugueza, e 1 sueca.
Antuerpia 60|.
Canal.....65| a 72|6
Estados-Luidos 80 a 100 c.
Hamburgo 55| a (5|.
Havre. 70 fis e 10 %
Liverpool 40|.
Londres 40|.
Marsellia 70 I. e III n.
Mediterrneo 60| a 75|.
Trieste 60i.
METAES E FUNDOS PBLICOS.
METAES. Oncas hespanholas 308000 a 308500
da patria. 298700 a '30-8000
Pecas de 68100 vcllias. 168000
Moedas de 49.....98000
Soberanos.....
Pesos hespanfies .
dapatria .
Patacrres.....
'J8000
25000
15960
Apoliccs de 6 % .
b provinciaes.
88800 a
18910 a
18920 I
Nominal.
110 %.
103 ", a 104 -.
(Jornal do Commercio do Rio.)
MOVIMENTO DO PORTO.
Navios entrados no dia 2.
Acarac25 dias, luate brasileiro Sobralense, de
97 toneladas, mestre Francisco Josc da Silva Ra-
lis, equipagem 8, carga couoos e mais cencrus ; a
Caetano Cyrisco da Costa Moreira. Passageiro,
Antonio Moreira da Cunha.
Terra Nova12 dias, brisue inglez Gitana, de 196
toneladas, capitno J. Axlell, equipagem 11, caraa
bacalho ; a James Crabtret
guio para o Rio de Janeirc.
bacalho ; a James Crabtree & Cumpanhia. Se-
r
UM SUSPIRO.
Meia ooite................
Profundo silencio reina em lodo o mundo
Em seus leilos, tranquilos todos dormeni...
S vela o triste amarle a suspirar
Pela ausencia da amante idolatrada 1...
Ah! della ausente !.. de seu porte gentil e feiticeiro!..
Sem lar um olhar seo que exprimaamor!..
Sem ter um meigo riso-que me digahe lempo!..
D'ora avante... lagrimas, suspiros e sol uros
Consolar-me-ho quotidianamenle .'...
Se ao menos licito fosse ao amante misero
V-la, sempre que d ella se lembrasse,
Podera desta sorte extinguir
A chamma ardente. que em sen neilo nutre !..
Meia noite 1.. hira lerrivel I.
Fez-se ouvir do brome Franeiacaoo !
Hora na qual o amaote entra a scismar
llecordanclo-se d'aquella a quem consagra
Amor sincero, verdadeiro, e puro, resultando
Do profundo meditar em dr acerba
Seo corarlo definhar-se pooco a* pouco .' 1 1... .
dem46 dias, brigue inalcz Margarelh. de 166
toneladas, capiao J. Fitzearld. equipagem 8, car-
ga bacalho ; a Joliuslon Paler& Companliia.
Rio de Janeiro e portos intermedios7 dias, vapor
brasileiro S. Salvador, commaiidante o capillo-
leuenle Vicente Navarro Cantoso. Passageiros,
Joaquim Jos Pereira, Manuel C. Pcreirii dos
Santo-,\MjiiopI Teixeira da Silva Azevedo, F're-
derico ule, A. Schaffeitliu, Julio Frederico
Welden, Joao Francisco de Carvalho, Francisco
Ayres Cisisnando de Moraes, Arislides Baltasar da
Silveira, Manocl Martius de Miranda, Antonio
Annes Vieira c Souza, Joao Jos da Costa Lemos,
Jos Joaquim Vieira Peixolo. capitao Jos dos
Santos Nuues Lima e 1 ex-prac,a do exercito. Pa-
raonorle: alferes alumno Jos Anlonid de Justo,
Dr. Gratuliauo Jos da Silva Porlo, D. Joscphina
. dos Santos Mir, Francisco Salles Guimaraes Cu-
nha, Manoel Antonio Leilo Bandeira, 7 africanos
e 3 crias. M a noel Iguacio de A. da Iva o. sua senho-
ra, 5 filhos, 3 criados e 4 escravos, 3 praras de
prel, 1 mulher, e 4ex-praras.
Tacto* sahiios no mesmo dia.
Rio de JaneiroPatacho americano Bonilo, capi-
tao J. L. Shackford, carga parle da que trouxe.
LisboaGalera portugueza aMargarida capitao
Joo Ignacio de Menezes, carga assucar o mais g-
neros. Passageiros, Augusto Fernandes da Silva
Manta, Francisco Joo de Barros Jnior, Jo3o Li-
cio Marques Jnior, Luiz de Oliveira Lima J-
nior.
HavrePatacho fraocez George, capitao Messe
Maceker Charles, carga assucar.
Liverpool Galera ingleza Medora, capitao J.
Scott, carga assucar e algodao. Passageiro, Pedro
C. von Sohsten c sua familia.
Buenos-Ayres por MoutevidoBrigue hamburguez
Heimalh, capillo !'. J. Day. carga assucar e
mais gneros.
EDITAES~
>, A. / d Annunciarao.
da thesouraria provincial!
lurao da jimia da (azemla
inda fazer publico, qlie nos
oh 1 te silencio !..
a Tem
Vai alta a noite
Mas ah 1 que inopinndaTeinpestade
Est prestes a ferir o meus ouvidos!..
Ei que sinlo, da borrase o aibilar,
Que furiosa se etparge sobre a Ierra I...
Ja oucp o ribombo do trova, que
Estrepitoso comprime todo o ar !...
Eii. que siuto a* rajadas do vento forte t rijo
Pasearen) sobre mim mui pressurosas !..
O ceo, a Ierra, o mar, ludo agitado
Realisa Iroadra tempe-lacle .'..
E eu... longe d'ella... sem ter um seu bafejo (me !.
Q' me avise !.. nem lo pouco um sorriso q' me ani
Oh : ueu Dos protegei meu casto amor 1..
Sejam estas horas dr- acerbos solTrimenlos
Em breve mitigadas junto a ella .'.'.'...
Somos sos, minha lyra... vem... cantemos
Um canto que exprima o ardente amor
Que tributo aqu lia que ausenlou-se
Da patria que lisonha a vio naseer !.' '....
E l, ol> mulher beldada ou anjo
Aceita meu amor... minhas saudades !...
Parabiba 22 de uni de 1855.
.o. .a. .a. .
PAUTA
dos precos correntes do assucar, algodo, e mai
gneros do paiz, que te defyacham na mesa do
consulado de Pernambuco, na semana de 4
a 9 de junho de. 1855
Assucar em caixas branco 1. qualidade (ai
b > 2."
mase.........
bar. esac. branco.......
roascavado.....
refinado.......... .
Algndao em pluma de 1. qualidade
2."
3."
em caroco.........
Espirito de agoardeole......caada
Aguardeule cachaca........
de canoa ......
restilada.......
C enelira..............
s ............... botija
Licor ...............cauada
................ garrafa
Arroz pilado duas arrobas, um alqucii:
em casca...........
Azeite de mamona....... cauada
o roeudobrm e de coco
o- de peixe.......
Cacao.............
Aves araras .......
b papagaius.......
Bolachas............
Bisuntos............
Caf bom............
$ faslolho.........
im casta.........
SONETO
A1 Ulm Sr.- 1). Auna Isabel le
Atliayrte Uchda, pov occaso la
moi'tc do sen mui ut-egiuto pal e
meu amigo, Ignacio Francisco
de Atayde.
De saudade (uugenle repassada,
Do pai a morle chora.desaslroia
A lillia a mais querida, a mais mimosa,
Qu'accrbasdi'res sent inconsolada I
Si choras tanto e lano, e tao magoada
Por le veres (lisiante e Uo saudosa
Daquelle i qiem amavas extremosa,
* Por quem fotle igualmente Lio amada ;
Chora, sim, qoe he louvavel se.ntimento
Do pai carpir o fillio a desventura.
Do pal carpir o filho o passaraenle :
Mas ah lembra-le q'a fria sepultura
He s quem nos mitiga o soffrimento
Nesle muinl de horror t da trislura I
21 de abril de 1855.
J. C. dos Santos t Silva.
i
muido.............
C>r secca............
Coco* com casca.......... cento
Charutos bons........... *
ordinarios........
regala e primor ....
Cera de carnauba......... @
em velas...........
Cobre novo mao d'obra...... ft
Couros de boi salgados.......
expiadot......... b
b verdes........... b
de oura.......... .
cabra corlido*.....
Doce de calda...........
b goiaba ........
secco. ............
jalea ,.........
Eslpa nacional.......... @
estrangeira, mao d'obra
Espanadores grandes........ um
pequeos
Farinha de mandioca
milho .
aramia .
Fcijao........
Fumo boa.....,
ordinario
> em tulla bom
.......... / J
bom........ [ 1
3
9
I
28500
ij}700
3S2O0
5S600
5?200
43800
13100
8600
&400
0480
.8180
JJ580
5210
9580
9210
5&000
18600
640
19760
18280
5-jOOO
109000
38000
78000
88960
48500
38000
38500
69100
55O0O
39840
18400
9600
29200
118000
139000
9160
9190
9200
8100
158000
9240
9200
9160
9100
9320
19280
lCOOO
25000
13000
29240
39500
alqueire 69OOO
' 79500
, 39OOO
78000


, tai
urna
um
li



B

alqueire
Pela inspecrao da alfandega se faz publico, que
no dia 4 de junho, depois do meio dia, se ha de ar-
rematar em hasta publica, a porta da mesma repar-
tirlo, 475 libras de cobre velliu tirado do forro da
escuna Lindera, sendo a arrematarlo livre de direi-
los ao arrematante.
Alfandega de Pernambuco 29 de maio de 1855.
O inspector, Bento Jos' Fernandes Barros.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria provincial
manda convidar aos possuidores de cautelas das lo-
teras da provincia, vendidas pclocaulelista Antonio
Ferreira de Lima e Mello, para apresenlarem suas
rcelamsres na mesma thesouraria no praio de 30
das, a contar da dala deste, afim de ter lugr a des-
onerarao do fiador do mesmo cautelista, que assim
requereu.
E para constar a quem interessar possa se man-
dn allixar o prsenle e publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 28 de maio de 1855.O secretario, A. Ferrei-
ra da Annunciarao.
O Ilun. Sr. inspector da thesonraria provincial,
em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia de 19 do corrente, manda fazer pu-
blico que no dia 21 dejnuho prximo viudourc, p-
ranle a junta da fazenda da mesma lliesourar, e
ha de arrematar, a quem por menos lizer, a obra
dos reparos do 7." lanco da estrada do sul, avaliada
em 4:8958.
\ arrematarlo ser feta na forma da le provin-
cial n. 343 de 15 de maio do anno fiudo, e sob s
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem esta arreiu.ita-
ran comparecam na sala das sesses da mesma junta
no (Ka cima declarado pelo meic dia competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou allixar o presente e pu-
blicar pelo Diario,
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 22 de maio de 1855.
O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciarao. '
Clausulas especiaes para a arrematarao.
1.a Os reparos do 7. lauro da estrada do sul fir-
e-hao de conformidade com o orcaraento e peifiz
approvados pela directora em conselho, e apresen-
lados approvarao do Etm. Sr. presidente da pro-
vincia, na iropurtancia de 4:8958.
2." O arrematante dar principio s obras no pra-
zo de 15 dias e as concluir no de 3 mezes ambos
contados pela forma do arl. 31 da lei n. 286.
3.' O pagamento da importancia da arrematarao
verificar-se-ha em duas prestacoes iguaes, a pri-
meira quando estiver prompta metade da obr, e a
egunda depois de concluidos os reparos.
4." Nao haver prazo de responsabilidade.
5.* Metade do pessoal da obra ser de genio
livre.
6." Para ludo o que n3o se achar determinado na-
prsenles clausulas nem no orcamento, seguir-se-ha
o que dispOe a respeito a lei n. 286.
Conforme.O secretario, A. F. da AnnunciarSo.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. pres-
deoteda provincia de 14 do corrente, manda fizer
publico que no dia 6 de junho prximo vindouro,
peranle a junta da fazenda da mesma thesouraria,
sa ha de arrtmaUr a quem por menos fizer a obra
dos canos de esgoto de que precisa a ra do caes do
Apolla, avaliada em 1:7208000 rs.
A arrematarao ser feila n> forma da le provin-
cial n. 343 de 15 de maio de 1854, e sob as clausu-
las especiaes ahaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arresaitacao,
comparecam ua sala das sessOes da mesma junta.
uo dia cima declarado pelo meio dia competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o prsenle e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 19 de maio de 1855.O secretario.
Antonio F. d'Annunciarao.
Clausulas especiaes para a arrematarao.
1." A continuarlo do cano do esgoto na exlencao
de 28 bracas correntes 110 lugar do caes de Apollo e
era frente ai 4 ras, ser execulada de conformida-
de com o ornamento approvado pela directora em
conselho e apresentado a approvaeao do Exm. Sr.
presidente da provincia na importancia de 1:7208
res.
2. O#contratador dar principio as obras no pra-
zo de um mez e as concluir no de Ires mezes, am-
bos contados ua forma do art. 31 da lei provincial
11. 286."
3." O pagamento da importancia deste conlreto
ser feito em duas preslares iguaes, a primeira
quando estiver executada a metade da obra, e a se-
gunda depois de concluida que sera logo recebida
definitivamente.
4. O contralador empregar ao menos metade dos
Irabalhadorcs livres.
