Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00849


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Full Text
ANNO XXXI. N. 127.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.

.





t
'
SABBADO 2 DE JNHO DE 1855.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!,
DIARIO DE PERNAMBUCO
KXUAUIIKGADOS DA SUBSCRIPC.VO.
Kerife. o proprietrio M. F. de Farin ; Rio neiro, o Sr. Joao Pereira Martina; Babia, o Sr. I).
ftaprad ; Marei, o Sr. Joaqun) Bernardo de Mn-
douca ; Parahiba, o Sr. Gervazio Viclor da Naliv-
dade ; Nalal, o Sr. Joaquim Ignacio Pcreira /unior;
Araraly, o Sr. Antonio de Leaos Braga; Cear, o Sr.
Virlnri ano Augusto Borge*; Maranhlo, u Sr. Joa-
quim Marques Rodrigues ; Piauhy, o Sr. Domingos
Herculauo Aekiles Pessoa Cearence ; Par, oSr. Jas-
lino J. Ramos ; Amazonas, o Sr. Jcrouvmoda Cusa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, 27 1/2 d. por \9.
Paris, 35 a 350 rs. por i f.
/Lisboa, 98 a 100 por 100.
Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Acedes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Bcberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
DisconUj de lettras de 8 a 10 por 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanholas* ,
Moedas de 69400 velhas.
> de 63400 novas.
de 49000, .
Prata.Patacoes brasileiros. ,
Pesos columnarios,

PARTIDA DOS CORREIOS.
29000|Olinda, lodos os dias
lbJOOO Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15
16J000 Villa-Bella, Boa-Visia, Ex eOmicury, a 1A e 28
99000 Goianna e Parahiba, secundas e sexlas-feiras
1940 Victoria e Natal, as quintas-feiras
1 940 PIIEA.UAK K IIOJE.
mexicanos.....1C860 Pnmeira s 6 horas e 6 minutos da manha
I Segunda s 6 horas e 30 minutos da tarde
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundase quintas-feiras
Rela^o, terr,as-feiras e sabbados
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas |
1* vara do civel, segundas e sextas ao mcio dia
2' vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia I
EPIIEMERIDES.
Junho 7 Quaitminguanle as 5 horas 27 mi-
nutos e 31 segundos da manhaa.
li La nova aos 8 minutos 31 se-
gundos da tarde
22 Quarlo crescenle as 2 horas. 32 mi-
nutos c 40 segundos da tarde.
39 La cheia as 8 horas 43 minutos e
33 segundos da larde.
fete offici.
COMMANDO DAS ARMAS.
Qaarttl-concraJ do eomtnando das armas de
faruataw citado do Reclfe, eaa I. de
jaaka do 1866.
ORDEM O DIA N. J.
O marechal de campo commandanto das armas
determina, que o Sr. capiUo do 6. balalhlo de in-
famara Antonio Jos 4.anca, fique .desligado do 1.-
baUHio deartilharia a p, e que na qualidade de
addido passe a servir no 10. batallia,, de ufautaria ;
o que o Sr. capelln lenle da repartirlo eccleti-
astica do eserciln Mauocl da Vora Cruz, que hon-
lein ultiniou a licenca qne frua nesla provincia para
tratar de sua saude, fique serviudu como addido no
2.* balalhlo de infamara, Vislu que o 5.- da mes-
ina arma a quo eslava ligado, lem de destacar para
esla guarnicao.
Jote JoaquimCoelho.
Candido Leal Ferrtira, ajudaute de ordens en-
rarregado do delalhe.
I HAS DA SEMANA.
28 Segunda. Ss. Senador, Podio e Justo Mi.
29 Tcrc;a. S. Maximiano b. ; S. Mximo m.
30 Quarta. S. Femando rei ; S. Emilia m.
31 Quinta. S. Pelronilla v. m. ; S. Lupicino b.
1 Sexta. Ss. Firmo e Filino rom, ; Theopezio.
2 Sabbado. Ss. Mercellino presb. e Pedro E.
3 Domingo da SS. Trindade el." depois do Es-
pirit Santo. Ss. Pergenlino e Laurenlino Irs.
EXTERIOR.
CONTINUACO DO ARTIGO DO AlOKIr
TEUR.
Nao podando os generaes em chefe realisar o golpe
de mi que julgavam possvel depois da batalha do
Alma, nao reslava senao fazer um silio segundo as
regras da arle mililar. Desde o principio desla difli-
cil empreza os Kussos lomaran duas medidas muito
ellicazes para elles e muito mais para nos. A pri-
meira fui o muvimeuto estratgico do principe Mens-
r.hikoff, o qual em lugar de se encerrar em Sebasto-
pol, dirigio-se para Simferopol, e se cuuservou em
campo tendo as suas commuuic u;*s livres com a
praea cercada. A segunda foi a decisln enrgica de
melter a pique grande parte dos seus vasos de guer-
ra, o que pennillio ao iaimigo tornar o seu porto
inaccessivel para as nossas esqua Ira-, adquirir para
a defeza da prar;a 500a 600canlif.es e as suas muni-
ces, e empregar os seus marinlieiros como artilhei-
ros no Barraos das baleras.
Assim, anda qne a cidade ja apresontava mu as-
pecto formidavel de boceas de fogo, novas bateras
ae levantaran! como por encanto c a nossa fraca ar-
tilharia de silio nlo pode fazer calar o fogo da de-
feza'.
Desde enlao (ornou-se visvel que Sebastopol nlo
seria lomada senlo depois de urna langa lula, com
reforcos poderosos e lalvez s depois de mu i a- ha-
ladlas mortferas: a situarlo era grave. Foi olliada
pelos generaes em cliefe com esse sangue fri que
eleva os caracteres altura das mais diliceis res-
ponsabilidades.
Me aqu occasijo ele fallar do general Ganroberl
e de lord Ragln como a historia fallar. O seu pa-
pel nesla grande sceaa foi digno dos dou paizei
qne Ihe confiaran! a espada. enllocados anlo obs-
tculos inmensos, nao tralarain se nao de os ven-
cer com a sua coragem, perseveranra e dedica-
rlo.
O exercilo sustentada com o seu cxcmplo, sollreu
ludo sem se queixar. Exposlo a lodos os rigores de
um lerrivel invern, ulo lendo para se defender do
fri, da nev e das grandes ehuvas senSo covas aber.
las na Ierra e pequeas lendas, nao recusou aacrili-
cio algum i honra da baudeira e da patria, nem a
cuiiliaiica dos chafes que tinlia aprendido a amar c
honrar no campo da batalha.
Para bem fazer conheceras immensas difliculdades
da empreza que os generaes em chefe conceberam e
cxecularara uno ser lalvez fura de proposito expli-
car aos que o ignorara em que consiste um silio, e
como o de Sebastopol est fora de todos ns princi-
pios,le que a (ciencia immortalisada por Vauban lie
o resumo admiravcl.
Primeiro que lulo diremos que Sebastopol, cida-
de muila fortilicadado lado do mar, nao o he regu-
larmente dvi lado do sul. O contorno he defendido
por um fso pouro profundo, cuja Ierra foi laucada
pera o lado da praca para formar um parapeilo.
No primeiro plano enronlram-se fachinas c alrapcs.
e as baleras cujos fugos ae cruzam adiaute destas
defezassuccedero-se elevando-c urnas sobre oulras
para o centro da cidade.
Alm disso o porto est cheio do vapores de
guerra, os quaes formam oulras lanas baleras mo-
vis, cvem proteger e flanquear tolas as obras da
defeza.
Ai operaces de um silio antes do asSallo podem
0 PARAIZO DAS MILHERES. (
*~\
Por Fanlo Feral.
TtlKCEIRA PARTE.
O DOCTOR Mirillll
CAPITULO XIII
A a cha de ,e n h a .
( Guilinuarao. )
Era no quarlo em que Nieul eslendido sobre um
monlao de trapos, ardia em ebre coberlo com um
lencol velho. lsso assemelhava-se muilo aos leitos
de miseria que enconlram-se m todos os pardieiros
do quarlcirSo Saint Mareeau. As camas sao muito
raras em torno do atonte de Santa Genoveva, e vi
com meus proprios olhos urna vez um horaem e urna
miilher, ambo velhos, que llnham-se metlido nos
em saceos de cinza no rigoroso invern de mil oilo-
cenlos e qtiarenla e sele.
Quanso miseria em Pars, a imaginado mais ou-
sada nada poderia inventar.
Nieul estara quasi agonisante, e seu rosto descar-
nado tinlia a edr baja, que annuncia a proiimidade
do ultimo suspiro.
A marqueza Astrea eslava assentada do oulro lado
do qnarlo, e nao afaslara das ventas o frasquinho de
cheiro.
Juuto delta acliava-se Jo3o Tooril com urna garra-
fa de aguardme oa inao, dando de beber ao grande
Uostai), cujas pernas vacillavam. A marqueza e o
anlzo udalgole applicavam o ouvido a lodo o rgmor
que vinha do pateo.
Irra, Iraiiquillitem-se I disse o velho Bstouri.
Temos ainda de esperar ao menos um quarfo de ho-
ra, e (jriguoite que est de seminada porta da roa
vira advertir-nos.
(> srande Rostan bebeu seu copo de agurdenle, e
ergueu-se.
Para que Irouxesle esse Fernando \> pergunlou
o velho Bstouri a marqueza em particular t
Para pr-lhe urna cadeia ao pescoro, respou-
deu Astrea ; era misier que elle late cmplice.
Isto nao me interessa, disse o velho tirando do
bolso um papel, penna e Unta.
Que he ss? pergunlou a marqueza.
He o meu milhao... Assigne-me urna ordem
para eu recober semelhanlc somina, do contrario na-
da se faro.
Astrea tomnu o papel sem dlzer nada, ajoelhou-se
junio do lamburele que servio-lhe de mesa, escreveu
bilhete que o velho diclnn-lhe, e assignou-o.
Bstouri eiaminnu o papel allentamcnte, e depois
abracou a marqueza, emquanto esta lcvanla.va-se.
O grande Rostan cochea outro copo do agur-
denle.
Nao convem beber muilo, meu amigo, disse-
IIm o anligo curandeiro... conservemos nossu sangue
fro, e depachemo-nos... eis-aqui seu poslo.
Mosirou-lhe um logar profundo alraz do armario.
E eis-aqui sua arma, acrescenlou mellendo-lhe
na mo a pistola que carregara. Poremos a candeia
sobre esle rolo de madeira, do oulro lado da cama de
Nieul. O doulor ficar nominado, e vois som-
bra... Qoando elle entrar, Nieol dar um gemido, e
(*) Vide o Diario a. 126.
dividir-se cm qualro phases principaes: 1. cerco;
2." iibcrlura da Irincheira ; 3.* conslruccao das pa-
rallelasc^balerias, abertura do fogo ; i. coroamen-
,to do caininho coberlo ; estabelecimento de bateras
de brecha e conlrabatcrias.
1. Cerco. Quer dizer circumdar a praca por lo-
dosos lados, para que duranle o silio ella nao possa
receber reforcos alguns, nem de homeds, dem de
muiiicCes e vivero. Srgundo as regras geraes, o ex-
ercilo 'sitiador deve ser ciuco ou seis vezes mais for-
te du que o sitiado.
Em frente de Sebaslopol ainda nao pode coinple-
lar-se o creo, como j dissemos, e o etercito sitia-
dor be qoando muilo o dobro do sitiado. Nao con-
tamos o exercilo de ubservacao, que oceupa o exer-
cilo de soccorro.
2. Abertura da Irincheira. Faz-so ordinariamen-
te |3D3 al 60'.) metros da praga. A tnncheira con-
siste, com) he sabido, em um fosso aiierto na Ierra,
lancando-sea Ierra que se tira para o lado da praca.
Desta serte Torma-se um parapeilo, que po os sol-
dados ao abrigo do fogo do inimigq.
Em Sebaslopol comoosRussos fazem uso das gran-
des pecaj da sua marinha, que alcancam a enormes
distancias, nao so pode abrir a Irincheirasenao a 900
metros. Em lugar de um solo fcil de'cavar, os nos-
sos soldados encontraran! quasi em toda a parle ro-
cha, sendonecessario recorrer plvora para a fazer
r pelos ares bocado a bocado, e empregar quasi em
loda a parle saceos de Ierra, os quaes amouloados
mis sobre os oulros formam parapeitos.
J se ve quanlo esla obra he longa, cuslosa e pe-
rigosa.
3. Abertura do fogo. Em geral caminha-se para
as parles mais salientes, porque sao as mais fracas, e
as Iriuchuiras envolvendo de frenle as rurtilicacOes
que se alacam, Inuiam a forma de lindas semi-circu-
larcs, un.lascnlresi por zigzags. Eslas linhas'circu-
lares cliainam-sc para I lela.
As baleras sao elevadas em frenle deslas linhas,
as qliaes abrangend a frente de ataque em forma
de meio circulo dao ao fogo urna direccao conver-
gente. Os sitiados nao tem esta vantagem, o que he
fcil de comprehend-r porque urna cidade si-
tiada podo considerarse como o centro, de um cir-
culo, do qual os sitiadores oceupam a circunfe-
rencia.
Em Sebastopol a natureza do terreno entrecorta-
do de barrancos pedregosos por um lado e por oulro
o desenvoluimenlo do contorno que aprsenla pou-
cas salieucias, impedirn! em parlo a" disposico fa-
vorarcl que acabamos de eiplicar.
A. Coroamenlo do caminho coberlo. Quando os
siliailorcs chegam saliencia do caminho coberlo
que corre em volla do fosso, envolvem esta obra em
ciminhos aberlos ao tang de cada ramo, parallela-
menle ao cume iloiajarapcilo. Chama-so a isto coroa-
miMito do caminho coberlo.
Aqu he que se construe i batera de brecha que
lem por liui f.,/.er cahir o muro ao f.wso, he formar
as-im um declive mais ou menos inclinado que per-
mita o assallo. Em eral, quando se lem chegado
a este momento critico, quasi lodos os canhOes do
inimigo esl desmontado, as carretas quebradas e
as niunicOes esgoladas. Comludo como ha ainda al-
gumas vezes canliocs no flancos dos basliOes da
frente .lo ataque, estabelece-se no coroamenlo do
caminho coberlo ou na conlra-escarpa urna con-
tra-balera para fazer calar o ultimo fogo do ini-
migo.
Assim pode (lizer-e, quando setenta o assalto,
que loda a artilharia da praca esla destruida, e que a
guari.ic.ao, dezimada pelo fogo do inimigo, caneada
de um Irabalho excessivo, nnfraquecida pela priva-
rao de alimentos, desanimada pela falla de noticias
do interior nao oppor seria resistencia.
Em Sebaslopol nada disto acontece. Assim que
urna pera est"desmontada, vem oulra sulnlilui-la;
assim que os homens sao morios, oulros lomam o
seu lugar; assim que urna guarnicao est caneada,
succcde-lhe oulra. As provisoes s.lo abundantes e os
Uros de brecha ni o podem ler efleito, porque o obs-
tculo creado de ordinario pelo muro he substituido
por estacadas, alcapes e fachinas, e porque sendo
os gabioes de Ierra as balas fazem neltes pouco es-
trago.
Soppondo um alaque regular conlra urna prara
de primeira ordem, e este ataque dirigido conlra
duas meias las e um basliao frenle desla fortifica-
cao, abrange s urna exlenso de 300 metros, e o
descnvolvimenlo dos ataques em extensao he de 8
mil metros.
Em Sebaslopol a exlensao da frente de ataque he
Sulpicio se dirigir logo ao leilo. Faca boa pontana
e respondo uelo resto.
O grande Rostan revolva a pslola enlrc os dedos.
E isto mata ? pergunlou elle com descon-
lianen.
-O Velho Bislouri foi buscar a laboa que ainda es-
lava encostada i parede, e respondeu nioslrando-lhc
os rurns das balas.
Eit o que isso faz.
Pois bem, disse o grande (oslan salisfeito.
O alcapao esla aberlo esquerda da porta, con-
inuou o amigo curandeiro, terminado o acto, arras-
tc o doulor o lance-o na adega.
Fernando o ajudar, acrescenlou a marqueza
com lerrivel sereuidade.
Fernando eslava no primeiro quarlo, onde acha-
raos ha pouco o velho Bislouri e. (irignolle, o quarlo
era que ella fizera o furo para ver u que passava-se
na adega.
Sabemos quaes erara as instrue,6es de Fernando re-
lativamente ao grande Rostan.
Nieul voltou-se sobre seus trapos gemendo.
Anda nao disse o velho ; guarda isso para
oaqui a .pouco.
Ei-ln esclimon rignotle mostrando seu sem-
blante diablico a porta.
Despachemo-nos lornou o velho lomando a
mao da marqueza.
Esla Uncmi um olbar sobre o grande Rostan que
trema, e deu-lhe oulro copo de agurdente. De-
pois empurrou-o para iraz do armario, dizen-
do-lhe :
Coragem !
Eu preferira combaler conlra dez homens na
charneca I iniirmnr.ni o grande Itoslao.
Jlo Tonril amaina a marqueza.
Passando pelo segundo quarlo, ella tocn na mao
de remando escdiidido alraz das madeiras, c duse-
Ihe tambera :
Coragem !
Esle nao vem coirinosco? pergunlou o velho.
Nao, respondeu a marqueza. Avieino-noi 1
O amigo curandeiro encarou Fernando mais mor-
o do oue vivo em seu canto, e fez-lhe com a ca-
neca um signal prolcctor. Depois sabio, abri o al-
capao, e desceu com a marqueza deixando-o entre-
aberlo.
Ouviam-sc j os passos de Sulpicio no segundo cor-
redor.
Ainda es a mesma, velhaquinha, disse o ami-
go curandeiro afagando-lhe o queixo ; queres fazer
duas cousas ao mesmo lempo, e esse Fernando esl
all para algum lim.
Aslrca nao responden. Applicava o ouvido.
I arece que o doulor nao vem sosinho, disse ella
eseulando ma.s alternamente o rumor dos passos que
eslavam prximos.
leo echo, lornou Joao Tooril. Assenla-le
ah... nao lercmos de esperar muilo.
Astrea nao quiz as.entar-se, e subi pelo conlra-
rio dous ou i res degraos para escular de mais perlo.
Ouvio perfcilamente o rumor que fara abrindo-
e a porta carcomida e trmula. Sulpicio linha en-
trado. Ella esperava o grito de agona.
Sulpicio eslava sosinho e sera armas, e levava o
capoto sobre o braco esquerdo. Alravessou a passo
firme o primeiro quarlo. o qual pareca deserto, e
uiou-se pela claridade qoe sabia pelas fendas da se-
gunda porta ; pois a eseuridao era profunda.
Abri a porta sem hesilar ; mas licou em p e im-
movel sobre o lomiar, laucando a visla em torno de
si. Dolumiarera impossivel ver Francisco Rostan
completamente occullo pelo armario ; todava os
olhos de Sulpicio vollaram-se logo para dsse ponto,
Mas nao havia de ser sobre esla pe-
que havia de quebrare a paz do
de mais de 3 mil metros e a dos ataques lem um ] sen dominio,
desenvolviineulo de it kilmetros. dra sagrada
Acrescenta-se que para guardar esla immensa ex- mundo,
lensao de Irioebeiras, o exercilo leve de fornecer O governo doimperadords Franrezes resolven
perlo de 10 rail liomens de guarda dia e nole ha do esla quesiao de um modo juslissimo, obrigou
seis mezes, e isto duranle um invern rigoroso, no Russia apalentear o seu verdadeiro pensamen.o.
va, e far-se-ha urna pequea | Todos reconheceram eniao que a Russia linha sus.
cilado esle debate somenle para abrir sua sobe-
rana a entrada do Rosphoro. A inlerprelaeao er-
_ exemplo I roe* que ella dava ao trata lo de Kainardji nao era
du.ua empreza mais diflicil, ma.s gloriosa e que |cm elleilosenao a decadencia moral do Sulla
pela grandeza dos obstculos esteja mais em relacao
com a importancia do seu fin) e com a dos estados
que nclla esiao empenhados. O silio de Sebaslopol
idea das fadigas dos nossos soldados e das difliculda-
des do silio.
Nao ha na historia dos estados modernos
de ser religiosa e
nao lem analoga com nenhum oulro em nossos fas-
tos militares.
Atacar urna praja que nao esl cercada, quando o
inimigo, superior em numero, pode receber abaslc-
cimenlos de genlc, vveres e munires, he lira acto
de audacia que s podia ser tentado seriamente pe-
la Inglaterra e pela Franca, unidas para um lim ne-
cessario i Europa.
Tem-se citado e admirado muito o sitio de Dan-
Izickcomo um daquelles em que o herosmo unido
com a sciencia Iriumphou das dilliculdades mais
consderaveis de urna defeza obsliuada e formida-
vel.
Danlzick protegida pelo Vstula; cuja embocadu-
ra sobre o Bltico he fechada pelo forte de Veichsel-
munde eslava igualmente em condieaes pouco favo-
raves para um cerco cmplelo; corotudoera possivel
lomar posieao sobre o rio, entre o forte que fechava
a soa embocadura c a cidade, interceptar assim as
communicaces e cercara praca.
He o que se fez sob o commando do raarechal
l.efebvre.aCnmludo ainda que esla praca eslava en-
cerrada em nossas linlias de alaque, apear da visi-
nlianea do imperador Napolelo, que cobria o silio
frenle de um numeroso exercilo e paralisava os
soccorros da Prussia e da Russia, Danlzick linha re-
sistido a cincoeiila e um dias de Irincheira aberla.
Mais larde, depois da retirada de Moscow, esta cida-
de, oceupda pelos Francezes, s capilulou depois de
urna deeza de um anno e um alaque combinado
por mar e por Ierra.
Podamos multiplicar os cxemplos, mas baslam es-
tes para provar que o exercilo anglo-francez fez na
Crimea ludo quandu se devia esperar da soa cora-
gem e da habilidade dos seus chees, Nao s deu
provas de constancia e de firmeza no meio dossolTri-
inenlos e perigos, mas tambera ajunlando a gloria
de Inkerman da ha tal lia do Alma, illustrou a
honra das nossas' armas.
Devemos esperar qlie o lim de seus nobres esfor-
Cos se conseguir, porm a opinao unnime dir
desde j, e a historia o repetir um dia, que ura tal
exercilo uiercceu o reconheciioculo e a admpacau du
mundo, i <
Acabamos de explicar o proceder militar dos go-
veruos adiados desde o coraeco da expedido do O-
riema.dExperciuus cun a raesraa exaclidao e irapar-
cialidade as diversas phases das negociaeocs, os seus
motivos e objeelo.
II.
Parle poltica.
Depois de ler dito ao paiz a verdade inleira acer-
ca do plano decainpanhae da expediro do Orien-
te, resta-nos expor como a poltica comprehendeu
o seu papel, o seu dever, a honra da Franca e o in-
tere>se da Europa.
Quaes foram as causas geraes da guerra? Com
que ulerease ara a Franca e a Inglaterra levar as
suas Torcas militares e martimas lio longe das sua*
margens? Porque ponto tocam os diversos estados
da Europa com esla queslao do ordem europea ?
Qual he u lim que se deve tratar de conseguir para
ioteresse de lodos. Cimo se devem enleuder as
qualro garandas accedas por urna e oulra parle para
bases das negociaces '.' llcjuslo e ulil limitara
Russia no mar-Negro Quaes serlo os resollados
das conferencias de Vicua para a paz ou para a
guerra ?
He esle o exarne quenos propomos fazer na se-
gunda parle deste trabadlo, para que em vesperas
das solucoes definitivas que se cstao preparando a
pinito publica, complelamente satisfeila, aceite
com igual confianza a paz, se he possivel, a guerra
sebe Decaparla.
He sabido como esla lucia comec,uit por urna pe-
quenaquesiao com a Turqua acerca das concessoes
que ella tinlia feto aos latinos da Terra Sania. A
Russia nao quera se nao um prelexto ; para ella o
tmulo de Chrslo- era apenas um degrao para o
e ah ficaram lixos dardejando como nm relmpago.
Quer quizesse desempenhar seu papel, quer o suf-
fnmenlo fosse mais forte que us remorsos, Nieul deu
um longo gemido. Com ludo o olhar de Sulpicio nao
deixou o canto em que Francisco Rostan eslava oc-
eiilln com a pistola na man.
Francisco espern primeramente que o doulor se
dirigisse para o leilo, alim de eri-lo por delraz ; pe-
rca passou-se um minuto inleiro, e as peruas come-
caram a tremer-lhc debaixo do peso do corpo : esse
odiar penclrava-lhe o coracio como a pona de um
punhal.
O suor corria-lhc pelas fonles, e a respiracao tor-
nava-se-lhe arquejanle. Quiz levantar a pistla para
derender-se ; pois senlia-se morlo por esse olhar ;
porem o braco desobediente e paralytico permdiieoia
cabido.
Nesse momenlo Salpicio comernu a ouvr-lhe a
respiraban penirel. Eslendeu a mao aberla, e disse-
Ihe : Vem !
O grande Rostan mais paludo que um phantas-
ma, sabio da sombra, e Nieul assentou-se para ver
Francisco Rostan caminhava a passo desigual im-
psllido por urna Torca invencivel, e estn-ando-se v-
s.velmenle para sislir a essn allraccao.
linha os olhos arregalados, os bracos cahidos e a
cabeca alta. Quando cliegou junio de Sulpicio, este
abaiiou o braco, e o graude Rostan cabio como se
fora morlo.
Nieul deu um grito de pasmo, e outro grit seme-
Ibanle rcspondeu-lhe fora dado por Grignolle, a qual
assislia a essa scena com os olhos esluperaclos e a
bocea aberla.
Male-oemquanlo esl ahi, senhor Sulpicio, dis-
se Nieul ; elle quera assassina-ln...
E lu 1 perguiilou Sulpicio.
N'ieul deixou recabir a cabera, e esconden o roslo
debaixo do Irapo de lenco].
Os dous liros de pistola ouvidos por Irene eslron-
daram nesse inslante, quasi juntos e 13o perlo que
Nieul san,,,, fora da cama. O grande Rostan nao
ouvio, nem moveu-se.
Dos receba
Dosde enlao a queslao cessou
passoc a poltica.
A Europa loda eslava nclla empenhada. Era ne-
cessario fazer-lhc comprehender o seu inlercsse,
defender o seu direilo e moslrara sua forr,a.
Era a esle resultado qoe lendiam lodos os esforips
do governo francez. A Inglaterra engaada ao
principio pelo pertendido carcter religioso da ques-
lao, conheceu em pouco lempo o seu verdadeiro al-
cance. Senliocraoslos a aineaca e arrogancia des-
te dominio, e a sua mao eslendia-so ja para o noso
lado quando a da Franca se adianlava para o seu
para sellar a allianca dos dous grandes paizes que
representan)a civilisacao do Occidente.
Para a Franca e para a Inglaterra a quslao de
Oriente rcpreseulava um inlercsse superior ao da
sua propna ambicao. A Russia quera dominar em
Conslantiuiipl!,, era necessario cvila-ln.
A Russia, senImr, do mar-Negro, baslando-lhe
cslemler a mao para locar no Bosphoro, o collocava
o Mediterrneo debaixo da ameaca das e*quadras
de Sebaslopol. Avancando para ns Dardanellos
ella extenda a sua fronteira al ao lilloral do Me-
diterrneo.
Em toda aparte aonle pn liara chegar os seus na-
vios, a sua preponderancia eslava assegurada, e do
fundo dos seus porlos inaccessiveis, navegava para
lodos os imperios e para todos os reinos. Nao s
.a Franej e a luglaleira linham tima rival, nao s
a Allemanha era esmagadn com o peso do colosso
Russo, mas al a Grecia, a Hada, a Hcspanha, o
Egypto e lodos os estados secundarios eram ao mes-
mo lempo atacados na sua segurauea a indepen-
dencia.
Cousa nutavel A Europa linha fechado os olhos
ao pergo inmenso desla invasao do Norte. Em
1828 a Franca ea Inglaterra unidas Russia, quei-
mando em Navarno a esquadra lurca, destruirn
urna tarea que prolegia o Occidente. Nesla poca
procurramos assim um adiado no overno de S.
Pelersburgo, quando deviamos ver nelle ura adver-
sario da nossa iiillucinria ccivilisrr-t.i.
Em 18i0 a Inglaterra, a Prussia e a Austria, dei-
xando de fora o gabinete das Tulbcrias, uniao-se
tambera sera siispcilas. I
Sebastopol, fechada s nossas invesliaarqji, oc-
rullandu em seu porto inaccessivel a acliviibdc de
seuseslaleiros earsenaes a ninguem se afliturava
urna ameaca. Nao lembrava que em 18a> urna es-
quadra, sabida deslc porto com 1:2 mil homens, ti-
nha desembarcado lia Hada e posto os Francezes c
os Russoscm presen ea uos dos oulros no Mediter-
rneo.
Esle aviso mereca comludo nao ser esquecido,
porque provava que a Russia do fundo do Euxno
podia chegar al a entrada do Adritico, afim de
dominar os eslrcilns.
Aunos depois a Russia tendo a Indar conlra a
Franca unida a Austria, fez ver ainda mais a sua
polilica de invasao pelo fim que linha era visla e
pelos meios de que se servia. O plano desla polti-
ca he urna completa revelacao. Exlrahimo-lo de
um document autbentico publicado ha pouco as
memorias de um humera de estado, o almirante Ti-
chakolT, a quem o imperador Alexandre dava as
seguiules inslruccaes ero data de 19 de abril de
1812.
O proceder astucioso da Austria, que n'caba de
unir-se i Franca, obriga a Russia a empregar lo los
os meios que eslo ao seu alcance para fruslar as
nteucocs hoslis destas duas potencias. O mais im-
portadle be ulilisar em nosso favor o gnin mililar
dos povosslavos, como sao os da Servia, Bosnia,
Dalmaria, Montenegro, Croacia e Illiria, os quaes
depois de armados e organisados militarmente, po-
der3o cooperar as nossas operac,es.
Os Hngaros, descontentes com os actos do seu
actual governo. ollerecem-nos lambem um exceden-
te meio do inquietara Austria, d fazer diversao
as suas ideas hoslis, e por couseguinle de enfraque-
cer os seus tecursos. Todos estes povos reunidos s
nossas tropas regulares formarao uina milicia bas-
respondeu o doulor mostrando-lbe a ja-
Vai I
nella.
Grignolle comprehendeu, abri o caixilho carco-
mido, e saltn no pateo grilaudo :
Vmc. cbama-me, palrao ?
Vem c, lillia do demonio disse u velho, e
nao falles lo alto
Sulpicio applicou o ouvido a urna renda da porta,
e ouvio Bislouri dizer :
Pens que o Fernando den s gambias... Vis-
te-o?
Que Fernando '? pergunlou Grignolle com ar
innocente.
He verdade, nao sabes... segura esle pelos p
emquanto susleot-llie os hombros..', vamos lauca-
Ios na adega.
Eslavam dianle de dous cadveres ; os dous liros
de pistla linham acertado,
(irignolle trema um pouco ; mas isso iuleressu-
va-lhe. .
Ainda esl quenle disse ella tocando no pri-
meiro corpo.
