Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00833


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Full Text
knno Segunda fcra 14
gBXtl iflWW l.^SW. A'-W
O 0/ R/0 pulilira-sp todos os das que
.So fortn de guarda: o proco da assigna-
Jur* lie de 4/rs. por qiiartel pagot adumlaita.
\> aiimuicios dos asignantes sao inseridos
raiao de 0 ris por linha, 40 rs. cm typo
llill'eiente, c as repelicoes pela metade.
L que nao forein ataignantea pagao 80 rs.
J,nr linha c 160 eni typo difireme.
rilASlS DA LA NO MEZ DB JTJI.HO.
t na nova a 4 as 2 h. e 10 min. da tarde,
recente a li aos 3 minutos da tarde.
Ti i clieia a 19 as !hor. e 43 ntln. da man.
Jiii.goaute a 2t a 1 hor. da miuha.
PARTIDAS DOS CORRF.IOS.
Goianna Parahyba, e Rio Grande do Norte
Segundas e Sextas feiras.
Cabo, Serinliaem, Rio Formoso, Porto Cal-
vo, e Macey, no 1 11 c 21 de cada mez.
Garanhnns e Bonito a 10 e 24.
Boa-Vista e Flores a 13 c 28.
Victoria Quinta t'ciras.
Olinda todos os dias.
PREAMAR DF. HOJE.
Primeira aos 30 min. da tarde
Segunda aos 54 minutos da inanha.
de lili 10.
Anno XX >T. 133.
DAS DA SEMANA.
Segunda S. Poaventura aud. do .1. dr
leda 2. v., c do J. M. da 2. v.
Terca .-i. C'amlllo, aud. do J. de 1>
da I. v, e do i. dos Feitos.
Quarta S. Sltenando, aud. do J. de
0, do 3. vara.
Quinta S. Aloixo, aud. do .fui* de 1).
da 2. vara, e do J. M. da 1. e 2. v.
Sexta S. Marinha, and. do i de D. da
1. v. do oivel, o dos .1. dos |-""los.
Sabbado S. Vicente, aud. do i. de
1). da 2. vara.
Domingo S. Jernimo.
Done
Duro
CAMBIOS NO !>l\ 13 DE JIMIO.
Cambio sobre Londres Sd. p l/aUO e 90d.
. Par* 370 rol* por franco.
Lisboa 190 por 100 de prein
de let. de boas firmas I V, I '/ I-"
Ornas heananliolaa :\\K*M a 3l^8no
Moeda de BJMOO vrl. I7|900 n 18/000
,. de uViOO iiov. I7f500 .. 17/700
de Paita Patacdci .... 1/iW a W>*<>
Pesos Coluinnares. Il a 1/980
Dito* Mexicano* 1/W0 a l#>J0
,. Moedasdf?. palac. 1/780 a 1/SO0
AccSea da C do Bebcribe de n.#U0U ao par
DIARIO
PARTE OFRCIA!
DECRETO N. 410 DE 4 DE JUNHO DE 1845.
.1,1,11 lando ortgulamenlo n. 156rfe28 de abril de 1842
jiara a arrecadaedo da laxa das herancas e legados.
Ilei por l>ein ordenar que ec observe o soguinlo :
Artigo 1." Sio compreliendido* nn disposicao do al-
iar de 17 de jnnlio de 1809, para pagamento da laxa do
ello dna beranca c legados, o eatrangcros (art, 31 da
Ici n. 317 de 21 de utubro de 1843), cdcllca te cobrar
niM nicsinoa casos c pela racima forma por juo ao cobra
.1 > nncionae*.
Art, 2 O pagamento da lata a que ao nfierecer qool-
uer berdeiro, una termo do art. 5. do regulamento de
28 de abril de 1S42, se poder tambera faier, cm qual-
quer calado que estoja o inventario, logo quo ae posan
(lireitaincnto liquidar o imposto, ou ello etleja liquido
|.elo testamento.
Arl. 3. Sempre que se bouver de aprescnlar louva-
ilna por parte da f.itenda nacional, noa caaoa de que tra-
ta o dito regnlamonto, devem cllea ser noineadoa' pelo
administrador da recebedoria do municipio. (Portaria de
n ,le jiuilio de 1842.)
Arl. 4. OicscrivSet duajuioa perantc quem ao pro-
ceder a arrecadacao e inventario doa bena doa fallecido
abintestado de que se deva pagar tasa, que deixarem de
rumprir a disposioAo do art. 19 do regulaincnto, incor-
reru em urna multa de O0, r. por onda uw inventariu
que deixarem do remoller recebedoria do municipio
para o cffeito de *er inscripto, a qual era inipoita pelo
rocurador Arl. 5." No principio de cada trimestre, remclter-sc-
lia ao procurador doa feitn* um extracto da interinlo
11110 ae livor feito no trimestre anlerior, para proceder
a diligencias que Ihe incumbe o regulamento.
Arl. fi." A quota do imposto, eiabclvcida pelo $.">
do sobiedilo alvar de 17 dcjunho de 1809, ter redu-
z 1 1,0 Pula* qoitucoe* que dercm o* herdeiros ou lega-
tario, por t-ilcito de tciininento, que nio forenj ascen-
d ules ou descendente do testador, se pagar a tata
correspondente decima do valor da hernnea uu legado
que oH'eclvamenlo se arreeadar.
2." Pelas i|uilacoC8 que dercm os berdeiroa abintesta-
do que nio forera descendente os ascendente* do falla
cido, mas prenles ale o segundo grao inclusive, na for-
ma dodircilo cannico, pagar-se-liu a quota igual d-
cima da beranca que realmente se arrecadar.
Sao prenles collaterac ou Iran crsaet dentro do te-
gundo grao, para torera subjeilos tmente ao impoato
la dcima da beranca bavida por testamento 011 abin-
tcitado :
1. Os ir lilaos.
2.0 O subrinlios fillio* de irnos.
.'i." Os ti* irmaoi do pais.
4.0 O primo* filUo do lio, irmo* do* pais.
3.0 Pela* q.iitacVs que cm igual caso dercm oa p-
renles do fallecido inleslado fra d" segundo grao, *e
pagar a laxa igual a quinta parte da licranca arrecadadn
por elle*.
Ait. 7.ft Sio iseiilos do pigamcnlo do imposto:
1." As beranca* c legados 011 usufructo duixado* a
una casa da misericordia, ao cxpuslo e ao recolbi-
nieiilo, c.mo parles integrante* dele instituto. (Alvara
de 28 de letembru de 1810 ercoliicu do 13 dedciem-
bro de 2831.;
2.0 Os premios ou legados deixado* a..8 testainentei-
ro que niO excederem vintena testamentara. Iletu-
lucio ilol."dejullioile 1817.,
3.o As beranca* ou lrgd..t consistente* em apolier*
du fuu.los pblicos u BOU* juro. [Art. 37 da lei do lo de
nnvemhro de 1827.,
Art. 8.0 A guia passada pelos escrive duajuioa,
perante quem le fiercm o inrenlarioa ou e doren a
coulaa testanienlaria, para pagamento do imposto, lle-
ve rao conter o anuo du rllecimet.to do testador ou abin-
testado, a iiaturein da beranca ou legado, c a declarar
do grao de parentesco do berdeiro.
Art. 9.0 A.cobranca da* laxas devitla da beranca j
inventariada c parlilliada, que ni titerera sido paga
teatro do praxo de 8 da da dala da ciilcuca* da par-
ilba ou despacbo de entrega, leuba-se ou nao veri tica
lo o rcccbiuientu pelu berdeiro* OU legatarios, ver
promovida pelos niciu cxecutivos na forma do artigo
11 do regulamento.
Manocl Alves Branco, do nieu coucelliu de estado,
ministro e secrclario de estado do negocio da Ruanda
e prndenle do tribunal d Ibeiooro publico nieional, o
lenbl aasioi entendido e f..fa execular cun o dctpaclio
neceaurioa. Palacio do K10 de Janeiro, cm 4 dcjuuli
de 184, vigsimo quarto da independencia c do impe-
rio. Com a rubrica de S. M. o Imperador. Manuel
Altes Uranco.
Commando das Armas.
Tenho (ido repelidas queias contra soldados ilol.
batalhau de linba, os quaes espancau a gente do povo,
sob pretexto de Ibes Dio lirurca o cbapo A pattu-
Hia, que buntuin rondou nodistricto, que compreben-
de o largo do Carino, contundi t um menino com um.i
cbibaU : uin toldado, que eslava de guarda na allao-
I uega, deo algumas vergaladas n'um pfeto, pelo motivo
cima referido !
Consta-me, que os mesmos soldados usao de facs
pontc-agudas! Km presenta de semelliante comporta
intento, boje as cinco horas da tarde \ me. declarara
au niosmo batalhan, que estou disposto a contel-o.....
*e to fortes castigos mandarlbe-bci applicar, que os
autores de taesexcessos fiesr escarmentados para sem-
pre. Dos guarde a Vmc. Quaitel general. 13 de
julhodel345.Antonio Correia Si-a. Sr. cap -
18o Manoel Jo* de Espinle, commandante interino
do batalliao n. 1 delinha.
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO.
O RELOr.(i) DA CAMAllA DOS DKPLTADO.
(Correspondencia reservada. Crrelo da curie.)
Sr. Sentinella.Ji\ la rio irea demonios; ilonssa. dos
nascidoa em 2 de feverciro, c um vio a lu no dia 23 de
maio do anno pastado : 0 nutro* Ir lambum rio para
ai priifundaa. Por ora inda e.areocm ot Beatilciro* de
castigo, c cita* pesies forn enviadas por Dos para pu-
nicao.dos mu i los pcocadoa da uaciii.
Doo-me agua pela barba, o confeti quo, e nSo fra
o pndoroiittiino auxilio de Madama do CorUeo, nada
agora catara cu tabulando com o tac niiuitlro* da iner-
cia; raai forjo e,o forao-sn com ignominia. Quando a!
guem cai no desagrado do Madama, lenlia certo castigo
exemplar Du me o Saldanlia que o decreto de ile-
raissio dot iiiinitlroi da guerra o cslrangeiros frio la
vradot no tabbado, famoso nnniversario da dUlolucin
da cmara ordeira, que anda ligado ao do iiascimenlo di
rainba de Inglaterra, para ser anda de maior langiiinlia;
C os pobres no louber.lo de nada; anda no domingo e
acreditavio minitrot! Se aiiim ooiitero, be mnilo
para lamentar. Madama fui deinatiadanicnto rigorusa
com csos dous servidores do tuai orden!.
A viagem Estrella levava agoa no bien; o Liropo o o
Lagea
Arcades ambo.............
torio dar a ultima du mo aa negocio, a 01 paspalbes
nio viro nada : assevera-se lambcm quo o llamiltun
mellen ten bedellm, queixando-ae ao Imperador, cm au
dieitolj, dutnercta do Eructto
Ora poit, drfto baxa ao Jcronymo, '. ministril d*
guerra mais prestigioso que tem bavido; foi e com el
le o Ernesto, o ministro inai braaileiro quo lem pisado
naccrotaria doa negocio* ostrangairo; e por c.mcomi
lancia acompanhou os o Roquclaure doa miuislro* pas-
tados, prcicnle e futuros ..
O mcllior de ludo be que o Jeron mo, anda pasmado
.loque aeonlcceo, julgaudo impnvel quo com lana
faclidado Ibe tirastem o olbo da cara, e preaiiniiinlo
que inipos8bilid..de liouvessem de e arranjaiem cu-
nha* para os tres buraco, reapoudcu lioiilem (segunda
rair*3 a urna ntorpellaoio que Ihe Bserio, dftondo,
o ministerio he modificado, e calando n sua demiwlo,
oaperancado naturalmente de quo anula aa cousas so sol
dassem, e ello continuasse no goio da abencoada pasta !
A' fe do relogio llic digo que inda nao vigente lauco
bicosa o lamba reir. De wnba em repou ua almas
ininialeriacs, para quo nao venliao (io novo injuriar o
bom aeusii dos lirasileiros.
O Limpoesli colliendo o fructo de ma viagem Es-
trella. Empastou so nos cttrangero, anillo nio.lrou
etpertea. N'etsa paia pode um humera tomar are de
importancia, f.uer c rrservado; o isso be o que o Lim-
pu quer. 0 Jos Carlos fe; o favor do tomar a pasla da
Ullica; mas ditCHi que lo deprossacingue a lisia tripli
ce do Rio-Grandedo Norte, elle largar, nao l Oda
como a pasta do imperio. Por ora anda 0 nio encoo
(roo um humera de boa volitado para a guerra : admira,
porque Jernimos nao falliio porahi.
N'ettaicrcumstanciai cu devora impender a publi-
caban deslaa carias, e esperar a marcha dos negocios pa
ra cuutinual-as; nao o fro todava 1 1., porquo nio
ipicro que 8eja interrumpida .ilusiona grotesca cab
sorda, quo fielmente cscrovo, da nossa cmara introuva-
ble; 2', porque a genio que oomp&o o miuiaterio do
rcnioudos be bciu conbecids por seus feitos. Ora, nao
lie ha rendo cu daJo nuiiei.it do que se lem pausado nos
la cata desdo cxta-feira da semana p. passada, porque
andei alrapalhado com a grande obra, lio rorco que lin-
d uro esboco resumido das qualro sessoes ileuorrida
at boje
Sexta-feira. Or.lcm do da.Vol de graco.N et-
ta tetto 011 viran os patrila desta casa um longo dit
curso do Nanea Machado, o iiidofeclivei-praiciro-pcr
nanibucauo, bornea de ooncclh e de ac^io do s.:u par-
tido. (Que tul be o partido l) lie um parlamentar o esta
dista de mao ebeia A discusso do voto do gracas lem
sido, no entender desie patriota, una cusa de Jitlchior.
para a qual Iroucorio o* oppoticionistai limita traqui-
nada, viudo para ella em iyuc-zague. Diga quo ludo
tonto be bonito I.,..
