Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00840


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Full Text
Auno de f K4US.
Terca feira 22
n HUMO pubMca-sc todos os da que
ao forera de guarda: o preco da asslsria-
mra he de 4^ rs. por quartel pagos arliantorios.
,',, aniiuuoim dus assiguaiilea sao inseridos
, | ,/;i') de 2!) res por linha, 40 rs. era typo
I gerente, e as rcpcl'cors pela mrt.ide.
k"mu- nao forera nssijrnantes pago 80 rs.
,. India, e 160 eiu ypu Ajurenle.
PHASES DA I.TTA. NO MEZ DE JIJLHO.
t ,n nova a 1 as 2 h. e 10 rain, da tarde,
rrescente a 12 aos 3 minutos da tarde,
i ,n chela a 10 as 3lior. e 43 inin. da man.
Uiugoaute a 26 a I hor. da tuiuhaa.
PARTIDAS DOS CORBEIOS.
Goianna Parahyba, e Rio Grande do Norte
Segundas e Sextas feiras.
Cabo, Serinhaem, Rio Formse-, Porto Cal-
vo, e Maccyri, no 1 11 e 21 de cada mez.
faranhiins Bonito a 10 e 24.
Boa-Vista e Flores a 13 e 28.
Victoria Quintas feiras,
Olinda todos os das.
PREAMARDEHOJE.
Primeira as Oh. e 54 min. da tarde.
Segunda as 7h. e 18 minutos da inanhaa.
2S?fS
- "**l >-- ~~I OLZ1
DIARIO
de lulho.
DAS DA SEMANA.
21 Secunda S. Prxedes and. do J. de
D'OaS. v., c do J. M. ila 2. v.
H Terca 8. Moneleo, aud. do J. de 1>
" da I. Ti e do dos Fritos.
23 Cuarta S. Apollinario, aud. do J. de
1*). da 3. vara.
li Quinta S. Chraistina, aud. do Juiz. D. de
da 2. vara, e do M. di 1. e 2. v.
25 Sexta + ( S. Tiago ap. s. Ghristovao
in. s. Tlieodooiiro.
20 Sabbado Ss. Syraphronio aud. do J. de
D. da 2. vara".
20 Domingo S. Anua.
Anno XX N. IOO.
OMBIOSNO DA 10 DE H'I.HO.
Cambio sobre Londres 25d. i> l^aUO e 90 d.
,. Pari 370 rris noi franco.
Ustin 120 por 100 de prem.
Dte, de Ut. de boas urinas 1 V, 1 /j "'
Oiiri Oncns lirspanlml.-.s 3'f500 a 32/900
Moida de (tflOO vel. l7#>O0 a WIOli
. de 6M0O nov. 17/71) a 18/iODO
de 4*100 O.#j00 a 0/700
Prala Pataco.- '. .-. IfKjO a '/
Pesos Coluranaies. I0 a 2/000
Ditos Mexicanos l/4o a l.^'i"
Moedas de 2 patac. 1/780 a 1/800
Acedes da C* do Bcberiuc de 50/000 ao par
uco.
PARTE 0FFICIAL.
Goveroo da provincia,
K\PKDIENTE DO DI* 18 UO CBRENTE.
OllieiosAf oninmandante das armas, e ao commia-
lirin pagador militar, inielligenciandn-na de liaver sido
prorogada por un nnno a liernca, que, para curar de aua
mele iieslo provinnia, obteve o tenente e-oroncl do ea-
l.idii-maiiir da primeira clnsso do excrcito, Sebastiio do
Regn Barro.
DitoAo commandante superior da guarda nacional
lo municipio do Reoife, srieniificandn-o da approvacio
da propoata para o posto de qr.artel mestro da retpccti-
vi terceira legiiu.
DitoAo mearon, declarando, que dos olliciaea con
lempladoa na propnata para o segundo batalhao, que veio
Diuiexa ao sen cilicio de la dealo mez, fn-rio lmente ap-
irovadna o tenente da primeira companhia Jos Joaquim
Intiines, o alferes da segunda Joaquim Cardoao Ayre, o
apitao da quarta JosUniicnlves Ferreira o Silva, o o
tenente da sexta Antonio Carlos Pereira de Burgos.
Dito -A Franmseo Antonio de Sou'.a Lean, coinmu-
lioando ler indefinida o reqoerimento, em que contra
a reforma, que Iho fura duda, ropresentava o tenenti'
Francisco de Paula Sonta Lalo; participando Iho, que,
US forma do artigo 49 da lei provincial n. 73 do 3 de
abril do 1839. Ilieh nunoodidoa domisiio, que do posto
deoerunel befo da legiiu do Oliadn pedio a. me. no ofli-
ciu, com que inforinuu o mencionado requeriniento; e
ordenando Ihe, patio o cumulando da Icgiln ao rctpec-
livo tenente coronel, que maia antighidade contar.
Nipmeou-se para o posto do obefe do legin, que pola
dcmiaaao a cima referida ficou vago, ao tcnentc-coronel
iln primeiro batalhao de Olinda Jo,s Joaquim do Alniei-
l.-i (iuedes; ouQiciou-se este seroelliaute respeito.
'IxTEfloir5
PORTUGAL.
AorJcm publica, a baratera dos capitaes, ea facili-
lade das coicmunicacOes, sao condicoes cssenciaespa
a o desenvolvimonto da industria, o para o progres-
ivo augmento da riqueza o da prosperidade do qual-
uer nacao.
Ue ocioso prctendor demonstrar pelo raciocinio este
erdadeito axioma ; o se o nao lora bastariao os lactoi
|ue presenciamos, e continuaremos a presenciar para
ornar desnecessaria qualquer demonstrarlo.
Sem demorar-nos, pois. sobre as consequenciai dos
actos, trataremos de consigner algum para convencer
los progressos quesuocessivamente fazemos.
Oque tem paisado entro neis, ha oilo mezos, lieum
erdadeiro prodigio. Antes da arrematarlo do exclusi-
vo do tabaco, sabao, e plvora, era tal o receio de que
o governo poderia aeliar-se na impossibilidade de cum-
plir as suasobrigaedesqueso por um preco enorme podia
elle obtor as snuimas que prcisava. Mas deixemoi es-
sas Iransaccoescujus sacrificios mal pdem avaliar-se, e
tejamos o que succedia com oulros empregoi de capi-
tal.
As inscripcOes de 5 por cenlo com coupont valiio em
iclembro do anno ultimo SO e nteio por cento ; uto lie,
quein tMnpregava o seu ainlieito nestei tilulos dava-o
jirozimamenle pelo proco de 9 por cenlo aoanno. Es-
tas inscripcoi'S valein boje li e meio, o que fci;nilica
dar (linlieiro a mito pouco mais de 0 por cento.
Mas, senos vomos a diflerenga d i 23 por cento no
frico dos titulos de 5 da divida interna, ahi "temos a
incsma diferenca nos da externa. Em selembro esta-
vaoa4iemeio, em Janeiro chegrao a til, ebojees-
l.io a 1)7 e oicio.
Os prejuizos pasmosos que soTrio os servidores do
E
u
CAROLINA NA SICILIA. (*)
In languine [ndu$
DIVISl Da iiiuh M 11E S. IANIIAMO.
SEGUNDA PARTE.
XXXIII.
O PACTO.
Atenlio haviaiido cscruplilofamenlo respeitado o
colloqnio de Carolina c Caituro ; oolloqkio eslranbo jIc
una rainha o um eremita sobre um volcn forjo riles
iiirrm interroiupilus neste momento pela chegada de um
fro, mime que dio nn Sicilia aos cattelas enenrregadoa
lenenaagent importante* (1). Cbcgava este de Catauiu
I toila prosa, o entregou a r.nnlia nina caria, em que o
iiiiiniiaiiiliiiile do lniguc a nviaava de se haver suscitado
grave cinilliclo entro o capitio do porto e elle; quea-
firacadii de embargo, bata levantado ancora immidia-
ainrnle, c aprnvcitumlo o vento fsvuravcl pora nlraves-
laroPharu do Meaaina ia alravesaar no cali Tyndaro,
("j VideDiario n.' Ili9.
(1) Etymologia : Ji mando un atrito serio ; fut-sc do
luiimo adjeeiivo, por kypallago, o nonio do mensageiro.
) serio lie o dremokerux doa Gregos, e marcha com es-
upenda jircsteza.
e>tado que precisavao rebater os seus vencimentos, nao
podero esquecer lacilmente ; mas bojo a companhta
Confianca-Nacional desconta esset vencimentos em
Lisboa, a cinco oitavos por cento ao mez, e as pro-
vincias a tres quartos.
Companbias muito acreditadas pagavio, ha poucos
annos, l por cento por dinbeiro tomado a uro; hojea
companhia Confianca-Nacional nao di mais do 5 o meio
por cento, e centenares de conloa de ris Ihe sao olle-
recidos por este prcQo.
Ainda ha pouco, qoem emprogava urna somma em
inscripc5es, soblinha algum dinbeiro obro estes ti-
tulos mediante grandsimas usuras; hoje ahi esta a
companhia Confianca-Nacional, que empresta (50 por
cento ao anno, e o banco de Lisboa quo da 48 por cen -
lo a razo de 5.
Tambero so :onhecia a necessidade de lacilitar di-
nbeiro sobre as acedes da companhia Confianca-Nacio-
nal. O banco do Lisboa empresta dous tercos do seu
capital etteclivo a ra/ao de 5 por cento ao anno.
Eslas medidos tomadas pelo banco e a companhia
Confianca-Nacional So ainda recommendaveis, porque
levSo & evidencia a intima e proficua ligacao que exis-
le entre ambas as corporacOe. Assim so destroem as
malficas diligencias de certos individuos. A ideia de
vendas considrate, e um tanto toreadas do accSes
do banco, bem como certos boatos filbos da ignorancia,
e de ms inteneSes, fizorSo cahir um pouco o precoe-
levado a que linhao chegado essa* accoes ; porm agora
ja os compradores difficilmonte cncontrao vendedores
pelo preco de 700* rs. Apezar da mencionada queda,
motivada por causas especialissimas, este preco he mui-
to superior ao de aetembro ; porque entao. nao obstan-
te a espactativa de um forte dividendoque toi de 56S
rs., estavo as aceSes a 720 jf rs.
Todos as pessoas que andao iniciadas nos manejos
da praca, sabem que esforcos se teem (eito para depre-
ciar os fundos pblicos e asaccOcs das grandes corh
panhias. Sem embargo as inscripcOes de coupons su
birSo ultimamento de 72 a 73 e meio; as accoes da
companhia Confianca-Nacional; tambem melborrao
muito, e as acedes da companhia das obras publicas
de Portugal subirao gradualmente de 5 at 8.
Estes (actos s5o a mcllior resposta que re podo dar
s asserefles de quera tinha por sem duvida quo o ere-
dito se nao sustentara; que os altos presos das accoes
das companbias erao mero elleito da agiolagem, o de-
veriSo cahir infallivelmcnte ; que n5o haveria, em fim,
dinbeiro para as importantes obrigaeoos conlrabidas.
Aos factos etpostos he bom accrcscentar, que nos pr-
ximos dias se recebeo urna prestaeao do 5 por cento,
ou400conlos, parea companhia Confianca-Nacional,
e que namesma occasiao emittio esta companhia duzen-
tos e tantos conlos de notas promisorias, por igual
quanlia, a juro de 5 e meio por cenlo. I'oi tambem na
mesma occasiSo que subi a preco das inscripcOes, e
das accoes das companbias, como dea dito,
"^"verdade he que o emprestimo dos 4,000 conlos
est quasi preenchido, e que se teem feilo oulros valio-
sos empregos, sem que o preco de todos os tilulos dei-
xasse de subir, o apparecendo cada vez mais abundan-
cia de capitaes. Sao os milagrcs da eonfioncu naestabili-
dado c na ordem publica- sao os resultados dos esforcos
do ;ov- rno.e dos linmons que ligrao a sua lortuna, a
sua ambicio,e a sua gloria a prosperidade do paiz. Ac-
creditamos que em breve essa confianca levara ao cen-
tro das provincias, por meio de grandes obras publi-
cas, capitaes consideraveis que anligos temores pozerao
em (erra estranha ou conservio inuteis para a creac3o,
e augmento da riqueza nacional.
Acreditamos (|ue a baixa progressiva no preco dos
nnde esperara S. mageatade ; aupplicava-lbe aRnal que
fosse dircito ao logar convencionailo, em vollar Cata-
nin, ondoseua pasaos icriio observados.
Ao acabar a leitura desla carta inesperada, Carolina
dricobriu no mar um navio que suppot eer o seu brigue ;
u era cora affeilo elle, que vogava para Meaaina todo 0
panno, c te ochava j na altura de Mascali. Este conlra-
lerapo obrigava o rainha a faier por Ierra, por aloanCar
o navio, urna vogeni tonga e penosa, porque o cabo
Tyndnru he separado do Etna por um paiz niontaiihoso
o spero, em contar a nio mediocre empreza de atra-
v?sar n Bina,
Convcnique med presta,dit Carolina aC.nttoreo,
mcut instantes san cada vez mais rigorosamente conta-
dos; be agora minha vez, esciitai-niccomo voseteutei,
e nao me respondis sera haver-me ouvido.
Castreo dco a enteuder por gesto, que elle prestara
,-nti ne.'iD ao que a rainha linha a dizer-lhe.
Pastando a mi pela letla, como para repellir asno-
cns que ahi hava amoutuado a narracio do inflexivcl
monge:
__ Castreo, diese ella com serena voz, palavras me
diasestes que iiingueni antes de vos outou pronunciar
anternini, edeioisdovos ningucm acm duvida me far
jamis ouvr. Vos nio sois um honicni como os oulros ;
ou RO voa ooubeei eomo vos miui tambem niu cunlie-
ccatvt. He da sorte doa inmigos polilcoa nio se faie-
rerojuatifa ccalumuarcm-ae reciprocamente. Atpai-
zes, os prejuizos, os mercases que se suscitan entro el-
lus sio tantos, que nao lio potaivcl que elles so vejio
trainiuillaiiieiite, e aejulguem com iiipnrcioliil.ide. Mas
vos me iiiodihcoslcs; coraprehendi, ao ouvir-vot, cou-
tas que ale hoje mal entrevia por movim.mtoa.