Sulpicio e o loleirao de Francisco aliraram ao
mesmo lempo... ou Sulpicio desearregou successiva-
mente ambas as pistolas... eia, pequea I
Reinava urna escuridlo lo profunda nessa chou-
p.ina, cuja entrada eslava obstruida por urna mulli-
dlo de deslrocos, que era impossivel reconhecer as
fciees das victimas.
Esle au pesa bstanle para ser o grande Ros-
tan, disse o anlL'o curandeiro... Eia !
corpo de Fernaudo baleu sobre a beira do al-
capao, e saltou de degro em degro at o fim da es-
cada.
Eis-ahi o doulor grilou o. velho a Astrea que
eslava em baixo.
(irignolle c elle arraslaram o cadver de (ade-
ran at o alcapao, e lanc,audo-o na adega, o velho
disse :
Eis ah Francisco Roslan !
Eslas palavras chegavam ao doulor como se Ihe li-
vessem sido pronunciadas ao oovido.
Agora vai boscar-me a Linterna, disse Joao
Touril a Grignolle.
Esla curren ao primeiro quarto, c vollou logo Ira-
zendo a lanterna accesa.
Ha muito sangue l ?
Muilo, respondeu Grignolle ao acaso.
Vai buscar ura cntaro de agua com uina es-
ponja, elava.
Desceu com precaucao a escada rpida da adega
deixando o alcapao aberlo alraz de si.
Aslrea que esperava embaixoda escada, pergun-
lou antes que o velho chegasse ao meio do caminho:
E Fernando 1
Fernando nao espern pelo resultado, respon-
deu Bislouri; foi sem duvida o doulor que o subs-
.llamcole a cabeca e fechou os -liluio, para com Francisco.... Demais arabos eslao
ahi : vamos cerlilcar-uos.
O velho eslava nos ullimos degraos, Aslrea ,-irran-
oii-Ihe a lanterna da mao, l.o ancosa eslava. Ape-
llas a claridade illuiniuou o roslo do primeiro cada-
ver, ella recuou dando "un grit de espanto:
Roberto de (aderan!
Depois a lanterna cahio-lhe das mos, e ella pre-
cipitou-se como doida sobre o segundo curpo gri-
tando :
Fernando mataram-me o meu Fernando!
Nao he possivel disse Bislouri que esleve
prestes a tornar a subir a escada.
Mas mudou de resoluto e pergunlou a Aslrea de-
signando-lhc I aderan:
Sabias que esse havia do estar aqui'.'
Nao, respondeu Astrea.
doulor.
suas almas
murmuruu o
Eslendeu os dedos sobre o pe lo de Nieol, que-tor-
nara a caliir sobre ns trapos, o enfermo agilou-se, e
urna expressao de allivio espalhou-se-lhe pelas fci-
Socs.
Quanlas vezes te lenho salvado a vida ? per-
gunlou o doulor.
Perdoe-mc... perdoe-me balbuciou o baudido
temando por-se de joelhos ; muito obrigado !
A porta abrio-sc, e Grignolle disse :
Ambos morreram.
Dorme ordenou Sulpicio a Nieul
Eslr -
olhos.
Ninguem acudi aos tiros de pistla ? pergun-
lou o doulor vollando-se para a rapariguinha.
Nlo sei que fez o velho Bislouri. responden
Grignolle ; mas nao ha um s trapeiro cm casa... He
um maganao !
Enlloque rumor he aquelle ? disse Sulpicio
applicando o ouvido repentinamente.
Ooviam-se passos no paleo, onde era o alca-
pao, do lado do primeiro quarlo. Grignbtle pz'-se
lambem a escular, e disse depois de um breve si-
lencio :
He o velho Bislouri.
Cala-le ordenou Sulpicio.
Grignolle chamou o velho brandamenle.
Oevo ir -f pergunlou a rapariguinha.
lanle respeilavel nao s para prevenir as intcnees
lio vento proveilosa na ala direila das possessocs fran-
fezas, c dar-nos ura moio seguro de pdennos des-
Carregar um golpo do lado de Nissa e de Sofa.
O lim da diversao contra a Franca deve ser oceu-
par a Bosnia, a palmacia c Croacia, e dirigir as
suas milicias sobre ns pontos mais importantes do
mar-Ailrialico, e particularmente sobre Trieste,
Fiumee Bocea de Callero para eslabclecer segun-
do oporliindade relacoes com a esquadra inglu/.a e
fazer lodos os esforeos para excitar o desconlcnla-
mentodo Tirol e da Suissa, e obrar em cummum
com eslas corajosas populaces, descudenles com u
seu aclual governo.
Deveis empregar tdo.s os nietos posti'.'cis para
exaltar as populaces slavas para conseguir o HOMO
fim ; assim deveis proiueller-llie a independencia,
eslabclccimcnlo de um reino slavo, recompensas pe-
cuniarias para os homens mais influentesa>ntre elles
condecoracoese ttulos adequados para os cheles e
para as tropas. Emlim accrescenlareis todos es-
tes meios aquellas: que julgasdes mais proprios para
os ganbar e mais conformes as circunstancias ac-
iones.
Taes eram as vistas da Russia ja em 1812 nao s
conlra a Franca, mas tambera contra a Austria. Es-
le plano incendiario nlo podia sabir mais a propo-
sit do segredo dos archivos de S. Pelersburgo para
mostrar a Europa c sobretodo ao gabinete de Vicn-
na quanlo he importante para todo o mundo por
finalmente urna barreira a essa poltica, que justifi-
cava lao bem pelos seus meios e fins a prevcnrlo do
imperador Nicolao I.
Se os herdeiros de Pedro o Grande censa guissem
dominar em Constanlinopla pelo mar-Ngro, a Aus-
tria cercada c aperlada pelo braco robusto da Russia
poda ser victima de urna empreza como aquella
cujo plano Iracouxi mao audaz do Imperador Ale-
xandre. A Hungra aberla j su* acrao pelo Danu-
bio seria entregue a ludas as excitaeoes das suas
leabrancja*. O mar Adritico expost ao alaque
repentino de urna coallisaeao slva deixara de ser
a sabida e o baluarte do imperio auslriaco e a chave
do golpho de Triesle podia passar por uina sorpreza
de Vieniia para S. Pelersburgo.
Assim nada mais legitimo, mais necessario e mais
justo peraule Dos e perantc a coosciencia univer-
sal do que esla resistencia para a qual os dous go-
vernos martimos do Occidente deramo signal em
abril de 18l. A Inglaterra e a Franca desembai-
nhavaui a sua espada cm nome de lodos os estados ;
os seus exordios e esquadras eram a guarda arenca-
da da Europa.
Tendo lido a honra de ser as primeiras que chega-
ram ao lliealro da guerra, linham o dircito de con-
tar qne seriara seguidas c esperavara coiifiadainemc
a Austria e Prussia nesla rennito a favor do equili-
brio e da independencia da ordem europea.
A Austria e a Prussia nao tinhara Inalado cii,
lomar parle na solidariedade dos ulereases em de-
feza dos quaes a Franca c a Inglaterra ara comba-
ler. Tinhara rcconliecido nos protocolos assignados
em Vienna os dircilos da Turqua, linham repellido
os pedidos do czar que nao se alrevendo a reclamar
o sen concurso, Ihe propunha smenle a resignara
Franca c de Iirglalerra.
Por isso, quando a Allemanha nos mandou per-
guntar at onde inlentavainos ir, Mr. Drouvu de
l.hujs, de accordo com lord Clarendon, respondeu
immedialamenle era nome do imperador, na sua me-
mora vel nota a M. de Bourquene). formulando as
condices geraes cora que as potencias adiadas con-
sentan) em tratar do rcslabclecinienlo da paz. Es-
ta condices comprchendein o que se couveio sem
chamar as qualro garandas.
Comludo a Allemanha nao se decida, e emquan-
lo so Iroeavam olas e contra notas entra Vienna,
llerliin o S. Pelersburgo, a guerra continuava e se
cxlendia na Crimea. A Franca c a Inglaterra lu-
tavara era frente de Sebaslopol pela causa commum,
e derramavam o sen sangue para assegurar a inde-
pendencia e o equilibrio da Europa.
Por lira, a Austria pergunlou-nos se consenliamos
ainda em Iratar sobre js bases das qualro garandas.
A hesii.ie.il, foi longa nos conselhos das duas po-
tencias adiadas. Parecia-lhes, Jque depois de lao
gloriosos esforeos. e lao dulorosos sacrificios, depois
de lerem ganho dus victorias, era Alma e em In-
kerman, qoando os seus exerrilos siliavam Sebas-
topol, e as suas esquadras oceupavam o mar Negro,
linham direilo a exigir mais alguma cousa. Toda-
va o inlercsse de urna allianca com a Austria, pa-
ra a paz ou para a guerra., prevaleren iuspiraeao
deslas legitimas exigencias. O tratado de 2 de de-
zembro foi o resudado desta poltica.
Foi por couseguinle, em adnelo n Austria, pet
desejo da sua allianca olensiva e delfensiva, e pa-
ra dar Allemanha urna prova au equvoca de
inoderaeao, que nos aceitamos a abertura das nego-
ciaees sobre a base das qualro garandas, reservan-
do-nos para inlroduzir quaesquer nutras condices
resultantes dos azares da guerra.
Da parle dus governos adiados este acto de mo-
deracao nlo cuslava sua dignidade c aos seus b.
Icrcsses ; alias uao consentiran) nc'le. Cora effei-'
lo, o eslas negociaces davam resollado ou nao.
No primeiro caso, a Europa com as qualro garandas
Obdulia cundiees, que o Sr. conde Nesselrode de-
clarava qualro mezes anles, que s poderia aceitar
depois de dez airaos de guerra infeliz.
No segundo caso, islo he, se as negociaces nlo
dessem resudado, a Austria, cuja allianca se tornara
oflensva, lomava parle na acrao armada, c o peso
da sua espada alcancaria bcra depressa na guerralo
que a autoridade da sua influencia nao linha podido
conseguir-as nesociarOes.
Assim, em ambos os casos era bqm negociar em
Vienna, continuando a combaler na Crimea.
Olanlo s condices da paz, nada mais just,
mais moderado e mais conforme aos direlos c inte-
resses da Europa. He fcil demonslra-lo, caracle-
risando claramente o punsamenlo que as diclou, e
o fim a que se encaminham.
A primeira das quatro condices, fazcudo essar
o protectorado du Russia sobre os principados da
Moldavia, Valachia e Servia, e collocando os seus
privilegios sob a garanda das grandes potencias, t-
da neulralidade ; lihara-se unido por umTraiado '" i'""'ll,inclc de s- I'etcrsburgo n;.direilos que elle
Esta declaraeao solemne nto deixava incerteza al- A Russia fez do mar Negro um lago russo. Tem
cuma acerca do caracler da guerra, nem permillia fundado nelle lentamente eslabelecimenlos maril-
desconhanea sobre as inlences dos governos de i mos de primeira ordem ; lem accumulado com lau-
ta perseveranca, como mysterio, forjas uaraes consi-
I
para garanta dos inleresses aliemaes, linham post
os seus exerclos em pe de guerra e linham convida-
do a confederadlo germnica a seguir o seu
exemplo.
Porem se as duas grandes potencias allemlas ra-
zian) lodos os preparativos para aceit, hesilavam
em entrar nclla. O qoe Ibes fallava nao era a co-
ragem, porque essa nunca falla a governos que lem
e responsabilidade da honra e da salvadlo do seu
paiz, era sim a cunfianca. Iulcressadas ambas as
causas ila guerra, eslavam ncertas acerea do seu
fim. Era porUnlo importante delermina-lo para
nao deixar hesilacao nem desconlianra.
O imperador na abertura da atento legislativa de
I8.V1, linha dito no seu discurso:
ic A Europa sabe perfcilamentc, que se a Fran-
ca desembainha a espada, he porque a isso a abri-
garan. Sabe, que a Franca nao lem idea alguma
de engrandccimcnt ; traa s de resistir a nvases
perigosas.
Assim lenho salisracao em proclamar bem alio,
que u lempo das conquistas passou para mais nao
vollar; nlo he exlendendo os limites do seu territorio
que urna naco pode agora ser honrada e podero-
sa, he pondo-se frente das ideas generosas, e fa-
zendo prevalecer em toda a parte o imperio do di-
reilo e da juslica.
E solucou accrcscenlando:
Femando 1 meu Fernando fui eu aue o ma-
lei! H
Mr. de (aderan nao era amigo do doulor'.'
pergunlou airda o velho.
A marqueza permaneca rauda. JoaoToulil sacu-
dio-lhc o braco dizendo :
Nao conreo) choramigar agora, previno-te de
que sei por onde hei de fugir... mas tu... em cima
dessa escada acharas lalver a guilhotina.
Aslrea ergueu-se, e repeli a ultima palavra :
A guholina!
I'ensn. conlinuou o velho, que cahimos no nos-
so proprio tara... Tinhas Irazido Fernando para ma-
lar o grande Bostan, nao he verdade '.'
Sim, respondeu Astrea, eu tinha-o Irazido pa-
ra esse fim.
L'm rugido surdo foi ouvido sobre suas cabecas.
Joao Touril apagou a lanterna ; purera nao era niais
lempo. O alcapao viofenlamenle fechado recado
com estrenuo, e ao mesmo lempo retiuio no meio da
eseuridao urna risadinha secca e estridente.
Grignolle, disse Jlo Touril, onde esls ?
Debaixo do alca po.
Foslc lu que o fechaste '.'
Nao, foi o homem que reio com a senhora....
Elle ouvio Vmcs. dizerem que linham Irazido oulro
para mala-lo; proferto -urna jura e fechou o alca-
pao... Oh! c-lo pondo alguma cousa em cima p.'ra
nao ser aberlo.
Ouvio-se com eifeilo o rumor de um objeelo pesa-
do queeuhia sobre o alcapao.
Ilouve um silencio na adega. A marqueza eslava
aterrada. Julo Touril alinou com a escada e rabio-a.
E lu, pequea, porque eslas aqui".' pergunlou
elle.
Porque ha soldados no paleo, respondeu a me-
nina sem hesitar.
A marqueza ocullou a cabeca enlrc as mos. O
velho lornou a descer de qualro em qualro degraos
com o risco de quebrar o pescoco. Tinha-se certifi-
cado previamente de que rignotle nao eslava no al-
t da escada, o linha mentido.
Pequea, lornou elle cm lom fagueiro, queres
ganhar urna moeda de cinco francos ?
Mas Grignolle ja eslava nacnva persuadida de que
seo velho a apandaste, ella passaria um mao quarlo
de hora.
A noile esl horrivelmenle escura, disse Jlo
Touril comsigo, poso lugir sem ser peicebido... Mas
se a velhaquinha for acliada aqui, fallara... Elles
prociu aran.... Eu daria um luiz de ouro para por a
ni.o, -obre esse diabinhn de Grignolle!
Esla, abrigada em sua cova, conlinuava a comer
casiauhas, dizendo comsigo :
Bem feilo n.lo goslo dessas mulhcres que lem
vestidos de seda... embora eu queira le-Ios quando
for grande.
Joao Touril vollou a Astrea. Tinlia reflecddo bem.
e a conclsao foi :
Estamos as Irevas, eolia nlo ver as panellas.
Minhii pobre amiga, esls perdida... c cu lam-
bem, pois ludo ipiaiilo lenho esla la na ra de Cou-
ronues... e se a jusiira vicr aqui, prefiro deixar lu-
do... Da-me a mao, e vamos salvar nossa pede.
Aslrea deu-lhe a inao-em responder. Joao Tonril
a fez alravcssar a adega em todo o seu comprimen!,,,
eparouum instante. Aslrea ouvio um rumor surdo,
cuja natureza nao pode comprehender : depois o
anligo curandeiro disse-lhe :
Abuia-le.
Einpurrou-a adiaute, e passou apsdclla. Ambos
eslavam na adega da casa n. 35, de que Joo Touril
pretenda ler dos amigos lala,los, e que nao eram
suata um meio de sujeitar eslas populaces, de do-
minar a Turqua, de se approximar da Austria pe-
lo seu lado mais vulneravcl, e de perturbar Inda a
Europa.
A segunda, estipulando a lihcrdade da navegacao
do Danubio, liberta o commercio de todas as na-
ees, e princpalmenle o da Auslra, dos obstculos
moraes e maleriacs que o eral,aricara, e dexa as
boceas deste grande rio aberlas aos estados, dos quaes
elle he a riqueza e a defeza.
A quarta, libertando a Turqua das perteneces da
Russia a um protectorado religioso sobre os subdi-
tos Grcgos do sultao, ass'egura ao mesmo lempo
mais do que nunca a lihcrdade de consciencia, e
dcslroe a supremaca que os czars queriam ter e
cujo fim poltico se disfarcava com um inlercsse re-
ligioso.
Quanlo lerceira condiclo, que lie a que lem por
objeelo acabar com a prepotencia da Russia no mar
Negro, deixamo-la de proposito para o fim, como a
mais importante e mais contestada, para a explicar
catlicguricameiile. E pri neiro que ludo, como de-
ve ella enlender-se '.' Cerlainenle o equivoco em
um poni lao grave nao podia eonvir a niuguem.
Os governos adiados, que lem a consciencia da
justie.i das suas perteneces nao recearao defin-las.
disse Jlo Touril, lancando-se sobre ella, is-
ua mora... Nlo sahiras daqui!
era proprielario. Anles de tornar a enllocar a pedia,
u velho chamou hnuidamculo :
Grignolle!
Ninguem respondeu, e Joao Touril fechou.
Quasi inmediatamente ouve-se levantar o alcapao
e depois um rumor de passos. .
Elles bao de procurar muilo lempo, disse Jlo
Touril, Grignolle que he o demonio encarnado nlo
sabe onde estamos.
A marqueza na proferir urna palavra desde o
instante em que6 alcapao (ornara a fechar-e. Quan-
do procurava abuma cousa para asscnlar-se, porque
as pernas esmoreciam-lhc, o acaso fez-lhe encontrar
urna das panellas, a qual quebrou-se. Ella abaixou-
se vivamente c suas raaos banharam-se no ouro es
palhado, que linio.
Ali!
so he la mone... ivao saniras daq
Astrea deu ura grito de alegra, dizendo :
Tudo esta ahi, o ludo he meu !
A marqueza fez eslalar a mola de urna pistla qoe
linha, c Joao Touril deilou-se no chao armado de
sua faca. Era um duello de morte que ia ter lugar.
II- passos ouvidos na adega visinha eram do gran-
de Rostan ; porm Aslrea e Joao Touril nlo lembra-
vam-se mais disso. Aslrca recobrara loda a sua co-
ragem vida. Tinha chorado a Fernando duranle
.res minutos, e era bstanle! Tinha ouro debaixo
dos ps, e queria viver. A febre de sangue domioa-
va-a. Essa adega escura eslava para ella cheia de
thesuuros, e convinha conquista-Ios.
Joao Touril com o eoracao aperlado e as mos con-
vulsas nao pretenda dar mais de um golpe. Sua al-
ma ahi eslava, e elle a defenda.
Adianlava-sc andando de rojo. Aslrea em p so-
bre urna pedra esperava...
Quando o grande Roslan desperlra do aniquila-
inenln cm que eahira, o quarlo de Nieul eslava des-
erto. Elle vio junio de si a pistla de que nlo pode-
ra servirc, e repellio-a com o p. Veio-lhe orna
vaga Icmhruiie.i. Chamou Nieul, mas este dorma. O
doulor linha desapparecido.
Francisco Rostan conseguio levanlar-se. A idea
de fugr dominava-o ; mas eslava como parausado,
e demais nao sabia o caminho. Chamou Joao Touril
e Aslrea. Um silencio profundo reinava nos arre-
dores.
Arraslou-se al ao priraeiio quarlo, c chegando
ao luoiiar ouvio unas vo/.es do lado do alcapao que
eslava aberlo. Debrucou-se para escular no momen-
lo em que Aslrca confessava ao antigo curandeiro
o motivo da presenta de Fernando. Suas deas esla-
vam cm urna cslruha desorden); todava elle com-
prehendeu que linham querido assassiua-lo.
O pcusamenlo de punir Aslrca liiiha-lbe vindn ao
espirit desde mudo lempo pela primeira vez. Nessa
hora de perturbarlo a,imagen) de Magdalena e dos
lili,ns p.issou-Uie dianle dos olhos como um sonho
Iri-le. Elle nlo euidou mais era fugir c lancou sobre
o alcapao fachado urna pedra le cantara que achou
no paleo, dizendo comsigo:
A Morgallc esl assim prisioneira.
A Morgalte!... o demonio que o tentara quando
elle era moro c feliz!
Sua dea fu era achar urna arma, e elle dizia com
sigo:
Se eu nada achar, hei de eslrangula-la com
minhas proprias mos!
Vollou ao quarlo de Nieul. e a primeira cousa qoe
vio foi a garrafa de agurdente mcio cheia. Seus
olhos brilharam. Melleu o gargalo na bocea e s
deixou-o quando a garrafa nlo contiuha miis urna
goda. O singue voltou-llie s faces paludas, os jar-
deraveis, e pode dzer-se, que com este dominio
exclusivo do mar Negro poz um silio permanente a
Constanlinopla.
Esle eslado de cousas nao pode continuar, por-
que he ineompalivel nlo s com a iolegridade do
imperio ollomano, mas tambera com a seguranza
de loda a Europa.
Por couseguinle, a Franca e a Inglaterra, exig o-
do da Kussia que limite o seu poder no mar Negro,
ou que neulralisc esle mar, eslo perfeilameote nu
seu direilo.
Se esle resultado se nao oblivesee pela paz ou pela
guerra, a paz seria epbemera, e a guerra estril.
E note-se bem, que esla exigencia da Hmilacto
do poder russo, ou da neutralisaeo do mar Negro
nlo he do inlercsse anglo-francez, he lambem de
interesse para a Austria, para a qual o Danubio, rio
commercial e militar, he um caminho magnifico
aberlo sua acliridade para o Porto Euxino e para
a Asia.
Apresenla-se conlra esla prelencao um argumen-
t que nos nao parece serio. Diz-se s poleocias
adiadas: Vs pedis Russia urna roncesslo, que
quando muilo poda ser o preso da eulrega de Se-
bastopol, e esla praca est ainda oceupada pelo ex-
ercilu russo. ,
A islo respondemos : He do direilo das gentes
que se pode guardar na paz parle daqaillo que se
ubleve pela guerra. He verdade, que nlo lomamos
Sebaslopol, mas, que he Sebastopol no momento
aclual para Russia.9 Nlo he urna prac.a martima,
porque a sua esquadra medida a pique na entrada
do porto, ou encerrada dentro desla barricada iulran-
silarcl se relirou da lua.
O mar Negro be o campo de balalba que nos
conquistamos, ou se assim o quereui, que o inimigo
nos abandonou. O pafilhlo russo nao pode boje,
apparecer nelle. Os nossos vasos, os da IngUlerra
e da Turqua cortam-o em todas a< direcres. O ,
seu dominio esla mudado, passou de Sebastopol para
Cunstantiuopla.
Quera nos obriga a restituir esle penhor t Nlo lie
esla stuacto a inelhor para mis E nao s Decapa-
mos o mar Negro, mas tambera cercamos Sebasto-
pol ; estamos fortificados em Kamicsch e em Bala-
clava ; Omer Pacha entrncheira-se em Eupatoria,
c Odesse est amearada pelas nossas esquadras.
Que pode fazer a Russia'! SolTrer. por muilo
lempo sem prejuize para o sen poder moral, e sem
ruina para o seu commercio o bloqueio que vai cer-
ca-la por lodos os lados no mar Negro e no Baldeo ?
Poderii vi^er no meio desla parahsia que alaca o
principio vital das uaecs, que he o movimento, a
acelo, o direilo de exportar ou de trocar os seus
producios, e que a coudemna ao isolamento, este-
rilidade c impotencia na immensidade do seu
imperio?
Por tanlo exigir da Russia que limite as suas tor-
eas navaes ou que neolralise o mar Negro, islo he
que exclua delle lodos os vasos de guerra, ,de qoal-
quer naci que sejam he pedir muilo menos do que
aquillu que lemos adquerido pela guerra e que de-
pende de nos conservar sem esforco.
Com effeilo para que a Russia nao lorue a entrar
no mar Negro que he preciso 1 Baslam qualro va-
sos de cada um das tres naces marilimas, Franca.
Iuglaterra e Turqua. Ee cruzeiro lie sutuciele
para oceupar o mar Negro e transportar o seu domi-
nio das margenaba Crimea para a entrada do Bes-
phoro.
O qtfe a Russia perdeu, e que ja nao pode reco-
urar pela guerra por mais longa que seja, he a sua
preponderancia no Oriente. O qne ella pode legiti-
limamente exigir he a sua parte de influencia nos ne-
gocios do muhdo. Se fosse preciso adiara urna coali-
io de lodos os estados para conler a sua ambicio,
mas ninguem quer homilha-la.
O que se Ihe pede tem a Europa direilo e dever de
exigir dalla. Se o conceder, o repouso do mundo
esl assegurado, o fim das potencial nidadas conse-
guido. Se o recusar, a guerra continuara e decidir.
Na propria hora em que escrevemos eslas graves
solucCes se preparara e agitan) as conferencias de
Vienna, aonde M. Drouyn de 1-tatts e Lord John
Russell com a auloridade do seu Mracter e posiclo,
levaram a expresslo do pensamenle commum dos
seus governos. O paiz deve esperar confiadamente o
resultado desla decisiva empreza. ,
Pode dizer-se que a paz ser feila se he possivel
reiios eslenderam-se-lbe e sua alta estatura toruou
a erguer-se.
Havia urna enorme acba de leuhli posta conlra a
j,mella para sustentar os caixilhos quebrados. Fran-
cisco lancou mo della e brandin-a sobre a cabera :
sua arma eslava adiada.
Repcllio com um poutap .i pedra enllocada sobre
o alcapao. Era um Hercules esse homem. quando a
embriaguez restiluia-lbe por um instante o anligo
vigor; todava a um leve rumor que ouvio atraz de
si, a ada cahio-lhe das mos, tanlo medo tinha de
Sulpicio. Senda que a vista do doulor bastara pa-
ra reduzMo a impotencia. Mas Sulpicio nlo estara
ahi.
O grande Roslan abri o alcapao desceu os de-
graos da adega. Quando ebegou emhaixo da escada,
aohou-se em Irevas, lentu dirigir-se s apalpadel-
las, e encoulroo por loda a parte o vacuo.
Psit I fez urna roz a alguns passos delle.
O grande Roslan lancou-sebrandindn a acha; mas
a parede impedio-lhe a passagem.
Ouvio alraz de si urna risadinha coolida {e escar-
necedora.
Oue.i-mc e nao responda, disse urna voz bai-
xa, rou accender a lanterna... Fique tranquillo.
Roslan nao conhecia essa roz e nlo moreu-te.
Urna mecha chimica ardeu, c o coto de rea ac-
cenden-se na lanterna do relho Bislouri que (cara
no chao junio da escada.
Roslan rio urna rapariguinha esfarrapada que en-
carara-o rindo, e pergunlou-lhe logo :
Onde eslao elles?
A rapariguinha poz um dedo sobre a bocea, cor-
reu ao canto da adega, onde o anligo curandeiro col-
locra pouco anles suas panellas cheias de ouro, e
acenou a Roslan que a seguisse. Esle obedecen ma-
cliinaliiienle. ,
Grignolle, rindo sempre ecom um sr mais malig-
no, mostrou-lhe urna cavilha d! ferro medida em
urna das pedras da parede dizendo:
Elle esqueceu-sedis^o Niuguem cuida nunca
em ludo.
Roslan conlemplor-. a cavilha sem comprehender.
-- Elles eslao ahi, lornou a rapariguinha.
Ao mesmo lempo ella puxou a cavilha e saltou
para Iraz.
A pedra rabio. Ajudado pela lanterna, cuja clari-
dade Grignolle diriga para a abertura, Rostan en-
trevio Touril e a .Margada : esta armada da pistla,
aquello com a faca na ralo.
Rustan prertpou-se sobre elles. Do primeiro gol-
pe eslendeu Touril a seus ps, e do segundo despe-
dacen a calleja da Morgalle ; porm anles que a
acha reeahissc a pistla fez fugo, e Roslan cabio com
urna bala no corar,1o.
Depois um silencio lerrivel cncheu a adega. Grig-
nolle havia fgido. A lanterna deixada no chlo lan-
rava seus raios nhliquos sobre as pernas do grande
II,,.lau. cujo cadver tapava.a abertura.
No lim de alguns minutos ter-sc-hia podido ver
urna sombra sabir das Irevas da adega, lomar a lan-
terna, e aluraiar lenta e alternativamente os sem-
blantes Jos tres morios ;Touril no fundo, e adianto
a Morgalle, cuja cabeca deshonrada pareca repousar
sobre o peilo do grande Roslan.
Assim o pastor Sulpicio vira outr'ora Ires cadve-
res reunid,,- igualmente sobre a praia de Frehel.
Solpicio retirou-se a passo lento e grave, Grignol-
le reappareceu entfo, Grignolle a herdeira!
Comecou a condazir o ouro no avena!.
Quando a claridade do dia veio furtiva e falsa pe-
lo respiradooro, illuminou os tres cadveres e urna
leira de panellas vasias....
(Corimiirr--na.)
MUTILADO


DIARIO DE PERNA FABUCO SBADO i O JUNHO OE i355
for, honra para a Mandeira de Franca e da Ingla-
terra, e com sesuranca para a sua influencia, e que
se a guerra se continuar ser ueceasria ao lim que
se propoe os tela-los.
. Porem um grande resollado se conwguio ja com-
estas ncgociaces. A Franca e a Inglaterra neaocin-
'ain com a Austria para deixar o sua poltica cgolar
os ltimos recurwda eonciliacjo. Estas conferen-
cias cujo centro lie em Vienna, sao o acloleal e hon-
rado do governo do imperador Francisco Jos. Mas
ai potencias alliadassabem que i Austria se nao se
sabir l>em d'esle oobre esforz do seu patriotismo eu-
ropeu, combaleni resolutamente ao lado deltas.
I.imitando assim as mas exigencias i* eondicce'
acceiles pelo gabinete de Vienna no tratado de 2 de
lezerabre, ganharam para a causa cnimmim um ai-
liado importante e dedicado.
A pumibilidade da paz, bem como a necessidade
da guerra he agora um fado commum para os Ir9
signatarios deste tratado. A solidariedade dos scus
Julereases e obrigaces os unir em casa de luta.como
os tem unido as conferencias, e esta grande confe-
deradlo earopea triiimpharn de todas as resistencias.
A Franca a Inglaterra podem por tanto applau-
dir-se de terem consentido em negociar, continuando
a combatvr. Obrando assim, nao s mostraran!
*ua raoderaijo, mas augmeotaram a sua forra.
A soa adhesao a una paz honrosa e possivel, dan-
do em resultado o concurso da Austria a urna guer-
ra uecessaria e legitima, he um acto que a prudeucia
aconselhava e que a opiuiao publica approvar.
I na so palavra antes de terminar este trabalho.
lia corsa novae lalvez audaz fallar da direcrao mi.
litar c diplunialica de urna guerra em quanto o exer-
rilo se bale e a poltica negocia. Nos julgamos que
era principalmente nestes momentos que era til di-
zera verdade ao paiz.
