Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00848


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Full Text
MIM XXXI. N. 126.
Por S mases allantados 4,000.
Por 3 laeaea vencidos 4,500.
4
SEXTA FE1RA I DE JUNHO DE 1855.
\
Por anuo.'adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
t-t i gpj,. ..----------u
KM ARREGADOS B.Y 8S<;RIPC Y'O-
Kecife, o preprieti-rio M. f. |f j:,a ; ato de Ja-
neiro, o !ir. JoaoPereira M ,,, Sr. 1).
Daprad ; Mani, .ernardo de Men-
donja ; Parahiba, 0 Sr. Ger da Nalrvi-
dade; B>el, o Sr.ioayiui kmc.. Poreia Jnior;
A/acal)', o Sr. Antonio de l.ernos Brait; Cdara, Sr.
Vtrlorian'Augusto Bergea ; Maranh*o. Sr.loa-
dleaalta-ques Rodrig.es ; PianhN, c, Sr." Domingo,
QjreUn Ackile Pessoa Cearenee ; Pata, oSr. Jim-
laTd. Ramo; Ameaena, o Sr. Jerooyaro da Coala.
DE PERNAMBUCO
i AMBIOS.
Sobre f-ondres, a 27 1/S d. por 1?.
Pars, 315 a 850 re. por 1 f.
Lisboa, 98 a 100 por J00.
Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Acones do banco- 40 0/0 de premio.
da- erimpanhia de Beben be ao par.
da eonipaura de segaros ao par. ,
Disconto de leitras de 8 a 10 por 0/0.
METAES.
Ouro.Ortgu hespanholas' 29J000
Modas de 69400 velhas. 169000
> de 60400 novas. 16*000
> de 49000. 99000
Prata.Patacdes brasiisiros. 1*940
Pesos oolu moarios, 1*940
mexicanos..... 9860
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, lodos os dias ,.
Caruar, Bonito e GaaUthuns nos dias 1 e 15
\ illa-Bella, Boa-VisU,"fc enricury, a 13 e 28
GomniM e Paaliiba^afjudas e sexias-feiras
Victoria e Natal, na fintas-feiras
. l'ltK V.M.\R DE IIOJE.
trmetra s 5 boras a 1| minutos da manha
Segunda s 5 horas a 42 minutos ta larde
parte arnciiL.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercjo, segundasequintas-fciras
Relacao, tereas-feiras e sabbados
Fazenda, tercas e sextas-fciras s 10 horas
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas
1* vara do civel, segundas e sextas ao meio dia
2" vara do civel, quartas e sabBados ao meio dia I
KPI1K.MKR1DES.
Junho 7 Quartominguante as 5 horas 27 mi-
nutse 31 segundos da manha.
14 La nova aos 8 minutos a 31 se-
gundos da tarde
22 Quarlo crescenle as 2 horas, 32 mi-
nutos e 40 segundos da tarde.
39 La cheia as 8 horas, 43 minutos e
33 segundos da tarde.
OOVERNO SA PROVINCIA.
Expediento o dio N do molo.
na.. .. vra ngomimniin como os que se eslAo paasaodo
Ml^--Ao Evm. vice-prealdeute do Rio de Ja- Io(lo, fln. 0 melhtfr meio alisar e
neiro.i*Uaddilamentoaonaaaufficiode 13 de mar- esc|arece-la.
o olluno, remello por copia V. Exc aBm de que (;om foi o^hld. expedijao do Oriente? Onan
dmoe do tomar n, devida curandera jao, o odalo foram a.previaoe e dados que dictaran, o piarlo
a ? Quaes as cautas que a modificaran) ? Por-
que em i do corronle mo dirigi o cae., de polica ,,,. .
deaU provincia, lluHndu pel, rerae,a do bilhele ^ ^ q ^^ ^^^ lMabmMa ,
oleraconcedido a favor da cooalruce o oima, em ,u.ar de operar DiBuMo de faler
* das .natrizes dcssa provincia. uma eampanha lla BeJsar,nii (;omo e ,jcar ,
Eu. marocha! eommandanle daa ar- ioaa re.istenc.ia do. eerdo.em preaenc. d. ardor
m.remnllenrto m i.r n i).i(ii jui;.. ,. i,.-,.. r
raa,remelleiido para ler o dovido desuno, a relacao
da,..leraoe,occ0rrld.. acerca do soldado do 2.- no. proporemos examinar na primer, parte drs.e
biUUUu de infanlaria Miguel Ilenriques Ferrcira,
que se aeha addido ao 5." da mesma arma em goar-
nicio na provincia do Maranbao.
KiloAo inspector da lliesouraria de fazendn.__
Con o officio de V. S. n. 387 de 21 do crrenle re-
ceb os autos de avaliarau. i que e procedeu, de
parle do terreno de propriedada parlicular de Joiio
- --------------------- ""*. i-w. ".- <(uui emandoda,Cruz, silo no luar da Cabanga, a quai rilo de lodos. A Rus.ia nao podando fazer acceiUr
I a ID 41A Rfkr A^iMinorlo Pun a uLn 4 ~ -.. .. __I .. _
Um do ser oceupada com a obra do maladouro pa-
htico; e lendo o mesmo proprielario concordado em
minhapresciiga em abaler o preeo da avalu<;ao, c
s reeeber por indemnisarSo a quanlia de iOOO rs,
compre, que V. S. Jcpois de larrar-se a compelen
te'ocriplura, ou lermo, em que com as fornulida
desdo eslvlo ludo se mencione e declare, mande fa-
xor-lba erTectivo o pagamento da referida quanlia de
------------,. .. r_^lti ., iciru.^rniHiui.i ne ~ i*.....i.ix-i iii'iuhinn ua nac.ao (urca nao era
jo contos de res.Devolvo-lhe os supradilos au- bstanlo para desconcertar este plano. He verdade
Ai niri iiard n> i >< l A mnn I < __1^:U1 i________ .___.^_n___*_______
iloi para serem devidamenle archivados com as pre-
citas dccl.iraces.
iloAo mesmo, para mandar pagar a Simplicio
i Jowde Mirflo a quantia de 39360 rs. em qoe, segan-
do a relajo qu>< remello em duplcala, importam
as diarias abonadas ao rccrula Joaquim Gon-
calve*. Commanicon-se ao juiz de direilo d
Bre.io.
DitoAo eliefe de polica da corle, dizendo que
fez seguir |Mra a capital da Parahiba e all leve o
conveniente destino, a parda Gerlrudes de que (rala
o oflcio deS. S. de 8 do correle, e bem assim que
rcgres.am para a corte no vapor (uanabara as
duas pracas de polica que escoltaram a referida
parda
I):toAo joiz relalor da junla dejuslica, Irans-
millindo para serem relatados em sessiio da mesma
janl, os proceuqs verbaes feitos aos soldados Jos
Manocl da Cuiiceicao o Trajano Jos Ro este do meio balalhao provisorio da Parahiba e a-
quclla do 9. balalhao deinfanlaria. Kizcrnm-se as
necessarias cemmunica^oes a respeito.
l)iloAo capilu do porto, para mandar por em
liberdade o recAita I.uiz de Vranra qoeseach'aa
bordo da barca de excavarlo, visto ter elle apresen-
lado senrao legal.
PortaraAo asente da companhia das barcas de
vapor, recomincndando que mande dar passagem
para as Alaguasno vapor Guanaba, ao tenante co-
ronel Vicente de Pauta Gervaltio, cipiia Jea
tonlo SerTico de AaitS Carvalhn e a i prara de prel
todos do corpo de polica d'aquella provincia
HilaMandando idmiltir ao serv; do exercilo
como voluntario por lempo de seta annos, ao paisamr
Adjpulo Frederieo Pereira de Cacvalbo, que perce-
ber alm dos vencimentos que por le lbe eom-
pelirem, o premio de 300 rs.Fizeram-se as neces-
sarias communicaroes a rcspeilo.
COMMANDO DAS ARMAS
Qnartal-taneral do conamando das armas de
Parmambmoo ata cldado do Reeif, tu 31 de
ata de 18U.
ORDEMDO DIA N. 5i.
) Illm. e Enr. Sr. marechal de campo Jos Joa
qim .Coelbo, commandanle das armas, determina
que no dia 1. de junho pelamanbaa, se passe revis-
la de moslra em os seus respectivos quarleis, aos cor-
pos do exercilo estacionados nesla provincia e i
rompanhias fixas pela ordem seguinle :
A 6 horas ao bahilhSo segundo ; as 6 )^ ao nono ,
ea7 11* ao decime, lodos de nfanlaria ; ai 8 i eom-
panliia (iza de cavallaria ; as 8 ; ,i de arlifices, e fi
Ramenle as 9 X ao quarlo balalbao de arlilbaria
pe, na cidade de Olinda.
Cundido Leal Ferrtira, ajudanle de ordens en
carregado do detalhe.
EXTERIOR.
Do Monileur copiamos os dous segoinles impar
Unles artigo por elle palmeados ; o 1 acerca da .
parle milnW. e o da part. diplomtica da guerra T"rZT ?
do Oriente: dos tres planos seguinles :
I.
Parie militar.
Cdnhecer a verdade qnando ella inleressa a hon
ra, a sefartjac* e o poder d^o estado, he direito in
eontisUvel de om grande paiz torno he a Franca
Diie-la.quando o silencio nao he imposto pelo pa-
triotismo ai salrac*) publica he dever sagrado de
uro governo forte como he o do imperador.
A eipadtttdo Oriente, as snas causas e hm, as
opernc^aamlilates preparadas para a sustentar, as
Bgoeiac>es,ilplomalicas emprehendidas para a pre
venir oa para a lerminar, sao boje factos sujeitos
discUsslo pabliea, emquaulu nao passjm a ser pagi-
fai a que estes factos sejam utilmente diic nli
0 t%\m HAS SUMIERES. (*
*r Pasto Feval.
kRCEIRA PARTE.
IMHJTOn SVLPICIO.
CAPITULO XIII
A' O *M)b)r Sulpieio'estava sosinlio no seu uabinele
de (raaalho leudo un livro de medicina. O relralo
de Ircot collocadu em facera papclleira pareca sor-
O doulor eslava Iranquillo, porm Irisle, e qunn-
do lancwiva a vista sobre o retrato, sua fronte tomava
uiaa expressao de melancola mai. profunda.
Pelas eis botas elle coine^ou a consultar mais ve-
zas u relogio. As seis e um quarlo tocou a campai-
nna. e podio a lilba. Consrrvou-a roinaigo um quar-
lo lempo ao corar.lo.
Apenas a menina sabio rom a ama, Sulpicio (omou
uma lanlerna e deseen a escadinha que conduzia do
gabinete ao jardim. Deixou a lanlerna sobre o ulli-
timo degro, diriaio^se ao pavilhao, qoe servia de
aposento i douda. e enlrou sem hater. A dou^a es-
lava assenlada' junio do fego com ,- cabera entre as
mo*, e guardada por una criada.
Sulpicio aecnuu a esla que aabisse, por-se em p
dianle da douda, e disse-lhe :
Magdalena Rostan do Boscq !
A douda afastou os cabellos que pcndiam-lhc, e
encarou-o.
~ Seu marido vai morrer esla npile disse ainda
sulpicio.
Magdalena nao moveu-ie. O doalor pegou-hc na
ma para tomar o pulso, e perguntou-lhe :
' Reconhece-me ?
A douda eslava immnvel e moda como o marino-
re. Seus longos cabello, que conteravam a enca-
necer cahlam-lbe pelas fonles. A claridade da luz
.Uva-Ib vivamente no rosto de liuhas puras e ebeiu
de nobreza.
() Vida o Diario n. 125.
dos a seriamente jnlgado, vamos eipo-loa com a
mais escrupulosa exaclidao. lito parece-nos ao
mesmo teatpo ten e ulil. A opiuiao he prosapia en
atterrar-se e fcil ttn engaar- no me de emu-
.;.;s e aconiecimentos como os que se esta* psasaodo
e heroismo dos cercadores Tae sao os pontos que
Irabalho.
Nesle etame nao nos guMremos senao por fados
ccrlos documentos authenlicos, verdades da sciencia
i da historia militar.
As rircumslaiicias imperiosas e decisivas que obri-
aram aFran^a a desembainhar a espada depois da
ma paz de quarenta anuos, estao presentes ao espi-
sua supremaca sobre a Turqua pelo terror dos
sensprotncollos, tentou impo-la pela forca. Rasf
gou os tratados, invadi um territorio, desprezou e
amearou a Europa. Os seus exercitos oceupavam
os principados, avanravam sobre o Danubio e centa-
va! ja aselapesde uma marcha victoriosa sobre os
Balkaai.
O admiravel heroismo da najao turca nfio era
jue a Russia enconlrava um obslarulo inesperado na
ded-arao corajosa de um povo que ella julgava de-
cahi.lo e cuja resistencia Ihe razia lembrar que elle
linda vencido Pedro o.Grande.
Porm a lula era desigual; o mundo inleiro com-
movido esperava o seu desenlace com anciedade. A
Allenianha incerta ntreos hbitos da santa allianca
e os conselliosda sua dignidade, nao sabia se devia
sollrer por mais lempo a arrogancia desle dominio
que pesava sobrn ella, ou repclli-lo Fui do Occi-
dente que parlio o sicnalda resistencia. A Franja e
a Inglaterra lealmente unidas niro hesilaram em
mandar ao Oriente as suasesquadras e os seus exer-
citos para defenderem a iulegridad do imperio ot-
toinano, o respeito aos tratados, o equilibrio europcu
c a civilisnro.
A alta yuntade que preside ao governo do ilosso
paii, o que duba resolvido esla guerra como ama
necessidade da sua honra, depois de ter tentado em
vao preveni-la por una conciliaco honrosa, trajou
enlao inetraceSea para o Ilustre marechal, a quem
ia ser entregue a espada da Franca.
Nestas instrucres, que sao datadas de 12 de abril
de 1854, as fiam-se seguintes passageus :
Collocando-vos, marechal, fenle de nm exercilo
francezque val cambater amis de fiOO leguas da
mai patria, a primeira recommcndatao que vos faro
be que leuhaes o maior cuidado nasaude das tropas,
que as poupeis quando for possivel, e que nao deis
batalha sem eslar certp d dis i*lomeuoa de pea-
habilidades favoraveis.
A pennsula de Gallipoli he adoptada para lugar
principal de desembarque, porque ella deve ser
como poni estratgico a base das nossas operaees,
isto he, a praca de armas onde devem ser poslos os
nossos depsitos, ambulancias e forneciroenls,e don-
de ponamos com facilidade avancar ou reembar-
car.
Comtudosa vossa chegada o julgardes conve-
niente, podereis alojar urna ou duas divi>oes nos
quarleis que eslo ao occidente de Conslanlnopla
ou em Sculari.
Em qoanto nito esliverdes em (rente do inimigo,
a dispersao das vos*as forjas nao lem inconveniente,
eapreienja das vossas tropas em Conslanlnopla
pode produrir bom efleilo moral; porm se por aca-
so depois de lerdes vaneado para os BalWans, fos-
seis obrigado a retirar, seria mais vantajoso faze-lo
para o lado de Gallipoli,do que para Conslanlnopla,
porque nunca os Russos se avenlurarSo de Andri-
nople a Constanlioopla, deixando na sua direita um
exercilo de 60,000 homens de boas tropas.
Cointudo, se se quizer fortificar a liuha de Cara-
pon em frente de Conslanlnopla, deve fazer-se, com
a intenrao de a deixar defender-se por Turcos, por-
que repito, a nossa posicao ser mais independenle,
mais tcmivel, estando mis nos flancos do exercilo
russo do que se estivessemos bloqueados na penn-
sula di Thracia.
Eslabelccido este primeiro ponto, e depois que o
exercilo Anglo-Fraucez estiver reunido as mir-
gens do mar de Mrmara, deveis enlender-vos com
Omer-Pacha e Lord Ragln para a adoprao de um
Ou marchar ao enconlro dos Russos nos Balkans.
Ou assenhorcar-se da Crimea.
Ou desembarcar cm Odessa, ouemqualquer ou-
Iro ponto doliltoral russo no mar-Negro.
No primeiro caso o ponto que he importante oc-
cuparparece-me ser Varna. A infantaria podar ir
por mar e a cavallaria talvez mais fcilmente por
Ierra. ,
Em caso nenhum deve o exercilo aflastar-se mul-
to do mar-Negro, para ler sempre as suas coramo-
nicaroes livres com a esquadra.
No segundo caso, islo he, da oceupajo da Cri-
mea, he necessariu primeiro que ludo estar seguro
do lugar do desembarque, para que elle se elTeclue
longe do inimigo, e possa em pouco lempo forti-
Itear'se lie maneh-a qtle sirva de ponto de apaio
em caso de retirada.
A tomada da Sebastopol nao deve ser tentada sera
estar munido pele manos de meia equipagem de
sitio, ede grande numero de saceos dedkrra. Quan-
do ealiverdw ao alcance desla anaca, nao deixeis de
apoderar-vos de Balaclava, paquauo porta situado a
' aesjaos aosul de Sebastopol, par meio do quat
se pode facilmeole estar em romraonicajao com a
esquadra, em quanto durar o sitio.
No lercciro caso, que he de accordo com os al-
mirantes resolver uma empreza sobre Odessa.........
Em todos os casos a miaba principal recomiaeu-
daro he mtoea drvidr. o vosso exercito, marchar
sempre com todas as vossas tropas reunidas, porque
40,000 homens compactos e bem commandados sao
sempre ama forja respeilavel. Pelo contraro, di
vididos nao s3o nada.
Se para vver fordes obrigado a dividir o exercilo,
fazeo-o sempre de modo que o possais reunir em
um ponto em vinte e quatro horas.
Se em marcha formantes varias columnas, dai-lhe
um ponto de reuma > bastante longe do inimigo
para que cada uma dellas nao possa ser atacada iso-
ladamenle.
Se repellirdes os Russos, nao vos adianleis alm
do Daaubio, excepto se o exercilo austraco entrar
em lija.
Em geral'qualquer movimenlo deve ser combi-
nedo com o general em ebefe do exercilo ingez. S
em cerlos casos excepcionaes, quando se tralasse da
salvajSo do exercilo, be que vos poderieis lomar so-
bre vos qualquer resoluco.
Tenho inteira coafianja em vos, ma/echal. Eslou
certo que vos conservareis fiel a estas InsrrucjOes e
que saliereis acrescenlar uma nova gloria das nos-
sas aguias
Como se acaba de ver,por ealeextraclo das initruc-
jOes do imperador ao marechal de Saint-Arnaud,
Gallipoli liuha sido escollado para lugar de desem-
barque do exercilo anglo-francez. Devemos insistir
sobre as graves considerajes que aconselharam esta
escolha.
. O primeiro principio em uma guerra martima
he escolher um ponto de reunan ao abrigo dos ala-
qoes do inimigo.defcil defeta.commodo para o des-
embarque e fornecimenle do exercito, e que Ihe
permita avanjarou retroceder para a sua base de
operajnes, se a isso for obrigado, e achar em ca-
so de revez o apoio e o refugio das suas esqua-
dra.
A pennsula de Gallipoli preenchia admiravel-
menle as condijes de uma boa gaerra martima.
Collocada entrada don Dardanellos, podia ser f-
cilmente abastecida polo mar de Mrmara e pelo
mar da Thracia. Havia alm disso uma razao capi-
tal, lirada da siluaja rajpeeliva dos dous exercitos
russo e turco,para que nos devessemos assenhorear-
nos deste poni. Os Russos passando o Danubio em
Rulschuk, avanjando sobre Andrinople e deixando i
sua esquerda as fortalezas turcas e at Cooslanlino-
ptr, aamim paajat mw diante e fecm a reti-
rada s nossas esquadras, que estavam no mar-Ne-
gro.
Havia aqu um grande perigo que a previ-
dencia dos governos alliados soube c'onhecer e con-
jurar.
Oulra considerjao preaerevia lambem a oceupa-
jao preliminar de Gallipoli. Quando parlioa exped-
jao, islo he, no mez de abril de 1854, pergnnlava-
se com inqoielajSo se as nossas forjas militares che-
gariam a lempo para cobrir Constanlioopla. Uma
guerra defensiva pareca enlao muilo mais provavel
do que ama guerra oflensiva.
Nos iamos defender e reconquislar a inlegridade
do imperio ollomano que eslava ameajada e al ja
destruida. Uma batalha perdida pelos Turcos sobre
o Danubio podia Irazer os Russos aos Balkans era
Ires dias de marcha e abrir-Ibes o caminho de Cons-
lanlnopla. A oceupajo de Gallipoli cobria com-
pletamente esla capital.
Os governos alliados conheceram que um exercilo
russo.ainda que tvesse em entrado Andrinople, nao
podia avanjar sobre Conslantinopla,deixando no seu
flanco direilo 60,000 anglo-francezesaj he esta pre-
visao que se encontra as inslrucjes do imperador.
Assim debaixo de lodos os pontos..de vista, para
occorrer a todas as eventualidades a pennsula de
Gallipoli liuha sido admiravelmenle escolhida para
poni de desembarque e base de operajOes.
Desle poni nos prolegiamos a capital do imperi o
turco, eslavamos senhores do movimenlo das nossas
esquadras.avanjavamossem nos dcscobrir.e conserva-
vamos as nossas communicajOes cora Toolon e Mar-
selha.
l'orem apenas o exercito anglo-francez (taha che-
gado a Gallipoli ja a Mena eslava mudada. Ainda
que os baleilores russos lioham sido descoberlo
vista de Varna, a defeza heroica de Sflislra liaba
suspendido a marcha do principe Gortscliftou". A
lula em lugar de se Iransportar para o centro do
imperio, proloogava-se no Danubio com diversos
azares.
Os generaes em chefe da expedijao julgavam en-
lao que teriam lempo de chegar aollhealro desla lula
de salvar talvez Silistria.e em'.lodo o caso de se reu-
nir ao exercilo ollomano e de defender os Balkans
contra o exercito russo, lendo por assim dizer as suas
duas idas protegidas pelas duas fortalezas de Sclium-
la e de Varna. Este plano era tao atrevido qoanlo
prudente.
DIAS DA SEMANA. "