Temos lisonja, ninha Scnhora?
He a verdade. Vossat palavras cahirao em coracSo
capitaes ha do pOl-os ao alcance da agricultura, eda
industria, quo mal vegetavao carecendo desse alimento
sem o qual nio pdem existir, e queso podio alean-
par por precos que Ihes davSo a morle. Vai abrir-se
um banco rural em Lisboa, que omprestara dinbeiro
aos lavradores a por cento, por inlervencao da compa-
nhia das l.c/irias. He ainda um preco alio; mas ja be
algum beneficio na presentados sacrificios usuaes : he
ja urna amostra dos bens, que ho de necessariamente
resullar.'para os agricultores e induslriaes, da barateza
do dinbeiro. A necessidade ha do resolver os capita-
listas a abrir os seus cofres agricultura, 6 industria,
i; ao commercio, quando pela confianca, e pelo crdi-
to virem allluir ao mercado os capitaes quo cstavo
ferrolhados, e os quo sero trazidos do estrangeiro.
Entao se conbeceri quo o baixo preco dos coretes pro-
vem principalmente da falta dos recursos pecuniarios,
que os agricultores lemporariamcnlo experimento;
entao so ver a pequea industria, e o pequeo com-
mercio medrarem livresda usura, que osesmagava sem
poderem queixar-se ; porque era limo preo do di-
nbeiro era aferido pelo lucro exorbitante das operacoes
financeiras. Sem temor de sermos tachados de exagera-
do, dizemos que o paiz ser oulro dentro de alguns an-
nos ; porque nem se pode calcular onde era alguns
annos podero chegar todas as industrias com a pa', c
a ordem publica, coma facilidado das communicacoes,
e com a barateza dos capitaes. O impulso est dado, e
dentro em pouco ser sentido cm todo o paiz.
O povo, gozando das vantagens da abundancia, o
dos gozos da civilisacao, abencoar, grato a soberana,
cujo reinado o felicita, o apreciar justamente os bo-
mens a quem tanto deve. (D. do Governo.)
L-se no Couriicr 'raneis ;
(Ja Jctuitaa abrir.'io rcceuleincntcinuidit restaurante!
c meaos do hospedara no barro Lalini.onde a mocidade
dat escolas disputa os lugares por comer bem c barato.
He novo meio do influenoia, que ter mui dillicil cum-
ba(er.
Prenderlo Montn c mulber, quo ruoravao na ra
Bnuleta era mui ibcente hol.iloclo; cuttumavau apreton-
tar tea* hospedaras como reeein chegadot por o oa-
iiiiuho de ferro, esperando por ns btfageni no da sc-
uiitc; travavu comcraa familiar com o dono e era
dos, enu da seguate desapparecia levando rnupas,
relogiol, caalicaea, pratas, ou cousas, quo ae pudesao
eneobrir com um grande dale ou copule.
Logo qucO|;uvcinodeBeruo oubo quo O doulorStci
ger fura oundemiiado innrtu. inandou a Lucerna M.
Aubri, membro do grande ooncelho, pora solieitar en
aeu favor. O giiverno merece elogios por este acto de
honianidode, falla aaber ae M. Aubri conseguir o qno
se intenta.
Parece bave i ninis esperancaa da parte dos cmbaixa
dores perante o vorort, pois que a gazeta catholica diz,
que Lucerna ante* quer a inlervencao do qno a mais for-
te uniio entro os calado da oonfcderaclo, Diz-ao quo
nio obstante a eonfirmacan da tentenoa por o tribunal
superior a peno ser cuiiiiuulada por o grande cuncelhn.
Dosterriveis calatlroplieicamrii grandedeolacio
em duas cidadeada America. Umacnoruia maeta do gu-
io destocou-se .la* inontonhas, que oorvao Mariquita
dona dias de jornada do BufOta; trrente* do nev, lodo
o cascalbo invadirlo o olo cm maa deaeii legoat quo-
liradas, orratlando todo cinnaigo; orvorea, caaa, plau-
tacAd, Ditera qno morrrao mais de mil petaos*.
No Canad a cidade do I.ondonfoi dosliuidaem par-
te por um incemlio.
Niicoiieeihode Mare.ilepartiinenlo de Pacde Calaie,
um cultivador acbuu nina pcoade miro do D. Sebaaliao,
rei de Portugal e lelo de Carina V; cata peca, que deve
aer rara nos cnlleecea, lem de nina parte a* ormos do
Portugal cun a legenda cioalinniis ra l'ortugali, e no
bem preparado; procipiundo-me dothrono, Dees por
eerto nuil prov.ir-nie, eaelarecer-mc, c me enviou a vt
pora acabar a minha conversan. .Kendo homeiiagem a
vossa aincciiilade, faiei juslica minha.
Nio .-c trata de v*, Senhora; nem lio pouco do
iiiim, mas da Sicilia, Que queris atar por ella?
J vn-lo-disae; jucro livra-la do jugo britanuico.
lato he, queris subir do novo ao llirono, donde oa
Ingleses vos forc6rio adetcer; e para aluaacar recon-
quistar a voasa coro, todos ot meio* vos sao buns.
Siin, (|iiern ubir ao llirono, e reconi|uial.ir a rai-
ulio curj, por que he direilo mcu, haveria cobarda da
minha parle a nio reivindica-la.
__ Votto direilo! Sempre etttit a fallar dos voasoa
direilo* rao* oa toato* devore*1
EtlOQ preste* a cumpri-lu*.
K o* conbeceis ros te quer:'
Tenlio aprendido a conhcce-lo*, c os quo anda ig-
norar, ensinor-m'oa-hio.
__ Ah! qneni vo-lo*-rninari?
Vos, *c quizerde*.
'/.nnibaia do mira, Scnbora
Fallo teamente; mat ante* de responder-mr, on-
vi-mc at o fin. Bem vedes que nio vim aqu para dis-
entir em poltica coiu vo*e,o; nem mo aubra para iaao o
i(.'iipi>, nena vontade tenho. Vos leudos a* vestal hielas;
eu tenho a* minha*; noatot pniilot de-viata ditterem cu-
roo a* nossas posifcs : v* rcpreentai a libcrdade, eu
anteridade; e*le* dum clcroenloi, cu o admiti, io
igualmcnlc neceaaario vida do* Halados; toda a ques-
ijii e*l era equilibra-la de taaneira que ura nio teja
bsorvido pelo outro. Era Franca hovia inonido a auto-
ridade; e ialo be o que vos querieia fazer na Sicilia. Pe-
lo que me diz rctpcito, he pottivel que arrastrada ao
eicetso contrario pela torca doa tuccetto reagiaao cu
reverto una grande cruz com a legenda/n ko signo
rines. ,
__O principe Alberto fui pleito membrn honorario da
oorporaeid dos alfaiatet de Londres; lio a iniil antiga
eorporacio do reino. O duque de Hellingnn j bedel-
a, ha mais de finta anno*.
Segundo a gazeta de rViser SS negociacc de um tra-
tado entre o Zollverim c o Brasil rata vio muito adanta-
da*, e al algn artigo* j adoptados; esperava-se
or a reunioH do congreisu /ollverim para Ihe apreien-
tar ns prncipae estlpulacoes.
Na llnista Brilanniea de mareo l-se o scguile :
A' primeira vista ha grande semelhanea entre Cos-
ta Cabral e Thiers. Eneonlra-senos dous a mesma
aptidSo universal, a mesma promplidSo em concebrr,
a mesma viva excitabilidade a mesma necessidade
de aclividade movimenlo o ousadia ou temeridado ;
quididades tanto mais notaveis quttnto n8o sio com-
muns nos bomens de estado dos governos actuacs ou
ronslilucionses, ou absolutus. Plysicamenle estos
dous polticos ainda leem tnois semelhanea ; so ambos
do exigua estatura olbarardenlc palidez mrbida ,
Iruclodoslrabalhos vigilias, inquietaedes. Soadis-
cuss5o so anima ou se se trata de objcto favorito ,
apresonto ambos o mesmo excesso de paixao, que cho-
ga ao enthusiasmo. Na presenca do parlamonlo difTe-
rem ; soria para desejar ao ministro portuguez algum
tanto d'aquella tranquillidade irnica, que nunca dei -
xa o dcpulsdod'Aix ou responda s objeccoos con-
trarias ou seja interrompido por urna opposico tu-
multosa. Infelizmente para Costa Cabral he mais dif-
ficil consonarsangue fri em S. Rento, do que no
palacio do Luxemburgo ou Bourbon. O; graves pares
de Franca sao sempre genio bem eduesda raras veies
sua opposico he maliciosa : a mesma cmara dos de-
putados lem corto decoro certa elegancia de boa com-
panhia e, exceptuadas algumas sessoes desgracadss,
os debates so com cortezias, ou quando se assassino
he com estilete dos epigrammas de Pariz, e nao com
bordoes, ou pesadas cacbeiras d'aquella populacho
representativo a que achamao cmaras porlugue-
zas.
Comprehendcmos como Thiers se eonscrrosem cons-
trangimonlo, quando nao sem magestade, no meio
do declamacoes ou roela mages mais ou menos serias
de seus adversarios; comprehendemos como sendo in-
lerrompido se encost socegadamente a tribuna, cru-
zo os bracos como Nstor, e beba o seu copo do agoa
com assucar econtinu dopois como serriso nos la-
bioso discurso interrompido ; mas as cmaras de Lis-
boa, tanto a hereditaria, copio a electiva, sao ainda
novias, que, posto tanhao a educacSo dos saldos, ain-
da Ibes falta a poltica.-- Nestas os mur nurios sj
berros, os gritos vocifeiaedes os gestos ameacas de
sfleco ; por exemplo diz um membro da opposico a um
ministro: no vosso governo tudo he concussio e simona;
levanta-seo ministro e responde, quando vos estaris
no ministerio ainda roubaveis com mais ousadia; nao,
roplica o oulro, dos dous,vos sois o maior ladrflo.
Debalilc toca o presidente a campanhia com toda a
frca, ninguem escuta, levanta-se um tropel de orado-
res ou gritadores, assalta a tribuna ou em pe nos ban-
cos declama quanto pude, c a galera augmenta o tu-
multo com os applausos Se em (aes circunstancias um
ministro nao conserva o sangue fri, comprehende-se,
que he porque Ihe corre as veas sangue portuguez.
Estive ltimamente presente a urna destas sessdt'S, e
de boamento me poria ao lado de Costa Cabral para Ihe
dar o copo d'agoa assucarada parlamentar, quando, a
torca d'engrossar a voz para dominar a tempestade, a
oom deraoiada fnrea, c iininolaato outoi iilado a liber-
dade por hcoalombe, Rcconheco meu erro, reconhecci
o TUMO | unamo-noB para reparar nono falta*, fatendo-
noi reciproco* cnncesses. Ma cm demasa nos temos
demorado nnt generalidades, eu vou explicar-me cathe-
"orcanieiile. Sahci, Castreo, que tenho era minha*
inos o* incim deexpultar os Ingleze deata Sicilia que
elle tirniiniao, o da^ua! a aurdina ac aasenhureSo; in-
til he por agora dizer-vo qnaet ettet ineiiiatio; baale-
vos aaber que exiatem, c que serio infollivei* ae rae qui-
tcrdi-tajudar. P-revcjo quanto rae idea objeelar, raaa f-
cil he dealriiir ai rosnas objeccoet; nem votdeit ao tra-
balho de al formular. Vnsaa tuppmla unirte, vo**a car-
relra eccleaiaalca, vo*a vida cenobtica, voasa renuncia
do mundo, ludo istn favorecera nnsant projectot, era
vez de o prejudicar; o prestigio da vossa retaorreicio
loria a por si mai* do que um exercito. Voaao* autigot
cmplice*, quero dizer, votsot correligionariot polili-
coa nau tio todos mortot, apezar do que dizeis; ciialein
em grande numero, euoaci, oCalauia, e Catonia he an-
da O foco, donde cllet irradian sobre a Sicilia ; va en-
contrareis fcilmente, o reuniris cora mais l.icilidado
ainda o rettot capalhado de volta antiga phalongr;
nio tendet mais do quo diziT-lhet: Eu ou Castreo ; n
elles vui seguirii por onde quer que ot conduzirdet.
Ma onde quereit vos cntio que o cu condutal1
Ja vo-lo diaae, e vo-lo repito apetar dat voasa du-
vdas, v os conduzircii cruzada da liberdade. A vot-
sa allianca cuminigo he primeiro que tudo paraetpcllir
oalngletca; una vez expulso*, continuou Carolina er-
ueii.lo-se coiu niagcslosa gravidade, obrigo-me o dar
Sicilia uniaconatituicao livre, o a fazer por ella oque
v* quorei fazer sera inini. Ei*aqu o pacto quo voi
prnpuiilio, dir-ine-hci* se o aceitis.
(Continua r-se-ha)


Perdoo. Era ni cmara dos pares oudo se poda reputar
a discussio esgolada, seniu rin argumentos ao menos na
oxtintrio das vozas, que tmbio fetu enmudecer o un -
lustro e os mais furiosos Slentorcs da opposicio. Ap-
pr v itando-se desta tregua for eda.levonlou -se o conde
de Lavradio.que be de Iraca voz e que realmente so nesta
otcisio se podcria ouv r. Ein vez de dar litio de mo-
derario aos oradores j estendidos no campo de batulha,
abusando das circunstancias c do seu falsete, lancou se
01 urn crescendo do diat.ibes, que nao erao d'esperar
U'urn diplmate e cortesa.
