Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00834


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Full Text
Innodti 1848.
Tcr O DIARIO puWIca-se tollosos (lias que
,.. r.i'i.i de guarda: ojiwo daaMlgna-
, i be df Vis. por quarlel pagos attianlailos.
0, MinunciiM do asslgnantaa sao Inseridos
. ratn de 80 rlS po.- linlia, 40 rs. om typo
nlr, o as repelios pela motado,
m mu- nao forem aaslgnantae r-iRio 8n rs.
por liona, o 160 em typo dlfferente.
PllASKS DA EDA HOMEZ DE JUT.IIO.
Tllan..vaa 1as2h olOn.in datanlc.
/ .srciite a 12 aos iniiiiuns da tardo.
i na chela a l'J as .ihor. o 41 ma. da man.
MlngoanW a 2 a 1 lior. da mnima.
PARTIDAS DOS CORRF.IOS.
Goianna Parahyba, o Rio Grande do Norte
Segundas e Sextas IViras.
Cabo, Serlnhaem, Rio I'ormoso, Porto Cal-
vo, e Macrj, no 1 11 e 21 de cada inri.
Caranhuns e Honito a 10 e 24.
Boa-Vista e Flores a V.i e 28.
Victoria Quintas fciras.
Olinda todos os dias.
PKEAMARDE 110JE.
Prlineira a 1 li. e 18 inin. da tarde
Segunda a 1 Ir c42 minutos da inanliaa.
IARIO
de .1 ulho.
Anno XX N. 154.
111 AS 1U SEMANA.
ry.fmpKfMtaM-fru^o"''-^BBammtrr-,T- r
11 Segunda S. Boaventura and, do .1.
li'ila >. v., e do J. M. da 2. v.
15 Terca .">. Camillo, nvid. do '. de
da I. v. e do I- dos Feitos,
ni Qnarta S. SUenando, aud. do J.
t. da '>. vara.
17 Quinta S. Aleixo, aud. do .luiz df
da 2. vara, e do J. M. da 1. e 2. v.
IS Sexla S. Manaba, and. do I da I).
I. v. do rivi'l, i' dos J. dos Pellos.
ID Sabbado S. Vicente, aud. do .1.
1. da 2. vara.
20 Domingo s. Jernimo.
de
I)
de
D.
da
de
CAMBIOS NO DI\ II DK JULHO.
Cambio sobre Londres 25d. p. l/a 00 c OOd.
Pari 370 n is i><>r rranco.
Llsbea 120 por 100 de prem.
Desc. de let. de boas firmas I '/i V P
Onro-Oneasliesnanliolas 3I*T>00 a :ti 'rttto
llocdadcll#ifl0vel. fifMO a 18/000
., de6400nov. 17/S00 a l/#700
dr 4J00f) 9/SHi n 0/700
fVwM-Patacdea IH '*'*"
Pesos Coluinnares. I/9H0 a 1/080
Ditos Mexicanos 1/040 a 1/030
Moedas de 2 patac. 1/780 a 1/800
Arcos da C do Beber I be de 50/000 ao pa*
PARTE 0FRCIAL.
DECRETO B. /ill DF. \ DE JIINIIO DE 1S*5.
Mitrando eadditando oregulamenton. 151 //ri' rfe IS12 para a arrecadaedo rfa raja rfos escrovos,
i/a meia si-o no municipio da corte.
Ilei por bem ordennr que se observe o seguate:
Ari. I." A matricula geral dos eneraros residentes
dentro dos limites das enlodes c villas do imperio, de
i|iio trntn n nrt. I.* do regulainenln n. 151 de 11 de abril
ile 1842, eni renovada de cineo ein cinco niinoi.
A ila i iil.iil.' do Rio de Janeiro, menciunada DO nico
do dito artigo, s eomprobeiider, us termos do dis-
puto nn art. 11 da lei de 21 do oulubro de SM, o* c-
rrnvos residentes dentro dos limites da decima urbana,
ni forma do decreto desta data, n. 109, art. 1."
A das onlros cidades e villa do imperio tambem com-
prebender somonte osescravo residentes dentro dos
limites dolas, marcados por nma commissio composta
do administrador da recebeduria ou mes de rendas, on-
de a houver, ou colleetor, e inais dous cdadios residen-
tes no lugar, propostos pela cmara municipal, ou (qnan-
ilo o nao faca no lempo que llio fr designado pelo ins-
peetnr da thesouraria) pelo mesmo administrador ou
colleetor, capprovados pela thesouraria.
Art. 2.a Concluida a matricula de cada quinquennio,
se la rao" os additainentos e alleracci quonecorrerem.
Art, 3." Ser isenlos do pagamento da tata animal
dus eseravo os que nao tivorein aidado completa de 12
anuos, u que se verificar a vista da eerlidao de baptismo
o Cisme do matricula.
Ar. 4. Os cscravos que cntrarein as cidades c villas
cum o destino de seren vendidos, cr manifestados na
estacan fiscal compotente para serem matriculados al
terem novo destino ; mas do nenhiira deque se mostr
paga a laxa em qualquer rcparlieao competente do im-
perio, so exigir outro pagamento dentro do anno, an-
da que a propriedade dclles seja transferida a outros se-
iiliurcs.
Ait. 5. Os cscravos matriculados que saliircm das
ridades c villas para residirem fra dos seus limites, em
logare* de habitacan dos seus donos, ou nas suas fssen-
das, sern averbados na malricula vista do certificado
da aulordadc policial do lugar do domicilio.
Art. G. Os obeles de polica nas capitae das provin-
cias, e os seus delegados nas cidades o villas, remetie-
ra de quinze cm quinze dial as estaces fiscaes, onde se
Btcr a arrooadacao da laxa, reloccs nnniinaes com as
prcoisai dcclaraccs dos cscravos que entrarcm ou sa-
iiirem por mar ou por Ierra, a fim do que na matricula
respectiva se facSo as notas 0 alteracoes que frcm con-
tenientes. f
Arl. '/." Os cscravos que transitarein, ou se demura-
rem na cidades ovillas com passaporte ou guias das
autoridades compclentes, sem destino do ncllas residi-
rem, nlo seraOalii subjeitos a matrcula; salvo se essa
demora exredcr o lempo dos passaporic* ou guia que se
nao psssaraO por inais de seis metes ; tambem nao sero
subjeitos A matriculo os cscravos que se rccollierem s
pristes publicas das ditas cidades e villas, e que tenhau
de reverter aos seus dimos, medanle as convenientes
justificaees.
Arl. S." Sern solidarios ao pagamento do imposto da
int'ia sisa da compra e venda dus cscravos que se fiter no
municipio da curte, o vendedor e o comprador: o ven-
dedor do eseravo toar desonerado d.-sla responsa-
bilidadc qu.indo entregar o eseravo vendido ao compra-
dor, a vista da qnitacu do imposto, passada pela rece-
bedoria do municipio, connotada cum a verba da trans-
ferencia, exlrabidada matricula respectiva.
Art. 9." Fcao revogadas o dlsposicfies do sobre-
dilo ri'gulaineiilo que lreni conlrarios ao prsenlo de-
crelo,
Manuel Alves liranco, do meu concelbo de estado,
ministro e secrutrriu de estado des negocios da faicnda
e presidente do tribunal do tliusouro publico nacional,
O (cuba assim enlciididu c faca cxecular. Palacio do hin
de Janeiro, cm 1 de juibo de IS45, vigsimo quarlu da
independencia c do imperio. Cum a rubrica de S. AI.
o Imperador. Manee/ Mies liranco.
Mnwi-xmmMaaiivu>i .. .;;: %s sai snu^xassBfg
DBCKSTO N." 414 DE 14 BE IUXIIU DE 1845.
Declara dei/rande gala o dia 23 [de fevereiro em subsli-
tuifo ao dia 11 de marco.
Tcndocessado os motivo, pelos quaes foi declarado
de grande gala o dia 11 de marco : bei por bem que, cm
lugar daquclle dia, seja de grande gala o dia 23 ele feve-
reiro, cm que leve lugar o felit nascimentn do principe
imperial D. Alfonso, incu muilo amado e presado flbo:
ficando nesto parte alterada a tabella, que acompanbon
o decreto de 30 de mareo do anno passada. Jos Carlos
Percira do Abneida Torres, do meu concelbo de Estado,
ministro e secretario de estado dos negocios do imperio,
o tenha assim entendido cfaca execuiar com os despa-
chos nceessarlos.
Palacio do Rio de Janeiro, cm 14 do junho de 184a,
vigsimo qiiurto da independencia^ do imperio. Com
a rubrica de S M. o Imperador. Jos Carlos Pereira
de Almeida Torres.
Commando das Armas.
Mando Vmc. castigar com o numero de chibalsdas
que julgar conveniente aos soldados do 1." batalhao de
cacadores de 1 linba Germano Jos de Moraes, e K-
duardo Xavier dos Sanios, que lorao remettidos presos
pelo delegado de Olinda Dos guarde a Vmc Qoir-
tel general na cidado do Recife, 14 de julho do 183?.
Antonio Cumia Sidra. -Sr.Msnocl Jos de Espindola,
commandsnte interino do I." batalhao de cscadoros de
1.a linho.
Mando Vmc. rebanar para soldado o furriel da
companhia provisoria em destscamento llrasilino O-
chermo de Almeida, que continuar preso no cbadrez
at segunda ordem minba; pois que, estando de guarda
na allandcga, sabio da mesma sem licenca, como cons-
ta da parte do superior do dia, datada de 2 do curenle;
licando Vmc. na conviccao de que se por osla occasiao
deixo do mandar castigar corporalmente a esta praca,
he em attencao a haver servido periodo J annos.o a sua
anterior conducta, que fra boa. Dos guarde a Vine.
Quartel general na cidade do Recife, 7 de julho de
1845. Antonio Correia >ir: Sf. Joaquim de
Pontes Marinho, commandanle da companhia provi-
soria.
INTERIOR.
CAKOUM NA SICILIA. (*)
In tamjuine finias
ll|\ ISA U OSIIIM UK S. liM Milu,
SEGUNDA PAUTE.
XXVIII.
RAFAIXI.A.
Enquanio Rafaella Machara empreaenca de Fabio,
eiija resistencia era preciso vencer, nao se desiucnlirao
un so instante a ana tranqollidade, sanguu fri caie-
g< ia. O velieiiienle ardor da sua rcsuluc&o, c 0 de faic-la
luniar ,i Pbin a liana ntido na lucia, cassegurado, cm
ultimo resallado, a victoria, urna victoria completa.
Quaudo poreni Pabia parti, e ella se vio SO nessa tria,
desolada, e escura pristo, aiuda inais Sombra pela apro-
ximarn da noile, nao pode evitar um senliinento de
trllela, A experiencia com que suppuuba baver-so f.i-
miliariaado pela imaginacu, pareceo-lbe ainda umita
ruda na realidade. Nunca Ibc |iesara sobre o cortcAo se-
iielbanle solido, que era dojilicada pelo silencio desa
i", Vide Diario ii.* 147,
ItlO DE JANEIRO.
O ni l.in.io DA CAMAUA DOS DEPI.TAIIOS.
(Corriponisncia reservada.Comi da corte.)
Meu Sentinella. Quom dir quo o imperio pas
sou ltimamente por urna das mus tremendas crisesi'!...
Pois he verdade ; a patria eslevo quasi perdida ; a nao
do estado garrava a cilios vistos, a nao havia ancora
que a podesso agucnlar.
Todas as pessoas, que lomero a si o cuidado do di-
rigir os Brasileiros para sou bem, li/erao ainda o favor
de andar cm busca dos meiosmais adequados para con-
jurar o perigo. O Manuel do Ihesouro eslava de pedra
e cal; nu havia arrodal-o do proposito do retirarse
do ministerio. Rogos, supplicas, nada linba furia pa-
ra obler dello quo licasse ; aquello coraciio duro nao so
commnvia com os males da patria, (ao ulcerado eslava '.
Os santas-luzias estavao desesperados : se so vai o ni-
nislro das causas accumuladas odas paures exacerba-
das, quem nos dar o apoio que elle nts piestava no
ministerio'.'! di/.iao ellos. Madama parece que linba
o judeo no corpo ; andsva, corra do um ludo para ou-
tro, mexia-suo retnexia-se, o a cousa nao acabuva Os
praieiros di/iau com riso amarello : MandrSo a
praia o Jeronymo, despido das insignias ministeriaes ;
agora la se avenhSo : no caso do Manoel Altos nao so-
mos pega iiem gaviao. O Hamilton commotco so
com a sortc de Uo bom ministro ; prnsou, quo, ape-
lar de esperar muito do ministerio do Saturnino, toda-
va isso he futuro, e elle est contento cotn o prsenle,
morada de miseria, c ainda mai pelos arroidos, que llie
cliegavao aos ouvidos, de chave, de tcrrolhns, de por-
tas fechadas com violencia, do vuzes furiosa ou sup-
plieante, c o que lie ainda mais borrivel! de cailcias e
de pancadas!.......... Que lugar para una niulber, para
Ilafaella! Como Dante Aligbieri, bata ella dcscido viva
ao inferno, mas nSo linba, como elle, a Virgilio para as-
islir-lbe na civita dtente.
A uoite, cujas simslra sombras se cslendio vagarosos
obre eslo lugar de expiado, rea calar poueo a punco es-
cs fnebres arruidos ; as ultimas portas se fecbro, os
ultimo* grito expirarn ; O O silencio que principio
iu irirtc pareca a captiva, fo pora ella um alivio.
Mas em fim IriumpnOu de suas primeiras imprcsscsi
disputando, arrancando a alma s sensacies penuias do
mundo exterior, ella recobrou toda a sua serenidade re-
fugiando-so no mundo interior, sancluariu inviulavcl,
rsj,iH liumbraes txpiro a perlurba^o e onustos.
