Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00844


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Full Text
uno de 1848-
^asr i jJMaw'i'iawaHuaaaaiwaBH^S^H
n /)/ i 1110 nublica-se lodosos das que
,, de guarda: o pceo da assigna-
ri lio i> *hs- P0T Vl!lrtrl P"9nl "tantados.
!!' .....uncio dos assignanlessao inseridos
;,',,.; de 20 res por linlia, 40 vs/4m tyno
m.r,.ic, o as repetas pela metade.
K ,. nao forera algnantei pagao 80 rs.
pT,, lilil-, c 160 em tn>o dmereme.
PHASES DA LU4 NOMEZ DE .IUI.1IO.
, ,,..., a i as 2 hv c 10 min. da tarde.
'"? '' ;. 12 aos 3 minutos da tarde.
. %hPaal9w8wr. e 43 min. da man.
jjfiiSS.ll a 1 hor. da rainhaa.
Segunda fera 2ft
PARTIDAS DOS COMIMOS.
Goianha Parahyba, e Rio Grande do Norte
Segundas e Sextas.feiras.
Cabo, Seriidiaem, Rio Formoio, Porto Cal-
vo, e Alacayo, no 1 ", 11 e 21 de cada nici.^^
Gaianliuns e bonito a 10 e 24.
Boa-TIsta ellores a 13 e 2S.
\ ictoria Quintas feiras.
Diinda toaos os dias.
PREAMARDEHOJE.
Primeira as 11 li. r42 min. da manhaa.
Segunda as 12 h. e (i minutos da tarde.
de Jullio.
Anno XX N. 10*.
HinHsmwiBn
1MAS DA SEMANA.
28 Segunda S. Innocencia, aud. do J. de
1). da 2. v., e do J. M. da 2. v.
2!) Terca o. Maillia, and. do J. de II
da 1. v, 8 do J. dos Fi'ilus.
30 Quarta S. RuBno, aud. do J. de I).
da 3. vara.
,11 Quinta S. Ignacio, aud. do Jui7. de D.
da 2. vara, e do J. M. la 1. o 2. v.
1 Sexta S. Pedro, aud. do J de I). di
1. v. do eivel, c dos J. dos Folios.
2 Sabbado S. Estevao, aud. do J. de D.
da 2. vara.
3 Domingo S. Ilermillo.
CAMBIOS NO DA 2> DE JI'I.HO.
Cambio sobre Londres S5d. p UaiO d.
.. Paria 370 reil por franco,
.i Lisboa 140 a 125 por c'php.m.
Dse, de let. de boas lirmas 1 '/, 1 Vi "''"
Ouro Oucas hcspaiiliolas .'llioUO a .il^HlMi
,i Moeda d. (W400 vel. ISTMIO a IK/llKI
de BMOO iiov. 1?*00 a 18*000
i de 4*100 'J/KW a !!
"rafa- Palaeoes .... 1#W a WMO
,, Pesos Colniunares. l#Wi a 2/D00
Ditos Mexicanos 1/tiO a l/!>0
Moedas de 2 patac. 1/780 a 1/800
Acccs da C do Bcbeiibc de .ri0000 ao par
arman.. -_ -j.^nnrmiiia-
PERHAMBUCO.
PARTE GFFtCIAL
MINISTERIO DA FAZENDA.
0 DE JLIUO.
CircularDeclarando, que os 20 por contn, de que
Irsta o artigo 9 d. regulamentn do 12 de agosto de
1844, ciimn equivalente da armozenogem addicional,
devciidu ser deduxidni de Inda a importancia das taxa*
direitoi.comn litleralmrntcse expretsa o dito artigo
p fisto, que fioan excluidas as multas; e portan!" di
liquido e deve deduiir porocnlngem par os emprega-
,|s. ficando MU eu vigor uestn parto a IrgislacAn fll.te-
rir, que nao perroilte porcentogem das mullas c d
rniaicraigein addicional.
Governo da provincia,
EXPEDIENTE DO DI* 22, DO COMIENTE.
[Conclnsav )
OflicioAo inspector da tliesouraria Ja foienda, pro
iiiiuu o de que vai tur n deridn deslino n seu uIOh
I |S deitc ntrz, om que directora do inonte-pio dos
irrvidure do citado accusl remetsa do bataneo das cou-
ribuicSe verificadas at o ultimo de junho prximo pos
ido
KiloAo director do arsenal de guerra, declarando,
iie, ein quanto durar o impedimento do respectivo nl-
inxanfc, dove ette ser substituido pelo seu fiel.
DitoAo luesm, dando-lite n faculdade, que pedio,
itrs comprar tinte e duas duziat de limas surtidas.
DitoAo chufe de polica interino, remeltondo, para
.rrvirrm de ttulos aos subdelegados dos segundo dia
tricb-i do Cabo o Mnribeca, copias das respetivas no
uicaciei, que representa se boverem extraviado.
DitoAo inspector do arsenal de marraba, autori-
twido-o mandar pagar a oflicialidade do briguc escuna
6'arr/ies os soldoi do mes de junlio ultimo.
DitoAo deten>bargadr Antonio Joaqun de Siquci-
ra,cxigindo o ollicio, em que o delegado lUpplente de
Iguiroc, Julo Antonio Cavalcanti', iralava dos aconte
cimentoa all coorrido a 17 do abril desto anno, que
n rao. fui remcltido, quando, como cncarregado da
pulicia, se o inandou ir ayndicar d'um tal factn, o que
agora informa o juiz de direito ebefo de polica interi-
no nao existir na respectiva secretaria.
EXTEi
REPBLICA ARGENTINA.
fueiios-Aijres, 0 re junho.
Estimamos 1er de anuuuciar que fui solemnemente n-
preientado e recebido, no carcter de enviado extraordi-
nario e ministro plenipotenciario do governo de S. M. o
re .!u.- Eraneles, em niiasao especial jauto da Confede-
ra o Argentina, S. Ex. oSr. barSu Ik-IFaudii.
0 Sr, Deffaiidis foi recebido com todas as formalida-
dis do eitylo, c pronunciou o seguinte discurso :
Senior. Tcnho a honra de entregar a V. Ex. as
carias reaes que meacredito na qualidado de enviado
Ulraordinario e ministro plenipotenciario de Franca
junto Confcderacao Argentina.
- M.iiii.i niishftu lie una luisso de paz e deainiaile.
Espero que ter por fin consolidar as boas relac-es,
i|ue liliinienlc existen ja entre a Franco e a Confedera-
u, i- felicito uio vivamente por llover sido encarrega-
dii di-il.i. ii
0 I'aui. Sr. gnvernador responden como segu.'
5r. niinilro.- Estos cartas reaos, queaercditSo a V.
Ex. no carcter de enviado extraordinario e ministril
Neni|ioteuoiario pelo governo do S. M. o r-'i dos France-
e, sii nm tealemunlio da bcRevolenoia de S. M., dis-
Msta lempre a eitreitar os larua deamuade queligo n
Franca com aConfederaco.
A miisao especial do V. Ex. de paz de rraitado he
para mini de alta estima.
' On linceroi votos de S. M. pela prosperidade desta
repblica nao laovAoa. Eu o retrbuo a V. Ex. para
que, como represrntaule de seu augusto soberano, se
digne Iranimittlr-lli'oi.
Ogovernu argeniioo congratula a V.Ex. pela elevada
cniriaiica que merecen de S. M. e felicila-se por ver
que a ilustrada a honrada peasoa de V. Ex. seja o in-
prprete fiel dos cntiiuciilo* de amitade de S. M.
A benevolencia que S. M. o redos Francctes mostr
para cora o ni.sso governo, e as qnalidadea honradas e
iislinela illustracSo do seu enviado, o Sr. bario Drlfau-
dis, prometieni que asna elevaJa e imporlante missfto
especial de paz c amizade ser coudiitida com acert, e
contribuir aeslreitara boa liarinonia c amignvcis rel?-
cfH entre a Franca ea Conreder^sui Argentino. Nonos
voto iao, que o Exm. Sr. enviado extraordinario e mi-
nistro plenipotenciario de S. M. tenha, no desem[ienho
de uas alias funcces,toda a felicidade e xito favuravel
os dinm paiies.
Cotu. Luit Philippe, rci dos Fiancezes, ao gover-
nadi.r c eapitao general da provincia de Buenos-Ayrcs,
eiicorre,.0do das relacoes exteriores, da Confcderacao
argentina, siide.
""i leudo outros desejos seniio enlreter e estrellar
eaila lL.t ,,;, ui viuculos de boa harmona qussubsisten!
e"in tanta elieidade entre Franca c a C.onfedcracao
argentina, nao queremos ditferir eiu enviar junto de
' un ministro em misso especial. Ein consequenciii
leiiioaeai-i,||iido o baro Dell'audis, oflicial da uolfl or-
(lt'a real ,|u legio de honra, &e. &c. &c- l'ar*
"""" enviado extraordinario e ministro pleui|iolencia
"o. e n teios nomeado nesla quulidadc junto Confe-
'ato Argentina. O conliecinicnto particular que temos
"" eUl talemos, de suus qualidades pesaoars, de seu es-
pirito de coiieili..c,iii e de sua aillies.m ao uosso servifo,
no persuade que de nada se descuidara, no exercicio da
luissu especial que I lie conferimos, para captar a votia
estima evossa confianca, c merecer dest'arte a nosia ap-
provacSo. He nesta conviccao que vos convidamos
acolhel-o ravoravelmcnto, c a dar inteiro crdito a todo
o que vos disier de nossa parto, snbrctudo quando vos
exprimir a seguranca de nossa aincera estima o de nossa
perfelU affeicao, e do lodo o interesso que tomamos na
prosperidade* da Confcderacao. E pois rogamos a Dos
que vos tenha enrsua santa e digna guarda. Escripia em
nosso palacio das Tulheria, em 20 de margo do anno
de erara de 184.">.Vomo bom amigo, Lwz PrUXIFrB.
GuUot'. (' { Continuaran do extracto dotjornue inglezto).
As folhas de Pariz, recebidas era Londres, aleancavo
a 15 de junho p. p. ,
O Journal dtt Debis annnnoiou (o o Montlenr conbr-
mou), que M.Guizot rcassumio u 3 os suas funecod mi-
nisteriaea na repartilo dos negocios estrangeirul ; eno
mesme dia coiivocnii o rei nm cbncelbo d" gabinete lio
quol assignoii a ratlicacao do novo tratado para a sup-
pre-s.io do tralioo iU esclavatura.
O arcebispo de Parii tilma publicado urna carta pas-
toral, cundemnando urna obra peridica, intitulada Xa
Bien ocioi.esiispendendo lodos os clrigos qiie.depoi-
dehaverem turando urna parte ostensiva na publicaciu
do dito jornal, nao se reiractasscm publicaiiienie das
duutrinas censuradas, do criminoso abuso, c dos factos
cslumninsoa cuntidos nclle; ou nao dcixaisem toda u
pariicipocao ni la publicacto, dentro em la das pus-
lerioresa promulgado da carta pastoral.
A cunara dos deptados conceden no dia 5 um crdito
addicional de ISmilhoes de francos para a construrriu
das fortifican.jes em ditfereiites partes da Franca, por,226
votos a favor, e 7 contra.
A iterue do l'arii annunciuii que o cnntra-alniiranlc
Dupclit Tliouars seria nomeado coiumandante da divi-
tiio noval que se ia estacionar na costa d'Afriea cni vir-
ludo da convenci assignada polo duutor I.ushingtoii e
pelo duque de Drogue.
No dia 10 de junho tinlia chegado de Marscllia a Parz
Halim Bey, filho do Mehenict Ali, acompanhado por
Hoirew Bey (secretario) o Gastnni Bey (medico).
A Presto allirmou que no mcsino da ,10; aiiniinciiira
M. Arago academia das scicncioi que' M. Fage liaba
descoberlo um novo cometa a 2 do racimo inex.
M. doBondy, um dos adjuntos (olMoUfJ privados do
ministro dos negocios estraugeiros, parlio de Pariz para
Londres com despachos no da 9.
Acamara dos pares adoptou a II a le para ic arma-
ren] as fortiticacoes de Pariz,por urna maioria do 94 con-
tra 1S votos. A mesma cmara enectou depois ndisoua-
s.lo sobre oprojecto de le relativo aos ciednos extraor-
dinario! de 1844 a 184a, cojo debate 10 lerio paitado
ein incidente algun intercs-aiile, a nao ser o discurso
de M. de MontalcmbiTt em defeio dos Jesuitas, no qunl
ello sceilcndeo em personalidades contra M. Tbicrs, as
quaea excitarn sussurros da parte dos amigos ilaquellc
deputadu.
A cmara doi depuladoi contnuou no mestno dia o
disciisaSo sobre os ornamentos de 1846, e votou acra limi-
to oppoiicao os primciroi 9 captulos do budget do mi-
nisterio do interior.
O Journal de Debis do 11 annunciou a morte da con-
dessa afol, fallecida em Parili
A Reforme, tambem annunciou que a familia real havia
recebido, a 10, noticias assiistadoras da Mude do duque
de UontpCQiicr, 0 joven principe, diiiaclla, d'uma
fraca compleicao c por isso inhabilitado para supporlar
aa fadigas da' guerra, foi acommctlido d'uma dvscn-
teria.
Amiunciou-ie, que no dia 17 havia M. Guizotdedar
uoi grande baiiquelo am seui ninigos polticos, ei|iie
depois do enccrrameiito da sessSo lencionavo os ami-
gos do ministro offereccr-lhe um diverlimento no ia-
ranjal de Luxcuibnurg. _
Ocontra-almiranU; de Woges foi nomeado n um con-
celho do gabinete, quehouve lugar no di 8, para 00IS-
mandonte em chefe da esquadra de 20 navios, que vai
vigiar a coila d'Afriea em virlude do novo Iratado. u
eapitao Bouet Duba sido nomeado inmediato a elle em
com mando.
