Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00829


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Full Text
i uno de 1845.
Quarta fcira
O )I lltll) publica-so todos os das que
Uoforcm de guarda: o ruceo da uiigna-
i i he or quartel pagoi ailianlailos.
lannuncioi dos aitlgnantej sao inseridos
,'ui de .i11 rii por Italia, 40 re. em i>po
Irente, e as repetifOes pela melade.
L une nao forero asignantes pagao bO rs.
[,r linha, e \W eni t>po dillerenle.
PHASES DA LA NO HEZ 1>E JULHO.
, a 4 as 2 h elOmin da tarde.
C'rAccnte a 12 aoa 3 minuto da tarde.
t L G|ieia a l'.i as hor. e i'l inin. da man.
iiigoanie a 2 a 1 hor. da mlohSa.
PATITIDAS DOS CORRK.IOS.
Goianna Parahyba, e Rio Grande do Norte
Segundas c Sextas feiras.
Cabo, Seriiiliaem, Rio r'ormoso, Porto Cal-
vo, e HacefOi no 1 ", 11 e 21 de cada mes.
Oaranhun e bonito a 10 o 24.
Boa-Vista e Flores a l.'t e 28.
Victoria Quintas feiras.
Olinda todos os dias.
PREAMARDEIIOJF.
Primeira as 8 li. e 30 inin. da manliiia.
Segunda as 8 b. e 54 minutos da tarde.
de Jullio.
DAS DA SEMANA.
Segunda S. Pulquera, aud. do J.
l)-d,i2. v., e do I. M. Ha ->. v.
Terca .*. Procopio, aud. do i. de
da 1. v, e do J. dos Fritos.
Quarta S. Cyrlllo, aud. do J. de 1).
K. vara.
Quinta S. Jami.iiio, aud. do Juir. de I).
'da 2. vara, e do J. M. da I. c 2. v.
Sexta S. Sabino, aud.do J de D. da I.
v. do eivel, e do! I, dos Feltol.
Satinado S. Flix, aud. du J. de i>.
da 2. vara.
Domingo S. Anacido.
Ann XX V. U*.
t^mst-immm w nw"re. *> gtgawnaw^^g
CAMBIOS NO DA 8 DE JULHO.
Cambio sobre Londres. 95V,|e25
a Paria 370 rli por Branco.
m Lisboa 120 por 100 de pretn.
Dse, de let. de boaa Brinas I v I i>."
Onro-Oiicalinnaiibol.ia WX 3J80
MordadeQMOOvrl. 18*000 a iSTr'
de(W400nov. I7#800 a I8JMM
,1,--54000 0/500 a .'.'
/Vert-Patacoes .... !#"' a 1*11/0
Posos Columnarci. I*9B0 a l,'.w>
Dilos Mexicanos 1i40 a III0
Moedas de i pauc. Iff'M a 1/800
A o oes da C.* do Ilcberibe de 50/000 ao par
'
PARTE OFFflaU.
DECRETO N. 416 DE 13 DE JUNHO DE 1815.
Autorisando a arremataco de alijuns ramos da renda
publica.
Ilei por bem ordenar que se oxente o egtiinle :
Artigo 1 o Em todas as provincial do imperio scrao
arrematados, seinpre que teja possivel, aquelle ramos
de renda publica que ictilllillfiitc gi, arrcoiidadn nai
cnllecloril e agencias de rendas perlcnccntes ao minia-
lerio da faienda fura das e8|>itaes, alltando so para osse
l,ui edilaes, na forma do cslylo, dous metes antes do au
ni da ubrinca.
Arl- 2 A* arrcmalaccs sero feit.is por provincia,
n por comarens, ou por c Ilecturia e agencias, como
niillior convier aos interesse da faienda, e conforme
fr a conveniencia dos licitantes
Art. 3 "SerSii feilascom todas as furUUllidadea prer
criptas no artigo 50 da lei de 4 de oulubro de 1831, al-
varde 28 de Janeiro do 1808, titulo 7 13 o 14, leu-
do sido Eiiminciadas oom a precisa inlccipaco (nunca
menos ile dous meies) por edilaes em luda as cidades e
villas, canecas de comarca, o por aiinoncioa lias folha
publicas da provincia
Art. 4 Na conformidade das sobredilas dpnice
c da le de 21 de oulubro Je 1843, artigo 40, se orgini
s.irn as coiidicc do Contrato da arremataco, leudo
por principaes e indispeusnveis bases :
1 0 A duracao por lempo de mu a tres anuos.
2 O pagamento do preen feitu a metes, on a qiiar
teis depnis de vencidos, por meio de Icllra | .usadas pe-
los arrematantes, e abonadas e endossadas por seos Ha
dores, enlregiics a tliesi.nralia no misino neto da assig
natura do termo respectivo.
3." Que toda a despetn do litro, sellos, escritura-
rios, agentes, cobradoree, ele., seni por conta dos arre-
mata ules.
4. Que se bao de regular, no lancamcnlo e cobrancaa
dos impostes arrematados, pelo que se ada eUbelccido
MI bis, regulamentOl e orden do lllOIOUro publico na-
cional
5. Que Ibc ser concedido o privilegio do exeeutivo
para a arrecndacSo das suas dividas activas provenientes
dos iu.poslos arrematado niuda por mais seis metes do
puis de findo o lempo du conjrato, assim como aos cm-
pregados nella, todas as Uencc eoncedida pelas lefia
uuaeiquer croprejidoi ni arrecadacao da renda publica,
od. liv. 2.0 tu. 73, regul de faienda cap. lal u lei de
20 de nineml.ro de 1841 n. 242.
0." Que renuncia a todos os casos fortuitoi^ordina
ros c extraordinarios, e a lodos 01 casos solitos ou iuso
lito, digitado! ou nao cogitados. Lei de 22 de detem-
l,ro do 1701 tit 2.34-
Arl. 5. Nenbiima denlas arreiuatacuc se fara |ior
menoa de 10 por cento sobre o raiior rcndhnento que a
artigo da renda arrematad liver lido em nlgnm dos Ir
etereieioi anteriores, inoluindu o que fioou por arre
malar.
Art. 0.u O fiadores dos nrremalanles deverao ser re-
idenle un.lepiul da provincia, com necessaria ido-
ncidade; o quinde niuaeja possivel hirdl-Ol, nunca se
iceeilara fiadores que nu lejo residentes na provin-
cia.
Art 7.u Ou inspectores das tbesourarias faro entro
gar ioi arrematante!, quando tiverem indignado o res
peclivu termo, uroi reinlo do toda ai leii, reglame
tos, instrucciies e orden por que se devein goornar,
dnido-se-lliis copias lullicnticil das que n.iulivcreiii si
do publicadas pela iiupicnsa.
Art. 8.0 Oj meimoi inspectores, cui qualquer ucea-
lito, darn aos meninos nrrcmalaiilcs todas as declara-
(001 c expliclOOei que Ibes podircm para loluCIO de du-
vidll occorreiiie, o Ilion faculiario a cousulla d<>! Ii-
vros dos lancaueulos que liverem servido MI colleeto-
rill nos tres anuos anteriores.
Art. 9.u Logo que se eliecluarem a arrciualaye lo
fara publico por edilaeg em todas as cidades e villas da
provincia ou da comarca, quaes os ramos da renda arre
matados, quaes os arreniuiaute, e quul o lia em que
eoni"Ca a ser i-tFeclivn a arremataco.
Arl. 10 Verificadas as ai riinatac'ies, se litar um
prato rasoavel a lodo o reeebcdore e colleilure das
rend* arrematada pira pmtirem loMeoirtei, c reou
lliercm aosrcs|ieclivos cofre oque tiverem recebido,
lindo u qual e proceder na forma da lei contra osoniis
sos c alcanzados
Manuel Alves Branco, du meu coiieelbo do estado, mi-
nistro o secretario de estado d.......goiios da faienda e
presidente do tribunal do lliesonro publico nacional, u
icnliaiuim entendido efeoa eteeoler. Palacio do Rio
de-Janeiro, 13 deiunho du 184, vigsimo quarto da in-
dependencia e d imperio. Com a rubrica da S. M. o
mjurador. Manuel Altes tranco.
Thesouraria da Fazenda
da Provincia.
BXl'EDIENTB DO IH.V 8 DOCORnEMTE.
OllicioAo Exm vico presidente, informando a re
peito da compra de nina poroto de cabo velbo, para
upprlmento donrm^ieni do arsenal do guerra.
Hilo Ao mesmo, acoiiipaiilianduas cerliiliies dos ler-
01, que se lavrarau por occasiao do exnme, a que H
prucedeo, no primeiro do correte, nos cofre da paga
doril .nililar.
DitoAo mesmo, inforiiiindo sobro o plano da lote-
ra concedida favor das obras da igreja do Rotarla da
Boa-Vista.
DitoAoiuesmo, informando u requerimento de Joa
quii da Silva Lopes.
Circular Ao inspector da ilfaudeg, administrado-
,-ei da mesa do consulado, da de renda intenta, c do
crrelo, pagador da pagadoria militar o nipeotore dos
ancniei do guerra e niarinlia, remellcndo, a cada un,
um cxemplar da dificrenca mais salientes, encontrada
nr. nota do chapa falsa de 20,000 reis vermelbas, c de
100,000 ri verdes da segunda cstam, u.
PorUriaAo lliesoureiro da f.itfiula, para pagar l N.
O. Ilieber & C. a quintil do 28:800,000 reis. corre,
pondente I 3000 libra. lcrlinas.valor de u-na letln.qur
vai ser remetlida aos agentes do Brasil em Londres.
Dita-A mesmo, idem a Le Bretn Sclirinim & C.
38:4000,000 reis, correspondenle a 4000 libras slerli-
nas, idem. mis
Requerimento De Manuel Germino d Amaral A
informar ao administrador da mesa do Consulado.
DitoDe Scbuitilo o CoelliuCom vista no pro-
curador fucal.
^nyssiiMto i ai amuiMiasaaem^^aaa
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO.
HliTOIIIA DO CONFLICTO BHTM AS DCA1 CMARAS.
Senado.
O Si: rendente abri a sessao do d a 11 do crtenle
nomeando por sorle urna coinmissao de G mumbros
pira receber a da cmara do depulailus, encariegada
de roquerer a fusao das duas cmaras, a (ni de ilocidir-
se a respeilo das emenda do senado ao projeclo creando
novas rclacSes, a que a cmara dos deputados nfiu dco o
seu assentimcnlo.
Ao meio dia foi nlrodtuida a deputoto. composta
dos Sri. drs. juies do direito Moura MagalhSes, Pei-
xoto de tirito, e Valdataro ; e tomando asiento na m o-
sa, o direita do Sr. presidento, o orador dola pronun-
ciou o seguinlc discurso :
X -Augustos e dignissimos Sri. representantes da
naci.
A camira dos deputados, nao londo approvado as e-
mendas do sonado, relativas 10 projecto quo cria duas
relaeoes ms provincias do S. Paulo e Minas, e julgando
o projecto vantajoso, nos envi em depulacao, afim di
requerer, em seu nome, a rounio das duas cmaras,
na lorma do artigo Gl da constituicao do imperio ; e
uutorisou-nos para declarar que, em falta do regimen-
t cotnmuin, ella so subineltoao do senado, aparle
relativa discussio e votacao.
Sr. presidente declarou quo o senado toniaria na
devida consideracSo este objecto, e que responderla con-
venientemente. ><-
Retirando-se a deputacao, enlrou cm dobalo so de-
via ler, ou nao, lugar a luso.
i Sr. Ilodrigues Torrei e Uonorio declararao-se
contra ella, com o fundamento de que a lei que cria as
duas novas relaeoes, por nimiamente despondiosa, Lo
untes prejudicial, do quo vaolajusa, aos intereses da
naco.
8r. Antonio Carlos, concordando em quo o senado
tem o direito de poder consentir, ou nao, na fusodas
cameral, declarou-so todava por esta, lisio nao ser
airoso rejoitnl-a depoisde recebida a dcpulago.
0 Sr. Vergueiro pronuncinu so contra a fuso,
principalmente pela dispeza supeillna com quo a adop
c3o de tal lei ira ssbrecarregar a nacSo, em lempo em
que loda a economia lie pouca ; o que Mil nica con-
sideracSo era bastante para quo ni nlium representante
do paiz voto por seinelliante lei, para quo'nenhum
iJrasileiro deseje que ella passo.
OSr. Casiiano (l.u secretario) rntende que a fuso
no podia ser negado, cm faco do disposto no atligo
61 da constituicao, e que, tendo a outra cmara exer-
cido o dircilo facultativo quo esso artigo le concede,
nao poda o senado, lem inlringil-o, deixar de acceder
fusao. ,,,...,
Os $r$. Kodrigutt Torres e entonto Latios TallrSo
anda sustentando o seu primeiro parecer.
Julgada discutida a mateiia, e pondo-se totacao
se t devia concordar na reunio requerida, decido-se
quenaopor 19 votos contra 14; resolvondo-seque
assim se participasse cmara dos deputadoi
Votarao a favor da fusao os Srs. :
1 Alencar, 2Cassaiio, 3 >lnfr, 4 Vallasqucs, o
Antonio Carlos, (i bati de Pontal, 7 Manoel do Car-
valho, 8 Aurcliiuo, t Galvfio, 10 Aloieidi Torres,
UNabuco, 12 Paula Albuqucrque, 13 L. J. dcO-
veira. 14 conde de Valenca.
Volirio contra, os Srs.:
1 Vergueiro. 2 marque? de Itsnbacn, 3 Francisco
do Lima, 4 Monteiro de Burros, 6 visconde do Con-
Konlias, G Araujo Vianni, 7 li P. do Vascuncellos, 8
Rodrigues Torres, 9 Honorio, 10 visconde do Olinda,
11 Lopes Gama, 12 visconde de Monl'Alegre, MD.ni-
tas, HCunba Vasconcellos, 15 mirquei de Biependy,
lGPalricio, 17 Maya, 18 Jos Cesario, 19 Paula Ca-
vilcanli.