Rila coimdirova que a sua dedicaco ncuhunia especie
de mrito leria, c nao sera a final mais do quo urna va
quicholada, c nao ollerccese inconveniente o algn
iierigos. E cum effeito o que he mu sacrificio sem sot-
fruiento ? E olem disto o que era csse sotlriinento leve
e passageiro, comparado ao resultado por ella adquirido,
o litrmenlo de Fabio ?
Para essa olma lerna, ardenlc c rcfleclida cm sua pai-
xSo, era preciso que o sacrificio tvesse todo o seus ri-
gure, c que a detolaf&o outra cuinpensaco nSo liveste
seno a prupria devotavo. Km materia de enliineutoi,
us simulacros rcvollvio-lho a reolido a o orgulbo.
S ah, so nas austeras felicidades da abiicgc4o, he
e, homcm prudente, profero o bom que tem ao melhor
quo ha do vir ; resolvoo-se portanto a dar a sua penna-
da. O Lului csso cntao nao llova quetn o consolas-
se cm tamanha dor, o l.ulw fui ter-so com o seu liran-
co, e pedo-lho por quunlos sinlos ha que se nao re-
t rana do ministerio, porque elle Lul inda linlia uns
arranginhos para a ahia que nao estavao fcilo?. O Ma
noel nao ho de Ierro, brandcou, o disso ao Lul.
Pois bom, arrango-mo la pela cmara um Nsabaixo
assignq.dts, pedinlo a minha conservacao no ministe-
rio ; o numero dos quo assignarem me decidir.
Dito e feito : o Lul voio para esla casa, molleo o
Ottoni no negocio, osle empenhou o alimento ue Ma-
dama, quo nao leve remedio seno ungir o quo nao
sentia, o,agarra aqu, pilha alli, obtoin olgumas
assignaluras para um oranzcl, pedindo ao Manoel quo
se no fosso cmhora, nao, quo nao comp.-rtilhasso a
sorlo dos tros demonios que su tinhao ido, porque estos
nem ao menos servem para atar-lhes os i.orreias do< sa-
patos. Porfi os laes irmos das almas, por casa do al -
guns dopulados que nao tinho vindo cmara pora-
mor da chuva, e quando lacro um boro numero ca-
mnharao para casa do ministro o Otloni, o Alvares
Machado, e o Antonio Cailos-a apresontarein-lho a
ecleborrima petifio. O Manoel enlendeo que o nume-
ro dos h signados inda nao ora bastante ; e os coiiyiiis-
sariosvoltrfio e arranjro mais uns tantos patriticos
pedintes. O diabo cono quando vio entao o contialo
de locacao do servicos assignado por metade o mais um
dos representantes do grande paitido nacional, arrega-
louosolhos, guardou a papeleta, o dsse aos tres :
Pdem asseverar aus deputades quo lico por Ibes fazer
favor.
Bemiventurado sejas, oh Manoel Tudo sorenou ;
salvou-so a palria Madama do Cortico suspirou, rivi-
rouosolhos, deixou do rcmexer-se, cabio em espas-
mo, e fingi que tinha gostado : us snelas desonru-
grao o cario ; os praieiros reccbCrfio a noticia com
ndiflerenra ; o Lul pulou de contento ; o o Ilamilton
protestou, quo. depois do Manoel Alves, s sustentara
o Saturnino. Toda esta maganeira ho o golpo mais !a-
tal quo tem soflrido a entente cordiale; va com esta
quo Ibo digo. Madama jura que assim do meia cara
nunca mais a pilhfio, o assovera que a igrejinha est
armada, e quo na primeira occasiao ha do tirar a des-
forra Picar olla muito bem.
Mas agora diga-mo vote, s Sentinella, o que pen-
ga desta (arca do onlrudo i' He bem corto, que, se o
Manoel sai, eslava a patria em apuros ; fallavo-lhoa-
quelles apregoados tlenlos, c, o quo mais he, os tao
gabados projeelos linaneciros, tendentes ao molbora-
mcnlo do mcio circulante ; mas, equi para nos, o Ma-
nuel tem muitas arles ; veja tomo elle arranjou o con-
trato de locacao de servicosmagna cartacom quo
impura aos cllcgas, o talve ainda va mais adianto.
olr ello entrado na patota, ho opiniao minha e
inais aqu do ialdanha, que n5o ho nenhum engole-
araras. O tal governo representativo tem cousas que
lazein chorar um bacalhao ; ja os dous forao despodi-
dos em virludo de urna caria ; agora o Manuel tam-
bem porvirtudo de una caria licou I tem diz o vclho
Rohadellaque cartas sao cartas; tem as vezes nter
vallo lucidos, que, ol,servando-os, ningucm dir que
elle ho doudocomoo IMIanda.
Depois deslas historias do assignaluras, sempre so a-
hrio a sessao, o cnlrrao os patrilas na dnicussao do
orcamentollouvc, como difse o 'ousa Franca,una
chuva de podra do emendas ; todos queretn, como af-
lirma o Alvares Machino, embarcar a sua bisca S-
nodo alte honrado parlamentar, apoltica oaadmi-
nistracao no Brasil tom o movimento do pndulop:ra
c e par3 lac nao se doixa seguir para diante. A com-
paraio nao lie exacta, meu camarada; e ncsla mate-
ria posso fallar com experiencia propria: o meu pn-
dulo tom as vezes movimento para diante, progressis-
quo ella achata o cumpriincutu do seo desliuo. Km
iM.irus seculos, nos dias da fe militanle ou Iriuin-
pbante, 08^as nuilliercs ftilO a inariyrcs o as san-
ias. Cabidas da altura do C0 sobre a Ierra, o do amor
divino no amor biimano, ellas dedican boje aos eleitoi
de cu coraciio, qoaesquer que sejo, lodo o seu fervor,
toda essa torca, loda e*H eircrgia ltanla Je nina ternu-
ra vaga c sem enipri'gn. Ambiciosas, exigentes, porque
ellas piuleiii e dilu mullo, inlolerantes mesmo a torea de
conviccao, aapru mipoivei, o infinito, c lalbau mui-
tas veies o alvo por baverciu mirado muilo alio.
Ilafaella amata a Pabia lia muilo lempo, muilo lempo
ante de ter a coiifcicneia do seu amor. Era o primeira
bollicio que ella linba visto, quando elle ia casa de acu
lio, < a tisla do joven 0gentil ofcial, havia produzido
nclla, anda menina, ou ao menos adolescente, urna im-
pressn profunda, exaltada, duradoura. I.ll.i nu era
para ello mais do que urna criauca, que j elle, liu-
uiem, era por ella amado. Quando elle brincava cum el-
la aiinplesmeule, nial pensava us encantadores myaterins
dcae precoce coraciio, quem a vida se revelara pelo
amor.
Quando no contento, CA rapariga, coiuccou a coiii-
prelicnder quu otclli s fizera senlir ; o instmetu codeo
o lugar rcflcxiu, e a reserva ao abandono; ella rceebia
Fabio no locutorio cum ccrimonia, e turnava-sc vernic-
llia sua ebegada. Retirada na ana celia, obi paitava
longas boras, absorta cm una solido, que nSc era iu-
leiramenle precuebida pela uraeu. Que vises linba el-
la entu? Que pensamenlus, que projoctu* prolongarlo
osteusdia? Qiiesonho Iboabrevlavo as nuiles' Es-
tas, que nao ha reilstlr-lbei; nao he sempre, nem hu
commum : mas be corno llic digo.
Onosso Alvares est milito intercalado pelo com-
mercio brasileiro ; quer quo os leu patricio e dem
ao negocio; mas, a pe/a r d'ilto nlo, CltS resolvido a
dar vintom para se desohilruirem os porto de l'crnatn -
buco, e do S. Luiz do Maranh.o ; porque esli con-
vencido, que ns esforcos humanos nao tenetni, nao su-
parioanatnreaemgraodo. Equo tal! Que impor-
ta que se Iho diga, que prolissionaes na materia nllirmao
que a obra he pouivel, a al mesmo fcil; o doutissi-
iiiu Francisco Alvaros neo se conven :o, e nao se resol-
to a abrir um cantinlio do orcamento para deixar en-
trar essas obras. Digo Ib, uieu amigo, quo etfou
quasi ns opiniao do tal preopinante. Pifa que obras
publicas ? para quo eisee'melhoramentos viiiveis, du-
radouro, ocujo gozo so estende por todas as elasses da
sociedade :' Scrvcm pira oceupar bracos, quando
menos seja, dir vot, c diiiio outros; mas, nao be
conveniente quo osses bracos Oitcjao litros o desemba-
razados para as occasiocs em que houver de apparercr o
casus lifderit, como, em eslvlo elegante a terso, e so-
bro tudo |uridieo ^ natural, diz o nosso tWe/frliW Nu -
nes; Uto be, quando fr Decenario resistir, par bem
da ordem o da harmona social:'. ... tiento oceupada
o com trabalbocerto nao so levanta quindo aprat a al-
j;uns dos tratantes da poca. Domis convim que o
Norte comprehenda que NADA DBVB esi'Iiimi da iM.to.
O Alvares eslava intratavel na ses.ao de quarla-leira !
Ouvioler urna emenda do Junqueira, pedindo dinbei-
ro para obras quo devem evilar o dsmoronamenlo da
montanha que arneaga a cidade da llaliia ; e, apciar
de nao ler sido apoiada, foi dizendo que nfio dataos
cobrinho pedidos, porque a obra nom provincial he,
mas municipal. Com cTeito, o Alvares Machado ora
d'antcs to bao-zinho... istu foi cousa quo Iba fizarlo.
N'essa mesma sessao do quarla-feira, depois de ter
fallado o l'erraz, discorreo o Junqueira com toda a ha-
bilidadc quo j he confiedla. Fo tamanha a inunda
rio do eloquoncio, que os collegas, teniendo serem a-
logados, lorao a pouco o. pouco deixando as billas ca-
deirus. Grande falla lazem os pregas, que o Saldanba
diz ler o Souza Franco mandado vir do Para. O Jun-
queira estevo bom, maja tom sido melhor.
Na quinta-leira estroou o Jos Pedro, de Pcrnam-
buco : he moco, ho talentoso ; mas a commocio quo
ordinariamente so sent om taes occasioes, impedio quo
brilhasso osla estrella da praia. Matou-no a paciencia
com historias do curso jurdico do Olinda, quo parece,
est om miscravel estado, como ludo quanto diz rospei-
to i instruccio publica. A panacea para os malos do
curso jurdico do Olinda he mudal-o para o Recite. As-
sim o diz Vidala Tarares e o Jos Pedro, o he forioso
acrcdital-os.
0 Nunei Machado fe/, urna grondo defensa ao ven-
d dore do riofiwioi e aos vigsimos : creio que ho dos
ovlos da casa da lama do largo da Carioca : discorreo
largamente sobre os furtos do oscravos. Muito scnli
que o sou correspondente Pai Manoel no cslivesso por
aqui, para dizer sobro islo poni alguuia cousa.Ad-
vogou a fbvor do porlo de l'ernambnco, o dos endro-
gados do correio d'nquella provincia ; mas isso foi ob-
jecto secundario ; o principal loi a defensa dos tac ri-
gesimos ou caulelo do loleria. I'allou-so do urna pos-
tura da cmara municipal da corto, quo ho Ilixstris-
SIUA ; oolletulio assoverou, com loda a soguranca o
ofoitea quo, nem a asseniblea geial legislativa po-
da derogar as posturas municipacs!Pareco que a
blasphomia foi do marca grande, porque o proprio u-
os exclamou : A tanto nao chega o meu liberalis-
mo Nao hatera algucm por ah uo abra os olhos
do cntendimontoa esto (lelulio, eoconvenca, que ello
ho deputado de votar, c nao de fallar .'!... Tambem
arengou n'csta sessao o Moura Magalhaes, o estranhei o
seu ministorialisiiio, quando assoverou quo as angustias
lo be o legrado da dontclla. No prcscrulcinos com pro-
fano e inducirlo ulbo csses castos 0 dores luyatenos,
Llcsliicmos o nao carreguemos, diz o poeta, lata lie, ade-
vinbemos sem interrngr,
A paixao preuialura e sempre secreta de Haladla ba-
ta crescdo com ella ; os anuos a tilinto aniadureciilu.
P.isi-udo o lempo do convenio a rapariga havia entrado
para casa de seu lio j mullicr, e a mais bella das niu-
Ibcrcs. Hodcada, lisungcadj, adorada, ella paroeia n-
sensitel a esso culto, sempru un puucu tediCO, de quo
a belleza he ubjeclo, nao que ella igiiurasse a sua, qual
lio a inulber quo se engaa este respailor mas era a
sua belleza Uo inconteslavcl, lo iiicoulcslada, quu nao
nccessllava que Ib'o di.-sessem, c as enladonlias liome-
nagens, c declarares que sobre ella cbntio, muilo Ibu
desagradavo. Nftu bata o sea coraciio tollo j una aa-
colha? Em prasenea doeao eleito, eaioda na sua ausen-
cia, ludo 'pie nao he elle he como se nao existase,
N3o oru que Kafaclla catitease limito salisfeila de Fa-
bio; niopuroerto: nos temus visto como ao principio
eslava elle louge de portiHiar o seu amor, c como a pa-
vo nclla lio prematura, fra nclle tarda. Ollendida eiU
seu orgulbo, ll.itaella o.voluta cada vez mais no intimo
d'aliua osegredu que aoonsumia. Anula que o liarn
nunca se explicara diaola dola sobre os sous prujeotus
do casamento, o lio era muilo ponen circunspecto o
muito pouco discreto a sobrinba muilo lina e muito
perspicaz para os nao ler adevinliado; lalre antes quo
elle os buutei.se eoneebulo; lingia poreni a mais com-
pleta ignorancia a cate reapeilu, e nao so data por en-
tendida dos equivoco inais ou menos claros, que do
'=" '


do lempo devio prevalecer aos preceitos da constitu
Cao. Ollereceo-so una emenda restaurando un artigo
que cabio ein segunda disru-so, e nava a esta le a du -
racio por dous anno. Ella cerlo o Moura Magalbiel
que he contrario eonslituiclo, mas ha precedentes, e
a angustia do lempo ohriga a esquecer a constituieao !
