Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00846


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Full Text
uno de 1848.
Qtinrta le ira 50
n n/ll/O publica-sc todos os das que
i-i itiii deiruarda: o preco da assigna-
u'n be. 4^rs por quartel pajo **
& nuncio, do, Mignaniei ao Inseridos
t,,"u de 20 res por linha, 40 rs. era typo
IrtHente, e as repelles pela metade.
rt ao uo forem tesignante. p^aoSOrs.
",^ii.h.1. c 100 em typo d.llerenle.
PHASES DA LA NOMEZ DE JULHO.
.. -f as 2 h. e 10 min. da tarde.
I' "0n7. a 12 aos 3 minutos da tarde.
frMSaal9as31ior.e 43 min. da man.
". 26 a 1 hor. da minhfia.
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Goianna Paiahyba, c Rio Grande do Norte
Segundas e Sextas feiras.
Cabo, S i i- i 1111. i :-. Rio Formoso, Porto Cal-
vo, e Macey, no 1 *, 11 e 21 de cada me.
Garanhunse Bonito a 10 e 24.
Boa-\ ista e Flores a 13 e 28.
Victoria Quintas feiras.
Olinda toaos os dias.
PREAMAR DE HOJK.
Primeira a 1 e 18 tnln. da tarde. __
Segunda a 1 42 minutos damanhaa.
de Julho.
DAS DA SEMANA.
28 Segunda S. Innocencio. and. do J. de
i).""da2. v., e do J. M. da 2. v.
20 Terca 3. Marina, aud. do J. de D.
da 1. v, e do J. dos Fcitos.
lid Quarta S. Rufino, aud. do J. de O.
da 3, vara. .
31 (mintaS. Ignacio, aud. do Jura Ue
da 2. vara, e do T. M. da 1. c 2. v.
1 Sexta S. Pedro, aud. do J de D
1. v. do clvel, e dos J. dos Pellos.
2 Sabbado S. Estevao, aud. do J. de D.
da 2. vara.
3 Domingo S. lleriiiillo.
D.
da
Anno XX N. 160.
CAMBIOS NO DA 29 DE JULHO.
Cambio sobre Londres 254. p.l/aOOd.
Paria 370 res por Tranco.
Lisboa I20al2.")porc.pr.p. ni.
Dse, de le de boas urinas 1l AlI VjPvA;
Onro-Oncas hespa.iliolas 3IJ00 a dl/K0"
Moeda de iifftm ve 1. WiJinO n MU
deti#40Onov. 17fm a 18fl(>0
de 4/000 9/400a 9/600
Pesos Columnares. 1/980 a 2KH
> Ditos Mexicanos l/MO a lWW
. Moedasde2p*lac. 1/780. 1/800
Acces da C." do Beberibe de 50/000 ao par
DIARIO DE
EXTERIOR.
BUENOS-AYRES.
APBESENTYCA DO MINISTRO INGLEZ.
L se na Gaceta Mercantil de 9 de msio:
Temos a salsfaco de annunciai que hontem, 8 do
torrente, leve lugar a solemne apresentaco erecepeao
deS. Exc. ,oSr. cavalheiro Guilberme GoreOuseley.
noesrarter de minislro plenipotenciario doS. M. n|
junio a Confederacao Argentina.
A 1SA hora da tarde o Sr. ministro dos negocios es-
tranaeiros. camarista dr. D. I-'ilippe Arana, com um
ijudante de campo do governo. conduiio a S. Exc, o
Sr Guilberme Gore Ouseley. em um coche do gover-
no, desde sua residencia at do Exm. Sr. governador
e capito-geoeral da provincia, encarregado das rela-
ceiestraogeiraida Confederarlo Argentina, brigadeiro
D. Joao Minoel de Roas.
Outro ajudante de campo se apresentou a porta da
residencia do Exm. Sr. governador para conduzir a S.
Eic., o cavalheiro Gore Ouseley. A,' porta da sala o re-
eebeooSr. ministro da fazenda camarista dr. D. Ma-
noel Insiarle, e foi apresentado ao Exm. Sr. governa-
dorpolo Sr. ministro dos negocios estrangeiros.De-
poit de entregar a carta credencial, S. Esc.oSr. Gui-
herme Gore Oaseley pronuncioo o seguate discurso:
No momento de ter a honra deapresentar aV. Exc,
credencial que a rainba benvolamente se dignou con-
(ar-me, be um lisonjeiro dever meu ajuntar, da parte
deS. M., osmais firmes protestos da amizade e bene-
volencia que ella sent pela Confederacao Argentina.
aComo ministro de S. M., os meus constantes esfor-
coi tero por fim cimentar inda mais os lacos de ami-
iade e boa inlelligencia que felizmente subsisten en-
tre os dous governos, e que affecto tao essencialmeote
a seus mutuos interesses. He no sentimento de recipro-
cidadeda parte de V. Ex. que esperos meios de levar
eite objeclo a um xito feliz.
Seja-me permittido accrescentar que he um motivo
da mais alta congratulaco para mim o haver sido esco-
Ihido para ter a honra de eipressar n'esta occasiao a V.
F.ic. esses sentimentos.
O Exm. Sr. governador deo a resposta seguinte :
u Com sincero apreco recebo a real carta emqueS.
M. acredita a V. Exc. seu ministro plenipotenciario.
Esto leslemunbo decoiisiderar;o e amizade demons-
tra o nobre interesse de S. M. B. para que se conserve
a ditosa harmona entre omluis as nacSes, e que o go-
verno argentino altamente aprecia.
Anima-me o intimo desejo de continuar a ostentar
esles nvariaveis sentimentos de lina amizade.E mu
igradavel he para mim que pessoa 18o Ilustrada e dis-
tincla, comoV. Exc., merecendo tao honorfica con
lienca de S M tcoha sido encarregada de manter e
Mtrvitar asrelaces amigaveis entre a Giao-Bretanha e
i Confederacao.
Urna guarda de honra, com banda de msica e
bamleira desenrolada, postnu-se em frente da residencia
do Exm. Sr. governador, e fez ao Exm. Sr. ministro
pleninotenciaro de S. M. B. as continencias corres-
pondentes, na entrada e sabida. A batera deo urna sal-
vade 21 tiros na mesma occasio, a qual fo corres-
pondida com outra igual pelo briguo de guerra Hacer,
de S. M. B.
S.Ex.,o Sr. Guilberme GoreOuseley, foi recondu-
zido casa de sua habitacSo pela mesma forma com que
tinha sido apresentado.
As dislinctas qualidades.que adornao o cavalheiro Go-
re Onselev, e sua Ilustrada capacidade diplomtica ins
pirao satis"factor8confianta sobre o xito, que tender
a fortificar a boa inteligencia e a estreitar as relacoes a-
migaveis entre os dous paiies. que o governo argentino
sempre tem conservado.
Desejamosa S. Exc. o Sr. ministro de S. &i. to-
do o acert e felicidado m sua importante c honrosa
commissio.
ViCTonu, por graca de Dos rainha do reino unido
daGro-Hretanha o Irlanda, defensora da f, Scc. &c.
&c. A' Confederacao Argentina, sade Nossos bons
amigos! NSodesejando cousa alguma inais que culti-
titaremelhorar a amizade e boa inlelligencia, que le-
liimente subsstem entre ambos os paiies; elendoa
mais plena confianca na fidelidade, prudencia e cutras
boas qualidades de nosso leal e bem amado cavalheiro
Guilberme Gore Ouseley, julgamos conveniente nomo-
al-o para residir junto de vos no carcter de nosso mi-
nistro plenipotenciario ; e nao duvidamos que elle me-
recer vossa approvaco e benevolencia, por una ob-
servancia estricta das nstruccoes que tem recebido do
ni para o lim de certificar-vos nossa constante amiza-
de, e o sincero desejo que temos de conservar e promo-
ver em todas as occaiioei os interesses e felicidade
de ambas as nacoss. Portanto vos solicitamos que
prestis bom acolhimentoao nosso obredito ministro
plenipotenciario, e deis inteiro crdito a ludo quanto
vos rep'esnUr em nosso nome, especialmente quando,
ern cumprimento de nossas ordens, vos assegurar a nos-
sa estima e respeito, e nossos cordiaes desejos de vosso
bem-estar e prosperdede. F. assim vos recommenda-
mosa proteccao do Todo-Poderoso. ada em nossa
corle no castello de Windsor no dia T. de dezembru do
anno de Nosso Senhor del84i, oitavo do nosso rei-
nado.
Vossa boa amiga. VICTORIA R.
ABBBDEEN.
Repartico dos negocios tstrangeiros.l5uenos-Ay-
res, maio 8de18i5. anno 36 da liberdade, 30." da
independencia, e IC.o da Confederacao Argentina.
O governo de Buenos-Ayres, encarregado das rea
cOesexteriores da Confederacao Argentina:
A'vista da carta credencial quo apresentou o Sr.
cavalheiro Guilberme Gore Ouseley. pola qual he acre-
ditado por S. M. B., a rainba Victoria I. seu ministro
plenipotenciario na Confederarlo Argentina, tom ac-
cordado e decreta:
Art. I. Ficareconhecidoo Sr. cavalheiro Guilber-
me Gore Ouseley no carcter de ministro plenipolen
ciariode S. M. B. junto do governo encairegado das
relacOes exteriores da Confederado Argentina.
Ari. 2." Communique-sea quem compete, publique-
se, e nsira-so no regsto official.
ROSAS
FILIPPE ABANA
A SITUACAO ACTUAL.
Ninguem ignora nem o interesse que tfiem demons-
trado os governos nglei. Irance/. e brasleiro pelo termo
aSTlWttggagF;: l!TBt:i3CiM..
i'H^
CAROLINA NA SICILIA. (*)
TERCEIRA PARTE.
XXXV.
O ACAMPAMENTO.
Eslava o guia niorto <>u munente ferido? Eslava ao-
meniu amedruatadu > tao paralitico o deixra csac
nie.ln que iieiu llie uccuneo o pensanientu de procuraj
"ii Fgida anua nlvco : pregad" na sella como umaes-
Utua na.....laava dar um pauso nem pora dimite nem pa-
ra lra. Ao ver-e inopinadaiucnte na obscuridade pa-
Wu e rainlia, como o guia, liaver caliido o mcio de urna
ouadrillia de ladres; ni firme, em presenca du perigo.
Ni parar a mua, e f"i lugo ladeada pelos don cavallei-
runde eciilln que cen diierem de que inimigo se trala-
\a, ae hnviao poeto iinmedinlamente einclad dedefeta.
Longo silencio eguira-ie ao liro de pistola; mai a pri-
aira vos tornuu-se a ouvir,,o desia ves erSo pragai e
ul'ipbeasias que diiin. Era claro que se procurava as
'" tai o viajantes para m cuusa, porque a vox s falla-
va du matar, e matar ludo. Conlieceo logo CnroTma o ac-
cinto napolilano, e alguma palavras que entoudeo fo-
'i para ella um rato de lu.
Aquido.Cilabrexes! gritou clin em napolitano.
Qurm rhama? respondeu a vos.
Aproiiiucse e aaber.
Ainda ella nan liavia acabado apalavra, quando se vio
rndeada deumaduiia de sombra negras, que urgiao,
una apos ni nutra, do mcio datarvore. A apparieo
er.i terrivel, mas Carolina nao trenieo.
Quem lie a Sra.:> perguntou a nieinia voi.em loni
deautoridade; que fai aqu de noute?
f) Vido Diario n." 10.
dosla guerra, nem o que mostreo pela conservacao da
independencia do EstadoOriental.
O governo argentino naturalmente deseja a paz, e que
se preserve, sem a mais leve mingoa, a independencia
d'aquelle estado, e a seguranca e honra da Confedera-
efio
Duvidar de seu interesse pela independencia da Rep-
blica Oriental seria desconheccr sous actos, os mais
conducentes a sustental-a;seria negar o d.reito que pos-
Rao invocar os governos de Inglaterra, Franca e Brasil
para serem acreditados ; com a notav> I diflerenca de
que, da parte das estacoes navaes e dos subditos dos
dous primeros, o da parte do ultimo, se tem commet-
tido actos contrarios independencia do EstadoOriental,
quosubsistem. apezar das declaracoes ostensivas no sen-
tido de conserval-a.
Os actos do governo argentino, que provo o seu res
peito e interesse pela independencia do Kstado Oriental,
sao solemnes c explicitos.
Em 1N38 sustentou-a independencia e o governo le-
gal da repblica do Uruguay, derribado por urna re-
hclliio protegida pelos agentes franeczes : continuuu a
reconhecer o principio legal, o a auxiliar os Onentae?
para defendel-o, e conservar sua independencia.
Em 18*0 levo-a presente na convengo de 20 deou-
tubro com a Franca.
Em 18ir sustenlou a em opposieo as pretencoes do
governo brasilero, recusando ratificar o tratado de
marco, em que o gabineto do Rio-de-Janeiro Ihe pro-
puiera urna allianca interventora para a guorra e depois
d'ella
O governo argentino usa smento do diroito de belli-
gerante em seguranza propria, e ao mesmo lempo au-
xilia, para a guerra, os Orientaos delensores das leis e
da independencia de sua patria.
Restobelecco-se a aulordade legitima. Ella governa
no territorio oriental com vonlade livro e propria, sem
accordo, nem ainda conselho do governo argentino. O
chefe d'essa adminstracSo legal he um Oriental illustie
na guerra e na poltica d'aquelle estado ; seus ministros
eseus empregados so Onentaes; o alm d'isso, em
consequencia de seu imperio efleclivo no terriiorio.com-
manda mais de 8,000 Orienlaes, que se armario para
defen del o. Forjas auxiliares argentinas esloo as suas
ordens ; o se o govorno da Confederacao ainda nao as
retirou, a o governo legal conserva essas tropos auxilia-
res, be porque o inimigo esl favorecido por forjas e
influencia das inesmas potencias que tanto desejo mos-
Irao pela paz, o tanto zelo pela independencia do Esta-
do Oriental.