2 Segunda. Ss. Senador, Podio e Just 4b.
29 Terca. S. Maximianp h. ^S. Ma,ximom.
30 Quarta. S. Fernando rei ; S. Emilia m.
31 (Quinta. S. Pelronilla v. m ; Sj Lupicino b.
1 Sexta. Ss. Firmo e Filino mm. ; Tbeopezio.
2 Sabbado. Ss. Mercellino presb. e Pedro .
3 Domingo da SS. Trindade e 1. depois do Es-
pirito Sanio. Ss. Pergenlino e Laurenno Jrs.
Quer ver Irene pergunlou Sulpicio.
Ella accanu que nSo.
Quer ver seu filho Jo3o ?
J n vi, respondeu vivamente a douda, cujos
olhos brilharam.
Foi um claran fugitivo. Ella acrescentou reca-
hiodo em sua Irisle apalhia :
Vio em sonho !...
Ama muilo a seu filho Joao I pronnnclou Sul-
picio brandal i-iile.
Ella ergueu as mos ao co.
0 doutor poz-lhe os dedos estendidos sobre a fron
te, e disse :
Vmc. he uma mai feliz, vai (ornar a ver seu
filho.
Lagrimas abundantes correram pelas faces paludas
da douda ; mas ella nao respondeu.
Ajoelhe-se, ordenou Sulpicio ; ore a Dos ar-
denlemente e de lodo o corajao...
Magdalena ajoelhou-se.
E quando liver achadoseu filho, acabou o don-
lor com um accento de severidade, faja por amar
anda sua lilha !
Magdalena poz-te a baler nos peilos, dizendo :
Amo minha lilba amo ininba lilha !
Depois murmuroii :
Meu fUlto Joao he o racu corajao... Quando
en liver adiado meu corajao, quem me impedir de
amar minha lilha '.'
1 m instante depois ella eslava sosinhanm a cria-
da que a guardava. Lanjou um olbar tmido em
lomo do quarlo, e perciiulou :
Onde esla elle '.' onde esta o homem que eslava
alli
Depoi.s loriiou assaltada pela duvida :
Veio aqu um hornera '!...
Aperiou a fronte entre as raaos, murmurando :
Mai feliz !...
Ferhon os olhos, mas n3o para dormir. Todas as
vezes que o vento .igilavn as folhas seceas do car-
pes, ella ergua um olhar vido sobre a porla : espe-
rava... y '
Sulpicio lornou a lomar a lanlerna embsixo da
escada, e vollou para o aabinete. Seu primeiro olhar
foi sobre o relogm. o qual marcava sete horas menos
um quarlo.
Acaso recuariam ;... disse elle comsigo.
TL.W*, respondeu uma vozinha aguda alraz da
paaelleira.
Elle ergueu a lanterua, c vio Griguolle assenlada
Alen) disso era indicado pelas circumslancias e
pela eminencia do perigo. Com efleito mb os Rus-
tas (oniauem Sihetria, aja queda os offlcios de
Omr Pacha declaravam htevilavel, a forte do rm-
perie ollomano podia deotader de uma grande ba-
tata*. Oa exareilot da Frtaj e ila Inclaterra rie-
viam preve-lae ah ana ea posto porque alli esla-
va talvez a^deaanUce da lata.
Estas previsAm foratB ddsrdeiitidas pelos aconie-
cimentos. A cnram.ni daxercito turco e a presen-
ja dos alliados bastaran, pira obricar os Russos a
levantar o cerco e retirar"-** padj o ojjro lado do
Danubio.
Todas as vezes que -mmco relira, ha-ama
grande lenlajo para o exercilo dianle do qual elle
retira. Esla lenlajo he a de persegoi-lo. Porm
quando esla perseguicao pode comprometler um
exercilo he mais glorioso fazer alio do que avanjar:
o amor da gloria nao deve aconselhar o que a piu-
dencia prohibe.
Que poderia ler feilo o exercilo anglo-francez
avanjando por um paiz asaelado, privado de com-
municajoes, corlado por grandes correntes de agua
e infestado de doetijas pestilenciaes? Nao encon-
trara ceriamente a victoria, mas sim a destru cao
sem lucia e a morle sem rnmpensajaj.
Tem-se dito que depois da retirada dos Russos de-
via operar-se no Danubio e entrar na Bessarabia.
Digamo-ln desde j, sem o concurso da Austria, o
nosso exercilo nao podia, sob pena da mais funesta
cataslrophe, avanjar sobre o Danubio. Nao se es-
queja que a nossa base de operajoes era o mar;
qerde-la era aventurar tado e ludo compromeiler.
Nao he s a sciencia militar.osiroplesbomsenso indi-
ca que nao deviamos entrar com 60,000 Anslo-fran-
ezes e 60,000 Turcos em am paiz doenlio, inlran-
silavel, naciendo nossa disposijao nem suflicientes
meios de transporte, nem equipagens de ponte, nem
cavallaria em forja respeilavel. nem parque de re-
serva e de silio, nem graude parque organisado,
nem deposito de vveres e de raunijucs em Schum-
I;, era Varna, em Silislri.
Todos estes recursos qoe nos fallaram, indispensa-
vei quando se.enlra em caropanha, naose improvi-
sara em alguns dias a 800 leguas, da palria. Achar-
nos-hiamos em ^frenle de um exercilo russo de
200,000* homens, que ou nos esperava a p firme no
seu terreno, ou (ugindo odiante de nos procurav.i al-
(rahir-nosa uma siluajilo ainda mais perigosa, i*u
nos deixando outra alternativa senao uma batalha
desigual ou uma retirada impossivel.
Um simples reconhecimeuto de dous dias na Do-
brudscha,que nos cuslou mais do que o mais mor-
illero combale, he uma prova do que avanjamos. O
general em chefe que nao conhecendo o perigo de
urna samelhanle empreza se deixasse arraslar a essa
falla irreparavel, comprometteria.nao hesitamos em
declara-lo a responsabilidade do enramando.
Para que uma campanil* alem do Danubio e so-
bre o Prnth fosse possivel, era necessario, tornamos
a dizc-lo. a cooperajao activa da Austria. Ora nm
governo nao faz a guerra quando quer, a nao ser
laTjado por circaontancias .supremas. Fa-Ia quan-
do pode, e a Austria nesse momelo nao eslava
pr.impla.
Hompendo com a Russia, ella queria eslar segura
da Allemanha e ter 500,000 homens em armas. A
sua dignidade, o seu inleresse, o exemplo das poten-
cias occidentaes excilavara-a a pronunciar-se e a
obrar; a sua prudencia aconselhava-a a esperar e a
formar as suas allianjas polticas e as suas forjas
militares antes de enlrar na lucia.
E que podiam fazer os generaes reunidos em Var-
na depois da retiida do exercito russo"! Ficariam
em uma iuaccao que (rarla' comsigo o descorojoi-
menlo e com que o prestigio da nossa bandeira sof-
freria infallivelmente? Nem e honra militar nem o
inleresse publico permitlim aos generaes em chefe
uma tal atlitule.
Depois de eslar nesle grande Ihealro, a immobi-w
lidade nao era possivel; ra necessirio obrar, mos-
trar um objeclo em vista aos soldados, forjar o ini-
migo a temer-nos, e dar Europa a ambijao de nos
seguir, ofl>recendo-lhe a ocrasiao de nos honrar e
de nos admirar.
Foi enlao somente que ss tratou de operar um
desembarque na Crimea.
Urna expedirn sobre Sehaslopol podia apressar o
desenlace da guerra. Tinha um fim determinado e
pre.-iso. e podia por as maos dos alliados uma pro-
vincia e urna praja forte, que depois de conquista-
das podiam servir de penhor e meio de Iroca para
chrgar a paz. Foi sob a influencia deslas conside-
rajes que os generaes era chefe ronceberam a idea
e prcpararam a execujao desla empreza.
Tendo esla expedijao sido examinada em Pars e
em Londres, como uma evenlualidade, o marechal
de Sainl-Arnaud receben cnUo, nao inilrucjes,
porque senao podiam dar a |Ue grandes distancias,
m.'n os conselhos sesuinles :
.elhiT ioformajoes exactas acerca das forjas rus-
sas na Crimea. Se estas forjas nao sSo muilo consi-
deraveis, deeembarcar em am lugar que possa servil
de base de operajoes. O melhor logar parece ser
Th jodosia, boje Kaffa.
Ainda que esle ponto da costa lem o inconveniente
de oslar a 40 leguas de Sebastopol, olTerece todava
grandes vanlagens : primeiro,a sua bahia vasta e se-
gura, permute a Iodos os vasos da esquadra estar
ahi sua vontade, assim como os navios que vierem
abastecer o exercito. Em segundo lugar, depois de
estabelecido nesle ponto, pode-se fazer delle uma
ver tadeira base de operajoes.
Occupando assim a extremidade orienlal da Cri-
mea, repellem-se lodos os reforjos qoe chegam pelo
mar de Azof! e pelo Caucaso. Avanja-se para o cen-
tro do paiz, approveifando lodos os seus recursos.
Occupa-se Simferopol, centro estratgico da penn-
sula ; segue-se avanjar sobre Sebastopol, o prov.-r
vrmenle nesle caminho d-se uma grande batalha.
Se for perdida, relira-se em boa ordem para KalTa,
e nada se-compromette ; se for ganha, pe-se cilio
a Sebastopol, cerca-sc completamente e necessaria-
menle ha de obter-sc a sua entrega den tro de pouco
lempo.
Infelizmente esles conselhos nao foram seguidos.
Ou o generaes em chefe nao livessem tropas bstan-
les para fazer esle trajelo naCrima, ou esperassem
um resultado mais promplo de um golpe de mao
audaz c imprevisto, o certo he que resolvern), eomo
he sabido, desembarcar a poucas leguas de Sebasto-
pol. A gloriosa balalha do Alma'deu-lhes o prin-
cipio razao, mas depois da victoria conheceram que
nao lendo porlo nao linham base de operajoes.
F.nlao impedidos por esse inslinclo irresislvel de
conservajao, que jamis engaa, dirigiram-sc a toda
a pressa para o sul de Sebastopol, onde esta Bala-
klava. De mais, era claro que o exercilo nao podia
conservar-se e subsistir em paiz inimigo sem eslar
em communirajao cortia esquadra.
Porm esla volla ubrigada e necessaria para o mar
liuha por consequencia o abandono das alturas ao
nordeste de Sebastopol, cuja oceupajo s permitlia
cercar > praja. O exercito anglo-francez nao era
effeclivamente bastante numeroso para que o cerco
pudesse ser completo. Por isso devia limitar-se a
atacar o lado do sol.
Para por era pralica esla operaran, os Inglezes
apoderaram-se'de Balaklava ; os Francezcs procu-
rando am poni de apoio na praia, para desembar-
car os seus vveres e munijes de arlilbaria, acha-
rara providencialmente o porlo de Kamiesch. Os
soldados que jamis se enganam chamam-lhe effec-
livamente o parlo da Providencia.
Sebastopol nao esl cercada de muros terraplena-
dos, como he bem sabido. He mais um grande cam-
po enlrincheradn, contendo hahitualmenlc um exer-
cilo de 15 a 20,000 homen>,j protegido no momen-
to do cornejo, dos Irabalhos de silio por numerosas
balerias de Ierra, e sobre ludo pela esquadra rusa
a qual bem postada no fundo do porto, podia alirar
para (odas as avenidas pelas quaes os alliados podi-
am dirigir-se para a praja.
Nesla poca, islo he,quaudo o exercilo anglo-fran-
cez chegou cm frente de Sebastopol, podia lalvez
lenlar-so o assallo, porm era uma empreza duvido-
sa cm quanlo n3o houvesse arlilbaria sufficienle
para fizer ra llar a do inimigo.
Sem duvida nada ora impossivel a um exercilo
anglo-francez cnmposlo'de generaos e soldados como
aquclles que lecm feilo as suas provas ha seis me-
fadigas e sqflrimcnlos desle lomto
o successo podia justificar um tal
golpe de audacia. A responsabilidade do comman-
do inipe pruneiro que ludo a prudencia, e esla ac-
consclhava aos generaes em chefe que nao dessein
o assallo com om exercilo de 50,000 homens quando
muilo, eslabelecidos em um rochedo, sem arlilbaria.
sem muirn e sem reserva, sem lercm a sua recta-
guarda assegurada por enlrincheiramenlos em caso
de revez, e sem oulro refugio mais do que o seus
navios.
Seria entregar ao acaso a fortuna c a sorle da ex-
pedijao, e nada se deve deixar ao acaso quando se
esl 800 leguas da mai patria.
(Conlinuar-ie-ha.l
(Peridico dos Pobres no Porlo.)
em sua propria poltrona comendo pacificamente o
reslo das caslanhas.
O doutor nao incommodou-a. Grignoltee elle pa-
recan) ser anligos conhecidos.
Enlao he para esla noite'.' pergunlou Sul-
picio.
He para agora mesmo, respondeu a menina.
Elle j eslao l 1
Nao... esl lmenle meu pai e o velho Bis-
lotlri.
Que sabes "
Nada.
Sulpicio lancou-llic cem sidos que ella apanhou
no ar, e repeli :
Que sabes '.'
Nada, repeli Grignotte ; cu disse-lhe ludo da
oulra vez... Ah esquecia-me... O homem de brin-
cos de nrelas, e seu primo cambaio lornaram a ir
rondar na ra de Couronnes.
Sulpicio hateu com o p impaciente, e pergunlou :
Joao Touril vio-os "
Sim, respondeu Grignotte.
Que disse elle 1
Disse-me que viesse, e que chorasse mullo, se
\ ipc. nao qui/ee ir... c que dar-mc-hia uma inoe-
da de cinco francos, se Vmc. fosse.
Pois bem, disse o doulor.
Grignolle levanlou-se.
Gastaste muilo lempo ero vir '.' pergunlou elle.
Meia hora... \m correndn.
He misler que eslejas l no fim de viule minu-
los... iieccssito de h... Vai !
A rapariguinha ganhou a porta de um sallo, c
deseen a escada de qualro em quatro .legraos. Um
instante depois ella corra na lama. Exceda as car-
ruagens, e tinha ainda o lempo de vollar-se par?
zombar dos cocheiros.
Sulpicio tocou a campainha. e mandn preparar o
carro.
Quando tomava o chapeo, Irene precipilou-se no
gabinete, e correo a elle com os brajos aberlos, ex-
clamando :
Sulpicio pelo amor de Dos, nao vi !
Voss sabe onde quero ir.? p,erguulou o doutor
com um sorriso fri.
Irene lancon-se-lbe ao pescoro, supplicando :
Nao v.'i nao va I pelo amor de sua mulher !
pelo amor de soa lilha I
Sulpicio beijou-lhe a fronte, e disse desprenden-
do-se de seus brajos :
es nos perigoa,
silio, porm s
INTERIOR.
O homem ten um deslino, pois nos he permit-
lido em certas condicoes entrever o futuro. Nao p-
de-se adevinhar assim o que esl autecipadamenle
marcado na ordem das vontades divinas. A sciencia
fez-me fatalista... Hei de ir. Nao lentes impedir-
me... tambera na leuln rcler-le. Tens-mc desobe-
decido porexcesso de afleijlo. Perdoo-le e amo-le...
Todava aflirmo-te, Irene, que se Mr. de Calieran
se intrometter nislo, morrerao doos homens.
Irene recuou assuslada, e o sorriso do doulor (or-
nou-se mais triste.
De qualquer maneira, conlinuou elle, comeja-
raos uma hora de castigo e de d. Os morios queri-
dos estao accordados em seus tmulos la no cemile-
rio deSainlCasl.... Esla noite tornei a ver em so-,
nho os tres cadveres deitados sobre a praia de I re-
bol... Um dos tres era meu pai.
Meu pai esl entre aquellos que voss preten-
de punir, murmurou Irene.
Nieul linha-se encarroado de assassinar-me,
disse o doulor. Nao he por somnmbulos que eu sa-
bia isso... Nieul esl para morrer, nao pode mais...
Sabes o nome de quem ha de substitui-lo'?
Irene curvou a cabeja c auardou o silencio.
( Nao tenho armas, |,cm como vs, prosesuio
Sulpicio, e leu pai lem asora na mo uma arma co-
barde e terrivel que mala sem rumor....
Nao va srilou Irene caldudo de jnclhos.
u.li.iiinr eslcndeu-llic a mo e disse-lhe com voz
alterada pela emojo:
Amo-le; araas-me... nossa felicidade mur'rcu...
he o destino... llavera mais uiiifdiitasjna entre nos!
Irene deu um gemido, beijou a mao do marido, e
repeli banhando-a de lagrimas.
Nao v!
O carro do senhor 'e^ promplo, annuuciou
um criado porla.
Nao va nao va nao va I
Adeos Irene, disse o doutor debrujando-se so-
bre ella para beijar-lhe a fronte.... Nao ordeno-te
nada para que na tenhas o reruorso de le haveres
ion altado contra leu rflarido... Mas aflirrr.o-lc com
juramento, que aquellos que levares nao salvarao a
mim nem a leu pai... llavera duas victimas que eu
mo tinha condemnado. Adeos!....
Ficndo s, Irene apoiou la cabeja conlra o ngu-
lo da papclleira e murmurou depois de um longo si-
lencio.
Meu pai!...
Depois disse chorando:
RIO SE JANEIRO.
SENADO.
Da 11 de malo de 1866.
I.ida e approvada a acia da sessao anlecedenle, o
Sr. primeiro secretario d conla do seguinle ex-
pediente.
San pleitos por sorte para a depulai.ao qoe deve
reeeber ao Sr. Joao Antonio de Miranda, senador
do imperio pela provincia de Matto-Grosso, osSrs.
marquez de llanrufem, Paula Pessoa e marque/, de
Moni'Alegre : e sendo inlroduzido o dito Sr. senador
com as formalidades do eslylo, presta o juramento e
loma assenlo no senado.
O Sr. i. Secretario l unj officio "do 1. secreta-
rio da cmara dos depulados, participando lerem si-
do saneciouadas as resolujoes que aulorisara ao go-
verno para conceder carta de naluralisajao a Emilia
Eulalia'Ncrvi, e para crear uma nova freguezia nes-
la cidade, lirada das de Sania Anna, Sacramento e
S. Jos.Fica o senado inleirado.
Oulro do Sr. senador visconde de Caravellas, par-
(icipandoque por ora nao Ihe permute o estado de
sua saude comparecer no senado.Inleirado.
Oulro do vice-presdenlcda provincia da Babia,
enviando um exemplar do relalorio que dirigi as-
O Sr. Presidente declara esgolada a ordem do dia,
convida commisses, e d para ordem do dia a pri-
meira e segunda discussao das emendas da cmara
dos depulados proposijao do senado, que permute
ordem terceira da Penitencia, da cidade de S. Pau-
lo, possuir bens de raiz al o valor de cem conlos de
res, e irabalhos de commisses, e levanta a sessao.
CMARA DOS SRS. DEPUTADOS-
Da 11 de malo.
I.ida e approvada a acia da sessao antecedente, Ic-
e o seguinle expediente.
Um onieio do Sr. minialcpdn imperto, .manilo m
informajcs por esla cmara solicitadas acerca da re-
presenlajao da cmara municipal da cidade de S.
I-.-de Mipibii, provincia do Rio Grande do Norte,
conlra o procedimenlotiiie theram o presidente da
mesma provincia e a respectiva assembla provin-
cial, espoliando-a de sea patrimonio. A' quem fez
a requisijao.
Do mesmo Sr. ministro, enviando copia do decre-
to pelo qual S. M. houve por bem lazer merc ao
guarda nacional Honorio Jos Nogaeim da pensao
animal de 2409000.A' commissao de penses e or-
denados.
Do raesrao Sr. minislro, enviando, com o officio
do presidente da provincia de Minas Ceraes, arepie-
senlajaoem que a cmara municipal da villa do Pa-
trocinio, na mesma provincia, pondera a necessidade
da crearan de um collegio eleitural na freguezia de
Santo Antonio dos Patos.A' commissao de consu-
mirn c poderes.
Um requerimenlo de I.uiz Jos Pereira da Silva
Manoel. esludantc do 4. anno da escola de medici-
na da corle, pediudo paratas!* para fazer exame
do 4. auno e matricular-sp no 5.A' commissao de
in-lruccn publica.
DeChrisliano Emilio Hess, subdito dinamarqnez,
reiterando o pedido que fez o anno prximo passa-
do, para senaluralisar cidadao brasileiro.A'eom-
missao de conslituijao e poderes.
De Geraldo Bezcrra Cavalcant, ex-fiel do Ihesou-
reiro da Ihesouraria da provincia da Parahiba, pe-
diudo ser aposentado naquclle emprego, mandan.In-
se-lhe pagar o ordenado que deixou do pereeber des-
de a dala da sua|exeneracao.A' commissao de pen-
ses e ordenada).
Um officio do Sr. depulado Domingos Jos Noguei-
ra Jaguaribc, participando nao poder comparecer nos
primeiros mezes da sessao.A' commissao do cons-
lituijao e poderes.
O Sr. If'anderlcy : Pejo palatra pela or-
dem.
O Sr. Presidente :Tem a palavra.
O Sr. It'a/iderley :O Sr. depulado Mondes par
licipou cmara, por meu intermedio, qoe na pre-
sente sessao nao poderia comparecer por incommo-
dos de saude. l'rocorei 'officio, e nao podendoen-
conlrar, julgo dever dislo mesmo f izer seienlc c-
mara para que seja chamado o respectivo supplente.
Se V. Exc. eiileudc que he misler uma indicajSo to-
ra a bondade "th- m'o declarar para i|tre en a enve Sr
mesa.
' O Sr. Prndenle :Julgo coavenienle a indica-
jao.
Vai mesa, he lida e remedida commissao de
consliluiro e poderes, n seguinle indicajo:
c Tendo o Sr. depulado Mendes participado que
nao podia comparecer ua sessao deste anno, indico
que soja cham;.do o respectivo sopplenle pela provin-
cia da Babia.
Paro da cmara dos depulados II de maio de
1855./. M. Il'aiulerley.n
Sao lidas e approvada varias redacres.
O Sr. Mello Franco : Peco a palavra pela or-
dem.
O Sr. Presidente :Tem a palavra.
OSr- Mello Franco :eaajava. Sr. presidearte,
fazer uma indicajJo para que se chame um supplen-
te pela minha provincia. Nao sei se para isto he pre-
ciso pedar a urgencia, ou se eslou na orden apresen-
lando-a agora mesmo.
O Sr. Prmidente :Pode aprcsenta-la.
O Sr. Mello Franco :Ehtio pejo a V. Exc. qoe
tenha a bondade de a mandar buscar.
Val i mata, he lida e remedida commissao de
conslituijao e poderes a segainte indicajo :
(i Indico qoe seja chamado o 3. sopplenle pela
provincia de Minas Peajes para substituir a vaga
cusiente pela mencionada provincia.
Pajo da cmara dos depulados il de maio de
1855.Mello Franco.
ORDEM DO DIA.
Continua a elcijao das commisses permanen-
tes.
Commissao de diplomacia (G3 cdulas.)
Os Srs. Pereira da Silva, 49 votos ; Jacinlho de
Mendonja, 49 ; Paes Brrelo, 49.
(i Sr. I." Secretario obtendo a palavra pela or-
dem, l o projecto de resposla falla do llirono, que
vai a imprimir.
O Sr. Tebeeira de Maeto (pela ordem)'. Nao
se achando presente dous membros da commisaio
sembla legislativa provinciana abertura de sua ses- de podereS) e ,endo ea de apresenlar lraba|hoj,,,
_aVat ..clin im rtrt nraannla nnnn 1 t*.-. .--"..- J>
sua nalureza urgentes, pejo a V. Exc., Sr. presi-
dente, que baja de a completar na forma do regi-
ment.
s3o ordinaria do presente anno. A' commissao de
assemblas prodinciaes.
ORDEM DO DIA.
He sem dbale approvada em 3.a di-cuisao. para
ser enviada sanrjao imperial, a proposijao da c-
mara dos depulados approvando a aposentadoria con-
cedida a Joaquim dos Res Pernes.
Sulpicio abrajou nossa filhinha...
Ergueu-se por um esforjo vilenlo, e exclamou :
Meu marido!... He meu marido que devo
salvar!...
No -ala do doulor Sulpicio, onde Irene falla va, o
rei Trofle achava-se com sua corte. Elle eslava co-
mo remojado. Suas bochechas balofas enchiam-se, e
alguns copos de vinho bom linhara-lhe animado os
olhos. Informava-se a cada instante do doutor e da
mulher; pois lili, ramenle o doutor era sua saude e
sua vida.
Os de Morges ahi estavam sem soa lilha Gabriella,
a qual tinha declarado sua vontade de relirar-sea
um mnenlo. Ahi eslava lambem Sensilive, que pu-
blicara um madrigal penivelmenle improvisado. So-
lange Beauvais, o cavalleiro Rogerio de Martroy e
Roberto de Calieran compunham o reslo do circulo.
Devemos dizer que o casamento prximo de Roge-
rio c de SoUnge n5o era mais segredo. O rei Truffe
pretenda fazer urnas bodas magnificas. Tinha reco-
mejadoa chamar Solange sua afilhada.
Corra o boato de que os esforjos reunidos do rei
I rolle e de Kozerio nao podiam impedir a juslija, a
qual queria punir francisco Rustan pela Tacada que
dora no cavalleiro. Isso ocoupava o circulo. O villa-
na de Pomar.) grilava que um laclo dessa nalureza
ino podia licar impune, e que a tardanja ja ra um
escndalo. Sensilive cofessava que fra sempre im-
pressionado mu vivamente pela poesa do jury. De-
pois do lique-laque dos moiuhos e do perfume aus-
tero da relva corlada, o que elle mais amava era a
Qastta dos Iribunaes.
Solanse e Rogerio conversavara junios: Kogerio
ainda pallidn em consequencia da ferida, Solange
radiosa e bella.
Roberto de Calieran Irisle e taciturno conserva-
va-se a parle.
.No momento em que entramos no sabio, Roberto
havia-se chegado a Rogerio e Solange, e esla emniu-
decera logo.
Rogerio voltou-se ao rumor dos passos de Roberto
e carregou o sobr'olho ; mas o semblante deste ex-
prima um solfriraento iao amargo que o cavalleiro
nao pode deixar de lameula-lo. >
Mr. de Martroy. disse Koberlo, venbo pedir-
Ibe uro favor.
Falle, senhor, respondeu Rogerio, n3o lenho
motivo para recusar-lhe.
Calieran hesilou manifeslamcnte, a coragem pare-
O Sr. Presidente:Noraeio para preencher essa
falla os Srs. Ferreira de Aguiar, e Paula Fon-
seca.
Proscgue a eleijao das commisses.
ca fallar-I he; mas fez um esforjo sobre si mesmo, e
lornou com voz firme?
Nao quero inlrometter-me em seus segredos,
senhor cavalleiro; masconsidero-o, como todos aqu,
esposo futuro da madamesella de Beauvais.
Rogerio incliaan-se. e Roberto accrcsceolou:
Pejo-lhe qoe permitta-me fallar-lhe om ius-
tanle.
Rogerio nao pode reler um movimen(ode sorpre-
za, e rucaron Solange. Esla voltou a cabeja como
para evitar a fadiga de uma recusa. Elle hesilou
lambem; mas Calieran pegoo-lhe da m3oedisse-
lhe em voz baixaapertando-a com forja:
Senhor cavalleiro, amei-ae airm-a ainda... He
a ultima vez que vejo-a. Trala-se do repouso de mi-
nha consciencia e de sua felicidade.
Rogerio aperlou-lhe a man lambem e dirigio-se
para o circulo. Roberto asseiilou-se junto de So-
lange.
Esla achava-se tan paluda que pareca uma esla-
lua de marmore. Roberto de Calieran fez um esfor-
jo para fallar, mas nao pode. O tucommodo turnou-
se iao grande para Solauge, que ella lentou sobtra-
hir-se-lhe relirando-se. Roberto rrlevc-a com um
nibar que exprima sua alHicrao, c disse-lhe com voz
dolorosa :
Von lomar coragem, senhora, por piedade nao
relire-se!
Solange lornou a assenlar-se.
Nesse momento um criad veio chamar Mr. de
Calieran da parle de Irene. Roberto levanlou-se e
disse em voz alia, de maneira que fosse ouvido por
todo o sali.
Senhora, cu queria farcr uma confisso ; mas
falla-me o animo... Dizem que os escriptos valem
mais que as palavras... Preparei uma caria da qual
Vmc. fara o uso que Ihe aprouver.... Digne-se de
aceita-la... O nico favor que pejo-lhe he que nao
abra-a senBo amanhaa. Terei deixado Pari, e esta-
rei prestes a deixar a Franja.
Solange lornou a certa. A allenjo de todos eslava
vivamente excitada. Roberto de Calieran saudou a
roda e voltando i Solante, heijou-lherespeilosameote
a mo dizendo-lhe:
Dos d-lbe felicidade, senhora, adeos para
sempro !
Sahio. Irene que o esperava na galera, pergun-
lou-lhe:
Esta promplo'!
Sim, senhora, respondeu Calieran.
CommissSo de marinha e guerra '61 cdulas.)
Os Srs. Seara, 58 votos ; Pereira da Silva, 43 ; Za-
caras, 40.
.O Sr. t.o Secrotario obtendo a pilarra pela or-
dem, l os seguinlea pareceres, qoe sem debate sao
approvados, e um officio do Sr. desembargador Mi-
raarja, commonicando nao poder con) nuar a fazer
parle desla cmara por ler tomado assenlo no se-
nado.
a Pelo fallecmenlo do depulado pela provincia
do Maranbao o Sr. conselheiro Joao Duarle Lisboa
Serta, compele ao Sr. Dr. Antonio Marcelino Nones
Cnnjalves, primeiro supplente at eutao, a Ojealidade
de depatado pela referida provincia, e acbando-se o
mesmo senhor presente por Iba haver a cmara mu-
nicipal respectiva expedido diploma para vir sobsli-
luir o impedimento daquelle finido conailheiro, que
ella suppuuha temporario, he a commissao de pode-
res de parecer que se Ihe d assenlo na cana como de-
pulado pela proviuciado Maranbao, prestando jura-
mento.
Saladas commisses em 11 de maio de 1855.
D. Teixeita de MactdosJ. J. terrtira de Aguiar.
Paula tonseca.n
a A oommi-sao de conslituijao e poderes exami-
nou o dlpforaa apresenlado pelo Sr. Dr. Ambrozio
l.eitio da Caoba, que Ihe fra expedido pela cmara
municipal da capital da provincia do Grao-Para pa-
ra vir lomar assenlo nesla cmara come supplente
por aquella provincia, era lugar do Sr. depulado An-
gelo Custodio Correa, que i mesma cmara munici-
pal consta nao poder comparecer ; e achando a com-
missao que o dilo Sr. I.oilao da Cuoha, pelo fallec-
menlo do Sr. Pimenta de Magalhaes, he boje o.
supplente por aquella provincia, be de parecer que
se Ihe d assenlo na casa.
Sala das commisses 11 de maio de 1855. D.
Teixeirade Macedo.J. J. Ferreira de .Iguiar.
Paula Fonseca.n
A commissao de poderes, a quem foi presente o
diploma apresenlado pelo Sr. Dr. Aodr Bastos de
Olivera, como representante pela provincia do Cea-
r, achou-o conforme, e o mesmo senhor j reconhe-
cdo nessa qualidade por esla cmara, pelo que he
de parecer que tome assenlo. E porque pela apre-
sentajo desle Sr. depatado eda do Sr. Dr. Aprigio
Justniano da Silva Guimar3es, na qualidade de su-
plente prsenle mais votado, ej com assenlo nesla
casa, em lugar do Sr. depulado Jaguaribe, que par-
licipou nao poder comparecer, fica completa a re-
presentajao por aquella provincia, he a mesma eom-
missao de parecer que cesse de tomar parte nos Ira-
balhos da cmara o Sr. Pedro Pereira da Silva
Guimaraes, que nella esl com assenlo como sop-
plenle.
a Saladas commisses 11 de maio de 1855. D.
Teixeira de Macedo./. /. Ferreira de Aguiar.
Paula Fonseca.a
O Sr. Presidente declara depulado pela provincia
do Maranbao o Sr. Dr. Antonio Marcelino N
tionjahos-, e aclundo-se ua sala iiiuuediata a>
AaaWrl-sHa^-l^ianHvCaiihaa Antmx Mi
no NunefGonJalvcs, sao, com as formalidades do
eslylo, introducidos, prestara jurameiitu e toraam as-
senlo.
"Continua a eleijao das commisses.
Commissao de redacrao da leis (59 cdulas.)
Os Srs. Nebias, 52 votos ; Paranagu, 52 ; Sayao
Lobato, *9.
Commissao de cmaras muniapaes (61 cdulas)
Os Srs. Candido Borges, 50 votos ; Teixeira de
Souza, 49 ; Rocha, 39..
O Sr. 1." Secretario obleodo a palavra pela or-
dem, l os seguioles pareceres, que sem debate sao
approvados.
Franco para que seja chamado am sopplenle que
complete a depntajao da provincia de Minas Geraes,
na qual ainda falta um Sr. depulado, a commissao
de poderes he de parecer que, vslo nao haver in-
conveniente algum em chamar o Sr. conselheiro Jo-
s Pedro Das de Carvalbo, qoe se ada nesta corte,
o a quem compete tomar asseato como actual ter-
ceiro supplente pela referida provincia, seja o di lo
senhor para isso coAvidado. *
Sala das sesses 11 de maio de 1855.D. Teixei-
ra de Macedo.Poua Fonseca./. /. Ferreira de
Aguiar.
a O Sr. desembargador Joa Antonio de Miranda
participa a esla cmara haver tomado assenlo na do
senado, em consequencia do que deixa vago o Ingar
que nesla oceupava de depulado pela provincia do
Rio de Janeiro. A commissao de poderes, compul-
sando a acia da eleijao da mesma provincia, reco-
nhece competir ao r. Venancio Jos Lisboa o subs-
tituir aquelle senhor no lugar qne deixou, por toa
nova posica, e he de parecer qae aeja chamado
para lomar, como tal, parte nos Irabalhos desla c-
mara.
i. Sala das commisses 11 de maio de 1855. D.
Teixeira dt Macedo.A. G. i$ Paula Fonseca.J.
J. Ferreira de Aguiar.
a A commissao de poderes, tomando em conside-
rjao a indicajo do Sr. depatado Waodarley, para
que seja chamado um supplaate pela provincia da
Bahia em subslitoijao do Sr. depulado Francisco
Mendes da Cosa Correa, o qual parlicipou qae nao
pode comparecer na sessao deste ando, be de parecer
qae nesle sentido se officie ao governo para expedir
as necessarias ordens ao presidente da respectiva
provincia, afim de ser chamado o sopplenle a

MUTILADO
Teme a roorte ?
Calieran poz-se a sorrir.
Porque... continnou Irene hesitaado, e com a
ingenuidade que perlence as grandes emoces, meu
marido disse que o senhor seria raorlo la.
Vamos respondeu Roberto tomando a dian-
leba. Curapri mea ultimo dever ; Solange tem a
carta que aecusa-me.
Uma carruagem esperava-os porta.
Ra da (mude d'Or, disse Irene ao cocheiao.
O caminho foi feilo em silencio; smente riman
do a barreira, Calieran disse:
Mr. de Martroy he um homem galanle.... ella
ser feliz... Nao Ihe falle jamis a meu respeito.
A' entrada da ra da Coulle d'Or Roblo! e Tolo
Gicquel esperavm.
Irene fez parar a carruagem. Roblot chegou a
porlinhola e disse :
A Morsalte e o grande Rostan eslao ahi, e ou-
lro que nao couhejo... um mojo.
E mea marido ? '
Tambem esl ahi.
Ha muilo lempo?
Ha um minuto.
Que gcnle temos la dentro T perctioloa Irene.
Roblot crguea os hombros, e respondeu :
Del mudas raoedas de cem sidos; mas todos
sahiram.
Irene poz a mao direila sobre a de Calieran, o
qual saltan logo forado carro, e disse a Hoblol:
Cuia-mel
Dos o ajude murmurou Irene mais mora
do que viva.
Cahia ama ehuva lina e forte e a ra eslava descr-
a. A carruagem caminhou a passo apos de Calie-
ran e lioblut. Tolo seguia-a lrilando de fro.
Ire.ne vio Koberlo enlrar no corredor escaro. Do
bmiar elle fez-lhe ainda om geslo de despedida,
Roblot vollou depois de doos minutos.
Pasudos doos minutos ouviram-se no profunde si-
lencio dous (iros quasi ao mesmo lempo.
_ Algumas jauellas abrirara-se na ra da Coulle
d'Or; porm nada movia-se no estabelecimenlo do
velho Bislnuri.
Dentro da carruagem Irene liuha cabido como
mora.
( Coninuar-je-no.)



-\
DIARIO OE PERNAMBUCO SEXTA Ft IR A I OEJUNHO DE 1855.
, compttir a substituido do tsenhor dcputado impe-
dido.
a Sala das commlsses 11 di maio de 1855 D.
Teixeira de Macedo.Paula Fometa.J. J. Fer-
reira de Agniar. '
O Sr. Presidente declara depulido pela provincia
do Rio de Janeiro o Sr. Venancio Jos Lisbea.
Contina a etelrao daa comraisses.
CommiiSo i* auemblu* provincias (57 cdala.)
O Srs. Trvanos, 55 votos ; Fernandos Vieira,50;
Rodrigues Silva, 30.
Tcndo de continuar a elgirodas commiss6es,e ve-
rificando-se nao haver casa, o Sr. presidente levanta
a sessao.
PfflAMBUCfl.