Coitadmba.'... Outra d'esto dr., que tambem me
cttstou a engnlir. foi a opinio que emitlio de nao do-
ler n senado emendar a le do orcamento. principal-
moni" na paite du rnposicoes. augmentando-as, por-
que a iniciativa he da cmara dos deputados. A opiniSo
heexdruxula, e serveria hem para aqurllcs que querem
rloimar o senado, ou meimo extinguil-o : mas nao
repare, sdentinella, n'cslas cousas; depois de urnas
eii'endas, que o senado le* lei das ralacoes, o Moura
ficuu azoado, o est queimado cotn o senado. O Jos
('arlos ha de faier o que o Galvao tanto e tSo tolamente
recusoo.
O Antonio Joaquim do .Mello est damnado com a es-
ecilla que zerao do Antonio Carlos para senador. Mal
sabia o governo o que o esperava quando andou com a-
quelle deiinhn impertinente mexendo as elcces de
l'crnambuco.
U A. J. de Mello agora o est ensinando, e dii que,
quando um governo se mitte ein elcicoes. manda paia
as provincias agentes eleiloraes, e contraria o voto d'el-
l.is, he com Justina chamado tyranno. Oque diraoa
isto Jos o Antonio Carlos? Tamlicm mostrou-so o
Mello descontento com o nomcat/ao do Cimborro para
presidente de I'crnamhuco : elle queria que o presi-
dente fosse lirado do pnrlido que venceo lias eleites, c
declarou que b este se devia entregar o governo de Per-
nambuco. O HullanJa entendo o negocio por oulro
modo, e os praieirus ( collados ) reconhecem por
tal maneira a sua fraqueza, que se nao atrcvcui a gri
lar: o discurso do Antonio Joaquim nao foi approvado
do bando da praia, quequer a lodo o rusto campar de
ter por si o governo, sem o qual nao vale nada
Sabbado esteve esta casa omito triste. O Alvares
Machado quiz dar una licao ao Mello ; elogiou o novo
presidente nomeado para Pernambuco, Cbichorro;
Lllou nos judeos de Portugal ; c a final, para contentar
os praieirus, disse que v.taria pelo dinbeiro para me-
Ihorar o porto d'aquella provincia Hem Ibo dizia eu
que o Alvares Machado nao era como se mostrara ante-
riormente ; anda be muilo bo-zinh'j. Fallarlo rnais
o Franco de S, o IIios, o Filippe, &e ; mas nao bou-
ve novidade. Adeos.
Sala dassessoes, 1." de junho de 18 O Rri.it.io da Casa.
PERNAMBUCO.
1841, no 5." das i.istruceocs de 12 de Janeiro de 1812,
e r dccisSo n. 48 do 28 du julho do 1843; pois que,
na falta dos juizes do civel e dos de direito da comarca
empregados as assemhlas legislativas provir.cial e ge-
rnl, era o mesmo juiz municipal quern devia .ubsttluil-
o nos impedimentos, emvirtude da designado feita na
bem, o nem vem notas, sem cdulas....fosse la o que
fosse, o cerlo he, que esta falla loi muilo bem supri
da ua nouto seguinte com o Pas-Vobisno thettro
gamboino. l'assados estes dois dias continuou o lervor,
eonservarao-se contentes e alegres : nao corria pela raa
um cavallo de carv&o, que nao parecesse a um praieiro
S.NOPSIC DOS APUnAllOH TP.AHAI.IIOS HA VICK-ITIKBinKNCIA
HEITA PROVINCIA,
A inda temos o cguinlu do
Da 10.
299.0 acto. Diz ao delegado do Brejo, que fioa a pre-
sidencia icientc do que participa, o que eunipra u sen
dever.
.100. -Accusa reeepeto d.ii certidocs, que a ihcsoura
rin remeden, dos termos do exante feito na pagadoria
ni tillar.
301.Orden ao commandantedai armas para o Bruin
salvar na Occisin da poste.
102 a 10.1 Accusa ao menino reeepeflo de mapp.is e
ri-la^oc*, e cnimnimica a liecnea dada pelo governo i ni
penal, para residir nenia provincia, ao alteres Joaquim
l'creirn Xavier de Oliveira.
304.Igual conimunioacao ;i pagadoria.
SOS,Appi oiarJn do plano da lotera do Rozarin da
lio.i-Vta, oeolarando-ao nelleoa8 por ccnlo (obre os
bilhetea.
30G Dix ao commandanlo superior do Brejo, que
na falta de cheles mande tomar o commando de um dos
liatalhoes pelo capitao 'rais enligo, e nao o de ambos
| ara um majorromo linda feito.
307.Approvacao de arrernalaees, c aulorisaQao
para arrendar particularmente o jardim botnico.
"08. Responde ao Exm. diocesano, que nao pode,
vista da lei,ser satisfeita a sua exigencia de so Ihe man-
dar entregar os dous conlos de ris consignados para a
capcll.-mr da matriz do S. Jos; o que tulvez possa
t-r lugar i requerimento da respectiva irmandade, pres-
tando fianca.
:I09. ApprovacJo de posturas addicicnacs do lio-
nito.
illO.Ao procurador-fiscal interino da thesouraria
da lazenda, dizendo, quo.tendo ouvido o doulor juiz dos
foitoi da la -onda a cerca do seu olicio de 4 docorrente,
rcsponJeo elle; 1., que ein principios de marco passou
au juiz municipal da primeira vara um proces.-o execu-
livo, em que se deo de suspeilo, c ein 9 de maio o cx-
ercicio do seu lugar, por dias. cm razo dse ucbar a-
nejado; 2 que obrando desla maneira nao delegou a
sua auloridade, como pretendo o referido procurador-
fiscal, masseguioo quo determina a portara da presi-
dencia de 4 de Janeiro desle anno.de conlormidade com
o disposlo no artigo 4." da lei de 2 de novembro de
|> i i ( l vmoiiw uu i-airo,
suprarefor.da portara; e que a vista do exposto nada ti- jpoar.se porta 0 ordennca com 0 0IIciozinho de no-
lia providenciar, por ter o mencionado juiz obrada
em ragra.
311 a313.Ordem para so passarguia ao segundo
lente d'arlilices LttlZ do Franca, que vai servir as A
'aguas; e paiticipaces respectivas.
514.Comuiunicaco de urna licenca concedida
um soldado.
Dia II.
115. Manda fazer os conferios do que precita o
transporte n." 1.
316..Manda thesouraru?., qU0 suspenda a ordem
da presidencia cerca de ccrlas requisiedet do Itio-
Grande-do-Norte.
517.Communicacao ao commando das armas de
baver mandado abonar gratilicacao addicional ao capel-
ln do l'rum.
."IS a 322. Romesta de le*.
323.Manda aochefe da legiao da Roa-Vista refor-
mar a proposta, que se Ihe devolvo, na lrma das leis.
fetumo do renimento da mesa do consulado de l'er-
nambuco nosanno.i /nanceaos abaixo declarados.
1813 A 1811
Julho..................31:516,870
Agosto................. 24:896,871
Setembro..............16:301,524
utubro................21:761,9(i7
Novembro...............40:034,993
Dezembro...............69:146,199 200:958,430
Janeiro................119:20.1,361
l'evereiro..............107:176,621
Marco..................96:664,930
Abril..................68:318,511
Maio..................49:922,31!)
Junbo.................31:243,134 472:528,870
DifTerenca a lavor do anno
prximo lindo..........
679.487,300
79:930,622
759:417,928
1844 i 1845
Julho..................39:711,979
Agosto.................46:796,498
Setembro...............31:722,H8
ulubro................32:829,913
Novembro...............32:737,942
czombro..............78:200,952 261:998,432
Janeiro................115:822,280
l'evereiro...............87:817,316
Marco..................78,668,341
Abril..................98:779,165
Maio.................00:992.800
Junho..................51:419,395 499:529,297
A bul;Menlo das lesliluii oes
feilas em lodo o anno......
761:527,729
2:109,801
759:417,928
moaees... Acata do ex-excellenlissimo era dia e nou-
techeia de conselheiros, de benemritos, e para dizer
de una vez l como eslava abjletado omnegenus mu
sicorum Nesta roza divina se pussarao 06 dias...
mas... afinal eis que urna nao esperada mudanra poz
de pernas ao ar aquello inesmo, que ludo linba volvi-
do, revolvido, edeteixado com tanto appluuzo, e urna
bumba-canaslra foi dada em toda a praia, fazendo-te
descer da burra aquello que a tinha montado com pt
d'anginho.
Chora Man, nSo chora
A tanta alegra, a tanta feslanca tuccedeo a grande
tristeza de que forao oceupados aquellos mesmos que
pelas ras desla cidade andava rnais cuchados que
um haiac, luciendo a luneta a cara, aquellos que
sendo semprc tidosehavidos como um Jan-Fernandes,
j se reputavao Cesares : pouco dura a alegra na casa
do pobre!! Nunca a praia deo rnais evidente prova da
tus necedade, como quando peosou que o teu Manoel
de Souza eslava do tarraxa, e que o pao-de-l por elle
distribuido bavia ter a virtude dos cinco pies.... Nun-
ca o Sr. Manoel de Soma, se mostrou inais Manoel
de Souza, como quando em seu bestunto deo aposenta-
dona a lembranca de virar Pernambuco de baixo para
cima. Nunca... .nada de serio ; passemos a outra lin-
goagom. O quanlo temos dito, anda nao he nada ; o
bom o o goslozo vem a ser ouvr agora a praia.
Diz um;ora eu que linba rnais servicos liquoi chuchando
no dedo, o foi-se l para as bandas do Pio-do-Alho,
ou Lmoeiro buscar um que nao tem servicos, a dar-
se-lbo a promoloria s porque assim o quiz o Barboza 1
Ora ho possivel, diz oulro, e diiem todos que no pro-
vurao o pao-de-l, que ficassemos chuchando no dedo,
e com agoa na bocea Ora, diz fr. Martinbo, he pos-
sivel que nao me pagassem o repique, e nem o elogie
do Azorrague, e nem pelo menos medessem com que
pagar o par de meiss de seda que ettreei nodia dos pa-
rabens A todas estas queixinbas nada responda o ex-
excellenlissmo que,como.se vira raio,emmudeceo e a-
penat de vez em quando, ou de quando em vez se Ihe
ouvia por entre os denles proferir urna palavra grega,
(dizein outros que bunda) que significa pilulat; e na-
da rnais se Ihe ouvio at que lovantando-se de repen-
te dissera a sua gente
Meu bem nao chore
Que logo vonho.
Assim passao as glorias desle mundo.
b'almouth ; paquete inglcz Express, caplao o tcnen|e
Ilenriik.
Edital.
- O lllm. Sr inspector da tbesouraria das rendt<
provincises manda fazer publico, que, om virlude J
ordem da presidencia do 10 do correte, esta autorisado
a contratar particularmente oarrendamento do Janln,
Botnico de Olinda, com as condiees que julgar bem
da fazenda ; em consoquencia do quo convida s dm.
soas a quern convicr dito arrendamento para compareco.
rem na ditatbesouraria. Secretaria da thesouraria dai
rendas provinciacs de Pernambuco, 14 de julho de
1845.O secretario, I.uix da Coila Portocarreiro.
DedaracOes.
Mesa do consulado de Pernambuco, 14 do julho de
1845.O administrador, JodoXavier Carneiro da Cu-
nta.
;.:
porto ou de unge podiao fuxcr-lhe allimao. Ella labia de
iii.iis para querer comprelicuder.
Aiicado pelo obstculo, o fogosurdu c lento que od-
ia arda, nio podendu arrebentar.gaohava cada vei ruaii
forca no icu interior. Ella amata, buioo be respira
para viver ; iniava o amor cm si mesino, qaaii indepen-
ilenle do objecto amado, que era a ooeatito, iiip a cau-
ta, ecujo papel se limitav porattlm diaer dar mu cer-
po aoamor; UN eiicarnaudo-sc ein bi rile o renretOH-
lava, c linda todua oicik privilegios. A primeirat pai-
xe, ot aa .-uaiurea, nao nao outra omita, Foi Romeo
que aiiiuu JolietU? Foi Julielta que aiuon Romeo ? O'
Jnlietia! o Itoinuo divino lypui, originaca eternos da
poesa no amor c do amor na puexil! vos aduravei
i.'ni a forma ,1
CORREIO.
COBnESPONDENCIA UA c.lli.llil, E PROVINCIA.
(Jue a tristeza anda sempie as ancas da extrema a-
legria, sabem lodos ; e a praia lambem nao desconbe-
ce esta verdade por experiencia. i\o dia qualro de ju-
nho, dia que para a praia nao devia ter noule ; vimos
todos quanto a praia se deixou possuir da extrema ale
gra com a noticia de quo um filho, ou antes pai da
praia eslava destinado a ter o dispenseiro, o o repart
dor do pao-de-l. Coiria a praia de urna para outra
ra mus conteni, c rnais satisleita, do que anda a ra-
poziada em da d'annos e amairacao do mettro ; ludo
ero parabciis, abracut, e apertos de inSos, e foi tal a
perturbco qUe mcsino o .Manoel do Souza no
pode 10r o illicio de parlicipacao para dai juran.cu-
lo, c a piova esta em correr a cmara mies do dia; c
do cerlo teria jurado fra de lempo, so urna alma cari-
tativa Ihe nao disstsscpapai abra oolho.Nao hou-
ve noule, i c verdade, o prestito dos 50o0 benemt-
ritos, quo applaudirao acbegadado Sr. Marcellino,
mas dizem uus, que foi esla lulla motivada pela au-
sencia do Pedrozo 2. e outros dizein, eheomaispro-
vavel, que a causa foi a folla do muzicas que nao sa-
liaifli III Itl ia ^rayr,,.