A verdade he s perigosa para a fraqdeza. (.Hun-
do da nossa parle est o dircilo ea forra, ella honra
os que a dizem e (ranqaillisa os que a ouvem.
ajiami
(Correspondencia particular da Preste.)
S. Petersburgo 2 ( 14 de abril de 1855).
.Desde muilo das ja circulava ua cidade, o boa-
to de urna amnista geral. lia quasi 25 annos, que
perto da iOO familias da nossa aristocracia estn de
luto, cada urna dellas leudo a deplorar o exilio de
um oo muitos de seos membros as minas da Sille-
ra, a sua encarceracao as casamatas das fortalezas
do imperio, ou no Caucase expostos lodos os dias
ou a toda hora, a indomaveis populaces, Le/.shin-
nes e osTrechelschenclz. Julgai do alegra dcslas
familias lacrimosas qu,iudo esperam tornar a ver os
seus amigos e prenles.
Hontem, os peridicos russos Irouieram Analmen-
te esta amnista tan ardenteincnle desejada. Oh triste
engao Oito c.iluinuas,cncerram vinle e um para-
graphos, para annunciar a este povo querido da llus-
sia, que o seu novo czar perdoou a visesimt quinta
parte de sua divida a todos os devedores da coroa ; e
Snesma proporrao as penas dos condemuados por
mes e delictos. Ha alguma cousa de mais triste ede
niais pungente que este manifest ? O paragrapho
-2 i nos diz que o manifest do primeiro re Janeiro
de 1826 deve servir de regra para a npplicacao dos
paragraphos do documento imperial actual. Mas o
manifest do 1 de Janeiro de 1826 ia a par com o
manifest que ordenara a ciccucjlo a raorte por um
raeio infamante, a eiecuy,ao de ciuco nobles e o
exilio na Siberia de oulrus qualrocenlos. Perguti-
la-se seas rircumslaiicias actoaes.se o estado dos
espiritos do povo ru te ponto de dcscoulcnlamenlo que o imperador Ale-
landre U se juina abrigado a regular sua clemencia
conforme a que seu pai ordenou em 1826.
Chora sempre com as mensagens de dedicaran,
mas o vento mndou c o espirito bellicoso melaraur-
phoseoii-se em qneiiumes. Estas mensagens ja nao
fallara dos sacrificios que a nobreza est prompla a
fazer para embellecer as dfllcnldades da situarlo.
.\,io, as mensagens guardam ueste objecto, o muro
todava importante, um prudente silencio. Sabc-se
que todos cstao cansados de um estado de Sonsas que
antcaga de perpduar-se e lalvez tornar-sc peior ;
porque ninsuem aqui, como em Franca provavel-
mente, er n'unxa soluclo pacifica nein em qualquer
arranjo, e al n'am armisticio por flcilo das confe-
rencias de Vienna,
Nao he luvi loso que a Iculidlo do prncipe Gor-
Ischakofl' ai discusso das quesloes em litigio, os
pedidos d demora para consultar o gabinete de S,
Pefcrsburgo, quando parlio para Vienna com ple-
nos poderes c inslruer,6e em regra ; nao lio duvi-
doso, digo cu, que estas tergiversarnos nao sejaui o
resultado de urna pulilici bem combinada.
A nobrcza|russa ve isso claramente.c dalii lira urna
consequencia que faz honra sua perspicacia, e he
que a guerra se tornar mais forte;que nao se limita-
r aos sarrilii ios exigidos delta al fgora c que se
lhe pedirlo muitos mais. Eis a razio porque se quei-
xa muilo alto para su fazer ouvir. Afora a poltica
exprime os seos senlimcntos ole condnineiilo ii im-
pera (riz viuva pela morte do sen augusto esposo.
Os eraos duques Nicolao e Miguel acaham de ser
Horneados membros do conselhn do imperio, titula
purameute honorfica de urna substituirlo absoluta-
mente nnlla. Estes dous graos duques deixaram
S. Petersliurgo e lomaram uovamenle a estrada da
Crimea.
Ocotera qae tinlia dc-apparceido ha algum lem-
po reappareceu com intonsidade, e os'.bolctins 4ofl-
ciaes participara todos os dias numerosas mortes, so-
bre dea (lenles, ha, termo medio, oito mortes.
Apezar das numerosas tropas que acampam na
uoasa capital e iiagjirredores, ou lalvez ncre-sai la-
mente por causa'4slas numerosas tropas, os roubos
de mio armada as ras e priuclpalmeule as pravas
de grande exlensao sao mais frcquenlcs que nunca :
a dzer ludo, porque nao ignoris que cm todos os
lempos estas sorles de delictos teem sido a verdadei-
ra chaga da nossa capital.
Afora, o qae vos retiro, nada se tem passado de
novo desde a minlia ultima carta ; a nao ser que se
lenha operado para o sul considerareis movimentos
de tropas. Estes movmcnlos.aos quaes. Analmente,
eslamas afeilos ha mais de umanno, ea partida s-
bita dus dous graos-duques para a Crimea, sao fac-
ha! significativos por si mesmos. Confirmam o que
tos dtsse da opinilo publica quanto aos resollados
protaveis das conferencias de Vienna, auuunciam
evidentemente alsum choque serio dianle de Sebas-
topol. He oque nao tardaremos a saber pelo pri-
meiro ollirio impacientemente esperado do genera
issimo Gortscliakofl".
Logo que este ofleio aqui chage, apresenlar-
ine-hci era transmittir-vus a noticia.
i A saudade da imperalrz mai continua claudi-
cante, mostra-se pouoo desde a morte de Nicolao I.
A imperalrz Fredoronna continua resoivida a diri-
-e para junio de seu irmao.
Quanlon viagem de suas S>. MM. II. Mos-
cn, nao est abandonada ; continuara a fazer-se
grandeA preparativos nesta cidade para receber o
czar e seu augusto acompanhamenlo. Alejandre
II tente que he umi boa poltica ir c;n a sua pre-
senta Iranquillisar a asilarlo dos espiritos na velha.
Russia, mas instado como he de fazer esta viagem,
as necesidades incessantemenle renaswnles da si-
ta;! tem demorado a execuelo.|Logo|que SS. MM.
se pozorem a caminho, participar-vos-liei de sua
' partida, e dos incidentes da jornada, porque me di-
rigir! a Moscow para estar ao fado dos acconlori-
menlos i>
Extracto : 7". Vincard.
iodieo dos Pobres no Porto.)
Por maisaftorvila que seja em nossos dias pela '
fortuna rrescentc dos caminbos de ferro, a alinelo
publica nlo poda deixar de applrar-sc com inle-
resse obre o estado e as condices das nossas vas
navecavei<, que cei lamente hao de tirar, acnle o
que acontecer, como um dos primeiros clemenlos
da riqueza nacional. Com fucilo, ellas nao sso o
vehculo menos dispendioso das massas de produc-
'os, quee Irocam de um extremo a entro do terri-
torio, mas anda ministran) industria urna immen-
sa forra motora, infinitamente menos dispendiosa
do que a que deriva do vapor. Os descnvolvimcn-
los surcc-si\ns que han rerebido os Irabalus i.'ar-
te, e os mclhumciilos de qne tem sido n objecto, as
despe/as que bao imposto ao estado, a legislaran e
polica do rio, as tarifas cofn paradas de navegafAu
e os l'relcs de navios, a. eslaiistica dos transportes
'conrmcrciacs, lodos estes objeclos merecen) hoje tan-
to maior alinelo, quanto se trata de completar o
lecido das nossas vias de transporte, e esclarecer a
acrao que podem cxcrccr urna sohri- a oulra pura o
maior proveilo do paiz cssas duas .htenles indus-
trias rlvaes, a navcgai;.o e os caroinhos de ferro.
mais ulil cm nossa opinio, do que o Resumo hn-
turieo t esialislico das lias nacegaceit da t'ranra,
recenleinenlc publicado por Mr. Esnesl Grangei,
c no qual esle autor, segundo dados ofliciaes habil-
nienle empregidos, Iralou sobretodos os aspectos,
que acabara de indicar cada nm dos ros, ribeiros
ou canaeique sulcam e ecundam o nosso lerrilorio.
Forte pelo poder martimo, que lhe vale a posse
de um Iriplice lilloral, o nosso paiz he alm disto
devedor Providencia domis rico lecido de nave-
gado interior, da que poiiam dispor o genio e a ac-
lividade do lioinem, e todos soliera quanto esta acli-
dade tem desenvolvido estes meios pela creacao do
numerosos canaes, que ligam as diversas bacas hy-
drographicas do paiz. Isto resulta do vaslo e labo-
rioso repertorio, que Mr. Ernesl Granger acaba de
abrir as nossas vias navegaveis. Permitta-se-nas
nesta occasio alcuns pormenores de cstalistica ; o
assuinplo nos seduz, mas procuraremos ser con-
cisos.
Conlam-se em franca ponen mais ou menos 118
ros ou ribeiros de primeira ordem, e 9i de segun-
da, ou2!2 vias navesaveis, das quaes 118 se laucan)
no Mediterrneo, 101 no Ocano e 42 na Mencha,
e dos quaes :I1 correm alravez das nossas fronleiras
do norte e do leste. Devenios acrescenlar a isto cer-
ca de .1,000 riachos de lerccira ordem, isto he, na-
vegaveis, mas nlo menos preciosos para a ferlilisa-
clo dos nossos campos. A parle actualmente prali-
cavel navegaran destes 212 ros o ribeiros conta
perto de 0,200 kilmetros ou 2,300 leguas ; e como
as no-as vastas linhas de canaes dio mais de 3,915
kilmetros, he um desenvolvimeuto total do 13,115
kilmetros, ou 3,270 leguas poucu mais ou menos
aberlas navegaclo, e representando mais do lerco
da circumferencia no nosso planeta.
Agora, se abrac.armos no seu complexo esle sxs-
lema hxdrngraphico, veremos que elle se divide em
um cerlo numero de bacas cujas seis principaes oc-
cupam, segundo os clculos ministrados por Mr.
Grangez, os dous tercios de loda a exlenslo navega-
vel de que acabamos de fallar ; sao :
A hacia do Loire.....2,608 kilom.
do Seine. .... 2,482 '
do I "inmune 1,918
doKhodano 1,689
do Rhcuo .... 765
do Meuse .... 419
Sobre os 13,115 kilmetros de rios navesaveis, o
estado coiicedcu temporaria ou perpetuamente a
exploraran particular 1,502 kilmetros. Por lano
resta-lhe a enlretcr e explorar 11,61*3 kilmetros,
dos quaes 9,760 smenle sao submeltidos a tribuios ;
e estes tributos, que cm 1838 nao davam mais que
cinco milhes pnuco mais ou menos, se elevavam em
1853 a 10 milhes 633,407 francos. Junlaudo a esla
somma as despezas anteriorcs'a 1821, ter-sc-hia, co-
mo vemos na erudita obra de Mr. Michel Cheva-
licr (li:leresses Materiacs), urna despeza lotal de
mais de 700 milhes. He pouco mais ou menos o
que cuslou I usa Ierra o eslabelecimenlo das suas
1,200 leguas de canaes.
Concebe-se a enorme encalaran de materias e vi-
veres que se deve eflecluar sobre esla immensa se-
rie de estradas navegaveis. Mr. Grangez, n'um qua-
dro mu curioso, particularisa o moviineuto respec-
tivo em 1S53, ao menos relativa aos rios sujeitos
arrccadacAo. Por exemplo, he isto em direilesde
de toneladas, alguma cousa como 3 millies de tone-
ladas para o Khodano; 2 milhes 240,000 para o
Escalda ; 2 milhes 343,000 para o Loira ;2 mi-
Hies HHk/nO para o Oise ; 5 milhes 800,000 para
o Scine. Se rednzirmos o moviraento dos Iranspor-
les a toneladas kilomtricas, lereraos, paro o esparo
do Scine inferior ale Ro'uen, 72 milhes 185,000 to-
neladas na descula, 105 milhcs 772,000 na subida.
Mas paremos um momete ncslc ultimo rio. veh-
culo principal dos abastecimentos da grande capi-
tal : a somma total das rhegada* dos porlos de Pa-
rs cm 1852 se elevava em tonelagem absoluta, a 2
mllies 193,000 toneladas, das quaes 685;000pro-
venienles do mesmo rio, para cima e para baixo, e
o resto ah cliegaudo, de urna parle, do Vonne e do
Mame, e da oulra, do Ourcq e do Oise, sendo este
ultimo rio o que mais conduz. No total eeral, o
carvau de pedra dava 619,000 toneladas ; os mate-
riacs, 477,000 ; a madeira para lenha, 294,000 ;
para obras, 283,000 ; o viiiho, 133,000, le. Se re-
monlatmos a 10 anuos atraz, veremos que as rhc-
gadas por agoa a Pars era de 2 milhes 177,000 to-
neladas, islo he, quasi o mesmo que he agora ; ora,
como depois de dez annos o movimeiilo dos nego-
cios lom crescido, pode-so ver nessa eslagnac,Ao ap-
parenle do ascendente dos caminhos de ferro que
cuflvcrgem para a capital, c que tem absorvido urna
grande parle dos transportes por agoa. Ouantu ao
movimenlo dos canaes, avaliavam-no para 1852 em
67 ou 68 milhes de toneladas, isto he, em mais o
duplo do que eram os transportes por Ierra, ou
quando, ha 12 o 15 aunos'Mrs. M. Navier e D-
teos o avaliavam em 30 milhes de toneladas.
Mas ja nao lie.smenle pelos caminhos de ferro
que Pars toca no ocano. Eis-aqui emfre Pars
porto ile mar Torca, lie verdade, de vapor, rebo-
que, lempo, paciencia e dinheiro, o que torna um
pouco problemticas as suas grandezas martimas
para o futuro. Todava verdade he que os Pari-
sienses, cujos eonlieciinentos nuticos al boje qua-
si que uao lem passado de transporte em canoas, de
Asiicrcs, pode, dos caes pacficos c silenciosos do
5euvcllii) l.ouvre, contemplar com justo orgtrlho
urna ou duas emli irrare;," verdadairas embarcares
de 150 a 300 toneladas, e que padillas de Brdeos,
de N mies, de Londres, al do Brasil vierara abi
plantar a sua immovel ma*lraa$lo, depois de te-la
abatido in liistrialmente dobaixo do assoalho das
ponles parisienses. Se houve demora cm executar
a idea, com ludo, ella nao he de nova dala : era
1760, diz-nos Mr. Ernesl Grangez, um Parisiense
chamado Passcmont, engenheim de instrumentos de
phxsicn e mathemalica, appresentou o projeclo pe-
lo qual proponha fazer subir os navios vela ate
Possy somenlc porque .ahi passiva elle para evitar
a passagera de 6 puntes entre aquella cidade c Pa-
rs. Applaudiram a idea, a ac lemia approvou ;
depois disto feilo, como acontece muilas vezes, pas"
sou-se outra cou;a. Iloje as ponles ja nlo sao um
obstculo ; o fado esla adquirido e nao ser sem
valor.
Lina das parles mais curiosas dolvro de Mr. Er-
nesl Grtiugcz lio sem conlradiccao a que Irala das
larifts das vias navegaveis, dos prejos comparados
de frete. Segue-sc para cada urna dellas, e como
passo a passo a lula muilas vezes encarnizada, que
lem bagar lalre as vias navegaveis e as frreas para
conservar ou absorver o beneficio dos transportes.
Para citar um exemplo entre mil, vemos as primei-
ras obrigadas a abaixar o frete de Mons a Patis, a"
principio de 15 fr. por tonelada a 13 fr. e17c,
depois desla lax* a 10 fr. 65 c, alim de sustentar a
concurrencia da liulia do norte, que pode reduzir a
sua tarifa, a' 10fr. 80 c, e at durante cerlo lempo
a9fr. 50 c. Nesta gnerra de tarifas os transportes
nuviacssoffreram reveces terriveis : o frete actual,
observa com raza Mr. Grangez, a respeito do ex-
emplo que acabamos de citar, danta o baleleiro se-
no arruinado, ao menos sem remunerarlo snflicien-
te, ao passo qoe proporciona companhia do cami-
nho de ferro di norte um grande beneficio, poslo
que lenha reduzido a sna tarifa ao lerco pouco mais
ou menos da laxa aulorisada pelo aclo de conccss.lo.
Pode jiilsr por isso da irresistivel influencia que
bao de excrcer os caminhos de ferro, quando tive-
rcm allingido o apogeo do seu poder de acelo. A
Iota das duas industrias rivacs, ja vai eomecando,
e como empenha o futuro agrcola e commercial do
paiz, importa mais do que nunca, para que nao v
dar no monopolio das vias frreas, completar o a-
perfeicoamenlo da navegara, organisando por to-
da parle o reboquear c rcduzn lo as tarifas j redu-
zidas. Porque razflo a navesaeao nao ser por to-
da parte isenta de laxas, como sao as estradas, cuja
rouservacao todava custa mui caro ao estado?
quedeveria encarregar ma commisslo das ponles
e calcadas, Couceoe-so lambem a importancia de
um bom rgimen dos rios : noMe trata somente de
haver da navegado direilos* que mioisirem os meios
de melliora>la e manler os trahalhos d'arle; (raa-
se anda, e especialmenle das quesloes de rrigaco,
do melhor manejo possivel drsla importanta parle
do dominio publico, dos tres mil milhes ihj valores
que, segundo a eipres rin, o as fonles das nossas monlanhas e dos nossos
rios majestosos deapejam annualmcnle no mar, e
quo una volitado forte poderia fizar sobro o nosso
territorio.
Quanlas observares anda, nos suggeriam a obra
de M. Ernesl Grangez quantos fados inlcressantes
nos poderiamos beber) nella, se ja nlo nos houves-
semos entendido demasiadamente Mas releva, que
nos resumamos, e nao poderiamos faze-lo melhor do
que recommendando a respectiva Miara aos lio
mens pralicos, amigos dos trabalhos uteis. O enge-
nlieiru, o commerciantc, o administrador, o eco-
nomista ah encontraran ampia messe de licites ins-
(ruclvas a culher, e bebidas em boas Tonles. Chefe
de secretaria no ministerio do commercio e das
obras publicas. M. Ernesl Gransez. a quera ja e
devem oulras pnblicaces de eslaiistica, era certa-
menlo um dos homens mais compelenles para seme-
llianle tarefa. Sem 1er urna origein propriameule
dita oAi'-i.l, pois que he o fruclo espontaneo dos
descauros do hontem particular, a sua obra uefh por
isso deixa de fazer honra adniinislrarao a que o
aulur perlence. Por ventura, nos pcrmillir.i elle
urna iinica observado ? Cono temos dito, o seu l-
vro he um dirrionario mui erudito e raui completo
das nossas vias navegaveis, e ello reunio-lhe urna
bella carta da navegaclo e dos caminhos de ferro
da Franca ; mas, M. Grangez nao leria igualmente
feilo bem cm precede-lo-ou sesuir de um bosquejo
geral de estilstica resumida, para o complexo do
paiz, os dados que elle laboriosamente expoz para
cada um dos nossos rios '.' Confessamos o nosso pe-
zar de nao ler encontrado um lal bosquejo recapi-
(ulalivo, cuja ausencia, damo-nos pressa em dize-lu,
nada lira ao mrito e utilidade da obra.E agora,
ja que lomamos a liherdade de fazer osla ligeira cri
tica, lalvez pouco fundada, iremos mais longe, ou-
saremos dar aqui um consellio a M. Ernesl Gran-
gez : he fazer para as estradas e os transportes de
Ierra, para as estradas imperiaes, deparlamcnlacs c
caminhos de dislriclos, assim como para os cami-
nhos de ferro, um trabalho inalogo obra de que
temos procurado dar um esboro. Fiira ao mesmo
lempo completar urna obra mu estimavcl e duplica-
mente merecer do publico.
.Vito iii-D uponl i.
(Journal des Debis.)
nmioH.
o A assemblca geral legislativa resolve :
a Artigo 1, Fica concedida urna lotera a favor
da igreja malriz da villa "de liberaba, da provincia
de Minas Geraes.
Art. 2. F'iclm revog.idas.a8 disposices cm con-
trario.
(i Paco da cmara dos depurados, em 10 de maio
de 1855. Vlsconde de Baependy, presidente.
Francisco de Paula Candido, primeiro secretario.
Antonio Jos Machado, segundo secretario.
A asserabla geral legislativa resolve :
Arl. nico. Sao concedidas em beneficio da
conclusao d'as obras da malriz deS. Jos do Recite
qualro loteras, que se extrahirlo na corle, conforme
o plano daique ae concederam a sania casa da Mi-
sericordia da cidade do Rio de Janeiro, revogadas
as disposices em contrario.
Pac,o da cmara dos depuiados, cm 10 de maio
de 1855. l'Uronde de faependg, presidente,
Francisco de Pauta Candido, primeiro secretario.
Antonio lose Machado, segundo secretario.
Vio a imprimir.
Passa-se a ordem do dia, e Me sem debate appro-
varas em primeira e segunda discussau para passa-
rem a terceira, as emendas da cmara dos depula-
los proposirao do senado, permillindo ordem
lerceira da penitencia da cidade de S. Paulo pos-
suir em bens de raz aleo valor de cen cotilos de
reis.
O Sr. Presidente declara esgnlada ordem do dia:
convida aos Srs. senadores para irabalharem as
coinmisses.
I.evauta-se a sessao,
RIO DE JANEIRO.
SENADO.
Dia 12 de maio de 1855.
Aberla a sessao l-se o sesuinle expediente :
Um oflicio do primeiro secretario da cmara dos
dcpntados, arompanhando as sepililes proposi-
cttes :
o A assemblca geral lecislaliva resolve :
o Arl. 1. Ficam concedidas ao hospital da santa
casa da Misericordia da cidade de Porto-Alegre, ca-
pilal da.provincia deS. Pedro, cinco loteras que se
exlrahirlo na corle, conforme o plano das concedidas
sania casa da Misericordia desla cidade do Rio de
Janeiro, sendo o producto das ditas loteras appli-
cado a continuadlo da conslrurao do edificio da san-
ia casi da Misericordia da dita cidade de Porto-A-
legre, alim de servir-lhe de rccolhimenlo para os
expostos.
Arl. 2. Ficam revogadas as disposices em con-
trario.
Paco da cmara dos deputados, cm 10 de maio de
1855.t'iscondc de Baepewli, presidente.Fran-
cisco de^Paula Candido, primeiro secretario.lAn-
dol/o las Correa das .Veces, lerceiro secretario.
A assemblca geral legislativa resolve :
9 Art. nico. Ficam concedidas em beneficio do
hospital de caridade da cidade Diamantina, provin-
cia de Minas Geraes, duas loteras, quo se exlrahi-
rlo na corte, conforme o planudas que se conse-
deram a sania casa da Misericordia da cidade do
Rio de Janeiro, revogadas para esle fim todas as
disposices em contrario.
Paco da cmara dos deputados em 10 de maio
de 1855.Vlsconde de llaependy, presidente.
Francisco de Paula Candido, primeiro secretario,
Undolfo Jote Correa das Seces, lerceiro secre-
tario.
A assemblca geral legislativa resolve : .
a Arl. nico. Sao concedidas era beneficio d?
conclusao das obras do hospital da sania casa da Mi-
sericordia da villa de Valenca da provincia do Ro
de Janeiro, duas loteras que se exlrahirlo na corle,
conforme o plauo das que se concederam santa
casa de Misericordia da cidade do Rio de Janeiro,
revogadas para esle lim as disposices em contrario.
| Paco da cmara dos deputados, cm 10 de maio
de 1855. l'isconde de Bncpcndy, presidente.
Francisco de Paula Candido, primeiro secretario.
I.indolfo Jos Correa das Sccet, lerceiro sccrc-
laro.
h A assemblca geral legUlaliva resolve :
o Arl. 1. Slo concedidas ao hospital de caridade
da capital do Ccar qualro InlerUs, que serao exlra-
hidas na corle, conforme o plano das concedidas i
sania casa da misericordia.
o Arl. 2. O produelo dessas loteras ser empre-
gadoem apolices da divida publica, que servir de
fundo do eslabelecimenlo, podendo a respectiva ad-
ministradlo dispor nicamente dos juros das mes-
mas.
Arl. 3, Ficam revogadas as disposices em con-
trario, .
"a Paco da cmara dos dopulados, em 10 de maio
de 1855. l'isconde de llaependy, presidente.
Francisco de Paula Candido, primeiro secretario.
Antonio Jos Machado, segundo secretario, d
A assemblca geral legislativa resolve :
o Arl. I. O governo Tara extrahir nesla corle urna
lotera do capital de cenlo e vinle coilas de reis,
sem nrejuizo das que lem sido anteriormente con-
cedidas, em beneficio do hospital da sania casa da
Misericordia da cidade de Sanios, provincia de S.
Paulo. O producto desla lotera ser empresado
em apolices da divida publica, as quaes serao ina-
lienaves, e seus uros applicados a manutencao do
mesmo hospital.
Arl. 2.'Ficam revogadas as dsposires cm con-
trario.
Paco da cmara dos deputados, em 10 de maio
de 1855.Vtmtni t Baependy, presidente.
Francisco de Paula Candido, primeiro secretario.
Antonio Jo'c Machado. sgundo secretario.
A ass-mldoa aeral legislativa resolve :
Art. nico. Sao concedidas em beneficio das
obras do hospital Pedro II, a cidade do Recifc, ca-
pital da provincia de Pernambuco, lo loteras con-
forme o plano das que se concederam a santa casa
da Misericordia ; das quaes se eilrahir urna por
anno nesla corle ; revogadas para esle fim as leis e
disposices em contrario.
Paco da cmara dos deputados, cm 10 de maio
de 1855. l'isconde de Baependy, presidente.
Francisco de Pauta Candido, primeiro secretario.
Lindolfn Jos Correa das Seres, lerceiro secre-
tario.
o A assemblca geral legislativa resolve :
ii Arl. 1. Ficam concedidas ao hospital da sania
da Misericordia da cidade da Campanha duas lote-
ras, as quaes serlo exlraliidas nesla corte conforme
o plano que res as da santa casa da Misericordia.
o Art. 2. O producto destas loteras ser emprc-
gado em apolices da divida publica, alim de servir
de fundo do eslabelecimenlo; podendo a mesa admi-
nistrativa despender somonte os juros das mes-
mas.
u Art. 3. Fiaam revoga I isas disposircs em con-
Irario.
c Paroda cmara dos depjlados, eni 10 da maio
de 1855.Vetmt de Baipcndy, presidente. __
Francisco de Paula Cundid), primeiro secretario.
Antonio Jos Machado, segundo secretario.
a A assemblca geral Icsislalva resolve :
o Artigo nico. F'ica concidida urna lotera a fa-
vor do hospital de caridado le S. Pedro de Alcnta-
ra, da provincia de Goiaz, revogadas para ele fim
as disposices em contrario.
a Paco da cmara dos devolados, era 10 de maio
pe 1855. l'isconde de Baependy, presidente.
As tarifas da navegaclo ntcri"r,obscrva SI. Gran-
gez, apresenlavam antes da le que, ha de/.euovc an-
nos, resulamentoii .esla materia, discordancias no-
lavcis nao s de hacia a hacia, mas entre os regalos
do urna raesina hacia. As vivas reclamarnos do
commercio tiverai i como resultado a le de 1836,
que, lomando por base principa! da arrecadarao a
dislancia percorrida e a natureza da mercadura,
elevnu as tarifas de navegaclo a una laxa uniforme,
salvo certas especialidades de transportes. He eile
um prosresso, mas resla realisar um nao monos im-
porlanlo, be o eslabelecimenlo de um rcgulamcnto
setal para a poleia da navegaclo, a qual, regida
por nma mullidlo de pausas occorridas cm diversas
pocas, anda aprsenla muilas anomalas e lacti-
nas. 51. Grangez nos assegura afinal, que a admi-1 Franrigro de Paula Candiito, primeiro secretario.
Por lodos estes lilulos, nada mail tipporlano, nada, nistracao te occopa adivamenle desle objecto, com I Antonio Jote Machado, segundo secretario.
11
Lida c a'pprovada a acia antecedente, le-sc ose-
guiolc expediente.
Um oflicio do I. secretario da cmara dos deputa-
dos acorapanhaiido as scguinles prnpnsices :
A assembla geral legislativa resolve :
Arl. 1. Ficam concedidas qualro loteras, do
mesmo plano das da sania casa da .Misericordia da
corte, para auxilodo hospital de caridade doOuro
Prelo, capital da provincia de Mina* Geraes, asqnacs
correrlo na razio de urna por auno, cujo producto
sera convenido em apolices da divida publica, para
patrimonio do mesmo eslabelecimenlo.
Art. 2. Ficam revogadas as disposices em con-
trario. '
Paco da cmara dos deputados II de maio de
1855.l'isconde de Baependy, presidente. Fran-
cisco de Paula Candido,i.o secretario. Antonio
Jos Machado, 2. sccrelario.
a A assembla eral legislativa resolve :
ii Art. nico. Ficam concedidas ao hospital da san-
ia casa da Misericordia, eslabelacirocnlo dos expos-
los da mesma santa casa, e hospital dos lazaros da ci.
datle de Cuyaba, duas loteras de cento e vinte eoli-
tos de reis cada urna, as quaes serao exlraliidas na
corte, conforme o plano em vigor. O seu produelo
ser igualmente repartido pelos mencionados cslabc-
lcciincnlos, c entregue respectiva administradlo,
que dar a cada quola o emprego que o presidente
da provincia determinar ; revogadas para esle lim as
disposices em contrario.
i Paro da ramara dos deputados 11 de maio de
1855.l'isconde de Baependy, presidente. Fran-
cisco de Paula Candido, 1. secretario. 'Antonio
Jos Machado, 2.- secretario.
ir A assemblca geral legislativa resolve
Arl. 1. Fica concedida ao collegio deS. I.uiz
Gouzaga da villa de Ohidos, na provincia do Para,
urna lotera, que ser exlraliida nacerte, em benefi-
cio desle eslabelecimenlo.
Arl. 2. O producto desla lotera era emprega-
do na compra ou coustruc^lo do edificio preciso pa-
ra esta casa de educaran.
o Arl. 3. F'cam revogadas as disposices em con-
trario.
Pajo da cmara dos deputados cm 11 de maio de
1855.l'isconde de Baependy, presidente. bran-
cisco de Paula Candido, 1. secretario. Antonio
Jos Machado, 2.' secretario.
ii A ksemhla geral legislativa resolvo :
a AH. nico. Ficam concedidas oito lolerias.sen-
do quairo reparadamente para os hospilaes de Mise-
ricordia de Olinda e Goianna, na provincia de Per-
nambnco, e outras qualro para os conventos de frei-
rs c recolludas de Ignnrass e Goianna, na mesma
provincia, as quaes serao extrahidas na corle, con-
forme o plano das que se concederam santa casa da
.Misericordia do Rio de Janeiro ; revogadas para es-
se lim as disposices era contrario.
ii Paco da cmara dos deputados em 11 de maio de
1855.l'isconde de llaependy, presidente. Fran-
cisco de Paula Candido, I." secretario. Antonio.
Jos Machado, 2. secretario.
A assemblca geral legislativa resolve :
< Art. nico. F'icam concedidas para conduslo das
obras da nova matriz da capital do Piauhy duas lo-
teras, que serlo extrahidas na corte, conforme o
plano das concedidas u Misericordia desla cida-
de ; revogadas para esle Am as disposices em con-
trario.
