Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00842


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Full Text
Un no (1c 1845.
Quinta reir 24
0 DIAlllO publica-se todos os da que
InSoforn.i de guarda: o proco da aislgna-
Itura l)<- le *f rs. por qu.irtel pago; adimtados.
I(u .iniiunelos dos assignanteo sao inseridos
L ,-,-uao de 20 rla por Mora, 40 rs. em typo
hllercute, c as rcpetices pela metade.
lis que nao forem assignantos pagao 80 rs.
||IOi liulia, e KI cm typo difireme.
PHASES DA LA NO MEZ DE JULHO.
I na nova a 4 as 2 h c 10 min. da Urde.
U'Muftntt a 12 aos .'5 minutos da tarde.
11 >,-, cheia a 19 as 3hor. c 43 rain, da man.
Mingoanie 26 a 1 hor. '
da minhaa.
PARTIDAS DOS COIUUUOS.
Goianna Parahyba, e Rio Grande do Norte
Segundas e Sextas felras.
Cabo, Serinh.-iem, Bio Formoso, Porto Cal-
vo, e Maccy, no 1 11 e 21 de cada mex.
Garanhuus e Honllo a 10 e 24.
Boa-Vista e Flores a 13 e 28.
Vlotorla Quintas feiras.
Oliuda todos os das.
PREAMARDE HOJE.
Prlmcira as 8 ti. c 30 min. da manhaa.
Segunda as 8 h. e M minutos da tarde.
do lullio.
Anno XX N. tG.
1)1 ASO A SEMANA.
M Secunda 9. Praxedtl aud. do J. de
n-da>.v...' 2- Terca ."i. Mem'leo, aud. do J. de I).
'" dal.V, c do dS r>tos.
23 Ouarta S. Apolllnario, aud. do J. de
1). da 3. vara. .,-..,
21 Quinta S. Chraistina, aud. do Juix 1). de
da 2. vara, e do J. M. da 1. e 2. v.
25 Sexta S. Tiaajo ap. s. Clinstovao
ni. s. Tlieodomiro.
25 Sabbado Ss. Syinplironio aud. do J. (te
D. da 2. vara.
20 Domingo S. Anua.
CAMBIOS NO DA 23 DE JULHO.
Cambio sobre Londres 25d. p. !#a 90 e 00 d.
> Parit 370 ris por franco.
Lisboa 120 por 100 de prem.
Ileso, de Ict. de boas lirias 1 7,1 7..P %
Ouro Oncas hespanholaa 3I500 a **{
Moedn de '#400 vel. 17*>O0 a 18/100
. de (ifftm or. 17/700 a 18/000
de 4/000 !'.Ty>0 a 9/700
/rata Patacdcs .... !/> lg
Pesos Coliininares. 1/9S0 a W
. Ditos Mexicanos 1/940 a /9M>
- Moedasde2paUc. 1/780 /ol>
Acedes da C." do Beberibe de 50/000 ao par
DIARIO DE
PARTE GFF.CIAL.
Governo da provincia,
lAl'EDIF.STF. 00 DA 21 DO CBRENTE.
Olllcio Ao director do Iycn, declarando illegol a
proTsio, que para a cadeira de latim da fregneia do S.
I Jos lora pastada ao bochare! Lourenco Avelliiio do Al-
Ibuquerquc Mello ; ordenando, fien cestar o exercicio do
Jmesmo; e delerniinando, mando por a concuo a nien-
Icionada cadeira. Communicuii-so ao inspector da the-
Isuuroria doa rondas provinciaes.
Dito. Aocommissario pagador militar, acientifican-
iln-o d'haverem ido recebidos pelo Coronel Joaqun.
Ijote Lat de Souia i 6:000,000 rs., que se llie remet-
llcrio pelo tenento Claudino AgnclloCa.tel-Branco.
DitoAo uietmo, prcveuindo o. do que vai dar deiti-
hio ao oflicio, em que ao ministro do. guerra participa S.
Me. a iionieajn do Ignacio Francisco Martin para es-
Icrcver na pagadoria a seu cargo-durante o impedimento
[dos respectivos cicrivSo e illioi.nl.
Dito Ao engeiiheiro em chefe das obras publicas,
|.ipprovando o abate, que cslculou para os reparos da es-
lirada da Victoria ; e autorisnndo-o lirar, das sobras
lila distribuieao do anno financeiro p. p. a quontia de
l'22l,859 rs. para pagamento da i.' pjesUCuo ao arreraa-
[tante dos mencionados reparo. Participnu-ao ao ins-
llicctor da thesouraria das rendas provinciaes, o no ius-
Ipector-hscal das obras publica.
Dito Aochefd de polica interino, recommendan-
1,1,1, delermine s autoridades policiaes, quo lhe sao ou-
Ibordiuada, nio se correspondi cora n presidencia se-
11, i.i por intermedio de S. Me.
Dilo Ao director do arsenal de guerra, nutoriando
I compra de 1250 vara do brim, e 200.cleiras de Au-
Ignla, para liablitar-xe a satisfaier asrequisices da enm-
anliia de arlificco.
Dilo. A delegado.do Limoeiro, nutorisando-o a
pandar faaer a dua guoritas, de que du prce.iar a guar-
da da eadeia ; e ordenando, que, feitas ellas, remeta a
unta ,11 despeta para ser paga pela thesouraria provin-
cial.
Dilo Ao juix dos failoi da faienda, accusantlo rc-
Incssa du alguiisexomplarcs do decretos de ns. 36 a
871,das deciac do governo de n. 63 a 427, o dos od-
(tamenloa as momios ; ludo do auno do 1S4.
Dito Ao major do i". Latalliau da guarda nacional
lelinili, encarregando-o da commando inlerno do
laosme batnlliaj.
l)i:o Ao inspector da tlicsouroria da fazenda, com-
Imunioando, que vio ser transmillidos respectiva se-
leretaria de estado n seus ollicios de n.u 07 o 08.
Dilo Aoooinmandsnte do brigue-escuna Cttarara-
oci, autoriiando-o proseguir na sua commissao.
]jii Ao presidente do concclho geral de snlubri-
Idade, aecusando recepcao do seu ollieio de 9 dosto mex,
I un que participa, ter-se aberto o inesmo cuneelho.
Purtoria Mandando pausar patente de tenente-co-
iiii-l Jo 1. bntalliu deOlinda ao respectivo major Jo5o
tpaulu Ferreira; e para este substituir no posto, que
Ideixa vago, ao tcnenlo Jos Pereira Simos. Partici-
|]iu-su ao clicfe do legiio do Oliuda, e aos Horneados.
EXTEHIC
PORTUGAL.
Follias da Terccira ale S de oaio.
Na lili.i Terceira gozava se completo socego.
O monumenlo que en Angra-do-lleroinio se vai cri-
Igir memoria do S M. I o Augusto Libertador, pro-
Igriilu cun multa aclivdade, leudo havido a 2 do niaio
[recita no lliealro daquell cidade, cojo producto foi ap-
Iplicadu para a referida obra : a peca u la tcena foi o Capilao do Fe, n que asiislio um bnlban-
[ te- c numeroso concurso do pussoas de ambos OS SOZUS,
laviilas do concorrercn por este meio para o* tributo do
Iffratidlil.devido a S M. I. o Senbor duquode Braganca.
Bscolheo-se u dia 2 do msio positivamente para a
mencionada recita, por ser o annivcrari.i da abdicarlo
(da cora portuguesa, feita pelo Senlior D.Pedro IV a
favor de SUS augusta hllia, a benliora U. Mena II
Continua o commerciu da laranja a ser iinquella Iba
uniiii.iuiente importante, tendo-su exportado, desde no-
Ivembro do anno pnssado alo 30 de abril do anno cor-
Ircnle, 5.C68 caixas Jo aranja cin 5 navios inglcxes c
|4 portugus,
Promovu so com muilo aflinco a plaotajao da amo-
ptiras.
r Temo noticias do S. Miguel, ale 25 de maio ultimo .
Ircinava ..II. completo socego, sendo muitd alifbclo-
Irioo eitsdo do eonnneroio. Tinlia-se ja concluido o
[da laranja, tendo ce exportado, de novembr abril,
1123,121 caixas grandes, que, aciculadas a 3/00 r.,
[preco medio, dio o resollado do 3ott:3G3jUOO rs., nu-
| mera rio entrado na ilba, em troca da fructa.
0 Agricuitoi Michaclente, fallando a eslo respecto, 8S-
Isiin se exprecsc : Julgcmos frn de loda a duvida, que
I nunca S. Miguel exportou una lao extraordinaria quon-
Itidnde de laranja
Refere o Cartilla dos A(orr$, que ficavo carregando
(para Liiboa gneros eereae 10 enibarcafAes porluguo-
as, niiribninilo esla noiavel vantagem coinniercial, em
ensucio da agricultura de iiossas ilhas, lei que derru-
ou o gravoso luonupolio do terreiro publico du Lis-
oa,
O traballiot cleitoraes em S. Miguel pfoseguem com
ardor, o apenas lia descoiifianca de se perderem aselei-
k'Oc nos concellius da 11.boira Grande, e PovoCCao.
em
OS.
do
HESPANHA.
MADB1D. B Dli Jl'MIO,
Carla de cl-rti Carlos V. ao principe dat Jslunas.
Met querido filho. Determinado a relirar-me dos
negocios polticos-, tomei c resoluto do renunciar <""
leu favor os meus direilos coroa o de transmittir-t
Em cciiiequcncia disso, remello te o auto da miiiha
nuncia, que poders fazer valer quando ojulgarcsop-
porluno. ,,-. i
Rogo ao Todo-Poderoso, teconceda a felicidadede
reslabclecera pszoaunio ns nossa desgravada patria,
e de assegurar assim a felicidade de todos os Hespn-
nboes. ,.
De boje em diante tomo o titulo do conde de Alo
lina, que cont usar sempre. Bourges, 18 de maio d
1845.Assignado, Carloi.
Abdicaran de S. M. Carlos V.
a Quando, por niorte do meu.muito amado irmio
Sr., o rei I). Fernando Vil. a Divina Providencia me
chamou ao throoode Heipanba, confiando-me a sslv
co da monarchia, o a felicidade dos Hospanboes, vi n
so um dever sagrado ; e penetrado de bumanidade christaa e de confanos emDoos
consagrei a minha existencia a esta penosa terefa. As
suri cm trra estranha como nos acampamentos, as
sim no desterro cmo frente dos meus leaes subdi
tos, e at na solidao do captiveiro, a paz da monar-
chia (oi o meu nico voto, o objecto dn minha actin
dade e persevoranca. Por toda a parle a felicidado di
Hespanha me tem sido chara ; tenbo respeitado os di
reitos ; nao tenbo ambicionado o poder, e poilanlo
minha consciencia tem estado tranquilla.
A vez de.ta conicicncia, e os consellios dos meus
amigos me advertem hoje, depos de lanos esforcos
tentstias esolTrimentos supporlado sem xito pela fe
licidade da Hespanha. que a Divina Providencia nao
me reserva acabar a tarefa de que me hafii encarrega-
do, e que chegou o momento de transmittir esta tarefa
aquello a quem chamao os decretos do Co. como me
tinbao chamado a mim.
Renunciando hoje. em quanto minha pessoa, os
direitua cora, que me deo a morte de meu irmSo, o
ro D. Fornando 7.; Iransmittindo esses dircitos a meu
filho primognito Carlos I.uiz, principo do Asturias, o
notificando esta renuncia a nacao hespanhola, e a Eu-
ropa pelas nicas vias de que posso dispr, cumpro com
uro dever de consciencia, o roliro-me a passar o resto
dos meus dias, allaslado de toda a oceupacao poltica,
na tranquillidade domestica, o no socego de urna cons-
ciencia puro, rogando a Dos pela felicidade o gloria da
minha querida patria. Bourges, em 18 de maio do
1845. Assignado, Carlos.
/leposta de S. A. f. o princife de Asturias.
a Meu muito amado pai e Sr. Li com o mtil
profundo respeito a carta, com que V. M. me bonrou
hoje, eoaulo, que a acompsnhava. Filho obediente e
submisso.be do meu dever ctinorinar me com a sobe-
rana vontade de V. M. Em consequencia disso, tenbo
a honra de pr a vossos ps o auto da minha acceitaco.
Segu ndo o bom excmplo, que V. M. me d, lomo des-
do hoje, e por lodo o lempo, que julgar conveniente, o
titulo do conde de Montemolin.
a Prcia sos Cos, quo, sendo ouvidos os meus mais
ardentos volos, alcance V. U. todas as prosperidades,
que peco, e pedir sempre para vos. o seu mais respei-
toso filho. Hourges, em 18 de maio de 1815As
signado, Carlos Luis.
Acceiiacao de S. A. K. o principe de Jsturtas.
Tive conhecimento, com urna filial resignacao^da de-
terminacSo, que o rei, meu augusto pai e Sr. mo re
sabor boje; e, acceiUndo o direilos o os devores, que a
sua vontade me transmita, encarrego-me de urna larc-
fa, quo cumprirei, com o auxilio de Dos, com es mos-
mos sentimentos. e o mesmo interesse pelai salvarlo da
monarchia, e a felicidade da licspanba. Bourges, em
13 de maio de 1815. Assignado, Carlos Luiz.
Manifest.
Heipanhoes A nova situacao om que me colloca
a renuncia, quo meu augusto pai so dignou fazer om
meu favor, de seus direilos a cora, me impoe o dever
de dirigir-vot a palavra. INao acroditcis, Hespanboes,
quo me proponho lancar, no meio de vus, urna lea de
discordia. Basta de sangue, basta de lagrimas .' O meu
coraco se opprime com c recordacSo t das passadas ca-
lailrofes, e se estremece so com a ideia de que podenco
reproduzir-so. .