No da seguinte devia haver discussio cerca dos pan s
Miguelstas questio delicada em Portugal, ond 04
signatarios da policio que convidou U. Miguel a apo-
derar-se do tbrono pcrtencem as mais Ilustres familias
A i ni ti n bao acabado as rouquidci, o a occusiao era
excedente para se nao tornar as personalidades anli-par-
lamcntarcs. Nio obstante a amnista, nao obstante a
campaioba do presidente, muitos dos amnistiados lorio
tratados por seu nome de perjuros o traidores. Esta
grosseria de lingoagem eslende se a tudo.quc be poltica,
he tanto mais para notar quonto os l'ortuguczes presu-
men de ser a polidez em po>soa, e sio na verdade as
rclaces da vida de cxcessiva pjlidcz, e de um requinte
de boas maneiras, que admira aos vajentes do Norte ;
mas lie vernizsuperlicial.he mascara,que cabe, logo quo
a poltica sobe a sccna; enlao veris o par mais allavel, o
depulado mais carinboso mudar o sorriso em carrancu-
do odoe malignidiide; a voz, que,ha pouco, cnloavaos
accentos mais maviosos, passa aos da injuria e accumula
dltragea ultrage.
as eleigos de I8i2 um dos cleitores de Portugal,
ondea eleirio he indirecta, votou no sentido ministerial,
posto que seus amigos polticos osperassum dolle um vo-
to contrario. No da seguinte apparecuo contra elle na
IteeoluiSo de Setembro urna cxcommunho em ledras
maiusculas, que cnchia urna pagina desta folba... co-
mo conscqueneia de sua Inicuo e nfedilidado poltica,
para punir o ul'.raje feito ao collegio eleitoral da Ex-
tremadura c de seu voto a favor do mais odioso governo,
votamos aqu Joio Antonio Rodrigues du Miranda ao
desprezo publico.
(Peridico dos Pobrt no Porto A
2
em Londres na capellada llctpaoha, accompanliada do
bario d Monourvo.
imperador du imperio celctle vai derogar as lei
contra oa ehriallua, e abrir ua portos celealea ao cun
merciu europeo.
Kscrcvcm de Paria, que a duquria de Nemours vai
a l.nndrra nasialir ao fraudo baile, que a rainha tenciu-
11.1 dar em Wnidaor, n ilia '2 iln juihii, anniveraario.da
un eleraoau ao toruno. O duque de Monljicnsier lencio
na visitar as Il.dearua. Falla so em Frai-;j oin fortificar
li Havre de Gruja.
O principe Alberto, marido da rainha Victoria, foi
iiiiiiieadu iiirmbro da DOrporacao doa ntirives, os quacs
llic dorio um grande jantar, a jiie S. A aaaialin dirci-
ta do presidente, quo cru o ourivea ayndlou Blanebard.
Aa iilicin da America luglezu sao imjiurlanlra :
appareceo de novo a Famosa erpente, nioiittru marinlio,
i|ue asatiata aa agoai dos Halados Unidos. Tem lili a 70
pea de eoniprilMfntO, (le dimetro du S a 9 pea, c a pe
le lie negra. Quando se perfila, nicttc horror; levanta-
ae a 10 pea de altura, o arroja para milito longo glande
quandaile d'ago I Oaliabitantca calilo ein armas, afil-
ien gruudca preparativos para vncela, Um incendio
eapaiitoao leve lugar em PiltilburfO us Estadoa-Uni-
doa, arderao 1,200 casas
Correspondencia.
PthNAMBCO.
GORREIO.
("I1iii;simim)k\1 \\ oA ( iii.mpi: r provincia.
Enlrro esta manbaa pelas ras mais publicas des-
ta cidade, algemadas e escoltadas, tres criancas, que lo-
rio assm conduzdas para o palacio da presidencia, e
das quacs a mais idosa nao passa de quatorze anuos.
Quern visse esses pobres martyres, o terrivel apparato
Ue que vinliio rodead s, o aspecto feroz dos seus algo-
zes, julgaria que ou, por urna dessas raras exceptes,
esses meninos erio em tio tenra idade grandes crimino-
sos, ou que haviainossido metbamorpboseados ein Tur-
cos; mas nada disto era; a verdade ho, que estamos no
tempo de llerodes, o quo o nosso Herodes reina no I.i-
tnoeiro; a verdade he quo os reos do polica e grandes
criminosos imp rao despticamente, e nao he de admi-
rar, quando esses governo, sejao oppntnidos os inno-
cente!, lie o caso:
Jos dos Santos Silva Medeiros, Antonio Jos da Sil-
va e Jos Albino de Hollanda Ghacon, habitantes do
.imoeiro, os dous primeiros lirasleiros adoptivos, que
vivem de negocio, e o ultimo Pcrnambucano, que letn
sido emp'egado publico naquella comarca, todos ca-
sados coin liltios, gozando all da estima dos homens de
bem, sioos paisdessis crianzas: suas casas forao cer-
cadas pelo delegado supplente Lucelia, que est in-
vestido da polica c dos bracos de cujas familias forio
arrancadas estas crianzas,e recrutadas para marinha!
quando api oas sabiio, ou anda andavao na escola !!l
o os Diario transitar a p desde o .imoeiro at esta ci-
dade alge/nadas !!! que borroi l!| pobres innocentes^!!
e enlao nio he este o imperio da libeidade ?! nao sao
estes os homens que nos baviio de livrar das garras do
despotismo ?l para vingar seus odios, nao duvido mar-
terysar aos innocentes: be mullo O crime d'aquel-
les cidadios, queacabao de pagar as pessoas de seus
innocentes ilhos, he o do pertencerem ao partido da
ordem no Limoeiro : e nao ba&lava o exilio um quo es-
li os Srs. Silva Medeiros, c Albino, refugiados nesta
cidade para nao screm assassinados pelos monstros do
Limoeiro, anida em cima disto os seus ferozes ini-
raigos o fazem ausentes solrer liio doloroso trance.
Dizem-me quo dous dos meninos forio para bordo de
um navio de guerra, e outro (cara cm deposito. As-
sim, Srs., inostrem como se ama a liberdado a estes in-
corrigiveis absolutistas, que os nao querem cier; di
em-Ibes estes exemplos, a ver se se convertcm, e res-
peitio a dignidade do hemem, c &c.: quern sabe ?
pJe ser que um dia ellos aprendi.
mjm*csav*mmmG&Bxmmm* ....-. iiMasaRXoaBxaatstaasBataBi
DIARIO E PEitNAUJJLCO.
Ti vemos o Peridico doi Pobrt no Pono, quo clic-
;.i a 10 de jiuilio p p.
Sr. biapii de Lciria, novo pnlriarclia eleilo du l.i -
boa leve ordem de S. M. a rainha para excrcilar toda a
jiiriadiccAo de cajicllio mor, u3o obaluntu nao calar uin-
da confirmado.
ministro do icinn. Coala Cabrnl, linhn-sc recolhido
,i capital no dia '.'li do niaio. A sua anude acliavn ao mc-
Ihorada : maa pretenda anda partir pura aa Calda, un
de esperara nbler uiu couipletu rcslabclcrimciito.
liouve no no dia 'i de juulio na sala do riaco do arse-
nal de marinlia outra numerosa reunan elciloral, presi-
dida pelo duque d.i Terceira, por parte do governo; o
numero doa aasiatcntet parece que exceden a 1,11111) Un-
irs acniclli.uitea rcuuiea linhao havido em ditfercnlce
partea do reino; onda se noiin-ro conimisaca eleito-
raea d'iiiu e d'oulro partido, doa quaea cada um cunta
O'jHl triuinphoilo leu lailo.
SS. M.M. a rjiuh ecl-rei partir no meaiiio dia (2)
para Cintra, olido delcrinin&rio paaaar aljuua mena do
ver.io, ale que ae lenh concluido aa obras e adoruus do
palacio daa Neceasidades, que, sua volladu Cintra,leu
conavao ir necupar.
Das corrcapondcucias de Lisboa du sobredito periodi
co copiamos o aeguinto :
c Ua joruaea allemica du un novo capolo a joven
rainha D. l/abel; dizcm quo ho u jirincipo Leopoldo, ti-
llio do duqne Fernando do Saxouia-Golla, na 1831, o ({nal hcapoiiido pelo gabinete do fiortc. re
de aple proniovco ao posto de lenle corui.el seo
irmio o cundo de Trapnni.
A infanta D Anna de Jeaus duixou o hotel Mivart,
edirigio-aea Pariz e Bourgcs; tinha assistidu amina
6'r. liedaclorei. Sondo pelo 2." vice-presidonte,
Manoel de Souza 'i'eixeira, niquamento esbulhado do
direito, que em concurso legitimo adquir cadeirade
pr'meiras ledras da fregue/.ia du Si Jos desta cidade ;
pois quo a duspeito do que to clara e terminantemen-
te di-pue as leis reguladoras da matoria cm questio ;
apezar da utilidade, e conveniencias do servido publico,
e mesmo da ra/io, que tao altamente se pronuncia con-
tra a iniquidado, contra inim commellida pelo dito 2."
vice-presidento, foi nidia prvido o ttitbrt ignorante
Joaquim Antonio de Castro Nunet, que, sobre nio ser
approvado, Ae inteiromenlr incapaz de exercer o ma-
gisterio, como melhoro demonstrao as provas, que por
escripto exiblo no primeiro dia do mencionado concur-
so; e, que para confusio dos impostores do O.-novo,
e vergonha i lerna do ignorante Joaquim Antonio de
Castro Kunus, que o Sr. Manoel de Souza I'eixeira jul
gou hem aninlu.r na cadelra de primeiras lettias da
dita freguezia, Ibes rogo queirio publicar, taes quaes se
achao certificadas, para quo assim fique de urna vez pa-
ra sempre dcsmsscsrado o orguiboso impostor, que, uio
conbecendo a sua nullidade, quer campar de labirho !
-cmlo esbulhado (dizia cu) do direito, que adquir,
proteslci immediatamonte, por meio de urna peticao
contra csse acto criminoso da vice- presidencia, requo-
rendo ao mesmo tempo, que se reparasse o mal causa-
do; mas o 2." vice-presidente, ceg partidario da praia,
o ainda, como he pubhco, mais ceg instrumento do
doutor Joaquim Villela de Castro Tavares, do quern o
tal ignorante Joaquim Antonio do Castro Nuncs he
primo legitimo, nao se pejou de m'indelerir, prestndo-
se assim a roalisar;ao das promessas feitas pelo seu
aisesior, ou director ao ignorante agraciado Castro
Nunes ; que antes mesmo de ir a concurso dizia clara-
mente e sem rebuco, pejo, ou vergonha, que osocre
(ario privado ou presidente de fado da provincia de
Pernambuco, Ihe bavia promettido a cadeiradoS. Jo-
s, lOssem quaes fssem os oppositores, que seapre-
sentassem empenhando-se at fortemente commi-
go para o fim de nio ir a concurso, para, dizia elle, cu
nio perder o meu lempo ; porque a cadeira infallivel-
mente serta sita !!!.... Agravado coni esse proced
ment da vicu-prcsidencia, e senlindo-me, grabas a
lieos, rom a coragem necessaria para (a/erebegar alaos
ps do Ihrono deS. M. i. a maneira atroz, eescanda-
losa, por que o seu delegado nesta provincia alraicoa-
va as suas intenses b'nelicas, c paternacs, tyrannisan-
do barbara, o cruelmente os seus fiis subditos, ein vez
do Ihes administrar ajuslira deuda, servindo-se final-
mente do poder antes para oppiimir, do que para go
varnir, oguaidava occasio opportuna para queixar-me
ao tribunal competente, quando fui pelo l) -novo ca-
lumniado infauemenlo, e insultado com eiulLetoss-
mente proprios dos oscriploies desso paiquim, verdadei-
ro pelourinho da honia e da virtude; pelo que, julgan-
dodever Ibes urna resposta satisfactoria o cabal, e des-
pre/ando inleiramcnlo, (|uanto abi se diz contra inim ,
porque, nada do allegado est provado, contentme
com di/er a esse vil, ou viz calumniadores, que teem
a baixcia de tio atraicoadamente ferirem aos seus con-
trarios, que apparrcao a descoberto, desenvolvi so da
ling lgein Juina em que se acaslellio, que Ihes atseve
ro, quo tenho o valor preciso para, no tribunal compe-
tente, a/er imprimir na cara de entes tao nimiamente
infames, e dcspreziveis u ferete de calumniadores, em -
hora seja l quern fOr semelhante sevandija;ou lenhaum
pergaminho, ou seja um anarchista de profissio! Os ho-
menssensaloi,eimparciaes, para quern tmente escrevo;
os entendedores da materia, que lio as provas de ai i
tliuiclica, o geometra do ignorante Castro Nunes, e
farao da capacidado deste Sr. o juizo que Ihe be do-
vido; quo be s o que sinceramente mais desejo. Es-
pero, e mesmo desafo ao Sr. Castro Nuncs, a que pu-
blique os mcus crios, assim como publico os seus ; cer-
to de que, o nao lazendo.eu o qualificarei como o inaior
estpido i!o mundo.
Ilogo Ibes, Srs. Itcdactorcs, a insercao nio s des-
las Itnhas, como do requerimento incluso, que de
novo dirig ao Exm. Sr. presidente, e a dos docu-
mentos, com que o instru, com o que mais le que
ugradecer-lhes o seu, etc.Manoel Josr Teiteira Has-
tos Jnior.