Respectivamente a essas potoncias, lia fados de pro-
gressiva gravidadee transcendencia, desde a interven-
cao do comrnodor I'urvis em 1843. Ento deva ter-
minar-se a guerra; mas a intervengo estrangeira o
impedio. a
O governo intruso de Montevideo, na circular de 31
demarco de 1843. declarou aos agentes das potencias
neutras que ento Montevideo quasi que s continba
eslrangeiros. O governo argentino contemplou o mes-
mo, au levantar o bloqueio d'essa praca ; e constante-
mente o tem tido em vista o presidente Oribe para nao
emprebender at boje um assalto.
A autoridade intrusa de Montevideo, balda do apoio
nacional, recrutou escravos para manter se ; escravos
que.pelamaior parte, perlenciao a eslrangeiros. Impoi
018.
Antea do diier-voi quem sou, dirvos-liei quem
Ora vejamos; enlio, quem sou cu? Diga se o abe.
Tu quo est fallando, Scarolla, 0 Dhefc do m-
dcpendcnle* de Basiliuala.
Por deo que he verdade. Soi VOS oulros espide
para saberde tao bem quem somos li;
Eu sou a rainba Carolina, responded til dhlgan-
do-se-lhe ao ouvido, de modo que deninjucm muis fos-
couvida. .
Ela palavra produiio nclle o cfteito do mo; licou
mudo, immovcl, petrificado, e pialla de que eslava
armado cahiu-lbe das niaos.
__ Desvia a tua gente, e veni fallar-me s, conlinuou
C.rolinaeinvoibaixa; sobretudu nao quero doiuonslra-
^o, rae nomo c me nao conheci-ru.
Scarolla obedeceo em silencio; Carolina da ua parle
arredou para longe a sna eacolu, que nao lend.i ouvido
a palavra niagic da rainha, e aenipre na ignorancia de
quem ella era, se moslravao multo admirado des te in-
gular reconliecinieiito.
Porque cslsluaqui? perguntou Carolina a Sca-
rolla quando se vio n sos cora elle.
Ai de mim niageslade; porque nao Uve mais para
onde ir. Nao he por men golo que cstou aqui nealas a-
maldicoada malta. Einaqui o que acontecen : oaignor
Calroiiordenou-mequeonduii8eeu o meu regimen-
t para a Sicilia, afim de o prao servir.o de V.mgei.ta-
dc ; ora, a vista deta ordem deixamo nos a Baailicaia
ein demora, e vieiuo embarcar-nu Calabria nania-
rinlia da Bova, noo intento era tallar durante a nuute
em qualquer praia deserta do cabo Santo-Alcio, para
gaubannu d'alli a parle do arredore de Hcsaina, que
e un. tiiilm n.signalado por quartel general; porem o
ino lempo no oontrariuu. O dia muitrou-so quando
eslavaiuos no mcio do Faro, e urna fragata mglea uo
deo caca. Que liaviamo. de faier .' O pnine.ro Uro de
peca teria inoltido a pique a pesua fala em que nos
iicliavamu; vimo-no por tanto obrigado paja esca-
par-lhe, n enoalbar na cotia, e ainda ene expediente
n*o not foi imeiranieiile favoravel, porque muitot dot
nossos ae afograo, e os que potemos pe em ierra, mu-
para 1843 patentes dobradas, o imposto hebdomada-
rio, e oulros gravissimos : e, eximindo d'elles os es-
lrangeiros queso armassem. atacou os direitos dos neu-
tros, e fomentou o armamento estrangeiro.
Estes constru lo as trincheiras do Montevideo, un
com os materiaes, outros com seu trabalho jornaleiro ;
eaesquadra britannica, ao mando do comrnodor Pur-
vis, com seus engenbeiros.
Tres mil Francezes se armario; o comrnodor 1 urvis
intorvoio com a esquadra do seu commando, e com a
influencia moral da Inglaterra.
E,ta intervencao estrangeira prolongou cruelmente a
MW-rra; mas nio'salvou a causa anti-naciunal de Rivera.
Beconhceidaera 3 tua impotencia na ea.npanlia, e BIiiii-
livideo ebegou, en setembro do lS'la. a u cttrem
conflicto. ., __
O p-overno do Uio-de-Jancir.. dcclarou-e enlSo nc.se
inon.truoso estado do cou.as, patenteou tua tympatlii-
., anrcsenlou as propo.icea confiadas ao ex-.ni.utr o
Sininb, rehabilit! a Rivera com auxilio, de guerra,
protegen aclfagem unitario Pal, o deslealmente tem
proeiM.ido, tem interminSn, em sua conducta anti neu-
tral e ambieio.a, prnlegei.do urna influencia favoravel
au oppretaore de Moiilevido.
Apeiar deludo, apetar do procedimenU do contra-
almirante L In, idberindo continuacSo do armamen-
to frtneex, brindo a..im os direitoa da Confederara
Argentina como l,ellierante; apeiar da conducta hostil
dos Inolezes residente em Moutovidco, emprestando,
eum enormes uun.., ato a quanlia de cerca de inilhio
e meio de pean forte mn subsidio, bellico.; apeiar do
favor prelado pela estoeao naval britannica no mesmo
semillo; apetar, cmf.ni. de una seria de exces.o. de po-
der proveniente detJM posieao do dependencia e intlii-
e.ic'ia de tres nace : o don govornos legaca do I rata
leen, triu.i.phad', ., .era auxilio e.trangoiro, ae:u
..ciil.i.ma intlueuciae.lranha, que slenla lavurccidn,
ainda indirectamente. ,... i
Soou a hora derradein. para o bando de Rivera e de
mais aelvagcn unilnrios na oampanha; e nao lia liojc um
nico dellet armado nos campos onentae.
A autoridade legitima, derribada pelo etlrange.ro em
1S3S, re.tabeleeco-so em lodo o territorio unental, a
despe'ito da intervena., e.traugeira du facto.
Qual he presenlemente n bellijeraote que tub.i.le
qual o oslado cuja independencia te du que penga i
Vejainoi qual he.
Estado das fOrcm activas e passiva. na maca JkMov-
TBVIDKO F.M 24 DE MAIO lio CORREMTE ANUO DE 181>.
Infaiitaria de linha ligeira-
3.0 Batnlho de linha de morenos etoravot,pracas js
4. Dilo, dito, dito................... ^V1:
6 o Dito, dito, dit...................... iM
Selvafens unilario emigrados da ConfederaeJo
Argentina, dito ....................
\." Katnll. de guardas nacionaet, dilo......
2.* Dilo, dilo, dito'....................
3. Dito, dito, dito....................
1." Dito de eslrangeiros, dilo............
DivisSo de Flores, uo Serr, dito.......... ll>
dro rnente de inimigo. O. Inglciet de guarn.co no
castello deScaletta Rol npercebrio e r.ahindo sobre no
de improviso, nos malario umita gente; nao, graca o
Dos sem perderem laiubem da sua parle ; na o seus
niorto niio reuacilrao o nossos; en. urna paiavra,
tive de refuyi.ir-ine com os reslo do meu regiment no
bosque do Etna, onde vagueamos ha dou dias e dua
iloutet no estado em que V. magestade nos v. Nqs.a u-
niea esperanca lie encontrar o vtlho Ileoiiicasn, que ha
pottfie desem'barcou com n sua partida de Santa Euphe-
niia, e que dte estar oceulto por aqu.
No leitorea se bao delembrar, de que conforme o
plan., oftereeido porCaalroni approvaco da rainha, o
primeiro atltque de Messina e Milaua era confiado ao
dou oaudillius Scarolla e Benincaa, eslando este com
etteilo acampado pruvisoriaiiiinle no reverso septentrio-
nal do Etna, a e.pcra do menlo do cahir sobre a sua
!>ra. O chefe dos iiidependentes da Basilicala acabara
apena* de faiera rainha a narracao du sua triste campe-
aba, quando um grande alarido de votes Ibes detviuu a
llnelo para OUUa parle ; Crio os exploradores do Be-
ninca'ta, que vinhao a descobei la, attrahido pelo tiro
le pilala de Scarolla, c que ao encontraren! seu anti-
^os cantaradas, renovavo ruidosamente eonheciineiito
com clles.
__ (iracas a V. magestade c Madona, ditte scarulla,
estamos salvos!
Carolina quii aprove ilar-se da circumstaneia para jul-
gar por i Mesma as dispoire dcasa famosa Lauda de
Sania bufemia, cuja proea ainda echuavao na Calabria.
rdenou a tua comitiva que a e.perasse no mesmo lu-
gar, e acompanbou s o explo.adore de Benincita.
Depoi de andar unsce.u pasaos pelo mais cerrado c es-
curo do lin.qi.0, achou-sc em pretenca de um espect-
culo extravagante e horrendo, c inteiramenlo ein lianuo-
nia com o lugar.
Um grande fogo arda no meio de una clareira, e em
roda destefugo aqueeia-ac confundida em lodat a alti-
tude do demonio, do Dante ou de Miguel-Angelo uina
tropa de Calabreie armado ale o dente, e vestidos co-
mo o teut cantarada de Selinonle, pur ni muito maja
itfarrapados, assim como crio mais desmanchado, e de
130
9U
104
100
300
I." BalalhSo da legiio francesa, dito........
1 o Dito, dito, dito....................
3. Dito, dito, dilo....................
1." Batalbo da legio italiana, dito........
Arlilharia fixa a volante.
I.OBalalbao da praca, eompnsto de llespaiilie,
contando praca................
1.0 Dilo volante, coiuposto de I''ranccics, dito .
l.o Dito, dito, dito de Italianos, dito........
360
204
400
40
li
100
O
li.Miras mais atrotet; e entre elles nao liavia nerae.se
nieimo simulacro de disciplina que Pandigrana manii-
nlia entre na cu. U que anda mai augmenlava o hor-
ror desto hediondo quodro, he que tudo ou quasi todo
estes Lomen eran velhos, que traiiao no rosto os carac-
teres do erime callejado ; e que exlcnuado. pela, fadigas
e pela foinecstavau magro e desfcitos. A lu dafoguci-
ra lancava vcnuellioa reRexo tobro essas casa, patibu-
laria.* as anuas ainonloadas scintillavo com sinitra
elaridade.
Ao aspecto desse terrivel exercito, Carolina leve um
accesso do espanto, de vergonha, c quasi que do remor-
.0 ; venceo porm a soa repugnancia e terror, e soubc
conservar urna fronte impattivel no meio dettet mons-
Iroi. Ella so so deo n ennbecer a Beninca.a, velho tul-
teador sexagenario capai e reo dos muiores alteutadus,
disposlo a tudo para salisfaier a sua cupidci e sede de
saiigue, c que resuma cm si lodo os vicio, e todos os
crio.es da sua banda : a alma respirava-lhe nos averme-
Ihadn olho, e as dccomposla. feices. O cabello ea
barba encanecido pelo excesos de toda a especie nada
linhao de veneravel, e pelo contrario davo-lhe ao rollo
una etprcasao mais inculta e mai feroi. O beicoa bran-
cos e fino, oomo a folha de una faca c.tavao eneolhidos .
o. denlea agudos ea.par.idoi como ot de urna fera, li-
nhao .ido diiimadii pela ulade; calima, maoi bran-
di.'iniima carabina, dnnde a roorte havia partido milharrt
de ve/es. lina virtodeporein,uma ,oab.oltia aos olhos
da rainha, e encobria todo, ot leu. altcntadoa, era urna
de\ uiae.'n. cega e sem limite. ; por ella teria elle descido
ao fundo do Etna Itccebeo-a, sem infringir o seu in-
cgnito, com os signaes do mai. profundo rcipcilo,
quando olla lhedii.e : Benincaa, eu cont com li-
go no dia da accao, > n aun carrancuda phyaionumia
se Iraiiafigurou, o. olhos deexlinctoa se lomaran liri-
Ihanlcs, unta cousa que pareca territo Ihe descerren os
labio., i. dua. lagrima, deenterneeimento Ibe correrSo
pelas tostada, e cavadas lace.. Foi-lhe impot.ivel arti-
cular una palavra ; mas que rcspoita houvera igualado
a cloqueada de tcroelhante lilrncio '
(Cs*liiHer-f-n)


5. Diln paisiro. de Franceses, dito........ 300
1. Dito, dito, da pracn, dito.............. 200
Total da frca. Pracaa 3,030
BpSlmo.
Orientaos, 409; setragene unitarios da Cunfederaeo
Argentina, 130; negros escravos, f>18; Franceu-s, 1.55;
Italianos. 500; Hcpanliuee, H; diversos esirangciros,
ciapocMc, HaManbM, Portugueses, Iira.ileiiua, ele,
300 T ul. 3.629.
Urieotacs, 409; esoravoa de catraugeiroi, ciu seu
mtior numero, 618; estrangeiros, 2,690.