Os ccontecmcntos dos ltimos annos terao Ulvez
dixcdo em alguna nimos prevencoes contra mim.c tal-
vez se me suppoe animado do desejo de viogar antigs
feridas. Nao ha lugar em meu coracSo para estes sen-
timentos. Se algum dia a Divina Providencia u,e tor-
nar c abrir as portas da minhc potric. nio havera para
mim partidos, nao havera senao Uespanhoes.
Durante as diversas phasesde rcvoluc5o teem-se veri-
ficado graves mudencas na organisacio poltica o social
da Hespanha. Algumas ba seguramente, que tenbo de-
plorado, como cumpria a um priocipe christio e l.espi-
nbol. Enganao-se, com tudo, os que me )ulgao lao
desprovido de noc5es sobre a verdadeira situacSo das
cousaa.para me suppOrem a ntencio de querer o impos-
sivel. Sei quo o melhor meio de evitar a volla das revo-
Iuc6ec nao be obstinar-se era destruir tudo o que ellas
teem edificado.e em reedificar ludo o que ellas toem des-
truido. Jutticasem violeocia, repata?ao sem rcaccao,
traniaccao prudente e equitativa entre todo o interca-
les, utilisando e aprovoilando tantas cousas boas eo-
mo'nos teem legado nossos pais, sem contrariar, com tu-
do, o espirito da poca noque es suas inspirares teem
desaudavel. F.is-aqui a minba politice.
Ha na familia real urna questao, que, tendo a sua
origom no fim do reinado de meu augusto to, o Sr. .
Fernando Vil. que om santa gloria haja. suscitou I
guerra civil. Eu nao posso esquecer o que devo a mi-
nha dignidodo pessosl, nem sacrificar os inleresscs di
minha augusta familia; porm asseguro-vos desdo |a
llespanhoos. que nao depender do mim, que esta alti-
llo, que deploro, nao se extinga para sempre. Nao bi
sacrificio compativcl com a minha honra e a m.nl.a cons
ciencia, para quo no esteja disposto, a fim de pr termo
al discordias civis, e apreciar a reconciliacfio da familia
real. ,
Fallo-vos, Hospanboes, com o coraco as maos
Desejo apresentar-me entro vos com palavras depa*. I
nao com um grito de guerra. Seria para mim motivo
do um immenso pezar ver-me a Iguma vez obngado a al
fsstar-me desla linha de conducta. Em todas as occ
sioes cont com a vossa sensatez t8o recta, com o vosso
amor pare a real familia, ecom o auxilio da Divina I ro
videncia. ,
Se o Co me conceder a felicidade de pisar de no-
vo o slo do minha patria, nao quero estar rodeado se-
no da vossa lealdade, e do vosso amor. Moquero a-
brigaroutro pcnsaiuento no fundo do meu corocao, se
no consagrar toda a minha vida a riscar ate a recorda-
oao das passadas discordias, c c fundar a vossa uniao, i
prosperidade geral, a felicidade de todos oquen5(
me sera diflicil, se, como espero, sjudaresos meus sr-
dentes votos com as qualidades, que sao o modelo do
vosso carador nacional, com o amor e respeto, quo ten-
des santa rcligiao do nossos pas, e com cssa magnam
mididu.quovos tem citosempre prodigalisara vossavi-
da, quando nao era possivel conserval-a sem mancha.
Bourges, 18 do maio do 18*.". Carlos Lun.
D (6die//ano.)
Folhas ate 7 de junho. ,
SS. MM. e A. tinbao chgado no da 3 a lorlosa, o
no dia i c Tarragona, sendo por toda a parte victonc-
das por urna extraordinaria multid.o que as segua.
SS. MM. tmbfio visitado a calhedral de Tollosa, e de-
viso partir para Barcelona no dia 5.
O governo nao Unba publicado medida alguma de
grando importancia. ,
A imprensa conlinuava a ocrupar-se da sbdicacao de
D. Carlos, sondo toda ella unnime em declarar, que
nem o filho do pretndeme, nem o seu partido, oflere-
cc garanta alguma ; e tambem geralmento impugnao o
projecto de casamento do dito principe coma rainna de
Hespanha.
Diz-Srf quo o marquez de ^ illa-Franca leve grande
parle naldecisao tomada per D. Gallos; e quo lora o
mesmo marquez quem opresentra os documentos re-
lativos a esta abdicaoao a S. M. o re dos Francezes.
Parece que a noticia da abdicaoao de D. Garlos nao
causara grando salisfagao aos carlistas de Hespanha.
OSr Armero, ministro da mannba, tinba partido
para Barcelona. Segundo o ti trado, esta partida he
motivada em consequencia da ssde do Sr Martnez de
laltoza nSolhepcrmiltir pr-se a caminho, o ser ne-
cessario que o Sr. Armero o substituase. Oulros jor-
nses querem attribuir esta partida a urna crira minis-
terial, que dizem eslar imminente.e at ja indigitao va-
rios membros para o futuro ministerio; mas estes ru-
mores nao tinbao fundamento algum,
Parece quo se verificar brevemente a expcdicao at
illias de Fernando- P o Annobom s P' a P "<>*
expedicionarios linbao partido para Cdiz.
Assegura se que o Sr. Castilho e Ajensa enviara de
(loma um appcndico ao convenio de 27 de abril, do
ual so ignorava o conleudo.
Segundo o (lobo os clubs ayacuchos ou espartciris-
tas linbio projeclado lazer una assoada em Madrid no
dia 7 ; mas o governo, tendo nos maos os fio dessos
eonipiracoei, eslava prevenido, c bovia manter a orden..
A guarnicao do Madrid linha sido reforjada com al-
umas tropas do infantera.
Em Tolosa linba-so reunido a deputacio toral, para
marcar os pontos de que se devem oceupar as prximas
juntas geraes de provincia.
Na noute de ol de maio bouveraoalguns disturbio
em Malaga, tendo-se disparado olguns tiros, entre elles
un ao commondonte general ; poim a fica armada
ispeisou immediatamente os alborotadores, ea tran-
uillidode licou restabelccida.
TinbSo partido de Madrid, com dueccao s suai res-
pectivas cuites, onde vo passar algum lempo com II-
cenca, os cmbaixadores de Franca o Inglaterra.
Noticias de Bayona di*em, que tinbao passedo por
aquella cidade. vindos de Madrid e com directo a Pa-
liz, tres coneios extraordioaiios.
FRANCA.
Pariz, 28 da maio.
S M o rei LuiPhilippc aignou reccnlemenle um
ilccreto precedido de um extenso reUlor 0 do m.nislr,.
do commereio, no qual W faten a .cguintc m. difica-
Bt na rei'ulaniento da qnareiitenas.
navio procedente, das Anilinas e du continente
americano se considerar,-. clecuil>:H-arados, C erau ad-
mittidos iminodiaUmcnlo a lire |'uca em todos os
porios do reino, quando far-io con.tar que nosdei dio
auteriore sua chegada nao tivero abordo morto nem
enfermo do febre amarella:e que durante eite inlervallo
5o o tenliSo conimunicodo no mar cora oulroa navio
uspeitos.
Os que proeederem ilosporloo do Marroco,dalirecia,
odas liba Jnica, ac conaiderari tambem deserabara-
cado, e sera .-.dimitidos cm dilliouldado alguma a li-
ire pratiea em todo os portos do reino, toda a vea que
o estado sanitario daqucllcs paixec e doa contiguoa con-
linue aer alisfaclorio, o que nellec e obaerve cuida-
dooamontc a polica oanitana.
O quo proeederem do Tune, estando deaembarara-
do, uniente ero cabjeitoa, noportos de Franca, a
umquareiitenadeobacrvorio decinco diac,
_ Circula o rumor deque ltimamente o levantara
una deaintellhjennia entre o principe do Joinvillo o .
vicc-almirante Macl.au, enicon.cquencia d raariiil.a a
vapr O principe, con. toda a energa de um mancebo,
iiucrdar roarinlia de guerra a vapr um declino que
ella parece nao poder pree.ielier, eui-do a sua actual
coiutituicao. O ministro smtcntou que nada podero re-
olver-se ale ser conbecido o reiultadii dac espenenciaa
que vilo faier-so. Aegura-so que o principe de Join-
villc obamiri a attem.ao do publico por meio do nm no-
vo fu'hoto.
__ silgara publicoii no seu ultimo numero noticio,
que, a seren exacta, como ella mcsina allianca, devem
chamar seriamente o atlencSo da cmara na ducuaoao de
que vai a occupar-e cerca doa crdito voladoa para
frica Devenios accrccenlnr que a Caseta de Augsbur-
go, em nina corrependencia de Paria, publica a mea-
mos noticia.
F.is-nqni o que se le na Algerxa :
.. Mulev Abderramoii nega-oe a ratificar o tratado
concluido' entre SWU-Hamida e El-Khadir, acua mi-
nistros plenipotenciarios, e o general Rtame, rainiatr
plenipotonciario do boss.) governo, e mando. oncarec-
ror a Sidi-llamida e lil-Abadir. Eio-oqu. a. moco da
sua negativa, o o motivo, e nao reaeo, ao menoo ap-
porente, dista priso. O imperador acoua oa acua ple-
nipotenciarios do terein ultrapaodo os liiniteo de aeus
poderes. Accuso o plenipotenciario truncea de ler obti-
do subrepticiamente que Ihe foe cedido urna parte do
lerrilorio que perlcncia a Marroco. Por cale motivo
reclama o anullocSo do trotado; sutentando que oa pe-
der quo tinba conferido a Kl-Al.adir, poderoa de quo
se deo conhecimento oo general Delaroe, nao oe ooten-
diau seno o um tratado do limite de fronteira, e nao a
um tratado de commereio. O imperador allega tambem
ion o tratado fura assignado por um do acua repre-
sentante, con. formal opposisio do parte do outro a a-
tigoar aemcllianle tratado.
dem 20.A oppoio, aprovoilando-e da oppor-
tunidade, que olhcofferecia, quando se tratou dii le de
crdito upplementares relativoa a Argel, mterpollou na
.amara dosdeputados o ministerio obre u tratado con-
cluido com Marroco. Esto negocio nio o florece a gra-
vdade que se Ihe davaj porque, como ae acha anda pen-
dente, e o negooiai-ea catn abertaa, he do eaperor quo
o imperador Abderrahaman nio inania na MU nego-
tiva. ,. _. ,.
K cmara do deputadoa comer ou no da 11 a aiocu-
K,u cerca do projerlo do lei cobre o governo doa eacra-
vos nacolonias fianceos. A cuiunuaalo, enoarrogodo
de cxaniinal-o, adoplou cm lodaa o ua parto opoma-
mento do governo. .
O iniiiUtro da faien.la apreci.tou na cmara do de-
pntodos mu projecto de lei paro o eatabeleo.mento do
um banco cm Argel. O capital era pelo menoa de dex
milhoes do franco.
Escrcvcm deToulon, diicndo que a esquadra tranoe-
xo devo faier-oe do vela no fim do mex de maio para ac
aguas de aples, onde o Asmodao recbera o re dac
DucoSiciliao, nueae propoe a faxer urna viaita u ramilla
raldeFranc. [Debis.)
URAM-BRETANHA.
Londres, 1 de junho.
Acaba do consolidar-ae a oraitade entre a Franca e a
ini'laterra por [meio do tralodo relativo ao trafico da
escrovotura, no quoi o duque deBroglie, cito honrado
liomcm de estado, e o governo do S. M. Hritanmoa regu-
ario definilivament..' M coiidice.
A ele tratado s falla rereber urna forma olucial, pa-
ra ser transcripto aullicnlieainento, aaiignado, eaubmel-
lido ratificado dos ropeclivo oberanoo.
Conriaraoac'mquoonovo tratado aera recebido niai*
f.ivoravclmente pelas camaraa, do que o foi otraUdo
anterior sobre eto oieamo aumpto. Em todo ocaso
nio hoja duvidoso que er sustentado combahilidode
c xel, logo que u ro.labeleciinento da ado de Mr. Gui-
101 Ihe permita voltor oo excn.icio daa auaa funecoea, o
qual a ua enforraidade o obrigon a deixar por algum
lempo.
O minUlerio inglex contina com perseveraoca na
sua obra da conciliacio com a Irlanda. Odirvidae
nimago ao seminario de Majnoolh era empresa diffi-
I, mas nio era bstanlo. A initruccio sup*eiior e-
,-va concontrada cm Dublin n'uraa s univenidade, e
esta no tinba mais que o collegio, chamado di Trin-
dade, onde dominan, em todo o seu rigor.a igreja pro-
teitante. A mocidade catbolic linha de aahir fura do
pai/. para completar a sua educaco, eiia-ae reduiida a
passar a Edimburgo, ou a Londre, para recavar os
graos de bacharol, ededoutor. Este estado de couwa
igia urna reforma, a qual era a coniequencia natural
i projecto de lei. relativo ao aeminario de Majnoolb.
Por esta lei declarou Sr Robert Peel, que desejava
que o estado ioterviesse como protector de tedia ai en-
eas e religei, e deixasse de pirte asviolencias doisecta-
ros anglicanos, para nao attender senao juilic*. ao
ireito, e & felicidade dos poroi.
cil.
la


a
Assim, depois de ter prvido educagio das classes
P"brt>s d Irlanda, e subministrado meios de dar una
Jucigio elementar a 400 enancas do povo, apresen-
t"u, eni -ima das ulliin.t- scssOes da cantara dus com-
muns, un projecto do le, tendente l crear quatro col-
legios de soieoeai tuaiores, eniCotk. Limenck, Ua-
way e BelUit. Este, collegios dopendero da uuiver
sidade de Dublin ; in8 osseus estatutos sero inteira-
mente dlTerente9, pois nio assentar n una base llteo-
iugica, e a nstruccu religiosa nao lormara parte do
onsimt ; mas tim bavera dos ditos collegios professores
nomeados directamente pulo estado, para darem Iic5es,
anlogas as que se dao nos collegios francezes.