. C0M4BG4 DO CABO.
'pojica 21 de maio.
ULTIMA MI8SIVA DO CORRESPONDENTE
; DE IEOJUCA.
Ha um anuo justamente, meu charo amigo, que
entra nos existe este comtnercio epislolar, que seus
prelos tem publicado, e o publico tero observado,
lido, censurado, ou elogiado. Ha um auno, que tc-
nho por causa de minlias missivas passado por al-
gumas provancas bem amargas, o que nunca cer-
lamenle pensei; mas que por falalidadc experi-
mentei em descont dos meus peccados. Qoando
pensei lomar a iniciativa nns cartas desta localida,-
de i Vote., que tao benignamente as acoliten, so
tiva em miraprestar senao tanto, ao menos qoan-
lo, algum servic.0 a esta freguezia, onde j hoje r-
sido, e lenlio affeicoes. Alguna amigos me dissua-
diram da empreza, pintando-mo com vivas cores as
susceptibilidades de alguem, caso eu o esligmal-
sasse, motivos liavendo para tanto ; mas eu, que
s liulia em mente parcere personis, dicere de vi-
tiis, desprezei os avisos dos que s desejavara meu
bem estar. Atirei-me pnrtaulo, com resoluco as
columnas do seo jornal, tanto mais quanto, se al-
guns amigos me desmaginavam, outros me anima-
vam. Tive em breve de arrepender-me, e conli-
nuei anda, porque, retrogradando, me pareca in-
decoroso, ou pelo menos pusilanimidade.
Sofiri acres censuras : uus diziam, que eu tema
os potentados do lugar, por isso que, nao revelava
seu maot feitos : oulro*, que eu linlia posto bem
de proposito aos cilios urna xenita, para nao ver ao
pino do mcio da faciuoras armados al ps denles,
criminosos de crueis homicidios, etc., passeando
com revoltete cinismo, impudencia, e desrespeilo
s leis. por engenhos e estrada* publicas !
Aquelles, que eu saltava os grandes aconteciinen-
tos para romantisar pequeas cousas, sem ulilidade
publica Estes, que eu nao fallava delles, de seus
engeohos, de sua nobreza, seu dinbeiro, e seu Ira-
lamento, e so de cerlos c determinados do meu pei-
lo. Emfim, meo amigo, s um pequeo numero
me Taza o favor ler com especial agrado as miulias
pobres missivas. Estes logo me comprehenderam ;
mas aquelles, ou riesejavam-me ver summamente
comprometlido, ou victima do bacamarle... versei
atraz, como di/.cm meas patricios, porque s linha
e leuho urna vida, e nao quera com lano risco jo-
ga-la.
Ignorava por ventura, o que se passava nesta fre-
guezia? Que muitos fados se davam, que merecan)
ser devidamente contados para vergonha, punirao
e correcto de quem os pratcava ? Ignorava por-
ventura, que a polica nao linha a precisa garanta
para se fazer respeilada, e que em muilos lugares
eram impralicaveis quaesquer diligencias pelo ter-
ror que tinham os agentes da polcia dos facino ras,
e seus protectores? Ignorava aiuda, qoese eu reve-
laste qualquer faci, que ofiendesse o orgullio ou
ignorancia de algum tyrannle, que se julgasse se-
nhor da vida alheia, que se visse rodeado por um
enxame de assassinos desta e oulras frecuezias...
seria irremissivelmente assas*inado Ali! meu bom
amigo, nada absolutamente ignorava, e eis a razao
poderossima de me haver com tanta cautela na
narrado de cerlos fartos. Sei perfeilamcnte, que
homem ha de ndoles Iflo perversas,'que custam lan-
o mandar enriar um seu semelhante, quanto Ibes
pode cistar fumar um hacana. E quem lem togu-
ra sua vida pisando inda de leve o cascavel dessas
vboras ? Vmc. nao sabe, que depois que apparece-
ram as armas de foso nao ha mais ninguem molino'*
Vmc. nao sabe, que quando eu cont em minhas
Ierras Ires ou qualro horriveis sicarios, quena pos-
so resignar-men urna censura por menor que seja,
merecendo cu graves reproches ?
Pois hem : ha um anno que Me escrevo, e con fes-
so Ihe, que continuara, a nao ser o desgoslo que
presentemente invado us nimos das bons Ipoju-
canos.
Quando pentavaraos, que a represenlarao ende-
ressada assembla por um .grande numero de ha-
bitantes desta fresneda fosse altcndida, e que em
breve veramos Ipojuca elevada a cathegoria de vil-
la, vai senao quando um Ipojucano propoe, que
a misera Ipojuca seja dividida, oflendendo desl'arle
lo gravemente os nossos interesses, roabando-nos
urna parle lo interessanle de nossa Ierra, prejudi-
cando a guarda nacional, as qaestes civis do foro,
ele. ele.
Cortamente, qTje foi nma bem merecida recom-
pensa dos esforcos de lanos propietarios, que anhe-
lavam ver a sua Ierra, em um elevado grao de pros-
peridade !
Amanhaa sao as.clcioes : amanhaa lera urna
volarlo cerrada, unnime e estrepitosa, nemine dis-
trepante, quem leve 13o feliz lembranc. E a re-
presenlarao ?
Foi inhumada capucha !
Ora, eu que lano almejava ver em um degro
mais elevado a minha pobre Ipojuca ; eu. que como
seu humilde correspondente, fiz o que esleve ao meu
alcance, e vejo por Ierra lodo o meo Irabalho, e de
muila gente que rnnuava em promessas, devo estar
profundamente magoado da resoluto que a respei-
lo de Ipojuca lomou a assembla.' Mas, o que fa
zer ? Emquanio a mim fazer alio, e nao mais fallar
em Ipojuca.
lima oulra razao milita para nao ser mais seu
correspondente. MuJaram-nie para Sernhaem ; sou
de Sernhaem, moro em Sernhaem por um sim-
ples projeelo E, entao f !
Sernhaem, que cotila perlo de oltenla e lanos
engenhos, que ja he um termo Instante extenso o
populoso, foi aqiiinhoario pela idea de um ipojuca-
no, em mais urna grande parte da pobre Ipojuca 1
E, nlta ? I
Nao sei, meu charo, se urna tal divia3ocompre-
hender.i lambem e espiritual : se for, entao o Sr,
vigario de lpojaca lerii sob sua adminfalrarao pare,
rhial nao urna freguezia, mas sim urna capella-
na, e o Rev. vigario de Sernhaem um formidavel
apanagin Pobre Ipojuca !
Ja sabe, pos, Vmc. pouco mais ou menos, nflo
lano quanto Ihe desejava dizer, as razes pelas
quaes deito de ser sea correspondente ; mas, por
lodos os lilulos a minha retirada nao pode ser aen-
sivel, e agora mui principalmente, que em Ser-
nhaem se erguo um formidavsl alhlcla cheio de vi-
da, e de disposirao para deflender sem duvida
alguoia com inuilo lalcolo, os direitos de sua Ier-
ra. O Sr. V parece, que esla resnlvido a vibrar re-
giment i espada de Demueles contra quem mere-
cer : eu o desojara em Ipojuca, para Smc. conhecer
quanto cusa escruver-ai, censurando os vicios, e
elogiando as virtudes. De corarlo desejo ao Sr. Y
felicidade em sua empreza...
Meu amigo, consla-me, qne o Sr. C.amilln preten-
de, por incommodos, paisar o eiercico da aubdele-
gacia ao supplente. S. S. deve estar sentido de sa
ter confiado em tantas promessa<. He bom, que v
couhecendo, que a poca nao esta para o homem sa-
crilicar-sc por principio algum.
Nodia'J as S horas da noile chegou do engenho
l'indoha o Exm. Sr. Sa e Alhuquerajue presidente
da Alagoas, liavendo percorrido 86 legnas daqoella
cidade a esta freguezia. Nao vizite S. Exc. porque
receei quo nao me coiiliccesse, se bem ja livessemos
em algum lempo relarocs de raizado ; mas o lem-
po que ludo cousomc, mui principalmente a memo-
ria, pode hem ser que Icnha apagado a de S. Eic.
para comiso.
No da primeiro de maio o Exm. Sr. S.i acompa-
nhaclo por u/n grande numero de seus amigos poz-se
a eaminho desla provincia, vizilando algumas villas
das Alagoas em di recro a sua viagem, onde sem-
pre foi acolhdo pelos habitantes com visiveis sig-
uaesde gratidao e eiilhuslasmn, (cero trbulo, que
cordealmcute Ihe pagaran) pela sua mui feliz admi-
nistrarn, e beneficios prestados a essa provincia. S.
Etc. visilnu cuidadosamente a Colonia-Leopoldina,
nao esquecendo a de Pimenleras, para o que foi es-
pecialmente recoromendado pelo goveroo geral. De
Porte Calvo S. Exc. foi acompanhsdo pelos dis-Jcados all, e apenas aponlarei uma especie de mal-
vadeza que he chulla do lugar, cuja sorte he, co-
mo a dos primeiros, a impunidade.
A parda Mara do Andr foi es pancada e ferida ;
a parda Melindra foi arrebentada de pao ; Josepha,
mulhcr branca, est Inda quebrada a ccete ; Ma-
ra Joaquina, mnlher branca, por vezes tem sido
sumida ; o pardo Maciel c esta lodo parlt'do em
lenres de vnho ; a croula M irianna foi loda es-
pantada a ccete ; Jo.lo Jacinlho, oftlcial de juslira
dojiiii de paz, foi surrado a bacalho, por um dos
dous esbirros, JoSo Baplisla Vianna, Blho do faci-
nora Francisco Nunes ; um pobre epilptico e ebrio
foi surrado e amistado pela roa pelo mesmo Vian-
na ; Antonio, irraao deste mesmo faquista, em li-
ma conlcnda, ha pouco, com um tal Carmo, quasi
se assassnam, e onde a punirn desles e muitos ou-
tros factos de semelhante ordem ? Tudo sin, alm
de partir das causas que.apunto ;i Vmc, data
tamhem da frouxidao e mbecilidade do subdelegado
do lugar, empregadd 1.1o inepto, que al ousou di-
rectamente oppor-sc as deliherac&es da municpali-
dde da comarca, nao querendo, que est funecio-
nasse a bem da salubridade publica da povoarao .'
De mais, nao sendo residente na comarca de Goian-
na, e sim em NazVelh, esta sempre vaco o lugar ;
por que nem ao menos casa tem na povoacao para
as audiencias ; he um escndalo sem limites ; he
uma anomala a tal subdelegada, mil vezes seja a-
quiln supprimiito, que servir de eslorvo, e diflicul-
dade a oulras autoridades, as quaes s a poder de
muilo lino tem podido conler os desmandos da Inep-
ldo e relaxamento : honra aqui ao recto, ao pro-
bo magistrado, ao Illm. Sr. Dr. Caetano Estellila
Cavalcanti Pcssoa, o qual livrou incedio esse
malfadado lugar, chamando ,i ordem o Sr. Rufinia-
no Sergio de Mello, seu nome ser sempre querido
pelaspessoas mais gradas de um dos julgadosdel-
ta mbc.
Bom he locarmos em ludo : em i tarde do dia 6
de marro a atmosphera para um lado ao sul das
grandes serras d'Agua Azul cobro-se de um lucio
terrvelmenlc fechado, era orna negra e medonha
cerrarlo : o estampido dos troves um aps oulro por
mais de duas horas formn o echo de um s, c pa-
ra logo dcsabou um chuva de pedra (ao grossa que
poz aquel le mesmo povo em uma debandada digna
de d. aqui a supersticao tirou commentos para
varas cousas ; uma dellas foi a bexlgs, a qual lia
castigado cruelmente o povo de Cruangi ; e se nao
fossem as bravas diligencias do philanlropo e bem
coubeeido-omigo dos desvalidos, olllm.hr. Dr. Do-
mingos Lourenco Vas Curado, se dira hoje da po.
voacao "o mesmo que disse' ouli'ora o cantor Man-
luano : a Campus ubi Troia fuit. n
Oulro prognostico be a fome da 55 para 56. Com
effeito as lavras de ludo que pertence i agronoma
marchan) depeior forma, a' excepr3o da caima.
Oalgodao, eslalavoura melindrosa, contra a qual
a chuva, o sol, a mofo, a scea, a lagarta dirigem
seus cortejos em grande escala, vai desapparecer de
enlre nos. Alm disto, que aproveitam os largos
cuidados do pobre malulo ao aperfAcoamenlo de
urna lavoura (ao ccslroza, se elle nao tem plena li-
berdade, nao tem regala de dizer que Ihe pertence
como.propriedade sua ?... He um phenomeno que
nao sei explicar.
Apenas entra o nlgodao nos celeiros do rustico p
de Serra, o que o concidera livre das garras de lo-
do que o amearava tragar la pelo campo, faz quan-
lo em si cabe para o aperfcir,oar e realzar no mer-
cado; assim que ah chega nan hadado ao propriela-
rio eslubelecer o prec;o, nao he para seu bico ; para
logo apparece ola de pessimamenle manipulado ;
e se por descuido algum menino ou moleque Iraves-
so iilroduz na sacca alguma casca do coco, ludo
aquillo vai perdido, e lomado ao desgrarado rocei-
ro 11 He uma perversidade sem igual...
Este I tambe que tanto algoJao eiicaminbava para
a nossa capital tem recuado perantc sementantes de-
cepees; e sem mais aquella, o que apparece vai
seguiidu sua derrota para a Parahha, anude o pre-
qo he mais subido, e nao ha segunda sorte (escan-
dalosa ladroera), onde se d maisou menos uma li-
citara) na concurrencia a favor do seu dono, nao se
paga mil res a ttulo de bmragcm, nem la loma-
se algodo a ninguem, e muilo menos casliga-se pe-
cuniariamente a algum dos socios da cruzada, quan-
do ousedar mais algum real sobre o preco, que a
especuladlo do da aprega. Acho bom que a aulo-
rida le, a quem toca a vigilancia deste negocio, olhe
para este estado de coqsas, do contrario, as rendas
da nossa provincia solTrerao em crescida escala.
Todos estes enlraves ficariam sanados, se qs se-
nhoresile engenho, mormente da comarca deoian-
na se reunircm em associac,ao para ua cidade mes-
mo de (joianna receberem lodos estes gneros, e
embarca-los para a Europa cusa da sociedade ;
pensem e calculem bem a tal respeilo, que o plano
he gigantesco. Dcsl'arte ludo ficar salisfcilo, e o as-
sucar datura de passar por depredaroes mais es-
candalosas que o algodao. Ja vuu muilo massanle ;
deixarei o mais para o correio vindouro, descul-
panilo Vmc. a insipidez deste pobre lahareo.
linclps proprielarios al o engenho Camaleao do
Norler filoado a margen) do Una ft'Agua Treta,
donde regressaram a instancias de S. Exc. qne nao
Ibes permtlo continuaren) al o Rio Formoso, co-
mo queran). Ah foi S.- Exc hospedado no enge-
nho Machado do Sr. roajor Laureniino Jos de Mi-
randa, onde receben o mais obsequioso, e delicado
Iratametitii.
Uma das bandas de msica' da cidade quiz
obsequiar a chegada de S. Exc. cora sitas bel-
las ouverluras, para o qne mandn pedir permissiu;
masS. Exc. agradcceu-lhe seus eumprimenlos, al-
enla a grande distancia da cidade o engenho
Machado :at i esta fregueiia no engenho Pind
ba, S. Exc. foi sempre recebendo dos sens amigos
proprielarios do sul, exuberantes pravas de amisa-
de, se bem que soffrendo pcnivclmenle os inconve-
uienles de tima t.io longa quao enfadonha viagem,
em estar. tilo rigorosa. O Exm. Sr. S, alem de
suas dualidades pessoaes, qne o fazem Un recom-
mendado, he ao menos no meu senlir, um dos pre-
sidentes de provincia, quemis sympalhas me me-
rece ; porque nao he stmplesmcnles um presidente
officta!; mas trata com szudez de elevar au mais al-
io graodejirosperidade, sempre em relaco ao? eus
recursos' provincia que temple administrar. S. Ex.
agora acaba de sacrificar os seus commodos em uma
penivel jornada ao bom;publco,afim de poder com
dados cerlos informar ao governo a respeilo do aug-
mente ou atraso das colonias Leopoldina, e Pimen-
teiras.
Meu amigo, est finda a nossa correspondencia
epistolar : resla-me agradccer-lhe sua boa vutttade.
A dos.
f*.
P. S. Ao fechar a prsenle recebo do O' a sc-
guinle carta anonyma que fielmente Ihe passo as
Moa.
Sr. correspondente de Ipojuca. Nao mo admirara
tanto, Sr. W, se visse voar um boi, parir um mon-
te, on fallar um burro : dira c com os meus boles
iie um milagre pe/que a burriiiba de Hala .
bem fallou segundo rezam os livres.
Ver porem arvnratlo em juz de paz \ .
.....(que ficar sendo chamado d'ora em
diante Tristezas) que n.lo sei por arles de quem
Passou de pato a ganso, isto lie, de alcaide a juiz,
e juiz de um povo Ulo pacifico, e brioso,como este do
O' !!... lie o queme faz cahir o queixo e muilo
mais pasmar se visse um boi voando, -um monte pa-
rindo. ou um burro fallando.
Nao sei escrever para todos lerem, sou um pobre
malulo, que procuro vver bem com Dos, e com o
demu, mas.Sr. W. nao|posso de mancira alguma vi-
ver com o tal meu juiz de paz da roja ....
. Triste/ns,nao porque elle seja por ex. um Ca-
belleira, que mclla-me medo com seu olho de cari-
te, mas porque a sua vida publica he Ulo recite iada
de torpeas, e mazellas, que revolla o malulo, co mo
eo, o mais lleugmalico Velho lorenlo, Sr. W,
que ia passando seus ltimos das encarapitado em
um (azrenlo sendeiro, choron.iogando de porla em
porta dividas para cobrar : vlho astucioso, finorio,
e quasi sempre acnmmeltido das cazeiras, que cobra-
va sem a menor piedade de seus mais pobres pren-
les ; que nao recuava (liante de qualquer conside-
raran quando lit mostravam algum ossinhu.....
.....Tristezas, be por vergonha nossa juiz
da paz! (Ttbi!) Avezado pois o nosso juiz lorio a
andar solicitando causas chuchando eleilos, procu-
rando demandas, c peni langas, cobrancas e trafican-
cias, se soppoo boje com o mesmo direilo sendo juiz
de paz (ora vou-le ) para enuiiiiuarni tao honro-
sas agencias ; eei-Io chorando, pedindo, erogando
(pftr ora olho) a quem lem dividas que man lem
chamar cunciliacjlo seus devedores E para que?
Para elle chuchar I Onde, Sr. Wi ja se vio um
juiz de par (barro '.) como este Tristezas ? Onde ja
se vio um juiz de paz ;relror,o !) se decidir em au-
diencia, sem ser por amor da jusliya em favor de
tuna das parles ? Onde ja se vio umjuiz de paz
desvio!) andar aconselhando que se mande chamar
este ou aquella a conciliacao, e lambem envolver-se
em inventarios, decidindo como belecuim, juiz e
lettrado ? Em Nossa Senhora do O' no anno do nas-
cimento de 55, sendo juiz de paz (credo'.) .
. Prazeres '.!...
E elle dir que em Ierra de cegos, quem lem um
olho he rei ; mas, Sr. W, emqunnlo eu por' aqui
morar Ihe irei fazendo presente do que for vendo,
e sabendo. Estou munido de documentos ; elle
bem me conhece.se preciso se lizer,Sr.|W. eu Ihe re-
mellcrei urnas carlinhas, que param em minha m3o
e ver que nada ainda diste de me assigno porque espero, que elbj morda-sc pri-
meiro como cobra quando llio piso na cauda.
Seu venerador e criado.
Curato do O' 20 de maio de 1855.
B.
(Carta particular.)
Temos nesta comarca uma freguezia chamada de
Taquarilinga, cujoorago he de Santo Amaro, dis-
tante dosta villa 22 leguas, tem 4 capellas que sao
de S.Jos na Verleute, que Cica na distancia do duas
leguas da malriz, pelo lado do nasccnle ; da Se-
nhora da Concetrao na Topada, 5 leguas ao nascen-
te da mesma matriz; a de Santa Cruz na distancia
de 5 teguas, e ltimamente a de gante Antonio em
Jacarera na distancia de 16 leguas da malriz. porm
estas duas ultimas esliio enllocadas no disiriclo da
Conceicao do Brejo, e ficam ao poenle da malriz.
A freguezia cima dita he dividida em duas frac-
roe, sendo a menor da comarca do Limoeiro, e
a maior da do Brejo, de roaneira que a matriz, S.
Jos, e a Conceicao eslSo na fraccao desla comarca,
Santa Cruz e Santo Antonio na fracrfto do Brejo.
O edificio da matriz acha-se arruinado o desco-
berlo, e por essa causa nao tem irmandade :tem
um patrimonio em Ierras em Ires dillerenles luga-
res o maior com 500 bracas quadradas, oulro na
povoacao da mesma freguezia com 25 bracas da tes-
tada, c-50 de fundo; oulro perlo desla com a mes-
ma dimensaocnm pouca dilTerenra.
Este patrimonio tem um procurador judicial de
nome Jos Thomaa de Olivcira, que mudou do
lugar, e existe para as bandas do Bonito. A capella
da \ oriente nao tem patrimonio nem irmandade, e
cuidam de sua administrac.au os douos da proprie-
dade em que essa capella esl situada.
A capella de Topada nao tem irmandade, mas tem
patrimonio, onde este plantada, de 600 braras da
frente e 5|i de fundo, bstente fraco por ser Ierras
do serian, que nao se aforan); nao tem procurador
judicial, mas um encarregado pelo vigario, para tra-
tar da capella. A capella de Sania Cruzla eolio-
cada em terreno alheio, nao lem patrimonio sendo
supprida pela devor.no dos fiis. A capella de
Sanio Aulonio tem um patrimonio, em que est
fundada em 30 bracas de testada, e 60 de fundo ;
nao tem procurador judicial, nem algum encarrega-
do pele vigario: he bastale fraco esse patrimonio
pelo lugar da sua situaran.
Tem esla freguezia 315 volantes, e d 8 eleilores
para o collcgto de Limoeiro.
Esl se celebrando na igreja malriz desla villa,
desde o primeiro dia do presente mea, a devorao do
Mcz Mananto, em honra e louvor da Virgen] San-
lissima. Tem havi.lo concurrencia do sexo femeni-
no e o Rvd. coadjuctor Andr Corsino merece lodo
louvor nosso, por se ter prestado a tao nobre de-
voc,ao.
Os legumes fe por varios preeos: familia 20 e
22 patacas, M|fe novo a 12800, milho a 6900,
arroz a 12 patacas, carne fresca a 10 e 12 patacas.
Abundancia de prosperidades, vida boa o folgada
estimarei que usofrua, ficando uma grande parle pa-
ra seu reverente e o mais pequeo criado.
Astrlogo,
(dem.)
---- !! -----
REPARTI^AO DA POLICA.
Parte do dia 31 de maio.
Illm. e Exm. Sr.Levo ao ronhccimenlo de V.
Exc. que das diflerenles participantes hnjf>rereliidas
ne*ta repartirn consla que foram presos :
Pela subdelcgacia da freguezia de Sanio Antonio,
o pardo Jos Cesar de Menezes, por ferimentos,
E pela subdelegara da fregueta da Boa-Vista,
Jos Joaquim de Sanl'Anna, para averiguarnos po-
licaes. e Joaquim de Sanl'Anna Miranda, para re-
rrula da armada.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polcia de
Pernamboco 31 de maio.de 1855.Illm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos lenlo da Cunhn e Figueiredo,
presidente da provincia.O chefe de policia Lui;
Cirios de Paita Teixeira. '
nao favoraveis a criminosa indulgencia que os acei-
te elegremenle e sem reserva ; porcia nenhumj con-
rlusa 1 seria mais contraria a nossas crencas, nem
mais desmentida por nossos precedentes. Propug-
nando pelos direitos da imprensa, e pelos legtimos
interesses que neste poderoso Instrumento de civili-
sa(3o tem o Brasil, niogaem mais do que nos detes-
ta eabomina os que dellt altusao lorpe e criminosa-
mente ; e he justamente por enlandermos que a re-
pressflo civil e penal dos daino causados por seu
intermedio sociedade ou aos individuas, deve ser
a mais completa e severa possivel, que nao duvida-
mos invocar hoje a proteccao e o favor dos poderes
de estado em prol dessa liberdade que he o susten-
tculo de todas as oulras. J que com effeito, por
uma le invariavel, asvanlagens das grandes inven-
tes que augmentan) o poder do homem, sao cons-
tantemente acompanbadas de inconvenieoles pro-
porcionaes.misler he que nos submellamos a essa lei
guardando sempre a juslira, segundo a qual o rigor
do castigo he tanlo mais aulorisado, quanto maior
tiver sido a boudade para com o delioquenle.
Confiados portento no patriotismo e Ilustrarlo do
governo imperial, que tao prvidamente tem atten-
dido tis verdadeiras necesidades do Brasil, confia-
dos no patriotismo e Ilustraran das cmaras a quem
a poltica dos melheramentos reaes o do verdadeiro
progresso tem igualmente interessado ; nutrimos a
grata esperanradu que a sessao de 1855 nao pastar
sem deixar aps de si um dos mais bellos floros
que podem ornar sua memoria,e tal como sem duvida
ha de ser a rWuccao dos pesados encargas que op-
primem a mprensa ; sim a redurro pelo menos,
uma vez que nao seja possivel a eilinecao desses
impostes, que ferem na intelligcncia, relardam o
progresso das luzes e da moralidade do paz.
MAPPA demonstratieo do* doente tratados no
hospital regimenUil de Pernambuco no mcz de
maio de 1855.
Hospital na
Soledade Io de
junho de 1855.
COMARCA DEGOIAMt.
Ilamb 23 de maio.
Lamento que estojamos em um paiz onde o ver-
dadero mrito seja menosprciado : aqui nao se
aprecia aquillo, que se chama pura realidade. Vmc
q fe lano ha pugnado a favor do progresso e civlisa-
r3o deste Pernambuco, vaijobservando que suas fa-
digas ficam no olvido. Quanlos anuos nSo conla no
lidar pela lluslraco de'son patria? Esse pesado lidar,
Ioubc de ser allenddo da modo qne mostr alten-
cao pelo valho escriptor, cuja carrclra foi encelada
Uto longevamente, que ja nlo lembra ; parece que
serve de peso a alguem, que s|procura espesinba-
lo I... Eu malulo, que nis> pasto de um grotes-
co sem uome, ci da minha pobre choca, lomo mi-
nhas nni.s, c voii metiendo na mais estricta arithme-
tica os clculos, que posso formar acerca de um ego-
smo dcscommunal, da freza porque vao passando
as cnusas mais serias do nosso paiz... Nao seja islo
motivo para deslenlo, c nem Dos permita : os
verdadeiras patriotas salieran levar posleridade o
nome do escriptor, que ludo vencen a bem do en-
gratideclmenlo de sua palria ; c lalvcz nao esteja
longe o dia da sisuda compensarlo ; esperemos...
Descoufio haja por a!i quem cstranhe ter eu prin-
cipiado a minha larefa, a qual foi benignamente a-
ceila por Vmc no da 27 do passado abril, o que
muilo Ihe agradeco, por elogiar o Illm. Sr. alteres
subdelegado de Timbaoba ; assm derla ser. Hoje
sabemos que na maior parle destes luga rejos a au-
tordade be um zero, e s pode vver quem dispOe
a seu favor de uma duzia de bacamartes a cau-
sa eilicicnle de lanos males dala sem duvida da
frouxidao dos empregadot, principalmente aquelles
a cujo cargo est a polcia, e ja se deixa ver que o
filho do lugar, onde lem de exerrer cerlas funcres,
cercado por muitissimas relacos de parentesco e
amzade, nada obra. Que nos vate, pois, a posse de
uma California prenhe de immensat riquezas, ae a
existencia da mais nolavel preciosidade da Provideu-
ria, o homem, he amearada, cahe a caria passo ao
som do mortfero bacamarle uma, enuilistmas ve-
zes repetido, romo qae sopara ieaiamcnto da
rara humana ? Logo, sendo felicidade nao pequea
ex>lr-se ao p de uma aulnridade, que s trabalba
para a verdadeira repressao do rrime, rigoroso de-
ver he fazer mohecido o seo uome.
Bem descansado, e dormindo a somno sollo esteva
o formidavel assassinttjjos Victorino-, quando a sa
eas, no lugar Cane, trras do engenho Po-Ama-
rello, chegou o nosso intrpido subdelegado, e o
prendeu pcssoalmenle : quem islo faria ? Aquelle
mesmo, que nao trepidou prender o lemivel Arse-
no. Oh como nao eslimar-se o Illm. Sr. Azcve-
do, so a fama de Jos Francisco Nogueira, nome
supposlo por Jos Yiclorino, cojo bacamarle Iraz
a numeraran dos assassinalos que pracou, nao tez
recuar o nosso bravo militar. Progrida assim-o Illm.
Sr. Azevedo, que contamos por certo com a conli-
n-iar.io da sua existencia m Tntibauba ; nossas sup-
plicas ao Exm. presidente devem ser allendidas.
Qoando nosso subdelegado oceupava-se todo com
as ordensda presidencia desde (852, a cata dos mal-
feitores, de milos dadas com o Illm. Sr. lencnte-
eoronel Mananto Ramos do Mendonra, subdelega-
do de Pedras de Fogo, o qual vai desempenhando
bem o lugar de sua juri'dicrao, preciso foi passar o
exercicio aos s'upplentes ; e o que acontercu ? ser
assassinario na noile da dia 12, no lugar do Poro da
Pedra, o infeliz crioulo, pedreiro, de nome Thomaz
Maciel : bem viste fica que fados detta ordem s se
reprodu/.em, quando o terror de gente tao medo-
nha esta longe, e que pelas razona ditas, conlam
mais ou menos com a sua impunidade.
Para melbor corroborar* o que venho de dizer a
Vmc, vou tozar i subdelegada e Cruangi, nossa
vizinhi, cujos fados temos aqui muilo 1080.
Deixo por em quanto os muitos assassinalos prali-
1
(dem.)
Somma
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B eo U 0