5.". Para o que nao estiver determinado as pre-
sentes clausulas c no orcamento seguir-se-ba o que
dispoea lei provincial n. 286.
ConformeO secretario, Antonio F. d'Annun-
ciar-ao,
O lllm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial em cumprimenlo 3 ordem do Exm. Sr. presi-
denlc da provincia de 10 do curente, manda fazer
publico que no dia 28 de junho prximo vindouro,
perante a junta da fazenda da mesiia thesouraria,
se ha de arrematara quem por menos fizer a obra
do acude da villa do Buique, avaliada cm 3:3008.
A arrematarao ser feita na forma da lei provin-
cial n. 343 de 15 de maio do anno lindo, c sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arrematado,
comparecam na sala das sesses da mesma junta, no
dia cima declarado pelo meio dia competentemente
habilitadas.
E para constar se mandou allixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 19 de maio de 1855.O secretario,
A. F. d'Annunciarao.
' Clausulas especiaes para a arrematarao'.
1.a As obras do acude do Ruique sern feila- de
conformidade com a plaa e ornamento approvados
pela directora em conselho e apresenlados a appro-
vajao do Exm. Sr. presidente na importancia de
3:3009000 rs.-
2. Estas obras deverao principiar no prazo de 60
dias e sern concluidas no de 10 mezes, a contar da
data da arrematarao.
3." A importancia desta arrematarao sera paga
em 3 preslacOes da maneira seguinle : a primeiajji
do- don- quintos do valor (nial, quando tiver con-
cluido metade da obra, a segunda cual a primeira,
depois de lavrado o termo de recehimento provios-
rio; e a lerceira finalmente de ura quinto depois do
recebimento definitivo.
4.a O arrematante ser obrigado a communicar i
repartiere das obras publicas com antecedencia de
30 dias o dia fixo, em qne tiver de dar principio
execur^o das obras, assim como Irabalhar seguida-
mente 15 dias afim deque pnssa o engenheiro en-
carregadoda obra assislir aos primeiros (rabalhos.
5." Para ludo o mais que nao estiver especificado
as presentes clausulas segnir-se-ha o que determi-
na .1 lei reculamcntar das obras publicas.
ConformeO secretario, A. F' d'Annunciarao.
O lllm. Sr. inspector
em cumpriraento da resol
da mesma thesonraria, man
dias 12, 13 e 14 de junho prximo vindouro, se ha
de arrematar a quem por menos fizer, as impresses
des trabamos das diversas repartieses publicas pro-
vjfjciacs, avaliada- em 3:5009000 rs.
A arremataran sera feila por lempo de um anno,
a contar de 1. de julho prximo vindouro, ao fin
de junho de 1856.
As pessoas que se propozerem a esta arremataran
comparecam na sala das sesses da mesma junta nos
dias cima indicados pelo meio da competenlemen-
e habilitadas.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 21 de malo de 1855. O secretario, Antonio
Ferreira da Annunciarao.
O lllm. Sr. inspector da thesonraria provin-
cial em cumprimenlo da resolucao da junta da fa-
zenda da mesma thesouraria,poe novamente em pra-
ja a obra dos reparos urgentes de que precisa o afeu-
de de Caruar, avaliada em 1:0125000 rs.
A arrematarao lera lugar no dia 21 de junho pr-
ximo futuro.
E para constarse mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da, thesouraria provincial de Pernam-
buco 19 de maio de 1855.O secretario,
A. F. a" Annunciarao.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da resolucao da jimia da fa-
zenda, manda fazer publico que no dia 11 de junho
prximo futuro, vai novamente a praca para ser ar-
rematada a quem por menos fizer a obra do calra-
mento dn 18 lauco da estrada da Victoria, avaliada
em:3609000rs.
E para constar se mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de lYriain
buco 19 de maio de 1855.O secretario,
^ A. F. d'Annunc'aco.
O lllm. Sr. inspector da thesonraria provincia,
em cumprimenlo da re-oluc.o da junta da fazenda,
manda fazer publico, que nos dias 12, 13 e 1 i de
junho prximo vindouro, perante a mesma junta se
ha de arrematar a quem por menos fizer, o lameri-
meiilo dos medicamentos e utensis para a enfermara
da cadeia desta cidade, por lempo de um auno a
contar do 1. de julho do correte auno a 30 de ju-
nho de 1856.
As pessoas que se propozerem a esta arrematarao
compareram na sala das sesses da mesma junta no
dias cima declarados pelo meio dia, competente-
mente habilitadas, que alij 1 lie serao presentes o for-
mulario e condicesda arrematarao.
E para constar se mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 21 de maio de 1855. O secretario, Antonio
Ferreira da Annunciarao.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da resolucao da junta da la-
zenda, manda fazer publico, que nos dias 12, 13 e
14 de junho prximo vindouro,'se ha de arrematar
em hasta publica, perante a mesma junta a quem
por menos lizer, o serviro da capalazia do algodao do
consulado provincial, avallado em 2:4759000 rs. por
anno.
A arrematarlo sera feita por lempo de Jres anuos,
acontar do 1. dejulho do correte anno a 30 de
junho de 1858.
As pessoas que se propozerem a esta arrematarao
compareram na saladas sesses da mesma juuta nos
dias cima indicados pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 21 de maio de 1855. O secretario, Antonio
Ferreira da Annunciarao.
Manoel Joaquim da Silva Hibciro, fiscal da fregue-
zia de Santo Antonio do termo desta cidade do
Recfe, ele, ele.
Faro publico, para conhecimento de quem inte-
ressar possa, que por oflicio da cmara municipal
desta cidade, de 23 do corrente, lhe foi remedida
por copia, a postura addicional abaixo transcripta,
approvada em21 desle mez pelo Exm. Sr. presiden-
te da provincia.
Postura addicional.
Arl. nico. As casas que se edificaren) em ter-
renos uovos, nao poderao ter meuos de Innta palmos
de largura, contados livres nq,inlerior dellas, ficando
prohibida a conslruccao de predios de 40 e de 50
palmos, divididos ao meio : sob pena de trinl.i mil
res de mulla, e de ser demolida a parede diviso-
ria.
achando-se, como se acha em \i?or, -emellian-
te postura, lavrcio presente, que ser publicado pe-
lo Diario, afim de nao haver ignorancia.
Freguezia de Sanio Antonio do Recife 31 de maio
de 185.Os fical, Manoel Joaquim da Silxa Ri-
betro..
Perante a cmara municipal desla cidade esl a-
r em praca nos dias 2, 4 e 5 de junho secunde, a
obra dos concerlos de que precisa a ribeira do bair-
ro da Boa-Visla, oreada em 1309000 rs. Os prelen-
denles que quizerem consultar o ornamento, diri-
ja m -se a secretaria da mesma cmara. Paco da c-
mara municipal do Recfe cm ses3o ordinaria de
31 de maio de 1855.Bariio de Capibaribe, presi-
dente Manoel Ferreira Accioli, secretario.
DECLARACOES
8509000
Perante o conselho administrativo do patrimo-
nio dos nrphaos se ha de arrematar a quem mais
der em hasta publica, na sala de suas sesses em o
dia 5 de junho vindouro, a renda das casas do mes-
mo patrimonio abaixo mencionadas, por lempo de
um anuo, que lem de decurrer do 1. de julho pr-
ximo futuro, a 30 dejunlio de 1856, a saber: run
de Fora de Portas ns, 91, 92, 93,91, 95, 96, 97, OS.
99, 100, 101, 102, 103, 104 e 105, sitios um no lu-
gar de Paruameirim 11. 2, nm dilo no Rusarinho n.
3, um dilo na Mirueira 11. 4, e um dilo no Forno da
Cal, cm Olinda 11. 5. Os licitantes hajam de emo-
pareccr com seus fiadores em a sala das sesses do
mesmo conselho ns 10 horas da manliai do mencio-
nado dia 5.
Secretaria do conselho admin islrativo do patri-
monio dos orphaos 22 de maio de 1855.O secreta-
rio, Manoel Antonio liegas.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo cm vrtude do autor-
sarao do Exm. presidente da provincia, tem de con-
tratar o seauinte :
Concert t envidrara^)enlo no nicho do glorioso
San Joao Baplisla, padroeiro da capella da fortaleza
do Brum.
Encarnaban da imagem do mesmo santo, bem co-
mo a da Senhora do Remedio, com seu menino
Dos e duas imagens do Senhor.
Quem quizer encarregar-se de lal serviro, apr-
senle a sua proposla em carta fechada na secrelaria
do conselho s 10 horas do dia 8 de junho pr-
ximo futuro.
Secrelaria do conselho administrativo para forne-
ci ment do arsenal de guerra 30 de nuio de 1855.
Jos de Brito Ingle:, coronel presidente. Bernar-
do Pereira do Carmo Jnior, vgal e secreta-
rio.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo, em virlude de aulo-
ri-acAo do Exm. Sr. presidente da provincia, lem de
comprar os objectos seguintes :
Para o presidia de Fernando.
Barro para lelhas, canoas 6.
Meio hatalhao do Cear.
Manas de l.a ou al-nd.ln, 312 ; sapalos, pare
100 ; clcheles prctos, pares 200 ; boles grandes
convexos de metal douradn de7 Molas de dimetro,
1,600 ; ditos pequeos de dilo, 1,100 ; casemira ver-
de para vivos, covados 21 ; panno verde escuro pa-
ra sohrecasacas e ralrasdo lO." balalhao de infanta-
ria, covados 158 ; bandas de la para o 1. balalhao
de arlilharia, 35 : mantas de laa ou algodao para o
i. balalhao de arlilharia, 9. e 10. de infanlaria,
companhia de artfices e de cavallaria, 253 ; sapalos
para os mesinos, pares 1,301 ; luvas brancas de algo-
dao para a companhia de cavallaria, pares 165 ; co-
Ihurnos para a mesma companhia, pares 52 ; hotes
convexos grandes de metal bronzeado com o 11. lOde
metal amarello, 2,282 ; ditos pequeuos com o mes-
mo n. 1 ,'.i"ii ; lito, grandes convexos de metal
dourado para a companhia de cavallaria, 658 ; ditos
pequeos para a mesma companhia, 470 ; clcheles
prelos, pares 211.
10. hala'.hTio de infanlaria.
Mantas de laa, 50.
2. baUlhao de infanlaria.
Panno azul mesclado, covados 135 ; maulas de laa
ou algodao, 41 ; sapalos, pares 57 ; capotes de pan-
no alvadio, 63.
Recrutas cm deposito 110 mesmo balalhao.
Algodaozinho, varas 300 ; sapalos, pares 50.
8. balalhaS de infanlaria.
Mantas de I a ou algodao, 355 ; panno verde es-
curo entrefino, covados 1,983.
9. balalhao.
Manas da la 1 ou algodao, 376 ; panno verde es-
curo entrefino, covados 1,468.
Meio balalhao da Parabiba.
Mantas de laa ou algodao, 74.
Companhia de artfice..
Maulas de la, 72.
4. balalhao de arlilharia.
Panno carmesim para vivos e vistas, cova-
dos 90.
Companhia de cavallaria.
Mantas de laa, 11.
Escola de primeiras letlras do 2. balalhao de in-
fanlaria.
Areia prela, libras 6; compendios de arilhmetica
por Avila, 3.
Quem quizer vender estes objectos aprsenlo as
suas proposlas ein carta fechada na secretaria do
conselho as 10 horas do dia 6 de junho prximo vin-
douro,
Secrelaria do conselho administrativo para forne-
cimenlo do arsenal de guerra 30 de maio de 1855.
Jos de tirito Ingle:, coronel presidente. Bernar-
do Pereira do Carmo Jnior vogal e secre-
tario.
Os 30 dias uteis para o pagamento boceado
cofre, da decima urbana dos predios das freguezias
desla cidade e da dos Afogados, principia-se a con-
tar do 1. de junho prximo vindouro, lindos os quaex
inenrrem na mulla de Ires por cenlo todos aquelles
que deixarem de pagar seus dbitos ; o que se faz
publico pela mesa do consolado provincial para co-
nhecimento dos inleressados.
Nao tendo comparecido alguem nos dias 26, 28
e 29 do corrente,para a compra do brigue escuna de
guerra Legalidade com os seus pertences de nave-
gado, cuja venda em prara publica fura cm 22 an-
nunciada para os ditos dias ; manda o film. Sr.
inspector do arsenal de mariuba, fazer constar que
novas praras haverio para o mesmo fim cm 4, 5 e 6
do mez de junho prximo s II horas da inanhaa,
feila a venda dos referidos objectos em tres lotes so-
bre os valores mencionados na relarao junla eflec-
tuada porm ua ultima praca.
Secretaria da inspecrao do arsenal de marinha de
Pernambuco 30 de maio de 1855.O secrelario,^/f<-
xandre Rodrigues dos Anjos.
Relarao dos objectos postos a venda em prara pu-
blica nos dias i, 5 e 6 de junho prximo, e aos
quaes refere-sc a declararlo desta secretaria em
dala de hoje.
Primeira lote.