Dcste quadrn fiel o vista de todos resulta 1.,
(juo a capital do Estado Oriental est ein poder dccilran-
;"'ii'oa; 2.", que o principio nacional e legal nao pode,
na tlicae a maia rigorosa da legitimidad.-, nem na uiais
livre doiitrnado8 autoridades de fucto, estar represen*
lado por 409 Oriculaes, que sos asilo fia trinas; porque
lia 2.99 rslrangeiro8 rom aeue eecrnvos;3.", que esse
principio nacional e de legalidade est representado, se-
gundo a eonsiitiiirao do Kttado Uriental e o direilo pu-
blico, e segundo o facto Oonsommado, actual e evideo-
tc, pelo governo legitimo a que preside general Oribe,
sustentado pela linean, e defendido por 8,000 Orientaea
ooiii as armas na mi contr o inimigos evternns;4.,
que ewa niesina ordem d>: cousaa, aeiu precedentes, que
existe ein Montevideo, contra todo principio c inters
se. lie obra da inlervencao eatrangeira de tacto, de tres
potencias, que devio ll o impedido,
Qucrein caaes tres potencias, separadamente, a pal
a conscrvaeao da independencia do Filudo Oriental
Se querein ambas as soasas, pdtm reparar a iiitcrvcu-
<;o de faoto,e deixardcal'arle os Unentaes no tranquillo
einteiro gozo de sua independencia c liberdade.
Separado o predominio eelrangciro ciu Monteidi'0,
e garantida a independencia do Estado Uriental, e a se-
guiaiiea da Gonfcdrrec.au, as I ureas auxileles argentinas
lerininariao iiuiiiediatameiitc sua miasao. Essas lincas
permanecen) as ordena do goreruo legal, porque aubaia-
te esse ininigo comoium ein Montevideo e nao lioso
por issu. As eataccs navacs britauuica, francesa e bra-
ailcira, maniendo una atlituile decididamente fnvuruwl
ti casa escandalosa npprcaiio da capital do Estado Or
-nial, que desastrosamente impede a paz uas duas mar
gens do fruta, prestan ao inimigo una frca moral a na
incusa. Ao iiiesmu tenipo lia outroa tacto graves, que
ilcfl inlluir na conduela de ambos os guvcrlioa legues
do l'i ala, e invocar a mais seria alinelo de todas a po-
tencias americanas, inclusive o Brasil, alraicoado pur
acu fatal niiiiisteriu.
Esles fados sio : 1., a nccumulscin repentina de
(urcas navaes eatrangeiras no Riu-da-frala : eisaquiu
reluci desse armiinieiiio extraordinario da parte de lis
glalena, Franca e Brasil :
FoCA MAHITIMA ETRANCEIHA NO Rlll DA PrATA.
Americanos, fitas, Pravas
Crvela Boston.............. 22 200
Bratilniros.
Crvela llousilejulho.......... 24
.. Sele de Abril .......... 22
Berlinga ............ 22
Kuerpe............. 20
Unido.............. 18
Brigue Capibarlbe............ 18
Transp. Ul,tula............. 12
Patacho Argot.............. 10
Francesrs.
Fragata Africane .
Atalante. .
a I i hiiihi- .
Corvis Coquette .
Fxpditite
ment dai loroes franceas, rom o accordo correspon-
dente do governo da repblica.
Se a accumulariu do armamento natal he para pro-
curar a paz, e garantir ; independencia do Estado O-
riental, quem duvida que aziio-se. n'um inslante, ef-
fectivas essas prelencdes. separando-se os estrangeiros
srmidos em Montendeo i'
Se o inslito procedimcnlo da frca naval Liitenoi-
ca em frente de Bucnos-Ayres reliarla as palana sa-
gradas de S. M., em quem se acreditara ? ne governo
britannico, que protesta amizade, boa intelligcncia, e
desejo de paz; ou nos seus agentes, que se porliu de
modo in ten ament contrario ?
Finalmente, se o Montevideo, oceupado por fran-
cezes, o tcm sido tambem por frcas reglales da mari-
nha Irancea, sem formalidade nem notificacio algu-
ma, trata-se da independencia, ou da colonisacio do
Estado Oriental ? da paz ou da guerja ? Sobte es-
te ultimo fado nio (emos outios dados, seno os annuti-
nos dos diarios de Montevideo; mas, ainda que isso
nao losse ceito, nem assiui deixio de subsistir os do-
mis lacios e precedentes que nevemos demonstrado.
Ninguein pode desejar, mais do que o governo ar-
gentino, a 0| portunidade de terminar a guerra. Suas
lotees auxiliares esli no territorio oriental pelas po-
derosas razoes que apenas brevemente, levamos in-
dicadas.
I)o ex posto deduzimos que, de diteito e do facto,
o governo legal do presidente Oribe represento a naco
oriental ; que esta na fcil possibilidade das poten-
cias estrangeiros conseguir a paz, c preservar a indepen-
dencia da Banda Oriental, teslabileccndo o estado nor-
mal; que as (oreas auxiliares argentinas smente per-
manecen) no Eslado Oriental, porque subsiste a inter-
venefio ettrangoira de facto, filmada no podero e im-
mensa influencia que Ibe dio as estates navios da Fran-
ca, e a Inglaterra, e apoiada, alin disso, pela prfida
conducta do gabinete do Hio-de-Jencro ;-- que em
taes circumstancias, de urna nototia evidencia compe-
le aos (Srs, agentes ua Inglaterra, e da Franca, espe
fielmente acreditados com determinado interesse pela
pacilicaco, escolber entro o meio obvio de salvar todos
os direitos e interesses, rcstabelccendo slidamente a
paz; ou um porvir de incalculavcl desolai/o e sangue.
(Gacela Ala cantil n. 6495.)
(Sentmella da Munarchia. )
INTEftlOB.
Brigue /Misas............. 22
Ducudic ........... 20
" Pandour............. 10
Vapor Faltn.............. 3
lliVon .............. 3
200
180
100
1S
240
110
100
80
1,150
Procos
6110
500
500
120
100
130
130
120
100
30
Inyletes.
Fragata Corocba............. 28
Sateilite............. 22
Corveta Cotniu.............. 20
Brigue Frolie.............. 16
Acern.............. 14
a Mime! ............ 14
Vapor Firebrani............ 11
Corgon ............. 6
Paquete Spider.............. 4
Uolphin............ 3
138
Portugueses.
Fragata J). Joo I............ 22
Sardos.
Corveta Arguella............. 22
Brigue Jlerculan............ 16
38
282 2,23(1
340
180
140
110
100
100
160
160
40
80
1,310
180
Bastalo.
Nacionalidadr. JV." de tatos.
Americano........ 1
Braaileiros.......... 8
Franceses ..........10
Inglezes...........10
Portugus.......... 1
Sardos ............ 2
32
Pecas,
22
146
282
138
22
38
648
2.0As forcas navaes ingleas, ao meaino passo que
S. M. B. comiuumcra ao governo argentino, na gran-
de carta credencial acreditando ininiatio plenipotencia-
rio ao F.iin Sr. Gore Ooseley,que nio deseja mais na
da S. M. enSo cultivar u c-atreitar a anillado e boa in
telligcucia quo felizmente subsiste entre ambas os pa-
ses nao derao a salva de aruiadc bandeira argentina
no .iiiiii versal io de 25 de maiu, apezur de a 24, natalicio
deS. M. a rainhl Victoria l.lerem a baleras e vasos
de guerra argentinos dado as denionstracoea reipeitoaaa
c- benvolas de oustuuie entre as atoca amiga nevaaa
solemnidades naoionaes.
3.' L-se no Nacional de Montevideo, em data
de 29 de maio ultimo, o segu o le : Segundo nos
consta, deve boje desembarcar urna (Orea perteocentu a
tnaiinba francesa ; e no Conttitucwnal dessa cidade,
em 28 do mismo roez ; Parece quo, de boje at a-
5 anbaa, deve desembarcar nesta cidade um destaca-
RIO DE JANEIRO.
.0 Kl;i.OI.IO DA CASIAUA 1108 Ul H11IIH5.
(Correipondenciu rea rada. Correio da curte.)
Amigo e camarade Sr. Scntinrlla. N iniilu prece-
dente dei Ihe u auiiiiuariu da scisao de segiinda-feira;
mas, para que cata historia da tmara do 1845 aeja com-
pleta, addicionarei o incidente a que dco lugar O discur-
so do Forras em oma e.so anterior. Como Iba Mero-
vi, cale deputadu aaseverou, que o ministro da fnzeuda
Ilielinlia pedido,que apresentasse documentos que provaa-
seniaaaccusacorsdirigidascoiilraoiiipeelordulbe.oura-
riada Babia : cala deelaracao t..i recibida pelos patrio-
tas como confaaao de um manejo odioso c infame entre
o tab da palrulba e O ministr. O Junqueira sabina
campo para defender a buuestidade e dudecicia do Ma-
noel Alves; o Ferrai explicou a sua aaercao, e entre pes-
auas bouradas ludo eslava acabado : nao aconleceu po
rem assiin....
Na segunda-feir, o Jonqucira, sob pretexto do recti
ficar, provocou de novo a dlsetissio, e com a ineaiiia o-
dioaidade, com o mermo fel que ules quizera dzr ao
discurso do Ferras ; ealo deArndeo-se, tomo Ibe cunvi
nba, explioou de noro suas |ialavras, ebi levado a de-
plorar que o Junqueira, esquecidu do lugar pie ncoupa-
ya, uaaascdrile para lucia, peasnaea, que r.ada intersalo
afio; que ouiros drpuiados se esmerassera em mane
jos, que Din podilo deixar de ser desairlos para elles
niesnios. E tinao, com asaombro i indiguacao dos bo-
nicna Mii-aios, revelou que ea depulailoa Gabriel e Bar-
bosa de Almoida procurarn defender-se, oiu dizcuilo,
que iiju liolia dado por eacripto na palavias quo manila
ra eticaixar uaquelle discurso; o oulro que cun elltilo
proferir as palavraa que csirtvru c dt-ia ao lacliigra
plui, mas que as proferir CIU \ui baixa, como o allenou
o tigario Alvares Macliudo.
Foi inleiessanlf ouvir o Junqueira reslabelcecr a pro-
posieAu que a frca pretendi ter sido enunciada pelo
perras, o gritar -. Senliore, ae foi assini, dceiu me a-
poiados c os patriotas em vos humaapoiado, apota
do I Be ni Un- dina eu, meii Scntinella, que alii ficava o
fermento da calumnia que lia de perseguir o Ferrar em-
quanto seguir a vida poltica. O inciuente de boje ser-
vio par Un- dar maja frca.
N quartafeira veiu luna o curro a fenus do Paulo.
Ella moca eslava lio estafada que j ninguein a quera :
ero baldadas ai promessas de dote; as orgiaa por que
liavia passado % UnliUo estragado coiiiplelaiiieule, na.,
fnltava inoiuu quem aiseverane que a desgrafada liaba
Molestias oceullas e aaquerosaa. A couiniis.o de CotlS-
lituicio couveio com A/o mai em dar-Ule una nova mao
de verniz, enfeiial aeun algumaalenieji.uias e galn fal-
so, para engaar aus jiaj.alvos. CujU effeito, assini aj.-
pareceo buje a pobre uiica) porm, para nao perder
costume, neta desmentir sua origein, fez proezas I A
guentou a p firme e sem pcslenejar o ataque de alguna
bravos, quo a nAo poupro, apenas geiueo com o Sou-
Pracas. *a Marlins, quo fui cruel no ataque, c uaou, cunta a
200 primognita da Joaona, de argoweuios de entupir!
1150 M*o lio nada, meu aniiguinlin; os patriotas, rt-ceando
22J0 1uo e nio deabotaaio a nova encarnaco que dero a
1310 '''""* Joanuict, tentiro fazel-a passar de nsaallo. Ilou-
180 vo c,ulj niaguo-ccononiico para aliral a para disnle : us
330 ^" c"n|miss4o de eoiisiiti.icau ei.eolbri.1 das inedias do
llerculuno as que Ibes agradar!..; iiilrodoziriio nutras de
novo, e detsaa luesmaa que eacolbro ejoeirrao, al
Irrrao algumas. O Urbano foi incumbido de apri-scutar
este batulatjue, i- disse mullo claraiiienle, que as enien
das, que t-iiidu aprt-aentava erio as nicas quu devio
paasar. Estes arranjoa acmpre ao fizt-ro, uiaa nunca euiu
tanto eseandaio egrosaeria I Barrmbi.s requeren o a-
diameulo ale que su iiupriiiiisseni as emendas, que de-
vilo ser t-sludadas, vislo que era esta a terceira diacua-
ao. O thcoloijo Marii.hu declarou qucuo liana nada de
novo naa emendas, quej devio estar eatudadas; coa
diamento licu empatado, e nem ao men se opprovou
a urgencia deile, quo foi requerida pelo Wanderloy
|0ra, Ubtequu o proprio Urbano liavia declarado, que
algumaa daa emenda eran nova; u a nao ser aasilli, por
que apresentaria a onnuuissio um novo projeelo do e
Hiendas f Porque quis, respondeo c. Urbano ao Sou
za Miirtins, que Ibe pergunlou Bespusla aiibliine, c
sobretodo multo parlamentar, ou uiuito civil, que lio o
mesmo,
Foi senipre uso queixarem se as inimna dos despo-
tismos das luaioriai; euleiideui aqueliaa que leen) direi-
200
130
330
5,400
to de alr.ipnlbar. de impedir quu pasaem as medidas quo
cslasji.lgio dever volar, oque as mainrias teiu uliri-
ga(o de orinar s bracos, e nio faxcr nada As mai"
riaa por isso sai. I. reacias a tomar providencias para que
as minoras nio sejlo impedimento no joverno repre-
sentativo. D'abi proven) o direito de encerrar ai dis
cuasoea (rrconliecido ein toda ou quaii todas as aisciu-
blas deliberantes) o direito de pregar estabcleeido ulti
mmente no regiment dcsta (asa; mas esse direilo nun
i a su pode confundir com o de negar a disOOSSio; c lie
aem duvida alguma negar a discusaio nao dar nem
vinte qitalro lunas para ser esludada a malcra de novo
projiosia. i.-ti. bu despotismo iuloleravel, quoaa niaio-
rias pralicio por rucio da frfa, e p. ranlo odioso. A-
eabe-se cora o direito de discutir, que be o direilo de-
came; ola se vai o systciuo representativo, para ser
substituido pelo governo absoluta,
D'eile dcspulismo uiou hontem a nisioria, pori.-m em
hora lio aziaga que nio ennseguio o quu deafjava, por-
que a le ainda ficou adiada para boje. O Alvares Ma-
chado eslranhou muilo que a cominisaSo propuzcaio a
aupprcaaio do artigo que priva os depuladoa du receb
rem gracas e empregos do governu; e cu ainda mais ea-
tranlio que ae nao houvesae restaurzdo a emenda dos
maritacacas.Uli Srnhores he ueceaiario ser cobe
rente, ter firmeza, principalmente em pontos que se re-
puli salvadores :dizicia que nio ha vena verdadeiru
eleieao ein(|naiilo taes v laca empreados pndessein St-r
dcpuiailos, que nio haveiia verdadeira represenUcSo
nacional, porm simples comiuisacs do governo, ciu
quanto elles o fossein : pois nuda du Iransacfio em
principio 13o eardcal; queme-so o ultimo cartucho.