O cmela era allmente cen.-urado em Pariz por lia-
ver produiido rpida o extrema lterocn na temperatu-
ra, qoal nunca houve. Cabio nev no nieio da da Fran
9a a 9 de Junho. O thermometro .Falirenheit) marcou a
11, lonibra era Pariz, 85graos, c a 1.80 graos.
As noticias de Argel, recebidas pilo Semaphorc oY
Marseilles, chcgavao a 6. As de Maocos liuliao causa-
do grande lensacao naquella cdade. Ditia-se que nau so
o imperador recusara ratificar O tratado, senio que
mandara degollar u signatario delle. llm enviado mouro
tniha vindo restituir ospieseules ollerecidos pelo fran-
ca, sob pretexto de que eran inuitu superiores aos que lo
fizorao era norae do imperador. Um despacho telegra-
phico, dirigido vio ministro da marinh.i ao general De-
larue, nrdenava a esle que nlo reilitoiue < prismuei
ros mouros, lem que o tratado fosso definitivamente iu.
lificado. O marevbal Bugeautera esperado a 10 em le-
ncz, onde devia embarcar para Argel. Corra, que o ce-
lebre Ben Kabli, principal motor da iiisurreicao no
circulo de OrJcansville, Unha fcilo a mi submissao ao
inarechal. Alguna bandos de rabes armados tmhao al-
liinaiiieiite apparecido na planicie adjoeenle a Argel, c
commetirao miiilos roubos e asiassinatos. O dique de
Monlpeniier devia sabir deTenez a 10 n'uraa fragata de
vapor para Tune. O principo havia de visitar depois
Trpoli e Alcxandria, o voltar pin aples.
Un puit-icripti do *4ar dizia, que o 2 encontou o
inarechal Bugeoud ao iniuigo 10 leguas dislaulo de O
Icansville, o derrotou o com a perda de 50 morios e lO
pnsioneiros, alm de nina imraensa qoantidade de gado.
O Afoniaur publicou a nova loi das alfaudegas ap|iro-
vada pelas camaraa no detuno da senao, e saneciunada
pelo rei no dia 9.
Sobro a qncsto relativa aos Jesutas dizia o Journal
des Debuts, que
A demonstracao da cmaradna pares no dio Llo-
ra completa. As lea aerilo cxcciitadas, o sel o-hio seui
timidez, nem leveridade. Nenhum principio essencia
seria violado na UMOUelO das medidas projcclndas con
tra os sociedades nao autorisodas por lei. A companlna
de Jesue leria dissolvida; mas os Jesuitas nao senao per-
seguidos. As auoi habilaces nao seriao violadas; o di-
reito de propriedado lera reipeitado; nem os eidad.ios
seriao iiibtrahidos jurisdieco dos cus juizes naturaes.
Il leis seriao exeoutadas sera se otlender pela sua exe-
cufau a brandara c bomanidada dos cmtuniea pblicos
As |pil seriao exccutad.il, e a carta Dio seria violada.
Esperava-sc que o debate lobro o budget le conclui-
ra a 1S ou 19; que 11 primeiro projeclo, que posterior-
mente se discutira, sera o do caminho de ferro de Pa-
ria a Sirasbourg; e quc'depois desse so proponao as lea
I ara o mellioramcnlo dos portns de Toulon e de Pon-
Vendre, e o da cathedral de Pariz, assim como a lei re-
Utia ao ervico irausallantico.
A Caz ta d'n Berrie ti de junho publicou a leguin-
le despedida, dirigida aos bespanhoes por I). Carlos, de-
pois da ano abdicaran :
ilespanhoes, meui fiis defeniorci.Chamado a co-
ra da llespsnha por dreitos iraprescri|itiveis, o roen
tnico desejo foi nonslanlemente o felicidade da minhn
chara patria. Essa felicidade requer boje a miulia re-
nuncia daquelles dneitns em favor do meu moilo ama-
do filho mais vrlho, Carlos Luil, principe das Asturias
Nenliun sacrificio me pndia ser penoso, (piando so ira
lava do bem do meo pan. Subserevi de todo o meu en-
rocan o acto de renuncia a favor do meu filho, a quera
rcennhecereis por meu legitimo successor, c rodeareis
cora a mesma fecao e fidelidade. Elle ter da sua parle
u cuidado de premiar, segundo o iiierer.imen.to de cada
um, a vnilt lealdadec coiisUueia, era sustentar os saos
principios, nicos que pdeiii salvar a llespanha.
Ao retirarme da vida publica, simo grande praser
ncuiiiolafao em expiessar vns a iinlia gralidio pelos
actos heroicos, com que assombrasteis o mundo, o que
ficar para .empre gravados em meu coracio.
Adeos, niciis cunslaiites defensores, u fien compa-
nlieirus. Orai comniigo ao Omnipotente, para que re-
muvaoi males que opprimem a uossa patria, e nos do
dias mais tronquillos u felizes.
Vosso olfeotuoso e grato rci, Carlos.
O Journal des Debuts annuuriava, que
A cmara dos depilados approximava se conclu
sao dos seos trabalhos por aquella sessao. Cria se, que o
dbale sobre o orcameulo das despezai concluir se hia
a 21 c que a 28, ou o mais lardar a de julho. votara
ella snbre o orcameulo da reecit.i. O presidente pedera
provavelmenic i cmara no dia 10, que fixassc a sua ul-
tima ordera do dia anterior a uonoloiio da sessao.
A /'/ene diia que
As cmaras tratavao de dar expediento aos negocios
<|ueseachavoa(Tectos a ellas. Todava pareca certo.que
licariao adiados muilos projeclos parlamentares, eal-
Hiinsdelles mu uleis. Havia porm conliaoca deque
se faria excepeo ao projeclo para estabelecer-se tres
grandes linbas de communicai,ao entre a Franca e a A-
merica. Ao examinar este projeclo devia a cmara dos
depulados lomar em coniideracao a natureza das rela-
coes commerciaes estabelecida enlre a Franca e a A-
merica:Nanles reclama a linba do Brasil ; mos, se
examinannos os mappas olliciaei publicados pelo govor-
no, veremos que a iuiportacao eu exporlaco entre a-
0 Jornal do Commercio do holltem (0 de julho) diz que
pode allegara! que nao lera o menor fiiudamento u boa-
to, que correo, ha dias, de ter sido exonerado o Sr. vis-
conde de branles da miasao especial junto corle do
Berlira.
S-ntin-lla da Monarchtn}.
baha.
CLAMOR OBRAIh
J nao bastara que o deploravel meio circulante do
paiz augmentaste pelo sen dcscreditn, e pnuca garanta
que ullerece a grande soinma do embarace! e de dill-
euldadea com que todo! luetamot, e fosse para as pro-
vincias urna ferdadeira prega, uro comprometimiento
permanente, ja que nellai nenbnro meio seguro e infol*
livel ha de distinguir o verdadeirodo falso papel-moeda,
tallan -mis os lales, e por cons'-giiinto fallo no ludoa
fortuna dos particulares depende boje apenas da i'n'in-
bilidade do raoedoiro falso J.i nao bastava isso, era de
mister que nuil'nova calamiiladc pesaste sobre nos, e
impnicssc a dura ueeessidailo desse mesmo tusneilo pa-
pel-moeda, para que nlo fiquein parausadas as Iransae-
Ces oommerciaOI, o te meol de vida a numerosa clin
so dos que giran com pequenai quantiai Astim he;
ha falta absoluto daa crdulai iniudas de 1#000, 2#000 e
^OOO i., cllut deaappareerlo inleirameoto desta capi-
tal, e ale nos estacoes publicas miiitot empregsdoi teein
deixado de receber seos ordenado! por falla deltas co-
dulat I Entretanto l no Rio de-Janeiro, o theinuro
publico regurgita de papel-moeda, o toro era reserva
30, ou 40 mil oontu! E chegirO ate l ot nosiot cla-
morc, e, te chegareiii, tero cllcs altendidnt ? lio o
que resta saber; bom lie cora ludo dizer, que, ao paito
que nesta cidailc soll'reinos mais este embarnco. ha alem
da foite reserva de papel que mencionamos, minas ri
qoutimaa de ouro MIrgoai de Cistane.a da racima
oidade, abandonadas, despresadas, porque ha lavraa
aindamis ricas, e precintas dediamantet! Que con-
tralle! (Juc padro de gloria paraos uoasni piliuuroi
polilieotl (Comi Mercantil.)
PEHNAMBCO.
uello puito e o Novo-Mundo sao apenas de 4 por cen-
) do commercio total enlre a Franca e a America;
Marselha. 18 per cento ; Bordees, 17 por cento ; eo
Havre, 03 por cento. Anda que Nanles laca o mni-
mo do commercio como Brasil, deseja obter esta mba:
Marselha pede a linba das colonias hespanbolas; ma.-,
se consultamos os mappas, acharemos que Marselha fi-
gura apenas, na raao de 13 por cento, no _commercio
colonial ; Nanles. 4 por cento ; Brdeos, 53 por cen-
to ; e o Havre, 48 por cento. Logo, he evidente que
Marselha nao lem direilo aquella linba.Bordeo ro-
chuna a linba das Indias Occidentaes fianceza. Br-
deos figura nos mappas, na raio de 18 por cento. d'a-
quello commercio; Nanles. 8 por cento ; Marselha,
27; e o Havre 4. Logo, deve o Havre ser preferido pe-
la mesma ra/ao que Sonbampton foi cscolbido pc|o go-
verno inglez, como poni de partida para todos paque-
tes empregados na naveguco transatlntica.
a Consta-nos, dizia lambem a Preise, queniobeo
contra-almirante Dupelit Tbouars, nem tao pouco o
contra-almiranle de Moges quera ha de ser cscolbido
para commandar a eslaco naval na costa occidenlald A-
rica ; mas iin o contra-almirante MontagnifLaro-
quo, que se distingui no Mogador, e que lem cabal
conhecimento da costa occidental d'Alrica, o dos dillo-
rente6 interesses que a Franca he chamada a delander.
O ministro da marinba escolheo aquelle olllcial como o
maii capuz de satislazer ao objecto que so lem ein isla
juntamente com a Inglaterra.
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO.
CMARA Pos DEPOTADOS.
Cabio aa libido lo de julho;, por 30 voloi contra 2S, a
rcioluc.'io que niand.iva pagar aos herdeirol de Caelann
Jal da Giinha a quautia de 144:000,000 rt. alem dos
tarea, importancia de 724i boii, ratSu de 20,(ion ri
cada um, que te dizia ooniureidni no Maranbio polai
iropat da independencia, Eitl droiiiu da cmara tein
meiecido o applauso de loda a populaeuo.
ciirokica jirniciARu.
Qutttei.
Para constituir a delegaco, be essencial, que o con-
sentimeoto do oredor seja simullaneo, e estipulado so
mestiio acto, ou pude ser posterior, e manilestado por
lacios, e presunipcoes que nao deixem duvidosa a sua
vontade '
A delegagao, quando ella nao cootm alguma con-
dicao suspensiva, da qual dependa o leu efleito, pode
considerar-se invalida, porque o delegante obrou com
dolo, e deixou de tumprir exactamente o ajuile?
LIBELL0 C1VEL.
AA. Adour e Companbia, Lenoir Pugel o outroi.
R. Luiz Poudra.
Senlenca.
Vistos estes aulos, allegao os AA. que ellos sao ne-
gocian les de grosso trato : que Cbardon, marcador
francez, estabelecido cora loja de lazenda, na ra
Nova desta cidade, costumava comprar a crdito pira
torlimenlo da referida loja : que cflectivamente com-
prou os A A. .por diverses vezos, fazendas.na importan-
cia de rs. 4:306,(II8, na proporcao constante da coola
crtenle II. '0 a 23 : que Cbardon fez c isio de seu
estabelecimento, casa, dividas, e demais bensaoro
pela escriptura publica, 11. 13: que na dila escrip-
tura Churdn reconbecco implcitamente a divida dos
autores, declarando, que devia a praca r. 5:8G),l20,
e impoz ao reo a obrigaeao de pagar a relerida divida :
que u reo acceitou o contrato, como consta da referida
escriptura, e electivamente entrou na posse dos bem
de Cbardon, tralou com os autores sobre ai dividas,
cujas contas Ibe frfio apresenladss, reconbeceo-os, pe-
dio-lbes prazo, e rebate, e por consequencia, sendo
como be, delegado de Chardon, est responiavel pelas
dividas demandadas : pedem que seja o reo condemna-
do a pagar-lhes a sobredita quanlia de rt. 4:306,018,
juros da lilis contestaco e cuslai: o reo deendeo se
com a materia da sua contrariedade, 11. 30, e 62 : o
que tudo vislo, e o mais que dos autos consta, proias
producidas, e razocs finacs: attendendo. que a divida
demandada esta provadi cumpridamente. a vista do
rcronbeciraento implcito da escriptura, II. 1,'i, e in-
llliricio, 11. 89 a 98, exame dos lvros commerciaes,
II. 131, laudos, II. 158, o 139: altendendo, que nio
procede a deleza do reo, em a qual elle contesta a exis-
tencia da delegaco, por falta de expresio conientimen-
to dos autores, por quanto nio be essencial para cons-
tituir a delegaco que o conseotimento do cred or seja
simullaneo, o estipulado no mesmo acto, se alias elle
accede posteriormente, e a la vontade se manifesta
aliunde de modo claro, enioduvidoio ( Duranton,
curso de direito franco/, vol. 12, pag. mbi43I, art.