O casco do brigue escuna de guerra
Legalidade, lendo esle navio-ido desar-
mado ueste porto pelo seu estado de rui-
na, porte de 111 toneladas, cojas di-
niBusoes sao 87 pe- de comprimenlo no
convez, 68 na quilha, 20 na bocea, 11
de liulia d'agua ca regado e 10 de pon-
tal, o fundo al o lume d'agua forrado
e pregado de cobre, o leme pela mesma
forma tendo canna,lurcosde madeira ua
popa, e de ferro na borda, duas cma-
ras, bailco, tres escolilhas, urna bilacu-
la, um fuaao, duas lalriuas, as ahilas o
escovens forrados de ferro, outras ferra-
seis mais e doas bombas grandes com-
pletas : tudo no valor de..... 9005000
Segundo lle.
Maslrcacao e apparelhos fixos do so-
bredlo navio, sendo lodos estes objectos
os seguintes: maslro grande, dilo dolra-
qoete, grup,relranca,maslarco de vela-
xo, dilo de gavea, dilo dejoanete, len-
do estes mastaros os competentes vaos,
sexlp de gavea, pesas e borlas ; pao de
liojTrrona, dilo de giba, verga do (ni-
quele, dilo do velaxo, dila do joanele
de proa, dita secca, dila de gavea, dita
de joanete grande, carangueija do lati-
no grande, dita do latino de proa, ap-
parelhados todos os objectos cima de
enxarcias, estaes, cabrestos, palarrazes
de ferro e cobre, brandaes,amantillos e
bracos, ludo no valor de .....1:0185000
Terceiro lote.
Veame e outros objectos de manobras
e serviro do dito navio, constando da
vlajjrande, dita de estraes,traquele re-
dondo, dito latino, bojarrona, giba, re-
laxo, joanete de proa, gavea, joanele
gran Je, 2 varredoures, 2 cotilos de ve-
laxo, lodos estes objectos com os compe-
tentes poliames, roalagnetis de ferro e
pao, e rabos de laborar, como escolas,
adiieas, estingues, bres e carregadei-
ras: apparelho de cinco gornes para
suspender com at necesarias horas e
palollas, (res loldos com seus verguei-
ros e amarnllios ", 1 escaler, 2 (albas do
rabizo, e 3 ancoras de 7 a 8 quinlaes,
lendo as competentes amarras c estas
4 ganchos e punc&es, ludo no velor de.
K7WM00
Secretaria da inspecrao do arsenal de marinha
de Pernambuco 30 de maio de 1855. O secre-
tario, Alexandre Rodrigues dos Anjos.
COMPANHIA O BEBERIBE.
Sr. caixa da Companhia do Beben-
be, Manoel (ioncalves da Silva, esta' au-
torisado pela assemblea {jeral da mesina
companhia, a pagar o U dividendo na
razao de 2.sOO rs. poraccao, Escnptorio
da Companhia do Beberibe 25 de maio
de 1855.O secretario, Luiz da Costa
I'ottocarieito.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Resumo dos maiores premios da loteria
5. a favor do Monte Pi, extrahidaem
18 de maio de 1855.
N. 5609......... 20:000tf
5243.........ifi-.OOO
......4:000$
1
1
1
i
t
10
20
5800.
3868.
639,
5566 ,
205,
195 i ,
4113,
5374.
107,
1-255,
1462,
1885,
5646 ,
4412,
5370 ,
790,
4295 ,
1027 ,
5696 ,
4595,
5005
5973
1203
4092
5207
610,
1241 ,
1744,
2716 ,
5819 ,
5182,
5880.
1083
1279 ,
1817 ,
3011
5990
5553
2:000.?
1:000//
400.S
BANCO E PERNAMBUCO.
O Banco de Pernambuco toma letlras
sobre o Rio de Janeiro. Banco de Per-
nambuco 7 de abril de 1835.O secre-
tario da direccao, Joao' Ignacio de Me-
deiros Reg.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
sac.lo do Exm. Sr. presidente da provincia, tem de
comprar os objeclos seguintes :
Para loriiecimenlu do almoxarifado do presidio de
Fernando.
Papel alunen, resmas 8 ; penuas de ganro, 100 ;
tinta prela. garrafas 20 ; folhinhas de algibera do
corrente auno, 2.
Quem us quizer vender aprsenle as suas propos-
tas em carta fechada, na secrelaria do conselho ;s
10 horas do dia II ifo corrente mez.
Secretaria do conselho administrativo para forne-
cimeuto do arsenal de guerra 2 de junho de 1855.
Jos' de Brito Ingle:, coronel presidente. Ber-
nardo Pereira do Carmo unior, vogal e secre-
tario.
Carlas seguras vindasdo norte para os senho-
res : Antonio Vasconccllos Menezes de Urum-
mond, Joo dos Santos Neves Jnior, Jos Antonio
Pinto. Manoel Jos Vaz de Oliveira, l'alineira 0\
Ilellrao, Silvio Tarquiniu Villas-Boas.
AVISOS MARTIMOS.
PARA O RIO OE JANEIRO
cm 4 do mez corrente, segu o palhabnte l'rnus, s
recebe passageiros e ecravos frele ; a Iralar com
Caetano Cariaco da C. M. ao lado do Corpu Santo
n. 25.
PARA O ARACATV
segu no dia II do correte o patacho .S'anta Cruz,
pora o resto da carga e passageiros (rata-se cum
Caetano Cyriaco da C. M., ao lado do Corpo Sanio
11.25.
A escuna nacional TAMEGA segu pa-
ra o Rio de Janeiro terca-eira 5 do cor-
rente, s pode recebe r escravos a frete.
para osqtiaes tem excellentes commodos :
trata-tie com os consigtarios Novaes &C,
na ra do Trapiche n. 3\.
CEA KA' E ACARACU'.
No dia 12 do corrente segu o palhaholc Sobralen-
se; recebe carga c passageiros: trala-se com Caetano
Cyriaco da C. M. ao lado do Corpo Santo n. 25.
Para o Aracaly sabe no dia !) do crrenle o
hiale Aurora: aiuda recebe alguma carga : Irata-se
na ra do Viga rio n. 11.
Para Maranhao e Para' sabe com
multa brevidade o muito veleiro brigue
RECIFE, capitao Manoel Jos Ribeiro, o
<|ual ja' tem a maior parte de seu carre-
gament prompto : para o restante e
passageiros, trata-se na ra do Collegio
n. 17 Segundo andar, ou como capitao
a bordo.
Para o Rio de Janeiro sabe com
muita brevidade o brigue nacional SA-
GITARIO, de primeira classe, o qual tem
prompta a maior parte de seu carrega-
mento: para o restante e passageiros,
trata-se com Manoel Francisco da Silva
Carrico, na ra do Collegio n. 17, segun-
do andar, ou com o capitao a bordo-
Para o Rio de Janeiro
segu com muita brevidade o brigue brasileiro Con-
r.eirao por ter parte da carga prompta : para o resto,
passageiros e escravos a frete, trata-se com Manoel
Alvcs Guerra Jnior, na ra do Trapiche n. 14.
Para a Babia segu em poneos dias o veleiro
hiale Curi),por j ler a maior parle da carca prom-
pta ; para o resto, trata-se com seu consignalario
Domingos Alvcs Millicu-, na ra da Cruz n. 54.
Para o Cear sabe jnprelerivelmenle na se-
guinle semana o hiale Anglica ; para passageiros,
trata-se na ra da Cadeia do Recife u. 49, primeiro
andar.
Para o Maranhao com escala pelo Cear, segu
vi.-ie.eni com muila brevidade o bergantina Despique
de Beiris, capilao Elizeu dr Araujo Franca : quem
no mesmo quizer carregar ou ir de pas'agem, diri-
ja-se ao mesmo capilao, ou a seu pruprielario Anto-
nio Lopes Rodrigues, no escriplorio de Manoel Joa-
quim Ramos e Silva.
60 120, 215, 503, 577,
778 ,
1040 .
1176 ,
1407 ,
1550 ,
1840,
2094,
2431 ,
2575 ,
2641 ,
2857 ,
5274,
5551 ,
5988,
4552 ,
5056 ,
5159,
5569,

2Mf
726 ,
1011 ,
1072,
1376 ,
1500 ,
1696 ,
1958,
2594 ,
2564,
2631 ,
2719 ,
5155 ,
5481 ,
5945,
4214,
4649,
5115 ,
5V70,
5994
LEILOES.
585
847,
1068,
1555,
1455,
1617
1884
2555
2561
2598
2699
2950 ,
5375 ,
5810 ,
4124-,
462 i-,
5105 ,
5204 ,
5851 5994 ... -V 100/*
100 premios de........ 40jf
1800 ditos de ....... 20$
Sabio nesta provincia a sorte de 10
contos no meio bilhete n. 52i5, o possui-
dor he convidado a vir receber o compe-
tente premio.
Acham-se a venda of. novo bilhetes da
21 loteria do theatro de Nictlieroy, que
devia correr a 2 ou 4 de junho, pagare-
mos os premios a' chegada das listas,
MUITA ATTENCAO.
Pergunta-se a er-sociedade emprezaria do lliea-
Iro de Sanla-lsabel, que potencia julga ser Smc.
para ler o arrojo de fa/er um manifest ao governo
e ao publico, e bem assim, quaes sao as polenciasa
que declara guerra, e quaes 01 motivos dessa guerra.
Manifest, senhores meus, le a expoiirao dos mo-
tivos da declararan da guerra feita pelo rei, ehrfe
ou potencia de urna narao contra outra, ou enlo
a dcclaraeao feita nos alfandegat, (cejam to diccio-
nario.) Oiieni sahe se Smcs.sso Russos e quereru fa-
zer dn Hiealro de S. Isabel Sebastopol ou enlo
se allingirito ao segundo signilicado manifestando
grosseiramenle, na alfandega do atrevimcnlo, aogo-
verno e ao publico as robustas iutelligencias que for-
jaran) e assignaram o tal manifest '! onlro oflicio e
mitro- dados que nao he assim qoe haveis de sanhar
a partida. O Koverno e o publico tem vido porcer-
lo do vos-o palanfrorio e dis vossas imposices.'e
e-lamos cerlos, que a empreza do nosso nico thea-
tro sera confiada pelo Exm. governo da provincia,
aquelle (los concurrentes que mai* vanlagens offe-
recer. e melhnres actores appresentar para a forma-
cao de urna companhia que nos d expectaculos de
oulra for$a que nilo a aclual. Lembrai-vos, senho-
res, do manifest, que eslaes redolidos a urna com-
panhia de pequea comedia e farca, e queos bons
actores dramticos eslo separados de vos; lembrai-
vos, que* nao leudes vozes agradavei* para sa-
lisfazer s necessidades do drama vaudeville, nem
da opera cmica, e lerubraivos sobre tudo, que n!o
he pnssivel caslar a provincia 12:0003000 r. em 6
mezes, (5000000 rs. em cae represei:iac,io )
para termos nicamente em scena Ires Au quatro
artistas de merecimento, e que nao bastara para sa-
lisfazer s necessidades-dos expectaculos desde o alto
drama at a baixa comedia. Deixa-vos portento
de manifestos, e nflo pensis rom vossas imposices
amedrantar o governo ou faze-lo recuar ein suas
boas inlcnroes. porque o emprezario com que elle
Iralar o Ihealro pode garaulir-lhe, por cerlo, a com-
panhia que elle requer.
lm de tantos.
LOTERA DA ORDEM TERCEIRA DO
CARMO -
Aos 6:000^000, 2-.0O0S00O, l:000s000.
No dia 9 do corrente andam as rodas desla loteria.
Os bilhetes ecautelas do cautelista Antonio Jos Ro-
drigues de Souza Jnior acham-se venda na praca
da Independencia,' lojas ns. 4, 13, 15 e 40, roa do
Oiicimado n. 37 A, aterro da Boa-Vista n. 72 A, e
uas oulras do costume. Os seus bilhetes inteiros nao
soffrem o dtsconlo dos 8 por c-nlo da lei nos pre-
mios grandes, c sim as suas cautelas.
Uilheics 59800 Recebe por inleiro 6:0009000
"deio- 29800 o com descont 2:7609000
Ouarlos l.-HI o 1:3808000
Oilavos 720- b 6909000
Decimos 600 552000
Vicsimos 320 2769000
O mesmo cautelista declara, qne apenas se obriga
a pagar os 8 por cenlo, dos premios grandes que sa-
hirem em seus bilhetes rtenos, em originae, de-
vendo o possuidor receber do Sr. Uiesoureiro o seu
respectivo premio.
Precisa-se fallar ao Sr. Manocl Joa-
quim Fernandes de Azevedo : na iivraria
n. 6 e8 da praca da Independencia.
Aluga-se o sobrado de Ires andares e solSo da
ra do Vigario n. 18 : trata-se na na do Crespo
n. 16.
Vctor l.asne. lendo de fazer urna viagem a
Europa, far leilao, por intervcncao do asente Oli-
veira, da mobilia da casa de sua residencia, consis-
lindo em sof, cadeiras, ditas de balando e de bra-
cos, mesa redonda, consolos, bancas de joco, commc-
das, goarda-veslidos, lavatorios, urna rica cama de
casal, urna linda carteir.i para escrever, espelhos,
toocadores, guarda-louea, mesa de jantar, aparado-
res, candieiro de globo, lanlernas, 1 quadro de relo-
gio, filtrador d'agua, garrafas, copos, trem de cozi-
nha, carros de 4 rodas com arreios e 2 cavados, e-
algumas obras de prala : quorla-fcira, 6 de junho
do corrente, as 10 horas da manlnla, na referida
casa n. 22, na ra da Aurora.