Paltlio os Srs.: 1 mirqoer Hn P.ranagui, 2
Antonio Pedro, 3 Jos Clemente, 4 Paula Souia, 5
Mollanda, 6 Alves Itranco, 7 Manoel do Nucimento
(por doeote). 8 Joo Evingelisla (ilen), 9 nurquez
de Mrica (dem), 10 Silurnino (nioassistio a vota-
d
N. R. Eslao ausentes da corte, osSn.: 1 viscon-
de di Pedra-Rranci. 2 visconde do Rio-Vermelbo, 3
visconde de Abrntis, 4 Maiiink, 5 visconde de S.Leo-
poldo, *
Cmara dos deputados.
*Na scssodo dia II, leo-se o SCgoinle odelo do 1 o
secretario do senado :
lllm. o Exm. Sr. Participo a \. Exc. pora
conliecimcnlo da cmara dos Srs. deputadoi, que 0 so-
nido nio poda innuir i reunito das duas cmaras, re-
querida na fi'irma do atligoGl da consliluii;a,o. por roo
livo da rejeitao das emendas fvitas pelo mesmo senado
ao piojcclo de lei,creando una rclacao na provincia de
S. Paulo e outra na deHDIS Geraes. Dos guarde,
OSr. l.o eerr/ori'o (Jos Pedro Dias de Earvalbo)
dissoque, 6 vista da gravidado do negocio, enlendi
que o oflicio devia ser rometlido 4 coinii.iss.iodec.>ns-
lituicao, para sobro elle dar o seu paree ir.'
OSr. Alvaies Machado apoiou a opinio do Sr. I.i
secretario.
O Sr, ,\unes Machado declarou q ue nao estava mu
lo em circunstancias de (aliar, pois se via atacado de
um incommodo de ouvidos ; mas quera o a princi-
palmente fallar para proleitar contra essa agoo/n
que o Sr. Alvares Mediado quera laucar sobro um ne-
gocio decuja importancia a camira se detra absoluta-
mente penetrar, de um negocio que a nada monos ten-
da do que a nullilicar a cjmara dos deputadi s ( nu-
merosos apoiados); do que a acabar com o systema re-
presentativo; do que a fa/cr desapparecer do paiz o
ystema que felimunle nos rege ( numerosos apoia-
dos.Nao poiados). (.le pedio a palavra para protes-
tar contra esse golpe d estado do sead 1, que assim se
quer erigir omnipotentemente n'wn |' regido por
urna constituicao que sustenta. (Apoiados).
O Sr. Jansen do Paco : He o senado do \ ene/.
U Sr. ft'unes Machado : Eu onlendo, Sr. presi-
dente, que talvez devamos pmrogar a sessao de boje,
at quo a nobre commissao de constituirn apresonte o
seu parecer ; eu quixera, que, dada a importancia da
materia, nao nos separassemos sem tomar urna medida
contra osso proccdiriiento do senado. [I'mSr deputa-
do : Isso nao) Srs. bo preciso abrirmo os olbos, be
preciso icrmus que a transigencia em negocio dcsla or-
dem nos nao precipite, A maior justiga queposso fa-
1er ao senado lio diier que elle errou ; mas lie preciso
que nao deixemos quo os erros se \5o accumulando :
observe a cmara o tendencia do senado, ou de quim
quer que influe no senado para appareccrem actos des-
la ordem !
Se pois \. E. entender que bo cabida n propo-
sicao do que a cmara nao devo levantar se sem tomar
alguma medida para salvar o systema representativo,
que julgo diste modo inteiramente acabado, eu doixo
prudencia de V. Exc. o consultar cmara se so devo
nrorogarasessao : quando no, ou mara, ouca o pau os meus protestos fetos desde ja
contra esso golpe do estado, que eu cbamarei revolu-
cionario, (.ipoiados: nao apoiados)
Consultada peloSr. presidento, acamara rejeta
a prorogagao na furnia indicada.
Jlgumastozes: Ordem do dia ordem do dia !
|-i deo a bora.
OSr.Simes Machado [com fdrea) : Sepassar esle
prcredenle.ti governo devo ds Ivcr a cmara dos dopu-
lados.
O Sr. Rami'O : Naoapoiado.
USr. I'eixoto de Unto requeri a prorogac.ao da
Mido at que se dcciditM o destino que devii ter o ol-
ficio do senado ; o assim so venceo.
OSr. Sousa Marlins : Eu entendo que esle ojli-
cionaoso (leve mandil coihinissao de consliluieao,
mas a urna commitsio especial, composla de 5) mem-
bros ; o so assim so nao vencer, icquorerei que so reu-
n5o tres c mms>oes da casa.
Sr. Moura Magallules: Eu julgo quo nao ba
necessidade olguma do nomeaeo dessa commissao es-
pecial. Talvez fosse mais prudente que V. Exc, em
vez do remoller o oflicio a qualquer commissao, propu-
zisse que se dirigisse urna deputacao ao senado para
agradecer o seu procediinenlo I Apoiados irni-
cos).
OSr. Futat: Creioqueo uobre depulado uo
Piauby linba diroito de requerer urna melbor dirccio
do que aquella quo deo a mesa, lie um fado extraor-
dinario, que convem meditar, o mesmo discutir com
muta calma. So o dircilo ha nosso, so os Sis. depu-
tados eslao convencidos de que obrou mal o senado,
para quo esta voicra, esto afogadilbo i' Eu bei dets-
ludar amatoria, bei de tomar parlo na discussao, hci
do dar um voto consciencioso ; porque nesta materia
nao lia espirito de partido, (afoiadoa). ba dignidade
da cmara, e suslenlaco de suas prerogativas. (po-
iados. ) Peco pois cmara que annu ao requerimento
do nobre depulado pelo Piauby, podendo mesmo o Sr.
residente nomear esta commisso.
O Sr. presidente : Segundo o regiment ascom-
misses nao pdem constar de mais de .'i inenibros.
OSr Saturnino: -luheidc volar pelo requeri-
mento do nobre depulado do Piauby, a finido quo a
mmissSo seja de b membros : a cmara, volando por
,.le, da urna domonstracao que nao r cebe a commu-
nicicSo do senado como ordiniria, que a considera
como urna invasao i'.o nossos direilos, (apoiados) c
|ue consulta a commissao meramente para nos indicar
s meios pelos quaes devem ser recobrados
O Sr, Wamiro :br. presidente, eu apoio a ideia
e que se nome urna couimissio especialjo.quando ou-
virmos o seu parecer, ou protestaremos contra a delibc-
racao do senado ou a jularemo<, conforme i constitui-
cao, depois de urna discussio madura Por ora nao
me parece o proUuvtoapropriado, e m.-nosainda a dis-
cussao.
O Sr. Soma Ramos : Sr. presiden!, eu eslava
..isposto a votar por qualquer dirocelo quo se quizesse
dar resposta dosenudo, o da qual resultarse lempo
para a redoli ; porquo desejo que a cunara dos Srs.
deputados ncita queslo no proceda com precipiUcSo.
Mes, depois que ouvi o nobre depulado pela provincia
do Uio-de-Janeiro, reioRo-me a votar, nao por qual-
quer direcco, mas por aquella quo primeramente foi-
indicada pelo Sr. 1. secretario ; por quinto, na opi-
nia d'aquclle nobro depulado, remet,-ndo so esto ob-
jeiti a urna commissao especial, importa isloumavo-
tjc.au da cmara no sentido do estar persuadida que fo-
ro violados os seus dircit s : importa isto o protesto
uue ello quera que te fizeiste contra ainvasiodeum
direito de quo est de posso esta cmara, por urna du
cilio extraordinaria do senado.
Ku porrii. que no nlgo conveniente que a cmara
dos Srs. deputados eom esst procpiticSi so pronuncie
a (al respeilo J cu que nao vejo na detisao do seirulu
caso alguin extraordinario... .
O Sr. .Sunes Machado c oulros senhores : Ob !
ob !
[Grande susuiro que cobre a voz do orador ; un-
gem-se-lhe inultos apartes).
O Sr. Souza Hamos (Depois de alguma pausa, e dt
hacer muda um tanto o susurro, e levantando mais a
t.0SV__Ku, quo nao vejo na decisao do sonado caso al-
gum extraordinario. ... (A'umeroioi m7o apoiados ; o
susurro augmenta, o orador torna a parar alguns ins-
tante').
O Sr. prndente : AllenQao.
O Sr. Souu Hamos : O nobro depulado (par.i o
Sr. AWi Machado) pode, alem do mais, qualificar
de golpe do eslado o proccdinienlo do senado, o
cu nao posso dizer que eisa augusta cmara dicidio
ilentio do seu direito r !
Vozes :Nao decidi tal.
Otilias:amo* a ouvir, falle, estao seu di-
reito. ,
O Sr. Souza llamos: A camaru ouvio dingir-se
urna aecusacao d'essa maneira precipitada o violenta
contra urna das cmaras do paiz, contra o senado, con-
tra esse corpo to respoitavel. .
Y osa : lio precita que nos respeile tambom a nos.
(Anoorfoi).
OSr.Sousa Hamos: ------e ba do impedir-me a
simples expressao que ello obrou em seu direito?
(fio apoiados).
U Sr. Nunss Muchado : O fado existo.
05. Souza llamos: Nao eslou negando o laclo ;
mas repillo a qualilu aco injusta o inconveniento quo
se Ibe lem dado, lio para eslranbar-se que a cmara
ouvisso com tanto sanguo fro as e\prcs>oes do nobre
depulado por Pernambuco, ebeas de injurias ao sena-
do, e nao possa ouvir-mo dizer que para mim nSo
bo extraordinaria a decilo do senado, quo a julgo
dada dentro de suas altribucoes legitimas! (A'ora
e grande ex/loso ite nao apoiados, augmenta o
susurro ; o Sr. presidente reclama a attcncHo).
i) Sr. Aunes Machado : He absurdo.
Sr. Souza tamos : Mu los absurdos tenbo cu
ouvido bo|o preferir n'esla casa. .. (Risadas).
Como ia dizendo. cu nao julgo extraordinaria a de-
lilao do senado (niio apoiados) : por consequencia
nao posso votar pela iiidicar;o do meu nobro collega
pelo Piauhy, ja que essa votaeio importara, como
disseo nobre depulado pelo Ro-de Janeiro, um protes-
to...
Um Sr. depulado : NSo be isso o quo csti pro-
posto.
OSr. Souza llamos: Nao est proposlo que se
protesto ; mu eu nao voto pela direccao queso preten-
de dar ao oflicio. porque o nobro deputado pelo Rio-de-
Janeiru j deeUrou quo a cmara, votando assim, tna-
nifesla quo reprova a decisao do senado, quo a julgi
como invasao dos nossos direilos; o be n'islo quo eu
nao concordo.
Kqual be, Senbores, a razao mais forte em quo se
funda o nobre depulado pelo Rio-de-Janeiro para que a
cmara deja essa manilelUcio contra a decisao do se-
nado .' He ser ella contraria posse em que so diz, que
estava a cmara dos deputados :'. .
O Sr. M. Magalhes : No bo s a posse, he o
diroito cscripto da conslituco.
U S. llamos : O direito escripto be contra a opi-
nio dos nobres deputados. (Naoapoiados; risadas).
O Sr. Piestlente : Allencao.
O Sr. S. llamos : Senbores. eu nao quero j dis-
cutir a materia ; nolare porta que cs-o argumento,
que foi invocado como sufliciente para mostrar quo o
fado be extraordinario, nao prevalece. J alguma
vez enlrou em discussio no senado semolbante objecto
J bouve alguma votacao a espeito ? Nao ; sempro
quo 10 requera a fuso, o senedo admillia-a ; mas,
segue-s d'csle procedimenlo quo ello nunca a possa
recusar ? ...
OSr. N. Machado: Ja ba votada una idoia em
ambas as cmaras.
OSr S llamos: Osenado admittio fusao noi
esos anteriormente dados, porque julgou as mater.is
*'
,'

rfES,


I____________L_......______E______________I.-
d'esses projeclo- vantajosos: agora nio ju'ou venta-
josa a materia, nio a'Imitti a lusao, eslava no son di-
reito, b ncnbum procedente o ml)i ra^ava. (Nao apoia-
doi). \-miii, parece-me de inuit<> poura or^a a ra-
. ao de p ns, invocada pelo nobre depulado.
I m Sr. dtputado : i. a constituirn ?
O Sr.S. Hamos: A consliluicao di ao senado o
direilo de comportar-so como se comportou. (V/oa-
poiados).
Alguns Srs. deputadot : Prove.
O Si: S. Hamos : CJuerem ja esta discussio ?
Vozts : Nao.
O Si; Si Ramos : Na occasiio competente o pro-
varei. Por ora v o olicio coinmissao ordinaria da
casa ; he a minha opiniio : depois que ella der o seu
parecer, discutiremos a materia.
O Sr. Franca l.eite : Comquanlo reconbeco quo
o sanado nao tem o direito de negar a sua fusSo, direi-
ti que tambem nao reconbeco na cmara dos doputa-
d i-, nao posso comtudo admittir quo precipitadamente
protestemos ja contra ido. Uesejo que v a urna com-
rnisso especial para qued o seu parecer, e possamos
discutir com toda a calma e reflcio.
Julgada a materia discutida, approva-se que se
r: (' urna commissai especial de 5 membros. oseo
Iluda peto Sr. presidente, cuja eleieSo recabio nos Srs.
Oltcni, Urbano, Marinho, Moura Magallies e Ferraz,
que nasessau do dia 1*2 apresentaro o seguinlo parc-
cer,
A commiiiSo especial, nnmeada nar.- inlerpor n
on parecer sobre o cilicio do t secretario iln senado,
dirigido o Ma n(f ma cunara no i|unl declara lian pu-
dor o senado uniiiiir no convite que, na forma (la com
tiluioao, tora l'eilu para que oni nsse,ubica eral, ronni
das a dual oamaraa, se discutissem as emendas do sena
dn, feitas no projeclo da crcacio de duas relacfiPS as
provincias do Minai eS Paulo,e iquaeinAn polo ca-
la oamara ilar o iou conaenlirnenlo, julgando todava
]irojeoto vantajoio, examinou profundamente toda esta
materia, e tem a iionr.i de uloreocr cunsideracio il,
cmara o resnltailo de tcns Irabalhoa
o.Vntes de Indo nn podo n ooramuin dcixnr ilo adini
r.ir i|ue un ubjcclo que, nn seu enlendor, nao orereco r
HICnor duvida, Osobro o qual j.imais se qucstioiiou, se
queira huje (ornar duvidoso, tnriiandu-sc vacilante di-
reito, alias ncoiilruvcrso, que lom rada iiiiia das cama
ra, do, eoiitorine o artigo 01 da coiiitituicio, requerer
n indiapcnisvcl retinitis daidiinieainaras, para ciu oom-
mum ie decidir lobro o nbjoclo cinlrovcrsi", oporRm
:iilnp(ar-i"c o que se julgar maii vantajnioao estado.