28, 31',), 323, Potier, trat. dai obrig. pewoaes,
part. 3.*, cap. 2, art. 4 $ 559) sendo que, quando
mesmo provalecesse o rigor da le fin. cod. de noval, ou
a dispiisicao do art. 127odo cod. civ. francez, essa le-
giilaco que a jurisprudencia tem adoptado com mo-
dificaco, ella ni prejudicava ao delegante Chirdon,
mas nio aproveitava ao reo, que nio poda licar exo-
nerado da obrigaeao noiilrahida pela eicriptura fli.
15, a qual obrigaeao, quando racimo nao opcraito nova-
co, e n ni extinguiste a obrigarJo de Cbardon, te I.ave-
na ao iHcnoi como caucio e accedera a obrigseo pri-
mitiva, como remita da referida legiilacau, edajurit-
prudencia comagrsda pclusjuriseonsultos citados:at-
lendcndo que ocontentimento doi autores est monifcito


i
a vista do factoa allegados no arta. 0,10,e 11 do libelln
fla., |iroradot(Mo*depoimentu Bt. 90,92, 93, e1>5,
ossim mimo a vista i.is prcsompcnes quo se dcduzein IIHunoio lio Mario fl. 1, e da iii'iiliiini.i oppi.siciu que
os amores fitertu a oeaalo, e :i nena do ron: atii-n-
tlendo, que tambera nao proceda a defcza que consiste ii'
invalidada dadelcgaco, quando iDi'imu ella existir,
porque nio torio prceuchidat completamente pelo dele-
gante Uiardon aa condicc* ajustadas na escriptura de II.
lo i por quanto, 1.0, da mesma eaorlptora uSu consta al-
"iiina cendicao suspensiva, deciijn ciiiii|irimento depen-
deasc o efleito da delcgacao, sendo que tmenle unta tal
condieo, ae Fra expressa. ou constasso da dita escrip-
tura, poderia aprovcitnr ao reo Durantun, lugar proel-
lido.art. 335, le 30 ff. de rebua ortditia, Poner trat. daa
obrig, pcssoaes.'f.'parte, cap. 2.u ari.fi.*> $ ?. arl. 007):
2.,porque, ato tendo havido condiefto anspensiva, mas
sendo adelegncio pura e aem reserva, como cunis da
referida cacriptura, nio pode o reo oppir aos autorea a
eiurprdio de dolo, ou outraa que sao competentes mmen-
te contra o delegante (hardun (lei 12 fl'. de noval, et de
leg.): 3.*>, porque consta da inquiralo Ha 89 a 98, que
o reo tumou potHe do esiab- leciniunto a bena de Char-
don, aendo que a liypotheca da cana nao era ignorada
pelo reo, porque est declarada na referida escriptura fl.
15?,: julgo competir ao autores a arrio intentada;coii-
ilemnu ao reo na quantia de rs. 4.-3060IS, jurosdecor-
ridns da lili coiitestacfin e cuataa. Rccife,24 de jullio de
1813. Jojc' Thomaz Nabuco d'Araujo Jnior.
ic a metma lei em vigor do IS'jo a 40 cora nutarisacaa
ao giiverno para poder deudo ja conservar destacados no
Kio-Graiidc-du-Snl ate 200guardaa naeionacs.
A cana do cln-fe d'ciii|uadru Mello o Alvn incendiou-
o na milite de 30 de juubo, do quo Ihe resultaran gra-
ves damnoa c prcjuilOS,
(cesta.
credor, para cujo pagamento ae adjudicarlo bena na
partilba ae cabera de cual,pude por aenfio ordinaria dc-
iiiaudar aot lierdeiros o teu pagamento?
LIBILLO.
A. Joaquim Joa Ferreira.
ItR. A viuva c hIlion do Tbomai Ferreira Soarea.
Vistos estes autos, liLellofl.8, documento fls. 9 a 13,
inquirilo fia. 17 a 19, e retalia da re meeira, julgo
competir ao autor a acrao intentada nao t contra a re
senao tambera uontra oa reos menorea, visto que nao pro-
cede a nica defeaa que por parte dellea oppoz o tutor a
II. 20 v. por quanto a adjudienro de bena ao cabana, de
cnial eum o unos de pagar at dividas, nao tendo, cuino
nao fo dita adjudicacao,requerida pelo oredor,no ctina-
ntoe aenao un pacto entre oa coberdeiroa, e oa nao de-
tobrigade fiearem aubjeitot aot credore*. Lobo.aeret
sumarias,1." voi., art. 333, GuencinTr. 1 I. 2 c. 12,Mo-
raes 1. 0 O. 7 aart. 5J; tendo que da autot nu consta
o effectivo pagamento do autor: pelo que eondemno os
reot apagarem ao autor a quantia de 121,740 rt. na
propnelo legitima que cada un dos reos competir,
nos juros estipulados na lettra fl. 11 v. o cutas. Recife,
2'l de julbo de IS'ja. Jos '1 bomas .Tabuco d'A*aujo
Jnior.
COBRKIO.
CORBESeONDESCIA DA CIUADE E i'ROVINCIA.
Nao sei como ha mais um boriem to incrdulo, tio
scro, J, que esteja ; ::> duvida je que tudoi oa actos das
autoridades praieiraa da nossa bematenlurada provin-
cia tendem manifoslamente firmar a sania liberdade,
os imprescriptiveis direitoa dos povos, e sobre tudo o
respeito lei! Pnisolhem.nohe purque todos osdias nao
esteja a pruia dando provas da sua sagrada imsso ; ae
ha incrdulos, be porque elles o sao mais que S. To-
me, e nem tocando com o dedo se convencen). Oque
be um commandante de batalho de G. N. em suas at-
tribuicoes, comparado cun o presidente, um com-
mandante das armas, &e. &c. ') Pois por via desses
inesmos vai a praio mostrando as suas obras. Ahi est o
dos Afogados; o que faz elle ? annulla todos oa despa-
chos de reserva, nao obstante ser a lei bem clara a tal
respeito, e quem se nio aprsenla para o servico be
preso, mas nao preso orno qualquer preso ; quando o
desgranado nao he da pandilha, be posto incommunica
vel, como esleve esta semana um desles por dous dias.
Ora digio l quo be a liberdade a divisa da tal gente !
Corre,ba dias,o boalode que o chele do polica pro-
tendo ir com lorca desla cidade fazer visitas domicilia-
rias d'aqui bem longe, assim a maneira das de Luiz
Duarte.Lucena ecompanhia: dizem, que o lim ostensivo
destas visitas he desarmar alguns baronistas, a ver ae
por ahi ae faz alguma tallada, que de sangue a beber a
essa gente, quando mais nao seja, das nadegas de al-
gum pobre escravo. Se o zeloto chefe tanto tem a peito
acabar com esses arsenaes particulares, nao v tao longo,
por aqui mesmo achara em que faca vasa, e nao pe-
quena : elle ha de saber quaes crio as casas onde os
seus correligionarios se baviao de armar no caso do to-
que de degola; v por ahi; ficao-lhe perlo; no pre-
judicar a sua preciosa latiaV.ji lio deteriorada. Ora fa-
ca isto, meu chelezinbo !
Abi esta o vapor, nio ha novidade ; rapaziada est
contente ; o imperio vai a candis.
Illlllll) HE I'Eli vi IIII mi.
Publicatjes a pedido.
ODE
Ao lllm t Eum. Sr Thomaz Antonio Maciel Monteiro, (idal-
go cavalleiro da casa imperial, commendador da ordem de
Cliristo, ministro dosupremo tribunal de justica nacite
do imperio, concellieiro, vice-presidente dests provincia, e
1" o u da villa de 1 Minar.ira : por Joo de Marros r'alco de
Alhuquerque Mar.uilio, liacliarel l'oiniado em sciencias ju-
rdicas e sociaes, socio correspondente das sociedades Au-
xiliadora da Industrial Nacional da eapital do imperio, e
Instituto Histrico de Franca.
Semper linos, nomenque tuum, laudesque manebunt
Visoilio.
Teui lourore, leu nome, Rlorii la
DirAo alen df teculos riiulouro*.
SerenrJo-sc os ares.
Surgi a roza Aurora, alegre, ufana,
Abonancio-sc os mares,
E o salso argento apavonada trilha,
I,i de remoto clima, ousada quillia.
J conduz em seu seio
O Inclyto Barao. que Patria vlta,
Que t Patria veio,
Para cnchel-a de bens, dar-lbe alegra,
E I jo fausto tornar tao grato da.
J da ridente Olinda
Descobrio elle os montes elevados,
Cbeios degraca inunda,
Montes de gloria ao Povo Brasileiro,
Terror, e susto ao Blavo guerreiro.
No peito ae renova
Ao Viajante I Ilustre um senlimento,
Que a Natureza approva :
Agita se, encarando os Patrios Lares,
Depoia de largos sustos, largos mares.
Eis os sitios (diz elle),
a O sitios, onde a gloria taoto avulta,
E o repouso daquelle,
.' Que depois de vagar no velbo mundo,
a. Voltou s plagas, donde be oriundo.
Seu peito se commove,
Bale-Ihe o coraco, que a prubidade
Em todo o lempo move :
Falli Patriotismo, e Singeleza,
Falli nelle a J-ustica, ea Natureza.
Ab .' sente-se em tumulto!...
A ideia se perturba.... a voz se trunca....
N'um senlimento oceulto,
Ao aspecto da Patria, que o reclama,
Que tanto o desejava, e tanto e ama.
Eis o baixel veleiro
s praias pouco a poueo se aproiima,
E o Magistrado inteiro,
Depois que a torta anchora se afierra,
Saudando os Ceos, ab gre salla em trra.
Vlta, ob bonra de Astrea I
Ab volta ao Lar paterno, avito, honrado,
E coa Ilustrada ideia
Vem de novo valer o probo, o justo.
Que ao ver-te, vendo a Le, mi gemeem susto.
Folga, alllida indigencia,
Um sorriso celeste 01 ne os leus labios :
Eis o da Providencia,
Fillio mimoso, que os thesouros guarda,
Que para o desvalido os nio resguarda.
Manso Capiharibe !
Exulta de pra/er, exulta, e lolga !
E ao palrio Bebiribe,
Do Bario sempre excelso, e portentoso,
Leva o nome |el, prodigioso.
Ob! Musa, descansemos,
/Hasta, nio mais, nao vamos mais avante :
Aqui repousaremos,
E ao Inclyto Vario, de acedes lio bollas,
Teco grinaldas, orma-lbe espolias.
lllm. e Exm. Sr. Diz o bacharol Lourcnco Avel-
linoi de Albuquerque Mello, que, tendo ebegado i sua
noticia a detnissio injusta, illegal e evidentemente par-
cial, que Ihe foi dada por V. Exc. destiluindo-o da ca
deira de lalim da freguezia de S. Jos desta cidade, cas-
sandoe inulilisando o titulo vitalicio, que elle adqui-
ri, vem protestar contra esse aclo iniquo, a fin de quo,
sendo o seu protesto recebido, e tomado em eonsidem-
cao pelo successor de V. Exc, que, seguindo o exetnplo
por V. Exc. dado, eexerceudo igual autoridade, pude
[reparando a injustica sollrida pelosupplicante) resti-
luil-o ao exarcicio legitimo de seu emprego, demittindo
aquelle, que em virlude do celebre o nullo concurso
por V. Exc. ordenado, obtiver o titulo conferido por V.
Exc., o qual nio poder valer mais, e nem mesmo tan-
to como o dosupplicante.
As razOei cm que o supplicanto funda o teu protesto
consisten) em queloi legtimamente prvido por auto-
ridade competente, e em virlude da lei provincial n.
14i; que V. Exc, quando mesmo elle fosse mal pr-
vido, nao poda demittil-o aenio por algum dos casos ex-
presaos na lei n. 140 de 7demaio do crrante anoo,
que fixou osem quo V. Exc. pdedemiltir osemprega-
dos inamomeis, entre os quaes o supplicante se com-
prebende a vista da mesma lei, sendo quo s por sen ten-
ca dos tribunaes competentes, e em resultado de um
processo poda o supplicante perder o seu lugar vitali-
cio; porlanto Pede a V. Exc que se digne mandar
guardar no archivo o protesto do supplicante na forma
expendidaE R. M. Recito, 23 de julbo do 1845.
Lourenco Anilina de Albuquerque Mello.
salta de dentro do balcio o mulato Manoel, com ama
faca de ponta, tentando ferir mortalmenle o dito ins
pector, dan io-lhe duas estocadas, pelo que acha-se
comprehendido o dito mulato Manoel, escravo do Joa-
quim Gonr;alves Bastos, na tentativa do artigo 201, eo
caixeiro da taberna, Manoel Veira, como cmplice, e
o dono da mesma, Luiz Jos Marquea Joio da Silva
Oliveira, e Jos da Silva Oliveira. A vista do que, e
do mais que consta dos autos, obrigo a priso e livra-
mento ao dono da taberna, Fulo, Fuio, Fuio, Fuio,
e Joio da Silva Oliveira, o escrivio os lance no rol dos
culpados, e paste as ordena necessarias, para seren pre-
sos os sobreditos reos, e siga o seu regiment. Quarto
districlo da ribeira, era o I. de julho de 1835 Ma-
noel Correia Maciel.
Julgo peremptoria a actu, por (alta de compareci-
miento do oenunciante, que foi lancado ne aclo da cha-
mada ; e como ;o crime nao entro na excepcio do artigo
241 d-se sentenca a parte, para no juizo compe-
tente obter baixa da culpa, pagando o denunciante as
custas. Boa-Vista, 17 de dezembro de 1835 Ben-
o Joaquim de Miranda Uenriquei.