S.C., 10 de julho de I8i5.
l/lm. e Exm. 5'. Manoel Jos 'I'eixeira Bastos J-
nior, prolessor publico de primeiras lettras do curato da
Seda cidade do Onda, vem reclamar a V. Exc amel-
la juslica.quc V. Exc se let cargo d administrar, quan
do totnou sobre si a ardua, e espinhosa tarofa de diri-
gir esta provincia; e espera, que, considerando V. Esc.
alienta, o imparcialmente o objecto, de quo o suppli-
canto vai oceupar-se, Ihe fari recliisima insto a A
lei provincial n.* 140 do 7 de maio do crrente anno,
determinando a maneira, por que deveriio sor Hornea-
dos os empregados provinciaes, assim 'exprime no
6." da seu ait. 4." a respeito dosempregos, para cujo
provimento se fax misler o concurso:Otquefcrem ap-
provados plenamente serio admittidos como concur-
rentes ao lugar vago, e o presidente Horneara de entre
ellas, o que jul;ar mais apto.Ora, he a vista disto in-
contestavel, q ienenliuma pesioa, que nao li em con-
curso approvada plenamente, pode ser providaem qoal-
qurr emprego a dispeito do direito adquirido, peloou
peina que houverorn sido plenamenteappro'edos. Mas,
Exm. Sr., o 2 vice-presidente da provincia, surdo it
vosas da razio e da justica, encottando para um lado
tio clara e terminante disposico de lei, e mesmo in-
do d'cncontro as conveniencias do tervico. a utilidade
publica, mandou illegalmente prover na cadeira de pri-
meiras lettras da freguezia de S. Jos desta cidade a Jos
quim Antonio de Castro Nunes, pezar detersidoro-
provado com RR.t como se prova com os documentos
juntos; apezar de ter tido o supplicante o primeiro ap
provado plenamente, e o nico, que sobre todos os mais
obtove a preferencia, quo a lei exige; apeear finalmente
de ter o agraciado demonstrado sua pouca capacidade
as provas, porque passou, errando crassamento tudo
aquillo, quequalquer, que nio fr inteiramente hos-
pede em taes materias, ou quasi analphabeto, fcil-
mente desenvolve ; como igualmente provio ns mais
documentos appensos. Aggravado o supplicante em
seu direito com essa deliberacio da vice-presidencia,
cuja injustvTH se torna ainda mais saliente a vista da in
capacidade provada do agraciado Joaquim Antonio de
(lustro Nunes, protestou immediatamente contra ella ;
nios por ser contra u le ja citada, como tambem por
ser urna excepeio do uso, e costume protico seguido ge-
ramente por todos os presidentes, que teem adminis-
trado esta provincia; mas, o Exm. vice-presidente, bem
longe do reparar tio clamorosa injustica, mandando
prover o supplicante, como Ihe lora requerido, inde-
ferio a sua peticio, que se v do documento tambem
junto, sem mesmo dar a razio justificativa do seu des-
pacho ; em consequencia do que est claramente de-
monstrado, quo a nomeacio do dito Joaquim Antonio
de Castro Nunes he obsubrepticia ao direito do suppli-
cante, eque, sendo nulia, por ser inteiramente contra-
ria a lei, nao pido produzr elle i lo algum, que vlido
seja ; portanto, requer o supplicante a V. Kxc. que
visto nio ter osupplicado tomado posse, nem entrado
emexercicio, como consta do documento ultimo, baja
V. Exc. por bem mandar cassar o titulo, que se Ihe
passou, e prover o supplicante na dita cadeira de pri-
meiras lettras da freguezia de S. Jos ; pelo que P.
a V. Exc. Ihe delira. E R. M."
TERMO 1>B AI'PROVAi;vf>.
Aos 2 dias do mez de julho de 1845, na tala do pa-
lacio do governo, tendo-so procedido ao concurso da
cadeira de primeiras lettras da freguezia de S. Jos des-
ta cidade, frio approvados os candidatos, quo a dita
cadeira se opposrio, pela forma seguinte : Manoel
Jos 'I'eixeira Kastos e Joio l'ereira da Silva Guitua
rics. approvados plenamente ; o padre Miguel Vivir
de Barros Marrvca, Marcellino da Costa Jnior, appro-
vados simplesmcnle Joaquim .-ntonio de Catiro Nu-
nes, com doui votot a favor, e doui centra ; e Joio do
Prado .Mart'ns Ribeiro, reprova'lo plenamente.
Para constar lavrei o presente termo, em o qual assig-
nou u director do lyco, com os professores examina-
dores. Eu Jodo Facundo da Silva Guimariei, secre-
tario do lyco o escrevi. Francisco Ferreira Brrelo,
director do lyco. Vicente Penetra de Siqueira Va-
rejo. Padre Manoel Thomaz da Silva.- Francis-
co llodiigues Xanda.
IKiiMU DE PRBFEnENCtA.
Aos 2 dias do mez de julho de 1845, na sala do pala-
cio do governo, linda a votacio sobro o mrito de cada
um dos candidatos, que s'opposrio ao concurso da ca-
deira de primeiras lettras da freguezia de S.Jos, pro-
cedeo-sc a conferencia,deque trato as instruyos, que
regem os concursos, e foi unnimemente accordado entre
os professores examinadores e odireclordo lyco, que so-
bre todos os candidatos approvados no referido concur-
so tem preferencia a cadeira o candidato Manoel Jos
Teiteira Bastos.
Pata constar, ect. Seguem so as assignaturat.
PR0TA D'ARITIDIETICA DO CANDIDATO JOAQUIM AN-
TONIO DB CASTRO NINES.
Programma.
O que s'entende por adic^io, sublracio, multiplica-
cio e divisio ? Ouaes as regras-psra praticar estas
operarles sobre os nmeros inteiros e decimaes? be
quantos modos se comparao duas quantidades da mes-
illa especie, que denominacio se di ao resultado desta
comparacao 1 O que s'enlendo por proporcio, quantas
sao as suas especies, e quo denominacio te di a cada
urna, qual a propriedado lundamental de cada una?
Quantos termos tem urna proporcio, ecomo tiles se
denominio i' Qual he a legra para se estabelecer urna
pro pon iu entre quatro quantidades dadas por urna ques-
tio ? Para que sorve a proporcio ?
- Soluco.
Adiceio nao ho outra cousa mais, que a reuniiode
diflerentes parcellas, postas urna abaixo das outras, con-
servando-so sempre as lettras du oiesma ordem,e ao rcsul
lado dcsla unido da se o nome de somma. Subtracio
he o lirar-se os nmeros n.enoresdot maiores da mesma
especie, e ao resultado dao-os a denominacio de res-
to j(0, ou dilTerenca. Multiplicaciio e a repetitHo
de um numero por outro, e o resulludo producto. Di-
visio !ie procurarse em um numero quantas vezes ou-
tro te conlm. os nmeros decimaes tao dillrencados por
urna virgula, posta a direita das unidades. De dous
mudos se compario duas quantidades da mesma espe-
cio, ou quantas vezes humero conirm outro, ou a dtf-
fe/enca que ka de um para outro, o resultado de mu
ratUo geomtrica, e de outra arithmettca, isto he o
resultado da primeira comparacio rasSo arithmetica, e
o da segunda raido geomtrica. Proporcio he o sjun-
lamento de duas raioa iguues.- temos duas proporcio
arithmetica, e geomtrica ; as propriedades de cada
sulo, construir o triangulo ; solucio, o demonstra,;,
O que se cntonde por volume de um corpo ? Medir.(
o volume de urna piramedi cnica etya base tonba tria
ti ps de dimetro, e a sua altura quarenta a dous p<
Solucdo.
Tome-te una recta igual a um dos lados, e con
pona do comparo lirme-se sobre tim dos cxtrenius rj,
reda, a com abertura o comparo igual outro |1(j0
descreva se um arco ; mude-se compaco para o pon;
onde principiou o arlo, e com abertura igual ao tercei
ro lado para ir dar na primeira recta : temos o /r(a,
guio formado. Voime he o que tem cornprimento
largura, prolundidade, ou grossura. Para medir-ai
urna piramede cnica, bu preciso multiplicar a arca j,
base por metde doseuraio: primeramente temos j,
achar a rea que effectua se pela proporcio seguini,
conhecendo-se o teu dimetro : = 7;' 1: 30: 931
dimetro dado : e depois fazer-se o que ji menciona
cujo resultado be 1959. Joaquim Antonio de 6aairo
t\une$.
BRBVB ANALYSB DAS PROVAS DB ARITflMBTICA E GSo
METRIA DO CANDIDATO RKPR0VAI1O COM DOCS RB,
JOAQCIU ANTONIO DB CASTRO NUNES.
He tio miteravel e profunda a ignorancia crassuu
Sr. Castro Nunet, as materias, sobre que discorreo"
tantos e tio grosseiros siooserros, que a cada pau
tio proluiamente s'encontrio em tusanunca asit;
louvadas provas, que, sendo-nos impossivel acon-
panhal-o em todas as suas sandices, atneiras, e disu.
ratea, limitar-nos-homos smente aos mais palpavrii-
fazendo todava observar aos leitoros a litujuauem dtt'.
gratada, om que se acbio escripias ; verdadeira gen.
gonca.qtic, nio apresenlando nem conceilo, nem gria.
matica, prova bastante, quando nesta he ignoranleo
Sr. Joaquim Antonio de Castro Nunes, e com quanli
justica Ihe couberioot dousRR.,com que foi reprovsdo
Entremos na questio. Cometa logo o Sr. Castri
Nunes o desenvolvimento do ponto, pelo quo em boa
portuguez se chama asneira quadrada ; porque, sende
a addiccio s operacao, pela qualse ajuntio muitos u-
meros cm um s, ello a define tio extravagantemente
que ninguem o entende, nem elle mesmo entende, cj
sabe o que diz Que lamentavcl miseria'. Lu prolessor
ignorar o que he sommar i'! !.. Urna operai.io, qui
qualquer menino de escola define com summa facilida-
da!!!... Na subtracio, multiplicaran, o di visto
niu he elle mais feliz, sendo entre at parvoicet, que t
esse respeito disse, a mais nolavel a definicio de mull-
plicacio, que he o maior disparate, que tenho ouviio
pronunciar-se em arithmetica, pois que niosesibi
mesmo o que o iltuslrado candidato quer dizer na sua ',
He urna cousa, que t elle entende. E a palavraci-
cesso, escripia assim = esseco .= forte ignoran!'!
Querer o homem reformar a ortbographia porlugnc-
za?! Entio, Srt. do l).-n. sabe grammatica o iw-
so herc do Cabo, a da Boa-Viagein P Entio, St,
Villela, foi brilbante oeamo do seu primo? Res-
ponda, meu dr nio tenha medo, quo pelo que eje
S. m. entende tambem bastante da materia VA... Vi-
mos as fracces decimaes. Os nmeros decimaes {Si
o homem do brilbante exame do D. -., e do Sr. H
lela) sio dilTerrncados por urna virgula, posta a dreil,
das unidades I Bravo! Isto ho quo he saber arithoie-
lica a fundo !l! Masdiderencadot de quern tio os n-
meros decimaes, Sr. Castro Nuncs.' De seupiiuu
Villela, ou do ZJ.-n. ?! Oh quo brilhanto definicio:
A melbor, l vai temos duas ( he ainda o moco di
brilbante exame, quern falla) propon-roartthmiii-
ca, e geomtrica. Duas proporcio Que boa concor-
dancia! Ora, meu Sr., que miseria he esta ? V,
m. ji vio o adjectivo no plural, e o substantivo no singu-
lar? lito s a palmatoadas !!!.. lima proporr-t
qualquer ( continua o homem do blhanlismo, o pri-
mo do Sr Villela) tem lies termos dados Que est-
pida asneira 1 Misericordia! Urna proporcio com Ir
termot! Eu nio digo, o homem he reformador; quei
sem duvida relormar tambem a aiithmelira Cuitado
nem sabe ao menos a significaco da palavra propor
Cao !!! Eolio, Srt. da praia, e do D. -n. tambem di
praia, que not dizcm a estas pirlas do seu sapientisti-
tno correligionario Castro Nunes, primo do Sr \ alila?
Oh! nem lieioul, Lscrtix, Bourdon, etc. o ganlio.
O mais be que elle diz, quo julga ter satisfeilo c pos-
to. Ob! poit nio, presumpcio, e agua benla cadi
qual toma a que quer; testando pedir disculpo, se-
trscenla elle..., Sim, fez bem em pedir desculpt;
ot homens lacios sempre frio modestos ; o que po-
rrn nia levo em tonta he a dosculpa ser escripia coa
di, em vez de de*. Isto sim hemseravel; o homt*
parece, qu. le, tonta, e ccreoe pela carttlha da praii'-
Est bem aviado, ba de sem duvida ensinar muito, '|
muitos boat cousas aos meninos ; basta, porm, de ari-l
thmlica ; passeinos a geometra. Se em arilliineli-l
ca mostrou o ;r. Joaquim Antonio de Castro Nuoal
toda a hediondez de sua supina ignorancia ; o quedi-f
remos a respeito de geometra ? I Pe geometra, dil
que o Sr. Castro Nuncs nada pe ca inteiramenle, ondtl
be ruis alguma cousa ainda que ignorante! Ob!coal
que impavidez nio demonstra elle a sua nul'idode nesl
materia! Nio obstante tirar um ponto latillimo, tivl
ponto, que qualquer estudantinbo ahi desenvohtrul
com muita facilidade ; o homem do br/lhanie rxaml
do li.-n. nada diz lenio amenas Niu sabe al o ia-|
ignificante problema de construir um triangulo, seodi
dados separadamente ot seus tret lados 1 Erra lud J
construetio, alia tres vezes em comparo, duasemi-t
berlina, falla em arco, e arto- escroto hn ein lug"l
de ir ; e emfim o que laura no papel de unta cor ja I
absurdas asneiras, as maiores deste genero, que tenho I
lido Entretanto que deita ficar, parece que *\
tinteiro, a demonstracio do problema,exigida pelo pen-l
urna sio. que nat proporcoes ar.tbmeticas a somma doilto#... M dt) ludo islo nada ,|a ,So nimramente min-
extremos sera igual sommai dos meios. e as da gao- r4ve| co010 0 nodo por Sf Caslro Nunet jesen-
mtrica o prattNlo dot eitrem i tara igual ao produto ,0|,e a ,eg,)nda oarle do ponto do geometra ; isto b*
dOS IllCIOS. '" nrrt.w.r.-r.,. .... almiar laim l*mm |jw*. ...
