Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00835


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Full Text
uno de I84S.
n /)/ Ift/" publica-se lodos o da que
ftioforen. de guarda: o pieco da. MiigoA-
E,,-i lie de V > l""' n,lal'"'1 *".1 "dumtoilos.
annuucios ds asignantes sao inseridos
I u de !" rls por Uan. 40 rs. ein typo
i,,,., ,. is renetledei pela metade.
iL une nao forera aiignantes p.igo 80 ra.
.. iinli.1, c tOucn typo i'illcrcute.
MIASES DA LTU1TO MKZ DE JUI.IIO.
I ,, iiora a i as 3 h. e 10 min. da tarde.
" .. a 19 aos 3 minutos da tarde.
" ..I,,.;, :l I!) as 3hor. e 43 min. da man.
Eigoanie a 2 a 1 hor. da minl.a.
Quarta fcira 10
waraBWwnw
PARTIDAS POS COB.RF.IOS.
Goianna Paraliyba, o Rio Grande do Norte
Segundas a Sextas feiras.
Cabo, Serinhaem, Rio Formse, Porto Cal-
vo, e Macoj, no I ", II e 21 de cada mes.
Caranhuns c Honito a ID e 24.
Roa-Vista e Flores a 13 e 28.
Victoria Quintas feiras.
Olinda todos os das.
TREAMARDEHOJE.
Prlineira a2h. e min. da tarde
Segunda a2h. e31 minutos da maullan.
IARIO DE
de Jullio.
w.wBW'im qi wr DAS DASKM.WA.
11 Segunda S. Poavciitur.i aud. do-J. de
IV.la 2. v., c do I. M. da 2. v.
I.'i Terca 8. Camillo, aud. dt> J. de l>
da I. v. e do I. dos l'eitos.
Mi Mu.irla S. Siicliando. aud. do J. de
l"). da 3. vara.
17 Quinta S. Alclxo, aud. do lu/, de D.
da i. rara, c do J. M. da I. e 2. r.
18 Sexta S. Marinha, aud. do i de D. da
I. v. do eivel, e dos .1. dos F-itos.
18 Sabbado S. Viceste aud. do J. de
1). da 2. vara.
20 Domingo S. Jernimo.
Anno XX >T. *.
CWIMOSNO DA 15 DE HJI.IiM.
Cambio sobre Londres VI. p 1/tfflO e'.Kid.
Parir. 570 r.'is por franco.
Msboa 120 por 100 de prem.
Desc. de 1.1, de boas firmas I V, I ','. p ".,.
fluro Minas liespanhol.is 3l#oOll a 31/SllH
n Moeda de Htm vel. IT^mn a JK1HH.I
de de 141101' 0/500 n
/Volo-Pslacdos .... ljlW
Pesos Columnaroi. l*do a
Ditos Mexicanos U'.ilO i
Moedas de 2 patac. 1|780 *
7(HI
#7(MI
1^180
ljr>lSll
i/mu
i/sou
Acces da C. do Bcbcribe deu/MM) ao pac
.*-*-*.-..-3
--ni.-**""-
EXTEIC?R.
Do Liverpool Chronic/e de 31 de maio ultimo extrae -
lamoso seguinle : '
A 23 j o //obro a dolaco do seminario calholico
de Maynooth linha ido remellido da casa dos communs
para a dos lords. onde o duquo de Wollington propo*
ein ses>o daquelle dia su.i primoira leitura, e desig-
nou o dia 2 do junlio para a sogunda. O conde de Ito
den, que apresenlou na mesma occaso um grande nu-
mero de p'ticSes c mira o bll, annunriott que nasegun-
Ja leilura proporia urna nouicaco d'uma commissao es-
pecial para etaminars nalureza o carcter dos livros de
leitM usados em vleynooth O con le de Charleville
recUmotii que o dia 2 de junho ora niuito c6Jo para a
segunda leilura; pois quo nao so dava sulli ionio espe-
ro para apresenticio das numerosas pelicoes, que i5o
apparecendo contra o bil.O duque de Wellington nao
julgou. que osse muito cedo, altendendo ao longo pe-
riodo durante o qual eslore o bil na casa dos cominuns,
r ao prximo lermo da sosso.
Na cmara dos communs, declarou no mesmo dia
.23) Sir V. Blak, oqualfallou dolado ministerial da
casa, que a 10 de junho havia de propr as seguintes
resolutos: primeira, que he groaeria e incongruencia
com os cstylos do parlam ^nto sereal os bancos ministo-
riaes oceupados pelos inimigos do governo do S. M. B;
c segunda, que os bmrados membros, que teem o habi-
to do usar, no dobale.de urna lingoagem.que he incora-
pttivel com os usos das sociedades civilisadas, incorren-
rQ pela primeira vez sor reprehendidos da cadeira do
presidente; e na reincidencia, ser immediatamento ex-
pulros. (Hitadas.)
Ea sesso de H propoz Mr. Watson a segunda loilu-
ra do bil absolutorio dos catbolicos. Sir James Gra-
ban) approvava o principio do bll, quanto a relevar os
catbolicos romanos de penas por motivos religiosos; mas
jo bil revogava algumas disposicoes do bil absolutorio
Ide 1829.Depois de urna breve conversacao, loo se o
bil segunda ve', na intclligencia de que o debate con-
tinuara logo depois.
A cornm>so central anti-Maynoolh tinhs publicado
un) annuncio convidando todos os habitantes do paix,
que fossem da mesma opiniao que ella, quanlo ten-
dencia perigosa do bil, que enteo se achava perante a
casados lords para a dolaco permanente do seminario
i!c Maynoolh.a lim do so unirem para a apresontacio
[de un memorial reinita, podndo aS. M., que nao
prestasse a sua sanecao ao bil, no caso que elle passasse
j na cmara dos pares, e assim o impedisse de vir a ser
|li.
Foi diiigida uina mensagem dos membros residentes
Ido senado da universidade do Cambridge aos que repre-
sentan n universidade no parlamento, em lovor da pro-
jeclada concessao a Mnynooth. A inensagom foi assigna-
Ida s pelos membros testuente, e continua as ossignalu-
ros de 8 prolessorcs e K podagogos principaes de colle-
I gios; o restante dos 78 noincs addicionados conslava
OUBti lodo docompanheiros (ftlhwi) e empregados do*
ilill.renles collegios da universidade. l'oi redigida em
conlrajiosicao peticao, que sobro o mesmo objeclo ha-
via sido anleriormente upre^entada.
Corrl o boato de que a sessao do parlamento se en-
cerrara no meiado de junho, oque a rainha desejava,
que assim arontecesse.
Os bispos catbolicos romanos, que se congrcgr5o
em Dublin.pretendiio Inzer unnime opposicao no pla-
no do governo, relativo aos novos collegios projectados
na Irlanda ; publicaro urna serie du resolucoes con-
lendo as suas objeci,oos ; e dizia-se, que lambem ti-
nhq^dirigido inemoriaes ao lord lugar-lenente a res-
peito Deviio congregar-so u 24 do junho para tra-
tarein de negocios tendentes ao seminario de Maynooth;
e liavm toda a probabilidado de que antes d'isso lives-
sem rcrebido resposla ao memorial que enderecaro ao
governo.
A segunda venda de assucar de Venezuela, produc-
| pTi'iiellwiiii' -... ;-.'--."V ..?-::
CAROLINA NA SICILIA. (*)
ln tauguhu fudut
DIVISt DA OBIIKM UE S. MMaRIO.
SEGTNDA PARTE.
Continuaco do Cu>ilulo XXIX.
~ Quem veiu li !" perguiiK.uocaicerciro vollando-se
p.ii.1porta,
Era Errante, acoinpaiiliado de un <' ncral iii(lcl no
seu iiiiiforiiie. O eareereiro dispunba-se afaier ao pin-
tor o mesmo ncolliiiiiento que baria tviiu a Caslrone,
a presenea porfl do general o poniere : tirn u bonete
com respeilo e encOStOII-IO p.indc. Disscrci que o
tagua lile caliia de repeine em paral;i.
General, dil Errante, bein \ que o nao engaiiei.
duna llaCiclla, accrescenlnu elle, ,'i|ire.sciito-lb'' 0 gente
ral Mae-Faihue, o Mecenas das arte e dos artistas,
tidelrabalbo no livre, admillido por autorisacao da
ordem emanada do concellio a 26 d'abril, tove lugar em
Liverpool a 2 de maio. llouve grande concurrencia do
compradores, e a procura foi boa. Ocarregamento, que
loi importado do Laguayra por Cantab, conslava de
IH0 barricas, divididas em 20 lotes. O primoiroi lotes
olTerecidos vendOrao-se a 5o s. o (id. por quintal, pa
gos os direitos ; olTerccCrao-se depois 56 s. e os pre
qos fro subinJo gradualment \ al que chogarao a 60
s. 6 d. Todo o ca regamento foi vendido para reo
,.ortac5o para a Ilha-do-ll imem, e conseguinlemenle
seriao restituidos aos importadoies os direitos de 23 s.
4 d. por quintal.
I.e-se n'uma follia do Derlin o seguinle. Como
os emigrados alemeos teem escolhido os Estados-Uni-
dos da America do Norte por patria adoptiva, e Ame-
rica j no recebe quasi mais nenhumas faiondas alie-
mies. Como, gracas a esses emigrados, as fazendas ora
fabricadas na America so melhoros do que as nossas, o
que nao he maravilba, por sorem os emigrados Alie-
mies, pela mor parte, srlistas habis e industriosos, a
eiportacio da Allemanha para a America desde a or-
ganisacio do Zollverein, tem diminuido em nada menos
de 40 milhQes, e a America do Norte tJtn j mais de
quatro milhos de colonos Allemies.
Dizia-se, que o principe de Joinville prope-se a de-
senvolver sssuas opinioes sobre a marinha de vapor em
Franca n'uma segunda nota ; e que esta sua intencao
Ibo occisionou urna collisio com o ministro da ma-
rinha.
:raraa
INTERIOR.
", Vide 0arie n,* 1M.
RIO E JANEIRO.
O UXOOIO DA CAMAI1A DOS DKPLTAUOi.
(Correiponr/enCM reservada. Crrelo da curie.)
Amigo e camarada Esqueceo-mc na carta prece-
dente dizcr-lhe quo o Alvares Machado declarou j na
cmara, que no ia muito com o ministerio, nemeom
a meioria: que eslava tNioADE.mas acompanbava o far-
rancho, por no querer ser desmancha prazeres. Sao
todos seus amigos, o elle ira com elles a... Cons-
lantinopla ou a Pekio, so necessarin fr. Isto he que
he (Arca de amwado O homom quer eipernear a seu
gosto, e por isso vai-se sangrando na vea da sade.
(guando o Alvaros Machado no acha idos os amigos,
veja oi-e de quo laia sao os lacs meninos !
Comque.cslo Antonio Carlos feito sonador Ora
Dos o lvela para o paco docampjfde Sant-Anna ;
fico-lhe com saudades ; era bem llbrn debique para as
horas vagas. O veliso rio quiz deixar esta casa lem la-
zer das suas : aissequo a cora o havia preferido na
lista triplico, tal vez som odever fa/er, mas por obedi-
encia conslituicio ; que o seu carcter e hbitos no
ero os de senador, mas de depulado c finalmente,
para no perder o costume, foi dando una descompos-
tura no seDidode tirar couro o cabelloAcamara
dos deputados bo para o nosso Graccho o Indoslao mo-
ral, onde ludo he risonho, onde ludo be vida ; o sena-
do he a Siberia moral, onde ludo he trisle, ludo gelo,
e somno visinbo da morto. La na Siberia nao lera elle
quem Ihe dosperto os bros como c no Indoslao.Os
sonadores que Iho agradeco o elogio.Muito folgou o
Uobadolla em tenido eleilo por I'ernambuco, eipor.ta-
neamenle, e sem que elle o pediste : a este respeito deve
ser ouvido o Antonio Joaqun) de Mello, que sabe a
historia de um dedinho impertinente do governo, que
andou I i em lVrnambuco mexendo em eleicoes.
OnKDALiivlirniou a luneta, ecomoorgio da c-
mara despedio-scdojoienGraccbo, e como Pernambu-
esno felicitou-se por haver a sua provincia elegido lio
(Ilustrado patriota. Esta scena muito me enlerneceo;
se houvesse os abracos easboquinbas symbolicas, era
mesmo como se costuma fazer nos templos da virlude.
0;'orn Graccho entre columnas, o renerovel medm.hao
no Oriente, e depois abracos e boquinlias : assim be
que devia ser esta despedid.
Vamos so orcanunlo. I'allou o Gelulio, ejseie-
||J1.ii_ iis PSVK^ZP*
_ Tcnl......uila Mtiafacto doeonhecer o Sr. general,
renpnndeo ella lln senhora de si, cuino se rali vera na
sala de seu O que cire.uinstaneia devo eu a honra de
na risita:
- Parece-inc, responden o ingles com fria civilida-
de, que deve-o a Sea. saber inelhor dn t|iic eu.
Presumo, replicn ella sorrindn-se.
A Sre. falla COM nlgnma ligeircia de nm negocio
muito grave: Cuminelleo nina falla que ao olhos da le
lioiiiucriine, e deve operar por todas a suas eousc-
queiieias.
Ilcjistiinieiitc o que cu Ihe dizia qilindo V. cxcel-
leneia entrn, Bit O carecreiro recobrando de sbito a
palavra.
Qunnilo o interrogareni, fallar, dii-llie Mac-Far-
1.1110 cein altieT, e ilcnitis, Olsd tem de responder pela
iua negligencia perante o concellio de guerra. Por em
luanto relire-e ; qunndo se precisar do seu servico ser
chamado
O earccTeiro retirou-so sem diicr palavra, e foi vin-
gar-sc ubre os seos guardas, que de recordiete se vin-
gro nos presos, da severa reprimenda do general.
Diiia-lbe en, continuoo Mac-Farlane, voltando-se
para a presa, que a ma aceau lera para a Sra. as mais
desagrada) ciscuiisequencias.
Estou prclamente preparada c resignada a sof-
frc-las.
be, esclarecoo ludo : foi um raio de luz que illuminou
o salo. Depois dcllo no havia mais nada que di?er ;
o Ir. arrolhador('o Machadnho;preparava r.e para pe-
dir o encerramento, quando o Gabriel lomou-lhe a
dianteira. Esle Venda-Grande cada vez colho mais
louros : o rapaz he um portento ; em ennos lao ten
ros he muilo para admirar saber to transcendente.
I'allou nos vigetimoi com cloquoncia demosthenica :
diz o Nuncs Machado que o Gabriel conpiruu-se con-
tra os vigsimos porque Ihe sahirao brancos uns poucos
que comprrao na casavamos a bic.ua5 o o mes-
mo Ihe acontecer quando quiztira o pkixi da to-
c. Su tifia he, tem ratio o Gabriel; compre porm
na casa da fama, que he fregueza do Nunes, overa
que he bem boin o lil joguinho.
O ex ministro del roi do Sorocaba csl muito adi-
anlado no direito publico constitucional patrio : tolve/
ouvisso dizer nos clubs, a quo sssisto como Ir.-, cobri-
dor, que a corf>a br'asileira passa aos herd iros do im-
perador pela simples vonlado do povo, o que o diroilo
hereditario nada vale nessa successo c veio logo re-
pelil o nesla osa. As cousas vio adianUdissiinas, la
polas trovas dos clubs ; mas pens quo inda he cedo
para dizel-as em publico... Mas cuidado.s Gabriel!...
O Ferraz taml.em logrou o Ir. arrolhador, e fallou
Nio gostei auo o cabo da patrulha acompanhassoo
Moura Magaihies na opiniio que este avinluu do no
podCr o senado emendar paia mais as imposnes inicia-
das o decretadas pela cmara dos deputados Esta o-
pinio he para min usurpadora da aUribuico legislis -
va que compete ao senado, e quo no tem outra limi-
taco que noseja a iniciativa do nogocios designados
na conslituicio quo pertcnce cmara dos doputados.
Ilem sei que nao so pira um relogio de parede essas
lilagranas; mus quo quer vocc, meu camarada re-
cada qual ho como Dos o lez; o eu no possodei-
nar de dizer o que pens, inda mesmo desagradando
aos amigos.
csla vez o Ir. \ arrolhador tstava com lodos os scus
cinco sentidos tpurados, e lio depressa o Penan scas-
sentou. como logo requereo oyr.go. que os patriotas
decretarlo; e encerrou-se a discussao.\otousoo
orcamenlo, o eom as eaiendas que Ihe fizero, loques
e retoques que Ihe derio, GcOU um tanto pi'ior do quo
eslava ,,
lloje appareceo um parecer da mesa sobre indica-
(o doCoelbo Bastos, para que os ministros, inda que
nao sejiio diputados, tenhao assento nestacasa, e pos-
sao discutir as materias A mesa foi favoravcl a esta o-
pinilo, que he dos Saquarcmas: se a medila psssar,
os ministros Ihe daro o contra. 0 parecer ficou a-
diado. i i i
Entrn depois em discusso a famigerada le de cl-i-
(.oes: o Ilcrculano fez Ihe o processo, esmiucou todas
ussuasdisposivcs, de nada se esquecoo o maldito/i/i-
givso ; c pelo qnc Ihe ouvi, conlirmo-me na opiniao
do que a obrinha da commisso, emendada pela cma-
ra, sabio como alai Venus asquerosa c horrenda que
Ihe servio de modelo.
Depois do discurso do Penna, pro codeo so oleico
da mesa.Os praieiros querio que fosse presidente o
seuveneravcl rtlunil Tarareis mas is lu/ias sahirao
aos impedimenls, e os pobres da praia fingirio que se
resignavo. lio una gento muilo boa esta praieirado ;
bem faz o llollanda, que manga com elles 4 ducila o a
esquerde. Os luziu pata uiostrarem aos praieiros
que os deiprezarlo, caballio eonln o llarrel/a. quo
de ti.0 secrelariu passou para i0- E conlenlem-se, que
j nao he pouco.
O Antonio Carlos, quando se despedio, daseque
a sua maior gloria era ter pertcncido cmara do 18 io;
e o Sablanha, <|ue, apezar de velho, no perde pitada,
reipoodeo-lbe : So (;ostos; uns teem gloria em
comer caco de pote, oulros fundos de panella.
Dou Ihe os parabens pela correspe ndencia em
que lambem cnlrou rom vot a cnmpainha da mesa-
grande do senado, uro. Dos queia que pelas noves
no desprco as amzades antigs. Adeos.
Pi, 3 de junho de 1845. O Relogio da casa
MUTILADO
tsiwi iimi'laafcaasia^yfj-
Vamos l, general, diaie Errante com a sua habi-
tual oleg a. nao tome esses sena ares austero. V. cx-
iclhncia tem o coracao milita generoso, para ii,iu ad-
mirar, como eu, o heroico proceder de dona Ital'aella.
NA miiihas fuiecoo de presidente do eoncclho de guerra
me iuipocm imperiosos deveres, e be com elle titulo
OU .' eu aqni estou.
Mas fallando francamente que anuaria V. excel-
encia ein usar da frca? Anda que dona Rafaella pesie
por de* eoncclho de guerra, 0 V. c\eelleneia I relcnha
por del linos II pristo, isso nio far que o preso no
se tcnba evadido. Enearc-a, general, c cu o deafio a
exercer contra nina inullier como ella crueldades inuleis,
ou linda meimu otis.
NAo havia Mac-Farlane eiperado a recoinraendiftio do
pintor para notar a .idiniravei Itollefi de Blfacll; mus
luciaia com una coutideneAo muito pouco poderosa
para ciifrai|iicccr uelle o dogma inflexirel da legalidade
britannicn.
Ura, general, coiitinuoii Errante, abandonc-sc
eua natural m.ignauiuidndel a prria licar.'i assil punida
com a m noile que pailuu ueste covil, i) pelo colloquio
que leve com o careereiro.
Vm. de nada llovida, IBCU charo pintor, carranja
as colisas com uiaravilhusa faciliddo mas os seus hel-
ios arranjos so tem um inconveniente, he seren mera-
ILEGVEL
BUCO.
PERNAMBfiCO.
CAMABA MUNICIPAL DA CIDAOE DO RECIFR.
skssao EM'RAounivAi.iv nc i.iui: JVMino i>i: ISi.i.
residencia Sr liego t Albuquerqiie.
Comparecern os Sr. Cinieiio Moiiteiro, Hamos do
Uliveiro. Nerj da Fonieca, llego lluros e Cintra Manu-
el, tallando eom oiiis o Sr, Ollreira.