O agente llorja far.i leilo em seu armazem
na ra do Crespo n. 15 de urna inlnidade de ob-
jeclos de diflerentes qualidades, como bem: obras
de marcneria novas e U!das, ODras de ouro e prala,
relogios para aii^ibeira, loaras e videos ele, e oulroa
mullos objeclos que se acharao patente- iiomcsmoar-
mazem, oa quaes se entregaran pelo maior prero
que for offerecido : sexta rejra 8 do corrente as 10
horas.
AVISOS DIVERSOS-
IN'FORMACO'ES OU RELACO'ES
SEMESTRES.
Na Iivraria n. 6 e 8 da praca da In-
dependencia, vende-se relacoes semes-
traes por prero commodo, e querendo res-
mas vende-se ainda mais emeonta.
WAIMI.
Est no prclo 0 compendio de Iiisliluliones Juris
Civilis, por l). 10. Pelri Waldeck que serve de
compendio cadena de Uireilo Romane, instalada
de novo na Kaculdade de Uireilo : subscreve-sea
ti-jtlOO rs. pagos na occasiao da subscripto, e para
commodo dos senhores acadmicos cnlregar-sc-hao >s
folhas impre-sas de 8 paginas na Iivraria da prara
da Independencia n. 6e 8, a propjrro que forem
-atinlo do prlo.
Precisa-se de orna ama forra ou captiva, para
cozinhar e eugommar : a Iralar no aterro da lioa-
Visla n. 33, segundo andar.
IOO.sOOO DE GRATIFICACA'O.
Fugiodo engenho GAIP10' da fregue-
zia de Ipojuca, em lins de dezembro ul-
timo, um escravo cara pina de nome Jacin-
tho, de Angola, alto, corp tiento, pou-
ca barba e nao muito preto ; este escla-
vo foi do fallecido Jos Hamos de Olivei-
OITerece-se urna criada para serviro de urna
casa de pnuca familia, de portas deutro : delraz da
matriz da Boa-Vista n. 26.
OfTerece-se urna muliier para ama de urna casa
de pouca familia : ua run da Cadeia de Santo Anto-
nio, taberna 1.' aupar n. 26.
D.i-sea quantiade 509000 a juros com penho-
res: a tratar ua ra Nova 11. 12, luja, de meio dia
as 2 horas da tarde.
Precisa-se alugar um preto ou prela para o ser-
vico de urna casa : quem tiver, dirija-so 11 ra da
Aurora n. 18, segundo andar.
No dia 26 de abril prximo passado desappa-
receu do eAgenho Mnribequioha o mulato Joaquim,
com os signaes seguintes : baixo, seceo do corpo, ca-
bellos nnnehdi.., denles alvos, cara redonda, ps e
maos pequeos, sabe ler e escrever ; o qual mulato
foi cscrivo do Sr. Manuel Joaquim Baranda, mora-
dor nos Afogados: rosa-seas autoridades policiaes e
capilaes de campo o faram apprehender e conduzi-
lo ao mesmo engenho, ou nos Afogados, em casa do
capitn Manoel Eleuterio do Reg Barros, que serSo
bem recompensados.
Victorino Jos de Sovjza retira-se para o Rio
de Janeiro, e avisa ao Sr. Joaquim Jos dos Santos
que fara o favor do apparecer no prazo de 4 dias
para ajuslar suas cenias, e mais qualquer um que se
juigar ler alguma cotila rom o dilo senhot.
Precisa-se de um caixeiro de 10 a 14 annos pa-
ra taberna, com alguma pralica, prefere-se portu-
suez : quem pretender, dirija-se'a ra da Moda n.
0, segundu andar, que achara com quem tratar.
Precisa-se alugar urna escrava de meia idade
para comprar, cozinhar o diario de urna casa, e en-
saboar algumas loalhas da coziuha : quem a tiver,
dirija-sc ao pateo do Carmo, fabrica de charutos n.t.
C. J. Aeltey vai a Europa, e dcixa na sua au-
sencia como procuradores de sua cava aos Srs. J.'F.
(i. Ula.il em 1.' lugar, c Rodolpho Kruckcubcrg em
segundo.
Na ra Imperial n. 110, oflerecc-sc urna ama
para criar, casada, limpa e delicada, com 8 dias de
parida, sem filho.
Antonio Rodrigues de Albuquerque, cacrplu-
rario do consulado provincial, faz seiente aos Srs.
proprielarios dos predios urbanos das freguezias de
S. rr. Pedro Gonralves e Santo Antonio, que prin-
cipia a fazer o lansamenlo da decim, como lam-
ben) dos de mais impasto* cargo da repartiro, do
anno linanceiro de 1855 a 1856, 110 dia 5 dejunlio
corrente.
SANTA casa.
Pergunla-se ao actual provedor da confraria do
Senhor da Via-Sacrn, se o Ihesotireiro da dila con-
fraria ja presin as cuntas do anuo de aH53 e 1854,
pois que se faz misler tirar por coi tidao alguns do-
ra, trabalhou depois de estar fumdo, em aumentos de despezas, que muito interessam a essa
i -i 1 1 confraria e aoIrmao derato.
aljjuinas obras aqu na cidade e por al-
guns sitios : roga-se aos mestres ^ ^.SEttf rStftf J3.t
a quem elle pode lliudir e aos capitaes de ; sala la mesma, se ha de arrematar por ser a ultima
praca, a cata terrea, sita na ra das Cinco Ponas u.
88, por execucao de Manoel de Souza 'lavares cun-
Ira Antonio Rodrigues Brrelo e sua mulher. Escri-
vilo Sanios.
No dia 4 dp junho prximo, depois da audien-
cia do lllm. Sr. juiz do civel da 1.* vara, te ha de
arrematar por ultima praca a casa terrea, sita uas
Cien Ponas 11. 88, junio a Joao'Jos do Monle,
Tn 1:20i
campo, que o peguem e levem-no ao pro-
pietario do engenho cima, que recbe-
nlo IOO.S'000 ris de gratilicacao, ou a
Jos Joaquim de Miranda na ra da Ca-
deia do Recife n- 46, que dar' a mesma
gratilicacao depois do escravo entregue
no dito engenho, para onde facilitara' a
condueo a quem o
Joaquim de Miranda-
avallada 1
:200000, a qual etl alogada por 12
um n anresenta _JOM;! me*. ha quem lenha offerecido 15000, e
uein o apreseniai. jse | ttio lem aceiudo em concideracao a familia que
mora na casa.
MUTILADO
.


il
DIARIO DE PERMIUCBO. SEGUNDA FEIRA 4 OE JUNHO DE 1855.
Precisa-se .tingar nma ama que saiba coiinhar
e lazar lodo o mais servico de caa : na roa das Cin-
co Ponas n. 44.
Os encarrenados do Mez Mariano que se 6x na
i;:rcja de N. S. da Conceicao 'los Militares, julgam
nada dever dp ohjeclos comprados para sua feslivi-
dide, no enlanlo se alguem le julgar credor, dirija-
'< roa Jas Laningeira n. 16. para ser inmediata-
mente pftn, e leda e qualquer pruoi que dea sna
estonia, lem-o dimln salvo de vir ver ra que se fias-
te ii : faz-se {tente para livrar os mesmos de
snspeilas que aljjneni Ihrsiem atribuido,.infonfu
Jos Diat, jeiz : Mantel Francisco dos Santos e
Silca, Manoel Fernande* Ribeirc.
Os enemigados do Mea Mariano que se fez na
igreja de N. S. da Concedi dos Militares, agrade-
ce m milito cordeilroente a innandade de N. S. da
C.cinrecSn e Diino Espirito Sanio a dislincta hon-
ra que lite fizeram de assistirem a sua fesla ; os mes-
mos encarreeados penhorados por lana bondade
vm por esle jornal palnntiar-lhes a sua eterna gra-
tidilo.Antonio Jos Dias, juil ; Manoel Francis-
co dos Santos e Silva, Manoel Fernanda fibeiro.
Prccisa-se de urna prela escrava para ama de
uma casa de fr.milia, que faca o serviro interno e
externo da mesma, p*gando-se-lhe 320 rs. por dia :
a tratar na ra do Coliegio n. 3, primeiro andar.
No dia 23 de maio do correnle anno ausenloii-
se da casa do abarlo assignado o mnleque Leocadio
crioulo, de idadn de 18 a 20 annos, pnuco mais ou
menos, oflicial de carapina, c coin ossignaes segui li-
tes : baiio, cor lula, grosso do corp.\ leudo o aoslu-
me de quando anda olliar para chao : roga-se aos
capilAes de campo e mais pessoas, que o vendo, ap-
ptehendam e le>em ao abaixo assignado, que (rali-
ficinr ; oqnal moleque perlence a heranca da fina-
da U. MariaTrrneisca de Almeida. de cuja heranra
bu o abaixo assignado invenlarianle. Recita t. de
uoho de 1855.Francisco Mame.de de Almeida.
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Coliegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, lina e grossas, por
presos mais baixos do que emou-
tra qualquer parte, tanto em por-
coes, como a retalho, afliancande-
se aos compradores um s prero
para fbdos : este estabelecimento
ahrio-se de combinaca com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, francezas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta doque se tem vendido, epor
isto oU'erecendo elle maiores van-
tageus doque outro qualquer ; o
proprietuno deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Coliegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rohm.
Hieles 38800
Meics , 25800
Quarlos - - 1*440
Quintos IplOO.
Oitavos 720
Decimos 600
N igesimos sao
COLLKUIO PARA MENINOS, EM \Y.\-
DSBECK, SUBURBIO DE HAM-
L'RGO.
O nbaiio assignado tem a honra de participar ao
publico, que mtniou o seu coliegio nesteanno.de
Hamburgo para Wandsheck, e est asora habilitado
de poder aceitar mais alguns pensionistas. A sita-
ro d.i lagar he a mais saudavel de todos os arrabal-
des de Hamburgu, e a distancia dessa cidade permu-
te.o gozo de todas as vanlagens das cidades-grandes,
assim cerno ella imposibilita o gozo das desvanta-
gens para meninos. Ao entrar no coliegio os meni-
nos nao devem ler excedido a idade de 10 annos, e
maior cuidado i; zelo se empregar em favor delles.
nao sii para o s>u bem phjsico como inlcllectual,
Elles terfli) ligues em todas as linsuns modernas, his-
toria, geographia, historia natural, mathemalica,
assim como os principios necessarios para o commer-
cio, ou as linetus antigs, ciencia das anliguida-
des, philosophia. etc., como preparos para o esludo
na universidade. As despezas do eusino, ustenlo k
casa importara em 1,000 mareos,5008000 pouc
mais ou menos. O pais deverao dar roupa, assin
como pasar musir e ensino ile dansa, caso o desc-
e.--C H'olcksaause/i. ,
Este coliegio podemps recommcddar as pessoas que
queiram dar urna educado excinplar aos seus fillioi.
por ser um dos melhores na llemanha, e oflerec<-
mo-nos a dar todas as infnrmaces a quem precisar :
na ra da Crol o. 10.
PIANOS FORTES.
Ilrunu Praeger & Companhia, ra da Cruz o. II
recommeodam as pessoas de bom goslo, seu cscolhi-
do sortimento dos melhores pianos, lano horison--
taes como verlicaes, que por sua solida construya >
e harmoniosas vozes, assim como por sua pertaiLi
obra de mito se distinguen]. Todos e-tes pianos san
feitos por euconimenda, escolliidos e examinados
e por ato livres de qualquer defeilo que se enconln
militas vezes em os pianos fabricados para expor-
tarlo.
Quem livef contas com a galera nacional Feli-
ciana, naufragtda nesle porto, sirva-se presenta-
las ale n dia 6 du junho, no escriptorio de Domingos
Alves Slalheus, par serem pagas.
Traspassa-ie o arreiidamenlo de uma das me-
lhores cavallarias do Kecife, e vendem-se na mesma
2 cavallos a 2 carroras, a diuheiro ou a prazo : na
ra da Guia n. ivi.
LOTERA BA ORDEM TERCEIRA DO
CARMO.
Aos 6:0008000, .2:0008000, 1:0008000.
Corre indubilavclmenle sabbado, 9 de junho.
O caulclisla Salusliano de Aquino Ferreira faz
scianle ao respe tavel publico, que as suas cautelas
isiao sujeilas ac descont de oito por ccnlo do im-
|>oslo geral. Os seos bilhetes, inteiros, vendidos em
iriginaes, nilo tofl'rem o descont de oilo por cento
do imposto geral nos Ires primeiros premios grandes.
Acham se venda as secuintes lujas : ra da C-
llela do Recife n. 24 e 15 ; praca da Independen-
cia n. 37 e 39 ; ra do l.ivrameuln n. 22 ; ra
Nova ii. 4 e 16 ; ra do Queimado n. 39 e 44 ; ra
ustreila do Rosario u. 17, e uo alerro da oa-Visla
n. 74.
Recebe por inleiro 6:0008
o com descont 2:760a
1:380
1:IOia
6905
5528
276
0 referido ca ilelitta s he respoilsavel a pagar os
oilo por cenlo da lei,( sobre os tres primeirns pre-
mios grandes nos seus bilhetes inteiros vendidos em
iriginaes, Ingn que Ihe f6r apresentado o bilhete,
indo o pnssuidor receber o respeclito premio que
nelle ialdr, na ra do Coliegio n. 15, e-eriplurio
do Sr. Ihesoiireiro Francisco Antonio de Oliveira.