Tal he a analyse do novo bil, que excttou tanto o
rancor do partido anglicano na cmara dos cummuns.
Posto que este bil anda nao esteja impresso, poded-
zer-se seguramente, que he bascado nos mesmos prin-
cipios proclamados na discossao relativa ao seminario
de Mayooolh, por todos os homens imminentesda c-
mara ; a saber, a igualdade de cultos ante a lei, e a
liberdade de conciencia.
O triumpho de taes principios he, sem disputa, o a-
contecimento mais importante que tem occorrido na
Inglaterra, desde a sua celebre relrma.
Lord BrougbaiD cliamou,na cmara dos lords, aatten-
cao do governo sobre a necessidade de reformar a le-
gislarlo nacional da (iran Bretanba, que em muitos
pontos se rsenle dos lempos em que se dietario leis,
boje absurdas e incongruentes.
Parece, que 'Connell recusa oceupar o seu assento
na cmara dus continuos ; ecomo, segundo as leis in-
gle/.as, o presideote da cmara pode origar os seus
membros a renunciaren) o seu mandato, ou a virem
desempenliar os seus deveres como legisladores, todos
receio novos conflictos, qut: poder produzir a priso
do celebre chefe irlander. Comtudo, a sua conducta
comer a desgostar a maioria sensata da naco irlande-
sa ; quando o governo inglez entra no caminbo da re-
pararlo para com a Irlanda, quando urna deputacao da
municipalidade de Dublin se aprsenla em Londres para
rogar rainba se digne visitar aqueje paiz, nito lie cor-
tamente occasiao opportuna do excitar nova agitagio
nos ammos. \ Irlanda, primeiro que tuJ >. careco de
paz, e socego, para poder entrar no caminbo dos tr.o-
Iboramcntos sociaes, que tornem menos dura a sua
triste condicao social. (IUorningPott).
FOLHAS IMil.K/AS ate' (i, E i ua.m:i:/. \s ate' 4
])K Jl.MIO.
A raioha Victoria, o principe Alberto, o a leal fa-
milia residuo no palacio de Bukinlibam.
O duque e a duque/a de Nemours havio ebegado
corte de Londres, e devi3o assistir a um grande bailo
coitum no dia (i.
A rainba Victoria encommendou urna magnifica bai-
xella de porcelana domada para ollerecer ao imperador
da Russia. A baixella be para sessenta cobei tas. Cada
peca, ornada da folhagens, artsticamente enlacadas,
tem no centro ascondecoracoes. e insignias da Russia,
e as da ordem da jarreteira de que o Czar be uicm-
kro.
Na cmara dos lords, em sessao de 2G. tovo segunda
leitura o i//sobre a consolidadlo dos tribunaes ecle-
sisticos.
Na sesslo deoOoconde de Radnor propoz a segun-
da leitura do bil que estabelece penas contra os abusos
do crrelo. De; os de largo debate foi rejeitado por
88 votos contra 9.
Na sessio de 2docorrentu teve lugar a segunda lei-
tura do bil a favor do collegio deMaynootb, e lcou a
questo pendente. Decidio-se as tres horas da manbaa
de '>, por 226 votos t favor, e (>9 contra.
Ne sessio da cmara dos communs, de 5(5, lord John
Kusscll apresentou a sua mogio sobre as classes ope-
raras, a lim de melborar a condicao dos que a ellas
pertencem. Pedio urna reforma na lei dos pobres, e
urna nova medida a cerca da emigracao, assim como
algumas disposicoes sobra a Sir James Grahao, por parte do governo, respon-
dco que o executivo se empeuha, ha tres anuos, em fa-
vorecer estas classes por meio da suppressao de varios
impostos. Observou que a questo dos cereaes nao po-
da tratar-se de um modo indirecto, e que seria con-
veniente que o nobre lord apresentasse urna mocao es-
pecial a tal respeito.
Os debates sobre a inocuo do Sir John Russell fic-
ro adiados.
Em sesso de 28 tornou adisculir-se a proposta do
Lord John Russell sobre a condicao das classes opera-
ras. Sir Roberto Peel declarou-se .'ortemente con-
tra a mogio do nobre lord, eslabelecendo que elle bavia
feito mais do que ninguem a favor dessas classes, e que
a inocuo envolva urna censura nao merecida ao gabine-
te. A mocao (o a final rejeitada por 182 votos contra
104.
Na sessio de 30 comecou oovamente o debate sobro
o projecto do governo relativo as academias da Irlanda,
oqual foi combatido por Mr. d'Israeli, e apoado por
outros oradores.
Na sesso de 2 do corrente proseguio o debate. Lord
John Russell pronunciou-se em favor do Lili, desojan-
do que as suas proviscs fossem mais ampias. Mr.Glads-
tone observou, por pirte do ministerio, que a me-
dida comprebendia tudo o que se poda conceder sem
pergo, para promover a edueagao publica na Irlanda
Oi7/lo em seguida approvado por 311 votos con-
tra 46.
Em sessode 3, Mr.Humo propoz que, te concedesse
urna pentSo a Sir Henrique Pottinger pelos seus grandes
servitoi na China. Esta mocao foi approvada unni-
memente, tic-ando a cargo do governo designar a quan-
tia.
Sir Roberto Peel annunciou na cmara dos com-
muns, que eslava assignado um tratado decommercio
entre os governos de Inglaterra e Duas Siciliat, em vir
tade do qual as embarcaces briannicas goso, nos
portosdeste reino,dos mesmos privilegios que teem as
nagdes mais favorecidas.
Segundo o Timtt, asiignou-se no dia 30 o novo
convenio entre a Franca e a Inglaterra relativo ao tra-
fico da escravatura. Diz-ae no prembulo que a rainba
de Inglaterra, e o rei dos Francezes, julgando que os
tratados de 1831 e 1833 j produziro todo o seu effei-
to, desejo celebrar outra convenci, por espaco de
dezannos, em virtude da qual a Franca e a Inglater-
ra ter na costa occidental de frica urna esquadra
mixta, composta de vapores e navios de vela em nume
exercero simultneamente a vigilancia necessar a sobro
os vasos mercantes dos pavilbes dos respectivos pai/es.
U duque de Broglie, portador do tratado, bavia parti-
do para Pariz
Os bitpos catholicos, reui.idos em synodo na ciade
de Dublin, ..eclaraio que nao podo approtar o pro-
jecto do le sobre inslruccio publica, apresenTado pelo
governo ao pailamento, e acco'drao em dirigir urna
policio ao vre-rei,solicitando importantes modilicacoes
nesse bil. Nesta prtigo se '.ributao elogios ao minis-
terio pela concessao feta ao collegio de Itlaynootb.
Em Londres bavia noticias de oinbaim at 1 de
maio. Na India britannica reinava, em geral, tranquil-
lidade. A expedigao do general Napier bavia contri-
buido para conter em respeito alguns reguos dispostos
a sublevar-se. Segundo os jomaos inglezes da India, a
questo entre o governo de llombatm e o de Goa a
cerca dos rebeldes de Sawunl-Wafree eslava a terminar
pacificamente. Os rebeldes entregaro-se as autoridades
portuguezas.
El-rei I.uiz Philippe e a real familia permanecio
em Neuilly.
O grio duque do Saxe-Weimar parti a 27 de Pariz
para a Allemanba. Este principe contrabio relegues
com todas as pessoas distinctas dessa capital, visitou to-
dos os estabelecimentos scientificos, Iliterarios, e in-
dustriaos, mostrando inslruccio profunda, e variada.
1.1-rei Luiz Philippe e a real familia o recebrio com
a maior benevolencia.
No dia 30 apresentou o marquez de Villa-Franca ao
roi o acto de abdicacio de I) Carlos no principe das
Asturias, e pedio emnome do pretendente, e de sua
familia, passaporlcs para Italia. O rei respondeo que
aproseataria o pedido ao concolbo de ministros.
A cmara dos paros, em sessio de 31, rejeitou, por u
ma maioria do 118 votos conlra 28, o projecto de .Mr.
Muri't de Uord para a concessao dos fundos de 5 por
cento. O Jornal dos Debate, e outras folhas ministe-
riacs congratulao-so por este importante resultado.
Na cmara dosdeputados, em sessao'de26, propo-
Mr. de S. Priesl para augmentar 2,50 homens fr-
ga de gendarmaria. Esta proposta foi rejeitada.
Na sessao de 29 adoptou-se o projecto relativo po-
lica dos caminhos de ferro sem opposigio alguma.
Mr. Gustavo de beaumont, por occasiAo de discutir-
so o projecto de subsidios para Argel, interpellouo go-
verno francez cerca deMarrocos, allegando queAb-
del-Kaderse mostra aoSul das possesses Irancezas.quo
o imperador Abdorrahman se nega a ratificar um tra-
tado assignado pelo roi dos Francezes. Perguotou, se o
governo sustentar o que tem feito o general Delarue
em prol dos interesses da Franca, ou se reprovar a sua
conducta.
Mr. Ducbatel, ministro do interior, disse que ba
va negociagos pendentes, e que o governo nosees-
queceria nem da dignidade nem do interesse do paiz ;
porm quo nao ora possivel fazer diplomacia na tribu-
na. Concluio que as possesses de Argel nao estio em
perigo ; e que, so o houver, a Franga lom sobejos re-
cursos para fazel-o desapparecer.
Disse que se linhao attribuido a Inglaterra as novas
complicantes na questio de Marrocos ; porm que o
governo julga do seu pever protestar contra urna aecu-
sagio que nao tem fundamento.
Mr. Hillaut repetio as censuras de Mr. Beaumont, e
reporguntou por que motivo sesuspendeo a expedigio
contra os Kabylas. Mr. Ducbatel respondeo quo o go-
verno tem procedido, e ha de proceder nesto assump-
to com toda a lirmoza, reservando ulteriores explicaedes
para occasiao opportuna.
Na sossao do .">( comecou a discusso da lei sobre o
rgimen dos escravos as colonias francezas. A com-
missao adopta todas as idoias do governo. O ministro
da fazenda apresentou o projecto para a fundago do
um banco em Argel, cujo capital ser, pelo menos,
de 10 milboes de trancos.
Na -i'.-.ni de .'! proseguio o debate aobre o projecto
de lei il.i adroiniatraciu colonial. AproienlarJo-BU os
projectu do caniinlion de ferro de Dijnn a Mulliontu, de
Dieiipo Tri'cninp, c do Maraollia a Aix.
Falleceo em Pariz Mr. de Morilliou, par de Frangn, e
peraonagam mu disiincia.
U Moniteur xiiiiinciu, qnc Mr. Guisot toibon cunta
da paula dos nejjocios oflranjeiro, no dia .'! ; e que
el-rei Luiz l'bilip|io bavia assignado em concollio, Do
iiii'Miin dia, :\ rntiticnR.1o do tratado com Inglaterra para
a rcpresso do IraRco da escravatura.
Diz bc que o principe Jeronymo Bonaparte, fillio do
principe de Mi>iitfort,oblcve licenga para visitar seu pri-
mo Luiz Nnpoleao em ll.nn < que est autorisado pelo
governo francez, para fazer proposta ao preo, a Ion de
llie obter una aninistia.
A> nulioias deTaliiiy alcancao a 13 de Janeiro. No
be cxaetii a notoil do ter aidu dejiosta a r.tiiiha l'omare.
Nao lendo conseguido o almirante llainelin obter coiu-
iiuiiiicnces com esaa raiiihu, nonicou um governo pro-
visorio de iiidigcnas para dirigir os negocios, em quan-
to a i a iolia nao regreesar a Fapcity.
Da Ilclgica omiunciAo, quo tudo all so necupa com
as eleincn ; c que os diversos partidos so cuidao de fa-
zer prevalecer os seus candidatos. Por toda a parte se
f.izcn traballios preparatorios, o se espera com aucieda
de o dia das eloicoes.
0 tribunal dv appellacSo de Bruxcllaa condomnoii ;
100 trancos de mulla um medien que iiilo quiz declara
as circumxlancias de mu duelu, em resultado do qua
lora cbamado a prestar os seus auxilios.
Tinba fallecido n'um bospital de Itriixcllas, a 24 de
maio, Mad. do Sainl-Ediuo, (a couteiuporanea; com 7S
annos do idade.
Os estados oraos da llollanda oceupao-se da icvisjo
da loi fundniucnlal. Alo agora, a discussu tem versa-
do sobre a majar, ou iiiuinr i)]i|inrluoicl,ido dcsta medi-
da, e sobre o conjiiiicto das inodificagc, quo se devom
fazer. Dus coiiibalem o projeulo, oomo invadindo os
privilegios da cora, o as baso* constitutivas do reino;
outros apoiio n/'O'i'O si ndo a cxjircs.-ao de om voto na
i ioii.il ministerio tem tomado a monnr parte posti-
vel na discuss&o.
Mr. de IInoliiusch. novo ftovrrnador general nas pos
essocs linllnndczas das.Indias nrienlaes, tinba embar
cadu om Tcxol a 39 de maio, com direcgo au seu des
tino.