Mas que lioara sendo os mngiatradoa ? o que ser de
lanos depuiados pretend-ules e iiecessitados, se passar
que o governo nao Ibes piusa tuais dar gracaa ueivj.ro-
gos '.' como se daria a aposentadora ao Odoiico, a ins-
pectora de fszeiida ao Antio, a beca ao Urbano, Nu-
ns, <&c. ? Sr. Alvares Machado, deixe-se de historias;
veja se lem bao ji go, e va andando para diente : em-
quanto ha vento, molba-se a vela I
0 Coelho lisslos muito desejaria, que o tal artigo,
cuja suppressao foi proposla.fosse lei, para morattiar&o
das voiacot's ; mas parece-lbe minguado, por nao coin-
piehender os senadores, e os filhos, e pas dos senado-
res e deputadot, Este patriota declarou, que mais sa-
tisfeilo (icaria se dessem um empreguito a suus lilbos,
do que a si propiio. O Goncalves Martins disse do seu
lugar, que islo era recoiiiinendur os coelhinhut ; pois
deve saber vote, que o Coelho Bastos (em dous til los.
O nosso (iabriel est cada vez melhor, maisinteres-
ssnle: depois que assumio o basteo de ebefe da maio-
na, esta o rapaz que ji ninguem oconbece : pesao-lbe
sobre os hombros os luturos destinos da patria, e elle
nao descobece a responsabilidade immensa que corre
hojo por sua conla. \ eja, meu Scntinella, se se per-
der o Brasil, o que ser do Gabriel! Custou-lbe, mas
airegimentou a maioria : ainda nio esto deslroi no
manejo, mes l ebegar ; e veja que esta deliberacao
do l'a/cr passar o projecto de lei de eleicoes a lodo o
transo j denota, que ba quem guvernca maioria. O
Gabriel assegura, quo s bao de passar as emendas a
que a rommisso dco passaporle ; que a Venus he bem
ni, c que a minora nao lem razo alguma desacredi-
tando-a. Elle bem quena que losie o artigo das gra-
cas e empregos, o qual paisou quasi unnimemente
na segunde discusso, quando a cmara deo o espect-
culo magnifico e portentoso da msisbeioica abnegacio:
esse artigo era urna lieao, quo a America dava Euro-
pa.... Mas, proh dolor '. nao he possivel ir desta vez; a
niioiia tcm ciriosairanjinhosque deseja aproveitar por
emquanlo, o nao be decente que a gente.ande a dar
caectadas em si mesmo, por amor de meiaduzia desa-
juaremas de um dardo, famintoes da eoltica nacional.
Saber que o Gabriel (em (al odio a cabalas, que
nao admiti a menor tdeia quo (enda, inda remotamen-
te, a dar-Ibes vida. Assiin, nao pode approvar urna
emciidiulia do Wanderlcy. Este pergunlou ao chefe
da maioria se ello nao pedia votos : boa pergunta O
Gabriel inda nao be bem conbecido ; mas daqui a dous
annos nao ba de ser eleito so pela provincia de S. Pau-
lo ; todas as provincias do imperio solicitar a honra
de tel-o por seu representante, o sem que elle de para
isso um passo. O imperador ha de chsmal-o para o
seu conceibo ; emim o Gabriel ser il-fac lotum de la
cul Diz-me o Saldanha, que inda c nao pisou mo-
cinho de lanas esperances, c de lamenbu atlividade :
eu o creio. Hoje(quinta-fcira) (omou o Ferreira Peo-
na a dianleira no curro : foi-se Venus como um deto-
nado. O Paulo, e o Odorico j renegarlo esta lha
querida, quo era a menina dos seus olbos, c que foi
ISo mal fadada... Depois doPcnna, sabio frente o
T-bomaz Gomes, o moslrou, que nao be soldado bi-
sonho.
Dou-lbe parle, que so est organisando aqu um
troco, que u.uito breve ir reunir se patrulba, seno
em corpo e alma, ao menos com o mesmo fim : frn.o
este Iroco os detanimadot. O Alvares Machado foi quem
rompen a marcha ; seguio-si. o Das da Moda ; boje
odbetirao o Thomaz Gomes, e o Weuderley. Espera-
vio grandes cousas da cmara, composla dos melbores
elementos; mas todss essas esperances frio illudides,
porque o minisleiio nao dirige, abandona os negocios
pblicos: nada lat. O Tbomaz Gomes dizia buje,
que o artigo probibindo aos depulados acceiLram gra-
tes, e empregos do governo continba utna ideia de alta
opposico : loi contrariado oeste ponto por um depu-
(ado, que disse quo da ausencia do governo nesta dis-
cusso se infera a sua acquiescencia. Assiin seris,
respondeo o Tbomaz Gomes, se o governo discutiese as
quesles, se apparecesse na (ribuna ; mas, sendo o si-
lencio em (odas as quesles o systema ministerial, da sua
ausencia nadase pude concluir. A tanto nao linba a-
inda ebegado o Alvares Machado; poitanto, pode-so
dizer, que o Thomaz Gomes be o elo que prende a pa-
trulba ao troco dos desanimado:.
O Wanderlcy tambem deo a sua estocada na Venus :
contou horrores a respailo da conquista eleitoral das A-
agas, e do Cear, e sem se importar com ai inter-
rupies do Mellinho, o do Gabriel, foi corlando no
governo ciu (oda a tranquis.
Fallou finalmente o Souza Ramos: os patriotas
nio quizerau ouvir o rbula de Valsnca, que sempre os
incoinmda muilo, e reliraro se da cmara.
Pobre Venus Nio ba umscampcao, que adelen-
da !Servirlo- se della, derSo-lbo carne a faltar, e a-
gora cospem-lbs ua cara Assioi acontece sempre!...
Diz-me o Saldanba, que se decidi a solacio da
Vcnut com toda a pressa, para poJer alirar-se sobre o
senado a culpa de nio ser dolado o paiz com urna lei
eleitoral. Os patrilas dirio as suas provincias:
Filemos urna Ie de eleicoes; mas o senado emperrado
absoluliste, senado de Vneta, emlirn, nio tratou it\l
la. De urna cajadada meti se dous coelbos : -~ ,]_
culpa de esterilidade ; descrdito do seuado.
Nao me dir voc o que tem commigo um tal Gj.
vilo, deputsdo de S. .Paulo? I.'ru uina hora e virjtn
minutos, quando esse patusco veio por-so so p de niim<
deo as costas ao presidente, e esteve a olhar para ai!
(relias por alguna segundos. Fingi queacerlavao
ealdeiro de que usa ; mas nio era esse o lim do patrio.
la em seu oame. Conservei o maior serio possivel: |.
urna das tninhas lecanhss !
O Exm. prolado do Rio de-Janeiro esleve toda i
sas>ao oceupado em dohrar as folhas da collccco das leu
de 1844. que se distribuio pelos depulados. Faiia-o
com o geilo de babil official de livreiro, ecomreiii.
afio evanglica. Concluido eslo enladonbo traUlbu
S. Exc. Revm. retirou se... e nio linba feilo pouco.
Basta de macada.
Sais das sesscs, 2( dejunhodo 1845.
OHelogio da Casa.
PEhNAMBCO.
CORREIO.
CORBESPONOENCIA OA CIDAOE E PROVINCIA
Muito han/eiro vai de noticias o fin deste mez: o nio
deve admirar, que eu nio ache nada de novo a conter-
ll.es, quando a cre nada de novo nos deo, depois de
vinloe tantos diasd'inlervallo. Ha todava urna novi-
dade, e daquellas virgens, como o nosso Pernamburo
as costuma dar. Ha mais de duas semanas, que foi
abolida, de laclo, a I.' vara do juizo municipal desli
cidade ; o como a abolicio nio loi consequencia de urna
ordem, ficou ludo emprszedo, partes, proeessos, ei-
crivio. procuradores. Mas eolio, porque, e como foi
ella abolida i' perguntar-me-bio Vms. E eu Ihes per-
gunterei: E lita isto assim, sem que alguem Ihe d
algum remedio ? Pelo que toca sua supposta, digo-
Ibes; que, tendoo l.*supplente deixado o posto, (am.
bem nao se porque; e os outros, estando uns arrufa-
dos, oulros impodidos; vai a tal vara pela agoa abaito,
sem haver um curioso que queira pegar-lbe, quando
mais nio fosse, para tourear com ella. Mas egori,
quo me respondem Vms. i minba ? Nio sabe o Exm.
presidente disto i' Nio ba remedio, ha santa madre
igreja, para este piteado ? E sobre ludo em tempo,
em que as leis, e outrss cousas semelbantes sio nada,
ou esli revogadas interinamente ? Na verdade, nao
enlendo os (aes dominadores, e com elles as suss auto-
ridades, Correspondencia.
Srs. fedaeloret. Contrista sobremaneira eo cora-
cio o mais phleomalico e indifTerenle eos manejos poli
ticas, e torpes intrigas, de que (em sido tbeatro esta pro-
vincia, o ver se o estado calamitoso e deplrete!, a que
(em entre nos chegado o uso da liberdade de imprensa,
leste lio bella quio sabia instiluicao, qoe'em quasi lo-
dosos paizes tem sido um fecundo manencia! d'incalcu-
laveis bens e prosperidades; e um simples volver d'olhos
sobre a historia far-nos-ba convencer desta verdade. 0
derramamenlo e propagarlo da.instruclo eci v i I isacio, lo
indispensaves elementos para o desenvolvimenlo moral
e inlellectual do liomem; o progresso da industria, que
facilita sos povos os mais efficares meios d'aKingirem
ao seu desenvoltimento material ; urna forte repressao
aos aclos dispoticos e lyrannicos do poder, que recuiu
for(a daopiniio publica, pronunotada pela iinprensa,
com salva guarda da justica; taes sio em poucas expres-
soes os mais proficuos resultados, que aps si Iraz a li-
berdade de comtiiuncsr o pensamento; (aes sao em
poucas expressdes os grandes beneficios, que della lem
colbido squelles povos, que, afanosos no seu bem estar,
procurio altingirao grande lim a que seproroe a bu-
manidade. Ao mi'smo passo que tao importantes o
transcendentes successos se operio em outros paizes,
que nos deveriio servir de pbarol, nesta nio menos
longa que arriscada viagem, que lorcoso be fazer no
meio da tormenta da ignorancia, da inexperiencia, e
das psixdes: ao mesmo passo sim, que to salulares li-
ces deveriio attrahir a atlencio e meditscio do homem
verdadeiramente patritico, o que se observa entre nos,
Srs. Redactores ? .. O maior abuso, que se pode ima-
ginar, da liberdaded'imprensa. Pela maior partea ca-
lumnia, acorrupcio, o vicio em toda a sua hediondez,
em sumira a immoralidade de (odo o genero deixando
negros e sanguinolentos traeos as paginas da oossa his-
toria, e imprimiudo na face dos bomens o estigma da
ignominia, e do opprobrio. Ahi so nio respeita o al-
tar da virtude, o o asylo da bonra ; e as leis da decen-
cia e do decoro sio vilmente atropelladas; em fim tudo
parece indicar, que a passos largos caminbamos em urna
marcha retrograda para o eslado de ignorancia e barba-
ria. E nesta dolorosa conviccio, quo apezar nosso nu-
trimos, mais que tudo nos laz persistir a apparicio d'uin
immundo papel intitulado o Foguele, que, para vergo-
nha do Brasil, e particularmente de Pernambuco.occu-
pa um lugar na calbegoria dos peridicos....
Seja-nos permittido descer a algumas consideraces
particulares, pois que a isto somos frcadns para cum-
plir um dever d'amizade, e defender a innocencia atroz-
mente ultrajada por esse paiquim, o mais elevado pe-
drio de gloria para e seu autor. Cerlo que elle nio po-
deria encontrar um melbor titulo, quo tio fielmente
representesse o voraz fogo da sua imaginacao, a pouca
nobreza dos seus sentimentos, e a nenliuma dignidad
do aeu carcter: abi se nao procura discernir o vicio da
virtude, o bom do mi, a verdade da mentira, o o jus-
to do injusto; esemelbanto um verdadeiru foguele,
que, encontrando em sua propria natureza o elemento
da sua destruicio, e que em sua duracao phemera quei-
ma e fere indistioctamente a ludo quanto s'oppdea sua
marcha desordenada o desabrida, procura elle tambem
queimar e ferir ainda as alleiroes mais doces c mais gra-
tas do corscio humano. No entender desse escriplor, o
pundonor be urna cbimere; cbimera be o dever, o brio,
a nobrera de sentimentos, a i levoi.au ,-. pureza d'aluia, e
tudo quanto be digno do nosso respeito e veneraco.