IVrnambuco 31 Je maio de 1855.
Sociedade.
Quem quicer Hociar-se em urna loja d fazendas
ou Ihuca, mostraiido-sedesempeuhado o bstanle ha-
bilitado, sobre ludo com condecida pratica e probi-
dade, dirija-toa ra de Cadeia do Recie u. 40, que
adiar com quem tratar.
No segundo andar do sobrado amarelln defron-
le da matriz da Boa-Vista, precisa-se de uma boa
ama secca livre ou escrava, para cuidar de uma
enanca. ,
V. C0NS0T0 DE S. M. SARDA
IN PEMAIBUCO.
Notificazione.
GIO. RATTA MORELLO, morto in
Loano, lasci ogni suo aveie consistente
in una tasa e varti pezzi di terreno aisuoi
ligli abitanti in Pernambuco (o nlla v-
eioan) cio NICOLO MORELLO e sua
sotvlla ; questa ultima vedova di certo
BERNARDO DRAGO.Percio vengono
luvitati, quando credano conveniente,
mandare a (ienova procura lgale fatta
in debita forma (autenticata pe consol
di Sardegna) a pertona di loro confiden-
za, che tost ci sarebbe persona che com-
prerebbe tuttoaprezzo equo. Ib. R. con-
sol On & V. consol Ernesto Schramm.
1 Chapeo, de molla de superior qua-
lidade, chegados no vapor inglez SOLEN'T:
ossenhores que lizeram suas encommen-
das podem vir escolher na ra do Crespo
ti. 17, loja.de lose dos Santos Neves.
FRONTISriCIO DO CARMO.
I'or motivos ponderoso nflo podo ler lugar a fesla
da enhora do Carino do Frontispicio, no aeu dia
proprio, 29 de maio prximo ,>assado, o que se faz
sciente aos devo os da mesma Senhora. Os actuaes
direclores da resta aproveilnm a uccasiao para pedir
as respectivas commisees Horneadas, que empre-
guem lodos os seus esforcos e actividade na cobranra
ilasesmolas, afim de se poder marcar o dia que d-
vera ter lugar a eslividade e os pormenores desla,
que brevemente sero annunciados.
Precisa-se de um preto escravo, para srvenle :
na casa de pasto la ra das Cruzes u. 39.
Na casa de pastJ da ra das Cruzes n. 3* ha co-
medorias a (oda a hora do dia, d-ie almocos e jan-
lares para fra, e lem mao de vaccalodo os domiu-

CONSULTORIO DOS POBRES
5C mu A XffOVA 1 AJTOAR 5Qk
O Dr. P. A. Lobo Moscnzo da consullas homeopathicas lodos os dias aos pobres, desde 9 horas da
i lanbaa ateo meio dia, e em rasos extraordinarios a qualquer hora do dia ou imite.
Oflerece-se igualmente para pralicar qualquer operara.> de cirurgia, e acudir promptameule a qual-
quer inullier que esleja mal de parlo, e cujas circumstaueia? nao perrjiillaru pagar ao medico.
N CWLTORI DO DR. P. A. LOBO I080KI.
50 RA NOVA 50
VENDE-SE O SEGUIRTE:
Manual completo de meddicina homeopalhica do Dr. G. H. Jahr, traduzido em por
luguez pelo Dr. Moscozo, quatru volumes encadernados em dous e acompanhadode
um diccionario dos termos de medicina, cirureia, anatoma, etc., ele...... 208000
Esta obra, a mais importante de lodas as que tralam do esludo e pratica da homeonathia, por ser nica
qneconlcm abase fundamental desta doulrinaA PATHOGENESIA OU EFFETOS DOS MEDICA-
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SAUDE-conhecimeolos que nao podem dispensar as pes-
sias que se querem dedicar a pralica da verdadeira medicina, inleressa a todos os mediros que quizerem
esperimentar a doulrina de Hahnemann, e por si mesmos se convenceren! da verdade d'ella : a todos os
fizendeiros e senhores de engenho que esiao longe dos recursos dos mdicos: a todos os capules de navio,
que uma ou oulra vez nao podem deixar de acudir a qualquer incommodo seu ou de seus Iripulantes :
a lodos os pais de familia que por circumslancias, que nem sempre podem ser prevenidas, sao ooriga-
dos a prcslar in continenti os primeiros soccorros em suas enfermidades.
(i vade-mecum do homeopalha ou traducrao da medicina domestica do Dr. Ilering,
obra tambem til s pessoas que se dediram ao estudo da homeopathia, um vol-
me grande, acompinhado do diccionario dos lermos de medicina...... 10SOOO
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, ele, ele, encardenado. 3J000
Sem verdadeiros c bem preparados medicamentos nao se pode dr um passo seguro na pralica da
lomeopathia, e o propriclario desle eslahelecimento se lisongeia de le-Io o mais bem montado possivel e
ninguem duvida boje da grande superiuridade dos seus medicamentos.
Boticas a 12 tubos grandes...................... 8SO00
llolicas de 24 medicamentos em glbulos, a 10, 129 e 15JS000 rs.
di los a
ditos a
ditos a
ditos a
Ditas 36
Ditas 4
Dilas 60
Ditas 144
Tubos avulsos.........
''rseos de meia onca de lindura. .
Ditos de verdadeira lindura a rnica.
Na mesma casa ha sempre i venda grande numero de lubos de crystal de diversos lamaluis^
vidros para medicamentos, e aprompla-se qualquer encommenda de medicamentos com toda a brevida-
,1e e por presos muilo commodos.
Novos livrosde homeopathia uiefrancez, obras
Indas de summa importancia :
Hahnemann, tratado das molestias dirimirs. 4 vo-
205000
259000
:1ii.shki
605000
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109000
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109000
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lumes............ 2tJ9(X)0
Teste, rrolcslias do meninos..... 65OOO
I lorio j. homeopathia domestica .... 79000
Jahr, pharmaenpea homeopalhica. C-~;>< 111
Jahr, novo manual. 4 volumes '. I69OOO
Jahr, mole-lias nervosas....... 69000
Jahr, molestias da pelle....... 89OOO
Rapou, historia da homeopathia, volumes I65OOO
llai llimann. tratado completo das molestias
dos menino-..........
A Teste, materia medica homeopalhica. .
De Fayolle, doulrina medica homeopalhica
Clnica de Slaoneli .......
Casling, verdade da homeopathia. .
Diccionario de N'}sten.......
Attlas completo de aualomia com bellas es-
lampas coloridas, contendo a descripc,5o
de todas as parles do corpo humano .
vedem-se todos estes livros no consultorio homeopa-
ta do Dr. Lobo Moscoso, ra Nova 11. 50 pri-
meiro audar.
}Htt>MH (
DENTISTA. 2
D Paulo Gaignoui, dentista frasea, eslabele 9
cido na ra lama do Rosario n. 36, segundo Q
1) andar, colloca denles com gepgivasarlificaes,
X e dentadura completa, ou parle della, com a V
presso do ar. ^
Rosario n. 36 segundo andar. iy
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
quemudou a sua aula para a ra do Ran-
gel n. II, onde continua a receber alum-
nos internos eexternos desde ja' por m-
dico prero como he publico: quem se
quizer utdisar de seu pequeo prestimo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casaa' qualquer hora dos dias uteis.
O escripturario da Companhia de
Beberibe, encarrega-sede comprare ven-
der accoesda mesma companhia: na ra
Nova, sobrado n. 7.
Est a sahir a luz no Rio de Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
EX-TRAIIIDO DE RUOFF E BOEX-
, NINGHAUSEX E OLTROS.
pnslo em ordem alphabelica, com a descripo
abreviada de todas as molestias, a indicacAo pbvsio-
locica e Iherapeulica de lodos os medicamentos ho-
meopalhiros, seu lempo de acceso e concordancia,
seguido de um diccionario da significacao de todos
os termos de medicina e cirurgia, e poslo ao alcance
das pessoas do povo, pelo
DR. A. J. DE MELLO I0RAES.
Snbs'crevc-se para esta obra ncAonsullorio borneo,
palhico do Dr. LOBO MOSCO/.O, na Nova n. 50-
primeiro andar, por 59000 em brochura, e 69OOO
encadernado.
Precisa-se de uma ama forra ou captiva, que
saiba fazer o servico diario de uma casa de pouca
familia: a Iralar ua roa, do Coliegio n. 15, arma-
zem.
MLOPATHIGO DO BRASIL.
g THESOURO HOMEOPATH1CO
O I
VADE-MECUM DO \
IIOMEOPATHA. <
($ Methodo conciso, claro, e seguro de cu- \
A far liomeopathicamente todas as molestias
7 que af/ligem a especie humana, c part-
(&i cnlarmente aquellas que reinam no lira- \
jgi sil, redimido lepando os melhores Irala-
^J dos de homeopathia, lauto europeos romo '
^k americanos, e secundo a propria etperi- j
* enca, pelo Dr. Sabino Olegario l.udgera
(^ l'inhu. Esla obra he hnje reconhecida co- I
/<* mo a melhor de lodas que tralam daappli-
22 carflo homeopalhica no curativo das mo-
k) lestias. Os curiosos, principalmente, nao I
podem dar um passo seguro sem possui-la e
ronsulla-la. Os pais de familias, os seuho-
( rea de engenho, sacerdotes, viajantes, ca- |
%Z pitaes de navios, serlanejosetc. etc., devem
$9 te-'* mao para occorrer promptameule a I
qualquer caso de molestia. .
22 Uou' volumes em brochura por IO9OOO.
\lp) > encaAernados II9OOO
Vende-se nicamente em casa do autor, ,
no palacete da roa de S. Francisco (Mun-
do Novo) o. 68 A. 1
Na ra Bella n. 13, precisa-se de uma ama es-
crava, que saiba cozinhar bem.
O cautelisla ahaixo assignado,querendo desone-
rar na Ihesouraria geral o seu fiador, convida a qual-
quer pessoa que possuir can lelas suas premiadas, das
loteras da provincia, que no prazo de 30 dias venha
receber sua importancia. Keclfe'5 de maio de 1853
Silvestre Pereira da Silva Guimaraes.
Precisa-se de uma ama que lenha bom leile :
no Hospicio, casa terrea junio ao Sr. desembargador
Santiago.
Aluga-se a 109 rs. por mez, uma casa terrea
em Olinda, ruada llicaide S. Pedro n. 1, com duas
portas eduasjanellas de frente. Ires salas, quatro
quarlos, grande tonaba, quintal erando murado
com pnrlan para .1 ra, cacimba, estribara para Ires
ou quatro cavallos, e casa para preto*, e tambem se
vende : a Iralar com Antonio Jos Rodriaucs de
Souza Jnior no Recife, ra do Coliegio n. di, pri-
meiro ou segundo andar.
Joaquim da Silva Mourao previne a quem in-
leressar possa, que lodos os bens do Sr. Jos Dias da
Silva, movis, semoventes e de raiz, csln sujeilos
ao pagamento do que elle Ihe (leve, pelo que nao
pode o mesmu alieua-lns, e nem de qualquer forma
dispiir delles, em prejuizodo annunciaule, que pro-
testa usar (le seu direito, nullificando qualquer ven-
da ou disposirilo desses bens.
MASSA ADAMANTINA.
Ra do Rosario 11. 36, segundo andar, Paulo Gai-
gnoui, dentista francez, chumba os denles com a
massa adamantina. Essa nova e maravillosa com-
posicAo lem a vaiitagem de enchersem pressSo dolo-
rosa todas as anfractuosidades do denle, adquirindu
em poucos inslanles solidez igual a da pedra mais
dura, e permute restaurar os denles mais estraga-
dos com a forma e a cor primitiva.
No dia 5, as II horas, na sala das audiencias,
depois de fioda a do Sr. Dr. juiz de orphaos, se bao
de arrematar os movis, escravos, e um terreno de
manaba no lugar de Motocolomb. ludo pertencen-
te ao finado Torquato Uenriqucs da Silva, a reque-
rimenlo da viuva e do lulor das menores.
Aluca-se o armazem da ra da Senzala n. 36:
a tratar na ra larga do Rosario n. 30, segundo an-
dar.
Arreoda-se o armazem da ra da Guia n. 3, e
o primeiro' andar do sobiado na mesma ra n. 5 :
oesla mesma casa, das 6 horas as 9do dia, e das 1 da
tarde em di&nte.
sessffeiseMM-e#ft @...
Acha-sc a venda o MANUAL do Guarda
Nacional, ou colleccao de lodas as lei, regu-
la mon los. urden? e avisos concedientes a ines-
$ 111a guarda nacional, nrganisado pelo capitn
9 secretario do commando superior da guarda
a nacional da capital da provincia de Pernam-
buco I 11 iiiino Jos de Oliveira, desde a sua
nova organisaeflo. at 31 do dezembro de
185, relativos nao tino processo da qualifi-
cac.do, recurso de rcvisla etc. etc., senaoa eco-
noma dos corpos, organtsaejk) pormunicipios,
balalhrs#rompanhias ; com mappas, mo-
delos etc., ele.: vende-sc nicamente no pa-
leo do Carino n. 9 1. andar 59OOO reis por
cada volume. -
ix
m
EDCACi'O DAS riLHAS.
