Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00845


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Full Text
tuno de IJM5.
Terca fcira 2>
n fl IRIO publica-se todos os das que
..oform de guarda: o preco da asslprna-
...n be de i rs. po quartcl pagot adianlailos.
o/annuncin* Jo assicnantei sao inseridos
, rio de "I res por linha, 10 rs. em typo
mfirente, o as. repeltccs pela metade.
(H que nao fbrem BSsignaMS par
linha, c I(i em .ypo dillercnte.
b 80 rs.
MIASES DA I.UA NOMEZ DE JUI.HO.
r ,, nova a 1 as 2 h. e 10 min. da tarde.
* o 3 .niato, da tarde.
. rheia a l'J as .ihor. e 43 mu. da man.
^aiueaaialhor.dammhaa.
PARTIDAS DOS CORIU.IOS.
Goianna I'araliyba, c Rio Grande do Norte
Segundas e Sextas feiras.
Cabo, Serinhaem, Rio I'ormoso, Porto Cal-
vo, e Macey, no 1 ", 11 a 21 de cada tura.
Garauliuns e Bonito a 10 e 24.
rloa-Yisla e Flores a 13 e 28.
Victoria Quintas feiras.
Olinda todos os dias.
PREAMAR DE HOJK.
Primeira aos 30 inin. da tarde.
Segunda aos 5lminutos da manhaa.
de tlullio.
Atino XX N. I i.
DAS DA SEMANA.
28 Semilla S. Innocencia, and. do J. de
P, da 2. v., e do i. M. da 2. v.
[V/ SO Terca S. Marlha, and. do J. de D,
da 1. v. e do 1. los Feiliu.
30 Qnarta s. Rufino, aud. do J. de n.
da 3. vara.
31 Quinta S. Ignacio, aud. do Jim de D.
da 2. vara, e do J. M. da 1. e. 2. v.
1 Sexta S. Pedro, aud. do J de D. da
1. v. do civel, e dos J. dos Pellos.
2 Sabbado S. stcvao, aud. do J. de D.
da 2. vara.
3 Domingo S. Ilcrmillo.
ttnmmtatsmnixitayitnui V-"*"
CAMBIOS NO DA 28 DE JUI.HO.
Cambio sobre Londres ted. p. I**a60 d.
i, Parix .'57' res por franco.
o Lisboa 120a I2.'i por e.pr.p.m.
Hese dr let. de boas firmal 1 V, 1 '/) P'JtK.
Onn> Oncas hespanholas .'HJ.iOO a rtl^SUU
Mol-da de Whwivd. x^wu .. ih/iimi
de 6/100 nov. 17#80t> a 18/00
de tywo 9/400 a 9^)0(1
Pr,it Patacdei .... I/ a tflMi
Pesos Columnarcs. 1/B80 a 2uiiit
Ditos Mexicanos 1/SI40 a l/W
Moedas de 2 p.itae. 1/780 a l#80O
Aceta da C." do Beberibe de 5000 ao par
DIARIO DE PERMAMBUCO.
PARTE OFFCIAL.
Govcruo da provincia.
KXPEDIBNTE Dll DA 23 DO CORRENTE.
Q||jcoA" coinmandanle superior interino da guar-
da nacional deGoiann, para que declare, quaes os mo-
tivo, por que nao tem dado piuse an conjroaudtnto no-
mr.nl" para o respectivo segundo balalhao; e determi-
nando, expeca suas ordens, para que qnanto antes elln
ie verifique.
DitosAo poneuradnr da enra, e ao juiz dos feitos
da faienda, exigindn infurmacao cerca de um offloil
d,i procurador fiscal interino da thesouraria da faienda
Dito Ao delegado tupplente do Limoeiro, eientifi-
f,inl,i o de haverem sido entregues seus pni, por nao
citaren) no caso do artigo 10 das intlruccoet de 3U de
uiiciro ultimo, ot recrutat Luii Augusto dos Santos e
julo Jos da Silva; e rccomraendaiido-llie a exacta ob-
servancia das citadas inttruccoes.
DitoAo o.'nsnl hoHande, acensando remesan d'uma
oupia do oflicio, em que o presidente do Cear da liarle
do naufragio da barca liollandcia Jodo Henrique,
]);iAo chefe de polica merino, enviando, paia
lerera distribuidos pelos delegados das diversas comar-
cas da provincia, algn exeroplares dasinttruccoe* du
30 de Janeiro do 18V1, sobre o recrutaniento voluntario
para ns corpos d'annada o arsenaes de marmita; e re-
coniinendaudo Ihc, chame a altencao daquellas autori
dades ubre o que vem all disposlo a respeito dos me-
nures. ...
DitoAo inspector do arsenal de inariulia, determi-
nando, faca desembarcar do Transporto Anciana/ n.u 1
oguarda-marinha Manoel Joaqnim do Castro e Costa,
que, em cumprimenlo d'ordeiu superior, vai servir na
divis.n naval do Norte.
DituAo inspector da thesouraria da fazenda, com-
muoicandu que vai enderecar secretaria de otado res-
pscliva os seus odieios du nmeros 0!) a 72.
DitoA" cncarregado da agencia dos vapore, denla-
rsndo, que, Rudo o prazo do estylo, pode faicr seguir
para o'Sul o vapor Sebaitio Expcdirao-se preci
sas ordeus, para que no inesmo vapor fossem transpor-
tados para as Alagos ossoldadus desertores Francisco
Thomai e Ausclmo Gomes da Costa; e communicou'te
ao Ciiniiiiandaiile dos armas.
DitoAo presidente da reincao, podindo o sen pro-
cer sobre um requerimento de Julo Colho da Silva.
PortaraAu director do arsenal de guerra, ordenan-
do, faca rrnietter pelo vapor S. Scbastido > saceos de
baeiilha uas cspolelas, que se mandarn promptifioar pa-
ra as Alagaos; c ctigindu a oonta da respectiva despe-
n. Prevenoste n presidente das Ataga* da remessa
desses arligos bellicos.
EXTERIOR.
ItEPUBLlCADO PARAGUAY.
Assumpeao, 3 de mnio de 184o.
{Continuacdo da primeira parle ').
0 que expuxemos lio noaso primeiro nunicrn era mais
que bastante pora demonstrar que o Paraguay, desde o
priuieiros fundamentos das nacionalidades americanas,
K-eiMi.tiluioinnrpenileiiir, lano da Ilrspanha como de
lliii'nos-Ayrcs O tratado de 12 de outubro de 1811 por
li sao pr.iva rxiiberanienieiile, e milito mais quaiidn se
reflexiona sobre a nulurcia e declarando uxprcssissinu
il.i r iircspondeiKia <>|)cial, que extraclamos e que ser-
vio de baso cuuvcncao.
Ccriamente os ofJIoios publii ndns do 20 de jullio e du
2S de agosto de 1811 nada dcixo a desojar, Pelu pri-
mi'iru, a nossa illuslre patria declaroupositiva e leruiinau-
0 Vide/Jiorion.0 152.
Baga jjaaactaaa;
CAHUL11NA NA SICILIA. (*)
TERCEIKA PARTE.
XXXIV.
O ETNA.
Onabo Tviiilarn.ondc o briguedevia esperar n rainba,
"la situado sobro a costa septentrional da Sicilia. Era
ecessario, para l cliegur em linha recta, atravesaar o
Etna, e drpni um terreno agreste corlado de profundos
rallados, erricado de speras muntanhns e quasi inteira-
nienie despovoado : esta ultima circiimstancia era deci-
' para Carolina, que na actual siluacu, leinia toda a
especie de encontr, e prefera ns mais duras fadigas ao
PWigo de ver descubrir o sen incgnito. Quanlo a vul-
,ar aCntania, uisso nao pensava ella, c ante cstininva o
"icidenic que a dispensava dcalravessar segunda ve es-
a cidade. Quem sabe se a nova experiencia teria o re-
sultado da primeira. Accrescenteinns que os reccios ex-
pnniidus pelo Aiter Ego de Castrone estavo longe de
*er ihiiiiericos. Nio so os passos da rainlia teria sido
"'"errados, mas al se esperava por ella em Calania para
late-la passnr por um interrogatorio em forma. Nao era
porque se suspeilasse sua verdadeira qualidade : toiua-
'ai'-iiB pelo que ella se hnvia dado, mas esperavao tirar
ella eselareeimentossobre o briguo suspeito, que a hn-
v'a CBnduxido, e que nao linha feite mais que apparecer
'*) Vido Diario a.' 1G1.
temonleaogoverno do Buenos-Ayros.quc eslava protupr
ta a ontender se com ello em prol da causa coninium da
liberdade americana, mas dcbaixo da clausula do WOft-
nhecimento da sua indopendencia e soberania; pelo se-
gundo, prostou-se Buenos-Ayres a essa irrevogavel con-
dieSo, com a nica exigencia do estipular entre si urna
allianfa; e com esse duplicado fim acreditnu orna legacao
para tratar com o Paraguay.
Como os ministros argentinos quicssem apresentar-se
antes de se ter recebido a respnsta definitiva do Bnenos-
Ayres, que garontisse o condicSo ine qua non do reco-
nliecimentoda independencia, suspendeo se o sua ad-
missio, que so foi concedida depoin do recouliccimcnlo
desse iniportanto preliminar. Os ollicio, que (leamos
extractados, do 9 o 12 de setenibro assim o comprovao.
Temos ainda outros documentos do siiinma importan-
cia, o que por si sos. pretelndindo do tratado do 12 de
uutubro, produiiriao a dcmonstraelo mais completa da
independencia paraguaya.
No ufllcio j mencionado de 20 dejulho de 1SI1, dis-
se o nosso governo ao de lluenus-Ayrcs, que eslava
promplo a cutender-sc e a alliar se com elle, impondo
entro nutra* condicocsa quaria, islo he, que os actos du
congresso argentino nao obrigariSn ao Paraguay lento
quando esto os approvaaaee lornasse proprio. gover-
iiii argentino, no citado ollicio de 28 de agosto, concor-
dando desdo logo cin todas as demais condieoes, o seiu
impugnara quorla, pedio rnente quecsa fioasse pen-
deiile da deliberocao do congresso nacional. Julgar-sc-
ha que o Paraguay desisti deste principia tutelar da sua
independencia ? Nao, nunca.
Pouco depois, mais bem avisado o governo argentino
e considerando, que a independencia do Paraguay j nio
era um fado quo podesso admitlir discussao, puis que
ropousava sobre a vontade decidida o soberana do seu
pOTO; o que seria urna loucurn opi r-se a ella, pois que
infallivelmente so viria a verificar, sendo a nica ditto-
renca perder lluenosAyres um alliado o adquirir um
niimigo que podia ser'tanto mais lerrivcl, quanlo era
solieilado por Monteviiioo e pela corte porlugueiu para
urna liga que paria Buenos-Ayres em perigo, apressou-
se a remover esse nico estorvo quo poderia por em
duvida as suas vidas, mi embaracar n desejada allianca,
c dirigi ao governo do Paraguay o ollicio seguintu :
Este guve,rno considerou as qualro proposices de
V. S. como resultado de um discerniMenlo justo e livre
dos dircitos dos povos; e er que jamis devo duvidar
se dos principio* universaes quo tundan a quarta propu.
S5S0. Nesta intelligencia tem por iguacs e por uns os
prrTpios e scntiineiitos que o aninao, e quo animan a
V. S.; e, estando concorde nellcs, au duvida que coo-
perar com toda a promptidao e ellicacia, quo esteja ao
seu alcance, centra os riscos em que pessa adiar se a
patria compromcltid, tanto ntssa provincia, como em
ludas ns provincias unidas : do quo a V. S. su dar op
portiinaineiite parte.
Encarrega se mu especialmente a V. S., que acci:
lero a sua cniumunicafo com os commissarios repre
sentante* D. Manoel Belgrano e doutor D. Vicenli; Ata
ii.i-.ifi Eoheverri*. A isso urge impertostmente a face
poltica, que boje aprsenla a Europa, puis 11 um jnixo
recto iuspira innis temores quo esperance* a respeito
destas provincias. .'
a .N.IO permita o lempo cominunicar a V. S. um io
nifestn da corle do Brasil, que descubre plenamente tu
dasas vistas que subatuucialmeiitc se reduzem 1 resta-
blecer com maior rigor 0 syslenia colonial de toda a
America llespanliula dcbaixo do seu dominio. Buenos-
Ayres, 1. do oulubro de 1811.Feliciano Antonio Chi
clona, Manoel de Sarratca, Jodo Jos 'aso. 8rs. pre-
sdeme c vogaes da junta provincial do Paraguay.
Reapondendn a este importante ollicio diz n governo
do Paraguay em 27 de uutubro de 1811 :
He para n mui satisfactorio ver a uniformidaile
de principio* o de eutimeiilu* de V. Exu. 00111 os que
e deiappareccr. A nova nombinaco cortava por urna vet
todas as dilliculdadcs, prevenia todos os perigos.
O sol hovia marchado durante a conversnco do roinha
com Castreo, todava estova ainda bastante alto quando
se elle seporrao, para deixar a esperanca du poder
transpor a eminencia e toda a regiao deserta do volco.
guia que a havia conduzidu de Calania de vi conduii-
la ot a primeira villa de reverso da muntanlu. Nosso
leitores so ho de recordar que alcm da sua camarista, a
sua comitiva se cuinpunha dos dous homeiis do bri-
gue, quelbeserviao de escolto, e u leriao seguidu aos
confus da Ierra.