O Sr. carcereiroda cadeia, solt da prisio, em que
se auba, a Jos da Silva Oliveira; visto que no pro-
cesso, a que se procedeo contra os mais reos, nao foi
o dito Oliveira comprehendido na culpa doa mais. Quar-
to districto da ribeira, 27 de junhode 1835 Ma-
ciel. O Sr. carcereiro da cadeia solt da prisio, em
que se acha, o preso Joio da Silva Oliveira ; visto que
pelo sumario que se procedeo, nao ficou criminoso,
como estio os reos que intentaran assassioar o inspector
nocumprimento de seus deveres. Quarto districto da
ribeira, 27 do junhode 1835 Maciel.
(Estavao reconhecidai.)
Variedade.
Os joruacs recelo dos pela vapor Impcratriz nada nos
truueero denuva; ludo na corle est no mesmo pe, e.-u
que a deivoii o pastado vapor. Foi falsa por couteguin-
te a noticia que aqui deo o briguc-eteum Fama.
No senado diteutia-se o parecer da coinmiaso de cons-
tituirlo seguidle:
A commitsio de constituicSn vio o cilicio do I.te-
crctario da cmara dos Srs. de potados, em que te insta
da parle della para que o senado anna i Manilo por el-
la requerida, e te dio as razei em que ella se estriba
para obtel-s. A commissio, considerando por um lad
ettaa raics, e por oulro ai que motivarn o voto do se-
nado contra quo ella reclama, no pode deitar de latti-
iii n que baja um confn.i,, entre at duat cmaras, e cala
cerlo queninguem haver queniureconheca quanto in-
teresaa ao paiz que elle cetsc, e nunca mais se repila no
futuro. Como pois est a con>misa3o persuadida que os
desejos de ambas as cmaras sao Faicr cesar este conflio-
tii, pois s desejao a publica felicidadc e para isto esta-
r promptas a appliosr os meios convenientes, pensa a
commiisii que tal vez issu ae consiga, se ambas as cama-
ras agora se entenderem por meio do urna cuinmist,
mixta composta de numero igual de membrut do cada
cmara, a qoal, pornieiu de urna diteustau franca o leal,
poder conseguir aplanar as diflieuldades, desviar os
obstculos, c fater hariuonitar ambas as cmaras, lie
poia a coniiuisso de parecer que se convide a cmara
dos Srt. depulados para a aomeacao de una commissio
mixta, coiupoala de cinco niembros de cada cmara, e
que a ctaa cominiatSo ae incumba lembrar e propr ua
ineioa para cessar e actual conflicto, c nunca mais poder-
se repetir no futuro.
Paco do senado, 30 dejunho de 1845. Paula Sou-
sa. Vergnciro. Coila Ferrra.
Na cmara temporaria havia sido approvada em ler-
.aira di.cuttu o projeelo de lei das cleicoes, o do cod-|de lei e ordenando segunda vez, que se fechasse ta- Ida de um cha,*../ que ellcdorme em urna cama do tamal I caixote meios de linho ;
Vistos eiles autos de sumario a que se procedeo pela
parle, dad j pelo inspector liento Gomes Pereira contra
Luil Jote Marque!, Manoel Vieira, o mulato Munoel,
escravo de Joaquim Gnncalvct Battoa, Juo da Silva U-
liveira e Jote da Silva Oliveira, constando dos depui-
inenlot daa letteiuunhat, que Luis Jos Marques deau-
bedecra furiiialiucnle ao mandato do inspector liento
Gomes Pereira, para que fechaste sua taberna depois
de oilo horas e incia dauoulc, e que, pastando segunda
tez o dito inspector com a palrulha rondante, depois de
nove e meia, aioda achara a mesma taberna aborta, e
O ANA0 THOM POUCE.
L-se no Journal det Debate de 2t de marco o se-
gninle :
Anto-hontem,pelas oito horas da noule, foi apresen-
lado ao rei e familia real, como j diasemot, o celebre
anio Thom Pouce, nio como um raro abollo, mas
sim como um grande senhor ; acompanhado de nume-
roso squito. Seguem-oo um preceptor, um interprete,
um pianista, e um escudeiro. O preceptor he que fal-
la ordinariamente com elle, e transmiti ao interprete
o que melbor coovcm ao seu educando, e o pianista
divnrte-o quando a elle Ihe apraz,
Tbom Pouce tem quatorze annos de idade, e pesa
oilo kilogrammas, tendo de altura sessenta e seis cen-
tmetros. A sua caheca Java pelos quadris do joven
duque de Werteinberg, sendo na verdade um dos mais
pequeos anoes que at boje se tem visto. He natural
de Brigdeport, no Conoeclicut, (Estados- Unidosjlilbo
de pas obscuros e pobres A lama de sua pequenez
nio (ardou em seespalbar por todas as trras do seu
paiz, e desde que pode andar pensrio em tirar partido
delle ; e na verdade que se tem feito culebro. A Ame-
rica, e a Inglaterra resdio boje com es seus successos,
sto he com os seus triumphos. Os homens, e princi-
palmente na America, sio assim oiiginaes; elles fa-
/em subir sobre o mesmo carro triumpbal a danzarina
I''.muy Elssler esta maravilha de grac ede formosu-
ra, e Thom Pouce, este diminutivo da bumanidade,
que nio tem nada do oxtraordinario mais que a sua de
formidade.
Quando Thom Pouce desembarcou em Nova-York,
assistrao a este aclo mais do des mil pessoas. Em
Londres a rainba e principe Alberto drio funcedes em
seu obsequio, e a aristocracia ingleza alanou-se em
encher de ouro a bolsa do seu carrinho Emsumma,
para se fa'er urna ideia da fortuna quo tem adquirido
este seu protegido basta dizer, que seu pai manifestou
aos recebedores do tncome-ax, (imposto sobre rendi-
uieiitu; um capital de 25:libras esterlinas, e pagou pe-
lo seu carrinho que tem 20 polegadas de alto e 12
de largo, e cujos cavallos nao excedem em altura a 32
pollegadas, uns 500 guineos.
O anio Tbom possue urna condescendencia, urna
docilidade, e urna modestia extraordinarias ; sempre
amavel e jovial, ao v oasceo com urna vocacao decidida para a celebridade, e
fama. Tacs sao as suas qualidades moraes ; em quanto
s pbysicas accrescentaremos, que tem a caheca grande
como lodosos da sua raga, guarnecida de louros, e ra-
ros cabellos, olhos expresivos, bocea pequea, e en-
granada, e ps e mios milito di leudos. O todo doseu
aspecto he distincto : a pello alva, e as faces animadas
Nota-se nelle urna vivecidade incrivel, e um dom de
imilacio rara. Responde com muita precisao, e rapi-
dez s perguntas que se Ihe lazetn.
Perguntaiidn-llie em nina occasio certa senhara, se
elle tmlia iuienco de caiar-ae : a Semduvida rainba se-
uliora, responden elle E quaiiiat uainoradss leiides?
Verdaderamente oilo, .. Mas dizcui que sois pou-
co fiel. Dizem a verdade. Em Inglaterra fotle
iiniiiii obsequiado das seiihorat, c deixaveis abracar c
beijar ? Era para ficorem ralisfeilas a Quaiilat veics
tendea sido abracado ? Um milliao de veres....
U rei dos Prancczes fot presente ao anao Thom de um
rico alliucte de brillantes, mas para elle poda servir
mais de espada que do alfinete. Com turi o general l
rou o alfinete que llie tinlia dadn Famiy Elssler, c nios-
Irou querer pregar na sua grvala o do rei por deferen-
cia para com S. M.
A' cerra de Fanny Elssler ronta se o teguinle faoto :
Um dia vendo ae Thom importunado pela curiosidad,
vio ao longe Fanny Elsalcr, que levara um grande rega-
lo no braco. O anao comprebendeo, que all eslava a toa
salvaco, e de um pulo ao iulroduzio dentro do regalo
censeguindo assim osoapar-tte. Thom Pouce postuu eum
eUeitu urna ligeireza e destreza eitraordiuariaa.
Quando foi apretentadoao rei dos Franceses excculou
iinin danca original, que nao be nem a polka nem a ma
turca, nem oulra alguma couhecida. Esla danca fui evi
dciitemculc inventada por elle, o t elle he tapas de a
executar. Outro lamo duemos de um ejercicio, a que
ao omprega com muita prcdileccSo : conaiate em imitar
pela gyiiiuaslica as aceitas da anttguidade. Assim he
muio intrressantc vl o rrprodusif o cmbala de David
cun liuliaih, Hrcules anffocando o Icio de Nemea, ele
A final, para dar urna ideia da raridade do ludo o que
scdebaixo da cartaira de seu pai; e quo os seos cavallos
pdem ter por eslribaria o seu bufete.
(Peridico dos Poorps no Parlo,'
CMMERGIO
Alfapdega.
Rendimcnto do dia 2(i...............4:268*878
Deicarregao hoje 28.
Barca Ermehndalouca.
BrigueEmprezaniercadorias.
Ga leraSttord-Fhden.
Palhabote Canario Batatas, cebollas e albos.

w>v v ...-*-, twuas cuuia u tiit-jnia (TUClIld fJUDIMs, Vi. i-
,.!,;> rf <,( -..u i .. .', |fTleiicc ae*lc pheuuiueiiu, ducinu, que a sua guanta.
che a de gente em umulto conlra a expre.M dispos^ioH,,,,,,,, fi Ir.11IpPorda a Ptril em na^ain do ,an.al,
eo do commercio, t o da hxajiu de forSs de ierra, quo'lMKa, do acto de laucar fra os que esUvao dentro, Jiihode urna tbllta depapeUoyflue o seu earrinboguarda-ITaTares.
impoitacaO.
ERMELINDA; barca brasileira, vinda do Porio
entrada no coircnte mez, a consignscio de Francisco
Seterianno Rabello, manifestou o seguinte:
2 caixas pentes e caixas de cbifre; a Manoel Du-
arle Bodrigues.
20 ditas cevada, 1 dita massas para chapos; a Jos
Doarte Neves.
44 ditas pernada ,' i dila pedral de aliar; a Ma.
noel Joaquim Ramos e Silva.
1 dita fechaduras, 2 ditas fio porrele, 14 ditas pe
made, 50 ditas velas de cebo; a Antonio Jos Rodri-
gues de Sousa.
1 embrulho livros; a Joaquim Ferreira Doarte Saa-
pai o.
3 caixai massss para chapeos; a GuimarSes Serifim
&C.
16 barril ferragens, 2 caixas retroz, 2 pacotas fio pur-
rete, 8 Larris azeite de oliveira, 8 barricas e 7 ssccot
rolhas, 9 ditos alhos, 24 ditos feijoes, 1 cuobete pen-
tes e caixas de chilre, 40 ditos velas de lebo, 200 ro-
dal arcos de po, 11)4 encorlas azeitonas; a Jos Al-
fonso Moreira.
1 caixote livros; a Rozas Braga & C
1") caixas, 8 gigos e um cuobete louca e vidros; i
Antonio Dial Souto.
16 caixas tamancos; a Joio Gomes.
1 caixote prata em obrai; a Manoel Goncalve di
Silva.
3 caixai maisai para chapeca, franjas de algodio, i
pentes; a Joaquim Monteiro da Cruz.
1 barril presuntos, 1 dito salpicoes, 1 caixa casli-
nhai; a Caelano Pereira Goncalve da Cunha,
10 rodas arcos de pao, 100 leacas de times; a An-
gelo Franciico Carneiro.
1 caixote prata em obrai; a J. P. de Lcmoi & H-
Ibo.
17 caixas e 30 barrica ferragem, 4 picotes fio por-
rete, 36 barril azeite de oliveira, 3 caiai nozei, 1 csi-
xa miudezaa, 1 dita linhai, 100 ancoretai ateitomi,
700 leaca de vime, 1 fardo arcoi pira peneirai
caixas candieiroi de lati e fin de vela, 1 barril presun-
tos, 1 caixa fio prelo e branco ; a Antonio Valenlira
da Silva Barroca.
1 embru llio ratumis de linba ; a Manoel Rodrigues
Correia Ramiro.
3 saceos milbo miudo; a Joaquim de Aquioo Fon-
seca.
4 barris azeite de oliveira, 1 caixa panno de linho; i
V ictorino da Costa Moura.
3 fardoi coeiroi de algodio, 1 caixa agoa para olhos,
7 pipai azeite de oliveira, 20 taceos cevada ; a Fra-
cisco Alves da Cunba.
200 leacas de vime, 150 rodas de arcos de pi ; i
Francisco Camelo de Mendonca.
l.caixa maisas para cbapoi; a ordetn.
I,pacota panno de linho ; a Luiz Jos Costa
risa.
1 pipavinbo; a Antonio Monteiro Pereira.
1 caixote agoa para os olbos; a Dionisio Hilario
Lopes.
1 caixa manas para chapeos; a Antonio Antunes
Lobo.
2 barril vinho ; a Francisco Augusto de Oliveira.
1 caixa massas para chapeos; a Jos Gomes Vil-
lar.
1 picote panno de linho ; a Joio Rodrigues de An-
drade.
54 picotes papel de embrulho ; a Firmino Jos F-
lix da Roza.
400 leacas de vime, 4 barris a- cite de oliveira, 1
canastra eaixas de chifre, 1 fardo rolhas de corlica, 100
ancoretas azeitonas; a Manoel Rodrigues de Cana-
Ibo.
lovolumes ferragens; a Jos Leio de Castro J-
nior.