Pensar acaso, meu enmarada, que o Nunca elovou a
discussao s altura* das qucsloe poltico sociacs f En-
gana se; lambeni iroucc a ma traquinada para a casa de
llelchior; mas au iei to vcio cm zigue zague, porque
nao vi : talve viene, poit o peso era enorme.
Duvido muilo que potsa dar-lhc una ideia uccinla
ib todoa os desatinos quo impvidamente profcrio o m
defectivel: ped ao Saldanba que lonia.se apoiitaiucnlo,
c-elle fej-iueu favor de faiel-o; ma aquella ctbeoillh*
j nio regula, o toiuou aponlamcuto com o Antonio
Carlu. L vai, como a memoria 0 ajiid.11; ma fique
ecrlo que tu cer2vere aquillo do que livor exacU iem-
branen. O Nui.es aceMUU eu collega Soma Hamos por
luiver lembrado as opinic du aula luna no parla-
mento, c ler a de.lcaldadc de aorvir e dell.<* para com-
bat I o, tem ver que o deputadu au irrespoiitare. !
E.i neo .11 como o Santa Hamo e ha do safar deala gra
viasima accutacfla I coui effeitO, querer retponsabilitar
algucni por opiniet proferid! as cmara, querer de-
duiirdellas ai leiideuciat, ai villas de quem aiexpen
deu, he o cumulo da deilealdado I Puit devera peuta u
tonta K*mo quo u quo e du neta cjsa o na oulra du
campo de SlUl'Anu* Tale alguiua cousa ? Nao fallo da
nespon*bilidade que la eslacicripla ua 00llttltUICto
batan que atte sen amigo se lombrasso que verba to
lant, para nao se atrever n remexer nesso arsenal das
aonlradicfivt. Os discurso dos dopuladot o senadores
valem emquanlo lio proferidos, a quMido multo em
quant'i durlo as circumsUncia* que inRuirio jura el..-;
mas depois-ho de.lealdade lenibral-oa.-V.va o Nu-
nct! 1(0 he que he saber ittn he que he saber! O
magaa. j prepara retpotU para quando mudar do ca-
saca; lie muilo bom ser previdenle.
Multo inai* leria quo dehulhar neslc discurso, que va-
lo quanto pesa; m.i deixarei ludo, para tallar do dire
lo de resistencia, em these. o qual anda nflo tero Uu
valcnto defensor, ilepos do Paula Sonta, comu o tmle-
fecthel N.ine* Machado. Andlo por ah os polticos a
quebrar a cabe{a-uns para justificar, mitro*pifa en;
demnar o dimito de resistencia Depoi do Nones, .
no llrasil, nao lia mi i* quostao a tul respe.lo, porquo
tal direito est annhado na constituicJo, em menor
llovida. Ora, vamos I s Senlinetla,ici' quecampa por
tabichiO em materia conslitucionaea, adivinhe onde
fui o tal rallo esconder se*.... Nao lea o dlsourt.i di
Nunes, o diga.... Qual nunca adv.....ir.i Abra a cuiit
tiiuicioi nao rolle a rulluv, h all, al ondodiall
os poderes lio delegacao da naci.K agn......I* lera
duvida ?Nao podo ler : o prineipio da icsis/e/icio ar-
mada be um prineipio de urdem odoAnrmomo; a.snn o
diise o Nunes, o a prova osla cm S. Pedro-ilu Sal, na
Babia, Maranhao, Pernimbuoo, Alag., CoarA, Minas,
-S Paulo, co en ludas essas provincias lem l.avido 0T
dem a harmona, natoidu da resistencia armada fc.ia,
meu amigo, he b.-in seiiielliaule a do Gctu.i I -Quere.t
nrdem ? Fatei que 1.1 liomem usem da oalcfie* do gan-
ga o botas branca.-O noso Nu..... Maobado oamiuba
por OUtro lado : Qucrei ordem c liarmoiua Ubsisii .
Bravo, dr. bravo! O 2,000 artistas de Peina.iibucn
dcvein-llie una cora do louroa. So hoiivusao aquolla*
unturas de pitia, aquellas sangras largas, aquellas es-
peras sicilianas, que bella ordem, quo bella harmona
nao reinara l cm Pcrnambuco -Que pena, dr que
o plano nO lvesse o devidu etfeitu.
Se os podrre* polticos (id delegaeio da naci, ella
visto quo ha direito do rctslcncia. Para quo lio a so-
ciedade cora lei, com tribunact, ule, tcuao para prove-
nais altamcnlc o principio da retinencia ? Dr., se V.
S. conliuia atsim, o Pantlieon esl iberio, c nao lia re-
medio teudo ir para l, uiesmo cm vida.
Depuil do Nones I'allun o Franca l.cite, quo eicanga
Ibou a maioria o o ministerio ; disse cousas ao Codito
que ello de certo nao esporava ouvir. Odiscurso do
Franca Lei le ha do ser qualilicado entre as excentrici-
dades da poca, porque o bomein dco a dimita o cs-
querda : os partidos nao gostao de que os sirvao pvi
esle modo.
Sabbado. Tudo boje be altcnao ; lem do fallar o
vollio Antonio Carlos, csse nosso joien Giaccho ; j
um dosdiariui annunciou quo adiscus^ao sabiria do
campo cm que a collocro os quo a encetarao. Gran-
de cousa he ter-se amigo redactor So eu fra depu-
tado, tambem vocC, meu Seneinella lana seu annun-
cio, di/endo ; l'allara amanliaa o lielogio, e tal,
&c. K d'abi o pobre Kalogio faria urna rhapsodia, o
ningucm diria Menlio a Sentmella Pobre im-
prensa Km que maos foi cahir, coiladinna !...
O Bobadella levo a hibilidadode fallar quatro horas,
ou perto disso, e ni) disso cousa que preslasse. He pre-
ciso convir i|uo desta vez elle ttouxo bem amarradas
as cuecas, de modo quo nao lo; parte do discutso aquel-
lo mexidinho de que Ihe del tonta em una das nimbas
primeira* cartas. Confessou o nosso joven Graccho que
gosta muilo do llollanda porque o cbamaodoudo, o
elle lambcm nao tem a bolu cm seu devido lugar. Meu
amigo, oconhcccr-so a si mesino be o compendio de
toda a sabedoria : o Antonio Carlos conlessa que lio
todoudocomoo llollanda. e ja ninguom Ibe poda re-
cusar a palonle de sabio. Defendeo a polititic da iner-
cia, d-'fendeo o jui/o que o llollanda le das maionas
patsadts e presente* ; s nao quil acoinpanbal-o n a-
quello ponto de poder o governo continuar sem maiuria
no parlamento.
Foi brilbanto a defesa das maioria* artijlciaei : o
pobro vclbo est treslendo issc que ja no Brasil
tinba apparecido urna maioria quo se vender pordi-
nhtiro, e foi aquella que o ministerio arranjou, man-
dando pagar ajudas do custo a deputudo* e tenaoores
que nunca tinhao sabido do Kio-de-Janeiro, e orde-
nados ao* representantes da nicao que crio en.pregados
pblicos. O quo o velho disse he infelizmente verdade;
mas nio sei porque se esqueceo de duer o que alguns
deputados lembraro ; isso be, que o llollanda fui um
dos que chuchrdo a ajuda de custo de diversas legisla-
turas ; que na maioria actual lia muitos en.pregados
que recebrio ordenados ; o finalmente nio sei porque
esqueceo ao illuslre descendente dos Medina Culi que
deputados ha que lorio ministenars por amor de pen-
ses, a titulo do indemnisarao, o sio ministeriacs por-
que esperao ter assento viclalicio na representacao na-
cional.Quando se pinta. estes quadros devora ser
porfeitos, detem con.prebcnder lodos os que t. ra di-
reito a um loyur/niiio.
Uiz-me o Saldanha, que, emquanlo o Antonio Car-
los fallava o ni corrupedo parlamentar, o Urbano e o
Nunes Machado olbavio para os peitos da casica.e mos-
trarlo que nio traziio a* estrellas da llosa, com que lo-
ro t'n illo lempore abrillantados.
lambcm quiz entrar na demonstrarlo do direito de
resistencia ; depoi do Nunes era votdadeiralemoridade,
e de certo o pobre liomem nao conseguio o seu lim ;
estabeleceo porm, o dco como iucootestavel que nao
s lie legitima a resistencia armada de urna fraceo da
socieda.lj contra a outra, como tambera quoqualquet
fracclo se pode soparar da uniao, conlanto que indem-
niso os orejudo*, por.las c damnosque dasaptracio
venino a retulUr.EtttopinO be a quii 1 essencia da
anarchia ; mas nio lio muilo para admirar que teja
professada pelo poltico quo qualifcou o poder modera-
dor como piltro que descora. Para um futuro sona-
dor do imperio, segn Jo a promeill do Jos Culos, lio
titulo de gloria lor opiniUet tSo constitucionacs !....
O Antonii Carlos disse quo nao fazia caso do Relogio,
ncm do Saldanha. .Mi met amigo se en ou o Salda-
nha pudessemos influir na esculla de senador, ttsegU-
ro-llioquc eramos os primeitos eitldiitat do llrasil; M-
im'o bavia do di/.er o Cracchodo comedia.-Todo o res-
to do discurso consisti em responu.-r a proposicoe e
miltidas na caa, e quo o pobre do velho tete de desta-
car para melhnr conseguir o seu lim.
Segunla-fena O Uchi Cavalcanti poi boje a
calva dos praioiros moslra. Os taes 11,. nios da piala
sio do faca ccalho Recommonde a l.ilur.i (leste dis-
curso a todos os que quizercm saber o quo he a tai praia
de Pcrnambuco, umdos elementos mais poderoso* do
grande partido nacional Os (|uo ca cslo na cmara,
o que devem ser dos melhotes, team maiollai asquero.
as, a o Ucha leve coragem para Ibes diicr em faco
qual lem sido al bojea sua vida.
0 Urbano pretendeo r.sponderao Uuba, mss nio
levo remedio seno confessir tnuita cousa do que ha
va asseverado este deputado. Ficou o pobre liomem
lio cego com o que ttnha ouvdo, que ohegou a jusiili-
car as amoiQas das unfura* de pitia, de sangras largas,
e de vsperos sicilianas. Que tal he o sujeilinho Es-
t talhado para ministro da justica.
O melbor de toda esta discussio foi a secna seguintc :
__0 UcbOa dizia que os praieiros erao bomens de to-
dos governos, anda que prolcssasscm os principios mais
contrarios ; e comparou-os aos morcegos, que, quando
se faz guerra s aves, logem para entre os quadrupo-
det, eviee-versa, O Uabano, quo lomou a cousa ao
p da letlra, atalhou o seu contrario di/cndo-lhe :
Quadrupedo liedlo 1 Fique saliendo que d'aqui em
diatito no se pode fallar cm quadrupede sem beenra do
Urbano.
Est o ministerio cm decomiiosicilo, nao padece du-
vida ; o l.impo loi chamado, e lase foi para casa do
Jos Carlos sem ao inenot dar na me*a un ar de sua
graca O Urbano deelarou no lim do discurso quo
votava pelo proj.'clo do voto de gracas tal o qual, por-
que o ttnha dirigido ao ministerio passado.
O irmdo arrolhador (o Machadinho) pedio o cncer-
ramento da discussao : os praieiros vola rao a lavor, re-
cejando a replica doUchoa, que linha tomado;mulos
apontamcnlos. FiteliO bem : o primeiro discurso des-
te deputado da perf< ilo conhecimenlo dos 'patrivtat do
'ernambuco. Knccrrada a discustao, oilo ou nove de-
putados loiao ci nicos quo desapprov.irao o vol de
grabas.
Terca-feira. Oerdem do dia : 3 discussio do
orcamcnlo Entao lodos a postol! O Peixotode llrito
laz um tcquerimento para idiar-M a discussii do or-
Qamento al que so saiba quaes sao os nnnislros quo
compli tirio 02 de fevereiro 23 do maio. J nao
lia duiida que tres demonios (Ario cintilados, Olio nao
ha anula participarlo oflcial. O adiamento dasdiscus-
sots leria lugar honlem, desde que o ministro da guer-
ra deelarou qne o gabinete era modificado ; mas boje ..
e para que ? para saber o nomo de tres balonues pa-
ra os Iris buracos deixado* abortos, era una miseria.
O Fern aproveitou a uccasiao para declarar que o par-
lamento nao tivera a menor parte na rnodilicagao, e
deo bem a comprclicnder que andava nella odedinho
impertinente de Madama Joanna, que cada vez est
mais garrida c dengue. Ilouve grande balburdia, o
atlallou o Junqucira, que disse perolat. Seeunao
estivesse tio fatigado com o trabalhn quo tenho tido
estes dias, !ar-lbe-liia um resumo do que disse o inimi-
go-mr dos tratado*. O Filippe o o theolego .Marinbo
tambem fallarlo, esle contra, e aquello a faior do ada,
ment : o Filippe ia-se pegando erm o Franca Le i le
quo esleve implicante.
Depois da 1 hora da tarde vcio a participacaooflicial
de ter sido o Limpo, por decreto do 2t do corretite,no-
meado ministro e secretario do estado des negocios cs-
lrangeiros ; e o Junqucira poi ponto no seu discurso.
O Palilo do tirito retirou o requi-rimcnto decla-
rando que s quizera provocar urna manifetticio da
cmara contra qualquer innovacio da excedente poli-
tica de inercia.
Kntrou em i.' discussao o orcamenlo ; choverao
mesa as emendas, e o Franco deSa justilicou urna dcl-
l.is. O Jos Carlos mandou participar que est na jus-
tica interinamente.