Aberla lieilfto, he lida e ipprnvadl I acta da antece-
dente O secretario interino,dandi, eonta do expediente,
ineoei III os seguinle ollieios :
Unido Exm, presidente da provincia, cxigimlo una
copia antheniica das poetars da 19 do rerareiru Jo
1S,3luleirada, c que folia satisfoita a evigmeia u-
pra.
iilro do procurador, nformindo a cerca do paga-
mento, que tmara pedia o fiscal da tregiieiia da !*--
Vilta.de 10,600 r., proveniente de don das dojornaea
los irabalhador-s, que se empipgr.io ni abertura de
una valla iio logar ilo Manguiuliii, emo cnslava da
feria, que apresentou; Cajo servico Illa ioi-.i ordenado
em vii tutle d.v dcliberacio lomada em leilAn de 31 do
maio de 1843, a vista do cuja ir.fonuacao, resol veo a Cl
niara, queso rereellesse contadoria a referida loria pa-
ra se paliar o neceuaria mandado de pagamenln,
Ontro ilo riscal da freguezia do S. Jo.o, inforinaiido o
requeriruento da viova o irm do Antonio Joro Teixei-
ra Basto, no qual f.nia vrn dito fiscal, que com effeilo
achara bastante eseavadn a valla, quo ha de er travessa
emrontimiacAoa do l'eiMilo, r grande p.ireAo de nrei.i
ubre o terreno do lado do Su!, pertoncento I Jos Mi
ria de J.-su Munii, e que, indagando dos viinlio, nu-
be ser aquella trra tirada da valla pelo dito Moni); mas
que, em euniprimento da postura municipio, nula
podia faier no caso vertite, por ter sido a rtformacao
eoinmeltida em lempo do seu antecessor, como se deilu-
zia da data do rcqucriincnlo, e porque os visinlios dosso
logar, iiegio-sajuslilieiiremjoizo o que acabarlo de
relatar Ihe luleirada, e que fosse a informar eirciims-
innciadaiueiilo ao fiscal M.ilhiaa do Alhiiqucrqne o
Mello.
A cmara deliberoo, <|iie soolUoiassc ao F.tin. presi-
dente da proviueia, significando, que, nio Iho tii.ha an-
da sido possitol satisfazer a eiigeueia, litio Ihe Bzcri <
mesmo livin. presidente em nfluo de 3 de dezemhro ul-
timo, por isso que alguna do sen* incnihro, pouco con,
cios dos negocio miiuieipare, ainda nao podorAo apio-
sentar o resultado iloi Iraballun, de que frio encarre-
gados; mas quo lieava an cuidado da mesma rimara
eiimprir a referida ordem o mai* breve,que Ihe fosse pos-
si rcl.
DoliberOU mai, quo so nllciuso coiuniiss.io de pfi-
licia, bouvessi! de contratar com algn do redactte
das Iv pographia delta eid.ulu a imprento do tribllboi
municipnes, visto ter expirado o conlrato feito para esso
fin pela cmara paliada.
Na mesma oeoaiii deliberoo igualiuento a cmara,
que se annuneiassu para o dia 23 do correte a arrcm.v-
laeio das casas da praea da Independencia, que eitio
por arrematar.
Sr. presidente fe/, a seguinto proposta, a qual, en-
trando em dilCUiato.nooU adiada, por virlude do reque-
rimciito de adiainento, que em seguida fez o Sr vere.i-
Por Barros, e que loi approvado, volando contra o mes-
mo adiainento i Sr. Carneiro Moutoiro, A' vista do to-
tal abandono, canato lio archivo da seeretari.i, e nao
sendo meiOl" possivul, que eom o actual seeietario lo-
me n.iva face, tondo a cmara sempi-e de lueiar com
erandci embaraooi; propouho que io demiita o secreta-
rio, nomeoudo ie outro qoe meflior euntpri iuai iibri
gacocs. I'aeoda cmara, 1-i de jam-iro de IS'iS. llega
cAlbuquerque
RvqueirOi que fique adiado o rcqueriiuento apresen-
lado poro Sr. vereador preiidente, ate qnl soja prsenlo
o secretario para oiivimu suas razos Pico da cma-
ra municipal, 1 de Janeiro de 1848.llarros.
O Sr. doulor Ncry da Fonseca fez o eguinle reijiiori-
meuto, que, entrando em discuss.io, ileliherou a cunara,
fosse remellido enmmissan de edifieaofto para dar
o eu parecer sobre lal objeclo. Elequeiro, quo a c-
mara prive toda c qualqucr edificac.'io por |lanta especi-
al.cm .uaiito se nao toinarem nova providencia i re
peito. Piee da cmara, 1 > de Janeiro do IS'ij l)r. JVf-
rg da Fonseca.
Dcspaclirio se os seguintes rcqueriiiu utos :Anto-
Ji^^.i'':*y^*1B"w:;l"'"' '"Ti'"'* i
mente iinpossivcis. Anda que eu quizesse por a Sra. cm
liberdade, no o poderia f primeira uccessariu que a desombar.19.1sse o fiscal do
tribunal criminal.
Na Sicilia, meu charo general, nao ha esses rigo-
res. Abrn-lhc sempre as portas, anida que depois preen-
ch.i a formalidade se o quizer. Aleiu disto, Por V.
e.xcollcnoia e eu nao fallo do careereiro que tem to.lo
o interesse em calar-so ningueiu mais sabe a evaso
de Faino ea devotaiao de don Rafaella.
K meu lio?
O bario inppde que a Sra. se retirou hontcm .10
Convento das carmelitas. Voltando aV. execllencia: quo
gunhar.i o Sr., perguntu-llie eu, em fazer publico iito?
Acredite-nie, abate o negocio, be o partido mai prudru-
10 porque inanifestaiido-o, 6 lera d'ahi o ridiculo para
si cm particular, e para n Inglece em geral. Que le
11A0 dira quando em re de um eapilo, se vate com-
parecer perante occncelbo de guerra una donzella? K
oinda 11A0 fallo noque de odioso teria lal processo. So
o Srs. ousassem pronunciar, 11.10 digo una eoiidemna-
<;o, ma* nina censura, I opiniio publica levantara al-
lare victima, e pregara osjuizes no peloiirinho. Aqu
para ns; os Ingieres nie lem necessidade disto; iiAusao
elles to querido ni Sicilia.
Mau-Ftrlane eslava viiirVImenle abalado, e nio pudj
deixar de reconhecer interiormente que apesar do pin-


nio J..c do Catiro, Amar Amonio do Faria. Antoni
Joaqun, de Frenas. Antonio Onorific..., Domingo! Fr.n
ci.ru I ..,.,.ILoj,,^ Mw| FreiroGan.ciro. joto Augus-
tu,lcl,v..,ra1j,iao UanoeldoSiqucr.,. ja AiigaU
do Uncir. Ji.ia o mesarlos da irmandade ,ic N. S du
ioledade da Boa Vista, Joaqnim Clandi.. da Pa, Liria
<""aga da Rocha, Lonrenco do R, go, D. Mara J,
Piiriie.ro, A!arcelli,.o J. Rodrigue Cullaoo. Pad...
arcelliiio, eui.fl.uiem Tabcr, Thomai de Auuino P.m
M : c torio remetilos cwiimit.a.. de editicaran o.
s
reque. uemos de I). f.an.isca Anglica du Sacramon-
o, Jlo Lejw de Aie.do, e dnutor Antonio de Amvo-
loAroujo Fcrreira Ijacobina; cninmitsju dona
.le Pulicarpo UiaGnnCalvetForreirac Aiiloiiiu Jo
remondo; e a commis.ao do pelice.csenla re
de sadn oh
(quii
equeri-
i policc
memo* do di verana.
OSr. pretidcnlcfeivr i cmara, quo recebr nm
Ollleio do ccrctario, participando, que, pur doenlo, nao
poda comparecer na presente tcsao, c marcou para or
druida da : 1.0, It-iltiro de oflicioia parecer de com.
missors; 2.'", detpachut de tarifa; .'1 o, J,........ de ro
quer.memos e papis adiados; /l propostas, requer
nclitos a iiidicace* dos Srs. vereadore, a levantan a
sessio; mandando a enmara, para conslar. faxer n ere.
tente cm que ntsignou. Bu Fulgencio Infante dcAlbu-
qoerque e Mello, secretario a siibscrcvi. llego Albu-
qaerque. presidente-Dr Nery da Fondea llamos
UnirosCarneiro Monteiro-Cintra Mu noel.
Ilrcopitafi dos rindimenlos d'alfandega de Pernam-
buco. noanno finaneeiro de I8H 1845.
'H.JuIho.................I0I:88S#368
Ag'"1"................206:489j0i3
Setambro...............2S9:676s7l2
ulubro...............255:036>292
Novembro..............364:396*111
Deiembro..............Hl:6*J087S




815. Janeiro.
20:430,9!
Fe*e'eiro...............136:310a 173
Rlsrt.................149:5258022
Al>"'.................247:903,757
M'.................144:922*860
Juiho................209:581,120
9,319:459#10
Alfandega. 15 de Judio de 1845. O escriao da
alfandega, Jaeotnt Gerardo Mara I.umachi de Mello.
CORREIO.
CORRESPONDEN! n DA CIPA HE E PROVINCIA.
Se o> seus lei torea lssem mem eiigentes a meu res-
pailo, bojedeixar-me-bia eu ficar em eaquecimento ;
porque, para Ihet contar urnas gentilezas, que ainda ho-
ja souhe do I.ul do espelhinho, Icvar-me-hia o neg
do milito lempo, e eu eslou muilo incommodado, e
noticias mais treves nao as tenho ; mas, ja que he ne-
cessario, que o Correi appnreca todososdias, ainda
quo elle eslrja jazrndo nacuma, deem Vmcs a lr nos
seus Icilorc isto mesmo ; e quando nao, trans revo os
coiiselb.08 do Gamboa, ou a sua olha corrida de es-
riptor publico. Al ainanbii.
bem contraria ser assaz hervado para o duelo com
iim oayalheiro incapaz de se bater com outro llrele
nervado ; m88, quaudo osdesaliosse forao tornando
mais serios, o nobre apreco que faco da minha re-
putaeflo, superando todas as dileuldades, me atirru
om holocausto para o inein do combale, do qual ja-
mis ampiarei, em quanto nilo me fizercm perder o
ultimo atento. Acechando por unto a luva .l<. pon-
dunor, vcstjndo a eouraca da razflo, ccmpuiibando
a lanzada verdade, von entrar om batalha.
Antes do progredr oeste artigo, para queseja lido
seni espirito de preoecupaojio, devo declarar, como
ja lenlio gnifleado naa minhas correspondencias,
que nSo portenco a qualqucr dos dous partidos po-
lticos, que ora secombatcm nesla provincia: res-
peiio assaz as opinioes, os tlenlos, o mrito, eo
patriotismo de cada un dos lados ; seus principios
polticos, suas ideas, seus pcnsanicntos scrilo por
ventura capazos de concorrer para a felicidadedo
nosso paiz; mas nao svmpathiso com suas opinioes;
roncedflo-me esta tolerancia, tilo necessaria em
poltica, como em roligijo nos paizes eivilisados.
Todava a opiniilo ilaquelle partido poltico, que vier
a felicitar o paiz, ser por mim louvada a todo o
lempo, cm que cu me convencer pelos seus actos,
de que emprega para esse lim os meios mais lcitos
e coherentes com os da dignidade, honradez, e
probidade ; por isso que sem esses requesitos eu en-
tendo (|ue essa felicidade, esse bem para o paiz n8o
pode ser solido, e permanente (1). Por quanto eu
nao posso aeroditar que sem o typodajuslica, vir-
lode t; probidad, partido algum possa conseguir
este tflo anhelado lim assim nos ensina a experien-
cia de lodos os bons governos, e o verifica a historia
dos povos felizes. Coiiihalao-sc os partidos com as
armas da razSo, pelo exemplo de virtudo do sen lado
antes, do que com esse tao encarnicado cinme de
influencias legitimas entre as familias o aspessoas
Alustradas, o mrito e o patriotismo; queassogoro
o tnumpho por aquello lado que mais honrosamente
se eslbrear pelo liel desempenho desses meios. .Mas,
em quanto o inleresse pessoal, a ambieflo mal en-
tendida, o o mandomanismo tnrem o estimulo dos
partidos, excitando as rivalidades, que reciproca-
mente so hosliliso andaremos sempre nesse vai-
vem de intrigasode embustes tao perniciosos; pos
estou assaz convencido, at por urna bem dolorosa
experiencia, que tcm sido, u por fatalidade conti-
nuSo a ser o apanagio e o germen fecundo de todos
os males pblicos do nosso paiz. Tendo por tanto
dado i razfio porque nflo sympalhiso com as opi-
nioes polticas, ou antes com os meios que emprogSo
para chegar ao seu accordo os dous partidos, que
ora se combatcm em l'ernambuco, COntinuarel com
o meu proposito.
m jornal, que-se diz orgflo do partido nacional,
eque deveria, por mcio da persuasiio com ds-
eussoes honestas em prol da juslica e da razHo, se es-
forzar por cohibir a mmoralisacRo, parece antes
aproveilarse desla para os seus lins, assoalhando
com lodaa torpeza ideias subversivas do decoro das
familias, do prestigio dos l'ernambucaiios Ilustra-
CorrespoiuJencia.
O J11Z DE DIRKITO DOLINOElftO, OD.-.NOVO,
i: A I AMILIA CAVALCANTI.
\ lihenlade da imprensa he certamente o tribunal
mais excedente para a defeza dos direitos dos ci-
dailaos, quando as verdades, as opinioes, eos prin-
cipios se combatcm na arena da imparcialidade, da
(Icsceneia, e do justo mcio ; aproveilando-me des-
la garanta, eu lea o maior prazer, e satisfaefio.
Alas, quando as polmicas sao menos it dscuss3o da
verdade, e dos principios por meios honesto.', do
que o haraleainento da.calumnia, da injuria, do
llltrage, do insulto, animosidade, que se envidfio lodosos esforcospara
se comprimir a verdade com abusos, anda os mais
escandalosos, deve ter coragem, deve le lirmeza de
{carcter, deve ter resignacQo aquelle,
imitar por mcio da imprensa,
Aguilboado inliuitas vezes o meu silencie pelat
xirnlentas provoca^OOs do D.-novo, logo que cu fui
rom juslica restituido ao meu emprego aejuizde
diroito du l.imoero; insinuando por exemplo, ijueeu
era venal, 0 prevaricador; que eu era um desgra-
tado removido do inferno, para onde deveria vllai
I); que era deshonra (omparai-mealguem com o
m. dr. I'rliano i ; qUeeurouho, assassino, &c.&c.
kc. '3 : menospre/ei repelidos aloives desle jaez
dirigidos a mim por um aggressor, cojo llrele eu
que a sus-
I Nunca olleiuli ao Sr, liorna, se algum bem nao
I he li/ Segundo o espirito do seu jornal eu deve-
ria at ser removido para o oulro mundo, se Fosse
jiossivcl me fazer beber a fatal ccgudc como o inno-
cente philosopho Pocin....
j. Louvarei por certo as boas qualidades doSr.
dr. I'rbano; mas nflo as invejo de maneira que nflo
despreze de bom coracao esta comparaeflo....
3 PublicrS^ una asquerosa pallaria de calum-
nias a miiiha pessoa pelo Sr. I.iicona ; mas nao pu-
blicara o t.-nm os enipeiihos que este Sr. interpoz
para que eu cedesse dessa accusacflo, estando ja elle
pronunciado por esses crimes ; ao que cedi, como
((insta dos documentos que tenho para niinhadefesa
a este e oulros respeilos....
dos, do respeito das pessoas de mrito, e do pudor
dos cidadfios honrados He assim que o .-hovo
procede conspurcando, e poluiudo a bem merecida
reputaeflode urna familia, o de seus amigos (^ alija-
dos, mimoseando-me de vez em quando com um
bom aquinhoaniento, como no deS8 de maio : infa-
mias que deveriao ser despiezadas, se nao fossem
para ceilo lim sinistro. .. que eu nao devo deixar
passar impassivcl! SJ Amnlia falla desande para
apnlicar-me em estudar as questOes do din, leudo
lodos os jornaes ; a falla de lempo para me oceupar
por tantas .vezes em responder aoJX-ftoeo; a longi-
tude da praca ; a escacez mesmo de min!iasrelai,oes
com os polticos do dia ; e sobre tudo ocnjiio dessa
immundas polmicas; serillo motivos assaz paraqui
eu desejasse, que me deixassem viver em paz cun
os meus pobres Penales : mas o Sr. Luiz Ignacio Iti-
beiro Roma, redactor do b.-novo eos seus collegas
esenplores, leudo de sobra para molestai-nie isto,
que me falta para defunder-me, obrigflo-mo a i
assim purgando o meu mailyrio ; paciencia! farei
da fraqueza loicas.
lina dasalgaravias otueguiodora* da familia Caval-
canii no D.-jioro citado, e especialmente dirigida a
desacreditar-me, Cometa por dar-me a patente de
mimbropmninente du influencia legitima. Segundo o
anexim comesinho He manila doacougue; quein
mal diz peiorouve ireicompetentementefazendo
inverter o odioso daquclles trechos, phrasea e pala-
bras mais picaras do meu contendor, Iranscrevendo-
as para analysal-as, e desenvolvel-as. Ouca o leitor
verdades duras, que ende bom grado quizera nunca
revelar, se a defeza da niinha honra a islo me nao lor-
(8880. l)cl'onder-me-hei por tanto o mais lacnica-
mente que l'or possivcl, lcando-me ainda oulras
verdades mais importantes, ()ue desejarei potipar.
Lot/ogue principiemos a lera emlmilhmla doSr.Joo
lor que era Errante, o seu raciocinio era minio juslo
Hal'.ii ll.i eslava no mais complclo esquecinirnlo de 8
ii.-111.i Dissereisao vcr-llie a indifTerenca, qocneni del
la se Iratava. O seu advogado mais lelo ainda punha en
dcfeude-la.
A ininha defesa firma-te em dous pontos, conti-
na Errante, que aeliava nmlivo para ni -re ainda tui
colisas mus seras. Kstabclecido o priineiro, jmsso ao
segundo. O Sr. pode com duaspalnvras prevenir todo
esle escndalo, todat essat tombariat, lodos esses odios:
aulle a presa, anda que ella pur ti se uu importa com
a libcrd.ide, a jnlg.ir j -lo subirlo detdem Oun que ella
ouve, uu antea nao ouve asallegaces do seu defensor.
Pro:;1 lle-nie Yin. aliares, se eu for cundemnada,
e quer que eu deseje a absolvi^-ao Devo querer antea a
condcninaf-io; prefiro a apotbcuse libcrd'de.
A apolheose tiridvpuisj por em qoanlo aceite
icnipre a liberdade que o general *ai dar-iiie. Nao i.,-
i-erdude, geueral, que V.ctcelleneia Ib'a concede ? Des-
a maneira, o universo inteiro ignorar umn substitui-
do, que nao poria, se fosse condecid, os molejadores
< la sua parle, e niiigneni ficar conipromeltido, ni-rn V.
'tcellencia nema culpada. A proposito, general, lenho-
1 oe eaquecido de diier-lbe que dona Hu." lia be inglea
mr parle de inSi. Ora, V. exoellencin nao ha de querer
naltral.ir uroa compatriota, da qoal, cunvenlia V. execl
jntia, deve euobcrbeccr-e.

I l'or um dilemma, deduzido desle meu pensa-
mento politico, ou um dos partidos felicito a provin-
cia ou nflo; se felicitar, eu serei o prmejro (|ue terei
de applaiidil-o j se nao felicitar, como por la la I ida-
Je be mais provavel, o despiezo geral lera de casti-
gal-o com a satisfacao dos seus opposicionistas. o
desengao de lanos illudidos.'....
-') o sabio barflo de llolbach, escriptor moralista
assaz rccommendavel, so o sen systhcma social nao
baseasse as nossas acedes sobre as penas, e recom-
pensas somente nesta vida ; diz que he mais tlcra-
vel oexcesso pela defesa da nossa reputaeflo, do que
pela paciencia na olfensa dos nossos direitos.
Vawickt da Roha Cuan lea n Ii 1; memoro preeminente
da influencia legitima de Pernautkneo e*c. .Membro
pree.ninente da familia Cavalcauti (qualalludea
irona das palavrasinfluencia legitima), Senhorcs
escriptores do D -novo, he aquelle, aqtiem os vossos
amigos, quando elle eslava no poder, tflo cahisbai-
xamentc o bajulavflo, iniplorandu-lhc, e obtendo
volaeo para deputados em tempo dcclei^flo, econ-
seguindo, pela poltica das transaccoi i partcula.es
fque eu rcprovo ), empregos, commendas, graQus
&.C ao mesmo lempo que eu, por nao me coadunar
com essa poltica, e or me supporem impecilho (in-
justamente ,para poderem inlltiir na comarca do l.i-
moero, fui ucmittido do meu emprego a empenhos
seus (-2;, e perseguido acinlemente (.')..
Scrates o grande, e virtuoso philosopho, querc-
putava a ingratidn por um vicio imperdoavel na es-
pecie humana, o que diria, se fiase boje em Pcr-
nambuco um magote de ingratos guerreando tao
despiedosamente a(|uclle, cujos erres polticos, de
que esses ingratos se servirao em outro lempo para
se elevarem, sao hoje para essa mesma gente o bor-
dao fatal para se espancar toda urna familia, de que
esse cidauflo he membro preeminente, a maneira dos
algozes que sobre o eadivcr do infeliz patriota Agis
i'iii'>icarao sua innocente mili e av! ?
lie desla maneira que cu e todos os Miembros da
familia Cavalcanti estamos sendo continuamente es-
magados com lodo o vilipendio do D.-noeo, expro-
brando smente os defeitos da nossa especie, sem
consideracao s virtudes e ao mrito.