A gruta do eremita, a qnem restituiremos *eu uome
de ir.nao Urano, eslava situada iiaexlreinidade dus bos-
ques; islo lio DO ultimo limite devegetCiO, do vida ;
alm nada nuus ha, nada seuu o dese tu c a niorle. As
primeiiu millias fierao-so sem luuilas dilliculdadcs; o
terreno, ao principio assai firme, oflrecia aos cavallos
e mulos sullicicnte resistencia para assegurar-lhcs a mar-
cha ; algumas vezes smenle liavia alguiyn nevo a atra-
vessur, que van multiplicando-so o proporcio que se vai
aproximando dos altos pillearos. Em outros lugares es-
t a nev cubera pela lavo, e conservada pur ella anuos
inteiros. O lempo eslava perfoitauente sereno, o oI ra-
diante e o ar tau transparente, que so descubra a ilha
de Malta, com a vsla. A tranquillidade du nr, o esplen-
dor do co turnavOo ninda mail lgubres e mais lerriveis
pelo eonlratie a esterilidade odesolacao dessas maditas
regies.
CoslerSo primeiro o tcmivel Valle do Bo, incomruen-
snravel abismo cujas paredes silo talhadas a pique, e as
vastas profndelas el.eia de escorias negras e de be tu-
rne lquido. Um pouco mais longe se breoutro vallado,
oulro abismo, chamado Cisterna, e que he furmada de
lavas subrepusta* em carnadas regulare etpecie de es-
call graduada, onde podo a sciencia etludar a idade do
linha adoptado c proposlo esta junta em ollicio do 20 de
inllio prximo pastado. V.Exc.deo assim a prova mais e-
nergiea e npro*v* de uioderarfio e de respeito para
com os dircitos sagrados dos homens; o certaiuenie nao
ser etle rasgo o menos capaz do caractci isar o proiuii-
do doscernimentode V. Exe.
. OsSrs. repretcntantcsD. Manuel Belgrano c dou-
torD. Vicente Alanasio Echeverra j terao cominum-
cado a V. Exo. o tratado concluido, em virtude da sua
conim8s'ao,e segundo os principios justse liberaos que
nos linha annuiicado a excellenlssima junta, quando
rcconheccu a nossa independencia na sua respusla de
28 de gusto anterior. .
Assumpeao, 27 de outubro de 1811. Fulgonoio ic-
gros, doutor Jos Gospar de l'rnncia, Pedro Juan Laval-
lero, reinando Mora, vogal secretario.
A' vista de documento* detta natore, amda qoora
r Bueno-Ayre por em problema o reconhecimei.lo da
iidcpendenein paraguaya ? Nao ser um escndalo, dcs-
peito e insulto publico irrogado intelligencia e digni
dade das iiacoet (pie consideran a repblica como um
meuibro da sua grande familia ? Com mait razio lile po-
de riaO dizer n Inglaterra, o Brasil, Bolivia, Chile, Mon-
tevideo e 1 corle du iloina vos dixeis quo 11 vosso ro-
conliecimento da independencia do Paraguay nada vale;
ina* a eossu opposirdo ainda vale limito menos.
Na verdade, con'vencioiado expressa c suleinnemento
que, iiem 11 governo de Buenos Ayre*, nem 0 congresso
dos provincias federadas leriao inlerveueio alguinn,
quanto mais jurisdiccao, sobre a nossa patria, que de
pendencia 11 pode ligar a Cunfederacao ? Cuino deixar de
oonlessar a sua soberania? Ser porque existo urna al-
lianca p Nao; porque a allianca das nacfie* nio destroe,
antes confirma a sua independencia. Ser porque o Pa
raguay podia, o ainda pude adoptar alguma Ici sabia que
oeongretioargentino promulgue? Nao; porque todas
as nacoes pdeni c devciu adopUr as insliluicoe illus-
trada deuutros povos, quandoloremapplicavcise van-
tajososs suas circuuistaucias pecMares, como frutusja
madums du pensanienlu c elemento* de leiicidade pu-
blica.
Um do* primeiro* pasaos da independencia do Para-
guay foi a exigencia que o seu govcino fez em l'J de
marco de 1812, para que o de Buenos-Ayres llie man
dass lodos as causas civi* o criminaes que anteriormen-
telinlKiii sido remetlidss para lili por nppellacao, ou
por qualqner nutro titulo, allegando que, separadis
asliiritdiccdes em firlude da independencia accorda-
da us iratadus, deve reasuinii esta junta o ounlieci-
ment dus ditos negocios... E o governo de lluc-
nos Avies aecedeo sem demora, mandando fizer o de
rolocao em 20 du abril eguinie, e pedindn qub o go
tem paraguayo remettesse lambeni ao governadur de
Corrientes as causas que pertenciao aquello districto, e
que paravao nesta capital d'Assumpcao,
Ainda ncnliunia provincia da Conlcdcracio linh
conseguido determinar a natureza o cutensao dos lasos
com que se ligara a uenos-Ayroa, quanlo mais tratar
da sua independencia, e ja Paraguay exlremava e sepa-
ravacompletainenlo do governo da ConfederacaoArgen-
tina a sua ordem publica, a sua jurisdiccao e u sua 0-
conomia administrativa em todo os seus ramos.
Se tudo islo, se a confisso repetida por Buenos-Ay-
ns de que entre os dous povos nenbum outro vinculo
havia senao oda allianca ; e (mmenlo se a ausencia
do todo o qnalquer ocio de jurisdiccao sua pelo largo
espito de Irinta o cinco annos; nao baitaO para provsr a
independencia do Paraguay na opiniao da Gaxeta ou do
governo actual de Buenos-A)res, entao devenios aban-
donar essa taodesvairada opinioamoMam ratianedeili-
tutu.
Teremos ainda do ver outros documentos posteriores,
pelos quaes se musir que os aurrenles governos da
Conlederaco nao s consideraras sempre ao Paraguay
^r~%B- snoBBKrwi .-isss^am.
volco, lli'i-vas seccas, ulguiis definhados aibuslos, ulti-
mo eaforoos, esfurcos impotente* de una natureza can-
dida de destruic.au, vegetau com custo lias ultimas bor-
das do precipicio, tudo o mais he du una horrivel aridez.
Nao he ah uiiu das boceas do inferno, coiuu dizcui os
pastores, ho o inferno mesuio : a melanclica fantasa de
Aligbiere nada inventou : o volco pos ante elle a scena
que dcscrcvco, nio teve mais que copiar pora inculiro
lerror as almas timorata* c na* imagina" oes supersti-
ciosas. O Etna he o inferno do Dante voltadu as avcss.is :
primeiro o bosque, depois aa regies do enxofre, do fu-
go, e us geodos eternas. Cada circulo da Civita Dtente
lem o seu correspondente c o seu l po em um dos cir-
cuios da Montanba infernal. A unioa ditl'crenna he que
a natureza hincn no espacu, o que u poeta cnlerrou na
entranli.is da trra.
Contiiiuava a ctravana a subir; a rainba ia silenciosa,*!
e todo> O mala Imitaao u seu silencio vagueavo-lhc
os olhos ao acaso sobre os horrores sublimes que o la-
deavao, scni cummunienr uiiiguein as suas Imprctsoet,
nem mesmo sua camarista. O terreno ao principio fir-
me, havia-sc turnado frochu emuvedieo-, mnrehavn-se na
areia c cinzas ; as cavalgnduras enlcrraviu-so cada pas-
so, algumas vezet ate os juelhns. Avoncava-se vagaro-
samente c o sol descia depressa. Deste modo se andou,
nao sem grande trabalho, ainda algumas iiiilhas; em fim
allingio-se a cha superior, o Piano-del-Lago, onde
ebl edificada nTuiiu du P!iiiu>ophu. A pal.r.ra torre
aqui he um pouco exagerada, por quanlo etla ruina
famosa se reduz a um quadrado de lijlos, que apenas se
elevu i algunas polegadas du terreno. U seu desuno he
um problema, quo dezoito seuulos de controversia n.iu
(crin podido resolver. Querem uns que tenha sido ob-
servatorio, outros una vigia do Sarracenos ou dos Nor-
mandos ; protendem estes que foi um templo de Vulcanu,
aquelles uina simples casa de refugio, feita na epocha
eio que o imperador Adriano fez a asecu^o du Lina. A
como um estado separado, senao que al so aproveiUrio
desse fado para impArem, sobre seus fructos,tributos su-
periores aos das provincias unidas, tributos eicestivi-
mente pesados.
Em conclusao o Paraguay bo um estado independen-
te e soberano, e como tal solemnemente icconhecido
por Buenos-Ayus.
SEGl'NUA PARTE.
Allianra enrs o estados do Paraguay e de Bueot
Ayrei.
Tenlo j dado.em extracto, as principaes estipularles
do tratado de 12 do outubro, passamos a publical-o
integramente como promeltemos no n. 1., para que
seja conbecido e meditado otn todas as suas 'partes e dil-
posicoes. He do tbeor segumte :
CONVENfAO
enre u Exmas. juntas governativat de Buenot-Ayra
e do Paraguay.
O abaixo assignados, presidente e vogaes da janta
desta cidade da As?uinprao do Paraguay, e os represen-
tantes da Kxma. junta estabelecida em Buenos-Ayres
eassociada aosdeputados do Itio-da-Prata, tendo sido
mondados com plenos poderes para o fim de accordar as
providencias convenientes unio e (elicidadecommum
de ambas as provincias e demais confederadas, e de
consolidar o systcma de nossa regeneraQo poltica ;
tendo ao inesmo tempo presentes ascommunicaedesfei-
tat por parle desta dita junta do i'araguay, em 20 de
j u I lio p. p., citada r'.xin. junta, e as ideias benficas e
liberaes que anitno a esta junta, guiada sempre pelos
seus conslantcs principios de justic.a, de equidade e de
igualdode, manifestlos na sua resposta ollicul de 28
do agostop. p., lemosajustado e concordado, depois
de madura reflexao, nos artigos soguiutes :
H Ait. 1. Achando-su esta provincia do Paraguay
em urgente necessidade do auxilios para manter urna
frca elTcctiva c respeitavel, para sua seguranca c para
poder repellir e fazer frente s machinacoes de todos
os inimigos internos ou externos do nosso systema, con-
cordamos unnimemente que o tabaco da real fazenda
existente nesta niesma provincia se venda por conta del-
la, e o seu producto se applique aquello sagrado objec-
to ou outro de sua analoga, segundo o prudente arbi-
trio da propria junta desta cidade da Assumpeao, (can-
do,como electivamente lica.extincto o estanque desta es-
pecie e conseguintemento de livro commercio para o
luturo.
(i Art. 2. Que igualmente o peso lorie do sisa a
arbitrio que at agora so pagava na cidade de Buenos-
Ayres por cada terco de berva que sabia desta provin-
cia do Paraguay.se cobre de ora em (liante nesta mesma
cidado da Assumpeao com applicacio especial aos mes-
mosobjactosindicados;e para que esta determinarn ten lia
para o futuro o devido eil'eito, se laro epporlunamenle
us convenientes prevoncoes, na intelligencia de que,
sem prejuizo dos direilos desta provincia do Paraguay,
poder para os mesmos (ns cstabelecer a Exma. junta
algum imposto moderado ntroducco de seus fructos
em Buenos Ayros, sempre que urna necessidade urgen-
te o exij*.
Ar!. 3. Considerando que he mais regular e jus-
to que o direito de alcavelas se satisfar no lugar da ven-
da, nao se cobrar nesta provincia do Paraguay alcavala
alguma do consumo que se faca na de Buenos-Ayres dos
rlcitos ou fructos que se exportarem desta provincia
d'Assumpco To pouco para o futuro se cobrar antic-
ipadamente alcavala na dita cidade de Buenos-Ayres e
as mais de sua dependencia sobre asteadas que nesta
rovincia do Paraguay so eflectuarem de quaesquer g-
neros que para ella se conduzirem, entendendo-se que,
opinio vulgar em fim, a meiina que lliefei dar o actual
nomc, he que ella foi levantada 0111 honra d'Empedocle,
011 por elle memo quando c rolirou, como Catturo,
a essas augustas alturas, onde l'lat.Ui veio meditar por
sua vez. Accretcenta-te ote que oioto de fazer acreditar
ao mundo que os (lentes o tinhu arrebatado ao co,
Empedocies lcvuu o heroismo do orgulho a punto de te
precipitar no cio da crtera ; ina vede a fatalidada! u
volcu vomitn a sandalias do philosopho, que frustra-
do pur isso das hunr.it puslhumas queeiperava, perdeo
os beneficios do seu vnidoso suicidio, e tirn simples
mortal comu d'autct. Era ser desgranado, mas a sua lo-
; r.ic.iu nao dcionininu *eus tuceessoret: a rara dos Em-
peJocles na est extincla ; quautos philotupbot ainda
boje tejulgu deuzes, para se dispeutorem de serrn ho-
mens I Sublimes reveladores, escondei bem vosia* lau-
daba !
A torre do Philoioplio marca o ponto culniinintc do
luna, meuui tudavia n crtera que o domina, e que tem a
figura de uin cune truncado. A crtera he comu a gueln
do moiii.li 11 ; lie pur all que elle miig inio vomita tor-
eles de fumo e de cliammas, que alternadamente sbra-
(o 011 einbaciao o co. Ao chegor all Carolina voltou-
se para medir u espacu quo havia percurrido, e paro lan-
Cae pela ultima vez os ulhos subre u mappa immento
(lesdobrado seus pe*. Ainda que sempre o mesmo, o
Kinli) de vista havia mudado de aspecto com assltera-
c5e* procedentes da posiCao du sol. A* partes da ilha quo
de mubta te chavan Iluminadas eslavo agora na toin-
bra, e outros quo cutu jatio nat trevat te achavau ei-
1 l.ii-eenl.is. 'Ial he o prealigio e variedade dasgrandes
vi;.u do monunlia, que ellas se modifican o cada ns-
tame do dia, segundo 01 accidentes da atmotpbera e da
luz. Era o espectculo menos radiante, porin mais se-
reno, mais encuberto ; menos viras e menos variada,
as cures da paisagem so faudiSo liarmouiosamciilc 001
ilcsbotadas cores do neo,


sem o prejuitodoa direftos desta provincia, uniera ajus-
tar-se este ponto no congreiso.