Segundo unta caria de Lucerna, o gr5o concclho li-
nba sabido que se intenta va livrar da prisao o ilr. Stoi
ger, e por consegnintc urdennu, que fosse medido
n'um subterrneo, que cst n 30 pos abaixn do ehju,
dando r.iimtudo lioonca a sua mtillier para o visitar. A
smto doste di-sgi agado anda nao se aclia decidida, e nao
se sabe anda se ser encerrado n'oina fortaleza, ou ele-
portado para a America cun a sua familia. Diz so,
rode.54. As embrcateos de guerra das duas oagoes | que Mr. Guisle Mr. de Metternch tcc:u solicitado do
governo de Lucerna, seno urna commulagSo geral de
pena, ou menos um desterro ou prisio. Parece, qu* '
;>v.....i francci pro, i couceder-llic nm aylo ^tu uuu
das suasposos6o8, a qual dizeiu ser uGuyannn, onde
o einprognr o-mo medico no hospital militar, para Ibo
facilitar meios do viver.
Urna carta de Zuricli diz, que, j lia lempo, se falla do
um projecto do partido radical que deve realisnr-se na
abertura da prxima dicta ordinaria, c que sera apre-
cntado pela depulagSo de Berna. Trata-so de declarar
dissnlvido o pacto federal de 181o, por des cantos
diiii incios cantoes, e apoiados por iiianifotagcs po-
pulares, preparadas do anto-nilo, nbrigrSo n dieta a
abdicar o poder, que ser conferido a unta commissAu
central do governo, a qual emprcliender immcdiata-
mentea recunslrucgio da Suissa.
Em alguna cantoes suissos traa va se da construcgfii
de caminhos de ferro.
Noticias de Roma diiem, que Mr. do Rost continua
va a ter repetidas conferencias com o cardeal Laiubrua-
chini. Em oonseqoencia das instancias desto prelado,
o papa o tinba exonerado da prefeitura da cungregacSo
dos estudos, e nomeado em seu lugar o cardeal Mezzo-
lanti.
O general Salis, que commandavn os regimentos suia
sos de guarnigio nas legnfoes pontificias, foi reforma
do com urna pensao de 12,000 francos por amo, e su
bslituido pelo coronel Sortous. U cumulando geral
de (odas as tropa das quatro legagos foi concentra-
do cnt Bolonha, e confiado ao cardeal Vanicelli Casoni,
logado desta provincia. Esta medida foi tomada com
o l i 111 do reprimir immediatainento qualqucr tentativa
revolucionaria.
O Jornal de \a>lcs annuiicia, que S. M. o rci tinba
partido no dia 12 de maio daqucllu porto com a esqua-
dra composta de fragatas de vapor ; e acoiiipauliado
de SS. AA. RR. o conde de Aquila e o conde de Trapa-
ni cliegou a Klesiina no dia 14. As tripolagoos das
(i fragata, em numero lo tros mil homens, deaoiubar-
eai.io o.ii|iiidlii porto, eexecutrio a manobras mili
taros, om que tontn parle a uamioao do Mestina
A esquadra continiiou a sua viaguiu de noute, cltcgou a
Siraousa, e rolluu depois a Messina e aples, coudu-
zindu 6 capilai S. M. c AA. RR.
A Ctela Ptemonltea diz, que a duqneza do Saboya,
esposa do principo real de Sardeubn, tinba dado a lut,
no dia 30 de maio, um principe. O rei Callos Alber-
to anda fezend i unta dgrc.so pelo seus estados, e
depois de visitar Asti e Alexandria, so dirigir a Cham-
bn, ondo se iiiiim grandes preparativos para reee-
ber S. M. c mais o duquo de Genova, sen filbo mais
mogo.
A Gazela de Magdebourgo, rcferindo.se a urna carta de
Drcsda, diz, que o rei de Saxonio saliira daqnella cida
de, com direcgo Austria no dia 24 do maio. S. M.
pri poo-.e porcorror os montes Carpacios, a Rut de con-
tinuar nas sima investigages botnicas. Na sua volta,
o ro ir reunir so com a sua esposa em Ische. A rai-
nba sahio para Vionna o Selioc-iibriiin, onde larj urna
visita a .ua inna.
A corte do Austria tinba recebido a noticia ollioial da
prxima chegada Allemanba da rainba Victoria de
Inglaterra, e do seu esposo o i riucipc Alborto. Esla
noticia tambein foi ollicialmeute comniunicada au sena-
do de Franckfort.
Ksporava se todos os dias em Vicnua o duque de Sa-
\onia Coburgo, ncompanbado de M. de Stockinar, ge-
neral ao aervign da Blgica.
A exposicSo da industria austraca julga-se superior
a de Berlim, e parece que dar os resultados mais satis-
factorios. .Mtlje oitocentos ndustriaes teem concorri-
do exposigo, sendo 870 da Itaixa-Austria, e 625
s de Vienna. Esperava-se, que anda se aprsenla-
nao muitos mais.
As questes religiosas continuio a oceupar os nimos
n'Allemanba. Alguns jornaes dizem, que a nova com-
muniJade ser tolerada pelos estados como urna seita,
vislo haver a liberdade religiosa n'Allemanba, e cob
certas condicos, semelhantes aquellas, quese iaipoze-
rio aos lulheranos primitivos, e aos moravos. A nova
seita faz poucos posclytos.
O congresso da liga dai alfandogss allemias devea-
brir-se definitivamente em Carlsbure, nol.dejulho
prximo, s delegados dus di lie re utos estados que fa-
zom parte da liga fio ser convocados.
A Gazela de Colonia diz, que corra o boato nos cir-
cuios melhor inlormados de qua Mr. Von Tbile, mi-
nistro do gabinete, pedira a sua demitsao, e sera subs
tituido pelo presidente do governo das provincias do
Rbeno, Mr. Von Uodelschwinghe.
O rei devia partir a 6 de junbo para a Prussia Orien-
tal, e residir .. Igum tempo em Elbing e Dantzcb, on-
de ter provavelmente urna entrevista com o imperador
da Russia.
Falleceo em Koenigsberg, a 19 de maio, o inare-
cbal do reino de Prussia, o ronde de Dobna-Schlo-
buten.
Cartas de Varsovia annunciao, que o imperador Ni-
colao tinha ebegado aquella capital, a 15 de maio, e
que se demorara all at 2j do mesmo, oceupando-
se neste periodo dos negocios daquella reino, e sobre
ludo do arranjo da divida publica. S. M. I. devia de-
pois continuar ni sua viagem de inspeccio pelas pro-
vincias.
Tinbio tambem ebegado a Varsovia a grS-duqueza
Helena, e o bario de MeyendorfT, ministro plenipoten-
ciario da Russia em lierlim.
A gra-duqueza Mara de Leuchtemberg, filba do im-
perador Nicolao, e esposa do duque de Leuchtemberg,
deo ltimamente luz um princea, querecebeoo no-
mo de Eugenia.
Urna carta de S. Pelersburgo diz, que depois da par
tida do imperador para Varsovia, a attenco geral se di-
rige para a expedigao, que se vai emprehender contra
os Circassianos. O principe'Abxandre de Ilesse, viuvo
da gri-duqueza Alexandra, muitos ajudantes-de-cam-
po do imperador, e um grande numero de officiaei da
guarda-imperial, se teem ido reunir aoeiercito do con-
de de Woronzofl. O imperador est empenhado em
terminar esta guerra li desastrosa para o imperio.
O Mercurio Trantcaucaiiiano, periodioco que se pu-
blica em Tiflis, insere aordemdodia, que o conde de
Woronzofl dirigi em Kertscb, a 26 de marco, aoexer-
ministerio a poltica franceza, e que se cima unido
Metaxas, tbefe do partido napista, ou russo, parece qu8
intenta 'aerificar o seu colleg*, unindo se ao principe
de Mauroeordito, umdos homens mais notaveis daGrs.
ca, chefe hoje da opposigio, e partidista da poltica m-
gleza.
As noticias da Turquia conlini a descrever o esta.
do deplorare! em quo so acba a Syria. A guerra entre
os Drussos e os Maronitas temse estendido a todos os
districlos do I .Huno, e a morte, e o incendio domingo
por (oda a parte. At agora parece, que os Maronitat
leem sempre ficado vencedores. l)iz-se,que a I'ranrj (
a Inglaterra inlervirio eflcazmente para impedir no-
vas calamidades no Lbano.
Os jornaes dos Estados-Unidos alcancao at 18 do
passado. A Lngoagem das folhas minisleriaes curca di
questo doOrogon he pacifica, e d a entender, quec
presidente Polk nio tem duvida em renovar as negocia-
cues com o governo inglez a este respeito. Corre, que
Mr. Van-Buren aera enviado a Londres para tratar da.
queslio do Oregon.
Escrevem do Mxico, que havia all chegado o gene-
ral Almpnte, procedendo de Nova-York. A indisposi.
cao contra o governo de Washington era grande; e cor-
ra, que o congresso mexicano tencionava fechar os pat-
ios aos navios americanos.
Santa Anna contina preso no csstello de Perot,
o seu processo tem adiantado pouco. Apresentou se uoia
mocao para suspender o processo, se o ex-prcsideola
voluntariamente sabir do Mxico por espago de dit
annos. (D. do Governo.
INTERIOR.
PIAUHY
Corrcepondenoia particular do Maranhilo.
Tendo o visconde da Paruahiba mandado assassinar i
vigario Quintino, lioiuciu de influencia, e familia, e li-
beral s direitas, o partido adverso aquello despota en-
tended que a poltica tora causa da morte. Os seus cor-
religionarios, lemendo serein ccifados um por um pelo
mesmo visoonde, cujas enlranhas all sao assaz conlieci-
das, lemhrro-sc da fbula do estomago oont os deina-
ismembros ducorpo ; reunirao-c em numero do 2,400
liomous, i'declararn ao cunde do IIin-1'iirilu. que njg
largavio as armas, em quanto nao fosse vingado o tin-
gue quo o visconde tinha derramado. O conde vio-n
toreado a justificar-so quanto morte do vigario, e, co-
mo insislissem pela entregando visconde, deo-lho esc-
pula,offerecendo-llie Ulna esculla,que esto nao noeeitoii,
preferindo trazer ent suacompanlna 40 de seus guarda-
cosas. Fingi que tnmava a estrada da Babia, e se nrln
boje ent Caxia, onde est oceulto espera da ehegada
do conde, para desceren! juntos para o MaranbSo, ejun-
tos virera no vapor ; porque o visconde vai residir ni
Rabia. Logo que o povo reunido vio que o visconde r>.
lava foca de seu alcance, ou vinganga, largou as arin.ii,
e cada um procurousua casado melhor modo que piule.
Dizem tambem que o visconde se retirara para sua fa-
zenda da Tranque! ra ondo tsl inlnni luiradu o guarda-
do por 300 humens armados : esla noticia poroto nio
passa por verdadeira; antes, leudo chegado ltimamente
jo Mar.inliii'i um negociante deCaxias, diz, que o vira
com seus pruprios olhos nesta cidad. Como quer que
for, o visconde nao pode mais viver itoPiaitliy, que por
23 annos soffreo o mais sanbudo, o o mai estpido ds
todos o dspotas. O commandnnte de polica que en-
trn no assassinato do vigario, ja foi lamlicm aasassina-
do,e u m capito quo foi cmplice, est sendo procurado,
O .onde tinha mandado chamar o vioc-presidonto para
Iheentregar a presidencia. Espero que as cuusas tiquea
aqu, niio obstante a grande agitacuo om que se aellas
os nimos piaubyenses/ porquo o novo presidente, que
j l deveestar, be, como sabe, urna cxeellonle pessoa,
e sanar as cbagas, qoc naquelles miseros povea nbrro
dous indigno presidentes.
PERNAMBUCO.
CORREIO.
CORBESPONDEKCU DA ClDADE E PROVINCIA.
Daquolles meninos do Limoeiro do que llics fallei au-
tos d'hoiitem dous, os que vinlio para a mariulia,
l'uro linotom sollos; rocas a Dos, nao quiz o Iaiu.
presidente servir de Plalos ao Ilerodc do Limoeiroj
ficn,iioslii parte, o Lucelia bom com o gostinbo do lia ver
maltratado esses innocentes, um dos quaes j deitou
anngue nos ferros da polica assassiua de P-rnani-
buco.
Fnlla-se, ba muitos dias, om molestia do Exiu. prcii-
dente ; porm be sem fundamento este boato : S. Ex. es-
t em perfeila sade para favorecer aos amigos, o laier
justica recta aos contrarios : tonibcni pelo trahalho que
ello icm!
Oiiein parece nao dar esperongas de vida ho o sisad
chefe de polica, ao menos pelo que fez, ha poneos dia,
ainda que se nao sabe ao corto seo acto fui doago os
verba testamentaba, ao que nao deve servir de objeccM
a execugo antes da morte; nao s porque na prstia ni
ha regrn'para nada, como tambem porque o chefe mor-
re todos o das; eeu quizera saber, se utu morto, jiur-
que resuscitasse, havia de rehaver dos ou leMiaM
os legados de que estesestivossom de pnsse jwr rorca ilf
testamento. C4 de miro para mira oreo que a causal do
Mto est em que 11116111 uao temergonha todo o mun-
do heseo. Sena", digao-me Vius. se, desdo que o
mundo he mundo,hnuve nina autoridade que,nao oslan-
do naquelle caso, demiltisse um einprogado bom servi-
dor para noruear sen propriu rselo r Pois foi o que fel
o Arruda. Olltem, meiis amigos, os homens teom-noi
dado uina lirio inestra !!!
IIIAKII) DE l'EK.\lllllli;{l.
Pelo brigtte Empreza recebemos folhas de Lisboa gsM
aui ni a 16 de junlm ultimo; c por consegnintc adi-
antao's 6 diaa s noticias anleriormenle rooebida do
Porto.