en g O
f- ~ H ^- 7
i u j a (d
102 AXy 227 123 10 94
227
btervanies.
Dos fallecidos 1 foi de eerehrite, 1 de rolile, 1 de
congeslao-pulmonar, 2 de luberculos-pulmonares, 1
de varilas, 2 de febre amarella e 2 de diarrha.
Dr. Prxedes Gomes de Souza Pitonga,
Io cirurgio encarregado.
C01ARCA DO I.IMIEIRO.
5 de maio.
Difcil senao espinhosa he a larefa do correspon-
dente publico, quando v aproximar-se termo do seu
empenbo, no centro dos campos, onde tudo sao pri-
vaces e agonas j mas conlhrio na minha nalnral
aclivdade, nAo arriparei a raru-a emprehendida,
antes sempre esteraos farei, para ,1 prosperidade de
minha espinhosa profissAo .- c firme nesse ponte pas-
sarci a noticiar as occorrencias da quinzena pas-
tada.
A hygleno publica vai ainda alterada com a hos-
peda beciga, que nao sabemos com certeza, quando
arrumar a troxa, e seguir oulro rumo, deixando
a paz corprea dos hab la tilos.
Quanloa seguraDca^individual, vai um pouco li-
songeira, por nao ler havido fados de tanta gravi-
dade : apezar de que a policia he varias vezes de-
morada na averiguara", c captura de cerlos meni-
no, que por espertos sabem azlar-se nos secretos
recintos e do orblerraquco.
Tamos alguus fados a referir, que se acham no do-
minio do publico, que bem demonstran) nao ter
chegado ainda a esses lugares a verdadeira idea da
civilisacao, recebidacom acolhimcnlo enlre os mais
povos, porm antes que tacs fados narre, declaro
que o mentor he o Borily, nao sendo exacta a his-
toria,lie elle o respnnsavel pela remessa.
No dia 18 do mes passado houve cmara munici-
pal, sessao magna pela variedade dos' negocios ven-
tilados, aior da discussao de alguns memhros, mas
no meo de taes novidades veio a paz que acabou
180 negra borrasca, tranquilizando osanimos, fican-
do adiada a materia para melbor occasian, a fin do
ser disciilida com madrela.
.No dia 19 foi cercado o engenho do coronel La-
cena, ignoramos ao cerlo a razao desse fado, e para
isto veio em eommisso o alteres Capistrano enm of-
ficin. reservado, sem dar p.ilba ao segundo supplen-
te do delegado, que eniau se achata em exer-
cieio.
No dia 20 fallcceu no lugar de Maripic nm ho-
mem viudo de Cariris-novos a negocio importante
nesta capital, e suppe-se ler conduzido algum di-
nheiro, mas lendo a nfelicjriarie de adoecer all, foi
seo medico assistente cerlo curandeiro, que a forra
de boa quantidade de le-roy, que den ao parironle,
fez que este infeliz depois de poucas hora se mudas-
se do presente sculo, contra sua vonlade, deixando
seus negocios c possuidos ao primeiro oceupante :
dizem que a pulida ainda ignora este fado.
No dia 21 Manoel (iuines Orelhndo deu urnas pan-
cadas.rcsultandograves ferimeiilas noespancado Joao
Damasccno, mas riesse rirMcto lomou cotilas o suhde-
gado da freguezia, que lira sindicando do fado, de-
pois de ter procedido o auto de vesloria .
No tlia 23 fugio do poder da uma escolta desla
villa, una muala de nome Josepha, que veio da
capital, a requerimenlo do doulor curador geral in-
terino, para a vista dos depnimeuloa das leslemu-
nhas averiguar-so se era ou nao liberta, como linha
declarado em juizo.
Dizem, que os presos da cidea nao van bem de
alimente, e por causa disso ja dirigiram queixas a
uma aulnridade do lugar, nao sabeudo-se ao cerlo
de quem he a culpa, te do fornecedor, ou se de al-
gum encarregado deste.
Entrn em exercicio de promotor publico no dia
rio corrt nte mez o Ur. Jos Francisco da Cos-
ta Gomes, e com esse acto do governo provincial, ns
habitantes liveram grande contentamente, por een-
larem com um forte propugnadordajuslica, e nessa
parte ficam satisfeilos.
____DIARIO DE PERNAMBUCO.
Se a imprensa he nconleslatcimente o primeiro
e mais poderoso instrumento da civilisacao moder-
na, ninguem mais do que ella merece a altencao e
oa favores dos governos: esclarecidos e patriticos. De
balde se repetir que a mprensa he uma espada de
dous gumes, que conformo o espirito da poca, o
raucor oa a calma dos partidos, a moralidade ou im-
moralidade dos escriplores, pode ser um grande
J>em ou un mal intupprlavel : o cerlo he que sera
sempre o cumulo do absurdo, para nao dizer da in-
sensatez, renunciar ou difficultar o bem pela sim-
Srs.redactores.He um aclo de juslira, dar
v irtudc e as boas arenes o louvor que ellas mere-
cen) ; e o nao fazc-lo, quando a occasiao o pede,
he mostrar Uma alma mesquinlia e envejosa. Eis
porque, Srs. redactores, os habitantes da Escaria abai-
xo assignados, compenetrados do mais vivo reconhe-
cimenlo, flao podem deixar de manifestar ao publi-
co, quanto Ihe he sandosa a integra juslira do ex-
delegado deste municipio. O Illm. Sr. Dr. Fran-
cisco do Souza Cirne Lima, digno delegado da ci-
dade da Victoria, mostrando-se sempre retpeilavel
aos olhos do publico, pelas maneiras afTaveis com
que tem administrado a juslira, arredando do meio
dos Vctorienses as intrigas e os odios, fazenrio punir
ao criminoso e ao ladran, e gozando da e ima e
amisade tas pessoas gratas desla comarca, princi-
palmente dos abaixo assignados, que veem no Illm.
Sr. Dr. um bom rumpridor no desempenbo de seus
deveres, mo s como jniz municipal, mas lambem
como delegado, dslriburido a equidade e justica
com os que se tornam dignos della. Por conseguin-
te, o Illm. Sr. Dr. Cirne qaeira acelar benigno as
expressoes do/econhecimeiito, amor respeilo que
Ihe Iriliutam os abaixo assignados;Manoel Thom
de Jess.Joao Francisco de Arruda Falcan.An-
dr Dits de Araujo.Candido Jos Lopes de Mi-
randa.Salvador dos Santos Monleiro Cavalcanti.
Sebastian de Carvalho da Cunta e Andrade.Se-
basliao de Carvnlho da Ciinha e Alboquerque.Joao
Camello Pessoa de Siqueirn Cavalcanti.Manoel
Antonio Dias.Manoel Anlonio Dias Jnior.Luiz
liban 1 da Cunha e Andrade.Jos Sancho Bezer-
ra Cavalcanti.Joaquim Cavalcanti Ribeiro de Lar-
cerda.Manoel Rodrigues da Silva Cmara.Jote
Gomes da Silva.Franco Cavalcanti de Albuquer-
que-Thomaz Rodrigues Pereira.Manoel Barbo-
sa da Silva.Antonio Gomes de Barros Silva.
Francisco de Barros e Silva.Henrique Gomes de
Barros e Silva.Anlonio Pinheiro Paes de Li-
ra.Anlonio Fcij de Mello. Aggeo Eduardo
Velloso Freir.Belmino Velloso da Silveira Lio.
Henrique Marques da Silveira. Lins.Henrique
Marques Lins.Antonio Marques de Hollanda Ca-
valcanli.O vigario Simao de Azevedo Campos.
Padre Antonio Eustaquio Alves da Silva.Francis-
co Antonio de Barros e Silva.Marcellino da Sil-
veira Lins.Jos IIennillo Cavalcanti Lius.Ma-
noel da Rocha I.ios.
13. Ot 5 por cenlo do capital da reserva sero di-
vididos proporcionalmenle no praio de 10 annot,
os joros deates continan) no seo gyro, podendo-s*
dar com hypotecas solidas para algum eslabeleci-
menle industrial.
14. Quando por algom incidenls o Banco finde
o seu gyro, os fondos do jaro do 5 por eento serio
empregados em Mlauelecimentes de industria qne
se tornarlo naciooaes.
15. A directora 4o Banco tem aulordade na v-
rificaslo das hypotecas e viga dos empregados. O
Banco apresentar todos os anuos o sea balanco aos
accionistas, bem como o ter poltico por qualqoer
peridico. A directora far sua sessao urna vez
por semana e extraordinaria, te o gerente ou guarda
livros o exigir para algum negocio. Este gerente
ou guarda livrot far tedas as operares dos 5 por
rente e vintena dando conla i directora sema-
nalmenle.
16. Como o governo entra com o volme de mil
accOes emquanlo figurarem .10 banco, far toas ve-
zes o procarador fiscal.
17. Qualquer accionista pode vender saat acres
fazendo averba-Iasno registro do Banco.
18. Suppoudo que haja caso em que o hypoteca-
rio queira saldar com o Banco os 5 por cenlo do art.
5, serao estes unidos aos 5 por cenlo do art. 14, pov
ra com elles se seguir o que diz o mesmo artigo.
Sou de opiniao, que bem regulado o Banco, lem-
po vir.em que s com os juros do juro, ser hab-
lante forte o capitel do Banco, para que sem jaro al-
gum accionista, se fara forte, para supprir as neces-
sidades da lavoura, cujo capital e tornar inteira-
menle nacional, e poder dar bstenle augmeoto
provincia com os regulamentos qae se fizerem na
instiluirao do Banco, o qual capital senao deve tirar
por outro qualquer movimenlo.
Maranhao 13 de abril de 1855. Jos Fortunato
Madail.
pies nprelictt-an do ma Sequizermos gozar os fruc-
losda liberdade, diz aejsse respeilo Aucillou, raister
lie que aceitemos seus espinhos.
Mas se as vantagens da imprensa sao sempre con-
siderayeis nos paizes volhos c cultos, o que nao dire-
mos nos paizes adolescentes, e que, como o nosso
comecam apenas a moyer-se e a marchar com passos
varillantes na estrada tu progresso ? Aqui he que
a imprensa pode produzir, como eflectivameole pro-
duz em lodo seu vigor, os preciosos frtelos qae del-
la se devem esperar. E para nu nao canaarmot,
causando tedio ao leilor com .1 reprodcelo rio um
lugar commum j berp condecido, limitar-nos-hc-
raos a recordar apenas que, sem a imprensa nao po-
de haver itislruc;ao publica bastantemente vulgari-
sada, e capaz de constiluir uma garanta de ordem
e de (ranquillidade.
Entretanto, forra he confessar que a imprensa do
Brasil lula com grandes difliculdadcs, encontrando
particularmente nos pesado impostes percebidos
pelos objeclos lypograpbicos, un obstculo quasi in-
superavel ao seo livre exercicio, alientas as torcas
e os recursos to paiz. Pela nossa parte, moito lem-
po ha que ressentimos a gravidade dos embaracos
que dahi devem a lodos resollar ; mas, Irabalhandn
incessantemente por vence-los, nao quizemos nunca
seros primeiros a reclamar. Vendo porjn agora
que na capital do imperio comeram a apparecer
queixts nesse sentido, nao deixaremos de unir-nos
ella, para asaim dar mais forra a orna causa a fa-
vor da qual alias militam a justica e o interesse ge-
ral du Brasil.
Se considerarmoa que 01 direitos do papel de im-
pro-san chegam a quasi 45 por cenlo sobre o seu cas-
to as fabricas; que os direitos pagos pelos typos
excedem muito a essa laxa ; que a tinta de impri-
mir paga o tribute enorme de 300 rs. por libra.qnan-
do o prejo do custo della ora he interior ora pooro
excede a essa quanltn, c assim proporcionalmenle
quanto aos mais objeclos de qae se compoem os cs-
labetecimenlos lypograpbicos ; se finalmente a ludo
isso reunirmos o direilo surraleiro do porte dos jnr-
naes, teremos a medida aproximada, senao exacta,
dos obstculos que deve vencer a imprensa hrasilei-
ja para poder proporcionar popnlaru o alimento
da inlelligencia, e em geral lodos ns beneficios que
do commercio e cultura das lcltras se coslumam ti-
rar. Deste modo, ninguem por cerlo 60 admirar
sabendo que urna officinacomo a nossa,paga animal-
mente para viver um imposte superior a dez eoli-
tos de reis, distribuidos pelos objeclos que acabamos
de enumerar.
"E oxala que fosse a iroprena do paiz a nica pre-
judicad.i com tao onerosos impostes ; lambem a im-
prensa cstrangeira, a imprenta europea com grande
riilVn tildado chega a don amar entre luis urna parle
tos seus Ihesourus de luz. Os livros, sugeilos a um
direilo pesado, e exposlos demais a mais aos capri-
chos dos exactores dat alfandegas, que, no silencio
da paula, quanto aos valores, elevan) esse direilo a
seu telante, s a muilo custo podem penetrar no
mercado ; e pelo alio preco porque sao vendidas,
lornam-se quasi inaccetsiveis aos pas de familia e
geralmcnle a todas as pessoas pouco abastadas. En-
tretanto sao os livros que, no dizer da Sismoude, nao
podem oflender a nenhum ggverno, por quanlo elles
te dirigem a inlelligencia de um numero limitado
de leilores ; e quando por excepcao desta regra as
paixes os conlaminam, fruslra-se o sea veneno,
visto como aquelles a quem sua leitura poderia cau-
sar perigosos delirios, sao incapazes de a soportar.
Com esta linguagera talvez nos presuma alguem
como indiflerentes aos desvos da imprensa, qoando
Illm. Sr. edidor do Diario de Pernambuco.Em
lempo aprasenlei o meu penaamento ao Exm. Sr.
presidente dosla provincia.o qual recebeu' com a bon-
dade que cusluiiia, me dsse que na sua falla ns-
sembla detta provincia fallara nitlo, cuja falla an-
da uo sabio impressa, o publico lem recebido com
grado este meu pensamenlo, neste caso eu rogo o
queira mandar inserir no seu peridico. -
Dos guarde a Vmc.Maranhao 18 de maio de
1855.De V. S. muito alenlo leilor venerador e
criado.Jote Fortunato Madail.
L'm Banco rural ser de grande ulilidade pro-
vincia, e salvar lanas familias da indigencia a que
estn sugeilas pelo debito de seus proprielarios, sem
qae estes possam solver seu debite em lempo breve
pelo grande juro que pagan), tenrio talvez fortunas
volumnsas sido estragadas por pequeas qnanlias de-
vldasa agiotas a 1 I pie 1 por cenlo ao mez.
1. Parece que o cstabelecimeuto de um Banco ru-
ral com mil contos de reis em 5000 accOes preenche-
ria o vacuo que.se observa na agricultura, devendo
o mesmo banco emillir 4,000-contos de reis em bi-
lltetes para fazer o capitel de 5,000 contos de reis.
Realisndos 500 contos de reis, logo o banco deve
principiar a rtjnccinnar devendo emillir melada dos
bilhetes,
O governe Uve auxiliar com 200 contos de re,
o qual figurar como primeiro accionista, podendo
em lempo vender suas acedes como jutgar conve-
niente.
2. O Bauco deve dar o seu capital someole a l.i-
vradoreseom eslabelecimenlode algo-tan, arroz, can-
ni o druida de mandioca, contento qne lavrem em
Ierra proprias com mais de vinle escravos de serviro
e' cun todos os accessorios proprios da lavoura.
3. O Banco deve establecer o juro de 5 por cen-
lo pelo i-sparn de vinle annea, devendo recebar
animalmente os juros,e mais 5 por centoou a vintena
para a amorlisacao do capital. Finitos os vinle an-
nos devlrinfallivelmedle estar amorlisado o.capitel
e juros, e quando algum devedor o nao tenha feito,
se far a cobranca elfeeliva execlivamenle.e assim
se far na falta dos juros e da vintena da amortisa-
e,ao.
4. Dever-se-ha fazer esetpiara publica de dv po-
laca de bena de raz, engenhos e escravos, devendo
ser os bens hypolecados dous tercos mais do valor da
quanlia que o Banco entregar.
5. Nao po Jera o proprielario dUpor de forma al-
guma do bens hypolecados sem mostrar estar saldo
com o Banco, e assim te entender com os escravos
que nascerem das escravas hypolhecadas, podendo
em qualquer lempo solver a sua divida se assim Ihe
convier, dando mais 5 por cenlo da quanlia que es-
tiver a tleyer.
6. Por rntirle de qualquer proprielario nao se po-
der dividir os bens hypolecados sem estar saldo com
o Banco, e ter a viuva, tiihos ou herdeiro admi-
nistrador a contente do Banco, e nao lendo capacida-
de, ser.1 notncado pelo Banco, administrador com
ordenado foilo pelo mesmo Banco, a este entregar
o liquido dos 5 por cenlo e vintena e despezas a
quem perlencer com aulordade do Banco, que vi-
giar sobre ludo.
7. Se ot herdeiros com o Banco quizerem fazer
venda do estabelecitnento, o Banco coca etttes tari o
que acordaren) lavrando com o novo pVMuidor es-
ciiplura conforme os estatuios que se formarcm.
8. A administrarao to Banco se ordenar em as-
sembtea geral dos accionistas pelo lempo que os es-
tatutos determinar, fazendo-se ordenados aos servi-
dores necessarins.
9. Em cada cidade oa villa da provincia ter o
Baen um agente, que verificar os bens que o lavra-
dor qut/.or dvpolccar, dando iitformarao que re-
metiera ao Banco, e cate verificando, ser a quanlia
entregue ao proprielario logo que, se paste a escrip-
tura ou a sua ordem, com proenrarao especial.
10. l-'.-lr agente do Banco lera nota de todas at
hypotecas do municipio alem das marcadas por lei,
ti dar.1 lodo os anuos informarao do estado da la-
voura do hypotccario e -sobre esla informarao, o
Banco dar as precisas providencias para salvar pre-
juizos.
11. Pastando o eriodo do primeiro anno, o Banco
resolver se he tilil depois de fazer o dividendo dos
juros lquidos,empregar a vintena da amorlitarao no
mesmo giro ou a juro commerctel a 8 por cenlo.
12. Quando se lizer o dividendo deve ficar 5 por
cento da quanlia liquida para caita de reserva para
alguma evenlualidade, cujo fundo dever andar em
gyro commercial em rebate de lellras a 8 por eentb.
Srs. redactores.A leilara das correspondencias
publicadas em seu Diario de Pernambuco pelo Sr.
Justino Martyr Correa Arbuck encheu-nos de indignaran, e ruidamoli de
escrever em defesa de nosso collega algumas linhas,
que n3o publicamos .logo por occorrer-nos depois
que, se nos achassemos nas mesmas circumsiancias,
nao se dara elle ao Irabalho de defender-nos : pas-
sados dias entregamos ao orlo () essas lindas,e dese-
javamos que, se nao em altencao pessoa, pelo me-
nos em allcnrio a nossa classe, alguem mait respon-
desse ao Sr. Correa de Mello. Agora porm /appa-
rece em seu Diario uma correspondencia asignada
com *, em que seu autor, em vez de mostrar,
como convinha, que a prescrpcao medica ou recei-
(a do Sr. Dr. Arbuck n,1o linha podido dar a morte
ao Olho do Sr. Correa de Mello, s Iralou de elogiar
a pessoa, ofTendendo com os elogios todos os medi-
co, sem nem mesmo exceptuar um ; e nao he pos-
sivel qae deixemos que se nos trate por este modo e
contra a verdade.
Convinha, como disseroos, que quem quizetse de-
fender o Sr. Dr. Arbuck, (ratease de mostrar que
as substancias, que entraram em sua prescriprao 011
receila, nao perlenciam classe daquellat que po-
dem em certa rise dar a morte, e era islo o que fi-
zemosem nossa correspondencia, que hoje retiramos
da typographia ; mas nao foi o que fez o defensor
do nosso collega. O autor da correspondencia, a que
nos referimos, nSo fez mais do que elogiar ao Sr.
Dr. Arbuck, o que parece Indicar que he um riestes
que devem favores ao nosso collesa ; e entre os elo-
gios que Ihe prod'galisa ha phrases, qae nao pode-
mos deixar passar sem reflexao.
N9o duridamos que o Sr. Dr. Arbuck pratique
ludo quanlo diz o seu defensor ; mas que seja o ni-
co qae isto pratique. he o que nao admittimos. Nao
duvidamosque o autor da correspondencia, deque
nos occapamos, seja do numero daquelles que sup-
poem que o medico he um homem, que deve servir
gratuitamente a sociedade, ou desses que sempre elo-
gian] o ultimo facultativo que os supporta, e cm-
quanto Ibes nao pede dinheiro; roas nao era islo
razao para uffender aquelles que praticam o mesmo
que o Sr. Dr. Arbork.e que o praticam sem osten-
taran o sera calculo. Nesta provincia ha mdicos,
que em cardade nao san excedidos pelo Sr. Dr.
Arbuck, e que. se nao regeitam o que se Ibes d
voluntariamente, p.or vezes nada receben) daquelles
qae s Ibes podem pagar com aleum sacrificio, dei-
xando de acudir aos ricos para correr em succorro
dos pobres, e multiplicando ns seus cuidados desde
que reconhecem que o enfermo lie desvalido.
Pareceram-nos immerecidas as expressoes do Sr.
Correa de Mello, e sas desralpamos a um pal que,
no exeesso da rir, chora a perda de sea filho ; mas
desde que appareceu a sua primeiro correspondencia
reconhecemos a necessidade, em qae esteva o Sr. Dr.
Arbuck, de defenderse. 011 pelo menos de descrever
o occorrido. Qualquer podia dizer o que diziamos
em nossa correspondencia, isto he, que a 'substan-
cias prescriplas nao eram toxicas; mas bavia ama
roosa, qae qualquer outro, ti exccprSo do nosso col-
lega, nao podia dizer. Se as substancias empregadas
eo (ratamente de um enfermo n.lo malam, o trala-
menlo errado pinte concorrer pura a moite: islo, no
caso vertente.s podia ker devidamento apreciado
depois da exposicao teita pete facultativo assistente,
e era oque cumpra ao nosso col lega, por ser ello
quem podia fazer a eipnsir,ao dossymptomas, da
marcha e alterarnos mrbidas ; pois que, se sua
prescriprao nao conliriha substancias que podessem
dar a morte a qualquer enfermo, nao era do numero
daquellas, em qae se admira o lino medico, nem
das que em nma afleecao dos olhos, acompanhada
de oulros soflVimentos, se pode dar indefinidamente,
nao obstante apresenlarem-te symptomat, que in-
dican) n3o s que a prescriprao nao he proveilosa,
seno que convm tubsli'.ui-la por oulra.
Se o medico, como diziamos em nossa correpnn-
dencia, nao faz milagres, nao deixa por iito de ser
retponsavel por descuidos e erro; errse descados
qae por vezes tem dado lagar a morte. O Sr. Cor-
rea de Mello aecusa o Sr. Dr. Arbuck por ler con-
corrido para a morle de seu filho, prescrevendo-lhe
cerlas sabstancias, e insistiodo em sua applicacao, nao
obstante oceurrenciat que ao nosso collega nolava
oSr. Correa de Mello : esse pai nao eipoem clara-
mente os symplomas apresenlados pela molestia,nem
nos diz de um modo preciso qual era a aQecrao,
de que soiTra seu filho ; e por islo ao Sr. Dr.
Arbuck, corra a obrigacao de dizer aljama cou-
sa, te nao porque sua consciencia se acltava aba-
lada pelas aecusaces desse pai, se nao em al-
tencao ao publico, cuja opiniao despreze por nao
ser a do melhor juiz, pelo menos em altenrno clas-
se, que foi injuriada em sua prssoa e por sua causa,
assim como se ada ofieudida com os elogios, que
Ihe d boje o seu defensor. Entretanto o Sr. Dr.
Arbuck nao cuidou de defender-se ou de explicar o
que havia occorrido, e talvez supponha que os elogios
sao bastantes para que se crea que o Sr, Correa de
Mello nao lem razio de queixar-se em consoquenria
da morte de seu filho ; mas assim nao pe -a m lo-
dos, pois que a alguns parece indispeotavel una
exposirAo do fado.
Sou, Sr. redactores, etc. ele.
31 de maio de 1855.
dando rever os (andamentos de meo fah>cdi
rido, nada se encsnlrou, em qae V. S. seja deve-Jo
ou retponsavel.
Sou com respeilo de V. S. muito alienta e venera-
dora.
Por minha ti D. Anua Joaquina de Jess Queiroz
Guedes.Manoel Martin de OUceir Jnior.
Recfe 17 de maio de 1854.
(Eslava reoenhecida.}
Dedicado ao Illm. Sr, lente Antonio Duarle de
Olireira Pego Jnior, pelo Reverendo Joao Go-
mes de Santa-Ann* Murrcca, nm ocemsiao de
seu enterro.
Nascido no dia 7 de agesto de 1828, natural desla
povoacao de Timbaba, sendo seus pas o Illm. Sr.
Anlonio Duarle de Oliveira Reg e a Esm.' Sr'.
D. Thendora Felicia da Silva, mostrou sempre em
sua infancia que em seu corarlo virtuoso produzia
bastante a sement da virtude nelle derramada
pelas maoi cariuhosaadeseus amaveis pas.
Croacia na idade, ugrpentava na virtude, e nesse
estado de innocencia, e delicias viven 22 annos ; no
dia 1. de ageste de 1850 deu a m,lo de esposo a Exm."
Sr'. 1). Francisca Lima de Oliveira Santos, do qual
consorcio leve Ires filhos, charos penhores de 13o doce
unilo. Viveu 5 annos nos bracos da sua virtuosa
esposa, e neste pequeo periodo cuidou desvelada-
mente em timentar nos temos e lenros coracSes de
seas adoraveis filhinhos o amor da virlode.
Dedicoa-se ao commercio, em cuja vida nada ha,
que manche a sua illibada conducta.
Filho obediente e amado ; pai earinhoso e des-
vellado ; esposo fiel e virtuoso 1 amiga sincero e
prestavel; cidadao honrado e prob; e eis, enhetres,
em poucas palavras o seu ais pomposo (talo,
alma caridosa ; espirito recle ; coraran coompade-
cido, e eis aqui suas virtudes.
Adoecendo de uma alfcecao freu bstente, por espero de 3 annot, deu alma ao
seu Creador no dia 23 de maio do crrente anno,
tendo vivido 27 annos ainda no ardor de ana moci-
dde. Deixou nma esposa incontolavcl, e seus fi-
lhinhos de umra idade, que ainda precisavam de
suas caricias e proteerjo.
Ja hoja nao existe o Illm. Sr. lente Anlonio
Duarle de Oliveira Reg Jnior, porm existe atoa
lembranca, e a lembranca de tuas virtudes, nao s
no saodoso coraeSo de sua amavel e virtuosa esposa,
nos magoados corarles de seus amavel pas, nos
peitos lerno* de seos charos irmaos, como lambem
no pensamenlo de seut sinceros e dedicados ami-
gos.
Descanta na palria dos justos na pas do Senbo r
onde tem de viver elernamer-te na luz,__in luce
onde finalmente vivera .por lodosos seclos na paz
eternain paca.
O Liberal de 29 do correle, narrando o fado
datlo na comarca do Cabo com o Sr. Barao de Ipo-
juca sobre a soltura de dous recrulas, refere-se a in-
formadles oblidas de seu correspondente daquella
comarca, e diz que o Sr. liaran acompanhado de nu-
merosa terca te a presenten em eaminho, e inlimou
palmilla que cooriuzia os remitas, ordem para que
soltaste os dous mencionados recrbtit, ameacando
com tabica e bacalho a-dita patialba ; c como quer
qae semelhante asserco seja falsa, pastaremos a des-
mentir quette correspondente, que sem o mener
pejo adullerou um tao simples faels. O Sr. llarao
de Ipojuca nenhuraa forra levou, io\ somonte acom-
panhado pelo seu criado, c nenime ameaea fez i
palmilla, invocamos o leslemunUo da patrulha, e do
Sr. Joao Cavalcanti. Nao queremo, ainda assim,
apreciar seoacto praliradn peloSr. llanto,foi ou nao
criminoso, somente queremos qse se diga a verdade,
e se nao adulterem os factos. 0 Sr. correspondente
do Cabo pode muito bem estar cerlo de que o Sr. Ba-
r.lu para soltar dous recrulas nao precita forcannua-
da e nem mesmo amearar qualquer patrulha. basta
somante a sua presenra. amig da verdade.
COMMERCIO.
'RACA DO KECIFE 31 DEMAIQ AS 3
HORAS DA TARDE,
CotacOe oftlciaes.
Hoje nao houveram cnlaroo.
AI.FANDEGA.
Rendimenlodo da 1 a 30. 259:265279
dem do dia 31.......14:355)279
273:620f,558
Dticarrega hoje 1. de junho.
Batea ingleza.Widasbacalho,
RENDIMENTO DO MEZ DE MAIO.
Kentlimento tolal
lirsl iliiiri'11-. .
.... 273:6209558
.... 282*150
Rt. 273:338*408
Importacao.
Direitos de consumo..........267:3149173
Ditos de 1 por cenlo para os porlos estrangeicos. : .
Ditos dito para ot porlos do imperio. .
Expediente de 5 por cenlo dos gneros
eslrangciros despachados enm caria
de guia................
Dito de 1|2 por c tos gneros do pai?.
Dilode I 1|2 por c. dos gneros livres.
Armazciiigein das mercaderas.....'
Dita da plvora.............
Premio tic 1|2 por cenlo dos assignastos
Mullas calculadas nos despachos. .
Pilas diversas..........','.' ,
Interior.
Sello luto................ 429240
Patentes tos despachantes geraes. lOtUJOOO
Emolumentos de cerlides....... 199850
.T2tjfH>2
779*05
6769330
6409228
159021
1:1829472
*92
2:593*051
619066
2089940
Rs. 273:3389408
Nai seguales especies.
Dinheiro .... 111:0929258
Assignados 132:2169150
Depsitos.
Em balauro no ultimo de
abril.......... 11:5109645
Entrados no corrente mez 12:2469296
Sabidos. .
Existentes
26:7568041
3:992S}I94
. Rj. 8:7619147
PEBLICACES A PEDIDO.
Pede-se a publicarlo da caria abaixo para ser
contestada por quem souber do contrario.
Illm. Sr. D. Joaquina de Jeu< Queiroz liuedes.
Muito prezadistima senhora. Conslando-me qbe
alguem tem propalado pelat Tuas desla cidade, que
atguns dos amigos do finado marido de V. S., o mni-
ta digno Sr. Norberlo Joaquim Jos Guedes, Ihe
foram extremamente pezados, por isso que em seus
papis te encontraran) cartas c bilhetes em que esses
amigos exigiam delle dinheiro de emprestimu, e co-
mo lambem me coubessse a honra de ser amigo es-
pecial desse repeilavel finado, e desojando salvar *
minha dignidade. venho por isso rogar a V. S.. se
digne declarar-me, se encontrn o meu nome debi-
tado em algum assentu, ese existe alguma carta, hi-
Ihele, ou qualquer oulro titulo, exgindo alguma
quanlia que eu deva ser por ella respnnsavel.
Se V. S. se dignar fazer-me este favor, como es-
pero, maior gratidao terci de tributar s cintas da-
quelle, cuja amzade, tanto me hnnrou, e a V. S., o
maior respeito e um eterno reconheciroento.
De V. S. allencioso venerador e criado, Caetano
Pinto de Veros.
Recite 16 de maio de 1851.
Illm. Sr. Caetano Pinto de Veras.Em resposla
este parliclpacaodc V. S., sou a dizer-lhe, que inan-
() Foi-nos entregue na merma occasiao que a
publicada, e por ser maior demos prefereniil
aquella.
Na* teguinles especies.
Dinheiro..... 1:1931*30
Letras......9I:570OT

Conlribuicuo de caridit.
Bendimanlo ueste mez....... 380980
Atfaudega de Pernambuco 31 de tajo de 18,
Oessrvao,
Faustino JoseMot Sanios,
Importacao-'
Brigoc Sogtario, viudo 4o H de Janeiro, roa-
nifestoa o seguinle : .
219 saceos caf.l dilo feijo, Hilo millio,2 barri-
cas cafo, 4 laboas, 2 volumts'pecadoras, 42 tneiae
barricas polass, 230 pipas alias, 2*>4 .fcifcis va-
zios ; a ordem.
Vapor Solent, vindo dos portesjht Europa, con-
signado a agencia, mauifcslou o 'seguinle :
2 caitas joiat; Bebe SasuwDete4i nliia.
1 dila dites; a Tinim MoMfcM 1 dila dilas, t embrnlho amostras ; a U. Gib-
son. f7
1 caixa joiat, 1 dte tezendas ; a J.. Keller Cora.
panhia.
1 dila dirs; a J. P. Adour 4 C.
1 dila pbne'i 1 dila diversos objeclos ; il. .
Bieber.
1 embrnlho pennas de aro; a V. de fceu-
re.
1 dito oculos ; a- Me. Calmonl & Campa-
nilla.
2riilosanvM,lis; a Fox liroters.
1 dito papen; ao secretario da sala da praca.
1 dilo ditos ; ao contal da Prussta.
2 ditos amtJat; a I.. A. Sequeir:
1 dila ditas; a Adamson Hoowie l Compa-
nltia.
0 ealxidmisbirlias; a JulinTegeisaeyr.
1 eiiilu iillm amostras : a Srharamm Whalelv.
1 dte ditas ; a Jaeaes Kyder & C.
1 dtto dilas ; Pateo Nascb.
1'dilo ditas; Bruno Priegtr & Compa-
nhia.-
1 dito ditas ; a Rotlron RookeT & C.
2 caitas ignora-te ; 1 A. M. da Costa Soares.
1 embrnlho ignora* t a T. W. Arkarigkl.
1 caixa ignorarte ; Schafleiiliu \ C.
1 ditaiguors-se ; 10 bario de Beuerb*.
3 barris vinho; a M. Cowper.
i
'
MUTILADO