COMMEtiCIO.
Alfandega.
Rendimento do dia 14..............
Desearregao hoje 14.
BrigueTrifo/ium farinlu.
Brigucli. /'. Loper mercadoi ias.
BrigueBrandy Wmedem.
BarcaCatharinaidem.
Brigue americanot'abiutfamilia de tigo.
Bacra Li enmurebacalho.
Barca Vultureidem.
lirigue Gabrielalbos.
Barcafenotencanos de ferro.
C:795l45
ll(i\Menlo do Porto.
um
mi oulro, nao a forma de votsas iUMginaeflea, us a a
vossa propri.is ih30iiii(ijcs u o ideal la bellota
via em vos. Assim Raf'.n-lla amava em Fa
que vi-
nillo o teu pro
prio pens.imento, n sua propria obra, ai primeirat nul-
sacocs do cu OOractO, as primeiras aspirnces do seu
espirito, seu pratere secretos, toua mudos iraatpor-
n. simi riii'uiiM.mnos, mi,ib esjicrancas, sen sustos e
ale tuas lagrimas, que ella verta noi'te ein presencia de
Dcot.
Pur maitO lempo Dio suspeitou Fabio ai cniojes que
i intpirava ; a ventura passava-lhc pelo Indo, iciu que el-
le a julgane lio peno de si. I'm.i inlluennia inimiga Ihe
i, eudnvii o olboi. A la cegucira prolongava para elle,
para elle i, ainl'aiicia de Rafaella. Uina improaalo
l oiilinoa nSo tem a for<;a da que lie repentina. 5c ao sa-
lir ilo i olvenlo, elle aliveate visto pela primeira ve/,
loreertu que Rearin abalado, aubjugado, como todua os
julios, e nao deltaria de ter prestado completa liomciia-
gein a sua belleza ; mas elle a linda valo natcer, llores-
, desabrochar, e o espectculo deite deaenvolvi-
uiento tiieccsaivo Ibebavia adnrioentado o eeraciu no
torpordu ooatume. Para o despertar era preciso a vio-
lencia do raio, e ene golpe o baria elle recibido no tem-
plo de Segcsto.
IN'csc da vio Hnfaella despuntar a aurora de nova exis-
tencia, e desdo eulo so abaudonou com menos descuu-
tianea nos bciitiineiilos que a ndiffcrenCI c reierva de Fa-
bio llie havilo feito reconcentrar no peitu |ior tamo
lampo. Mas ella nao (radio por isio inais as luai espe-
raneaa do que a ana deteaperaoao. Aeustumada a viver em
si nieema peraevoroo nadiiiimolacSo, que o seu nrgulhn
Ibe diclava como mu dover, ,: coiincrviiiid todo o seu
imperio sobro li mesma, continuou a oceultar-a na
perturbacea internas sub osiuipeuetraveii exlcriore de
inalleravel erciiidade. Ale no livraiueulo de Fabio,
iuc ella to olio proco potara, Iba batja deixadu Igno-
rar o vordadeiro motivo dcsta ac;ao lUAgnaiiima. lluvia
nella ao Racimo lempo dous entes, a mullier apaixonad
ea inna de caridade : qual das duas se bavia sacrificado ?
Fabio Dio o sabia : a mo que bavia oulurgado, o benefi-
cio, linda-a elle visto; mas qual o pcii>a;ncnto que a
gniiraP BU o qae se Ibe uSu distera. Esic tegredu era
anda lie Ha lar II.:.
Da parlo de quslquer outra mullier, bouvera o leu
sacrificio parecido iuleresiado, pur quo devia ter ein re-
sultado por iiileiraiuenic Fabio tua disposicau; porcm
lio liauo calculo era indigno della ; seu primeiro movcl
para oaacrificio era devotar-ae a idvia de tirar vauta
Navios entrados no dia i 4.
Trepane; 50 dial, brigue napolitano Gabriel, de 286
toneladas, e|uipagem 12, capito Bulo Inzerillo,
carga sale albos ; N. O. Bieber.
Antwerp ; 35 dias, galiota BelgicanMercator, de
238 toneladas, oquipagem 10, capitao Henry Vou
Coppenelle, carga lastro ; iHu Calmonl & C.
Marselles ; 56 dias, barca franceza Antoinettt, do 233
toneladas, equipsgem 13, capilo Uugaye, carga
farinba, azeite, &c. &c, ao capitao.
Trieste ; por Gibraltar, 98 dias, trazondo do ultimo
porto 40, biigue lubechense Tri/olium de 230 to-
nelada, equpagem 10, caplao John C. H. Kuhl,
carga farinba ; N. O. Bieber.
Santa-Caiharina ; 17 dias, patacho brascro Livra-
mento, de 117 toneladas, equipsgem 10, capito
Antonio Domingos Alvet, carga larinha; Manoel
Ignacio do Oliveira.
Navios tahidos no mesmo dia.
Aracaly ; sumaca brasileira Pirla, de 138 toneladas,
equpagem 14, capitao Francisco Nicolao do Araujo,
carga varios gneros; pissageiros Antonio do Nos
Paes Bolao, Francisco Paes llotao e um criado, Bra-
sileros,
CURSO JURDICO.
Por ordem dcsta directora te faz publico, qm
hoje 15 do corrente, lera lugar o annunciado con-
curso para asubsliluicao da cadeira do lalim do co|-
legio das arles, pelas 9 horat da manhia. Secretaria do
curso jurdico de Olinda, 6 de julho de l84'. Oba-
cbarel Eduardo Soarn de Albugaria, olical interino
servindo do secretario.
C0.MPANH1A DE BEBIR1BE.
Ocaixa da compendia de Bebribe roga aot Sri.
accionitlai que anda nao complctarao as entradas de
50 por cent hajio de o lazor imprelerivelmente at o
ultime do corrente mez.
= Pelo lyro desta ciliado so faz publico, que, em
consequencia do que ordenou o Exm. Sr. presidento da
provincia, ir a concurso da data desle 40 dias a ca-
deira de primeiras lettras para o sexo reminino na villa
delguarass. Ascandidataa, que referida cadeira se
quizerem oppr, babilitem-se nos termos da lei
Secretaria do lyco, 5 de junho de 1845. No im-
pedimento do tecrelario, Hermenegildo ilarcellino de
Miranda.
O dr. Joo Ferreira da Silva, membro do conec-
Ibo de salubrdade,participa a quern convir que vaccina
as quartas e tabbados na casa dos expostot, tendo
principio ai nove horas em ponto. As pessoas que se
apresenlarcm para ser accinadas, devem dar o nome,
idade, naturaldade, filiacao, estado, condicAo e mo-
rada para regstar ; assim como licao obrigadas a rol-
lar no citavo dia, sob pena de seren multadas na con-
formidade das posturat da cmara municipal. Recite
14 de Julho de 1815.
O abaixo assignado, como cnsul de S. M. BriUn-
nica nesta cidade, oflerece a quantia de quindenios mil
res a quern entregar s autoridades competente!
Francisco Antonio Mendet, Portuguez o barbeiro, que
est pronunciado no crime do homicidio do fallecido
EucratiJane, subdito Britannico, pela subdelegada de
S. Fr. Pedro Concalvcs, cuja quanlia pagar, bgoque
estiver recolhido a priso desla cidade o dito Mendet.
Consulado britannico em Pernambuco,14de julho de
1845. H. ugustus Cowper, cnsul.
geni para si da sua d-voiaeao nunca te bavia apresenta-
do ao seu espirilo : ella a leria repellido com indigiia-
ei. Dm sacrificio nln isado be lacrificio?
Rafaella passou toda a Holl rceolliida em teul pensa-
ineutos, ali.-orvid.i na intima c palpitante bebedice de
nina grande rofolueSo clFeclundn, de urna grande victo-
ria alcancada ooui esforco; seu nico lmur era que ci-
ta victoria se niililizaitc, e que o fugitivo nao sebasse
um retiro asiax impcuetravel. Todas as seguraneai de
Errante a este respeito nao basta vao para a Iranqiiilliiar.
Quanto aoi icus propriui perigoi, nem nisiu ella pen-
mi va : era cuino ic uo se acitara cm urna priso :- o des-
tino de una crealura cstranha maii a bouvera abalado.
Senta urna plenitude de vida, como jamis cunlicccra.
Toda ella era satisfacSo; porque pela primeira vei llu-
via gozado d exerciciu absoluto do suas faeuldadci, e
preencliido o seu destino. Em unta palivra era felit.
O' prazeret puroi, ini-fl'aviis prazeres du sacrificio
iiblim- alegra! Vuluptootidadet aataal f.dijdcquem
voi letn laboreado; e inais feliz anda de quera voi ta-
borc.i_sciit|ife. Ui entes privilegiado! lem lobro a torra
o leu Golgolha. L'os su devolo a ideia, outros pciiua;
lodoi se devoto alguem, algumu coma, e rcagem,
era virlude do urna niiiio da providencia, contra oego
ismo brutal, contra o cobardes o groneiroi imtincloi
que fazem a lei do mundo. Essa redempeo continua te
effectua sob diversas turmas, iob diversos mimes, era
villa de um bem que pode escapar animal vistas limi-
tadas, mas cedo ou tardo se uianifesla de nina maneira
THEATRO THALENSE.
COMl'AMll A-ITALIANA.
Diriecdo de Giuieppe Galletti.
I10JK, 15 LE Jl'Lill).
Repreienlafdo extraordinaria a bene/kcio de Marga-
rida Lemoi e Carloi Meco.
A companhia, depois de estar j preparada para par-
tir dcsta capital, aconselbada por muilos amadores,i|ue
desejo ouvil-a anda urna vez, com ispecialdade a
execuclo do bcllitsimo spartito do Barbierode Siviglia,
e convencida da proteccSo do Ilustre publico, que
j por muitas vezet o tem domonstrado, tem resolvido
dar neste dia um variado e interessanto espectculo,
combinado da maneira seguinte :
Ordem do espectculo.
Depois da correspondente syinphonia, subir" sco-
na, pela primeira vez neste Ihealro, a opera em tres
actot
YLBARBIERO DE LEVIGUA,
msica do celebro mcslre Rossini.
l'ersonagens. Actores.
D. Baillo, tutor e ridiculo
pretndeme de Rosina........Giuseppc Gallelli.
Rosna, pu pilla de D. Bartolo .... Margarida Lcmos.
Conde de Almavivar............Carlos Ricco.
Fgaro, Barbeiro..............Luigi Guiz/oni.
D. Basilio, mostr do msica......A. M. da Cosa.
Director da orchestra Mr Grosdidier.
N'o intervallo do primeiro ao segundo acto a Sn.
Margarida Lcmos, rogos de algumas pessoas que a
ouvirio na capital do imperio, cantar, pela primen
vez nesta cidade, o bellissimo o inlerestanle rondo
anesi il colpoda opera
EOUARnO E CURISTiNA,
msica de Rossini.
Chamamos a allenco dos espectadoret pira esta lin-
da composicao, especialmente no momento do calar
aquellos com dnvida, alguns al jem rsperanca. Raras
vezes os lastima-, algnuins osncbincalbo, ficqueuti-
meiitu o insultan ; mas de ordinario siio riqueeidot,
ignorados, agrande niaioria dos liomcns paiso sobre
oiCalvarioi desses marlyres com una estpida indill'e-
rencu, sciu meimo crguer os'olboi. Durante a vida crio
loucoa, faccioso!, ou i-ousa peior ; depois da niorlc, fa-
zem driles sabios, tantos, quando us nao endeoto.
XXIX.
TBIBUZ.A9E3 DE DM CAB.CERXIB.O,
Fatigada dos pcuiamentoi da noule, adormeceo Ita-
raella pula manlia, obre a grosscir.i eadeirn que ella
nao havia daixado. Sua aullada tinha toda agrace, to-
da a dignidadede um abandono virginal. A punca lutque
pi'neir.iv.i atraves da aperlada graddeivava-ldr na som-
bra a maior parlo do oorpo, inais um rain perdido du
elaridade mina Iln- sobre o rosto o o illuuiin.ua. Seus
louroi cabellos lanc.ivao rcflexot d'ooro, e a sombra va-
porosa do seu sobr'ollios unidos pelo sniniio pendia-lliu
sobro ai faces dciinuiadas pela vigilia; u quielacao, a e-
rutiiilnde respirarla cm tudas as sub fricO<; mu auriiio
indefinivel dava-lhe bucea mala-abarla, toda a pllf
fionomia una expreuio du beniuveiilurinca; o Plafl-
mento vagaroso e regular do iciu icvelava o repouto dus
anjos.
Uraa grande pancada na porta n drspcitou. Era clie
;l viclonoia. A espera detia niauifeilacio tempre lardin, I coracJo bjlteo c.
-lot uuttoi luartrti totfrem o teu martyrio,cilct com te, I dcixar balter c n
MUTILADO
gado o momento critico as core 10 Ibe a vivario, e
no violencia. Sun primeira ideia lei
nao abrir, mas kuibraudo-io quo itimi


'
Chriltioa arroba" i
presenta a oxeetufi" '
portel desle quadm
node lodoo amado.