No dia 15 linlilo sido publicadas as listas do rreenae-
nmento para cleitores, cujas rcclainncfcs deviiio ter lu-
gar al o da 20 e era elo o l.u acto para as proxiim'
eleices.
O Patriota transcreve do Diario do Governo, dlo de
tnaio, ocoromenla, um decreto com dala de 14, reforen-
cito do Caucaso, e ao quinto corno de infantera russa I------.----------
que deve operar de aecrdo contra as populagdes da ^T"l,r*_'.",'.r!.,I.0-l1-" .T^.!*"^
montanha. O general exhorta as suas tropas quede-
senvolvo a maior energa na campanba, que vai abrir-
se, e annuncia-lhes, que o imperador Ihes outborgar
todas as recompensas a que se fagao credores. O der-
rito do Caucaso compoe-se de 180,000 homens de to-
das as armas.
Noticias da Grecia dizem, quese julgava imminente
una mudanga ministerial. Collelti, que representa no
Silva Cabral, no qual esle nomoa-e a si mesmo prn-
dente d'umarominitsao, compona do patriaren eleito,
conde de Villa Real, concclheiro Rodrigo da Fonaer
M:i;;allii s e outros, pura desenvolver as bes consig"
nada na lei de 3 do predito raez para a organisagiio "
coneelho d'estado.
O mesmo Diario, de 5 de junl.o, publica tambem'o"1*
circular daquello ministro a lodos os hispo, entune*
raudo os beneficios que teem resultado a Portugal da res-


3
ir.ii'So do Ihrono legitimo, os malo quo tet a revolti-
jo desifrobro, em impicnaas vantajena que rcault-
\ di Jr 27 .lo Janeiro ; e lennin.i ordenando que agra-
jrn-ixeni a Den > ',cn* do 9UB J0lava rcin. 'he
edUnem a onnlinuaola dellea : a qual circular lie qu-.-
;,vid i i"'1" imprensa da oppnsif So de pailoral, e c -.no
,,| riicnlaritadn
\, nlii-i-i '' He*panhi ehegavio a 7, as 'le Inglaterra
e ai du Franoi a 4 de jiinti; a quart constSo din
'flgit 'l1'1- tnns'crevcmos ero lugar coni|ietciite.
(I vapor S. Sebastid, que che^ou do Norte no din 22
mu te deKoujn provincia onde tocn em alleraciio,
[lolu*'*'0 u ,eiT''^ un^Q continan oa deaastrosu* effeito
, ,aoca do dcapotiamo e da polica de Lacamarto. IIu-
a-c all abarlo a asaembla provincial no dia7 do cor-
nii" a niaioria he opitiiicionii*ta. Do Piauhy livumoa
or ""arla particular aa noticia* quu noatoa leitorct aclia-
r,,n'outro lugar. N dia 20 procedeo-ae no Rio-Gran-
,l,.,|,)-Nortc :\ eleicfio deaeoador, de collegio da capital:
(caqui o roultado.
j S,,. Paulo Jos de Mello............ 62
Jood'Oliveira Mendes........... 58
Padre Manoel Jo m Fcrnande ...... 39
Tuesto Ferreira Franca.........24
Thnmai Xavier................ 11
COMME^CIO.
Tivemosprecoscorrentes do Par, de 5, e do Mara-
oso, de 9 do crrante: abano acharad nossos leitores
a dillerenca desle, depoii dos que publicamos no nos-
so n. 140.
PARA.
mportaedo. Preco da prara. Por
Asquear branco i 4,000 a 4,500 arroba.
Dito mascuvado. 1,100 a 1,200
( lera em velas 1,400 a 1,500 libra.
Cuumboemgrio 20,000 a 21,000 quint.
Ilerva-doce ....
Geneb.emfrasco, egarrafo
Fallsvao.
Massas ....
Passas ....
Vinagre. .
Vinho da Figueira.
MARANHAO'.
Ago'ardente de Portugal 18,000
Azeito doce de dito 32,000
Assucar branco 5,400
o mascavado 2,400
ll.calho..... 10.00
Caf em casca. 4,800
descascado 3,000
Cha parola 1.000
Ceneja branca 4,800 a
Cbouricos..... 10,600 a
20.000
33,000
3,600
2,000
12,000
5.000 40 libras.
3,600 arroba.
frasq.
barril.
arroba.
i)
barril.
1.200
5 000
11,000
l'arinlia de trigo americ. 16,000 a 18,000
franceza, .
("enebra em garrafes. 3,400 a
Manteiga ingleza 600 a
francea 500 a
Paios de Lisboa 2.000 a
Presuntos de dita
Papel de peso .... 2,900 a
10,000
3,600
610
520
2,500
10.000 a 10,b00
3,000
800
0,400
3,200
00,000
600 a
0,000 a
2,400 a
.'5,000 a
(Juoijos flameogos.
Toucinbo de Lisboa .
de Santos .
Vinagra ....
Vinho tinto do Porto .
de Lisboa
branco dito.
Ago'ardente de Franca.
Azeite de peiie.
ilatatas
Cera em pSo .
Cerveja creta .
Lrva-doce ....
Passas.....
\ inlio de Barcelona .
Erportafdo.
Algodo 1 "qualidado .
>' Serra ....
Arroz de vapor .
de oulras fabricas.
Altanados.....
Couros salgados da trra .
de lora da prov
Fogueles do r .
Familia de mandioca .
d'agoa ....
Fumo de corda, bom .
Milho......1,600 a
Vaquetas.....1,600 a
110,000 al 15,000
103,000 a 108,000
110,000 a 10,000
Faltavo.
Preco da prara.
4,000 a 4,300
3,050 a 3,150
1.600 a 1,700
1,400 a .1,500
nao ba
110 a 115
130 a 10
2,200 a 2,000
600 a
800 a
16,000 a
libra.
duzia.
arroba,
barril.

garra f.
libra.

duzia.
arroba
resma,
um.
arroba

pipa.


i)
Por
arroba.



libra.


duzia.
640 alqueire.
1,000
18,000 arroba.
1,700 alqueire.
1 700 una.
Camilos.
Sobre Londres a 25 subin. | PRATA. Compra. Venda
Portugal 125 | Pesos braa. 100 a 103
Franca 380 por franco | mexicanos 100 a 103
Rio-do-Janeiro Sp.cent des. | hespanhoes 102a 105
Premio de lettraspor niezl'/ | Prala miuda 80 a 85
a2porceoto Cobre3a 4 p. 0/0 de pr.
L'RO. Moedas de 6,000 16,800 a 17,300
Ditas de 4.000 .... 9,500 a 9.600
0ncs litspaiiholes.......a 31,500
Ritas mejicanas ...... 30,500 a 31,000
i Publicador Maranhehte.)
.llovimento do Torio.
Navio tnrado no dio 23.
Liverpool ; 36 diat, galera ingleza Sieord-Fith, de
345 toneladas, capitn Richard Green, equipagem
21, carga azendas; a M.c Calmont iCompanbia :
passageiro para a Parahiba, John Doyle.
A uno sahido no mesmo da.
Canal; hrigue ingle Cicero, capitao James Jamen-
son, carga assucar.
OLiervacdo.
O brigue-escuna de guerra Guararape, depois de
ter sahido, voltou, e luodeou no Mosqueiro.
Editaes.
Por ordem do Illm.Sr.inspector da thesourana das
rendas provinciaes se faz publico, quo a arrematado
aiinunciada para odia 23 do correnle Pica transferida
paraodia 2 i (heje). Secretaria da thesouraria das rendas
provinciaes, 17 de julbo de 1845. O secretario, Luiz
fa Cuna Porocarreiro.
Miguel Archanjo Monleiro d Andrade, o/pclal da
ordem da Rosa, cavalleiro da de Chritlo tnepector
da al/andega de Pernambuco por S. M. I., que
Diot guarde, &e.
Paz saber quo, no dia 26 do correnle, se ha di arre-
melar em prara publica, a porta da mesmo,ao meio dia,
urna caixa da marca diamante d, n 24-2, conten lo I 17
mjssos pequeos de pelle de coelho. e dous mamo*
randes de pelle de lebre, no valor de 100j rs. ep-
prehendida pilos empregados que li/erao a conferencia
do brigue francez Cesar : a arremataran he livre de di-
reitos. Allandega, 22 de julbo de i845. Miguel
Archanjo Monleiro de Andrade.
Miguel Arcanjo Monleiro de Andrade, oficial da im-
perial ordem da Rosa, cavalleiro da de Chrulo ; e
intpeclor da alfandega de Pernambuco, por S. M.
Imperial, o Senhor D. Pedro II, que Deot guarde,
ge.
Faz saber que no dia 26 do correte, ao meio e
na porta da alfandega, se bao de arrematar onze duzias
de pentes de marlim, o dez massinbos de transelim de
retroz, apprehendidos pelo guarda Joaquim Pedro dos
Santos Bezerra ao piloto da barca sarda Fetici. e sen-
do a arrematarlo livre de direilo. Alfandega, 22 de ju-
lbo de 1835.- Miguel Arcanjo Monleiro de An-
drade.
Declarac;ao.
Pela administracao do correio geral se faz publico
que se principian a lechar as malas, que lein decondu-
zir O vapor S. Salvador para os portos do Sul, hoje
f24) s 11 horas do dia; devendo acharem-se no correio
i essa hora todas as correspondencias: eas que vieren de-
pois da hora dada pagars a taza do duplo, como deter-
mina o art. 110 donovo regulamenlo geral dos correios,
de 21 de dezembro do 1844. O administrador,
Bruno Antonio de Serpa Brandao.
NOVA COMPANHIA ITALIANA.
TUKATKO PUBLICO.
Sabbado 26 do corrente mez, s 8 horas em ponto, le-
ra lugar a segunda representacao lyrica, que ser dis-
tribuida pela maneira seguinte :
1." Sympbonis.
2. Duelo In un ettaii da opera lorqualo
Taiso, msica de Donirzetti. Tenor e bartono.
3. Aria Ecco ti pegno da Gemina de Vergy,
msica de Donizzetti. Baixo.
4." Duelo Amor pstente notne da upera Anui-
da e Rinaldo, msica de Kossini. Soprano e tenor
Intervallode 20 minutos.
5." Symphonia.
0." Aria Forte in quel cor tentibile do Roberto
Devereux, de Donizzotti. Bartono.
7." Aria lo ludia n<; suoi bei carmi do Tor-
quato Taiio, de Donizzetti. Soprano.
8.' Duelo Sul campo della gloria do Bclisario,
de Donizzetti. Tenor e baixo
I ii te i ra I lo de 20 minutos.
9." Symphonia.
10. Aria Lamo ah lamo da opera Capuleti
e Montecchi, de Bellini. Tenor.
11. Duelo Che I'antiptica da opera Chiara
de Hoitembergh, de Ricci. Bartono e baixo buflo.
N. B. O espectculo principiar impreterivolmenle a
hora annunciada.
Nos bilhetes da platea superior estao marcados, por n-
meros, os bancos e os assentos, que os Sr. espectadore
duvem oceupar.
' O director roga-lbes, que nao iovertio esta disposi-
cao, a im de que os mesmos Sra. possao contar com os
seua lugares, quando bouverem de sabir, e para este
lim he, quo receberao na porta do theatro metade do
bilhete ( onde lera marcado o assento ) que devero
guardar at o lim da representacao para mostrar, se Ihcs
or pedido.
Preco por cada noute.
Camarotes de frente, da ordem nobre. 12000
Ditos lateraes. .........7^000
Ditos de frente, prmeira ordem.....8j000
Ditos lateraes..........BjOOO
Platea superior..........2000
Dita geral...........1*000
Acbao-se venda em casa do director, na ra Nova
n.7, segundo ailar, e, no dia da recita, nobotiqum
do theatro.
Avisos martimos.
Para o Ass sai nestes das o brigue-escuna
Deliberando, capilio JoSo Goncalves Rocha ; para car-
ga e passageiros trata-se na ra da Cadeia do Rui le n.
40 ou etm o capito, na praca do Commercio.
Segu breve para o Rio-de-Janeiro o veleiro pa-
tacho Cauro II por ter a maioria do seu carrega-
mento : quem no me>mo quizer carregar, embarcar
escravos ou ir de passagem para o que oderece bons
coinmodos pode entender-se com Amorim Irmaos ,
na ra da Cadeia n. 45.
Para o Rio-de-Janeiro segue.na presente sema
na,obriguo5. Mar xa Boa Sor le; inda podo receber
alguma carga miuda escravos e passageiros : para o
que trata-se com Amorim Irmaos, oa ra da Cadeia
n. 45.
__ Para o Ro Grande segu vagem o patacho ua-
po com brevidade : quem no mesmo quizer embarcar
escravos, ou ir do passagem, podo dirigirse a tratar
com Amorim Irmaos, ra da Cadeia, n. 45.
Para o Maranhao sai, em poucos dias, o brigue-
escuna nacional Laura: para passageiros trata-se com
Novaes & C., ou com o capitao a bordo.
__Para o Ass sai. nestes 6 dias, o brigue-escuna
nacional Aguia : para carga e passageiros trata-se com
Novaes & C. ou na ra da Cadeia n. 40.___________
Alisos diversos.
= Tendo, per parte da Senhora Joanna Francisca
daTrindadeCordeiro sido empenhado ao abaixo aa-
sgnado um molequecrioulo de nome Jos6 baixo,
grosso bem preto cara redonda, bem feito do cor-
po de 13 a 14 annos, pouco mais ou menos, pela
iiuantia de 200i ra., ficando por fiador e principal
pagador Ignacio Jos de S Anna ; fugio o moloquo no
dia 16 do corrente e por isso o abaixo assignado o faz
publico e roga a qualquer pessoa, quqdelle tiver no-
ticia, de participar ao abaixo assignado ; o quem o
prender, leve a ra Augusta n. 94 que so recom-
pensar tanto quem der o aviso, como qu-'in o pegar.