Paco da cmara dos deputados em 11 de maio de
1855-Viscpndc de Baependy, presidente. Fran-
cisco de'Paula Candido, 1. secretario. Antonio
Jos Machado, 2. sccrelario.
ii A assembla geral legislativa resolve
Art. 1. Ficam concedidas ao hospital de carida-
de da cidade Je Jacarahy, provincia de S. Paulo,
duas loteras, que se exlrahirlo ua curie, conforme o
plauo das concedidas sania casa da Misericordia
desla cidade do Rio de Janeiro, sendo o producto
das dilas loteras applicado a conclusao do referido
hospital.
Arl. 2. Ficam revogadas as disposices em con-
trario.
ii Paco da cmara dos deputados cm 11 de maio
de 1855. lisconle de Baependi, presidente.
Francisco de Paula Candido, i." secretario.Anto-
nio Jos Machado, 2. secretario.
A assembla geral legislativa resolve :
o Art. 1. Sao concedidas ao novo hospilal de cari-
dade da cidade de Mace, capital da provincia das
"Maguas, 4 loteras, que serao extrahidas nesla cor-
forme aplano das concedidas sania casa da Mise-
ricordia ; ficando o producto i disposiclo do presi-
dente da mesma provincia para a crearlo de urna
casa appropriada, e manutencao do mesmo hos-
pilal.
Arl. 2. Ficam revogadas quaesquer disposices
em contrario.
o Pagoda cmara dos dcpnlados em 11 de maio
de 1855. l'isconde de Baependy, presideule.
Francisco de Paula Candido, 1.- secretario.Anto-
nio Jos Macluido, 2.- secretario.
o A assembla geral legislativa resolve :
o Arl. 1. Ficam concedidas ao hospilal'da Mise-
ricordia da cidade do Rio Grande, provincia de S.
Pedro, 5 loteras, que se exlrahirlo na corle, confor-
me o plano das concedidas sania casa da Miseri-
cordia desla cidade do Rio de Janeiro, sendo o
produelo das ditas loteras applicado i conlinua-
Cl" do novo hospital da i referida cidade do Rio
Grande.
Arl. 2. Ficim revogadas as disposices cm con-
trario.
o Paco da cmara dos deputados em 11 de maio
do 1855. l'isconde de Baependy, presidente.
Francisco de Paula Candido, I." secretario.An-
tonio Jos Machado, 2.* secretario!
A assemblca geral lesislaliva resolve :
" Art. 1. Sao concedidas a igreja defiossa Senh-
ra das llores da cidade do Porlo Alegre, 5 lotera-,
que serao extrahidas na corle, conforme o plano
das concedidas sania ra-a da Misericordia, deven-
do o seu producto ser applicado conduslo daquel-
la igreja.
o Arl. 2. Do mesmo modo, e para igual fim, san
concedidas oulras 5 loteras aocolte&io de Santa The-
reza da mesma cidade do Porto Alegre.
Arl. 3. O producto liquido destas loteras, depois
de exlraliida cada urna dellas, ser poslo disposi-
clo do presidente da provincia de S. Pedro, para ler
a applicaeau cima indicada.
a Arl. 4. Ficam revocadas quaesquer disposices
cm contrario.
ii Paro da cmara dos depulados em 11 de maio
de 1855. l'isconde de llaependy, presidente.
Francisco de Paula Candido, !. secretario.An-
tonio Joc Machado, 2.- sccrelario.
o A assemblca geral lesislaliva resolve :
o Art. nico. O governo fara extrahir, no caso da
malriz da cidade Diamantina ser elevada a s epis-
copal, duas loteras iguaes em plano s concedidas
santa casa da Misericordia desla corle, para os re-
paros de que a mesma malriz precisar ; revogadas
para esle fim as disposices em contrario.
o Paco da cmara dos deputados 11 de maio de
1855,Fisconie de Baependy, presidente.Fran-
cisco de Paula Candida, %. secretario. Antonio
los Machado, 2.* secrlario.
Vio a imprimir. .
Passa-sc a ordem do dia, e entra em pWnci-
n discusslo o projeclo de resposta a falla do
lliriinu.
He apoado o sesuinle requerimentu :
Requeiro o adiamento do dbale da resposta i
falla do Ihruno, ale que venham ao senado o re-
latorios dos senhores ministros. BariiO de Pin-
dar.
Poslo votarlo o requerimenlo foi rejoilado.
Discutida a materia, he approvado o projeclo pa-
ra passar ollima discusslo.
Enlra cm 2.' discusslo o parecer da commisslo de
eonsliluiran sobre o oflicio do Sr. senador Francisco
de Paula do Almeida Albuquerque, datado de 25 de
fevereiro de 1855.
VeriAcando-scnao havercasa, oSr. pre-idenlc de-
clara adiada a discusslo ; e levanta -r. sesslo,
CARIARA DOS -SRS- DEPUTADOS.
Dia 12 de malo.
Lida e approvada a acia da sessSo anlecedcute, Ic-
"e o seguiolc expediente.
Um oflicio do Sr. ministro do imperio, transmil-
lindo a resolucao n.298 de 2 de seleinbro de 185i,
da assembla legislativa da provincia do Rio (iran-
*le, afim de quo o poder legislal ve baja de resolver
sobre a sua materia romo julgar couveniente.A
commissao de assemblas provinciaes.
Do mesmo Sr. ministro, enviando varios actos
promulsados pela assembla legislativa da provin-
cia do Maranhao, na sessao de 1851, afim de que
resol va o corpo legislativo sobre clles como julgar
conveniente. A commissao de assemblas pro-
vinciaes.
Du mesmo Sr. ministro, remetiendo um oflicio do
presidente da provincia du Rio de Janeiro acompa-
uhado de urna repreientaclo que a esta cmara di-
rige a respectiva assemblca provincial, pedindo ao
corpo legislativo que aulonse a dila provincia a par-
ticipar das vanlagcns que no contrato para cons-
(ruccao da estrada de ferro de 1). Pedro II slo re-
servadas ao Eslado proporcionalmeute a garanta
addicioual de 2 por cenlo posta a disposiclo do gn-
verno imperial.A commisslo de commercio, in-
dustria c arles.
Do Sr. primeiro secretario do senado, remetiendo
100 excmplares do opsculo que tem por titulo
Breves refl'xes retrospectivas, polticas, maraes e
sociaes sobre o imperio do Brasil, para seren
distribuidos pelos monibros desla cmara, a pedido
do seu aulur o senador Francisco de Paula Almeida
Albuquerque. Recebido com especial agrado.
Do mesmo, participando que o senado approvou e
vai dirigir a s.merlo imperial a resolucao approvando
a aposenladoria concedida a Joquim dos Res 'ci-
nes, sacrista da capeila imperial.Fica a cmara
inleirada.
Requerimenlo de Guilherme Jorge Harvey, na-
lural de Inglaterra, e de Ino Edwin Robcrls, pe-
dindo dispensa do lempo que Ibes falta, afim de po-
dr em naturalisar-se cidadaos. brasilcros.A com-
missao de constituirn e poderes.
Dellernarjo Jos Alfonso, pediudo permisslo para
matricular-so no ti auno do curso medir*o, vislo o
nlo ler feilo no lempo marcado.A commissao de
inslrucco poblica.
l-'ica a cmara inleirada da participaran, que faz
o Sr. depulndo Brrelo Pcdroso nao poder compare-
cer sesslo de boje c a mais algomas.
Lcem-se e approvam-sc varias redacees.
Passando-se a ordem do dia, contina a eleiclo
dascommisscs permanentes.
Commi cdulas. )
. Os Srs. : Fcrraz 50 votos, Almeida e Albuquer-
que i", Viriatu i(.
Commissao de inslrucco publica ( 59 cdulas. )
Os Srs.: ulra Rocha 51 votos, Rocha 53, F. Oc-
taviano ir.
Commissao de saude publica ( 57 cdulas. )
Os Sw. : Paula Fonseca 52 volos, Vieira de Mallos
51, Gees Siqu^ira 15.
Commissao de eslaiistica, colonisarao, catchese e
cicilitaro dos indios ( 61 cdulas. )
Os Srs. : Rihciru da Luz 55 votos, Apridjto-Gui-
marles 55, Jos Malinas :18, oblendo o Sr. Brrelo
Pedroso 22.
60
CommssiJo de agricultura, minas c bosques
cedulus. )
Os Srs. : Bario de Maroira 52 volos, Souza Lelo
52, Sa e Albuquerque 52.
Commissao de obras publicas ( 58 cdulas )
Os Srs. : Brrelo Pedroso 57 volos, F. Oc'aviano
aCAraujo Lima 5i.
Commissao de negocios ecclesiaslicoe ( 58 'cedulus. )
Os Srs. : Piulo de Campos 55 votos, couego Silva
52, Correa das Neves 36.
Commissao de examc do thesouro ( 60 cdulas.
Os Srs. : Souza Franco 39 volos, Mello F'ranco
37, Eduardo F'ranea c Bel forl 19 cada um ; liran-
do-se a sorte, decidi esla cm favor do Mr. Eduardo
F'ranca.
O Sr. presidente d por concluidas as eleices. o
estando esgotada a ordem du dia, levanta a sesslo.
14
Lida e approvada a acta da anterior, passa-sc ao
sesuinle expediente.
Ollicus dos Srs. ministros da guerra, eslrangeiros,
ai-lira, marinha e imperio, solicitando dia e hora
para lerem os relalorios das repartidles a seu cargo.
Ao primeiro marcou-se o dia 15 s II 3| horas,
eo segundo n mesmo dia ao meio dia,ao lerceiro o
mesmo dia meia hora depois do meio dia, ao quar-
lo o mesmo dia i 1 hora da larde, e ao quinlo o mes-
mo dia I e meia hora.
Do Sr. minislro da juslica, remetiendo copiada
informacao do Rev. bspo d S. Paulo acerca do se-
minario episcopal da sua diocese, segundo a requi-
sirao feita por estajeasa. A quem fez a requisi-
Clo.
Do mesmo Sr. minislro, communicando que, pa-
ra satisfazar a requisican desla cmara, se expedir
circular aos presidentes de provincia, exigindo as nc-
cessarias informaces sobre a forca policial de cada
una dellas.A quera fez a requisicjlo.
Do mesmo Sr. minislro, enviando um excmplar da
le provincial da assembla legislativa de*Piauhy, n.
21, de 7 dejiilho de 1835, que contm regras main-
festamente opostas ao direilo de propriedade. As'
commisses de constituicao e poderes, e de assem-
blas provinciaes.
Um requerimenlo do cabido da calhedral de 51a-
ranna, coigralulando-se, em primeiro lugar, com
esla cmara pela presente reunan ; em segundo lo-
sar, aprsenla ndo es votos de sua gralidlo pelo be-
neficio de s haver igualado sua congrua sdasca-
Ihediaesde S. Paulo e Slaranhlo ; lerceiro, final-
mente, pedindo que se lome em consideraclo o pro-
jeclo, aqui sujeilo, para augmento das congruas das
calhedraes do imperio. Quanto* primeira e se-
gunda parte, he recebido com especial agrado, quau-
lo lerceira, commisslo a que se ada aflecto es-
te negocio, que he a commisslo ecclesiastica.
Da cmara municipal da villa de Alliandra, da
provincia da Patahiba, pedindo que a sua freguezia
seja desmembrada desla provincia c annetada i de
Pernambuco.A' commisslo de eslaiistica.
Do Antonio Amricu de L'rzedo, lente jubilado de
amiga academia medico-cirurgico desla orle, pedin-
do pagamento de ordenados a que julga ler direilo.
.V 2e' commissao de nrramenlo.
De Dionizio de Azevedo Pccanha, cllicial da se-
cretaria de eslado dos negocios da marinha, pedindo
que se aulorise ao governo a aposenla-lo no luga,
de r.llirial niainr da mrsma secretaria com o respec-
tivo ordenado de 2:4909.A' commissao de pensoes
e ordenados.
De l.uz Slarlns Piiheirn, Jos Francisco Xavier
de Castro, Francisco Gil Vaz Lobo, llygino d'Ai-
sumpcao Gomes, Fortnalo Rangel deSIacedo Slaia,
I.uiz Ramos dos Sanios Chaves, c Joao Pedro de Al-
cntara, pedindo o lugar de porleiro da secretaria
desla cmara.A' mesa.
Passando-sc a ordem do dia, enlra cm primeira
discusslo o projeclo approvando a aposenladoria
concedida ao conselhciro llernardo de Souza Fran-
co, em um lugar de desembargador da relaco do
Rio de Janeiro, com o -< encmenlo animal de 1:1009.
. A pedido do Sr. Paula Candido lem este projeclo
urna s discusslo, na qual lie approvado por 50 vo-
tos contra 10, e remettido a commisslo de redac-
0o. >
Primeira discusso do projeclo approvando a apo-
senladoria concedida ao juiz de direilo Mauoel
Joaquim de Si Mallos com o ordenado annualde
1:200.
O Sr. Vauk Candido : Tambera pejo dispensa
dts duas discussas do projeclo, vislo ler este juiz de
direilo perdido o uso de sua razio,
He approvado esle rcquermento.bemcoraoo pro-
jeclo, por 56 volos contra 2 ; sendo o projeclo remet-
tido commissao de redacrlo.
ConstauJo achar-se na sala iramediai o Sr. Jos
Pedro Dias de Carvalho, dcputajdo snpplenle pela
provincia de Minas, he com as formalidades do es>
lylo inlroduzido, presta juramento e loma assonle.
Natttralisarao'de colonos.
Sao approvadaa arlico por artigo, en nica dis-
cusslo, as tegointes emendas do senado remellidas m
commisslo de redacclo.
Emeudas eaddices fcilas e approvadas pelo se-
o nado proposirao da cmara do Sr. deputa-
dos que declara appcavelem todas as suas dis-
posices aos eslrangeiros eslahelccidns ua colo-
i nia de Sania Isabel da provincia do Espirito
ii Sanio o decreto u. 397 de 3 de sclemhro de
ii 1846.
O arl. 1. sobstitua-se pelo seguinle :
Arl. 1. Os eslrangeiros actualmente eslabeleci-
dos como colonos nos diversos lugares du imperio,
ainda nao reconhecidus llrasileiros, sero havidos
como laes, assignando pranla a respectiva cmara
ou juzo de. paz termo de declarai;lo de ir cssa sua
vonlade, e de fixar seu domiciliu DO imperio.
Declararlo lambem qual sua anlga patria, re-
ligiao, estado e numero de lilhos.
Arl. 2. A autnri la le que receber as sobredi-
las declararnos lawado o termo, dar dille copia
aulhenlica parle; e os presidentes das provincias
a vista della concederlo os respectivos lilulos de na-
turalisarlo gratuitamente, recebido-primeiro o ju-
ramente de fidelidade a constituicao c mais leis do
imperio.
Art. 3. Em relacao aos rolnos que virrem para
o imperio da dala desta resulurao em dianle, obser-
var-se-ha a disposirao do arl. 17 da lei n. 601 de 18
de seiembro de 1850, e arl. 3. do decreto n. 712 de
16 de seiembro de 1853. Todava, o governo he
autorisado a dar o titulo de naluralisaclo anlcs mes-
mo do prazo da dila lei aos colonos que julgar dig-
nos dessa coucesslo.
a Art. 4. Os pais, tutores uu curadores de rolnos
menores nascidos fura do imperio antes da nalurali-
saclo de seus pais, poderlo fazer por clles a decla-
rarlo de que trata o art. 1, e obler o respectivo ti-
tulo, salvo aos menores o direilo de mudar de na
cionalidade quando maiores.
Art. 5. Adispusicau desla le, appliciivel s-
menle aos colonos, nao deroga as demais disposi-
ces da le de 23 de oulubro de 183.
ii O artigo 2. do projeclo passa a ser 6.
Crditos ao governo.
Enlra em i, discusso o seguinle projeclo ; .
ii Artigo nico. He aberlo ao governo um crdito
de 1:210}, afim de se pas. r ao 1. (cuente reforma-
do do exercito Manoel Soaresdc F'igueiredu os sui-
dos que se lhe devem na qualidade de 2. lenle de
artillara do mesmo exercito, desde o I. de Janeiro
de 1827 at 31 de julho de 1831.
Sala das cummisses, em 4 de setembro do 1854.
Candido Mendes de Almeida. J. J. de Lima e
Silca Sobrinlto./..'. da Cunha. a
O Sr. tjeara : Coufoim os precedentes, lomo
a liherdade de pedir a V. Exc., Sr. presdeme, que
baja de consultar casa se quer que este projeclo
lenha urna s discusso.
He approvado esle requerimenlo e o projeclo por
53 votos coulra 5, seudo o projeclo enviado com-
misslo de reJarrn.
Primeira discusslo doseguinte projeclo:
ir Artigo nico, o governo he autorisado a man-
dar pagar ao r. Jlo Raplisla dos Alijos, abrindo-
se-lhe o competente crdito, a quantia de 1:2105369,
que pagou ao facultativo que o subsliluio no servi-
ro do hospital de marinha da provincia da Baha,
durante a sua estada na Europa de 1811 a 1814.
ii Paco da cmara dos dupulados, 31 de agito de
1854.Candido Mendes de Almeida./. /. le Li-
ma e Silva Sobrinh.J. J. da Cunha.
A pedido do Sr. Taques lem una s discusslo, na
qual he approvado por 58 votos contra 8, sendo re-
meltido commisslo de redacclo.:
Accessos dos capellaes do excercito.
Primeira discusslo do seguinle projedo :
a Artigo nico.O intersticio marcado as leis para
osaccessos dos capellaes do exercito s graduarot dos
postos de lenles e capitles.lica reduzido ao tirapo
que se exige para o accessos dos ofliciaes de saude
aos postos da mesma natureza ; revogadas as dispo-
sices, em contrario.
Paco da cmara dus depulados, em 2 de agosto
de 1854./. J?. Pereira da Silva.A. C. Seara. a
He sem debate approvado para passar 2.
O Sr. Paulo Candido : Sr. presidente, os ca-
pellaes do exercito enconliam-se com os mdicos, j
no servico dos corpos, c ja no campo da baUdha ;
assim pois, sempre juntos, nao parece justo qne li-
quen) destacados quando se trata das suas promo-
res.
Por este motivo, cu desejaria acrelerar a igualda-
de de suas sorles ; e peco cmara que dispense o
intersticio afim de que este projeclo entre ja em2a
discusso, vislo que a sua materia h muilo sim-
ples, lio quasi de simples intuieao,
Para equiparar estes fuuccouaries em suas pro-
iimcries nao se esqueea a cmara que os capellaes tem
jinda de menos que os cirurcies, nao se poderem
cusir...
O Sr. Sigueira Queiro: : Apoiado.
O Sr. Paula Candido : ...nlo lem quem Ibes
beneficie os negocios domsticos quando ausenten.
He approvado ete requerimenlo, sendo tamliem
o projeclo, para passar 3' di-cu-sao.
Entra em I" discusso o seguinle projeclo.
Auditores de guerra e marinha.
ii Art. I. Os lugares de auditores de guerra do
exercito do Ro Grande do Sul slo losares de jui-
zes de direilo, assim como us auditores de guerra e
marinha da corle.
ii Arl; 2. Para ser uoineado auditor de guerra da
corle, ou do Rio Grande do Sul, sin necessarias as
mesms liahililacoes que para juiz de direilo.
Arl. 3. Ficam revogadas as disposices em con-
Irario. .
ii Paco da cmara dos deputados, 14 de agoslo de
1854.Silceira da Motta.L. B. M. Flusa.As-
sis Rocha, n
O Sr. D. Francisco : Por ora vou restringir-
me a pedir que esle projeclo seja remeltido a com-
misslo de juslica criminal. Nlo posso comprehen-
der como o projeclo he da commissao de justira ci-
vil; os auditores de guerra slo autoridades crinci-
naes militares ; sua attrhuirin he meramente cri-
minal em relacao aos .-rimes militares ; nao posso
pois saber como foi commissao de juslica civil.
Nada mais direi por agora sena o islo ; ha urna
grande incongruenda, quero repara-la ; por iss'o
vou fazer o meu requerimenlo. para que o projedo
v commisslo de juslica criminal, se he que la
deve ir.
Vai mesa, Ic-sc, he apoiado e enlra cm discoh-
sao o seguinle requerimenlo :
Requeiro qae o projeclo va commisslo de jus-
tira criminal alim de inlcrpr o seu parecer.
ii Paco da camarades deputados, 14 de maio da
IK55.Silceira.
OSr. Paranagup : Dcaccordo com u honrado
memhro eu poderia deixar.de tomar a fialavra se
acaso elle tivesse tirado todas as consequeuclas...
O Sr. Presidente : O. Sr. defraudo pretendo
combater o adiamento '.'
a Art. 2. Revogam-e quaesquer dsposires em
contrario.
a Paco d cmara do depulados, 28 de julho de
185LD. Francisco Balthar.ar da Silceira.fio-
mes Ribeiro.l. H.ie S. S. Lobato, o
O Sr. Ferrtira.de Aguiar : Sr. pretidenle, pa-
rece-me que a medida iniciada pela resolurao deve
ler alcance geral. Eslou persuadido de que o cabi-
da do Rio de Janeiro he actualmente bem pago
comparativamente a onlros, e se por ventura elle
jula-ie com direilo a ura augmento de congrua, os
ouirot lambem o tem ; a por isso ja se v que a me-
dida contida no projeclo, longe de dever er parcial
e limitada, deve ser geral, precisando, quanto a mim
de ser merecer acquiescencia bem meditada, for-
mal do governo.
No anda nlo sabemos se estarnas ou nlo na cir-
cunstancias de augmenlar a despeza geral do impe-
rio com augmento de ordenado ; esperemos pelos
relalorios, vejamos se he possivel fazer-se esle a-
crescimo de despezas ; eniio, cora mais eonheci-
menlo lie causa, pederemos deliberar acerca desle
negocio. Eu prtenlo vou mandar um requerimen-
lo de adiamenlo mesa para ser apreciado esle pro-
jeclo cm urna oulra occasilo.
L-se o seguinle requerimenlo, que he apoiadu e
appriiv.ulo sem debate :
ii Requeiro que o projedo seja remettido res-
pectiva commisslo, para que, depois de ler cm con-
sideraclo as i epreseiilares que existen) de outros '
cabidos, aprsente urna medida geral.S. a R.
Aguiar.
baturalitarcs.
Enlra cm i< discusso o projeclo quo aulorisa o
governo a conceder caria de naluralisaclo de cdadao
brasileiro ao subdito francez padre Nicolao Germain.
O Sr. I.uiz Carlos pede que o projeclo lenha urna
so discusslo ; assim se vencendo, 1* elle appravado
por 44 votos contra 15, sendo remeltido commis-
sao de redacclo.
Entra em I discusso a resolucao que aulorisa o
soverno a conceder carta de naluralisaclo do cda-
dao brasileiro ao subdito portuauez bacharel Gaspar
de FreilasSampaio.
Esla discns-lu lica encerrada, nlo se votando por
nao hajer casa. O Sr. presideule marca a ordem
do dia e levanta a sesslo.
PERNA1BI1G0.
O Sr. Varanagu : Prelendo fazer-lhe um
addiamenlo. Poda dispensar-rne de lomar a pala
vra, como dizia, se acaso o nobre depuiado tivesse
tirado todas as consequencias dos principios com
que fundamentou o seu requerimentu ; mas come
nao o fez, u-arei da palavra para esse fim.
O negocio enlendc com a jurisdicclo criminal m-
lilar, e por isso me parece mais coherente que seja
euvida, nao s a commisslo de juslica criminal,como
a de marinha e guerra. Islo he lambem urna pro-
va de deferencia que damos nobre commissao de
juslica civil ; nao appellamos do parecer de urna
commissao para oulra commi*slo da cmara, appel-
lamos do juizo de urna commissao da casa para o
juizode duas commisses.
Vem a mesa, l se, he apoiado, e enlra em dis-
cn.sao o seguinle additamenlo:
a Depois de juslica criinnaldiga-se commis-
sao de marinha e guerra.Varanagu.
au havendo mais quem peca a palavra he appro-
vado o requerimenlo e o additamenlo.
Augmento de congruas.
Entra em ia discusslo a seguinle resolucao :
a Arl. 1. As congruas do cabido desta calhedral
e capeila imperial ficam elevadas a mais metade so-
bre o que actualmente vencem seus empregados,
alva a gra4ificac,ao queja Ibes foi concedida.
GAMABA MUNICIPAL DO RECITE.
Sessao extraordinaria am 16 de malo.
Presidencia do Sr. Baro de Capibaribe.
Prsenles os Srs. Vianna, Mamcde.Oliveira e Ga-
meiro, falhindo com causa participada o Sr. Sa Pe-
reira, c sem ella os mais se-nhores.
Abrio-se a sesslo, e foi lida e approvada a acta
da antecedente.
Foi lidn o seguinle
EXPEDIENTE.
Um oflicio do Exm. Sr. presidente da provincia,
reconhecendu a utilidade da desappropriacao do pre-
dio dedou andares, que estrella a entrada para a
ruado 1.1vr,imenlo, peto lado do uorie, e entorilan-
do a cmara a desappropria-lo.no* tersaos da lei
provincial n. 129 de 2 de maio de 1814. Inlei-
rada.
Oulro do meimo, communicando que em 15 do
crrenle, dellerirao reqnerimenlo de Augusto Ge-
nuino de Fisuciredo, sobre o qual informara esla c-
mara em 1 de marco ultimo. Inleirada e mau-
duu-se eiimmiiiiicar ao procurador e contador.
Oulro do vereador S Pereira, dizsodo que, por
continuar ainda incommodado em sua aade, nlo
polia por agora lomar parle nos trabalho desta c-
mara.Inleirada.
Oulro do presidente dacamara de hvgiene publi-
ca, rogando houvesss a cmara de mandar qoe o Fis-
cal da freguezia de San Jos, que vizitra a batic
de Jos ila Rocha Prannos, situada na roa Direila,
afim de verificarse era exacto que nella se distilla-
va espiritos, iuformasse se com efleito era isto exac-
to, e e a botica eslava abarla.Mandou-se nesle
sentido expedir ordem ao fiscal.
Oulro do mesmo, remetiendo copia do exame a
que par parle da commissao se proceden ua fabrica
de oleo de ricinu de Eslevan Chantre, sila na ra
dos Guararapes, pelo qual se.conbeceu que pedia
ella abi permanecer, fazendo-lhc o seu proprielario
os melhoramenlos indicados em dito exame, e pe-
dindo (o presidente da commissao). recomuieudase a
cmara ao fiscal respectivo, vizitasse de lempo a
lempos a fabrica, afim do verse se linliaui execula-
do ditos melhoramenlos. Assim se resolveu.
Oulro do juiz municipal da segunda vara, bacha-
rel Francisco de Assis de Oliveira Maciel, commu-
nicandu que por lor cesaada o sea impedimento,
rcassumira inulii 7 do correnle o exercicio do sen
emprego.
Oulro do capillo do porto, respondiendo a* desla
cmara de 9 do correnle, relativo a licenea que con-
ceder a Antonio da Conceiclo Callado, para lirar
pedras da pedreira da Venda-Grande, duendo ter-
se previameule verificado, que de semelbaule traba-
lho, nlo provinha mal alguinao lilloral, nem na-
vegaclo. Inleirada, e concedeu-se a licenea re-
querida.
Oulro do procurador, informando que sao indis-
pensaveis ogconcert que requer o arrematante das
ribeiras desla cidide.se faram as mesmas, assim co-
mo lhe pareca conveniente provideneiasse a cma-
ra, para que sejam removidos da ribeira da Boa-Vis-
ta os mendigos que, cm um eslado srdido e njen-
lo, ah se abrigan) dias e noites, de mistura com os
seeros a liraenticios expostos venda. Qoanto
primeira parle, que o eugenheiro orcasse os reparos,
e quanto secunda, que se oflieiass ao diefe de po-
lica para ordenar a retirada dos ditos mendigos
dalli.
Oulro do ensenheiro eordeador, participando ler
mandado execular os reparos da estrada prxima a
antiga ponte da Tacaron, importando a sua despe-
za na mesma quantia oreada de 159000 rs. Inlei-
rada.
11ntro do mesmo,participando que seacham acaba-
dos os concerlos da ponlezinhd do Rosarinho, com a
despeza de 22?>0OO rs., em que foram oreado. in-
leirada.
Oulro do mesmo, informando serem de abaolula
necessidade a obras d'alvenaria aponladas pelo fis-
cal da freguezia da Boa-Vista, principalmente as que
dizem respeito as ras do correder do Bipti e Bar-
mosa.Mandou-se que M Uzease os ornamentos das
obras em separado.
Oulro doadmiiiilrador do eemiterio. participan-
do que no dia 10 do jrrenle, foi para all condozido
emeabeca de um prelo, o cadver do prvulo Lnit
escravo de Francisco da Silveira, acompanhado da
guia 9,186 ; e qne segundo dissera o mesmo prelo,
fra elle mandado por Ignacio de tal, armador, mo-
rador na ra Direita.em casa'da viuva Cosme.Oue
se remllense copia du oflicio ao fiscal da Boa-Vista
para o fim conveniente.
Oulro do fiscal de an Jos, dizendo qae na ec-
manaile 7 a 13 do correnle, se malaram para con-
sumo desta cidade, 623 rezes. Que ti archi-
vaste.
- Oulro do fiscal da Varzea, communicando que se
malaram 32 rezes no mez de abril ultimo, para con-
sumo da mesma freguezia. A mesma raeolu-
Cao.
A cmara resolveu sobr'cslar na arrematarlo da
obra dos melhoramenlos da estrada do corredor da
Varzea, por lhe conslar que nlsiins proprielarios,
moradores dalli, pretenden) a abertura de oulra es-
trada em subsliluiclo aquella, em melhor terreno e
mais recia, obrigaudo-se a concorrer com parle da
despeza com esse trabalho ; e mandou que o eoge-
nheiro eordeador, enlendeiido-e com elles e como
vereador Gameiro, a este respeito. apresentisse a
planta e ornamento da obra.
O Sr. vereador Oliveira aprcsenloii o seguinle ar-
tigo de postura que fui approvado, ponderando a ne-
cessidade de sua adopelo, c mandou-se submelter a
approvacao provisoria do soverno da provin-
cia.
Dcspacharam-se as pelices de Anecio Custodio
da Luz, do Dr. Abilio Jos lavares da Silva, de Jo-
s (lardoso A\res, de Joaquim Pereira Arantes, de
Jorge da Cosa Mouleiro, de Jola Leile Pilla Orli-
gueira, de I). Jonuiia do Rosario Guiaaraes Macha-
do, de Jos Marcelino Alves. do padre Jos dos San-
tos Fragoso, de Manuel Joaquim Ferreira Esteves,
de Mana Jos Cavalcanli, de Mananna Dorolha
Joaquina, de Mauoel Alexaodre de Souza, de Ma"
noel Peres Campello Jacome da Gama, de Mauoel
Joaquim dosPrazeres, de Pascoal Alves de Agular.e
levanlou-se a sess .