No nlervallo do seg
JMier, por particular ; sequo
i-mcerlode violoncillo, acoirp
do um sonlio, om quo so Ihe rc-
mor'e para seu fillio ; os trans-
romposicio da msica slodig-
ccna.
lo ao lercoiroacto Mr. Gros-
exccutar um lindo
' i'e miartcto, lo-
Jo amajado pelo mesmo professor.
\ i, ',; .nlii.! se lisongcia de obler a cooperarlo do
seuahVcoados e dos Srs. socios do tlicalro para esta
represen I aci o; a msica, elm de ser toda rscolhida,
produtiri molhor efleito sendo executada na sala deste
li.eatro, excellentementu preparada para representa
rijas Ivricas.
Piecos de entrada.
i i '.ir i- do galera para familia.....2,000
l'latca superior com cadeiras......2,009
, inferior..........1.000
Os billetes vendem-so na ra larga do Rozario n.
JO, primeiro andar, o, no dia, no tliealro, ruada
J'raia.
Avisos martimos.
Para o Ass sai nosles i dias o brigue-escuna
PtliberaeSo, capillo JoSo Goncalves Rocha ; para car-
pa e passageiros trala-se na ra da Cadeia do Recifo n.
JO ou com o capillo, na praca do Commercio.
Para o Acarar seguir al o fin do correnlo me
o patacho Emular-no fabricado de novo e forrado de
tobre ; recebe carga e passageiros, para o que lem
Hcelleotei commodos: ca prelendentes dirijo-so a
ImrJo do mosmo, ou a casa de Manuel Gomes Ja Silva,
ii3 ra da Cadeia do Recie.
Para o Aracaty seguo viagem, imprelerivelmcn-
!t! no d:a 2i do correnlo a sumaca S. Crui, capitau
Manocl Pereira de S ; quem na mesma quizer carre-
jar ou ir de pasaagem dirija-se ao mesmo capillo ,
uu a luja de cabos ao lado do Corpo Santo n. 25.
J. T. Guerin, capillo da barca francesa Ucean,
arribada a este porto, na sua viagem do Nalparai/o,
para S. Mallo precisa tomar,a risco martimo sobro
a quilha e frete da dita barca, a quantia de 14:000,000
Jera. poucomaisou meaos: a quem convier este
negocio, poder dirigir sua proposlaem caria lecha-
da ao Sr. cnsul de Franca nesta cidado al; o dia
IG do corrento ao maio dia.
__ Para o Rio-de- Janeiro sahir, imprcterivelmcn
te no dia 17 do corrente, a barca nacional Firmeza:
quem na mesma liver escravos a embarcar, o devora fa-
zer na manhla d'aquelle dia.
Para o Rio-de-Janeiro sahir, com brevidade.o
patacho nacional Va/enle : quem no mesmo quizer
i .rri;;.ir. e ir d passagem ou remoller escravos a Irete,
falle com Gaudioo Agoslinho de Barros, na ra da Cruz
n. 66.
Para o Rio-Grande-do-Sul seguir breve o pa-
IjcIio Guapo: quem no mesmo quizer carregar, ou
embarcar escravos, pode enlender-se com os consigna-
tarios Amorim Irmans, na ra da Cadeia n. 45.
liara o Rio-de-Janoiro, coma brevidade possivel,
segu o veleiro patacho Castro II. : quem no mesmo
quizer carregar, pode enlender-se com Amorim lrmaos,
na ra da Cadeia n. 45.
Para a Babia seguo em poucos dias a garopcira
,S'. JoSo : quem na meima quizer carregar, pode en-
Icnder-sa com Amorim lrmaos, na ruada Cadeia do
Recite n. 45
Para o Rio-Grande, pelo Rio-do-Janeiro, segu
cun brevidade o brinue Santa-Maria-Hoa-Sorte ; re-
cebo carga c escravos com destino ao ultimo porto pa-
ra o que trata se com Amorim lrmaos, na ra da Ca-
deia n. 45.
avisos diversos.

Sabio o n.32, eacha-se a venda as 4 horas da tar-
de na praca da Independencia livraria n. Ge 8.
I'azem-se tiaiisellins ele cabello de
qnalquer modelo, pnlceiras, anneis, lilas,
\c Ve ludo o niais bein eilo que he
possivel, por proco mdico ; na na do
('abusa, loja de fazendaa n. 6.
AdmiitiVeisnavalhas de ac da China,
que teem a vantagem de cortar o cabello sein ollen-
sa da pello deixando a cara parecendo .estar na sua
brilhanlo mocidode : esto ato vem exclusivamente da
China os nelle Irnbalhio dous dos melborcs o mai.
olialisados cutclleiros da nunca excedida c rica cidade
do IVkiin capital do imperio da China Autor
S llore.
Ptt^eiMBEMaEiai^~iiTu >->'. Kanmissaxecsmrm
Wra ..brigada i Gltel o, prefe. io romo ocio niaii digno
Jelln, .iiti iiiiiu'.i nimediatawenle o perigu quo nlo poda
evitar. Fui direila a porta nao icm tremer mu pouco,
e 11 m lu11 n abri.
Adev.uharci quem CUlrOU ? Castrune.
Atl,ci.Midu telo e aulrilude, afim de que Fabio cm-
babio por ciu.a8 filial apparonca, podcaae informar fa-
vm-Mcimente rainlin o seu respeito, elle vil.ha repc-
lir llie logo pela manlia que j na vcapera Ibe havia
dil.i, c quo nao valia n pena da ropeticu, i*l" be, que
anda nao liavia podido conseguir nuda, porque cunro
st Lem entendido, nada bata temado; ma que nem
por isan aedeva menos contar com elle; quo salvara n-
rallivelmeute o preso, que por felicidade eslava ao abri-
go ilus Pin, irnll'ir;
Pelo tangno Ai slo Januariu excUmou illa dando
'ni os c.iluis ni Rafael!*; v..llamo ao lempo do nula
gre f o' la, oaniarada, eunllouoii elle roltanda se para
o carcerciro que u cuuduiira at'lli, Vme. ingnnou-e
'' pona, bu o rr pillo Pabia quo ouproeuro,
K cutio ?
F. enUe en vcx de Mario cncunlro-mo com Vo
0115.
-- Queque.- diier com iao ?
He inelhor que o veja.
Por todoa o cnidriiiiiado do inferno, diz orar
i' reiro agarrando a gocla de Cattrouc, foale lu lu-amo,
maldito papa-maccaroiii, foale lu que dcile escapla ao
roen presu.e finge le agora admirado, pura me engaa-
res uutra vez
Nlo fui en, palavra de honra, nao fui cu.
Yai Mular a outio, uinaldicoado lazzarone Bata
N. I!. He recommendado o uso dcstas navalbos
maravilhosai, por todas as sociedades das scienciai n.c-
dico-cirurgicas tanto da Ruropu como d"America ,
Asia e frica nao s para prevenir as molestias da
culis, mas tambem como um meio cosmtico: vendern-
se nicamente na ra do Crespo lojns n. 8 c 15 de
Campos & Meia.
= Arrcnda-se urna casa de dous andares na ra do
Nogueira com bons commodos, e muilo fresca, quintal
e cacimba ; a tratar na ra Velha n. 05, de inahbaa
al as 8 boias, e de lardo das 3 as 6.
Arrenda-se urna casa terrea na ra da Manguei-
ra na Iravessa da ra da Alegra para a Gloria, n. 7,
com bons commodos e muito fresca ; a tratar na ra
Velha n. G5.
aa Aluga-se urna casa de dous andares na ra do
Amorim n. 6 ; na ra do Encantamento n. 8 A.
agencias de passaportes.
Na ra do Collegio, botica n. 10, e no atierro da
Boa-Vista luja, tiro-se passeportes para dentro e fra
do imperio, assim como despacblo-se escravos: ludo
com brevidade.
Nesti-s ullimos dias furtrlo de urna casa um de-
dal de ouro lodo lavrado, cora tres ordens de iclevo, e
com o peso de cinco oitavas e meia, o qual tem as let
Iras iniciaos G. C. A. dentro do urna chapinha lisa, e
bein assim urna moeda de ouro do cunho inglez, do la
manho d'uma moeda de 4*000 rs., pouco mais ou mo-
nos, guarnecida toda em roda do ouro lavrado, com
um laeo tambora de ouro que a fazia pendente : quem
de tal furto liver noticia lar o favor de co.nmunicar ao
abaixo assignado, quo gratificara generosamente
Franeiteo Ignacio de Altayde.
Na praca da Boa-Vista, n. 13, Iroca se urna ne-
gra cosinheira do 3i) annos de idade por urna negiinha
de III a 12 ai,nos, e ahi tambera se dir quem engom-
ma com perfeicio o por barato proco.
No dia 1 de julho, pelas 8 horas da manhua, des
pparocco um raulatinbo de idade de 8 annos, lorro,
cora cabellos caslanbos, cor clara, cara redonda, o re-
forcado e Lem eilo do corpo ; calca de briin pardo, ca-
misa branca, tem principio de oflicio de sapatoiro, cons
la a sua mi que anda em i'linda, ollerecendo-se pura
criado: quom o liver em casa, retnelta-o para o Reoifi
ra Direita n. l, loja de couros ; e quem o conducir
ser recompensado.
Precisa-so de urna mulhcr honesta, fiel e diligen-
te, e do um homem de meia idado e bem comportado
para o servico do urna casa do familia, pagando-se-lbe
inensalmento o ordenado, que se convencionar. Os
que estiverem nascircuinslancias exigidas, e quizerem
assim empregar-so, dirijlo-se a Domingos Anluncs
Villaca, com loja do trastes na ra Nova, junto a ponte
da Boa-Vista.
- Uj abaixo assignados arem scicnto a quem con-
vier, quo comprarlo a loja do lerragein sita na ra do
Queimado n. 4; o tendo feito sociedade na mesma lo'
desdo esta data a firma commercial da dita casa lie Cam-
pos* Almcida. Recifo, 9 de juiho de 1845 Josa d*
Miveira Campos. Joaquimde Almcida e Silva
Aluga-se urna casa terrea grande com sollo, duas
salas, seis quarlos, cozinha lora, com pequeo sillo
murado cora sabida para o rio de Capibaribe, arvoredos
de fruto, e com cacimba, na esquina que volta para o
Cajueiro, o com frente para a Passagem da Magdalena
aoude niorou o Sr. Joaquim Jos Ferreira; quem a pre-
tender dirija-se ao pateo do Carino loja do tartarugueiro
n. 2, ou ao sitio do Cajueiro junto ao do Sr. Francisco
Kibeiro de Brilo, a fallar cora o seu propietario.
O abaixo assignado, nao pretenda responder
a esses inconsiderados annuncios, quo todos os ili:.-
m.;il I .i.) os ouvidosdo publico,sobre o ungenbo Aragua-
ba ; porque os diarios nao lirio, nem dio direito
alguem : mas, como esso biltie parece, ou entende,
que por esse meio rae desacredita, por isso, assim forra-
do, algumacousa direi, para quo se suspenda qualquer
juizo a meu repeito, o quo nao seria preciso, so por
acaso esse encapo ado assignatso seu nonio, quo (anlu
cuidado lem em oicullal-o, pois quo bem conhecidos
sao os seus precedenles.
O engenho Aruguaba, na ribeira de l na, he minha
legitima propiedado, por titulo de compra que dello le
olio, desobrigas de hypolbecas, e diversas dividas do
casal, reposicoes que teubo pago, faltando-me pouco
mais de d:000f livres das dividas, alera de benleilorias
e (erragens que tenbo no mesmo engcnbo.
Fssa questlo de inventario a quo allude osseencapota-
do annunciante, e Ihe chama serias questoes judicia-
riasha quinzo annos pouco mais ou menos.se acha dc-
cedida no jui/o territorial e na rcbc,lo,tcndo passado nu
sanchcllaria, e transitado em julgado, e so algum direi-
to alguem se julga ter, (o que se nega), use da acelo
que em direito Ibe competir, o nlo esteja a mortilcir-
ii,e .i paciencia cora um aronzel, que em nada interessa
ao publico. Esse tratante, esso cavalhe.ro do industria,
que procurou Iludir a meu lio Joaquim Jos Pessoa c
smarszxx^siitmMMij..5?v--'aatv_j- :. ip^a
deronfiava co liontem, quando lo n5o quera deix.ir en-
trar, quo lu ni.-icliiii.-ivu alguma BonjurclO para me
pregare alguma da la Quo c podo e|ierar de bum
de um Nanolilano ?
__ .N ni fui eu, basla que Ib'u diga; que diabo se Ibe
digo que nao fui en ?
__ Hela chave de ao Pedro, creio quo queros fazer
le experto conimigo.
__ Por sao Jauuario, rcpilo-lbc quo ulo fui cu. Em
pie lingua lio preciso que lli'o diga ?
Por santa Kosalia digo cu que fuslc tu. E senau,
quem poderla ter ?
Eu sei c. ? Sou en cncarregadu da polica da tu
cata ?
Nao, mas tu vis fazer cnnlieciinento com lia;
quando aiii emmagrceetic um pouco, nao le faria mal,
c alguna trato do polo lo farao afinar o tallic.
A nnieaca fui cxrculaila mal que proferida : ridicula-
mente nucuiado de uiocrioie de quo elle ctlnva innuceu
(intimo, e usurpnndo mi grado seu o generlo papel
do libertador, Catlrune fui laucado em um fuaan, verda-
deiro dammuso, du do lamoso luarque/Artnli. O seu in-
fortunio era tanto mai critico, qunnto era na a nota
quo ello tinlia em Trapani. c olu podia esperar da jus-
tica ni .linaria 0 extraordinaria juslica alguma. .lem o
conlieccr, Rafaella procurara, ma em vu, fallar em seu
favor, ella nili> havia iJu attendida; ma vox perder e
no grito da disputa.