Art. 4.a A lim de precaver quanlo aeja poaaivel
i i.i a desavenca entre os moradores de uma e oulra
provincia, por motivo das diflerencas occorridas a cerca
da jurisdieco do partido chamado de Pedro donzaies,
que esta situado deste lado do Paran, continuara por
agora na lrma emque actualmente se ai ha, e por isso
se ordenara ao cura djs eoscadaa da ciilade do Corri-
enlisque nao faca novidade alguma nern se ingira no
espiritual do dito partido, na intelligencia deque coi
Buenos-Ayres se accordar com o Exin. Sr. hispo o que
lor c inveniente para o cumprimento dcsta disposiio
interina, eni quanto com mais conhecimento so nao
estabelcce no coogresso geral a demercatio (xa de ani-
llas aa provincias por aquelle lado, devendo no demais
licar lambern por agora os limites do Paraguay na lr-
ma cm que actualmente se achio, encarregando-ae
conseguintcmente o scu governo iie | oliciar o departa-
mento da Candelaria.
Att. 5.o Em consequencia da independencia emque
fica esta provincia do Paraguay da de Ituenos-Ayres,
conforma oqueseconveocionou na citada resposta offi-
cialde'28 de agesto p. p., to pouco a Exms. junt
far reparo no cumprimonto e execuco das outras de-
lihcracdes tomadas por esta do Caraguay cm |unta ge-
ral, conforme as declaraces do presente Iralado ; e de-
haixo destes artigos, desejando ambas as partes contra-
tantes cstreitar cada vez mais os vincules e empenhos
(ueunern e devem unir ambas as provincias emuma
federacio e allianca indissoluvel, se obnga cada urna
pela sua, nao s a consenar e cultivar urna amizade so
lida, sincera e perpetua, senao tambern a auxiharem-
se, c cooperarem mutua e efficazmentu com todo o gene-
ro de auxilios, segundo permitto as circumstancias de
cada uma, sempre que os exija o sagrado fin de anni-
quilar e destruir qualquer immigo que intente oppr-
se aos progressos da nossa justa causa c conimum liber-
dade.
Km T de tudo o que, com os mais sinceros pro-
testo de que estes estreitos vnculos unira sempre em
doce confraternidad a osta provincia de Paraguay e s
mais do liio-da-Prata, fazendo para este lim entrega
dos poderes indicados, assignamos esta acta em dupl-
cala com os respectivos secretarios, para que cada parte
conserve a sua.
" Feita nesta cidade da Assumpcio aos 12 de outu-
bro de 1811.Fulgencio Yegios, dr. Jos Gaspar re
/'rancia, Manotl telgrano, Pedro Jou Cacallero,
dr. Vicente Echeverra, Fernando de la Mora, vogal
secretario, Perro Fernando de Cavia, secretaiio.
Constituido assim o Paraguay em estado indepen-
ilenif, o tratado de 12 de outubro, qu- acabamos de
publicar, fui o nico vinculo que licou unindu-o a Bue-
nos-Ayres. Este tratado estipulou uma allianca entre
osdouspovs, e no seu artigo 5." exprimi bem clara
mente a natureza, termo e extensio de tal allianca. El-
la foi especia/;porque so destinava nicamente u garan-
tir a independencia e a emaneipacSo commum : lem-
>>orana;porque,obtido econsummado,corno foi.esselim,
defacto ede direilo ficou extincta : e finalmente foi
tndefinida, quanto A prestacio de auxilios; pois que,
alm de nao designar o seu quantitalivo, deixava os
inteiramente dependentes do prudente arbitrio e cir-
cumstancias de cada um dos alijados.
Esta liberdade de acco, que justa e directamente
ficou reservada a cada um dos governos, foi fruclo de
madura reflexo; porquanto, nfio lendo os contratantes
forras suficientes para defender os seus proprios lares,
no caso doserem simultneamente atacados por forras
consideraveis, seria uma inconsideraco coinpromclle-
rem-se a prestar mutuamcnlo os auxilios que fossem
exigidos.
Entretanto, celebrada e ratificada a dita convenci
que poda e devia ser summamente ventajosa a ambas
as nacoes. tratou o Paraguay do observal-a e cumpril-a
fiel o religiosamente. Mas nio lardou que comecasse
a ver com espanto e penoso sentimento que Buenos-Ay-
res, sem altender as suas criticas circumstancias e peri-
gos, exiga e instava por auxilios a todo transe, mesmo
a despeito da propria exigencia da nossa repblica, e que
depois passava a injurial-a, e finalmente violava publi-
ca e abertamente as nicas e sagradas relacoes queres-
tavSo aos dous povos que anteriormente tinhao compos-
to uma so familia, e a quem muitus e imporlantissimos
interessesacoiiselhavio que vivessem em intima harmo-
na e amizade.
Vamos expr com toda a imparcialidade as diversas
questSea, intrigas e reclamacoes que so suscitrio entre
osdousalliadus que produzirau a inutilidadc ou rom-
pimento da allianca, e que cortarn sua relacoes, per-
petuando os justos resentimentos do Paraguay.
(Conftnriar-ie-Aa).
(Paraguayo Independiente)
{Jornal-doCommercxo.)
Ficou a rainha por algum lempo imiiiuvcl o aempre i-
leneiosa esa preeenca do vasto e melanclico horonte
-' niliil'i seua olhoa ; depois paran Jo n sua viala de
pasaagem na grulla do eremita uu ao menos no lii"ai
que ella oceupava, Carolina passou sbitamente cia im-
lureza poltica, e lornou caliir noli o jugo de auaa lia-
bituaea prcoccupaccs. Todoa os pcniameuto suscita-
loa pela con verar,ao di nianha se Ihe revolvido au niea-
ino lempo no cerebro, como a lava em futid no seio du
crtera, lncapai etitlo de reether qualquer oulra im-
]irc>sb, c dominada, liranniadj pila ana ideia fixa, con-
linuou o aeu raiiiinlio aem ver man nada, scn iu.ua nada
encarar.
Havio-ac attiugido o cume do Etna, c marchou-sepor
:il;;uiii tcuipo cid planicie ao p da craleni. 'inha-se le-
vantado o vento, vento glacial, c anprava com violencin
a derrubar tuilo diaaereia que o dcoa da ruontaiiha de-
fenda o aeu imperio contra o acceano do homem ; o fu-
mo que ponen antes .ulna direilo ao ceo como una co-
lumna, remoinhava agora com aibiloa furmidavei. En-
volvida c Mitineada por elle a caravana achava-sc aigu-
inas vetea em prufunda obaenridade era nuc asara toda
a experiencia do guia para ac orientar alratea deesas bi-
tuminosas sombras, aem tallar eiu que o rento atira
no rusto dos viajantes nuvens de cima, de poeira, c que
osaiiiniaescom esforz resiatiao a sena furiosos asaalioa.
Aoa inianios cavalleiros inuilo Ibes cuitava fater face
tormenta, A cada passo 11 aiucacados de ser arran-
cados daa scllaa e lanzados nos precipicios. Durarn es-
ta lula o este supplicio todo o lempo que i'.tiverao so-
lirc os altos cume*.
-SuHria a rainha aem queixar se, n uppunha uma fron-
te ealoic.i a raiva tega dos elementos. Euvulta em uma
grande pelica, onde o vento se engolphava, ella suslinha
Ulais com o ctemplu do que co:u oa palavraa a vacilante
coragem da pobre camarilla, que eslava meia-morta de
radica, ede susto, e ate a dua niarinheiros do briguc.
PEftNAMBUCO.
C.OHREIO.
CtlRRUfOIIDENCM DA c.lli \l.li E PROVINCIA.
Est por um triz a concluir-so o lempo da tessio des-
te malfadado anno de 1845, e teremos de ver aqui ebe-
gaiem os (|ue mandou a praia escolbidinbos a dedo para
lazerem a ventura dos que Ibes derao osscussuflragios
K com que cara apparecera tiles.' Isso ha de ser vis-
toso. Em que bahu, ou balaio vira obom despacho dos
5,000 artistas? Se desta vez se nao desengaa o povo.de
que os taes seus procuradores sao uns na amostra, e ou-
Iros no panno, nao sabemos para quando se guardo :
forte cegueira 1 t No lempo das elcitoes, cada um dos
que fOrao. quando baliao por essas portas, pedindo o
votinbo.com mais impertinencia do que os cegos sexta
e sabhado pedem porta do seu devoto, nao se Ihes ou-
via senio arrotar desinteresse, e amor do povo oppri-
mido com tributos, com impostos, com vexacoes; a-
pregoavio-se elles, ( que nao queriao deixar seu cr-
dito em boceas alheias) outros lanos salvadores da pa-
tria, e redemptores do genero humano pernambucano.
Houve tal, que n3o so disse, como escreveo em boa let
Ira redonda, que ia esmagar a hydra do despotismo,
rasgar as leis vexatorias, resuscitar o commercio, na-
vegaco, artes, o agricultura. Outros com aasopradas
bochechas promettio..'. o que nem ao diabo lembra ;
porque um pretendente a deputado he mais frtil em
promessas, que o mesmo diabo. Mas o que fizero ?
Cada um ten; feito o quo se sabe, isto he, pescar para
oseusamburi: o digao que s3o tolos Uns reque-
lro augmento de ordenados para os substitutos do
curso, porque ero do curso ; e para os artistas ? Loo-
ge da vista, longe do corac,3o. Outros requerfirao croa-
cues de retardes, porque queriao ser desembargadores ;
e os tributos P Primeiro estn denles, que paren
tesUns inslro, votaran, e gritarao pela creacao de
pispados porque erSo padres, e queriao a carocha que
nao he mo petisco ; o para o povo O povo, dizem
elles, nao he objecto da lembram/a d'um legislador .'
Serve-lhe a gaita, senao mette-a no sacco? Dcsta vez
os cscolhidos da praia lizero-na limpa Podemos con-
tardecerto, que icamos sem remedio a* cdulas, sem
a reforma do cdigo; por6m, em lugar disso, lloaremos
com os tributos, com as ancoragens (que diroSr.
Penlo e com todos os males, de que nos promettOrao
livrar aquelles em quem acreditamos : que nos faca
hom po-'ello.
Publicaces a pedido.
Illm. e Exm. Sr. Fico sciente da portara de V.
Exc., de '20 do prximo passado, pela qual medemit-
tio do posto de tenente-coronel do bataibSo de guarda
nacional da Ircgue/ia de Piuca ; e esteja V. Exc. cer-
to, que ella me nao apanhou desapercebido, por quan-
to, atlendendo a marcha actual da admitiistracan pro-
vincial, eu a esperava, e mesmo laes sao as pessoas quo
aV. Exc. cercen, que ja a propalavao, antes que eu
della tivesse noticia olicial. Eu agradeeu a \ Exc
esta demiss3o, para mim honrosa; visto que, tendo de a
pedir, por nao ser o exceptuado da lista dos proscriptos
pela adminislraio de \ Exc accrescia para mim a
raz3o, ainda mais forte, para solicital-a.de nao ter ne-
nbuma svmpathia por esse governo ; e permita V. Esc.,
que Ihe exponha os motivos quo me lev3o a assim pen-
sar ; e que oxal poss3o callar na consciencia de V.
Exc, que devo recuar perante a opiniao publica, que
tao altamente se pronuncia contra os seus aclos, e cujo
conceito deve ser de algum peso para V. Exc.
Quando vejo que boje nesta provincia se commet-
Ihii as maiores arbitrariedades, e injusticas, com o lim
dse obter uma cadeira na cmara temporaria, que em
otrtras occasioes seria muilo honrosa, mas que,pela mar
cha da adminislrai;o, so pude ser dada pelos ntimos
amigos do facinora Vicente de Paula ; quando vejo, que
com profusa mao se esbanjao os dinbeiros pblicos
n'uma guerra, que ba muilo quem diga, quebofcli-
cia, nao da parte do Y. Exc, a quem faco juslica, mas
daquelles que teem interesse em nutril-a para seusfins
particulares ; entretanto be forzoso confessar, quo s
lern sido do ia das mais pomposas ordens do dia, po-
dendo ler-se prevenido,se houvesso o menor tino admi-
nistrativo em nossas primeiras autoridades, n3o dei-
xando evadir-se da capital o caudilho Vicente ; quando
observo, que os bomens que aslearSo o pendo da re-
volta, sao osquooccupo todos os empregos da provin
aiaariaphilaa-vrpa'Ms gg-w:ftisy.-tacasiscaBM
que nao sr senlindo no aeu terreno, BUBpiravlo pelas
tempestades do Ocano. I.m lim tr.inspoi-sc n plani-
cie superior da nionlani.a, e comecou-se a deater o re-
verso ; i propoioo que se desava lira* o tbrono das tor-
mentas, diminua de violencia o foracao, que gradual-
mente scapplacuu, e o tumo nao aloancou ninis os via-
jantes ; o ar livre do teo Ihe* pareceo uiaia puro c mais
leve ao aahir deaaes flidos vapores.
Entretanto os mesmus espectculos de destruirn os
ladcavlo. Por luda a parto se v iao lavas, ciniiia, eacorias
eiu torro-'s ou pulverinadas; por toda n parte se oslenla-
vao a eatenlidade, a desolaro, a norte, S o ponto de
vista liana mudado. Osale lado dcscobrc-ac a cadeia a-
greale dos montes Peleros, e todo o terreno que a rainlut
riolia de percorrer para ganhar o cabo de Tyndaro; a*
villa e cidade da coala arpteiutriunal de Halernio, i
Mesaina, appareeio como manchas brancas, e mais ao
longe o arcliipelago de Lipari, com as ilbas Alicuri,
Filicuri, e mesmo Ualica pareciao uma fruta eapalha-
da no mar, ilroniboli, a ultima de lodaafuniava no
horisouiu, como um gigantesco candelabro aceao sobre
a ondas.