Ea Manoel Ferreira Accioli oflicial-maior a es-
revi no impedimento do secretario.Bario de Ca-
pibiribc presidente Mamede, \ianna Camtiro,
llegue Al-buguerque, Barata de Almeida.

.V
\
_s

mutilado


DIARIO OE PERURBUCO SBADO i EJNHO DE 1855.
BEFARTigAO DA POLICA.
Parle do dia 1 de unho.
Illa, e Exm. SrLevo ao cou'iccimenlo de V.
Etc. que da differentcs partcipai Oes lioje recebidis
ne-t i repartir consta que forati presos :
Pela delegacia do primeiro distrielo desle termo,
Francisco Manoel dos Passus Conlh.0, para aver-
guares policiaes.
Pela suUdleac2 da freguezia (lo Recife, Jos Go-
mes das .Nev, tambem para aveiiguaci.es.
Peta subdelegada da freguezia do S. Jos, An-
tonio da Casia Carneim, e o escra>o Dionizio, am-
bos por infraccao Uc posturas uiunicipaes, e Filippe
escravo por fnrto.
E pela subdulcjaca da reguei a da Boa-Vista,
o pardo l.ino Jos Rodrigues, igualmente por furto.
i>eos guardo a V. Eic. Secretaria da polica Je
Pernambuco 1 de junho de 185.'..Illm. e Exm.
Sr. cousolbeiro Jos Bcnlo da Cunba e Figuercdo,
presidente da provincia.O chele de polica Luiz
Carlos dePaica Teixeira.
Disse lioulem que cm artigo especial tratara da
rasa de detengo, para demonstrar a razito do exceso
so de despeza sobre o oir.tmenl d'aquella obra.
Antes poiin, de entrar cm algnir as considerarais
appropriadas ao meu lim, seja-me licito trauscrever
aqui um Irecbo do meu relatorio, dirigido a pre-
sidencia no anno pastado, na parle em que cu n.c
referia casa de delencao ; ei-lo :
Aqui parece-me conveniente fazer algumas re-
flteles sobre o orcamento desla obra, afun de se
conbecer quaes as ckcumslancia> occorridas em
toa execncilo, e que deveriam produzir necessaria-
mente esse excesso de despeza.
Todo o terreno, em qne se esta conslruindo
a aqnelle edificio, era alagado pe; s mares, que o
descobriam qnando eslavam vastas ; e havendo
algtima reivas na maior parle di sna extencao.
pareca ser elle lodo arenoso, tendo apenas lgu-
ma lama na parle superior, como geralmenle
a acontece nos oulros lagares a mar-.:em do rioCa-
pibaribe, de maneira que calculon-se a nllura
mediado aterro em orna braca. Form logo que
a se principiou a traballiar, recouheceu-sc que
aquelle lugar era um paol de profundidade me-
da de 20 palmos, ebeio de lama, e cobertn por
a urna carnada d'areia ; doque resulluu umaug-
menlo extraordinario de trabalho, nosii cm fazer
exlrahir d'alli a lama existente, com lambem no
volume do respectivo aterro. E>:lendcndo-se
aquelle lamaral alcm da superficie do terreno,
qoe devia ser oceupado pelo edificio, o necessa-
rio lambem para seguranca da obra, alargar-se
a mais lodo o aterro, de'modo a ficarem as funda-
ir {oes do edificio em distancia convelanle do pon-
lo a qoe ebegam as aguas da* mares, afim de qoe
o estas pelas saas infiltricoes n3o oflendessem os
alicerces. Pelas mesmas razoes lornoii-sc necessa-
e- rio faaer o raes e aterro da ra em fronte do edi-
a (icio, que no linha sido considerado i o orramen-
lo, afim lambem de evilar-se que a trrenle das
o aguas, nos occasioes de ebeias do rio, i orroesse os
ii alerros, e chegasse at as liases do edificio, pois
. qoe a experiencia moatrava, que a eslacada, que
se baria feito, nao era suflicicute, visto que a di-
k la correnle tomara urna direecaa tal, que vinha
directamente de encontr a ella. Ora, reconbe-
cidas lodaa essas eircumslaociss em um terreno
lodo novo, de natureza fresco, era necessario re-
forcrera-se todas as fundaces do edificio, para o
ii que se consinti um graileamcnto (eral, cheio de
a belao hydraoliro, formando urna solida base, so-
bre a qoal es alicerces assentassem, como se cos-
toma fazer em casos taes. Todos esss accresci-
o mos de obras, bastante dispendiosa', deveriam cer-
a lamente proilnzir um excesso de despeza sobre o
remenlo, lal como boje se encontr.a
Altn deslas razoes, duas oalras niuito poderosas
mencioaei aind.i em seguida, a saber: a elevaco
dos precos de materiaes e salarios poslcriormenle. a
ronfeceo do orcamento ; e a difliculdade em obler-
se dos noesos operarios, regularidade n'iclividaili'
da execuco das obras. Cada urna deltas, por si ni
seria moilo lufticiente pira alterar de muilo a cifra
do orcamento.
H fado muilo sabido, que apoz o oslrondoso
acuntecimenlo da theeouraria provincial, qoe graves
Iralistornos causou a diversas fortunas, seguio-sc
um periodo de alguns anuos,durante o qusl sentio-se
alguma falla de capilaes'; odinbeiro lornoi -se muilo
procurado em loda a prnvincia, e aquelle-. qoe pos-
s'iiam quantias mais avulladas, c que antiTiormen-
le empregavam-nas em edificar, veltaram-se para as
operacOes da praca, onde os seus capilae-. achavam
um lucre talvez duplicado ao que davam os predios,
cijos alugueis eniao eram baixos. Ora, ifio sendo
os peqseaos capitalistas, os que mais podiam edificar,
e acliando-se elles lambem daminados pela idea de
um maior lucre, deu-se como eonsequencia de taes
i ircumslancias a completa parausarlo da edificaran
particular. As obras do governo, por sua parle, no
estado em que se acbavam es cofres provinciaes, fo-
rana demiuuindo gradualmente, e em tal ( roporcao,
que quando leve lugar a revoluto, ellas csfavnm
quasi parausadas, de sorle que esta realmente ne-
nhum mal veio fazer ao seu bom andamento. Nesle
estado de cousas, nada mais natural do que urna bai-
xa muilo seosivel no preco de todos os rr.aleriaes ;
baixa que alias njo fui de curia duracao, e que s
desapparecen, quando tambem desappareceram as
emana que a linbam determinado, como adiante
mostrarei.
Ilavia dous annos que eu tinli i rliegado da Euro-
pa, e como be sabido linha-ina conservado eslranlio
a repartido das obras publicas, montada como se
acliava enUo, al que em I8i9 dpois de ter feito
parte-de algumas commissdes Horneadas pela presi-
dencia, para dar pareceres sobre alguns ob ectos re-
lativos a minlia profissao, fui cbamado pelo Exm .
Sr. Mrquez de Paran e eucarregado de :onfessio-
nar um plano com o respectivo orcamento para urna
'casa de delencao apropriada ao uosso clima, e as
nossas necessidades.
Tendo organisado dlo plano, que em tuilo procu-
re! sujeitar as coodicoes desle paiz, como j ponde-
r'ei no arligo-anterior, Iralei de formular o ornamen-
to e nao teoho davida em dizer que pro redi com
escrpulo tanto mais quanto eraa primeira obra.que
eu ia orear em minba-provincia, l'rocurei os dados
que se poderiam desejar, fui mesmo ao an-.bivo da
a'nliga repartirn das obras publicas, que U ndo sido
dirigida por um engenbeiro de alto conceilo, devia
possuir tabellas que podessem guiar e esclarecer um
engenheiro novo e sem praliea de exeeuclc de obras
nesle paiz; roas, infelizmente nao encontr tabella
alguma, askn tao poucoorcamentos laes cono os do
thealro, da alfandega, palacio do governo, ou outro
qealqucr desse genero qus podesse servir-me de
guia nos meus calculo t: e acbei os arcbivus no es-
lado em que a commisslo os lia de ter vislo, e na-
turalmente mencionar no sen re llorn pa~a minba
juslficatao. A que dados devera eu reeorrer? Aos
presos correnlcs do mercado sem duviJa alguma.
Fni que liz.
Informei-me com escrupulosa alleneitocos pre-
sos dos materiaes, e certo deties lomcl-os por base
de meus clculos. Mas havia anda oulro elemento
muilo importante a considerar,o Irabalbn dos ope-
rarios c srvenles.
Confesso, e nem disso me devo envergon lar. que
pntao cu nao formava justa iJca ilr> que er o tra-
balho livreno nosso paiz; e assim na auseacia de
dados, que em balde procurei para oneilar-me
acero do servido que podero ser feito em >im dia,
por etemplo, por um pedreiro, guiei-me pela* im
pressrtes e idea que adquir cin Franja quaido all
presencie! a exeeucio de algunas obras que no fre-
quenlava ao inluilo de praticar. He verdade que
le diHerenca vai de trabathadur da Europa pa-
ra o Irabalhador do nosso paiz, e nem se de"e exi-
gir do bomem sob o clima dos trpicos o mesmo tra-
balho do hortiem que habita a Franja; mis boje
be que ea couheco bera essa dillerenja ; boje be que
:i praliea me lem ensinado, que ella he di) u ais de
um luco uesla provincia; pois que nem homens,
nem cousas, que podessem guiar-ine enconlrei. c o
que nodia chamar-se Iradijo ollicial linba lesap-
parecido.
Tendo sido o meu plano e orjameulo depois de
examinado por urna commissio de juriscoi Millos,
mdicos e engenheiros approvado pelo soverno da
provincia, fui eo encarregado de sua execuran, que
leve cornejo em feverciio de I80, islo he, qaando
u govefno approveitando-se de urna reserva dispo-
iitH de mais de Irezentos contos de res, da hesoo-
raria provincial, proTeniente nao si i de acei.mula-
ijao das verbas nao gastas com obras, como roem-
nreslirao feilo pelo cofre geral; emprehemlia ao
mesmo lempo obras em grande escala com um fim
poltico que nao puJia deixar de ser louvado.
As-iui (iverain execujao: o caes e aterro da ra da
Aurora, a ponte da inesnia ra. o caes do Apollo, o
cemiterio publico, a continuaran do hospital Pedro
II, que se chava paralisi lo, nimios lauros ds es-
Iradas, e reparos de oulras; ftnalmenle por conla
dos cofres geraes leve principio a grande obrado
luelburainenlo do porto, e as do arsenal de mariuha.
A quailra ento offerecia j,i urna phisionoroia hem
diversa aos fornicadores de maleriacs, que por urna
razio milito condecida e comesnha, comejaram a
elevar o prejo de seas gneros segundo a prenra
que havia dellcs. Para logo comecci a desconfiar
que, pondo mesmo de parle os acrescimos que j
mencionci, raen orcamento seria iiisaflicienle, c an-
da mais alenla a qualidado da genio que eu linha
'e nao podia deixar de ter) cmpregida na obra,e isso
mesmo eu o ditia a alguma* pessoai com quera fal-
lava a respeito. ;
E nem se admire ningueni que eu tivesse Iraba-
Ihadores que nao eram amostrados ao servijo e que
os c.onservasse.
Reprimido e sudocado o movimento poltico por-
que havia passado a provincia, eutemleu o governo
ser de conveniencia nao deixar as cla*ses proletarias
na ociosidade e entregues a necessidades, que polle-
ra leva-la* a preslar-se fcilmente aos seus inimi-
gos, proenrou por as massas sob sua direcrao e ins-
pecrio, c, proporciiinandn-llics trabalho e mcios de
suhsislencia,quiz acosluma-las a olhar para o mesmo
governo como seu prolecior.unico que podia faze-las
gozar de tima existencia commo.la. Por essa razAo
manilou o governo exceular cora presteza alguns
laujos de estrada por adminislracao, nos quaes jun-
tamente com as obra* que se cxecularam nesta ca-
pital, eram empregados diariamente mais de 900
hiuni'us livres, como se v do meu relatorio de
Janeiro de 1851 ; e urna quadra houve ;fevereiio e
marro de IKjl) em que o numero de trabalhadores
livro* das obras a'cargo da repartico,elevon-se ci-
ma de:MO homens, como se pude ver das folbas das
ferias respecrivas.
Foi assim quedando execurao a obra da casa de
delenjao, com gcnle que as circumslanrias rae im-
pnnham, eu era forjado a lular : primeiro, com
urna ccrla repugnancia que os trabalhadores moslra-
vam para urna paite daquclle servijo, lal como
amassar cal e carregar na cabera a argamasa e oo-
tros objeclos pe-ados, servijo que geralmenle era en-
carado outr'ora como bailo e propriode escravos; se-
gundo, a inexperiencia dos nossos operarios, nao
preparados anda para exccuUr as obras sem a pre-
senta do engenheiro ; lerceiro, finalmente, a indo-
lencia e pouca aclividade dos nossas trabalhadores
livres, principalmente quando trabalbam em obras
publicas.
Em taes circumstaucias oque poderia fazer o en-
genheiro, e de que Metes podia elle dispr para re-
mover esses inconvenientes'.' despedir aquella gen-
le '.' mas onde adiar oulra inelhor para a sirbsliluir '!
E alm disso nao seria contrariar as vistas do go-
verno, lanra-la de chofre na ociosidade, crendoos
mesmo* riscos, que se linha querido evitar ?
Era minba ntenjn. c com vagar a realisei, r fa-
zendo pouco a pouco una cscnlha enlre aquellos
trabalhadores ; que em grande parle eram morado-
res do centro da provincia, e baldos de meios de
subsistencia nos lugares-de sua habilajao, corriam
para capital e seus arrehaldes, mide as obras do
governo gan.avain o necessario para occorrerassnas
precises c de sua familia.
Tiuba-se j reduzido muilo o numero d operarios
da casa de delenrao, escolhcndo os mais aptos e ne-
cesarios para o bom andamento da obra, quando em
marro de !852,por ordem do Exm. Sr. Francisco An-
tonio Kibciro, tntao presidenle da provincia, foram
suspensos os traballiosilaquellaobra,para ser conclui-
da por arremataran. Assim conservou-se parausada
aquella obra, al que em fins de agosto do mesmo
anua foi mandada continuar por adminislrajao ; po-
rm, dispeudendo-se apenas a quanlia do 1:100'
mensaes. Finalmente lomando conla da adminislra-
jao da provincia o Exm. Sr. consclbciro Jos liento
da Cunha e Figueiredo, rccoiihccendo a grande e
urgente necessidade que a provincia linha daquclle
edificio, mandn que se lizesse progredir com toda
aclividade.aquella obra, l'ode-se dizer. que de en-
lao para ci o servijo lomou mais regularidade do
que d'anles, nao s porque os trabalhadores j pos-
suiam mais aplidao e eslavam mais amestrados.como
tambem porque as obras j se acha\am em estado de
poder tomar maior desenvolvimenta.
Mas. se pelo lado do trabalho do cada um dos
operarios, o servijo da casa de detenjSo lem ganho
uestes dous ltimos anuos, pelo que respeita aos
maleriacs nao se pode dizer o mesmo. Toda a gente
sabe que esles fazem actualmente urna grande dife-
renja do prejo que linbam em os anuos de 19 e 50 ;
e, islo devido ao desenvolvimanlo que tem lomado
as conslruccOes e edificajes, quer por parle dos par-
ticulares, quer por parle do governo.
Ou seja devido a creajo do associacoes e eslabe-
lecimentos de crdito, ou a causas que pouco impor-
ta examinar, tem-se notado uestes ltimos anuo*
urna abundancia de numerario na nossa praja, que
onida as necessidades creadas pelo prugresso e des-
envolvimenlo, que lem l i lo todas as nossas cousas,
lem feito com que a edificaran particular tenha de
alguma sorle acompanhadn o impulso dado pelo go-
verno as obras publicas. I) ihi a extraordinaria ca-
rislia de lodos os materiaes e a alja dos salarios. O
ferro, que he um dos matexiacs de grande consumo,
lem augmenlado de quasi cenlo por cenlo do seu
prejo ; porque na Europa donde elle nos vem, o
seu prejo lem subido extraordinariamente, nao s
por causa dos muilos caminhos de ferro, que lem
sido emprehendidose execnlados cm quasi todas a*
parle* do mundo, como anda pelo grande uso que
delle se faz presentemente em todas as conslruccOes,
inclusive as navacs.
Ora, em visla de taes razoes o que admira, quc
orjamento da casa de detenjao, que leve por base
os prejos da poca em que foi confeccionado, seja
insuflicienle e diminuto presentemente Para que,
pois, allribur a incuria, a inepl'dao o a prevarica-
Jo, aquillo que tem sua causa verdadeira, jusla e
acil ao couhecimeulo de quem quizer aprecia-la
com o devido criterio e sem prevenjoes'.' Para que
nao dizer a verdade sem olTensa.para dizer a falsida-
de com injuria ?...
Crcio ler sufcienlemcnle demonstrado, e de urna
maneira n3o contestavel, quaes as causas do excesso
de despeza sobre o orjamenlo da casa de detenjao i
resta poissmente examinar se as obras all fcilas
corresponden a quanlia dispendda ; Irabalha que
espero ser feito pela commissao, que se acha encar-
regada de examinar o negocios da reparlijao das
obras publicas.
Esse artigo j vai mais exlenjo doque eu dese-
java, e do que permute o lempo que roobo ao meu
descanjo para dedicar aos meus "desafectos, cuja fe-
liz sorle, sem davida, os dispensa de avaliar o que
sejam as horas de repousoe de soinno para o bomem,
que durante o dia, e parle da noit'c uso lem um
minuto de seu <
Todava continuaren
Jote Mamede Aires Ferreira.
Recife 22 de maio de 1855.
IMNSULAUO PROVINCIAL.
Rendimentodo dia 1
1568S690
MOVIMENTO DO PORTO.
.Vacoa entrados no dia 1.
Aracah15 dias, hiate brasileiro alnvencivel, de
3i toneladas, meilre Anlonio Manoel ADbnso,
equipasem *. carga sola, couros e mais gneros ;
a Joaquim Jos Martina.
Riode Janeiro12 das, barca brasileira Impera-
Iriz do BrasiU. de 550 toneladas, capillo Manoel
, da Agona Lopes, equipagem 15, carga vasilfia-
mes. Veio largar a carga e segu para o Assu'.
dem8 dias, patacho brasileiro uPrinceza Impe-
rial, de 139toneladas, capillo Manoel Ignacio
Ferreira, equipagem 10, carca carne secca ; a
Amorm Irmaos& Companhia.
Baltmere:i(i dias, palaclio americano nElIcnn, de
140 toneladas, rapiiao 1. VT Pesnislan, equipa-
geni 8, cania farinha de trigo, c mais gneros ; a
Srhramm Whalel) & Companhia.
Rio .rinde do Sul16 dias, barra brasileira Sania
Mara Boa-Sorlc, de 2(i toneladas, capitn Joa-
quim Dias de Azevedo, equipagem 15, carga car-
ne ; a Manoel C-onjahra da Silva. Passagcirns,
Joaquim Lucio dos Sillos, Eduardo Eugenio
Monleiru de Andrade, Luiz Francisco Brrelo de
Almeida e Anlonio Jos Barbosa.
Terra Nova36 dias, galera ingleza llermincn,
de 125 toneladas, capitn John Towile, equipa-
gem 17. carga 1,010 barricas com bacalhao ; a
James Crablree & Companhia.
EDITAES.
Pela inspecran da alfandega se faz publico,que
no dia 4 de junho, depois do raeio dia, se ha de ar-
rematar em hasta publica, a porla da me-nia repar-
lijao, 175 libras de cobre velho lirado do foi/o da
escuna /.indoia, sendo a arremataran livre de dirci-
los ao arrematante.
Alfandega de Pernambuco 29 de maio de 1855.
O
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provincialt 1100 ; clcheles prc-los, pares 200 ; -boles grandes
em i'iimprimenln da rcsnlurao da junla da fazeuda
da inesma thesouraria, manda fazer publico, que nos
dias 12, lile 14 de junho prximo viudouro.se ha
de arrematar a quem por menos fizer, as impres*es
COMMEHCIO
PRAC.f DO RECIFE 1. DE JUNHO AS 3
HORAS DA TARDE.
Cotajes* ollciacs.
iloje nao hourcram coarrs.
ALFANDEOA.
Rendimenlo do dia 1 .' 13:8825,129
Oeicarregmn hoje 2 de junho.
Barca inglezaJida*bacelhao,
Iliale brasileiroIneendeel gneros do paiz.
Imporlacao.
Brignc inglez \/ signado a Me. Calmonl & C., manifcslou o se-
guinle:
i.lHM) barricas bacalhao, 12,000 lijlos c 219 tone-
ladas lastro ; aos consignatarios.
CONSULADO GERAL.
Rendimento do dia 1...... 2:0328617
IMVERSAS PROVINCIAS.
Rendimento do dia 1...... 280J900
Exporlacao .
Aracaty. hiate brasileiro Capibarihea, de 39 lo-
neladas. couduzio o scgoiule : 211 volumcs'ge-
neroseslrangciros, 1 dito velas, 6 ditos assucar, 2
ditos genebra, 1 dito licor, 11 ditos azeite, 2 ditos
salsa, 6 ditos charutos, 4dilos rap, 2 dilos chapeos,
I5| ditos doce, 4 dilos mel, 1 fundo 6 laixos de
cobr*. 6 libras.de rap, 1 temo de medidas.
HECEBEDOKIA DE RENDAS INTEHNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Reudimento do dia 1.....a 4349210
inspector, lento Jos' ternandit Barros.
O Illm. Sr.'inspector da thesouraria provincial
manda convidar aos possuidores de,cautelas das lo-
teras da provincia, vendidas pelo cautelista Antonio
Ferreira de Lima e Mello, para apresenlarem suas
reclamsjoes na raesma thesouraria no prazo de 30
dias, a contar da dala deste, afim de ter lugar a des-
oneracao do Dador do mesmo cadlelisla, que assim
requeren.
E para conslar a quem inlcressar possa se man-
dou aflixar o prsenle e publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesourarta provincial de'Pernam-
buco 28 de maio de 1855.O secretario, ./. Ferrei-
ra da slnnunciarilo.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provincial,
em cumprimento da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia de 19 do crrenle, manda fazer pu-
blico que no da 21 de jnnho prximo vindouro, pe-
ranlo a junta da fazenda da mesma thesouraria, se
ha de arrematar, a quem por menos fizer, a obra
dos reparos do 7. lauco da estrada do sul, avaliada
em 4:895.
A arrcmalajan ser feita na forma da le provin-
cial n. 343 de 15 de maio do anuo lindo, e sob as
clausulas especiaos abaixo copiadas.
As pessoas que se propozercm a esla nrremata-
j3o comparejam na sala das sesses da mesma junla
no dia cima declarado pelo meie dia competente-
mente habituadas.
E para constar se mandn aflixar o preseule e pu-
blicar pelo Diario,
Secrelaria da tlicsourarin provincial de Pernam-
buco 22 de maio de 1855.
O secretario,
Anlonio Ferreira da Anmincianto.
Clausulas especiaes para a arrematando.
1." Os reparos do 7. lanjo da estrada do sul far-
e-hao de conforinidade com o orjameulo e perfiz
approvados pela directora cm consclbo, e apresen-
lados approvacao do Exm. Sr. presidente da pro-
vincia, na Importancia de4:8959.
2.-1 O arrematante dar principio s obras no pra-
zo de 15 dias e as concluir no de 3 mezes ambos
contados pela furnia do art.31 da lei n. 286.
3.a O pagamento da importancia da arremalajo
verificar-se-ha em duas preslajes iguaes, a pri-
meira guando esliver prompla meladc datubra, ca
egundb depois ne concluidos os reparos.
4. fijo llavera prazo de responsabilidade.
5. Melado do pessoal da obra ser de genio
li\ir.
6." Para ludo o que n.lo se adiar determinado as
presentes clausulas nem no orcamento, seguir- o que dispOe a respeito a lei n. 286.
Confurme.O secretario, ,f. F. da Annunciaeao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimento da ordem do Exm. Sr. presi
dente da provincia de 14 do correnle, manda fazer
publico que no dia 6 de junho prximo vin douro,
pcranle a junta da fazenda da mesma thesouraria,
se ha de arrematar a quem por menos fizer a obra
dos canos de esgoto de gue precisa a ra do caes do
Apollo, avaliada em 1:720l000 rs.
A arrematarn ser feila na formam da lei provin-
cial n. 343 de 15 de maio de 1854, e sob as clausu-
las especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arrematarn,
comparejaTh na sala das sesses da mesma junta,
no dia cima declarado pelo meio dia compelcnle-
menle habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o prsenle e
poblicar pelo Diarlo.
Secrelaria da (besouraria provincial de Pernam-
buco 19 de maio de 1855.O secretario.
Antonio F. d'Annunciaeao.
Chimilas especiaes para a arrematarnos
l.a A coiiliiiu.irao do cano de esgoto na cxlenjilo
de 28 bracas concilles no lugar do caes de Apollo e
em frcnle as I ras, ser executada de confprmida-
de com o orcamento approvado pela directora em
conselho e aprescnlado a appiovarao do Exm. Sr.
presidente da provincia na importancia de 1:7205
ris.
2." O contratador dar principio as obras no pra-
zo de um inez e as concluir no de tres mezes. am-
bos contados na forma do arl. 31 da lei provincial
n. 286.
3. O pagamento da importancia dcste contrato
ser feito em duas prestarnos igaes, a primeira
quando esliver eiecutada a melado da obra, e a se-
gunda depois do concluida que ser logo receida
definilivamenle.
4." O contratado!' emprcgar.i ao menos meladc dos
trabalhadores livres.
5.a Para o que nao esliver delcrtainado as pie-
senlcs clausulas c no orjamenlo segtlr-se-ha o que
dispea lei provincial li. 286.
ConformeO secretario, Antonio F. d'.tnnun-
ciarOo. .
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial ein cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 10 do crtenle, manda lazer
publico que no dia 28 de junliu prximo vindouro,
peraule a junla da fazenda da mus na thesouraria,
se ha de arrematara quem por menos fizer a obra
doajudeda villa do Buiquc, avaliada cm 3:3003.
A arremalajo ser feila na forma da lei provin-
cial n. 313 de 15 de maio do anno lindo, c sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arremataran,
comparejam na sala das sessoes da mesma junla, no
dia cima declarado pelo ineioUia compctenlemcnle
habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secrelaria da Ihesouraria provincial "de Pernam-
buco 19 de maio de 1855.O secrelario,
A. F. d'Aununda.yo.
Clausulas especiad para a arremularSo.
1.a As obras do ajudc do Buique sern fcilas de
conlormidade com a planta e orjamenlo approvados
pela directora cm conselho c apresenlados a appto-
vajao do Exm. Sr. presidente na importancia de
3:300.^000 rs.
2.a Estas obras deverao principiar no prazo de60
dias e serio concluidas no de 10 mezes, a contar da
dala da arrematarao.
. 3." A importancia desla arremalajo sera paga
do dous quintos dii valor lolal, quando livor con-
cluido melade da obra, a segunda igeal a primeira,
depoisde lavrado o lenuodc recebimento proviof-
rio; e a lerceira finalmente de um quinto depois do
recebimento definitivo.
4.* O arrematante sera obrigado a communirar
reparlijao das obras publicas com antecedencia de
30 dias o dia fixo, em que tiver de dar principio
execur.'o das obras, assim como Irabalbar seguida-
mente 15 dias afim de que possa o engenheiro en-
carregado da obra assislir aos primeiros irabalhus.
5." Para ludo o mais que nao esliver especificado
nas prsenles clausulas seguir-se-ha o que delermi-
na a lei regulamentar das obras publicas.
ConformeO secrelario, A. F- d'Annunciaeao.
dos Irabalhus das diversas reparlijes publicas pro-
vinciaes, avalladas em 3:5005000 rs.
A arremalajo sera feila por lempo de um anno,
a contar do 1. de julbo prximo vindouro, ao fim
de juolio de 1856.
As pessoas que se propozerem a esta arremalajo
comparejam na saladas sessoes da mesma juuta nos
dias cima indicados pelo meio dia compelentemen-
'e habilitadas.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 21 de malo de 1855. O secretario, Anlonio
Ferreira da Annuii'iarao.
Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial em cumprimento da resnlujao da junta da fa-
zenda da mesma Ihesouraria,pie uovameule em pra-
ja a obra dos reparos urgentes de que precisa o aju-
de de Caruan, avaliada cm 1:0122000 rs.
A arremalajo lera lugar no dia 21 de junho pr-
ximo futuro.
E para constarse mandou aflixar o presente c pu-
blicar pelu Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial do Pcruam-
buco 19 de maio de 1855.O secrelario,
A. F. d'Annunciaro.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimento da resnlujao da junta da fa-
zenda, manda fazer publico que lio dia 11 de junho
prximo futuro, vai uovameutc a prara para ser ar-
rematada a quem por menos fizer a obra do calja-
menlo do 18 lanjo da estrada da Victoria, avaliada
em 8:3609000 rs.
E para constar se mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario. ,
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam
buco 19 de maio de 1855.O secrelario,
A. F. d'Annunciaeao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provincia,
em cumprimenlo da resolucao da junta da fazenda,
manda fazer publico, que nos dias 12, 13 e 14 de
junho prximo vindouro, perante a mesma junla se
ha de arrematar a quem por menos fizer, o forueci-
mento dos medicamentos e ulensis para a enfermara
da cadeia desla cidade, por lempo de um anno a
conlar do 1." de julbo do concille aiuio a 30 de ju-
nho de 1856.
As pessoas que se propozerem a esla arremalajo
comparejam na sala das sessoes da mesma junla nos
dias cima declarados pelo meio dia, competente-
mente habilitadas. que ah Ibe serSo prsenles o for-
mulario e conilijoesda arremalajo.
E para conslar se mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 21 de maio de 1855. O secrelario, Antonio
Ferreira da Annunciaeao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, cm cumprimento da resoluja da juuta da fa-
zenda, manda fazer publico, que nos dias 12, 13 o
H de junho prximo vindouro, se ha de arremalar
cm hasta publica, pcranle a mesma junta a quem
por menos fizer,o servijo da r.apatazia do algodao do
consulado provincial, avaliado em 2:4759000 rs. por
anno.
A arremalajo sera feila por lempo de Ires anuos,
acontar do 1. de julbo do correnle auno a 30 de
junho de 1858.
As pessoas que se propozerem a esla arremalajo
comparejam na sala das sessoes la mesma junla nos
dias cima indicados pelo meio dia, compelenlemen-
le habilitada-..
E para constar se mandou afiliar o prsenle c pu-
blicar pelo Diario.
Secrelaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 21 de maio de 1855. O sejrelario, Antonio
Ferreira da Annunciaeao.
Manoel Ignacio de Oliveira Lobo, fiscal da freguezia
de San Frei Pedro Gonjalves. do bairro do Reci-
te, ele. i
la/, publico, para inlciro coiibccimentolde quem
inlcressar possa, que por oflicio da cmara* munici-
pal, Ibe fra communicado, que lora approvado pro-
visoriamente em 21 do correnle roez, pelo Exm. Sr.
presidente da provincia, o artigo nico da postura
aildinnn.il ahaim transcripto :
o Postura addiaonal.