1 canastra gix detanoeiro, 1 cera pregos da ferrar;
a Domingos Pinto de Oliveira.
1 embrulho lencos e linha ; a Jos Justino da
Sousa.
9 canastras alhos; a Joio doi Santos Nunes Lims.
3 pipas vinho, 10 barris azeite do oliveira ; a Miguel
Antonio da Coila e Silva.
3,600 orinos, 2 caixas louca, 2,000 restis de ce-
bolas, 105 canastras batatas, 2'j saceos cevada, 5 ditos
feijoes, 1 gaiola dous merlos, 2 embrulbos 33 pe(U
de ouro, 46 patacOes, ol caixote bixas ; ao cu pit o.
20 saceos cevada, 10o canastras batatas; a Paulo Jos
Alves da Silva.
100 molhos de albos ; a Romio I.inbares,
1 embiulho ignora-se ; a Francisco Ferreira Bil-
lar.
1 dito dito ; i Jos Rodrigues Salizar.
1 dito dito; a Jos d Sousa Pinto.
1 dito dito ; a Manoel de Sousa 'Forres.
1 caixote dito; a Joio Antonio Maciel.
EMPHEZA ; brigue brasileiro, vindo de Lisboa,
entrado no correte mez. a comignacio de Francisco
Severianno llabello, manifestou o seguinte.
34 pipas o 68 bairis vinho, 20 pipas vinagre, '>() cai-
xas cal virgeui, 250 canastras batatal, 1 caixa bixas;
ao comignatario.
6 pipas e 20 barril vinho, 20 barris paios; a Men-
dei & Oliveira.
5 pipas vinagre ; a Antonio Jos Marques Guima-
ries.
26 barris tinbo, 65 ditos azeite de.oliveira ; a Tho-
maz de Aquino l'onseca.
2 caixas chapeos para senbora, 0 pipas e 24 barril
vinbo, 4 barrica izeite de oliveira, 1 caixote com 2t
tai azeite dito, 2 caixotei queijos, 1 boceta doco ; a
Policarpo Jos Layn.
a Domingos Francisco
Amo-


z
\ caixole 100 tomos do Manual Eneyclopedito;* Mi-
guel Jos Alves
\ esleir ; a Luiz Gomes berreira.
10 barricas carvo animal ; a Manoel Fer'eira
iO'moio desal, 10 pipas vinagre, 6 fardos albos,
ni canastras batata ; a Franeiico Fcrreira Borges.
PRACA DO BF.CIFE. 26 DEJULHO DE 18*5.
* AS TRES HORAS DA TARDE.
neVIST\ SEMANAL.
Cambio Fizrao-se saques regulare a25d.p. 1
rs. a 60 dia.
Assucar Nao ba depozito; e ss andas teem continua-
do a IjSOO rs. por arroba sobre o ferro do
brinco,e de i $450a 1 500 rs. do mascando.
\lgodio As entradas cootinio diminutas, e peque-
as vendas se teem eflectuado a 4*700 rs. a
arrobado l.'sorle.e a 4*200 rs.de 2.'
Couros Existe depozito, e houveruo vendas de 127
V$ a 130 r. a libra.
Bscalho Nao houverio entradas, e as vendas teem
sido iracas; existindo em depozito 3,000 bar-
rica a.
Carne-seeca Com um carregamento ebegado de Bue-
nos-Ayre o depozito he de 33,000 arrobas,
tendo-se vendido da de novo entrada a 2*400
rs. a arroba, e da Itio-Grande de 2*400 a
2*800 r. a dita.
Chumbo de muoicao Vondeo-se a 17* rs. o quintal.
Farioha de trigo As vendas foro diminutas, e nSo
bouverio entradas, sendo o depoiito de 4,300
barricas em 1 mSo, e de 4,5,00 em 2.*
Dita de mandioca Teem continuado as entradas, e os
rrecosteem bailado; tendo-se eflectuado ven-
das 4*050 rs. oalqueire velbo sola, ea
4*i00 rs. ensaccada.
Ferro da Sucia Veodeo-se a 10*200 rs. o quintal.
f.cnebra em botija dem de 3*200 a 3*250 rs. a
duzia.
Plvora ingleza dem de 250 i 280 r. a libra, capti-
va aos direitos.
Potassa da Rusgia dem de 280 300 rs. a libra.
SabSo amarado dem a 103 r. a libra.
Enlrarao 12 embarcacoea. e sahirio 12 : existem no
porto 52 ; sendo 1 americana, 58 brasileiras, 1 belga,
1 dinamarqueza, 2 franceaa, 1 bespanhola, 5 ingleus,
1 lubekente, 1 napolitana, e 1 sarda.
RIO DE JANEIRO.
CAMBIOS DO DI k 16 DE JULHO.
l'rtcot da ultima hora da prafa.
ra, Porluguez: Carlos Ricco.Hespanhol; Marearida
I.cmos, Portugueza; 1 til ha menor d'esla; e I escravo
a entregar.
Yavio entrado no da 27.
Rio de-Janeiro, 9 diss e 2 boros, e de Macei, 16
bores; paquete do vapor brasileiro Imperatris, de 450
toneladas, eommandanle o capilAo-trnente Jos La-
mego Costa, equipagem 30 : passageiros; para o Pa-
ra, D. Maria Barbosa Froncoso esua filha menor, 1
cadete o lOpracas de pret, Brasileirns; para o Ma-
ranhao, o commendador Manoel Gomes da Silva
Belfort, o tenente Jos Teixeira da Silva Freir ,
Brasileiro, e 1 escraio ; para Pernambuco. fr. Jos
de S. Luiz Roza, Brasileiro ; C. Dumercy, Francez.
Navio tbido no memo dia.
Rio Grande -do-Norte ; garopeira N. S. da Pena.
Avisos martimos.
NOTICIAS MARTIMAS.
Tinho chegado ao Uo-de-Janeiro sabidos de
Pernambuco.
Junbo, 28 Vapor S, Salvador.
Julho, 1 Brigue americano Napolion.
brasileiro Minerva.
y> 2Patacho S. Jote Americano.
5 Brigue Fiel.
i> 16 sardo Maria Thereza.
Vapor Imperador.
Tinho takido do fio-ae Janeiro para Pernambuco.
Julho, .13 Brigue Conceictto-Caboelo.
Eslavio annunciadot do Ido-de Janeiro para
Pernambuco.
Brigue Affonso.
Veriato.
Patacho Fiel.
Camb'ot sobre Londres . . 24 7/8 a 25
Pariz . . 375
Hamburgo . . 700
Metaes. Dobres hespanhes . . 32.700
da patria . 31,900
* Pesos hespanhes . 2.100
da patria . 1.980 a 1,990
Pecas de 6,400, valbas. 18,800 a 18.900
107 '/ a 108
A plices de 6 por cenio . 75a75'/i
provmciaes . 72 div. pago.
(Jornal do Com.)
BAHA, 25 DB JIL1IO DE 1845.
Cambios.
Londres...... 25 5/4 p. 1,000
Pariz....... 365 1 franco.
Hamburgo...... 600 o marco.
Lisbo....... 120 p.c. de premio.
Oncas hcspanbolas. 51,500
mexicanas .... 31,000
Moedas de 6,400 .... 17,800
do 4,000 .... 9,400
Pwta .... 105 a 106
Ap. do Seg. Leald 10 porcentode premio.
do governo 5 por o.50 por c. de descont.
ltimos precos da praca.
Algodao de fura......' 4,600 a 5,000
a de dentro......4.500 a 4,800
Assucar branco......2.400 a 2,700
Mascavado ......1.800 a 2.100
Csll'iorte ......2,800 a 3.600
regular ......2.500 a 2.700
ordinario......2,000 a 2,400
Courossecco ...... 145lil>
a sainados...... 115
verde em salmoura .... 3.520 um.
Caixaca, caada...... 580 a 400
| Tabaco emfblha 1.a qualidade 3.600 a 5.200
a 2 a dita .... 2,600 a 3,000
Tecidode godao de Minas ... 180 a 200
da Bahia ... 320 bom.
NOTICIAS DO MERCADO.
Assucar, tcm sido procurado.
Cal, ha falta, e existe algum do novo.
Couros, muito procurado.
Cacao, ba falta, e multo procurados.
Tabaco em folba, pouco procurado.
(Crrelo Mercantil.
Mov i (liento do Porto.
IS'avios intrads no dia 26.
Walevich-Bay (cusa d'Africa) ; 30 dia, patacho in-
glez Vlgitei, de 135 toneladas, capito Charles Pc-
route-, equipagem 10, em lastro ; ao capilio.
S. Matbeus; 18 das, garopeira brasileira N. S. da Pe-
na (com destino para o Rio-Grande-do-Norte), de
30 toneladas, mestre Manoel Jos Faustino, equipa-
gem 5. carga larinha ; ao mestre : passageiro, Ala-
noel A|ves da Cunda, Brasileiro.
Val-Praiio, 74 dias, tendo sahido de New-Bedlord, ba
19 tnezes, galera americana Minerva Smylh, de
53 toneladas, capilio Jared Fitbcr, equipagem 27,
carga azeite ; ao capitao.
Navios sabidos no mamo da.
Rio-Grande-do-Sul e Ido-de-Janeiro ; brigue brasi-
leiro S. Marta Boa-Surte, capillo Jos Joaquim
Bits dos Prazeres, carga assucar e rr.aii genero do
paix: condux 8 eacravos de diversos, a entregar.
Maranhao ; brigue-escuna brasileiro Carolina, capito
rrunnsco Bernardo de Mallo, carga assucar e mais
gneros: passageiros, Jos Galelti, Austiiaco; Luiz
Guitoni, Italiano ; Jos Agoitinbo Carreira Guer-
Editaes.
Miguel Arcanjo Monteiro de Andrade, oj/icial da im-
perial ordem da Hola, cavalleiro da ue Chritto ; e
intpector da alfandega de Pernambuco, por S, M.
Imperial, o Senhor D. Pedro II, que eo guarde,
Ue.
Faz saber que no dia 28 do corren te se bao de arre-
matar en> praca publica,a porta da mesmaao meio dia,
duas caixas com calungas no valor de 90* rs. impug-
nados pelo segundo escriturario Francisco de Pau-
la Goncalves da Silva no despacho, por factura, de
/valkmann Se Kosemund, sendo a arremataco sub|eita
ao pagamento dos direitos. Alfandega, 20 de julho do
1845. Miguel A relian jo Monteiro de Andrade.
Joo Xavier Carneiro da Cunha, /dalgo cavalleiro da
cata imperial, cavalleiro da urdan de Chritto, e ad-
ministrador da meta do contulado por S. M. o Im-
perador, qut eot guarde, etc.
Faz saber,que parante a administradlo da mesa se ba
de arrematar no dia 29 do crrenle, a porta da mcsina,
urna caixa com assucar branco de n. ;'>7, marca B,
doengenbo Limeira, avadada em 1088684 rs., con-
signada a Manoel Ignacio de Oliveira, e apprehendida
pelo respectivo empregado do trapiche-novo, por ino-
xactidio da tara : a arremataco be livre de despuza ao
arrematante. Mesa do consulado de Pernambuco, 24
de julho de 1845.O administrador, Joo \avier
Carneiro da Cunha.
O engenbeiro em chefe da provincia, competen-
temente autorieado, manda fazer publico, que bavera
concurso para um lugar de ajudante dos engenheiros
no dia 21 do mez de agosto prximo futuro : em con-
soqueocia convida as pessoas que se quizerem propor
ao dito concurso, para se alistaren), at o dia ISdesse
mez, n'esla reparticio, onde Ibes sera declarado o lugar,
horas e mais circunstancias do dito concurso. Reparti-
dlo das obra publica, 21 de judio de 1845. Vau-
thxer.
Deilaracoes.
Pela administrado do correio geral se faz publi-
co,que principio a debar-se as malas, que tem do con-
duzir o vapor Imperalriz para os porto do Norte, boje
(28) as 2 boraa da larde;drvendo acharem-se no correio
a essa hora todas as correspondencias, e ss que vieren")
depois da hora dada pagarao a laxa do duplo, como de-
termiua o artigo 110 do novo regulamento geral dos
correios, de 21 de dezembro de 1844.O administra-
dor, Bruno Antonio de Serpa liindito.
Cartas seguras existentes na administradlo do
cerreio para os Srs. abaixo : Uarlholomeo Rodri-
gue* Chaves, Fr. Domingos de Santa Cruz fem Panel-
las-de-Miranda) Joao Antonio da Lingoeta, Jus Alus
de Castro (no engenbo de Utinga.potoaio da Ipojucaj,
Manoel Thon. de Jess ( oo engenbo da Noruega),
Zefeiino Francisco da Silva.
O arsenal de guerra compra limas inglesas, cha-
tas de 14 polegadas; ditas de 12 ditas; ditas Je 6
ditas, e dita de 4 dilas; de meius cannas de 14 ditas;
ditas de 8 ditas ; ditas de 6 ditas; e ditas de 4 dilas;
murcas chalas de 8 lites ; e ditas meias cannas de 8
ditas; lima les de 10 ditas; e ditos de 4 dilas : quem
tal genero tiver, mande sua proposta, em caria fecha-
da a esta directora at o dia 29 do frrenle mez.
Directora do arsenal de guerra 24 de junbo de
1845. No impedimento do escripturario Joao Ri-
cardo da Silva.