W*.'
f
4
t
\
/
a ditos dito a i eaabrulho al,. L. Feran & Com-
aaafcaa.
1 embrmlho ; a A. L. dos Sanio*.
CONSULADO GERAL.
Re ndimenlo do da 1 a 30.....44:1769415
era do dii 31......, 1:9878637
DIARIO OE PERNAMBUCO SEXTA FEIRA I DE JUNHO DE 355
46:16(4052
DIVERSAS PROVINCIAS.
Randiaaento de di* 1 a 30..... 3:207)703
dem de dii 31....... 8241fi
3:9900110
RENDIMENrO DA MESA
PERNAMBUCO EM O
1853.
Consolado de 5 por cenlo. .
Dtle descrcenlo.....
Ancoragem..... .
Direilos de 15 por cenlo
' das embarcacrte* estran-
geiras que passam a na-
cionaes..........
Hilos de 5 por rento na
compra e venda da em-
barcares.........
Expediente da capaiazU.
Sello fio a proporcional.
Emolumento de certides .
00 CONSULADO DE
MEZ DE MAIO DE
42:938*647
8*210
--------------1
1:391,1350
42:9469887
5;>250
1850500
8319435
89:t830
9800
-------------3:2179165
Diversas provincias,
Dilimo do alendan B outros
gneros do Rie Grande do
Norte........j 209618
Dito dte dito dito da Para-
hb ........... 8689108
Dito do avocar, e outros
geaero* da dita..... 1359140
Dito dito do Rio I .raudo do
Norte............ 1119608
Dito dito das Alaga. 2:1549345
46:1649052
3:2909119
49:4549171
Deposito* sabidos
Ditas cutientes .
1:6379966
6:6359643
Ilesa do eonsuhdo de Ternarabuco 31 de maio
de 1855.Pelo escriv.o, o 1. escriturario,
Francisco de Paula Ijtpe* Reis.
RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Readimento do dia Pa 30. 21:8109103
dem do dia 31....... 2989698
25:1088801
BENDIMENTO DA RECEBEDORIA DE REN-
DAS INTERNAS GERAES DE PERNAMBU-
CO DO MEZ DE MAIO DE 1855, A SA-
BER :
Renda dos proprios naclonaes .... 2029000
Foros de terrenos e de marinha 1539088
Laudemios.............. 374-5500
Sita do* beos de raa......... 7:6849628
Decima (ddicional das corporales
d* mi morta. .'...... 8698.50
Direilos novos e velhos e de chan-
cellara. .............. 3:1219667
Diiima da dita........... 2429884
Mullas por iuirac(0es do_regula-
n"o............... 209000
Sello do papel flio e propor-
*'"........... 6:9209129
Premio do* depsitos polticos. 1819953
Emolumentos das repartieres de fa-
**"da......'....... 3569500
Imposto sobre lojas e casas de des-
""w.............. 1:0079890
Dito sobre casas de movis, roopas
etc., fabricados cm pair estran- *
">................ 1209000
Dito de 8 por cenlo dos premios das
toleriw ............ 2:0009000
Ta de escravos.......... 8309000
Ueceila eventual........... 129000
Divida activa............ 1:7539112
Imposto sobre barcos do interior. 389100
25:1089804
Recebedoria dePernambueo 31 de maio de 1855.
Manoel Antonio SimSti do Amaral.
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendlmentododial a 30..... 45:4409658
dem dodi 31........ 1 939078
47:3339736
MESA
UKMDiMENT DA MESA DO CONSULADO
PROVINCIAL DO MEZ DE MAIO DE 1855.
Direilos do 3 por cenlo do assucar ex-
portado.......... 21:5619792
Ditas de 5 por cento dos mais gneros. 8:2049318
Cspateiia de 320 aor sacca de algodao. 6969960
Dcima dos predios urbanos. 5:3419290
Sell*de Ucnncas e legados..... 1:2759792
Mei**raa de escravos...... 2:0089100
10Urs. por escravo exportado para
(ora da provincia....... 1:2009000
Emolumentos depassaporles de polica 209400
10 poT cento de novps e velhos direilos. 2819005
Imposto de 4 por cento sobre diversos
eslabelcciraenlos....... 1:7469280
Dito de 3 por rento dito..... 1:1119880
Dilo de 129800.......* 120600
Matriculas das anlas de instrncrao su-
perior...........
Mullas...........
Juros............
Cusas..........
459000
1199858
109226
3989035
47:3330736
Mesa 185S. O 2 escriplurario,
Luiz de Azevedo Souza.
MOVIMENTO DO PORTO-
Nados mirados no dia 31.
Terra Nova44 das, brigse inglez oElla Graive,
d 149 toneladas, capilao Thomaz Itrio, cquipa-
gem 13, carra bacalho : a Jobnslon Pater & Com-
paohia. Seguio para a Babia.
Canto99 dias, barca franceza aFlorian, de 217
toneladas, capitn La Grange, equipagem 13, em
laslre ;. a' Adour & Gompanhia.
Rio de ha*-9 das, barca brasileira oMalhilde,
de231 tonelada, capitn Jeronjmo Jos Telles,
equipasem 13. carga varios gneros ; a Manoel
Alves Guerri Jnior.
Babialidias,barca belga l.ucie, de 270 tonela-
das, capillo f. S. Muetanaer, equipagem 9, earga
fizcuda e mus gneros ; a J. Keller & Compa-
a*.
lanos saludos no mesmo dia.
Vlnazo^-Barc;, chilena aires Amigo, capilSo
Adttoiai Banina, carga asurar.
Marsslb.i Brigue franeez HernesHnc, capilao
Pedro lieprique te Aigremont, carga assucar.
Passageirc, Jalio Moliion May.
Observaces.
Pnndaaa noltevieirio tara acabar de earregar, o
brigue inglez PolVa.
A barca insleia,JMidas,queseguio para a Babia,
fea. sua enlrada boje para o mosqueiro desle porlo.
EDITAES.
Pela inspecc>ia alfandega se faz publio,qne
no dia 4 de junlio, deiois do meo a, se ha de ar-
rematar em hasta publi.a, a porta da resina repar-
licao, 475 libras de cobitvelhu lirado do farro da
escuna Undoia, sendo a 'uremalar,* livra de direi-
los ao arrematante.
Alfandega de Pernambuco29 de maio da 1855.
O inspector, lenlo Jos' termnies Barros.
O lllni. Sr. Inspector da tKSOtrraria provincial
manda convidar ao* possuidore! de cautelas das lo-
teras da provine*, vendidas peloeantelislu Antonio'
Ferrcira de Lira e Mello, para atraaenUrom suag
reclarow;0es oa riesma Ihesourariauo prazo de 30
das, a contar da dala desle, alim de Ver logar ades-
onerac^o do liarle* do mesmo caulelia, ;uc asstm
re que reu.
E para constar a quem iateressar pos se wian-
_ dou aflixar o prsenle e publicar pelo Diwri$.
Secretara da liesourarla provincial de Peinam-
boco 28 de maio de 1855.O secretario, A. Frrei-
r da Annunciacio.
O Illa. Sr. iispector da Ihesouraria provinaal,
n eamprimeata da ordem da Eim. Sr. presideiie
da provincia de 19 do correute, manda lazer p0_
blico que m dia II da jando pronimo vindaaro, pa.
ranie a junla da fcienda da menina lliosoararii, lu
ha de arremaUr, a qtiem por menos fuer, a obra
do>
em
A
eial
li%
reparos do 7.o Unjo da estrada do sul, avaliada
4:89.->o.
arremalaca* ser feila na forma da le provin-
D. 343 de 15 de maio do anno Ando, e sob as
clausulas espaciaes abano copiadas.
As pessoas que se propozerem esla arremata-
Sao comparecam na sala das sessoes da mesma junta
no dia cima declarado pelo meio da compatcnle-
menle habilitadas.
E para constar se mandou atusar o preseas* e pu-
blicar pelo Diario,
Secretaria da Ihesouraria provincul de Pernam-
buco 22 de maio de 1855.
O aeerelario,
Antonio Fernira da Annunciarao.
Clausulas especiis para a arrematarlo.
1. Os reparos do 7. lanco da estrada do sul far-
e-hAo de conformidade com o ornamento e perfiz
approvados pela directora em conselh 1, e apresen-
lados approvac.So do Exm. Sr. presidente da pro-
vincia, na impurtancia de 4:8959.
2." O arrematante dar principio as obras no pra-
i_de15dias e as concluir no de 3 mezes ambos
contados pela forma do arl. 31 da le n. 286.
3. O pagamento da importancia da arremataran
rilir-ar-se-tia em dnas presla(oes iguaes, a pri-
eira quando e-tiver prompta melade da obra, e a
egunda depois da concluidos os reparos.
4. Nao haver prazo de responsabilidade.
ha Melade do pessoal da obra sera de gente
re.
6.. Para ludo o que nao se adiar determinado as
presentes clausulas nera no orramenlo, seguir-se-ha
o que disp> a respeilu 1 lei 11. 286.
Conforme.O secretario, A. F. da Annunciarao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimenloda ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 14 do correle, manda lazer
publico que no dia 6 de junbo prximo vindouro,
perante a junta da fazenJa da mesma Ihesouraria,
ha de arrematar a quem por menos fuer a obra
des canos de esgoto de que precisa a ra do caes do
Apollo, avaliada em 1:7209000 rs.
A arrematado ser feila na forma da lei provin-
cial n. 343 de 15 de maio de 1851-, e sob as clausu-
las especiaes abaixo copiadas.
Aa pessoas que se propozerem a esta arremalarao,
compare;am na sala das sesses da mesma junta,
no dia cima declarado pelo meio dia competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou aduar o prsenle e
publicar pelo 'Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco r.l de maio de 1855.O secretario.
Antonio F. d'Annunciarao.
Clausula especiaes para a arrematadlo.
i.' A runiiiiuaeSn do cano de esgoto na exlcncao
de 28 bracas correles no lugar do caes de Apollo a
em frente a 4 ras, ser execulada de conformida-
de com o orramenlo approvado pela directora em
consellio e apresentado a approvac,3o do Exhi. Sr.
presidente da provincia na importancia de 1:7209
ris.
2." O contralador dar principio as obras no pra-
zo de un mez e as concluir no de tres mezes, am-
bos contados na forma do arl. 31 da lei provincial
o. 286.
V* O pagamento da importancia desle contrato
sera fcito em duas |preslac,es iguaes, a primeira
quando estiver execulada melade da obra, e a se-
gunda depois de coocluida que ser lugo receida
definitivamente.
4. O contratador empregarao menos melade dos
Irabalhadores livres.
5." Para o que nao estiver determinado as pr-
senles clausulas e no orramenlo segoir-se-ha o que
dispBea lei provincial n. 286.
ConformeO secretarlo, Antonio F. i"Annun-
ciarao. .
O nim. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial ern cumpriracnto da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da proviocia de 10 do conente, manda lazer
publico que no dia 28 de junbo prximo vindouro,
perante a junta da fazenda'da mes/na ihesouraria,
se ha de arrematara quem por menos fizer a obra
do acude da villa do Buique, avaliada em 3:3009.
A arrematadlo ser feita na forma da lei provin-
cial n. 343 de 15 de maio do anno ndo, e sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arrematarlo,
comparetam na sala das sesses da mesma junta, no
dia cima declarado pelo meio dia competentemeole
habilitadas,
E para constar se mandn afiliar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secrclara da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 19 ie maio de 1855.O secretario,
A. F. ( Clausulas especiaes para a arremalarao.
t.s As obras do acude do Buique serao feilas d
conlormidade com a planta e orcameolo approvados
pela directora em consclho e apresentado* a appro-
vato do Exm. Sr. presidente na importancia de
3:3009000 rs.
2. Estas obras devero principiar no praio de 60
das e serao concluidas no de 10 mezes, a contar da
dala da arremalarao.
3. A importancia desla arremalacSo sera paga
em 3 preslaces da maueira sesuinle: a primeira
dos dou* quintos do valor total, quando liver con-
cluido me'.ade da obra, a segunda igual a primeira,
depois de,lavrado o termo de recebimento provios-
rio; e a (erceira finalmente de um quinto depois do
recebimento definitivo.
4. O arrematante ser obrigado a communicar
reparlir.au das obra* publicas com antecedencia de
30 diaso dia xo, em que tiver de dar principio
execur/'o das obras, astim como Irabalhar seguida-
mente 15dias afim deque possa o eogenheiro en-
carregadoda obra assislir aos primeiros Irabalhos.
5. Para ludo o mais que nao estiver especificado
as presentes claual.is seguir-se-ha o que determi-
na a lei regutamentar das obras publicas.
ConformeO secretario, A. f- d'Annunciarao.
O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial!
em cumprimenloda resolocao da juola da lazenda
da mesma Ihesouraria, manda fazer publico, que nos
dia* 12, 13 e 14 de juuho prximo vindouro.se ha
de arrematar a quem por menos fizer, as impresses
das Irabalhos das diversas repartirles publicas pro-
vinciaes, avalladas em 3:5x009000 rs.
A arrematado sera feila por lempo de um anno,
acontar do I. de julho prximo vindouro, ao fim
de junbo de 1856.
As pessoas que se propozerem a esta arrematado
coniparecam na sala das sessoes da mesma junta nos
dias cima indicados pelo meio dia competentemen-
te habilitarlas.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 21 de malo de 1855. O sewetaiiu, Antonio
Ferreira da Annunciaro. .
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin
cial em cumprimento da resoluto da junta da fa-
zenda da mesma Ihesouraria,poa novamente em pra-
o a obra dus reparos urgentes de que precisa o afeu-
de de Caruar, avaliada em 1:0129000 rs.
A arrematado lera lugar no dia 21 de junho pr-
ximo futuro.
E para constarse mandou afiliar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 19 de maio de 1855.O secretario,
A. F. d'Annunciarao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimento da resoluto da junta da fa-
zenda, manda fazer publico que no dia 14 de junbo
prximo futuro, vai novamente a prara para ser ar-
rematada a quem por menos fizer a obra do ealra-
menlo do 18 lauro ca estrada da Victoria, avaliada
cm 8:3609000 rs.
para constar se mandou adixar o prsenle e pu-
.blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam
boto 19 de maio de 1855.O secretario,
A. F. d'AnnundacSo.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincia,
m cumprimenlo da resoluto da junta da fazenda.
manda fazer publico, que nos dias 12, 13 e 14 de
juoho prximo vindouro, perante a mesma junta se
ha de arrematar a quem por menos fizer, o forneci-
mento dos medicamentos e ulensis para a enfermara
da cadeia dena cidade, por lempo de um anuo a
contar do 1. de julho do correnlc anno a 30 de ju-
nho de 1856.
Aspessoasque se propozerem a esla arremalarao
comparecam na sal* das sessoes da mesma junta os
lias cima declarados peb rotio dia, compeleule-
.. "
Francisca Mana, l do
JoaoFrancisco Collares.
Francisco do Reg Bl-
dala ..........
Jos Manoel de Miranda
Lima..........
Jos Soares da Crni. .
AnnaMarcelina de Faria
Bazlio Magno da Silva.
Flix Corris da Silva,
(herdeiros de)......
Francisco de Paula Ca-
valeanle de Albuquer-
que Lcenla (herd. de).
Caelana Umbelina do
Amparo....., .
Eugenia J. Benedicta de
Siqueira........
FranciscoJorgeda Cunha
Mascarenhas......
Joaquina M. de Castro
Accioli'........
Jos Gonc,alvcs da Silva.
Jos de Souza JMoreira.
Jospha Joaquina de
Souza .........
Leonor Luiza da Rocha.
Leopoldina Eugenia de
Freilas......
mete habilitadas, que ah lite serao presentes o for-
mulario e condiedesda arrematarlo.
E para constar se mandou afiliar o presento e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco -2[ de maio da 1855. O secretario, Antonio
Ferreira da Annunciarao.
De ordem do lm. Sr. inspector da Ihesouraria de
fazenda desla provincia sa fazem publica* as relatos
abaixo transcriptas, dus credores por diviil.is.de ex-
ercicos findos, cujo pagamentos ibram autorisados
pelas orden* do Iribonal do Ihesouro nacional de 5
e 10 do corrento sob ns. 42 e 44.
Secretaria da Ihesouraria de fazenda de Peruam-
buco em 3 de maio de 1855.O 0IUci.1l maior, '-
milio Xavier Sobreira de Mello.
Relajo dos credores de dividas de exercicios findos
cujo pagamento autorisado a Ihesouraria de fa-
zenda de Pernamhuco, uao se leudo verificado
por all durante a gesISo do exercicio da 1853-51.
pode ser de novo ordenado com fundo* do de
1854-55, a por conla do $ 4, do arl. 11 da lei n.
668 de II de solcmbro de 1852.
NOMES.
Minis-
terios.
Jusliea.