Agora vamos no c, Ihe diz o carcerciro vullando
.1.1 ,piano. Ah! a pccurruxa, quiz lomar o goslo pri-
ato pTOTB In ha; c talvoz quo a morada nlo eja mu i
tu do ten guato. Verciuo, por av Pedro, nos veremo
Mello para prestar seu nomo (o que anda duvido) em
alguns desses annuncios, inelhor lora quo lirasso a
mascara, o largasse o capolo, o .iSo so acobertasse com
o annimo, porque rao pouparia o trabalho de respon-
der : melhor lora quo esso tnonstro de ingiatidlo cui-
dasse em me pagar a quantia do 1:450* is resto dos
3:000*, que com as suas costumadas tralicancias me
roubou, o que le j nlo est punido, bem sabe a quem
adata; mas, einlim nlo terei remediosenao cbamal-o
ao competente tribunal, nlo s para n.e pagar, como
parafazel-o espiar MU crime, azendo assim maispu-
Idicas as suas licanlinagens o perversidodt s; o so j o
uo tenho (cito e mesmo apresentando o seu noiue, he
devdo a ce'tas consderacoes; porra eslas lero de
desapparecer, logo que esse velhaco so aprsenle e:n
publico desomburrado ; assim como d ixarei du res-
ponder mais sobro tal objecto, em quenlo se valer da
capa do annimo, ou aprescnlar nome deoutrem, sem
que seja o seu proprio. Josa Antotuo Vessba e Mello.
Jos Rodrigues Sordos, subdito Hespanhol, rcti-
-ra-se para fra do imperio.
Troca so um Santo Antonio do maJeira, obra
muilo bem feila, lindo de fora ; no conedor do Bispo,
n. 8.
Precisa-so de um hornera quo enlcnda de niassei-
ra; no corredor do Hispo, n.8.
Anlie Nau/or, da padaria do atierro da l!oa-\ is-
la n. CO, avisa a pessoa quo tem uns penbores, os quaes
sao, um corlo, um bollo de peito e utn Iranselim de
prata, quo baja de ir buscar ote 18 do corrente, quan-
do nao, vende para seu pagamento.
= Precisa-so alugar una mulhcr idosa que possa
(ratar de um docnto o ao mesmo lempo saiba coz-
pba; no pateo da Penha n. 4.
ss Da so dinl.eiro a juros com penhores do ouro e
prata mesmo em pequeas quanlias; na la da Praia
n. 82.
= Aluglo-so as casas seguintcs : os dous terceiros
andares dos sobrados ns. 4 o t do Atierro da lloa-Visla;
o segundo andar do sobrado n. 20, na ra do Rozario;
a casa terrea na ra de S. Amaro n. Til', do bairto de
S. Antonio por 158 rs. mensaes ; duas ditas nova-
inenle acabadas, com quintal cacimba o todos os cora-
modos para familia na ra Formse n. 7 e na ra
do Sevo n. 2; una dita cora os mesmos commodos pura
grando familia na ra da SJedadu n. 3.'i por ii
rs. mensaes ; oulra dita pequea na mesma ra, por
7# rs. ; e umamcia-agoa por C, rs. nu dita ra ; e
outra dita na ra ao lado du matriz da lina- \ isla n.'30:
a tratar no cscripturio de Francisco de Uliveira & l'i-
Iho na ra da Aurora n. 2t.
= Dao so 325 ra. a premio, sobro ponhores de
ouro ou pruta ; na ra Direita n. 69.
= O Sr., que no dia 11 ou 12 do coirenle pro-
curou a Honorato Jos de Oliveita Figuciredo, em sua
casa, na ra Augusta sobrado n. 5) c nao o oncon -
trou pelo inesii o estar auset.te queira le a born ule
de voltur all das t as 7 horas de manhla e das duas
as 3 da tarde ou queira lazerofavor do deixar all o
seu nomo para ser procurado, visto ignorar-so quem
he.
= O Sr. Jlo Germano de Paula dirija-se a ra do
Rangel n. 3, primeiro andar.
= O abaixo assignado, tendo vendido a sua venda
sita na ra do Camaro, n. 7, avisa uosseus credores ,
quo lirera suas cuntas no prazo de 3 dias, para sern
pagas. 7 heodoro da Silva Datnaz.
F.1 Prefiri de Canarino retira-so para fra do
imperio.
I'recisa-se alugar urna canoa que
pegue em barro pata Soo a 1000 petas de
obra ; quem a liver aiinuncie, ou diri-
ja-se ra do Husario da J> ia-vista n.
tG. Nu tiicsina cusa tambem se precisa
de um canoeiro.
Oscridores de Jlo Antonio Mailins Novaes
participao aos devedores do referido Novaes, tallecido no
da t do correnlo, quo a casa e bens do finado se acbao
sequestrados para pagano uto do crescido debilo pruga
o anuunciantts, e que assim nenhum dos devedores i
mesma cosa faca pagamento a alguem, porque qual-
quer pagamento que fueren: ser novamente exigido po-
los annuncianlcs, por ter sido feito a pcsoa incompe-
tente.
= Precisa-sc arrendar um sitio porto da praca ,
que tenha bastante pasto paia 12 vaccas; paga-sc bem:
quem liver annuncie para se tratar do ajuste.
= Precisa-so de dous contose quinbentos mil rs por
espaco de cinco annos, a um por cenlo, pagando-suos
juros todos os me/es, odando-se moradas de casas livres
e desembarazadas ; quem os quizer dar annuncie ,
ou dirija-so ao Atierro dos Afogados n. 218, a fallar
com Francisco Xavier das Cbagas.
= Pedc-se encarecidamente ao Sr. J. Hurle, quoira
aB^ross-m:: Tsaa : .'-' i n'iaaaim8)iBB
Kufaella oppoz esta grosseira lirada una tranquilli
dade estoica, e au responden uina palavra.
VlUO. snppo, replicn o carcerciro, que na a ba
mal que lirrar os preso, c quo depoia disto v.ii n gen-
te mullo quieta para a sua casa? Ol quo nao, miiilia
menina. A cous.i cusa mais caro du quo petisa.
Rataella eslava preparada para ludo; esta brutal ame
u.i nao leve o poder do .iiuedroula la, o iieiu mesmo do
Ihe fazer romper o silencio^
Vmo. eolio nao lem nirgonha do que fez? couli-
iiuiiu o canelero com tom mais brando, porque por
muilo carcerciro que elle foatc a quielacio, o siieneio,
e a noble belleza de Itnfuclla Ihu impunlio respeito. Ku
tinlia enufiaiiea em Vino., deivava-a entrar e abir tiesta
casa coinoniinba propria lillia, desconfiava tanto do Vine,
oemo della; olliei eu tequer para Vine ? trunca a tinlia
\ i-t,i E eiH-aqui de que modo me recompeusou Ollie,
minha bella dona, esta accao nao a lia du levar ao peral-
to. Porque cniKm ludo isto v.i recabir mais i.brc niim
do qoe sobre a tenhora. Eu ton um pobra pii de fami-
lia, c to perder o meu lugar, com que auslcularci minha
mulhcr c nieii filhii ?
Cuidar te lia maso, meu amigo; cucarrrgar ao hito
de!:, se de Vine tu Ihe tobrevicr cssa desgraca.
Vme. dar-llici ha o po, anda bem; be O mino
que Ihe .leve, por Ihe l.aver arruinado u pai; ma a
hunra, restituir ui"a-lia Vino. ? Eu ttlou dethuoradol
Deixar evadir-e um preso lio una ace.'.o infatuante.
Que ha,i de diier os meu eollegat' Que dir a Sicilia f
Islu nunca me acnnteceo. llao do suppor quo eu me
deixei aobnrnar por dinhoiro; perd a ropntajto. E .r
uiua tenhora decente que dio pregou tal logracio. Oh
mandar no Atierro dos Afogados n V.', a re-
uma certa curia quelhetcmiidoremellida pela mi
de seu proprio Gibo ha mais do 3 mezes
s=Da-ae um conlo de rii a premio, sobre penbo-
res de ouro ot: prata toda quantia, ou OBorme con-
vieraoprelendente sendo a menor qutnlia rs. ; na ra do Ro/ario da lloa-vista n. 5:5 segundo
anJar.
- D-sc dinheiro a premio sobre penbores do ou-
ro prata ou hypolheco ; na ra eslreila do Rnzsrio
n. 30, segundo andar.
__ Procuia-seum mrnito de 12 a linims, prc-
fere-so Porluguez para trabalhar em um sitio perto
da praca : a tratar na ra do Queimado loja n. 87.
= )-so dinheiro I premio sobre ouro. transclins,
correntes e relogos do algibeira em segunda ralo, quu
sejo obras rancezo e por pro-o coinmodo ; tambem
vende-se, e se faz troca a vODlade dea con nrsdore.-: na
ra das Flores n 18, casa de relojoeito.
= Furtrlo na madrugada do dia 12 do correnlo,
do sitio de lilppe Mena, ora Cruz-de-.Mraas utn
carneiroem grao, muilo nrande como poucos veres
appnrece, magreian: posto que se seiba quera se]a o
ladran por ter sido visto era caminhu roga-so a quem
foroflereoidoditocarneiro, que he malhedo. < lo-
mera e levem a loja de Cardo/.o na ra do Crespo n.
i quo se darao alvijaraa.
= OIerccc-se una mulhcr para ama de urna casa ,
que sabe eogommai muito bem, eo/nba Indas os qua-
lidades de man|,ires boa doceira e far lo las asqua-
lidadcs do massa ; quem a pretender, dinj -sc ao
ieccodo Azeite-de-l'eixe n. l.
= F.ngomma-so roupa de hornera u senhora rom
lodo a'seio e perfeicio ; tambem se cosen, vestidos o
camisas de hoincn tu.lo por pceo commodo ; na ra
das l.arongeiras n. 15. primeiro andar.
= Joao Paz liarrelo senbor dos engenhos Cuipo-
ra e Camacari faz seenle ao rcspeHavel publico .
quo, porhaver oulro de igual nome loar se-ba as
signando do boj., em vanle Joao Nenomuceuo I n
Bairolo; nao prejudieando esta mudenca nenbuma
ilaslransaccm'spe.idcnlcs c eonln.ludas pelo annun-
cianle anteriores a esta dula. Hcc-ile, 12 de julbn
do 1815.
= Quem precisar de urna mulhcr preta para ama
de umacaaa, preferndo-*e do homem loltciro, e tam-
bem para comprar na ra v a ra do Rangel n. 21.
= Cjuem precisar alugor urna prcla que engom-
la cozinha e faz todo o servico de urna cosa dirt-
ja-so a ra Velha n. 83.
= Bcnvenulo A. do M. Taques, liavondostdo exo-
neradoda ptomotoria publica desta cidade jdvoga no
crime e no cvel, para o que pode ser procurado a qual
quer hora do dia por seus amigos c pessoas, quo quet-
rao occupal o na sua casa por Iraz da matriz do >.
Antonio Iravessa dos Fxpovtos n. 18 primeiro an-
dar.
es Arrenda-se, ou afora -se de fi.ro perpetuo um
cercado todo fechado de valo o croata |ue sustenta
20 vaccas do criar o Ierras para plantar no engcnho
Ciquia : a aliar cora o proprictaro do mesmo en-
genho
= Aluga se una morada de casa lerrea, com bons
commodos, c quintal murado, na ra Imperial do
Atierro das Cinco-Pontas : a tratar na ra do \ .geno,
n. 12.
= A luga-so una olera por dclraz do recolbimcnlu
das freirs i Gloria a fallar na ra do Rangel n.
59 com 0 lachare! Antonio Jo-6 Pereira.
= CaudinoAgosl.nbo de Barros embarca para o
Rio do-Janeiro una cscrava de nome Roza de nuci
Rebilo, pertenecntea Anua Rutina do S. Jos, do
Rio-de Janoiro.
M)\ A FABRICA DE MACHINA.
O cstabeleciinenlo dos eiigenlieiros e macllinistai Me.
Callum & U., na ra do Hruiu n.6e8, acha-ac conipeteii-
tmente montado a moderna pata o concert de inaclii-
i.as de vapor, inoculas de eanna e qualquer oulro ni .-
cl.inis.no. No iiiesnio fhbrlcfio-te tambe.....om a ni.tioe
perfeiciio, inoiiilios e prensas de mandioca, aguilnora e
ehumacciraa de .odas de agoa, velos e outraa pecat para
senarias, patal'usos de todos os tainanllos, quaiqucr
especie de obra de i'enciro ou macliinista
__ Arrenda-sc a prnpriedade Chacn a mar-
gem do rio Capibaribe, defionlcdo engonho Cordei-
ro com duas casas para habitarlo, sendo urna dolas
nova, o com mutos commodos, cora boas senzallas, em
numero de dezascis, quo sao oulras ti nas casas, qu*.
o poden, alugar no lempo de verlo ; com tres grandes
baixas muilo frescas, pora plantario do capim, ou can-
na. ou outra qualquer ; cora bstanlo Ierra mais alta,
a margen do rio o oulras comraodidadcs; arrenda-
se por Ires annos, e quem a pretender, dirija-se cosa
do advogado Jos Narciso Camello.
mulbere mi.lbcre Sua migcstade Cailoa III ti.iba
toda a razo de diier que ella ao acbao en. ludo, e fa
rem todo o notsos males.
Detgracadamonto para Raraella, nto pode ella deixar
de sorrir se desta oxolaraaoao aentimonlal O carcereiro
f.iruializou to com esto torriso nvolttntario, o rolln ai
tua primeira grossaria.
_ Ah Vine, ri-ae, i elle colrico; veremos queiu
aehadu rirmais : nlo aera Vme., minha bella, cunto
cum iss... Ah I Vine, ri so Vme. catsame, depois do
me baier engaado, Irabido, arruinado, deshonrado !