Se o homcm he subjeilo a erros, fra(|uezas, c defei-
tos, ese a familia he um complexo de homeus com
diversas ndoles, seguc-se que nclla devem existir
erros, fraque/as e defeitos innatos especie huma-
na. Mas, se o homcm he tamben) subjeilo virtudee
ao mrito, na familia devem tamhcm existir mritos
e virtudes. Ora, se, por urna consequencia necessa-
ria (lestes principios da natureza moral do homem,
loda a familia deve conler hons e inos, como he
que o partido praeiro, por mcio de seu orgiio do b-
novo, qer que os membros lodos de urna das familias
a mais numerosa de l'ernambuco (a familia Caval-
canti ; sejao mos, eos das oulras familias ; suas ai-
liadas ) sejlo bous ?! He o paradoxo que em boa l-
gica se deduz de todos os feitos desle partido Os mais
irriladores, cdos seus escriptos os mais subversivos
da moral e da poltica contra a influencia de urna
das familias de Pcrnamhuco. Daqui se segucm estes
dous corollarios da nossa nversao poltica ; ou a in-
fluencia de familia nao he legitima, ou se he legiti-
ma he perniciosa. Eis o absurdo poltico do circulo
vicioso das locubracoes do D.-noeo, laborando para
emmaranharos incautos com proveito particulardo
seu bando a cusa da nossa chara provincia, que com
o nossosangue, atrazos c desgranas vai pagndoos
emolumentos deste monstruoso processo Veja-
mos se poderemos dcscobrir e mostrar o lio de
Ariadnc ueste indicado labyrinto, inunindo-nosde
loda a razao ejustica para eselarecimento da boaf
dos incautos....
Em quanto ao priineiro absurdo, isto be; que a
familia nao lem inlluencia legitima, citarci um tre-
cho de um lu I ha tile discurso de urna illustrac,iio,
hoje nao suspeila (com quanto o fosse em outro lem-
po i aos Sentones do partido praciro, soccorrendo-
mc a essa digna autoridade. Dise o Sr. deputado
Ifarjojio, na sessao da cmara dos depulados de 11 de
Janeiro p. p, A influencia de familia; a da riqueza ;
a do talento ; e aleas da maneiras he una inlluen-
cia legitima, que nflo est as mitos de ninguem o
destruir. ,4)
O nobre orador minciro concorda commigo, e com
todoosenso imparcial: a influencia de familia lie
una inlluencia legitima ; |iorquc sendo a familia um
complexo de individuos concordes em defender o
paiz, e em cooperar para a l'elicidade da associacao
poltica, em eujo bem geral inleressilo todas as
lamillas, ecada um de seus membros em particu
lar, se estes individuos se achilo unnimemente
conformes na delqza reciproca e no bem oslar par-
ticular de cada limlos membros da familia, aquella
MasoSr. deputado Marinho eslabelece ainda b
proposicOes, cada una das (maes tfrtn* urna on3
tilo, que deve ser desenvolvida pela analoga m
aquestflo principal iz inlluencia legitima daqoeLI
la familia, que I i ver em seu seio as vantageqida
riqueza do talento edas maneiras, cadauiida
quacs, independentemente da., outras, forma udu
influencia legitima no entender do nobre depuladi
no meu eno de qualquer sonso imparcial mm5
mostraremos.
A riqueza he nina inlluencia legitima; primal
lamento pela sua indepiMidencia, sem a qual n0 "
pode conceder influencia legitima (l,;em seminsU
lugar pela dependencia a que os domis cidadfa.
estilo expostos a seu respeito ; cm lerceiro lu..,!'
pelos meios promptos de que pode servir-se nal
fazer o bem ou fazer o mal. He assim que a "rand
sommade riquezascolossaesda InglaterraconsolS
a torca desta potencia ( 2). u*1
0 talento he urna influencia legitima
lamilla, que se adiar pesias rircumstancias, exerce-
r urna influencia legitima, que nao est as mSos
de partido algum o destruir, sofa pena de destruir
loda a harmona da respectiva associacao poltica,
destruindo um contingente do seu poicr pela op-
pressSo dos direitos de urna por^flosips seus mem-
bros, que, pela sua uniflo devonlades, vinculadas
pelas iclacoes da respectiva familia, conslituein
una fr^a Icgilima para robustecer o poder da
mesma associacao poltica.
O lugle nSo era boinern que cedesse cora facilidade,
mas liavia abraudado acnsivcliucnle.
A miaba ultima paitada tocou-o, disc entre t Er-
rante.
Era verdade. Admirado no mimo do corac.au do aa-
criheio do Kafaella, c ainda mais de sua bcllea, Moc-
Farlane lisong ava-se, no seu orgulho inglez, de que
Kalaella perlenccsse Inglaterra, e longc de a punir pe-
la sua aecao, (Utilera etprimir-lhe francamente loda a
tua adniracao e aympaihiii prohibia-lh'o u can (lj
britaiinuo; porem seniindo-se desarmado, s procura-
va salvar as apparcnciu, elccluando ulna hunroia re-
lirada.
Mas em fin, disse elle a Rafaella, a Sra. ha de ler
cmplices ; nao he possivel que execula>sc t tilo difli-
cil c arriscada emprcia.
Meus cuiuplices, general! creio que nao espera
ver-iue fater o papel de delatora. Se tenho cmplices,
perlence-lbe descobri-los, nao a mim denuncia-Ios.
Em breve serflu descuberlos, porque ellct roesmos
te drlMllli'.i.ii ao.
(1) Comecflo por me errarem o nomo, talvez de
proposito, assim como j houvc urna volaciio para
deputado geral, em que o meu nome naapuracflo
foi dividido em 4 ou .'> entidades. Por muilo boas
cousas tenho passado ueste inundo poltico das Ira-
Qcancas!
(2) Quando instancias do Sr. Urbano e Nunes
Machado eu fui deniiltido de prefeito do Limoeiro,
um amigo destes disseFulanodemitle hojea t;-
crano, amanha lera de ser carnceiro.
[3J Mas a estima, e popularidade dos meus conci-
dadaos l.imocrenscs, busilis principal dos manejos
da minha perseguicSo, nao me foi tirada com essa
desapiedada guerra por espirito de partido, cujos
interesses privados estilo sendo continuadamente o
radafalso do mrito; o que lauto lastimo, e de-
ploro !
(4j Eslava as maos dos partidistas do D.-noro
operarem este grande milagro, bem mal previsto
pelolir. conegoJos Antonio Marinho.
doln da palavra com inslruccJIo o profunde i"l
pensamenlos que dirige as sociedades cvis" 0,J
por seus escriptos na mpronsa, ou com seus discar I
sos as assemhlas ; os grandes fcilosdas armas el
da poltica une dirigen) o mundo social; sflooiv I
sultado do tlenlo e do genio que teein feilo a "I
licidade dos estados, assim como Iiemoslhenesf i I
Cicero, Montesqiiieu Ucnjamm ionslant, Fraii
cklim, Wastngthon, Harquez de Pomhal, Napoleaa
Bamon Sales, c outros mu i tos hroes da historia
aatiga e moderna que forOo capazos do fazer mn
danca nos estados com felicidade ou ruina nos no"
vos conforme a fortuna, e a sorte do cada um a
excrcerflo urna inlluencia legitima.
As maneiras silo urna influencia legitima : poruue
quando o patriotismo, a virtudo, a honradez
niento, os servicos ao paiz, c sobre tudo a pro'hi
dade tomio um cidadflo rccommendavel exerep
elle urna inlluencia legitima, que nilo est ni
mflos do partido algum o destruir.
Destes principios se segu que aquella familia un,,
contiver no seu seio a riqueza, o talento e as ma-
neiras se esta familia for unida, e concorde enlre
si de meritoriamente comporlar-se a beneficio do
paiz e de seus membros cm particular, exorco urna
influencia legitima, mo smente a respeito dos dc-
maiscidadnosdo paiz, como a respeito das domis
ramillas, que no seu seio mo aprescnlarem es-
las vantagens tao transcedenlemente recommenda-
veis.
O amplezo dcslas prerogalvas constluindo a in-
fluencia legitima de urna familia eis o no gordin
cujo emblema eraAquelle que o desatasse con-
quistara o imperio da Asia. ApparecOra un ambi-
cioso Alexandrc, o qual, cortando com a espada lu-
das as igaduras do n gordio disse Non intertst
gumnotlo sohalur ( Mo importo a maneira por quo
se desatado) Desatou o n, c se cumprio o ota-
culo. Assim, uns poucos de pescadores d'agoas lar-
vas ambiciosos, militares de todas as bandeiras
lucrativas descontentes pelo quinhflo dos espolio!
inlenorasambicoes, homens sem precedentes pa-
trio icos, sem servidos ao paiz, verdadeiros zangOet
polticos sem principios e sem coiivc?0es proprias,
se arrancharilo em um partido com um jornal ser-
viiido-lhes do espada de Alexandre, e desalarlo o m
gordio para conquistar o imperio da opiniilo pu-
lilica de l'ernambuco, esto soberana do pensamenln
nos paizes eivilisados. Aon interest (juomodo sahtt-
tui ; nao importo que o D.-wnocalumnie, c injurie,
ultragc, minta e descompon! bem a familia in-
fluente destruindo-lhe a importancia publica ,
com lanto que se cumpra o orculo, conforme as ns-
truccoes sinistras, por baixo da cortina, de algum
plano, ou dedo sordino, e malreiro.... Nilo importa
que assim se immoralise a provincia, e ncm que esla
yenha a paramas guerras sanguinolentas do vaste
imperio do ambicioso Macedonio, retalhado por
meio dos maiores horrores e homicidios pelos seus
nroprios generaes, assassinados suamulher elidios
logodepoisdasua inorte !!! Nao importa ; cmpla-
se o orculo !....
Mas assim romo smente cortando-SO com a es-
pada as ataduras do n gordio foi que o conquis-
tador da Persia pode Iludir adeterminacao do ora-
culo pelo que foi tilo severamente castigado', da
mesma sorie he que o D.-noeo com descomposturas,
calumnias, e vituperios destroe a influencia legi-
tima daquclla familia que, sendo mais numerosa e
unida que as demais nao so de l'ernainliuco como
talvez do Brasil inteiro, e que reunida com a rique-
za o talento cas maneiras nao smente de urna
parte de seus membros, como de oulros mudos bem
dignos adiados he tima inlluencia nflos legitima,
como tamhcm importante e respeitavel, que nao
est as mflos de partido algum o destruir, senao
mtm
Vin.
mi|i|mic issor
Estou ceno. Duna Kafaella s um cumplice leve,
o etle cmplice sou eu.
Vm.! isto hegraca.
Faca o que quicr da ininha caliera, pois que he
aua. Sobre a minha fra campa far V. exccllencia cscrc-
ver : .. Aqu jai quem foi pintor, nictlre d'armas o eii-
forcado. Ninguem mais contina o seu negocio. Nao
oris por elle.
Como podo Vni. gracejar em 15o critica circomt-
lancia?
Se a poMcao be in., todat as minhas laiiicnlacoes
nio a melboraro; ina.i val tomar alegremente cada un
o seu partido. Alem de que nao ton cu o niait diguu de
lastima, toit vos, .Mecenas, q lie matare is em lllilll a |.il-
linliu dul ovos d'oiro. Perguutu-lhe ou, quem llie lia di-
emaii desenterrar desses vclhot conventos etsetetcel-
enlcs quadrot dos primoirut lucstret da nossa Italia
Quem Ih'ut retocar ? Ao menos dar-iue-ha V. ex-
ccllencia lempo de acabar are:taurac>J dot seus Ma-
chabeos.
Delialde lomava, e eiagerava mesmo Mac-Farlaoe a
gravid.ide du juit, que nial poda ello conservar o teu
terio; aperar de todos os seus cstrr.os, a scena tornava-
se sempre de gallinfa. Que poda elle cunta urna mu-
llier e nm .rosla de maos dadas? Evidentemente nada,
) A influencia da riqueza lie tanto mais legi-
, porque, para sua propria conservadlo, devo
ioa ordem maiiulciigilodas Icis
, do que depende toda a sua re-
(1
tima
concorrer para a
c felicidade gera
galia.
-', Entre nos a riqueza por va de propriedades Icr-
ritoriacs he mais commuin, e muilo propria para lm-
mar urna inlluencia legitima lano por estar
mais garantida dos fortuitos eventos como porque
os seus donos pegados a ellas como a ostra ihm-
chedo .sao, para sua iiiesnia felicidade, nteressados
no bem do paiz.
( 3 j Demosthencs governra a sua patria com o
dom da palavra ; mas como fosse mais rico de talen-
to do que de juizo c de prudencia, catisou-llie mais
males do que bens.
por que se ello tinha a torca material, tinbau elle a mo-
ral. Errante tinha rasan j a detpeito de todat as scnleu-
(1, AHeclacao de virtude-natural cm certa claeto delcas do conocido de guerra, a opiuiao era masta decl.irai-
l"oleit' I ac-liia em favor dot reo.
MUTILADO
e isto nio smenle na Sicilia.
mas ale na Inglaterra, onde Kafaella nao podia deixar de
excitar geral entbusiasnio, sobreludo, quando se soii-
besse que Ihe corra as vciat o tangun iuglci. Jul|ava
Mar-I- ai lae, a esle respeito, dot seus Ciiinp.ilrintas per
si mesmo. Alem destes motivos, cada um dus quacs, lo-
mado de per ti craconcludenlc, rilo liuha nobrea, ge-
neroaidade, e de mais, tinha .imiado a l-iranle; cm unta
palavra, nao pudendo tomar o partido do rigor, n.'m o
querendo, aeguio o da clemencia. Oesapparecco o pre-
sidente do concedi de guerra c ficou o liuiueni.
Pois que nao pogto puni-los, Ilion disse elle, (<'-
cuso lie perdoar-lbes; mas (uarileiii-ine segredo, por
quo dandu-lbct a lilierdade, loruo-inc teu cuniplice, c
i io o w; i i do a legalidade.
He unta promesta que nao ser diflicil CUBiprir,
dii Errante. Tixlus lem inleresse no segredu.
Excepto eu, disse Hulaella sui'iodu-sc, quepereo
a iiiinba apotheote.
Em eoiiipciisacao. responded Errante, ganli a li-
berdade; poragura lie o mais seguro c o mais urgen'e;
01 Oeoiett crio Deoies depois da niorle.
Vio, dii Mac-Farlane, vo, porem nao peqneiil
mais ; a reicidencia seria irremissivel.
Os dout cumplices lesieinouharu-llic nos termos os
mait cipressivos todo o seu reeonbei inii uto ; mat quan-
do quiuiao fallar a favor de labio, elle lites lechou a
bocea. Battavao duas grabas cm urn dia.



11(11'
molos escandalosos para desgracar-se o paiz.
(p'pl ca o resultado do lodos osles principios, co-
ronario:] e conclnsoes li'iniila Cavalcanti, e res-
pnndoi contestando '"das oslas importantes ver-
dades
passando a anaiYsar o segundo absurdo dos par-
tidistas do D.-tmo, isto he que a influencia legitima
lie perniciosa referir-rne-liei a autoridade deoutra
liistracflobrasileira, tambem nfto suspeita hoje a
,.-, srs., i|no actualmente sesocorrem bandei-
radcste patritico talento parlamentar, o ornamento
preeminente da nossa tribuna senatoria ; o Sr. sena-
dor Caula o Sou/a, na sessffo de todo inaio no sonado
ii anuo passado, mostrando os tropeos que no seu
comeco o governo representativo roe encontrar, ds-
sc Pnde-se dizerque a revol ucito ingleza acabou
no sentido que indiefloos honrados memoro*, dc-
poisquea casa de llannover, principalmente Jor-
ga II. pola influencia do duque de Cumberland, de-
pnisda celebre batalba do Culloden satisfezos vo-
tos e pensamentos di revolucflo, reunindo os ni-
mos, fazendo esquecer o passado dando o gozo da
liberdade a todos, sem quebrada autoridade : o is-
10 rol dopois de com anuos.
lio assim que um dos nossos polticos hrasilciros
inais eruditos, e com cujas ideias cu sympalbiso,
moslra com a lliooria, o prova com a pratica de um
dos governos mais regularmente livres nosystema
representativo, como o da Inglaterra, que-Torito as
influencias legitimas da casa de llannover e do duque
de Cumberland, que consolidrSo a folicidade da-
quello governo. fazendo esquecer as rivalidades com
a regala da liberdade a todos sob o respeito da au-
toridade; o isto depoisdo um socolo do calamida-
des Ali! se entre no- outro tanto se podosse ef-
feiluar !
Qualqur, pois, das influencias legitimasou de fa-
milia, oii da riqueza, oudo talento, OU das mandi-
las tein sido, be, e tora de ser cin lodo o lempo
a escora mais poderosa para sustentar-se qualqucr
systema poltico (como cu mostrara com ouiros
cxcmplns e razos, so uo fosse a nceessaria corteza
do espaco de um jornal,) contra as laceos, que sao
esses partidoSj sem o to recommonda\ol prestigio
ila influencia legitima, que ooslumto carcomer a
liberdade e a folicidade do paiz,a maneira da ptrida
forrugetn carcomendo o rgido ferro.
Nos governos absolutos serlo por ventura perni-
ciosas ossas influencias legitimas; nilO obstante a
historia nos oflerecer exeroplos de influencias legiti-
mas nesses governos, (|ue Inrito ventajosas A sua
patria: assim v. g. un Scbastito Jos Carvalho(i
ouiros. Mas, qomo uestes governos as influencias,
assim como toda a poltica, estojo sob o risco dos
caprichos das monarchias absolutas, pordem mui-
las voz.es o realce da sua legitmdade, como acon-
tecen a osle piando. Portuguez, que, depoisdo ter
promovido tantos heos para o seu paiz, lo i victima
da oveja, da intriga o da ingratidfio!! Nos go-
vernos puramente democrticos peior anda aconte-
ce, como succedeo com o patriota Focion (3) nials
digno por corto das :i(0 estatuas, do que Demetrio
Plialereo, que tambem, dopois dos maiores servicos
sua patria, as vira todas destruidas por aquellos
mismos que lh'as crigrito. O mesmo porcm uo
acontece nos governos representativos, ondea ins-
trtircto, a virlude c o mrito fazem a prorogaliva
das regalas dos direilos polticos dos cidados,
lomo felizmente entre nos. Sendo por tanto estas
influencias legitimas ain lodosos iiuiz.es conslilucio-
naos particularmente nleressadas, por sua propria
vantapem.a mo abusar dos nieios a seu alcance, rflfl
pode n sor perniciosas ao paiz, mormente a influen-
ciado familia, que, dopendendo da uniflo de volita-
dos do muilos cidados, he dillicil, que estas Bajad
concordes para molestar o paiz, por isso que depen-
den) na folicidade particular Ja flicidade geral, e
quandoaeouteca que este ou aquello abuso da sua
influencia por moio de familia, ou da riqueza, ou
do talento ou das maneiras cm ilesvanlapem dos do
mais cidados ; quando este ou aquello influente por
um lal modo disperto o mime das outras familias ou
dosoutros cidadHos; estes, ou por moio da inipron-
sa, ou da tribuna, ou dos tribunaos, lie milito justo,
lio milito conveniente niesmo.quo com balito os obli-
gas nocivos da liberdade por aquolle ineinbro de
nina familia, que procurar sorvir-se dasua influen-
cia para interosse particular com projuizo da associa-
Cfio poltica, e dos domis cidados em particular.
Mas anda concedida esta hypolhose (que ou nao
vejo entre nos .:?, neuliiiin motivo de inlcressu pu-
(1] Este poltico costumava fazer opposiro a
Bous rivaes com o propholisar o mao resultad^
seuserros, tralando-os sempre muito bem,
os bostilisando, portando-se antes com boaRom-
plo, e acert: he assim que cu quizera que os nos-
sos polticos se combatessem, o nao com hostilida-
des, vingancas, c roaccoes reciprocas En quanto
o Brasil andar assim ir de nial a peior.
2 Em recompensa dos relevantes servicos presta-
dos a patria por este hroe, que possuia no mais
silbido grao a scenca da guerra, a vrtude, e o
valor, leudo por 45 vezes desempenhado com dono-
do o comniando das tropas dos Athenonsos, ro son-
lencjado a bobera fatal cegude !!
;:t" Salva a divergencia entre os roembros de urna
familia assaz unida om quanto aos inlorossos familia-
res, e defosa reciproca, o um pouco divergente
quanto a opinles polticas; o que he urna vantagem
de mais que so tira da influencia de familia, divor-
gindn os seus membros em quanto aos moios poli-
ticos de conseguir-M a folicidade do paiz, lini com-
niuiu (|e toda ella anhela ; mas sempre ligados aos
Mico, nciihuma prudencia, nenhuma poltica en;
Mu aconsolharia o absurdo, o mais pergoso possvol,
de alguns sycopbntas polticos angariarcm incau-
tos, o se arromaren) cm um partido para hostilisa-
rem-se com toda a gana, a mais canina ehydropho-
bica, lodosos cidados dossa grande familia, os seus
amigos, os seus alliados polticos, sob o labeo
odioso de exercerem atan influencia perniciosa,
Paasarei agora a fazer doas considorafcs sobro i
nullilicaoo dos dous analysados absurdos do
I).-iioro; a prmeira a respeito da injustica que por
lacs absurdos se pratica contra umadas lamillas do
Pernambuco; a segunda relativamente aos pravos
niales, que da niesma injustica se segiiem contra a
provincia, e contra o paiz.