\eja la o que he isso no Mercantil : saiiiro tres
ministros, e logo o tal amigo alirou-llns alguns coiecs.
O que espera aos (tes que licatio !
O tal jornal deo em mentir que j nio ba quem o a-
lure. Escreveo quo alguns deputado* carregato cm
charola o Antonio Carlos quando este acabou de fallar.
Pode ser quo assiin fosse, mas ningucm viofque-
zcssem do velbo aodor. O Saldanha diz quo be manba
antigj, &c.
Sala dasessCcs, '7 de maio de 1H4-*.
O I ti: 1 0010 ha Cas
I
1
I.
1

>


PEBNAMBOCO.
5YNOPSE DOS APURAUoa TBABALIIOS DA VJCE-PREaiOESCZA
DEaTA PROVINCIA.
Concluido dodia'i.
lol.o acto. Cuminunica n cuiicoasfio de reforma de
uin ofeial da guarda nacional do linda.
ultariSo dcsaa demora no nmnci).o, o niporlaiiflo a
autnrUar-Sn, que S Exc. don por nflk-io do 18, urai ver
dulcir prohibicl.i de enntinuar a amara a fazer paa
deapecaa, lia ver-scha na mpoaaibilidadu de cumprir
OS deveres i seta cargo, 0 quo por aso novamenlo aoli
oiia a nuturiaacao ja pedida; .....que, ao apenar disto S
Eso. entend-, qnfl a cmara d'SKi
gora co dimite nada
------Nava** nu ,; .. ti ,( i ii<[ ......1 uc WIIIHI.I. --------" "e"'" i UHIllli; II
2J3. Declarando u repartido da obra nubliea I "".!* ? ,lt**l"","loi'"""1,,l"';'aeventoaca,eiilAuem
que cin virtutlc da Ici do orcamento ultima nlo tem lu-
gar a diatribilioiu doa rundo consign-do para c'l -.
2;4. Communo a cmara municipal a hora da
poaae do Exm. preaidente.
255. Urdena ao eumniandante auperiur a marcha o
parada do dia da poaae.
256. aoludo ao preaidente da Parahiba a ocrea
de extravio de oarlaa. cum reapoata do adminiatradordo
correio.
257. Oetennina que ae reculha ao eorpo que per-
tencia.n alferea de guarda nacional Filippe Antonio Tei-
xeirad'Albuquerque que aertia nubatalho destacado
e ae achara ein Florea, donde agora vultra.
2>8 a 277. Conviloa para a poaae do Exm. preai-
dente.
278. Transmiaaau de ordena do thcaouro.
27'J. Remelle regulamentoa ao corpo de polica.
2SU a 282. Coiniuuiiicacoea de catar abolido pela le
n. i'i'i o lu;ar de continuo daa oLraa publicaa.
283. Ao couiinandante daa anuaa aobre arrutua-
iiicnlo de tropa para a poaae.
384 a 28(8. Uolrrmiiiaceaaobro unpequeo con-
certoe de pedreiro do que preciaava o palacio do go-
bern.
287. Rcjposta ao preaidente do jury aobre una re-
quitieto,
Dia 10,
2SS e2S'J. Manda marchar a nonipaiiliia d'arlificce
para a parada da poaae, e communica ao commnndan-
te auperior.
290 a 293. Ordena cerca du acia carrinlioa de mi
para o corpo de polica.
2!>4 a 290. Conccdendo ao engenheiro em chefe
mala unta quota para o enipedramento do largo do pala-
cio, e parlicipaces respectivas,
297. Manda quo pelo aracnnl de marinha ae faca a
ccala do aervico doa praticoi pclaa instruccocs quea-
j>reaentou, c forao approrailaa.
298. Dita cmara de lguaraaau quo fica o governo
sciente da divaao municipal que fes.
Montraonaactoa,publicado,da vice-preaidoncia uo8
acu 10 diaa de adiuiuiatr.iciu a 298, quandu nos 25 diaa
do mes paaaado haviao chegado aumente n 399, aigual di-
que o carro nmrchnva coni a preeleza conveniente, ea-
tea 298 actoa 129 veraflo aobre reformas, demUsocs, no-
incacoe ^c. quai a iHelade. Dos 109 quo reatan, 25
fura sobre a poaae, 30 remetiendo lela, ordena, ckc., ou
fazt-ndo communicacce, 30 sobre objectoa muilo inaig-
nifieantea, co reato (80e tantos) sobre couaas doalgu-
Uia eulidade parea multo aecundaria.
Demiltio o Sr. Manuel de Souia Teixcira, noa aeua 35
diaa de adminiatracao de horrivcl e nojenta memoria :(1]
8 Delegadoa de polica,
41 Subdelegadoa.
78 Sopplentes do delegadoa.
293 Ditoa de aubdelcjjadoa.
17 Olliciaea de polica, ou por nutra, todoa menos o
ajudante, um I.Oeuannandaate, um 2.* eoaima
danlec um 3." dito.
40 Inferiorea eanidados do im-.-nir, eorpu : tomamoa ca-
le numero a eamo, mas pue sem duvidu nao he cx-
ceaaivo
3 Iuatruclurea.
7 Promotorea.
1 Guarda du arsenal.
488 Nao contando as demisscs dadas por pedido, ou
por contradanca.
Keformou na guarda nacional:
2 Coronis.
9 Tenentea coronis.
12 Majorea.
'1 l..l| il.il !
1 Ajudqnte. '
3 11 -1 > i < s
6 Alferea.
624
Nomeou, a forn 88 aubattuiOcs ein ennsequenca
das demiaaea cdr.s reformas nio pedida, qut- n.onto,
exceptuando a pracas de prel do corpo de polica, e oa
olliciaea subalternos da guarda nacional, a
471
1 Chefe de polica.
1 Profeaaur de primeraa letiraa.
1 Preaidente do coucelho de aululiridade.
1 Secretario dito. (2)
1 Keccbcdor d'impoato.
1 Promotor.
1 Inatnu tur gcral da guarda nacional de Olinda.
1 lustruclurea parciai-a.
1 Commandante auperior.
3 Coronci de legiao.
5 Trn iitc-s coronela.
10 Majorca.
1 Secretario gcral.
1 Delegado.
6 Subdelegado.
24 Sup|ilcnlea de ditos.
8 Ditoa de Juiz municipal.
538
ipticin do publico o do municipio, queira exped:
ordena, a hin do quo srjao mandados enterra.- pela poli-
o i oa corpna que apparecerem murtas, sem pcasoaa que
reclamem, e providencio para quo um facultativo aleja
aempro prompto para acoinpanhar el Macaca naa corr
daa sanitarias.
Outro ollico do secretaria da presidencia, remenea-
do uus decretos edeciaes do governo, o o inalrumouto
de reeonhecmeuto do principo imperial o Sr. D Attoi.-
so, coran siioccasor ao throno o oora do Brasillutc-
rada, o mandou regiatar o termo de reconhecimento.
Outro do cordeador, auompaiihado de do copia da
planta do bairro de S. AmaroDeliberou, quo ae re-
menease una copia a presidencia, conforme fui ordena-
do por ollioio de 1G do inaio p p.
Outro do menino cordeador, ucompauhado da planta
o orcamento da ponte do Monteirot'cou adiado para
quaudu compareceaae o Sr. vareador Uirroa, a requisi-
cao de quem foi levantada a planta e feito o orcamento.
OSr. Ramos apreeenlou mu parecer reapeilo do rc-
qnerimento do Luit Jos Maiqucs, pedindo liecnca para
ediear una caaa na ra du Itangel, acudo a coue.liiao
do nieaiiin parecer, que ee iudehra a prelencodo reque-
renle Foi approvado, encamara deliberou, que ues-
te aculido ae inforiuaaau o requerimeiito, que o dito Mar-
ques endcrecOu a preaideucia.
O Sr. Oliveira npreaouluu o seguinte rci|iieriinento ou
proposta : Teiido-ine requerido o administrador da
cornpauhia de Ribeirinhu o aiigmeutu do aeu ordenado
de 1,000 2,000 ra por dia, allegando em aeu favor,
lu- Un- foi laxado o dito ordenado de ra. 1,000 por ad-
minialrar caaa cornpauhia, c uniudo-ae depoia a cana ed
miniatrsdo n calcaioento deaaa cidade, lendo por eate
motivo dubrado Irabalho, que I lie nao reata urna ora de
deacanco, econhecendocuajuaticu do nupplicunto.c teu
do de maia era seu abono ser um dos mua honrado e
buii ervidorea dota cmara, enlendo, que aedeve al-
tender ao aupplicanlc, daudo-ac Ihc o ordenado do 2,000
rs. por da, principiando do 1." de jolln deato anuo.
Sala das aeaaea da cunara municipal deata cidade, 19
do juulio de 1845. A cmara roaolveo, quo ao cape-
rasae quo o administrador requcreaae a Hu do cuido aor
ouvido o Sr. Oliveira, o toinnr-ac urna deoitio couvo-
diente
Foi apresentada pela fiscal da l)oa-Visia a relacao da
ra, que anda nao tiuhao uoiiica naquclla fregueiiu
lie.mi lidiado, ate quo oa outrua fiacaca aatiafayau igual
ordem que recebrdo.
Foi mandado a coiumiaao de|ieticca o reqiierimento
do dr. Joo Ferreira da Silva, aobre o qual mandou a
preaideucia responder a cmara.
luforuioii 8c o requernientu do fabricante de fuge-
te do ardcala cidade, a reapeilo do qual tambera a pre-
sidencia mandn ouvir a cmara.
Doapaclirn-se aa pelicc de Antonio Rodriguea Li
na, de Antonia Mara do Jeaua, du Francisca Tliereta
Nunca, de Franca & Irinao, do Joa Diogu da Silva, de
Joao Antonio (iiinuaraea, do Joae da Silva Mrudouca Vi-
anna, du Mara Frauciaca de Aluieida, de Manuel Fer-
reira Pinto, de Manuel Pcrcira Teixcira c do Manuel
Francieco Rodrigues Dada a hora, e uu havendo inuia
expedirute, o Sr. pru-preaideiilo lovaiilou ases.au Fu
Jofto Joac Ferreira do Aguiar, accrctario u eacrevi.__
Mello Cuvalcanti, pro-preaidcuto Uliveira Cintra
HamosCarneiro Monteiro.
CMARA MUNICIPAL DA CIDADE DORECIFE.
SKSSAO EXTRAOHDINAniA HE 19 DEJL'NHO DE 1845.
Presidencia do V. ,1/e//o Cavalcanli.
Adiando 80 preaentcs os Sra. Cintra, Ranina, Carnei
ru Monteiro e Oliveira, faltando aein eauaa |iartiuipada
oa demaia Sra.; abri se a aeaaSo, c fui approvada a acta
da antecedente.
Dando o secretario conla do expediente, loo um cili-
cio do I-.mii. vicepresidente da provincia, em o qual.
respondendo a um oulro da cmara, de 14 do crrente,
a autnriaa a mandar pagar nicamente aa dcapeas, que
ti- o presento ae teem feito enm corrida policiaes, en-
tcrramcnlo de carpos, ele Depois defeilu alguma re-
ilcx'-a aobre a materia do meaiuo ollicio, deliberou, que
SU lilhei.is.i- n i menle an Exill. VCC-prcaideille, repre.
acntando-llie que, sendo as dcspciaa de que trata o aeu
j mencioiado ollicio de 14 d<- crrenlo du naturcia a
i;,... p..dcrcm ser demoradas, porque gravea dum.-:o. re-
1 Noau i alelo,ainda que feito sobre a publicacoo
olliciaea. pode ler alguma iiicxactidao que todava nlo
cr de grande motila.
'i Nao tallamos na nonicaci'i.ia de adjunto, porque
depoil da nuiie.ii es du impvido viue-preaidente, nc-
Jl I/u DOS FEITOS DA FAZENDA.
O juiz dos leitos da la/endd, tindo etn vista o olli-
cio do Sr. inspector da tbesourana geral desta provin-
cia, sob a data do 1) do correnle mez, ordena ao Sr.
escrivao do juizo, Pedro Jos Cardozo, quo das quan -
tas, em quo importaren! as guias, que dora em dian-
te se passarem para aquella repaitico, ou para a rece-
bedoria de rendas geraes internas, deduza logo os seis
por cento, que pola ordem do tribunal do thesouro pu-
blico nacional, de 51 de outubio de 1843, lro marca-
dos aos empregados do mestno juio dos fcito3, em vir-
tude do Jisposlo no artigo 1(8 3. da le de 29 du no-
voinliro de 1841. E poique be tnisler, que aos ditos
empregados consto todo o lempo, qual a importancia
da niestna porcentagom, c por alies se laca regular-
mente a devida distribuicao; o mesmo juiz ordena :
1.', que baja no cartorio dos feitos um livro, rubricado
pelo juiz, ein que resumidamente se escrevo as mes-
mas guias, a saber ; a importancia da guia ; a impor-
tancia da porct-ntagem duduziJa ; a dala e numero da
mesma guia; a roparticao, a que foi dirigida; a data
do conbecimento das repartieses competentes ; c o juiz
que lez a entrada dos dinlieiros, ou assignou a guia
tudo conforme o modelo, que se junta assignado pelo
juiz; 2.', que as guias, que vicrein para assignar-se,
sejao acompanhadas do livro cima determinado, lim
de que o juiz ora exercicio, ponlia a sua rubrica na
casa destinada a declarar quem assignou ss mesmas
guias: 3., quo o sollicitador do juizo sor obrigddo a
apresentar ao juiz dos feitos em excrcicio, os conbeci-
mentos, quo receber, relativos entrada dosdinbei-
ros, lim de, combinando os com o livro, verificar, se
todos esses dinbeiros lrao ou nao recolbidos compe-
tente reparlicio: 4.,que a distribuicao da porcentageni
se fara de quinze em quinte das, a saber; nol., ea
\ de cada mez, assignando lodos os ompregados, que
a ella livercm direito, o termo que, para constar, se do-
ver lavrar resumidamente pelo escrivao ; e S., que o
Sr. escrivao dos feitos CJtnmunique esta minba porta-
ra a todos os interessados.para seu conbecimento e go-
verno, copiando esta no livro supraindicado, e rever-
tendo-m'a depois com certidao de assim o baver foito.