Guerra.
Fazenda
Exerci
dos.
18*8-50
1849-50
1848-49
1849-50
1838-39
<8>Vr52
1841-42
1813-11
1818-49
1849-50
1811-40
1342-43
1851-52
1852-53
1845-46
1842-43
1847-48
1848-49
Impor-
tandas
672*000
409787
529688
19389
369666
2129000
II9OOO
639000
IS9443
259000
129222
399OOO
49328
21j016
99974
9838
739928
Seci;3o de divida da terceira contadura dutbesou-
i D'cl0nal em <~ de fevereiro de 1855.Servindo
de ctrtfe de seccao, Josr Julio Dreys.
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(>) Ser paga esla divida a qi.em com documentos
legaes justificar ser inventariante dos bens do finado
auaquim Jos da Silva Vieira. e bem assim, que
dricrcveu a importancia de 1:8249900 rs. no in-
ventario a que se procedeu 011 tenha de proceder,
011 em sobre parlilha, caso leiido-sc feilo o aventa-
rio nao se descrevesse nelle a referida quanlia, dc-
vendo final de ludo dar conla ao tbesouro, essa
Ihesouraria, remeltendo-lhe os documentos em ques-
tao, para seren reunidos ao respectivo'processo.
(/) O Ihesouro reconhece e manda pagar a
quanlia de 529150 rs. e nao, a de 189SI7, a que so-
menle julgou com direito o reclamante essa Ihesou-
raria, por conlar-lhc o vencinienlo desde 13de maio
em que tomou posse do lugar do chefe de policia,
visto que em casos idnticos atsim lem resolvido o
tribunal do Ihesouro, eslendendo o disposto na cir-
cular de 16 de janeirt de 1854 a lempo anterior a
sua publicacao.
(.71) As pensionistas retro, nao serao pagas da
quanlia de 1875500 rs. com que van contemplada*
nesla relacau. sem que pratiameule eja a fazenda
nacional iudemnisada do que indevidamenle Ibes
foi abonado, assim como a saa finada mai D. Rosa
Maria doNascimento por essa Ihesouraria na impor-
tancia de 367o500.
Serc.au de divida da terceira contadoria do Ihesouro
nacional. 5 de maio de 1855.Servindo de chefe
de seccao, Jos Julio Dreys.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da resoluto da junta da fa-
zenda, manda fazer publico, que nos dias 12, 13 e
14 de junho prximo vindouro, se lia de arrematar
em hasta publica, perante a mesma junta a quem
por menos fizer, o serviro da capatazia doalgodao do
consulado provincial, avaliado em 2:4759000 rs. por
anno.
A arremalarao sera feila por lempo de tres anuos,
acontar do 1. de julho do correnlc anno a 30 de
junho de 1858.
As> pessoas que se propozerem a esla arremata cao
comparecam na sala das sessoes da mesma junta nos
dias cima indicados pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
bnco 21 de maio de 1855. O secretario, Antonio
Ferrdra da Annunciarao.
O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
em cumprimenlo da rcsolueilo da jonla da fazenda
de 24 do correnlc, manda fazer publico, que as ar-
ramataroes dos coulralos drs barreiras e 20 por cenlo
sobre o consumo de agurdente no municipio do Re-
cife, foram transferidas para os dias 4, 5 e6 de ju-
nho prximo vindouro.
E para constar se mandou aflixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 25 de maio de 1855. O secretario, Antonio
Ferrdra da Annunciarao.
Manoel Ignacio de Oliveira Lobo, fiscal da fregue/.ia
de San Frei Pedro Gouralves. do bairro do Reci-
fe, etc.
F'az publico, para inteiro eonbecimento de quem
inlcressar possa. que por offlcio da cmara munici-
pal, I lie fura communicado, que fura approvado pro-
visoriamente era 21 do corrcnle mez, pelo Exm. Sr.
presidente da provincia, o artigo nico da postura
addicional abaixo transcripto :
Postura addicional.
a Arl. nico. As casas que se edificarem cm ter-
renos novos, au pdenlo ler meno* de 30 palmos de
largura, contados livres no interior dellas, Picando
prohibida a conslrucrao de predios de 10 c 50 pal-
mos divididos ao meio, sob pena de 309000 rs. de
multa, e de ser demolida a parede divisoria, o
E para que ninguno niegue ignorancia, faz publi-
car a dila postura pelo Diario.
Bairro de Recife 28 de maio de 1855. O fiscal,
Manoel Ignacio te OHicira Lobo.
Manoel Joaquim da Silva Ribeiro, fiscal da freguc-
zia de Sauto Antonio do termo desta cidade do
Recife, etc., ele.
Fajo publico, para conhecimeulo de quem inlc-
ressar possa, que por ullicio da cmara municipal
desla cidade, de 23 do correnle, Ihe foi remeltida
por copia, a postura addicional abaixo transcripta,
approvada em2l desle mez pelo Exm. Sr. presiden-
te da proviucia.
a Postura addicional.
Arl. nico. As casas que se|edificarem cm ter-
renos novos, nao poderao ler menos de Irinla palmos
de largura, contados livres no interior deltas, tirando
prohibida a conslruci;ao de predios de 40 e de ">(i
palmos, divididos ao meio : sob pena de rala mil
ruis do mulla, e de ser demolida a parede diviso-
ria, o
achando-se, como se acha em vigor, semelhan-
le postura, lavreio prsenle, que ser publicado pe-
lo Diario, afim de nao baver ignorancia.
Freguezia, de Sanio Antonio do Recife 31 de maio
de 1855. O fiscal, Manon Joaquim da Silva Ri-
beiro..
DECLARACOES
Por esla secretaria se fax publico, que as falla* dos
esludanles desta Faculdade, dadas no mez de abril
do correnle anno, sao as seguinles:
Primdro anno.
N. 7. Diniz Fredericode Vilhena, deu i falla abo-
nada ; n. 13. Frankin Goncalves Bastos, deu 1 falla
abonada ; n. 23. Lenidas Cezar Burlamaque, deu 2
Tallas abonadas ; n. 25. Marliniano da Silva Pereira,
deu 1 falta abonada ; n. 30. Cornelio Cicero Dantas
Martin, deu 1 falla abonada, .e 11 110 mez anlerior;
n. 42. Pedro da Vaiga Ornells, deu 3 fallas nao
abonadas, sendo 1 em dia de sabbalina ; n. 44. Joao
Lopes de Carvalho Lobao, deu 1 falla abonada ; n.
4o. Kaimunojo Furtado de Albuquerque Cavalcanli,
deu 1 falta nao abonada ; n. 46. Manuel Alexandri-
no da Silva GirSo, morreu ; n. 52. Ernesto Facund.
de Caslro Menezes, deu 1 falla abonada ; n. 53. Jno
Antunesd'Alencar Rodovalho, den4Taltas abonadas;
n. 57. Carlos Spiridiao de Mello e Mallos, deu 1 fal-
la nao abonada, e 1 falla nao abonada no mez ante-
rior ; n. 59. Antonio Augusto de Oliveira, morreo ;
n. 63. Jos Coriolann de Souza Lima, deu 8 faltas
abonadas ; n. 66. Demoslhenes Jefferson da Silv'eira
Lobo, deu 2 faltas abonadas ; n. 75. Jos Marliniano
avalcanti de Alhuquerque, deu 1 falta nao abona-
da ; n. 78. Pedro Luciense de Calazas, deu 1 falta
abonada, e 2 abonadas no mez anterior; n. 80. Ame-
rico Muniz Cordeiro Gitahy, deu 2 faltas, 1 abona-
da, e outra nao abonada, e 4 abonadas no mez anle-
rior ; n. 85. Rufino Coelho da Silva, den 1 falta nao
abonada, e 9 abonadas' no mez anterior.
Segundo anno.
N. 1 Agnllo Jos Gonzaga, deu 1 falta abonada ;
n. 1. Filippe Honorato da Cunha Minina, deu 1 fal-
ta, sendo abonada na primeira cadeira, e nao abona-
nada na segunda cadeira ; e duas no,mez anterior ;
n. 5. FranciscoClemenlino Vasconccllos Chaves, deu
7 fallas abonadas ; n. 9. Joaquim Ignacio Alvirc
de Azevedo, deu 1 falta abonada ; n. 13. Joao Ju-
vencio Ferreira de Aeuiar, dea 1 falla abonada, e
2 duas no mez anterior; n. 14. Jos Mariano da Cos-
a, deu 1 falta abonada ; n. 23. Paulino Ferreira da
Silva, deu 5 faltas abonadas, e 1 no mez anlerior
n. 24. Pedro d'Albuqnerque Autran.deu 1 falla abo-
nada, e 1 no mez anterior'; n. 9. Augusto Lisio da
Fonceca. den 1 talla abonada, e 1 no mez anlerior ;
n. 30. Laudelino Tertuliano Marinho Falcao, deu 7
fallas abonadas, e II no mez anterior ; n. 32. Anto-
nio Jos de Amorim, deu 1 falla abonada, e 1 no
mez anlerior ; n. 35. f rnnklin America de Menezes
Doria, deu I falla abonada ; u. 40. Salvador Vicen-
te Sapucaia, deu 1 falta abonada, e 1 no mez an-
terior ; u. 42. Anteio Smiles da Silva, deu 1 falla
abonada, e 1 no mez anterior ; 11. 43. Miguel Luiz
Vianna, deu 1 falla abonada, e I no mez anleriur
n. 14. Jos Bonifacio da Coda e Silva, morreu ; n.
4(i. Manoel Peixolo de Lacerda YVernech, deu I fal-
la abonada ; n. 47. Juliao da Costa Monteiro, deu 1
falla abonada ; n. 50. J0.I0 Candido da Silva, deu I
falta abonada, e 1 110 mez anterior ; n. 51. Joaquim
Feij de Albuquerque Lia*, deu 1 Talla abonada; n.
53. Jos Francisco Vianna, deu 2 faltas abonadas, e
1 no mezanlerior;-n. 54. Antonio Baplisla Gilirana
Costa, deu 5 faltas abonadas ; n. 55. Francisco Jos
Fernandes Gilirana, deu 2 fallas abonadas; n. 57.
Francisco Mrlins da Fonceca, deu 1 falla abonada ;
n. 59. Jos Antonio Coelho, deu 1 falla alionada ; n.
61. Ignacio de Lujla Souza Jnior, deu 4 faltas abo-
nada, e I no mez anlerior ; n. 64. Bcnjamim Pinto
Nogueira, deu 1 falta abonada, c 2 no mez anterior;
n. 65. Jos Goncalves de Moura, deu 1 falla abona-
da, e 2 o mez anterior ; 11. 67. Brauliuo Gandid0
Mondes, deu I falta abonada ; n. 69. Thomaz Auto"
nio do Paula Pessoa deu 1 falta abonada, e 1 no mez
anlerior.
Terceiro anno.
N. 2. Alvaro Nes.tor d'Albuquerque .Mello, deu 2
faltas nao abonadas ; n. 5. Antonio Joaquim Fran-
co do S, deu i falla abonada ; n. 7. Antonio Lo-
pes de Mendonja, deu 1 falta abonada ; 11. 8. Aure-
lio I'erreira Espinheira, deu I falla abonada ; n. 10.
Amonio Columbano Serfico d'Assiz Carvalho, deu
1 falla abonada, e 3 no mez anlerior ; n. 12. Do-
mingas Anlonio Alves Ribeiro, deu 1* falta nao abo-
nada, e 2 ne mez anterior; n. 14. Francisco Jos da
Silva eAlmeida, deu 3 faltas nao abona Jas na seguuda
cadeira; n. 15. Francisco Teixcira de Sa, deu 1 falla
abonada ;u. 1<. Gentil Horr.em de Almeida Braga,
deu 1 falla abonada, c 1 no mez anterior ; n. 19.
Joao de Agolar Telles de Menezes, deu 2 falla*, sen-
do da segunda cadeira nao abonada, e 2 no mez an-
lerior ; n. 29. Ladislau Acrisio de Almeida Forluna,
deu 4 faltas abonadas, e 4 no mez anterior ; n. 31.
Manoel Caetano da Silva, deu 1 falla abonada, e 1
no mez anterior ; n. 33. Padre Joaquim Graciano de
Araujo. deu ITalta abonada na primeira' cadeira, e
Bio abonada na segunda cadeira, e 2 no mez anterior!
n. 31. Jos Ignacio d'Aodrade Lima, deu 1 falta nao
abonada, el no mez anterior : n. 35. Joao Baptisla
do Amaral Mello, deu 3 fallas abonadas, c i no mez
anlerior ; n. 36. Antonio Jos da Assumpr,ao Neves,
deu 2 fallas nao abolladas na segnnda cadeira ; u.
37. Manoel Carneiro de Oliveira Junqueita, deu 1
falla niio abonada, e 1 no mez anterior ; n. 38 Hen-
rique Cerqueira Lima, deu 2 Taitas nao abonadas, e
1 no mez anterior ; n. 39. Aulonio Jos de Alcovia,
deu I falla n.1o abonada, e I no mez anlerior; n. 40.
Antonio Pinto da Rocha, deu 2 fallas sendo 1 abo-
nada e outra nao abonada ; n. 41. Filippe de Mello
Vasconcelos, deu 1 falla nao abonada, o 2 no mez
anlerior ; u. 42. Francisco Jos Cardoso Guimaraes,
deu 2 fallas, sendo I abonada e outra nao abonada ;
n. 13. Joao Bernardo de Magalhaes, deu 1 falla nao
abonada na segunda cadeira ; n. 15. Anlonio Jos
de Caslro Lima, deu 1 falta abonada ; n. 47. Ma-
noel Alves de Lima Gordilho, deu II fallas abo-
nadas, e 2 no mtz anlerior ; n. 49. Jos Fran-
cisco de Lacerda deu 4 faltas abonadas ; n. 52.
Braulio Romulo dos Santos Colonia, deu 1 fal-
la n.lo abonada na segunda cadeira j n. 53. An-
lonio da Cunha Xavier de Andrade. deu I falla nao
abonada e 1 no mez anterior ; n. .'18. Vicente Cj-
ri^o Marinho, deu I falta abonada e 3 110 mez an-
terior ; n. 59. Jos Joaquim de Oliveira e Silva, deu
1 falla abonada; n. 61. Francisco Mara Sodr Pe-
reira. den 1 falla nao abooada c 2 no mez anterior ;
n. 62. Manoel da Foneca Xavier de Andrade, deu
2 fallas, sendo I abonada e outra nao abonada, e I
no mez anterior; n. 65. Jos Ribeiro de Almeida
Sanios, deu 3 fallas, sendo 1 cm dia de sabbalina,
nao abonada na primeira cadeira; n. 67. Manoel
Antonio Moreira, deu 3 faltas, sendo 2 niio abona-
da*, e 1 ero dia de sabbalina, "na primeira cadeira ;
n. 68. Jos Leandro de Godoy Vasconcellos, deu 1
falla u.lo abonada; n.72. Jos de Mendour,a Reg
Barros, deu 1 falla nao abonada; n. 7.1. Fi lippe Xa-
vier de Almeida, den 1 falla nao abonada, na se-
guuda cadeira e 1 no mez anterior; n. 75. Jos da
Rocha Vianna, deu 1 falta nao abonada na segunda
cadeira e 1 no mez auteriur; n. 76. Joao Penlo
de Miranda Veras, deu 4 fallas abonadase 1 no mez
anlerior; n. 77. Joaquim Theodoro Cisneiro de Al-
buquerque, deu 1 falla nao abonada e I no mez an-
lerior ; 11. 78. Tertuliano Ambrozino da Silva Ma-
chado, deu 2fallas abonadas e I no mez anterior ;
n. 79. Deolindo Mendes da Silva Moura, deu 1 fal-
tas abonadas e 1 no mez anlerior ; n. 81. Domingos
Monteiro Peixolo, deu 2 fallas, sendo 1 abonada e
oulra au abonada, e 2 no mez anterior.
Vitarlo anno.
N. 3. Anlonio Sampaio Almendra, deu 5 fallas
abonadas e 11 no mez anlerior; n. 5. Anlonio Tel-
les da Silva Lobo, deu I falta abonada; n. 5. Au-
guslu Carlos de Almeida Albuquerque, deu 2 fallas
abonadas; a, 7, Claudianu Bezcrra Cavalcanli, deu
I falta abonada, c I no mez anlerior; n. 8. Dioni-
zio Rodrigues Dantas, deu 7 fallas abonadas; 11.
10. EniilienoCaslordeAranjo, den 3 fallas abona-
das e 12 no mez anterior ; n. II. Fernando Alves
de Carvalho, deu 2 fallas abonada*; n. 12. Fernan-
do Vieira de Souza, deu 2 rallas abonada* ; n. 13.
Francisco Baplista da Cunha Madureira, deu (i fal-
las abonadas e 3 no mez anlerior : 11. 14. Francisco
Doroinnues da Silva, deu 4 fallas abonadas; n. 15,
Francisco Joaquim da Silva, deu 1 falla abonada e
1 no mez anterior; n. 16. Francisco de Paula Pen-
11a, deu 3 fallas abouadas ; n. 47. Frankin Was-
hington de Souza Reg, den l falla abonada ; n. 19.
Gustavo Gabriel Coelho de Sampaio, deu 1 falla
abonada e 11 aa mez anlerior; n. 20. Heraclito
de Alenraslr Pereira da Graja, deu 1 falta abonada
e 1 no maz anlerior; a, 21. Ilerculanode Mondon-
es Vasconccllos Diniz, deu 4 fallas abonadas e 1 no
mez anlerior; 11. 22. Ignacio Alves Nazareth, deu 1
falla abouada ; n. 24. Joio Alfredo Correia de Oli-
veira e Andradt, deu 3 faltas abonadas e 3 no rez
anlerior; n. 25. Joao Antonio dos Santos, deu II
fallas abonadas o 3 no mez anlerior; n. 27. Joao Vi-
cente Pereira Dulra, deu 2 faltas abonadas ; n. 28.
Joaquim Anlonio da Silva Brrala, deu 2 fallas abo-
nadas, e 4 no mez anlerior; n. 31. Jos Bonifacio de
S Pereira, deu 1 falla abonada e 1 no mez anle-
rior ; n. 33. Jo| 'lavares da Cunha e Mello, deu 1
falta abonada; 11. 35. Luiz Anlonio Pires, deu 7
faltas abonadas; n. 36. Manoel Joaquim Pinto Lis*
boa, deu 3 faltas sin nadas; 11. .18. Ricardo Ama-
vel Rodrigues, deu 4 fallas abonadas; n. 39. Theo-
lilo Fenclon de Almeida Fortuna, deu 2 fallas abo-
nadas; n. 41,- Anlonio Guillicrmudc Figueiredo,
dea I falla abonada ; n. 12. Francisco Augusto da
Costa, deu 4 fallas abonadas, e 1 no mez anterior;
u. 43, Jos Rufino Pessoa de Mello, deu 2 fallas
abonadas ; n. 45. Manoel Jos dos Res Jnior, deu
1 falta abonada; n. 46. Joaquim Rodrigoes Scixas,
deu 1 falla abonada; n. 49. Pedro Anlouio Falcao
Brandio, deu 1 falla abonada; n. 50. Pedro Vcllo-
zo Ribeiro. deu i fallas abonadas; 11. 55. Francisco
Aulonio Pessoa de Barros, deu 1 falta abonada, e
1 uo mez anterior; n. 56, Joao Francisco de Moura
Magalhaes, den 1 falta abonada; n. 5. Luiz Fran-
cisco da Vciga, deu 3 faltas abonadas; n. ^1. Ge-
uuino Correia Lima, deu 5 fallas abonadas, e 12 no
mez anterior; n. 60. Elias Eliaco Elseo da Costa
Ramos, deu 6 faltas abonadas, c 12 no mez anterior ;
n. 61. Fraucisco Luiz Auluncs Campos, deu 1 falla
abouada; n. 62. Francisco Ferreira Bandeira, deu
1 falla abonada ; n. 65. padre Joaquim d'Assnmp-
rao Saldanha, deu 6 fallas abouadas ; n. 66. Juven-
ciu Alves Ribeiro da Silva, deu 3 faltas abonadas ;
n. 67. Luiz Marques Pinto Wanderlej, deu 2 fallas
abonadas e 3 uo mez anterior ; n. 68. Eneas Jos
Nogueira, deu 2 faltas abonadas e 4 no mez ante-
rior ; n. 69. Francisco Pinto Pessoa, deu 1 falla abo-
nada ; a. 71. Joao Gomes Ferreira Vcllozo, deu 1
falla abonada.
(tilinto anuo.
N. 2. Anlonio Marques Rodrigues, deu 2 fallas
abonadas; n. 3. Esmerino Gomes Prenle, deu 8
faltas abonadas; n. 4. Fclisbino de Mendonca Vas-
concellos Diniz. deu 2 fallas abonadas e 1 no mez
anterior ; n. 6. Gastao Ferreira de Gouveia Pimen-
leL deu 1 falla abonada e 1 uo mez anlerior ; n. 7.
Joo Augusto de Padua Fleurj, deu 3 fallas abona-
das; n. 9, Joaquim do Nascimento da Cosa Cu-
nha e Lima, deu 2 falla* nao abonadas na segunda
cadeira d 1 nu mez anlerior ; n. 10. Joaquim Men-
des da Cruz Guimaraes Jnior, deu 1 falla abona-
da; n. 13. Julio Amando de Castro, deu 3 fallas
anonadase 1 no mez anlerior; 11. II. Jos Roberto
de Moraes e Silva Jnior, deu 1 falta abonada e 1
no mez anlerior ; n. 24. Manoel do Nascimenlo Ma-
chado Porlella, deu 4 faltas abonadas, e II no mez
aulerior; 11. 26, Joao dos Santos Neves Jnior, deu
I falta abonada ; n. 27. Jos Maria da Silva Vellio,
deu i falla abonada ; n. 28. Jos Caetano de Arau-
jo, deu 4 faltas abonadas ; u.'31. Carlos Theodoro de
Bustamantc, deu 2 faltas abonadas c 3 no mez an-
lerior; n. 33. Anlonio d'Avila Pompea e Caslro,
deu 1 falta abonada; 11. 36. Joo dos Santos Para-
biba, deu 1 falla abonada o 3 no mez anterior ; n.
38. Gustavo Julio Pinto Pacca, deu 2 fallas abona-
das e 1 no mez anterior; n. 13. Daniel Eduardo de
Gouveia Portugal, deu 1 falla abouada.
Secretaria da Faculdade de Direito do Recife, 28
de maio de 1855Eduardo Soares d'Albergarla,
secretario interino.
CONSELIIO ADMINISTRATIVO.
O consetho administrativo em virludc de autor-
sacao do Exm. presidente da provincia, lem de con-
tratar o seguinle :
Concedo e cnvidrac,amenlo do nicho do glorioso
San Joao Baptisla, padroeiro da capclla da fortaleza
do Brum.
Encarrwr.ao da imagem do mesmo sanio, bem co-
mo a da Scnhora do Remedio, com seu menino
Dos e duas imagen* do Senlior.
Quem quizer cncarregar-sede lal servico, apr-
senle a sua proposta em caria fechada na secretaria
do coiisclho s 10 horas do dia 8 de junho pr-
ximo futuro.
Secretaria do consclho administrativo para nirnc-
cimenlo do arsenal de guerra 30 de maio de 1855.
Jos de r>rito Inglez, coronel presidente. Bernar-
do Pereira do Carmo Jnior, vocal e secreta-
rio.
CONSEI.IO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo, cm virtude de aulo-
risaeao do Eira. Sr. presidente da provincia, lem de
comprar os ohjeclos seguinles :
Para o presidia de Fernando.
Barro para (clbas, canoas 6.
Meio balalbao do Cear.
Minias de laa ou algodao, 312 ; sapatos, pares
100 ; clcheles pretos, pares 200 ; botOes grandes
convexos de metal dourado de 7 linbas de dimetro,
1,600 ; ditos pequeos de dilo, 1,100 cisomira ver-
de para vivos, covados 21 ; panno verde escuro pa-
ra sobrecasacas c calcas do 10. balalbao de infanla-
ria, covados 158 ; bandas de laa para o .o balalbao
de arlilharia, 35 ; mantas de laa ou algodao para o
4." batalhao de arlilharia, 9. o 10. de infanlaria,
companliin de artfices e de cavallaria, 253 ; sapatos
para os mesmos, pares 1,301 ; luvas brancas de algo-
dao |iara a rompinhia de cavallaria, pares 165 ; co-
Ihurnus para a mesma companhia, pares 52; boles
convexos grande* de metal bronzeado rom o n. 10 de
metal amarello, 2,282 ; diles pequeos com o mes-
mo n. 1 ,956 ; dilos grandes convexos de melal
dourado para a compauhia de cavallaria, 658 ; dilos
pequeos para.a mesma companhia, 470 ; clcheles
prelos, pares 21 f.
10." batalhao de infanlaria.
Mantas de laa, 50.
2. balalbao de infanlaria.
Panino azul mesclado, covados 135 ; maulas de laa
011 algodao, 41 ; sapatos, pares 57 ; capules de pan-
no alvadio, 63.
Recrulas em deposilo no mesmo balalbao.
Algodaozinho, varas 300 ; sapalos, pares 50.
8. batalhao de infamara. .
Mantas de laa ou algodao, 355 ; panno verde es-
curo entrefino, covados 1,983.
9. batalhao.
Manas da laa ou algodao, 376 ; panno verde es-
curo entrefino, covados 1,468.
Meio batalhao da Parahiba.
Mantas de 1.1a ou algodao, 7.
Companhia de arlilices.
Manas de laa, 72.
I." batalhao de arlilharia.
Panno carmesim para vivos a vistas, cova-
dos 90.
Companhia de cavallaria.
Mantas de laa, II. .
Escola de primoiras lellras do 2. balalbao de in-
fanlaria.
Areia prela, libras 6; compendios de arithmelica
por Avila, 3.
Quera quizer vender estes objeclos aprsenle as
sua* proposlas em carta fechada na secretaria de
conselho as 10 horas do dia 6 de junbo prximo vin-
douro.
Secretaria do conselho administrativo para forne-
cimento do arsenal de guerra 30 do maio de 1855.
Jos de frilo Ingle:, coronel presidente. Bernar-
o Pereira do Carmo Jnior vogal e secre-
ario.
Existe na adminislrarao do correio um masso
de jornaes francezes Le Constitutinnel sem rollo :
a pessoa a quem pertenec, dirija-se a esla adminis-
lrarao.
Os 30 dias uteis para o pasamento bocea do
cofre, da dcima urbana dos predios das freguezias
desta cidade c da dos Afogados, principia-so a con-
tar do 1. de junho prximo vindouro, findos os quae.<
ineorrem na mulla de Jres por cento lodos aquelles
que doixarem de pagar leus debilos ; o que se fa*
publico pela mesa do consulado provincial para co-
nhecimenlodos inleressado*.
Peranle o conselho administrativo do patrimo-
nio dos nrphao* se ha de arrematar a quem mai*
der em. basta publica, na sala de suas sessScs em o
dia 5 de junho vindouro, a renda das casas do mes-
mo patrimonio ahaixo mencionadas, por lempo de
um anno, que lem de decorrer do 1. de julho pr-
ximo futuro, a 30 de junho de 1856, a saber : ra
de Fofti de Portas ns, 91, 02. 93,94, 95. 96, 97, 98,
99, 100, 101, 102, 103, 10 e 10.', sitios um no lu-
gar de Parnameirim n. 2, nm dilo no Kosarinho n.
3, um dilo na Mirueira n. 1, e um dito no Forno da
Cal, em Olinda n. 5. Oy licitantes bajara de emo-
parecer com sen* fiadores em a sala da* sessoes do
mesmo conselho as 10 horas da manhai do mencio-
nado dia 5.
Secretaria do conselho administrativo do patri-
monio dos orphaos 22 de maio de 1855.O secreta-
rio, Manoel Antonio liegas.
Kilo lenda comparecido alguem nos diaB86,28
u 29 do correnle.para a compra do brigue escuna de
guerra Legalidade com os seu* pertences de nave-
gado, cuja venda em iraca publica Jera em 22 an-
nunciada para os ditos dias ; manda o Illm. Sr.
inspector do arsenal de marinha, fazer constar que
novas praras haverao para o mesmo fim em 4, 5 e 6
da mez de junho prximo s 11 horas da manhaa,
feila a venda dos referidos objeclos cm tres lotes so-
bre os valores mencionados na relacao junta eflcc-
(uadaporcm na ultima praca.
Secretaria da inspecco do arsenal de marinha de
Pernamburu 30 de maio de 1855.O secrelario,.//e-
xandre Rodrigues dos Anjos.
RplarSo dos objeclos poslos a venda em praca pu-
blica nos dias 4, 5 e 6 de junho prximo, e aos
quaes refere-se a declarara > dalla secretaria cm
data de boje.
Primdro lole.
O casco do brigue escuna de guerra
Legalidade, tendo este navio sido desar-
mado ueste porlo pelo sen estado derui-
na, porle de 114 toneladas,'cujas di-
mensoes sao 87 pes de comprimenlo no
convez, 08na quilha, 20 na bocea, II
de linha d'agua carregado e 10 de pon-
lal, o- fundo al o lume d'agua forrado
c pregado de cobre, o leme pela mesma
forma tendo caima,turcos de inadeira na
popa, e de ferro aa borda, duas cama-
ras, bailo, Ircs cscolilhas, urna bitaca-
la, um fogao, duas lalrinas, as abitas e
eseovens forrado* de ferro, outras ferra-
gen* mai* o duas bombas grandes com-
pletas : ludo no valor de..... 90O5O00
Segundo lole.
Mastrcaco e apparelhos fixo do so-
bredilo navio, sendo todos este* objeclos
os seguinles: mastro grande, dilo do Ira-
quete, grup,retranca,mastaro de vea-
lo, dilo de gavea, dito dcjoaaele, len- ,
do esles maslaros os competdltcs vaos,
sexto de gavea, pegas c borlas ; pao de
bojarrona, dilo do giba, verga do Ira-
quete. dilo do velXo, dila do joancle
de proa, dila secca, dila de gavea, dita
de joanete grande, carangueija do lati-
no grinde, dita do latino de proa, ap-
parclhados todos os objeclos cima de
enxarcias, eslaes, cabreslos, palarrazes
do ferro c cobre, brandaes.amar.tilbos e
bracos, ludo no valor de.....1:0189000
Tercdro lole.
Veame e outros objeclos de manobras
c serviro do dilo navio, constando da
vela grande, dita dcestraes.lraquele re-
dondo, dilo latino, bojarrona, giba, re-
laxo, joancle de proa, gavea, joanelo
grande. .2 varredoures, 2 culilos de ve-
laxo, todos estes objeclos com os compe-
Icntes pulamos, malaguelas de ferro e
pao. e cabos de laborar, como escolas,
adrizas, estingues, bre e carregadei-
ras : apparelho de cinco gomes para
suspender com as necessarias bocas e
patullas, tres toldo* com seus verguei-
ros e amarrilhos; 1 cscaler, 2 talhas rro
rabixo, e 3 ancoras de 7 a 8 quotaes,
tendo as competentes amarras c estas
4 canchos e punrOes. ludo no v!ur de. 8509000
2:79r>0u0
Secretaria da inspeceo do arsenal de marinha
de Pernamhuco 30 tario, Alexandre Rodrigues dos Anjos.
COMPANHIA DO BEBERIBE.
O Sr. caixa da Companhia do Beberi-
be, Manoel Goncalves da Silva, esta' au-
torisado pela assemblea geral da mesma
companhia, a pagar o 14 dividendo na
razSo de 2.S00 rs. por accao. Escriptorio
da Companhia do Bebcribe 23 de maio
de 1855.-O secretario, Luiz da Costa
Portocarreiro.
BANCO DE PERNAMBUCO.
0 Banco de Pernamhuco toma lettras
sobre o Rio de Janeiro. Banco de Per-
namhuco 7 de abril de 1855.O secre-
tario da direccao, Joao Ignacio de Me-
deiros Reg.
Socdade Dramtica Emprezaria.
SABBADO 2 DE JUNHO DE 1&55.
. Teudo ja nelhurado a Sr. D. Orsal, vai a cena o
espectculo j anuunciado: o muilo applaudidu
drama em 3 actos.
doijs iri&aos
RECONCILIACO.
Fiualisar
cm um aclo
o espectculo cum a njva comedia
0 GASTRNOMO.
As pessoas que compraram bilheles de camarote
e plala para a recita de quarta feira, lem enlrada
na presente recita.
Principiar s 8 horas.
AVISOS MARTIMOS.
RIO DE JANEIRO.
Segu com muita brevidade para o
Rio de Janeiro, a escuna nacional TAME-
(A, capilao Manoel dos Santos Pereira e
Silva, para carga, passageiros e escravos
a frete. trata-se com os consignatarios
Novaes Si C, na ra do Trapichen. 51", ou
com o capitn na praca.
Para o Rio de Janeiro sahe com
muita brevidade o brigue nacional SA-
GITARIO, de primeira classe, o qual tem
prompta a maior parte de seu carrega-
mento: para o restante e passageiros,
trata-se com Manoel Francisco da Silva
Carneo, na ra do Collegio 11. 17, segun-
do andar, ou comocapitaoa bordo.
Para o Rio de Janeiro
segu com muila brevidade o brigue brasileiro Con-
edrao por ler parle da carga prompta : para o resto,
passageiros e escravos a frcl, trata-se com Manoel
Alves Guerra Jnior, na ra do Trapiche n. 14.
Ceara e Para'.
Segu em poucos dias a escuna Emilia, recebe
carga e passageiros : Irata-se com o consignatario J.
II. da Fonseca Jnnior, ra do Vigario n. 4.
Para o Aracaty,
sabe o hiate Aurora : trala-se com Manoel Jos
.Mai lius, ou na ra do Vigario n. 11.
rio o leilgip da
O agente Borja transferios
tabeina sita na ra" Direita n. 2, perten-
cente a Manoel Dias Pinito, que tinba lu-
gar quaita-feira 30, para sexta-eira 1
de junho.
Vctor l.asnc, tendo de farer urna viagem
Europa, far leio, por intervencao do agente Oli-
veira, da mohilia da casa le sua residencia, consis-
tindo em sof, cadeiras, ditas de balanco e de bra-
cos, mesa redonda, consolos, bancas de Jobo, commo-
das. guarda-vesiidos, lavatorios, au rica cama da
casal, urna linda cadeira para escrever. espelhos,
toucadore, guarda-louc.a, mesa de janlar, aparado-
res, candieiro de globo, linternas, 1 quadro de relo-
go, filtrador d'aaua, garrafas, copos, trem de cozi-
nha, carro* de 4 rodas com arreios e 2 cavados, a
ilgumas obras de prala : segunda-feira, 4 de juoho
prximo futuro, as 10 horas da manhaa, na referida
casa u. 22, na ra da Aurora.
AVISOS DIVERSOS'
l.NFORMAQO'ES 01 RELQO'ES
SEMESTRE. .
Na livraria n. 6 e 8 da praca da In-
dependencia, vende-se relacoes semes-
Iraes porprecocommodo, e querendores-
mas vende-se ainda mais emeonta.
WAbUECK.
Esla uo prlo o compendio de Instilutiones Juris
Civils, por D. IO. Pelri Waldeck que serve de
compendio cadeira de Direito Romano, instalada
do novo na Faculdade de Direito : subscreve-se a
6-3000 rs. pagos a occasiao da sobscripcao, apara
comino.lo dos senhorea acadmicos entregar-sa-hlo s
folhas impressas de 8 paginas na livraria da praca
da Independencia n. 6 e 8, a proparcSo que forem
sahindo do prlo.
Na ra eslreila do Rosario n. 2, loja de bar-
ben.), vendem-se aos ceios e a retalho bichas d*
llamburgo, viudas pelo ultimo vapor da Europa.
TIIEATRO DE SANTA ISABEL.
Manifest da companhia dramtica emprezaria.
Constando aos abaixo assignados, qoe os pretn-
denos futura empreza do theatro, odam espa-
Ihando ou propagando, que cuntam com os artista*
da arlual sociedadepara organisarm sua companhia,
convm mesma sociedade declarar ao goveroo eao
publico, que nenhumdesles artistas est resolvido a
conlra(3r-se com taes emprezarios ; anles sim pro-
testara, que se os ditos pretendenles alcanzaren! a
empreza,nenhum dos abaixo assignados se contratar,
e assim unida a companhia, como aclualmenle se
acha.se retirara da provincia para onde melhor Ihe
convier. E por ser esla sua inabalavel resolujao,
assigmm o presente manifest. Joo Antonio da
Costa. I.uii Antonio Monteiro. Manoel Jos
Pinto. Anlonio Ferrdra Carvalho Lisboa.
Bernardin de Senna. Joaquim Jos Bczerra.
Joao da Orara Gentil.Manoel Joaquim Mendes.
Pedro Baplista de Santa Rosa. Afana Amalia
Monteiro.Amia VrsuHnada Costa.Leonor Or-
sal Mendes.
Pernamhuco 29 de maio de 1855.
MATRIZ DO BAIRRO DE
SANTO AMONIO.
A mesa actual da irmandade do SS. '
Sacramento do bairro de Santo Antonio
desta cidade do Recife faz sciente que ten-
do decelebrar-sea festividade de seu ora-
go no dia 7 de junho com aquella pompa
possivel, para ella convida aos seus ir-
maos para que hajam de assistir a todo
este respeitavel acto, e acompanhar a pro-
cissaodo Corpo de Dos, que tera' lugar
logo depois de acabada a festa, epede a
todos os parochianos das ras Nova e
Crespo, a armarem suas varandas e Ilu-
minar a frente de suas casas segundo o an-
tigo e religioso costume do verdadeiro
christfto, na vespera c noitedo TE-DEUM.
V. C0SS0LAT0 DE S. M. SAIDA
IN PERNAHBDGO.
Notificazione.
GIO. BATTA MORELLO, morto in
Loano, lascio ogni suo avere consistente
in Una casa e vani pezz di teireno aisuoi
ligli abitanti in Pernambuco (e nella vi-
cinanza) cive NI COL MORELLO e sua
sorella ; questa ultima vedova di certo
BERNARDO DRAGOPerci vengono
invita ti, c 1 uando credano conveniente,
mandare a Genova procura lgale falta
in debita forma (autenticara pe consol
di Sardegna) a persona di loro confiden-
ta, che tost ci sarebbe persona che com-
prezebbe tuttoa prazzo equo. H. R. con-
sol On" & V. consol Ernesto Scbramm.
Chapeos de molla de superior qua-
lidade, llegados no vapor inglez SOLENT:
ossenboresque lizeram suas eneommen-
das podem vir escolher na ra do Crespo
n. .17, loja de Jos dos Santos Neves.
FRONTISPICIO DO CARMO.
Por motivos ponderosos nio poda ler lugar a fesla
da Scnhora do Carmo do Frontispicio, no seu dia
proprio, i"J de maio prximo passado, o que se faca
sciente a. devotos da mesma Senhora. Os acluae*
directores da fesla aproveilam a occasiao para pedir
as respectivas commisses Horneadas, que empre-
guem todos os seus esforz* e actividade na cobranca
da-esmol*, afim de se poder marcar o dia quede-,
vera ler lugar a festividade a os pormenores desta,
que brevemente sero annunciado,
Perlencem a sociedad*Frontispicio do Car-
rooos quarlos de n. 261 e 2585 da l. parte da
lotera da ordem terceira do Carmo.
Precisa-se de um pelo escravo,para srvenle :
na casa de paslo da ra das Cruza* n. 39.
Na casa do paslo da ra das Cruza* n. 39, ha co-
modonas a toda a hora di dia, d*c almojos a jan-
tares para tura, e tem m3o de vacca todos os domin-
gos.
No dia l de junho proxlmo, depois da audien-
cia do Illm. Sr. juiz do civcl da I. vara, se ha de
arremalar por ultima prara a caa terrea, sita as
Cinco Ponas n. 8S, unto a JoSo Jos do Monte,
avaliada em 1:200?000. a qual est alujada por 12$
r*. mensaes, e ha quem tenha olTerecido 159000, a
nao se lem aceitado cm roncideraca'o a familia que
mora na casa.
Precisa-s de urna ama livre-, da boa candada,
para o serviro de orna casa de dnas pessoa** sem nae-
ninos: no paleo do Carino, segundo andar do sobra-
do 11. -20.
Luiz Anlonio da Cur.ha esua senhora nSo po-
dendo pes*oalmcnte despedir-sede todas as pessoas
com quem enlrelinham relceles de amizade, pela
rapidez de sua viagem'e in;*mo inrommodos desan-
de, o fazem por meio do presente, do que Ibes pede
desculpa, e Ihesolferece seu prestimo em Portugal,
onde tenciunam Qiar sua r?s.ienria.
Perdcn-se na madrugda de quinta-Teira, 31 de
m*io, ao entrar na igreja da Penha, urna ataca de
cornalinas ou corales lapidados, cravado* em nuro :
roga-se a peno* de consciencia que a quizer resli-
loir.ou noticia Uvcr. dirigir-so aoarmazem de Iras-
tes, na ra Nova u. ti", quo ser generosamente re-
compeusado.
RIO DE JANEIRO.
O brigue DAMA'O segu com muita
brevidade por ter mais de melade He seu
carregamentoprompto : para o resto da
cacea e escravos a frete, trata-se com Ma-
chado c\ Pinheiro, no largo da Assembia
sobrado n. 12.
Para a Babia segu em poneos dia* o veleiro
Jiiate 'fls/ro.por j ler a maior parle da carga prom-
pta ; para o. resto, trata-so com seu consignatario
Domingos AlvesMallieu', na ra da Cruz n. 54 iZr a ""i.'xo a,"Sado, que omajor
JO' -- Para o Ceara sahe imprcterivelmenle na se- | urnas Ierra denominada*Miuriscoe l.avagem,na ci-
guinle semaua o Ionio Anglica ; para passageiros, i dada da Victoria, as quaes tem meiacao, mesmo
Irala-se na ra de Cadeia do Recife n. i!), primeiro I abaixo assignado, apressa-se a declarar, que nioauem
faja negocio com dita* Ierra em s entender pri-
meiro com elle, por qoaulo idm da dila meiaco que
tem.perlence-lhe no lodo a eaa crande.sila no Moa-
risco, por titulo de posse conferida tres anno* antes
da compra feita pelo dito maior.
Francisco Jos de Sa ni'Anua.
Precisa-se alagar urna ama que saiba coziahar
e fazer lodo o mais serviro de casa : na ra das Cin-
co Ponas 11. 44.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva, para
servido iulernoe eilerno de urna casa de familia
Kjando-se-lhe 320 rs. por dia : a Iralar na ra do
llegio n. 3, primeiro andar.
andar
LEILOES
A agenle Oliveira far leilo de urna exfolen-
te inorada de casa terrea, sita na Alagda do Barro,
cidade da Victoria, comarca de Sanio AntSo oeita
provincia, em Ierras foreira* a N. S. do Rosario da
mesma cidade, e annexa ao sobrado do finado capilao
Dionizio i, .me- d 1 Reg, a qual pcrlencera ltima-
mente a massa de Manoel Pereira de Carvalho : sab-
bado, 2 de juuho prximo, ao meio dia em ponto, no
escriptorio do dilo agente, ra da Cadeia do Recife.