I'uis bem Con. lodo o iliahos NS ramo ver d'aqU
a om instante, se Vine, ainda ri \l.\ na casa certa ca-
...arinlia (|ue fazcm paitara volitado do rir, dou-lhe a
minha palavra, Mas, primeiro que ludo. Vino, vai en-
regnr-me o eu dinheiro; nao quero |uo me corrompe.
a mena guarda.
Eu nlo tenho linlicro.
Como be isso Nao tem dinheiro Vine, vem a-
,,i sen. dinl.eiro nlo ho nivel Dmale, ^ vamos
ver, sinutou elle aproximando-te.
_ Nriii me toque diste llalaella, dando um pasto
para Irai; nlo quero que me toque.
h l. Al.i a temut rasando de presumida V te-
nboria nao quer que se Ihe loque I Ande l. minha pe-
quea, lomo-la lid" qui.lao mocas 0 lio Loo.tas como
Vme., e desdo j a previno que ha aqui muitoa inoios do
abaixara orisUiquottaaqoe querem rater-se mu.lo to-
berbas.
E j ello Ihe havia Invado enm torca do i.rac", quan-
do se ouvio 0 estrepito de passos na cicada.
continuar se-ha J



O Si, Jos" Justino Fernandos do .Sousa hsja do
ir iMgMUf os seus penhoros na ra da Praia n. 22.
d ...ri.ii' ~ d.|< d'icontrario se vondurd pois bum
sabo que o trato, ha rnuito tempo.so fin dou.
Q.iotn precisar do um preto para socar assucar ,
oupat. T'rAe de pedreiro dirjase a ra da Au
rom n. M.
<^>uem precisar do urna escrava lavadeira e qui-
tandeira por 30,000 rs. dirija-ss a ra de Agoas-
Verdes n. 46.
O Nazartno n. 109esl venda nos lugares do cos-
tuine, faz a analyseda vice-prusidencia Teixeira
Acatado agencia commercial, cslabelecida na
rui da Cadeia do Recife n. C, de que era propriela-
rio Jos de Almeida Vasconcelos Castol-Branco, parti-
cipa ao publico, que desde o din 28 do passado se acha
fechada provisoriamente, c agora inteiramente de to-
do, sem que tenha feito uso durante o comeco do novo
annoinanceiro deste ostabclecimenlo.
Joao Ferreira d .s Santos remelle para o Rio-de-
Janeiro os seus escravos Pedro e Agoslinha u entre-
gar ao negociante Antonio Gomes Netto.
Quem precisar de um rapaz, para caixeiro de
ra ou de qualquer ostabelecimento o qual d fia-
dor a sua conduela dirija-sea praca da Boa-Vista,
sobrado n. G, ou annuncie.
Desappareceo um cachorro preto atravessado ,
do sitio de Guilbermc Soores lotclno no Hospicio n.
8; quem delleder noticia, ou o levar ao dito sitio,
ser gratificado.
Oflercce-so um rapaz para toja de allaiato, para
cortar obras miudas e tem o tallio seguro e lambem
para entregar obras e cuntas dos Ireguo/es, d fiador
a sua conducta so quizerem por proco commodo
o mestre, que o precisar, annuncie.
Aluga-se urna prela ou moluque, quo soja fiel,
para servir a urna casa : na praca da Independencia
n. 7.
Pcrgunta-se aos Snrs. da commissao atual do
tbealro de Apollo a razio por que so nao vondo pois
ha quem o queira comprar, enao he justo, que sof-
frao os accionistas urna demora de tantos anuos, em
seu capital sem premio e nem esperances de verem
lindar semelhante obra.
l'maccioniila doi primeiros.
= Precisa-se do olTiciaos de sapateiro ; na ra do
Vinario n. 18. loja de Manoel Teixeira.
-- Aluga-sv o segundo andar do sobrado d,i ra de
Ilortas com 3 quartos, e bastante fresco por pre-
(0 comando i confronte aobecco de S. Pedro n. 20:
a tratar no botiquim ao p do theatro.
Antonio Duarle de Oliveira Reg manda para o
Rio-de-Janeiro a sua escrava parda, de nomo \n
dreza.
= Precisa se alugar urna preta cu prelo que sai-
ba cozinhar bem ; na venda da ra de S. Francisco ,
se dir quem quer.
= Acha-se justa e controlada a compra da casa
terrea da ra de Ilortas n. 74, perlencenle a viuva do
fallecido Vicente Alves Cavalcanti, e seu filho Norber-
to Alves Cavalcanti ; quom su julgar com direito a di-
la casa queira declarar no prazo do seis das.
= Aluga-se o sobrado de um andar na travessa da
IMadrc de Dos n. ll : a tratar na loja do mesmo so-
brado.
== Precisa-se de um aprendiz para charutoiru ; em
Fra de-Portas, ra do Pilar n. 1IG.
- Bernardo Jos Lopes Braga retira-so para fura
da provincia tratar de seus negocios.
= Aluga-se una casa terrea por commodo proco ,
com 0 quartos, duas salas, corredor ao lado, cozi-
nli.i fora equintal, otra/ da matriz da Boa-vista: a tra-
tar na ra da Aurora n. 58.
= A pessoa quo annunciou no Diario de huntem
precisar de um caixeiro para loia do lazendas queira
declarar sua morada para ser procurada ou dirija-se
a ra do Vigario n. 22.
= rapa; lia-ilcirn que annunciou no Diario
de l'ernambuco, em 8 do corronte para ser caixeiro
de engenho ou administrad r podo apparecer na
praca da Independencia livrana ns. G e 8.
Compras.
= Comprao-se, para lora da provincia, escravos de
ambos os sexos de 16 a 2b' annos; na ra do Cres-
po n. 10, primeiro andar.
= Comprao-se barris vasios; na ra Dircila n. 9.
= Comprao-se dous escravos um pedreiro e mi-
tro carpina, para um cncommenda do liio-Gran Je-du-
Sul ; sendo bonitas figuras pagao-so bem ; na ra
do Collegio armazcni n. 19.
Lompro se, para fra da provincia escravos
de 1 a 20 annos sendo do bonitas figuras pagio-se
bem; na ruu da Cadeia de S. Antonio sobrado do
um andar do vsranda de pao, n. 20.
= Compra se um cavllo, quo sirva para viagem :
na ra da Cadcia-Velha n. ~>4, ou annuncie.
= Comprao-se apolicei da companbia do cncana-
mento das agoas ; na ra da Cadeia do Rccifo casa
n. 41.
= Compra-se urna redoma de vidro para santo ,
com sua competente peanha e quo tenha dous palmos
e meio de altura,mesmo com pouco uso scrve;nas
Cinco Pontas n. 62.
= Compra-se um casal de rolas hamburguesas; as
Cinco-Pontas o. 62.
Compra-se urna bomba que se)a maneira, para
puchar agoa urna so pessoa ; assim como compra-se 1
ou 2 milbeiros de telbas, que j fossem servidas ; a tra-
tar com Manoel Antonio da Silva Molla ou annuncie
por este Diario.
= Comprao-se duas rolas (femeas] de Ilamburgo ,
por 3000 rs. : na ra Direila n. 120, primeiro andar ,
das 6 as 8 Loras da manha c das duas as cinco da
larde.
= Compr3-te 2 a 3 milbeiros de telbas vi Ibas, sen-
do por proco commodo : na travessa do Queimado
n. 3.
Vendas.
= Vende-se urna caa de um andar n. 46 > por
detraz da igrejadeS. Rita: a fallar com Joaquim Gon-
calves Vieira Gu i maraes, que esta autorisado pelo pro
prietario da mesma casa.
= Vende-se, ou troca-se por lijlo, telht, ou outro
qualquer material urna canda, que pega em 900 a
1000 lijlos, mui bem construida; tambem se ven*:'.'a
pra/o sendo a pessoa capaz : a tratar na praia do S.
It ita n. 43, com J !). Codcoira.
= Veodein-su dous lindos pardos, sondo um de
18 annos propriopara pagem e do ptima conduc-
ta o o outro de l annos ptimo para aprender
qualquer <> 11 i i > por ser bastante esperto ; na ra es-
trella do Roiario ti. 31, primeiro andar.
sa Vende-se, ou aluga-sc urna casa terrea nova ,
feta a moderna no Coolho na ra dos Prazeres,
por commodo prero tanto por venda como de alu-
guel : a tratar na mesma ra n. 10, das 6 as 9 horas
da manbaa e das duas as 6 da lardo.
=Vende-se a padaria da ra da Gloria na casa n
'i.'i ; he boa occasio de se aproveitarem pois se es-
t resolvido a fazer negocio dando-se ruis em con-
ta : a tratar na padaria da S. Cruz junio ao sobrado.
as Vende-se eflVcti va ment caf nioido o melbor
possivel e muitoem conta qualquer porcao: na tra-
vessa da Madre do Dos n. H, e na praga daS. Cruz,
padaria junto ao sobrado n 106.
= Vendem-se bichas muito boas, chegadas ha
pouco, de Lisboa, a 80, 120 160 o 520 rs. cada
urna o os centos a 5/ rs. ; na ra da Cruz n G2.
Vende-se urna venda na travessa da ra Bolla n.
8 a dinbeiro ou a lettras com boas firmas o com
os fundos quo o comprador quizer e tem commo-
dos para morar familia : a tratar na mesma venda.
> enile se manloiga superior u OiO, 800 o 900 rs.
a libra azeite doce dito de coco dito decarrapa-
to gomma de tapioca sag amendoas chocolate
novo, doce do goiaba, charutos da Baha, esperma-
cote a 800 rs. paios, presuntos, linguicas, fio para
lene ou velas, passas ameixas estopa para canoas ,
palbas de cuqueiro breo luntilha c horvilhas cm
porcao e a reUlho a 60 rs. a libra cb muito bom ,
vinho engarrafado de varias qualidades sal do Lisboa,
a 1 i i() rs. o alquciro da medida velha 30 e tantas ar-
robas do chumbo, o todos os mais gneros de venda
por prejo commodo : na ra Nova n. 65.
= \ ende-se urna escrava cozinbeira engomma-
deira cose chao retina assucar e he muito hbil
para todo o servico ; na ra do Vigario n. 19.
= Vende-se urna mulatinha de 14 annos de bo-
nita ligura cosecbo, faz lavarinto e renda; una ca-
brinbade 15 annos, tainbemde bonita figura, cose
chao e faz renda ; urna mulatinha de 8 annos muito
linda ; duasescravas de naci mogas, de boas figu-
ras para lodo o servico ; 3 escravos dous para o sor-
vico do campo e o outro molecote para todo o ser-
vico ; na ra das Cruzes n. il segundo andar.
^ endo-se una parda que engomma perfeila-
mento cozinba o diario do urna casa cose bem e
faz bicos o rendas; na ra do Crespo u. 10, primeiro
andar.
Vende se um casal de escravos com tima cria fe-
mea de 8 annos ; o prelo ganba na ra : a negra co-
zinba o diario de urna casa, engomma liso, cose bem,
boida o faz lavarinto e a cria lein principios de cos-
tura : na ra daSonzalla-Velha n. 142, segundo an-
dar.
= Vendem-se 3 cscravas mocas, do boas figuras,
engommao o cozinhao o uina cose; urna dita boa
quitandeira ; duas molecas pegas, urna do 12 annos
o outra de 18 annos, boas para seren educadas por
seren reeolhidas; urna prela de meia idade por 200<
rs. ,cozinba,engomma, o lava roupa; urna parda de 20
anuos, de boa conducta, e ptima para o servigo de ca-
sa ; i escravos mu. os, do boas figuras bons para to-
do o trabalbo : na ra do Crespo n. 10, piiuiciro an-
dar.
= Vende-se um escravo de ptima 6gura para pa-
gem sadio o sem vicios, do idade de 21 annos; na
ra da Cruz n. 3, segundo andar.
= V ende-se um oivcl pruprio para pedreiro, OU
carpina por preco commodo ; na ra Nova venda
n. 63.
= Vende se para acabar de so liquidar, o rrsto de
urna porgo do camisas de madupolao bem acabadas ,
e a moda, pelo diminuto prego de 16,800 rs. a duzia;
na ra da Cadeia do Recife n. 6, primeiro andar.
= Vende se urna preta de nncao de dado de 20
annos, de bonita figura cosinha o diario de urna ca-
sa e vende na ra ; ao comprador se dir o motivo da
venda : na ra do Cabuga, loja de relojoeiro n. 7, ou
na ra do Arago n. 5.
- Vendem-se duas moradas do casas terreas no
vas : a tratar na ra da Concordia n. 3.
Vendem-so duas pretas, sendo urna de bonita fi-
gura ecom habilidades, que se diro aos comprado-
res, e a oulra que sabe cozinbar o diario de urna casa,c
engomma; na ra da Cadeia do Recife n. 47, a (aliar
com Jos Pires de Moraes.
= \cndem-se estojos de navalhas do cabo de mar-
fmi inglezas, a contento, bolins e meios ditos de Lis-
boa chegados ltimamente ; na ra larga do Roza-
rio n. 24.
= A ende-se milho a 4 rs. o alqueire da medida
telbl ; na ra da Cadeia de S. Antonio depozilo de
I..mili.i n. 19.
= \ endem-se chiles para coberla, de bons pannos
e cures fixas, com estampas e arvoredos fingindo mal-
tos pelo barato prego de 100 rf. o covado, finissimas
chitas francezas muito largas, de assento escuro ,
de quadroso listras, coros fixas, a 320 rs. o covado,
dUaa260rs. o covado, lanzinbas de bonitos padrSes
a 3200 rs. o corlo e a 320 rs. o covado cortes de cas-
sa-chitas de todas ascres e muito laigasa 2/rs. di-
ta cm vara a 400 rs. dita transparente a 2560 rs.,
cortes de chita de assento escuro e cores fixas a 1600
rs. chitas cor de ganga e do outras muitas coros e
muito linas a 200 rs. ditas escuras de lindos padrues
a 160 rs., e em pegas a S500 e 6/ rs., pegas de breta-
nlias de rolo de superior qualidade a 2j rs. algodio
trancado muito largo e escuro proprio para roupa do
escravos a 240 rs. algodio americano muito encor-
padoa 220 rs. a vara dito muito largo e encorpado ,
proprio para lences a 280 rs. madapolooi de todas
as qualidades ornis fazendas ludo por barato pre-
co ; na ruado Crespo n. H, loja de Jos Francisco
Dias.