Km quanto a primeira.essa familia adiada com ou-
tras, o com infinitos cidados benemritos, leudo
em seu seio membros bem dignos de rccommendaco
pelo seu patriotismo, e servicos ao paiz, pola sua
honradez, pelo amor da ordem e do hem publico,
para sua riqueza o polo seu talento ; estes sao, com
o maior escndalo, despojados das regalas dos di re-
tos polticos (la ropresentaeo nacional; aquellos
esto sondo denittdos dos empregos, onde garan-
tiito a ordem, a paz, e o bem publico; aquellos
ouiros silo doscomposturados peridicamente para
so Ibes usurpar a hem conceituada reputaeo de que
gozito. Que mais vos resta fazer, meus ricos Seiiho-
res, contra a familia Cavalcanti '! Arranjai a lc
de Cleomenos.que poz "os bous dos Spartanos em com-
niunho ; lirai-llies seus henso riquezas, e lorois
completado a satisfacuo do vosso intento! Oupor
mcio do vosso rolysperchon arranjai urna assombloa
tumultuara, que nos Rea a todos beber a fatal ce-
gado, como o infeliz l-'ocion !.... Picaremos assim
lodos exterminados, o desassombrada a vossa con-
quista !.... Comecai polo Sr. Ilollanda Cavalcanti,
membi-o 0 mais rospoilavel dcsta'familia, o padro
da honra dos l'oriiainbucanos, e da gratido dos Bra-
sileirosl1; soguiaoSr. haro de Suassuna, son ir-
mo, nao menos recommendavel pelo seu grande
patriotismo eservicos a provincia ; aoSr. I)r. Podro
Cavalcanti; e ao Sr. Dr. Manoel Cavalcanti, seus
irmos, e como elle ricos c independonles; ao Sr.
haro da Boa-vista (S/, o aoseu irmo o Sr. Sebas-
tio, seus primos, aquem Pernambuco devo nao
sata h- le
uicii rico Sr..
E de naia, aocreaeenluu elle, o seo protegido per-
Icncc ao coiaclho de guerra, file nao U-ni mais do que
virprovar parante ello anua innocencia.
He do que c ha de elle guardar, replicou o pin-
tor, e ubrar cu ni acert.
Nisto nao ha que gracejar, observou Mac-I'arlane,
a pusic.au do reo lie da mai graven.
Como! da Errante, por ler servido de teatemu-
nlia cm un dmllo! Poli lio grande orine he?
A este respailo a le lie formal, aem lidiar no que
ene (lucilo li in de pouco liquido. Ha purem alguna
cuuna niai, Fabio lio criiiiinon, ou ao meiiu luapeilo
da niorte da Spagnula. A* mais tortea preuiMm lia
ciinira elle, c a Ma evado mai n coiifiriH.1; 10 elle nao
litera em oouMiieaea leolo a culpa do duello, nSo liou-
crafgido] em duvida recciou a sua eoarfonUCo
cnin u innjnr Dudley, que apcz.ir do cu catado de t'ra-
qucia, t'oi honlcmconduzido paraTrapani para provar
a iilenlidade do indiciado Bem veiu que a ua 110580
lie muito mai* criminosa do (pie penso, e a miulia lo-
Icrnncia o mo lie meno*.
General, dii Biit'aella. que nao concordava 00111 a
lUlpeilai de Mac-Farlanc a cerca da Spanola, ja que V.
eicelleneia d a liberdudo losculpadui, ou reclamo a de
um iuiiiiucnle.
Que innocente?
interesses do paz, de ordem c do bem publico, em
que sao peculiarmente Interessados, como parantes
das outras vantagens, que possuetn : teilieel: cs-
lima publica, respeito e riqueza.
(1) Qucm podar oscurecer o tlenlo, e patriotis-
mo do finado irmo do Sr. Ilollanda, o Sr. dosein-
hargador l.uiz Francisco ?! Hasta para o seu elogio,
que o recommondaa gralidaodos l'ernambucanos O
seu rico projecto da lei dos prefeitos to gloriosa-
mente sustentado n^assemhloa provincial contra a
oppo8icfio acinte feita a este projecto pelo partido
doSr. Urbano, o mais intrpido general nossa guer-
ra. Rssa lei.tendo curado os malos da provincia por
causado podero dosjuizes d(! paz com seus abusos
criminosos no exorcico da polica, e conlralisando
osla no governo provincial, fez grandes bous : della
so aproveitou logo o mesmoBr. Urbano, sondo po-
lo Sr. Paula Suassuna, enlo presidente, Horneado
juiz de dircilo do civil de Coiaiina : em papa dcste
beneficio, e de ler sido lirado da nullidade para ser
oloito deputado provincial, por prolecco dos Caval-
oaniis, leudo sido eumesmoquem oapresontei, e
recommendei como candidato aos meus prenlos in-
fluentes, pagoii-nos mui /enrnjsiiiii'nil'; i(irnando-so
um campeao guorreiro contra essa familia, o um
mea atroz, ingrato, e gratuito perseguidor I!! A
niesma lei dos prefeilos, tondo servido de typoa lei
da reforma indiciara ; oSr. Urbano, o seus amigos
colaboradores dola, ehamando-!he aodepois lei de
sangue, chuprflo-lhe a ultima pinga para so recle-
gerom deputdos. At onde (anta Ingratidfio, voi-
saiilidade, o egosmo?! Eis o benemrito Pernam-
biicano, que o Sr. Boma, &eu ainpo,dsse alto o boni
som no seu Diario, que era deshonra sor comparado
commgo.um desgranado Piquo o Sr. urbano
sendo o generalssmo Alexandro, que ou quererei
ser o horticultor Abdolonymo. Tornando ao 8r.
desembargador Luiz Francisco, com a sua morte
Pernainhuco" perder um Francklim ; quanla falta
nos faz o seu grande tino poltico? !
2 Todos aquellos membros da familia Cavalcanti
mais conjunelos a oslo teeni o maior quinhuO na par-
tilba dos insultos do D.-novo. Esta familia,compos-
e urna grande parlo do propietarios ndepeuden-
muitos retirados a poltica, e lodos geralmen-
amigos do fazer bem, poza por este centro gran-
de popularldade, e confianza entre os habitantes, a
excepcao daquelles fascinados polo ciumo, e pela
intriga aculada polos seus antagonistas, que seguem
o inverso da mxima jurdica. Favarabilia amplian-
do ; odiosa ulstiiiujeiuta, isto he; exagerar ludo
quanto fr desfavoravel a reputaeflo da fami-
lia Cavalcanti, e comprimir o que fr favoiavel.
Todo o hoinoni deve ser reputado innocente, cm
quanto urna senlenca o no condemnar, como he
mxima sahilar do dircilo natural ; mas, segundo 0
dreito natural dos 8rs. praieiros, todos os Cavalcan-
lis sao malvados sem senlenca alguma, por onde
tonho sido condcmiiados! O moralista christo
rcconimcnda paciencia as flaquezas do prximo ;
e o moralista social citado aconsclha, que toleremos
os defeitos dos outi'os bonions, para que estos tolo-
remos nossos; mas o moralista praioiro be o mais
cruel verdugo dos defeitos (Pesies,.... epanegyrista
dos defeitos d'aquellcs.... Que boa poltica; que
o idina moral !
Eu nao o conheen; mas eiaaqui a sua historia, E
coiitou cutio oque e liavia passado em ma proenca
cutre Castrou e o carecreiro, que Mac-l'arlanc mandn
chamar, e pcrguntou-llic:
Com que direilo prenden voss KCiu arden O u-
(cito desla iii.-inliii.i ?
Com o devido rcpeilo, Exiri. Sr. npanliei-o cm
flagraule delicio de conspiracio : catou bem certo que
lo i clin quem deo earapla 00 meo ju-eto, 1111 ao menos
leve parlo na conjurarn.
Tunta como Vm., nicu amigo, diase-lbe Itaf.iclla.
Eu nao o OOnheee non pelo nomo, e elle 11.10 abe que
exiito.
Depoia do logro quo a Sra. me pregou, lenbo di-
reilo de nao acreditar cm paluvras de nieguen e de to-
mar 11 miuliaa precaucOei. Aleiu de que, lie um Napo-
litano, o fi-t.'i dilo ludo.
Como te chama ello? peiguntou o Inglci.
Caatroa.
lio um ajenio mulo da r.iinlia Carolina, noa
implacavcl iuimiga, c um huiuum de muito na Hornea-
da; lia muito lempo que temoa n ulho sobro elle, ijiic
vom aqui, em duvida alguma, para macliinar alguna
intriga) iuio pelo rea quo elle teuli.i rcbedei son oie
individuo, \ 1 ripie cala ciroiiiualaiicia pode comprme!-
te lo c ajjjrn.ir ua cauta peante u cougclhu do gue."-
ouca gratido polos seus serviros ; aos seus innos 1 portante trecho do artigo do Diario do Si" Boma
.'. Sr Joo doBopo, o Sr. Jlauoel do Hopo; BO Sr. a mim dirigido. l.Hianlo onfadonlia uo ser pa-
loflo Cavalcanti, memhro imporlanto.pola sua grande ra oslo Sr osla mi liba correspondencia, como achoit
popularidade, e sua riqueza territorial, estimado,,a minim lospo.iU ao Sr. S. laio, w
respeitado por toda a familia deste centro; ao Sr. desgostar mais! lecha paciencia,
loaquim Cavalcanti, seu iranio, propretario neo o,ja que tambem -levo apandar quem tan despic-
ndepep.denle, assim como os Srs. LourenQO Caval- dosamenlo acoita coma sua cru.iota bilis aos que
canil, Jos Mara, seas primes aos Srs, Francisco muito menos o merecem; c eonlinuarei com ou-
do i. Albuqucrque, Fr:n>iaro Cavalcanti, Luiz tras pefolas adiadas hornecino cisqueiro, dianas
Francisco eJosc Francisco, Joo do Vuua. seiispri-jdeserom aproveitadns por aquello, que uo fr /<-
mus escultores deeugeuho; aoSr.
Sr. Dr. Carnoiroj aoSr. Sebastio Velbo, eseuso-
liriuho; ao Sr. Joaquim Francisco; ao Sr. Louren-
CO Bezerra; ao Sr. Jos Cavalcanti, seu irmo; ao
Si. Manoel Cavalcanti do Coila; aseos irmos, os
Srs. Jos Cavalcanti o Joo Mauricio; ao Sr. Jos de
Barros: ao Sr. Francisco Xavier, seu irmo; ao Sr
tenadas
Vpua, seus pri-1 do serom aproveitadns por aqucllc
Dr. Alvaro; ao tus gallinceas.
Embrulhada, garabulha, parlaiida o 1.....1 dis-
curso 1 etc.jgtc. he como o Sr. Roma appellda a
uiiiiha correspondencia em reaposta as deprimentes
falsidades ao sen amigo promotorfl. Paio, impres-
sas ueste Diario do H de Maio. Corlo depu-
tado, no podendo refutar as razos do seu con-
Franciseo Cavalcanti Cipo: ao Sr. Joaquim Caval-1 tendor, passou a argumentar com elle copras
grammalica : assim faz commigo oSr. Boma. >
/:' (/uci.var-.ic tanto ronlro os vrateiroi do Liinoei-
rn ele. dr-fendi-ine das falsidades, com que
canli de Tamalaupo a seus cunhados, os Srs. Di
Joo Francisco e Joo Antonio ; a familia de Traido-
ra, familia do Tapera, adeCarauna, de Timb;
a do Sr. marquez do Rocfe, a de Fragoso &c. &c.
aos Sis. Manoel Cavalcanti e son lillio Manoel Joa-
quim, ao Sr. Sebastifio do Barros e seus irmos, os
Sr. Paulinha, Antonio Paz o Francisco Paz ao
pobre velbo Sr. moii pai, Christovo da Boxa, de
cuja singeleza o (libada conducta doixoo cuidado
de teccr o hem merecido olopio aos Sis. queoco-
nhocoroin de parto; a seus filllOS Jos Xavier, Manuel
Cavalcanti o Antonio de Ilollanda, e a seus pomos
os Srs. Dr. Vieira, Vicente do Paula o Sebastian de
Albuqucrque; e linalniente a um sem numero do
membros da familia Cavalcanti, quo sena fastidioso
numerar; principiai do Nascento, do so Poente,
voltai aosul ecruzai ao Norte em (oda a parte acha-
ris membros dossa familia; caqui me encontra-
reis na ultima escala com a cerviz curvada eos bra-
cos quedos para recohor vosso golpe fatal, quedes-
deja fleo aguantando bomresignado com a minba
triste sorle! Notal porm, quo ncm o reformista
cioomones, o nem o demagogo Polysperchon Uve-
rao bom resultado dos seus oros polticos I....
Remetleroi oleitorpara a historia a respeito, onde
encontrar bem idnticas injustica, o seus funestos
resultados......
Passarei a segunda consideraco sobre os males,
quo de lal injustica so seguirn para esta malfadada
provincia. A familia Cavalcanti se acha relacionada,
porainizailc, por popularidade o conlianea, com ou-
tras familias, e com diversos cidados prados ; toni
a conlianea do corpo do couunorcio, o da piando
parto dos' pacficos habitantes do centro, por onde
possuem muilas propriedades lerriloriacs{i ; he
estimada polos Portupuozos, classe osla possnidora
de riquezas na provincia, adquiridas pola sua indus-
tria, pelo son trahalho, eeconoma; eporconse-
guinte, mo grado dos antagonistas dosCavalcantis,
lio influente esta Classe: ora, despojar-so essa fami-
lia to desabridamente de todos os privilegios e
regalas, quo a sua miopemente posieo social
Hieda diroitos, be pnval-a dos pozos conslilucinnacs
do seu paiz.; be usurpar a provincia una boa parle
do seu poder, e da sua forca para inlolicila-la ; lio
onfraquecel-a, o retalhal-a, pondo osseusfilhos em
lucia viva mis com os ouiros; h finalmente morli-
lcal-a com essa enfermidade cancerosa da ftida in-
triga.que a lom subjeita as mais funestas consequen-
cias d'um estado lito anormal !
Assim procodo um partido, quo so diz nacional,
para reformar os actos (no olio chama lihertocidas,
platicados por aquellos a quem tan alio/monte hos-
tilisa, o com quem fez coro ecommunluto poltica,
ha bem pouco lempo, na COnfCCCO dOSSCS crios,
dosses actos lihertocidas! Um parllo que aecusa
os ortos, defeitos, f vicios dos seus antagonis-
tas, ao mesmo lempo que apoia muilos dos seus cor-
religionarios, que escandalosamente os commotlem,
a sao endeosados Um piulido cm lim, queempre-
pa lodos os moios os mais inauditos do capricho da
vinganca, dareaccio e da oppressflo, quaesoutros
fanticos mashorqueiros para conseguir os seus
lilis Ol .' Cois! que ponto he osla ; onde nos le-
vara? Aos repetidos golpes do bacamarle, quovai
ceifandoasnossaspreciosas vidas; ao massacro pe-
ral, einversco da ordem publica, anniquilada to-
da a garanta dos nossos direilos Heos nos acuda !
Oh Pernambucanos, que commigo lamentis em si-
lencio estes males, o desojisarredal-os, rocolhci-
vos aos bastidores, deixando pausar essa nuvem
preta, que se levanta sobre nossas cabecas Cedei
O campo ; cessom as lucias por amor da provincia !
Cuidal na garanta da vossa preciosa existencia por
una defesa mutua dos V0SS0S amigos, alliados c coill-
panhoiros do mesmo marlyrio ; uniflo, uniflo sera o
noSBO baluarte Deixai os nossos conquistadores lar-
tarcm-so na ptrida iguaria, ellos indigestaran por
forca necessara da natureza moral das cousas, con-
tra cuja marcha ousflo avancar O lempo mostrar,
e fara a justica, a quem a merecer, o livor a dita de
cruzar esses perigos para chegara um porvir mais
bonancoso, como ou espero com inda a segundada
de inhibas conviccAos polticas, leudo a esperanza
na Divina Providencia, quo ora osla castigando os
nossos peccados, porm nflo nos abandonara.
Tenho mperceptvelmenle me eslonddo; porque
as verdades teem por assim dizer cabido nsorui-
valmente do bico da penna sobro a primeiro im-
(l) As ierras cheasde muitosforoiros dependen-
tes de seus arrendadoras, que os protegem, fazem
entre mis urna garanta pola defesa que osles ibroiros
prestaos seus protectoras; muilos Cavalcantis leem
ossa vantagem ; 8 como deslruir-se ? Com a lei do
Cleonienes.
ftjUf-
Nen-
ra. No demais, ese Caatroii dir a auaa raines
lija, e dar cunta da na reaidencia em Trapani.
lumia prccaucJo lie demasiada naa acliiaea circunialau
oiai: n cutamos bracos con iuingoi sem escrpulo
e cm picdade. lia tres dias apenas ipio mu dcslacanieu
tu daa miagas inelliore IrOpM fui asaiuado em Seli
nonio. Quem tifio reconliecc abi o auguiiuleiito dedo
de Carolina, equew no iliz queoaeu Caatron alo
l'Oni fumentai algn novo aaaassinato ? Como quer que
arla, coiiliunou elle, dirigiudo so au carecreiro, vosee
fin bem em iegura-lo; guarde-o porm nelhordo quoo
capiio Fabio Km rtUaOio eaea jtriaio que Iba, era
ten duvida tratado com menos severidado pela aua ne-
gligencia do bonlein. Mas tomo sentido para o luluro,
c vige oSSeui pie.os. obre todo obaerve o mais abso-
luto egredo sobre o que o passou, porque a primeira
ludiacricilu aua obrigar-me-ba a deiuilti-lo.
V. excedencia pode A ete respeito estar beiu tran-
quillo; e o negocio vier a divulgar so nao ser por mi-
11 lia culpa.
Meu bom amigo, diau Ibe l.i (ante, sua Ulba tein
(iruvavelmeutv a sua nsula doininjucira.
Parece me Nao lia barouea cm Trapani que a
(cuba mais bonita.
I'ois bem proaeguio o pintor cscorregaudo-llie
das falsidades, com que o Sr.
S'. Paio me deprimi, o uo me queixei dos praiei-
ros do Limoeiro, leudo alias para isso carradas de
ra/.es, ale para os responsaliilisar peranlo ajus-
tca publica por prevalicacoes. se a philan-
tropia da minlia poltica, a generosidade do meu
espirito, o a gratido a nina handeira a que so
apradinbavo, no me aoonsolhassoni a preferen-
cia dos mcios blandos, o necossario, ao rigor da lei
sobre os elementos da intriga assas acula la. .
por excmplo ; alem do nutras militas 11 expor-me
a sua cmara municipal a morrer do fome com
a mnlia posada familia em un lempo de to gran-
de caroslia do viveros, oslando a fazer despezas
com o oxercicio do mou em prego, sem poder re
eeher as mensaldades do meu ordenado, ha c me-
zas, por falta do attostados da Sra. Cmara :i, que
assim perseguo o juiz de dreito contra essa io
indispensavel independencia da magistratura sanc-
eiouada pola COBJlilliico. lie assim, Sr. Boma,
que o vosso partido nacional rospeita osla arca
sania, oslo sacrario dos nossos direilos, ao mes-
mo lempo que cu com os mais perseguidossoffro
assim de cara alegro, como manso cordeiro, sem
ao menos queixar-me pola imprensa, como yus,
que diariamente fazois lauta bulla com os aloives
inventados para suslenlar-so o nacionaliimo do
vosso iielylo partido i, contra a nossa juslica?
/"'/( lei'tlH M Hirsutos a OWttUlid rrilnjiis na* unios, que forao ttmpre proprtetlarie dr
ma legitima influencia. Kssa minba legitima in-
Ituoncta nas oleicoos he o pomo da discordia ; lio
B causado tanta alpazarra, descomposturas, o por-
seguieo'. Mas cesso ludo, quanto a anlipa musa
canta, quo outro louvor mais alto se levanta. So
em outro lempo 011 loria a vaidado dossa influen-
cia, boje me achare i curado dossa inania: fui as-
sim que a necnssantes recommenda^oos do di-
gno presidente Sr. Marcellitio de Brto ou ti/com
que o vosso mimoso commissario Uzease os seus
ion eleitores sem opposicflo alguma,para obviar-
so ossa conflagrado, a cujo risco ello com as suas
violencias eiottoraes tnha exposto a comarca toi
por va da eslima o conlianea que me prstilo os
iions Liinoeirenses, que essfi milagro so operoii,
conseguiudo eu assim esSO sersico para com opo-
vorno, a quem devo gralido. Para salisl'azcr-so
a curlosidade do leilor sobro os delalhes a tal
respeito, esto artigo no he proprio ; porque no
quero declarar verdades mais duras, que possiln
oll'oiider algiiom, o so alhoias ao meu proposito!
(carao" para quando o meu contendor vier a cor-
da, como he provavel. .\o entrolanlo assovoro qnn
a dolorosa experiencia que lenbo lido da incons-
tancia, falsidado, e inpralido dos homoi.s, de
quo tcm sido vctima a minba singileza, me fa-
zem hoje encarar para oslo mundo poltico CODI
vistas hem circunispeotas, sem ossas ambicoi"-.