K conimissan examinen allcnlaoicntu a lettra o oca
pirlo do nrligo fll da cuiitiliio.ao, o alem disto a pra
lira OonilanlonientO observada sobre tal assuniplo, e nao
(joparon o o ni una so razio plauvcl Uno possa lu dragar
a opiniao dn srnado, quaiulo pot moni do 11 i < io ciu
qucslau na.' qiiiinunuir ao convite, quo por una ooiu-
niissao desta ensn Ibe lora foitu, para i rciini.ni das duas
cmaras, a fin de se discntircui, em uiacmblca (Toral, as
emendas ollorccida ao mencionado pmjcclo da creaciu
das duas rclnccs.
A lettra do artigo fil da conilituiflo he lio piara e
c\plieila que por ella se cnuhecu fcilmente que, qunn-
do urna das cmaras requer a reunido de ambas, no caso
expresso no dito artigo, i oulra nao tem, ncm pode 1er
o arbitrio de recusar.Quandu urna dai cmaras julgar
varitajoto o projecto, diz a coutlituicaio, poder requerer
u reunild das duas cmaras, que te t'ari na enmara dn
senado, ele. Estas palavrai iij.i deixin a menor duvida
de que n reunido, quando requerida, be indispensavel e
de direilo; porquanto, se a constituirn oulrn coma qui-
zme eslatnir, se quiciie eslabeleecr o arbitrio de rcou-
ar, cortamente ac exprimira de um mudo diverso, co-
mo por cxemploa qual, se livor lugar, ou nutra
jilimsc equivalente, que denutatie claramente um tal di
reitn de recusar; porom os tormns que si- far na c-
mara do senado, 0 conformo o resollado na disemino se
seguir O que tur deliberadosao terminantes, nao of-
ferecein n menor equivoco; yutes pelo contrario dan
ara a reunan
%
lioui a entender que, depoi* do (nimio
das duas cmaras, ella iioeessarianiente se deve elleetuar
nn sellado, e egulr-so a diicmiao e vi.lao.ao da materia
eonlrovoiiida. Nem >0 diga que, usando a eonslituicii
da exprsalo poder requerer, da o direito a oada
Ulna das amaras de recusar se ao onuvito que a nutra
llie liier; porqiinnlo a rsproaiAo requerir Iratnndu
so de eiirpus iguaes entre si, nao Irai euinsigo a ideia d
lavar quo se possa negar ou conceder, e por couseguin-
io a phrascouuslitucioial se enteudr simplcsmcnie ca-
nina CXecuolu de nina lei, de un preeeitu constitucio-
nal, eujo exercioio de rorm alguma se pode recusarscm
O alterar a nalureta e indolo donoun rgimen repre
seutativo. Se acaso n OommiiliO quitesse entrar cni
questoei puramente philologioal, n3u Ihe falianau ex
cmploi pura demniislrar quo n Vueabull requerer he
umitas veiei oumidoradu oomn synunvmo deexigir
principalmente quando nao lie oniprcgtdo por iuferiur
para siiperiur, mas >iiu por entidades uioraes da niesina
jerareliia looiwl, e jguaos em reprosentl(lo polllioa, en
ni.' no caso da ciustiluien,' mas nn se dis|ieusara de
assiin o l'aiei na diseussao, se tanto fr uecessarm, bas-
tando unieamenle accreaccniar que a cousiiiuicu nii
j'.'ili.i usar de evpressoes oais cnnvenicnto u ajustadas
para consagrar o reipeitu c oonaidertolu eoin que as
caninras legislativas se deveui tratar reeiproeaiuente em
OU! actos 0parlieipacoes nlliciaes.
De aecordn com a lettra da coustituicao, lio elara
como vi'nos do expender, cata indubilavelmeutc a sua
raio, au eonlcndo osarligos de nina eunilitoicau qunl-
(iner, oii.in llieses g'raes, principios directores, nenio
tormos aburadas, benecenario examinar o pensamcnlo
do I .ii-ladnr, dar-lbe todo o sen dcseiiVnlviinonln, des-
ei'lirir-llic todo o seu alcance, reduiil-o emt'im a formas
concretas, lio um principio inqueslionavcl no rgimen
repiescntativu que o equilibrio doi poderes poltico!,
tan e--eiiei.il para a mniiulenfito da boa ordem e regular
fliidainentu d.is negocios pblicos, exilie em todos ellos
de llini'ira que cada um, dentm da Cipheri do anas nl-
Iribuijes logis, lie como atalaia vigilante para impe-
dir as usurpacoei do outro, e reprimir a sua marcha,
quandu por ventora contraria ana interesses lociaei, O
aenad'i tem o iucoiltcltavel direito de rejeilar nina pro-
.. posta dala cmara; mas, desdo o momento em que Ihe
"lai emenda ou addices, rccunliece implicilameute
utilidade o vantagem da proposta; e se a cmara dos de-
l'iil.uli .- insiste em IM iileia primitiva a raiiu dieta,
interese da sociedade rccunliece que le recorra a un
terceiro juii, jiara decidir a qocstao, que he aaieewblo
gcral, reunidas ambas as cmaras, rgundo a unssn ur-
gniii-.ie.i'i polilica, entende a conwiiss&o que u nico
correclivo quo lein o senado ci*i suas deliberacei he o
exercicia pnitieo do artigo fll da consliluifcio, o qual,
acfosse illusorioa arbitrio do senado, eolio o mcsiuo se-
nado e inrnai i.i nbsolulo c omnipotente, destruido in-
teirninentc o equilibrio que deve existir em ambas as c-
maras. Userroa da cmara dnsdcpu'ado* cncoiilrao cor-
reclivo no senado, no poder moderador, cna iiaeao n >
primeiro, pelo direito de no adiuittir ai sum propostal i
no segundo, pela dUlolocaO' c nn nutolo, deiando esta
de reeleger us deputados quo mal dcsenipenlinrSo ana
miaalo: mas, sendo o senado vitalicio, nao pudendo ser
disHolvido, lendo quasi todas na attribuicocs que tem
oamara electiva, e exclusivamente aquellas lio impor-
tantes, proscriptas nn artigo 17, lio tora do duvida que
suas decies poderiao tornar-sc perniciosas nos inte-
resses do esladu, se por ventura nao liouvosse o correc-
livo do artigo (iI, c cni virtude desta disposico nao
l'osse o senado nbrigndo a disentir em eonimuiu objcctoi
qucjulgnii vantajosos, mas nAo inerecorao o assonso da
cmara qiialrienal, Portanio julga acnmmiaaio lerde-
niuiistrado, en l'.ir.i mais evlensamciitc nadiscusiio, que
o artigo 01 consagra o equilibrio que deve haver enirc
.mili.i- as cmaras; que sua doulrina uau be Kiculla'.iva ;
mas siiucnvolve um procoito coiiilitucional, que reside
as necessidades lociaei, c que lie preciso levar sua np-
plie.ie.io, cniliinne a mente do legislador, A marcha
proscripta pelos interesses do estado.
A pralic.i, ale nqui observada eerea da intclligeneia
dn artigo til da cunslituicn, vem por ultimo corrobo-
rar a opiniao da coinmiasao: por di versal vetes tem ha-
vido a rOUnilO das duas cmaras, pedida pela cmara dos
deputados, para se disciitirem malcras graves, sobre
que ella n.iu tem podido eniioordar, < o senado, nao s
nunca reouaou auuiiir ao eunvile desla enmara, cuino
molino nunca pul em duvida a obrigacao em que cala de
aequicscer n esle convite, corto de que nada mais lacia
do que obedecer um nreocto conilitueional. Esta pra-
liea, poja, e.-i jliele.'i'l.i por tantos anuos, esta trallelo
constitucional; he como umn inlerpretacSn nutheutien
ao referido artigo dacnnstiluiclo, c.iso elle ninda offere-
i-esse algoiiia ambiguidadc010 sua goiiiiiua inlelligeiiein.
Taes precdenles, paranlo, estabelccidos seiu a menor
contcataciu por tao longo lempo, eousliiucm una m-
xima importante, que se revale do carador de lei, o
produi umdever rigoroso, que jamis podo ser con-
testado.
"A COmmiisSu abstom-ie de fallar sobre as doploraveis
Oumequeiioiui que pdoin resultar da deiliariiionia o di-
vergencia dus dous Oorpoi co-lcgisladores subro objec-
10 de tanta maguilude; e em coilotulAo lio do parecer
quo se ofllcio ao senado, representando aquella augusta
enmara que esla nao pode assentir aquella iloliherao.iu,
por eonsideral-n cvidenteniente nontraria clara e ler-
......auto dispusico do nrlig'i 01 da eoDStituielO do ca-
lado, assiin como a todos os preoodoutei que al boje
teeui lido lugar; oulroiiin be n cominiss.'io de parecer
que, pediiidu-se ao senado que de novo medite sobre sua
deliberaeAo, se insista em re.jiierer a rouiiiAo das duas
cmaras. A eommisso tinaliiieiite entende que a cmara
dos deput.id.is deve aguardar a ulterior respusta do se-
nado, .ili.n de adoptar as modidas quo em sua aaboduria
julgar legitimas e conformes manutenelo dos dircitos
que Ihe eonf.ro a lei fundamental di estado.
PaCO da cmara dos deputados, 12 de joulio do 185.
L. S. Pessua de Mello. J. A. Marinho. J. J. de Mou-
ra Mugalltiies. Concordo com a onnolusio, Angelo
Mus da Silva Ferrai. [Falla a aaiiguatura do Sr. t-
loni.)
O Sr. Coclbo II.-ln ollor. mi ueste sentido um addi-
tnmento nisim concebido :
Accresceule-se ao parecer. E caso o senado nao
reforme asna resolucao, se dirija urna respeitosa nensu-
gem Cura, pednulo a ilusnliicio da cmara doi de-
utndoi, a fin de ser consultada a nacao. Coelho Has-
lot.
(Continuar te-ha.)
PEiNAJVJBCO.
aa, inaudita, estupenda, abusiva nomcnafSo de um can-
didato reprovado emetiido cunlia,com dous RR,cni5.
lugar, com clamorosa injustica contra 4, por ler o
quinto prenlo doi \ Hielas.
144. Cominunica ao director do curso jurdico ter
prvido interinronte a Jos Antonio de Figucredo na
lubilituicao dascadoiras do philosophia o geometra do
collegio dai artes.
CORREIO.
c.oiull-sl'o.MiKM IA DA CIDADR K PROVISCIA.
Su o Diario Novo, so o orglo oflloial do Manuel do
Sonta, publieasse hoiitem o seu artigo le fundo de boje,
sobo borrrecdo ttulo Atsassinato horrorosocotnmet-
tido pelo grande partido da orokm, nao me doixaria
admirado, por que mentir, calumniar, insultar c intri-
gar he a grande misaao dcua folha ininunda o dos leui
dcipejndoi redadores; mas boje! vir o orga ollical
untando urna fbula ncrvel, quando j honlcm todo o
mundo saba do fado com pequenai alloracoes! e re-
ebear o adobar todas cssas mentiras riai mais revollan-
les iiisinoacocs, dos mais infames insulto!, quo mal ca-
beriiu, anda quando a sua fbula fosso una realidade?
ko na verdado lovar u descamnenlo a um ponto, quo por
Corea devia deixar ludo estupoefacto.
Feliimente, porm, ah begou u dontor Oliuda, que
tem referido a verdade, c declarado que o alternado nem
fo premeditado, ncm para elle concurren terceira pca-
toa, c lmenlo fui devido A malvadcn du aiianino o
una mpriidcneia doinfelii subdelegado.
Iteferirei o faci, anda que miiitu sabido, porque he
provavel quo o ergio ollical reincida na mentira.
Viva na puvoaciu [dt S. Lourenco um facinoroso de
nomo Joao da Gama, que no domingo, O du oorrenlo, se
achava no coro, na MOtUiio da mista,armado de urna fa-
ca. Tevo csie malvado avito do que.au inhr da greja.te-
ria preso, e, descomi do curo por urna columna, fo se
por junio ao reverendo vigario que celebra va nacapolla-
mr, o,quando tindou a inissa, auoinpanhou-o para a sa-
orillia, reclamando a la proteecao. O vigario adilioes-
lou-o; disae-lhc que io cnlrogasso a prsiu; e a fir.al to-
mou-lhe a faca, que elle pus entro si c o subdelegadu
que tambem liara entrado para a sacrista. Quil cutan o
malvado saltar por urna janella; nas o subdelegado,
dissc-llie quo o nio fileno, porque havia genio armada
lora.qi.e Ihe podiao fater fogo; oolle.correiido enlao ro-
pcnlinamente faca, pegou nulla e bolou-ie nutra vcx
para a janella, c, quandu ia a aallar, o subdelegado por
una imprudencia fui agarral-o, o na lucia o malvado Ihe
cravou por duaa vetei a lana, e fraqucanJu o infclit,
podo o assassino saltar lora o ah fo tambem assattina-
do. Eiscomo se me lera referido o caso punco mais ou
menos, c me ditern pctioas sisudas quo assiin o ouvirao
do doiilor Ulinda.
Cito tantas vexei o doutor Olindu muito do propoiitu ;
porquo be eom o leu lealcmunho que quero desmeiilir
o Diario Novo: ulu be |iirn admirar que elle acreditaste
como uulros, que o astastiuatu do cu prenlo c amigo
parta de pessuas que Ihe pudiio serdosalfeclat, quando
as primcirai nolicias quercecboo dcvio necettariamen-
lo ter incxactas,asiiiB como cu com mula gente recca-
inoa que dessas circuinslancias de parentesco c amiade
procedessem actos de ving-mea ; mat fcliiineule o cato
tcpatiuu por tal modo, quo nio era pustivel fechar os
olhos evidencia da verdado, c nAo bouve lugar a que
te podesiem verificar os mcui recelos, anda quandu o
doulur Ulinda so dcixane arraslar do impulso de suas
aflfcicoi, oque era fin nio era cunta extraordinaria.