Recite, 10 de agosto de 1844. Jennymo Mari i-
nano Figueva de Mello.
Emdecle.arao, e addilamenlo a minlia portara,
de 10 de agosto do anoo passada, relativamente a es-
cripturatSo das guias, que do juizo dos feitos se expe-
dem para as repartieses liscaes da fazenda nacional ,
determino, que no mesmo juizo se observe o seguinte :
I .*. as guias remedidas terio duas numeracoei, urna espe-
cial para a llies. uraria de la/onda, ou recebeduria de ren-
das internas, posta na parle superior das guias, eoulra
geral, escripta margem dellas, 6 lim de quo, tanto no
juizo, como as ditas reparto oes, conste fcilmente o
numero de guias por ellas rocebidas, ou pelo juizo ex-
pedidas, abrindo-se no livro urna columna para a nu-
meraco especial, de que se trata ; 2., cada guia nao
raeltidas pelas reparticdei liscaes; a mesma guia docla-
rar adata da mesma relacSo, osera organisada polo
modelo junto, que ser impiesso, e vai por mira as-
signado ; 3., a distribuicao da porcentagom paga aos
empregados do juizo pela faieuda, se lar.i todas as vo-
sos, que urna pagina do livro, mandado estabelecer
pela supracilada portara, estiver escripta do modo
que s dcixe espaco para nr lia fa/er-so a mesma distri-
buicao, pula forma ordenada ; o 4.*, esta minha por-
tara sera polo esciivo do juizo intimada ao sollicila-
dor do juizo, e copiada no livro supraindicado, que
me ser enviado para assignar ; revertendo o mesmo es-
crivao esta minlii portara, com certidao de estar cum-
prida esta ininba ordem. llecife, 20dejunhade 1845 -
Jeronymo Martimaa Figueira de Mello.
IiIiii. Sr.Cora as inclusas rela^desdos processos da
fazenda publica, que seacbo averbados na recebedo-
ria desta cidade para o pagamento do sello, e dizima de
chancellara, julgo satisfazer ao que V. S. me exi-
,c etn seu ollicio de 22 de abril ultimo. Dos guarde a
V. S. Tbesouraria da fazenda de Pernambuco, 24 de
maio du 1845.Illm. Sr. Jeronymo Marlioianno Fi
nucir de Mello, juiz dos feitos da fazenda desta provin-
cia.O inspector, Joio Goncakes da Silva.
Tendo presente as duas rola(oes inclusas, que me fu-
rao remedidas pela thesouraria Je fazenda da provincia
em data de 24 de maio ultimo, relativas aos processos,
do juizo dos Icitos, cujo sello e dizima forio averbados
na recebedoria de rendas internas gercoa, e at enlao
nao tinbo sido pagos, ordeno ao escrivao dos feitos da
fazenda, quo ao pdesta certifique: 1.a, quaes dos
ditos processos se acho lindos, por torem os devedores
pagos os seus dbitos, e 2.*, quaes os devedores que
tecm entrado eoin dinbeiroi por conta de suas dividas, e
neste caso, se dos autos consta que se fizero desses di-
nbeiros o descont do sello e dizima supraindcados.
Uutrosim, fique oesetivao na intelligeocia, de que
a sua certidao me ser dada dentro de quinze das a
contar da dala de>ta, e que deve recolber recebedo-
ria a importancia do sello, e dizima, que por acaso es-
teja em seu poder. Rec:le, l. de junhj de 1845. --
Figueira de Mello.
Os cscri vaes do juizo dos feitos da fazenda, e da dizi-
ma da chancellara, Pedro Jos Cardozo. e Francisco des
Res Nunes Camello, fiquom na indiligencia : 1.*, que
d'ora em diante devorad passar guias especiaos para ca
da um dos devedores Ja lazenda, que fizerio os seus pa-
gamentos depois de baver panbora julgada portenten-
ca, o que as respectivas aos mais devedores dever
conter somente os nomes dos que vierem em cima das
reiaces, enviadas para o juizo pelas repartieses liscaes,
cuja data ser mencionada na mesma guia : 2.", que
as guias relativas aos devedores da 1.' classo dever-se-
ha fazer igualmente remessa pelo sollicitador do sello, e
dizima da chancellara, que tiverom sido averbadas pe-
la recebedoria das rendas internas goraei, nos autos
porlenccnles aos seus respectivos cartorios, sem fazer
dola a menor dedcelo, visto que as importancias de tal
sello e dizima sao pagas juntutnenle comas mais cui-
tas do juizo, logo que se faz qualquer remessa de di-
nbeim para as repartieses liscaes: 3.', que ao sollicita-
dor do juizo se entregara com as guias os autos, de que
ellas tralSo, a lim do quo uestes, e na lrma costuma-
da, se ponba na recebedoria a nota de que est paga a
quantia que nelles lora averbada. O sollicitauor do
juizo intime esta aos escrivaos suppraindicados, edei-
xando Ibes copias, por elles tiradas, para a sua diroceo,
revrta-mc esta com certidao sua, do que assim o lem
curoprdo. Recife, 7 de junlto de 1845. Joronymo
Martintanno Figueira de Mello.
iIiiiiii medico i/oi/ acceilar tal noincaco ; o dola falli
i consultar: eo logare que o tal Sr. deixou va;opui Je referir amis de urna especie de imposto cobrado,
Mito lempo. j nem a mais de urna relacio de devedores du que lio re -
CORREIO.
ConnEP0NDENCIA UA CIDAOE E PROVINCIA.
Que semana, meus amigos, que semana .' NSosei
por onde principie nem por onde acabo.. em lim v
por Monoel de Souza. Deixou esse bnmein a vice-pre-
sidencia, esse homem, que tanta gente.querendo ain-
da dosculpal-o, chama pobre: pobre homem .' o diabo
levo qucailbe comeo a riqueza! pobre homem que tirou
o pao a tantas familias pobre homem, que nao bou-
ve indignidade nem crueldade, que Ihe lizesse tremer a
mi .'! pobre homem, que entrega urna provincia im-
portante as inus dos velbos e professionaes anarebis-
las .'!! pobre homem !!!!'.' oh i nao : tudo ser o Ma-
noel de Souza,excepto pobre bomem. Que importa que
na sua primeira governanca sedoixasse elle goveruar
purum padre jesuta e solapador, o verdadeiro e pri-
meiro motor do todas as intrigas da provincia, se otea-
dor do espirito revolucionario, que entre nos resusci-
tou audaz e feroz ; nao linba elle o senso necessario
para conhecer o distinguir o bom do moi" Que importa
que nesla segunda governanca sedeixa;se elle levar pelo
nariz, do que to grosso o rubro Ihe ficou, pelo frade
mais pelinlra, mais ridiculo,mais inlame.pelo ente mais
abjecto que as Alagas produzirao, e por mais meia
duzia de bilhostres estpidos, que o reduzirao a seu bo-
bo ; mi conhecia elle essa malula, nio tem o menor
sentimenlo da dignidade mesmo de um inspector de
quarteiro i' Dom-lhu o nome que quizerem ; pelo
menos a quslificacao maisdistincla absorve as inferiores,
o a quo mais Ihe compete est neste caso.
I'eca elle a Dos que o nao castigue neste mundo ;
porque, se assim acontecer, desses mesmos, que elle em
seus delirios aflagou, be que bio de sabir os seui verdu-
gos, que cu sinto bo quo lio pouco lempo estivess-
elle testa dos negocios pblicos; assim como assim, o
mal cstava feito, e feito fica ; entretanto, se elle conti-
nuasse,acabara por levar lama na cara dos seus mesmos
correligionarios. Pois nao estuvao elles j zangados por
causa das partilhas ? e nio sei que Ibes diga, como que
Ibes acho razio ; assim a podessem elles terem algu-
ma cousa.
Juando elle voltava da cmara com o seu Exm. suc-
cessor, dobrava o sino dos franciscanos, esse sino que
(antas vezes se tem profanado o prostituido; dixem que
tora ilvitio do fr. cometa, e que por insulto ao que suc-
ceda; e eu digo que so na verdade houve essa marotei-
ra ao bomem do Pinedo caba a lembranca do frade-
pio : ambos sao do Penedo Arcadei ambo !
Decidi o-D.-novo, depois de em pensar no caso,
que a melbor evasiva quo liuha no negocio do assassi-
nato do subdelegado de S. Louienco, ora continuar
imputal-o ao partido ordeiro, fundando-so mesmo no
ollicio do delegado. Que importa a esses alugadis,
que se Ibes opponha quanlos argumentos poderosos ba-
jan para destruir a sua gratuita imputaco ? Isso pode
valer muito, porm nio para essa gente, cuja cara es-
t calcada como nenbuma calcada o esta na nossa trra. I
O bomem passou pelo subdelegado na groja, e ni
matou, entrou com ello para a sachrista, e nio o a,'
tou, entregou a faca ao vigario, e anda ahiniocum
prio a ordem que linha o dopois do todas estas cii"
cumstaocias, muito mais lavoravois sem duvida pjri *
execucao do crimo, bo que (.- aproveilou da peiori'
O assassino era mandatario do outro ; mssosubileU
gado quera prendl-o, na sacrista o disse ao visan '
e loi por essa razio que o assassino deseen do coio n '
ossa razio se quera apadrinhar com o vigario, e L-
prisioera feila por ordem do vosso vicc-piesident'-
nao ditera isto os vossos documentos, genio descarada'
E como o negis ? Ha ah alguem do to robusta f <
vossaspalavras, quo acredite a vissa calumnia infame
sopor que s o diris? Mas o homem pertrocia n'
qualidade de apaniguado ou guarda-costa, agentado
nosso lado ; enlo o subdelegado era do nosso lado '
pois doli be que esse facinoroso foi guarda-cosli- '
lembrai-vos que elle goslava dessa genle, que era.
sado a tl-aem seu engenbo, comoj levo o acinoro-
ra. Alexandre Valentm, quem ltimamente perse-
gua, como persegua ess'oulro. Finalmente a rni-
nha narrarlo he falsa, porque dsse que o assassinato
fra commettdo na occasiiu em que o Cama ae quera
escapar por urna janella : e o quo ser a vossa de bi-
ver sido o subdelegado apuntalado pelas costas, quando
de joelhos jduvb missa ? Se vos tivesieis vergonha'
quem dra! Mas ao Reverendo vigario e ao profossor p0l
dia escapar esta circunstancia, que alias nao transtor-
na os seus relatnos; ealm de me parecer mais cn-
vel, so se attender aos precedentes, o nio havendo a
m vontade da gente da praia, o caso be, quo ella mt
loi referida por pessoa respeitavel, quo a ouvira de Jo-
s Peres Campello, o nio he invencio minha
Diga a praa, que quer amortecer as dolorosas sonsa-
cos que ao partido da oidem produzirao os assassinatos
commeltidos escandalosamente por ella, por ella sim
e pelos seus correligionaris do Bonito, Brejo e igurai-
mas nisso ainda perde o seu trabalbo ; as feridat
lorio profundas a eonviccio est ar aigada ; mtio
lado-ordeiro no vinga infamias, crimes e altentados,
por outras iguaes accSes : algum da as leisierioo
eu devido imperio, e pode ser quo nao fique o castigo
de taes horrores reservado Providencia.
Contina o impertrrito Luit Duarte em sua csrrein
de delirios e crimes : na nouto de 10 para 11 do cor-
rente foi cercada a casa do engenho do Monjope, que
esse energmeno dissera para aqu estar em estado de
urna praca forte : em vez de bomens armados achou o
bando de quadrilbeiros escravos inermes, genio nol-
lensiva, e como nio estivese presento o dr. JoSo An
Ionio que aquello Luz Duaite quena ler o gosto de
insultar como reo, que elle lornava em sou monstruoso
processo, os seus dignos agentes surrario um dos escra-
vos do engenho, para confessar onde so achava seu se-
nbor. Entio sio liberaet, sio patrilas, sao legalis-
tas, sio probos e rectos esses maritafedet lodos, ou nao
sio ?
Correspondencias.
Srs. lledactortt. Se todo o cidadio tem direito
de manifestar seus pensamentos pelo meio da imprensa,
em paites livres cumpre-me, sem que abuso d'esle
direito apresentar perunte o supremo tribunal de
um povo Ilustrado e impurcial a njuslica, com que
fui sggravado pelos empregados da fiscalisacio das di-
versas rendas a lim de quo possa conhecer sobre o
lacto.
Ha nesta cidade do fiedlo um mo methodo decol-
lectar os estabelecimontos, cuja pro tica e seu resultado
vio ordinariamente de encontr com o espirito da Ici;
porque esta falla explcitamente do fado isto be,
mpde corlo tributo aos que de laclo pcssuem eslabe-
lecimentos ; mas seus execulores, para se livrarem lal-
vet do Irabalho de verificar com exactidio a existencia
d'elles obrao as mais das vezes por supposicScs, quasi
sempre fundados om tbeorias falsas que nada provio
o facto.