Qunalo foi deputado para deshonra desla prorin-
eia etc. Talvez com mais razflo eu podesse de-
monstrar que o jornal do Sr. Boma, para des-
honra desla provincia, so diz orpo do partido na-
cional ; talvez com mais razan eu nossa provar
que a eleicfio dos doputados amigos do Snr. Boma
lora feita com mais deshonra do que a miuha, e
que os Coitos dos niesuios doputados sao mais des-
honrosos do que OS meus: toria muila gloria em
os cotejar com os meus ; saber-se-hia, qu.il do
nos alraicoara o pobre pOVO do Pernainhuco enm
a liberdade na bocea, eo interesse pessoalnoco-
racloj qual de nos se tcm vendido ao poder a
I Sa iba o leilor que por esse meu. liscuiso pro-
nunciado na Cmara dos doputados em II, a que o
Sr. Boma chama parlanda eu tive parabons do
um amigo seu trazidos por outro amigo nosso, sem
duvida por amor da* importa utos verdades que nia-
nifestei. He corto que oJ. doComercio transcroveo
esse discurso adulterado nos mclhores pensamentos;
maso Despertador o publicou exactamente. Sei que
o Sr. Urbanoconfessara estar arrepcndldo de a podi-
dos de algiicm, no tor respondido.
2 Chama antes que te chaniiMii, nossa occasio
comii fazem as regaioiras Que garabulha, em-
brulhada o parlanda nao he a maior parto dos os-
en ptos do jornal do Sr. Boma chcio de prossoiros
idiotismos, o deseiK habidos galecjsmos, som princi-
pios som hpica sem nexo o som methodo Hi f-
rula doescrplor do Carapueeiro, que nflo castigas
um escriptorporexcencia do partido nacional '.
':! Dtffnusest merrenarim mercetsua.
\ Fin quanto o tal decantado partido nacional
se mantiver por mcio da sua masborca infreno, me-
recer sempre osaiiathemasdaspossoasdo hem.
na mao o nagioo talismn, Vmc. enpreala-la-ha a se
nboia aqu para rciirar-separa a ana casa.
__ Para aua rasa ? depuis do que ella fez !
__ Nao lia direilo do a reler, disac .M.ie-l-'ai l.ine com
(ra altivez. Contra ella nao lia mandado de pritlo, neni
do deposito; lio litro em virludo da lei, Se depnis I1011-
ver ueeesaidado do sen Icalcmunlio, aberei onde pro-
cura-la.
O carcereiro enlendeo que nada ludia a replicar.
__ Com ludo, diaso elle anda com un resto de iu-
quioiacao, a minlia reaponiabilidade est enpaabada;
falta ne um preso. Ora que direi en quando o oonco-
11,0 Je guerra 1110 ordenar que eu aprsenlo o capillo
Fabio? .,. .
__ Vosa entrejjar Cattrone, c o cuucelliu decidua.
__ Bom! dase entre si Krrautc, lemoa o bode einis-
ario. O innocciilo pagar pelos culpados. O' just'
dos liomciis !
lial'.iclla restituida a casa de seu lio auslenlou a fbu-
la do arliala inventor. O barao acredilou que ella liavia
passado a noule no convenio das camelilas 1 so vcio a
saber da evaaao de Fabio pelo rumor publico, como lodi
0 niundn, e repeli mil veies no eveesao de aua alegra
Ter quaterque beatus.
Continuar se-ha.)
-'-.'-
ILEGIVEL


troco de empregoa, honras, ttulos, gracas, com-
itiendas, Mononas de jure etc. etc. i ; mas nflo
itcscjarei otlcndcr aos nobres actualmento repre-
sentantes da minha provincia, qual desejo, de
lodo o coracSo, que olios honrom o mais possi-
vol nessa Ufo importante missflo. Ku bem previ,
<|iiando o Sr. liorna onlrou a morder a minhi
reputaeflo, que me levara dura necessidade de
pleilearmos o campo das verdades amargurada*s:
i'oi para me livrar dosse desagradavei conflicto que
cscrevi para a corte a um amigo nosso, dizenuo-
llic, que ilzesse, por via do Snr. Urbano, cm
que. o Sr. liorna nflo me obrigaau a defender-
me com declaracocs aziagas, leudo* csso partido
se socorrido a una bandeira o proteceflo que cu
respailo, o aquem sou grato: mas parece que
isso e o deilar azoito no logo seria a mesma coli-
sa ; porquanlo o Sr. liorna fez urna pequea ire-
goa, e nilo sei se por alguma inspraoao diabli-
ca Irepouce-nie outra ve/ sobre o magro costa-
do a maneira do vellm Marinho do Seindliac nos
conloa arabios : onde me arrojar o Sr. Roma ?
Cortamente na praia das espurcicias! .
Wm entretanto quiseramos que <, Sur. loto Mau-
ricio mostraste qual n conflagrarte em que estuve a
provincia por oeeasiao das eleicoes ilo Afogado ccl.
O Sr. Roma lancou-me a praga, quo o Sr. Pau-
lino Je* Soares deveria romover-me parto infer-
no por causa das cleic^es de Taquaritinga; en
respond em nina nota que com mais razflo de-
vena o Snr. Paulino remover os amigos do Snr.
Roma, que oxpozerflo a provincia a couflagra'r-se
pelas eleicoes do A Togado. O Sr. liorna, mal a-
enstiimado a dizer todos os dias os soifs torpes
desaforos, a sorem desprezados, allribuindo es-
te despiezo a cobarda, aposlemou-se lano com
n minna nota, que rocebera a carapuca, que
lio Coi de niinha inlonco talhai-lhe, e sim de-
fender-me; e publica nm artigo dos mais pestilen-
te! contra iiiini, inculcando, quo^ sondo eu Caval-
canti e influente, nao uve oulro motivo de es-
erver, sendo para fallar as eleicoes do Afogado,
onde essa familia influir : resvalando assim tilo
inalreiranienle a bem cabida censura sobre os
execssns desatinados do sen partido as ditas elei-
coes, aculados por alguns juizes de direito, que
alias, se fossem removidos, o Diario do Sr. liorna
poria o ministro na ra da amargura. Saiba pois
o leilor que nao f'oi sem razos que toquei
lias cleic,oes do A Togado j e que eslon prompto
para demonstrar com Tactos o que dase ; por-
quanlo, se eostumo discutir os meiis actos, e as
nimbas opiniOes sem ser por dotraz da cortina,
como fazem os amigos do Snr. Roma, son capaz,
como estarei disposto a sustentar o provar quan-
lo digo, com lauto que nflo me privem dos nieios
que lenlio para esse lim, como ja me tem sueee-
dido. .
*". .Se he que nao calende por conflagraba da provin-
cia a opposlcuo Juila com a maior dignidade possi-
vel a quantut torpezas te /< tirasse n homem mais abjecto e sevandtfa ele. As-
senla-lhe este texto do lalini macarrnico De-
nunciara, et non probare, cst calumniare, si mens
ost noquiiie maro Para forrar o trabalho do
Snr. Hr. Cabral traduzir quer dizer Acensar e
nflo provar be calumniar, se a inlencflo be ina-
Ko entretanto responda-me o Sur. liorna: Seria
torpeza, ou irrcgularidade, 0U O desjo de vencer,
como diz mais adianto i' Si for esle, nao be o
mesmo ; que justifica a irrcgularidade constitucio-
nal da commiasfio do Sr. i ruano ? E porque
nao justificara tambem as torpezas das eleicoes
do nieu primo ttaneco? Infamia para a provincia;
deshonra para o homem das torpezas pelo desejo
do vencer: nodoa para Aloyado! Infamia lainliem
vencer quem o deveria ter mais, o povo ou o
poder i' So o poder foi quera vencen, e triiimphou,
seria por ter mais desejo o poder, OU o povo ?
Rcsuondei, Sr. Roma ; se o vosso partido, adu-
lando o poder, estando no poder, o triumphando
por meio do poder, com opprcssao dos dircitos
ilo povo, e da liacflo, c se jactando com tanta os-
tontaQflo de ser o partido nacional; sera o nacio-
nalismo de l'olysperchoii, ou de racin:' An, Sr.
Roma e vossos sucios Quem nao vos oonliceer
que vos compre; e a boiihomia dos bous Pernam-
bueanos i|uc vos tolere illaqneados pelas V0SS8S
imposturas, que a mim nao sorprenden), flquem
cerlos dissn.
Pois em qiinlqucr piule lem o partido praieiro
urna Jorca em servir activo nutra em reserva para
rebater impottWtt como o Sur. JoAo Mauricio.
Sei milito bem que a Sra. praia tem a sua liga dos
Adieos de queni oSr. liorna ser araulo; mas OU
quizera, por amor da minha provincia, qu essa liga
procedesso com o mesmo patriotismo i|ue a da
(.recia ; o nilo res[iondesse aos suppostos imposto-
res de modo que podessem os seus antagonista cen-
sural-a de cacetistas, o de bacamarlista, segundo o
que se vio do preludio de vcsporassoicilianasdo l.-
moeiro em CI do marco prximo passado, c do
deslino ile alguna nfelizes Pornambucauos, cuja
sorle cruel e desgranada iiiuita gente receia, bem
como meu primo doulor Joflo Antonio, para cujo
assasnato so convidrffo sccloratos em um ba-
nlio!.. Corto de que Dflo me cabe o rifilo ~ Quera
com ferro tere com ferro sera ferido como o Snr.
liorna justificara o cruel deslino de urna das victi-
mas. .., porquanlo felizmente nao teubo iuimigo
particular, salva a gratuita rivalidade poltica, por-
que nunca malei, nao roubei, neni son devasso.
Comhater-me-hci portantocom esses Dcmosthnea
l da praia; mas,seguindo oexcmplodo |ihilosopbo
locin,com a minha pobre conducta*, com a minha
Iraca voz, e com a minha tosca penna, esperando,
sol a ajiula de lieos, defeuder-me sempre em prol
ila ventado, da razflo, e da justica.
Di ixe-se pois o Snr, Jouo Mauricio de querer a-
hnriiir o eo rom as peinas, ele. Nao lenha o Snr.
Roma este receio, ja I be disse, o O repito, nao tc-
nho essa vaidado, que Ihe causa tantos chimes.. .;
lique ella para os seus, e Ibes faca milito bom
prove to.
Olhe pura o pequea numera dos seus suelos em
comparara dn grande muioria da provincia, ete.
Nao sei quaes sejflo estes meus sucios ; se sflo os
meus prenles, acceitO-OS de milito bom grado, e
me acbo carregando com os seus poccados polti-
cos JO se eu nao posso deixar de sentir os males
que o vosso partido faz aos que me sao eslra-
nbos, como deixarai do sentir a barbara persegu-
eflo que esta soilrendo a iiiiuha familia i' Se isso
llueiicia
Sr. Roma, a influencia do l.imo'eiro nflo be turbulentos e embusteros
finalmente, Sr. Koran, sea
exige
minha, e sim do vosso mimoso conimssaiso; se legi-
tima, on nao, diga-oo Sr. Urbano, que o conhece mais esclareclmentos, sobre ludo quantometemai
Afogado
jara o paiz. ; deshonra para os Ilustres incmbios (.|(.j,.jj
lia CORimSSflO 1 nodoa para acamara dos dcpU-lpACg
lailos de 15 lie assim que responder aquello, cuida, orne
que nao for fascinado pelo espirito de partido... |0 os s,lls
Ja queremos conceder me em algum-u partes /<*- causa de eleicoes; ludo emllm ueste gi
sen iiseleicdes levadas di alguma irregalar,dades,\aeml elec^8 elomrazao), Assim 0
/linas ilo ilesejo iie vencer, ou mesmo ile mas infor-
marles, etc. Eis una verdade francamente ponfes-
saila pelo jornal do Sr. Roma, a qual para mim
valo um Ibesouro.' Arranquei-lho um denle, cuja
doscoberla me recompensa de minhas penosas lo-
ciibracoes .' Estilo justificadas as irregularidaucs
das eleicoes de Taquaritinga pelo desejo de ven-
cer; assim como este justificar tambem a irrc-
gularidade constitucional da commissfio do Sr.
I'rbano. O escriptor de um partido nacional cabir
ni (al disparale! I'or ventura pude o nacionalis-
mo ser compalivel com irregularidade-alguina, so-
ja esta qual lor .' Mas, se o partido nacional he
o primeiro a dar o excmplo, J nao digo da irrcgu-
laridade, como ilo mais hediondo cuantalo coti-
lla o excrcicio dos dircitos da soberana la nacflo,
o que bao de fazer aquellos, que sao ciosos des-
os dircitos .' Commoltem torpezas, como diz o Sr.
Roma, coinmellcra o meu primo Alanceo no Afo-
gado :i Commoltem irregularidades, como cora-
iiiillcia.o poyo as eleicoes de Taquaritinga ; o o
que importar' por ventura essas torpezas, essas
irregularidades cleiloraes do povo senao urna op-
11 i.-."io constitucional aos agentes do poder que
0 oppi iraem, violentando os seus dircitos No-
gal', sr. Roma, se sois capaz: mas respondo!-
me ; Serillo as mas inl'orinacocs que motivrflo a
irrcgularidade da coramissao' do Sr. Urbano, o sena o desejo de vencer ? Seriad as mas in-
riniiiair.es que motivrflo a irrcgularidade da
.leicio do Mugado, OU seria o desejo de vencer ?
serijo as ms informacoes que inotivarao a irre-
uularidade das eleicoes de Taquaritinga, ou seria
bdesejo de vencer '.' Seriao asmas iiiloriuacosem
i
(i, Tendo me cabido tambem a sciihoria de Jth
h como deputado na occasiflo da coroaeflo, anda
nao liici esse titulo; 0 nada solieilei.
1 2 t;iio, c honradez eu assaz venero, lia de perdoar
esta censura sua experiencia, e boa fe, ijue nao
everia deitar-se sorprender pelo mavioso canto
ilessas aereas .... Nessa corrila nao cahiria scu
nobre irmo o Sr. Martim Francisco, que n'uma
das suas conversaces Dianas, o inleressanles me
10 um crime, queixai-vos dos deveres do sangue,
e dos da biiniauidade, que nao posso transgredir,
ombora me acho bem resignado a supporlar todo
o resultado desse marlyrio. Mas, era quanto a es-
sa grande maioria da provincia de que alardeis,
impondo.. .\ ella he como a bella Venus, que
encanta oxteriormonto pelos adornos, e atavos da
arle, v- nao be capaz de mostrar interiormente
sua miseria aos seus Adonis, senao na escuridao. .
Que se aclai disposta a derribar essa legitima in-
fluencia ete. Vos sois como aquello deputado vos-
so amigo, que no lempo de eleicoes dorme com
sonha com eleicoes, aceorda com elei-
coes, almoca com eleicoes, jauta cora eleicoes, s
ciees, Iniga por eleicoes, tem perdi-
migos por eleicoes, he verstil por
rende ge-
l'azeis vos
com o cium ea inveja da influencia legitima da
familia Cavalcauli : pois, para nao continuardes a
brisar commigo, senao por causa da influencia
legtima doLimoeiro esta eslima e conllanca com
que rae lionr.'io os meus concidadaos limoeirenses;,
OU farei eoinvosco, como fr/. o principe Taxilo
com Alexandre, quandocsle grande ambicioso, mo
salisleilo com a conquista da Poesa passara a con-
quistar a luda. Para que couihaterraos, Ale-
xandre disse Taxilo .' se nao nos queris roubar
neni o nosso alimento e ncni a nossa agoa, as
nicas colisas pelas quaes os bonicos honrados de-
vora pelejar ? Km quanto ao que cbamao riqueza,
se sou mais rico do que vos, consinto em vos fazer
parle d'ellas;sesou menos rico, consinto cni vos ser
obligado Seguindo esle excmplo, eu dire pois : So
nao me queris roubar a honra, neni a vida, e
nem os bens, cousas estas por cuja defeza os bo-
nicos devem disputar, para que estardes a des-
compor-me repelidas vezes? Se he por motivo do
influencia, consinto emcedcl-a ; ja dei prova;pou-
co me importa que vosso partido a lenha toda nao
so no l.inioeho como era toda a provincia, com
lano que nao abuse della para porseguir-mo, o
a lunilla familia, e aos nossos amigos, como es-
la fazendo. .
Que .vi, quer ter odireilo exclusivo de govemarhe. Ca-
lumnia atroz, negra ngratidfio Revolvei ahisloria
Oleitoral ilota provincia, e la acharis a influencia da
familia Cavalcanti, tendo concorrido as legislaturas
precedentes para a ele(flo dos vossos amigos depu-
tados, os.Sr.s. Urbano. Nones Machado, Carvalho Men-
donca liego Monteiro, Peixoto de tirito, alendes
la Cuiilia, etc. ; assim como veris na oleicfloda
actual legislatura lor sido a influencia da familia
Cavalcauli una maroinba para a eleic0 dos mos-
inos depulados ; por quanto ( pordoeiii-ine oles Srs.
osla verdade forcada, fui, guerrean do-so essa iiilluen-
J l Mil vezes dcsculparei antes torpezas pelo de-
sejo de vencer eleicOes, do que o escndalo de
, ipprirair, c. violentar os dircitos do povo, OXpon-
'lo-o a dura necessidade de resistir loica de
jiialquor sorle que o possa fazer, sendo os meios
la torpeza, o da irrcgularidade preferiveis aos das
Irmas.
(i) llemostbenes um dos modelos da cloqucn-
cia, vaidoso, c audaz na bonanca, e cobarde no
perigo .assim como inuta gente boa; segua nina
poltica perniciosa, reprovada sempre pelo sabio
Pocin, cuja eloquencia lacnica, fazendo com que
as palavras fossem, |ior assim dizer, oulras tantas
e-
de
ben, segundo a defeza que me fez impressa quando
era meu amigo e bem intimo na Quottdiana Fidedig-
na. Pertence exclusivamente familia Barboza. onde
o partido nacional Tez recibir todas as regalas dos di-
rcitos polticos, com exclusfio daquellas familias o
pessoasminhas alliadase amigas: hedesl'arte que
todos estes sollrcm o destino da mesma guerra quo
aculis contra a minha familia. Masrespondci-me,
Sr. Roma: se sois o azorraguc da influencia legitima
das familias, ser por amor do paiz, ou do nteresse
particular do vosso partido ? Se lie por amor do paiz
o vosso nacionalismo mo deveria promover, o apoiar
exclusivamente os privilegios e regalas da influen-
cia da Tamilia Barbota '1 ) com vilipendio das ou-
lras familias da comarca, nflo menos dignas das mes-
mas rogabas c privilegios ; se he pelo nteresse pri-
vado do vosso partido, estas familias ospeshihad is
devem reclamar com todo o vigor contra tilo desp-
tica USUrpac&O dos seus dircitos consttuconacs.
Ora, se tendea aborto a hcela de Pandora para por-
dosem lucia a familia Rarboza cora esta ou aquella
alijada contra as regalas conslitucionaes das do-
mis familias dacomarca ; ese nestas familias ba-
voro" por ventura defeitos em menor escala do que
naquellas, em cujo seio nao se cncontrao o talento,
as riquezas cas maneiras, quo no sen seio emita a
familia de que sois tao rivaes, nao ser concludcnte
que vos guerreis o talento, a riqueza, as maneiras,
a virtudc, o mrito o a honradez para aterrardes es-
sas prorogativassagradas, e sobra suas ruinas formar-
so urna repblica de todos aquellos (pie de bom gra-
dse quoirflo alistar nessa vossa bandeira, com tan-
to que solis os arbitros dos destinos da provincia!'!!
Ab! Sr. Roma! quem vos nao conhecer que vos com-
pre, c ao vosso partido!
Sr, Jodo Mauricio dci.re.-sc de mrolai/ens que o lempo
dos tolos j seaeabou,6u. A contrario sonso dire
com mais razflo: Sr. Roma, deixe-se de imposturas,
O matreirices; porque, Si) ellas, i Maqueando a boa T
dos incautos, que profanis cora os vossos embus-
tes, o (los tolos do quo inTelizmciito anda a-
Iturnia o nosso hora povo peenambiicano, o sacrilicao
ao proveilo dos nteresses pessoaes do vosso lado
aiuda lomos na provincia felizmente milita Ilustra-
ran patritica paraos advertir do perigo do abysmo
insondavcl que VOS cavis; aqu eslou por exe'mplo
eu, pedante c estpido como me chamis, que com a
mesma intrepidez do Romano Muco Scevola (->,
lirada ral Pornambucauos, estis Iludidos ; abri as
vistas para couliorcrdes o precipicio, em que vos
des despenbar por causa desses que a elle vos ouipu-
chflo, nada tendo a arriscar para ludo gauhar !
Basta de ludrociras e assassinatos ,c. Provera a
lieos, Sr. Roma, baslassom tantas iutrodur^iics oc-
currentes de cdulas falsas.... ; oque a polica
dos vossos dexasse dedarsuspotasileselheattrbui-
rom os assassnatos as pessoas da opposicao, como
os inlelizos Didonho, Targiui, Rohm, 6(C. &C. i'!
Pois alera destes houverilo so no l.moero i. ou 8 as-
sassnatos nos _' mezes do marco eahrl prximos pas-
sados ; sendo um desles n'iini insigne ladrao de ca-
vados, cabo de om inspector de quarteirao praieiro,
de quem era milito particular, e lucrativamente pro-
predilecto; e como esses assassnatose ladroeiras
nao sejo no lempo da presidencia anathemati-
sada .... mas sim agora no lempo da polica bem
aventurada .... nao somonte eu uo esperanco que
sejo bastantes, como allirma o Sr. Roma, como devo
recelar o mesmo destino dessa espada de Daraocles,
pendente sobre a minha cabeca, O a dos meus p-
renlos, e amigos!....