Ahi ae nio acata a gerarebia social, a idade, oseio, os
lares domsticos, os ecos familiares, e o que u ais be,
Srs. Redactores, u cinza dos morios, que, tranquillas na
mansio dos justos, sao tambem coridemnadas a ser vic-
timas da impura e mordaz lingoa de lio vil detractor.
As muito nobres e brilbantes qualidades, que ador-
nao a pessoa do Sr. Jobo Antonio de Araujo Freilas
Henriquos, a eslima e grande consideracio de que goza


Ledlinclo i aprcciavel moco, nao 16 entros seus
nlle"8 "-nao entre todas as pesios, quo delle teem
I m ot i'-o con beci ment, no forao suffinentes garan-
j!.i p enUl-o do furor fatanico desse escnptor.
I ,b alias basUjKe'i motivos tinlia pata c insagrar-lhe a
IV.i^inne^atidio: nois quo ainda muito recente he
'..-, memoria de lodos o seu procedimento Intctfetro e
| il9 para >om om nrimo do Sr. Freites. deste Sr'.,
,u9 poJtnF'ohrignl-o a occopar um lugar no esca-
I 'li dos t ', log no omero de sua vida publica, des
Lreou anda'mesmo essa legitima vingan.a, e quiz
I mostrar ao tal oscriptor, quema alma lie cheia de gran-
\ie generosidade para perdoBr-lhe urna offensa, que, a
Inio ser por elle, por nenbum outto seria feita. Por es-
L simples fado ajuize o publico do caraeter do redactor
I Jo Fogutte, dosse bomem, que, cobarto de veraonhe e
I Je arrependimento.deveria correr i beijer a mo do Sr.
Il'rfitas, se em seu peito inda existisse urna centelha
[de zraldo, quo por instantes elevasse a sua alma, ja
linlirunhada pelo poso das paixoos, das lorpesas, e das
Luis execrandos icios ; porm urna tal accio he re-
Ipellila pelo seu corrupto corado, que nao podo alen-
llar t.ionobres e elevados sentimentos; que nao reco-
liiliceoutroDeos, que no leja o egosmo, oorgulho,
le a vangloria; e que n5o maneja oulras armas, que no
L'j.i os sarcasmos, diatribes, duestos e calumnias.
I Sea muito embora ingrato oautordesse pasquim ;
Iporm aprenda a respeitar, ja que nao pode imitar -
liuellos, que sempre trilhario a vereda da honra, e que
Itdinao por sua divisa a jus ica e a virtude ; morda-se e
lesbraveje embora ; porm renda o devido acalamentj
i'liumenagem l familias cercadas de prestigio e alta
consideracio, que Ibes confercm sua pureza e boneiti-
I Abraie-ie muito embora; porm, em tua vio-
lenta explosio, poupo ao menoi aicinzis dos morios,
Ujas almai candidas, na presenta do Eterno, recebem
Jhojeo justo galardao dos leus actos e virtudes; e con-
lenca ie finalmente, que nem as suas vagas declama-
IfOM. nem at tuas virulentas express5es aerad capases de
holluir, ainda que levemente, a lio bem fundada, quio
increcida ropulacio do Sr. Freitas e de sua muito nobre
i dislincla familia, que, do alto da geratchia social1 em
que acolloco es leus incontestoveis tituloi de probida-
Je, fortuna e grandeza, volio ao desprezo os traeos ti-
fos d'um to infame calumniad r. Um collega.
t'ublica$o a pedido.
lllm. e Ktm. Sr. Accuso a rocepcio do officio de
|V. Ex., dat do d bontt-m, que respondo. Apar-
cao do delegado de Iguarass, de que falla o offi-
) do Exm. antecessor do V. Exc., de 21 d'ubril p. p. ,a
luirn dirigido, he o officio que o mesmo delegado me
Vnderecou com data do 19 do referido mez, que eu le-
ki, apenas recebido, ao conhecimento do mesmo Exm.
antecessor de V. Etc. e que este me devolveo, a-
fcompanhado do officio do juiz municipal, paraofim,
[iomesmo officio de 21 designado. Acha-se autoa-
do na processo crime, que organisei. e existe nocar-
Horio do escrivao Albabyde. Outro officio do delegado
i nao foi remedido ; e posso assegurar a V. Exc., que
Lienhum dos officios recebidos, e relativos aos aconte-
limentos que tiverio lugar na villa do Iguarass, na
iioute do da 17, o seguinte dia, se perdeo, porque das
Lunillas mios smente passrao para as do escrivio, que
irn minhapresencaosautoou. Dos guarde a V. Exc.
toa-Vista, 23 de julhoda 184o. lllm. o Exm. Sr.
uncelheiro presidente desta provincia. O desembar-
gador, Antonio Joaquim de Siqueira.
mnmMAO
Alfandega.
lendimento do dia 29...............9:220*993
DesearregaO hoje 30.
jaleraSteord-Fishmercadoriai.
litigueEmpretaklem. _________^__
Alovimcntu do Iorto.
Navio entrado no dia 29.
IMaceiii; 4 dial, brigue ingle. Catharina, de 203 to-
neladas, capitn Angelo Cel!e. equipagem 12, car-
ga assucur ; a Le Bretn Schramm.
Navio tahido no mamo da.
I'srahiba, Cear, llio-Grande-do Norte, Maranbio e
Para; paquete de vapor brasileiro Imperatrit, com-
mandanle o capitio-tenente J-'zuino Lamego Costa :
pnssageiriis : para o Para, D. Maria Froncozo Aran-
tes o 1 filba menor, 1 cadete e 16 recrutas, Braiilei-
ros, para o Maranhao, o commendador ManoefGo-
met da Silva Bolfort, eo tenente Jos Teixeira da
Silva Freir, Brasileiros ; para a Perubiba, Manoei
Marques ('amacho.
Edilal
I ~0 lllm. Sr. inspector manda novamente annun-
fisr que no dia 31 do mez corrente contratar o lorne-
pnento da carne verde, para as embarcacoes da arma-
> pelo lempo que se convencionar, principiando o
'Decimcnlo do 1.' de agosto prximo ; e convida as
TMso.is.a quem o contrato convier.a comparecern! nes-
fiaecrelaria, pelas 10 horas da manliaa do dito dia,
punidas ile suas propostas. Secretaria da inspeceio do
r*nl de marinha, 28 de julho de 1845. secrela-
Alexandre Rodrigues do An\os.
De. larages.
O lllm. Sr. coronel director do arsenal de guer-
I" pretende mandar tapar o vao de urna arcada, e o de
luis podas do segundo armazem do almoxarifado do
I" c'mimi arsenal, o destapar o vio de duas outiaa, fazer
l'igunt pequeos reparos, o caiar o referido armazem :
Iquem se quizer incumbir desta obra, compareca ni sala
dadirectora at>: odia 4 do prximo futuro me/. Di-
jrecloria do unenal de guerra. 29 do julho de 181o.
I '"pedimento do escripturario, Joo Ricardo da
l-Ji/ta.
~ Pela delegada do primeiro temi da cidade se fas
publico que na cadeia existe o cabrinba Jeronvmo ,
lscrvo de Francisco Jos da Silva, da comarca do Li-
l'noeiro, uqualdiz ter sido furtado na inesma comarca,
-'andar aqu perdido.
PUBL1CACAO LITTERA.RIA.
\raba do poblicar-se a muito interossante
RESPOSTA
poGEBiERAJ. J. I. de Abrcu e Lima -ao conego Ja-
nuario da Cunt Barbosa, ou Analyse do primeiro
juizo de Francisco Adolpho Vanihagcn a ocrea do
compendio da Historia do Brasil.
l'm volunto cm 8." grande com 150 paginas, etp
bom papel, edirfio nilida e feita com todo o cuidado
c esmero.
EsU obra he um dos mais ntcrcssanles traba Utos
sobro as colisas da nossa patria, porque nella silo
tratados pela primeira vez, de urna inaneira Uto
clara como a luz meridiana, muitos factos impor-
tantes e controversos da historia do Brasil._, No cor-
po da obra, entre outras muitas noticias, prova-se
que o celebro Henrique Dios, governador dos ho-
mens pretos durante a guerra dos Hollandezes, c cu-
ja naturalidade pz em duvida o ignorante censor,
era fillio da provincia de Pernambuco ; assim como
prova-se igualmente que Americo Vespuccio nao foi
o primeiro explorador das costas do Brasil, como
assevera o mesmo critico, porque os Portuguezes
nao tintino necessidado de pilotos fltrangeiros,
quando os poSBUifto de sobra, e tiio cxcellentes,
que ctflo considerados naquella poca como os pri-
meiros e mais habis do mundo.
Os Scnliores assgnantes, que ainda nio recebe-
io os exemplares do suas assignatutas, terio a bon-
dado de mandal-os buscar as lojas do Sr. Manoei
FigueirAa de Faria, praca da Independia, liviana
N." 6 e 8, e do Sr. capitilo Antonio Ferreira da An-
nunciagSo, ra doQueimadn >.".>!>. Aquellos Senho-
res que pagrflo logo as suas respectivas assigna-
turas, recebera os exemplares de maos das pes-
soas, a quem denlo a importancia dolas.
O resto dos exemplares da mesina obra aeba-se
a venda as lojas cima indicadas. No lim do vo-
umevem a lista completa e alphabetica dos Senho-
res Bssigoantcs de Pernambuco com dous supple-
menlos.
Avisos martimos.
Para o Ass sai n estes i dias o brigueescuna
Deltberacao, capitao Jo5o ga e passageiros trata-se na ra da Cadeia do Hecife n.
40, ouci-m ocapito, na praca do Commercio.
Segu breve para o Rio-de-Janeiro o veleiro pa-
tacho Casro // por ter a maioria do seu carroga-
mento : quem no mesmo quizer carregar. embarcar
escravos ou ir de passager para o que ollerece bons
commodos pode entenderse com Amorim IrmJos ,
na ruada Cadeia n. i'i
__ Para o Rio Grande segu viagem o patacho Gua-
po com brevidade : quem no mesmo quizer embarcar
escravos, ou ir de passagem, podo dirigir se a tratar
com Amorim Irmaos, ra da Cadeia, n. i*.
Para o Ass sai. nostes dias, o brigue-escuna
nacional Aguia : para csrga o passageiros trata-se com
tNovaes C, ou na ra da Cadeia n. -40.
= Para o Ass com toda u brevidado a barca na-
cional K i niel inda, du que he capilSo Juliao Ferreira
Numes : quem na mesma quuer carregar ou ir de
passagem, dirija-so aos seus consignatarios Francisco
Sevenanno Rabello A Filbo no largo da Assembla ,
cu ao dito capitao.
= 0 brigue-escuna Aguia sai pera o Ass impre-
terivelmente, sabbado, 2 de agosto : quem no mesmo
quier carregar, ou ir de passagem; dirija se a Novaes &
Companbia, na ra do Trapixo n." 3, ou na ra da
Cadeia n.'40.
__Para o Morlaie sai com toda a brevidade o brigue
francez Malhyldc, de quo be capilflo Legonede: quem
no mesmo quizer ir de passagem, dirija se aos seus
consignatarios Jobnston Pater & C., ra da Madre de
Dos n. 30, ou ao capitao a bordo d dito biigue;
para o que lem excedentes commodos.
Leiloes.
= Avrial Frrcs farao leilao, por conta e risco de
quem pertencer, em presenca do Sr. cnsul de Franca,
e por iiiliTveiiio do corretor Oliveira, de duas cuitas
de cazimiras defeituosas, vindas pelo brigue Cetar, do
Havre: hoje 30 do corrente. s 10 horas da monha,
no seu armazem, ra da Cruz.
= James Crablree & Companbia fur leilao, por
intervencao do corretor Oliveira. do grande sortimento
de falencias limpas, e muitas outras avariadas, as quaes
serO vendidas se ni limites: quinla-feira, 31 do cor-
rente, s 10 boras da manba impreterivelmente, no
seu armazem, na ra da Cruz.
= James Crablree & Companbia farao leilao, por
inlervcncio do corretor Oliveira, do grande poroao do
mobilia do melhor gosto, importada prximamente :
sexta-feira, 1." de agosto, s 10 boras da manba, na
casa do Exm. Manoei de Carvalho, na ra do Amorim.
Avisos diversos.
= a-se dinhriro a premio com penbores de curo e
prata,' mesmo em pequeas quantias; na ra da Praia,
n. 22.
= OsSrs. Francisco Jos Ribeiro de Souia, Agos-
tiohoTavarcs Rodovalbos e Francisco Joaquim da Cos-
ta, teem cartas em casa de Manoei Jos Alachado Ma-
Ibeiro : na ra da Madre-de-Dios n."5. 1." andar.
LOTERA do tiieatropuplico.
Dfvendoesta lotera, pelo adiantamento da ven-
da desrus bilbelts sera que primeiro tem de dar
andamento as suas rodas; esta o respectivo thesourei-
ro resolvido a fazel -a extrabir no prximo mes de agos-
to inlallivelmente : para o que convida aos amadores
deste jogo a se prevenirem de bilbetes, os quaes achilo-
te nicamente a venda oo barro de S. Antonio na
lo ja do mesmo tbetoureiro ra do(ueimado n. 39,
e na botica do Sr. Joao Moreira pateo da matriz ; e
oo bairrodo Hecife, lojas de cambio dos Srs. Vieira,
e Manoei Gonr.es. Escusado se faz lembrar ao respei-
tavel publico a confianca que merece esta lotera, pe-
la regularidade de seu processo de extrtecio; processo ,
que passa a ser ainda mais perfeitamente desempenbado;
porque as rodas teem de andar segundo o novo re
gulamento ; entretanto que as loteras, que bio an-
nunciado, parece nao se quererem desaferrar do anti-
go systema de extraccio.