Foi assim que, imitando eu os muitos exemplos,
que todos os das apparecem nosjornaei d'esta praca ,
annunciandn a venda particular de varios objectos, an-
nunciei tambem a venda exlraordinai ia de algumas
duzas de camisas propramente minhas, deque julguei
desfazer-mo : por este simples motivo quiz-me a me-
sa do sello collectar em 80' rs. suppondo me de fac-
to com um eslabelecimento proprio daquelle genero,
que nio linha. Fiz-lbe ver que nem todos os annun-
cios de venda do dille rentes objeclosconsltuem provade
eslabelecimento do genero annunciado pela dilleren-
i,o, que ha, de urna venda extraordinaria, movida mili-
tas vezes pela necessidade a una venda ordinaria e
3uotidanna com as portss aberlas ao publico fazen-
o-se disso um modo de vida permanente ; om vista do
que foi a coilecla illiminada ; mas nio com ella a deis
de extinguir de todo a injuslica premeditada; porque,
pretendendo-se que Je toda a fima eu psgasse um
imposto, se me collectou por aquella occiasio na quan-
tia de 168 '> calculada pela renda da casa ; e isto pe-
la razio de eu all ler dado parte, pelo miado do mez de
junbo ultimo quo pretenda com brevidade abrir un
eslabelecimento com o titulo de = casa de agencia
commercal = que tinhapor lim fazer noile Iransac-
cSes de compras o vendas de mol'ilia e mais objectos
em segunda mi. Ora, com quanlo esta parte fallassa
em termos futuros e nio podesse ser collectado, sem
quo so achasso verificada a abertura daquelle eslabeleci-
mento eflectvamentc o lu desde logo na dita quan-
tia de 1 Ci rs como se ontao | existisse 1 Esta foi
egunda injustica, que eu, para livrar polmicas, con-
cordei de pagar sprussando-me entio do abrir o es-
labelecimento antes do preciso lempo,para aprontaros
poucos das do anno financeiro do 44 a 4o, que ia pBgur
como por inteiro sem provoito al^uin. Na confurini-
dade da nossa combinaco eu concorri naquella re-
partido no da 28 do mesmo mez de junho para sa-
tisfazer a citada collecta o vi com bas'anto espanto
naquella occasiio, quo nova injustica se me lluvia for-
jado por se me ter alterado a collecta dos I6j rs. para
a primitiva dos 80j rs., dandu-se-me por pretexto de
eu vender no estaboleciinento trastes cstrangeiros, co-
mo erio pianos, embora fossr-m considerados usados .'
Ora.Senhores liedaclores,nao pude baver evasiva maior.
Aonde, e como se pode conceber, que os objectos usa-
dos paguem o mesmo imposto que na primeia mo .'
Por ventura ura traste qualquer, ainda quando con-
siderado novo e de orgem estrangeiro, mas que ja
MUTILADO
L


est t'U na Posse 'CR'1' (' "ra!''e'ros''" muitos unos,
0u de seus avi transmillida I"" heraneas, nSoter
ijjo anda lempo mais que sufficieiite para adquirir os
mesmot direitos e previlegioi de seus donos ? ,Se pois *
unposco dos 80 rs. lio justa, porque s agora, eso
contra mim lie que a mosa do sollo procedeo f Nlo es-
li l. Jos 5 dios os jomaos d) prara a annunciarem
tondas idenOM ? Porque razao seus vendedore nao
teem sido, o sao collectados no imposto cima ? He
necesiorio convir, que nestecaso, ou liouvo parcialida-
de na rxecuco da loi, Tita de proposito contra n.im,
ou ella lio elstica por bencliciar uns o sentar
oulros; o que nao posso suppr do luii consttuco
naes que devom ser iguaes pira todos. Accresce, que
um traste qualquer, estrangeiro que sea, no podo ser
Jniittiio no paz, cem preceder pira isso nai respecti-
vas alfandegas o pagamento de seus devidos direitos ja
com rolacSo sua classe de estrangeiro, e verilicado
este que seja, elle Le e deveser admissivcl extraccSo
como qualquer outro nacional nos estabelecimentos ;
pelo menos he esta o meu modo de pensar, quando re-
llicto na palavra direitos. Mas accresce, segundo as in -
lormacoes que tenho, haver j ncsle imperio do Brasil
faliricas de pianos, e menos nesto caso pode a mesa do
sollo arbitrar este genero de estrangeiro, sem saber do
jiorlo deque emanou. He por isio que s s alfandegas
dos reinos compete conliecor da nacionalidade dos ob-
eelWi porque he ella quem (scalisa seus despachos,
os porlos donde dimanara, e os direitos que teem do
pagar.
I'ortanto, sustontarei que a venda de mobilia usada,
soja ella ou nao estrangeira, nSo est na razSo do pagar
o imposto de 80ji rs., como se losse nova o na primeir
mao, nico e verdadeiro sontido da lei ; e que os esta-
belecimentos de objectos de segunda mSo s pdem estar
subjeitos ao imposto dos 20porcento, calculado pela
renda como os demais estabelecimentos ordinarios. A
mente do legislador deve em diroito ser interpretada pe-
la parte menos vexaliva dos povos; a convicco, porm,
dos ejecutores torna sempre a lei, ou mais tyranna1# ou
mais suave segundo sua ndole, paxSo, boa ou ma l.
Se Ymcs. quierem tor a bondade de mandar inserir esta
correspondencii no seu acreditado jornal, far-me-hio
um grande obsequio, eao publico um grande servico.
Sou ]de Vms &c Jos de Almcida Vatconcellot Cas-
tello- Bronco.
Seantes Redactores i Foi ltimamente pronun
ciado o Sr. Luiz Jos Marques pelo mui digno juii mu-
nicipal supplente, o Sr. dr. Olinda pelo roubo da
minha escrava Victoria, a vista do termo de achada,
que se fe na occasa da busca que se deo em casa d'a-
quelle Marques ; a vista dos nnuncios impressos neste
Diario em 31 de Janeiro e 4 de Fevoreiro do 1840, em
que eu declarava a fuga da dita escrava ; a vista emfim
do depoimento de cinco testomunhas, todas contestes
em ser achada a mesma. escrava em casa do Luii Jos
Marquos : loi este pronunciado no artigo 26!) do c-
digo penal, segundo o decreto de 15 de oulubro de
1837 ; o tedavia o protector do Sr. Marques tem dito a
bocea chiia, que o seu protegido ha de ser despronun-
ciado pelo Sr. dr. juit de diroito da 1." vara do crime.
Muilo confio, Senhorcs Redactores, na honradez desle
magistrado para acreditar que aquella Marques seja
despronunciado a despeito de lo robustas provas ; mas,
isto no obstanto, chamo desde ja a silencio publica
para este caso, que, a verificar-se, pora em risco todos
os proprietarios, e de passogem lembrarci ao protector
do Sr. Marques que, sendo eu estranho partidos, S.
S. nao se deve valer da posico poltica cm que se acha
para fuer passar o seu protegido por marlyr de seu lado
poltico. Sirva isto, Senbores Redactores, para orien-
tar os incautos: e eu Ihespro nelto que, a realisar-se
essa duspronuncia ja tSo tallada, Ibes pedrci que
tunscreva todo aquelle processo noseu Diario, a lim
de que o publico fique melbor inteirado de lodos os ma-
nejos que nelle ha einpiegado csse lao preconisado pro-
tector, cujo nomo nessa inesma occasiua Ibes rogaroi,
seja mpresso em letlras maisculas, para quo lodos, le-
vantindo-lheoja esfarrapado vo com que se acoberta,
condeci Ibo a hypocrisa,
Com a publieacio deltas linbas muilo penho'ur ao
seu ossignante, Joie du Silva Olivtia.
3,200 barricas, com as qnacs o deposito
lcou elevado a 4,000 barricas em prmoi
ras mitos, e os precos sao; de ICelOO a 17j
r. a Americana; ICj30 a lICjOO rs. a
franceza, o 20j rs. a de Trieste ; existe no
porto um carrugamento de 2,000 barricas
\in 1 js il Liverpool, quo nao lirmou des-
tino, o lalvez siga para o Sul.
Dita do mandioca O mercado (oi supprido esta sema-
na com tres carregamentos, dos qu.ics s
um loi vendido ein atacado a HjOOOr*. o
alqueire velho a granel, o as vendas a re-
talbo regulirao de 5 vi 00 a 5600 is. a]
sacca ; tendo diminuido a sabida para as
provincias do Norte.
Enlraro durante a semana 18 ombarcacQes, osahi-
rio9: exstem no porto 55 ; sendo i americanas, 34
bratileiras, 1 dinamarqueza, 3 franeczas, 9 ingle/as,
1 portugueza, e 3 sardas.
Mov ment do Porto.
ReparticSo das obras publicas 3 de julho do 1843.
O engonlu'iro em chcfo, Waitlh'tr. ^^^
Det larae^es.
COWPNIE ^0.
Alfandega.
Itcndimento do da 12............
Desearregao hojt 14.
HrigucB. F. I.optr inercadoiias.
BrigueBrandy IKindem,
liarca Cal harina dem.
Itrgue americanoFabiuifarinha.
Marca Vullurebacalbo.
,4:3GG,>078
L
PRACA DO RF.C1FE, 12 DB JULHO DE 1845,
AS TRES HORAS DA TARDE.
RBVISTt SEMANAL.
Cambios EITecturao-so transaccoes regulares duran-
te a semana a 25 d. por 11 rs. a 00 e 90
dial.
Assucar As entrados fiSo limitadas, e algumas ven-
das se cflecluro de 2j00 a3l00rs. a
arroba do branco ombarricadoc ensacado,e
de 1900 a 2 000 rs. do mascavado dito;
bavendo vendos de precos oceultos, e que
suppomos seren mais subidos.
Algodao Ha compradores ao preco de 4R700 ri. a ar-
roba do de l.'sorte.continuando a entrada
a ser mui diminuta.
Couros Sao oftVrecidos e ba poucos compradores a
127 1|2 lil por libra.
Ago'ardenle Vendeo-se de 488 a 50j is a pipa da
caxaca. _
llacolho Cbegou um cariegamento da Terra-Nova
com 2,500 barricas, que foi vendido a
preco oceulto ; porm suppomos ser a
V3 100 rs : o deposito be do 4.800 barri-
cas, e as vi ndas a retalho de 12*500 a 13j
res.
Carne secta Entrarlo qualro carregamentos, com
39 000 arrobas da do Rio-Grande, tendo-
te vendido de 2j800 a 3000 rs a arroba ;
e o deposito boje lio do 30.000 arrobas,
nao bavendo da do Rueos-Ajres.
Carvaodo podra He oflerecido a Ib rs. a tonelada.
I nimba delrigoCbegrao tres tai regimientos dos
Ksldos-L nidos da America do -Norte com
Navios entrados no dia 12.
Philadelphia; 41 das, brigue americano Brandy TFi-
ne, de 207 toneladas, equipagem 10, capilao Pow-
el Smack, carga farinha, lazonda e cha, &c., &c. ;
a Matheus Austin & C.
Terra-Nova; 38 das, barca inglcia demore, de 208
toneladas, equipagem 13, capilao l'lir. Sbopley,
carga bacalbo, a ordern.
Mar-Pacifico ; tendo sabido de Nautucket, ha 48 metes,
galera americana Foster, de 317 toneladas, equipa-
gem 22, capitJo John C. Congdon, carga azeito ; ao
capitSo.
Philadelphia ; 40 das, briguo-escuna americano R. F.
Loper, de 167 toneladas, equipagem 9,caoilSu Josepb
Farrell, carga farinha, &c, &c. ; Matbeus Austin
&C.
Liverpool ; 42dias, barca ingleza Thomaz Mellar, de
257 toneladas, equipagem 15, capilao Robert Bru-
ce, carga (azendas ; a Russell Mellors & C.
Rio-Grande-do-Sul ; 23 das, brifjue brasileiro Aero,
do 193 toneladas, equipagem 12, captao Joaquim
Pudro de Si e Faria, carga carne ; a Leopoldo Jos
da Cosa Araujo,
Navio sahido no mesmo dia.
S. Matheus ; sumaca brasileira Jncansavel Carrol, e-
quipagem 7, captao Luz Gomes de Figueiredo, car-
ja lastro
Navios sahidos no dia 13.
Rio-de-S.-Francisco-do-Sul; brgue-escuna brasileiro
Comi do Brasil, de 137 toneladas, equipagem II,
cipito Domingos Jos Caetano, carga lastro
dem ; sumaca brasileira Tentativa, de 115 toneladas,
equipagem 10, capilao Joao Ignacio Ferreira, carga
lastro.
Santa-Catharina ; brigue brasileiro Flix Unido, de
181 toneladas, equipagem 13, capitio Francisco da
Silva Molta, carga lastro,
Baha ; sumaca brasileira Santa Anna, de 72 tonela-
das, equipagem 10, capilao Joan do Dos Pereia,
carga varios gneros; passageiros Simio Paggnelle,
Italiano, Marciano Jos do Reg, Brasileiro.
Naiitiick-t ; galera americana Foster, capillo J. C-
Congdon, carga a mesma que trouxe.
Londres; barca ingleza Autwmnut,capilao W. Whi-
to, carga a mesma qne trouxe.
bsenacAo.
Entrarlo neste dia um brigue lubechenso, e outro
napolitano que nao frSo visitados.
clitaes.
A cmara municipal da cidade de Ulinda, e seu termo
em vii lude da lei, etc.
Faz saber, que nos dias 14 (boje) e 15 do corren-
to mez, se hado arrematar, por quem maisder, um
terreno com 40 palmos de fundo e 30 de largura, atrat
da propiedade perlcncente ao casal do finado Jo8o Ma-
ra Seve, no lugar do Yaradouio dcsta cidade de Olin-
da ; comparecendo os pretndanles habilitados para
no mesmo terreno poderem lancar. E pi.ra que cho-
gue ao conhecimento de todos mandamos publicar
o presento nos lugares do costume. e pela imprensa
Cidade de OI:nda, 9 de jullio de 1845. yost; Joa-
quim di Almeida Quedes, presidente. /o<7o Paulo
Ferreira, secretario.