Publica^oes a pedido.
SVNUPSE DOS AI'l.llAl.us TRAUALIIOS DA VICE-PHBlIbBRCtA
IESTA rnOVINCIA.
Conclusododia i.
151 a 135.- actos Nomeaco de supplentes di
subdelegado da (j|oria-du-Goil:i, Francisco Delgado de
II.ni a, Jos Pinto da Multa Noves, Antonio (Jarneiro
de Barros, Antonio G mcalves da Luz, Zafirino Pinto
da Molla Nevos u Jos facundo Jo Lima .Monte-Iiaso ;
e do do Tejucupapo a Jorge da Costa Gadclna, Jos
Lourenco da Itocha, Manuel du Souia llego, Antonio
Paulino do llego c Joo Tavares da Ito; ha.
Da 5.
131 a \\1Dcmisses do subdelegado de Itamb do
:i c i o.iupplentes do delegado du Goianna, do 3." do
subdelegado da lregue/.iu do uiesino noine, do !.", 2.",
3., 4." e ti. supplentes do subdelegado de Tejucupapo;
do l.. 2.", ri. o O "do delegado do lionita e supplentes
do subdelegado do I." distinto ; do 2 ", .", 5." o G
do subdelegado do 2.' dislriclo ; do 1." e 4." do sub-
delegado do 5.'' d.sil n lo; do 1.*, 2.", 3.", 4," e
6.' do subdelegado do 4." dislriclo ; do subdelegado
do 1." dulncto de S. Caetano e seu 5." supplente ; do
5. e 6." supplentes do subdelegado do 2. districto da
mesma freguesa ; do 2. e 4." supplentes do subde-
legado do I." districto de Uezcrros; dol."4e5.
d 'Subdelegado do 2 ,districto:--nomeaces,de subdcle-
uado de Itamb a I'ilippe Nerv de Mendonca ; de 2.
supplente do delegado de Goianna Jos l..u icio da Cu-
nba Katiello ; 4. Antonio Arruda da Cmara, e 3.
supplente do subdelegado de Goianna Joaquim Jos da
Costa Jnior; de suppicnlcs do subdelegado do 1. e
districto do li nito Joo Evangelista da Cunha, Tbeo
t-11111 Jos de Freitas, Fulix Fernandos l'ortella, An
loiii i Fruncisco Torres (ialindo, Joao Uernardino da
Fonseca. .Malinas Ferreira de Mello ; de 1." supplen-
te do delegado do termo do Bonito a Mannel Joaquim
.Marques I.ins ; 2. Theolonio Jos-de Freias ; 3.
Antonio (iorreia l'essoa do Mello e 6. c Joaquim Jos
Etlevel; de 2. 9 supplefil'* do subdelegado do 2. dis-
tricto do llonit) a Izidoru (on(alvcs Feilosa, 3.
Jos dos Santos de Souza, 8. Joio Luiz do Carva-
Iiio i'li. : Francisco de Paula Xavier de Azevedo ; de
1. "supplente do subdelegado do 3. districto do Bo-
nito a Manoeljoaquim Marques l.ins, 4. Joaquim
Antonio da Silva ; do 1. supplente do 1. districto a
Manuel Antonio do \ asconcellos, 2. Antonio Jos
Poreira, 3. Antonio do Cartalho, 4. Jjo \ ieira
de Mello o G. Antonio Pinto do Carvalho ; de sub-
delegado do 1. dislriclo de S. Caetano, Manocl F-
lix da Silva C .'i. supplcnto do subdelegado do 1. c
districto u mesma Iregue/ia le S. Cacti no o JoSo Fran-
nciM o Florencio ; de 3. supplncto do subdelegado do
2. -ili.iml) a Francisco Xavier de Azevedo e 6.
a Manocl Fernandos Torres Galindo;de 2. supplen
'fondo chegadu ao lucu r.onhccimenlu, que o coronel
chefe da logi-m daguarda nacional do municipio de Por-
lo-de-Pedras, Jute Paulino d'Albuqacrquo Sarment,
o os tenentes coronis do 1." c 2." batalhao do metiiio
municipio, Joio Marinho i'aleAo, e Paulo Caetano do
Mello c Albiiquerque, longo do coadjivarcm acstogo-
verno, como Ihei cumprin, c sio obrigadut, leeiu pro-
cin adn mpeeer e ctturvar o boin andaincnto de mat or-
dens, oppondo-ae al a que io reuni os guardas uacio-
naet de sen municipio, para marcharen! para o acampa-
mento do Riacho-do-Mnlto, segundo, leriniinnleincnte,
hei ordenado aus rcspcclivoi deleg.idoa c cominaiidautc
iinlii.il* do dislriclo, vitlo etlar suspensa a respectiva
guarda nacional, ja cm eoniequeneia de nSo mcrecerem
os teutcliefet a confiaiifii desta preaidencia; por lio fun-
dado uiolvo, hei por bem dimiltir ao lobredito coro-
nel, c lenenlet coronis dease pottoa que oceupavio,
reintegrando no de coronel chefe da referida legiio au
ciil.iil.io Antonio Joaquim de Puutet Lina, c nomcaudo
para leiiente-coronel chefe do 1." batalhao o cidado
Joaquim Marinho Faleio, o para leiiciite-coronel chefe
io 2. b.it.ilhao aucaptio Jale de Barros Pimenlcl.
Cuiupra-tc, oxpedindu-so asnecettaraa parlieipajct.
Palacio do guveruo das Alaguna 7 do junlio de IS'i.j.
Henriqne Marques d'Oliveira Lisbou.
KslA conformo, no impedimento do secretario, o olli-
cal maivr Antonio Luis de Araufo.
IIItu. e Exm. Sr. Acabo do receber a portara de V.
Ex., datada de 7 do crrenlo juubii,quo me veio a nio a
1S do incino mez, c pela qual te dignou V. Kx. deinil-
lir-me do pollo de coronel chelo da legiio de guarda na-
cional do Porto de-Pedrui, c seguramente CU faltara ao
ibcii dever, ic deixasie de agradecer, mu reapeiloiameu-
te, a honra iiesta demiitSo, quo cm vei de me afligir,
ou enutnr-mo o mnimo detgoslo, me encheo antea d-
exceitivu jubilo, por ver que V. Ex. faz juttfi ao mcu
carcter o principios, equiparniido-mc a centonan i de
aidadios quc(tendo conitanlementc repulndm como fiis
muigi.t da moiiareliia, orduiroi |ior excellencia,lecm si-
do igualmente deilitudoi dol poilot e empregos que
exerciiocom geral ueceitacin da parto mais lia da po-
pulacio da provincia, d'ai|uellci,que, nio pudendo faxcr
caula eom homent sdenlos do mando o lio poder, que
cm trui deliroi ouirlo deieonheccr a auloridadc du
niiino i clin na pettoa da teu primeiro delegado ueila det-
avenluradn provincia c levanlanlando ni armas fralcrci-
dat, levrio o terror ea morlc a capital, a alguns pontua
dola, c igualmente ante o engerido 5. Amonio Grande,
onde forjo completamente rcchacaidoi, quaudo, julgan-
do cu tagraita o rigorosa obrigacio euuiprir as ordent
do presidente dciaeatado, c desobedecido (do que anula
me nio arropando) fit.por ordem du nietuio,reunir e ar-
mar a guarda nacional do meu eonimandn, c neitc ponto
aitcvero a V. Kx. que ni rebeldes nao nbtiverio aeu fin,
c cedern n frga do patriotismo que diriga at armas da
legnlidade. Se me lie dado, Exm. Sr. .eonjecturar subro
venia,Icirn molivo da minha deuiiitio, c da mat ollieia-
iua dita portarla ce perd a ennfianca de V. Ex. pclo
motivos cima apnntndoa, tcnbu n ventura de n ter no
conceilo deS. M. Imperial, visto anda me conservar n0
lugar do vico-prctidento da provnola. Bem que eu lat-
liiHooinf.irtoniu do meu paiz.cte nio autolhem ni funes-
to! rniulladui da politiea da ndmiuistrncin, atsevero a
V. Ex. que contino a prufcaiar o inetuios principios
de ordem, que tempre me dnminrio, e al o infinito
siislcntarei.eoinu simples guarda nacional, o tlirono im-
perial, e a trnuqnillidado publica, quando alterada cuiuu
nulr'ora por esles meamos, a quom V. Ex. tem com pru.
digah l.nlc repartido oacargoi o poitot que lem arranca-
do aos verdadeiros defensores do Imperador c da le.
Deo guarde a V. Ex. Engenho S. utouiu-Grnnde, 2.'!
dejniibu do iSi'j. lili, e Kxni. Sr. Henriquc Mar-
que! de Olivera Lisboa, brigadeiro graduado, c vice-
presidente dn provincia des Alagoas: Jos Paulino de
Alhuquerqut Sarment.
Illm. e Exm. Sr.De poise da portariade 7do
correle junbo, pela qual se dignou V. tixe. exonerar-
me do posto de tenente-coronel commmdante do 1.a
iialalhio de guardas nacionaes da fregua/ia do Porto -
de-Pedrss, tenhn oprarer de testemunhara V. Ex. a
minha gralidSo por esse favor, bem quo extrauhos pa-
ra mi ni o urdidos por desairelos e ambiciosos de manilo,
sejao os motivos que, sem duvida por Iludido, V. Ktc.
apresents em sua dita portara, e ao lempo deixo o des-
engao de 13o deifavoravel juizo quo todava nada
pode influir na marcha honrosa de minha vida publica,
e particular; poii bem diverso he o conceilo em que
me teem meus concidadioi, e todos os que me boorio:
esta convicco afasia de inim a magoa que poderia re -
soltar de urna pecha lio gratuita. Como limpleicidi-
diopdeV. lixe. sem hesilacio traosmittir-me tuai
ordens, que eu sabereiser pontual na eiecucio delln.
Dos guarde a V. Ex. Engenho lliacblo, 83 de junho
de \M'. Illm. Sr. brigadeiro graduado, Honrique
Marques de Oliveira Lisboa, vice-presidonle da provin--
cia.Joio Marinho Paleto.
Illm. e klxm. Si1. Pico inlciriido da portara de 7
do correle, que,por intermedio do commandante su-
perior da comarca, me foi dirigid i, e pela qual V.
Exc, me domitte do posto de tenente coronel comman-
dante do 2. batalhao de guardas mciooaes de Cama-
ragibe; bem merecida recompensa dos icrvicos que me
desvaneco de haver prestado para a manutencloda g!o-
rise dignidadedo thronoimperial,o restabelecimentoda
ordem publica, quando borrivelmenle amoacada nosta
provincia pelos revoltosos anarchisadores, no mez do
outubro do anno prximo passado, capitaneados pelo
celerato \ cente Ferreira de Paula. 3o me faco car-
go de justificaras causas allegadas por V. Lxc. para tal
demissao ; porque por miro o lazem os mesmos acU-s
da administraban de V. Lxc, o porque nao dei um
s passo que desmerecer podesso a conlianca da presi-
dencia: o juizo imparcial do publico me far Justina,
e he quanto me apraz. Dos guarde a V. Ei. En-
genho Sacramento, 21 de junho de 1845. III. e Exm
Sr. Henrique Marques -ie Oliveira Lisboa, brigadeiro
graduado, e vico prosidento da provincia das Alsgas. --
Paulo Caitano de Millo e Albuquerque.
COliMErtClOa
Alfandega.
Rendimento do dia 8................6:49i03l
DescarregaO hoje 9.
BrigueCictroferro ecarvao.
Uarca llenowncanos d; ferro.
Ilriguo Andes mercadoiias.
lidade benemrita da legin iine live a honra de enm-
. ano.-, r.rnenuee o... x......;- a*. tupp.en- iindo ,m,f,irctdo aallrbul-a. no nobrecmporla-
te do supplente do subdelegado do i. dislr.c^dc ,, (|lic.naiia*uiajra 11CIltl.i oclu clll1g..,'e nio
Bezcrros a Jos Gomei da Silva Lira, 4. Miguel Be-
zerra da Silva, 1. do 2. districto Gonealo Jos de
Mello, 4. Joao Sacerdote de Oliveira, 5. Jos
Meinles de Oliveira. cormanicacdes de toda esla
trapalbidi
143. Communca au director do I yeco a cacandalo-
|ue n.'iu quaura oslenle, celia conimig
a uniros; ncm me acensa minha tranquilla consciencia
du ha ver um su pasto inhido de ni..... e nem o broiot
nlljciact tempre obcdientei, e tempre amigo! do bem da
patria, eda ordem publica, uiu s patio, digo, que tenha
podido cauar administraran de V. o menor impecilio,
como, por mal informado, V. Ex. re dignou declarar em
IMPORTACAO.
CESAR, brigno Crneo-, viudo do Havre-do Graco
entrado no correnlo mes, consignado A Avrial Frres,
manl'.'siou o seguinte :
1 caxa faicndas do nlgodio; a S Tnblcr. .
oil gigoaehampnihn; n Me Calmorit C.
2&IX9I pertenec para aeleiru; a Mauricio Redet.
S dilai ohapot, 200 gigoi batatas; a ordem.
00 barra manteiga; a J, J Uonteiru.
CU iliiii do dita, I caxa faienda do so,la, 2 ditas aut-
pe uso ri os; A N. 0 Bieber & C.
G caixai f.ucndns do algodo, 4 dila dita do tuda, (
fardo dita de algodin; a J. K'-llcr.
3 Caixai thetouras, 0 dilai fazendas de nlgodin, 1 far-
dos dita dito, 1 caixa fitas do seda; a Kalkameuo & Rl'-
tcniiud.
3 caixat chapuoi, 2 dilai iiieiai de nlgodio, \ dita li-
tas de teda, 1 dita livroa cm bronco, 3 ditas calcado, 1
fardo faicndas de lia, 1 caixa livrm imprems; a Lcnoir
Pugct & C.