Entre as obrs do grande tencin, arcebispo de
Cambray, merece mu particular menc.le otratado
da educaran das meninasno qnal esle virtuoso
prelado eiisina como asmis devem educar suas fi-
Ilias, para-iim .lia chegarem a oceupar o sublime
lugar de mi de familia ; (orna-se por tanto urna
necessidade para todas as pessoas que desejam eui-
a-las no verdadeirocaminho da vida. Esta .1 refe-
rida obra Iradu/idn em^porluEuez, e vende-sc n
linaria da praca da Independencian.6e c's pelo
diminuto preso de 800 rs.
Precisa-se de uma ama para o servico interno
de urna casa de pequea familia : quem p'reicnder,
dirijac ra slenla do Rosario n. 10, terceiro
andar.
Barris v&zios.
Na ra da Praia, becco do Carioca, armazem
Antonio Pinto de Souza, ha para se vender b?
vazios de varios tamaitos e em conta.
de
barris
S

.9
8 J. mi DENTISTA,
t-: coolinua a residir na ra Nova 11. 19, i.rimei-
ro andar.
Casa de consignarao de escravos, na ra
dos Quarteis n. 24
Corapram-se e recebein-se* escravos de ambos os
sexos, para se venderem de commissao, tanto para a
provincia como para fra della, oflerecendo-se para
sito toda a seguranca precisa para os ditos escravos.
Precisa-se alugar uma ama forra,
que seja de boa conducta, para casa de
pequea familia: no largo do Paraizo
sobrado n. 13.
Na ra do Rangel n. 38, se dir quem d di-
nheiros a juros, sobre penhores de ouro e prala.
CarolinoM. Poingdestre relira-se para Ingla-
terra.
Joo Antonio de Moraes scientilica
ao respeitavel publico e com especialidade
ao corpo de comraercio desta praca, que
se acha livre de toda a responsabilida-
de do debito da e\tincta traiaMORA-
ES & SOARESem consequencia de Ihe
haverem seus ctedores dado plena e geral
quitacao, como consta doabaivo assigna-
do por todos, em data de 10 de maio
do crrante anno.Joao Antonio de Mo-
raes.
O abaiio assignado participa ao respeilavel
publico que o Sr. Jos Aflbnso de Azevedo Campos,
deiiou de ser seu caiieiro desde o 1. do torrente
n>ez. yodo da Hilta Faria.
Quem quizer tomar em sua companhia om
menino de peilo para crea-lo com leile, dirija-se a
ra do Nogucira 11.23 ou annuncie para ser pro-
curado.
MATRIZ DO BAIRRO DE
SANTO AMONIO.
A mfcsa actual da irmandade do SS.
Sacramento do bairro de Santo Antonio
desta cidade do Recife faz sciente que ten-
do decelebrar-sea festividade de seu ora-
go no dia 7 de junho com aquella pompa
possivel, para ella convida aos seus ir-
maos para que hajam de assistir a todo
este respeitavel acto, e acompanhar a pro-
cissao do Corpo de Dos, que tera' lugar
logo depois de acabada a festa, e pede a
todos os parochianos das ras Nova e
Crespo, a armarem suas varandas e Ilu-
minar a frente de suas casas segundo o an-
tigo e religioso costume do verdadeiro
christao, na vespera e noite do TE-DEL'M.
Francisco Simdes da Silva, escrivao.
Precisa-se de uma ama livre, de boa conduela,
para o servico de uma casa de duas pessoas sem me-
uiiios : no paleo doCarmo, segundo andar do sobra-
do 11. -20.
Perdeu-se na madrugada de quinta-reira, 31 de
msio, ao entrar na iareja da Penda, uma alara de
cornalinas ou corazes lapidados, cravados ern ouro :
roga-se a pessoa de consciencia que a quizer resii-
tuir, ou noticia livcr, diricir-se ao armazem de Iras-
tes, na rua. Nova n. 67, que ser generosamente re-
compeusado.
Olfcrece-se umhomem casado para adminislra-
raode qualquer agricullu/a, o qual promelle desem-
pernar bem o seu lugar, que para isso lera a pratica
necessaria : quem pretender, dirijase i ruado Ran-
gel, sobrado de um andar n. 6.
Conslando-me que a Sra. D. Leopoldina Maria
da Cosa Kruger pretende alienar seus bens de raiz,
previno aos que os quizercm comprar, de que movo
eonlra a dila senhora acc.ao decendial pelo juizo da
primeira vara do commercio do Recife, para me pa-
gar da quantia de 4:8809000 e dos juros vencidos, e
que esses bens estao sujeilos ao referido pagamento,
afim de nao se chamaren! os compradores em lempo
algum ignorancia. Recife 10 de maio da 1855,
Mathias Lapes da Costa Maia.
Osabaiio assignados parlicipam ao publico,que
tem nesla cidade eslabelecido o sea armazem de sec-
eos e moldados, que vendem por grosso e a relalho,
silo na rua da Boa-Vista, canto do largo do Pelouri-
nho, cujo estabelecimento cyra debaixo da firma de
Ferreira & Salvador. Os mesmos h.lo resolvido re-
ceber de cunta e commissao, lodo e qualquer gene-
ro, para o que tem empregado capital sulticienle,
para de promplo cumprirem ordens ou pedidos de
seus commilenles que se dignera consignar-lhes seus
gneros, proporcionando-lbesprompla venda : leu-
do sempre em consideracao a repula-los pelo melhor
preco que se oflerera no mercado. Para 10 de maio
de 1855.Antonio Joaquim Ferreira, Jos Antonio
Sukador.
COMPRAS.
Corapra-se um capote de borracha
com uso: na liviaria n. (i e 8 da praca
da Independencia.
C'ii'npram-sc escravns de ambos os sexos de 13
a 11 annos. pagam-so bem na frua Direita n. 66.
Compram-se raixas para amostras de taberna,
c lanibem pesos, medidas, balanca c braco : a Iralar
11a travessa da Concordia, casa junio a cadeia nova.
Na run Imperial, rasa n. 185, compra-se uma
prela que saiba cozinhar e engommar, sendo mora e
nao leudo vicios nem achaques.
VENDAS.
Vende-se pipas, barris vazios e bar-
ricas internadas: a tratar com Manoel
Alves (iiiciTU Jnior, na rua do Trapiche
n. 14.
MEIAS DE LA COMPRIDAS.
vendem-se na rua do Crespo n. 17.
Algododa fabrica de Todos os Santos da
Babia.
Vende-se no escriptorio de Antonio l.uiz de Oli-
veira Awvedo, na rua da Cruz n. 17, algodao tran-
cado da fabrica cima, muilo bom para roupa de es-
cravos e saceos de assucar.
Vende-se holachinha de aramia a 00 rs. a li-
bra, muilo superior hiscolln da mesma qualidade :
na rua Direita 11. 69, padaria.
ch&peosJLde molla
braocos e prelos com completa uumerai.ao, de todos
os lmannos, ditos de castor (Tbibel) copa alia, ditos
de ililii com pello, dilos de castor copa baixfl, sendo
de diflcrcnlrs cores, ditos de feltro enfeitados para
chanca, dilos defellro molle, dilos de dito de lodas
ascores, lano para liomem como para meninos, di-
tos de palha da Italia com ricos enfeiles para meni-
nas c meninos, fazeuda anda nao apparerda ueste
mercado, bonetes de seda para liomem, dilos do pa-
lha para dilos, ditos de panno para meninos, e ou-
Iras militas qualidadcs de fazendas proprias do es-
lahelecimento, na rua Nova n. 11. loja de Chrislia-
ni & Irmao.
Vendem-se e alusam-se bichas, chegadas l-
timamente de Hamburgo, vindas no vapor nslez,
por menos preco do que em ouira qualquer parle :
ua travessa da rua do Vigario, loja de barheiro n. 1.
Vende-se um nesro de nac,Ao, mo^o, muilo ro-
busto, e bonita figura : na rua larga du Rosario n.
2, segundo andar.

Vendem-se 2 mesas srandes e uma armacao
de pinho, proprias para armazem de fazendas : na
rua da Cruz do Recife n. 1.
Vende-se uma das mais elegantes casas de so-
brado edificada ha pooco lempo, sita na estrada de
S. Jos do Manguind, a qual lem ludas as commo-
didades para familia, cocheira, estribara, silio com
muilas fruncirs e llores etc. ele. : a tratar na rua
da Cruz 11. 10.
De 20000 a -iOOjjOOO.
He clieaado praca da Independencia 11. 24 e
30, loja de chapeos de Joaquim de Oliveita Maia,
um grande c variado sortimento de chapeos do Chile,
que a vista de sua boa qualidade se vendern pelo
diminuto prer,o de29000a 2009000, assim como cha-
peos de castor prelos, pardos e brancos, com pello e
raspados, copas altas e bailas, chapeos de llalla, di-
los de palha hrasileira, dilos amazonas para senhora,
ditos de palha aberta. dilos francezes e da trra para
homens e meninos, ditos de lustre de copa alia e
baixa para pagen<, Jilos para inarinheiros, e final-
mente um bello sortimenlo de ludo quanto he pre-
ciso para cabeca, e ludo por nrcros mais mzoaveis do
que em eutra qualquer parle.
Vende-se uma pequea lylographia coroplela e
uma machina cmplela de retratar pelo daguerreoly-
po. O vendedor ensina lodos procesaos de ambas
as machinas : uo larso do Carmo, sobrado n. 20,
primeiro andar. Na mesma casa vedem-se livros
novse usados, de diversas lingoas c faculdades, lu-
do por prero commodo.
Saccas com 'iriiiia.
. Vendem-se saccas com superior farinha
da trra, nova, por menos preco do que
em outra qualquer parte; a tratar 110
trapiche do Pelourinho, ou na loja n. 26
da rua da Cadeia do Recife, esquina do
Becco-Largo.
4 BOA FAMA.
Vendem se superiores meias de laia para padres,
fazeuda como ha muilo lempo nao apparece no mer-
cado, e pelo baralissimo preco de 29000 rs. o par
luvas de seda brancas e air.arellas para senhora. fa-
zeuda de muilo boa qualidade e sem defeilo algum
pelo baralinho preQO de 19 rs. o par : na rua do
Queimndo nos quatro cantos loja de miudezas da
boa fama n. 33.
A BOA fAMA
Vendem-se carleiras proprias para viagens por
lerem lodos os arranjns necessarios para barba, pelo
baralissimo preco de 3-9500.reloginhos com mostrado-
res de mndreperola e porcelana, cousa muilo delica-
da para cima de mesa a 49OOO cada um. loucadores
com columnas de Jacaranda e com excellenles ene-
ldos a 39000, ricos loucados para senhora a 195O0,
riqiissimos leques com lindas e finissimas pinturas a
59000 e 69000 cada um, vollas pretas para lulo com
brincos, pulceira e alfiuele, fazeuda muilo superior
a 49OOO, dilas mais ordinarias a 19000, linleiros e
areeiras de porcelana a 500 rs. o par, quizenas de
l.la de muilo bonitos goslos e com guarniees para
meninas e senhoras a 39000, ricas caixas para rap
de diversas qualidadcs a MO. 19000. IS500 e 29000
cada uma, oculos de armacao de aro, que pela gran-
de quanlidade que ha as pessoas que precisarem nao
deixarau de encontrar a graduacao que sirva, pelo
barato preco de 800 rs., carapucas pintadas e muilo
finas para liomem a 240, meias'finas pintadas para
liomem a J20 o par, penles linissimos de larlarusa e
de_bonitos padroes para alar cabello a 49500, 59000
e 59500 cada um, bandejas finas de varios tamanhos
de IjOOO al 59000cada uma, riquissimas franjas com
borlas brancas e de cores, proprias para cortina-
dos, escovas muilo linas para cabello e roupa, es-
lampas de sanios em fumo e coloridas, e alm de
ludo isto oulras muitissimas cousas, ludo de muilo
Coso e boas qualidades : na roa do Queimado, nos
quatro cantos, loja de miudezas da Boa Fama n. 33.
Esla loja he bem conheeida porque sempre vendeu
ludo ruis barato do que em outra qualquer parle, e
mesmo porque sempre se acha sorlida de um ludo
quanto se procura.
Vendem-se no Hospicio, segundo porlao de-
pois da Faculdade, 2 escravas que cosem bem, lavara
e engommam, sendo uma perita no engommado.
V dcfronle da torre do l.ivramenlo, muilo bom local
por se vender par a Ierra e mallo, vende-so a prazo
ou a diuheiro ; assim como quem pretender para
outro qualquer eslabelecimenli por o lugar convi-
dar, tiram-se lodo-|os generes : a tratar ua rua do
Queimado n. 42, loja, ou na Iravessa da Madre de
Dos, armazem n. 15.
Vende-se um cabriolel e dous cavallos, ludo
junio ou separado, sendo os ravall.is muilo mansos e
muilo cosluicados em cabriole!: para ver, na co-
cheira n. 3, defronle da ordem lerceira de S. Fran-
cisco, e a Iratar com Antonio Jos Rodrigues de Sou-
za Jnior, na rua do Coliegio n. 21, primeiro ou se-
gundo andar.
Attencao.
Vende-se uma cocheira, sila na rua de Ilorlas,
com commodos para 10 a 12 cavallos, por preco com-
modo : a pessoa que a pretender, dirija-se Iravessa
da rua Bella, cocheira de Joaquim Izidoro da Silva.