Do lado do poentc, perdia-se a vista n'ura ddalo de
nontanliaa escuras dos amigo* Nebrode*, c que o cume
da Madoma, coberta de arvoredo, do mina como nina c-
pula de verdura. Ate se descubre de l um lance do mon-
le Krix. Por eale lado o espectculo be aualero e nielan-
eolito; do outro he elle muio mais riaonho : a visla
poem-so na* azulada* agua* do Eslreilo enas costas da
I .alaln ni detcobre-ac ate o gnlpho de Trenlo por cima
da louga cuma doApennino; acidado dcMessinaea
|ionta de Euro fico encoberlas pelo Monte de Neptuiio ;
mas coiupcnaa do que ae nao v o que se descubre; por
que lein-sc aos pes '.) Monic d'Ouro, habitado, dizem,
P
cia, e que, se o antecessor de V. Exo. passou a rede de-
misioria na polica. V. Exc. a tem passado na guarda
nacional, e em tudo, sem limite razoavel; quando ve
jo todas estas cousas, digo, he que perco de todo a sym-
patbia administradlo de V. Exc.
Tcnho visto em outras provincias os individuos re-
belados so subirem ao poder, que queriSo conquistar
pelas armas, depois de muito soffrerem ; mas o fado
succedido nesta malfadada provincia he inqualificavel,
e tanto msis que o Exm. ministro da fazenda, que h?
parle do governo solidario, de que bo V. Exc delega-
do, denominou no senado aos sediciosos de outubro
depetulantes e assassinos: e he a homens taes, Exm.
Sr., que se entregio as vidas, e bens dos infelizesAla-
goanos ? a homens que fizero causa commum com o
hojecaudilbo Vicente de Paula, porm, ha bem pouco,
general das fercas libertadoras; os quaes so galgrSo o
poder, para dar as mais abundantes provas de perse-
guico, e assassinatos aos defensores da legalidade, co-
mo esta acontececdo na presente quadra 'i Debalde se
tem querido cohonestar estas demissOcs com diier, que
sao reintegracSes, nao sao verdadeiras demissoes, por-
que ellas ja havi3o sido dadas durante a ominosa admi-
nislracao do Sr. Caetano Silvestre e ainda assim admi-
ra que o governo nSo faca maisjustica aos bomens, que
defenderio oMonarcha, ultrajado na pessoa do seu re-
presentante, o Exm. Sr. Souza Franco; porquanto, se
elles se revoltaro, foi por causa de demissoes dadas nos
seus, mas que er3o reintegracoes ordenidas pelo mi-
nisterio e porque as eleic6es tinhao de nio ser livres,
que he synonimo de nao serem feitas por elles; e appa-
recendo estas cousas agora em excesso, tinha, Exm.
Sr., este partido poltico, que tem sido espesinbado,
raz3o de sobejo para lancar inao dos meios vilenlos;
mas nao, ns respetarnos as les e as autoridades cons-
tituidas, e o governo sempre nos achara a seu lado, co-
mo tem succedido as crizes por que tem esta provincia
passado; e quando nos faltem os recursos legaes nunca
anpellaremos para as armas, e sim para a magnanimi-
dade do nosso adorado Monarcha, que vela sobre seus
subditos Pelos motivos que levo ditos, eu pedera mi-
nba demssao, se V. Exc. se nSo adiantasse em dal-a, e
para fundamentar minhas razes. fot mister provarque
leem havido ambicOes,falta do economa, e nenbumaca-
pacidade administrativa, para nio dar outro nome, as
autoridades da cpula do edificio provinciano que tonho
feito exuberantemente. Sei bem, que tenho um gran-
de crime, que lu prestar cento e tantas pracas do meu
halalho para defender-se a legalidade lio guerreada ul-
timamanle: e essa gente leve a inlelicidade de anda
nao haver sido pBga,quando boje so se nada em dinbei-
ros: e as familias dos que morrero ficrao desempara-
das, entretanto que boje se pede ao Monarcha pensoes
para as familias dos que perecem na tal guerraem/io-
ra mutantur et nos in Ulis Merec a confianca dos
Exm presidenles, outr'ora desta provincia, os Srs.
NevcsCansansao,Feliiardo,eSousaFranco;estaconliani;a
sempre me honrou muito ; cstou persuadido que tenho
cumpridocomuieus deveres; c, estando bem com mi-
nha consciencia, pouco se me da do juno quede mim
possa fazer auem quer que seja.
Dos guarde a V. Exc. Engenbo Lonceicao, OdejU-
Ibode 1845. Illm. c Exm. Sr. Henrique Marques de
Oliveira Lisboa, hrigadeiro graduado, e vico-presiden-
te desta provincia. Joo Carlos barbdlho da Cunha
Uchit.
Illm. Sr. Tenbo presente o officio de V. S., em
que me communica, que S. Exc, oSr. vice-presidente
da provincia, se dignou demiltir-mo do lugar de sub-
delegado deste districto, e nomear para me substituir
o capilSo Braz Carneire I-eio ; boje mesmo fiz entrega
ao novo nomeado desso cargo, que acceitei por defe-
rencia a administradlo, que me nomeou, e apezar de
soflrer atraso em meus interesses, e incommodo pes-
soal; eu dcixei de pedir demissao, por ser firme em
meus principios, de nunca requerer ao governo, pedin-
do empregos, n3o recusar servir aquelles, para que fr
nomeado, e nem receber subsidio por servicos, que
prestar, em quanto sobre o Brasil pesar essa enorme di-
vida externa; sou portento nimiamente graloaS. Exc,
e a V. S. pelo importante favor, que acahao de prestar-
me com essa demuso; ella he mais um acto de justica
eequidade, que deve ser unido a immensos outros, que
leem de ornara prodigiosa administracao de S. Exc, e
a reforma, que tem V. S. encelado na polica: e nio
dexareiem ocio as horas de descanso, que me devem
resultar da demissio: eu as empregarei em invocar acs
Ccos, que prolejio o imperio da Santa-Cruz. Dos
guarde a V. S. Engenbo Lat.es, 10 de julbo de 1845.
Illm. Sr. dr. Jos Francisco Arruda da Cmara, chele
de polica interino. Jos Pedro Velloso da Siluira.
mina e cu magnifico ihcatro grego ; ainda mauabai-
xo a pennsula de Naxo* e o rio d'Alcautara, cm cuja
embocadura creace o papyro como cm Megara o Syra-
cuaa.
I'imlia-se o sol, c derramava suas ultima* purpuras
sobre cale panorama chcio ao mesmo lempo de grara e
mageatade. O* ruchedoa daa ruontanha estavo abraza-
do* ; larga cinta verniellia* lavravao o mar o o mesmo
Etna, cujo fumo eslava transformado cm um jorro de
cbamiua uimiic-ii.su. Stromboli com o seu penacho cucar
nado pareca um navio incendiado. No momento em que
0 sol se iiicrgulhava as ondas, paaauu um lufo de ven-
to sobre a ilha, que so cubri immediaUneiile da* Mim-
bras do creaputeulo, como e a relega apagara ao pas-
tar o incendio do puente. Monte*, mar, planicie, ludo
*cdc*corou, e logo surgirio as primeiras estrellas du
fundo do liriTiaruciito.
Ao approximar-se a noule, havia a rainha apressado a
marcha, eapciar das dilliculdade, do perigos mesmo
de urna rpida deaeida, as cinzas movedica*, easescor-
regadias lava* da regiau deserta tinao cm pouco lempo
vencidas. Todava tu se alcaueau o principio dua bus-
ques core a ultima luz do dia. Aqui he que eran preciso
sangue fri e reaolucao. O guia ia adianle com um ar-
le na mo, e Ou porque quite**e dittai car o enfado
da viagem, ou tomar animo v l'orca, caniav com voz
grosseira ma* asaai bella cantigas nacionaes. Os echos
das florestas cstavio todo abalados, e esta harmona
campestre, inesmo um pouco selvagem, nao desagrada va
1 rainha, A infeliz camarista, o nica que sabia do so-
gredo do sua ama, marchava tau junto della, rumo o
pcrmilliao a* dilliculdade* do caminho. Os douscaval-
eiros da escolta seguan em silencio.
Em breve se tornon profunda a obteuridade, e ainda
r Pylbagora* ; o raunle de -Santa-Venus, habitado pe- inai* pela espessa sombra dos varvalhoa e castanheiru*.
ia deoia que Ihe deixou o nome, e tero-ira montauba|Lancava o archolc do guia sinistro rcflexos, e dava ao*
chamada Porta du* Sarracenos. Mais abaixu fica Taor-'tiugosos e disformes troncos aa mais extravagantes ap.
C0MMERC30.
Alfandega.
Rendimenio do dia 28...............2:2708t8,
Desearregao hoje 29.
Palbabote Canariocebollas, bata!r.<-. passas.
Galera'teord-/"iamercadorias.
BrigueEmpreadem.
importa? aO.
SWORD-FISU, galera ingle*, vinda deLiver_
pool, entrada no corrente mez, a consignacio de M
Calmont. di Companhia, manifestou oseguinte:
3caixas fazendas dealgodio ; a H. Gibson &Codi-
panbia.
1 fardo cordas, 6 barricas ferrageni, -i caixas miu.
deas, ferragens e pertences para seleiro, 4 ditas c i
fardos fsrendas de algodo, 2 caixas ditas de linho; a G,
Kenwoithy di Companbia.
9 caixas' e 2 fardos fazendas de algodo, 1 barrica
louca, 2 latas farinha d'aveia, 1 caixa 1 cafeleira; ,
Jones Pston & Companhia.
1 caixa queijos ; a Royle & Companhia.
8 barricas e 2 caixas ferragens, 2 barrit manteiga, 3
presuntos, 1 barril carnes ; a V. C. Cox.
100 toneladas carvio de pedra ; a J B. Moreira.
75 barris manteiga ; a N. O. Bieber di Companhii.
1 caixa e 1 emhrulbo impressos; a G. Patchett.
25 caixas e22 fardos fazendas de algodo, 5 ditas di-
tas de la, 5 caixas linlias de linbo, 25 ditas cba, 400
ditas velas strerinas, 70 pecas e 7 emhrulbos cabos, (So
caixas folbas de (landres, 25 saceos e 25 barricas salitre
25 ditas enxofre ; aos consignatarios.
100 barris manteiga; a J. Cocksbott & Companbii.
8 fardos fazendas de algodo, 1 caixa livros, i 00 bar-
ris manteiga, 6 barris carnes ; a Latham di Hibhert
3 volumes fazendas de linho, 1 dito ditas de algodo;
a liich.' Royle & Companhia.
2 caixas fazendas de algodo ; a W. Smith
07 caixas e 39 fardos fazendas 2 caixas ditas de lia, 5 ditas ditas de seda; a Russall
Mellorsct Companhia.
2 cenas fazendas de lia ; a Jobnston Pater di Com-
panhia.
100 barris manteiga, 10 caixas arruellas de cobre,
12 ditas folbas de dito, 100 pecas de cabos, 13 fardos
fazendas de algodo, 1 cmbrulho dita de dito, 1 dito
calcado, 1 caixa livros, papel, etc., 1 barrica e 2 cai-
xas ignora-se; a ordem.
1 caixa quenquilherias, 1 barrica ferragens, 13 quin-
tses folbas de ferro, 15 pedacos de ferro ; a Star Companhia. -
31 caixas fazendas de algodo ; a J. Crabtree & Com-
panhia.
50 barris manteiga ; a J. P. deLemos di Filho,
1 barrica ignora se ; a C. C. Jobnston.
7 caixas fazendas dealgodio, 2 ditas ditas delate
algodo ; a Ridgway di Companbia.
ri caixas machimsmo e avulsos, 56 formas para pies
de assucar ; a Jobnston Nasb.
5 caixas e 2 fardos fazendas de lia, 5 ditos a 21 cai-
xas fazendas de algodo ; a Adamson llowie & Com-
panhia.
' 1 barrica sal-amoniaco, 1 dita soda, 1 caixa drogas; i
Veitch Bravo & Companbia._______________________
.llmiiiienlo do Porto.
Navios sahidos no dia 28.
Buenos-Ayres ; patacho sardo Ende, capito G.Gog-
gino, carga assucar e cachaca.
New-Bedford ; galera americana Minerva Smyh, com
a mesma carga, que Irouxe.
iM"aa""i^^^""* Editaes.
A cmara municipal d'esta cidade, cm virtude da re-
solucio da assembla provincial de 17 de maio prximo
passado, marca prazo de 30 das, contados da publi-
cacao deste, para o pagamento das licencas abaixo decla-
radas, lindo o qual serio multados, com a multa de \>i i
304 rs todos os infractores, na cooformidado da cita-
da resoluco.
LICENCAS.
Para cacar...............IOjOOO
Para ter ci com coleira, declarando o nome
do dono e inoradla, cada um cao.....2S00O
Para armar barracas volantes,as pracas e mer-
cados pblicos.............60W
Por cada um carro, oucarroca de aluguel. 4<>000
Para abrir acougue as ras pnneipaes. 12*000
Casas de bilbar..............30*000
parenciaa. Se se apresentava algum descampado, dei-
cobria-ac a estrellada cpula da noule, e muito rr
vezes algumas novena do fumo avermelhado du volca*.