Jo'tJosc Pinto Hiveira.
J. D. C. Tresse. fabricante d'orgaos de tgre|a,
avisa ao respeitavel publico, e particularmente aos Srs
tbesoureiros, ou pessoasencairegidas das igrejas, que
ello la/. orgo9 para greja Je todos os lamanhos, com
clarim, trombeta, cromurno, voz humana, erouxinol,
ou qualquer outro jogo : outroditoorgao, ( que sendo
ouvido nao tem apparecido aqui) a duas linas, a cla-
vier, e a chave de realejo para falta d'organisla, ou por
falta de saber tocal-o ; ento se toca com a chave, co-
mo so fosse um realejo, oblendo a mesma voz d'um
organ de greja, contendo, nos cylindros, a missa, os
bymnos, e os kyres, para quaesquer festas do anno ,
ludo reunido na mesma obra : outros orgos, forte-
piannos, com voz humana, o flauta, para cantar a m-
sica vocal ; realejos de lodosos lamanhos, para igreja,
contendo, nos cylindros, a miss-i, os bymnos, -o os lo-
ries, para quaaesquer festas do anno ( proprio para
qualquer igreja, quu nao teiu organista ) com a mes-
ma voz d'um orgao: outros ditos realejos para re-
creio, contendo quadrilbas contradanzas e valeos, e
quaesquer marchas, ao gosto do comprador ; concerta
os ditos instrumentos, e poe marchas novas : em Santo
Amaro, na entrada da estrada que vai para Belem, no
sitio deJ. B. C. Treno, ou no atierro da Boa-Vista,
n. 20, a fallar com o Sr. F. Chaves.
O abaixo assignado, morador presentemente no
engenho L'baquinha, termo de Sermbein, tendo di-
rigido immensas carias j desde o anno de 1811, quan-
do anda morador nesta prega, em respo>ta a outra de
25 du abril do dito anno, ao seu muito obrigadissimn,
o Illm.Sr. Apollinario Florentino do Albuquerque Ma-
ranhao, morador cmGaranbuns; tendo acompanhado a
mesma carta do Illin. Sr. um documento alm da de-
ca racao leita na mesma carta,que,ha muito,deveria es-
tar concluido, e linalisado o cumprimenlo do quauto
espondeo o mesmo Sr.;- e nao tendo assim acontecido,
apezar do ter deixado uncarregado, na minba ausencia,
ao amigo do mesmo Sr. o lllm. Sr. francisco Simoes
da Silva, de quem tenbo sido inlormado de nada se
ter realisado, apezar de ao mesmo lllm. Sr. se ter elle
dirigido por cartas; por isso presumo, que, como seja
o negocio de utilidade de ambos nos,o que nao lera tido
o relerido resultado pordesencaminhamento das minhas
cartas, assim como mesmo das do lllm. Sr. Simoes;
motivo por que me lembra dirigir-me a V. S. pelo pre-
sente Diario, por julgar ser um meio maisconveoienle
de poder chegar ao conhecimento de V. S. o que
(ka ponderado, passando a ser dito cumprimenlo,nesta
praca, realisado por meu cunbado, o lllm. Sr. Anto-
nio Joaquim de .Mello Pacheco, a quem pussei a en-
carregar, por me ter pedido a desoneracao deste nego-
cio o mesmo amigo de V. S., o Sr. Simoes; podendo
V. S. vir ou mandar, dar lim a um negocio,que, sendo
de pouca monta, ja su lem espacado mais du qualro an
nos, que sumpro presum, que elle tivesso tido lim,
das depois da carta do V. S.; que, urna vez roalisado,
recebera do mesmo Sr. Mello Pacheco, a carta e do
cumcnlo referido : assim o espera, quem com todo o
fundamento se assigna, allirmando ser seu obrigadissi-
mo, &c. Judo Francisco Sanios de Siqueira.
Quem annunciou querer comprar dous cazaes de
rulas de Hamburso, querendo um, sendo o macho
branco, ea lemea parda, porm mstico, pode procu-
rar na ra da Florentina, n. 10, das 3 horas as 0 da
tardo.
Precisa-so do alugarum preto escravo, para car-'
regar um panac com pao para o matto, pagando-ie
mensalmenle 10,000 rs., e dando-se o sustento: o
pretendentes, dirijo-se ra da Guia, padaria S. R.
R. f. f.
= Aluga-sc um armazem de urna s porta na ra
da Praia, n. 31 proprio para carne socca com to-
dos os pertences ; a tratar na ra do Livramento n. 12
Urna mulher capaz so olTerece para ama de urna
casa exceptuando engommar e comprar ; quem a
precisar, dirija-so a ra da Seiualla-Nova n. 16, se-
gundo andar.
No dia 21 do correnle uitrao, do pescocode 1
menino, um ponteiro de ouro enfiado em um cor-
daodeouro; cujo cordao era de urna volta comprida ;
o signal do ponteiro hedalo, com urna liga em cima:
a quemo dito eordo for olTurecido queira o tomar, e
levar ao sobrado da viuva Monleiro, na ra do Alecrim,
n. 2j que ser recompensado ; cujo foi (urtado na es-
cada da escola do Padre Lourenco.
Precisa-so de una mulher, preta ou parda ,
para o tnico de urna casa de muito pouca familia, dan-
do-se-lhe o sustento e vestuario ; quem esliver neslas
circunstancias dirija-se a Ponte-Velha da Boa-Vista,
n. 23.
No dia sabbado 12 de julbo ao amanhecer no
domingo 13 lurtro de um mourao em Fra-de-
l'ortas ra do I ruin urna canoa, nova, em bruto ,
fechada em urna corrente de Ierro, grossa e cortarlo
a corrento pelo argola; quem achar ou souber da
dita canoa, participe em Fra-do-Porlas a Jos Fer-
nandes da Silva Manta.
Adverte se ao Sr. F. F. B ha pouco chega-
do de urna provincia do Norte e aqu esperando por
um navio que est a ebegar de Portugal que, no
prazo de 3 dias trato de encaminhar-se ao prleo do
Carmo n. 22, para tratar do modo por que deve com
toda a brevidade pagar a nao pequea somma que de-
ve a viuva du B. J. Lopes: curto de que, nao o faiendo,
seu nome sera por extenso publicado ; contar-se-ha o
modo por que contrabio semelhante debito e ser le-
vado ao competente juizo : para o quo deve conven-
cer-so o mesmo Snr. F. F. B., que ha a necessa-
riadisposicio, e firmeza para o chamar ao cumpri
ment de seus deveres.
USr. A. M. V. B. queira mandar pagar a quan-
tia de 498 rs., que licou rostando a Joaquim de S.
Anna Monteiro ; o qual, nao sendo indemnisado no
prazo de dous mezes, ara publico seu nome por ex-
tenso.
Manoel Joaquim Paseos! Ramos embarca para
o Rio-Grande-do-Sul o escravo Jos de nagSo Ca-
cange a entregar a seu senbor Joio Antonio Jorgo.
Lendo no Diario um annuncio dizendo que eu
restituste a importancia de um bilhete de urna rila do
Bandeira ; tenbo a responder, para arredar do minba
reputaco a acrimonia do mesmo annuncio que de
facto, por mu pedirem, acceitui tal bilbote isto ha
mais de S (anuos loguramenlo porem, como tal rifa
nunea corresse dei pouco apreeoa tal bilhete, e o
romp acto de meu genio) ; mas ao depois sendo-
me exigido dito bilhete eu disse que o tinha rom-
pido e nao obslanle leudo sido instado para pagar,
0 uto fil, suppondo q o nao devia. Nao sei donde
provin tanta acrimonia em despeito da minba repula-
cao ; e sendo cu o proprio a confessar que tinha re-
ceido tal bilhete bem se deixa ver que s deseonbe-
ria o diieito quu me obrigava a tal pagamento pela
raiao de se nao ter eflectuedo dito rifa. Rogo agora a
qualquer Snr. quo lenba ingerencia na casa do Sr.
Nicolao,diga se eu menegava a semelhante pagamento,
como pessoa de m ou porque suppunha nSo me
de?er subjeitar a pagar aquillo que no tinha lucrado,
M. T.S.
= A pessoa, que comprou dous lencos de seda em
folba e j debrunliados c marcados com as letlrat se-
guintes I. G. I. St>ndo um prelo e outro carmizim ,
com listras e quadros pretos, querendo restituil-os ,
sedar o mesmo dinbeiro porque (orSu comprados :
procurar na ra doCabug loja que foi do Sr. Ban-
deira ou em casa do Sr. Galmont, ou na do Sr. Ma-
noel Jos de Sou/a Bastos.
l'recisa-se alngar duas pretas, que
raibio vender todas as ([tialidades de
[futas ; na ra Aova i, iG.
Deseja-sc fallar a Mr. (elier; na
na de S. Hita n. 85.
Quem precisar de um homem Brasileiro, de idade
de 24 annos, para caixeiro de ra venda, ou padaria,
procure na ra da Concuico da Boa-V isla, armazem
le sal n. 6, ou annuncie para ser procurado.
Jos Francisco do Araujo (iuimares, socio da
urina Victorino & GuimarScs, tendo de ir a Lisboa tra-
tar da sua san le, (iea o negocio encarrogado ao seu so-
cio Victorino Jos Ferreira, e por procuradores do an-
nunciante os Srs. lienrique Jorge, o Cesar Kruger.
No dia 20 para 21 do corrente lurtro, do porto
da ra da Concordia, 1 trates de 38 a 40 palmos de
comprido, e palmo em quadro; quem das mesmas der
noticia no sobrad > novo da mesma ra da Concordia,
ser gratificado do trabalho.
Joo Jos Rtbeiro de Farias retira-se para o Rio-
do-Janeiro.
=Um homem branco o cazado, que tem uso de en-
sillar as primoiras lettras, se offerece para dar lices
em casas particulares, tanto nesta prara, como por si-
tios vizinhos a mesma, o prometi o bom desempenho
nos seus deve'es, e preco razoavel : quem o quizer,an-
nuncio.
=0 Sr. Jos Alves Xavier queira ir receber una
encommenda, vinda de Portugal,de sua familia,na pra-
ca da Boa-Vista n. 13.
Pase dinbeiro a juros com penhores de ourn e
prata.mesmoem pequeas quantias;naruadaPraian.22.
Carlos Clor retira-se para o Rio-de Janeiro.
Alugao-su os terceiro e quarto andaros, cam so-
leo, o casinha, e bonscommodos, na ra do Trapiche,
n. 3 4: .i tratar na mesma casa com Fernando de Lucca.
Precisa-se de um caixeiro para venda, quetenha
pratica du mesma: defronte da ribeira da Roa-Vista,
venda, n. 58.
A pessoa, quo annunciou por esta folba querer
comprar urna casa, em ra que sirva para negocio do
venda, dirija-se ra do Cotovello, n. 31, que se in-
dicar o lugar.
= Aluga-se o segundo andar da caa n. 22, da ra
estreita do Rozarlo : a tratar na ra do Passeio n. 1.
Jos Francisco Pinto Guimares, cirurgio pela
escola real de cirurgia de Lisboa, mudou a sua residen-
cia para a ra da Cadiia de Santo Antonio, segundo
andar da casa n. I >.
Precisa-se de um caixeiro Portuguez, de 14, a
16 annos de idade, preferindo-se, se fdr chegadode
prximo, para urna venda: na cidado d'Olinda, ra
do Amparo, venda de Jos Ferreira Marinho.
=)5o-se 50/rs. de gratificaco a quem descobrir a
pessoa, que furtou um relogiode prata e transelim
de ouro no dia 21 do corrente de urna casa na Boa-
Vista : o relogio be de feitio antigo tallando o pon-
teiro de segundos.
= Precisa-se de urna lavadeira que lave pereita-
mente do varrella ; na ra estreita do Rozario sobra-
do n. 2, segundo andar.
= Antonio Jos de Barros Veigas embarca para a
Rabia por conta e risco do Snr. Manoel Goncalve
Leal, um preto da Costa, de nomeJoo.
= Aloga-se urna preta para o servico de casa; quem
a pretender, dirija-so ao armazem de carne, oa ra
da Praia, n, 43: a preta cozinha e faz o mais servico.
as Km poder de quem esliver urna lettra de doui
contos de ris, acceita pela Senhora D. Maris Joa-
quina de Nazareth Gusmio pode mandar receber di-
ta quantia em casa de Joaquim Flix Machado mo-
rador na ra do Collegio n. 25 ; a mesma Senhora
protesta nao pagar premio porque nao I lio foi apre-
sentada a lettra em seu vencimeoto.
= Antonio Dias da Silva Cardial vai a provincia du
Alagoas a tratar de seus negocios, levando em sua com-
panbia um seu escravo do nome Luiz de dado de
12 annos cor parda.
= Urna mulher de bons costantes se encarrega da
criaran de meninos de peito, impedidos e desimpedidos,
e tamhem recebem-se meninos para se desmamar :
quem de seu prestimo se quizer utilisar, dirija-se ao pa-
leo do Terco, n. 26, seguodo andar.
= No dia 21 do corrente abrio-se um nevo depozi-
tode refinagoe padaria na ra larga do Rozario,
n. 23; no qual se acba a venda o melhor pao, que ha
possivel, bolaxa de toda a qualidade tanto em porcao
como a retalho holaxinha doce, biscouto e fatias pro-
prias para cha. .