Vende-se uma mulalinha de 8 a 9 aunos, boni-
ta figura : na rua do Rangel 11. 11, primeiro andar,
se dir quem vende.
Vendem-se 2 escravos baralos e bons : na rua
Direita n. 66.
Vende-se ou arrenda-se o famoso silio que foi
do Tavarinho, silo na estrada dos Afilelos, conten-
d) uma excedente e commoda casa, cocheira pra 4
carros, senzala, estribara para 8 cavallos, 4 cacim-
bas de excellente agua de beber, jardim, casa para
ban lio, baixa de capim, contendo todas as qualidades
de fruclas, e tambem um bom escravo pardo, que
se vender independeule do silio. a quem o queira :
a fallar no dilo silio com Francisco deCarvalho Paes
de A adrado.
Attencao.
Na taberna que foi do Malinas, na rua Nova n. 50,
ha a yenda por muilo commodos precos, superior vi-
nlio Champagne, dilo Bordeaux engarrafado, em por-
5J0 a 320 e 400 rs. a errara, dito do Porto engarra-
fado muijo vclbo a 900 rs. a carrafa, dilas vasias a
69,100 e 79OOO o cenlo, Datan, chourica, presunlos,
velas de espermacele francezas c americanas, e de
carnauba pura, cha, vinagre braceo e linio de las-
boa, engarraTados, queijos do rciuo muilo frescaes,
sag, cevadinha, eslrellinha e fogo da ludia a Se-
bastopol, e oulras muitas colisas.
Vende-se I sof novo, de Jacaranda. 1 mesa re-
donda de meio 8esala.de amarello, 1 carteiraa imi-
taran de secretaria, tambem do amarello,' e 2 can-
dieiros de meio de sala, ludo por muilo baralo pie-
jo : a Iralar na rua Nova, taberna n. 50.
Vendem-se ceblas muilo baratas, para fechar
contas : na travessa da Madre de Dos n. 16, arma-
zem de Agoslinho Ferreira Senra Guimaraes.
Muita attencao.
Vende-se no aterro da Boa-Vis'la, loja n. 78, vaque-
las para carro por 28j00, couro de lustre a 29000 e
2?.>60a pelle, muilo superiores sapatus de borracha
a 19000 o par, dilos de lustre para senhora a 400 rs.
de n. 32 e 33, bulos para camisa a 120 a grosa, e
muitas mais miudezas, que a vista do comprador se
faz lodo uegocio.
Na rua Nova n. 52. se faz loda obra de alfaia-
le, de encommenda, com a maior brevidade possi-
vel ; da-se o panno, e os precos muilo baralos : ca-
saca, collele e calco de casemira ou de panno fino
prelo por 6O9OOO, e calca de casemira de crtr lina or
109000.
Vendem-se 5 escravos, sendo 1 mulalinha de
16 annos, de bonita figura, a qual cose e engomma,
1 mulatinho de 10 anno, muito lindo para pagem,
2 escravas de 24 annos, sendo uma perita engomma-
deira e cozinheira, 1 dila de meia idade, de ptima
conducta : na rua de lionas n. 60.
Vende-se no armazem de Jos Joaquim
Pereira de Mello, no caes da allandega.
Warsoviana,
A 260 rs. o covado.
Fazenda mndernissima para vestidos caseiros, de
4 palmos de largura: vende-se nicamente na rua
do Queimado, loja o. 2, esquina do becco do Peixe
Frilo.
Grande sorlimentodesapatosde borracha.ame-
ricauns para liomem,senhora u menino : vende-se na
rua da Cadeia do Recife n. 20.
TE\TOS
PARA VOLTARET.
Vendem-se na rua da Cruz n. 26. primeiro andar
lindas caixas envernisadas, com teios para marcar
jogo de voltarele, por prejo muilu commodc.
He de graca.
Exislc na rua do Collecio n. 12, um resto de latas
conlendo cada uma 4 libras de masa de lmales em
estado pcrfeUissimn, que para se acabar, vendem-se
pelo barato pirro de I96OO cada uma.
Attencao !
Vende-se superior fumo de minio, segunda e capa,
pelo baralissimo prero de 39000 a arroba : na rua
Direila 11. 76.
Potassa.
No anligo deposito da rua da Cadeia Velha, es-
criptorio n. 12, vende-se muilo superior potassa da
Russia, americana e do Rio de Janeiro, a presos ba-
ralos que he para fechar contas.
Vcudem-se no armazem n. 60, da rua da Ca-
deia do Recife, de Henry Gibson, os mais superio-
res relocios fabricados em Inglaterra, por presos
mdicos.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, sclio-
tickes, inodinhas tudo modernissimo
chegado do Rio de Janeiro.
; Vcndem-se ricos e modernos pianos, recenle-
menle chegados, de excellenles vozes, e precos com-
mod.is em casa de N. O. Bieber & Companhia, rua
da Cruz n. 4.
A Boa lama.
Na rua do Queimado loja de miudezr.s
da boa fama n. 31. veudem-se as miudezas abaixo
mencionadas, e alm dessas oulras muitissimas que
avisla dos seus precos muilo baratos, nao deixam de
fazer muita conla aos amigos do bom e barato, as-
sim como boceleiras e mscales: lindas de novellos
ns. 50, 60 e 70 a I9IOO a libra, holes para camia
a 160 a croza, filas de linbn brancas a 40 rs. a pe-
Ca, lin.'ias de carrilel de 200 jardas d 11. 12 a 120 a
70 rs. o carrilel, colxeles francezes em carines a
80 rs.. linhas de pezo a 100 rs. a meadinha, dilas
muilo linas para bordar a 160 rs filas de seda la-
vradas de lodas as cores a 120 rs. a vara, lindas de
marcar azul e encarnada muilo finas a 280 rs. a
raixinha com 16 novellos, dilas mais grossas a 140
rs., lapis finos envernisados a 120 rs. a duzia, dilos
mais ordinarios a 80 rs. a duzia, dedaes para senho-
ra a 100 rs. a duzia. caixas para costuras de se-
nhora a 29000, 39OOO e 39500, dilas para joias a
300, 200, 120 e 80 rs bracelete* encarnados a 400
rs., pennas d'aco muilo linas a 640 r. croza, pa-
litos de fugo a 40 rs. a duzia de macinhos; capachos
pinlixlos a 640 rs., bcngallinhas dejuncoedm bonilos
cnslOes a 500 rs., penles para atar cal lio a 19500
a duzia, papel almaco muito bom a 29600 a resma,
dito de pezo paulado a 396OO, inicangas miudinha
a 40 rs. o maco, ditas maiores e de lodas as cores a
120 rs. o maco, suspensorios a 40 rs. o par, grampas
a 60 rs. o massinho, alfinetesa 100 rs. a carta, pe-
dras para escrever a 120 rs.. bolOes linos para calca
a 280 rs. .1 groza, brinquedos para meninos a 500
rs. a caixinha, meias brancas para senhora a 240 rs.
o par, luvas de torzal fazenda superior e com borlas_
a 800 rs. o par, dilas de algodao, brancas, para lio-
mem a 240 reis o par, escovas finas para (denles a
100 rs., colheres de melal para sopa a 640 rs. a
duzia, espelhos com molduras douradas, fazenda su-
perior a 120 e 160 rs., espelhos de capa a 800 rs. a
dalia, lesouras para costura a I9OOO rs. a dozia, ca-
ivetes de 2 folhas para aparar peonas fazenda su-
perior a 20| rs., luvasdeseda|pretascom primas de
cores a 500rs. o par, ditas de algodao de cores mui-
to finas para liomem a 400 rs. o par aculheiros de
metal com aguldas cousa superior a 200 rs. lorcidas
para candieiro do numero que o comprador quizer
a 80 rs. a duzia, livelas douradas para calca e collele
a 100 rs., penles de baleia para alizar a 280 rs., dilos
linissimos para alar cabello a 19280 rs,esporas finas de
metal a 800 rs. o par, chicles fin os a800el9000
rs., aholoaJuras para rolletes cousa superior a 400,
500, 600 e 800 rs., Ira.-jcellins de borracha para re-
logios a 100 e 160 rs.,caixiuhas com superiores agu-
Ihas francezas a 200 rs., meias de seda pintadas pa-
ra maneas de 1 a 4 annos, a 19800 rs. o par, dilas
pintadas de fio da Escocia de bonitos padroes a 240
e 400 rs. o par, Iranias de seda de todas as cores, fi-
tas finissimas de lodas as cores, biquinhos de algo-
dao e de linho de bonitos padroes muilo finos, le-
zouras o mais lino que he possivel encoulrar-se e de
lodas as qualidades, luvas e meias de lodas as qua-
lidades; e oulras muitissimas cousas, tudo de muilo
goslo e boas qualidades e por precinhos que muito
agradam. Esla loja he bem condecida nao s pof
vender sempre ludo mais barato doque em oulra
qualquer parle, como lambem ser nos qualro cantos
adianle da loja do sobrado amarello. e para melhor
er conheeida lem na trente uma tablela com a boa
fama pintada.
Na ruado Crespo n. 21, vendem-sc superiores
palitos prelos de casemira, viudos de encommenda e
por preco muilo razoavel.
Capas de panno.
Vendem-se capas de panno, proprias para a esta-
can presente, por. commodo prec,o : na rua do Cres-
po n. 6,
PICHINCHA PARA.QUEM SE QUIZER
ESTABELECER.
Vende-se a muito bem conheeida e acredita ta-
berna que foi de Andr Nauzer. na Boa-Vista rua
do Camarao, uma das melhores Unto pela localida-
de como porque esl muilo afreguezada : a Iratar
no aterro da Boa-Visla n. 14.
Vende-se uma carrosa e um par de rodas, em
bom uso, 3 gneos, 1 macho e duas.femeas, e pes de
abarate : ua cocheira da rua da Florentina.
No armazem de Tasso Irmaos, ha
a venda:
Superior vinho champagne em gigos.
Dito Brdeos em quartolas.
Dito, dito em garrafoes.
Aguardenteognac, em caixas de duzia.
Licores linos francezes, idem.
Azeite refinado Pagniol, idem.
Garrafas vazias em gigos.
Papel almaco verdadeiro de Gcorg Mag-
nani.
Dito de copiar cartas, as resmas.
Farinha de mandioca.
Ac em cunhetes.
Tudo bom por preco mdico.
Alpaca de seda.
\ende-se alpaca de seda de quadros de bom goslo
a 720 o cavado, corles de la dos melhores gustos qoe
lem viudo no mercado a 49500, dilos de cassa chila
a 19800, sarja prela hespanhola a 29400 e 29200 o
covado, sclim prelo de.Macno a 29SOO e 39200, guar-
danapos adamascados feitos em Guimaraes a 3-3600
a duzia, toalhas de rosto vindas do mesmo lugar a
93000 e I29OOO a duzia : na rua do Crespo n. 6.
Grande sortimento de brins para quem
quer ser gmenho com pouco diuheiro.
Vende-se brim li aneado de hstras e quadros.de pu
ro linho, a 800 rs. a vara, dilo uso a 640, ganga
amarella lisa a 860 o covado, riscados escuras a imi-
lacao de casemira a 360 o covado, dilo de linho a
280, dilo mais abaixo a 160, castores de lodas as co-
res a 200, 210 c 320 o covado : na rua do Crespo
n. 6.
REMEDIO IMCOMPARAVEL
Deposito de vinho de cham-
ftagne Chateau-Ay, primeira qua-
dade, de propriedade. do conde
de Marcuil, rua da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a Champagne, renle-se
a 56$000 r. cada caixa, acha-se
nicamente em casa de L. Le-
comte Feron d Companhia. N.
B.As caixas sao marcadas a fa-
goConde de Marcuile os r-
tulos das garrafas sao azues.
nn*s mmt
Vendem-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem de N. O- Bieber&C rua da
Cruzn. 4. t
ATTENCA0\ QIE UE PARA ACABAR.
I..1as con) lislras de seda, e quatro palmos de lar-
Cura, fazenda muilo propria para a prsenle esla-
cao, pelo diminuto prec.o de 410 rs. o covado : na
rua da Cadeia do Recife n. 35.
Deposito do chocolate francez, de uma
das mais acreditadas fabricas de Paris,
em casa de Vctor Lasne, rua da Cruz
n. 27.
Evtra superior, pura baunilha. 19920
Extra lino, baunilha. I96OO
Superior. I328O
Quem comprar de 10 libras para cima, lem um
abale de 20 % : venda-se aos mesmos precos e con-
dices, em casa do Sr. Ilarrelier, no alerro de Boa-
\ isla 11. 52.
Vende-se ac em cunhetes de um quintal, por
preco muito commodo : no armazem de Me. Cal-
moni & Companhia, praca do Corpo Saulo n. 11.
ATTENChO.
Na rua do Trapiche 11. 34, lia para
vender barris de ferro ermeticamente
fechados, proprios para deposito de fe-
ses ; estes barris sao os melhores que se
tem descoberto para este lim, por nao
exhalaiem o menor ebeiro, e apenas pe-
zam 16 libras, e custam o diminuto pre-
co de V.S000 rs. cada um. .
COGNAC VERDADEIRO.
Vende-se superior cognac, em garrafas, a 129000
a duzia, e 19280 a garrafa : na rua dos Tanoeiros n.