O CLAMOR PUBLICO.
O n. 33 acha-se venda ai 3 boras da tarde,na praca
da Independencia linaria n. 6 e 8.
3..1I0 o o.'37, e acha-se a venda na praca da Inde-
peiideni'ia livrarii n. 6e 8.
Jos Joaquim Beterra Cavalcanli li'Albuquerque,
por si, e por sua inulber, tributando o maior desprezo,
assim ao aviso inserto no Diario n. 10i, de 28 do cor-
rente, em nome de Antonio Alves Ferreira, e sua mu-
Iher. como ao vertiginoso, e maligno espirito, que o
ageneiou, moio, e protegoo. esclarece a quem quer.
que possa pertencer oconhecimeato do direito, que a
respeito do mesmo engenbo, e mais bens inventaria-
dos pelo juizo de orpbSos, escrivao Pereira, tem, nao
o dito Antonio Alves Ferreira, e sua mulber massim
o mesmo Bezerra Cavalcanli. esiia mulher, com os se-
guintes factos : 1." os autos de invcnlario do mesmo
engenbo, o mais bens, que, lendo subido ao supremo
tribunal de jusliga, com recurso de revista civel entre
partes, recorrentes liento Jos da Costa, e sua mulher,
e recorridos, o mesmo Bezerra Cavalcanli, e sua mu-
lher, ba poucocbegarao, negada a revista pedida, man-
dando-se cumprir a sentcnca e accordos recorridos ;
2. desistencia, que tizera o mesmo Antonio Alves, e
sua mulher, em 16 e '4 de maio do anno de 1839, da
opposicao que faziao nos oulos do libello civel intentado
( em o auno de 1827, para annular o vinculo, que lo-
ra instituido no dito engenbo) entre partes, Jos Al-
varo Curado, e outros, e Caetano da Silva Machado,
na qualiJade de tutor da mulher do dito Antonio Alves,
quando menor, pelo juizo da primeira vara do civel,
escrivao Reg ; cujo vinculo foi julgado nullo por sen-
tenca, que passou em julgadoem 1830; 3." escrip-
turas de hypolbeca, celebrada entre partes, o mesmo
Antonio Alves, e sua mulher, e o mesmo Bezerra Ca-
valcanli, em 12 do outubro de 1838, pelo cartorio do
respectivo escrivao l'erreira, do cesso, e Iraspasso, de
trato, obrigaQo, e hypotheca, celebrada entre* partes,
Antonio Marinho Paes Brrelo, e sua mulher, o mes-
mo Be/erra Cavalcanli, e o mesmo Antonio Alves Fer-
reira, e sua mulber, em 22 de junho de 1839, pelo
mesmo cartorio ; 4.' escripturas de permuta, e de
venJn, ccsso e traspasso, celebradas entro o mesmo
Antonio Alves, e sua mulher, e o mesmo Bezerra Ca-
valcanli, e sua mulher, em 27 de outubro de 1840,
pelo cartorio do tahelliAo Bezerra ; 5 escriptura de
arrendamento do sitio Allemo, celebrada entre o mes-
mo Antonio Alves, o sua mulher, e Manoei Cavalcan-
li d'Albuquerque, pelo mesmo cartorio, tabclho Be-
zerra, em 4 desetembro de 1841.
Deseja-se fallar aos Srs., Joao Jos Pereira Bor-
ges, Joaquim Domingos da Cunba, Francisco Correia
de Menezes, Manoei Jos liarbo/a Cuimaraes, e An-
tonio Bernardo Vaz na ra da Cruz. n. 9 : na mes-
ma existo urna corla pura o -r. Jos Ferreira de Mal-
los, vinda da Balita.
Aluga-se urna escrava, hbil, e sum vicios, para
servirode casa sendo por 10,000 rs. mensaes: quem
a quizer, dirija-se a ra da Gloria, na Boa- Vista, casa
terrua n. 37.
=A!guns Srs. do engenho, quo quizerem comprar
garrotes livres de mal-triste, e capados, por preco com-
modo, dirijao-se ao Atierro da Boa-Vista,na fabricado
licores n. 20, que acharad com quem tratar.
Jos Pereira da Cunha tem tratado, com Serafim
Jos de Sousa, c sua mulher Rita Maria da Conccicao,
a compia do urna porte da cusa do tres andares na ra
dos Tanoeircs.com (rente para o caesda ruadoTrapiche,
que os mesmoi possuem como herdeiros do Lino Fran-
cisco Xavier : quem so acharcom direito a mesma par-
te, e prejudicado com esta vendo, baja do o publicar
no pru/o do tres dias.
Ollerece-se urna mulher branca pora casa de ho-
memsolteiro, a quol sabecosinhar eengommar : diri-
ja-se a ra da Senzalla Nova no sagundo andar do so-
brado, que teui a varanda do primeiro andar caiada ,
o. 27.
Agencias de passa parlen.
__ Na ra do Collegio, botica n 10, e no atierro da
Boa-Vista loja n. 48, tiro-se passaporles para dentro e
forado imperio,assim como despacbo-se escravos: ludo
com brevidade.
= Oflerece se um moco Brtsileiro branco, de ida-
de de -28annos para caixeiro de alguma casa ingleza,
ou franceza para cobrancas nesta praca oa foru del-
ta o qual afianca a sua conducta, com predios nesta
praca livres e desembaracadus : quem de seu presti-
dlo se quizer utilisar, annuncie.
__ Uu"iu precisar de una ama secca muito capaz,
para o servico de urna casa dirija-se a ra Velba ,
n. Oo.
Precisa-se do urna ama de leito que seja boa ;
na ra da Praia, n. 43. primeiro andar.
Hoje, 30 du julbo, ba venda em basta publica ,
de urna poroao de chapeos de seda e mais alguna ob-
jectos, que6e acbo no depo/ilo geral, por execuiao
movida pelo juizo do civel da segunda vara pariera
Ultima pi.iea.
= Precisa-so alugar urna ama de leite, forra o
escrava, sem filbo ; no pateo da Penha, n. 4
= Precisa-se alugar urna preta que saiba coz-
nbar alguma cousa para casa do pouca familia ; na
ra Formosa, venda n. 1.
= Precisa-se de um moto Portuguez de idade de
I6a20annos, quo saiba trabalhar em padaria e to-
mar cont de urna freguezia de vender pao aqui mes-
mo na prara : nasCinco-Ponlas, n. 50.
= Jos Martins Barboza retira-ie para o Rio-de-
Janeiro.
Ho|e, 30 do corren le, pelai 4 boras da tarde,
tem de se arrematar na praca do juizo do civel da so-
gundavara, na ra do Sol, um escravo por execu-
caodeJoiode Castro Oliveira Cuimaraes contra o
major Filippo Duarte Pereira, cscrivio .Souia.
= Roga-se aoi Sn. Estevo Jos de Albuquerque,
Jos Ignacio Cuedes de Barros e Antonio Manoei
Coelho ou pessoas que lacio suas vezes, de dirigi-
rem-se a ra da Cadeia de S. Antonio n. 14, primei-
ro andar, a negocio de seus interesses.
= O thesourciro da lotera de N. S. de Guadelupe
principia a pagar os premios extrabidos da primeira
parte da terceira lotera nos dias 30, 31 e primeiro
de agosto das 0 boras as duas da tarde ; e dabi em
vinte as quartas eiabbados, na ra da Cadeia de S.
Antonio, sbralo n. 9, com a entrada pelo becco.
= Aluga-se una crsa terrea, na rui da Soledide ,
por commodo preco com doas salas 6 quartoo, cor-
redor ao lado cozirba foro quintal murado com ca-
cimba de boa ugoa de beber, e um grande quintal cer-
cado : a tratar na ra da Aurora, n. 58.
__ Sr. E. S C. queira, no prazo de radias, pa-
gar a quanlia de i .700 rs. na praca da Indepen-
dencia loja ns. 17. el 5, do contrario lera publicado
o seu nomo por extenso.
A pessoa, que ennuneiou querer arrendar um
sitio, dinju-se a Ponte-Velha u. 25.
= Aluga-se o segundo andar do sobrado n. 6a, na
ra Nova caiodo e pintado de novo : a tratar com
Antonio Ferreira Lima, ou ni venda por baixo do
mesmo sobrado.
__ O alwixo assignado transleno sua
residencia para a ra Jos de Oliveira Campos.
Oflerece-se urna pessoa para entinar meninai a lr,
escrever e contar, fra desta praca. ou para qualqufr
oceupacao de engenho : a pessoa, que precisar, diri-
ja-so a ra de Santa Rita-Nova n. 7, que achara com
quem tratar.
=Precisa-se de urna mulher de idade. capaz para
ama de urna casa de pouck familia ; na ra larga do
Rosario n. 32.
No sitio do Hospicio do Exm. concelheiro bario
de Itamarac da-se gratuitamente leite de burra ai
oessoas enfermas. quo delle precisarem e com ei-
pecialidadca pobreza ; e isto so far diariamente, das
as 8 horas da manba e das 4 as 6 da Urde.
B3 Arrenda-se um sitio quetenha casa soffrivel ,
que nao seja muito distante da praca. e que tenha pro-
porcoespara tordo 14 a 16 vaccas do leite, prefenndo-
se aquello quofor situado a margem dorio: quemo
livor, annuncie ou dirija-se a ra da Cadeia de S.
Antonio, sobrado n. 2.
__ Aluga-se a casa terrea da ra Velha, n. 84,
com4quartos, sala adianle o atraz cozinba lora e
quintal murado ; a fallar com Bernard.no Francisco
de Aievedo Campos no pateo do Carmo.
= Precisa-se de um caixeiro que tenha pratica de
venda ; na ra da S Cruz n. 58
= Aluga-se o segundo andar e solio do sobrado n.
II da ra do Rangel, pintado do novo: a tratar na ra
Nova, loja de ferragens n. 3/.
= Arrenda-se o sitio denominadoTorre-,na
estrada de Belem com casa de sobrado boa agoa de
beber, e lavar muitos e diversos arvoredos de fru-
to lenha para o gasto da casa grande proporcio pa-
ra pastagem e para plantacoes por ter muito grande
haixa e dous mil palmos de extensio na frente, e mais
de 3 mil de lundo ; na ra da Gloria, sobrado n. 59.
l'l PESSOAS RELIGIOSAS, K PRINCIPALSIENTB AOS
SENIIORES PABUCIIOS.
Acahio do chegar de Franca Meditacei Religio-
sas em arma de discursos, para todas ai pocat e situa-
fes: mu ntida edicto em 6 volumes de 8.a grande
franeez, contendo 413 discursos e maii de "4C0 pagi-
nas, cncadernacioallemia. Vcndetn-se na ra do Cres-
po, n.8, loja de Campos & Maia.
__Precisase de trezentos a quatrocentoi mil ris a
premio com hvpolbeca em urna caa no Mundo-No-
vo : dirija-s a ra da Praia, venda no becco do Ca-
rioca.
Roga-se aos Srs. credores venda de Jos Fran-
cisco da Costa na ra Nova, esquina de Santo Amaro,
quo ainda nao dtao suas contas do debito do mencio-
nado Costa, hajio de.aidar ncstei 8 din na ra di Cruz
n. 46, a fim de serem conferidis, para te fazer o com-
petente rateio.
DENTISTA.
= J. W. Vervalen cirurgio dentista relira-ie
para a Babia no vapor, que est prximo a ebegar do
Norte ; e avisa a todas as pessoas, que precisarem de
seus servico, que se acha, at a ebegada do dito vapor,
na ra da Cruz n. 3.
= Avisa-se a Senhora I). Thereza de Jess Anlu-
nes Torres de ir remir seu penhor, que tem na Boa-
Vista por 608 rs o principal e isto impreterivel-
mente al o fim deste corrente mez ; assim nio o fa-
zendo ser vendido para pagamento total; pois j
por bastantes vezes se tem ido em casi da mfsma Se-
nhora e sio ludo evasivas deque se tem servido;
de urnas vezes, que nio est em casa; d'outrai, que lo-
go manda. .
= Minoel Jos Antunes retira-se para a provincia
do Par e deixa por seus bastantes procuradores nes-
ta praca, encarregados de todos os seus negocios aos
Srs. Kalkemann A lloseinund, e a seu mano Jos Joa-
quim Antunes.
ss Agostinho Fernandos Catanho de Vasconcellos
embarca para o Rio-de-Janeiro os escravoi Jos Ca-
cange; Domingos, e Numa, Congo; por conta do Sr.
Jos Carlos Soares, daquella curte.
= Um Brasileiro adoptivo de idade de 50 innos,
sem familia e bastunto apto o qual sabe ler escre-
ver e contar soffrivelmente se ollerece para caixeiro
de engenbo ou mesmo feitor ; tambero dar lices de
primeirss ledras e di fiador a sua conducta; quemo
precisar, annuncie
Aluga-se o segundo andar da casa n 2, da ra
do Queimado na esquina do becco do Peixe-Frito :
a tratar na loja sor baixo da meima caa.
= Alugio-se duas moia-agoos na ra do Dique ; a
tratar na ra da Crut, n. 51.
m Aluga-se o primeiro andar do sobrado n. 13, di
ra da Moeda por pieco commodo : a tratar no se-
gundo andar do mesmo sobrado.
= Precisa-se de um bomem que tenhi familia
para ser morador da ilha do Nogueiri : di-se caa pira
habitar e trras pira plantar : quem estiver nestas cir-
cumstanciis annui.cie.
LOTERA DO SEMINARIO.