O lllm. Sr. inspoctor da Ibesouraria das rendas
provinciaes manda lazer publico, em cumprimen-
to da ordem da presidencia da provincia de 7 do cor-
rele, que no dia 23 do mesmo ao meio dia, peante a
mesma Ibesouraria, ir a praca, para ser arrematada a
quem por menos lizer, conforme o regulamunto de 11 de
julbode 1843, e sobas clausulas especiaos abaixo trans-
criptas, a obra do acabamento da estrada do Pao-d'A-
Iho entro o fim dos atierros da ponte doCaxang, e o
principio do, Unco, oreada na quanliade 1:897*500
res.
Os licitantes,devidemento habilitados, compareci na
dita Ibesouraria no dia e hora indicados.
Secretaria da Ibesouraria das rendes provinciaes de
Pernambuco, 12 de julho de 1815. O Secretario,
Luii da Costa t'ortocarreiro.
ESTRADA DE PAtf-DO-ALHO.
ACABAMENTO DA DITA KSTRAUA", RNTRE O FIM DOS AT-
TEBUOS DA PONTE DO CAXANGx', E O PRINCIPIO
DO 0.' LAKCO.
Clausulas eipeciaes da arrematadlo.
1." Os Irabalbos cobras d'esta port-5o do estrada se-
i6 fetospela lrma, sob as condc,oes, o do modo in-
dicado no oicameuij, approvadotm data de 30 de unlio
(indo pelo Exm. vico presidente da provincia, pelo
preco de um cont oitoecntos noventa e sello mil e
quindenios res.
2," llorante a execuco das obras, o arrematante es-
t obrigado a dar sempre um transito lacil na estrada.
3.* As obras principiares do prazodo um mez, e fin-
darao no de qutro, ambos contados em conformidade
do artigo 10 do regulamento das arreinatnccs.
4.' O pagamento far-se-ha em quatio prestacoes,
na forma do arligo 15 do respectivo regularoeoto, sen-
do de seis mezes o prazo de responsabilidade.
5.' Para ludo o mais, que nioesti detorminado pe-
las presentes clausulas seguir-se-ha inteiramenle o que
dispoe o rogulamento das arremata, oes de 11 de julho
do 1843.
CURSO JURDICO.
_ Por ordem delta directora so faz publico, que
terca-toira, 15 do corrente, lera lugnr o annunciado
concurso para a substituicao da cadeira do latim do col-
legio das artes, pelas 9 horas da manhia Ser-retaria do
curso jurdico do Olinda, 0 de julho re lSl'i. O ba-
charel Eduardo So tres de .Mingara, ofliciai interino,
lerviodo do secretario.
COMPANHIA DE REBIRIBE.
Ocaixa da companhia de Uebiribe roga aos Sr.
accionistas que ainda nao complelario as entradas de
50 por cento hajo de o Iszor rnpreterivlinento at o
ultimo do correlo mez.
= Pelo lycco desta cidade se faz publico, que, em
consequencia do que ordenou o Exm. Sr. presidente da
provincia, ir a concurso da data dcste 00 dias, as
seguintescadeirasde primeiras letlras paia o sexo mas-
culino : a de Ouricury na comarca da Boa-vista, a da
Fazenda-tirande nade Paja, as !e Agoas-Mellas o S.
Rento na de Garanhuns. Os candidatos, que s rele i
das cadeiras se quizerem oppdr, habililem-so nos termos
da lei. .
Secretara do lyceo, 5 de junho de 1845. No im-
pedimento do secretario, Hermenegildo Martellina de
Miranda.
= Pelolyco desta cidado se faz publico, que, em
consequencia do que ordenou o Exm Sr. presdento da
provincia, ir a concurso da data desto 6 40 dias a ca
deira de primei; as letlras para o sexo feminino na villa
delguarass. As candidatas, que referida cadeira se
quierem oppr, habiliteni-so nos termos da lei
Secretara do lyco. 5 de junho do 1845. No im-
pedimento do secretario, llermenigi'do Marcellmode
Miranda.
Fecha-sc a mala do paquete inglez Exprttl, pa-
ra Falmoutb boje, segunda fera, 14 do corrente as
11 horas da manhia no consulado brtannico na
ra da Cruz n. 40.
Avisos martimos.
Para o Ass sai nestes i dias o bngue-escuna
lUhberaco, capilao JoSo Goncalves Rocha ; para car-
ga e passageiros Irala-sc na ra da Cadea do R. cife n.
40 oucom ocapiliio, na praca do Cmmtrco.
Para o Acarac seguir al* o lim do crrenle me
o patacho Emulacdo fabricado de novo e forrado de
cobre ; recebe carga e passageiros, para o quo tem
xcellentos coiiimodos: os pretendenlcs dinjo-se a
bordo do mesmo, ou a casa de Manuel Gomes da Silva,
na ra da Cadea do Recfe.
Para o Aracaty segu viagem, impretervelmen-
lo no dia 24 do c.nenie a sumaca S. Crin captao
Manocl Percira do S ; quem na mesma quizer carre-
gar, ou ir de passagem dirija-so ao mesmo capilao ,
ou a loja de cabos ao lado do Corpo Sonto n. 25.
__ J. T. Guorin, captao da barca franceza Ucean,
arribad a este porto, na sua viagem de \ alparai/o ,
paraS. Mallo, precisa tomar.a risco martimo sobre
a quilha e freto da dita barca, a quantia de H:000,000
de rs. poucomaisou menos: a quem convier oslo
negocio, podera dirigir sua proposla em caita lecha-
da aoSr. cnsul do Franca', ncsla cidade, at o da
IC do corrente ao meio dia.
visos diversos.
Sabio o n.31, eacha-se a venda na praca da Inde-
pendencia livraris n. G e 8.
A CARRANCA.
Acha-se a venda o n. 18; as 4 horas da tarde na
oraca da Independencia n Ge8.
O CLAMOR PUBLICO
Acba-se a venda o n. 25, na praca da Independen-
cia livraria n. G e 8. ..
= O abaixo assignado, tendo sido roubado no da 12
de marco do corrente anno, cm a qual occasiSo os la-
dres Ihe levro varias obrasdeouro eprala.assim como
um relogio e transelim, que j se sabe aonje existe.pedo
ao dito Sr. que o venha entregar no pra/o do 3 das
visto ler comprado ao ladro, que j se acba preso
nesta cidado, pois o mesmo Sr Icnciona proceder con-
tra aquella pessoa quo do bnjo em diante souber aonde
existirn) os seus objetos. O ladrao he muito bem co-
nliecido, e cbama-se Ricardo Jos Ribero. Yalentim
Jos Cor reta.
LOTERA
DO (UADILUI'E.
Muito pouco si augmentou estes dias a venda dos
bilhetes, devido sem duviJa a csterilidado do lempo, c
por isso nao loi possivcl correrom as rodas, sem
gravissimo prejuizo da irmandade. Nova licenca se im-
petra de S. Exc. para marcar outro dia nesto
mesmo mer. o marcado quo foja, ella corror com os
bilhetes que tiver ou sem files.
__ Fazem-se transellitis de cdIkIIo de
qualquer modelo, pulceiras, anucis, (tas,
&c (S.C ludo o mais bem f'eito que he
possivel, por preco mdico ; na ra do
(aboga, loja de fazendas n. G.
Admiruveis navalhas de aro da China,
que teem a vanlagem de cortar o cabello sem o lien
sa da pelle deixando a cara parecendo estar na sua
brilhante mocidade : eslj ato vem exclusivamente da
China e s nelle trabalbSo dous dos molbores e mai
ibalisadoscutelleiros da nunca excedida e rica cidade
de Pekiin capital do imperio da China Autor
Sbore.
N. R. He recommendado o uso de>tus navalhas
maravilhosa, por todas as sociedades das sciencias mo-
dico-crurgicas, tanto da Europa como d America ,
Asia o frica n5o s pan prevenir IS moloitifll da
cutis, mas lambem como um mcio noimetico: vendom-
senicamente na ra Jo Crespo lojai o. 8 l.'i d
(lampos & M na.
as Arrenda-te urna, caa do doui andaros na ra do
Nogueiracom bous eomoiodoa, muito fresca, quintal
o cacimba ; a tratar na ra Vellia n. 03, do uianliaa
al as 8 horas, e de larde das 3 as 6.
Arrciida-so urna casa terrea ni ra da Manguei-
ra na travesa da ra da Alegra, pan a Gloria, n. 7,
corn lionscoinmodos o muito fresca ; a tratsr na ra
Velba n. 05.
O abaixo assignado, tendo do fazer urna viagem
Europa a tratar da saude de sua senhora, o como an-
tes de se retirar pretende saldar suas contas com esta
praca, e como o ni > pode fa?.er j como deseja, sem um
sacrificio, tem resolvido vender tres predios novos de
dous andares e dous armazens sitos na travessa o por de-
Iraz do llieatro publico, un sobrado com fe ule para dita
travessa e com os irmazcn> para o rio.
Tambem se vende a casa que servo de tbeatro publi-
co, s ou em globo com os predios, ossim como 80 ter-
renos de 3(1 palmos do frente, c IMldo fundo na liona
da ra da Concordia entre as duas travessos do Montei-
ro o Calderero, cujos terrenos teem parle alterrados a
parle alagados, e dando-so por precos mui commodos a
dinbeiro o a praso : os pretondontes de tees objeit
pdem se dirigir a ra do Rosario larga n. 18, que a-
cbarO com quem tratar.
N. II. O abaixo assignado, logo qu.< teuha lugar a
sua retirada, e lindos os seus negocios, seus estabeleci-
mentos licao no mesmo p cm quo s- acbao, dcbaxo
da administracao de seu filho e socio, estando j na posso
de um dos estabelecimentos. Manuel Antonio de Je-
IIIS.
Precisarse de um pequ-no de 12 a 14 unnos, quo
entenda do venda : na ra Direla n. 23
Oscrcdores de Joo Antonio Mailins Novac*
oarticipao aos deicdores do referido Novaos, fallecido ni
.lia G do corrcnle, que a casa e bens do finado se acbao
sequestrados para pagamento do crescido debito pra(,-a
c annunciantis, e que ussim nenhuii) dos devedore- i
mesma casa faga pagamento a alguem, porque qual-
quer pagamento quo fizercm ser novaiiiente exigido pe-
los annuiiciantes, por ler sido feto a pessoa incompe-
tente
= Precisa-so arrendar um sitio perto da praca,
quo tenha bastante pasto para lvaccas; paga-so bem:
quem tiver annunci para so tratar do ajuste.
Aluga-se urna casa lerrea nova, e bom acabada,
com quintal e cacimba e bons commodos para familia,
por prego commodo, sita na ra do Tambi mesmo
delmnte do becco ; a fallar na botica da ruido Ara-
gfio do Sr. Rbeiro Jnior, quo achara com quem tra-
tar.
^;Prncisa-se do dous contse quinhenlos mil rs., por
espato de cinco annos, a um por cento, pagando-seos
juros lodos os mezes, o dando-so moradas de casas liyrcs
e desoinbaracadas; quem os quizer dar. annuncie ,
ou dirija-so ao Atierro dos Afogados, n. 218, a fallar
com Francisco Xavier das Chagas.
= Precisa-se de urna ama para o servico do pessoa
solicita ; no pateo do Collegio junto a casa ama-
relia.
= Quem quizer alugar urna pMa, para todo o ser-
vign de urna casa, dirija-le a ra Diroita padaria
n. 24. .
= Thomas II. Rattcrsby retira se desla provincia.
Us pioprietarios da fabrica de espi-
rito da ra de Santa (lita n 85, avisao aos
seus Ireguezes que, em consequencia da al-
ia cxtiaoidinaiia que acaba de ler lugar
nos precos da agoardenle, sao obrigados a
devar osespirilos de sua Fabrica aos pre-
cos s('jiiintes, os quses assim mesmo ain-
da licao muilo abaixo daquclles por que
licriao se a dilerenca losse (cita na mes-
ma proporcao da subida da agoardente.
l\eino. .....tsooo caada.
Genebra.........88o *
Dila............lao botija.
Aniz ...........8oo caada
Espirito..... isHo >>
Licores......... t8o garrafa.
Dito fino ......./|8o
= Pede-se encarecidamente ao Sr. J. Burle, queira
mandar no Atierro dos Afogados n. 49 a reposta a
urna certa carta que lbe tem sido remettida pela mao
de seu proprio filho ha mais de 3 mezes.
z=D-se um cont de res a premio sobre penho.
res de ouro ou prata toda quantia, ou conforme con-
vier ao pretndante sendo a menor quantia de 50g
rs ; na ruado Rozario da l!oa-vista n. 53, segundo
andar.
- D-so dmheiro a premio sobre penliorcs do ou-
ro prata ou hypotbcca ; na ra eslroita do Rozarlo
n. TiO, segundo andar.
fap vinagrinho.
Este superior rap torna invtriuvel a sua qualidade
por nao mofar, nem seccar; nao fere o nariz, nem pro-
du/ rrilages vertiginosas, porque a sua composieo he
a mais simples possivel. A geral estima quo tem tido
esto rap pelos apreciadores de urna boa pitada, e a ap-
provacao que a respeilavel sociedado de medicina Ihe
concedeo rematao o sou mais completo elogio.
Novas fornadas d'esteexcellcnte rap.coin a cor mui
escura, se acbao venda nos depsitos da ra da Ca-
dea "do Recfe, n 50, praga da Independencia n. 28,
Atierro da Boa-visln. 10, e Atierro dos Afogados n.
209, aonde se vende a 1*000 rs., a libra, de 3 libras
para cima. O embrulho dcste rap he azul, c os rtu-
los bnmeos.
LOTERA DO THEATBO PUPLICO.