Urna proporcio qualquer tem tres termos
dados, dous da mesma especio, t um de dtfjerente espe
cu para se procurar o teu correspondtnte, em summa
urna propnrivio tem quatro termos, dous da mesma <-
'', e dous de outra especie differente a o primeiro e o
terciiro antecedentes chamamos, o ao tegundo quarto
consequentes julgo ter tatisfeito o ponto restando pedir
toda a disculpa pelo meu estado detade- Joaquim An-
tonio de Castro Nunes.
PROVA DB GEOMBTRIA DO CANDIDATO lOAQUIM aTONIO
DB CASTRO NL'NbS.
iVoo/rarm/a.
Sendo dados separadamente ot tres lados d'um trian-
I
a regra que ettabelece para achur o volume deuinc"'
ne. Onde euconlruu o Sr. Castro, que o volume a'
urna pyramide cnica, e nu pnamede como el
e creve, Ae igual a rea da base multiplicada pela i;
tade do raio'.''. Pois, meu Sr. una pyr.mide u"
ca tem raio ?!!!.. Que grande miseria I o que quff
V. in inda dizer com estas quatro quantidades assi*
escripias (7: 22:: 50: 93 '-)a% quaes di o nomo de pro*
porcio ? Pois. estes nmeros esli cm proporcio, >'
Joaquim Antonio du Castro Nuncs ? Oa, lambemii'
lo he de mait; nao etlou ji para o aturar, e (indo aqu'i
nio, porque ainda nio liveise muitat obtervatet a l>-
zer sobre as suas decantadas provas; mas, porque iup-


jU-
rm,
ad-
da
lm
on|13 que j lenho dito de nuil para otornr bem co-
nherido do publico o justificar o juizo imparcal. que
, seu respeito fiero 01 Srs professores examinadores
REQI-EK1MENTO DE QCf.UK CONTRA. O M. 8. T.
Schur. -A. V. M. 1 a C. queixa-so o ridadio Ma-
! Jos Teixeira Basto Jnior, proessor publico de
primeiras leltras do curato da S da cidade de Olinda,
J]'u o.o,ce-presidente desta provincia de Pernaniliuco,
Miooel dn Souaa Teixeira, por hnver durante o lempo,
en iiuecxercco *8 'uneces da vice- presidencia, infring
do o $ 0." ao artigo 4 da lei. provincial n. 140 de
7 de uni do crrenle ann-i, incorrendo assim nos
(rimes previstos pelo artigo 154, e 160 do cdigo
crimine!; por quanto, pondo-se a concuo cadeira
j primeiras leltras da freguezia de S Jos da cidade
do Recife, e concorrendo o queiioto com outros candi-
datos, que di mesma aorte se haviio opposto a ella,
foi.oii maullado do dito concurso, dada o queixoso a
preferencia, de que irata o $9. d > artigo 5." da* na-
IruccOei de 17 desetombro de 1841. a lei de 10 de j-
nho do 1837, documento n. 1: a despeito, pori
dessa preferencia, e di direito, que legitimronte a
quirio; a d'apeilo meimo da terminante dispoticio
6 'do artigo4 da ja citada lei provincial; mand
o 2." vice-presidente prover na mencionada cadeira a
Jo'quim Antonio de Catiro Nunes, que, sobre nio ser
approvado plenauenle, tinha sido reprovaJo com dous
KH, documento n. 2.
Ora, exigindo a lei, que pera semolbanle provimenlo
seja preciso approvacio plena, circumttancia esla, que,
sondo alibis indspensavel, e nao da a favor do agracia-
do, declaro, que o donunciado infringi a referida
lei do 7 de'maio. E pois. usando o quoil-iso da ac-
(3o. que por direito Ihe compolo, vem pcratile \ M.
. e C. queixar-se do dolinquente, para oloito de, ten-
do reponaabilisado,reparar com seu castigo o acto in-
justa, e criminoso, que oommetteo contra o queixoso,
sendo condemnado nos artigos 146, e 134. sendo tam-
bero condemnado a satisfazer o damno causado, que a-
valia em dous contos de ris: por UntoPede a V. M,
1. e C. seja servido haver por bem delerir-lhe com
juslica. E receber morc. Manotl Jos Teixeira
Ilaitos Jnior.
Reeifo. 17dejulhode 1845.
Illm. Sr.Manoel Jos Teixeira Bastos Jnior, u-
sando do direito, que Iho concedom as leis do imporio,
temde dirigir a S. M. I., por intermedio do tuppre-
mo tribunal dejustica, a queixa junta contra o 2." vico
presidente desta provincia, Manoel de S.usa I oir,
pelo laclo nella allegado ; e por isso requer a \ S. ,
que. por bem dos artigte1!, e 2 da lei de8 detetom-
biodel828. so sirva recebef dita queixa. e proceder
em lrma, a fim de ser com a possivel brevidade a-
presenlada ao mesmo tribunal supremo, com a respot-
ta do denunciado, ou sem ella: por tanto-Pede a V.
S., Sr. dr, juiz de direilo d 2. vara. Ihe dofira com
ustica.E receber merc. Manoel Jos Teixeita
llaslus Jnior.
annuncinda para odia.23 do corrente lira transferida
para o dia 24. Secretaria da thesouraria das rendas
provinciaes, 17 de julho de 1845. O secretario. Luit
da Coila Porlocarreiro.
[jet laracoes.
COMWIEHSO
Alfandega.
Rendimento do dia 21...............6:96lC2o
Descarrega hoje 22.
BarcaErmelindamcrcadorias.
IHl'ORTACA.
CANARIO, pallabole espanbol, vindode Teoerile,
entrado no corrente mei, a consignacao de J. Pinto de
Lemos & Filho, manilestou o seguinte :
, 1.100 (jigos 400 quintaos de batatas, 30,000 cestos
cebollas, 2,000 restoas dalho, 1 sarco alpista, 4 far-
des alfazema, 14 caixas passas ; aos consignatarios.
Moviiuenlo do I'orto.
Navio enlrado no dia 21.
Maranho; I7dias, brigue-escuna brasileiro Laura,
de 143 toneladas, cupitio Antonio Fernandes da Sil-
vi Santos, equpigom 15, carga farinha, arroz, etc.;
a Nuvaes & ompanhia : passagoirot, Frei Jos do
Santa Maria, Joaquim Jos Barbota o seu neto Joa-
quim Pedro do Mello, Brasileos; Amaro Rodrigues
Lopes, Purtuguez ; o cx-cscrivao d'armala Anto-
nio ila Silva Guimarics, Brasileiro; Constantino Jo-
s Vianna, Portuguez ; D. Maria Tuvares Otorfo,
1). Carolina Augusta, Patricia Maria da Conceicio
o 4 cscravos a entregar.
Navio tahtdo no mesmo dia.
Camelas ; sumaca bratileiri S. Hoza, meslre Francis-
co Cactano do Almcida, carga sal.
ADVERTENCIA..
O byHte S. Benedicto be quearribou a este porto,
quando scu destino, uo sabir do AlcobaQa, era para o
da Babia, e nio o brigue brasileiro Svctedade, que vi-
nlia para aqui em direitura.
Editaes.
Miguel slrchanjo A/onleiro d'Andrade, o/ficial da
ordem da Ilusa, cavalleiro da de Chriilo e inspector
da al/andega de l'ernambuco por S. M. /., que
Dos guarde, &e.
Paz saber que no dia 22 do corrente, ao moio dia,
so bao do arrematar na porta da mesma 630 temos de
pecas de louca vidrada, e '00 jarros de dita dita, no
valor de BOOi'rt., impugnados pelo ajudante dos con-
ferentes externo Firniino Jos de Oliveira, no despacho,
por factura, de I.e Bretn Schramm & C\ sendo a ar-
remataban tubjeitl bos direitos. Alfandega, 21 de ju-
lho de i845. Miguel Archanjo Monteiro di An-
drade.
Oengcnheiro em ebefe da provincia, competen-
temente autorisado, manda fazer publico, quo bavcrj
concuiso para un lugar de ajudante do engenheiros
no dia 21 do mez de agoslo prximo futuro : em con-
sequencia convida as pessoas que sequizerem propr
a> dito concurso, para so alistarcni, at odia!8des mez, n'esta reparticio, onde Ibes sera declarado o lugar,
llorase mais circumstanciasdo dito concursa. Reparti-
cio da obras publica, 21 de jubo de 1845.Va-
Aicr.
Por ordem do Illm. Sr. inspector da thesouraria das
rendas provinciaes se fat publico, que a arrematacao
O brigue-escuna Carolina recebo o mala para o
Maranho, no dia 23, as 10 horas do dia.
O brigue-escuna de guerra Guararapes recebe
amala para Macelo e Babia, hoje (22) as 4 horas da
tarde.
=0 arsenal de guerra compra arco9 de ferro pro-
prios para cubo do limpoza: quem tal genero tiver,
mando sxia proposta em carta leehada a osta directora
at o dia 26 do corrente Directora do artenal de
guerra. 21 de julho de 1815. No impedimento do ei-
cripturario, Joo Ricardo da Silva.
O arsenal de guerra compra pranxdes d'amarello,
de 30 palmos de comprido, 18 polegadas de largo, e
12 de grossura e da mesma qualidado, e comprimon-
to eom 20 pologada de largo, e 9 de grossjjra ; peda-
eos de caibros de 10 palmos, e 4 polegadas de dime-
tro em grossura; vara de 20 palmos, c 2 polegadas de
grossura ; vorgalhes de ferro redondo, de I e meia
polegada, com o peso de lo arrobas; dito do 3 quarto
do grossura.com o peso de 36 arrobas; ditos de 1 pole-
gada de gMssura, com o peso do 18 arrobas; barras
de ferro inglez, de 3 polegadas de largo, e meia de
grossura, com o peso de Garrobas; regulando todo
estes pesos, pouco mais ou menos; franjas para adra-
gonas de inferiores; bandas de lia para ditos; panno
preto; esleirs d'Angola j lona; escovas de fado ; al-
godozinbo ; brim ; pares de luvas, e um missal: quem
tae genoros tiver, sendo da melhor qualidade, man-
do sua propostas, com seus ltimos precos, em carta
fechada a esta directora, junto com as amostras, que
frem possiveis, at 22 do corrente mez. ^boje). Direc-
tora do arsenal de guerra, 18 de julho do 1S45. No
impedimento do escripturario, Jo3o Idear do da Silva.
O administrador da mesa da recebedoria das ren -
das geraes internas avisa, pela ultima vez, aos morado-
res dos bairros do Recife, Santo Antonio, Boa-\ista,
Afogados.para qne venbSo pagar a laxa de escravos.ini
posto do banco, seges, o varrinbos, bensde man morta,
barcos, e canoas, e imposto de lypographias, despa-
chantes da alfandega, at o fim do corrente mez., por
jase achar prompta a relacSo, para ser remettida ao
dr. procurador-fiscal; e para evitar incommodos, o
dospeza, laz o prosonte annuncio. Recebedoria, 18
do julho de 1845. Francisco Xavier Cavalcanli de
Albuquerquer.
= Pelo lyco desta cidade se faz publico, que, em
consequencia do que ordenou o Exm. Sr. presidento da
provincia, irn a concurso da data dcsto a 60 das, as
seguinte caderas de primeiras leltras paia o sexo mas-
culino : a de Ourcury na comarca da Boa-vista, a da
Fazenda-tirande nadePaja, as de Agoas-Bellas e S.
Bento na de Garanhuns. O candidatos, que as referi-
das cadeira te quizerem oppdr, habilitem-so nos termos
da lei.
Secretaria do lyco, 5 de junho de 1845. No im-
pedimento do secretario, Hermenegildo Marcellino de
Miranda.
Obacbarel Luix Jos de Sampaio Jnior, promo-
tor publico doste termo faz publico, a quem conver,
que se aclia temporariamente residinda na ra Nova,
em casa do doulor Alcanforad".
Avisos martimos.
Para Gbraltar segu viagem.al o fim do corren-
te no, a galera franceza Anloinette, que lein muito
bons commodos para passageiros : quem quicr r de
passegem, dirija-so ra do Trapiche, o. 19, eacrip-
toriode Le Bretn Schramm & (Jompanhia, ou aoca-
pitio a bordo.
ParaoAss sai nestes 4 dias o brigue-escuna
Dehbcraco, capitio Joio Goncalves Bocha ; para car-
ga e passageiros trata-se na ra da Cadea do Recife n.
40 ou com o capiUo, na praca do Commerc.o.
Para o Rio-de-Janeiro sahir, com brevidade.o
patacho nacional Valente : quom no mesmo quizer
carregar, e ir de passagem ou remetter escravos a Irete,
falle com Gaudino Agostinbo de Barios, na ra da Cruz
n. 66.
= Para o Rio-de-Janeiro segu, preixamente no
dia 22 do corrento o berganlim brasileiro Sagitario ;
recebe escravos a frete : trata-sena ruada Mocda,
armazci.iii. ll.
Leilo.
= Sanios, Barros & Companbia farAo venda, em
leilio, do 40 barris com manteiga (ranceza, por ion-
la o risco do quem pertencer : boje, 22 do corrento,
as 10 horas da manhSa, 6 porta do armazem do Bacel-
lar, defronte da escadinha d'alfandega._________
Avisos diversos.
= Quem annunciou querer comprar a geometra c
mechanica do Mr. Ch. Dupin, annuncie a sua inorada
para ser procurado, oudirija-se a ra Formosa da Boa-
Vista, casa n. 11.