O caminho era como o da encuata meridional, ora are-
noso, ora orneado de escorias duras e aguda, quaai era-
pre bordado de precipicio*. A medida que ae desoa, en
o bosque mais fechado, mais sombro, o u guia por mais
exjierto que fusae, tramviava se algumas vezes no meio
da trevas. Quando ae elle ochava indeciso, callara e,
eso se ouvia enian o tropel dos ravallos sobre aa lava*;
mo rni breve repela elle o eu calilo interronipido,
o mudo bosque resoavao ao longe cora a sua vos al-
pera e sonora.
A rainha, toda sbsorvida em si meaina, havia COWpV
lamente e*quecido afin! a fadiga o o perigos desia v-
gein ii(i< un iij, e at o lugar em que se aehava. Er* en-
tretanto dura a pro vanea para urna rainha, para una
mulher, mas austentava-a afirca moral, eanda nia a
lebre daamliiea i A grandeza do intento Ibo faiia tiid
uppurtar com heroica resignaban; cada paixSo teiu "
seu herosmo, c a ambicio mais do que qualquer mitra-
Que importa o eaiuiuho, diziu ella a si pruna,
com lauto que se cbegiic.
Approximavao-se os lugares habitado; o guia cania-
va alegremente e opressavaa marcha da sua mua, q"e
picaeiiiindo perlo o descanso espontneamente dobrava
o passo: n eoniiliva segua d" pertu, sriri trocar uma f*'
lairi. )o repente uma voz brutal, tahida do eio Uui
bosque:., interruinpeu grusieiramente a alegre eantor
do guia.
Calar* t essa bocea, tagirclla Ihe gritou cor*
colera.
O guia, cm esperar por segunda advertencia, calou-
se, e um tiro de pistola,atirado ao aculado,Ihe fez cali"
o ardile da mi.
(Coniniiar-ie-Ao)


5000
20j000
Botiqun,............. -30*000
Coebeira, publie... ...... 6,000
Repo/ito de madei'a aondenaohouver serrana
Canos subterrneos com esgoto para a ra. .
Casas de logueteiros e deposito; do plvora. .
TogoJ de artificios as praeas publicas, e soltar
machinas aerostticas...........30,000
Armar oelanqties, curro, ou tablaJo para le-
tejo, pblicos. ............30,000
F.mpanadas oante,. ...........2,000
Fincar paos para bandeiras, cada uro, reparan-
Jo o damno causado as ras.......1,000
Rogisto de ttulos, ou condecorarles, e cartas
Je diderentes empregoi, que actualmente ,e
registo na mesma cmara........2,000
Depositar materiaes na ra para toda e qual-
quer reedificaao, e conatrutes novas, nun-
ca impedindo o transito publico.....3,000
()uanto ao pagamento das eordeaeoes, e licencas pa-
ra edificarlo, e rcedificacGes serio paga, no acto da con-
cessao.
I', para que cheque ac conhecimenlo de todos se pu-
blicou o presente edital.
Paco da cmara municipal, 18 de ulho de 1845.
Manad Joaquim > Reg Albuquerque, presidente.
Jco J't Ferreira de A guiar, socretario.
O Illm. Sr. inspector manda notamente annun-
ciar que no dia 31 do mez correte contratar o orne-
cimento da carne rerde, para as embarcates da arma-
da, pelo lempo que ,e convencionar, principiando o
fornecimento do 1. de agosto prolimo ; e convida a,
pessoas.a quem o contrato convier.a comparecerem nes-
la secretaria, pelas 10 horas da manhSa do dito dia,
munidas de sua, propostas. Secretaria da inspecciSo do
arsenal de marinha, 28 de ulho de 1845. O secreta-
rio, Alexandre Rodrigue dos /injeu.
Declaraces.
O arsenal de guerra compra lima, ingleas, cha-
tas de li polegada, ; dita, de 12 dita, ; dita, Je 6
ditas, editas de 4 ditas; de meia, canna, de 14 dita,;
ditas de 8 ditas ; ditas do 6 ditas; e ditas de 4 ditas;
murca, chitas de 8 dita, ; o ditas meia, cannas de 8
ditas ; limates de 10 dita,*, e ditos de 4 ditas : quem
tal genero tivor, mande sua proposta, em carta fecha-
da a esta directora af o dia 29 do corrente me/..
Directora do arsenal de guerra 24 de junbo de
isi'i. No impedimento do eteripturario Joo Ri-
cardo da Silva.
Pelo Ivceo deslacidade so faz publico, que, em
consequenca do que ordenou o Exm. Sr. presidento da
provincia directora do mesmo lyco, em officio de
21 do corrente, ir a concurso, da data doste a quaren-
la diai, a cadeira de latiui da fregueia de S. Jos
desta cidade, que seacba vaga, pola demisao do proles-
sor, que a exerceo. Os candidato,, que referida
cadeira se quierem oppr, habilitem-se na conlormi-
dade das instruccSes, quo regem o, concurso, Secre-
taria do lyi-fio desta cidade, 23 de julho do 1845.
JoSo Facundo da Silva GuimarOes, secretario.
= Exislem na administ'racao do correio carta, segu-
ras, para os Srs.: Frebultken,, padre Francisco I .ao de
Azevedo, Francisco Xavier Martin, Bastos, Joaquim
Jos Ferreira da Rocha, commendador Josa Ramo, de
Uliveira.
Pela administrado do correio se avisa a quem
convior, que fdro adiadas na respectiva caixa a,carta,
abaixo, rom sello inferior ao devido, urnas e outras
sem sellos, as quaes estar) subjeita, a disposirao do art.
115 do novo regulamento dos correios, que manda, em
taes casos, pagar o porte duplo, para serem entregues,ou
remedidas para os Srs.:
Agostinho Nunes .Moni -s........No Rio de-Janeiro.
Antonio Candido Cabral.........
da Costa llego Monteiro.. a
Jcs Pinto............. o
Joaquim de Mello........
de Santa Anna... b
Bornardino Antonio Pereira......
Cuslodio Marco, Mafra..........
Eduardo Jos Graca Sanche, M....
Flix I.ni 11 io Tonait.............
Furia & Irmin.................
Flix l'cixolo Brilo c .Mello......
Francisco l'eixoto da Silveira. Na cidade de Nyctheroy
liuillierme Jaques Godefrois......No Rio-de Janeiro.
Herculano Sabino Pessoa de Mello..
Joaquim Francisco da Silva.......
>> de Souia........
Nune, Machado.........
' de S Citaren...........
Joao Antonio Barrozo...........
Pordencio Soares...........
Jos Antonio Thomaz Rom ico.....



s

s

Correa de Lima............ >.
Pereira da Silva Pinto.......

D. Marianna Emilia M
Moreira
Manoel do Espirito Santo........
" Fernandes Ramos........
" Ignacio de Carvalbo M. ...
Pedro Jos dos Anjos............
Severo Augusto Muniz..........
'irgilto Joaquim Antonio........
Victorino Jos da Costa.......... i
Joo da Silva Fernando,................Na Babia.
Mauria Acdet.........................
Manoel Jos Fres Vianna...............
Pedro Pinto de Campo,.................
Antonio Henrique de Miranda...........NoCear/
loaquim Saldanba Marinbo..............
Jos de Sampaio.................No Ico.
de S. Anna..............No Aracaty.
Manoel Cordeiro.................No Ceara.
0. Victorianna Freita, Barboza...........
j'"ge Rodrigue, Sdreira................No Para.
Jos Francisco Gomes Paiva..............
bernardo de Souza Roza.............No MaraobSo.
Joaquim Raymundo Machado........
Jlo Antonio Lima GuimarSe,........
0. Armelina dt Cacia Carneiro.........Na Parahiba
" Anna Joaquina Carneiro...........
Antonio Alve, Pequeo..............
Claudianno Joaquim Bozerra..........
Gruido Bezerra Cavalcanti..............
Jlo Baptista Rodrigue, da Silva.........
Jos Pedro Rodrigue, da Silva..........
Victorino Pereira Maia...............NaParehiba.
Francisco de Paula Borges- .No Rio-Grando-do-Norte.
JoSo da Gama Lobo B.....
l). Anna Augusto Castro A.....Na cidade deGoianna.
Antonio Alves Vianna.........
Alexandre lavares de Mello.........No Porto-Calvo.
D. Horacia Theotonia de Mello...... a
Guilbermo Garrette..................Em Macei.
Liberato TihurlinoM.................
Manoel Casimiro R..................
Jos Castro du Araujo......No Rio-Formozo
Domingos Cario, Teixeira............Em S. A nto.
Severino FerrSo.................... "
Agostinho Gomes de Mello.............Em Paja.
Francisco Jos Pereira................ "
Antonio de S. Anna......Na Igreja-Nova.
Padre JoSo Jos de Araujo...........Na Boa-V isla.
E outra, muita, para Portugal.
Pela delegada do primeiru termo da cidade se fat
publico que na cadeia existe o cabrinha Jeronymo ,
escravo de Francisco Jos da Silva, da comarca do L-
moeiro, oqualdz ter sido furtado na mesma comarca,
o andar aqu perdido.
PUBLICAC.VO L1TTEKA.UIA.
Acaba de publicar-si! a milito inloressantc
RESPOSTA
do GENERAL J. I. do Ahrcu e Lima ao Connego Ja-
nuario da Cunlia Barbosa, ou Analyse do primeiro
ji/izo de Francisco AdoIptlO VarnhagOD acerca do
Compendio da Historia do Brasil.
Um volumo em 8.' grande com 150 paginas, em
bom papel, edicflO ntida e feita com todo o cuidado
6 esmero.
Bata obra lie um dos mais ntciessaiites Irabalhos
Sobre as cousas da nossa patria, porque nella silo
tratados pela primeira ve/., de urna iiianoira tilo
clara como a luz meridiana, imiitos furtos impor-
tantes e contraversos da historia do Brasil. No cor-
po da obra, entre outras milites noticias, prova-se
que o celebre Henrlgue Dia, Covernador dos lio-
mens pelos durante a guerra dos llollandczos, e cu-
ja naturalidade pzem duvida o ignorante censor,
era fllho da provincia prova-se igualmente que Americo Vespuceio nao foi
o primeiro explorador das costas du Brasil, como
severa o mesmo critico, porque os Portuguezes
nao tinho necessidade do pilotos estrangeiroa,
quando os possuiSo de sobra, e tao cscelleutes,
que erfio considerados naquella poca como os pri-
meiros e mais habis do mundo.
Da Senliores Assiguanles, que anda nao recehe-
riioos exemplares de suas assguatuias, terao a hon-
dada de mamlal-os buscar lias loj;is do Sr. Manoel
Figucroa de Faria, l'raca da Independia, livraria
N.* 6 e 8, e do Sr. CapitSO Antonio Ferreira da Aa-
nuncia^io, ra doQueimado N.039. Aquellos Senlio-
res que pagrio logo as suas respectivas assigna-
turas, receber os exemplares de mOos das pes-
soas, a quem derio a importancia deltas.
O resto dos exemplares da mesma ulna acha-se
venda lias lojas cima indicadas. No lim do vo-
lumcvem a lista completa ealphabclica dos Senlio-
res assignantes de l'ernainbuco com dona supple-
mentos.
Avisos martimos.
= Para o Cear vai partir, nestes 6 ou 8 dias, o bri-
gue brasileiro Empreza, entrado de Lisboa, ha 3 dias:
para carga ou passageiros, trata-se com Francisco Se-
verianno Rabello & Filho, no largo da Assembla.
Para o Ass sai nestes i dias o bngue-escuna
DeliberacHo, capillo Joo Goncalves Rocha ; para car-
ga e passageiros trata-se na ra da Cadeia do Bvcifo n.
40 ou com o capitao, na preca do Commercio.
Segu breve para o Rio-de-Janeiro o veleiro pa-
tacho Castro II por ter a maoria do seu carrega-
mento : quem no memo quizer carregar, embarcar
escravos ou ir de passagem para o que offerece bons
commodo, pode entenderse com Amorim IrmSo, ,
na ra da Cadeia n. 43,
Para o Rio Grande sogue viagem o patacho tuo-
po com brevidade : quem no mesmo quizer embarcar
escravos, ou ir de passagem, pudo dirigirse a tratar
com Amorim Irmaos, ruadaCadeia, n. 4".
Para o Ass sai, neste, 0 dia,, o brigue-escuno
nacional A guia : para carga e passageiros trata-se com
Novaes & C, ou na ra da Cadeia n. 40.
= Pura o Ass com toda n brevidade a barca na-
cional Ermelinda, du que he caplao Juliao Ferreira
Numes : quem na mesma quizer carregar ou ir de
passagem, dirija-se aos seus consignatarios Francisco
Sevenanno Rabello & Filbo no largo da Assembla ,
cu ao dito capitio.
= O brigue-escuna Aguia sai para o Ass impre-
terivelmenle, sabliado, 2 de agosto : quem no mesmo
quizer carregar, ou ir de passagem; dirija so a Novaes &
Compaohia, na ra do Trapixe n." 34, ou ua ra da
Cadeia n.' 40.
Leilocs.
= Avrial Frres faro leilo, por conla e risco de
quem pertencer, em preseoca do Sr. cnsul de Franca,
e por intervenciSo do corretor Oliveira, de duas caixas
decazimiras defeituosa, vindas pelo brigue 6'ar, do
Havre: quarta-feira 30 do corrente, 10 horas da
nmnha'a, no seu armazem, ra da Cruz.
= James Crabtree & Companhia r5 leilao, por
intervencao do corretor Oliveira, do grande sortimento
de faiendas limpa,, e multas outra, avariadas, as quaes
m* vendidas sem limite, : quinla-feira, 31 do cor-
rele, 10 hora, da manhaa impretervelmente, no
seu armazem, na ra di Cruz.