Pelo Ivceo desla cidade se faz publico, que, em
comequencia do que ordenou o Exm. Sr. presidente da
provincia directora do mesmo lyco, em oflicio de
21 do correte, ir a concurso, da data dcsle a quaren
la dias, a cadeira de latim da freguezia de S. Jos
desla cidade, que seacba vaga, pela demisso do proles-
sur, que a exerceo. O candidato, que referida
cadeira se quizerem oppor, babilitem-te na conloruii-
dade das instrueces, que regem os concursos Secre-
taria do lyco desla cidade, 23 de julho de 1845.
Joo Facundo da Si/va Guimaiet, secretario.
=^Para o Cear vai partir, oestes 6 ou 8 dia, o bri-
gue brasileiro Fmpreza, entrado do Lisboa, ha 3 dias:
para carga ou passageiros, trato-se com l' rancisco Se-
verianno Rabello & Filho, nn largo da Assembla.
Para o Ass sai nestes dias o brigue-escuna
Peliberacao, capitao Joao Goncalves Bocha ; para car-
ja e passageiros trata-se na ra da Cadoia do Recife n.
40 ou c< m o capiUSo, na praca do Commercio.
Segu breve para o Rio-de-Janeiro o veleiro pa-
tacho Catiro II, por ter a maioria do seu carrega-
mento : quem no mesmo quizar carregar, embarcar
escravos ou ir de passogem para o que oflerecc bons
commodos pode entender-se com Amorim Irmos,
na ruada Cadeia n. 45.
Para o Rio Grande seguo viagom o patacho (uo-
po com brevidade : quem no mesmo quizer embarcar
escravos, ou ir de passagem, pudo dirigir se a tratar
com Amorim Irmaos, ra daCadeia, n. 4!>.
Para o Ass sai, nestes 6 dias, o brigue-escuna
nacional Aguia : para carga e passageiros trata-se coro
NovaesiS C., ou na ra da Cadeia n.40,
Leilo.
= Avrial Frrcs farao leilJo, por conta e risco de
quem pertencer, cm presenca do Sr. cnsul de Franca,
e por inlervenclo do corretor Oliveira. de duas caixas
decazimiras defeituosas, vindas pelo brigue Cetar, do
Havre: quarta-feira 30 do corrento, as 10 horas da
n.unli io, no seu armazem, ra da Cruz.
Avisos diversos.
AS PESSOAS riEMGIOSAS, E PRINCIPALMENTE AOS
SENIIORES P.tROCUOS.
AcabSo de cliegar de Franca Meditacott Iteligio-
tat em /orma de diicurtos, para todat as pocas e silua-
cies : tuui ntida edicio em 6 volumes de 8." grande
francez, contendo 413 discursos o mais de 54CO pagi-
nas, encadernacSoalleinaa. Vendemse na ra do Cres-
po, n.8, Inja de Campos & Mua.
IDA DO R.
n.
PL'BLICACAO LITTERARIA.
Acba-se sob o prelo, na corte do Rio-de-Janeiro, tra-
duzida por Jacintho Alves Branco Muniz Barreto, a se-
guinte obra :
Um granadeiro da guarda-imperial sobre o sepulcro
de Napoleio Bonaparle ; historia da vida pblica e pri-
vada do mesmo.
Subscreve-se na priga da Independencia, livrsria n.
e 8, 2*000 r., pago na occaiiio da entrega da obra.
Sahio o n. 36, e acha-se a venda na praca da Inde-
pendencia livraris n. 6 e 8.
O CLAMOR PUBLICO.
N. 30 e 31, achao se a venda na praca da Indepen-
dencia livraria n. 6 e 8.
Precisase de trezentos a qualrocentos mil risa
premio com hvpotheca em urna casa no Mundo-No-
vo : dri|ao-su a ra da Praia, venda no beccu do Ca-
rioca.
__Aluga-se um escravo ptimo padeiro pelo preco
da 128 mensaes: na ra cstreia do Rosario,
22, 1.a andar.
Hoje continua a discusso do novo compromisso
da irmandade de S. Pedro.
Roga-so aos Srs. credores venda de Jos Fran-
cisco da Costa na ra Nova, esquina de Santo Amaro,
que anda nao dro suas contas do debito do mencio-
nado Costa, bajan de as dar nestes 8 dias na ruad Cruz
n. 46, a fim do seren conferidas, para se fazero com-
petente raleio.
Antonio Alves Fcrreira o sua mulber, leudo
felo um contrato com Jos Joaquim Bezerra Cavalcan-
ti, de venda, cerca da parle, que llio pode tocar em
o engenh S. Sebastio do Curado, e sitio do Cumbi ,
desde j previnem, a quem quer que possa perlencor.que
nirtguem contrate com o dilo Bezerra sobre odreilo
que Ihe possa dar essa venda ; porque, estando nuda-
mente fuita, vai o supplicanto chamal o ajuizopara
esse fim.
- Precisa-so de 500J rs. a premio de dous por con-
t com seguranza em um predio ; quem os quier
dar, dirija se a ra do Cotovello, n. 85, ou annuncic.
DENTISTA.
= J. W. Vervalen cirurgio dentista retira-so
para a Babia no vapor, que est prximo a chegar do
Norte ; e avisa a todas as pessoas que preeisareui de
scus trricos, que se acbe, at a chegada do dito vapor,
na ra da Cruz n. 3.
= Avisa-se a Senliora D. Thereza de Jesu Antu-
ne Torre de vir remir seu penhor, que tem na Boa-
Vista por 608 rs o principal o isto impreterivel-
mente al o lim deste corrente mez ; assim nao o fa
zendo sera vendido para pagamento total ; pois j
por bastantes vezes se tem ido ein casa da misma Se-
nliora, e sao ludo evasivas do que so teem servido;
de urnas vezes, que nao esta em casa;d'outras, que lo-
go manda.
as Manoel Jos Antunes retira-se para a provincia
do Para edeixa por seus bastantes procuradores nes-
ta praca emarregados de todos os seus negocios aos
Sr. Kalkernann Bosemund, e a seu mano Jos Joa-
quim Antunes.
Acba-se em praea da segunda vara do civel, pa-
ra seren arrematadas, lindos os das da lei, urna cama
de angico nova, com armaco ; urna mesa redonda
da mesma madeira de meio de sala ; e urna commo-
dade ainrrello ; ludo sem uso algum penhorados di-
to bena a Fumino llerculano da Silva por exocucSo
de sentenca de D. Josopba Maria da I'aixao escrivSo
Sousa.
= Agostinbo Fernandas Catanho de Vasconcelos
embarca para o Rio-de-Janeiro os escravos Jos Ca-
tango; Domingos, e Numa, Congo; por conta do Sr.
Joao Carlos Soares, daquella curte.
= (Jm Brasileiro adoptivo de idade de 50 anuos,
sem familia e bastante apto o qual sabe ler eicre-
ver e contar sofrivelmente so oflerecc para caixeiro
de engenbo ou mesmo fetor ; tambem dar ln oes de
primeiras lellras e d dador a sua conducta; quem o
precisar, annuncie
Um mor;) Purtuguez, de boa conducta se cf-
ferece para caixeiro de qualquer estabelecimeoto netla
pra^a ou mesmo para caixeiro de ra; o qual d 5a-
dor a sua conducta; quem o precistr, annuncie por esta
folba.
= Aluga-sc o segundo andar da casa n 2, da ra
do Oueimado na esquina do becco do Peixe-Frilo :
a tratar na loja por baixo da mesma casa.
Precisa-se arrendar um sitio perlo desta prara ,
que tenha alguns arvoredos, e proporcoes para ter 3
vaccasde leite inda mesmo que a casa seja peque-
a ; quem liver, annuncie.
= Vendo no Diario de Pernambuco, n. 160, um
annuncio de venda da coclieira da ruado Monteiro o
como nao tivesse delegado esse poder a pesoa alguma ,
faco certo ao publico que n3o fado negocio algum
sobre tal eoclieira, que foi cm bosta'publica arrema-
tada, em 8 de fevereiro de 1843, por seu posuidor
Antonio Flix dos Santos.
Alugo-se dua meia-agoas na ra do Dique ; a
tratar na ra da Cruz, n. 51.
o* Aluga-se o primeiro andar do obrado n. 1 a, da
ruadaMoeda por pieco commodo: a tratar no m-
guodo andar do mesmo sobrado.
= Precia-sede um bomem que tenha familia
para ser morador da ilha do Noguaira : d-ae casa para
habitar e trras para plantar : quem eitiver nestas cu-
comstancias annui.cie.
Quem precisar de um moco Porluguez que tem
pratica de cozinhaar, dirija-e a travesa di Concor-
dia defronlo da casa n. 5, ou annuncie.
Aluga-se o primeiro andar de um obrado na
ra Direita proprio para escriptorio cu para mo-
rada de homem solteiro ; quem o pretender, dinja-se
a ra do AragSo casan. 18.
__ Aluga-se urna cesa terrea, de duas portas e una
janclla na ra de S. Rita com bstanle commodos,
alcova na sala du frente, 3 camarinhas, sala alraz com
cozinba fura quintal com cacimba otao com urna
sala 3 camarinhas e co/inba : quem a pretender,
dirija-se a rus do Crespo, loja n. 23.
(uem annunciou querer comprar um escravo bom
cozinheiro, para urna casa estrangeira, dirija-se a roa
da Sen/alla-Nova n. 42, esquina do Becco Largo.
Fica de ncnbum efleito o aviso da venda da co-
cheira de pedra e cal. situada no Monteiro por per-
tencer olla ao Sr. Antonio Flix dos Santos ; tendo-se
annunciado a venda por ignorar o antigo possuidor.
que ella j n3o Ihe partencia como agora o soube
por seu procurador.
= O Sr. B. D. Franco quoira mandar realisar o
negocio das duas vaccas, al o dia 30 do corronte na
ruada Cadeia-Velha loja o. 50, do Antonio Go-
mes da Cunha e Silva.
= Barlholomeo Vieira Brasileiro, retira-se para a
provincia do Maranbo a tratar dos seus negocios
= Henrico Kamming subdito Dinamarquez, re-
tira-se para o Rio-de-Janciro.
= Da-se dinbeiro a pr.imio com penhores de ouro
e prata mesmo em pequeas quantias; na ra do
Livramento, n. 23, segundo andar.
Precisa-se do alugar um preto escravo, psra car-
regar um panac com po para o matto. pagando-sa
mensalmente 10,000 rs., e dando-se o sustento : oa
prclendente, dirijao-se a ra da Guia, padaria S. R.
R. f. f.
= A pessoa, que comprou dous lenpos de leda em
folba e j debrunhados e marcado com as lettras e-
guinlcs I. G. I. s-ndo um preto e outro carmizim ,
com listrus e quadros pretos, querendo restituil-os ,
sedar o mesmo dinbeiro porque forSo comprados :
procurara na ra do Cabuga loja que foi do Sr. Ban-
deira ou cm casa do Sr. Calmont, ou na do Sr. Ma-
noel Jos de Souza Bastos.
Dcseja-sc fallar a Mr. Celicr; na
rita de S. Hita n. 85.
= Aluga-se o segundo andar da casa o. 22. da ra
estreila do Rozarlo : a tratar na ra do Paseio n. 1.
BOTICA CENTRAL DO INSTITUTO
Homeopalhico do Brasil.
Possue todas as substancias experimentada na Eu-
ropa, nos Estados-Unidos e ltimamente no Brasil e a
dy namisacSesfeitas pelos processos mecnicos dodr. Mure.
Dislnbue gratuitamente a vaccina dynamisada e to-
dos os outros preservativos necessarios nal epidemial
reinantes, e responde a qualquer consulta, que a rea-
peito de livros, medicacoes, remedio e rgimen Ibo
lor dirigida.
Pratica elementar da homeopathia pelos Srs., Mure
eMarteus.
Enriquecida das primeiras experiencias puras feita
no Brasil.
Preco 84OOO rs. e lOs rs. com urna boa encader-
nacio.
Folbona bomeopathica, 2.anno, contendo noticiai
sobro o estado actual da homeopathia, o rgimen, a o
estatutos do instituto homeopalhico.
Preco 320 rs. com grando abatimanto a quem com-
prar porgos maiores.
Frederico Chaves, fabricante de licores e
de todas as qualidades de espirito,
com fabrica no atterro da Boa-
vista n. 26
tem sompre grande sortimento de licore finos e or-
dinarios de todat as qualidades, com muito ricos letrei-
ro dourados de varias cores, ecom bocea prateada, em
garralas pretas, verdes e brancas, todas iguaes, por
precos muito commodos, para vendas e para exporta-
ro; tambem tcm verdadoiro marrasquino de Zara, vi-
nbo de caj, da Madeira em garralas o em caixas do
urna duzia, genebra em botija e em caadas,agurden-
les do reino, de Franca, e de anis em caadas e em bar-
ris, espirito de 30 graos es garrafas e em caadas,
charopes finos para refrescos de toda a qualidades, e
da verdadeira resina de rngico muito bom para o
peito; aprompta toda equalquer encommenda paraapro-
vincia, e para ft'ira della com todo o asseio ; e respon-
de pelas boas qualidades de todos os liquido que se
vendem ra meima fabrica : as amostras sao franca aos
compradores.
Hape vinagrinho.
F.ste superior rap torna invariaval a sua qualidade
por nao mofar, nem seccor; nio fere o nariz, nem pro-
duz irritacoes vertiginosas, porque a sua composiclo he
a mais simples possivel. A geral estima que tem tido
esta rap pelos apreciadores de urna boa pitada, e a ap-
iiuvucao que a respeitavei lociedade de medicina Iba
concedeo remata o seu mais completo elogio.
Novas fornadas d'esteexcedente rap, com a cor mu
escura, se acbio venda nos depsitos da ra da Ca-
deia do Recife, n. 50, praca da Independencia o. 2S,
atterro da Boa-vista n. 10, e atterro dos Afogadoa n.