Frederieo Chaves, fabricante de licores e
de todas as qnadades de esj>iritos,
com fabrica no atierro da lioa-
visla n. 26
tem aenipre grande sortiuicnto de licore finos e or-
dinarios de toda as qualidades, com muito ricos Ictrei-
ros dourados de varias cores, o co'n bocea pratoada, em
garrafas prelas, verdes e brancas, todas iguaes, por
precos muito commodos, para vendas o para exporta-
ran ; tambem tem verdadeiro marasquino de Zara, vi-
nho de caj, da Madcira em garrafas o em caixas de
urna duzia, genebra em botijas e em caadas,agurden-
los do reino, de Franca, e de ans em caadas e em ar-
ris, espirito de 30 graos em gairafas e em caadas,
charopes finos para refrescos do todas as qualidades, e
da verdadeira resina do angico muito boin para o
poito; apromptatoda equalquer encommenda para a pro
vincia, e para fra dclla com todo o asseio ; e respon-
de pelas boas qualidades de todos os lquidos que se
vondem na mesma fabrica : as amostras sao francas aos
compradores.
Precisa-so do um muito bom oflicial cbaruteiro. e
que d conhecimento de sua capacidade: aquclle a quem
islo convenha. appareci na ra estreila do Horario, de-
fronte do boceo contiguo a igreja, lija nova, junto ao
barbeiro Goncalo.
=0 Sr. Jos Alves Xavier quoira ir recebor urna
encommenda, viuda de Portugal.de sua familia,na pra-
5a da Boa-Vista n. 13
Deseja-se fallar com o cunhado do fallecido Colla,
que Dos o lenba em gloria; o qual oi.quando vivo.of-
ficial do corpo de polica: advertindo-se, que o dito
Sr. com quem se deseja fallar, a seu nleresse, tam-
bem fui sargento do mesmo corpo: na ra estreita do
Itozario n. 8: com brevidade.
Tuou-se urna caixa do prala da mo de um meni-
no que andava ollerecendo, por se julgar furtada, sup-
posto elle diga quo acbou: quem for seu dono, dirja-
se a ra da Gadeia-Velba n. 9, loja de Ponte & Mello.
Da-so dinbeiro a juros com penhores de ouro o
prala,mesmoem pequeas quanlias;na ruadaPraian.22.
Precsa-se de urna mulber de idade, capaz, pira
ser ama de urna casa, que sirva para comprar, e cosinbar
o diario de urna casa : na ra larga do Hozario, lubrica
de charutos n. 32.
Precisa-ie de um bomem para tomar conta de
duas canoas para vender agoa nella; na ra Bella, so-
brado n. 37.
Aluga-se urna ama de luile, sem cria; na ra No-
va casa n. 32, defronto da Conccieao dos .Militare.
Carlos Clci retira-so para o Rio-do Janeiro.
- Antonio l'ereira Molla comprou, por conta e or-
dem do Sr. Francisco Joso da Silva, do Maranho, un
tilbete da lotera do Guadelupe, 11. 633.
- Jos da Silva Botelho mudou-se, da ra Direita
n. Si, para a ra larga do Rozarlo n, 46, 2.andar.
=0 bhete n. 2510 da primeira parle da lerceira
lotera a favor das obras da igreja de N. S. do Guade-
lupe, da cidade do Olinda, peitcoce ao Sr. dr. Anto-
nio da Trindade Antunes Meira.
Furlarao, no dia 20 do corrente, pelas 8 horas
e meia da noute, da tenda do sapateiro, na Iravessa do
Vigario, um babul do 5 palmos do comprido, com 3
(echaduras, e 3 dobradiecs grande, quo tomao quaii
a lampa toda, levando dentro 200 patacoes, e em ce-
dulas aiOjOO rs., toda miudas; urna barretina de
guarda nacional, portuguesa : quom souber alguma
cousa sobre estes objectos, tem de graliiicacaocem mil
rs. Adverte-sc, que o relerido babul nao ora forrado,
e toda a madeira be de pinito.
Jos Francisco Pinto Guimaiaos, cirurgio pela
= Havendo quem saiba folear formigas e quei-
ra ser empreado dirija-se a ra Impeiial n. 01.
= Antonio Jos Peroira do Mendonca offerece-se
com parlicularidadeaosSrs. negociante desta praea .
ea quem mais convenha a sua prensa no Forte-do-
Matlo, para vecollier genero, tanto de estiva como
deoutras quuliuades ; bem per pel.i modieo preco, como pelo local, contrnente, are-
jado e espaooM) da dita prensa ser prcfervel a ou-
tros urninzens que nao oflerecem ai mcjmas vanta-
gens ; desen penhando cuidadosamente as obrigai'es,
a bem do dar geral satisfacao.
= Deseja se saber a resiJencia da Senhora Fran-
cisca Luiza parasel!\e fallar a negocio de seu i"-
teresse.
=-. Alugo-se duas moraJas de casa terreas ha
pouco acabada, com grandes commodos para familia ,
principalmente urna quo tem bonita vista para o mar.
Olinda. e S. Amaro, em Fura-de-Portas no fim di
ra dos Guararapes ; os pretendenlcs dirjo se a casa
da proprietario na ra da Cruz., n. 36 J080 Jos
Rodrigues Lofler ou cas dita a cima todo o dia
das 4 horas da tarde em diante.
= A fuga-se o prmero andar do sobrado n. 2, da
ra dos Martyrios; quem pretender,dirija-se a ra lar-
ga do Roiario venda n. 29.
= Aluga-se o segundo andar da casa n. 22. da ra
estreita do Hozarlo : a tratar nB ra do Passeio n. 1.
= Aluga-se urna casa terrea na ra Bella : a tratar
na mesma ra sobrado n. 37.
= Antonio Joaquim Mendcs de Castro, Brasileiro,
retira-sc para Sania Catbarina com escalla pola Babia o
Rio-de-Janeiro lovando em sua compenhia sua Sra.
I). Anna Joaquina de Castro, um filho do 18 meses,
do nonie Florentino, o um criado Portuguez, de nomo
Manoel dos Santos.
=Quem precisar dn um rapaz Brasileiro para cai-
xeiro ou administrador de algum engenbo.o qualdfia-
dor, e aprsenla atlestadu de sua conducta, e lie ca-
zado de pouca familia, dirija-se ao Corredor do Bispo,
casa n. 16, ou annuncie para ser procurado.
Manoel Gomes da Cunta e Silva manda para o
Rio de Janoiro o seu oscravo rrioulo, de nome Anselmo.
= Anna Joaquina do Espirito Santo Maia embar-
ca a sua escrava Maria de nacao Angola para fra
da provincia.
= Antonio Dias Souto vendo no Diarios de 17
e 18 do corrento um annuncio de ir sua escrava, de
nomo Joanna a praca por penhora declara que nada
deve.tendente a sua escrava.
= l)3o-se2:000j a 3:000/rs. a juros.com seguran-
cia : atraz do tbeatro velho armazens n. 16 e 18, so
dir quem os da.
= Toma so urna crianca para se criar do leite, com
todo asseio e cuidado ; quem precisar dirija-se a
ra do Livramento n. 20, primeiio andar, a qualquer
hora do dia.
= Joaquim Jos Ferrcira comprou a Senhora D.
Joiephl Maria da Costa urna morada de caa larrea
n. 80, na ra Velba da Boa-vista; quem so julgar pre-
judicado com esta compra entenda se com o annun-
cianle.no ospaco de oilo dias; e, passadoi elles,oada po-
dera reclamar.
sa JoSoda Cosa Palma, e Maria Luza viuva
deFilippe Nery Nunes. declarao que ninguem faca,
contrato de compra ououlro qualquer obre a casa
da ra do Padre Florianno, n. 55; por isso que os an-
nuncianles leem direito sobro essa cusa como vSo
mostrar pelo juizo competente.
= Aluga-se o terceiro andar da caa da esquina da
ra do Rozarlo n 39, defronte da igreja : a tratar
na ra doOueimado, loja de ferragens n. 30.
Agencias de passaportes.
Na'ra do Collegio, botica n. 10, e no atierro da
Boa-Vista loja n. 48, tirao-se passaporto para dentro e
forado imperio,assm como despacho-se eicraios: ludo
com brevidade.
escola real de cirurgia de Lisboa, mudou a sua residen- com brevidade.
ca para ra da Cad a do Santo Antonio, segundo = engenho Araguaba, na nbeira de Una ba
minba legitima propriedade, por ttulo de compra
=Joao Jos Ribeiro de Farias retira-se para o Ro-
de -Janeiro.
= Indo urna prcta levar urnas amostras na loja de
Jos Francisco Oa, na ra do Ciespo, perdeo uuih ce-
dula de 20,000rs,assignada as costas por Ignacio Pinto
dos Santo >ajo quem a achar, queira levar na ra do
Vigario 11. 10, quo sera recompensado.
- Ofierece-so urna mulber capaz, para ama de urna
casa, exceptuando engorumar e comprar; nc ruada
Senzalla-Nova,n.16, segundo andar.
=Um bomem branco o cazado, que tem uso do en-
sinar as primeiras lettras, se offereco para dar liedes
em casas particulares, tanto nesta praca, como por si-
tios vizinhos a mesma, e prometi o bom desempenho
nos s-us devecs, e preco lazoavel : quem o quizer,an-
nuncio.
= Carros liicco rgaas pessoa que acceitario bilbe-
tes para seu beneficio do dia 15 do corrente, o anda
nao"talisli/eropor ignoraren! talvez a morada do bene-
ficiado, se sirvan mandar os importe a sua casa n. 30
na ra do Rozario, 1."andar; pois,estando para partir,
nao Ihe fica lempo de poder esperar, sem sor molesto.
= A pessoa quo quizer comprar um mulatinho de
idade de 12 a 13 annos, dirija-se a ra Nova n. 50,
primeiro andar.
ssO Sr. Monoel da Costa Torro tem urna caria
na ra do Crespo n. 19, loja de Carvalbo & Maya.
par
andar da casa n. 15.
Entregando-so a um preto 10 chapeos, sendo
6demassa, o i do mulber, e 52 lolbas de papeleo da
Ierra, para o mismo levar na pracnba da Uniio a-
conteco o mesmo desencaminhar-se : por sso avisa-se
a quem laes chapos frem ollerecdo, ou o tiver
guardados, os ton.em, e levem na ra Direita, n. I 17,
quesera recompensado ; do contrario se proceder con-
tra quem d'algum dos ditos objectos esliver de posso.
Alugio-so oslerceio e quarto andares, c m so-
lio, e casinha, e bonscjmu.odos, na ra do Trapiche,
n. 34: tratar na mesma casa com Fernando de Lucca.
M. A. Caj avisa as pessoas, que tcem contas
em suas inSos, que admilto pura seu caxciro a Mar-
tiniano Jos l.eilo da Silva, a quem nio porfi duvida
em pag8r qualquei quanlia, tendente a casa.
Precisase de um caxeiro para venda, que lenba
pratica da mesma : defronte da ribeira da Boa-Vista,
venda, n. 58.
A pessoa, quo annunciou por esla folba querer
comprar urna casa, em ra que sirva para ne_ocio de
venda, dirija-so ra do Cotovello, n. 31, que se in-
dicar o lugar.
Com urgencia so deseja fallar com o Sr. Vasco
Marinbo Flelo, que foi, ou anda he professor de
primeiras leltras, do lugar do Tejicupapo, a negocio
de seu interesse : na ra estreita do Rosario, n. 8.
O Nazareno n. 111 estai a venda nos lugares do
costumo ; ira/ urna resposta cabal ao artigo do torpe
Uiur,o Novo, desibbaib no qual pedo ello altencao
a seus muito pacientes leitores.
A escrava, prcta, crioula, de nomo Agostinha ,
que andava procurando senbor, pertencento a Senhora
D. Luiza Mana Soarcs moradora em Ilapiguma ese
acbava na ra do Rozario da Roa-Vista n. 4i como
so fez ver pelo annuncio, no Diario de quinta fcira ,
10 do correcto ; o abaixoassignado declara que tem
justo, e contratado com a mema .Senhora a compra
da dila escrava: so alguem tebar se com direilo a elia ,
o declare. Custoaio Jos da Silva.
= Quem precisar de um lapaz Brasileiro para
caxeiro fra desta provincia o qual d fiador a sua
conduela, dirija-se a ra estreita do Rozario,venda n. 1.
Aluga-se um segundo andar com sotSo, c bons
commodos na ra do Rangel n. 73 : a trillar na
mesma ra n. 51, com Victorino Francisco dos Sanios,
que tambem precisa de um feitor, que trabalhe para
um sitio ni estrada do Belenv.assim como do um eslran-
geiro, que saiba fazer o vidrar botijas e pote para
grsxa e tinta 1 piga-se generosamente.
quo delle tenbo desobriga de bypolhecas, e divenas
dividas do casal, reposice que lenho pago, fsllando-mo
pouco mais do 3:0008 de rs. lvres da divida, alm do
beufeilorias e lerragens.quo tenbo no mesmo ongenbo.