= Devendo a lotera do seminario episcopal de Olin
da ser a primeira que corra, por se acbar urna gran-
de parte dos bilbetes ja vendida roga se ao rospei-
lavel publico que compre o resto dos bilbetes a lim
do so innuiiciar o dia mpreterivcl do andamento das
rodas que seri breve ; e alm dos lugares annuneia-
dos tambero se v:ndero na loja do Menezes na ra
do Collegio.
1 ''azem-.se trancelins de cabellos de
itialiiiier modelo, aunis, fitas, pulceiras,
fkc> &c. o mais bem eito tjue be possivel,
)or preco mdico ; na roa do Calinga, loja
le lu/.'tiJus n. G.


4
Precisa-sede 150 rs. a juros s>bre hjpotheca
em urna escrava Itvre e desembarazada ; quem quizer
il r. annuncie.
Perdeo-se. no dia 27 do correte, as. 7 bons da
noule da estrada de S. Amaro pira lielenri da tra-
vessa do sitio do major Naacimonto at a pontczinha.
un biinco de ouro sendo de cbapa com (lores e 3
diamantes sendo un na roseta ; quem o acbar e
quizer restituir, dinja-se a ra da Prai a n. 32, que
ser bem recompensado e se mostrar o- outro.
Compras.
Compra-se un temo de carretas
que sirvo para moer, com tambores ves-
tidos de madeira : qiiem liver annuncie.
Comprio-se escravos para engenbo o -quartoi
capados; no Atierro dos A logados, n. 51.
= Comprad se elementos de geometra por Lacroix;
no Atierro da Boa Vista, n. 26.
ss Compra-se um pi de tipoia que ei teja e-c
bom estado excepto a rede ; na ra Nova, lo ja de fer-
rageos n. 37.
=r Compra-se um fiteiro em bom estado cnf o r-
me o uso das lojas de charutos ; na ra estrei ta do Ro-
zario loja nova n. 5, delronte do becco da i greja.
Vendas.
= Na praca da Independencia linaria ni. 6 e 8,
vendem-se ss seguinles novellas : Novo Guliv el 4 v.
F.scolba de novellas 8 v. ; Viagens de Alti na, 4 v. ;
Adriana. 3 v.; Alberto, 3 v. ; Colleccio de historias,
"i v. ; Mulher feliz. 3 v. ; Orphia ingle/a, 2 v. ; Dous
Infelizes, 4v. ; oSolitario, 2 v. ; o Benegndo, 2 v.,
Piolbo viajante i v, ; Bobinsjn Crusu, 2 v. ; H
Desposadas, 4 v. g
Attencao !
= Venda-se a 120, 140, ICO e 180 rs. o cov.do de
chita ditas linas a 220 e 250 rs. o covado, sendo es-
curas, madapolio a 150, lGO e 180 rs. a vara dito
lino a 200, 220 e 240 rs. dita madrasta lino a 280
n. a tara, meios chales de cassa de quadros a 300 is.,
chilaa 140 rs. o covado, lindissimos cortes de cassa-
chitai a 2(00 rs. o corte cbadrezes de linbo para ja-
que tas a 20 rs. o covado, muito boa qualidade, supe-
rior setim prcto de Macu para collete a 4o00 rs. o
covado dito entre-fino tambem de boa qualidade, a
3200 rs. o cuvado, lustao branco de excellente qualida-
de a 10O0 rs. o covado algodio liso de boa quali-
dade a ICO ri. a vara dito americano largo, muito
cncorpado a220rs. a vara, dito trancado azul mes-
dado a 240 rs. o covado, muito encorpado zuarte
azul de vara de largura a 260 rs o covado muito boa
fazenda para pretoi, casimiras de quadros de bom
gosto para caigas a 1200 ris o covado lencos de
ctssa pintados a 160 rs. pecas de bretanba de rolo a
1800 rs., a pera ditas de bretaoha depuro linho, de
6 varai a 2800 e 3200 rs. brim trancado branco de
puro linbo muito encorpado a H00 rs. a vara es-
guiao de superior qualidade do verdadeiro e puro li-
nbo muito fino a 1500 rs. a vara, pecas de chitas a
4400 5200, 5500 e 6000 rs. a peca escuras, ditas
de madapolao a 2800, 5200 e 3400 ri. dito fino
1000, e 4200 rs. a peca, madrasle fino a 5200_e 5400
rs. a pe(a cana de quadros para babados a 5000 rs.
a peca riscadinbos trancados a 200 rs. o covado ,
muito boa fazenda para meninos cambraia lisa de
vara de largura a 000 e 800 rs. a vara castores ou
riscados a 240 rs. o covado, superiores cortes de chal
de listras de seda a 10 j rs., ditos de seda com flores
50,000 rs., o corte, mui rica fazenda superiores
cortes do cassa-chitas, modernos padroes, a 42U0 rs. o
corle, cambraia de listras brancas adamascadas a 5/rs
a peca, sarja bespanhola lina muito encorpada a 2300
e 2500 rs o covado dita fraoceza larga a 16O0 rs.
o covado escocez de algodao para vestidos a 500 rs. o
covado brim trancado de quadros para calcas a 500
rs. o covado de bonitos padroes chitas finas de
gosto muito moderno a 320 rs. o covado chapeos de
'sol, de seda para homem a 5#rs. ; alm destasa-
zendas outras muilas por barato preco : na ra do
"Collegio loja n. 1, de Antonio de Azevedo Villarou-
co & Irmio.
_, =s Vendem-se chitas para coberta ,
e de bom panno a 80 rs. o covado ,
riores chitas de liodissimos padroes, c
mente, e de ga>to o niais moderno
de tintas lisas,
cortes de supe-
ultima-
4500 rs.: na
ra do Collegio n. 1, de Antooio da Azevedo Villa-
rouco & IrmSo.
= Vende-se urna marquezs de condur um jo-
go de bancas de angico urna cadeira de bataneo; na
ra Direita, n. 72, se dir.
= Vendem-se 10 escravos ; urna preta de boa figu-
ra boa ongommadeira cose e cozinba; urna dita
boi vendedeira de fazendas; duas ditas boas qutao-
deiras ; urna mulatinha de 18 annos, engomma, cose,
coiinba. e be muito linda mucama ; um escravo de 20
annos, bom carreiro e trabalbador em todo o seivico de
engenbo ; um mulatinha de 18 annos muito boa li
gura para pagem ese aflama a conducta; (escra-
vos pecas, do 18 a 25 annos bons para lodo o trabalbo;
um preto de meia idade por 200 rs., ptimo para o
servico de urna casa ou botar sentido e trabalbar em
um sitio : na ra do Crespo, n. 10, primeiro andar.
= Vende-se sal de Lisboa em porcOes e alquei-
res, a preco de 1600 rs. o alqueire da medida velba ,
e urna porcao grande de garralss vasias : na ra da
Praia venda no becco do Carioca.
= Vende-se um guarda-louca d'amarello, moderno,
em muito bom uso ; urna mesa redonda de meio de
sala quasi nova, de angico; ludo por preco muito
commodo: na ra larga do Rozario, n. 48, ptimeiro
anlar.
=s Vende-se a segunda loja de lasendas da ra do
Queimado, o. 18 : a tratar na mesma ou oa ra lar-
ga do Rozario. venda da esquina n. 59
=\ ende-se unta rede branca de varandas propria
para tipoia ; na ra do Passeio loja n. 11.
-= Vendem-se bichas pretal e grandes, cbegsdat
prximamente a 500 a 720 rs., ealugadas a 360 rs. ;
na ra estrei ta do Roxario defronte do becco do mes-
mo nomo loja envidracada.
= Vende-ie a mais nova e boa farinba de mandirca,
cbt'gada nltiuiamente de Lcubagi.no Late o. Benedicto
Grande fundeada confronte a rampa do Sr. Jos Ra-
mos de Oliveira a 4400 rs. o alqueire da medida ve-
iba a sendo porcao de 50 alqueire* para cima a
V200 r- ; a tratar na ra da Cadeia de S. Antonio,
depozto de larinha n. 19.
= Vende se um moleque de idade de 10 annos;
um guarda-louca e um guarda-roupa : no princi-
pio do Atterro-dos-Afogados, n. 31.
= Vendo se urna casaca de bom panno preto, nova
o lem feita que serve bem a qualquer homem gordo;
na ra da Praia defronte do Sor. Constantino Jos
Raposo, loja de allaiate, de Pedro Jos Fernandes.
Vende-se um casal de escravos, com urna cria
femea de 8 annos, o negro ganha na ra, a negra co-
zinhao diario de urna casa, engomma liso, cose bem,
borda e faz lavarinto, e a cria tem principios de costu-
ra : narua daSenzalla-Velha n.142, segundoandar
= Vende-se muito superior e nova potassa da Rus-
sia ; na ra do Trapiche armazem de assucar, n. 17.
=Vendem-se capachos redondos e compridoi, es-
tojos de navalhas a contento grvalas muito supe-
rioresde homem. garralas de tinta superior para es-
crever, botins para homem e senhora sapatos de
duraqueede lustro de Lisboa, e Irancezes de to-
das ss qualidades riquissimas mantas para senhora
de tile, seda e veludo caixas de tartar uga redondas e
compridas pelo diminuto preco de 2s' rs. riquissi-
mas llores e chapeos para senhora ; na ra larga do
Rozario n. 24.
= Vende-se um preto de boa figuxa ; na ra do
Torres, n. 18.
= Na ra do Hospicio, n. 14, bairro da Boa-Vis
ta vendem-se por preco razoavel, 3 prctas mocas; das
quaes um sabe coser, ensahoar engommar, lazer do-
ce, ecozinhar o ordinario de urna casa ; a outra cose
chao cozinba do mesmo modo e ensaboa ; e a tei-
ceira he quitandeira, lavadeira e muito propria para
o servico de enxada.
= Vende-se um completo sortimento de ferragens,
quenquilherias obras de cobre e lati; tudo se ven-
der pelo menor preco do mercado: no Atierro da Boa-
Vista n 78.
= Vende-se meio alqueire de gomma de engom-
mar ; no Coelho, ra dos Prazeres, n. 6.
Vendem-se duas escravas de naci de idade de
24 annos de bonitas figuras engommio cozinbio
e lavo de sabio ; duas ditas para todo o servico, mui-
to mocas e de boas figuras; urna cabrinba do 13 an-
uos cose chao, o faz renda ; urna negrinha crioula ,
de 7 annos propria para ser educada ; um lindo mu-
latinho de 18 annos com principios de pedreiro e
ptimo para pagem ; dous molecotes de 18 a 20 annos,
para o servico de campo ; um uscravo peca, de afio ,
proprio para carregar palanquim : na ra das Cruzes,
n. 22, segundo andar.
= Vende-se um faqueiro completo, do prata ; 4 pa-
res do castcaes, com suas anglicas e tspivitador; urna
salva ; tudo de praia e quasi novo por preco commo-
do : no armazem de molhados por baixo do sobrado do
Reverendo vigario do Ilecifo, ra do Encantamento,
n. 11. ,
Na venda nova da esquina defron-
te do Rozario por baixo do sobrado de
3 andares n. 3g vende-se muito supe-
rior e approvado cha de Lisboa, a 2880, 2240 e 2j rs.,
manteiga ingleza, nova, muito superior a 960 e 880 rs,
dita franceza a 720 rs., dita a 560 rs. dita de porco
muito alva a 400 rs., queijos do reino muito novos e
frescaesa 1440 rs. presuntos novos de Lisboa, a 440
rs., a libra e em quartosa 400 rs. ditos inglezes
para fiambro, em quarlos a 320 rs. a libra, e a retalbo
a 500rs. linguic,as novas a 440 rs. letria nova a
560 rs. macarrio a 300 rs. candes com doce de
goiaba muito fino e alvo a 1000 rs. o caixao dito
mais a baixo a 800 rs. frascos grandes ctiii conser-
vas de Lisboa a 2400 rs. ditos com sardinbas a 720
rs. amendoas confeitadas de Lisboa a C00 rs. a libra ,
ditas com casca a 320 rs. vinho do Porto, feitona, en-
garrafado muito vellio e bom para doenles a 560 rs. a
garrafa dito a 640 rs., dilo cm pipa a 480 rs. a gar-
ra la eem caada a 3200 is. dita da Figueiraa240
rs. a garrafa, e cm caada a 1760 rs. dito de Lis-
boa a 220 rs., a garrafa e a caada a 1600 rs. vina-
gre muito forte PRR a 140 rs. a garris e a caada
a 1000 rs o todos os mais gneros bons e baratos
= Vendem so duas prelas com habilidades; e dous
pretos, mocos e sadios; na ra do Padre Floranno,
n. 7.
= Vende-se rap do Bandeira e de outras quali-
dades a gosto dos tomadores, e tambem muito bons
charutos, a que os fumantes entendedores dsrao o de-
udo apreco pela excellente qualidade e vende se em
porgos e a ralalho ; cha bysson superior, e phospbo-
ros; na ra estreita do Rozario loja nova n. 5 de-
fronte do becco junto a igreja onde tom o fabrico dos
ditos charutos e do rap : na mesma loja comprio-
se frascos e garrafas vasias que seiviio de rap e con-
servas; e tambem potlohos vasios para tinta de escre-
rer.
= Vende-se urna loja de calcado no largo do Li
vramenlo n. 33 : a tratar na mesma loja a qualquer
hora.
= Vendem-se saccas de feijio mulatinho; no ar-
mazem do Guimaries confronte as escadinhas da al-
fandega.
= Vende-se colla fina para marcineiros e pintores,
por prer;o mais commodo, do que da que vem da Babia,
por atacado, ou a retalbo; na ra da Cruz, casa de pin-
tor n. 49.