= O lliesourero dcsta lotera, disposto a empenliar
lodos os esforcos para augmentar o crodito de que
sempre ella goscu, pela regulandado de sua extraccao ;
declara que os bilhetes da segunda parte da lG.' lotera.
cujas rodas devem ter andamento muito brevemente, se
acbao a venda nicamente no bairro do S, Antonio,
na botica do Sr. JoSo Moreira na ra do Cabug ;
na ruadoCJueimado loja do mesmo thesourciro n.
39 ; e na ra da Cadea do Recfe, lojas de cambio dos
Srs.' Vieira, o Manocl Gomes da Cunlia e Silva.


Pela ultima vex se adverto ao Sr. que cmpe-
nhou doi's nnneld>. n ra do Rano-I n. oO. que v;i
nopratodi 3 u*i.. riVRMar dito penbor, do contraro
sera vendido.
Roga-so ao Sr. Jos Maiia Placido de Magalhic,
que som demora dirija-se a ra do Rangcl n. 50 a
concluir o negocio que nao ignora.
Aluga se o segundo andar do obrado n. 14, da
ra da Cruz com soiao e bons romimdos para grande
familia por preco commodo : a tratar na ra do Cul-
legio n. 23, primeiro andar.
Procura-seum menino de 12 a liannca, pre-
fera-se Portugucx para trabalhar em um sitio perlo
da praca : a tratar na ra do Oueimado loja n. 37.
Aluga-se o segundo andar da casa n. 40 da
ra larga do Bozario com 3 apellas de sacada e
bastantes commodos o soto, para grande lamilia ;
do mesir.o sobrado existem as chaves.
Aluga-se urna casa terrea na ponto do Mangui-
nd n. 33, com duas salas, 4quartos, coiinha lora,
!com fogao ingle/, quintal murado com cacimba; quem
a pretender, dirija-so ao largo da S. Cruz da Boa-
Vista n. 4, que achara com quem tratar.
francisco de Fretss Gamboa pedo a todos aos
> rs. Redactores dos dificrentrs peridicos dcsta cidade
em particular dos Diarios, se dignem,sob sua palavra d
honra de declarem aop dcsle.se tecmpublicadoemtem
poalgum.artigos sobre poltica,ou rr.esmo contra alguma
das sociedades de lliealros particulares em que tenha
(mesmo idirectanienle) concorrido o niesmo Francisco
d: Frtilas (amboa.
Nada por esta follia quanto poltica.
OtRH.
Precisase fallar ao Sr. Raymundo Jos Pcreira
Relio, e como se ignora sua morada, roga-sc-lbe a
quoira annunciar.
= D-se dinheiro a premio sobre our, transclins,
rorrentes e rwlogios de algibeira em segunda nio, que
sejo obras franceas, e por privo commodo ; tamhem
vende-se, e se faz troca a vontade dos compradores: na
ra das Flores n 18, casa de relojoeiro.
Furtrio na madrugada do dia 12 do corrente,
do sitio de 1'ilippe Mena, em Cruz-de-Almas, um
cameiro em grao muito grande como poucas vezes
apparece, magrciio: postoque se saiba quem seja o
ladrio por ler sido visto em caminbo roga-se a quem
for oflerecido dilo carneiro que be malbado o lo-
mem e levem a loja de Carduzo na ra do Crespo n
l quo se darzO alvicarai.
= Offercco-se urna mulber para ama do una casa ,
que sabe engommar muito bem, cozinba todas as qua-
lidadcs de manjares boa doceira e a; todas as qua-
lidades de mnssa ; quem a pretender, diriji-se ao
lecco do Azeile-de-Pcixe n. li.
*= F.ngomma-se roupa de homem o senliora com
todo asseio e perfeirio ; tambein se cosem vestidos e
camisas de homem tudo por preco commodo ; na ra
dai Larangeiras n 15, primeiro andar.
= Joiu Paz Rarreto senhor dos engenhos Caipo-
ra e Camacari faz sciento ao respcilavel publico ,
que por baver oulro de igual nomo ficar-e-ba as
signando do hoje em vants Joo Nepomuceno Paz
Baireto; nao prejudicand esta mudanca nenbuma
das triuisarces pendentes e contralllas pelo annun-
ciante anteriores a esta data. liecile, 12 de julho
do 1845
Quem precisar de urna mulber prcla para ama
do urna casa, preferindo-sc do bomem solleiro, e tim-
I em para comprar na ra v a ra do Rangel n. 21.
= Quem precisar alugar urna preta que engom-
ma cozinba e faz todo o servo,o de urna casa diri-
ja-su a ra Vclha n. 83.
= Bonvenuto A. de M. Taques, liavcno sido exo-
nerado da promotoria publica desta cidade advoga no
crime o no civel, para o que pude ser procurado a qual-
quer hora do da por seus amigos e pessoas, quoquei-
rao occupal-o na sua casa por Iraz da malri/ de S.
Antonio travessa dos Exposlos n. 18 primeiro an-
dar.
= Arrenda-se ou afora-sede foro perpetuo um
cercado todo fechado de valo e croata que sustenta
20 vaccas de criar, e Ierras para plantar no engenho
Ciquia : a fallar com o proprietaro do mesmo en-
genho
= Aluga se urna morada de casa terrea, com bons
commodos e quintal murado na ra Imperial du
Atierro das Cinco-Pontas : a tratar na ra do \ gario,
n. 12.
= Aluga-so urna olaria por detrado recolbimcnto
das Ireiras da Gloria : a fallar na ra do Rangel n.
59 com u bacbarel Antonio Jos Pcreira.
= Precisa se alugar urna preta cu prclo que sai-
ba cozinhar bem ; na venda da ra de S. Francisco,
se dir quem quer.
= Gsudino Agoslinho de Barros embarca para o
Rio-do-Janeiro umaescrava de nome Roza de naca"
licb lo pertencente a Anna Rutina de S. Jos, do
Rio-de Janeiro.
= Acba-se justa e contratada a compra da casa
terrea da rus de Moras n. 74, pertencente a viuva do
fallecido Vicente Alves Cavalcanti, e sen filho Norber-
to Alves Cavalcanti ; quem se julgar com direito a di-
la casa queira declarar no prazudo seis das.
= Aluga-se o sobrado do um andar na travessa da
Madre de Dos n. 11 : a tratar na loja do niesmo so-
brado.
= Precisa-se de um aprendiz para cbaruteiro ; em
Fra-de- Portas ra do Pilar n. 116.
= Havendo a commissio.encarregada da revisio do
projecto do compromisso da irmandadi do Apostlo S.
Pedro, dado por pro ai pos os scus Ira ha I los o prove-
dor da referida irmandade convida a todos os irmos
I para comparecerem no respectivo consistorio segunda
leira, 14 de julho, pelas 9 horas da monhaa em ponto,
para ahi Ihes ser lido o mesmo projeto e ler princi-
pio a dis'.usso a qual continuara nos das immedia
tos.
sss Antonio Monleiro Percira embarca para o Ro
de Janeiro a sua esclava Mara de naci.
= bernardo Jos Lopes Rraga retirase para fura
da provincia a tratar de seus negocios.
1 bd Aluga-se urna casa terrea por commodo preco ,
1 com 6 quartos, duas salas, corredor ao lado, cozi-
nba fura e quintal, Ira/, da matriz da Boa-viste: a tra-
' tar na ra da Aurora n. 58.
= CJuem annunciou no Diario de honlem n
lol proeisarde umcaixero Porluguez, de idade de
J6 a 20 annos, para loja do fazendas dinja-se a ra
a
da Cruz n. 51 a fallar com Joan Va/, de Oliveira ,
que indicar pessos, que bem desempenhe o lugara exi-
gido.
A pessoa que annunciou no Diario de huntem
precisar de um caixeiro para loja do fazendas queira
declarar sua morada para ser procurada ou dirija-se
a ra do Vigario n. 22.
= O rapa/. Rrasilciro, que annunciou no Diario
de l'etnambuco, em 8 do corrcnle para ser caixeiro
de engenho, ou administrador podo apparecer na
praca da Independencia livrana ns. 6 e 8.
Compras.
= Comprio-se, para lora da provincia, escravos de
ambos os sexos de 16 a 25 annos; na ra do Cres-
po n. 10, primeiro andar.
= Compiao-se 4 bois mancos para carro, e dous
queraos : no principio do Atierro dos Afogados
n. 31.
= Compra-se um cachorro atravessado que soja
de boa raca ; paga-se bem: quem tiver annuncie.
Compra-se um mulatnho de 12a 16 annos.de
boa figura e conducta; paga-se bem na ra estreita
do Ruzarion. 21, ou annuncie.
= Compriio-se barrs vasios; na ra Direila n. 9.
= Comprio-se dous escravos um pedreiro e ou-
lro i arpia, para um cncommenda do Rio-Gran le-do-
Sul ; sendo bonitas figuras pagio-se bem ; na ra
do Collegiu armazem n. 19.
Comprio-se, para fra da provincia escravos
de 1-i a 20 annos sendo de bonitas figuras pagSo-se
bem ; na ra da Cadeia de S. Antonio sobrado de
um andar de varanda de pao, n 20.
= Compra- se um cavado, que sirva para viagem :
na ra da Cadeia-Velba n. 1)4, ou annuncie.
= Comprao-se apolices da companhia do cncana-
menlo das agoas ; na rus da Cadeia do Becife casa
n. 41.
Vendas.
itd grande fabrica de licores do Atierro da Boa-
vista n. '26.
30 Acha-se sempre grande sortimento de todas as
qualidades de licores .esde o ruis fino at o ordina-
rio de ICO rs. a garrafa, assevera-se que os licores imi-
lla perleramente aquelles que veeni de Franca ; tam-
ben) existe grande sortimento de genebra tanto em
botijas como em caadas agurdente do reino, e de
Franca dita de ani espirito de 36 graos, charopes
de todas as qualidades para refrescos, dito feito da ver-
dadeira resina de angico, excedente para todas as pes-
soas que padecen) do pello; na mesma labrica se en-
carrega de qualquer encommenda de charopes, licores
e ago'ardentes, tanto para a provincia, como para ex-
portacio;as amostras se adido sempre francas aos com-
pradores e os preoos sao por menos do que em outra
qualquer fabrica.
= Vende-se canella miuda de superior qualidade ,
cheg.'ida ltimamente de Lisboa em latas de meia, 1
e 2 libras, por commodo preco : no armazem de Das
le reir, dclronle das escadinhas.
= \ ende-so, ou troca-se por lijlo, lelha, ou outro
qualquer material urna canoa, que pega em 900 a
1000 lijlos, mu bem construida; tamhem se vende a
pra/o, sendo a pessoa capaz: a tratar na praia de S.
Bita n, 45, com J. D. Codceira.
ss Vende-se urna cafa de um andar n. ^6 por
dclraz da igreja de S, Rila: a fallar com Joaqun) Gon-
calve Yieira Guimaraes que esta autorisado pelo pro-
prietaro da mesma casa.
= Vendcm-se dous lindos pardos, sendo um do
18 annos propriopara pagem e de ptima conduc-
ta b o oulro de 10 annos ptimo para aprender
qualquer offijo por ser bastante esperto ; na ra es-
trella do I!o/uiio o. 31, primeiro andar.
= Vende-se, ou aluga-se urna casa terrea, nova ,
feila a moderna no Coelbo na ra dos Prazeres ,
por commodo preco, tanto por venda como de alu-
gucl: a tratar na mesma ra n. 10, das 6 as 9 horas
da manbia e das duas as 6 da tarde.
=Vunde-sea padariada ra da Gloria na casa n
55; lio boa occasiao de se aproveitarein pois se es-
t resolvido a fazer negocio dando-se mais em cun-
ta : a tratai na padaria da S Cruz, junto ao sobrado.
= Vende-se eff divamente caf moido o melbor
possivel e muito em conla qualquer porcao: na tra-
vessa da Madre de Dos n. 11, e na pra^a daS. (.un,
padaria junio ao sobrado n 106.
= Vende-se um nivel proprio para pedreiro, ou
carpina por preco commodo ; na ra Nova, venda
n. 65.
= Vendem-se bichas muito boas, chegadas ha
pouco de Lisboa a 80,120 160 e 520 rs. cada
urna, eos ceios a 5/rs. ; na ra da Cruz n (2.
m Vende-se urna venda na travessa da ra Relia n.
8 a dinheiro ou a ledras, com boas firmas e com
us fundos, que o comprador quizer, e lem commo-
dos para morar familia : a tratar na mesma venda.
= Vende se manleiga superior u 640, 800 e 900 rs.
a libra azeite doce dito de coco dito de carrapa-
to gomina de tapioca sag amendoas chocolate
novo, doce de guiaba, charutos da Baha, esperma-
cete a 800 rs. paios, presuntos, lingucas, fio para
rcuc ou velas, passas amenas estopa para canoas ,
palbas de coqueiro breo lentlha e beriilhai em
porrao e a retalho a 60 rs. a libra cb muito bom ,
vinho engarrafado de varias qualidades sal de Lisboa,
1440 rs. o alqueire da medida velba 30 e lanas ar-
robas do chumbo e lodos os mais gneros de venda
por preco commodo : na ra Nuva n. 65.
= \ ende-se una rscrava coznheira engomma-
deir.i cose i lion felina assucar e be muito halo
para todo o servico ; na ra do Vigario n. 19.
= Vende-se urna mulalinba de 14 annos, de bo
nita figura cose chao, faz lavarinloe renda; urna ca-
brinha de 15 annos tambemde bonita figura cose
chao e faz renda ; urna mulalinba de 8 annos, muito
linda ; duas escravas de naci inoras de boas figu-
ras para todo o servico ; 3 iscravos dout para o ser-
vico de campo e o oulro molecote para lodo o ser-
neo ; na ra das Cruzei n. 41 segundo andar.
m \ ende-se urna parda quo engomma pancha-
mente cozinba o diario de urna casa cose bem e
faz bicos o rendas; na ra do Crespo n. 10, primeiro
andar.