=A pessoa que llie faltar urna escada de pedreiro,
appareca na ra do Livramento, loja n. 34, que, dan-
do os signses certos lhe ser entregue.
Fazem-se transellins de cabellos de
qualquer modelo, armis, litas, pulceiras,
&c., &c. o mais bem Icito que he possivel,
por preco mdico ; na roa doCabug, loja
de azendas n. C.
AGENCIAS DE PASSAPORTES.
Na ra do Collegio, botica n. 10, e no atierro da
Boa-Vista loja n. 48, tiro-se passaportes para dentro e
forado imperio,assim como despacbio-seescravos: tudo
com brevidade.


4
= Aluga-ie um cscravo ptimo padeiro ; na ra
eslreila do Rozario, d-23. primeiro andar.
l'recisa-se de urna ama, que saiba cozinbar ea-
gommsr e fazer todo o servico na ra do Crespo
n. 8.
= l'rederi.o l.ensimgcr, subdito Dinamarquez, re-
tire-so para o llio de-Janeiro.
= Henrico Kamming subdito Dinamarqus, re-
tirt-so para o Rio-de-Janeiro.
= li-sedioheiroa pr.imio com penhores dti ouro
e prata mesmo em pequeas quanlias; na ra do
Livramento, a. 2J, segundo andar.
= Arrenda-se, onoualmente, ou pelo totopo que
se contratar, urna das casas terreas do lixm. bario de
Itamaraca oo lugar do iMaoguinho por pn.-co com-
ino Jo : a ti atar na ra de Hortas n. i i-0.
O Nazarenon. 112estai a venda nos lugares do
costumeao meiodia; traz interessantes arligos res-
pailo a actualidade dignos de seren lidos.
Compras.
= Comprao-se, por commissio escravos de am-
bos os sexos, deidadede 12 a 30 annos; pagSo-se
l>cm : na ra Direita n. 3.
= Compra-so uoia bomba de ferro para urna ca-
rimba que tenha de 20 palmos para cima do altura ;
na prags da Boa-Vista n. 32.
=Compra se urna escrava de i lado du 35 a 40 an-
uos co7.inbeira ; na ra do Crespo, loja n. 23.
Vendas.
Attencao !
=Vende-se a 120, 140,1U0 e 180 rs. o covado de
< !nt i ditas finas a 220 e 250 rs. o covado, sendo es-
cura, madapolao a 150, 100 e 180 rs. a vara dito
lino a 200, 220 e 240 rs. dita aladraste lino a 280
rs. a vara, meios chales de cassa de quadros a 300 rs.,
(hila a 140 rs. o covado, lindissimos cortes de cassa-
chilas a 2000 rs. o corte cbadrezes de linbo para ja-
quetas a 520 rs. o covado, muito boa qualidade, supe-
rior setim preto de Macu para col late a 4300 rs. o
covado dito entro-lino tambem Je boa qualidade, a
3200 rs. o e .vaJo, luslAo.branco de excellente qualida-
de a 1000 rs. o covado algudio liso de boa quali-
dade a IDO rs. a vara dito americano largo, muito
ncorpado a220rs. a vara, dito trancado azul mes-
ciado a 2i0 rs. o covado, muito encorpado zuarte
azul de vara de largura a 260 rs. o covado muito boa
fazenda para pretos casimiras de quadros de bom
gosto para caigas a 1200 ris o covado lencos de
cassa pintados a 11O rs. pegas de bretanba de rolo a
1800 rs a pege ditas de bretanba de puro linlio.de
6 varas a 2800 e 3200 rs. brim Irangado branco de
puro linho muito encorpado a 1 -100 rs. a vara es-
guia > de superior qualidade do verJa Joiro e puro li-
nbo muito fino a 1500 rs. a vara, pegas de cbiUsa
4400 5200 5500 e G00O rs. a pura escuras, ditas
ile madapolo a 2800, 5200 e 3400 rs. dito fino a
4000, e 4200 rs. a peca, madraste lino a 5200 e 5400
rs. a pega cassa de quadros para babados a 5000 rs.
a peca riscadinhos trangados a 200 rs. o covado ,
muito boa fazenda para meninos cambraia lisa du
vara de largura a 000 e 800 rs. a vara castores ou
riscados a 240 rs. o covado, superiores cortes do cbali
de listras de seda a 16 rs. ditos de seda com llores a
50,000 rs., o corte mui rica fazenda superiores
cortes de cassa-ebitas, modernos padres, a 4200 rs. o
corte, cambraia de listras brancas adamascadas a 5/rs
a peca, sarja hespanbola fina muito eruorpaJa a 2300
o 2500 rs. o covado dita franceza larga a lGOO rs.
o covado escocez du algodao para vestidos a 500 rs. o
covado brim trancado de quadros para calcas a 500
rs. o covado, de bonitos padres cbilas linas, de
gosto muito moderno a 320 rs. o covado cbapeos de
sol, de seda para boinem a .'i/rs. ; alm destas fa-
zendas, outras muitas por barato preco : na ra do
Collegio loja n. 1, de Antonio de Azevedo Yillarou-
co& lrmao.
Vende-se un quarlao novo carnudo e com car-
rego ; as Cinco-Pontas n. 160
\ ende se canclla em pu chegada no ultimo na-
vio de Lisboa, em latas de duas al meia libra; no ar-
mazem de Dias Ferreira delronte das escadinlias.
= Vende-so muito superior e nova potassa da Hus -
sia ; na ra do Trapiche armazem de assucar, n. 17.
= Vendem-sequartos novos e grandes; na ra
da ConcekSoda Boa-Visva, n. 00.
= Vendem-se (i escravos pegas de 18 a 25 annos,
bons para todo o trabalbo tanto du campo cmoda
prata; um preto de meia idade por 2004 rs. bom
para servir urna casaem trabalbar em sitio por estar
a isto acostumado um moleque de 14 annos muito
ladino ; urna parda de 18 annos, cose engomma e
faz todo o servico de urna casa ; duas escravas boas
quitandeiras ; na ra do Crespo n. 10 primeiro an-
ear.
= Vende-se um ornamento encarnado para cele -
bragio de missa um dito brinco com sebastos encar-
nados dous ditos rouxos com sebastos verdes, con-
tendocada um casula estola, manipulo, bolsa de
corpuraes e veo para calix ludo em muito bom uso ,
urna bibliolheca de Ferraris 8 v. em quarlo; urna bi-
blia de Mainel e Concordancia 3 v. em folio ; um
theatro ecclesjas.tico 2 v. em quarto ; um jogo du
tabolas novas de marfitn para gamo : na ra da Ca-
deia do Recifo casa do Jos Mara iSevc n. 27.
= Vende-se um escravo de nago de idade de 40
annos, pouco mais ou menos, sabe relinar assucar ,
pelo prjeo de 100y rs,, por ter urna perna inchada :
na ra do Hospicio n. 34.
=Vendem-se capachos redondos e compriJos es-
tojos de navalhas a contento grvalas muito supe-
riores para homem garrafas de tinta superior para es-
crever botins para homem e senbora sapatos de
duraquee de lustro de Lisboa, e Irancezes de to-
das as qualidades riquissimas manas para senbora,
de tife, seda e veludo caixas de lartar uga redondas e
compridas, pelo diminuto prego de 2 rs. riquissi-
mas flores e cbapeos para seniora ; na ra larga do
Rozario n. 24.
= Vende-se um preto crioulo bom trabalbador de
encada1 proprio para o servico de campo ; na ra da
Aurora n. 4.
= Vende-se milho a \fi rs. o alqueire e sendo
com sacco a 4500 rs. o una porcao de farinha de ta-
pioca muito alva e nova; na ra da Cadeia de S. An-
tonio n. l) depozitode larinba de mandioca.
= Vende-so ptima larinba de araruta ; na ra do
Collegio, botica n. C, de Cypriano Luiz da Paz.
=Vende-se a bordo do hiate Especulador, fari-
nha de mandioca de boa qualidade e mais em cun-
ta Jo que qual luer outra.
= VenJem-so muilo boas Lichas chegadas lti-
mamente de Hamburgo as melbores que ta na tr-
ra muito grandes; etambom se alugio, por prego
commodo e vio-se se applicar para mais commodida-
de dos pretendentes ; na ra estreita do Rozario de-
fronte da ra das Larangeiras, loja de barbeiro n. 19.
= Vendem-se lengus de algodao e seda de bonitos
padrdes a 640 rs. casimiras de algodio muito encor-
padas e de quadros pelo barato preco de 480 rs. o cova-
do riqusimos cortes de cohetes Je quadros a 2560
rs. o covado ; na ra do Crespo n. 14, loja de Jos
Francisco I)ias.
= Vende-se potassa americana muilo nova em
barris pequeos ; na ra da Cadeia do Recife arma-
zem de assucar n. 12.
=Vende-se, por prego commmodo urna preta de
30 annos lava de sabio cozinba e he boa vende-
deira ; um moleque do 15 annos, de bonita figura ,
u sadio ; na ra do Noguuira n. 27.
= Vende-se potassa russiana superior o nova ,
ltimamente chegada e cal virgen) etn pedra vinda
agora de Lisboa ; na ra de Apollo n. 18.
= Vende-se suprrior fannha de S. Catharina ,
a granel, ensaccada, a burdo do patacho Espadarle ,
na ra de Apollo n. 18.
esa Vendem-se chitas de ramagens para coberlas,
de cores fixas a 160 rs. o covado, pecas de bretanba
de rolo, pelo baralo prego de 1600 rs. finissimos cur-
tes de cassa-chita a 2400 rs. Jilos de dita du quadrus
e listras de cores a 4000 r*. lindos cortes de cambraia
de listras de cores e de gosto moderno a 4500 rs. lin-
deza de l.i.i e seda e de quidros para vestido a 320 rs. o
covado larlalana do ultimo gosto a 4500 rs. o corto ,
meias cruas para homem a 2800 rs., cassa lisa fina a
400 rs. a vara pecas do panninho muito lino a bj rs.,
cambraia lisa lina a 480, 040 e 800 rs. a vara boni-
tos lencos Je se Ja de cores a 1760 rs., riscadinhos Iran-
cezes de muito bonitos padrdes para vestidos e jaque-
tas a 320 rs. o covado algodao americano largo a
240 rs. a vara, chales de lia e seda a 4500 e 5500 rs.,
cortes de chitas finas a 1600 rs. e outras muitas fa-
zendas por barato prego ; na ra do Crespo n. 8, loja
de Campos & Mais.
= \e.ide-se o engenho Marotos na froguezia de
Tracunhiem que divido por um dos lados com o rio
Tracunhiem com mil bracas de frente, o meia legua
de fundo, com casa de engenho o igreja de pudra e
cal e todas as mais obras de estelos sendo casa de
vivenda de purgar e sen?alla, ludo novo e hem
construido : a tratar no engenho Taquara com Fran-
cisco Gomes de Araujo, e no Recife com Francisco
Mamado de Almeida.
= Vende-se chocolate, chegado ltimamente, tan-
to em porcao como a retalbo, por preco commodo ; no
pateo do Carmo esquina da ra de Hortas, lado d-
reito n 2.
ss Vende-se urna escrava de boa figura com 20
annus sadia e com habilidades que a vista dos
compradores se Jir.o : na ra da Gloria, n. 80.
= Vende-se um preto de muilo bonita figura, sem
vicio nriii achaques muito mogo e ladino ; na ra
dasCruzes n. 28, segundo andar.
= Vendo-se urna escrava du 16 a 20 annos de bo-
nita figura cozinha e vende na ra ; propria para
embarque e mesmo pura o mallo por sor robusta ,
e propria para todo o sorvico ; no pateo do Hospital do
Paraso n. 25.
= Vende-se urna arroba de pennas de em* ; urna
casa pequea ; um carneiro grande proprio para sel-
a; urna cabra (bicho ) na ra da Conceicio casa
n. 20.
= No armazem de Francisco Dias Ferreira defron-
te do guindaste da alfandega vende-so por preco
commodo ; fumo de primeira qualidade para charutos;
charutos regala meia-ragalia e outras muitas qua-
lidades ; tapioca; barris com 12 pescadas do Lisboa ,
a 4200 rs, ; canaslras com batatas novas.
= Yendo-se superior tinta de osciever, a meia pa-
taca a libra o a dozo vintes a garrafa levando esta
li'ira e meia e cem a garrafa a trezciilos e vinte ris;
na ra do Livramento loja n. 34: na mesma luja
vende-se rap Meuron, pnnccza fino, rncio-grossu
vinagrinho da ultima fumada que sabio o mais su-
perior possivel, e o mais moderno rap do Bandcira.
= Vende-se um bergo ainda em bom uso com
seus cortinados; no pateo do Terco, n, 26, segundo
andar.
= Vende-so urna preta de bonita figura parida de
dous mezes, com muito bom leilu e sem lilbo de 20
annos de idade e com habilidades; na ra das Mu-
res n, 21.
= Vendem-se 3 pipas que irvirio de depozilo de
azeite de car rpalo ; na vunda da travessa da ra Bel-
la n. 8.
= Vendem-se corles de vestidos de chitas finas, em
retalbo; na ra do Oucimado esquina do becco do
Peixe-Frito loja n. 2, de Manool Jos Goncalves.
\ enue-se por 350 rs. um rico annelio com
um grandu brilhantu assim como, por lUO/rs. um
relogio de ouro de patente suisso de vidro e mui-
to bom regulador ; quem quizer annuncic.
= Vendem-se saccas de luijio mulatinho ; no ar-
mazem do Guimaries, conlronte as escadinhas da al-
fandega.
ii Vende-se urna casaca nova, cor de caf, por
mdico preco ; na ra da Seozalla-Yellia n. 92.
n Vendem-se caitas de tartaruga para rap, por
prego commodo ; na ra da Cadeia do Recife loja do
miudezas n 5.