Cera avrada.
Vende-se em caixas de 180 libras cada urna, sor-
lidas desde duas at 16 em libra ; na ra da Senzalla-
Velha armazem n. 110.
= Vende-se o engenho Marotos, na freguezia de
Tracunhiem que divide por um dos lados com o rio
Tracunhiem com mil bracas de frente, e meia legua
de fundo, com casa de engenbo a igreja depedrae
cal e todas as mais obras de esteios sendo casa de
vivenda de purgar e senralla, tudo novo c bem
construido : a tratar no engenbo Taquara com Fran-
cisco Gomei de Araujo, e no Recite com Francisco
Mamede de Almeida.
= Vende-se um relogio, novo, de ouro com cor-
rente e chave ; na ra do Livramento loja de cou-
ros n. 13.
= Vende-se um sitio na estrada de S, Amaro para
Baleo, com boa casa para grande familia, muitoi ar-
voredos de froto trra para plantar e pasto para ter
4 vaocas de leita : a tratar na mesma estrada passan-
do a ponte o primoiro sitio do lado direilo ou na
ra do Rangel n. 17
= Vcnde-ie um moleque de naci de bonita figu-
ra de idade de 16 annos sem vicios nem achaques:
na ra da Praia n. 49 segundoandar.
= Venda-se meia arroba de pennas de ema ; na
ra da Conceicio da Boa-vista n. 20.
= Vende-6eum terreno em Fra-de-Portas, junto
a propriedade do Sr. Antonio Alves Barbosa ja Her-
rado e prompto para edificar ; urna casa de sobrado da
dous andares na ra do Rangel, n. 5 ; urna casa ter-
rea na ra do Padre Florianno, n. 12; um sitio na
estrada dos AfO icios, com boa casa de vivenda a ar-
vores de fruto tudo se vender por baixo prego por
ser para liquidacio de contas: quem pretender ao-
nuncie.
=Vende-se farelo em barricas, chegsdoltimamen-
te de Lisboa ; na ruada Praia, n. 22.
Vendem-se saccas de milbo ditas de arroz pila-
do ditas de farinba ditas de arroz de caica barris
de mel, tudo muito bom ; na ra da Cadeia do Reci-
te, o. 8.
Vende-se a loja da ra Nova n. 18, com os
fundos, que agradaren) ap comprador; e, nio querendo
fundos nenbuns se vender so a armaefio desta ou
a de numero n. 32, na mesma ra onde podero
tratar do ajuste de qualquer dellas.
= Vendem-se os diccionarios grandes em ingles
porVieira, e algumas outras obras, por preco com-
modo ; no Atierro da Boa-Vista loja de miudeas
n. 53.
= Vende-se potassa russiana superior o nova ,
ltimamente chegada ecalvirgemem pedra vinda
agora de Lisboa ; na ra de Apollo n. 18.
= Vende-se potassa americana muito nova em
barris pequeos ; na ra da Cadeia do Ilecifo arma-
zem deassuca n. 12.
= Vende-se superior farinba de S. Catbarina ,
a granel, ensaccada, a bordo do patacho Eipadarit,
na ra de Apollo n. 18.
= Vendem-se lencos de algodio seda de bonitos
padroes a 640 rs. casimiras, de algodio muito encor-
nadas e de quadros pelo barato preco de 480 rs. o cova-
do riquissimos cortes de colleles de quadros a 2560
n. o covado ; na ra do Crespo n. 14, loja de Jos
Francisco Das.
= Vende-se urna casa terrea na ra da Gloria, n.
90 em chaos proprioi: a tratar na ra do Crespo,
n. 10.
= Vende-se um bom quarto de sella capado ;
na ra da Conceicio da Boa-Vista, n. 00.
= Vende-se um moleque de naci de idade de
14 annos, muito diligente; um escravo de idade de
20 annos, bom trabalhaaor de enxada; dous pardos
mocos, com as meimas habilidades ; 5 escravas de
naci cozinhio bem a lavao ; todos de boa conduc-
ta : na ra Direita n. 3.
= Vende-se arroz branco em alqueire por pre-
co commodo ; oa ra do Rangel, n. 37.
\ ende-se um carro de 4 rodas, muito commo-
do com os sus pertences, arreios, e a parelhe de
cavallos; vende-se junto, ou separado : quem preten-
der annuncie.
= Vende-se cera amarella em arrobas ou am li-
bras como convier ao comprador; na ra larga do
Rozario venda n. 29.
Charuto regala.
Na ra da Cadeia do Ilecifo n. 46, ba sempre um
grande sortimento destes afamados charutos; assim co-
mo grande sortimento dos melhores vinbos do Porto ,
muito velbos, Madeira, Xerry, e ago'ardente de Fran-
ca que tecm vindoa este mercado; a pregos moa-
veis.
Vende-se um braco de batanea grande, com con-
chas, corn-ntes e pesos de Ierro, sendo 12 arrobas, afu
ridoseml844; a tratar na ra do Vigario, n. 10,
segundo anlar.
= Vendem-se e alugio-se bichas da ultimai che-
gadasdeHamburgo.de muito boa qualidade ; tam-
bem vende-se doce de goiaba de muito boa qualida-
de : na ra largado Rozario n. 52, venda confronte
a igreja que faz esquina para a ra eslreita do Roza-
rio.
= Vende se urna escrava de navio de muito boa
figura com algumas habilidades a be ptima qui-
tandeire sem vicios nem achaques; 3 barris de guar-
dar azeile de carrapato por preco muito barato: na
ra di Agoas-Verdes, n. 21.
No armazem de Francisco Dies Ferreira, defron
te das escadinhas da alfandega vende-se a arroba de
tapioca a 1500 rs., bem como charutos da Bahia do
todas as qualidades, e lumo em folha de superior qua-
lidade.
= Vendem se dous pretos mogos, muito reforca-
doi, de bonitai figuras, e proprios para qualquer ser-
vico ; duas pretas de todo o servico ; urna dita engom-
madeira cozinba, laz rendas e bicos de todas as lar-
guras ; urna negrinha de 8 annos muito bonita; urna
bonita escrava de 20 annos para lora da provincia ,
ou mesmo para o matto ; urna dita engommadeira e
co/inbeira ; urna dita de todo o servico por 150/ n. :
narua largado Rozario, n. 46, segundoandar.
= Vende-se lumo em fulba de primeira qualida-
de dito de segunda qualidade e milo muito em
conta bem como charutos regaba muito boa fazen-
da a 3100 rs. a caixinha ; na ra do Codorniz no
Forte-do-Maltoi, n. 9.
= Vendem-se queijos londrinoi, presuntos ingle-
ses proprios para fiambre, conservss do todas as qua-
lidades frutas em conservas para pastis latas de
hervilhas, sardinhas, nimio soupa &c cham-
pagne de superior qualidade vinho do Porto, Ma-
deira-secca Xerres Constancia a outroi de difieren-
tes qualidadea passas miudas para podios, ago'ar-
dente de Franga rumde Jameiga genebra de Hol-
lando licores de varias qualidades tintas de todas as
cures, oleo de linbaca charutos de regala a Man
Iba, iDollios para carne a peixe de difiranle quali-
dades cabos de linho lonas brim moitoes, ps,
&c. cerveja branca e preta cb bysson a preto mui-
to superior caixaa comaeidlilz vidroa com mustar-
da a outroi muilos objectos, tudo de muito boa
qualidade ; na ra do Trapicho armasen n 44.
= Vende-so urna porcio de saceos vasios, novos,
que servem para farinha ou para assucar ; em casa de
II. Mebrtana, na ra da Cruz, n. 46.
= Vende se um escravo peca de boa figura M.
dio sem vicioa be muito gil no servico a cozinba
o ordinario de urna casa; na ra da Cruz, n. S.seguo.
do andar.
= Vende-se um terreno com 60 palmos de frente
i atterrado na ra Augusta ; a tratarau 'ua da Ale-
gra n. 34.
Venda-se urna venda em muito boa ra a qUa
vende muito para trra tem bons commoda para f(.
milia e cacimba: a tratar us Cinco-Pintas, o. 4
Na ra de Apollo armazem de assucar n. 4 A
vendase um preto para todo o servico a entende bem
de armaiem da assucar ; ao comprador se dir o mo.
tivo da venda.
Vende-se urna banca com nove palmos forrsdi
de psnno com 6 gavetas, aendo urna de lechadun-
na ra de Agoas-Verdes, n. 86, primeiro andar.
Vende-se um completo fardameoto em bom uso
.para o esquadrio de cavallaria de guarda nacional, po)
preco commodo ; na ra da matriz da Boa-Vuta D>
35, primeiro andar
Vendem-se oculos de armagio de dous e 4 vi.
dros brancoa e da corea para todaa as idades che-
gados prximamente por preco commodo; na ra lir.
ga do Rozario loja de miudezaa n. 35.
Vende-se urna marqueza de condur, nova, e
camas de vento tudo por pre;o commodo ; na rui
do AragSo n. 33.
Vende-se cesada nova pelo preco de 5500 a
a arroba e a libra a 200 rs. ; na ra do I.vramenlo,
na segunda venda n. 3.
= Em casa da Adamson Howie & Compnbia ni
ra da Alfandi ga-Velha n. 42, vende-se cerveja pre-
ta engarrafada da melbor qualidade que se pode
encontrar nesta pra;a, do celebre autor Guinnrsi de
Dublin em barricas de 4 duzas, por prego commo-
do ; [assim como champagne, tambem da rnelboi
qualidade e por preco commodo.
= Vende-se urna escrava de Angola propria pin
o servico de casa, com urna cria de 10 mezea; no At-
ierro da Boa-Vista n. 60.
= Vende-se um escravo de nac,5o Cacange, da id
de de 35 annos, sem vicios nem achaques ; ao con.
prador se dir o motivo da venda : no Forte-do-Mil-
tos, roa do Costa, casa n. 12.
Vende-se vinagre superior a 5oo
ris a caada ; na ra do Aterro dos
A Togados n. 7.
Christophrs &: Donaldson, narua
do Trapiche da alfandega velha, casa n.
4o, tem para vender cerveja em barricas,
vinda de Londres, virihos do Porto, Te-
nerife, e outros autores, ago'ardente de
Franca, tanto em cascos como em garra-
fas, tudo das melhores qualidades que
vem esta provincia, e tudo proprio
para as pessoas de bom gosto.
Vende-se farelo, pelo mdico pre-
co de 4sooo e 2s'56o rs. ; na ra di
Senzalla-Velha n. i38.
Escravos Fgidos
Ha 15 das pouco mais ou menos, fugio doi
genho Trapiche no Cabo urna escrava crioula di
nome Joaquina que representa ter -30 annos all,
magra um pouco fula bocea e olbos grandes, mui-
to regrista e foi bocetera quando era escrava de Pris
co da Fonseca Coutinho que a vendro ao Bario di
Boa-Vista: quem a pegar, leve ao relerdo engenbo
ou a ra do Queimado sobrado 3 andares n. qui
ser generosamente recompensado.
= Anda est fgido um preto, de Angola de no-
me Joio, baixo reforcado do torno cor bastanli
fula cara redonda ; levou calcas u-adas de brii
branco trancado, e camisa de algodiozinbo liso ; quan
do fugio, tinha urna correte no pe direito que den
ter a marca e consta que j a tirn : quem o pegar,
leve a ra da Alegra n, 34, que lera recompensado
por iou senhor, Marcellino Jos Lopes.
Tendo, no principio do corrente mez, desappare-
cdoda casa da ebaixo assgnada um seu escravo, pre-
to de nome Manoel; o qual he muito puchla ga-
gueija alguma cousa. e falta-lbe alguna dentes na fren-
te ; consta que o referido escravo existe em um sitio,
para as bandas do MuQguinho ; por isso roga a tst
pessoa em cujo litio est tra b j I liando o mencionado
preto, ou a qualquer capilio de campo, baja de <
levar a ra da Gloria n. 14. Umbellina una Vi-
rdes liultra.
= Fugio, no da 2 do corronte ama preta de no-
me Roa, com 01 lignaes seguinles : moya cor preta,
altura regular cara comprida grossa do corpo as-
dar curio e vagaroso e no andar entorta as ponas dos
ps para dentro; levou vestido de riscado escuro, e pan-
no da Costa ; julga-se andar pela Boa-vista onde csr-
regava agoo, deganbo: quem a pegar, leve a estrada
de Joio de Barros, silio do cirurgiio M. B. Monteiro.
= Fugio, no dia 12 do correle, do engenbo Cocal,
da freguezia de Una um escravo de nome Ihomai.
o qual be carpina e tem os signaes seguinles: corpa
regular cor fula denles quebrados na frente mal-
cas de chicote as costas em um dos ps tem a uobi
do dedo grande arrancada ; desconfa se que anda po-
ta praca por ter a mii notando na ra Nova : uue"
o pegar, le*e ao dito engenho ao seu piopretario Pi"
lo de Amorim Salgado, ou a Manoel Gon^alvesda Sn*i
na ra da Cadeia do Recite.
= 50000 ra a quem cntiegar um bolieiro, caon,
escravo do capilio Jacinto Marca I I rele, do Rio-di-
Janeiro de casa de quem lugio em 1839 e cal*
existir nesla praca a titulo de forro ; foi visto no cau-
ro da Boa-Vala pelos criados ou escravos do Es-
Sr. Maciel Monteiro : lem a cara redonda os denla
da frente alguma cousa limados, falla descaecida.'
bjunta espuma nos cantos da bocea quando falla ; P"
chatos; lem umsignsl no rosto de uos coucea de cr
vallo que mal so conbece : levem a ra Imperial,
67, primeiro andar.
PERN. ; NATYP. DE M. F DE FABIA-
84S.


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