209, aonde se vende a 1*000 rs., a libra, de 5 librat
para cima. O embrulho dette rap he azul, e os rtu-
los branco*.


A
Nu sitio do Hospicio du Etm. concelheiro baro
de Itaanrac, da-se gratuitamente leilo de burra s
possoai enfermas quo dello precisaren! e com es-
pccialidade a pobreza ; eistose Tara diariamente, das
0 as S horas da manbn e das i as 6 di tarde.
= O Sr. A. J. IV'. queirs ir pafrar quanliade
25/ rs. nu mandar orlen aoseu correspondente ao
uiaiio *s escravo Manoel; e, nao o fazendo no prazo de 3 dias ,
sk publicar o seu n nc por extenso. Gregorio
i'rancisru de Torru e Va^conctllot Jnior.
= Thomiz Triaga subdito Italiano retira-se pa-
ra o Maranbao e leva em sua companbia Venancio
aliquelete e Daniel Antootel.
= Desappareceo, no dia 23 do corrente, do largo da
AssemUa urna canoa de amarello com 30 palmos
decomprido e 5 Je largo, pouco mais ou menos,
tero no fundo 7 remeodos pequeos de difirante) ma-
deiras ; quem a char ou della souber, dirija-se a
ra da Cadeia-Vellia n. 30 que sera gratificado.
- Precisa-se de um menino para caixeiro de venda,
com pratica, ousem ella e que d fiadora sua con-
duela ; na ruada Concordia n 4.
No dia 29 do mez passado appareueo, em casa de
Antonio Vicente Vieira de Mello urna escrava de no-
mo Andreza que diz ser das Alagas: quem for seu
senlior a procure no Passo-de-Camaragibe no sitio
doscurraes, em casa do annunciante ; o qual nao se
responsabilisa de forma alguma.
bb Olerece-se urna criada Portugueza para todo
o arranjodeuma casa ; quem de seu prestimo se qui-
zar utilisar, dirija-se a ra do Sol n. 1.
= Precisa-se alugar um preto para conduzir carne:
paga -se por semana : quem o tiver, dirija-se a ruado
Kangel, n. 17.
= Precisase de um caizeiro quo entenda do ven-
da ; no pateo da S. Cruz da Boa-Vista n. 3, venda de
calcada de pedra se dir quem precisa.
= Frederico Lensimger, subdito inamarquez, re-
tira-se para o liio-(L--Janeiro.
= Arrenda-se, annualmente, ou pelo lempo que
te contratar, urna das casas terreas do Kzm. baro de
Itamarac no lugar do Manguinbo ,. por preco com-
ino Jo : a ti atar na ra de Hortas n. 140.
I. P, R. ou para molbor dizer o Gambeta ,
participa aosseus amigo) quo Ibea ficarao com bilbe-
tes da rifa, que marcou para o da 20 de julbo presen-
te quedeixou de ser efleituada no dia marcado em
razo de nao acbar compradoras para o resto dos bilhe-
tes e juntamente por andar nes>e dia oceupadissimo
com negocios de mais importancia; e como nioquer.
que seus amigos, Ihe cbamcm mais crianza, do que be;
por isso marca a dita rifa para o mez de agosto isto
he, se adiar mais alguns pedagos d'asno que Ihe
fiquem com o resto dos bilhetes, e por isso.se vms. nao
gostarem destes meu) rinquedinhos, he para oulra ve/
nao se mettercm cora crianzas, que sempro gostao de
folgar.
Compras.
= Compra-se urna bomba de ferro para ama ca-
cimba que lenha de 20 palmos para cima de altura ;
oa praga da Boa-Vista n. 32.
ss Comprio-se, para fra da provincia escravos
re 14 a 20 annos sendo de bonitas figuras pagao-se
l.em ; na ra da Cadeia do S. Antonio sobrado de
um andar de varanda de po, n. 20.
= Coinpra-se um preto bom cozinheiro para urna
rasa estrangeira ; quem tiver, annuncie.
= Compra-se um preto ou moleque que saiba co-
yinliar, dando-se a contento e pagando-se os das
do servico que estiver a contento ; em Fora-de-Por-
tas n. 96, ou atraz do tbealro armazein de laboas
de pinho de Joaquim Lopes de Almeida caixeiro do
Sr. JoSo Matheos.
= Compro-se dout escravos um pedreiro eou-
tro carpina.para umacncommenda do Rio-Gran Je-do-
Sul ; sendo bonitas figuras, pagao-se bem : na ra
do Collegio arrna/ctu n. 19.
Comprao-se escravos para engenbo e queraos
capados; no Atierro dos Alogados, n. 51.
Compra se urna negrinha de 12 a 14 anno) ; no
paleo do Tergo n. 2, primeiro andar.
Vendas.
Attcncao !
=Vende-tea 120, 140, lOOe 180 rs. o covado de
chita ditas finas a 220 e 250 r). o covado, sendo es-
cura, madapoUo a 150, ltSO e 180 rs. a vara dito
fino a 200, 220 e 240 rs. dita, madrasto fino a 280
r>. a vara, meio) chales de cassa de quadros a 300 rs.,
cliila a 140 rs. o covado, lindissimos corles de cassa-
cbitas a 2000 n. o corte chadrezes de linbo para ja-
quetas a 520 rs. o covado, muito boa qualidade, supe-
rior selim preto de Macu para collele a 4500 rs. o
covado dito entre-lino tambem de boa qualidade, a
3200 rs. o covado, lusto.branco de excellenle qualida-
de a 1000 rs. o covado algodao liso de boa quali
dade a 100 rs. a vara dito americano largo, muito
encerpado a220rs. a vara, dito trancado azul mes-
ciado a 240 ri. o covado, muito encorpado zuarto
azul de vara de largura a 2G0 rs o covado "muito boa
fazenda para pretos casimiras de quadros de bom
gosto para caigas a 1200 ri) o covado lencos de
cassa pintados a 160 rs. pega) de bretanba de rolo a
1800 r, a pega dita) de bretanba de puro linbo, de
ti varaa a 2800 e 3200 r>. brim trancado branco de
puro linbo muito encorpado a 1400 rs a vara es-
guia) de superior qualidade do verdadeiro e puro li-
nbo muito fino a 1500 rs. a vara, pecas de chitas a
4400 3200 5500 e 6000 rs. a pea escura), ditas
de madapolo a 2800, 5200 e 3400 ra. dito fino a
4000, e 4200 rs. a peca, madrasle fino a 5200 e 5400
rs. a peca cassa de quadros para babados a 5000 rs.
peca riscadinbo) trangados a 200 rs. o covado ,
muito boa fazenda para meninos, cambraia lisa de
vara de largura a 000 o 800 i. vara castores ou
siseados a 240 rs. o covado, superiores cortes de cbali
de listrss de seda a 16j rs., ditos de seda com flores a
30,000 rs., o corte mu rica fazenda superiores
corte de cassa-chilas, modernos padrees, a 4200 rs. o
corte, cambraia de listras brancas adamascadhs a 5/rs
a peca, sarja bespaobola fina muito encorpada a 2300
e 2500 rs. o covado dita franceza larga a 1600 rs.
o covado escoces do algodSo para vestidos a 300 rs. o
covado brim trancado de quadros para calcas a 501)
rs. o cova do de bonitos padroes, chitas finas, de
gosto niuit o moderno a 320 rs. o covado chapeos de
sol, de se da para homem n 5/rs. ; alcm destas fa-
zendas o utias inuitas por barato preco : na ra do
Collegio 'oja n. 1, de Antonio de Azevedo Villarou-
co & Irniii
\ end e-se um casal de escravos, com urna cria
femea de.S i mnos, o negro ganha na ra, a negra co-
z tilia o diari< > de urna casa, engomma liso, cose bom,
borda e faz la varinln, e a cria tem principios de costu-
ra : na ra d. i Senzalla-Velba o. 142, segundo andar
=Vende- se canella em po chegada no ultimo na-
vio de Lisboa em latas de duas at meia libra; no ar-
mazn) de Oias Ferreira dofrnte das escadinhas.
=3 Vende-s e muito superior e nova potassa da Rus-
sia ; na ra do Trapiche armazem de assucar, n. 17.
= Vendem-se G escravos pegas de 18 a 25 annos,
bons para todo o trabalbo tanto do campo como da
praca ; um preto de meia idade por 200. rs. bom
para servir urna ci sa em trabalbar em sitio por estar
a isto acostumado um moleque de 14 annos muito
ladino; urna pard<> de 18 annes, cose, engomma e
faz todo o servico o'e urna casa ; duas escravas boas
quitandeiras; na ra do Crespo n. 10 primeiro an-
dar.
=Vendem-se capachos redondos e compridos es-
tojos de navalbas a contento, grvalas muito supe-
riores para hnmem garrafas de tinta superior para es-
crever bolins para homem e senbora sapatos de
duraqueode lustro de Lisboa, e francezes de to-
das as qualidades riqusimas mantas para senbora,
Je tife, seda e veludo caixas, de tartar uga redondas e
compiidas, pelo diminuto preco de 2 rs. riqusi-
mas llores e chapeos para senhora ; na ra larga do
Kozario n. 24.
= Vende-se a mais nova e boa farinba de mandioca,
cbi'gada nltimamente de l cubagy.no hiate\S. Bentdicto
Grande fundeado confronte a rampa do Sr. Jos Ra-
mos de Uliveira a 4400 rs. o alqueire da medida ve-
Iba e sendo porgao de 00 alqueires para cima a
4200 rs. ; a tratar na ra da Cadeia de 5. Antonio ,
depoztu de farinba n. 19.
= Vendem-se e alugo-se bichas tambem so ven-
den) aos ceios, de superior qualidade o maia bara-
to do que em oulra qualquor parte ; na ra do Trupi
che n. 28.
= Vende so um moleque de idade de 10 annos;
um guards-louca e' um guarda-roupa : no princi-
pio do Alterro-dos-Afogados, n. 31.
= Vendem-se, por preco commodo unas poucas
de travs e linbas de pao clareo, proprias para cons-
truccio de puntes e trapiches ou obras de segoiros ,
por lerem bastantes anuos de seccas ; a tratar na ra
da Cruz no Recife depozito de rap de Gasse.
= \endem-se grosas de phospboros americanos,
da melhor qualidade que ba por preco commodo ,
por atacado e a retalbo ; na praca da Independencia,
n. 4.
= Vende-se colla fina para marcineiros e pintores ,
por preco mais commodo, do que da que vem da Babia,
por atacado, ou a retalho; na ra da Cruz, casa do pin-
tor n. 49.
= \ende-se muito boa farinba a prego de 4c rs.
a sacca ; na ra do (uoimado, luja de fazeodas n. 44.
= Vendem-se saccas de lei|So mulatinbo ; no ar-
mazem do Guimaraes confronte as escadinhas da al
fandega.
= Vendem se bezerros de lustro do superior quali-
dade recenlemenle chogados; colla da Rabia a 12.-
rs, a arroba ; urna balanza decimal capaz de pesar
duas mil arrobas em estado pereito; na ra da Cru
o. 55.
Cera lavrada.
Vende-sem caixas de 180 libras cada urna, sor-
lidas desde duas al 16 em libra ; na ruada Senzalla-
\ el lia armazem n. 110.
= Vende-se o engenho Marotos na freguezia de
Tracunhaem que divide por um dos lados com o rio
Tracunhem com mil bruoas de frente, e meia legua
de fundo, com casa de en((onbo o igreja de pedra e
cal o todas as mais obras de esteios sendo cusa de
\ venda, de purgar esenzalla, tudo novo, e bem
construido : a tratar no engenho Tuquara com Fran-
cisco Cuines de Araujo, e no Recife com Francisco
Mamado de Almeida.
ss Vende-se urna venda com os lundos a vonlade
do comprador euc um dos melbores lugares, que he
no Recife travessa da Madre de Dos n. 1 : a tra-
tar na mesma venda.
= \endem-se chitas para coberta, de bons pannos
e cores fitas, com estampas e arvoredos lingindo mal-
los, pelo barato preco de 160 r>. o covado, finissiuias
chitas francesas muito largas de assento escuro ,
de quadros u listras cores linas a 320 rs. o covado,
dita a 260 r> o covado lanzinba) de bonitos padroes
a 5200 rs. o corte e a 320 rs. o covado corles de cas-
sa-cbilas de todas escures e muito largas a 2* rs. di-
ta em vara a 400 rs. dita transparente a 2560 rs. ,
cortes de chita de assenlo escuro e cores lixas a 1600
rs. chitas cor de ganga e do outras muitas cures c
muito linas a 200 rs. ditas escuras de lindos padroes
a 160 rs., e em pegas a 500 e 6/ rs., pepas de bruta-
nhas de rolo de superior qualidado a 2j rs. algodao
trancado mullo largo e escuro proprio para roupa de
escravos a 240 rs. algodao americano mudo encor-
pado a 220 rs. a vara dito muito largo e encurpsdo ,
proprio para lences a 280 rs. madapoloei de toda)
a) qualidade) o mus fazendas tudo por barato pre-
co ; na ra do Crespo n. 14, loja de Jos Francisco
Das.
= \ende-se um escravo moco ptimo para todo
o servico principalmente para sitio ou engenho ;
na ra Direita n. 12.
= Vende-se urna casa torrea na ra da Gloria ,
d 90 com 3 quartos o em chaos proprios; a tratar na
ra do Crespo n. 10.
= Vende-se potassa russiana superior o nova,
ltimamente chegada ecalvrgemem pedra, vinda
agora de Lisboa; na ra de Apollo n. 18.