= Vendem-se dous laboleiros novos, por barato
preco ; no pateo do Carmo n. 3.
Altenfdol
Vende-so o legitimo e muito acreditado rap
areia preta de Meuron & Companbia pelo mesmo prego
da fabrics, de5libras para cima a 1*000 rs, e dahi para
baixo a 18080 rs; assim como muito bons queijos novos
muito frescos, e mais gneros de venda : nos Afogados
ra do Motocolomh
Licrarta da ra da Cruz do bairrtrdo Reci/e n 56.
= O Mez de Alaria, ou nova inntacao da Santissima
Virgem por Madame Tarb des Sablons. traduzido
do trance/, por Caetano Lopes de Moura e dedicado
lllrn 'e Exm.'Snr.* marqueza de Ponta-Delgada. Pa-
rir 1845, 1 v. em 16 diversas encadernacOes.
A excellencia do texto, a perleiclo e multidio das
estampas o gosto e bem acabado da impresso lodo
nos obriga a considerar i sle livro urna das melbores pu-
blicaces do anuo correte e sem duvida alguma a
obra prima typographica portugueza.
Cdigo do bom tom ou regras de civilidade e de
bem viver no A'IX seculo por J. 1. Roquete pro-
fessor de litteratura portugueza no Collegio Stanislo.
Pariz 1845, 1 v. em!2.
Este livro cuja leitura se faz recommendavel, he o
livro pratico mais til mais Indispeusavel, e mais bem
feito, que sobre a materia existe na lingoa portugueza;
accresce ser ricamente impresso, com inoumeraveis vi-
nhelas intercaladas no texto.
Diccionario de Tbeologia pelo Abbade Bergier,
edigo enriquecida de notas extrahidas des mais celo-
bres apologistas da rcligiSo por Mr. Goussete arce-
bispo de Reims, augmentada com artigos novos, por
Mr. Doney,hispo de Montauban.e precedida do plano de
Tbeologia manuscripto authograpbo de Bergier; Be-
sangon 1844 6 v. em oitavo encadernado.
Sao notaveis ontre os novos os artigos concernen-
tos a constituicSo civil do clero ao llermerianismo ,
Furiorismo, Sam-Simonismo Magnetismo Mumie-
rismo pequea igreja Anti-concordatarios Racio-
nalismo Allemao, &c.
Todos os livros classicos inclusive o Horacio, cuja
fulla ora to scnsivel livro de ouro dos meninos ,
e historia dos meninos celebres tradueces de J. I.
Roquete ornado com muitas estampas; noces ele-
mentares de pbilosophia por S. Pinheiro ; guia da con
versagao portugueza ingleza eportuguea, francesa
do mesmo J. I. Roquete; ieudevant lesiecle por A.
Madrolln ; cours complot de bistoire chronologique en
124 tablcaux a l'usage de la jeunesse por M. Pascal ;
Magasin universel 7 v. em quarlo grtnde com innu
meraveis estampas ; as duas Iraduccoes de Jess Chris-
to perante o seculo feitas pelos Srs. Colacoe Moura,
eoulros inultos livros, chegados ltimamente, ese
vendem na mesma livraria por prego commodo.
Novo (Jeuoito de farinha na Boa-Vista ,
lujado' sobrado n. 53 da ra do
Rosario.
= Aondo se encontrar a melbor farinha da trra,
e da de barco a mais superior que existe no mercado,
tanto para retalho como em saccas: no mesmo de-
pozilo ha muito bom feijao da torra e milho muito
proprio para plantar, ou para qualquer applicagio ,
que Ibo queirao dar. por nao estar furado ; ludo por
prego mais commodo do que em outra qualquer parte.
= Vendem-tee alugio-se bichas de Hamburgo ,
chegadas prximamente ; na ra larga do Rosario ,
venda n. 52 confronte a igreja e que fax esquina
para a ra eslreita do Rozario.
Livros chegados de novo.
As estaedes de Thomson em inglez ; o mez de Ma-
ra encadornaro rica 1845; o cdigo do bom tom ,
1845; Horacios 2 v. ; noutes romanas no sepulcbro
dos Scipies; noutes Clementinas; Waverley; roman-
ce de Waller Scot, 1844; os amores de Carnoso
de Catbarina de Atbahide 1844 ; as poesas de Costa
e Silva, 2 v., 1841; livro do povo de Larmenais em
portuguez : ludo se vende na livraria da esquina da
ra do Collegio.
= Vende-se um par de atacas de ouro de muito
bom gosto e sem leilio ; na travessa do Queimado,
vrnda n 3.
= Vende-se urna cabra ( bicho) com urna cria : na
travessa do Queimado o. 3.
=- \ ende-se urna escrava crioula de idade de 22 an-
nos, propria para todo o servico de urna casa; um mo-
leque crioulo de idade de 13 annos, ambos por um
cont de res; na praga da Independencia loja n. 4,
uondo ellos serao patentes a toda hora do lia.
= Vendem-se ricas mantas escoeczas de novos pa-
droes, chales de seda, luvas de pellica o de seda de Ib-
das as qualidades para homom e senbora chapeos de
castor de abas largas, a 10,000 rs. ditos francezes
muito finos bengalas de canoa, um sortiraento de
calcado para homem o senho'a, c outras muitas fazen-
das tudo por barato prego : na ra Nova o. 6 loja
de J. I'. Mamede de Almeida.
= Vende se assucar refinado e caf moido em gran-
des e pequen.s porcoes, por preco commodo ; na So-
ledade n. 20, esquina que volta para Belem.
--= Vendem-se 3 pretos mogos, de bonitas figuras ;
um molequedelO annos muito lindo ; urna negri-
nba de 11 annos, muito esperta e bonita ; urna preta
de 22 annos parida de dous mezes, com muito bum
leito ; urna preta de 55 annos, que cozinba por
00s rs. : na ra Flores n. 21.
= Vendem-se 400 barricas vazias que foro de
farinha do trigo sendo 200 em bom estado e 200 com
algum defeito; na ra larga do Rozario padaria
n. 18.
= Vonde-se milho muito novo, a 3340 rs. o al-
queire pola medida velha; na ra do Cabug loja
n. 7.
= Vende-se urna escrava de naci que cozinba o
diario de urna casa lava de sabio e varrella, e engom-
ma solrivel ; na ra da Cruz n. 52.
= N ende-se urna venda com muitos bons arranjos
para familia ecom boa cacimba e vende muito pa
ra Ierra : a tratar no largo do Terco n. 4.
= Vende-se um ebronometro ; na ruado Crespo,
loja de Campos Se Maya.
= Yende-se um depozilo de rofinacao na ra
larga do Rozario o. 38 com todos os seus pertences,
e gneros ou sem elles por prego muito commodo ,
por seu dono relirar-se para lora : a tratar no mesmo,
ou na casa n. 15, ao lado do novo tbealro.
Vendem-se estallos de sulla bons e gordos, e
urr.a besta boa carregadora ; na ra da Conceigio da
Boa-Vista n. 60
Vendem-se duas pretas, urna de naci Costa, de
idade de 17 annos, com algumas habilidades; e outra
crioula tambem com habilidades (odas muito bo-
nitas figuras: na ra da Aurora n. '6 terceiro an-
dar.
Vendem-so 4 escravos para todo o servico pnr i
prego commodo ; um escravo bom carpina; uiu dito
bomcarreiro; dous bonitos moloques: na ra j,. I
Agoas-Verdes n. 46.
Vende se urna estola branca e outra preta ricas I
dous roquetes um liso o outro crespo um ornamen-
to tododeseda completo para se dizer missa: a falln
com o sacristn da malriz da Itoa-Vista.
Vende-se urna canoa aborta que carrega S
lijlos de alvenaria fot ricada de novo ; na ra Queimado loja n. 6.
Vende-se urna rica estante do Jacaranda, pro-|
pria para msica ; na ra da Conceigio da Boa-Visti I
n. 9.
Vende-se farelo pelo mdico prc-l
co de 4?ooo e 2s'5Go rs. ; na ra dal
Senzalla-Velha n. i38.
Continua se a vender a agoa del
Ungir os cabellos e as suicas; na roa Jo
Queimado n 3i, e 33 : o methodo del
applicar a agoa acompanha os vidros
Vende-se una porrao de harris
de niel; na ra Nov, armazem de loma
n. 44-
Vende-sourna escrava do bonita figura cozinhi
o diario de urna casa boa luitandeira ; um sopha da
Jacaranda usado; um berco de condur com seut
colchos ; um degro do angico novo ; e 100 oitava
de ouro sem feitio ; na ra eslreita do Ro/ario n. 10.
= Vende-se muito bom feijio mulatinbo em sac-
cas de alqueires a7000rs a sacca ; no armazem do
Bacelar, defronte das escadinhss do caes da alfan-
dega.
Ctra lavrada.
Vende-se cm caixas de 180 libras cada urna, sor-
tidas desde duas at 16 em libra ; na ra da Seiualla-
Velha armazem n. 110.
Muito boas bichas chegadas lti-
mamente de Hamburgo vendem-se tan-
to nos centos como em todas as porcoes,
e tambem se alugao po r preco commodo, e
se vao a> plicar para mais commodo dos
pretenden tes; na ra do Rosario Eslrei-
ta defronte da das Langeiras loja de
barbeiro n. it)
Escravos Fgidos
Segunda feira, 7 do correnle julho, fugio a pre-1
ta Marianna de naci Bonguela, secca, estatura re-
gular, com signaos de sua naci,as costas e nos liragot,
rosto um pouco comprido e fulo denles bem alvos;
levou saiadechila camisa de algodio e panno di I
Cosa ; tem os peilos pequeos ps finos, um pou-
co selada das costas, o lera 25 annos; consla que I
anda pelos Bairros-Baixos, Barreiras e Manguinho
qualquer capitao de campo ou soldado que a pe-
gar levo a ra da Senzalla-Velha no Recife, n. 3 ,
ou na travessa do Vigario ao p do Corpo Santo, ten- i
da de barbeiro que ser pago de seu trabalbo; e ou-1
ira qualquer pessoa, que a faga conduiir, se Ihe agra-
decer.
Fugio no anno de 1825 um moleque do nome
Florencio, com ossignaes seguintes : tinba naquelle
lempo 10 para 12 annos de idade falla descaneada ,
caboga um tanto pontuda para traz olhos grandes,
pestaas compridas urna costura de ferida na perna
direita da parte de fra logo a cima do tornotelo ,
signal este que nao pode mudar, ainda mesmo com |
i distancia do lempo ; foi visto e conslava estar no Ilio-
Formoso e de presente nesla praga : roga-se encare-
cidamente as pessoas encarregadas da polica capitiei
de campo toda a vigilativa no dito escravo, visto seren
seus senhores privados do seus serviros por lanos an-
nos osquaes dio com mil rs. de gralilicaciio a quem
o irouxer nesta praga na ra eslreita do Rozario n.
48, primeiro andar.
Dio-se lOOiOOO rs. a quem apprehonder um
casal do escravos crioulos ; Antonio, do idade pouco
mais ou menos de 20 annos, de boa altura, cotpo
nio muito prelo ps apalhelados e he muito bom
carreiro ; Marcelina, de mediana estatura e corpo, cor
fula, de 20 annos pouco mais ou menos; fgidos,
ha um mez, do engenho Araguiba na ribeira da
Ireguezia de Una : quem os pegar, leve a Jos Anto-
nio Pessoa de Mello proprietario do dilo engenho,
ou nesta praga as Cinco-Pontas n. 24.
= Em odia segunda feira do Espirito Santo do
annno passado fugio a preta Catbarina do nacao
Angola, ladina, alta, bastante secca do corpo, sein pe-
queo cor muito preta bem fcita de rosto, ollioi
grandes e verinelhos com todos os denles na frente .
ps grandes o um pouco medidos para dentro muito
conversadeira e risonha de idade do 22 annos; tem
sido encontrada na Estrada Nova da Magdalena, e no
Atierro dos A logados vendendo verduras, e aos do-
mingos no maracal des coqueirosom dito Atierro dos
Afogados: ha pouco, foi ella vista por um moco si-
hindo da casa do palacio dogoverno, na ra de S. len-
lo em linda para onde tornou a entrar ; be prora-
vel que estar por alli oceulta visto 0 dito palacio ei-
lardotoluto: a dita escrava perlence a Manoel Fran-
cisco da Silva na ra estrella do Rozario n. 10, U'i-
cciro andar, ou em seu sitio em S. Amaro.
50,000 rs. de gralilicago
a quem apprebender um inolequo do nome Cosme,
com os signaes seguinles : fugio no dia 2 do corrento ,
rosto redondo beigos gtossos, cOr fula olhos gran
des representa ler 10 a 20 annos do idade nao I")
mal parecido cboio do corpo; quando falla faz um
geito na bocea entoilando-a ; levou camisa do risca-
do azul de algodio o chicas brancas ; be acostuma-
doa trabalhar de enxada por ler sido do engenho de
Francisco da Cosa Guimarios ; quom o pegar, leve
ao hotel Pistor no caes da Lingofita n. 3 que rece-
beta a gratificagao a cima.
PE1W. j ISATYP. HE M. F DE FAMA Io45,


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