Nem sempre l'crnambueo latvia de sofj'rer a prepoten-
cia dos bastardos de Jrronijmod'.Mbuqucrqxic, e do car-
comalo Cavalcanti. Mas no l.moero as familias mais
honradas e pacificas estn soHrondo a prepotencia
nao provinda desles bastardos! Achincalhais a no-
broza dos ascendentes da minha familia, sem vos
lembrardos, Sr. Roma, que uo gostarieis, se achin-
ealbasse tambem a nobesa dos vossos ascendentes ;
e nem mesmo desejaricis que se comecasse a desliar
a vossa legilimidaae!. Com quanto eu pedir a
nobreza do mrito e da virlude do nasciment;
esta lauto be alguma cousa, que o jornal do Sr. Ro-
ma so ucciipou, ha hora pouoo, com a genealoga d'u-
ma das personagens do sen partido, o Sr. Antonio
Joaquim de.Mello, querendo inculcroslo digno ci-
dadocomo mais nobre que os Cavalcanlis. Kquo-
rer o Sr. liorna ailmiltir o principio da igualdade
absoluta, ou impugnal-o commigo para admllir
o principio da igualdade relativa:' Todos so-
mos iguaes peante a lei mas d'uns para com
os uniros individuos o Sr. Roma nao approvar
esta igualdade absolutamente Tallando : (8) be
assim, que, se o Sr. Roma se desvanecer por ser des-
cendente dura marlyr da patria eu tambera me
desvaneceroi de ser bastardo docarcomano Cavalcan-
ti, a cujo respeito cumpre-ine declarar a verdade
que sei dcsla minha linbagein, so devem ser acre-
ditadas as memorias de Antonio l'eijde Mello, que
passo pelas mais verdicas, dcixando campo Tranco
ao Sr. Roma para conleslal-as; e lio o quo se se-
gu Filippc Cavalcanti, filho de Joflo Cavalcanti
e de sua mulhor Cenebra Maneli, illustrissirao lidal-
go Florentino, casou cora D. Calharina d'Albuquer-
que, lilha legitima do esclarecido Jeronymo d'Albu-
uuerque, o do D. Mara do Kspirito Santo Arco-Verde,
hlba do caboclo Rcguuo Taibar Arco-Verde, prin-
cipe entre os indgenas de Pernamhuco Kis a ori-
gem da Tamilia Cavalcanti; remonte agora o Sr. Roma
quem, e alm desta linbagem para mostrar com
documentos, se he capaz, ora que grao (leparon com
minha ba.stardia !
'Udo, pode conlinuar a servir-se do vehculo da
i ni prensa para reclamar; corlo deque cabalmente
o satisfar! do outra vez, pois que desta j bastante
cnTadonliodcvo parecer-lne, apezar da boa volita-
do, odisposieo, ipie sempre encontrar no scu p,_
Iricio, o venerador Jodo Mauricio Cavalcanti 4t
Rocha Warderleij.
I.imoeiro IA de Junbo de I8i..
Publica^ocs a pedidos.
lllm.Sr. Tendo recebido a ordem docomman-
do superior, de 27 do mez de junlio prximo passa-
do, o nclla transcripta a portara, cujo panel com
o nomo de minha reforma no posto de majorde guar-
da nacional, com que me honrou o Kxni. vice-pre-
sidentc, sem que eu lenha Taita de sade, e nem
requerido semelhante gra?a ; nflo posso deixar do
protestar contra tflo rrita, e Ilegal promoeflo, A
qual nflo aeccto. Sempre so reputou a reforma co-
mo urna especio de aposentadona concedida ao mi-
litar, cansado no servico, o na guarda nacional: ella
he dada sempre a pedido das parles, provando im-
pedimentos physieos; pois do contrario, que bem re-
sultar do reformar-se toda a mocidade braslcira,
por mero capricho governativo, formando assim (rus
ou quatro logices de offlciaes invlidos? Ora, cu
nflo mesinto doenle, nem requer reforma, eneni
o capricho do govcrnanlc lem frca de lei, eneni
s por estes motivos, como poroutros, he esto lint
acto Ilegal, a que nflo me pode obligar. Nao ar-
ceilo, pois. semelhante reforma, por Ilegal, ou exi-
jo provas de minha incapacidade. O oslado excep-
cional da provincia nao soflrehoje, quealgunsci-
dadflos rcclamem seus diraitos, por meio de reque-
rimenlos; porque ellos lorflo um solemne indefen-
do, c nada mais resta, pois, senflo appcllardos
cegos, para os vigilantes, dos aotliomatos paraos
ndepondentes; emlini para os hoinens, que nflo
teem paixOes, ovingancasdaordom dodia; emfim
para a calma, e justica do Tuturo. Agradcco a V. S.,
e inuito me desvanecem as expressOes lijongei-
ras com quo rae trata V. S. Igualmente agradcco a
justica, que me Tez o muito digno Pernambucan, o
film. Sr. Francisco Jacnlho Pereira, commandanio
superior da guarda nacional deste municipio, um des
verdaderos sustentculos da lihcrdade, c tranquilli-
dade publica desta provincia. Dos guarde a V. S.
muitos anuos. ATogados, 7 de jullio de IRi.. Illni.
Sr. Dr. Manocl Francisco de Paula Cavalcanti d'AI-
buquorque, coronel chefe da segunda legiflo do mu-
nicipio do Itecife. \nacleto Antonio de moraes, ina-
jor do quinto batalhflo do mesmo.
Illm. Sr. Muito respetosamente recebi oollicio
do V. S., de 16 do crrante, pelo qual rae desono-
rou do excrcicio de Inspector deste quarteirflo, e
nem monos podia cu esperar, senflo que fosse re-
movida tflo importante auloridade, para nm servo
de V. S.; resta tflo smente agradecer a V. S. pou-
par-nie 0 constranginiento de. excrcer TunccOcs, s
proprias de iguaes sentimentos. Felicito a V. S. pe-
la preeminencia da pessoa de V. s. para subdelega-
do desta freguczi;' e praza aos COS tflo bem aqui-
nhoadas sejflo as domis Troguezias da provincia.
Aproveito ocnsejo para protestar a V. S. minha es-
tima o respeito para cora a pessoa do V. S., a quem
lieos guarde, etc. Remedios, 23dejunhode 18-Ij.
Illm. Sr. dr. Laurentino Antonio Pereira do Carva-
lho, subdelegado desta Trcguczia. SimiaO Concia
Cavalcanti Miirumbiru.
CGMME^IO.
Alfande(ja.
Rcndiinento do dia 15...............7:C34j027
Desear regad hoje lfi.
Ilarca Antoinette farinba.
BrigueBrandy Winemurcadoiias.
Uriguc//. /'". I.optr dem.
UarcaCalharinadem.
BrigueTnfoliumtarn lia.
'.Irigue Vutturebacalbo.
BrigueFabiusfarinba.
Macednio, os embaixauorcs deste principe Ihe dis-
serflo ( nosso rei vos estima porwrdes homem
do bom ao que acudi o philosopho Pois o
vosso rei me deixe viver como homem .
talando para beber a fatal cegude a nica recom-
uioi.daco que fez para o scu lillio foi (pie se es-
(uecesse da injusti(a dos seus concidadaos. H-
roe por corto bem digno do invcjai-se !
(1 ) Talvez por srosla familia aparentada com o
Sr. Urbano tere maiores prerogatvas, do que a dos
Srs. CumarS, mais rica e numerosa ; a dos Srs.
Costas Comes ; a dos Srs. Arrudas ; a dos Srs. Quei-
niadenses; a dos Sra. Corroas; a dos Srs. Araujos
Pereras; a dos Srs. Aqunos Peroras; a dos Srs.
Robertos, &C. c. todas minhas alliadas, e da minha
familia; ae ergo espesinhcdaa....
[i} Scevola disse ao tyranno Porccna Obrar e
morrer como hroe : outros muitos hroes formarfln
o mesmo projecto.
3 Assim por exomplo, o Sr. Roma nflo querer
ser igual ao seu esclavo; e nem querer v. g. que
oSr. scu amigo, oSr. deputado Urbano, soja igual ao
seu criado mis regalas aociaes; por quanto, nflo po-
dendo este era ao monos ser votante as eleicoes
pela constituido, esta concede ao Sr. Urbano o di-
reito preeminente, segundo o seu mrito c virtudes,
de representar o seu paiz ; [de ser um magistra-
do, etc. etc. Ik.
IHPOBTACAO.
Calharina; galera dinamarquesa, vinda de Hambur-
go, entrada do toironlu mez, consignada a N O. I i.
& C., man ifcilou o fegumlc :
"20 quarlolss vinagre, i caixa cordas para guitarras; a
Kalkemann & llosemund.
1 caita prnnas, 1 dita miudezai, 1 l.-rdo luvns c col
lele, 1 dilo lencos de stda, SO volumes cba, C tai-
tas vmbo, 25 barricas carne; a ordem.
200 barricas cimento ; acouipanhia do Bcliiiibc.
2 caitas goai'dcnle, I dita bolaxinba, 1 di(s Licoi
de algodio, 5 einl.rulhosamostras, 4 caitas blendas de
algodao, 1 dita e 2 barricas couros de lustro, 8 caiai
bezorros, 1 caitinba Tan ndas de algodao e loa, 2 dibs
dita de algodao e seda, K ditas dita de linbo, 2 fardos
papelo, caitas tabuinbs, 2 ditas pertrnecs para iba-
peleiros, 2 ditas goma- lacea, 2 ditas Taiendss de sida,
1 dita filas de s la e algodao, 1 Tardo la;endas de lia,
I'-1 caitas meias do algodao, 1 (aia laiendas de lia,
2 ditas agea de Colonia ; a J. (taller.
20 caitas meias de algodao, 2 cu.brulbos amostras,
20 caitas fazendas de linbo, I dita merino, 2 ditas fa-
/endas de ulgodo o laa, 2 ditos dita do algodao ; a S.
Toblcr.
5 caitas fitas de algodao, I dita fitas de seda,. 1 em-
brulbo amostras, 2,* barricas cimento ; a Roulth &
Riioulac.
175 barricas potassa, lli fardos cabos finos, 1 cm-
brulbo livros impressos ; a Lo Bretn S, lirannn &C.
\ caixas agoa do Colonia. 57 berris piegos; i .'
Brauder a Itrandis.
120 barricas cimento, i caita cscova, 2 ditas sus-
pensorios, 1 dita gratnpas, G ditas botos, 1 dita de-
dtes, 1 dita ponnas-lapis, 2 dilas espelbos.1 dita pon-
tea, i dita caitas para tabaco, 18 ditas miude/as, 1
dita amostras, 1 dita 1 e fardo cadenas, 1 embrulho
amostras, 2i7 barricas polasra, iiOcaitai qucijos,4 di-
las brai, 2 fardos lonas, 1 dito drogas, 5 tinas bitas.
7IObarasdo ferio, 1 fardo livros impressos, 5caiiM
armas, ditas lilas do algodao, 2 ditas com um bs-
obeiro e perteocos, 2 pecas de carne de fumo, 2 sala-


s
,;, ", barricas bolaxinhe, 100 bar.ieas genobrs, 1900
jirafjsvasio, -H volumes cajos, 2 calas pertences
nua ehapeleiroi, 91 saccas Isrlo ; iN.O, Bicber
Tt!. Hrii-os ferragens, 1 caixa dedacs, i embrulho fer-
ragens, I caixa utensilios para chapeloiros, 1 dita miu-
dezas; a A'olmeyer.
| cai -, caitas miudezas ; a W. Gorlett.
I Tardo fazondasde alg..dio ; a A. L Slrauss
1 cuino 1 saceos drogas; Soissct & C.
0 canas perlences para cbapeloiros ; a il. Zim-
1 caia agoa mineral o rap ; a J. C. Gomes.
I caixa vdros, 71 vnlumes drogas, 12 caias armas,
.'fardos papelao, 1 dito impresos, 4 pranxesde mog-
o. I fardo com folho dito ; a F. H Lultkins.
7 caitas, 3 barricas, a 1 fardo drogas, 1 caixa reo-
slos, 2 ditas com um pianno a perlences, 13 volumes
miudezas e fazendas; a Cesar i Truger.
Creamore; brigue mgli-i vm lo de Terra Nota, n-
tralo no correte mez, a eonsignscio de James Crab
i,-.. C. nianifestou o Sogointe:
2010 barricas com bacalhao ; aoi consignatarios.
I.oper; escuna americana, vinda de Phladelpbia,
entrada no correnle met, a consignacSo de Malbeus
Austin 4C, manifestou o seguinte:
1000 barricas larinka de trigo, 1!U) birris potassa,
175 caias cha. 400 barricas l.olaxinba, 50 caixa*
telas de eipermacette 1000 barricas abatidas; aos
consignatarios.
Cubridla ; brigue napolitano, indo do Trapani,
entrado no crrante mez, a tonsignacio do N. O.
Bicber &C menifeslou oseguinlo :
200 salmos de sal, e 1000 resteas de alhos ; aos con-
signatarios.
Anloimtle; barca franceza, vinda de Marselle, en
Irado no corrente mei, a consgnacio de Le Bretn
Sthramm & C manifestou o seguinte :
398 barricas farinha de trigo, 30 barril e 30
caitas azeledeolieira, 30 eaixas cnxofar, 30 ditas
ac. 0 babs o 1 caita perfumara, 1 fardo e2 eaixas
papel, 630 taraos louca, 200 vasos para flores; aos
[consignatarios.
12 eaixas azeite de oliveira ; a Avrial Prres.
1 barril drogas, 1 caixa almofirizes du mar more ;
a ordem.
Trifolium; brigua lubcchence, vindo de Trieste,
entrado no corronle mez, consignado a N. O. liieber
i C.. manifestou o seguinte :
1500 barricas farinba de trigo N. O. Bieber
terca pinto do preco por que jora arrematado o dito
imposto nos referidos municipios. K para constar
innndoii o mesmo Htm. Sr. inspector publicar n pre-
sente. Secretaria da thesouraria das rendas provinci-
as dePernamhiico, 15 de julho de 18.YV -- O se-
cretario, l.uiz llu Costa l'iirlorarrririi.
et laracoes.
O arsenal de guerra contrata, com qtiem por
menos lizer, o l'orncciinonto niensal de di...untos e
trilito e quatro baldes d'agoa, para o njesmo arse-
nal ; duzentos e setenta ditos para a companhia dos
aprendizes menores; e trezentos ditos para a compa-
nhia d'artifices; mandando-se buscar ao lugar donde
forfeitoo fornecimento, que fr para o arsenal, e
companliia dos ditos api cndizcs; o mandando o for-
necedor conduzir a que for para a companhia de ar-
tfices : aquemeonvier, mande a sua proposta em
caria lechada a esta directora, at odia indo cor-
rente, declarando o preco de cada balde. Directo-
ra do arsenal de guerra, .15 de jnlho de 181..No
impedimento do cscripturario, JoaO Uicardo da Silva.
O dr. Joj Feneira da Silva, membro do conce-
Iho de salubridado, participa a quem convierque vaccina
as quarlas e sabbados na casa dos expostos, tendo
principio as nove horas em ponto. As pessoas que se
apresentarcm para ser vaccinadas, devem dar o nome,
dada, naturalidade, iliacao, estado, condicao o mo-
rada para registar ; assim como Gco obrigadas a ol-
lar no citavo dia, sob pena de serem multadas na con-
formidade das posturas da cmara municipal. Recife,
I-i de Julho de 1813.
O abaixo assignado, como cnsul de S. M. Untan-
nica nesla cidade, ollerece a quantia de quinhentos mil
ris a quem entregar s autoridades competentes
Francisco Antonio Mendes, Portuguez e barbeiro, que
esto pronunciado no crime do homicidio do fallecido
Kucrali Jane, subdito Britannico, pela subdelegada de
S. Fr. Pedro Concalves, cuja quantia pagar, logo que
esliver recolbido a prisio desla cidade o dito Mondes.
Consulado britannico em Pernamburo,14de julbode
.1815. H. Auguttu Coteper, cnsul
COMPANHIA DE BEB1RIBE.
O caixa da companhia do Bebiribe roga aos Srs.
[.accionistas que anda nio complelirio as entradas de
50 por canto bajo de o (azer inipretcrivelmente al o
ultimo do correte mez.
niovimciito do Porto.
Suvio tahidu no da 15.
Babia; sumaca brasileira Filis Aurora, capitao Jos
Angelo dos Santos, carga varios gneros : passagoi-
ro, Antonio Jos dos Santos Braga.
Editaos.
Miguel .uhanjo Monleiro di Andradt, oficial da
nupcial ordem da Roa, tavalldro.da di Chisto, i
impector da alfandiga di Pernambuco, por S. M.
Imperial o Sr. Pairo II., aui De $ guarde, ele.
Yi saber, que, no dia 17 do correnta ao meio dia, a
na poita d'alfao'lega, se hio de arrematar 308 pejes de
machinsmo de ferro a 4 caitas com pertences miudos
das mosmas pecas, no valor de 2:000,) rs. impugna-
das pelo feilor e conferente Gustavo Jos do llego no
[despacho, por factura, do F. Bobilliard; sendo dita ar-
rima lacio subjeila ao pagamento dos diieitos.
Alfandega, 13 de julho de 1843.
Miguel ylrchanjo Maniato de Andrade.
U lilil. Sr. inspector da thesouraria das rendas
pr.vinciaes manda lazer publico, em cumprimen
lo da ordem da presidencia da provincia de 7 do cor-
renle, que no dia i. i do mesmo ao meio dia, peante a
niesma thesouraria, ir a prata, para ser arrematada a
quem por menos lizer, conforme o regulamento de 11 de
julbode ISid, esob as clausulas especiaos abaixo trans-
criptas, a obra do aeabamento da estrada-do Po-d'A-
Ihn entre o iim dos atierros da p mo do Catanga, o o
principio doG, lanco, oreada na quantia de 1:897j50()
I r> is.
Us licitantes,devidamento habilitados, compareci na
dita thesouraria no dia e hora indicidos.
Secretaria da thesouraria das rendas provinciaes de
Pernambuco, 12 de julho de 1815. O Secretario,
I.uit da Coila l'ortocamiro,
ESTRADA DE PAO-DO-ALHO.
Ni UUMI'MO da PITA ESTRADA, KM'lli: o um dos at-
TEttllOS DA PONTE DO CXANa', E O PalNCIPIO
DO (>. LANCO-
Clautulai upieiait da arranalacio.
I.' Os trabslbos e obras d'esta porcio du estrada se-
rio leilos pela forma, s.-b ascondires, o do modo in-
I dicado no oicament >, approvado em data de 30 de junbo
lindo pelo Exm. vico presidente da provincia, pelo
proco de um cont oitocentos noventa e sette mil a
quinhentos ris.
2.* Durante a execucio das obras, o arrematante es-
t obrigadoa darsempre um transito lacil na estrada.
3.' As obras principiars no prazo de um mez, a lin-
daras no do quatro, ambos contados em eonformidade
ilo artigo 10 do regulamento das arremataees.
4.* O pagamento ar-se-ha em quatro prestacSes,
na forma do artigo 15 do respectivo regulamento, sen-
do ile seis metes o prazo de responsabilidade.
5.a Para ludo o mal?, que nio est determinado pe-
las presentes clausulas seguir-se-ba inteiramente o que
dispoe o regulamento das arrematares de 11 de julho
| J* 1843.
,f eparticSo das obras publicas 3 de julho do 1815.
O engcolie.ro em chefe, Waulkiir.
<> illiu Sr. inspector da thesouraria das rendas
I provinciaes manda fazer publico, que, em virtude
[ da ordem do Exm. Sr. presidente da provincia, dala-
(li| de hontem, ira novamente a praca, perante a
inesina thesouraria, no da 18 do corrente, ao meio
I dia, o rendmento do imposto de 20 por cont sobre
aago'ardente de consumo, no municipio do Cabo,
pelo prego de 41^333 rs 8 no de l^uarass, polo de
NI333 rs., por ter liavidoouVreciinciilo dcinaisa
Avisos marilinios.
~ Quem tiver contas com a barca franceza Ocean,
arribada a este porto na sua viagetn do Valparazo i
Saint Mallo, quera apresontal-as no escriptoro dos
Srs. Avrial limaos, ate o dia 18 ik) correnle. para
serem pagas; porque, passado este dia, nao so at-
indela innis a reclamaran algunia, a respe lo de
dito navio.
Parao Ast sai nestes 4 dias o bn^ue escuna
Ihhberaco, capitio Joao Goncalves Bocha ; para car-
ita a passageiros trata-se na ra da Cadeia do Becife n.
40 ou com o capitio, na praca do Cumim-rc o.
Para o Acarac seguir at o Iim do correnle me/
o patacho Emulaco fabricado de noto e forrado de
cobre ; recebe carga e passageiros, para o que tem
exccllentes commodos: os pretendenles dirijio-se a
bordo do mesmo, ou a casa do Manoel Gomes da Silva,
amada Cadeia do Becife.
Para o Aracaty segu viagom, impreterivelmen-
to no da 2i do corrente a sumaca S. Crin capitio
Manoel Pereira de S ; quem na mesrua quixer arro-
gar i ou ir de passagem dirija-se ao mesmo capitao ,
ou a loja de cabos ao lado do Cor.po Santo n. 25.