'
MIITIIOfin
mm


",
DIARIO OE PERNMUCBO. SEXTA FEIRA I DE JUNHO DE 1855.
__ yuem liver coutas com a galera nacional Feli-
rian'a. naufragada nesle.pttrlo, sirva-sa apreseota-
las aleo diande juuho, no escriptorio da Domingos
Alvos Malheus, para serem pagas.
Tendo a irmandade do SS. Sacramento do Re-
cife de mandar abrir no cemiterio publico as cata-
cumbas onde se lem enterrad es de menor dado lia
16 ou 18 rnezet, para se lirarem os restos mortaes dos
unamos, o Ihesoureiro actual participa as pessoas
que quizerem receber os filos testos mortaes para us
depositar, entendam-se coro i> dito lliesoureiro Mar-
celino Jos Goncalves da Funte. .
A mesa actual da irmandade do SS. Sacramen-
to da Treguada, de S. Fr. Pedro Goncalves, convida
a todos os seus irmaos para comparecer) no do-
mingo, 3 de jonho, pelas 10 horas dn manila, no
consistorio da mesma irmandade, alim deVIeger-se
a nova mesa que tem de servir no presente anno de
I855a18*j<.
Traspassa-se o arrendamenlo de nma das me-
lhores cavallarjc,as do Recife, e vendem-se na mesma
2 cavar!os-e 2 carroras, a dinheiro ou a prazo : na
ra da Gnia n. 64."
Frecisa-se de urna mulher que saiba tratar de
uin doenle com toda delicadeza : na ra das Cruzes
n. 22, primeiro ai. lar.
Antonio Fernandes da Costa Lima contina a
encarregar-sc de lodo e qualquer paramento de igre-
ja, serviudocom.". maior promplidao e zelo, tendo ja
feilos um Ihrnnelo, urna bumbeila e casillas : quem
de scu presumo se quizer ulili> ir. pode dirigir-se a
qualquer hora do dia ra do Vigano n. 15, pri-
meiro audar ; bem como vende um missal, um jogo
de breviarios em bom estallo, e a obra Moralis Chris-
liame, -2 yoIs., e mais oulros livros.
LOTERA da ordkm terceira do
CARMO.
Aos 6:0008000, 2:0005000, S:0003000. "
Corre indubitavelmenle sabbado, 9 de junho.
O cauleiista Salustiano de Aquino Ferreira faz
sciente ao respeitavel p'bbco, que as suas cautelas
estao sujeilas ao descont de oilo por cenio do im-
posto geral. Os seos billieles iuteiros, vendidos em
originaes, nao sotTrem o descont de oilo por cenlo
, do imposto geral nos tres primeiros premios grandes.
Acham-se venda as seguinle9 lojas: ra da Ca-
deia do Rccifc n. 21 c 45 ; praca da Independen-
cia n. 37 e 39 ; ra do '.mmenlo n. 22 ; ra
Nova n. 4 e 16 ; ra do Queimado n. 39 e 44 ; ra
eslreila do Rosario n. 17, e no aterro da Boa-Vista
n. 74.
Bilbeles 59800 Recebe 1" r inteiro 6:0005
Meios 3800 com descont 2:76(15
Quarlos 1440 a 1:3809
Unilos 15160 B ' B 1:104a
Uilavos 720 B a 6909
Decimos Vigsimos 600 5.52
320 B 2769
CONSULTORIO DOS POBRES
SO BA NOVA 1 AIBS 50.
O Dr. I*. A. Lobo Moscnzo d consultas liomeopatbicas todos os das os pobres, desde 9 lioras da
manliaa al o meio dia, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noile.
OHerore-se igualmente para pralicar qualquer operado de cirurgia, e acudir promptamenle a qual-
quer mulher que esleja mal de parlo, e cujascircumetanria? nao permillam pagar ao medico.
NO IMORIU D M. P. 1. LOBO I00.
50 RA NOVA 50
VNDESE O SEGUINTE:
Manual completo de meddicina lionieopalhica do Dr. G. II. Jahr, (raduzido em por
tuguez pelo Dr". Moscozo'qualr voluntes encadernados em dous e arompanhado de
um diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., ele...... 205000
Esta obra, apnais importante de todas as que Iralam do esludo e pratica da homeopalhia, por sera nica
que conlm abase fundamental d'esla doutrinaA PATHOGEESIAOUEFKEITOS DOS MEDICA-
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SACDEcoubecimenlos que nao podem dispensar as pes-
soas que sequerem dedicar a pratira da verdudeira medicina, interessa a todos os mediros que quizerem
experimentar a .doutrina de llahnemaiin, e por si mesmos se convenceren) da verdade d'ella : a lodos os
fazendeiros c seubores de cnsenho que estao longe dos recursos dos mdicos: a lodosos capilaesde navio,
que urna ou oulra vez nao podem deixar de acudir a qualquer iureminodo seu ou de seus tripulantes :
a todos os pais de (jpdia que por eircumslancias, que tem sempre po dps a prestar in coknnenti os primeiros socenrros em suasSJienfcrmidades.
O vade-mecum do bomeopalha ou Iraduco.io da medicina domestica do Dr. Hering,
obra tambem til s pessoas que se dedicam ao esludo da homeopatbia, um volu-
mc grande, acompanhado do diccionario dos termos de medicina.......
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., etc., eucardenado. .
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pralc da
homeopatbia, e o proprietario desle estabelecimento se lisongeia de te-Io o mais bem montado possivel e
nineuem duvida boje da erando superioridade dos seus medicamentos.
Boticas a 12 tubos graudes.......'........,..... 85000
lioiicas.de 24 medicamentos em glbulos, a 109, 129 e 159000 rs.
Dilas 36 ditos a.................. 209000
Ditas 48 ditos a.................. 259000
Ditas 60 ditos a................, 309OOO
Ditas 144 ditos a.................. (iiniiki
Tubos avulsos........................ \$X.Hi
Frascos de meia onra de tinctura....."............... '0O0
Ditos de verdadeira tinctura a rnica.........."....... 2MKH)
Na mesma casa ha sempre i venda grande numero de tubos de erytal de diversos tamaitos
vidros para medicamentos, e aprompta-se qualquer encommenda de medicamentos com toda .-, brevida-
de e por presos muito commodos.
Novos livros de homeopalhia uiefrancez, obras
lodasde summa importancia :
llahncmann, tratado-das molestias chronicas, 4 vo-
O referido cauleiista s he responsavel a pagar os
oilo por cenlo da lei, sobre os tres primeiros pre-
mios graudes nos seus bilheles inteiros veudidos em
originaes, logo que lhc fr apresenlado o bilhete,
iodo o pnssuidor receber o respectivo premio que
nelle sabir, na roa do Collegio n. 15, escriptorio
do Sr. thesoureiro Francisco Antonio de Oliveira.
Pernambuco 31 de maio de 1855.
ROB LAFFECTEUR.
O nico autorisado por decisao do con f cilio real e
decreto imperial.
Os mdicos dos hospitaes recommendara o Arrobe
de Laflecleur, como sendo o nico autorisado pelo
goveruo, e pela real sociedade de medicina. Esle
medicamento d'um goslo agradavel, e fcil a tomar
em secreto, estaem uso namaiiuha real desde mais
de 60 anuos; cura radicalmente em pouco lempo,
oom pouca, despeza, sem mercurio, as affecces da
pello, impigens, as consequencias das sarnas, ulce-
ras, e os accidentes dos partos, da idade critica, e da
acrimonia hereditaria dos humores; convem aos ca-
larrhos, a be\iga, as coutracc,es, e fraqueza dos
negaos, procedida do abuso das injecces ou de son-
das. Como anli-syphilitico, o arrobe cura em pouco
lempo os llu.vos rcenles ou rebeldes, que volvem
incensantes em consequencia do empreco da copai-
ba, da cubeba, ou das injercOes que representen) o
virus sem neulralisa-lo. O arrobe Laflecleur he
especialmente recoiiimendado contra as dociicas. in-
veteradas ou rebeldes, ao mercurio e ao iodureto de
polassio. Lisbonne. Vende-se na botica de Brrale de
Antonio Feliciano Alves de Azevedo,praca de 1). Pe-
dro n. 88, onde acaba de chegar urna grande porrab
de garrafas grandes e pequeas rindas direetamenle
de Varis, ,le casa do dito Bovveau-l.nflecteur 12, ru
Richeo i Paris. Os#foruiuarios dio-se gratis em
casa do agente Silva na praca do 1). Pedro, n. 82.
Porto, Joaqoinr Aranjo ; Baha, Lima Irmflus ;
Pernambuco, Soum; Rio de Janeiro, Rocha & Pi-
lilos ; el Moreira, loja de drogas; Villa Nova, Joilo
Pereira de Msales l.eile ; Rio Grande, Fran de
Paulo Couto ,S C.
ao publico, i
a No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, linas e grossas, por
precos mais baixos do que em ou-
tra qualquer parle, tanto em por-
coes, como a retalbo, afiianrando-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
ahrio-se de combinacSo com a
maior parte das casas commerciaes
inglesas, francezas, allemas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epbr
isto olferecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
B proprietario deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venbam (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim, K
COLLEC.IO PARA MENINOS. EJ WA-
DSBECK, SUBURBIO DE HAM- *
URGO.
O abaiio nssignado tem a honra de participar ao
publico, que mudou o sen collegio nesle anno, de
Hamburgu para Wandsbeck, e est agora habilitado
de poder aceitar mais alguos pensionistas. A sita-
cao do lugar he a mais saudavel de lodos us arrabal-
des de llamburgu, e a distancia dessa rid.-nle permit-
a o gozo de todas as vantagens das ridades grandes,
assim como ella impnssibilila o gozo das desvanla-
gens para meninos. Ao entrar no collech os meni-
nos nao devem ter excedido a idade de 10 annos, e
maior cuidado e zelo se empregar em favor delles.
nao s para o seu bem physico como inlellectual,
Elles terao licps em todas as linauas modernas, his-
oria, geographia. historia natural, matliemaliea,
assim como os principios necessarios para o commer-
cio, ou as linauas antigs, sciencia das antiguida-
des, philosophia, ele; como preparos para > esludo
na universidade. As despezas do ensillo, sustento e
casa importan! em 1,000 marcos,5009000 pouco
mais ou menos. Os pais deverao dar roupti, assim
como pagar msica c ensino de dansa, caso o dese-
em.C Wolckshausen.
Este collegio podemos recommcdJar s pessoas que
queiram dar urna educacao ejemplar aos scui Aillos,
por ser um dos melhorcs na Allemanha, e o.Icrecc-
mo-nos a dar todas as iuformacOes a quem precisar:
ua roa da Cruz n. 10.
a Joaqun) da Silva Muurao previne qoem
<( inlcressar possa, que lodos os bens do Sr. Jos Uias
a da Silva, movis, semoventes e de raz, eslo su-
jeitos ao pagamento do que elle lhc lleve, pelo
a que uao'pode o mesmo alienados, e uem de qual-
quer forma dispor delles, em prejuizo do aunun-
cianle, que protesta usar de seu direto, nullili-
1 cando qualquer venda, nu dispo
Ser repelido o presente annuncio. apezar d.i de-
claracjodo Sr. Jos Das, em o Diario de hoolem,
denlo pretender vender seus bens ; porque j urna
vez, nao obstante idenlicas declaraces.elle qu zera
vender todos, por intervengo do correlor Miguel
Carneiro, sem que em os annuuciosse livesse feilo
inencao do seu nome, o que felizmente, se soubc
lempo de 'se poder obstar por meio de um areslo,
que se fez nos mesmos bens.
Oaccurdao, quo oSr. Jos Diastem feilo publicar
repelidas vezes, e ltimamente no Diario de hon-
lera, nao priveu o annuncianle Mourao do dinilo
de haver o que elle lhe deve : apenas jnlgou nao
ter sido curial a marcha, que se seguir ua eiecucao
de diversos accordaos proferidos por unanitnidade de
votos contra o Sr. Jos Das, os quaes subsislem em
sau inteiro vigor, pois que nao foram e nem po-
diam ser deroeados por esse, qu lano se soccor-
re o mesmo senhor.
Nos aulos ciislem documentos, ( alguns do pro-
prio punho do Sr. Jos Dias) que dcslroem comple-
tamente esse termo de couciliacao.maudado publicar
ja (antas vezes por este senhor.' Dos mesmos aulos se
evidencia ser o Sr. Jos Dias realmente devedor ao
annuncianle ; sendo que qnando nao eiislisse prova
clara e cncludeote, bastara o Tacto, que se deu no
ligeiro ajuste amigavel. queprecedeua accilo.len-
do-se verificado logo 110 comeco do mesmo ajuste,
sem trabalho algum, ser o Sr. Jos Dias devedor de
alguns conlos de rcis, como minuciosamente depo-
zeram as proprias lestcmunhas desse senhor.Bas-
tara a sus recusa em presentar cerlos livros, que
lhe foram eligidos por despachos para o ajuste, e
cuja existencia au poda ser contestada por constar
de outros livros, que a aquellessereferiam !
Vai-sc continuar na execuco do accordao profe-
rido na causa principal conlra o Sr. Jos Dias ; e o
publico sera informado do resultado desla qucsiao.
Joaquim da Siloa Mouriio.
Sociedade.
Quem quizer sociar-se em urna loja de fazendas
ou louca, inoslrando-sedcsempenhadoe bastante ha-
bilitado, sobre ludo com conhecida pralica e probi-
dade, dirija-se ra da Cadeia do Recife 11. 40, que
achar com quem tratar.
IO9OOO
39000
Prerisa-se alugar nina ama preta, capliva. para
o servido diario de urna casa : no Mauguinlio n. 51.
Jos Cordeiro do lleco Ponles faz ver a quem
scjulgar seu credor, aprsenle suas cuntas para se-
rem pagas.
COMPRAS.
COMPRA-SE tun sagui, que seja
muito manido: quem tiver e quizer ven-
der annuncie.
l.ompram-se caixas nara amoslras de lahrrna,
c (ambem pesos, medidas, balanca e brai;o : a Iralar
ua travessa da Concordia, casa junio a cadeia nova.
Compra-se effec|vamcn(e qualquer porco de
sebo: na fabrica de sahao, na ra Imperial.
Coropra-se um relogio abnele de prala, que
seja bom regalador : quem liver dirija-se i praja da
Boa-Visla n. 7, ou annuncie.
Na ra Imperial, casa n. 18.1, cumpra-se urna
preta que saiba enzinhar e entornillar, sendo mo^a e
nao leudo vicios nem achaques.
Compra-i urna casa terrea nos barrosda Boa-
visla, Santo Antonio e S. Jos : a fallar com o mar-
cador na inpen ,lo do algodao.
VENDAS.
lumes. T.......209000
Teste, rrolcslias dos meninos.....69OOO
Hering, homeopalhia domestica.....79000
Jalir. pliaiinacopc.i lioincnpalliira..... (i.~ Jahr, novo manual, 4 vulumes .... I69OOO
Jahr, moleslias nervosas.......69000
Jahr, moleslias da pclle. ...... 89000
Rapou, historia da homeopalhia, 2 vulumes I63OOO
Martima un. tratado completo das moleslias
dos meninos...........
A Teste, materia medica homeopalhica. .
De F'ayolle, doutrina medica homeopalhica
Chuica de Slaoneli .......
Casling, verdade da homeopalhia. .
Diccionario de Nyslen.......
Aldas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, conteodo a descripeo
de todas as parles do corpo humano .
vedem-se todos estes livros no cnsul lorio homeopa-
Ihico do Dr. Lobo Moscoso, ra Nova u. 50 pri-
meiro audar.
DENTISTA,
W Paulo Gaignoux, dentista francez, eslabele
9 cido ua ra laraa do Rosario n. 36, segnndo
9 andar, colloca denles com gengivasartiliciaes,
0 e dentadura completa, ou parle della, com a
9 pressao do ai.
tf Rosario n. 36 segundo andar.
109000
89000
"9 65OOO
49OB0
109000
309000

AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
quemudou a sua aula para a vua do Ran-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos eexternos desdja' por m-
dico prero como be publico: quem se
quizer uiiisar de seu pequeo prestimo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a'iqualquer bora dos dia uteis.
D-se premio qualquer quanlia al um conlo
de rcis: na ra do Livramenlo n.*37, loja.
O escripturario da Companhia de
Beberibe, encarrega-sede comprare ven-
der acones da mesma companbia : na rita
Nova, sobrad n. 7.
Est a sabir a luz no Rio ile Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
HQMEOPATHa.
EXTRAHIDO DE RUOFF E BOEX-
NINGUALSEN E OLTROS,
idiabetica, com a descripeo
abreviada de ledas as molestias, a indicaoo physio-
logica e therapeiilca de lodos os medicamentos ho-
meopajaos, seu lempo de accSo e concordancia,
seguido de um diccionario da sisnlicac,an'de lodos
os termos de medicina e cirurgia, c posto ao alcance
das pessoas do povo, pelo
DR. A. J. DE MELLO MORAES.
Subscrevc-se para esla obra no consultorio horneo,
palhico do Dr. LOBO MOSCOZO, ra Nova n. 50-
priraciro andar, por 59000 em brochura, e 650U0
eucadernado.
Precisa-se de urna ama forra ou capliva, que
saiba fazer o' servido diario de urna casa de pouca
familia : a Iralar na roa do Collegio n. 15, arma
zem.
g .'IBLICACAO' DO EISTITUTO 110 C
V.'MWAU (I DO BRASIL.
H THESOURO HOMEPATIIICO ^
w ou B
VADE-MECUM DO (g)
0 HOMEOPATHA. >
^ Mclhodo conciso, claro e teguro de cu- (&
/A rar homeopalhicamenle ludas as molestias jl.
Ti9 que affligem a especie humana, e part- V?
feh cularmente aquellas que re'mam no Bra- (Aj
til, redigido segundo os melhorcs trata- 2
dos de homeopalhia, lauto europeos como \3)
A americanos, e segundo a propria experi- /A
22 enca, pelo Di*. Sabino Olegario Ludgero ]*?
^^ Piuho. Esta' obra he boje reconhecda co- .'.
* nio a mellior de (odas que Iralam daappli- ,>>
V carao homeopalhica no curalivo das mo- W
Bft (eslas. Os curiosos, principalmente, nao BsJ
M podem dar um passo seguro sem possui-la e 7$!
cousulla-la. Os pais de familias, os senlio- #9
res de cngcnlio, sacerdotes, viajantes, ca- (&>
pitaes de navios, scrlanejos ele. etc., devem
te-la m3o para occorrer promptamenle a vjjf)
qualquer caso de molestia. ir
Dous volumes em brochura por 109000 J
encadernados II5OOO O
Vende-se nicamente em rasa do autor, /al
no palacete da ra de S. Francisco (M011- W
do Novo) n. lis A. ft
i
i
Na roa Bella n. 13, precisa-se de urna ama es-
crava, que saiba cozinhar bem.
Inglsh hotel.
No dia 1 e 2 de junho baver sopa e bife, e frican-
do de tartaruga, das 11 at as 2 horas da tarde.
O cauleiista ahaixoassignailn.querendo desone-
rar na ihesouraria geral o seu fiador, convida a qual-
quer pessoa que possuir cautelas suas premiadas, das
loteras ita provincia, que no prazo de 30 dias venha
receber sua importancia. Bccife 5 de maio de 1855
Sitcestre Pereira da Sika Guimarcs.
O Sr. Antonio Pedro Bodrigues Guimaraes le-
nlia a bondade de dirigir-se ao armazem de trastes do
Pinto, na ra Nova, a negocio que lhc diz respeito.
Aluga-se um sitio perloda prac.a, que tenha
casa, estribara, algumas frucleiras, baixa com ca-
pim 011 para plantar, e que tenha proporefles para
1er vaccas de lei le : quem liver annuncie.
Precisa-so do urna ama que tenha bom leile :
no Hospicio, asa terrea junio ao Sr. desembargador
Santiago.
D-se a quanlia de 50": a 1005000 a juros com
pcnliores : a tratar na ra Nova n. 12. de meio dia
as 2 horas da tarde.
. Aluga-se a IOS rs. por mez, urna casa terrea
em Olinda, ra da llica de S. Pedro 11. 1, com iluas
porlas e duasjanellas de frente, tres salas, qualro
quartos, grande coziuha, quintal crande murado
com purlao para ra, cacimba, estribara para tres
011 i|iia(ro carados, e casa para prelos, e, lamhem se
vende: a Iralar com Antonio Jos Bodrisaes de
Souza Jnior no Recife, ra do Collegio 11. 21, pri-
raeiro ou segundo andar.
Precisa-se fallar com o Sr. Antonio Joaquim
Marques dos Santas, para negocio de seu nlefesse :
no armazem de JdWo Martins de Barros.
Joaquim da Silva Mourao previne a quem in-
leres-ar possa, que lodos os bens do Sr. Jos Dias da
Silva, movis, semoventes e de raiz, csl.lo sujeilos
ao pagamento do que elle lhe,deve, pelo que nao
pode o mesmo aliena-los," e nerg de qualquer forma
C. STABR & C.
respeilosamente anuunciam que no seu extenso es-
tabelecimenlo em Sanio Amaru.coiilinuam a fabricar
com. a maior perfeirao e promplidao. toda a quaida-,
de de machiiiismo para o uso da agiicullura, na-
vegacao e manufactura; c que para maior commodo
de seus numerosos freguezes e do publico em geral,
leem aberlo em um dos grandes armazens do Sr.
Mesquita na ra do Bruro, alraz do arsenal de ma-
rnha
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dito seu eslabelecimeulo.
All acharao os compradores um cmplelo sedi-
mento de moendas de i-auna, com lodos os melhora-
menlos (alguns delles novos c originaes) de que a
experiencia de muilos auuos lem moslrado a ucces-
sidade. Machinas de vaporfde baila o alia pressao,
taixas de lodo tamanho, lano batidas como fundi-
das, carros de niJo e ditos para conduzir formas de
assucar, machinas para moer mandioca, prensas pa-
ra dlo, fornos de ferro balido para farinha, arados de
ferro da mais approvada couslruccao. fundus para
alambiques, crivos c porlas para "fornalhas, o urna
nlinidade de obras de ferro, quesera enfadonbo
enumerar. No mesmo deposito ciiste urna pessoa
inlelligenle e habilitada para receber todas as en-
commendas, ele, ele., que os annuncianles contan-
do com a capacidadedesuas oflicinas e machinisino,
c pericia de seus ofliciaes, se compromeltem a fazer
exceular, coma maior presteza, perfeirao, e exacta
conformnlade com os modelos ou deseiiios.e inslruc-
joes que Ihes forem fornecidas.
CHAROPE
DO
BOSQUE
O nico deposilo contina a ser na botica de Bar-
tholumeu Francisco de Sou/a. na ra larga do lio-a-
rio 11. 36 ; garrafas grandes 55500 c pequeas 35000.
IMPORTANTE PARA 0 PIBLICO.
Para cura de phlisira em lodos os seus diflcrenles
graos, quer motivada por constiparoes, lossc, aslh-
nfa, pleuriz. escirros de Migue, lor de costados e
pedo, palpilarao no corarao, coqueluche, bronrhile
dor na garganta, e todas as molestias dos orgiios pul-
monares.
.\luL\i-se um grande armazem na ra das Fio
res, com 40 palmos-de largo c 80 de fundo, propria
para cocheira por ter porta larga, e um crande Mito
para dormida de criados, ou para rccolher madeiras,
'malcres etc. : a tratar ua ra Nova n. 65.
fe*-***! ft4MWM
rt Acha-se a venda o MANUAL do Guarda ;>
;.,' Nacional, ou codccro de lodas as lei-, regu- U
H lamentos, vrdens e avisos cenernenie- a mes- g.
i ma guarda nacional, nrganisado pelo capitn Q
secretario do comniaiido superior da guarda @
nacional da capilal da provincia de Pernain-
(B buco I'innioo Jus de Oliveira, desde a sua
l nova organisacao al 31 de dezembro de
1H54, relativos nao s ao processo da qualili-
@ ca^ao, recurso de revista etc. ele, senao eco-
@ nomia dos corpos, organisa^ao por municipios,
0 balnlhoes. companhias ; com mappas, mo-
9 dlos etc.-, etc.: vende-se nicamente no pa-
9 leo do Carmo n.9 1. andar jOOO reispor
j$ cada volume.
-a

EDUCACAO DAS FILHAS.
Entre as obras do grande Fenelon, arcebispo de
Cambra), merece mui particular menrae otratado
da educacao das meninasno qual este virtuoso
prelado ensina como as mais devem educar suas li-
dias, para um dia chegrem a occopar o sublime
lugar de in.ii de familia ; loma-so. por lauto nina
necessidade para lodas as pessoas que desejam cui-
a-las no verdadeiru caminho da vida. Est a refe-
rida obra Iradu/ida em porluguez, e vende-se na
linaria da pra^a da Independencia n. 6 e 8, pelo
diminuto preco de 800 rs.
Na ra da Cadeii do Recife ti. 3, piimeiro an-
dai, confronte o escriptorio dos Srs. Barroca & Cas-
tro, despacham-se navios, quer nacionaes ou eslrau-
geiros, com toda a profnptidao ; bem como tiram-se
passaportes gara fra do imperio, por presos mais
commodos do que em butra qualquer parle, e sem o
menor Irabalho dos pretendeutes, que podcnS tratar
das 8 da nianhaa as 4 horas da tarde.
S8.3@33:@S-*5
I J. M, DENTISTA, I
t; continua a residir na ra Nova n. 19, primei- @
ro andar. ,-,
e'S.;:S@a:gi
Joias.
Os abixo assignados, donos da loja de ourives, na
ra do Cabug D. 11, confronte ao paleo da matriz
e ra Nova, fazcm publico, que estao sempre soni-
dos dos mais ricoscmclliores goslos de lodas as obras
de ouro necessarias, lano para senhoras como para
liomens e meninas, continan) os procos mesmo ba-
ratos como lem sido ; passar-se-ha una conta com
responsabilidade, especificando a qualidade do ou-
ro de 14 a 18 quilates, (cando assim giraulido o
comprador se apparecer qualquer duvida.
Seraphim c Irmao.
Casa de consignaro de esclavos, na ra
dos Quarteis n. 21
Compram-se e recebem-se escravos de ambos os
sexos, para sevenderem de commissao, tanto para a
provincia como para fra della, ofTerccendo-se para
sito loda a seguranza precisa para os dilos escravos.
OH'erece-se para administrar qual-
quer obra, tanto de estradas como ou-
tra qualquer de carpina, carpinteiro e
tudo mais' que Seguir a este respeito:
quem precisar dirija-se o esta typogr-
pliia <|ite adiara'com quem tratar.
Precisa-se de um caixeiro para taberna, c nao
se quer cnusa que n3o preste : no largo da Santa
cnusa
Cruz n. 2.
Precisa-se alugar urna ama forra,
que ssja de boa conducta, para casa de
pequea familia: no Jargo do Paraizo
sobrado n. 15.
OITerecc-se urna mulher para ama do urna casa
o-lningcira, de porlas \ denlro,' menos cozinhar e
eimoininar : quem precisar, flirija-se ra do Cal-
deireiro, na meia-agua n. 11, que achara com quem
Iralar.
A pessoa que prorura um Iranrclim, annuncie
a casa de sua residencia, que dando os siguaes lhe
sera entregue.
Precisa-se de uma'mulher que queira comprar
e cozinhar para duas pessoas, e das 8 horas da noile
em dianle pode retirar-se para sua casa : na ra dos
Martirios, taberna r. 36.
O abaixo assignado declara, que nao tem vigor
a prncuracao que esta em poder do Sr. Jo3o Jos do
liego para cobrar os furos e ladennos dos lerrenns
da ra da Alegra, porler o annuncianle cnsul nido
novos procuradores para o dito fim ; e por i-so pes-
soa alguma poder pagar aquello senhor. Villa di
dispr delles, em prejuizo do (noncinleTqiie pro- l'omha, em Minas Gene*, 23 de abril de 1855.
lesla usar de seu direitn.jiullificando qualquer ven- Eslava rceonhecido.
da ou disposirao desses bens. Luiz (te S. Uoaventura Saltrna.
Aluga-se urna escrava para lodo o servido in- Aluga-se o multo conhecido sitio do Cajueiro,
lerno e externo de urna casa de pouca familia : quem independenle das nutras casas edificadas no mesmo
a tiver, dirija-se a ra Nova, esquina da ra do Sol sitio : qnem o preleuder, dirija-se ao mesmo, que
" 7l- achara com quem tratar.
..<".
Vende-se no armazem de Jos Joaquim
Pereira de Mello, no caes da allandega.
NIMIO CHERRY EM BARRIS.
Em casa de Samuel P. Johnston & C.,
ra da Senzala-Nova n. 42.
Na cocheira do Sr. Sebasliao Lopes Guimaraes
aChs-M para vender ara cavado de cor melado, pe-
queo, de rara picira, de linda figura ? excedentes
andares, propriu para senhora e menino : a Iralar
na mesma cocheira.
Vende-se marmelada nnvachezada udunamen-
te de Lisboa, em latas de 1 e 2 libras a 320 a libra
no armazem de Luiz Antonio Aunes Jacome, de-
fronte da porta da alfandega.
Vende-se urna crioulinha com 7 para 8 anuos,
bonita figura, um negro de naeflo, com 32 aunos :
na na da Sen/ala Vclha n. 70, se dir quem vende.
Na ra das Cruzes n. 22. vende-se urna escra-
va da Cusa, inora, ptima para lodo servico de casa
e mesmo de ra. *
Vende-se um excedente cabriole!, novo c do
melhor goslo, por prero commodo : quem o preten-
der, dirija-se ra do Hospicio, casa de segeiro, por
baixo ilo sobrado amarello que faz quina com dila
ra, que achara com quem Halar.
Navalbas da Cliitia a 5jJ0fl0 cada urna.
Acaba de chegar urna pequea porcao deslas mui
acreditadas uavalhas, e vemfem-se as verdadeiras
nnii menle na ra da Cruz, n. 17,escriplorio de A.
Luiz de Oliveira Azevedo ; dao-sc a conlolo por s
dias.
Algodao da fabrica de Todos os Santos da
Babia.
Vende-se no escriptorio de Antonio Luiz de Oli-
veira Azevedo, na ra da Cruz n. 17, algodao tran-
cado da fabrica cima, muito bom para roupa de es-
cravos e saceos de assucar.