= Jame, Crabtree & Companhia lar leilao, por
intervencao do corretor Oliveira, de grande porio du
mebilia do mclhor gosto, importada prximamente :
aexta-feira, 1." de agosto, s 10 horas da manhaa, na
casa do Exm. Manoel de Carvalbo, na ra do Amorim.
Avisos diversos.
= Aluga-se urna boa casa eom sotao em Fra-do-
Portas d. 00, e um sobradinho na cidade de Olinda, na
ra do Bom-F"im: quem ospertender, dirija-so a F-
ra-de-Portas, a fallar com Manoel da Silva Neves.
be D-se dinheiro a premio com penhore, de curo e
prata, mesmo em pequea, quantias; na ra da Praia,
n. 22.
= OsSra. Francisco JosBiheiro de Souia, Agos-
tinho Tavares Rodovalhos o Francisco Joaquim da Cos-
ta, teem carias cm casa de Manoel Jos Machado Ma-
llieiro : na ra da Madrc-do-Dcos n. 5. 1." andar.
O ahaixo assiqnado transferio sua
residencia para a rua do Qiieiinado n. .%.
Jos de ( Hweira Campos
A commisso administrativa laz sessao, lio|e 29, para
propostas de convidados partida de 9 de agosto pr-
ximo futuro.
__ Polo juizo da prineira vara, vai lioje pela primtira
vez prae.i aquarU parla de ora sobrado em Fra-ile-
Porlas, n." 127, |ienliorada a Hicanlo Aiiluiiiu \ ianua,
por execufto do Francisco Jone .Uves uimares, ava-
liada emiiJ.OOOr.
__ Vende-no Ulna casa na cidade de Olinda, na na do
Cabra, com 17 paliiioa do frente e mais do 100 do fundo,
eohio propru; quem quizer ilirija-o aoa Afogados,
rua de S. Miguel, primeira cana U. 1, que aohara com
quem tratar.
O cadete Joao Jos Gomes da Silva agradece ao
Illm. Sr. capitao-tencnle Jesuino Lamego Costa, com-
mandante do vapor / m peral i iz, o bom tritamcnlo que
a seu bordo recebeo.
OlTerece-se urna pessoa para ensinar meninas a ler,
escrever o contar, fura desta praca, ou para qualquer
occopacio de engenho : a pessoa, que precisar, diri-
a-se a rua de Santa Rita-Nova n. 7, que achara com
quem tratar.
=Precisa-se de um3 muher de idade. capaz para
ama de urna casa de pouca familia ; na rua larga do
Rosario n. 3'2.
Perdoo-se no dia 2" do corrente, na igreja da Ma-
dre de Deo,, na orcasiao da inissa da testa da Senbora
Santa Anna, unas atacas ou pulceiras do braco de mu-
Iher, deouro, com varios enfeites do mesmo ouro.con-
lendo quatro coracs azues;quem as achou e as quizer res
lituir, leve-as a rua da Cacimba n. i, quo ser genero-
samente gratificado.
Arrenda se ou vende-se urna morada de casa e
sitio no lugar doRemedio com bastantes commodos para
grande lamilia, e mais duas casinbas de taipa no mesmo
terreno, o por preco commodo : na rua das Flores
n. 21.
Precisa-se do um honiem para feitor de engenho,
distaote desla praca oito legoas, preferindo-se Portu-
guez; quemestiver nosta circumstancia, dirija so a rua
Uireita n. 93.
A senbora soltera e capaz, que precisar de urna
ama seca para ser dispenceira, ou costureira, a qual he
seu corpo s, quera dirigir-so a rua Velha n. C5
Precisa-se doum socio para um estabelecimento bom:
quem quizer annuncie.
= Precisa se de um caixeiro queentenda do ven-
da ; no pateo da S. Cruz da Boa-Vista n. .3, venda de
calcada de pedra se dir quem precisa.
No sitio do Hospicio do Fxm. concelheiro barao
deltamarac d-se gratuitamente leito de burra as
pessoas enfermas, que delle precisarem e com es-
pecialidadea pobreza ; e isto se far oiaramente, das
(J as 8 horas da manhaa e das 4 as G da larde.
= Uesappareceo, no dia lo do corrente, do largo da
Assembla, urna canoa de amarcllo com 30 palmos
decomprido, e 5 de largo, pouco mais ou menos, e
tem no fundo 7 remendos pequeo, de dillerunte, ma-
deiras ; quem a echar ou della souber dirqa-se a
rua da Cadeia-Velha n. 30 quesera gratificado.
= Precsa-se de um menino para caixeiro de venda,
com pratica, ou sem ella e que d fiador a sua con-
ducta ; na ruada Concordia n 4.
= Precisa-se alugar um preto para conduzir carne:
paga-so por semana : quemotiver, dirija-se a ruado
Itangel n. 17.
Peranto o doutor juiz de direito da segunda va-
ra do cvel.so bao de arrematar, em o dia 30 do corren-
te varios objeclos de ouro e prata. penborados a 1).
A nna Joaquina Wanderley Lins por cxecugSo de Ma-
noel Joaquim Lamas.
Francisco Sevcrianno Rabello & Filho fazem sa-
ber, que Francisco liento de Oliveira deixou de ser seu
caixeiro desde o dia 26 do corrente.
juem precisar de urna ama para criar menino,
dirija-se a rua do Rozario da Boa-Vista n. 5.
Roga-seaoSr. J. S L. que tenha todo o cui-
dado de so importar com sua casa, e mais negocios;
mas nao se importo com osoutros, pois podo ser, que,
passando do um enredo nSo passe do segundo.
U o/fendido.
= Arrenda-seum sitio que tenha casa solTrivel ,
que nao seja muilo distante da praca, e que tenha pro-
porces para ler de H 10 vaccas do leite prefenndo-
se aquello qu-> for situado a margein do rio : quem o
livor, annuncie ou dirija-se a rua da Cadeia de S.
Antonio sobrado n. 2.
Francisco Jos Teixeira Bastos embarca para o
Rio-Grande-do-Suloseu escravo Jos, a entregar a
Joao Antonio Jorge.
O abaixo assignado faz ver ao publico, que, ten-
do feito penbora aseudevedor, Jos Mara cbefler J-
nior, na parte de urna casa terrea sita na rua de S.
Jos tem esta andado a pregDo em praca publica, sem
apparecer lancador; e tem de ,er a ultima praca no
dia 30 do corrente mez no juizo do civel da segun-
da vara escrivao Molta. Justino Pereira de Fa-
ria.
Aluga-se a casa terrea da rua Velha, n. 84 ,
com 4 quartos, sala adiante e atraz cozinha lora e
quintal murado ; a (aliar com Bernardino Francisco
de Azevedo Campos no pateo do Carmo.
__ A pessoa que quer um homem para a Iba do
Nogueia dirija-se ao segundo andar do sobrado de
4 ditos, que tem botica por baixo na rua larga do
Rozario.
= Precisa-se de um caixeiro que tenha pratica de
venda ; na rua da S. Cruz n. 58-
No dia 27 do corrente, pelas "> horas da madru-
gada no lugar da Casa-Forte appareceo urna cscra-
va fgida de naco Costa-da-Mina, pouco civlisada,
quem for seu dono dirija-so ao mesmo lugar, casa
de Jos Dionizio de Mello que, dando os signaesde
,eu trage sera entregue.
Dao se a juros 300j r,. sobre penhores do curo
ou prata ; na rua ireita n. 94.
= Aluga-se o segundo andar e sotSo do sobrado n.
II da rua do Rangol, pintido do novo: a tratar na rua
Nova, loja de ferragens n. 37. |
= Arrcnda-se o sitio denominadoTorro-,na
estrada do elem eom casa de sobrado boa ages de
beber, e lavar muitos e diversos arvoredo, de fru-
to lenba para o gasto da casa grande proporcSo oa-
ra pastagem e para plantaeoe, por ter muito grande
baixa o don, mil palmos do exlonsao na frente e
mais do 3 mil de fundo ; na rua da Gloria sobrado
n. 59.
Quem annunciou precisar de um bomem com
lamilia parater morador da ilha do Nogueira diri-
ja-se a rua do Padre Florianno casa terrea n. 65 ,
onde achara com quem tratar.
\*S PESSOAS BEI.1CI0SAS, B PRINClPALMKIrTB AOS
SINIIORF.S V\RUCHOS.
Acahao dochegar de Franca MeditacOes Religio-
sas em forma de discursos, para todas as pocas e situa-
;>>: mui ntida edicSo em 6 volumes de _8* grande
frsnoez, contendo 41" discursos e mais de 34f0 pagi-
nas, encadernac3oallemaa. Vendem se na rua do Cres-
po, n.'H, loja de Campos A Maia.
Precisa se de trerento, a quatrocpntos mil ri, a
premio com hvpotheca em urna casa no Mundo-No-
vo : dri|ao-se a rua da Praia, venda no becco do Ca-
rioca. _
Aluga-se um escravo ptimo padeiropelo preco
del2Srs. mensaes: na rua estrei'a do Rosario, n.
22, I, andar.
Boga-se aos Srs. credores venda de Jos Fran-
cisco da Cosa na rua Nova, esquina do Santo Amaro,
que anda nao drao suas tontas do debito do mencio-
nado Cesta, hajo de as dar nestes S das na ruada Cruz
n. 46, a fim desercm conferidas, para se fa;er o com-
petente rateio.
Antonio Alves Ferreira e sua muiher, lendo
feito um contrato com Jos Joaquim Bezerra Cavalcan-
ti, do venda, acerca da parle, que Ibepode locar em
o engenb S. SebasliSo do Curado, e sitio do Cumb ,
desde j previnem, a quem quer que possa perlencer.que
ninguem contrate com o dito Bezerra sobre odireito
que Ibe possa dar essa venda ; porque, estando nulla-
menlo feita, vai osupplicanto chamal o a juizo para
esse lim.
DENTISTA.
= J. W. Vcrvalen cirurgo dentista retira-su
para a Babia no vapor, que est prximo a chegar do
Norte ; e avisa a todas a, pessoas que precisarem de
seus servicos, que se acha, at a chegada do dito vapor,
na rua da Cruz n. 3.
= Avisa-se a Senhora I). Thereza do Jesu, Antu-
nes Torres de vir remir seu penbor, que tem na Boa-
Vista por 608 r, o principal e isto impretervel-
mente al o fin deste corrente mez ; assm nao o fa-
zendo ser vendido para pagamento total ; pois j
por bastante, vezc, se tem ido em casa da misma Se-
ihora e sao ludo evasivas de que se leem servido ;
le urnas vezes que nao est em caia;d'outras, que lo-
go manda.
= Manoel Jos Antunes retra-se para a provincia
do Para e deixa por seus bastantes procuradores ne-
ta praca encarregados de todos o seu, negocios aos
Srs. Kalkemann Rosemund, e a seu mano Jos Joa-
quim Antunes.
= Agostinho Fernandas Catanho de Vasconcello,
embarca paran Rio-de-Janeiro os escravos Jos, Ca-
tango; Domingos^e Numa, Congo; por conta do Sr.
Jos Carlos Soares, daquella corte.
= Um Brasileiro adoptivo do idade de 50 annoi,
sem familia e bastante apto o qual sabo ler escre-
ver e contar soffrivelmenle, se oflerqco para caixeiro
de engenho ou mesmo fuitor ; tambem dar licee, de
primeiru lettras e d fiador a sua conducta; quem o
precisar, annuncio
= Um moco Portuguoz, de boa conducta e of-
ferece para caixeiro de qualquer estabelecimento nesta
pra^a ou mesmo para caixeiro de rua; o qual d Oa-
dor a sua conducta; quem o precisar, annuncie por esta
lolha.
= Aluga-se o segundo andar da casa n 2, da rua
doQueimado, na esquina do becco do Pexe-Frito :
a tratar na loja por baixo da mesma casa.
= Vendo no Diario de Pernambuco, n. 160, um
annuncio de venda da coebeira da ruado Monteiro, e
como nao tivesse delegado esse poder a pessoa alguma ,
aco certo ao publico que nao faco negocio algum
sobre tal coebeira, quo foi em basta publica arrema-
tada, cm 8 de fevereiro de 1843, por seu poMuidor
nfonio Flix dos Santos.
: Alugo-se duas moia-agoas na rua do Dique ; o
tratar na rua da Cruz, n. 61.
=. Aluga-,e o primeiro andar do sobrado n. 13, da
ruadaMoeda, por pi eco commodo : a tratar no e-
gundo andar do mesmo sobrado.
= Precisa-sede um homem que tenba familia
para ser morador da illia do Nogueira : d-,e caa para
habitar e Ierras para plantar : quem estiver nestascir-
cumstancias aunui.cie.
Quem precisar de um moco Portuguez que tem
pratica de cozinhar, dirija-so a travessa da Concor-
dia defronlc da casa n. 5, ou annuncie.
= O Sr. B. D. Franco queira mandar realiiar o
negocio das duas vaccas, at o dia 30 do corrente na
rua da Cadeia-Velha loja n. 50 de Antonio Go-
mes da Cunha e Silva.
= Bartholomeo Vieira Brasileiro, retiri-e para a
provincia do Maranho a tratar do, seus negocios
LOTKRIA DO SEMINARIO.
= Devendo a lotera do seminario episcopal de Olin
..a ser a primeira que corra, por se acbar urna gran-
de parte dos bilhetcs j vendida roga ,e so respei-
tavel publico que compre o resto dos bilbete a lim
de se annunciar o dia imprelerivel do andamento da,
rodas que ser breve ; e alm doi logares annuneia-
dos tambem se vndem na loja do Menezes, na rua
do Collegio.
fazem-se trancelins de cabellos de
quakjuer modelo, armis, fitas, pulceiras,
&c, &c. o mais bem feito que he possivcl,
por preco mdico 5 na rua doCalmg, loja
de lazendas n. 0.