J. T. Guorin. capitio da barca franceza Ucean,
arribada a este porto, na sua viagem de Valparai/o,
para S. Mallo precisa lomar,a risco marilimo sobre
a quilha c frele da dita barca, | quantia de 14:000,000
de rs. poucomaisou menos: a quem convier este
negocio podera dirigir sua proposta em carta fecha-
da ao Sr. cnsul do Franca nesta cidade at o dia
16 do correnle so meio dia.
Para o Bio de Janeiro sabir* impreterivelmcn
te no dia 17 do corrente, a barca nacional Firmea:
luum na mesis tiver oscravosa embarcar, o deveri fa-
zer na manhia d'aquelle dia.
Para o Bio-de-Janciro sahir, com brcvidade.o
patacho nacional Va/ente : quom no mosmo quizer
carregar, a ir do passagem ou remetter escravos a trate,
falle com Gaudino Agoslinbo de Barros, na ra da Crui
o. 66.
Para o Bio-Grande-do-Sul seguir breve o pa-
lc\\o Guapo :i\\xem no mesmo quixer carregar, ou
embarcar escravos, pode enlender-se com os consigna-
tarios Amotim Irruios, na ra da Cadeia n. 45.
Bara o Bio-de Janeiro, com a brevidade possivel,
segu o veleiro patacho Caitio II. : quem no mesmo
qui/er carregar, podo entender-se com Ainoriro Irmius,
na ra da Cadeia n. 45.
Para a Babia segu om poucos dias a garopeira
S Judo: quom na mesma quizer carregar, pode en-
tender-* com Amorim Irmios, na ra da Cadeia do
Becife n. 45
Para o Bio-Grande, pelo Rio-de-Janeiro,segu
com brevidade o briijue Sanla-Maiia-Hoa-Sotle ; re-
cebo carga a escraros com destino ao ultimo porto : pa-
ra o que trata se com Amorim Irmios, na ra da Ca-
doia n. 45.
l.eilo.
O corielor Oliveira far leilao da graoda varie-
dade de laiendes proprias dcste meicado as quaes se-
rio vendidas sem limites algumas a dinbeiro e outras
sox 11 fe ira 18 do corrente, as 10 horas ds
prazo ;
isnhia
no seu escriptoro
tm
ra da Csdeia.
rlvisos diversos.
Boherlt
nem
d
Bernardo Bandeira no pode vender,
em fazer negocio algum com i casas na ra do Jar-
im, n. i, e ra Japraia deSanU Hila, n. i"*, to-
mo ja se fez ver pelo Diarto de :> do corrente ; c as-
sim lica respondido oannuncio do mesmo, em II do
corrente. .
l'erdrriio-se unas amostras de lucos urancosoe
'Mondes, c de linho, as quaes team o acento de fe-
la, rotxo: quem as achou, querendo restituir, diri-
ja-sc ao alterro da Boa-Vsu, loja franoe, n. II,
que sera recompensado.
Quem annunciou querer comprar um casal do
olas de Hamburgo, querendo um casal, a lomea
luanca, c o macho pardo; dirija-sc a ra Nova, u .
Boje IG do corrente, pelas V horas da larde, na
porta doSr. Or. juiz do cvel da segunda vara, se la
de arrematar uin escn.vo, por cxecucjlo de \vria!
Irmffos.
Novaes quim Honorio de Souza linslos, aconta doqiiem per-
teneer, o bilhete n. 90, da primeira parle da :' reir
lotera a favor das obras da itjreja de (iuadelupede
01 inda.
A pessoa, que precisar de un rapaz 15-asih'iro,
para caivoiro, ou administrador doengenlio, oqual
ila liador de sua conducta, annuncie para ser procu-
rado.
Manoel Antonio Alvares de Brito fazscientea
scus devedores, que (liiilherme Marques Kvaninlisia
Crillauovich, encarregado das cobranzas, nao he
mais seu caixeiro desde hontem.
l'recisa-se de urna porco de doce de goiaba su-
perior: quom tiver annuncie.
Roga-se aos Srs. escriv;"es do auditorio dcsta
praca, o favor de declararen! os procesaos, que live-
rem.da mitiga mesa das inapeccjflea do assucar e alga-
tino, ao Sr sollicilador Neto, porque de alguna se
precisa extrahircertidoes, desde 1798 a 180<.
Iloga-se aoSr. Jos l.uiz (aniel, de nacilo fran-
ceza, ou italiana, queira comparecer na ra da Ca-
deia do Itecifc, n. (i, primeiro andar, hem de ne-
gocio seu, ou da-se premio quem alli denunciar a
sua morada.
--Jos Francisco d Araujo CUiimarfcs relini-se.
para a Europa.
Aliija-sc urna casa na l'onte-Velha, confronte
aoSr.CaulO, rom boa sala, alcva. ecozinha, epor
commodo prego : trata-se na ra ilo Queimado, nu-
mero 30.
= Aluga-seuma preta ou moleque, que soja fiel,
parasemra uoia casa: na praca da Independencia
o. 7.
= Precisa-sede ofTiciaesde sapateiro; na ra do
Vigario n. 18. loja de Manoel Teixeira.
= Antonio Duartc do Oliveira llego manda para o
Bio-de-Janeiro a sua oscrava parda de nome An
dreza.
= Precisa se alugar urna preta ou prelo que sai-
lia cozinhar bem ; na venda da ra de S. I rain seo ,
se dir quem quer.
= Acba-se justa e contratada a compra da casa
terrea da ra de Hurtas n 71, pertencento a viuva do
fallecido Vicente Alvcs Cavalcanti, a m-u lilho Norber-
to Altes Cavalcanti ; quem se julgar com direlo a di-
ta casa queira declarar no prazo do seis das.
Adminiveisnavalltas de ac da China,
que loom a vanlagem do corlar o cabello sem olon-
sa da pella deixando a cara parecondo estar na sua
brithanle mocdade : esti eco vem exclusivamente da
China eso nelle trabalho dous dos melhores a mai
abalisadoscutelleirosda nunca excedida e rica cidade
de Pekim capital do imperio da China Autor
Sbore.
N. B. He recommendado o uso destas navalha
maravilhosat, por (odas as sociedades das sciencias mc-
dico-cirurgicas lano da Europa como d America ,
Asia c frica nao s para prevenir as moleslas da
cutis, mas tambem como um meio cosmtico: vendetn-
se nicamente na ra do Crespo bijas a. 8 o 15 de
Campos & Maia.
= Arrenda-se urna casa de dous andares na ra do
Nogueira com bons commodos, a muilo fresca, quintal
e cacimba ; a tratar na ra Velha n. 05, de manhia
at as 8 horas, c de lardo das 3 us 6.
Arreuda-se urna casa terrea na ra da Manguea-
ra na Iravessa da ra da Alegra para a Gloria, n. 7,
com bons commodos e muito fresca ; a tratar na ra
Velha n. 65.
ssa Aluga-se urna casa de dous andares na ra do
Amorim n. 6 ; na ra do Encantamento n. 8 A.
agencias de pansaportes.
Na ra do Collegio, botica n 10, a no atierro da
Boa-Visla luja n. 48, lro-se passaportes para dentro e
forado imperio,assm como dcspschio se escravos: ludo
com brevidade.
Nestes ltimos dias fuilirao de urna casa um de-
dal de ouro lodo lavrado, com Iros ordens de relevo, e
com o poso de cinco oitavas e moia, oqual tem as let
(ras iniciaes G. C. A. dentro do urna cbapinha lisa, e
Jiem assim urna moeda de ouro do cunho inglez, do la
naanho d'uma moeda de 4j000 rs., pouco mais ou me-
nos, guarnecida loda em roda do ouro lavrado, com
um lago tambem de ouro que a fuzia pendeote : quem
de tal furto tiver noticia lari o favor de co nmunicar ao
abaixo assignado, que gratificar generosamente
Franciico Ignacio de Allayde.
Na praca da Boa-Vista, n. 13, troca so urna ne-
gra cosinheira de 30 annos de dado por urna negrinha
do 10 a l'iar.nos, e ah tambem se dir quem engom-
is com perfeicio o por barato preco.
Precisa-s_ de urna mulher honesta, fielediligeo
te, a de uin bomem de meia idade a bem comportado
para o semeo do urna casa de familia, pagando-se-lhe
mensalmente o ordenado, que se convencionar. Os
i|ue estiverem as circunstancias exigidas, e quizerem
assm empregar-se, dirijio-s a Domingos Anlunes
Villaea. com loja de trastes na ra Nova, junto a ponte
da Boa-Vista.
Os abaixo assignados fa/em sciente a quem con-
vier, quocomprrio a loja de lerragem sita na ra do
(Jueimado n. 4; e tendo feito socedade na mesma loja,
desde esta dala a firma commercial da dita casa he Cam-
pos&Almeida. Becife. 9 do juiho de 1815 Joidi
Mirara Campos. Joaquim de Almeida e Silva.
Jos Hodrigues Sordos, subdito Hespanhol, rcti-
ra-se para fra do imperio.
Troca se um Santo Antonio de maloira, obra
muito bem feito, vindo de fora ; no corredor do Bispo,
o.S.
Precisase do um bomem que entenJa de massei-
ra; no corredor do Bispo, n. 8.
Andi Nauzor, da padaria do atierro da lloa-N is-
la n. 6G, avisa a possoa que tin uns peohores, osquses
sao, um cordo, um botio de peito a um transelimde
prata, qua hj de ir buscar < 18 do corrente, quan-
do nio, vende para seu pagamento.
= Preciaa-se alugar una mulher idosa que possa
tratar de um doente e ao mesmo lempo seiba cozi-
nhar ; no pateo da Penb'a n. 4.
s= Da-se dinl eiro a uros com penhortsde ouro e
prata mesmo em pequeas quanlias; na ra da Praia
n. i. > <
as Alugio-sa ascasssseguintes: os dous terceiros
andares dos sobrados ns. 4 e 6 do Atierro da Boa-Vista;
o segundo andar do sobrado n. JO, na ra do Rosario;
a casa lerre na ra dnS. Amaro n. 30, do bairro du
S Antonio por 158 rs. mensa1'; duas ditas nova'
mente acabadas, com quii'.! cacimba o todos os rorn~
modos para familia i.a ra l'orniosa n 7 c na rua
doSevo n. 2; uina dita eom os meamos commodos pv
grande familia na rua da S ledade n 3"> por I2j
rs. mensaes ; oulra dita requena na mesma rua, por
7# rs ; e uina meia-agoa por (ij rs. na dila rua ; o
oulra dit'i na rua ao lado da matriz di B.ia-V isla n. 30:
a tratar no ascrirjt rio Je i- ranrisco de Oliveira Pi-
do na roa d.i Autora n. 26
Dio se 323a rs. a premio, sobre penhores ds
ouro ou prota ; ha rua "Direila n. G'J.
= O Sr., que no dia II ou 12 do coirenlo pro-
eurou a Honorato Jos de Oliveila I'igueiredo, em sua
casa, na rua Augusta sobrado n. 9 e nio o ancn-
Irou pelo mesmo estar ausente queira ter a hondada
de vollar alli das6 ss7 horas de manhia edasduos
as 3 da (arde ou queira lu/er.o favor de donar alli o
seu nome pira ser procurado, vi.-lo ignorar se quem
he.
= O Sr. J.i.in Germano do Paula dirija-se a rua do
Itangfl n. 3, pnmeiro andor.
= O abaixo assignado, tendo tendido a sua venda
sita na rua do Carnario, n. 7, avisa aosseus credores ,
quo tirom suas contas no prazo de 3 dus para serem
pasas YAeodoro da Silra Dumaz.
F.1 Prefiri de Canarino retira-so para lora do
imperio.
Piccisa-sc alugar tima canoa <|iir
pegue em barro para 8oo a 1000 poras de
obra ; quem o tiver annuncie, ou diri-
ja-se na do Hosaiio i!.i I a vista u.
f. Nj mesma oasa tambem se precisa
\c um canoeiro.
(Is credores do Joo Antonio 'Maitins Novaes
participio aos devedores do referido Novaes, fallecido no
ilia 6 do corrente, que a casi o bons do finado se acolo
sequeslrados para pogann uto do croscido debito prai;a
e aununcianlis, o que assim nenhum dos devedores
mesma casa laca pagamento 1 algurm, porque quol-
quer pagamento quo firerem ser novamenle exigido po-
los annunciantes, por ter sido feito a pe^soa incompe-
tente.
= Precisa-se de dous contose quinhentos mil rs por
ospaco de cinco annos, a um por cenlo, pagando-se os
juros todos os me/es, edando-so moradas de casas livres
e desembaracadas ; quem os quizer dar, annuncie ,
ou dirija-sa ao Atierro dos Afogados n. 218, a fallar
com Francisco Xavier das Chagas.
Di se dinbeiro a premio sobre penhores de ou-
ro prata ou hypotbeca ; na rua rslreildo Boisrin
n. 50, sogundo andar.
Prorura-seum menino de 12 a 14 aunes, pro-
fere-se Portuguez, para trabalhar em um sitio perlo
da praca : a tratar na la do Queimado loja n. 37.
= D-se dinbeiro a premio sobro ouro. transelins,
correles e relogios dealgiboira em segunda mi, quo
sejo obras francezas e por proro commodo ; tambem
vende se, o se faz troca a vontade dos compradores: na
rua das Flores n 18, casa de relojoeiro.
xas Furtrio na madrugada do dia 12 do corrente,
do sitio do 1 ilippe Mena, em Cruz-de-A'mas, um
carneiro em grao muito grande como poucos vezes
apparece, magreirao:'posto quo se saiba quom srja o
ladrio por ter sido visto em caminho roga-so a quom
for eflorecido dilo carneiro que he malbado o to-
mem a lovem a loja de Carduzo na rua do Crespo n.
4, que se dar. o olvidaras.
>= Kngomma-se roupa de bomem o senhora com
todo a camisas de bomem tudo por preco commodo ; na rua
das l.srangcras n. 15, primeiro andar.
= JoioPaz Barreto senhor dos engenhos Caipo-
ra a Camacari faz sciente ao respeilavel publico ,
que, por baver oulro de igual nome, ficar-se-ha as-
signando do hoja em vanta Joio Nepomuceno Paz
Baireto; nio pnqudicand > esta mudanza nenbuma
das IransaccSes pendentes e contrahidas pelo annun-
oonte anteriores a esta data. Becife, 12 de julho
de 1845.
= Benvenulo A. da M. Taques, havendosido exo-
nerado da promotoria publica desla cidade advoga no
crirne e no civel, para o que pode ser procurado a qual-
quer hora do dia por sous amigos a pessoas, qua quei-
roo occupal-o na sua caso por traz da matrir. de S.
Antonio Iravessa dos Expostos o. 18 primeiro an-
dar.
= Arrenda-se ou afora se de foro perpetuo um
cercado todo fechado de valo a croata que sustenta
20 vceos de criar, a (erras para plantar no eogenho
Giqu : a tallar com o propietario do mesmo en-
genho.
= Aluga se urna morada do cass terrea, com bons
commodos, e quintal murado na rua Imperial do
Atierro das Cioco-Pontas : a tratar na rua do Vigario,
n. 12.
= Aluga-so urna otaria por detraz do rccolhimenlo
das Ireiras da Gloria : a fallar na rua do Bangel n.
59 com o bacbarel Antonio Jse Pereira.
= Gaudino Agostinho de Barros embarca para o
Bio-de-Janciro urna escrava de nome Boza de naci
Beb lo pertencente a Anna Kulina de S. Jos do
Bio-de Janeiro.
LOTERA
DO GUADALUPE.
Correr impreterivelmente as rodas
desla nterin no dia 11 do corrente, li-
ipiem os bilhetes que icatem. Quem
se quizer aproveilar, abi est o que resln
de bilhetes nas lojas do Srs. Vieira, e
Cunba, (cambistas) no Hecife; Morena
Maniues, Fortnalo, e Mcne/.es em S.
Asbnio; na Boa-vista, botica do Sr. Cou-
lo^e em Olinda, loja do Sr Domingos
= Aluga-se o segundo andar do sobrado da rua da
Hortas com 3 quaitos o bastante fresco por pro-
co commodo confronto oo boceo de S. Pedro n. 20
a tratar no botiqun) ao p do thestre,


as
O
t
i
:
i
i) Nazareno o. llOestai venda nos lugares Jo
eos tu me ao meio da ; Iraz importantes artigos sobre n
qu> dio ila iii-Ho, e outrns provinciai-s.
Manoel Antonio Vi'-ira embarca para o Rio de-
neiro o seo escravo Augusto.
Prccita-se de um caixoiro que lenba alguma
pralira de venda ; om Olinda casa do Jos Joaqnim
AITonso.
Compunhia geral de ag cultura das vinhai do
Alto-Dnuro.
= abaixo assignado agente, dcsta companbia nesta
|ir.ii;n do Pernambuco acaba de recebor pela barca
Helia Peinambucana o primeiro carregamonlo de vi
nbos daquella companbia depois que .Ha loi rehabi-
litada pela legislatura de Portugal e dotada com os
lundos pblicos pela le de 21 de abril de 181-1, para
levar a lodosos mercados, os padres e bausas do vi-
nho genuina c puro do Alto-Douro goralmente co-
nbecido pelo nome do vinho do Porto a fim de
scrviremde guia ao commercio Estecarregamento,
contendo tino; das mais escolbidas novidades deve
oITcrecer aos sonborcs ennsumijores, nio so a certera
dasua pureza e superior qualidadc mas o typo verda
doirodos cxcellenles vinhosdo Porto. Espera pois o
ahaixo assignado que os senhores consumidores su
dirrjlo a sua residencia na ra do Vigario n. 19, pa
10 tratarem do ajusto do todas e quaesquer porcoes ,
quo desejarem. '1 humas de Aquino Fomeca.
= Precisa-se de um caixeiro de Ha I (i annos ,
que tenba pratica de venda e de liaJur a sua conduc
la ; na ra Nova venda n. G5.
Agencia de paisaporles.
Na ra do Rangel, n. 'Ji, conlinuao sea tir.r pas-
saportes p.ir.i dentro c fura do imperio, e despacbao-se
escravos, coa presteza o commodidade.
ss llctiro-se para (ra da provincia Carlota Ma-
ra \ ijiiii.i Maia com sua (Iba Manuela Albina Viau-
na e Antonio Jos de Azevedo Maia.
s= Aluga-so o sobrado de um andar na travessa da
Madre do Dos n. 11 : a tratar na loja do mesmo so-
brado.
Compras.
= Comprio-se, para lora da provincia, escravos de
ambos os sexos de 16 a 25 annos; na ra do Cres-
pa n. 10, primeiro andar.
= Compro-se barris vasios; na ra Direita n. 9.
j= Compra se um cavado, que sirva para viagem :
na ra da Cadoia-Velha n. ~>\. ou annmicio.
a Comprad-so apolices da companbia do oncana-
mento. das agoas ; na ra da Cadeii do Recife casa
n.4l.
= Compra-se urna redoma de vidro para santo,
com sua competente poanba o que tenba dous palmos
e meio de altura, mesmo com pouco uso, serve;nas
Cinco Ponas n. 02.
- Compra-se um casal do rolas hamburgue/as; as
f.inco-Pontas n. 02.
= Compro-se duas rolas (fomeas) de Ilamburgo ,
por 3000 rs. : na ra Direita n. 120, primeiro andar ,
das Cas 8 boras da manhaa c das duas as cinco da
larde.
ts Comprio-se 2a milbeiros de tclbas velbas, sen-
do por preco commodo : na travessa do Quejando
Compra-se urna loja de sapateiro, na ra Direi-
ta ; quem (iver annuncio.
= Comprio-se por commissio escravos de am-
bos os sexos, de idade de 12 a 30 annos : na ra Di-
reita ii. 3.
Compro-se tres cavallos propnos
pata viagem ; ra do Rangel n. 5o.
Vendas.
:= Vende-se urna casa de um andar n. 46 > por
detraz u igreja de S. Rila: a fallar com Joaquim Gon-
calves Vieira Guimarics, quo esta aulorisado pelo pro
prieUrio da mesma casa.
=s Vende se, ou aluga-so urna casa terrea nova,
feita a moderna no Coelbo na ra dos Prazeres ,
por comuiodo preco tanto por vonda como de alu-
guel: a tratar na mesma ra n. 10, das 0 as ( horas
da monba o das duas as o da tarde.
=Vende-sca padariada ra da Gloria na casa n
5 ; lio boa occasiao de se aproveiUrem pois se es-
t resolvido a fazer negocio dndose mais em cun-
ta : a tratas na pudaria da S Cruz |unlo ao sobrtdo.
= Vende-se eff ctivaroenle caf moiJo o melhor
possivel e muitoem conta quulqucr porcao: na tra-
vessa da Madre de Dos n. 11,.o na praca da S. Ciuz,
padaria junto ao sobrado n 106.
= Vende-se una vonda na travessa da ra Bolla n.
8 a dioheiro ou a leltras, com boas firmas e com
o fundos, que o comprador quizer, e lem com mo-
dos para morar familia : a tratar na mesma venda.