Vende se um par de esporas de prata moder-
nas sern feitio, e de muito bom gosto ; na ra du
Crespo loja da esquina ao pe do arco de S. Antonio.
= Vendem-se dous escravos mocos e de bonita) fi-
gura) ; na ra da Cruz n. 51.
= Vende se urna escrava crioula, de 24 annos, de
bonita figura engomma, cozinha, e lava ; urna ca-
brinhadel3 annos, de bonita figura, co)e chSo e
faz renda ; urna linda negrinb crioula, de7 annos;
duas escravas de naci mocas e de bonitas figuras .
proprias para todo o servico ; dous molecotes crioulos
de boas figuras; de 18 annos proprios para todo o
servico; um lindo mulatinbo du 18 annos, proprio
para pagem o tem principios de officio de pedreiro :
na ra das Cruzes, n. 22, segundo andar.
= Vende-se polsssa americana muito nova em
harris pequeos; na ra da Cadeia do Recife arma-
zem deassuca n. 12.
= Vende-se, por preco commmodo urna preta de
30 annos lava de sabio cozinha e be boa vende-
dera ; um molequode 15 annos, de bonita figura,
e sadio ; na ra do Nogueira n. 27.
tan Vende-se um bonito escravo bastante moco ,
sadio esem defeitos; na ra da Cruz n. 3, segun-
do andar.
Vende-se um preto de meia idade proprio pa-
ra o servico de sitio ; urna preta anda moga ; na ra
do Cabuga, n. 16.
= Vende-se superior farinba de S. Catharina ,
a granel, ensaccada, a bordo do patacho Eipadarle ,
na ra de Apollo n. 18.
-----Vende-se urna negrinha de 16 annos, sadia ;a
vista do comprador se dir o motivo da venda : na ra
do Cabuga loja de ourivesn. 3.
= Vende-se urna bonita parda de 16 a 18 annos ,
recolhida perfeita costureira e engommadeira ; dous
pretos de idade de 20 annos, de todo o servico; urna
negrinha de 10 annos muito bonita ; duas pretas
cozinbeiras lavadeiras e compraderas ; urna dita de
16 a 18 annos com um molequinbo de 7 a 8 mezes ,
muito bonito ; a preta tem muito bom leite engom-
ma cozinha e be recolhida : na ra larga do Roza-
rio n. 46.
= Vende-se milbo a k// rs. o alqueire e sendo
com sacco a 4500 n. e urna porcao de farinba de ta-
pioca muito alva e nova; na ra da Cadeia de S. An-
tonio n. 19 depozito de farinba de mandioca.
= Vcndcm-su muito boas bichas chegada) lti-
mamente de Hamburgo as melbores que lia na tr-
ra muito grandes ; e tambom se alugao, por prego
commodo e vao-te so applcar para mais commodida-
de dos pretendentes; na ra estrella do Rozario de-
fronte da ruu das Larangeiras loja de barbcTro n. 19.
= Vendem-se lengos de algodao e seda de bonitos
padroes a 640 rs. casimiras de algodao muito encox-
padas e de quadros pelo barato preco de 480 rs. o cova-
do riquissimos corles de colletes de quadros a 2560
rs. o covado ; na ra do Crespo n. 14, loja de Jos
Francisco Das.
= Vende-se urna barretina para guarda nacional,
um bonete, grvala e correiame de lustro, ludo no-
vo por preco commodo ; na ra do CJueimado es-
quina do boceo do Peixe-Frito n. 2.
Vendem-se duas duzias de camisas de madapolio,
bem leitas e acabadas, pelo diminuto prego de 10j800
rs. a duzie; e se empresta dinheiro aobre ouro e prata,
ou se compra, fazendo conla : na ra daCadeia do Re-
cife n. ti. primeiro andar.
= Vendem-se as seguinlos obras : Panlbon Hte-
nme; Collection universullo des ebefs d'ceuvre) de l'es-
prit humain ; Le parfait nolairo ou la acience des no-
taires ; Leltres de .Mdame de Serign de sa famillc
et de ses amis, pour Charles Vodier; Histoire des or-
dres religieux, pour llenrion ; Resume du jurispru-
dence sur les privilges et bypotheques, par Lervien ;
Tresor hisloriquo et lilteraire par le omite Daru; Let-
tres de Saint Francois Xavier et precdes d'uno notice
hislorique ; ccuvres de Chateaubriand ; Dictionnaire
des arlisles ; dito des decouverte);ditn frangais-anglais,
anglais-francai) ; Hisloire de la Belgique; Duodcima
missa et missa defunctis &c. ; Escriptura sacra contra
os incrdulos propgnate ; Nouveaux elment de ci
rurgie etde medicine op de la philosopbie par Hacon ; Poesas de Jos Mara da
Costa e Silva : na ra do Crespo, n. 8.
= Vende-se um sitio na estrada de S. Amaro para
Belem com boa casa para grande familia, muitos ar-
voredos de fruto trra para plantar e pasto para ter
4 vaccas do leilo : u tratar na misma estrada passan-
do a ponte o primeiro sitio do lado direito ou oa
ra do Rangel, n. 17
= Vende-se sal du Lisboa em purgues e alquei-
res a prego de 1600 rs. o alqueire da medida velba ,
e urna porcao grande de grrulas vasias : na ra da
Praia venda no becco do Carioca.
= Vende se um relogio, novo, de ouro com cor-
rente e chave ; na ra do Livramento loja de cou-
ros n. 13.
= Vende-se urna escrava de Angola propria para
o servico de casa, com urna cria de 10 mezes; no At-
ierro da Boa-Vista n. 60.
= Vendem su 10 escravos ; urna preta de boa figu-
ra boa engommadeira cose e cozinha ; urna dita
boa vendedeira de lazendas; duas ditas boas quitan-
deirai ; urna mulalinlia de 18 annos, engomma, cose,
cozinba, e ho muito linda mucama ; um escravo de 20
annos, bom carreiro e trabalbador em todo oservigo de
engenho; um mulatinbo de 18 annos muito boa fi
gura para pagem e se afianga a conducta ; 6 escra
vos pega), de 18 a 25 annos bons para todo o trabalbo;
um preto de meia idade por 200 ra., ptimo para o
servico de una casa ou botar sentido e trabalbar em
um sitio : na ra do Crespo, n. 10, primeiro andar.
= Vende-se um guarda-louca d'amarello, moderno,
em muito bom uao ; urna mesa redonda de meio de
sala quasi nova, de angico; tudo por preco muito
commodo: na ra larga do Rozario, o. 48, primeiro
anJar.
= Vende-se a segunda loja de fazendas da ra do
Queimado, n. 18 : a tratar na mesma ou na ra lar-
ga do Rozario, venda da esquina n. 5g
= Vende se urna casaca de bom panno preto nova
e bem feila que serve bem a qualquer homem gordo;
na ra da Praia defronle do Snr. Constantino Jos
Raposu loja de alfaiate, de Pedro Jos Fernandos.
= Vende-te um escravo de afio Cagange, de ida
de de 35 annos, som vicios neui achaques ; ao com-
prador se dir o motivo da venda : no Forle-do-Mat-
tos, ra do Costa, casa n. 12.
\ ende-se urna rede branca de varandas propria
para tipoia ; na ra do Passeio loja n. 11.
Vendem-se biebas pretas e grandes chegadas
prximamente a 500 e 720 rs. ealugadas a 360 n. ;
oa ra estreila do Rozario defronle do becco do mes-
mo nome toja eovidracada.
= Vende-se rap do Randeira c de nutras qualj.
dades a gosto dos tomadores, e tambem muito bom
charutos a que os fumantes entendedores darso o de.
vido a prego pela excdanle jualidade e vende se em
porgues e a ratalho ; ch i hysson superior, o phospbo-
ros ; na ra estreila do Rozario loja nova n. 5 de-
fronte do becco junto a igreja onde tem o fabrico dos
ditos charutos e do rap : na mesma loja oomprao-
se frascos e garrafas vasias que serviio de rap e coa-
servas; e tambem. pottnhos vasius para tinta de escrerer
= Vende-se urna loja decalgado no largo do Li-
vramento n. 33 : a tratar na mesma loja a qualquer
hora.
= Vende-se, a peso, um bracelete de corss engri.
sactos; um piano hamburgus, muito proprio para u>
aprender, por muito commodo preco ; um par de fi.
velas de prata para suspensorios : a tratar na casa n.
15, ao lado do theatro novo, no largo do palacio
velbo. O encarregado de taes vendas declara positiva-
mente. aoSr. Antonio Basilio da Trindade que du-
de hoja prinoipia-se a offeituar a venda dos seus pe-
nbores ; asiim como se desonera de toda a respoostbi-
lidade, que possa ter o annunciante pelos ditos pe-
nbores; na mesma conformidade passa a porem pratica
com os penbores empenbados pelo Sr. F. I, M ,
em 25 de outubro p. p. nio comparecendo este Sr. ate
o dia 29 do corrente o que confirmar a vendados
seus penbores ao annunciante pela quantia recebida
|uros vencidos; pois este s pude permittir aquellas pra-
zos que Ihe sao designados pelo capitalista.
Vende-se urna farda barretina correiame ,8
bonete de guarda nacional, tudo novo, e muito bou;
na 'ua estreita do Rozario loja de charutos n. 17, w
dir qnem vende.
Vendem-se dous bnis mangos para carro, ou car-
rosa ; duas vaccas gordas para agougue e urna dila pa-
rida com cria : no largo da Cadeia
Vendem se 8 pipas vasias, de arcos de pao,
despejadas nestes das; na ra da Senzalla-Velba o,
152, das 8 da manbia atao meio dia e daa duas as
4 da tarde.
Vende-se chocolate, chegado ltimamente, tan-
to em porgio como a retalbo, por preco commodo ; no
paleo do Carmo esquina da ra de Hortas, lado di-
reito n 2.
Vende-se o cstabelecimentoda fabrica de ticures e
espirito), sita no largo de N S. do Tergo o. 10,
lendo alambique em bom estado de 30 caadas ; ai-
sim como se ensioa a trabalbar no fabrico de licores,
nio, aniz, genebra e gingebirra pelos precos maii
commodo) po)siveis por ter de retirar-se seu dono ;
assim como na niesina ba, para venderem-se,7 pipas de
vinagre, fei.to na Ierra, as quaes se vendero por mdi-
co prego todas, ou separadas.
Vendem-se 4 rodas de carro bastantes lories e
envernisadas de novo ; na ra da Assumpgio n. 26.
Aluito superior cha hys?on da in-
dia ; na ra do Crespo, loja de I!. ,1, Sil-
va Majalhes, n, ii,
Vende-se vinagre superior a 5oo
ris a caada ; na ra do Aterro dos
Afogados n. 7.
Continuao-se a vender cutiros de
merino bordados de retroz de cores muilo
bonitas, pelo diminuto preco de S'ooo rs.
cada um, e bem assim lencos brancos
bordados de cambraia de linbo muito
linos a 7S000 ris cada um, grvalas de
setim maco pretas a 400 ris cada nina ;
na ra do Cabng, lojas de fazendas, de
Per eir & Guedes.
Cbristophers & Donaldson, na rita
do Trapiche da alfandega vellin, rasa a.
4o, tem para vender cerveja em barricas,
vinda de Londres, vinhos do Porto, Te-
nerife, e oiiiros autores, ago'ardente de
Franca, tanto em cascos como em garra-
fas, indo das melhores qualidades que
vem esta provincia, e tudo proprio
para as pessoas de bom gosto.
Escravos Fgidos.
= No dia 20 de maio do anno passado fugio una
prela crioula d nome Kicarda de idade de 24 annos,
pouco mais ou menos, alta secca cabrga chala e
pequea cara redonda denles limados e ja arruina,
dos olbos fundos e pequeo) vista trocada e ao
olho eaquerdoteui urna pequea belide junio a pupillla;
tem urnas manchas pequeas pela cara orelhas pe-
quenas e dobradas ; be canhota pos apalheiados e
mal feto) muilo (areola, falla aprestada goala mui-
to do sucias e batuques : quem a dcscobrir e levara
ra do Livramento sobrado n. 17, ou nosiliodoKo-
zsrinbo onde se acba colimada a espolia ser bem
recompensado: advertindo-se que a dita escrava and)
pela cidado de Olinda lugur do itom->ucesso.
= Fugio, no dia 12 do correte, da engenho Cocal,
da frrguezia de Una um escravo de nome Tlioina/
o qual be carpina e tem os signaos seguinles : corpo
regular cor fula denles quebrados na frente mar-
cas de chicote as costas em um dos ps tem a unbi
do dedo grande arrncada ; desconfia se que anda nei-
ta praca por ter a mii morando na ra Nova : quen
a pegar, leve ao dito engenho ao seu proprietario Pau-
lo de Amorim Salgado, ou a Manoel (iongalvesda Sil*.
na ra da Cadeia do Recife.
No dia 20 de julbo corrente fugio do sitio das
Hoseiras, do maj..r Joaqun) Klias du Moura o seu es-
cravo crioulo mesl'e pedreiro, de nome Silvano, coi
os signaes seguinles: estatura regular secco do ci-rpo,
bem preto eabeca pequea olhos vivos, pouca bar-
ba o com suis linos o cumplida muilo falto "e
denles s lem um canino na mandbula superior, al
frente, peitos cabelludos ; tanto Irabalba com a mi
direita como com a esquerda com a qual toca viola ;
pernas finas ; lem urna cicalrir no peilo do p, de um)
ferida : quem o pegar, leve ao dilosilio que sera re-
compensado.
PERN. i riATYP. PE M. F DE FAMA bq5.


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