1 barril vinhn, 4 diloi tinta preparada, 1 caixa livroi,
I dita tuspen.urios do algodAo; a Boll & Chnv.ir.not,
2 caixat calvado, 1 dita chapona de lol o nculoi. 1 di-
la pannos, luas, papel, etcva o pcntci; a Cali Frrci.
1 caixa com una machina; a V. Belenot.
20 gigot champauhn; a Ruth ^ Bidoulau.
i Caixa velaa; a Richard Ten.L'
2 fardoi faldillas do lia, 1 cmbriilho anioitrai; a F.
II Lulikins.
1 caixa lvros imprcuot; a L. G. Ferreira.
4 dita curdas para rabeea; n Vignea,
2 ditas amexas, 2 barril ago'nrdcnte, 500 diloi man-
teiga, 3 caixat couros, 1 dila photphoroi, 2 dilai pan-
nos, 1 dita agua de colonia, 3 ditai fnicndat de linho, i
dita filtro, i dita papel lita, 2 ditai pellos, 4 dila c.iixm
para tabaco, 1 barril podras do fogo, 4 caixa alfinetei, 1
dila iniudeat, 4 dita agulhai, 1 dila contervas, 3 ditas
drogas, 10 dilas lypoi para lypograpliia, 4 dilu cnl\-a-
cado, 4 dila pelueia, 4 dila boiocs, 4 dila cooroi de pr-
co, 2 ditai nbjoclo de leleiro, l.i dilai papel, 2 dilai
lieirrro, 1 dila portumarij, 4 dila f.iiendat de nlgodo,
3 ditai chapo ii, 4 dito bezerrot do lustro, a Avrial
Frre
122 barril mnnleiga, 50 ditos chumbo do muuiffo,
>0 isccat trelo, 20 caixni queijni, 7 ditas papel; a li.
Lasterrc & C. .
2 caixas filas de algodSo, 1 dila mei.is c luvat, 1 dila
meini do nlgndo, 4 barrica alunlos, 1 caixa fatcnd.it de
da O suspensorios, 0 ditas f.iieuda de .ilgudo, 2 (lilas
papel, 4 dila suspensorios de algodAo, 2 (lilas poiccl,uia.
4 dila florc o chapes para sciilmra, 1 dita pul-de, 1C
ditai papel de imprimir, 2 dila, chai eos, 2 ditas agua dc
eol'inia 5 dilai orllaos, 2 dilai calcado!, 1 (lila candi
oirot, ] dila perfumarla, ] dila lvros cm lira neo, I di-
tadrngni, 1 dita pertenec para teleiro; Didirr Co
lunibici S C.
1 caixa perfumara, I dita ehnpcot de lol, ocnlol, lia
vas, cordal, papel o locidot, 3 ditat crisl.ies, 1 dila vi-
dros para candicirot, 4 dita papel, 1 dita pertenec para
seleirn, 1 dita drogas, 3 caitas falcnilu de lia, 2 dilas
fazendat de algndao, 4 dita balaioi c briuquedus, 1 dita


^3
lenla 3 di, moldurae de papclio, C dita, papel; a J.
Aduar & Compaii
liia.
Movillient do I'orto.
Xavio sahido no dia 8.
...h.hi Rio-Grande-do-Norte, Cear, Marelo-,
8 rLlciro '. Salvador, do 300 tonelada, e-
nuiMem 33, eommandanlo o 2. tenenlo Aui to-
lo Carlos do Azarado Coutinho ; passagciros Dr
Thamoteo do Lima Yalvcrde, e I csiado, rtlanoel
Ha,.lista do Moura Borgos.
_ O administrador da mesa da recebodoria da a ren-
,,. seraos internas avisa aos collectado. dos ba.rros do
.cife, Santo Antonio. Boa-viiU o Alegados para vi-
;.. ,gar o quo esli a devcr de imposto do banco la-
. bravos, sege, e carriol..... bycos e canoas dec.-
ia do mio-morta. do ultimo semestre de 184* a 1845,
do no ultimo de unbo prximo passado. pena de
roceder exoculvo contra osomissos, por ja so achar
. relacio pro.npta para aer remetlida ao dr. piocurador
Lu omesmo aviso laz aos dospachantes da allande-
nar'a lirarem sua. patentes, e pagurem o quartal adi-
etado, como determina a lei, o aos donos das typogra-
nhias para remeltcrem urna rclacio dosseus empega-
dos e pagaren o quo devem ; e para queehegue i no-
ticia lodos faco o presente annuncio. Recebodoria, 7
de julbo de 1845. Francisco Xavier Cavalcanti de
ilbuquerqu. .
Agencia dacompanhiab>asileira de pageles
de vapor.
Eall agencia trensferio-se para a casa da ra da Crur,
n 7. segundo andar.
Consulado d Portugal em Pernambuco.
/.chancellara do consulado mudou-se para a casa da
ru ada Cruz, n 7, aegundo andar, e esta aborta todo
osd.asuteis, deade a. 8 horas da maohoa ate aa 4 da
larde.
CURSO JURDICO.
_ Por ordem di-ala directora se fax publico, quo
terca-loira. 15 do correte, lera lugar o annunoado
concurso para a substituido dacadeira de latitn do col-
irio daa arles, pelas 9 horas da manha. Secretariado
curso jurdico do Ol.nda. 6 de julbo de 184... O ba-
charel Eduardo Soaris de Albergara, oflicial interino,
tervindo do secretario.
Segunda parle.
6 o Fanlaiia para violoncello e pianno, exceulada
por Mra. Scbmilz o Grosdioier, da-opera L'ambassadri-
ce, msica de Auber.
7. Aria da guel dt da opera Anua Rutena, pelo Sr.
Garlos Ricco, msica de onizetli.
8.o Fragmento do terceto pura pianno. violino e
violoncello executado por Mrs. : chniU, Thcodoro O-
resto i Groadidier, msica doOnslow.
9 Romaneo, executado por Mr. Tosclli.
10." Veri.coc para opbicleidc, executadas peloSr.
Pudro Nolasco Baplista, o arranjadas pelo mcsnio pro
fcasor.
11." e ultimo. Findbri o diveitimento com o gran-
dioao" duelo Sgambra la sacra selva da opera Norma,
executado pela primeira dona Margarida Lemos o pelo
prmero tenor Carlos Ricco, msica de Bellino.
O concert coniecar i 8 horas em ponto.
N. B. Os camarotes do 3." ordem veoder-se-hioao
preco j declarado para os de 2.'
Avisos martimos.
= O brigue nacional Empreta devera partir em
poucos dias rara o Cear logo que chegue de Lisboa:
quem no mesmo liver de carregar ou ir de passsgcm,
dirija se aos seus consignatarios Francisco -esenanno
Rabello & Filho no largo da Assembla.
Para o Ass sai neslcs 4 dias o brigue-cscuna
Deliberacao capilao Joao Goncalves Rocha ; para car-
ga o passageiros trata-ae na ra da Cadcia du Rccilo n.
40, oucom ocapitiona praga do Commercio.
O hiato Novo linda partir mprcterivelmente
para o Rio Grande-do-Norte no dia 13 do corrente ; e
para mais alguma carga tratara al o da II : os pro -
tendentsse entenderse com Antonio itodr.gues Lima,
na praca do Commercio, ou na ra da Cadea > alba n.
1, primeiro andar. .
Para o Havro sai no dia 19 do correlo o briguo
IrancezC'iar: para garga e passageiros, trala-secom
Avriallrmios, ra da Cruz.
Le loes.
THEATRO TALIENSE.
COUPANUIV ITALIANA
Diriccdo de (iiuseppe Gallelli.
SEXTA-FtIR,H LE JULUO.
Hepresentacdo extraordinaria.
A companbia, depoisde eit-r ja preparada para par-
tir desta capital, aconselbada por inultos amadores quo
desejaoouvil-a anda urna vez com .spec.al.dade a
xecucao do hellissimo spart.lo do BarburodtSmtha.
convencida da proleccao do illuslre publico que
ja por muitas vezos o tern demonstrado, tem .eludo
llar nesto dia um variado o intoressante espectculo,
combinado da maneira soguinte :
Ordem do espectculo.
Depois da correspondente symphonia, subir sco-
pa, pela primeua voz nosto thaatro, a opera om Ires
YL B ARMERO DE SKVIGL1A.
msica do celebro mcslre Rossini.
Pcrsonagcns. Ac,0T"-
I). Baillo, tutor o ridiculo
pretndeme de Rosina.....G'useppo GalletU
Reina. pup.H.de D. Bartolo. Margarida Lemos.
fonda de Almamar.......Carlos R.cco
pL.o, barbeiro ........Luigl Gui/iooi.
B Bisilio, Diestra de msica. A M. da Usa.
Director da oichestra Mr. Grasdidier.
No intervallo do primeiro ao segundo acto a Ma.
Margarida Lemos. a rogos de algu.iiai pessoa.. que a
ouv.rionaopital doi.nporio, cantara, pela primera
ve/ nesta cidade, o be.ssimo e intc.essante rondo-
arrtsta it co/poda opera
EUUAKUO ECIIR1STIKA,
msica de Rossini. .....
Chumamos a altenrao dos espectadores prra esta n-
da composiga.. especialmente no momento do estar
Chrialioa arrebatada de um lonho, -m que so I hera-
prraenU a execucio de morte para seu filho ostrans-
porlesdcste quidro e a compesicao da mus.ca sao dig-
nos do todo o amador da scchb.
No intervallo do segundo ao tamil* aeto Mr.Groj-
dider. por par.icular obsequio e.ecutar. um hndu
concert de violoncello. acompanhado do quartoto, to-
do arranjado peto mesmo proleasor.
Acompanh.solsongoia do oblar I^"J*
eu.alloicoodose dos Srs. socio, do thealro paraaaU
rapie.enl.cio; a mu.ic. alm de ser toda eicorb da.
produiiriniolborefleito sendo execulada na saladesle
thealro. excellentemente preparada para repre.enta-
{Oes l\ricas.
P i ecos de entrada.
Cadeiras de glcria para familia.....2.000
Platea superior com cadeiras..... -.^JJ
,. inferior ;',' .." \
Os bilhetes vendem-so na ra larga do Hoiario n.
30. primeiro andar, o, no dia, no thealro, ruada
Praia.
progbamma,
o conce.to vocal e nstrument,! que ha de cxecu-
tar-se a beneficio do Mr. Grosd.d.or. director de or-
cbcslra, no tho tro nacional,
Quarta eir ) deulho de 18>.
ORDKU DO CONCF-HTO.
Primeira parle.
I.. Ouvertura a toda a orchestra da opera la Dame
Hlanche, msica de Roietdieu. ..
2 Yariac5es para violoncello e pianno. por iir.
Scbmitze Groadidier. mu.ic. de Pleyel Rajiaii.
S Du.lo d, pescator ignobile da opera Lucrecia or-
gia, pelaSra. Margarida Lemos e o Sr. Carlos Ricco.
msica de Donizclti. i i
4 o Grando lanicia para pianno, sobie a l.uccia ui
Lammermoor. por Mr. Schn.iu. n.us.ca de Her.
6- Romance com acon.panhamento de violoncelo
ohrigado a pianno, exarutado por Mrs. loselh, i>t
mita e rosdidier, nisca de Mercadante.
= O corrotor lveira, nao podendo fazor o leilio
da mohilia do Or. Joao Antonio do Sousa Bcltro d e
Araujo Peroira, annunciado para o da 4 do crrenle,
om casa do meamo ra da Cadeia barro de S. An-
tonio e isto om consequenca de poucos concurrentes
por causa da chuva; transfero o dito lelao para boje
9 do corrento a. 10 horas da manliaa ; declarando
mais que, se at ao meio dia nao apparecer suflici-
onte numero do gente pata abrir o dito lcao, lera de
tornar a Iransforil-o.

visos diversos.
D1VERTIMENTO
__ Jiepultadaem friocarneiro se ach.va Emilia ,
quando .oubo desl triste noticia o seu muilo amador;
e nao podando cito sobreviver-lho penelrou na ea-
cura morada e pregando ous labios, ardenuo em fc-
hre nos lvidos o geladosdo Emilia esperava nesta
pattica postura receber o golpo atal cuo havia rou-
badoao mundo a sua bem amada, (guando, oh ventu-
ra Umsuapiro.sollado a cusi do paito desta, llie fez
sentir, que, em lugar do ser pasto da moite havia
transmitlido novamt nto a vida a sua chara amante .
O leitore o tero sem duvida admirado do to exten-
so prembulo ; ma. bo porque ignorio o fim ao qual
vaiserapplirado vio sbelo: a moca resuscitou, e
aquellos,'quo a julgavio para sempre na cternidade ,
ao vel a de novo, cohrirao-se de espanto o horror; e o
caso bo, que o mesmo vai acontecer, segundo creio, ao
portentoso cantor da nccrologia da sociedado Philo-
Dramatica u se bem quoos membros desta se achem
descoyuntados ( oque nao sucedeo aquella) sio tan-
to os amantes que a aperlao a seus peitos quo te
uins fez lomara vida a ditosa Emilia tao lorio har-
reira jamis deixari aproximar da feliz Dramtica o
lyranno golpo da horrenda parca o com quanlo o ne-
crolgico a julgue finada, ella apenas descansa do ox-
tazi, em que a deixirao seus pass.dos prodigios e pa-
rece-me estar vendo as paginas do Diarios de Pernam-
buco o primeiro grito da rcuniao e victoria 1 I
O meu cantorzmho tremendo.de medo, qual dbil ar-
busto aeoutado palo vento e lirnpandoas mios, .ujas
anda do suco do papai, por elle indicado; e eu soltan-
do Ibeuma tremenda gargalhada dir Ibe hoi: en-
gananle-leflsnannuncianto da anorte?!. ... Tem
paciencia e cuida em outra vida. O Homancista.
__Quom precisar de um rapaz Urasileiro, soltero,
para caixeiro de engento cu administrador, o qual da
fiador a sua conducta, annunce para ser procuiado.
=Precsa-so de urna mulher Portuguea, ou deoutra
qualqucr estrangeira que saiba engommar pureita-
mente, para ensinar a urnas escrava.: a tratar na ra
do Carnario n. 7.
= Quem precisar de urna ama, com muito bom lei-
e desimpediaa, dirija-se a ra Bella sobrado no-
vo n. 37.