v'ende-se um bilhar com lodos os seus perlen-
ces : na ra da Aurora u. 32.
Vende-se holachinha de aramia a 100 rs. a li-
bra, niuilo superior biscolto da mesma qualidade :
na ra Dircila n. 69, padaria.
Palitos francezes.
Vendem-se patitos o sobrecasaeasde brim de linho
a :i-v~i(IO. dilos de alpaca preta e-de cores a 8I>tKK),
dilos de hombasim a ItljOOO, dilos de merino selim a
12^KX), dilos de panno fino prelo e de cores a 16.? e
18SO0 : na ra Nova, loja n. 4.
CHAPEOS JLDE MOLLA
braocos e pretos com completa numeracAo, de todos
os tamaitos, dilos de castor (Tliibet) copa alta, ditos
de dito com pello, dilos de castor copa baixa, sendo
de ililTercnles cores, dilos de ledro enlodados para
crianca, dilos de fellro molle, ditos de dito de lodas
ascores, lauto para homem como-para meninos, di-
los de palhada Italia com ricos enfeites para meni-
nas e meninos, fazeuda anda lian apparecida nesle
mercado, bonetes de seda para homem, ditos de pa-
Iha para ditos, dilos de panno para meninos, e nu-
tras mudas qoalidades de fazendas proprias do es-
labelecimeulo, na ra Nova n. ii, loja de Chrislia-
ui & Irmao.
Vendem-se e alonam-se bichas, chesadas l-
timamente, do Hamburgo, viudas no vapor iuglez,
por menos prero do que ni onlra qualquer parle :
na traves-a da ra do Vigario, loja de barbeiro n. 1.
Vende-se um negro de narao, mo^o, mudo ro-
buslo, c bonita figura: na ra larga do "Rosario n.
22, segundo andar.
Vendem-se 2 mesas grandes e urna armarao
de pind, proprias para armazem de fazendas : na
ra da Cruz do Becife n. 1.
Vende-se urna bomba para cacim-
ba de roda e toda de ferro, do molde mais
moderno e commodo: na encruzilliada
dcBelem, venda do Andr.
lie de grar.i.
Existe na ra do Collegio n. 12, nm resto da latas
coutendo cada urna i libras do matea de lmale em
eslado perfeitisfimo, que para se acabar, vendem-se
pelo barato prero de 13600 rada urna.
Attenro 1
Vende-se superior fumo de milo, segunda e capa,
pelo baralissimo prero de 3^000 a arroba : na rua
llueila n. 76.
Potassa.
No antigo deposito da rua da Cadeia Velha, es-
eriplnrio n. 12, vende-se muilo superior polass da
Itussia, americana e do dio de Janeiro, a presos ba-
ratos que he para fechar coiitas.
Vendem-se no armazem n. 60, da rua da Ca-
deia do Becife, de llcnrv (jibson, os mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por precos
mdicos. .
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piaa, violuo c flauta, como
,1'jain, quadj'illias, valsas, redowas, sclio-
tickes, modinbas tudo modernsimo ,
chegado do Rio de Jpieiro.
Vendem-se ricos e modernos pianos, rcenle-
mente chegados, de excedentes vnzes, e precos com-
modos em casa de N. O. Itieber >\ Companbia, rua
ila Cruz n. 4.
A Boa fama.
Xa rua do Queimado loja de miudezr.s
da boa fama n. 31, vendem-se as miudezas abaixo
mencionadas, e aln) dessas oulras muitissimas que
avista dos seus precos mudo baratos, nao deixam de
fazer muda conta aos amigos do bom e barato, as-
sim como boceleiras e mscales: lindas de novellos
ns. 50, 60 e 70 a I^IOOa libra, boles para camisa
a 160 a groza, fitas de linho brancas a 40 rs. a pe-
ra, Indias, de carrilel de 200 jardas de n. 12 a 120 a
70 rs. o carrilel, colxeles francezes em carines a
80 r-.. linlias depezo a 100 rs. a meadinha, dilas
mudo finas para bordar a 160 rs., filas de seda la-
vradas de todas as cores a 120 rs, a vara, lindas de
marcar azul e encarnada muilo finas a 280 *rs. a
carnuda com 16 novellos, dilas mais grossas a 140
rs.. lapi- linos en\eruisados a 120 rs. a duzia, ditos
mais ordinarios a 80 rs. a duzia, dedaes para senho-
ra a 100 rs. a duzia. raixas para costuras de se-
nhora a 251100, 38000 e 39300, dilas para jojas a
300, 200, 120 e 80 rs., braceleles encarnados a 400
rs., peonas d'acn mudo linas a 610 rs. a croza, pa-
litos de fugo a 40 rs. a duzia de macinhos. capachos
piilndosa 610rs., bengallinhasdcjuncocom bonitos
caslies a 500 rs., pcnles para alar cabello a I5VK)
a duzia, papel almaro muito bora a 25600 a resma,
dito de pezo pautado a 35600, mi^aagas miudiuhas
a 40 rs. omaso, dilas maures e de lodas as cores a
120 rs. o maco, suspensorios a 40 rs. o. par, srampas
a 60 rs. o massinho, adinetesa 100 rs. a carta, pe-
dras para escrever a 121) rs.. bolees linos para rale,a
a 280 rs. a groza. brinquedos para meninos a 500
rs. a caixiuha, meias brancas para senhora a 2i0 rs.
o par, luvas de toi cal fazenda superior e com borlas
a 800 rs. o par; dilas de algodao, brancas, para ho-
mem a 240 ris o par, escovas linas para Mentes a
100 rs., rollieres de melal para sopa a 610 rs. a
duzia, espedios com molduras douradas, fazenda su-
perior a 120 e 160 rs., espedios de capa a 800 rs. a
duzia, tesouras para costura a 15000 rs. a duzia, ca-
ivetes de 2 tulla- para aparar peonas fazenda su-
perior a 2i0 rs., luvasdeseda|prelascom pelmas de
cores a 500 rs. o par, dilas de algodao de cores mui-
to finas para homem a 400 rs. o par nsulheiros de
metal com acudas cousa superior a 200 rs. torcidas
para candieiro do numero que o comprador quizer
a 80 rs. a duzia, livclas douradas para calca e collete
a 100 rs., 1 ionios de baleia para alizar a 280 rs., dilos
hnissimos paraalarrabello a 15280 rs, esporas linas de
melal a 801) rs. o par, chicotes linos a 800 e 1&000
rs., abaleaduras para rlleles cousa superior a 400,
500, iOO c 800 rs., Iraucellins de borracha para re-
logios a 100 e 160 rs., raixinhas com superiores acu-
das francezas a 200 rs., meias de seda piuladas pa-
ra crianeas de I a 4 anuos, a I58OO rs. o par, dilas
piuladas de lio da Escocia de bonitos padrOes a 240
e 400 rs. o par, trancas de seda de lodas as cores, fi-
las finissimas de lodas as cores, biquinhos de algo-
dao e de linho de hondos padres muilo finos, le-
zouras o mais fino que he possivel enconlrar-se e de
todas as quadd.ides, luvas o meias de lodas as qua-
lidadcs. c oulras muitissimas cousas, tudo de muilo
gosto c boas qoalidades e por precinhos que muito
agradam. Esla loja he bem conhecida nao s por
vender sempre ludo mais barato do que em oulra
qualquer parte, como tambem ser nos qualro cantos
adiaule d loja do sobrado amarello, e para melhor
ser conhecida lem na Irente urna laboleta com a boa
fama pintada.
Venderse na rua do Collegio, casa n. 3, pr-
meiro tndar, o melhodo Canille, para violo, novo,
e por commodo prejo.
Capas de panno.
Vendem-se capas de panno, proprias para a esla-
cao presente, por commodo prego : na rua do Cres-
po n. 6,
8
Vende-se urna das mais decantes casas de so-
brado edificada ha pouco lempo, sita na estrada de
S. Jos do Manguind, a qual tem lodas as commo-
didades para familia, cocheira, estribara, sitio com
mudas fruoleiras e flores ele. ele. : a tratar na rua
da Cruz n. 10.
2SO00 a -200.SOOO.
praca da Independencia n.
De
He chegado .1 prara da Independencia n. 24 e
30, loja de chapeos de Joaquim de Oliveira Maia,
um grande c variado sorlimeulo de chapeos do Chile,
que a visla de sua boa qualidade se vendern pelo
diminuto prego de 25000 a 20O5000. assim como cha-
peos de castor pretos, pardos e brancos, com pello e
raspados, copas alias e baixas. chapeos de Italia, di-
tos eje palha brasileira, dilos amazonas para senhora,
dilos de palha aberla, dilos frauCezes e da Ierra para
homens e meninos, dilos de lustre de copa alia e
baixa para pageos, Jilos para marinheirqs, e final-
mente um bello sorlimeulo de ludo quanlo be pre-
ciso para cabera, e ludo por precos mais razoaveis do
que em eulra qualquer parle.
Vende-se urna pequea Ivtographia completa e
urna machina cmplela de relralar pelo daguerrcolv-
po. O vendedor ensina lodos o processos de ambas
as machinas : 110 largo do Carino, sobrado n. 20,
primeiro andar. Na mesma casa vendem-se livros
novse usados, de diversas lingoas c faculdades, lu-
do por prego commodo.
Vende-se urna casa, sita na Capunga, na tra-
vessa de S. Jos, rua da Amizade, com bous commo,-
dos a boa cacimba : quem a preleuder, dirija-se
mesma, que achara com quem tratar.
Vcnde-sc ou arrenda-se o famoso sitio que fni
do lavaiinlio, 8|o na estrada dos Afilelos, conten-
d) una excedente e commoda casa, cocheira para 4
carros, senzala, estribara para S cavados, 4 cacim-
bas de excdeme agua de beber, jardun, casa para
banho, baixa de capim, conleudo todas as qualidades
de fructas, e tambem um bom escrava pardo, que
se vender independenle do sido, a quem o queira :
a fallar no dlo sido com l-'raucisco deCarvalho lHies
de Andrade.
Attenciio.
Na taberna que foi do Malinas, na rua Nova n. 50,
ha venda por muito commodos pregos, superior vi-
nlio Champacue, dito Bordeanx engarrafado, em por-
cao a 380 e 400 rs. a grrafa, dito do Porlo engarra-
fado muilo velho a 000 rs. a garrafa, ditas vasias a
6-5500 e 7-5000 o cenlo, pastas, chouriras, presuntos,
velas de espermacele francezas c americanas, e de
carnauba pura, cha, vinagre branco e tinto de Lis-
boa, engarrafados, queijos do rciuo muilo frescaes,
sag, cevadinha, eslredinlia e fugo da India a Se-
bastopol, e oulras mudas cousas.
Vende-se 1 sof novo, de Jacaranda, 1 mesa re-
donda de meio desala, de amarello, 1 carleiraa imi-
laeSo de secretaria, tambem de amarello, e 2 can-
dieiros de meio de sala, ludo por muilo baralo pre-
go : a iralar na rua Nova, taberna 11. 50.
. 8- Vendem-se ceblas muilo baratas, para fechar
sontas : na travessa da Madre de Dos n. 16, arma-
zem de Agostinho Ferreira Sem .1 Guimaraes.
Milita attenefio.
\ ende-so no aterro da Boa-Visla, loja n. 78, vaque-
las para carro por 28-501K), couro de lustre a 25000 e
'lili a pede, muito superiores sapalos de borracha
a 1501)0 o par, ditos de lustre para senhora a -400 rs.
de n. 32 o :t3, boloes para camisa a 120 a grosa, e
muitas mais miudezas, que a vista do comprador se
faz todo negocio.
Na rua Nova n. 52, se faz toda obra de alfaia-
le, de eiicinmneiida. com a maior brevidade possi-
vel ; d-se o panno, e os precos muilo baratos : ca-
saca, rollete e caiga de casemira ou de panno fino
prelo por OfOO, e caiga de casemira de cor fiua por
IO9OOO.
Vendem-se 5 escravos, sendo 1 mulalinha de
16 annos, de I.....da ligura, a qual cose e engomma,
1 mulatinho de 10 anuos, muito lindo para pacem,
2 escravas de 24 anuos, sendo urna perita eugomma-
deira e cozinheira, I dila de meia idade, de ptima
conducta : na rua de Moras n. 60.
TAI XAS DE FE URO.
.Na fundirao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
rua do Brum logo na entrada, e defron
te do Arsenal de Matinba lia' sempre
um grande sortimento de tuiebas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
evistem quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros hvres de despeza. O
precos sao' os mais commodos.
Boas velas de carnauba pura, em
caixinhas de ttintae tantas libras, vindas
do Aracaty : vende-se na rua da Cruz n.
oi, primeiro andar.
No armazem de Tasso Irmaos, ha
a venda:
Superior vinlio champagne cm gigos.
Dito Brdeos em quartolas.
Dito, dito em garrafes.
Agurdente cognac, em ci\as de duzia.
Licores linos francezes, deui.
Azeite refinado Pagniol, dem.
Garrafas vazias em gigos.
Papel almaro verdadett o de Georg Mag-
nani. 1
Dito de copiar ca-tas, as resmas.
Farinha de mandioca.
Ac em cimbeles.
Tudo bom por preco mdico.
Alpaca de seda.
Vcnde-sc alpaca de seda de quadrns de bom goslo
a 720 o covarto, cortes de laa dos melhores gustos que
lem viudo no mercado a 45500, ditos de cassa chita
a I58OO, sarja preta hespanhola a 25(00 e 28200 o
covado, selim prelo de Maro a 25^00 e 3-5200, guar-
danapos adamascados feilos cm liuimaraes a 35600
a duzia, loadlas de rosto "viudas do mesmo logara
99000 e I23OOO a duzia : na rua do Crespo n. 6.
Grande sortimento de brins para quem
quer ser ''inculto com pouco dinheiro.
Vende-se brim tiangado de listras e quadros.dc pu -
ro linho, ,1 800 rs. a vara, dito liso a 640, ganga
amarella lisa a 860 o rovado, riscados escuros a imi-
tacao de casemira a 360 o covado, dilo de linho a
280, dilo mais abaixo a 160, castores de lodas as co-
res a 200, 210 c 320 o covado : na rua do Crespo
n. 6.
Bom, e commodo.
Vendem-se cassas francezas de hondos padres e
cores lixas a 200 rs. o covado : na loja do sobrado
amarello da rua do (Queimado 11. 29.
SOMETES.
Os excellentes sorvetes feitos a
Iranceza c sem gelo, vendem-se a's
segundas, quartas e sabbados:
no aterro da Boa-Vista n. 3.
Farinha de mandioca de Santa Cath arina
Vende-se muito superior em saccas:
a tratar na ra da Cruz do Recife 11. \9
primeiro andar, ou nos armazens em
frente da alfandega e do guindaste da
mesma.
ATTENCO AO BARATEIBO.
Ba da Cadeia do llecife, loja u. 50 da esquina,
vende-se:
corles de seda branca e com lislras decores, com 20
covados 205, novas inelpomcnes de quadros aclia-
nalolados com quasi vara de largura a 000 rs. o co-
vado, corles de camliraia fina de cor com barra a
294OO, elida, boas de diversas qualidades e cores se-
guras a 180 o covado, camhraio de linho fina, oplima
para camisas de noivos a 55, panno de lenges su-
perior com mais de 11 palmos de largura a 25-100 a
vara, cassa dclislra para babados 220 rs. a vara, e
1)600a pega, casemiras decores escuras para caiga
a IgOO o corle, panno de cor com msela de seda,
proprio para palitos e vellidos de montara a 35 o
covado, panno pelo fino a 49 e 49800 o covado,
cortes de goraorao para rlleles a 15 e de fuslao
alcoxoado a 800 rs., merina prelo muilo fino a35600
e 45 o covado, luvas de fio da Escocia de cores com
algum mofo a 160 rs. o par, assim como oulras
nuiles fazendas que a dinheiro a visla se vendem
em atacado, e a relalho por baratissimns precos, e
do-se amostras.
COBERTORES.
Vendem-se cobertores escuros, grandes e peque-
os, a 15200 e 720 cada um : na rua do Crespo n. 6.
Deposito de vinlio de cham-
pagne Chateau-Ay, primeira qua-
lidade, de propriedade do conde
(JJ de Marcuil, rua da Cruz do Re-
| rife 11. 20 : este vi ni 10, o melhor
de toda a Champagne, vende-se
a 56x000 rs\ cada caixa, acha-se
nicamente em casa de L. Le-
comle Feron & Companhia. N.
B.As cacas sao marcadas a fo-
goConde de Marcuile os r-
tulos das garrafas sao azues.
Venden-.-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem de N. O. Bieber&C.. rua da
Cruz n. 4.
ATTENCO', fcUE HE PARA ACABAB.
I.as com Ostras do seda, e qualro palmos de lar-
gura, fazenda muito propria para a presente esla-
g3o, pelo diminuto prego de 440 rs. o covado : ua
rua da Cadeia do Recife 11. 35.
Deposito do chocolate francez, de urna
das mais acreditadas fabricas de Paris,
em casa de Vctor Lasne, rua da Cruz
n. 27.
Eztra-superor, purabaunilha. 19920
fcitra fino, baunilha. I56OO
Superior. i-,-2so
Quem comprar de 10 libras para cima, tem nm
alale de 20 % : veuda-se aos mesmos precos e con-
d 1 cues, em casa do Sr. Barrelier, no aterro de Boa-
isla n. 52.
Vende-se agn em cimbeles de nm quintal, por
prego mudo commodo : no armazem de Me. Cal-
moni & Companbia, praca do Corpo Saulo 11. II.
ATTENCO.
Na rua do Trapiche n. 7>\, ha para
vender barril de ferro emticamente
lechados, proprios para deposito de te-
ses ; estes barril sao os melhorcs que se
tem descoberto para este lira, por nao
exhalaiem o menor cheiro, e apenas pe-
zam 16 libras, ecustam o diminuto pre-
co de sOOO rs. cada um.
COGNAC VERDADE!RO.
Vende-se superior cosnac. em garrafa, a 120000
a duzia, e 1.;2SO a garrafa : na rua dos Tanoeiros n.
2, primeiro andar, defronle do Trapiche Novo.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saccas que tem um alqueire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazens n. o, 5 e 7 defronte da escadi-
nha, e no armazem defronte da porta da
alfandega, ou a halar no escriptorio de
Novaes & C, na rua do Trapiche n. oi,
primeiro andar.
. CE1EIT0 ROMHO.
Vende-se superior cemento em barricas grandes ;
assim como tambem vendem-se as linas : alraz do
Iheatro. armazem de Joaquim Lopes de Almeida.
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volta para a cadeia.
DEPOSITO DA FABRICA DE TODOS
OS SANTOS DA BAHA.
Vende-se em casa de N. O. Bieber &
C, na rita da Cruz n. i, algodao tran-
cado daquella fabrica muito proprio pa-
ra saceos de assucar e^roupa para escra-
vos, por preco commodo,
Em -casa de J. Keller&C, ha rua
da Cruzn. 55 ha para vender excel-
lentes pianos vindos.ultimamente de Ham-
burgo.
Vende-se urna balanga romana com lodos os
stus perlences.em bom uso e de 2,000 libras: qoem
pretender, dirija-se i rua da Cruz, armazem n. 4.
CEMEXTO ROMANO BRAMO.
Vende-se cemento romano branco, chegado agora,
de superior qualidade, muilo superior ao do consu-
mo, em barricas e as linas : alraz do Iheatro, arma-
zem de laboas de pinho.
A ELLES, ANTES QUE SE ACABEM.
Vendem-se cortes de casemira d bom goslo a 3J>,
43 e 5;000 o corte ; na rua do Crespo n. 6.
Superior vinho de champagne eBor-
deau\: vende-se em casa de Schafliei-
tlin & C, rua da Cruz n. 58.
Vende-se nma prela crioola muin ..i. .
de idade de 22 a 24 annos, com u'ma7,ia fem d'n
2 mezes, e cora muilo bom leile, propria para ama
dirijam-se rua do Crespo, loja o. 15.
Vende-se um engenho com boas trras d pro-
durgAo para cannas de fazer assucar, caf, rogas etc.'
com boas virutas e algumas maltas, com mei.'ie!oa
de eilengan, bons partidos de allagados, e oulros j
promplos, para safrejar presentemente 2,500 paes, e
moldado com machina e lodos os mais utensis ne-
cessarios para o fabrico do assucar, silo na fregoezia
de S. I.ourengo de Tijucupapo do termo de doian-
na : quem o q jizer, dirija-se rua do Collegio, so-
brado n. 2:1. piimeiro andar, que se dir quem ven-
de, e se dar o csclareciiBenlos necessarios.
Vende-se o verdadeiro vinho de Bordeau, em
quarlolas e garrafas: no armazem da rua da Cruz
n. 19.
AGENCIA
Da Fundirao' Low-Moor. Roa da
Senzala nova n. 43.
Neste estabelecimento contina a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vaj>or, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.-
CEMENTO ROMANO.
Vende-se superior cemento em barricas e a reta-
lbo, no armazem da rua da Cadeia de Santo Anto-
nio de materiaes por prego mais em conla.
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
ton & C., na rua de Senzala Nova n. 42.
Sellins inglezes.
Relogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montara.
Candieirose castc_aes bronzeados.
Chumbo em lencol, barra e municao.
Farello de Lisboa.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiroe devela.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa n. 97.
Taixas para engenho.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de Taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo c com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Moinhos de. vento
'ombombasde repuso para regar horlas e baixa,
decapim.nafundigaddeD. W. Bowman : na/ua
do Brum ns. ti. Se lo.
Riscado de listt as de cores, proprio
para palitos, calcase j aquetas, a 160
o covado.
Vende-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volta para a cadeia.
Cera de; carnauba do Aracaty e Assu'.
Vende-se por menos proco que em oulra qualquer
parte, no armazem de Domingos Rodrigues Andra-
de\ Companhia, rita da Cruz 11. 19.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se farelo novo, chegado de Lisboa pela barca Cra-
tidao.
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa- (jj
bricada no Rio de Janeiro, che- fk
gada recentemente, recommen- afc
da-se aos senhres de engenhos os 2
seus bons ell'eitos ja' experimen- J
tados: n;i rua da Cruzn. 20, ar- **
mazem de L. Leconle Feron & $
Companhia. jji
Vende-se excedente laboado de pinho, recen-
temente chegado da America : na ru) de Apollo
trapiche do Ferreira. a eutendef-se com o admiuis
rador do mesmo.
AOS SENHRES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagein para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ruada
Cruz. n. +.
Devoto Chiwtao.
Sahio a luz a 2.' edig.lo do livrioho denominado-
Devoto Chrisl.io.mais correlo e arresrenlado: vende-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca ds In-
dependencia a 640 rs, cada exemplar.
TENTOS
v PARA VOLTARET.
\endem-s na rus da Cruz n. 26, primeiro andar
lindas caitas envernisadas, com lentos para marrar
jogo de vollarele, por prego muito conjmodc.
CASEMIRAS DE CORES A
v A 2,500 0 GKR.
vendem-se raierairas de sores de lindos padrSes,
com um pequeo loque de mofo a ijjOO, collete de
fusles linos a 600 rs. oeorte. corles.de casemira
preta selim a 63. corles de collete de selim Maco a
AjSOO : na rua do Queimado em freutedo becco da
Consregagao, pastando a botira;a segunda loja n. 40.
CORTES DE VESTIDOS DE
' SEDA A 15,000.
Vendem-se corles de vestidos deseda de quadros"
a 136, adelinas d* seda de ricos padres a 1$ o ca-
vado, proserpina dejed.i de quadros largos a 680 rs.
o covado. chales de merino de cores cora palmas de
seda a 99, chales de casemira de cores a 58 : na loja
de Hennque & Santos, na rua do Uueimado n. 40.
Attencao.
Vende-se superior vinho verde pelo di-
minuto preco de tsCOO'a caada e 240
rs. a garrafa, assim como tambem se ven-
de em barris de quarto em pipa: no ar-
mazem n. i, no largo doaCorpo Santo,
juutoaloja de funiletro.
Na rua du Vig ario n. 19 primeiro andar, tem a
venda a superior llanella para forro de sellins che-
gada recenlemenlc da America.
Vendem-se 2 escravos de bonita figura e 1 pre-
la quilandeira : na rua Direila n. 3.
Archivo dramtico.
Vendem-se 308 dramis, .que sendo pelo preco
usual, sobem quanlia de 900J00J); a quem com-
prar todos se oat pela terca parle, vindo a Picar a
15000 cada um drama, Enlre elles se acham a Gsr-
galhada. Marido d.s Duas Mullieres, os Suspeitos,
Anna Fredegurre, La Chapellet e oulros de escel-
lentes autores francezes, e do grande Anlouio Xa-
vier etc. ele.: na rua largado losario ti. 48, escola
pelo melhodo Castilho.
Vende-se manleiga infiera a 900 rs., 13000 e
talO a libra, bolachinha de araruls ijOO cada
lata de i libras, a libra a 720, cevadinha para sopa
a 320, dila do Maranhao a 140, caf de rameo a 180
rs. a libra, velas d espermacele americanas a 900
rs., dilas a s"iil, arriz a 80 rs. a libra, feijao mula-
tinho a 320 a cuia : na taberna nova da rua de Hor-
las n. 4.
Na rua do Queimado,
nos|ualro cantos, luja de fazendas h! 22, defronle
do sobrado amarello, vendem-se as fazendas abaivo
mencionadas, todas ce muilo boas qualidades, e em
muilo bom estado, e js precos sao os segointes: brins
trancados de cores, di muito bonitos padres, de pu-
ro Indio a 600 rs. a vara, dilos brancos a 800rs.,
dilos lisos raudo finot-a 480 e 520, gansa amarella
da India a 300 rs. o covado. corles de casemiras para
calcas, fazenda mnilo superior e de bolillos .padres
a^iJOOO, casemira prela muito fina a -^9000 o covado,
merm preto muito fino a 39000 o covado, damasco
de laa sem mistura de algodao a 600 rs. o covado,
chitas muilo finas em retadlos a 160 o covado, dilas
ditas cortando-se de pecas a 200 e 210, chales de me-
lim a 640, dilos de chita a 800 e 1j000, ditos de al-
godao muito hoa fazenda a 700 rs., chapeos de sol de
seda para senhora o melhor que pode haver a 39600,
dilos de panniuhode isleos de baleia para homem a
25000, ditos dilos de asteas de junco a 1-5200, cha-
peos pretos francezes, fazenda muito superior e do
mais modernissimo gesto a 63OOO, lencos de seda
com franjas para senlirra a 29200, dilos de algodao
e seda tambem com franjas a 640, ditos de pura seda
para algibeira a 29000, dilos brancos de cambraia de
linho a 640, grvalas do seda muito bonitas a 640 e
800 rs., dilas de cassa a 210, meios lencos de selim
prelo e de cores, muito boa fazenda, a 640 e 19200,
corles de rlleles de goigorao de seda, fazeuda mui-
lo superior, a 25000, dilos bordadosde selim a59000,
dilos de l'ii-lao innilo lino 1 19000 chales nnissimos
de merino a 65OOO e 10*000, dilos de sedamuitosu-
periores a IO5OOO, corles de vestidos ds seda esco-
ce/a a I89OOO, ditos de seda lavrada, fazenda muilo
superior, a 25OOO, selim prelo de Usco, fazenda
muito boa, a 29OOO o covado, corles de vestidos de*
cassa lina com barra a '.8000, ditos ditos a I5OO.
corles de cambraia com babados a, 45000, dilos de
cassa chita a 15800. bonetes para meninos a 400 rs.,
suspensorio finos de borracha a -290 rs. o par, cami-
sas de meia a 800 rs., meias de seda brancas para
senhora, fazerda superior, a 1)800 o par, luvas de
seda para senhora perfeitaminte boas e de lodas as
cores a 19000 o par, meias (isas brancas para meni-
nos a 160, ditas* para meninas a 200 rs., ditas muito
finas pira senhora a 300 400 rs., dilas prelas de
algodao para senhora, fazenda boa e sem defeilo, a
200 rs., dilas cruas e brancas pala homem a 160, e
oulras miutisainias fa/.end.s, que visla de sua mui-
to boa qualidade e diminutos precos, os. fregueses,
amigos do bom e baralo, cao deiiaro de comprar,
licando cerlos os Srs. freguezes, que se vendem todas
as fazendas mudo baratas, por terem sida arremata-
das em leil.lo, a dinheiro a visla, e lailem por se
querer acabar eom a lo)n. Esta adverlsncia se faz
para que os freguezes nao se demoran a vir as
pechinchas, pois o que he bom e baralo depreie* se
acaba; adverlindu-se raait, que s SOfeare a di-
nheiro a visla, que fiado krna-se madrota.
Vende-se una escrav.i com habilMades, vinda
de fra: na rua da Guia n. 6, segundandar.
-Vendem-se relogios de ovro de algi-
beira patente inglez, chegadtp pelo ulti-
mo paquete, por preco. muito .commodo :
no escriptorio do agente Olivejra, rua da
Cadera do Recife.
ESCRAVOS irUGUOS.
--------------------------------------------------------. ^-
Do engenho Benlo Vellto, profedade do Dr.
Tedro Iteltrao, desapparecc'ua 12dsflilrc,o prximo
passado o moleque Quinliliato, rrpulo, de 13 an-
uos, pea apalhelados, cor fula, psna/9 &">>, cabera
grande, muilo regrisla e mtnljp ; suppoe.-se Ter
acompanhado algum comboy ssrlanejos.para ci-
ma, ou Icr sido furtado mesineflst e lalvezvgn lido
nesla iraca rom outro mime,;, a pesioa que delle
fiver noticia ou o apprebeoder, dirija-se ao referido
engenho, ou*a Antonio Jorge'Guerra nesla praca,
que sera devidamcnle recompensada^,
Dessppareceu no dia /3 do eotrtnle, as ,1 ho-
ra- da mauhaa, um prela nac*o^t*ade 40 SO
annos, suissas baslanlebrancas, .altera regular, ps
grossos.-com principie e friald**/ e por isso meio
fula, o qual foi escra" do lina*' Anlonio Manoel
Ribeiro, de S. I.ourno da Mi"t vendido o mes
prximo passado pe** herdeirs um dos quaes se presenten no riesmo dia da fngida
dizendo que nao quera estar nis neiRecire* e co-
mo ha loda a edeza quo aind' > cha na mesma
povoaoao. rii mesmo csrra^, e por isso ie protesta liaver-se es
dias do servido, e procede-se eovn as penas da lei
contra qualquer pessoa qe o acolha : roga-waSe- .
dasasiiiloridades polica e pessoas do povo que
delle lenliam noticias, o spprehcndam e levem a esla
enfade na rua da Roda < 9, que serjo recompen-
sados.
Na quarla-feirf de (mas desappareceu de ca-
sa do major Antonieda Silva im-mao, rua Imperial
11. l. a ua cscraviThereza, reprcseula 1er 60 an-
nos pouco mais or menos, baila, sm pouco reforja-
da, cabellos bramas, (esla eslreila, olhos'ura pouco
aperlados, nadejas muito salientes, qoe parece Ira-
zer pannos par faze-las apparecer, porm sSo nalu-
raes, tem cm rm dos lados das cosas bastantes ca-
looilios, e enturo dos pea o dedo janlo ao mnimo
Irepado porma dos onlros, levou veslido de chita
cor de cal com flores miudas : quim a pegar leve-a
a indi'a da casa, que ser gcnerosamenle recon pen-
cado.
Desappareceu da roa larga d Rosario o. 12, o
rscra'o Vicente, pardo, alio, olios grandes, com
umaricalriz no rosto, cabellos e birba grandes ; he
oltsal de sapaleiro, anda de cale, e jaqnela, caica-
o.e diz-se forro : quem o apprWiendere entregar
cu seu senhor, ser recompensado'.


I
s
i
A
PERN. TVP. DE M. F. DE FAMA. 1855.
MUTILADO


Full Text
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