Arl. nico. As casas que se cdicarem em ter-
renos novos, nao poderrm ler menos de 30 palmos de
largura, contados livres no interior dellas, ficando
prohibida a mnslrucean de predios de 10 e 50 pal-
mos divididos ao meio, sob pena de 30a000 rs. de
mulla, c de ser demolida a pare lo divisoria.
E para que ninguem niegue ignorancia, faz publi-
jar a dla postura pelo Diario. ,
. Bairro de Recife 28 de maio de 1855. O fiscal,
Manoel Ignacio de Olireira Lobo.
Manoel Joaquim da Silva Ribciro, fiscal da fregue-
zia de Santo Antonio do (ermo.dc.sia cidade do
Recife, ele, ele.
Fajo publico, para conhccimealo de quem inle-
ressar possa, que por oflicio da cmara municipal
desla cidade, de 23 do correnle, Ihe foi remedida
por copia, a postura addicional abaixo (ranscripla,
approvada em 21 desle mez pelo Exm. Sr. presiden-
te da provincia.
Postura addicional.
Arl. nico. As casas que se edificarcm em ter-
renos novos, nao podero ter menos de Irinta palmos
de largura, contados livres no interior dellas, ficando
prohibida a conslrucjo de predios de 40 e de 50
palmos, divididos ao raeio : sob pena de Irinl.i mil
ris de mulla, e de ser demolida a parcile diviso-
ria.
acbando-se, como se acha em visor, semclban-
le postura, lavrcio presente, que ser publicado pe-
lo Diario, afim de nao haver ignorancia.
Freuuezia de Santo Anlonio do Recife 31 de maio
de 185. Os lical, Manat Joaquim da Silla Iti-
beiro..
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial manda fazer publico que do dia 2por diante pa-
gam se os ordenados e mais despezas provinciaes
vencidas at ao fim de maio ultimo. Secretaria da
thesouraria provincial de Pernambuco I de junho
de 1855.O secretario, ,/. F. d'Annunciaeao.
Perante cmara municipal dcsta cidade esta-
r em praja nos das 2, 4 e 5 de junho seguinte, a
obra dos cuncerlos de que precisa a ribeira do bair-
ro da Bna-Visla, oreada em 1309000 rs. Os prelen-
dentes que quizerem consultar o orjamenlo, diri-
jani-s'e a secretaria da mesma cmara. Pajo da c-
mara municipal do Recife em sessao ordinaria de
31 de maio de 1855.Barrio de Capibaribe, presi-
dente Manoel Ferreira Accinli, secrelario.
DECLARARES
convexos de metal dourado de 7 buhas de diamelro,
1,600; dilos pequeos de dito, 1,100; casemira ver-
de para vivos, covados 21 ; panno verde escuro pa-
ra sobrecasacas e caljasdo 10. ba(anio de infanla-
ria, covados 158 ; bandas de la para u i." balalho
de arlilharia, 35 ; mantas de Ia ou algodo para o
4. batalhio de arlilharia, 9. e 10. de infamara,
companhia de artfices e de cavallaria, 253 ; spalos
para os mesmos, pares 1,301 ; luvas brancas de algo-
dao para a compauhia de cavallaria, pares 165 ; co-
Ihuruos para a mesma companhia, pares 52 ; boles
convexos grandes de melal bronzeado com o n. 10 de
melal amarello, 2,282 ; dilos pequeos com o mes-
mo n. 1 ,956 ; dilos grandes convexos de metal
dourado para a companhia de cavallaria, 658 ; dilos
pequeos para a mesma companhia, 170 ; clcheles
prelos, pares 211.
10. batalhaode iufanlaria.
Mantas de Ia, 50.
2. balalho de iufanlaria.
Panno azul mcsclado, covados 135 ; maulas de laa
ou algodo, 41 ; spalos, pares 57.; caputes de pan-
no alvado, 63.
Recrulas cm deposito no mesmo balalho.
AlgoqUozinho, varas 300 ; sapatos, pares 50.
8." balalho deiufanlaria.
Manas do laa ou algodu, 355 ; panno verde es-
curo en [refino, covados 1,983.
9. balalho.
Maulas da Ia ou algodo, 376 ; panno verde es-
curo entrelio, covados 1,468.
Meio balalho da Parabiba.
Maulas de Ia ou algodo, 7i.
Companhia de artfices.
Mantas de Ia, 72.
4. balalho de arlilharia.
Panno carme-im para vivos e vi-las, cova-
dos 90.
Companhia de cavallaria.
Mantas de Ia, 11.
Escola de primeira* ledras do 2. balalho de iu-
fanlaria.
Areia prela, libras (i; compendios de arilbmelica
por Avila, 3.
Quem quizer vender esles objeclos aprsenle as
sua* proposlas em carta fechada na secretaria do
conselho as 10 horas do da 6 de junho prximo, vin-
douio.
Secretaria do conselho administrativo para forne-
ciiucnto do arsenal de guerra 30 de maio de 1855.
Josc de Brilo Inglez, coronel presidente. Bernar-
do Percira do ('armo Jnior vogal e sccre-
'ario.
Os 30 dias uteis para o pagamenlo a bocea do
cofre, da dcima urbana dos predios das freguezias
desla cidade e da dos Aforados, principa-se a con-
tar do 1. de junho prximo vindouro, lindos os quaes
acorren) na mulla de Ires por rento ludus aqoellcs
que dcixarcm de pagar seos dbitos ; o que se fa*
publico pela mesa do consulado provincial para co-
uhecimeulo dos interessados. .
No tendo comparecido algucm nos dios 26, 2b
e 29 do correnle,para a compra do brigue escuna de
guerra Legalidade com os. seus perlences de uave-
gajo, cuja venda em iraca publica fra em 22 an-
nunciada para os dilos dias ; manda o Illm. Sr.
inspeclor do arsenal dcTnarinha, fazer constar que
novas prajas liaverao para o mesmo lim em 4, 5 e 6
do mez de junho prximo as II horas ila manlia,
feila a venda dos referidos enjertos em tres toles so-
bre os valores mencionados na relajilo junta efloc-
(uada porm na ultima praja.
Secrelaria da inspeejao do arsenal de mariuha de
Pernambuco 30 de maio de 1855.O secrelario,Ale-
.riindre llodiigues dos Alijos.
Relajan dos objeclos poslos a venda eni praca pu-
blica nos dias i, 5 e 6 de junho prximo, c aos
quaes refere-sc. a declarara-.)- desla secrelaria cm
data de hoje.
Primeiro lote.
. O casco do brigue escuna de guerra
Legalidade, leudo esle navio sido desar-
mado ueste* piulo pelo seu estado derui-
na, porte de III toneladas, cujas di-
menses so 87 pes de comprimenlo no
convez, 68 na quilba, 20 na bocea, II
de linha d'agua carregado e 10 de pun-
a!, o fundo at o lume d'agua forrado
e pregado de cobre, o leme pela mama
forma leudo canna.lurcosde madeira na
popa, e de ferro na borda, duas cama-
ras, bailen. Ires escolilhas, urna bilacu-
la, nm fogao, duas latrinas, as ahilas e
escovens forrados de ferro, oulras feria-
gens mais e duas bombas grandes com-
plclas : ludo lio valor de..... 9005000
Segundo lote.
Maslreajo c apparelhos fixos do so-
bredilo navio, sendo lodos estes objeclos
os seguiutes : maslro grande, dito dolra-
qnele, grup,rctranca,mastaro de rela-
xo, dilo de gavea, dito dejoanele, ten-
do esles maslaros os competentes vaos,
sexto de gavea, pezns c borlas ; pao de
bojarrona, dilo de giba, verga do Ira -
quele. diln do velaxo, dila do joanele
de proa, dita secca, dila de gavea, dila
de joanele grande, carangueija do lati-
no grande, dita do latino de proa, ap-
parelhadus lodos os objeclos cima de
enxarcias, eslaes, cabrestos, pnlarrazes
de ferro e cobre. hrandaes,amanlilhns e
bracos, ludo no valor de.....1:0185000
Terceiro lote.
Veame e oulros objeclos do manobras
e servijo-do dilo navio, constando da
vela grande, dila dceslraes,lraquetc re-
dondo, dilo lalino, bojarrona. giba, re-
laxo, joanele de proa, gavea, joanele
grande, 2 varredoures, 2 culilus de ve-
laxo, todos estes objeclos cornos rompe-
lentes paliamos, malaguelas de ferro e
pao, e cabos de laborar, como escolas,
adiijas, eslingues, breos e carregadei-
ras: appareiho de cinco gomes para
suspender com as necessarias hojas c
patullas, ires toldos com seos verguei-
ros e amarrilhos ; 1 escaler, 2 lalhas do
rabixo, e 3 ancoras de 7 a 8 quinlaes,
leudo as competentes amarras c estas
4 gauchos e punjoes, ludo no valor de. 8305000
AVISOS MARTIMOS.
PARA (I RIO DE JANEIRO
em 4 do mez crrenle, segu o palhabofe l'enus, s
recebe passageiros e e*cravos frele; a tratar com
Caelano t.vriacodaC. M. ao lado do Corpu Santo
n. 25.
PARA OARACATY
logue no dia 11 do rorrele o patacho .S'nnla Cruz,
pora o resto da carao pns*ageiros Irata-se com
Caelaoo Cyriaco da C. M., ao lado do Corpo Saulo
o. 25.
Illm. Sr. edictor do Diario de Pernambuco.Em
lempo apresenle u meu peusamenlo ao Exm. Sr.
presidente desla pro\incia,o qual recebeu com a bou-
dade que cosluina, me diste que na sua falla a as-
sembla desta provincia fallara uislo, cuja falla an-
da uo sabio iinpiessa, o publico lem recebido cora
agrado est meu pe.u,,imenlo, nesle caso eo rogo o'
qiiira mandar inserir no seu peridico.
I.'eos guarde i Vmr.MaranMo 18 de maio do
1855.De V. S. maulo atiento leitor venerador e
criado.Jos Firinalo Mndail.
Um Boqco ruial ser de grande utilidade pro-
vincia, e salvar tantas familias da indigencia a que
estn suscitas pt-lo debito de seus proprielarius, sem
que osles pussarn solver seu debito ero lempo breve
pelo grande juro que pagana, tendo talvez fortunas
vulnmosas sido islragadaspor pequeas quaiilias de-
vidas a agiotas a 1 1|2 c 2 por cenlo ao mez.
1. Parece que oesiabelecimenlo de um Banco ru-
ral com mil con les de reisem 5,000 arenes preenchc-
ria b vacuo que :ie observa na agricultura, devendo
o inesino Banco miltir 1,000 conloe de res em bi-
llioie- para fazer o capital de 5,000 conloa de res.
Bealisados 500 contos de res, logo o Banco deve
principiar a funceionar devendo emiltir melade dos
bilhetes.
O Enverno deve auxiliar com 200 conloa de reis.
o qual figarar rwno primeiro acciooisla, podendo
em lempo vender suas acedes como olear couve-
passageiros, trata-te na ra do Lollejjio nienie.
ni
A escuna nacional TAMEliA segu pa-
o Itio de Janeiro terva-feira 5 do cor-
rente, s pode receber escravos a f'rete.
pare oquaes tem escellntes comtnodos:
trata-se com os consiliarios Novaes&C,
na ra do Trapichen. 5i.
Para Maranhao e Para' salte com
muita brevidade o muito veleiro brigue
RECIFE, capito Manoel Jos Kibeiro, o
<|nal ja' tem a maior parte de seu carre-
gamento prompto: para o restante e
n. 17 segundo andar, ou com o capitao
a bordo.
Par o Rio de Janeiro sahe com
muita brevidade o litigue nacional SA-
(ITARIO, de primeira elasse, o (pial tem
prompta a maior parte de seu carrega-
mento: para o restante e passageiros,
trata-se com .Manoel Francisco da Silva
Carrico, na ra do Collegion. 17, segun-
do andar, ou com o capitao a bordo.
Para o Rio de Janeiro
segu com muita brevidade o brigue brasileiro 7on-
ceiio por ler parte da carga prompta : para o resto,
passageiros c escravos a frele, Irala-se com Manoel
Airea Gueraa Jnior, na rae do Trapiche n. 1. .'
Ceara' e Para'.
Sccue cm poneos dias a escuna Emilia, recebe
ruga e passageiros : Irala-se com o consignatarioI.
B. da l'onseca Jnnior, ra do Vigario u. .
RIO DE JANEIRO.
O brigue DAM.V'O segu com muita
brevidade por ter mais de melade He seu
carregamento prompto : para o resto da
carga e escravos a frote, trata-se com Ma-
chado i; Pinheiro, no largo da Asscnibiea
sobrado n. 12.
Para a Babia segu em poneos dias o veleiro
hiale C'asii-o.por ja ler a maior parle da carga prom-
pla ; para o resto, IraU-se com sen cnnsiiiialario
Domingos Alves Mallieus, na ra da Cruz n. 54.
Para o Cear sabe imprelerivelmenle na se-
guinte semana o hiale Anglica ; para passageiros,
Irala-sc na ra da Cadeia du Recife n. l'J, pumeiro
andar.
LEILOES.
A agente Oliveira fara leilo de urna exrellcn-
le morada de casa terrea, sita na Alaga do Barro,
cidade da Victoria, comarca de Sanio AnUo nesta
provincia, em Ierras foreiras a N. S. du -Rosario da
mesma cidade, e auiiexa ao sobrado do Hitado capilo
Dionizio Gomeado llego, a qual perlencera ltima-
mente.-i maesa de Manuel Percira de Carvalbn : sab-
hailo, 2 de juubo prximo, ao iiieu dia em ponto, no
escriplorio do dilo agente, ra da Cadeia do Recife.
Vctor I.asne. leudo de fazer urna viagem a
Europa, far.i leilao, por inlcrvenrao do agente Oli-
veira, da mobiiia da casa de sua residencia, ronsis-
lindo em sof, cadeiras, dilas de balaujo e de lyi-
jos, mesa redonda, consolos, bancas de joco, rommo-
das, guarda-veslidos, lavnlorios, tima rica cama de
casal, urna linda carleira para escrever, espelhos,
loucadores, enarda-loura, mesa de janlar, aparado-
res, candieiro de globo, lanternas, I quadro de.reo-
slo, lillrndor d'asua, garrafas, copos, Irem de cozi-
nba, carros de i rodas com arreos o 2 cavallos. e
atgumas obras de piala J: quarla-feira, G de junho
prximo futuro, as 10 huras da manhila, na referida
casa n. 22, na ra da Aurora.
ADMINISTR.ACAO' DO CORRED).
A garopeira IMracn recebe a mala para a Babia
boje :2; as 8 horas da manha.
Ordenando a circular do ministerio da mari-
nha de 30 de abril lindo,cominunicada pelo Exin.Sr.
consclbeiro presidente da provincia, em olllciu de
honlcm, a piihlicidade do regiment de signaos
mandado observar na provincia dn Para, para a corn-
il, un u-ar.io da pralicagem com os navios, pedindo
pralico alim de enlrarem no porlo da capital : man-
da o Illm. Sr. capilao do porto fazer publico que o
mesmo regiamente ser franqueado uesla fsecrela-
ria a quem queira rfclle lirar qualquer rupia por Ihe
inlcressar. Capitana do porto de Pernambuco 1."
de juubo de 1855.O secrelario, .
AlexandreRodrigues dos Anjos.
CONSEI.l 10 ADMI.NISTRATIVO.
O conselho administrativo em virlude de aulor-
sajiio do Exm. presidente da provincia, lem de eon-
Iralar o seguiule :
Cuncerlo e cnvidracamenlo do nicho do sloroso
San Joo Baplisla, padroeiro da espolia da furlalcza
''o llruni.
EocarnajSo da imagem do mesmo soplo, hem co-
mo a da Senhora do Remedio, com seu menino
Dos e duas imagens do Senhor.
Quem quizer eucarregar-se de lal servijo, apr-
sente.-! sua pruposla ern carta fechada na. secrelaria
do consi.-llin s 10 horas do dia 8 de junho pr-
ximo luluio.
Secretaria docunsclhu m\ 11111. Iral,vo para furne-
rimcnlo do arsenal de guerra ,'WI de maio de 1855.
Jos de tirito Ingle:, coronel presdeme. Bernar-
do Percira do Carmo Jnior, vogal e jecrcla-
rie.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo, era virlude de aulo-
risajAo do Exm. Sr. presidente da provincia, lem de
comprar os objeclos seguinles :
Para o presidia de Fernando.
Barro para lelhas, canoas C.
Mein balalho do Ceara.
Muas de 13a ou algodao, 312 ; sapalo, pares
Waldech.
Sabio luz as primeiras oito paginas desle com-
pendio, que se ontregaiao aos Srs. assignanles na li-
vjaria 11. 6 e 8 da praja da Independencia.
IXFORMAgO ES OU RELACO'ES
SEMESTRES.
Na linaria n. (i e 8 da praca da In-
dependencia, vndese relatjSes semes-
Iraes por prerocommodo, e cpicrendo res-
mas vende-selinda mais emeonta.
WALDECK.
Esl no prlo o compendio de Instilutiones Juris
Civilis, por D. 10. Pclri Waldcck que serte de
compendio cadeira de (Vlreilo Romano, instalada
de novo na l-'aculd.adc de Direito : subscreve-se a
li-TOO rs. pagos na occasiao da subscripjo, e para
commodo dos senhores acadmicos enlregar-se-ho s
folbas impressas de 8 paginas na livraria da praca
da Independencia t e K, proparjlo que forera
sabindo do pilo.
Na ra eslreila do Rosario n. 2, loja de bar-
heiro. vendem-te aos ceios e a retalho bichas de
Ilamburgo, viadas pelo ullmo vapor da Europa.
2:7UrW)00
Secrelaria da inspecro do arsenal de mariuha
de Pernambuco IM) de maio de 1855. O secre-
tario, Alejandre Rodrigue* dos Anjos.
COMPANHIA DO BEBERIRE.
O Sr. caixa da Companhia do Bebcri-
be, Manoel Goncalves da Silva, esta' au-
torisado pela assemblea geral da mesma
companhia, a pagar ol dividendo na
ia/.ao de 2,s<)00 rs. por aceo. Escriptorio
da Companhia do leberibe 23 de maio
de IS.j.").O secretario, Laiz da Cosa
Portoearrciro.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Raneo de Pernambuco toma le! I ras
sobre o Rio de Janeiro. Banco de Per-
nambuco 7 de abril de 1835.O secre-
tario da dtreccao, Joao Ignacio de Me-
dciros Reg.
Socidade Dramtica Emprezaria.
SABBADO 2 DEJUMIO DE 1855.
Tendo j inelhora lo a Sr. I). Orsat, vai a scena o
espectculo j annunciado: o muilo applaudido
drama em :t aclos.
bous laaKAds
ou
A RECONCILIACA.
o espectculo com a nova comedia
0 GASTRNOMO.
As pessoas que compraram bjlbetes de camarote
e platea para a recita de quaila feira, lem entrada
na prsenle recita.
Principiara s 8 horas.
AVISOS DIVERSOS.
Finalisar
em um acto
MATRIZ DO BAIRRO DE
SANTO ANTONIO.
A mesa actual da irtnandade do SS.
Sacramento do bairro de Santo Antonio
desta cidade do Recife faz sciente (jue ten-
do de celebrar-se a 'estividade de seu ora-
go nodia 7 de junho com aquella pompa
possivel, para ella convida aos seus ir-
maos para que liajam de assislir a todo
este respeitavel acto, e acompanhar a pro-
cissao do Corpo de Daos, que lera' lugar
logo depois de acabada a lesta, e pede a
todos os parochianos das ras Nova e
Crespo, a armarem suas varandas e Ilu-
minar a frente de suas casas segundo o an-
tigo e religioso coslume do verdadeiro
chrislao, na vespera e noite do TE-DEL'M.
Francisco Simoes da Silva, escrivDo.
Nodia i de junho prximo, depois da audien-
cia do Illm. Sr. juiz do civel da l.a vara, se ha de
arremalar por ultima praca a rasa terrea, sila nas
Cinco Ponas n. 8S, junto Joao Jos do .Monte,
avaliada em 1:2009000, a qual est aluzada por 1J
rs. mensaes. e ha quem lenlia ollerecido 1500O, e
nao se lem aceitado em concderarilo a familia que
mora na casa.
Prccisa-se de nina ama livre, de boa conducta,
para o servido de una casa de duas pessoas sem me-
ninos : no paleo do Carmo, segundo andar do sobra-
do n. 90.
Luir. Anlonio da Cunha esna senhora no po-
dendo prssoalincnlc despedir-se de todas as pessoas
com quem ciilrrliuhaai rclarrs de amitade, pela
rapidez de sua viagem c mesmo incomniodos de son-
de, o Cazem por meio do prsenle, do que Ibes pede
de-culpa, c llies olferece seu presumo em Portugal,
onde leucioiiam lixar sua residencia.
Perdeu-se na niadragado dr quinta -feira, 31 de
m-iin. ao cnlrar na isrpja da Penha, urna alara dfi
cornalinas ou curazes lapidados, cravados era ouro :
roaa-se a pessoa fle consciencia que a qfu/.er resii-
lur.ou nediria livor, dirigir-se ao arma/.em de Iras-
ics, na roa Nova n. ti", que ser generosamente re-
compensado.
Constando ao abaixo assignado. que omajor
Joao Francisco de Araujo preteude vender parle de
urnas Ierras denominadas Mou'risco e Lavai;eni,na ci-
dade da Victoria, nas quaes lem meiar.in, o mesmo
abaixo assignado, apressa-se a declarar, que ninguem
lata negocio com dilas Ierra sem se entender pri-
meiro com elle, por quanto alcm da dila meiac^n que
(em,perlence-lhe no todo a casa crande.sita noMou-
risco, por Ululo de posse conferida Ires annos antes
da compra feit pelo dilo major.
Francisco Jos de SantAnna.
Precisa-se lugar urna ama que taiba coznliar
e fazer todo o mais serviro de casa : na ra das Cin-
co Poatas n. 44.
Offerecc-se um bomem risada para adminislra-
rSo de qualquer agricultura, o qual prometle desem-
penhar bem o sea lugar, que para isso tem a praliea
necesaria : quem pretender, diiija-se a ruado Hau-
gel, sobrado de um andar n. 6.
2. O Banco deve dar o seu capital smenle a la-
vradores com es! lelecinienlo de algodao, arroz, cali-
na c farinha de mandioca, comanlo que lavrem em
Ierraspioprias com mais de viuleescravos de serviro
e com lodosos acressories propriosda lavoura.
3. O Banco deve eslabelecer o juro de 5 por cen-
lo pelo espato de viole annos, devendo receber au-
nualmcute os juros, e mais 5 por cento ou a vinlena
para a amorlis-ran do capital. Findos os vinte an-
nos derer infallivelmenle eslar amortiado o capital
e juros, cquaudo alzun'i devedor o nao tenha feilo,
se far a cobranza eecliva execotivamenle. e assim
se far ua falta dos juros e da vinlena da amortisa-
c,3o.
. Dever-se-ha lazer esctiplura publica de li>po-
toca de la-os de raz, engenhos e escravos, de vendo
ser os bens hipotecados dous Icrcus mais do valor da.
quanlia que o Banco entregar.
5. Nao poder o proprielario dispor de forma al-
guma dos bens h> polecados sem mostrar estar saldo
com o Banco, e assim se entender com os escravos
que naset-rem das escravas hypolheeadas, podendo
cm qualquer lempo solver'a sua divida se assim Ihe
couvier, dando mais 5 por cenlo da quanlia que es-
liver a dever.
6. Por norte de qualquer proprielario nao se po-
dra dividir os bens liv polecados sem eslar saldo com
o Banco, e sera a viuva, filhos ou herdeiro admi-
nistrador a contento do Banco, e nao leudo capacida-
de, ser nonicado pelo Banco, administrador com
ordenado feilo pelo mesmo Banco, e esle entregar
o liquido dos, 5 por cento e vinlena e despezas a
quem perlencer com auloridade do Banco, que vi-
ginr bbre ludo.
7. Se os berdeiros com o Banco quizerem fazer
venda do eslnbelecimunlo, o Banco com estes far o
que acordaren! lavrando com o novo possuidor es-
criplura conforme os estatuios que se formarem.
8. A adminislracao do Banco se ordenar em as-
semblea geral dos accionistas pelo teinpo que os es-
tatutos determinar, fazeudo-se ordenados aos servi-
dores necessarios. -
0. lim cada cidade ou villa da provincia lera o
Banco um agenle, que verificara os bens qne lavra-
dor quizer hvpolecar, dando nformagao que re-
metiera ao Banco, e este verificando, ser a quanlia
entregue ao proprielario logo que sepasse aescrip-
lura ou a sua ordem, rom procuraco especial.
10. K*te auente do Banco lera ola de todas as
li> pul era do municipio alem das marcadas por lei,
e dar lodos os annos informarlo do estado da la-
voura do hypolecario o sobre esla informacao, o
Banco dar as precisas providencias para salvar prc-
juizos-
U.'Passando oeriodo do primeiro anno, o Banco
resolver se he til depoisde fazer o dividendo dos
juros lquidos.emprear a vinlena da amortisacao no
mesmo giro ou a juro-commerclal a 8 per cenln.
12. Quando se fizer e dividendo deve ficar 5 por
cenlo da quanlia liquida para caixa de reserva para
alguma eventoalidnde, rujo fundo devera andar cm
gyro coramercial em rebate de lettras a 8 porienlo.
13. O 5 por eenlo do rapilal da reserva serSo di-
vididos proporcionalme lie no prazo de 10 annos, c
os juros desles conliuuam no seu gyro, podendo-se
dar com bv potocas sidas para algum estabeleci-
menle industrial,
14. Quando por algn incidcnla o Banco linde
o seu g> ro, os fundos do juro do 5 por cenlo serao
empregados em eslabelecimenlos de industria que
se nrn.ir.in naciouaes.
15. A directora do {anco lem antoridade na ve-
rilicarao das bypolecas e vicia dos empregados. O
Banco apresentar lodts os anuos o seu bataneo aos
accionistas, bem como o fara publico por qualquer
peridico. A directora far sua sessao urna vez
por semana e-cxlraordiiaria, seo gerente ou guarda
livros o exigir para al.um negocio. Esle gerente
ou guarda livro far todas as operacocs dos 5 por
cenlo e vio tena dando conla a,directora semi-
nalinente.
16. Como o governo enlra com o volme de mil
acres emquaulu figurarem .10 banco, far saas ve-
les o procurador fiscal.
17. Qualquer accionista pode vender saas aore>
f.i/iMidu a verba-las no registro do Banco.
18. Suppoudo que hija caso em que o hypoleca-
rio queira saldar com o Banco os 5 por cento do arl.
5, seras estes unidos aos 5 por cento do arl. 14, pa-
ra com elles se seguir o que diz o mesmo artigo.
Sou de opiniSo, que bem regulado o Banco, lem-
po vira, cm que. s com >s juros do juro, ser bs-
tanle forle o capital do Banco, para qoe sem juro al-
::um accionista, se faca forle, para supprir as neces-
sidades da lavoura, cojo capital se tornar inleira-
mente nacional, e poder dar bastante aograento
provincia com os reau lamentos que se fizerem na
insliluirjlo do Banco, o qual capital senSo deve tirar
por outro qualquer mov ment.
Maranhao 13 de abril de 1855. Jos Fortunato
Madail.
Conslando-me que a Sra. D. Leopoldina Mara
da Cosa kruger pretende aliar seus bens de raz,
previno aos que os quizerem comprar, de que movu
contra a dila senhora acrlo dccendial pelo juizo da
primeira vara do commercio do Recife, para me pa-
aar da quanlia de 4:880)000 e dos juros vencidos, e
que esses bens eslao sujeitos ao referido pagamento,
alim de nao s; chamaren! os compradores em lempo
algum i igunrancia. Recife 10 d maio de 1855,
Malhias l/yjies da Costa Maia.
Osahaixo assiznados parlicipam ao publico,que
lem nesla cidade eslabeWeido o seu armazem de sec-
eos e molbados, que venden por groeso e a retalho,
silo na ra da Bua-Visla, caa% do largo do Pelouri-
nho, rujo ela!ieleciment i cyra debaixo da firma de
l-erreira t\ Salvador. Ou mesmos hRo resolvido re-
ceber de cunta e commisHsa, Imlo e qualquer gene-
ro, para o que tem empregado capital sullicieute,
para de prompto cumprhem ordens ou pedidos de
seus rommilentrs que se lignem consignar-Ibes seus
gneros proporcionando -Ibes prompla venda : leu-
do semprc em considerar.;o a repula-los pelo melbor
pirro que se olfercra no mercado. Para 10de maio
de 1855.Antonio Joaquim Ferreira, Jos Antonio
Salcador.
Precisa-se de urna ama para o"serv50 interno
de una Tasa de pequea familia : quera pretender,
dirija-sc ra eslreila do Rosario n. 10L lerceiro
andar.
Offerece-se ura bomem para criada : na tra-
vessa do Padre n. 2.
Aluga-sc o armazem da ra da Senzala n. 36-'
a tratar na ra larga do Rosario n. 30, segundo an-
dar.
Arrenda-se o armazn) da roa da Guia n. 3. e
o primeiro andar do solrado na mesma ra a. 5 :
nesla mesma casa, das 6 horas as 9do dia, e das 4 da
larde em ditule.
MASSA ADAMANTINA.
Ra do Rosario n. 3f>. >anndo andar, Paulo Gai-
iioux, dentista franrez. chumba os- denles com a
massa adamantina. Essa nova e maravilhosa com-
posicao tem a vanlazcm do encher sem pressAo dolo-
roso lodas as anfractuosidades do dente, adquirndo
em poneos instantes solidez igual a da pedra mais
dura, e pcrmiile restaurar os denles mais estraga-
dos com a forma e a cor primitiva.
No dia 5, as 11 horas, na sala das audiencias,
depois de linda a do Sr. Dr. juiz de orphaos, c bao
de arremalar os movis, escravos, e um terreno de
mariuha no Inzar de Molocolombii, tud* pertencen-
Ic ao finado Torqualo Ilenrqoc da Silva, a reque-
rimcnlo da viuva e do tutor das menores.
Oa encarresados do Mez Mariano que se fez na
igreja de ti. S. da Conceirdo dos Militares, julgam
nada dever de objeclos comprados par soa feslivi-
rtade, no cnlanto se alguem le julgarcredor, dirja-
se na das l.aranaeiraa n. Iti, pira ser immetliata-
menle pago, e loda e qualquer pessoa que dea sua
esmola, lem o direilo salvo de vir ver cm qne se gas-
tou ; faz-sc o presente par; livr.ir os mesmos de
susiieitas que alguem lhes lem Irilmladn.Anlonio
Jos Di i', juiz : Manoel francisco do.< Santos e
Silca, Manoel Fernandes tlibeirc.
Os encarresados do Mez Mariano que se fez na
igreja de N. S. da ConccicSo dos Militares, agrade-
rom muilo cordealmenle a rmandade de N. S. da
C"iireirao e Divino Espirito Santo a distincta hon-
r:. qne Ihe fizeram de nssislircm a sua fesla ; os mes-
mos encarresadoo penborados por tanVa Iwndade
vem por esle jornal p lonliai-llics a sua eterna gra-
lidOo.Anlonio Jote Dia*, juiz ; Manoel Francis-
co do* Sanios e Siha. Mano'.l Fernandez lliheiro.