Essa quostao do inventario, a que allude ese enca-
potado annunciantc o Ibo chama seria questes
judiciaras ba 15 annos pouco mais ou meno le
acba decedida no juizo territorial e na relar.ao tendo
passado na sanchellaria e transitado om julgado; ese
algum direito alguem so |ulga ler ( o que se nega ) ,
use da acco quo em direito lbe competir, e nio es-
tela a niortiicar-me a paciencia com um araozel, quo
em nada interessa ao publico. Esie tratante ese ca-
valheirode indrustria que procurou Iludir a meu lio
Joaquim Jos Pessoa e Mello para prestar seu nome (o
quo anda duvtdo ) em algn desses annuncio me-
lhor fra que tirasse a mascara e largaste o capote ,
e nao so acobertasse com o anonymo, porque me pou-
paria o trabalho de responder; melbor fra que esse
monstro de ingratidao cuidaste em me pagar a quantia
de 1:4508 ", resto dos 5;000 que com as tuat cot-
tumadas traficancias me roubou e que se ja nio est,
punido, bem sabe a quem o deve ; mat, em fim nio
terei remedio senio chamal-o ao competente tribunal,
nio s para mu pagar, como para lazel-o espiar seu cri-
me fazendo assim mai publica as suas licantina^ent
e perversidades ; e te ja nao o tenbo feito e mesmo
apresentando o seu nome bedevidoa certas conaide-
races ; pon m estas ter de detapparecer logo que
e>sevelbaco se aprsente em publico desemburrado;
assim como dexarei de responder mait tobre tal objec-
to em quanto 10 valer da capa do anonymo, ou apre-
senlarnomedeoutrem tem que teja o seu proprio.
Jos Antonio l'essoa e Mello.
Up vinagrinho.
Este superior rap torna invtravel a tua qualidade
por nio 111 lar, nein seccar; nio fere o nariz, nem pro-
duz miagues vertiginosas, porque a sua composiefio he
a mjis simples possivel. A geral estima que tem tido
este rap pelos apreciadores de urna boa pitada, e a ap-
provacao que a respailavel tocedade de medicina Ihe
concedeo reinata o seu mais completo elogio.
Novas tornadas d'esteexcellenterap,com acor mu
escura, se acbao venda nos depsitos da ra da Ca-
dea do Recito, n 50, prac,a da Independencia n. 2f>,
Atierro da Boa-vista n. 10, e Atierro dos Afogados n.
209, aonde te vende aljOOOrs., a libra, de 5 libras
para cima. O embrulho dette rap he azul, e os rtu-
los branco.


r "
4
LOTERA
Hoje correm as rodas : at as 10 lio
ras em ponto anda haverao billietes
vtida ; d'ahi por diante um s mais se
vender.
Deseja se faltar com o Senhor Ha-
noel Jnaquim da Silva Torres para se
saber de Antonio Flix d' Oliveira Gomes
l'eixoto, o ijual reio cin sua conipanhia do
Porto para esta : na ra do Queimado lo-
ja de Francisco Jos Ferreira Bastos & G.
Claudio Dubeux, testamenteiro dativo do finado
Jlo Antonio Martina de Novaes, tendo acceitado esta
testamentaria, rcsolveo o omliargo, que os credores do
mesmo Novaei havio verificado nos b >ns da massa ;
aclis so entregue da casa, e por isso habilitado para
receber, e passar quitaeocs aos devedores da testamen-
taria ; aos (|uaes o annunciante roga, vcnlio quanto
antes remir seus crditos para nao se ver na preciso de
realisar a arrecadacao por meios judiciaos. O annun-
ciante mora na ra das Larangeiras. n 18.
LOTERA IiO TIIEATRUPL'PLICO.
= O thesoureiro desto lotera, disposlo a empenliar
tocios os esforcos para augmentar o crdito de que
sempre ella goscu, pela regulandade de sua cxlracgao ;
declara que os ln Hieles da segunda parte da lG.'lotera,
cujas rodas devem ter andamento muito brevemente, se
aibaoa venda nicamente no bairro do S. Antonio,
na botica do Sr. Joo Moreira na ra do Cabug ;
na ra do (Queimado loja do mesmo thesoureiro, n.
.19 ; e na ra da Cadeia do Kecife, lojas de cambio dos
Srs. Vieira, e Manoel Gomes da Cunha e Silva.
= Aluga-so, por comrnodo prego urna rasa terrea
muito larga na na da Voledado, com C qnurt s, duas
salas, corredor ao lado cozinha lora, quintal mura-
do e mitro maior cercado, com muito boa agoa de
beber: a (rular na ra da Aurora n. 58.
= A pessoa quo aqu resta cidade comprou um
escravo ( do qual ignora-se o nomo) vindo da cidade do
Hio-Grande-do Norte ; cujo escravo lora do Sorafim
dos Santos Braga, morador na villa do Touros daqucl-
la mesma provincia ; suppoo-so andar fgido, e fura
visto em Maracaja onde fura amarrado pelo inspec-
tor de quarleirfio e da pnsao fugira ; porm sabe
que se acha por aquelles mesmos lugares; oquem
no mesmo escravo tiver direito e for seu legitimo se-
nhor dirija se a casa do ahaixo assignado na ra
das Cinco-Pontas n. o que na mesma eiistem pes-
suas arranchadas daquelle lugar, que dar..o noticias do
dito escravo, e que nao exceda d'estes dias por esla-
reui de vlagem.
Manoel Ftlii Alta da Cruz.
Compras.
= Comprao-se dous escravos um pedreiro oou-
tro tarpina,para umaencommenda do Rio-GranJe-do-
Sul ; sendo bonitas figuras, pagao-se bem ; na ra
do Collegio, armazem n. 19.
isa Comprao-se, para fra da provincia escravos
de 14 a 20 annos sendo de bonitas figuras pagao-se
bem; na ra da Cadeia de S. Antonio sobrado de
um andar de varanda di) pao, n. 20.
= Compra-so um bergo em meio uso ; na ra do
Mueiniado n. 37.
ConiprSo-so dous casaos do rolas do Hamburgo,
sendo um casal das brancas e oulro das pardas; as
Cinco-Ponas n. 33.
Vendas.
Attenco !
=Vcnde-sea 120, 140,100 c 180 rs. o covado de
chita ditas finas a 220 e 250 rs. o covado, sendo es-
curas, madapoUo a 150, 100 e 180 rs. a vara dito
fino a 200, 220e2V0rs. dita, madrasta fino a 280
ri, a vara, meios chales de cassa de quadros a 3G0 rs.,
chilaa 110 rs. o covado, lindissimos cortes do cassa-
cbilas a 2000 rs. o corte chadrezt s de linho para ja-
quetas a 320 rs. o covado, muito boa qualidade, supe
rior setim prelo de Macu para colleto a 4500 rs. o
covado, dito entre-lino lambeni de boa qualidade, a
3200 rs. o cavado, fustojbranco de excedente qualida-
de a 1000 rs. o covado algodo liso de boa quali-
dade a 100 rs. a vara dito americano largo, muito
encorpado a 220 rs. a vara, dito trancado azul mes-
ciado a 240 rs. o covado, muito encorpado tuarte
azul de vara de largura a 260 rs. o covado muito boa
fazenda para prelos casimiras de quadros de bom
gosto para caigas a 1200 ris o covado lencos de
cassa piolados a 100 rs. pegas de bretanha de rolo a
1800 rs., apera, ditas do bretanha de puro linho.de
G varas a 2800 e 3200 rs. bnrn trancado branco de
puro linho muito encorpado a 1400 rs a vara cs-
{{uiaj do superior qualidade do verdadeiroo puro li-
nho muito fino a 1500 rs. a vara, pecas de chitas a
4400, 5200, 5500 e 6000 rs. a pera escuras, ditas
de madapoloa 2800, 3200 e 3400 rs. dito fino a
4000, e 4200 rs. a peca, madraste fino a 5200 o 5400
rs. a pega cassa do quadros para babados a 3000 rs.
a peca riscadinhos trangados a 200 rs. o covado ,
muito boa fazenda para meninos cambraia lisa de
vara de largura a 000 e 800 rs. a vara castores ou
riscadosa'ilO rs. o covado, superiores cortes de cbali
de listras de seda a 16,9 rs, ditos de teda com flores a
30,000 rs o corte mu rica fazenda superiores
cortes de cassa-chitss, moderos padroes, a 4200 rs. o
corte, cambraia de listras brancas adamascadas a 3/ rs
a peca, sarja hetpanbola fina muito cnoorpada a 2300
e 2500 rs. o covado dita francea larga a 1600 rs.
o covado cscocez do algodao para vestidos a oOO rs. o
covado brim trancado de quadros para calcas a 500
rs. o covado, de bonitos padroes, chitas finas, de
gosto muito moderno a 320 rs. o covado chapeos de
sol, de seda para bomem a 5/rs. ; alcm destasfa-
zendas outras tnuitas por barato prego : na ra do
Collegio loja n. 1, de Antonio de Azevedo Villarou-
eo& Irmo.
loj
= Vendem-se lencos de algodao a soda de booilos
padroes a 640 rs casimiras de algodao muito encor
padas de quadros pelo barBto preco de 480 rs o cova-
do riquissimos cortes de colletes de quadros a 2560
rs. o covado ; na ra do Crespo n. 14, loja de Ju>e
francisco Dias.
= Vende-se potassB americana mui'o cova em
barrs pequenos ; na ra da Cadeia do iecife arma-
zem de assuca n. 12.
= Vende se, por prego comrnmodo urna prcta de
30 annos lava de sabo cozinha abe boa vende
deira ; um molequede 15 annos, do bonita figura ,
o sadio ; na ra do Nogueira n. 27.
Vende-se um preto crioulo bom trabalhador da
enxada proprio para o servico de campo ; na ra da
Aurora n. 4.
as Vendem-se travos de madeira do qualidade de
32 a 54 palmos de comprimento, e de diflerentes gros-
suras ; na ra da Cadeia do Rccile n. 20
=Vende-so a bordo do biate Eipeculador, fari-
nha de mandioca de boa qualidade e irais em con-
t do que qual |uer oulra.
Novo deposito de farinha na Boa-Vista ,
a do sobrado n. r>3 da ra do
B osario.
= Aondo se encontrar a mclbor farinha da trra,
c da do barco a mais superior que existe no mercado,
tanto para retalho como em saccas : no mesmo de-
pozito ba muito bom feijao da Ierra e milho muito
proprio para plantar ou para qualquer applicacio
que Iho queiro dar por nao estar Turado ; ludo po
prego maiscommodo do queem outra qualquer parte,
= Vende-se una preta de 23 annos; um moleque
de 16 a 18 annos, de bonita figura; as Cinco-Pontas
n. 21.
= Vendom-se, por preco comrnodo os passaros
seguintes todos mu bons cantadores : sendo um bi-
cudo urna patativa da Parabiba e um bigode; na
roa da Florentina n. 16.
= Vendem-se muito boas bichas chegadas lti-
mamente do Hamburgo as melhores quo lia na tr-
ra muito grandes ; e tambom se alugio, por prego
comrnodo e vio se se applicar para mais commodida-
de dos pretendentes ; na ra estreita do Rozario de-
fronte da ra das Larangeiras loja de barbeiro n. 19.
=Yende-so urna preta do 18 annos tendo muito
mu leitopara criar, com um filbo moleque, muito
ijordo e esperto do 7 para 8 mezes; um bonito es-
cravo de 20 annos bom para pagem e para todo o
sorvico ; urna preta com habilidades: na ra larga do
Rozario, n. 46, segundo andar.
= Vendem-se saccas com laiinha muito boa, de
S. Cotbarina com 4 quartas a 8jj rs. e sem steco
a 4600 rs. ; na ra da Praia armazem de carne, n.
19, do A/evedo.
= Vende-so ptima larinba de araruta ; na ra do
Collegio, botica n. 6, de Cypriano Luiz da Paz.
= \ ende-so um escravo mogo muito relorcado o
de bonita figura sem vicios nem achaques ; ao com-
prador se dir o motivo da venda ; na ra de Hurlas
n. 112
= Vende-se a armago do botiquim da ra do Tor-
res n. 18 ; a tratar no trapicho do Angelo com Epi-
fanio Jos Anlunes.
Vende-se champagne de superior qualidade ; no
escriptorlodc Rothe & lidoulac na ruado Vigario
n. 4.
= Vende-se potassa russiana superior o nova ,
ltimamente ebegada c cal virgem em pedra vinda
agora de Lisboa; na ra de Apollo n. 18.
da Vende-se superior Farinha do S. Catharina ,
a granel, onsaccada, a bordo do patacho Espadarle,
na ra de Apollo n. 18.
ss Na ra da Cadeia-Velha loja da viuva Cardoso
Aires, vende-se o coinpenlio da historia romana, por
M. A. I.esieur, tradu/ido em portuguez por A. do
V. M. de Drumond a 1/ rs. o volume ; este opscu-
lo be de sumina ullidade para os collegiaes, e para as
pessoas, que queiro estudar esta materia, som con-
sultar obras volumosas.
=Vcnde-sc um prelo e urna parda mogos e de
boas figuras ; aquello proprio de todo o servigo de urna
casa e do campo e e-la boa lavadeira engommadei-
ra o cozinha o diario de una casa sem vicios nem
achaques ; na ra da Cadeia de S. Antonio, ao pe
da guarda n. 25.
= Vendem-se suecas de furinha, ditas de arroz pi-
lado ditas de dito de casca ditas de feijo n.ulali-
nbo barris de niel lulo muito bom ; na ra da
Cadeia do Recife, armazem n. 8.
= VenJe se una canoa de correira nuva ; na ra
da Senzalla-Nova n. 4.
Cera tarrada.
- Vende-se em caixas do 180 libras cada urna, sor-
tidas desde duas at 16 em libra ; na ra da Sen/alla-
Velha armazem n. 110.
= Vcndcm se 6 moradas de casas na ra do Coto-
vello n. 19, urna dita na ra de S, Tbereza n. 17;
ra Imperial duas de taipa ns. 204 e 206 do lij-
lo ns. 44 o 46 dcstas duas existe urna travejada ;
um aliccrce com urna meia-agoa n. 109 em estado
de so levantar um sobrado de dous andares : a tratar na
ra Imperial n. 218, com Francisco Xavier das Cha-
gas.
= Vende-se urna linha ou travo de embirindiba ,
com 62 palmos de comprimonto e proporcional gros-
ura ; urna canoa aberla de carga de 6O lijlos de al-
venaiia grossa, mu i bem constru la e fabricada de pr-
ximo : na ra da Aurora n. 12.