= Vendo se manteiga superior u 040, 800 e 900 rs.
a libra azeite doce dito de coco dito de carrapa-
to gomma de tapioca sag amendoas cbocolato
novo, doco de goiaba, charutos da Babia, esperma-
ceto a 800 rs. paios, presuntos, linguigas, lio para
rcao ou velas, passas amcixas estopa para canas ,
palbas do coqueiro breo lentilba e hervilbas cm
porcio e a rulnlbo a 60 rs. a libra cb muito bom ,
vinho i-n^arralado du varias qualidades sal de Lisboa,
1 1440 rs. o alqueire da medida velba 30 e tantas ar-
robas de chumbo e todos os mais gneros de venda
por preco commodo : na ra Nova o. 65.
= Vende-ie urna mulatinbi de 14 ennos, de bo-
nita figura coso chao, fax lavarintoe renda; uma ca-
briohade 15 annos, tambero de bonita figura, cose
chao e faz renda ; urna mulalinba de 8 annos, muito
linda ; duas escravas de naci mocas de boas figu
ras para lodo o servico ; 3 escravos dous para o ser-
tico de campo e o outro molecote para todo o ser-
vico ; na ra das Cruzes n. 41 segundo andar.
= A ende-se una parda que engouima perfeita-
mente cosinba o diario de urna casa cose bem e
fat bicos o rendas ; na ra do Crespo n. 10, piimeiro
andar.
= Vendem-se 5 escravas mocas, de boas figuras,
eogommao e cozinbao e urna cose ; urna dita boa
quilandeira ; duas molecas pecas urna do 12 annos
o oulra de leannos boas para seren educadas por
serum recolbidas; urna prela de meia idade por 200,>
rs. .coxinhn.engomma, e lava roupa; uma parda de 20
annos, de boa conducta, o ptima para o servico de ca-
sa ; 4 escravos mocos do bous figuras lions para lo-
do o trabalho : na ra do Crespo n. 10, piimeiro an-
dar.
Vende se um casal de escravos com uma cria fe-
mea de 8 annos ; o preto ganha na roa: a negra co-
mba o diario do uma casa, engomma liso, cose bom,
borda o (/ lavirinto e a cria tem principios de cos-
tura: na ra da Senzaa-Vclha n. 142, segundo an-
dar.
= Vonde-se um escravo de ptima Sgura para pa-
gem sadio esem vicios, du idade de 21 annos ; na
ra da Cruz n. 5, segundo andar.
- Vendem-se duas moradas de casas terreas no
vas : a tratar na ra da Concordia n. 3.
= Vondum-se estojos de navalhas de cabo de mar-
fim ingieras, a coatento, botina e mcios ditos do Lis-
boa chegados ltimamente ; na ra larga do Roza-
rio n. 24.
Al tencua !
Vende-so o legitimo e muito acreditado rap
areia prota de Meuron & Companbia pelo mesmo preco
da fabrica, de5 libras para cima a ljOOO rs, edahi para
baixo a IgOSO rs; assim como muito bons queijos novus
muilo frescos, o mais generes de vonda : nos Afogados
ra do Motocolomb.
= Vendem-se chitas para coberta, de bons pannos
e cores Cuas, com estampas o arvoredos fmgindo mal-
los pelo barato precode 160 rs. ocovado, finissimss
chitas francezas muito largas do assenlo escuro ,
de quadros o listras cores linas, a 320 rs. o covado,
dita a 260 rs o covado, lanzinbas de bonitos psdres
a ,"2(iii rs. o corto e a 320 rs. o covado corles de cas-
sa-chitas de todas as cores o muito largas a2/rs. dU
la em vara a 400 rs. dita transparente a 2560 rs.
corles de cbitj de asiento escuro e cores lisas a 1600
rs. cbilas cor de ganga e do outras muitas cores e
muilo finas a 200 rs. ditas escuras de lindos padroes
a 160 rs., e em pecas a 5500 e 6/ rs., pecas de breta-
nbas de rolo de superior qualidade a 2j rs. algodo
tuneado muilo largo e escuro proprio para roupa de
escravos e 240 rs. algodio americano muito encor-
padoa 220 rs. a vara dito muito largo e encorpado ,
proprio para lences a 280 rs. madspole. de todas
as qualidades e mais faxendas ludo por barato pre-
co ; na ruado Crespo n. 14, loja de Jos Francisco
Dias.
sa Vende-se um nivel proprio para pedreiro, ou
carpira por preco commodo ; na ra Nova venda
n. 6a.
= Vendem-se o alugio-sc bichas de Ilamburgo ,
ebegadas prximamente ; na ra larga do Rotarlo ,
venda n. .">2 confronto a igreja e que fax esquina
para a ra cslreita do lio/ario.
Livros chegados de novo.
As estaedes de Thomson em inglez ; o mez de Ma-
ra cncadernacao rica 1845; o cdigo do bom tom ,
1815; Horacios 2 v.; noutes romanas no sepulcbro
dos Scipioes; noutes Clementinas ; Waverley; roman-
eo de Walter Scot, 1844; os amores de Camdts e
do Calbarina de Athahide 1844 ; as poesas de Costa
o Silva, 2 v. ,1844; livro do povo de Lamerais em
porluguez : tudo se vendo na hvraria da esquina da
ra do Collegio.
= Vendo-seum par de atacas de ouro de muito
bom gosto e sem feilio ; na travessa do Queimado,
vi n Ii n 3.
= Vende-se uma cabra ( bicho) com urna cria : na
trav ss.i do Oueirnado n. 3.
= Veude-so urna escrava crioula de idado de 22 an-
nos, propria para todo o servico de uma casa; um nio-
loque crioulo de idade do 13 anuos, ambos por um
cont de res ; na praca da Independencia loja n. 4,
aonde elles serio patentes a toda hora do dia.
= Vnndem-se ricas mantas escoeexas de novos pa-
droes (bales do seda, luvss de pellica e de seda de to-
das as qualidades para homom e senhora chapeos do
castor de abas largas, a 10,000 rs. ditos francezes
muito linos bengalas do canna um iortimento de
calcado para hoinem e sendera, e outras muitas (ami-
das tudo por barato preco : na ra Nova n. 6 loja
de J. 1. Municdo de Almeida.
= Vendo se assucar refinado e caf moido em gran-
des e pequen, s porcoes, por prego commodo ; na So-
ledode n. 20, esquina quo volta para Belem.
1= \endom-se 3 pretos mocos, de bonitas figuras ;
um molequedelO annos muito lindo ; uma negri-
nba de 11 annos, muito esperta e bonita ; uma prela
de 22 annos parida du dous me/es, com muito bom
leilu; uma prela de 55 annos, que corintia por
"00s rs. : na ra Flores n. 21.
= Vendem-se 400 barricas vazias que lorio de
farinba de trigo sendo 200 em bom estado e 200 com
alguui deleito; na ra larga do lio/ano padaria
n. 18.
= Vendo-se milbo muilo novo a 3840 rs. o al-
queire pela medida velba; na ra do Cabuga loja
n. 7.
= Vende-se uma escrava de naci que costaba o
diario de urna casa lava de sabio e arrolla, e engom-
ma soflrivel ; na ra da Cruz n. 62.
=Vende-se un u venda com niuilos bons arranjos
para launlia e com boa cacimba e vende muito pa-
ra (erra : a tratar no largo do Terco n. 4.
= \ ende-se um cbronomclro ; na ra do Crespo ,
loja de Campos & Maya,
es Vende-se um depozilo de rotaacio na ra
larga do Ro/ario o. 38 com todos os scus portera s,
e gneros, ou sem clles por preco muilo commodo ,
por seu dono retirar-so para lora : a tratar no mesmo,
ou na esa o. 15, ao lado do novo tbeatro.
Vendem-se cavallos de sella bons e gordos, o
urr.a besta boa cairegadora ; na roa da Conceicio da
Boa-Vista n. 60
Vende-se urna escrava de bonita figura cozioba
o diario de uma casa boa quilandeira ; um sopbs do
Jacaranda usado ; um berco de condur com seus
colchoes ; um degrao do angico novo ; e 100 oilavas
de ouro sem fcitio ; na ra eslreila do Rozario n. 10.
Cera latrada.
Vende-se em canas de 180 libras cada orna, sor-
tidss desde duas at 16 em libra ; na ruada Sen/alla-
Vclha armazem n. 110.
Vendem-so picas de milbo ditas de arroz pi-
lado ditas de farinba ; na ra da Cadeia do Recife ,
armazem n. 8.
b Vcndem se 6 moradas de casas na ra do Coto-
vello n. 19, urna dita na ra de S. Terexa n. 17;
ra Imperial, duas de tsipa ns. 204 e 206 de lij-
lo ns. 44 e 46 dests duas existe urna travejada ;
um alicerce com uma meia-agoa n. '09 em estado
de se levantar um sobrado de dous andares : a tratar na
ra Imperial n. 218, com Prancisco Xavier das Cha-
gas.
= Vende-se um terreno com 60 palmos de frente e
260de fundo, ee.es de pedra no qual tem urna
serrara e um quarto para caixeiro ou ferramenta
lambem se vender um escravo bom serrador, so o com-
prador precisar : a tratar na praia do S. Rita serra-
ra n. 23.
= Antonio Vaz de Oliveira na roa do Amorim
n. 36, continua a vender em seu armazem bom caf
moido em grandes e pequeas porcoes, e igualmen-
te bom cal em grio cm saccas o as arrobas tudo por
preco commodo ; na misma casa ha, para vender
um torrador e logan grand.i para torrar-cale, e dous
moinhos igualmente grandes para moer caf.
--Vende-se urna bonitaeicrava de 20 annos.de todo
o servico para fura da provincia ; duas ditas de meia
idade lavadeiras cozinbeiras e quilandeiras que dio
480 rs. por da ; urna dita moga de 22 annos. engoiu-
madeira o cozinheira com urna cria de 7 a 8 mezes
muito bonita ; um preto moco, muito reforcado, de
todo o servico e proprio para enxada ou armazem do
assucar: ns rus Direita n. 81.
= Vendem-se 300 alquoires de sal do Ass, pela
medida velba por preco commodo ; no principio do
Atierro dos Afogados n. 63 ; lambem se faz negocio
com o armazem onde existe o dito sal.
=Vende-se, na cidade de Olinda ,- a casa terrea n.
44 du pedia e cal, cbios propros sita na rus de
.Malinas Ferrcira com duas salas do frente 4 quar-
tos internos alm da cotinha quintal murado no
lundo com fruteiras: a tratar na mesma cidade e ra
n. 24.
Vende-se um realejo de bonitas figuras e boas
valsas; 4 vidros proprios para cosmorama ou mar-
mola ; na ra do Vigario n. 14.
= Vende se uma linha ou trave de embirindiba ,
com 62 palmos decomprimento e proporcional gros-
sura ; uma canoa aberta de carga de 600 lijlos de al-
venaria grosso, mui bem construiia e labricada de pr-
ximo : na ra da Aurora n. 12.
= Vende se farinba de mandioca em ssccas muito
fina e barata ; no armazem defronte da escadinha da
alfandega.
= Vendem se chsrutos de regala muito supe-
riores chegados ltimamente por preco commodo ;
na ra do Trapiche o. 43 segundo andar casa de
Novaes & Companbia.
sa Vende-so resina de sngico de muito boa qua-
lidade de 8 libras para cima a 480 rs. e em me-
nos porcoes a 500 rs. ; na ra das Cruzes, na esquina
do becco da Pol venda n. 2.
= Vende-se fcijao mulalinho muito novo, em ssc-
cas de dous alquoires e meio; no armazem de Fran-
ciscos Dias|Ferreira no caes da alfandega.
=Vende se um guarda-roupa de amarello, em bom
estado por preco commodo ; na rus Nova n. 60
Vende seum preto de 30 e tantos annos cozi-
nheiro e iotelligonte para o servico de uma casa e
de plantario por preco commodo ; na ra do Quei-
mado o. 57.
= Vende-se colla de superior qualidade, por pre-
co commodo ; no armazem de Fernando Jos Dragues,
ao p do arco da Conceicio.
:--Vende-se um atlas bistorique chronologque et
geneologique, par M. A. Le Saga; dito dito e geogra-
pbique pelo mesmo autor; na ra do Crespo n. 8
= Vende-so urna prela com habilidades; na ra
do Padre Florianno sobrado n. 7.
-. Vendem-se caixas com volas do cera ptima-
mente sorlidas, por preco commodo: na ra da Ma-
dre de Dos o. 5, primeiro andar.
= Vendem se bichas de Lisboa muito boas, por
preco commodo e trocio-se por outras, as que nio
pegarom ; vinho do Porto engarrafado, muilo vulho,
a 48o rs. a garrafa dito mais novo a 400 rs. dito
de Feiloria muito superior a 800 rs. a garrafa, dilo
du Madeira-secca a 800 rs. a garrafa dito Muscatel u
640 rs. dita -queijos flamengus a 1200 rs. chocolate
de Lisboa a 360 rs. a libra litria superior a 560 rs. ,
macarrio a 320 rs., bolaxinba ingleza muito nova a
200 rs. carne do Serto a 200 rs. manteiga ingleza
e880rs. dita Iranceza a 720 rs., es per mcete ame-
ricano a 880 rs. dito francez a 800 rs. tapioca do
Maralo a 160 rs. .cevadinha de Franca a 160 rs.
presunto de Lisboa a 400 rs., dito inglez para fiambre
a 320 rs. toucinho de Lisboa muito superior a 320
rs. szeile de Lisboa, superior a 480 rs., e a caada a
3520 rs., cha hysson superior a 3500 rs., dito mais
sumenoa 2560 rs. dito mais baixo a 22>0o 2400 rs.,
cbouricos muito novos a 440 rs., cerveja branca e pre-
la a 440 rs. a garrafa[; advertindo-se que todos estes
gneros se vendem a contento do comprador; no At-
tterro da Boa-Vista venda n. 88, de Almeida di Cos-
ta, ua esquina que volta para o Hospicio.
=Vende-se a segunda loja de fazendas da casa n.
18 da ra do Queimado ; a tratar na mesma ou na
ra do Rozario, venda da osquina n. 39.
Vende-se urna morada de casa terrea na Boa-Vis-
ta na travessa do Quiabo n. 4 : a tratar na traves-
sa do Veras n. 3.
Vende-se um canap de Jacaranda em muito bom
uso por preco commodo paro ajusto de coritas ; na
ra larga do Rozario loja de miudezas n. 35.
\ ende-se o eslabcleciu.enlo da fabrica de fazer
licores, com todos os seus pertences bem como alam-
bique de cobre de 30 caadas silo no largo de N. 8.
do Terco n. 10 por proco mais commodo possivel;
assim como se ensina a trsbalbar no mesmo labrico do
licores reino, sniz, genebra e gingibirra : a tratar
no mesmo etUbelecimento a qualquer hora do dia.
Yuiidi-111 bu cc> tul relo*, a ?> r. cada
uma no armazem de Joaquim Goncslves Vieira Gui-
ri.araes no largo da alfandega e no de Antonio Tei-
xcira Bacelar ; ebegadas ltimamente saccas gran-
des.
Vende-se urna canea meia aberta que serve de
carreira, mui boa e de meio uso por prego com-
modo : na ra da Senzalla-Nova n. 22.
Vendem-se superiores brins du quadros e listras ,
de linho puro cortes de vestidos de cassa-cliilas di-
tos de chitas em reltlbos, com acentos escuros o co-
res fixas, lencos de seda de cores a 1280 rs. e alm
destas outras muitas fazendas por barato prego qu,
os froguezes nio deirirad de comprar ; na esquina quo
volta para palacio loja n. 27 de Manuel Jos Coi,.
calves.
Vendem-se e alugio-se bichas do Ilamburgo,
vindas pelo ultimo navio por preco commodo, t|,a-
souras para aparar unhas, navalhas de barba pedns
de aliar, muito finas na ra da Cruz no Recife, n.
43, loja de barbeiro de Joaquim Antonio Carneiro : 0
mesmo se oflerece so respeitavel publico para san-
grar, botar ventosas sarjadas, com esglificador tirar
denles limpsr e chumbar tudo com perfeigio e is-
seio, por oreos ratoaveis.
LIVRARIA DA ESQUINA DO COLLEGIO.
Livro* recem-chegadot de Portugal.
Ricos breviarios dourados, rub. encamada e pe-
la; missaes; imilscao de Cbrislo e da Virgem; segre-
dos das artes lilieraese mochinicas; segredo da naturs-
za; segredos necesssrios para asarles e olicios, iheiuu-
rodemenioss; medecina domestica 4 vol.; revolugio
francesa por Thiers em portugus; historia de Napo-
leondeNorvin, em porluguez, 4vol. ambas as obras com
estampas; Flor Ssnctorum de Rosario; viagem a Jeru-
xalem (aos lugares saotos); fbulas da Lafontaioe em
portugus; instrucroes de ceremonias; Euclides Geo-
metra; Tito l.ivio; diccionario commercial de Ferrein
Borges; diversos dramas novissimos; elementos do di-
reito natural por Vicente Ferreira 1844; direto natural
por Abrens edicto de 44; Iheoria do cdigo penal de
Cbauvesu, 4 vol; conlessor examinado e approvado;
tbeatro ecclesiaslico; jurdim das damas; peridico se.
manal com pegas do msica; figurines e modelos dt
bordados; Panoramas; alpbabeto das malicias das mu-
Iheros; estacos do anno ; grammallcas italianas; bap-
tisterios; supplemenlo ao digesto, nova ediegiode-f l
Sismondi, direito publico; ordeoagoes do reino e as-
ientos da suppl.; excavacoes poticas de Castilho; Ma-
thilde por Eug. Sue; Judeo airante; Misterios de Pa-
ria trad. em porluguez o muitas outras obras em toda
o genoro e precos moderados.
= Vende-se urna escrava co zinbeira engonimi-
deira cose chio refina assuca r e he muilo hbil
para todo o servico ; na ra do Vigario n. 19.
Muilo boas bichas, chegadas lti-
mamente de Hambnrgoi vendem-se tan-
to aos ceios como em todas as porcoes,
e lambem se alugaopor preco commodo, e
se vao a< plicar para mais commodo tos
preter denles; na ra do Kosario Estrel-
la derontc da das Langeiras loja de
barbeiro n. 19
Vende-se farelo pelo mdico pir-
co de 4.so e 2s'56o rs. ; na ra da
Senzalla-Velba n. i38.
Vende-se vinpgrc superior a 5oo
re'is a caada ; na ra do Aterro dos
Afogados n. 7.
Yende-se a muito inlressanle obra
Odus de Mara a qual contm a vi-
da de Nossa-Senhora, muito til para as
SenhoraB, com encardernacao dourada,
e estampas mui finas de Mossa Senhora,
e outras minias, poi preco mais com-
modo do em que oulra qualquer parle;
Diccionario Magnum Leiicon, ediceo de
i843, muilo augmentada, pelo commodo
preco de (isooo, lloratius em 2 volumes,
por 3s.aoo : na Praca da Independencia,
loja de miudezas, n 5.
Escravos Fgidos
= No dia 5 do corrente ju 1 lio fugio de bordo ds
sumaca brasileas. Anna Feliz, mestic Antonio Ro-
drigues um escravo preto, de nome Jos, Mina, bai-
xo ; escravo de Fiamisco Lopes da Cunba do ftio-
de-Janeiro : quem o pegar leve a casa de Gaudino
Agostioho de Barros na piacinha do Corpo Sanio
o. 66.
= Em odia segunda feira do Espirito Sanio, do
animo passado fugio a prela Calbarina, do nago
Angola, ladina, alta, bastante secca do corpo, seio pe-
queo, cor muilo prela bem feita de rosto, ollios
grandes e vermelbos, com lodos os dentes na frente ,
ps grandes e um pouco mettidos para dentro muilo
conversadera e risonha de idade de 22 annos; tem
sido encontrada na Estrada Nova da Magdslena eno
Atierro dos Afogados vendendo verduras e aos do-
mingos no maracal des coqueirosem dito Atierro Jos
Afogados: ha pouco, fui ella vista por um moco ss-
bindo da casa do palacio do governo, na ra de S. Den-
lo em Olinda para onde lornou a entrar; be prota-
vel que estar por alli oceulta visto o dito palacio es-
lar devoiuto : a dita escrava pertencea Manoel Fran-
cisco da Silva na ra eslreila do Rosario n. 10, to-
ce i ro andar ou em seu sitio em S. Amaro.
= Fugio no dia primeiro do setombro do engcnbo
Monjopc o escravo Trajano, crioulo alto, de cor fula,
de idade de 25 annos pouco m>s ou menos, barbado,
tem urna cicatrix em cima do olbo diieito c outras os
porna direita : quem o pegar, leve a sou senhnr Fran-
cisco Xavier Cavalcanli, que ser generosamente re-
compensado.
No dia 7 de julbo do corrente anuo fugio, da ca-
sa do abaixo assignado urna escrava, com os sigoaes
seguintes : Florencia crioula de idade de SO an-
nos ja tem bastantes cobellos brancos, altura regu-
lar, cabega grande naiiz dito chalo o dedo *
nimo da mi direita no estira a fien corcovado no
fallar treme com a cabega nSo be bem preta lo"
tabaco e bebe fumo ; >'Sta escrava veio da villr do 1 "
nedo e loi comprada a Francisco Manoel de Sousa
rogases todas as autoridades policiacs da praca e oo
interior, o lavor de apprehendel-a e mandal-a entre-
gar a seu senhor na Casa-Forte que pagara tos'
as despezas, e gratificar generosamente.
Ignacio Joaquim Aico-Verde de Millo.
PEKN.
P.A TYP.
DE M. F DEFAK1A tbq&'


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