Prccisa-se de ifma prta cscrava para ama de
urna casa de familia, que laca o serviro interno e
stente da mesma. pasando-ie"-lhe 320 rs. por dia:
a tratar na ra do Collegio n. 3. primeiro andar.
Nodia 23 de maio do crrenle anno ausenlou-
se da casa do abaixo assignad> o mnleque Leocadio.
crinlo, dr-idade de 18 a'20 annos, pouco mais ou
menos, ollicial de campia, e com ossignaes seguin-
les : haixo, cor fula, grosso de corpo, tendo o coslu-
me de quando anda olhar pura o chao : roga-se aos
capilaes de campo e mais pessoa. que o vendo, ap-
prehendam c levem ao abaixo assignado, que grati-
ficar ; o qoal mnleque perferec a heranca da fina-
da I). Maria Francisca de Almeida, de coja heranca
he o abaixo assignado invenlarianlo. Recife 1.' de
junho de 1855.Francisco Mamede de Almeida.
MUTILADO


SIMIO DE PERMUUCBU. SBADO 2 01 JUNHO L 1855
Quem litar rontas com a galera nacional Feli-
riana, naufragada nesle porlu, sirva-se apresenla-
laa alo o di* 6 de jiinhu, no escriptorio de Domingos
Alve< Malheus, para seren pagas.
Traspassa-se o arrendameulo de urna das me- i
lliores ravallaricas do Recite, e \ondem-se namosina I
2cavallose2-carroeas, a dinlieiru ou a praxo : na'
ra da Guia n. l..
Anlomo Fernaiides da Cosa Lima conlina a
encarreuar-sedelodu o qualquer paramento de Igra-
ja, servimlomma maior promplidao e zelo, lendo ja
feilos um llironelu, on.a liumhella e casilla : quem.
de -en presumo se quizer ulilisar, pode dirigif-se a
qualquer hora do dia .1 ra do Vtgari 11. I pii-
ineiro audar ; bem como vende um missal, um jugo
ile breviario* em bom estado, e a obra Moralis Chris-
lianx, 2 voli., e maisoutros livros.
LOTEKIA DA OUDKM TERCEIRA DO
CARMO.
Ar* 6:000000, 2.0005000, 1:0008000.
Corre indubil.ivclinenic ubbado,' '.I de junlio.
O caulelisla Saluslanu de Aquino Ferreira fai
sciente ao respeitavel publico, qne as suas cautelas
esto snjeitas ao descont de oilo por cenlo do im-
poalo geral. lis seus billieles intuiros, vendidos em
ongiuaes, nao sullreni o descont de oilo por cenlo
do imposto geral nos tres primeiros premios grandes.
Ael.am-sr venda as seguidles lujas : ra da Ca-
deia do Recife 11. 24 e 5 ; piara da Independen-
cia 11. 37 39 ; ra do l.ivratnculo n. 2 ; ra
Nova n. 4 e IR ; ra do Queimado n. :I9 e 44 ; rua
eslreila do Kosario 11. 17, e no aterro da Boa-Vista
n. 74.
Kecebe por inleiro 6:0008
com descuido 2:70(19
i> 1:380o
1: H'-
6905
i) SS89
i> 27G8
O'referido caulelisla s he responsavel a pagaros
oilo por cento da le, sobre os tres primeiros pre-
mios grandes oos seas bilheles inteiros vendidos em
originaos, logo que llie fr apresonlado o bilbele,
, indo o possuidor receber o respectivo premio que
nelle sahir, na ra do Collegio 11. 15, escriptorio
di. Sr. Iheioureim Francisco Antonio de Oliveira.
l'eroambuco 31 de malo de 1855.
Societlade.
Quem quizer sociar-se em urna luja de (alendas
ou louca, mslraudo-se deseuipenhadn u bstanle ha-
bililado, sobre tudo coni conhecida pralica e probi-
dade, dirija-se roa de Cadeia do Hecife ij. 40, que
adiar com quem tratar.
CEMENTO
da melhor qualidade: vende-se
em casa deBrunn Praeger & C,, rua
da Cruz n. 10.
Bilh<4ea 58800 tac
Meio* 29800 B
Quarios 18140
Quiulos 1*160 J>
Olla vos 720
Decimos 600
Vigsimos 320
BALSAMO HOHOGEMO SVMPA-
1111(0
Favoravelmenle acolbjdo em todas as provincias
do imperio, e lao geral como devidainente apreciado
por suas admiraveis virtudes.
MOLESTIAS CURAVEIS
1*01 MEIO DESTE 1'OiiTtYHlSO BALSAMO
FEKIDAS DE TODO O GENERO, aiuda que
sejam con lacerajoes de carne,e queja eslivesseni no
estado de chagas chinicas, esponjosas e ptridas.
Logo depois da applicacao cessam as dores.
ULCERAS E CANCROS VENREOS, escorbu-
to, saruas, erysipelas, molestias cutneas ou perpe-
tuas, e scirrlios, conhecidos pelo falso uome de liga-
do nos peilos. rheumalisino, dieleze de todas as qua-
lidades, guita, inchares e flaqueza lias articularles.
QUEIMADCRAS, qualquer que seja a caus e o
objeclo que as produzu.
O MESMO BALSAMO se lem applicado coro a
niaioi vanlageiu as molestias seguinlus : .porm ad-
verte-se que s se deve recorrer a elle em casos ex-
tremos, ua falla absoluta ou impossivel de se obler
a assistencia de um facultativo.
FSTULAS, em qualquer parle do corpo.
I.OMliltlGAb, nao exceptuando a tenia ou soli-
taria.
MORUEDL'RAS de qualquer especie, anda que
sejam as oais venenosas.
DORES clicas ou de barriga, debilldade de eslo-
1, obslruccao das glndulas ou enlranhas, e ir-
regularidade ou falla da meuslruacao ; e sobretudo,
iiillamin.o.es do ligado e do baco."
AlT'El'.CO'ES do peilo, degeneradas em princi-
pio de pthvslca etc. Veude-se na rua larga do Ro-
sario n. 36.
-ai
HOWEOPATUIA.
Remedios ellicacissinios contra
g M be\igas.
S [Gratuitos para os pobres.)
Gf No consultorio central liomoeopalhico, rui 9
& de S. Francisco (inundu-nutu) o. 68A. 9 r. Sabino Olegario Ludgero Pinito. g
##**- # e
NAVAL1IAS A CONTENTO E TESOLRAS.
Na rua da Cadeia do Recite 11.-Mi, primeiro an-
dar, escriptono de Augusto C. de Abrcu, conti-
uuam-se a vender a tv}000 o par (preco fi\o, as ja
bem couhecidas e afamadas navallia de "barba, feilas
pelo hbil fabricante que foi premiado na ex,>osirao
de Londres, as quaes alm de durarem eilraardtna-
riamcute, Uaoseseutem 110 roslo na acrAo d collar ;
vendem-se com a cndilo de, nao agradando, po-
dercm os compradores devolve-las al 15 das depois
pa compra reslituiudo-se o importe. Na mesma ca-
sa ha ricas lesouriuhas para unl'is, feilas pelo mes
1110 fat'icanle.

Aluga-se ou vende-se uma casa com
sotao e sitio no lugar da Torre, junto ao
sobrado do Sr. Peixoto, com todas as com-
modidades para familia, cocheira, estri-
barla, quartos para feitor, etc.: na rua
da Cruz n. 10.
No segundo andar do sobrado amarello defron-
le da matriz da Boa-Vista, precisa se de uma boa
ama secca livre ou escrava, para cuidar de uma
ci lauca.
HECHANISHO PARA EBSE-
CONSULTORIO DOS POBRES
50 BA IffOVA 1 AHDAftAO.
O l)r. V. A. Lobo Muscozo da consullas homeopatlieas lodos os dias aos pobres, desde 9 horas da
manila ateo meio dia, e em casos extraordinarios a qualquer hura do dia ou noile.
Oierece-a; analmente para pralrar qualquer opera.;,10 de cirurgia, e acudir promptamenle a qual-
quer inulher que esleja mal de parlo, e cujas circuinslaucias nao permitalo pagar ao i..edico.
SO LTORIO D n. F. L LOBO HOMO.
50 RUA NOVA 50
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual completo de meddiciua homeopalhica do l)r. G. II. Jahr, tradutidn em por
tuguez pelo Dr. Moscozo, qualro volumes encadernados cm dous c acompauhado de
_____J-__-L_____.1 .lf\.< inrn Ai i\j% iiiHjli^,i,ri aumabIb_____ a____ i a
um dicciunario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., ele.
20*000
Esta obra, a maisimportante de toda as quctralam do esludo e pratica da homeoralhia, por sor 1 unir
que conten al.se fundamental d'esla doulrinaA PATHOOENESIA OU EFKE1TOS DOS MEDICA-
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SALDEconhecimentos que nao podem dispensar as pes-
scas que sequerem dedicar a pratica da verdadeira medicina, interssa a todos os mdicos que qui/erem
experimentar a doulrina de Hahiiemann, e por si mesmos se conveucerem da verdade d'clla : a lodos os
fa'.endeirosesenhorcs de ciiuenho que eslao longe dos recursos dos mediros: a lodosos rapilaesde navio,
que uma ou nutra vez nao podem deixar de acudir a qualquer incommodo seu ou de seus Iripulanles :
a lodos os pais de familia que por cirenmstancias, que ncm semnre podem ser prevenidas, silo obriga-
doi a prestar in cominenti os primeiros soccorros 010 suas ente'rmidades.
O ade-mecum do homcopallta ou Iraduccao da medicina domestica do Dr. Ilerinc,
obra lambem til as pessoas que se dediram ao esludo da homeopalhia, um volu-
me grande, arompanliado do diccionario dos termos de medicina...... 10 O diccionario (Jos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., ele, encardenado. ItatWO
Sem verdadeiros c bem preparados mrdicamcnlps "o se pode dar um passo seguro u pralica da
homeopalhia, e o proprielario deslc eslahclccimenlo se lisongeia de Ic-lo o nuda bem montado possivel e
ninguem duvida boje da erande superioridade dus seus medicamenlos.
Boticas a 12 tubos grandes..................... 86000
Boticas de 2i medicamentos em glbulos, a 10, 12j c 15oOOO rs.
Di as 36 ditos a................. 1>05(V)0
Unas 48 dilos a................ I JOOO
Ditas 60 dilos a.............. IIONWMI
Ditas 144 ditos a.................'.'. i;o000
Tubos avulsos........................ IsotKl
Frascos de mea 0115a de tinctura..................\ 25000
Ditos de verdadeira lindura a rnica................'. 2NXK)
Na mesma casa lia sempre venda grande numero de lubos de crvslal de diversos lmannos,
vidro para medicamentos, e aprompla-se qualquer cncommenda de medicamenlos com l,i,la a brevidi-
de e por precos muito commodos.
Novos livrosde homeopalhia uiefranie/., obras
todas de summa importancia :
liahncniaun, tratado das molestias rhronicns, 4 vo-
lumes.
Teste, iroleslias dos meninos.....
.Ilerius, homeopalhia domestica.....
Jahr, pharmacnpa homeopalhica. .
Jahr, novo manual, 4 volumes ....
Jahr, molestias nervosas.......
Jahr, molestias da pello.......
Rapou, historia da homeopaHiia, 2 volumes
ilarthmann, tratado completo das molestias
dos meninos..........103000
A Teslc, materia medica homeopalhica. 8s0ll
De Fayolle, doulrina medica homeopalhica 70000
Clnica de Slaoneh .......
Casling, verdade da homeopalhia. .
Diccionario deNjsien .
Aulas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, utiendo a descripeo
de lodas as partes do corpo humano .
vedem-so lodos estes livros 110 consultorio homcopa-
thico do Dr. Lobo Moscoso, rua Nova n. 50 pri-
meiro audar.
20.3OOO
65OOO
79OOO
6*000
16.3OOO
65OOO
85000
I65OO
65OOO
45OOO
IO5OUO
909000
aetsgss;? s. s@ s
DENTISTA.
9 Paulo Gaignoux, dentista francez, eslabele <9
$ cido na rua larca do Rosario n. 36, secundo 9
) andar, enlloca denlt'scoin cencvasartiliciaes, ft
$6 e dentadura completa, ou parte della, com a 9
jjp presso do ar. 9
j# Rosario n. 36 secundo andar. g
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Alhuqucr-
quemudou a stta aula para a rua do llan-
(jel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos eexternos desde ja' por me-
dico preco como lie publico: quem se
quizer utilisar deseupet|ui.iioprestimo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
D-M apremio qualquer quanlia al um conlo
de reis : na rua do Livramento ir, 37, loja.
O escripturario da Companlna de
Beberibe,encarrega-tede comprare ven-
der accoes da mesma companlna : na rua
Nova, sobrado n. 7.
Est a sabir a luz no Rio de Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
HQMEOPATHA.
EXTRAHIDO DE KUOFF E BOEN-
NINGHAUSEN E OUTROS,
c 1,1.lo em ordein alphahetica, com a dcscripcan
abreviada de lodas as molestias, a indicacao phvsio-
logica e therapeutira de todos os medicamentos ho-
meopalliiros, seu lempo de aceito e concordancia,
seguido de um diccionario da signilicacao de lodos
os termos de medicina ccirurgia, c posto ao alcance
das pessoas do povo, pelo
DR. A. J. DEGELLO 10R.4ES.
Subscrcve-sc para osla obra no consultorio horneo,
palhico do Dr. LOBO MOSCO/.O, rua Nova n. .50-
primeiro andar, por jfjOOO em-brochura, e 6*000
encadernado. 1
Prccisa-se de uma ama forra ou captiva, que
saiba fazer o servco diario de uma casa de pnuca
familia : a tratar na rua do Cdllecio o. 15, arma.
Compra-se elTertivauenle qualquer porc.10 de
sebo: na fabrica de labtQ, na rua Imperial.
Na rua Imperial, casa n. 185, cnmpra-o uma
prela que saiba rnzinhar e eucommar, sendo moca e
11 .io leudo vicios ncm achaques.
Compra-so uma casa lerna nos bairrosda Boa-
Vila, Santo Antonio e S. Jos : a fallar com o mar-
cador na inspeecto do algudao.
VENDAS.
Si Aclta-sc a venda o MANUAL do (inania ;;
'; Nariaiial, ou collecco de lodas as les, recu- ;>
% lamentos, ordens e avisos ccnceruciilcsa mes- (Q
1$ 111a guarda nacional, nrcanisadn pelo CapiUu s%
0 secretario do eliminando superior da guarda f
-;;; nacional da capilal da provincia de Peruam-
K buco Firmino Jos de Oliveira, desde a sua (a
1 nova organisaQ^o al 31 de dezembro de 1
<* 1854, relativos uo sao processa da qualili- O
cacao, recurso de revista etc. ele, scno .1 eco-
$ noinia dos corpos, orcanisacilo por municipios, 09
0 balalhOw, companhias ; com inifppas, mo- ;IPj
9 dlos etc., ele.: vende-se nicamente no pa-
Ico do Carino n. 9 l.o andar sOOO reis por @
cada volume. -:,.>
EDDCACA'O DAS FILHS.
Entre as obru do grande Fenelou, ucebispo de
Cambray, merece mui particular inencao otratado
da educac.lo das meninas110 qual "esle virtuoso
prelado ensilla como as mais devem educar suas li-
li las, para um lia chegarem a oceupar o sublime
lugar de mii de fmilia ; louia-se por tanto uma
necessidade pira lodas as pessoas que desejam cni-
a-las no verdadeirocaminho da vida. Est a refe-
rida obra Iraduzida em porluguez, c veude-se na
livraria da praca da Iudepeiideiicia 11. 6 e 8, pelo
diminulo prero de 800 rs.
Na rua da Cadeis do Recife n. 3, primeiro an-
da., cuufroute ocscriplorio dos Srs. Barroca & Cas-
r, despacham-se navios, qer uarionacs ou estran-
geiras, com toda a prumplidAo ; bem como liram-se
passaportes para fura do imperio, por presos mais
commodos do que em oulra qualquer parle, c sem o
menor trabalho dos pretendeiites, que podem tratar
das 8 da maiihaz as 4 horas da larde.

NHO.

!VA FUNDigAO DE FERRO DO ENGE-
NHEIRO DAVID W. BOWNIAX. >>A
RUA DO BRLM, PASSANDO O ^HA-
FARIZ,
ha sempre um grande sorlimento dos seguintes ob-
jectos de mechaoismos proprios para en^enhos, a sa-
ber : moendas e metas moendas da mais moderna
construccriii ; la'ixas de ferro fundido e haiido, de
superior qualidade e de lodos us lamaiilios ; rodas
dentadas para agua ou aoimaes, de lodas as propor-
nes ; crivus c boceas de forualha.o regi-lros de bo- |
tiro, aguilhSes, brouzes, parafuso's eenvilhoes, mui-'
nho de mandioca, etc., ele.
NA MESMA FUND1CA O.
se exceulam lodas as eocommendas com a superio-
ridade ja conhecda, e com a devida presteza e com-
modidade em prero.
V. (MSOLATO DE S. M. SARDA
IN PERNAMBCO.
Notificazione.
GIO. BATTA MORELLO, morto. in
Loano, lasci ogni sito avetc consistente
in una casa e vani pezzi di teireno aisuoi
li;li abitanti in Pcrnambuco (o'nella vi-
cinnza) ctoe MCOLO MORELL e sua
sorella ; questa ultima vedova di certo
BERNARDO DRAGOPerci vehgono
invitatt, quando credano conveniente,
inandare a Genova procura lgale fatta
in debita Corma (autentcala pe consol
za, ebe tost ci sarebbe pei-sona che com-
prerebbe tutto a prezzo equo. Ib. R. con-
sol On & V. consol Ernesto Scliramm.
Chapeos de molla de superior qua-
lidade* chegados no vapor inglez SOLE.NT:
ossenliores que izeram suas encommen-
das podem vir escolher na rua do Crespo
11. 17, loja de Jos dos Santos Neves.
FltONTISPICIO DO CARMO.
Por motivos ponderosos nao pode ter lugar a festa
da Seiihnra do Carino do Frontispicio, nn seu dia
proprio. -JS) de maio prosimo passado, o que se faz
scienle aos devotos da mesma Senhora. Os acluaes
directores da lesla aproveilam a occasiAo para pedir
as respectivas aainaainUa nomcadas, que empre-
cuem lodos os seus esforros e aclividade na rnbrama
das eamolas, afim vera ter lugar a feslividadc e os pormenores desla,
que brevemente serao annunciados.
Perlenrem a sociedade Frontispicio do Car-
moos quartos de 11. 261 -e 25K."> da 1.a parte da
lotcria da ordem lerceira do Carino.
Precisa-sede um prelo escravo, para srvenle :
na casa de pasto da rua das Cruzes 11. 39.
Na casa de pasto da rua das Cruzes n. 39, ha co-
modonas a toda a hora do dia, da-so almocos e jan-
tares para fura, e lem mao de vacca todos os domin-
gos.
i
IBLICAtAO' DO INSTITUTO 110 J
MLOPATIIICO DO BRASIL.
THESOURO HOMEOPATHICO
OU
VADE-MECUM DO
HOMEOPATHA.
Melltodo conciso, claro e seguro de cu-
rar homeopalhieamenle todas as molestias
que affligem a especie humana, e parti-
cularmente aquellas que reinam no Bra-
sil, redicido segundo os melhores trata- /.
dos de homeopalhia, tanto europeos romo (*V
americanos, e segundo a propria ciperi- Jj
enra, pelo Dr. Sabino Olegario Ludcero JJj
Piuhu. Esla obra he boje recouhecida co- \S)
mo a melhor de lodas que Iratam daappli- -t.
cacao homeopalhica no curativo das mo- "v
lestias. Os curiosos, principalmente, nao (fi

m
podem dar um passo seguro sem possui-la e /L
consulta-la. Os pais de familias, os sonho- '9"
'5) res ('e eDCC,mu' sacerdotes, viajantes, ca- (\
TZ.pilaes de navios, scrlanejos etc. etc., devem J
^f te-la mao para occorrer promplamcnle a tp5
, qualquer caso de mqhslia. (<+
J2 Dous volumes cm brochura por 1030IKI *!
(&) >< encadernados 11JO00 tk
Ig. Vende-se nicamente em casado aulor, a,
W no palacete da rua de S. Francisco (Mui- w
A do Novo) n. 68 A. (A,
: J. JANE, DENTISTA, 1
P continua a residir na rua Nova n. 19, primei- ftf
3 ro andar.
i s 3 > @ 9 t 99 8 S
Joias.
Os abaixo assignados, danos rua do Cabug n. II, ronfruulc ao paleo da malr
o rua Nova, fazein publico, que eslao sempre surti-
dos dos mais ricos c melhores goslos de lodas as obras
de ouro necessaras, lano para senhoras como para
h,uncus e meninas, continan] os precos mesmo ba-
rtilus como lem sido ; passar-se-ha unta cunta com
responsabilidadc, especificando a qualidade do ou-
ro de t4 a 18 quilates, licando assiin ciranti.lo o
comprador se apparecer qualquer duvida.
Seraphim &. Irmao.
Casa de consignacao de esclavos, na rua
dos Quarteis n. 2i-
Compram-se e recebem-se escravos de ambos os
sexos, para se venderem de commissao, tanto para a
provincia como para fra della. oll'ererendu-sc para
silo loda a segurauca precisa para os ditos escravos.
Ollerece-se para administrar qual-
quer obra, tanto de estradas como ou-
tra qualquer de carpina, carpinteiro e
tudo mais que seguir a este respeito:
quem precisar dirija-se o esta typogra-
phia que achara' com queni tratar.
Precisa-se de um caiieiro para' taberna, c nflo
c quer consa que nflo presle : no largo da Sania
Cruz n. 2.
Precisa-se alugar uma ama forra,
que seja d,? boa conducta, para.casa de
pequea familia: no largo do Parai/.o
sobrado n. lo.
Offerece-se uma mullier para ama do uma casi
estrangeira, de portas denlro, menos cozinhar e
engominar : quem precisar, dirija-se i rua do Cal-
deireiro, na mcia-agua n. II, que achara comqucni
tratar.
Precisa-se de uma'mulher que queira comprar
e cozinhar para duas pessoas, e das 8 horas 'da nuil,;
em dianle pode relirar-se para sua casa : na rua dos
Marhrios, taberna e. 30.
O abaixo assignado declara, que nao lem vigor
a prncuracao que esla em poder do Sr. Joan Jos ,l i
Reg para cobrar os foros e laudeniios dos terrenos
da rua da Alegra, por ler o aiinunriaulc constituido
novos procuradores para o dito fim ; e por iso pea-
toa alguna poder pagar qucllc senhor. Villa da
Pomba, em Minas Geraes, 23 de abril de 1855.
Eslava reconhecido.
Lu: de S. Uoavenlura Salerno.
Aluga-se o muito conherido silio do Cajuciro,
indcpendenle das nutras casas edificadas no incsiuo
silo, : <|oeni o preleuder, dirija-se ao mesmo, que
achara com quem tratar.
.*>-
Vendse no arma/.eiii de Jos Joaquini
l'ereirade Mello.no caes da allandega.
VINIIO CHERRY KM BARRIS.
Em casa de Samuel P. Jolinston & C-,
rua da Sen/ala-Nova n. 2.
'arsoviana,
A 200 rs. o covado.
Fazenda modernissima para vestidos caseiros, de
palmos de larcura : vende-se nicamente na rua
I-, (junui.idu, loja ii. 2, esquina do beceo do Peixe
Frito.
(irande sorlimento de sapalosdc borracha,ame-
ricanns para homein.senliura e menino : vende-se ua
rua da Cadeia do Recife n. 20.
Vende-se pipas, bartis va/.ms e bar-
ricas internadas: a tratar com Manoel
Aires Guerra Jnior, na ruado Trapiche
n. 14.
IYIEIAS DE LAA COMPRIDAS
vendem-se-n.t rua do Crespo n. 17-
PECIIMIIA E VIS PiOBJICHA.
NA RUA NOVA N. 8, LOJA DE
Jos Joaquim Moreira.
Acaba do receber pelo iillimn navio franco?, um
inacniiico sorlimenlo de bor/.eguius para senhora,
lodos de diuaquc, mas que pela delicadeza com que
sao feilos c consistencia da obra, muito devem agra-
dar ; accrescendo alm dislo o preco que apenas he
de 2gS0 rs o ;iar, pagos na eraaiau da entrega.
ARADOS DE FERRO.
Na fundirao' de C. Starr. (i C. cm
Santo Amaro acha-sc para vender ara
dos t*. ferVo de --"i. ualidade.
Na cocheira do Sr. Sebastian Lopes (iuimaraes
acha-se para vender un cavallo de cor melado, pe-
queo, de rafa picira, de linda figura e exrclleules
andares, proprio para senhora e menino : a tratar
na mesma cocheira.
Vende-se marnielada novachecada ulliniarnen-
le de Lisboa, em latas de i e Si libras a 320 a libra :
no armazcui de l.uiz Antonio Aunes Jarome, de-
fronte da porta da alfandega.
Vende-se uma criouliulia rom 7 para S anuos,
bonita fisura, um negro de nacao, com 32annos
na rua da Senzala Velha n. 70, se dir quem vende.
Na rua das Cruzes u. 22, vende-so uma escra-
va da Costa, moca, ptima para lodo servido de casa
e mesmo de rua.
Vende-se um exccllenle cabriole!, novo e do
melhor costo, por preco cominodo : quem o preten-
der, dirija-se rua do Hospicio, casa de segeiro, por
baixo do sobrado unarello que faz quina com dita
rua, que achara com quem tratar.
Navalhas da China a 3J000 cada uma.
Acaba de checar uma pequea porrao destas mui
acreditadas navalhas, c vendem-se as verdadeiras
nicamente na rua da Cruz, n. 17, escriplorio de A.
l.uiz de Oliveira Azevcdo ; dao-se a contento por 8
das.
Algodaoda fabrica de Todos os Santos da
Baha.
Vende-se no escriplorio de Antonio l.uiz de Oli-
veira Azevcdo, na rua da Cruz n. 17, algodSo tran-
cado da fabrica cima, muito bom para roupa de es-
cravos e saceos de assucar.
Vende-se bolachinlia de aramia a 100 rs. a li-
bra, muilo superior biscollo da mesma qualidade :
na rua Dircita n. 69, nadara.
k Palitos franceses.
Vcndefi-se palitos c sobrerasacas de brim de linbo
a 3;,",(HI, litas de alpaca prela e de cores a 89000,
ditos de Uumbasim a 1O?0O0, dilos de merino selim a
1251)00, dilos de panno linn prelo c de cores a 16; e
18yj00: na rua Nova, loja n. i.
CHAPEOS JL DE MOLLA
branros e prelo. com completa iiumrrarao, de lodos
os lamanhos, dilos de castor ,TliibelJ copa alia, dilos
de dito rom pello, dilos de Castor copa baixa, sendo
de ditrerenles cores, dilos de fellro enfeitados para
crianra, dilos de fellro niolle. dilos de dito de lodas
as cores, lamo para homem romo para meninos, di-
tos de palhada Italia com ricos enfeites para meni-
nas e meninos, fazenda anda nao apparerida ueste
mercado, bonetes de seda para homem, dilos de pa-
lha para dilos, ditos de panno para meninos, e ou-
tras militas qualidades de blendas proprias do es-
labelecimenlo, na rua Nova u. 44, loja de Chrislia-
ni i\. Irmao.
Vendem-se c alugam-se bichas, chegadas l-
timamente de Hamburgo, viudas no vapor inglez,
por menos prero (loque em oulra qualquer parle:
na Iravessa da rua do Vigaiio, loja de barbeiro n. 1.
Vende-se um necro de narAo, moro, muilo ro-
busto, e bonita figura : na roa larga do Hosario n.
22, segundo andar.
Vendem-se 2 mesas grandes e nina armadlo
de pinito, proprias para armazem de lateadas : na
rua da Cruz do Itccifc n. 1.
Vende-se uma das mais decantes casas de so-
brado edificada lia poucu lempo, sila na estrada de
S. Jos do Manguind, a qual lem todas as commo-
dnlades para familia, cocheira, estribara, silio com
muitas frucleiras e llores ele. etc. : a tratar na roa
da Cruz n. 10.
Na roa Bella n. 13, precisa-se de uma ama es-
crava, que saiba rozinhar bem.
O caulelisla abaixo assignado, querendo desonc-
rar na Ihesouraria geraloseu fiador, convida a qual-
quer pessoa qne possuir cautelas suas premiadas, das
loteras da provincia, que no prazo de 30 dias venlia
receber sua importancia. Recife 5 de maio de 1855
Silvestre Pereira da SUca Guimaraes.
Procisa-se de uma ama que tenha bom leite :
no ospicio, casa terrea junto ao Sr. desembargador
Santiago.
Aluga-se a IOS rs. por mez, uma casa terrea
em Olinda, rua da Bica de S. Pedro n. 1, com duas
porlas e duasjanellas de frente, Ires salas, quatro
piarlos, grande roziuha, quintal grande murado
com poriao para i rua, cacimba, estribara para Ires
ou qualro cavados, e casa para pralw, e lamliem se
vende: a tratar com Amonio Jos ltodriocs de
Sonza Jnior no Kecife, rua do Collegio n. 21, pri-
meiro ou segundo andar.
Precisa-se fallar com o Sr. Antonio Joaquim
Marques dos Santo, para negocio de seu ulerease :
no armazem de Joao Maitins de Barros.
Joaquim da Silva Mourao previne a quem in-
leressar possa, que lodos os bens do Sr. Jos Das da
Silva, movis, semoventes e de raiz, estn sujeilos
ao pagamenjo do que'cllc llie deve, pelo que niio
pode o mesmo alieua-los, e neni de qualquer forma
diipor delle, em prejuizo do aiiuuuciaiite, que pro-
testa usar de seu dtreil,o, niillrlicuido qualquer ven-
da ou disposicao desses bens.
i HOflEOmiHA. 1
FEBRE AMARELLA. (
(gl Alguns casos de FEBRE AMARELLA 3)
2L se lem ltimamente manifestado nesla ri- S
9 dade. O h ,i.....-nio honueopalhico bem w
(n dirigido tcm mostrado sua superioridade
yyj. ulica medicina. O doentes. pois, que 5
\r) a liomiropalhit quizercm recorrer, pod- tp|
M lo-hAo fazer, sendo soccorridos de preferen- ,
J5 ca aquclles que nenhum remedio hajam W
(pp lomado. (g|
^ Consullorio central homirupalhico, roa M
f de S. Francisco (mundo novo) n. 68 A. w
Precisa-se alugar uma ama prela, captiva, para
o serviro diario de uma casa : no Manguinho n. 51.
Irmandadedo Divino Espirilo Santo erec-
ta na igreja de N. S. da Conceicao,
Segunda fera 4 do corrcnlc s 9 horas da ma-
nhila, ter lugar o oflicio anniversario pelas almas,
dos irmAos fallecidos, e para lomar esle acto mais
solemne, a mesa regedora roga.a todos os seus irmos
hajam de comparecer. Tambem se roga aos ir-
mos que conservam em seu poder capas da irman-
dade, e aquelles que as receberam por occasijio da
ultima feslividade, o favor de entrega-las em casa do
irmao Ihesourciro na rua do Encantamento, ou do
irir.ao c-.it: vio, na rua doQueimado u. 2, onde po-
derAo receber rcgislros aquelles, que anda os nao
liveram.