= Quem precisar de um caixeiro desombaracado da
guarda nacional para cssa do commercio loja de la-
zendas ou miudezas dirija se a ra da Gloria so-
brado n. 7.
= Francisca Damiana da Soledade retira se para e
Rio de Janeiro com seus V filhos menores.
= OSr. Relarmino Firmino Rezerra de Melli ou
quem suas vezes faca ou algum prente seu mais che-
gado, quoira annunciai sua morada para ser procu-
rado a negocio do interesse do mesmo Sr. Relarmino ,
ou de seus prenles caso o mesmo se ache molesto
ou nao exista nesta praca ou seja morto.
= Alugase urna casa terrea no Coelho na ra
dos Praieres com duas sala. 3 quartos cozinha
fra, quintal e cacimba: a tratar na masina ra n 10.
X pesso.i, que deseja lallar com Belarmino Fir-
mino Reierra da Mello dirija-sc a ra das Flores
n. SI.
= Da-so dinheiro a premio sobre ouro transeiins,
correntes e relogios do algibeira, em segunda mo, que
seao obres franco/as epor preco commodo ; tambein
vende-se, e laz se troca a vontade dea compradores; na
ra das Flores o. 18.
= Constando i legtimos hardeiros do engenho Ara- .. -..--------
naba, na ribeia de Una, Iregueiia do inesmo nome|com seu cortinados.
(Una) na comarca do Rio-Formoso, que Jotti Anto-
nio Pessoa e Mello, intitulndose proprictario da-
qucllo engenho, lem pretendido, e pretendo vender
aquella propriedade; por sso yem os mesmos hordci-
ros pelo presente prevenir aos incautos, .- ao respeita-
vel publico em goral quo nio compreni, c nem lacio
negocio do qualquer nalurezaque seja com o dito Jos
Antonio, relativo ao enenho em questao, ou ii.esmo
com as torras a elle onnexas, como por veres se ha an-
nunciado pelas folhas publicas, visto que aquello en
genlio, o torras a ello annexas, alem de eslarem subjei-
lasa inventarios a quo inda se nioprocedeo i otre osme-
mos herdeiros, accnscc, que est aquella propiiedsdc
subjeila a varias qaeitCi s judiciarias, fundamentadas em
direito, como cmjuizo ludo se prorar, oemsusten-
lacao do que pelo piescnle se protesta.
= Aluga-se o segundo andar esolao do sobrado n.
G5 na ra Nova : a tratar com Antonio Forreira Li-
ma ou na venda por baixo do dio 'obrado
= Desapparfcto um menino foiro, pardoclaro, ca-
bellos meios ruivos, de idado do l'iannos, baixo; le-
vou jaqueta de sotincta, calas de liscado j vclha e dcs-
boladas, chapeo de seda velho, carniza de madapoln
branco; andava calcado de espato; Mt u no dia S do
corrente julbo, indo a um mandado de seu padnnho a
ribeira: julga so estar oceulto em aigunia tasa, que o
sodusisse, pois bo a primeira vez que atontece isl*!
por tanto roga-so a todas as autoridades policiae. e mais
passoas quo delle noticia tiverem,o obsequio de levaren)
ou darem parle em Fra-de-Portaa em casa de seu pa-
drinho Domingos da Roza, cafa n. 95, p^is serio bem
recompensados.
Aa grande fabrica de licores do Atierro da Boa-
vista n. 2G.
30Acha-se sempre granda snrlimcnlo d todas as
qualidades de licores esde o mais fino al o ordi na-
rio de t rs. a narrafa, assovera-se que os licores imi-
tao perleitamcnto aquelles quo v.em de Franca-; tarn-
bem existe grande sortimento do genebra tanto em
botijas como em caadas BRo'ardento do reino, a de
Franca dila da ania espirito da 36 grios, choropes
de todas as qualidades para refrescos, dito feito da ver-
dadera resina do angico.exccllento para todas as pes-
soas quo paderem do pcito; na mesma lubrico se en-
carrea de qualquer encommmda do charopes, licores
a ago'ardenlts, tanto para a provincia, como para ex-
porlaao;as amostras saacbio sempre trancas aos com-
pradores e os precos sao por menos do quo em outra
qualuuer fabrica. "
='.\lugio-se duas canoas do conduzr ogoa que
eslejio estanques ; quemas liver annunce para so
ir ver e tratar do ajuste.
= l'recisa-soalugar um ou dous quailos do casa
terrea, para um bunicm idoso, slleiro; quem litar
annuncio, ou dirija se ao Alieno da Roa-Vista n. 20.
= O Dr. Joaquim Aulio do Sena lran>feno sua
residencia para o l'ortc-do-Maltos, esquinada ra da
Lapa. 5, lorceiro andar ; onde contina a prestar-sc
gratuitamente das 7 as 10 horas da manhia.
= Manoel A. Caj avisa as pessoas, que teem con-
tasen) sua casa quo Joao Gomes Marques deixou de
ser seu caixeiro, desde odia C do corrente, por se re-
tirar para fra da provincia ; por isso quem tiver de
fazer alguma reclainaco a tal respailo deve ser nes-
lcs 3 das do contrario nao sarao attendidas.
= Aluga-so o primeiro andar da casa da ra do Vi-
gario n. 10 ; a tralar na mesma casa ou na ra Di
rcita n. -42. .
= Aluga se urna prela captiva para o servieo e
casa ; quem a liver dirija-se ao pateo do Carino n. 5.
z.-z U-se dinheiro a juros com panliorcs do ouro e
prata, mesmo em pequeas quantias ; na ruada Praia
n. 22. ,.
= Bernardino de Aicv.do Santos retira-so para lora
do imperio : julga nada dever nesla praca ; com tudo,
quem se lutsar seu credol. aprsenla sua conta al 12
do correnlo e dasle dia m diante so nao responsabilisa
por cousa alguma : praca da oa-Visla n. 10.
ss Arrenda-so o sitio Jacar com boa casa, bata,
e bastantes arvciodos : na ra nova do S. Amaro n. 6.
NAYaLBaSA (ULNA-
Vonden.-sc as admiraveis n-valhas de aro da (.hi
na, qua lecm a vantagom de corlar o cabello sem ollen-
sada palle, deixando acara parecendo estar na sua
brilhanlo mocidado : osU ac ven. exclusivamente da
China e s nello trabalhao dous dos mclhorcs e mais
sbalisadosculelleirosd. nunca excedida o rica cidade
do Pekim capital do imperio da China Autor
Shore. ..
H u_ ||,. recommendado o uso deslas navainas
marviliosai, por todas as sociedades das sciencias mo-
dico-cirurgicas tanto da Europa como d America ,
Asia c frica nao s para prevenir as molestias da
cutis, mas tambein como um ir.cio cosmtico: vendem-
se nicamente na ra do Crespo loja a. 8, de Cam-
pos & Maia. ...... j
Peranle o Sr. Dr. juiz do direito da I." varado
civel, na casa de sua residencia na ra Nova, sobado
arrematar, no da 11 do corrente.pelas horas da tarde,
a escrava Joanna. penhorada por execucio da viuva be-
ve & Filhos contra Joaquim da Fonseca Soarcsdel'i-
guciredo : os prelcndentcs deverao comparecer nessa
dia e hora. M
Arrenda-sc a propriedade Chacn a mar-
gen do rio Capiharibe, defronlc do engeobo Cordel
ro com duas casas para habitacao, sendo urna dallas
nova, e com muitos commodos, com boas scnzallas, em
numero do dolaseis, quo sao outras tMilas casas, que
so pdem alugar no lempo da verao ; com tres grandes
baixas muito frescas, para plantacao de capim, ou can-
na, ou oulra qualquer ; com bstanlo Ierra mais alta,
a margem do rio o outras comodidades; arreuda-
se por tres annos, e quem a pretender, dinja-sc a casa
do advogado Jos Narciso Camollo.
NOVA FABRICA UE MACHINA.
O estabelccimciito dos engenheiros c inacliiiusl.is MI,
Calluin & C, na ra do Hium n. e 8, aclia-se competen-
lemcnle inonlado ii moderna para o couc.-i lo de i.iacln-
1.15 de vapor, modulas de caima o qualquer oulio ina-
chinis.no. No mOSIIlO labiicao-sc tambe..., con. > '..au,.
perfeici", moiuboa e presas de mandioca. nBu.ll.ocSe
cbninacclra.de rodas de agoa, vcios c outraa peca, para
senarias, pai.if.isos de lodos os lainanhos, c qua.quer
especie de obra de ferreiro ou macliiiiisla
= Urna senl.ora de bons cosluines so en:arreg.
da criacao le meninos de paito, impedidas o desimpo-
didas, etamhem recebo meninos para dismamar, no
que prometi esmerar-s; quem do seu prestmo se
quizer utilisar; dirija sa ao pateo do Carmo n. M
na mesma casa vende-se vm ber;o ainda em bom uso
z= Aluga-se arenle de um primeiro andar pronna
parahoii.em sallciro: o ajuste he na vanda da esquina do
Rosario lar^-a n. 21 .
Na rus das Agors-Verdes n. 40, lirao-so passa-
port-s para dentro e ora do imperio; despsrhio-so es-
cravos ; cobrio so dividas na praca e fra dalia, fazen-
do-sotudocoma maior hrovidado eprompt.dio.opres-
tando-seas newsssrisa ^ai aniio'.
O aballo assignado roga a pesia que tirou
urna carta, viuda do Ric-de-Janeiro, cliegada no vapor
no dia 7 do corrente, ue so ja vio o que quena, isto
be, se trata de negocios que pdem Ibe di/cr respailo,
e querendo fazer o laor do mandar por qualquer pessoa
na ra doRosarioeslr.il-, sobrado n. 43. Io andar,
muito agradecido licara o annuiuiante, por isso quo a
mesma caita pA.lc nio s tratar de oiitns obj (tos. co-
mo at trazer dinheiro. = Joaquim Josa Pereira ios
Sanios. .
= Arr. nda-sc urna casa de dous andares na ra do
Noeeira con. bons commodos. a muito fresca, quintal
e cacimba ; a tralar na ra Velha o. 05, de manbaa
al as 8 horas, e de larde das 3 as C.
Arreuda-so urna casa terrea na ra da Manguea-
ra na travassa da la da Alegra para a Gloria, n. 7.
com bons commodos e muito fresca ; a trater na ra
Vel ha n. 05. _
Ca los Mara Falelo, subdito Portugocz, vai ao
Aracaty. provincia do Geera ; levando em sua compa-
nhia um criado por noinc Andr Mart-ns. la.nhom
subdito Poiluguez.
Quem precisar de un.a ama do leite. da malta, dir-
jase a ra de S. Bom Jess das Criuutas. n. f.2.
n Engomii a-se toda a qualidade de roupa com
perreicioo preco commodo; na ra da Clona n. 83.
= Furtaro no da 7 do corrente de urna sala .
un. par de brincos do ouro ; julgn se ser algum preto :
a pessoa a quemle fu. lo f r oerecido .quera ap-
prebendere entregar na loja da rsquijia do becco da
Congreg;cao, n. 41, que fer recompensado.
=. Jos Joaquim Alvcs Teixeira embarca o seu es-
cravo Luis pare* Rio do Janeiro.
Precisa-sede un. cahe'uo l'ortuguet, ce l a
20 annos. para um;. loja de fazciidaa ihsIj praca o
,uo lenha bstente pratica quem estivcr neitai cir-
cumstncias, annuocie pira sor procurado.
---= Prccisa-sc de una ama socca para servir em
una Ma capaz do pouca familia, distante desta praca
duas leguas, que seiba engomoiar, ensolioar, eojinba,
e seja so ; na roa largado Rozario vendan. 5d.
^ jet Joaquim Lima Baiiloe Bernardino do Se-
na retirn se para lora desta provincia, poralguns me-
zcs.a tralar de seus negocios.
=- JosAgoslinboCarreira Guana, subdito Por-
luguez retira-so para fra da provincia.
== l'recisa-sedoumcaieiro para tomar conta do
urna venda por balanco, quesaiba faicr sua obrigacao,
o dando fiadora sua conducta; quom estivcr nesUs
oircum.tancias dinja-se a travessa da la Relia n. H ,
que achara com quom Iralar.
as DITerece se um moco Brasileiro casado, o com
pouca lamilla, para administrador ,ou caixeiro do
engenho e quo tem bstanlo pratica de ambos os em-
picaos por os ter ji c-icrcido ; quem de seu pros i-
noaoqui/erulilisrr, dirija- sea _Soledado indo pela
Trempu lado direito casa n. 7.
=.= Precita-M alugar i pretal para serventes de po-
dro.ro ; na ra da Cadeia do Rcc.fo n 2:.,acharao com (
quom tratar. ,
Prccisa-so arrendar um sitio perto da praca .
quo tonha bstanle pasto para 12 vaccas; paga-se bem;
quem liver unnuncie para so Iralar do ajuste.
O NAZARENO n. 108 esta a venda nos luga-
res do costume ao meio dia.
Antonio Borges da Fonseca advoga tanto no ci-
val, como no crin; os quo se quizerem utilisar de
seu prestimoo ach.ra sempre na casa de sua residen-
cia no pateo do Paraso n. 4.
A pessoa.quclirouuma carta, por engao do
corrcio, n. 130, vinda pelo ultimo vapor do Sol.
pertencente a Jos Ramos da Cruz quera ter a hon-
dada de a mandar entregar na ra da Cruz n. 11.
= Ponteo se urna eaixa de prata pan rap na
nouto do dio 7 do correnlo na igreja do covento de
S. Francisco na occasiao de um enterro; julga-se
ser furtada da algibeira da casaca e tem os signaos
Mguintcs: dequadroso palmas dentro dos mesnus -
con. a firma na lampa J. A. U. B. ; a quem for ole-
recida baja da apprehcndcl a o levar na ra dasUu,
zes n. 28, segundo andar, quo sen recompensado.
Lotera do Guadclupe.