= Vende so um sellim com muito pouco uso e
urna manta de couro de onga ; na ra da Cadeia de
S. Antonio casa n. 25.
=\ende-sea armaco do urna venda, por comrno-
do prego, e bem assim, a retalho,louga e mais gneros;
no largo de N. S. do Terco n. 11.
= Venden se bezerros de lustro de superior quali-
dade, recentementecbegados; colla da Rabia a 12
rs, a arroba ; urna balanga decimal, capaz de petar
duas mil arrobas em.estado perfeito; na ra da Cruz
o. 55
= Vende-so urna casa terrea na ra da Gloria n.
90 com 3 quartos em chaos proprios ; na ra do
Crespo n. 10.
= Vende-se cera de carnauba em porfi e a re-
na ra da Cadeia do Recife loja n. 20.
V endem-se chitas para coberta, de bons pannos
(albo
e cores lisas, com estampas earvoredos firgindo mal-
los pelo barato prego do IGO rs. o covado. finissimas
chitas francezas muito largas de assento escuro ,
de quadros e listras, cores Cuas, a 320 rs. o covado,
dita a 260 rs o covado, lanzinbas de bonitos padr<3*s
3200 rs. o corte e a 320 rs. o covado corles de eas-
sa-chitas de todas as cores e muito largas a 2/rs. di-
ta em vara a 400 rs. dita transparente a 2560 r.,
cortes do chita de assento escuro e cores (xas a 1600
rs chitas cor de ganga e de outras muitas cores e
muito finas a 200 rs. ditas escuras de lindos padroes
a 160 rs., e em pegas a 5500 a 6/ rs., pegas de breta-
nhas de rolo de superior qualidade a 2* rs. algodao
liangado muito largo e escuro proprio para roupa de
escravos a 240 rs. algodao americano muito encor-
pado a 220 rs. a vara dito muito largo e encorpado ,
proprio para lences a 280 rs. madapolSo de todas
as qualidades e mais fazendas tudo por barato pre-
go ; na ruado Crespo n. 14, loja de Jos Francisco
Dias.
=Vende-se um querido novo carnudo e com car-
reg ; as Cinco-Pontas o. 160
=Vend*e se canda em po chegada no ultimo na-
vio de Lisboa, em latas de duas at meia libra; no' ar-
mazem de Dias Ferreira dclronte das escadinhas.
AUencHo ao barato I !
= Vende-se larinba igual a do Rio de Janeiro ,
e milho novo, vindo de Macei, na barcaga Feliz Au-
rora ; vende se lambem a retalho ; ni rampa do Snr,
Ramos de Oliveira na frente do trem.
= Vonde-se um escravo moco ptimo para lodo
o sen ico principalmente para sitio ou engenho;
na ra Direita n. 12.
Vende se urna parda de idade de 25 annos, co-
zinha, engomma faz muito bem renda e todo o
mais arranjo de urna casa por ter sido sempre a sua
oceupago : na ra ua Cadeia do Recife, n. 13.
= Vendo-se um sobrado na cidade de Olinda na
ra de S. Rento de fronte dooilao do S. Pedro Mar-
lyr : a tratar na ra da Guia, casa n. 22.
Vende-se urna casa de cocheira de pedra e cal,
bem construida que admitte dous e mais carros, com
commodos para criados no fundo da mesma situa-
da no lugar do Monteiro ; a tratar com o mejor Manoel
do Nascimento da Cosa Monteiro, que esta autorisa-
do para a vender.
= Vende-se muito superior e nova potassa da Rus
sia ; na ra do Trapiche armazem de assucar, n. 17
= Vendem-se quartos novos e grandes; na ra
da Conceicao da Roa-Visva, n 00.
= Vende-se ou arrenda-se a engenhoca Limeiras-
de Cima muito boa de assucar: a tratar no engenho
Tamatape-de-Flores.
.= Vendem-se 0 escravos pegas de 18 a 25 annos
bons para todo o trahalho tanto do campo como da
prava ; um preto de meia idade por 2004 rs. bom
para servir urna casa em trabalfaar em silio por estar
a isto acostumado um molequede 14 annos, muito
ladino; urna parda do 18 annos, cose, engomma, e
faz todo o servico de urna casa ; duas escravas boas
quilandeiras; na ra do Crespo n. 10 primeiro an-
dar.
Vende-se umi negrinba de idade de 10 annos, en-
gomma, cose bem e faz renda ; oulra dita de idade
de 15 annos, comas mesmas habilidades, ambas re-
colhidas, e ptimas para mucama ; urna mulatinba de
idade de 14 annos, muito linda um pardo do idade
do 30 annos ; dous moleque.* do idade de 14 a 16 an-
nos ; 3 escravos de naco com bonitas figuras, e bs-
tanle pratica de sorvico de camdo ; todos de muito boa
conducta; na ra Direita n. 3,
= Vende-se um escravo de nago do idade do 40
annos, pouco mais ou menos, sabe retinar assucar
pelo prego de lOOj rs., por 1er urna psrna inchada :
na ra do Hospicio n. 34.
= Vondem-se os seguintes livros: a Manaslicon
por Alexandro Herculano; La maison rustique com es-
tampas, dition de 1810 ; lbum, bolanique ou bis-
toire de la litteaturo des sciences, o des meurs de l'An
gleterre ; um sonho da vida por Mendos Leal Jnior;
Annaes d'elrei D. Joio III, por Fr. Luiz do Souza ,
publicados por Alexandro Herculano ; Pascal Bruno ,
lomanse de Alejandre Duroas; giammalica latina do
Verncy ; M. Tullii Ciceronis; urna colleccio de vis-
tas dos melhores edificios da cidade de Cariz ; hisloire
general par Millot, faltando-Iho dous volumes ; os 3
Renegados: ns ra do Crespo, n. 19.
= Vende-se um escravo muito bom official de pe-
dreiro pardo mogo bem parecido e de mudo
boa conducta ; em casa de Antonio da Silva Gusmo,
na ra do Queimado.
= Vende-se um ornamento encarnado para cele -
bragao de missa um dito brinco com sebastos encar-
nados dous ditosrouxos com sebastos verdes, con-
tendo cada um casula estola manipulo bolsa de
corporaes e veo para calix tudo em muito bom uso ;
urna bibliotbeca do Ferraris 8 v. em quarto; urna bi-
blia de Hamcl e Concordancia 3 v. em folio ; um
tbeatro ecclesiastico 2 v. em quarto ; um jogo de
tabolas novas de marfim para gamo : na ra da Ca-
deia do Recife casa de Jos alaria Seve n. 27.
= 4 ende-se dicionario de Moraes da quarta edigo;
na prava da Independencia livraria ns. 6 e 8.
=Vendem-se chapeos redondos e compridos es-
tojos de navalbas a contonto, grvalas muito supe-
riores para homem garrafas de tinta superior para es
crever bolins para bomem e senhora sapatos de
duraqueede lustro de Lisboa, e Iraocezes de to-
das as qualidades, riquissimas mantas para senhora ,
de lile, seda e veludo caixas de tartaruga redondas e
cmpralas, pe i diminuto prego de 2 rs. riquissi-
mas llores o chapeos para senhora ; na ra larga do
Rozario n. 21.
= Vende-se milho a 4/ rs. o alqueire e sondo
com sacco a 4500 rs. o urna porgio de farinha de ta-
pioca muito alva o nova; na ra da Cadeia de S. An-
tonio n. 19 depozito de larinba de mandioca.
Vende se urna escrava crioula de 21 annos, de
bonita figura engomma cozinha, e lava de sabio ;
urna negrota de nago de linda figura de 18 annos;
urna cabrinha de 12 annos, cose cbo e faz ronda; duas
escravas de nacao mogas de boas figuras, proprias
para todo o servico ; urna negrinba de naco, de 14
annos; 4 escravos mogos de bonitas figuras, para o
servigo decampo : na ra das Cruzes n. 41, segundo
andar
= Vcndem se presuntos inglezes queijos suissos ,
muito-frescaes, mustarda inglezi salames de Ilam-
I urgo vinho de A'erry, de superior qualidade vinhn
do Rbeno dito branco Irancz Haut-Bersac, Sao.
ternes, Preignac, de diversos precos, vinho do Porto"
superior conservas inglesas e francetas licor mar'
rvschino, e outros ohjectos por prego comrnodo. con,
rulos regalia efama-va do lO. a 3o,? rs o milhe ro
e em porgSo mais barato : em casa de Fernando i,
l.ucca na ra do Tri-pichn n. 34.
= Vendem se 1500 volumes de livros em francei
ingle e italiano, tratando de moral astronomia, ma-
tbeinatica chimica, pbysica medicina pharinacit
e economa domestica, &c. ; 10 garrales de vidro con
capacidade de 7 caadas cada um ; 40 garrafcs de
barro com a mesma capacidade que pJein servir pa.
ra manulacturar vinho de caj; urna bomba de lati i
dous canudos que eleva agoa a altura de um terceiro
ou quarto andar; urna estante de po amarollo, nut
pode conler 600 volumes tudo por prego, comrnodo-
ua ra Formla da Boa-Vista casa terrea defronled
numero 3.
Vende-se ago'ardenle do reino 800 rs. a ci-
nada dita de aniz a 700 rs. genebra a 720 rs. e un
botija a 180 rs. licor a 160 rs. a garrafa e ago'ar-
denle de limt a 800 rs. a caada ; na ra da Rod
n. 23.
Vendem-se meios bilhetes da loteria de N. S. do
Guadalupe ; na ra do Collegio loja n. 1.
Vende-se vinagre superior a Joo
ris a caada ; na ra do Aterro dos
A Togados n. 7 .
Na bolica nova da rua dos Quar-
leis, de Jos Alaria Goncalves Ramos, lu
um bom sortimento das melhores semen-
tes de horlalica, vindas prximamente
de Lisboa.
Vendem-se redes de cores com va-
randas muito proprias para tipoias p ir
serem de linho, e bem fortes, chegadas til.
tintamente ; na rua do Cabug, loja de (a.
zendas n 10, deftonteda rua das Laran-
geiras.
A riquissima 1>ra intitulada 0
mez de Alaria com ricas estampas,
conlendo o nascimento, educacao e o seu
casamento com S Jos, annunciarao
nascimento de seu Santissimo Filbo, apre-
sentacio, fgida para o Egyplo, encontr
da Virgem com seu Bendicto FHfao; inorle
de Jess, e mor te de Alaria, ascencao da
mesma: a Indainba e a Alissa
em
portu-
guez : esta obra be muito propria para
as Senhoras se iistruirem na vida de Ma-
ra Santissima ; Diccionario Alagnutu Le-
xicn, lloratius Juvencii. Vendom-se i.a
praca da Independencia n. 5.
Vende-se o resto dos meios bilhe-
tes da loteria que corre boje mais bara-
tos do que em outra qualquer parte ; na
rua do Crespo n 16.
Vende-se farelo, pelo mdico pre-
co de 4 s'ooo e 2s5(io rs. ; na rua da
Senzalla-Velha n. i38.
= Vendem-se meios bilbetes da lotera do Guadc-
lupe a 4."Oo rs. ; na rua do Cabug loja junloi
botica.
Escravos Fgidos
= Fugio um escravo crioulo, de nome Luiz, cor
fula, baixo, grosso docorpo, pescoco curto falla bran-
da cabeca grande e redonda natural da cidadu do
Goianna e foi escravo do finado Jos Rodrigues Chi-
ves ; quem o pegar, levo ao Recife loja n. 20.
= No dia 9 de jullio pelas!) horas da noulo deo
appareceo da casa do abano assignado urna prela de
idade de lia 15 annos, de nacao Angola, liana, cbeii
do corp cara redonda com marcas de bechiga
nariz chato e o signal mais evid< nle, para serconh
cida he ter na testa urna barroca funda: roga-seu
autoridades policiacs tanlo da praca como do mil-
lo e cap lies decampo ," quo a a pprehendao e leves
a seu senbor, na rua Direita que serio recompensa-
dos. Franciico Xavier Cava/canli dt Albuquer-
que.
= Fugio, no dia 20 do correnle a noute, um pre-
lo crioulo, de nomeChristovao muito ladino, altu-
ra regular cheio do corpo sem barba beicos groi-
sos ; julga-se ter fgido para Macei por ter sido
d'alli, de Guilberme Jos da Graca : quem o pegar i
levo a rua Direita, padaria n. 09 a Antonio Alte*
de Mirlida que ser generosamente recompensado
de seu trahalho ; advertindo, quo o dito escravo '
ebegado a esta praca ha 3 dias.
= Fugio, na noute do dia 20 do corrente, um mo-
lequede nome Joao de nBgo Costa baixo, grosso
do corpo ; levou camisa do linho azul ; quem o pegar,
leve a rua do Apollo n. Hi, que ser recompensado.
= Na madrugada do dia 20 do corrente, fugio o
preto Antonio de nagao Angola de idade de 20 to-
nos, pouco mais ou menos, estatura alta, seccoi'
corpo cor bem preta ; tem umi cicatriz em um dos
ps; levou caigas de brim trangado de cordo camisa
de brim aqueta deriscado encarnado o chapeo de
leda preta ; alm desla roupa, levou mais algum '
por isso pode ser encontrado com oulra : roga-se
qualquer pessoa quo o pegar, do o levar a casa a-
13 na rua da Cadeia do Recife que recebera '' ''
de gralilicagao.
=* No di 97 de mnio fugio um moleque do Erige-
nbo-Novo, freguezia de S. Antao de nome Victo-
rianno, deidadedo lannos, com os signad seguin-
tes : tom o dedo grande da mSo direita cortado, e o*
dedos dos ps trepados uns sobre os outros : quem >
pegar, leve ao dito engenho ou a casa do Sr. Manuel
Gongalvos da Silva na rua da Cadeia quo sera ge-
nerosamente recompensado.
PERN. } NATYP. DE M. F.DF. FAUIA lHi


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