Traspassa-se uma loja de charutos com poucos
fundos, em boa rua de negocio, diz-sc o molivo e
os inconvenientes que ha p ira lal traspasso a Ira-
lar na rua da Penha n. 9.
Na rua do Rangcl n. 38, se dir quem d di-
nheiros a juros, sobre penhores de ouroe prala.
CarolinoM. Poingdestre retira-se para Ingla-
terra.
Joao Antonio de Moracs scicnlilica
ao respeitavel publico e com espccialidade
ao corpo de commercio desta prara, que
se acha livre de toda a responsabilida-
dc do debito da exttncta BrutaMORA-
ES & SOARESem consequencia de lhe
haverem seus credores dado plena e geral
(|iutai;ao, como consta do abaixo assigna-
do por todos, em data de 10 de maio
do corrente anno.Joo Antonio de .Mo-
racs.
O abaixo assignado avisa aos senhores que lem
penhores vencidos que os vao tirar dentro do prazo
de Irinta diis.do contrario serao vendido,para pasa-
mento dos mesmos. Francisco Firmino Monteiro.
O abaixo assignado parlicipa ao respeitavel
publico que o Sr. Jos Alfonso de Azcvedo Campos,
deixou de ser seu caixero drsde o 1. do rorrete
mez. Joao da Silva Furia.
Quem quizer lomar em sua companhia om
menino de peilo para crea-lo com leite, dirjase a
rua do Nogueira n.23 ou annuncie para ser pro-
curado.
COMPRAS.
Compram-se caixas para amostras de laherna,
e lambem pesos, medidas, batanea c braco : a Iralar
ua Iravessa da Concordia, casa junto a cadeia nova.
De 2s000 a 200S000.
He checa lo prara da Independencia n. 24 e
30, loja de chapeos de Joaquim do Oliveira Mala,
um grande e variado sorlimento de chapeos do Chile,
que a vista de soa boa qualidade se vndenlo pelo
diminulo preco de290001 2005000. assim como cha-
peos de caslor prelos, pardos c brancos, com pello c
raspados, copas altas e baixas, chapeos de Italia, di-
tos de palha brasileira, dilos ainatunas41,1ra senhora,
ditos de palha abcrla, ditos francezes e da Ierra para
homens c meninos, ditos de lustre de copa alta e
baixa para pageu>, lilos para marinheiros, e linal-
menle um bello sorlimenlo de ludu quaulo he pre-
cisa para caneca, e ludo por precos mais razoaveis do
que cm entra qualquer parte.
Vende-se uma pequea hlographia completa e
uma machina cmplela de retratar pelo daguerreoly-
po. O vendedor ensiua todos os prucessos de ambas
as machinas : no largo do Carato, sobrado n. 20,
primeiro andar. Na mesma casa vendem-se livros
novos e usados, de diversas liugoas c faculdades, lu-
do por preco comino,lu. ( /
Vndese uma casa, sila na Capunga, na Ira-
vessa de S. Jos, rua da Amizade, rom bom commo-
dos o boa cacimba : quem a pretender, dirija-se
mesma, que achara com quem tralar.
Vende-se ou arrenda-se o famoso silio que (oi
lo Tavariiihn, silo na estrada dos Afilelos, conlen-
do uma excelleole e cummoda casa, cocheira para 4
carros, senzala, estribara para 8 cavallos, 4 cacim-
bas de excellente agua de beber, jardim, casa para
banho, baixa de capim, coutendo lodas as qualidades
de frtelas, c lambem um bom escravo pardo, que
se vender indcpendenle do slo. a quem o queira :
1 fallar 110 dito sitio com Francisco deCarvalbo Paes
de Andradc.
Attenrao.
Na laherna que fo do Malinas, na rua Nova 11.50,
ha a venda por muilo rommodos precos, superior vi-
nho-Champaguc, dilo Bjrdeaux engarrafado, em por-
ciio a 320 e iOO rs. a grrafa, dilo'do Porto engarra-
fado muilo velho a 900 rs. a carrafa, ditas vasias a
6-5.>00 e 7-?0O0 o ento, pastas, ehonrcas, presuntos,
\elas de espermacelc francezas c americanas, e de
carnauba pura, cha, vinagre branca e tinto de Lis-
boa, engarrafados, queijos do reiuo muito frescaes,
sag, ccvadinha, eslrellinha e fogo di India t Se-
bastopol, c oulras muitas cousas.
Vende-se I sof novo, de jacarando, 1 mesa re-
donda de meio desala, de amarello, 1 rarleiraa im-
laeilo de secretara, tambem de amarello, e 2 can-
dieiros de meio de sala, lodo por muilo barato pre-
co : a Iralar na rua Nova, laherna n. 50.
Vendem-se ceblas muito baratas, para fechar
conlas : na Iravessa d'i Madre de Dos 11. 16, arma-
zem de Acoslinho Ferrerrc Senra Guimaraes.
Muila attencio.
Vende-se no aterro da Boa-Vista, lo> n. 78, vaque-
las para rarro por 2SJ000, couro de lustre 4 gfOOO e
-" iliO a pelle, muilo supcriires Snalos de borracha
a 15000 o par, dilos de lustre para senhora a MXIrs.
den. 32e 33, botoes para camisa a 120 a grusa, c
mullas mais miudezas, que a vista do comprador se
faz todo negocio.
N'ayua Nova 11. 52, se faz loda obra de al raa-
le, de cncommeiida, com a, maior brevidade possi-
vel ; da-se o panno, e os precos muilo baratos : ca-
saca, cohete e eaaa> de caseiira ou de panno fino
preto por OOjOOO, e calca decasemira de cor fina por
10J000. y
\ endem-sc 5 escravos, sendo 1 mulatinha de
16 annos, de boula figura, a qual cose e engomma,
1 mulalinho de 10 anuos, muilo lindo para pagem,
2 escravas de 24 annos, sendo uma perita engomma-
deira e cuzinheira, 1 dita de incia idade, de ptima
conducta : na rua de Ilorlas n. 60.
Vende-se um Miliar com lodos os seus perleu-
ces : na rua da Aurora 11. 32.
TENT08 *
PASA VOLTARET. ,
Vendem-se na rua da Cruz 11. 26, primeiro andar
lindas caixas envernisadas, ruin teios para marcar
jogo de vollarele, por prero multo coiamodu.
H<: de graca.
Existe na rua do Collegio n. 12, um rcsto.de lata*
1 uniendo rada uma libras de luaasa de tmales en
estado perleilissimu. que para se acabar, veiidcin-ie
pelo baralo preco de 19600 cada lima.
Attenrao !
Vende-se superior fumo de milo, secunda e rapa,
pelo baraiis-imo preco de 33000 a arroba : na rua
Direila n. 76.
Potassa.
No anligo deposito da rua da Cadeia Velha, es-
criplorio n. 12. vende-se muilo superior polassa da
Russia, americana a do Kfk de Janeiro, a prejos ba-
ratos que lie para fechar conlas.
Vendem-se no armazem n. 60, da rua da Ca-
deia'do itecjfe, de lleury (ibson, os mais superio-
res relogios fabricados cm Inglaterra, por precos
mdicos.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
ticas para piano, violao e (lauta, como
icjam, quatirilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
cliegado do Rio dejpneiro.
Vendem-sc ricos e modernos pianos, recente-
mente chocados, de exccllcntes vozes, e precos com-
modos em casa de N. O. Bieber A Companhia, rua
da Cruz n. 4.
A iUm Fama.
Xa rua do Queimado loja de miudezas
da boa fama n. 33, vendem-sc as miudezas abaixo
mencionadas, c alm dessas oulras muilissimas que
avista dos seus precos muilo baratos, nao deixam fie
fazer milita cotila aos amigos do bom c barato, as-
sim como boceteiras e mscales: liiihas de novellos
ns. SO, 60 c 70 a l>100a libra, holes para caini-a
a 160 a croza, lilas ,le linlio brancas a 40 rs. a pe-
ca, hullas ile rarrilel de 200 jardas de n. 12 a I2a
70 rs. tx carrilel, colxeles francezes em carloes a
80 rs.. liulias de pozo a 100 rs. a mcadinha, ditas
muito linas para bordar a 160 rs fitas de seta la-
vradas de todas as cores a 120 rs. a vara, linhas de
marrar azul c encarnada muito finas a 2X0 rs. a
caixinha com 16 muelles, dilas mais grossas a lo
ts., lapis finos etiM-rnisados a 120 rs. a luzia, dilos
mais ordinarios a MO rs. a duzia, dedacs para senho-
ra a 100 rs. a dara.. caitas para costuras de se-
nhora a 28000, 39000 e 89300, ditas para joias a
300, 200. 120 e SO rs., braceletes encamados a 400
rs., pelmas d'aen muilo linas .1 610 rs. a groza, pa-
litos de fugo .1 10 rs. a du/.ia de macinbos. capachos
piutrtdus a 610rs., beigallinh.isdejuncoconi bonitos
cusloes a SOO is., peales para alar rabello a 1$500
' duzia, papel alunen muilo bom a 29000 a resma
dito de pe/.o paulado a 3^600, intrneas miudiuhas
a iO rs. ,1 maro, dilas maiores e de todas as eores a
120 rs. o maco, suspensorios a 40 rs. o par, grampas
a 60 rs. o massiiiho, alfinelesa 100 rs. a rarta, pe-
dras para cscrever a 120 rs.. boloes linos para ralea
a 280 rs. eroia, brinquedns para meninos a 500
rs. a eailioh, "ineias brancas para senhora a 210 rs.
o par, luvas de lorcal fazenda superior e com burlas
a 800 rs. n par, dilas de algodao, brancas, para ho-
mem a 210 reis o par, escovas linas para 'denles a
100 rs., rolhercs de metal para sopa a 610 rs. a
duzia, espedios com molduras douradas, fazenda su-
perior a 120 e 160 rs., cspelhos de rapa a 800 rs. a
duzia, tesouras para costura a laOOO rs. a duzia, ca-
ivetes de 2 folhas para aparar peonas fazenda su-
perior a 210! ra., luvasdeseda|pret.iscom primas de
rores a 500rs. o par, dilas de algodao de cores mui-
lo linas para homem a 400 rs. o par asulheiros de
mclal com agulhas cousa superior a 200 rs. torcidas
para candieiro do numero que o comprador quizer
a 80 rs. a duzia, fivelas douradas para calta c collete
a 100 rs., peales de baleia para alizar a 280 rs., dilos
fiuissimos para alar cabello a1?280 rs, esporas linas de
metal a800 rs. o par, chicles linos a 800 e 1000
rs., aholoadiiras para rlleles rousa superior a 100,
500, (00 e 800 rs., Iraicellins de borracha para re-
locios a 100 e 160 rs., ramullas com superiores ncu-
llias francezas a 200 rs., nielas de seda piuladas pa-
ra chancas de 1 a 5 anuos, a 1?S00rs. o par, dilas
piuladas o 400 rs. o par, trancas de seda de ludas as cn.es, fi-
las finissimas de ludas as cores, biquiihos de algo-
dao e tic linbo de bonitos padroes muito linos, le-
zouras o mais lino que lie possivel cnconlrar-se e de
todas as qualidades, I uvas e mcias de todas as qua-
lidades. c oulras muilissimas colisas, ludo de muilo
goslo e boas qualidades e por precinhos que muilo
acradam. Esla loja he bem condecida nao s por
vender sempre ludo mais baralo do que em oulra
qualquer parte, romo laml'ein ser los quatro cantos
adiaule da loja do sobrado amarello, e para melhor
fama piulada.
Vende-se na rua do Collegio, casa n. 3, pri-
meiro andar, o melhodo Canille,' para violao, novo,
e por commodo prero.
Capas de panno.
_ Vendem-sc rapas de panno, proprias para a esta-
tu presente, por commodo preco : na rua do Cres-
po n. 6,
I'f'CHINCHA PARA QUEM SE QUIZER
ESTABELECR. .
Vende-sc muilo bem ennherida e acredita la-
herna que foi de Andr Nauzer. na Boa-Visla rua
do (".amaran, urna das melhores tinto pela localida-
dc como porque esla muito afreguezada : a tratar
no aterro da lloa-Visla n. 1i.
Vende-se uma rarroca e um par de rodas, em
bom uso, 3 gneos, 1 macho e riuas,femeas, e pes de
abacate : na cocheira da rua da Florentina.
No armazem de Tasso Irmaos, ha
a venda:
Superior vinho champagne cm gigos.
Dito Brdeos em quartolas.
Dito, dito em garrafoes.
Agurdente cognac, cm caixas de du/.ia.
Licores linos francezes, dem.
A/.eite refinado l'agniol, idem.
Garrafas'va/.ias em gigos.
Papel almaco verdadeiio de Gcorg Mag-
nant.
Dito de copiar cartas, as resmas.
Farinha de mandioca.
Aro em anheles.
Tudo bom por prero mdico.
Alpaca desela.
Vende-se alpaca de seda de quadros de bom cosi
a 720 o covado, curies de 13a dos melhores estos que
lem viudo 110 mercado a 49500, dilos de cas-a chila
a 19800, sarja prela hespanhola a 29400 e 28200 o
covado, selim preto de Mar a 2s00 e39200, cuar-
danapos adamascados feilos em (juimaraes a 3>6O0
a duzia, loalhas de rosto viudas do mesmo lugar a
U-jOO.e 129000 a duzia : na rua do.Crespo n. 6.
Grande sortimento de brins para quem
quer ser ginenho com pouco dinhetro.
Vende-se htim (1 aneado delislras e quadros.de pu-
ro linho, a 800 rs. a vara, dilo liso a 640, ganga
amarella lisa a 860 o rnvado, risrados escuros a imi-
tacao de casrmira a 360 o covada, dilo de linho a
2801>di(o mais abaixo a 160, castores de lodas as co-
res a 200, 240 e 320 o covado : na rua do Crespo
n. 6. '
Dejiosito de vinho de chatn- W
)ij;ii(i Chateau-Ay, priineiraqtia- B
idade, de propnedade do conde )
de idarcuil, rua da Cruz do Re- A
cife n. 20: este vinho, o melhor 4
de toda a Champagne, vende-se |2
a 564OOO rs. cada'caixa, acha-sc W
nicamente em casa de L. Le- W
comte Feron Companhia. N.
.11.As caixas sao marcada a lo- $
;oComiede Marcuile os ro- J
tulos das garrafa sao a/.ues.
Brunn Vvl^g^^**}"
vender em sua cat, rua da Cruz
n. 10:
Lona da Rutsia.
Champagne.
Instrumento para msica.
Oleados para mesa.
Charutos de ilavana urdadciibs.
jk Cerveja llamlmrgiiea.
B 'omina lacea.
Venden:-se lona da Russia por preco
commodo, e do superior qualidade: no
armazem de N. O. Bieber St C.. rua da
Cruz n. i.
ATTENCAO', QUE HE PARA ACABAR.
Lasa rom Ostras de seda, c qualro palmos de lar-
cura, fazenda muilo propria para a prsenle esla-
jflo, pelo diminulo preco de 410 rs. o covado : na
rua da Cadeia do Recife n. 35.
Deposito do chocolate francez, de uma
das mais acreditadas fabricas .de Paris,
em casa de Vctor Lasne, rua da Cruz
n. 27.
Extra-superior, pura bauuilha. 1fl20
Extra fino, baunilha. 1>600
Superior. 19280
Quem comprar de 10 libras para cima, tem um
abalr.de 20 % : venda-so aos mesmos procos e con-
diees, em casa do Sr. Barrelicr, no aterro de Boa-
Visla 11. 52.
Vende-se aro em cimbeles de nm quintal, por
preco muito commodo : no armazem de Me. Cal-
moni & Companhia, praca do Corpo Sauto n. II.
ATTENQAO.
Na rua! do Trapiche n. i, ha para
vender batir de ferro ermeticamente
fechados, proprios para deposito de fe-
ses ; estes harria sao os melhores que.se
tem descobcrlo para est lim, por nao
exhalaren! o menor cheiro, c apenas pe-
zam 16 libras, ecustam o diminuto pre-
co de V.s'000 rs. cada um.
COGNAC VERDADEIKO.
Vende-se superior coenac, cm garrafa-, a 129000
a duzia, c 19-2KO a carrafa : na rua dos Tanocros n.
2, primeiro andar, dcfrule lo Trapiche Novo.
FARIMIA DE MANDIOCA.
Vcnde-se superior farinha de mandio-
ca, em saccasque tem um alqueire, me-
dida velha, por preco commodo: no
armazem n. 5 e 1 defronte da escadi-
nha, e no armazem defronte da porta da
allandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes i\ C, na rua do Trapiche n. i,
primeiro andar.
CEMENTO ROMANO.
Vende-se superior cemento em barricas grandes ;
assim como lambem vendem-se as tinas falraz do
Ihealro. armazem de Joaqun Lopes de Almeida.
Chales de merino' d cores, de muito
bom gosto.
Vendem-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volta para.a cadeia.
DEPOSITO DA FABRICA DE TODOS
OS SANTOS DA BAHA.
Vende-se em casa de N. O. Bieber &
C, na rua da Cruz n. i, algodao tran-
cado daquella fabrica muito proprio pa-
ra saceos de assucar e roupa para escra-
vos, por preco commodo,
Em casa de J. Keller&C, na rua
da Cruz. 55 ha para vender excet-
letTies piano* vindos ltimamente de Ham-
burgo.
Vende-se uma balanra romana com lodos os
sus pcrtcnces.em bom uso e de 2,000 libras : quem
pretender, dirija-se i rua da Cruz, armazem 11. h.
CEMENTA ROMANO BRAMO.
V ende-se cemento romano branco, cliegado agora,
de superior qualidade, muilo superior ao do consu-
mo, em barricas e as linas : alraz do Ihealro, arma-
zem de laboas de pinito.
A El.l.ES, ANTES QI_'F. SE ACABEM.
Vendem-sc corles de casemira de bom gnslo a II9,
4-3 e 53000 o corle ; na rua do Crespo n. 0.
Superior vinho de champagne e Bor-
deaux: vende-se em casa de Schafhei-
tlin & C, rua da Cruz 11. 58.
Vendem-se cm casa de S. P. Johns-
ton Sellun inglczcs.
Relogios patente inglez.
Chicotes decano e de montara.
Candieiro e castiraes bronzeadot.
Chumbo em lencol, barra e municao-
Farelio de Lisboa.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiro e de vela.
Vacpietas de lustre para carro.
Barris de grxa n. 07.
Taixas par& engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o chalan/. continua haver um
completo sortiip.ento de taixas de ferio
fundido e batido de a 8 palmos de
bocea, as quaes aclam-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcain-se ou carregam-sc em carro
sem despeza ao comprador
Moinhos de vento
'ombombasderepuxopara regar horlas e baixa,
de capim, na fundirn de U. YV Bowinan : na roa
do Brum us. 6, 8 e 10.
Riscado de listras de cores, proprio
para palitos, calcase jaquetas, a 160
o covado.
Vende-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volta para a cadeia.
A 25OOO O CORTE.
Vendem-se corles de meia caseiira, lindos pa-
droes, e ni 1 mmenle despachados, a 25000: no aler-
ro| da Boa-Visla, defronte daboneca n. 10.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se farelo novo, cliegado de Lisboa pela barca Gra-
lidao.
E GRADES.
vaan,la"oU^V.aV"'1 f rl'"Cnlu rte ""-lellos para
--rnissimo Toa
e no deposi-
dirao d'a *arl.arr.aS ^ !iU;"1" """""""mo: na
luiiuirao da Aurora, em aaulo Amaro
to da mesma, na rua do Brum.
SORVETES.
Os cxcellentes sorvetes Kilos a
franceza e sem gelo. vendem-se a's
segundas, quarlas e sabbades :
no aterro da Boa-Vista 11. 5.
Farinha de mandioca de Santa Cat'h arina
Vende-se muito superior em saccas:
;i tralar na rua da Cruz do Recife 11. 49
primeiro andar, ou nos armazens em
frente da allandega e do guindaste da
mesma.
ATTENCO AO IiARATEIRO.
n. 50 da esquina,
Rua da Cadeia do Recife, loja
vende-se:
corles de seda branca e com lislras decores, com 20
covados 205, novas mclpomenes de quadros adia-
mantados com quasi vara de largura a '.100 rs. o co-
vado, corles de cambraia lina de cor com barra a
25S0O, rbilas boas de diversas qualidades e cores sa-
suras a ISO o covado, cambraia de' linho lina, ptima
para camisas de poivos a 58, panno de lenres su-
perior com mais de 11 palmos de largura a*25100 a
vara, cassa de listra para baados a 220 rs. a vara, e
15000a peca, easerairas decores escuras para calca
a 19500 o corle, panno de cor com msela de sed,
proprio para palitos e veslidos de montara a 3 o
covado, panno prelo lino a *5 e *800 o covado,
corles de gorsorao para clleles a lo e da fustao
alcoxoado a 800 rs., merino preto muilo fino a 356OO
e 45 o covado, luvas de fio da Escocia de cores com
algum mofo a 160 rs. o par, assim como onlras
muitas fazendas qu a dinheiro vista se vendem
em a lacado, eaiclalho por baratissimos precos, e
do-se amostras.
COBERTORES.
Vendem-se cobertores escuros, grandes e peque-
os, a I52OO e 720 cada um : na rua do Crespo n. 6.
SW Cobre para forro de 20 ate 24 on-
(#9 cas com prego.
,) Zinco para forro com prego.
^| Chumbo emharrinha.
(>j, Alvaiade de chumbo.
^ Tinta branca, preta e verde.
^ Oleo de buhara em botija.
W Papel de embrulho.
W Cemento amarello.
Q Armamento de toda as quali-
($) (lacles.
{$) Arreos para um e dous ca- ,
t) vallo.
,A Chicotes para carro e espora de
g ac prateado.
J Formas de ierro para fabrica de &
W assucar. k
.Papel de peso inglez S
tg) Champagne marca A i C. M|
(jfy Rotim da India, novo calvo.
(> Cedras'demarmorc.
I. Velas stearinas. *
'. Pianos de gabinete de Jacaranda', <
e com todos os ltimos melho- 0
w ramentos. $
(,$ No armazem de C J. Ast% & C, 10
:$j na rua da Cadeia. ^fc
CASIMIRAS DE CORES A
v 2,500 0 CORTE.
\cmlem-w easemiras de cores de lindos padroes,
com um pequeo loque de mofo a 28500, rllele, de
fusloes finos a 000 rs. o corle, corles de casemira
prela sctim a (5, corles de collete de selim Mace a
25800: na rua do Oueimado em frcnle do neceo da
Consregarao, passando a botica,a sesunda loja n. 40
CORTES DE VESTIDOS DE
SEDA A 15,000;
Vendem-se cortes de vestidos de seda de quadros.
a I05, adehnas de seda de ricos padroes a 19 o co-
vado, proserpina de.sed.i de quadros largo*a 680 rs.
o covado. chales de merino de cores com palmas d
seda a "5. chales de Casemira' de cores 5 : na loja
deJlennque Sanios, na rua do Queimado 11. 40.
Na rua du Vig ario n. 19 primeiro andar, tem a
venda a superior Oaneila para forro desellias ehe-
gada recen teniente da America.
Archivo dramtico.
Vendem-se 308 dramas, que endo pelo prero
usual, sobem a quanlia de 9009000 ; a quem com-
prar lodos se Har pela terca prle, vindo a ficar a
I5OO cada um drama, Entre elles se acbam a Gar-
salhada. Marido de Duas Mullieres, os Suspeitos,
Anua l-redesuire, La Cliapelle, e oulron de eirel-
lentes autores francezes, e du uremia Antonio Xa-
vier ele. etc. : 1 rua largado Rosario n. 48, escola
pelo melhodo Castilho.
Vende-se manleiga insleza a 900 n., 18000 e
ISI20 a libra, bolachinha de aramia a 2500 cada
lata de 4 libras, a libra a 720, reradinha para sdpa
a :t2, dita do Maranliao a 140, caf de caroco a 180
rs. a libra, velas de espermacete americanas a 900
rs., ditas a850. arroz a 80 rs. a libra, fuijuo mula-
linho a 320 a cuia : na taberna nova da roa de Hur-
tas 11. 4.
Na rua do Queimado,
nos qualro cantos, loja de fazendas n..22, defronle
do sobrado amarello, vendem-se as fazendas abaixo
menciuuadas, todas de mullo' boas qualidades, e em
muilo bom estado, e os precos sao"os eegoiuiee: brins
trancados de. rores, de muito bonitos padrees, de pu-
ro linho a 600 rs. a vara, dilos brancos a 800 rs.,
ditos lisos muilo finos a 480 e 520, eaiisa amarella
da India a :I00 rs. o covado, corles de casemiras para
caltas, fazenda muito superior e de bonitas pwires
a.45O00, casemira prela muilo fina a 25OOO o covado,
merino prelo muilo fino a 3tf000 o covado, damasco
de laa sem mistura de alsodao a 600 rs. o covado,
dulas muilo finas em relallios a 160 o corado, dilas
dilas oorlando-se de pecas a 200 e 240, chalesd me-
tan a 610, dilos de chila a 800 e l-jOOO. ditos de al-
sodao muilo boa faienda a 700 rs., chapeos de sol de
seda para senhora o melhor que pode haver a 3560o,
ditos de paunnilio de asteas de baleia para homem a
25OOO, ditos ditos de asteas de junco IJeiOO, cna-
peds prelos francezes, fazenda muito superior e do
mais modernissimo goslo a 6$000, lencos de seda
com franjas para seuhora a 29200, ditos de algodSo
e seda lambem rom franjas a 610, dilos de pura seda
para algibeira a 25000, dilos brancos de cambraia de
linho a (40, uravalas de seda muilo bonitas a C40 e
800 rs., dilas le cassa a 210, meios lencos de selim
prelo e de rores, muilo boa fazenda, a 640 e 15200,
corles de rolletes de gorsurao de seda, fazenda mui-
lo supeor, a25000, dilos bordados de selim a58000,
dilos de fusiao muilo fino a 1000, chales fiuissimos
de merm a fi?000 e 109000, dilos de seda muilo su-
periores a IO5OO, corles de veslidos de seda eseo-
ceza a 185000, ditos de seda lavrada, fazenda muilo
superior, a 25 muilo boa, a ^5000 o covado, corles de veslidos de
cassa fina com barra a 23000, dilos ditos a I50OO,
rortes de cambraia com babados a 45000, dilos de
cassa chila a 15*00, bonetes para meninos a 400 rs.,
suspensorio, finos de borracha a 200 rs. o par, cami-
sas de meia a 800 rs., meias do seda brancas para
senhora, fazerda superior, a IJ58OO o par, luvas de
seda para senhora perfeilameule boas e de ledas as
cores a I9OO o par, meias finas brancas para meni-'
nos a 160, dilas para meninas a 200 rs., dilas muito
finas para senhora a 300 e 400 rs., dilas prelas de
alsodilo para senhora, fazenda boa e sem defeilo, a
200 rs., ililas cruas e brancas pala homem a 180, e
oulras muilissimas fazendas, que a vista.de sua mui-
to boa qualidade e diminuios presos, os freguezes,
amigos do bom e baralo, nao deiiarao de comprar,
licando cerlos os Srs. freguezes, qne se vendem todas
as fazendas muito baratas por lerem sido arremata-
da- em leil.io. a dinheiro a isla, e lambem por se
querer acabar com a loja. Esta advertencia se fax
para que os freguezes mo se deinorem a vir as
pechinchai, pois o que be botn e baralo depressa se
acaba ; adyerlindo-se mais, nue s se vende a di-
nheiro a visla, que liado lorna'-se macaroca.
ESCRAVQS FGIDOS.
POTASSA BKAS1LEIRA. <$
Vende-sc superior potassa, fa- (A
lineada no Rio de Janeiro, che- gh
gada 1 ecentemente, recommen- g%
da-se aos senhores de engenbos os S
seus bons clleitos ja' e\perimen- 5
tados: na rua da Cruzh. 20, ar- J?
S9 mazem de L. Leconte Flron & W
10) Companhia.
i
1
Vcnde-se excellenle taimado de pruno, recen-
lement rhegado da America : na rui de Apollo
trapiche do Ferreira. a enlender-se com o adminis
rador do mesmo.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
. O. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz. n. 4.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenbo, ma-
chinas de vapor, c taixas de Ierro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito. P
Doengenho Benlo Velho, propriedade do I)r-
Pedro Beltrao, desapparereu a 12 de marco prximo
passado o molcque Quiniiliano, crioulo, de 13 an-
nos, ps apalhelados, cor fula, pernas finas, cabera
grande, muito regrisla e mentiroso ; suppoc-se ter
acompanhado algum comboy de serlauejos para ci-
ma, ou ler sido furlado mesmo ahi, e lalvez vendido
nesla prara rom outro nome : a pessoa que delle
fiver noticia ou o apprebender, dirija-ae ao referido
engeiiho, ou a Antonio Jorge Guerra nesla praca,
que sera devidamente recompensada.
Oesappareccu no dia 13 do correnle, as 5 ho-
ras da inaniiaa, um prelo de naciio, idade de 40 a 50
annos, Miissas bastante brancas, ,altura regular, pes
grossos, com princiui) de frialdad, e por isso meio
fula, o qual foi escravo do finado Antonio Manoel
Kibeiro, de S. Lourenco da Malta, vendido o mex
prximo passado pelos lierdeiros do mesmo finado, a
um dos quaes se apresenlou 110 mesmo dia da fgida
duendo que n3o quera eslar mais no Kecife, e ru-
mo ba loda a certeza quo anda se acha na mesma
povoacao. visto lerem vindo solicitar a venda do
mesmo escravo, e por isso se proles! liaver-se os
dias de serviro, e proceder-se com as penas da lei
conlra qualquer pessoa que o acolha : roga-se a lu-
das as autoridades policiaese pessoas do pove que
delle lenliaru noticias, o apprehendam e levemaesla
enlode na rua da Roda 11. 9, que serio recompen-
sados.
Na quarla-feira delrevas desappareceu de ca-
sa do major Antonio da Silva Gusmao, rua Imperial
n. 64. a sua escrava Thereza, represeula ler 60 an-
uos pouco mais ou menos, baixa. um pouco reforja-
da, cabellos brancos, lesla estrella, ollios um pouco
aperlados, nadegas mullo sllenles, que parece lia-
zer pannos para fa/e las apparecer, porr sao nafbr
raes, lem em um dos lados das costas bulantes ca-
lomhos, e em um dos pt o "iledo junto ao mnimo
trepado por cima dos oulros, levou vestido de chila
cor de caf com llores miudas: quem a pegar leve-a
indicada casa, qoe sera generosamente reconpen-
eado.
Desappareceu da rua larga do Rosario rt 12, o
escravo Vicente, pardo, alio, olhos grandes, com
uma cicatriz no rosto, cabellos e barba grandes ; he
otlicial de sapateiro, anda de calca e jaquela, calca-
do, c diz-se forro : quem o apprebender e entregar
10 seu senhor, ser recompensado.
PERN. TYP. DE M. F. DE FAMA. 1855.
MHTiiflnn


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