Kxm. Sr. Vice-Presidente inarcou
o da 10 do corrente para correrem im-
preteiivelmente as rolas tiesta lotera;
o resto dos bilhetes est venda as I
jas anntinciadas.
lo-
= No dia 4 para 5 do mez passado (junho). urt-
rio na povoa. ao de Itabaianna provincia da I araUi-^
ba do Noito urna escrava da Angola de idade de 10
a 18 annos com os signacs scgu.ntes : boa estatura,
o clho d.rcilo coberlo de urna belida grando que pou-
co v.e urna Ionio no braco da parto do olho; anda be
atrarciMda no lallar; julga-se ter-se vend.do esta cscra-
a para esta praca, ou ptra engenho perto della; quem
souber ou a c mprou descubra que quem a ven-
den tem bens suflicicntes para pagar: a escrava chama-
se Mara e paitenco ao alfares Almiro Celar do t*U-
galbacslkrbosa, morador em dita povoacao o_ Ita-
baianna, que recompensar a quem Ibe dar noticias da
dila escrava.
A casa do agencia commcrcial na ra da Ca-
deia do Rceifc, ... 0. tem.para vender dous pianos usa-
dos urna mesa de mogno para meto do sala da um-
,na moda urna dita para |antar um par do banqui-
basda cabeeeira do Icios, un.a papeloira par. senho-
ra um bid um apparelho de prata para cha um
faqueiro salvas, copos escri.anhias casticaes e ca-
feteiras ludo de prata camisas de 'P^0.' u
cobert. de chita o oulros objeclos ludo muito em
conta no mesmo estabelaeimento recebe ^
le se vender por conta de seus donos qua que Ira
la que seja, em segunda mi. e se emp t, d nbe.
ro sobre os mesmo, objeclos ou sobre prata, ouro, ou
diamante, tainbem se compra faicndo conta.



= Cote-te toda a qaaliJade de costura tanto de
homem como d'senhora e tambera se engomma o
mais burato ponifei ; naSoledale, indo para a Trom-
pe lado ilireito quasi ao |i da i^reja, e i..i n. 5
- O (sol do bairro de S. Antonio, tVlalhias du
Albu(|URn|ue Mello, mudou a sui residencia para 8
ra do Agoas-Verdes n. 64.
O bacbarcl Aflonsj de Albuquerqu) o Mello, ad-
voga porante os audit irios d -la cidade o mudou a sua
rosidencia, o escriplorio para a ra de Agoas-Ver les
n. 64.
Quem precisar,para mucama,de urna lindi mula-
tinba, de idade de l annos, de ptima educado corw
as mol llores Labilidades, a qual se vende por urna gran-
de preciso ; assim como duas escravas mocas, peritas
engommadeiras; 3 ditas a .130,000 rs. ; dous mole-
buu de 12 a 13 annos ; um bonito ps(;om de idade de
18 junos ; 5 escravos sendo uiu mostr carpina ; di
rija-so a ra de Agoas-Verdes n. 40.
Compras.
= Comprlo-sa dous escravos, um pedreiro e outro
carpina par o Rio Grande do Sul ; sendo bonitas fi-
guras pagSo-se bom : na mi do dllegio, armazem
n. 19.
ss Compra-so unvi medida de quartj do padrao an-
tigo ; atrai do tbealro affnatoro de ti ti o is de pinlio.
= Compra-so e sem feitio una chave do ouro
para reljgio ; na ra do Mondego n. 31, ou annun-
cie.
= Compra-se, para fra da provincia um preto
do naci i|ue seja mogo tcnba boa ligura o sem
molestias, paga-se bem ; no Recite, ra de Apollo
o. 2.
= Comprao-so pennas de ema por bom preco ;
as Cinco-Pontas n. 71.
= Comprao-so vaccas de beterros novos; na ra da
Aurora n. 4.
;= Comprlo-se, para fra da provincia escravos
de 1 i a 20 annos, sendo de bonitas figuras pag3o-se
bem; na ra da Cadeia de S. Antonio sobrado de
um andar de varandade pao, n 20.
ComprSo so 5 barng com niel de furo ; na ra
da Cadeia do Recite n, 55.
= Corr.pra-sc um globo terrestre e outro coleste ,
ou smente o terrestre estando om bom uso. Annun-
cic, para ser procurado.
= Compro-se os livros seguintes: o Sacramento
da Penitencia e da Eucbarestia ; os Ejercicios do Pa-
dre Aloneo Rodrigues; Dillerenca entre o temporal e
o eterno ; a Escada Mystica de Jccob ; a upora Norma
rm italiano ou italiano o portuguez: na travest da
Madru de Dcos n '.I, ou annuncia
Vendas.
Attcncao !
=Vende-se a 120, 140 e i(0 rs. o covado de chita ,
ditas finas escuras a 220 rs. o covado, madapoln a
150, 1G0 e 180 rs. a vara, dito fino a 200, 220 e 240
rs dita, madrasta fino a 280 rs avara, pannos linos
azues a 200 rs. o covado, do urna linda vista inoios
Chalos de cassa de quadros a 3U0 rs. dula a 1 40 rs. o
covado, lindos cortes de cassa-cbilas de muito boni-
tos padroes a 2(i00 rs. cbadrez s do linho para ja-
quctas a 520 rs. o covado,fazenda de muito boa qualida
de e muito honesta, superior setim preto do verdadeiio
chamado macu para rollete da melbor qualidade ,
a 4300 rs. o covado dito cntre-fino tambera de boa
qualidade, a 3200 rs. o c .vado sjperlino luslu
branco de exccllcnto qualidade a 1000 rs. o covado ,
algodao liso do muito boa qualidade a 10 rs. a vara ,
dito americano, largo, a22()rs. a vara, dito trancado
azul mesclado muito encorpado a 240 rs. o covado ,
/lurte azul de vara d laigura a 260 rs o covado, mui-
to boa fazenda para prelos casimiras do quadros do
bomgosto para caigas a 1200 rs. o covado lencos de
cassa pintados a 160 rs. pegas de brotanba do rolo a
1800 rs, a pega, brins trancados de quadros de bonitos
padroes a T>00 rs o covado, riscadinbos [raneados a
200 rs. o covado, muito boa fazenda para meninos,
castores ou riscadosa2l0 rs. o covado, cortes de cam-
braia de listras brancas adimascadas a !". rs o corte,
tondo varas e meia ditos finos de coros sendo
de quadros e listras de vara e tanto de largura, dos
mais modernos a o.^ rs., ditos de superiores cassa-cbilas
do melbor gosto, linas a 4200 rs. o corte, pecas de ma -
dapolo a 2800, 5200 o 3400 rs. dito lino a 4000 ,
e 4200 rs. a peca, madraste fino a 5200 e 5400 rs. a
peca ditas de chitas a 4400 5200 5500 e 6000 rs.
escuras, bretanha de linho puro, a OiO rs. a vara, es-
guia) de superior qualidade do verdadeiro c puro li-
nho a 1500 rs. a vara, cassa de quadros para hadados a
000 rs. a pera cambraia lisa de vara e tant > do lar-
gura a G00 e 800 rs. a vara muito fina superiores
vestidos de seda com flores a 50,000 rs mu rica fa-
zenda, novos cortes de cbali de listras de seda a 16j rs. o
corte pecas de bretanha de 6 varas, de puro linho a
3200 rs. a peca superior brim trancado branco mul-
to encorpado de puro linho a 1400 rs. avara, escocez
de algodao para vestido a 300 rs o covado chitas
francezas finas do vara de largura e de novos padroes ,
a 440 rs. o covado sarja bospanhola muito cncorpa-
da e boa qualidade e larga a 2300 e 2500 o covado ,
dita franceza tambera larga a 1600 rs. o covado chi-
tas chegadas ltimamente de gosto moderno segu-
ras e muito finas, a 320 rs. o covado, chapaos deso,
de seda preta para homem a .'>>'rs. ; todas estas fa-
zondas sao lulipas e Je boa qualidade alem de outras
muitas do um surt'mento completo por barato preco:
na ra do Collegio luja n. I, de Antonio de Azeve-
do Villarouco & Irmio.
Cera airada.
\ onde-se em caixas de 180 libras cada ama, sor-
tidas desde duas at 16 em libra ; na ruada Sen/alla-
Velha armazn) n. 110.
Vendem-se dous moleques de 18 annos, um sa-
pateiro e o outro canoeiro ; ao comprador se dir o
motivo da venda ; assim como urna canoa aberta de
carregar familia por prego commodo ; na ra Nova
n. 57, das 6 ai 9 da manbSa.
- Vendem-se duas moradas de casas terreas no
val : a tratar na ra da Concordia n. 3.
= Vende le urna reslriadeira contando dentro urna
fillradeira ; orna marqueza ; 1 ellim francez emmeiol
uso; urna espingarda de cassa; urna mesa o 3 sacadas de
pedra da trra : a tratar na ra da Concordia d. 3.
= Vendom-so a trca parte e bemfeitoriasda pro
priedade da Agoa-Fria de Bubirihe-de-Baixo a qual
teiu pasto para 10 vaccas de leite todo o anno urna
grando casa du vivenda duas ditas mais pequeas, 3
ditas do pedra e cal muitos arvoredos de Iruto mui-
to boas haixas para capira maltas para lenha e mui-
to boa agoa do bobcr ; vendo so tudo por proco muito
commodo : na ra Nova n 60.
ss Yendum-se 3 quartoljs novas, de guardar azeite
de carrapato com torneiras por preco commodo ;
na ra do Agoas-Verdes n. 21.
= Vende-se urna cscrava do nacao Mocambique ,
moga de bonita figura, engomma cozinha e lava
desabSo, com urna fillia negrinha de 3 annos ; 4 es
cravasde nacao mogas, de bonitas figuras, proprias
para t'do o servico o mesrao para quitaudeiras ; urna
negrinha de nagio, de 14 annos, propria para sor edu-
cada ; uraa nogrota de Angola de 16 annos com
varias habilidades ; um molecule crioulo de 17 an-
nos proprio para pagera ; um dito de nacao de 13
annos muito lindo proprio para olSoio : na ra das
Cruzes n. 41, segundo andar.
= Ven le-sc rezina de angico da molbor quali
dade quo toni apparecido em porgao e a retalbo ;
i.a ra das Cruzes, vendan. ,2 na esquina do becco
da Pol.
Venderse dous protos de boas figuras, propriis
para qualquor servico ; na ra da Praia n. 32.
= Vendo-se ura molequo de 11 annos, de bonita
figura ; na ra da Cruz n. 51
= Vende-se cera de carnauba e bezerros tudo de
superior qualidade ; na ra da Cruz n. 51.
= Vondem-so .> escravas com habilidades, e um
molequo do 13 annos; na ra do Padre Florianno
n. 7.
=> Vondem se 5 moleques pegas, de 12 a 17 annos,
de mui lindas figuras ; 3 pretos de 22 annos, proprios
para palanquim ; duas negrotas de 10 a 14 annos ,
com algumas habilidades ; uraa preta de 20 annos,
que sabe ongommar, co/.inhar e coser ; urna preta de
moia idade por 300 rs ; urna dita parida com mui-
to bom leilo > moca ; na ra das Flores n. 21.
A Honran ao hura tu !
= Na ra do Passeio-Puhlico loja de fazendas
n. 11 se aeb.i a venda ura completo sortimonto de la-
zendas por mdicos preces e a contento dos fre-
gueses como sojao : ricos corles de cassa-chitas, chi-
tas, cassas bretanba de linho lina de 6 varas e de
pega grande brim trancado de linho puro, e mesmo
com mistura pecas de chita do cores seguras, de 5 i'
ate S.' rs. de bonitos padroes e a retalbo de 160 at
200 rs. pecas de boas platias de 10 varas, muilo boa
fazenda per 2$ rs. que muito ba de agradar ao
comprador, outras muitas fazendas de gosto, como se-
jo madapoloes finos ordinarios, cassas, cambraias,
algodes trancados clisos; promettendo-se dars fa-
zendas por menos prego do que em outra qualquer
parte e mesmo servir bem aos freguezes.
= Na ra do Crespo n. 11. ha, para vender uro
completo sortiuiento de livros em francez e portuguez ,
chogados pela ultima ombarcago de Lisboa; rap impe-
rial, ama preta e vinagrinbo e ptimos jugos de pis-
tolas para cavallaria.
= Vende-se una parda de 14 a 15 annos de idade,
de bons costuines, sem molestias nem vicios cose,
fa/ lavarinto, e todo o mais servico interno de urna ca-
sa ; na ra do Crespo a tallar com .Manuel Gomes Vio-
ges.
\ ende-se um diccionario grande por \ eir em
dous tomos, um dito pequeo poi Vieira de um to-
mo una historia da (recia um Pope um cinco tu-
mos, umGcruzcz, ura fbula urna Selecta, um Ta-
le-maco urna grammalica philosophica por Jeronymo
Soares Barbosa uraas ligues de Genueuse ludo em
buii oslado ; na ra do Queimadu loja n. 24.
\ cndein-se duas bonitas escravas du 20 annos,
saliendo uraa perfeitamenlu engommar o cozinhar faz
rendas o bicos de ludas as larguras ; urna dita engom-
maJcira e cozinheira ; dous pretos mocos, rauilus re-
furcadus para lodu o servico o mesmo para armazem de
assucar; uraa bonita parda recolhida, perfeita ongora-
rnadeira c coslureira < muito carinliosa para me-
ninos cuja c 'iinuda se allanta: na ra Direita n. 81.
\ endurase saccas de arroz pilado uilas de arroz
do casca ditas de nnlbu di las de lamilla ditas de
foijao tudo novo ; na ra da Cadeia do lenlo ar-
ma/era n. 8.
as Yende se urna bolica fra dcsta cidade, com um
partido ..niiual de 400, rs, e bem afrrguezada : a
tratar na ra de Apullu n. 10.
= Vendem-se quartos nuvos, de carga e de sella ;
na ra da Conceico da ltoa-vista n. 60 : na inesma
casa sangrlo-so curo-so o recebem-se cavados para
se tiatarem.
= \ende-se um carro de 4 rodal, com arreios e
cavallo muito bom do mesmo carro ; na ra nova de
S, Amaro n. 6.
= ^ ende-se taboado do pinho de costado, costadi-
nho, assualno, e forro largo, e tamb m para fundo-
de barricas, americano, du 10 a 30 palmos de com-
prlo e de todas as larguras ; alraz do tbeatro velho ,
por preco muito commodo.
= Vende se uraa canoa aberta grande por pre-
go razoavel; no tanque d agua da ra de Apollo
n. 50.