= OSr. A. .1. M. quoirs ir pa(er a i|uantia de
25.' rs. ou mender ordem aosou correspondente ao
ah.iiso ssignado da coinmissao o comediras do seu
escravo Manuel; e, nao o (alendo no prazo de 3 dias ,
se publicar o seu nonio por extenso. Gregorio
Francisco de Torra e Va\co*ctllot Jnior.
I bomazTriega subdito Italiano retira-se pa-
ra o Maranhao e leva ein sua companhia Venancio
Miquolete e Daniel Antoniel.
O Nazareno a. 113 estala a vonda nos lugares do
costumeao meiodia ; pasta revitta as publicacoesda
praia at sabbado, 26. ___^
Compras.
Compra-se um temo de carretas
que airvo para moer, com tambores ves-
tidos de madeira : qitem tiver annuncie.
i= Compro se, para fra da provincia escravoi
de 14 a 20 annos sendo do bonitas figuras pago-se
bem ; na ra da Cadeia do S. Antonio sobrado do
um andar de varanda da pao, n. 20.
= Cotnpra-eo um preto bom cozinhoiro para urna
casa estrangeira ; quem tiver, annuncie.
= Compra-se um preto ou moleque que saibaco-
rinbar, daDdo-se a contento, e paando-se os dias
deservido, que estiver a contento ; em Fora-de-l'or-
las, a. 96, ou atraz do Ib -airo armazem do taboas
ile pinbode Joaquim Lopes do Alineida caineiro do
Sr. Joiio Matheos.
= Compr8o-sc dous escravos umpedreiro eou-
tro i arpia, pan umaencommenda do Uio-GranJe-do-
Sul ; sendo bonitas figuras. pagao-so bem : na ra
do Collegio armazem n. 19.
3 Comprao-se escravos para engenbo e quartos
capados; no Atierro dos Alogados, n. 31.
= Comprad se elementos de geometra por Lacroix;
no Atierro da Boa -Vista, n. 26.
= Compra-se um peo de tipoia que esteja e-x
l,om estado excepto a rede ; na ra Nova, loja de ler-
ragens n. 37.
Vendas.
__ Vendem-se listas geraes da lotera de N. S. de
Cuadelupe ; na livrana da praia da Independencia ,
us 6 e 8.
= Na preca da Independencia livrana ns. 0 e ,
vondom-se as seguinles novellas : Novo Gulivel 4 v.;
Lscolba de novellas, 8 v.; Viagens de Altina, 4 v. ;
Adriana, 8 v.; Alberto, 3 v. ; Collecc&o do historias,
-> v. ; Mullier feliz, 3 v. ; Orphia inglesa, 2 v.; Dou
Infeliies, 4 v. ; o Solitario, 2 v. ; o Renegado, 2 v ,
l'iolho viajante 4 v. ; Kobinsan Crusu, 2 v. ; I)uas
Desposadas, 4v.
A ttenco !
= \ ende-se a 120, 140. ICO o 180 rs. o covado de
chita ditas finas a 220 e 250 rs. o covado, sendo es-
curas, madapolo a 150, 160 e 180 rs. a vara dito
fino a 200, 220 e 240 rs. dita, madrasta lino a 280
rs. avara, meios cbales de cassa de quadros a 300 rs.,
chilaa 110 rs. o covado, lindissimos corles do cassa-
cbitas a 2600 rs. o corle chadrezes de linho para ja-
queles a 320 rs. o covado, niuito boa qualidade, supe-
rior setim preto de Macu para collele a 4500 rs. o
covado dito entre-lino tambein de boa qualidade, a
3200 rs. o covado, lustflo.branco de eicellentequalida-
ile a 1000 rs. o covado algodao liso de boa quali-
dade a 100 rs. a vara dito americano largo, multo
encornado a 220 rs. a vara, dito trancado azul ines-
clado a 240 rs. o covado, n.uito encorpado 2uarle
azul de vara de largura a 260 rs o covado muito boa
fazenda para pretos, casimiras do quadros de bou.
gosto para caltas a 1200 ris o covado lencos de
cassa pintados a 160 rs. pegas de bretanba de rolo a
1800 rs a peca dilas do brelanha de puro linho, de
0 varas a 2800 e 3200 rs. brim trancado branco de
purojinbo muilo encorpado a 1400 rs. a vara es-
guia > de superior qualidade do verdadoiroe puro li-
nbo muilo fino a 1500 rs. a vara, pecas de chitas a
V400 iOO 5500 e 6000 rs. a pea escuras, ditas
de madapolo a 2800, 3200 e 3400 rs. dito lino a
-iOO, e 4200 rs. a peca, madraste lino a 5200 e 5400
rs. a pega", cassa de quadros para babados a 3000 rs.
a peca riscadinhos trancados a 200 rs. o covado ,
muilo boa faienda para meninos cambraia lisa de
vara de largura aOOOe 800 rs. a vara, castores ou
riscadoa a 240 rs. o covado, superiores cortes de cbali
do listras de seda a 16 rs. ditos do seda com llores a
30,000 rs., o corle, mui rica fazenda superiores
cortes de cassa-chilas, modernos padres, a 4200_rs.,o
corte, cambraia de listras brancas adamascadas a 3/rs
a peca, sarja bespanbola fina muilo encorpada a 2300
e->50 rs. o covado dita franceza larga a 1600 rs.
o covado escocez do algodo para vestidos a ->00 rs. o
covado brim trancado de quadros para calcas a 300
rs o covado, de bonitos padroes, chita linas de
gosto muilo moderno a 320 rs. o covado chapeos de
sol, de seda para hornera a 67rs. ; alcm deslasfa-
zedes, outras muitas por barato prego: na ra do
Collegio loja n. 1, do Antonio de Axevedo Villarou-
co & Irma".
__ \ ende-se um casal do escravos, com urna cria
fnica de 8 annos, o negro ganha na ra, a negra co-
zinba o diario de urna casa, engomma liso, cose bem,
borda e faz lavarinto, e a cria tein principios de costu
ra : na ra da Senzella-Velba n." 142, segundoandar
'=\ ende-se canellaem po chegada no ultimo na-
vio de Lisboa, em latas de duas al meia libra; no ar-
mazem de Das Ferreira defronle das escadinhas.
= Vende-se muilo superior e nova potassa da Hu-
ala ; na ra do Trapiche armazem de assucar, o. 17.
= Nendem-seO escravos pecas de 18 a 25 annos,
bons para lodo o trabalbo tanto de campo como da
praca ; um preto de meia idade por 200* rs. bom
para servir urna casa era trabalbar em sitio por eiUr
a isto aeottumado um moleque de 14 auno muito
ladino ; urna parda do 18 annos coso engomis e
fez todo o seivico de urna casa; duas escravas boas
quiUndeiras; na ra do Crespo n. 10 primeiro an-
= Vendem-se capacho redondo e comprido, et-
toios de navalha a contento, grvalas muito supe-
riores para hornera garrafa de liuta .uperior para es-
crever, bolins para hornera e enhora, spalos de
duraque e de lustro de Lisboa, e Irancezes de lo-
das asqualidades riquissimas mantas para senbora ,
de tifo, seda o vellido calas de tartar uga redondas e
compridas, pelo diminuto preco de 2? rs. riquiss i-
inas llrese chapeos para senhora ; na ra larga do
Hozario n. 21.
= Vende-se a mais nova e boa farinba de m and ir ca,
chegada ltimamente de I cubar*,un hiato .V. Henedl do
Grande fundeado confronte a rampa do Sr. Jos I la-
nos de Oliveira a 4400 rs. o alqueire da medida ve-
Iba e sendo porcSo do O alqueires para cima a
4200 rs.; a tratar narua da Cadeia de S. Antonio,
depozito de farinba n. 19.
== Vendem-see alugao-se bichas lambem se ven-
den) aos ceios de superior qualidade e mais b ra-
lo do que em outra qualquor parle ; narua do Tirapi
che n. 28.
= Vende te um moleque de idade de 10 annos;
um guarda-louca e um guarda-roupa : no p rinci-
pi do Atterro-dos-Alogados, n. 31.
= Vende-se urna casaca de bom panno preto,. nova
e bem feita que servo bem a qualquer homem izordo;
na ra da l'raia defronto do Snr. Constantino Jos
Raposo loja do al luate, de Pedro Jos Fernn des.
= Vende-so um escravo de nagao Cagange, de ida
do de 35 annos sem vicios era achaques; a o com-
prador se dir o motivo da venda : no Forte-d o-Mat-
tos, ra do Costa, casan. 12.
=Vcndc-se urna rede branca de varandas propria
para tipoia ; na ra do Passcio loja n. 11.
- Vendem-se bichas pretus o grande chegada
prximamente a 500 e 720 rs. calugadas a 360 rs. ;
na ra estreila doliozario defronte do becco do mes-
ino nome loja envidracada.
= Vende-so um guarda-louca d'amarello, moderno,
em muito born uso ; urna mesa redonda do rneio de
sala quasi nova, de angico; ludo por preco muito
commodo : na ra larga do Rozario, n. 48, primeiro
andar.
= Vende-se a segunda loja de lazendas da ra do
Queimado, n. 18 : a tratar na mesma ou na ra lar-
ga do Rozario, venda da esquina n. 5g-
= Vende-se urna escrava de Angola propria para
o servico de casa, com urna cria do 10 mezes ; no At-
ierro da Boa-Vista n. 60.
= Vendem-se 10 escravos ; urna preta de boa figu-
ra boa engommadeira cose e cozinha ; urna dita
boa vendedeira de lazendas; duas ditas boa quitan-
deiras ; urna mulalinha de 18 annos, engomma, cose,
cozinha, e he muito linda mucama ; um escravo de 20
annos, bom correiro e Irabalbador em lodo o seivico de
engeouo; um mulatinho de 18 annos muito boa fi-
gura para pagem eseafianea a conduela; (i escra-
vos pecas, de 18 a 25 annos bons para todo o trabalbo;
um prelo de meia idade por 200 rs.. ptimo para o
servico de urna casa ou botar sentido e Irabalhur em
um sitio : na ra do Crespo, n. 10, piimeiro andar.
= Vende-se um sitio na estrada de S. Amaro para
Belem com boa casa para grande familia, muilo ar-
voredos do fruto trra para plantar e pasto para ter
4 vaccas do leile : a tratar na mesma estrada passan-
d'o a ponto o primeiro sitio do lado dimito ou na
ra do Rangel n. 17.
c= V ende-se sal de Lisboa em porcoes e alquei-
res aprecodolOOO rs. o alqueire da medida veiba ,
e urna porcao grande de garralas vasies: na ra da
l'raia venda no becco do Carioca.
= Vende so um relogio, novo, de ouro com cor-
rele c chave ; na ra do Livramento loja de cou-
ros n. 13.
= Vende-so urna barretina para guarda nacional ,
um bonete, grvala o correiamc de lustro, ludo no-
vo por preco commod ; na ra do (Queimado es-
quina do becco do l'eixc-Frilo n. 2.
= Vendem-6e as seguinles obras : l'antbon lilte-
raire; Collectiou universelle des chefs d'a-uvres do l'es-
pril humain ; Le parfait nulaire ou la science des no-
taires ; l.eltres de ftL.damo do Serign de sa famille
el de sesamis, pour Charles Vodier ; Histoiredet or-
dres religieux pour llenrion ; Besum de jurispru-
dence sur les privilcges et hypotbtques par Lervien ;
Tresor historique el litteraiie par le cornle Daru; Let-
tres de Saint Fiancois A'avier et precdes d'unc notice
historique ; a'uvres de Chateaubriand ; Dictionnaire
des arlisles ; dito des decouvertcs;dito francais-anglais,
anglais-francais ; Hisloire de la Uelgique; Duodcima
missaet missa delunctis, &c. ; Escriptura sacra contra
os incrdulos propgnala ; Nouveaux elment de ci
rurgie etde medicine opiraloire par Begine ; Examen
de la pbilosophie par liacon ; Poesias de Jos Mara da
Costa e Silva : na ra do Crespo, n. 8.
= Vendem-se muilo boas bichas chegada lti-
mamente de Hamburgo as melhores que lia na Ier-
ra muilo grandes ; e lambem se alugao, por prego
commodo e vao-se se applicar para mais commodida-
de dos pretendentes; na ra estreila do Rozario de-
fronte da ra das Larangeiras, loja de barheiro n. 19.
= Vendem-se lencos de algodao e seda do bonitos
pudines a 610 rs. casimiras de algodSo muito encor-
padas e de quadros pelo barato preco de 480 rs. o cova-
do riquissimos cortes de colletes de quatlros a 2560
r. o covado ; na ra do Crespo n. 14, loja de Jos
Francisco Dias.
= Vende-se poUssa russiana superior o nova
ltimamente chegada ecalvirgemem pedra vinda
agora de Lisboa ; na ra de Apollo n. 18.
= Vende-se polassa americana muito nova em
barris pequeos; na ra da Cadeia do Recife arma-
zem de assuca n. 12.
= Vende-se superior farinba de S. Catharioa ,
a granel, ensrocada, a bordo do patacho Etpadarte ,
na ra de Apollo n. 18.
= Vende-e milho a 4^ rs. o alqueire, e tendo
com sacco a 4500 r. e urna porco de farinba de ta-
pioca muitoalva e nova; na ra da Cadeia de S. An-
tonio n. 19 depotito de farinba de mandioca.
b Ve.ide-ae o engenbo Marotoa na freguezia du
Tracunhiem que divide por um do lados com o ri
Tracunhiem com mil braca de frente, e meia legua
de fundo com casa de engenbo e igreja de pedra e
cal e todas as mais obras de esteios tendo cM de
vivenda, de purgar esenzalla, ludo novo, e bem
construido : a tratar no engenbo Taquera com Fran-
cisco Gome de Araujo, e no Recife con Francitco
Mamado de Almeida.