2, primeiro andar, defronle do Trapiche Novo.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saccas que tem um alqueire, me
dida velha, por preco commodo: nos
armazens n. 5, 5 e 7 defronte da escadi-
nha, e no armazem defronte da porta da
allandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes & C, na rua do Trapiche n. 34,
primeiro andar.
CEMEHTO ROIANO.
Vende-se superior cemento em barricas gTandes ;
assim como lambem vendem-se as linas : alraz do
Ihealro. armazfm de Joaquiai Lopes de Almeida.
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto. ,
Vendem-se na rua do Crespo, loja da esquina que
Milla para a cadeia.
Deposito da fabrica de todos
OS SANTOS DA BAHA.
Vende-se em casa de N. O. Bieber dr
C, na rua da Cruz n. 4, algodao tran-
cado daquella fabrica muito proprio pa-
ra saceos de assucar e roupa para escra-
vos, por preco commodo,
Em casa de J. KellerdiC, na rua
da Cruz n. 55 ha para vender exced-
ientes piano* vindos ltimamente de Ham-
burgo.
Vende-se uma balanea romana com todos os
saus pertcnces.em bom uso e de 2,000 libras : quem
pretender, dirija-se i rua da Cruz, armazem n. 4.
CEMENTO ROMANO BRAMO.
Vende-se cemenlo romano branco, chegado agora,
de superior qualidade, muilo superior ao do consu-
mo, em barricas e as linas : alraz do theatro, arma-
zem de taboas de pinho.
A ELLES, ANTES QUE SE ACABEM.
Vendem-se corles de casemira d bom goslo a 39,
49 e SgOOO o corle ; na rua do Crespo u. 6.
Superior vinho de champagne e Bor-
deaux : vende-se em casa de Schafhei-
tlin d C, rua da Cruz n. 38.
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
ton d C., na rua de Senzala Nova n. 42.
Sellins inglezes.
Relogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montara.
Candieiros e casticaes bronzeados.
Chumbo em lencol, barra e munico.
Farello de Lisboa.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiroedevela. '
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa n. 97.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, pastan-
do o chafariz ; continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 3 a 8 palmos de
bocea, asquaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarca m-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Moinhos de vento
rombombasderepuxopara regar borlase baixa,
de capim, na fundicao de D. W. Bowman : navua
do Brum ns. 6. 8 e 10.
Riscado de Hstras de cores, proprio
para palitos, calcase aquetas, a 160
o covado.
Vende-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeis.
A 28000 O CORTE.
Vendem-se corles de meia casemira, lindos pa-
dres, e ltimamente despachados, a 29000: no ater-
ro da Boa-Visla, defronle da boneca d. 10.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se farelo novo, chegado de Lisboa pela barca Gra-
tidao.
matriz.
Lepra.
Malea das pernat.
dos peilos.
de clhos.
Mordeduras de replis.
Picadura de mosquitos.
I'ulmes.
Queimadelas.
Sarna.
Supurac&es ptridas.
TiiiMa, em qualquer par
le que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do figado.
d arliculaciies.
Veas lorcidas, ou nenia-
das nao pernas.
<$) POTASSA BRAS1LEIRA. <0f
4$) Vende-se superior potassa, fa- ()
fe bricada no Rio de Janeiro, che- flh
fjt gada reeentemente, recommen-
c da-se aos senhores de engenhos os
*[ seus bons elleitos ja' experimen-
W tados: na rua da Cruzn. 20, ar-
y0 mazem de L. Leconte Feron di
Companhia.
3
Farinha de mandioca de Santa Cath arina
Vende-se muito superior em saccas:
a tratar na rua da Cruz do Recife n. 49
primeiro andar, ou nos armazens em
frente da alfandega e do guindaste da
mesma.
COBERTORES.
Vendem-se cobertores escuro, grandes e peque-
nos, a 15200 e 720 cada um : na rua do Crespo 11. 6.
Vende-se excellente laboado de pinho, reeen-
temente clieeado da America : na rui de Apollo
trapiche do Ferreira. a enlender-se com o adminis
rador do mesmo.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da nvencao' Jo Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empreado na co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhc tamento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber di Companhia, na ruada
Cruz. n. 4.
MIITHAM
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de Vapor, e taixas de Ierro batido
e coado, de todos os tamauhot, para
dito.
/
UNGENTO HOKLOWAY.
Milhares de individuo de lodas as nacoes podem
leslemunhar as virtudesdes|e remedio iucomparavel.
e provar. em caso necesaario, que, pela uso que del-
te lizeram. lem seu corpo e membros inicuamente
saos, depois delnver empregado intilmente outros
tratamentos. Cada pessoa poderse-ha convencer
uessas curas maravillosas pela leilurado peridicos
que lli as relatam lodos os dias ha muitol aunos; e,
a m.ior parle dellas sao lao sorprndeme que admi-
rara os mdicos mais clebres. Quanlas pessoas re-
cobraran! com este soberano remedio o uso de seos
uracos e pernas, depois de ler permanecido longo
Ujmpo nos hospilaes, onde deviam soffrer a ampu-
tado Della ha muitas qoe bavendo deixado esse
3s\losde padecimenlo, para ss n.io snbmetlerem a
essa operado dolorusa, foram curadas completamen-
te, medanle o uso desse precioso remedio. Algo-
mas das laes pessoas, na efusao de seu reconheci-
menlo, declararan! esle resultados benfico dianle
do lord corregedor, e outros magistrados, ifim de
mais aulenlicarem sua aflirmaliva.
Ninguem desesperarla do eslado de sua saude se
tivcsse baslante,conuanea para ensaiar ule remedio
contanlemenle, seguindo alcum lempo o Irala-
inen|()quc uecessilasse a nalurea da mal, cojo re-
sultado sena provar mconleslavelmente: Que ludo
O ungento he til mai, particularmente no*
seguiulei casos.
Alporcas.
Cambras.
Callos.
Canceres.]
Cortaduras.
Dores de cabeca.
das cosas.
nos membros.
Enormidades da culis
em geral.
Enfermidades do anos.
Eruees escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falla de ca-
lor as extremidades.
I'rieiras.
GengWas escaldadas.
lucharnos. -
Inllammar.-io do figado.
da bexiga.
Vende-se esle ungento no eslabelecimenlo geral
tlr 0ndrf'" ?****. "a loja de todos ofbo-
uj vanH,tT.'T C .lrM P^'03' "<*0,sdo
Hesp" Amenca d Sol, Hivana e
Veude-se'a 800 rc.s cada bocelinha, contera urna
instrucsao era portuguei para explicar o modo de
faier uso desle ungento.
m, raaceulico, na roa da Cro n. 22, em PerS.n.-
GHAROPE
DO
BOSQUE
O nico deposito conlina a ser na botica d Bar-
tholomeu Francisco de Souta, na na larga do Rosa-
rio n. 36; garrafas grandes 39300 e pequeas 3000
IMPORTASTE PARA 0 PUBLICO.
Para cura de phhsica em todos m seus diflerenles
graos, quer motivada por conslipate, loase, acla-
ma, pleuru. escarros de sangue, ddr de costados e
peilo, palpilacao no coracSo, coqueluche, bronchite
dor na garganta, e lodas as molestias dos oreaos pul-
monares. r
Vendem-se dous pianos fortes de
Jacaranda, construeco vertical, e com
rodos os melhoramentos niais modernos,
tendo vindo no ultimo navio de Ham-
burgo: na rua da Cadeia', armazem n.
21.
CASEMIRAS DE CORES A
v d 2,500 0 CORTE.
vendem-se easerairas de cores de lindos padroes,
com um pequeo loque de mofe a 29300, colleles de
fuslOes linos a (00 rs. o corle, corle de casemira
prela selim a 6, corles de collele de selim Maco a
>X): na roa do Queimado em frente do becco da
Congregado, passando n bolica.a sogunda loja n. 40
CORTES OE VESTIDOS DE
. SEDA i 18,000.
Veudem-se corte de vestidos dciseda de quadros
a 139, adelinas de seda de rico padrOe a 1) o co-
vado, proserpina de seda de quadros largos a 680 rs.
o covado. chales de merino de corat com palmas de
edi a 99, chales de casemira de cor* a 59 : na loja
de Henrique di Santos, na roa do Queimado n. 40
Na rua do Vig ano n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior flanella para forro de sellins ebe-
gada reeentemente da America.
Archivo dramtico.
Vendem-se 308 drama, qoe sendo pelo preco
usual, sobem i quaplia de 900*000 ; a qoem com-
prar todos se rtara pela terca parle, vindo a ficar a
15000 cada um drama, Enlre elles se acham a Gar-
aalhada. Marido de Duas Mulheres, as Snspeilos
Anna Kredeguire, La Chapelle, e outros de excel-
lenles autores rrancezes, e do grande Anlonio Xa-
vier ele. ele. : na roa larga do Hosario n. 48, escola
pelo methodo Caslilho.
Na rua do Queimado,
nos quatro canlos, loja de fazendas n. 22, defronle
do sobrado amarello, vendem-se as fazendas abaixo
menciouadas, lodas de muilu boas qualidades, e em
minio bom eslado, e os precos sao os segundes: brins
trancados de cores, de muito bonilos pdroes, de pu-
ro liuho a 600 rs. a vara, dilos brancos a 800 rs.,
dilo lisos muilo finos a 480 e 520, ganga amarella
da India a 300 rs. o covado, corles de casemira para
cal;as. fazenda muilo superior e de bonitas padroes
a 4J000, casemira prela muilo fina a 29000 o covado,
merino prelo muilo fino a 39000 o covado, damasco
de Ua sem mistura de algodao a 600 rs. o covado,
chitas muilo fiua em relalho a 160 o covado, dila
dilas cortando-se de pecas a 200 e 240, chales de me-
lim a 640, ditos de chita a 800 e I9OOO. dilos de al-
godao muito boa fazenda a 700rs., chapeo da sol de
seda para senhora o melhor que pode haver a 39600,
dilos de pauniuhude asteas de baleia para hornera a
^000, ditos dilos de asteas de junco a 19200,'cha-
peos prelos francezes, fazenda muito superior do
mais modernissimo godo a 69OOO, lencos de seda
com franjas para senhora a 29200, ditos de algodao
e seda lambem rom franjas a 640, dilos de para seda
para algibeira a 2J000, dilo brancos de cambraia de
linho a 40, grvalas de seda muilo bonita a 640 a
800 r., dila de cassa a 240T meios lenco de selim
preto e de cores, muito boa fazenda, a 640 e 19200,
corles de colleles de gorgurao de teda, fazenda mui-
lo superior, a29000, dilos bordados de selim aSOOO,
ditos de fostao muilo lino a I90OO, chales fusimos
de merino a 69000 e IO9OOO, dilos de seda muilo su-
periores a 108000, corles de vestido d seda eseo-
ceza a 189000, dilos de teda lavrada, fazenda muilo
superior, a 249000, selim prelo de Maco, fazenda
mailo boa, a 28000 o covado, corles de vellido de
cassa fina com barra a 29000, dilos dilo a 19500.
corle de cambraia cbm babado a 48000, dilo de
cassa chila a 18800, bonetes para meninos a 400 rs.,
suspensorio finos de borracha a 200 rs. o par, cami-
sas de meia a 800 rs.. meia de teda brancas para
senhora, fazerda superior, a 1*800 o par, luvas de
seda para seuhora perfeilamenle boas e de lodas as
cores a I9OOO o par, meias finas brancas para meni-
nos n 160, dilas para meninas a 200 rs., ditas muito
finas pira senhora a 300 e 400 rs., dilas prela de
alcodao para senhora, fazenda boa e sem defeilo, a
200 rs.. dilas cruas brancas pala homem a 160, a
oolras muitissimas fazendas, que vista de sua mui-
to boa qualidade e diminuios presos, os freguezes,
amigos do bom e baralo, nao deixarao de comprar,
ficando cerlos os Srs. freguezes, que se vendem todas
as azendas muito baratas por lerem sido arremata-
das em leilao, a dinheiro n vista, e. lambem por se
querer acabar com a loja. Esta advertencia se faz
para que os freguezes nao se demorem a rir as
pechinchas, pois o que he bom e baralo depre**a se
acaba ; ;>dveriindo-se mais, que s se vende a di-
uheiro a vista, que fiado tornase macarora.
ESCRAVOS FGIDOS.
Do engenho Benlo Velho. propriedade do Dr-
Pedro Hellrao, desapparceu a 12 de nurjo protimo
passado o moleque Quinliliano, crioulo, de 13 an-
nos, ps apalhelados, cor fula, pernas finas, cabeca
grande, muilo regrisla e mentiroso ; suppoe-se tr
acompanhado algum cornboy de serlanejos para ci-
ma, ou ler sido furtado mesmo abi, e talvez vendido
nesla praca com outro nome : a pessoa que delle
livor noticia ou o apprehender, dirija-se ao referida
engenho, ou a Anlonio Jorge (iuerra nesla praca,
que ser devidamenle recompensada.
-o Desapparecea da roa lama do Rosario o. 12, o
escravo Vicente, pardo, alto, olhos grandes, com
uma cicatriz no rosto, cabello e barba grandes ; he
nilicial de sapaleiro, anda de calca e jaquela, calca-
do, e diz-se forro : quem o apprehender e entregar
ao seo senhor, ser recompensado.
PERN. TYP. DE M. F. DE FARIA. 1855.



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