:=\ ende-se una escravs da naglo de bonita figu-
ra robusta o possante para todo o servico princi
plmente para enxada por lor de tudo muito uso ; na
ruu de Apollo tanque d'ugoa n. 30.
= Vende-se ou troca se por um sitio perlo da
pr.ici, 'no lenha bastantes aores do fruto, e haixa
para capira urna eicellento casa cora grandes cun
modos dentro do Recife ; a tratar na ra Imperial
n. 9.
Cheguem ao barato.
= Vendem se los do linho que lamben) servem
para chales, de 3 quintas pelo mdico prego de cinco
patacas: na esquina da ra do Crespo que volta para
a ra das Cruzes n. lt, loja de Manoel Gomes Viegas.
Vendem se muito boas bichas, a 5000 n. o can-
to ; na ra da Cruz n. 62.
Vende-se urna caixai vasiai, um babus proprios
para bahuieiros um cerimonial moderno e um 10-
pha ; as Cinco Ponas n. 160 todo o negocio se
far.
= Vendem-se chitas paracoberta, de bons pannos
o coros fizas, com estampas e arvoredos fingindo mal-
los pelo barato prego de 160 rs. o covado, finissimas
chitas francezas muito largas do assento escuro ,
do quadros o listras, cores fizas, a 320 rs. o covado,
dita a 260 rs o covado, lanzinhas do bonitos padrias
a 5200 rs. o corte e a 320 rs. o covado cortos de cas
sa-chitas de todas as cores e muito largas a 2/ rs. di-
ta em vara a 400 rs. dita transparente a 2560 rs. ,
cortes de chita de assento escuro o cores fizas a 1600
rs. chitas cor de ganga e do outras muitas cures e
muito finas a 200 rs. ditas escuras de lindos padroes
a 160 rs., e em pegas a 5500 e 6# ri., pogis de breta-
nhas de rolo de superior qualidade a 2.> rs. algodao
trancado muito largo e escuro proprio para roupa de
escravos a 240 rs. algodSo americano muito encor-
pado a 220 rs. a vara dito muito largo e encorpado ,
proprio para lences a 280 rs. madapolQei de todas
asqualidades ornis fazendas tudo por barato pre-
go ; na ruado Creipo n. 14, loja do Jos Francisco
Dias.
Vendem-se bengalas de canna da India, verda
deira com castes mui elegantes, ditas de burracha
u bamb ltimamente chegadas da l'ranea ; na ra
da Cruz armazem n. 48.
Vendem-se caizas de tartaruga verdado ir a para rap,
por prego commodo ; gomma-laca, propria para (abr
ca de chapeos edita superior para obras de marci-
neiro ; na ra da Cruz armazem n. 48.
Vetule-se urna missa em orcheslrain-
titulada a Formiga, por preco muito com-
modo em razao de seu donse retirar des-
la provincia ; quein a pretender dirija-se
loja da ra larga do Mosario n. 11, que
achara com quem tratar*
= Vendem-ie bichas grandes e pequenai, chega-
das ltimamente de Hamburgo por prego commodo ;
barricas e meias ditas de farinha de trigo, e ditas de
SSS nova e de superior qualidade ; peseirai de ara -
me de lati ; meias de linho de Cutio : na ra estrel-
la do Rozario padaria n. 13.
bu Vende-se um escravo de 22 annos de elegante
figura proprio para o servico de campo ou engenho ;
na ra de IIorlas n. 112.
= Vende-se duas pretas sendo una de bonita fi-
gura e com habilidades, queso dirao aos comprado-
res, e a outra que sabe cozinhar o diario de urna casa,o
engomma ; na ra da Cadeia do Recife n. 47, a tallar
com Jos Pires de Moraes.
\ ende-se a quinta parte de dous sobrados sitos
na ra do Rangel du dous andares e soto e outro
no fundo do mesmo de um andar e soto e em
cilios proprios; na ra da Soledade n, 33, se dir com
quem deve Iralar-se.
= Naciso Jos da Costa anda lem para vender al-
guns cortes de eslaraonha para habito do tercoiro de
8. Francisco.
= Vendem-se e alugSo-so bichas muito boas,
por prego mais commodo do quo em outra qualquer
parle, na Iravessa da ra do Vigario loja de barbei-
ro n. 1.
= Vendem-se 6 passaros do difierenles qualidades
e bons cantadores por prego commodo ; na ra das
Cruzes n. 16, prinuiro andar.
==_.Vende-te um escravo carreiro o bom (rabalhor de
enxada, e ptimo para lopo o servico ; na ra Di'ei-
ta n. 18.
= Vende-se o botiquim da Estrella: a tratar no
mesmo.
sss Vende-se urna escrava delnda figura perfei-
ta cozinheira engoramndeira lavadeira e cose cbo ;
na ra da Cruz n. 56, segundo andar.
= Vende-se bretanha de puro linho de 320 a 400
rs dita de Franga de6 varas, muito fina, a 4800
rs. a peca ditas 2000 rs. brim pardo do linho trancado a 400 rs. a
vara dito branco tambera de puro linho a 480, 800,
1000 e 1280 rs. a vara casimiras modernas du qua-
dros, a melbor fazenda possivel a 7500 rs o corte,
panno preto do todos ss qualidade dito de orella
branca superior, com algum molo branco a 3200 rs. o
covado, selim pelo para collote, boa lazenda de 3000
a 3400 rs. o covado sedas de cures com algum mofo a
640 rs. o covado, chales do laa matizados, grandei a
3000 rs. ditos de cassa em laa abortos a 3600 rs.
lencos brancos a 320 e 400 rs ditos de chita a Mili,
180 e 280 rs. chitas de assento claro, boa lazenda, a
140 e 180 rs o covado ditas escuras finas a 200 rs. o
covado, corles de chitas modernas de 13 a 14 covado:.
a 3000 rs. cassa-chitas muito linas a 640 rs. a vara
dilas em corle superiores a 3600 o 4500 rs. man-
as de fil de lint.o a 2400 rs. los de linho a 2800,
6000 e 8000 rs., cbila azul a 130 n. o covado, mea-
do americano de listras,azul,a 200 rs. o covado mada-
poloes a 3000, 5600, 3800. 4000, 4500 e 5000 rs. a
pega ditos entestados a 5500 e 6000 rs. a peca seti-
neta superfina a 400 rs. o covado ganga riscada e es-
(reila a 140 rs. o covado, cambraias adamascadas o
corte com 5 varas e meia a 3000 is., dita lisa com 6
varas e meia a 4000 rs., bicos.de linho frencezei,
de todas as larguras panninho fino a 6000 rs. 1 pega ,
e outras muitas fazendas por pregj muilo commodo;
na rus do CJueimado n. 1 loja de Francisco Jos Tei-
zeira Bastos di Companhia.
Yondomse bichas grandes e pequeas, por pre-
go commodo; na ra do Vigario n. 12.
=Vende-se tima venda sita na ra das Agoas-Ver-
des com 4 portas de (rente e urna para o becco. com
lodos o fundos que tem dentro ou parte dellei, con-
forme o comprador quizer : a tratar na mesma venda ,
ou em casa de Lima Jnior & Companhia.
= Vende-se um preto e urna parda aquello pro
prio de todo o servico de urna casa ou de campo, e es-
ta boa lavadeira e ongommadeira ambos mocos e de
bonitas figuras ; na ra ua Cadeia de S. Antonio
o. 25.
Vendem-se cortes de remontes francezes a 400
ri. o psr ; na ra Direita n. 64.
Zurana da ra da Cruz do bairro do Rici/t a 5C
su O Mez de .Maria, ou nova imitarlo da Santissima
Virgem por Madame Tarb des Sablons traduzido
do francez por Caetano Lopes de Moura dedicado a
lllm 'e Eim.'Snr.' Marqunza de Punta Delgada. Pa-
riz 1845, 1 v. em 16 diversas encademayoes.
A ezcellencia do teztu, a perleicao e mullidlo das
estampas, o-gosto a bem acabado da impresso ludo
nos obriga a considerar rste livro urna das mclhores pu-
blicagdes do anno corrento o tem duvida alguma a
obra prima typograpbica porluguoza.
Cdigo do bom tom ou regras de civilidadee de
bom vivor no A'IX secuto por J. I. Rojuoto pro-
fnssor de litteratura porlugueza no Collegio Slanislo
Parz 1845, 1 v. em 12.
Este livro cu|a leitura ss faz rocommondavol ho o
livro pratico mais til maislndispensavel, e mais bem
foito, que sobre a materia existe na lingoa portuguoza-
accresce ser ricamente impresso, com innuraoravois vi-
nudas intercaladas no tozto.
Diccionario de Theologia pelo Abbade Dergier
edigio enriquecida do notas extrahidas dos mais cele-
bres apologistas da rcligiSo por Mr. Goussele, arce-
hispo de Reims, augmentada com artigos novos, por
Mr. Doney,hispo de Montanban.e prececida do plano de
Theologia manuscriptoautbographo de Rorger; Ite-
sangon 1844 6 v. em oitavo encadernado.
Sio notaveis, entre os novos os artigos concernen-
tes a constituieao civil do clero ao Hermerianismo ,
Furiorismo, Sam-Simonismo Magnetismo Mumie-
rismo pequea igreja Ant-concordataros, Racio-
nalismo Allemio, &c.
Todos os livros elassiens, inclusive o Horacio, cuja
falla ora tiosensivel livro de ouro dos meninos ,
e historia dos meninos celebres tradueges de J. I.
Roquote ornado com muitas estampas; nogoes ele-
mentares de philosophia por S. Pinheiro ; guia da con-
versagio porlugueza ingleza e porlugueza, francesa
do mesmo J. I. Roquete; Dieudevant lesiecle por A.
Madrolln ; cours complot de histoire chronologique en
124 Ublesux al'usage de la jeunesse por M. Pascal ;
Magasin universal 7 v. em quarto gruido com innu -
mcraveis eslampas ; as duas traducedes de Jess Chris.
lo peranleo secuto feitas pelos Srs. Colacoe Moura,
eoutros muitos livros, chogados ltimamente, ese
vendem na mesma livraria por prego commodo.
Vende-se urna preta de Angola de idade de 17
annos de bonita figura be boa vendedeira de rus e
cozinha o diario de urna casa; o motivo da venda se di-
r ao comprador : na ra de llortas n. 70.
Vende-se farelo pelo mdico pre-
co de 4,'ooo e 2'56o rs. ; na ra da
Senzalla"Velha n."i38.
Continua se a vender a agoa de
fingiros cabellse assuicas; na ra do
Qucimado n 3>, e 33 : o methodo de
applicar a agoa acompanha o videos.
Coejros de merino fino bordados de
retro/, de coren muilo bonitas, a sooo
ris cada hum, lencos breos de cambraia
de linho muito finos e mnilo bem bor-
dados a 7sooo ris cada hum, bicos lar-
gos e bonitos para roquetes de Padre a
'.n'odo lisa vara ; na ra do Cabtig, to-
jas de fdzendas de Per eir & Guedes.
Escravos Fgidos.
= Desappareceo no dia 50 de junbo p. p. o mula-
tinho Agostinlio de idado de 14 annos, o qual cons-
ta andar nesta cidade : quera u pegar, ou delle der no-
ticias far avisar oumandal-oa casa do .Mondes A
liveira na ruada Cruz n. 9 que ser recompen-
sado.
= No dia 6 do crrente julbo fugio o prelo Unen-
no, criuulo de idade de 28 a 30 annos, alto, cor
fula corpo regular espigado do corpo sera barba ,
poucos cabellos nos peilos bracos corapridos, meio
cambaio mu pachola pernas finas com cantos na
testa cicalr/es as costas, de chicle; levuu calcase
camisa de estopa : quera o pegar, ou der noticias on-
de ello estoja, va participar na ru estrella do Rozario
n. 30,segundo andar quo ser gratilicadu do seu Ira
balho.
ss No dia 28 do passado fugio o preto Manoel,
de estatura regular, rosto redondo cora alguma bar-
ba muito cacbaceiro e laz-sc maluco quando falla;
levou caigas e camisa brancas: quem n pegar, leve a rui
Soledade n. 29 que sor gratificado.
= Desappareceo no dia lo de Junbo desto anno
urna preta da Costa de nome Lucrecia alta cheia
do corpo pernas linas tora ura (albo no pescogo,
representa ter 40 annos ; levou saia de chila mua ,
e panno da Costa : quera a pegar, ou dola der noti-
cias dirija-se a ra Nova venda n. 65.
= No dis 2 do corrente desappareceo um escravo
crioulo do nome Cosme, com ossignaes soguintes: cor
fula olhos grandes nariz chato beigus giossos, e
com ludo nlo be mal parecido reprsenla ter de ida-
de 19 a 20 annos ; levuu camisa de algodao riscado
de azul e caigas brancas ; he acoslumado a Irabalhar
de enxada por ter sido de um engenho : quem o pe-
gar, leve ao botcl Pistor n. 3, no caes da Lingofita.
100*000 di gratificaba por rada um dot escruvoi
do abaixo attignao a quem os aprehender
Em 19 de abril do corrente anno fugio o prelo
Antonio de nagio Reboto, idadudeoO annos, baixo, cur
bem preta, lera alguma falta du cabello na cabeca, pro-
veniente de carregar peso, pomas algumo cousa arquea-
das e cabelludas, lem uraa falta por baixo de urna orclba
que parece ter sido aparada, barba a roda da bucea a
queixo, bem ladino ; ba 4 me/es que andava ganbando
na ra; era muilo amigo de brigos do galos, oronda
que negociava nelles e com outras cousas; levou vestido
calcadealgodlo ssul, carniza de panno de rede do man-
gas curtas, chapeo de pallia vclho : pelas seis e meia
horas da tarde do da 24 do mesmo mez fugio o mole-
que Domingos, de nagao Baca, idade de 14 annos, secco
do corpo, estatura regular, cor preta, beicos grossus, p**
abortos para fra, bem ladino, levou vestido calca de al-
godao asul o camisa tas. Esto moleque lo i da viuva do Praftas que leve
loja as Cinco-Ponas, (^uem os pegar ove a rus da
Cadeia do Recife, loja de lerragcns deJoaquim Jo-
s da Costa LiilSo.
PERN. } NA TYP. PE M.
P DEFAMA t/l6-


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