= Vendm-sesaccas de feijio mulatinho; no ar-
maren) do Guiarles confronte as etcadinhat da al-
fandega.
= Vende-se colla fina para marcineiros e pintores, fra de idade de 16 annos, sem vici
por preco mais commodo, do que da que vem da Babia, na ro i "r.a n. 49 segundo an
por atacado, ou a retalbo; na ra da Cruz, casa de pin-
tor o. 49.
an Vende-te muito boa farinba a prego de 4ff rs.
a sacca ; na ra do Queimado, loja de fazendas n. 44.
= Vendem se bezerros de lustro de tuperior quali-
dade recenlemente chegados; colla da Rahia a 12^
rt, a arroba ; urna balance decimal, capaz de pesa"
dua's mil arrobat, em estado pereito; na ra da Cruz
n.65.
Cera lavrada.
- Vende-se em caitas de 180 libras cada orna, tor-
tida desde duas at 16 em libra ; na ra da Sentalla-
Velha armazem n. 110.
= Vendem-se chitas para coberta, de bons panno
e core fixa, com estampa earvoredot fingindo mat-
tot, pelo barato preco de 160 rs. o covado, Gnitsimas
chitas franceiat muito largas, de assenlo escuro
de quadros o listras, c6res Gxas a 320 rs. o covado,
dita a 260 rt. o covado lanzinhas de bonitos padroes
a 3200 rs. o corle e a 320 rs. o covado cortes de cas-
sa-chitas de todas aa corete muilo largase 2/ rs. di-
la em vara a 400 rs. dita transparente a 2560 rs.
cortes de chita de assenlo escuro e cores fixas a 1600
rs. chitas cor de ganga e de outras muitas cores
muito finas a 200 rs. ditas escura de lindos padroes
a 160 rt., e em pegat a 5500 e 6/ rt., peca de breta-
nbas de rolo de superior qualidade a 2* r. algodo
tiancado muito largo e escuro proprio pararoupade
escravos a 240 rs. algodo americano muito encor-
pado a 220 rs. a vara, dito muito largo e encorpado
proprio para Icncues a 280 rs., madapoloes de todas
as qualidades e mais fazendas tudo por barato pre-
co ; na ruado Crespo n. 14, loja de Jos Francisco
Dias.
= Vende-se rap do Bandeira e de outras quali-
dades a gosto dos tomadores, e tambem muilo bons
charutos a que os fumantes entendedores dard o de-
vido'apreco pela excellente qualidade e vende-te era
porgos e a ratalbo ; cli bysson superior, e pbospho-
ros; na ra estreita do Rozario, loja nova n. 5 de-
fronle do becco junto a igreja onde tem o fabrico dos
ditos charutos e do rap : na mesma loja comprao-
se frascos e garrafas vasiat que seiviao de rap e con-
servas; e tambem potlnhos vasios paralinta de etere-
= Vende-se urna loja decalcado no largo do Li
vramento n. 33 : a tratar na mesma loja a qualquer
hora. '>
= Vende-se, a peso, um bracalele de coree eDgra-
sauos; um piano bamburguez, muito proprio parase
prender, por muilo commodo preco ; um par de (t
velas de piala para suspensorios : a tratar na casa n.
15 solado do theatro novo no largo do palacio
velbo. O encarregado de taes vendas declara positiva-
mente ao Sr. Antonio Basilio da Trindade que des-
de boje principia-sea effeituara venda doe teut pe-
nbores ; asiim como se detonera de toda a respoosabi-
lidade que posta tero annunciante pelos ditot po-
nhoret; na metma conformidade passa a por em pralica
com os penhoret empenbados pelo Sr. F. I. M.
em 25 de oulubro p. p. nao comparecendo esto Sr. at
o dia 29 do crrante o que confirmar a vendados
seus penbores ao annunciante pela qusntia recebida e
juros vencidos; pois esto s pode permittir aquellos pra-
zos, que Ibc sao designados pelo capitalista.
Na venda nova da esquina defron-
te do Hozario por Laixo do sobrado de
3 andares n. 3q vende-se muilo supe-
rior e aprovadoch de Lisboa, a 2880,2240 e 2000 rt.,
manteiga ingleza, nova, muito superior a 960 e 880 r,
dita franceza a 720 rs., dita a 560 rs. dita de porco
muito alva a 400 rs., queijos do reino muito oovos e
frescaesa 1440 rs. presuntos novos de Lisboa, a 440
rs., a libra o em quartos a 400 rs. ditot inglezet
para fiambre, em quarloa a 320 rs. a libra, o a retalbo
a 360rs. linguigas novas a 440 rs. letria nova a
360 rs. macarro a 300 rs., caixocs com doce de
goiaba muito fino e alvo a 1000 rs. o caixo dito
mais a baixo a 800 rt. frasco grandes com conser-
vas de Lisboa a 2400 rt. ditos com sardinbas a 720
rs. amendoasconfeitadas de Lisboa a 600 rs. a libre ,
ditas com casca a 320 rs. vinho do Porto, feitona, en-
garrafado muito voltio o bom para docnie a 560 rt. a
garrafa dito a 640 rs., dilo em pipa a 480 rs. a gr-
rula o em caada 3200 is. dita da Figueira a 240
rs. a garrafa, eem caado a 1760 rs. dilo de Lis-
boa a 220 rt., a garrafe e a caada a 1600 rs. vina-
gre muito forte 1T.K a 140 rs. a garris e a esnada
a lOO rs e todos os mais gneros bnns e baratos.
= Vendern se duas prctas com habilidades; e dou
pretos mogos e tedios; na ra do Padre Florianno,
n. 7.
= Vendem-se duas eteravas de naci de idade de
24 annos de bonitas figuras engommo cozinbio
e lavo de sabio ; duas dilas para lodo o servigo, mui-
to mores e de boas figures; urna cabrinha do 13 an-
nos cose chao, e faz renda ; urna negrinba crioula ,
de 7 anuos, propria pare ser educada ; um lindo mu-
latinho de 18 annos com principios de pedreiro e
ptimo paia pagem ; dous molecoles de 18 a 20 annos,
para o servico de campo ; um escravo peca, de oago ,
proprio pera carregar palanqun : na ra da Cruzot
n. 22, segundo andar.
= Vende-te um faqueiro completo, de preta ; 4 pa-
rea de catlicaet, con suat anglicas e tspivitador; una
salva; tudo de prate e quati novo por preco conno-
do : no arnezen de nolhados por baixo do tobrado do
Reverendo vigerio do Recife, ra do Encantanento,
n. 11.
= Vende-se um prelo de boa figura ; na ra do
Torres, n. 18.
= Na ra do Hospicio, o. 14, bairro da Boa-Vis
ta venden-se por prego raxoavel, 3 prctas noces; dst
quaos um tebecoter, ensaboar engomroar, lazer do-
ce, e cozinhar o ordinerio de urna casa ; a outra cote
chao cotinba do neino nodo e eosaboa ; e a tei-
ceire be quitendeira, lavadeira e muilo propria para
o servido de enxada.
= Vende-se um completo sortineoto de ferragens,
quenquilberias obras de cobre e lati ; tudo se ven-
dara pelo nenor prego do mercado: no Atierro da Boa-
Vista n. 78.
= Vende-te rneio alqueire de gonima de engon-
mar ; no Coelho, ra dos Prazeres, n. 6.
=Vende-se um moleque de naci de bonita figu- ] pern
sem vicios oem achaques:
dar.
= Vende-se meia arroba de pennas do eme ; na
ra da Conceicio da Boa-vista n. 20.
5= Vende-te um terreno em Fra-de-Portat, junio
a propriedede do Sr. Antonio Alvos Baibosa ja ater-
rado e [.rompi para edificar ; urna casa do sobrado de
dous andares, na ra do Rangel, n. 5 ; urna casa tr-
ro na ra do Padre Florianno, n. 12 ; um sitio na
estrada dos Afilelos, com boa casa de vivenda ear-
vores de fruto tudo se vender por baixo prego por
ser para liquidagio de contas: quem pretender, ao-
nunoie.
=Vende-se farelo em barrica, chegedoltimamen-
te de Lisboa ; na ruada Praia, n. 22.
=Venden-tetaccatdemilho ditas de arroz pila-
do ditas de farinba ditas de arroz de casca barris
de nel tudo nuito bon ; na ra da Cadeia do Reci-
te, o. 8.
=Vende-se a loja da ra Nova n. 18, com m
fundos, que agradaren ao comprador; e, nio querendo
fundos nenbunt, se vender s a arnaco desta ou
a de numero n. 32, na nesma ra onde Dodera
tratar do ajuste de qualquer dellas.
= Vendem-se os diccionarios grandes era ingu
porVieira, e algumas outras obres, por prego com-
modo ; no Atierro da Boa-Vista, loja de tniudein
n. 53.
Venden-se neias de seda preta, de peso, para te-
nborase neninat tapatot de duraque preto e de co-
res para senbora e meninas, bules bolins e sapatoidg
bezerro e de lustro para bomem e meninos bolint da
duraque com pona de couro de lustro para neninoie
neninat meiat e luvat de lia para doentes ligas
teda de Litboa fita de volta para padre meiat de al-
godao dobradas para bomem talberes pequeos par
crianges caixas de tartaruga para rap, pos carmina-
dos para denles olboda China ou essencia de for-
nosura e algn rap de Lisboa ; na ra da Cadeii
do Recife n 15, loja doBourgard.
Vende-se un quartocestanho carnudo pss-
seiro e carregador baixo ; na ra de Hortas, n. 30.
Venden se 8 pipas vasie de arce de pao,
despejadas nestes das ; na ra da Senzella- Vclba a.
132, das 8 da manbia atao rneio dia e das duas ai
4 da tarde.
Vende-te un casal de rolas hanburguezat; di
ra do Hospicio casa n. 36.
Venden-te garrotes livres do nal triste pro-
prios para engenbo ; no Atterro da Boa-Vista cata
do Sr. Joaquim Coelho Cintra.
Vende-se una banca con nove palnos forrada
de panno com 6 gavetas sendo urna de (echadura;
na ra de Agoas-Verdes, n. 86, prineiro andar.
Venden-te oculot de dout o 4 vidrot brancost
de core pera toda as idades por prego commodo;
na ra larga do Rozario loja de miudezss n. 35.
Vende-se pera lora da provincia um escra-
vo bom ollicial de sspaleiro ; na ra das Cruzes, so-
brado n. 29.'
Novo depozito de farinlia na Boa-Vista ,
loja do sobrado 53 da ra do
Rozario.
= Aonde se encontrar a melbor farinba da trra,
e da de barco a mais superior que existe no mercado,
tanto para retalbo cono en aaccas: no nesmo de-
pozito ha muito bom feijio da Ierra e milbo muito
proprio para plantar, ou para qualquer epplicacio,
que Ibe queirio dar, por no estar turado ; ludo pot
prego mais conmodo do que em outra qualquer.parte.
Muito superior cha hys;on da In-
dia ; na ra'do Crespo, loja de B. J, Sil-
-a Magalliaes, n. 11.
Vende-se vinttgre superior a 5oo
ris a caada ; na ra do Aterro dos
Abgados n. 7.
Christophers & Donaldson, narua
do Trapiche da alfandega velhn, rasa n.
4o, tem para vender cerveja em barricas,
vinda de Londres, vinhos do Porto, Te-
nerife, e outros autores, ago'ardenle de
Franca, tanto em cascos como em garra-
fas, tudo das melhores qualidades que
vem esta provincia, c tudo proprio
para as pessoas de bom gosto.
Escravos Fgidos
= Fugio, no dia 12 do corrento, do engenbo Cocal,
da freguezia de Una um escravo de nome Tbomai,
o qual be cerpina e lem os tignses teguinlct: corpo
regular cor fula denles quebrados na frente mar-
cas de chicote oes cosas, em um dot pt ten a unbi
do dedo grande arrancada ; desconfa se que anda ins-
ta praca por ter a mai 11.orando na ra Nova : quem
a pegar, leve ao dito engenbo ao seu proprielario l'au-
lo de Amorin Salgado, ou a Manoel Gongalvesda Silt'i
na ra da Cadeia do Recife.
= 50*000 rt a quem entregar um bolieiro, cabr,
escravo do capilio Jacinto Mercal Lorete, do Itio-de-
Janeiro de cata de quem fugio em 1839,econiU
eiistir netta prega a titulo de forro ; foi visto no bur-
ro da Boa-Vista pelot criados ou escravos do bim.
Sr. Maelel Monleiro : tem a cara redonda 01 denle*
da frente alguna couta limados, falla descansada,
ajunta espuma nos cantos da bocea quando falle ; K'
chelo; ten un signal no rosto de um coucet de Cf
vallo que mal so conheco : leven a ra Imperial, .
67, primeiro andar.
Fugio una preta da Costa de nome Callianoa.
de boe altura e bon corpo, de idede de 28 annos, piu-
co mais ou menos, com talhos miudos, boicot grossos,
gengivss rooxas pi cinzentes, meia carcunda .an-
dar arrestado ; na bocea do estomago tem um sigo*1
traveseado nos peitot; ievou vestido de ganga azul >
camisa de chila azul panno da Costa, brincos encar-
nados as orelhat e contat brancas no pescoco :'"'
trou pela ruaalrazdo Calabougo abi fcou-te e ni
mais andn : que a pagar, leve a ra do Mundo-No*,
n. 28, a Jos Francisco da Costa, que gratificara.
F DEFAMA 1846'
. j NATYP- PE M.


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