= Vendem so presuntos nglezes queijos suissos
muito frescaes musanla isgleza aalami-s de llam-
lurgo, vinbo du A'erry, de superior qualidade vinbo
do Bbeno dito branco Irancez Haut-Bersac, Sau-
ternes, Preignac, de diversos precos, vinbo do Porto,
superior conservas inglezas e francezas licor mar-
raschino, e outros objectos por prego commodo, cha-
rutos regala e fama-va de ltiff a ">.'.? rs. o milheiro
e em porcSo mais barato : em casa de Fernando de
Lucca na ra do Trapiche o. 34.
= Vendem se beserros de lustro de superior quali-
dade recntenteme chegados; colla da Baha a 12^
rs, a arroba ; urna balanga decimal, capaz de pesar
duas mil arrobas, em estado perfeito; na ra da Cruz
n. 55.
Cera lavrada.
- Vende-se em caixas de 180 libras cada urna, sor-
tijas desde duas al 16 em libra ; na ra da Sen/alla-
Velha armazem n. 110.
= Vendo-se urna linba ou trave de embirindiba ,
com 62 palmos de compnmenlo e proporcional gros-
sura ; urna canoa aberta de carga de 600 lijlos de al-
venaria grossa, mui hem constru la e fabricada de pr-
ximo : na ra da Aurora n. 12.
= Na ra da Cadeia-Velha loja da viuva Lardoso
Aires, vende-so o compen lio da historia romana, por
M. A. Lesieur, traduzido em portuguez por A. de
V. M. de Drumond a 1/ rs. o volume ; este opscu-
lo be de summa ulilidade para os collegiaes, e para as
pessoas que queirio estudar esta materia, sem con-
sultar obras volumosas.
= Vendem-se chitas para coberta, de bons pannos
e cores fixas, com estampes e arvoredos lingindo mal-
los, pelo barato prego de 160 rs. o covado, finissimas
chitas francezas muito largas, do assento escuro ,
do quadros e listras, cores fixas, a 320 rs. o covado,
dita a 260 rs. o covado, lanzinbas de bonitos padrdes
a 5200 rs. o corte e a 320 rs. o covado cortes de cas-
sa-ebitas de todas as cores e muito largas a 2/ rs. di-
ta em vara a 400 rs. dita transparente a 2560 rs.,
corles de chita de assento escuro e cores fixas a 1600
rs. cbilas cor de ganga e de outras muitas cores e
muito finas a 200 rs. ditas escuras de lindos padrdes
a 160 rs., e em pegas a 5500 e 6/ rs., pegas de breta-
nbas de rolo de superior qualidado a 2j rs. algodao
trangado muito largo e escuro proprio para roupa de
escravos a 240 rs. algodio americano muito encor-
pado a 220 rs. a vara dito muito largo e encorpado ,
proprio para lences a 280 rs. madapoldei de todas
as qualidades, e mais fazendas tudo por barato pre-
go ; na ra do Crespo n. 14, loja de Jos Francisco
Dias.
Attencao ao barato 1 1
= Vende-se larinba igual a do Rio de Janeiro ,
e milho novo, vindo de Macei, na barcaga Feliz Au-
rora; vendo se tambem a retalbo ; m rampa do ,Snr.
Ramos de liveira-, na frente do trem.
= Vende-se um escravo mogo ptimo para todo
o servico principalmente para sitio ou engenho ;
na ra Direita n. 12.
= Vende-se um obrado na cidade de Olinda na
ra do S. Bento defronte do oito do S. Pedro Mar-
tyr: a tratar na ra da Guia, casa n. 22.
ss Vende-se urna boa escrava de naci Angola, com
5 crias todos machos, de 11, 12 e 13 annos de ida-
de ; na ra do Hospicio n. 26, se dir quom os vende.
= Vende-se urna casa terrea na ra da Gloria
n. 90 com 3 quarlos e em chaos proprios; a tratar na
ra do Crespo n. 10.
= Vende-se urna venda com os fundos a vontade
do comprador eic um dos melbores lugares, que be
no Recife travessa da Madre de Dos n. 1 : a tra-
tar na mesma venda.
= Vende-se urna escrava crioula, de 24 annos, de
bonita ligura engomma, cozinba e lava ; urna ca-
brinbadu 13 annos de bonita ligura cose chao e
faz renda ; urna linda negrinha crioula, de7 annos;
duas escravas de naci mogas e de bonitas figuras ,
proprias para lodo o servico ; dous inolecotes crioulos
de boas figuras, du 18 annos, proprios para lodo o
servico ; um lindo mulatinho de 18 annos, proprio
para pagem o tem principios d officio de pedreiro :
na ra das Lruzes n. 22, segundo andar.
= Vende-so um bonito escravo bastante moco
sadio e sem defeitos; na la da Cruz n. 3, segun-
do andar.
Vende-se um prelo de meia idade proprio pa-
ra o servico de sitio ; urna preta ainda moga ; na ra
do Cabugii, n. 16.
= Vende se um par de esperas de prata moder-
nas semfeitio, e de muito bom gosto; na ra do
Crespo loja da esquina ao p do arco de S. Antonio.
= Vendem-se duus escravos mogos e de bonitas fi-
guras ; na ra da Cruz n. 51.
= Vende-se urna bonita parda de 16 a 18 annos
recolhida perleita costureira e engommadeira ; dous
prelos de idade do 20 annos de todo o servigo ; urna
negrinha de 10 annos muito bonita ; duis pretas
cuzinheiras lavadoirase compradeiras ; urna dita de
16 a 18 annos, com um molequinbo de 7 a 8 mezes,
muito bonito; a preta tem muito bom Icite, engom-
ma cozinba e he recolhida : na tua larga do Roza-
rio n. 46.
-Vende-so urna negrinha de 16 annos, sadia ; a
vista do comprador se dir o motivo da venda : na ra
do Cabug loja de ourivesn. 3.
Vende-se urna barretina, bonete, grvala, e cor-
reame de lustro, tudo novo e em bem estado por
prego commodo ; na ruado (ueimado esquina do
becco do Peixe-Frito, n. 1.
Vendem-se duas lindas negrinbas proprias pa-
ra mucamas de idade de 13 a 14 annos, sem vicios
iiein achaques; urna boa escrava para todo o sorvigo de
urna casa de 20 annos; 4 ditas para todo o servigo ;
urna negrinha com urna belida em um olho por 280
rs. ; um bom escravo oRcial de carpira; um dito
bom carroiro ; 3 ditos para todo o servigo de boni-
tas figuras: na ra de Agoas-Verdes, o. 46.
Yende-se ago'ardente do reino a 800 rs. a ca-
ada dita de aniz a 700 rs. genebra a 720 rs. e em
botija a 180 rs. licor a 160 rs. a garrala e ago'ar-
dente de liim a 800 rs. a caada; na ra da Roda
n. 23.
Vendem-se sapalos de pala, francezes, a 1600
rs. ; na praga da Independencia n. 33.
Vende-se urna escrava de 35 annos, quiUndei-
ra cozinba o diario de urna casa e lava do sabio e
varrella : na ra de S. Tbereza o. 48.
Vende-se urna preta cozinheira, engommadeira,
costureira lava de sabio e varrella e be boa vendo-
deira de ra, por prego razoavel ; na ra larga do Ro-
zario n. 46, primeiro andar.
__ Vende-seo cngenbo Jardira-de-Paratibo dis-
tante desta praga 3 leguas, muilo bom d'agoa por
moer com o grande rio Paratibe moente e correte ,
com uro bom alambique de cobre que destila 30 ca-
adas de ago'ardente por dia com muita vanea, que
tem pelo rio a,cima, que abraoge de distancia 3 quar-
tos de legua de Nascente a Poente e meia legu .
Sul a Norte muito boas maltas com madeiras de coni-
trueces : este engenho di toda e qualquer lavouri,
que se plante com alguma vantagem porser levan-
tado ba poucos annos; tambem se vende a stfrt ,
que se est criando como tambem a nova planta, que
se est fazeodo : a tratar no dilo engenho com o seu
proprictario.o majur Jos Francisco de Faria Salles.
Novo depozito de farinha na Uoa-Vista ,
loja do sobrado n. 53 da ra do
Rozario.
= Aonde se encontrar a melhor farinha da terri,
e da de barco a mais superior que existe no mercada,
tanto para retalbo, como em saccas: no mesmo de-
pozito ha muito bom fe i j 3 o da Ierra e milho muilo
proprio para plantar, ou para qualquer applicacio,
que Ihe queirao dar. por nio estar furado ; tudo por
prego mais commodo do que em outra qualquer parla.
Continuao-sc a vender coeiros de
merino bordados de retro/ de cores muilo
bonitas, pelo diminuto preco de j.sooo rs.
cada um, e bem assim lencos brancos
bordados de cambraia de linho muiln
linos a 7^000 ris cada um, grvalas de
setim maco pretas a 4<>o ris cada tuna ;
na ra do Cabug, tojas de fazendas, do
l'ereira ck Gtiedes.
Vende-se vinagre superior a Son
ris a caada ; na ra do Aterro dos
A fogados n. 7.
Na botica nova da ra dos Quar-
teis, de Jos Alaria Goncalves lUmos, ha
um bom sortimento das melbores semen-
tes de horlalica, viudas prximamente
de Lisboa.
Vendem-se queijos londrinos muilo
frescos no armazem n. 44* rua do Tra-
piche.
Escravos Fgidos
= Dao-se 200 rs. de gratificagio a qualquer pes-
soa que pegar e trouxer o cabra llario que lugio
do engenho >. liroz, na villa de Serinbiem nos l-
timos dias de abril p. p ; he baixo do curpo baibado,
e o signal mais cerloque tem, be ser vesgodeum olho;
quando lugio, levou calcas de ganga azul, aqueta
tambem de ganga riscada cinzenta ; lera de idade 20
annos; quem o pegar, leve a cidade do Recile, ni
Camboa-do-Carmo om casa do Sr, Antonio Luiz do
Amaral e Silva, que leceberi a dita gratificago.
= No dia 20 do corrente fugio o preto Benedicto,
de naci Rebolo estatura mediana cor um tanto
fula representa 28 annos de idade ; quem o pegar,
leve a rua da Cruz n. 45, que ser generosamente re-
compensado.
= Fugio, na noutedo dia 20 do corrente, um mo-
leque de nome Joao de nagao Costa baixo, grosio
do corpo ; levou camisa de linbo azul; quem o pegar,
leve a rua de Apollo n. 16, quo ser recompensado.
= Na madrugada do dia 20 do corrente, lugio o
preto Antonio de nagao Angola de idade de 20 to-
nos, pouco mais ou menos, estatura alta, seccodo
corpo cor bem prela ; tem urna cicatriz em um dos
ps ; levou caigas de brim trangado de cordao camii
de brim aqueta de riscado encarnado e chapeo de
seda preta ; alm desta roupa, levou mais algum ,
por isso pude ser encontrado com outra : roga-so
qualquer pessoa que o pegar, de o levar a casan.
13 na rua da Cadeia do Recile que receberiSOy rs,
de gratificagio.
= No dia 27 de maio lugio um moleque do lnge-
nbo-Novo, freguezia de S. Antao, de nome V icto-
rianno de idade de 15 annos, cum os signis seguin-
les : tem o dedo grande da mi direita cortado, e o
dedos dos ps trepados uns sobro os outros : quem o
pegar, leve ao dito engenho ou a casa do Sr. .Mantel
Gongalves da Silva na rua da Cadeia que ser ge-
nerosamente recompensado.
- Terga feira 22 do corrente fugio um preto,
que andava em urna canoa tirando areia pregaJo en
urna corrente ; julga-se que o dilo preto tenba ido pi-
ra dentro dos mangues para quebrar a crrenle a lim
de poder escapolir: este preto he estoporado do lado
esquerdo anda couxo e a mi nio a abro bem ; ti-
nha chegado ha 3 semanas da Paralnha. que l este-
ve fgido 5 annos : assim roga se es autoridades poli-
ciaes e capities de campo que delle souherem, ba-
jo de o prender, e lavar a seu senhor, no sitio
por detraz do sobrado do finado Monteiro que serio
recompensados: do mesmo sitio as duas horas Jodia
23, desappareceoum cavallo rodado, capado, prin-
cipiando a ficar pedrez pela cabega de idade de 6 par
7 anqus muito mantudo ; quem o levar ao dito sitio,
seri recompensado.
= No dia 20 de maio do anno passado fugio unu
prela crioula de nome Ricarda de idade de 21 anooi,
pouco mais ou menos, alia secca cabeca chala e
pequea cara redonda dentes limados e j arruma-
dos olhos fundos e pequeos vista trocada, e"
olho esquerdo tem urna pequea belide unto a pupill
tem urnas manchas pequeas pela cara orelhas pe-
queas e dobradas ; be canbola ps apalbetados i
mal feitos muitolareola, falla apressada gosta mul-
to do sucias e batuques : quem a duscobrir c leva"
rua do Livramento sobrado n. 17, ou no sitio do hV
zarinho onde se acha collocada a capella ser bem
recompensado: advertindo-so que a dita escrava andi
pela cidado de Olinda lugar do Uom-nucosso.
Fugio urna preta da Costa, rio dia 1 para 14 <
mez lindo ; representa 20 a 22 annos de idade ; eBI
os talbosda cara pouco salientes olhos grandes, Prt |
cambados : quen. a pegar, leve a rua das Trincheiras i
n. 10 que ser bem recompensado.
PEBN. J NATYP. DE M. F.DEFAllIA loV"


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