Vende se um casal de escravos com urna cria Je-1
mea de 8 annos; o prelo ganba na ra: a negra co-lcommodo ; a fallar com Manoel Jos Magalhi'es Bast.
zinha o diario doumacsaa, engomma liso, cose bem,
botda e faz lavirinto e a cra tem principios de cos-
tura : na ra da Sonzalla-Velba n. 142, segundo an-
dar.
= Vende-se um escravo de ptima 5gura para pa-
gem sadio e sem vicios, do idade'de 21 annos; na
ra da Cruz n 3, segundo andar.
Vendo-so urna canoa aberta que carrega 800
lijlos de alvonatia falricada de novo; na ra do
Ouo i ruado loja n. 6.
= Vendem-se 3 oscravas mocas de boas figuras ,
engommio e cozinhio e urna cosa; urna dita boa
quitandeira ; duas molecas MCM urna de 12 annos
e outra de 18 annos boas para serem educadas por
serem recolhidas; urna preta de meia idade por 200j
rs. .coxinha,engomma, a lava roupa; urna parda de 20
annos, de boa conducta, a ptima para o servido de ca-
sa ; 4 escravos mocos, de boas figuras bons para to-
do o trabalho : na ra do Crespo n. 10, piimoiro an-
dar.
= Vondcm -se 3 molequ's de idade de 14 a 16 an-
nos ptimos pira todo o servico ; urna negrinha de
idade de '5 annos, muito linda e bem educada, com
varias habilidades; um mulatnho de idade de 16 an-
nos ptimo pagem ; 3 escravos de idade de 20 an-
nos, de naci, com bastante pratica de servico decam-
po todos de muito boa conducta ; na ra Direita
n 3.
= Vendem-se dous bonitos escravos mocos e muito
reforcados proprios para qualquer servido; duas pro-
tas de 20 annos de lodo o servico, sendo urna para
fia da provincia, e a outra com muito boas habili-
dades faz rendas e bicos Je todas as larguras, engom-
ma e coiinha com toda a perfei(io; urna dita por 200/
rs. : na ra Direita n. 81.
= Vendem-se cortes de cassas pintadas de muito
bom goslo a 1600 e 1900 ra, ditos de cambraia de
quadros de cores com vara de largura a 4000 e 4200
rs. .ditos matizados a 3600 rs. ditos de cambraia ada-
mascada a 3 e 4/rs. a melbor cassa pintada com 4
palmos de largura a 400 e 560 rs. a vara rucado d
quadros de la e seda a 320 rs. o covado cortes de
chita de assento escuro com 13 covados a 2/rs. ditos
patentes de quadros e de listras a 3/ rs. pegas de chi-
ta de assento branco e de cores a 4500 5500 e 6000
rs. ditas do panninlio com vara de largura, e com
10 varas a pepa a 2800 rs. saias alcocboadas para se-
nliora a 1600 e 2000 rs. .casimiras de algodio a 440ra.
o covado castores de todas as cores a 220 rs. o cova-
do picle azul com 4 palir.os de largura propriopa-
ra escravos a 2 jO rs. o covado,brim trancado de quadros
depuro linho,para sobre-casacas de montara a 400rs. o
covado fusloes brancos e de cores (xas a 560 rs. o co-
vado dilo a 320 rs., nscadinbo francez a 120 ra. o
covado e outras umitas fazendas de bom gosto por ba-
rato preco: na ra do Crespo, loja n. 10, da viuva Cu-
nba-Guimar8cs.
= Vende-ae para acabar de se liquidar, o resto de
urna porr,3o de camisas de madapolio bem acabada ,
camoda, pelo diminuto preco de 16,800 rs. a duzia;
na ra da Cadeia do Recifo n. 6, primeiro andar.
= V ende-se muito bom feijau mulatnho em sac
casdo alqueires a 7000 rs a sacca ; no armazem do
Bacelar, defronte das escadinhas do caes da alfan-
dega
= Vende-se um escravo de 22 annos muito re-
forjado e do elegante figura proprio para o servico de
campo, ou engenho; na ra de Hortas n. 112.
= Vende-se urna preta de naci do idade de 20
annos de bonita figura cosinha o diario de urna ca-
sa e vendo na ra ; ao comprador se dir o motivo da
venda : na ra do Cabug, loja de relojoeiro n. 7, ou
na ra do Aragio n. 5.
- Vendem-se duas moradas de casas terreas no
vas : a tratar na ra da Concordia n. 3.
= Vendem-se duas pretas, sondo urna de bonita fi-
gura ecom habilidades queso diro aos comprado-
res, e a outra que sabe cozinhar o diario de urna casa,c
engomma; na ra da Cadeia do Becife n. 47, a fallar
com Jos Pires de Moraes.
= Vundom-se antojos de navalhas de cabo de mar-
fim inglesas, a conteni, botinse inoios ditos do Lis-
boa ebegados ltimamente ; na ra larga do Boza
rio n. 24.
saa Vende-se urna parelha de cavados j ensinados
para carro e mesmo separados, assim como um ca
sal de gneos brancos ; na estribara da ra da Flo-
rentina.
= Vende se urna casa terrea com grande solio ,
foila a moderna, com 27 palo os de frente e bem cons-
truida com grande quintal e caes,na praia do Fagun
des n, 29 ; a tratar na mesma.
-Vendem-se chales de lia e seda a 4500 e 6000 rs.,
chitas de ramagem para coberta de cores las, a 160
rs. o covado finissimos corles de cassa-ebitaa a 2500
rs. ditos de ditas de quadros e listras muilo moder-
nas, a 4200 rs. ditas de cambraia de listras de corea ,
do ultimo gosto, a 4500 rs. tarlatana muito mo-
derna a 4500 rs. o corte lanzinba com listras ie seda
a 8000 rs. o corte cassa de quadros a 360 rs. a va-
ra cassa lisa fina a 400 rs. dita superior brelanba
de rolo com 10 varas a 2200 rs. cortes de collete de
seiim prelo com flores a 1600 rs. pecas de brelanba
de lindo a 3 rs. lencos de seda de cures de lindos pa-
dwies a 1760 rs. cortes de chitas escuras e cores fi-
zas a 1600 rs. ditos de dita fina com 13 covados a
2800 rs., cambraia lisa lina a 480, 640 e 800 rs. a va-
ra meiasde algodio cr. para homem a 2800 rs.
duzia cortes de vestidos de parisiense a 3840 rs. ,
em covados a 320 rs,, pecas de madapolio a 3200
3300,3800, 4500 e 4600 rs. ditas de madrasta fino
a 5000 e 5400 rs., brim trancado branco encorpado de
puro linho a 1280 rs. a vara dito pardo a 720 e 800
rs. riscados de quadros muito modernos a 240 rs. o
covado e outras muitas fazondas por barato preco ;
na ra do Crespo n. 8 loja de Campos Se Maia.
= Vende-se millio a i ra. o alqueire da medida
velba ; na ra da Cadaia de S. Aatonio depozito de
farinba n. 19.
= No armazem de Francisco Diaa Ferreira de-
fronte do guindaste da alfandega vendem-se, por pre-
co commodo charutos regala, e moio-iegalia fu-
mo em folba superior, de primeira qualidade e
barris com 12 pescadas de Lisboa a 4200 rs.
Vende-ae urna castalia na ra da Alegra da Boa-
Vista, que fas esquina para o becco que va para a ra
-I Velba, cuja casa rende 5$ rs. mensaes por preco
= Vende-se arroz de casca em suecas; no caes da
Alfandega armatem n. 5.
= Vende-se urna porcio do du/ias do assualho de
amarcllo e juntamente urna porcio do cosladnho
forro do mesmo assim como urna porfi do assualho
do louro, e forro do mesmo ; cortifica-se que esta ma-
deif a j est cerrada ha muilo lempo e se vende
por preco commodo : na ra da Concordia vond
n. 15.
=Vendem-se barricas e meias ditas com farinha do
trigo americana ditas do SSS ancorlas com za-
lonas, feixes e rodas da arcos para barricas, sal d
Lisboa : na ra do Vigario armazem n. 11.
Cera lavrada.
- Vende-se em caixas de 180 libras cada urna, ior-
tidas desde duas al 16 em libra ; na ruada Sen/alia-
Velba armazem n. 110.
b= Vendem-se chitas para coberla, de bons panno*
e cures fixas, com estampas e arvoredos firgindo mal-
los pelo barato preco de 160 rs. o covado, fioissimii
chitas francesas muito largas, de assento escuro
de quadros o listras, cores fixas, a 320 rs. o covado'
dita a 260 rs o covado, lanzinhas de bonitos psdres
a 3200 rs. o corto e a 320 rs. o covado corles de cas-
sa-chtas de todas aa cores e muito largase 2/rs. di-
ta em vara a 400 rs. dita transparente a 2560 rn.
cortes de chita de assento escuro e cores fixas a 1600
rs chitas cor de ganga e de outras muitas cores
muito finas a 200 rs. ditas escuras de lindos padrdei
a 160 rs., e em pegas a 5500 e 6/ rs., pecas de breta-
nhas de rolo de superior qualidade a 2 rs. algodio
trancado muito largo e escuro proprio para roupa de
escravos a 240 rs. algodio americano muito encor-
pado a 220 rs. a vara dito muito largo e encorpado ,
proprio para lences a 280 rs. madapoldei de todas
as qualidades e mais fazendas tudo por barato pre-
co ; na ra do Crespo n 14, loja de Jos Francisco
Diaa.
= Vende-se um pranchSo de sedro de quilro
costados, com o deleito de ter algumsi rachas, mas
serva para obras de entalhadores, por preco commodo
na ra da Concordia n 15.
= Vende-se, ou troca-se, urna preta de idade de
16 annos ; o motivo so dir ao comprador : em Fra-
de-Portas, confronte ao hospital de marinha, n. 147,
primeiro andar.
= Vende-so um mappa topographico com a nov*
planta da cidade do Porto onde se vem marcados todos
o* edificios pravas, e ras novamenle abertas; assim
como urna geographia universal, moderna, conlendo
as cinco partes do mundo, impressa em 1838, pelo
seu autor D. Jos de Urcul ; um primeiro volunte do
Museu Purtuense ; o Secretario Portugucx ; na rus
largo do Rozario n. 22, perto do quarlel de polica.
= Vendem-se dous tsboleiros novos, por barato
preco; no paleo do Carino n. 3.
Altencdo !
Vende-se o legitimo e muito acreditado rap
areia preta de Meuron & Companhia pelo mesmo preco
da fabrica, de5 libras para cima a IjOOO rs, e dahi para
baixo a lg080 rs; assim como muito bons queijos novoi
muito frescos, e mais genere* de venda : no* Afogados
ra do Motocolomb
Vende-se farelo ,
co de 4sooo e 2s'56o
Senzalla Vellia n. i38.
Continua se a vender a egoa de
fingiros cabellos e as suicas; na ra do
Qucimado n 31, e 33 ; o metliodo de
applicar a agoa acompanha os vidros
Vende-se urna porrao de Larris
de melj na ra Nova, armazem de louca
n. 44-
pelo mdico pre-
rs. ; na ra da
Escravos Fgidos
= Em odia segunda feira do Espirito Santo do
annno passado fugio a preta Calliarina do nai.au
Angola ladina, alia, bastante secca docorpo, seo pe-
queo cor mu ito preta bem feita de rosto, odios
grandes e vermelhos com todos os dentes na frente ,
ps grandes o um pouco meltidos para dentro, muilo
conversadeira e risonba do idade de 22 annos; tem
sido encontrada na Estrada Nuva da Magdalena e no
Atierro dos Alogadus vendendo verduras e aos do-
mingos no maracal des coqueiros em dilo Atierro dos
Afugados : ha pouco, fui ella vista por um moco ss-
bindo da casa do palacio do governo, na ra de !>. lien-
to em Olinda para onde tornuu a entrar; be prava
v el que estar por all oceulta visto o dito palacio es-
la rdevoluto: aditaescrava perlence a Manoel Fran-
cisco da Silva na ra estreila do Rozario n. 10, le
ceiro andar ou em seu sitio em S. Amaro.
=0 abaixo assignado, morador na ra Direila, an-
nancia, que no dia 9 do corrcnle pelas 9 horas da
noute desapparecco urna escrava de nome Calliarina, de
14 a 15 annos de idade. baixa, fulla, ebeia do corpo,
cara redonda; na testa tem baixa de urna queda que
levou em pequea; roga aos capilies de campo een-
earregadosdo polica para que a prendi,que serio I em
recompensados.Fiancitco Xavitr Cavalcanti de A\-
buquerque.
50,000 rs. de gratificacio
a quem apprehender um moleque de nomo Cosme,
com os signaes seguinles : fugio no dia 2 do crrenle ,
rosto redondo beigos gio>sos, cor fula, olbos gran
des, representa ter 19 a 20 annos de idade nao be
mal parecido cheio do corpo ; quandu falla faz uin
geito na bocea entoitando-a ; levou camisa do rutea-
do azul de algudio e calcas brancas; lio acostuma-
do a trabalhar de enxada por ter sido do engenho de
Francisco da Costa Guimaraes ; quem o pegar, leve
ao hotel Pistor no caes da LingoCla n. 3 quo rebe-
ber a gratificacio a cima.
= No dia 5 do corrente julho fugio de bordo da
sumaca brasilea S. Anna leliz mustie Antonio lio-
drigues um escravo prelo, de nome Jus<, .Mina, bai-
xo ; escravo do Framisco Lopes da Cunba do Rio*
de-Janeiro : quem o pegar leve a casa de (andino
Agostinho de Barros na pracinba do Corpo Sanio
n. 66.
PERN. : NA TVP. DE M. FDE FABIA l8/|5'


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